O

Ṛg Veda
LIVRO 1
(Maṇḍala 1)
Traduzido para o inglês por:

H. H. Wilson
Primeiro Aṣṭaka. Segunda Edição – 1866
(Parte do) Segundo Aṣṭaka. Primeira Edição – 1854.
[Disponíveis em archive.org]*

Ralph T. H. Griffith
Segunda Edição – 1896
[Disponível em sacred-texts.com]

Incluindo 48 hinos por

Hermann Oldenberg – 1897
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

E 21 hinos por

Max Müller – 1891
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

Versões traduzidas para o português por

Eleonora Meier – 2013.

* Sites consultados em 2013.

→ Ir para o Índice Rápido.

2

Páginas de Título:

ṚG-VEDA SAṂHITĀ
___________
UMA COLEÇÃO DE

HINOS HINDUS ANTIGOS,
CONSTITUINDO

O PRIMEIRO AṢṬAKA,1 OU LIVRO
DO

ṚG-VEDA,
A MAIS ANTIGA AUTORIDADE PARA AS
INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS E SOCIAIS DOS HINDUS.

TRADUZIDO DO SÂNSCRITO ORIGINAL
____________________

POR H. H. WILSON, M.A., R.F.S.
Membro da Sociedade Asiática Real, das Sociedades Asiáticas de Calcutá e Paris, e da Sociedade Oriental
da Alemanha; Membro Estrangeiro do Instituto Nacional da França; Membro das Academias Imperiais de
Petersburgo e Viena, e das Academias Reais de Munique e Berlim; Ph. D. Breslau; M.D. Marburg, etc., e
Professor Boden de Sânscrito na Universidade de Oxford.

____________________
Publicada sob o patrocínio da Corte de Diretores DA COMPANHIA das Índias Orientais.

___________
SEGUNDA EDIÇÃO

___________

LONDRES
N. TRÜBNER & CO.,
TRAVESSA PATERNOSTER, 60.

1866

1

O primeiro Aṣṭaka, ou Oitavo, vai até o hino 121 do Primeiro Maṇḍala ou Livro.

3

OS

HINOS DO ṚGVEDA
TRADUZIDOS COM UM COMENTÁRIO POPULAR
POR

RALPH T. H. GRIFFITH, M.A., C.I.E.
ANTIGO REITOR DA UNIVERSIDADE DE BENARES E ANTIGO DIRETOR DE INSTRUÇÃO PÚBLICA NAS
PROVÍNCIAS DO NOROESTE E OUDH

____________________

SEGUNDA EDIÇÃO
COMPLETA EM DOIS VOLUMES
____________________

VOL. 1

BENARES
IMPRESSO E PUBLICADO POR E. J. LAZARUS & CO.

___________
1896

4

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XLVI

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

HERMANN OLDENBERG
PARTE II

HINOS A AGNI (MAṆḌALAS 1-5)
OXFORD
CLARENDON PRESS
1897
_______________________________________________________________________________________

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XXXII

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

F. MAX MÜLLER
PARTE I
HINOS AOS MARUTS, RUDRA, VĀYU, E VĀTA
OXFORD
CLARENDON PRESS
1891

5

Prefácio
“Por meio da ajuda da história e dos Purāṇas o Veda pode ser interpretado; mas o
Veda teme alguém que tem menos informação do que deveria”. Essa afirmação é
encontrada na minha tradução do Mahābhārata traduzido por Ganguli (Adi; pág. 25).
Exatamente esse trecho foi divulgado a princípio com um erro, posteriormente corrigido
tendo como base o Vāyu Purāṇa (1.1.181), que diz: “O Veda teme aquele que é deficiente
em tradição, pensando ‘ele me danificará’”. Portanto, foi exatamente por temer ‘danificar o
Veda’ que apresento abaixo duas versões completas desse primeiro livro do Ṛg Veda,
além de alguns hinos traduzidos por outros dois estudiosos.
As diferentes versões do mesmo hino encontram-se uma abaixo da outra, para
facilitar sua comparação assim como seu possível entendimento. Elas têm semelhanças
esclarecedoras e diferenças significativas. Por primeiro está a tradução de Horace Hayman
Wilson, a primeira completa para o inglês (iniciada em 1850), que tem, seguindo o
comentário de Sāyaṇa, uma pequena introdução de cada hino especificando seu autor,
sua métrica ou método de versificação, e a quem o hino é dedicado; e várias notas
explicativas, das quais a maioria está incluída aqui, além da introdução completa do
primeiro Aṣṭaka, e de parte da introdução do segundo, que começa no Hino 122 do
primeiro Maṇḍala.
Em seguida vem a tradução de Ralph Thomas Hotchkin Griffith, que segue o texto
da edição de seis volumes de Max Müller, mas que também é parcialmente baseada na
obra de Sāyaṇa. Dela eu incluí aqui o prefácio e as notas explicativas dos termos e
expressões não totalmente esclarecidos, ou esclarecidos de modo diferente, na versão
antecedente.
Por último vêm alguns hinos traduzidos por Hermann Oldenberg e Friedrich Max
Müller (veja a lista abaixo1), publicados na série Sacred Books of the East (Livros Sagrados
do Oriente). Eles também possuem notas explicativas, das quais a minoria está incluída
aqui. Abaixo de cada hino há um link direto para o hino seguinte do mesmo autor e outro
para o Índice Rápido.
As poucas inclusões feitas por mim estão entre colchetes, especialmente nas notas
daqueles hinos que também foram traduzidos por A. A. Macdonell, em seu Hymns from the
Rigveda, Selected and metrically translated (Hinos do Rigveda, Selecionados e traduzidos
metricamente), de 1922.
Eu incluo aqui também a lista das métricas, que explica resumidamente aquelas que
aparecem no Ṛgveda, encontrada na versão de Griffith, além do Índice dos Sūktas (Hinos),
que especifica em tabela as divisões (Adhyāya, Anuvāka, etc.), os deuses aos quais os
hinos são endereçados, os autores dos hinos, o número de versos ou estrofes em cada
hino, e as métricas usadas na composição deles.
Eleonora Meier;
Joinville, 21 de novembro de 2013.

1

Hinos por Hermann Oldenberg: 1, 12, 13, 26, 27, 31, 36, 44, 45, 58, 59, 60, 65, 66, 67, 68, 69,
70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 127, 128, 140, 141, 142, 143, 144, 145,
146, 147, 148, 149, 150, 188, 189.
Hinos por Max Müller: 2, 6, 19, 37, 38, 39, 43, 64, 85, 86, 87, 88, 114, 134, 165, 166, 167, 168,
170, 171, 172.

6

Organização da Ṛgveda Saṃhitā
A tradição antiga dividiu a Ṛgveda Saṃhitā de duas maneiras diferentes. Elas são:
Método Aṣṭaka – Foi projetado para facilitar a memorização por distribuir um número
mais ou menos igual de mantras para cada seção.
Método Maṇḍala – Nesse método, o assunto é mais importante.
Desses dois esquemas, o esquema Maṇḍala-Sūkta (Livro-Hino) é mais popular.
As seguintes tabelas dão os detalhes de ambos os métodos: 1
Método Aṣṭaka
Aṣṭakas Adhyāyas Vargas
1
8
265
2
8
221
3
8
225
4
8
250
5
8
238
6
8
331
7
8
248
8
8
246

Mantras
1370
1147
1209
1289
1263
1730
1263
1281

Total

10.552

64

2024

Método Maṇḍala
Maṇḍalas
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Anuvākas
24
4
5
5
6
6
6
10
7
12

Sūktas
191
43
62
58
87
75
104
103
114
191

Versos
2006
429
617
589
727
765
841
1716
1108
1754

Total

85

1028

10.552

Os Maṇḍalas 1 e 10 foram acrescentados à coleção posteriormente: embora
contenham muito material que tem o mesmo nível linguístico e religioso das partes centrais
do Ṛgveda eles têm algum material mais recente e ‘popular’.
Os Maṇḍalas 2 a 7 são conhecidos como os ‘Livros Familiares’, são as partes mais
antigas e os livros mais curtos do Ṛgveda, cada um atribuído a uma diferente família de
bardos. As linhagens familiares são as seguintes: 2. Gṛtsamada, 3. Viśvāmitra, 4.
Vāmadeva, 5. Atri, 6. Bharadvāja e 7. Vasiṣṭha.

1

Fonte: Hindupedia.

7

O Maṇḍala 8 contém pequenas coleções atribuídas a poetas específicos ou a
famílias de poetas, e tem um caráter um tanto singular, incluindo os 11 hinos apócrifos
chamados Hinos Vālakhilya (8.49-59).
O Maṇḍala 9 só contém hinos dedicados a Soma Pavamāna (o Soma Purificador),
por isso também chamado de Soma Maṇḍala.
O Maṇḍala 10 é uma coleção de hinos a maioria escrita em linguagem mais
moderna, e contém alguns dos hinos mais conhecidos no ocidente, como o Hino da
Criação, o Hino do Homem entre outros.
A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de hinos
contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - HINOS

A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de
versos contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - VERSOS

E. M.

8

NOTA:
Como os próprios nomes ‘Hino’ (Sūkta) e ‘versos’ (ṛcas ou mantras) indicam, o
Ṛgveda deve ser cantado ou recitado. No entanto, em qualquer situação repetir algo sem
saber o significado não é aconselhável, e, mesmo que em diversos casos do Veda haja
vários sentidos atribuídos a uma estrofe, pelo menos existe alguma ideia a respeito do
assunto tratado.
Há ainda uma série de ocasiões e momentos nos quais os hinos e versos deveriam
ser cantados, e isso é tratado em outros textos como os Brāhmaṇas (Aitareya ou
Āśvalāyana e Kauṣītaki ou Śāṅkhāyana), o Ṛgvidhāna e outros.
Aqui você verá as versões em português de dois ou mais tradutores do Ṛg, e, para
ver os hinos em sua bela escrita devanāgarī e sua transliteração e ouvir como eles são
cantados um site excelente é o Site Of Sri Aurobindo & The Mother. O texto em sânscrito e
a transliteração também se encontram no site Sacred Texts.
Então saiba o significado, veja o hino em sua escrita original, ouça o canto e se lhe
aprouver treine cantá-lo, assim você terá uma experiência mais completa do Ṛg Veda.

E. M.

9
Conteúdo
Páginas de Título: ................................................................................................................................ 2
Prefácio .............................................................................................................................................. 5
Organização da Ṛgveda Saṃhitā............................................................................................................ 6
Introdução ao Primeiro Aṣṭaka............................................................................................................. 20
Introdução ao Segundo Aṣṭaka ............................................................................................................ 39
Prefácio da Primeira Edição (Griffith) .................................................................................................... 45
Hino 1. Agni (Wilson) ......................................................................................................................... 52
Hino 1. Agni (Griffith) ......................................................................................................................... 53
Hino 1. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................... 54
Hino 2. Vāyu (Wilson) ........................................................................................................................ 54
Hino 2. Vāyu (Griffith) ........................................................................................................................ 55
Hino 2. Vāyu (Müller) ......................................................................................................................... 56
Hino 3. Aśvins (Wilson)....................................................................................................................... 57
Hino 3. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................... 58
Hino 4. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 59
Hino 4. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 60
Hino 5. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 61
Hino 5. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 62
Hino 6. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 63
Hino 6. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 64
Hino 6. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller)............................................................... 65
Hino 7. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 66
Hino 7. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 68
Hino 9. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 69
Hino 9. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 70
Hino 10. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 71
Hino 10. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 72
Hino 11. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 73
Hino 11. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 74
Hino 12. Agni (Wilson)........................................................................................................................ 75
Hino 12. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 75
Hino 12. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................. 76
Hino 13. Āprīs (Wilson)....................................................................................................................... 77
Hino 13. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 78
Hino 13. Hino Āprī (Oldenberg) ........................................................................................................... 79
Hino 14. Viśvedevas (Wilson) .............................................................................................................. 80
Hino 14. Visvedevas (Griffith) .............................................................................................................. 81
Hino 15. Ṛtu (Wilson) ......................................................................................................................... 82

10
Hino 15. Ṛtu (Griffith)......................................................................................................................... 83
Hino 16. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 84
Hino 16. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 84
Hino 17. Indra e Varuṇa (Wilson) ........................................................................................................ 85
Hino 17. Indra-Varuṇa (Griffith)........................................................................................................... 85
Hino 18. Brahmaṇaspati (Wilson)......................................................................................................... 86
Hino 18. Brahmaṇaspati (Griffith) ........................................................................................................ 87
Hino 19. Agni e Maruts (Wilson) .......................................................................................................... 88
Hino 19. Agni, Maruts (Griffith)............................................................................................................ 88
Hino 19. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................... 89
Hino 20. Ṛbhus (Wilson) ..................................................................................................................... 90
Hino 20. Ṛbhus (Griffith)..................................................................................................................... 91
Hino 21. Indra e Agni (Wilson) ............................................................................................................ 92
Hino 21. Indra-Agni (Griffith) .............................................................................................................. 92
Hino 22. Aśvins e Outros (Wilson)........................................................................................................ 93
Hino 22. Aśvins e Outros (Griffith) ....................................................................................................... 95
Hino 23. Vāyu e Outros (Wilson).......................................................................................................... 97
Hino 23. Vāyu e Outros (Griffith) ......................................................................................................... 98
Hino 24. Varuṇa e Outros (Wilson)......................................................................................................100
Hino 24. Varuṇa e Outros (Griffith) .....................................................................................................102
Hino 25. Varuṇa (Wilson) ...................................................................................................................104
Hino 25. Varuṇa (Griffith) ..................................................................................................................105
Hino 26. Agni (Wilson).......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Griffith) ......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................108
Hino 27. Agni (Wilson).......................................................................................................................109
Hino 27. Agni (Griffith) ......................................................................................................................110
Hino 27. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................111
Hino 28. Indra, etc. (Wilson) ..............................................................................................................112
Hino 28. Indra, etc. (Griffith)..............................................................................................................113
Hino 29. Indra (Wilson) .....................................................................................................................114
Hino 29. Indra (Griffith) .....................................................................................................................114
Hino 30. Indra (Wilson) .....................................................................................................................116
Hino 30. Indra (Griffith) .....................................................................................................................117
Hino 31. Agni (Wilson).......................................................................................................................119
Hino 31. Agni (Griffith) ......................................................................................................................121
Hino 31. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................122
Hino 32. Indra (Wilson) .....................................................................................................................125
Hino 32. Indra (Griffith) .....................................................................................................................127
Hino 33. Indra (Wilson) .....................................................................................................................129
Hino 33. Indra (Griffith) .....................................................................................................................130
Hino 34. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................132

11
Hino 34. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................133
Hino 35. Savitṛ (Wilson).....................................................................................................................135
Hino 35. Savitar (Griffith)...................................................................................................................136
Hino 36. Agni (Wilson).......................................................................................................................137
Hino 36. Agni (Griffith) ......................................................................................................................138
Hino 36. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................140
Hino 37. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................142
Hino 37. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................143
Hino 37. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................144
Hino 38. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................145
Hino 38. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................146
Hino 38. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................147
Hino 39. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................148
Hino 39. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................149
Hino 39. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................150
Hino 40. Brahmaṇaspati (Wilson) ........................................................................................................151
Hino 40. Brahmaṇaspati (Griffith) .......................................................................................................152
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Wilson) ...........................................................................................153
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Griffith) ...........................................................................................154
Hino 42. Pūṣan (Wilson) ....................................................................................................................155
Hino 42. Pūṣan (Griffith) ....................................................................................................................156
Hino 43. Rudra (Wilson) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Griffith) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Müller) .....................................................................................................................158
Hino 44. Agni (Wilson).......................................................................................................................159
Hino 44. Agni (Griffith) ......................................................................................................................160
Hino 44. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................161
Hino 45. Agni (Wilson).......................................................................................................................162
Hino 45. Agni (Griffith) ......................................................................................................................163
Hino 45. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................163
Hino 46. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................165
Hino 46. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................166
Hino 47. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................167
Hino 47. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................168
Hino 48. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................169
Hino 48. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................170
Hino 49. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................171
Hino 49. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................171
Hino 50. Sūrya (Wilson) .....................................................................................................................172
Hino 50. Sūrya (Griffith) ....................................................................................................................173
Hino 51. Indra (Wilson) .....................................................................................................................175
Hino 51. Indra (Griffith) .....................................................................................................................177

..... Agni (Wilson).........................................................................221 Hino 68.................................................................................. Agni (Wilson)................................................................................................................................................................................................................................ Agni (Wilson)...... Indra (Griffith) ....... Agni (Griffith) .........................................................................................200 Hino 61......................... Indra (Wilson) ..... Agni (Wilson)............................... Indra (Griffith) .. Agni (Griffith) ........... Agni (Griffith) ..................197 Hino 59......................................................................................................................................................................214 Hino 65.....187 Hino 55......................... Indra (Griffith) .........................................................................208 Hino 64..................................219 Hino 67...........................................186 Hino 55......199 Hino 60.................................................................................. Indra (Wilson) ................................................212 Hino 65................................... Agni (Oldenberg) ............................................................................................................................................................................................................................................................204 Hino 62.....................................179 Hino 52................................12 Hino 52................................................ Indra (Griffith) ..........................................192 Hino 58............................................. Indra (Wilson) .............................................................................................................................193 Hino 58............ Agni (Oldenberg) .......................................................................210 Hino 64............................................................................................................ Indra (Wilson) ................................................................................................................................................................. Agni (Griffith) .......................................................181 Hino 53.....................215 Hino 65..................................198 Hino 60............................................ Indra (Wilson) ................................183 Hino 53...220 Hino 68... Agni (Wilson)..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................188 Hino 56.....................207 Hino 63......................... Agni (Wilson)..........190 Hino 57......................219 Hino 67........................................................................................................................................................................................................................................................ Indra (Wilson) .....................................................................................................................................222 .................................................................................................................191 Hino 57...... Indra (Wilson) .......................................................................................................................................... Maruts (Wilson) ...........................................221 Hino 68................................................................................201 Hino 61...........199 Hino 60.................................................................................................................................. Agni (Oldenberg) ..........................217 Hino 66............................ Indra (Griffith) .........................189 Hino 56................................................. Indra (Griffith) .......................................... Indra (Wilson) ................................. Agni (Oldenberg) .................................................. Agni (Wilson)............. Indra (Griffith) ...............195 Hino 59...........205 Hino 63.......................................................................... Agni (Griffith) .............................................................................................................................. Indra (Griffith) .......................................... Agni (Griffith) ................................................218 Hino 67....................................................185 Hino 54................. Maruts (Griffith) ..........209 Hino 64..... Agni (Oldenberg) .................................................... Indra (Griffith) ..........................................................194 Hino 58......................................................................................202 Hino 62.......216 Hino 66. Agni (Griffith) ...............................................................................................................................................................196 Hino 59.......... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................................................................. Agni (Oldenberg) .................................................................217 Hino 66..................................................................................... Agni (Oldenberg) ..................184 Hino 54..................................... Indra (Wilson) ..................................

................................................................. Agni (Oldenberg) ...........................250 Hino 81..............................................223 Hino 69.........................................................................................................252 Hino 81..................... Agni (Wilson)............................................. Indra (Wilson) ..249 Hino 80................................................232 Hino 72.................................................................................................................................242 Hino 77....................240 Hino 75.............................254 Hino 82..............................................................................................................................254 Hino 83..............................................................................225 Hino 70..................................................................... Agni (Wilson).......................................... Agni (Griffith) .................................... Indra (Griffith) ................................................... Agni (Wilson)...............................................................................................................................243 Hino 77...........................................................................................244 Hino 78..................................................................................................................................................................................... Indra (Griffith) ....239 Hino 75...........................238 Hino 74......................................................................................................................................................... Agni (Oldenberg) ............ Agni (Oldenberg) ....................................... Agni (Wilson)............................................................................. Agni (Griffith) ............ Agni (Oldenberg) .................................................................................................255 Hino 83..................................................... Agni (Wilson).............................. Agni (Oldenberg) ........ Agni (Wilson)..........................................................................240 Hino 75.. Indra (Wilson) .............................................................................................................................................................................................245 Hino 78......................245 Hino 78.............256 Hino 84............................................................................................................... Agni (Griffith) ............................................. Agni (Oldenberg) ................................................................................................253 Hino 82........................227 Hino 71....247 Hino 79......241 Hino 76..........257 ..................................... Agni (Griffith) ...............................................................................................................................13 Hino 69.................................................. Agni (Griffith) ............................................. Agni (Griffith) .....240 Hino 76.................................. Agni (Griffith) ....................................................................................... Agni (Oldenberg) ...................................................................................236 Hino 73.........................................226 Hino 71....................................................................233 Hino 73................................... Indra (Wilson) ................... Agni (Wilson)............................................................................................................................................................................................................................................................... Indra (Griffith) ...................................................................................... Agni (Wilson)..............................................................................231 Hino 72.................................................223 Hino 69. Agni (Wilson)............................................................................................................. Indra (Wilson) ..........................................228 Hino 71.....................225 Hino 70.............235 Hino 73...................................246 Hino 79........ Agni (Oldenberg) ............ Agni (Griffith) ........................................................................................ Agni (Oldenberg) ........................................238 Hino 74..................................................243 Hino 77....................................................................................248 Hino 80.........................................................229 Hino 72....................... Indra (Griffith) ........... Agni (Griffith) .......................... Agni (Oldenberg) .....................................241 Hino 76..................................................................................................................................................................................................................... Agni (Wilson)............................................................................................................237 Hino 74...................245 Hino 79............................ Agni (Griffith) .......................................................................................................................................... Indra (Wilson) ............ Agni (Griffith) ....................224 Hino 70........ Agni (Oldenberg) ........................................................................ Agni (Wilson)..............................................................................................................................

...........................298 Hino 97......................................... Aurora (Griffith) ............ Maruts (Wilson) ..................................................................................... Agni (Wilson).....................................287 Hino 94.......................................................................................................... Agni (Oldenberg) ........................................................................................................................................................... Agni (Griffith) ................302 .....268 Hino 88..............................................................................................298 Hino 97.......................................259 Hino 85.................................291 Hino 95............ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ........................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) ................................ Agni-Soma (Wilson) ................................267 Hino 87.............................................. Agni (Wilson)....................................................300 Hino 99....................................................271 Hino 89..............................................................................................265 Hino 86.....270 Hino 88..................275 Hino 91.........................................................................................270 Hino 88...........296 Hino 97......................... Maruts (Wilson) ..................................................................................................................267 Hino 87....................................................275 Hino 90........... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ..........................262 Hino 85...........................................................................................................................280 Hino 92............................................................................ Agni (Oldenberg) ................................................................... Agni (Wilson).......................................................................................266 Hino 87............................................................295 Hino 96.......................... Maruts (Griffith) .................272 Hino 89................................ Agni (Wilson)........................................................................................... Agni (Oldenberg) ... Agni-Soma (Griffith) ................................................................................. Indra (Wilson) ................................................................................................................................................... Aurora (Wilson) ....................263 Hino 86..................................................... Maruts (Wilson) ..................... Agni (Oldenberg) .............................................. Viśvedevas (Wilson) ........................................................................................................................... Soma (Wilson) ............292 Hino 95.................................................................................................................................. Soma (Griffith) ............................................................................... Maruts (Griffith) ..........................273 Hino 90.................................................................................................................... Maruts (Griffith) ........................................................................................................................................................................................................289 Hino 95......301 Hino 99................................14 Hino 84...... Maruts (Wilson) ....................... Agni (Wilson).................................................. Agni (Griffith) ......................300 Hino 98..................282 Hino 93...... Agni (Wilson)............................................................................ Agni (Griffith) .............................................293 Hino 96..261 Hino 85..... Agni (Griffith) ......265 Hino 86....................................................................................... Agni (Griffith) ............................ Maruts (Griffith) ...............................................................................................................301 Hino 99.........284 Hino 93.................................. Agni (Oldenberg) ....................................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) .............................................................................................................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................................................................................... Viśvedevas (Wilson) .....................300 Hino 98................................. Agni (Oldenberg) .......................................... Indra (Griffith) .....................................................................................286 Hino 94........................................... Agni (Griffith) .....................................................................301 Hino 100............................................285 Hino 94...................................................................299 Hino 98............................................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................278 Hino 92...........................................................................................................................................................296 Hino 96...........277 Hino 91..............................................................................................

.........345 Hino 116........................................................................................................336 Hino 113...... Ṛbhus (Griffith) .....................................329 Hino 112...................... Sūrya (Wilson) ..............353 Hino 118.....................................................355 Hino 118......................... Aśvins (Griffith) .........................................................................................................................................333 Hino 113........................................... Indra-Agni (Griffith)............................... Indra (Griffith) .......................................................324 Hino 110....................................................................................................................................................................................356 Hino 119......325 Hino 110................319 Hino 107... Sūrya (Griffith)..................... Indra (Griffith) ............................................................................................................. Viśvedevas (Griffith) ................................. Aśvins (Wilson) ................................................................. Indra (Griffith) ..........................................323 Hino 109.....................................306 Hino 101................ Aśvins (Wilson) ...........................................351 Hino 117.................................... Aurora (Griffith) .........................................................................................................................................................356 Hino 119..............................................................307 Hino 102............311 Hino 104.....342 Hino 115..................................................................................................................... Aśvins (Griffith) .................................. Rudra (Müller) .................343 Hino 115.........................................15 Hino 100................................................................................................................359 Hino 120.......................304 Hino 101.................................................................................................................................................................................................................................................................................................. Indra (Griffith) ............................... Aśvins (Wilson) .....................344 Hino 116.............................. Aśvins (Griffith) ........328 Hino 111......................................................326 Hino 111........................................................................................... Viśvedevas (Griffith) ............................................................................................................314 Hino 105................ Aurora (Wilson)............................................................. Indra (Wilson) ...................................... Indra-Agni (Wilson) ............................................................ Rudra (Wilson)................................308 Hino 102........................................ Indra (Wilson) ........... Ṛbhus (Wilson) .......... Indra (Griffith) ................................................... Aśvins (Griffith) ... Viśvedevas (Wilson) .................................................360 ..........................................................................................................................................................................321 Hino 108........................................ Viśvedevas (Wilson) ...318 Hino 106........................................................................................ Viśvedevas (Wilson) ..................... Aśvins (Griffith) ................. Ṛbhus (Griffith) .........................................................348 Hino 117.....................310 Hino 103........ Aśvins (Wilson) ........320 Hino 108.................................................................... Aśvins (Wilson) ...............................................................................341 Hino 114....................................................................................................................337 Hino 114................... Viśvedevas (Griffith) .............................................................................................................................................................................316 Hino 106...........322 Hino 109.........357 Hino 120...................... Aśvins (Wilson) ........................................................................................................................................................................................................................................................................................ Indra-Agni (Wilson) ..................................................................................................................................................................................................................... Indra (Wilson) ..........................................................312 Hino 104........... Ṛbhus (Wilson) ....... Rudra (Griffith) ....................................340 Hino 114.....................................309 Hino 103.......................................................................................................................................................................... Indra (Wilson) ................................................................................................................... Indra-Agni (Griffith)..................320 Hino 107..... Aśvins (Griffith) ..........................................................313 Hino 105.......328 Hino 112.............................................................................................................

........................................................ Indra (Griffith) ..............................406 Hino 136..................................402 Hino 135.. Pūṣan (Griffith) .......................................................................................................398 Hino 133.396 Hino 133............ Bhāvayavya (Griffith) ..... Indra (Wilson) ......................................................... Indra (Griffith) .........................................................................................................................................377 Hino 126...........373 Hino 125...................................................................................................... Aurora (Wilson)............................. Pūṣan (Wilson).382 Hino 128........ Indra (Wilson) ............394 Hino 132.....................................................411 Hino 139......................................................... Aurora (Wilson)...................................................................................................................................................................................................................... Aurora (Griffith) ............................................................................................. Svanaya (Wilson) . Vāyu....................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ...................................................................... Indra (Griffith) ..........................409 Hino 138.............................................................................................384 Hino 128...................................................................................................................................................................................................................361 Hino 121....................................................................................................367 Hino 123..370 Hino 124.................. Indra (Wilson) ........ Indra (Wilson) .......................................................................................................................................... Agni (Griffith) .369 Hino 123...................................... Vāyu.....................................................................................................................408 Hino 138.......................... Agni (Griffith) .........................................................375 Hino 125...... Agni (Oldenberg) ..............403 Hino 135..............................410 Hino 139......................... Mitra-Varuṇa (Wilson)....................................................................................................387 Hino 129........................................................................................ Indra (Wilson) ........................................................................................................................................... Bhāvayavya (Wilson) .......................................... Vāyu (Griffith)................................................................................388 Hino 130.................................................................................. Indra (Wilson) .......... Vāyu (Müller) ...............................16 Hino 121......................379 Hino 127................................................................ Agni (Wilson) ....................... Viśvedevas (Griffith) . Viśvedevas (Griffith) ...407 Hino 137.......................................392 Hino 131.363 Hino 122.413 Hino 140......................................................415 ........ Indra (Griffith) ............................................. Indra (Griffith) .......................................365 Hino 122..................................................................................................................400 Hino 134......................................................... Vāyu (Wilson) ...................................................401 Hino 134............................................................ Indra-Vāyu (Wilson) ....... Indra (Griffith) .......................395 Hino 132................................................. Agni (Wilson) .................................................................................................... Mitra-Varuṇa (Wilson)... Agni (Oldenberg) .....................................................................................404 Hino 136........................393 Hino 131........................................................................................................386 Hino 129................................................................. Viśvedevas (Wilson) ............................ Viśvedevas (Wilson) ............... Agni (Wilson) .........................................................................................................................................................................................................390 Hino 130...................................399 Hino 134.............................378 Hino 127........................................................................................................................................................ Mitra-Varuṇa (Griffith) ................................................................................................408 Hino 137.........................................................................................................................................................................376 Hino 126.......................................................385 Hino 128..........................381 Hino 127..................... Svanaya (Griffith) .........................................372 Hino 124......................................................................... Indra-Vāyu (Griffith) ................................................................... Aurora (Griffith) ...............................................................................................

.434 Hino 145............................... Āprīs (Griffith)........................ Agni (Griffith) .....425 Hino 142..................17 Hino 140............................ Agni (Griffith) ...................................................................................................................................................................................................................................... Agni (Wilson) ......433 Hino 145..............................450 Hino 154.................................................................................................................................................................. Mitra-Varuṇa (Griffith) ............................................ Agni (Oldenberg) ............ Mitra e Varuṇa (Griffith) ...................................................................................................................................... Agni (Griffith) .............................. Āprīs (Wilson) ...........................................................429 Hino 143............................. Agni (Oldenberg) ..............................................436 Hino 146............... Agni (Oldenberg) ................................................................................................................................................................. Agni (Oldenberg) .................................................................430 Hino 143................................................ Agni (Oldenberg) .........................................................................448 Hino 153.........................................................................................................................................................................446 Hino 152......................................................................443 Hino 150................... Agni (Wilson) ............................................. Agni (Griffith) .............442 Hino 149.........................................................................438 Hino 147.....441 Hino 149.........................................................................................435 Hino 146............... Mitra e Varuṇa (Wilson) ........................................................................................................................................................ Agni (Oldenberg) .......................453 ................. Viṣṇu (Griffith) ...... Agni (Griffith) ...................452 Hino 155...............440 Hino 148...............................................440 Hino 148...............................................................439 Hino 148..................................................................................................................................................................................................................... Agni (Griffith) .......... Mitra-Varuṇa (Griffith) ...................................................438 Hino 147..444 Hino 151.......442 Hino 149................................................................................................................................................................................................................................. Agni (Wilson) .................444 Hino 150..... Viṣṇu-Indra (Wilson).............................................. Viṣṇu-Indra (Griffith) ............................................................................................................................................... Agni (Wilson) .................... Agni (Wilson) ..................................................................................... Agni (Griffith) ......................... Agni (Wilson) ..............................................................426 Hino 142.......................................................................................436 Hino 146..........................................................................................................................................................................................427 Hino 143.....432 Hino 144..................... Agni (Oldenberg) .......................430 Hino 144.......................................... Mitra-Varuṇa (Wilson)........................................................................................... Agni (Griffith) ...............447 Hino 152........................................423 Hino 142......... Agni (Oldenberg) ............................................434 Hino 145.............................................................................................................................. Viṣṇu (Wilson) .................................................................................................................... Agni (Griffith) .......................................................445 Hino 151............................................................................................................................416 Hino 140....................................................................................... Agni (Wilson) .........................................................................437 Hino 147........................................................................... Agni (Oldenberg) ..........................................................................................................451 Hino 155............................................................................................ Agni (Griffith) ....................................................421 Hino 141......................418 Hino 141....................................431 Hino 144...... Mitra-Varuṇa (Wilson)........................................................... Agni (Oldenberg) .... Agni (Wilson) ..........444 Hino 150..............449 Hino 153................................................ Hino Āprī (Oldenberg) ..................449 Hino 154............ Agni (Wilson) ..........................420 Hino 141..........................................

.......................460 Hino 159.................................................511 Hino 172........................ Maruts (Griffith) ................. Céu e Terra (Griffith) ............................................................. Maruts (Griffith) ............................................................. Indra...............................................502 Hino 168............................................. Viṣṇu (Wilson) ..............................................................................................................511 Hino 172..................... Aśvins (Griffith) ................................................................................................................ Maruts (Wilson) ........................................ Indra (Wilson) ..................................................508 Hino 171.463 Hino 161..........................................................................................................................495 Hino 166...501 Hino 168..........................461 Hino 160...................................................489 Hino 165..................................................................................................................................................................505 Hino 169.................................................. Aśvins (Wilson) .......... Indra....................................................................................... Aśvins (Wilson) .................................. Viṣṇu (Griffith) ...................... Aśvins (Griffith) ..... Maruts (Wilson) ..........492 Hino 166..................................................................................................................................462 Hino 161...........................................462 Hino 160...........................................................................................507 Hino 170.........................497 Hino 167............................................................458 Hino 158..................459 Hino 159............................ Maruts (Wilson) ......................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ......................................467 Hino 162.............................................................................................. Céu e Terra (Wilson) ....... Viśvedevas (Griffith) ........................ Maruts (Griffith) .....................483 Hino 165...............473 Hino 163...................................503 Hino 168......................... Maruts (Wilson) . O Cavalo (Wilson) ..........496 Hino 166.......... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .........................................................509 Hino 171....512 ............................................................................................................................. Viśvedevas (Wilson) ......................................510 Hino 172...................................................................................................... Ṛbhus (Griffith) ............. Maruts (Wilson) ..... Indra..................................................................................................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ....................................... Indra......... Céu e Terra (Wilson) .....................................504 Hino 169.........................476 Hino 164........................................................................................... Maruts (Griffith) ...........................................................................................500 Hino 167................................................................................ Indra (Griffith) ..................457 Hino 158....... Maruts (Griffith) ........................... Agastya (Müller).....................................................................................................509 Hino 171............................... Indra...................................................................................................................456 Hino 157............ O Cavalo (Griffith) ...................................................................................................................................511 Hino 173.............................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ................................ Diálogo entre Indra e seu Adorador...................... Ṛbhus (Wilson) ...................................................... Aos Maruts e Indra (Müller) .................... Indra (Wilson) .....470 Hino 163........... Maruts (Griffith) ............................................ O Cavalo (Griffith) ...................................499 Hino 167...............................................................................................................................................474 Hino 164......................................................................................................455 Hino 157.................................................................................................................................................. Maruts (Wilson) .................................490 Hino 165...................................................................................... Indra..............................................507 Hino 170............................................................................................................................454 Hino 156........................................................465 Hino 162................................ Céu e Terra (Griffith) ............ Maruts (Griffith) ........ O Cavalo (Wilson) ..18 Hino 156............................................506 Hino 170....................... Maruts (Wilson) .........................................

......................................................................................................................................................................................... Aśvins (Griffith) ........................................................516 Hino 175.....................................545 Hino 189................................ Indra (Wilson) ................................................................................. Bṛhaspati (Griffith) ............................................................. Āprīs (Griffith).............................................19 Hino 173.......................... Indra (Griffith) ..............................521 Hino 178.........................................................................................517 Hino 175........................................................................................................................................................................................... Sol (Griffith) .................523 Hino 180........................................... Viśvedevas (Wilson) ..... Indra (Wilson) ............................... Sol (Wilson) ................... Agni (Griffith) ..................................520 Hino 178..............................................................................................................529 Hino 183. Bṛhaspati (Wilson) .........................................547 Hino 190...........................................................522 Hino 179..........535 Hino 186................... Louvor ao Alimento (Wilson)............... Aśvins (Wilson) ......................................................... Indra (Griffith) .....................................................541 Hino 188...........548 Hino 191................542 Hino 188........................................................................................................... Água....... Viśvedevas (Griffith) .................... Rati (Griffith) ............................................................................................................................521 Hino 179........ Aśvins (Griffith) ...........................................................533 Hino 185....................... Céu e Terra (Griffith) ....................537 Hino 187.530 Hino 183...................................................................................................................... Indra (Griffith) ....... Indra (Wilson) ... Aśvins (Griffith) .........................................................................................................................................................................................................................519 Hino 176........................................................ Agni (Oldenberg) ........................................................................................................................................................................................................... Rati (Wilson) ............................................................................................................558 Índice Rápido ...................................... Indra (Griffith) ........................................................................... Louvor ao Alimento (Griffith) ...........520 Hino 177............................. Aśvins (Wilson) .....................................................524 Hino 180............................................................................................. Indra (Griffith) ..........536 Hino 186.......................................................................................................................546 Hino 190....................................................................................................532 Hino 184........................................................................528 Hino 182.............................................................................................540 Hino 188................................................................. Hino Āprī (Oldenberg) ........526 Hino 181.......... Indra (Wilson) ........................................... Agni (Wilson) ..........518 Hino 176.531 Hino 184............570 ................................................................................... Aśvins (Griffith) ...... Água................... Aśvins (Wilson) ...553 Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1 ............................................................................................................................................................................... Indra (Wilson) ..........................................544 Hino 189.. Aśvins (Wilson) ............................................................519 Hino 177.........................................................................................................539 Hino 187............................................... Āprīs (Wilson) ....... Aśvins (Griffith) .......... Grama......................................................................527 Hino 182........................................................................................... Grama...................................................................................................................543 Hino 189..........................513 Hino 174..................................................................549 Hino 191...................................................515 Hino 174...................................................... Indra (Griffith) ....525 Hino 181................................................................................................................................. Aśvins (Wilson) ...................................................... Céu e Terra (Wilson) ..............................................................................................................................................................551 Métrica ..534 Hino 185....................................................................................................

e que se desviou da sua fraseologia. do Ṛg Veda. ser considerado pouco necessário repetir uma tradução do primeiro Aṣṭaka. a vantagem. mais de uma vez. pelo Sr. pelo falecido Dr. simples e inteligível. mesmo antes de deixar a Índia. contribuído para o crédito do tradutor. a menos que sua linguagem seja preservada tanto quanto possa ser consistente com a inteligibilidade. e. porque essa já tinha sido realizada. mas eu não estava ciente. o que. se estendendo por quatro Aṣṭakas. A tradução do Dr. Ambas as traduções foram publicadas na Índia. e de todos os modos digna de confiança. Langlois. tinha sido publicada recentemente em Paris. mais ou menos defeituosos – do que se a versão tivesse sido feita a partir de uma edição cotejada cuidadosamente. Langlois fez sua tradução a partir das cópias manuscritas do Veda e seu comentário. em inglês. Ao converter o original para o inglês seu objetivo . e é mais valiosa como uma referência.20 Introdução ao Primeiro Aṣṭaka [Que vai até o Hino 121 do Primeiro Livro ou Maṇḍala. ou seguido. O princípio seguido pelo Sr. de um texto acurado. e será falha do tradutor se ele não se beneficiar disso. e a obra é destinada menos para leitores em geral do que para estudiosos de sânscrito e estudantes do Veda. eu me encarreguei prontamente de completar meus labores e de publicar a tradução. quanto ao texto. e feito algum progresso em sua execução. O verdadeiro valor do original não se encontra tanto em seus méritos como composição literária quanto na ilustração que ele fornece do mais antigo sistema de culto religioso e organização social hindu. impressões errôneas dos fatos e opiniões do hinduísmo primitivo podem ser produzidas. a obra do Rev. de fato. Embora realizada com profundo conhecimento e exatidão cuidadosa. ou metade do Veda. sugere menor confiança na genuinidade do original – porque os manuscritos são. como toda rapidez conveniente. e são obteníveis. com dificuldade. nesse país. Rosen. em latim. Sr.] Quando o patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais habilitou o Dr. A presente tradução possui. A tradução é. até agora. por uma tradução inglesa. ou seção. Roer é igualmente limitada. todos. parcialmente. integralmente. Stevenson. e. parando com duas seções. subordinada a uma edição do texto o qual ela acompanha na mesma página. às vezes. a utilidade de uma tradução em inglês. foi manifestado um desejo que o aparecimento dela deveria ser acompanhado. pelo menos. Ogdóade. que essa obra tinha sido iniciada. pelo Rev. quando me dediquei a publicar uma tradução inglesa. como uma representante autêntica do original. das oito que compõem o primeiro livro. que ele não foi suficientemente cauteloso em sua interpretação do texto. ou Oitavo de livro. Uma tradução em francês. especialmente como interpretada pelo Comentador nativo. mas sua morte prematura interrompeu seus comentários. embora tenha aumentado grandemente a dificuldade e mão-de-obra da tarefa e. a tradução do Dr. A publicação mais antiga. Também deve ser observado que o Sr. e ele admitidamente procurou dar às passagens vagas e misteriosas do original uma interpretação clara. Rosen do primeiro livro é completa. Roer. também. Rosen. também. Langlois é o oposto do adotado pelo Dr. Stevenson e pelo Dr. ou Aṣṭaka. Sr. Max Müller a empreender a sua inestimável edição do Ṛg Veda. Ao mesmo tempo. Nisso pode-se admitir que ele foi admiravelmente bem sucedido. essas traduções não parecem excluir. ou trinta e dois hinos. mas pode-se pensar. mais amplamente do que é recomendável. sobre suas predecessoras. totalmente. se estende só até os três primeiros hinos da terceira preleção. Poderia. Como eu tinha considerado por longo tempo tal trabalho. o sânscrito é convertido ao latim com tal fidelidade literal que a obra mal permite leitura contínua.

chamados Sūktas. aparentemente. mesmo pelos reputados autores dos hinos. um ritual. assim como ao louvor e culto dos deuses. dirigido a diferentes divindades. 8. às vezes. Ele pode. em uma única coleção. em busca de noções corretas das formas mais antigas e mais genuínas das instituições. ou Atharva Veda. ou estrofes do Ṛg Veda. e. o Sāman. Dos outros três Vedas. dos hindus. e. ser permissivelmente considerado antes como um complemento aos três.21 tem sido aderir tão estritamente ao sânscrito original quanto a necessidade de ser inteligível permite. Pode ser quase desnecessário informar ao leitor que as mais antigas. se não exclusivamente. breves. – dirigidos a diferentes divindades – cada um dos quais é atribuído a um Ṛṣi. e sua maior importância para a história da religião hindu. o Yajush. por um intervalo prolongado. Essas observações se aplicam às que são chamadas de Saṃhitās dos Vedas – o conjunto reunido. embora não separados. com a finalidade de serem cantados em diferentes ocasiões cerimoniais. coletivamente. nós devemos. também. nós somos. Introdução. Tanto quanto. em sua maior parte. que limitam o número a três. talvez. e o mesmo hino é. no qual os hinos do Ṛg Veda entram na composição dos outros três. a maioria. “Pelos seguidores do Ātharvaṇa. ou uma coleção de fórmulas litúrgicas. 2. com muito poucas exceções. nominalmente. inferir sua anterioridade a eles.1 e não há dúvida que o quarto. então. das preces. no próprio Veda. Sāyaṇa Ācārya. Muitas passagens podem ser encontradas em escritos sânscritos. ou invocações. hinos. edição de Müller. ou das cerimônias nas quais eles devem ser recitados. as mais importantes autoridades dos brâmanes para sua religião e instituições são os Vedas. dos mesmos hinos. será verificado que ele compreende muitos dos hinos do Ṛc. De acordo com eles. Vol. ou índice. e o Ātharvaṇa. e eles são. dos quais quatro obras são geralmente enumeradas: o Ṛc. tem pouco em comum com os outros. portanto. nem notícias das ocasiões nas quais eles devem ser empregados.2 Por causa do modo extensivo. ou Atharva Veda. quando não emprestadas do Ṛc. e pelos deuses em cuja honra eles são compostos. gratos a autoridades independentes. O Sāma Veda é pouco mais do que uma remodelação do Ṛc. e fórmulas litúrgicas das quais eles são compostos. chamadas. o Atharva Veda pode ser considerado como um Veda. do que como um dos quatro Vedas. e são aplicáveis à consagração dos utensílios e materiais da adoração cerimonial. Mantra e Colebrooke sobre os Vedas. os Ṛcas. Não há. chamadas. embora aqueles que são dedicados ao mesmo deus às vezes sigam em uma ordem consecutiva. p. de Brāhmaṇa. Na verdade. As preces. embora eles tenham muito em comum. e organizados de nova maneira. O Ṛg Veda consiste em preces métricas. principalmente. ou preceitos relativos ao ritual. Além das Saṃhitās. especialmente a uma Anukramaṇikā. a designação Veda inclui uma extensa classe de composições. ou hinos. e em prosa. em seu caráter geral ou em seu estilo: a linguagem indica claramente uma época diferente e posterior. o Veda consiste em duas partes componentes. são. respectivamente. p. são numerosamente incluídas em sua própria Saṃhitā (ou coleção)”. Esses hinos estão reunidos com pouca tentativa de arranjo metódico. Ṛg Veda. naturalmente. Essas são indicadas por escritores subsequentes nos Sūtras. é ao Ṛg Veda que devemos recorrer. algumas nos próprios Vedas. sendo composto. religiosas ou civis. que acompanha cada Veda. a qual todos os escritores bramânicos chamam de parte integral do Veda. – Asiatic Researches. cada um tem suas características peculiares. de datas diferentes. O Yajur Veda difere do Ṛc por ser. 370. Não há muita conexão nas estrofes das quais eles são compostos. embora ele se aproprie livremente do Ṛc. instruções para o uso e aplicação dos Sūktas. um autor santo ou inspirado. 1 2 . ou Yajur Veda. divididos em partes. ou Sāma Veda. mais especialmente.

ele é. citada por Sāyaṇa. “O nome Veda é aquele do Mantra e do Brāhmaṇa”. e é sua intenção completá-lo. 1844. com poucas exceções. e. foi publicada recentemente pelo Professor Benfey. 4 e p. prosódia. e os Sūtras.3 a primeira sendo os hinos e fórmulas agregados na Saṃhitā. uma edição da parte Vājasaneyi do Yajur Veda foi iniciada. manifestamente. O Aitareya Āraṇyaka. ou tratados sobre a gramática do Veda. instruções para a realização de ritos específicos. 22. citações dos hinos. Além dessas obras. também. Os Brāhmaṇas do Sāma e do Atharva Vedas são poucos. O Brāhmaṇa do Yajur Veda. a segunda. ritual. Poley: Berlim. o Śatapatha. com traduções. pertencentes a uma condição mental hindu totalmente diferente daquela da qual o texto dos Vedas surgiu e encorajou. e cinco das do Yajur foram publicadas pelo Sr. simultaneamente com sua edição do texto do Yajur Veda. entonação. os tratados metafísicos e místicos chamados Upaniṣads. sob a editoração do Dr. A partir de um exame cuidadoso do Aitareya Brāhmaṇa. Roer. Nenhum dos Brāhmaṇas foi publicado. de um terceiro. mas há ainda apenas uma perspectiva parcial e distante de nós termos o Brāhmaṇa publicado. na forma na qual nós os temos. e dependentes dos Vedas em geral. A Bṛhadāraṇyaka foi publicada pela Sociedade Asiática de Calcutá. uma coleção de regras para a aplicação dos Mantras. – pelo Dr. também são os tratados sobre gramática. e a Chāndogya Upaniṣad foi iniciada na mesma série. nós estaremos bem supridos com a parte Mantra do Veda. mais especialmente. explicativos da origem e objetivo do rito. Sr. do Ṛg Veda. e pouco conhecidos. ou aforismos. portanto. mas suplementares a ele. além da presente edição do Ṛc. por Rammohun Roy. é suficientemente evidente que essa obra. e um glossário amplo e índice. com uma tradução em alemão. chamados de Vedāṅgas. 3 . no qual várias lendas notáveis são detalhadas. o todo constituindo um corpo de literatura vêdica cujo estudo forneceria ocupação para uma vida longa e laboriosa. outro Brāhmaṇa desse Veda. Mas esses não são partes do próprio Veda. de uma data Como na Yajña Paribhāṣā de Āpastamba. alguns anos desde então. foram publicados. pouco é conhecido. é de um tipo totalmente distinto da coleção de Mantras. o Kauṣītaki. a partir de materiais adequados. ou da Saṃhitā. 5 Algumas das Upaniṣads mais curtas foram publicadas. pelo Fundo de Tradução Oriental. e as partes suplementares desses dois Vedas são. não são. ou estrofes separadas. e uma tradução pelo Rev. ele tem extensão considerável. astronomia. consistindo em quatorze livros. permitidos. e. Só uma pequena parte está impressa até o momento. Das partes Brāhmaṇa do Ṛg Veda a mais interessante e importante é o Aitareya Brāhmaṇa. portanto. também. há os Prātiśākhyas. e sermos. e uma edição do mesmo elaborada mais cuidadosamente. é mais místico e especulativo do que prático ou lendário. sem dúvida. e. auxiliada generosamente pela Corte de Diretores. inculcando e descrevendo as práticas dele. inteiramente genuínos. e o significado de palavras obsoletas. compartilha mais do caráter do Aitareya Brāhmaṇa. Embora. em Berlim – cuja publicação tem sido. com um excelente comentário de Sāyaṇa Ācārya. não são de muita importância. pelo menos. na Bibliotheca Indica deles. e comentários ou narrativas ilustrativas. e contém muitos assuntos interessantes. p.4 As Upaniṣads têm sido mais afortunadas em encontrar editores. determinar até que ponto o todo pode ser legitimamente considerado como uma parte constituinte do Veda. Conectados com. 4 Parte do primeiro Kāṇḍa do Śatapatha Brāhmaṇa foi publicada pelo Dr. talvez. de antiguidade considerável. Introdução. para serem repetidas em tais ocasiões. O texto da Saṃhitā do Sāma Veda. na Mīmāṃsā: “O Brāhmaṇa e o Mantra são as duas partes do Veda: aquela parte que não é Mantra é Brāhmaṇa”: essa constitui a definição do último.5 Os textos das Saṃhitās dos Vedas estão em progresso. Com o tempo. Stevenson. Weber.22 Brāhmaṇa. altamente ilustrativas da condição do bramanismo na época na qual ele foi composto. porque. nem os Sūtras ou Prātiśākhyas. Weber. de Göttingen.

ou ele pode ser até. e nós podemos nos arriscar a afirmar. no qual esses elementos são abundantes. mas separadamente. É evidente. Embora reconhecendo. kṣatriya. ou Parágrafos. de várias 6 [1028. a data primitiva dos Brāhmaṇas. No Ṛg Veda o número de Sūktas é algo acima de mil. Os hinos são de extensão variada: em um ou dois casos. O exame superficial do Śatapatha Brāhmaṇa. e discriminados por suas funções peculiares e posições relativas. no Brāhmaṇa. e estudada geralmente. compreendendo. e 10. porque o seu principal objetivo é a aplicação dos textos separados da Saṃhitā para a realização das principais cerimônias e sacrifícios dos brâmanes. os Sūktas. ou como parte integral do Veda. de modo não conectado. o registro primitivo das crenças e práticas religiosas e das instituições arcaicas da sociedade hindu.99] em alguns. a distinção de castas plenamente estabelecida. subdivididos em pouco mais de cem Anuvākas. formando o início. mas de uma estrofe isolada. ou subseções. nem mesmo de um hino inteiro. e o brâmane. e o Brāhmaṇa. . como no Código de Manu. vaiśya e śūdra citados repetidamente por suas denominações próprias. de forma separada e individual. ou de forma contínua. por essa expressão. com exceções pontuais. antes que tais citações mutiladas pudessem ser reconhecidas. na qual pouco ou nada do tipo aparece. ou completamente. cuja invenção e circulação deve ter sido a obra do tempo – de um intervalo muito longo entre a Saṃhitā. ou verificadas. como já foi mostrado. e de algumas das suas seções no manuscrito. novamente. um Sūkta consiste numa única estrofe [1. 1017 sem contar os hinos apócrifos ou ‘meio apócrifos’ chamados de Hinos Vālakhilya (8. muito antes de serem reunidos e organizados na ordem e conexão na qual eles são encontrados agora. e que. nós devemos confiar somente na última como um guia seguro. e parcialmente.23 muito posterior aos originais Sūktas. Uma os divide entre oito Khaṇḍas (Porções) ou Aṣṭakas (Oitavos). por aqueles a quem o Brāhmaṇa foi apresentado. ou em qualquer parte da Saṃhitā. que o grande corpo do ritual bramânico deve ter sido sancionado pela prática estabelecida. ocorrendo em qualquer parte do hino. consequentemente provando que a Saṃhitā deve ter sido compilada e amplamente divulgada. que foi tomada como o texto da seguinte tradução. nas nossas investigações da condição mais antiga dos hindus. apenas poucas frases sendo apresentadas. O outro plano classifica os Sūktas em dez Maṇḍalas. nós encontramos.552 versos].6 com pouco mais de dez mil estrofes. subdividido em oito Adhyāyas ou Preleções. as preces e hinos – agora reunidos como uma Saṃhitā – existiram. Eles estão organizados de duas maneiras. de uma época posterior.49–59). é comum a ambas as classificações. Uma subdivisão adicional dos Sūktas em Vargas. e ilustrando sua origem e consequências por narrativas tradicionais e lendas populares. talvez. pode ser considerado a fonte e o modelo de outras obras similarmente nomeadas. antes que o Brāhmaṇa pudesse ter sido compilado. ou hinos. de cerca de cinco estrofes cada. que nenhuma dessas obras tem o menor direito de ser considerada a contrapartida e contemporânea da Saṃhitā. e aceitando-os como ilustrações valiosas da aplicação dos hinos primitivos e textos da Saṃhitā. e devemos nos esforçar para transmitir uma noção mais precisa do que significa a designação. todo o sistema de organização social desenvolvido. Além disso. De acordo com as tradições críveis dos hindus. ou Círculos. reforçando a necessidade e eficácia delas por meio de textos e argumentos. mostra que ele é de um caráter semelhante ao Aitareya. cada um dos quais é. tanto quanto publicado. também. por causa do modo no qual eles são citados – não sistematicamente. em oposição às afirmações consencientes de estudiosos e críticos bramânicos. tal como é exemplificado no Veda.

A divisão mais comum dos manuscritos é aquela em Aṣṭakas. que têm nomenclatura bastante duvidosa. sozinho. ao invés de religiosa. mas. a serem aprendidas pelos estudiosos. ou por membros de uma mesma família. endereçados a Soma. do Fogo e do Firmamento. considerado de correção inquestionável. a Atri e seus filhos. A ausência de qualquer dependência óbvia dos Sūktas uns dos outros é suficientemente indicativa da sua origem separada e assistemática. a Vasiṣṭha e seus descendentes. todos. ou sua personificação deificada. e de grande autoridade. Kaṇva. e outro. quatro. A inferência não é improvável. às vezes. ou fantasiosa. Pelos nomes dos Ṛṣis. ele foi originalmente visto. como se conclui a partir dos totais acima de mil hinos e dez mil estrofes. nos outros livros também. de menor nota. e. Essa organização tem sido considerada como a mais antiga e a mais original das duas. visto que é de composição posterior ao texto. os deuses. Os Ṛṣis do primeiro e dos três últimos Maṇḍalas são mais diversos. os do terceiro. do restante. seis dos dez ‘círculos’ compreendem hinos pelo mesmo indivíduo. Cada Sūkta tem. em fraseologia bramânica. Os hinos estão compostos em uma grande variedade de métricas. nós estamos em dívida. os filhos do Sol. e em nenhum caso o princípio de classificação é manifestado inequivocamente a ponto de sugerir motivos razoáveis para um afastamento da prática estabelecida. Assim. a Indra. a divindades inferiores – uma distribuição que mostra inequivocamente o caráter elementar da religião. e. doze são dirigidos aos Maruts. e onze aos Aśvins. um Ṛṣi ou professor inspirado. ou personificações. e os demais. Que eles são as 7 [Para detalhes veja o Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1]. Ele é um livro antigo. de acordo com lendas mitológicas posteriores. do quarto. como um. mas. tanto quanto foi averiguado até o momento. um hino é dirigido a um único deus. trinta e sete são dirigidos a Agni. formando. a outros. no qual há uma descrição do renascimento das rãs. Vasiṣṭha. Daquele por Maṇḍalas. por quem. à Aurora personificada. a dois. os hinos do segundo Maṇḍala são atribuídos a Gṛtsamada. os hinos do nono Círculo são. por suas subdivisões – Adhyāyas e Vargas – muitas preleções. como Gotama. exceto quando mencionados incidentalmente no hino. a Vāmadeva. ou Ventos. mas o número médio. ele pode não ser. . quatro. que também especifica a métrica e o número de estrofes de cada hino. no início da estação chuvosa. ou deuses coletivos. por exemplo. um ou dois somente são atribuídos. A maioria dos Ṛṣis são conhecidos das lendas dos Purāṇas. várias das quais são peculiares aos Vedas. do sexto. como observado acima. com um índice dos conteúdos do Veda. os amigos e seguidores de Indra. A alguns desses. a Planta da Lua. apenas de existência imaginária. e. no qual um jogador reclama da sua má sorte. Em partes subsequentes do Veda ocorrem poucos hinos que parecem ter uma tendência poética. e cuja variedade e riqueza evidenciam uma cultura extraordinária de arranjo rítmico. Viśvāmitra e outros.7 As divindades são várias. talvez. é. para quem ele foi revelado. ou associado com outros. os Vedas sendo. e quarenta e cinco. ou parentes. mas o maior número dos hinos nesse primeiro livro do Ṛc. isto é. filho de Śunahotra. evidentemente. do quinto. sempre. Bharadvāja e. aos Viśvedevas.24 estrofes [mais de cinquenta]. Em geral. como seu autor reputado. cerca de dez. mas nós somos ainda pouco qualificados para chegar a uma conclusão positiva. Bharadvāja. a Viśvāmitra e seus filhos. ou lições. vários hinos são atribuídos. da família de Aṅgiras. Dos 121 hinos contidos no primeiro Aṣṭaka. do sétimo. ocasionalmente. os versos são distribuídos entre um número maior. a distribuição em Aṣṭakas sendo planejada para a conveniência da instrução. e o deus adorado. o ditado incriado de Brahmā. são dedicados a Agni e Indra. O arranjo dos Sūktas por Aṣṭakas não parece depender de qualquer princípio fixo. mas apreciaremos melhor o caráter de tais exceções aparentes quando chegamos a elas.

às vezes. também. no qual o estudo de livros é subordinado a explicações pessoais e tradicionais do professor. e que somente ele é capacitado para preencher pela maior ou menor fidelidade com a qual as explicações tradicionais dos primeiros intérpretes de viva voz. transmitidas a ele por meio de uma série indefinida de instrutores precedentes. A realização desse objetivo é tradicionalmente atribuída ao filho do Ṛṣi Parāśara. visto que há pouca dúvida que os hinos foram ensinados.25 composições dos sábios patriarcais a quem eles são atribuídos é. dos quais a aplicação está longe de ser óbvia. e de moldá-los em alguma forma consistente e permanente. e a um período durante o qual nenhuma mudança de qualquer importância ocorreu na crença nacional. a partir do momento da sua primeira comunicação. as peculiaridades da linguagem. ou que podem admitir explicação – não oferecem nada que seja contraditório ou incongruente. em muitas passagens. A grande variedade de métricas empregadas mostra. ou. que supõe-se que tenha vivido na época da grande guerra entre as famílias rivais de Kuru e Pāṇḍu. um desenvolvimento progressivo dos poderes de linguagem. sem a assistência do comentador. Kṛṣṇa Dvaipāyana. portanto. e a probabilidade é a favor de um instrutor oral. para a melhoria progressiva da literatura dos brâmanes. O relato que . na tradição. e nós encontramos alguns atribuídos a antigos Ṛṣis. provavelmente. não infrequentemente. Além da evidência interna proporcionada pela diferença de estilo. sugeriram. originalmente. também. e o número ao qual eles tinham se multiplicado. deve ter sido indispensável para uma compreensão correta do significado dos Sūktas. porque é a mais em harmonia com a circulação desconexa e assistemática dos hinos. de preferência. e eles. a obscuridade do seu estilo. enquanto outros admitem serem de composição nova ou a mais nova. Finalmente. de comparações breves. por isso apelidado de Vyāsa. pelos chefes de família. ou de um comentador. evidente a partir de alusões que eles fazem ao nome do autor ou de sua família. com uma ou duas exceções duvidosas – que são. e adorando. deificações específicas. e. o Organizador. com as correspondentes dificuldades de recordá-los e ensiná-los. o que poderia ter sido somente o efeito de refinamento longo e diligente. em muitos casos. admitem uma diferença de data. interpolações. para a exatidão da atribuição. até que seja explicada. foram compostos. Isso é perceptível suficientemente a partir da sua construção: eles estão repletos de frases elípticas. que não podem ser apreciadas sem aqueles detalhes adicionais que pode-se esperar que um professor vivo forneça. e. A explicação de um professor vivo. possivelmente. ou de escolas seguidoras de uma forma de culto semelhante. de que eles se estendem por um intervalo considerável. eles pertençam à mesma condição de crença. chegou um período no qual a antiguidade dos hinos. mas essas indicações são de recorrência infrequente e devemos confiar. como preservada pela Anukramaṇikā. e que o conhecimento deles foi perpetuado pelo mesmo modo de instrução. porém. As mesmas divindades são adoradas de um modo similar. mesmo no tempo atual. os hinos. à última das quais ele era ligado. uma pessoa de cronologia e existência bastante questionáveis. Isso é o mais notável. talvez. verbalmente. a percepção de que alguma autoridade venerável. Eles serem dirigidos ao mesmo deus é um teste menos equívoco de identidade. sobre a qual suas crescentes alegações de santidade superior pudessem ser baseadas. possivelmente. chegaram até o tempo dele. Há pouca dúvida. estava faltando. embora. e de todos aqueles espaços em branco e deficiências que tornam o texto escrito dos Vedas ainda ininteligível. a conveniência de resgatar os Sūktas dispersos e obsoletos do risco do esquecimento. em geral. dos autores dos próprios hinos. com o uso restrito da escrita – mesmo se a arte fosse conhecida naqueles tempos primitivos (um objeto de dúvida considerável) – e com o caráter do ensino sânscrito. tanto quanto diz respeito ao seu significado geral. de epítetos gerais. em diversas passagens.

sem dúvida. aparentemente. 4. Livro 3. Estaria fora de lugar entrar em qualquer exame da questão aqui. [pág. atribuídos a outras pessoas. mesmo naquele tempo. são. deve ser compreendido que elas são derivadas unicamente a partir do que está verdadeiramente diante de nós – o Primeiro Livro do Ṛg Veda. É. assim. Das Saṃhitās do Ṛg Veda a única agora em uso é a atribuída a um professor chamado Vedamitra ou Śākalya. e estudo. ou ramos. Vaiśampāyana. chamado de Yajur Preto e Yajur Branco – chegaram a quarenta e dois. mas elas consistiam. fábula mitológica. 9 A fundação da filosofia Vedānta. através de um intervalo prolongado. A tradição pode ter se originado no impulso dado ao cultivo geral da literatura sânscrita pela escola. de crítica vêdica. 234 da tradução em português de 2012]. e teve uma sucessão de discípulos por quem a coleção original foi repetidamente subdividida e reorganizada. embora não a tal ponto de afetar materialmente a identidade entre o original e seu descendente. e alguns sendo entoados ou cantados. e a compilação dos Itihāsas e Purāṇas. até que o tenhamos examinado totalmente. além da observação que parece haver pouca evidência satisfatória para a tradição. ou de acordo com as diferenças no modo de sua recitação – alguns sendo recitados audivelmente. Viṣṇu Purāṇa. além dessas. 3. p. atribuídas a Vyāsa. fornecido poucas características das instituições religiosas e sociais que. também. talvez. porque elas desapareceram quase totalmente. o texto do Yajur. vários dos Purāṇas sendo. e determinado. Várias leituras. tanto quanto podemos julgar até agora. e negar sua sanção às características principais dos institutos bramânicos. levavam a marca de antiguidade. mas as tradições são concordantes e consistentes. foram empregadas para preparar cada respectiva Saṃhitā ou coleção. de cada Saṃhitā. (não substância).9 O interesse evidenciado na coleta e preservação dos seus hinos e fórmulas antigas é notável por eles terem. parecem ter sido seguidas por diferentes escolas. ou escolas. os do Ātharvaṇa. anterior ao surgimento da especulação filosófica. lendas poéticas. também. em variedades de forma. e as do Sāma Veda a vinte e quatro. contendo os mesmos hinos e fórmulas dispostos em uma ordem diferente. e devem ter sido exercidos. cap. 373. de acordo com a evidência Colebrooke sobre os Vedas – Asiatic Researches. alguns repetidos inaudivelmente. os hinos do Sāma. Cada um tornouse o professor de sua própria coleção.8 A natureza exata dessas distinções não é conhecida muito satisfatoriamente atualmente. formaram um ramo importante e popular da literatura dos brâmanes. e seria ainda mais indiscreto arriscar uma negativa. sem dúvida. já familiarizadas com os hinos dos respectivos Vedas. ou à contradição. e. Havia. de acordo com as concepções do professor a respeito da sua sucessão histórica ou valor litúrgico. no entanto. Vol. os quais. e há pouca dúvida de que houve uma época na qual a reunião e classificação. até que as Saṃhitās do Ṛg Veda chegaram a dezesseis ou vinte. agora traduzido – e que elas estão sujeitas à confirmação. zelo e competência. estavam completamente desenvolvidas na data da compilação deles. Jaimini. e Sumantu. e história tradicional.26 normalmente é dado dos seus métodos mostra que a esfera de ação principal dele era a de supervisão – possivelmente sob o patrocínio do Rājā Yudhiṣṭhira. estudadas no mesmo número de escolas separadas. 8 . as do Yajur Veda – distinguido como duplo. com extraordinária diligência. havia inúmeras Śākhās. de fato. depois do seu triunfo sobre os Kurus – e que várias outras pessoas eruditas. Paila foi designado para coletar os Sūktas do Ṛc. também. portanto. Se as autoridades que professam detalhar a multiplicidade dessas compilações têm direito a toda confiança pode ser assunto de dúvida. que nenhuma sanção desse tipo pode ser encontrada nele. pouco seguro arriscar qualquer afirmação positiva a respeito do sistema de crenças e práticas religiosas ensinadas no Ṛg Veda ou a condição da sociedade que prevalecia quando seus hinos foram compostos. várias Saṃhitās do Atharva Veda. dos poemas religiosos. Ao oferecer quaisquer opiniões sobre esses pontos.

oferecido. ou orações.51. gado. a partir de algumas passagens. portanto. e por quem os Mantras. em outras palavras. É verdade que nós temos um campo um pouco mais amplo para especulação. ou recitador. a bondade. antes. Será suficiente.10 Não há menção de qualquer templo. As bênçãos pedidas são. ou Yajamāna. e é claro que o culto era totalmente doméstico. O Sūkta quase invariavelmente combina os atributos de prece e louvor. dos primeiros. e. ou erva sagrada. às vezes. embora brevemente. Palestra 3. na cerimônia. também sobre o autor. aspergido sobre o fogo. e das libações e oblações que ele é solicitado a aceitar. em uma câmara apropriada para o propósito. em todos os casos. no entanto. sete. embora as frequentes alusões ao acendimento ocasional da chama sagrada estejam bastante em desacordo com essa prática. prece e louvor. que os homens preservavam o fogo constantemente aceso em suas residências (1. mas elas não são nem frequentes nem. no qual sua presença é invocada. e. ou hinos. e. o resíduo era bebido pelos assistentes. e até mesmo a beleza pessoal do deus abordado são descritos em melodias altamente laudatórias. e. 11 e é deduzível. a partir dela. especialmente quando eles são representados como hostis à celebração de ritos religiosos. a generosidade. Mas essas são exceções. um sacrifício de um cavalo. e deduzirmos. As últimas. mas não tão comumente. sua destruição. em sua maioria. e. e as oferendas habituais podem ser consideradas como consistindo em manteiga clarificada e no suco da Planta Soma. proteção contra inimigos. especialmente pelo Sr. As primeiras são. traduzidos pelo Sr. às vezes. A cerimônia acontece na casa do adorador. pessoas que não professam a mesma fé religiosa. que sacrifícios humanos não eram desconhecidos. necessariamente. às vezes. são. a respeito da fé religiosa e mitológica do povo da Índia – cujos sentimentos e noções os Sūktas enunciam – e das circunstâncias da sua condição social. vitória sobre eles.12 Há poucas indicações de uma esperança de imortalidade e de felicidade futura. não parece ter tido. no entanto. em um lugar. embora raros. nem qualquer referência a um lugar público de adoração. Hinos 5. e. nos outros três livros. ele é rogado a conceder bênçãos sobre a pessoa que instituiu a cerimônia. vida. às quais ela ocasionalmente. O poder. em conchas. 6. provavelmente. são recitadas e glorificadas. Roth.73. em retribuição de quais encômios. nos limitarmos à evidência à mão. simbólicos. ou façanhas do passado. que foram traduzidas e publicadas por outros estudiosos de sânscrito. no chão. algumas das conclusões mais importantes às quais ela parece levar. vacas e cavalos. 11 No segundo Aṣṭaka. ou.27 adicional que possa ser produzida. a vastidão. É dito. e há uma variedade considerável de sacerdotes oficiantes – em alguns casos. Que vítimas animais eram oferecidas em ocasiões específicas pode-se inferir de alusões breves e obscuras nos hinos do primeiro livro. espalhada no chão. Langlois. e o suco espremido e fermentado da Planta Soma. dezesseis – pelos quais os diferentes ritos cerimoniais são realizados. embora ele pareça ter sido. principalmente. pode ser observado que eles não parecem oferecer nada materialmente contrário ao teor do primeiro Aṣṭaka. posteridade. (Veja a Tradução do Sr. e em aprovação do rito em sua honra. pessoalmente. autoridades imperfeitas. se refere. de um tipo temporal e pessoal – riqueza. Colebrooke. qualquer parte. às divindades invocadas – de que maneira não aparece exatamente. às vezes. em alguns. são recitados. na Kuśa. oferendas e libações: manteiga clarificada derramada no fogo.4). pelo professor Burnouf e pelo Dr. A adoração que os Sūktas descrevem compreendem oferendas.) 12 1. necessariamente. Langlois. da prece. alimento. nota. nós temos dois hinos sobre a ocasião do Aśvamedha. por ora. 10 . para a manutenção de um fogo permanente. ou. por causa do seu estado parcial e isolado.8. O adorador. às vezes. e suas bênçãos. e em partes separadas de outros livros.

enquanto. ele parece ter sido quase exclusivamente adorado na Índia – a do Liṅga ou Falo. e. O epíteto Kapardin. em tal penteado. ou religioso. ao passo que as divindades que são os grandes deuses – os Deuses Maiores – do período subsequente são ou totalmente não mencionados no Veda. o 13 Creuzer. ter alguma relação com um atributo característico de Śiva – o uso de seu cabelo em uma trança peculiar. como foi citado acima. também. e até destruição. ou expiado. que. de Kṛṣṇa. Os deuses adorados não são desconhecidos aos sistemas posteriores. a Trimūrti. mas como o calor da digestão e da vida. tanto quanto sabemos até agora. também. pela qual a realização de austeridade por um período contínuo obriga os deuses a concederem a bênção desejada. é identificado com Śiva. de modo a obrigar os deuses a cumprirem os desejos do adorador – nada daquela necessidade imposta que forma uma figura tão evidente e característica na mitologia hindu de uma data posterior. como identificado com Agni. em época posterior. provavelmente. nenhum outro epíteto aplicável a Śiva ocorre. Não há nada. não só como fogo culinário. segundo. no Veda. Kapardin pode indicar a cabeça dele sendo cercada por chama radiante. 140. 1. evidentemente. e. e não existe a menor alusão à forma na qual. Por exemplo. porém. cap. ou são citados em um âmbito inferior e diferente. que é aplicado a ele. que indique qualquer potência especial na prece. e é. de Kālī. nos últimos dez séculos. são benefícios de um caráter mais mundano e físico. Os nomes de Śiva. como existe na terra. nunca ocorrem. de acordo com a maior autoridade sobre as religiões da antiguidade. Os principais objetivos das preces. a esperança é pronunciada que esse último possa ser arrependido. A próxima questão é: quem são os deuses a quem os louvores e preces são dirigidos? E aqui encontramos. de Durgā. no Veda. a Trimūrti foi o primeiro elemento na fé dos hindus. uma diferença marcante entre a mitologia do Ṛg Veda e a dos poemas heroicos e Purāṇas. e a segunda foi o Liṅga. e a possibilidade da sua obtenção por seres humanos exemplificada no caso dos semideuses chamados Ṛbhus – elevados. embora repleta de perigos. de Rāma. para eles próprios. terceiro. pelo menos. por sua devoção. como ele está manifestado nos céus. Há pouca procura por benefícios morais. e dos louvores que dão a eles maior energia e poder aumentado. O primeiro compreende o elemento do Fogo sob três aspectos: primeiro. Nós temos um Rudra. o sol. embora. é de origem e identificação muito duvidosas. De qualquer forma. uma significação diferente – agora esquecida – embora ele possa ter sugerido. ou hino. como existe na atmosfera. . como um retorno pelos benefícios que se supõe que os deuses derivam das oferendas feitas a eles. ou a palavra pode ser uma interpolação. em alguns poucos casos.28 em geral. mas eles lá cumprem funções muito subordinadas. anunciadas claramente. Proteção contra os maus espíritos ( Rākṣasas) é. Também não há o menor indício de outra característica importante do hinduísmo mais recente. em um hino. mesmo nos Purāṇas. ou a combinação trina de Brahmā. uma forma ou de Agni ou de Indra. em uma ou duas passagens. ele é descrito como o pai dos ventos. embora. no entanto. Religions de l’Antiquité. solicitada. parece. mas o termo tem. em satisfazer suas necessidades corpóreas. e o princípio vivificante da vegetação. Yama e seu ofício como soberano dos mortos são aludidos obscuramente. p. como simbolizada pela sílaba mística Om.13 Os deuses principais do Veda são. a aparência de Śiva. Livro 1. na forma de raio. e os deuses são. O tom no qual esses são solicitados indica uma tranquila confiança em sua concessão. ou meio do céu. de Mahādeva. de fato. ao posto de divindades. embora a imortalidade dos deuses seja reconhecida. mas que. Agni e Indra. em épocas posteriores. Viṣṇu e Śiva. pedidos para livrarem o fiel do pecado de todo tipo. como a luz. ódio à mentira e aversão ao pecado sejam manifestados.

1. evidentemente de uma antiguidade remota. de riqueza. que. por fim. e o fundador de uma célebre família santa. bastante palpável. o identifica com Aṅgiras. ou sacerdote familiar. Se atentarmos mais particularmente aos atributos de Agni. dotado de poder e esplendor infinitos.3).14 Dos atributos de Agni. Aṅgiras é. enquanto o ato de oferecer essas oblações é o dever de um filho. o concessor de vitória. Uma curiosa série de alusões.6. é. ou universalidade. Como o fogo do sacrifício. ele viaja em um carro puxado por cavalos vermelhos. naturalmente. e muitas divindades inferiores são consideradas meramente suas manifestações. e os corpos planetários. Pūṣan. o sol não ocupa aquele lugar de destaque. O significado desse mito é. A lenda de ele se esconder nas águas. é reconhecido e louvado com hinos como um deus. provavelmente. aos membros da qual muitos dos hinos do Veda são atribuídos. em tempos posteriores – a emissão de chamas a partir 14 Veja a passagem do Mahābhārata citada em 1. Aryaman.31. como quando é dito que Agni é o filho do Vento. ele pode assumir a forma ou natureza de qualquer outro deus que seja invocado para um rito cerimonial.6). ou escola. incluindo vários dos nomes preservados nos Purāṇas. de gado. das ocasiões no qual o fogo constituía um elemento essencial da adoração dos hindus. levando as invocações e as oferendas dos primeiros aos últimos. pelas oblações que ele leva para eles. Mesmo assim. como Viṣṇu. como ela foi depois expandida nos Brāhmaṇas e poemas heroicos.2). Mitra. ou a má interpretação de um fenômeno natural que parece ter causado uma grande impressão. Ele é identificado com Yama. a Aṅgiras e seus descendentes. ou sacerdote. e com o eterno Vhedas (1. o que dá a entender claramente que essa família sacerdotal. O Sol. na qual se diz que os Aṅgirasas primeiro asseguraram Agni. Os atos e atributos de outros deuses são.71. bem como nos Purāṇas. é um Patriarca e Ṛṣi. o trabalho dos Brāhmaṇas. Personificado como um deus. ele é o Hotṛ.29 amanhecer. Bhaga e Tvaṣṭṛ. . ele é a fonte e o difusor de luz. As alusões dos Sūktas podem ser uma indicação figurativa do calor latente existente na água. o Purohita. e seu detalhamento mais minucioso é. e ele é venerado principalmente como o representante celestial do Fogo. aparentemente. o destruidor e renovador de todas as coisas. ou introduziu o culto com fogo. Mitra. explicado em outra passagem. e a alegoria transmitida por outros. e suas manifestações são conhecidas como Ādityas. O teor da lenda. daí devotos subsequentes preservaram seus fogos e praticaram seus ritos (1. ou o expandiu e organizou nas várias formas nas quais ele veio. de vida. nota. que convoca os deuses para a cerimônia. por medo dos inimigos dos deuses. e. o qual ele parece ter ocupado na dos antigos persas. usado em lugar da repetição do nome Agni. que realiza o rito em nome do dono da casa. não raro. que nada mais são do que o Sol diversificado como presidindo cada mês do ano solar.72. de noções hindus. no entanto. embora citada em mais de um lugar. em geral. ele é o servo dos homens e deuses. também. como quando se diz que ele é tanto o pai quanto o filho dos deuses – nutrindo-os. encontraremos neles aquela confusão que pode ser esperada por causa dos vários personagens que ele desempenha. no Veda. de alimentos.1). igualmente sugere o último. com o Sol. não é narrada muito explicitamente. a ser praticado. ele é imortal. ou surge. desfrutando de juventude perpétua. Agni é expressamente chamado de o primeiro e principal Aṅgiras (1. de saúde.1. Varuṇa. Ele é conhecido sob muitas e diferentes denominações. e atribui a multiplicação. de fato. atribuídos a ele. Varuṇa. como um pai. em outro. em um lugar (1. o significado é suficientemente óbvio: aqueles de um caráter físico falam por si mesmos. na liturgia vêdica. a alma de todos os seres móveis e imóveis.

Nas versões do conflito encontradas em obras posteriores. reconhece uma diferença de grau na relativa dignidade dos deuses. O Sol. que são relutantes em se desfazer dos seus estoques de água. Como Agni. Um mito popular o representa. e que tem o efeito de inspirá-lo com entusiasmo e coragem. Essa disputa com as nuvens parece ter sugerido. movendo-se. em uma carruagem puxada por dois cavalos de patas brancas. e nos poemas heroicos e Purāṇas. e até mesmo em sua idade. com demasiada rapidez. no primeiro livro. embora uma lenda seja concebida para responder pelas últimas. e quando propiciado pelo suco Soma.7). 8. ser mais vasto do que o céu e a terra. do que poderíamos antecipar a partir da magnificência visível desse luminar. [pág. e da ação real da eletricidade da atmosfera. Viṣṇu Purāṇa 3. ou dos sacerdotes ou dos deuses. personificada como um demônio chamado Ahi ou Vṛtra. como o descobridor e salvador das vacas. o que pode ter dado origem à lenda mais moderna de ele ter curado Sāmba. e surge. pertence à parte poética da personificação. quando originalmente unidos (1. referências alegóricas à localidade do firmamento. na descida das chuvas fertilizantes. e Vṛtra se torna um personagem real. nota 1. como quando ele é dito ter elevado o sol. Como Agni e Indra. entre o céu e a terra. se isso não for um enxerto não autorizado sobre o tronco original. e a nuvem.30 da superfície da água. 245. também. ferimentos e morte. 15 Veja a lenda de Aurva. embora. De outro. O texto do Veda. É dito que ele é curador de lepra. sem dúvida. na batalha. que tinham sido roubadas por um Asura chamado Paṇi ou Bala. e como sofrendo. Cap. Sūrya ou Savitṛ. particularmente na qualidade de mandar chuva. ele é o possuidor e doador de riquezas. filho de Kṛṣṇa. na adoração hindu. mutilação. quando adorado devotamente. Nève. é representada como combatendo Indra com todos os atributos de um inimigo pessoal.62. ou como resultado de ação vulcânica submarina. da tradução em português de 2012]. a alegoria original é perdida de vista completamente. e o destruidor das cidades dos Asuras. que se refere a ele na forma de um carneiro. como observado pelo Sr. ele é a fonte de luz. obviamente. Nós temos. ocupa um lugar muito menos visível. por sete – significando os sete dias da semana. o destruidor dos inimigos dos ritos religiosos. para os autores dos Sūktas. Ele é representado como de olhos dourados e mãos douradas. meras figuras de linguagem. ou na forma de ar inflamável. e ele é descrito especialmente na forma de deus das batalhas. e fixado as constelações no céu. Alguns dos atributos dele são. porque ele não tem funções incongruentes a cumprir. que trava uma guerra duvidosa com o rei dos deuses. e eles não transmitem muito notavelmente reconhecimento expressivo da sua supremacia. um Asura. Essa propriedade é descrita metaforicamente como um conflito com as nuvens. Ele é uma personificação dos fenômenos do firmamento. . o qual parece ser mais especialmente apropriado para ele. a metamorfose sugira alguma analogia entre ele e Júpiter-Amon. em uma passagem notável no primeiro livro. ou. ele é o dador de bênçãos temporais para seus adoradores. apenas três Sūktas dirigidos a ele. Como em todas as alegorias. dessa doença. Sua participação nas guerras de tribos e príncipes. o concessor de vitória para seus adoradores. o caráter guerreiro de Indra em outras ocasiões. a linguagem de fato e ficção é suscetível de ser misturada e confundida na descrição desse conflito. e de garantir o triunfo daqueles que ele favorece. e tê-los separado. individualmente. como é dito às vezes. e o concessor de todas as bênçãos temporais. nenhuma explicação muito satisfatória é dada.15 A deificação de Indra é mais consistente. e da adoração dele por nações vizinhas. daquele caráter de bravura pessoal derivado da sua derrota metafórica de Vṛtra. ou rei dos Asuras. até que são atacadas e atravessadas pelo raio de Indra.

mas nenhuma alusão à noção de Avatāras ocorre no Veda. e protege o gado. provavelmente. ou Terra. e ele sustenta a luz no alto. ou até mesmo com o Universo. As noções nutridas sobre Varuṇa. além de ser mencionado ocasionalmente. aos jovens. Sua participação na produção de chuva. o que o Sr. isso. em geral. ou filhos de Rudra. evidentemente.13). originalmente. também. ele conhece o rumo dos navios. com Agni. Rājā ou Samrāṭ. e se tornaram imortais por adorarem Agni. cujo principal propósito é pedir a proteção dele em uma viagem. anunciado que eles eram. na mesma estrofe. e. (1. e o comentador diz que ele preside o crepúsculo. Com Mitra. em algumas ocasiões. – Veja Burnouf. permanecendo no oceano.31 proclamando veneração aos grandes deuses. não parecem ser muito precisas. em todos os quais não temos traço da posição que lhe é atribuída. um deus do vento. embora. mortais. mas pouco é dito sobre ele. seja alegórico. Isso pode ter sugerido a lenda. mais usualmente. são representações figurativas de fenômenos físicos. Varuṇa ocupa um lugar muito mais visível nos hinos: é dito que ele é um deus que preside a noite. culminação e ocaso. é dito dele. parece não ter nenhuma base melhor do que uma etimologia proposta do nome – "Não (mā) chore (rodīh)" – que é meramente fantasiosa. Eles são chamados de filhos de Pṛśni. além da sua conexão com o sol. Colebrooke pensou que pode ter formado a base da lenda purânica do Avatāra anão. Os Ādityas. sem dúvida. e há pouca dúvida de que os três passos. com Mitra e Varuṇa: nós temos um texto identificando-o com o sol. 3 do Bhāgavata Purāṇa. Nós temos. ele concede riqueza. e aos velhos. expressando a ação do vento sobre o fogo. ou associado com Varuṇa e Aryaman. de Rudras. e diz-se que a lua se move pelo comando dele. ou aquele que deu três passos ou passadas. também. é muito comumente ligado ao seu nome. em qual caso ela é. 22. uma metáfora óbvia. Em uma passagem muito obscura. e. O comentador diz que ele é um deus que preside o dia. É. aqui mencionados. p. principalmente em associação com Indra – com quem ele é identificado por comentadores do Veda. Aryaman nunca é citado sozinho. no primeiro livro. identificada. um dispensador de água. em Vāyu. que ele conhece o vôo das aves e a sucessão periódica dos meses. alegórica. e torna amplo o caminho do sol.27. são especialmente os filhos de Aditi. o caráter de mãe dos deuses. as constelações são chamadas de seus atos sagrados. também. 16 . e auxiliando e estimulando os esforços dele. que. mas alguns deles são abordados individualmente. Introdução ao vol. e. um hino para si próprio. ele é chamado de senhor da luz. pelo contrário. aos menores. em conjunto com Varuṇa. O título de rei ou monarca. é dito que ele é o Isso é expressamente afirmado desse modo por Durgācārya. são os três períodos do curso do sol – sua ascensão. na mitologia posterior. e a última.16 Mitra nunca é abordado sozinho: ele aparece entre os Viśvedevas (ou deuses coletivamente). o que é. mas também é dito. embora não seja muito pior do que outras explicações do nome que os comentaristas têm sugerido. Eles são. Não há hino separado para Viṣṇu. especialmente contra ladrões. afasta o mal. em seu comentário sobre o Nirukta. nessa qualidade. uma parte importante da adoração é desfrutada por um grupo declaradamente subordinado a Indra – envolvendo uma alegoria óbvia – os Maruts. ou Ventos. Os Maruts. associados. e. absurda como ela é. de explicação fácil. de fato. são frequentemente tratados como os atendentes e aliados de Indra. tem. no entanto. nessa parte do Veda. também. Pouco é falado dos Ādityas coletivamente. de soberano das águas. unidos a ele na batalha com Vṛtra. mas ele é mencionado como Trivikrama. O comentador se esforça para ligar a história da origem deles com aquela narrada nos Purāṇas. ou Sóis menores. o significado de quais filiações não é muito claro. que são naturalmente associados ao firmamento. com a Terra. que tem. Pūṣan. e sua natureza feroz e impetuosa. Entre os deuses menores. mas sem sucesso.

aplicados à planta Soma. e como se envolvendo com uma variedade de transações humanas. Isso. no entanto. Tenta-se afastar pela prece os efeitos da ira dele sobre homens e . igualmente. ou sol. ou Uṣas. em qual período eles devem ser adorados com libações de suco Soma. é. mais à mitologia heroica. de um modo muito menos duvidoso. talvez. como afirmam algumas autoridades. se não inebriantes. bem como a surpresa. que se erguem. mas de cuja origem nós não temos tal lenda no Veda. e eles pertencem. com muito mais frequência do que qualquer um dos anteriores (exceto os Maruts). portanto. concedendo benefícios para seus adoradores. aparentemente. de matador de heróis. que eles têm o mar (Sindhu). em diversas passagens. são consideradas personificações de Agni. também. A grande importância atribuída ao suco dessa planta é uma parte singular do antigo ritual hindu: ele é suficientemente proeminente mesmo nessa parte do Ṛg Veda. Agni não parece ter quaisquer múltiplos subordinados. como luminares divinos. ao brilho do sol. que a descoberta das propriedades estimulantes. De Rudra. como sua mãe. Indra e Savitṛ. exceto nas deificações muito anômalas chamadas Āprīs. Eles são chamados de Dasras – destruidores. têm seus respectivos partidários. tanto quanto podemos compreender seu caráter a partir das estrofes ocasionais dirigidas a ele. são os dois Aśvins – os filhos do Sol. tanto quanto avançamos até agora. o deleite. Seus assuntos parecem estar mais na terra do que no céu. e são citados como os precursores da alvorada. muitas alvoradas. e identificáveis com. do oceano. seus dirigentes. bonitos. pouco mais do que uma repetição do Soma Maṇḍala do Ṛc. o caráter é incerto. no entanto. e. O Sabeísmo dos hindus – se pode ser assim chamado – é completamente diferente daquele dos caldeus. e livrando-os da dificuldade e do perigo. mas pode-se duvidar se ele compartilha. e esse é. mas Indra também o é. é verdade. como as portas do salão de sacrifício. ligados. As constelações nunca são mencionadas como objetos de veneração ou culto. em qualquer grau notável. Em um lugar é dito. de fato. mas quase todo o Sāma Veda é dedicado ao seu louvor. mas é explicado que isso sugere a sua identidade. Semideuses que são. embora incluindo certas divindades femininas e objetos insensíveis. a Asclepias acida. cuja linguagem não envolve mistério. daquela ferocidade e ira que pertencem ao Rudra de uma data posterior. Eles são representados como sempre jovens. permitindo-lhes frustrar ou superar seus inimigos.32 deus. com o atributo adicional de presidir a prece. não são explanadas muito distintamente nessa parte do Veda. As propriedades características dessa divindade. Eles são. ou solar. Ele é chamado. ou de inimigos ou de doenças. com o sol e a lua. auxiliando-os em suas necessidades. o Āditya. Brahmaṇaspati. chamados de Nāsatyas – em quem não há falsidade. real ou personificada. embora a lua pareça ser ocasionalmente indicada sob o nome Soma – especialmente quando citada como dissipando escuridão –o nome e a adoração são. ao omitir a adoração dos planetas. que preside a terra. do que à celeste. pois eles são os médicos dos deuses. com o sol forma uma parte natural da adoração solar: vários hinos são endereçados a ela. ou antes. as quais. não raro descritas pitorescamente e poeticamente. ou melhor. ao se familiarizarem pela primeira vez com seus efeitos. segundo a mitologia ulterior. objetos de louvor. naturalmente. A conexão da aurora personificada. mas é ditada pelas propriedades óbvias da manhã. também. do suco fermentado da planta deve ter excitado em mentes simples. por suas façanhas. dependentes de. sem dúvida. no entanto. A única explicação da qual isso é suscetível é. puxado por burros. Eles são. da qual eles não parecem ter participado com o sol. ou Uṣasas. totalmente diferente de qualquer adoração da lua ou dos planetas. parece ser identificável com Agni. viajando em um carro de três rodas e triangular.

– podemos separar todas as formas em duas. “três deuses: Agni. no céu. a planta Soma. que é chamado lá (1.17 A Anukramaṇikā vai mais longe. são os seguidores de Indra. Mitra. sem que nada seja narrado a respeito delas. Os Viśvadevas. mas não há fundamento para isso. ou firmamento. A única exceção é a de Iḷā. Há. Das outras personificações divinas que ocorrem nesse primeiro livro os detalhes são muito poucos para autorizar qualquer generalização incriticável. que é chamada de filha de Manus. Indra. os objetos da adoração primitiva dos hindus – o fogo. ou alma. A noção de uma alma do mundo pertence. e dador de felicidade.1) de ‘a alma de tudo o que se move ou que é imóvel’. expressivas de sua grandeza. provavelmente. materiais suficientes sobre os quais construirmos qualquer teoria sobre seus atributos e caráter. Varuṇa. entretanto. chamados Rudras. no entanto. nessa parte do Veda. que “todos os deuses são apenas partes de um ātman. ou Ventos. uma classe de deuses inferiores. no texto. a um período muito posterior à composição dos Sūktas.5. mas meramente como a agregação dos deuses em outra parte mencionados separadamente. e podemos nos contentar. Não há nada. . – para justificar a outra afirmação de Yāska. em um hino dedicado exclusivamente a esse deus (1. de acordo com o comentador. portanto. e afirma que existe só um deus. a Agni. ou deuses universais. e essa relação o igualaria a Indra. ou pelas personificações alegóricas mais óbvias. no Veda. ou Indra. mas são apenas citadas. na terra. com o último. são chamados de filhos dele. sem dúvida. uma expressão que deve. não literalmente. de fato. em outra. são adoradores de Agni. e não maligno e irascível. ou fogo. Divindades femininas fazem seu aparecimento. que há. Algumas delas são como toda religião imaginativa cria: personificações da terra. os Maruts. e de coisas inanimadas. o céu. mas o que isso significa requer maior elucidação.10). no entanto. e da variedade de suas funções”. Como observado acima. e nós não temos. evidentemente. que. – como o sol é apenas uma manifestação do fogo. Agni e Indra. até mesmo o sol – são abordados em linguagem tão evidentemente ditada por atributos físicos palpáveis. Rudra pode ser identificado com Indra. que mal podemos pensar que eles foram inspirados por qualquer sentimento profundo de veneração ou de fé. o ‘terrível Agni’. ser compreendida figurativamente.115. O termo denota. subservientes à diversificação de seus louvores por causa da imensidão e variedade de seus atributos”. mas nós temos o nome aplicado. e nos Purāṇas. e Sūrya.27. portanto. e instrutora dele na realização de sacrifício. no firmamento. em apoio dessa doutrina. como a classe específica que é citada por Manu. do mar. por enquanto. ou que a adoração de tais elementos 17 Nirukta. a considerar Rudra como uma forma ou denominação do fogo.33 animais. Daivata Kāṇḍa. em seu próprio lugar. de forma inequívoca. uma passagem que. e o resto. e. ao mesmo tempo. concordar em aceitar a afirmação de Yāska. Ou. mas ele é. Vāyu ou Indra. da noite. Se os autores deles nutriam qualquer crença em um criador e governante do universo certamente não aparece a partir de qualquer passagem encontrada até agora. não aparecem. também. invocado como sábio e generoso. sua presidência sobre plantas medicinais e remoção de doenças – atributos de um deus benevolente. mas. Até agora. em uma passagem. e o sol. Nós podemos. sendo os mesmos que os Maruts. se aplica apenas ao Sol. 1. o criador da fertilidade. a Grande Alma (Mahān Ātmā). citando.4. de cada um dos quais há muitas denominações. Agni. também. – limitando a nossa negação à presente porção do Ṛc. se não todos os deuses citados nos hinos do Ṛc – até onde os do primeiro Aṣṭaka se estendem – são resolúveis em três: Agni. Nós verificamos desse modo que a maioria. e suas características peculiares são.

a derrubada de cujas numerosas cidades é tantas vezes falada. Tem sido uma noção favorita. talvez. mas eles eram. nós podemos agora considerar qual grau de luz essa parte do Veda reflete sobre a condição social e política deles. de alguns estudiosos eminentes. Eles parecem. e os hindus devem ter se distribuído para o litoral. ou continente (dvīpa). Deixando a questão da religião original dos hindus para investigação ulterior. porque a adoção de um mês intercalado. portanto.18) que Indra dividiu os campos entre seus amigos de cor branca. porque os Árias mereciam o auxílio de Indra. pelo menos comparativamente. um homem rico ou respeitável. eles eram um povo marítimo e mercantil. e como expressões de antagonistas religiosos e políticos. dotados de mais do que atividade intelectual comum e agudeza de percepção. e cidades. ou aldeias. especialmente como procedentes de homens de talento e observação evidentes. ou Ariana. diante de cujo raio as numerosas cidades. também. não requerendo. os últimos são os Āryas: a raça Ária. feito um progresso considerável. no texto do Veda. e valendo-se de todas as oportunidades para atacá-los. que os hindus. Que eles tinham se expandido de um lugar mais ao norte. mas os dois termos são usados constantemente. nós mal podemos imaginá-las terem sido proferidas a sério. o que é mais notável. ou que eles eram um povo do norte. e invasores estrangeiros da Índia. também. Dasyu. ter sido um povo de pele clara. e a fabricação de ouro e de armaduras de ferro. nós devemos entender pela expressão Dasyu. e. eram um povo nômade e pastoral.8). em um grau ainda maior. para Cutch e Gujarat. Um povo pastoral eles podem ter sido. ter feito algum avanço em cálculo astronômico. possivelmente ao longo do Sindhu ou Indo. é tornado provável por causa da expressão peculiar utilizada. respeitável.25. significa um ladrão. e pela menção de produtos agrícolas.64. um povo agrícola. até certo ponto. nesse aspecto.2). um assaltante. que são encontradas nos hinos. e impedir seu progresso – com pouco proveito. pois a arte da tecelagem. é mencionada (1. atrás de seus inimigos bárbaros. são citados. em mais de uma ocasião.14). e aldeias.56. como contrastados um com o outro. mas intrusa.15). se recusando a adotar o cerimonial dos Árias. depois de destruir as tribos nativas bárbaras. também. já que essas. uma tribo mais civilizada. em linguagem posterior. ou hindu. por causa de lucro (1. antes que eles pudessem ter se empenhado em navegação e comércio. frustrada por um naufrágio (1. e de cavalos e gado. mas tenta perturbá-los. Eles devem. especialmente a cevada (1. perturbar seus ritos. os trabalhos do carpinteiro. a qual se repete tão frequentemente. Por mais extravagantes que sejam as expressões.116). porque é dito (1. com o objetivo de ajustar os anos solar e lunar um ao outro. e incomodar seus realizadores. mas temos comerciantes descritos como se apertando energicamente a bordo de navios. A civilização deve ter. .100. Eles eram um povo manufatureiro. portanto. dos Dasyus foram destruídas. abuso de conjetura para identificar os Dasyus com as tribos nativas da Índia. parece. ao pedir vida longa – quando o adorador pede cem invernos (himas). Essa opinião parece se basear unicamente nas frequentes solicitações de alimentos. Que os hindus não eram nômades é evidente a partir das repetidas alusões às moradias fixas. há pouca dúvida.34 simples e manifestos os contemplava de qualquer outro ponto de vista que não símbolos do poder de um criador. uma benção que provavelmente não seria desejada pelos nativos de um clima quente (1. Não apenas os Sūktas são familiarizados com o oceano e seus fenômenos. e nós dificilmente podemos supor que eles tenham estado. como é evidenciado por suas súplicas por chuva abundante e pela fertilidade da terra. e Ārya. no período da composição dos hinos.23. para levar seu gado. e que é muitas vezes definida significar aquele que não só não executa ritos religiosos. e temos uma expedição naval contra uma ilha estrangeira. e não é sustentada por quaisquer afirmações mais positivas.

e a condição das províncias da Índia ocupada pelos hindus era. é dito que a humanidade é separada em cinco tipos.35 Nós não temos nenhuma indicação específica da condição política dos hindus. mas em qual sentido é questionável. um kṣatriya por nascimento. sejam Brāhmaṇas. Brâmane é encontrada. p. que. ou. um sinônimo de homem em geral. Brahmā ocorre como o louvador. assim denominado. alguma vez se deleitaram [na casa de] um brâmane. ou seres (pañca kṣitayaḥ). ou Niṣāda.18 Mais pesquisas são necessárias. mas Sāyaṇa. 7. naturalmente. A partir desse estudo dos conteúdos do primeiro livro do Ṛg Veda. a linguagem dos Sūktas – do primeiro Aṣṭaka. que preside o cerimonial de um sacrifício (1. no oitavo Aṣṭaka.10. muitos dos quais são peculiares ao Veda. Várias noções. Os príncipes citados são. embora. foram adotadas e transmitidas para os períodos posteriores. e diferem daqueles dos poemas heroicos e Purāṇas. expressa as impressões recebidas da sua própria época. ou como o sacerdote específico. é. 18 . e a lenda usual da origem delas a partir de Brahmā.105. Indra e Agni. nenhuma alusão às quais. embora algumas questões muito importantes ainda precisem ser respondidas. e a bárbara. a mesma que continuou a ser até a conquista muçulmana – dividida em partes entre os principados insignificantes. uma inferência necessária. foi traduzido pelo Sr. Que o último precedeu os primeiros por um vasto intervalo é. até aqui. preservação (1. a qual ocorre. ou de um Rājā [príncipe]. pois. Sobre um assunto de primordial importância na história da sociedade hindu.1). ou Purāṇas. as distinções de casta. Vol. ou. distinguindo-a da casta militar (1. nos Sūktas do Ṛg Veda. ou louvor. temos este verso: "Sua boca tornou-se um sacerdote (brâmane). não raro. ou classes. ou alimento sacrifical. mas a nomenclatura evidentemente pertence a um período anterior à construção das dinastias do Sol e da Lua. no entanto. dos seus pés surgiu o homem servil (śūdra)". Há uma frase que é a favor de considerar o brâmane como o membro de uma casta. seu braço foi tornado um soldado (kṣatriya).1).15). portanto. mas mesmo isso mal pode ser considerado como decisivo. sua coxa foi transformada em um lavrador (vaiśya). antes que um parecer final possa ser pronunciado. sem dúvida. com modificações importantes. e todo o corpo dos personagens heroicos e purânicos. O comentador explica que esse termo denota as quatro castas. segundo a tradição. é indiscutivelmente evidente que os hinos que o compõem representam uma forma de culto religioso. Colebrooke. não têm lugar. Brahma geralmente implica oração. ocorre. 251. e em nenhum dos casos implica necessariamente um brâmane por casta. todos os deuses mais populares. possivelmente as principais leis e distinções da sociedade. ou recitador do hino (1. Asiatic Researches.80. em um lugar. literalmente. e personificações. e uma condição de sociedade muito diferentes daquelas que encontramos em todas as outras autoridades escriturais dos hindus. – Colebrooke sobre as Cerimônias Religiosas dos Hindus. Vaiśya e Śūdra. na sua forma masculina. Uns poucos são idênticos. Um hino que ocorre em uma parte subsequente do Veda. lá. sem dúvida. pois o imenso e complicado mecanismo de toda No Puruṣa Sūkta. Kṣatriya. às vezes. cinco homens.7): "Se vocês. exceto a especificação de diversos nomes de príncipes. embora. Na forma neutra. sob príncipes pequenos e disputantes. exerce as funções do sacerdócio. não é explícita de modo algum. portanto. e personalidades do Veda. pois Viś. que os sacerdotes oficiantes podiam não ser brâmanes torna-se evidente a partir da parte tida por Viśvāmitra no sacrifício de Śunaḥśepa. Brâmane. nem aquela de Vaiśya. no qual as quatro castas são especificadas por nome. mencionada. pelo menos. Itihāsas (ou poemas heroicos). então venham para cá".108. Upaniṣads. Sempre que mencionada coletivamente. mas a grande massa do ritual. Nós não encontramos as denominações Kṣatriya ou Śūdra em nenhum texto do primeiro livro. nem parte. descritos como em hostilidade uns com os outros.

Nós temos. pelo menos. necessariamente posteriores à Saṃhitā e ao Brāhmaṇa. no intervalo. se há alguma sombra de verdade nas partes históricas do Rāmāyaṇa e do Mahābhārata – e deve haver alguma. que citam os Brāhmaṇas como suas autoridades. desse modo. portanto. e é. Isso nos levará à mesma era que aquela que foi previamente calculada. evidentemente. e os Purāṇas provavelmente não são meras invenções. Mas. ou sexto. Os próprios Sūktas são. então. destinadas a explicar e esclarecer a filosofia e as práticas do Veda. Se os hinos da Saṃhitā são genuínos – e não há razão por que eles não deveriam ser. nem Rāma. ao sétimo. provavelmente. pelo menos. e. declaradamente. Manu não cita Avatāras. Há. e não podemos admitir menos de quatro ou cinco séculos para a composição e circulação dos hinos. levar a uma aproximação da era do primeiro. do Sāṃkhya e do Vedānta. nós não podemos colocar Manu abaixo do quinto. um sistema de ecletismo compilado das Upaniṣads. antes de eles serem reunidos nas Saṃhitās. Kātyāyana. sociais e políticas que. os poemas. caindo no esquecimento. uma sucessão de escolas envolvidas na coleta. ou cerca de doze ou treze séculos AEC. para a época do Brāhmaṇa. Agora. Dos Sūtras filosóficos. mas podem ter tido suas bases na realidade. posteriores às Upaniṣads. o Sāṃkhya. contemporâneas dos aforismos litúrgicos. são encontradas nos Sūtras litúrgicos. talvez. Essas obras eram. todos esses escritos são mais antigos que Manu. admitido ser muito anterior ao crescimento do culto deles como estabelecido no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. como muitas das tradições genealógicas e históricas preservadas pelo Rāmāyaṇa. ou oitavo. eu tomei conhecimento por intermédio do Dr. cuja cosmogonia é. e a formação de principados poderosos. Colebrooke. O Sr. Depois dos Brāhmaṇas vêm os Sūtras. regras para a aplicação das passagens citadas nos Brāhmaṇas para cerimônias religiosas. além do qual temos todo o corpo filosófico e literatura vêdica. e são. composições de vários períodos – como podemos concluir de evidências internas – e estavam. tanto civis quanto religiosas. então o curso de eventos. Isso nos levaria. citando seus conteúdos de um modo que prova que a sua compilação coletiva tinha se tornado extensivamente corrente e era facilmente identificável. No entanto. Müller. possivelmente. organização. e muitas de cujas leis. tinham ocorrido. nem Kṛṣṇa. obras de autores aos quais uma grande antiguidade é atribuída – Āpastamba. e remodelação delas. o Mahābhārata. a partir de dados . os Vedānta Sūtras sendo. Considerações deduzidas do progresso provável da literatura hindu são calculadas para confirmar esse ponto de vista da distância que separa a época do Veda daquela dos escritos posteriores. as peças de teatro. que o Brāhmaṇa exibe. uma leve sugestão de que opiniões budistas estavam começando a exercer uma influência sobre as mentes dos homens – na admissão que a maior das virtudes é a abstinência de dano aos seres vivos – o que faria suas leis posteriores ao sexto século AEC.36 a literatura e mitologia dos hindus deve ter tido um desenvolvimento lento e gradual. mil anos não seria um intervalo muito longo para as condições alteradas que são descritas nas composições mais antigas e nas mais recentes. também. a expansão dos hindus pela Índia. em Manu. e a ocorrência daquelas mudanças importantes. são igualmente indicativos do lapso de séculos entre a composição dos Sūktas e a data das primeiras obras que são posteriores às grandes mudanças religiosas. mas a Pūrva e Uttara Mīmāṃsās são. independente do Veda. embora atribuídas a nomes de celebridades antigas – Jaimini e Vyāsa. após o que vêm os Brāhmaṇas. e. todos desconhecidos da Saṃhitā. consequentemente. reconhecidamente. conjeturando que as prováveis datas dos poemas heroicos são aproximadamente o terceiro século AEC. que parece ser o sistema mais antigo. a origem e a sucessão das dinastias reais. é. e outros.

Anuvāka. dos quais ele deu uma descrição em sua Introdução. 283. se não a todos. a quem ele é endereçado. 20 Sāyaṇa Ācārya era o irmão de Mādhava Ācārya. ou Saṃhitā. que eles se utilizaram dos meios que sua situação e influência lhes garantiam. quatorze séculos AEC. e seus detalhes peculiares não podem ser determinados sem uma investigação mais trabalhosa do que a importância ou interesse do assunto me pareceu demandar. embora a interpretação de Sāyaṇa possa ser. uma justificativa. vii. aos ritos religiosos nos quais eles devem ser repetidos. sem dúvida. Nós não podemos estar muito errados. Além dessas divisões do seu comentário. pois. talvez. e são merecidamente tidas na mais alta estima.37 astronômicos. são citados. ao lidarmos com a cronologia hindu. e são intraduzíveis. Prefácio. Müller. Maṇḍala. Os escólios de Sāyaṇa sobre o texto do Ṛg Veda compreendem três partes distintas. 7. Rājā de Vijayanagara no séc. segundo o sistema de Pāṇini. e em considerar que eles estão entre os registros mais antigos existentes do mundo antigo. Aṣṭaka. Sūkta e Varga. a aplicação do hino. Ao propor as datas acima. ou através do seu próprio conhecimento. indicadas por seus títulos apenas. e a terceira parte é uma explicação sobre a acentuação das várias palavras. questionada. mas obras originais sobre gramática e lei. A primeira parte constitui a base da tradução inglesa. Eu tenho. ou de partes dele. em vez de tentar expressá-las por meio de equivalentes em inglês. e. preenche qualquer elipse. o primeiro-ministro de Vīra Bukka Rāya. pelo ensino tradicional. um patrono generoso da literatura hindu. nem épocas fixas. porque as cerimônias são. no entanto. ou daquele dos seus assistentes. Suas obras foram. do deus. um conhecimento do seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. contribuíram com seu próprio trabalho e erudição. cujos aforismos. e com as quais eles. no entanto. o fato sendo. sem dúvida. publicados. Livro. daria aos Sūktas uma antiguidade maior. compiladas sob vantagens peculiares. Sāyaṇa prefacia cada Sūkta por uma especificação do seu autor. da estrutura rítmica dos vários Ṛcas. para nos guiar. 8. Ṛg-Veda. o traduz para um sânscrito mais moderno. Círculo. Ambos os irmãos são célebres como estudiosos. a parte seguinte do comentário é uma análise gramatical do texto. e ela pode estar longe da verdade. 483. e Vol. portanto. Palestra. O texto que serviu para a seguinte tradução compreende os Sūktas do Ṛg Veda e o comentário de Sāyaṇa Ācārya. sem dúvida. Eu fui incapaz de fazer uso dessa última parte da descrição. e do Viniyoga. ou melhor. não temos marcos dignos de confiança. . Capítulo. pelo Dr. uma data não muito distante da que é aqui sugerida. ele tinha. Hino. porque ele coloca a sua agregação. Pareceu-me. pois. ser recebido com grande reserva. Adhyāya. e Seção pudessem ter sido usados como 19 20 Asiatic Researches.19 Tudo isso deve. nem história comparativa. e empregaram os brâmanes mais eruditos que puderam atrair para Vijayanagara nas obras que levam o nome deles. A primeira interpreta o texto original. se alguma lenda é brevemente mencionada. narra-a em detalhes. portanto. ou Ṛṣi. que. p. ou deuses. não se pretende nada mais que conjetura. Essas duas últimas partes são puramente técnicas. ou estrofes. a partir de uma compilação de manuscritos. que oferecer. e deve ter estado em posse. ou Sūtras. Vol. por manter as denominações originais das divisões do Veda como Saṃhitā. principalmente. os Sūktas do Ṛg Veda. XIV. ocasionalmente. se não uma desculpa. embora os termos Coleção. em atribuir uma data muito remota à maioria. também. e muitas obras importantes são atribuídas a eles – não só escólios sobre as Saṃhitās e os Brāhmaṇas dos Vedas. desde os tempos mais primitivos.

. seu significado convencional sendo prontamente lembrado. H. e. Colebrooke. Eu considerei aconselhável.38 substitutos. A descrição dos diferentes tipos será encontrada no Essay on Sanskrit and Prakrit Prosody [Ensaio sobre Prosódia Sânscrita e Prácrita]. e seu uso poderia ter levado a impressões errôneas. do Sr. de um modo geral. fossem admissíveis. H. portanto. e somente os representei em caracteres romanos. Eu não receio que qualquer grande inconveniente será sentido por causa do uso dessas designações originais. contudo eles em nenhuma circunstância expressavam exatamente o significado dos originais. no décimo volume das Asiatic Researches [Pesquisas Asiáticas]. Eu também especifiquei a métrica que é usada em cada Sūkta a fim de mostrar a variedade que prevalece. tratar os termos originais como se eles fossem nomes próprios. 1º de julho de 1850. WILSON.

no mínimo. antes do cristianismo. seis são dirigidos aos Aśvins. a Aurora dois. com os ventos ou os Maruts. sob o mesmo patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais. agora oferecida ao público. que é. Savitṛ. por meio do fogo. entre uma variedade de personificações. de manteiga clarificada e de suco da planta Soma. Existem alguns hinos nesse livro que evidentemente implicam um enxerto recente do . como derivável a partir do Veda. especialmente. que é o herói de dois Sūktas. por exemplo. a linguagem de panegírico geral sendo muito mais difusa nesse Aṣṭaka do que no primeiro. cinco a Bṛhaspati e Brahmaṇaspati. cinco a Mitra e Varuṇa. e o Sol. pode-se dizer o mesmo dos hinos dirigidos a Indra. cuja proteção contra inimigos e infortúnios é implorada. e das instituições primevas dos hindus. as supostas divindades de um Sūkta cada. cujo desagrado e ira são afastados por meio de prece. cada um tendo um hino. os Ādityas e Pūṣan. sob o qual o volume precedente apareceu. é confirmado pelos novos dados fornecidos no presente volume. mas é celebrada através da ação de um grupo de sacerdotes bastante imponente. nem insistentes. quinze séculos. enquanto para Indra sozinho ou com outras divindades. que são chamados para estarem presentes. ao passo que dois hinos. e. são dedicados ao Cavalo. embora os Vedas possam ser indispensáveis para um conhecimento exato dos conceitos religiosos do mundo antigo. O ponto de vista que foi adotado na introdução ao volume anterior.13. alguns dos objetos são seres humanos. como Pitu. cinco aos Viśvedevas. três. Os principais objetos de culto individual são os mesmos que no volume anterior. embora consista em pouco mais que o oferecimento. mas não são frequentes. e sem o qual ele teria sido provavelmente retirado do prelo: pouco interesse na obra tem sido manifestado nesse país. e os Ṛbhus. trinta são dedicados a Agni em sua própria forma ou manifestações subordinadas. gado.39 Introdução ao Segundo Aṣṭaka [Que vai do Hino 122 do Primeiro Livro ao Hino 6 do Terceiro Livro. e que são solicitados a conceder alimentos. como Rudra. Viṣṇu tem dois. e os principais objetivos de cada prece e hino são as coisas boas da vida atual. riquezas. na sua maior parte individualmente. mas menos delas são especificadas. e três a Vāyu. sobre a religião e mitologia dos povos da Índia e sua condição social. Alimento. e algumas foram atribuídas no livro anterior a outros agentes. Água. aos Aśvins (2. que logo serão citados mais detalhadamente. que é a vítima do sacrifício Aśvamedha. enquanto que os incidentes lendários são relativamente escassos. dos cento e dezoito hinos do Segundo Aṣṭaka. cujo poder e benevolência são glorificados. portanto. Os pormenores que são narrados de Agni são pouco mais que repetições daqueles atribuídos a ele no Primeiro Aṣṭaka. são designados trinta e nove. Agastya e sua esposa que são os interlocutores em um. seus atendentes. alguns do total são fantasiosos. A adoração é a do fogo e dos elementos. até mesmo em uma proporção ainda mais envolvente. algumas das quais são divinas. como o Rājā Svanaya.] A publicação do texto da segunda divisão do Ṛg Veda pelo professor Müller fornece autoridade segura para a continuação da tradução. ou filhos divinizados de Sudhanvan. ou em cujo nome ele é realizado.12). ela é patriarcal e doméstica. as façanhas dele que são citadas são aquelas que foram detalhadas previamente. dos demais hinos. Céu e Terra. Varuṇa. aos deuses. Grama. para quem um hino é endereçado. e posteridade para os indivíduos que realizam o culto. o resto é distribuído. contados com muito menos detalhes. como. insinuações ocasionais da esperança de felicidade após a morte ocorrem.

ou sendo. como os de dividir as nuvens e enviar a chuva. e Purohita. o substantivo sendo derivado da raiz sū. Brahmaṇaspati é nesse Aṣṭaka identificado com Bṛhaspati. por qualidades bastante incompatíveis. cap. e ambos recebem mais honra do que no Livro anterior. e em um lugar eles são chamados de netos do céu. mas ele é cantado indiscriminadamente com Brahmaṇaspati. o último. que são mencionados repetidamente.33. geralmente consideradas personificações das métricas do Veda. é idêntico a Indra. que é função dele efetuar a geração da humanidade. com alguma inconsistência. Às vezes é dito que ele é moreno ou fulvo. bem como no primeiro Livro. e ele é designado como médico dos médicos (2. ou daquelas que foram reduzidas da riqueza à pobreza (2. mas com menor copiosidade e distinção. pode ser meramente figurativo como ligado ao fato de ele presidir a oração. mas também se diz que ele é de cor branca 1 [Vana Parva. e esse oferece menos informações do que as que se encontram nos três Sūktas dos quais ele é o deus.1 levou com ele em seu navio na época do dilúvio. de fato. quando tratado separadamente. embora associado com ele (2. aqui.40 culto dos Maruts sobre o de Indra. e recuperar as vacas roubadas (2. mas isso parece ser pouco mais do que um conceito etimológico. no qual Bṛhaspati é citado apenas incidentalmente em versos isolados de hinos para Indra. e que não foi efetuada sem oposição por parte dos adoradores de Indra sozinho (1.4). como Mitra. ele seja citado como distinto. porque é dito que entre as ervas estão aquelas que Manu escolheu. e também – o que está em harmonia com seu antigo caráter – chefe ou o mais excelente senhor dos mantras. o primeiro. tanto feroz quanto benigno. Varuṇa.24. ou de estrofes dispersas. é idêntico a Indra. de acordo com a lenda como narrada no Mahābhārata. por seus atributos de mandar chuva (1. diz-se.155. em qual qualidade seus três passos. também. segundo o comentador. ou sacerdote familiar dos deuses. mas seu campo de ação específico é aqui também a tutela das plantas medicinais. mas isso pode ser um equívoco do comentador.165-172). ocorre uma passagem digna de nota. é representado como o recurso especial das pessoas em dívida. com o sol e a lua. Há apenas um hino dirigido aos Ādityas coletivamente. às sementes das plantas que Manu.4). ou criador. 186].2-4). gerar. e um hino apenas é dedicado a Brahmaṇaspati. ou para os Viśvedevas. como no primeiro livro. o principal atributo citado é ele definir o dia e distingui-lo da noite. como em uma ocasião anterior. chamado de filhos de Rudra. Savitṛ.6). seu atributo de pai. ou preces dos Vedas (2. que é denominado o senhor dos Gaṇas. além de ser caracterizado pelos mesmos atributos que aqueles ligados a ele anteriormente. personificações mitológicas dos primeiros.28). Aryaman e Viṣṇu.23. aparece como idêntico ao Tempo (1. mas os principais deuses da classe são separadamente os temas de outros hinos. ele também é chamado de marido ou protetor das esposas dos deuses. ele também.190. e vários dos seus feitos são repetidos. presente e futuro. em um lugar. Os Aśvins são descritos do mesmo modo como no Primeiro Aṣṭaka.2) e manejar o raio (2. podem ser destinados a alegorizar o passado. tem apenas um hino endereçado a ele. eles são considerados mitologicamente como nascidos no firmamento e no céu (1.181. Com relação também à sua presidência sobre as plantas medicinais. Rudra é descrito. no Primeiro Livro. Varuṇa.9). muito provavelmente. uma inovação da qual o Ṛṣi Agastya parece ter sido o autor. embora isto seja dado a entender vagamente. o Sol.1).30. e a administração de medicamentos.12). em alguns dos seus atributos.24. os Maruts são. . sendo identificados. aludindo. ou companhias de divindades. Tem mais dados da aparência de Rudra do que o usual. embora.

como um pássaro de bom presságio (2. é um pouco obscuro e místico. por casamento. somente aquela casada primeiro é considerada a Mahiṣī. pelo menos em geral. ele tem barriga lisa e queixo belo. de um caráter particular. e fornecem. A multiplicidade de esposas pode ter sido um privilégio dos Ṛṣis – se. ou rainha. Dos indivíduos restantes do panteão vêdico. e não necessitam de observação.] . O Hino à Água.33. ou Brahma. bem como das alianças de famílias das tribos reais e religiosas. é o tema.41 (2. Dīrghatamas. O mesmo pode ser dito dos dois hinos ao Kapiñjala. No entanto há pouco em tudo isso exceto sua ferocidade para identificá-lo com o Rudra dos Purāṇas. Todos os versos desse Sūkta se encontram também no Atharva Veda. e no Aśvamedha.191). porém. e alheios ao significado mais antigo dos Vedas. Os dois hinos. ou a unidade e a universalidade do espírito.164. eles são óbvias incongruências.179). Existem vários hinos. ou perdiz.187).42). ou ao próprio tempo. contudo. porque Dīrghatamas se casa com as dez filhas do Rājā. é meramente fantasioso. aparentemente. mas o principal objetivo da cerimônia – a deposição de Indra do trono de Svarga. alguns dos quais merecem atenção. apesar de um pouco fora do lugar. Pode-se duvidar. à Grama. dos quais o Rājā Svanaya. e é brilhante com ornamentos dourados. àquele posto são ficções de uma data posterior. até a doutrina dos Brāhmaṇas. Sāyaṇa julga que transmite os dogmas principais da Filosofia Vedānta. as informações que ocorrem geralmente estão de acordo com aquelas do Aṣṭaka anterior. ou sacrifício de um cavalo. bastante corretamente de acordo com as autoridades seguidas por Southey. 1810. registram a generosidade de um príncipe hindu para com o Ṛṣi. O Hino ao Pitu (1. de fato. especificada positivamente pela autoridade competente com a qual o texto não oferece nada incompatível. é a glorificação do Sol. Quanto aos dois últimos versos do segundo dos Svanaya Sūktas (1. ele está armado de arco e flechas. Isso também fornece provas da prevalência da poligamia naquela época primitiva. não é sustentada 2 [Curse of Kehama. Robert Southey. embora também possam ser antigos. esses dois hinos não forem composições de uma época posterior. filho de Bhāvayavya. embora quatro denominações de mulheres sejam especificadas como as esposas do Rājā. que aparecem nessa parte. O mesmo pode ser suspeitado do Sūkta que registra o diálogo entre Agastya e Lopamudrā (1. é o patrono ou deus. não apoiadas pelo Veda. como antídotos para o veneno de criaturas venenosas. se isso era praticado em toda parte. porque o instituidor de um sacrifício é comumente associado com uma só esposa em sua celebração. De acordo com o índice. no entanto. contudo. Os mais peculiares e marcantes. O rito como descrito nos Purāṇas foi trazido à poesia inglesa na Maldição de Kehama2. mas seu propósito geral. depois de cem celebrações. são os dois dos quais o Aśvamedha.6-7). com cujo estilo ele concorda melhor do que com o do Ṛc.2). o modelo dos muitos atos semelhantes de generosidade real que são narrados nos poemas heroicos e Purāṇas. como idêntico às divisões de tempo. e a elevação do sacrificador. e ao Sol (1. notável por sua extensão incomum de cinquenta e dois versos. A intenção geral dele é. embora esse tenha um maior ar de antiguidade. e pela aplicação indeterminada da maior parte deles.8). embora às vezes indicado obscuramente. as filhas de Rājas sendo casadas com Ṛṣis santos. ou militares e bramânicas. e ao universo (1. dos hinos contidos nesse Aṣṭaka. e apresenta vários termos para cujo significado não há outra autoridade além do comentador. nutrição ou alimento. Ele também é chamado de pai dos Maruts.126. essas estrofes são dirigidas aos Viśvedevas. que o Aśvamedha deve ser celebrado por um monarca desejoso de domínio universal. e ele expressa noções que ainda são familiares na crença popular. Um Sūkta.

3 a mesma cerimônia que aquela do Rāmāyaṇa. é orientada a se deitar a noite toda em contato muito próximo com o cavalo morto: de manhã. no qual o Aśvamedha do Mahābhārata tem um lugar intermediário. e. é também incontestável. 26. embora isso seja possível. como aparece no Ṛg Veda. 22. sentar perto do animal dividido”. é tolo e obsceno no mais alto grau. embora breve. mas não há nada nele que seja incompatível com uma imolação verdadeira.. como a infinita multiplicação de vítimas. embora ele seja autoridade para práticas suficientemente rudes. e na seção Aśvamedha do Śatapatha Brāhmaṇa. Como a solenidade aparece no Ṛc. Como ordenado pelo Ṛg Veda. como um passo em direção ao qual a rainha principal.. menos poético. o rito. ela tem um caráter mais bárbaro. a aquisição de riqueza e posteridade. no poema. ocorre entre a rainha e as mulheres que a acompanhavam ou atendiam. que o corpo era cortado em fragmentos é igualmente claro (1. sendo. e no segundo Hino Aśvamedhika do Ṛc há vários indícios de que a vítima era consagrada especialmente à divindade solar. tal como consta no Yajush. onde vítimas animais. como concluído anteriormente. Que o cavalo deve ser de fato imolado não admite discussão. mas como ele é detalhado no Yajur Veda. e. em vários elementos essenciais. é corroborado pelas várias indicações [Veja a tradução em português do Aśvamedha Parva: “eles fizeram Draupadi de grande inteligência . O segundo dos dois Sūktas relativos ao mesmo sacrifício trata menos de fatos que o primeiro.71). e de fato impossível. e mais detalhadamente nos Sūtras de Kātyāyana (Aśvamedha 1-210). possivelmente da Cítia. embora as expressões possam ser entendidas de forma diferente. embora o seu reconhecimento de qualquer modo seja expressivo da barbárie existente. Kauśalyā. enquanto em outros. os últimos também eram oferecidos pelos Massagetas ao Sol (Idem. Outros detalhes que são encontrados nos Sūtras. quando a rainha é libertada dessa proximidade repulsiva. ela seja aquela do Padma e outros Purāṇas (Mahābh. e os sacerdotes principais. dessas impurezas repugnantes no Ṛg Veda. I. e tais que hindus respeitáveis da geração atual acharão difícil de acreditar que fazem parte das revelações incriadas de Brahmā.162). ou posteridade. o qual. que aqueles fragmentos eram cozidos. cujos detalhes e objetivos foram logo aumentados e distorcidos grosseiramente. não mais do que no Rāmāyaṇa.] 3 . Nós não encontramos nenhum vestígio. como é habitual com outros ritos. e é mais ou menos místico. Que essa não era a condição dos hindus na data da composição da maior parte dos Vedas. ao mesmo tempo deve ser observado que esses dois hinos são os únicos no Ṛc que se relacionam especialmente com o assunto. onde ele é nada mais do que o meio de obtenção de um filho por Daśaratha que não tinha filhos. e no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. embora ele possa ter sido revivido posteriormente no tempo dos Sūtras e dos poemas heroicos. e isso pode ter sido uma relíquia de um período pré-vêdico. como na proteção do cavalo por Arjuna. especialmente no papel desempenhado por Draupadī. e parte oferecida como uma oferenda queimada aos deuses. em parte fervidos e em parte assados. e especialmente cavalos. 216). não têm autorização do nosso texto.42 por esses hinos. e que o rito estava caindo ou tinha caído em desuso. importada de alguma região estrangeira. e nenhuma dúvida razoável pode ser nutrida de que o antigo ritual dos hindus autorizava o sacrifício de um cavalo. o objetivo é o mesmo que aquele do Rāmāyaṇa. eram comumente sacrificadas (Heródoto. a partir do que pode ser inferido que eles pertencem a um período diferente. entretanto. Aśvamedha Parva). ainda há pouca razão para duvidar de que parte da carne era comida pelos assistentes. dificilmente pode ser considerado como constituindo um elemento integrante do sistema arcaico de culto hindu. IV. um diálogo. o objetivo do rito parece ser não mais do que. como explicado nos Sūtras.

mas de enviados e arautos. Nem tal palavra como śūdra é usada. e estivessem localizados principalmente no Panjab e ao longo do Indo.130. De alguns dos vícios da condição civilizada.164. Parece. e embora a ideia seja tornada confusa com aquela de obrigações morais. e parece que elas apareciam fora de casa em público. O mesmo estado avançado de civilização pode ser inferido do grau de perfeição ao qual a construção gramatical da língua tinha sido levado. Então. embora. não eram susceptíveis de serem puras invenções mitológicas.9). armas de ataque.1). e o uso da agulha. mas estavam reunidos em vilas ou cidades. que filhas tinham direitos a uma parte da herança paterna (1. e ser reduzido à pobreza a partir de um estado de opulência. As expressões. que são mencionadas frequentemente. e os bárbaros como a quinta. embora.124. a prática da medicina.126. a fabricação de carros. O termo kṣatriya não ocorre neste livro. indicam as quatro castas.7).4 Em suas vilas ou cidades nós encontramos existentes as artes. ornamentos de ouro. ou lugares fornecidos para o descanso deles. cotas de malha. ciências. pouco ou nada diferindo daquela na qual eles foram encontrados pelos gregos na invasão de Alexandre. do que nós também temos menção (1. e há indicações de Rājas hostis ao ritual que não teriam. aqueles para os Maruts devem ter tido seus protótipos na terra. a questão da instituição de castas ainda permanece indeterminada.139.29. como no caso das cidades dos Asuras. por inferência do abandono de crianças recém-nascidas (2. Eles não eram.8). bem como das cidades dos Asuras. porém. Nós temos menção. é verdade que na passagem em que eles são citados (1. Todas essas informações. dívidas e devedores são aludidos mais de uma vez. portanto. ou os ventos. e ainda mais do sistema 4 [Pois lá é dito: “Que as nossas cidades nunca decaiam”. embora não descrito muito claramente. antes de se tornar uma figura. no entanto. mas. parece. sobre nascimentos secretos. o uso de metais preciosos (1. Se esse era o caso. contudo as observações e menções inequívocas do oceano são tão frequentes e precisas quanto a provar além de dúvida que ele era conhecido familiarmente e navegado ocasionalmente. como aqueles familiarizados com as formas de discurso ou como os apropriados repetidores de hinos (1. contudo a dívida deve se originar em fato. institutos e vícios da vida civilizada. e. e o cálculo das divisões de tempo até uma extensão mínima. ladrões são mencionados frequentemente. Nós temos também algo muito parecido com uma especificação de brâmanes. nós temos provas na observação sobre mulheres comuns (1. sem dúvida. Reveses de fortuna. como no primeiro livro. Nós temos também o conhecimento de remédios e antídotos.166. formam o tema principal de mais de um Sūkta. de instrumentos musicais. tão bárbaros. não indicam qualquer privilégio exclusivo. os Árias e Dasyus sejam contrastados. das quais. principalmente por meio de comparação ou ilustração. com relação às leis de propriedade. ou mês intercalado. pertencido à ordem militar reconhecida. que mulheres participavam de sacrifícios nós já vimos. e embora não tenhamos as alusões aos comerciantes por mar que ocorrem no primeiro Aṣṭaka.45). Indra é representado repetidamente como o destruidor. como se fosse pretendido designar os últimos como especialmente de cor escura (1.43 espalhadas e incidentais que estão dispersas através desse Aṣṭaka também. eles não tivessem se espalhado tão longe para o leste. tornam indiscutível que os hindus da era vêdica tinham mesmo chegado a um estágio avançado de civilização.167. de viajantes e de Sarais. nesse caso. não apenas de Rājas. ou choltris. os árias eram ainda mais prováveis de serem similarmente localizados. além disso. é dito que os refrescos são fornecidos para os Maruts. incluindo repetidas alusões à sétima estação. embora sejam apenas observadas brevemente e incidentalmente.2). a noção deve ter sido derivada do que realmente existia: prapathas.8).4).] . embora os comentadores expliquem invariavelmente que as cinco classes de seres vivos.

ocasionalmente. sociais e religiosos. e pode ser de alguma utilidade para os estudantes do texto. Wilson. Na tradução no texto. mas as suas discrepâncias em uma passagem de menos do que confusão comum podem ser consideradas como testemunho da utilidade ou mesmo da necessidade de um intérprete competente.] Os vários tradutores concordam razoavelmente bem no fim. dos quais os Sūktas atribuídos ao Ṛṣi Parucchepa (Hinos 127-139) proporcionam tais exemplos notáveis. bem como ao comentário de Mahīdhara sobre versos paralelos similares na Vājasaneyī Saṃhitā do Yajur. exceto em seu ritmo. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. e em algumas raras passagens. a interpretação desse comentador muito competente foi questionada. e sem ele eu não teria ousado tentar uma tradução do Ṛg Veda. Londres. compilados pelo Sr. Weber. Embora eu nem sempre possa concordar com a versão do texto do Sr. como nós temos em Sāyaṇa Ācārya. Langlois. XIX até a pág. Ao traduzir o texto do segundo Aṣṭaka. uma breve observação das quais pode eventualmente contribuir para uma avaliação justa da arduidade do empreendimento. a tarefa de tradução foi facilitada em algum grau. 17 de outubro de 1854. e onde até a ajuda dele falhou em remover toda a incerteza. para permitir que o estudante forme uma conclusão independente. de qualquer modo eu reconheço com gratidão o valor do seu auxílio. [Aqui eu omito as observações e exemplos a respeito da dificuldade da tradução. Whitney. editada pelo professor Weber. que vão da pág. 2 do Ṛg Veda por Wilson. foi seguido o mesmo princípio adotado para a tradução do primeiro. e uma conformidade tão próxima ao texto quanto possível foi visada. mas apenas sobre os motivos mais fortes. XXIX da Introdução ao vol. todavia eu pensei que era meu dever me referir à tradução dele. o comentário de Sāyaṇa Ācārya foi invariavelmente consultado e quase sempre seguido fielmente.44 elaborado de composição métrica da qual ocorrem muitos exemplos. uma referência fácil a tais passagens sendo agora colocada ao nosso alcance pelo excelente Índice Comparativo dos Hinos dos Quatro Vedas. porque fornece o guia mais seguro através das complexidades e obscuridades do texto. e.] . Com essas e outras ferramentas. para mim os versos do Veda. eu faço minhas essas últimas palavras de Wilson. e publicado no segundo volume da Indische Studien do Dr. ___________________ Os acentos são ocasionalmente omitidos ou colocados fora de lugar. mas em seus fatos. embora eu não possa alegar ter sempre lutado com sucesso com as dificuldades inerentes do original. embora ele possa não ser infalível. H. sem qualquer tentativa de dar à tradução um caráter poético ou retórico. mas o estudante de sânscrito não terá dificuldade em corrigi-los. e também tenho sempre aludido à tradução do Professor Benfey daquelas passagens do Ṛc que são repetidas no Sāma Veda. então referindo-me a ele mesmo. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. a passagem foi normalmente citada nas anotações. 5 [Controvérsias à parte.5 H.

da Aurora. Círculos ou Livros de acordo com uma tradição antiga do que nós devemos chamar de autoria. uma vez que sabemos que ele é a primeira palavra falada pelo homem ariano?" "O Veda tem um interesse duplo: ele pertence à história do mundo e à história da Índia . gado. Enquanto o homem continuar a ter algum interesse na história da sua raça. e dessas o Ṛgveda – assim chamado porque sua Saṃhitā ou coleção de mantras ou hinos consiste em Ṛcas ou versos destinados à recitação em voz alta – é o mais antigo. significando literalmente conhecimento. Agni e Indra são os Deuses invocados mais frequentemente. O Nono Livro é dedicado quase totalmente a Soma. e os poderes malévolos da escuridão e os demônios da seca que impediam a chuva do céu. do Sol." – F. em seguida vêm os dirigidos a Indra.. o mais importante. e representando a condição dos árias antes do seu estabelecimento final na Índia. vida longa. e o Décimo forma um tipo de . e depois deles aqueles em honra de outras divindades ou objetos divinizados de adoração. e o mais geralmente interessante. de Agni ou Deus do Fogo. Veda. o todo formando um vasto corpo de literatura sagrada em verso e prosa. uma o Mantra contendo prece e louvor. alguns dos seus hinos sendo mais indo-europeus que hindus. e enquanto reunirmos em bibliotecas e museus as relíquias das eras antigas. Max Müller Esta obra é uma tentativa de tornar de fácil acesso para todos os leitores de inglês uma tradução dos Hinos do Ṛgveda que. ou à mesma escola ou família de Ṛṣis sendo colocados juntos. devocional. e libertação dos grilhões do pecado. Cada um desses quatro Vedas é dividido em duas partes distintas. vitória em batalha. filhos. expositiva e teosófica. o Sāmaveda.. e na celebração da sempre renovada guerra entre o benevolente Indra manejador do trovão. Essas são o Ṛgveda. Os Hinos para Agni geralmente vêm primeiro. os hinos atribuídos ao mesmo Ṛṣi. Dentro dessas divisões os hinos são geralmente organizados mais ou menos na ordem dos deuses aos quais eles são endereçados. o primeiro lugar naquela longa lista de livros que contêm os registros do ramo ariano da humanidade pertencerá para sempre ao Ṛgveda. contudo. será tão legível e inteligível quanto a natureza do assunto e outras circunstâncias permitirem. riqueza. Esses quatro Vedas são considerados como de origem divina e como tendo existido desde toda a eternidade. cerimonial. os Ṛṣis ou poetas sagrados a quem os hinos são atribuídos sendo apenas videntes inspirados que os viram ou receberam por meio da visão diretamente do Criador Supremo. poeta inspirado ou vidente. De acordo com essa crença esses livros sagrados têm sido preservados e transmitidos com o máximo cuidado reverente de geração em geração. e explicações sobre as lendas ligadas a eles. e. o que pode ser mais interessante. o defensor especial dos arianos. a outra o Brāhmaṇa contendo instruções detalhadas para a realização das cerimônias nas quais os Mantras deviam ser usados. o Yajurveda e o Atharvaveda. enquanto objetivando especialmente fidelidade precisa à letra e ao espírito do original. é o nome dado a certas obras antigas que formaram a base da fé religiosa primitiva dos hindus. A Saṃhitā do Ṛgveda é uma coleção de hinos e canções trazidos pelos ancestrais remotos dos atuais hindus dos seus lares antigos nas margens do Indo. em preces por saúde. Desses hinos há mais de mil. organizados em dez Maṇḍalas. onde eles eram usados inicialmente na adoração do Pai do Céu. e acompanharam o grande exército de imigrantes arianos em sua marcha a partir da Terra dos Sete Rios para o Oceano Índico e a Baía de Bengala. o suco deificado usado para derramar oblações para os Deuses.45 Prefácio da Primeira Edição (Griffith) "O que pode ser mais tedioso que o Veda.

2 fica claro que no tempo desse escritor a bramanização do Hindustão já estava completa. e até além do Panjāb. Na ausência de qualquer evidência direta. Colebrooke chegou à conclusão. "os versos do Veda. Weber. A linguagem e estilo da maioria dos hinos é excepcionalmente artificial . o Mahābhārata. no Panjāb. além do Sarasvatī e pelo Hindustão até o Ganges. não pode haver dúvida razoável da grande antiguidade da Ṛgveda Saṃhitā. acontecimentos. 192) o próprio ponto mais ao sul do Deccan já tinha se tornado a base do culto de Gaurī. Qual série de anos. as opiniões dos estudiosos variam e devem continuar a variar com relação à época dos Hinos do Ṛgveda.. como por exemplo. deve necessariamente ter passado antes que esse trecho enorme da região. Se relacionarmos a isso a primeira informação razoavelmente correta sobre a Índia que temos de uma fonte grega. com algo próximo à certeza. 150. no Kubhā. diz. mas esses nunca são mantidos por muito tempo. enquanto na época de Périplo (veja Lassen. etc.46 apêndice de materiais peculiares e variados. alguns milhares de anos. "As razões. o do épico. Independentemente da evidência fornecida pela tradição indiana. pudesse ter sido convertido ao bramanismo!" Eu devo pedir aos meus leitores europeus para não esperarem encontrar nesses hinos e canções a poesia sublime que eles encontram em Isaías ou Jó. e há outra evidência interna de que alguns hinos são mais antigos que outros. em escritos. mas em seus fatos. talvez. Trübner's Oriental Series. Indische Studien [Estudos Indianos]. Indische Alterthumskunde [Arqueologia Indiana]. também. ou da expansão mais adiante do bramanismo para o sul. a esposa de Śiva. e da recentemente descoberta literatura assíria. que viveu no segundo século EC. e alguns estudiosos recentes consideram que os cálculos dele são de um caráter muito vago e não produzem qualquer data definida desse tipo. no entanto" (para citar o professor Weber1) "pelas quais estamos totalmente justificados em considerar a literatura da Índia como a literatura mais antiga da qual registros escritos em uma ampla escala têm sido transmitidos a nós são estas: – nas partes mais antigas da Ṛgveda Saṃhitā. a partir de cálculos astronômicos.. "A poesia do Ṛgveda é singularmente deficiente naquela simplicidade e patos3 natural ou sublimidade que procuramos naturalmente nas canções de um período primitivo da civilização. por Albrecht Weber. entretanto. ii. e em algumas raras passagens. o Rāmāyaṇa. diz o professor Wilson.. pode ser traçada nas partes mais antigas dos escritos vêdicos quase passo a passo. 3 [Patos: o patético expresso na fala. isto é. a data do hino mais antigo pode ser levada para trás. n. e que como esse calendário deve ter sido preparado depois da organização do Ṛgveda e da inclusão do hino mais moderno. "Para mim". exceto em seu ritmo. sociais e religiosos". No primeiro Hino do Livro 1. ou nos Salmos de Davi. com a exceção dos monumentais registros e rolos de papiro egípcios. ii. Seus relatórios estão preservados para nós principalmente na Indica de Arriano. Os escritos do período seguinte. a partir do qual ele continuaria.. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. consistem em relatos dos conflitos internos entre os próprios conquistadores do Hindustão. alguma data para a composição dos hinos. tem sido questionada. O pior defeito de todos. Que como embaixador de Seleuco residiu por algum tempo na corte de Chandragupta. de séculos. Mas parece impossível determinar. especialmente nos hinos dirigidos à aurora. A expansão gradual do povo a partir desses locais em direção ao leste. por exemplo. na Coleção 1 2 The History of Indian Literature. nós encontramos o povo indiano estabelecido nas fronteiras do noroeste da Índia. 1878. que. que certo calendário vêdico foi composto no décimo quarto século antes da era cristã. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. de Megástenes. habitada por tribos selvagens e vigorosas. e como regra encontramos poucos símiles ou metáforas grandiosas". O professor Cowell. é provavelmente o documento literário mais antigo existente. Ocasionalmente encontramos afloramentos excelentes de poesia.] . Ṛṣis ou videntes antigos e recentes ou modernos são citados. A correção da conclusão de Colebrooke. como. ou Kopen em Kabul.

ou o suco Soma deificado em processo de filtragem e purificação. como o Dr. e com outras passagens nas quais a mesma palavra ou palavras ocorrem. enquanto até a aparência de uma concepção errônea possa surgir. enquanto na Índia ninguém jamais tinha tido qualquer concepção de desenvolvimento histórico. 144 do quarto volume da Ṛgveda Saṃhitā por Wilson.. pág. os tornavam condutores inadequados a respeito daquele domínio muito mais antigo e situado diferentemente. que. nunca se cansam de repetir o que disseram antes frequentemente. mais histórico que poético. desde os tempos mais primitivos". vol. e que muitas vezes parece como se tivessem escrito mais para nós estrangeiros do que para seus próprios alunos sacerdotais que cresceram em meio a essas concepções e impressões. o Professor Roth – o autor da parte vêdica do grande St. 1866. celtas. é a monotonia intolerável de um grande número de hinos.] de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. que foi Primeiro Ministro na corte do Rei de Vijaynagar – no que é hoje o Distrito de Bellary no [antigo estado de] Madras [atualmente Karnataka] – no décimo quarto século da nossa era. é parcialmente baseada na obra do grande comentador Sāyaṇa. de fato. mas também uma maior liberdade de julgamento e uma maior amplitude de visão e de percepções históricas. Muir4 ressaltou. Como em sua linguagem original vemos as raízes e rebentos das línguas gregas e latinas. ou havia. os tratados sobre teogonia e culto. os mitos. Visto que qualquer diferença no ritual lhes parecia inconcebível e acreditava-se que as formas atuais existiam desde o início do mundo.. eles procuraram o seu idioma comum nos hinos vêdicos também. O caso. 2. é bem diferente quando os mesmos homens assumem a tarefa de interpretar as antigas coleções de hinos .. O grande interesse do Ṛgveda é. um conflito de opinião entre os estudiosos europeus. que faziam daqueles comentadores guias excelentes para uma compreensão dos tratados teológicos. Como a ciência da filologia comparativa mal poderia ter existido sem o estudo do sânscrito. Liberdade de julgamento estava faltando ao conhecimento sacerdotal.. não podemos desejar guias melhores do que esses comentadores.5 e que suas explicações são obscuras. J. tão exatos em todos os aspectos. Londres. 4 [Essas observações de Muir com vários exemplos se encontram no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. Aqui . A minha tradução. que "o comentador está evidentemente confuso". assim a história comparativa das religiões do mundo seria impossível sem o estudo do Veda.] . e consistente com o contexto. entretanto. Porém. eles estão na sua própria área. eslavas. Aqui eram necessárias não apenas qualificações muito diferentes para interpretação. Por outro lado. Como o assim chamado sânscrito clássico era perfeitamente familiar para eles.] 5 [Essa frase se encontra na nota 2 da pág. e deve ter estado em posse [... 391 e seguintes. O Professor Wilson – cuja tradução é mais propriamente uma versão da paráfrase de Sāyaṇa – estava firmemente convencido que ele tinha um "conhecimento de seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. Petersburg Lexicon – diz em seu prefácio daquela obra: "tanto quanto diz respeito a um dos ramos da literatura vêdica. uma monotonia que alcança seu clímax no Nono Livro que consiste quase totalmente em invocações de Soma Pavamāna. do mesmo modo os deuses. nova série.47 considerada como um todo. o professor Wilson nas notas da sua tradução admite que ele "ocasionalmente falhou em encontrar em Sāyaṇa um guia perfeitamente satisfatório". pelo ensino tradicional. teutônicas. que seguem seus textos palavra por palavra. que segue o texto da esplêndida edição de seis volumes de Max Müller. O Comentário de Sāyaṇa foi consultado e considerado cuidadosamente para o sentido geral de cada verso e para o significado de cada palavra. e a interpretação dele foi seguida sempre que ela pareceu racional. e as crenças e práticas religiosas lançam uma torrente de luz sobre as religiões de todos os países europeus antes da introdução do cristianismo. As próprias qualidades. Com relação às qualificações de Sāyaṇa como um interpretador do Veda há.

por meio de uma justaposição de todas as passagens que são cognatas em dicção ou conteúdos – um caminho fatigante e trabalhoso. Consequentemente. como H. compreendia as expressões do Veda melhor do que qualquer interpretador europeu. o emprego do discurso clássico.] 6 . Devemos. que. IX do Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. Nós temos. O dever duplo de intérprete e lexicógrafo desse modo recaiu sobre nós. O professor Benfey diz: "Todo aquele que tem estudado cuidadosamente as interpretações indianas está ciente de que absolutamente nenhuma tradição contínua se estendendo a partir da composição do Veda até sua explanação por estudiosos indianos pode ser aceita. também. H. 303 e seguintes. os hinos dos Ṛṣis antigos. 2. pelo contrário. no qual nem os comentadores nem os tradutores nos precederam. a partir da qual quando muito a compreensão de alguns detalhes pode ter sido resgatada e transmitida aos tempos posteriores por meio de práticas litúrgicas e palavras. que Sāyaṇa. mas pensamos que um interpretador europeu consciencioso pode entender o Veda muito melhor e mais corretamente do que Sāyaṇa. sem dar atenção às dez ou vinte passagens nas quais ela ocorre. Nunca ocorreu a ninguém fazer a nossa compreensão dos livros hebraicos do Antigo Testamento depender do Talmude e dos Rabinos. vol. eles deviam necessariamente (assim pensavam os comentadores) ser detectáveis naquele ponto central de revelação.48 eles imaginaram que os patriarcas da religião indiana deviam ter sacrificado da mesma maneira. Além desses vestígios de tradição. 1866. os interpretadores do Veda mal tinham.. ou por uma pessoa sozinha . Wilson. não pode possivelmente levar a um resultado correto". por exemplo. entre os genuínos vestígios poéticos de antiguidade vêdica e suas interpretações uma longa ruptura em tradição deve ter intervindo. portanto. Um simples procedimento etimológico. nos esforçado para seguir o caminho prescrito pela filologia para derivar dos próprios textos o significado que eles contêm. Londres. e a investigação gramatical e etimológica On the Interpretation of the Veda. uma tarefa que não é para ser efetuada de primeira. nova série. Não consideramos que a nossa principal tarefa é chegar àquela compreensão do Veda que era corrente na Índia alguns séculos atrás.. os autores dos Niruktas ainda mais recentes foram enganados por ficções etimológicas. essencialmente. Mahīdhara. que tinham. tais como Sāyaṇa. descobrir por nós mesmos os reais vestígios daqueles antigos poetas". contudo as suas noções escolásticas nunca o permitiriam aceitar a livre interpretação que o estudo comparativo desses documentos veneráveis impõe sobre o estudioso imparcial. praticado como deve ser por aqueles que buscam adivinhar o sentido de uma palavra somente a partir da consideração da passagem diante deles. pág. enquanto não faltam estudiosos que consideram como o dever de um interpretador consciencioso do Veda traduzir em conformidade com Sāyaṇa. ainda estão à nossa disposição. Como os sistemas mitológicos e clássicos reconhecidos da sua própria época lhes pareciam variedades inatacáveis e reveladas. Onde Sāyaṇa não tem autoridade para iludi-lo seu comentário é racional em todos os casos.. que devem ser avaliados como muito escassos. de fato. por J. poemas associados a elas. nós não acreditamos. Muir [Art. mas são meramente um daqueles auxílios dos quais o último se valerá para a execução da sua tarefa indubitavelmente difícil.6 O Professor Max Müller diz: "Como os autores dos Brāhmaṇas estavam cegos pela teologia.. etc. e ambos contribuíram para desencaminhar por meio da sua autoridade os comentadores posteriores e mais sensíveis. Por isso consideramos que os escritos de Sāyaṇa e dos outros comentadores não estabelecem uma regra para o interpretador. vivido em comunicação familiar com os Deuses. e possuíam sabedoria muito maior do que as gerações seguintes . mas procurar o sentido que os próprios poetas colocaram em seus hinos e expressões. na sua maior parte. portanto. fórmulas e talvez. quaisquer outros auxílios além daqueles que.

diz ele. tantos séculos mais tarde. Eu também tenho consultado. B. "Sem a vasta informação". Pelo auxílio constante e muito valioso em meu trabalho eu sou profundamente grato às obras de muitos estudiosos ilustres. Esse ponto de vista é em si mesmo interessante e de um valor histórico. e comparação entre palavras e passagens similares. Grassmann. O comentário de Sāyaṇa sempre manterá um valor próprio – até seus erros são frequentemente interessantes – mas as explicações dele não devem nem por um momento barrar o progresso do conhecimento. . devido ao preconceito com o qual ele escolhe conceber as circunstâncias e ideias antigas que se tornaram bastante estranhas a ele. Nós podemos ser gratos a ele por alguma ajuda real. a partir do seu próprio ponto de vista religioso. aos professores Roth. H. alguns falecidos. e que nós podemos fazer (embora aqui devamos naturalmente proceder com cautela e prudência) com as línguas cognatas ao sânscrito – uma comparação que já forneceu muitos auxílios para um entendimento mais claro dos Vedas. "que aqueles comentadores revelaram para nós – sem seu método de explicar o texto mais obscuro – em uma palavra. as obras do Sr. então. ainda vivos. mas não vamos esquecer a dívida que temos com os estudiosos modernos. por outro lado. Benfey. Eu sou grato a Sāyaṇa. e Hymns from the Ṛgveda pelo Professor Peterson de Bombaim. e Monier Williams. corrigido e ajustado pela probabilidade razoável. John Muir e ao Sr. Ludwig. meu primeiro guia para os hinos do Ṛgveda. é parcialmente baseada no comentário de Sāyaṇa. especialmente os da Alemanha. não seria eclipsada pela interpretação deles". que nós possuímos – uma vantagem que. as concepções. ao meu venerável Mestre. contexto. Cowell da sua edição do quinto volume da tradução de Wilson da Ṛg-Veda Saṃhitā: "Essa obra não pretende oferecer uma tradução completa do Ṛg Veda. Wilson. Muir diz e mostra) de certa tendência herética de se desviar na prática das interpretações de Sāyaṇa". o professor H. 7 Idem. todos os quais eu tenho lido com prazer e proveito. A última citação que eu farei com relação a esse assunto é do prefácio do professor E. e ele iniciou uma nova era na interpretação do Ṛg-Veda". as carências. e não posso deixar de mencionar Siebenzig Lieder des Ṛgveda [Setenta Canções do Ṛgveda] por Geldner e Kaegi. Bergaigne e do Dr. J. Ele ridiculariza a afirmação que um estudioso europeu pode compreender o Veda mais corretamente que Sāyaṇa. sem sua sabedoria. e alguns. como representados por Sāyaṇa. O grandioso St. à tradição.49 lexicográfica de palavras. e provavelmente utilizarei mais futuramente. enquanto. por Kaegi. felizmente. e. mas apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. contudo mesmo esse defensor leal dos comentadores indianos "não pode ser totalmente isento (como o Dr. preservaram. mas essa vantagem é quase totalmente superada pela comparação que somos capazes de estabelecer com o Zend. nós ainda nos encontraríamos nas portas externas da antiguidade hindu". Max Müller.7 Uma opinião muito diferente sobre o valor dos comentadores indianos era defendida e expressada pelo professor Goldstücker. Wallis. ou chegar mais perto do significado que os Ṛṣis deram aos seus próprios hinos. A minha tradução. e ao Dr. Oldenberg. dos povos antigos e canções populares. Weber. a vantagem para a compreensão do todo nos é garantida pela familiaridade (extraída de relatos análogos) com a vida. No máximo. Mas independentemente de todas as ajudas específicas. mesmo se os indianos devessem mais detalhes do que eles de fato devem. o método de interpretação indiano se torna em toda a sua essência um totalmente falso. Petersburg Dictionary é de fato um monumento de erudição triunfante. Der Ṛgveda. mas um estudo muito mais amplo e mais profundo é necessário para compreender o verdadeiro significado desses hinos antigos. eles encontraram alguma ajuda em materiais preservados em dialetos locais.

de Weber. igualmente na explicação do Veda o êxito completo. logicamente. não se deve supor que os estudantes e intérpretes europeus do Veda clamam algo como infalibilidade. até agora. requereria mais tempo e trabalho do que eu poderia dispensar para o propósito. Para concluir. Os versos que consistem em três ou quatro linhas octossilábicas são toleravelmente bem representados pela métrica comum octossilábica ou dímetro iâmbico que eu usei. Os versos ou estrofes consistem em três ou mais – geralmente três ou quatro – Pādas. Tudo o que eu fiz. cada um contendo oito. e duas ou mais métricas diferentes são encontradas frequentemente no mesmo Hino. semi-hemistíquios ou linhas. perfeição. embora imperfeitamente. do qual uma tradução inglesa apareceu recentemente. Para mais informações com relação ao Ṛgveda o leitor inglês é encaminhado à History of Ancient Sanskrit Literature. e ainda menos frequentemente. Nada menos do que um método de estudo semelhante àquele ao qual os líderes da escola moderna de interpretação vêdica têm dedicado a metade de suas vidas permitirá que eles vejam com nossos olhos e aceitem o nosso ponto de vista. ou finalidade para os resultados aos quais sua pesquisa os tem levado. Todos os estudiosos modernos reconhecerão que muitos hinos são tão difíceis de entender quanto o oráculo mais obscuro. algo da forma dos Hinos. consultar a grande obra Der Ṛgveda de Ludwig e os Etudes sur La Religion Vedique. quatro ou mais de doze. ou ao Der Ṛgveda de Kaegi. que eles de qualquer forma darão crédito aos líderes e aos . Não é provável que algum argumento abale essa crença. se atingível algum dia. o preço dos seis volumes de Wilson – acima de noventa rúpias – põe o livro além do alcance da grande maioria dos leitores da Índia. Com relação à quantidade as primeiras sílabas da linha não são estritamente definidas. por exemplo. às vezes.50 Porém. preservaram". não revelam nenhum sentido. ou. como representados por Sāyaṇa. O estudante que lê alemão e francês irá. no Livro 1. cinco. eu traduzi cada verso por um verso proporcional silabicamente ao original e geralmente dividido em hemistíquios correspondentes. e History of Indian Literature. um Hino. visto que ouso me desviar amplamente e frequentemente de Sāyaṇa. se uma explicação mais simples e mais popular for necessária. a versão do Professor Wilson – da qual os últimos dois volumes só apareceram recentemente – sendo "apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. os meus motivos para publicar essa obra são principalmente estes: não há no momento uma tradução completa do Ṛgveda em inglês. à Ancient and Mediaeval India da Sra. a quem eles têm sido ensinados a considerar como infalível. mas raramente. de Muir. e Grassmann com quase toda a Coleção. Como a interpretação dos livros mais difíceis do Antigo Testamento e dos Poemas Homéricos. além disso. e palavras cujo significado só podemos adivinhar. Em outros versos eu não tentei reproduzir ou imitar o ritmo ou métrica do original: tal tarefa. ou tentei fazer. Eu dificilmente posso esperar que o meu trabalho encontre a aceitação dos pânditas e estudiosos indianos. como o professor Max Müller diz. Os Hinos estão compostos em várias métricas. de Bergaigne. a medida sendo iâmbica nos versos de oito e doze sílabas e trocáica nos de onze sílabas. foi mostrar até certo ponto a forma externa original dos Hinos por apresentá-los em hemistíquios e versos proporcionais silabicamente. há versos inteiros que. de modo que. de Max Müller. Original Sanskrit Texts. poderá ser obtido somente pelos labores de gerações de estudiosos. entretanto. Eu confio. Manning. [120] mostra nove variedades distintas no mesmo número de versos. algumas das quais são extremamente simples e outras comparativamente complexas e elaboradas. e. mas as quatro últimas são regulares. onze ou doze sílabas. supondo que sua realização seja possível. e em parte na esperança de preservar. Em parte como forma de defesa contra a tentação constante de parafrasear e expandir. como Benfey e os tradutores dos Setenta Hinos fizeram com uma parte do Ṛgveda.

25 de Maio de 1889. G. R. . Kotagiri. H. T. Griffith. H. T. Kotagiri. com algumas correções e outras melhorias no texto e comentário. 15 de Outubro de 1896.51 seguidores dessa escola moderna pela profunda devoção à antiga literatura indiana e a devida admiração pelos grandes estudiosos indianos que a têm explicado. da edição original de quatro volumes. e reconhecerão que esses estudiosos modernos – embora os pontos de vista deles possam parecer errados – estão trabalhando sinceramente e unicamente para encontrar e proclamar o espírito e a verdade dos registros literários mais antigos e venerados que são a herança do homem ariano. Nilgiri. Nota: A Segunda Edição da minha tradução é na maior parte uma reimpressão em uma forma mais compacta e mais barata. R.

deriva a palavra destas raízes: i. o oferecedor de oblações. o obtentor de conhecimento. 8. e outros. também é explicado como alguém que reside no céu ou firmamento. e ni. sendo derivado de div. aplicados aos Ṛṣis. as letras sendo mudadas arbitrariamente para ag. Varga 2. no uso comum. é normalmente explicado. 6. resplandecente. por Karen Thomson e Jonathan Slocum. 7 Os termos ‘antigos e recentes’. é contada no Mahābhārata. 7 conduza os deuses para cá. pág. porque ele oferece a sua própria substância. Que aquele Agni. Aṅgiras 10. no céu. Agni é composto. 9 Isso se refere aos fogos que. Aṅgiras. Na terra. Mārjālīya. 14. anj. o sumo sacerdote do sacrifício. em um sacrifício. conceder ao doador (da oblação). livre de dano ou interrupção por Rākṣasas. com o negativo prefixado (aknopayati). 216. significa um deus. que é a fonte de fama. e dah. e divino. o radiante. Agni. cap.5 que oferece a oblação (para os deuses). ungir. Nós nos aproximamos de ti.3 o divino. ele é o líder (agraṇī ). de fato. 4. aqueles que são em outra parte chamados de Prajāpatis . A métrica 2 é Gāyatrī. Agni. oeste. 1. Outro compilador de um glossário.4 o ministrante. ele é o primeiro dos deuses (prathamo devatānām). por todos os lados. Eu glorifico Agni. talvez. embora não em pessoa. ele é invocado (nīyate) o principal (agra) dos deuses. liderar. 3.edu/cola/centers/lrc/RV/RV01. Agni (Wilson) (Primeiro Aṣṭaka. aqui. 419 da versão em português.] . Varga 1. De ti. mas cujo sentido expressa as noções nutridas a respeito do seu caráter e funções. o sacerdote que dirige ritos familiares. das hostes de deuses. e a multiplicadora da humanidade. diariamente. chamados. Qualquer bem que tu possas. O autor de um Nirukta. nas passagens na qual ocorre no Veda. 10 A Identificação de Aṅgiras com Agni. Através de Agni o adorador obtém aquela afluência que aumenta dia a dia. principal [ou primeiro]. ele que é verdadeiro. a partir de agra. 1 o Ṛṣi ou autor é Madhucchandas. 5 Ṛitvij. que deve ser celebrado por sábios antigos e modernos. queimar. Āhavanīya. pois lá você encontra o texto metricamente restaurado. sul e norte. maus espíritos. ‘doador’. a maioria das quais é. também facultativamente traduzido como ‘generoso’. Gārhapatya e Āgnīdhrīya. em função. ou porque ele é um dos fogos sagrados nos quais oblações são primeiro (puras) oferecidas (hita). o deriva da raiz knu. renomado. aumentando em tua própria residência. chamado Sthūlāṣṭhīvin. com os deuses. 5.9 o protetor. 91 da versão em português. Nessas derivações.11 1 Uma grande variedade de etimologias é inventada para explicar o significado do termo Agni. seguramente chega aos deuses. ou sábios. Sūkta I) O primeiro Sūkta ou Hino é endereçado a Agni . e nī. aquele que não poupa o combustível. veja a lista com as breves descrições delas no final do livro. imaginária. 7. Veja também o Nirukta de Yāska. e visite o site utexas. reverterá para ti. são dignos de nota.] 3 Agni é chamado de Purohita. coletivamente. 2.html (consultado em 01/08/2013). venha para cá. irregularmente. Ele é. obviamente. o sentido de dar sendo atribuído ao mesmo radical. É dito que os antigos Ṛṣis são Bhṛgu. brilhar. Ele também é derivado de anga. leste. ou que invoca ou convoca as divindades para a cerimônia. porque declaram a existência de professores mais antigos e hinos mais antigos. o protetor dos sacrifícios. respectivamente. o filho de Viśvāmitra. Śākapūṇi. aquele. Primeiro Adhyāya.52 Hino 1. um sacerdote ministrante.] 8 Isto é. sempre vigilantes para arruinar um ato de culto. 2 [Para entender mais sobre as métricas. Que Agni. corpo. o sacrifício não obstruído8 do qual tu és. Agni. ser adicionado.6 e é o possuidor de grande riqueza. 4 Deva. Anuvāka 1. devem ser acesos nos quatro pontos cardeais. 6 Hotṛ. 7. o que.Viṣṇu Purāṇa [livro 1. de manhã e à noite. o constante iluminador da verdade. Vana-parva [cap. ou. ele foi o primogênito dos deuses (sa vā esho’gre devatānām ajāyata). no acendimento do fogo sacrifical. ou glossário. pág. 7. da raiz nī. com homenagem reverencial em nossos pensamentos. radiante’. o sacerdote que oferece a oblação. como ‘o brilhante. ir.

Crescente em tua própria morada. A mais rica em heróis. o sacrifício perfeito que tu cercas por todos os lados Vai de fato até os deuses. sê para nós de fácil acesso. fartura aumentando dia a dia.15 é de fato a tua verdade. ó Aṅgiras” – Idem. Os Aṅgirases parecem ter sido considerados como uma raça de seres superiores entre Deuses e homens. que apresenta os hinos para os Deuses.] 17 Lei Eterna. 5. ministro do sacrifício. cujo ritual é o modelo que os sacerdotes posteriores devem seguir. verdadeiro. Essa. Trazendo-te reverência 8. Agni. Tudo no universo que é concebido como mostrando regularidade de ação pode ser dito ter a ṛtá como seu princípio. 2. que acompanham a aquisição e aumento de riqueza. na câmara na qual o culto ao fogo é realizado. fica conosco para a nossa felicidade.16 7. Agni.” Hymns from the Rigveda. nós vimos dia a dia com prece. são filhos e dependentes corajosos. tu concederás para teu adorador. o mensageiro e mediador entre a terra e o céu. Que Agni. dissipador da noite. assim como o pai para seu filho. 9. 3. os simbólicos primeiros sacrificadores. Sê para nós de aproximação fácil. convidando-os com o som das suas chamas crepitantes e levando-os para o lugar do sacrifício. para o nosso bem.13 gloriosa. e ele é o recompensador mais generoso. dos devotos cujas oblações ele carrega para os deuses. 16 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Qualquer bem que tu queiras dar.53 9. ó Agni. como um pai é para seu filho: está sempre presente conosco. guardião da Lei Eterna. 12 . Agni. o mais gloriosamente grandioso. 6. O Hotar. que dá riqueza em profusão. Todas as riquezas estão à disposição dele. sim. venha para cá com os deuses. Regente de sacrifícios. 13 Os heróis aqui citados. o Sacerdote de mente sapiente. Agni é o deus do fogo. aqui um nome de Agni.14 4. O Deus. para o homem piedoso.] 15 Aṅgiras. A ti. e leva para eles as oblações dos adoradores deles. 14 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Através de Agni que nós ganhemos riqueza e prosperidade dia a dia. Índice ◄►Hino 2 (Griffith) ____________________ 11 Isto é. Agni é digno de ser louvado por videntes contemporâneos como pelos antigos. Toda bênção. Índice ◄►Hino 2 (Wilson) ____________________ Hino 1. ó Agni. e onde o fogo aumenta pelas oblações derramadas nele. Deus. Eu louvo Agni.17 Radiante. Agni (Griffith) 1. Agni. Aṅgiras. diretamente e indiretamente. A palavra usada para denotar a concepção da ordem do mundo é ṛtá. Através de Agni o homem obterá riqueza.12 o sacerdote escolhido. Ele trará os Deuses para cá. repleta de fama e filhos valorosos. aquele presente se torna real.

até que tenha passado pelo processo de fermentação. Gāyatrī. Eu magnifico Agni. Índice ◄►Hino 12 (Oldenberg) ____________________ Hino 2. 2. para cá. e da área de Yezd. Realmente. ó Agni. todo sacrifício e culto que tu cercas por todos os lados. (então). aquele (trabalho) realmente é teu. 3. . ele não é usado. e a obtenham das montanhas de Gilan e Mazenderan. teus adoradores te louvam com preces sagradas. Todo bem tu farás para teu adorador. ó (deus) que brilha na escuridão. Agni. 4. Bebe delas. o brilhante. vocês estão cientes dessas libações. sê de fácil acesso para nós. – Roxburg ii. que o deus venha para cá com os deuses. Fica conosco para a nossa felicidade. 4. 1. nós nos aproximamos dia a dia. ó Agni. rapidamente. ouve a nossa invocação. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. a Indra e Vāyu conjuntamente. – Introduction to Translation of the Sāma-Veda. ó Agni. que possam trazer glória e a grande bem-aventurança de descendência valente. 5. Agni. Vento. trazendo adoração a ti – 8. e a muitos (outros que te convidam) para beber o suco Soma. 9. o divino ministrante do sacrifício. Varga 3. ADHYĀYA 1. como um pai é para seu filho. Venham. Indra e Vāyu. Que alguém obtenha através de Agni riqueza e bem-estar dia a dia. em sacrifícios. Desse modo. Vāyu. Essas libações1 estão preparadas para ti. 2 Supõe-se que Vāyu diz: ‘Eu beberei a libação’. o maior concessor de tesouros. embora eles afirmem que a planta não é encontrada na Índia. evidentemente. HINO 1. VARGA 1–2. Isso é certificado por numerosas expressões nos hinos seguintes. que produz para expressão um abundante suco leitoso. 1. ele que é verdadeiro e o mais esplendidamente renomado. Indra e Vāyu. digno de ser louvado calorosamente pelos Ṛṣis antigos e pelos atuais. e conhecendo a época (adequada). tua fala aprovadora2 chega ao dador (da libação). De ti. permanecendo no rito sacrifical. 5. 32. Ele é. 2. e se tornado uma forte bebida alcoólica. a métrica. Venham para cá. a Mitra e Varuṇa. que ele conduza os deuses para cá. ambos. Stevenson. belo de se ver. com alimento (para nós). 6. três. aquele de fato vai até os deuses. De acordo com o Sr. aproxima-te. o Purohita. Vāyu. tendo derramado o suco Soma. 1 Essas Somas são libações do suco da planta Soma. Vāyu. 3. o Hom dos Parses. o guardião de Ṛta. das nove estrofres das quais o Hino consiste. essas libações são derramadas (para vocês). de um sabor ácido suave e natural. e três. AṢṬAKA I. Vāyu (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Madhucchandas.54 Hino 1. o Hotṛ pensativo. três são endereçadas a Vāyu. as gotas (do suco Soma) esperam vocês dois. crescendo em tua própria casa. Que és o rei de todo culto. com nossa prece. o sacerdote Hotṛ. ó Aṅgiras. a Asclepias ácida ou Sarcostema viminalis. Que Agni. 7.

como netṛ. depois do que ele era misturado com farinha. talvez. feito fermentar. 455). os talos tendo sido lá esmagados pelos sacerdotes eram borrifados com água e colocados em uma peneira ou filtro. o devorador de inimigos. 3 a conclusão será rapidamente (alcançada) pela cerimônia. ambos. ele é dito ser aplicável a Indra e Vāyu. indiretamente. Essa planta famosa permaneceu não identificada até recentemente (veja Max Müller. provavelmente a Ephedra distachya. líder ou guia. o suco ácido gotejava em um recipiente chamado Droṇa.9 com suco Soma derramado. aumentadores de água. depois de mais pressão.5 8. louvores recitados ou falados. em oposição aos versos que são cantados ou entoados. Eu invoco Mitra4. 9. 9 Os dias corretos para sacrifícios. Apêndice III. dita ser a Asclepias Ácida ou Sarcostema Viminalis. por ambos os quais as suas qualidades estimulantes eram supostamente muito apreciadas. no Veda. de modo que nós devemos abandonar a esperança de determinar o lar original dos árias por meio do habitat da planta Soma”. Esse termo é aplicado frequentemente a seres divinos: ele é usualmente explicado. o momento exato para o início de ritos sacrificais. foram derramadas. mas. 4. mas pode ser duvidado se ele não transmite o sentido de homem ou mortal. escuta o nosso chamado. Aitchison afirmou recentemente que a Soma deve ser a Ephedra pachyclada. Vocês notam bem libações. Outubro de 1894. despida de suas folhas. homens. significa. Vāyu (Griffith) 1. Vāyu. por produzirem evaporação. que identifica a planta Soma com alguma espécie de Ephedra. é dito que Mitra e Varuṇa causam chuva. A planta era colhida à luz da lua em certas montanhas. com seus hinos de louvor. que no vale Harirud é dita ter o nome de hum. é um nome do sol. venham para o rito do sacrificador. 2. tornem próspero o nosso sacrifício. 5 Como identificados com o sol. Espalhando-se ao longe em busca da dose de Soma. de vigor puro. huma. tua corrente penetrante vai até o adorador. e Varuṇa. em seu sentido comum. Varga 4.) “O Dr. do regente das águas: mas eles estão. e aumentem a nossa força. Mitra e Varuṇa. venham por nossas iguarias oferecidas. Vocês nasceram para o benefício de muitos. um homem. 6 Ṛtāvṛdhau: Ṛta normalmente significa verdadeiro ou verdade. Indra-Vāyu. em chuvas. (Quarterly Review. aludindo à existência limitada das divindades. ou Planta da Lua.6 dispensadores de água. e yahma. 8 Libações do suco da Soma. incluídos entre os doze Ādityas. porque eles são possuidores de vigor varonil. pelo comentador. sabendo ou observando a hora do romper do dia. ou. 10 Ukthas. etc. Varuṇa. p. um botânico que reside há muito tempo em Kerman. dual de Nara. ou como Ādityas. – os realizadores em comum do ato de conceder água (à terra). . 7. Joseph Bornmuller. Essas. vocês conectam esse rito perfeito com sua verdadeira (recompensa). Conhecendo os dias. de onde. Nesse lugar. mas que observa que diferentes variedades de Ephedra são encontradas da Sibéria até a Península Ibérica. condensando-se na atmosfera.10 3. pois desse modo. Essa suposição é confirmada pelo Dr.. vocês são o refúgio de multidões. Biographies of Words. para ti essas gotas de Soma 8 foram preparadas. Vāyu. Vāyu e Indra.55 6. Sábios Mitra e Varuṇa. 7 Vāyu: Deus do vento. 5. Belo Vāyu. Índice ◄►Hino 3 (Wilson) ____________________ Hino 2. também. No. e então oferecido em libações para os Deuses ou bebidos pelos brâmanes.7 vem. os cantores glorificam A ti. ricos em saque! 3 Narā. 354. e então levada para o lugar do sacrifício. água e sacrifício. Vāyu e Indra. Os vapores assim erguidos. descem novamente. 4 Mitra. Bebe delas. As gotas estão ansiando por ambos.

Ó Vāyu. venham então rapidamente para cá! 6. Vem para cá.56 Então. Ó Indra e Vāyu. de domínio amplo. Esses dois sábios. amantes e apreciadores da Lei. Ó Vāyu e Indra. de força sagrada. 1. 5. nos deem força eficiente. Vāyu (Müller) MAṆḌALA I. Que tornam completo o rito alimentado com óleo. Heróis. a Lei eterna ou ordem perpétua do universo. A manteiga então é usada para propósitos culinários e também oferecida em sacrifício para os Deuses. os poderosos. Mitra e Varuṇa. AṢṬAKA I. 13 Isto é. dotado de força sagrada. vocês que são ricos em saque. ó Mitra e Varuṇa.11 8. que destrói todos os inimigos. 9. desse modo eu faço a minha oração. Concedam-nos a força que opera bem. através da Lei. venham logo em direção ao que o espremedor de Soma preparou. 14 Isto é. pois as gotas (de Soma) anseiam por vocês. e Varuṇa. 7. os adoradores te celebram com hinos. aproximem-se da obra do sacrificador.13 e prepararam o Soma. Índice ◄►Hino 6 (Müller) ____________________ Alimentado com óleo: realizado com ghṛtam (a moderna ghī) e manteiga clarificada. Mitra-Varuṇa. Do modo correto. os dias ou estações corretos para cada sacrifício. Veja a nota 17 do Hino 1. Ó Vāyu. 9. essas (libações de Soma) são derramadas. ADHYĀYA 1. Tornam completo: por conceder o rogo do adorador. rápido. destruidor de inimigos. eles que conhecem os dias de festa. Mitra e Varuṇa. 14 8.12 Vocês têm obtido seu poder imenso. VARGA 3-4. Nossos sábios. HINO 2. tu belo! Esses Somas estão prontos. Eu chamo Mitra. com oblações de manteiga jogadas no fogo. 3. essa é minha oração. 12 Através da Lei: isto é. 6. bebe deles! Ouve o nosso chamado! 2. Ó Indra e Vāyu. 4. tua corrente satisfatória vai até o adorador. ó Vāyu. vocês que aumentam a justiça e aderem à justiça. 11 . e Varuṇa. ou manteiga que foi fervida vagarosamente e então permitida esfriar. para beber o Soma. venham para cá por causa das nossas oferendas. de amplo alcance. fortes por nascimento. Vāyu e Indra. de domínio amplo. vocês percebem as libações. que ambos realizam uma oração acompanhada por oferendas de óleo. vocês obtiveram grande sabedoria. Índice ◄►Hino 3 (Griffith) ____________________ Hino 2. Eu chamo Mitra. de acordo com ṛtá. venham depressa para cá. ó homens! 7.

ouçam. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos como nos dois Hinos precedentes. 6 desprovidos de malícia. três. Indra. . venham para a libação. Aśvins. Varga 5. tem aceitado o nosso sacrifício. seja atraída. estão desejosas de ti. venham para as libações misturadas borrifadas sobre a grama sagrada 4 cortada. é derramada.1 apreciadores de atos virtuosos. Nessa e nas duas estrofes seguintes. sempre puras. e apreciado pelos sábios. Aśvins. vem para cá para as preces (do sacerdote). e nessa libação aceita o nosso alimento (oferecido). para o nosso rito. 3. Índice ◄►Hino 4 (Wilson) ____________________ 1 Os Aśvins são os dois filhos do Sol. um rio poderoso. enquanto ele oferece a libação. é espalhada sobre o vedī ou altar. aproxima-te. mas que tem direito. 2 Purubhujā. alguns dos atributos deles são especificados.3 livres de inverdade. a instrutora dos honrados. destruidores de inimigos. às vezes. 3 Dasrā. a cota na solenidade. com mentes não desviadas. depois de ter suas raízes cortadas. e portadores (de riquezas). Eles são os heróis de muitas lendas nos Purāṇas. e médicos dos deuses. Que os Deuses universais. a recompensadora do culto com riqueza. que formam um tṛca. Que Sarasvatī. 5 Os Viśvedevas são. por nossas iguarias oferecidas. ou de doenças. 11. venham para a libação do adorador. aceitem o sacrifício. como em outros lugares. com mãos esticadas. pelas ações dela. 9. 4 A erva sagrada Kuśa (Poa cynosuroides). os derramadores de chuva. oniscientes. e (em sua própria forma). deusa da fala. Das doze estrofes. 10. de braços longos. conectando-os com os elementos. 7. Sarasvatī manifesta. Sarasvatī. a concessora de alimento. as iguarias sacrificais. A enumeração das ações extraordinárias deles é o assunto especial dos Hinos 116 e 117. aqui. ou de inimigos. de esplendor magnífico. cuja posição e caráter são citados imperfeitamente. dotados de fortaleza.57 Hino 3. que são livres de decadência. e aceita as preces do sacerdote. espremidas pelos dedos (dos sacerdotes). 12. na maioria dos ritos sacrificais. diligentemente. aos Viśvedevas. destruidores. três. as nossas orações. três são endereçadas aos Aśvins. mas de ainda mais nesse Veda.2 aceitem. percebido pela compreensão. Essas libações. para os dias. 8. O comentador o explica por ‘aqueles que obtiveram conhecimento universalmente’. Varga 6. ehimāyāsaḥ. ou terceto. que também pode ser traduzido como ‘grandes comedores’. Veloz Indra. como os raios solares vêm. concessores (de recompensas). a inspiradora daqueles que se deleitam na verdade. a Vāgdevatā. 4. dotados de juventude e beleza perpétuas. 7 Sarasvatī é. gerados durante a metamorfose dele como um cavalo (aśva). com os corcéis fulvos.7 a purificadora. Aśvins. Que os Deuses universais de movimento rápido. mas eles também formam uma classe. Indra. e três. O caráter médico dos Aśvins é uma tradição vêdica. 6. e sobre ela a libação de suco Soma. vagamente aplicados a divindades em geral. 1. vem para cá. abundantes em atos poderosos. Deuses universais. É mais do que provável que a origem e o significado do termo estivessem esquecidos quando Sāyaṇa escreveu. 6 A palavra original é incomum.5 protetores e sustentadores de homens. guias (de devoção). ilumina todas as mentes. a Indra. líderes na vanguarda de heróis. 5. a Sarasvatī. a ser recitado no culto dos Viśvedevas. 2. ou oblação de manteiga clarificada.

nosso sacrifício. Ela ilumina todo pensamento piedoso. O. uma posição perfeitamente distinta no grupo inteiro das divindades vêdicas da luz. em direção às preces. apressando-te. p. Texts.14 Índice ◄►Hino 4 (Griffith) ____________________ 8 Os Aśvins parecem ter sido um enigma até para os mais antigos comentadores indianos. Muir. dizem os escritores lendários. 12 Ehimāyāsaḥ parece ser outra forma de ahimāyāsaḥ. 5. rápidos no trabalho. Aproxima-te. portadores. 8. ‘o Sol e a Lua’. – ela ilumina com sua luz. contudo. realizadores de atos sagrados’. 13 Sarasvatī é celebrada como um rio e como uma deusa. Deleita-te em nossa libação. Aśvins (Griffith) 1. I: ‘Seguintes na ordem são os deuses cuja esfera é o céu. 234. 10. 4. aceitem a bebida sagrada. como os antigos interpretadores do Veda. Nāsatyas.8 ricos em tesouro. O professor Roth fala deste modo sobre esses deuses: ‘Os dois Aśvins. mostrando a mesma variedade de cor e forma’.. vem. o outro sendo então chamado de Dasra.9 Aceitem o alimento sacrifical. 5. 11. S. que têm mãos ágeis. inspiradora de todo pensamento bondoso. por sua luz. É dito que Nāsatya é o especificamente o nome de um dos Aśvins.. nós não estejamos de acordo de nenhuma maneira quanto à concepção do caráter deles.12 intrépidos. Senhor dos Cavalos Baios. O. Ó Viśvedevas. essas libações anseiam por ti. senhores do esplendor. their religion and institutions]. Incitado pelo cantor santo. Ó Indra maravilhosamente brilhante. Rica em vantagens. que é explicada por Bohtlingk e Roth como ‘multiforme ou versátil como uma cobra. Purificadas desse modo por dedos excelentes. 6. vem. Vol. Vol. enriquecida com hinos. 7. S. 9 Mãos ágeis: mãos esticadas e rápidas para pegar as oferendas. Eles são os primeiros portadores da luz no céu da manhã. que mudam de forma como serpentes. que em suas carruagens se apressam para frente antes da alvorada. Ó Viśvedevas. Indra. 14 Benfey traduz: ‘Sarasvatī. Do sacerdote que derrama libação. para as preces. Ele compreende o ‘grande oceano’ como o universo. embora. 11 5. Venham vocês cujos caminhos são vermelhos com chama. Incitadora de todas as músicas agradáveis. dizem outros. que protegem. espremidas cuidadosamente pelos sacerdotes. 2. ou como a vida. Aceitem nossas canções com pensamento poderoso. apressado pela música. 3. Com amor ansioso. dizem outros. ela brilha através de todos os pensamentos’. Sarasvatī. dizem alguns. 11 Isto é. Yāska se refere a eles deste modo no Nirukta XII. 9. faz o grande oceano ser conhecido. J. ‘Dia e Noite’. e preparam o caminho para ela’. Aproximem-se da oferenda de bebida de seu adorador. aceita nosso rito 12. são suas essas libações com grama cortada. 10 Nāsatyas: ‘não falsos’. Como vacas leiteiras se apressam para seus estábulos. 338. p. ou talvez ‘destruidor’ (dos maus). ó heróis dignos do nosso louvor.58 Hino 3. desses os Aśvins são os primeiros a chegar. ‘fazedor de milagres’. venham para cá rapidamente para a bebida. desprovidos de malícia. . ‘Dois reis. Ó Aśvins. tornou-se para os descendentes deles. Os Viśvedevas. recompensam e sustentam os homens. ricos em atos prodigiosos. Ó Aśvins. Muir. ó Indra.10 operadores de milagre. Quem então são esses Aśvins? ‘Céu e Terra’. a inundação poderosa. Ela parece ter sido para os antigos indianos o que o Ganges (o qual é citado só duas vezes no Ṛgveda). Texts [Original Sanskrit texts on the origin and history of the people of India. que a brilhante Sarasvatī13 deseje. J. têm. Sarasvatī.

Que nós sempre permaneçamos na felicidade (derivada da graça) de Indra. o aperfeiçoador do ato. de riquezas. Tendo bebido. Destruidor de inimigos. tu te tornaste o matador dos Vṛtras. Sūkta I) O Ṛṣi e a métrica continuam inalterados . No primeiro sentido. se Indra estiver satisfeito. 7. como realizador deles. Varga 8. o alegrador da humanidade. 6. ritos religiosos. conhecimento. 9. como uma boa vaca leiteira (é chamada pelo ordenhador) para a ordenha. Aqui. exclamem: ‘Partam. O próprio Hotṛ deve ordenar isso. kratu significando karma.3 5. o poderoso em batalha. 1. alimento (sacrifical). Nós te reconhecemos no meio dos honrados. ao sábio e incólume Indra. realizando zelosamente o culto dele.59 Hino 4. Nós oferecemos a ti. Dia a dia nós invocamos o fazedor de boas obras. Indra (Wilson) (Anuvāka 2. ou ele pode ser interpretado como ‘dotado de grande sabedoria’. A noção está representada muito elipticamente.6 tu defendes o guerreiro em batalha. Varga 7. ou prajnā. 2 . o suco que está presente (nas três cerimônias). o que permeia (todo rito de libação). não nos ignores. Śatakratu. o favorito (daquele Indra) que dá felicidade. Que os nossos ministros. dos quais o Asura Vṛtra era o chefe. Canta para aquele Indra.4 8. de acordo com o comentador. de fato. Bebedor do suco Soma. que é o protetor da prosperidade. 2. o realizador de bons atos. (para o oferecedor). 1 3. 5 Śatakratu. que és) o concessor de riquezas é. ou como objeto deles. o poderoso. que é desejado perguntar se o Hotṛ é adequado para seu dever. também. Oferece a Indra. A satisfação de (ti. ó difamadores. Indra. daqui e de todo outro lugar (onde ele é adorado)’. é explicado por Sāyaṇa: aquele que está conectado com cem (muitos) atos. a graça do sacrifício. que estão mais próximos a ti. e bebe da libação. Śatakratu. o sentido completo é fornecido pelo comentador. que os homens (nos felicitem). Índice ◄►Hino 5 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. Vai. e pergunta a ele (sobre a aptidão) do erudito (sacerdote que recita o louvor dele). 6 Dos inimigos. nós temos fraseologia elíptica. ato. adorador. que concede a melhor (das bênçãos) aos teus amigos. ele aumentará os rebanhos do devoto.2 4. para nossa proteção. 10. que o alto cargo de Indra é obtenível por meio de cem Aśvamedhas. para a obtenção. Vem a nós. o amigo do oferecedor da libação. o Hino é endereçado a Indra.5 desse (suco Soma). 4 Esses epítetos do suco Soma seriam um tanto ininteligíveis sem a ajuda do comentador. O original é ‘não fales além de nós’. (a causa da) doação de gado. um nome de Indra. vem aos nossos ritos (diários). 3 A injunção é endereçada ao Yajamāna (o sacrificador). a palavra pode ser a fonte da ficção purânica. que nossos inimigos digam que nós somos prósperos. para revelar (-te a outros).

pergunta a Indra. ou obstrutores. nós possamos ganhar riqueza.12 tu Ajudas o guerreiro na luta. hábil em música.11 8. – universityofhumanunity. recompensas generosas na forma de gado e outros bens para aqueles que o cultuam. os opressores. tentam. Nós te fortalecemos. 9. ainda que nós possamos permanecer sob os cuidados de Indra. Śambara. de acordo com Vladimir Yatsenko. o rico. Indra (Griffith) 1. Indra é especialmente o senhor do Soma e seu principal bebedor. Vem para nossas libações. 4. Pipru. com toda variedade de artilharia celestial. – J. a quem o suco alegra e manda rapidamente para o sacrifício.] 9 [Como na nota acima: “Vá até ele e pergunte sobre mim. Para que. Vocês que servem Indra e ninguém mais’. – ao inteligente e incólume Indra que dá aos teus amigos (os sacerdotes) a melhor riqueza”. Esses demônios da seca. amigo diligente de quem derrama o suco. Para que nós fiquemos familiarizados com a tua benevolência mais secreta: Não nos negligencies. de suas riquezas ilimitadas. 12 Os Vṛtras. (consultado em 08/2013). resistir ao ataque dos deuses’. a ti o poderoso em luta. Ele.. 2. Como uma boa vaca para aquele que ordenha. Sim. Ou se. os inimigos. Muir.org.10 7. etc. mas em vão. Vai para o sábio Invicto. para esse Indra cantem sua canção. o inteligente. chamados por uma variedade de nomes como Vṛttra. Indra. porque ele flui rapidamente e porque ele faz Indra se apressar para a solenidade. ‘partam para outro lugar. Para ele. todo o nosso verdadeiro povo nos chamar de bemaventurados. Tu. Śatakratu. Para o Rápido traze o rápido. Ahi.8 3. Śatakratu. Deus de atos maravilhosos.9 5.. bebe do Soma. Se os homens que zombam de nós falarem. alegrador de homens. nós chamamos o fazedor de ações justas 7 Para nosso auxílio dia a dia. o poderoso rio de riqueza. [Sāyaṇa interpreta a última frase do verso. Original Sanskrit Texts. Namuci. 11 O Rápido: Indra. são ‘os poderes hostis na atmosfera que prendem malevolamente os tesouros aquosos nas nuvens. também. Śuṣna. Que para o Amigo dá asas e alegria. sim.60 Hino 4. Idem. V. (se eu o tenho louvado corretamente ou não). desse modo: “A intoxicação de ti. 8 .] 10 O sentido geral desse e dos dois versos anteriores parece ser este: Indra é o melhor amigo e protetor. Índice ◄►Hino 5 (Griffith) ____________________ 7 Indra. armados do seu lado. vem para cá. bebeste isso e foste o matador de Vṛtras. 10. 95. Uraṇa. O suco Soma que alegra homens ou heróis e acompanha ou agracia o sacrifício também é chamado de rápido. graça do sacrifício. que é melhor que teus amigos. 6. tu bebedor de Soma! O rico êxtase do Único concede vacas. A euforia produzida por beber o suco fermentado oferecido em libações estimula suas energias marciais e o dispõe a distribuir. é de fato concessora de vacas”. O Amigo é Indra. etc. e enquanto nós desfrutarmos da amizade e da proteção dele nós não nos importaremos de modo algum com as injúrias dos ímpios que zombam do nosso culto fiel.

Varga 10.61 Hino 5. nessa e outras passagens onde Sāyaṇa insere a designação de outros Vedas – o Sāma e o Yajush. que és o objeto de louvores. que esses sucos Soma penetrantes entrem em ti: que eles sejam propícios para a tua (obtenção de) inteligência superior. o senhor de muitas bênçãos. Apressem-se para cá. 6. amigos. realizador de boas obras. são derramados para a satisfação do bebedor de libações. oferecendo louvores. Os cantos (do Sama)1 têm-te magnificado. – deve ser observado que a exatidão das adições dele envolve a existência anterior daqueles Vedas. Cantem para aquele Indra. Varga 9. os louvores de Indra. nas quais residem todas as propriedades viris. os hinos (do Ṛc) têm-te magnificado: que os nossos louvores de magnifiquem. sentem-se. Indra. uma conclusão a qual há motivo para hesitar admitir. que és o objeto de louvores. te tornaste subitamente de vigor aumentado. repetidamente. para a realização dos nossos objetivos. 7. inalterados. mas. não deixes os homens nos fazerem mal. o derrotador de muitos inimigos. e (mantendo) superioridade em idade (ou principalidade. Quando a libação é derramada. 5. Esses sucos Somas puros. o protetor desimpedido. Que ele esteja conosco. não esperam os corcéis dele atrelados ao seu carro. em combates. cujos inimigos. ó Śatakratu. 4. que ele venha a nós com alimento. Tu és poderoso: afasta a violência. 1 . misturados com coalhos. 8. que ele esteja conosco. por beberes a libação. Que Indra. Ṛṣi. Indra. Indra. que ele esteja conosco. louvem respectivamente Indra. 1. Indra (Wilson) (Sūkta II) O deus. Tu. desfrute dessas múltiplas iguarias (sacrificais). Índice ◄►Hino 6 (Wilson) ____________________ O comentador fornece esses detalhes. para a obtenção de riquezas. para a aquisição de conhecimento. 3. e cantem. e métrica. 10. entre os deuses). 2. 9. pelo menos aos hinos do Ṛc nos quais se supõe que eles são citados.

e os nossos louvores. Onde todos os poderes viris residem. Indra (Griffith) 1. mantém A matança longe de nós.62 Hino 5. que esses Somas penetrantes entrem em ti: Que eles possam trazer bem-aventurança para ti.2 trazendo hinos de louvor. Cujo par de cavalos castanhos atrelados em batalhas os inimigos em guerra não desafiam:3 para ele. para a apreciação dele. 3. 6. Ó Indra. tu que amas música. aceita essas mil iguarias. Tu. 9. À visão de cuja carruagem e cavalos todos os inimigos fogem. Perto do bebedor de Soma chegam. Companheiros. Ó. Que ele fique ao nosso lado na nossa necessidade e na abundância para o nosso bemestar: que ele se aproxime de nós com sua força. Indra. com suco Soma derramado. Os nossos cânticos de louvor. o excelente Senhor dos tesouros. Para ele. 4. Assim que te fortaleçam as canções que cantamos. 2. estimulam e fortalecem os Deuses para atos de heroísmo. 4 As oblações dos adoradores. 5.4 10. cujo socorro nunca falha. por preeminência. que nenhum homem fira nossos corpos. cantem sua música. assim como seus hinos de louvor. Ó Indra. venham para cá. amante da música. o Sábio. crescido de uma vez à força perfeita. o mais rico dos ricos. sentem-se: cantem sua música para Indra. Indra forte. Os Somas misturados com a coalhada. Indra. 3 . estas gotas puras. têm te fortalecido. ó Śatakratu. 8. pois tu podes. Indra. Índice ◄►Hino 6 (Griffith) ____________________ 2 O chamado é dirigido aos sacerdotes ministrantes. 7. nasceste para beber o suco Soma.

5. 4 Alusão é feita aqui a uma lenda. e forma ao informe. 5 (ambos) regozijantes. dos Aṅgirasas. vocês devem seu nascimento (diário a esse Indra). e que trazem o comandante. . (os Maruts). de os Asuras chamados Paṇis terem roubado as vacas dos deuses.4 Varga 12. intrépidos. Índice ◄►Hino 7 (Wilson) ____________________ 1 O texto tem somente ‘aqueles que estão permanecendo em volta’. com a ajuda da cadela Saramā. chamou os Maruts para ajudá-lo. Portanto. Depois disso. onde elas foram descobertas por Indra. ou do céu acima. com. 10. de acordo com algumas versões. Indra. 3 Os Maruts não são citados no texto. 7. 3. 8. dá percepção ao inconsciente.3 tendo visto a chuva prestes a ser engendrada. As três primeiras e últimas estrofes são endereçadas a Indra. Um diálogo entre ela e os ladrões é apresentado. – ele venha dessa região terrestre. novamente. 2 4. e de esplendor igual. ou o firmamento. pois. para obter superioridade. Os circunstanciados (habitantes dos três mundos) 1 associam com (Indra). colocados em ambos os lados. Nós invocamos Indra. e conscientes do poder de conceder riqueza. nas quais a chuva se reúne novamente. que é frequentemente citada. em outro lugar. Varga 11. no sono. com os raios da manhã. 2. com a ajuda dos Maruts. aqueles que têm nomes invocados em ritos sagrados. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica continuam. e as luzes que brilham no céu. as vacas são representadas como recuperadas à força por Indra. é feita aqui a um combate entre Indra e Vṛtra. Os recitadores de louvores louvam os poderosos (a tropa de Maruts). circundante (tropa de Maruts). descobriste as vacas escondidas na caverna. o poderoso (Sol). 5 Alusão. no qual ela os concilia. Associado com os Maruts transportadores. Em outras passagens. durante a noite. mas as alusões justificam a especificação do comentador: os ventos conduzem Indra. seja da região do céu. acompanhados pelo destemido Indra. 9. o indestrutível (fogo). aos Maruts. o instigaram a retomar sua condição de embrião (nas nuvens). as restantes. ou do vasto firmamento. o movente (vento). Esse rito é realizado em adoração ao poderoso Indra. e as escondido em uma caverna. para uma agregação de nuvens. ou.63 Hino 6. Os deuses que tinham ido ajudar o primeiro foram afugentados pelos cães de Vṛtra. Maruts. 2 Indra é aqui. os amáveis grupos (dos Maruts). vem para cá. Mortais. ou da esfera solar. nesse rito. de modo semelhante como eles glorificam o conselheiro (Indra). ou sem. Indra. identificado com o sol. – que ele (nos) dê riqueza. tu. ou Ventos. e Indra. (o sacerdote) recita seus louvores integralmente. junto com os irrepreensíveis. Que vocês sejam vistos. como em seu útero. que se dirigem para o céu. 6. que são célebres. cujos raios matutinos pode-se dizer que reanimam aqueles que tinham estado mortos. é dito. realmente. os viajantes de lugares de acesso difícil. de cor castanho-avermelhada. que. 1. Eles (os quadrigários) atrelam ao carro dele seus dois corcéis desejáveis. ‘os seres vivos dos três mundos’ é a explicação do comentador.

iguais em seu brilho. 11 Indra. Com as hostes bem amadas de Indra. as irrepreensíveis. Ó homens! é talvez apenas uma exclamação expressiva de admiração. fazendo luz onde não havia luz.9 5. o Poderoso. carregadores do Comandante. 9. Se for aceito que maryāḥ. 9 [Veja a nota 13. fazendo. a partir daqui.64 Hino 6. cantores louvam a ele que encontra riqueza. Tu. os derrubadores do que é firme. 8 Tu. O muito famoso. 7 . o Corcel vermelho. Indra. Ou do firmamento espaçoso. com quem Indra é conectado frequentemente. Indra (Griffith) 1. Vem desse lugar. homens.] 10 Isto é.7 as luzes são brilhantes no céu. fulvos. 3. Aqueles que estão em volta6 dele enquanto ele se move arreiam o brilhante. podem se aplicar a esses Deuses considerados como uma hoste ou companhia e nascidos em um nascimento.10 ó Viajante. como é seu costume. com os Deuses da Tempestade. e forma. Provavelmente o Sol. embora no número singular. Nasceste em conjunto com as Auroras. Indra nós procuramos para dar-nos ajuda. se livraram da condição de bebês não nascidos. Índice ◄►Hino 7 (Griffith) ____________________ 6 Esses provavelmente são os Maruts. nasceste. 6. 2. os companheiros constantes de Indra. da terra.11 ou para baixo a partir da luz do céu: Nossos cânticos de louvor todos anseiam por isso. quer dizer os Maruts. ó homens! onde não havia forma. 7. acelerando para o céu. Adorando assim como eles desejam. Posteriormente eles. 8. 10. isto é. o Sol. do céu acima da terra. Que tu possas realmente ser visto vindo ao lado do destemido Indra: Ambos alegres. Em ambos os lados do carro eles unem os dois cavalos baios estimados por ele. Encontraste as vacas mesmo na caverna. assumindo nomes sacrificais. Bravos. O sacrificador clama.8 4. Tu. as palavras tu.

têm gritado em direção ao dador de riqueza. não eram originalmente deuses. e de esplendor igual. Que tu. Nós pedimos a ajuda de Indra daqui. (hoste de Maruts). os castanhos. 10. por sua própria vontade. Esse parece ser todo o significado da lenda posterior que os Maruts. 1. 14 As vacas brilhantes são aqui as vacas da manhã. como o poeta expressa. Índice ◄►Hino 19 (Müller) ____________________ 12 O poeta começa com uma descrição um tanto abrupta de um nascer do sol. Depois disso eles (os Maruts). ó Indra. 5. 9. os valentes. que rompem até mesmo a fortaleza. 2. ou da luz do céu. como os Ṛbhus. literalmente. que podem carregar o herói. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. ou de acima da terra. 13 A idéia de que os Maruts assumiram a forma de um garbha. vem para cá.14 6. ó viajante (Indra). ou do céu. . eles assumiram seu nome sagrado. ou os dias em si. AṢṬAKA I. os cantores todos anseiam por isso. encontraste mesmo em seu esconderijo os brilhantes (dias ou nuvens). Aqueles que permanecem em volta dele enquanto ele se move adiante arreiam o (corcel) brilhante vermelho12. ADHYĀYA 1. nasceste junto com as alvoradas. ou do grande firmamento. ou. assumiram novamente a forma de bebês recém-nascidos. com os impecáveis.13 obtendo seu nome sagrado. cujo nome manteve por muito tempo seu sentido puramente apelativo de tempestades. as auroras. o destemido: vocês dois são fazedores de alegria. o grandioso. Com as amadas hostes de Indra. Tu que criaste luz onde não havia luz. VARGA 11-12. o glorioso (Indra).65 Hino 6. 3. Como auxiliares de Indra nessa batalha. ou deuses da tempestade. alcançaram sua posição como divindades ao lado de Indra. os Maruts. e forma. as luzes resplandecem no céu. com os velozes Maruts. e cujos companheiros são os Maruts. Tu. ou que as tempestades irrompem do ventre do céu. Indra é considerado como o deus do dia brilhante. que são representados como resgatados no final de cada noite pelo poder de Indra. logo que Indra surge para lutar contra o demônio das trevas. cujo corcel é o sol. ó homens! onde não havia forma. Os cantores piedosos (os Maruts). De lá. HINO 6. 4. 8. apressados (Maruts) o sacrificador clama. possas realmente ser vista vindo junto com Indra. Eles atrelam à carruagem em cada lado os dois baios favoritos dele (de Indra). de um embrião ou de um recém-nascido. 7. de acordo com seu costume. mas vieram a ser deificados por suas obras. serve apenas para expressar que eles nasceram.

A frase seguinte. O último termo é explicado etimologicamente. investe homens com sua força. ou sacerdotes do Yajush.2 o manejador do raio. kṣatriyas. pode ser aplicado tanto aos cantores quanto aos recitadores das orações. em um verso do Ṛc. Todos os louvores excelentes que são dados às outras divindades. Indra. confirmada pelo termo seguinte. – (nosso) aliado. o ricamente enfeitado. os recitadores do Ṛc. concessor de todos os desejos. abre essa nuvem. Ele é aplicado. vaiśyas e śūdras. o Ṛṣi e a métrica. provavelmente. e o termo vāṇīh.66 Hino 7. o sentido pode ser. O primeiro termo. aparentemente sem qualquer ligação gramatical. e Bhils dos dias atuais. sobre os cinco homens. mais os niṣādas. por bṛhatā. ghāthinah. com estrofes’: mas isso não é necessariamente limitado a esse sentido. como antes. que ocorre. Derramador de chuva. elevou (ou. Tu és sempre complacente com nossos desejos. ‘Aqueles do Ṛg Veda. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. dourado. querendo dizer. 2 Assim o comentador explica o termo do texto. Eu não conheço louvor adequado para ele. (eles são. aqueles que são adequados para habitações ( nivāsārhāṇām). colocou) o sol no céu. aqueles que oram. nós não temos absolutamente nada no original. ou feito de ouro. que governa sozinho sobre homens. 7. embora ele o interprete como ‘os Udgātṛs. Que ele seja exclusivamente nosso. as tribos nativas da Índia. e sobre as cinco (classes)4 dos habitantes da terra. 1. 3 O mundo sendo envolvido em escuridão por Vṛtra. O derramador de chuva. só porque ele tinha ligado as expressões anteriores com os outros dois Vedas. também) devidos a Indra. Indra. ‘com o Bṛhat Sāma’. Os cantores (do Sāma) glorificam Indra com canções. é mais similar ao Ṛc. Com relação aos Adhvaryus. Indra. e carregou a nuvem com águas (abundantes). e é dito usualmente que implica as quatro castas: brâmanes. [na nota 1 do hino 5. por riqueza limitada. 4. – aparentemente. Indra.1 2. sobre riquezas. o mundo). de fato. ele pensa. Indra. elevou o sol no céu 3. Como já se observou. arkebhir arkiṇaḥ. ‘com textos ou palavras’. como arha é um sinônimo de mantra. o sempre complacente. Varga 13. Varga 14. e manejador do raio contra nossos inimigos. a Indra com orações. (canções). por vāṇībhih. aos textos do Yajush. o senhor poderoso. 4 O texto tem. vem. com preces. 10. 5.] qualquer referência ao Yajush ou ao Sāma. com Sāmas a serem cantados’. Índice ◄►Hino 8 (Wilson) ____________________ 1 O comentador fornece a especificação dos vários Vedas. pelo comentador. como um touro (defende) um rebanho de vacas. . como diz o comentário. Nós invocamos Indra por grande riqueza. – bárbaros ou aqueles que não têm casta. para removê-la. hiraṇyaya. uma oração. bṛhat. o que faz trovejar. em batalhas abundantes em saque. ou louvam. com seus raios’. com defesas insuperáveis. com seus dois corcéis que são atrelados pela palavra dele. que estás em todos os lugares entre os homens. 9. significa apenas cantores. o que mistura todas as coisas. pañca ksitīnām. A última parte da passagem também pode ser traduzida como: ‘ele (o sol) animou a montanha (isto é. ou classes de homens. como os Gonds. Nós chamamos por ti. 8. e. Indra. Kholes. para tornar todas as coisas visíveis. Indra invencível. implica a anterioridade dos dois primeiros ao último. literalmente. 3. – Indra. 6. A frase não é de recorrência infrequente. uma interpretação. nos protege. todas em uma fase muito inferior de civilização. (os sacerdotes do Yajush) com textos.

Ṛṣi. O amigo que curva seu raio em demônios. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos. 4. nosso herói viril. 5. Índice ◄►Hino 8 (Griffith) ____________________ Hino 8. Com ajudas terríveis. tu sempre generoso. a fonte de vitória. Indra. Eu não encontro louvor digno dele. ó Indra. A Indra os coros. nós possuímos uma arma ponderosa. Descerra. que os fortes (exércitos) dele sejam. Indra na luta menor. Por sua causa de cada lado nós chamamos Indra para longe de outros homens: Nosso. ou a cavalo. nas lutas. de modo que ele possa ver longe: Ele rompeu a montanha5 pelas vacas. ele conduz o povo com seu poder. 6. lutas. vastos como os céus. que ele possa ser. Druhyus. riquezas. e supremo. 10. têm glorificado. Não havia distinções de casta quando o hino foi composto. Defendidos por ti. seja (enfrentando-os) corpo a corpo. traze. a que humilha inimigos. aquela nuvem. muito abundante. Varga 15. sim. O Soberano irresistível: 9. e não os habitantes nativos da região. As cinco tribos ou povoados eram provavelmente a confederação dos Turvaśas. e a raça quíntupla 6 Dos que habitam sobre a terra. as vacas são as águas. Que magnitude sempre pertença ao portador do raio. Contigo como nosso aliado. Anus. Indra (Wilson) (Anuvāka 3. Yadus. Indra ergueu o Sol alto no céu. nós somos capazes de superar (nossos inimigos) organizados em tropas. onde milhares de despojos são obtidos. tu irresistível. Ainda mais alto. e métrica. 3. e Purus. Ajuda-nos. Indra. 1. e (ajudados por) heróis lançadores de mísseis. 7. Benfey explica isso como ‘todo o mundo habitado’. a Indra recitadores com seus louvores. 5. os louvores de Indra armado com o trovão se erguem. e não de outros. Indra que governa com domínio único homens. em cada esforço meu. 2. como antes. Indra. Assim como o touro conduz os rebanhos. 8. Mas a expressão parece querer dizer somente os povoados ou tribos arianas. 4. com a qual nós podemos conquistar totalmente os nossos oponentes. Na grande batalha nós invocamos Indra. 6 . Poderoso é Indra. sempre protegidos por ti. 2.67 Hino 7. riqueza. o dourado. ó terrível. Sūkta I) O deus. 5 A massa de nuvens densas em forma de montanha. Indra (Griffith) 1. 3. para nossa proteção. A Indra os cantores com elogios. Indra tem sempre perto dele seus dois cavalos baios e carro jungidos por palavra. sempre. Para nós. agradável. Indra. o armado com o trovão.

é uma arma tão poderosa quanto o raio de Indra. Varga 16. Indra. Sāyaṇa explica que significa lutando a cavalo. são amparos que ajudam imediatamente Um adorador como eu. de modo que ele possa beber o suco Soma. ser traduzida desse modo: “como as abundantes águas (ou torrentes) dos topos das montanhas. 9 E conquistar todos os nossos inimigos em combate.7 8. Grande como o céu se estende seu poder 6. bebendo os mais profundos goles de Soma. 2. vigorosa. 4. Todo homem que recorre a Indra. rica em gado. 8.68 6. 9. Indra. Assim também é a excelência dele. Mas cavalos parecem ter sido usados em guerra só como puxadores de carruagens. Indra. a riqueza do vencedor que sempre conquista. para serem respeitadas: (elas são) como um ramo (carregado de fruto) maduro. Índice ◄►Hino 9 (Wilson) ____________________ Hino 8. – em batalha. Ajudados por ti. as palavras de Indra para seu adorador são verdadeiras. Assim são suas dádivas encantadoras. com heróis atiradores de mísseis. 7. 7. Sua barriga. o que faz trovejar. Ou cantores que amam pensamentos santos. (obtêm seus desejos). . Realmente. sim. ou para a obtenção de filhos. com um cavalo. Que ele possa beber o suco Soma. o armado com o trovão. 9 O raio aqui citado é o sacrifício o qual. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos na batalha corpo a corpo. A mais excelente. as protetoras de todo adorador como eu. Realmente. Contigo.8 3. também. que nós possamos erguer o raio. 10. traze riqueza que dá alegria. Como amplas torrentes a partir da abóbada celeste. Índice ◄►Hino 9 (Griffith) ____________________ 7 A frase poderia. como o oceano. diversas. cresce. 5. que bebe o suco Soma abundantemente. grande. literalmente. Pois realmente teus poderes imensos. A barriga de Indra. ó Indra. tuas glórias são. grandeza seja dele. cresce como um oceano. como aliado. Que nós conquistemos nossos inimigos em combate. seus louvores cantados e recitados devem ser desejados e repetidos para Indra. De fato. (e está sempre) úmida. 9. 10. Indra (Griffith) 1. Ajudados por ti com o carro. como os abundantes fluidos do palato. como Um ramo maduro para o adorador. para ser nosso auxílio. que louvores e elogios sejam cantados para Indra. supremo.” 8 Com o carro: árvatā. concessoras de vacas. Que ajuda aqueles a obterem filhos. quando usado contra inimigos. que vêm como heróis para a luta. em todos os tempos. Poderoso é Indra. Indra. – e os sábios que estão desejosos de inteligência.

o morador de (uma mansão eterna). do alimento. ou o queixo. Coloca diante de nós. Índice ◄►Hino 10 (Wilson) ____________________ 1 Suśipra. diz Sāyaṇa. e métrica. sê vitorioso (sobre teus inimigos). 7. 1. Mas śipra significa a mandíbula inferior. Indra. Opulento Indra. é tão conciso e elíptico a ponto de ser ininteligível. 2 . 10. o sacrificador glorifica a vasta destreza de Indra. Indra. Indra. poderoso em força. a fonte do gado. no texto. o derramador (de bênçãos). carroças ou carroções.69 Hino 9. literalmente. Indra. Indra com o belo queixo1. sem a amplificação generosa do comentador. 3 9. Indra. como de muitos outros. A libação estando preparada. o senhor da riqueza. e outros tipos de grãos. e riqueza adquirida de mil maneiras. o poderoso. seguramente. teus. o objeto de versos sagrados. pois o bastante. Nós temos. 5. como arroz. Indra. Concede-nos. daí. concede-nos grande renome. o protetor (de seus adoradores). a partir do lugar de sua produção. de toda vida. cevada. encoraja-nos nesse rito para a obtenção de riqueza. riqueza além dos limites ou cálculo. para a preservação da nossa propriedade. simplesmente ‘aqueles carros tendo provisões’. 6. como Sāyaṇa o explica: ‘que está unido com todos os homens’. riquezas preciosas e multiformes. (vem) para esses ritos (com os deuses). significando. inesgotável. Indra (Wilson) (Sūkta II) Deus. 3. Vem. e banqueteia-te com todas as iguarias e libações. 3 O original desse hino. Varga 17. 4. glorificando-o com nossos louvores. aqueles artigos de alimento que são transportados em carros. o realizador de todas as coisas. e aqueles (artigos) de alimento (que são trazidos do campo) em carroças. o que se dirige (ao local do sacrifício). louvores que têm chegado a ti. e mais do que o bastante são. e o composto pode denotar igualmente ‘o de nariz belo’. os mesmos. Ṛṣi. 8. ou. e. tu. Eu tenho dirigido a ti. pois nós somos zelosos e renomados. Com libações derramadas repetidamente. que és para ser reverenciado por toda a humanidade2. O epíteto é. ‘ó você que é todos os homens’. e os quais tu tens aprovado. ofereçam a (bebida) estimulante e eficaz para o regozijante Indra. Nós chamamos. 2. fica satisfeito com essas preces animadoras. Varga 18.

70 Hino 9.4 5. Manda para nós recompensa múltipla. Indra (Griffith) 1. 8. ó mais esplêndido. fama extensa e grandiosa. estimulados a isso nós queremos riqueza ambiciosamente. Protetor. concede riquezas outorgando milhares. Que dure pelo nosso tempo de vida. regozija-te nos elogios que alegram. . 2. com preces sempre novas. Indra. Índice ◄►Hino 10 (Griffith) ____________________ 4 Isto é. Ó Senhor de todos os homens. o forte. 7. aqueles Bons frutos da terra levados para casa em carroças. digna do nosso desejo. 6. o Senhor dos Tesouros de riqueza. E se elevado insatisfeitas. abundância em gado e em força. que cria todas as coisas. Concede. Pois o poder supremo é só teu. Músicas têm se derramado para ti. nós chamamos Indra. o suco vigoroso que alegra para ele O Deus que torna feliz. 3. Indra. poderoso em tua força. 10. 4. Para Indra despejemos o suco. o homem piedoso Canta alto um hino fortalecedor. de face bela. e delicia-te com o suco em todos os banquetes Soma. 9. Ao sublime Indra. E gloriosa. ó Indra. Glorificando com canções louváveis aquele que vem em nosso auxílio. sem se extinguir. Vem. Presentes nesses oferecimentos de bebida. Dá-nos grande fama. Ó Indra. Indra. Indra. residente por cada libação. o Senhor Guardião.

quando destruindo teus inimigos. Indra. para o nosso sacrifício. Vem rapidamente. bebe a libação. 5. isso pode ser traduzido. como vanśa significa. O primeiro termo. e o mesmo que o Hotṛ de um sacrifício. 8. que vai para a montanha coletar a planta Soma para esmagar. é explicado como o Brahmā de um sacrifício. vigorosos. fertiliza os campos. abundante. o cantor dos hinos do Sāma: arkiṇaḥ é explicado. conhece o objetivo (de seu adorador). como antes. vacas. generoso derramador (de bênçãos). Vem. responde (aos nossos louvores). 1 Essa estrofe é bem semelhante à primeira estrofe do sétimo hino. que confere riqueza. o que repele muitos inimigos. 3. Indra. A frase conclusiva. a minha súplica.3 aproxima-te. Nós te conhecemos. gāyatriṇa. os Brāhmaṇas1 te erguem no alto. ‘eles têm te erguido. o que o comentador completa por observar que isso é dito do Yajamāna. (portanto). os recitadores do Ṛc. deve ser repetido para Indra. Manda para nós. ou outros artigos necessários para a cerimônia. como se ele fosse (as palavras de) um amigo. como aquele que manda chuva. 3 Literalmente. e é explicada similarmente pelo comentador. em teu coração. usado aqui como sinônimo de Indra. o derramador (de dádivas. ou.4 (para esse nosso rito). de fácil obtenção. Indra (Wilson) (Sūkta III) O deus e Ṛṣi são os mesmos. 10. ‘como pessoas ambiciosas elevam sua família à importância social’. O terceiro termo. colhida) nos cumes da montanha2 e. Céu e terra são incapazes de suportar-te. Os cantores (do Sāma) te louvam. Śatakratu. a métrica é a usual Anuṣṭubh. . e é usado aqui como um epíteto. ou sacerdote assim denominado. abre as pastagens das vacas6. pois ele. 7. por Sāyaṇa. uma façanha não incomum na Índia. ou combustível para o fogo. é bastante obscura. 5 Śakra é um sinônimo comum de Indra. que sou um Ṛṣi. Vasu. ouve. por força perfeita. como um poste de bambu’. 9. O hino. O comentador diz. o ouvinte do nosso chamado em batalhas. 2 O original tem somente ‘subindo de cume a cume’. mantém perto de ti esse meu hino. como saltadores levantam uma vara de bambu. os recitadores dos Ṛcas louvam a ti. Varga 20. e. o poderoso Indra. como envolvendo o reconhecimento prévio do Sāma Veda. que Śakra5 fale (com bondade) para nossos filhos e para nossos amigos. 1. prontamente. 2. nós invocamos a proteção lucrativa mil vezes maior de ti. e (concede-nos abundante) alimento. literalmente. tendo atrelado teus corcéis de crina longa. e seguramente perfeito. por ti alimento é (produzido). denotar o Udgātṛ. que eles têm erguido Indra. sê propício. o derramador (de bênçãos). a causa de progresso. por riqueza. no topo do qual eles se equilibram. também. significando ‘o poderoso’. Tu podes comandar as águas do céu. e os outros Brâmanes. para ouvir nossos louvores. Indra. é hábil (para nos proteger). 6 Indra. generosamente. ‘aqueles que empregam a métrica Gāyatrī’. por sua amizade. brahmāṇah. ‘preenchendo suas circunferências’. responde aos nossos hinos. que realizou muitos atos de culto (com a planta Soma. Indra. permite que o gado produza grande quantidade de leite. uma família.7 encantado. que és digno de louvor.71 Hino 10. os meus louvores. A objeção à explicação do primeiro. 4. e fornece (ampla) riqueza. Indra. já foi mencionada. bebedor do Soma. é explicado como ‘o doador original ou causa de habitações’. filho de Kuśika. em todos os lugares. Manejador do raio. e bem condicionados. mantém. prolonga a vida que merece louvor: faze a mim. 11. é dito. vem com a tropa (de Maruts). Varga 19. 6. Ó tu cujos ouvidos ouvem todas as coisas. por fornecer pasto abundante. dotado abundantemente (de posses). 4 Vasu. como um poste de bambu. Nós recorremos a Indra. responde (às nossas preces).

12 Esse provavelmente é o vājra ou raio que é o associado e aliado inseparável de Indra. Vem para cá. o Gādhi dos Purāṇas. e. quando ele nos der riqueza. e faze o vidente ganhar mil presentes. o filho de Kuśika é o sábio Viśvāmitra. Esse epíteto Kauśika. que esse meu louvor chegue mais perto até do que teu amigo. Indra nasceu como o filho de Gāthī. Pois Indra. e. que vão rapidamente para o sacrifício. Índice ◄►Hino 11 (Griffith) ____________________ Em todas as genealogias purânicas. Quando ele subiu de cume a cume e considerou a tarefa penosa. 11 Abre a nuvem densa que mantém a água aprisionada. Arreia teu par de fortes cavalos baios. Indra. em recompensa do que. os quais com a ajuda de Indra são facilmente desviados e afastados do inimigo que os possui.] Ludwig pensa que isso se refere a Indra. Os cantores te louvam com hinos. nós invocamos o auxílio que dá mil vezes mais. que essas nossas músicas te cerquem por todos os lados. sendo agradáveis para ti. Fortalecendo a ti de vida prolongada. Ouve.8 Indra observa esse desejo dele. filho de Kuśika. e envia-nos vacas em abundância.12 10. contudo não demorando a chegar ao sacrifício. ó armado com o trovão11 8. como um poste. em tua disposição irada. para fortalecer a ele que doa livremente. Fácil de desviar e afastar. é o despojo dado por ti. 6. Que Śakra tenha satisfação em nossa amizade e libações. Para Indra um hino de louvor deve ser recitado. Índice ◄►Hino 11 (Wilson) ____________________ Hino 10. 14 Imortal. de crina longa. a ele nós buscamos por amizade. digno de louvor. que eles deem alegria (para nós). e seu rebanho ou tropa são os Maruts. e dá-nos riqueza. Nós sabemos que tu és o mais poderoso de todos. Que esses nossos louvores estejam. e torna próspero esse nosso sacrifício. 11.13 bebe nossa libação com prazer. adotou uma vida de continência. Bom Indra. ó Śatakratu. 12. cujos corpos enchem as circunferências. A ele. é aqui aplicado a Indra como sendo o Deus principal ou especial da família do vidente. e fertiliza nossos campos com chuva. tu cuja audição é penetrante. ele nos ajudará. que tens vida longa. 9 O Carneiro (vṛṣṇíḥ) é Indra. ele é Śakra. em volta de ti. canta em aprovação. 4. Conquista para nós as águas do céu. vem ouvir os nossos cânticos de louvor. estando desejoso de um filho igual a Indra. Indra. a ele por riqueza e poder heroico. Ó Indra. Ó Indra. 13 Kuśika era o pai ou o avô de Viśvāmitra que era o pai do poeta ou vidente desse hino. e o Carneiro se apressa com sua tropa. 8 [Veja a nota 2. Prolonga a nossa vida de novo. aqueles que falam a palavra de louvor te magnificam. Sāyaṇa cita a lenda dada no Índex (Anukramaṇikā). 2. 5. De ti o mais poderoso. para explicar sua aplicação a Indra. clama. Amante da música. faze a nossa oração ter sucesso. toma para ti prontamente as minhas canções. 9. o meu chamado. O céu e a terra juntos não te contêm. que afirma que Kuśika. erguendo-se cada vez mais alto. Os sacerdotes te ergueram no alto. E. em batalhas ouvinte do nosso clamor. e.72 12.14 que elas sejam deleites queridos por ti. 7 .9 3. Indra (Griffith) 1. 7. em todas as ocasições. bebedor de Soma. responde à música. 10 O despojo mencionado no Ṛgveda consiste principalmente em bovinos. o filho de Iṣīratha. Filho de Kuśika.10 Abre o estábulo do gado.

Na lenda. Indra. um assassinato metafórico. Indra. como a chuva. nunca estarão faltando para aquele que oferece. mas o Ṛṣi agora se chama Jetṛ. Os realizadores do rito se aproximam de ti. mas glorificamos a ti. de acordo com o comentador. cujas dádivas são (calculadas aos) milhares. 1. enquanto oferecendo essa libação. Os recitadores de hinos sagrados louvam. calor ou seca. Varga 21. 2 . com toda a sua força. Śuṣṇa significa secador.73 Hino 11. a métrica é Anuṣṭubh. manejador do raio. o protetor dos virtuosos. e recuperou o gado. o conquistador. o astuto Śuṣṇa. 4. Concede a eles alimento (abundante). 6.3 os sábios conhecem essa tua (grandeza). eu venho novamente. extenso como o oceano. sempre jovem. no qual Indra. nota 4]. Vala. colocaria um fim.2 que tinha escondido lá o gado. 1 o mais valente dos guerreiros que lutam em carruagens. de força ilimitada. era um Asura. evidentemente. e os deuses a quem ele tinha oprimido não mais temeram. nós não temos medo. Encorajados por tua amizade. o sustentador de todos os atos pios. Indra. 8. apreciador dos fortes. que és digno de louvor. o regente do mundo. sempre sábio. 2. o filho de Madhucchandas. 7. pois eles conhecem (tua munificência). quando eles te obtiveram (como aliado deles). exsicador (ou dessecador): a causa da secagem ou definhamento dos seres. Índice ◄►Hino 12 (Wilson) ____________________ 1 Um modo vago de indicar a difusão universal de Indra como o firmamento. Tu. já citada [no hino 6. 5. e as escondeu em uma caverna. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é. Tu mataste. o inconquistado. suas proteções. herói. que roubou as vacas dos deuses. e os verdadeiros ladrões que as esconderam na caverna. o manejador do raio. eram os soldados de Vala. por meio de estratagemas. ainda. a ti. Indra nasceu o destruidor de cidades. celebrando (a tua generosidade). Todos os nossos louvores magnificam Indra. ou até mais. Indra cercou a caverna com seu exército. (Atraído) por tuas recompensas. abundância em alimento e gado. As antigas liberalidades de Indra. 3. abriste a caverna de Vala. 3 Śuṣṇa é descrito como um Asura morto por Indra: mas esse é. o senhor do alimento. o louvado por muitos. outrora mencionados como ladrões de gado. é dito que os Paṇis. para os recitadores de hinos. Indra.

ainda mais abundantemente. o próprio Senhor da Força. o sábio. de força imensurável. Índice ◄►Hino 12 (Griffith) ____________________ Destruidor ou quebrador das nuvens que retêm a chuva. 6 Isto é. 4. 7. Cujas dádivas preciosas vêm aos milhares. Nossas músicas de louvor têm glorificado a Indra que governa por seu poder. faze durar os elogios deles. Fortes em tua amizade. Ou isso pode significar. Esmagador de fortes.4 o jovem. 2. tu rompeste a caverna de Vala5 rica em vacas. desde a antiguidade. isto é. pelas tuas recompensas vim ao rio6 dirigindo-me a ti Amante de canções. Indra. 6. Nós te glorificamos com louvores. Senhor de força e poder. Herói. Todas as canções sagradas têm engrandecido a Indra extenso como o oceano. nunca falham Quando para os cantores de louvor ele dá a bênção de riqueza abundante em vacas. Eu. nós não temos medo. faze proezas dignas de louvor ainda maior. O astuto Śuṣṇa. 4 . 3. 5. Os Deuses vieram pressionando ao teu lado. Indra (Griffith) 1. As dádivas de Indra.74 Hino 11. o que faz trovejar. muito exaltado. ele nasceu Sustentador de cada rito sagrado. as quais são consideradas como os fortes ou fortalezas de V ṛtra e dos outros poderes hostis do ar. O melhor dos guerreiros conduzidos em carros. Indra. sim.7 8. 7 Isto é. e livres de terror te ajudaram. seu auxílio salvador. que roubou as vacas dos Deuses e as escondeu em uma caverna. Indra! tu derrotaste com teus poderes maravilhosos. ou o próprio Vṛtra sob outro nome. o conquistador nunca conquistado. Senhor. aqui os cantores ficam e testemunham a ti mesmo. manteve a luz e as águas aprisionadas em nuvens escuras. Os sábios viram esse teu feito: agora vai além dos elogios deles. Senhor do trovão. até Indra. 5 Vala é o irmão de Vṛtra. o rio ou o oceano de generosidade.

o aperfeiçoador desse nosso rito. Sūkta I) O deus abordado é Agni. traze para cá os deuses para o nosso sacrifício. 7. aquela da Premna spinosa. a métrica. 12. 5. Agni. para aquele que. ou aceso por atrito. Agni. com eles. Pāvaka5. é aceso por Agni. traze para cá os deuses para a erva sagrada cortada. 3. seja tirado do fogo doméstico. se aproxima de Agni. 11. o mensageiro dos deuses. Uśanas. desejosos de oblação: senta-te. Tu és o invocador deles para nós. com suas invocações. quando o adorador se aproxima dos fogos Āhavanīya e Gārhapatya combinados. o purificador. sê o protetor daquele oferecedor de oblações que adora a ti. Senhor da Casa. o guardião da residência (do sacrificador). 5 Um nome do fogo. no qual a oblação é derramada. Com chamados eles sempre invocam Agni. 1 . 2 O original tem somente ‘sendo nascido’. o mensageiro dos deuses.3 6.1 o invocador deles. Resplandecente Agni. o radiante. 2. consome nossos adversários. 1. usada para o propósito. ‘o purificador’. Louvemos. 8. Agni (Wilson) (Anuvāka 4. Nós escolhemos Agni. no sacrifício. sobre a grama sagrada. Agni. Sê propício. Nós escolhemos Agni. Agni. a fonte de progênie. incita-os. o portador de oferendas. o arauto. sendo o mensageiro dos Asuras. Agni.4 Varga 23. o observador da verdade. o senhor dos homens. Resplandecente Agni. literalmente. o filho de Kaṇva. Bem hábil nesse nosso sacrifício. e deves ser adorado. Agni. Como tu cumpres o dever de mensageiro. que são defendidos por maus espíritos. mestre de toda riqueza. sendo produzido artificialmente pela fricção de dois pedaços de um tipo específico de madeira. o amado de muitos. o carregador de oferendas. cuja boca é (o veículo) de oblações. oferecendo oblações para a satisfação dos deuses. 2. em confirmação dessa função.75 Hino 12. o sábio. o sempre jovem e sábio. Varga 22. Louvado com nosso mais novo hino. o fogo Āhavaniya. o possuidor de todas as riquezas. 4 Isto é. 6 Esse verso deve ser repetido. 9. o mensageiro. Gāyatrī. é aceso pela aplicação de outro fogo. Agni (Griffith) 1. Agni. ou um fogo. Agni. isto é. sê satisfeito por esse nosso louvor. brilhando com radiância pura. (Os oferecedores de oblações) chamam. Índice ◄►Hino 13 (Wilson) ____________________ Hino 12. o brilhante. invocado por oblações de manteiga clarificada.6 10. o removedor de doença. o Ṛṣi é Medhātithi. 4. o filho de Kavi. 3 Rākṣasas. concede-nos riqueza e alimento. O comentador cita o Taittirīya Brāhmaṇa. para oferecer a oblação. gerado2 (por atrito). e carregado com todas as invocações dos deuses. para as nossas oblações.

de um dono de alimentos sacrificais que adora a ti. 7. Ó Purificador. Mostra satisfação nesse nosso louvor. E alimentos. 12. queima Nossos inimigos a quem os demônios protegem. o jovem. senhor dos presentes sacrificais. 3. Agni. digno de ser magnificado. Radiante. HINO 12. ADHYĀYA 1. Usada para derramar a manteiga sacrifical no fogo. Louvemos Agni no sacrifício. o sábio. Traze os Deuses para cá. Agni. 5. para aquele que espalha a erva sagrada. Sê o protetor. Para a nossa oblação. 10. cuja boca é a colher sacrifical. como o Hotṛ desse sacrifício. traze os Deuses. o deus que afasta a doença. sê a defesa forte daquele que. VARGA 22–23. o portador de oferendas. Ó tu. Desperta os Deuses dispostos. nascido. 4. com heróis como nossos filhos. brilhante. Nós escolhemos Agni como nosso mensageiro. 6. 9 O rico patrocinador ou instituidor do sacrifício. o possuidor de tudo. 3. Senta-te na grama sagrada com os Deuses. 1. Índice ◄►Hino 13 (Griffith) ____________________ Hino 12. Agni. tu és nosso Hotṛ. purificador. o jovem. Louvado desse modo pela nossa mais nova canção de louvor traze opulência para nós. 7. Agni. o sábio. 5. 7 que carrega O presente: a concha8 é sua boca. ó Agni. Agni e Agni novamente eles chamaram constantemente com suas invocações. como seu mensageiro. 8 . cujas ordenanças para o sacrifício são verdadeiras. 10 Pāvaka. ó Deus. quando fores como mensageiro. (deus) resplandecente. pelo fogo o fogo é aceso). Senhor. ó Agni. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. quando nascido. Por Agni Agni é aceso (ou. o amado de muitos. Desperta-os. Por Agni Agni é inflamado. 4. contra os feiticeiros.76 Portador de oblação. o Senhor dos clãs. ó Agni. 11. Agni. 9. Senhor da Casa. para quem o óleo sagrado é derramado. Tu és nosso arauto. o dono da casa. Assim. 8.9 Presta culto a ti o mensageiro. os dispostos. 2. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. pela chama refulgente. por todas as invocações dos Deuses. Senta-te com os deuses na Barhis.10 favorece-o. traze para o nosso sacrifício. Louvemos Agni o sábio. cujos caminhos são sempre verdadeiros. o muito sábio. O Deus que afasta aflição. AṢṬAKA I. Ó Agni. Aquele que com presente sagrado chama alegremente Agni para o festim dos Deuses. visto que tu. 8. digno de louvor. cumpres o dever de mensageiro. 7 Jovem: como recém-nascido cada vez que o fogo é produzido. Ó Agni. portador de oferendas. conduze os deuses cá para aquele que espalhou a Barhis (grama sacrifical). o Sábio. 6. muito amado. queima contra os maldosos.

certamente. Sê misericordioso. a oitava. dois sacerdotes divinos ou deificados. 12. segundo o comentador. traze-nos abundância de alimentos e homens valentes. a décima. Agni com teu esplendor luminoso está satisfeito. conduze os deuses para cá para nós.6 bem amarrada junto (em feixes). com na prefixado. Agni. nesse lugar.3 oferece. ó Agni. ou objetos deificados. todos. Espalhem. ou na qual Agni) é a aparência da ambrosia. 7 As portas do aposento no qual a oblação é para ser oferecida. a décima segunda. Índice ◄►Hino 13 (Oldenberg) ____________________ Hino 13. 5 ‘O adorado’. 6 É dito que Barhis. em uma carruagem de movimento rápido. ditas serem personificações de Agni. napāt. 2. o consumidor da sua própria substância (tānu) ou combustível.7 as aumentadoras do sacrifício. purificador resplandecente. através de todas as nossas invocações dos deuses. nesse nosso sacrifício. Napāt ocorre. e sacrifica.5 traze os deuses para cá. amṛita significando a manteiga clarificada borrifada sobre a grama. mas. que não preserva. o segundo membro é considerado como ad. ou o imortal Agni. aos quais o nome geral Āprī é aplicado. mas o Hino é dirigido a uma variedade de divindades. para o homem que é rico em alimento sacrifical.2 invocador. de acordo com outra etimologia. na qual (na qual grama. 1 . 5. para o nosso sacrifício e nossa comida. 3. 7. mas. Agni. Tvaṣṭṛ. 4. as portas do salão de sacrifício. que destrói. o nosso sacrifício de bom sabor para os deuses. ou. que come. 8 De acordo com o significado comum de nakta e uṣas. duas formas do fogo. com esse nosso louvor. e que convida Agni para o banquete dos deuses. que presidem aqueles períodos. 2 ‘O completamente aceso’. (que és) Īḷita. 6. a grama sagrada. como um sinônimo de filho ou prole. Eu invoco as adoráveis noite e alvorada8 para se sentarem sobre a erva sagrada. Āprīs (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. e Bharatī. aqui. purificador. Varga 25. que preserva. que és Tanūnapāt. traze os deuses para cá para os oferecedores da nossa oblação. Sábio (Agni). o oferecedor de oblações. – o último. 10. – omitindo um dos nomes do fogo. que és Susamiddha. no Nighaṇṭu. a sexta. – apenas onze. as deusas I ḷā. às vezes. Eu invoco o amado Narāśaṁsa. a nona. ó purificador. sejam abertas. para esse sacrifício. Eles são. enumeradas como doze. Sv āhā. As Āprīs são. Que as portas brilhantes. sacerdotes eruditos. pois. a sétima. e borrifada com manteiga clarificada. (até agora) não adentradas. amṛita-darśanam. Assim. também é um nome de Agni. denotam. Sarasvatī. m anhã e noite. hoje. a imagem da ambrosia.77 9.4 o de língua doce. 3 Tanūnapāt: o devorador de manteiga clarificada (tanūnapa). ou pā. geralmente. Vanaspati. considerados como identificáveis ou conectados com Agni. 1. Elogiado desse modo por nós com o nosso novo hino Gāyatra. pois tu és o invocador instituído pelos homens. o sacrifício deve ser feito hoje. 1 Varga 24. 11. a décima primeira. 4 Aquele a quem homens (narāh) louvam (śansanti). Narāśaṁsa. As primeiras cinco estrofes cantam várias formas de Agni. O significado duplo permeia a frase conclusiva. Mas elas. nesse composto. para a alimentação deles.

Eu invoco o principal e multiforme Tvaṣṭṛ. eu Invoco para esse nosso sacrifício. sinônimo de palavra. nosso sacrifício aos deuses hoje. e aqui é dito ser um Agni.78 8. divinos. divinos e de linguagem agradável 9 É dito que Mahī é um sinônimo de Bharatī. Que as três deusas imperecíveis. é identificado com Viśvakarma. Onde o Imortal17 é contemplado. Índice ◄►Hino 14 (Wilson) ____________________ Hino 13. Bharatī. como personificações de Agni. Agni. ó sábios.13 Adora-os. 4. Manu16 te nomeou como Sacerdote. designadas. 8. é a terra. traze os Deuses para aquele que oferece presentes sagrados. 10 Tvaṣṭṛ. 16 Manu é o homem por excelência. Sarasvatī é. Sarasvatī. para o instituidor de um sacrifício. 14 Tanūnapāt. como a exclamação usada ao derramar a oblação no fogo. que eles se regalem. como no relâmpago. sendo chamado de o fabricante do vaso ou concha sacrifical original. a terceira. 3. na devida ordem. pelo comentador. como se o combustível e a queima dele fossem considerados como sendo o mesmo. Como deusas. um dos Ādityas: mas essas personificações mitológicas são de um período pós-vêdico. e que o verdadeiro conhecimento seja (a recompensa) do doador. concessoras de alegria. considerado como o primeiro instituidor de sacrifícios e cerimônias religiosas. a primeira. 15 ‘Louvor dos Homens’ é um dos nomes místicos de Agni. glorificado. o dador de oblações. Oferece. Mahī.10 que ele seja. e não necessariamente derivado de outro fogo. Essas são. 12 Svāhā [Salve! Bênção!]. além disso. que ajudam o rito. e ele parece possuir alguns atributos dessa natureza nos Vedas. Para o sacrifício hoje e agora. 10. 12. Agni (Griffith) 1. bem aceso. Iḷā. é chamada de a esposa de Bharata. 2. ou a manteiga clarificada ou Agni o Deus. para que eles possam celebrar esse nosso sacrifício. no sistema popular. Agni. Iḷā. Espalhem. os sábios. em teu carro mais ligeiro. Eu chamo os dois eloquentes. ou o homem representante e pai da raça humana. e sábios invocadores (dos deuses). elas são. Os dois Invocadores18 eu convido. 11. como sempre. Um texto do Veda é também citado. dito ser um Agni. Sarasvatī. um dos doze Ādityas. assim chamado porque o fogo é às vezes autogerado. exclusivamente. traze os deuses para cá. Que sejam abertas as Portas Divinas. 11 Senhor das florestas. a erva sagrada que pinga com óleo. 9. nosso. 5. também pode ser identificada com Agni. Esse é um nome de Agni que ocorre frequentemente. 13 Isto é. que atribui a ele a disposição das formas de animais em pares.15 de língua doce. 14 apresenta. a deusa da eloquência. Doce para o paladar. aqui. e esposa de Brahmā. O caro Narāśaṁsa. Filho de Ti mesmo. igualmente. também. chamadas de três chamas de fogo personificadas. Ele é. ou produzido por atrito. . ó Sábio. na casa do adorador. infalíveis. a noiva de Viṣṇu. o artífice dos deuses. Realizem o sacrifício transportado através de Svāhā12 para Indra. 6. Eu chamo as adoráveis Noite e Alvorada para que elas se sentem na grama sagrada Nesse nosso sacrifício solene. divino Vanaspati. purificador. Outras derivações fantasiosas são dadas. Sacerdote. Portanto eu chamo os deuses para cá. 7.9 sentem-se sobre a grama sagrada. 17 De acordo com Sāyaṇa. como se depreende a partir de uma passagem análoga onde os nomes se encontram Iḷā.11 a nossa oblação para os deuses. geralmente uma grande árvore.

Ó árvore23. e realiza o sacrifício. Tu és o Hotṛ instituído por Manus22. e Mahī ('a Grandiosa'). para traduzir mais literalmente. I. para que ele possam se banquetear. 23 Parece-me evidente que a árvore. na qual a aparência da imortalidade (é vista). não por homens. apresenta essa nossa oferta para os Deuses. Sentem-se. 11. 12. 9. serenas. o artista ideal. Veja M. na devida ordem a grama sacrifical. purificador. Taittirīya Saṃhitā. Iḷā. se sentarão na grama sacrifical. 6. o preparador. Iḷā ('Nutrição'). na grama. as que não falham. O yūpa é chamado de vanaspati no Ṛg-Veda (3. Sarasvatī. ou Vulcano. Soberano da Floresta. do panteão indiano. o senhor da floresta (vanaspati) invocado nesse verso Āprī só pode ser o poste sacrifical (yūpa) ao qual a vítima era amarrada antes de ser morta. de língua de mel. 464. ó homens meditativos. Que as divinas portas se abram. aos deuses. VARGA 24–25. as três deusas que dão conforto. 6. AṢṬAKA I. Tanūnapāt! faze o nosso sacrifício rico em mel e leva-o para os deuses hoje. 4. 8. 9. I. que hoje. Parece incerto quem são esses dois invocadores ou sacerdotes.79 Para celebrar esse nosso sacrifício. Com Svāhā prestem o sacrifício para Indra na casa do ofertante: Eu chamo os Deuses para cá. 22 Manurhita. ó Agni. o amado. Ó magnificado Agni! Conduze os deuses para cá em um carro de movimento rápido. Tvaṣṭar21 eu chamo. Mahī. que não se unam. 7. 1. ou Varuṇa e Āditya. o mais antigo nascido. dita ser idêntica a Bhāratī.20 três deusas que trazem deleite. ou Agni e Varuṇa. 8). 18 . HINO 13. 1). v. p. 5. 10. 19 Iḷā: a deusa da fala sagrada e ação. Tvaṣṭṛ de todas as formas para vir para cá. 6. Que o esplendor do doador seja o mais notável. 10. ó sábio. as deusas lindamente enfeitadas. Espalhem. Índice ◄►Hino 14 (Griffith) ____________________ Hino 13. cujo verso (ou superfície) está borrifada com manteiga. os sábios de línguas belas. ó Deus. nos traze para cá os deuses para o homem rico em alimento sacrifical. versado em todos os dispositivos extraordinários e admiráveis. bem como nos textos vêdicos mais modernos (por exemplo. que ele seja só nosso. que o alimento sacrifical vá. 2. Veja Bergaigne. 20 ‘A grande’ (deusa).19 Sarasvatī. Hino Āprī (Oldenberg) MAṆḌALA I. ADHYĀYA 1. Deus. as aumentadoras de Ṛta. também uma deusa da fala. ‘instituído por Manus’. ou. 5 seq. 3. Religion Védique. A History of Ancient Sanskrit Literature. ó Hotṛ. utente de todas as formas à vontade: Que ele seja nosso e só nosso. para que elas possam se sentar sobre essa nossa grama sacrifical. Eu invoco os dois Hotṛs divinos. Eu invoco aqui nesse sacrifício Narāśaṁsa. 3. Eu chamo aqui o principal. Estando bem aceso. Müller. E que o doador seja renomado. que agora o sacrifício possa prosseguir. o mais hábil dos artífices. o artesão divino. Que eles possam realizar esse sacrifício para nós. se Agni ou Āditya. Eu invoco aqui nesse sacrifício a Noite e a Alvorada. 11. 21 O Hefesto. do alimento sacrifical.

te glorificam. Os Kaṇvas propriamente denotam os descendentes. para nossa adoração. tendo espalhado a grama sagrada. e para nossos louvores. Agni. ou. Rohits. Vāyu. para beber o suco Soma. Agni. 1 . Agni. ou coletados em conchas. ou manteiga clarificada: diz o comentário. o que pode significar vermelho. Por todos vocês esses sucos são derramados. tuas éguas velozes e poderosas. Tu. pelo homem.6 bebe. 9. deve ser inserido não é explicado. aumentadores de atos piedosos. Ofereçam o sacrifício com a palavra Svāhā para Indra na casa do sacrificador. Oferece essa nossa libação. do suco Soma. especificados individualmente. Vāyu e as glórias de Mitra. e Bhaga. para” é fornecido pelo comentário. mas o Hino é endereçado aos Viśvedevas. ao sentido de sábios. ou Ādityas. 2. como o invocador (dos deuses). nos doze meses do ano. 5 Literalmente: do brilho do Sol. 5 todas as divindades. junto com suas esposas. 11. Com todos os deuses. Varga 27. Mitra. 6 Com os raios. 3. com tua língua. doces. Que o sábio invocador (dos deuses) traga para cá. de acordo com o comentador. Mitra. Que aqueles objetos de veneração e de louvor bebam. estás presente em sacrifícios. ou Sóis. Porque Vṛhaspati ou Bṛhaspati. 1. que despertam com a alvorada. A maioria desses já ocorreu.2 4. do Ṛṣi Kaṇva. Os Kaṇvas1 te chamam. Que os corcéis que te transportam. para Indra. e oferecendo ornamentos. caindo em gotas. com os deuses. 6. designado. Agni. Os sacerdotes sábios. Vem. 12. 10. oferecendo oblações. Pūṣan e Bhaga são formas do Sol. de língua brilhante. desejosos da proteção (dos deuses). as várias formas de Mitra. para beber do suco Soma. divino Agni. satisfatórios. O Nighaṇṭu define o termo como o nome dos cavalos de Agni. e a tropa de Maruts. 3 As costas deles brilhando com. 5. Para esse lugar eu chamo os deuses.4 dá a eles. Pūṣan. Sacrifica. Agni sapiente. com todos esses deuses. pois o verso contém apenas os nomes no caso objetivo. assim como a classe de Ādityas. 8. aqui. e louvam tuas façanhas. no momento da libação. faze aqueles objetos de veneração. 2 “Sacrifica. Agni. Agni. e (tu) oferece sacrifício. Varga 26. com Indra. mas o comentador limitaria o termo. 7. 7 Elas são chamadas de Rohits. os Ādityas. ghee. de costas lustrosas3 e arreados à vontade. (participantes da oferenda). com a qual os cavalos são alimentados. Agni. o doce suco Soma. Une. ou de. Índice ◄►Hino 26 (Oldenberg) ____________________ Hino 14. da (esfera) brilhante do sol. 4 Patnīvatah: tendo suas esposas. traze os deuses para cá. estimulantes. o preceptor espiritual dos deuses. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica não mudam.80 12. ou os discípulos. e por meio delas. ou de sacerdotes oficiantes.7 à tua carruagem. tragam os deuses para beber o suco Soma. Bṛhaspati. Vem. Agni.

cantam canções de louvor a ti. J. Agni. eternidade ou a eterna. 10 Bhaga. ó de língua brilhante. citado por Muir.11 e a hoste Marut. Agni. e é um guia em estradas e jornadas. com suas Damas. Original Sanskrit Texts. 11.. que merecem adoração e louvor bebam com tua língua O hidromel em sacrifício solene. ó Deus. Bṛhaspati. 6. os deuses dessa luz. 4. vem. De longe. e esplendores de Mitra. tragam os deuses para a dose de Soma. 2. o sacerdote que intercede com os Deuses em nome dos homens. imperecíveis. e os adora. Os filhos de Kaṇva desejosos de ajuda te adoram. 9. Adorados. em todo rito: Consagra esse nosso sacrifício. Eles não são nem sol. do reino de luz do Sol.14 com Indra. Agni. Eles são os seres invioláveis. Que eles. Agni. é o elemento que os sustenta e é sustentada por eles. ‘Lá (no mais alto céu) residem e reinam aqueles Deuses que têm em comum o nome de Ādityas. Ordenado por Manu15 como nosso Sacerdote. 4. V. as Baias. portanto não correspondem de nenhuma maneira com alguma das formas nas quais a luz é manifestada no universo. 8 . Arreia as Éguas Vermelhas ao teu carro. com Vāyu. vem para cá com os deuses. Os Ādityas. Bṛhaspati. As gotas de hidromel que repousam na taça. nem estrelas. ó Agni. veja o Hino 3. e os protege contra os maus. é a luz celestial. bebe. em uma época posterior. que chama os Deuses. por assim dizer. 9 Pūṣan é um deus que protege e multiplica o gado e as posses humanas em geral. p. jungidos com pensamento e gotejando óleo sagrado. Para vocês são derramados esses sucos que alegram e divertem. 13 Agni.8 Mitra. as flamejantes: Com elas traze os Deuses para cá. o suco Soma agradável. por trás de todos esses fenômenos’. 5. v. Por isso ele aparece como o arquétipo dos sacerdotes e da classe sacerdotal. Agni. Mas para o período mais antigo nós devemos considerar firmemente a significação primária do nome deles. 272. foram nutridas a respeito dessas divindades. o Sacerdote sábio invocador13 trará Todos os Deuses que despertam com o amanhecer. 15 Manu: veja o Hino 13. nem lua. Muir – Original Sanskrit Texts. 12 Isto é. Os Kaṇvas te invocaram. Em posição ele é um deus solar. Indra. 16. V.. 5. Ele é o suplicante. é considerado como o concessor de riqueza. nem aurora. Com todos os deuses. tu tens assento. entretanto. e é também designado como o Purohita da comunidade divina’. Nós devemos. 7. O elemento eterno e inviolável no qual os Ādityas residem. n. 56. De acordo com essa concepção eles eram doze deuses do Sol. 3.. para o nosso serviço e nossas músicas Com todos esses deuses. Roth. que existe. 8. tendo espalhado a grama. Agni. Visvedevas (Griffith) 1. se nós queremos descobrir seu caráter mais antigo. eles.10 Ādityas. eternos. fazendo alusão evidente aos doze meses. o Senhor bondoso e protetor. ó Cantor. ou Viśvedevas. Com oferendas e todas as coisas preparadas. mas os eternos sustentadores dessa vida luminosa.9 Bhaga. Aditi. e que forma a essência deles. une-os. Para beber o Soma. Pūṣan. os fortalecedores da Lei. e até naquela dos poemas heroicos. n. 14 Todos os deuses. Que os corcéis velozes que te carregam.12 Faze-os beberem o hidromel. abandonar as concepções que.81 Índice ◄►Hino 15 (Wilson) ____________________ Hino 14. ‘alternando com Brahmaṇaspati é o nome de um deus em quem a ação do adorador sobre os deuses é personificada.. vê o universo inteiro. Vāyu. 10. 12. faze-os (virem) com suas consortes. 11 Ādityas.

o primeiro é dito ser a cerimônia primária ou essencial. o segundo. do sacrifício. Aśvins. Já que. em nome do adorador deles. Varga 28. (Os sacerdotes). 9. 11. com as Ṛtus. mas é. com Ṛtu. e partam. como o dador (das) de riqueza. 5. Que Draviṇodas nos dê riquezas das quais se ouça falar. 3. a função do Neṣṭṛ. 2. o suco Soma. em um sacrifício. Ṛtu (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. com Ṛtu. para o salão de oferenda). organiza-os em três lugares. ao meio-dia e ao pôr do sol. – ou nos três fogos acesos em sacrifícios. Bebe o suco Soma. ofereçam a oblação. cultua os deuses. . e lá permaneçam. e o último. na segunda divisão de quatro. em outra parte. 10. 7 No adhvara e nos yajñas. e não perturbado (por inimigos). do vaso sacrifical: consagrem o rito. 7.6 nos sacrifícios primários e secundários. 12. em nosso sacrifício. 3 Ou nas três cerimônias diárias. em alguma ocasião. desejosos de riqueza. 8 Um dos dezesseis sacerdotes oficiantes. Draviṇodas deseja beber. brilhantes com fogos sacrificais. bebam a bebida doce. 6 Draviṇodas é um epíteto ou título de Agni.2 com tua esposa. com Ṛtu. bebe. realizadores de atos virtuosos. no qual a oferenda é apresentada. propícios a atos virtuosos. traze os deuses para cá. Draviṇodas. pois tu és possuidor de riquezas. Que as gotas satisfatórias entrem em ti. Nós as pedimos para os deuses. portanto sê um benfeitor para nós. segurando pedras5 em suas mãos. personificado como uma divindade. o deus é Ṛtu 1. Maruts.’ mas o primeiro termo é explicado como um recipiente caro ou opulento. aceitantes.4 depois de Ṛtu. um sexto do ano hindu. 5 Para esmagar a planta Soma. (sacerdotes. uma estação. eficaz.3 decora-os. Mitra e Varuṇa. Draviṇodas. e Gārhapatya. propriamente.ao amanhecer. ou de força (draviṇa). Neṣṭṛ é outro nome de Tvaṣṭṛ. 6. ou no qual a parte não gasta é removida.8 Apressem-se. ou sacerdote assim denominado. é dito. 9 Isto é. da taça do Neṣṭṛ. associado. em cada estrofe. Indra. com alguma divindade mais familiarmente conhecida. como a Ukthya. do sacrifício. com os Ṛtus. correspondendo.82 Índice ◄►Hino 15 (Griffith) ____________________ Hino 15. literalmente: ‘da riqueza bramânica. ou vaso. louvam o divino (Agni). Draviṇodas já foi celebrado em quatro estrofes. Dākṣiṇa. (Agni). recomenda nosso sacrifício para os deuses: bebe. o Āhavanīya. por ele ter assumido. que é um dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios. estejam presentes. as cerimônias modificadas. Agni. porque dele é dito: “a relação é a concha que tem as sobras”. como o Agniṣṭoma. bebe com Ṛtu. Neṣṭṛ. talvez. Índice ◄►Hino 16 (Wilson) Ṛtu é. e participante. que é. chamada de uma oferenda com suco Soma. do vaso precioso do Brāhmaṇa. bebam. com Ṛtu. 4. Indra. aqui. sendo identificado com o fogo doméstico. relativo ao Brāhmaṇāchchhansī.9 junto com as Ṛtus. nós te adoramos. por quem tua amizade é ininterrupta. 1. ao Brahmā na primeira: e.7 8. com Ṛtu. sua função seja segurar alguma concha. Concessor de recompensas. Varga 29. pois vocês são generosos. 1 2 . 4 O texto obscuro é. pela quarta vez.

– um Poder que ninguém engana –. com Ṛtu. que se estabeleçam lá. Em sacrifícios louvam o Deus. Tvaṣṭar. Os espremedores de Soma. que as gotas que animam Afundem profundamente. Ṛtu (Griffith) 1.11 Concessor de Riqueza. 2. Ó Neṣṭar. cujos atos são puros. como Draviṇodās ou concessor de riqueza. Que o Dador de riqueza conceda a nós riquezas que serão muito famosas.83 ____________________ Hino 15. 12 O gārhapatya é o fogo sagrado mantido perpetuamente pelo chefe de família. Com Ṛtu vocês chegaram ao rito. ou nós podemos traduzir com Ludwig. Mitra. que com Ṛtus aceitam o sacrifício. Ó Indra. ou Purificador. Apressem-se. 4. Ó Indra. Circunda-os. Essas coisas nós ganhamos. te honramos com as Ṛtus. 7. vocês cujos caminhos são firmes. Bebe Soma. com tua Dama aceita nosso sacrifício. santifiquem O rito. Pois tu és aquele que dá riqueza. Varuṇa. 12. louvam o Concessor de riqueza no rito. com Ṛtu beberia ávido da taça do Neṣṭar. Agni.10 Maruts. Agni). através do fogo doméstico. Traze os Deuses. Com Ṛtu. 9. o Concessor de Riqueza. coloca-os nos três locais indicados. ‘Como nós em quatro lugar’. da generosidade do Brāhmaṇa: não dissolvido. Ele. guia o sacrifício: Adora os deuses para o homem piedoso. 11. e partam. 3. Bebam do cálice do Purificador. Índice ◄►Hino 16 (Griffith) ____________________ 10 O recipiente sacrifical do Potar. bondoso Doador. Maruts. que derrama no fogo a libação para os Maruts. entre os deuses. ansiosos por riqueza.12 Tu. 5. é o laço da tua amizade. bebe o suco Soma com Ṛtu. o fogo a partir do qual fogos para propósitos sacrificais são acesos. 11 . bebe com Ṛtu. depois dos Ṛtus. e bebe com Ṛtu. 6. 10. sê Um Doador generoso para nós. deem sua oferenda. foi até agora celebrado em quatro estrofes em vez do usual tṛca ou terceto. Bebam o hidromel. pois vocês dão presentes preciosos. Agni. ó Aśvins brilhantes com chamas. 8. Como nós esta quarta vez. Agni sendo o quarto na invocação (Indra.

para a nossa libação. 6. a especificação implica a adoração matutina. Indra nós chamamos de manhã cedo. para beber o suco Soma. para reabastecer teu vigor. A libação sendo derramada. Varga 30. 5. para cá para beber a dose de Soma Aqueles. 1 Embora não citada mais particularmente.1 4. do meio-dia. Índice ◄►Hino 17 (Wilson) ____________________ Hino 16. Indra. e vem para esse nosso sacrifício. 4. se dirige. 5. Indra (Griffith) 1. Esses sucos Somas gotejantes são derramados na erva sagrada. 7. 1. ‘Bebe como um búfalo sedento’ seria talvez uma versão mais estritamente correta. com (a doação de) gado e cavalos. nós te chamamos. Que teus Cavalos Baios tragam a ti. dito ser uma espécie de veado. Bebe-os.2 Varga 31. Vem para essa nossa canção de louvor. Indra no decorrer do sacrifício. Aqui estão as gotas de suco Soma espremidas na grama sagrada: Bebe delas. 9. Nós invocamos Indra. que são brilhantes como sóis. Que esse nosso hino excelente. Śatakratu. Aqui estão os grãos borrifados com óleo: que os velozes Cavalos Baios tragam para cá Indra sobre seu carro mais ligeiro. 2. no rito matutino. no sacrifício seguinte. bebe a libação derramada. 2 . que teus corcéis te tragam para cá. Indra. ó Indra. Indra. nós te glorificamos. Como o gaura. como um veado sedento. nós o invocamos. 8. Meditando profundamente. Indra (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. Indra. 3. por isso. Vem. o deus é Indra. Indra para beber o suco Soma. concessor de desejos. Aceita esse nosso louvor.3 2. nós invocamos Indra para beber o suco Soma.] 3 Sāyaṇa entende que isso se refere aos sacerdotes. seguramente. 6. Que os corcéis dele transportem Indra. estão espalhados (sobre o altar). para cá. seja agradável para ti. para regozijo (dele). para aumentar teu poder. Vem para cá. com teus corcéis de crina longa. tocando teu coração. para a libação derramada por ti Bebe dela como um veado4 sedento. Indra. o destruidor de inimigos. imersos em manteiga clarificada.84 Hino 16. em uma carruagem de movimento rápido. [Veja a nota 4. e. (te façam manifesto). realiza nosso desejo. que (os sacerdotes) radiantes como o sol. uma espécie de búfalo. para o qual a libação está preparada: bebe. para ele nós derramamos a bebida. 3. para toda cerimônia onde a libação é vertida. Nós te chamamos quando o suco é derramado. o Forte. e vespertina. Indra. 4 Como um Gauro (Bos Gaurus). onde esses grãos (de cevada crestada). para beber o suco Soma. com teus Corcéis de crina longa.

a conceder proteção. guardiões da humanidade. deuses. Indra-Varuṇa (Griffith) 1. pois nossas mentes são devotadas a vocês dois. como antes. vai. Varuṇa deve ser louvado entre aqueles que são dignos de louvor. Guardiões da humanidade. Indra e Varuṇa.) dignificam. de acordo com seu desejo. Indra-Soma. Eu busco a proteção dos dois governantes soberanos. 1 . Façam-nos vitoriosos (sobre nossos inimigos). Realiza. Varga 32. Nós os desejamos sempre perto de nós. Indra-Pūṣan. ó Indra-Varuṇa. 2. (aceitando. chegando ao teu coração. Indra e Varuṇa. Indra e Varuṇa (Wilson) (Sūkta VI) Métrica e Ṛṣi. Dyaus-Pṛthivī e Soma-Rudra. Indrāvaruṇa. ambos. Com pensamentos santos nós cantamos teu louvor. ó Śatakratu. todos os nossos desejos com cavalos e gado. por opulência múltipla. Mitra-Varuṇa. Indra é um doador entre os doadores de milhares. As (libações) misturadas dos nossos ritos religiosos. 9. nos favoreçam consequentemente. ainda. 5. de Indra-Varuṇa. conjuntamente. 9. 8. e. Satisfaçam. com riqueza. 6. e as empilhamos. Através da proteção deles nós desfrutamos (de riquezas).1 que Os dois favoreçam um de nós como eu. Que eles. Indra e Varuṇa. 8.85 7. 3. de acordo com nossos desejos. Os mais proeminentes dos outros deuses duais são Agni-Soma. Que nós estejamos (incluídos) entre os doadores de alimento. Então bebe o suco Soma espremido. 3. as (louvações) misturadas dos nossos (sacerdotes) honrados (estão preparadas). Satisfaçam-nos com riqueza. Indra-Vāyu. Varga 33. Eu peço ajuda dos Senhores Supremos. Eu chamo vocês dois. Indra-Agni. Indra o Herói e Varuṇa o Rei são abordados conjuntamente como um deus dual. Beber o Soma em busca de deleite. Pois vocês estão sempre prontos. Para cada dose de suco espremido Indra. 7. concedam rapidamente felicidade para nós. ao apelo de um ministro como eu. – aquele louvor conjunto que vocês. o matador de Vṛtra. 4. Indra-Viṣṇu. Indra e Varuṇa. Indra e Varuṇa. há abundância. vocês sempre vêm com socorro pronto ao apelo De todo cantor como eu. 2. Índice ◄►Hino 17 (Griffith) ____________________ Hino 17. Que o louvor fervoroso que eu ofereço a Indra e Varuṇa chegue a vocês dois. Bem recebido por ti seja esse nosso hino. Indra-Bṛhaspati. Índice ◄►Hino 18 (Wilson) ____________________ Hino 17. 1. mais excelente.

Ó Indra-Varuṇa. Indra e Varuṇa. 6. Ó Indra-Varuṇa. aqui. as três seguintes são endereçadas a Sadasaspati. e vocês. associado. seja favorável a nós. e a nona. O homem generoso a quem Indra. agnim īḷe. deem-nos imediatamente sua ajuda que acolhe. Ó Indra-Varuṇa. 4. Adi. de Agni. Indra e Dakṣiṇā. e. em um grau específico. 7. como o deus da prece sagrada. Roth dele. A etimologia justificará a definição do Dr. o aumentador do alimento. talvez. ou como uma forma modificada de uma daquelas já reconhecidas. Por meio da proteção deles que nós ganhemos grande suprimento de riqueza. participantes da benevolência De vocês que dão força generosamente. acumulada O suficiente e ainda de sobra. um nome de Agni. ou Narāśaṁsa. especialmente. como Kakṣīvat. Ele dar riqueza. Índice ◄►Hino 18 (Griffith) ____________________ Hino 18. Brahmaṇaspati. Protege-nos. o adquiridor de riquezas. é duvidoso. Brahmaṇaspati. compartilha das mesmas oblações. 1.86 Nós almejamos tê-los mais perto de nós. o filho de Uśij. entre os doadores de milhares. foi sugerida por sua abertura com o hino para Agni. no entanto.1 torna o oferecedor da libação ilutre entre os deuses. que é opulento. 7. cap. o curador de doenças. e. 6. Brahmaṇaspati. Que ele. na quarta. o imediato (concessor de recompensas). 4 Propriamente. uma criada do rei Kalinga. não são propriedades específicas dele. Brahmaṇaspati. As primeiras cinco estrofes são dirigidas a Brahmaṇaspati. segundo Medhātithi. ou. o extraordinário. mas se ele deve ser considerado como uma personificação distinta. Agni é. 2. 5. nessa ocasião. e ele ser associado com Indra e Soma. com Indra e Soma.5 1 O comentador não nos fornece relato da posição ou funções desse deus. Ele ser. 4. de modo que nenhuma crítica caluniosa de um homem malevolente possa nos atingir. deixa a ele Agni como seu arquétipo. ele é. Hino 40. antes. de acordo com algumas afirmações. dignos de glorificação. Que nós sejamos participantes dos poderes. 9.3 protejam aquele homem do pecado. [A história é encontrada em português no Mahābhārata. 3. 37. Brahmaṇaspati (Wilson) (Anuvāka 5. 104. v. com eles e Dakṣiṇā. que chegue a vocês o elogio amável que eu ofereço. ao mesmo. ele permeia a associação dos nossos pensamentos. uma noção. e no Vāyu Purāṇa. Sūkta I) A métrica e o Ṛṣi são como nos precedentes. de um modo especial. Eu solicito inteligência de Sadasaspati4. a vocês por riqueza em muitas formas eu chamo Continuamente nos mantenham vitoriosos. Soma. o Ṛg-veda é suposto proceder dele. . São Poderes que merecem o maior louvor. na quinta. o comentador sobre Manu. e Soma protegem nunca perece. ligado com a oração aparece mais inteiramente em uma passagem subsequente. o deus do Brahman. 2 Kakṣīvat era o filho de Dīrghatamas com Uśij. visto que. 8. enquanto o torna distinto deles. o caridoso. e.2 2. a qual. 63 e seguintes. Tu. curar doença. o mestre ou protetor (Pati) da assembleia (sadas). seja nossa.] 3 Dakṣiṇā é o presente feito aos brâmanes na conclusão de algum rito religioso. do texto do Veda. Sem cuja ajuda o sacrifício até do sábio não é concluído. aqui personificado como uma divindade feminina. Varga 35. 5. e promover nutrição. Elogio conjunto que vocês dignificam. por nossas canções que buscam conquistar vocês para nós mesmos. Varga 34. Ele é o amigo ou associado de Indra. o desejável. o amigo de Indra.

mesmo do homem sábio. e o autor de vários dos hinos do Ṛgveda. ‘cuja religião inteira era uma adoração dos poderes e fenômenos extraordinários da natureza. o que pode significar ‘ele permeia a associação de nossas mentes’. Veja Muir. ou ‘os objetos de nossos atos virtuosos’. Ó Brahmaṇaspati. de acordo com Sāyaṇa. ou tem o significado vêdico de karma. 4. Brahmaṇaspati. que encontraram nele algo divino: ele era para a sua compreensão um deus. Brahmaṇaspati. Ele recompensa o oferecedor da oblação. da família de Pajra. ele o mais resoluto. Ele sem o qual nenhum sacrifício. 5 . 11 O significado parece ser: por meio da minha invocação e louvor eu tenho alcançado os Deuses. ato. Brahmaṇaspati. chamado de Auśija. como sempre. E Soma9 inspiram benevolentemente. e com a visão do espírito tenho contemplado Agni no céu. Protejam esse mortal do perigo. de acordo com Ludwig.87 8. 6 Esse já ocorreu (no Hino 13. 3) como um nome de Agni. Soma. e produzir um frenesi temporário. A grande antiguidade desse culto é atestada pelas referências a ele encontradas ocorrendo no Avesta persa’. Igual a Kakṣīvān Auśija. o mais amplamente famoso Por assim dizer o Sacerdote Familiar10 do céu. ele promove o progresso do sacrifício. V.11 Índice ◄►Hino 19 (Griffith) ____________________ Dhīnāṃ yogham invati. ‘radiante como os céus’. ele leva o sacrifício à sua conclusão. 5. Nossa voz de louvor vai até os deuses. foi um renomado Ṛṣi ou vidente. 3. diz o professor Whitney. – que ele esteja conosco continuamente. 9. porque dhī significa ou buddhi. o mais resoluto. 8. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. Ele incita a série de pensamentos. (através dele) nossa invocação chega até os deuses. e radiante como os céus. o processo de prepará-la tornou-se um sacrifício sagrado. Nunca é prejudicado o herói mortal a quem Indra. aumenta fartura. compreensão. ‘O povo ário de mente simples’. Ó Brahmaṇaspati. atos além dos poderes naturais dele.7 2. o mais renomado. 9 O Deus que representa e anima o suco da planta Soma. 9. Eu tenho visto Narāśaṁsa. Original Sanskrit Texts. ‘como alguém que lutou para ganhar lugar no céu’. e capaz de. Do maravilhoso Senhor da Assembleia. 10 Sádmamakhasam. Dakṣiṇā. Ele era nos tempos antigos o Dionísio ou Baco indiano. ou filho de Uśij. prospera. O rico. o curador de doença. tu. e Indra. 6.8 que dá riqueza. Ele faz a oblação prosperar. eu tenho me aproximado em oração. Não deixes a maldição do inimigo. e confirma a aplicação de Sadasaspati e Brahmaṇaspati ao mesmo deus. 7. 7 Kakṣīvān. dotando aqueles em quem ele entrava com poderes divinos. Índice ◄►Hino 19 (Wilson) ____________________ Hino 18. O rápido. 8 Isto é. a planta que proporcionava isso se tornou para eles o rei das plantas. logo percebeu que esse líquido (o suco Soma) tinha o poder de elevar os espíritos. do adorável Amigo de Indra que dá Sabedoria. Eu tenho visto Narāśaṁsa 6. não deixes um ataque violento cair sobre nós Preserva-nos. 258. torna glorioso aquele que espreme Soma. sob a influência do qual o indivíduo ficava disposto a.

vem com os Maruts. a principal ação na queda da chuva. Agni. Vem. 8. com os Maruts. 6. Nenhum homem mortal. devoradores de seus inimigos: Ó Agni. junto com os raios (do sol). 4. Que com seus raios brilhantes se espalham sobre o oceano com poder 1 2 Pelo termo ‘todos’ deve-se entender as sete tropas de Maruts. vem com aqueles Maruts 7. 4. vem. e terríveis em sua forma.88 Hino 19. acima da esfera da abóbada luminosa do firmamento: Ó Agni. com os Maruts. com os Maruts. que sabem (como causar a descida) das grandes águas. Agni. Agni. vem com aqueles Maruts 6. Os terríveis. Maruts (Griffith) 1. supera o teu poder mental. com sua força. 2. com os Maruts. Muitos textos atribuem aos Maruts. Ó Agni. com os Maruts. Que são violentos. para beber o suco Soma. com os Maruts. Varga 37. Varga 36. Agni. vem com aqueles Maruts 8. Que espalham nuvens sobre o céu. vem com aqueles Maruts 5. Eu derramo o doce suco Soma. que cantam sua canção. e enviam chuva. com os Maruts. não conquistados pela força: Ó Agni. vem. que são possuidores de grande riqueza.2 vem. Brilhantes. Que são brilhantes. Agni e Maruts (Wilson) (Sūkta II) A métrica e o Ṛṣi são os mesmos. Que se propagam (pelo firmamento). 2. agitam o oceano. Agni. Agni. e desprovidos de malignidade. vem com aqueles Maruts. Que são divindades que residem no céu radiante acima do sol. Que espalham as nuvens. e são insuperáveis em força. de formas terríveis. 9. vem. ou ventos. 3. Fervorosamente tu és chamado para esse rito perfeito. vem. Vem. e agitam o oceano (com ondas). 1. 3. poderosos. Nem deus nem homem tem poder sobre um rito (dedicado) a ti que és poderoso. Índice ◄►Hino 20 (Wilson) ____________________ Hino 19. Agni. Todos os Deuses desprovidos de malícia. e. Agni. ó Poderoso: Ó Agni. com os Maruts. Agni e os Maruts são as divindades. Vem. 7. Agni. A esse sacrifício auspicioso para beber a dose láctea tu és chamado. vem com os Maruts. e são devoradores dos malevolentes. . nenhum Deus. Agni. para tu beberes. Que estão colocados como divindades no céu. Que são todos1 divinos. vem. que conhecem a imensa região do ar: Ó Agni. (como) antigamente. com os Marus. longe sobre o mar revolto: Ó Agni. 5.

vem com os Maruts. 7 Sāyaṇa explica arkā como água. ó Agni! 8. tropas de deuses. Eles que são brilhantes. com os Maruts vem para cá. Os poetas vêdicos geralmente distinguem entre os três mundos: a terra.9 o doce (suco) de Soma.4 os Viśve Devas. sugere ao mesmo tempo a prioridade do deus a quem ele é dado. Para ti. Eles que se movem rapidamente com seus dardos (relâmpagos) sobre o mar com poder. com os Maruts vem para cá. com os Maruts vem para cá. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I.5 sem malícia.89 Ó Agni. e ‘eles que conhecem’ quer dizer simplesmente ‘eles que residem’ no grande céu. No último verso do nosso hino é dito que a libação oferecida a Agni e aos Maruts consiste em Soma.6 com aqueles Maruts vem para cá. todos os deuses juntos. sem ódio. ó Agni! 7. Eu derramo para ti para teu primeiro gole. Eles que agitam as nuvens através do mar revolto. para ser teu primeiro gole. 4 O céu ou firmamento é a própria residência dos Maruts. o poderoso. ó Agni! 3. Mas arkā só recebeu esse significado de água no sistema de interpretação artificial começado inicialmente pelos autores dos Brāhmaṇas. ó Agni! 5. HINO 19. 3 . mais corretamente. ó Agni! 2. 5 A denominação viśve devā. ADHYĀYA 1. e o céu. ou. com os Maruts vem para cá. AṢṬAKA I. que tinham perdido todo o conhecimento do significado natural dos hinos antigos. Os fortes que cantam sua canção. 9.7 inconquistáveis pela força. ó Agni! 9. mas o Soma era geralmente misturado com leite.8 com os Maruts vem para cá.’ Eu mantive o sentido literal da palavra. ó Agni! 6. eu derramo o hidromel misturado com Soma: Ó Agni. Índice ◄►Hino 20 (Griffith) ____________________ Hino 19. está além do teu poder. vem com aqueles Maruts. Eles que no céu estão entronizados como deuses. VARGA 36-37. ó Agni! 4. ‘um gole de leite’. com os Maruts vem para cá. ó Agni! Índice ◄►Hino 37 (Müller) ____________________ Ghopīthā é explicado por Yāska e Sāyaṇa como ‘beber do Soma. Nem deus de fato. e devoradores de inimigos.3 com os Maruts vem para cá. 1. poderosos. nem mortal. Eles que conhecem o grande céu. 8 Se o mar revolto é para ser considerado como o oceano ou como o ar depende da ideia que nós temos da cosmografia mais antiga dos Ṛṣis vêdicos. de formas terríveis. Tu és chamado a esse sacrifício auspicioso para um gole de leite. o primeiro gole. com os Maruts vem para cá. 9 Pūrvapīti. 6 Sem perfídia ou fraude. é aplicada frequentemente aos Maruts. na luz do firmamento. o firmamento. Por isso Wilson: ‘Que são violentos e mandam chuva’.

ou tendo nascimento. como também nas notas de Sāyaṇa nessa e outras passagens similares. Sūkta III) Métrica e Ṛṣi. Os Ṛbhus podem ter sido os primeiros a tentar a representação corpórea desses suplementos de Indra e dos Aśvins. em uma data antiga. Eles construíram.90 Hino 20. tornou-se um deles. para que cada um pudesse ter a sua parte. junto com Ṛbhu. sendo nascido. Continuação do Anuvāka 5.3 um carro veloz e que se move universalmente. proferindo preces infalíveis. antes referência a alguma inovação nos objetos de libação. 2 O sentido parece ser que eles permearam. muitas coisas preciosas. literalmente. de fazer de uma concha quatro. uma classe de divindades. através da eficácia dos seus mantras verdadeiros ou infalíveis. chegando a um sacrifício que os Ṛbhus celebravam. Vibhu. como citado por Sāyaṇa. não há tal qualificação. são oferecidas para Indra. 5 Isto é. obtiveram deificação. pelos sábios. se apropriaram. narradas na Nīti-mañjarī. 9 Tvaṣṭṛ. e Vāja. 1. 8 Conforme Āśvalāyana. Lá é dito que eles fizeram isso mentalmente. as libações oferecidas no terceiro sacrifício diário.8 Varga 2. e há uma identificação vaga deles com os raios do sol. sejam simbólicos. tem sido endereçado. e intitulados. e junto com os brilhantes Ádityas. no texto. tem. em vez de atakṣan. no verso anterior. fazer mecanicamente. 7 Akrata. ou fabricaram. fazer. atakṣan. como eles aparecem em diferentes partes dos Ṛg Veda. de kṛ. Os Ṛbhus eram os três filhos de Sudhanvan. e obtiveram o direito de receber louvor e adoração. Varga 1. isto é. eles demonstram a admissão. Que eles. O ato atribuído a eles. é o carpinteiro ou artesão dos deuses. com Bṛhaspati e os Viśvedevas. eles tornaram a concha quádrupla. Eles que criaram. do que à mera multiplicação das colheres de madeira usadas para derramar o suco Soma. o trabalho do divino Tvaṣṭṛ.2 3. têm tomado parte no sacrifício realizado com atos sagrados.] 4 Takṣan. não como antes. Ṛbhus (Wilson) (Segundo Adhyāya. ou aceitaram. através de penitência. A Nīti-mañjarī diz que Agni. movidos por nossas orações. nesse verso. da doutrina que homens podem se tornar deuses. Supõe-se que eles residem na esfera solar. e. provavelmente. acompanhado pelos Maruts. um descendente (a Nīti-mañjarī diz um filho) de Aṅgiras. Esse hino.1 2. com suas próprias bocas. e bem sucedidos6 (em todos os atos virtuosos). eles esculpiram os cavalos de Indra. dos quais é somente dito que eles eram homens virtuosos que. mas. então Sāyaṇa diz. Se ele tem autoridade vêdica de um tipo mais decisivo que a alusão do texto não aparece. mas. Assim. os Ṛbhus. é carpintaria. Os Ṛbhus dividiram em quatro a nova concha. e o primeiro como devasanghāya. (ou vespertino). respectivamente chamados Ṛbhu. fizeram7 jovens seus pais (idosos). mas o comentador interpreta o último como jāyamānāya. e Vāja. A origem e ações deles são. 6. junto com Indra. para Indra. nós estamos totalmente familiarizados com a história e caráter dos Ṛbhus. eles cinzelaram. Os Ṛbhus. Vibhu. como antes. que ele é um deus cujo dever. deem.4 4. endereçado aos mortais deificados chamados Ṛbhus. da Universidade de Louvain. coletivamente. também. Através de sua assídua realização de boas obras eles obtiveram divindade. Ṛbhus. as quais eram certas de obter os objetos pedidos. e concluam os três vezes sete sacrifícios. O mesmo pode ser dito de ele chamar os Ṛbhus de discípulos de Tvaṣṭṛ. à (classe de) divindades que têm nascimento. Ṛbhus.9 7. ou não. os cavalos que são atrelados pelas palavras dele. o concessor de riquezas. junto com os Ādityas.5 dotados de retidão. na mitologia purânica. por causa do nome do mais velho. para o oferecedor da libação. ‘ao nascimento divino ou brilhante’. Graças à erudição e esforço de Félix Nève. 3 [Os Aśvins. em geral. – Essai sur le mythe des Ribhavas. 6 De acordo com o comentador: não encontrando oposição em todos os atos. usavam poderes sobre-humanos. e o significado do verbo implica formação mecânica. literalmente. . o sacrifício oferecido com os usuais utensílios e observâncias. os sucos estimulantes são oferecidos a vocês. para os Nāsatyas. 5. mentalmente. portanto. dele. com relação aos deuses.10 1 Devāya janmane. e uma vaca que produz leite.

ou a sāptāni. uma classe consiste nos Pākayajñas. O comentador completa com prāṇān. 4. a ele que derrama três vezes sete libações. feita recentemente pela mão do Deus Tvaṣṭar – Quatro conchas vocês fizeram dela. como deuses das estações. Juntos alcançaram suas gotas que alegram com Indra cercado pelos Maruts. . 6. Oferecedores (de sacrifícios). eles possuíam. [veja em 3. por atos piedosos eles ganharam. com os Reis. Como Sacerdotes ministrantes eles possuíram. 8. ou desfrutavam. sete sacrifícios. Concedam-nos riqueza. os quais eles. Eles compartilharem de sacrifícios é. O comentador considera que trih pode ser aplicado a coisas preciosas. 11 Adhārayanta. por meio de seus atos piedosos eles obtiveram uma parte dos sacrifícios com os deuses. sete cerimônias nas quais manteiga clarificada é derramada no fogo. com trabalho constante. satisfeitos com nossos elogios. vida. piores.91 8. uma parte no sacrifício com os deuses. como classificados em três categorias: uma classe consiste no Agnyādheya. é tudo o que o texto diz: o que eles possuíam não é especificado. nos quais alimentos cozidos são oferecidos aos Viśvedevas e outros. fizeram Seu Pai e Mãe12 jovens novamente. a cada um Deem riqueza. 13 Ou o ‘três vezes sete’ pode se referir a rátnāni. Eles fizeram para os dois Nāsatyas um carro leve que se move de todas as maneiras: Eles formaram uma vaca que produz néctar. Índice ◄►Hino 21 (Griffith) ____________________ 10 Trirā sāptāni. na qual libações de suco Soma são a oferenda característica. para si mesmos. medianas. 3.13 sim. formaram cavalos atrelados por uma palavra. e sua adição está em harmonia com outros textos. 60. renovam e restauram à juventude. Com os Ādityas. afirmado repetidamente. concedam três vezes sete ricos tesouros. Índice ◄►Hino 21 (Wilson) ____________________ Hino 20. 2. Eles que para Indra. Para o Povo Celestial essa canção de louvor que dá riqueza profusamente Foi feita por cantores com seus lábios. Sendo mortais.] 12 Céu e Terra. Ṛbhus (Griffith) 1. eles obtiveram imortalidade. também. ares vitais. como significando melhores. e uma compreende a classe Agniṣṭoma. 5. ele possuíam 11 (uma existência mortal). honestos. com sua mente. 7. Os Ṛbhus com orações eficazes. 1b. Obtiveram por meio de obras o sacrifício. A concha sacrifical.

Indra e Agni. os bebedores de Soma. por meio dessa sua veracidade. Índice ◄►Hino 22 (Wilson) ____________________ Hino 21. venham para cá. e nos concedam felicidade. Por esse sacrifício infalível vocês sejam tornados vigilantes. Indra e Agni nós convidamos. 2. Indra e Agni. poderosos senhores da nossa assembleia. que são poderosos. Nós invocamos Indra e Agni. copiosos bebedores do suco Soma. em sacrifícios. Eu invoco Indra e Agni. ó homens.2 para a dose de Soma. Glorifiquem. nos mandem felicidade. para beber a libação. venham até nós. Louvem. 3. Mitra parece ser considerado o guardião do mundo. Indra e Agni. e que os devoradores (de homens) sejam desprovidos de descendência. 4. 5. Indrāgni. 4. para quem nós desejamos oferecer nosso louvor. no lugar que fornece conhecimento (das consequências de atos). 6. pela fama De Mitra. Cantem louvores a eles em canções sagradas. Nós chamamos os dois que são ferozes (para seus inimigos). iludindo e até devorando seres humanos. 3 Os Rākṣasas. 1. – para o benefício do nosso amigo (o instituidor do rito). demônios que vagam à noite. e guardiões da assembleia. Eu chamo para cá Indra e Agni. Indra e Agni. Que aqueles dois. para estarem presentes no rito onde a libação é preparada. Indra e Agni.3 Que os devoradores sejam desprovidos de filhos. Indra e Agni. 5. 6. 2 . 4 Sāyaṇa explica ‘no lugar que preeminentemente torna conhecida a experiência dos resultados (das ações). lá no lugar de vista ampla 4 Indra e Agni. Indra e Agni. perturbando sacrifícios e homens devotos. e os louvem com hinos. Ambos são os principais bebedores de Soma. e glorifiquem Indra-Agni nos ritos sagrados. Indra e Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e métrica os mesmos. e geralmente hostis à tribo ária. os enfeitem (com ornamentos). Deuses fortes. homens. esmaguem os demônios. Índice ◄►Hino 22 (Griffith) ____________________ 1 Abordados conjuntamente como um deus dual. nós os convidamos para vir para essa libação que está pronta aqui. Vigiem. que é no céu (Svarga)’. isto é. No lugar onde o que está oculto será dado a conhecer. Indra-Agni (Griffith) 1. tornem os Rākṣasas inócuos. o Hino é endereçado a Indra e Agni.92 Hino 21. ambos. (aceitem a libação). – bebedores do suco Soma. 3.1 nós estamos ansiosos por sua canção de louvor. Varga 3. 2. O significado não está claro. Que eles que são.

as esposas dos deuses estando na forma de aves. 1 . cujas asas não são cortadas. 1. que são. para beberem o suco Soma. – venham com aquele seu chicote. Varga 4. misturem intimamente o suco da Soma. mas o Sol é antes o pai. do que a progênie. conforme Ādityāj jāyate vṛṣṭi – a chuva nasce do sol. associados para o sacrifício da manhã. que não é amigo da água. vão significar doce e verídico. a Agni . e as seis últimas. Os sacerdotes que tinham dado a oblação concederam a Sūrya uma mão de ouro. Dhiṣaṇā. ambos. um sinônimo do Sol. em qual caso. quatro. ou um epíteto da seguinte: ele é interpretado por varaṇīyā. venham para cá. 2. um chicote. a deusa da fala. e chegam ao céu. Hotrā. Que eles. mas se colocou na posição do Brahmā. É dito que a alusão a ele sugere apenas que os Aśvins devem vir rapidamente. ambos. 3 Pode-se julgar que apāṃ napātam significa ‘filho das águas’. para beber desse suco Soma.3 para nossa proteção. porque napāt é usado frequentemente. e provem a libação. 8. A residência do oferecedor da libação não se encontra muito longe de vocês. mexam1 o sacrifício com seu chicote que está molhado com a espuma (de seus cavalos). Dhiṣaṇā é um sinônimo de Vāc ou Vāgdevī. Aśvins. Sentem-se. 4. 6. ou por meio de uma lenda vêdica: Em um sacrifício realizado pelos deuses. traze para cá. Mimikṣatam. explicados como molhado e alto. Sūrya perde ambas as mãos. pode significar discurso. Napāt é usado aqui em seu sentido literal ‘que não nutre’. ou kaśā. Bhāratī. Aśvins. o de mão dourada. Despertem os Aśvins. a qual. Nós invocamos os dois Aśvins. a décima quinta. madhumatī e sūnṛtāvatī. amigos. e quatro. 9. comumente. Aśvins. aos Aśvins. Varga 5. nesse sentido. ou a invocação personificada. 5. Que as deusas. É muito duvidoso se Varūtrī é um nome próprio. por aquele. 3. pode. a décima primeira. divinos. que viajam em um carro excelente. Savitṛ. indo para lá em seu carro. no Veda. 5 Achinnapatrāḥ. ‘De mão dourada’ é interpretado como ‘aquele que dá ouro para o devoto’. significar ‘com aquele’. de fato. assim que foi recebida por Sūrya. ele designará a posição dos adoradores. o dispensador de diversas riquezas que garantem lar.2 para me proteger. para nossa proteção.93 Hino 22. as duas seguintes. Eu chamo Savitṛ. e chicoteando alto. nos favoreçam com proteção.4 Varga 6. Bhāratī. que são dirigidas a uma variedade de divindades. A única explicação dada pelo comentador é que. e com completa felicidade. cortou a mão que a tinha aceitado impropriamente. coletivamente. ou. ninguém tinha cortado as asas delas. à Terra somente. Os sacerdotes Adhvaryu. os melhores dos aurigas.5 as protetoras da humanidade. 10. mas. a Savitṛ. 2 Savitṛ é. um dos Ādityas. deve ser adorado por nós. Varuṇa. de Bharata. geralmente. Nós desejamos celebrar seu culto. o iluminador dos homens. Glorifiquem Savitṛ. Não está claro como isso é para ser feito com o chicote. às espos as de Indra. que é para ser escolhida ou preferida. Nós invocamos Savitṛ. vendo-o naquela posição. 7. É dito que a lenda é narrada no Kauṣītaki Brāhmaṇa. traze para cá as amáveis esposas dos deuses. e Tvaṣṭṛ. ao Céu e à Terra. a Viṣṇu. as duas seguintes. Sūrya se encarregou do ofício do Ṛitvij. pois ele é o concessor de riquezas. Vigoroso Agni. Aśvins e Outros (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. 4 Hotrā é chamada de esposa de Agni. deram a ele a oblação chamada Prāśitra. – venham com tal discurso. 11. Varūtrī. as esposas (dos deuses). das águas. às deusas. e Agni. também. o Hino consiste em vinte e uma estrofes. Tayā. a décima segunda. Ó Agni. lá. mas as seca por meio de seu calor.

subjugaram a terra invencível. 10 [Esse último trecho. e que ela serviu como base do mito purânico do Avatāra Vāmana ou anão. 19. ajudado pelas sete métricas. de acordo com Mahīdhara. Os sábios. livre de espinhos. 66. através de seus atos virtuosos. de acordo com o comentário. Muir – Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. as águas que parecem ghee desses dois. sê de ampla extensão. considerado como o lugar comum ou de ligação entre ambos. De acordo com os Taittirīyas. Viṣṇu percorreu esse (mundo): três vezes seu pé ele plantou. Ele é o ilustre amigo de Indra. em seu comentário do próximo verso. 42 (= R. 8 Isso parece mais ainda uma alusão ao quarto Avatāra. parece-me. com Viṣṇu em sua dianteira. (residindo) na região permanente dos Gandharvas. e nos encham de nutrição. na montanha do leste. 7. desse modo identificando Viṣṇu com o Sol. ou. O trecho ‘nos protejam da terra’ significa. e ele cita a Vājasaneyi Saṃhitā VII. 380. 1.115. andou três passos. Yakṣas e Apsaras é o antarikṣa.6 15. 20. Sāyaṇa crê que o texto se refere ao Trivikrama Avatāra. corretamente. 7 Sāyaṇa explica Viṣṇu como Parameśvara. ou do anão. “Mahīdhara traduz. desse modo reconhecendo o atributo principal e distintivo de Viṣṇu. Os sábios sempre contemplam aquela posição suprema de Viṣṇu.8 e o (mundo) inteiro foi colhido na poeira da (pegada) dele. o mundo. usando as sete métricas do Veda como seus instrumentos. como citados pelo comentador. e nossa morada. nas formas.V. foi na terra. Que o grande céu e a terra estejam satisfeitos em misturar esse sacrifício (com seus próprios orvalhos). de Agni. o empecilho do pecado daqueles que habitam a terra. Eu chamo para cá Indrāṇī. glorifiam amplamente aquela que é a suprema posição de Viṣṇu. De acordo com Śākapūṇi. até agora. e para beber o suco Soma.” J. Varga 7. vento. Vejam as obras de Viṣṇu. ‘como um olho estendido no céu claro’. respectivamente. Alusão é feita aos três passos de Viṣṇu na Vājasaneyi Saṃhitā do Yajur Veda. N. 14. andou. os deuses.16) para mostrar que o orbe do sol (aqui representado por Viṣṇu) é chamado de ‘olho’. portanto. e no céu. sempre vigilantes. ou firmamento entre o céu e a terra. e Agnāyī.V. no qual Viṣṇu atravessou os três mundos em três passos. e o comentador lá explica que eles significam a presença de Viṣṇu nas três regiões: terra. como um olho’. ar e céu. Terra. o orbe do sol.10 21. e na montanha do oeste. 18. mantendo. 16.S. dá-nos felicidade. Viṣṇu. Os sábios provam.1) e XXXVI. Os comentadores não concordam sobre o significado da frase ‘três vezes seu pé ele plantou’. e esses podem ter sido enxertos subsequentes sobre a tradição original dos três passos de Viṣṇu. Esta construção também é adotada por Benfey em sua versão do hino.] 6 . como o olho percorre o céu.9 o que não pode ser prejudicado. para nossa prosperidade. 24 (= R. que significa aquele que entra em. a atmosfera. alegórica. é a explicação de Sāyaṇa. que se estende no céu’. Mas a passagem é obscura. 2 (1869). atos virtuosos. e. Que os deuses nos protejam (daquela parte) da terra de onde Viṣṇu. pág. daquele corpo luminoso. Índice ◄►Hino 23 (Wilson) ____________________ A esfera dos Gandharvas. ou que permeia. e sol. 9 O preservador de todo o mundo. o soberano supremo. embora nenhuma menção seja feita do rei Bali. no entanto. pelas quais o adorador tem realizado votos (pios). Varuṇānī. com o nascer. e seus três passos. de acordo com Aurṇavābha. ‘contemplam o posição mais elevada de Viṣṇu fixa no céu. culminação e pôr. ou (omitindo a partícula que denota semelhança) ‘aquele olho. 13. e diligentes em louvor. Vāyu e Sūrya – fogo. Não pode haver dúvida que a expressão era. ‘Os sábios’. no firmamento.94 12. originalmente. no céu meridiano. por meio disso. o preservador.7 17.

3. Aśvins e Outros (Griffith) 1. no Veda às vezes identificado com. Hotrā. a qual ele é dito fazer em três passos. 9. 5. 1: esse hino inteiro é uma glorificação desse chicote extraordinário. nunca é afirmado que ele é superior a eles. Para a felicidade. não muito longe. Que o Céu e a Terra. a ser elogiado por nós. O ponto que o distingue dos outros deuses vêdicos é principalmente a sua caminhada pelos céus. O significado parece ser: os cantores sagrados desfrutam. explicados como denotando 11 . como recompensa por seus hinos. 15. 10. e às vezes distinto de. 11. 2. e cujo dever especial é proteger o Soma divino. Despertem o Par Aśvin que junge seu carro de manhã cedo: que eles Se aproximem para beber esse suco Soma. com asas não cortadas. mesmo a partir do lugar de onde Viṣṇu19 caminhou O madhukaṣā ou chicote de mel dos Aśvins é talvez a brisa estimulante da manhã. 18 Embora em épocas posteriores os Gandharvas sejam considerados como uma classe. ó Aśvins. Ele é comumente designado como ‘o Gandharva celestial’. traze para cá as Esposas deles. E nos nutram plenamente com alimentos. rápidas como aves cujas asas não foram cortadas. Agni o mais jovem. Varuṇānī. e. orvalhem para nós nosso sacrifício. e sentem-se.18 Os cantores provam através de canções sagradas. o Par Poderoso. Sūrya. 16 Respectivamente as consortes de Indra.95 Hino 22. 14 ‘Ela que é’ para ser escolhida. Savitar. Ele conhece. Rudra. Veja o Atharva-veda IX. 4. Varuṇa e Agni. Sem espinho sê tu. 13. cuja habitação é o céu. e Agnāyī16 eu convido para cá. deusas. os Deuses levados em um carro nobre. estende-te ampla diante de nós como uma morada: Concede-nos abrigo amplo e seguro. o lugar. Para que ele nos envie auxílio. no Ṛgveda mais do que um raramente é mencionado. Varuṇa. 14. os melhores Dos aurigas. é belo. Sua água rica em seiva. 6. Venham para cá. Aśvins. isto é. 13 O Discurso ou Prece Sagrada. com asas inteiras15 que elas possam vir a nós Com grande proteção e com ajuda. amigos. ó terra. E Tvaṣṭar. para auxílio. Que dá bons presentes. como um Deus. 17 A chuva fertilizante mandada pelo Céu e pela Terra. 12 Savitar. Para minha proteção eu invoco Savitar12 de mão dourada. Esposas de Heróis. que alcançam os céus. e ele é até descrito em um lugar como celebrando o louvor de Indra e derivando seu poder daquele Deus. o qual os deuses obtêm através da permissão dele.17 lá no lugar fixo do Gandharva. Bhāratī. 15 Literalmente. 7. A Savitar que olha para os homens. Nós chamamos os dois Aśvins.13 Varūtrī. Vāyu e os Ādityas. embora invocado frequentemente com Indra. e cheios de deleite Salpiquem com ele o sacrifício. 19 Esse Deus não está colocado no Veda na categoria principal de divindades. é um nome do Sol. Como vocês vão para lá em seu carro. Nós chamamos a ele. Ó Agni. é a casa Daquele que oferece suco Soma. o gerador ou vivificador. Seu chicote11 está pingando com mel. a excelente. para beber o Soma. traze para cá para nós as cônjuges solícitas dos Deuses. 16. da chuva agradável e outras dádivas excelentes que são mandadas para baixo a partir dos reinos acima pelos grandes pais Céu e Terra.14 Dhiṣaṇā. os Maruts. Indrāṇī. 8. distribuidor de recompensa maravilhosa e de riqueza. louvem o Filho das Águas Savitar: Nós estamos ansiosos por seus modos sagrados. para beber o suco Soma. Os Deuses sejam bondosos para nós. 12.

22 Índice ◄►Hino 23 (Griffith) ____________________ a manifestação tripla da luz na forma de fogo. glorificam com seus louvores. relâmpago e o sol. 21. em seu nascer. os patrocinadores ricos do sacrifício. os cantores. Os príncipes21 sempre contemplam aquele lugar mais sublime onde Viṣṇu está. aliado próximo. três vezes seu pé ele plantou. Viṣṇu. Colocado como se fosse um olho no céu. Essa. culminação e pôr. o Guardião. e o todo Foi colhido no pó da pegada dele. ou como designando as três posições diárias do sol. sempre vigilantes. . 22 Isto é. pelas quais o amigo de Indra. ou a terra foi formada a partir da poeira dos seus passos. Olhem as obras de Viṣṇu. iluminam. 21 Os Sūris. daí em diante Estabelecendo seus altos decretos.20 18. 19. Os amantes da música sagrada. 20 Viṣṇu era tão poderoso que o pó erguido por seu passo envolveu o mundo inteiro. Deixou seus santos caminhos serem vistos. 20. deu três passos. a posição mais sublime de Viṣṇu.96 Pelas sete regiões da terra! 17. Por todo esse mundo Viṣṇu caminhou. ele a quem ninguém engana.

Divinos Maruts. para beber o suco Soma. Anuṣṭubh. para indicar sua expansibilidade. destruam Vṛtra: que o mal não prevaleça contra nós. para beber o suco Soma. por cevada. às Águas. são derramados. e o último verso e uma metade. O resplandecente Pūṣan encontrou o real (suco Soma). nos protejam em todos os lugares. na enumeração vêdica dos oito filhos de Aditi. 4 para beber o suco Soma. a Indra e Vāyu. escondido em um lugar secreto.3 o benfeitor. é. é aplicado ele. em combinação com a grama sagrada matizada. e têm a terra (de muitas cores) como sua mãe. ou em um lugar de difícil acesso. como (um homem traz de volta) um animal que estava perdido. a Agni. as duas seguintes. líderes (de homens). aqui. 14. das quais a primeira é endereçada a Vāyu.97 Hino 23. Os sábios chamam. 7. 2 Mitra e Varuṇa estão incluídos entre os Ādityas. e. 9. Pṛśni é um sinônimo de firmamento. afirmado de Indra. – dos quais Indra é o chefe. como (um lavrador) ara (a terra) repetidamente. é uma lenda purânica. compreendida literalmente. de que modo não é especificado. e nos façam felizes. Vem. e de força pura. traze do céu o suco (Soma). ou de acordo com o comentador. – ouçam todos as minhas invocações. e. sucessivamente. 6. 4. a métrica das primeiras dezoito estrofes é Gāyatrī. 12. junto com o poderoso e associado Indra. Pūṣan resplandecente e de movimento (rápido). a Pūṣan. que são ferozes. propriamente. e Pūṣan. ou céu em geral. e bebe deles. então três. Doadores generosos. conforme oferecidos. 10. Esses sucos Soma. Nós chamamos todos os divinos Maruts. Que ele. Pura Uṣṇih. 1 A atribuição de mil olhos a Indra. 15. 5. O Hino consiste em vinte e quatro estrofes. fique satisfeito. 5 A frase é guhā hitam. em nenhum lugar isso é dito de Vāyu. na estrofe dezenove. Pṛśni é a terra de muitas cores. . 3 Os Maruts são chamados de Pūṣarātayaḥ. tornando-se presentes no sacrifício. ainda. 11. colocado em uma caverna. ou sóis mensais. as seis6 (estações). que eles nos tornem os mais opulentos. 3. De modo semelhante ‘rápidos como o pensamento’. Nós chamamos Mitra e Varuṇa. 13. Indra e Vāyu. ele ocorre como um nome do Sol. com palavra verdadeira. Indra e Vāyu. De fato. embora igualmente no plural. o filho de Kaṇva. Sempre que. acompanhado pelos Maruts. que Mitra nos proteja com todas as defesas. dos quais Pūṣan é doador ou benfeitor. com seus associados. aplicável apenas a Vāyu. como (aquele) dos conquistadores. e são senhores de luz verdadeira. 1. a Mitra e Varuṇa. para beber desse suco Soma. Nós chamamos Indra. que. Que Varuṇa seja o nosso protetor especial. vocês aceitam uma (oferenda) auspiciosa.2 Varga 9. Em alguns textos. três. No Nighaṇṭu. 2. Medhātithi. Varga 10. é dito. ou do céu personificado. têm mil olhos1. ele tem trazido para mim. 4 Pṛśnimātaraḥ. três. ou por ele ser repleto de constelações. três. embora oculto. na vigésima primeira. são os encorajadores de atos virtuosos. como Rosen mostra. Nós chamados os dois deuses que residem no céu. céu. sete e meia. Que os Maruts. aos Viśvedevas. nas restantes. provavelmente.5 espalhado entre a erva sagrada. Pratiṣṭhā. nascidos do relâmpago brilhante. que são rápidos como pensamento. Vāyu. Varga 8. fortes e portadores de bênçãos. Eu invoco Mitra e Varuṇa. para a preservação deles. a Indra e aos Maruts. então o grito dos Maruts se espalha com exultação. – que têm Pṛśni como sua mãe. conectadas com as gotas (do suco Soma). Isso é. 8. Vāyu e Outros (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é. e são protetores de atos virtuosos. De acordo com Sāyaṇa. somente por causa da construção gramatical.

interpretado como o Ṛitvij e outros brâmanes.98 Varga 11. nós invocamos Para beber desse nosso suco Soma. 20. velozes como a mente. se eu fiz mal (intencionalmente). e Indra. Agni. Mitra eu chamo. 7. 3. Mães7 para nós que estamos desejosos de sacrificar. Que Varuṇa seja a nossa principal defesa. Que ambos nos tornem extremamente ricos. Eu hoje entrei nas águas: nós nos misturamos com a essência delas. para que eu possa contemplar o sol por muito tempo. tragam à perfeição todos os medicamentos que dissipam doença. prece. Indra e Vāyu. Ambrosia se encontra nas águas. Índice ◄►Hino 24 (Wilson) ____________________ Hino 23. ou (tenho falado) mentira.11 O texto tem somente ṣaṭ. 10 Dhī. sejam auspiciosas para o nosso rito. As águas contêm todas as ervas curativas. Nós chamamos para beber o suco Soma. pensamento. que estão (presentes) perceptivelmente. e a interpretação é defendida por um texto que chama os brâmanes presentes de divindades: ‘Essas divindades. Indra. Deuses. Agni. Vāyu. Ambos os Deuses que tocam o céu. esses sucos foram misturados com leite. para (o bem do) meu corpo. distribuidores das dádivas de Pūṣan. e enche-me. Águas. Portanto. estão nas águas’. devoção. e Varuṇa. A entrada de Agni nas águas é citada em muitos lugares. desse modo (banhado). cercado pelos Maruts. Bebe.10 4. 17. 23. com vigor. Ambayah. 6 7 . portanto. 8 O termo é devāh. de modo que os deuses possam conhecer o (sacrifício) desse meu (empregador). Ele foi. deuses. 2. mas isso era incompatível com a ordem para louvar as águas. o autor do hino. as relacionadas (águas) fluem pelos caminhos (do sacrifício). Eu chamo as águas divinas nas quais nosso gado bebe. Soma declarou para mim: 9 ‘Todos os medicamentos. Varga 12. concede-me vigor. atribuída a ele. conhecidos como deuses de poder consagrado. as doses oferecidas. Senhores da luz brilhante da Lei. e vida. 24. Ofereçamos oblações aos (rios) correntes. tirem todo pecado que seja encontrado em mim. nas águas há ervas medicinais. ou águas. 5. residindo nas águas.8 sejam diligentes na glorificação delas. 6. aproxima-te. A presidência de Soma sobre as plantas medicinais é. os senhores do pensamento. que Mitra nos proteja com todos os auxílios. são os brâmanes’. nós chamamos para beber o suco Soma. 16. um sacrifício. Os de mil olhos. assim como Agni. e aquelas com as quais o Sol está associado. Vāyu e Outros (Griffith) 1. Mitra e Varuṇa. que pode significar mães. pela ajuda deles. 21. 19. chamam Indra e Vāyu. que ele Se satisfaça em união com sua tropa. Que aquelas águas que são contíguas ao Sol. as hostes Marut que Indra lidera. 9 Para Medhātithi. um rito religioso. Os cantores. 8. Fortes são os Somas. com os Ṛṣis. geralmente. 22. aproxima-te. o benfeitor do universo. qualificando o leite (das vacas) com doçura. ou pronunciei imprecações (contra homens santos). significa especialmente no Veda pensamento sagrado. Aqueles que pela Lei mantêm a Lei. possam conhecê-lo. divinos (sacerdotes). seis: o comentador completa com ‘as estações’. progênie. Águas. 18.

14. 11 12 . e os Maruts para beber o Soma. 17. derrubem Vṛtra. aquele que abençoa todos. Sejam rápidos. De modo que eu possa ver o sol por muito tempo. Aterradora vem a voz trovejante dos Maruts. nas quais o nosso gado mata a sede. Enche-me de esplendor. e aquelas com as quais o Sol está unido. Isto é: ó Maruts heroicos. As Águas eu tenho procurado hoje. dá progênie e longevidade. guia até nós. verão. 9.17 Como alguém que ara com bois traz grãos. Nas águas – Soma20 me disse isso – habitam todos os bálsamos que curam. com os Ṛṣis. nas Águas há bálsamo curativo. e à sua umidade nós chegamos. Qualquer que seja o pecado encontrado em mim. Como um animal perdido. Águas. vocês deuses. Índice ◄►Hino 24 (Griffith) ____________________ Pūṣan é o guardião dos rebanhos e manadas e da propriedade em geral. 21. 20. a ambrosia grega. Nós chamamos os Deuses Universais. E Agni. Aṅgiras. a bebida que confere imortalidade. 16 As seis estações. vem. tirem isso de mim. Ao longo de seus caminhos as Mães18 seguem. Ó Agni. e cobre-me com teu esplendor. Que as Águas reunidas perto do Sol. Irmãs de ministrantes sacerdotais. e Vasiṣṭha. quando vocês avançam para a vitória. através dessas gotas. Pulaha. consideradas como as aliadas próximas dos sacerdotes. E que ele traga devidamente para mim as seis16 ligadas estreitamente.4. aquele que suporta o céu. etc. 18 As Águas. e Indra. Oblações para os Rios sejam dadas. rico em leite. 19 Néctar. 11. como aquela dos conquistadores. o suco que inspira os atos mantenedores do mundo dos Deuses. 18. Veja 3.99 Ouçam todos vocês meu clamor. a dar-lhes louvor. Com o conquistador Indra como aliado.21 conhecem. ó Homens.15 Que repousa em grama de muitos matizes.9.14 oculto e escondido em uma caverna. Pulastya. Pūṣan o Brilhante encontrou o Rei. Favoreçam esse nosso sacrifício. Katru. 15 Em um lugar de difícil acesso. tudo de mal que eu fiz. Pois os Filhos de Pṛśni são extremamente fortes. Nascidos do relâmpago alegre. 19. outono. 16. Agni. 13 Soma. 15. As Águas detêm todos os medicamentos.13 Repousando em grama de muitas cores. Deusas. 23. Se eu menti ou jurei falsamente. ó deuses generosos Não deixem que o perverso nos controle. Misturando sua doçura com o leite. Amṛta19 se encontra nas Águas. 14 Soma. primavera. inverno. 13. 21 Talvez isso signifique os sete Ṛṣis: Marīci. brilhante Pūṣan. a referência é à fuga de Agni.12 12. Ó Águas. Atri. os Deuses Devem me conhecer assim como eu sou. Eu chamo as Águas. 22. porque elas são misturadas com os ingredientes da libação de Soma. os orvalhos. 20 Soma é especialmente o senhor das plantas medicinais. abundem com remédios para manter meu corpo a salvo de males. 24. que os Maruts nos protejam em todos os lugares Que eles sejam benevolentes para nós. 17 Isto é: que essa libação o induza a trazer. 10. as chuvas.

com Ajīgarta. como o puruṣapaśu. livro 1. o filho de Ajīgarta. quando amarrado ao yūpa. ou ‘de Prajāpati’. ‘De quem’ (kasya) também pode ser traduzido como ‘de Brahmā’. deve ser admitido que a linguagem dos Sūktas é um pouco duvidosa. o rei adia o sacrifício. a Agni. p. ou estaca. De quem. É óbvio que essa história foi derivada do Veda. encontra. e para que eu possa ver de novo meu pai e minha mãe. porque foi para proteger a si mesmo e sua família de perecer de fome. A parte de Viśvāmitra na lenda pode. aqui quer dizer ‘terra’. o homem-animal (ou vítima). como uma vítima para um sacrifício humano. para que ele possa nos dar à grande Aditi. exceto nas estrofes três. lá. 316 da versão em português]. ou de qual divindade dos imortais. por consequência. de tempos em tempos. atribuídos a Śunaḥśepa. Rosen duvida que os hinos tenham alguma referência à intenção de sacrificar Śunaḥśepa: mas a linguagem do Brāhmaṇa não deve ser mal interpretada. prometendo sacrificar a ele seu primogênito. Sūkta I) Esse é o primeiro de uma série de sete Hinos que constituem essa seção. o restante. e aprende. um dos sacerdotes oficiantes. Manu também alude à história (X. por estudantes de sânscrito. pelas outras autoridades. Mas isso diz respeito a circunstâncias subsequentes. 249. quando Varuṇa reclama sua vítima. chamado de filho do Ṛṣi Ṛcīka. através da versão dela apresentada no Rāmāyaṇa. para assumir o lugar de Rohita. por seu pai. de Hariśchandra. a Bhaga. 1 . onde ele vê Viśvāmitra. finalmente. Na estrada. ou o último dos três. Ele é. no Aitareya Brāhmaṇa. aqueles dos quais que se recusaram a reconhecer sua superioridade em idade sendo amaldiçoados a se tornarem os fundadores de várias tribos bárbaras ou proscritas. Śunaḥśepa. de modo semelhante. ao Bahvṛcha Brāhmaṇa. dois gāthās. uma prece. e adora Varuṇa para obter um filho. – A história de Śunaḥśepa tem sido conhecida. possivelmente. de acordo com o de Gorresio. citadas. I. 3. quatro e cinco. os três seguintes. ele é chamado de filho de Viśvāmitra. como sua autoridade. ao chamar Śunaḥśepa de filho de Ajīgarta. 105). o segundo. pela repetição da qual.100 Hino 24. e Śunaḥśepa está prestes a ser sacrificado quando. que é o mais próximo dos deuses’. Ele. lá. mas o Rājā se chama Hariśchandra. dele. sugerir a oposição dele. Varuṇa e Outros (Wilson) (Anuvāka 6. um de cujos nomes.4 a primeira divindade dos imortais. Gorresio. mantras do Ṛg Veda. A barganha é concluída. há algum tempo. mas. O Bhāgavata segue o Aitareya e Manu. e é. Varga 13. Schlegel. Kullūka Bhaṭṭa cita o filho Śunaḥśepa. como uma oferenda para Varuṇa. 4 Uma passagem do Aitareya Brāhmaṇa é citada pelo comentador. e o mais velho de todos os filhos dele. pois Viśvāmitra ensina a ele. é Ka. Ele tem um filho. mas vai munir-se de uma faca com a qual matá-lo. como o Bhāgavata o chama. de acordo com o texto de Schlegel. e a de alguns dos discípulos dele. – que és o senhor da afluência. para Ambarīṣa. após o que ele recorreu a Agni. um mantra. nas quais ela é Gāyatrī. Vol. e é vendido por cem vacas. libertado. Vamos chamar o nome auspicioso de Agni. longe de casa. também. no Veda. mas o último também afirma que ele propiciou Indra por meio de Ṛcas. 61. e deixa a intenção de um verdadeiro sacrifício aberta à dúvida. ele chega ao lago Puṣkara. porque Ajīgarta não somente amarra seu filho à estaca. 2 Supostamente proferido por Śunaḥśepa. a Varuṇa. até Rohita chegar à adolescência. a Savitṛ. ou dado por Deus. No Viṣṇu Purāṇa [pág. e o persuade a entregar seu segundo filho. Ele não tem filhos. 63. Ao mesmo tempo. um Ṛṣi. e chama o Rājā. O Dr. afirmando que Prajāpati disse a ele (Śunaḥśepa): ‘Recorre a Agni. na estaca. 1. A história é contada. 1 A métrica é Triṣṭubh. chamado Rohita. pelo conselho de Viśvāmitra. sob vários pretextos. quando seu pai comunica a ele a sorte à qual ele estava destinado.3 para que eu possa ver novamente meu pai e minha mãe? 2. Rohita recusa submissão. e passa vários anos na floresta. de acordo com Sāyaṇa. e se refere. rei de Ayodhyā. ele apela aos deuses. O Aitareya Brāhmaṇa forneceu ao comentador as circunstâncias que ele narra como ilustrativas da série de hinos nessa seção. O primeiro verso é dirigido a Praj āpati. em todos os detalhes. aos sacrifícios humanos. cap.5 nós solicitamos (nossa) parte de ti. em grande infortúnio. 3 Aditi. nas quais ele se torna o filho adotado de Viśvāmitra. e implora sua ajuda. finalmente. e também Devarāta. Indra é induzido a vir e libertá-lo. nós devemos invocar o nome auspicioso?2 Quem nos dará à grande Aditi. onde é dito que Ajīgarta não incorreu em crime por abandonar seu filho para ser sacrificado. Savitṛ sempre protetor.

7 As características aqui atribuídas a Varuṇa. 11 O texto tem Asura. Esse é um significado incomum da palavra: mas mal seria decoroso chamar Varu ṇa de Asura. colocadas no alto. O real Varuṇa. Que ele seja o que repele tudo o que aflige o coração. nós tentamos desviar tua ira com prostrações. Varga 14. que és o possuidor de riqueza. não desdenhoso. Esse (teu louvor) eles repetem para mim de dia e de noite: esse conhecimento fala ao meu coração. Varuṇa. filho de Aditi. nem (os temporais) de vento. mas sua correção é confirmada pela expressão conclusiva ‘não tires nossa vida’. Varuṇa. e mitiga os males que nós temos cometido.11 sábio e ilustre. e a cintura. 7 8. mas por riquezas. da raiz as. de fato fez amplo o caminho do sol. como livre de inveja ou censura. não tires nossa existência. e sua ação de segurar um feixe de raios. significa o poste sacrifical. 14. o identificariam mais propriamente com o sol. chamou o filho de Aditi. um tipo de tripé. que fluem incessantemente. 5. – um pedido um tanto irreconciliável com a suposta situação difícil na qual Śuna ḥśepa se encontra. os raios (da qual) estão apontados para baixo. de Agni. 13. sua permanência no antarikṣa. é dito. a ligadura que prende a cabeça.6 tua força física. como as fontes de existência. superam tua velocidade. Louvando-te com prece (sincera). que são visíveis à noite. o liberte. Teus. eu te imploro por essa9 (vida) que o instituidor do sacrifício solicita com oblações. de vigor puro. pelo menos. Varga 15. pode ser notado. que estão voando (pelo ar). para mim. nos liberte. 12 Significando. Nirṛti é a divindade do pecado. Varuṇa. Varuṇa. sábio e irresistível. de acordo com Sāyaṇa. Que ele a quem o acorrentado Śunaḥśepa invocou. A adição pode ser questionada. 7. ó rei. com sacrifícios. ‘Eu peço essa’. – um caminho para percorrer no (espaço) ínvio. através da proteção de ti. pelo conselho.8 com olhares inamistosos. à noite. nem (são capazes de suportar tua) ira. Que o real Varuṇa. Mantém longe de nós Nirṛti. ou. são os atos sagrados imperturbados de Varuṇa.101 4. aqui. 6 É dito que Savitṛ encaminha Śunaḥśepa a Varuṇa. não é desprender de amarras reais. a do meio. através da perfeição em teu culto. o comentador preenche ‘vida’. – (pelo qual) viajar em seu curso diário. 11. e nos liberta de qualquer pecado que nós possamos ter cometido. Que tua proteção. Que eles se tornem concentrados em nós. sustenta. Essas constelações. são cem e mil medicamentos. e (por ordem dele) a lua se move. Índice ◄►Hino 25 (Wilson) ____________________ Nessa e nas duas estrofes seguintes. que é interpretado como ‘acostumado a rejeitar o que é indesejado’. Śunaḥśepa. O resultado. enquanto sua base está acima. 10. está presente entre nós. ou tua destreza. Aquele que evita infortúnio. jogar.12 Assim. nós seremos libertados do pecado. os pés. esteja (conosco). não. que ele solte as amarras dele. que o real Varuṇa. concede um pensamento a nós: muito louvado. uma pilha de luz. O real Varuṇa. apanhado e amarrado à árvore10 de três pés. abrangente e profunda. 12. solta. e tem direito a elogios. resplandecente. 6. no entanto. (permanecendo) no (firmamento) sem base. e vão para outro lugar de dia. mas daquelas do pecado. com oblações. 15. no alto. 5 . nem essas águas. 9. não obtiveram. e a inferior. por libertação. se refeririam a ele em seu caráter de um Āditya. 8 De acordo com Sāyaṇa. 10 É dito que árvore. Essas aves. a faixa superior. Nós somos assíduos em atingir o ápice da riqueza. Aquela riqueza que tem sido mantida em tuas mãos. 9 O texto tem apenas. solicitação é feita a Savitṛ.

Roth..15 Seus raios.13 para que eu possa ver meu Pai e minha Mãe? 2. e afastou tudo o que aflige o espírito. e a explicação de Sāyaṇa ‘a massa ou pilha de luz’ parece forçada e artificial. o Senhor das coisas preciosas. Varuṇa. nem os montes. um deus ou deusa antiga. que reduzem a fúria selvagem do vento. Nunca aquelas aves que voam pelo ar atingiram teu domínio elevado ou teu poder ou espírito. de poder sagrado. Cem bálsamos são teus. pode ser aludido. A atividade dele se mostra preeminentemente no controle dos fenômenos mais regulares da natureza. além do céu’. por nossa parte nós viemos – 4. para muito longe de nós. Que eles afundem profundamente dentro de nós. no alto no céu acima de nós? As leis sagradas de Varuṇa permanecem não enfraquecidas. Veja Wallis. isso também o pensamento do meu próprio coração repete. Varuṇa. o espaço infinito além da terra. o primeiro entre os Imortais. profundos e de grande alcance também sejam teus favores. 9. a fonte de vida. Eu peço isso de ti com minha prece de adoração. que está colocada. ‘Essas palavras (Quem nos restaurará à poderosa Aditi?) podem ser compreendidas como faladas por alguém em perigo de morte. que nos ajuda continuamente. 15 Vānasya stūpam no texto parece significar ‘o tronco da árvore’. qual Deus entre os Imortais. que rezava para ser permitido ver de novo a face da natureza. A conexão parece ser: Não temam: as leis de Varuṇa são invioláveis. em tuas mãos. Muir. O rei Varuṇa fez um caminho espaçoso. 5. Onde não havia caminho ele o fez colocar sua pegada. Varuṇa e Outros (Griffith) 1. não o Infinito como o resultado de um longo processo de raciocínio abstrato. 3. Riqueza. seria ainda mais provável que Aditi devesse ser compreendida como significando a natureza’. 10. como impecabilidade. um caminho para o Sol viajar nele. mil. Cosmology of the Ṛgveda. altamente elogiada antes que qualquer reprovação tenha caído sobre ela. livre de todo ódio. Sāyaṇa a chama de pāpadevatā. Manda a Destruição16 para longe. of the Ṛgveda. 97. V. Que ele para quem Śunaḥśepa orou acorrentado. mas o Infinito visível. a qual Bhaga distribuiu para nós.. Pela tua proteção que nós possamos chegar ao auge da afluência. mantém erguido o tronco da Árvore na região desprovida de base. de seu nome auspicioso vamos nos lembrar. concedeu para nós. p. fluem para baixo. O professor Max Müller (Trans. Bhaga.. Agni. 16 Nirṛti é a Decadência ou Destruição personificada. fica aqui e não fiques zangado. Sāyaṇa explica Aditi no texto como Terra. é na realidade o primeiro nome inventado para expressar o Infinito. 12. 11. Quem agora é ele. Original Sanskrit Texts. o Deus. Tampouco as águas que fluem para sempre. que ele. e as constelações reaparecerão devidamente. além das nuvens. Tira de nós até o pecado que cometemos..102 Hino 24. como significando céu e terra. A frase não é clara. A ti. 8. 7. o Soberano Varuṇa. Se nós entendermos o pai e a mãe a quem o suplicante está ansioso para contemplar. Para onde partem de dia as constelações que brilham à noite.17 e durante a noite a Lua se move em esplendor. Ele nos restaurará à poderosa Aditi. cuja base está no alto. 230) diz que ‘Aditi. ó Rei. a deusa da morte e corrupção. a divindade do pecado. de cujo nome auspicioso nós podemos nos lembrar? Quem nos restaurará à poderosa Aditi. Sorte ou Fortuna. 17 Varuṇa é o chefe dos senhores da ordem natural. 13 . de modo que eu possa ver meu Pai e minha Mãe. Benfey. e fiquem ocultos. I. mas talvez o antigo mito da árvore do mundo. ó Savitar. 14 As riquezas que o distribuidor de riquezas. teu adorador almeja isso com sua oblação. 45. não tomes a nossa vida de nós. como liberdade ou segurança. nos liberte.14 6. De dia e de noite essa única coisa me dizem. ó tu Vasto Soberano. Rei.

ó Varuṇa. Índice ◄►Hino 25 (Griffith) ____________________ O Āditya é Varuṇa. Desamarra os laços. solta as amarras dos pecados cometidos por nós. espiritual. 15. nós tentamos evitar tua ira. Amarrado a três pilares Śunaḥśepa capturado fez sua súplica desse modo ao Āditya.18 A ele que o Soberano Varuṇa liberte. desata os laços de cima. sacrifícios.20 ó tu Āditya. tu Rei de domínio extenso. um dos filhos de Aditi. divino. oblações. do meio. ó Varuṇa. 14. e de baixo.103 13. Asura19 sábio. 18 19 . sábio. nunca enganado. o Ahura avéstico. 20 Que nós pertençamos a Aditi: Que nós sejamos devolvidos à liberdade e ao desfrute da natureza. Asura: um ser incorpóreo. que me seguram. Com reverências. desata as amarras que o prendem. Assim na tua santa lei que nós sejamos feitos impecáveis pertencer a Aditi.

) o rumo dos navios. Ele. nem os iníquos (ousam desagradar). sentou-se. mas. 12. vento. e que conhece aqueles que residem acima. 3. proclamar que a minha oferenda foi preparada. Nós acalmamos tua mente. Vamos. Varga 16. 3 Isso parece como se a pessoa de Varuṇa fosse representada por uma imagem. como se o ofertante. e do método de ajustar um ao outro. Varuṇa (Wilson) (Sūkta II) O Hino é endereçado por Śunaḥśepa a Varuṇa. Varga 18. todos os nossos dias. que é visto por muitos.104 Hino 25. em conexão com a precedente. Compartilhem (Mitra e Varuṇa) da (oblação) comum. Ele que. 15. 16. conhece os doze meses e suas produções. divino Varuṇa. ‘aquele décimo terceiro ou mês adicional que é produzido por si mesmo. como um cocheiro. 8. A passagem é importante. 7.2 9. e do excelente. O mesmo pode ser dito da fraseologia usada no verso 18. que o décimo terceiro. Que aquele sábio filho de Aditi nos mantenha. como indicativa do uso simultâneo dos anos solares e lunares nesse período. por meio dos nossos louvores. entre a (divina) progênie. do gracioso. a métrica é Gāyatrī. a quem inimigos não ousam ofender. aquele que observa muitos? 1 Varga 17. nem os opressores da humanidade. aceitando os ritos (oferecidos a ele). 6. e que você. o guia (de homens). 4. ou intercalado. Varuṇa veste seu (corpo) bem nutrido usando armadura dourada. conhece (também. eu tenho visto a carruagem dele sobre a terra. Eu tenho visto a ele cuja aparência é agradável para todos. o fazedor de bons atos. 5. residindo no oceano. Que conhece o que é upa. ou serão. adicionalmente. nós não podemos duvidar da correção da conclusão do comentador. através da tua indignação fatal. Varuṇa. o mês suplementar. 3 de onde os raios (refletidos) são espalhados em volta. Ele. eminente em força. para nós. e prolongue nossas vidas. Que tem distribuído alimento ilimitado para a humanidade. Varuṇa. juntos. Através dele o sábio contempla todas as maravilhas que foram. que conhece o caminho das aves que voam pelo ar. ele tem aceitado esses meus louvores. para o nosso bem. para exercer domínio supremo (sobre eles). o aceitador de ritos sagrados. seu corcel cansado. aceita a (oblação) apreciada. Ele. 11. Um (ser) divino. 1. – ele. do ano hindu lunissolar é aludido. sendo propícios ao doador e celebrador desse rito religioso. 2. 14. Meus pensamentos sempre se voltam para ele. que conhece o caminho do vasto. 1 O contemplador de muitos. Visto que todas as pessoas cometem erros. como o gado volta aos pastos. através da ira de ti muito desagradado. e especialmente. e aquele que é produzido complementarmente. para a nossa felicidade. produzido. como aves pairam em volta de seus ninhos. Minhas tranquilas (meditações) voltam ao desejo de vida. em ligação com o ano’. 18. Não nos faças os objetos de morte. nós traremos para cá Varuṇa. desfiguramos diariamente teu culto por imperfeições. 2 . feitas. no caminho correto. Quando. 10. assim nós. 13. ‘que conhece os doze meses’. Varga 19. A expressão é obscura. 17. ou subordinadamente.

Índice ◄►Hino 26 (Wilson) ____________________ Hino 25. hoje. 20. Tu. ó Varuṇa. Que aquele Āditya. e é provavelmente uma interpolação. o vento vasto. 7 Isto é. Mitra e Varuṇa. 2. para ser apaziguado. 3. Veja M. desamarra as centrais e as de baixo. Quando nós traremos. Ele sabe o caminho das aves que voam pelo céu. está vestido em um manto brilhante. ele contempla todas as coisas maravilhosas. Não nos dês como vítimas para a morte. para sermos destruídos por ti em ira. Toda lei tua. Observando de lá. 11. Para ganhar tua misericórdia. Varuṇa. O Deus que os inimigos não ameaçam. 12. o último sendo frequentemente considerado idêntico ao primeiro. mas a passagem é muito obscura. esperando por proteção. com hinos nós atamos teu coração. com (promessa de) prosperidade. ó Deus. 21. A estrofe quebra a conexão entre as estrofes 5 e 7. elevado e poderoso. Porque Mitra é inserido assim subitamente não está claro.6 8. Senhor do guerreiro poderoso. Ele. como o Cocheiro retém seu cavalo amarrado. como nós somos homens. Varuṇa. Varuṇa (Griffith) 1. 6 Varuṇa é Rei do ar e do oceano. O mais sábio. senta-se entre o seu povo. Seus espiões8 são encontrados sentados em volta. provavelmente o resto dos Ādityas. muito sábio. Ele conhece o caminho do vento. Ele conhece os deuses que residem acima. 7. faze-nos. 4 Aparentemente. Ouve. Dia após dia nós violamos. Ouve e responde (às minhas preces). 4. e todo o mundo. À tua ira violenta quando insatisfeito. 13. o perspicaz Varuṇa? 6. usando armadura de ouro. 5 .105 19. Isto é. para que nós possamos viver. o que tem acontecido. eu tenho apelado a ti. 14. Fiel à sua santa lei. esta com alegria ambos5 aceitam em comum: eles nunca desapontam O adorador sempre fiel. Müller. essa minha prece. 5. 536. fiel à santa lei. felizes. Varuṇa. Esta. Varuṇa. 9. ele. ele conhece as doze luas com sua prole:7 Ele conhece a lua de nascimento posterior. Soberano do oceano. p. faça bons caminhos para nós todos os nossos dias: Que ele prolongue nossas vidas para nós. empenhados apenas na obtenção de riqueza. A History of Ancient Sanskrit Literature. brilhas sobre céu e terra. 8 Mensageiros ou anjos. e. 10. Eles fogem4 de mim desanimados. que és possuidor de sabedoria. senta-se lá para governar a todos. o Herói. os meus inimigos. Ele conhece os navios que se encontram nele. E o que será feito futuramente. Como as aves do ar para seus ninhos. nem aqueles que tiranizam os homens. Liberta-nos das amarras superiores. os doze meses com os dias que são sua progênie. Nem aqueles cujas mentes estão empenhadas no mal.

Agora eu vi aquele a quem todos podem ver. Eu vi Varuṇa. meus pensamentos se movem em direção a ele. Varuṇa. Como vacas se movem para seus pastos.106 15. Índice ◄►Hino 26 (Griffith) ____________________ 9 Ou mel (mádhu). 17. visível para o olho mental dos adoradores dele. ó Deus sábio. e desamarra Os laços de baixo. ouve este meu apelo: tem misericórdia de nós neste dia Ansiando por ajuda eu implorei a ti. desata a amarra do meio. eu vi seu carro acima da terra:10 Ele aceitou essas minhas canções. enquanto tu segues teu caminho. para que eu possa viver. 20. a libação de suco Soma. és o Senhor de tudo. Liberta-nos da amarra superior. porque meu hidromel 9 é trazido: semelhante ao sacerdote Tu comes o que é apreciado por ti. Dando-a aos nossos próprios corpos. 18. tu és o Rei da Terra e do Céu Ouve. Tu. 19. Ele que dá glória para a humanidade. 16. 21. 10 . Ansiando pelo Uno de visão ampla. não glória que é incompleta. Falemos juntos uma vez mais.

Que o senhor dos homens. parente. Varga 21. Varuṇa. Agni. Porque aqui um Pai7 adora por seu filho. e esse nosso louvor. Senhor dos poderes prósperos. sempre a ser escolhido. possuidores de fogos sagrados. Varga 20. seja benevolente. és. como um pai amável para um filho. 3. o Hino é endereçado a Agni. 10. como antes.2 5. possuidores de fogos sagrados. 7. Que se sentem aqui os destruidores de inimigos. é o mesmo que Manu. a métrica é Gāyatrī. assim nós. Índice ◄►Hino 27 (Wilson) ____________________ Hino 26. Amigo excelente por seu amigo. como nosso Sacerdote. o sacerdote sacrificante. Como homens. oferecido a ti. e amigo de seu adorador. 3. em oblação repetida e abundante. 4. 1 Aryaman é um Āditya. Mitra e Aryaman1 sentem-se sobre a nossa grama sagrada. amados por ti. que fica no lugar do pai. seja benevolente para nós. (para nós mesmos e para ti). 2. É dito. Agni (Wilson) (Sūkta III) O suposto autor ou recitador é Śunaḥśepa. filho da força. Ó digno de oblação. Que Varuṇa. Ó Agni. como um parente para um parente. Aryaman. sempre vigoroso Agni. que ele preside o crepúsculo.5 E oferece esse nosso sacrifício. o mais jovem. 7 Agni.6 através dos nossos hinos. daqui em diante. e nos concede alimento (abundante). mutuamente (as fontes de felicidade) para ambos. 2. e oferece esse nosso sacrifício. torna-te nosso sacerdote ministrante. Parente por parente. de Manus. Mitra. (Propiciado) por melodias brilhantes. Imortal Agni. sobre a nossa grama sagrada. Agni. uma forma do sol mensal. diz o comentador. e com nossa amizade. têm se encarregado da nossa oblação. como um amigo para um amigo. Manuṣah. como aplicável a Agni. como eles fizeram no sacrifício de Manus. oramos a ti. que. o Prajāpati. com fogos sagrados. Tudo o que nós oferecemos. escolhido por nós. ou a partir do fogo doméstico ou por atrito repetido. o escolhido. seguramente. através da nossa palavra divina. 4 É dito que esse epíteto. Como os brilhantes (sacerdotes). Senhor do sustento. que os louvores da humanidade sejam. 8. que nós sejamos. de acordo com Sāyaṇa.3 fica satisfeito com esse nosso sacrifício. também. Sacrificador precedente. e ouve esses teus louvores. a qualquer outra divindade é. 6 Continuamente renovado para sacrifício. com todos os teus fogos. 3 O Hotṛ nascido antes de nós. 2 . Senta-te. de fato. 9. Tu.4 aceita esse nosso sacrifício. 6. se refere à força necessária para friccionar os bastões. (envolvido) com radiância. assume tuas vestes. 4. Agni (Griffith) 1. de modo a gerar fogo. assume tuas vestimentas (de luz).107 Hino 26. 1. 5 Cobre-te com tua veste de chamas.

através dos nossos pensamentos (devotos)8. Com todos os Agnis (isto é. senhor de todo vigor. de bom fogo). 3. 7. agradável e. 7. que os elogios dos homens mortais Pertençam a nós e a ti igualmente. ó jovem (filho) da força. Mitra. com todos os teus fogos). e nós nos consideramos possuidores de um bom Agni.11. com tua roupa (de luz). 6. Aquele presente é oferecido em ti. Que ele seja estimado por nós. Ó Mensageiro antigo. AṢṬAKA I. 5. está satisfeito com essa nossa amizade também. deus mais vigoroso. Que Varuṇa. o concessor de alegria. por sacrificar obtém (bênçãos) para o filho. alegra-te nesse nosso rito e amizade: Ouve bem essas nossas canções. ó Agni. nos têm concedido riqueza preciosa Assim. com fogos brilhantes. ó Imortal. quando possuidores de um bom Agni. ó Agni. adorados com fogos brilhantes. triunfantes com riquezas. o amigo eleito para o amigo. o mortal cujo sacrifício ele realiza. Hotṛ eleito. o filho. Pois sempre que nós sacrificamos constantemente a esse ou àquele deus. e ouve essas preces. VARGA 20–21. Os Deuses. Veste-te. sentem-se na nossa grama sacrifical como eles se sentaram na de Manu. 10. 6. Índice ◄►Hino 27 (Griffith) ____________________ Hino 26. com fogos brilhantes. ó Filho da Força. Pois os deuses. 1. 10. 9 Agni é o pai. têm nos dado riqueza excelente. Que ele seja o nosso querido Senhor familiar. de fato. 4. 9. aceita esse sacrifício e essa prece. 9. 2. compare. o senhor do clã. E. Senta-te. ó (deus) sacrifical. 8 .8: ‘Que nós obtenhamos todas as bênçãos de Agni por nossas preces’. Aryaman. possuidores de um bom Agni (isto é. nós oramos a ti. Tudo o que nós sacrificamos nesse procedimento perpétuo para Deus e Deus. Índice ◄►Hino 27 (Oldenberg) ____________________ Manmabhiḥ pode significar possivelmente ‘com teus (sábios) pensamentos’. e então realiza esse culto para nós. Com todos os teus fogos. que nós sejamos estimados (por ele). (e dos imortais). 9 o companheiro para o companheiro. O pai. HINO 26. Ó Hotṛ antigo. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 8. por exemplo. E que haja entre nós louvores mútuos dos mortais. excelente Que nós sejamos. Sacerdote. 8. ADHYĀYA 2.108 5. com 3. com tua palavra que vai para o céu. estimados por ele. em ti somente o alimento sacrifical é oferecido. encontra satisfação nesse nosso sacrifício. como nosso Hotṛ desejável. ó Agni. ó Imortal. ou ‘Que nós obtenhamos toda bem-aventurança através dos (sábios) pensamentos de Agni’. E nesse nosso discurso.

sempre merecerá e receberá (alimento). tanto quanto somos capazes. veneração aos antigos!8 Nós adoramos (todos) os deuses. Obtém.6 Varga 24. Índice ◄►Hino 28 (Wilson) ____________________ 1 A comparação é somente ‘nós louvamos a ti como um cavalo com uma cauda’. Agni. e nos concede a riqueza que está sobre a terra. subjugador de inimigos. 3 No supremo. 6. através da batalha. seja propício para nós. para os deuses. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. no qual a métrica é Triṣṭubh. resplandecente. 4. Que ele. mais novos versos Gāyatrī. ilimitável. seja o concessor (de dádivas). Tu. para nós. 11. veneração aos menores. mostrando a composição mais recente desse Sūkta. proteges em batalhas. Que Agni. como antes. e derrame (bênçãos). essa nossa oferenda. Que ele. . Agni. 7. O mortal a quem tu. 4 Um denominativo comum de Agni. de perto ou de longe.4 és o distribuidor de riquezas. os detalhes são fornecidos pelo comentador. de bandeira de fumaça. 2 Ghāyatraṃ navyāṃsam. Jarābodha. 1 2. (pois tu espalhas nossos inimigos). no meio. e métrica. e nos conceda alimento. que o comentador explica: ‘ao feroz ou cruel Agni’. Varga 22. 3. 1. O comentador sugere todo o restante da comparação. krūrāyāgnaye. como as ondas de um rio são divididas por ilhas interjacentes. como um príncipe7 (escuta aos bardos). e do fim são as expressões vagas do texto: sua designação apropriada é derivada do comentário. o de raios brilhantes. o senhor soberano dos sacrifícios. para a conclusão do sacrifício que beneficia toda a humanidade. esteja satisfeito com nosso rito. veneração aos novos. nos conduza.109 Hino 27. que é adorado por todos os homens. o filho da força. e esses nossos mais novos hinos. o senhor dos homens. nos ouça. Agni. dos homens que procuram nos prejudicar. 9. 2 5.3 Varga 23. com louvores. anuncia. 8 É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas.5 entra na oblação. a quem tu incitas a combater. que ele. que vais a todos os lugares. com cavalos. protege-nos sempre. (Eu continuarei) a me dirigir a ti. Chitrabhānu. pois notória é a bravura dele. Que eu não omita o louvor das divindades mais antigas. (propiciado) pelos sacerdotes. e os Viśvedevas são abordados. Ninguém jamais será o vencedor desse teu adorador. 7 ‘Como um homem rico’ é o texto inteiro. Veneração aos grandes deuses. como um cavalo (que espanta moscas) com sua cauda. 10. 13. exceto na última estrofe. 8. com nossos hinos. O adorador oferece louvação agradável ao terrível (Agni). 12. o alimento que se encontra no céu e no ar. 6 O texto em ‘a Rudra’ (Rudrāya). pelo conselho de Agni. que se move em todos os lugares velozmente. aquele que tem brilho extraordinário ou variado. Que o vasto Agni. deus. 5 Ele que é despertado (bodha) por louvor (jarā). o invocador e mensageiro dos deuses. Tu sempre derramas (recompensas) sobre o dador (de oblações).

A ele. Tu distribuis dádivas. ou deuses universais. Veja Pischel. Glória aos Deuses. não a Agni. 6. aquele que notifica a eles. próximo. ou a palavra pode significar qualquer rio. 55 e seguintes.9 Senhor Supremo dos ritos sagrados. seja nosso. é comparado a um cavalo. 2. 10. Agni. anjos. mais velhos e mais novos. por causa da sua impetuosidade. Agni (Griffith) 1. nos estimule para a força e pensamento santo. Os Viśvedevas. como Sāyaṇa o explica. Que o Filho da Força. nos ouça por meio dos nossos louvores. brilhante. Poderoso: Mais que isso. ou Fogo.12 esse trabalho. 10 Sindhu: o Indus. E com os cantores11 ganhe os despojos. Como algum Senhor rico de homens que ele. Senhor de toda vida. p. Que aquele que reside com toda a humanidade nos conduza com corcéis de guerra através da luta. e a expressão pode significar. Que derrama suas dádivas como chuva. Ajuda. 13 Rudra: o Rugidor. têm direito a oferendas diárias. assim como as ondas do Sindhu. ou isso pode ser interpretado como ‘o arauto dos Deuses’. Ou a palavra pode significar vermelho. Uma parte da força que está no meio. são comparadas à cauda flutuante do cavalo. 3. 9. que traz grande felicidade.14 Refulgente. ou o Berrador. 14 Que como uma bandeira reúne os Deuses. 8. ou incitas para o combate. poder muito glorioso é dele. 5. é aqui um nome de Agni.110 Hino 27. tu que conheces louvor. adorados especialmente em funerais. Agni. e suas chamas longas. semelhante a um corcel de cauda longa. É senhor de força infinita aquele homem a quem tu proteges na luta. como uma tropa ou classe separada de Deuses. os mais jovens e os mais velhos!15 Vamos. 4. . de perto. Vedische Studien. os poderosos e os menores. grandioso.13 a ele Adorável em toda casa. excelentemente brilhante. pelo conselho de Agni. ó Resplandecente. Com culto eu te glorificarei. e. anuncia afavelmente essa nossa oblação para os Deuses. além disso. onduladas e movidas pelo vento. 15 Essas distinções de Deuses maiores e menores. ilimitado. segundo as leis de Manu. prestar adoração a Deus: nenhuma oração melhor do que essa. reconheçam. 11 Os sacerdotes que cantam hinos de louvor em um sacrifício. 7. como nós diríamos. 12. ninguém pode vencer. 1. Ó Agni. Índice ◄►Hino 28 (Griffith) ____________________ 9 Agni. se nós tivemos o poder. Agni a bandeira dos Deuses. É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. E essa nossa mais nova canção de louvor. ó Agni. de bandeira de fumaça. 12 Jarābodha parece se referir ao Ṛṣi ou poeta do hino. esse elogio a Rudra. que anda longe. 13. são dez em número. não são mais explicadas em nenhum lugar. 11. seja quem for. provavelmente. uma parte da força que está abaixo. com grande abundância. Que esse nosso Deus. de longe. 10 tu Fluis rápido em direção ao adorador. Dá-nos uma parte da força mais elevada. sempre Protege-nos do homem pecaminoso. glória aos Deuses. ó Deuses. ou. por causa do estalido ou rugido de suas chamas.

1. Ó Garābodha! Realiza essa (tarefa) para toda casa:17 uma bela canção de louvor para o venerável Rudra. Tu fluis imediatamente na direção do doador generoso na onda do rio. Com reverência eu cultuarei a ti que tens cauda longa como um cavalo. ajuda-nos com a riqueza que está mais próxima. 2. anunciar para os deuses essa nossa mais nova canção Gāyatra eficiente. conhecido entre todas as tribos. tu és o distribuidor. eu não negligencie o louvor dos maiores’. Quem quer que ele possa ser. ó Agni. 12. 10. O mortal. Ó deuses. seja de perto ou de longe. ó conquistador (Agni)! Sua força é gloriosa. aqui se refere ao herói mortal protegido por Agni. como os versos seguintes mostram. o imensurável. Reverência aos grandes. 16 17 . Muir. AṢṬAKA I ADHYĀYA 2. Que ele nos ouça. se nós pudermos.19 Índice ◄►Hino 31 (Oldenberg) ____________________ Viśvacarṣaṇi. muito próximo. 13. Agni. 8. VARGA 22–24. do mortal que procura nos prejudicar. 7. 9. 3. E que tu possas. o estandarte dos deuses.111 Hino 27. Desse modo protege-nos sempre. o auspicioso. rico em esplendor. 18 Rudra é aqui uma designação de Agni. HINO 27. o grandioso. 5. 4. reverência aos velhos! Vamos sacrificar aos deuses. venha a ser generoso para nós.16 vença a corrida com seus cavalos. ó deuses. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. nosso filho da força. que ele. Ó deus de esplendor brilhante. de modo que nós teríamos que traduzir: ‘Administra essa tarefa: uma bela canção de louvor a Rudra que é venerável para toda casa’. o rei do culto. 12 a lê desse modo: ‘Que. ó Agni. tu que tens uma vida plena. Que ele. a quem tu ajudas nas competições. Viśe-viśe pode possivelmente depender de yajñiyāya. Agni de luz brilhante. Deixa-nos partilhar de toda a recompensa que é a mais elevada e que é média (isto é. como o rico senhor de um clã. ele dominará nutrimento constante. procedendo em seu caminho amplo. um epíteto frequente de Agni. ninguém o alcançará. V. que reside no mundo mais alto e no intermediário). com a ajuda de seus sacerdotes. que eu não caia vítima da maldição de meu superior. o de bandeira de fumaça. por conta dos nossos hinos.18 11. se torne um ganhador. 19 A última parte desse verso oferece alguma dificuldade. a quem tu proteges em batalhas. reverência aos menores! Reverência aos novos. 6. Que ele (o homem). nos incite a pensamentos virtuosos e à força. Que ele.

Indra. tal sendo o termo usado no texto. ele deve colocar o que sobra. talvez. conforme a pedra de base larga1 é erguida para espremer o suco Soma. e coloca o resíduo sobre a pele de vaca. Utensílios de sacrifício. Aqui. é filtrado por um coador feito de pelo de cabra. contido nas páteras ou pratos. significar duas ou três folhas de erva Kuśa. ó Amofariz. espalha-o sobre as folhas da erva Kuśa. – são empregados. para o Adhiṣavaṇa (ou a libação derramada). talvez. os nossos sucos doces (Soma). uma grande árvore. as duas seguintes. Se. o droṇakalaśa. por metonímia. em algum recipiente. 1. geralmente. mas. Varga 26. e assim espremer o suco. como o tambor de uma tropa vitoriosa. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. e a nona é de uma distribuição mista. no comentário da Yajur Veda Saṃhitā. 6 Vanaspati. ao almofariz e pilão. o pilão de pedra. divirtam-se. Varga 25. no entanto. na Índia. no verso 8. em lugar de almofariz e pilão. desse modo. 6. mas. o suco Soma. emite (nesse rito). como ‘entrando e saindo do salão’ (śālā). 9. e é recebido em um tipo de jarro. para receber e despejar o suco Soma. – através das quais o suco cai sobre um lençol. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. ou para a pele (charma) na qual ela é derramada. Stevenson. de forma agradável. pelas mãos do batedor. de madeira pesada. para a bebida de Indra. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. sobre uma carroça – e. ou sobras. colocado. se não efetivamente. tendo-o trazido. 8. um som forte. as instruções se referem ao resíduo. 3 O comentador explica os termos do texto. concessores de alimento. e. encontrado na casa de todo agricultor. – o comentador diz.112 Hino 28. etc. para Indra. Indra. não os próprios utensílios. depois de expressão. Aparentemente. e assim produzem a separação de suas partes componentes. que é explicada. 5. lançá-no na Pavitra. Traze os restos do suco Soma nos pratos. é aquele que é usado para esmagar as plantas Soma. ou certo deus assim chamado: nenhum nome se encontra no texto. Quando eles amarram a vara de bater (com uma corda). dão ao bastão um movimento rotatório em meio ao leite. nota 11. Vocês dois senhores da floresta.6 como o vento sopra gentilmente diante de ti. aqui. como um eixo. Indra. como os cavalos de Indra triturando aos grãos. prepara o suco Soma. (no rito) no qual a dona de casa repete saída e entrada na (câmara sacrifical). que são abordados. De acordo com Sāyaṇa. as duas seguintes. o bastão é movido por uma corda passada em volta de seu cabo e em volta de um poste plantado no solo. preparem. com referência ao pilão. de som alto. As primeiras quatro estrofes são endereçadas a Indra. são as divindades que presidem o almofariz e o pilão. ao almofariz doméstico. ó Almofariz. apachyava e upachyava. a Hariśchandra. geralmente. 4. (no rito) no qual os dois pratos2 para conter o suco. 2 Ādhiṣavaṇyā. com libações adequadas. dois pratos rasos ou páteras. a métrica das seis primeiras estrofes é Anuṣṭubh. (um Prajāpati). feito da pele da vaca. 5 O almofariz é. Não está muito claro o que ele deve fazer.5 tu estás presente em toda casa. 2. diz o comentador. ou antes. Senhor da floresta. ou para Hariśchandra. De acordo com o Sr. Gāyatrī. ‘movendo para cima e para baixo’. Indra. das três últimas. . O pilão usado em triturar ou debulhar grãos é. Veja o hino 13. devesse ser. nesse verso. 4 como rédeas para conter (um cavalo). 3. ou em um saco de couro. de fato. em lugar de almofariz. As extremidades da corda sendo puxadas para trás e para frente. 7. – tão (largos quanto os) quadris (de uma mulher).7 Índice ◄►Hino 29 (Wilson) 1 A pedra. Indra. para o suco Soma. – tipicamente. 7 Esse verso é endereçado. 4 Em batedura. um recipiente pesado de madeira. servindo como um tipo de filtro. depois que a libação foi oferecida. – ou o sacerdote ministrante. (Wilson) (Sūkta V) Śunaḥśepa é o Ṛṣi. 3 reconhece e compartilha das efusões do almofariz. mais propriamente.

como quadris largos. 9.9 vocês esticam mandíbulas largas. Vocês Soberanos da Floresta. Onde. tu és colocado para trabalhar. Ó Indra. Aqui emite teu som mais claro. ó Utensílios Sacrificais. Indra. etc. Provavelmente isso se refere aos dois pratos mencionados acima. ó Almofariz. Ó Indra. 8. Como dois cavalos baios mastigando ervas. Ó Soberano da Floresta. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Pega em canecas o que resta: derrama o Soma no filtro. (Griffith) 1. 2. Lá onde a mulher observa e inclina o constante subir e descer do pilão. para reter o suco os pratos8 da prensa são colocados. como com rédeas para guiar um cavalo. com prensas rápidas espremam hoje o Suco Soma doce para a bebida de Indra. como o vento sopra suave na tua frente. um sendo usado como um recipiente e o outro como uma tampa. 5. Onde. Melhores dos concessores de força. 4. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Almofariz. 6. para Indra espreme o suco Soma para que ele possa beber. E na pele de boi coloca os resíduos. ambos velozes. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Ó Indra. 7. Índice ◄►Hino 29 (Griffith) ____________________ 8 Dois pratos rasos. 9 . Se de fato em cada casa. eles amarram o bastão de bater com cordas. alto como o tambor dos conquistadores.113 ____________________ Hino 28. Ó Indra. Lá onde a pedra de base larga erguida no alto para espremer os sucos. Quando o prato superior é erguido para receber o suco dos talos de Soma a abertura entre os dois é como a boca de um cavalo quando ele mastiga grama suculenta. 3.

de riqueza ilimitada. desça longe na floresta. de riqueza ilimitada. e o comentador as chama – sob qual autoridade não é declarado – de duas mensageiras fêmeas de Yama. Ó Indra. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. literalmente. no Brāhmaṇa. cujas mandíbulas são fortes.114 Hino 29. e aqueles. com rumo tortuoso. Tua benevolência. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. para não acordar mais. destrói esse asno. não sendo despertadas’. nunca despertando. de riqueza ilimitada. que elas durmam. 6. É dito. que elas durmam. pois zurra ou profere sons insuportáveis de ouvir’. (nosso adversário). enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. 3. que Śunaḥśepa foi instruído pelos Viśvedevas a recorrer a Indra. que é da natureza de insulto. de riqueza ilimitada. Ele é. embora nós sejamos indignos. Indra. Que aqueles que são nossos inimigos durmam. ó mais rico. 1. tendo um belo nariz ou queixo proeminente. fiquem despertos. Indra.4 e. O comentador acrescenta: ‘Portanto ele é chamado de asno. de riqueza ilimitada. o par que olha uma para a outra. belo2 e poderoso senhor do alimento. Paṅkti. 5. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. 7. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. o poderoso. Portanto. grandes feitos são teus. mata cada um que nos causa dano. Indra. dura para sempre. o deus é Indra. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Śunaḥśepa 1 continua a ser o recitador. embora nós estejamos totalmente desesperançados. que são nossos amigos. 3. Śiprin. que te louva com tal discurso dissonante. ó mais rico. Ó Indra. Indra. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. isto é. Veraz bebedor do suco Soma. Herói. 2. Faze adormecer (as duas mensageiras fêmeas de Yama). Ó bebedor de Soma. 4 Nuvantaṃ pāpayāmuyā. de riqueza ilimitada. louvando com esse discurso. tendo um nariz ou mandíbula inferior ou queixo. 3 O texto é muito elíptico e obscuro. a métrica. Varga 27. Destrói cada um que nos insulta. Ó Indra. literalmente: ‘Ponha para dormir as duas que se observam mutuamente. Que duas fêmeas são indicadas é deduzível de os epítetos estarem no número dual e gênero feminino. 4. Olhando uma para a outra. 1 2 . 2. Ó Senhor da Força. Índice ◄►Hino 30 (Wilson) ____________________ Hino 29. Indra (Griffith) 1. Indra. 4.3 Indra. Indra. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. que os espíritos hostis durmam. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Indra. sempre verdadeiro. Aquieta adormecido. ó herói. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. de riqueza ilimitada. Que a brisa (adversa). ó mais rico. e todo gênio gentil desperte.

5. que eu interpretei de acordo com Sāyaṇa. Destrói esse asno. ó mais rico. um lagarto segundo Sāyaṇa. A palavra kuṇḍṛṇācī. Ó Indra. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Essa passagem pode talvez significar. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Índice ◄►Hino 30 (Griffith) ____________________ Que o ciclone ou tempestade gaste sua fúria na floresta. 6. significa em outro lugar certa espécie de animal. Mata cada difamador.115 Ó Indra. e não se aproxime de nós. Ó Indra. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. ó mais rico. que zurra para ti em tons dissonantes. Muito distante na floresta caia a tempestade em uma rota circular!5 Ó Indra. o que quer que isso seja. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. ‘que o vento caia na floresta com a kuṇḍṛṇācī’. 5 . e destrói aquele que nos prejudica em segredo. 7. ó Indra. ó mais rico. ó mais rico.

Tu te aproximas dela. que é poderoso e de cem sacrifícios. que és preferido e chamado por todos. sendo acumuladas para a satisfação do poderoso Indra. com gotas (de suco Soma). no qual ela é Triṣṭubh. a esperança de que bênçãos provenham da adoração. e com alimento (abundante).4 15. uma variedade de Gāyatrī. ou firme. que estamos desejosos de alimento. Vamos. 4.berkeley. que teus adoradores desejam. venha (para o rito). aos Aśvins. Essa libação é (preparada) para ti. 14. como um poço (é enchido com água). 10. 1. nós. e de mil destiladas. Que ele que é (o recebedor) de cem (libações) puras. de seu antigo lugar de residência. Indra. 5. para (lugares) baixos. por tua graça. 3. no qual ela é Pādanicṛt. (abundância de vacas) com mandíbulas proeminentes. Que assim seja. para a nossa defesa. Em toda ocasião. second edition. aceitante de louvor.3 que algum deus tal como tu és. como água. ou rebanho. tendo um nariz ou uma mandíbula. 9.php?person=18. a Uṣas. para a nossa defesa nesse conflito. 7. A métrica é Gāyatrī. venha até nós. três. e que vacas robustas e ricas em leite sejam nossas. pois. quando solicidado. 3 O resoluto. uma multidão. que prosperidade genuína seja (a recompensa daquele) que te oferece louvação. Śatakratu.edu/people/person_detail. como amigos. como o eixo (gira) com os movimentos da carroça.] 2 A expressão no texto é śipriṇīnāṃ. no oceano. como nosso amigo. O comentador preenche com gavām. o protetor das residências. 8. Tal riqueza. 13. Indra. nosso amigo. e é inteligível somente por causa das adições abundantes do comentador.2 12. que visita muitos adoradores. estão contidas na barriga dele. . que nós tenhamos (alimento abundante). como (eles giram) o eixo das rodas (de um carro). consultado em 06/2013. e acrescenta samūhah. 11. ó amigo. e] 1 no verso dezesseis. Todas as quais (as libações). (concede a) nós. Varga 28. Varga 29. como água. satisfazer esse seu Indra. tu aceitas nossa prece.116 Hino 30. ou a alvorada personificada. Bebedor do suco Soma. O significado pretendido é. em toda batalha. – um nome de Indra. como o eixo no qual elas revolvem. (bênçãos) aos teus adoradores. tudo o que nós desejamos. de fato. Nós imploramos a ti. das vinte e duas estrofes que o compõem. manejador do raio. Eu invoco o homem (Indra). nós chamamos. Se ele ouvir nossa súplica. exceto [no verso 11. bebedor do suco Soma. 4 O verso inteiro é muito elíptico e obscuro. senhor da afluência. por essa razão. de vacas. Nós conversaremos por outras questões. ou dinâmico. Indra. 6. 2. – a ti. manejador do raio. com numerosas dádivas. como as rotações das rodas de um carro giram em torno do eixo. a quem meu pai invocava antigamente. Ergue-te. o mais poderoso Indra. como um pombo de sua (companheira) prenhe. Desse modo. dezesseis são endereçadas a Indra. provavelmente. regozijante junto conosco. com as quais nós possamos ser felizes.5 1 [De acordo com Griffith e Gary Holland. Varga 30. Herói. Veja Rig Veda: A Metrically Restored Text with an Introduction and Notes. e bebedores do suco Soma. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Hino é atribuído a Śuna ḥśepa. que tu farás. apresentado por si mesmo. genitivo plural do feminino śipriṇī. conceda prontamente. tu concedes a eles. disponível em linguistics. Śatakratu. (para ser favorável) para teus adoradores. teus amigos. que ele. e três. Ó Dhṛṣṇu.

como um pombo se dirige à sua companheira: Tu aprecias também essa nossa oração. venham para cá. 5. e mil das misturadas com leite Fluírem. poderosa.8 que és satisfeita por louvor. Aśvins. e o amanhecer é Vyuṣta. filha do céu personificado. levanta para nos prestar auxílio nessa luta13 Em outras também vamos concordar. ‘É como o eixo. com seus corcéis que mastigam.10 2. 11 Isto é. atrelada por ambos igualmente. Quando para o forte. Rosen traduz o nome como Aurora. 12 Essa libação de Soma é para ti somente. Por Indra. 13 O hino é uma oração por ajuda em uma batalha vindoura. 6 Conforme o Brāhmaṇa. enquanto a outra gira no céu. último parágrafo]. Senhor dos Cem Poderes. deve ser confessado que. tu afetas? 21. é imperecível: ela viaja. o generoso. não há nada em comum entre os dois. Ele pode estar conectado com a noção purânica da única roda da carruagem do sol. Vocês têm uma roda no topo da sólida (montanha). o mais poderoso de todos. 198. Nós. buscando força. é chamada de noite. 7 Não há explicação desse mito. (que sua residência) seja repleta de gado e de ouro. nós não conhecemos (teus limites). no comentário. 6. qual mortal desfruta de ti. Difusiva. 8. Que deixa cem das doses puras.7 20. O mais generoso. Dasras. 196 da versão em português]. Śunaḥśepa. elogiado em hinos. 9 Aqui nós nos despedimos de Śunaḥśepa. 19. Aśvins. imortal? A quem. com essas iguarias. 3. eles estejam perto. Senhor das Bênçãos. como o mar. uma carruagem dourada. Ele. sua carruagem. Ó Herói. aproxima-te. na maior parte. – akṣaṃ na śacībhiḥ.9 Índice ◄►Hino 31 (Wilson) ____________________ Hino 30.11 ele deu espaço dessa maneira Dentro de sua barriga. Uṣā. com provisões carregadas em muitos corcéis. relincham e bufam: ele. Em cada necessidade. Filha do céu. uma palavra de derivação similar como Uṣas. exceto com relação ao tempo. pelo ar. Uṣas. O comentador define ‘os atos’ como os movimentos do carro ou vagão. ou distantes. e perpetua nossa riqueza. Isso é teu. mas parece preferível manter a denominação original. Essa repetição da comparação é mais obscura do que na estrofe anterior. Indra (Griffith) 1. até ele. e. assim como para baixo para um lugar profundo. uma carruagem dourada foi dada a ele. há. Várias passagens parecem indicar que Uṣā ou Uṣas é o período imediatamente anterior à aurora. 4. 8 A alvorada. em cada batalha nós chamamos como amigo para nos socorrer Indra. satisfeito. a alegria arrebatadora.6 17. o passa de novo para os Aśvins. Dasras. Se ele nos ouvir que ele venha com ajuda de mil tipos. 16. nos deu. nos hinos atribuídos a ele. Senhor de Cem Poderes. o abundante em atos. pouca conexão com a lenda narrada no Rāmāyaṇa e outras autoridades. 10 Śatakratu. brilhante (Uṣas). o estimulante suco Soma. como um presente. 5 . enchamos completamente com gotas de Soma seu Indra como um poço. pelos atos’. porque. Indra sempre ganhou riquezas (de seus inimigos). 18. de muitas cores. 22. de fato. que poder e alegria Sejam daquele que canta o louvor a ti. [pág. isto é. – Viṣṇu Purāṇa. 7. contudo.117 Varga 31. No Viṣṇu Purāṇa [pág. ou sua divindade.12 Tu te aproximas.

14 A ti a quem meu pai invocava antigamente. 22. nós nos regozijemos. 19 Aparentemente o Sol. e os Aśvins o precedem em seu percurso em volta do céu. e resfólegam alto Indra sempre ganhou grandes tesouros. por assim dizer. Com Indra que deleites esplêndidos sejam nossos. A outra gira em volta do céu. Índice ◄►Hino 31 (Griffith) ____________________ 14 O Deus tutelar da nossa família. Sua carruagem atrelada por ambos igualmente. Deus bondoso para aqueles que cantam teu louvor. com esses teus fortalecedores. rogado. 17 O hino de fato termina com a estrofe anterior. Wilson segue Sāyaṇa [veja o verso correspondente acima]. Śatakratu. com as quais. e têm sido interpretadas de modo variado. a qual eu sigo. relincham. O significado de śipriṇīnāṃ no texto é muito incerto. 18 O oceano de ar. com força permanente ricos em cavalos e em vacas E ouro. Um carro de ouro ele cujas obras são maravilhosas recebeu de nós. Qual mortal. ó muito invocado. E manda riquezas para nós. imortais. vocês de atos poderosos. Mas o significado não é muito claro. amigo das nossas damas de traços adoráveis. ricos em alimentos. ó amigo. parece ser a mais simples e a melhor. Venham. Eu chamo a ele poderoso para resistir. Aśvins. 11. De modo que. o eixo do carro. concordando com viśām. Alvorada. Moves o eixo com tua força. ó radiante. desse modo. ricos em todas as coisas que fortalecem. 14. Que seja assim. ou Dyu. implícita. Benfey considera que a palavra significa mulheres bonitas. O carro de ouro dado a Indra é o hino. O carro de ouro pedido é riqueza abundante. o eixo. 10. ou incitas. 20. 13. que manejas o trovão. Com cavalos que mastigam. no caso vocativo. 16 As linhas dessa e da estrofe seguinte referentes ao eixo e à carruagem ou carro são um pouco obscuras. Ludwig sugere ‘protegido com capacete’. o Herói da nossa casa antiga. tu moves. 12. Viaja. O carro dos Aśvins permanece na cabeça dele ou na frente dele. U ṣas. exercida por causa das preces dos adoradores. por assim dizer. no oceano. e nós vamos também recebê-lo. pretende demonstrar a grande força de Indra. A expressão moves. ó Alvorada imortal. de homens. age Para ajudar a realização de cada anseio como nós desejamos. Dyaus. 9. No alto da testa do Touro19 uma roda da carruagem vocês sempre mantêm. ou Manhã. ó vocês de atos maravilhosos.118 E tudo o que fortalece. Ó bebedor de Soma. é a filha do Céu personificado. amigo. tu Amigo dos cantores. Porque nós temos a ti em nossos pensamentos estejas perto ou longe. 15 . ó filha do Céu. a partir de uma possível forma de śipriṇī. De cor vermelha e semelhante a uma égua mosqueada. tu agracias e contentas teus louvadores. tu vais?20 21. rico em todas as dádivas preciosas.17 17. Corajoso. ó Aśvins. bebedor de Soma. 16.15 e dos nossos amigos bebedores de Soma. Como tu. Nós oramos a ti. 20 Nós somos lembrados do antigo mito grego de Aurora e Titono (Eos e Tithonus).16 15. armado com o trovão. A explicação de Ludwig.18 19. 18. o qual é a parte mais firme e mais forte do carro. concordando com bebedor de Soma. Roth considera que a leitura é defeituosa. e sugere śipriṇīvan. Vem para cá. desfruta de ti? Onde tu amas? A quem. ao nosso chamado.

céu e terra. por causa de riqueza. A oitava. enquanto na segunda passagem um terceiro sentido de ‘nascido do céu e da terra’. A expressão é. que. 4. o Gārhapatya. no combate. Tu. Agni. na luta de heróis (agradável para eles) como riqueza amplamente espalhada. tu. 2 Vibhu. Em teu rito. dos dois bastões. na melhor imortalidade. que. como contados nos Purāṇas. Agni. anunciaste o céu para Manu. para todos os homens. em Jagatī. tu foste o amigo auspicioso das divindades. Que nós melhoremos o ato por uma nova prole (dada por ti). tu concedes ao sábio. o Ṛṣi é Hiraṇyastūpa. os sábios. torna ilustre o realizador do rito. adoraste os veneráveis (deuses). 2 (1869). ele interpreta ou ‘nascido a partir de dois pedaços de madeira’. primeiro. Tu sustentas. e 1. e. excelentemente sábio. (que te adora). para o uso do homem. isto é. nesse verso. 3 Dvimātā.140. eles sendo. o provedor de sustento. Agni. 4. destróis. em aprovação desse culto.2 para o benefício de todo o mundo. os que discernem tudo. [“De acordo com Sāya ṇa.5 fazendo homenagem a ti. ou ‘por fricção e o subsequente rito de consagração’. e seu emprego na forma de três fogos sacrificais. por ambos os nascimentos. por alimento diário. o primeiro e principal Aṅgiras. Varga 32. que é desejoso (de criaturas) de ambos os tipos de nascimento. 1 . torna-te manifesto para o adorador. Tu. 6 O fogo é usado primeiro para acender o fogo Āhavanīya. 3. és o derramador (de desejos). o resto. podem ser aludidos aqui. que está muito desejoso. Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. De acordo com Sāyaṇa.7 felicidade e sustento. inteligente. então. ou de duas mães. 375. na geração de fogo por atrito. [págs.119 Hino 31. 1. primeiro concedes luz. preeminente sobre o vento. no primeiro lugar.6 5. Varga 33. para o oeste (do altar). Agni. o filho de Aṅgiras. Vasu. aquele mortal. Céu e terra tremem (pelo teu poder). Quando tu és libertado por atrito de teus pais. eles te levam. – sapiente. de acordo com o comentador. 8. múltiplo. O comentador diz. então. tu guias o homem que segue caminhos impróprios para atos que são adequados para corrigi-lo. por meio dos fracos. de acordo com o Brāhmaṇa. no rito para o qual o sacerdote foi designado. Muir. Sūkta I) O Hino é endereçado a Agni. o filho de Soma. 5 A ação de Purūravas. ele foi o primeiro. como sendo o progenitor de todos os Aṅgirasas. Tu. os poderosos. foste o primeiro Aṅgiras Ṛṣi:1 uma divindade.] 4 É dito que Agni explicou para Manu que o céu devia ser alcançado por meio de atos virtuosos. aludindo aos diferentes fogos de um sacrifício. o criador de dois. Agni (Wilson) (Anuvāka 7. Compare dvijanmā em 1. e. o aumentador da prosperidade (do teu adorador): tu deves ser convocado. ou ansioso. para o leste. então. Preservem-nos. 7. 2. para a obtenção de bípedes e quadrúpedes. é adicionado”.S. Não há explicação da origem atribuída.149.4 tu mais do que recompensaste Purūravas. significa ‘de muitos tipos’. ou. Tu suportaste o fardo. 7 O significado não está muito claro. aos Maruts. Agni. Agni. – J. o filho de duas mães. Tu. 2. (Viṣṇu Purāṇa. céu e terra.3 e repousando de várias maneiras. que és louvado. N. de acordo com o comentador. junto com os deuses. isto é. quando a concha é erguida. Tu. – tu. Àquele que compreende totalmente a invocação e faz a oblação. 310-311 da versão em português]). pág. os Maruts de armas brilhantes foram gerados. décima sexta e décima oitava estrofes estão na métrica Triṣṭubh. nada mais do que os carvões ou brasas do fogo sacrifical. 6. mas a frase é apenas: ‘fazendo mais bem a ele que fez bem’. Agni. o filho de Budha. por nós. Agni. ornas a adoração dos deuses.

Os deuses antigamente fizeram de ti. até que foi derrubado de lá por sua arrogância. em tua mente. e acompanhado por bons homens. Agni. centenas e milhares de tesouros pertencem a ti. 13. tu te fazes visível para os mortais. e (defines) os pontos do horizonte. e. um deus vigilante entre os deuses. 11 Nós devemos concluir que esse hino foi composto pelo autor em sua velhice. Irrepreensível Agni. O homem que mantém iguarias seletas em sua residência. e é o retrato do céu. e no Anusasana. [livro 4. assegurando alimento (abundante). para o salão de sacrifício. imune à injúria. 11-17. a qual nós fazemos de acordo com nossa habilidade.9 eles fizeram de Iḷā10 a instrutora de Manus. que sempre precisa de proteção. (residindo) na proximidade de (teus) pais. 14 De modo semelhante como antigos patriarcas. Sê favorável ao oferecedor da oblação. como o protetor e encorajador daqueles que oferecem oblações adequadas. vai. de acordo com nosso conhecimento. e. Aṅgiras e Yayāti fizeram antigamente. Tu. que te moves (para receber oblações).13 15. Agni.14 Traze para cá os personagens divinos. [Essa história de Nahuṣa se encontra em dois lugares no Mahābhārata: no Udyoga. até que a perplexidade foi removida por Agni determinar o sul. realiza o sacrifício de vida. Varga 34. instruis o discípulo. estavam perdidos para determinar os pontos cardeais. Agni. caps. és favorável a nós. desperta-nos. que és o defensor de atos pios. se dirigiam para diferentes lugares onde sacrifícios eram celebrados. quando o filho do meu pai nasceu. Nahuṣa era o filho de Āyus. também. Índice ◄►Hino 32 (Wilson) ____________________ 8 É dito que aqui os pais são céu e terra. 12. que és onisciente. desejas (que o adorador possa adquirir) aquela riqueza excelente que é necessária para o sacerdote recomendado por muitos. auspicioso Agni. que foi elevado ao céu. Agni. perdoa-nos essa nossa negligência. Tu.] 10 Iḷā. como um Indra. que oferece a oblação a ti. Frequentes passagens nos Vedas atribuem a Iḷā a primeira instituição de regras de realização de sacrifícios. tu és chamado de o protetor bem intencionado do adorador. a prece do teu adorador.12 resplandeces. filha do Manu Vaivasvata. 11. Agni. o general vivo do mortal Nahuṣa. caps. 12 Que ilumina os quatro pontos cardeais. Tu. com tuas bênçãos.120 9. 1]. 17. esse caminho no qual nós temos nos perdido. e dota-nos de compreensão correta. – Viṣṇu Purāṇa. tu és nosso protetor. tu aprecias. com elas. 9 . Tu. Agni de quatro olhos. Puro Agni. filho de Purūravas. Tu és o defensor do gado. protege a nós. 13 É dito que isso alude a uma lenda na qual os deuses. tu defendes por todos os lados o homem que dá presentes (para os sacerdotes). que somos opulentos. pretendendo oferecer um sacrifício. o benevolente. como armadura bem costurada.8 e concedendo a nós (progênie) incorporada. tu és o realizador (do objetivo dos ritos). 16. em tua presença. concedes todas as riquezas. porque ele fala de seu neto. 10. ou antigos reis. regala (seus convidados). os corpos (dos nossos filhos). o inofensivo. 18. – como o protetor do adorador. Agni. 99-100. Agni. como Manus. prospera através dessa nossa oração. Varga 35. que és digno de ser louvado. pois tu. senta-os sobre a grama sagrada. Portanto. 14. para o filho do meu filho. – que estás próximo. leva-nos à opulência. e oferece a eles (sacrifício) agradável.11 que é sempre assíduo em tua adoração. Tu deves ser procurado. para a (segurança do rito) ininterrupto. Agni. cap. tu és o dador de vida para nós: nós somos teus parentes.

Ó Agni irrepreensível deitado no colo de teus Pais. sábio. que Agni realiza. mil tesouros. 27 O Sūri. Tu. nos protejam. 3. 5.28 a Providência do cantor: todas as coisas boas tu tens semeado para ele. guardião de elevados decretos. 23 Isto é. para o piedoso Purūravas. tu foste. Agni. 21 Purūravas: filho de Budha. 24 A exclamação Vaṣaṭ: que ele (Agni) a leve (para os Deuses). Segundo a tua ordenança sagrada os Maruts. Formador de corpos. É dito que ele instituiu os três fogos sacrificais. e ao príncipe27 concedes alimento abundante. Agni.1 como levando o oculto Agni para Bh ṛgu. 18 Mātariśvan: o nome de um ser divino descrito em 1. Ó Agni. Tu. o amigo auspicioso dos Deuses. 9. a personificação de todas as manifestações da luz. Agni. extremamente forte. para o oeste. 8. ó Previdente! que anda em maus caminhos.16 nasceram. 25 O vidhāta. foste o primeiro Aṅgiras. ainda mais piedoso. Tu mesmo que ansiando por ambas as raças26 dás-lhes grande bem-aventurança. Agni. matas na guerra muitos pelas mãos de poucos.21 Quando tu és rapidamente libertado de teus pais. tu mesmo um Deus. Que nós melhoremos o rito com nova execução. 7. nosso Pai: nós somos teus irmãos e Tu és nossa fonte de vida. altamente elogiado.17 Surgido de duas mães. Auspicioso! 10. tu. As lanças dos Maruts ou Deuses da Tempestade são os lampejos de relâmpago. Agni tu fizeste o céu trovejar para a humanidade. mandou o trovão o precursor da chuva. Ó Terra e Céu. em volta. É dito que ele é o pai de Yama. tu és nossa Providência. Agni. 4. e. foste revelado primeiro. espalhado por toda a existência.15 um Vidente. 19 ‘O brilhante’. repousando em muitos lugares. sábios. eram a princípio personificações de fenômenos naturais. 6. 28 Concessor de filhos. Os Vasus como uma classe de deuses. tu salvas na assembleia25 quando procurado até aquele. tu adoraste Deuses poderosos. Tu. para recompensá-lo. torna famoso o nosso cantor para que ele possa ganhar para nós grande quantidade de riquezas. és um Touro23 que faz a nossa provisão aumentar. ele parece ser o Deus da luz do dia e do sol da manhã.121 Hino 31.22 eles te levam primeiro para o leste. o homem nobre ou eminente que institui e paga as despesas do sacrifício. o Deus do Vento. Agni (Griffith) 1. tu iluminaste primeiro nosso povo. e os deuses são chamados de filhos dele. por causa do homem vivo. um Deus entre os Deuses. sínodo ou assembleia sacrifical. Céu e Terra. 15 16 . 20 Vasu (bom): usado frequentemente como um nome ou epíteto de Agni. tu. 2. quando os heróis lutam por despojos nos quais os homens se lançam. e identificado por Sāyaṇa com Vāyu. parece ter sido considerado como um refúgio inviolável. com todos os deuses. 26 Deuses e homens. depois. Em ti. rico em bons heróis. Para Mātariśvan18 tu. 17 A santa lei dos deuses: sacrifício para os Deuses. está atento para o nosso bem. dia a dia. com suas lanças brilhantes. Ó Agni. tu elevas o homem mortal à maior imortalidade. o melhor e mais antigo Aṅgiras. produzido e separado dos bastões de fogo. Agni. Conhecendo bem a oblação com a palavra que santifica. Agni. Por glória.24 unindo todos os que vivem. 22 Isto é. usada no momento de derramar o óleo sacrifical ou manteiga clarificada no fogo. oito em número. Vasu!20 tremeram na escolha do sacerdote: a carga tu carregaste.60. ativos através da sabedoria. se encontram cem. e para Vivasvān19 através do teu poder nobre interior. a ser invocado por aquele que ergue a concha. ó infalível! Os Aṅgirases são a família sacerdotal mais importante mencionada nos Vedas. cumpres como um Sábio a santa lei dos Deuses.

Traze para cá a hoste celestial e senta-os aqui sobre a grama sagrada. Agni obtiveste para o sacerdote que louva alto a maior riqueza. à riquezas crescentes. é considerado como o gerador ou pai de Agni. o primeiro. alguém que oferece alimento e hospitalidade para um ser humano. adoração do homem.32 é o modelo do céu. e Iḷā professora das regras de culto divino na época mais antiga quando Agni nasceu primeiramente na terra como fogo sacrifical. 33 Um rei famoso.122 11. alguém que oferece um sacrifício que transporta o sacrificador imediatamente. como armadura bem costurada tu proteges por todos os lados o homem que dá recompensa para os sacerdotes. para os simples tu ensinas conhecimento. este nosso pecado. preserva os nossos ricos patrocinadores com teus auxílios. (que és) o primeiro Aṅgiras Ṛṣi. amplamente desviado. Segundo a tua lei os sábios. os Maruts com lanças brilhantes. tu és um guardião cuidadoso para o homem piedoso. vivo. que te aproximas e que inspiras os mortais. ó Agni. nós rogamos. VARGA 32–35. tu estás aceso. Com coração afeiçoado tu aceitas até a oração do homem pobre. o mais sábio. 12. A personificação da prece. sensato. como um dos primeiros introdutores do fogo sacrifical e dos ritos de culto. para o céu. quando ele trouxe sua doação para ganhar segurança. Tu és guardião da nossa semente. para Yayāti. Tu. portanto. ajudando nossas vacas a produzir. o Ṛṣi do hino. 16. Agni. caro Amigo e Pai. Perdoa. cuidando até dos fracos. 32 Provavelmente. HINO 31. e a nós mesmos. 2. 31 Esse Filho é o próprio Agni. mostra bondade em sua casa. desse modo Aṅgiras! puro Agni! vem para o nosso salão.29 Eles fizeram de Iḷā30 a professora dos filhos dos homens. ó Agni. quando um Filho 31 nasceu para o pai da minha linhagem. – o caminho que temos trilhado. te tornaste como deus o amigo bondoso dos deuses. o objeto de desejo de um homem. repousando em todos os lugares para (o uso do) vivo. 17. é o filho ou descendente de Aṅgiras. A ti. ó Agni. poderoso para o mundo inteiro. um ofertante aos vivos. O significado do verso é que Agni foi nomeado sacerdote. ativos em sua sabedoria. Por essa nossa oração. Agni. a oração feita por nós de acordo com nosso poder e conhecimento. o maior Aṅgiras. o nṛyajña. um dos filhos de Nahuṣa. os deuses fizeram o primeiro Vivo para o homem vivo. como Ludwig sugere. AṢṬAKA I. um sábio. Índice ◄►Hino 32 (Griffith) ____________________ Hino 31. Aquele que. Senhor da casa de Nahuṣa. 18. de quatro olhos! para aquele que está desarmado. Tu. Como antigamente para Manus. nasceram. 30 . ó Agni. ó Agni. 13. que cuidas dos devotos. Ou isso pode significar. e a primeira professora das regras de sacrifício. ADHYĀYA 2. Deus. Leva-nos. o filho das duas mães. protegendo incessantemente em teu caminho santo. e oferece o que eles querem. aplicaste a lei dos deuses. e. sê fortalecido. Digno de ser reverenciado. com alimento agradável. 15. que. dota-nos com tua graça que concede força.33 Aṅgiras. Hiraṇyastūpa. 14. de Manu. Agni. Tu és chamado de Pai. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 1. 29 Um dos grandes progenitores da raça humana. Tu.

tu. deves ser louvado pelo sacrificador que ergue a colher. ó Agni. (tu) que sendo tu mesmo sedento dás felicidade para ambas as raças (deuses e homens). levas adiante o homem que segue caminhos tortuosos. Tesouros centuplicados. 6. veja 10. em tua companhia no sacrifício. conhecendo bem os (divinos) mandamentos’. Tu. és nosso guardião. matas. o aumentador de prosperidade.34 7. Que nós realizemos nosso trabalho com a ajuda do jovem ativo (Agni). proteger a si mesmo. quando o prêmio (ou o despojo) está cercado (rodeado por todos os lados). portanto. ó belo. de modo que ele possa prosperar sem perigo. 11. multiplicados por mil se reúnem em ti. e talvez também que ele tem o poder de ver demônios maus invisíveis. ó Agni. como o protetor mais próximo para o sacrificador que está sem (mesmo) uma aljava. 8. Tu. ganhas para o adorador amplamente renomado aquela propriedade que é desejável e excelente. tens feito o céu ribombar para Manu. louvado por nós. protege com teus guardiões. és aceso de quatro olhos. ó Agni. mesmo com poucos companheiros matas muitos inimigos na batalha. o maior sábio.14. como o primeiro. que. um deus entre deuses. Quando tu és libertado pelo poder de teus pais. Eles têm feito (da deusa) Iḷā a professora de homens (manuṣa). ó Vasu. Os quatro olhos do guardião divino parecem significar que ele pode olhar em todas as direções.123 3. 10. A ti. nós somos teus parentes. ó Agni. o touro. para o beneficente Purūravas. derramas toda riqueza. 13. ó Agni. ó Agni. Tu." etc. ó Agni. Tu. Tu és chamado de guardião e pai até dos fracos. que mata (vítimas) vivas. e alegria para os ricos. ó Agni. no colo de teus pais. ó Agni. 35 Agni deve proteger o homem que não tem aljava. proteges de todos os lados como armadura bem costurada o homem que dá taxas sacrificais. tens sacrificado aos grandes (deuses). sê o criador do corpo e protetor para o cantor. ó deus que habita entre todas as tribos. Tu és o dador de força. és o primeiro a convidar os clãs. tu és nosso pai. . Eu proponho traduzir o texto corrigido: ‘Tu instruis os simples. Tu. quando nasce um filho do meu pai. Um erro semelhante em relação à palavra pradiś ocorre várias vezes no texto do Ṛg-Veda. o senhor do clã de Nahuṣa. 4. Tu. Tu. ele (residirá) ilustre no céu. 12. os deuses têm feito para o vivo como o primeiro vivo. 36 15. ó Agni. ó irrepreensível. o guardião da lei. Tu. eles te guiaram para cá antes e depois novamente. 9. Tu. manténs aquele mortal na mais elevada imortalidade. 35 Tu aceitas em tua mente o hino até do pobre que tem feito oferendas. na luta de heróis. (deus) de vigor único. te tornarás manifesto para Mātariśvan. ó venerável! Tu és o protetor dos amigos e parentes e das vacas. que os faz confortáveis em sua casa. ó Agni. o que não pode ser enganado. Tu. tu que na luta de heróis. ajuda o glorioso cantor a ganhar prêmios. mas que em vez de pra diśah devemos ler (com Ludwig) pradiśah. ó deus. Tu. 14. Tu tens suportado a carga. ó Agni. Tu. para Vivasvat. Os cães de guarda de Yama também têm quatro olhos. tu instrues os simples. 36 Eu acho que os quadrantes do mundo não têm nada a fazer aqui. sempre vigilante. os quadrantes do mundo. tu que és rápido no sacrifício. zelando incessantemente por tua lei. que conhece tudo sobre a oferenda e (o sacrifício realizado com) a palavra Vaṣaṭ. Tu. que és rico em heróis. no momento decisivo para a obtenção do prêmio. em glória dia a dia. versos 10-11. aos nossos generosos doadores e a nós mesmos. e que não pode. Aquele que coloca comida agradável (diante dos sacerdotes). Ó Céu e Terra! Abençoem-nos junto com os deuses. tu. sendo tu mesmo um grande benfeitor. pela tua sabedoria elevada. ó Agni. Tu. 5. Os dois mundos tremeram em (tua) eleição como Hotṛ. 34 O professor Max Müller traduz este verso: "Tu salvas o homem que seguiu o caminho errado no auge da batalha.

ó brilhante. tu és o intenso.37 17. coloca-os sobre a grama sacrifical.124 16. que concede força. e sacrifica para a adorada (hoste). E leva-nos adiante para coisas melhores. Agni. através desse encantamento que nós fazemos para ti com nossa habilidade ou com nosso conhecimento. Como tu fizeste por Manus. vem para cá. Sê magnificado. ó Agni. por Aṅgiras. Perdoa. 5: ‘Tu me farás um Ṛṣi depois que eu tiver bebido Soma?’ . Índice ◄►Hino 36 (Oldenberg) ____________________ 37 Compare com 3. 43. Que nós sejamos unidos com tua benevolência. como para os antigos. ó Agni. v. que fazes dos mortais Ṛṣis. essa nossa falha. Tu és o companheiro. por Yayāti em teu assento (sacerdotal). o pai daqueles que oferecem Soma. (olha misericordiosamente para) esse caminho do qual nós temos nos desviado. 18. conduze para cá a tropa dos deuses. o protetor.

uma nuvem. os quais o que faz trovejar realizou. começando. como um rio (irrompe através de) suas (margens) destruídas. 2 Nos Tṛkadrukas. produzindo o sol. ou influência atmosférica ou elétrica. as quais Vṛtra. tu dividiste a primogênita das nuvens. ou figurativamente. Ele rompeu a nuvem. Vṛtra. o dispersador de inimigos. A linguagem dos Ṛcas não é sempre clara o suficiente. ele abriu à força (um caminho) para as torrentes da montanha. apresentados como sinônimos de megha. 6. Tvaṣṭṛ afiou seu raio que rodopia longe. nós temos uma ampla elucidação do significado original da lenda de Indra matando Vṛtra. separado. 6 O texto tem somente. tinha obstruído. Indra. o qual. a qual então desce à terra. Visto que. com o Mahābhārata (Vana Parva. isto é. ambos os nomes. nos Vedas. Como os troncos de árvores são derrubados pelo machado. por seu poder. Não tendo nem mão nem pé. um membro. Nenhuma outra descrição deles se encontra no comentário. não deixando inimigo. 4 Por dissipar as nuvens. ou flui pelos rios. os três sacrifícios chamados Jyotiṣ. pode-se dizer que Indra é o pai do sol e do dia. Com seu imenso raio destruidor. Gauh e Ayu. em seu ombro como montanha. adormeceu. cap. Ahi está prostrado debaixo dos pés das águas. é nada mais que a acumulação de vapor condensado. ele diz.125 Hino 32. ele partiu a nuvem. mas ela nunca se aproxima daquele modo inadequado de personificação. que buscou refúgio na montanha. e abertura é dada à chuva. como se inigualado. O arrogante Vṛtra. também em outros Parvas). . aparentemente. 4. com muitos membros mutilados. jacente sobre essa terra. então Vṛtra. e. metaforicamente. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. golpeou a primogênita das nuvens. Ahi e Vṛtra. As águas. Indra. tornou-se o tema de amplificação extravagante pelos compiladores dos Purāṇas. em uma disputa literal entre Indra e um Asura. ou chefe dos Asuras. 3 tu destruíste as ilusões dos enganadores. a alvorada. então. O inimigo de Indra esmagou as (margens dos) rios.2 Maghavan pegou seu dardo. às vezes também chamado de Ahi. divide a massa agregada. Eu declaro os antigos atos heroicos de Indra. É dito que ele é vyanśa. ou obstruído por. com ele. 100. tendo uma parte ou. e afastar a escuridão. Varga 36. desafiou Indra. foram rompidas pela queda de Vṛtra. Impetuoso como um touro. no Nighaṇṭu. 6 7. nada para obscurecer a atmosfera. as quais. e em outros versos. tu não deixaste um inimigo (para se opor a ti). o raio. ele bebeu o suco Soma: ele bebeu a libação no sacrifício triplo. 3 A primeira nuvem formada. onde é dito que ele não tem nem pés nem mãos. 8. como alguém emasculado que finge virilidade ele desafiou Indra. o destruidor de muitos. o Hino é endereçado a Indra. trancado em. 1 Nesse e nos Sūktas subsequentes. isto é. ambos. e confunde representação metafórica e literal. e umedece os campos. uma nuvem. como vacas (se apressando) em direção a seus bezerros. ele lançou as águas para baixo (para a terra). – ele não escapou do contato do destino dos inimigos (de Indra). convertida. desse modo confundindo coisas com pessoas. que deleitam as mentes (dos homens). pelos escritores purânicos. fluem sobre ele. com seu raio. como é feito ainda mais violentamente em um verso seguinte. pela inundação causada pela descida da chuva. que o atingiu. ‘ele moeu os rios’. e. 5 prostrado na terra. o firmamento. com o raio. Eles são. Varga 37.4 5. o herói poderoso. aqui. as águas correntes se apressaram velozmente em direção ao oceano. a partir do que. 1. 5 Nós temos.1 2. o comentador preenche com ‘as margens’. 3. é meramente uma narrativa alegórica da produção de chuva. Indra atingiu o sombrio Vṛtra mutilado. assim jaz Ahi.

Em um lugar no Mahābhārata. Quando o sozinho Vṛtra resplandecente retornou o golpe (que tinha sido infligido). A mãe de Vṛtra estava inclinada sobre seu filho. herói. nem a chuva que ele derramou. 8 . Sarasvatī. para o oeste. em teu coração.10 tu libertaste os sete rios para fluir. por teu raio. 164 da versão em português]). pensando que ele tinha cometido um pecado. tu atravessaste noventa e nove rios. como o destruidor de todas as coisas. também. o Paruṣṇī é identificado com o Irāvatī. e se escondendo em um lago. III. Sītā. feriram Indra. nem o raio. como a cauda de um cavalo. Vṛtra foi criado por Tvaṣṭṛ. que vão para o leste. com o Sindhu. O Brāhmaṇa e o Taittirīya são citados. quando prestes a matar Ahi. (Veja o Viṣṇu Purāṇa. fugiu para uma grande distância. quando ele e Ahi lutaram. 14. como um falcão (veloz)? 15. a esposa de Kaśyapa. Indra é representado como temendo a bravura de seu inimigo. [cap. e o Bhāgīrathī. era Triśiras. 12 O comentador sugere que esse medo era a incerteza se ele devia ou não destruir Vṛtra. 9 Nós tivemos esse símile antes. Nalinī. Asiknī. para se livrar das moscas. chamados Gangā. também morto por Indra. ou de Danu. e Suṣomā. que outro destruidor dele tu procuraste. Rathasthā. do gado de chifre e sem chifre. cortar ou destruir. 11 Segundo uma lenda purânica. depois de matar Vṛtra. e o filho embaixo. e Maghavan triunfou. Pāvanī. Marudvṛdhā. e o Suṣomā. Ārjīkīyā. A enumeração original de sete parece ser aquela que deu origem às especificações dos Purāṇas. – e. e Gaṇḍakī. o Cakṣu. Sītā. As águas. Dāsapatnīh. (disparados por Vṛtra). como a circunferência compreende os raios de uma roda. tu ganhaste. sugerido em outras passagens do texto. Plakṣagā. Nem o relâmpago nem o trovão. O inimigo de Indra adormeceu por uma longa escuridão. É dito que Dāsa é um nome de Vṛtra.8 guardadas por Ahi. depois da morte de seu filho. nós temos dez rios. Assim a mãe estava em cima. Gangā. mas. em outro. Algo semelhante a isso é. como as vacas por Paṇi. que. Indra. tu ficaste (furioso). em sua descida. Índice ◄►Hino 33 (Wilson) ____________________ 7 Dānu é derivada de do. as esposas do destruidor. e Hlādinī. Gangā. sobre outros (ataques). As águas levam o corpo sem nome de Vṛtra. 9 Tu resgataste as vacas. lançado no meio das correntezas que nunca param. em sete rios. para o sul. a uma lenda de Indra ter bebido uma libação preparada por Tvaṣṭṛ. – Nir. como afirmando que Indra. ficaram obstruídas. Yamunā. Yamunā. por matar Vṛtra. Então Indra. ou de todos os atos sagrados. pág. 26. Desses. o Ganges se dividiu. Sindhu.11 13. Pāvanī. e Jambūnadī. Gomatī. Sarayū. Quando o medo12 entrou. Indra. é dito. 10. e Sindhu. os sete rios são chamados de Vasvokasārā. e Dānu7 adormeceu (com seu filho). e. como uma vaca com seu bezerro. o Ārjīkīyā. daí a lenda purânica. 10 Aludindo. – que. o suco Soma. chamados Nalinī. 2. Paruṣṇī. alarmado. ele abrange todas as coisas (dentro dele). para vingar o qual. 12. ou o próprio Ganges. e mãe dos Dāvanas ou Titãs. Varga 38. mas. nos Purāṇas. Em um texto citado e comentado por Yāska. Vitastā. tornou-se o soberano de tudo o que é móvel ou imóvel. Livro 2. de acordo com uma lenda purânica. como o cavalo chicoteia com sua cauda. Indra abriu a caverna que as tinha confinado. 11. nunca repousam. Sutudrī. também.126 9. com o Vipāś. o manejador do raio. quando Indra atingiu a parte inferior dela com seu dardo. como ele permanece o monarca dos homens.

103. Impetuoso como um touro. segundo Sāyaṇa. o inimigo de Indra. Emasculado. que o feriu com seu raio entre os ombros. tomando coragem. 7. esmagou na queda as fortificações quebradas.Sanskrit-English Dictionary). com o raio. 3. Vyaṃsa. um dos habitantes não-ários da Índia. o grande Herói impetuoso matador de muitos. O Dragão jaz sob os pés das torrentes que Vṛtra com sua grandeza tinha cercado. Então a força da mãe de Vṛtra foi humilhada: Indra lançou seu raio mortal contra ela. Indra (Griffith) 1. Ele. quando ele tinha golpeado Vṛtra. tu tinhas matado o primogênito dos dragões.2. literalmente a serpente. nos Tṛkadrukas. 4. A mãe estava acima.2. o manejador do Trovão. a arma irresistível’.19 Como troncos de árvores. e 4. como um rio rompendo a barragem. hostis a Indra e aos homens. fluem acima dele.] 14 . um bárbaro. guardadas por uma serpente. em pedaços.18. 22 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Cercadas por demônios. assim Vṛtra jaz com membros separados espalhados. (de acordo com Monier Williams .21 as águas ficaram como vacas mantidas pelo ladrão.] 15 Trikadrukeṣu. e vencido os feitiços dos encantadores. os primeiros que ele realizou. não aguentando o choque das armas. 19 [Essa primeira frase segundo Macdonell: ‘Indra matou Vṛtra e um pior do que Vṛtra. contudo alegando vigor viril. Sem pés e sem mãos ele ainda desafiou Indra. Dāsa é um nome comum aplicado no Veda a certos seres maus ou demônios.] 18 Os feitiços dos encantadores: poderes mágicos ou sobrenaturais atribuídos a Vṛtra e seus aliados. tu não encontraste um inimigo para oferecer resistência a ti.] 21 Servas dos Dāsas: no poder de Vṛtra e seus aliados. o pior dos Vṛtras. Vyaṃsa significa literalmente ‘o sem ombros’.127 Hino 32.14 2. Flutuando no meio de correntes incessantes que fluem adiante sem descanso para sempre. 11. como um guerreiro fraco insensato. Como vacas mugindo as águas descendo em fluxo rápido deslizaram para baixo. Ele matou o Dragão. o filho estava embaixo e como uma vaca ao lado de seu bezerro jaz Danu. Ele significa. abriu a caverna onde as correntes de água tinham sido presas.13 então descobriu as águas. quando o machado as derrubou.20 as águas. Ele. e feriu de morte aquele primogênito dos dragões.] 20 [Aqui Macdonell acrescenta: ‘como junco quebrado’. e fendeu os canais das torrentes das montanhas. 10. dando vida ao Sol e Alvorada e Céu. um selvagem. As águas levam embora o corpo sem nome de Vṛtra: o inimigo de Indra afundou em escuridão permanente. Maghavan16 pegou o trovão como sua arma. Ele matou o Dragão situado na montanha: Tvaṣṭar moldou seu dardo celestial de trovão.17 18 Então. 6. na terra assim jaz o Dragão prostrado. Guardadas por Ahi estavam as servas dos Dāsas. 13 Ahi. 17 [O último trecho segundo Macdonell: ‘e frustrado todos os ardis de maquinadores astutos’. os primeiros três dias da cerimônia Abhiplava. [Esse último trecho segundo Macdonell: ‘e perfurou as cavernas das altas montanhas’ – Hymns from the Rigveda. ele escolheu o Soma e em três copos15 sagrados bebeu o suco. também.9. as águas ficaram como vacas capturadas por Paṇi’. para o oceano. 1. Lá como ele jaz. Quando. Eu te declararei os atos varonis de Indra. Indra com seu próprio trovão grandioso e mortal cortou Vṛtra. 5. e é citado em 1. 16 O rico e pródigo. desafiou Indra. Indra. 8. 9. Senhor Generoso.101.22 23 Mas ele.

os cinco rios do Panjab (Vitastā. 25 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Uma cauda de um cavalo tu te tornaste. granizo ou nevoeiro que tinham se espalhado em torno dele: Quando Indra e o dragão lutaram na batalha. como um falcão atemorizado através das regiões. Que. É dito que ele fugiu pensando que ele tinha cometido um grande pecado ao matar Vṛtra. tu cruzaste noventa e nove rios correntes?28 15. tu libertaste para fluir os Sete Rios. que o temor possuiu teu coração quando tu o tinhas matado. A palavra é usada também como o nome de uma classe de demônios invejosos que vigiam tesouros. Lassen e Ludwig colocam o Kubhā no lugar do citado por último. Vipāś.27 Indra. Índice ◄►Hino 33 (Griffith) ____________________ O ladrão: paṇi (literalmente. Sobre todos os homens vivos ele governa como Soberano. 24 Isto é. e como um epíteto dos demônios que roubam vacas e as escondem em cavernas de montanha. significa um avaro. Maghavan obteve a vitória para sempre. Quem tu viste para vingar o Dragão. 14. Indra é o Rei de tudo o que se move e que não se move. Deus sem um segundo. Noventa e nove é usado indefinidamente em lugar de um grande número. alguém que negocia e trafica).] 26 Segundo o professor Max Müller. 23 .26 13. trovão.] 28 Essa fuga de Indra é citada frequentemente. das criaturas domesticadas e de chifres. golpeou teu raio. destruindo teus inimigos tão facilmente quanto um cavalo espanta moscas com sua cauda.25 Tu ganhaste de volta o rebanho. 27 [‘viste como vingador da serpente’ – Macdonell. o Indus. contendo tudo como raios dentro da borda da roda.128 12. Asiknī. quando. tu ganhaste o Soma. como deus não ajudado’. Paruṣṇī. ó Indra. um mesquinho. na lança dele empalado. um homem ímpio que dá pouco ou nada para os Deuses. ó Indra. o manejador do Trovão. Uma cauda de cavalo tu foste24 quando ele. tu. Śutudrī) e o Sarasvatī. De nada lhe valeu raio.

ou eram hostis ao ritual dos Vedas. eles foram se espalhando pelo perímetro da terra. Ele é chamado de rico porque. como um falcão para seu ninho querido. pereceram. e concessor de riqueza. fugiram.2 4. Eu voo. aqui. com hinos excelentes. É dito que os seguidores de Vṛtra são. eles não triunfaram sobre Indra: ele os dispersou com o sol (nascente). Indra. um ladrão. e encorajaram o primeiro.” 2 . O comandante da hoste inteira amarrou sua aljava (em suas costas): o senhor 1 conduz o gado (para a residência) de quem ele quer. desprovido de malícia. Sūkta III) O Ṛṣi é. Os Maruts que acompanhavam Indra não atacaram Vṛtra. em direção àquele Indra que deve ser chamado. aqui explicado como svāmin. todos os deuses. Tu destruíste o ladrão (tendo-o arrastado) do céu. embora com auxiliares (os Maruts) à mão.7 9. nesse e no verso seguinte. o Dasyu. 2. (Os partidários de Vṛtra) enfrentaram o exército do irrepreensível (Indra): homens de vidas santas o encorajaram. mestre.) quando tu sopraste os que desrespeitam a religião para fora do céu. 5. mas. não tires vantagem de nós. em batalha. todas as oblações. senhor. aparentemente. à alegoria. eles chorassem ou rissem. aparentemente. (para recuperar nosso gado roubado). cientes (de sua inferioridade). ‘não sejas para nós um paṇi’. glorificando-te e oferecendo oblações. a métrica é Triṣṭubh. quando ele nasce no leste. pois ele. senhor dos corcéis. Tu os destruíste. 6 Espalhados diante dele. ó Senhor. 3. por seus adoradores. dizendo: ‘Golpeia. os Sanakas. Varga 2.5 que negligenciavam o sacrifício. Poderoso Indra. Literalmente. como antes. – tu. investindo o universo com tua magnitude. no limite mais distante do céu. literalmente. Indra. alegra nossas mentes: por isso ele nos concederá perfeito conhecimento dessa riqueza. que são dissipadas pelo nascer do sol. mas. de acordo com o Vājasaneyīs. (a qual consiste) em gado. 1. poderosos como eles eram. Varga 1. como se significando as tribos incivilizadas da Índia. Indra. eles.129 Hino 33. dentro dele. aqui. tu sopraste para longe o ladrão com as preces que são repetidas em nome daqueles que não as compreendem. vamos nos dirigir a Indra. a ele que é invencível. De fato. homens cujas práticas eram recomendáveis. 6. não exija demais de seus adoradores. o sol. mostra-te um herói’. tu mataste o bárbaro3 rico com teu (raio) adamantino. 8. Indra. as sombras da noite. podem ser os Aṅgirasas. glorificando. (eles desapareceram. com rostos desviados. 3 Vṛtra. Hiraṇyastūpa. 4 Conforme o Brāhmaṇa. Indra. é a divindade. de nãosacrificadores. Ou os ‘homens’. da terra e do firmamento. aqui. empenhados em oferecer libações para Indra por nove meses. afasta os Rākṣasas. e recebeste os louvores do adorador. dono. usado em contraste com Arya. esse sendo um significado do termo. Venham. também identificando os seguidores de V ṛtra com as tribos que não tinham adotado. que nos concedes riqueza abundante. Enfeitados com ouro e jóias. como tu desfrutas do céu e da terra. Eles também são chamados. eles fugiram por caminhos íngremes. 4 Percebendo o iminente poder de destruição múltipla do teu arco. Indra (Wilson) (Terceiro Adhyāya. é dito. um comerciante. lutando com os sacrificadores. mas eles ficaram próximos. inflexível. Continuação do Anuvāka 7. 8 1 Arya. ele abrange. 7 Nós voltamos. como os emasculados lutando com homens. de acordo com o Brāhmaṇa: “De fato. – significando Indra. feroz. também. para dar coragem a ele. 5 Os seguidores de Vṛtra são chamados por esse nome. todo o conhecimento. como um mercador. 6 Kṣitayo navaghvāḥ. Os que negligenciam o sacrifício. Pede-se que Indra não negocie duramente. Indra. atacando(-o) sozinho. 7.

mas (Vṛtra) cresceu. Varga 3. cujos pensamentos estavam sempre dirigidos para ele. ou fortalecido para soprar para longe ou dispersar os seguidores de Vṛtra. 3. ser protegidos por. 4. ou a nuvem. ou preces dessa descrição. mataste. no meio dos (rios) navegáveis: então Indra. ou até como filho dele. Indra (Griffith) 1. Ele é o suposto autor de vários hinos. todavia. então Intra. o mais poderoso. Índice ◄►Hino 34 (Wilson) ____________________ Hino 33. não sejas negociante conosco. literalmente. se lhe aprouver. com seu raio fatal e poderoso. Indra. O mesmo pode ser dito de Śvaitreya. saque ou riqueza consistindo principalmente em gado. o derramador. ávidos por saque11 vamos procurar Indra: ele aumentará ainda mais seu cuidado que nos guia. o retentor da chuva fertilizante. 9 Śṛṅghiṇam * śuṣṇam. o filho de uma mulher chamada Śvitrā. envolvido em combate. ‘secagem’.10 15. é aplicado a Vṛtra. inimigos de deuses e homens. 13. Venham. O segundo. e às vezes a palavra significa um selvagem. a quem aqueles que o louvam devem invocar em batalha. o filho de Śvitrā (por tua graça) ergueu-se. 14.130 10. e matou o cornudo secador (do mundo). ‘tendo chifres’ o comentador explica ‘equipado com armas como os chifres de touros e búfalos’. Maghavan. para fornecer o alimento de Indra. Com os mais belos hinos de louvor adorando Indra. uma família. ele amarra a aljava: ele afasta o gado daquele inimigo. Daśadyu também é chamado de Ṛṣi. Eu voo para o invisível Dador de riqueza como o falcão voa para o seu ninho querido. tu defendeste o excelente Daśadyu. O Indestrutível não nos dotará com o conhecimento perfeito dessa riqueza. ‘ressecamento’. porque ela retém a umidade necessária para a fertilidade. Indra é para ser incentivado. ou escola religiosa. ou devem colher o benefício de. os antigos sem ritos13 fugiram para a destruição. ou Śvitrya. fundador de um Gotra. aqueles mantras. mesmo andando com teus ajudantes. Reunindo grande fartura de riquezas.12 sozinho. literalmente. ‘Vṛtra o ladrão’. grato pelos louvores dele. alegrou sua mente. aqueles instituidores de sacrifícios que somente repetem os mantras sem compreender seu significado devem. 10 É dito que Kutsa é um Ṛṣi. 12 Segundo Sāyaṇa. nuvens ou escuridão. com rapidez e força iguais. A arma de Indra caiu sobre seus adversários. o inimigo que te desafiava em batalha. 12. Indra libertou (as águas) obstruídas por (Vṛtra). Os Dasyus são também uma classe de demônios. ele então atingiu Vṛtra com seu raio. 11. Indra. literalmente buscando ou ávidos por vacas. Em meio a todo o seu exército.9 Tu. Tu. 8 Isto é. o pó dos cascos dos teus corcéis subiu ao céu. Tu mataste com teu raio o rico Dasyu. com seu brilho. Tu protegeste. e com mantras. que têm permanecido por longo tempo (em inimizade) contra nós. e. para ser novamente sustentado por homens. o filho excelente de Śvitrā. quando adormecido nas cavernas da terra. com teu raio. ordenhou as águas da escuridão. As águas fluíram. e não cobriram aquela concessora de afluência com suas produções. com sua (lança) afiada e excelente ele destruiu as cidades deles. do gado? 2. (por) matá-lo. O primeiro. de acordo com o comentador. e é citado em outra parte como o amigo particular de Indra. Quando as águas não desceram sobre as extremidades da terra. 11 Gavyántaḥ. pegou seu raio e. e encorajado (por ti) quando imerso em água. isto é. protegeste Kutsa. . mas ele parece ter sido um guerreiro. Indra! Muito longe do chão do céu em todas as direções. matou Vṛtra. Maghavan. quando combatendo por suas terras. um bárbaro. Inflige dores fortes àqueles de mente hostil.

17 Sāyaṇa diz que Ilībiśa é Vṛtra ‘que dorme em cavernas da terra’. parece corresponder exatamente ao Stator latino (Júpiter Stator). em meio às casas de Tugra. e saudaste a oração daquele que derrama o suco e te louva. e o Petersburg Lexicon considera que ele significa ‘entre as famílias dos Tugryans’. aqui aparentemente identificados com as tribos nativas que não tinham adotado. 14 Aquele que permanece firme em combate. fugiram de Indra. Eles chorassem ou rissem. O Dasyu tu queimaste do céu. Indra. Sāyaṇa o explica por ‘nas águas’. como emasculados lutando com homens. 12. o Touro. tu ajudaste em combate pela terra. 15 O nome de uma família mitológica frequentemente associada com aquela de Aṅgiras. 21 O significado de tugryāsu no texto não está claro. o chifre sendo usado. A poeira dos cavalos pisoteando subiu para o céu. 8. com seu touro impetuoso19 ele partiu as fortalezas deles em pedaços. 18 O significado de ‘cornudo’ ou ‘com seu chifre’ é simplesmente ‘poderoso’.14 sopraste da terra e do céu e do firmamento os ímpios.17 e Śuṣṇa com seu chifre18 ele cortou em pedaços. e fez as torrentes leitosas de chuvas fertilizantes fluírem. 13. Senhor feroz dos Cavalos Baios. Então Indra. Indra! com rostos desviados. etc. Índice ◄►Hino 34 (Griffith) ____________________ Os seguidores de Vṛtra. sthātar. com toda a tua força e rapidez. Violenta sobre seus inimigos caiu a arma de Indra.21 Eles ficaram lá por muito tempo antes que a tarefa fosse concluída. Indra quebrou os castelos fortes de Ilībiśa. 9. cercados por todos os lados pela tua grandeza. o atingiu para sempre com sua arma mais forte. e o filho de Śvitrā levantou-se novamente para a conquista. Tu. Benfey traduz ‘entre as filhas de Tugra’. 6. ó Indra. os sem ritos se viraram e fugiram. como o símbolo da força. e com sua luz ordenhou vacas a partir da escuridão. 15. 20 Isto é. por caminhos íngremes. dispersos. e protegeste o corajoso Daśadyu quando ele lutou. o Persistente. tu ajudaste Kutsa a quem amaste. ó Indra. tu os destruíste. no limite mais extremo do céu. mas amável.16 11. Orient und Occident. Eles enfrentaram em luta o exército dos irrepreensíveis: então os Navagvas 15 empregaram todo o seu poder. Como tu desfrutas do céu e da terra. atingiu a nuvem com seu relâmpago. mataste teu inimigo combatente com teu raio. 14. 48. Ele com seu raio desferiu golpes em Vṛtra. como na poesia hebraica. quando tu. o raio impetuoso. Lutando com fiéis devotos. com seu espírito concentrado. ou que eram hostis ao ritual dos Vedas. I. e aqueles que não adoram com aqueles que adoram. Provavelmente um dos demônios confederados é aludido. e venceu. e descrita como tomando parte nas batalhas de Indra. Adornados com sua variedade de ouro e jóias. fez do trovão seu aliado. cientes. Eles. regulando o culto dos deuses. Maghavan. 10. ó Maghavan.131 5. Veja Benfey. A palavra no texto. filho forte. 7. 16 Isto é. cumprindo todo o seu propósito. eles não derrotaram Indra: os espiões deles ele cercou com o Sol da manhã. ele invadiu as correntes navegáveis tendo se tornado poderoso. Eles que permeavam o limite mais extremo da Terra não subjugaram com seus encantos o Concessor de Prosperidade: Indra. O novilho brando20 de Śvitrā. assim tu com sacerdotes sopraste para longe o Dasyu. As águas fluíram de acordo com sua natureza. tu foste o dono do tesouro dos inimigos. Embora eles se apressassem. 19 Isto é. eles estenderam sobre a Terra um véu que cobre. 13 .

do altar.7 como o ar vital. A filha do sol subiu em seu carro de três rodas. (Permitam-se serem) detidos pelos sacerdotes eruditos. vocês viajam três vezes por noite. meio-dia e pôr do sol. Erguendo-se acima dos três mundos. e libações de Soma’. Sábios Aśvins. ou cântaros. e a terra. os medicamentos do céu. criado pelos Aśvins. é dito. a métrica é Jagatī. de ser tripathagāh. Deem ao meu filho a prosperidade de Śanyu. para corpos (vivos). o firmamento. Aśvins. 6 Aqueles em quem não há (na) inverdade (asatya). e o homem que é bem disposto em direção a nós. Nesse lugar. aproximem-se três vezes do rito divino. nos três sacrifícios diários. quando eles foram ao casamento de Venā com Soma. 7 O texto tem somente ‘para os três. Aśvins. três vezes se dirijam àquele que merece sua proteção. 3. eles tiverem medo de cair. alusão. ou carro. 4 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. 9 Três tipos de jarros. vocês defendem o sol no céu. para sacrifícios animais. três vezes nos concedam riquezas. – uma lenda não encontrada nos Purāṇas. e três vezes por dia. três vezes nos concedam prosperidade. nos concedam alimento concessor de força. é feita aos três sacrifícios diários. quando acompanhante de Venā. visitem a nossa residência. que está estabelecido de noite e de dia. 7. Três vezes hoje borrifem a oblação com doçura. (que forma o altar). a amada de Soma. com os sete rios-mãe. – ou à faculdade de todas as divindades. preservem três vezes os nossos intelectos.’ o comentador acrescenta: ‘altares. e nos instruam em conhecimento triplo. 3 Postes colocados de pé sobre o corpo do carro. Três vezes nos concedam. o agregado de três humores. 4.2 três são as colunas3 colocadas (sobre ela) para apoio. três vezes. 2 É dito que os Aśvins encheram seu ratha. Aśvins. no qual os passageiros podem segurar. os quais o comentador. bile e muco. dirijam-se. que devem ser adorados três vezes. 1 Vasto é seu veículo. alimento.4 Apreciadores de (ervas) saudáveis.8 Os três rios estão prontos. 5 O texto tem somente tridhātu. 2.9 a oblação tripla está preparada. e aqueles da terra. Aśvins (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. três vezes derramem sobre nós alimento. Três vezes. se. como todos os deuses (a) conheceram. preservem o bem-estar dos três humores (do corpo). como também sua munificência. três vezes.132 Hino 34. Três vezes em um dia inteiro vocês corrigem as falhas (de seus adoradores). Três são as (rodas) sólidas da sua carruagem portadora de abundância. nesse hino.5 Varga 5. nas quais ela é Triṣṭubh. repousem no (leito) triplo de grama sagrada sobre a terra. – no amanhecer. usados para conter e derramar o suco Soma. 1. nela. o Hino é endereçado aos Aśvins. 6. por seu movimento rápido ou irregular. Nāsatyas6 conduzidos em carro. Venham. Aśvins. 8 Gangā e os outros rios são aqui considerados como as mães da água que flui em suas correntes. diz serem vento. Aśvins. conforme escritores médicos. sobre o número ‘três’. de manhã e à noite. e três vezes. e aqueles do firmamento. exceto na nona e décima segunda estrofes. para o triplo (lugar de sacrifício). e. respectivamente apropriados para oblações de ghee. sua união é como aquela do (dia) brilhante e (noite) orvalhosa. com todos os tipos de coisas boas. 8. dia a dia. . 1 Nós temos uma diversidade de variações cantadas. como (Indra derrama) chuva. Varga 4. ou de percorrer igualmente os céus. 5. três vezes nos concedam (recompensas) gratificantes. estejam presentes conosco três vezes hoje.

nos tragam riqueza abundante: três vezes na assembleia dos deuses. A vocês. identificada com Sūryā. seu carro extraordinário. por proteção. Aśvins. 15 Soma aqui é a Lua. em todos os três sacrifícios diários. Senhores do Esplendor.12 brilhando com manteiga clarificada. a luz emprestada do Sol. E três vezes nos concedam fartura de alimentos com força abundante. Conduzidos em seu carro que percorre os três mundos. um sinônimo de gardabha. certamente. três vezes por dia. afluência presente. a base é a parte de trás. mas o comentador sugere uma classificação diferente. ouvindome. Prajāpati. formando três ângulos. e Vaṣaṭkāra (Viṣṇu Purāṇa. 14 Isto é. Aśvins. Prolonguem nossas vidas.13 venham. para o sacrifício. Três vezes venham à nossa casa. as três fixações e estacas (do toldo)? Quando o poderoso asno11 será ajoujado. apaguem nossas falhas. Graça e saúde e força concedam ao meu filho. doze Ādityas. nos tragam o que nos fará felizes. Três são os pilares fixados sobre ele para apoio: três vezes vocês viajam por noite. Aśvins. 10 O vértice do carro é na frente. 12. Índice ◄►Hino 35 (Wilson) ____________________ Hino 34. Três vezes. com esse hino. 11 . da versão em português]). Eu invoco vocês dois. com as três vezes onze divindades. Aśvins. Nāsatyas. e nota 27. Três vezes. reconhecidamente baseada em textos vêdicos. três vezes ao povo justo. há um par deles: ‘Dois asnos são os corcéis dos Aśvins’. tragam para nós. três vezes nos enviem fartura de alimentos de modo que nunca mais falte. detenham nossos inimigos. De acordo com o Nighaṇṭu. ó Aśvins. Vocês que observam estejam conosco hoje mesmo três vezes:14 sua generosidade se estende ao longe. Antes da alvorada. Venham. 3. Venham. no amanhecer. 13 Essa é a autoridade para a usual enumeração purânica de trinta e três divindades. borrifem três vezes hoje o nosso sacrifício com Hidromel. Aśvins (Griffith) 1. ou a repetição tripla de onze divindades. que viaja atrás da amada de Soma. Três vezes. veja 1. 2. 6. Nāsatyas.133 9. ó deuses que banem a escassez. que estão no céu’.139.11. três vezes auxiliem nossos pensamentos. ajudem três vezes triplamente o homem que bem merece a sua ajuda. e estejam sempre conosco. 11. ó Aśvins. um asno. lá. estão as três rodas do seu carro triangular?10 Onde. nos concedam os medicamentos celestes. pois a filha do Sol16 subiu em seu carro de três rodas. nós nos aferramos: vocês devem ser atraídos para perto de nós pelos sábios. Savitṛ envia. três vezes nos concedam fama. sua amada é Jyotsnā ou Kaumudi o Luar. Três são as pinas em seu carro portador de mel. nos concedam prosperidade. Onde. com bocas que apreciam o sabor doce. Três vezes. Bebam o suco. beber a oblação. e ao raiar do dia. à noite. (para trazer vocês) para o rito. 16 Sūryā que é chamada de a consorte dos Aśvins. concedam a ele. tripla proteção. 15 como todos sabem. onze Rudras. Nāsatyas. três vezes os da terra e três vezes aqueles que as águas possuem. acompanhada por progênie (masculina). A lista é. Três vezes no mesmo dia. ó Aśvins. de acordo com o texto: ‘Vocês onze divindades. O texto tem rāsabha. Estejam conosco por vigor em batalha. 136. ó Aśvins. composta dos oito Vasus. para que vocês possam vir para o sacrifício? 10. como a um manto no inverno. e sua rota. [pág. A oblação é oferecida. 12 Sugerindo que os Aśvins devem ser adorados. 5. 4.

Eu clamo a vocês que me ouvem por proteção. três são os jarros. repleto de óleo. 9. Nāsatyas. ó Aśvins. a oferta tripla está preparada. ó Nāsatyas. e apaguem todos os nossos pecados: afastem os nossos inimigos. que vocês sejam nossos auxiliares onde os homens ganham os despojos. 12. de várias cores. Três são os mundos. para trazê-los para o nosso sacrifício. ó Aśvins. e movendo-se acima do céu vocês protegem a abóboda celeste fixada firme por dias e noites. bebam o suco doce com lábios que conhecem bem a doçura. venham. nos tragam prosperidade presente com descendência nobre. seu carro.134 7. com sete Correntes Mãe. vocês viajam ao redor da Terra. Três vezes. para o nosso sacrifício. venham. ó Aśvins. antes do amanhecer do dia. Índice ◄►Hino 35 (Griffith) ____________________ . com os três vezes onze deuses. Venham. ó Nāsatyas. Conduzidos em seu carro triplo. de longe. Conduzidos em carro. Savitar envia. Onde estão as três rodas do seu carro triplo. para beber do Hidromel. 8. venham aos três. Nāsatyas? 10. como o ar vital para corpos. ó Aśvins. Três vezes vocês devem ser adorados dia a dia por nós: três vezes. venham: o presente sagrado é oferecido. onde estão os três lugares firmemente presos a ele? Quando vocês unirão o asno poderoso que o puxa. estejam sempre conosco. Tornem longos os nossos dias de vida. 11.

que alegra. que traz descanso para o mundo. propriamente.2 arreados ao seu carro com um jugo dourado. um nome próprio. duas estão na proximidade de Savitṛ. portanto. amṛta tendo.6 e cobre o céu com trevas. tem iluminado as três regiões. e então declinando. eu chamo. contemplando os (vários) mundos. Varuṇa e Noite estão incluídos. mas. os sete rios. 2 . pois o deus. 4. significa ‘os marrons’. decorada com muitos tipos de ornamentos dourados. ele vem para cá. está Sūrya? Quem sabe para qual esfera os raios dele se estenderam? 8.3 Os (corpos luminosos) imortais4 dependem de Savitṛ. em outra acepção.5 profundamente trêmulo. viajam. por proteção.1 digno de adoração. por observar que. 5 Suparṇa. Que aquele que conhece (a grandeza de Savitṛ) a declare. eu chamo Noite. viaja entre as duas regiões de céu e terra. ou firmamento. despertando mortal e imortal. é aqui explicado como ‘concessor de vida’. Varga 7. 3. Os cavalos de Savitṛ são aqui chamados de śyāva. o comentador acrescenta ‘a lua e constelações’. ascendendo do nascer do sol até o meridiano. O adorável Savitṛ de muitos raios. O divino Savitṛ viaja por um caminho ascendente e descendente. 1 Isto é. Savitṛ de mão dourada. 9. a menos que o cantor do hino se contradiga. água. o presente deve ser. Ele tem iluminado os oito pontos do horizonte. ‘as chuvas’. um sinônimo de raśmi. Mitra e Varuṇa. 6. 3 É dito que as esferas ou lokas que se encontram no caminho imediato do sol são céu e terra. e. ou fantasmas. 5. Os homens e todas as regiões estão sempre na presença do divino Savitṛ. antarikṣa. Primeiro eu chamo Agni. Agni. Seus corcéis de patas brancas. eu chamo o divino Savitṛ. contudo eles são duas formas diferentes. no verso três. ar vital. concessor de vida. removendo todos os pecados. Varga 6. que tudo vê. bem dirigido. esteja presente (no sacrifício). é descrito como a estrada para o reino de Yama. do pino do eixo. têm manifestado luz para a humanidade. um pode ir até o outro. como um carro. o primeiro e nono versos estão na métrica Jagatī. 6 O comentador se esforça para explicar isso. concessor de vida. 2. asura. na Triṣṭubh. ele viaja com dois cavalos brancos. ‘os imortais’. Que o afluente Savitṛ de mão dourada. afasta doenças. o divino Savitṛ viaja em sua carruagem dourada. Suparṇa. Onde. de uma distância. as três regiões dos seres vivos. O deus do Hino inteiro é Savitṛ. fica próximo. 7. eles foram chamados de ‘brancos’. o resto. Três são as esferas. e equipada com jugos dourados. como um significado. subiu em sua carruagem que permanece próxima. ou. um raio. tendo o poder (de dispersar) a escuridão do mundo. no primeiro verso. no Nighaṇṭu. Que Savitṛ de olho dourado venha para cá. Savitṛ (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. um de seus epítetos. como divindades subordinadas ou associadas. o que. Mitr a. uma leva os homens à residência de Yama. 4 O texto tem somente amṛtā. o loka intermediário. Girando pelo firmamento escurecido. mas. embora Savit ṛ e Sūrya sejam o mesmo. se adorado à noite. agora. alternando radiância. concedendo ao ofertante da libação riquezas desejáveis. pelo qual os pretāh. para a minha preservação. que orienta bem. afugentando Rākṣasas e Yātudhānas.135 Hino 35. se aproxima do sol. de asu. 1. o soberano dos mortos. e ra. o bem alado é. portanto. com relação à sua divindade. 10. por proteção. que dá.

fáceis de serem percorridos. segue seu caminho entre a terra e o céu. o Asura de mão dourada. um epíteto ou um nome do Sol. dando tesouros excelentes para aquele que adora. tendo poder e força. o Líder Gentil. Que ele. o Deus que contempla toda criatura. Como em um eixo central. Savitar o santo. têm manifestado luz para todos os povos. de patas brancas. e bem colocados no firmamento.8 firme. protege-nos hoje. imponente. teus antigos caminhos sem poeira estão bem estabelecidos na região média do ar. adorável. Trazido em sua carruagem dourada ele vem. manda o Sol se aproximar de nós. Existem três céus. eu apelo a Savitar o Deus para nos ajudar. Assim os Deuses permanecem impassíveis. Onde está Sūrya agora. eu invoco Mitra. Savitar vem. de várias cores. 3. venha para cá até nós com sua ajuda e proteção. 7. Agni eu invoco primeiro para a nossa prosperidade. Ó Deus. que dá descanso a toda a vida movente. louvado em hinos ao anoitecer.7 próximos: no mundo de Yama é um. 5. Deus. três regiões desérticas e os Sete Rios. vem por esses caminhos tão propícios para viajar. Asura10 de tremor profundo. Puxando o carro de jugo de ouro seus Baios. 9. fala conosco. perspicaz. Em sua carruagem adornada com pérolas. O Deus se move pelo caminho ascendente. Aquele de muitos raios. o lar dos heróis.136 11. 8 . protege-nos do mal nesse dia. mas mais especialmente praticantes de feitiçaria. O eixo central é o símbolo da estabilidade. em viagem.9 tem iluminado as regiões. 115. o Divino. ao contrário dos mortais que partem para o reino de Yama. Índice ◄►Hino 36 (Wilson) ____________________ Hino 35. de asa forte. Rechaçando Rākṣasas e Yātudhānas. Avançando por todo o firmamento escuro. o Deus da distância longínqua. Líder Bondoso. 10. o Deus subiu. Savitṛ. 2. Mantidos no colo de Savitar. Ehni. o descendente. Der Mythus des Yama. para nos ajudar aqui. 11 Uma classe de demônios ou maus espíritos. Veja J. Índice ◄►Hino 36 (Griffith) ____________________ 7 Céu e terra. (Vindo) por aqueles caminhos. Afasta doença. Ó Savitar. 10 O Imortal e Divino. Ele. ele viaja. repousam coisas imortais: aquele que sabe disso que ele declare isso aqui. todos os homens. 6. Varuṇa. não afetados pela morte ou mudança. Savitar (Griffith) 1. mantendo sua posição inalterada pela revolução das rodas. todos os seres têm seu lugar para sempre. dois de Savitar. 9 Suparṇáḥ. Eu invoco a Noite. 4. Savitar. são livres de poeira. Savitar de mão dourada. muito parecidos com os Rākṣasas. Deus Savitar o de olho dourado vem para cá. com dois Baios brilhantes. colocando para descansar o imortal e o mortal. e nos abençoa. onde se encontra alguém para nos dizer para qual esfera celestial seu raio vagou? 8. com lança de ouro. Teus caminhos.11 o Deus está presente. Seu brilho iluminou oito pontos da Terra. para regiões escuras. e espalha o céu brilhante pela região escura. p. 11. são preparados de antigamente. e afasta de nós toda angústia e tristeza. ou o céu do dia e o céu da noite.

Desse modo o devoto te adora. ou Yajamāna. Portador de oblações. doador de riqueza. Agni. como um cavalo que relincha em um conflito por gado. De acordo com o Sr. o invocador e mensageiro dos deuses. A métrica dos versos ímpares é Bṛhatī. qualquer oblação que possa ser oferecida em ti. Mitra. bem disposto em direção a nós. 7. agregadas em ti. O Rakṣas. com (sete)2 sacerdotes ministrantes. acendem Agni (com oblações). que és poderoso e eterno. Nós escolhemos a ti. ou quarta parte da estrofe. que supervisiona o todo. 1 o filho de Ghora. 6. As chamas de ti. Essa enumeração omite um dos principais realizadores. Nós imploramos. a métrica dos versos pares é chamada de Satobṛhatī. que repete os hinos do Ṛc. emite a fumaça movente e graciosa. Varga 9. com o Yūpa. o aumentador de vigor. Vigoroso e auspicioso Agni. aqui. na décima terceira e décima quarta estrofes. O Udgātṛ. Tu. que és dotado de todo o conhecimento. que a derrama no fogo. exceto o último. sobre a grama sagrada. que guarda a porta. um epíteto de Kaṇva. brilhante com teu próprio esplendor. Os raios daquele Agni. (tu és aquele) a quem os deuses mantiveram por causa de Manu. Os outros. és o concessor de deleite. ou poste sacrifical. Oferecendo oblações. Agni. o Adhvaryu. transporta-a para os deuses poderosos. provavelmente. é. Varga 8. aqui. pois tu és poderoso. O Neṣṭṛ. seja um benfeitor para Kaṇva. sê favorável a nós. a quem Kaṇva fez mais brilhante que o sol. o guardião doméstico da humanidade. – Griffith. Generoso dador de alimento. Stevenson. hoje. nós te adoramos. As ações boas e duráveis que os deuses realizam estão. possuidor de riqueza. exaltamos. 9. Kaṇva. que prepara os materiais para a oblação. que adoram os deuses. e sê nosso protetor. que são muitas pessoas.) algum outro adorador deteve. De acordo com outro texto: ‘os sete sacerdotes principais derramam a oblação’. que recita as fórmulas do Yajush. a quem. o mensageiro e invocador dos deuses. o deus é Agni. o anfitrião de convidados piedosos. Agni. o Ṛṣi do décimo segundo Sūkta e seguintes. a morada (de criaturas vivas). Que Agni. o antigo mensageiro deles. Resplandece. a ele nós. e que deve. Os deuses Varuṇa. pois tu és devotado aos deuses. tendo o primeiro e o terceiro p ādas iguais. tocam os céus. 4. e do céu. espalham teus raios em volta. tendo doze sílabas no terceiro pāda. 11. 1 2 . 3. e a quem (agora. cujo filho tinha sido antes apresentado como Medhātithi. brilham preeminentemente. acompanhado por veneráveis (medhya) convidados (atithi). 2. Sūkta I) O Ṛṣi é Kaṇva. e. 7. Toma o teu lugar. estão incluídos entre os dezesseis. (junto contigo).137 Hino 36. 3 Medhyātiti. com hinos sagrados. agora ou em qualquer outro momento.3 deteve. Nós recorremos a Agni. O Potṛ. 6. Adorável e excelente Agni. os sete sacerdotes ou assistentes no Soma-yāga são: 1. Os (deuses) destruidores. quando chamado. 10. dito pertencer à família de Aṅgiras’. através de ti. 3. ao poderoso Agni. – para o benefício de vocês. tomar o lugar do Yajamāna. 4.] O comentador completa com ‘os sete’. Homens. identificado. 1. Agni (Wilson) (Anuvāka 8. O Brahmā. mataram Vṛtra. que és tal (como descrito). O homem que te oferece oblações obtém. 5. 2. riqueza universal. eles fizeram da terra. vitoriosos sobre seus inimigos. O Hotṛ. 5. Agni. que canta o Sāma. – a quem outros (Ṛṣis) também louvam. e Aryaman te acendem. O instituidor. e do firmamento. Varga 10. a ele esses nossos hinos. tu. todas. 8. [‘Um Ṛṣi muito famoso. a quem Indra deteve.

5 que alguém que é hostil a nós. 17. Nós chamamos. Turvaśa. e Turvīti. o que prende o ladrão. e (todo outro) adorador (que recorre a ele) em busca de riquezas. (para dar) luz para as várias raças da humanidade. em um sacrifício de animais. 5 O texto tem somente ghanā. com uma maça. Agni é solicitado para concessão de poder (afluência). com oblações. em tais ocasiões. Aquele homem mortal que tem derramado oferendas para ti. não prevaleça contra nós. 6 Nada mais é dito. pelo conhecimento. ele que faz a força deles abundar: nós. poderosas.6 19. que não fazem doações. ganha através de ti toda riqueza. protege-nos contra maus espíritos. destrói totalmente nossos inimigos.138 12. como (a louça do oleiro). e saciado com oblações.4 14. – Varuṇa. 20. esse verso e o seguinte devem ser recitados. Os homens ganharam Agni. Turvaśa pode ser outra leitura de Turvasu. para que nós possamos viver. Tu és o senhor de provisões notáveis. pelo qual nós te invocamos com unguentos. ele tem protegido nossos amigos. Faze-nos felizes. Varga 11. Vigoroso e muitíssimo resplandecente Agni. Aryaman. das pessoas citadas nesse verso. As chamas de Agni são luminosas. como o nosso Sacerdote. erguenos no alto. de modo que nós passemos (pelo mundo). de acordo com Asvalāyana. 16. a ti. Manu te reteve. a ele a quem os outros também louvam. a quem homens reverenciam. As chamas de ti o poderoso estão espalhadas extensamente ao redor: teu esplendor alcança o céu. protege-nos. brilhaste por Kaṇva. 4 Agni. Os Deuses acendem a ti seu mensageiro antigo. com os raios ardentes. é dito aqui ser identificado com o yūpa. 3. 4. como ereto. . 15. te adoramos. tu. com uma maça. Mitra. terríveis. ele tem concedido prosperidade a Kaṇva. Agni. para os deuses. pois tu és grandioso. e o homem que nos ataca com armas afiadas. ó excelente. e todos os outros nossos adversários. completa nossos tesouros. destrói todo espírito maligno. sim. ou poste ao qual as vítimas. protege-nos de (animais) nocivos. traga para cá Navavāstva. A ti como o nosso mensageiro nós escolhemos. 13. e. Agni. e sacerdotes (oferecendo oblações). Ereto. da raça lunar. nós rogamos a Agni. o comentador completa com ‘a cerâmica’. Que Agni. além de que eles eram Rājarṣis. que. consome os poderosos espíritos do mal. são amarradas. Yadu e Ugrādeva. tu és o concessor de alimento. sábios reais. Surgido por causa de sacrifício. Com palavras emitidas em hinos sagrados. Permanece ereto. Sê hoje nosso Auxiliar de espírito benevolente em nossos atos de força. seguramente e totalmente. pois a amizade dos deuses é obtenível através de ti. na hora de erguer o poste. era o filho de Yatāti. 2. com Yadu. e do (homem) malévolo que não oferece donativos. de longe. e não são confiáveis. Ereto. Sempre. para a nossa proteção. o Senhor de muitas famílias que servem devidamente os deuses. o Onisciente. leva nossa riqueza (de oblações). 18. Bṛhadratha. como o divino Savitṛ. do pecado. dador de alimento. ó Agni. assim como o (sábio que tem) a hoste dos santos. e daqueles que procuram nos matar. e. Índice ◄►Hino 37 (Wilson) ____________________ Hino 36. Agni (Griffith) 1. junto com Agni. Agni.

Protege-nos. prevalecer sobre nós.12 tem ajudado Medhyātithi. mensageiro dos homens. O Mais Vigoroso. . 18. à direita e à esquerda. para proteger o lar atacado pelos Dasyus ou ladrões. são também aparentemente os nomes de dois outros Ṛṣis. preserva-nos da dificuldade desagradável. 12 Sāyaṇa toma mitrā no texto como mitrāṇi. 7 A preservação do mundo inteiro depende. de quem Medhyātithi9 fez a fonte de riqueza. o Auspicioso. a ele. Senta-te. 10 Vṛṣan e Upastuta: traduzidos por Wilson. de longe. Vṛtra eles derrotaram e mataram. e fizeram do céu e da terra e do firmamento uma grande morada. Agni. ó Agni. Nesse dia.10 11. louvado Agni! solta a fumaça. Ergue-nos no alto para que possamos caminhar e viver: desse modo tu deves pronunciar nossa adoração em meio aos Deuses. como Mitra (e Varuṇa) favoreceu’. a quem Medhyātithi. e felicidade: Agni tem ajudado nossos amigos. Agni. A ele. para que possamos ter filhos heroicos. todo presente sagrado é oferecido. O poeta parece rezar pelo retorno de Navavāstva. para subjugar o inimigo. ó Agni. quem quer que ele possa ter sido. a quem.13 por meio de Agni. exaltam: seus poderes brilham preeminentes. nem qualquer inimigo. Portador de oferendas. os deuses ordenaram por causa de Manu. eram amarradas. Mas ela parece ser nome de um Ṛṣi da família de Kaṇva. Agni. melhor animador dos Deuses. dos sacrifícios oferecidos pelos homens. 15. 9 Medhyātithi: Sāyaṇa considera essa palavra como um epíteto de Kaṇva [veja a nota 3]. melhor Sacerdote sacrificante. amigos. mata com tua chama todo demônio devorador. o mais vigoroso. Ereto como concessor de força nós te chamamos em voz alta. como ereto. porque tu és grandioso. Mitra e Varuṇa. adora nossos Deuses. Senhor Divino. benevolente. protege-nos do iníquo malicioso.139 5. Turvaśa. Os homens acendem Agni com seus presentes sacrificais. Nós chamamos Ugradeva. esses nossos cânticos de louvor. Benfey e Ludwig consideram que ela significa. isto é. Ereto. Yadu. Consequentemente ele considera que añjibhiḥ significa ‘com unguentos’. Tu. 16. Turvīti. em um sacrifício animal. forte como um touro e impetuoso como um cavalo de guerra. os dois Mitras. O Touro glorioso. Derruba tal como com uma maça. ficou ao lado de Kaṇva: o Corcel relinchou alto em disputas por vacas. se encontram em ti. Senhor da Casa. ajudou seu favorito Kaṇva em batalha. Nos salva daquele que deseja nos ferir ou matar. e depois. vitoriosos sobre os inimigos. tu que tens fogo como os dentes. e Vṛṣan e Upastuta. Faze a nossa riqueza perfeita. Permanece ereto para nos prestar ajuda. conforme Sāyaṇa. do demônio. eleva-te como Savitar o Deus. Agni. Tu governas como um Rei sobre força amplamente famosa: sê bom para nós. 8. 10. golpeia o perverso. o primeiro. tu com luz imponente. A ele. segundo o ponto de vista vêdico.11 14. ‘Indra e algum outro adorador’. e talvez também para fortalecer sua prece por um apelo aos espíritos de heróis mortos. 17. Em ti. reunidas. porque tu tens afinidade com os deuses. 12. rubra e bela de se ver. é identificado por Sāyaṇa com o poste sacrifical ao qual as vítimas.8 invocado. com os quais o poste era ungido. 13. Não deixes o homem que conspira contra nós no meio da noite. Agni tem dado poder heroico para Kaṇva. pois tu és poderoso. o vidente de vinte e oito hinos dos livros 8 e 9. 8 O poderoso Agni. 11 Agni. Essa palavra pode. 13 Turvaśa e Yadu são citados juntos frequentemente como epônimos de tribos daqueles nomes. e eles traduzem respectivamente ‘Agni e Mitra protegiam’. 9. e ‘Agni. entretanto se referir aos ornamentos – outra significação da palavra – usados pelos sacerdotes ministrantes.7 6. Dele em seu próprio esplendor brilhante o devoto se aproxima em adoração. traze Navavāstva e Bṛhadratha. e o último. 7. a quem Kaṇva acendeu para seu rito. com unguentos e com sacerdotes. Agni. tem ajudado Upastuta a ganhar. Mitra. Todas as leis superiores imutáveis estabelecidas pelos deuses. és um Sacerdote animador. brilha. porque aqueles dão força aos Deuses e os tornam aptos a cumprirem seus deveres. Digno de alimento sagrado. de quem Kaṇva.

Em ti todas as leis firmes que os deuses fizeram estão compreendidas. Consome para sempre todos os demônios e feiticeiros. Tu és senhor sobre saque glorioso. a ele nós exaltamos. o Abençoado. As chamas de ti. ao vigoroso Agni que pertence a muitos povos. os adoradores de fato se aproximam com reverência. Levanta-te em linha reta para nos abençoar. todo o alimento sacrifical é oferecido. que os deuses têm feito. 1. estrelas. Nós imploramos. um ajudante em nossa luta por ganho. ó dependente de ti mesmo. acendem a ti. 2. a quem os deuses colocaram aqui para Manu como o melhor realizador do sacrifício. AṢṬAKA I. que te adora. “Em ti todas as obras eternas estão unidas. deus santo. Destruindo o inimigo. eles abriram espaço amplo para sua habitação. 12. a quem outras pessoas (também) magnificam. Toma teu assento. Rākṣasas e maus espíritos que praticam feitiçaria. com palavras bem faladas. ó Agni. que és grande. 7. ganha através de ti todos os prêmios. depois de ter recebido as oblações. a quem o povo reverencia. tu que és benevolente para nós hoje e depois. quando nós com nossos adoradores e com unguentos te chamamos em emulação (com outras pessoas). ó Agni.15 6. a quem Vṛṣan e Upastuta (adoraram). Os homens têm colocado Agni (no altar) como aumentador de força. 9. tu que te diriges muito excelentemente aos deuses. 16 A palavra 'inimigo' (Vṛtra) faz alusão ao nome do demônio conquistado por Indra. tu és grande. que ele relinche como um corcel em batalhas. Aryaman.140 19. ó Agni. 13. Assim. o vencedor de prêmios. tendo superado todas as falhas. O mortal. Ó Agni. Varuṇa. 14 15 . ó portador de oferendas. se espalham em volta. 8. Sacrifica então. 5. Índice ◄►Hino 37 (Griffith) ____________________ Hino 36. rico em alimento sacrifical. Agni. tens convivência com os deuses. Brilha. 4. Com oblações os homens acendem Agni. como nosso mensageiro e como nosso Hotṛ. como o deus Savitṛ. ó glorioso! 10. para toda a raça dos homens: Surgido da Lei. o mensageiro dos clãs. Que possamos adorar-te. Dele. emite tua fumaça bela e vermelha. Em ti. se torne brilhante ao lado da Kaṇva. o rei.14 consome cada demônio devorador. dependem. Manu te estabeleceu uma luz. Os deuses. Tu és o Hotṛ alegre e o chefe de família. VARGA 8–11. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Aquela nutrição de Agni tem brilhado a quem Medhyātithi e Kaṇva têm acendido em nome de Ṛta. alimentado com óleo. As chamas de Agni cheias de esplendor e de poder são terríveis. para não serem aproximadas. o possuidor de tudo. ou seja. tu. ó bom! 3. tais como sol. o deus mais jovem. Tem piedade de nós. pois tu. aos clãs que adoram os deuses. a quem Kaṇva e Medhyātithi. A ele esses hinos. teus raios tocam o céu. ó Agni. ADHYĀYA 3. tu és grande. Mitra.16 eles (vitoriosamente) passaram pelo Céu e a Terra e as águas. Enche (-nos de) riqueza. justo ganhador de despojos. sê aqui hoje benevolente para nós. aos deuses para que nós possamos ser ricos em homens valentes. Nós te escolhemos. Que o valoroso (Agni). 11. Tu. HINO 36. o antigo mensageiro. 20. por Kaṇva tu tens brilhado. relâmpagos.” Max Müller.

Salva-nos daquele que nos prejudica ou tenta matar-nos. Bṛhadratha e Turvīti. do feiticeiro. ó Agni. Que Agni. nossa força contra o Dasyu. ó deus mais vigoroso com esplendor brilhante! 16. cresceste forte.] . do avarento. que aquele impostor não governe sobre nós. tu. a quem as raças humanas cultuam. Sempre queima os feiticeiros. Atinge. protege-nos do mal com teu esplendor. livra-nos do mal. e aquele que nos engana. e os aliados dos Yātus. ó Agni. ó deus de mandíbulas de fogo. Agni ganhou abundância em heróis. 19. Mitra e Varuṇa) abençoaram Medhyātithi. As chamas de Agni são impetuosas e violentas. Descobre nossa adoração entre os deuses. Agni (abençoou) Upastuta na aquisição (de riqueza). elas são terríveis e não devem ser suportadas.141 14. que ataca túmulos e se alimenta de cadáveres. todos os maus espíritos. Permanecendo reto. Salva-nos. nascido de Ṛta. Agni prosperidade (para Kaṇva).17 Que nós permaneçamos corretos para que possamos andar e viver. 15. Tu resplandeceste com Kaṇva. Manu te estabeleceu. Agni e os dois Mitras (ou seja. os avaros em todas as direções. queima todo demônio necrófago. 18. Através de Agni nós chamamos de longe para cá Turvaśa. como uma luz para todas as pessoas. Yadu e Ugradeva. Índice ◄►Hino 44 (Oldenberg) ____________________ 17 [Ghoul: espírito dos contos orientais. assim como com uma maça. 17. 20. conduza Navavāstva. O mortal que faz (suas armas) muito afiadas à noite.

3 e enfeites. e o leite. ou. 11. O Sr. com sons. o tejas. todos ouvem (o barulho) deles. temendo sua aproximação feroz e violenta. 8. pois a montanha de muitos cumes é despedaçada (diante de vocês). que o comentador explica como 'sem o filho de um irmão'. agitadores do céu e da terra. Estável é seu local de nascimento (o firmamento). até seus joelhos. que abalam tudo em volta. a prece ou oração que recomenda a oblação. e ser sem cavalos seria aplicável aos Maruts. Kaṇvas. Eles são os geradores de fala. Louvem a força esportiva e irresistível dos Maruts. ou escola) de Kaṇva. um cavalo. revigorem a humanidade. foi aumentado (ou) em desfrute ou na barriga. extraordinariamente inspirando (coragem) na luta. (para beber). 1. A oferenda está preparada para a sua satisfação. Quem é o líder principal entre vocês. 6. que nasceram entre vacas. que tem sido aumentada em ou por. ou do leite. plantou um (pilar)6 firme. retentora de chuva. que nós possamos viver nossa vida inteira. diante deles. 13. Índice ◄►Hino 38 (Wilson) Kaṇvas pode significar os membros do gotra (a família.1 a força reunida dos Maruts. Que. fala. 14. os poderosos. Arvan é.142 Hino 37. Eles impelem. levados por veados pintalgados. derivado de. os destruidores de inimigos. e abrem com força (os úberes para derramar) o leite”. como um monarca enfraquecido. eles estimulam o (gado) mugindo a entrar (na água). em sua rota. ou força. isto é. como o topo (de uma árvore)? 7. a chuva. 6 Uma coluna forte. A frase é anarvāṇaṃ. simplesmente. como vocês têm vigor. 4. dos Maruts. Vāśī é um sinônimo de vāch. 15. eles espalham as águas. céu e terra). Venham rapidamente. a nuvem longa. mas é o śardhas. Maruts. e que não pode ser diminuída.5 Varga 13. ou palavras. o qual seria um epíteto bastante ininteligível. 12. e cuja força foi nutrida pelo (desfrute de) leite. Varga 12. em seus cursos. 9. As oferendas dos Kaṇvas estão preparadas.2 mas brilhantes em seu carro. vasta. 3. em sua acepção usual. A cuja aproximação impetuosa a terra treme. voz. a métrica é Gāyatrī. ou leite. com seus (veículos) velozes. sem cavalos. no Nighaṇṭu. eles enchem o caminho de clamor. 1 2 . deem animação às nuvens. Eu ouço o estalo dos chicotes nas mãos deles. para dar estabilidade à residência. porém as aves (são capazes) de sair (da esfera de) sua mãe: pois sua força é (dividida) em todos os lugares entre duas (regiões. Maruts (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kaṇva. cuja carruagem é puxada por cervos. com armas. o rasa. com gritos apavorando o exército do inimigo. 3 Vāśībhih. Langlois tem “que reinam entre as vacas (celestes). de acordo com o comentador. segundo o comentador. obtida a partir da graça ou instrução dos deuses. por medo (de seus inimigos). 5. – jambhe rasasya vāvṛdhe. nós somos seus (adoradores). Ele considera que as vacas são as nuvens. nasceram autoluminosos. Fiquem satisfeitos com eles. possuidores de reputação brilhante. Varga 14. o Hino é endereçado aos Maruts . 4 Devattaṃ brahma. – a qual é explicada: seu vigor. 5 A passagem é breve e obscura. Onde quer que os Maruts passem. ou. O chefe de família. Celebrem. gritos de guerra. 2. a energia. Dirijam a oração dada por deus4 àqueles que são sua força. não exercida sobre. 10. alegres. sábios ou sacerdotes.

Venham rápido com corcéis velozes. Eles obtêm glória em seu caminho. quando todos são tão poderosos seria supérfluo perguntar quem é o mais poderoso. E esses. Diante deles. é deles. espadas e ornamentos brilhantes. 10.10 11. Os violentamente vigorosos. Ouve-se. Nós somos seus servos sempre. Longa. como um senhor dos homens enfraquecido pela idade. treme em terror em seus caminhos. À sua aproximação o homem se segura diante do furor da sua ira: A montanha de juntas escarpadas cede. resplandecentes em seu carro.9 em suas corridas têm ampliado os limites. Lanças. De modo que as vacas devem andar afundadas até os joelhos. Aqueles que. Eles por cujos avanços a terra. eles derramam essa prole da nuvem. 15. 2. 3. Tudo está preparado para o seu deleite. Enquanto os Maruts passam. vocês têm derrubado homens na terra. nos caminhos que eles seguem. eles conversam no caminho: Alguém os ouve enquanto eles falam? 14. Vocês que os agitam como a bainha de uma roupa?8 7. Ó Maruts. Índice ◄►Hino 38 (Griffith) ____________________ 7 O grupo de Deuses da Tempestade preeminente entre as nuvens como um touro é entre as vacas. ó abaladores da terra e do céu. Ele se fortaleceu porque bebeu da chuva. 5. 9 Os Maruts de voz alta. Maruts (Griffith) 1. autoluminosos. 10 Os Maruts se espalharam pelo céu e fizeram cair tanta chuva que as vacas nos pastos estão na água até os joelhos. 8. Heróis. o estalo dos chicotes que eles seguram. com os cervos pintalgados. Para viver tanto quanto a vida possa durar. os Filhos. quando. Sim. 12. até duas vezes o suficiente. 4. como se estivesse próximo. Louvem ao Touro entre as vacas.7 pois ele é o grupo esportivo dos Maruts.143 ____________________ Hino 37. como sua força é grande. 8 . Quem é o mais poderoso de vocês. Assim vocês têm feito as montanhas caírem. os fortes. nasceram juntos. Cantem. Forte é o seu nascimento: eles têm vigor para emergir de sua Mãe. Alegres. Isto é. os Cantores. pois vocês têm adoradores entre os filhos de Kaṇva Que vocês se regozijem entre eles completamente. 9. 13. 6. Agora cantem o hino dado por Deus para sua exultante tropa Marut. ampla e inesgotável. ó Kaṇvas. para seu grupo de Maruts inatacáveis. força.

A escola lendária. Eles por cujas corridas a terra. os cantores. ou ‘sem oposição’. De fato há o bastante para o seu júbilo. À sua aproximação o filho do homem se detém. Índice ◄►Hino 38 (Müller) ____________________ Wilson traduz anarvāṇaṃ como ‘sem cavalos’. a nuvem retorcida fugiu por causa de sua ira violenta. Os Maruts. 9. e eles falam no mesmo hino. 40. e os enfeites brilhantes o relâmpago. Nós sempre somos seus servos. Ó Maruts. 5. Cantem a prece dada por deus para a tropa selvagem de seus Maruts. quando eles os estalam em suas mãos. vocês têm feito as montanhas tremerem. embora o comentador explique a palavra claramente como ‘sem um inimigo’." 15 A expressão que os Maruts ampliaram ou alargaram as cercas de sua pista de corridas (RV. 6. são chamados às vezes de pṛṣat-asvāh. com cavalos malhados. os toma como cervos com manchas brancas. há vigor duas vezes o suficiente para isso. ou seja. 12. como nuvens. 12 Os cervos manchados (pṛṣatī) são os reconhecidos animais dos Maruts.13 3. como parece. E esses filhos. 11. que nasceram juntos. autoluminosos. alargaram as cercas em suas corridas. ó homens. ADHYĀYA 3. para que nós possamos viver. no entanto. a queda de tanta chuva que as vacas tiveram que caminhar até os joelhos na água. eles ganham esplendor em seu caminho. an-arvan nunca significa ‘sem cavalos’. Sāyaṇa está perfeitamente ciente do significado original de pṛṣatī. O fato é que. quase perto. até a totalidade da vida. 13 As lanças e adagas dos Maruts significam os raios. ou. como um rei grisalho. mais que isso. as nuvens de chuva. com tal força como a sua. eles conversam no caminho: alguém os ouve? 14.14 4. com os cervos pintalgados (as nuvens). por perto. Os poetas vêdicos. eles impelem adiante o belo (carro) na estrada. os enfeites brilhantes. 4.15 as vacas tiveram que andar afundadas até os joelhos. 8. de fato. Eles. 10. para a hoste esportiva de seus Maruts. treme de medo em seus caminhos. AṢṬAKA I. vocês têm feito os homens tremerem. no que diz respeito ao sentido. quando vocês os agitam como a bainha de um traje? 7. 3. e o comentador está perfeitamente certo. e significavam originalmente. HINO 37. 14 Nós também poderíamos traduzir: "Aqui. dotados de energia e força terríveis. brilhantes em seus carros. Isso se torna ainda mais claro a partir do próximo verso. 7. no entanto. 1. dos gamos e dos cavalos dos Maruts. mas sempre ‘sem dano’ ou ‘livre de inimigos’. Eu ouço seus chicotes. A última frase expressa o resultado dessa corrida. ele cresceu porque ele provou a chuva. 58. vocês agitadores do céu e da terra. 11 . ou melhor. e incólumes11 – 2. os punhais. tendo pṛṣats como seus cavalos. VARGA 12-14. Cantem. 15. e afastaram as nuvens de todos os horizontes. eu ouço o que os chicotes em suas mãos dizem. diz ele. admitiam ambas as idéias. Conforme os Maruts passam. Celebrem o touro entre as vacas (a tempestade entre as nuvens). em traduzir a palavra como ‘sem um inimigo’.12 as lanças. Quem. no mesmo verso. a tradição posterior na Índia declarou-se a favor de cervos manchados. 7).144 Hino 37. Venham rápido em seus corcéis velozes! Há adoradores de vocês entre os Kaṇvas: vocês podem se regozijar bem entre eles. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. no Ṛg-Veda. Eles fazem essa longa e vasta chuva incessante cair em seus caminhos. ó Kaṇvas. é o mais forte entre vocês aqui. Seu nascimento é forte de fato: há força para emergir de sua mãe. 13. só pode significar que eles varreram todo o céu. a escola etimológica como linhas de nuvens de muitas cores. pois é a hoste esportiva dos Maruts.

3 O senhor do mantra (ou prece). e seu panegirista se torne imortal. dignos de louvor. chamado de um deus da raça Rākṣasa. Onde. Onde. os brilhantes e vigorosos Maruts. se tornem mortais. Profiram o verso que está em suas bocas. daí. 10. Que as pinas de suas rodas sejam firmes. e. Proclamem. 14. quando vocês nos pegarão por ambas as mãos. sobre o deserto. e o belo Mitra. toda residência da terra (treme). 1. Onde aqueles (que te cultuam) gritam (para vocês) como gado? 3. e por quem a grama sagrada é cortada. Maruts. do alimento sacrifical. (sacerdotes). Ao rugido dos Maruts. ao longo dos rios belamente represados. Varga 15. venham. e os homens.145 Hino 38. que eles sejam exaltados por esse nosso culto. brilhantes. a chuva é libertada pelos Maruts. 7. – como uma mãe vaca que berra por seu bezerro. Rudra. como uma nuvem espalhando chuva: cantem o hino medido. por isso. por meio de uma nuvem carregada de água. ou. – e. 13. Varga 17. vocês estão (no momento)? Quando sua chegada ocorrerá? Passem do céu. 8. – de modo que ele não trilhe o caminho de Yama. aqui. o espalhem. com nossos (maus) desejos. não da terra. 1 2 . como um pai faz com seu filho? 2. De fato. inundam a terra. com mãos fortes. ou pertencentes a. também. com voz afinada para louvor. – como um cervo (nunca é indiferente) ao pasto. habilitados para adoração. 2 mandam chuva. 6. com progresso desobstruído. O relâmpago ribomba. Eles espalham escuridão sobre o dia. Maruts. 15. Aqueles que são de. na nossa presença.3 Agni. Não deixem que o muito poderoso e indestrutível Nirṛiti1 nos destrua: que ele pereça. 5. 9. sem vento. Que seu adorador nunca seja indiferente a vocês. e seus dedos bem hábeis (para segurar as rédeas). que gostam de louvores. deuses e métrica continuam os mesmos. explicado como: criados ou protegidos por Rudra. 11. que seus carros e seus corcéis sejam firmes. 12. Maruts. todas as suas (dádivas) auspiciosas? 4. Índice ◄►Hino 39 (Wilson) ____________________ Ele é. Maruts (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. criados por Rudra. Brahmaṇaspati. Glorifiquem a hoste de Maruts. tremem. filhos de Prisni. Que vocês. Varga 16. suas (riquezas) valiosas? Onde. de fato. estão seus novos tesouros? Onde.

12 vigorosa: Que os fortes residam aqui conosco. Onde as suas mais novas graças são mostradas? Onde. Ó Maruts.7 se afastem de nós. eles os ferozes e poderosos Filhos de Rudra mandam sua Chuva sem vento8 até nos lugares desertos. e não vêm para a terra? Ou. Brahmaṇaspati e Bṛhaspati são. indesejado como um cervo em um pasto familiar ou prado reservado para as vacas. e como tal ele é invocado junto com os Maruts em outras passagens. E que suas rédeas também sejam bem ajustadas. variedades de Agni. com Sāyaṇa.37. Deuses. os Cantores’. De fato. e é até chamado de marutsakhā. Índice ◄►Hino 39 (Griffith) ____________________ 4 Talvez. Maruts (Griffith) 1. ambos. 10 Parece melhor. para o louvor. Max Müller. 8 Chuva constante. Agni9 o Senhor da Oração. para quem a erva sagrada é cortada? 2. 5. como Max Müller sugere. 12. Ó Maruts. A canção dos Maruts é a música ou canto dos ventos. que penetra no solo.10: ‘E esses. 12 Como em 1. I. Agora para onde? Para qual meta vocês vão. 13. Max Müller. expande-te11 como uma nuvem de chuva Canta o elogio medido. Forma em tua boca o hino de louvor. 6. o amigo dos Maruts. as nuvens.146 Hino 38. Cantem glória à hoste Marut. Com a nuvem de chuva carregada de água. Maruts. E agora? Quando vocês nos tomarão por ambas as mãos. . ‘onde permanecem seus rebanhos?’ isto é. e não na terra? Onde as suas vacas se divertem?4 3. Porque vocês ficam no céu. com seus corcéis de cascos fortes. de acordo com Ludwig: ‘Onde se alimentam as vacas que devem fornecer leite e manteiga para o sacrifício para vocês? Onde é o lugar no qual deve ser oferecido sacrifício a vocês?’ 5 Ou. E cada homem que nela habita oscila. o derrube: Que todas. Quando sua corrente de chuva foi libertada. sem impedimentos em seus cursos. à hoste dos Maruts. Nem ele seguiria pelo caminho de Yama. Max Müller. atribuir brahmaṇaspatim a Agni do que. 15. como mãe. o vento geralmente cessando logo que a chuva pesada começa a cair. com a seca. 14. Que sejam firmes as pinas de suas rodas. 8. Como uma vaca o relâmpago muge e segue.10 Aquele que é belo como Mitra. 6 Nirṛitiḥ. 9 Agni é invocado frequentemente junto com os Maruts. pecado. fossem mortais. ao longo dos rios brilhantes represados. não soprada para longe. Quando eles inundam a terra eles espalham escuridão mesmo de dia. portanto. o sacerdote e purohita dos Deuses e homens. 7. como um pai querido ao seu filho. firmes seus cavalos e seus carros. Então seu adorador nunca seria odiado como um animal selvagem5 na área do pasto. os Filhos. Convida para cá com essa música. louvável. 11. 11 Endereçado ao poeta do hino. seu filhote. vocês os filhos que Pṛśni teve. e Imortal aquele que canta seu louvor. ó Maruts. i. no céu. 10. 40. Se. a sua prosperidade? Onde todas as suas sublimes bem-aventuranças? 4. Que nenhuma praga destrutiva6 sobre praga difícil de ser conquistada. 7 Ganância. 9. melodiosa. ao som da sua voz essa morada terrena treme. apressem-se.

13. o brilhante. quando a chuva (dos Maruts) foi libertada. Adora a hoste dos Maruts. 16 A segunda frase é obscura. que todos os outros em volta do rio Sarasvatī são apenas reis pequenos. e seu adorador um imortal13 – 5. Mesmo de dia os Maruts criam escuridão com a nuvem carregada de água.15. para os quais a erva sagrada tem sido podada? 2. os carros. Um verso semelhante ocorre 8. então. doando centenas e milhares". que é como um amigo. os musicais. Agni. Então seu adorador nunca seria indesejado. AṢṬAKA I. 44. ele segue como uma mãe segue atrás de seu filhote. Além disso. 18.19. Sāyaṇa traduz: “Que o coro dos sacerdotes faça um hino de louvor. que ele se afaste. Que suas pinas sejam fortes. Que nenhum pecado após outro. e o poeta acrescenta: "Que ele se espalhe como uma nuvem com a chuva. então o poeta seria mais generoso com o deus do que o deus é com ele: veja 7. 17 Outras passagens. Ludwig traduz. assim como uma nuvem envia chuva”. 15. 10. invocado junto com os Maruts. 9. 8. tanto quanto eu sei.15 14. juntamente com a ganância. 25-26. fossem mortais. 14 O caminho de Yama só pode ser o caminho seguido primeiro por Yama. 1-2. ‘belo como Mitra'. HINO 38. 15 Mitra nunca é. 32. os seus cavalos. 14. Realmente eles são terríveis e poderosos. como 1. Onde estão agora? Em que missão vocês estão indo. os homens cambalearam para frente. como o governante dos mortos. que se o deus fosse o poeta e o poeta o deus. no céu. difícil de ser conquistado. Índice ◄►Hino 39 (Müller) ____________________ 13 Eu acho melhor conectar os versos quarto e quinto. Pronuncia para sempre com tua voz para louvar o Senhor da oração. Forma um hino em tua boca! Expande-te como a nuvem!16 Canta uma canção de louvor. VARGA 15-17. ADHYĀYA 3. Onde estão suas mais novas graças. nem ele seguiria o caminho de Yama. mostram que a concepção dos Maruts como cantores era familiar para os Ṛṣis Vêdicos. 11. como um cervo em um pasto. 8. 18. É dito lá de um patrocinador que só ele é um rei. e é melhor tomar mitram como amigo. filhos de Pṛśni. isto é.4 e 1. 8. que suas rédeas sejam bem moldadas.52. 21. não na terra? Onde suas vacas estão passando o tempo? 3. os terríveis. ou que leva a Yama. Maruts em seus corcéis de cascos fortes que nunca cansam vão atrás daquelas brilhantes (as nuvens). 19. quando eles encharcam a terra. até mesmo ao deserto os Rudriyas trazem chuva que nunca é secada. os gloriosos. O relâmpago muge como uma vaca. O que. que ainda estão trancadas. e me sinto justificado em fazê-lo por outras passagens onde a mesma ou uma ideia semelhante é expressa. brilhante como o sol. ó Maruts? Onde estão as bênçãos? Onde estão todos os prazeres? 4. Se vocês. na não pode ser deixado aqui sem tradução. 12. Então por causa dos brados dos Maruts sobre todo o espaço da terra.147 Hino 38. . nos domine. isto é. ó deuses.14 6. 23 e também 8. 7. agora? Quando vocês (nos) pegarão como um pai querido pega seu filho por ambas as mãos. 1. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. que eles o proferiram ou expandam.17 Que eles sejam magnificados aqui entre nós.

Venham. nós recorremos à sua ajuda. 1. e. como uma flecha. nem (existe algum) sobre a terra. o cervo vermelho. leva ou puxa o carro. que. sobre o inimigo colérico dos Ṛṣis. (ajuda a) puxar o carro. aparentemente.148 Hino 39. vahati. Nós então temos. Índice ◄►Hino 40 (Wilson) ____________________ Os cervos pintalgados. 6. o nome pode ser somente um epíteto. atrelados a um carro. abaladores (da terra). mas a palavra permanece sozinha. nos pares. e os homens ficam alarmados. com toda a sua progênie. o comentador diz. Rohita. como a luz (desce do céu). Maruts líderes. 7. Maruts. vocês possuem força não diminuída: Maruts. eles despedaçam as árvores da floresta. 5. pela adoração de quem. ou outros animais. e não aparece o que é para ser feito com o jugo. nos versos ímpares. 9. praṣṭir vahati rohitaḥ.1 o firmamento ouve sua chegada. então vocês fazem seu caminho através da floresta (árvores) da terra. ou por homens. que fazem (todas as coisas) tremerem. como aqueles inebriados. venham a nós.2 que devem ser adorados sem reserva. para onde vocês quiserem. Vocês atrelaram os cervos pintalgados à sua carruagem. que seja sua a força que merece louvor. soltem sua ira. defendam (o sacrificador) Kaṇva. Se qualquer adversário. Varga 18. vocês dirigem seu (vigor) terrível para baixo. não (a força) de um mortal traiçoeiro. Destruidores de inimigos. e força. para nossa proteção. Rudras. Vão. o veado vermelho. Maruts. por causa da nossa progênie. 3. como os relâmpagos (trazem) a chuva. no texto. Doadores generosos. unido entre eles. quando vocês espalham o que é pesado. e sua ajuda. Que suas armas sejam fortes para afugentar (seus) inimigos. pelo louvor de quem. pṛṣatīh. mas a construção do original é obscura. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e deuses são os mesmos. O sentido pode ser algo semelhante àquilo que é apresentado na tradução. nos atacar. Varga 19. Que sua força coletiva seja exercida rapidamente. filhos de Rudra. no meio de três cavalos. a métrica é Bṛhatī. divinos Maruts. quando vocês demolem o que é estável. 4. de longe. instigado por vocês. É dito que praṣṭi é um tipo de jugo. 8. 1 . rude e antigramatical. Quando. até o tímido Kaṇva. firmes em resistir a eles. retirem dele alimento. sem qualquer concordância gramatical. e Satobṛhatī. significando ‘aqueles possuidores de intelecto (chetas) superior (pra)’. para humilhar (seus inimigos). 2 Ou. rapidamente. 10. vocês desfrutam de vigor intato. e dos desfiladeiros das montanhas. com auxílios protetores completos. como vocês vieram antigamente. são sempre especificados como os corcéis dos Maruts. Eles fazem as montanhas tremerem. Prachetasas. (vocês são atraídos)? 2. é outra espécie de veado. nenhum adversário seu é conhecido acima nos céus.

Maruts. Müller. 6. Ó Rudras. e giram por todos os lados toda coisa pesada. Que suas armas sejam fortes para afastar seus inimigos. sua rota é através das árvores da floresta da terra. Quando. nós desejamos seu auxílio rapidamente para esse nosso trabalho.5 10. Vocês têm força incólume. que é lançada adiante para medir a distância de um objeto.3 Para quem vocês vão. Ó Rudras. têm protegido Kaṇva perfeitamente. para desafiar agora mesmo. e através das fissuras das rochas. portanto. mas como uma linha de medição. que elas sejam firmes para resistência. Destruidores de seus inimigos. portanto ser representado como olhando em torno em busca da chuva’. extremamente glorioso deve ser seu poder guerreiro. Até a própria Terra ouviu quando vocês se aproximaram. ó Maruts. Acabem com ele por nós com seu poder e com sua força. 5. 5 ‘O relâmpago precede a chuva. como nos tempos antigos. perfeito. agora por causa do amedrontado Kaṇva. movidos pela sabedoria de quem. abaladores da terra. 7. 4 ‘junto com sua raça’. não no sentido abstrato. deuses com toda a sua comitiva. os veneráveis e sábios. ó Maruts. movam-se. e com os auxílios que são seus. venham a nós com plena ajuda protetora.149 Hino 39. Heróis. de longe. a quem. é seu poder. Maruts (Griffith) 1. . Ó Maruts. que parecem com suas armas golpear as árvores e as montanhas quando eles mesmos ainda estão distantes’. Maruts. Max Müller. 4. e pode. como uma chama. Se algum inimigo monstruoso. que a força. Sim. enviado por vocês ou mandado pelos mortais nos ameaçarem. um veado vermelho puxa como um líder. M. Quando o que é forte vocês derrubam. contra o inimigo irado do poeta mandem um inimigo como um dardo. e os homens ficaram muito aterrorizados. como criaturas ébrias com vinho. 9. eles rasgam em pedaços os reis das florestas. Porque vocês. 8. Vocês uniram ao seu carro os cervos pintalgados. Eles fazem as montanhas balançarem e oscilarem. Müller. Índice ◄►Hino 40 (Griffith) ____________________ 3 ‘Nessa passagem nós devemos considerar medida. vocês lançam sua medida adiante. Avante. abaladores da terra. Venham a nós com sua ajuda. nenhum inimigo de vocês é encontrado no céu ou na terra. pelo plano de quem? 2. mantida nesse vínculo. uma imagem perfeitamente aplicável aos Maruts. como relâmpagos buscam a chuva. ó Generosos. 3.4 seja sua. M. não como a força de um mortal enganoso. vocês.

8 Compare com 8. como outrora. que nos ataca. agora por causa do atemorizado Kaṇva. ó Maruts. com toda a sua tribo. têm protegido Kaṇva totalmente. é pela sabedoria de quem. vocês carregam força completa. pelo plano de quem? Em direção a quem vocês vão. através das fendas das rochas. Venham até nós. Qualquer demônio. com todas as suas graças. Quando vocês assim. Pois vocês. 6. é explicado por Sāyaṇa no sentido de força. como relâmpagos (vão em busca da) chuva. ele pode ser desafiado? 5. 10. como uma flecha. Nenhum inimigo real de vocês é conhecido no céu. vocês passam através das árvores da terra. 7. junto com sua raça! Ó Rudras. VARGA 18-19. 8.8 até a Terra ouviu sua aproximação. Doadores generosos. incitado por vocês ou incitado por homens. 9. AṢṬAKA I. Que suas armas sejam firmes para atacar. privem-no de poder. abaladores (da terra)? 2. Grandes árvores da floresta são chamadas de reis ou senhores da floresta. eles despedaçam os reis da floresta. lançam para frente a sua medida. Maruts. 7. nem na terra. que eu traduzo como ‘medida’. ó abaladores (do mundo). e giram por toda parte o que é pesado. ADHYĀYA 3. 6 7 . Maruts. poder completo. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Que seja seu o poder mais glorioso. ó devoradores de inimigos! Que o poder seja seu. e os homens ficaram amedrontados.150 Hino 39. Índice ◄►Hino 43 (Müller) ____________________ Mā'na. Eles fazem as rochas tremerem. de força e de suas graças. como loucos. não aquele do mortal enganador. Enviem. 1. Venham a nós com auxílio. ó deuses. Quando vocês derrubam o que é firme. para quem. Ó Rudras. fortes também para resistir. 4. de longe. nós desejamos sua ajuda rapidamente para a nossa tribo. Vocês uniram os cervos pintalgados aos seus carros. Maruts perseguidores e sábios.7 Venham.6 como uma rajada de fogo. HINO 39. contra o inimigo irado dos poetas um inimigo. ó homens. um vermelho puxa como um líder. 3. 28: “Quando o líder vermelho puxa ou conduz os cervos manchados deles na carruagem”. portanto.

em qual caráter ele aparece por todo esse hino.1 Devotados aos deuses. Varuṇa. também. (para o salão de sacrifício). então tudo o que está para ser falado chegará até vocês.2 se aproxime de nós. de coisas preciosas. O homem celebra a ti. que os deuses (afugentem) todo adversário. Mitra e Aryaman têm feito sua residência. 1. não recebendo nenhum. a mesma que no anterior.151 Hino 40. Quem (exceto Brahmaṇaspati. Se vocês. líderes. Maruts. na forma de amante da verdade. 8. Indra. Vamos recitar. Varga 21. faladora da verdade. que aquele que os louva obtenha riqueza. a filha de Manu. ele mantém sua posição. presentes. 1 . pois ele tem uma residência (cheia). Associado com as reais (divindades). 7. Kaṇva. 6. com os sacerdotes. nesse hino. infligindo muito dano. a deusa da fala. Aquele que oferece ao (sacerdote) ministrante riqueza adequada para ser aceita desfruta de abundância inesgotável. ainda. e (repleto) de oferendas apresentadas respeitavelmente. Ergue-te. filho da força. Brahmaṇaspati (Wilson) (Sūkta V) O deus é Brahmaṇaspati. ele mata (o inimigo). Que Brahmaṇaspati se aproxime de nós. uma forma de Sarasvatī. o Ṛṣi é. 4. armado com o raio. 2 Devī * sūnṛtā. 5. Que Brahmaṇaspati concentre sua força. nos conduzam ao sacrifício que é benéfico para o homem. por ele nós adoramos I ḷā. produzindo corcéis excelentes e vigor notável. Varga 20. sê um participante da libação. 4 Esse atributo o identificaria com Indra. ele é associado com os Maruts. aquela prece venturosa e perfeita em sacrifícios. no momento de perigo. 3. e instituidora de sacrifícios. 3 Manoh putrī. Brahmaṇaspati apareceu como uma forma de Agni (Hino 18).) pode se aproximar do homem que é devotado aos deuses. internamente. citado separadamente. estejam próximos. Brahmaṇaspati. pela riqueza abandonada (pelo inimigo). desejarem (ouvir) essa prece. que a deusa. e. nós apelamos a ti. por quem a grama sagrada cortada é espalhada? O dador de oblações procedeu. a métrica. Brahmaṇaspati proclama a prece sagrada na qual os deuses Indra. 4 não há encorajador nem desencorajador dele em uma grande batalha ou em uma pequena. embora Indra seja.3 acompanhada por bravos guerreiros. Generosos Maruts. 2. De fato. deuses. Índice ◄►Hino 41 (Wilson) ____________________ Em uma passagem anterior.

deuses! recitemos esse hino. mesmo em meio a temores ele permanece seguro. levanta-te: nós. Original Sanskrit texts. com o raio de Brahmaṇaspati. e coalhadas. especialmente uma libação sagrada que vem entre a Prayāja e a Anuyāja. que esse homem que os adora profundamente obtenha abundância de bons cavalos e poder de herói. diz Sāyaṇa. 4. Se vocês. Uma oferenda de grãos. Quem se aproximará do devoto? Quem do homem cuja sagrada grama é cortada? O ofertante com seu povo avança mais e mais: ele enche sua casa com coisas preciosas. inigualável. inigualável e que conquista facilmente. rogamos a ti. mingau. a Deusa da Fala (Vāgdevatā) na forma de amante da verdade. e assim identificando-o com Indra. 8 ‘O professor Roth observa: O trovão é a voz dele (de Brahmaṇaspati). fizeram sua morada. além disso. por assim dizer. 3. amante da humanidade. Ó Filho de Força. Que Brahmaṇaspati se aproxime. seu eco nas alturas do céu’. a anterior ao sacrifício e a posterior ao sacrifício. – o manejador do raio. e que os Deuses tragam para esse rito que dá o presente quíntuplo6 o Herói. está com eles. Aryaman. 5. aceitam com benevolência essa palavra. ninguém subjuga. é por uma bela transferência posta em contato com a prece a qual. 7 Íḷā ou Íḍā. ou uma libação. todo mortal te chama em busca de ajuda quando despojos de batalha esperam por ele. por assim dizer. falada na terra. alimento sacrifical. Nota. Muir. Que eles que dão boas dádivas. Ele amplia seu poder nobre. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. 9 Significando. Ludwig aplica a expressão ao sacrificador devoto que é dito estar armado. a oferenda preliminar e a final. 8. os Maruts. que Sūnṛtā5 a Deusa venha. 6. homens que servimos a Deus. no qual Indra e Varuṇa. leite coalhado. que traz felicidade. com reis ele mata. 279. Ó Maruts. Que nós em assembleias sagradas. como a voz do superintendente da prece. A voz do trovão. Brahmaṇaspati. 7. 2. os Deuses. segundo Sāyaṇa.9 Índice ◄►Hino 41 (Griffith) ____________________ Sūnṛtā (Agradabilidade) é. que ela obtenha toda bem-aventurança de vocês. bolo de arroz.152 Hino 40. Agora Brahmaṇaspati fala em voz alta8 o hino solene de louvor. Em luta grande ou menor ninguém o detém. Indra. V. encontra. Aquele que dá uma recompensa nobre ao sacerdote ganha fama que nunca diminuirá. ó Heróis. venham até nós. pág. 5 6 . Ó Brahmaṇaspati. Por ele nós oferecemos alimento sagrado7 que concede heróis. o mais rápido. Mitra.

não gosta. eles eram os filhos de Aditi. isto é. em um de seus atributos. 2. para vocês. também. Os reis (Varuṇa. Mitra. onde dois homens estão jogando juntos. 6. Ādityas.) destroem primeiro as fortalezas deles. etc. o caminho é acessível e livre de espinhos. meus amigos. e são representantes do sol. a salvo de dano. como se (coletada) pelos próprios braços dele. Eu não denuncio a vocês aquele que ataca ou insulta o homem devotado aos deuses: eu antes propicio vocês com riqueza oferecida. 5. nós recitaremos louvor (digno) da vasta glória de Mitra. Varga 23. até a queda’. para vocês. as três primeiras e as três últimas estrofes são endereçadas a Varuṇa. guias. Ādityas. e então os inimigos daqueles (que os adoram). como um jogador teme (seu adversário) que segura os quatro (dados). o significado é fornecido pelo comentador. o homem a quem eles defendem das pessoas mal-intencionadas. com a ajuda de Yāska: ‘de um jogador segurando quatro dados’. mas teme falar mal (de alguém). Como. e filhos como ele mesmo. prospera. para a sua satisfação. pois os três deuses. são. Índice ◄►Hino 42 (Wilson) ____________________ 1 De fato. Varga 22. 7. Mitra e Aryaman. aquele que não tem o arremesso dos dados ou das conchas está em expectativa ansiosa com receio de que seja contra ele. Varuṇa e Aryaman? 8. Pois ele (o adorador). 3. 9. . livre do mal. Isto é. 2 O texto tem somente: ‘ele pode ter medo de alguém que segura quatro. citados separadamente. as três do meio. Mitra e Aryaman protegem subjuga rapidamente (seus inimigos). nenhuma oblação indigna está preparada para vocês aqui. 2 até eles serem jogados. 1 a métrica é Gáyatrí. dirigindo-se ao sacrifício. Varuṇa. aos Ádityas. 1. em três meses do ano. Sāyaṇa diz ‘quatro conchas cauri’. Aryaman (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é Kaṇva. e põem de lado as más ações deles. obtém toda riqueza valiosa. o hino pode ser considerado como totalmente endereçado aos Ādityas. que o sacrifício ao qual vocês vêm por um caminho reto aconteça. Aquele a quem eles suprem abundantemente (com riquezas).153 Hino 41. Ādityas. Aquele mortal (a quem vocês favorecem). O homem a quem os sábios Varuṇa. todo homem desse tipo. 4. a esposa de Kaśyapa.

até que caiam. Nunca é prejudicado aquele a quem os deuses Varuṇa. 5. Mitra. meus amigos. Ādityas. 4. Mitra. Aquele mortal. Sem espinhos. protegem. fácil para aquele que busca a Lei: Nele não há nada para enfurecer vocês. Varuṇa. . sempre não subjugado. ganha riqueza e todas as coisas preciosas. nós vamos preparar o louvor de Aryaman e de Mitra. Ele prospera sempre.154 Hino 41. Glorioso alimento de Varuṇa? 8. vocês heróis guiam pelo caminho direto – Que aquele se aproxime do seu pensamento. 2. 158) é de opinião que as cordas ou laços de Varuṇa. e que ‘os quatro’ são Varuṇa. são indicados. 7. 3. Que ele não goste de falar palavras más: mas tema Aquele que segura todos os quatro3 Dentro de sua mão. Bhaga e Aryaman. 9. E o conduzem com segurança durante a aflição. a quem eles. ou de jogo ou do destino. Os excelentemente sábios. Índice ◄►Hino 42 (Griffith) ____________________ 3 Benfey pensa que ‘o que segura os quatro (dados)’ é Deus que tem em suas mãos e decide os destinos do homem. Aryaman (Griffith) 1. como com as mãos cheias. enriquecem. E filhos próprios também. com os quais ele captura e pune os perversos. 6. O homem devoto quando ele possui esses quatro como amigos deve temer soltá-los. A quem eles protegem de todo inimigo. Aryaman. Qual sacrifício. Os Reis afastam para longe dele os seus problemas e os seus inimigos. Mitra. Bergaigne (La Religion Vedique. é o caminho. livre de dano. ou insulta: Somente com hinos eu chamo vocês para perto. III. Eu não aponto para vocês um homem que ataca os piedosos. Ādityas. Como. Ludwig afirma que não há referência a dados.

sobre o (corpo) pernicioso daquele malicioso ladrão de ambos. O fato de ele ser chamado de filho da nuvem não é incompatível com seu caráter de terra personificada como um homem. Leva-nos além dos nossos oponentes. pelo comentador. um ladrão. Por todo o hino. 5. 2 deus. e. nós temos um exemplo do que não é infrequente. um ladrão. que não haja calor extremo pelo caminho. Pūṣā ocorre. Pūṣan sagaz e belo. conduze-nos do começo ao fim da estrada. 6. remove o perverso (obstrutor do caminho). em qual caso ele parece ser sinônimo de prithivī. geralmente. Varga 24.] 3 Nesse e nos dois versos seguintes. Pūṣan é masculino. ou viagem. ele é um dos doze Ādityas. (o que está presente e o que está ausente). Ele é descrito. Pūṣan. um sinônimo do sol. para além da estrada. ele é o deus que preside especialmente as estradas ou jornadas. Sê favorável para nós. Se um (adversário) cruel. nós pedimos de ti aquela proteção com a qual tu encorajaste os patriarcas. Varga 25. Nós não criticamos Pūṣan. terra. Afasta-o para longe. quem quer que ele seja. também. e bem equipado com armas douradas. afasta-o da estrada. saiba como cumprir sua função de nos dar proteção’. Leva-nos onde há forragens abundantes. estimulanos (com energia). de acordo com outros textos do Veda. 4. mas o louvamos com hinos. 9. com teus pés. Pūṣan (Wilson) (Sūkta VII) Ṛṣi e métrica. um enganador. nos apontar (o caminho que nós não devemos seguir). sabe como nos proteger nessa (viagem). concede a nós riquezas que possam ser distribuídas generosamente. como um tipo de refrão. nutrir.155 Hino 42. o deus é Pūṣan. aqui. conduze-nos por um caminho fácil. Filho da nuvem. no entanto. 1 1. De acordo com o teor do hino. A expressão é ‘conheça. 1 . que és possuidor de toda prosperidade. o ato ou obrigação’. segue à nossa frente. Pūṣan. Pūṣan.3 8. sabe como nos proteger nessa (viagem). a repetição de uma frase. 7. a terra nasceu da água. como antes. 10. Pūṣan. Portanto tu. como nos proteger nessa (viagem). como um nome feminino. ou alguém que tem prazer na maldade. 2 [Em vez de ‘filho da nuvem’ Macdonell lê ‘filho da libertação’. – Hymns from the Rigveda. sabe. aquele que nutre o mundo. também. dá-nos (todas as coisas boas). isto é. Índice ◄►Hino 43 (Wilson) ____________________ Pūṣan é. isto é. de pūṣ. Pūṣan. 3. 2. enche nossas barrigas. como a divindade presidente da terra. enche-nos (de riqueza). ele é. Pisa. a terra era a essência da água. ‘nessa ocasião. porque. nós rogamos ao belo (Pūṣan) por riquezas. o estorvador da nossa jornada.

Afasta. 175. o libertador. Operador de Milagres. – Muir.5 o lobo mau inauspicioso.1. onde o hino inteiro está traduzido. nesse lugar ele a lê desse modo: ‘obtém força para nós aqui’. [nós veremos esse significado apenas na tradução de Wilson]. ou ‘Desse modo. quem quer que ele possa ser.] 10 [‘9. e mesmo entre povos parcialmente civilizados. Pisa com teus pés sobre a arma ardente daquele patife enganador. V. Tem misericórdia de nós. afasta a obstrução do caminho Segue diante de nós. lança – Muir. Muir não a repete da mesma forma nos três versos.55.11 a ele nós magnificamos com cânticos de louvor. que significa não só lobo. o ladrão de coração astuto: Afugenta-o para longe da estrada. e onde ele a explica como ‘o filho de Prajāpati. estimula-nos. 6. o melhor manejador da espada7 dourada. se isso não for realizado. onde ela se repete. Não temos censura para Pūṣan. encontra poder para isso. ou. Pūṣan. e talvez vimuco napāt possa significar a mesma coisa.] 8 [Essa última frase.4. i. segundo Sāyaṇa). 9. pág.] 4 . faze o nosso caminho agradável e belo de se trilhar. nós reivindicamos de ti agora a ajuda com a qual Tu favoreceste nossos antepassados antigamente. Original Sanskrit texts. encontra poder para isso. encontra poder para isso. 8. Pūṣan. através de insultos.] 11 [O professor Benfey remete aqui a uma nota anterior dele mesmo no RV. Que espreita nas imediações do caminho que tomamos. Pūṣan (Griffith) 1. a conceder seus desejos.10 10. no entanto. talvez. o varg [ou warg] sueco e norueguês. de pensar que eles se vingam desse modo." – Muir. enche nossas barrigas’. Aquele de língua dupla. que é um dos deveres específicos de Pū ṣan. 4. o sentido da qual é o seguinte: "Eu acredito que isso se refere a uma prática que nós ainda encontramos entre os bárbaros. repetida em três versos. e por golpes infligidos sobre suas imagens. Macdonell lê: ‘Desse modo. 7. e a nuvem que dá a chuva necessária. concede.] 9 [Daqui Muir continua: ‘que nenhum novo incômodo (obstrua o nosso) caminho’. O Comentador indiano. Leva-nos para prados ricos em grama. Mas no Ṛgveda.4 2. Deus nascido da nuvem. nota 272. O professor Benfey segue Sāyaṇa in loco em considerar que isso significa ‘filho da nuvem’. [J. (do pecado. Sábio Pūṣan. p. Dá. Além de todos os perseguidores nos leva. Índice ◄►Hino 43 (Griffith) ____________________ Em relação. presenteia. atribui outro sentido à frase em 6. da nossa estrada o lobo.8 8.15. Ó Pūṣan. Original Sanskrit texts. 41. 3. mostra em nós teu poder’.] 7 [machado – Macdonell. que na criação emite de si mesmo todas as criaturas’. Desse modo.” Veja Muir.6 5. sacia-nos totalmente.16. Nós procuramos o Poderoso em busca de riqueza. 5 Vṛka. Faze riquezas fáceis de serem obtidas. Muir diz:] “Vimuco napāt. 6 [‘4.156 Hino 42. Ó Pūṣan. Senhor de toda prosperidade. mostra-nos teu poder’. 8. sacia. Esmaga com teu pé e pisoteia o tição do perverso. nos alimenta e revigora. seja ele quem for’. Encurta nossos caminhos. Que está à espera para nos ferir. – Muir. à conexão próxima entre a nutrição da terra. mas também um homem ímpio perverso. ó Pūṣan. 175. de acreditar que eles podem obrigar seus deuses.9 não envies em nosso caminho nenhum calor prematuro. Ó Pūṣan. Pūṣan é chamado de vimocana.

6. Pelo qual a terra possa (ser induzida a) conceder as dádivas de Rudra2 para o nosso gado. 1 a terceira es trofe é endereçada a Mitra e Varuṇa. a lua. Rudra (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é o mesmo. forte. do resto. libação. Rudra. o provedor de habitações. Soma. para seu crescimento. Que Aditi6 possa conceder a graça de Rudra ao nosso povo. presidindo especialmente as plantas medicinais. Que é brilhante como Sūrya. O significado de Rudriya. também. 1. o mais generoso. o encorajador de hinos. nossas ovelhas. aquele que tem medicamentos que conferem deleite. 7. Rudra significa ‘aquele que faz chorar. 3 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. 6 Sāyaṇa diz que Aditi aqui significa a terra. 9. que és imortal. a Soma. 3. . na dianteira deles. excelentemente sábio. Que os adversários de Soma. quando. e nossa progênie. 3. Que será mais apreciado pelo seu coração? 2. Soma. Que Mitra e que Varuṇa. 8. e os últimos três versos. o poderoso Rudra. pode agir de modo que Rudriya possa ser obtido. que faz todos chorarem no fim dos tempos’. o melhor dos deuses. nossas mulheres.5 Índice ◄►Hino 44 (Wilson) ____________________ Hino 43. 1 Segundo o comentador. no hino. e nossas vacas. e moras em uma residência excelente. Soma. há alguma confusão de objetos aqui. o deus é Rudra. nossas vacas Nosso gado e nossos descendentes. felicidade. 4. Nós pedimos a felicidade de Śanyu3 de Rudra. a métrica do último verso é Anuṣṭubh. não nos prejudiquem: cuida de nós.4 5. deseja-se. e lāṣa. é medicamento relacionado com. e Rudra. nossos homens.157 Hino 43. Varga 27. e Varuṇa. de ja. estando satisfeitos. nada mais é contado sobre ele. possuidor de medicamentos que concedem deleite. para confirmar tal identificação. possam nos mostrar (benevolência). Rudra (Griffith) 1. e é consequentemente traduzida dessa forma por Wilson. concede-nos prosperidade mais do que (suficiente para) cem homens. de acordo com o comentador. que Rudra possam se lembrar de nós. todos os vegetais dependendo da água. O que vamos cantar para Rudra. 4 Jalāṣabheṣajam. Mas não há nada. nossos carneiros. nosso povo. identificando-o desse modo com o princípio destrutivo. Benfey explica a passagem por ‘impecabilidade’ e Ludwig a considera como uma divindade masculina significando o próprio Rudra. o protetor dos sacrifícios. como abhilāṣa. que nossos inimigos. muito generoso. Ou ela pode significar ‘surgidos da água’. tem consideração por teus súditos. e muito alimento gerador de força. 5 Aparentemente. Gāyatrī. no salão de sacrifício. 2 É dito que Aditi aqui significa a terra que. Varga 26. que é de uso corrente. sendo confundida com Soma. exceto na forma composta. com alimento (abundante). nascido. Quando nós podemos repetir um hino muito agradável para o sábio. ou Śiva. nossas águas. uma palavra incomum. ao contrário. Que concede felicidade obtida facilmente para nossos corcéis. ele aparece como um deus beneficente. tu os observa (empenhados em) te enfeitar. Indra. que satisfaz como ouro. Pelo qual Mitra. e todos os deuses. ou presidido por. que é (estimado) em nossos corações? 2.

o sábio. 10 Isto é. Índice ◄►Hino 64 (Müller) ____________________ 7 Aqui Rudra aparece como Paśupati. De modo que Aditi11 possa trazer a cura de Rudra para o gado. 1. para os homens. ‘o que faz chover’. Nós oramos por alegria e saúde e força. O que nós poderíamos dizer para Rudra. possivelmente uma adição posterior’. cuida deles. o mais poderoso. em seu centro.158 Sim. HINO 43. designa para nós a glória de uma centena de homens. 4. De modo que Mitra. AṢṬAKA I. ó Soma. Todos os seres que são teus. que fosse muito bem-vindo ao seu coração – 2. ‘Gota’. ponto central. da mesma raiz que Indra. bem-estar para o carneiro e a ovelha. O grande renome dos chefes poderosos. a felicidade de uma centena de homens. as vacas. não deixes que aqueles que perseguem e prejudicam nos derrubem.9 dá-nos uma porção de força. e todos os Maruts unidos. Que malignidades não nos impeçam. Para Rudra o Senhor do sacrifício. o possuidor de medicamentos curativos. 7. de hinos e remédios balsâmicos. grande glória de forte virilidade. 4. 9. que Varuṇa. nos ajuda com recompensa! 9. que Rudra nos ouçam. o imortal. e para a vaca! 7. Filhos de ti Imortal. em seu cume. 6. bem-estar aos nossos carneiros e ovelhas. todos os deuses reunidos. o senhor dos sacrifícios de animais. Ó Soma. lembra-te daqueles que te honram. Senhor e guardião do gado. 8. e de Soma que é identificado com ela. Soma! reconhece esses como teus servidores. no lugar mais alto da lei. refulgente como ouro brilhante ele é. um nome da Lua como concessora de chuva.10 Índice ◄►Hino 44 (Griffith) ____________________ Hino 43. Ó Soma. nem aqueles que perturbam Soma. 5. e os amigos. para os homens. o mais generoso. o melhor entre os Deuses. Dá-nos. Max Müller. 3. no lugar mais alto da santa lei.8 Indu. por saúde. no lugar onde o sacrifício é devidamente realizado. 5. e sua proteção. 11 Ludwig considera Aditi aqui como um nome de Rudra. às mulheres. e às vacas. o senhor das canções. 6. ama a esses. ADHYĀYA 3. Provavelmente o povo das colinas que interfere com a colheita da planta Soma a qual deve ser buscada lá. 9 Literalmente. Que ele conceda saúde7 aos nossos cavalos. Ele brilha em esplendor como o Sol. Aos homens. Nós imploramos a Rudra. 8 . Soma! chefe. e como o ouro. riqueza. ó Soma. ‘O verso inteiro é difícil. ó Indu. VARGA 26-7. que é o melhor Vasu entre os deuses. Que ele traga saúde para o nosso cavalo. Aquele que brilha como o sol brilhante. para as mulheres. Rudra (Müller) MAṆḌALA I. 8. O excelente.

hoje. Svadhvara. a partir da alvorada. és o mensageiro aceito dos deuses. o mensageiro. a métrica é Bṛhatī. que conhece todos os que são nascidos. acendem aquele que sopra as oferendas queimadas. Agni. 2. Os Kaṇvas. Agni é o deus. e és louvado. o mensageiro (dos deuses). Uṣas. Sūkta I) Praskaṇva. o de bandeira de fumaça. o amado de muitos.3 e Agni. eu louvarei a ti. cujas chamas deleitam. de acordo com o comentador. nos versos ímpares. em um sacrifício. com ouvidos aguçados. hoje. bom. Todas as pessoas acendem a ti. o protetor do culto do adorador ao romper do dia. o hóspede (do homem). para o doador (da oblação). 1 2 . o sacerdote ministrante. ouve-me. que és chamado universalmente. o transportador de oblações. sobre a grama sagrada. Nós te colocamos. mas os dois primeiros versos são endereçados. 4 Purohita. Agni. sentem-se no sacrifício. derramando libações. Agni. concede a nós alimento abundante e revigorante. e (outros) deuses que se movem cedo. 11. Agni. Nós escolhemos. muito sábio. que és livre de morte. para beber o suco Soma. 8. Associado com Uṣas e os Aśvins. Tu. e cumpres a missão para os deuses. Agni. como o Purohita. e que contemplam o sol. os Aśvins.1 7. Varga 28. portador de oblações. o filho de Kaṇva. Savitṛ. Que Mitra e Aryaman. os deuses. imortal. 9. então tuas chamas rugem. Quando. traze para cá rapidamente os deuses sapientes. traze para cá. nos pares. que despertam com a manhã. o melhor e mais jovem (dos deuses).) na alvorada seguinte à noite. Praskaṇva. Satobṛhatī. o sacrificador. em nome do adorador. o derramador de luz. 4. com todos os deuses acompanhantes portadores de oblações. o invocado universalmente. Agni. Resplandecente Agni. o invocador. que és chamado por muitos. Varga 29. de su. riqueza de muitos tipos. tu estás presente. sustentador imortal do universo. Traze para cá. (por nós). traze.159 Hino 44.4 Varga 30. os deuses. o sacrificador. visível para todos. Eu louvo Agni ao romper do dia. que és o instrumento do sacrifício. digno de adoração. e o mensageiro (dos deuses). Bhaga. Agni. 10. e conhecedor de todas as coisas geradas. Agni. ao Ṛṣi do hino. tu és o protetor (das pessoas) nas aldeias. permitindo que Praskaṇva viva uma vida prolongada. 6. 5. sacrifício. que despertam ao amanhecer. 3. Isto é. o destruidor (de inimigos). és o protetor dos sacrifícios das pessoas. 1. que é amigável para o homem que oferece (oblações). o preservador. é o Ṛṣi. que pode também significar o sacerdote familiar. compreende (os nossos desejos) e. também. equivalente. 3 Bhaga é um dos Ādityas. aos Aśvins e Uṣas (a alvorada). que ele vá (para trazer) as outras divindades. como os vagalhões ressonantes do oceano. o onisciente. e adhvara. como Manus colocou a ti. Jovem Agni. tu és o associado do homem colocado no leste (do altar). ao fogo Āhavanīya. Objeto de ritos sagrados. Pois tu.2 (traze para cá. tu tens resplandecido depois de muitas alvoradas precedentes. que és imortal. com uma habitação excelente. hoje. o concessor de residências. apreciador de amigos. 12. 13. Agni (Wilson) (Anuvāka 9. o veículo de sacrifícios. faze homenagem ao homem divino. Agni.

3. Agni. concedendo a Praskaṇva dias de vida prolongados. Imortal.5 tu presente fulgurante de muitos tons da Alvorada. a Manhã personificada. após alvoradas anteriores. E. bebam o suco Soma. A ele o mais nobre e o mais jovem. o excelente a quem muitos amam. precioso para os homens que oferecem presentes. e são encorajadores de sacrifício. 7. Pois os homens. traze para cá com toda a velocidade os Deuses. tuas chamas. que têm línguas de fogo. 6. Imortal Jātavedas. Agni. os Aśvins. como o Sacerdote Supremo dos Deuses. amado por muitos. 7 O homem representante e pai da raça humana e o primeiro instituidor de cerimônias religiosas. Conhecedor de todos os seres criados. Conhecido pelos seres criados. o veloz mensageiro imortal. com os Aśvins. Tu és nosso auxílio na luta em batalha. nesse dia para beberem o suco Soma. Hábil em ritos auspiciosos. 8 Ou do Sindhu. 5 Jātavedas é um epíteto comum de Agni. de língua de mel. ó Deus mais jovem. carregador de oferendas. Que os munificentes Maruts. muito invocado. homenageia a Hoste Celestial. Agni (Griffith) 1. . Quando. Bhaga. 13. Pois tu és portador de oferenda e mensageiro amado.9 dirigindo-se cedo ao nosso rito. eu glorificarei. Aryaman. 8. o Deus que sopra oblação. 5. a palavra significando ou aquele rio (o Indus) em especial. então. Possuidor de riquezas. Pois. à noite. o melhor em sacrifício. 9. 10. Agni. Ouve. como as ondas do rio8 que ressoam ao longe. Senhor do sacrifício e mensageiro dos homens tu és. ó rico em luz. Que Mitra. Concordante com os Aśvins e com a Alvorada6 concede-nos força heroica e fama grandiosa. realizador do rito. o Amigo do homem. digno de alimento sagrado. eterno mantenedor do mundo. 6 A deusa Uṣas. Possuidor de sabedoria. visível para todos. Invocador. com toda a tua comitiva de Deuses acompanhantes. A ti. tão abundantemente adorado. sentem-se sobre a erva sagrada. sábio excelente. ao romper do dia a glória dos ritos sacrificais. o próprio Agni. 5. 4. a ele. Índice ◄►Hino 45 (Wilson) ____________________ Hino 44. Agni. ó Agni.7 nós te estabeleceremos. rugem alto. Espalhador de luz. 3. e com Uṣas. Então Agni. 12. os Kaṇvas acendem a ti. Sacerdote ministrante. Como mensageiro nós escolhemos hoje Agni. Traze os deuses que acordam ao alvorecer. 4. Ao amanhecer do dia. Agni Jātavedas. 2. Como Manu. te acendem como possuidor de tudo e como Sacerdote. que veem a luz. que Varuṇa realizador de ritos. o significado do qual é explicado de cinco modos: 1. com Soma derramado. os excelentemente sábios. 2. ouçam nosso louvor. Tu resplandeces. hóspede ricamente adorado. Dize coisas boas para teu adorador. ó Agni. Uṣas e Savitar. Agni. implícito. Agni. o auriga do sacrifício. 9 E Varuṇa. tu fazes a missão deles como seu amigo mais próximo. hoje para aquele que dá oblações traze os deuses que despertam com o amanhecer. ou qualquer rio ou reunião de águas em geral. que tens ouvidos para ouvir. preservador. 11. Possuidor de todas as criaturas. eu peço ao amanhecer que ele traga os deuses para nós. o grande sacerdote supremo no sacrifício. de bandeira de fumaça.160 14.

HINO 44. Quando tu. ó melhor realizador de adoração. tu és o sacerdote-chefe humano nos sacrifícios’. Pois tu és o mensageiro aceito. o melhor sacrificador. o auriga do culto. o sábio sacerdote. o Hotṛ. ó Deus. o amado de muitos. o Hotṛ possuidor de tudo. ó Agni. cuja bandeira é a fumaça.11 é luz. o melhor. Que aqueles que fortalecem a Lei. de língua de mel. o portador de alimento sacrifical. Nós escolhemos hoje como o nosso mensageiro Agni. Bhaga. visível para todos. o convidado mais vigoroso. o protetor imortal. o melhor recebedor de oferendas. para ser o realizador do sacrifício. Agni. com teus ouvidos atentos. Os Kaṇvas. o mantenedor da Lei. para que ele possa chegar à velhice. VARGA 28–30. Que Mitra e Aryaman sentem-se na grama sacrifical.. ó Agni. bebam o suco Soma. bem-vindo para pessoas piedosas. 2. Prolongando a vida de Praskaṇva. 11 . tu pertences aos homens nos sacrifícios. os dois Aśvins. os deuses providentes: 8. Unido com os dois Aśvins e com a Alvorada nos concede abundância de heróis valentes.161 14. os Maruts de língua de fogo. Imortal. o Purohita. o mensageiro imortal veloz. ADHYĀYA 3. 4. és o senhor do culto. o Vasu. traze para cá hoje os deuses que despertam com a aurora. observando em nota que significado dela é incerto. o Purohita dos deuses. Agni. 10 Que consomem o sacrifício por meio das chamas de língua de fogo de Agni. Índice ◄►Hino 45 (Griffith) ____________________ Hino 44. cuja . 9. o embelezador de sacrifícios.12 11. o sacerdote-chefe. 13. conduze para cá rapidamente. (e traze para cá) hoje os deuses que despertam com o amanhecer. Como tu. Que Varuṇa. imortal Jātavedas. o portador do alimento sacrifical. a Alvorada. rico em esplendor! tu brilhaste após as alvoradas anteriores. Os clãs acendem a ti. Agni. ó alimento no qual tudo vive. ó Deus santo. ó Deus mais jovem. ouve-me. então as chamas de Agni brilham como as ondas estrondosas do Sindhu. Tu és o guardião das aldeias. portanto. o mensageiro dos clãs. 1. Eu te louvarei. e grande glória. ao amanhecer do dia. Eu glorifico ao amanhecer do dia Agni Jātavedas. 12. de aspecto semelhante ao sol. Ó Agni.. [Aqui o tradutor omite a palavra. o melhor recebedor de oferendas. vamos te colocar (no altar) como Manus fez. partes em tua missão como mensageiro no meio deles. para que eles possam beber Soma. Agni muito invocado. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ao amanhecer (do dia). para que ele possa ir até os deuses. 7. (no final) da noite.] 12 O professor Max Müller traduz: 'Tu és o guardião das aldeias. 6. Agni. para o adorador.10 ouçam o nosso louvor. Agni. juntamente com os deuses conduzidos (em seus carros) que te acompanham. tendo espremido Soma. eles que vêm para a cerimônia no início da manhã. ao romper da aurora traze riqueza esplêndida. Savitṛ. que és grande como Mitra. AṢṬAKA I. faze uma homenagem para a hoste dos deuses. ó carregador do alimento sacrifical. 5. 10. que doam generosamente. Sê de fala gentil para aquele que louva a ti. com os dois Aśvins e Uṣas. 3. inflamam a ti.

beba o Soma. 2. ouve a invocação de Praskaṇva. todos. os filhos dos homens chamam a ti. Os realizadores de grandes cerimônias. Varga 32. oblíquo ou indireto. 1 . Os sacerdotes (sábios). 6. o amplamente renomado. Jana. Que Varuṇa. Invocado por oblações. e onze Upayājas. que incluem algum ser deificado. também. 9. (o mesmo que Āprīs. – de tiras. hoje. Agni. para beber o suco Soma. 17. os deuses que se movem de manhã. 5. devatārūpa. quando eles celebram a oblação da parte do indivíduo que a oferece. realizador de atos solenes. têm invocado. Os sábios têm te colocado. com resplandecência pura. adora os Vasus. e borrifando água.4 Varga 31. Priyamedha pode ser o mesmo que Priyavrata.2 3. com invocações conjuntas. Agni. em (seus) sacrifícios. nesse nosso rito. 3 O comentador. – outro homem. há duas classes. ou bebedores do suco Soma. os Ādityas. Gerado da força. nota 13). sob a autoridade do Nirukta III. concessor de recompensas. que são chamados. mas. aquele suco que é espremido no dia anterior. com libações derramadas de suco Soma. pois ele foi espremido ontem. o que ouve rapidamente. um homem nascido de Manu. como o invocador. ouçam o meu louvor. exceto na última estrofe e na metade da anterior. de Virūpa. para compartilhar do (alimento sacrifical). o filho do Manu Svāyambhuva. em meio às solenidades. os Rudras. de língua de fogo. 2 Nós tivemos esses citados em uma ocasião anterior (Hino 34. de Ṛṣis. de uma forma ou natureza divina. mantenedor de residências. ou qualquer outro ser (vivo) surgido de Manu. 10. Eles são. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te chamam em busca de proteção. é o Manu do Veda. dador de recompensas. 4 Tiro ahnyam é dito ser o nome do suco Soma preparado dessa maneira. de onze Prayājas. os oferecedores de sacrifícios aceitáveis.3 4. e nós temos um Virūpa entre os primeiros descendentes do Manu Vaivasvata. Agni (Wilson) (Sūkta II) O deus e Ṛṣi são os mesmos. eles que dão chuva. como o pai de Ilā. não por libações de Soma. pouco mais que personificações de sacrifícios. conhecedor de todos os que nascem. de acordo com o Aitareya Brāhmaṇa. segundo o comentador. o sacerdote ministrante. diurno. brilhante. têm convocado a ti. cujas leis são firmes. 1. uma composta daqueles especificados antes.162 14. 8. de Somapās. que. como tu ouviste aquelas de Priyamedha. Deuses generosos. Agni. e oferecido no seguinte. Atri e Aṅgiras são sempre enumerados entre os Prajāpatis. de cabelo brilhante. a métrica é Anuṣṭubh. Senhor dos corcéis vermelhos. 7. os deuses perspicazes são concessores de recompensas para o oferecedor (de oblações). de Ṛta. sobre a grama sagrada. este é o suco Soma. que és amado por muitos. que devem ser propiciados por oblações de manteiga clarificada. Hino 13). aqui significa um ser divino em conexão com os deuses enumerados. ou (outro) ser deificado. chama esses. propiciado por nossos louvores. e ahnyam. o doador de vasta riqueza. traze para cá as trinta e três divindades. Agni. Que os Maruts. onze Anuyājas. o ser deificado presente. de Atri. vasto e brilhante Agni. evidentemente. bebam-no. de Aṅgiras. para (a proteção deles). Agni. Janaṃ manujātaṃ. sacrificando bem. e a outra. coloca aqui. Adora. de trinta e três divindades cada. 18. os aumentadores. unido com os dois Aśvins e com a Alvorada! Índice ◄►Hino 45 (Oldenberg) ____________________ Hino 45. para levar a oblação (para os deuses).1 2. doador de alimento abundante. Agni. De fato.

7 que amas música. 7 Agni. a hoste do céu. invocado com o óleo sagrado. o progenitor dos Deuses assim como dos homens. VARGA 31–32. aos Vasus. ouve ao chamado de Praskaṇva. Agni. Agni. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.5 todos os Que surgem de Manu. 5 Três classes de deuses que compõem quase todo o número dos trinta e três deuses citados na próxima estrofe. 1. os deuses que compreendem dão ouvidos ao adorador. pelos quais os filhos de Kaṇva te chamam em seu auxílio. 9 Preparado dois dias antes para que o suco pudesse fermentar antes de ser usado. que derramam suas bênçãos. Aṅgiras. para ser o portador de suas oferendas. 6. Ó Jātavedas. Como tu tens ouvido Priyamedha e Atri.163 Índice ◄►Hino 46 (Wilson) ____________________ Hino 45. bebam esse que foi espremido antes de ontem. os Rudras. tu. Os cantores com Soma espremido te fizeram. o melhor para encontrar riqueza. Agni! aqui. Como Priyamedha antigamente foi ouvido. estão prontos para ouvir os adoradores: traze-os para cá. Traze com invocações conjuntas.6 que conhecem ritos auspiciosos. Grande luz para o adorador mortal. para beber o suco Soma. Filho da Força. ó senhor dos cavalos vermelhos. te apressar para o banquete. cujos cavalos são chamas de fogo. Os cantores têm estabelecido em seus ritos como o Arauto e Sacerdote Ministrante. doador generoso de recompensas. 10 Em relação aos deuses aqui considerados como descendentes de Manu. a hoste celestial. Sacrifica aqui. os Ādityas. Manu aparece aqui como o Prajāpati. ó Jātavedas. ó Agni.11 assim ouve a invocação de Praskaṇva. Os filhos de Priyamedha peritos em louvor sublime pediram ajuda A Agni que com chama fulgurante é o Soberano de todos os ritos sagrados. tu de fama muito extraordinária. 3. Ó Agni. Adora os Vasus. procria as hostes divinas’. ó Agni. quando eles trazem a oferenda sagrada. ADHYĀYA 3. 3. Deuses generosos. Agni. 5. grande em ato.6: ‘torna-te Manu. 6 . ó senhor de leis respeitadas. 7. aos Rudras. 2.53. 2.8 coloca aqui hoje sobre a grama sagrada os Deuses Que vêm de manhã cedo. Virūpa. tu que amas nossos louvores. traze aqueles Trinta e Três Deuses. Os deuses sábios. 4.9 Índice ◄►Hino 46 (Griffith) ____________________ Hino 45. AṢṬAKA I. Aqui está o Soma. rápido para ouvir. A ti. como tu ouviste Virūpa e Aṅgiras. Ouve. à hoste (divina) que recebe bons sacrifícios. Bom. à descendência de Manu10 que asperge Ghṛta. 9. o mais amplamente famoso. e aos Ādityas. HINO 45. amado por muitos. Esses elogios. Agni (Griffith) 1. 8 Feito ou gerado por fricção forte. 8. ó Agni. generoso. Senhor dos Corcéis Vermelhos. os trinta e três. Atri. em suas casas Os homens chamam a ti cujo cabelo é chama. compare especialmente 10. ‘aceso através de agitação a uma chama’. 10.

o ministrante. em nome do adorador mortal. trazendo grande luz e alimento sacrifical. sentar-se aqui hoje em nossa grama sacrifical. 7. 5. bom (Agni). faze os deuses que vêm de manhã.1. ó Agni. querido por muitos. ó Agni. ‘louvar’: ‘os Priyamedhas com hinos poderosos’.164 4. pode ser um adjetivo pertencente a Priyamedhāh. 8. os videntes de muitos hinos do Ṛgveda. Ó feito da força. ó deuses que dão chuva. que foi mantido durante a noite. Ó Agni. a hoste divina. Índice ◄►Hino 58 (Oldenberg) ____________________ Priyamedha. que eu traduzi como um nome próprio. ó Vasu. o mais amplamente estendido. o maior adquirente de riqueza. Ó tu. Sacrifica. bom (Agni). ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te invocam para sua proteção. Atri e Virūpa são Ṛṣis famosos. e traze a hoste divina. para transportar o alimento sacrifical.12 os Priyamedhas têm invocado para a sua proteção o senhor do culto. Ó Mahikerus. as pessoas nos clãs chamam a ti. o de cabelos radiantes. cuja glória é a mais brilhante. Aṅgiras já foi mencionado. para beber o Soma. 6. 12 Mahikeravah. 9. Veja 1. Agni com seu esplendor brilhante. 11 . O sábio que espremeu Soma te fez te apressar para cá para o banquete (que é oferecido aos deuses). com ouvidos atentos. Bebam (o Soma). para quem oblações de Ghṛta são derramadas. no esforço pelo dia. como seu Hotṛ. Possivelmente ele é derivado da raiz kar.6. com invocações conjuntas. 10. Esse é o Soma. Os sacerdotes têm te estabelecido. ó Agni.

2 O original tem apenas ‘dissipem a escuridão’. o sol. e. como um navio. e. 5. Houve luz para iluminar o alvorecer. até agora não vista. coabitantes com seu adorador. 1. . 11. como o comentador afirma. Seu navio. (em recompensa de) atos virtuosos. tendo dissipado a escuridão (da escassez). para nos levar sobre um oceano de preces. 6. como antes. concedam-nos aquele alimento revigorante que nos satisfaça. os Aśvins são o mesmo que o sol e a lua. seus louvores são proclamados (por nós). 2. e (aceitem) a nossa adoração. 14. (o evaporador) das águas. Índice ◄►Hino 47 (Wilson) ____________________ 1 Sindhumātarā. a métrica é Gāyatrī.2 7. venham para cá.165 Hino 46. seu carro. filhos do oceano. Que Uṣas siga o brilho da sua aproximação. Aśvins. Aśvins. A amada Uṣas. Kaṇvas. eu louvo grandemente a vocês. Aśvins. o que anima suas mentes. Que são divinos. são nascidos do oceano.1 dispostos dispensadores de prosperidade. nasceram do oceano. de aparência agradável. consequentemente. nutre (os deuses) com a nossa oblação. o sol (surgiu) como ouro. dissipa a escuridão do céu. Visto que sua carruagem segue. por meio da sua proteção irrepreensível. para beber do suco Soma. Aśvins. 9. onde vocês desejam colocar forma própria?’ Sāyaṇa a preenche. aceitando os nossos louvores. Venham. ela corre: ‘Raios do céu. atrelem. guias. (puxada) por seus corcéis. os deuses são os Aśvins. Kaṇvas. Varga 34. saciados com o gozo do suco Soma. 12. compartilhem do suco Soma entusiasmante. o fogo brilhou com chamas escurecidas. Aśvins circundantes. Causadores de felicidade. e que vocês fiquem satisfeitos com as oblações oferecidas à noite. O comentador explica que a escuridão significa aquela da pobreza. sua carruagem (espera na terra). 4. Varga 33. mais vasto que o céu. o protetor e observador do rito (solene). Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. como com Manus. 3. para na costa. Nāsatyas. o que nutre. O adorador reconhece toda bênção que ele recebe dos Aśvins. (Aśvins). 15. causa de residência no lugar dos rios. seria impossível extrair algum significado de tal passagem. Um caminho apropriado foi feito para o sol ir além do limite (da noite). e concessores de residências. 3 Essa estrofe inteira é muito elíptica e obscura. É dito que o sol e a lua. 13. Varga 35. o esplendor do corpo luminoso se tornou visível. acima no céu glorioso. que vocês dois bebam (a libação) e nos concedam felicidade. Sem alguma adição desse tipo. Literalmente. na opinião de alguns. as gotas (do suco Soma) são espremidas para o seu culto. (perguntem isso aos Aśvins): (Como) os raios (do sol procedem) do céu? (Como) o amanhecer (surge) na região das águas? Onde vocês desejam manifestar seus próprios corpos?3 10. 8.

Concedam a nós. 190. a qual Wilson seguiu. Original Sanskrit Texts. Compare: ‘Os outros fogos são de fato teus ramos’ (1. 7 O poeta parece convidar os Aśvins a atrelarem sua carruagem para parte da jornada e para irem encontrar esse hino que os levará como em um navio pelo céu.12 venham. 12 Vivasvān: o ‘Brilhante’. ambos os pares de expressões significando a mesma coisa. personificada como uma Deusa. É dito que a oblação já chegou ao céu onde os Aśvins a receberão. A luz veio para iluminar o ramo. 6.1). e o caminho através do céu é feito visível pelo fogo sacrifical ou pela luz do dia. ou libação de Soma. Agora a Manhã4 resplandece com sua primeira luz. 4. parece forçada e não natural. Aśvins (Griffith) 1. Bebam das nossas libações. com luz contínua. V. estão preparadas. e agora a sua carruagem chegou à terra e ao lugar onde. junto com esse hino. Nāsatyas. 6 Evidentemente Agni e não o Sol. e ele é chamado muitas vezes de Senhor e Guardião da casa ou família. Entrem no navio desses nossos hinos para trazê-los para a margem de cá Ó Aśvins. 10 O ramo é provavelmente o fogo sacrifical. o suco Soma foi preparado para uma libação para vocês. Ele é considerado o pai de Yama.11 12.] 5 Prole do oceano celestial. a atmosfera. Filhos do Oceano. Que salvam quando o Soma os alegra. a riqueza está no lugar das águas. Vocês já têm o barco de nossas canções para levá-los pelo céu. atrelem o carro. Seus corcéis gigantes se apressam pela região toda em chamas. 9. 9 As gotas. generoso. e o céu e o lugar dos rios parecem aqui ser paralelismos. O vasto navio8 do céu é seu. Veja 10. 15. Uṣas ou Aurora. ó Par Aśvin. Chefes! com oblações os alimenta totalmente. um nome do céu da manhã personificado. e a terra é a margem de cá. A conexão de Agni com a água é aludida frequentemente. 5. 4 . O ar ou atmosfera é o oceano entre o céu e a terra. e dos Aśvins. Nos leve através da escuridão. Onde vocês manifestarão sua forma?9 10. uma força que. Levem em consideração os nossos hinos. 8 Aritram. com o hino.59.17. diz Sāyaṇa. concedam proteção. pensando em nossas palavras: Bebam corajosamente do suco Soma. amante do oceano. 7. Ele. 2. Ó residentes com Vivasvān. [Muir diz que nesse verso ela é chamada de ‘a amada do Céu’ (priyā Divaḥ).2. 13. nota 307. Kaṇvas. auspiciosos. o vigilante. A paráfrase de Sāyaṇa. Altamente. Aśvins. Venham para o Soma e ao nosso louvor.6 Senhor da Casa. 11. como para Manu antigamente. querida Filha do Céu. O cantor do louvor deles espera qualquer graça que os Aśvins concedam. O caminho do sacrifício foi feito para viajar para o objetivo mais distante: O caminho do céu se manifestou. eu exalto o seu louvor. O epíteto ‘escuro’ pode se referir ao obscurecimento do fogo pela luz do sol ou pela fumaça.10 o Sol apareceu como se fosse ouro: E com sua língua iluminou o escuro. 11 O sacrifício é o caminho que leva os Deuses do céu à terra. Quando seu carro voa com cavalos alados. pág. Ó Aśvins circundantes.166 Hino 46. um veículo na forma de um barco. 14.5 poderosos para salvar descobridores de riquezas. a Alvorada segue o brilho do seu caminho: Aprovem com raios os nossos ritos solenes.7 8. Manu. ó Deuses com pensamento profundo que descobrem riqueza. ó Dois Aśvins. e a riqueza ou tesouro. na margem do oceano sua carruagem espera Gotas. 3. as gotas estão no céu.

Nós chamamos. para a nossa proteção. pelos três mundos’.3 na qual vocês sempre têm levado riqueza para o doador (da oferenda). aproximemse. Sūkta IV) O Ṛṣi é Praskaṇva. como aqueles com os quais vocês protegeram Kaṇva. 3 Literalmente: de pele de sol. nos protejam. envolvida ou coberta pelo sol. sentem-se na grama sagrada. pág. com sua carruagem vestida de sol. 299 [da versão em português]. com seu carro de três colunas.1 Os Kaṇvas repetem seu louvor no sacrifício. os tragam. e o outro. Ouçam com benevolência a invocação deles. hoje. triangular. 6. é a explicação que nós tivemos antes. do dador da oferenda. pág. 2. ou do firmamento ou do céu além.2 assim tragam para nós as riquezas que muitos cobiçam. Venham. bebam esse suco Soma muitíssimo doce. sem obstrução. Aśvins (Wilson) (Quarto Adhyāya. encorajadores de sacrifícios. o filho de Divodāsa (Idem. 3. Aśvins. para beber o doce suco Soma. ou semelhante a ele em brilho. 7. vocês que têm aspectos agradáveis. para estarem presentes em nosso rito. e passando. O comentador propõe aqui uma interpretação um pouco diferente. e são portadores de riquezas. colocados na grama sagrada empilhada três vezes. Continuação do Anuvāka 9. a métrica dos versos ímpares. e apresentaria os termos desse modo: ‘tendo três ligamentos ondulantes de madeira. para estarem presentes. Guias (dos homens). Aśvins oniscientes. . os deuses são os Aśvins. Varga 2. 348). 4. em seu carro. Belos Aśvins. na lunar.167 Com auxílios que ninguém possa interromper. apreciadores de atos virtuosos. 2 Sudās é chamado de um Rājā. um na linha solar (Viṣṇu Purāṇa. Aśvins. Com auxílios desejados. orvalhem o sacrifício com o suco doce. Vocês nunca beberam o suco Soma na residência preferida dos Kaṇvas? Varga 1. os chamam. 8. venham até nós. 5. bebam o suco Soma. e concedam riquezas para o doador. 1. encorajadores de sacrifício. Nāsatyas. fartura para Sudās. Bebam-no de expressão de ontem. 9. Nāsatyas. isto é. vocês residam longe. concedendo alimento ao doador virtuoso e generoso (da oferenda). Venham. Nós temos dois príncipes de nome Sudāsa nos Purāṇas. encorajadores de sacrifício. com os raios do sol. ou perto. e triangular. 10. Satobṛhatī. Aśvins. em seu carro bem construído. dos pares. portadores de riquezas. como vocês trouxeram. esse suco Soma muitíssimo doce está preparado para vocês. Os ilustres Kaṇvas. Índice ◄►Hino 48 (Wilson) ____________________ 1 Com um carro com três postes. Índice ◄►Hino 47 (Griffith) ____________________ Hino 47. Que seus corcéis. o filho de Pijavana. os muito afluentes Aśvins. a graça do sacrifício. com hinos cantados e recitados. com libações derramadas. Bṛhatī.

Aśvins (Griffith) 1. respondendo. sobre seu carro triplo de três assentos. bebam esse suco Soma doce. Venham. na grama empilhada três vezes borrifem com o suco doce o sacrifício. 5 . para vocês que fortalecem a Lei esse mais doce Soma foi derramado.3. mencionado frequentemente no Ṛgveda. ó Aśvins. de acordo com Sāyaṇa. Com elogios7 e cânticos de louvor nós os chamamos até nós. Chefes. ó de atos prodigiosos. 10. Nāsatyas. sentem-se. Venham. possam nos socorrer. 6 A tribo ou família que recebeu o nome do chefe assim chamado. para beber o agradável suco de Soma. vocês deram a Sudās4 alimento abundante. Pois vocês sempre têm bebido o suco Soma na casa bemamada dos Kaṇvas. Trazidos em seu carro cheio de riquezas venham hoje até aquele que oferece. vocês que fortalecem a Lei. para que eles. 5. Mantenham-nos. para vocês no sacrifício os Kaṇvas enviam a oração. trazido em seu carro cheio de tesouros. Veja 1. Ó Poderosos. venham junto com os raios de sol. de bela forma. ó reforçadores da santa lei. Aśvins oniscientes. 8.36. esforçando-se em direção ao céu. 7. Bebam esse espremido ontem e deem riqueza a quem o oferece. trazidos em seu carro que roda ligeiramente. Ó Aśvins. ó Nāsatyas. Aśvins. Índice ◄►Hino 48 (Griffith) ____________________ 4 Veja 7.18.18. os chamam com doses de suco Soma derramadas. Concedendo alimento a ele que age e oferece corretamente. 7 Ukthébhiḥ. os tragam para as nossas libações aqui. sobre a grama sagrada. ao que no Brāhmaṇa é chamado de Śastram (a ser recitado pelo Hotar). Então. 2. Ó Aśvins. Veja 1.6 venham até nós. então agora nos concedam a riqueza que muitos anseiam. enquanto a canção Stoma (stotram). que seus corcéis.5-25. 3. 9. seja do céu ou do mar.5 se vocês estão longe ou perto de Turvaśa. ó Aśvins. 4. ó Senhores do Esplendor. é cantada pelos sacerdotes Sāma. Os filhos de Kaṇva. os mais ricos. Aśvins. bebam o suco Soma. 6. ornamentos de sacrifício.3. onde vocês sempre trazem riquezas para o adorador. em seu carro enfeitado com um dossel brilhante como o sol. ouçam benevolentemente o seu chamado. com aquelas ajudas com as quais vocês protegeram Kaṇva cuidadosamente.168 Hino 47.

Uṣas. deusa bondosa. e dispersa os que absorvem (a umidade). como uma mãe de família. vem. e facilmente obteníveis. Brilha em volta. a quem os sábios antigos invocavam por proteção e por alimento. que. Varga 3. repletas de vacas. todos os deuses. levando todas (as criaturas) transientes à decadência. 12. portadora do que é bom. ela ilumina o mundo. vão para as casas daqueles que são seus respectivos benfeitores. amanhece sobre nós com riquezas. Dos mais sábios desses homens Kaṇva proclama a fama. 3 Ela solta questionadores. (À chegada dela) todo bípede se agita. 9. 13.4 8. 1 (as divindades da manhã) são possuidoras do tanto que é necessário para as habitações (dos homens). ou Aurora. oferecendo oblação. do firmamento. diz Sāyaṇa. 3 e. e. 2. não conhece atraso. difusora de luz. aceita os nossos louvores. nos conceda riquezas desejáveis. te louvam. 10. de muitos tipos. com teu carro amplo. tu apareceste. agradáveis. e manda clientes (para seus patronos). com ‘as divindades do amanhecer’. todos. Uṣas. e tu mesma concede a nós alimento excelente e revigorante. filha do céu. 11. Uṣas. a excitadora de carruagens que são atreladas por causa da chegada dela. e ela vem gloriosamente sobre o homem. 1. acima do nascer do sol. Uṣas. derramadora de orvalhos. 3. junto com gado e cavalos. Difusora de luz. ouve a nossa invocação. fala-me palavras gentis. Que aquela Uṣas. Concessora de alimento. o alento e vida de todas (as criaturas) repousam em ti. 7.169 Hino 48. aceita o alimento (sacrifical) o qual. sem um substantivo. nutrindo (a todos). Varga 4. portanto. possuidora de riqueza extraordinária. ‘com muitos raios de luz’ é o que é pretendido pelas muitas carruagens da alvorada. diariamente. à tua ascensão as aves que se elevam nos ares não mais suspendem (seu voo).2 4. existe entre a raça humana. para beberem o suco Soma. tendo se levantado de manhã cedo. A divina Uṣas residiu (no céu. amanhece sobre nós com abundância (de gado). Uṣas. traze. Rosen completa com ‘horas matutinas’. com esplendor que anima. que ela seja visível. e ela acorda os pássaros. (satisfeita) por nossas oferendas. todos os dias. vem até nós. quando tu chegas os homens sábios dirigem suas mentes para atos de caridade. Aurora (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. a afluente filha do céu afugenta os malevolentes. trazendo-nos. Varga 5. Uṣas. 5. muita felicidade. Visto que. tu (radiante) com luz pura. manda-nos a afluência da riqueza. Uṣas. Que ela apareça hoje. Essa Uṣas auspiciosa tem atrelado (seus veículos) de longe. no feminino plural. a métrica é a mesma que no anterior. pois eles. cujos raios brilhantes auspiciosos são visíveis por toda parte. 4 Talvez. . antigamente). 14. 6. traze para a cerimônia os piedosos. mas o Hino é endereçado a Uṣas. amanhece sobre nós com alimento abundante. desse modo. como se fossem muitas. concessoras de todo tipo de fartura. portadora de alimento. Ela anima os diligentes. como aqueles que estão desejosos de riqueza (mandam navios) para o oceano. a alvorada personificada. Adorável Uṣas. solicitadores. 2 O texto é: ‘como aqueles desejosos de riqueza para o oceano’. o comentário completa com ‘mandam navios’. o comentador preenche. Repletas de cavalos. 1 Esses três epítetos estão. a diretora (dos deveres domésticos). e dissipando a escuridão. com cem carruagens. Todos os seres vivos a adoram.

16. 2. quando. como os buscadores de glória no oceano. gado e alimento. Uṣas. Adorável Uṣas. que leva carros adiante. para que eles possam beber o nosso suco Soma. chefe da linhagem de Kaṇva. o nosso chamado. ó Uṣas. 8. Ó Uṣas. e. Traze do firmamento. os quais. dá-nos. brilha inimigos e inimizades para longe. avança em seu caminho até os Homens. Porque em ti se encontra o alento e vida de todo ser vivo. todos os deuses. cada um para a sua atividade. Ó Uṣas. ó Uṣas. ela não conhece atraso enquanto ela emerge. ó Senhora da Luz. e. conduzida em cem carruagens ela. Amanhece com grande glória. trazendo para nós grande abundância de felicidade excelente. Como uma boa mãe de família Uṣas vem cuidando de tudo atentamente. 8 Os príncipes são os ricos patrocinadores ou instituidores de sacrifício. 5 Os pontos leste e oeste do horizonte. 6 . ouve. tu de riqueza maravilhosa. Filha do Céu. associa-nos com riqueza grande e multiforme. e faz voar as aves do ar. Aurora (Griffith) 1. dirigem seus pensamentos para doações generosas. nos concede vacas e cavalos. Uṣas amanheceu. 11. 5. conforme ela se aproxima. e com gado abundante. Amanhece sobre nós com prosperidade. Traze. Excelente. que arcam com todos os gastos e remuneram os sacerdotes.5 concede-nos uma habitação espaçosa e segura. têm fixado seu pensamento nela. desse modo. conforme tu te aproximas. obtém tu mesma a força que entre os homens é extraordinária. além do nascer do Sol. Generosa. Senhora da Luz. 12. os piedosos para os ritos sagrados. e agora amanhecerá. a opulenta. Brilha sobre nós com tua luz radiante. Trazida em teu carro sublime.170 15. manda-nos as riquezas dos grandes. Uṣas. despertando toda vida. 7. e radiante em nossos ritos solenes. Filha do Céu. têm frequentemente se apressado para nos iluminar. 10. As Auroras dos dias anteriores. com alimento. canta alto as glórias dos nomes dos heróis – dos príncipes8 que. Índice ◄►Hino 49 (Wilson) ____________________ Hino 48. sendo o que és. Deusa. Aqui Kaṇva. abriste os dois portões do céu com luz. ela agita todas as criaturas que têm pés. 7 A aproximação da Aurora coloca carros ou carroças em movimento do mesmo modo como ela faz navios ou barcos que estavam ancorados durante a noite se moverem para o mar aberto. ela faz a luz. com toda fama que confunde inimigos. Excelente! tu apareces à vista. ó Uṣas. Para encontrar seu olhar todas as criaturas vivas se curvam. Ela envia os ocupados. ó Uṣas. deusa.7 4. Ó rica em opulência. Elas. a Filha do Céu. dadora de sustento. aqueles que como sacerdotes cantam louvores a ti.6 trazendo cavalos e vacas. a Deusa. desperta para mim os sons da alegria. Essa Aurora atrelou seus corcéis à distância. após tua manifestação os pássaros que voaram não mais descansam. 6. hoje. concessoras das bênçãos de toda riqueza. amanhece com riquezas. 9. força digna de elogio e poder de herói. 3. Aurora auspiciosa. visto que tu.

Uṣas brilhante. 1 2 . Traze-nos a riqueza abundante. vem. na ampla e bela carruagem na qual tu viajas. os Kaṇvas. dissipando a escuridão. quando teus momentos retornam. com generosidade e com luz brilhante. os veículos da manhã. ó Uṣas. 4. hoje. por caminhos auspiciosos. iluminas todo o reino radiante. e as aves aladas voam em bando por toda parte. a riqueza que o trabalho fácil possa obter. a quem os Ṛṣis dos tempos antigos invocavam para sua proteção e sua ajuda.171 13. O carro no qual tu sobes. ajuda os homens de fama nobre hoje. todos os quadrúpedes e bípedes se agitam. 15. O comentador explica aruṇápsavaḥ como as vacas púrpuras. belas em forma. vacas púrpuras. a métrica é Anuṣṭubh. a revigorante comida copiosa. Ó Deusa. os Kaṇvas. nos conceda grandes riquezas. filha do céu. Varga 6. como tu com luz abriste hoje as portas gêmeas do céu. de forma bela. isto é. tu rica em despojos e riqueza. 2. como tu és. Índice ◄►Hino 50 (Wilson) ____________________ Hino 49. vem. surgindo com teus raios de luz. ó Uṣas leve para se mover – Com ele. de além da brilhante (região do) firmamento. a partir da tua chegada bípedes e quadrúpedes (estão em movimento). 3. os veículos da manhã. assim nos concede uma morada ampla e livre de inimigos. Aurora (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e divindade são os mesmos. A ti. 14. até o devoto oferecedor da libação. Uṣas. cujos raios auspiciosos são vistos resplandecentes em volta. desde os limites do céu. Tu. Uṣas. Aurora (Griffith) 1. desejosos de riqueza. Que Uṣas. Poderosa. enviada de toda forma. de todas as coisas boas. Poderosa. por caminhos auspiciosos. 1. 16. as nuvens vermelho-escuras que acompanham o amanhecer. ó Filha do Céu. Uṣas de cor branca. responde com benevolência aos nossos cânticos de louvor. Que corcéis vermelhos2 te levem para a casa daquele que derrama o suco Soma. Índice ◄►Hino 49 (Griffith) ____________________ Hino 49. Tu. Uṣas. desejosos de riqueza. Índice ◄►Hino 50 (Griffith) ____________________ Conforme o Nighaṇṭu. te louvam com seus hinos. 4. que as (vacas) púrpuras1 te levem para a residência do oferecedor do suco Soma. tal como tu és. Uṣas. e em volta as aves aladas voam em bandos de todos os limites do céu. 3. dá-nos alimento com vacas. o esplendor que subjuga todos. 2. têm chamado com canções sagradas. Justamente de cima do reino brilhante do céu vem. Uṣas. a força. Uṣas. iluminas o universo brilhante com teus raios.

7 Nakṣatrā. significa o pecado. Com aquela luz com a qual tu. o sol. e vem com elas autoatreladas. pois eles. Sūrya. 4 O texto tem ‘diante dos homens ou povos dos deuses’. são assim designados. e dão luz a ele. 3. em teu carro. 10. 7. é dito. isto é. é a mudança externa da cor da pele. como fogos ardentes. o curou de uma enfermidade cutânea. e a cor amarela (do meu corpo). identificando o sol com o espírito supremo. Śaunaka chama o par de versos de mantra. um antídoto para veneno. chegam a Svarga. é dito. dedicado ao sol. caindo sobre um espelho colocado na entrada de um aposento. Seus raios iluminadores observam os homens em sucessão. teus sete corcéis5 conduzem a ti. até para a lua e os planetas. e subindo para o mais alto céu. a luz excelente. é considerada como curativa de doenças.6 11. por se dedicarem a deveres religiosos nesse mundo. Sūrya divino e difusor de luz.4 tu te ergues na presença da humanidade. (À aproximação) do Sol que ilumina tudo. o deus é Sūrya. isto é. que. de cabelo brilhante. de modo semelhante como os raios do sol. ultrapassaste a todos em velocidade. ainda. nós podemos ter uma alusão a um sol espiritual. na Anuṣṭubh. erguendo-te hoje. Consequentemente. entre os deuses. A escuridão. cor verde ou amarela. com a noite. Sāya ṇa também explica a passagem inteira metafisicamente. tu és a fonte de luz. da qual os raios do sol são refletidos. da qual ele estava sofrendo. Tu. Seus corcéis mantêm no alto o divino Sol onisciente. o Ṛṣi. Aquelas constelações são os corpos luminosos daqueles que praticam atos religiosos. 3 Jyotiṣkṛt. O culto especial do sol.172 Hino 50. Varga 8. são considerados como as residências dos deuses. aqueles que.2 tu és visível para todos. que é visto por todos os que desejam a emancipação final. ó Sol. 4. o que purifica e defende do mal. 5 Os quais podem também significar os sete raios. que remove pecados. as últimas quatro. Os sete cavalos são os dias da semana: os sete raios podem expressar o mesmo. na época 1 . que é o criador da verdade ou luz espiritual. olhas para esse mundo portador de criaturas. ou os asterismos lunares. ou as formas visíveis das pessoas virtuosas depois da morte. são vistos na forma de constelações. de modo que ele pode ser visto por todos (os mundos). É dito que Sūrya. Varga 7. os quais. à noite. as constelações 1 partem. Tu te ergues na presença dos Maruts. de acordo com Sāya ṇa.3 tu brilhas por toda parte no firmamento inteiro. de acordo com diferentes textos. os Maruts. se encontram em uma substância aquosa. que permite que todos os seres atravessem o oceano da existência. O Sol uniu as sete éguas que puxam sua carruagem com segurança. remove a enfermidade do meu coração. que cura doenças. são refletidos para o interior. como ladrões. na Índia. 6 Aqui. 9. Esse verso e os dois seguintes constituem um tṛca ou grupo de três versos. e que torna tudo luminoso por meio da luz da mente. 7 Hṛdroga pode também significar azia ou indigestão. Sūrya (Wilson) (Sūkta VII) Praskaṇva é. As primeiras nove estrofes estão na métrica Gāyatrī. 8. 5. em outro texto vêdico. o sol se move 2. 2. com as devidas formalidades. medindo dias e noites. as estrelas em geral. a repetição dos quais. ou lepra. Radiante com luz benevolente. e o meio de obter felicidade atual e libertação final. 1. louvado com hinos desse modo por Praskaṇva. Tu atravessas o vasto espaço etéreo. por icterícia ou em moléstias biliares. 6. e contemplando tudo o que tem nascimento. novamente. e a aproximação do sol significa reunião com o espírito supremo. Observando a luz surgindo acima da escuridão. 2 Sāyaṇa diz que. dando luz para todas as coisas. nós nos aproximamos do Sol divino. de acordo com o Smṛti. 202 yojanas na metade de um piscar de olhos. e de modo a ser visto na presença de toda a (região) do céu. harimānam.

tu vens até aqui para a humanidade. de modo que eles possam ver a luz celestial’. 3. junto com seus raios de luz. Sete Cavalos Baios13 atrelados ao teu carro te conduzem. para os estorninhos. ó tu que enxergas longe. de um caráter antigo. Seus raios precursores são vistos de longe refulgentes sobre o mundo dos homens. 9. um pó vegetal amarelo. do começo ao fim. e os quais. As constelações vão embora. é narrado integramente pelo Sr.8 13.15 das primeiras incursões dos muçulmanos. 5. e era então. a luz que é a mais excelente. usada aqui como uma designação (aquele que envolve). haritāladruma. ó Sūrya. o filho de Kṛṣṇa. com todo (o seu) poder.10 Como chamas de fogo que queimam e resplandecem. 11. Sūrya atrelou as Sete puras brilhantes. aqui aludidos. sem dúvida. hāridrava. Sāyaṇa a explica como ‘aquele que afasta o mal’. Vamos transferir a cor amarela (do meu corpo) para os papagaios.] 12 Varuṇa: a palavra é. Sūrya remove a doença do meu coração. e aplicada a Sūrya. ele segue adiante. 13 [Éguas baias – Macdonell. de modo que todos possam olhar para ele. . como intimamente conectados com ela.173 12. 2. Deus entre os Deuses. ó rico em amigos. têm brilhado de longe através das muitas casas dos homens”. pois eu sou incapaz de resistir ao meu inimigo. subindo ao céu mais elevado. de lepra. criador da luz. Aqui toda a luz para ser contemplada. tira de mim essa minha cor amarela. Diante do Sol que tudo vê. Reinaud. de data antiga. Iluminando todo o reino radiante. – Hymns from the Rigveda. Atravessando o céu e o extenso ar. Sūrya (Griffith) 1. O número sete faz referência aos sete dias da semana. O hino é. Esse Āditya ergueu-se. 8 Assim o comentador interpreta o hāridrava do texto. Contemplando a luz mais elevada acima da escuridão nós nos aproximamos De Sūrya. Tu vais até as hostes de deuses.12 Sobre a atarefada raça de homens. 7. Surgindo nesse dia. Sūrya. destruindo o meu adversário. 10 [Essa primeira frase Macdonell lê: “Seus feixes de luz. com o cabelo radiante. Para papagaios e estorninhos vamos dar o meu tom amarelado. 4. Sūrya. ou para a (árvore) Haritāla.] 14 Os sete cavalos que puxam seu carro. são chamados de filhas da carruagem.14 com essas. tu medes nossos dias com teus raios. 8. 12. em seu interessante Mémoire sur l’Inde. vendo todas as coisas que têm nascimento. o Deus que conhece tudo o que vive. originando-se com as noções primitivas dos atributos de Sūrya. 9 O inimigo aqui indicado é a enfermidade ou doença. Mas não existe uma árvore assim chamada. Sua própria equipe estimada. Sol. Haritāla mais comumente significa pigmento amarelo. como ladrões.] 11 [A última frase por Macdonell: ‘para todos. Seus raios brilhantes o mantêm no alto. 10. Rápido e todo belo és tu.11 6. as filhas do carro. seus raios. Com aquele mesmo olho teu com o qual tu olhas o brilhante Varuṇa. como Sāyaṇa ressalta.9 Índice ◄►Hino 51 (Wilson) ____________________ Hino 50. Deus. que atribuía àquele corpo luminoso a cura de Sāmba. Ou vamos transferir essa minha amarelidão para as árvores Haritāla.

N. Dando o meu inimigo na minha mão.). por causa da noção fantasiosa de que a doença era curada por olhar para o icterus. II. xxx.] A palavra hāridrava é explicada no Petersburg Lexicon como certa ave amarela. as pessoas com icterícia eram chamadas de ‘icterici’. Dizia-se que o pássaro morria em lugar do paciente. entre os romanos. não me deixes ser vítima do meu inimigo. A amarelidão mencionada nesse verso é provavelmente a cor da pele na icterícia. . uma das muitas variedades dos estornídeos ou família dos estorninhos. Índice ◄►Hino 51 (Griffith) ____________________ 15 [Veja a nota 8. Com todo o seu vigor conquistador esse Āditya ergueu-se no alto. de acordo com Plínio (H. Para papagaios e estorninhos: similarmente.174 13.

ou um rebanho de gado. 6 O termo é gotra. o Hino é endereçado a Indra. Ṛjiśvan. ‘Na montanha’ significa a residência de Indra. e. explicado como hantṛ. sob o nome de Savya. com alimento. ou para o benefício. de Maharṣi. um inimigo. 4 Indra. quebrador de montanha.7 tu tens concedido riqueza. Os protetores e amparadores Ṛbhus. riqueza ‘adequado para generosidade’. 10 Vṛtra. e iluminando o firmamento. na Jagatī. – yantras. para o benefício da humanidade. por causa do gozo de prosperidade. tendo realizado culto. dos descendentes de Aṅgiras. fama. sê valente’. por isso. Tu. o tesouro do malévolo. tu retiveste. dar.2 (Indra). é dito. 7 Por vários meios ou artifícios. um Asura. A partir de um texto citado do Yajur-Veda. 1 o filho de Aṅgiras. cujos bons atos se espalharam.11 benigno para os homens. humilhaste os enganadores que ofereciam oblações às suas próprias bocas. um Dāvana. e os Vajasaneyis relatam que. explicado como uma nuvem. 6. como um nome de Indra. que é Ahi.13 É dito que Aṅgiras. de dānu. tu pisaste. ou sóis.3 se apressaram para a presença de Indra. o resto. na forma de um carneiro. e bebeu o suco Soma. o destruidor. desprezando Agni. Tu abriste a nuvem6 para os Aṅgirasas. 11 De acordo com os Kaushítakís. 5 Eles exclamaram: ‘Golpeia. como os raios de luz. o matador. os últimos disseram arrogantemente: ‘Não vamos oferecer sacrifício para ninguém’. fizeram as oblações às suas próprias bocas. 4. os Asuras. 8 Vimada é chamado. Adorem o poderoso e sábio Indra. que atormenta seus adversários por cem portas.10 tu tornaste o sol visível no céu. alimento e prosperidade. ofereceram oblações para eles mesmos. Sūkta I) O Ṛṣi é Savya. com teus pés. visto que ele era o mesmo que tudo isso. a um sacrifício solenizado por Medhātithi.5 3. com louvores. Animem.12 Varga 10. que é alegrado por hinos. na montanha. 9 Parvate dānumad vasu. conhecimento. o realizador de cem atos religiosos. nas (pelejas) destruidoras de ladrões. para Vimada. Varga 9. Dānumat é explicado variadamente. 1 . como alguém que faz uma injúria. os dois últimos versos estão na métrica Triṣṭubh. em linguagem comum. quando todos os deuses o tinham abandonado. Indra (Wilson) (Anuvāka 10. dasyuhatyeshu. portanto ele era chamado de Ahi. alguém que descende de Danu. ou. e defendeste bem Ṛjiśvan. tu mostraste o caminho para Atri.175 Hino 51. como Śakra. em lutas fatais com Śuṣṇa. o ato foi realizado por causa das preces. 2 Tyaṃ meṣaṃ. tu destruíste Śambara. e é um oceano de riqueza. 12 Pipru é chamado de Asura. tu destruíste as cidades de Pipru. desde tempos remotos tu nasceste para a destruição dos opressores. em defesa de Atithigva. Tu defendeste Kutsa. por quem Indra foi ajudado e encorajado. isto é. Bhagavan. Em todo caso. significa. Ou meṣa pode ser traduzido como ‘vitorioso sobre inimigos’. – ladrões ou bárbaros. o deus se tornou filho dele. que é adorado por muitos. para obter um filho que se parecesse com Indra. 8 tu estás manejando teu raio em defesa de um adorador envolvido em combate. o que humilha seus inimigos. é um dos doze Ādityas. Gotrabhid. com o raio. como aplicado ao gado. sobre o grande Arbuda. 2. 9 quando tu tinhas matado Vṛtra. quando houve uma disputa entre os deuses e os Asuras. referindo-se a uma lenda na qual é narrado que Indra chegou. 3 É dito que os Ṛbhus aqui significam os Maruts. hostil ou maligno. aquele carneiro. por teus estratagemas. à recuperação das vacas roubadas por Paṇi. Tu abriste o receptáculo das águas. Indra. no comentário. ou ele pode ser um epíteto de vasu. 1.4 imbuído de vigor. de movimento gracioso. e por eles palavras encorajadoras foram proferidas. 5. ele alude. em batalhas que mataram os Dasyus. Ahi parece ser a personificação de todos os benefícios deriváveis de sacrifício. de um adorador a quem eles oprimiam.

(nos sacrifícios) de outros. A Menā dos Purāṇas é uma das filhas dos Pitṛs. humilhando os que negligenciam atos sagrados. para (compartilhar do) alimento sacrifical. O termo é um patronímico. a medula ou essência da terra. em favor daqueles que os cumprem. pelo que Indra ficou furioso. e como afirmado pelo comentador. enquanto louvando-o. por sua intensidade. e a esposa de Himavat. repleto (de energia). – esperando tais doações do instituidor da cerimônia. Eu estou desejoso de louvar todas as tuas façanhas. que um Ṛṣi chamado Vamra tirou vantagem da ausência de Indra de um sacrifício. 14 Os Árias. 9. Śuṣṇa. em sua aflição. sê tu. levou consigo os (materiais de sacrifício) acumulados. Indra. Louvor pelos Pajras19 é (tão estável) quanto a ombreira de uma porta. Assim como tu te deleitaste no que foi preparado (no sacrifício de) Śāryāta. a tua vontade se deleita em beber o suco Soma. Se Uśanas aguçasse o teu vigor por meio do dele. obriga-os a se submeterem ao realizador de sacrifícios. e se espalhando pelo céu. puxado por corcéis que corcoveiam mais e mais obliquamente. e tem subjugado as extensas cidades de Śuṣṇa. são aqueles que praticam ritos religiosos. é sabido. O comentador cita essa história do Kauṣītaki Brāhmaṇa. como tu és satisfeito por meio dos sucos Soma vertidos. e de ter. em cerimônias que te deem satisfação. e riqueza. foste Menā.18 Todas essas tuas proezas devem ser recitadas em teu culto. e um sacrifício solene foi celebrado na ocasião. uma nova oferenda foi preparada. 16 Śāryāta era um Rājarṣi – de acordo com o comentador – da linhagem de Bhṛgu. O comentador diz. para beber as libações. e a ser chamado também de Divodāsa. Diferencia entre os Árias e aqueles que são Dasyus. a filha de Vṛṣaṇaśva. e são hostis àqueles que as fazem. que era o quarto filho do Manu Vaivasvata. Śambara e Arbuda são designados como Asuras. que o raio está depositado em tuas mãos. por nós. Vamra. 8. O Ṛṣi Cyavana se casou com a filha dele. Quando Indra está satisfeito com hinos aceitáveis. em favor daqueles que estão presentes (com seu louvor). O Aitareya Brāhmaṇa o chama de príncipe da linhagem de Manu. enquanto os Dasyus são aqueles que não observam cerimônias religiosas. gado. para apaziguá-lo. Em ti. Indra permanece. 13. 15 10. Kutsa nós tivemos antes. Ela é detalhada no Bhāgavata e Padma Purāṇas. Indra. no qual Indra e os Aśvins estavam presentes. Indra. sendo. ele extrai as águas. todo o vigor está totalmente concentrado. a tribo respeitável ou civilizada. Tu. 17 É dito que Vṛcayā foi dada para Kakṣīvat na cerimônia de Rājasūrya. carruagens. Tu subiste em tua carruagem prontamente. o céu e a terra. Tu deste. os Āryas. a filha de Vṛṣaṇaśva.176 7. Sukratu. 12. como o nome de um Ṛṣi. 15 O texto aqui é obscuro: ‘Vamra destruiu as coleções’. as tribos incivilizadas da Índia. então teu poder apavoraria. 19 É dito que os Pajras são os mesmos que os Aṅgirasas. 18 O Brāhmaṇa é citado para uma história singular de o próprio Indra ter se tornado Menā. Desse modo tu obténs fama imperecível no céu. mas não aparece se ele é o mesmo que o Divodāsa dos Purāṇas. Indra. feroz. e punindo aqueles que se afastam do culto dele. 11. e oferecendo libações. com Svadhā. 20 Ou isso pode ser traduzido como ‘que está desejoso de possuir’. da (nuvem) passageira. ainda não subjugadas pelos seguidores dos Vedas. posteriormente. e. Corta toda a bravura do inimigo. se apaixonado por ela. com a velocidade da mente. te levem. 14. que os corcéis atrelados pela vontade. como se depreende a partir desse e do verso seguinte. Cyavana se apropriou da parte da oblação destinada aos Aśvins. que és poderoso. Varga 11. o encorajador do sacrificador.16 Está satisfeito com elas. 13 . significando filho ou descendente de Śaryāti. em uma torrente.14 reprimindo aqueles que não realizam ritos religiosos. Nenhuma notícia sobre ela é encontrada em outros lugares. a jovem Vṛcayā17 para o idoso Kakṣīvat. o rei das montanhas. o dador de riquezas. louvando-te. Amigo do homem. que é possuidor20 de cavalos. para que ele possa ajudar os virtuosos. provavelmente. está presente. ele sobe (em seu carro). idoso ou adolescente. Indra tem sido recorrido. É dito que Atithigva significa o hospitaleiro. para levar embora a pilha de oferendas acumuladas.

28 Literalmente. Cujos atos benevolentes para os homens se espalharam amplamente como os céus: cantem louvores a ele o sábio. Como auxiliares os hábeis Ṛbhus ansiavam por Indra forte para salvar. demoliste as fortalezas de Pipru.28 Tu.10. o tesouro é a chuva fertilizante. Tu abriste as prisões das águas. pois nós não temos uma palavra poética para expressar um estado elevado de excitação mental produzido por beber o suco intoxicante da Soma e outras plantas. ‘Aqui novamente’.30 21 Aquele carneiro famoso. 24 Uma antiga família sacerdotal. Vimada também era um Ṛṣi dos tempos antigos.177 15. Indra (Griffith) 1. e residamos em uma (habitação) próspera. Com poder extraordinário tu sopraste para longe os demônios feiticeiros. o mais generoso para o nosso bem. enquanto nos tempos antigos aquele estado de excitação era celebrado como uma bênção dos deuses.6. o poderoso. cercado em volta por força. Índice ◄►Hino 52 (Wilson) ____________________ Hino 51. as fortalezas dele são as nuvens que retêm a chuva. o possuidor de energia verdadeira. 22 . tu na montanha apreendeste o tesouro26 rico em dádivas. Indra o libertou do cativeiro. Quando tu tinhas matado com poder o dragão Vṛtra. Veja 1. que enche o ar. 23 A nuvem escura que mantém as águas aprisionadas. Indra. Tu descobriste o estábulo das vacas23 para os Aṅgirases. fazendo teu raio dançar na luta do sacrificador. se torna evidente.29 e ajudaste Ṛjiśvan quando os Dasyus foram mortos. Indra. 5. 3. mostrando a ele cem modos de escapar. Aqui a referência é a um carneiro de combate.1. Essa adoração é oferecida ao derramador de chuva. para Atithigva deste Śambara como uma presa. o qual não tem algo oprobrioso misturado com ele. nesse conflito. Śambara e Arbuda são demônios similares da atmosfera. um demônio da seca. Veja 1. com poderes celestiais aqueles que te invocavam de brincadeira. (concedida) por ti. apressando-se em êxtase. mais ainda. Até o poderoso Arbuda tu esmagaste. aparentemente uma antiga expressão proverbial aplicada àqueles que em vez de sacrificarem para os Deuses colocavam a oblação planejada em suas próprias bocas. de coração de herói. ou alegria selvagem. tu desde os tempos antigos nasceste para matar os Dasyus. ou [veja a nota 2]. ‘a dificuldade em representar o pensamento vêdico em inglês.24 e abriste um caminho para Atri25 por cem portas. deleite. 26 A montanha é a nuvem. diz o professor Max Müller. 27 De acordo com Sāyaṇa. ‘o Secador’. 25 Um Ṛṣi geralmente enumerado com os Aṅgirases entre os Prajāpatis ou progenitores dos homens. tu. 2. te chamavam ou te ofereciam acima ou por sobre o ombro. livraste o Sol que tinha sido escondido por Vṛtra. como um estado no qual o guerreiro e o poeta fariam suas melhores realizações. 6. como não indigno dos próprios deuses. 30 Śuṣṇa. O alemão rausch é o mais próximo do sânscrito mada. por muitos heróis. o auto-resplandecente. Tu salvaste Kutsa quando Śuṣṇa foi derrotado. Indra.’ Nessa versão mada tem geralmente sido traduzida como êxtase. 29 Pipru é um dos demônios do ar. entusiasmo. Que nós sejamos auxiliados. Para Vimada tu tens concedido alimento e riqueza. ergueste o Sol no céu27 para todos verem. 4. digno de cânticos de louvor. Indra. Quando alegrados pelas doses de Soma.2. é a personificação do calor excessivo antes das chuvas. Alegrem com canções aquele Carneiro21 que muitos homens invocam. ou qualquer outro idioma moderno.22 e sobre Śatakratu veio o grito alegrador que o incitou adiante para a vitória. o mar de riqueza.

o filho de Uśij. hábil em canção. teu espírito generoso se alegra em beber suco Soma. O amparo do homem bom em sua necessidade é Indra. Todo o poder e força estão reunidos estritamente em ti. aparece no Veda como o amigo especial de Indra. Para o idoso Kakṣīvān. O poder que Uśanā produziu para ti com poder parte ambos os mundos em pedaços em sua grandeza e com força. Tu sobes no teu carro em meio a fortes goles de Soma: Śāryāta te trouxe aquelas36 nas quais tu tens prazer. o sacerdote que cortou e espalhou a erva sagrada para os Deuses. Conhecido é o raio que se encontra em teus braços: arranca com ele toda a bravura viril do nosso inimigo.12 é dito que ele deu para Indra o seu raio: ‘O raio que Kāvya Uśanā te deu antigamente’. os primeiros são os povos verdadeiros e leais. o povo que fala a linguagem do Veda. 15. sob o teu cuidado. e os últimos são os maus e ímpios. o Doador. todos esses teus atos são o meu deleite em festivais. punindo os bárbaros os entrega para aquele cuja grama está espalhada.1.39 ó Indra. todas essas tuas façanhas devem ser contadas em festas Soma. Veja 1. também chamado de Kāvya ou filho de Kavi. neste combate.32 Sê o forte incentivador do sacrificador. também. os cavalos de Vāta. Aqui. ó Indra. Para ele. quando tu estás satisfeito com homens cujo Soma flui.] 34 O Ṛṣi Uśanā. 38 Um Ṛṣi. com os príncipes. 14. o auto-resplandecente. fiéis a Indra e aos Deuses. Indra. ‘o poder’ significa o raio que conquista. Quando Indra se regozijou35 com Kāvya Uśanā. ele monta seus corcéis que guinam cada vez mais largamente. Diferencia bem Árias31 e Dasyus. 8.38 espremedor de Soma. destruindo por meio dos Fortes aqueles que não têm força.33 10.37 13. têm te levado à fama enquanto tu estás cheio de poder. tu te ergues à glória incontestável no céu.18. foste Menā. estejamos. 37 Isto é. o adorador fiel. Tu. 33 A segunda metade da estrofe é ininteligível. atrelados pelo pensamento. e os Dasyus são os povos originais e hostis da Índia. filha de Vrsanśva. 9. [Veja a nota 15.178 7. Indra é o único Senhor da riqueza. . tu deste a jovem Vṛcayā. louvado entre os Pajras. vacas e cavalos. firme como um batente. 35 Bebeu o Soma estimulante. o Poderoso. a princípio. O Forte disparou seu raio com a torrente rápida de chuva. 32 Isto é.34 Ó de alma de herói. muito sábio. amante de riquezas. quanto tu estás alegre com o Soma oferecido por teus adoradores tu realizas as tuas façanhas mais gloriosas. 11. Índice ◄►Hino 52 (Griffith) ____________________ 31 Os Āryas são. Mais tarde. Indra entrega os sem lei para o homem piedoso. Vamra quando glorificou destruiu as pilhas reunidas do ainda crescente que podia alcançar o céu. e ele partiu em pedaços as fortalezas bem construídas de Śuṣṇa. Que nós e todos os heróis. 36 Doses de suco Soma. 12. Em 1. verdadeiramente grande e forte. 39 O hino parece ter sido endereçado a Indra por auxílio em uma batalha vindoura. carros. esse louvor é proferido. embora em outros lugares a fabricação dele seja atribuída a Tvaṣṭar.121.

ao considerar tritaḥ como um nome próprio. vol. Aquele Indra a quem. p. ainda não foi estabelecida. Paridhi. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. estavam viajando em um deserto. 3. na água. feriu-o na cabeça.2 1 Veja a nota 2 do hino 51. no entanto. Eu imploro a Indra. em meio às torrentes. Indra. como uma montanha. Dvita e Trita. para se apropriarem da propriedade dele. mas isso não aparece na narrativa. do resto. fazendo a frase: ‘como através das coberturas triplas’. o sábio recitou. para impedir sua saída. ou filhos da água. É dito que três irmãos. e confirmada por outras passagens do texto. cresceu em vigor. e. eles o jogaram no poço. um dos heróis do Shāh-nāma. a função propriamente dita da erva sagrada. em uma ocasião subsequente. Trita tendo. e então infligiu lesões semelhantes em si mesmo. como um corcel veloz. O Sr. tendo coberto o topo com uma roda de carroça.II. vol. . como fez Trita. Em retribuição. a quem cem adoradores ao mesmo tempo são assíduos em louvar. em um sentido muito diferente daquele que ele deu. Seus aliados. como rios se precipitam em declives. se apressando até ele. na Nīti-mañjarī. aquele Indra a quem os Maruts. Depois desses acontecimentos. 9). Roth pensa que Trita é o mesmo que Traitana. Diz-se que os escravos de Dīrghatamas.1 que faz o céu conhecido. (hino 105. aparece em outra parte. A identidade de Trita e Traitana. do qual o mais novo. e de formas não distorcidas. Colebrooke citou essa história brevemente. que é alegrado pelo suco Soma. após o que.179 Hino 52. dotado de mil meios de proteger (seus devotos). o precederam. um dos escravos. diz que Agni jogou as cinzas das oferendas queimadas na água. estimulado pelo alimento sacrifical. para a minha proteção. um nome que ocorre em um texto do Ṛc. o termo do texto. Morgenländischen Gesellschaft. de onde ele foi salvo pelos Aśvins. pelo Dr. que são desimpedidos. mas ele as atravessou com facilidade. em louvor dos Aśvins. portanto chamados de Āptyas. O Sr. pela graça deles. Langlois está mais correto. a forma Zend de Feridún. de onde surgiram sucessivamente Ekata. e. a lenda pode dever sua origem. tirou água e a deu para seus irmãos. eram. rompeu as defesas de Bala. o hino no qual o 2 . . O comentador. como autoridade para o último nome. colocadas sobre o altar. e. e estava derramando as águas. Dvita e Trita foram três homens produzidos em água. tornaram-se insubordinados. chegaram a um poço. acompanharam. e da antiga tradição persa. enchem o oceano. ele permaneceu firme. como auxiliares. com mente dirigida à adoração religiosa. Roth. peito e braços. sendo afligidos pela sede. ele rezou para todos os deuses libertarem-no. a fim de remover ou esfregar os resíduos de uma oblação de manteiga clarificada. seguindo os Taittirīyas. O Dr.Indische Alterthumskunde. – Zeitschrift der D. jogando-o no fogo. convertendo o último em uma deificação. Trita. Traitana. Jagatī. – a ele eu invoco. do que ele morreu. ido tirar água de um poço. Dvita e Trita. É a essa proeza que o fato de Indra romper as defesas do Asura Bala é comparado. o deixaram no poço. pois ele é o concessor de alimento abundante: 4. que se deleita no alimento sacrifical. Adorem bem aquele carneiro. uma cobertura circular. . Ekata. 2. os secadores de umidade. na situação da morte de Vṛtra. A história é narrada de um modo um pouco diferente na Nīti-mañjarī. Ele. Ekata. Tritaḥ pode significar triplo ou tríplice. significa uma circunferência. por Agni. 216. o mais generoso Indra. ele efetuou sua fuga. através das coberturas (do poço). mas com sua precisão habitual. A lenda é contada pelo comentador. ou defesas. Additions. como também pela versão da história encontrada na Nīti-mañjarī. então. tinha matado Vṛtra que obstruía os rios. p. com muitas orações. ele imagina que ele seja o original do Thraetona. 1. v. e a própria estrofe citada. como os rios da mesma natureza. ou tampa. e. que. animados (por libações). a fonte da felicidade. junto com sacerdotes eruditos. que está expandido do começo ao fim do orvalhoso (firmamento). 388). quando ele estava velho e cego. VIII. 5. primeiro. de onde ele foi libertado pelas mesmas divindades. caiu nele. Quando Indra. às três folhas da qual. é explicada. Nessa aflição. para subir no carro. que é vitorioso sobre seus inimigos. a métrica do décimo terceiro e décimo quinto versos é Triṣṭubh. O professor Lassen parece disposto a adotar essa identificação. no céu. as libações borrifadas sobre a grama sagrada reabastecem. em seu relato do Ṛgveda (Asiatic Researches. – em direção ao sacrifício. e. lutando contra o retentor da chuva. e tentaram destruí-lo. – o qual acelera. e os Asuras empilharam coberturas sobre a entrada dele. Varga 12.

Mesmo que. cortou a cabeça de Vṛtra. com tua magnitude tu enches todo o firmamento: em verdade. Segundo o Aitareya Brāhmaṇa. contra o retentor das chuvas. Abril de 1845. tu. Indra. Quando. 12. 14. também. ou. (seus adversários não têm igualado a destreza). pegaste. – tu. de magnitude similar e igual poder inconcebível. com entusiasmo despertado. nessa batalha. e entre o último e Feridún. tua bravura foi renomada. pode haver pouca relação entre Trita e Traitana. não há nenhum outro como tu. de quem.4 tu és o senhor do vasto (Svarga) frequentado por deuses. do Sr. 6 O texto tem somente ‘com o matador (ou arma) que tem ângulos’. no Glossário da edição de Benfey do Sāma-Veda.5). repousava na região acima do firmamento. com teu raio. 13. a face do amplamente estendido Vṛtra. quando tu. O céu forte foi lacerado pelo medo. (guardiões) do céu. quando tu atingiste a face de Vṛtra com teu (raio) angular e fatal. a palavra Trita. Indra. aparentemente. e ascendente para o céu.158. com teus corcéis. Veja os ‘Études sur les Textes Zends’. te imitaram em júbilo. seu peito e ombros”. ainda. Indra. 11. nesse (combate). tu abarcas o firmamento e o céu. e. Tu. em tuas mãos. de acordo com o comentador. encontrou admissão como um numeral. tua bravura seria igualmente renomada. Indra de mente firme. e vivificadores da humanidade. em um verso do Ṛc. sozinho. que te glorificam. Se essa interpretação estiver correta. 8. 6. Burnouf. também como um nome próprio. teu raio de ferro. 9. quando guerreando. Tvaṣṭṛ aumentou teu vigor apropriado: ele afiou teu raio com força avassaladora. além do limite do firmamento vastamente estendido. pelo menos com relação a esse hino.3 autoiluminador. incentivaram Indra (a destruí-lo). (libertaste) as águas. Tu és o modelo da terra estendida. 5 Senhor ou protetor da grande (região) na qual se encontram os agradáveis deuses. e. nos Livros Zend.6 Índice ◄►Hino 53 (Wilson) ____________________ verso ocorre: “Não deixem as águas maternas me engolirem. no entanto. tua fama se espalhou longe.5 De fato. Indra. de quem as águas do céu não alcançaram o limite. igualmente. o obstrutor do céu e da terra. que. 7. e teu raio. de si mesmo. (seguro. Uma alusão ao Sāma. foste inspirado por (beber) o (suco Soma) derramado. Journal Asiatique. a contramedida da terra. de quem o céu e a terra não atingiram a amplitude. e fizeste o sol visível no céu. tendo obstruído as águas. tu és o símbolo do vigor. Todos os deuses. . talvez. ou raio. 3 O texto tem somente Bṛhat. eles. fizeste tudo mais (que não tu mesmo) dependente (de ti). em sua energia. combatentes pelos homens. visto que os escravos atacaram este (velho homem) decrépito. O primeiro termo. e os homens se multiplicassem todos os dias. chegam a ti como regatos (fluem para) um lago. com os céus. lâminas. 15. desejoso de ir até o homem. Indra. veja. 10. ao clamor daquele Ahi. mataste Vṛtra. o comentador acrescenta Sāma. realizador de atos sagrados. assim ele a atingiu. tu moldaste a terra para a nossa preservação. indicaria a anterioridade do primeiro. essa terra tivesse dez vezes (sua extensão). concessor de força. Maghavan. Por medo (de Vṛtra. Varga 14. o vajra.) em tua força. permanecendo. Os hinos. os atos de heroísmo realizados por teu poder se espalhariam amplamente. no que os aliados dele (os Maruts). Os Maruts te adoraram. 4 Bhuvaḥ pratimānaṃ. Do mesmo modo como o escravo Traitana feriu sua cabeça. de Indra tem oito ângulos. tu tinhas atingido. os adoradores) recitaram o hino adequado do Bṛhat (Sāma).180 Varga 13. (1. isto é. Indra. tanto quanto os céus.

o poderoso. em teu próprio poder inerente. enchem totalmente como o mar. e puseste no céu o Sol para todos verem.51. o partiu completamente. 12 Seus aliados constantes. Veja 1. matando Vṛtra o retentor da torrente delas. fazendo torrentes fluírem em direção ao homem. se regozijando nos goles de suco Soma. Então o próprio Céu. ó Indra. cresceu em força imensa. se regozijaram na luz. Os hinos que te engrandecem. os Maruts. como Deus do firmamento. 7. eficaz e que dá louvor. Maghavan. se essa terra se estendesse adiante dez vezes. seria famoso: ele se tornou vasto como o céu em majestade e poder. 8 .1. invencíveis. Indra (Griffith) 1. o úbere (do céu) significa as nuvens dadoras de chuva. Com medo eles14 elevaram o hino sublime auto-resplandecente. poderosos. X. o doador mais generoso. seus ajudantes12 aceleraram como correntes velozes descendo uma ladeira. Com hinos que eu mova para cá Indra para me ajudar. Quando. Eu glorifico aquele Carneiro7 que descobre a luz do céu. 12. quando em alegria selvagem ele lutou com aquele que parou a chuva. fiéis à humanidade. Esplendor te cercou. lutando pelo bem dos homens. Tvaṣṭar deu ainda mais força para a tua força própria. Art. por ajuda. Tu. ainda aqui o teu poder conquistador. 11 Os estimulantes goles de suco. sobre o limite desse ar e do céu. Quando os ajudantes de Indra. cortou com força a cabeça de Vṛtra. está estendido como uma cobertura. 13 [Veja mais a respeito de Tṛta no artigo de] Macdonell no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland (1893). – o Carro o qual como um corcel forte se apressa ao chamado. armado com o trovão. Ó Indra. 11. 5. quando Indra. A quem aqueles que fluem no céu. Indra. sobre a grama sagrada. pois ele se satisfaz com o suco. chegam a ti assim como os córregos de água fluem para baixo e enchem o lago. de forma reta. 11 de caráter nobre. de coração valente. quando. tua força guerreira resplandeceu. e forjou teu raio de poder irresistível. teu raio. pelo rugido do Dragão cambaleou para trás em terror quando. Indra. tu cujo poder está ligado com teus Cavalos Baios. Em direção a ele. assim como Tṛta13 fendeu as cercas de Vala. 6. Indra. sobre as quais Indra. Veja o verso 4. 4. 10 Ūdhan. 3.10 radicado na luz.9 estendido sobre a nuvem carregada. fortalecido em êxtase pelos sábios. tinhas derrotado Vṛtra. tu seguravas em teus braços o raio de metal. 14 Os adoradores de Indra com medo de Vṛtra. 10. ele. Assim como uma montanha de base firme. na alegria selvagem do Soma. Indra com pensamento. forçou as nuvens. ousado por causa dos goles de Soma. os Maruts. o tirano da terra e do céu. cujos cem de caráter nobre8 partem com ele. o obstrutor da chuva se encontrava na mais baixa profundidade do ar. seus próprios assistentes. com atividade qualificada. Quando Indra. – ao lado daquele Indra quando ele derrotou Vṛtra ficaram seus ajudantes. mil vezes protetor. 8. tu lançaste teu trovão sobre as mandíbulas de Vṛtra difícil de ser contido. eu chamo. e os homens que moram nela se multiplicassem dia a dia. 9 ‘O retentor entre os retentores’ é provavelmente o conquistador que detém os demônios que obstruem a chuva. 7 Aquele guerreiro famoso.181 Hino 52. fizeste a terra para ser o exemplo da tua força: abarcando mar e luz tu chegaste ao céu. 9. Porque ele retém até os retentores. irremovível. que leva para o céu. 2.

Dito de Indra. e em ti todos os Deuses se alegraram. quando em alegria ele luta16 contra o retentor da chuva: tu. 15. mas essa e similares mudanças súbitas de pessoas são comuns no Veda. tu encheste toda a região com a tua grandeza: sim. Tu és a contrapartida da terra. com tua arma pontiaguda. . 14. Nós esperaríamos ‘tu lutas’. o Mestre do céu sublime com todos os seus heróis poderosos. em verdade não há outro como tu. – não. cujos limites as águas do ar15 nunca alcançaram. Índice ◄►Hino 53 (Griffith) ____________________ 15 16 O oceano aéreo. o teu raio mortal. Quando tu. atingiste a face de Vṛtra. Cuja amplitude o céu e a terra não atingiram.182 13. e ninguém mais. o firmamento. fizeste todas as coisas na devida ordem. Indra. Os Maruts cantaram teu louvor nesse combate.

por essas libações. Tu. Sábio e resplandecente Indra. Propiciado por essas oferendas. como (um ladrão) carrega apressadamente (a propriedade) do adormecido. no final do sacrifício. tu és um amigo para os nossos amigos. no Brāhmaṇa. 4 Pode ser que esse seja Āyus. 3.) te trouxeram alegria. A lenda não é purânica. 11. 5. nem eles aparecem nos Purāṇas. de gado. Tūrvayāṇa. ele não aparece como um rei. os vinte reis de homens. o mestre e protetor da riqueza. o enganador chamado Namuci. embora jovem. Indra. protegeste Suśravas. és o dador de cavalos. vitorioso (sobre teus inimigos). Indra. Louvor mal expressado não é apreciado entre os munificentes. Protetor dos virtuosos. e de cavalos. não desapontes a expectativa do adorador que confia em ti. desfrutemos. nós não recebemos ajuda do Bhāṣya [comentário]. destruíste os dez mil obstáculos contrários àquele que te louvava e que te oferecia oblações. filhos excelentes e uma vida longa e próspera. pela roda da tua carruagem que não pode ser ultrapassada. como um Dāvana. quando sitiadas por Ṛjiśvan. e. com teu auxílio. de longe. nós permanecemos. Suśravas. na residência do adorador. de alimento abundante. (o ser) de muitas eras. Varga 16. do resto. as riquezas que estão espalhadas em volta são conhecidas como tuas: tendo-as reunido. que nós nos tornemos possuidores de riqueza e de alimento. derrotaste. de gado. Os dois primeiros são os nomes de Asuras. Tu fizeste Kutsa. juntos. e livrados de inimigos por Indra. por tua causa. 7. teus amigos mais afortunados. A esse Indra nós louvamos. pela tua graça divina. novamente. porque possuímos. 6. e destróis. pelo qual ele (o deus) tem adquirido riquezas rapidamente. 3 10. ou descendente de Danu. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. Que nós. tu vais de batalha em batalha. cidade após cidade. Indra. te concederam deleite. embora nós tenhamos um Suśravas entre os Prajāpatis no Vāyu Purāṇa. Atithigva nós tivemos antes. que nós prosperemos.183 Hino 53. que avançaram contra Suśravas. Tu mataste Karañja e Parṇaya com tua lança brilhante reluzente. Atithigva. Índice ◄►Hino 54 (Wilson) ____________________ Namuci é chamado de Asura. Jagatī. Nós não temos detalhes adicionais. subjugando nosso adversário.2 9. 3 Aqui. 2. tu. Nós sempre oferecemos louvor apropriado ao poderoso Indra. Varga 15. e brilhantes por toda parte. não impedido por inimigos. com teu poder. Indra. Protegidos pelos deuses. Sozinho. o principal em generosidade. Ele aparece. é Āyu. sem o final sibilante. o realizador de grandes feitos. 1. Aquele que humilha (adversários). Aqueles que eram teus aliados (os Maruts. Com teu associado que prostra inimigos (o raio). a fonte de destreza. Nós te adoramos. e. Tu. aquelas libações e oblações (que foram oferecidas a ti. e os sessenta mil e noventa e nove seguidores deles. tu demoliste as cem cidades de Vaṅgṛida. quanto tu. Tu. traze-as para nós. sem ajuda. mataste. renomado Indra. com energias agradáveis para muitos. Vaṅgṛida é chamado de Asura. e Āyu4 sujeitos ao poderoso. tu não desapontas os desejos (endereçados a ti). por tua assistência. de cevada. pela causa de Atithigva. 4. afasta a pobreza com gado e cavalos. Indra. (satisfeito) por nossas libações. aqui. a métrica da décima e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. mas o nome. e Ṛjiśvan era um Rājā. o filho de Purūravas. 1 2 .1 8. ao matares Vṛtra).

quando tu mataste para o cantor com grama cortada dez mil Vṛtras. 7 Incontáveis demônios semelhantes a Vṛtra. Indra. Indra.14). livres do ódio deles. Índice ◄►Hino 54 (Griffith) ____________________ 5 O lugar do sacrificador. Bem satisfeito com essas chamas brilhantes e com essas gotas de Soma. 9. 11. Amigo dos nossos amigos. que não desapontas a esperança. 5. Parṇaya. ó Conquistador. Nós apresentaremos louvor auspicioso ao Poderoso. ó Indra.7 tu irresistível em teu poder. nós cantamos esse louvor. como tal. A ti nós glorificamos. o representante do divino Vivasvān. sujeitos a esse Rei. 3. protegidos pelos deuses. 10 Suśravas. doador. e traze para nós: não desapontes a esperança de quem ama e canta para ti. com força superior gloriosa. com teu amigo8 que faz o inimigo se curvar. mataste de longe o traiçoeiro Namuci. Coleta dele.10 10. ou Tūrvayāṇa. 12 Suśravas. doses de Soma. Tu mataste Karañja. de vacas. 7. Inflexível. 6. Indra não deriva vantagem daqueles que são remissos em seus deveres religiosos. no verso seguinte. Com Indra dispersando o Dasyu através dessas gotas. rico em grandes feitos.5 pois ele tem riqueza jamais encontrada naqueles que parecem dormir. com sessenta mil e noventa e nove seguidores. 6 . 4. ó Indra. Tu segues de luta em luta intrepidamente. como um favorito de Indra. para ti. que vieram em tropas para lutar com o desamparado Suśravas. são ditos serem reis.9 8. Essas nossas libações que inspiram força. destruindo castelo após castelo aqui com força. esses nomes talvez denotem o mesmo indivíduo. Tu fizeste Kutsa. o mais esplêndido. Tu protegeste Suśravas com socorro e Tūrvayāṇa com tua ajuda.12 o jovem. tu muito afamado. que possamos obter a Deusa Providência. riqueza e alimento fartos. desfrutando por tua graça de vida longa e feliz e com grande quantidade de heróis. doador de cevada. outro demônio da seca.11 Atithigva. Indra. nossos hinos a Indra na morada de Vivasvān.33. junto com Atithigva e Āyu. (em 1. ó Indra. na marcha muito gloriosa de Atithigva. ajudante do homem desde os tempos antigos. que nós obtenhamos comida abundante. afasta a nossa pobreza com sementes e vacas. Que nós obtenhamos. Doador de cavalos.184 Hino 53. quando Ṛjiśvan os sitiou. a força dos heróis. Indra (Griffith) 1. 8 O raio. Senhor Herói. o poderoso. Que nós. derrotaste os duas vezes dez Reis de homens. esse tesouro espalhado em volta é conhecido como teu. tu és Senhor e guarda da riqueza. ó Indra. 9 ‘Aquele que não liberta (as águas do céu)’. mas é aqui representado. como castigado por ele. Com a roda do carro que ultrapassa a todos. fonte especial de gado. te alegraram na luta com Vṛtra. Āyu. Ou námyā pode significar ‘com Nami’ como teu aliado. daqui por diante permaneçamos teus amigos muito prósperos. 11 Kutsa foi mencionado. brilhando até o céu. tu. tu destruíste os cem fortes de Vaṅgṛida.6 aqueles que dão riqueza para homens não aceitam louvor desprezível. rica em cavalos. e Tūrvayāṇa. Tu. poderoso. 2.

(o que tu queres). a nuvem estava dentro da barriga de Vṛtra. nona. e Turvīti. dotado de uma mente resoluta e inalterada? Varga 18. e nos abastece com riqueza das qual procedem progênie e alimento excelentes. que é de grande renome. o raio afiado de fulgor brilhante contra os Asuras reunidos. que é o emissor de chuvas. por tua natureza resoluta. Narya e Turvīti são desconhecidos. eles são a bebida de Indra. reputação crescente. o derramador (de bênçãos). Concede a nós. Não nos incites. 6.2 7. um dos filhos de Yayāti. 8. Jagatī. 1 . crescente. sacia teu apetite com eles. a métrica da sexta. tu lançaste. Veja o hino 61. mas Indra precipitou todas as águas que o obstrutor tinha escondido. que. A escuridão obstruiu o fluxo das águas. da linhagem de Vayya. Bebe-os. pelo ato pio. e. Para ele o generoso Indra faz as nuvens derramarem chuva do céu. Inigualável em seu poder. realiza os nossos desejos. o apreciador dos virtuosos. inigualável em sua sabedoria. 3. Índice ◄►Hino 55 (Wilson) ____________________ Desses nomes. para baixo para os ocos (da terra).1 Tu protegeste as carruagens e cavalos deles. Ofereçam preces entusiasmantes ao grande e ilustre Indra. pronuncia seu louvor. destemido. pois o limite da tua força não é para ser superado. Como (é possível) que a terra não fique cheia de terror? 2. no combate inevitável. com mente exultante e determinada. pois eles. Yadu. enquanto oferecendo oblações a Indra. que te oferecem oblações. o dador de chuva. recita hinos (em honra dele). fixa tua mente na riqueza que é para ser dada (para nós). é citado. quem te impedirá de fazer. tens derramado a chuva sobre a fronte da brisa (vento) e (sobre a cabeça) do (sol) que matura e absorve. e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. junto com as oferendas que ele apresenta. em sucessão. oitava. louvem a ele que purifica o céu e a terra com seu poder irresistível. e tens feito as águas dos rios rugirem. tu mataste Śambara. e subjugadora de inimigos. 1. Ofereçam adoração ao sábio e poderoso Śakra. (o instituidor da cerimônia). Tu tens abalado o topo do céu vasto. a esses conflitos iníquos. que é obedecido por seus corcéis. Indra. 5. tu demoliste as noventa e nove cidades (de Śambara). Que esses bebedores do suco Soma se tornem iguais a ele. nos mantém em afluência. pois ele. de quem. Glorificando o ouvinte Indra. v. 2 O comentário fornece esse nome. Maghavan. então. a mente firme está concentrada em sua própria firmeza. a essa iniquidade. das outras sete. promove sua própria prosperidade. Visto que tu. Yadu. estão preparados para ti. Tu protegeste Narya. Turvaśa. 4. está se apressando para cá. 11. ou que. o que repele inimigos. (concede a nós) força notável. espremidos com pedras. Aquela pessoa eminente. aumentam a tua vasta força e teu vigor varonil. 11. o último aparece depois. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. porque outro.185 Hino 54. 9. hoje. cuida daqueles que são sábios. Varga 17. Tu tens gritado. 10. como um Ṛṣi. por sua generosidade. Turvaśa pode ser o Turvasu dos Purāṇas. de gritos altos. e contidos em conchas. Esses copiosos sucos Soma. e.

que oferece oblações livres e promove a Lei. que. por ti mesmo golpeaste através de Śambara. os nomes dados ao Deus supremo dos gregos e romanos. 6 O Divino. Śatakratu! Tu ajudaste cavalo e carro na batalha final. pois ninguém pode compreender o limite da tua força. tu guerreaste com teu raio. tu forçaste para baixo na cabeça do vento os suprimentos que Śuṣṇa mantinha confinados. Preserva nossos patronos ricos. Lá a escuridão permaneceu. tu. corrente de água seguindo após corrente de água. Indra como o Dyaus supremo. um Touro extremamente forte em força.8 Turvaśa e Yadu. salva nossos príncipes. 33. Tu ajudaste Narya. O Deus que é representado no Veda como o consorte da Terra e o progenitor dos Deuses é chamado de Dyaus ou Dyaus-pitar. Nesse lugar Sāyaṇa identifica Dyaus com Indra. Alta glória tem o Asura. ousado. a um conflito no qual nós possamos ter a ti como nosso oponente. incomparável é sua sabedoria. Índice ◄►Hino 55 (Griffith) ____________________ O verbo. Quando. então fixa a tua mente em conceder tesouro. incita. tu demoliste os noventa e nove castelos. dá-nos grande influência e força que conquista povos.7 5. que com uma recompensa generosa recebe com agrado hinos de louvor: para ele flui a corrente abundante abaixo do céu. para ti são esses copos de bebida abundante de Indra. Assim dá-nos. 9. O significado parece ser: não nos forces. a força heroica firme de ti o Doador. um Carro é ele. quem terá o poder de impedir a ti firme e de alma ansiosa de fazer ainda nesse dia o que tu fizeste antigamente? 6. 4. valente com suco que alegra. glória que aumenta felicidade. e Júpiter. 7. varonil. a abóbada que impedia o fluxo das águas: no lado oco de Vṛtra a nuvem de chuva estava escondida. V. é suprido por Sāyaṇa.3 Tu com grito feroz fizeste as matas e os rios rugirem: os homens não correram em multidões juntos em seu medo? 2. o faz mestre do céu e da terra. sejam alguns que bebem o Soma. o Rei de um povo poderoso. afiado e de dois gumes. 4 ‘O Poderoso’. louva e magnifica a Indra que te ouve. ou Zeus Pater. Original Sanskrit Texts. Maghavan. chefes. Indra. para baixo de encostas íngremes. Um senhor herói é ele.186 Hino 54. ou Diespiter. ter realizado as funções atribuídas o primeiro Deus. 10. Portanto. Indra. 8. Canta ao sublime Dyaus5 uma canção outorgante de força. Seu poder é inigualável. 3 . ó Indra. Canta hinos de louvor a Śakra. 7 Os demônios da atmosfera que usam encantamentos ou poderes sobrenaturais em seus conflitos com Indra. em épocas posteriores. 5 Céu.4 Senhor da força e poder. ou a palavra pode ser um adjetivo. aqueles. com um rugido que enche as florestas. nomes idênticos em origem a Zeus. Os cumes do alto céu tu fizeste tremer.6 composto de força. quando. com seu poder arrojado. Veja Muir. que parece. 8 Algum chefe ou Ṛṣi assim chamado. Mas Indra atingiu os rios que o obstrutor retinha. qualificando Turvaśa. contra os feiticeiros em bandos. Bebe-os e satisfaze com eles teu anseio. 11. que aumentam o poder senhorial. 3. Indra (Griffith) 1. e Turvīti o filho de Vayya. através do trabalho deles. os sucos espremidos em pedra contidos em conchas. o Corajoso. um nome de Indra. que não se encontra no texto. puxado adiante por dois Cavalos Baios: um Touro. cuja mente resoluta tem domínio independente. Não nos incites. concede-nos riqueza e alimentos com descendência nobre. para essa luta angustiante.

não tens (atingido) a nuvem para (o teu próprio) divertimento. ou. nem. como antes. o guerreiro. ele afia seu raio. Bebedor do suco Soma. o realizador de bons atos. de fato. com bravura esmagadora. o atormentador (dos inimigos) daqueles homens (que o adoram). 1. ele avança. sempre. 2 ele. ele é o concessor de seus desejos (para aqueles que solicitam a ele). 3. a terra não era comparável a ele. Varga 20. 5. teus membros estão envolvidos por (façanhas) gloriosas. 6. quando o rico oferecedor de oblações. riqueza inesgotável. Indra. 7. ele tem sido. ouvinte de preces. para o benefício de seus adoradores. se engaja em muitos conflitos. em tuas mãos.) como um touro. 2. pode ser. sempre deseja louvor por sua bravura. para (o bem do) homem. estão muitos feitos heroicos. Indra. e libertando os corpos luminosos (celestiais) do esconderijo. compreende as águas muito espalhadas com suas faculdades abrangentes. se expandindo como a terra. desfrutando da sua proteção.187 Hino 55. ele proclama seu belo vigor entre os homens. renomado (Indra). tu. 8. recita seu louvor. Indra. Ele. que teus corcéis estejam presentes (no nosso sacrifício). Ambicioso de renome. é glorificado por sábios (adoradores) na floresta. Tu. Indra (Wilson) (Sūkta V) Deus e Ṛṣi. em volume. cada um imediatamente tem fé no resplandecente Indra. Teus quadrigários são hábeis em dominar (teus corcéis). como poços3 (são cercados por aqueles que vêm em busca de água). ele é o encorajador daqueles que desejam cultuar (a ele). permite que as águas fluam.1 como o oceano (recebe os rios). que tua mente se incline a conceder nossos desejos. 3 ‘Como poços’ é todo o símile. por causa de suas façanhas. O sol e as constelações foram obscurecidos pela mesma nuvem que detinha as águas agregadas. Indra. Tu seguras. no estilo elíptico usual do texto: a amplificação é do comentário. (impetuoso. formidável e o mais poderoso. por agudeza. por sua vastidão. destruindo as residências bem construídas dos Asuras. que permanece no firmamento. como um touro (seus chifres). ele. Quando ele lança seu dardo fatal. Varga 19. para beber do suco Soma. (inimigos) astuciosos podem prevalecer sobre ti. 2 . a métrica. A amplitude de Indra era mais vasta que o (espaço do) céu. Índice ◄►Hino 56 (Wilson) ____________________ 1 Ele compreende. Indra. Jagatī. o guerreiro. com seus poderes de abrangência ou coleta. 4. em teus membros. Nós sabemos que esse deus supera todos os outros em força: o orgulhoso Indra tem primazia sobre todos os deuses. tu governas sobre aqueles que são possuidores de grande riqueza. tens força irresistível em teu corpo.

ele faz as luzes do céu brilharem seguras. 4. Terrível e muito poderoso. quando o sacrificador traz a vaca em segurança’.5 2. causando aflição aos homens. os velozes raios de sol. mas amável. I. e com força aumentada na terra. o poderoso Indra. Ó Indra. Assim como o oceano de água. um adorador. forte. até aquela montanha famosa. de fato. Aqueles teus quadrigários. 5 .148. Embora mesmo esse amplo espaço do céu e a terra tenham se espalhado. em teus membros muitos poderes residem. 7 Maghavan. que o teu coração se incline a doar. o forte Soma é delicioso. como poços cercados pelos sacerdotes ministradores. situado na vanguarda. o forte. Ele se porta como um touro para beber suco Soma. quando ele manifesta aos homens seu próprio poder auspicioso de Indra. demasiadamente sábio. o touro. ser elogiado por poder. nem o céu. Consequentemente o professor Max Müller traduz a passagem: ‘O forte Soma é agradável. desejoso de glória.188 Hino 55. ó tu que ouves louvor. O mais notável entre os deuses é ele por poder de herói. não te desviam do caminho. por assim dizer. de modo a curvar. traze teus Baios para cá. o Forte. e deseja. e os homens têm fé em Indra. o dardo da morte. o macho. os mais qualificados para puxarem a rédea. Porém vṛśā. maghávā também significa o rico instituidor de um sacrifício. nem a terra podem ser iguais a Indra em grandeza. pode também significar o forte Soma. 4 ele afia seu raio por agudeza. o Resplandecente. como Guerreiro desde os tempos antigos.8 6. como um touro. Índice ◄►Hino 56 (Griffith) ____________________ 4 Como o punidor dos maus. aquele Famoso em seu corpo detém poder invencível. e dhenā significa vaca assim como voz. p. Ainda que. Tu dominas.7 um Touro a ser desejado quando Maghavan emite sua voz auspiciosamente. 8. Indra. ele manda. todos os tipos de grande poder viril. Como um touro afia seus chifres. é aqui representado em sua disposição benevolente. Indra (Griffith) 1. Veja Vedic Hymns. Tu trazes em ambas as mãos tesouro que nunca se acaba. 7. ele destrua com grande poder as habitações feitas com habilidade. 6 Isso parece ser uma alusão à vida na floresta dos brâmanes. desse modo ele recebe os rios espalhados por todos os lados em sua ampla largura. 8 Nesse verso Indra é representado como um Deus terrível. Part. por cada ação árdua. mas geralmente abençoando os homens com luz e com chuva agradável. Contudo. e no verso seguinte como às vezes mandando aflição. 3. Ele é um Touro amigável. 5. Somente ele na floresta6 é louvado por adoradores. as correntes de água fluírem para seu adorador. para que o Soma possa ser misturado com l%ite. quando ele lança seu raio. o Guerreiro em sua força vigorosa incita com seu poder grandes batalhas para a humanidade. Bebedor de Soma. Indra.

– como mulheres sobem uma colina. 2 Āyasah. vestido em (armadura) de ferro. Ascendam rapidamente.189 Hino 56. . cujo corpo é defendido por uma armadura de ferro. fazendo-os gritar alto (de dor). O voraz (Indra) tem se levantado. poderoso Indra. então. mataste Vṛtra. Ṛṣi. 3 Samayā pāṣyā.1 3. sua bravura impecável e destrutiva brilha em (combate) varonil. estão se aglomerando em volta (dele). com uma pedra ou uma lança. como mulheres (sobem) uma montanha. a chuva que sustenta (o mundo). com vigor resoluto. e esmagaste Vṛtra por meio de uma rocha sólida. Ébrio (pelo suco Soma). através dos diferentes quadrantes do céu. quando estimulado (pelo suco Soma). de acordo com o comentador. consistindo em ferro. – como o pico de uma montanha (à distância). Quando tu. o protetor do sacrifício solene. esplêndida e de bons cavalos. parece requerer a primeira.2 ele. supre com dificuldade a insuficiência do texto. 1. tu expeliste as águas (das nuvens). animado (pelo suco Soma). 4. com um hino ao poderoso Indra. do céu.) em uma viagem. tu te envolveste em combate. – aquele Indra que é feito mais poderoso. para colher flores.3 Varga 21. e mandaste para baixo um oceano de águas. O último pode ser ou. 6. Índice ◄►Hino 57 (Wilson) ____________________ 1 O comentador aqui. como no anterior. e com (bravura) exultante. sobre os reinos da terra. Tu. 5. mas o adjetivo samā. (em navios. e sugerindo. distribuíste as águas imperecíveis e sustentadoras de vida. o supressor do maligno. Tendo parado sua carruagem dourada. também. nesse período. que. trazendo oblações. – para compartilhar das libações copiosas (contidas) nas conchas (sacrificais). – com a qual. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Deus. 2. lançou o astuto Śuṣṇa na prisão e em grilhões. e métrica. por ti (adorador dele) em busca de proteção. mandaste para baixo. como uma imagem. Força divina acompanha – como o sol a alvorada. isto é. como (mercadores) cobiçosos de ganho apinham o oceano. inteira. inteiriça. Seus adoradores. mostrando o uso de cotas de malha. e inflige castigo severo aos seus inimigos. (anteriormente) escondidas. ou ídolo. por teu poder. resiste à escuridão. e poderoso. – (tão ardentemente) quanto um cavalo (se aproxima de) uma égua. destrutivo Indra. também. Ele é rápido em ação. ele (capaz de atos heroicos) se ocupa com a bebida. uma representação da pessoa de Indra.

Para as libações plenas deste homem4 realizadas em conchas. o poder da assembleia santa. ferro ou outro metal.6 Até ele. 6.12 tu que és poderoso também nos lugares da Terra. 2. Ele para seu carro dourado. unido com Cavalos Baios. com alegria e triunfo. Tu seguraste com tua força o sustentador do céu. de lado a lado. ele5 se ergueu. 5 . não necessariamente o mar ou oceano. a região do ar firmemente. Eu acho a estrofe ininteligível. com o qual Indra mantém a ordem. Vitorioso. Indra (Griffith) 1. Para ele. Índice ◄►Hino 57 (Griffith) ____________________ 4 O instituidor do sacrifício. na guerra ganhadora de luz. irremovível. o Senhor do poder. 6 Samudrá. que com sua força inabalável mata a escuridão. ávido. veloz. com o qual o de ferro. como aqueles que buscam ganho vão em companhia para o mar. seu poder brilha em batalha varonil. 10 Por Soma. com velocidade. levanta a poeira no ar. as canções de louvor que seguem orientação fluem completas. e bebe do suco Soma. feita mais forte por ti10 por ajuda. que fortalece para grandes feitos. feito de āyas. como um cavalo para encontrar a égua. 11 Travada com os demônios do ar em busca da chuva e da luz que acompanha a dispersão das nuvens.7 como para uma colina. 7 Uma assembleia para culto dos deuses. 5. 9 O raio. então ele. Tu. qualquer grande reunião de águas. acorrentou firmemente o astuto Śuṣṇa em grilhões. tu mataste Vṛtra e trouxeste torrentes de chuva. em êxtase.190 Hino 56. Quando a Deusa Força.9 feroz mesmo contra os fortes. Quando tu. fixaste na estrutura do céu. 4. e a versão (baseada principalmente na de Grassmann) que eu ofereço é meramente uma substituta provisória.8 3. na alegria arrebatadora. satisfeito com o suco. Indra. 12 Talvez o raio. libertaste as águas. como brilha um pico de montanha. 8 Isto é. as canções de louvor amoroso. acompanha Indra como o Sol acompanha a Alvorada.11 Indra. com poder. não manchado com poeira. ascendem as amorosas. grandioso é ele. e quebraste inteiramente as barreiras de pedra de Vṛtra.

Indra. agora oferece a oblação. 5. e enviaste as águas que estavam confinadas nela. Indra (Wilson) (Sūkta VII) Deus. ele não parou. os mesmos . não dormia sobre a montanha. as oblações do sacrificador (fluíam). 6. 1. . Indra. isto é. Magnífica é tua destreza. pois o raio dourado fatal de Indra.1 3. estava concentrado na tua adoração. confiando (na tua benevolência). Muitíssimo louvado e o mais opulento Indra. De fato. cujo brilho característico. nesse rito. até que tivesse cumprido a sua função. para fluírem (à vontade). Realiza. ninguém além de ti recebe os nossos louvores. o opulento. Maghavan. Ṛṣi e métrica. nos aproximamos de ti. o que faz trovejar. 4.191 Hino 57. só tu possuis todo o poder. para manter a força (deles). como água (caindo) para um lugar profundo. quando o lançando (contra o inimigo). essa terra tem se inclinado por causa da tua energia. O vasto céu tem reconhecido o teu poder. Aceitante de louvor. nós somos aqueles que. Índice ◄►Hino 58 (Wilson) ____________________ 1 Ou contra o lado de Vṛtra. como (um quadrigário conduz) seus cavalos (em várias direções). o excelente. Nós somos teus. o muito poderoso e majestoso Indra. como a terra (aprecia) suas criaturas. os desejos desse teu adorador. (em busca de) alimento (sacrifical). Bela Uṣas. a nuvem ampla e pesada em fragmentos. para o formidável Indra digno de louvor. célebre. e por quem fartura amplamente difundida é descoberta (para seus adoradores). Eu ofereço louvor especial ao mais generoso. Fica satisfeito (com o nosso discurso). Tu. Varga 22. e que a tudo sustenta o tem impelido para cá e para lá. Todo o mundo. cuja impetuosidade irresistível é como (o avanço) das águas descendo um precipício. despedaçaste. com teu raio. 2.

de fato. como a Aurora brilhante. Índice ◄►Hino 58 (Griffith) ____________________ 2 Quando a nuvem carregada de relâmpagos está repousando sobre a montanha. todo o poder vitorioso. Cujo ser. Senhor sublime da riqueza sublime. – cuja generosidade que não pode ser detida. por renome. o mais generoso. – as libações do ofertante como correntes de água para o abismo. Tu. 4. Teus. foi criado.192 Hino 57. 5. Indra. nós somos teus. para adoração. 6. para se mover com velocidade. 3. Por ti3 o céu sublime mediu sua força: a ti e ao teu poder essa terra tem se curvado. te procurará. energia e luz de Indra. como cavalos baios. 3 O céu tem tomado o teu poder como um modelo para o próprio poder dele. o raio de Indra. agora tragam presentes com reverência nesse ritual. para dar-lhes força. o mais digno de louvor sublime. como a terra ama todas as suas criaturas. como as águas descendo uma ladeira. o desejo desse teu adorador. os homens rezam para Indra para que ele possa descarregar sua artilharia celestial e trazer a chuva. 2. Realiza. realmente poderoso e forte. destruidor feito de ouro. teu para sempre. ó Maghavan. Para ele. o terrível. ama esse nosso hino. mais ninguém a não ser tu recebe o nosso louvor. que tens o trovão como tua arma. Agora todo esse mundo. Amante de louvor. com teu raio partiste em pedaços essa ampla nuvem maciça. ó Indra. se espalhou amplamente para todos os que vivem. quando o bem-amado2 parece repousar sobre a colina. elogiado por muitos. tu tens. Grande é teu poder. eu trago o meu hino. Para ele. Tu enviaste para baixo as correntes de água obstruídas para que elas pudessem fluir. excelentemente rico! somos nós que confiando na tua ajuda nos aproximamos de ti. Indra (Griffith) 1. .

o teu caminho é enegrecido. ele fez o firmamento. Os Bhṛgus. honrado pelos Rudras e os Vasus. A chama do (elemento) que consome se espalha como um corcel (veloz). e rugindo ruidosamente. teu venerador do pecado. 3 Esse é um título muito singular de Agni. mas em escuridão. felicidade ininterrupta. 6. estacionários ou moventes. Sūkta I) O deus é Agni. Agni. no sacrifício. nessa ocasião. e é um sinônimo comum de Indra. embora. Filho do alimento. por serem nascidos como deuses. protege. como um touro entre as árvores da floresta. 7. enquanto ele flutua adiante. que sacrificas para o homem. Que Agni. Maghavan. Índice ◄►Hino 59 (Wilson) ____________________ 1 O firmamento existia. ele possa ser aplicado a ambos. que é o mais digno de culto em sacrifícios. venha (a nós) rapidamente de manhã. até o fogo. o convidado (bem vindo) em sacrifícios. e cultua (os deuses). avança triunfante (contra todas as coisas). e todos. torná-lo visível. com oblações. com oblações. e que deves ser estimado como um amigo afetuoso. com suas chamas e (intensidade) difusiva. surge rapidamente.3 para os ricos (ofertantes de oblações). e ruge como uma (nuvem) ribombante no alto do céu. que preside as oblações. sobe na madeira seca. Varga 24. e que é o doador de todas as riquezas. na floresta. sê um refúgio para aquele que te louva. Excitado pelo vento. e admirado como uma carruagem entre os homens. Agni de arma de chama e incitado pela brisa. como um tesouro precioso. Agni que brilhas variadamente. protege do pecado aquele que te louva. o Ṛṣi. filho de Gotama. que és o invocador (dos deuses). Agni (Wilson) (Anuvāka 11. dos últimos quatro. 9. Eu adoro. o invocador dos deuses. imperecível e ferozmente resplandecente Agni. Varga 23. atacando a umidade não exalada (das árvores) com toda a sua força. e é o distribuidor de riquezas. como um touro. em seu sentido correto de possuidor de riquezas. com guardas de ferro.1 2. como o invocador dos deuses. . de modo que pode ser dito que Agni o fez ou o criou. combinando seu alimento (com sua chama). Quando. Imperecível Agni. 8. têm medo dele. 4.193 Hino 58. identificado com a luz. Agni penetra facilmente. Nodhas. 1. imortal Agni. tu avanças rapidamente. 5. entre os homens. aquele Agni. 2 Divyāya janmane. entre a madeira. Agni. sê prosperidade. que é rico com atos justos. O gerado pela força. procedendo) por caminhos adequados. aceita as oblações que são oferecidas sucessivamente. e devorando-o rapidamente. O imortal e resplandecente Agni. Triṣṭubh. o portador de oblações. em um volume de fogo. a quem os sete sacerdotes invocadores convidam.2 cuidaram de ti. louvado por seus adoradores. Agni que brilhas favoravelmente. (Então. a métrica dos primeiros cinco versos é Jagatī. quando ele é o invocador dos deuses e o mensageiro (do adorador). 3. por causa de um nascimento divino. Filho da força. concede para teus adoradores. eu peço dele prosperidade.

Filho da Força. Filho da Força. Os Bhṛgus8 te estabeleceram entre a humanidade para os homens. coisas fixas e coisas moventes tremem diante dele enquanto ele passa velozmente. Protege o cantor do infortúnio. com um rugido poderoso. 6 Com manteiga clarificada. Concede. já que ele. Agni (Griffith) 1. mensageiro de todos os Vasus. o Arauto. Brilhante. o Arauto. Agni. 8. Preto é teu caminho. armado com suas línguas em lugar de foices. ó Agni.10 a quem os sacerdotes elegem no culto solene. Sê um refúgio. rapidamente. 10 As sete línguas parecem ser as chamas semelhantes a línguas que Agni usa para consumir as oblações. imortal. a ti. Incitado pelo vento ele se espalha através da madeira seca como ele quer. para aqueles que adoram. Nunca decaindo. para o cantor. quando ele é aspergido. acelerando como um carro em direção aos homens. sentado como Sumo Sacerdote. ele corre através da madeira. ele se espalha avidamente através da madeira seca. como um Amigo auspicioso para o Povo Celestial. apanhando seu alimento apropriado. o Sacrificador mais hábil de sete línguas. enriquecido com a oração. com força brilhante rugindo para o ar eterno. Suas costas. 7 A descrição de Agni nesse verso e no seguinte se aplica. Que ele. Agni. Esse ato é atribuído a Indra em 1.11 Índice ◄►Hino 59 (Griffith) ____________________ 4 Vivasvān é o céu da manhã e a personificação do sacrificador dos Deuses.194 Hino 58. com fortalezas de ferro protege do perigo o homem que te louva. Senhor das riquezas. tu rico em amigos. como um arauto e convidado digno de escolha.4 Nos caminhos mais excelentes ele mediu o ar. um abrigo. Colocado alto no lugar acima de todos aqueles Vasus. eu sirvo com alimento saboroso. 11 O hino termina com o refrão que conclui também os hinos 1. imutável. fácil de invocar. um refúgio sem uma falha hoje para nós. o Deus sem demora dá bênçãos desejáveis. Agni. Senhor Generoso. não ao fogo sacrifical.5 ele com oblação chama para o serviço dos deuses. Nunca se torna fraco o Imortal. 4. mas ao fogo que desobstrui a selva conforme os novos colonizadores avançam para dentro do território. conduzido pelo vento. teus adoradores. 6. 5 . triunfante como um touro entre o rebanho de vacas.6 brilham como um cavalo: ele rugiu e gritou alto como as alturas do céu? 3. 9 Porque leva para os Deuses as oblações dos adoradores deles. venha logo e cedo. Ó Agni.56. como um tesouro. com ondas brilhantes! quando como um touro tu avanças ansioso para as árvores. Com dentes de chama. Filho da Força. 60 e 61.9 7. àqueles que vivem.5. 2. eu peço riquezas.7 5. os Rudras fazem. tornou-se mensageiro de Vivasvān. 9. 8 Uma das famílias sacerdotais mais eminentes dos tempos mais antigos. belo.

resplandece na floresta14 como um touro forte (avança) no rebanho. No mundo divino ele convida (os deuses) com o alimento sacrifical. Pegando seu próprio alimento o sempiterno. com ondas ígneas. 5864. para o generoso.12 Trovejante ele rugiu como o topo do céu. Ele que tem mandíbulas de fogo. ó filho do vigor! 9. voraz (Agni) permanece nos gravetos querendo beber. Logo que os Rudras. teu percurso. os adoradores escolhem como Hotṛ. Eu adoro com bom ânimo Agni. O significado é: com suas chamas que são afiadas como uma foice. 4. Ele passa pelo ar nos melhores caminhos. ele brilha como um corredor com suas costas. o deus no devido tempo revela bênçãos desejáveis. ó deus que nunca envelhece.195 Hino 58. VARGA 23–24. suas costas brilham como um cavalo de corrida. quando ele. que é considerado como o Ṛṣi de toda a coleção. ó resplandecente. doador generoso. 6. Agitado pelo vento ele se espalha entre os galhos levemente. sê proteção. que dá riqueza pela nossa prece. ADHYĀYA 4. venha rapidamente de manhã. e eu rogo por riqueza. Agni! protege do perigo com fortalezas de ferro aquele que te louva.13 rugindo ruidosamente. Quando ele procede com seu jorro de luz para a atmosfera imperecível. agitado pelo vento. avanças de modo sedento sobre as varas de madeira. 3. como um touro. concede hoje proteção perfeita para nós que te magnificamos. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. (impulsionado) pelas conchas sacrificais. o melhor sacrificador nos ritos. então o que é móvel e imóvel (e) os (pássaros) alados temem. o convidado excelente. que és belo como um tesouro. HINO 58. 14 Isto é. a quem as sete conchas (dos sacerdotes). se torna preto. 1. ó Agni. Filho da força. entre o combustível. Os Bhṛgus te colocaram entre os homens. ó Agni. entre os Āyus. o imortal sentado como Hotṛ. o administrador de todos os tesouros.15 Índice ◄►Hino 59 (Oldenberg) ____________________ 12 Literalmente. Sê um abrigo para aquele que te glorifica. 13 . 15 O último Pāda é a conclusão permanente dos hinos de Nodhas. um amigo encantador como Mitra para o povo divino! 7. Que ele. grande como Mitra. Quando tu. o conquistador de riquezas. os Vasus fizeram dele seu Purohita. AṢṬAKA I. tornou-se o mensageiro de Vivasvat. Agni! protege do infortúnio aquele que te louva. avançando como um carro entre os clãs. com sua foice. O imortal nascido da força nunca se cansa. 1. 5. 8. o Hotṛ. que és fácil de invocar para as pessoas. Quando ele foi borrifado (com ghee). a ti o Hotṛ. 2.

o filho de Śatavani. sendo imortais. nas águas. na forma de luz. 1 a métrica é Triṣṭubh. Ar. ou. 4). Agni. Vaiśvānara. – Fogo. 2 Isto é. é todos os homens. e deve ser adorado.6 7. todos. como o difusor de luz múltipla. 1. a cabeça do céu. Śatavani é assim chamado. Purūṇītha. o falador da verdade. um homem. Agni. o vaidyuta. como o elemento principal. Todos os deuses te produziram. uma identificação não inconsistente com a teogonia vêdica. em oferendas de iguarias nutritivas. um bandī. 3 Esse é o primeiro verso de um Tṛca. Tu és o soberano de todos os tesouros que existem nas montanhas. que recita os louvores de um príncipe ou grande homem. na forma de Vaiśvānara. 4 O texto tem só manuṣya. ou entre os homens. a riqueza (levada pelos Asuras). realmente vigoroso. por sua magnitude. para os deuses. e o Sol. o umbigo da terra. eles são apenas ramificações. o instituidor do rito presente. Agni. ou o Sol (Nirukta. como o Agni do firmamento. em um. de ti: mas todos eles se regozijam. numerosos. como o oferecedor de cem. Agni.3 3. ou ao yajamāna.7 Índice ◄►Hino 60 (Wilson) ____________________ 1 Vaiśvānara. Varga 25. Céu e terra se expandiram.2 2. como uma coluna bem cravada. É dito que Agni é a cabeça do céu. suporta a viga principal ou telhado de uma casa. para o sábio venerável. tornou-se o soberano da terra e do céu. tu és o monarca dos homens descendentes de Manu. Agni (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Nodhas. Vaiśvānara. e perfurou a nuvem (obstrutora). Quaisquer outros fogos que possa haver. louva. o deus. para ser recitado na cerimônia a ser observada no dia do equinócio. Vaiśvānara. como o instituidor do primeiro sacrifício. O Agni Vaiśvānara matou o ladrão (das águas). e que guia a todos. VII. a qual separa todas as divindades em três. O sacrificador experiente recita. ‘como um homem’. nas ervas. um fogo comum a toda a humanidade. 4. e os sustenta. 7 Esses são nomes vêdicos. em ti. e mandou chuva (sobre a terra). 5. nesse verso. como sua principal fonte de sustento. novamente. por donativo. 5 Essa parte da frase é do comentador. como os raios (de luz) permanentes no sol. O termo āryāya pode se aplicar a Manu. como um pilar ou poste. por assim dizer. Mas o comentador diz que nós devemos compreender Vaiśvānara. sacrifícios: seu filho tem o patronímico Śātavaneya. e nara. o relâmpago ou fogo elétrico. o qual é um elemento principal na digestão. de acordo com o comentador. de viśva.4 muitas preces antigas e prolixas endereçadas a Vaiśvānara de movimento gracioso. e aqueles três. és o umbigo dos homens. em batalha. 6 Nós temos Vaiśvānara aqui evidentemente identificado com Indra. que conhece todos os que nascem. como aqui indicado. um panegirista. Eu exalto a grandeza daquele derramador de chuva a quem os homens celebram como o matador de Vṛtra. o fogo ou calor natural do estômago. firmemente fixado no solo.196 Hino 59. Vaiśvānara. para o filho deles. com muitos elogios.5 6. tu recuperaste. como um bardo. tua magnitude superou aquela do vasto céu. Tesouros foram depositados em Agni Vaiśvānara. e o umbigo da terra. isto é. isto é. Tu. . ou bardo.

13 partiu Śambara de lado a lado e despedaçou suas barreiras. tu trouxeste conforto para os Deuses em batalha. Agni (Griffith) 1. o mais viril. Como no sol raios firmes estão fixados para sempre. 13 O demônio que parava a chuva. diz Sāyaṇa. sustentando os homens como um pilar fundado profundamente. Mesmo o céu grandioso. Pūru sendo considerado como o progenitor deles. Agni é identificado com Indra. 6. 2. para ser uma luz para o Ārya. o centro da terra. assim são os louvores do Filho delas. 4. habitando por seu poder com todos os homens. os quais constituem o mundo. para agir. isto é. entre a humanidade. excelente. em Agni. Agni tornou-se o mensageiro da terra e do céu.9 hábil. A fronte do céu. nas águas. de fato. Vaiśvānara. sacerdote invocador. nas ervas. ó Jātavedas Vaiśvānara. 12 Os homens em geral.10 ele é o Arauto. 10 Os deveres do Hotar celestial. As façanhas geralmente atribuídas a Indra são aqui atribuídas a Agni. 14 Os descendentes do Ṛṣi Bharadvāja. não alcançou a tua grandeza. Como as grandes metades do Mundo. 3. e nada é sabido a respeito dele. tem muitos consortes jovens. os Imortais todos se regozijam em ti. um Deus. são os louvores oferecidos ao filho deles Agni. os Deuses produziram a ti. 7.15 filho de Śatavani. Vaiśvānara. De todas as riquezas nas colinas.11 5. comum a. muito brilhante. provavelmente o instituidor do sacrifício. Vastos como o céu e a terra. teus ramos. Agora eu contarei a grandeza do herói a quem os filhos de Pūru12 seguem como o matador de Vṛtra: Agni Vaiśvānara derrubou o Dasyu. Vaiśvānara. com centenas de louvores por Purūṇītha. sendo considerados como similares àqueles do funcionário terreno. Índice ◄►Hino 60 (Griffith) ____________________ 8 Um nome de Agni. os tesouros estão em Vaiśvānara.14 é celebrado. Os outros fogos são. celestial. Vaiśvānara. santo entre os Bharadvājas. 9 .8 das pessoas. como um homem.197 Hino 59. residente com. Tu és o Rei das terras onde os homens estão estabelecidos. O nome não ocorre novamente. e beneficiando todos os homens ários [ou arianos]. verdadeiramente poderoso. ou arauto. Tu és o centro. ó Agni. 15 Um rei desse nome. 11 As chamas. tu és o Soberano.

Como no sol os raios estão fixos firmemente. Deixe-me agora proclamar a grandeza do touro a quem os Pūrus adoram como o destruidor de inimigos. o brilhante. 17 . um deus. é o filho dos dois mundos. HINO 59. o umbigo da terra é Agni. 4. A tua grandeza. ‘o umbigo’. que deve ser adorado. a sustenta”]. A cabeça do céu. Índice ◄►Hino 60 (Oldenberg) ____________________ 16 Compare com 7. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. tu por meio de luta ganhaste amplo espaço para os deuses. Em ti todos os imortais se deleitam. AṢṬAKA I.198 Hino 59. 19 A incompletude da construção e da métrica mostra que o texto do primeiro Pāda está corrompido. como um homem hábil. Tu és o rei das tribos humanas. ó Agni. no domicílio de Purūṇītha Śātavaneya. como um pilar suporta o telhado. ultrapassou até o grande céu.19 como um Hotṛ. derrubou a arena (aérea) e cortou Śambara. (nós trazemos) louvores – múltiplos (louvores) para ele que está unido com o sol. Literalmente. 18 Compare com 4. para o verdadeiramente forte. Os outros Agnis (os outros fogos) são na verdade os teus ramos. nas águas. VARGA 25. e entre os homens.20 Agni Vaiśvānara.5. ó Jātavedas. nas ervas. 7. ADHYĀYA 4. estendendo-se por sua grandeza sobre todos os domínios. os deuses engendraram.16 Vaiśvānara! Tu és o centro17 dos estabelecimentos humanos.18 2. 5.1: ‘os imortais não se divertem sem ti’. Vaisvânara. A ti. com pleno crescimento excelente ele ergueu e. o sūnuḥ rodasyoḥ. (Os tesouros) que residem nas montanhas. ele tornou-se o administrador dos dois mundos. como é conhecido. com suas bênçãos centuplicadas. 20 Ou. Agni. 1. é louvado) entre os Bharadvājas. tendo matado o Dasyu. assim. Agni Vaiśvānara. em Agni Vaiśvānara todos os tesouros foram estabelecidos.1: [“Grande luz. 6. ó Vaiśvānara. para ser uma luz para o Ārya. novos (louvores) para Vaiśvānara. rico em encanto. como uma coluna de apoio tu manténs os homens. 3. está desperto (ou.11. o deus mais vigoroso. Como os dois grandes mundos para seu filho. – de todos esses tu és o rei. como o matador de Vṛtra.

escovando o lugar do fogo para a oferenda queimada.11 o bom Protetor. com (hinos) aceitáveis. – o filho dos Bhṛgus. Como se fosse um grande tesouro Mātariśvan8 trouxe. o Yajamāna. o iluminador de sacrifícios. de acordo com o comentador. V. e o guardião dos tesouros (nessa) mansão. 5. com suas mãos. Nós. a ti. 204.7 Que ele que adquiriu riqueza por ritos sagrados venha para cá. ou respiração. pois esse invocador venerável (dos deuses). o concessor de residências. a parte onde elas vão sentar. porque. e aqueles que são mortais. como um cavalo. é dito ser produzido no coração. e é para ser gerado no coração. Índice ◄►Hino 61 (Wilson) ____________________ Hino 60.1 o célebre Vahni. ou os sacerdotes ministrantes e seu empregador.6 4. como (um cavaleiro esfrega) um cavalo.31. como um presente. – de modo semelhante como as pessoas prestes a montar em um cavalo esfregam.5 a quem os homens. o mensageiro (dos deuses) de movimento rápido. que como o mensageiro de Vivasvān traz do céu Agni que tinha estado escondido até agora. Agni. e distribuidor (de benefícios desejados). varrendo. ‘ambos’. alguém não (a) amigo (rāti). não parece ser justificada por textos do Ṛgveda.199 Hino 60. Veja Muir. o desejável. 1. nascidos da linhagem de Gotama. 2. pelos sacerdotes oficiantes. que é de língua doce. os descendentes de Manus. o portador de oblações. um tesouro precioso. pelo Adhvaryu. talvez. Original Sanskrit texts. Ambos (deuses e homens) 3 são os adoradores de seu soberano. para Bhṛgu. o purificador. o Sacerdote glorioso9 para Bhṛgu. friccionando a ti. é dito. Triṣṭubh. Mātariśvan trouxe. o invocador (dos deuses). como um amigo (rāti): alguns traduzem como ‘um filho’. isto é. ou dos dois pedaços de madeira. entre os homens.2 (para ser para ele) por assim dizer. sacrificando e oferecendo oblações a ele. (sobre o altar). ou antes. Que a nossa mais nova celebração chegue diante daquele Agni. ou deuses e homens. trazendo oblações. O sânscrito mais moderno confirma o primeiro sentido. o protetor cuidadoso (de seus devotos). para assegurar sucesso. rapidamente.12 o enviado que se move rapidamente. Que ele seja hostil (para os nossos inimigos). o Deus do Vento. de manhã. é gerado do ar: mas esse ar é o ar vital. embora ele tenha perdido o termo original básico. 6 Para fazer oferendas queimadas. 1 . o filho de dois pais.4 3. Agni (Griffith) 1. 5 Agni. foi colocado. o deus é Agni. A explicação de Mātariśvan como Vāyu. ele o preserva no composto arāti. te louvamos. Varga 26. na hora da batalha. o protetor das (nossas) residências. Agni. foi colocado (sobre o altar). 3 O texto tem somente ubhayāsaḥ. ou no interior do corpo humano. e Agni. ou do céu e da terra.10 Bandeira do sacrifício. o excelente. 7 O texto tem somente esfregando. – aqueles que devem ser desejados (os deuses). produzem. antes do romper do dia. que o comentador explica como. 2 Como antes [em 1. o senhor dos homens. a métrica. O vento trouxe Agni para o sábio Bhṛgu. como no texto rātim Bhṛigūṇām. 8 Um ser divino ou semidivino. portanto. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é o mesmo. filho de dois nascimentos.2]. como o senhor das riquezas. antes que o sol estivesse no céu. como um amigo. um inimigo. 4 Os sacerdotes conduzem o Yajamāna para o local onde o fogo foi preparado. – o altar.

a quem os sacerdotes humanos em nosso estabelecimento. o melhor Hotṛ entre os clãs. 17 O nascimento celestial e o terrestre de Agni. Ordenador. O Hotṛ (Agni) sentou-se antes do amanhecer entre os clãs. O chefe da antiga família sacerdotal que tem esse nome. Que aquele que dá riqueza pela nossa prece venha rapidamente de manhã. 3. enriquecido com a oração. 14 Pela agitação rápida do bastão de fogo. te louvamos. mesmo em seu nascimento. chegue a ele o de língua de mel (Agni). como o Senhor guardião das riquezas. o senhor dos clãs. homens. nós Gotamas15 te exaltamos com hinos. 18 Sobre usīj (‘o disposto’). nascido do nosso coração. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 2. alcance a ele cuja língua. 5. quando ele é consagrado. adorável com os homens. Que Agni seja nosso amigo. mais recente. como denotando os sacerdotes míticos que estabeleceram primeiro Agni e sacrificaram como os primeiros. Que ele. ele toma o seu lugar antes do romper manhã. Assim nós. o mestre familiar da casa na casa: Agni tornou-se o senhor do tesouro dos tesouros. 3. 4. I. o ansioso Purificador foi colocado entre os homens como Sacerdote digno de escolha.17 o transportador. o famoso. de nascimento duplo.200 2. Que o nosso louvor auspicioso. 57 e seguintes. os Gotamas. 11 Anunciador do sacrifício por meio de suas chamas crepitantes. venha logo e cedo. o realizador de culto. o mensageiro pronto e imediatamente bem sucedido. 16 Atiçando-te. enfeitando-te16 como um cavalo. o purificador. é doce como mel. o farol do sacrifício. nascido do coração. HINO 60. os deuses que são adorados. AṢṬAKA I. Senhor da Casa. 15 Os descendentes de Gotama. Índice ◄►Hino 65 (Oldenberg) ____________________ 9 Agni. o veloz premiado. 1. o Vasu foi estabelecido entre os homens. Como sacerdote. O Uśij. Senhor da Casa. 13 A quem sacerdotes mortais. com os nossos pensamentos (piedosos). 12 Nascido do céu e da terra e novamente dos dois bastões de fogo. Que o nosso louvor novo e belo. Ambos seguem seu comando. veja Bergaigne. ó Agni. Índice ◄►Hino 61 (Griffith) ____________________ Hino 60. para fazer-te brilhar como homens tratam de um cavalo de corrida de manhã. criaram. Bom para a humanidade. Deuses e homens obedecem à ordem desse Soberano. os homens que anseiam e adoram. 13 Por provar as libações doces. o senhor dos tesouros. e os mortais. VARGA 26. Como tal. cuja permissão deve ser pedida. ADHYĀYA 4. Mātariśvan trouxe (Agni) para Bhṛgu como um presente precioso como riqueza. 10 . com seu forte empenho. protetor das riquezas da residência. os Āyus. homens da família à qual o Ṛṣi do hino pertence. geraram oferecendo satisfação. esfregando-te como (eles esfregam) um cavalo de corrida veloz que ganha o prêmio. os Uśijs18 oferecendo alimento sacrifical.14 abastecido com iguarias saborosas. 4. 5. ó Agni.

1 como (um homem atrela) um cavalo (a um carro). o primeiro significa. e. hino. ou passado pelos sete dias de iniciação. Ele abarca os extensos céu e terra. 5 As esposas dos deuses são a Gāyatrī e outras métricas dos Vedas personificadas. Indra. ou os dias de preparação iniciatória para o rito. 7. e aha. Tvaṣṭṛ afiou o raio de ação boa. de vara. tendo pegado os tufos da grama sagrada. com qual (arma) fatal o soberano poderoso e subjugador de inimigos cortou os membros de Vṛtra. rápido. com minha boca. 2 ele. o concessor (de coisas boas). 1. e oblações excelentes para o sábio Indra. como aquele que permeia o mundo inteiro. enfrentando. perfurou a nuvem. para celebrar o heroico. Outros (também) adoram Indra. um dia. à altura de toda façanha. 2 Ele pode ser chamado dessa maneira porque tudo no mundo procede da chuva. e desimpedido Indra. uma exclamação alta. e perfurado as sete colinas. obter alimento. o lançador do raio. o sacrifício. na mente. o senhor antigo. Ou ele pode significar sacrifício. 4 Varāha. por causa de alimento. como um carpinteiro constrói um carro. ele (Indra). de fato. para a batalha. perfurou. Eles dois não superam a tua vastidão. a riqueza dos Asuras. no Nighaṇṭu. 6. tendo atravessado os sete desfiladeiros difíceis. um dos sinônimos de megha. uma bênção. 9. e oblações que são agradáveis.) para aquele Indra. é dada uma explicação diferente do texto.201 Hino 61. ou realizou. ultrapassa aquela do céu. (?) aprecia. não se empenhou em combate com nenhum inimigo indigno. ele chama as nuvens para a batalha. munificente. e devorando as iguarias agradáveis (oferecidas) nos três sacrifícios (diários) os quais são dedicados ao criador (do mundo). no coração. 3 O termo do texto é Viṣṇu. 6 Ārkaṃ juhvā. Para aquele Indra. Com referência a esse significado. 3. O último é definido como o instrumento de invocação. para ele que tem direito a elogio. significa o sacrifício (yajña) personificado. aceitáveis como) alimento (para o faminto. (de modo que o condutor) pode. Eu preparo louvores para ele. Eu ofereço. Indra. pois pela colisão mútua das nuvens a chuva é gerada. e na compreensão. ou atraiu. aplicado a Indra. – louvores bem merecidos. e do firmamento. que é ainda mais obscura: “Esse Varāha. 2. Eu ofereço adoração àquele poderoso. de alvo certo. a riqueza acumulada dos Asuras. o sábio. aquele que permeia o universo. para exaltar a ele que é o exemplo (de todos). como sempre. 4. vigoroso. Eu ofereço (oblações. Viṣṇu. Essa explicação é apoiada por uma citação do Taittirīya. de fato. digno de louvor. o autoirradiante em sua residência. 1 . além das sete colinas. o matou”. 4 8. por isso. hábil em conflito. o órgão da fala. é dito. – adoração que é aceitável.3 roubou os maduros (tesouros dos Asuras). Bebendo rapidamente as libações. eu combino louvor com elocução. o destruidor das cidades (dos Asuras). ou louvor em métrica. Varga 28. Àquele Indra as mulheres. chama para a batalha.5 dirigiram seus hinos. ou penetrou em. Para propiciar aquele Indra. com palavras de louvor puras e poderosas. 6 O comentador diz. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. a qual é um pouco obscura. Varga 27. depois do que ele permaneceu escondido atrás de sete passagens difíceis. como alimento (para um homem faminto). o derrotador (de seus inimigos). na destruição de Ahi. 5. e concessor de alimento Indra. o grandioso. eu entoo (para ele) exclamações que podem ser eficazes para derrotar (meus inimigos). em qual condição ele roubou. as esposas dos deuses. o ladrão do que é belo. o Ṛṣi e a métrica são os mesmos como no precedente. e da terra. A magnitude dele. nuvem.

seja rapidamente (abençoado). como o artífice molda um carro para o homem que precisa dele. 4. preces oferecidas muito especialmente para Indra. por medo do aparecimento dele. rápido. cortou em pedaços. eu ofereço. Talvez a palavra seja vikretārah. e.9 16. ou o senhor de bons (su) cavalos (aśva). estando desejoso de um filho. todo comovente. Indra. com meus lábios a minha adoração. rapidamente. Para Indra. Em um período subsequente. muitíssimo excelente. para assegurar a tua presença. – como homens mundanos. nasceu como o filho do rei. o filho de Svaśva. Vṛtra. (gor na): o comentador fornece o resto. para o sábio Indra. o poder preservador daquele amado Indra. embora possa não ser muito claro o que significa o termo usado por Sāyaṇa. com seu raio. ele enfrenta e destrói seus inimigos. o comentador acrescenta. por seu vigor. Índice ◄►Hino 62 (Wilson) ____________________ Hino 61. com novos hinos. as montanhas estáveis (estão imóveis). ‘corta em pedaços os membros de Vṛtra. de movimento ligeiro e dotado de força. meu pensamento para o irresistível. e profiro em voz alta a minha canção. Indra (Griffith) 1. dividem. quando. vikartārah. Por medo dele. açougueiros. Concede a eles todo tipo de afluência. ganhando luz do céu. aqui e ali. ele mesmo. Indra. e. digno de louvor. os cantores têm enfeitado seus louvores com coração e mente e espírito. isso prova que nenhum horror era ligado à noção de um pedaço de carne. eu trago a minha canção de louvor como iguarias saborosas. Indra tomou o partido do último. como oblação. então. A expressão é notável. nos tempos antigos. entre os hindus. que é o Senhor de antigamente. prefere (receber) daqueles (que o louvam). Que Nodhas. manejando suas armas em batalha. Pelo poder dele. lança teu raio contra esse Vṛtra. as antigas façanhas daquele Indra de movimento rápido. e as águas fluam (sobre a terra). cortadores. De qualquer maneira. o absorvedor (de umidade). que. 7 8 . forte e altamente exaltado. que és o senhor (de todos). em alguma disputa entre ele e o Ṛṣi Etaśa. com vigor. Varga 29.7 12. e libertou as águas que preservam. que atrelas corcéis. de manhã. os rios se divertem. preces de eficácia. ele. Estabelecendo sua supremacia. visto que ele abriu (um caminho para eles. e concedendo uma (recompensa) para o dador (da oblação). (concede a ele) alimento. ou trinchadores. Indra defendeu o sacrificador virtuoso Etaśa. O nome de um Ṛṣi que. O texto tem. tinha sido imerso em água: Indra o levou para a terra seca. a ti. 9 A lenta relata que um rei chamado Svaśva. 13. para exaltar com cânticos de invocação e com hinos belos o Senhor. Louvor. meu hino auspicioso para o Vitorioso. como de uma vaca’. Para ele. e senhor de riqueza múltipla. o de movimento rápido. e separa as juntas dele. forneceu um lugar de descanso para Turvīti. 10 E ordena que ele seja feito. o céu e a terra tremem. louvando. um hino bem formado.10 – louvores para ele que ouve alegremente os nossos louvores. adorou Sūrya. – (como açougueiros retalham) uma vaca.8 de modo que as chuvas possam brotar dele. único (vitorioso sobre seus inimigos). os trinchadores de carne.202 10. repetidamente. Que ele que tem adquirido riqueza por meio de atos pios venha para cá. o qual ele. eu ofereço. 3. o Doador mais generoso. 15. Indra. os membros de animais. como vacas (recuperadas de ladrões). 14. os descendentes de Gotama têm oferecido. consenciente (com os desejos) do dador da oblação. vendedores de carne.) com seu raio. 2. Para ele eu formo um louvor. A ele esse louvor é oferecido. 11. Proclamem. quando lutando com Sūrya. Para ele mesmo.

Macdonell sobre os Estudos Mitológicos do Ṛgveda.98.18 teceram elogios. vitorioso. com o qual ele atingiu as partes vitais de Vṛtra.12 7.10.14 as iguarias cozidas. Desse modo. ele. o meu hino. 13 A mãe de Indra. A. Sim. 15 Indra o mais poderoso. auto-resplandecente. aprovado por todos os homens. os feitos dele. com movimento impulsivo. Aditi. 3. enriquecido com a prece. 1895. Rompe as juntas dele. de modo que as torrentes de chuva possam seguir. Veja 8. famoso em toda parte. Através da sua própria força Indra com raio de trovão cortou em pedaços Vṛtra. Cantem com novos louvores suas façanhas feitas outrora.3. lançando suas armas em batalha. Para ele mesmo Tvaṣṭar forjou o raio. 13 o grande Viṣṇu tinha bebido a libação. 15. 13. surge. que lhe deu Soma para beber assim que ele nasceu.2-3. espremedor de Soma. Indra. com minha língua eu enfeito. 19 O Ṛṣi ou vidente do hino. para agradar aquele Indra. tremem por pavor. Janeiro. com raio oblíquo. de fato. Ele deixou as torrentes seguirem livres. seu adorador. nas libações de sua mãe. Que ele. o mais habilmente forjado. através do esplendor impetuoso dele. 11.20 16. Agora para ele dessas coisas tem sido dado o que ele. Assim.5. 14 O estoque de chuva do demônio. ele com ira impetuosa abate os inimigos. na disputa dele com Sūrya e seus cavalos. destruidor dos castelos. não superam. com coração inclinado à generosidade. Doador generoso. Os rios procederam. Logo que.66. celestial. as Damas. juntos. Índice ◄►Hino 62 (Griffith) ____________________ 11 As fortalezas dos demônios atmosféricos da seca. Veja 3.11 6. dele que se move rapidamente. no Journal of the Royal Asiatic Society.32.48. ele fez um vau. firmes. a magnitude dele supera a magnitude da terra.9-10.16 atirando através da montanha. Vasto. 20 Louvores e sacrifício têm sido oferecidos a Indra.19. para reverenciar o herói.19 sempre elogiando a proteção desse Amigo querido. como vacas aprisionadas. 16 O feroz demônio Vṛtra. O que atinge: o raio ou relâmpago. e todo o céu e a terra.203 5. ele saqueou. golpeando – o vasto. ar e céu. Que Nodhas. que governa sozinho sobre muitos. ganhe rapidamente força heroica. como de um boi. A minha versão corrigida dessa estrofe eu devo ao artigo do Prof. também. e 7. sim. Para ele. contra esse Vṛtra lança teu raio de trovão. O poderoso céu e a terra ele envolveu: a tua grandeza o céu e a terra. Usando seu poder e favorecendo aquele que venerava. dividido em partes. quando. Indra ajudou Etaśa. A. para ti. Consortes dos deuses. Concede atenção a elas. Os acepipes saborosos. Tais louvores e sacrifício levaram Indra a ajudar Etaśa. mas Um mais forte15 trespassou o javali selvagem. os Gotamas trouxeram suas orações para agradar-te. 12. lutando na competição de cavalos com Sūrya. Ele mesmo possui tudo mais.17 8. para a batalha. de voz alta e forte para a batalha. por amor de glória. visto que com seu raio ele os cercou por todos os lados. quando ele matou o dragão. escolhe. Indra. como se fosse um cavalo. sim. venha logo e cedo. as montanhas fixas. com teu amplo poder. 14. 10. 17 A nuvem pesada na qual Vṛtra estava envolvido. que junges Cavalos Baios. por glória. os castelos da nuvem que aprisiona a chuva. para Turvīti. 12 . 18 Provavelmente isso significa as Águas Celestiais. Quando ele. 9. adornadas com toda beleza. Veja 2. o secador das águas. para Indra. desenvolveu-se em sua casa. o poderoso com o que atinge.

e que requere a inserção de susādhya. espalhados sobre a superfície da terra. Vamos repetir uma prece para o célebre líder de todos. aparentemente. e reconhecendo as pegadas. O gracioso Indra nutriu o céu e a terra. o protetor ou mestre (pati) dos grandes (bṛhatām). todos os quais estavam apavorados pela voz ou trovão de Indra. o que Indra prometeu. com os Aṅgirasas. 1 . Varga 1. recuperaram o gado (roubado). 3 Bṛhaspati é aqui usado como um sinônimo de Indra. tu tens dissipado a escuridão com a alvorada e com os raios do sol. Destruidor de inimigos. uma nuvem. que deves ser satisfeito com um hino laudatório e de boa pronúncia pelos sete sacerdotes. por louvores. além de eles serem o Ganges e outros. e o deus.’ melhor do que ‘por nove’. ele diz. tu apavoraste. tu tens endireitado as elevações da terra. – aquele que não é alcançável por esforço. Continuação do Anuvāka 11. como no último. louvado pelos Aṅgirasas. mas a interpretação de Yāska da palavra navagvā é duvidosa. que são geralmente consideradas partes do Sāma Veda. de acordo com uma interpretação. adorando-o. para trazê-lo para a cerimônia.5 5. ela concordou em fazer isso somente sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. nesse lugar. 2 Quando Indra desejou que a cadela Saramā partisse em busca do gado roubado. Ou as três palavras podem ser consideradas como substantivos. 19) para a confirmação disso. uma montanha. com o gado. mas elas são ainda menos satisfatórias. que não pode ser alcançado por meio de violência. Ele pode ser derivado de yāsa. fácil de ser alcançado. esforço. Nós meditamos. por tua voz. Ele. 3. sejam empenhados por nove meses. suas façanhas são as mais gloriosas. – aqueles que conduzem sacrifícios por nove meses. Indra (Wilson) (Quinto Adhyāya. Indra. tal como os Rathantaras. são de duas classes. sacerdotes. e vala. que deve ser venerado. desejosos de proteção (segura). um cântico próprio para ser cantado em voz alta. Saramā assegurou alimento para seus filhotes. a métrica. proclamaram sua alegria em alta voz. 5 Ādriṃ .2 Então Bṛhaspati3 matou o devorador. por seus adoradores. ao vasto e mais poderoso Indra. 2.phaligam . através dele. (com preces) de eficácia. e outras preces. ou faz os grãos crescerem por meio da sua chuva.valaṃ. com o que se segue. Quando a busca foi iniciada por Indra e os Aṅgirasas. a veneração mais sincera. partiu em duas as eternas e unidas (esferas do céu e da terra). O último é explicado aqui como nuvem. Ofereçam. e os deuses. e similares. em um discurso aceitável para aquele Indra poderoso e digno de louvor. 6. os Aṅgirasas. 7 O termo ayāsya confundiu o comentador. – os deuses. 4 e. significa cantar ou entoar os Ṛcas. pois navagati pode significar ‘aquele cujo curso ou condição é novo. É dito que os sete sacerdotes são Medhātithi e outros Ṛṣis da família de Aṅgiras. para não ser conquistado em batalha: por isso Rosen o traduziu como invictus. e aqueles que os conduzem por dez. 7. na medida em que ele tem reabastecido os quatro rios6 de água doce. 4. Os feitos daquele airoso Indra são muito admiráveis. ou influenciado. como Aṅgiras. adri significando.1 pois. Isso é contrastado. aquilo que produz fruto. A expressão é āṅghūṣyaṃ . aquilo que é para ser dividido pelo raio. 4 Sāyaṇa identifica os sacerdotes (vipras).204 Hino 62. 6 Nenhuma especificação desses quatro é dada. phaliga. tu tens fortalecido as fundações da região etérea. que. Triṣṭubh. um Sāma adequado para ser recitado alto. como sempre. Mas o comentador compreende que Sāma. 1. e resgatou as vacas. Sūkta V) O Ṛṣi é Nodhas.Sāma. isto é. a nuvem frutificante divisível.7 mas (é facilmente propiciado por) aqueles que o louvam com hinos sagrados. ou por dez. como o sol no augusto e muitíssimo excelente firmamento. um Asura. e o segundo. os nossos antepassados. Ele cita o Nirukta (XI. Varga 2. Outras etimologias são sugeridas. Poderoso Indra. o primeiro.

Belo Indra. ‘É. 2. cantando louvores e conhecendo bem os lugares. rapidamente. ‘brahma. chamado de mudrā. Saramā encontrou provisão para sua prole. o filho de Gotama. mas sempre jovens.72. várias das pessoas das quais estão. que existes sempre. perseguiu e recuperou as vacas roubadas pelos Pa ṇis. que atrelas teus corcéis (ao teu carro). e és o guia seguro (de todos). 12 Bṛhaspati ou Brahamaṇaspati é o Senhor da Prece. um cântico de louvor para aquele extraordinariamente forte. as mentes deles aderem a ti. através de quem os nossos antepassados. O filho da força. muitos milhares de atos de devoção (para Indra).) produzes. realizando os gestos com os dedos. Enriquece-nos. mantém sua antiga amizade (por seu adorador). como esposas afetuosas a um marido carinhoso. Nodhas. em suas revoluções. os Aṅgirases. têm percorrido. o céu e a terra. assíduo em boas obras. se dirigem a ti.10 3. o leite maduro e lustroso. Sārameyas. Como Aṅgiras9 nós ponderamos sobre um louvor que alegra para aquele que ama música. sejam pretas ou vermelhas. Belo Indra. que são os cães de guarda de Yama o Deus dos Mortos. e incansáveis praticam.12 encontrou o gado. que deves ser louvado com hinos sagrados. com seus membros luminosos. um dos primeiros instituidores de cerimônias religiosas. 8 Isso parece sugerir que os dedos eram empregados na realização do que é. e o obtém’. não mutáveis. Tu. Quando Indra e os Aṅgirases desejaram. oração. diligente em atos virtuosos. Desde uma época remota os dedos contíguos. A oração trespassa o objeto de seu desejo. dentro de vacas ainda imaturas. (Noite e alvorada) de cor variada. Índice ◄►Hino 63 (Wilson) ____________________ Hino 62. as irmãs protetoras cultuam a ele que não tem desonra. Varga 3. (Indra. Indra (Griffith) 1. A lenda diz que Saramā concordou em partir em busca do gado roubado sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela.205 8. a cadela de caça de Indra e mãe dos dois cães chamados pelo nome da mãe deles. o que se supõe significar que Saramā é a Aurora que recupera os raios do Sol que foram levados pela noite. atualmente. Ludwig é de opinião que a palavra ‘prole’ no texto não se refere aos filhotes de Saramā. com veneração. ou os raios de luz que vêm depois da efusão de chuva. como as esposas (dos deuses). alternadamente. certos entrelaçamentos e gesticulações que acompanham a prece. dedicado a boas obras. 9 Do mesmo modo que Aṅgiras. – a noite. esse novo hino. com a qual o Deus rompe o esconderijo do inimigo. os heróis gritaram com as vacas em triunfo. compôs. desde um período remoto. mas aos descendentes dos Aṅgirases. os piedosos que estão desejosos de ritos sagrados. 12. 8 e. . com seus membros escuros. as riquezas que têm há muito tempo sido mantidas em tuas mãos não sofreram perda nem diminuição. para nós. por teus atos. Que ele que adquiriu riquezas por meio de atos virtuosos venha para cá. aqueles que estão ansiosos por riquezas. 9. Que a prática não é totalmente moderna torna-se óbvio a partir das pinturas das cavernas de Ajanta.8. 10 As nuvens de chuva. és ilustre. Cantemos glória ao herói muito afamado que deve ser louvado com hinos belos pelo cantor. 11 É dito que Saramā. a alvorada. (endereçado) a ti. Indra. evidentemente. 13. Tu. Poderoso Indra. tu que és diligente em ação. Poderoso Indra. o comentário compreende isso como somente seu uso em atos de culto ou homenagem. nascidas repetidamente. encontraram o gado. e resoluto. e aqueles que são sábios. Ao grandioso tragam grande adoração. portanto’ como observa o professor Roth. 10. de manhã. demasiado poderoso. Veja 1. 11. com (todas as) suas energias.11 Bṛhaspati perfurou a montanha.

a mais bela maravilha do Operador de Prodígios. o filho de Gotama. Incansável. 19 As vacas são chamadas de cruas como contrastadas com o leite morno. e fixado firmemente a região embaixo do céu. Grito médio. permanecem incólumes. o Sol. maduro ou cozido em seus úberes. Pensamentos antigos. buscando riqueza. Indra. 7. com a Alvorada. como na cantiga infantil alemã citada por Zimmer: ‘O sage mir. Como esposas ansiosas se unem ao seu marido ansioso. Para muitos milhares de obras sagradas as Irmãs 21 sevem o Senhor orgulhoso22 como esposas e matronas. a Aurora com membros de esplendor. ó Senhor. gibt weisse milch die rothe kuh’. 11. os Navagvas e os Daśagvas também são os Aṅgirases ou seus aliados sacerdotais. Líder infalível. que atrelas os Corcéis Fulvos. 8. Este é o ato mais digno de toda a honra. Tu nas vacas cruas. grito alto.206 4. sete cantores. 13 . Nodhas. despedaçaste a montanha. hábil em operação. conquistado por hinos laudatórios. moldou essa nova oração para ti Eterno. Tu. com os Navagvas. provês o leite maduro de cor branca brilhante. as Damas jovens. 6. 21 Um nome que ocorre frequentemente dos dedos quando empregados em atos de culto. divino. diga-me como é que é branco o leite da vaca vermelha’. o Filho18 com poder mantém sua amizade perfeita.14 ele fez quatro rios fluírem cheios de ondas que carregam água doce. Indra. Índice ◄►Hino 63 (Griffith) ____________________ Os sete cantores são provavelmente os próprios Aṅgirases. cada uma de sua maneira. tu. ó Poderoso. a Noite com seus membros negros. assim una os nossos hinos a ti. tu. o Par tem viajado em alternância em volta do céu e da terra desde os tempos antigos. Continuamente nascidas de novo. 10. Que ele. wie geht es zu. dissipaste as trevas. com os mais novos louvores têm acelerado em direção a ti.16 ele o fazedor de maravilhas estabeleceu as duas Damas17 e a terra e o céu. diferentes em cor. 18 Indra. Tu és esplêndido. com Daśagvas. 16 Bhaga é aqui o Deus Supremo. 15 Céu e Terra. elas com grande poder preservam os estatutos imortais. o mais potente. 9.19 de cor preta ou vermelha. [Uma tradução aproximada: ‘Ó. Rico em boas ações. A cor do leite também é contrastada com aquela das vacas. e rugido. sábio. 22 Indra. Vala é o demônio que mantém as vacas aprisionadas. tens espalhado os altos cumes da terra. Seus caminhos. 14 Fluindo para o distante horizonte.20 conectados antigamente. perto de onde o céu se curva. enriquecido com a oração.13 5. Śakra. 13. 12. e raios. com o raio laceraste o obstrutor Vala. ele separou antigamente o Par antigo. as riquezas que as tuas mãos têm segurado desde os tempos antigos não acabaram nem diminuíram. 17 Noite e Manhã. ó Senhor do Poder. com adoração. Ó poderoso Indra. venha logo e cedo.15 sempre unido. Deus Forte. Eles são chamados de condutores velozes porque seguem rapidamente a trilha das vacas roubadas. Que. No mais alto céu como Bhaga. tu. inflexível: fortalece-nos com poder. ó Indra. com condutores velozes.] 20 Os rumos da Noite e da Manhã. Louvado pelos Aṅgirases. destruidor de inimigos.

e mataste Śuṣṇa. Então. – bárbaro ou alguém não-hindu. que conquistas facilmente (teus inimigos). Louvores têm sido proferidos para ti. – pelo qual. como antes. 5. e. por tuas energias. de rei. glorificado por muitos. 2 . assim como tu és. Tu. ajudaste o jovem e ilustre Kutsa. Indra é. 2. Os homens te invocam. Aumenta. Varga 4. e as montanhas. 4 Mesmo que hostil a ele. não é em seu próprio nome. por medo de ti. (quando nós estamos expostos) à aversão (dos nossos inimigos). o que humilha e ataca (teus inimigos). se ele empreende a destruição deles. (eles têm sido) proferidos. por toda a terra. Índice ◄►Hino 64 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. De acordo com o significado aparente de Dasyu. como se (ela fosse um tufo) de grama sagrada. 3. trazido (para cá) por teus corcéis. 4. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. de Asura. Indra. o amigo do homem. que não desejas ferir nenhum (mortal) resoluto. no mesmo relato (hino 51). herói. Indra. na guerra. como com uma maça. 3 Os Dasyus são descritos como os inimigos de Kutsa. manejador do raio. guerreando em nome de Purukutsa.2 no combate mortal e travado de perto. 6. 9. e. e Anhu. Concede-nos vários tipos de alimento. em si mesmo. o melhor de todos os seres. tornando-te manifesto (na hora de) temor. 1. 7. deus. como os (trêmulos) raios do sol. Tu. sustentaste. o chefe dos Ṛbhus. Esses nomes ocorreram antes. poderoso Indra. mas em defesa de seus amigos e adoradores.207 Hino 63. Sudās. tu (adquiriste) quando tu mataste Vṛtra. digna de ser desfrutada (por guerreiros) em combate. no conflito cerradamente aglomerado e concessor de riquezas. tu nos concedes (existência). Isto é. destróis as numerosas cidades deles. para nós. e todas as outras coisas vastas e sólidas. a riqueza de Anhu. 5 tu aniquilaste as sete cidades. com reverência. todas as criaturas.4 abre todos os quadrantes (do horizonte) para os cavalos de nós que te louvamos. realizador de atos não desejados. e a deste para ele. 1 tu atacas teus inimigos. – Kutsa seria um príncipe que teve parte ativa na subjugação das tribos originais da Índia. divino Indra. e. pelos filhos de Gotama. Indra. o subjugador de inimigos. herói munificente. ó rei. ele faz atos não desejados pelos inimigos dele. Que ele que adquiriu riquezas por atos virtuosos venha para cá. quando tu fazes a água fluir por toda parte. tu atrelas teus cavalos que se movem de vários modos. o animaste a (adquirir) tal (renome) como aquele que. mas nenhuma informação adicional é dada no comentário. Indra. com o qual. e quando. Que essa tua ajuda. Indra. (para ti). alimento abundante. emissor de chuva e manejador do raio. por Sudās. Indra. o céu e a terra. tu és o poderoso que. manejador do raio. de manhã. tremeram. e métrica. de fato. tu cortaste. rapidamente. tu afugentaste os Dasyus3 em batalha. teu adorador coloca teu raio em tuas mãos. Varga 5. destrói nossos inimigos. 5 Purukutsa é chamado de Ṛṣi. – (de modo que ele possa ser tão copioso) quanto água. sempre te saciando (com oblações). indiferente àqueles que são contrários a ele. 8. seja sempre concedida. Quando. aludido na estrofe anterior. como no caso de Kutsa.

com louvor pelos teus Cavalos Baios. tu de grande alma. Aquele que faz Trovejar. teu adorador6 colocou em teus braços o trovão.6. mesmo na ira do mortal mais forte. com o qual. como grama tu os arrancaste. 9 Demônios hostis. Índice ◄►Hino 64 (Griffith) ____________________ 6 Os louvores do adorador fortalecem Indra. ‘com reverência a ti ligado com teus cavalos baios’.8 com cavalo e carro mataste Śuṣṇa em combate. em vontade irresistível. Que ele.12 Traze-nos de forma nobre riquezas abundantes.7. Indra (Griffith) 1. Herói. 5.7 heroico.2. dirigidas a ti. para o jovem e glorioso Kutsa. ao lado dele. 7 . com vitória fácil tu dilaceraste os Dasyus9 em sua habitação distante. 4. Sāyaṇa explica. nota. Isso tu fazes.20. e à carruagem dos Aśvins. 1. ó Indra. Quando os teus dois Baios viajantes tu puxaste para cá. 12 Esse é claramente o sentido das palavras como elas são. quando.52. ó Muito Invocado. 10 Um favorito de Indra e dos Aśvins. Chefe acima dos três seres semidivinos que por suas boas obras se elevaram à imortalidade e divindade.14 e 1. circundante. quando nasceste. todas as montanhas firmemente fixadas e as criaturas monstruosas se agitaram como poeira diante de ti. Rei. 3. vencedor. e o incitam à realização de façanhas gloriosas. quando.174. 7. sempre devia ser implorada em atos de força em combate. Ó Indra.11 nos alimenta com alimento variado abundante como água – alimento com o qual. no tumulto da batalha. ó Herói. em seu medo de ti. no conflito concessor de luz.112. esses tu desafias. 9. ó Divino. e não és ferido. ó Indra. Facilmente. Veja 1. Indra. ou talvez tribos selvagens. ó Indra. Quando. Veja 1. Que. Deus que te moves em volta de nós. 6. é um epíteto aplicado ao Sol também. 8 Foi mencionado antes como o protegido de Indra. Guerreando por Purukutsa10 tu. Veja 1. tu esmagaste Vṛtra.8. por Sudās. 4. Abre a pista de corridas para os nossos cavalos. e por necessidade. Orações foram feitas por Gotamas. 11 Parijman. tu favoreceste. Tu és o Poderoso. Por isso os homens te chamam. armado com o Trovão! os nossos inimigos.208 Hino 63. 2. 8. Indra. Tu és leal. forte em ação. enriquecido com a oração. como com uma maça. trouxeste ganho para Pūru. Sudās (veja 1. Essa tua ajuda. tu és o Senhor dos Ṛbhus.6) e Pūru são reis ou chefes de clãs.51. 33. como um amigo.47. venha logo e cedo. armado com o Trovão! demoliste os sete castelos. ó Indra. tu fazes o próprio vigor fluir para nós para sempre. tu derrubaste os inimigos e muitos castelos. com poder tu terrificaste a terra e o céu. Tu. ó Indra. mata.

combinados com a força. vocês. eles estão desejosos de conceder (os desejos do adorador). líderes.1 difusores de gotas de chuva. visível como (uma bela) forma. e. propõe outro significado: ‘como uma carruagem que passa por cima e esmaga gravetos e palhas no caminho’. derrubam as árvores em seu caminho).2 e suas armas. de som alto. que estão separados em tropas. que são bondosos para os homens. como montanhas em estabilidade. por sua força. a flecha. na estrada’. e cujo poder é fatal em sua fúria. 5. destrutivos daqueles que não cultuam (os deuses). e imperecíveis. Oferece. e borrifam a terra com a água. 9. e que são líderes (de homens). por sua chuva. os conquistadores de seus inimigos. quando vocês põem vigor em suas (éguas) vermelhas. como elefantes3 (em uma manada. derrubam as florestas. Eles são Satvāno na. a nuvem que se move rapidamente. coletivamente. 3. Varga 7. possuidores de conhecimento. sua (glória) senta em carruagens providas de assentos. e com as mãos postas. belos e vigorosos. seguram. Varga 6. 11. (para proteger o sacrificador) contra interrupção. eles com seu poder criam os ventos e os relâmpagos. ou corcéis. os filhos de Rudra. lanças são carregadas em seus ombros. agitando as nuvens. Vastos. agitam todas as substâncias. deixando um amplo espaço para explicação. os oniscientes são graciosos como o cervo pintalgado. dignos de adoração. Aumentadores de chuva. Rudras jovens. exceto no último verso. ou como o encantador relâmpago. Enriquecendo seu adorador. que são os vāhanas. dos Maruts. e de movimento rápido. os deuses são os Maruts. eles têm colocado. Eles enfeitam seus corpos com vários ornamentos. literalmente. Os munificentes Maruts espalham as águas nutritivas. que são oniscientes. (e fluem facilmente) como as águas. radiantes como sóis. com rodas douradas. por elegância. aqueles emitentes de chuva e que amadurecem frutos. que são eficazes em ritos sagrados. em sacrifícios. e de formas terríveis. e purificando (a todos). 2 Pṛṣatībhih. a manteiga clarificada. 10. 6. como elefantes. Nodhas. Os circundantes e agitadores Maruts ordenham úberes celestes. e a ordenham. 4. Sāyaṇa. Como cavalariços guiam para frente um cavalo. do céu ou da terra. com os cervos pintalgados.209 Hino 64. portanto. cuja arma (de ataque) é Indra. trovejante e inesgotada. Os Maruts. coabitantes com a riqueza. ou ocorre. de bravura infinita. de brilho resplandecente. a métrica é Jagat ī. Satvānah é explicado como Parameśvarasya bhūtagaṇah. eles vêm. eles impelem. eu profiro os louvores concebidos em minha mente. 3 Āpathyo na. em suas mãos. 8. 1. com seus antílopes. Sereno. poderosos como maus espíritos. do céu. (guirlandas) brilhantes em seus peitos. as nuvens à parte. louvor sincero à companhia dos Maruts. eles nasceram. Varga 8. que são heróis. 7. 1 . encantando (seus adoradores). devoradores de inimigos. no qual ela é Triṣṭubh. eles trazem adiante. Eles nasceram. que repelem inimigos. como sacerdotes. Maruts (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é o mesmo. ‘como aquilo que é produzido. de progresso desimpedido. destruindo (seus inimigos). e. vocês fazem ressoar o céu e a terra (em sua chegada). – a tropa de demônios que acompanha Parameśvara ou Śiva. de força mortal em sua ira. com elas e sua própria força. Os mais sábios Maruts rugem como leões. 2. Maruts. e imóveis como montanhas. limpos do pecado.

com louvor. é suprido pelo comentário. 4. resplandecendo brilhantemente assim como sóis. até os mais fortes. 11 Os úberes do céu: as nuvens cheias. os filhos de Rudra. Maruts. com seus homens. 10 As lanças. Ṛjīṣiṇaṃ. ó Nodhas. ilustre. o capturador de riquezas. de mente sábia prepara a água que tem poder em rituais solenes. Eles fazem tremer todos os seres com sua força imensa. Que eles que adquiriram riqueza por meio de atos virtuosos venham para cá. Maruts. e sempre crescentes. supera rapidamente todos os homens em força. Deem-nos. é uma frigideira. ou Deuses da Tempestade. irresistíveis. e.9 que nunca envelhecem. o digno de elogio. para obter prosperidade. Índice ◄►Hino 65 (Wilson) ____________________ Hino 64. eles fazem os ventos. 8 Os Maruts. (Sacerdotes).6 para os Maruts traze um presente puro. Os agitadores inquietos drenam os úberes do céu. – “Eles (os sacerdotes) derramam o suco Soma no recipiente”. da terra e do céu. 13. e utilizadores de armas brilhantes. e que a tudo discerne. 6 O Ṛṣi ou vidente do hino endereça essa linha para si mesmo. riquezas. 14. subversores dos que são estáveis. os jovens de Rudra. 3. Maruts. 12. purificam tudo. Os que rugem alto. Traze para a tropa varonil. são os lampejos de relâmpago.7 divinos. assim como seus outros ornamentos brilhantes. 15. matadores das nuvens que não dão chuva. mas aqui ela pode significar qualquer recipiente sacrifical. eles fazem os relâmpagos com seus poderes. recorrem ao levantador de poeira e poderoso grupo de Maruts. Jovens Rudras. por beleza em seus peitos eles amarram suas correntes de ouro. O homem a quem vocês defendem. de manhã. espalhando gotas de chuva. 9 Isto é. Com ornamentos brilhantes eles se enfeitam para exibição. por cem invernos. riquezas duráveis. em seu significado comum. o grupo dos Maruts que destroem inimigos. ele adquire alimento. acompanhadas por posteridade. invencível em batalha. eles nasceram juntos. atacantes espontâneos (de seus inimigos). O leite é a doce chuva fertilizante. os Touros do Céu. os Grandiosos. e examinam tudo. e tal neto. e sempre vagando em torno enchem a terra totalmente com leite. 2. de acordo com o texto. por si mesmos. os Homens do Céu. devoradores do inimigo. As lanças10 em seus ombros trituram em pedaços. sábia e majestosa.4 e derramando (benefícios). ele realiza o culto necessário. Nós invocamos. e mortificantes para nossos inimigos. Eles vêm à luz. Ṛjīṣiṇaṃ abhiṣunvanti. rapidamente. 4 . – (riquezas) calculadas às centenas e aos milhares. e ele prospera. 5. com seus cavalos. 5 Putra. um filho). Maruts (Griffith) 1. com sua proteção. Eu enfeito minhas canções como alguém de mão hábil. recebendo libações de recipientes sagrados. visitantes do salão de oferenda. concedam para seus ricos (adoradores. 7 Ou de Dyu ou Dyaus. eles mesmos imóveis.210 honrados com sacrifícios. livres de mancha e mácula. o aniquilador (de seus adversários).11 É dito que os Maruts são adorados no terceiro ou cerimonial vespertino. filho. derramam água. os purificadores. as frases finais autorizam a adição. de formas terríveis como gigantes. Que nós criemos tal filho. como montanhas. que dão força. são os filhos de Rudra. eles têm se desenvolvido.8 matadores de demônios.5 eminente por boas obras.

Maruts. invocado por muitos adoradores. eles. conhecida de todos os homens. 14. Que nós criemos bem. 13. vocês saúdam a terra e o céu.15 os Ativos. A progênie de Rudra nós invocamos com a oração. abundante em homens. o Cavalo Forte12 adiante. Ele pode também ter sido usado como uma arma. Ó Maruts. de poderes infinitos.211 6. são belos como antílopes. tesouro com seus homens.16 venha logo e cedo. sobre os carros o relâmpago se encontra visível como luz. Automoventes. A música do vento e da tempestade sendo considerada como a canção de louvor dos Maruts. 11. 7. ó Maruts. ele de fato em força supera todos os homens. os brilhantes. de acordo com Sāyaṇa. combinados como sacerdotes. 8. Ludwig sugere ‘residentes nas florestas’. por mil. durante uma centena de invernos. sendo dito que vana significa água. vocês planam rapidamente em seu caminho. ‘Adoráveis’ é sugestão do professor Max Müller. Índice ◄►Hino 65 (Griffith) ____________________ 12 A nuvem de chuva. vigorosos. a qual na mesma linha é chamada de fonte ou poço. os adoráveis. mas o khādi parece ter sido um anel usado no braço e no pé. louvável. possuidores de tudo. incansáveis. Senhores de todas as riquezas. de suas carruagens. Mas o significado das palavras assim traduzidas não é claro. fortes por si mesmos como montanhas. Como os elefantes selvagens vocês consomem as florestas quando vocês assumem a sua força entre as chamas vermelhas brilhantes. para os adoradores deem força gloriosa invencível em batalha. embora possivelmente com a ideia implícita de produção de chuva. armados com fortes anéis de homens. eles colocaram a flecha em seus braços. Os Maruts generosos com a abundância de leite caindo preenchem completamente as águas que são úteis em ritos solenes. Heróis que marcham em companhias. de modo que possa chover: eles ordenham a fonte trovejante. 10. Wilson. como o professor Max Müller observa. cantores de voz alta. Extremamente sábios eles rugem poderosamente como leões. em geral. 14 O significado de vṛṣakhādayaḥ é incerto. impetuosos. os caçadores do céu. traduz como ‘derramadores de água’. com ira de serpentes por força. ‘transmite o significado de forte. morando no lar da riqueza. fertilização’. e eu a adoto por ora. os Maruts com lanças brilhantes fazem todas as coisas oscilarem. a que nunca falha. ou rico por causa do hino justamente recitado. vocês nos darão riqueza durável. 12. filho e descendentes. 15 O significado de vaninaṃ é incerto. ó Maruts. Potentes. Ele ganha despojos com seus corcéis. em vez de ‘combatentes’ o qual ele apresenta em sua tradução. Sāyaṇa. enriquecido com a oração. os rápidos. sempre crescente? Que ele. O último hemistíquio é o refrão usual dos hinos atribuídos a Nodhas. que traz riqueza. que resiste a ataques – multiplicada por cem. Então. como os discos de borda afiada são usados pelos Sikhs. heróis. Eles que com pinas douradas fazem a chuva aumentar impulsionam as grandes nuvens como viajantes no caminho. Eles guiam. com poder extraordinário e maravilhosamente brilhante. 15. 13 . que favorecem o homem. 9. brilhante. dotados de vigor potente. ele ganha força honrosa e prospera. 16 Ou. o homem a quem vocês protegem com sua ajuda. por assim dizer. rápidos.13 com fúria de serpentes por seu poder. eles derrubam os firmes. Vṛṣa. Sobre os assentos. Benfey e Max Müller dão outras interpretações.14 os arqueiros. agitando a escuridão com lanças e cervos pintalgados. Ao forte grupo de Maruts nos apegamos em busca de felicidade.

– vocês mastigam florestas. 13. a nuvem. Roth traduz por anel. até os mais fortes. se Dyu deve ser tomado como o céu ou como uma divindade personificada. VARGA 6-8. 19 cresceram irresistíveis como montanhas. de tais nuvens que não produzem chuva. pegaram a seta em seus punhos. Sāyaṇa evidentemente adivinha e propõe dois significados. e não os filhos do céu.20 eles. saúdam o céu e a terra! Nos assentos em seus carros. Eles derrubam com sua força todos os seres. como elefantes selvagens. 3. ele parece ser um ornamento em vez de uma arma. 5. os que rugem. incansáveis. como um sacerdote hábil. Eu preparo canções. eles se movem por si mesmos. Como os leões eles rugem. com efeito fatal. 9. AṢṬAKA I. os amigos do homem. Os generosos Maruts derramam água. 56. o leite fértil (das nuvens). Os Maruts. Fortes eles são. os sábios. cercados por riqueza. Há uma arma famosa na Índia. 54. mas também nos pés dos Maruts. HINO 64. Eles que conferem poder. ou seja. são matadores das nuvens. deve ser traduzido os filhos de Dyu (3. Os abaladores ordenham os úberes celestiais (nuvens). eles fizeram ventos e relâmpagos por meio de seus poderes. os arqueiros. 19 Abhog-ghanah.212 Hino 64. 1. 6. mas se derivado de khad. ó Nodhas. o chakra ou disco. É difícil dizer. Os Rudras jovens. Em várias passagens onde ocorre khādi. 2. 11. arma ou alimento. em seus peitos que eles prenderam (correntes de) ouro por beleza. puros e brilhantes como sóis. Oniscientes. como viajantes na estrada. eles nasceram juntos por si mesmos. morder. Portanto. os touros altos de Dyu18 (céu). os filho de Rudra (7. eles são belos como antílopes. 5. e é certo que esses khādis podiam ser vistos não só nos braços e ombros. se os mesmos seres são chamados de Divah maryāh. aqueles que nunca envelhecem. prepara a água. Eles nascem. matadores do demônio. poderosa em sacrifícios. agitam as nuvens. ADHYĀYA 5. em passagens como essa. os divinos. isso também. homens de bravura infinita armados com anéis fortes. 7. os impecáveis. 4. ó Maruts. Eles são rápidos. Os touros de Dyu é uma expressão mais primitiva e mais vigorosa para o que nós devemos chamar de os ventos fertilizantes do céu. eles borrifam a terra por toda parte com leite (chuva). um aro com bordas afiadas. sábio em sua mente. Quando os Maruts são chamados de Rudrasya maryāh. os matadores do demônio. cuja ira por força é como a ira de serpentes. quando vocês assumiram seus poderes entre as chamas vermelhas. os jovens varonis de Rudra. 18 . que com os aros dourados de suas rodas aumentam a chuva. que é lançado de uma grande distância. os alegres. os homens de Dyu. 8. À noite. incessante. (contudo) deslizando rapidamente para frente. para fazer chover. os oniscientes.17 uma oferenda pura. Para a hoste varonil. com seus cervos pintalgados (nuvens de chuva) e com suas lanças (relâmpagos) eles incitam os companheiros juntos. 10. heróis. para os Maruts traze. espalhando gotas de chuva. o relâmpago permanece. eles ordenham a fonte trovejante. a personificação é sempre preservada. como gigantes. os devoradores de inimigos. poderosa em sacrifícios. cantores. fortes em si mesmos como montanhas. dotados de poderes. na terra e no céu. eu penso. ele pode originalmente ter significado algum tipo de arma. 17 A primeira linha é endereçada pelo poeta para ele mesmo. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. de belo esplendor. eles cuja ira por força é como a ira de serpentes. 1). 20 Em vṛṣa khādi o significado de khādi não é claro de modo algum. visível como luz. 59. Eles se enfeitam com ornamentos brilhantes para uma exibição admirável. Vocês que marcham em companhias. Eles parecem guiar por todos os lados o cavalo poderoso. os Maruts sábios. 6). cheios de projetos terríveis. as lanças em seus ombros trituram em pedaços. poderosos. eles derrubam o que é firme. os Maruts com suas lanças brilhantes fazem (tudo) oscilar.

os ativos. por serem chamados de ṛjīṣiṇ. e foram designados consequentemente para a terceira libação em sacrifícios. do que em um hino para os Maruts. Assim. Ele ganha despojos com os seus cavalos. porque bebem em sua última libação o suco feito do ṛjīṣa. Agora. passaram a ser considerados como os bebedores de ṛjīṣa. para nossos senhores força gloriosa. que adquire riqueza. os Maruts. durável. pelo menos. Ela é mais adequada em um hino endereçado a divindades individuais. Apeguemo-nos por causa da felicidade à forte companhia dos Maruts. e ele prospera. abundante em homens. nos conceder riqueza. se esforçar. a fim de obter uma palavra coletiva no masculino singular. esse ṛjīṣiṇ sendo derivado de ṛjīṣa e ṛjīṣa de ṛj. Maruts. Nós devemos suprir śardha. sempre aumentando? – Que ele que é rico em preces22 (a hoste dos Maruts) chegue cedo e logo!23 Índice ◄►Hino 85 (Müller) ____________________ Ṛjīṣiṇ. tesouros com os seus homens. e que é usado novamente para a terceira libação. derivado de ṛjīṣa. que resiste a todos os ataques? – Riqueza multiplicada por cem e por mil. os adoráveis. 15. conhecida de todos os homens. louvável. Mas é muito mais provável que os Maruts fossem invocados na terceira libação porque originalmente eles eram chamados de ṛjīṣiṇ pelos poetas vêdicos. protegeram. isto é. Nós invocamos com prece os filhos de Rudra. Essa. ele de fato supera as pessoas em força através de sua proteção. invencível em batalha. Vamos alimentar nossos amigos e parentes durante cem invernos. invocado por muitos adoradores.21 13. ansiar. os caçadores do céu. O mortal a quem vocês.213 12. 14. Deem. os puros. é a opinião dos comentadores indianos. como os Maruts são invocados na terceira libação. brilhante. ó Maruts. o Soma fermentado e transbordante. os poderosos. o rápidos. os impetuosos. 22 Rico em preces. ele adquire sabedoria honrosa. Vocês irão então. ó Maruts. 21 . eles foram chamados de ṛjīṣiṇ. tais como Agni ou Indra. 23 A última frase termina seis dos hinos atribuídos a Nodhas. Ṛjīṣa é o que resta da planta-Soma depois que ela foi uma vez espremida. impetuosos.

como um Rājā (destrói seus inimigos). a sua qualidade nutritiva.] 2 Guhā catantaṃ. como um irmão para suas irmãs. eles têm somente cinco. flores.2 como um ladrão (que roubou) um animal.214 Hino 65. e as levas para os deuses. o primeiro pode significar o aumento de frutos ou recompensas desejadas. Algumas das comparações admitem várias interpretações. 5 Os frutos.5 5. a busca se estendeu por todos os lugares. veja a nota 16. um peixe o descobriu. que reclamas oblações. no útero das águas. ele é um criador. no texto. como por exemplo. Agni (Wilson) (Anuvāka 12. por suas operações. de acordo com os Taittirīyas: “Ele. os deuses desejaram um mensageiro para ele. Agni é o comedor e o soberano do alimento. encantador como água. Ele é parente amável das águas. 6 nascido das águas (onde ele espreitava. ligados aos objetos de comparação. de romā pṛthivyāḥ. e como águas correntes. ‘uma caverna’. [Oldenberg os divide todos em dez. o Ṛṣi. Agni é agradável como nutrição. e sua luz (se espalhou) ao longe. 3 Um peixe revelou para os deuses onde Agni tinha se escondido. assim Agni cria. capins. ou ao oco da árvore Aśvattha. no texto. entrou nas águas. ele se ampliou. Sūkta I) O deus é Agni. o filho de Vasi ṣṭha. quando excitado pelo vento. Os deuses seguiram os rastros do fugitivo. embora igualmente aplicáveis a Agni. de fato. Índice ◄►Hino 66 (Wilson) ____________________ 1 Cada estrofe é dividida em metade.3 3. a consciência aos homens. enquanto. as águas se avolumaram (para esconder a ele). visto que. ele é como um cavalo incitado a uma investida em batalha. ou extrai delas. de acordo com o Vājasaneyi Yajush: Visto que há alimento e alimentador. Ele respira em meio às águas. Parāśara. O Agni aqui aludido é o fogo da digestão. e semelhantes. É dito que o primeiro termo. assim Soma é o alimento.) como um animal com membros enrolados. filho de Śakti. a métrica é chamada de Dvipadā Virāṭ. por assim dizer. Todos os deuses que têm direito a culto sentam perto de ti. como Soma. quando escondido em um buraco (das águas). Agni. e cada um dos dois pādas é considerado como formando uma estrofe completa: por isso é dito que esse hino e os cinco seguintes são daśarca. ou têm dez estrofes cada. 2. geralmente. como a consequência de sacrifícios com fogo. – a ti. como uma montanha. . 1. em ambos os quais Agni se escondeu por uma época. 6 De modo semelhante como Soma cria ou faz crescer plantas úteis. 1 Varga 9. e. e o alimentador é Agni. vasto como a terra. se aplica à profundidade das águas. como um cisne sentado. despertado na alvorada. ocultandose. pelas pegadas.” 4 Os epítetos são. que era muito aumentado por louvor. e estava manifestado. As divindades firmes e plácidas te seguiram. produtivo (de alimento vegetal). o calor do estômago.4 Quem pode detê-lo? 4. arbustos. ele restaura. ele percorre os bosques. chamados. e corta os pelos da terra. e a terra se tornou como o céu. ele consome a floresta. a fonte de alimento sacrifical.

um rio saudável.8 a ti que reclamas adoração. avançando como o Sindhu. poderosa. a base da Lei. a Lei ordenada para sempre.14 Um Sábio como Soma. ele cresceu como uma criatura jovem. como ele mantém sua posição por cobrar contribuições dos ricos. 13 Após sua rápida fuga para as águas nas quais ele se escondeu. houve uma reunião vasta como o próprio céu. 15 Como o Soma deificado.12 5. 13 o mais sábio em mente. ele se espalha. Parente como um irmão para suas irmãs correntes de água. e não raro ininteligíveis.15 surgido a partir da Lei. Os deuses seguiram Agni que tinha fugido. 10 O Indus. Como um cisne sentado no lago ele arqueja. 2.10 quem pode deter o seu curso? 4. brilhando muito. incitado pelo vento. ele come as florestas como um Rei come os ricos. 12 Grama e arbustos. lá perto de ti se sentaram todos os Santos. sábios. nascido nobremente no útero. os quais os incêndios florestais destroem.9 3. 14 Na hora do sacrifício matinal.11 Quando através da floresta. A caverna escura é a profundidade das águas nas quais Agni se escondeu. 9 O lugar de sacrifício. eles te rastrearam como um ladrão à espreita na caverna escura com uma vaca roubada. ou algum grande rio. de fato Agni corta o cabelo da terra. 11 Isto é. 8 . Os Deuses se aproximaram dos caminhos da Lei Sagrada. Índice ◄►Hino 66 (Griffith) ____________________ 7 Esse e os oito hinos seguintes são geralmente difíceis. levando com ele o sacrifício como um ladrão leva uma vaca.215 Hino 65. entre os homens ele acorda de manhã. Como um corcel incitado a correr em carreira veloz. e a levas para os deuses. como uma grande morada. As águas alimentam com louvor o Bebê crescente.7 Agni (Griffith) 1. Resolutos. Como alimento agradável. como uma colina frutífera.

9. Os deuses seguiram as leis de Ṛta. Ele escreve: "Eu preferiria parīṣṭi. Quando ele se espalhou pelas florestas. VARGA. como se segue um ladrão pelo animal. brilhando à distância.17 A ti que te ocultas em segredo como um ladrão com um animal (que ele roubou) – que atrelaste adoração e levaste adoração – 2. veja sobre essa métrica o meu Prolegomena. Como um cavalo de corrida incitado adiante na corrida. 9. perto de ti”. como o céu. 1. os deuses em busca. juntos seguiram a ti (Agni). busca. Eu dei lá as minhas razões para considerar que cada verso é composto de vinte sílabas. Os 'sábios' (dhīrāḥ) são. 17 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução para os versos 1 e 2: “Os sábios (deuses). Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. quando escondido. ele que pertence aos clãs.18 Todos (os deuses) dignos de adoração se sentaram (com reverência) perto de ti. 1. no ventre de Ṛta. ADHYĀYA 5. a terra. Índice ◄►Hino 66 (Oldenberg) ____________________ 16 A autoria de toda a coleção. reconhecimento. era área de reconhecimento”. Como boa sorte. Sentado nas águas ele silva como um cisne. HINO 65. 20 O significado é que Agni produz nutrição para todos os seres como uma montanha fertiliza a região pelas águas que descem dela. Os sábios seguiram unanimemente por tuas pegadas. ‘Houve busca na terra como no céu’. No colo. as águas nutrem a criança excelente com louvor. Ele come as florestas como um rei (come. literalmente.19 4. estendendo-se ao longe. 10. ou seja. como um animal jovem. 18 Nós temos aqui o mito bem conhecido do oculto Agni descoberto pelos deuses.216 Hino 65. 95 e seguintes. (Ele é) muito famoso por seu poder mental. 19 A opinião do professor Max Müller sobre essa frase difere da minha. Todos os deuses veneráveis se sentaram (reverentemente). Houve uma abrangência como o céu (engloba) a terra. (Ele é) o parente dos rios. 6. sem dúvida. 3. Mas pariṣṭi parece significar uma corrida de um lado para outro. impulsionado pelo vento. eles seguiram a ti que aceitas e levas adoração (aos deuses). é atribuída a Parāśara Śāktya. Agni corta o cabelo da terra. Esses hinos são dirigidos exclusivamente a Agni. Um realizador de culto como Soma. como uma ampla morada. a ele que é bem nascido. o deus nascido de Ṛta. como as corredeiras do Sindhu – quem pode detê-lo? 7. como a colina fértil. por meio de pegadas. 5.16 AṢṬAKA I. . não de quarenta. como um irmão de suas irmãs. 8.20 como o rio refrescante. tira a riqueza) dos ricos. que desperta ao amanhecer. A maior parte deles (65-70) é composta na métrica Virāj. 65-73.

Vamos nos aproximar daquele brilhante Agni com oferendas animais e vegetais. famoso entre o povo. 1 Como o realizador de um sacrifício cuida para que nada arruíne o rito. e métrica. 5 como vacas se apressam para seus estábulos. por causa do nascimento simultâneo de Indra e Agni. com esplendor extraordinário. Varga 10. Índice ◄►Hino 67 (Wilson) ____________________ Hino 66. como riqueza de tipo variado. a parte essencial da cerimônia nupcial. Agni (Wilson) (Sūkta II) Deus. como uma mulher em uma residência. Ele tem lançado suas chamas em volta (para todas as direções). como um pássaro veloz. como uma vaca produtora de leite. aqueles que vão existir. que a deu para um marido mortal. . aqui.217 Hino 66. janitva. 4 A esposa tendo uma parte principal em oblações ao fogo. 1. 4. ele é como um Ṛṣi. ele é o conquistador de homens (hostis). Ele oferece segurança como uma casa agradável. 21. Como o olhar do Sol. os raios se misturam (com o brilho) visível no céu. tendo obtido – não aparece como – uma donzela. resplandecente em batalha. ou como uma carruagem dourada entre os homens. tudo o que nascerá. Ou. como Yama. Agni. isto é. como o ar vital. Como um Vidente louvando. 5 Assim o comentador explica os termos carāthā e vasatyā. Como uma mansão segura. segundo Yāska. ambos são idênticos a Agni. 2 De acordo com o comentador. como um corcel6 amigável ele nos concede poder. consome as florestas. Ṛṣi. que é como riqueza maravilhosa. Quando ele brilha. 2. Ou pode ser aplicado a ele como um dos gêmeos (yama). uma lenda é aludida. e semelhantes. como o Sol que examina tudo. o louvador (dos deuses). como a respiração. como Yama. que é puro e radiante. yama. como o próprio filho. a entregou ao Gandharva Viśvávasu. uma vaca que produz seu leite. puro e refulgente em direção à floresta ele acelera. É dito que jāta significa todos os seres existentes. em qual sentido ele é um sinônimo de Agni. Agni. 2. Agni. desse modo Agni o defende de interrupção por Rākṣasas. ou de coisas imóveis.1 ele é um ornamento para todos (na câmara sacrifical). invocações incitadas por mentes purificadas por oferendas de coisas móveis. é tudo o que nasce. ele protege a propriedade. da adoração com fogo. Essa estrofe inteira é comentada similarmente no Nirukta X. 3 Porque elas deixam de ser donzelas quando a oferenda ao fogo. como um corcel carregador de cavaleiro. ele é como o branco (sol). 6 Como um cavalo de guerra que ajuda a ganhar despojos em batalha. como grãos amadurecidos. por causa da dependência de toda a existência. como rios de água corrente.4 5. passada.2 Ele é o amante das donzelas. o Conquistador dos homens. como um filho bem comportado. como arroz. e concedeu a ela riqueza e progênie. presente. é completada. de Soma. Ele apavora (seus adversários). de brilho inatingível. ele a transferiu para Agni. animais. Agni (Griffith) 1. ou como a flecha de ponta brilhante de um arqueiro. que é a vida. como Yama. tem somente seu significado etimológico: ‘aquele que dá o objeto desejado para os adoradores’. eminente entre as pessoas (devotas). é como um sacrificador vigilante. 3. como um exército enviado (contra um inimigo).3 o marido das esposas. que. e futura. ele (nutre as pessoas) como a cevada. os mesmos.

Como um Ṛṣi proferindo gritos (sagrados). como a flecha de ponta afiada de um arqueiro. Semelhante à riqueza excelente. VARGA 10. Filhos sendo especialmente o presente de Agni. 8. o amante das donzelas7 e o Senhor das mães de família. AṢṬAKA I. II. por causa de uma residência. como em muitas passagens. Semelhante a um veloz takvan9 (Agni) pega a madeira. ou as oferendas de ghee. e o gêmeo que vai nascer. um substantivo. 7. chegamos a ele que foi aceso. 9 e seguintes. śveta. como o leite. 10. Védique. ADHYĀYA 5. tudo o que se move e nós. assim como uma flecha de um arqueiro com ponta de chama. louvado entre os clãs. 5. brilhante quando ele resplandece. como uma vaca leiteira. Ele enche de terror como um dardo disparado. como uma esposa em uma cama. HINO 66. Agni concede vigor. um conquistador de homens. como uma carruagem com ornamentos dourados. Índice ◄►Hino 67 (Griffith) ____________________ Hino 66. Como um exército que é enviado adiante ele mostra sua veemência. são as auroras. em cujo culto a esposa do sacrificador tem uma parte importante. 1. ou as preces? Veja Bergaigne. Aquele que nasce é um gêmeo. semelhante ao brilho do sol. muito provavelmente. que é como a própria mente. que nós alcancemos o Deus aceso como vacas sua casa à noite. 9 Nós não sabemos qual animal o takvan é. Ele lança as chamas para baixo como inundações o seu aumento: os raios se elevam até o belo local do céu. luminoso e brilhante. 10 A palavra aqui é um adjetivo. (felicidade) suficiente para todos. Como a corrente do Sindhu ele tem levado adiante as (águas) que fluem para baixo. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 3. impetuosa nas lutas. esbranquiçado em meio às pessoas. como um cavalo de corrida bem cuidado. semelhante ao sopro vital. 12 As donzelas.5. A ele levam todos os seus caminhos. Ele mantém a segurança. e eu não vejo nenhuma razão pela qual esse não possa ser aquele substantivo com o qual śveta está mais frequentemente combinado no Ṛg Veda. 4. aquele que vai nascer é o outro gêmeo11 – amante de donzelas. agradável como uma herdade.8 5. como um carro.218 3. como força eterna. Ele a cuja chama os homens não se acostumam. cuidando de cada um como uma senhora em casa. 6. o marido de esposas. Quando o brilhante (Agni) resplandeceu. Como as vacas vão para seus estábulos. e nada mais. enfeitado com ouro. mestre da vida presente e futura. como [Agni representando] a noite. significando ‘branco’.134. semelhante ao próprio filho 2. Veja a nota de Max Müller em 1. Rel. como Agni representando a manhã. como cevada madura. ressoando para a batalha. As mulheres são as conchas sacrificais que se aproximam Agni. Nós devemos fornecer.12 9. 4. As vacas mugiram com a visão do sol. 11 O professor Max Müller interpreta o gêmeo que nasceu. Com chama insaciável. ele é como um (cavalo)10 branco entre as pessoas. Índice ◄►Hino 67 (Oldenberg) ____________________ 7 A oferenda para Agni sendo uma parte essencial da cerimônia religiosa de casamento. 8 .

os deuses. portanto. 4 Ao construir uma casa. Agni (Griffith) 1. 3. 6 Oculto na profundidade escura das águas. 1. como o Não Nascido. que ele.3 4. ou Espíritos dos Mortos. 2. aquele que se aproxima dele. o que recebe aquelas oferecidas aos Rākṣasas. e com afirmação efetiva fixou o céu. aparentemente. além dos fogos usuais. Ele. toda a riqueza (sacrifical). considerado como o Deus Supremo. Homens cheios de compreensão o encontram lá. como diz o comentário. Agni protege seu adorador. realizando adoração. Agni (Wilson) (Sūkta II) O mesmo deus. o carregador de oblações para os deuses.1. 3. tendo em sua mão toda a força varonil. Kavyavāh. como progênie em seus pais. aqui usado geralmente. o Veda reconhecendo. aqueles que.219 Hino 67. em quem se encontra todo o sustento. ou. e temendo que ela pudesse cair. Ó Agni. ele era o Sacerdote. e ele é então colocado em uso. Nascido nas florestas. honrando Agni (primeiro). um lugar inadequado para pasto. carregador de oferenda. Índice ◄►Hino 68 (Wilson) ____________________ Hino 67. ele sempre clama obediência como um Rei.6 encheu os Deuses de temor. assim como eles fazem com uma residência. uma área árida ou acidentada imprópria para pastagem. é. cheio de pensamento. alarmados pela obliquidade da região do sol. Assim. (os deuses). e métrica. sustentaram-na no alto com as métricas do Veda. Os sábios. a vida de todos. então reconhecem Agni. – um ato aqui atribuído a Agni. quando eles recitaram as preces concebidas no coração. 2. tens ido de toca em toca. Agradável como a paz. cuida dos lugares que são agradáveis para animais. 5. . aquele que transporta oblações para os deuses. 2 De acordo com os Taittirīyas. Vitorioso na floresta. bênção como a energia mental. Veja 1. o amigo do homem.65.1 seja propício. protege os locais que o gado ama. ele promete afluência. repetem os louvores deles. chamuscar impune. como o mantenedor da verdade. Ṛṣi. Varga 11. e se escondendo nas cavernas (das águas). como um Rājā favorece um homem competente. primeiro é oferecido culto ao edifício. a fonte de conhecimento e de todo o sustento.5 Amigo entre os homens. indubitavelmente. 4 adoram a ele que implanta as virtudes (peculiares) delas nas ervas. Aquele que conhece Agni.8 tu. próspero como um realizador (de boas) obras. 1 Havyavāh. e sustenta o céu com preces verdadeiras. e em seguida usado em quaisquer ritos sacrificais. Bondoso como um defensor. que as transporta para os Pitṛs. três Agnis: Havyavāh ou Havyavāhana. o transportador de oblações. em sua mão. 3 Guhā ghuhaṃ gāḥ. e o qual Agni pode. Guhā aqui significa.2 Agni. agachado na caverna. para eles. continuam. Como o ainda não nascido (sol). ele encheu os deuses de temor. 5 Subjugando o combustível e reduzindo-o a cinzas. os mantenedores de ações. quando eles cantam preces formadas em seu coração. Os líderes. o invocador dos deuses. Agni deve ser adorado primeiro. 7 O Sol. e Saharakṣas. escondido nas cavernas. ele mantém a terra e o firmamento. propriamente. dirige-te (para os lugares) onde não há pasto. Ele. (permanece) no domicílio das águas. Levando. e que.7 sustenta a ampla terra.

10. o imperecível. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Lá os homens pensativos o encontram. isto é. 5. assim ele sustenta a terra. 9.O. ghee. um amigo entre os homens. por atrito. quando eles recitaram as palavras que eles formaram em seu coração. ele exige obediência como um rei.12 ele sustém o céu por meio de suas palavras eficazes. Como boa paz. – para ele os sábios construíram. HINO 67. não queimes os lugares onde o gado encontra refúgio e alimento. no lar das águas. 1. kṣāṃ e pṛthivīṃ. Tendo tomado em suas mãos todos os poderes viris. Aquele que o conhece residindo em sua toca. . de fato para esses ele anuncia grande prosperidade. 10 O libertam. prestando serviço a Ṛta. 9 Ou. quando sentado em seu esconderijo. por assim dizer. sábio. 3. tu que tens uma vida plena. aquele que se aproximou da corrente de Ṛta13 – 8. 13 A corrente de Ṛta parece significar a corrente de bênçãos (como chuva. Aqueles que o trazem para fora.9 – aqueles que o libertam. o de vida plena. Agni.220 4. 8. o mantenedor da verdade ou do sacrifício. 14 O poeta passa do plural para o singular.). dos bastões de fogo. ADHYĀYA 5. III. Ó Agni. etc. 10. Os sábios o fizeram como se construindo um assento. ele fez os deuses temerem.14 ele então indica riquezas. Aquele que viu a ele o oculto. que flui para a humanidade de acordo com as leis eternas de Ṛta. Índice ◄►Hino 68 (Oldenberg) ____________________ 8 Como tu sabes por experiência quão agradável é encontrar um lugar de refúgio seguro. Protege os queridos passos do gado. veja 1. que ele (Agni) seja um Hotṛ bondoso. 12 Por ‘terra’ o texto tem duas palavras diferentes. e dentro da grama brotando – 10. O esplendor no lar das águas. 41. 21. 82. Como o bode11 (sustenta) a terra. 7. Religion des Veda. como sabedoria auspiciosa. VARGA 11. 5. 164. 6. como Sāyaṇa explica. a vida de todos os homens. tu tens ido de cova em cova. 4. Vitorioso nas florestas. um portador de oferendas. para ele.. 6.10 prestando ritos sagrados. Aquele que cresce com poder dentro das plantas. um assento. H. Aquele que cresce poderosamente nas ervas. 11 Sobre o bode mítico [traduzido como ‘O Não Nascido’ por Wilson e Griffith] cujo ofício é sustentar os mundos. dentro de cada mãe fértil e de cada bebê que ela carrega. Bergaigne. Índice ◄►Hino 68 (Griffith) ____________________ Hino 67. 2. AṢṬAKA I. e dentro das crianças. e se aproximou da corrente da Lei Sagrada. 72. 6.

O portador (de oblações). e cobre (com luz) todas as coisas. ascende para o céu.221 Hino 68. tesouros que são as portas do sacrifício. tu nasces. Forte é a ideia da Lei. o senhor das posses deles. Varga 12. que vivo da madeira seca tu nasces. e obtêm. radiante entre os deuses. oblações (são oferecidas) a ele que tem ido (ao sacrifício). por louvarem a ti. 3. concede riqueza. Apressando-se para obedecer aos comandos de Agni. (e para ele) todas (as pessoas devotas) têm realizado os ritos (costumeiros).5 A quem quer que traga oblação. tu és. 1 Isto é. com hinos que chegam a ti. Ou. Agni. Agni abre. 3 Com a humanidade. 4 Agni. etc. 4. 5. Abundante em alimento. inalterados. ele contemplam (todas as coisas). revelando noites e tudo o que fica parado ou se move. e ele que se deleita na câmara sacrifical encheu o céu com constelações. nele está todo o sustento. móveis ou imóveis. presentes para ti. de fato. imperturbados. Tu resides com os descendentes de Manu. divino Agni. concede riquezas àquele que te oferece oblações. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi. Louvores são endereçados a ele que tem se dirigido (à solenidade). conhecendo (os pensamentos do adorador).. 2. que se lembra de ti. que és imortal. ou que deseja (ser capaz de oferecê-las). 5 Eu não posso elaborar nada do primeiro hemistíquio. Misturando.2 2.4 inquieto. 2 . vivo. então todos (os teus adoradores) realizam a cerimônia sagrada. Índice ◄►Hino 69 (Wilson) ____________________ Hino 68. e. porque ele o único Deus é preeminente em grandeza entre todos esses outros Deuses. e. 1 e as próprias noites. (por atrito). devorando e fundindo com suas chamas e fumaça os elementos das oblações as quais ele leva para os deuses. em si mesmo somente. o comando da Lei. (Agni). em seus modos habituais. misturando-as (com outros ingredientes). a Lei eterna. associados com a própria prole excelente deles. todas as obras eles têm realizado. ó Deus. 3 como o invocador (dos deuses). Quanto. 3. o mundo. para ele. composto e coisas móveis e imóveis. 1. diante deles. ele sobe ao céu. Todos realmente compartilham da tua Divindade enquanto eles mantêm. Eles desejam (de ti) força geradora em seus corpos. divindade verdadeira. compreendendo as virtudes de todas essas (substâncias). de fato. como filhos (obedientes às ordens) de um pai. eles celebram o culto dele. ele estimula a todos. isso pode ser traduzido como ‘ele sozinho supera as glórias de todos esses deuses’. a partir da madeira seca. Todos os homens são alegres em teu poder. Agni (Griffith) 1.

8 enfeitou a abóbada do céu com estrelas. Quando tu. que é o amigo e guardião de toda casa em seu caráter de fogo doméstico. VARGA 12. Zelosamente aqueles que ouvem sua ordem realizam o desejo dele como filhos obedecem ao comando de seu pai. É mostrado no segundo verso daquele hino (veja abaixo). à coleção de Parāśara. 7. Parece provável. 5. Cozinhando (as oblações) o veloz se aproximou do céu. ADHYĀYA 5. que os buscadores são os deuses que procuram Agni. tu que és o conhecedor. O chefe de família (Agni) decorou o céu com estrelas. Eles tinham prazer na vontade dele. o pensamento de Ṛta: todos eles realizaram as obras daquele de vida plena. Índice ◄►Hino 69 (Oldenberg) ____________________ 6 Todos os homens arianos.72. As instigações de Ṛta.9 e os sábios eram concordantes entre si em suas mentes. de todos esses deuses abarcou (os outros) por sua grandeza. 8 Ele. Eles todos obtiveram o nome de divindade. o Criador. fez o céu e o enfeitou com estrelas. àquele que te adora ou que presta serviço a ti. como filhos (têm prazer na vontade) de seu pai. Agni. Quando apenas ele o deus. que é rico em alimentos. Ele. então todos (deuses e homens) ficaram satisfeitos com a tua sabedoria. nasceste vivo da (madeira) seca. ó Deus. de imortalidade. 3. 6. Ele. um hino pertencente. como a recompensa da sua adoração fiel de Agni. 10. como o Sol. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Os homens anseiam por filhos7 para prolongar a linhagem deles. 5. AṢṬAKA I. como o nosso hino. 4. HINO 68. 9. os rápidos que ouviram seu comando.6 de todos esses tesouros somente ele é o Senhor. Sentado como Sacerdote com a progênie de Manu. rico em alimentos.222 4. Os homens têm filhos por seu desejo. o Amigo da Casa. abre sua riqueza como portas: ele. portanto. Concede riqueza. Índice ◄►Hino 69 (Griffith) ____________________ Hino 68. Ele revelou as noites e o que fica parado e se move – 2. é o mestre de todas essas riquezas. 9 Alguma luz é lançada sobre esse verso obscuro pelo hino 1. abriu as portas da riqueza. que a ‘semente’ seja Agni. Aquele que se senta como o Hotṛ entre filhos de Manu: ele. 7 . e não são desapontados em sua esperança. Eles ansiavam juntos pela semente em seus corpos. servindo Ṛta de modo adequado. na verdade. 8. o Deus Supremo. 1.

2 4. 3. ser usadas em seu sentido literal. O sol oblitera a alvorada por seu brilho superior. mas as expressões devem.1). como o extintor da alvorada. como um homem benevolente. entre a humanidade. permeaste todo o mundo com atos devotos. se espalham pelo céu visível. (Seus raios). o Sábio. invocar (para a cerimônia). Que (os espíritos malignos) nunca interrompam aqueles ritos nos quais tu deste a (esperança de) recompensa para as pessoas (que os celebram). e seu mensageiro. isto é. para eles. 7 o sabor doce do alimento. abrem as portas (da câmara sacrifical) e. como um concessor de bem-aventurança a ser atraído para os homens. junto com outros homens.1 2. O sábio. todos. levando a oblação espontaneamente. e de forma reconhecível. com os Maruts. pois. 4 o concessor de residências. como amante da Alvorada. com poder tu os circundaste: Pai dos Deuses. assim como no primeiro verso. e o judicioso Agni é o concessor de sabor ao alimento. ajudado por seguidores como tu mesmo. ou homens. Agni (Wilson) (Sūkta V) O mesmo que o anterior. ó Agni. ou dos sacerdotes (ritvijām). tu. 6 Céu e terra unidos em uma única concepção dual. dá sustento paterno aos deuses. 3 tu afugentas os intrusos. o causador de decadência. 2. como o (sol). como o úbere das vacas (dá doçura ao leite). é o iluminador (de todos). se (tais espíritos) perturbarem o teu culto. 1 . ele se torna da forma. Agni. o humilde. A passagem também é explicada. ele supera homens (opositores). Quando nasceste. 1. isto é. Branco brilhante (Agni). o humilde. e enche unidos (o céu e a terra com luz). esplêndido. considere (os desejos) desse (seu adorador). ou natureza.3. Tu. (5.5 ele encheu os dois mundos unidos6 como com a luz do céu. 3 Com iguais líderes. Agni é assim chamado por fazer seu aparecimento como fogo sacrifical no primeiro romper do dia. e. tu te tornas Mitra quando aceso”. ou dos deuses. senta benevolente no meio da casa. como o transportador de oblações. uṣo na jārah. como o oferecedor. daquela divindade. o protetor. como o brilho do radiante (sol). provavelmente. que discerne como o úbere da vaca. com uma aplicação metafórica. então. ao passo que ele é filho deles. de oferendas sacrificais. ele senta na câmara sacrifical.223 Hino 69. Varga 13. que é possuidor de luz múltipla. como no texto: “Tu nasces como Varuṇa. aqui. Quaisquer seres (divinos) que eu possa. ao comando deles. como um filho. Agni. 5 O Sol e Agni são chamados de amantes de Uṣas ou Aurora. Pode-se dizer que Agni. 2 Isto é. o extintor da alvorada. Ele espalha alegria em uma residência. Brilhante. contudo seu Filho tu eras. sendo (ambos) o pai e o filho dos deuses. como um filho (recém) nascido. assumes todas as qualidades celestiais (deles). como cavalo de batalha animado. Devānāṃ pitā putraḥ san. Agni (Griffith) 1. Convidado (para a cerimônia). Índice ◄►Hino 70 (Wilson) ____________________ Hino 69. 5. 4 Essa frase é. espalhando felicidade. Que Agni. o último sendo explicado por jarāyitṛ. logo que manifestado.

(ele é) a doçura do alimento11 – 4. como um cavalo forte. que Agni então ganhe tudo através do poder Divino. sendo o filho dos deuses tu te tornaste o pai deles. Índice ◄►Hino 70 (Oldenberg) ____________________ 7 Agni discerne e seleciona os sabores doces das oblações do mesmo modo como o úbere de uma vaca seleciona e assimila os sucos doces da grama e ervas para a produção de leite. 6. Quando eu chamar (para o sacrifício) os clãs que residem na mesma habitação com os heróis. Aquele de fato é o teu ato extraordinário. 10 O amante da Aurora é aqui o Sol. levando por si mesmos. que Agni então obtenha todos os poderes divinos. Como o amante da Aurora resplandecente e brilhante.10 ele tem.8 4. que. Nascido na residência como um filho encantador. 9. ADHYĀYA 5. 5. Eles. Quando tu escutaste esses heróis. nunca insensato. Quando os homens e eu. Transportando (a ele) eles abriram por si mesmos as portas (do céu). (ele é) como o úbere das vacas. ninguém transgride aquelas tuas leis. 8 O significado do segundo hemistíquio não é claro. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que tu mataste. Neste caso nós teremos que traduzir: “Que Agni pelo seu divino poder obtenha tudo. de forma familiar: que ele (desse modo) preste atenção nesse (sacrificador). AṢṬAKA I. que ele se lembre de mim. que estão voltados um para o outro. como a luz do céu. (Agni é) um adorador (dos deuses). HINO 69. Este é teu motivo de orgulho. 8. como um cavalo de corrida que é bem cuidado. enchido os dois (mundos do Céu e da Terra). e unido com os heróis rechaçaste a desgraça. 3. ele é encantador em casa. tu derrotaste com teus iguais. o mais adorável. Ninguém transgride essas tuas leis sagradas quando tu tens concedido audiência para esses comandantes aqui. acompanhado pelos heróis. 1. VARGA 13. Brilhante. sentado no meio. Logo que tu nasceste tu te distinguiste pelo teu poder mental. seus raios levando a oblação por sua própria vontade. chamamos.224 3. Todos eles gritaram pelo aspecto do sol. satisfeito. 11 Veja em 5. ele tem vagado através dos clãs. tu tens realizado as tuas obras. Como um amigo bondoso para os homens. como Ludwig o toma. com teus companheiros. como o amante da Aurora. (todos os inimigos).12 7. flamejante. 9 Ou.” . ele leva o povo adiante. 10. 5. Índice ◄►Hino 70 (Griffith) ____________________ Hino 69. espalhando luz. 12 Talvez devatvā seja um instrumental. Como uma criança quando nasce. para não ser extraviado. Como o amante da Alvorada. conhecido como colorido como a manhã. com heróis. na casa. 6. ou os corcéis que puxam espontaneamente a carruagem da Alvorada. 2.9 abrem as portas: todos eles ascendem para o belo lugar do céu. (sempre) judicioso. 7.

(Eles oferecem oblações) na montanha. o germe de todas as coisas que não se movem e que se movem. os devotos. 2. e parece um adversário temível. Protege esses seres com pensamento cuidadoso. Agni (Griffith) 1. Agni. Agni. que és onisciente. sacrifícios a ti. Agni. e brilha com luz pura. Nós pedimos (alimento) abundante. como o invocador (dos deuses). – tendo. ou na mansão. diferentes. em muitos lugares. imortal.3 – ele. e (aqueles que regulam) o nascimento da raça humana. que é como alguém que tem sucesso (em seus empreendimentos). 3. A quem muitas alvoradas e noites. para nós. até na rocha e na casa: Imortal. Índice ◄►Hino 71 (Wilson) ____________________ Hino 70. como antes. Varga 14. Ele que é o germe das águas. e realizando atos virtuosos. e da raça do homem mortal. como um (príncipe) benevolente entre seu povo. 5. esteja presente e regule todos os nossos atos de culto. . conhecendo bem os atos que são endereçados às divindades. e está bondosamente sentado no rito sagrado. receba toda oblação que nós oferecemos. Agni. etc. para aquele Agni. ou o significado pode ser ‘obtenha todo presente’. conhecendo as raças de Deuses e de homens. permeia todos os ritos sagrados.225 Hino 70.. investido com a verdade. o germe das florestas. nascido na Lei. a quem muitas (manhãs) e noites de diversos matizes aumentam. o embrião. (Que Agni). ou possuindo.2 concede riquezas para (o adorador) que o cultua com hinos sagrados. e conheces a origem de deuses e homens. 3 Isto é. que deve ser aproximado por meditação. ele cuida de toda a humanidade. que é brilhante em combates. tornando efetivas todas as nossas obras santas. Agni é o Senhor das riquezas para o homem que lhe serve prontamente com cânticos sagrados. a noite. como (filhos) de um pai idoso. 1 Ele é o garbha. todas as coisas móveis e imóveis aumentam. Que nós. que Agni com luz bela permeie cada ato. nas águas. tornam forte. um amigo). e que todos os homens nos tragam tributo aceitável.1 e dentro de todas as coisas móveis ou imóveis. 2. 2 Kṣapāvat. tem sido propiciado. Oferecendo. 3. – a ele. dentro das florestas. todas as coisas que se movem e ficam paradas. os homens recebem recompensas de ti. ganhemos muito alimento por meio da oração. o Arauto que repousa na luz. Agni (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. 6. 4. e adquire (o que ele deseja). confere excelência ao nosso gado valioso. para existência. o observador das leis celestes dos Deuses. que está dentro das águas. do calor natural ou artificial. a quem. 4. que é como um guerreiro lançando um dardo. protege todos esses (seres que residem) sobre a terra. a quem. como então especialmente brilhante e luminoso. o germe interno de calor e vida. 1. (seja. etc. e tornando todos os atos (religiosos produtivos) de recompensa. Agni. o senhor da noite. – ele foi obtido. todos os quais dependem.

tenhamos sucesso em muitos pensamentos (piedosos). 9. a quem o que se move e o que fica parado (aumenta). 4. 4. esses seres. Protege. 5. como um arqueiro poderoso. . compartilhando. 1. HINO 70. 1. como um vingador temível. ó herói-sol!" 6 Esse verso possivelmente pode ser uma adição posterior.4 (Ele é) como um protetor dos clãs. 116. Tu pões valor em nossas vacas e bosques: todos trarão tributo para nós para a luz. que é o filho das águas. a riqueza de um pai idoso. A tradução seria: "Todos os homens têm trazido tributo a ti. 10) do que para os adoradores humanos? Possivelmente nós deveríamos mudar svaḥ ṇaḥ (svar ṇaḥ do Saṃhitāpāṭha) para svarṇaḥ.226 5. Índice ◄►Hino 71 (Oldenberg) ____________________ 4 Ou: até na rocha (eles têm feito homenagem) para ele. Que nós. às árvores tu tens concedido excelência. um vingador feroz. 1. Em muitos lugares os homens têm te adorado. Veja 2. Ele que compreende as leis divinas e o nascimento da raça humana. em sua residência. (se mostra como um) protetor da terra (senhor) das riquezas para o homem que o satisfaz com (orações) bem pronunciadas. I. o filho das árvores. ele que de fato realiza todas as suas obras. impetuoso em disputas. Eles têm (te) levado para lugares diferentes. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. desse modo ele brilha em batalha. 6. em suas diferentes formas. 61.5 10. 7. Ludwig propõe ler duroṇām: ‘dentro da pedra é a sua morada’. Como um arqueiro corajoso. ó conhecedor. Que Agni com seu esplendor puro obtenha tudo – 2. ADHYĀYA 5. tu que conheces o nascimento dos deuses e dos homens. e o filho do que se move. Ele. Aquele Hotṛ que se sentou no sol. como alguém habilidoso e ousado. AṢṬAKA I. 48. ele que é de boa vontade. Ele a quem muitas noites (e alvoradas). o imortal. os pobres. Os homens têm te servido em muitos e diversos lugares. como filhos (dividem) a propriedade de um pai idoso. (Ele é) como um homem ávido que vai direto (para o seu objetivo). Mesmo na rocha (eles têm feito homenagem) a ele. Às vacas. o filho do que fica parado. 5. Pois ele. 5 Não é mais provável que o tributo fosse trazido para Agni (veja 5. podem aumentar. e na habitação (humana)? Eu acredito que nós devemos fornecer um verbo do qual o dativo asmai dependa. por assim dizer. tem sido adorado com sucesso (pelos sacrificadores humanos). 6. Índice ◄►Hino 71 (Griffith) ____________________ Hino 70. Agni. Que todos os homens nos tragam tributo no sol. 3. VARGA 14. 1. Recherches sur l'Histoire de la Samhitâ. Veja Bergaigne. o deus impregnado por Ṛta – 8.

5 Isso expressa uma noção ainda corrente entre as nações do Oriente. a qual é (a princípio). e o colocado diante deles. derrotaram os Asuras”. e obtiveram dia acessível. 2 . (então) luminosa. nos cinco ares assim denominados. ou pode ser derivado de ji. e o deus concede luz para sua própria filha. Varga 15. 3. Eles fizeram. Agni.2 4. como em um diálogo entre eles. pois eu. 6. do culto do Fogo. (como mediano. e te oferece uma oblação. que. Varga 16. (e finalmente) radiante. mas é dito que aqui ele significa o ar vital principal (mukhyaprāṇa). Eles guardaram a ele (Agni. “os deuses. eles vão à sua presença. manda atrás dele uma flecha ardente a partir do seu arco terrível. 3 Mātariśvan é um nome comum de Vāyu. como um príncipe que se tornou um amigo envia um embaixador para seu (conquistador) mais poderoso. na câmara sacrifical). eles fizeram do culto dele a fonte de riqueza. o Sol. (a alvorada). torna os nossos desejos conhecidos para os deuses. 8. se não na criação. aumentado de duas maneiras. e tendo detido a flecha. no Aitareya Brāhmaṇa. tu. e como o melhor). conquistar. ele se torna brilhante e manifesto4 em toda mansão. Āditya. estando alarmados. Os nossos antepassados.7 e que 1 Ketu. “os deuses e os Asuras uma vez estavam envolvidos em combate. de acordo com o comentador. de Jana.5 5. assíduos na adoração dele.’” 4 Jenya. te reconhecendo. Livres de todo (outro) desejo. o persuade a realizar a função de mensageiro. tu. no rito da manhã”. escura. que a missão de um enviado a um príncipe estrangeiro é um reconhecimento da superioridade do último. a qual tem relação com o alimento. aumentas os meios de sustento dele. portando eles chamam Agni de todos os deuses. entraram no fogo. e as vacas (que tinham sido roubadas). sustento (a vida). 1. o emblema do dia. de acordo com os Taittirīyas. e praticam os direitos dele. ou Vento. isto é. como esposas amam seus próprios maridos. Todas as iguarias (sacrificais) se concentram em Agni.1 (Āditya). Quando o ar vital difuso3 excita Agni. (Paṅi). nós não temos nenhuma sobra para outros. Que aquela faculdade (digestiva de Agni). Que aquele a quem tu mandas com seu carro para a batalha retorne com riqueza. os Asuras e Rākṣasas. para nós. pelo som. e honram a ele. Quando (o adorador) te acende na própria residência dele. desejando isso diariamente. O nosso alimento não é comido por nossos parentes. dividido (vihṛta). como os sete grandes rios fluem para o oceano. porque. que tem direito à honra. e sustentando os deuses e homens por meio de suas oferendas. Essa estrofe e a anterior são confirmativas da parte tida pelos Aṅgirasas na organização. o arqueiro. como os raios de luz (são assíduos no serviço) da alvorada. 7. que conheces (todas as coisas). tendo feito dele seu escudo. mas Agni. amedrontaram o devorador forte e audaz. imitando Bhṛgu. Quando (o adorador) oferece uma oblação para seu grande e ilustre protetor. os Aṅgirasas. como a fonte de força viril. por seus louvores (de Agni). (com gesticulações). seja concedida ao devoto e ilustre protetor dos sacerdotes. e ser traduzido como ‘vitorioso’. ser nascido. Assim. e o instituidor do rito. os primeiros. Os dedos contíguos. tendo despertado Agni. o satisfazem (com oblações oferecidas). amando o afetuoso Agni. no sacrifício matutino.227 Hino 71. um caminho para o vasto céu. citado pelo comentador: “Para eles disse o ar Ariṣṭa: ‘Não fiquem surpresos. se retira. 2. 6 Isto é. Agni (Wilson) (Sūkta VII) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. mas a métrica é Triṣṭubh.6 portanto. Agni. tendo me tornado quíntuplo. por isso devotos opulentos preservam os fogos dele. com ele em sua vanguarda. repulsaram. o ávido (Rakṣas). o indicador ou causador do dia ser conhecido.

tornaram seu serviço12 produtivo. os mais ativos. Pelos nossos irmãos o nosso alimento não foi descoberto:16 encontra com os Deuses proteção para nós. Não desfaças. 2. sozinho.32. irrompendo à visão. Quando o homem verteu suco para o Céu. o caminho do céu. ser aberta. 13 O ser divino ou semidivino que trouxe Agni para Bhṛgu. as irmãs de um lar9 o têm incitado adiante.14 6. 12 A adoração de Agni. a nossa amizade ancestral. 15 Veja 1. não ansiando por alguma coisa. 14 Esse verso é muito obscuro. enquanto com alimento doce a raça dos deuses eles fortalecem. ou traz o culto que tu amas diariamente. Amando o Afetuoso. tu de poder duplo aumentas sua substância: que aquele a quem tu incitas encontre riquezas. eles nos forneceram dia. para a geração de grãos’. que percorre. escura. Todas as iguarias sacrificais servem Agni como os Sete Rios15 poderosos buscam o oceano. os dois reis. Ou retas pode ser traduzido como ‘água’.12. impecável. vigoroso e inteligente. 10. como Bhṛgu eu tenho ido como seu companheiro. é. o poderoso Pai. 11 Os Aṅgirases sacerdotais. e radiante avermelhada. então os dividindo entre os fiéis ansiosos. raios da manhã. Visto que Mātariśvan. assim como as vacas10 amam a manhã.228 Agni nasça. ao mesmo tempo. ele soube e se libertou do abraço apertado. 7. Agni. O Sol. 9 Os dedos que o servem por acender o fogo. os Aṅgirases. 4. e o Deus lançou seu esplendor em sua filha. 8 Agni. quando a passagem irá significar. ou calor e umidade. . assim como do presente. 10 As nuvens iluminadas pela aproximação da Alvorada. Índice ◄►Hino 72 (Wilson) ____________________ Hino 71. se espalhem pela terra. como (seu) filho robusto. ‘que fogo e água. com mãos generosas. Todo aquele que tem chamas para ti dentro da residência dele. são os guardiões da preciosa ambrosia do nosso gado. o tem agitado. se Mātariśvan ou Agni. Agni (Griffith) 1. como em uma missão para um Soberano maior.13 muito difundido. 3. é incerto. O Deus pode ser Dyaus. pois tu és conhecedor do passado. e o instigue (para atos de culto). a ele. 9.8 como esposas seus maridos. sim. senhor de todos os tesouros.11 com bramido. antes que aquela fonte de destruição (prevaleça). Os nossos antepassados com louvores rebentaram até a fortaleza firmemente estabelecida. e sua filha pode ser Uṣas ou Aurora. 7 Isto é. com a velocidade do pensamento. de cor brilhante. que mantinha a chuva aprisionada. Eles fizeram para nós um caminho para alcançar o céu alto. a montanha. sinal do dia. luz. e ele em toda casa se tornou brilhante e nobre. fizeram por meio de prece e oração a nuvem semelhante à montanha. Pensa em mim. O arqueiro corajosamente atirou nele sua flecha. assim a decadência enfraquece (o meu corpo). eles vêm. Mitra e Varuṇa. 5. Quem é o arqueiro. Eles restabeleceram a ordem. nem está claro em quem a flecha foi atirada. o vigor derivado do agni digestivo. etc. os primeiros instituidores do culto religioso. O sentido do primeiro hemistíquio parece ser que quando oblações foram oferecidas para Dyaus ou Céu Agni resplandeceu livre da noite circundante. Do mesmo modo como a luz (corre pelo) céu. tu que conheces.

debilita o corpo: protege-me antes que aquele mal se aproxime. Aumenta. 3. nós não podemos apoiá-los como deveríamos’.20 Tu. fortalecendo-os por lhes oferecerem prazer. o semelhante a Bhṛgu assumiu o cargo de mensageiro (para o mortal). as ‘irmãs’ podem ser os dez dedos que geram Agni por atrito ou as correntes de água entre as quais Agni cresce. que procuram obter (riqueza). as (preces) amplamente propagadas dos pobres. Max Müller propõe a tradução: ‘A nossa riqueza não é conhecida pelos nossos parentes. romperam até as fortalezas resistentes por meio de seus hinos. mas dependemos de Agni e dos outros Deuses. Agni trouxe à luz e encheu de vitalidade a hoste impecável vigorosa e bem proporcionada. 17 . Varuṇa e Mitra. Índice ◄►Hino 72 (Griffith) ____________________ Hino 71. os Aṅgiras. A velhice. 2. segundo Sāyaṇa. a Noite e a Aurora. Eles fundaram a Ṛta. como esposas de um mesmo ninho (casa). 10. Nossos pais. a rocha por seus gritos. Por que é dito que essas irmãs se deleitam na deusa escura e na deusa brilhante. o nobre. Quando ele tinha criado seiva para o grande pai Céu. o conhecedor se aproximou furtivamente das (vacas) pintadas. como nuvens reunidas. Todo alimento vai para Agni. então. como para um rei mais poderoso. 16 Isto é. chegou a todas as casas. é sempre Senhor das Riquezas. não rompas a nossa amizade ancestral. As irmãs têm se regozijado na (deusa) escura e na vermelha. protegem o néctar precioso em nosso gado. Que ele a quem tu incitas seja unido com riquezas. nós não procuramos por nossos parentes em busca de alimentos. dotado do conhecimento mais profundo.229 8. 4. isto é. ou correntes de ghṛta ou semelhantes. portanto. eles obtiveram o dia e o sol e o brilho da aurora. 9. O sacrificador. 18 Se o texto está correto. Sábio como tu és. O arqueiro atirou ferozmente uma flecha nele. AṢṬAKA I. se aproximam da tribo dos deuses. Talvez isso queira dizer Indra que vem acompanhado pela hoste vigorosa de Maruts. A nossa força não brilha a partir de parentes. Em seguida.18 como vacas na alvorada gloriosamente brilhante. direto do céu desce a umidade límpida. Eles abriram para nós o caminho do grande céu. o seu próprio marido.' O prof. 19 Esse verso difícil evidentemente trata do incesto que o pai Dyaus cometeu com sua filha. As carinhosas (mulheres) têm excitado (amorosamente) seu amante. HINO 71. Agni. 7. Os Reis com mãos belas. o Sol. permanece incerto. Quando a luz encheu o Senhor dos homens17 por aumento. 1. como os sete rios jovens (fluem) para o oceano. duas vezes mais a força do homem que te adora em sua casa. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. VARGA 15–16. adquire tu força para nós. as efetivas. Ó Agni. 20 Nessa passagem o poeta me parece dizer: 'Nós não temos parentes fortes que possam acrescentar brilho à nossa força. que sabes disso. eles colocaram em movimento esse pensamento. Somente aquele que como o pensamento procede rapidamente em sua jornada. 5. que foi levado a muitos lugares. Quando Mātariśvan o tinha produzido por atrito. obtém entre os deuses bondade para nós. Desse modo. o avermelhado. estando ligado a ele. ele. ó Agni. ou oferece dia-a-dia adoração ao afetuoso. O deus dirigiu seu poder impetuoso contra sua filha. ADHYĀYA 5.19 6. que são livres de sede.

12 e seguintes. governa sozinho sobre toda a riqueza.4). Veja 3. Essa pode ser a tropa dos sete Ṛṣis. A velhice prejudica a aparência (dos homens) como uma nuvem (cobre o sol ou o céu). o esperma brilhante caiu do céu (ou do deus Dyaus). embora isso me pareça menos provável.1. Aquele que percorre os caminhos rapidamente como o pensamento. (Há) os dois reis Mitra e Varuṇa com as mãos graciosas.31. 72. Pensa (em nós). 22 .1-5. Índice ◄►Hino 72 (Oldenberg) ____________________ 21 O poeta retorna aqui ao mito do qual ele havia falado no verso 5. Não te esqueças. ó Agni. o Sol. 4. jovem.21 Quando o esplendor forte alcançou o senhor dos homens para incitá-lo. da nossa amizade paterna. 10. que és um sábio possuidor de conhecimento. Ou os Maruts são aludidos (veja abaixo. que vigiam a amada ambrosia nas vacas. bem-intencionada. Agni produziu e promoveu a hoste impecável.230 8.22 9. antes que essa maldição (nos alcance).

5. por três anos. etc. com suas esposas. como no Aupāsana. nas oferendas sacrificais. e. chamado de Rudra. o eterno. Mitah. Anyādṛś. em todos os sacrifícios. e alcançaram o céu. com eles. por isso. (igualmente) puro. associado com śaśvata. e são. portanto. 7 e. uma metade. 7 Passos secretos ou misteriosos. Agni. 2. provavelmente. Agni. prestaram adoração reverente a ti. 5 Aqui. descobrindo-te. relata que. o compartilhador de metade da oblação. Pūrṇamāsa. chamados de Rudriyā.. móvel ou estacionário. o encontraram em seu retiro excelente. não o descobriram. eles pararam no último belo (esconderijo) de Agni. e outros. te adorado. perguntando.6 Varga 18. de serem protegidos. Oprimidos pela fadiga. Os deuses. 7. também. durante uma batalha entre os deuses e os Asuras. Vaiśvadeva. Por essa participação. de fato. os puros. O comentador completa com Maruts. pois Rudra é Agni. Isso parece como se uma primeira causa fosse reconhecida. se apropria das preces endereçadas ao eterno criador. em explicação. abandonaram o resto dos seus corpos em sacrifício. aqueles nos quais algum tipo de alimento é oferecido. a ele mesmo. sendo regenerados. ‘o compartilhador da metade’. portanto. Descobrindo o furto. e foi. Agni (Wilson) (Sūkta VIII) Ṛṣi. (Homens devotos) competentes para oferecer sacrifícios. de joelhos. Os Maruts são. etc. nós temos somente o epíteto nemadhitā. a parte principal dos quais é a libação do suco Soma. 1.3 A tropa de mortais4 (Maruts). pelos quais o céu deve ser alcançado. sete pratos são colocados na cerimônia Agnicayana. e se refere a alguma lenda. – e é. de nema. e outros. Homa. em um sentido figurativo. 6 Os deuses. segundo a escola Taittirīya. ou aplicáveis. Seguros.231 Hino 72. Varga 17. A lenda que é citada. 6. para a subsistência dos homens. entre os vastos céu e terra. Darśa. à qual. Sammitah. portanto eles adquiriram nomes dignos (de serem repetidos) em sacrifícios. a outra metade vai para todos os deuses. Portanto. têm conhecido os três vezes sete ritos místicos contidos em ti. é dito. Agni arrebatou a riqueza que os primeiros tinham escondido. protege o gado deles. os deuses. 3 Os hinos dos deuses são endereçados a Agni. com (Indra).1 Agni é o senhor das riquezas. Esses são organizados em três classes. porque eles não podem ser celebrados sem fogo. Aqueles que devem ser adorados (os deuses). a qual não foi preservada. (por Agni). embora. e recuperaram seu tesouro à força. com igual afeto. em suas mãos. e estava em todos os lugares em volta. Agni chorou (arodīt) pela perda. ele as faz presentes. vagando a pé. que és conhecedor de todas as coisas a serem conhecidas. O criador é chamado de Vedhas. segurando. sempre provê. (alimento) que alivia a aflição. aqui. eles sejam identificados com ela. como no Āgnyādheya. e os não confundidos (Maruts). Visto que. Atyagniṣṭoma. Pratidṛś. Todos os imortais. Agni. – geralmente um nome de Brahmā. Todos esses estão contidos em Agni. Indra tem direito. com manteiga clarificada. – mortais deificados. desejando a ele que era (querido) para nós como um filho. os Haviryajñas. 4 O texto tem somente martah. e tudo o que (pertence a eles). Tādṛś. como o Agniṣṭoma. os deuses perseguiram o ladrão. eles trocaram seus corpos perecíveis.2 4. o comentador preenche com Marudgaṇah. com Agni..5 sabendo onde Agni estava se escondendo. Mas a expressão é obscura. do ramo Taittirīya do Yajush. por quem. . que concede rapidamente (àqueles que o louvam) todos os (presentes) dourados. ou: os Pākayajñas. aqueles nos quais manteiga clarificada é oferecida. ao verem seu amigo. os puros (Maruts) adoraram a ti. e cientes dos atos dele. etc. e os Somayajñas. muitas coisas boas para os homens. como antes. 2 O texto tem somente śucayaḥ. e. ‘o mortal’. e eles são respectivamente invocados pelos nomes Īdṛś. Rudro’gnih. se sentaram. distinta de Agni e dos deuses elementares. constituíram o sacrifício. como os Ṛbhus. recitaram (hinos) dedicados a Rudra. 3. por imortais. obtiveram corpos celestiais. cada um composto de sete. significando os ritos dos Vedas. Desse modo tu serás o diligente 1 Isto é.

se espalharam em todas as direções. pelos quais eles viajam. como Ludwig observa. 10 O sentido parece ser que.1). O comentador preenche com ‘Agni. e Indra enviou Saramā na busca. 4. nesse (Agni).13 O grupo mortal. Porque com óleo sagrado os Puros. 14 Os Maruts. e nascidos nobremente eles dignificaram seus corpos. se esforçou. que os impediam de cair.11 3. Agni pode ser considerado como o principal causador dos incidentes. e mensageiro dos deuses. Por isso.10 Agni é agora o senhor do tesouro dos tesouros. absolutamente. instituíram todos (os ritos sagrados). 2. encontrou Agni colocado na posição mais elevada.’. o querido Bebê que ainda está à nossa volta. como rios correndo. ou agente. aquela imortalidade o caminho da qual eles tinham feito ou projetado. sua posição no céu. nutrido pelas oferendas queimadas. com oblações). 11 A fuga de Agni e sua procura pelos Deuses já foram citadas antes (1. junto com seus filhos poderosos. A ideia aqui é. as chamas dele são às vezes terrivelmente destrutivas. Os Deuses infalíveis todos à procura não encontraram a ele. 13 Rudra aqui é um nome de Agni. e as duas porções de manteiga clarificada que são os dois olhos (do sacrifício). quando levado por Bala. serviram a ti o muito puro por três estações de outono. quando propiciado por oblações com fogo. 8 Essas circunstâncias são declaradas. O sol. por ti. concedendo continuamente todas as bênçãos imortais. seguindo o rastro dele. através do conhecimento obtido por meio de sacrifícios sagrados. 9 e a mãe terra. a progênie de Manus. os santos revelaram os poderes de Rudra. é capacitado para enviar a chuva que abastece os rios. Agni. etc. (Os oferecedores de oblações) têm colocado. aos Ādityas. e as tuas chamas brilhantes.232 portador de oblações.14 discernindo à distância. certos atos sagrados.65. embora Agni conceda dádivas muito boas para os homens. eles mesmos obtiveram nomes sagrados para culto. no texto.12 portanto. que os Deuses realmente não encontraram Agni – embora ele estivesse visível em sua forma terrena – até que eles chegaram ao verdadeiro conhecimento filosófico do Deus como ele é. para sustentar (o mundo). desde que os Ādityas. mas a conclusão da elipse é consistente com as noções correntes. ele humilha os poderes superiores de cada ordenador sábio. Agni. Aditi. (e se regozijaram). e os deuses perceberam isso. por ti. com o qual o homem. Ludwig observa que o período de três anos em conexão com votos religiosos ou cerimônias é mencionado em outra parte também. os quais asseguravam. por ti os sacerdotes. assim chamados por não terem sido originalmente imortais. ainda é nutrido. estava escondido. 10. (Agni. . Cansados. 8. Os sete rios puros que fluem do céu. Índice ◄►Hino 73 (Wilson) ____________________ Hino 72. Embora segurando muitos presentes para os homens. eles chegaram ao mais alto lar fascinante de Agni. Tu tens sido alimentado. Tornando-os conhecidos aos espaçosos céu e terra. (são dirigidos. por ti Saramā descobriu o leite abundante das vacas. Agni. conhecendo os caminhos entre (a terra e o céu).8 9. Agni (Griffith) 1. sem qualquer referência ao instrumento. com sua magnitude. ou. Então os imortais vieram do céu. os A ṅgirasas recuperaram seu gado. 12 Durante três anos. 9 Isto é. as honras graciosas (da cerimônia). projetando uma estrada para a imortalidade. dedicados.) hábeis em sacrifícios. reconheceram as portas da (caverna onde) o tesouro (de seu gado).

20 Os raios do Sol.233 5. e seus grandes Filhos são os Ādityas. e assim estão contidas em Agni. Conhecendo a Lei. 7. Eles que se aproximaram de todas as operações nobres fazendo um caminho que leva à vida imortal. com seus cônjuges. e seus grandes Filhos. . organizados em três classes de sete. 9. a mãe vasta. AṢṬAKA I.18 ficaram no poder. eles tornaram seus próprios os corpos os quais eles castigaram. Agni. prestaram culto ajoelhando-se para ele adorável. seguindo os passos dele. concordantes. ele que tem nas mãos todo o poder viril. 10.19 eles deram a ele o presente de glória bela. Logo que os seres santos tinham descoberto as três vezes sete coisas místicas contidas dentro de ti. 3. Os atentos (deuses). oferendas de vários tipos. Tu. os adoráveis apresentaram seus poderes como Rudra. etc. pela realização desses sacrifícios eles asseguram a queda da chuva na estação apropriada. concordantes. perceberam e descobriram Agni estabelecido no lugar mais alto. ele assumiram nomes veneráveis. profundamente hábil nos caminhos dos Deuses. carregador de oferendas. Aditi. discerniram as portas das riquezas. os sete rios poderosos do céu. nos tens enviado boa comida em sequência constante para a nossa subsistência. embora permanecendo ao redor de nós.15 com essas. Aditi é a Natureza infinita. suco Soma. Amigo encontrando proteção nos olhos de seu próprio amigo. Eles se aproximaram. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ADHYĀYA 5. superou) a sabedoria de muitos adoradores. alimento. plur. atingiram o mais alto. 22 Eu sigo o Padapāṭha que tem rudriyā. 16 O néctar ou bebida dos Deuses. 2. Agni tornou-se o senhor dos tesouros. 21 Aqui nós temos novamente o mito de Agni escondido que os deuses procuram. rudriyāh: 'os veneráveis Rudriyas (isto é. Adquirindo (ou.22 Os mortais. Maruts) lançaram-se para frente’. eles preservam o Amṛta:16 protege tu a vida de todas as suas plantas e gado. manteiga clarificada.21 Todos os imortais inteligentes quando procurando não encontraram o bezerro. 4. belo lugar de permanência de Agni. 15 Os ritos secretos ou misteriosos pelos quais o céu deve ser alcançado. Agora eles fluem como rios colocados em movimento: eles conheceram os cavalos vermelhos20 descendo. 6. 17 Veja 1. cansando-se. cheios de bom pensamento. Todas essas oferendas requerem fogo. Tu. Agni.. o brilhante. 8. quando (os seres) estavam em discórdia. te tornaste um enviado nunca cansado. HINO 72. Saramā encontrou a prisão firmemente construída do gado17 pelo qual a raça humana ainda é sustentada. os bem-nascidos formaram seus próprios corpos. Quando os Deuses imortais fizeram ambos os olhos do céu. ele que reuniu todos (os poderes da) imortalidade. conhecedor das obras dos homens. com Ghṛta por três outonos. 1.3. explorando) por si mesmos os dois grandes mundos. O bezerro significa Agni. VARGA 17–18. 19 O Sol e a Lua. 18 A Ave é o Sol. Mas possivelmente nós podemos ter o nom.62. Quando os brilhantes tinham prestado serviço a ti. ó Agni. para ser o sustento da Ave. Índice ◄►Hino 73 (Griffith) ____________________ Hino 72. Ele diminuiu (ou seja.

um substantivo como um nominativo. Conhecendo. ó Agni. A Terra se expandiu largamente com eles que são notáveis em sua grandeza. as ordens estabelecidas das residências (humanas). são femininas. 27 O sol e a lua? Essa explicação muito natural dificilmente irá ser modificada por causa de passagens como a seguinte (Śatapatha Brāhmaṇa I. a mãe Aditi. nota 1. Eles. Junto com suas esposas eles veneraram o venerável. 56. não seria muito improvável. no entanto. Saramā encontrou o forte estábulo das vacas das quais os clãs humanos recebem sua nutrição. Protege tu o gado e o que permanece firme e o que se move. que assumiram todos os poderes de seu próprio domínio. ‘Aquelas que são direcionadas para baixo' não podem ser as libações de ghṛta e semelhantes que as madrugadas veem? – O prof. 9. Sendo da mesma opinião eles23 se aproximaram reverentemente dele de joelhos. que sabiam o caminho correto e estavam cheios de boas intenções. as (oblações de manteiga chamadas) Ājyabhāgas”. preparando (para si mesmos) um caminho para a imortalidade. ó Agni’. Eu tomo. Então eles se precipitam para baixo como correntezas libertadas.26 com seus filhos. o outro como um acusativo. p. 6. Quando os adoráveis (deuses) descobriram os três vezes sete passos secretos (ou lugares) estabelecidos em ti. portanto. eles concordemente guardaram com eles a imortalidade. Max Müller traduz: ‘As pessoas reconheceram as (tuas) éguas vermelhas para baixo. 26 O pássaro parece ser Agni. sempre que a atenção de um dos amigos relaxava. tu te tornaste o mensageiro incansável. veja 5. Mas essas não podem ser chamadas de ‘direcionadas para baixo’. 28 Não é necessário mudar o texto.28 As vermelhas têm reconhecido. viram do céu os sete jovens (rios) e as portas das riquezas.234 5. aquelas que são dirigidas para baixo. outro amigo vigiava em lugar do primeiro. Veja o meu Prolegomena.27 eles colocaram belo esplendor nele (Agni). 6. – O assunto parece ser as correntes de libações sacrificais. Quando os imortais criaram os dois olhos do céu. As vermelhas podem ser as auroras.24 Abandonando seus corpos eles os fizeram deles próprios. 24 . 7. 3. Ele supre jvālāh ou toma aruṣīh como éguas. 38): "Estes são os dois olhos do sacrifício. para o repouso do pássaro. Conhecendo os caminhos que os deuses seguem. o (único) amigo despertando quando o (outro) amigo fechava os olhos. para que eles possam viver. que a hipótese adhāh kṣaranti (eles fluem para baixo). 369.29 Índice ◄►Hino 73 (Oldenberg) ____________________ 23 Provavelmente os mortais. ó Agni. 10. 'as vermelhas' e 'aquelas que são dirigidas para baixo'. o portador de oferendas. O venerável é Agni. 29 Ambas as expressões. eu creio. distribui presentes na devida ordem.25 6. 8. 25 O significado parece ser que.

(para a devida observância dos ritos sagrados). assim Agni. e. despojos dos nossos inimigos. o termo do texto. Que nós sejamos competentes para reter tua riqueza que sustenta bem. que os eruditos (que te louvam) e te oferecem (oblações). é o mantenedor do universo. 4.2 é a fonte da felicidade. Enchendo o céu e a terra. Agni. em mente e coração. confiaram a ti. Que teus adoradores opulentos. que nós destruamos os cavalos (dos nossos inimigos). (seus devotos). Índice ◄►Hino 74 (Wilson) ____________________ 1 Amati. em todos os combates. que têm direito a culto. os homens deles. permanece na terra. em suas residências. com úberes cheios. amando (Agni. como um filho na residência do pai. mortais. por (nossos) filhos. que nós ganhemos. 2 Como a alma é a base e fonte de toda a felicidade. abundante alimento (sacrifical). Na presença dele os homens se sentam. como riqueza patrimonial. por meio dos (nossos) cavalos. ele é um diretor.) para ser bebido. é a principal causa de felicidade. que é como o Sol Divino. os homens te preservam. a mesma em todas as modificações da terra. 2. Os rios. o alimento (sacrifical). deus e métrica são os mesmos. obtenham alimento (farto). a ti. que veio ao salão de sacrifício). ele parece) uma esposa irrepreensível e amada. nos tornemos opulentos. a quem tu tens guiado (para a realização de sacrifícios).235 Hino 73. os filhos deles. por suas ações. 9. Agni. como um convidado bem vindo. adquiram vida longa. por ti. Que nós. Agni (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi. 6. protege. solicitando a boa vontade dele. trouxeram. como um sacerdote oficiante. tu proteges o mundo inteiro.1 ele é inalterável. é o dador de alimento. ou qualquer outro elemento. como as instruções de alguém versado em escritura. a parte deles do alimento (sacrifical) para os deuses. Agni. como uma sombra (protetora). Ele. ele traz prosperidade para a casa do adorador. Varga 19. (com teu esplendor). em ti. por causa de riquezas. Ele. em lugares seguros. assim Agni é o mesmo em todos os sacrifícios realizados com fogo. instruídos. em quem se encontra toda a existência. sapiente Agni. (cercado por) amigos fiéis. e oferecem. têm fluído de uma distância. Tu. é explicado como rūpa ou svarūpa. Que esses nossos louvores. 1. compartilhando o esplendor dele. Agni. para (a obtenção de) renome. sejam agradáveis para ti. constantemente aceso. – ou preta e púrpura. e que nossos filhos. Como essa é. aqui e no futuro. em batalhas. pedindo a tua benevolência. forma ou natureza peculiar. 8. por (nossos) homens. – oferecendo. Como a natureza. e o firmamento. sê o portador de riquezas. (Os deuses). na proximidade da montanha. – oferecendo parte deles aos deuses. As vacas. e. . Varga 20. 3. resplandecente Agni. ele repousa na câmara sacrifical. eles fizeram a noite e a manhã de diferentes cores. vivam por cem invernos. essencialmente. e. (para o nosso benefício). 5. 10. Ele deve ser sempre estimado. como o principal agente do sacrifício. como o (Sol) divino. e (em pureza. 7. como um príncipe. que conhece a verdade (das coisas). que. Tal como tu és. como alma. e herdeiros de riqueza ancestral. (seu leite. Defendidos.

Tu encheste a terra e o céu e a região do meio do ar. recebem as oblações que os fortalecem para a realização dos grandes feitos que lhes trazem glória. de mente verdadeira protege com seu poder todos os atos de vigor. ó Agni.6 9. e colocaram juntos os tons pretos e roxos. Agni.3 nos enviadas pelo Céu. como riquezas patrimoniais. e os príncipes que trazem oblação obtenham vida longa. 6. 6 Afastando a angústia. heróis com heróis. 2. A água usada em sacrifício a qual flui ou é levada para a rocha ou pedra com a qual o suco Soma é espremido. assim. – todos devem se esforçar para conquistá-lo. Ele que. como Sacerdote. contigo. em assentamentos seguros. apresentando aos deuses sua parte por glória. 4 . Agni. glorificado por muitos. homens com homens. senhores da riqueza transmitida por nossos pais. 5. Índice ◄►Hino 74 (Griffith) ____________________ 3 As vacas cujo leite é usado nos vários sacrifícios oferecidos de acordo com a ordenança eterna. 4. A ti. solicitando o favor dele. ó Agni. Que teus adoradores ricos ganhem alimento. torne próspera a residência do servo dele.236 Hino 73. mugindo alto. 8. que ele seja portador de riquezas. continuar a receber e manter as riquezas que tu mandas. pedindo a tua benevolência.8 depositando em ti o dom da glória enviado por Deus. como a sombra de uma grande rocha ou árvore afasta o calor opressivo do sol. como uma dama irrepreensível querida para seu marido. Ele que reside na terra como um rei cercado por amigos fiéis. 8 Reter por nós teus corcéis que trazem riqueza. Que esses nossos hinos de louvor. isto é. e guia corretamente. amado como um convidado que repousa em aposento agradável – que ele. e que os nossos príncipes vivam cem invernos. como Savitar o Deus. que repousam em segurança. Agni (Griffith) 1. 3.5 Eles fizeram a Noite e a Alvorada de cores diferentes. verdadeiro. os Santos ganharam glória no céu. As vacas da santa lei. como a instrução de um homem sábio. de uma distância os rios4 fluíram juntos para a rocha. têm crescido com úberes carregados. Ele que concede alimento. como esplendor. Que possamos obter despojos do nosso inimigo em batalha. e segues o mundo inteiro como uma sombra. como um Deus que sustenta a tudo. como o alento que dá alegria. ó Agni. 7 Isto é.7 10. os nossos homens servem sempre aceso em cada habitação. Ordenador. que possamos conquistar corcéis com corcéis. ó Agni. sejam agradáveis para ti em teu coração e espírito. Que nós e aqueles que adoram sejamos os mortais os quais tu. que os homens ricos que instituem os nossos sacrifícios vivam até a maior idade geralmente concedida aos homens. Ajudados por ti. os Deuses imortais. Nele eles têm colocado esplendor em abundância: querido para todos os homens. Que nós tenhamos poder para manter teus corcéis de riquezas. como heróis que se sentam à cabeceira da mesa. 5 Pela graça de Agni os Santos. 7. levas em direção às riquezas.

). Como uma sombra tu acompanhas o mundo inteiro. atribuídas pelo Céu. A combinação das duas metáforas explica a expressão curiosa sudhurah rāyah. 55. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. E que nós. 2. Que nós. Sê tu possuidor de toda a vida. 139. 2. os homens. com nossos homens. como uma esposa irrepreensível amada por seu marido – 4. (Agni) cruzou o lugar (sacrifical) do adorador como um Hotṛ. Que esses hinos. HINO 73. ó Agni. Que nós sejamos capazes de controlar a ti. 14 A última parte é idêntica à segunda em 10. ADHYĀYA 5. As três primeiras partes são quase idênticas a 3. Suplicando proteção de ti. 11 ‘Sê tu. os homens têm adorado em suas residências seguras. que é satisfeito (por adoração) como um convidado que descansa confortavelmente. Aquele que dá vigor como riqueza adquirida pelos pais. os adoráveis (deuses) ganharam glória no céu.237 Hino 73. que possuindo todo descanso vive na terra como um deus. a riqueza bem atrelada. como esplendor impetuoso. 13 ‘Que nós ganhemos em batalhas o saque do inimigo. 12. ó Agni. 48. ó Agni. pl. estavam exuberantes com seus úberes cheios.11 5. 1. śakema sudhūrah yamam te. A ti. sejamos os mortais a quem tu promoves à riqueza. As vacas leiteiras mugidoras de Ṛta. Sendo donos das riquezas que seus pais conquistaram. ó Agni. AṢṬAKA I. que és rico em todo alimento. 5. etc. Max Müller. 10. para a tua mente e coração. 4. que estás constantemente aceso na casa. Lá as expressões se referem a Soma. obtendo uma parte (rica). para que nós possamos obter glória. 12 Aryah também pode ser nom. obtenham nutrição.9 protege com seu poder mental todos os assentamentos.10 (Agni). louvado por muitos. ó Agni. Ele que. com nossos heróis os heróis (dos nossos inimigos). deixando de lado uma parte para os deuses para a glória delas’. 97.15 adquirindo a glória que os deuses nos atribuíram. Eles fizeram a Noite e a Alvorada de diferentes formas. protegidos por ti. e significar ‘(nós) os pobres’. conquistemos com nossos cavalos corredores os cavalos corredores. sejam agradáveis para ti. adorador (dos deuses). Que nós ganhemos em batalhas o saque daquele que não doa. 1. que é um bom guia como a instrução de um sábio. tendo preenchido os dois mundos (Céu e Terra) e o ar. nossos doadores generosos e nós mesmos. diante dos deuses. VARGA 19–20.13 6. Que os doadores generosos. 10 . como um rei que fez por si mesmo amigos (valentes). 21. Eles têm colocado nele rico esplendor. Max Müller.14 9. sendo verdadeiro como o deus Savitṛ. o protetor das riquezas’. um protetor das riquezas. Os rios implorando o favor (dos deuses) de longe irromperam pelo meio da rocha com suas torrentes. o poeta naturalmente poderia dizer. Índice ◄►Hino 74 (Oldenberg) ____________________ 9 A primeira parte é idêntica à quarta em 9. o verdadeiro tornou-se precioso como o sopro vital. 7. 3. ó Agni. e digno de ser procurado. como heróis que se sentam na frente e sob abrigo. ele também é riqueza (2. Mas Agni não é apenas um cavalo. 15 Como sudhur e sudhura são epítetos de cavalos. 8. 2. eles uniram a cor preta e a vermelha (à Noite e à Alvorada). que os nossos ricos (doadores) cheguem a uma centena de invernos. que os ricos12 que dão presentes (para nós) obtenham um período de vida completo.

o matador de Vṛtra. em carnificina. Apressando-nos para o sacrifício. por ti. Que. Quando. Agni. e cujo sacrifício tu tornas aceitável.3 tu Filho da Força. Que os homens louvem Agni. 5. vamos recitar um hino para Agni.238 Hino 74. A ele. sem timidez. Aṅgiras. 8. ó de brilho belo. Agni.1. agora permanece na tua presença. Gāyatrī. filho da força. E fortaleces seu sacrifício.1 e o ganhador do saque em muitas batalhas. existindo desde antigamente. cuja oferenda tu transportas para o sustento deles. Agni (Griffith) 1. Varga 22. 2. 7. Varga 21. Que nos ouve mesmo quando longe. quando as pessoas se reuniam. 9. em uma missão dos deuses. Suas oferendas. que nos ouve de longe. Para cá traze esses deuses para a nossa louvação e para provar Esses presentes oferecidos. Quando tu vais. A ele. filho de Rahūga ṅa. para o oferecedor (de oblações) para os deuses. e provido de alimento. para o sacrificador. quando os homens malevolentes estão reunidos. desde os tempos antigos. tendo sido protegido. não é ouvido. Aṅgiras. ampla (riqueza). 6. 7. A ele em cuja casa um emissário tu amas provar seus presentes oferecidos. Agni pode aqui ser identificado com Indra. como um oferecedor (de oblações). 2. divino Agni. E que os homens digam. a métrica.6. Vṛtra pode ser aqui entendido como um inimigo em geral. os deuses (para receber) nosso louvor. 1. De fato. Traze para cá. nasceu Agni. tem preservado sua casa para o adorador. 4. vamos repetir uma prece para Agni. o Ṛṣi. 5. 3. suas oblações. 4. os homens chamam de afortunado em seu sacrifício. Sūkta I) O deus é Agni. ele mesmo que mata Vṛtra. todos os homens chamam de feliz em seu Deus. ou. Gotama. e nossas oblações para seu sustento. (O sacrificador). em tua missão de embaixador tu partes não é ouvido som de corcel ou esforço do teu carro. brilhante e concessora de vigor. 3. em cuja casa tu és o mensageiro dos deuses. 1 2 . logo que gerado. seu deus. embora audível.2 ele Que ganha riqueza em cada luta. Veja 1. e sua grama sagrada. Agni pode ser identificado com Indra. Agni. Que. Quando nós partimos para o sacrifício. tem preservado a riqueza. radiante Agni. Agni (Wilson) (Anuvāka 13. Aquele que estava antigamente sujeito a um superior. o relincho dos cavalos da tua carruagem de movimento (rápido). Índice ◄►Hino 75 (Wilson) ____________________ Hino 74. tu estás desejoso de conceder. 3 Um nome de Agni. 6.

O homem em cuja casa tu és um mensageiro. ó Agni. protegido por ti o corredor torna-se destemido. Ajudado por ti. ó Deus. ADHYĀYA 5. preservava sua casa para o adorador. o matador de Vṛtra). superior. Deus. que está atrás. o matador de inimigos (ou. quando tu partes em tua missão de mensageiro. a grande bem-aventurança de heróis fortes. ó Agni. 9. de modo que eles venham ansiosamente. o adorador.239 8. 6. HINO 74. para o adorador. o ofertante vai em frente. 1. o principal em. para aquele que oferece presentes. ó Agni. para cuja adoração tu concedes poder extraordinário – 5. 7. ileso. E tu deves conduzi-los para cá.. para que nós possamos glorificá-los. VARGA 21–22. 8. que ganha o prêmio em todas as batalhas’. 3. Quando. tu concedes dos Deuses. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.. Tal homem o povo chama de um doador de boas oblações. E força esplêndida. ó resplandecente. forte. brilhante. Nenhum ruído dos cavalos da carruagem em movimento é ouvido de modo algum. ele esteja longe ou conosco – 2. para as oferendas sacrificais. heroica. ó Aṅgiras. ganha a vantagem sobre aquele está à frente. um amigo dos deuses. E tu ganhas. 9. quando as tribos humanas se reuniam (em batalha). e possuidor de uma boa Barhis (ou grama sacrifical). Índice ◄►Hino 75 (Griffith) ____________________ Hino 74. um após outro. ó filho da força. vamos repetir uma oração para Agni que nos ouve. Parece que a palavra significa algum tipo de poderes hostis. . AṢṬAKA I. Agni. Índice ◄►Hino 75 (Oldenberg) ____________________ 4 Eu deixei sem tradução a palavra obscura snīhitīṣu. 4.4 . ele segue adiante: Agni. os deuses. dos deuses. e para cujo alimento sacrifical tu vais avidamente para te banquetear. E que as pessoas digam ‘Nasce Agni. Tu. Ele que. Seguindo adiante para o sacrifício.

na tua boca. Agora. uma oração agradável para ti e bem sucedida. 2. ó maior Aṅgiras. 5. Traze-os. Agni. da humanidade. traze os deuses para o sacrifício poderoso. todos os deuses. és tu? E onde tu resides? 4. HINO 75. tu que. de fato. aceitando nossas oblações em tua boca. ofereces o alimento sacrifical (aos deuses). Quem. Aceita alegremente o nosso discurso mais amplamente sonoro. Agni. Varga 23. Agni o mais sábio. Agni. Agni (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi. 2. para nós. Índice ◄►Hino 76 (Wilson) ____________________ Hino 75. propiciatório dos deuses. AṢṬAKA I. Escuta o nosso mais sincero discurso. para nós. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ADHYĀYA 5. 3. 1. Quem. VARGA 23. 3. esse hino tendo quatro em vez de cinco versos na versão de Wilson. é teu parente. deus e métrica. ó mais sábio e melhor Aṅgiras.] . o mais agradável para os deuses. E que nós então pronunciemos para ti. e onde tu repousas? 1 [O verso quatro das outras versões está ausente aqui. está presente na tua própria residência. Derramando nossas oferendas na tua boca. ó Agni? Quem realiza adoração a ti? Quem és tu. o seu bem amado Amigo tu és. é teu parente? Quem é digno de te oferecer sacrifício? Quem. 3. Mitra e Varuṇa. Agni. O parente. o melhor adorador. Traze para nós Mitra. Um amigo a quem amigos podem suplicar. E então. nós recitaremos para ti. Varuṇa. chefe dos Aṅgirasas.240 Hino 75. entre nós. dos homens? Quem é teu servo digno? Dependente de quem? Quem és tu? 4. 1. Índice ◄►Hino 76 (Griffith) ____________________ Hino 75. nós podemos endereçar (a ti) uma prece aceitável e gratificante. como antes. Agni (Griffith) 1. Aceita o nosso hino de som mais alto.1 Adora. para a tua casa. 2. Agni. ó Agni. A nossa oração preciosa. Quem é teu parente entre os homens. de muito benefício. adora. o alimento mais delicioso para os deuses. (celebra) um grande sacrifício.

(oferece as oblações) hoje com uma concha que alegra. Agni. a ti pode ser realizada para o nosso bem? O que cem encômios podem (efetuar)? Quem. (um sacrifício conforme a) a grande Ṛta. com tuas chamas. invocador veraz dos deuses. para que tu possas cultuar os deuses para a grande satisfação deles. que é um nome bastante incomum de Indra. no sacrifício do santo Manus. com os deuses. que és o transportador (de oblações). e sê o protetor dos nossos sacrifícios contra interrupção. Agni (Griffith) 1. para cá. ó Agni. pois tu és irresistível. 5. te amem: adora os deuses para obter para nós o favor deles. na tua própria casa. Queima todos os Rākṣasas. Qual aproximação da mente. Que o Céu e a Terra. Que o todo-expansivo céu e a terra te defendam. senta-te como Hotar. ó Agni. O último nome não se encontra no texto. Varga 24. por sacrifícios. Agni. tu. ó Agni. e tu. o amigo querido ('Mitra') dos homens. tu que nunca foste enganado. seus dois corcéis. cumpre a função de Hotṛ. 4. Somapatiṃ. a métrica é Triṣṭubh. 2 . Vem. Sacrifica por nós para Mitra e Varuṇa. Agni. 3. mas o deus é indicado por haribhyām. os onipenetrantes. sê. Agni. Como a mente pode se aproximar para agradar-te.241 4. 3. 5. ou de Potṛ. tu que és o depositário e gerador de riquezas. e nos desperta. Eu invoco (a ti). Tu. és o parente. obteve o teu poder? Com qual intento nós podemos te oferecer (oblações)? 2. Vem para cá. também. invocador (dos deuses). afasta as maldições dos nossos sacrifícios. 3 Indra. Agni (Wilson) (Sūkta III) Ṛṣi e deus como antes. Índice ◄►Hino 76 (Oldenberg) ____________________ Hino 76. que és digno de culto. 1 Na câmara onde oferendas queimadas são feitas. Sacrifica. Consome totalmente os Rākṣasas. Sacrifica para os deuses. Agni. Como. para que nós possamos mostrar hospitalidade para o concessor de prosperidade. (Indra). Senta-te aqui. Traze para cá o guardião do suco Soma. um amigo deve ser magnificado por seus amigos. com um hino produtivo de progênie (para o adorador). Agni? Qual hino de louvor nos trará a maior bênção? Ou quem ganhou o teu poder através de sacrifícios? Ou com qual propósito nós devemos trazer-te oferendas? 2. senta-te. um sábio entre sábios. 2 com os corcéis dele. adoraste os deuses com oblações. assim. Índice ◄►Hino 77 (Wilson) ____________________ Hino 76. Traze com seus Baios o Senhor do Soma:3 aqui há boas-vindas alegres para o Doador Generoso. 1.1 sê nosso precursor. nosso líder.

então. com a tua concha sacrifical que dá alegria. o grande ancestral do ser humano. foi invocado com um hino que trará a bênção de filhos. 7 Isto é. te protejam. Tua é a tarefa de Purificador e Ofertante:5 nos desperta.242 4. agora. 6 Outra forma da palavra Manu. uma oferenda especialmente agradável para os Deuses. Sê um doador e um pai de riquezas. o sacerdote ou portador de oblações. realiza o sacrifício hoje. senta-se aqui como um Hotṛ. ADHYĀYA 5. Com palavras que obtêm prole. VARGA 24. Homem. 5. com a concha sacrifical usada para derramar o óleo sagrado ou manteiga clarificada no fogo. ó Agni. Como com oferenda do Manus6 sacerdotal tu adoraste os Deuses. o bom doador. ó Agni. adora hoje com concha concessora de alegria. torna-te um protetor dos sacrifícios contra imprecações. literalmente. leva Agni ao seu sacrifício. ó Agni. ou seja. Concessor e Produtor de Riqueza.4 Senta-te aqui com os Deuses. 5. levando-te (para o nosso sacrifício) com a minha boca. um sábio com os Sábios. e tu deves te sentar aqui com os deuses. ó Hotṛ altamente verdadeiro. HINO 76. ó Agni. 1. 10 Manus é aqui um nome próprio. Oferece o sacrifício aos deuses para que eles possam ser muito benevolentes para nós. 4.8 Que o Céu e a Terra. por meio de suas canções. 5 . 8 Puraḥ-etā. E traze para cá o senhor do Soma (Indra). 3. Tu Sacerdote com lábio e voz que nos trazem filhos foste chamado. mais agradável para ti? Ou quem ganhou para si mesmo a tua sabedoria por sacrifícios? Ou com quais pensamentos nós podemos te adorar? 2. ‘aquele que precede alguém’. Realiza o serviço de um Hotṛ e de um Potṛ. O Purificador (Potar) e o Ofertante ou Invocador (Hotar) são dois dos dezesseis sacerdotes oficiantes. Qual súplica é para o gosto da tua mente? Qual pensamento (piedoso) pode ser. com seus dois cavalos baios. o Invocador mais sincero. 9 O sacerdote humano. 9 eu te chamo para cá. Agni. Queima todos os feiticeiros. AṢṬAKA I. Torna-te nosso líder que não pode ser enganado. Como tu executaste sacrifício para os deuses com o alimento sacrifical do sábio Manu. os todo-abrangentes. ó venerável. 11 A concha significa a chama de Agni. Nós preparamos hospitalidade para ele. assim. Vem para cá. com a boca.11 Índice ◄►Hino 77 (Oldenberg) ____________________ 4 Agni. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.7 Índice ◄►Hino 77 (Griffith) ____________________ Hino 76.10 um sábio com os sábios.

4. Que Agni. Índice ◄►Hino 78 (Wilson) ____________________ Hino 77. e por quem todas as coisas são conhecidas. e o destruidor de inimigos. incitados por suas riquezas. como antes. pois Agni. e os adora com reverência. e que. o Herói mais varonil. Desse modo Agni. Tragam-no com reverência para cá. e se aproximam de Agni de boa aparência. junto com o alimento sacrifical.2 e. repetem o nome dele primeiro. o produtor. tem sido louvado com hinos pelos virtuosos descendentes de Gotama. mas o comentador lê namasā. Varga 25. o realizador de sacrifícios. fiel à Lei. que é o invocador dos deuses. 4. Como nós faremos oblação para Agni? Qual hino. da parte do homem. um homem. e o invocador (dos deuses). Quais (oblações) nós podemos oferecer para Agni? Qual louvor é endereçado ao luminoso (Agni). ele é o doador de riqueza inatingível. (presente) entre os homens. quando ele busca os deuses para os mortais. Agni (Griffith) 1. agitem os nossos pensamentos com vigor. e observador da verdade. Pois ele é o realizador de ritos. Pois ele é poder mental.4 cuja força é a mais potente.3 As tribos árias piedosas em sacrifícios se dirigem primeiro a ele que é quem faz prodígios. é recitado para ele o refulgente? Que. com oblações. transporta oblações para os deuses? 2. 5. que são dotados de força. o comentador explica a primeira como o matador ou extirpador de tudo. 3. a ele que é o mais constante em sacrifícios. Tragam para cá. e por quem o alimento sacrifical tem sido preparado. . pois Agni. afirmando que as letras m e n estão invertidas. quando ele se dirige aos deuses. amado pelos Deuses. o celebrador de sacrifícios. fiel à Lei. aceite nosso louvor e culto. 1. o mais auspicioso em sacrifícios. traz os deuses como o melhor dos sacrificadores? 2. e que aqueles que são afluentes com grande riqueza. ‘com reverência’. Para eles ele tem dado o brilhante suco Soma para beber. que é agradável para os deuses. com louvores. Que Agni. que é o principal diretor de sacrifícios. os conhece plenamente bem e os adora em espírito. conhece aqueles (que devem ser adorados). a extraordinária. o Arauto. como amigo. ‘com a mente’. Destruidor de inimigos. e perfeito. ele obtém nutrição (para si mesmo). 2 As palavras são marya e sādhu. – aquele Agni que é imortal. Então que os senhores generosos. estejam desejosos de oferecer adoração. e a última. como um amigo. 1 3.243 Hino 77. 3 Riqueza. observador da verdade. aceite com amor nossos hinos e nossa devoção. um arauto em meio aos homens. ele é o que traz. etc. ele é o destruidor e reanimador (de todas as coisas). em ritos sagrados. 1 A expressão do texto é manasā. Todos os homens que reverenciam os deuses. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. e. imortal. satisfeito por nossa devoção.

ansiando pelos deuses. Tragam para cá pela adoração o Hotṛ que é o mais benéfico em sacrifícios e justo. ele se tornou o auriga dos misteriosos.6 Portanto. Desse modo Agni Jātavedas. o melhor sacrificador. o conhecedor. ele obtém crescimento. o mais valoroso dos homens. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. De acordo com o professor Max Müller: “Tragam para cá o Hotṛ . observador. foi louvado pelos Gotamas sacerdotais. HINO 77. de modo que Agni possa convidar os deuses . como o primeiro nos sacrifícios. por nossa devoção. etc. o justo Jātavedas. devem ser dirigidas a ele. Ele. ele é viril. Que ele aumente neles esplendor e vigor. que ele esteja atento em sua mente. Que aquele Agni. ele é o auriga de uma enorme riqueza’. Pois ele é sabedoria.. fiel à Ordem. Assim. como ele quer. Agni. o luminoso. como Mitra.5 3. 4. Que ele aumente o esplendor e força deles. tem sido glorificado pelos Gotamas sacerdotais.” 6 O professor Max Müller traduz essa parte deste modo: ‘como um amigo. Índice ◄►Hino 78 (Oldenberg) ____________________ 4 Ricos patrocinadores cujos presentes encorajarão e fortalecerão as devoções dos sacerdotes. venha com ajuda por nossas palavras. têm incitado constantemente as nossas preces. 5 . 1. ele é direto.. e (pela devoção) daqueles doadores generosos mais poderosos que. os clãs ários. e que ele possa realizar o sacrifício. se dirigem a ele.244 5. concentrados no prêmio. e que ele (o mortal ou Agni) possa estar atento.. triunfante com riquezas. o maravilhoso. ganha crescimento de acordo com seu desejo. Índice ◄►Hino 78 (Griffith) ____________________ Hino 77. VARGA 25.. AṢṬAKA I. o Hotṛ. 5. leva os deuses até os mortais? 2. sendo imortal e justo. que. Quando Agni se dirige aos deuses em nome do mortal. agradáveis para o Deus. ADHYĀYA 5. Como nós devemos sacrificar para Agni? Quais palavras.

Os descendentes de Rahūgaṅa têm recitado louvores agradáveis para Agni. 3. ‘com brilhantes’. nós te exaltamos. os filhos de Rahūgaṅa. um dos primeiros realizadores de sacrifício. Índice ◄►Hino 79 (Griffith) ____________________ Hino 78. Uma canção agradável para Agni nós. repetidamente. repetidamente. assim como tu és. o texto tem somente dyumnaih. com (hinos) laudatórios. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e deus são os mesmos. Agni. nós Gotamas te exaltamos com canção sagrada por causa das tuas glórias. desejoso de riquezas. 1. Conhecedor e contemplador de tudo o que existe. e que afugentaste os Dasyus. nós o exaltamos. com (hinos) laudatórios. Gotama 1 te celebra. Nós te invocamos. de modo semelhante como Aṅgiras fez. com a nossa música. 2 Mantras é acrescentado pelo comentador. como Aṅgiras3 chamamos a ti o melhor ganhador do despojo: Nós te louvamos por tuas glórias. 4. Índice ◄►Hino 79 (Wilson) ____________________ Hino 78. A ti. adora com louvor. com (hinos) laudatórios. Ó Jātavedas. Como tal. 3. o comentador a limita ao sentido do singular. afirmando que o plural é usado apenas honorificamente. A ti. a ti que és o destruidor de Vṛtra. Nós exaltamos. AṢṬAKA I. 4. 3 Do mesmo modo que Aṅgiras. . Varga 26. a métrica é Gāyatrī. com (hinos) laudatórios. com (hinos) laudatórios.2 2. nós te exaltamos. no plural. Gotama. 5.4 a ti que te livras dos nossos inimigos Dasyu: Nós te louvamos por tuas glórias. que resides entre todas as tribos. com louvor. aquele (Agni) a quem Gotama. adora com sua canção: Nós te louvamos por tuas glórias. nós os Gotamas te (louvamos). 1. o melhor dos matadores de Vṛtra. cantamos: Nós te louvamos por tuas glórias. o dador de alimento abundante. Agni (Griffith) 1. 1 A palavra é Gotamāh. repetidamente. 2. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 4 Aqui novamente Agni é identificado com Indra. como tu és. forte e rápido. desejando riqueza. HINO 78. repetidamente. 5. nós oferecemos adoração. ou aqueles que manifestam o mérito de Agni. VARGA 26.245 Hino 78. Ó Jātavedas. A ti. ADHYĀYA 5. – nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor.

que é sábio. do segundo. por ti mesmo. se movendo com a velocidade do vento. 4. Agni de aspecto afiado. de acordo com um nome comum de Agni. e anīka. senhor do alimento e do gado. por perfurar as nuvens. mas isso é dito. golpeiam contra (a nuvem). afugenta (todos os perturbadores do rito). 5 Gāyatra. mas para acentuar aquela de Agni. o maior ganhador de saque. em seu caráter geral. dá-nos sustento abundante.1 como (pessoas) honestas. de Vṛtra). ou (teus servos). Gotama. Agni. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. perfuram a membrana (que envolve). com (gotas) encantadoras e sorridentes. para) que a riqueza que fornece alimento possa ser nossa! 6. em todos os ritos. 4. o maior destruidor de inimigos (ou. as nuvens trovejam. (o aguaceiro) vem. assim como tu és. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor.3 para (o desfrute da) água. filho da força. (propiciado) pela recitação do hino métrico. A chuva desce. o fogo etéreo ou elétrico. Jvālājihva. muitos. Ele. 7.246 2. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. que lanças os Dasyus para longe – nós te louvamos. Varga 28. Gotama desejoso de riquezas exalta a ti. de puru. e o concessor de residências. Ó tu cuja boca (arde) com muitas (chamas). ou tercetos. o deus d os outros tercetos é Agni. não para depreciar a excelência de Uṣas. Agni. em alta voz com (canções cheias de) esplendor. e semelhantes. em sua manifestação de relâmpago. 5. Agni. Uṣṇih. . e. segundo o comentador. Nós te chamamos. o resplandecente Agni. Varuṇa. é suprida pelo comentário. 3 Ou usos. 3. em todos os combates (com nossos inimigos).5 8. acompanhados pelos moventes (Maruts). ou a métrica Gāyatrī. lavar. Quando esse (o relâmpago. de língua de chama. ou uma parte do Sāma. – como beber. e. Índice ◄►Hino 79 (Oldenberg) ____________________ Hino 79. que sejam desejáveis (para todos). providas de alimento. face ou boca: as chamas são compreendidas. verdadeiro.) nutre o mundo com o leite da chuva. quando isso é feito. As manhãs não sabem (das chuvas). Agni (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é o mesmo. assim chamada.2 que. ou relâmpago. (Nós adoramos a) ti. Os (raios) caindo. pessoas. deve ser louvado por nossos hinos. 1 Agni. o deus do primeiro é o Agni da região do meio. riquezas que afastem a pobreza. Gāyatrī. então Mitra. destrói completamente os Rākṣasas. resplandece com um brilho esplendoroso. Nós os Rahūgaṅas recitamos um discurso afetuoso para Agni. Brilhante Agni. tu que conheces tudo o que existe. 4 Purvaṇīka. 2 Satyāḥ. dos dois últimos. ou progênie. 2. Concede-nos. e o conduz. A aurora não participa na operação. o hino consiste em quatro T ṛcas. estão concentradas em seus próprios trabalhos. quando a chuva é derramada. Varga 27. o derramador preto de chuva rugiu. Aryaman.4 brilha (de modo propício. e os circundantes (tropa de Maruts). como Aṅgiras fez. toma parte na produção de chuva. se banhar. de dia ou de noite. no útero da nuvem. com sua canção. 3. O deus de cabelo dourado Agni é o agitador das nuvens. deves ser louvado. e que não possam ser tiradas (de nós). 5. que. guarda-nos com a tua proteção. 1. tal como tu és. sincero: não há substantivo. como tu és. Agni. pelos modos mais diretos. mas prajāh. a métrica d o primei ro deles é Triṣṭubh.

Ele no espaço do ar tem cabelos dourados. como damas ilustres. 8 Isto é. Tua graça. 12. Ó Agni. Concede-nos. quando o Touro Preto berrou8 em volta de nós. digna da nossa escolha. por nós.6 que vê tudo. desejoso de prosperidade. Ele. 10. 8. 7 Agni é mencionado aqui como em suas três formas: o Sol de cabelo dourado. desejando felicidade oferece tuas canções compostas com cuidado Para Agni de chamas pontiagudas. conhecendo bem a manhã. Afiado e rápido Agni. mas Sāyaṇa o interpreta como ‘tendo chamas incontáveis’. a rica oferenda sacrifical. tu cujos dentes são afiados. para o nosso sustento. perto ou longe. expulsa os Rākṣasas. Com gotas que abençoam e parecem sorrir ele vem: as águas caem. deve ser exaltado em nossa música: Brilha. que nos ataca de perto ou de longe: Reforça-nos e nos torna prósperos. e sê tu. Agni (Griffith) 1. os deuses mandam chuva abundante. Gotama. Parijman enchem totalmente o couro onde se encontra a pedra de prensagem inferior. Agni. Agni. Agni. Filho de Força. grande renome. trabalhadoras ativas. verdadeiras.) com hinos sagrados. 9 Quando ele vai até os deuses com o leite da adoração. 9. e (nos) sustentando por toda a vida. 7. Concede-nos. com a tua ajuda. é nesse lugar o Vento tempestuoso. pela tua graça riqueza que dá sustentação para toda a nossa vida. Agni de mil olhos. 6. 12. 11. Aryaman. aceso. que aquele que nos prejudica. de noite e quando a manhã irrompe. e é comparado a uma mãe de família ativa por causa de seu emprego para propósitos domésticos. oferece. concedendo alegria. Agni. riqueza. com boa compreensão. para nós. Que caia o homem. Índice ◄►Hino 80 (Wilson) ____________________ Hino 79. ó Jātavedas. o qual identifica Agni com Indra. tu de muitas formas. preces e louvores puros. favorece-nos. bom e sábio. brilha radiantemente sobre nós. 5. de mil olhos. Quando ele vai fluindo com o leite da adoração. 3.247 9. Agni. tu que és o senhor da riqueza em vacas. conduzindo pelos caminhos mais diretos da Ordem. 10. como a tempestade avançando. brilhando por ti mesmo. ó Agni. quando as nuvens escuras de chuva trovejaram. e o fogo doméstico para propósitos religiosos e uso comum.7 2. riqueza. Varuṇa. Ó Agni. (propício) para o nosso progresso. 11. Sahasrākṣa. contra os Rākṣasas. Mitra. Invencível em todas as nossas lutas. Quando o grande hino é cantado.) celebra o louvor deles. Puramente refulgente. para que nós possamos viver. ele (o invocador dos deuses. É dito que ele conhece a manhã por ser reaceso para sacrifício no amanhecer. 6 . o relâmpago serpentiforme. ó Agni. o circundante. para Agni de chamas afiadas. O significado exato da última metade da segunda linha é obscuro. uma serpente furiosa. pereça. Adorável em todos os nossos ritos.9 4. Teus lampejos bem alados tornam-se fortes em sua forma. Ó Gotama. Parijman. Dá-nos. o Viajante. as nuvens proferem seu trovão. Queima. Traze-nos riqueza que sempre conquista. e (louvado. afugenta para longe os Rākṣasas: A tradução literal do epíteto do texto.

11. 3. caia. brilha para nós para que as riquezas possam ser nossas. quando aqui (tudo isso aconteceu). aparece o relâmpago. nos caminhos mais retos de Ṛta. e. que se expande com o leite de Ṛta. ó Agni. ó (deus) de muitas faces. HINO 79. Dá-nos. por tua bondade. como o fogo do relâmpago. ADHYĀYA 5. enchem a bolsa de couro (a nuvem) no útero da (atmosfera) inferior. e tem piedade de nós para que nós possamos viver. 8. arauto digno de louvores. Agni. Mitra e Varuṇa. desejoso da graça dele. o filho jovem da força. o observador brilhantemente resplandecente da aurora. VARGA 27–28. apresenta palavras purificadas.248 Ele canta. sempre ativas e verdadeiras. que é para ser magnificado por palavras (virtuosas). Traze-nos riqueza. a qual possa ser sempre vitoriosa. ó Deus de dentes afiados. AṢṬAKA I. queima contra os feiticeiros. que és senhor dos despojos. excelente e invencível em todas as batalhas. Ou elas poderiam ser entendidas como as auroras. um sábio. Estando aceso. Índice ◄►Hino 80 (Griffith) ____________________ Hino 79. 6. ao romper da aurora. tu a quem reverência é devida em todas as nossas orações. quando a nossa canção Gāyatra é apresentada (para ti). as nuvens trovejam. riqueza que possa durar toda a vida. rico em vacas.11 está acelerando (pelo ar) como o vento. 12. 15 Não parece provável para mim que upara signifique aqui a pedra de prensagem inferior. ele que anda em torno da Terra. O de cabelos dourados no espaço da atmosfera. Índice ◄►Hino 94 (Oldenberg) ____________________ 10 O professor Max Müller observa com relação a essa parte: quando o céu envia a chuva. o touro preto 13 urrou.14 As névoas voam.10 a cobra rugidora. 7. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Isto é. perto ou longe. Agni. Agni. a nuvem trovejante. ó Jātavedas. 12 As águas? Ou as auroras? 13 Parjanya. concede-nos. Ele veio como se com as (mulheres) generosas sorridentes. Ó Gotama. Agni. 14 As mulheres podem ser as pancadas de chuva. O Hotṛ louvável (Agni) é glorificado. ó Agni. afugenta os Rakṣas. 11 . Leva-nos somente para o progresso. Reinando à noite por teu próprio poder. Por teus avanços os (pássaros) belamente alados foram menosprezados.12 2. então Aryaman. traze canções para Agni de chama afiada.15 4. Agni de mil olhos. Abençoa-nos. Que aquele que tenta nos prejudicar. 9. ele que é como as (deusas) gloriosas. 10. 5. grande glória. um Vasu. Quando eles conduziram a ele. 1. com as tuas bênçãos. ó Agni. que reside entre todas as tribos.

sustentadora de vida. mas nada mais a respeito desse incidente ocorre. Quando tu (Indra. Indra conduzido em nuvem. 4. tu expulsaste. por teu vigor. exultante. cem (sábios) o glorificam repetidamente. a tua força. Indra. manifestando tua própria soberania. foi mostrada nos céus. manifestando sua própria soberania. destrói homens. tendo as asas de um falcão. tu mataste Vṛtra por tua destreza. Indra superou. e. 6. Assim. (Indra) manifestando sua própria soberania. e manifestando sua própria soberania. 1. manifestando tua própria soberania. 10. prakaṭayam: svasya svāmitvam prakaṭayam. manejador do raio. tendo matado Vṛtra. e o estimulante suco Soma (tinha sido bebido). 8. Ahi da terra. e do céu. grande é sua coragem. Varga 30. 6 [O mesmo como na nota acima.] 7 Os dezesseis sacerdotes empregados em um sacrifício. que o comentador interpreta como o Brâmane. a oblação é erguida. Tu cortaste Vṛtra a partir da terra. ele libertou as águas. 11. O furioso Indra. 12. Teus raios se espalharam amplamente sobre noventa e nove rios: 5 notável é tua destreza. no templo. 2 . o raio de ferro de muitos gumes caiu sobre ele. e dois funcionários denominados Sadasya e Śamitṛ. Apressa-te. Indra. com seu raio de cem gumes.) enfrentaste. ataca. manifestando tua própria soberania. Aquele suco Soma extremamente estimulante. tornando manifesto seu próprio domínio ou supremacia. libertando as águas para fluir. com sua força. com a qual. A força está depositada em teus braços. de fato. O primeiro termo geralmente significa adorando. tu derrubaste Vṛtra do céu. 5. Esse céu e a terra tremeram. vinte7 cantaram hinos (em seu louvor).3 (do céu). a força de Vṛtra. 7. quando derramado. te animou. Vṛtra não intimidou Indra com seu tremor. aquele que faz trovejar. por causa da tua ira. mas o deus é Indra.2 2. tua bravura é indiscutível. Poderoso manejador do raio. quando. não do culto. 3. juntos. 5 Colocado em lugar de qualquer número indefinido. manifestando tua própria soberania. a métrica é Paṅkti. que foi trazido pelo falcão. O refrão dessa e de todas as outras estrofes desse hino é arcann anu svarājyam. Teu raio não pode falhar. Mil6 mortais o adoraram. das cerimônias da assembleia. com teu raio. (Agora) solta a chuva limitada pelo vento. em tua força. Indra. 3 O comentador diz que ele foi trazido do céu pela Gāyatrī. com habilidade (superior). visto que tu. então. determinada a matar Ahi. com seu raio. diretores. como antes . quando o sacerdote1 tinha te exaltado dessa maneira (por meio de louvor). 4 O comentário diz que Vṛtra tinha assumido a forma de um veado. 1 O Brahmā. Varga 29. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é Gotama. ou seu clamor. Indra o atingiu. 13. manifestando tua própria soberania.249 Hino 80. manifestando tua própria soberania. Vṛtra e o raio (que ele lançou). mataste aquele cervo enganador. o Yajamāna e sua esposa. mas o comentador apresenta. 9. golpeou. manifestando sua própria soberania. tua força. honrando. Varga 31. manifestando tua própria soberania. Mata Vṛtra. de modo que.4 manifestando tua própria soberania. manifestando tua própria soberania. ganha as águas. acompanhado pelos Maruts. subjuga. deseja fornecer os meios de sustento para seus amigos. o queixo do tremente Vṛtra. como seu equivalente. provavelmente. o que faz trovejar. enfrentando-o.

louvando o seu próprio domínio imperial.8 em sua força? Pois nele os deuses têm concentrado riquezas. e. Do mesmo modo como antigamente. louvando o seu próprio domínio imperial. 16. enfrenta o inimigo. ou Dadhyac9 se empenhassem. 9 .11 alegrou a ti. O furioso Indra com seu raio de trovão. tu derrubaste Vṛtra das torrentes. Dadhyac. para Indra a oração tem sido exclamada. Centenas têm cantado alto para ele. pela tua fúria. avançando no inimigo. O comentador completa a sentença como no texto. manifestando sua própria soberania. pois tu com tua força insuperável mataste o animal traiçoeiro. Manus sendo o progenitor de toda a humanidade. Compare com 1. o onipresente Indra. louvando o teu próprio domínio imperial. com toda a certeza. louvando o seu próprio domínio imperial. 10. grandioso. e libertou as águas desobstruídas para correr. Indra derrotou o poder de Vṛtra. ó Trovejador. sendo. Indra (Griffith) 1. é o teu poder de herói. Aquele que faz trovejar. assim. ko vīryā paraḥ. – poder com poder mais forte. congregados naquele Indra. todos. Lançador da Pedra. 12 O demônio Vṛtra. Louvam-no mil de uma só vez.93. Indra. Indra. Índice ◄►Hino 81 (Wilson) ____________________ Hino 80. suas oblações e seus hinos eram. 7. 10 A grande serpente Ahi. ocorre mais de uma vez. subsequentemente. bateu impetuoso nas costas do tremente Vṛtra. 13 As muitas águas obstruídas por Vṛtra. Indra. expulsaste pela força o Dragão10 da terra. Tu golpeaste Vṛtra da terra. o mais poderoso armado com o trovão. em qualquer ato de culto que Atharvan. e veneração. Avança. em alegria selvagem o Brahman te exaltou: Tu. Ao longe sobre noventa grandes rios13 os teus raios foram lançados amplamente. manifestando tua própria soberania. Com o raio de cem juntas Indra o golpeou nas costas. 3. 4. 11 É dito que o Soma foi trazido do céu por um falcão. louvando o teu próprio domínio imperial. que em tua força. manifestando sua própria soberania. A poderosa dose de Soma derramando-se. 9. a menção de quem. o golpeaste. Indra. o filho de Atharvan. manejador do raio. enquanto se regozijando no suco. poder invicto é teu. ele matou Vṛtra e libertou as torrentes. louvando o seu próprio domínio imperial. busca a prosperidade para os amigos.12 louvando o teu próprio domínio imperial. um dos demônios da seca. é tua força: para Vṛtra.250 14. e a força está estabelecida em teus braços. residindo) longe. 2.6. e poder. Essa foi a sua façanha valorosa. louvando o teu próprio domínio imperial. 5. Indra. 8. é um Ṛṣi famoso. ou Dadhīci. 15. do céu. literalmente: que – com vigor – longe. Manuṣ pitā. Quem (conhece a ele. Que essas águas que nutrem a vida fluam acompanhadas pela hoste Marut. Ao teu grito. faze as águas tuas. sê valente. louvando o teu próprio domínio imperial. vinte gritam o hino de louvor. teu raio de trovão não é impedido. 8 A expressão é muito elíptica. louvando o teu próprio domínio imperial. móveis ou imóveis. trazida pelo Falcão. 6. Desse modo no Soma. todas as coisas. tremeram. Nós não conhecemos. ou o pai Manus. A coragem. até Tvaṣṭṛ tremeu de medo.

Manus pai de todos. como antigamente. 12. foi estabelecido firme no céu. Dadhyac14 realizavam. louvando o seu próprio domínio imperial. Quando no teu grito. Mas Vṛtra não amedrontou Indra com seu tremor ou seu rugido de trovão. louvando o teu próprio domínio imperial. Dadhyac é filho dele.15 Índice ◄►Hino 81 (Griffith) ____________________ 14 Atharvan é o sacerdote que inicialmente obteve fogo e ofereceu Soma e preces para os Deuses. nele. ó Armado com o Trovão. 15. ó Indra. Não há. louvando o seu próprio domínio imperial. força e poder. até Tvaṣṭar estremeceu pela tua ira e tremeu de medo por causa de ti. tu mataste Vṛtra com tua força. Sim. em nosso conhecimento. alguém que ultrapasse Indra em sua força. os deuses têm acumulado virilidade. qualquer rito que Atharvan. 14. o que faz trovejar. 13. louvando o seu próprio domínio imperial. Quando com o trovão tu fizeste teu dardo e Vṛtra se encontrarem em guerra. cingido de Maruts. louvando o teu próprio domínio imperial. Sobre ele aquele raio de ferro caiu violentamente com suas mil pontas. o teu poder. quando. todas as coisas fixas e móveis estremeceram. até mesmo esse grande Par de Mundos tremeu de pavor pela tua ira. desejoso de matar o Dragão. Continuamente. Indra. 15 O refrão: ‘louvando o seu próprio domínio imperial’ não está sempre em conexão sintática com o verso do qual ele forma a conclusão. perspicácia. louvando o teu próprio domínio imperial. . Manus ou Manu é o progenitor da humanidade.251 11. 16. a prece e louvor deles juntos naquele Indra se reúnem.

assim como nos pequenos. Ninguém semelhante a ti jamais nasceu. tu dás (riquezas) para o adorador que te oferece oblações. Varga 2. embora ‘aumenta’ seja a tradução literal de pravardhate. pois tua riqueza é abundante. ó herói. Tu. Indra. 2. para que tu possas destruir um. Indra. traze-nos opulência. Indra. 1. Indra tem aumentado sua força. (com sua glória).252 Hino 81. e dirigimos a ti nossos desejos. 7. Quando surge a batalha. 8. senhor de todos. Indra: tu tens mantido o universo. conceda (esse alimento) para nós. Traze a riqueza deles para nós. 3. portanto. e possuindo corcéis (brilhantes). tu és o exaltador dos humildes. aumenta’. 5. 4. ele empunha o raio de ferro em suas mãos contíguas. és uma hoste. obtendo vigor por meio de louvor. tuas criaturas. Essas. com as duas mãos. Sê. Indra (Wilson) (Sexto Adhyāya. o protetor. herói. 6. Pega. Índice ◄►Hino 82 (Wilson) ____________________ 1 O comentador explica isso. Pois tu. muitas centenas (de tipos) de tesouro: afia (os nossos intelectos). partilhando do alimento sacrifical. ele fixou as constelações no céu. Indra. como antes. Nós sabemos que tu (és) o possuidor de vastas riquezas. Poderoso através de sacrifício. que é abundante. em força e satisfação. Que ele nos defenda em batalhas. para (a nossa) prosperidade. O justo realizador de atos (virtuosos) é o doador de rebanhos de gado para nós. Distribui tua prosperidade. nosso protetor. e enriquecer o outro.1 Nós o invocamos em grandes conflitos. mas. A noção é bastante clara. para que eu possa obter (uma parte) das tuas riquezas. – ‘uma divindade. ou nascerá. Coloca-nos. Sūkta VIII) O Ṛṣi. pela (adoração dos) homens. a riqueza passa para o vitorioso. De aparência agradável. da libação derramada. Atrela teus cavalos. temível (para inimigos). sabes quais são as riquezas daqueles homens que não fazem oferendas. . cuidam (das oblações) que podem ser compartilhadas por todos. ela expressa seu significado apenas incompletamente. em afluência. o matador de Vṛtra. isto é. quando recebendo frequente alegria (por causa das nossas libações). junto conosco. Indra. Varga 1. se torna mais forte e poderosa. tendo um belo queixo. 9. os que humilham o orgulho (do inimigo). Que Indra. tu és o concessor de muitos saques. Desfruta. para (o aumento da nossa) força e bem-estar. Ele encheu o espaço da terra e do firmamento. tem sido aumentado. Continuação do Anuvāka 13. que devolve para o dador (de oblações) o alimento que é apropriado para mortais. deus e métrica.

Poderoso através da sabedoria.3 Indra. à alegria e força. mantêm para ti tudo o que é digno da tua escolha. como Senhor. A quem tu matarás e a quem enriquecerás? Ó Indra. Descobre tu. 8. tu ajudas o sacrificador. a ele. Herói. de queixo forte. Indra. Indra. Teus adoradores aqui. Senhor dos Cavalos Baios.253 Hino 81. Que ele que dá para o ofertante o alimento sustentador de homens do inimigo. Distribui – abundante é a tua riqueza – para que eu possa compartilhar da tua generosidade. Revigora-te. com o suco derramado em busca de generosidade e de força. e nos traze riqueza. . o nosso Protetor. Ninguém como tu jamais nasceu. 5. o matador de Vṛtra. Atrela os teus Baios que correm selvagemente. Torna-nos perspicazes. terrível. 3. como ele quer. nascerá. Índice ◄►Hino 82 (Griffith) ____________________ 2 3 Os sacerdotes ministrantes que exaltam e fortalecem com oblações. Ele. Herói. ele nas mãos unidas por causa de glória empunhou seu raio de ferro. de fato. ninguém como tu. 2. 7. 6. Indra (Griffith) 1. o saque é colocado diante do corajoso. Tu cresceste poderoso sobre todos. Quando guerra e batalhas estão em andamento. 4. de coração honrado. tu és dador de abundantes despojos. ele tem se desenvolvido em força. Tu. és um guerreiro. Ele encheu a atmosfera terrestre e pôs as luzes no céu. 9. em cada momento de êxtase nos dá rebanhos de vacas. nós invocamos em batalhas sejam grandes ou pequenas: que ele seja o nosso apoio em atos de poder. Nós sabemos que tu és Senhor de grande riqueza. portanto. tu dás ampla riqueza ao ofertante. sublime. Essas pessoas. faze-nos ricos. Fortalecendo até os fracos. a riqueza dos homens que não oferecem presentes: traze para nós aquela riqueza deles. Os homens2 têm elevado Indra. Reúne em ambas as tuas mãos para nós tesouros de muitas centenas de tipos. forneça a sua ajuda para nós. a ti nós enviamos os desejos dos nossos corações: sê.

Portanto. um prato ou pátera cheio de hariyojana. não sejas o contrário daquele deus auspicioso que tu tens sido sempre para nós. Indra (Wilson) (Sūkta IX) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. Eu arreio teus corcéis de crina longa com preces (sagradas). o rico e generoso. Ele em verdade subirá no carro poderoso que encontra as vacas. Eles4 têm comido bem e se regozijado. Maghavan. Indra. e ouve os nossos louvores. com tua esposa. dirige-te. Louvado desse modo por nós. Pātraṃ hāriyojanaṃ. e que fornece o recipiente cheio da mistura de suco Soma e grãos. que teus corcéis sejam atrelados à esquerda e à direita. 4. ou outro grão. vem agora com o carro fartamente carregado de acordo com nosso desejo. 3. que pensa sobre a tigela bem cheia. nós reverenciaremos a ti que és tão belo de se olhar. Indra. Ouve com benevolência nossas músicas. 2. Maghavan. 1 2 . Varga 3. 6. quando alegrado pelo alimento (sacrifical). 1. cheio de nutrição. Agora. e suco Soma. em direção àqueles que desejam a tua presença. e têm se regozijado. (Teus adoradores) têm comido o alimento que tu tens dado. Portanto. Rapidamente. Indra. dirige-te. Indra (Griffith) 1. 3. junge teus dois Cavalos Baios. Indra. Realizador de muitos atos (sagrados). a métrica é Paṅkti. exceto na última estrofe.254 Hino 82. 3 Indra. Os sucos derramados e excitantes têm animado a ti. atrela teus cavalos rapidamente. Glorificado dessa maneira. Indra. Os sábios luminosos em si mesmos têm te louvado com o hino mais recente deles. o que atrela os Corcéis Fulvos. 5. 2. toma as rédeas em tuas mãos. na qual ela é Jagatī. de acordo com Sāyaṇa. manejador do raio. Aproxima-te. Indra. sábios autoiluminados têm te glorificado com pensamentos louváveis. regozija-te. Como tu nos fizeste cheios de alegria e nos deixas solicitar-te. junge teus dois Cavalos Baios. Parte. Que ele suba naquela carruagem que derrama (bênçãos). Nós te louvamos. Agora. Maghavan. atrela teus cavalos. 4 Os adoradores. até a tua amada esposa. atrela teus cavalos rapidamente. Índice ◄►Hino 83 (Wilson) ____________________ Hino 82. Desse modo. Maghavan. Indra.1 Visto que tu tens nos inspirado com discurso correto. agora. o nome de uma mistura de cevada frita. Agora. cheio de tesouro. que olhas benignamente (para todos). junge teus dois Cavalos Baios. e têm tremido através dos (corpos) preciosos deles. atrela teus cavalos rapidamente. Isto é. atrela teus cavalos. 4. os amigos têm surgido e ido embora. em tua carruagem. (em teu carro). e. junge teus dois Cavalos Baios. e concede gado.2 Rapidamente. não sejas diferente (do que tu tens sido até agora).3 não sejas negligente. tu és solicitado com ele.

e então. (para o altar).3 Atharvan recuperou o gado. obtiveram toda a riqueza de Paṇi.255 5. 2 Nessa estrofe. Indra. (e reside) em uma mansão onde há cavalos. eles. poder auspicioso é concedido. Indra (Wilson) (Sūkta X) Ṛṣi e deus como antes. ‘o sol apareceu. o caminho (do gado roubado). 2. o alimento sacrifical. pelas adições do comentador. permanece (empenhado) no teu culto. Desse modo avaḥ paśyanti. cheia com a oblação. nós encontramos colocações forçadas. Mas isso significa. composta de cavalos. Indra. Indra. e vacas. Com a prece sagrada eu uno teu par de Baios de crina longa: vem para cá. nasceu. Quem é levado? E para onde? A concha. Agora. para o oceano. bem satisfeitos ao verem-na cheia com a libação planejada. Kāvya Āpo * vicetasaḥ. Enriquece-o com bens abundantes. por (movimentos) progressivos. como diz o comentador. como os rios inconscientes1 fluem. para a concha sacrifical. o apreciador de atos virtuosos. por teus cuidados. tens te regozijado com Pūṣan e tua Esposa. pela libação. Com os quais no êxtase do suco. Índice ◄►Hino 83 (Griffith) ____________________ Hino 83. para o sacrificador. imperturbado.2 3. assim eles (os deuses) olham para baixo (para ela). por meio de sacrifícios. mas parece preferível compreender o prefixo vi em seu sentido de privação. colocados juntos em conchas. e (outros) animais. com fogo aceso. ou mesmo possuir. os instituidores (da cerimônia). são acrescentados pelo comentário. ou por movimentos progressivos. pois não é muito inteligível como as águas deveriam conceder. Varga 4. O mesmo caráter de brevidade e obscuridade permeia todo o hino. Os Aṅgirasas prepararam primeiro (para Indra). é dito. o altar. 1. 4. assim como a noiva ou donzela. O epíteto é explicado. Que. Senhor dos Cem Poderes. O texto. transformadas imperfeitamente em algo inteligível. Atharvan descobriu primeiro. 1 . junge teus dois Cavalos Baios. e estão impacientes para desfrutar dela. e é próspero: pois. pelo comentador ‘as fontes de conhecimento excelente’. comentário acrescenta ‘desce para a terra’. inteligência. Na frase seguinte. o que faz trovejar. ‘os deuses levam aquele que é satisfeito. e deseja por eles. como noivos se deleitam’. derramando oblações (para ti). ‘eles olham para baixo’. O homem que é bem protegido. desejosos que lhes seja apresentada. Tu tens associado. palavras de louvor sagrado com ambos (o grão e a manteiga da oblação). ‘os deuses’. Os deuses a transportam. além disso. 3 Ājani. tem somente ‘como luz difusa’. é o primeiro que vai para (aquela onde há) vacas. como a luz difusa (desce para a terra). que olham para baixo. As doses de suco excitante derramadas te alegram: tu. é tornado específico por acrescentar devāḥ. teus Corcéis sejam atrelados à direita e esquerda. como é habitual nas métricas mais elaboradas. para iluminar o caminho para a caverna onde as vacas estavam escondidas’. 5. e alusões elípticas e obscuras. e oferecidos conjuntamente para ti. a métrica é Jagat ī. de modo que (o sacrificador). de todas as direções. ou em uma direção leste. tu os seguras em ambas as tuas mãos. De modo semelhante como as águas brilhantes fluem para a concha sacrifical. como noivos (anseiam por suas noivas). (o adoraram) com um rito muito sagrado. aproxima-te da tua amada Esposa. nós temos. 6. então o sol brilhante.

5. segue em primeiro lugar na riqueza de cavalos e de vacas. Sāyaṇa a explica como os grãos e a manteiga da oblação. Com a mais ampla riqueza tu o enches. talvez significando. p. – Indra de fato se deleita quando esses se aproximam dele. Bênção louvável tu tens colocado sobre o par que te serve com concha erguida. Veja Ehni.7 então. Indra (Griffith) 1. teu poder traz bênção para o sacrificador que derrama presentes. Os homens juntos encontraram a riqueza acumulada de Paṇi. um casal. Atharvan primeiro através de sacrifícios planejou os caminhos. Ludwig a traduz: ‘Busquemos obter por meio de sacrifício a imortalidade que surgiu de Yama’. Índice ◄►Hino 84 (Wilson) ____________________ Hino 83. 9 O sentido da última metade do segundo verso é obscuro. somente que Uśanas era da família de Bhṛgu. 4. no sacrifício (brilhante). Indra. Yama parece aqui representar o Sol nascente. 4 . o qual também identifica Kāvya com Uśanas. guardião da Lei. As Águas celestiais não se aproximam da taça sacerdotal: elas somente olham para baixo e veem o quão longe o ar está expandido. Der Mythus des Yama. surgiu o Sol amoroso. Se a erva sagrada é cortada (para o rito) que traz bênçãos.9 6. 5 O texto tem somente mithunā. que participava da cerimônia. Uśanā Kāvya8 conduziu o rebanho diretamente para cá. 7 Para o Sol nascente percorrer. Quando a erva sagrada é aparada para auxiliar o trabalho auspicioso. Indra se regozija. A palavra aparentemente significa aqui o oferecedor do sacrifício e sua esposa. 6 O demônio avaro que retém a chuva. contudo.256 (Uśanas) estava associado com ele.51. os deuses levam o homem piedoso até eles: como pretendentes eles se deleitam com quem ama oração. que nasceu para reprimir (os Asuras). como as águas de todos os lados vistas claramente de longe enchem totalmente o Sindhu.4 Vamos adorar o imortal (Indra). 3. 8 Um célebre Ṛṣi antigo. Primeiro os Aṅgirases ganharam força vital para si mesmos. ou o hino faz a sua voz de louvor soar para o céu. com Bhṛgu. homem e mulher. bem protegido pela tua ajuda. cujos fogos foram acesos através de boas ações e sacrifícios. 2. 62. o homem mortal.6 o gado. e o último.5 Não contido ele habita e prospera em tua lei. Vamos honrar com oferendas o nascimento do imortal Yama. e a profusão de cavalos e de vacas. se a pedra (que espreme o suco Soma) soa como o sacerdote que repete o hino. se o sacerdote repete o (verso) sagrado. Índice ◄►Hino 84 (Griffith) ____________________ Com Indra.10. quando a pedra ressoa como se fosse um cantor hábil em louvor. de acordo com o comentário. 6. em todas essas ocasiões. Veja 1.

como uma planta espinhosa. 11. para ti. enquanto Dadhyac. ninguém. o décimo nono verso está na Bṛhatī. é bastante obscuro. Varga 6. 6. Que os cavalos dele tragam Indra. uma vez. essa libação excelente. quando ele tinha ido para Svarga. mais comumente. 12. prestem adoração à força superior dele. Indra. e se nada dele tinha sido deixado para trás. com os ossos de Dadhyac. como nós teremos oportunidade subsequente para notar (Hino 116). Ó!1 8. tua mente em direção a nós. 3 Esse. Indra. Nesse lugar a história contada pelo comentador também difere um pouco. elas estão expectantes da soberania dele. 5. Que a energia te sacie (pela libação). estimulante. 13. tendo preparado libações. Quando ele pisará.257 Hino 84. explicado. Bebe. 4. Ó! 10. mas a métrica é diversificada. rapidamente. Que a pedra (que esmaga a Soma) atraia. ensinado o 1 . e as próximas três. como o sol enche o firmamento com seus raios. ninguém é igual a ti em força. Indra concede força formidável para aquele que o adora. Ofereçam culto. Aquelas vacas inteligentes reverenciam a bravura dele com a adoração (de seu leite). na câmara de sacrifício. seu próprio domínio. tu atrelas teus cavalos. permanecendo (em seus estábulos). sobe na tua carruagem. mas ele é. Indra. matou noventa vezes nove Vṛtras. que são amadas por Indra. por causa de beleza. foi informado de que a cabeça de cavalo com a qual ele tinha. elas estão expectantes da soberania dele. na métrica Satobṛhatī. 7. mas. que constitui o refrão do terceto. elas estão expectantes da soberania dele.3 Varga 7. o potente que humilha (teus inimigos). não há ninguém melhor auriga do que tu. na Gāyatrī. filho de Atharvan. 2 O texto tem kṣumpa. literalmente. A história parece ter variado da lenda vêdica original. embora de bons cavalos. 2. e o vigésimo. assim derramado. Ele que sozinho dá prosperidade ao homem que lhe oferece oblações é o soberano indiscutível. de quem é dito que seus ossos formaram o raio de Indra. as vacas leiteiras. se regozijam. dirigem o raio destrutivo dele contra os inimigos dele. pois teus cavalos foram atrelados por oração.4 Esse verso e os dois seguintes terminam com o termo não conectado aṅga. 4 Dadhyac. aquelas vacas malhadas diluem o suco Soma com seu leite. os Asuras eram intimidados e tranquilizados pela aparência dele. Indra. para os louvores e sacrifícios de sábios e de homens. permanecendo (em seus estábulos). O texto é vasvīr anu svarājyam. – permanecendo (em seus estábulos). e. Matador de Vṛtra. recitem hinos (em seu louvor). Indra. como se sobre uma cobra enrolada?2 Quando Indra ouvirá os nossos louvores? Ó! 9. As vacas brancas bebem do suco Soma doce. 1. Indra. Varga 5. propriamente. com seu pé. na Triṣṭubh. as três próximas. as três seguintes. também chamado Dadhīca ou Dadhīci é um sábio renomado em lenda purânica. na Paṅkti. Indra (Wilson) (Sūkta XI) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. perguntando o que havia acontecido com ele. te ultrapassou. residindo conforme. uma interjeição de chamado. Quando. na Uṣṇih. que as gotas vertidas o alegrem. elas celebram suas muitas façanhas. que é de bravura irresistível. eles cobriram a terra inteira. Ele narra que. associadas com o generoso Indra. sobre o homem que não oferece oblações. As primeiras seis estrofes estão na medida Anuṣṭubh. Desejosas do contato dele. ou de acordo com. aproxima-te. O suco Soma foi espremido. para Indra. as três seguintes. as gotas de qual (bebida) transparente fluem na tua direção. por meio de seu som. o qual o comentador interpreta como ‘rápido’. 3. imortal. vivia. – como um exemplo para posteriores (adversários).

e ela foi encontrada no lago Śaryaṇāvat. empenhado em oferecer oblações.5 Varga 8. 25) acrescenta ‘os raios do sol’. que ele está perto? Que necessidade há de alguém importunar Indra por causa do seu filho. isto é. hoje. além de ti. 8 alguma vez serem prejudiciais para nós. aparentemente. Por isso. não deixes tua tesouraria. mas ninguém sabia onde. ou. 5 O texto tem somente ‘eles encontraram’. conhece Indra completamente? 19. seu corpo. assistências. mas isso pode ser lido dhūtayah. agitadores. Quem louva o fogo (sacrifical. 8 Ūtayah. Poderoso Indra. com a carga do sacrifício as palavras que são efetivas. oculta na mansão da lua movente. e favorecido pelos deuses. Amigo da humanidade. Tvaṣṭṛ é aqui usado em lugar do sol. hoje. oferecidas na concha. “o brilho solar. De acordo com o Nirukta II. nos limites de Kurukṣetra. que presidem sacrifícios’. ou seu povo? 18. benefícios. 7 Ṛtubhirdhruvebhiḥ. ou. como no texto ‘As Ṛtus são os principais sacrifícios’. nessa ocasião.258 14. todos os tipos de riquezas.6 17. abaladores. que somos familiarizados com preces. 20. . está presente. também. 16. Indra matou os Asuras. emitidas da boca. Indra. Indra. como explicado de outra maneira. de acordo com o comentador. sua propriedade. entra na lua. o comentador. – que a lua brilhava somente por refletir a luz do sol. Concessor de residências. é um raio do sol (aquele chamado Suṣumṇa) que ilumina a lua. seguindo Yāska (Nir. a expressão obscura de um fato astronômico. Quem parte. compondo “Prajāpati combina. as divindades que os presidem. (por medo de inimigos. 6. e. Os (raios solares) encontraram. um dos Ādityas. animadoras do coração. cuja ira é insuportável. não deixes teus benefícios. sendo um dos Ādityas. e que é. 15. Ou a passagem pode significar ‘oferecidas pelas divindades chamadas Ṛtus. com os ossos da caveira. O significado da estrofe é. 6 Outra interpretação pode ser atribuída a esse verso. frustrou os nove vezes noventa (ou oitocentos de dez) estratagemas ou artifícios dos Asuras ou Vṛtras. IV. em vez de quem. também. e é com relação àquele que a luz dela é derivada do sol. os Maruts. que pisam nos corações (de inimigos). – conhecido pelos autores dos Vedas. a quem o hino é endereçado. a qual trata de traduzir kah por Prajāpati. brilhantes. seu elefante. ele a encontrou em Śaryaṇāvat. eu recito teu louvor. e produtivas de felicidade: o adorador que realiza o objetivo de tais preces obtém vida”. e. e sê favorável ao mortal (que te adora). em vez de cavalos. essenciais. ou Ventos. Não há outro concessor de felicidade. assim como de dia”. continuava existente em algum lugar. em cujas bocas há flechas. escondido pela noite. e gāh por palavras do Veda. Índice ◄►Hino 85 (Wilson) ____________________ Madhuvidyā para os Aśvins. Desejando a cabeça do cavalo escondida nas montanhas. de acordo com estações constantes? 7 Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida? Qual sacrificador. em vez de Indra. quando Indra está perto)? Quem é prejudicado (por seus inimigos)? Quem está apavorado? Quem está ciente que Indra está presente? Quem. aceso por Indra)? Ou o adora com oblações de manteiga clarificada. e desse modo dissipa a escuridão à noite. Assim é dito “os raios de sol são refletidos de volta no orbe aquoso brilhante da lua”. Busca foi feita por ela. Quem atrela. à lança do carro (de Indra) seus corcéis vigorosos e radiantes. traze para nós. a luz de Tvaṣṭṛ. isto é. que são felicidade (para amigos)? (O sacrificador) que louva sua (realização de seus) deveres obtém vida (longa). no qual Ṛtu pode ter seu sentido comum de ‘estação’. de fato.

como diz a lenda. 14 As nuvens da manhã. Dadhīca.12 boas em sua própria supremacia. Indra (Griffith) 1. 8. Com veneração. Ele. e o incita a lutar com os demônios. doce para o paladar. parece ter estado ligada em sua origem com aquela dos Dadhikrās. irresistível no ataque. 13. alegradora. realmente ganha por meio disso um poder extraordinário. Dadhyac pode ser a antiga Lua cujos ossos. Isto é. Indra ouvirá nossos cânticos de louvor? 9. 10. 11. Indra. com certeza. ou unido com. Então realmente eles reconheceram a forma essencial do Touro de Tvaṣṭar. no lugar onde o sacrifício. Quando. ó Indra.16 aqui na mansão da lua. isto é. 12) não é muito claro. 11 O leite puro e brilhante que absorve ou bebe o suco Soma com o qual ele é misturado. boas em sua própria supremacia. o mais poderoso. bebe. não há melhor auriga: ninguém te superou em teu poder. Ele é descrito como tendo a cabeça de um cavalo dada a ele pelos Aśvins. 12. as vacas brilhantes11 bebem. Indra quando oferecido a. ninguém com bons cavalos te alcançou. o homem que não tem presente para ele? Quando. Cantem glória agora a Indra. 15.259 Hino 84. vem. convertidos em um raio. distante entre as montanhas. Indra. A lenda vêdica. Que o vigor de Indra te encha completamente. Ousado. Indra. Aquele que com o suco Soma preparado em meio a muitos honra a ti. quando ele morre. é Indra. tu atrelas teus corcéis. a qual foi posteriormente cortada por Indra. de fato. – Indra. 10 . 6. 9 Suco Soma. honrando o poder vitorioso dele. 15 Um lago dito ser nos limites do distrito chamado Kurukṣetra. 4. Esta libação derramada. o soberano de poder irresistível. como o Sol enche o ar com raios. ele e seu pai sendo considerados os primeiros fundadores do sacrifício. exalta e fortalece Indra. Com os ossos de Dadhyac13 como suas armas. ou Lei Eterna. ordenado por ṛtá. sobe no teu carro. os ossos dessa cabeça de cavalo. Almejando o toque dele as vacas malhadas misturam o Soma com seu leite.14 encontrou em Śaryaṇāvān15 o que ele procurava. Quando ele pisoteará. extremamente sábias. Seu par de Corcéis Fulvos traz Indra de poder sem oposição para cá para as canções de louvor dos Ṛṣis e sacrifício realizado por homens. 14. 7. As gotas derramadas o tornaram alegre. que foi modificada e ampliada em épocas posteriores. era um Ṛṣi filho de Atharvan. O significado do refrão desse terceto (versos 10. citados frequentemente no Veda e descritos como uma espécie de cavalo divino. 3. 12 As vacas. com a voz dela. O suco Soma assim derramado. excelente. perto da moderna Delhi. matou noventa e nove Vṛtras. Matador de Vṛtra. e aceito por ele em libação. e que está próximo a. prestem reverência ao seu poder supremo. se tornam as estrelas com as quais Indra mata os demônios da escuridão. elas seguem rigorosamente suas muitas leis para obter para si mesmas preeminência adequada. a pedra de prensagem atraia a tua atenção para cá. Com os ossos dele ou. é realizado. Indra matou os Vṛtras ou demônios que impediam a chuva. Aquele que sozinho concede ao homem mortal que oferece presentes. Rios do brilhante9 têm fluído para ti aqui na base da santa Lei. recitem para ele seus elogios solenes. ou. teus Cavalos Baios foram atrelados por prece. 13 Dadhyac. boas em sua própria supremacia. que por causa de esplendor se regozijam próximas ao lado do poderoso da Indra. Que. o leite delas. provavelmente uma personificação do Sol da manhã em seu curso rápido. em uma forma mais recente. O Soma foi espremido para ti. 2. imortal.10 5. 11. como uma erva daninha. As vacas leiteiras estimadas por Indra lançam o raio mortífero dele. procurando a cabeça do cavalo.

e concessores de saúde? Viverá por longo tempo aquele que paga ricamente o serviço deles. eu falo minhas palavras para ti. . os homens reconheciam que a luz era emprestada do Sol. As palavras dos sacerdotes são as flechas com as quais suas bocas estão armadas. sua família. riqueza e corpo. não há confortador além de ti. Indra. depois das chuvas. e os Povos?18 18. não deixes a tua ajuda salvadora nos faltar. Quem atrela hoje à lança da Ordem os corcéis fortes e impetuosos17 de espírito que não pode ser reprimido. favorecido pelos Deuses. que estão atrelados à lança da carruagem da Ordem ou empenhados na realização de sacrifício ordenada pela Lei Eterna. seguindo Sāyaṇa: ‘Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida?’ Isso seria bastante inteligível. Não deixes as tuas dádivas copiosas. mas homa (oblação) mal pode suportar a interpretação forçada desse modo sobre ela. de fato abençoas o homem mortal. com concha cultua em épocas determinadas? Para quem os Deuses trazem oblação rapidamente? Qual ofertante. Tu como um Deus. e distribui para nós.41. bom Senhor. Quem foge? Quem sofre? Quem teme? Quem conhece Indra presente. 17.260 16. os sacerdotes. 19 A segunda linha desse verso é traduzida por Wilson. Veja os Hinos do Atharva-veda. em nenhum momento. o conhece perfeitamente?19 19. tu amante da humanidade. 18 A resposta a essas questões é. as brilhantes noites de lugar chegavam. Índice ◄►Hino 85 (Griffith) ____________________ 16 Uma expressão obscura para o Sol. para cá todas as riquezas dos homens. com bocas armadas com flechas. 20. ó mais poderoso. 17 Os sacerdotes zelosos e incansáveis. 20. perfuradores de corações. Indra perto de nós? Quem manda bênção sobre sua descendência. Quem com oferenda e óleo derramado honra Agni. O sentido do verso pode ser que quando. Ó Maghavan. que representam os sentimentos do homem que institui o sacrifício.

o qual pode ser aplicar ao sol ou ao Agni do relâmpago. eles são aqueles que planam (pelo ar). como combatentes. Confiantes em sua própria força. Sentem-se.) como aves. de muitas lâminas. tendo. ou aspergidos com água sagrada pelos deuses. isto é. eles mantêm afastado todo adversário. talvez. Aqui eles são chamados de gomātarah. (dádivas) desejáveis (para o sacrificador). impelindo a nuvem adiante.261 Hino 85. Maruts. as gotas caem do (sol) radiante. eles brilham resplandecentes. (rapidamente. eles se deleitam em sacrifícios. e os fazedores de boas obras. a chuva segue o vento. e se regalem com o alimento sacrifical doce. com água. pelas quais eles promovem o bem-estar da terra e do céu. e enviou um oceano de água. Eles. O comentador explica vāṇaṃ como uma flauta. incumbidos do dever de mandar chuva. Heróis. e se sentem sobre a grama agradável e sagrada. que estão partindo. a métrica do quinto e décimo segundo versos é Triṣṭubh. ambos sendo. eles mantiveram o poço no alto. em seus corpos. Jagatī. movendo-se velozmente.) que merece ser glorificado. e partiram a montanha que obstruía seu caminho. molhados. que são os condutores (da chuva). atrelam os cervos pintalgados aos seus carros.1 obtiveram grandiosidade. Maruts (Wilson) (Anuvāka 14. Os Maruts. com ornamentos luminosos. os (Maruts) de movimento rápido têm se envolvido em batalhas. 8. Maruts. Ele matou Vṛtra. dourado. para que ele possa realizar grandes feitos em guerra. um instrumento de sopro. o qual o habilidoso Tvaṣṭṛ moldou para ele. que planam sem obstáculos. se aplicaria melhor a uma flauta. Como heróis. iniciados pelos deuses. 1. Que seus corcéis de passos rápidos. 3. a vaca. um tipo de harpa eólica. 1 2 . a fonte de chuva. Todos os seres temem os Maruts. 4 Aruṣa é o termo do texto. os filhos de Pṛśni adquiriram soberania. de modo semelhante. eles cresceram (em poder). Quando. eles o têm inspirado com vigor. uma vīṇā com cem cordas. 5. e de aspecto impressionante. se enfeitam como mulheres. 2. os tragam (para cá). eles chegaram ao céu por sua grandeza. sob aquele símbolo – equivalente a Pṛśni na estrofe anterior. soprando sua flauta. como príncipes. do resto. Gotama. rápidos como o pensamento. eles são os que derrubam (montanhas). Os munificentes Maruts. o Ṛṣi. uma residência espaçosa. glorificando a ele (Indra. venham. venham. Que eles. 3 Isto é. como uma pele. para (fornecer) alimento. Sūkta I) Os deuses são os Maruts. Indra empunha o raio bem feito. por quem Viṣṇu defende (o sacrifício) que concede todos os desejos e confere deleite. Varga 9. Quando os filhos da terra2 se embelezam com ornamentos.5 têm conferido. as águas seguem o caminho deles. e. a terra. incapazes de serem derrubados. Dhamanta ‘soprando’. vocês atrelam os cervos às suas carruagens. sobre o largo assento de grama sagrada. 9. Varga 10. que moem (as rochas sólidas). 5 Dhamanto vāṇaṃ. Eles. e fizeram (para si mesmos).3 4. Ukṣitāsah. – ‘o radiante’.4 e umedecem a terra. com suas mãos (cheias de coisas boas). que são adorados dignamente. Maruts. 10. 7. como sua mãe. os filhos de Rudra. quando alegrados pelo suco Soma. 6. brilham com várias armas. os filhos de Rudra estabeleceram sua residência no céu. Por seu poder. como homens ansiosos por alimento.

vocês que resplandecem com suas lanças. (Hino 116). os Filhos de Rudra. como uma pele. Fortes em sua força inata à grandeza eles cresceram. subsequentemente. a chuva fertilizante desce. a abundância flui para baixo. satisfazendo o desejo do sábio com (águas) mantenedoras de vida. de onde surge prosperidade. por isso. Nessa e na próxima estrofe. Quaisquer bênçãos (que estejam espalhadas) pelos três mundos. têm feito o céu e a terra aumentar e crescer: em sacrifícios eles se deleitam. 7 Os Maruts. Crescidos à sua força perfeita eles atingiram grandeza. Quando Viṣṇu salvou o Soma 14 que traz alegria selvagem. a tropa que envia a chuva. de longe. eles vestiram glória. Maruts. para a luta. Que seus corcéis que planam rápido os tragam para cá com suas asas velozes. para o eremitério dele. 12 É dito que o carro dos Maruts é puxado por cervos pintalgados ou antílopes. ó Maruts. ó Maruts. os filhos que Pṛśni teve. estando sedento. incitando o raio. as torrentes avançam da nuvem tempestuosa vermelha escura. 8. e estejam em seu dom.11 derrubando com sua força até o que nunca é derrubado. poderosos Guerreiros. como combatentes que procuram fama eles têm lutado em guerra. Filhos da Vaca. Esse feito é. 6. 10 As nuvens derramam abundância. e os Maruts. e. a terra com inundações de água. de Pṛśni ou da nuvem sob esse símbolo. 8 Os filhos de Rudra. e borrifaram a água sobre o sedento Gotama. corredores velozes. Diante dos Maruts toda criatura tem medo: os homens15 são como Reis. andaram até o firmamento e fizeram sua ampla morada. riquezas. 9 Isto é. no alimento agradável. levaram um poço. ó Maruts. os companheiros de Indra. rezou para os Maruts em busca de alívio. a terra ou a nuvem pintada. 2. alusão é feita a uma lenda na qual é narrado que o Ṛṣi Gotama. sentaram-se com ele para desfrutar do suco. e nos deem. os fortes e selvagens. Índice ◄►Hino 86 (Wilson) ____________________ Hino 85. concedam ao doador (da oblação). 12. eles afugentam todo adversário do seu caminho. 14 Viṣṇu preparou o Soma e o levou para Indra. Cantando sua canção de louvor e gerando poder. 5. Maruts (Griffith) 1. também. em seu caminho. concessores de tudo o que é bom. e umedecem. como mulheres.9 eles brilham em trajes luminosos. Quando. 6 Os (Maruts) variadamente radiantes vão em seu socorro.7 os Maruts. relacionado com os Aśvins. os Maruts se sentaram como pássaros em sua amada grama sagrada. Eles levaram de través o poço para o lugar (onde o Muni estava). vocês. Quando. 6 . 13 Na grama sagrada cortada e espalhada para os Deuses.262 11. que se dirige a vocês com adoração.10 4. 7. 3. 11 As lanças resplandecentes são os lampejos de relâmpago.16 terríveis de se ver. e em seus membros belos colocam seus ornamentos de ouro. Em verdade como heróis desejosos de luta eles avançam. Quando. Concedamnas. os Rudras8 estabeleceram sua morada no céu. tinham atrelado aos seus carros os cervos pintalgados12 rápidos como pensamento. Aqueles que estão resplandecendo. que. 15 Os Maruts. Quando vocês atrelaram aos seus carros os cervos pintalgados. seguindo seus rastros.13 um assento largo foi feito para vocês: deleitem-se. fazedores de atos poderosos. a nós. Sentem-se na grama. são os filhos de Rudra e P ṛśni. Avancem com seus braços. ou Deuses da Tempestade.

os brilhantes colocam armas brilhantes em seus corpos. 3) torna a comparação ainda mais natural. emitindo sua voz. Deem-nos. por afastarem as nuvens escuras. Indra o recebeu para realizar feitos heroicos. era originalmente que as tempestades. Ele matou Vṛtra. Eles. os Maruts. bênção. como uma pele. – 5. – quando. 1. isto é. ó Maruts.20 os poderosos. Eles afugentam todo adversário. aos seus carros. então as correntes do (cavalo) vermelho avançam: como uma pele21 com água eles molham a terra. VARGA 9-10. umedecem a terra com água. em uma frase relativa. 20 A transição súbita da terceira para a segunda pessoa não é incomum nos hinos vêdicos. Os Maruts. as torrentes liberadas pelos Maruts. o fato sendo que onde nós. Eles guiaram a nuvem transversa dirigida para cá. com sua força vigorosa empurraram o poço17 no alto. da nuvem. eles. e forçou o fluxo de água para fora. dourado. avançam. que brilham com suas lanças.18 Brilhando com luz variada eles vêm a ele com ajuda: eles com seu poder realizaram o desejo do sábio. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. 3. riqueza com filhos nobres. devemos usar a mesma pessoa que a do verbo principal. Aqui a nuvem.19 eles. os filhos de Pṛśni têm se vestido de beleza. e despejaram a fonte para o sedento Gotama. Quando Tvaṣṭar de mão hábil formou o raio. HINO 85. Ela depois toma um sentido mais geral de aumento. e. fazendo tremer até mesmo o que é inabalável pela força. se deleitam nos sacrifícios. as hostes valorosas. arremessando a pedra (raio) na luta. os poetas vêdicos usam frequentemente a terceira. ó Maruts. Quando vocês. Quando crescidos. ou os próprios Maruts. Enquanto cantando sua canção e aumentando sua força. com mil gumes. 2. que ocorre com muita frequência. 129. Quando esses filhos da vaca (Pṛśni) se adornam com enfeites resplandecentes. Quando vocês tinham atrelado os cervos pintalgados na frente de seus carros. 21 Os correntes do (cavalo) vermelho. deem-nas três vezes mais para o homem que oferta. 18 O Ṛṣi para quem o hino é revelado. A própria nuvem sendo chamada de pele por poetas vêdicos (1. de fato fizeram o céu e a terra crescer. 19 O significado dessa frase. 17 . faziam a terra e o céu parecerem maiores e mais amplos. eles obtiveram grandeza. como um reservatório de água. ADHYĀYA 6. Aqueles que resplandecem como esposas e companheiros de jugo. guerreiros. moldado muito habilmente. rápidos como o pensamento. fortalecimento. Doadores generosos. 16 Isto é. os filhos poderosos de Rudra em seu caminho.263 9. ó Heróis. na alegria selvagem do Soma fizeram suas façanha gloriosas. – 4. a abundância (chuva) flui ao longo dos caminhos deles. e dividiram a nuvem em dois embora ela fosse extremamente forte. Estendam as mesmas bênçãos a nós. 10. 11. como uma pele na qual a água é mantida e a partir da qual ele é derramada. atrelaram os cervos pintalgados. Índice ◄►Hino 86 (Griffith) ____________________ Hino 85. 12. AṢṬAKA I. os Rudras estabeleceram sua sede no céu. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. isto é. os fortes e selvagens.

eles são homens terríveis de se ver. os cavalos de asas rápidas os tragam para cá! Venham com seus braços!22 Sentem-se na pilha de grama. Fortes em si mesmos. 27 Dhamantah vāṇaṃ é traduzido por Sāyaṇa como tocando lira. ele matou Vṛtra. cujo personagem nos hinos do Veda é muito diferente daquele assumido por ele em períodos posteriores da religião Hindu. frequentemente também o artífice e criador. como reis. aqui deve ser tomado como o amigo e companheiro de Indra. 11. eles entraram no firmamento. isto é. ele ajudou Indra em sua batalha contra Vṛtra e na conquista das nuvens. 9. 8. Todos os seres temem os Maruts. Alegrem-se. ó Maruts! Deem-nos. eles. 22 23 . Quando Indra foi abandonado por todos os deuses. e forçou para fora corrente de água. seria muito apropriada. eles derramaram a fonte para o sedento Gotama. embora forte. da sua própria maneira. 12. riqueza com filhos heroicos! Índice ◄►Hino 86 (Müller) ____________________ Com seus braços. Viṣṇu veio em seu socorro. Que os que planam velozmente. concedam-nas três vezes mais para o homem que presenteia! Estendam o mesmo para nós.23 7. especialmente a última. 24 Viṣṇu. Tal interpretação. 26 Avata. 10. Como os Maruts. aqui denotando uma nuvem. por Benfey como tocando flauta. dourado. com os braços cheios de presentes. Os Maruts com belo esplendor se aproximam dele com ajuda. realizaram o desejo do sábio. Quando o inteligente Tvaṣṭar25 tinha formado o raio bem-feito. o trabalhador dos deuses.264 6. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. mas não há autoridade para vāṇa significando lira ou flauta no Veda. Maruts. de acordo com Sāyaṇa. eles fizeram sua ampla sede. Quando Viṣṇu24 salvou o Soma extasiante. ó heróis. Eles empurraram o poço (nuvem) transversalmente nesse caminho. Emitindo sua voz27 os generosos Maruts realizaram. como combatentes ávidos por glória eles têm lutado em batalhas. Por seu poder eles empurraram o poço26 no alto. Indra o pega para realizar seu feitos varonis. eles fenderam a rocha (nuvem). 25 Tvaṣṭar. no alimento doce. eles cresceram com poder. enquanto bêbedos de Soma. seus feitos gloriosos. O alimento doce é Soma. de mil gumes. os Maruts se sentaram como pássaros em seu altar amado. um poço. Como heróis realmente sedentos de luta eles avançam por todos os lados. um assento largo foi feito para vocês.

através da ajuda amorosa dos deuses rápidos. Maruts. se moverá Em um estábulo rico em vacas. Tem os melhores dos guardiões aquele homem em cuja morada vocês bebem. por meio das oferendas deles. se tornará o rico possuidor de muitas vacas. Maruts (Griffith) 1. 7. Honrados com sacrifício ou com a adoração dos hinos dos sábios. é provido dos protetores mais hábeis. Que os Maruts. resplandecentes Maruts. Índice ◄►Hino 87 (Wilson) ____________________ Hino 86. E que ele por quem sacerdotes ministrantes têm afiado 2 a sapiente (tropa de Maruts) caminhe entre pastos lotados de gado. a ele que supera todos os homens: que seja dele a força que chega até o Sol.3 4. em muitos outonos. vocês bebem (a libação). a métrica é Gāyatrī. Maruts. Maruts. 5. nos dias estabelecidos. têm afiado. com o brilho (do qual) vocês têm destruído os Rākṣasas. Desfrutando da proteção de vocês que veem todas as coisas. 10. 2. 2 . 5. 3. Maruts. desejoso de (seu favor). Sim. nós Temos oferecido o nosso sacrifício. no sacrifício. 4. Afortunado será aquele mortal. Sobre a grama sagrada desse herói Soma é derramado em ritos diários: Louvor e alegria são cantados em voz alta. A libação é derramada para o (grupo de) heróis.265 Hino 86. Que os fortes Maruts ouçam a ele. sejam conhecedores dos desejos daquele que os louva. Possuidores de vigor verdadeiro. afugentem todo (inimigo) devorador. ouçam a invocação dos louvores do adorador com ou (sem) 1 sacrifícios. ouçam o chamado. e o hino é repetido. nós temos oferecido a vocês.) por muitos anos. que o homem cuja oferenda vocês aceitam seja sempre próspero. ouçam (os louvores) desse (seu adorador). (oblações. 1. 8. Pois. Ó Maruts. 6. isto é. Dissipem a escuridão que oculta. Atakṣata. portadores de oblações. o ‘sem’ é acrescentado pelo comentador. Varga 12. Possuidores de vigor verdadeiro. descendo do céu. O homem em cuja mansão. gigantes do céu. têm excitado. o homem forte para quem vocês concederam dar um sábio. vocês têm mostrado seu poder. mostrem-nos a luz pela qual nós ansiamos. e a alegria deles (é estimulada). 3 Ou seja. 1 A expressão é ‘com sacrifícios ou’. Varga 11. 3. 7. 6. que devem ser adorados especialmente. ó Maruts mais adoráveis. 2. e labuta em seu serviço. Ó Maruts. 9. vitoriosos sobre todos os homens. Maruts (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi e deuses os mesmos. ou animado. e que (alimento) abundante seja obtido por aquele que os glorifica.

portanto significava originalmente um ogro com dentes ou mandíbulas grandes. O desejo do coração daquele que ama. ou do desejo do suplicante. Ele é derivado de atra. Escondam a escuridão horrenda. ADHYĀYA 6. – Max Müller. afastem de nós todo demônio devorador. HINO 86. Que seja abençoado. que quer dizer dente ou mandíbula. ele de fato tem os melhores guardiões. ele viverá em um estábulo rico em gado. 4. ó homens de força verdadeira. o homem poderoso para quem vocês concederam um sábio. ó Maruts que afugentam. um devorador’. façam isso manifesto por sua grandeza: golpeiem O demônio com seu raio. 10. 6. 8. Índice ◄►Hino 87 (Griffith) ____________________ Hino 86. a ele que supera todos os homens. Façam a luz pela qual nós almejamos! Índice ◄►Hino 87 (Müller) ____________________ 4 Do suplicante que ama e reza para vocês. ouçam o chamado. temos sacrificado em muitas colheitas. Ó vocês de força verdadeira. e.5 Criem a luz pela qual nós ansiamos. VARGA 11-12. No altar desse homem forte (aqui) Soma é derramado em sacrifícios diários. 9. 8. que significa attrin. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. façam isso manifesto com poder! Atinjam o demônio com seu raio! 10. é um dos muitos nomes atribuídos aos poderes da escuridão e injúria. Vocês que são propiciados por sacrifícios ou pelas orações do sábio. Ó Maruts. vocês conhecem a labuta daquele que canta seu louvor. como as nuvens de chuva flutuantes passam sobre o sol. louvor e alegria são cantados. ‘Atrin. 1. destruam todo demônio de presa. aquele mortal cujas oferendas vocês levam.4 9. A ele que os poderosos Maruts ouçam. 7. AṢṬAKA I. 5. Vocês que tomam conhecimento do suor daquele que os louva. 2. Ó heróis verdadeiramente fortes. ó Maruts. Ó vocês de força verdadeira. 5 . pelas graças dos deuses velozes (os deuses da tempestade). Sim. ó (filhos) poderosos dos céus.266 Cujas oferendas vocês transportam. Pois nós. aquele homem em cuja habitação vocês bebem (o Soma). ó Maruts! 3. Ocultem a escuridão horrenda.

Quando. levada por cervos. têm sido participantes satisfeitos do (alimento sacrifical). os mais valorosos. Abordados com louvores. imóveis. Maruts (Griffith) 1. visto que eles ficaram ao lado. Maruts (Wilson) (Sūkta (III) Ṛṣi e deuses como antes. ao longo de certo caminho (do céu). Quando eles reúnem (as nuvens). Ṛjīṣa. de acordo com o comentador. os Maruts sendo chamados dessa maneira porque eles têm direito. Vocês. a uma parte da efusão da ṛjīṣa. Índice ◄►Hino 88 (Wilson) ____________________ Hino 87. ativos. impetuosos. inseparáveis1 participantes da oblação vespertina. ou no culto vespertino. por nosso nascimento de nosso antigo pai. 2 . que são genuínos libertadores do débito. movendo-se rapidamente. senhores dessa (terra). como uma esposa (cujo marido está ausente). 2. mas aqui o comentador parece considerá-lo como um sinônimo de Soma. ‘tendo a cor de mel’. uns poucos apenas em número. Ou o termo pode significar. 1 Sempre associados em tropas. o qual não é explicado muito claramente. (os Maruts). Combinando-se com os raios solares. A tropa de Maruts é automovente. eles se tornaram possuidores de uma posição adequada e apropriada para os Maruts. ele acrescenta. sendo igualmente pura ou transparente. nas libações do Soma. voando. são os protetores desse nosso rito. por seus adornos corporais. 1.3 3. dotados de grande força. de grito alto. são visíveis (no céu). e líderes (das nuvens). sempre jovem. para o bom trabalho. armados com armas brilhantes. e envolvidos por energia. 4. entrando em colisão com seus carros. Nós declaramos. para o bem-estar (da humanidade). eles demonstram seu poder inerente. eles têm se apresentado com ornamentos brilhantes. no uso comum. e agitando (as rochas sólidas). eles derramam (as águas).5 como os céus com estrelas. significa uma frigideira. 3 Madhuvarṇa. Cantores sonoros. ou. encorajando Indra no conflito. métrica Jagat ī. ‘os adquirentes ou recebedores dos sucos’. e livres de medo. e. vocês reúnem as (nuvens) moventes que passam. 5. que a língua (de louvor) acompanha a manifestação (invocação dos Maruts). nas partes mais próximas (do firmamento). pois. como aves. Aniquiladores (de adversários). 4 Por tornarem ricos seus adoradores. Varga 13. a terra treme por causa dos seus movimentos impetuosos. alegres. O termo é ṛjīṣiṇaḥ. irredutíveis. como certos raios do sol. 6. os mais amados.4 impecáveis. louvados com hinos pelos sacerdotes. inconstantes. eles adquiriram nomes que devem ser recitados em sacrifícios. então. Maruts.267 Hino 87. cheios de força. e derramadores de chuva. Portanto despejem sobre seu adorador a chuva de cor de mel. na terceira cerimônia diária.2 adorados constantemente. nunca humilhados. eles têm derramado (chuva) voluntariamente.

1. 6 O suco Soma nos inspira. Tu realmente és verdadeira. impetuosos e não temendo a ninguém. tu és sem defeito. Portanto. os que rugem. armados com lanças brilhantes. VARGA 13. Nós falamos pela nossa linhagem desde o nosso Pai primordial. mas nunca no sentido de viúva.] 9 O suco Soma inspira o poeta com eloquência. eles haviam se juntado a Indra na labuta do combate. nota 12.268 2. como se estivesse enfraquecida. e homens para celebrar seu louvor. nos despenhadeiros vocês amontoam a nuvem movente. [Hino 37.8 move-se por si só.9 quando os cantores (os Maruts) se juntaram a Indra em atos. 3. Vithurā ' ocorre várias vezes no Ṛg-Veda. ADHYĀYA 6. Índice ◄►Hino 88 (Griffith) ____________________ Hino 87. 5. Quando. Automovente é aquele grupo jovem. dotado de força e poder. como os céus com as estrelas. como as cinco estrelas no céu’. que são representados como surgindo gradualmente ou apenas mostrando-se. Verdadeira és tu.10 – 5 ‘Refere-se aos Maruts. – Max Müller. As nuvens em todos os lugares derramam chuva sobre os seus carros. Dotados de vigor e poder superior. só então eles receberam seus nomes sagrados. como pássaros. se agita. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. os impetuosos. os cantores. vocês são como pássaros em qualquer caminho que seja. e nós somos guiados pela tradição recebida dos nossos ancestrais. desse modo ele tem domínio senhoril. Hoste Forte. com lanças brilhantes. a nossa língua. AṢṬAKA I. quando em seus caminhos eles jungem seus carros para a vitória. os que nunca recuam. e você derramam a fertilidade (chuva) como mel para aquele que os louva. descobridora de pecado: assim tu. 8 Que os Maruts não têm apenas pṛṣatīs. Aquela comitiva jovem (dos Maruts). então os barris (nuvens) em seus carros pingam em todos os lugares. Derramem abundância. por isso ela exerce domínio. mas cavalos para os seus carros. nós vimos antes. têm se enfeitado com seus ornamentos brilhantes. gritando. só então eles obtiveram seus nomes sacrificais. A terra em suas corridas treme como se fraca e cansada. em qualquer estrada que seja. os mais amados e mais viris. 6. os que agitam (as nuvens) têm eles próprios glorificado a grandeza deles. a hoste viril ajudará essa prece. de cor de mel. Armados com suas espadas. 7 Não há autoridade para a explicação de vithurā'-iva de Sāyaṇa. serás protetora dessa prece. rugindo alto. 3. a terra treme como uma viúva. . eles possuíram o próprio lar amado dos Maruts. 5. 4. alegres. eles que usam anéis brilhantes. com os seus cavalos pintados. poucos somente. investida de poderes. e irrepreensível. com cavalos malhados. ó Maruts. abaladores de tudo. quando nós vemos o Soma. HINO 87. Maruts.6 Quando. Nós falamos conforme a maneira do nosso velho pai. 2. eles mesmos admiram seu poderio. Eles os alegres. raios eles obtiveram. Por causa das acelerações deles a terra treme.7 quando nos caminhos (celestes) eles atrelam (seus cervos) em busca da vitória. até agora só poucos em número. Eles. 4. tu descobres o pecado. a nossa língua sai à visão do Soma. os inalteráveis. Quando vocês viram seu caminho através das fendas. para aquele que canta o seu louvor. Esplendores eles ganharam por glória.

Foi dito lá que os Maruts obtiveram seus nomes sagrados depois de terem se juntado a Indra em seu trabalho. o seu próprio lugar entre os deuses que são invocados no sacrifício. e destemidos. o que significa que naquele momento eles se tornaram o que são. Tendo assim obtido o seu verdadeiro caráter e um lugar entre os deuses. não só isso. obtiveram esplendores por sua glória. acelerando juntos.269 6. pode-se dizer que eles ganharam ao mesmo tempo esplendor e adoradores para cantar seus louvores. 11 O significado desse verso conclusivo não é muito claro. armados com belos anéis. a menos que nós o tomemos como uma continuação do verso anterior. e homens para celebrá-los. armados com punhais. eles encontraram o domínio amado dos Maruts. e se estabeleceram no que se tornou posteriormente conhecido como o seu próprio domínio. eles obtiveram raios. . Esses Maruts.11 Índice ◄►Hino 88 (Müller) ____________________ 10 Os Maruts obtiveram honras divinas somente como uma recompensa por ajudarem Indra em sua batalha com o demônio Vṛtra.

como antes. Brilhante como ouro é aquele que segura o raio. 3 4.] 2 .2 A terra eles têm atingido com a borda da roda do carro. Müller.4 Os Gotamas fazendo sua oração com cânticos empurraram para cima a tampa do poço para beber a água. de movimento rápido. Como eles agitam florestas. com suas carruagens brilhantes. armados com lanças. com seus cavalos vermelhos. e armados com o raio. como (árvores) altas. visto que (vocês colocaram) alimentos em nossas mãos. com versos sagrados. (e nos tragam) alimento farto. Voem para nós com os alimentos mais nobres. Venham. para o benefício dele? Brilhantes como (ouro) polido. [Veja a nota 8. da quinta. Maruts. (oferecendo) oblações com hinos sagrados. desçam. acelerando para lá e para cá. a métrica da primeira e última estrofes. (para vocês) eles promovem sacrifícios grandiosos. Com seus corcéis de cor vermelha ou. Varga 14. Prastārapaṅkti. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e divindade. O discurso do sacerdote agora os glorificou. e. ó Maruts muito poderosos e bemnascidos. eles sulcam a terra com as rodas das suas carruagens. 2. eles vêm por glória. como pássaros. ergueram no alto o poço (fornecido) para a sua residência. bem armadas. para vocês. 3 Os homens têm espremido o suco Soma e oferecido libações para vocês. as (armas) ameaçadoras se encontram em seus corpos. quando sedentos. em seus carros carregados de raios. eles têm colocado a pedra em movimento. atreladas a corcéis. 4 Vārkāryāṃca devīm. – M. e destruindo seus inimigos mais poderosos. Virāḍrūpā. ó de grande poder. ressoando com doces canções. Os filhos de Gotama. 1. Por beleza vocês têm espadas sobre seus corpos. Maruts. Venham para cá. condizente (com os seus méritos). algum peã ou canção de triunfo pertencente aos Gotamas’. Triṣṭubh. alados com cavalos. e deram esplendor ao rito para o qual água era essencial. por acaso. 4.270 Hino 88. sem dificuldade. Maruts. Esse é aquele louvor. fulvos que aceleram seus carros. Fazedores de boas obras. carregadores de carros. ‘A suposição mais provável é que vārkāryā era o nome dado a algum hino famoso. Para qual glorificador (dos deuses) eles se dirigem. 1 Veja a nota 6 do hino 85. (filhos de Gotama). 3. ó anelantes. para trás. do restante. Os dias se passaram em volta de vocês e voltaram. como aves. 6. Maruts (Griffith) 1. O portador do trovão ou raio é Indra. Maruts. (hábeis para ganhar) domínio. 3. em seu (louvor). Esse hino é conhecido como o mesmo que aquele o qual Gotama recitou. para essa prece e para esse culto solene. Por sua causa. Dias felizes sobrevieram a vocês. Maruts. o qual. adoradores abastados enriquecem a pedra (que mói a planta Soma). fulvos. armados com armas de ferro.1 5. assim que eles possam animar nossos espíritos. quando ele os viu sentados em suas carruagens de rodas douradas. Índice ◄►Hino 89 (Wilson) ____________________ Hino 88. glorifica cada um de vocês. 2. Maruts bem nascidos.

ó Maruts. Por vocês mesmos. a espada ou o raio. 6. Em direção a vocês essa dose refrescante do Soma se apressa. Maruts. 5. com o seu melhor alimento. os vigorosos (entre vocês) agitam a pedra7 (para destilar Soma). quando ele os viu em rodas douradas. 6 . como a voz de alguém que ora.8 ó falcões. Venham para cá. Aquele que detém o machado 6 é brilhante como ouro. ó Maruts. bem como para o famoso hino. pode ser. – com o aro da roda do carro eles têm atingido a terra. em seus carros carregados com relâmpagos. 3. esse último particularmente. como o discurso de um suplicante: ele correu livremente das nossas mãos como nossos discursos estão acostumados a fazer. os Gotamas. 6. pode ser. Eles vêm gloriosamente em seus cavalos vermelhos. representada como um poço coberto. vocês poderosos! 2.5 Índice ◄►Hino 89 (Griffith) ____________________ Hino 88. javalis selvagens avançando por todos os lados com presas de ferro. javalis avançando por todos os lados com presas de ferro. como antes. no nosso caso. e esse rito sagrado. e alados com cavalos! Voem para nós como aves. ou. ressoando com belas canções. em seus cavalos fulvos que aceleram seus carros. Índice ◄►Hino 114 (Müller) ____________________ 5 Esse verso é muito obscuro. 4. abastecidos com lanças. Em seus corpos há adagas por beleza.271 5. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. que eles incitem nossas mentes como eles agitam as florestas. Esse discurso reconfortante avança ressoando em direção a vocês. e. que os Gotamas há muito são devotados aos Maruts. ó Maruts. 8 O sentido da linha inteira parece ser que muitos dias se passaram para os Maruts. HINO 88. uma idéia frequentemente recorrente nos hinos do Veda. 1. ó Maruts bem-nascidos. O levantamento da tampa do poço para beber significa que eles obtiveram chuva a partir da nuvem. continuadas no verso seguinte. Ou. fazendo oração com canções. Ela se apressa livremente das nossas mãos como essas libações costumam fluir. de volta para essa prece. em outras palavras. 7 A agitação da pedra pode ser a agitação da pedra para destilar o Soma celestial ou a chuva. Nenhum hino como esse jamais foi conhecido antes o qual Gotama cantou diante de vocês. uma vez dirigido a eles por Gotama. se Indra for aqui inferido. Dias se passaram em volta de vocês e voltaram. ou. empurraram para cima a tampa do poço (a nuvem) para beber. AṢṬAKA I. quando sobre suas rodas douradas ele viu vocês. ADHYĀYA 6. Eu sigo a tradução de Max Müller que é ‘em grande parte conjetural’. onde é dito que o presente hino é como aquele que Gotama compôs quando viu os Maruts ou falou deles como javalis com presas de ferro. VARGA 14. a qual é aqui. Nenhum hino desse tipo jamais foi conhecido como esse que Gotama cantou para vocês.

2 Bheṣajaṃ. ou por permearem todas as coisas. que se movem graciosamente. com luz. Varuṇa. 3 A terra é chamada dessa maneira porque ela produz todas as coisas necessárias à vida. 1 A maioria desses. que são os filhos de Pṛśni. e destruidoras (de inimigos) venham para nós de todos os quadrantes. não molestadas. Asridh. págs.3 o (transportem para nós). a circunferência de uma roda. ocorreram antes. cujos corcéis são cervos pintalgados. não secante. que a generosidade dos deuses. 54 e 111. ou vida. significando filho de Tṛkṣa. que devem ser meditados. de modo que a passagem pode significar Ariṣṭanemi. guarde o nosso bem-estar. assim que ele (continue) o tranquilo guardião do nosso bem-estar. aquele medicamento que os Aśvins. Nós chamamos aquele senhor dos seres vivos. ele é. Nenhuma outra especificação é dada.4 de armas sem mácula. Soma. especialmente. (estabelecidos) na língua de Agni. como ar. porque elas recebem oblações através da boca de Agni. mas nos concedendo proteção dia a dia. segundo algumas autoridades. guarde o nosso bem-estar. Garuḍa. também. cap. 5 Isso pode ser afirmado de todas as divindades. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. Gotama. – Bhaga. das últimas três. o filho de Tṛkṣa. Dakṣa é chamado de Prajāpati. – cuja roda da carruagem é desimpedida. vv. e que os deuses estendam nossos dias à longevidade. Varga 16. cercando os perversos com seus laços. ou. ouçam (o nosso pedido). que o pai céu. Garutman. da sexta. guarde o nosso bem-estar. a classe de Maruts. Que o vento sopre para nós o medicamento agradável. de acordo com o comentador. capaz de criar o mundo. 2. Que os Maruts. Aditi é a mãe dos deuses. é o nome do patriarca Kaśyapa: o mesmo faz de Tārkṣya um sinônimo de Aruṇa. 1. 6. estejam sempre conosco. que sempre favorece os honestos. isto é. secar. indiretamente nutre todas as coisas. a alvorada personificada. que Tārkṣya. aquele protetor das coisas imóveis. e o céu. Aryaman. mas o hino é dirigido aos Viśvedevas. e da sétima. Mas o comentador aqui também explica as funções deles: Bhaga e Mitra são Ādityas. para a nossa proteção. no texto. 5. porque manda chuva e. – que todos os deuses venham para cá para a nossa preservação.] como o nome de um Prajāpati. Os Aśvins são assim chamados ou por terem cavalos. o senhor do dia. o senhor da noite. e o último é. que nós obtenhamos a amizade dos deuses. o outro. Soma é duplo: a planta assim chamada na terra. circundar. que as pedras que espremem o suco Soma. aqui incluídos entre os Viśvedevas. 304 e 306 da versão em português. para o aumento das nossas riquezas. que ouve muito louvor. Triṣṭubh. 5 observadores (de todos). como sempre. que conhece todas as coisas. Aryaman é o sol. o primeiro pode significar. Asridh. ou. Varuṇa é nomeado a partir de vṛi. Virāṭsthānā. os Aśvins. que deve ser propiciado por meio de ritos religiosos. ele é o criador (Hiraṇyagarbha) difundido entre as criaturas que respiram ou vivem. Que os deuses. de acordo com Yāska. 4 Tārkṣya é um patronímico. sem obstáculos. que. que Pūṣan.2 que a mãe terra. como uma divindade no céu. e são causadoras de prazer o (tragam para nós). 4. . não se afastando de nós. Dakṣa. É duvidoso se nós temos alguma referência ao veículo de Viṣṇu. Mas Ariṣṭanemi ocorre. Indra. A métrica das primeiras cinco estrofes. um com umidade. desça sobre nós. e que a bondosa Sarasvatī nos conceda felicidade. de Ariṣṭanemi – aquele que tem armas (nemi) ilesas ou irresistíveis (ariṣṭa). Ele é chamado. imutável. de sridh. e. portanto. como antes. e. Mitra.272 Hino 89. e a lua. Nós os invocamos com um texto antigo.1 4. são qualificados para aplicar. Que Indra. 3. Aśvins. Que obras auspiciosas. frequentadores de sacrifícios. 7. é Jagat ī. Aditi. para o nosso progresso. e radiantes como o sol. Varga 15. no Vāyu Purāṇa. Como Pūṣan sempre tem sido o nosso defensor. [parte 2. Que a graça benevolente dos deuses (seja nossa). como os médicos dos deuses.

Serpentes. Que a graça auspiciosa dos Deuses seja nossa. Aditi é o firmamento. que vocês. 6. 10 Dakṣa é um poder criativo associado com Aditi e. pode. Aditi7 é o céu. 2.] é dito que as cinco classes de homens são as quatro castas e os párias. com os nossos ouvidos.11 e as pedras concessoras de alegria que espremem o suco da Soma. 11 Pitā Dyaus = Pater Zeus. Gandharvas (incluindo as Apsaras). Que nós ouçamos. e vitoriosos. Júpiter. Aśvins. e nosso Pai Céu. o que é bom. aqui. que nós. que Indra nos torne prósperos: que Pūṣan nos torne prósperos. Que poderes auspiciosos venham a nós de todos os lados. não intervenham.10 Mitra. 3. ouçam isso. IV. “Aditi é louvada como idêntica ao universo”.9 o amigável Dakṣa. no meio da nossa existência passageira. enumerado por Yāska entre os deuses da esfera mais elevada. Deuses.6 10. portanto às vezes associado com Prajāpati. Varuṇa. o hino declara o poder de Aditi (Nir. 6 Isto é. como se encontra no Nirukta III. por assim dizer. Ilustre por toda parte. Homens. é um Āditya considerado no Veda como concessor de prosperidade e como instituindo ou presidindo o amor e o casamento. e Pitṛs. Viśvedevas (Griffith) 1. . 13 O Senhor da Prece. Que Sarasvatī. por infligirem enfermidade em nossos corpos. que desça sobre nós a generosidade dos deuses justos. auspiciosa. nossos guardiões dia a dia incessantes em seus cuidados. ou. o Senhor de tudo o que fica parado ou se move. que nós vejamos. 5. Gandharvas. Visto que cem anos foram estabelecidos (para a vida do homem). De acordo com Yāska. conforme Sāyaṇa. Isso também é interpretado como cinco classes de seres. Nós os chamamos para cá com um hino do tempo antigo. os Aśvins. Aditi é as cinco classes de homens. 12 Geralmente descrito como um cavalo divino e provavelmente a personificação do Sol. nota 4. 23). A amizade dos deuses nós temos procurado devotamente: assim que os deuses prolonguem a nossa vida para que nós possamos viver. significar ou a terra ou a mãe dos deuses. que a Terra nossa Mãe o dê. não nos deixem nos tornarmos tão fracos e débeis a ponto de sermos. empenhados em seus louvores. Asuras e Rakṣasas. [hino 7. Que o vento sopre em direção a nós aquele remédio agradável. Aditi é mãe. o Mestre de toda riqueza. ou. e diferentemente na nota 6. crianças. deuses. 9 Bhaga. com os nossos olhos. 9. que os Deuses possam estar sempre conosco para o nosso benefício. 8 Como citado antes. Bhaga. deuses. 4. nunca enganados. Nós invocamos por ajuda aquele que reina supremo. Aditi. inspirador da alma. significando literalmente ‘a independente’ ou ‘a indivisível’. Soma.8 Aditi é geração e nascimento. Deuses. conceda felicidade. ou. Aryaman. 7 Aditi. o que é bom. 7. pai e filho. com membros firmes e corpos (sadios). Aditi é todos os deuses. Índice ◄►Hino 90 (Wilson) ____________________ Hino 89. de modo que nossos filhos se tornem nossos pais.273 8. desimpedidos. Pitṛs. Que Tārkṣya12 com aros das rodas ilesos nos torne prósperos: que Bṛhaspati13 nos dê prosperidade. desfrutemos. objetos de sacrifício. por quem nossos espíritos almejam. que Pūṣan possa promover o aumento da nossa riqueza. segundo o comentador. o período de vida concedido pelos deuses. e precisarmos do cuidado paterno dos nossos próprios filhos. nosso defensor e nosso guarda infalível para o nosso bem.

16 A Infinita. Aditi é os homens de cinco classes. Aditi é o ar. movendo-se em glória. ó Santos.14 brilhantes como o Sol. que visitam ritos sagrados frequentemente. Deuses.274 7. sábios. Aditi é todos os Deuses. que nós com os nossos ouvidos ouçamos o que é bom. dentro de cujo prazo vocês levam nossos corpos à decadência. 8. cuja língua é Agni. atinjamos o período de vida atribuído pelos Deuses. Natureza Infinita. Índice ◄►Hino 90 (Griffith) ____________________ 14 Ou seja. em cujo espaço de tempo os nossos filhos se tornam pais. por sua vez. ó Deuses. Aditi é a Mãe e o Pai e o Filho. que recebem oblações através de Agni ou fogo. Não interrompam no meio o nosso período de vida fugaz. Aditi é tudo o que nasceu e nascerá. Os Maruts. 15 . Com membros e corpos firmes que nós. 9. glorificando-os. Considerada como a duração natural da vida humana. levados por cavalos malhados. Filhos de Pṛśni. 10. e com os nossos olhos vejamos o que é bom. Aditi16 é o céu. – que todos os deuses venham para cá para a nossa proteção. Cem outonos15 estão diante de nós.

Que o adorável Indra. 4 [Todos os adjetivos dos versos 6. Sim. 4. Índice ◄►Hino 91 (Wilson) ____________________ Hino 90. Que Vanaspati seja possuidor de doçura para conosco. Que Varuṇa com orientação direta. Os ventos trazem doces (recompensas) para o sacrificador. (em direção aos nossos desejos). que o sol seja imbuído de suavidade. Que eles nos concedam proteção. que Aryaman. Pūṣan. os Deuses a serem adorados. Que a noite e a manhã sejam encantadoras. cumprem suas funções todos os dias. não iludidos. 3. Pois eles são os distribuidores de riqueza (no mundo inteiro). que Varuṇa. vocês que seguem seu rumo. É dito que Viṣṇu é aquele que permeia. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e os deuses são os mesmos. Afugentando os nossos inimigos. Pois eles são distribuidores de riquezas. por caminhos diretos. que a região da terra seja cheia de doçura. 2. a nós mortais. e 8 podem ser lidos como ‘doce’ ou ‘doçura’. e. com seu poder Guardam eternamente as leis sagradas. ele que conhece. Que eles. E Aryaman em harmonia com os Deuses. E Bhaga. sejam propícios para nós. e.4 9. dirijam nossos caminhos de modo (que eles possam levar) à obtenção de boas dádivas. Varga 17. ou o deus que está em toda parte. Deuses Imortais para os homens mortais. e Mitra nos guiem. que são imortais.2 Maruts. – e Aryaman. que o céu protetor seja agradável para nós. Pūṣan. 1. Que eles demarquem o nosso caminho para a felicidade. Viṣṇu. e Bhaga. os Maruts. que Viṣṇu de passos largos seja propício para nós. 1 É dito que Aryaman é o sol. na qual ela é Anuṣṭubh. os rios trazem (águas) doces. Que Varuṇa e o sábio Mitra nos guiem. em sua função de separar o dia da noite. Varga 18. 6. Abençoem-nos com toda prosperidade. como a tropa de Maruts. os Maruts. a métrica é Gāyatrī. 4. enriqueçam nossos hinos com vacas. que o gado seja doce para nós. concedam. o qual é explicado. 5.275 Hino 90. 7. 2.3 tornem os nossos ritos revigorantes para o nosso gado.1 regozijando-se com os deuses. 8. 3 O termo do texto é evayāvaḥ. 7.] 2 . Viśvedevas (Griffith) 1. tornemnos prósperos. Pūṣan. Que Mitra seja propício para nós. Viṣṇu. 3. pelo comentador. Pūṣan. o mesmo é o caso na versão seguinte desse hino. que Indra e Bṛhaspati sejam propícios para nós. felicidade. Que as ervas produzam doçura para nós. nunca negligentes. por eles andarem a cavalo (evaih). Indra. 5. aniquilando os nossos inimigos. exceto na última estrofe.

7.276 6. e Varuṇa e Aryaman: Indra.5 Índice ◄►Hino 91 (Griffith) ____________________ 5 Como o Sol. os rios derramam coisas doces para o homem que cumpre a Lei. . caminhando sobre ou percorrendo os três mundos. Que a árvore alta seja cheia de doces para nós. Amável seja o nosso Pai Céu para nós. 8. e Bṛhaspati sejam gentis. agradável a atmosfera terrestre. e cheio de coisas agradáveis o Sol: Que as nossas vacas leiteiras sejam afáveis para nós. e Viṣṇu do passo largo formidável. Que Mitra seja benevolente para nós. 9. Os ventos sopram coisas doces. assim que as plantas sejam doces para nós. Agradável seja a noite e agradáveis as alvoradas.

tua glória. Tu. prosperidade. também.] Ou real (rājan) Soma. és vida para nós. Varga 22. àquele que te adora. Varga 21. tu. Soma. Sê para nós. O amigo de alguém como tu nunca pode perecer. dos brâmanes. tu és o derramador (de benefícios). o deus é Soma. nós não morreremos. aproxima-te. Sat pode ser explicado. o soberano dos virtuosos. Tu. Tu. aceita nossas oblações. Varga 19. Soma. por afeição. Soma (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é. por tuas energias. Dotado de todas as tuas glórias (que são mostradas) por ti no céu. é grandiosa e profunda. Indra. bem disposto para conosco. 16. tens sido bem nutrido pelas oferendas sacrificais. 8. Pela tua orientação. nas montanhas. o conhecedor de riquezas. ilustre 2 Soma. 2 . tu és o purificador (de todos). és percebido completamente pela nossa compreensão. como homens em suas próprias residências. Teus atos são (como aqueles) do real Varuṇa. e viver. e (és notável) por tua grandeza. tu és o sacrifício santo. Tu. e sê. Veja abaixo. 1 os nossos pais virtuosos obtiveram bem-estar entre os deuses. nós te exaltamos com louvores. Cresce. Soma. reside alegremente em nossos corações. 3 Satpatistvaṃ rājota. Soma. 14. 7. 1 [Indu: Griffith. Triṣṭubh. Soma. nas plantas. és o fazedor do bem por meio de atos sagrados. tu és poderoso. 1. sê nosso protetor com aqueles auxílios que são fontes de felicidade para o doador (de oblações). como o amado Mitra. o guia dos homens. da calúnia. 2. tu. o resto. o concessor de bem-estar. tu nos guias ao longo de um caminho correto. Se tu quiseres. e conheces todas as coisas. 15. compondo a frase. Soma. 12.4 Varga 20. como Aryaman. seja velho ou jovem. Aceitando esse nosso sacrifício. divino Soma. Que vigor chegue a ti de todos os lados. protege-nos do pecado. Uṣṇih. sê nosso amigo. 4 Soma pode ser considerado como identificável com sacrifício. a décima sétima. de todos os que buscam nos prejudicar. te glorifica. 11. ainda. 4. Soma. como gado em pastos novos. és o protetor. Gotama. por tuas bênçãos. o senhor das plantas.277 Hino 91. 13. da quinta à décima sexta estrofe. Protege-nos. Soma. Soma. Sê diligente no fornecimento de alimento (para nós). nas águas. ‘o protetor (pati). Soma. para nós. por causa da parte essencial que desempenha nele. na terra. Tu. ou o rei (rājā). a métrica é Gāyatrī. 6. real Soma. segundo o comentador. para que ele possa desfrutar. amante de louvor. 5. um amigo excelente. tu és o aumentador de todos. Soma. o aumentador de nutrição. aproxima-te.3 ou mesmo o matador de Vṛtra. 10. que és benigno. e livre de ira. O sábio experiente elogia o mortal que. como brâmane. satisfeito com nosso serviço. Defende-nos. como o aumentador do nosso rito. Soma. 3. 9. esse nosso louvor. Tu concedes. Familiarizados com hinos. o removedor de doença.

entre Soma. com luz. para a nossa imortalidade. o verso vinte e dois. renomado. hábil em assuntos domésticos. tu tens estendido o vasto firmamento. Soma. por teu discernimento és o mais sábio. a nós. 7 As tuas leis são as mesmas porque as leis de Varuṇa têm sua origem em ti. – Com todas essas. 4. o qual alude à função de dissipar a escuridão por meio da luz. 3. Com todas as tuas glórias na terra. que nós prosperemos. és o Senhor dos heróis. um amigo. 19. és preeminente por sabedoria. sim. a escuridão. Nossos antepassados sábios. Teus são os eternos estatutos do Rei Varuṇa. o preservador da força. o outorgante de céu. . forte por tuas energias e possuidor de tudo. e. Soma. E. grande confusão. e que é uma honra para seu pai. é tua glória. 7. 6 Outro nome de Soma. tens gerado todas essas ervas. Para aquele que oferece (oferendas) Soma dá uma vaca leiteira. talvez. Todo-puro tu és como Mitra o amado. estando plenamente nutrido. Quaisquer das tuas glórias que (os homens) cultuem com oblações. Soma. invencível em batalha.) em combate.278 17. Tu. Defende-nos (dos nossos inimigos. aqui identificado com a Lua que ensina aos homens as épocas apropriadas nas quais adorar os Espíritos dos Mortos ou Antepassados divinizados. acompanhado por heróis valentes. ó Soma. proporciona. sê. que o nosso sacrifício seja envolvido por todas elas. nascido entre sacrifícios. com tua mente brilhante. que és concessor de bem-estar. o Rei. Soma. que ocupa uma residência brilhante. 5. Soma. 23. ó Soma. Nós nos regozijamos. nas montanhas. no céu. Tu. tanto velho quanto jovem. Varga 23. como Aryaman. ó Soma. 22. Veja 1. triunfante entre hostes. assíduo em culto. nas plantas e nas águas. o concessor de chuva. nota 9. Soma. que nenhum (adversário) te aborreça. tu és poderoso por todos os teus poderes e grandeza. 20. que oferendas sacrificais e vitalidade sejam concentradas no destruidor de inimigos. 21. Que os sucos leitosos fluam em volta de ti. por glórias tu és glorioso. contemplando-te. 18. o que transporta (para além das dificuldades). adorável. tu matador de Vṛtra: Tu és energia auspiciosa. Exultante Soma. evidentemente. concede. Divino e potente Soma.7 nobre e profunda. exceto. Àquele que cumpre a lei. Soma (Griffith) 1. aceita. uma porção de riqueza. Tu. para nós.8. a Lua. a água.6 distribuíram entre os deuses a sua quota de tesouro. Soma. que seja teu desejo que nós possamos viver e não possamos morrer: Senhor das plantas amante de louvor tu és. E energia para que ele possa viver. a Asclepias ácida. e vitorioso. e um filho que é competente em afazeres de qualquer natureza. nossas oferendas. e as vacas. cresce com todas as plantas que se entrelaçam. tu tens dissipado. tu dás felicidade. 2. Tu és supremo acima da coragem de (qualquer um dos) dois oponentes (mútuos).43. Indu. ao longo do caminho mais reto tu és nosso líder. por tua orientação. Tu. 6.5 Índice ◄►Hino 92 (Wilson) ____________________ Hino 91. célebre na sociedade. o não-destruidor de progênie. e Soma. Bem supridos com alimento. 5 Há. Vem para as nossas mansões. Poucas passagens indicam a primeira distintamente. bem satisfeito e não com raiva. ó real Soma. um cavalo veloz. guia dos mortais. nesse hino. iguarias excelentes no céu.

Soma. vem. vencedor.10 e sê Um Amigo de mais fama ilustre para nos tornar prósperos. Em ti que nutrientes suculentos estejam unidos. Como um homem jovem em sua própria casa. 20. protetor com tropas de heróis. Rei Soma. com as nossas canções sagradas: Vem até nós. Invencível em luta. 13. Deus Soma. Doador de riqueza. e poderes. 9. salvador em batalhas. em ti nós nos regozijaremos. vem. Soma. sê o ponto central e fonte de todo o poder. que todas ela envolvam a nossa adoração. 14. A ele o Sábio poderoso8 favorece. 21. 16. muitíssimo famoso. 18. descobridor de riqueza. protege-nos. Essas ervas. curador de doença. ó Soma. Tu. Soma. obtém para nós uma porção de riquezas. 10 Através de todos os teus talos [ou filamentos. Aquelas das tuas glórias que com oblações derramadas os homens honram. Soma. crescendo para a imortalidade.279 8. De todos os lados que poderes vigorosos se unam em ti: Permanece no lugar de reunião da força. da angústia: Sê para nós um Amigo bondoso. e com luz tu tens dissipado as trevas. vitorioso. Fornece para ambos os lados na luta por despojos. Aceita esse nosso sacrifício e esse nosso louvor. Enriquecedor. o homem mortal que na tua amizade tem prazer. um corcel veloz e um homem de conhecimento ativo. ó Soma. poupando os valentes. para o adorador. Bem-hábeis em discurso nós te magnificamos. ó mais benevolente. um bom amigo para nós. 11. – Com eles mesmos nos protege. todas essas. ó Soma. ó Soma o que mais alegra. sê feliz em nossos corações. Ó Soma. tu tens gerado. sê.11 e essas águas correntes. essas vacas leiteiras. bem abrigado.9 17. 22. Com aqueles auxílios encantadores que tu tens. por todos os lados daquele que nos ameaça: nunca deixa O amigo de alguém como tu ser prejudicado. com teu Espírito Divino. 12. como vacas leiteiras nos prados cobertos de grama. 9 . para as nossas casas. ó Soma: ganha as maiores glórias para ti no céu. e vigor imenso subjugador de inimigos. adequado para assembleia sagrada. uma glória para seu pai. 11 O leite que deve ser misturado com o suco Soma. 15. 19. Torna-te. Soma. grande através de todos os teus raios de luz. Protege-nos. Soma. nascido em meio a hinos. E fica perto para nos tornar prósperos. ou todas as finas fibras da planta]. Isto é. de acordo com Ludwig que considera Soma como a planta. guarda do nosso acampamento. Que ninguém te impeça: tu és o Senhor da bravura. Índice ◄►Hino 92 (Griffith) ____________________ 8 O próprio Soma. Para aquele que adora Soma dá a vaca leiteira. Deus. 23. ó Soma. hábil em deveres domésticos. O espaçoso firmamento tu tens expandido. para reunião de conselho. 10. torna-te grande. ganhador de luz e água. tornando próspera a nossa propriedade. Salva-nos da censura caluniosa.

para o nosso deleite. Nós temos o termo uṣasaḥ. como uma aduladora. ‘como um barbeiro’. assim os raios da alvorada se espalham pelo céu. 4. ela se espalha e dissipa a escuridão densa. A filha do céu espera o glorioso sol. ‘criadoras de luz’. Essas divindades da manhã. tropas de escravos. 4 O texto tem somente ‘como guerreiros’. – trazendo todo tipo de alimento para o realizador de boas obras. XII. no plural. ou cortar.1 espalharam luz (sobre o mundo). Ela consagra sua beleza. literalmente. a incitadora de vozes agradáveis. O comentador explica a comparação: “Como eles se espalham. a métrica dos primeiros quatro versos é Jagat ī. ela sorri. do restante. aquela riqueza abundante que concede fama. 5 Nṛtūrivā. como uma dançarina” (peśāṃsi vapate). dissipa a escuridão. 1 . derramando luz sobre todo o mundo. quando a tradução seria “Uṣas mostra graça. 6 Com o aparecimento da alvorada. elas viajam diariamente. em vez da personificação singular. 8. os gritos de vários animais e pássaros. com um esforço simultâneo. Brilhando luminosa. e a dadora de alimento. ou nṛtū pode significar uma dançarina. isto é. exceto no último terceto. têm acompanhado o sol glorioso. eles atrelaram (ao seu carro) as vacas vermelhas e facilmente atreladas. encantadora em seu esplendor.6 é louvada pelos descendentes de Gotama. as divindades da alvorada têm restaurado. e. a consciência (das criaturas sencientes). ou se estender. ela se apressa para o leste. 3 com seu esplendor inerente. elas tornam manifesta a luz na parte leste do firmamento. para obter favor. como sacerdotes consagram o alimento sacrifical em sacrifícios. como o gado se apressa para seus pastos. mostras. antes da chegada do sol”. e para o adorador que oferece libações. iluminando todas as coisas. – os quais tu. as divindades que presidem a manhã. como antigamente. significando. a última. como guerreiros polindo suas armas.280 Hino 92. Que eu obtenha. Uṣṇih. 2 Ou mātṛi pode significar simplesmente autora. segundo o comentador. cultuam. ao longo da frente da ordem de batalha. a divindade é U ṣas (a Aurora). As líderes femininas (da manhã) iluminam. ou possuir. Aurora (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é Gotama. e. 5 ela desnuda seu peito. como um barbeiro (corta o cabelo). 7. dos últimos seis. e é caracterizada por cavalos. 3. ela tem consumido. o plural é usado apenas honorificamente. e. a primeira significando ou escuridão ou elegância. 7. são ouvidos novamente. 3 Arcanti. (quando satisfeita) por hinos e sacrifícios sagrados. para o generoso. criadora. associado com progênie e dependentes. a escuridão. Uṣas devolve a consciência (dos seres vivos). e as vozes dos homens. 1. que és repleta de riqueza. Nós cruzamos a fronteira da escuridão. as mães 2 (da terra) radiantes e que se adiantam. em sua trajetória. Uṣas. A filha brilhante do céu. – como guerreiros4 (com suas armas brilhantes. Varga 25. as partes mais remotas (do céu). o qual é endereçado aos Aśvins. posteridade. 2. 5. Triṣṭubh. Uṣas corta as (trevas) acumuladas. os céus: mas o termo é usado no sentido de se expandir sobre. de acordo com Yāska. A luz brilhante dela é vista primeiro em direção (ao leste). concede-nos alimento. Nirukta. 6. é a frase do texto. Uṣas. na vanguarda da batalha). e eminente por cavalos e gado. Varga 24. e. como uma vaca entrega seu úbere (para o ordenhador). de raios brilhantes. Os raios purpúreos projetaram-se prontamente para cima. mas. com armas brilhantes.

da noite. de outro modo. possuidora de vacas e cavalos. e brilhante com cores imutáveis. Uṣas. Possuidora de alimento. 18. o Sol. tragam para cá.8 Consumindo as eras da raça humana. Ela ouve a fala de todos dotados de pensamento. explicado como svayam eva sarantīm. Ela é vista associada com os raios do sol. dirijam. sobre essa (cerimônia). para beber o suco Soma. 10. teus corcéis purpúreos. com intenções favoráveis. e levando ao desaparecimento aquela (noite) que se retira espontaneamente. se estende. os divinos Aśvins. mas explicado por vyādhastrī. desgasta a vida de um mortal. ritos divinos. Svasāraṃ é o único termo no texto. como água corrente. como a esposa de um matador de cães. como a esposa de um caçador cortando e dividindo as aves.281 9. aparece aqui. desimpedindo cerimônias sagradas. A divina e antiga Uṣas. em direção ao oeste. nascida repetidas vezes. literalmente. é explicado como Sūrya.10 13. favorecendo. tendo iluminado o mundo inteiro. Que os corcéis. significando o causador da decadência. 9 Yoṣā jārasya. ou depois da alvorada. Jāra. hoje. possuidora de alimento. 15. – e se espalha. extensa. que é para nos trazer prosperidade. Ela tem sido vista iluminando os limites do céu. – como (um vaqueiro conduz) o gado (para o pasto). identificados com o sol e a lua. O comentador acrescenta noite. nos tragam força. atrela. ou oferendas para os deuses. – que são concessores de felicidade. e traze para nós todas as coisas boas. isto é. destruidores de inimigos. ela brilha com luz. 10 Não prejudicando. – ‘partindo por sua própria vontade’. nós poderíamos compreendê-lo em seu sentido usual de ‘irmã’. fazendo da noite a irmã da manhã. a qual contém gado e ouro. Aśvins. sua carruagem para a nossa residência. ou desaparecimento. às vezes. despertados na alvorada. 11. Aśvins. Uṣas. A divina (Uṣas). A afluente e adorável Uṣas tem lançado seus raios amplamente. 17.7 Varga 26. de fala verdadeira. 11 Os Aśvins são. os quais devem ser realizados à luz do dia. traze-nos aquela riqueza diversa pela qual nós possamos sustentar filhos e netos. acordando todas as criaturas vivas para seus trabalhos. os destruidores de inimigos. 16. 8 . hoje. – sentados em uma carruagem dourada. Índice ◄►Hino 93 (Wilson) ____________________ 7 Como uma śvaghnī. Varga 27. expandindo-se com seu resplendor. que têm mandado luz adorável do céu11 para o homem. de fato. como a noiva do Sol.9 12. 14. Luminosa Uṣas. como no texto.

18 Ela como uma aduladora19 sorri em luz por glória. elas alcançaram seu brilho fulgurante. [Macdonell lê: “Criando luz para todo o mundo. ela compreende a voz de cada adorador. Macdonell. como um hábil caçador cortando aves em pedaços. trazendo descanso para o devoto generoso.23 Despertando para o movimento todos os seres vivos. Rapidamente os raios de luz púrpura subiram. Como heróis que preparam suas armas para a guerra. Idem. 14 Isto é. a filha do céu estende seu brilho”. todas as coisas para o adorador que derrama o suco.22 muito afamada por cavalos. As Auroras trouxeram percepção distinta como antes: de tons vermelhos. Hymns from the Rigveda. Benfey toma vijaḥ por ‘dados’ e explica a parte da frase como denotando um jogador esperto que manipula os dados por raspá-los. 17 [“Como alguém unge o poste em sacrifícios. em filhos bravos.17 6. Idem. e vijaḥ por ‘aves’.15 5. Aurora (Griffith) 1. Idem. na metade leste do ar elas espalharam sua luz brilhante.] 19 [amante. do mesmo modo como as vacas deixam o curral ou estábulo no qual elas tinham estado trancadas.20 7. fáceis de serem atreladas.] 23 [Em vez de com seu olhar brilhante em direção ao oeste. Dama auspiciosa. Nós vimos o esplendor do seu brilho. Macdonell lê de frente para o olho de Sūrya. que eu ganhe aquela riqueza. ao longo do seu caminho comum para cá de longe. As nuvens vermelhas da manhã. expressado muito obscuramente com uma zeugma rude ou elipse. como uma dançarina.] 21 Das aves. Essas Auroras ergueram sua bandeira. visível com vacas e cavalos.24 10. as Vacas Vermelhas13 eles atrelaram. e homens recentemente despertados.. Nós atravessamos o limite dessa escuridão. assim ela descobre seu peito.16 a Filha do Céu obteve seu esplendor maravilhoso. A Deusa desgasta a vida dos mortais. 8.21 Aurora. as Mães Vacas. incitado adiante por tua força. Aurora. que se espalha e afasta o monstro sombrio. com suas nuvens vermelhas. e de face bela despertou para nos alegrar. era ungido pelos sacerdotes. como as vacas seu estábulo.] 18 [“A Aurora irrompendo. Como tintas que enfeitam o Poste em sacrifícios. que espreme e oferece libações de suco Soma. tropas de escravos.] 25 “Sāyaṇa toma śvaghnī por ‘a esposa de um caçador’. renomada e ampla.] 20 [para mostrar benevolência. suas teias de luz está tecendo”. a Aurora descerra a escuridão. veste seus trajes bordados: como uma vaca entrega seu úbere.] 24 [O último trecho por Macdonell: “Ela despertou a voz de cada pensador”. Macdonell.25 12 As Auroras. [líder de ricas dádivas. Anciã dos Dias. logo que ele é aberto de manhã cedo. estendendo-se amplamente com seu olhar brilhante em direção ao oeste. é: a Alvorada. a Aurora abriu os portões da escuridão como quando vacas irrompem de seus estábulos”.12 2. 15 O significado. outros animais. que acabaram de dar nascimento ao dia. Ó tu que resplandeces em glória extraordinária.. sim. Elas cantam sua música como mulheres ativas em suas tarefas. Ela. Os Gotamas têm louvado a radiante Filha do céu. a Aurora irrompendo novamente traz percepção clara. ao qual as vítimas eram amarradas. nascida novamente repetidas vezes.14 4.282 Hino 92. A frase vijaḥ iva ā mināti se repete 13 . tu nos concedes força com progênie e homens. com suas nuvens brilhantes. a líder do encanto das vozes agradáveis. Criando luz para todo o mundo de vida. enfeitando sua beleza com as mesmas vestes. abriu ou emergiu da escuridão que a cercava. 3. 9. Dirigindo seus olhares para todo o mundo. elas vêm para frente vermelhas brilhantes em cor. a Deusa brilha.] 22 [aliados. Idem.] 16 O poste ou pilar sacrifical.

18. como um rio corre suas águas. Ela apareceu revelando os limites do céu: para muito longe ela rechaça sua irmã. que trouxeram o hino do céu. aos sacerdotes que se levantam ao romper do dia para realizar os sacrifícios matinais. 16. 27 O Sol.27 12. 14. causa radiante de sons agradáveis. Ó Aśvins.283 11. 26 Diminuindo os dias das criaturas humanas. tragam força para cá para nós. ó Aurora. 29 De acordo com Sāyaṇa. 17. Original Sanskrit Texts. com abundância de cavalos e de vacas Brilha sobre nós neste dia.5. 15. a Dama brilha com todo o esplendor do seu amante. Índice ◄►Hino 93 (Griffith) ____________________ em 2. a Abençoada resplandece estendendo seus raios como vacas. Ó Aurora enriquecida com ampla riqueza. E então traze para nós todas as alegrias. A brilhante. para beber Soma. Vocês. tão incertas são suas explicações!” – J. A expressão pode se aplicar. Tu. ‘um importunador’. V. Ó Aśvins magníficos em ação. Nunca transgredindo os mandamentos divinos. uma luz que dá luz ao homem. 28 Sempre obediente à Lei Eterna ou ordem divina do universo. trazidos em caminhos de ouro. onde Sāyaṇa toma vijaḥ por udvejakaḥ. [Macdonell lê: “Como apostas reduzidas por um jogador hábil”.12.] 26 A noite. ambos os Deuses dadores de saúde e operadores de milagres. . com adequação pelo menos igual. Muir. atrela ao teu carro teus corcéis purpúreos.28 ela é contemplada visível com os raios do sol. concede-nos o presente maravilhoso Com o qual nós possamos sustentar filhos e os filhos dos filhos. 13. 186. os cavalos dos Aśvins. Para cá que aqueles que acordam ao amanhecer29 tragam. dirijam unânimes Seu carro para a nossa casa rica em vacas e ouro. auspiciosamente. Ó Aurora enriquecida com ritos sagrados.

Agni-Soma (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi é Gotama. Gāyatrī. dotados de riqueza igual. os deuses são Agni e Soma.4 tornando-se vastos através de louvor. Agni e Soma. Agni e Soma. do restante. 3 A imputação. a métrica das três primeiras estrofes é Anuṣṭubh. e bons cavalos. Vocês mataram a prole de Bṛsaya. com progênie. é dito. apresentada: os rios foram poluídos pelo corpo morto de Vṛtra. as mulheres. 4 A lenda relata que Vāyu trouxe Agni do céu. fiquem satisfeitos. começando com a nona. que aquele que oferece a vocês a oblação de manteiga clarificada desfrute de força perfeita. e a ação de Agni e Soma na morte dele é explicada por identificá-los com os dois ares vitais Prāṇa e Apāna. 1 . compartilhem da oblação oferecida. 1. aceitem cortesmente os meus hinos. ou fardo. isto é. O filho de Tvaṣṭṛ é Vṛtra. e libações do suco Soma. para o benefício de muitos. e chamados por uma invocação comum. sejam benevolentes para nós. força (para realizar) ritos religiosos. 2 Pela destruição de Vṛtra. aqui chamado de Asura. Essas são. juntos. à força. Agni e Soma. pela qual vocês levaram as vacas que eram o alimento de Paṇi. saúde e isenção de mal. 3. consequentemente. e deem felicidade ao doador (da oblação). o sol foi permitido aparecer no céu. e concedam. Agni e Soma. estejam satisfeitos com essas nossas oblações. Varga 28. por toda a vida dele. Agni e Soma. Agni e Soma. e defendam de todo mal. 5 O termo é simplesmente devatrā. um falcão carregou o outro. da imputação notória. pois vocês têm sido (sempre) os principais dos deuses. ou escuridão reunida. ouçam favoravelmente essa minha invocação. concedam. o qual tinha caído neles. as águas deles estavam. Varga 29. e as árvores. Vocês dois. Soma foi trazido de Svarga.1 e vocês adquiriram o único corpo luminoso (o sol2). deem ampla (recompensa) para aquele que oferece para vocês dois essa manteiga clarificada. derramadores (de desejos). e que as nossas vacas. quando realizando um sacrifício. protejam o sacrifício dele. até que elas foram purificadas por Agni e Soma. que era um brâmane. àquele que dirige essa prece para vocês dois. vocês libertaram os rios que tinham sido poluídos. vocês tornaram o mundo amplo. com a mente devotada aos deuses. mas qual culpa ele transferiu para os rios. para o sacrificador. é (bem) conhecida por nós. Agni e Soma.284 Hino 93. fornecendo (leite que produz manteiga para) oblações. no topo do Monte Meru.5 10.3 6. sejam propícios. Outro texto é citado. compartilhem dos nossos louvores. alusões alegóricas ao primitivo uso do fogo e da planta Soma em cerimônias religiosas. do topo da montanha. Agni e Soma. Triṣṭubh. o vento trouxe um de vocês do céu. Deem para nós. protetores prósperos e diligentes. Isso se parece muito com uma lenda purânica. os adora com manteiga clarificada e oblações: concedam ao homem empenhado (em devoção) extrema felicidade. o qual afirma que Agni e Soma são aqueles que são os dois reis dos deuses. 9. agindo juntos. também. É dito que Bṛsaya é um sinônimo de Tvaṣṭṛ. Jagatī ou Triṣṭubh. de três. claramente. derramadores (de desejos). ao matar Vṛtra. a separação dos quais de Vṛtra foi a causa aproximada da morte dele. Agni e Soma. por oblações ao fogo. pelo desejo de Bhṛgu. de bramanicídio foi incorrido por Indra. a nuvem envolvente. e venham até nós. sejam bem nutridas. e. cuidem dos nossos cavalos. Uma de caráter mais vêdico é. aquele que. têm mantido essas constelações no céu. 4. 5. por Gāyatrī. Agni e Soma. Agni e Soma. impróprias para terem qualquer parte em ritos sagrados. e tornem o nosso sacrifício produtivo de riqueza. abundância de gado com força perfeita. para (a realização de) sacrifício. da oitava. 12. aquela façanha de vocês. 7. 2. 11. Agni e Soma. que somos muito ricos. 8. na forma de um falcão.

Agni e Soma. Aquele que com óleo e oblação derramada honra. Recuperaram as vacas (as nuvens de chuva. para aquele que os adora com o óleo sagrado Façam resplandecer uma ampla recompensa. para perto de nós. fiquem satisfeitos com essas oferendas trazidas para vocês.11 e façam os nossos ritos sagrados serem bem sucedidos. e o Falcão trouxe Soma da montanha ou nuvem. 10.7 o alimento dele. com filhos. ouçam benevolentemente o meu chamado. – protejam seu sacrifício. o Falcão arrancou o outro da montanha. juntos. 11 Os ricos chefes de família que instituem os sacrifícios. Mātariśvā. a única luz para muitos. aceitem-na. 4. Agni e Soma.285 Índice ◄►Hino 94 (Wilson) ____________________ Hino 93. 2. unidos em operação vocês estabeleceram as luzes brilhantes no céu. Agni e Soma. trouxe Agni ou fogo do céu. Agni e Soma. cuidem bem dos nossos cavalos. 6. Aceitem de forma amistosa o meu hino. ou. O homem que oferece óleo sagrado e oferendas queimadas para vocês.6 o Par poderoso. isto é. Agni-Soma (Griffith) 1. De maldição e de opróbrio. Invocados juntos. Agni. e tornem próspero aquele que oferece presentes. diz Sāyaṇa. com coração dedicado a Deus. Agni e Soma. ágnīṣomāv. de Paṇi. 10 Isto é. essa oblação preparada. no caso nominativo. 5. de Svarga no topo do Monte Meru. 6 7 . deem ao sacrificador grande felicidade. vocês encontraram a luz. Agni e Soma. e que sejam gordas as nossas vacas que produzem oblações. Um de vocês Mātariśvan trouxe do céu. os dois deuses formando um deus dual. 9 Mātariśvan. 9. 12. Concedam-nos boa proteção e auxílio bondoso: concedam saúde e riquezas ao sacrificador. aumento de vacas e cavalos nobres. Deem-lhe força heroica. aceitem os nossos hinos: Juntos estejam entre os Deuses.10 Outorguem poder para nós e para os nossos patrocinadores ricos. vocês libertaram os rios que estavam presos em grilhões. companheiros de riqueza. 8. preservem-no do perigo. Agni e Soma. Índice ◄►Hino 94 (Griffith) ____________________ Ou. Poderosos. com este hino.9 Fortalecidos por prece sagrada Agni e Soma fizeram para nós um amplo espaço para sacrificar. Agni e Soma. toda a sua vida. Agni e Soma. 11. Agni e Soma. Agni-Soma. ou raios de luz) que o demônio avaro tinha levado e escondido. O homem que honra a vocês hoje. e que ela os agrade. 7. E venham. 3. Vocês fizeram a descendência de Bṛsaya8 perecer. ó Agni-Soma. famosa é aquela sua destreza com a qual vocês roubaram as vacas. Soma. desfrutará de grande força. Provem. que fornecem leite para ser misturado com o suco Soma. 8 O nome de um demônio ou inimigo selvagem.

com nossas mentes. principal: de outro modo. na frente de.4 que a carruagem do oferecedor da oblação seja a principal.1 2. ou Purohita pode ser o mesmo que o Brahmā de uma cerimônia. através de ti. lembrando-nos de ti nas sucessivas épocas (de culto). com os deuses em geral. a fonte da) força. associado. Deuses. 7. ele é o Praśāstṛ. como o apresentador das oferendas. poderia se pensar que nós tínhamos. Agni. Tu és o sacerdote sacrificante ou o invocador. Para ele que é digno de louvor. tu realizas perfeitamente o rito. Vence. Varga 30. esse hino. – Que nós não sejamos prejudicados em. Agni. reside livre de agressão.2 pois nós os amamos. Sūkta I) O Ṛṣi é Kutsa. e. Agni. – aqui definido. Essa última oração é o refrão de todas as estrofes exceto das duas finais: sakhye mā riṣāmā vayaṃ tava. o deus é Agni. Agni. por tua amizade. Termina completamente o rito. se espalham por toda parte. com diferentes divindades. por tua amizade. 8. tua amizade. quando empenhada na adoração dele. Não nos deixes sofrer dano. Não nos deixes sofrer dano. e bípedes e quadrúpedes são avivados pelos raios dele. o filho de Aṅgiras. 3 Agni é aqui identificado com os principais dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios solenes. nós construímos. ou o sacerdote assim chamado. para prolongar nossas vidas. ou o Maitrāvaruṇa. do resto. Brilhando com esplendor variado. com tuas (armas) fatais. e quando realizar suas funções. cujo dever é ordenar aos outros sacerdotes o que fazer. perto ou longe. brilhas como se estivesses próximo. tu és o principal (apresentador da oferenda). como (um artífice faz) um carro. Aquele por quem tu sacrificas realiza (seus objetivos). 1 . e então provê um (caminho) fácil para o sacrificador que te louva. ou. aqui. Não nos deixes sofrer dano. além da escuridão da noite. todos os que são inimigos. por tua amizade. em três partes da oitava estrofe. Agni. ou sacerdote invocador. seu realizador. os maus e os ímpios. ele é o Potṛ. 6. na metade posterior da última. Não nos deixes sofrer dano. Não nos deixes sofrer dano. os deuses compartilham das oblações oferecidas. a métrica das duas últimas estrofes é Triṣṭubh. para os homens. ele prospera. por tua amizade. Não nos deixes sofrer dano.5 que as nossas denúncias subjuguem os perversos. e desfruta de (riqueza. segundo o comentador: Protege-nos. Suas (chamas) geniais. e igual por todos os lados. todos os deuses. embora distante. o sacerdote familiar. compreendam e cumpram as minhas palavras. Traze para cá os Ādityas. Agni. Agni. 5 Pūrva. e o Purohita familiar ou hereditário. por tua amizade.286 Hino 94. Agni. Ele é o Adhvaryu. Agni (Wilson) (Anuvāka 15. – sendo. 4 Devā. por nascimento. isto é. Tu és de forma graciosa. Não nos deixa sofrer dano. uma alusão a corridas de carruagem. O comentador explica isso como mukhya. Varga 31. Tu vês. por tua amizade. o diretor (das cerimônias). por tua amizade. Feliz é a nossa compreensão. e iluminando (o mundo à noite). Que nós sejamos capazes de te acender. Nós trazemos combustíveis. divino Agni. 3. e onisciente. isto é. 9. por tua amizade. as preservadoras da humanidade. Todos os deuses são aqui considerados como apenas partes ou membros de Agni. 4. 2 Os filhos de Aditi. ele é o Hotṛ. e a pobreza nunca se aproxima dele. pelo comentador. Não nos deixes sofrer dano. Jagatī. 5. e. tu és superior à alvorada.3 Desse modo familiarizado com todas as funções sacerdotais. pois. Não nos deixes sofrer dano. por tua amizade. geralmente chamado de recitador do Yajush. Aperfeiçoa o rito. nós oferecemos oblações. 1. Agni. ou por. o que Bṛhaspati é para os deuses.

teu rugido é como aquele de um touro. Não nos deixes. ou perpetuar. na tua amizade. a água corrente. quando tu és aceso em tua própria residência. tu dás recompensas e riquezas para o adorador. Quando tu atrelas os cavalos brilhantes vermelhos. Agni (Griffith) 1. consumindo a grama. Não nos deixes. traze para cá os Ādityas. e tu envolves as árvores da floresta com uma bandeira de fumaça.44. ou firmamento. Não nos deixes sofrer dano. ao teu carro. quando tuas chamas. muito satisfeito. Pelo teu rugido até as aves ficam apavoradas. ou os rios correntes coletivamente. por tua amizade. permanece sem um inimigo. O homem para quem tu sacrificas prospera. Então. Agni. Não nos deixes sofrer dano. sofrer dano por tua amizade. Por Sindhu se deve entender a divindade que preside. Varga 32. e o céu. ou o rio Indus. Tu. Esses são pedidos para honrar. ou auspiciosa. Pṛthivī e Div são a terra e o céu personificados. Divino Agni. nessa ocasião prolonga a nossa existência. Agni. Não nos deixes. 3. se espalharam em todas as direções.1. Não nos deixes. o infortúnio nunca se aproxima dele. concedes isenção de pecado. (assíduo) em todas as obras piedosas. Para Jātavedas8 digno do nosso louvor nós construiremos com a nossa mente este elogio como se fosse um carro. significando. e para as tuas carruagens. a terra. 16. Realiza os nossos pensamentos. O sentido pode ser também: boa. Que ele seja (enriquecido). indivisível Agni. Mitra. (brilhante) Agni. 15. ou identificada com. 11. pois nós ansiamos por eles. a preservem para nós.9 Para o bem. com prosperidade que inclui progênie. és o confirmador de todas as riquezas. o oceano.6 nos encorajem. 10 Entre aqueles que se reuniram para adorá-lo. (a floresta) é de fácil acesso para ti. 2. até o hino cento e cinco. ganha poder heroico. Agni. Que nós tenhamos o poder de acender-te. Que nós estejamos presentes na tua mais espaçosa câmara de sacrifício. és louvado (pelos sacerdotes). és o amigo especial dos deuses. Ele se torna forte. preservar. Varuṇa. Agni.287 10. 9 Como um carpinteiro constrói um carro ou carroça. e que as suas mentes novamente (sejam bondosas) para nós. na tua amizade. Agni. Agradável é para ti. propiciado por libações. 8 Agni. sofrer dano por tua amizade. sofrer danos. (Afortunado é o adorador) para quem. (Habitantes da região) abaixo (dos céus). tu. em sua assembleia. ou no antarikṣa. qualquer bênção que tenha sido pedida. Que esse (teu adorador) desfrute do apoio de Mitra e Varuṇa. Abaixo de Svargaloka. – a quem tu associas com força auspiciosa. A segunda linha desse verso termina os hinos seguintes. Veja 1. por tua amizade. e isso pode significar o oceano. 14. 6 7 . por tua amizade. sofrer danos.7 Índice ◄►Hino 95 (Wilson) ____________________ Hino 94. é a providência dele ou cuidado amável de nós. que és gracioso no sacrifício. 13.10 é esse cuidado nosso. Não nos deixes. na tua amizade. sofrer danos. Agni. Varuṇa e Aditi foram citados antes. possuidor de riquezas. que sabes o que é boa sorte. Agni. e. Não nos deixes sofrer dano. e que Mitra. por ti. Em ti os Deuses comem a oferenda apresentada. Agni. 12. rápidos como o vento. com duas exceções. Extraordinária é a fúria dos Maruts. tu. Aditi.

Agni. que os corações deles sejam voltados para nós novamente. na tua amizade. na tua amizade. Então ao cantor dá caminho livre para o sacrifício. na tua amizade. Não nos deixes. na tua amizade. grande Sumo Sacerdote por nascimento. 8. 13 O melhor da classe de deuses chamados Vasus. consumindo a grama. Realiza o nosso pensamento de modo que nós possamos prolongar nossas vidas. Não nos deixes. tu Diretor. Sê benevolente. 15. Tu com chamas de bandeira de fumaça atacas árvores da floresta. Sob a tua proteção mais ampla que nós vivamos. 7. prolonga aqui os dias de nossa existência. Então pelo teu rugido as próprias aves ficam apavoradas. Não nos deixes. 9. sofrer danos. sofrer danos. os guardiões do povo. 16. com filhos e riqueza. Deus. Deuses. Agni. Agni. na tua amizade. é fácil para ti e o teu carro passarem. tu és o magnífico Amigo dos Deuses. Não nos deixes. demônios devoradores. Dessa maneira. 13. Não nos deixes. sofrer danos. Ser Eterno. Agni. 14. Agni. Agni convence Mitra e Varuṇa a mandarem a chuva e protege os homens da fúria dos Deuses da Tempestade. Quando ao teu carro tu atrelaste dois corcéis vermelhos e dois corcéis rubros. Tu és o Apresentador e o principal Invocador. lembrando de ti em cada festival sucessivo. invocado com Soma tu ressoas muitíssimo benigno. Não nos deixes. 6. Tu és um Deus. Então. igual por todos os lados. Sábio. o Vasu dos Vasus. a quem tu com força excelente vivificas. Agni. Não nos deixes. Agni. na tua amizade. tu vês até mesmo através da escuridão da noite. ou ‘o bom entre os bons’. Agni. que seja o principal o carro daquele que derrama libações. Ó Deus. sofrer danos. purificador. Agni. na tua amizade.13 belo em sacrifício. Índice ◄►Hino 95 (Griffith) ____________________ 11 Os raios de luz. 10. quando. Esta é tua graça que. sofrer danos. sofrer danos. as tuas faíscas voam amplamente para longe. tu dás riqueza e tesouro para o adorador. e que o nosso hino prevaleça sobre os homens de coração mau.288 4. e Aditi e Sindhu. Conhecendo todo o trabalho sacerdotal tu o aperfeiçoas. Poderoso és tu. tu que conheces toda boa fortuna. Agni. Nós traremos combustíveis e prepararemos oferendas queimadas. Senhor de grandes riquezas. sofrer danos. sofrer danos. De forma encantadora tu és. Agni. sofrer danos. na tua amizade. Os ministros11 dele se movem adiante. Não nos deixes. embora longe. e Mitra. Não nos deixes. 11. o arauto magnífico da Aurora. Agni. na tua amizade. 5. sofrer danos. Ouçam esse nosso discurso e o façam prosperar bem. Atinge com tuas armas aqueles de palavras e pensamentos maus.12 extraordinária é a ira dos Maruts quando eles descem. Que Varuṇa. que nós sejamos aqueles para quem tu. 12. sofrer danos. protegendo quadrúpede e bípede com seus raios. acelerados pelo vento. tu fulguras brilhantemente como se ao alcance da mão. Não nos deixes. 12 . na tua amizade. estejam próximos ou muito longe. e a Terra e o Céu aceite essa nossa prece. teu rugido era como aquele de um touro. concedes liberdade de todo pecado com inteireza perfeita. na tua amizade. Ele tem o Poder de acalmar Mitra e Varuṇa. Não nos deixes. aceso em tua própria residência.

ó Deus. 4. propriamente falando. 10. 12. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Tu és o Adhvaryu e o antigo Hotṛ. ó sábio. o nascido Purohita. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. as de dois pés e as de quatro pés. Auxilia no avanço das nossas orações para que nós possamos viver. Que a mente deles seja novamente (como era antes). Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Que a nossa maldição supere os mal-intencionados. ó deuses. 9. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Quando tu atrelas ao teu carro os dois cavalos rubros. Todos os sacerdotes mencionados aqui (com exceção do Purohita. nenhuma angústia toma conta dele. veja a nota seguinte) pertencem ao antigo sistema dos ‘sete Hotṛs’. vermelhos. 2. mesmo através da escuridão da noite. os dias sacrificais da mudança da lua e da lua cheia (os sacrifícios-pārvaṇa). Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Ele faz Mitra e Varuṇa obterem bebida refrescante. 3. parece se referir aqui às junções do mês. o Praśāstṛ.16 Conhecendo os deveres de cada sacerdote tu dás sucesso. 2. e o teu rugido é como aquele de um touro. despertando a tua atenção em cada junção14 (do mês). Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. HINO 94. em conjunto com Marutāṃ. 6. E faze um bom caminho para o sacrifício daquele que te louva. (Ele é) o pastor dos clãs. Ele é forte. literalmente. ao número dos sacerdotes oficiantes no sacrifício (ṛtvijaḥ).289 Hino 94. pois nós ansiamos por eles. E quando as tuas faíscas que consomem grama estão espalhadas. 17 Os genitivos Mitrasya Varuṇasya podem ser entendidos como dependentes. Nesse caso. ele adquire abundância de heróis. Nós vamos trazer combustíveis e preparar presentes sacrificais para ti. Ele desvia misteriosamente a ira dos Maruts. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Que nós sejamos capazes de te acender. 8. Nós temos enviado adiante com mente pensativa este cântico de louvor. enumerados. Pois bem-aventurado é o seu cuidado por nós em sua companhia." . por sua luz noturna as criaturas caminham. ele permanece intocado. então tu moves as árvores com a tua bandeira de fumaça. por exemplo. todos os demônios necrófagos. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ‘o comandante’. 1. os (pássaros) alados também temem o barulho. grande esplendor da aurora. Aceitem (ó deuses) essa prece e a façam prosperar. Então tudo vai bem contigo e com teus carros. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 14 Pārvan. eles estejam perto ou longe. Torna prósperas as nossas orações. 16 O Purohita ou sacerdote familiar não pertence. 5. Que a carruagem daquele que espreme Soma permaneça na dianteira. Tu vês.17 Sê misericordioso para conosco. Os deuses comem o alimento sacrifical que é oferecido em ti. os quais o vento impele adiante. a tradução seria: "Ele misteriosamente afasta a ira de Mitra e Varuṇa e dos Maruts a fim de que (os homens) possam obter bebida refrescante. 'junção'. de aparência semelhante por todos os lados. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Tu que és belo. de heḷaḥ. é o mesmo sacerdote que é mais comumente designado como o Maitrāvaruṇa. os malignos. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade.15 o Potṛ. Prospera aquele para quem tu realizas o sacrifício. 1. VARGA 30–32. Golpeia para longe com tuas armas aqueles que nos amaldiçoam. 11. ADHYĀYA 6. embora naturalmente o Purohita pudesse atuar como um Ṛtvij. em 2. 7. Tu és o brilhante. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 15 O Praśāstṛ (ou Upavaktṛ). tu resplandeces mesmo quando longe como relâmpago. Traze para cá os Ādityas. como uma carruagem para o digno Jātavedas. AṢṬAKA I.

Ó Agni. quando aceso na tua própria casa. Essa é a tua (natureza) gloriosa que. dos deuses).18 tens prazer em conceder impecabilidade na saúde e na riqueza. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. bem-vindo no sacrifício. 14. ó Deus! Que Mitra e Varuṇa. como a concessora de liberdade de vínculos. Que nós estejamos sob a tua proteção mais abrangente. ó Aditi. prolonga a nossa vida aqui. que Aditi. Tu és o deus dos deuses. 15. Que nós sejamos daqueles a quem tu. amigo. tu que sabes (como conceder) felicidade. o mais misericordioso. 16.290 13. o Sindhu. . um maravilhoso Mitra (ou seja. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. com uma evidente alusão à deusa Aditi. Tu dás tesouros e riqueza ao adorador. Tu és o Vasu dos Vasus. e alimentado com Soma. e a quem tu queres estimular com força gloriosa e com abundância de progênie. a Terra e o Céu nos concedam isso!19 Índice ◄►Hino 95 (Oldenberg) ____________________ 18 Agni é chamado aqui pelo nome de Aditi. ó possuidor de bela riqueza. o qual é o significado original de Aditi. 19 O último hemistíquio é a conclusão regular dos hinos de Kutsa. tu és despertado.

A ele elas conduzem (para todas as residências). Agni (Wilson) (Sétimo Adhyāya.)3 de aspecto afiado. Eles contemplam três lugares do nascimento dele. Ambos (céu e terra) ficam alarmados. Agni. aqui. em sucessão regular. ou nascido. consequentemente. ou o Agni que tem direito a uma parte da oblação matutina. Varga 1. em um estado embrionário. no céu. no outro. pode-se dizer que ele é o distribuidor do tempo e espaço. 1 Virūpe. 3 Vibhṛtram. isto é. o resplandecente luminoso (Agni) cresce. e é dito que ele gera aquelas águas por meio das oblações que ele transporta. 1. é dito. por assim dizer. na qualidade da faculdade digestiva. um no firmamento. os grãos. em sucessão. é o relâmpago. brilhante entre os homens. ou pico. no firmamento. quando o radiante Agni nasce. como o sol. em uma acepção. e cada um. e. a humanidade”. até que fique escuro. O comentador diz que as Dez são. no lado. as quais geram o fogo elétrico. Agni nasce no oceano. preta e branca. de manhã. que cai das nuvens. Triṣṭubh. aqui. Hari é o recebedor de oblações. que o Agni do hino é aquele que tem direito a uma parte da oblação matutina. embora não perceptível para os sentidos. 6 Agni. Qual de vocês discerne o oculto5 Agni? Um filho. respectivamente nutre um filho. deve ser adorado ao anoitecer. e não está totalmente manifestado. 4 Como fogo submarino. a partir da chuva. para seus próprios propósitos. o Agni é aquele dotado das propriedades da aurora. e indicando os pontos do horizonte. esse Agni embrião. Hari. as dez regiões do espaço. nas florestas. ele gera suas mães por meio de oblações. erguendo-se acima dos flancos das águas ondulantes. 9 Siṃham o comentador considera como aplicável a Agni. Continuação do Anuvāka 15.9 eles lhe prestam honras. brilhando à noite. de diferentes cores. Desse modo o sol está no útero da noite. 5 Calor latente. o brilhante Agni é contemplado. o calor natural existente nas águas. como relâmpago. Sūkta II. para sugerir sua habilidade de suportar ou ser dominado. 2. aproximando-se do leão. 4 4. 2 Essa estrofe é interpretada um pouco diferentemente. é dito: “Oblações oferecidas no fogo ascendem ao sol. no Smṛti. ele formou. ou o sol. 7 Pensa-se que Agni ergue-se. sendo manifestado de manhã.1 revolvem. por meio da ação dos ventos. distinto Agni. 8 Acima. ou. como um embrião nos bastões. tendo os atributos da alvorada. portanto. como também referido em sua própria personificação. – um é no oceano. e por consequência. um no céu. a chuva é produzida por causa do sol. em outra acepção. e nasce. cores. Agni. o qual está então.2 inerente (em todos os seres. ou ele pode ser o puro. Nós devemos. o recebedor de oblações.) O deus é Agni. ou brilha. o quadrante leste. depositado em todas as criaturas. dividindo as estações do ano. na forma de relâmpago.8 espalhando seu próprio renome. através do vento. [e. – regulando as estações. ou noite e dia. de natureza diversa. Dois períodos. 5. a qual é atribuída à ação do calor natural. Não parece haver qualquer objeção ao uso metafórico do significado literal da palavra ‘leão’. os quais geram Agni através do ar do atrito. das águas tortuosas. ele sai do oceano. o Ṛṣi é Kutsa. de manhã. 3. assim como.7 poderoso e sábio. Em um. na forma do sol.] os dez dedos. para o benefício das criaturas terrenas. a métrica. Aparecendo entre elas (as águas). e em todas as coisas fixas e móveis. o qual aparece na periferia da chuva disposta desigualmente. ou ondulante. ou relâmpago.291 Hino 95. como um embrião nas nuvens. deve então ser adorado. e. a partir do oceano. Em seu caráter de sol. ou o sol. É dito que o dia é a mãe do fogo. As Dez vigilantes e jovens geram. considerar que Agni é tratado como idêntico a Hari. pode ser considerado como o filho das águas reunidas nas nuvens.6 O germe de muitas (águas). e. – o que está muito em desacordo com a afirmação preliminar. ou o puro e simples Agni. universalmente renomado. .

8. nas florestas. Quando ele nasceu ambos os mundos de Tvaṣṭar17 ficaram amedrontados: eles se voltam para ele e reverenciam o Leão. de onde uma concentração de luz é espalhada amplamente pelo deus alegre. Ele tem sido o senhor da força entre os poderosos. 10. em uma torrente. 7. para esse fim. permeia o firmamento. ele estende seus braços. trabalha (em seus deveres). enfeitando o céu e a terra (com brilho). 14 Os dedos. ele cresce em brilho inato erguido do regaço das águas ondeantes. O germe de muitos.15 4. ungem. permanece temporariamente nos recentemente surgidos pais12 (dos grãos). o poderoso. a terra. sugerir céu e terra. ou mães. belo. que tens sido acendido por nós. Agni. Para belas metas viajam os Dois13 de aparência diversa: cada um em sucessão nutre uma criança. pelo céu. o preservem para nós.14 vigilantes e jovens. de natureza divina. ou firmamento. ele assume uma forma excelente e resplandecente. ou a Lua. como o Sol de dia e o Fogo. nos oṣadhis. como vacas mugindo (seguem seus bezerros) pelos caminhos (que eles seguiram). do seio das águas ele sai. Aditi. como duas criadas. o oceano. nesse verso e no seguinte. Ele reúne todos os (artigos de) alimentos no estômago. 13 Os Dois são Dia e Noite. ele inunda a terra. sendo impregnados pelo Agni terreno. com as águas moventes. Como o sol. Quem de vocês conhece esse Oculto?16 A Criança por sua própria natureza produziu suas mães. ou os cereais. 15 Em seu caráter de Sol ele governa especialmente no leste.) o servem. 9. para (assegurar) alimento para nós que somos possuidores de riqueza. Ele faz as águas fluírem. e o formidável Agni. no ar. Associado. e. a (umidade) essencial. Ele tira. formados pelo artista divino representado como o Criador. 10 Ambos pode. O brilho vasto e vitorioso de ti. e. e que Mitra. a quem (os sacerdotes). 11. Visível. à noite. e estabeleceu e regula as estações do ano. 2. ou fonte. etc. protege-nos com todas as tuas glórias não diminuídas e protetoras. os quais amadurecem depois das chuvas. geram Agni pelo atrito dos bastões de fogo. Budhna é o termo. os anuais. 6. como a base. e produzem alimento. As dez filhas de Tvaṣṭar. Índice ◄►Hino 96 (Wilson) ____________________ Hino 95. 16 Agni latente nas águas. sábio e poderoso. brilhante e de belo resplendor é aquele com o outro. 12 O texto tem somente ‘nos novos pais’. das chuvas. no firmamento. resplandece. Sāyaṇa toma tvaṣṭuḥ como um epíteto de Agni. e veste (a terra) com vestimentas novas. e então o bebê recém-nascido é levado para lá e para cá para acender os vários fogos sacrificais. Três diferentes locais de seu nascimento eles honram. ele tem estabelecido as estações na sua ordem. para o antarikṣa. que és o purificador. Varuṇa. no céu e nas águas. de tudo. 11 . produziram essa criança conduzida para diversos quadrantes. e o céu. Ambos os auspiciosos10 (dia e noite. isto é. fulgente entre os homens com esplendor inerente. Agni (Griffith) 1. 17 Céu e Terra. com seu brilho). chamados de filhas do artista dos Deuses por causa da habilidade e velocidade com as quais eles realizam seu trabalho. Elas levam por toda parte a ele cujas chamas são muito aguçadas. Agni. 3. 5. e o sábio sustentador (de todas as coisas) varre a fonte 11 (das chuvas. derivadas de suas (chuvas) maternas.292 Varga 2. com aquelas águas puras. crescendo com o combustível que nós temos suprido. Governando no leste das regiões terrestres. ou os dois pedaços de madeira friccionados juntos para produzir chama. também. e a criança que cada um alimenta por vez é Agni. Um tem um Bebê Divino de cor dourada. à direita (do altar).

HINO 95. Eles celebram seus três nascimentos: um no mar. 1. um nas águas. Aceso por nós nos protege. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. purificador Agni. a ele.293 6. movendo-se de acordo com seu costume. De acordo com Sāyaṇa o Sol se chama Savitar antes de nascer.18 como mulheres. sim. e Aditi e Sindhu. AṢṬAKA I. Ele arranca de todos um manto brilhante. com todos os teus auxílios autoluminosos não diminuídos. 10. As dez incansáveis mulheres jovens25 produziram esse amplamente expandido germe de Tvaṣṭṛ. 3. 19 . O bezerro é Agni.27 O germe de muitas (mães). o de face afiada (Agni). Duas (irmãs) de diferentes formas vagueiam juntamente. Agni. que é dotado de seu próprio esplendor. e Mitra. Ele. O Sábio22 adorna as profundezas do ar com sabedoria: essa é a assembleia23 onde os Deuses são adorados. Ele é o Senhor do Poder entre os poderosos. Permanecendo no lado direito do altar. ADHYĀYA 7. terrível. A tradução seria: "Quem entre vocês compreendeu esse segredo? – o segredo que um bezerro deve dar à luz vacas. 26 Possivelmente nós devemos corrigir káh idam vah ninyám. cheio de esplendor excelente. Com a outra ele é visto luminoso. de suas Mães21 ele faz sair novo traje. cuidam dele: como vacas mugindo eles o procuram da maneira deles. perseguindo um bom objetivo.19 7. e Sūrya a partir do seu nascimento até seu ocaso. elas transportam por toda parte entre os homens.5). Os Dois auspiciosos.127. e inunda a terra com as correntes de água que reluzem. 4. 22 Agni. o grande vidente. 25 As dez mulheres jovens são os dedos que produzem o fogo pelo atrito das madeiras. 24 As duas mulheres são.24 Com uma (o bezerro) é dourado. portanto brilha para nós auspiciosamente por glória.96. 9. Como Savitar20 ele estica seus braços com poder. 2. Extensamente através do firmamento se espalha triunfante a força muito resplandecente de ti o Poderoso. à direita. o brilhante. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Todas as coisas antigas dentro do seu estômago ele reúne. VARGA 1–2. a Noite e a Aurora (veja 1. eles ungem com suas oblações. dominante ele determina as estações dos moradores da terra pelo seu poder atual. e se move entre as novas gramas recém brotando. 11. e torrente. Na região leste. Alimentado com o nosso combustível.28 18 Céu e Terra. e curso de rio. Que Varuṇa. enfeitando-o em sua casa com leite e águas. cuja aparência brilhante à noite é contrastada aqui com seu esplendor mais pálido de dia (veja 1. Índice ◄►Hino 96 (Griffith) ____________________ Hino 95. um no céu. 20 O Sol. evidentemente. se adianta do colo das ativas. ele se esforça apreendendo as duas extremidades do mundo. 23 Tudo isso é a razão pela qual os homens se reúnem para adorar os Deuses. 21 As Águas.5). Ele faz dele uma forma mais nobre de esplendor. 8. Em lugares secos ele faz riacho. Quem dentre vocês compreendeu esse (deus) oculto?26 O bezerro por si mesmo tem dado nascimento a suas mães. os sacerdotes o ungem com oferendas de manteiga clarificada. Uma e a outra amamenta o bezerro. movendo-se por sua própria força.

o filho de Tvaṣṭṛ (veja acima. assim. verso 2) considerado como idêntico ao pai dele. um curso de rio. 6.32 9. . como Savitṛ.31 Essa foi a reunião entre os deuses. o Sindhu. que. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. Ele ergue sua vestimenta brilhante por si mesmo sozinho. ó purificador. 11.294 5. A fumaça é carregada nas nuvens. permanecendo ereto no colo das (águas) que fluem para baixo. como Agni nasce das águas. No solo seco ele produz um córrego. e assim aumenta o esplendor dele. Ele o terrível pressionando em limites ambas as alas (do seu exército). 29 Isto é. Com suas correntes de água brilhantes ele alcança a terra. portanto. 28 Isto é. como vacas mugindo eles têm se aproximado dele da sua própria maneira. Ambos (Céu e Terra) fugiram com medo do (filho de) Tvaṣṭṛ. Que Mitra e Varuṇa. o assento firme do forte (búfalo)”. 31 O sujeito parece ser a prece que purifica. O significado deve ser. Ele tornou-se o senhor de todos os poderes. 30 As vacas naturalmente significam os alimentos sacrificais provenientes da vaca.30 as águas em seu lugar. as nuvens emitem água. o alicerce resplandecente do búfalo. tais como leite e manteiga. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 96 (Oldenberg) ____________________ 27 Em minha opinião.33 Agni! Estando aceso nos protege com todos os teus guardiões não enganados que são dotados do próprio esplendor deles. 10. o relâmpago). sendo fortalecido por combustível. 33 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução: “Teu grande esplendor gira em torno do firmamento. O belo (menino Agni) cresce visivelmente nelas em sua própria glória. o bezerro é Agni. A prece purifica o âmago do vidente. Agni. Ambos o afagam. por causa de glória. as mães são as águas. 32 O significado parece ser que no fogo sacrifical todos os deuses se reúnem. por assim dizer. 7. ó Agni. Desse modo. O espaço amplo cerca a tua base. Ele se move por todos os lados dentro da grama nova brotando. o fogo nasce das águas. uma inundação. Tudo o que é antigo ele recebe em sua barriga. mas voltando eles acariciam o leão. Ele ergue seus braços muitas vezes. que Aditi. 8. estando unido com as vacas. – nós podemos tentar interpretar o pensamento do poeta – envia a sua fumaça para o céu. ele a quem eles ungem com presentes sacrificais do lado direito.29 quando ele nasceu. as águas nascem de Agni. como duas mulheres gentis. Ele assume sua aparência feroz que está acima (ou seja. Ele dá novas roupas para suas mães. Agni.

O comentador diz que. preservando a imortalidade deles. que Draviṇodā nos dê alimento.295 Hino 96. o qual o comentador interpreta como mukhya. sendo louvado com hinos por Manu. o sustentador de (todos os homens). chefe. ou como Dravi ṇo dā. o realizador dos desejos (do homem) que recorre a ele. o habitante do firmamento. Gerado pela força.2 2. para assegurar alimento para nós que somos possuidores de riqueza. acompanhado por progênie. – a ele os deuses. o receptáculo de tudo o que nasceu. mas a riqueza é aquela do sacrifício. Índice ◄►Hino 97 (Wilson) ____________________ 1 O Agni aludido é o fogo etéreo ou elétrico. 5. das oferendas dos sábios. Varga 4. radiante. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica como antes. e o preservador de tudo (o que) existe. aquele que nutre com benefícios abundantes. o chefe4 (dos deuses). combinados juntos. e propiciado por louvores. Desse modo. e era antigamente. 8. que é satisfeito por oblações. o concessor de riquezas. como o dador de riqueza (sacrifical). mas isso parece significar simplesmente a humanidade. Aproximando-se dele. que és o purificador. (como também de todos os) que estão vindo à existência. O que significa a progênie dos Manus não está muito óbvio. Que Draviṇodā nos conceda (uma porção) de riqueza móvel. logo que nasce. ele criou a progênie dos Manus. se apropria. 1 e os deuses o mantêm. ou abundância de manteiga clarificada. 4 O termo é prathama. em sua produção. Agni. Varga 3. Os deuses mantêm Agni. de fato. 2 . 5 Agni. 6. dão nutrição. que todos os homens adorem Agni. 3 O comentador diz que Āyu é outro nome de Manu. a terra. o concessor de dádivas contínuas. combinado. Aditi. resplandece. o diretor do sacrifício. o deus é Agni. como o dador de riqueza (sacrifical). a quem eles nutrem com as oblações oferecidas durante a sua continuação. 7. Que Agni. e de tudo o que nascerá. as águas e voz o fazem amigo deles. – o primeiro. Os deuses mantêm Agni. mantêm. instrua os meus filhos no caminho correto. Os deuses mantêm Agni. e que Mitra. e o céu. A noite e o dia. o realizador de sacrifícios. como o dador de riqueza (sacrifical). A fonte de opulência. 9. Varuṇa. (Propiciado) pelo hino laudatório primitivo de Āyu. crescendo com o combustível (que nós temos suprido). a prole do alimento.5 que. para uma criança. 4. ele criou toda a prole de Manu. o concessor de Svarga. que Draviṇodā nos conceda (uma porção) daquela que é estacionária. Os deuses mantêm Agni. brilha entre o céu e a terra. o progenitor do céu e da terra. com esplendor que envolve tudo. como o dador de riqueza (sacrifical). Os deuses mantêm Agni. – como o dador de riqueza (sacrifical). – que agora é. o oceano. 3. o concessor de riqueza. apagando mutuamente a cor um do outro. os céus e o firmamento.3 e permeia. o preservem para nós. o termo é draviṇodā. Como o transportador de oblações. que Draviṇodā nos conceda uma vida longa. o protetor da humanidade. como o dador de riqueza (sacrifical). 1. como o dador de riqueza (sacrifical). com chuva e com som. Agni. a residência das riquezas. mas ou em seu caráter geral.

o progenitor da humanidade. dito por Sāyaṇa significar nesse lugar o próprio Agni. Pelo antigo chamado de Āyu9 ele por sua sabedoria deu a toda essa progênie dos homens a existência deles. a quem elas nutrem com a oblação oferecida pelos homens. Agni (Griffith) 1. Ludwig a traduz por ‘desejo. 8. Que Varuṇa. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Filho da Força. As águas e a Dhiṣaṇā13 têm promovido o amigo (Mitra). 7 .296 Hino 96. bandeira de sacrifício.1). ó povo ário. 7. O suco Soma contido na dhiṣáṇā. como o principal realizador de sacrifício adorado e sempre labutando. O guarda do nosso povo. 10 Geralmente o nome do ser divino que trouxe Agni do céu (veja 1. que é seguido por Wilson. Aquele Mātariśvan10 rico em fortuna e em tesouro. mudando a cor uma da outra. Agora e antigamente o lar da prosperidade. fala. Dhiṣaṇā’. 9. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Grassmann por ‘oferendas sacrificais’. 6 Produzido pela agitação violenta dos bastões de fogo. e Mitra. Que o Doador de Riqueza nos conceda alimento com prole.8). conquistador de luz. que concede os desejos do suplicante: preservando-o como a sua própria vida imortal. AṢṬAKA I. 11 Agni (veja 1. Índice ◄►Hino 97 (Griffith) ____________________ Hino 96. 3. proteção do que existe e do que existirá futuramente. Louvem a ele. 9 Pelo convite de Āyu (homem vivo). 2. ou a Deusa do Desejo. As águas e a taça7 o tornaram amigável. HINO 96. ou taça. Ele do modo antigo gerado pela força. ADHYĀYA 7. Que o Doador de Riqueza nos conceda riquezas vitoriosas. e que o Doador de Riqueza nos envie longura de dias. Sendo nascido pela força12 do modo antigo. pela luz refulgente. considera que ela significa vāk. a mansão do que nasce e do que nasceu dantes. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 6. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni.6 veja! imediatamente tomou para si mesmo toda a sabedoria. Agni purificador. Noite e Aurora. 5. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. o Doador Constante. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Dhiṣáṇā pode ser explicada de outra maneira. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. e. dito por Sāyaṇa ser outro nome de Manu. que o Doador de Riqueza nos conceda riqueza com heróis. reunidas amamentam uma mesma criança:11 Dourado entre o céu e a terra ele brilha. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Dourado: como o Sol. 4. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Fonte de riqueza.95. veja! ele (Agni) assumiu imediatamente todas as qualidades de um sábio. o Pai da terra e do céu. Alimentado com o nosso combustível. 1. lugar de reunião de tesouros. 8 Antes que ele fosse visível para os homens. VARGA 3–4. e Aditi e Sindhu.31. brilha muito para nós auspiciosamente por glória. Sāyaṇa. o céu e as águas. bem cuidado. Os Deuses possuíam8 o concessor de riqueza Agni. encontra um caminho para a sua prole.

22 [Idêntico ao 1. sem dúvida.18 o senhor da prosperidade abundante. consequentemente. Que (Agni). era comparada a esse suporte das pedras de prensagem e do Soma. Eu não me arrisco a determinar a natureza exata desse instrumento. Agni. Eu não tenho dúvida que. Ela é invocada como uma das Gnas [ou cônjuges dos deuses] em 1. o pai de Yama. o pastor dos clãs. Com seu olhar irradiante16 (ele tem gerado) o céu e as águas. Desse modo nós temos uma deusa Dhiṣaṇā que usa o aspecto de uma deusa da riqueza.22 Desse modo. como o concessor de riqueza. e o Céu e a Terra foram então considerados como os dois Dhiṣaṇās. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 97 (Oldenberg) ____________________ 12 Isto é. o pastor e guardião do que existe e do muito que vem a existir.14 pela sabedoria de Āyu15 ele gerou esses filhos dos homens. 13. o cumpridor de propósito. ó Agni. 16 Uṣas é chamada de vivasvatī em 3. na prensagem da Soma. ele que encontrou o sol. 19 Literalmente. 15 Sobre Āyu como um dos ancestrais míticos da humanidade. 11. Que o dador de riqueza (nos presenteie com riqueza) unida com homens fortes. que destroem constantemente a aparência uma da outra.] 13 . O dador de riqueza deve nos conceder vida longa. como se esforçando adiante.21 o farol de sacrifício. Esse suporte era considerado produzindo o Soma para Indra. a morada ou suporte) do que nasce e do que vai nascer. ó purificador. mas eu penso que ele era uma espécie de suporte sobre o qual as pedras de prensagem repousavam. de acordo com o significado original. Mas ao apresentar essa tradução nós não devemos esquecer que o poeta.297 2. 10 com Hotrā e Bhāratī. o dador de riqueza. o mensageiro de Vivasvat. Noite e Aurora. Os clãs ários magnificaram a ele como o primeiro realizador de sacrifícios. 139. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Dhiṣaṇā era um instrumento sacrifical usado principalmente. pelo atrito das madeiras. sendo fortalecido por combustível. 18 Mātariśvan. que é agora e que era antigamente o domicílio da riqueza. 14 Nivids eram as fórmulas solenes de invocação. A fim de proteger a imortalidade deles. como recebendo oferendas. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. era originalmente distinto de Agni. por causa de glória. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. 3. nós estamos justificados. 22. 30. os deuses têm mantido a ele. Religion Védique. Um suporte semelhante pode ter sido usado para o recipiente que contém a água sacrifical. o progenitor dos dois mundos. o pássaro. 6. 21 O primeiro Pāda é idêntico àquele em 10. Ele. o Bharata. mas não exclusivamente. I. 17 Agni parece ser chamado de Bharata como pertencente ao povo dos Bharatas. Pela antiga Nivid. ‘com o olhar irradiante’. encontrou um caminho para (sua) prole. 3. 95. 8. em traduzir vivasvatā cakṣasā. O dador de riqueza (deve nos conceder) alimento junto com heróis valentes. a Terra. (Ele é) a base da riqueza. Finalmente. ‘voltadas uma para a outra’. como incitando Indra e os deuses à generosidade com os homens. que trouxe o fogo do céu para a terra. 7. a terra (ou seja. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. como fortalecendo Indra. ao mesmo tempo. o que reúne todos os bens.19 O pedaço de ouro20 brilha entre o Céu e a Terra. nos presenteie com riqueza rapidamente. relacionado de perto com Manu. o Sindhu. 20 O ouro também é Agni. Ele. o suporte de tudo. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. 5. e para o fogo sacrifical. 9. 4. mas é identificado com ele em várias passagens. pretendia aludir ao nome de Vivasvat. 59 e seguintes. o filho da força. veja Bergaigne. Mātariśvan.17 o concessor de chuva forte. que Aditi. Que Mitra e Varuṇa. amamentam um bezerro unidamente. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza.

afetado pela aflição. Que o nosso pecado seja arrependido. Que o nosso pecado seja arrependido. cuja face está virada para todos os lados. Tu. Nós te adoramos. . Índice ◄►Hino 98 (Wilson) ____________________ Hino 97. envia nossos adversários. tu és triunfante em todos os lugares. que o nosso pecado seja arrependido. és nosso defensor. como se em uma embarcação. 5. teus. por casas agradáveis. 1. por campos agradáveis. Que o nosso pecado seja arrependido. Tu. pereça". 3. 6. por boas estradas. Visto que teus adoradores (são abençoados com descendentes). ou aquele do qual a pureza é o atributo. o deus. entre esses teus adoradores. 4. nossos chefes que sacrificam. Como os raios de esplendor sempre conquistadores de Agni vão para todos os lados. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Tua face está voltada para todos os lados. 6. como fogo puro. em nossos filhos possamos viver. e desça sobre nossos adversários. 2.2 Que o nosso pecado seja arrependido. isto é. 8. seja preeminente entre aqueles que celebram teus louvores. 3 Que ele. cuja face está virada para todos os lados. Que o nosso pecado seja arrependido. faze brilhar riqueza sobre nós. "Que o nosso pecado. em um navio. 5. Que a luz dele afaste o nosso pecado. nas pessoas da nossa posteridade". Afugentando com luz o nosso pecado. e por riquezas. ó Agni. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Agni (Griffith) 1.1 Revela riquezas para nós. (para a margem oposta). O melhor adorador de todos esses que ele seja. Por campos formosos. Que o nosso pecado seja arrependido.298 Hino 97. 7. seja arrependido. 1 O comentador propõe duas interpretações: "Que o nosso pecado desapareça de nós. Que a luz dele afaste o nosso pecado. e que os chefes de família que instituíram esse sacrifício sejam similarmente distintos. Kutsa. 2 "Que nós nasçamos sucessivamente. através do oceano. o Ṛṣi do hino. Transporta-nos. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. Agni. assim que os nossos encomiastas (de ti) sejam os mais notáveis.3 Que a luz dele afaste o nosso pecado. 2. 3. 4. a métrica é Gāyatrī. Que o nosso pecado. Já que as chamas vitoriosas de Agni penetram universalmente. (por repetirmos o teu louvor. Agni. (De modo semelhante como. Que o nosso pecado seja arrependido. Que a luz dele afaste o nosso pecado. dos mais notáveis. para o nosso bem-estar. De modo que teus adoradores e nós. portanto que nós. por riqueza nós sacrificamos a ti. Agni." ou. Kutsa) é o panegirista preeminente. Varga 5.) obtenhamos posteridade.

Ansiando por campos ricos. Afastando o mal4 com tua luz. – afastando o mal com a tua luz – 5. Leva-nos. Leva-nos sobre o (mal) para o bem-estar. 8. cuja face está voltada para todos os lugares. 3. Agni. ADHYĀYA 7. AṢṬAKA I. bem como nos versos 4 e 5. e por riqueza. brilha sobre nós com riqueza – afastando o mal com a tua luz. e quando através de ti nós podemos nos multiplicar com prole. de fato. HINO 97.6 e quando os nossos senhores generosos se distinguem – afastando o mal com a tua luz – 4. Nesse verso. nós sacrificamos. 8. como com um barco. 7. nos leva para além dos inimigos como em um navio. 2. Que a luz dele afaste o nosso pecado. 5 . Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. (ó deus). naturalmente. nos leva através do mar para o nosso benefício. – afastando o mal com a tua luz. – todos iniciando com as palavras pra yat – as principais partes da frase estão faltando.299 7. Índice ◄►Hino 98 (Griffith) ____________________ Hino 97. cercas (o mundo) por toda parte. por um caminho livre. – afastando o mal com a tua luz. p. cuja face está voltada para todos os lugares. para além das forças hostis. no entanto. Quando através de ti. Ó tu cuja face olha em todas as direções. 6 ‘Entre eles’ parece significar ‘entre os senhores generosos’. 1. (ó deus). ‘que ele afaste o mal’. Quando os raios do poderoso Agni partem para todos os lados. Agni. Quanto ao significado. essas partes são fornecidas pelo refrão. 363) traduz: "Afasta com chamas nosso pecado. 'afastando o mal' significa. como através de um rio com um barco – afastando o mal com a tua luz. – afastando o mal com a tua luz. os senhores generosos. – afastando o mal com a tua luz – 6.5 Quando ele permanece adiante como o mais glorioso entre eles. Índice ◄►Hino 98 (Oldenberg) ____________________ 4 Lanman (Sanskrit Reader. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Como em um navio. Pois tu." Mas agha não é exatamente pecado. VARGA 5.

como antes. Que Agni. ele é o Rei supremo sobre todas as coisas vivas. e que. Índice ◄►Hino 99 (Wilson) ____________________ Hino 98. ou. ele inspeciona o universo. . Aditi. nos guarde. explicado por sanspṛṣṭa. ou o puro (śuddha) Agni. no sol. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. presente em tudo. para a vida futura.1 pois. é dito que. como a causa da sua chegada à madureza. Que nós continuemos nas graças de Vaiśvānara. ou. 2 Ou como o calor combinado com o brilho solar. Agni. o deus é ou Vaiśvānara. ele acompanha o sol nascente. em contato com. e se misturam com eles. ou que conduz a eles (nara) para outra região. nos proteja dia e noite dos inimigos. todos os homens. contra os nossos inimigos. o oceano. Vaiśvānara. no fogo sagrado e doméstico. na terra. Que nós permaneçamos constantemente na graça de Vaiśvānara:4 sim. 1 Vaiśvānara significa ou aquele que governa sobre todos (viśva) os homens (nara). comum a. dia e noite. os preservem para nós! Varga 6. ou plantas anuais. que está presente na energia. através de oblações. AṢṬAKA I. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. possivelmente. ou nihita. a métrica é Triṣṭubh. ADHYĀYA 7. Agni está em contato com. Agni presente no céu. 2. HINO 98. – ou para o céu. que está presente3 no céu. nas ervas. para conosco: que riqueza em grande abundância se reúna em volta de nós. os raios do fogo terrestre ascendem. Vaiśvānara. na mesma proporção em que os raios solares descem para a terra. e. Que seja esta tua verdade. Surgido daqui para a vida5 ele olha para esse Todo. de fato. que tesouros preciosos nos sirvam. Que Varuṇa. 3.2 2. ao nascer do sol. – que o Agni Vaiśvānara.300 Hino 98. ou beneficiando. através da pira funerária. que essa (tua adoração seja acompanhada) por (resultado) real. presente. a terra e o céu. presente. no céu. 3. Índice ◄►Hino 99 (Griffith) ____________________ Hino 98. – ele tem impregnado todas as plantas que crescem no solo. 3 Pṛṣṭa. que Vaiśvānara com energia. ou presente. Logo que gerado dessa (madeira). VARGA 6. 4 Um epíteto de Agni ou Fogo como presente com. e Aditi e Sindhu. tem permeado todas as ervas. Vaiśvānara tem rivalidade com Sūrya. e presente na terra. 1. Agni (Griffith) 1. na terra. e que Mitra e Varuṇa. ele é o augusto soberano de todos os seres. e Mitra. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 5 Produzido a partir desses dois araṇis ou bastões de fogo. ou presente. colocado.

301

1. Que nós vivamos na graça de (Agni) Vaiśvānara. Ele realmente é um rei, levando todos
os seres para a glória. Assim que nasce aqui ele olha para todo esse mundo. Vaiśvānara se
une com o Sol.
2. Agni que tem sido procurado e almejado no Céu, que tem sido procurado na Terra, ele
que tem sido procurado, entrou em todas as ervas. Que Agni Vaiśvānara, que tem sido
fortemente procurado, nos proteja do mal de dia e de noite.
3. Vaiśvānara! Que essa seja tua verdade: que riqueza e doadores generosos nos atendam!
Que Mitra e Varuṇa, que Aditi, o Sindhu, a Terra e o Céu nos concedam isso!
Índice ◄►Hino 99 (Oldenberg)

____________________

Hino 99. Agni (Wilson)
(Sūkta VI)
O Ṛṣi é Kaśyapa, o filho de Marīci; e o Hino, composto de uma única estrofe, na métrica
Triṣṭubh, é endereçado a Agni, como J ātavedas. 1
Varga 7.

1. Nós oferecemos oblações de Soma para Jātavedas. Que ele consuma a riqueza
daqueles que sentem inimizade contra nós; que ele nos conduza acima de todas as
dificuldades. Que Agni nos leve, como em um barco sobre um rio, para além de toda
maldade.
Índice ◄►Hino 100 (Wilson)

____________________

Hino 99. Agni

(Griffith)

1. Vamos espremer a Soma para Jātavedas: que ele queime a riqueza das pessoas malintencionadas. Que Agni nos leve através de todos os nossos problemas, através da aflição,
como em um barco através do rio.
Índice ◄►Hino 100 (Griffith)

____________________

Hino 99. Agni (Oldenberg)
MAṆḌALA I. HINO 99.
AṢṬAKA I, ADHYĀYA 7, VARGA 7.

1. Vamos espremer Soma para Jātavedas.2 Que ele queime a propriedade do avarento. Que
ele, Agni, nos leve através de todos os problemas, através de todas as dificuldades, como
através de um rio com um barco.
Índice ◄►Hino 127 (Oldenberg)
1

Não há nada extraordinário nesse Sūkta, exceto sua brevidade, ele consistindo em uma única estrofe.
Essa é uma das passagens muito raras nas quais Agni, estando sozinho e não acompanhado por Indra ou os Maruts etc.,
é mencionado como bebendo Soma. Parece que esse verso não foi composto para o sacrifício Soma comum, mas para
uma ocasião especial.
2

302

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Hino 100. Indra (Wilson)
(Sūkta VII)
O deus é Indra; os Ṛṣis são os Vārṣāgiras, – ou cinco filhos de Vṛṣāgir, 1 um Rājā, – que eram
Rājarṣis, ou sábios reais, citados individualmente na décima sétima estrofe; a métrica é
Triṣṭubh.
Varga 8.

1. Que ele, que é o derramador de desejos; que é coabitante com (todas as) energias,
o soberano supremo sobre o vasto céu e a terra, aquele que envia água, e que deve
invocado em batalhas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
2. Que ele, cuja trajetória, como aquela do sol, não é para ser alcançada; que, em toda
batalha, é o matador de seus inimigos, o intimidador2 (de oponentes); que, com seus amigos
de movimento rápido, (os ventos) é o mais generoso (dos doadores); – que Indra, associado
com os Maruts, seja nossa proteção.
3. Que ele, cujos raios, poderosos e inalcançáveis, emitem luz, como aqueles do sol,
ordenhando (as nuvens); ele, que é vitorioso sobre seus adversários, triunfante por suas
energias valorosas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
4. Ele é o mais rápido entre os rápidos,3 o mais generoso entre os generosos, um amigo
com amigos, venerável entre aqueles que clamam veneração, e preeminente entre aqueles
dignos de louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
5. Poderoso com os Rudras, como se com seus filhos; vitorioso em batalhas sobre seus
inimigos; e mandando para baixo, com seus coabitantes (as águas, as quais são produtivas
de) alimentos, – Indra, associado com os Maruts, sê nossa proteção.
Varga 9.
6. Que ele, o repressor de ira (hostil), o criador da guerra, o protetor dos bons, o
invocado por muitos, compartilhe, com nosso povo, hoje, a (luz do) sol.4 Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
7. A ele seus aliados, os Maruts, incentivam em batalha; a ele os homens consideram como
o preservador da propriedade deles; ele sozinho preside todo ato de culto. Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
8. A ele, um líder (para a vitória), seu adoradores recorrem, em disputas de força, por
proteção e por riqueza; porque ele concede a eles a luz (da vitória), na escuridão
desnorteante (da batalha).5 Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
9. Com sua mão esquerda ele reprime os malignos; com sua direita, ele recebe as oferendas
(sacrificais); ele é o dador de riquezas, (quando propiciado) por alguém que celebra o seu
louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
10. Ele, junto com seus auxiliares, é um benfeitor; ele é reconhecido rapidamente por todos
os homens, hoje, por meio das carruagens dele; por suas energias varonis ele é vitorioso

[Literalmente ‘o de voz forte’ ou ‘com a voz do Touro’.] Nós não temos menção de Vṛṣāgir e seus filhos nos Purāṇas.
[Literalmente ‘o que faz murchar’.]
3
Aṅghirobhir aṅghirastamah, ‘o mais Aṅgiras dos Aṅgirasas’, o que se pode pensar que se refere aos Ṛṣis assim chamados,
mas o comentador o deriva de ang, ir, e explica Aṅgirasah por gantārah, seguidores; ‘aqueles que seguem rapidamente’.
4
Supõe-se que os Vārṣāgiras dirigem essa prece a Indra para que eles possam ter a luz do dia, na qual atacar seus
inimigos, e recuperar o gado que tinha sido levado embora por eles, ou para que a luz possa ser retirada dos seus
oponentes.
5
A expressão jyotish, ‘luz’, e chittamasi, ‘na escuridão do pensamento’, pode, também, ser aplicada mais literalmente, e
expressar a esperança de que Indra dará a luz do conhecimento à escuridão da compreensão.
1
2

303

sobre (adversários) indisciplinados. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
Varga 10.
11. Invocado por muitos, ele vai para a batalha, com seus parentes, ou com
(seguidores) não da sua família; ele garante o (triunfo) daqueles que confiam nele, e dos
filhos e netos deles. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
12. Ele é o manejador do raio, o matador de ladrões, temível e feroz, conhecedor de muitas
coisas, muito louvado, e poderoso, e, como o suco Soma, inspirador das cinco classes de
seres com vigor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
13. Seu raio arranca gritos (dos seus inimigos); ele é o que manda boas águas, brilhante
como (o corpo luminoso) do céu, o que faz trovejar, o promotor de atos beneficentes; a ele
dádivas e riquezas acompanham. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
14. Que ele, de quem a excelente medida (de todas as coisas), através de força,6
eternamente e em todo lugar nutre céu e terra, propiciado por nossos atos, nos leve para
além (do mal). Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
15. Nem deuses, nem homens, nem águas, alcançaram o limite da força daquele (deus)
beneficente; pois ele supera o céu e a terra com seu poder (destruidor de inimigos). Que
Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
Varga 11.
16. Os corcéis vermelhos e pretos, – de membros longos, bem ajaezados, e
celestiais, e atrelados, bem satisfeitos, ao jugo da carruagem na qual o derramador de
benefícios é transportado, para o enriquecimento de Ṛjrāśva, – são reconhecidos entre as
tropas humanas.
17. Indra, derramador (de benefícios), os Vārṣāgiras, – Ṛjrāśva, e seus companheiros,
Ambarīṣa, Sahadeva, Bhayamāna, e Surādhas, – dirigem a ti esse louvor propiciatório.
18. Indra, que é invocado por muitos, acompanhado pelos moventes (Maruts), tendo atacado
os Dasyus e os Śimyus,7 os matou com seu raio; o que faz trovejar então dividiu os campos
com seus amigos de cor branca,8 e resgatou o sol, e libertou a água.
19. Que Indra seja, diariamente, nosso protetor; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento (abundante); e que Mitra e Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu,
o preservem para nós!
Índice ◄►Hino 101 (Wilson)

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6

Śavasā mānam, o distribuidor de todas as coisas, através de seu poder. Ou isso pode significar que ele é o protótipo de
tudo o que é dotado de força.
7
O comentário explica esses como ‘inimigos’ e Rākṣasas; mas eles, mais provavelmente, designam tribos ainda não
subjugadas pelos hindus vêdicos, ou arianos.
8
Esses, segundo o comentador, são os ventos, ou Maruts; mas por que eles deveriam ter uma parte do território do
inimigo parece duvidoso. A alusão é, mais provavelmente, destinada aos amigos terrenos, ou adoradores, de Indra, que
eram brancos em comparação com as tribos mais escuras da região conquistada.

304

Hino 100. Indra (Griffith)
1. Que ele que tem seu lar com a força, o Poderoso, o Rei Supremo da terra e do vasto céu,
Senhor do poder verdadeiro, a ser invocado em batalhas, – que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
2. Cujo caminho é inalcançável como o de Sūrya; ele em cada luta é o forte matador de
Vṛtra, O Mais Poderoso com seus Amigos em seus próprios cursos. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
3. Cujos caminhos9 partem em sua grande força irresistível, ordenhando, por assim dizer, a
umidade fecundante do céu. Com força viril triunfante, subjugador de inimigos, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
4. Entre os Aṅgirases ele era o principal, um Amigo com amigos, poderoso em meio aos
poderosos. Adorador entre adoradores, honrado o maior dos cantores. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
5. Forte com os Rudras10 como com seus próprios filhos, em batalha varonil conquistando
seus inimigos, com seus companheiros próximos fazendo atos de glória, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
6. Aquele que humilha o orgulho, excitador do conflito, o Senhor dos heróis, Deus invocado
por muitos, que ele nesse dia ganhe com nossos homens a luz do sol.11 Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
7. Sua ajuda o fez mais animado na batalha, o povo fez dele o guardião do seu conforto. Ele
é o Senhor Único de cada serviço sagrado.12 Que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso
auxílio.
8. A ele o Herói, em grandes dias de proezas, heróis em busca de ajuda e despojos devem
se dirigir. Ele encontrou luz mesmo na escuridão cegante. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
9. Ele com sua mão esquerda detém até mesmo os poderosos, e com sua mão direita coleta
os despojos. Mesmo com os humildes ele adquire riquezas.13 Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
10. Com tropas a pé e carros ele ganha tesouros; ele é bem conhecido hoje por todas as
pessoas. Com poder valoroso ele subjuga aqueles que o odeiam. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
11. Quando em seus caminhos com parentes ou com estranhos ele se apressa para a luta,
invocado por muitos, para ganho de águas e de filhos e netos, que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
12. Terrível e feroz, matador de demônios, manejador do trovão, com conhecimento
ilimitado, louvado com hinos por centenas, poderoso, em força como Soma, guardião dos
Cinco Povos,14 que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.

Pánthāsaḥ, caminhos, é explicado como ‘raios’ por Sāyaṇa. Indra é aqui representado como o Deus da luz e da chuva.
Os Maruts, filhos de Rudra o principal Deus da Tempestade. Eles são os companheiros próximos ou associados fiéis de
Indra, que os considera não como seus iguais, mas como seus filhos.
11
O hino é dirigido a Indra em busca de auxílio em uma batalha que se aproxima. Sāyaṇa diz que os Vārṣāgiras rezam para
que eles possam ter a luz do dia e para que os inimigos deles lutem no escuro.
12
Indra é considerado o auxiliador e encorajador deles em batalha e seu protetor na paz. Ele também preside todos os
atos de culto, e como tal recompensa aqueles que o servem.
13
Isto é, não só o forte, mas também o homem fraco adquire riquezas com a ajuda dele.
14
Das cinco classes de seres, segundo Sāyaṇa, ou seja, Deuses, Gandharvas, Apsarases, Asuras e Rākṣasas. Provavelmente
as cinco tribos árias são aludidas. Veja 1.7.9.
9

10

305

13. Ganhando a luz, para cá ruge seu trovão como a poderosa voz impressionante do Céu.
Ricos presentes e tesouros sempre o acompanham. Que Indra, cercado pelos Maruts, seja
nosso auxílio.
14. Cujo lar eterno através da força dele o cerca por todos os lados, seu louvor, a terra e o
céu,15 que ele, satisfeito com nosso serviço, nos salve. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
15. O limite de cujo poder nem Deuses por Divindade, nem homens mortais alcançaram,
nem mesmo as Águas. Ele supera a Terra e o Céu em vigor. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
16. A égua vermelha e fulva, de marca de chama, de posição elevada, celestial que, para
levar riquezas a Ṛjrāśva, puxava pela lança a carruagem atrelada com garanhões, alegre,
entre as hostes de homens era notada.16
17. Os Vārṣāgiras para ti, ó Indra, o Poderoso, cantam esse louvor para te agradar, Ṛjrāśva
com seus companheiros, Ambarīṣa, Surādhas, Sahadeva, Bhayamāna.
18. Ele, muito invocado, matou Dasyus e Śimyus,17 segundo seu costume, e os abateu com
setas. O poderoso que faz trovejar, com seus amigos de cor clara,18 ganhou a terra, a luz do
sol, e as águas.
19. Que Indra seja sempre o nosso protetor, e não postos em perigo que nós ganhemos os
despojos. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa
prece.
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15

A Terra e o Céu, a residência dele, são sua canção de louvor eterna porque eles foram estabelecidos e regulados por
ele. Essa é a explicação de Ludwig desse verso obscuro.
16
Os epítetos nessa estrofe são considerados por Ludwig como nomes dos seis cavalos com os quais Ṛjrāśva se dirigiu
para a batalha e venceu. Os últimos quatro versos do hino parecem ter sido adicionados depois da vitória.
17
Homens de tribos nativas hostis.
18
Explicados por Sāyaṇa como os brilhantes Maruts, significam provavelmente os invasores arianos como contrários às
tribos de pele escura do território.

306

Hino 101. Indra (Wilson)
(Sūkta VIII)
O Ṛṣi é Kutsa, o filho de Aṅgiras; o deus, Indra; a métrica das primeiras sete estrofes é Jagat ī;
das últimas quatro, Triṣṭubh.
Varga 12.

1. Ofereçamos adoração, com oblações, a ele que é satisfeito (por louvor); que, com
Ṛjiśvan, destruiu as esposas grávidas de Kṛṣṇa.1 Desejosos de proteção, nós chamamos,
para se tornar nosso amigo, a ele, que é o derramador (de benefícios), que segura o raio em
sua mão direita, acompanhado pelos Maruts.
2. Nós invocamos, para ser nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts; a ele
que, com ira crescente, matou o mutilado Vṛtra, e Śambara, e o iníquo Pipru,2 e que extirpou
o inabsorvível Śuṣṇa.3
3. Nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts;
cujo grande poder (permeia) céu e terra; em cujo serviço Varuṇa e Sūrya são constantes; e
cujo comando os rios obedecem.
4. Que é o senhor de todos os cavalos e gado; que é independente; que, propiciado por
adoração, é constante em todo ato; e que é o matador do obstinado que se abstém de fazer
libações: nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
5. Que é o senhor de todas as criaturas que se movem e respiram; que, primeiro, recuperou
as vacas (roubadas), para o Brahman;4 e que matou os Dasyus humilhados: nós invocamos,
para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
6. Que deve ser invocado pelos bravos e pelos tímidos, pelos derrotados e pelos vitoriosos,
e a quem todos os seres colocam diante deles, (em seus ritos): nós invocamos, para se
tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
Varga 13.
7. O radiante Indra procede (pelo firmamento), com a manifestação dos Rudras; 5
através dos Rudras, a fala se propaga com celeridade mais expansiva, e louvor glorifica o
renomado Indra: a ele, acompanhado pelos Maruts, nós chamamos, para se tornar nosso
amigo.
8. Acompanhado pelos ventos, dador de riqueza verdadeira, se tu podes ficar satisfeito (em
residir) em uma mansão imponente ou residência humilde, vem ao nosso sacrifício.
Desejosos da tua presença, nós te oferecemos oblações.
9. Desejosos de ti, Indra, que és possuidor de força excelente, nós derramamos, para ti,
libações; desejosos de ti, que és alcançado por meio de oração, nós te oferecemos
oblações. Portanto, tu, que és possuidor de cavalos, senta-te, com prazer, sobre a grama
sagrada, acompanhado pelos Maruts, nesse sacrifício.

É dito que Ṛjiśvan é um rei, o amigo de Indra, e Kṛṣṇa, um Asura, que foi morto junto com suas esposas, de modo que
ninguém da posteridade dele pudesse sobreviver. Veja em 1.130.8, nota, e 4.16.13, nota. Kṛṣṇa, o negro, pode ser outro
nome para Vṛtra, a nuvem escura; ou nós podemos ter, aqui, outra alusão aos aborígenes de pele escura.
2
Śambara e Pipru são, ambos, chamados de Asuras. O último é também chamado de avrata, que não realiza, ou que se
opõe, aos vratas, ou ritos religiosos.
3
Śuṣṇam aśuṣaṃ, o secador; que é sem ser secado, que não pode ser absorvido.
4
Brahmaṇe, isto é, para Aṅgiras, ou os Aṅgirasas que, segundo o comentador, eram da casta bramânica. Várias passagens
concordam em afirmar que as vacas foram roubadas dos Aṅgirasas; e Aṅgiras não pode ser identificado com Brahmā. O
termo usado, portanto, muito provavelmente denota um brâmane.
5
Indra é dito aqui ser radiante, por identidade com o sol; e os Rudras, serem os mesmos que os Maruts, em seu caráter
de ares vitais, ou prāṇāh.
1

307

10. Regozija-te, Indra, com os corcéis que são da tua natureza, abre as tuas mandíbulas;
abre largamente a tua garganta, (para beber o suco Soma); que teus cavalos tragam a ti,
que tens um belo queixo, (para cá); e, bondoso para nós, sê satisfeito por nossas oblações.
11. Protegidos por aquele destruidor (de inimigos) que é unido, em louvor, com os Maruts,
nós podemos receber sustento de Indra; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o
céu, o preservem para nós.
Índice ◄►Hino 102 (Wilson)

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Hino 101. Indra (Griffith)
1. Cantemos, com oblação, louvemos a ele que alegra, que com Ṛjiśvan dispersou a raça
escura.6 Ávidos por auxílio, a ele o forte cuja mão direita empunha o raio, a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
2. Indra, que com ira triunfante derrotou Vyaṁsa, e Śambara e Pipru o iníquo; que extirpou
Śuṣṇa7 o insaciável, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
3. Ele cuja grande obra de poder viril é o céu e a terra, e Varuṇa e Sūrya mantêm sua lei
sagrada; Indra, cuja lei os rios seguem conforme eles fluem, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
4. Ele que é o Senhor e Mestre dos cavalos e vacas, honrado – o firme e seguro – em todo
ato sagrado; Matador até do forte que não derrama oferenda, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
5. Ele que é o Senhor de todo o mundo que se move e respira, que para o Brahman 8
primeiro antes de tudo encontrou as Vacas; Indra que derrubou os Dasyus aos seus pés, – a
ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
6. A quem os covardes e os homens valentes de guerra devem invocar, invocado por
aqueles que conquistam e por aqueles que fogem; Indra, a quem todos os seres dirigem seu
pensamento constante, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
7. Refulgente na região dos Rudras ele prossegue, e com os Rudras através do amplo
espaço acelera a Dama.9 O hino de louvor exalta a Indra muito famoso: – a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
8. Ó cercado por Maruts, se tu te deleitas no mais imponente local de reunião ou humilde
habitação, vem de lá para o nosso rito, verdadeiro concessor de benção: por amor a ti nós
preparamos oblações.
9. Nós, ansiosos por ti, forte Indra, esprememos Soma, e, ó tu, procurado com oração,
temos feito oferendas. Agora, nesse sacrifício, com todos os teus Maruts, na grama sagrada,
ó Deus conduzido por parelha, regozija-te.
10. Alegra-te com os teus próprios Cavalos Baios, Indra, abre as tuas mandíbulas e que os
teus lábios estejam abertos. Tu com a bela face, que teus Cavalos Baios te tragam: bondoso
para nós, fica satisfeito com a nossa oblação.
11. Guardas do acampamento cujos louvadores são os Maruts, que nós, através de Indra,
obtenhamos nós mesmos o espólio.10 Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o
Céu aceitem essa nossa prece.
6

Os aborígenes morenos que se opunham aos árias ou arianos.
Vyaṁsa, e Śambara, Pipru e Śuṣṇa são nomes dos demônios da seca.
8
Segundo Sāyaṇa, que recuperou para os Aṅgirases as vacas que tinham sido levadas pelos Paṇis. Veja 1.32.11.
9
Ludwig sugere que Rodasī, a esposa de Rudra, é aludida, e refere-se ao mito alemão antigo da Noiva do Vento.
10
Que nós que somos os guardiões do acampamento ou do novo povoado, louvados e favorecidos pelos Maruts,
ganhemos os despojos. As palavras marutstotrasya vṛjanasya são um pouco obscuras.
7

308
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Hino 102. Indra (Wilson)
(Sūkta IX)
O Ṛṣi e o deus, como no último; a métrica das primeiras dez estrofes é Jagat ī; da última,
Triṣṭubh.
Varga 14.

1. Eu dirijo a ti, que és poderoso, esse hino excelente; pois a tua mente tem sido
satisfeita pelo meu louvor. Os deuses têm alegrado sucessivamente aquele Indra vitorioso
com o poder (do louvor), por causa de prosperidade e riqueza.
2. Os sete rios exibem a glória dele: céu, e terra e firmamento mostram a forma visível dele.
O sol e a lua, Indra, fazem suas revoluções, para que nós possamos ver, e tenhamos fé no
que nós vemos.
3. Maghavan, envia tua carruagem, e nos traze riqueza, – aquele carro vitorioso o qual,
Indra, que és muito louvado por nós, em tempo de guerra, nós nos alegramos de ver em
batalha. Maghavan, concede felicidade para aqueles que são devotados a ti.
4. Que nós, tendo a ti como nosso aliado, derrotemos nossos adversários em todo combate.
Defende nossa parte; torna riquezas facilmente obtidas por nós; enfraquece, Maghavan, o
vigor dos nossos inimigos.
5. Muitos são os homens que te chamam em busca da tua proteção. Sobe em teu carro,
para trazer riqueza para nós, pois a tua mente, Maghavan, é tranquila, e determinada a
vencer.
Varga 15.
6. Teus braços são os obtentores de gado; tua sabedoria é ilimitada; tu és o mais
excelente, o concessor de cem auxílios em todo rito. O criador da guerra, Indra, é
incontrolável; o símbolo da força; portanto, os homens que desejam riqueza o invocam de
vários modos.
7. O alimento, Maghavan, (que é para ser dado, por ti), para os homens, pode ser mais do
que o suficiente para uma centena, ou para mais, até, do que mil. Grande louvor tem
glorificado a ti, que não tens limite, em consequência do que tu destróis teus inimigos.
8. Forte como uma corda trançada duas vezes, tu és o símbolo da força, protetor dos
homens, tu és mais do que capaz de sustentar as três esferas, os três luminares,1 e todo
esse mundo dos seres, Indra, que, desde o nascimento, sempre tens sido sem rival.
9. Nós invocamos a ti, Indra, o principal entre os deuses. Tu tens sido o vitorioso em
batalhas. Que Indra coloque em primeiro lugar, na batalha, essa nossa carruagem, que é
eficiente, impetuosa, e a que extirpa (todos os obstáculos).2
10. Tu conquistas, e não reténs os despojos. Em conflitos pequenos e sérios nós te
fortalecemos, feroz Maghavan, para nossa defesa. Portanto, inspira-nos, nos nossos
desafios.
11. Que Indra seja o nosso defensor diariamente; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento farto; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu, o
preservem para nós.
Índice ◄►Hino 103 (Wilson)

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1

Os três fogos; ou, o sol no céu, o relâmpago no ar, e o fogo (sagrado ou doméstico,) na terra.
Ou os epítetos podem ser aplicados a putra, um filho, implícito, – que Indra nos dê (um filho), um oferecedor de
louvores, cheio de sabedoria, e o subjugador de inimigos, e (nos dê) também, uma carruagem a principal em batalha.
2

309

Hino 102. Indra (Griffith)
1. Para ti o Poderoso eu trago esse poderoso hino, pois o teu desejo tem sido satisfeito pelo
meu louvor. Em Indra, sim nele vitorioso através de sua força, os deuses se regozijaram em
banquete e quando o Soma fluiu.
2. Os Sete Rios3 levam a glória dele por toda parte, e o céu e o firmamento e a terra exibem
a forma agradável dele. O Sol e a Lua em mudança alternada seguem seu curso, de modo
que nós, ó Indra, possamos ver e possamos ter fé.
3. Maghavan, concede-nos aquele mesmo carro para nos trazer despojos, o teu carro
conquistador no qual nós nos alegramos no choque do combate. Indra, a quem os nossos
corações louvam muito na guerra, concede proteção, Maghavan, para nós, que te amamos
profundamente.
4. Encoraja o nosso lado em todas as lutas: que nós, contigo como nosso aliado, vençamos
a tropa do inimigo. Indra, concede-nos alegria e felicidade; quebra, ó Maghavan, o vigor dos
nossos inimigos.
5. Pois aqui de várias maneiras esses homens que invocam a ti, possuidor de tesouros,
cantam hinos para ganhar o teu auxílio. Sobe no carro para que tu possas trazer despojos
para nós, pois, Indra, a tua mente fixa obtém a vitória.
6. Seus braços ganham vacas, seu poder é ilimitado, em cada ato o melhor, com cem
auxílios, o que desperta o ruído da batalha é Indra: ninguém pode rivalizar com ele em força
poderosa. Por isso, ávidas pelos despojos, as pessoas o invocam.
7. Tua glória, Maghavan, supera cem, sim, mais do que cem, de mil entre o povo; a grande
taça4 tem te inspirado ilimitadamente: de modo que tu podes matar os Vṛtras, quebrador de
fortes!5
8. Do teu grande poder há uma contraparte tripla, as três terras,6 Senhor dos homens, e os
três reinos de luz.7 Acima desse mundo, Indra, tu tens te desenvolvido: tu és sem inimigo,
por natureza, desde os tempos antigos.
9. Nós te invocamos primeiro entre os Deuses: tu te tornaste um poderoso Conquistador em
combate. Que Indra encha de vitalidade o coração desse nosso cantor, e torne o nosso
carro impetuoso, o principal em ataque.
10. Tu tens prevalecido, e não retido os despojos, em batalhas insignificantes ou naquelas
de grande importância. Nós te fazemos forte, o Poderoso, para nos socorrer: inspira-nos,
Maghavan, quando nós desafiamos o inimigo.
11. Que Indra sempre seja o nosso protetor, e não expostos ao perigo que nós possamos
ganhar o saque. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa
nossa prece.
Índice ◄►Hino 103 (Griffith)

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3

Os principais rios na proximidade dos mais antigos povoados arianos. Veja 1.32.12.
O recipiente que contém o estimulante suco Soma, ou a própria libação poderosa.
5
Os fortes são os castelos de nuvens dos demônios do ar que Indra destrói com seu relâmpago: ‘as nuvens cujas torres
moventes compõem os bastiões da tempestade’. Shelley, Witch of Atlas.
6
Talvez a terra, a atmosfera, e o céu.
7
Ou, de acordo com Sāyaṇa, os três fogos ou fogo em três formas, [nota 1]. Veja também 1.105.5.
4

310

Hino 103. Indra (Wilson)
(Sūkta X)
O Ṛṣi e o deus, como antes; a métrica, Triṣṭubh.
Varga 16.

1. Os sábios eram antigamente possuidores desse teu poder supremo, Indra, como
se ele estivesse presente com eles, 1 – uma luz do qual brilha sobre a terra; a outra, no céu;
e ambos estão em combinação um com o outro;2 como bandeira (se mistura com bandeira,)
em batalha.
2. Ele sustenta, e tem expandido, a terra. Tendo atingido (as nuvens), ele libertou as águas.
Ele matou Ahi; ele perfurou Rauhiṇa; ele destruiu, com sua destreza, o mutilado (Vṛtra).3
3. Armado com o raio, e confiante em sua força, ele continuou a destruir as cidades dos
Dasyus. O que faz trovejar, reconhecendo (os louvores do teu adorador), lança, por causa
dele, a tua flecha contra o Dasyu, e aumenta a força e glória do Ārya.4
4. Maghavan, possuidor de um nome que deve ser glorificado, oferece, para aquele que o
celebra, essas eras (rotantes) do homem. 5 O que faz trovejar, o que dispersa (seus
inimigos), partindo, para destruir os Dasyus, obteve um nome (famoso por) bravura
(vitoriosa).
5. Vejam isso, o vasto e extenso (poder de Indra), tenham confiança na destreza dele. Ele
recuperou o gado; ele recuperou os cavalos, as plantas, as águas, as florestas.
Varga 17.
6. Nós oferecemos a libação de Soma para ele que é o realizador de muitas proezas,
o melhor (dos deuses), o derramador (de benefícios), o possuidor de força verdadeira, o
herói que, mantendo o respeito pela riqueza, a tira daquele que não realiza sacrifícios, –
como um salteador (de um viajante), – e procede (para dá-la) para o sacrificador.
7. Tu realizaste, Indra, um feito glorioso, quando tu despertaste o adormecido Ahi com teu
raio. Então as esposas (dos deuses), os Maruts, e todos os deuses, imitaram a tua
exultação.
8. Visto que, Indra, tu mataste Śuṣṇa, Pipru, Kuyava, e Vṛtra, e destruíste as cidades de
Śambara, portanto que Mitra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu nos concedam o que
(nós desejamos).
Índice ◄►Hino 104 (Wilson)

____________________

1

O termo é parācaih, o qual é bastante duvidoso.
É dito que o sol e o fogo são, igualmente, o brilho de Indra. De dia, o fogo está combinado com o sol; à noite, o sol está
combinado com o fogo.
3
Ahi e Vṛtra, em ocasiões anteriores, têm sido considerados como sinônimos; aqui eles são distintos, mas significando,
muito provavelmente, apenas nuvens formadas diferentemente. Rauhiṇa, chamado de Asura, é, com toda a
probabilidade, algo do mesmo tipo, – uma nuvem púrpura, ou vermelha.
4
Nós temos, aqui, o Dasyu e o Ārya colocados em oposição; um, como o adorador, o outro, como o inimigo do adorador.
Dāsīh, como o adjetivo de purah, cidades, é explicado ‘dos, ou pertencentes aos, Dasyus’. A menção de cidades indica um
povo não totalmente bárbaro, embora o termo possa designar vilas ou aldeias.
5
Mānuṣemā yughāni, ‘esses yugas mortais’; Kṛta, Treta, etc., segundo o comentador, os quais Indra desenvolve
sucessivamente, no caráter do sol.
2

311

Hino 103. Indra

(Griffith)

1. Aquele teu maior poder de Indra6 está distante: o que se encontra aqui os sábios
possuíam antigamente. Um está sobre a terra, o outro no céu, e ambos se unem como
bandeira com bandeira em batalha.
2. Ele estendeu a ampla terra e a fixou firmemente, atingiu com seu raio e libertou as águas.
Maghavan com sua pujança derrubou Ahi, despedaçou Rauhiṇa7 e matou Vyaṁsa.
3. Armado com seu raio e confiando em sua destreza ele vagou quebrando as fortalezas dos
Dāsas.8 Lança o teu dardo, conhecendo,9 Trovejador, no Dasyu; aumenta o poder e a glória
do Ārya, Indra.
4. Para aquele que ensinou desse modo essas raças humanas, Maghavan, tendo um título
digno de fama, o que faz trovejar, aproximando-se para matar os Dasyus, deu a ele mesmo
o nome de Filho por glória.10
5. Vejam essa riqueza abundante que ele possui, e coloquem sua confiança no vigor de
herói de Indra. Ele encontrou o gado, e ele encontrou os cavalos, ele encontrou as plantas,
as florestas e as águas.
6. Para ele, o verdadeiramente forte, cujas façanhas são muitas, para ele o Touro forte
vamos derramar o Soma. O herói, vigiando como um ladrão na emboscada, segue
repartindo as posses dos ímpios.
7. Tu fizeste bem aquele ato heroico, ó Indra, ao despertar com teu raio o adormecido Ahi.
Em ti, encantado, as Damas divinas11 se regozijaram, os Maruts velozes e todos os deuses
estavam alegres,
8. Porque tu derrotaste Śuṣṇa, Pipru, Vṛtra e Kuyava,12 e os fortes de Śambara, ó Indra. Que
Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece.
Índice ◄►Hino 104 (Griffith)

____________________

6

Benfey explica esse verso como significando: o poder de Indra está dividido de certo modo: uma parte dele é possuída
pelos sábios que por meio dos seus hinos, sacrifícios e libações do suco Soma dão a ele poder total para realizar seus
grandes feitos.
7
Rauhiṇa, dito ser um demônio é, como os outros demônios da seca, uma nuvem púrpura escura que retém a chuva.
8
Ou Dasyus, os habitantes não arianos da terra.
9
Isto é, distinguindo o ariano do bárbaro.
10
O significado desse verso parece ser, como Ludwig diz, que Indra, ao se preparar para matar os Dasyus, tornou-se, por
assim dizer, um filho para o adorador devoto que proclamou seus grandes feitos para os homens.
11
As consortes dos deuses.
12
Significando, provavelmente ‘causando más colheitas’, é o nome de outro dos demônios da seca.

e por aqueles que são dignos do louvor dos seres vivos. que gostas muito do suco Soma: ele está preparado: bebe dele. 4 De Kuyava.1 conhecendo a riqueza de outros. e o rio Śiphā não é encontrado em outro lugar. pelas águas. com as águas antigamente (levadas). Incita. De membros vastos. Essas pessoas vieram até Indra. o sustentam com suas águas. a leva. que. te levam. afluente Śakra. 8. – como uma vaca conhece o caminho para o seu estábulo. Eles têm chamado a ti. Indra. – portanto. 5. Indra. . Indra (Wilson) (Sūkta XI) Ṛṣi. por si mesmo.3 agradando-o com sua substância. comida e bebida aos famintos. em nós. Que ele rapidamente as guie no caminho. Não prejudiques. Presente na água. Indra. pois a nossa confiança está no teu poder imenso. para o teu divertimento. Não prejudiques a nossa prole. eu medito em ti: nesse (teu poder) a nossa confiança foi colocada. Os rios Añjasī. para teu assento: apressa-te para sentar sobre ele – como um cavalo relinchando (se apressa para o seu estábulo). deus e métrica. – afrouxando as rédeas. seguir. para uma residência privada de recursos. As façanhas dele são aludidas obscuramente. a espuma. Varga 19. Indra. 2 O comentador diz que aya é um apelativo de Kuyava. dia e noite. como livres do pecado. tu que és invocado por muitos. por si mesmo. 3 Nenhum desses é encontrado nas listas purânicas. 9. não firas aqueles que são capazes (apenas de rastejar) sobre seus joelhos.312 Hino 104. Varga 18. conduze-nos para grande riqueza: não nos envies. Derramador (de benefícios). segundo o comentário. ele leva. 3. a nossa prole por nascer. Não nos firas. Vem à nossa presença. As duas esposas de Kuyava se banham com a água. e Vīrapatnī. O herói cresce. enquanto ainda no útero. Indra. 4. 7. quando invocado. ouve-nos como um pai (ouve as palavras de seus filhos). Que os deuses contenham a ira do destruidor. – alguém que vaga por toda parte para fazer mal aos outros. veneração pelo sol. significando. dá. (O Asura). de ay. Índice ◄►Hino 105 (Wilson) ____________________ 1 Em breve chamado de Kuyava. (defende-nos) dessa violência repetida: não nos rejeites. (para pedir) sua proteção. Kuliśī. como um libertino joga riqueza fora. que ele era um dos chefes dos bárbaros. A morada do errante2 (Kuyava) estava oculta (no meio) da água. não nos prives dos prazeres que são queridos por nós. alarga o teu estômago. não nos abandones. que elas sejam afogadas nas profundezas do rio Śiphā. 6. como antes. 1. e tragam para a nossa solenidade aquele que afasta o mal. O altar foi erguido. e é renomado (no mundo inteiro). na época de sacrifício. Maghavan. e deixando os teus corcéis livres. 2. Por isso. e. possivelmente. Já que a rota que leva à residência do Dasyu 4 foi vista por nós.

não nos jogues fora como um esbanjador faz com seu tesouro. como o Dr. Ó Indra invocado por muitos. 2. e explica: o Asura. 12 Provavelmente. que conhece a riqueza dos outros a leva por si mesmo. não nos abandones: não roubes as alegrias nas quais nós nos deleitamos. Agora pensa em nós. Benfey considera que os nomes são personificações femininas de nuvens. 8 A primeira linha desse verso é ininteligível para mim. Hall ressaltou. Isso os parentes dele que vive ao nosso lado têm controlado: o Herói governa e se apressa adiante com rios antigos. Kuliśī e Vīrapatnī. Maghavan. Nessa água que foi levada as duas esposas de Kuyava se banham. Poderoso. 11 Isto é.7 4. e estando presente nas águas ele leva a água com a espuma. em ti como tal temos confiado: leva-nos. Indra. Sāyaṇa dá outras explicações da expressão. despeja-o dentro de ti. Bebe dele por êxtase. ou demônio. dá-nos uma parte da luz solar.5 e que eles possam levar o nosso povo a um destino venturoso. Logo que rastros desse Dasyu foram descobertos. para amplas riquezas. ocorre. 6. Benfey crê que ela é uma descrição de massas de nuvens sucessivas.12 Não arranques a nossa prole não nascida. Ludwig separaria nābhiḥ em na ābhiḥ. que são representadas como conquistadas por Indra. e reputação.10 ele procurou a residência. e possivelmente ela pode aqui significar o rio Sarasvatī. 7. no orgulho insolente de suas riquezas. as de trás pressionando as da frente.9 deleitando-o. imediatamente com as primeiras (ondas) ele se põe em movimento e escapa. como um epíteto de Sarasvatī a Deusa. Amplamente espaçoso. forte Senhor dos Despojos! os nossos recipientes com a vida que está dentro deles. Kuyava. as nossas esposas com nossos bebês por nascer. em 6. O altar foi feito para tu repousares: vem como um corcel ofegante e senta-te. [Nota da edição de 1889. em uma casa bem suprida e equipada. 13 Isto é. como tal. O Dāsa. 3. liberta os teus Cavalos que te trazem rapidamente para perto à noite e de manhã. pôs um fim na insolência de Kuyava.] Essa estrofe é muito obscura. Benfey considera que a água espumante significa a chuva fertilizante. Esses homens vieram a Indra em busca de assistência: ele não virá rapidamente nesses caminhos? Que os deuses contenham a fúria do Dāsa. O significado dos três rios na segunda linha é obscuro. lança espuma no meio das águas. em casa não despreparada11 dá-nos comida e bebida quando famintos. 7 Sāyaṇa diz que Śiphā é o nome de um rio. como uma vaca que conhece seu estábulo. 8. 5.313 Hino 104. 10 Isto é. Aquele que tem só desejo como sua posse lança sobre si mesmo. Indra (Griffith) 1.8 Añjasī. 9 ‘A esposa do herói’.49. explicado por Sāyaṇa como o demônio destruidor. invocado. têm leite em suas águas.13 9. as esposas do inimigo. o herói (Indra) do vizinho Āyu (mortal?) não fica fixo lá. Vem até nós. Ele aparentemente significa aqui um chefe da tribo nãoariana a quem os suplicantes estão indo atacar. Não prejudiques os nossos descendentes ainda por nascer: a nossa confiança está no teu imenso poder de Indra. Ambas as esposas de Kuyava6 têm se banhado em leite: que elas sejam afogadas no fundo do Śiphā. 5 . se banham em leite. O sentido parece ser que a amizade de Indra. que manda a chuva como antes.7. eu considero. ouve-nos como um Pai. impecabilidade. e. eles têm te chamado de amante de Soma: aqui está o suco espremido. 6 Talvez um nome dado pelos arianos a um dos chefes não-arianos. A explicação de Ludwig é: enquanto o pobre ariano que pode somente desejar a riqueza que ele não possui não tem nem a água comum na qual se lavar. como aquela que conhece a sua casa. Indra. Agora nós. Solta os teus Corcéis velozes. os nossos filhos. Não nos mates. e explica: com esses (os três rios mencionados em seguida). das águas.

Ou ela pode significar ‘conectada com o raio de sol chamado Suparṇa’. Contudo tristezas me assaltam. permanecendo acima.4 que nós nunca estejamos em falta (de um filho). no fundo do poço. o qual. 5.314 Índice ◄►Hino 105 (Griffith) ____________________ Hino 105. onde. a que segue bem. a métrica é Paṅkti. dos deuses’. estejam conscientes dessa (minha aflição). como um lobo (que cai sobre) um veado sedento.7 Céu e terra. Céu e terra. 1. A lua de movimento gracioso1 se apressa pela região central no céu. onde ela é Mah ābṛhatī Yavamadhyā. que ele se torne o meu mensageiro. quando a libação era derramada. de todos os deuses o produzido por primeiro. de acordo com Sāyaṇa. Onde. śobhanapatana. 8. como as esposas rivais (de um marido). onde ela é Triṣṭubh. estejam conscientes da (minha aflição). estejam conscientes dessa (minha aflição). portanto. a partir da união deles. 2 Isso se refere à suposta posição de Trita. apetecíveis para os ratos. A última o comentador explica. 7 As quais. 6. um homem conquista os mundos. e. Śatakratu. está a sua verdade? Onde. estando coberto. estejam conscientes dessa (minha aflição). e relate (a minha condição para os outros deuses). a atenção (benigna) de Varuṇa? Onde está o caminho do poderoso Aryaman. ou ‘estejam cientes dessa minha aflição’. 1 . tendo acabado de molhá-la em óleo ou banha’. estejam conscientes dessa (minha aflição). para torná-las mais aderentes. Aqueles que buscam riqueza a obtêm: a esposa desfruta (da presença de) seu marido. 5 Agni. a sua mentira? Onde. de acordo com o comentador. Deuses. exclui dele todos os objetos visíveis. Onde. 6 É explicado que aqui Varuṇa significa ‘obstrutor do mal’. Céu e terra. que essa (minha ascendência). a combinação com o qual dá à lua sua luz. 397). 3. conforme um texto citado: “Por meio de um filho. no céu. inquietações me consomem. 4 Por falta de posteridade. e no último. As vigas (do poço se fecham) ao meu redor. onde a lei requere que o tecido devolvido seja mais pesado que o fio dado. eu sou aquele que antigamente recitava (seu louvor). saibam isso de mim’.3 2. e que são. Ou isso pode ser traduzido. está a tua antiga benevolência? Qual novo ser agora a possui? Céu e terra. agora. por conta disso (8. A prática de engrossar fios com amido nós notamos através de Manu. ‘aquele que reprime inimigos’. estejam conscientes dessa (minha aflição). está a sua observância da verdade? Onde. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta XII) O Hino é endereçado aos Vi śvedevas.2 Céu e terra.5 o objeto de sacrifício. tal como Trita antecipa para ele mesmo. foram molhadas em água de arroz. – embora teu adorador. ‘como um rato rói. o motivo de alegria (para seus progenitores). conforme outro texto: ‘Agni é a boca. Deuses. Candramāh * suparṇah. Agni. raios dourados brilhantes (os meus olhos) não veem seu lugar de permanência. Céu e terra. Varga 21. sua cauda. 7. estejam conscientes dessa (minha aflição). ou lambe. nunca seja excluída (dele). 4. Varga 20. que residem na luz do sol. – como um rato (rói) as linhas (de um tecelão). que estão presentes nos três mundos. por Trita. a antiga invocação (que eu enderecei) a vocês? Céu e terra. ou ‘prestem atenção nesse meu hino’. isto é. ou elegantemente. veja a história de Trita. estejam conscientes dessa (minha aflição). Eu rogo ao primeiro (dos deuses). não há mundo (loka) para alguém que não tem filhos”. em nome dele. 6 (de modo que) nós possamos vencer os malignos? Céu e terra. nota 2. exceto no oitavo verso. e Aryaman. o primeiro. habilitados para libações de suco Soma. ou por Kutsa. 3 O texto tem somente ‘céu e terra. no hino 52. Deuses. deuses. progênie é gerada.

9 sabe que (isso é assim). Céu e terra.13 Nós desejamos a ele. explicado apām putrah. e essa interpretação é corroborada por textos que representam o sol como o caminho para o céu. Digna de louvor. Que aquele sábio e generoso Agni. Varga 23. nas nuvens. e o sol difunde sua (luz) constante. 12. está implícita. que estava prestes a atravessar um rio a nado. 12 O comentador diz que Bala. que tem direito a louvação. ouve (a súplica). Mas pode-se duvidar se ele pode ter propriamente tal interpretação. – Aqueles que estão livres de mácula seguem pela porta do sol. Trita.14 não deve ser desconsiderado. Céu e terra. adora (os deuses). 14 Asau yaḥ panthā ādityo divi pravācyaṃ kṛtaḥ. que é. Céu e terra. neles está o meu umbigo expandido. voltem (rapidamente). o filho das águas. pois esses. estejam conscientes dessa (minha aflição). um caminho. 13 Brahmā kṛṇoti varuṇah. 18. Agni. na terra. indiretamente do sol. 11 Aludindo. Tu. o vento. 17. como no sacrifício de Manus. ele interpreta vṛka como a lua.8 Trita. os nakṣatras. 16. ou. se torne o nosso verdadeiro (amparo). corretamente. 11. o sol. 15 Pois os deuses dependem. (levantando-se nas patas traseiras). e lhes ofereça oblações. para existência. ou de ficar visível. em suas respectivas esferas. Que os cinco derramadores (de benefícios). são. Aqueles que são os sete raios (do sol). Que ele. para devorar Trita. segundo o Śāṭyāyana Brāhmaṇa. invoca os deuses. Certa vez. mortais. é aquela tua relação (com os deuses). Fogo. um sábio entre os deuses. à história de um lobo. Varga 22. declaradamente. a Lua. e Savitṛ. e apah como o firmamento. Agni. o sol. estejam conscientes dessa (minha aflição).10 que residem no centro do céu expandido. estejam conscientes dessa (minha aflição). no qual o comentador parece compreendê-lo. como citado por Sāyaṇa. a lua. feito o caminho no céu. identificando os raios solares com os sete ares vitais que permanecem no espírito dominante. Céu e terra. (pelo qual) os rios incitam adiante as águas. Um significado de panthāh é apresentado como um epíteto de āditya. e o sentido comum de nābhi é umbigo. 15. no firmamento. e o relâmpago. 9 Āptya. instalado na nossa (solenidade). 10 É dito que eles são. Indra. Os raios do sol permanecem no centro circundante do céu: eles repelem o lobo. Mas ele não é explicado dessa maneira no comentário. tal patronímico de apa seria. em lugar do relâmpago. e a inserção do t é uma anormalidade. – da qual ukthya. e ele os louva por sua libertação (do poço). O primeiro é aqui explicado rakṣaṇarūpam karma. por vocês. Varuṇa realiza o rito de preservação. todos. Aquele novo (vigor)12 louvável e elogiado está estabelecido em vocês. cruzando as grandes águas. e traduz a passagem: ‘Os raios do sol impedem a lua de aparecer. Céu e terra. mas o sentido mais comum é uma estrada. no céu. luminosos. mas que foi detido pelo brilho dos raios solares. ou asterismos. talvez. Céu e terra. Varuṇa. avançou sobre mim. brilhando em Svarloka. o fogo. O sol. De acordo com Yāska. e. ‘força’. estejam conscientes dessa (minha aflição). não o consideram. à prática mística de contemplar a região umbilical. deuses. por socorro. no firmamento’. como Sūryadvāreṇa te virajāh prayānti. Aryaman. que regula as estações nas quais sacrifícios são oferecidos. como (no sacrifício de) Manus. que liberta muitos do pecado. Rosen o traduz como domicílio. (a ele o repetidor de louvor) dirige o louvor. Céu e terra.11 Céu e terra. estejam conscientes dessa (minha aflição). de acordo com outros textos. que és o mais sábio. . como a base da alma. o Sol. embora obscuramente. a partir do caminho. 13. ‘o ato que é da natureza de preservação’. Os Taittirīyas substituem. estejam conscientes dessa (minha aflição). filho das águas. é dito.15 mas vocês. como o guia do nosso caminho. de (todo o) seu coração. estejam conscientes dessa (minha aflição). Vento. tendo me visto. como satatagāmī. seja o invocador dos deuses. estejam conscientes dessa (minha aflição). aquele sempre em movimento. ou. um lobo fulvo me viu seguindo meu caminho. 14. āpya. é um epíteto. 8 Não está muito claro o que quer dizer o termo nābhi. como admitido pelo comentador. caído no poço.315 9. estabelecido no nosso rito. 10. como um carpinteiro16 cujas costas se arqueiam (com inclinação fica ereto a partir de seu trabalho). aludindo. na região planetária. Bṛhaspati. e o Relâmpago. tendo em conjunto levado rapidamente as minhas orações para os deuses. ó deuses. pois. louvável.

O sentido geral das questões nesse e nos dois versos anteriores é: não há mais qualquer distinção entre certo e errado? Não há governo moral no mundo? Se há. 2. 1893. Notem essa minha aflição. superemos os nossos inimigos em batalha. Por essa recitação que nós. 22 Provavelmente a via láctea. e 460. uniu-se com uma delas. é citado às vezes como triplo.17 Viśvedevas (Griffith) 1. Como enviado. Notem essa minha aflição. 18 No oceano de ar. No entanto. nota 2. ele divulgará isso. Journal of the Royal Asiatic Society. 17 Esse hino é atribuído ou a Tṛta ou a Kutsa. em abraços entrelaçados. considerada como o caminho do céu. . A linha volta a ocorrer em 10. a fonte da nossa felicidade.3. ele com as belas asas19 no céu.316 19. a lua. 21 O mundo é dividido em terra. as paredes do poço no qual Tṛta estava confinado. Notem essa minha aflição. os homens não encontram o seu lugar permanente. tendo visto as constelações seguindo pelo caminho do céu. É dito que ele. 24 O significado de śiśnā explicado desse modo por Sāyaṇa é incerto. 20 O mais recente ou mais jovem dos deuses. tornando-nos possuidores de Indra.24 Notem essa minha aflição. Varuṇa. além disso. fazedor do mês. um adorador fiel. Ele é dirigido aos Viśvedevas em nome de Tṛta que tinha sido aprisionado em um poço. o reservatório de todas as possibilidades de existência. Veja 1. inquietações torturantes me consomem como o lobo ataca o cervo sedento. Índice ◄►Hino 106 (Wilson) ____________________ Hino 105. 422. ó Terra e Céu. 4. – Ludwig. Como esposas rivais por todos os lados vigas circundantes23 me oprimem muito. 6. estava ūrdhvābhimukha (de pé na presença ereto). Qual é o seu firme suporte da Lei? O olho do observador Varuṇa? Como nós podemos passar os ímpios no caminho do poderoso Aryaman? 22 Notem essa minha aflição. Ó Deuses.52. ó Terra e Céu. e unir mā sakṛt. o cantor do teu louvor.33. Julho. o oceano. 16 O sentido da comparação não é muito claro. nesse (pedido). e céu. Dentro das águas18 corre a Lua. como ratos devoram os fios do tecelão. Eu peço o último 20 do sacrifício. 7. [“As águas simbolizam a soma universal das virtualidades: são a fonte e origem. a terra e o céu. como sendo reproduzido continuamente. Ó deuses que têm seu lar lá nos três reinos lúcidos do céu. Porém.] 19 O Sol. firmamento. e que Mitra. eu uma vez. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. Eliade. ó Terra e Céu. A passagem admite uma tradução totalmente diferente. 5. E.5. Eu sou o homem que cantou antigamente muitos louvores completos quando Soma fluiu. Ó Śatakratu. em māsakṛt. O Sagrado e o Profano. não prestando atenção a Trita no poço. que aquela luz nunca caia da sua posição no céu. e mentira? Onde está o meu antigo apelo a vocês? Notem essa minha aflição. Agni. e apenas é tornado inteligível pelas adições do comentário. Ó relâmpagos com suas rodas douradas. preocupações agudas devoram a mim. 3. O lobo. Certamente os homens anseiam e obtêm seu desejo. Notem essa minha aflição. e cada um desses. sou permitido sofrer essa miséria imerecida? 23 Segundo Sāyaṇa. Perto de seu marido se aferra a esposa.21 o que vocês consideram verdade. e fortes com progênie multiplicada. porque eu. ambos dão e recebem a bênção do amor. pp. precedem toda forma e sustentam toda criação”. veja Macdonell. sejam benevolentes para nós. ó Terra e Céu. Que nunca nos falte alguém como o doce Soma. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. por interpretar vṛka como a lua. 8. Aditi. Onde está a antiga lei divina? Quem é o seu novo difusor agora? Notem essa minha aflição. como o carpinteiro.

317 9. ó Terra e Céu. inteligente. Segundo Ludwig o caminho do Sol entre os trópicos é aludido. Ele no coração revela seu pensamento. como no verso 12. não devem desconsiderar o caminho do Sol. Essa última aplicação da palavra pode ter determinado seu sentido especial de ‘água’ na linguagem posterior. retornem. 14. 28 As estrelas. Onde aqueles sete raios25 estão brilhando. 31 De acordo com Benfey. ó Terra e Céu. quando enterrado no poço.30 a Verdade é a luz do Sol estendida. Agni com seus raios brilhantes. porque a existência deles depende dele como regulador das estações nas quais sacrifícios são oferecidos a eles. Notem essa minha aflição. ordem eterna. Notem essa minha aflição. e que conhece a origem divina da raça humana. Digna de louvor. ou o culto de Agni. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. apela aos deuses para socorrê-lo. Notem essa minha aflição. e Aditi e Sindhu. quando eu estava seguindo meu caminho. ó Deuses. Senta-te aqui como um homem: o mais sábio. “O significado do termo como aplicado ao próprio mundo natural se conecta com a alternância de dia e noite. Tṛta. 19. Ó mortais. 30 Lei (ṛtám). aliados com Indra. ordem eterna. 32 O Senhor da Prece. Deus entre os Deuses. Os Deuses. é o ponto central através do qual eu e todos os membros da minha família somos conectados e mantidos juntos. Cosmology of the Ṛgveda. que como pecadores não o contemplam ou compreendem corretamente.28 De volta de seu caminho eles impelem o lobo29 porque ele iria atravessar as águas agitadas. a passagem regular do sol pelos céus. Ele. Aquele caminho do Sol31 no céu. Notem essa minha aflição. arqueando suas costas ou contraindo seus membros. Notem essa minha aflição. 15.” Wallis. diz Sāyaṇa. tendo levado juntos rapidamente os meus louvores aos Deuses. Esse Tṛta Āptya26 conhece bem. 16. ou o movimento constante da chuva em sua queda do céu e dos rios ao longo de seus cursos. como um carpinteiro inclinando-se sobre sua obra até que suas costas se arqueiem. traze os Deuses para o sacrifício. Notem essa minha aflição. Para ele que encontra o caminho nós oramos. e Mitra. Notem essa minha aflição. Um lobo avermelhado me viu uma vez. 12. Aquele chamado dele Bṛhaspati32 ouviu e libertou-o da angústia. 33 A comparação não é muito clara. Firme é esse hino de louvor feito recentemente. Que aqueles cinco Touros27 que ficam totalmente no alto no meio do imenso céu. Ela aparentemente significa que o lobo rastejou para longe. é aquela afinidade que tu tens com Deuses. Através dessa nossa canção que nós possamos. Que Varuṇa. Índice ◄►Hino 106 (Griffith) Do sol. o caminho da verdade. não deve ser ultrapassado. dali a minha casa e família se estende. Isto é. diz Sāyaṇa. provavelmente. Notem essa minha aflição. Notem essa minha aflição. Notem essa minha aflição. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. 13. 10. Menos ainda os homens podem desconsiderá-lo. feito para ser altamente glorificado. ó Terra e Céu. 29 Escuridão ou eclipse da Lua. justiça. ó Deuses. Mas. como um carpinteiro33 cujas costas estão se arqueando agachou-se e lançou-se para longe. como Ludwig sugere. 26 Tṛta Āptya: um ser místico que reside na parte mais remota dos céus. os raios são as chamas de Agni. A corrente dos rios é a Lei. ó Terra e Céu. 18. p. ó Terra e Céu. Varuṇa faz a oração sagrada. e manifesta-se por irmandade. 25 . vocês não o veem. ó Agni. semelhante a um homem como um sacerdote Agni o mais sábio transportará rapidamente para os Deuses as nossas oblações. 93. ó Terra e Céu. 17. No alto na ascensão central do céu estão colocados aqueles Pássaros de belas asas. e adequado para ser recitado. Que o culto sagrado surja novamente. com todos os nossos heróis vencer na batalha. Aqui sentado. ó Terra e Céu. 11. 27 As estrelas de alguma constelação.

ato.) seja vigilante para a nossa proteção.318 ____________________ Hino 106. 5. Agni é aludido. no Veda. que são generosos. Nós pedimos aquela faculdade de (aliviar a dor e afastar o perigo). que são generosos. é karma. que são generosos. 2. Incitando a ele que é o louvado dos homens. o poder dos Maruts. Indra. Que eles. Bṛhaspati.195.5 Que eles. nos livrem de todo o pecado. Que a deusa Aditi. e de quem os deuses são a progênie. promotoras de sacrifícios. como uma carruagem de um desfiladeiro. com Trita. pelo comentador. com os deuses. Varga 24. É dito que. e concessores de residências. e que eles. e concessores de residências. Kutsa. Indra.3 Que eles. Pūṣan é citado. Nós invocamos. nos livrem de todo o pecado. sempre confere felicidade a nós. e concessores de residências. como uma carruagem de um desfiladeiro. o matador de inimigos. no qual ela é Triṣṭubh. e Aditi. Viśvedevas (Wilson) (Anuvāka 16. 1 2 . nos livrem de todo o pecado. 7. e que eles. nos livrem de todo o pecado. e ele é interpretado dessa maneira. como uma carruagem de um desfiladeiro. e que o guardião radiante. Agni. 3 Śaṃ yor yat te manur hitaṃ. (também. Sūkta I. céu e terra.1 que são fáceis de serem louvados. para socorrê-lo. exceto no último verso. o Hino é endereçado aos Viśvedevas. no comentário. nós solicitamos. Filhos de Aditi. nos livrem de todo o pecado. mas o termo é explicado. com todas (as suas tropas). na segunda. o encorajador de boas obras. As duas são explicadas. ou pode ser Trita. Sejam.) O Ṛṣi é Kutsa. ou rito. na primeira parte de frase. o que pode ser traduzido como ‘o marido de Śacī’. 4 Kutsa aqui se identifica. 1. nos protejam. – o bem. Veja Manu. como uma carruagem de um desfiladeiro. como uma carruagem de um desfiladeiro. aparentemente. para a batalha. Mas o sentido mais usual de śacī. 3.4 o Ṛṣi. venham. nos livrem de todo o pecado. ou propriedades) que foi colocada neles por Manu. jogado em um poço. e que eles. 4. que são generosos. 3. Índice ◄►Hino 107 (Wilson) ____________________ Que são os Agniṣvāttas e outros. nos protejam. que são generosos. implantada em ti por Manu. pelo comentador. (para estar presente) nesse rito. e o destruidor de heróis. e concessores de residências. e concessores de residências. e que as duas divindades. ou bênção. daquelas duas (coisas. a causa da felicidade em combates. Que os Pitṛs. (o sol. e concessores de residências. como no texto traduzido.2 Que eles. para nós. que são generosos. que são generosos. nos livrem de todo o pecado. 6. a ele que é o purificador. para a nossa preservação. Varuṇa. invocou.) com nossos louvores. 5 Śacīpati. Mitra. e concessores de residências. aqui. como ‘o deus que nutre’. como uma carruagem de um desfiladeiro. a métrica é Jagatī. nos proteja. como uma carruagem de um desfiladeiro.

nos salvem de toda angústia. 9 Um nome místico de Agni. nós oramos com hinos. 4. 3. Que Varuṇa. Os Manes ou espíritos dos ancestrais falecidos. 7. ó Deuses. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Caído no poço11 o Ṛṣi Kutsa chamou. nos salvem de toda angústia. ‘o Louvor dos Homens’. nos salvem de toda angústia. para ajudar. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. e Mitra. Venham Ādityas para a nossa prosperidade completa. Vasus6 beneficentes.319 Hino 106. Mitra.9 fortalecendo seu poder. 5. 2. Índice ◄►Hino 107 (Griffith) ____________________ 6 Vasus. Kutsa é o Ṛṣi a quem o hino é atribuído. e as duas Deusas. Vasus beneficentes. que fortalecem a Lei. Indra o matador de Vṛtra. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. a Pūṣan. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. nos salvem de toda angústia. Vasus beneficentes. Ao poderoso Narāśaṁsa. 8 Céu e Terra. 7 .10 governante sobre os homens. e usado às vezes. Vasus beneficentes. como nesse caso. 6. Viśvedevas (Griffith) 1. originalmente significando ‘os bons’. Por auxílio nós chamamos Indra. nos salvem de toda angústia. nos salvem de toda angústia. Que os mais gloriosos Pais7 nos ajudem. em conquistas do inimigo. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Vasus beneficentes. tragam alegria para nós. Varuṇa e Agni e a hoste Marut e Aditi. Que Aditi a Deusa nos proteja com os deuses: que o Deus protetor nos defenda com cuidado incessante. e Aditi e Sindhu. Vasus beneficentes. Bṛhaspati. para designar os Deuses em geral. faze-nos sempre um caminho fácil: nós desejamos aquela benção que tu tens para homens em repouso e agitação.8 as Mães dos Deuses. 11 Talvez figurativamente em lugar de ‘em aflição’. 10 O Deus que nutre homens e rebanhos e manadas. Senhor do poder e da força.

Agni. Que Indra com seus poderes. 3.320 Hino 107. nos concedam aquele alimento (que nós pedimos). Que o seu favor seja dirigido para cá. venham para cá. sejam benevolentes. a terra e o céu o preservem (para nós). Glorificados pelas canções de louvor dos Aṅgirases. e Aditi. que Aryaman. Que Indra. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kutsa. que Varuṇa. Índice ◄►Hino 108 (Griffith) ____________________ 1 Isto é. Ādityas. Ādityas. Aryaman. Triṣṭubh. Que os deuses. Que Varuṇa. com os ares vitais. Que Varuṇa e Indra. e Mitra. os Maruts. Savitar achem agradável esse nosso louvor. que Savitṛ. e Aditi e Sindhu. Maruts com Maruts. 2. (venham e) nos deem felicidade. Varga 25. . e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. a métrica. Varuṇa. Viśvedevas (Griffith) 1. e que as suas boas intenções sejam dirigidas para nós. que Agni. com seus tesouros. 2. 3. para a nossa proteção: que Indra. O sacrifício obtém a aceitação dos Deuses: estejam dispostos misericordiosamente para conosco. os Viśvedevas. que os deuses venham até nós com sua proteção. e que Mitra. com os Ādityas. e seja o nosso melhor salvador das dificuldades. Índice ◄►Hino 108 (Wilson) ____________________ Hino 107. os deuses.1 Aditi com Ādityas nos concedam abrigo. o oceano. 1. de modo a serem uma fonte abundante de afluência para os pobres. Que o nosso sacrifício dê satisfação aos deuses. Aditi. ou Maruts com seus ventos e tempestade. que estão a ser louvados pelos hinos dos Aṅgirasas. todos os Maruts juntos.

e bebam da libação derramada. Portanto. ou naquela de um príncipe. 3 Os termos assim traduzidos. com a qual adquirir conhecimento e realizar atos religiosos. ou militar. e bebam da libação derramada. os dois (sacerdotes ficam ao lado). Indra e Agni. similarmente nomeados. Indra e Agni. (atraídos) pelos estimulantes sucos Soma borrifados por toda parte. de onde quer que vocês possam estar. O primeiro é explicado como um Brahman que é um instituidor diferente de um sacrifício.3 então. Indra e Agni. 8. Indra e Agni. por hinsaka. kāmaih pūrayitavyah. venham diante de nós. Druhyus. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é. derramadores de benefícios. – sendo. adoráveis Indra e Agni. eu primeiro prometi (a vocês a libação). pareceriam. ou aqueles que vivem (para cumprir os deveres da vida). quaisquer formas (que vocês tenham criado). no entanto. Indra e Agni. Turvaśa. Anus e Pūrus. a métrica é Triṣṭubh. Kutsa. tirânico. Se. pois o suco Soma está preparado pelos sacerdotes. que esse Soma seja. 1 Nós temos somente. derramadores de benefícios.1 espargindo a manteiga clarificada das conchas. naquela de um brâmane. ou superior do mundo. são os dois sentados juntos (no altar). por prāṇair yuktah. Varga 27. Os derramadores de benefícios. mais propriamente. vocês estão entre homens que são inofensivos. Turvaśas. descendentes dos cinco filhos de Yayāti. Bebam da libação derramada. Druhyu. os epítetos no número dual: o comentador fornece o Adhvaryu e seu sacerdote assistente. Venham. um homem da segunda casta. indicar nomes próprios. 2 então.321 Hino 108. no texto. para ser totalmente satisfeito pelos objetos de desejo. 1. não ofensivo. Adi. sentados juntos. Varga 26. e bebam da libação derramada. e Pūru. com todos eles). vocês foram aliados (na ocasião da morte dele). quaisquer benefícios (que vocês tenham derramado). ainda. que se dirige a Indra e Agni. Anu. por upadravecchu. 7. escolhendo vocês dois. e bebam do suco Soma derramado. derramadores de benefícios. em seu carro. venham. em sua própria residência. para a nossa satisfação. 6. (Mahābhārata. Recebam (sua parte) da libação. de onde quer que vocês possam estar. e muito fundo em profundidade. . ou tirânicos. – suficiente para os seus desejos. mas a interpretação parece ser um refinamento desnecessário. 4. tendo respiração. 5. matadores de Vṛtra. Vocês tornaram famosos seus nomes associados. venham para cá. desse mesmo modo. Quaisquer feitos heróicos que vocês tenham realizado. ou aqueles que recebem os frutos (dos bons atos). Se. Se. em conformidade com as explicações do comentador. 2 Yad brahmaṇi rājani vā. 3. Vasto como é o universo inteiro em extensão. Yadu é explicado por ahinsaka. 167 da versão em português]). 75. Aqui. – aproximem-se. – aquele carro extraordinário que ilumina todos os seres. de onde quer que vocês possam estar. respectivamente. malévolos. venham para cá. e bebam do suco Soma derramado. venham para cá. Yadus. Os fogos estando acesos. vocês estão na região inferior. quaisquer amizades antigas e afortunadas (que vocês tenham contraído. – as quais eles erguem. Indra e Agni. pág. ou vida. e testemunhem a fé sincera com a qual. 2. vocês alguma vez se deleitaram (com libações). 9. – os nomes das tribos ou famílias bem conhecidas nos Purāṇas. ofensivo. [cap. Os significados podem ser sustentados pela etimologia das palavras. – e espalhando a grama sagrada (sobre o altar). como sua bebida. como Kṣattriye. central. o segundo. visto que.

12. 7. com Druhyus. o oceano. sentados aqui juntos. de onde quer que vocês possam estar. vocês estão na região superior. Se. na batalha nós devemos lutar com Asuras por esse Soma. despejem. derramadores de benefícios. central. derramadores de benefícios. 6.4 Atraídos pelo forte suco Soma derramado à nossa volta. Se. contudo. ou na mais baixa. Como eu disse antes quando escolhendo vocês. Indra e Agni. Aditi.7. 13.5 Indra-Agni! Mesmo de lá. 5. Varuṇa. com conchas levantadas. ou inferior do mundo. venham. vocês permanecem.] Benfey atribui os epítetos duais a Indra e Agni. venham para cá. ó Senhores Poderosos. Indra e Agni. 11. Indra-Agni (Griffith) 1. venham. ‘para quem a grama sagrada foi espalhada’. ó Poderosos. Indra-Agni. Indra e Agni. venham para cá. nas ervas. e também em] 1. Pois vocês ganharam juntos um nome abençoado: sim. quando os fogos são devidamente acesos. Indra e Agni. e bebam libações do Soma que flui. As bravas façanhas que vocês fizeram. Então Indra-Agni. mesmo de lá. ó Indra e Agni. 2. e bebam libações do Soma que flui. ou na terra. feito para o seu consumo até que a sua alma esteja saciada. bebendo profundamente da libação. e bebam libações do Soma que flui. Embora. Naquele carro mais extraordinário de vocês. desse modo que esse Soma seja. Ambos permanecem adornados. a palavra terra sendo usada livremente como esfera ou mundo. espalhando a erva sagrada. derramadores de benefícios. 9. vocês possam estar animados pelo seu próprio esplendor. ou na mais alta. Ou a referência pode ser à imaginária divisão tripla da terra. venham para cá. 8. os laços de amizade antigos e auspiciosos. vocês estão residindo na terra mais baixa. Indra e Agni. Santos. no meio do céu. na central. as formas e proezas poderosas que vocês exibiram. – por causa desses bebam do Soma que flui. Se. Indra-Agni. na central. concedam a nós todos (os tipos de) riqueza. Pūrus. Índice ◄►Hino 109 (Wilson) ____________________ Hino 108. ó Indra-Agni. Se. de onde quer que vocês possam estar. a terra e o céu a preservem para nós. ó Senhores Poderosos. ó. profundo como ele é. Se vocês se regozijam em sua residência. nas montanhas. e bebam da libação derramada.9. para cá. ó Senhores Poderosos. ou com príncipe ou brâmane. vocês estão no céu. 10. e bebam a libação do Soma que flui. 3. o poderoso Soma. vocês estão residindo na terra mais alta. com um objetivo vocês se esforçaram. venham para cá. Anus. e que Mitra. 6 Na terra. e mostrem sua graça. ‘em direção a quem as conchas foram erguidas’. Indra e Agni. 5 [Veja a nota 3.6 Mesmo de lá. Se com os Yadus. [nota 6].322 10. traduzindo-os respectivamente por ‘honrados’. Tão vasto quanto todo esse mundo é em sua extensão. ó Indra-Agni. e beberam libações do Soma que flui. no ar. venham para cá. Assim vocês chegaram a essa minha verdadeira convicção. 4. ou nas águas. ou no céu. com sua superfície que se estende longe. tomem o seu lugar e venham juntos até nós. no nascer do sol. ó matadores de Vṛtra. 4 [Veja a nota 1. e bebam da libação derramada. . que olha em volta para todas as coisas vivas. Turvaśas. Desse modo. e bebam da libação derramada. de onde quer que vocês possam estar.

e lā. Indra e Agni. 6. 3. obrigado a conciliar seu sogro por meio de presentes generosos. Índice ◄►Hino 109 (Griffith) ____________________ Hino 109. sua esposa. ó Indra-Agni Mesmo de lá.323 Mesmo de lá.1 ou o irmão de uma noiva. A prece sagrada. e misturem (a libação) com doçura nas águas. que vocês dois. na forma de prece. ó Senhores Poderosos. fiquem alegres. tendo aproveitado ao máximo a nossa libação. como eu ofereço a vocês uma libação. eu compus esse hino para vocês. Mesmo de lá. oferece para ambos. que o céu. Vocês dois. um genro (jāmātṛ) que não é possuidor das qualificações requeridas pelos Vedas. que têm cavalos. de lājā. desejoso de riqueza. a qual condena a aceitação de qualquer coisa. pelo pai de uma donzela. o noivo não realizado. anunciando o meu desejo por sustento. Varga 28. Indra e Agni. ó Senhores Poderosos. Que Varuṇa. Esse reconhecimento. Indra e Agni. portanto. Indra e Agni. 4. grãos fritos. 1 . além de um presente cortês. que ele é o marido de uma noiva comprada. sobre a grama sagrada. o que implica. Atendendo aos chamados. eu me dirijo a vocês. Indra e Agni. nas ervas. nas montanhas. venham para cá. uma indicação de uma condição diferente das leis de casamento. Se vocês estão no céu. Eu soube. e (assim dotado). A compreensão clara que vocês me deram (não é dada) por ninguém mais. (quando vocês estavam presentes) na divisão do tesouro (entre os adoradores). ó Indra-Agni. 12. fala divina. ou nas águas. na terra. ó Senhores Poderosos. como prescrita por Manu. como na interpretação desse estrofe. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. 5. O prefixo vi indica. os (adoradores). Nós temos. que são espalhados. foram os mais vigorosos na destruição de Vṛtra. ganhem para nós todos os tipos de riqueza. na cerimônia de casamento.2 Portanto. pelo irmão da noiva. pagar por. como no último . 2. ou incompleto. venham rapidamente. é dito (Nirukta. vocês sobrepujam todas as outras coisas existentes. eu considero vocês. 9). e censura o recebimento de dinheiro. – matrarūpā. e bebam libações do Soma que flui. para a sua satisfação. na minha mente. (Veja as Leis de Manu. para a sua felicidade. por Yāska. 1.3 desejando a sua presença. venham para cá. gerando filhos. ou comprar. 2 O syāla. 13. por Yāska. Varga 29. 3 Devī dhiṣaṇā. Se. Observadores de todas as coisas. sentados nesse sacrifício. o irmão da donzela. Indra e Agni. e Mitra. vocês se deliciam com alimento. belos braços. de acordo com alguns. do ato de receber dinheiro pela noiva está em desacordo com o teor geral da lei de casamento. A palavra é derivada. de fato. e eles dois. o que é. como equivalente a uma venda. (para ouvir essa adoração). (por beberem a libação derramada). estão perto. e que é. que vocês são doadores mais munificentes do que um noivo indigno. portanto. que as montanhas. Assim solicitando e pedindo por descendentes dotados do vigor de seus progenitores. uma cesta de joeirar. vocês superam todos os homens (em magnitude): vocês são mais vastos que a terra. como parentes e familiares. 3. e Aditi e Sindhu. com um novo hino. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. 11. destruidores de inimigos. e mãos graciosas. venham para cá. Eu tenho ouvido. e bebam libações do Soma que flui. de sya. quando o Sol subiu ao meio do céu. deuses e métrica. Que nós nunca interrompamos a longa linha (de posteridade). Assim. que o vijāmātṛ é o asusamāpta. que faz presentes a ela por afeição. VI. Vijāmātṛ.51 e 53). que os rios. segundo o comentador. e bebam libações do Soma que flui. aqui. louvam Indra e Agni. no Veda. a libação de Soma. na hora da batalha.

3. 6 O genro indigno ou defectivo. Sobrepujando todos os homens onde eles gritam para a batalha. sejam propícios para essa (nossa prece). como Sāyaṇa explica. é obrigado a obter o consentimento do seu futuro sogro por meio de presentes generosos. Vocês.4 pelos quais os nossos antepassados alcançaram. Por louvar ao último. 5. e deleitem-se com o suco. brilhem também sobre nós. Nenhuma providência exceto a sua somente está comigo: então eu fiz para v