O

Ṛg Veda
LIVRO 1
(Maṇḍala 1)
Traduzido para o inglês por:

H. H. Wilson
Primeiro Aṣṭaka. Segunda Edição – 1866
(Parte do) Segundo Aṣṭaka. Primeira Edição – 1854.
[Disponíveis em archive.org]*

Ralph T. H. Griffith
Segunda Edição – 1896
[Disponível em sacred-texts.com]

Incluindo 48 hinos por

Hermann Oldenberg – 1897
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

E 21 hinos por

Max Müller – 1891
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

Versões traduzidas para o português por

Eleonora Meier – 2013.

* Sites consultados em 2013.

→ Ir para o Índice Rápido.

2

Páginas de Título:

ṚG-VEDA SAṂHITĀ
___________
UMA COLEÇÃO DE

HINOS HINDUS ANTIGOS,
CONSTITUINDO

O PRIMEIRO AṢṬAKA,1 OU LIVRO
DO

ṚG-VEDA,
A MAIS ANTIGA AUTORIDADE PARA AS
INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS E SOCIAIS DOS HINDUS.

TRADUZIDO DO SÂNSCRITO ORIGINAL
____________________

POR H. H. WILSON, M.A., R.F.S.
Membro da Sociedade Asiática Real, das Sociedades Asiáticas de Calcutá e Paris, e da Sociedade Oriental
da Alemanha; Membro Estrangeiro do Instituto Nacional da França; Membro das Academias Imperiais de
Petersburgo e Viena, e das Academias Reais de Munique e Berlim; Ph. D. Breslau; M.D. Marburg, etc., e
Professor Boden de Sânscrito na Universidade de Oxford.

____________________
Publicada sob o patrocínio da Corte de Diretores DA COMPANHIA das Índias Orientais.

___________
SEGUNDA EDIÇÃO

___________

LONDRES
N. TRÜBNER & CO.,
TRAVESSA PATERNOSTER, 60.

1866

1

O primeiro Aṣṭaka, ou Oitavo, vai até o hino 121 do Primeiro Maṇḍala ou Livro.

3

OS

HINOS DO ṚGVEDA
TRADUZIDOS COM UM COMENTÁRIO POPULAR
POR

RALPH T. H. GRIFFITH, M.A., C.I.E.
ANTIGO REITOR DA UNIVERSIDADE DE BENARES E ANTIGO DIRETOR DE INSTRUÇÃO PÚBLICA NAS
PROVÍNCIAS DO NOROESTE E OUDH

____________________

SEGUNDA EDIÇÃO
COMPLETA EM DOIS VOLUMES
____________________

VOL. 1

BENARES
IMPRESSO E PUBLICADO POR E. J. LAZARUS & CO.

___________
1896

4

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XLVI

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

HERMANN OLDENBERG
PARTE II

HINOS A AGNI (MAṆḌALAS 1-5)
OXFORD
CLARENDON PRESS
1897
_______________________________________________________________________________________

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XXXII

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

F. MAX MÜLLER
PARTE I
HINOS AOS MARUTS, RUDRA, VĀYU, E VĀTA
OXFORD
CLARENDON PRESS
1891

5

Prefácio
“Por meio da ajuda da história e dos Purāṇas o Veda pode ser interpretado; mas o
Veda teme alguém que tem menos informação do que deveria”. Essa afirmação é
encontrada na minha tradução do Mahābhārata traduzido por Ganguli (Adi; pág. 25).
Exatamente esse trecho foi divulgado a princípio com um erro, posteriormente corrigido
tendo como base o Vāyu Purāṇa (1.1.181), que diz: “O Veda teme aquele que é deficiente
em tradição, pensando ‘ele me danificará’”. Portanto, foi exatamente por temer ‘danificar o
Veda’ que apresento abaixo duas versões completas desse primeiro livro do Ṛg Veda,
além de alguns hinos traduzidos por outros dois estudiosos.
As diferentes versões do mesmo hino encontram-se uma abaixo da outra, para
facilitar sua comparação assim como seu possível entendimento. Elas têm semelhanças
esclarecedoras e diferenças significativas. Por primeiro está a tradução de Horace Hayman
Wilson, a primeira completa para o inglês (iniciada em 1850), que tem, seguindo o
comentário de Sāyaṇa, uma pequena introdução de cada hino especificando seu autor,
sua métrica ou método de versificação, e a quem o hino é dedicado; e várias notas
explicativas, das quais a maioria está incluída aqui, além da introdução completa do
primeiro Aṣṭaka, e de parte da introdução do segundo, que começa no Hino 122 do
primeiro Maṇḍala.
Em seguida vem a tradução de Ralph Thomas Hotchkin Griffith, que segue o texto
da edição de seis volumes de Max Müller, mas que também é parcialmente baseada na
obra de Sāyaṇa. Dela eu incluí aqui o prefácio e as notas explicativas dos termos e
expressões não totalmente esclarecidos, ou esclarecidos de modo diferente, na versão
antecedente.
Por último vêm alguns hinos traduzidos por Hermann Oldenberg e Friedrich Max
Müller (veja a lista abaixo1), publicados na série Sacred Books of the East (Livros Sagrados
do Oriente). Eles também possuem notas explicativas, das quais a minoria está incluída
aqui. Abaixo de cada hino há um link direto para o hino seguinte do mesmo autor e outro
para o Índice Rápido.
As poucas inclusões feitas por mim estão entre colchetes, especialmente nas notas
daqueles hinos que também foram traduzidos por A. A. Macdonell, em seu Hymns from the
Rigveda, Selected and metrically translated (Hinos do Rigveda, Selecionados e traduzidos
metricamente), de 1922.
Eu incluo aqui também a lista das métricas, que explica resumidamente aquelas que
aparecem no Ṛgveda, encontrada na versão de Griffith, além do Índice dos Sūktas (Hinos),
que especifica em tabela as divisões (Adhyāya, Anuvāka, etc.), os deuses aos quais os
hinos são endereçados, os autores dos hinos, o número de versos ou estrofes em cada
hino, e as métricas usadas na composição deles.
Eleonora Meier;
Joinville, 21 de novembro de 2013.

1

Hinos por Hermann Oldenberg: 1, 12, 13, 26, 27, 31, 36, 44, 45, 58, 59, 60, 65, 66, 67, 68, 69,
70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 127, 128, 140, 141, 142, 143, 144, 145,
146, 147, 148, 149, 150, 188, 189.
Hinos por Max Müller: 2, 6, 19, 37, 38, 39, 43, 64, 85, 86, 87, 88, 114, 134, 165, 166, 167, 168,
170, 171, 172.

6

Organização da Ṛgveda Saṃhitā
A tradição antiga dividiu a Ṛgveda Saṃhitā de duas maneiras diferentes. Elas são:
Método Aṣṭaka – Foi projetado para facilitar a memorização por distribuir um número
mais ou menos igual de mantras para cada seção.
Método Maṇḍala – Nesse método, o assunto é mais importante.
Desses dois esquemas, o esquema Maṇḍala-Sūkta (Livro-Hino) é mais popular.
As seguintes tabelas dão os detalhes de ambos os métodos: 1
Método Aṣṭaka
Aṣṭakas Adhyāyas Vargas
1
8
265
2
8
221
3
8
225
4
8
250
5
8
238
6
8
331
7
8
248
8
8
246

Mantras
1370
1147
1209
1289
1263
1730
1263
1281

Total

10.552

64

2024

Método Maṇḍala
Maṇḍalas
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Anuvākas
24
4
5
5
6
6
6
10
7
12

Sūktas
191
43
62
58
87
75
104
103
114
191

Versos
2006
429
617
589
727
765
841
1716
1108
1754

Total

85

1028

10.552

Os Maṇḍalas 1 e 10 foram acrescentados à coleção posteriormente: embora
contenham muito material que tem o mesmo nível linguístico e religioso das partes centrais
do Ṛgveda eles têm algum material mais recente e ‘popular’.
Os Maṇḍalas 2 a 7 são conhecidos como os ‘Livros Familiares’, são as partes mais
antigas e os livros mais curtos do Ṛgveda, cada um atribuído a uma diferente família de
bardos. As linhagens familiares são as seguintes: 2. Gṛtsamada, 3. Viśvāmitra, 4.
Vāmadeva, 5. Atri, 6. Bharadvāja e 7. Vasiṣṭha.

1

Fonte: Hindupedia.

7

O Maṇḍala 8 contém pequenas coleções atribuídas a poetas específicos ou a
famílias de poetas, e tem um caráter um tanto singular, incluindo os 11 hinos apócrifos
chamados Hinos Vālakhilya (8.49-59).
O Maṇḍala 9 só contém hinos dedicados a Soma Pavamāna (o Soma Purificador),
por isso também chamado de Soma Maṇḍala.
O Maṇḍala 10 é uma coleção de hinos a maioria escrita em linguagem mais
moderna, e contém alguns dos hinos mais conhecidos no ocidente, como o Hino da
Criação, o Hino do Homem entre outros.
A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de hinos
contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - HINOS

A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de
versos contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - VERSOS

E. M.

8

NOTA:
Como os próprios nomes ‘Hino’ (Sūkta) e ‘versos’ (ṛcas ou mantras) indicam, o
Ṛgveda deve ser cantado ou recitado. No entanto, em qualquer situação repetir algo sem
saber o significado não é aconselhável, e, mesmo que em diversos casos do Veda haja
vários sentidos atribuídos a uma estrofe, pelo menos existe alguma ideia a respeito do
assunto tratado.
Há ainda uma série de ocasiões e momentos nos quais os hinos e versos deveriam
ser cantados, e isso é tratado em outros textos como os Brāhmaṇas (Aitareya ou
Āśvalāyana e Kauṣītaki ou Śāṅkhāyana), o Ṛgvidhāna e outros.
Aqui você verá as versões em português de dois ou mais tradutores do Ṛg, e, para
ver os hinos em sua bela escrita devanāgarī e sua transliteração e ouvir como eles são
cantados um site excelente é o Site Of Sri Aurobindo & The Mother. O texto em sânscrito e
a transliteração também se encontram no site Sacred Texts.
Então saiba o significado, veja o hino em sua escrita original, ouça o canto e se lhe
aprouver treine cantá-lo, assim você terá uma experiência mais completa do Ṛg Veda.

E. M.

9
Conteúdo
Páginas de Título: ................................................................................................................................ 2
Prefácio .............................................................................................................................................. 5
Organização da Ṛgveda Saṃhitā............................................................................................................ 6
Introdução ao Primeiro Aṣṭaka............................................................................................................. 20
Introdução ao Segundo Aṣṭaka ............................................................................................................ 39
Prefácio da Primeira Edição (Griffith) .................................................................................................... 45
Hino 1. Agni (Wilson) ......................................................................................................................... 52
Hino 1. Agni (Griffith) ......................................................................................................................... 53
Hino 1. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................... 54
Hino 2. Vāyu (Wilson) ........................................................................................................................ 54
Hino 2. Vāyu (Griffith) ........................................................................................................................ 55
Hino 2. Vāyu (Müller) ......................................................................................................................... 56
Hino 3. Aśvins (Wilson)....................................................................................................................... 57
Hino 3. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................... 58
Hino 4. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 59
Hino 4. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 60
Hino 5. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 61
Hino 5. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 62
Hino 6. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 63
Hino 6. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 64
Hino 6. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller)............................................................... 65
Hino 7. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 66
Hino 7. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 68
Hino 9. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 69
Hino 9. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 70
Hino 10. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 71
Hino 10. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 72
Hino 11. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 73
Hino 11. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 74
Hino 12. Agni (Wilson)........................................................................................................................ 75
Hino 12. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 75
Hino 12. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................. 76
Hino 13. Āprīs (Wilson)....................................................................................................................... 77
Hino 13. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 78
Hino 13. Hino Āprī (Oldenberg) ........................................................................................................... 79
Hino 14. Viśvedevas (Wilson) .............................................................................................................. 80
Hino 14. Visvedevas (Griffith) .............................................................................................................. 81
Hino 15. Ṛtu (Wilson) ......................................................................................................................... 82

10
Hino 15. Ṛtu (Griffith)......................................................................................................................... 83
Hino 16. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 84
Hino 16. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 84
Hino 17. Indra e Varuṇa (Wilson) ........................................................................................................ 85
Hino 17. Indra-Varuṇa (Griffith)........................................................................................................... 85
Hino 18. Brahmaṇaspati (Wilson)......................................................................................................... 86
Hino 18. Brahmaṇaspati (Griffith) ........................................................................................................ 87
Hino 19. Agni e Maruts (Wilson) .......................................................................................................... 88
Hino 19. Agni, Maruts (Griffith)............................................................................................................ 88
Hino 19. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................... 89
Hino 20. Ṛbhus (Wilson) ..................................................................................................................... 90
Hino 20. Ṛbhus (Griffith)..................................................................................................................... 91
Hino 21. Indra e Agni (Wilson) ............................................................................................................ 92
Hino 21. Indra-Agni (Griffith) .............................................................................................................. 92
Hino 22. Aśvins e Outros (Wilson)........................................................................................................ 93
Hino 22. Aśvins e Outros (Griffith) ....................................................................................................... 95
Hino 23. Vāyu e Outros (Wilson).......................................................................................................... 97
Hino 23. Vāyu e Outros (Griffith) ......................................................................................................... 98
Hino 24. Varuṇa e Outros (Wilson)......................................................................................................100
Hino 24. Varuṇa e Outros (Griffith) .....................................................................................................102
Hino 25. Varuṇa (Wilson) ...................................................................................................................104
Hino 25. Varuṇa (Griffith) ..................................................................................................................105
Hino 26. Agni (Wilson).......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Griffith) ......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................108
Hino 27. Agni (Wilson).......................................................................................................................109
Hino 27. Agni (Griffith) ......................................................................................................................110
Hino 27. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................111
Hino 28. Indra, etc. (Wilson) ..............................................................................................................112
Hino 28. Indra, etc. (Griffith)..............................................................................................................113
Hino 29. Indra (Wilson) .....................................................................................................................114
Hino 29. Indra (Griffith) .....................................................................................................................114
Hino 30. Indra (Wilson) .....................................................................................................................116
Hino 30. Indra (Griffith) .....................................................................................................................117
Hino 31. Agni (Wilson).......................................................................................................................119
Hino 31. Agni (Griffith) ......................................................................................................................121
Hino 31. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................122
Hino 32. Indra (Wilson) .....................................................................................................................125
Hino 32. Indra (Griffith) .....................................................................................................................127
Hino 33. Indra (Wilson) .....................................................................................................................129
Hino 33. Indra (Griffith) .....................................................................................................................130
Hino 34. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................132

11
Hino 34. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................133
Hino 35. Savitṛ (Wilson).....................................................................................................................135
Hino 35. Savitar (Griffith)...................................................................................................................136
Hino 36. Agni (Wilson).......................................................................................................................137
Hino 36. Agni (Griffith) ......................................................................................................................138
Hino 36. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................140
Hino 37. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................142
Hino 37. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................143
Hino 37. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................144
Hino 38. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................145
Hino 38. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................146
Hino 38. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................147
Hino 39. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................148
Hino 39. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................149
Hino 39. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................150
Hino 40. Brahmaṇaspati (Wilson) ........................................................................................................151
Hino 40. Brahmaṇaspati (Griffith) .......................................................................................................152
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Wilson) ...........................................................................................153
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Griffith) ...........................................................................................154
Hino 42. Pūṣan (Wilson) ....................................................................................................................155
Hino 42. Pūṣan (Griffith) ....................................................................................................................156
Hino 43. Rudra (Wilson) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Griffith) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Müller) .....................................................................................................................158
Hino 44. Agni (Wilson).......................................................................................................................159
Hino 44. Agni (Griffith) ......................................................................................................................160
Hino 44. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................161
Hino 45. Agni (Wilson).......................................................................................................................162
Hino 45. Agni (Griffith) ......................................................................................................................163
Hino 45. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................163
Hino 46. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................165
Hino 46. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................166
Hino 47. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................167
Hino 47. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................168
Hino 48. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................169
Hino 48. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................170
Hino 49. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................171
Hino 49. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................171
Hino 50. Sūrya (Wilson) .....................................................................................................................172
Hino 50. Sūrya (Griffith) ....................................................................................................................173
Hino 51. Indra (Wilson) .....................................................................................................................175
Hino 51. Indra (Griffith) .....................................................................................................................177

.....................................220 Hino 68................................................. Indra (Wilson) .......................................................................................... Indra (Wilson) ... Maruts (Wilson) ...................196 Hino 59... Agni (Griffith) ..197 Hino 59....................................................193 Hino 58..... Indra (Griffith) ................................ Indra (Wilson) ................... Agni (Oldenberg) ..................204 Hino 62..... Agni (Oldenberg) ................................................................................................................. Agni (Griffith) .....................................................................................................................................................................212 Hino 65........... Indra (Griffith) ............................. Agni (Griffith) ................................................................................................................................................... Agni (Wilson)...................................................................... Indra (Wilson) ............................................................... Agni (Oldenberg) ................................................................12 Hino 52........187 Hino 55............................................................................................................................................................................................................................. Indra (Griffith) ........ Agni (Oldenberg) ................ Indra (Griffith) ........ Indra (Wilson) ..................205 Hino 63................................................................................................................190 Hino 57.................................................................... Agni (Griffith) ....................................................................222 ............................................... Indra (Wilson) .................................................................................................... Agni (Wilson).......................................................................................................................................................................................................................................202 Hino 62....................................188 Hino 56......................................... Indra (Griffith) ................189 Hino 56.............199 Hino 60................................................................208 Hino 64..................................194 Hino 58....................................................................................................................... Agni (Oldenberg) ................................................................................................198 Hino 60........................218 Hino 67...................................................................................................... Agni (Wilson)....... Agni (Griffith) ............................201 Hino 61..........................................................................219 Hino 67................209 Hino 64...........................................183 Hino 53.....221 Hino 68.215 Hino 65.............................................................................................................207 Hino 63..................179 Hino 52..........199 Hino 60................................................................................. Agni (Oldenberg) ......................200 Hino 61..210 Hino 64......................................... Agni (Wilson).............................................181 Hino 53........221 Hino 68................................................................................. Indra (Griffith) ...............................................................................191 Hino 57................................................................................................ Indra (Griffith) .............................................................................................. Indra (Wilson) .....................195 Hino 59................ Indra (Wilson) ..............................216 Hino 66...................................................... Maruts (Griffith) ............................................................ Indra (Griffith) ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Agni (Wilson)..................................................................................217 Hino 66................................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .... Agni (Wilson)............................................................................................................................ Agni (Griffith) ............................ Agni (Oldenberg) ........ Indra (Wilson) ......................185 Hino 54......................................................................... Agni (Griffith) ............................................................................................................219 Hino 67..........................................................................................184 Hino 54...........186 Hino 55.......214 Hino 65.................................................................................... Indra (Griffith) ........192 Hino 58............................. Agni (Wilson).........................................................................................................217 Hino 66.........................................................................................................................................................................................................................................

.................................................................................................... Agni (Wilson)..................................................................................................... Agni (Griffith) ...............................................................................................................................................................................232 Hino 72........................238 Hino 74......................................................241 Hino 76................................225 Hino 70............................................................................................................................................................................ Agni (Wilson)......................................................... Indra (Wilson) ... Agni (Wilson)........................253 Hino 82............. Agni (Oldenberg) ................ Agni (Wilson)........................................................................................................................................................... Indra (Griffith) ................. Agni (Oldenberg) .................................. Agni (Griffith) ...............................................240 Hino 75.. Agni (Griffith) .................................................................................................................................250 Hino 81........225 Hino 70... Indra (Wilson) ......................................................................................................................................................................................................... Indra (Griffith) ....... Agni (Griffith) ...............................................................................................................................................................................................................................246 Hino 79..............235 Hino 73.............................................................................................................................................................................................................................243 Hino 77.........231 Hino 72................. Agni (Oldenberg) .......................252 Hino 81. Agni (Griffith) ........................................................................241 Hino 76.................................................................................................................255 Hino 83..................237 Hino 74................................................229 Hino 72............................................... Agni (Oldenberg) ...................................................................... Agni (Griffith) ............ Agni (Oldenberg) ...............................227 Hino 71............................................................................................................254 Hino 82....................................................................................................................... Agni (Wilson).13 Hino 69. Agni (Wilson)..........................................................................................................224 Hino 70............................................................. Agni (Griffith) .................................244 Hino 78..........233 Hino 73................................................245 Hino 79....................................................... Agni (Wilson)...................................................................................................... Agni (Oldenberg) .. Agni (Wilson)......................................................................................247 Hino 79............................... Agni (Griffith) .................................................. Agni (Oldenberg) .................... Agni (Wilson).......245 Hino 78......................................249 Hino 80... Indra (Wilson) ................................................................................ Agni (Oldenberg) .................................................................239 Hino 75............................................................................................................................223 Hino 69................................238 Hino 74....................................................................................................................228 Hino 71.......................................................................................240 Hino 76.......... Agni (Wilson)....................................................257 ........................................................... Agni (Griffith) .........................................248 Hino 80....................................................................................................................................................................... Indra (Wilson) .............................................240 Hino 75.....................................................................................................................................................................242 Hino 77.................................. Indra (Griffith) ..................................................................... Indra (Griffith) .............................................. Agni (Oldenberg) ................................. Agni (Oldenberg) ..254 Hino 83......................................................................................................236 Hino 73.......... Agni (Oldenberg) ..........................................................245 Hino 78.......256 Hino 84..................................................................................................................................................................243 Hino 77.................................................... Agni (Griffith) .....................226 Hino 71......................................................................................... Agni (Griffith) .............223 Hino 69........ Indra (Wilson) ..... Agni (Wilson)..................

......275 Hino 91................................................................................................................................289 Hino 95..........................................278 Hino 92........259 Hino 85.............295 Hino 96.....................263 Hino 86........................................................................301 Hino 100............. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ................. Maruts (Wilson) ...................291 Hino 95............................................ Agni (Oldenberg) ....................................................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................277 Hino 91....................... Maruts (Wilson) ..................................................................................................................................................301 Hino 99..........................282 Hino 93.................................................................................................261 Hino 85..................................................300 Hino 98.................................................................. Agni (Griffith) ........270 Hino 88................................ Agni (Griffith) .............................................................................................. Agni (Oldenberg) .....................................................................300 Hino 99................................................................................ Agni (Griffith) ......266 Hino 87............................................................................... Viśvedevas (Wilson) ......................................................................................................................................................... Agni (Griffith) ............................................................................................................. Maruts (Griffith) .................................... Agni (Wilson)................................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) .......................................................................................................................... Agni-Soma (Griffith) ................................. Agni (Griffith) ...........................................268 Hino 88.............................................................................. Agni (Griffith) ........................... Indra (Wilson) ............ Maruts (Griffith) ...................................................................... Agni (Oldenberg) ........................... Agni (Wilson).........................................................................................................................................................................275 Hino 90.......................... Indra (Griffith) ........................................................................................284 Hino 93........................................................................................298 Hino 97...................265 Hino 86.......................................................................................299 Hino 98.............................................. Agni-Soma (Wilson) ....................................................262 Hino 85.................................................................. Agni (Wilson).................273 Hino 90...... Maruts (Wilson) ........................................................................................................................................................................................... Agni (Wilson)..................................................298 Hino 97..............................................296 Hino 97...................................267 Hino 87.................................................................300 Hino 98.........................................................................270 Hino 88.................... Viśvedevas (Wilson) ........................................................................................................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .............302 .....................................265 Hino 86.............. Agni (Oldenberg) ............................296 Hino 96................................................................... Agni (Wilson).............................................. Maruts (Griffith) .......................... Soma (Wilson) ........................................................................... Agni (Wilson).............................280 Hino 92....................... Maruts (Wilson) ..................14 Hino 84... Agni (Oldenberg) ........................................ Viśvedevas (Griffith) ............................................................................286 Hino 94............................................................292 Hino 95...285 Hino 94..........................................................................301 Hino 99...................................................................................................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................. Aurora (Wilson) ..............................................................................................................................293 Hino 96..................287 Hino 94.. Soma (Griffith) .................................................................... Agni (Oldenberg) .................................272 Hino 89...........................267 Hino 87..................... Aurora (Griffith) ............... Maruts (Griffith) .................................271 Hino 89..............................................................................................

..............................................................................................328 Hino 111.................... Rudra (Wilson)...............................................................................................................................................................................................................................................................................................312 Hino 104............................................................. Indra (Wilson) .......................311 Hino 104................ Aśvins (Griffith) ..336 Hino 113.................................................................... Aśvins (Griffith) ...... Rudra (Griffith) ................................................................................... Ṛbhus (Wilson) ....309 Hino 103............... Viśvedevas (Wilson) ..........................................................................................................................355 Hino 118.......................... Aśvins (Griffith) .......................................................................... Viśvedevas (Wilson) ...........323 Hino 109................................................................................................................................................. Ṛbhus (Griffith) ..................................................................................................................................................................................................................340 Hino 114................................... Indra (Griffith) ...................... Indra (Griffith) .....................................................316 Hino 106.................................................... Viśvedevas (Wilson) ....................................... Ṛbhus (Griffith) ....................................310 Hino 103..........................................320 Hino 107...............................................................................314 Hino 105................................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) ..................... Ṛbhus (Wilson) ....................333 Hino 113..............................................................341 Hino 114....................................................................................................................................328 Hino 112............................................................................................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) .........................325 Hino 110....................................................................................................................................................................................................................................................................... Indra-Agni (Wilson) .............................. Indra (Wilson) ......342 Hino 115.........................................................................................................................................................................................................................348 Hino 117...................15 Hino 100... Aśvins (Griffith) .......................................................344 Hino 116.............................. Viśvedevas (Griffith) .......................................................................................326 Hino 111............... Aurora (Griffith) .................................................................................................................... Aśvins (Wilson) .......................................................... Aśvins (Wilson) ....................................................... Sūrya (Wilson) ............... Sūrya (Griffith).... Rudra (Müller) .................................................... Aśvins (Wilson) .........................318 Hino 106.............................................................................. Aśvins (Wilson) ........................................................... Indra (Griffith) .... Indra-Agni (Wilson) .................................................................................................................................. Aśvins (Wilson) ...........................319 Hino 107........................................................................................ Aśvins (Wilson) ........................................................................ Indra-Agni (Griffith).................................................................................... Aśvins (Griffith) .................................................................329 Hino 112............................................321 Hino 108.....................356 Hino 119.......................................356 Hino 119.......308 Hino 102...................... Indra-Agni (Griffith).......................................357 Hino 120......................................................................................................................313 Hino 105............................................ Aśvins (Griffith) ......337 Hino 114.................322 Hino 109.................307 Hino 102..........359 Hino 120......................................................... Indra (Wilson) ................. Indra (Wilson) ..360 .............304 Hino 101.................................................................................................. Indra (Griffith) ..................................................351 Hino 117....343 Hino 115..........................................................................320 Hino 108............. Indra (Griffith) .................................306 Hino 101..................................................345 Hino 116......................... Aurora (Wilson)..............................................353 Hino 118........324 Hino 110.......................................................................

................................408 Hino 138................................................................413 Hino 140..........398 Hino 133............................................ Vāyu.............................................. Agni (Wilson) ....372 Hino 124....... Indra (Wilson) .....................409 Hino 138............................................................................................................373 Hino 125......... Vāyu (Wilson) .......................................................................... Indra-Vāyu (Wilson) ............................................................................................................365 Hino 122................ Indra (Griffith) .........................................381 Hino 127...............................................................378 Hino 127........................................................................................................................................................................................................................................... Viśvedevas (Wilson) .......................401 Hino 134.....................400 Hino 134.................................................................... Bhāvayavya (Wilson) ....................................................................................................................................................386 Hino 129...................................................................................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ................................................................................................................................................................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ...............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................406 Hino 136.............................377 Hino 126.......................................................................................................................................................................................................................... Agni (Griffith) ........................................403 Hino 135................................................................................................................................. Viśvedevas (Griffith) ........................................................................................................................................................411 Hino 139........................................................................................ Indra (Wilson) ..................................................... Agni (Wilson) ... Bhāvayavya (Griffith) ................................................404 Hino 136........ Viśvedevas (Griffith) ....363 Hino 122.........................................................................................402 Hino 135...........................................................................367 Hino 123..................................................... Indra (Griffith) .......................... Indra (Griffith) ................................. Indra (Wilson) ............................................................................................408 Hino 137..... Indra-Vāyu (Griffith) ............ Agni (Griffith) ................................................................... Indra (Wilson) ..............415 ................................ Indra (Wilson) .....................379 Hino 127..... Pūṣan (Wilson).......................................................................388 Hino 130................375 Hino 125...........396 Hino 133...... Agni (Wilson) ....... Agni (Oldenberg) ................................394 Hino 132................ Indra (Griffith) ................................ Pūṣan (Griffith) ...............................................387 Hino 129.......................392 Hino 131.........370 Hino 124...................................................... Aurora (Wilson).......................................................................... Viśvedevas (Wilson) ............................................................................ Mitra-Varuṇa (Wilson)........................................................382 Hino 128..390 Hino 130....395 Hino 132............................384 Hino 128.................................................. Agni (Oldenberg) ..................... Indra (Griffith) ...........................................................................................................................385 Hino 128......................393 Hino 131............................................ Svanaya (Wilson) ...........................399 Hino 134...........376 Hino 126....................................................... Indra (Griffith) ....................................................... Aurora (Griffith) .................................................410 Hino 139.............................................. Aurora (Griffith) .......................................................... Vāyu...361 Hino 121............................................................... Vāyu (Müller) .............................................16 Hino 121.............................................................. Aurora (Wilson)............................... Svanaya (Griffith) .....................................................407 Hino 137............................................ Indra (Wilson) ..........................................................369 Hino 123.............................................................................. Vāyu (Griffith)........................................... Mitra-Varuṇa (Wilson)...............................................................................................................

............................436 Hino 146... Agni (Wilson) ..................................... Viṣṇu-Indra (Wilson)........................................................................................................ Agni (Oldenberg) ........................................................................................................................................................................................ Agni (Griffith) .............................................................421 Hino 141.............................438 Hino 147.....................................................................................................................................................................................................................................................442 Hino 149.............445 Hino 151........................................................................................................443 Hino 150.. Agni (Griffith) ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ Hino Āprī (Oldenberg) .....................................................................................................................................................................448 Hino 153.....427 Hino 143............432 Hino 144...........................................441 Hino 149..446 Hino 152................................... Āprīs (Griffith)........ Mitra-Varuṇa (Wilson)...... Agni (Griffith) ........................................................... Agni (Oldenberg) ..................................... Viṣṇu (Griffith) ................................................................................. Agni (Griffith) ..................................................................................440 Hino 148............................. Agni (Wilson) ............................................................................................................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ........... Agni (Oldenberg) ............. Agni (Griffith) ......................................................................................................449 Hino 153.......................................................................................................................... Agni (Oldenberg) .............420 Hino 141...... Agni (Wilson) ....................430 Hino 143................................................... Agni (Oldenberg) ...............451 Hino 155.................................................................................433 Hino 145........ Agni (Wilson) .............453 ..........................................................................................................................................................425 Hino 142......................................................................................... Agni (Griffith) ............................................. Mitra e Varuṇa (Wilson) ...............418 Hino 141.............................................. Agni (Oldenberg) ........................................444 Hino 150........452 Hino 155.. Āprīs (Wilson) ..................................... Agni (Wilson) .......................430 Hino 144..... Agni (Wilson) ....440 Hino 148.....................................................447 Hino 152................................................................................................... Mitra e Varuṇa (Griffith) ... Viṣṇu-Indra (Griffith) ..........423 Hino 142.......... Agni (Wilson) ............................. Mitra-Varuṇa (Wilson)....... Mitra-Varuṇa (Griffith) ........................................ Agni (Oldenberg) ............................................................................... Agni (Griffith) ......17 Hino 140.426 Hino 142...............................................................436 Hino 146...................................................................................................................................431 Hino 144....................................................................................................................439 Hino 148.............................................................................. Agni (Oldenberg) ...................................................................................................................................................................................................450 Hino 154...................444 Hino 151........................................................................................................................................................................429 Hino 143....................................................................................................................................... Agni (Wilson) ..............................434 Hino 145.........................................................................434 Hino 145......................................................................................................437 Hino 147............ Agni (Griffith) ......................................................................................444 Hino 150................................... Agni (Oldenberg) ........................................................ Agni (Griffith) .. Agni (Wilson) ...................................................... Agni (Oldenberg) .................................................................438 Hino 147........................................... Agni (Griffith) ..............................416 Hino 140...................................................................................................................442 Hino 149....................435 Hino 146...... Viṣṇu (Wilson) ...............................449 Hino 154..............

.................................................................... Céu e Terra (Wilson) .......................... Maruts (Griffith) ........................................................................................................................................................................463 Hino 161............................................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ..............................455 Hino 157.................507 Hino 170....................500 Hino 167.....................................................................................................................................508 Hino 171.......................................................................... Maruts (Wilson) ............. Maruts (Griffith) ...... Maruts (Griffith) ..... Maruts (Wilson) .............................................................................................................................................................. Maruts (Griffith) .497 Hino 167.....................................496 Hino 166........................................................489 Hino 165.......................................................................................................................................................................... Aśvins (Wilson) .................... Maruts (Wilson) ............... O Cavalo (Wilson) ..............................457 Hino 158.......................................... Céu e Terra (Wilson) ............................. Viṣṇu (Wilson) ........473 Hino 163......... Céu e Terra (Griffith) ......................................512 .. Viśvedevas (Griffith) ....................511 Hino 173...........................................................461 Hino 160............ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ..................................................................... Indra............................ O Cavalo (Griffith) ............................................................................................506 Hino 170................................................................................................................................................................... Ṛbhus (Wilson) ......................................................465 Hino 162... Maruts (Griffith) ................. Agastya (Müller)........................................................... Maruts (Wilson) ....................................510 Hino 172.............456 Hino 157........ Aśvins (Wilson) ............................... Ṛbhus (Griffith) .........................467 Hino 162...............................................................................................................504 Hino 169..................................................................................................................................................................................................................................511 Hino 172..........502 Hino 168............................... Maruts (Wilson) ...... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .........................................................................................503 Hino 168......483 Hino 165................................................. O Cavalo (Griffith) ............................................................462 Hino 160............................................................499 Hino 167............................................................................460 Hino 159.................. Indra............................................... Maruts (Griffith) ...... O Cavalo (Wilson) ................. Maruts (Wilson) ......................................................................................................................................................................................... Indra...................................................................................................................................................................................................................... Indra.................................... Aśvins (Griffith) ....................................................................................................490 Hino 165............................495 Hino 166................ Indra (Wilson) ..................................................505 Hino 169.......492 Hino 166................. Indra (Griffith) ............................................................. Aśvins (Griffith) ...............................................501 Hino 168.507 Hino 170.............. Diálogo entre Indra e seu Adorador....................................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ......474 Hino 164.......... Viṣṇu (Griffith) ........................................................................ Maruts (Griffith) ..............476 Hino 164.................. Indra................................................................................................................................458 Hino 158....................................................................................................509 Hino 171....509 Hino 171.................. Aos Maruts e Indra (Müller) ............462 Hino 161............................................................... Indra (Wilson) ..... Maruts (Wilson) ................511 Hino 172..........470 Hino 163............................... Viśvedevas (Wilson) ........................454 Hino 156...................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ..........................459 Hino 159......................... Céu e Terra (Griffith) .................................................................................................................. Indra..............................................18 Hino 156.........................................................

............................................................................................................................................................................... Aśvins (Wilson) ................ Água... Āprīs (Wilson) ......... Bṛhaspati (Wilson) .................................................................................... Viśvedevas (Griffith) .................................................533 Hino 185...............................515 Hino 174...................................... Indra (Wilson) ...................542 Hino 188................519 Hino 177................................................549 Hino 191...................................548 Hino 191...............................547 Hino 190....................................................................... Céu e Terra (Wilson) .......................... Agni (Oldenberg) ......................................................................................................525 Hino 181.......................... Aśvins (Griffith) .........................................................................................................................535 Hino 186............................................ Indra (Griffith) ...... Rati (Wilson) .................................................................................................. Agni (Wilson) .................................................................................................................... Indra (Griffith) ............518 Hino 176.......................................................................................541 Hino 188.......522 Hino 179.......551 Métrica ...........................553 Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1 ................................................532 Hino 184.......................................................................... Aśvins (Wilson) .........................................................................................................................................................................................................516 Hino 175.......................................................... Céu e Terra (Griffith) ...............................................................................................................517 Hino 175..................................................................................................... Aśvins (Griffith) ................................................ Aśvins (Wilson) ..............534 Hino 185..... Grama.................... Indra (Wilson) ........................................................................................................................................................................523 Hino 180.................................................................. Sol (Wilson) .............528 Hino 182..................................................................................................................................................................................................................................................... Indra (Griffith) .................... Indra (Griffith) .................................................................. Rati (Griffith) ............524 Hino 180. Aśvins (Griffith) ....519 Hino 176..............................................................570 ............................................................................................................................................ Sol (Griffith) ...544 Hino 189................. Viśvedevas (Wilson) ......................... Aśvins (Griffith) ....... Indra (Wilson) ............................................................................................................................. Indra (Griffith) .................................................521 Hino 179....................520 Hino 177.................................................................................... Grama...........................537 Hino 187...540 Hino 188.................................................................................................................................................................................................................................546 Hino 190.....................................520 Hino 178.. Aśvins (Wilson) ............................................................536 Hino 186............................................................................................... Hino Āprī (Oldenberg) .........529 Hino 183...................................................526 Hino 181...521 Hino 178.................... Água......................................................... Agni (Griffith) ....................................558 Índice Rápido .............................................................19 Hino 173....... Aśvins (Wilson) .......................................... Bṛhaspati (Griffith) ........................................................543 Hino 189........................................................... Aśvins (Griffith) ...................................................................................531 Hino 184.................................................................... Indra (Griffith) ................................................................................................................................................................................ Indra (Wilson) ............539 Hino 187.................................................................................................................545 Hino 189.................................................530 Hino 183............................................................................ Louvor ao Alimento (Griffith) ..................................................... Āprīs (Griffith)......................... Louvor ao Alimento (Wilson)............................513 Hino 174...................................... Indra (Wilson) .......................................527 Hino 182...................................................

parcialmente. de um texto acurado. ou Aṣṭaka. Roer é igualmente limitada. Ambas as traduções foram publicadas na Índia. A publicação mais antiga. Sr. Ogdóade. mais ou menos defeituosos – do que se a versão tivesse sido feita a partir de uma edição cotejada cuidadosamente. pelo falecido Dr. essas traduções não parecem excluir. tinha sido publicada recentemente em Paris. mais de uma vez. ou seguido. em latim. mas eu não estava ciente. pelo Sr. e de todos os modos digna de confiança. Ao converter o original para o inglês seu objetivo . mais amplamente do que é recomendável. também. Max Müller a empreender a sua inestimável edição do Ṛg Veda. sobre suas predecessoras. Stevenson. das oito que compõem o primeiro livro. eu me encarreguei prontamente de completar meus labores e de publicar a tradução. mesmo antes de deixar a Índia. O verdadeiro valor do original não se encontra tanto em seus méritos como composição literária quanto na ilustração que ele fornece do mais antigo sistema de culto religioso e organização social hindu. e.20 Introdução ao Primeiro Aṣṭaka [Que vai até o Hino 121 do Primeiro Livro ou Maṇḍala. Ao mesmo tempo. A tradução do Dr. O princípio seguido pelo Sr. quando me dediquei a publicar uma tradução inglesa. Poderia. ou seção.] Quando o patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais habilitou o Dr. e que se desviou da sua fraseologia. subordinada a uma edição do texto o qual ela acompanha na mesma página. ou metade do Veda. com dificuldade. embora tenha aumentado grandemente a dificuldade e mão-de-obra da tarefa e. a tradução do Dr. que ele não foi suficientemente cauteloso em sua interpretação do texto. Rosen do primeiro livro é completa. todos. e é mais valiosa como uma referência. do Ṛg Veda. que essa obra tinha sido iniciada. e será falha do tradutor se ele não se beneficiar disso. porque essa já tinha sido realizada. sugere menor confiança na genuinidade do original – porque os manuscritos são. Uma tradução em francês. Embora realizada com profundo conhecimento e exatidão cuidadosa. Langlois é o oposto do adotado pelo Dr. Stevenson e pelo Dr. também. totalmente. nesse país. ou Oitavo de livro. integralmente. ser considerado pouco necessário repetir uma tradução do primeiro Aṣṭaka. parando com duas seções. Rosen. foi manifestado um desejo que o aparecimento dela deveria ser acompanhado. em inglês. Langlois. o sânscrito é convertido ao latim com tal fidelidade literal que a obra mal permite leitura contínua. como uma representante autêntica do original. contribuído para o crédito do tradutor. ou trinta e dois hinos. Como eu tinha considerado por longo tempo tal trabalho. mas sua morte prematura interrompeu seus comentários. e ele admitidamente procurou dar às passagens vagas e misteriosas do original uma interpretação clara. a obra do Rev. A tradução é. mas pode-se pensar. pelo menos. Sr. a menos que sua linguagem seja preservada tanto quanto possa ser consistente com a inteligibilidade. e são obteníveis. se estendendo por quatro Aṣṭakas. a utilidade de uma tradução em inglês. impressões errôneas dos fatos e opiniões do hinduísmo primitivo podem ser produzidas. e a obra é destinada menos para leitores em geral do que para estudiosos de sânscrito e estudantes do Veda. como toda rapidez conveniente. Roer. o que. até agora. simples e inteligível. às vezes. e feito algum progresso em sua execução. pelo Rev. especialmente como interpretada pelo Comentador nativo. Também deve ser observado que o Sr. e. Nisso pode-se admitir que ele foi admiravelmente bem sucedido. de fato. a vantagem. Rosen. quanto ao texto. Langlois fez sua tradução a partir das cópias manuscritas do Veda e seu comentário. por uma tradução inglesa. A presente tradução possui. se estende só até os três primeiros hinos da terceira preleção.

especialmente a uma Anukramaṇikā. ou invocações. de datas diferentes. edição de Müller. naturalmente. e fórmulas litúrgicas das quais eles são compostos. ou preceitos relativos ao ritual. as mais importantes autoridades dos brâmanes para sua religião e instituições são os Vedas. quando não emprestadas do Ṛc. portanto. com muito poucas exceções. é ao Ṛg Veda que devemos recorrer. um ritual. Ṛg Veda. De acordo com eles. e pelos deuses em cuja honra eles são compostos. por um intervalo prolongado. coletivamente. hinos. Não há muita conexão nas estrofes das quais eles são compostos. – dirigidos a diferentes divindades – cada um dos quais é atribuído a um Ṛṣi.21 tem sido aderir tão estritamente ao sânscrito original quanto a necessidade de ser inteligível permite. instruções para o uso e aplicação dos Sūktas. em sua maior parte. 370. embora aqueles que são dedicados ao mesmo deus às vezes sigam em uma ordem consecutiva. “Pelos seguidores do Ātharvaṇa. em uma única coleção. a maioria. Vol. chamadas. em busca de noções corretas das formas mais antigas e mais genuínas das instituições. ou estrofes do Ṛg Veda. do que como um dos quatro Vedas. talvez. a qual todos os escritores bramânicos chamam de parte integral do Veda. dos mesmos hinos. dos hindus. embora não separados. assim como ao louvor e culto dos deuses. ou Atharva Veda. com a finalidade de serem cantados em diferentes ocasiões cerimoniais. e. o Atharva Veda pode ser considerado como um Veda. inferir sua anterioridade a eles. a designação Veda inclui uma extensa classe de composições. são. e são aplicáveis à consagração dos utensílios e materiais da adoração cerimonial. chamados Sūktas. dirigido a diferentes divindades. ser permissivelmente considerado antes como um complemento aos três. e em prosa. nós somos. Mantra e Colebrooke sobre os Vedas. dos quais quatro obras são geralmente enumeradas: o Ṛc. Na verdade. nem notícias das ocasiões nas quais eles devem ser empregados. nominalmente. também. principalmente. Dos outros três Vedas. ou hinos. sendo composto. o Yajush. das preces. Esses hinos estão reunidos com pouca tentativa de arranjo metódico. ou Yajur Veda. ou das cerimônias nas quais eles devem ser recitados. então. 1 2 . respectivamente. breves. em seu caráter geral ou em seu estilo: a linguagem indica claramente uma época diferente e posterior. Essas são indicadas por escritores subsequentes nos Sūtras. – Asiatic Researches. O Sāma Veda é pouco mais do que uma remodelação do Ṛc. algumas nos próprios Vedas. se não exclusivamente. ou Sāma Veda. aparentemente. O Ṛg Veda consiste em preces métricas. Essas observações se aplicam às que são chamadas de Saṃhitās dos Vedas – o conjunto reunido. e o Ātharvaṇa. ou uma coleção de fórmulas litúrgicas. será verificado que ele compreende muitos dos hinos do Ṛc. 2. Pode ser quase desnecessário informar ao leitor que as mais antigas. e o mesmo hino é. que limitam o número a três. p. Não há. e organizados de nova maneira. ou índice. Muitas passagens podem ser encontradas em escritos sânscritos. o Sāman. embora eles tenham muito em comum. no próprio Veda. de Brāhmaṇa.2 Por causa do modo extensivo. no qual os hinos do Ṛg Veda entram na composição dos outros três. 8. são numerosamente incluídas em sua própria Saṃhitā (ou coleção)”. que acompanha cada Veda. Ele pode. e. às vezes. gratos a autoridades independentes. chamadas.1 e não há dúvida que o quarto. As preces. os Ṛcas. mesmo pelos reputados autores dos hinos. cada um tem suas características peculiares. Sāyaṇa Ācārya. mais especialmente. um autor santo ou inspirado. embora ele se aproprie livremente do Ṛc. e sua maior importância para a história da religião hindu. O Yajur Veda difere do Ṛc por ser. e eles são. divididos em partes. tem pouco em comum com os outros. Introdução. o Veda consiste em duas partes componentes. religiosas ou civis. Além das Saṃhitās. nós devemos. p. Tanto quanto. ou Atharva Veda.

a partir de materiais adequados. altamente ilustrativas da condição do bramanismo na época na qual ele foi composto. manifestamente. e contém muitos assuntos interessantes. e dependentes dos Vedas em geral. A Bṛhadāraṇyaka foi publicada pela Sociedade Asiática de Calcutá. mas suplementares a ele. chamados de Vedāṅgas. e uma edição do mesmo elaborada mais cuidadosamente. os tratados metafísicos e místicos chamados Upaniṣads. para serem repetidas em tais ocasiões. e. também são os tratados sobre gramática. e as partes suplementares desses dois Vedas são. permitidos. uma edição da parte Vājasaneyi do Yajur Veda foi iniciada. é de um tipo totalmente distinto da coleção de Mantras.3 a primeira sendo os hinos e fórmulas agregados na Saṃhitā. 5 Algumas das Upaniṣads mais curtas foram publicadas. e. é suficientemente evidente que essa obra. na forma na qual nós os temos. e pouco conhecidos. nem os Sūtras ou Prātiśākhyas. portanto. pertencentes a uma condição mental hindu totalmente diferente daquela da qual o texto dos Vedas surgiu e encorajou. Sr. ritual. 3 . porque. pouco é conhecido. Nenhum dos Brāhmaṇas foi publicado. consistindo em quatorze livros. com poucas exceções. citada por Sāyaṇa. Das partes Brāhmaṇa do Ṛg Veda a mais interessante e importante é o Aitareya Brāhmaṇa. 22. astronomia. não são. foram publicados. ou da Saṃhitā. de uma data Como na Yajña Paribhāṣā de Āpastamba. ou aforismos. ou tratados sobre a gramática do Veda. Com o tempo. simultaneamente com sua edição do texto do Yajur Veda. a segunda. pelo menos. citações dos hinos. nós estaremos bem supridos com a parte Mantra do Veda. na Mīmāṃsā: “O Brāhmaṇa e o Mantra são as duas partes do Veda: aquela parte que não é Mantra é Brāhmaṇa”: essa constitui a definição do último.5 Os textos das Saṃhitās dos Vedas estão em progresso. “O nome Veda é aquele do Mantra e do Brāhmaṇa”. mas há ainda apenas uma perspectiva parcial e distante de nós termos o Brāhmaṇa publicado. por Rammohun Roy. sob a editoração do Dr. com traduções. e um glossário amplo e índice. foi publicada recentemente pelo Professor Benfey. há os Prātiśākhyas. uma coleção de regras para a aplicação dos Mantras. O Aitareya Āraṇyaka. também. mais especialmente. sem dúvida. inteiramente genuínos. 4 e p. O Brāhmaṇa do Yajur Veda. Os Brāhmaṇas do Sāma e do Atharva Vedas são poucos. e. o todo constituindo um corpo de literatura vêdica cujo estudo forneceria ocupação para uma vida longa e laboriosa. O texto da Saṃhitā do Sāma Veda. 4 Parte do primeiro Kāṇḍa do Śatapatha Brāhmaṇa foi publicada pelo Dr. Só uma pequena parte está impressa até o momento. outro Brāhmaṇa desse Veda. auxiliada generosamente pela Corte de Diretores. em Berlim – cuja publicação tem sido. também. e cinco das do Yajur foram publicadas pelo Sr. com uma tradução em alemão. e comentários ou narrativas ilustrativas. no qual várias lendas notáveis são detalhadas. inculcando e descrevendo as práticas dele. determinar até que ponto o todo pode ser legitimamente considerado como uma parte constituinte do Veda. instruções para a realização de ritos específicos. o Śatapatha. e sermos. entonação. do Ṛg Veda. e é sua intenção completá-lo.22 Brāhmaṇa. portanto. p. além da presente edição do Ṛc. de um terceiro. Poley: Berlim. A partir de um exame cuidadoso do Aitareya Brāhmaṇa. Weber. Conectados com. prosódia. – pelo Dr. e os Sūtras. é mais místico e especulativo do que prático ou lendário. Além dessas obras. 1844. ele tem extensão considerável. e o significado de palavras obsoletas. pelo Fundo de Tradução Oriental. com um excelente comentário de Sāyaṇa Ācārya. Introdução. Stevenson. alguns anos desde então. e uma tradução pelo Rev. de Göttingen. explicativos da origem e objetivo do rito. compartilha mais do caráter do Aitareya Brāhmaṇa. ou estrofes separadas. e a Chāndogya Upaniṣad foi iniciada na mesma série. de antiguidade considerável. Embora.4 As Upaniṣads têm sido mais afortunadas em encontrar editores. o Kauṣītaki. ele é. Weber. Mas esses não são partes do próprio Veda. na Bibliotheca Indica deles. talvez. Roer. não são de muita importância.

e discriminados por suas funções peculiares e posições relativas. e parcialmente. e o brâmane. e nós podemos nos arriscar a afirmar. ou hinos. novamente. Uma os divide entre oito Khaṇḍas (Porções) ou Aṣṭakas (Oitavos). nem mesmo de um hino inteiro.49–59). porque o seu principal objetivo é a aplicação dos textos separados da Saṃhitā para a realização das principais cerimônias e sacrifícios dos brâmanes. Uma subdivisão adicional dos Sūktas em Vargas. cuja invenção e circulação deve ter sido a obra do tempo – de um intervalo muito longo entre a Saṃhitā. e devemos nos esforçar para transmitir uma noção mais precisa do que significa a designação.99] em alguns. O exame superficial do Śatapatha Brāhmaṇa. O outro plano classifica os Sūktas em dez Maṇḍalas. subdividido em oito Adhyāyas ou Preleções. mas de uma estrofe isolada. as preces e hinos – agora reunidos como uma Saṃhitā – existiram. É evidente. No Ṛg Veda o número de Sūktas é algo acima de mil. cada um dos quais é. no Brāhmaṇa. e ilustrando sua origem e consequências por narrativas tradicionais e lendas populares. é comum a ambas as classificações. ou verificadas. e 10. antes que o Brāhmaṇa pudesse ter sido compilado. por aqueles a quem o Brāhmaṇa foi apresentado. mas separadamente.23 muito posterior aos originais Sūktas. de várias 6 [1028. de modo não conectado. ou como parte integral do Veda. talvez. a distinção de castas plenamente estabelecida. Além disso.552 versos]. um Sūkta consiste numa única estrofe [1. na qual pouco ou nada do tipo aparece. em oposição às afirmações consencientes de estudiosos e críticos bramânicos. apenas poucas frases sendo apresentadas. de uma época posterior. por essa expressão. De acordo com as tradições críveis dos hindus. Os hinos são de extensão variada: em um ou dois casos. muito antes de serem reunidos e organizados na ordem e conexão na qual eles são encontrados agora. Eles estão organizados de duas maneiras. nas nossas investigações da condição mais antiga dos hindus. que o grande corpo do ritual bramânico deve ter sido sancionado pela prática estabelecida. e aceitando-os como ilustrações valiosas da aplicação dos hinos primitivos e textos da Saṃhitā. que nenhuma dessas obras tem o menor direito de ser considerada a contrapartida e contemporânea da Saṃhitā. todo o sistema de organização social desenvolvido. vaiśya e śūdra citados repetidamente por suas denominações próprias. ocorrendo em qualquer parte do hino. kṣatriya. tanto quanto publicado. nós devemos confiar somente na última como um guia seguro. subdivididos em pouco mais de cem Anuvākas. também. de cerca de cinco estrofes cada. mostra que ele é de um caráter semelhante ao Aitareya. como já foi mostrado. . ou subseções. Embora reconhecendo. e o Brāhmaṇa. nós encontramos. que foi tomada como o texto da seguinte tradução. e de algumas das suas seções no manuscrito.6 com pouco mais de dez mil estrofes. no qual esses elementos são abundantes. antes que tais citações mutiladas pudessem ser reconhecidas. reforçando a necessidade e eficácia delas por meio de textos e argumentos. consequentemente provando que a Saṃhitā deve ter sido compilada e amplamente divulgada. ou em qualquer parte da Saṃhitā. formando o início. os Sūktas. ou ele pode ser até. compreendendo. ou Parágrafos. o registro primitivo das crenças e práticas religiosas e das instituições arcaicas da sociedade hindu. 1017 sem contar os hinos apócrifos ou ‘meio apócrifos’ chamados de Hinos Vālakhilya (8. a data primitiva dos Brāhmaṇas. como no Código de Manu. ou de forma contínua. por causa do modo no qual eles são citados – não sistematicamente. e estudada geralmente. de forma separada e individual. ou completamente. com exceções pontuais. e que. tal como é exemplificado no Veda. pode ser considerado a fonte e o modelo de outras obras similarmente nomeadas. ou Círculos.

de menor nota. e de grande autoridade. . ou parentes. ou Ventos. um ou dois somente são atribuídos. e em nenhum caso o princípio de classificação é manifestado inequivocamente a ponto de sugerir motivos razoáveis para um afastamento da prática estabelecida. todos. A ausência de qualquer dependência óbvia dos Sūktas uns dos outros é suficientemente indicativa da sua origem separada e assistemática. mas apreciaremos melhor o caráter de tais exceções aparentes quando chegamos a elas. A alguns desses. vários hinos são atribuídos. como observado acima. no qual há uma descrição do renascimento das rãs. trinta e sete são dirigidos a Agni. como Gotama. com um índice dos conteúdos do Veda. a Viśvāmitra e seus filhos. filho de Śunahotra. apenas de existência imaginária. do quinto. tanto quanto foi averiguado até o momento. e cuja variedade e riqueza evidenciam uma cultura extraordinária de arranjo rítmico. os amigos e seguidores de Indra. a serem aprendidas pelos estudiosos. que também especifica a métrica e o número de estrofes de cada hino. por quem. exceto quando mencionados incidentalmente no hino. Bharadvāja e. Cada Sūkta tem. sozinho. visto que é de composição posterior ao texto. sempre. Ele é um livro antigo. a Planta da Lua. que têm nomenclatura bastante duvidosa. nos outros livros também. e. doze são dirigidos aos Maruts. os hinos do segundo Maṇḍala são atribuídos a Gṛtsamada. os versos são distribuídos entre um número maior. em fraseologia bramânica. Os hinos estão compostos em uma grande variedade de métricas. e outro. a Vāmadeva. talvez. aos Viśvedevas. quatro. e o deus adorado. evidentemente. nós estamos em dívida. do restante. às vezes. a outros. para quem ele foi revelado. Em geral. mas. no início da estação chuvosa. A divisão mais comum dos manuscritos é aquela em Aṣṭakas. do sexto. a divindades inferiores – uma distribuição que mostra inequivocamente o caráter elementar da religião. e os demais. ele pode não ser. ou deuses coletivos. Bharadvāja. Assim. os do terceiro. e. mas nós somos ainda pouco qualificados para chegar a uma conclusão positiva. ou personificações.7 As divindades são várias. A maioria dos Ṛṣis são conhecidos das lendas dos Purāṇas. ou por membros de uma mesma família. de acordo com lendas mitológicas posteriores. como seu autor reputado. e. do sétimo. o ditado incriado de Brahmā. por suas subdivisões – Adhyāyas e Vargas – muitas preleções. A inferência não é improvável. são dedicados a Agni e Indra. formando. várias das quais são peculiares aos Vedas. considerado de correção inquestionável. a dois. O arranjo dos Sūktas por Aṣṭakas não parece depender de qualquer princípio fixo. do quarto. os Vedas sendo. mas. e onze aos Aśvins. como se conclui a partir dos totais acima de mil hinos e dez mil estrofes. isto é. Daquele por Maṇḍalas. os hinos do nono Círculo são. no qual um jogador reclama da sua má sorte. quatro. endereçados a Soma. à Aurora personificada. a Atri e seus filhos. Viśvāmitra e outros. ou lições. os filhos do Sol. um Ṛṣi ou professor inspirado. ocasionalmente. Pelos nomes dos Ṛṣis. Que eles são as 7 [Para detalhes veja o Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1]. Em partes subsequentes do Veda ocorrem poucos hinos que parecem ter uma tendência poética. mas o número médio. os deuses. Vasiṣṭha. do Fogo e do Firmamento. por exemplo. Os Ṛṣis do primeiro e dos três últimos Maṇḍalas são mais diversos. ou associado com outros. da família de Aṅgiras. mas o maior número dos hinos nesse primeiro livro do Ṛc. Kaṇva. cerca de dez. um hino é dirigido a um único deus. ao invés de religiosa. ou fantasiosa. seis dos dez ‘círculos’ compreendem hinos pelo mesmo indivíduo. ou sua personificação deificada. é. Dos 121 hinos contidos no primeiro Aṣṭaka. a distribuição em Aṣṭakas sendo planejada para a conveniência da instrução.24 estrofes [mais de cinquenta]. ele foi originalmente visto. Essa organização tem sido considerada como a mais antiga e a mais original das duas. a Vasiṣṭha e seus descendentes. a Indra. e quarenta e cinco. como um.

originalmente. e que o conhecimento deles foi perpetuado pelo mesmo modo de instrução. a obscuridade do seu estilo. admitem uma diferença de data. uma pessoa de cronologia e existência bastante questionáveis. e. pelos chefes de família. que não podem ser apreciadas sem aqueles detalhes adicionais que pode-se esperar que um professor vivo forneça. ou de escolas seguidoras de uma forma de culto semelhante. não infrequentemente. o Organizador. visto que há pouca dúvida que os hinos foram ensinados. talvez. em muitos casos. possivelmente. com as correspondentes dificuldades de recordá-los e ensiná-los. de comparações breves. à última das quais ele era ligado. de que eles se estendem por um intervalo considerável. de preferência. As mesmas divindades são adoradas de um modo similar. com o uso restrito da escrita – mesmo se a arte fosse conhecida naqueles tempos primitivos (um objeto de dúvida considerável) – e com o caráter do ensino sânscrito. porque é a mais em harmonia com a circulação desconexa e assistemática dos hinos. A explicação de um professor vivo. e a probabilidade é a favor de um instrutor oral. de epítetos gerais. a conveniência de resgatar os Sūktas dispersos e obsoletos do risco do esquecimento. sem a assistência do comentador. foram compostos. chegou um período no qual a antiguidade dos hinos. e de todos aqueles espaços em branco e deficiências que tornam o texto escrito dos Vedas ainda ininteligível. em geral. e. como preservada pela Anukramaṇikā. verbalmente. provavelmente. tanto quanto diz respeito ao seu significado geral. às vezes. por isso apelidado de Vyāsa. dos quais a aplicação está longe de ser óbvia. em diversas passagens. para a melhoria progressiva da literatura dos brâmanes. e de moldá-los em alguma forma consistente e permanente. no qual o estudo de livros é subordinado a explicações pessoais e tradicionais do professor. transmitidas a ele por meio de uma série indefinida de instrutores precedentes. estava faltando. sobre a qual suas crescentes alegações de santidade superior pudessem ser baseadas. Isso é o mais notável. deificações específicas. e eles. e que somente ele é capacitado para preencher pela maior ou menor fidelidade com a qual as explicações tradicionais dos primeiros intérpretes de viva voz. na tradição. também. e nós encontramos alguns atribuídos a antigos Ṛṣis. e a um período durante o qual nenhuma mudança de qualquer importância ocorreu na crença nacional. A grande variedade de métricas empregadas mostra. Eles serem dirigidos ao mesmo deus é um teste menos equívoco de identidade. os hinos. O relato que . as peculiaridades da linguagem. A realização desse objetivo é tradicionalmente atribuída ao filho do Ṛṣi Parāśara.25 composições dos sábios patriarcais a quem eles são atribuídos é. portanto. Finalmente. em muitas passagens. sugeriram. a partir do momento da sua primeira comunicação. Há pouca dúvida. ou que podem admitir explicação – não oferecem nada que seja contraditório ou incongruente. com uma ou duas exceções duvidosas – que são. embora. também. um desenvolvimento progressivo dos poderes de linguagem. o que poderia ter sido somente o efeito de refinamento longo e diligente. dos autores dos próprios hinos. até que seja explicada. Isso é perceptível suficientemente a partir da sua construção: eles estão repletos de frases elípticas. Kṛṣṇa Dvaipāyana. possivelmente. chegaram até o tempo dele. Além da evidência interna proporcionada pela diferença de estilo. a percepção de que alguma autoridade venerável. para a exatidão da atribuição. enquanto outros admitem serem de composição nova ou a mais nova. ou. interpolações. deve ter sido indispensável para uma compreensão correta do significado dos Sūktas. eles pertençam à mesma condição de crença. mas essas indicações são de recorrência infrequente e devemos confiar. e adorando. porém. e o número ao qual eles tinham se multiplicado. ou de um comentador. evidente a partir de alusões que eles fazem ao nome do autor ou de sua família. que supõe-se que tenha vivido na época da grande guerra entre as famílias rivais de Kuru e Pāṇḍu. mesmo no tempo atual.

fábula mitológica. vários dos Purāṇas sendo. 3. de fato. até que o tenhamos examinado totalmente. levavam a marca de antiguidade. o texto do Yajur. fornecido poucas características das instituições religiosas e sociais que. os quais. também. atribuídas a Vyāsa. embora não a tal ponto de afetar materialmente a identidade entre o original e seu descendente. ou de acordo com as diferenças no modo de sua recitação – alguns sendo recitados audivelmente. deve ser compreendido que elas são derivadas unicamente a partir do que está verdadeiramente diante de nós – o Primeiro Livro do Ṛg Veda. e a compilação dos Itihāsas e Purāṇas. anterior ao surgimento da especulação filosófica. em variedades de forma.8 A natureza exata dessas distinções não é conhecida muito satisfatoriamente atualmente. de acordo com as concepções do professor a respeito da sua sucessão histórica ou valor litúrgico. formaram um ramo importante e popular da literatura dos brâmanes. Paila foi designado para coletar os Sūktas do Ṛc. também. que nenhuma sanção desse tipo pode ser encontrada nele. estudadas no mesmo número de escolas separadas.9 O interesse evidenciado na coleta e preservação dos seus hinos e fórmulas antigas é notável por eles terem. aparentemente. contendo os mesmos hinos e fórmulas dispostos em uma ordem diferente. Vaiśampāyana. mesmo naquele tempo. 9 A fundação da filosofia Vedānta. ou ramos. são. várias Saṃhitās do Atharva Veda. e devem ter sido exercidos. havia inúmeras Śākhās. 8 . 373. alguns repetidos inaudivelmente. e alguns sendo entoados ou cantados. ou à contradição. e Sumantu. porque elas desapareceram quase totalmente. pouco seguro arriscar qualquer afirmação positiva a respeito do sistema de crenças e práticas religiosas ensinadas no Ṛg Veda ou a condição da sociedade que prevalecia quando seus hinos foram compostos. foram empregadas para preparar cada respectiva Saṃhitā ou coleção. cap. agora traduzido – e que elas estão sujeitas à confirmação. e história tradicional. Estaria fora de lugar entrar em qualquer exame da questão aqui. p. Jaimini. através de um intervalo prolongado. ou escolas. além dessas. e negar sua sanção às características principais dos institutos bramânicos. também. e teve uma sucessão de discípulos por quem a coleção original foi repetidamente subdividida e reorganizada. dos poemas religiosos. Viṣṇu Purāṇa. talvez. 234 da tradução em português de 2012]. Se as autoridades que professam detalhar a multiplicidade dessas compilações têm direito a toda confiança pode ser assunto de dúvida. de acordo com a evidência Colebrooke sobre os Vedas – Asiatic Researches. e há pouca dúvida de que houve uma época na qual a reunião e classificação.26 normalmente é dado dos seus métodos mostra que a esfera de ação principal dele era a de supervisão – possivelmente sob o patrocínio do Rājā Yudhiṣṭhira. atribuídos a outras pessoas. Várias leituras. os do Ātharvaṇa. Livro 3. sem dúvida. e as do Sāma Veda a vinte e quatro. assim. de crítica vêdica. no entanto. [pág. e seria ainda mais indiscreto arriscar uma negativa. tanto quanto podemos julgar até agora. A tradição pode ter se originado no impulso dado ao cultivo geral da literatura sânscrita pela escola. além da observação que parece haver pouca evidência satisfatória para a tradição. mas as tradições são concordantes e consistentes. chamado de Yajur Preto e Yajur Branco – chegaram a quarenta e dois. com extraordinária diligência. de cada Saṃhitā. e determinado. Cada um tornouse o professor de sua própria coleção. estavam completamente desenvolvidas na data da compilação deles. Ao oferecer quaisquer opiniões sobre esses pontos. Havia. (não substância). Das Saṃhitās do Ṛg Veda a única agora em uso é a atribuída a um professor chamado Vedamitra ou Śākalya. e. e estudo. parecem ter sido seguidas por diferentes escolas. Vol. sem dúvida. É. já familiarizadas com os hinos dos respectivos Vedas. mas elas consistiam. as do Yajur Veda – distinguido como duplo. portanto. depois do seu triunfo sobre os Kurus – e que várias outras pessoas eruditas. lendas poéticas. até que as Saṃhitās do Ṛg Veda chegaram a dezesseis ou vinte. os hinos do Sāma. zelo e competência. 4.

e em aprovação do rito em sua honra. ou façanhas do passado. embora as frequentes alusões ao acendimento ocasional da chama sagrada estejam bastante em desacordo com essa prática. nem qualquer referência a um lugar público de adoração. e há uma variedade considerável de sacerdotes oficiantes – em alguns casos. a partir dela. vacas e cavalos. ou orações. gado. alimento. no entanto. autoridades imperfeitas. no qual sua presença é invocada. dos primeiros. por ora. e. ou hinos. que os homens preservavam o fogo constantemente aceso em suas residências (1. pelo professor Burnouf e pelo Dr. são recitadas e glorificadas. na Kuśa. se refere. Roth. a partir de algumas passagens.) 12 1. proteção contra inimigos. posteridade. vida. o resíduo era bebido pelos assistentes. e suas bênçãos. pessoalmente. Palestra 3. ou erva sagrada. às vezes. simbólicos. É verdade que nós temos um campo um pouco mais amplo para especulação. da prece. a generosidade. ou Yajamāna.27 adicional que possa ser produzida. por causa do seu estado parcial e isolado. e é claro que o culto era totalmente doméstico. Que vítimas animais eram oferecidas em ocasiões específicas pode-se inferir de alusões breves e obscuras nos hinos do primeiro livro. em uma câmara apropriada para o propósito. especialmente quando eles são representados como hostis à celebração de ritos religiosos. às vezes. no chão. e. mas elas não são nem frequentes nem. em retribuição de quais encômios. embora raros. em um lugar. um sacrifício de um cavalo. É dito. que foram traduzidas e publicadas por outros estudiosos de sânscrito. ele é rogado a conceder bênçãos sobre a pessoa que instituiu a cerimônia. em todos os casos. às vezes.8. Langlois. ou recitador. 11 No segundo Aṣṭaka. A adoração que os Sūktas descrevem compreendem oferendas. sua destruição. e em partes separadas de outros livros. em alguns. O poder. e. Será suficiente. espalhada no chão. para a manutenção de um fogo permanente. Colebrooke. O Sūkta quase invariavelmente combina os atributos de prece e louvor. antes.73. e deduzirmos. a vastidão. dezesseis – pelos quais os diferentes ritos cerimoniais são realizados. às vezes. nota. necessariamente. 6. a respeito da fé religiosa e mitológica do povo da Índia – cujos sentimentos e noções os Sūktas enunciam – e das circunstâncias da sua condição social. na cerimônia. nós temos dois hinos sobre a ocasião do Aśvamedha. a bondade. ou. e. às vezes. vitória sobre eles. algumas das conclusões mais importantes às quais ela parece levar. sete. nos outros três livros. necessariamente. são. no entanto. 10 . 11 e é deduzível. principalmente. nos limitarmos à evidência à mão. e. e o suco espremido e fermentado da Planta Soma. aspergido sobre o fogo. qualquer parte. mas não tão comumente. e por quem os Mantras. As últimas. especialmente pelo Sr. que sacrifícios humanos não eram desconhecidos. prece e louvor. Langlois. embora brevemente. traduzidos pelo Sr.12 Há poucas indicações de uma esperança de imortalidade e de felicidade futura. embora ele pareça ter sido. também sobre o autor. não parece ter tido. às quais ela ocasionalmente. e até mesmo a beleza pessoal do deus abordado são descritos em melodias altamente laudatórias. A cerimônia acontece na casa do adorador. em outras palavras. de um tipo temporal e pessoal – riqueza. Hinos 5. às divindades invocadas – de que maneira não aparece exatamente. (Veja a Tradução do Sr. oferendas e libações: manteiga clarificada derramada no fogo. oferecido. ou. são recitados.4). em sua maioria. e as oferendas habituais podem ser consideradas como consistindo em manteiga clarificada e no suco da Planta Soma. em conchas.51. O adorador. pessoas que não professam a mesma fé religiosa. e. Mas essas são exceções. As primeiras são.10 Não há menção de qualquer templo. portanto. provavelmente. pode ser observado que eles não parecem oferecer nada materialmente contrário ao teor do primeiro Aṣṭaka. e das libações e oblações que ele é solicitado a aceitar. As bênçãos pedidas são.

como identificado com Agni. Não há nada. na forma de raio. ou a combinação trina de Brahmā.13 Os deuses principais do Veda são. de Kālī. ao posto de divindades. de modo a obrigar os deuses a cumprirem os desejos do adorador – nada daquela necessidade imposta que forma uma figura tão evidente e característica na mitologia hindu de uma data posterior. ou expiado. anunciadas claramente. mas o termo tem. Por exemplo. mas como o calor da digestão e da vida. embora. e até destruição. ter alguma relação com um atributo característico de Śiva – o uso de seu cabelo em uma trança peculiar. 140. no entanto. Também não há o menor indício de outra característica importante do hinduísmo mais recente. De qualquer forma. como simbolizada pela sílaba mística Om. também. embora repleta de perigos. mesmo nos Purāṇas. de Kṛṣṇa. O tom no qual esses são solicitados indica uma tranquila confiança em sua concessão. . pedidos para livrarem o fiel do pecado de todo tipo. O primeiro compreende o elemento do Fogo sob três aspectos: primeiro. ou a palavra pode ser uma interpolação. a Trimūrti foi o primeiro elemento na fé dos hindus. tanto quanto sabemos até agora. pelo menos. nunca ocorrem. pela qual a realização de austeridade por um período contínuo obriga os deuses a concederem a bênção desejada. como um retorno pelos benefícios que se supõe que os deuses derivam das oferendas feitas a eles. e a possibilidade da sua obtenção por seres humanos exemplificada no caso dos semideuses chamados Ṛbhus – elevados. o sol. Yama e seu ofício como soberano dos mortos são aludidos obscuramente. embora a imortalidade dos deuses seja reconhecida. e não existe a menor alusão à forma na qual. de Mahādeva. Os nomes de Śiva. parece. para eles próprios. de Rāma. em alguns poucos casos. Livro 1. em tal penteado. é de origem e identificação muito duvidosas. em épocas posteriores. ou meio do céu. ele parece ter sido quase exclusivamente adorado na Índia – a do Liṅga ou Falo. a Trimūrti. ou religioso. e. que indique qualquer potência especial na prece. uma forma ou de Agni ou de Indra. a aparência de Śiva. Viṣṇu e Śiva. uma significação diferente – agora esquecida – embora ele possa ter sugerido. Kapardin pode indicar a cabeça dele sendo cercada por chama radiante. cap. embora. Os principais objetivos das preces. como a luz. mas que. o 13 Creuzer. nos últimos dez séculos. e a segunda foi o Liṅga. de acordo com a maior autoridade sobre as religiões da antiguidade. ele é descrito como o pai dos ventos. no Veda. no Veda. em um hino. e. em uma ou duas passagens. como existe na atmosfera. são benefícios de um caráter mais mundano e físico. uma diferença marcante entre a mitologia do Ṛg Veda e a dos poemas heroicos e Purāṇas. Agni e Indra. evidentemente. segundo. de fato. ao passo que as divindades que são os grandes deuses – os Deuses Maiores – do período subsequente são ou totalmente não mencionados no Veda. mas eles lá cumprem funções muito subordinadas. Os deuses adorados não são desconhecidos aos sistemas posteriores. e dos louvores que dão a eles maior energia e poder aumentado. nenhum outro epíteto aplicável a Śiva ocorre. e é. ou hino. p. porém. e o princípio vivificante da vegetação. O epíteto Kapardin. que é aplicado a ele. de Durgā.28 em geral. em satisfazer suas necessidades corpóreas. é identificado com Śiva. como existe na terra. em época posterior. ódio à mentira e aversão ao pecado sejam manifestados. terceiro. como ele está manifestado nos céus. não só como fogo culinário. Há pouca procura por benefícios morais. Nós temos um Rudra. Proteção contra os maus espíritos ( Rākṣasas) é. também. como foi citado acima. provavelmente. enquanto. e os deuses são. que. A próxima questão é: quem são os deuses a quem os louvores e preces são dirigidos? E aqui encontramos. por sua devoção. solicitada. 1. a esperança é pronunciada que esse último possa ser arrependido. Religions de l’Antiquité. ou são citados em um âmbito inferior e diferente.

Ele é identificado com Yama. Como o fogo do sacrifício. que convoca os deuses para a cerimônia. de gado. no Veda. com o Sol. Se atentarmos mais particularmente aos atributos de Agni. O significado desse mito é. de riqueza. Varuṇa. aos membros da qual muitos dos hinos do Veda são atribuídos. desfrutando de juventude perpétua. e a alegoria transmitida por outros. o Purohita. pelas oblações que ele leva para eles. Ele é conhecido sob muitas e diferentes denominações. ele é o Hotṛ.72. no entanto. que realiza o rito em nome do dono da casa. o que dá a entender claramente que essa família sacerdotal. o qual ele parece ter ocupado na dos antigos persas. e suas manifestações são conhecidas como Ādityas. A lenda de ele se esconder nas águas.31. o trabalho dos Brāhmaṇas. e seu detalhamento mais minucioso é. enquanto o ato de oferecer essas oblações é o dever de um filho. e. o identifica com Aṅgiras. e atribui a multiplicação. e com o eterno Vhedas (1. em outro. ele é o servo dos homens e deuses. a ser praticado. o concessor de vitória. é reconhecido e louvado com hinos como um deus.1).3). não raro. . o sol não ocupa aquele lugar de destaque. na qual se diz que os Aṅgirasas primeiro asseguraram Agni. ou sacerdote familiar. não é narrada muito explicitamente. bastante palpável. ele é imortal. o destruidor e renovador de todas as coisas. também. Mitra. Agni é expressamente chamado de o primeiro e principal Aṅgiras (1. ou introduziu o culto com fogo. que. como quando se diz que ele é tanto o pai quanto o filho dos deuses – nutrindo-os. das ocasiões no qual o fogo constituía um elemento essencial da adoração dos hindus. Bhaga e Tvaṣṭṛ. e os corpos planetários. de alimentos. igualmente sugere o último. o significado é suficientemente óbvio: aqueles de um caráter físico falam por si mesmos. Mesmo assim. Varuṇa. em um lugar (1.2). embora citada em mais de um lugar. bem como nos Purāṇas.1. explicado em outra passagem. O Sol. ou a má interpretação de um fenômeno natural que parece ter causado uma grande impressão. por fim. e muitas divindades inferiores são consideradas meramente suas manifestações. ele viaja em um carro puxado por cavalos vermelhos. dotado de poder e esplendor infinitos.29 amanhecer. Personificado como um deus. Mitra. de vida.71. O teor da lenda. nota.14 Dos atributos de Agni. como Viṣṇu. atribuídos a ele. por medo dos inimigos dos deuses. é um Patriarca e Ṛṣi. ele pode assumir a forma ou natureza de qualquer outro deus que seja invocado para um rito cerimonial. a Aṅgiras e seus descendentes. a alma de todos os seres móveis e imóveis. provavelmente. como quando é dito que Agni é o filho do Vento. aparentemente. incluindo vários dos nomes preservados nos Purāṇas. ou surge. encontraremos neles aquela confusão que pode ser esperada por causa dos vários personagens que ele desempenha. na liturgia vêdica. que nada mais são do que o Sol diversificado como presidindo cada mês do ano solar. ou sacerdote. é. daí devotos subsequentes preservaram seus fogos e praticaram seus ritos (1. Uma curiosa série de alusões. como ela foi depois expandida nos Brāhmaṇas e poemas heroicos. ou escola. ou universalidade. Aryaman. em geral.6. evidentemente de uma antiguidade remota. como um pai. de saúde. As alusões dos Sūktas podem ser uma indicação figurativa do calor latente existente na água. usado em lugar da repetição do nome Agni. levando as invocações e as oferendas dos primeiros aos últimos. e ele é venerado principalmente como o representante celestial do Fogo. Pūṣan. em tempos posteriores – a emissão de chamas a partir 14 Veja a passagem do Mahābhārata citada em 1.1. e o fundador de uma célebre família santa. naturalmente. ele é a fonte e o difusor de luz. de fato. de noções hindus. Os atos e atributos de outros deuses são.6). ou o expandiu e organizou nas várias formas nas quais ele veio. Aṅgiras é.

dessa doença. movendo-se. o concessor de vitória para seus adoradores. ou na forma de ar inflamável. com demasiada rapidez. entre o céu e a terra. Como Agni e Indra. o caráter guerreiro de Indra em outras ocasiões. individualmente. como quando ele é dito ter elevado o sol. e o concessor de todas as bênçãos temporais. o destruidor dos inimigos dos ritos religiosos. Cap. Essa disputa com as nuvens parece ter sugerido.30 da superfície da água. e surge. como observado pelo Sr. apenas três Sūktas dirigidos a ele. um Asura. ou como resultado de ação vulcânica submarina. no primeiro livro. [pág. ser mais vasto do que o céu e a terra. é representada como combatendo Indra com todos os atributos de um inimigo pessoal. na adoração hindu. e de garantir o triunfo daqueles que ele favorece. particularmente na qualidade de mandar chuva.7). reconhece uma diferença de grau na relativa dignidade dos deuses. do que poderíamos antecipar a partir da magnificência visível desse luminar. Nève. ele é o possuidor e doador de riquezas. ou rei dos Asuras. na descida das chuvas fertilizantes. De outro. o que pode ter dado origem à lenda mais moderna de ele ter curado Sāmba. ocupa um lugar muito menos visível. É dito que ele é curador de lepra. O Sol. que trava uma guerra duvidosa com o rei dos deuses. a alegoria original é perdida de vista completamente. daquele caráter de bravura pessoal derivado da sua derrota metafórica de Vṛtra. 8. obviamente.15 A deificação de Indra é mais consistente. Essa propriedade é descrita metaforicamente como um conflito com as nuvens. ou dos sacerdotes ou dos deuses. e da adoração dele por nações vizinhas. quando originalmente unidos (1. embora. ele é o dador de bênçãos temporais para seus adoradores. a metamorfose sugira alguma analogia entre ele e Júpiter-Amon. personificada como um demônio chamado Ahi ou Vṛtra. se isso não for um enxerto não autorizado sobre o tronco original. e que tem o efeito de inspirá-lo com entusiasmo e coragem. Nós temos. e ele é descrito especialmente na forma de deus das batalhas. como o descobridor e salvador das vacas. e Vṛtra se torna um personagem real. da tradução em português de 2012]. e até mesmo em sua idade. O texto do Veda. e fixado as constelações no céu. Sua participação nas guerras de tribos e príncipes. porque ele não tem funções incongruentes a cumprir. Um mito popular o representa. e nos poemas heroicos e Purāṇas. como é dito às vezes. ferimentos e morte. e tê-los separado. 245. Viṣṇu Purāṇa 3. em uma carruagem puxada por dois cavalos de patas brancas. que se refere a ele na forma de um carneiro. até que são atacadas e atravessadas pelo raio de Indra. a linguagem de fato e ficção é suscetível de ser misturada e confundida na descrição desse conflito. Nas versões do conflito encontradas em obras posteriores. nenhuma explicação muito satisfatória é dada. e a nuvem. para os autores dos Sūktas. ele é a fonte de luz. pertence à parte poética da personificação. Sūrya ou Savitṛ. na batalha. embora uma lenda seja concebida para responder pelas últimas. por sete – significando os sete dias da semana. filho de Kṛṣṇa. e como sofrendo. Como Agni. referências alegóricas à localidade do firmamento. e da ação real da eletricidade da atmosfera. que são relutantes em se desfazer dos seus estoques de água. e eles não transmitem muito notavelmente reconhecimento expressivo da sua supremacia. em uma passagem notável no primeiro livro. Como em todas as alegorias. Ele é uma personificação dos fenômenos do firmamento. 15 Veja a lenda de Aurva. quando adorado devotamente. também. sem dúvida. Ele é representado como de olhos dourados e mãos douradas. que tinham sido roubadas por um Asura chamado Paṇi ou Bala. . e o destruidor das cidades dos Asuras. Alguns dos atributos dele são. mutilação. ou. e quando propiciado pelo suco Soma. nota 1. o qual parece ser mais especialmente apropriado para ele. meras figuras de linguagem.62.

e. seja alegórico. de Rudras. mas sem sucesso. ou até mesmo com o Universo. Com Mitra. em todos os quais não temos traço da posição que lhe é atribuída. anunciado que eles eram. Entre os deuses menores. e. unidos a ele na batalha com Vṛtra. mas também é dito. expressando a ação do vento sobre o fogo. isso. O título de rei ou monarca. mas nenhuma alusão à noção de Avatāras ocorre no Veda. e. associados. o significado de quais filiações não é muito claro. na mesma estrofe. aqui mencionados. parece não ter nenhuma base melhor do que uma etimologia proposta do nome – "Não (mā) chore (rodīh)" – que é meramente fantasiosa. em geral. também. são frequentemente tratados como os atendentes e aliados de Indra. além da sua conexão com o sol.31 proclamando veneração aos grandes deuses. Os Ādityas. tem. e auxiliando e estimulando os esforços dele. no primeiro livro. ou Ventos. provavelmente. nessa qualidade. ele é chamado de senhor da luz. O comentador se esforça para ligar a história da origem deles com aquela narrada nos Purāṇas. mas ele é mencionado como Trivikrama. em conjunto com Varuṇa. É. O comentador diz que ele é um deus que preside o dia. principalmente em associação com Indra – com quem ele é identificado por comentadores do Veda. são os três períodos do curso do sol – sua ascensão. Varuṇa ocupa um lugar muito mais visível nos hinos: é dito que ele é um deus que preside a noite. cujo principal propósito é pedir a proteção dele em uma viagem. também. Eles são chamados de filhos de Pṛśni. as constelações são chamadas de seus atos sagrados. que são naturalmente associados ao firmamento. Os Maruts. alegórica.16 Mitra nunca é abordado sozinho: ele aparece entre os Viśvedevas (ou deuses coletivamente). (1. em seu comentário sobre o Nirukta. em Vāyu. Eles são. Pouco é falado dos Ādityas coletivamente. pelo contrário. Aryaman nunca é citado sozinho. aos jovens. 16 . mais usualmente. absurda como ela é. mas alguns deles são abordados individualmente. com a Terra. são representações figurativas de fenômenos físicos. mas pouco é dito sobre ele. e torna amplo o caminho do sol. ele conhece o rumo dos navios. que tem. além de ser mencionado ocasionalmente. com Mitra e Varuṇa: nós temos um texto identificando-o com o sol. que. identificada. um dispensador de água. Pūṣan. uma parte importante da adoração é desfrutada por um grupo declaradamente subordinado a Indra – envolvendo uma alegoria óbvia – os Maruts. ou Sóis menores. embora. no entanto. originalmente. e a última. sem dúvida. e ele sustenta a luz no alto. As noções nutridas sobre Varuṇa. de soberano das águas. e há pouca dúvida de que os três passos. embora não seja muito pior do que outras explicações do nome que os comentaristas têm sugerido. uma metáfora óbvia. em qual caso ela é. afasta o mal. e protege o gado. e o comentador diz que ele preside o crepúsculo. e diz-se que a lua se move pelo comando dele. é dito que ele é o Isso é expressamente afirmado desse modo por Durgācārya. 22. o que o Sr. um deus do vento. em algumas ocasiões. nessa parte do Veda. e. que ele conhece o vôo das aves e a sucessão periódica dos meses. especialmente contra ladrões. também. ou Terra. e sua natureza feroz e impetuosa. ou filhos de Rudra. Isso pode ter sugerido a lenda. o caráter de mãe dos deuses. de fato. Colebrooke pensou que pode ter formado a base da lenda purânica do Avatāra anão. culminação e ocaso.27. de explicação fácil. e se tornaram imortais por adorarem Agni. Não há hino separado para Viṣṇu. Nós temos. ele concede riqueza. evidentemente. – Veja Burnouf. um hino para si próprio.13). Sua participação na produção de chuva. 3 do Bhāgavata Purāṇa. é muito comumente ligado ao seu nome. p. mortais. o que é. são especialmente os filhos de Aditi. Rājā ou Samrāṭ. com Agni. permanecendo no oceano. aos menores. e aos velhos. ou aquele que deu três passos ou passadas. não parecem ser muito precisas. ou associado com Varuṇa e Aryaman. na mitologia posterior. Introdução ao vol. é dito dele. também. Em uma passagem muito obscura.

ligados. mas quase todo o Sāma Veda é dedicado ao seu louvor. que preside a terra. e identificáveis com. ou sol. Eles são. como sua mãe. também. é. também. e eles pertencem. mas é ditada pelas propriedades óbvias da manhã. como luminares divinos. sem dúvida. daquela ferocidade e ira que pertencem ao Rudra de uma data posterior. é verdade. bem como a surpresa. não são explanadas muito distintamente nessa parte do Veda. A única explicação da qual isso é suscetível é. de matador de heróis. ou solar. mas pode-se duvidar se ele compartilha. totalmente diferente de qualquer adoração da lua ou dos planetas. auxiliando-os em suas necessidades. Ele é chamado. De Rudra. naturalmente. em qualquer grau notável. são consideradas personificações de Agni. Eles são. ou Uṣas. ao se familiarizarem pela primeira vez com seus efeitos. com o sol e a lua. mais à mitologia heroica. da qual eles não parecem ter participado com o sol. Eles são chamados de Dasras – destruidores. Semideuses que são. Isso. concedendo benefícios para seus adoradores. As propriedades características dessa divindade. e.32 deus. o Āditya. Em um lugar é dito. e como se envolvendo com uma variedade de transações humanas. A grande importância atribuída ao suco dessa planta é uma parte singular do antigo ritual hindu: ele é suficientemente proeminente mesmo nessa parte do Ṛg Veda. talvez. ao omitir a adoração dos planetas. ou de inimigos ou de doenças. pouco mais do que uma repetição do Soma Maṇḍala do Ṛc. as quais. Seus assuntos parecem estar mais na terra do que no céu. com o atributo adicional de presidir a prece. objetos de louvor. o caráter é incerto. de fato. embora a lua pareça ser ocasionalmente indicada sob o nome Soma – especialmente quando citada como dissipando escuridão –o nome e a adoração são. dependentes de. e são citados como os precursores da alvorada. não raro descritas pitorescamente e poeticamente. O Sabeísmo dos hindus – se pode ser assim chamado – é completamente diferente daquele dos caldeus. cuja linguagem não envolve mistério. seus dirigentes. muitas alvoradas. Tenta-se afastar pela prece os efeitos da ira dele sobre homens e . no entanto. permitindo-lhes frustrar ou superar seus inimigos. do suco fermentado da planta deve ter excitado em mentes simples. igualmente. puxado por burros. viajando em um carro de três rodas e triangular. Brahmaṇaspati. embora incluindo certas divindades femininas e objetos insensíveis. por suas façanhas. têm seus respectivos partidários. aplicados à planta Soma. no entanto. parece ser identificável com Agni. e livrando-os da dificuldade e do perigo. do oceano. em diversas passagens. Agni não parece ter quaisquer múltiplos subordinados. como as portas do salão de sacrifício. ou antes. ou melhor. que eles têm o mar (Sindhu). As constelações nunca são mencionadas como objetos de veneração ou culto. e esse é. com muito mais frequência do que qualquer um dos anteriores (exceto os Maruts). tanto quanto podemos compreender seu caráter a partir das estrofes ocasionais dirigidas a ele. de um modo muito menos duvidoso. aparentemente. que a descoberta das propriedades estimulantes. chamados de Nāsatyas – em quem não há falsidade. real ou personificada. pois eles são os médicos dos deuses. A conexão da aurora personificada. são os dois Aśvins – os filhos do Sol. no entanto. em qual período eles devem ser adorados com libações de suco Soma. com o sol forma uma parte natural da adoração solar: vários hinos são endereçados a ela. ou Uṣasas. o deleite. segundo a mitologia ulterior. mas Indra também o é. se não inebriantes. Indra e Savitṛ. ao brilho do sol. exceto nas deificações muito anômalas chamadas Āprīs. a Asclepias acida. como afirmam algumas autoridades. bonitos. Eles são representados como sempre jovens. do que à celeste. mas de cuja origem nós não temos tal lenda no Veda. que se erguem. mas é explicado que isso sugere a sua identidade. portanto. tanto quanto avançamos até agora.

invocado como sábio e generoso. ou que a adoração de tais elementos 17 Nirukta. e afirma que existe só um deus. de forma inequívoca. no entanto. Mitra. Os Viśvadevas. Nós verificamos desse modo que a maioria.115. ou firmamento. A noção de uma alma do mundo pertence. Nós podemos. uma passagem que. como a classe específica que é citada por Manu. no firmamento. e nós não temos. o criador da fertilidade. em apoio dessa doutrina. que mal podemos pensar que eles foram inspirados por qualquer sentimento profundo de veneração ou de fé. em uma passagem. os objetos da adoração primitiva dos hindus – o fogo. no texto. no Veda. em um hino dedicado exclusivamente a esse deus (1. de cada um dos quais há muitas denominações. concordar em aceitar a afirmação de Yāska. nessa parte do Veda. Se os autores deles nutriam qualquer crença em um criador e governante do universo certamente não aparece a partir de qualquer passagem encontrada até agora. “três deuses: Agni. com o último. uma expressão que deve. e o resto. o céu. Até agora. a considerar Rudra como uma forma ou denominação do fogo. e nos Purāṇas.4. e da variedade de suas funções”. que “todos os deuses são apenas partes de um ātman.17 A Anukramaṇikā vai mais longe. se não todos os deuses citados nos hinos do Ṛc – até onde os do primeiro Aṣṭaka se estendem – são resolúveis em três: Agni. se aplica apenas ao Sol. sem dúvida. da noite.27. e instrutora dele na realização de sacrifício. também.1) de ‘a alma de tudo o que se move ou que é imóvel’. Das outras personificações divinas que ocorrem nesse primeiro livro os detalhes são muito poucos para autorizar qualquer generalização incriticável. mas nós temos o nome aplicado.5. Algumas delas são como toda religião imaginativa cria: personificações da terra. são chamados de filhos dele. mas o que isso significa requer maior elucidação. Daivata Kāṇḍa. ao mesmo tempo. Rudra pode ser identificado com Indra. – como o sol é apenas uma manifestação do fogo. a Grande Alma (Mahān Ātmā). e suas características peculiares são. são adoradores de Agni. sendo os mesmos que os Maruts. e de coisas inanimadas. 1. também. e Sūrya. Como observado acima. sua presidência sobre plantas medicinais e remoção de doenças – atributos de um deus benevolente. mas são apenas citadas. não aparecem. – limitando a nossa negação à presente porção do Ṛc. mas não há fundamento para isso. ser compreendida figurativamente. os Maruts. de fato. Vāyu ou Indra. uma classe de deuses inferiores. no céu. na terra. de acordo com o comentador. e. Agni. Ou. não literalmente.33 animais. ou deuses universais. citando. mas ele é. portanto. subservientes à diversificação de seus louvores por causa da imensidão e variedade de seus atributos”. em outra. Agni e Indra. a planta Soma. provavelmente. ou Ventos. O termo denota. no entanto. ou Indra. materiais suficientes sobre os quais construirmos qualquer teoria sobre seus atributos e caráter. ou alma. Indra. por enquanto. ou pelas personificações alegóricas mais óbvias. são os seguidores de Indra. e podemos nos contentar. portanto. Varuṇa. .10). a um período muito posterior à composição dos Sūktas. que é chamado lá (1. e essa relação o igualaria a Indra. Não há nada. Há. ou fogo. – podemos separar todas as formas em duas. até mesmo o sol – são abordados em linguagem tão evidentemente ditada por atributos físicos palpáveis. Divindades femininas fazem seu aparecimento. mas. que. A única exceção é a de Iḷā. que há. a Agni. evidentemente. em seu próprio lugar. do mar. mas meramente como a agregação dos deuses em outra parte mencionados separadamente. sem que nada seja narrado a respeito delas. o ‘terrível Agni’. chamados Rudras. entretanto. e o sol. que é chamada de filha de Manus. e não maligno e irascível. expressivas de sua grandeza. e dador de felicidade. – para justificar a outra afirmação de Yāska.

e impedir seu progresso – com pouco proveito. por causa de lucro (1. porque os Árias mereciam o auxílio de Indra. que os hindus. e de cavalos e gado. ter sido um povo de pele clara. também. atrás de seus inimigos bárbaros.25. até certo ponto. porque é dito (1. um assaltante. especialmente como procedentes de homens de talento e observação evidentes. que são encontradas nos hinos. Por mais extravagantes que sejam as expressões.100. para levar seu gado. Que os hindus não eram nômades é evidente a partir das repetidas alusões às moradias fixas. Tem sido uma noção favorita. e incomodar seus realizadores. Eles eram um povo manufatureiro. é tornado provável por causa da expressão peculiar utilizada. o que é mais notável. em um grau ainda maior. abuso de conjetura para identificar os Dasyus com as tribos nativas da Índia. para Cutch e Gujarat.23.34 simples e manifestos os contemplava de qualquer outro ponto de vista que não símbolos do poder de um criador. pelo menos comparativamente. e. pois a arte da tecelagem. . Eles devem. no período da composição dos hinos. possivelmente ao longo do Sindhu ou Indo. dotados de mais do que atividade intelectual comum e agudeza de percepção. de alguns estudiosos eminentes.18) que Indra dividiu os campos entre seus amigos de cor branca.56. a qual se repete tão frequentemente. nós mal podemos imaginá-las terem sido proferidas a sério. especialmente a cevada (1. e cidades. A civilização deve ter. há pouca dúvida. também. não requerendo. os últimos são os Āryas: a raça Ária. significa um ladrão. e valendo-se de todas as oportunidades para atacá-los. eram um povo nômade e pastoral. mas tenta perturbá-los. Deixando a questão da religião original dos hindus para investigação ulterior. e Ārya. mas intrusa. Essa opinião parece se basear unicamente nas frequentes solicitações de alimentos. a derrubada de cujas numerosas cidades é tantas vezes falada. antes que eles pudessem ter se empenhado em navegação e comércio. dos Dasyus foram destruídas. uma benção que provavelmente não seria desejada pelos nativos de um clima quente (1. e os hindus devem ter se distribuído para o litoral. e aldeias. nós podemos agora considerar qual grau de luz essa parte do Veda reflete sobre a condição social e política deles. Um povo pastoral eles podem ter sido. e nós dificilmente podemos supor que eles tenham estado. um homem rico ou respeitável.64. mas os dois termos são usados constantemente. porque a adoção de um mês intercalado.116). já que essas. Eles parecem. se recusando a adotar o cerimonial dos Árias. ou que eles eram um povo do norte.14). uma tribo mais civilizada. Dasyu. em mais de uma ocasião. nesse aspecto.8). como é evidenciado por suas súplicas por chuva abundante e pela fertilidade da terra. mas eles eram. ou aldeias. e temos uma expedição naval contra uma ilha estrangeira. e pela menção de produtos agrícolas. ter feito algum avanço em cálculo astronômico. parece. ou continente (dvīpa). frustrada por um naufrágio (1. talvez. e como expressões de antagonistas religiosos e políticos. é mencionada (1. com o objetivo de ajustar os anos solar e lunar um ao outro. como contrastados um com o outro. ao pedir vida longa – quando o adorador pede cem invernos (himas). em linguagem posterior. e não é sustentada por quaisquer afirmações mais positivas. e que é muitas vezes definida significar aquele que não só não executa ritos religiosos. e a fabricação de ouro e de armaduras de ferro. Que eles tinham se expandido de um lugar mais ao norte. perturbar seus ritos. no texto do Veda. nós devemos entender pela expressão Dasyu. respeitável. depois de destruir as tribos nativas bárbaras. um povo agrícola. mas temos comerciantes descritos como se apertando energicamente a bordo de navios. portanto. e invasores estrangeiros da Índia. diante de cujo raio as numerosas cidades.2).15). também. Não apenas os Sūktas são familiarizados com o oceano e seus fenômenos. ou hindu. são citados. os trabalhos do carpinteiro. portanto. feito um progresso considerável. eles eram um povo marítimo e mercantil. ou Ariana.

mas a grande massa do ritual. Brahmā ocorre como o louvador. e personalidades do Veda.1). foi traduzido pelo Sr. p. uma inferência necessária. mas a nomenclatura evidentemente pertence a um período anterior à construção das dinastias do Sol e da Lua. Colebrooke. Brâmane.35 Nós não temos nenhuma indicação específica da condição política dos hindus. Que o último precedeu os primeiros por um vasto intervalo é. no entanto. Um hino que ocorre em uma parte subsequente do Veda.105. às vezes. a mesma que continuou a ser até a conquista muçulmana – dividida em partes entre os principados insignificantes. no oitavo Aṣṭaka. não é explícita de modo algum. nos Sūktas do Ṛg Veda. seu braço foi tornado um soldado (kṣatriya). embora. Vol. ou. O comentador explica que esse termo denota as quatro castas. até aqui. pois. que os sacerdotes oficiantes podiam não ser brâmanes torna-se evidente a partir da parte tida por Viśvāmitra no sacrifício de Śunaḥśepa. foram adotadas e transmitidas para os períodos posteriores. exerce as funções do sacerdócio. temos este verso: "Sua boca tornou-se um sacerdote (brâmane). Kṣatriya. Sempre que mencionada coletivamente. portanto. 7. embora algumas questões muito importantes ainda precisem ser respondidas. literalmente. a linguagem dos Sūktas – do primeiro Aṣṭaka. é. e todo o corpo dos personagens heroicos e purânicos. A partir desse estudo dos conteúdos do primeiro livro do Ṛg Veda. Brahma geralmente implica oração. Upaniṣads.7): "Se vocês. preservação (1. é dito que a humanidade é separada em cinco tipos. 18 . ou louvor. sua coxa foi transformada em um lavrador (vaiśya). ocorre. no qual as quatro castas são especificadas por nome. cinco homens. e a condição das províncias da Índia ocupada pelos hindus era. nenhuma alusão às quais. alguma vez se deleitaram [na casa de] um brâmane.108. Há uma frase que é a favor de considerar o brâmane como o membro de uma casta. Vaiśya e Śūdra. assim denominado. em um lugar. Nós não encontramos as denominações Kṣatriya ou Śūdra em nenhum texto do primeiro livro. ou recitador do hino (1. ou como o sacerdote específico. Indra e Agni. pois o imenso e complicado mecanismo de toda No Puruṣa Sūkta.18 Mais pesquisas são necessárias. que. sem dúvida. sob príncipes pequenos e disputantes.1). a qual ocorre. e diferem daqueles dos poemas heroicos e Purāṇas. e personificações. é indiscutivelmente evidente que os hinos que o compõem representam uma forma de culto religioso. sejam Brāhmaṇas. com modificações importantes. as distinções de casta. ou Purāṇas. lá. Sobre um assunto de primordial importância na história da sociedade hindu. e em nenhum dos casos implica necessariamente um brâmane por casta. expressa as impressões recebidas da sua própria época. nem parte. mencionada. um sinônimo de homem em geral. e a lenda usual da origem delas a partir de Brahmā. ou classes. que preside o cerimonial de um sacrifício (1. e uma condição de sociedade muito diferentes daquelas que encontramos em todas as outras autoridades escriturais dos hindus. Asiatic Researches. então venham para cá". naturalmente. mas em qual sentido é questionável. mas Sāyaṇa. – Colebrooke sobre as Cerimônias Religiosas dos Hindus. todos os deuses mais populares. não têm lugar. um kṣatriya por nascimento. Os príncipes citados são. embora. dos seus pés surgiu o homem servil (śūdra)". descritos como em hostilidade uns com os outros. exceto a especificação de diversos nomes de príncipes. pois Viś. nem aquela de Vaiśya. antes que um parecer final possa ser pronunciado. Várias noções. Uns poucos são idênticos. sem dúvida. não raro. segundo a tradição. ou. ou alimento sacrifical. distinguindo-a da casta militar (1. na sua forma masculina.15). ou seres (pañca kṣitayaḥ). Na forma neutra. muitos dos quais são peculiares ao Veda. Itihāsas (ou poemas heroicos). Brâmane é encontrada. mas mesmo isso mal pode ser considerado como decisivo. pelo menos.10. portanto.80. ou Niṣāda. e a bárbara. 251. possivelmente as principais leis e distinções da sociedade. ou de um Rājā [príncipe].

organização. que parece ser o sistema mais antigo. e não podemos admitir menos de quatro ou cinco séculos para a composição e circulação dos hinos. talvez. tinham ocorrido. reconhecidamente. Isso nos levaria. Agora. regras para a aplicação das passagens citadas nos Brāhmaṇas para cerimônias religiosas. necessariamente posteriores à Saṃhitā e ao Brāhmaṇa. provavelmente. Dos Sūtras filosóficos. então. ou sexto. no intervalo. nós não podemos colocar Manu abaixo do quinto. nem Rāma. evidentemente. após o que vêm os Brāhmaṇas. portanto. e remodelação delas. desse modo. consequentemente.36 a literatura e mitologia dos hindus deve ter tido um desenvolvimento lento e gradual. Essas obras eram. e a formação de principados poderosos. destinadas a explicar e esclarecer a filosofia e as práticas do Veda. Colebrooke. caindo no esquecimento. além do qual temos todo o corpo filosófico e literatura vêdica. Müller. independente do Veda. é. Considerações deduzidas do progresso provável da literatura hindu são calculadas para confirmar esse ponto de vista da distância que separa a época do Veda daquela dos escritos posteriores. são igualmente indicativos do lapso de séculos entre a composição dos Sūktas e a data das primeiras obras que são posteriores às grandes mudanças religiosas. todos esses escritos são mais antigos que Manu. Manu não cita Avatāras. conjeturando que as prováveis datas dos poemas heroicos são aproximadamente o terceiro século AEC. e. citando seus conteúdos de um modo que prova que a sua compilação coletiva tinha se tornado extensivamente corrente e era facilmente identificável. ao sétimo. uma sucessão de escolas envolvidas na coleta. ou oitavo. nem Kṛṣṇa. pelo menos. cuja cosmogonia é. Isso nos levará à mesma era que aquela que foi previamente calculada. e é. a expansão dos hindus pela Índia. a origem e a sucessão das dinastias reais. uma leve sugestão de que opiniões budistas estavam começando a exercer uma influência sobre as mentes dos homens – na admissão que a maior das virtudes é a abstinência de dano aos seres vivos – o que faria suas leis posteriores ao sexto século AEC. e os Purāṇas provavelmente não são meras invenções. são encontradas nos Sūtras litúrgicos. que citam os Brāhmaṇas como suas autoridades. que o Brāhmaṇa exibe. embora atribuídas a nomes de celebridades antigas – Jaimini e Vyāsa. também. declaradamente. os poemas. o Mahābhārata. obras de autores aos quais uma grande antiguidade é atribuída – Āpastamba. do Sāṃkhya e do Vedānta. antes de eles serem reunidos nas Saṃhitās. O Sr. Os próprios Sūktas são. um sistema de ecletismo compilado das Upaniṣads. como muitas das tradições genealógicas e históricas preservadas pelo Rāmāyaṇa. Se os hinos da Saṃhitā são genuínos – e não há razão por que eles não deveriam ser. e outros. e. para a época do Brāhmaṇa. ou cerca de doze ou treze séculos AEC. em Manu. Nós temos. e muitas de cujas leis. todos desconhecidos da Saṃhitā. os Vedānta Sūtras sendo. No entanto. Depois dos Brāhmaṇas vêm os Sūtras. eu tomei conhecimento por intermédio do Dr. a partir de dados . Kātyāyana. admitido ser muito anterior ao crescimento do culto deles como estabelecido no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. sociais e políticas que. posteriores às Upaniṣads. as peças de teatro. tanto civis quanto religiosas. e são. levar a uma aproximação da era do primeiro. mas podem ter tido suas bases na realidade. Mas. se há alguma sombra de verdade nas partes históricas do Rāmāyaṇa e do Mahābhārata – e deve haver alguma. Há. mas a Pūrva e Uttara Mīmāṃsās são. composições de vários períodos – como podemos concluir de evidências internas – e estavam. contemporâneas dos aforismos litúrgicos. o Sāṃkhya. e a ocorrência daquelas mudanças importantes. então o curso de eventos. pelo menos. possivelmente. mil anos não seria um intervalo muito longo para as condições alteradas que são descritas nas composições mais antigas e nas mais recentes.

Pareceu-me. ou Sūtras. ou Ṛṣi. . porque ele coloca a sua agregação. A primeira interpreta o texto original. pois. 20 Sāyaṇa Ācārya era o irmão de Mādhava Ācārya. Nós não podemos estar muito errados. Eu tenho. Prefácio. ao lidarmos com a cronologia hindu. os Sūktas do Ṛg Veda. 283. se não uma desculpa. XIV. p. no entanto. se alguma lenda é brevemente mencionada. Sāyaṇa prefacia cada Sūkta por uma especificação do seu autor. são citados. nem épocas fixas. a quem ele é endereçado. Maṇḍala. Adhyāya. que eles se utilizaram dos meios que sua situação e influência lhes garantiam. em vez de tentar expressá-las por meio de equivalentes em inglês. sem dúvida. daria aos Sūktas uma antiguidade maior. um conhecimento do seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. ou Saṃhitā. segundo o sistema de Pāṇini. e muitas obras importantes são atribuídas a eles – não só escólios sobre as Saṃhitās e os Brāhmaṇas dos Vedas. por manter as denominações originais das divisões do Veda como Saṃhitā. ele tinha. 8. sem dúvida. Müller. de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. sem dúvida. para nos guiar. quatorze séculos AEC. Além dessas divisões do seu comentário. Ao propor as datas acima. pelo ensino tradicional.37 astronômicos. e deve ter estado em posse. Palestra. indicadas por seus títulos apenas. e são intraduzíveis. Os escólios de Sāyaṇa sobre o texto do Ṛg Veda compreendem três partes distintas. a parte seguinte do comentário é uma análise gramatical do texto. o primeiro-ministro de Vīra Bukka Rāya. 483. e em considerar que eles estão entre os registros mais antigos existentes do mundo antigo. e Seção pudessem ter sido usados como 19 20 Asiatic Researches. Rājā de Vijayanagara no séc. Essas duas últimas partes são puramente técnicas. da estrutura rítmica dos vários Ṛcas. e seus detalhes peculiares não podem ser determinados sem uma investigação mais trabalhosa do que a importância ou interesse do assunto me pareceu demandar. Ṛg-Veda. do deus. embora a interpretação de Sāyaṇa possa ser. publicados. mas obras originais sobre gramática e lei. pois. talvez. e. pelo Dr. O texto que serviu para a seguinte tradução compreende os Sūktas do Ṛg Veda e o comentário de Sāyaṇa Ācārya. principalmente. Livro. a partir de uma compilação de manuscritos. questionada. desde os tempos mais primitivos. Anuvāka. portanto. ou estrofes. ocasionalmente. uma data não muito distante da que é aqui sugerida. que. dos quais ele deu uma descrição em sua Introdução. o fato sendo. Ambos os irmãos são célebres como estudiosos. portanto. Hino. no entanto. nem história comparativa. Sūkta e Varga. 7. Círculo. porque as cerimônias são. se não a todos. Aṣṭaka. não temos marcos dignos de confiança.19 Tudo isso deve. ou deuses. um patrono generoso da literatura hindu. em atribuir uma data muito remota à maioria. ou daquele dos seus assistentes. Capítulo. ou de partes dele. e do Viniyoga. a aplicação do hino. ou através do seu próprio conhecimento. ou melhor. Suas obras foram. embora os termos Coleção. não se pretende nada mais que conjetura. ser recebido com grande reserva. contribuíram com seu próprio trabalho e erudição. e empregaram os brâmanes mais eruditos que puderam atrair para Vijayanagara nas obras que levam o nome deles. uma justificativa. e ela pode estar longe da verdade. compiladas sob vantagens peculiares. e são merecidamente tidas na mais alta estima. cujos aforismos. narra-a em detalhes. preenche qualquer elipse. o traduz para um sânscrito mais moderno. aos ritos religiosos nos quais eles devem ser repetidos. também. que oferecer. A primeira parte constitui a base da tradução inglesa. Eu fui incapaz de fazer uso dessa última parte da descrição. Vol. e Vol. e a terceira parte é uma explicação sobre a acentuação das várias palavras. e com as quais eles. vii.

tratar os termos originais como se eles fossem nomes próprios. A descrição dos diferentes tipos será encontrada no Essay on Sanskrit and Prakrit Prosody [Ensaio sobre Prosódia Sânscrita e Prácrita].38 substitutos. WILSON. Eu também especifiquei a métrica que é usada em cada Sūkta a fim de mostrar a variedade que prevalece. do Sr. e. . e somente os representei em caracteres romanos. Colebrooke. Eu considerei aconselhável. H. seu significado convencional sendo prontamente lembrado. contudo eles em nenhuma circunstância expressavam exatamente o significado dos originais. no décimo volume das Asiatic Researches [Pesquisas Asiáticas]. Eu não receio que qualquer grande inconveniente será sentido por causa do uso dessas designações originais. portanto. H. e seu uso poderia ter levado a impressões errôneas. 1º de julho de 1850. de um modo geral. fossem admissíveis.

insinuações ocasionais da esperança de felicidade após a morte ocorrem. sob o mesmo patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais. Céu e Terra. seus atendentes. pode-se dizer o mesmo dos hinos dirigidos a Indra. é confirmado pelos novos dados fornecidos no presente volume. Agastya e sua esposa que são os interlocutores em um. cada um tendo um hino. e o Sol. como Pitu. Os principais objetos de culto individual são os mesmos que no volume anterior. e que são solicitados a conceder alimentos. os Ādityas e Pūṣan. alguns do total são fantasiosos. embora os Vedas possam ser indispensáveis para um conhecimento exato dos conceitos religiosos do mundo antigo. entre uma variedade de personificações. cuja proteção contra inimigos e infortúnios é implorada. antes do cristianismo.39 Introdução ao Segundo Aṣṭaka [Que vai do Hino 122 do Primeiro Livro ao Hino 6 do Terceiro Livro. e os Ṛbhus. como Rudra. especialmente. algumas das quais são divinas. e posteridade para os indivíduos que realizam o culto. enquanto para Indra sozinho ou com outras divindades. riquezas. Savitṛ. alguns dos objetos são seres humanos. cujo desagrado e ira são afastados por meio de prece. que é a vítima do sacrifício Aśvamedha. O ponto de vista que foi adotado na introdução ao volume anterior. cinco a Mitra e Varuṇa. de manteiga clarificada e de suco da planta Soma. enquanto que os incidentes lendários são relativamente escassos. nem insistentes. agora oferecida ao público. por meio do fogo. e os principais objetivos de cada prece e hino são as coisas boas da vida atual. por exemplo. com os ventos ou os Maruts. quinze séculos. e. as supostas divindades de um Sūkta cada. a Aurora dois. a linguagem de panegírico geral sendo muito mais difusa nesse Aṣṭaka do que no primeiro. e sem o qual ele teria sido provavelmente retirado do prelo: pouco interesse na obra tem sido manifestado nesse país. ao passo que dois hinos. o resto é distribuído. que é. Alimento. Viṣṇu tem dois. Água. embora consista em pouco mais que o oferecimento. no mínimo. Existem alguns hinos nesse livro que evidentemente implicam um enxerto recente do . cinco aos Viśvedevas. são designados trinta e nove. como. são dedicados ao Cavalo. e das instituições primevas dos hindus. mas é celebrada através da ação de um grupo de sacerdotes bastante imponente. para quem um hino é endereçado. sobre a religião e mitologia dos povos da Índia e sua condição social. gado. ela é patriarcal e doméstica. ou em cujo nome ele é realizado. as façanhas dele que são citadas são aquelas que foram detalhadas previamente. A adoração é a do fogo e dos elementos. cujo poder e benevolência são glorificados. como derivável a partir do Veda. contados com muito menos detalhes. que logo serão citados mais detalhadamente. dos cento e dezoito hinos do Segundo Aṣṭaka. e três a Vāyu. ou filhos divinizados de Sudhanvan.] A publicação do texto da segunda divisão do Ṛg Veda pelo professor Müller fornece autoridade segura para a continuação da tradução. aos deuses. seis são dirigidos aos Aśvins. Grama. como o Rājā Svanaya. aos Aśvins (2. na sua maior parte individualmente. dos demais hinos. sob o qual o volume precedente apareceu. Os pormenores que são narrados de Agni são pouco mais que repetições daqueles atribuídos a ele no Primeiro Aṣṭaka. três. trinta são dedicados a Agni em sua própria forma ou manifestações subordinadas. que é o herói de dois Sūktas.12). e algumas foram atribuídas no livro anterior a outros agentes.13. Varuṇa. até mesmo em uma proporção ainda mais envolvente. cinco a Bṛhaspati e Brahmaṇaspati. portanto. mas não são frequentes. que são chamados para estarem presentes. mas menos delas são especificadas.

23. personificações mitológicas dos primeiros. tem apenas um hino endereçado a ele.33. aqui. gerar. mas também se diz que ele é de cor branca 1 [Vana Parva. Às vezes é dito que ele é moreno ou fulvo. mas seu campo de ação específico é aqui também a tutela das plantas medicinais. e esse oferece menos informações do que as que se encontram nos três Sūktas dos quais ele é o deus. o Sol. como os de dividir as nuvens e enviar a chuva. e ambos recebem mais honra do que no Livro anterior. embora isto seja dado a entender vagamente. e a administração de medicamentos. ocorre uma passagem digna de nota.6). ele também. e Purohita.28).190. mas ele é cantado indiscriminadamente com Brahmaṇaspati. ou companhias de divindades. pode ser meramente figurativo como ligado ao fato de ele presidir a oração. mas com menor copiosidade e distinção. é idêntico a Indra. Os Aśvins são descritos do mesmo modo como no Primeiro Aṣṭaka. bem como no primeiro Livro. ou para os Viśvedevas. também. de fato. no Primeiro Livro. muito provavelmente. Com relação também à sua presidência sobre as plantas medicinais. Varuṇa. em qual qualidade seus três passos. às sementes das plantas que Manu. Brahmaṇaspati é nesse Aṣṭaka identificado com Bṛhaspati. ou sendo. podem ser destinados a alegorizar o passado. tanto feroz quanto benigno. aparece como idêntico ao Tempo (1. e um hino apenas é dedicado a Brahmaṇaspati. o substantivo sendo derivado da raiz sū. como no primeiro livro. e vários dos seus feitos são repetidos. é idêntico a Indra. com o sol e a lua. embora. seu atributo de pai. em um lugar. presente e futuro. que é denominado o senhor dos Gaṇas. os Maruts são. sendo identificados.9). aludindo.181. que é função dele efetuar a geração da humanidade. por seus atributos de mandar chuva (1. como Mitra.4). diz-se. e também – o que está em harmonia com seu antigo caráter – chefe ou o mais excelente senhor dos mantras. com alguma inconsistência. 186]. ou de estrofes dispersas. ou daquelas que foram reduzidas da riqueza à pobreza (2. ou preces dos Vedas (2. . Savitṛ. como em uma ocasião anterior. mas isso pode ser um equívoco do comentador. ele seja citado como distinto. em alguns dos seus atributos. mas os principais deuses da classe são separadamente os temas de outros hinos.1).2-4).12). o último. embora associado com ele (2. segundo o comentador. quando tratado separadamente. ou sacerdote familiar dos deuses. no qual Bṛhaspati é citado apenas incidentalmente em versos isolados de hinos para Indra. eles são considerados mitologicamente como nascidos no firmamento e no céu (1. o principal atributo citado é ele definir o dia e distingui-lo da noite.24. Aryaman e Viṣṇu.30. geralmente consideradas personificações das métricas do Veda. uma inovação da qual o Ṛṣi Agastya parece ter sido o autor. é representado como o recurso especial das pessoas em dívida. Rudra é descrito. ele também é chamado de marido ou protetor das esposas dos deuses. que são mencionados repetidamente. Tem mais dados da aparência de Rudra do que o usual.165-172).1 levou com ele em seu navio na época do dilúvio. mas isso parece ser pouco mais do que um conceito etimológico.24. ou criador. de acordo com a lenda como narrada no Mahābhārata. e em um lugar eles são chamados de netos do céu.4). e ele é designado como médico dos médicos (2. o primeiro.155.2) e manejar o raio (2. e que não foi efetuada sem oposição por parte dos adoradores de Indra sozinho (1. além de ser caracterizado pelos mesmos atributos que aqueles ligados a ele anteriormente. chamado de filhos de Rudra. e recuperar as vacas roubadas (2. por qualidades bastante incompatíveis.40 culto dos Maruts sobre o de Indra. cap. Há apenas um hino dirigido aos Ādityas coletivamente. porque é dito que entre as ervas estão aquelas que Manu escolheu. Varuṇa.

8). nutrição ou alimento. não é sustentada 2 [Curse of Kehama. bastante corretamente de acordo com as autoridades seguidas por Southey. e pela aplicação indeterminada da maior parte deles. é meramente fantasioso. com cujo estilo ele concorda melhor do que com o do Ṛc. é o tema. ou sacrifício de um cavalo.42). ou Brahma. que o Aśvamedha deve ser celebrado por um monarca desejoso de domínio universal. até a doutrina dos Brāhmaṇas. se isso era praticado em toda parte. àquele posto são ficções de uma data posterior. No entanto há pouco em tudo isso exceto sua ferocidade para identificá-lo com o Rudra dos Purāṇas. Sāyaṇa julga que transmite os dogmas principais da Filosofia Vedānta. e apresenta vários termos para cujo significado não há outra autoridade além do comentador. registram a generosidade de um príncipe hindu para com o Ṛṣi. O Hino ao Pitu (1. Um Sūkta. esses dois hinos não forem composições de uma época posterior. como um pássaro de bom presságio (2. porém. ou perdiz. e fornecem. contudo. O rito como descrito nos Purāṇas foi trazido à poesia inglesa na Maldição de Kehama2.191). Dīrghatamas. e ao universo (1. Os dois hinos. O mesmo pode ser dito dos dois hinos ao Kapiñjala. por casamento. ele tem barriga lisa e queixo belo. embora quatro denominações de mulheres sejam especificadas como as esposas do Rājā. Pode-se duvidar.164. De acordo com o índice. é a glorificação do Sol. eles são óbvias incongruências. somente aquela casada primeiro é considerada a Mahiṣī. Ele também é chamado de pai dos Maruts.] .126. e a elevação do sacrificador. e ele expressa noções que ainda são familiares na crença popular. Existem vários hinos. no entanto. apesar de um pouco fora do lugar. e no Aśvamedha. embora também possam ser antigos. A intenção geral dele é. é um pouco obscuro e místico. que aparecem nessa parte. as filhas de Rājas sendo casadas com Ṛṣis santos. e alheios ao significado mais antigo dos Vedas.187). contudo. porque Dīrghatamas se casa com as dez filhas do Rājā. as informações que ocorrem geralmente estão de acordo com aquelas do Aṣṭaka anterior. Quanto aos dois últimos versos do segundo dos Svanaya Sūktas (1. Todos os versos desse Sūkta se encontram também no Atharva Veda. ou a unidade e a universalidade do espírito. O Hino à Água. Dos indivíduos restantes do panteão vêdico. mas seu propósito geral. são os dois dos quais o Aśvamedha. dos hinos contidos nesse Aṣṭaka. ou rainha.2). e é brilhante com ornamentos dourados.6-7). Isso também fornece provas da prevalência da poligamia naquela época primitiva. ele está armado de arco e flechas. e não necessitam de observação.41 (2. como idêntico às divisões de tempo. embora esse tenha um maior ar de antiguidade. notável por sua extensão incomum de cinquenta e dois versos. especificada positivamente pela autoridade competente com a qual o texto não oferece nada incompatível. porque o instituidor de um sacrifício é comumente associado com uma só esposa em sua celebração. dos quais o Rājā Svanaya. não apoiadas pelo Veda. filho de Bhāvayavya. ou militares e bramânicas.33. Os mais peculiares e marcantes. ou ao próprio tempo. 1810.179). A multiplicidade de esposas pode ter sido um privilégio dos Ṛṣis – se. Robert Southey. mas o principal objetivo da cerimônia – a deposição de Indra do trono de Svarga. embora às vezes indicado obscuramente. de fato. O mesmo pode ser suspeitado do Sūkta que registra o diálogo entre Agastya e Lopamudrā (1. à Grama. depois de cem celebrações. bem como das alianças de famílias das tribos reais e religiosas. como antídotos para o veneno de criaturas venenosas. alguns dos quais merecem atenção. essas estrofes são dirigidas aos Viśvedevas. é o patrono ou deus. aparentemente. pelo menos em geral. e ao Sol (1. de um caráter particular. o modelo dos muitos atos semelhantes de generosidade real que são narrados nos poemas heroicos e Purāṇas.

quando a rainha é libertada dessa proximidade repulsiva.42 por esses hinos. ao mesmo tempo deve ser observado que esses dois hinos são os únicos no Ṛc que se relacionam especialmente com o assunto. é corroborado pelas várias indicações [Veja a tradução em português do Aśvamedha Parva: “eles fizeram Draupadi de grande inteligência . e de fato impossível. e especialmente cavalos. embora breve. ou posteridade. o rito. cujos detalhes e objetivos foram logo aumentados e distorcidos grosseiramente. o objetivo do rito parece ser não mais do que. como um passo em direção ao qual a rainha principal. IV. ainda há pouca razão para duvidar de que parte da carne era comida pelos assistentes.3 a mesma cerimônia que aquela do Rāmāyaṇa. a partir do que pode ser inferido que eles pertencem a um período diferente. como concluído anteriormente. como é habitual com outros ritos. embora as expressões possam ser entendidas de forma diferente. 22. como a infinita multiplicação de vítimas. e mais detalhadamente nos Sūtras de Kātyāyana (Aśvamedha 1-210). em vários elementos essenciais. sendo. no poema. e parte oferecida como uma oferenda queimada aos deuses. embora isso seja possível. 26. dessas impurezas repugnantes no Ṛg Veda. onde ele é nada mais do que o meio de obtenção de um filho por Daśaratha que não tinha filhos. embora ele seja autoridade para práticas suficientemente rudes. ela tem um caráter mais bárbaro. Kauśalyā. importada de alguma região estrangeira. e os sacerdotes principais. Nós não encontramos nenhum vestígio. não mais do que no Rāmāyaṇa. os últimos também eram oferecidos pelos Massagetas ao Sol (Idem. a aquisição de riqueza e posteridade. como explicado nos Sūtras. e no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. e é mais ou menos místico. no qual o Aśvamedha do Mahābhārata tem um lugar intermediário. é também incontestável.162). em parte fervidos e em parte assados. sentar perto do animal dividido”. e tais que hindus respeitáveis da geração atual acharão difícil de acreditar que fazem parte das revelações incriadas de Brahmā.. e. ocorre entre a rainha e as mulheres que a acompanhavam ou atendiam. e isso pode ter sido uma relíquia de um período pré-vêdico. 216). dificilmente pode ser considerado como constituindo um elemento integrante do sistema arcaico de culto hindu. onde vítimas animais. um diálogo. eram comumente sacrificadas (Heródoto. Como a solenidade aparece no Ṛc. especialmente no papel desempenhado por Draupadī. e na seção Aśvamedha do Śatapatha Brāhmaṇa. que o corpo era cortado em fragmentos é igualmente claro (1. e que o rito estava caindo ou tinha caído em desuso. é orientada a se deitar a noite toda em contato muito próximo com o cavalo morto: de manhã. embora ele possa ter sido revivido posteriormente no tempo dos Sūtras e dos poemas heroicos. embora o seu reconhecimento de qualquer modo seja expressivo da barbárie existente. o qual. Como ordenado pelo Ṛg Veda. mas não há nada nele que seja incompatível com uma imolação verdadeira. possivelmente da Cítia. enquanto em outros. Que essa não era a condição dos hindus na data da composição da maior parte dos Vedas. O segundo dos dois Sūktas relativos ao mesmo sacrifício trata menos de fatos que o primeiro. Que o cavalo deve ser de fato imolado não admite discussão. ela seja aquela do Padma e outros Purāṇas (Mahābh. entretanto. e. é tolo e obsceno no mais alto grau. que aqueles fragmentos eram cozidos.. e nenhuma dúvida razoável pode ser nutrida de que o antigo ritual dos hindus autorizava o sacrifício de um cavalo. Aśvamedha Parva). menos poético. o objetivo é o mesmo que aquele do Rāmāyaṇa. como aparece no Ṛg Veda.] 3 . mas como ele é detalhado no Yajur Veda. como na proteção do cavalo por Arjuna.71). Outros detalhes que são encontrados nos Sūtras. I. e no segundo Hino Aśvamedhika do Ṛc há vários indícios de que a vítima era consagrada especialmente à divindade solar. não têm autorização do nosso texto. tal como consta no Yajush.

antes de se tornar uma figura. o uso de metais preciosos (1. como no caso das cidades dos Asuras. ou os ventos. nós temos provas na observação sobre mulheres comuns (1. de viajantes e de Sarais. Todas essas informações.7). pouco ou nada diferindo daquela na qual eles foram encontrados pelos gregos na invasão de Alexandre. a fabricação de carros.9). sem dúvida. a questão da instituição de castas ainda permanece indeterminada. e ser reduzido à pobreza a partir de um estado de opulência. Se esse era o caso. a noção deve ter sido derivada do que realmente existia: prapathas. os árias eram ainda mais prováveis de serem similarmente localizados. tornam indiscutível que os hindus da era vêdica tinham mesmo chegado a um estágio avançado de civilização. Nós temos menção.164. e há indicações de Rājas hostis ao ritual que não teriam. que filhas tinham direitos a uma parte da herança paterna (1. embora os comentadores expliquem invariavelmente que as cinco classes de seres vivos.4 Em suas vilas ou cidades nós encontramos existentes as artes. mas de enviados e arautos. formam o tema principal de mais de um Sūkta. é verdade que na passagem em que eles são citados (1. ou mês intercalado. principalmente por meio de comparação ou ilustração. Nós temos também o conhecimento de remédios e antídotos.29. Nós temos também algo muito parecido com uma especificação de brâmanes. ladrões são mencionados frequentemente. As expressões. tão bárbaros. e ainda mais do sistema 4 [Pois lá é dito: “Que as nossas cidades nunca decaiam”. e o uso da agulha. Nem tal palavra como śūdra é usada. não apenas de Rājas.8). embora. não indicam qualquer privilégio exclusivo. De alguns dos vícios da condição civilizada.130. sobre nascimentos secretos. que mulheres participavam de sacrifícios nós já vimos. institutos e vícios da vida civilizada. e embora a ideia seja tornada confusa com aquela de obrigações morais.166. contudo a dívida deve se originar em fato. embora. Eles não eram. como se fosse pretendido designar os últimos como especialmente de cor escura (1. mas estavam reunidos em vilas ou cidades. incluindo repetidas alusões à sétima estação. das quais. cotas de malha.124. nesse caso.2). Indra é representado repetidamente como o destruidor. além disso.126. Parece. Reveses de fortuna.43 espalhadas e incidentais que estão dispersas através desse Aṣṭaka também. Então. armas de ataque. embora não descrito muito claramente. porém.167. ou lugares fornecidos para o descanso deles. contudo as observações e menções inequívocas do oceano são tão frequentes e precisas quanto a provar além de dúvida que ele era conhecido familiarmente e navegado ocasionalmente. indicam as quatro castas. que são mencionadas frequentemente.8). O termo kṣatriya não ocorre neste livro.139. e os bárbaros como a quinta. ou choltris. do que nós também temos menção (1. ciências. e. ornamentos de ouro. dívidas e devedores são aludidos mais de uma vez. e estivessem localizados principalmente no Panjab e ao longo do Indo. parece. os Árias e Dasyus sejam contrastados. O mesmo estado avançado de civilização pode ser inferido do grau de perfeição ao qual a construção gramatical da língua tinha sido levado. como aqueles familiarizados com as formas de discurso ou como os apropriados repetidores de hinos (1.] . portanto. mas. bem como das cidades dos Asuras. e o cálculo das divisões de tempo até uma extensão mínima. pertencido à ordem militar reconhecida. não eram susceptíveis de serem puras invenções mitológicas. de instrumentos musicais. aqueles para os Maruts devem ter tido seus protótipos na terra. a prática da medicina. por inferência do abandono de crianças recém-nascidas (2. com relação às leis de propriedade. eles não tivessem se espalhado tão longe para o leste.45). embora sejam apenas observadas brevemente e incidentalmente.1). é dito que os refrescos são fornecidos para os Maruts. no entanto. e embora não tenhamos as alusões aos comerciantes por mar que ocorrem no primeiro Aṣṭaka. e parece que elas apareciam fora de casa em público.4). como no primeiro livro.

Com essas e outras ferramentas. dos quais os Sūktas atribuídos ao Ṛṣi Parucchepa (Hinos 127-139) proporcionam tais exemplos notáveis. e em algumas raras passagens. como nós temos em Sāyaṇa Ācārya. para mim os versos do Veda. eu faço minhas essas últimas palavras de Wilson. de qualquer modo eu reconheço com gratidão o valor do seu auxílio. 2 do Ṛg Veda por Wilson. mas apenas sobre os motivos mais fortes.] . Ao traduzir o texto do segundo Aṣṭaka. Wilson. embora ele possa não ser infalível.] Os vários tradutores concordam razoavelmente bem no fim. uma breve observação das quais pode eventualmente contribuir para uma avaliação justa da arduidade do empreendimento. Whitney. Langlois. compilados pelo Sr. e uma conformidade tão próxima ao texto quanto possível foi visada. mas o estudante de sânscrito não terá dificuldade em corrigi-los. e sem ele eu não teria ousado tentar uma tradução do Ṛg Veda. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. ___________________ Os acentos são ocasionalmente omitidos ou colocados fora de lugar. e onde até a ajuda dele falhou em remover toda a incerteza. 5 [Controvérsias à parte. editada pelo professor Weber. Londres. 17 de outubro de 1854. mas em seus fatos. foi seguido o mesmo princípio adotado para a tradução do primeiro. o comentário de Sāyaṇa Ācārya foi invariavelmente consultado e quase sempre seguido fielmente. então referindo-me a ele mesmo. XIX até a pág. e pode ser de alguma utilidade para os estudantes do texto.5 H. Weber. e publicado no segundo volume da Indische Studien do Dr. sem qualquer tentativa de dar à tradução um caráter poético ou retórico. [Aqui eu omito as observações e exemplos a respeito da dificuldade da tradução. sociais e religiosos. que vão da pág. mas as suas discrepâncias em uma passagem de menos do que confusão comum podem ser consideradas como testemunho da utilidade ou mesmo da necessidade de um intérprete competente. embora eu não possa alegar ter sempre lutado com sucesso com as dificuldades inerentes do original. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. e. H. para permitir que o estudante forme uma conclusão independente. a interpretação desse comentador muito competente foi questionada. a tarefa de tradução foi facilitada em algum grau. todavia eu pensei que era meu dever me referir à tradução dele. exceto em seu ritmo.44 elaborado de composição métrica da qual ocorrem muitos exemplos. Embora eu nem sempre possa concordar com a versão do texto do Sr. e também tenho sempre aludido à tradução do Professor Benfey daquelas passagens do Ṛc que são repetidas no Sāma Veda. bem como ao comentário de Mahīdhara sobre versos paralelos similares na Vājasaneyī Saṃhitā do Yajur. porque fornece o guia mais seguro através das complexidades e obscuridades do texto. a passagem foi normalmente citada nas anotações. uma referência fácil a tais passagens sendo agora colocada ao nosso alcance pelo excelente Índice Comparativo dos Hinos dos Quatro Vedas. Na tradução no texto. ocasionalmente. XXIX da Introdução ao vol.

e explicações sobre as lendas ligadas a eles. Dentro dessas divisões os hinos são geralmente organizados mais ou menos na ordem dos deuses aos quais eles são endereçados. o primeiro lugar naquela longa lista de livros que contêm os registros do ramo ariano da humanidade pertencerá para sempre ao Ṛgveda.. vida longa. e enquanto reunirmos em bibliotecas e museus as relíquias das eras antigas. Círculos ou Livros de acordo com uma tradição antiga do que nós devemos chamar de autoria. será tão legível e inteligível quanto a natureza do assunto e outras circunstâncias permitirem. Max Müller Esta obra é uma tentativa de tornar de fácil acesso para todos os leitores de inglês uma tradução dos Hinos do Ṛgveda que. e dessas o Ṛgveda – assim chamado porque sua Saṃhitā ou coleção de mantras ou hinos consiste em Ṛcas ou versos destinados à recitação em voz alta – é o mais antigo. a outra o Brāhmaṇa contendo instruções detalhadas para a realização das cerimônias nas quais os Mantras deviam ser usados. uma vez que sabemos que ele é a primeira palavra falada pelo homem ariano?" "O Veda tem um interesse duplo: ele pertence à história do mundo e à história da Índia . e representando a condição dos árias antes do seu estabelecimento final na Índia. e acompanharam o grande exército de imigrantes arianos em sua marcha a partir da Terra dos Sete Rios para o Oceano Índico e a Baía de Bengala." – F. gado. vitória em batalha. poeta inspirado ou vidente. Desses hinos há mais de mil. Agni e Indra são os Deuses invocados mais frequentemente. O Nono Livro é dedicado quase totalmente a Soma. e depois deles aqueles em honra de outras divindades ou objetos divinizados de adoração. e o mais geralmente interessante. expositiva e teosófica. em seguida vêm os dirigidos a Indra. Veda. os Ṛṣis ou poetas sagrados a quem os hinos são atribuídos sendo apenas videntes inspirados que os viram ou receberam por meio da visão diretamente do Criador Supremo. o mais importante. o que pode ser mais interessante. e libertação dos grilhões do pecado. o Sāmaveda. filhos. significando literalmente conhecimento. em preces por saúde.45 Prefácio da Primeira Edição (Griffith) "O que pode ser mais tedioso que o Veda. de Agni ou Deus do Fogo. cerimonial.. uma o Mantra contendo prece e louvor. riqueza. alguns dos seus hinos sendo mais indo-europeus que hindus. e. De acordo com essa crença esses livros sagrados têm sido preservados e transmitidos com o máximo cuidado reverente de geração em geração. do Sol. o Yajurveda e o Atharvaveda. organizados em dez Maṇḍalas. Enquanto o homem continuar a ter algum interesse na história da sua raça. onde eles eram usados inicialmente na adoração do Pai do Céu. devocional. e na celebração da sempre renovada guerra entre o benevolente Indra manejador do trovão. enquanto objetivando especialmente fidelidade precisa à letra e ao espírito do original. e o Décimo forma um tipo de . o defensor especial dos arianos. Esses quatro Vedas são considerados como de origem divina e como tendo existido desde toda a eternidade. contudo. ou à mesma escola ou família de Ṛṣis sendo colocados juntos. Essas são o Ṛgveda. A Saṃhitā do Ṛgveda é uma coleção de hinos e canções trazidos pelos ancestrais remotos dos atuais hindus dos seus lares antigos nas margens do Indo. Cada um desses quatro Vedas é dividido em duas partes distintas. é o nome dado a certas obras antigas que formaram a base da fé religiosa primitiva dos hindus. o todo formando um vasto corpo de literatura sagrada em verso e prosa. Os Hinos para Agni geralmente vêm primeiro. e os poderes malévolos da escuridão e os demônios da seca que impediam a chuva do céu. o suco deificado usado para derramar oblações para os Deuses. da Aurora. os hinos atribuídos ao mesmo Ṛṣi.

a partir de cálculos astronômicos. 150. no entanto" (para citar o professor Weber1) "pelas quais estamos totalmente justificados em considerar a literatura da Índia como a literatura mais antiga da qual registros escritos em uma ampla escala têm sido transmitidos a nós são estas: – nas partes mais antigas da Ṛgveda Saṃhitā. de Megástenes. isto é. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. mas em seus fatos. diz. A expansão gradual do povo a partir desses locais em direção ao leste. sociais e religiosos". não pode haver dúvida razoável da grande antiguidade da Ṛgveda Saṃhitā. o do épico. tem sido questionada. a esposa de Śiva. entretanto. de séculos. no Panjāb. diz o professor Wilson. por Albrecht Weber.. 192) o próprio ponto mais ao sul do Deccan já tinha se tornado a base do culto de Gaurī. "As razões. que. com algo próximo à certeza. a partir do qual ele continuaria. especialmente nos hinos dirigidos à aurora. ou da expansão mais adiante do bramanismo para o sul. Mas parece impossível determinar. Os escritos do período seguinte.46 apêndice de materiais peculiares e variados. as opiniões dos estudiosos variam e devem continuar a variar com relação à época dos Hinos do Ṛgveda. exceto em seu ritmo. Indische Studien [Estudos Indianos]. habitada por tribos selvagens e vigorosas. "Para mim". Se relacionarmos a isso a primeira informação razoavelmente correta sobre a Índia que temos de uma fonte grega. No primeiro Hino do Livro 1. e alguns estudiosos recentes consideram que os cálculos dele são de um caráter muito vago e não produzem qualquer data definida desse tipo. por exemplo. etc. alguns milhares de anos. O professor Cowell. "A poesia do Ṛgveda é singularmente deficiente naquela simplicidade e patos3 natural ou sublimidade que procuramos naturalmente nas canções de um período primitivo da civilização.] . e até além do Panjāb. Indische Alterthumskunde [Arqueologia Indiana].. no Kubhā. deve necessariamente ter passado antes que esse trecho enorme da região. é provavelmente o documento literário mais antigo existente. consistem em relatos dos conflitos internos entre os próprios conquistadores do Hindustão. acontecimentos. pudesse ter sido convertido ao bramanismo!" Eu devo pedir aos meus leitores europeus para não esperarem encontrar nesses hinos e canções a poesia sublime que eles encontram em Isaías ou Jó. A linguagem e estilo da maioria dos hinos é excepcionalmente artificial . Ocasionalmente encontramos afloramentos excelentes de poesia. que viveu no segundo século EC. Seus relatórios estão preservados para nós principalmente na Indica de Arriano.2 fica claro que no tempo desse escritor a bramanização do Hindustão já estava completa. a data do hino mais antigo pode ser levada para trás. ii. Na ausência de qualquer evidência direta. na Coleção 1 2 The History of Indian Literature. além do Sarasvatī e pelo Hindustão até o Ganges. e que como esse calendário deve ter sido preparado depois da organização do Ṛgveda e da inclusão do hino mais moderno. e há outra evidência interna de que alguns hinos são mais antigos que outros. Colebrooke chegou à conclusão.. O pior defeito de todos. ou nos Salmos de Davi. o Rāmāyaṇa. como por exemplo. Que como embaixador de Seleuco residiu por algum tempo na corte de Chandragupta. como. Ṛṣis ou videntes antigos e recentes ou modernos são citados. n. 3 [Patos: o patético expresso na fala. Independentemente da evidência fornecida pela tradição indiana. também. Trübner's Oriental Series. nós encontramos o povo indiano estabelecido nas fronteiras do noroeste da Índia. enquanto na época de Périplo (veja Lassen. ii. e como regra encontramos poucos símiles ou metáforas grandiosas". "os versos do Veda. e em algumas raras passagens. talvez. Qual série de anos. com a exceção dos monumentais registros e rolos de papiro egípcios. que certo calendário vêdico foi composto no décimo quarto século antes da era cristã. pode ser traçada nas partes mais antigas dos escritos vêdicos quase passo a passo. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. 1878. o Mahābhārata. em escritos. A correção da conclusão de Colebrooke. alguma data para a composição dos hinos. e da recentemente descoberta literatura assíria. Weber.. ou Kopen em Kabul. mas esses nunca são mantidos por muito tempo.

que segue o texto da esplêndida edição de seis volumes de Max Müller. que "o comentador está evidentemente confuso".. Como a ciência da filologia comparativa mal poderia ter existido sem o estudo do sânscrito. O caso. assim a história comparativa das religiões do mundo seria impossível sem o estudo do Veda. pelo ensino tradicional. que foi Primeiro Ministro na corte do Rei de Vijaynagar – no que é hoje o Distrito de Bellary no [antigo estado de] Madras [atualmente Karnataka] – no décimo quarto século da nossa era. teutônicas. Aqui . mais histórico que poético. e com outras passagens nas quais a mesma palavra ou palavras ocorrem. como o Dr.. os mitos. Com relação às qualificações de Sāyaṇa como um interpretador do Veda há. os tratados sobre teogonia e culto.5 e que suas explicações são obscuras. enquanto na Índia ninguém jamais tinha tido qualquer concepção de desenvolvimento histórico. nova série. e a interpretação dele foi seguida sempre que ela pareceu racional. é a monotonia intolerável de um grande número de hinos.. Liberdade de julgamento estava faltando ao conhecimento sacerdotal. pág. e as crenças e práticas religiosas lançam uma torrente de luz sobre as religiões de todos os países europeus antes da introdução do cristianismo. 4 [Essas observações de Muir com vários exemplos se encontram no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. O Comentário de Sāyaṇa foi consultado e considerado cuidadosamente para o sentido geral de cada verso e para o significado de cada palavra... tão exatos em todos os aspectos. é bem diferente quando os mesmos homens assumem a tarefa de interpretar as antigas coleções de hinos . entretanto. O grande interesse do Ṛgveda é. os tornavam condutores inadequados a respeito daquele domínio muito mais antigo e situado diferentemente. eles procuraram o seu idioma comum nos hinos vêdicos também. Como em sua linguagem original vemos as raízes e rebentos das línguas gregas e latinas.] de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. Petersburg Lexicon – diz em seu prefácio daquela obra: "tanto quanto diz respeito a um dos ramos da literatura vêdica. Porém. de fato. enquanto até a aparência de uma concepção errônea possa surgir. não podemos desejar guias melhores do que esses comentadores. 144 do quarto volume da Ṛgveda Saṃhitā por Wilson. e deve ter estado em posse [. eslavas. o professor Wilson nas notas da sua tradução admite que ele "ocasionalmente falhou em encontrar em Sāyaṇa um guia perfeitamente satisfatório". que faziam daqueles comentadores guias excelentes para uma compreensão dos tratados teológicos. o Professor Roth – o autor da parte vêdica do grande St. Aqui eram necessárias não apenas qualificações muito diferentes para interpretação. Visto que qualquer diferença no ritual lhes parecia inconcebível e acreditava-se que as formas atuais existiam desde o início do mundo. que. 1866. Muir4 ressaltou. mas também uma maior liberdade de julgamento e uma maior amplitude de visão e de percepções históricas.. Londres. 391 e seguintes.] . Por outro lado.47 considerada como um todo. J. e que muitas vezes parece como se tivessem escrito mais para nós estrangeiros do que para seus próprios alunos sacerdotais que cresceram em meio a essas concepções e impressões. ou o suco Soma deificado em processo de filtragem e purificação. ou havia. Como o assim chamado sânscrito clássico era perfeitamente familiar para eles. do mesmo modo os deuses. A minha tradução. uma monotonia que alcança seu clímax no Nono Livro que consiste quase totalmente em invocações de Soma Pavamāna.] 5 [Essa frase se encontra na nota 2 da pág. 2. que seguem seus textos palavra por palavra. vol. As próprias qualidades. celtas. é parcialmente baseada na obra do grande comentador Sāyaṇa. eles estão na sua própria área. O Professor Wilson – cuja tradução é mais propriamente uma versão da paráfrase de Sāyaṇa – estava firmemente convencido que ele tinha um "conhecimento de seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. e consistente com o contexto. um conflito de opinião entre os estudiosos europeus. nunca se cansam de repetir o que disseram antes frequentemente. desde os tempos mais primitivos".

etc. Nunca ocorreu a ninguém fazer a nossa compreensão dos livros hebraicos do Antigo Testamento depender do Talmude e dos Rabinos. que. os interpretadores do Veda mal tinham. no qual nem os comentadores nem os tradutores nos precederam. que devem ser avaliados como muito escassos.. pelo contrário. mas são meramente um daqueles auxílios dos quais o último se valerá para a execução da sua tarefa indubitavelmente difícil. na sua maior parte. entre os genuínos vestígios poéticos de antiguidade vêdica e suas interpretações uma longa ruptura em tradição deve ter intervindo. essencialmente. Wilson. tais como Sāyaṇa. Por isso consideramos que os escritos de Sāyaṇa e dos outros comentadores não estabelecem uma regra para o interpretador. também. que Sāyaṇa. nos esforçado para seguir o caminho prescrito pela filologia para derivar dos próprios textos o significado que eles contêm. que tinham. Londres. e a investigação gramatical e etimológica On the Interpretation of the Veda. por meio de uma justaposição de todas as passagens que são cognatas em dicção ou conteúdos – um caminho fatigante e trabalhoso. Muir [Art. Como os sistemas mitológicos e clássicos reconhecidos da sua própria época lhes pareciam variedades inatacáveis e reveladas. os hinos dos Ṛṣis antigos. o emprego do discurso clássico. os autores dos Niruktas ainda mais recentes foram enganados por ficções etimológicas. 1866. descobrir por nós mesmos os reais vestígios daqueles antigos poetas". Devemos. a partir da qual quando muito a compreensão de alguns detalhes pode ter sido resgatada e transmitida aos tempos posteriores por meio de práticas litúrgicas e palavras. Um simples procedimento etimológico. e possuíam sabedoria muito maior do que as gerações seguintes . O professor Benfey diz: "Todo aquele que tem estudado cuidadosamente as interpretações indianas está ciente de que absolutamente nenhuma tradição contínua se estendendo a partir da composição do Veda até sua explanação por estudiosos indianos pode ser aceita. Não consideramos que a nossa principal tarefa é chegar àquela compreensão do Veda que era corrente na Índia alguns séculos atrás. pág. compreendia as expressões do Veda melhor do que qualquer interpretador europeu. uma tarefa que não é para ser efetuada de primeira. como H. fórmulas e talvez. Onde Sāyaṇa não tem autoridade para iludi-lo seu comentário é racional em todos os casos. praticado como deve ser por aqueles que buscam adivinhar o sentido de uma palavra somente a partir da consideração da passagem diante deles. não pode possivelmente levar a um resultado correto"..48 eles imaginaram que os patriarcas da religião indiana deviam ter sacrificado da mesma maneira.] 6 . por exemplo.. ou por uma pessoa sozinha . por J. sem dar atenção às dez ou vinte passagens nas quais ela ocorre. nós não acreditamos. de fato. poemas associados a elas. IX do Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. mas pensamos que um interpretador europeu consciencioso pode entender o Veda muito melhor e mais corretamente do que Sāyaṇa. contudo as suas noções escolásticas nunca o permitiriam aceitar a livre interpretação que o estudo comparativo desses documentos veneráveis impõe sobre o estudioso imparcial. portanto. mas procurar o sentido que os próprios poetas colocaram em seus hinos e expressões. quaisquer outros auxílios além daqueles que. eles deviam necessariamente (assim pensavam os comentadores) ser detectáveis naquele ponto central de revelação. Mahīdhara.6 O Professor Max Müller diz: "Como os autores dos Brāhmaṇas estavam cegos pela teologia. H. Além desses vestígios de tradição. vol. nova série.. ainda estão à nossa disposição. 2. enquanto não faltam estudiosos que consideram como o dever de um interpretador consciencioso do Veda traduzir em conformidade com Sāyaṇa. 303 e seguintes. Consequentemente. vivido em comunicação familiar com os Deuses. O dever duplo de intérprete e lexicógrafo desse modo recaiu sobre nós. e ambos contribuíram para desencaminhar por meio da sua autoridade os comentadores posteriores e mais sensíveis. portanto. Nós temos.

H. corrigido e ajustado pela probabilidade razoável. ao meu venerável Mestre. John Muir e ao Sr. por Kaegi. e não posso deixar de mencionar Siebenzig Lieder des Ṛgveda [Setenta Canções do Ṛgveda] por Geldner e Kaegi. e ao Dr. dos povos antigos e canções populares. e Monier Williams. especialmente os da Alemanha. ainda vivos. meu primeiro guia para os hinos do Ṛgveda. é parcialmente baseada no comentário de Sāyaṇa. Weber. como representados por Sāyaṇa. No máximo. J. mesmo se os indianos devessem mais detalhes do que eles de fato devem. alguns falecidos. Petersburg Dictionary é de fato um monumento de erudição triunfante. Cowell da sua edição do quinto volume da tradução de Wilson da Ṛg-Veda Saṃhitā: "Essa obra não pretende oferecer uma tradução completa do Ṛg Veda. "Sem a vasta informação". 7 Idem. diz ele. felizmente. Ele ridiculariza a afirmação que um estudioso europeu pode compreender o Veda mais corretamente que Sāyaṇa. a vantagem para a compreensão do todo nos é garantida pela familiaridade (extraída de relatos análogos) com a vida. ou chegar mais perto do significado que os Ṛṣis deram aos seus próprios hinos. Benfey. nós ainda nos encontraríamos nas portas externas da antiguidade hindu". mas apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. Oldenberg. Esse ponto de vista é em si mesmo interessante e de um valor histórico. Wilson. devido ao preconceito com o qual ele escolhe conceber as circunstâncias e ideias antigas que se tornaram bastante estranhas a ele. Bergaigne e do Dr. Pelo auxílio constante e muito valioso em meu trabalho eu sou profundamente grato às obras de muitos estudiosos ilustres. Grassmann. aos professores Roth. então. eles encontraram alguma ajuda em materiais preservados em dialetos locais. a partir do seu próprio ponto de vista religioso. B. o método de interpretação indiano se torna em toda a sua essência um totalmente falso. Eu sou grato a Sāyaṇa. contudo mesmo esse defensor leal dos comentadores indianos "não pode ser totalmente isento (como o Dr. . as concepções. e comparação entre palavras e passagens similares. que nós possuímos – uma vantagem que. Nós podemos ser gratos a ele por alguma ajuda real. e Hymns from the Ṛgveda pelo Professor Peterson de Bombaim. A última citação que eu farei com relação a esse assunto é do prefácio do professor E. sem sua sabedoria. Max Müller. Muir diz e mostra) de certa tendência herética de se desviar na prática das interpretações de Sāyaṇa". Der Ṛgveda. enquanto. tantos séculos mais tarde. e alguns. mas essa vantagem é quase totalmente superada pela comparação que somos capazes de estabelecer com o Zend. mas não vamos esquecer a dívida que temos com os estudiosos modernos. e que nós podemos fazer (embora aqui devamos naturalmente proceder com cautela e prudência) com as línguas cognatas ao sânscrito – uma comparação que já forneceu muitos auxílios para um entendimento mais claro dos Vedas. Eu também tenho consultado. e ele iniciou uma nova era na interpretação do Ṛg-Veda". as obras do Sr. não seria eclipsada pela interpretação deles".7 Uma opinião muito diferente sobre o valor dos comentadores indianos era defendida e expressada pelo professor Goldstücker. Wallis. mas um estudo muito mais amplo e mais profundo é necessário para compreender o verdadeiro significado desses hinos antigos. por outro lado. O grandioso St. e. à tradição. todos os quais eu tenho lido com prazer e proveito. o professor H. as carências. A minha tradução. preservaram. "que aqueles comentadores revelaram para nós – sem seu método de explicar o texto mais obscuro – em uma palavra. contexto. e provavelmente utilizarei mais futuramente. O comentário de Sāyaṇa sempre manterá um valor próprio – até seus erros são frequentemente interessantes – mas as explicações dele não devem nem por um momento barrar o progresso do conhecimento.49 lexicográfica de palavras. Mas independentemente de todas as ajudas específicas. Ludwig.

um Hino. Todos os estudiosos modernos reconhecerão que muitos hinos são tão difíceis de entender quanto o oráculo mais obscuro. Em outros versos eu não tentei reproduzir ou imitar o ritmo ou métrica do original: tal tarefa. se atingível algum dia. visto que ouso me desviar amplamente e frequentemente de Sāyaṇa. mas as quatro últimas são regulares. algo da forma dos Hinos. que eles de qualquer forma darão crédito aos líderes e aos . cada um contendo oito.50 Porém. e Grassmann com quase toda a Coleção. ou. cinco. Nada menos do que um método de estudo semelhante àquele ao qual os líderes da escola moderna de interpretação vêdica têm dedicado a metade de suas vidas permitirá que eles vejam com nossos olhos e aceitem o nosso ponto de vista. além disso. como representados por Sāyaṇa. foi mostrar até certo ponto a forma externa original dos Hinos por apresentá-los em hemistíquios e versos proporcionais silabicamente. ou ao Der Ṛgveda de Kaegi. como o professor Max Müller diz. onze ou doze sílabas. até agora. de modo que. Como a interpretação dos livros mais difíceis do Antigo Testamento e dos Poemas Homéricos. e History of Indian Literature. Para mais informações com relação ao Ṛgveda o leitor inglês é encaminhado à History of Ancient Sanskrit Literature. Os Hinos estão compostos em várias métricas. ou tentei fazer. de Max Müller. e em parte na esperança de preservar. Original Sanskrit Texts. a versão do Professor Wilson – da qual os últimos dois volumes só apareceram recentemente – sendo "apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. a medida sendo iâmbica nos versos de oito e doze sílabas e trocáica nos de onze sílabas. e ainda menos frequentemente. logicamente. Tudo o que eu fiz. e. quatro ou mais de doze. Com relação à quantidade as primeiras sílabas da linha não são estritamente definidas. Os versos ou estrofes consistem em três ou mais – geralmente três ou quatro – Pādas. como Benfey e os tradutores dos Setenta Hinos fizeram com uma parte do Ṛgveda. entretanto. Para concluir. Os versos que consistem em três ou quatro linhas octossilábicas são toleravelmente bem representados pela métrica comum octossilábica ou dímetro iâmbico que eu usei. semi-hemistíquios ou linhas. Manning. há versos inteiros que. os meus motivos para publicar essa obra são principalmente estes: não há no momento uma tradução completa do Ṛgveda em inglês. O estudante que lê alemão e francês irá. de Bergaigne. eu traduzi cada verso por um verso proporcional silabicamente ao original e geralmente dividido em hemistíquios correspondentes. e palavras cujo significado só podemos adivinhar. se uma explicação mais simples e mais popular for necessária. preservaram". consultar a grande obra Der Ṛgveda de Ludwig e os Etudes sur La Religion Vedique. do qual uma tradução inglesa apareceu recentemente. no Livro 1. ou finalidade para os resultados aos quais sua pesquisa os tem levado. às vezes. à Ancient and Mediaeval India da Sra. de Muir. a quem eles têm sido ensinados a considerar como infalível. e duas ou mais métricas diferentes são encontradas frequentemente no mesmo Hino. de Weber. Em parte como forma de defesa contra a tentação constante de parafrasear e expandir. mas raramente. algumas das quais são extremamente simples e outras comparativamente complexas e elaboradas. [120] mostra nove variedades distintas no mesmo número de versos. Eu dificilmente posso esperar que o meu trabalho encontre a aceitação dos pânditas e estudiosos indianos. Não é provável que algum argumento abale essa crença. embora imperfeitamente. poderá ser obtido somente pelos labores de gerações de estudiosos. requereria mais tempo e trabalho do que eu poderia dispensar para o propósito. por exemplo. igualmente na explicação do Veda o êxito completo. não revelam nenhum sentido. Eu confio. supondo que sua realização seja possível. perfeição. não se deve supor que os estudantes e intérpretes europeus do Veda clamam algo como infalibilidade. o preço dos seis volumes de Wilson – acima de noventa rúpias – põe o livro além do alcance da grande maioria dos leitores da Índia.

Kotagiri. H. Nota: A Segunda Edição da minha tradução é na maior parte uma reimpressão em uma forma mais compacta e mais barata.51 seguidores dessa escola moderna pela profunda devoção à antiga literatura indiana e a devida admiração pelos grandes estudiosos indianos que a têm explicado. Griffith. G. T. R. R. . 25 de Maio de 1889. e reconhecerão que esses estudiosos modernos – embora os pontos de vista deles possam parecer errados – estão trabalhando sinceramente e unicamente para encontrar e proclamar o espírito e a verdade dos registros literários mais antigos e venerados que são a herança do homem ariano. T. Kotagiri. H. da edição original de quatro volumes. 15 de Outubro de 1896. Nilgiri. com algumas correções e outras melhorias no texto e comentário.

um sacerdote ministrante. Vana-parva [cap. o que. ser adicionado. ir. no acendimento do fogo sacrifical. por todos os lados. e dah. da raiz nī. Varga 1. significa um deus. 5. Anuvāka 1. o sumo sacerdote do sacrifício. Primeiro Adhyāya. 6. com os deuses. de fato. renomado. principal [ou primeiro]. ele é o primeiro dos deuses (prathamo devatānām). 14. irregularmente. oeste. Veja também o Nirukta de Yāska. sempre vigilantes para arruinar um ato de culto. aqueles que são em outra parte chamados de Prajāpatis . Eu glorifico Agni. talvez. brilhar. Que Agni. das hostes de deuses. Varga 2. no uso comum. porque declaram a existência de professores mais antigos e hinos mais antigos. ele que é verdadeiro. 7. chamados.4 o ministrante. 3. Agni. 10 A Identificação de Aṅgiras com Agni.edu/cola/centers/lrc/RV/RV01. embora não em pessoa. aqui. Agni.5 que oferece a oblação (para os deuses). o protetor dos sacrifícios.9 o protetor. com o negativo prefixado (aknopayati). cap. que deve ser celebrado por sábios antigos e modernos. 216. são dignos de nota.52 Hino 1. 1 o Ṛṣi ou autor é Madhucchandas. diariamente. e a multiplicadora da humanidade. Śākapūṇi. aquele que não poupa o combustível. venha para cá. Qualquer bem que tu possas. de manhã e à noite. liderar. o sacrifício não obstruído8 do qual tu és. e ni. ou sábios. Aṅgiras. 7 conduza os deuses para cá. aquele.6 e é o possuidor de grande riqueza. o constante iluminador da verdade. ou que invoca ou convoca as divindades para a cerimônia. em um sacrifício. ou. a maioria das quais é.] . 5 Ṛitvij. 9 Isso se refere aos fogos que. De ti. radiante’. reverterá para ti. também é explicado como alguém que reside no céu ou firmamento. Mārjālīya.3 o divino. Ele é. como ‘o brilhante. porque ele oferece a sua própria substância. mas cujo sentido expressa as noções nutridas a respeito do seu caráter e funções. 91 da versão em português. Agni (Wilson) (Primeiro Aṣṭaka. 7. Āhavanīya. Ele também é derivado de anga. o obtentor de conhecimento. resplandecente. conceder ao doador (da oblação). as letras sendo mudadas arbitrariamente para ag. o sacerdote que dirige ritos familiares. 7. e divino. maus espíritos. e nī. respectivamente. pág. 6 Hotṛ. 2 [Para entender mais sobre as métricas. sul e norte. ungir.11 1 Uma grande variedade de etimologias é inventada para explicar o significado do termo Agni. imaginária. veja a lista com as breves descrições delas no final do livro. aplicados aos Ṛṣis. que é a fonte de fama.Viṣṇu Purāṇa [livro 1. no céu. Sūkta I) O primeiro Sūkta ou Hino é endereçado a Agni . 419 da versão em português. por Karen Thomson e Jonathan Slocum.] 8 Isto é. ou glossário. é contada no Mahābhārata. 4 Deva. Outro compilador de um glossário. nas passagens na qual ocorre no Veda. 7 Os termos ‘antigos e recentes’. obviamente. pág. Através de Agni o adorador obtém aquela afluência que aumenta dia a dia. pois lá você encontra o texto metricamente restaurado. queimar. o radiante. Na terra. anj. Que aquele Agni. Agni é composto. A métrica 2 é Gāyatrī. o deriva da raiz knu. Nessas derivações. 4. o sacerdote que oferece a oblação. ele foi o primogênito dos deuses (sa vā esho’gre devatānām ajāyata). sendo derivado de div.] 3 Agni é chamado de Purohita. seguramente chega aos deuses. e visite o site utexas. Nós nos aproximamos de ti. é normalmente explicado. também facultativamente traduzido como ‘generoso’. É dito que os antigos Ṛṣis são Bhṛgu. a partir de agra. coletivamente. e outros.html (consultado em 01/08/2013). ou porque ele é um dos fogos sagrados nos quais oblações são primeiro (puras) oferecidas (hita). 2. chamado Sthūlāṣṭhīvin. Aṅgiras 10. o filho de Viśvāmitra. ele é o líder (agraṇī ). corpo. aumentando em tua própria residência. 1. o oferecedor de oblações. o sentido de dar sendo atribuído ao mesmo radical. O autor de um Nirukta. ele é invocado (nīyate) o principal (agra) dos deuses. com homenagem reverencial em nossos pensamentos. Agni. Gārhapatya e Āgnīdhrīya. devem ser acesos nos quatro pontos cardeais. livre de dano ou interrupção por Rākṣasas. leste. deriva a palavra destas raízes: i. em função. 8. ‘doador’.

12 o sacerdote escolhido. Toda bênção. Agni. aqui um nome de Agni. tu concederás para teu adorador. Aṅgiras. verdadeiro. o sacrifício perfeito que tu cercas por todos os lados Vai de fato até os deuses. O Hotar.15 é de fato a tua verdade. aquele presente se torna real. como um pai é para seu filho: está sempre presente conosco. e leva para eles as oblações dos adoradores deles. Os Aṅgirases parecem ter sido considerados como uma raça de seres superiores entre Deuses e homens. para o homem piedoso. 9. repleta de fama e filhos valorosos. o mais gloriosamente grandioso. ó Agni. Eu louvo Agni. Todas as riquezas estão à disposição dele. Que Agni.17 Radiante. A ti. Índice ◄►Hino 2 (Griffith) ____________________ 11 Isto é. Crescente em tua própria morada. na câmara na qual o culto ao fogo é realizado.” Hymns from the Rigveda. Agni.16 7.] 17 Lei Eterna. Ele trará os Deuses para cá. Essa. Agni é digno de ser louvado por videntes contemporâneos como pelos antigos. Agni. ó Aṅgiras” – Idem.] 15 Aṅgiras. que apresenta os hinos para os Deuses. O Deus. sim. convidando-os com o som das suas chamas crepitantes e levando-os para o lugar do sacrifício. 6. o mensageiro e mediador entre a terra e o céu. sê para nós de fácil acesso. 14 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Através de Agni que nós ganhemos riqueza e prosperidade dia a dia. 3.13 gloriosa. Sê para nós de aproximação fácil. são filhos e dependentes corajosos. ministro do sacrifício. cujo ritual é o modelo que os sacerdotes posteriores devem seguir. Agni. Trazendo-te reverência 8. 5. para o nosso bem. que dá riqueza em profusão. 12 . ó Agni. fartura aumentando dia a dia. A mais rica em heróis. Agni é o deus do fogo. Regente de sacrifícios. nós vimos dia a dia com prece. o Sacerdote de mente sapiente. e onde o fogo aumenta pelas oblações derramadas nele. Deus.14 4. diretamente e indiretamente. dos devotos cujas oblações ele carrega para os deuses. que acompanham a aquisição e aumento de riqueza. A palavra usada para denotar a concepção da ordem do mundo é ṛtá. dissipador da noite. Agni (Griffith) 1. venha para cá com os deuses. Índice ◄►Hino 2 (Wilson) ____________________ Hino 1. 2. 13 Os heróis aqui citados.53 9. assim como o pai para seu filho. fica conosco para a nossa felicidade. 16 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Qualquer bem que tu queiras dar. e ele é o recompensador mais generoso. guardião da Lei Eterna. Tudo no universo que é concebido como mostrando regularidade de ação pode ser dito ter a ṛtá como seu princípio. os simbólicos primeiros sacrificadores. Através de Agni o homem obterá riqueza.

sê de fácil acesso para nós. e conhecendo a época (adequada). que produz para expressão um abundante suco leitoso. para cá. belo de se ver. 4. ouve a nossa invocação. Agni. tua fala aprovadora2 chega ao dador (da libação). Venham para cá. Bebe delas. Todo bem tu farás para teu adorador. Essas libações1 estão preparadas para ti. a Indra e Vāyu conjuntamente. ele não é usado. 5. trazendo adoração a ti – 8. ambos. que ele conduza os deuses para cá. Vento. 1. (então). 32. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Vāyu. o divino ministrante do sacrifício. ó Agni. e a obtenham das montanhas de Gilan e Mazenderan. Vāyu (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Madhucchandas. a Mitra e Varuṇa. De ti. ele que é verdadeiro e o mais esplendidamente renomado. de um sabor ácido suave e natural. as gotas (do suco Soma) esperam vocês dois. VARGA 1–2. Indra e Vāyu. ADHYĀYA 1. com nossa prece. Varga 3. essas libações são derramadas (para vocês). e da área de Yezd. Que alguém obtenha através de Agni riqueza e bem-estar dia a dia. nós nos aproximamos dia a dia. . embora eles afirmem que a planta não é encontrada na Índia. ó Agni. Índice ◄►Hino 12 (Oldenberg) ____________________ Hino 2. e a muitos (outros que te convidam) para beber o suco Soma. 1. 7. aquele (trabalho) realmente é teu. Gāyatrī. três. 5. 3. permanecendo no rito sacrifical. três são endereçadas a Vāyu. evidentemente. – Introduction to Translation of the Sāma-Veda. Que Agni. digno de ser louvado calorosamente pelos Ṛṣis antigos e pelos atuais. o Purohita. ó (deus) que brilha na escuridão. com alimento (para nós). 3. o guardião de Ṛta. Stevenson. teus adoradores te louvam com preces sagradas. e três. Isso é certificado por numerosas expressões nos hinos seguintes. 2 Supõe-se que Vāyu diz: ‘Eu beberei a libação’. 2. Agni. ó Agni. HINO 1. que o deus venha para cá com os deuses. tendo derramado o suco Soma. 4. Que és o rei de todo culto. crescendo em tua própria casa. em sacrifícios. Indra e Vāyu. Eu magnifico Agni. Fica conosco para a nossa felicidade. o Hotṛ pensativo. 2. aproxima-te. Vāyu. a Asclepias ácida ou Sarcostema viminalis. 6. ó Aṅgiras. que possam trazer glória e a grande bem-aventurança de descendência valente. – Roxburg ii. até que tenha passado pelo processo de fermentação. a métrica. 9. De acordo com o Sr. todo sacrifício e culto que tu cercas por todos os lados. o sacerdote Hotṛ. Realmente. vocês estão cientes dessas libações. Vāyu. o Hom dos Parses. Ele é. o maior concessor de tesouros. aquele de fato vai até os deuses. das nove estrofres das quais o Hino consiste. como um pai é para seu filho. o brilhante. AṢṬAKA I. 1 Essas Somas são libações do suco da planta Soma. Desse modo.54 Hino 1. Venham. rapidamente. e se tornado uma forte bebida alcoólica.

Espalhando-se ao longe em busca da dose de Soma. o momento exato para o início de ritos sacrificais. 3 a conclusão será rapidamente (alcançada) pela cerimônia.) “O Dr. um homem. os talos tendo sido lá esmagados pelos sacerdotes eram borrifados com água e colocados em uma peneira ou filtro. p. 9 Os dias corretos para sacrifícios. Varga 4. e então oferecido em libações para os Deuses ou bebidos pelos brâmanes. que no vale Harirud é dita ter o nome de hum. Biographies of Words. despida de suas folhas.5 8. e yahma. vocês conectam esse rito perfeito com sua verdadeira (recompensa). dita ser a Asclepias Ácida ou Sarcostema Viminalis. venham para o rito do sacrificador. ambos. Os vapores assim erguidos. sabendo ou observando a hora do romper do dia. Sábios Mitra e Varuṇa. um botânico que reside há muito tempo em Kerman. 354. Joseph Bornmuller. aumentadores de água. Bebe delas.. 8 Libações do suco da Soma. Conhecendo os dias. feito fermentar. e então levada para o lugar do sacrifício. em seu sentido comum. 10 Ukthas. pelo comentador. do regente das águas: mas eles estão.6 dispensadores de água. e aumentem a nossa força. Vocês nasceram para o benefício de muitos. No. foram derramadas. Nesse lugar. Vāyu (Griffith) 1. Aitchison afirmou recentemente que a Soma deve ser a Ephedra pachyclada. Essa suposição é confirmada pelo Dr. 4. vocês são o refúgio de multidões. no Veda. Apêndice III. significa. Varuṇa. é um nome do sol. tua corrente penetrante vai até o adorador. incluídos entre os doze Ādityas. 6 Ṛtāvṛdhau: Ṛta normalmente significa verdadeiro ou verdade. 7. As gotas estão ansiando por ambos. homens. descem novamente. como netṛ. Índice ◄►Hino 3 (Wilson) ____________________ Hino 2. – os realizadores em comum do ato de conceder água (à terra). venham por nossas iguarias oferecidas. Vocês notam bem libações. e Varuṇa. também. 9. Mitra e Varuṇa. os cantores glorificam A ti. Outubro de 1894. mas. ou como Ādityas. por ambos os quais as suas qualidades estimulantes eram supostamente muito apreciadas. provavelmente a Ephedra distachya. Vāyu e Indra. porque eles são possuidores de vigor varonil. de onde. 455). que identifica a planta Soma com alguma espécie de Ephedra.7 vem. 2.10 3.9 com suco Soma derramado. com seus hinos de louvor. 7 Vāyu: Deus do vento.55 6. pois desse modo. Essa planta famosa permaneceu não identificada até recentemente (veja Max Müller. Essas. água e sacrifício. para ti essas gotas de Soma 8 foram preparadas. escuta o nosso chamado. depois de mais pressão. . ricos em saque! 3 Narā. (Quarterly Review. indiretamente. Belo Vāyu. Vāyu. condensando-se na atmosfera. ou. Vāyu e Indra. de vigor puro. de modo que nós devemos abandonar a esperança de determinar o lar original dos árias por meio do habitat da planta Soma”. 5 Como identificados com o sol. aludindo à existência limitada das divindades. é dito que Mitra e Varuṇa causam chuva. em chuvas. ele é dito ser aplicável a Indra e Vāyu. Vāyu. mas que observa que diferentes variedades de Ephedra são encontradas da Sibéria até a Península Ibérica. em oposição aos versos que são cantados ou entoados. tornem próspero o nosso sacrifício. líder ou guia. depois do que ele era misturado com farinha. 5. etc. louvores recitados ou falados. por produzirem evaporação. huma. mas pode ser duvidado se ele não transmite o sentido de homem ou mortal. dual de Nara. o devorador de inimigos. 4 Mitra. ou Planta da Lua. Eu invoco Mitra4. A planta era colhida à luz da lua em certas montanhas. Indra-Vāyu. Esse termo é aplicado frequentemente a seres divinos: ele é usualmente explicado. o suco ácido gotejava em um recipiente chamado Droṇa. talvez.

os dias ou estações corretos para cada sacrifício. Ó Vāyu. A manteiga então é usada para propósitos culinários e também oferecida em sacrifício para os Deuses. destruidor de inimigos. essas (libações de Soma) são derramadas. ó Vāyu. Vāyu (Müller) MAṆḌALA I. venham depressa para cá. Vāyu e Indra. venham então rapidamente para cá! 6. Mitra e Varuṇa. ó homens! 7. VARGA 3-4. de domínio amplo. Mitra-Varuṇa. e Varuṇa. de força sagrada. Ó Vāyu e Indra. Do modo correto. 5. 14 8. Concedam-nos a força que opera bem. nos deem força eficiente. 14 Isto é. vocês obtiveram grande sabedoria. 7. essa é minha oração. Tornam completo: por conceder o rogo do adorador. AṢṬAKA I. Ó Vāyu. Que tornam completo o rito alimentado com óleo. desse modo eu faço a minha oração. pois as gotas (de Soma) anseiam por vocês. Índice ◄►Hino 6 (Müller) ____________________ Alimentado com óleo: realizado com ghṛtam (a moderna ghī) e manteiga clarificada. os adoradores te celebram com hinos. Ó Indra e Vāyu. amantes e apreciadores da Lei. vocês que são ricos em saque. de domínio amplo. Índice ◄►Hino 3 (Griffith) ____________________ Hino 2. tu belo! Esses Somas estão prontos.11 8. Eu chamo Mitra. 13 Isto é. 1. aproximem-se da obra do sacrificador. Nossos sábios.56 Então.12 Vocês têm obtido seu poder imenso. Eu chamo Mitra. dotado de força sagrada. que destrói todos os inimigos. vocês que aumentam a justiça e aderem à justiça. 4. que ambos realizam uma oração acompanhada por oferendas de óleo. ó Mitra e Varuṇa. Esses dois sábios. e Varuṇa. rápido. com oblações de manteiga jogadas no fogo. os poderosos. ADHYĀYA 1. Mitra e Varuṇa. ou manteiga que foi fervida vagarosamente e então permitida esfriar. 9. Heróis. bebe deles! Ouve o nosso chamado! 2. 3. 12 Através da Lei: isto é. venham logo em direção ao que o espremedor de Soma preparou. tua corrente satisfatória vai até o adorador. Ó Indra e Vāyu. vocês percebem as libações. eles que conhecem os dias de festa. de acordo com ṛtá. de amplo alcance. através da Lei. Vem para cá. para beber o Soma. 11 . 6. a Lei eterna ou ordem perpétua do universo. HINO 2. Veja a nota 17 do Hino 1. venham para cá por causa das nossas oferendas.13 e prepararam o Soma. 9. fortes por nascimento.

venham para a libação do adorador. e aceita as preces do sacerdote. Varga 6. 9. sempre puras. 6. Aśvins. Indra. a recompensadora do culto com riqueza. cuja posição e caráter são citados imperfeitamente. e três. os derramadores de chuva. mas eles também formam uma classe. aos Viśvedevas. A enumeração das ações extraordinárias deles é o assunto especial dos Hinos 116 e 117. 7. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos como nos dois Hinos precedentes. e nessa libação aceita o nosso alimento (oferecido). a instrutora dos honrados.57 Hino 3. aproxima-te. três. Varga 5. destruidores de inimigos. concessores (de recompensas). ilumina todas as mentes. a Indra. que formam um tṛca. a Sarasvatī. 1. de braços longos. venham para as libações misturadas borrifadas sobre a grama sagrada 4 cortada. um rio poderoso. é espalhada sobre o vedī ou altar. as nossas orações. Veloz Indra. três. 2 Purubhujā. Que os Deuses universais. ou oblação de manteiga clarificada. 10. Aśvins. O comentador o explica por ‘aqueles que obtiveram conhecimento universalmente’. e apreciado pelos sábios. percebido pela compreensão. 12. Sarasvatī. abundantes em atos poderosos. Que Sarasvatī. três são endereçadas aos Aśvins. aqui. que são livres de decadência. mas que tem direito. e sobre ela a libação de suco Soma.2 aceitem. Sarasvatī manifesta. guias (de devoção). Deuses universais. gerados durante a metamorfose dele como um cavalo (aśva). as iguarias sacrificais. a ser recitado no culto dos Viśvedevas. 7 Sarasvatī é. Essas libações. 2. 6 A palavra original é incomum. como em outros lugares.5 protetores e sustentadores de homens. O caráter médico dos Aśvins é uma tradição vêdica. por nossas iguarias oferecidas. ou de doenças. Das doze estrofes. de esplendor magnífico. alguns dos atributos deles são especificados. vagamente aplicados a divindades em geral. ehimāyāsaḥ.1 apreciadores de atos virtuosos. para os dias. 6 desprovidos de malícia. 8. e médicos dos deuses. vem para cá para as preces (do sacerdote). vem para cá. oniscientes. é derramada. Índice ◄►Hino 4 (Wilson) ____________________ 1 Os Aśvins são os dois filhos do Sol. Que os Deuses universais de movimento rápido. deusa da fala. tem aceitado o nosso sacrifício. 3 Dasrā. dotados de juventude e beleza perpétuas.3 livres de inverdade. depois de ter suas raízes cortadas. a cota na solenidade. enquanto ele oferece a libação. a concessora de alimento. na maioria dos ritos sacrificais. 5. Indra. ou de inimigos. ou terceto. com os corcéis fulvos. e portadores (de riquezas). como os raios solares vêm. espremidas pelos dedos (dos sacerdotes). 11. com mãos esticadas. aceitem o sacrifício. para o nosso rito. estão desejosas de ti. pelas ações dela. seja atraída. Nessa e nas duas estrofes seguintes.7 a purificadora. venham para a libação. líderes na vanguarda de heróis. com mentes não desviadas. diligentemente. a inspiradora daqueles que se deleitam na verdade. destruidores. Aśvins. e (em sua própria forma). a Vāgdevatā. ouçam. Eles são os heróis de muitas lendas nos Purāṇas. mas de ainda mais nesse Veda. . 4. 3. conectando-os com os elementos. 5 Os Viśvedevas são. às vezes. 4 A erva sagrada Kuśa (Poa cynosuroides). dotados de fortaleza. É mais do que provável que a origem e o significado do termo estivessem esquecidos quando Sāyaṇa escreveu. que também pode ser traduzido como ‘grandes comedores’.

mostrando a mesma variedade de cor e forma’. Ele compreende o ‘grande oceano’ como o universo. I: ‘Seguintes na ordem são os deuses cuja esfera é o céu. para as preces. Incitadora de todas as músicas agradáveis.. aceitem a bebida sagrada. que protegem. são suas essas libações com grama cortada. 14 Benfey traduz: ‘Sarasvatī. ela brilha através de todos os pensamentos’. tornou-se para os descendentes deles. Texts. realizadores de atos sagrados’. apressando-te. 12 Ehimāyāsaḥ parece ser outra forma de ahimāyāsaḥ. contudo. Ó Viśvedevas. Muir. ‘Dois reis. vem. dizem outros. Do sacerdote que derrama libação. Yāska se refere a eles deste modo no Nirukta XII.14 Índice ◄►Hino 4 (Griffith) ____________________ 8 Os Aśvins parecem ter sido um enigma até para os mais antigos comentadores indianos. nós não estejamos de acordo de nenhuma maneira quanto à concepção do caráter deles. É dito que Nāsatya é o especificamente o nome de um dos Aśvins. 11. Quem então são esses Aśvins? ‘Céu e Terra’. que mudam de forma como serpentes. que a brilhante Sarasvatī13 deseje. Purificadas desse modo por dedos excelentes. Rica em vantagens. Com amor ansioso. Ó Indra maravilhosamente brilhante. Sarasvatī. ricos em atos prodigiosos. em direção às preces. – ela ilumina com sua luz. J. 13 Sarasvatī é celebrada como um rio e como uma deusa. e preparam o caminho para ela’. Ó Aśvins. vem. S. espremidas cuidadosamente pelos sacerdotes. Vol. their religion and institutions]. p. embora. Venham vocês cujos caminhos são vermelhos com chama. ó Indra. que têm mãos ágeis. 9 Mãos ágeis: mãos esticadas e rápidas para pegar as oferendas. dizem alguns. Aproxima-te. 10 Nāsatyas: ‘não falsos’. que é explicada por Bohtlingk e Roth como ‘multiforme ou versátil como uma cobra. inspiradora de todo pensamento bondoso. que em suas carruagens se apressam para frente antes da alvorada. . 9. O. S. 5. 7. p. venham para cá rapidamente para a bebida. Senhor dos Cavalos Baios. Incitado pelo cantor santo. O. ‘fazedor de milagres’. Nāsatyas. como os antigos interpretadores do Veda. ou como a vida. por sua luz.12 intrépidos. desprovidos de malícia. Vol. Aproximem-se da oferenda de bebida de seu adorador.9 Aceitem o alimento sacrifical. Sarasvatī. 11 5. ‘Dia e Noite’. J. 11 Isto é. faz o grande oceano ser conhecido. senhores do esplendor. 5. a inundação poderosa.58 Hino 3. 338. Texts [Original Sanskrit texts on the origin and history of the people of India. ó heróis dignos do nosso louvor. 6. Ela parece ter sido para os antigos indianos o que o Ganges (o qual é citado só duas vezes no Ṛgveda). 4. Ela ilumina todo pensamento piedoso. Ó Viśvedevas. Aceitem nossas canções com pensamento poderoso. têm. 10. O professor Roth fala deste modo sobre esses deuses: ‘Os dois Aśvins. Ó Aśvins. recompensam e sustentam os homens. dizem outros. 3. uma posição perfeitamente distinta no grupo inteiro das divindades vêdicas da luz. o outro sendo então chamado de Dasra.8 ricos em tesouro. enriquecida com hinos. Indra. desses os Aśvins são os primeiros a chegar. apressado pela música. ‘o Sol e a Lua’. dizem os escritores lendários. 8. 234. portadores. Os Viśvedevas. Aśvins (Griffith) 1. 2. nosso sacrifício. Eles são os primeiros portadores da luz no céu da manhã. Deleita-te em nossa libação. aceita nosso rito 12.10 operadores de milagre. Muir. rápidos no trabalho. Como vacas leiteiras se apressam para seus estábulos. essas libações anseiam por ti.. ou talvez ‘destruidor’ (dos maus).

O original é ‘não fales além de nós’. é explicado por Sāyaṇa: aquele que está conectado com cem (muitos) atos. o poderoso. Vem a nós. o realizador de bons atos. adorador. 1. como uma boa vaca leiteira (é chamada pelo ordenhador) para a ordenha. 3 A injunção é endereçada ao Yajamāna (o sacrificador). Aqui. Nós te reconhecemos no meio dos honrados. dos quais o Asura Vṛtra era o chefe. Vai. 7. o alegrador da humanidade. ele aumentará os rebanhos do devoto. Nós oferecemos a ti. ritos religiosos. A satisfação de (ti.2 4. o favorito (daquele Indra) que dá felicidade. (a causa da) doação de gado. Canta para aquele Indra. Que nós sempre permaneçamos na felicidade (derivada da graça) de Indra. não nos ignores. para revelar (-te a outros).5 desse (suco Soma). Índice ◄►Hino 5 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. a graça do sacrifício. ato. kratu significando karma. de riquezas. Destruidor de inimigos. o aperfeiçoador do ato. No primeiro sentido. conhecimento. Śatakratu. se Indra estiver satisfeito. Dia a dia nós invocamos o fazedor de boas obras. O próprio Hotṛ deve ordenar isso. que é o protetor da prosperidade.59 Hino 4.6 tu defendes o guerreiro em batalha. Que os nossos ministros. o amigo do oferecedor da libação. ou ele pode ser interpretado como ‘dotado de grande sabedoria’. 6. de acordo com o comentador. tu te tornaste o matador dos Vṛtras. e pergunta a ele (sobre a aptidão) do erudito (sacerdote que recita o louvor dele). 5 Śatakratu. daqui e de todo outro lugar (onde ele é adorado)’. ao sábio e incólume Indra. Indra (Wilson) (Anuvāka 2. que és) o concessor de riquezas é. Tendo bebido. que é desejado perguntar se o Hotṛ é adequado para seu dever. realizando zelosamente o culto dele. o poderoso em batalha.4 8. o suco que está presente (nas três cerimônias). Sūkta I) O Ṛṣi e a métrica continuam inalterados . 2. A noção está representada muito elipticamente.3 5. 9. 6 Dos inimigos. o Hino é endereçado a Indra. vem aos nossos ritos (diários). para nossa proteção. o que permeia (todo rito de libação). a palavra pode ser a fonte da ficção purânica. 1 3. e bebe da libação. também. exclamem: ‘Partam. ou como objeto deles. um nome de Indra. Bebedor do suco Soma. Oferece a Indra. 10. ou prajnā. que os homens (nos felicitem). que nossos inimigos digam que nós somos prósperos. Śatakratu. alimento (sacrifical). que o alto cargo de Indra é obtenível por meio de cem Aśvamedhas. como realizador deles. para a obtenção. que estão mais próximos a ti. o sentido completo é fornecido pelo comentador. nós temos fraseologia elíptica. Indra. ó difamadores. 4 Esses epítetos do suco Soma seriam um tanto ininteligíveis sem a ajuda do comentador. Varga 7. Varga 8. de fato. 2 . (para o oferecedor). que concede a melhor (das bênçãos) aos teus amigos.

graça do sacrifício. – J. Original Sanskrit Texts. bebeste isso e foste o matador de Vṛtras. etc. chamados por uma variedade de nomes como Vṛttra. ou obstrutores. 9. mas em vão.9 5. V. 4. a quem o suco alegra e manda rapidamente para o sacrifício. Que para o Amigo dá asas e alegria. Para o Rápido traze o rápido. Śambara. ainda que nós possamos permanecer sob os cuidados de Indra. Nós te fortalecemos. – universityofhumanunity. armados do seu lado. vem para cá. porque ele flui rapidamente e porque ele faz Indra se apressar para a solenidade. Esses demônios da seca. amigo diligente de quem derrama o suco. Idem. Namuci. o poderoso rio de riqueza. o rico. Como uma boa vaca para aquele que ordenha. 10. pergunta a Indra. de acordo com Vladimir Yatsenko. recompensas generosas na forma de gado e outros bens para aqueles que o cultuam. que é melhor que teus amigos. também. Muir. 6. resistir ao ataque dos deuses’. é de fato concessora de vacas”. Uraṇa. nós chamamos o fazedor de ações justas 7 Para nosso auxílio dia a dia. Ahi. com toda variedade de artilharia celestial. Vem para nossas libações. A euforia produzida por beber o suco fermentado oferecido em libações estimula suas energias marciais e o dispõe a distribuir. tu bebedor de Soma! O rico êxtase do Único concede vacas.60 Hino 4.12 tu Ajudas o guerreiro na luta. Ou se. Tu. desse modo: “A intoxicação de ti.10 7. Pipru. e enquanto nós desfrutarmos da amizade e da proteção dele nós não nos importaremos de modo algum com as injúrias dos ímpios que zombam do nosso culto fiel. hábil em música.11 8. Deus de atos maravilhosos. etc. 8 . os opressores. nós possamos ganhar riqueza. todo o nosso verdadeiro povo nos chamar de bemaventurados. – ao inteligente e incólume Indra que dá aos teus amigos (os sacerdotes) a melhor riqueza”. os inimigos. O suco Soma que alegra homens ou heróis e acompanha ou agracia o sacrifício também é chamado de rápido. bebe do Soma. ‘partam para outro lugar. Índice ◄►Hino 5 (Griffith) ____________________ 7 Indra. O Amigo é Indra. Vai para o sábio Invicto. Indra é especialmente o senhor do Soma e seu principal bebedor.org. 2. de suas riquezas ilimitadas. (se eu o tenho louvado corretamente ou não).] 10 O sentido geral desse e dos dois versos anteriores parece ser este: Indra é o melhor amigo e protetor. Para que.] 9 [Como na nota acima: “Vá até ele e pergunte sobre mim. alegrador de homens. 11 O Rápido: Indra. para esse Indra cantem sua canção. Sim.. Śuṣna. 95. Ele. Se os homens que zombam de nós falarem. Indra (Griffith) 1. são ‘os poderes hostis na atmosfera que prendem malevolamente os tesouros aquosos nas nuvens. (consultado em 08/2013). [Sāyaṇa interpreta a última frase do verso. tentam. Śatakratu. a ti o poderoso em luta. Para ele. Para que nós fiquemos familiarizados com a tua benevolência mais secreta: Não nos negligencies. Indra. sim. o inteligente. 12 Os Vṛtras. Vocês que servem Indra e ninguém mais’.8 3. Śatakratu..

Indra (Wilson) (Sūkta II) O deus. que ele esteja conosco. que ele venha a nós com alimento. e métrica. entre os deuses). não esperam os corcéis dele atrelados ao seu carro. Índice ◄►Hino 6 (Wilson) ____________________ O comentador fornece esses detalhes. o protetor desimpedido. inalterados. 7. mas. Indra. 3. 8. sentem-se. Varga 10. são derramados para a satisfação do bebedor de libações. Esses sucos Somas puros. 1. em combates. Tu és poderoso: afasta a violência. – deve ser observado que a exatidão das adições dele envolve a existência anterior daqueles Vedas. o senhor de muitas bênçãos. pelo menos aos hinos do Ṛc nos quais se supõe que eles são citados. que esses sucos Soma penetrantes entrem em ti: que eles sejam propícios para a tua (obtenção de) inteligência superior. cujos inimigos. Ṛṣi. 2. 6. Apressem-se para cá. Que Indra. oferecendo louvores. e (mantendo) superioridade em idade (ou principalidade. uma conclusão a qual há motivo para hesitar admitir. Varga 9. Que ele esteja conosco. louvem respectivamente Indra. que ele esteja conosco. para a realização dos nossos objetivos. 4. Tu. misturados com coalhos.61 Hino 5. ó Śatakratu. os louvores de Indra. para a aquisição de conhecimento. te tornaste subitamente de vigor aumentado. não deixes os homens nos fazerem mal. realizador de boas obras. 5. que és o objeto de louvores. repetidamente. nessa e outras passagens onde Sāyaṇa insere a designação de outros Vedas – o Sāma e o Yajush. por beberes a libação. para a obtenção de riquezas. desfrute dessas múltiplas iguarias (sacrificais). Quando a libação é derramada. Os cantos (do Sama)1 têm-te magnificado. nas quais residem todas as propriedades viris. amigos. que és o objeto de louvores. e cantem. os hinos (do Ṛc) têm-te magnificado: que os nossos louvores de magnifiquem. Indra. Cantem para aquele Indra. Indra. 9. o derrotador de muitos inimigos. 10. 1 .

4. mantém A matança longe de nós.4 10. têm te fortalecido. o mais rico dos ricos. Ó Indra. assim como seus hinos de louvor. Onde todos os poderes viris residem. À visão de cuja carruagem e cavalos todos os inimigos fogem. sentem-se: cantem sua música para Indra. Ó. e os nossos louvores. Indra (Griffith) 1. Índice ◄►Hino 6 (Griffith) ____________________ 2 O chamado é dirigido aos sacerdotes ministrantes. por preeminência. Indra.62 Hino 5. Companheiros. Perto do bebedor de Soma chegam. cantem sua música. Que ele fique ao nosso lado na nossa necessidade e na abundância para o nosso bemestar: que ele se aproxime de nós com sua força. 4 As oblações dos adoradores. pois tu podes. para a apreciação dele. 3 . Indra forte. 6. o excelente Senhor dos tesouros. estas gotas puras. aceita essas mil iguarias. ó Śatakratu. 8. que esses Somas penetrantes entrem em ti: Que eles possam trazer bem-aventurança para ti. 9. 5. Ó Indra. que nenhum homem fira nossos corpos. 7. 2. cujo socorro nunca falha. Indra. Tu. amante da música. Os Somas misturados com a coalhada. Assim que te fortaleçam as canções que cantamos. nasceste para beber o suco Soma. Indra. estimulam e fortalecem os Deuses para atos de heroísmo. Cujo par de cavalos castanhos atrelados em batalhas os inimigos em guerra não desafiam:3 para ele. com suco Soma derramado. tu que amas música. crescido de uma vez à força perfeita. Para ele. 3.2 trazendo hinos de louvor. o Sábio. Os nossos cânticos de louvor. venham para cá.

nas quais a chuva se reúne novamente. junto com os irrepreensíveis. Índice ◄►Hino 7 (Wilson) ____________________ 1 O texto tem somente ‘aqueles que estão permanecendo em volta’. chamou os Maruts para ajudá-lo. ou sem. para obter superioridade. que é frequentemente citada. em outro lugar. Os recitadores de louvores louvam os poderosos (a tropa de Maruts). no sono. seja da região do céu. é feita aqui a um combate entre Indra e Vṛtra. com os raios da manhã. ‘os seres vivos dos três mundos’ é a explicação do comentador. os amáveis grupos (dos Maruts). e Indra. o instigaram a retomar sua condição de embrião (nas nuvens). Maruts. 5 Alusão. que. 2 4. 5. Em outras passagens. as vacas são representadas como recuperadas à força por Indra. o poderoso (Sol). que são célebres. e forma ao informe. intrépidos. Depois disso. onde elas foram descobertas por Indra. Indra. ou. 6. 7. no qual ela os concilia. 5 (ambos) regozijantes. ou Ventos. e as luzes que brilham no céu. ou do céu acima. nesse rito. 4 Alusão é feita aqui a uma lenda. . e conscientes do poder de conceder riqueza. de acordo com algumas versões.3 tendo visto a chuva prestes a ser engendrada. com a ajuda dos Maruts. As três primeiras e últimas estrofes são endereçadas a Indra. pois. aqueles que têm nomes invocados em ritos sagrados. descobriste as vacas escondidas na caverna. mas as alusões justificam a especificação do comentador: os ventos conduzem Indra. ou da esfera solar. colocados em ambos os lados. – ele venha dessa região terrestre. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica continuam. vem para cá. e as escondido em uma caverna. dá percepção ao inconsciente. realmente. 8. 9. Os circunstanciados (habitantes dos três mundos) 1 associam com (Indra). com a ajuda da cadela Saramā. aos Maruts. os viajantes de lugares de acesso difícil. de cor castanho-avermelhada. o movente (vento). Eles (os quadrigários) atrelam ao carro dele seus dois corcéis desejáveis. Mortais. 3 Os Maruts não são citados no texto.4 Varga 12. Que vocês sejam vistos. de modo semelhante como eles glorificam o conselheiro (Indra). acompanhados pelo destemido Indra. é dito. o indestrutível (fogo). ou do vasto firmamento. Portanto. com. (o sacerdote) recita seus louvores integralmente. circundante (tropa de Maruts). Varga 11. de os Asuras chamados Paṇis terem roubado as vacas dos deuses. Esse rito é realizado em adoração ao poderoso Indra. ou o firmamento. novamente. Indra. 2 Indra é aqui. como em seu útero.63 Hino 6. Um diálogo entre ela e os ladrões é apresentado. e de esplendor igual. Associado com os Maruts transportadores. 2. Nós invocamos Indra. cujos raios matutinos pode-se dizer que reanimam aqueles que tinham estado mortos. para uma agregação de nuvens. identificado com o sol. 10. durante a noite. vocês devem seu nascimento (diário a esse Indra). que se dirigem para o céu. 3. dos Aṅgirasas. 1. Os deuses que tinham ido ajudar o primeiro foram afugentados pelos cães de Vṛtra. tu. (os Maruts). – que ele (nos) dê riqueza. as restantes. e que trazem o comandante.

Bravos. e forma. Com as hostes bem amadas de Indra. como é seu costume. 10. isto é. assumindo nomes sacrificais. 2. do céu acima da terra. fazendo luz onde não havia luz. Indra nós procuramos para dar-nos ajuda. Em ambos os lados do carro eles unem os dois cavalos baios estimados por ele. com quem Indra é conectado frequentemente. Que tu possas realmente ser visto vindo ao lado do destemido Indra: Ambos alegres.8 4. os derrubadores do que é firme. Posteriormente eles. iguais em seu brilho. as irrepreensíveis. o Poderoso. Indra. Nasceste em conjunto com as Auroras. fulvos. Adorando assim como eles desejam. a partir daqui. 6. 9 [Veja a nota 13. O muito famoso. Indra (Griffith) 1. Provavelmente o Sol. nasceste. O sacrificador clama. se livraram da condição de bebês não nascidos. homens. 3. Ó homens! é talvez apenas uma exclamação expressiva de admiração. 8. Vem desse lugar. da terra.7 as luzes são brilhantes no céu. Índice ◄►Hino 7 (Griffith) ____________________ 6 Esses provavelmente são os Maruts. carregadores do Comandante. os companheiros constantes de Indra. Tu. ó homens! onde não havia forma. fazendo.64 Hino 6. Aqueles que estão em volta6 dele enquanto ele se move arreiam o brilhante. 7 .] 10 Isto é. 9. Se for aceito que maryāḥ. acelerando para o céu.10 ó Viajante. Tu. com os Deuses da Tempestade. podem se aplicar a esses Deuses considerados como uma hoste ou companhia e nascidos em um nascimento. 11 Indra. 8 Tu. quer dizer os Maruts. cantores louvam a ele que encontra riqueza. Encontraste as vacas mesmo na caverna. 7. o Sol.11 ou para baixo a partir da luz do céu: Nossos cânticos de louvor todos anseiam por isso. Ou do firmamento espaçoso.9 5. as palavras tu. o Corcel vermelho. embora no número singular.

Nós pedimos a ajuda de Indra daqui. Tu que criaste luz onde não havia luz. ou da luz do céu. ou os dias em si. Tu. Indra é considerado como o deus do dia brilhante. encontraste mesmo em seu esconderijo os brilhantes (dias ou nuvens). ó homens! onde não havia forma. logo que Indra surge para lutar contra o demônio das trevas. Com as amadas hostes de Indra. vem para cá. literalmente. ou do céu. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. 9.14 6. de um embrião ou de um recém-nascido. e cujos companheiros são os Maruts. cujo nome manteve por muito tempo seu sentido puramente apelativo de tempestades. serve apenas para expressar que eles nasceram. 5. não eram originalmente deuses. os castanhos. por sua própria vontade. assumiram novamente a forma de bebês recém-nascidos. nasceste junto com as alvoradas. que podem carregar o herói. AṢṬAKA I. têm gritado em direção ao dador de riqueza. 3. cujo corcel é o sol. ou do grande firmamento. ADHYĀYA 1. 8. alcançaram sua posição como divindades ao lado de Indra. as luzes resplandecem no céu. o grandioso. HINO 6. Eles atrelam à carruagem em cada lado os dois baios favoritos dele (de Indra). que rompem até mesmo a fortaleza. como o poeta expressa. que são representados como resgatados no final de cada noite pelo poder de Indra. com os impecáveis. Como auxiliares de Indra nessa batalha. 4. mas vieram a ser deificados por suas obras.65 Hino 6. Os cantores piedosos (os Maruts). eles assumiram seu nome sagrado. 1. VARGA 11-12. Esse parece ser todo o significado da lenda posterior que os Maruts. 10. ou que as tempestades irrompem do ventre do céu. e forma. (hoste de Maruts). De lá. de acordo com seu costume. como os Ṛbhus. ó viajante (Indra).13 obtendo seu nome sagrado. ou de acima da terra. apressados (Maruts) o sacrificador clama. 13 A idéia de que os Maruts assumiram a forma de um garbha. . Depois disso eles (os Maruts). ou. possas realmente ser vista vindo junto com Indra. Aqueles que permanecem em volta dele enquanto ele se move adiante arreiam o (corcel) brilhante vermelho12. com os velozes Maruts. ó Indra. os valentes. Que tu. Índice ◄►Hino 19 (Müller) ____________________ 12 O poeta começa com uma descrição um tanto abrupta de um nascer do sol. 7. ou deuses da tempestade. os Maruts. 14 As vacas brilhantes são aqui as vacas da manhã. as auroras. o glorioso (Indra). o destemido: vocês dois são fazedores de alegria. 2. os cantores todos anseiam por isso. e de esplendor igual.

como arha é um sinônimo de mantra. bṛhat. o mundo). como os Gonds. [na nota 1 do hino 5. sobre riquezas. e. com Sāmas a serem cantados’. que ocorre. Tu és sempre complacente com nossos desejos. ‘com o Bṛhat Sāma’. é mais similar ao Ṛc. que estás em todos os lugares entre os homens. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. 5. a Indra com orações. o ricamente enfeitado. aos textos do Yajush. Nós invocamos Indra por grande riqueza. A frase seguinte. A última parte da passagem também pode ser traduzida como: ‘ele (o sol) animou a montanha (isto é. nos protege. o sentido pode ser. arkebhir arkiṇaḥ. vem. – (nosso) aliado. com defesas insuperáveis. Como já se observou. – aparentemente. Indra. elevou o sol no céu 3. e manejador do raio contra nossos inimigos. (eles são. implica a anterioridade dos dois primeiros ao último. Varga 14. e carregou a nuvem com águas (abundantes). 4. ghāthinah. pode ser aplicado tanto aos cantores quanto aos recitadores das orações. aqueles que oram. Indra. literalmente. com seus dois corcéis que são atrelados pela palavra dele. querendo dizer. também) devidos a Indra. o sempre complacente. Indra. – bárbaros ou aqueles que não têm casta. todas em uma fase muito inferior de civilização. ou sacerdotes do Yajush. que governa sozinho sobre homens. (os sacerdotes do Yajush) com textos. confirmada pelo termo seguinte. Varga 13. (canções). concessor de todos os desejos. 3 O mundo sendo envolvido em escuridão por Vṛtra. Com relação aos Adhvaryus. Indra. pelo comentador. Índice ◄►Hino 8 (Wilson) ____________________ 1 O comentador fornece a especificação dos vários Vedas. colocou) o sol no céu. uma interpretação. o que faz trovejar. o Ṛṣi e a métrica. significa apenas cantores. os recitadores do Ṛc. O último termo é explicado etimologicamente. kṣatriyas. Ele é aplicado. de fato. com estrofes’: mas isso não é necessariamente limitado a esse sentido. ou louvam. O derramador de chuva. . ele pensa. o senhor poderoso. as tribos nativas da Índia. ‘com textos ou palavras’. com preces. e sobre as cinco (classes)4 dos habitantes da terra. – Indra. provavelmente. Todos os louvores excelentes que são dados às outras divindades. mais os niṣādas. por bṛhatā. por vāṇībhih.2 o manejador do raio. Indra. em batalhas abundantes em saque. ‘Aqueles do Ṛg Veda. Que ele seja exclusivamente nosso. hiraṇyaya. A frase não é de recorrência infrequente. O primeiro termo. Os cantores (do Sāma) glorificam Indra com canções. com seus raios’. e é dito usualmente que implica as quatro castas: brâmanes. Nós chamamos por ti.] qualquer referência ao Yajush ou ao Sāma. aqueles que são adequados para habitações ( nivāsārhāṇām). Indra. 10. o que mistura todas as coisas. 9. aparentemente sem qualquer ligação gramatical. só porque ele tinha ligado as expressões anteriores com os outros dois Vedas. abre essa nuvem. 3.66 Hino 7. ou feito de ouro. Indra invencível. sobre os cinco homens. Derramador de chuva. vaiśyas e śūdras. Kholes. uma oração. pañca ksitīnām.1 2. 1. como diz o comentário. nós não temos absolutamente nada no original. para tornar todas as coisas visíveis. Eu não conheço louvor adequado para ele. para removê-la. 7. elevou (ou. por riqueza limitada. como antes. e o termo vāṇīh. em um verso do Ṛc. investe homens com sua força. dourado. 2 Assim o comentador explica o termo do texto. 6. 8. como um touro (defende) um rebanho de vacas. e Bhils dos dias atuais. ou classes de homens. 4 O texto tem. embora ele o interprete como ‘os Udgātṛs.

Indra tem sempre perto dele seus dois cavalos baios e carro jungidos por palavra. Indra que governa com domínio único homens. Benfey explica isso como ‘todo o mundo habitado’. Indra (Wilson) (Anuvāka 3. o armado com o trovão. e (ajudados por) heróis lançadores de mísseis. que ele possa ser. riqueza. Na grande batalha nós invocamos Indra. Indra. Ṛṣi. e não os habitantes nativos da região. A Indra os cantores com elogios. as vacas são as águas. nós somos capazes de superar (nossos inimigos) organizados em tropas. Indra. aquela nuvem. Defendidos por ti. sempre protegidos por ti. onde milhares de despojos são obtidos.67 Hino 7. Para nós. ou a cavalo. As cinco tribos ou povoados eram provavelmente a confederação dos Turvaśas. Mas a expressão parece querer dizer somente os povoados ou tribos arianas. a que humilha inimigos. Indra. vastos como os céus. 6. 5. 10. como antes. de modo que ele possa ver longe: Ele rompeu a montanha5 pelas vacas. tu sempre generoso. 5 A massa de nuvens densas em forma de montanha. O amigo que curva seu raio em demônios. 6 . Contigo como nosso aliado. Varga 15. 3. Indra na luta menor. 2. Ainda mais alto. A Indra os coros. Descerra. tu irresistível. a fonte de vitória. Indra. Poderoso é Indra. para nossa proteção. 4. Com ajudas terríveis. riquezas. Yadus. Por sua causa de cada lado nós chamamos Indra para longe de outros homens: Nosso. e supremo. têm glorificado. Índice ◄►Hino 8 (Griffith) ____________________ Hino 8. com a qual nós podemos conquistar totalmente os nossos oponentes. o dourado. em cada esforço meu. Ajuda-nos. 3. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos. lutas. Assim como o touro conduz os rebanhos. nas lutas. Indra (Griffith) 1. agradável. 4. nosso herói viril. os louvores de Indra armado com o trovão se erguem. Que magnitude sempre pertença ao portador do raio. ele conduz o povo com seu poder. O Soberano irresistível: 9. Druhyus. 1. sempre. e não de outros. Anus. e a raça quíntupla 6 Dos que habitam sobre a terra. 5. a Indra recitadores com seus louvores. 2. sim. Sūkta I) O deus. nós possuímos uma arma ponderosa. que os fortes (exércitos) dele sejam. Eu não encontro louvor digno dele. 8. 7. e Purus. traze. seja (enfrentando-os) corpo a corpo. ó Indra. Indra ergueu o Sol alto no céu. muito abundante. Não havia distinções de casta quando o hino foi composto. ó terrível. e métrica.

8. como Um ramo maduro para o adorador. A mais excelente.7 8. 7. rica em gado. as palavras de Indra para seu adorador são verdadeiras. Ou cantores que amam pensamentos santos.8 3. são amparos que ajudam imediatamente Um adorador como eu. como os abundantes fluidos do palato. 5. ou para a obtenção de filhos. Indra. 9. vigorosa. 9. como aliado. quando usado contra inimigos. Indra. Realmente. grande.” 8 Com o carro: árvatā. (obtêm seus desejos). Que nós conquistemos nossos inimigos em combate. – e os sábios que estão desejosos de inteligência.68 6. Ajudados por ti. diversas. traze riqueza que dá alegria. que nós possamos erguer o raio. Todo homem que recorre a Indra. Indra. Varga 16. o que faz trovejar. 10. Realmente. com heróis atiradores de mísseis. que louvores e elogios sejam cantados para Indra. Como amplas torrentes a partir da abóbada celeste. para serem respeitadas: (elas são) como um ramo (carregado de fruto) maduro. 10. tuas glórias são. A barriga de Indra. seus louvores cantados e recitados devem ser desejados e repetidos para Indra. Ajudados por ti com o carro. a riqueza do vencedor que sempre conquista. cresce. concessoras de vacas. bebendo os mais profundos goles de Soma. também. De fato. 9 O raio aqui citado é o sacrifício o qual. ser traduzida desse modo: “como as abundantes águas (ou torrentes) dos topos das montanhas. que vêm como heróis para a luta. 9 E conquistar todos os nossos inimigos em combate. como o oceano. literalmente. Grande como o céu se estende seu poder 6. Que ele possa beber o suco Soma. Índice ◄►Hino 9 (Wilson) ____________________ Hino 8. com um cavalo. o armado com o trovão. grandeza seja dele. ó Indra. 4. – em batalha. Indra (Griffith) 1. Assim são suas dádivas encantadoras. Assim também é a excelência dele. 2. Sāyaṇa explica que significa lutando a cavalo. Poderoso é Indra. Que ajuda aqueles a obterem filhos. as protetoras de todo adorador como eu. sim. 7. que bebe o suco Soma abundantemente. supremo. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos na batalha corpo a corpo. Indra. para ser nosso auxílio. de modo que ele possa beber o suco Soma. em todos os tempos. Pois realmente teus poderes imensos. Índice ◄►Hino 9 (Griffith) ____________________ 7 A frase poderia. é uma arma tão poderosa quanto o raio de Indra. cresce como um oceano. . Sua barriga. Contigo. Mas cavalos parecem ter sido usados em guerra só como puxadores de carruagens. (e está sempre) úmida.

Vem. o que se dirige (ao local do sacrifício). riquezas preciosas e multiformes. a fonte do gado. 6. Índice ◄►Hino 10 (Wilson) ____________________ 1 Suśipra. e outros tipos de grãos. Varga 17. tu. (vem) para esses ritos (com os deuses). Indra. glorificando-o com nossos louvores. concede-nos grande renome. sem a amplificação generosa do comentador. ou. no texto. 5. e os quais tu tens aprovado. significando. o derramador (de bênçãos). que és para ser reverenciado por toda a humanidade2. pois nós somos zelosos e renomados. o senhor da riqueza. sê vitorioso (sobre teus inimigos). 7. Nós chamamos. o poderoso. 2 . 3 9. 3 O original desse hino. Indra (Wilson) (Sūkta II) Deus. como Sāyaṇa o explica: ‘que está unido com todos os homens’. e. 8. e métrica. 10. carroças ou carroções. fica satisfeito com essas preces animadoras. pois o bastante. encoraja-nos nesse rito para a obtenção de riqueza. aqueles artigos de alimento que são transportados em carros. Varga 18. 3. o realizador de todas as coisas. inesgotável. para a preservação da nossa propriedade. o objeto de versos sagrados. os mesmos. a partir do lugar de sua produção.69 Hino 9. Concede-nos. 2. Nós temos. Ṛṣi. Mas śipra significa a mandíbula inferior. Com libações derramadas repetidamente. Indra com o belo queixo1. seguramente. de toda vida. como de muitos outros. literalmente. o protetor (de seus adoradores). daí. Indra. do alimento. Indra. simplesmente ‘aqueles carros tendo provisões’. 4. Eu tenho dirigido a ti. Opulento Indra. e aqueles (artigos) de alimento (que são trazidos do campo) em carroças. cevada. e riqueza adquirida de mil maneiras. e mais do que o bastante são. riqueza além dos limites ou cálculo. Indra. como arroz. A libação estando preparada. Indra. e o composto pode denotar igualmente ‘o de nariz belo’. Indra. ofereçam a (bebida) estimulante e eficaz para o regozijante Indra. ‘ó você que é todos os homens’. O epíteto é. o sacrificador glorifica a vasta destreza de Indra. diz Sāyaṇa. ou o queixo. é tão conciso e elíptico a ponto de ser ininteligível. Coloca diante de nós. o morador de (uma mansão eterna). louvores que têm chegado a ti. teus. 1. poderoso em força. e banqueteia-te com todas as iguarias e libações.

regozija-te nos elogios que alegram. Concede. ó mais esplêndido. poderoso em tua força. o homem piedoso Canta alto um hino fortalecedor. que cria todas as coisas. concede riquezas outorgando milhares. residente por cada libação. nós chamamos Indra. E gloriosa. de face bela. Para Indra despejemos o suco. 6. . Vem. ó Indra. Protetor. Que dure pelo nosso tempo de vida. o suco vigoroso que alegra para ele O Deus que torna feliz. 9. estimulados a isso nós queremos riqueza ambiciosamente. Manda para nós recompensa múltipla. 8.70 Hino 9. 10. o Senhor Guardião. sem se extinguir. Indra. 3. Dá-nos grande fama. digna do nosso desejo.4 5. Indra. o Senhor dos Tesouros de riqueza. Indra. abundância em gado e em força. Ó Indra. Indra. fama extensa e grandiosa. E se elevado insatisfeitas. aqueles Bons frutos da terra levados para casa em carroças. Presentes nesses oferecimentos de bebida. Músicas têm se derramado para ti. 2. Ó Senhor de todos os homens. 7. e delicia-te com o suco em todos os banquetes Soma. Ao sublime Indra. Indra (Griffith) 1. com preces sempre novas. o forte. Pois o poder supremo é só teu. Glorificando com canções louváveis aquele que vem em nosso auxílio. Índice ◄►Hino 10 (Griffith) ____________________ 4 Isto é. 4.

Vem rapidamente. O terceiro termo. brahmāṇah. Śatakratu. pois ele. Vasu. o cantor dos hinos do Sāma: arkiṇaḥ é explicado. é hábil (para nos proteger). 5. é explicado como ‘o doador original ou causa de habitações’. o derramador (de bênçãos). sê propício. ouve. em teu coração. O hino. que realizou muitos atos de culto (com a planta Soma. Manejador do raio. 10. é explicado como o Brahmā de um sacrifício. generosamente. mantém. como se ele fosse (as palavras de) um amigo. Indra (Wilson) (Sūkta III) O deus e Ṛṣi são os mesmos. vigorosos. O primeiro termo. os recitadores dos Ṛcas louvam a ti. a minha súplica. Vem. abre as pastagens das vacas6. 9. Indra. fertiliza os campos. denotar o Udgātṛ. o poderoso Indra. e fornece (ampla) riqueza. que confere riqueza. por fornecer pasto abundante. Ó tu cujos ouvidos ouvem todas as coisas. por força perfeita. que sou um Ṛṣi. Indra. tendo atrelado teus corcéis de crina longa. 6 Indra. para ouvir nossos louvores. no topo do qual eles se equilibram. o que repele muitos inimigos. de fácil obtenção. bebedor do Soma. uma família. e bem condicionados. Indra. significando ‘o poderoso’.7 encantado. responde (às nossas preces). como antes. 7.4 (para esse nosso rito). Indra. bebe a libação. os recitadores do Ṛc. ou. prolonga a vida que merece louvor: faze a mim. gāyatriṇa. como vanśa significa. 2. 2 O original tem somente ‘subindo de cume a cume’. Varga 20. e. Varga 19. para o nosso sacrifício. ‘preenchendo suas circunferências’. vem com a tropa (de Maruts). como um poste de bambu. ‘eles têm te erguido.71 Hino 10. também. responde (aos nossos louvores). responde aos nossos hinos. como saltadores levantam uma vara de bambu. 4 Vasu. que eles têm erguido Indra. Tu podes comandar as águas do céu. deve ser repetido para Indra. ou outros artigos necessários para a cerimônia. ou sacerdote assim denominado. o ouvinte do nosso chamado em batalhas. como aquele que manda chuva. ‘aqueles que empregam a métrica Gāyatrī’. isso pode ser traduzido. mantém perto de ti esse meu hino. 6. que vai para a montanha coletar a planta Soma para esmagar. e (concede-nos abundante) alimento. como envolvendo o reconhecimento prévio do Sāma Veda. 1 Essa estrofe é bem semelhante à primeira estrofe do sétimo hino. filho de Kuśika. usado aqui como sinônimo de Indra. que és digno de louvor.3 aproxima-te. abundante. vacas. por riqueza. e é explicada similarmente pelo comentador. e o mesmo que o Hotṛ de um sacrifício. os Brāhmaṇas1 te erguem no alto. o derramador (de dádivas. . literalmente. por sua amizade. por Sāyaṇa. 3 Literalmente. que Śakra5 fale (com bondade) para nossos filhos e para nossos amigos. o que o comentador completa por observar que isso é dito do Yajamāna. em todos os lugares. prontamente. por ti alimento é (produzido). Nós te conhecemos. os meus louvores. já foi mencionada. Céu e terra são incapazes de suportar-te. 3. Nós recorremos a Indra. é bastante obscura. 1. (portanto). Os cantores (do Sāma) te louvam. e os outros Brâmanes. O comentador diz. 8. Indra. dotado abundantemente (de posses). Manda para nós. é dito. nós invocamos a proteção lucrativa mil vezes maior de ti. e é usado aqui como um epíteto. 4. permite que o gado produza grande quantidade de leite. uma façanha não incomum na Índia. como um poste de bambu’. ou combustível para o fogo. 5 Śakra é um sinônimo comum de Indra. quando destruindo teus inimigos. colhida) nos cumes da montanha2 e. a métrica é a usual Anuṣṭubh. generoso derramador (de bênçãos). A frase conclusiva. conhece o objetivo (de seu adorador). 11. A objeção à explicação do primeiro. e seguramente perfeito. ‘como pessoas ambiciosas elevam sua família à importância social’. a causa de progresso.

e faze o vidente ganhar mil presentes. em volta de ti. Filho de Kuśika. ele nos ajudará. Que esses nossos louvores estejam. e seu rebanho ou tropa são os Maruts. digno de louvor. Pois Indra. Indra. Os cantores te louvam com hinos. e. vem ouvir os nossos cânticos de louvor. o Gādhi dos Purāṇas. De ti o mais poderoso. para explicar sua aplicação a Indra. responde à música. Nós sabemos que tu és o mais poderoso de todos. e fertiliza nossos campos com chuva. 14 Imortal. em tua disposição irada. clama. 11 Abre a nuvem densa que mantém a água aprisionada. o meu chamado. estando desejoso de um filho igual a Indra. quando ele nos der riqueza. o filho de Kuśika é o sábio Viśvāmitra. E. 8 [Veja a nota 2. 12 Esse provavelmente é o vājra ou raio que é o associado e aliado inseparável de Indra. O céu e a terra juntos não te contêm. Prolonga a nossa vida de novo. Os sacerdotes te ergueram no alto. 12.] Ludwig pensa que isso se refere a Indra.72 12. e dá-nos riqueza. erguendo-se cada vez mais alto. que afirma que Kuśika.13 bebe nossa libação com prazer. Esse epíteto Kauśika. Arreia teu par de fortes cavalos baios. e torna próspero esse nosso sacrifício. Para Indra um hino de louvor deve ser recitado. 13 Kuśika era o pai ou o avô de Viśvāmitra que era o pai do poeta ou vidente desse hino. 9 O Carneiro (vṛṣṇíḥ) é Indra. 4. e o Carneiro se apressa com sua tropa. a ele nós buscamos por amizade. Amante da música. Ó Indra. a ele por riqueza e poder heroico.8 Indra observa esse desejo dele. filho de Kuśika. e envia-nos vacas em abundância. Conquista para nós as águas do céu.12 10. ele é Śakra. Indra (Griffith) 1. em todas as ocasições. 7. para fortalecer a ele que doa livremente. 2. Bom Indra. 7 . Que Śakra tenha satisfação em nossa amizade e libações. que essas nossas músicas te cerquem por todos os lados. o filho de Iṣīratha. Indra nasceu como o filho de Gāthī. ó armado com o trovão11 8. 5.14 que elas sejam deleites queridos por ti. Ó Indra. que esse meu louvor chegue mais perto até do que teu amigo. que vão rapidamente para o sacrifício. Fácil de desviar e afastar. é aqui aplicado a Indra como sendo o Deus principal ou especial da família do vidente. e. os quais com a ajuda de Indra são facilmente desviados e afastados do inimigo que os possui. Quando ele subiu de cume a cume e considerou a tarefa penosa. Vem para cá. Ouve. bebedor de Soma. faze a nossa oração ter sucesso. ó Śatakratu. Índice ◄►Hino 11 (Wilson) ____________________ Hino 10. como um poste. de crina longa. nós invocamos o auxílio que dá mil vezes mais. que eles deem alegria (para nós). 6. adotou uma vida de continência. que tens vida longa. 10 O despojo mencionado no Ṛgveda consiste principalmente em bovinos. 9.9 3.10 Abre o estábulo do gado. e. Índice ◄►Hino 11 (Griffith) ____________________ Em todas as genealogias purânicas. canta em aprovação. toma para ti prontamente as minhas canções. sendo agradáveis para ti. é o despojo dado por ti. A ele. Indra. em batalhas ouvinte do nosso clamor. em recompensa do que. Sāyaṇa cita a lenda dada no Índex (Anukramaṇikā). tu cuja audição é penetrante. aqueles que falam a palavra de louvor te magnificam. cujos corpos enchem as circunferências. Fortalecendo a ti de vida prolongada. 11. contudo não demorando a chegar ao sacrifício.

sempre sábio. colocaria um fim. já citada [no hino 6. mas glorificamos a ti. a ti. 6. e recuperou o gado. Varga 21. manejador do raio. extenso como o oceano. nós não temos medo. evidentemente.73 Hino 11. o louvado por muitos. Indra nasceu o destruidor de cidades. eram os soldados de Vala. calor ou seca. Na lenda. de força ilimitada. Indra. 3. o filho de Madhucchandas. (Atraído) por tuas recompensas. o astuto Śuṣṇa. celebrando (a tua generosidade). Indra. Encorajados por tua amizade. Concede a eles alimento (abundante). enquanto oferecendo essa libação. no qual Indra. Śuṣṇa significa secador. 5. 7. 2 . e os verdadeiros ladrões que as esconderam na caverna. eu venho novamente. 1. mas o Ṛṣi agora se chama Jetṛ. 4. Indra. 3 Śuṣṇa é descrito como um Asura morto por Indra: mas esse é. um assassinato metafórico. outrora mencionados como ladrões de gado. o sustentador de todos os atos pios. como a chuva. exsicador (ou dessecador): a causa da secagem ou definhamento dos seres. suas proteções. abundância em alimento e gado. Os recitadores de hinos sagrados louvam. o conquistador. que és digno de louvor. para os recitadores de hinos.2 que tinha escondido lá o gado. abriste a caverna de Vala. 2. e as escondeu em uma caverna.3 os sábios conhecem essa tua (grandeza). Índice ◄►Hino 12 (Wilson) ____________________ 1 Um modo vago de indicar a difusão universal de Indra como o firmamento. era um Asura. ainda. nota 4]. nunca estarão faltando para aquele que oferece. Indra. por meio de estratagemas. a métrica é Anuṣṭubh. ou até mais. pois eles conhecem (tua munificência). 8. Todos os nossos louvores magnificam Indra. apreciador dos fortes. Indra cercou a caverna com seu exército. quando eles te obtiveram (como aliado deles). o manejador do raio. e os deuses a quem ele tinha oprimido não mais temeram. o senhor do alimento. com toda a sua força. sempre jovem. o inconquistado. o protetor dos virtuosos. herói. cujas dádivas são (calculadas aos) milhares. 1 o mais valente dos guerreiros que lutam em carruagens. Tu mataste. é dito que os Paṇis. o regente do mundo. que roubou as vacas dos deuses. Vala. Os realizadores do rito se aproximam de ti. de acordo com o comentador. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é. Tu. As antigas liberalidades de Indra.

desde a antiguidade. tu rompeste a caverna de Vala5 rica em vacas. o próprio Senhor da Força. pelas tuas recompensas vim ao rio6 dirigindo-me a ti Amante de canções. As dádivas de Indra.7 8. ainda mais abundantemente. isto é. muito exaltado. Herói. Indra. 2. 4. Cujas dádivas preciosas vêm aos milhares. seu auxílio salvador. Nós te glorificamos com louvores. faze proezas dignas de louvor ainda maior. ele nasceu Sustentador de cada rito sagrado. Ou isso pode significar. 6 Isto é. 3. O astuto Śuṣṇa. ou o próprio Vṛtra sob outro nome. 6.74 Hino 11. Indra! tu derrotaste com teus poderes maravilhosos. 4 . e livres de terror te ajudaram. Senhor do trovão. 7 Isto é. Esmagador de fortes. Indra. manteve a luz e as águas aprisionadas em nuvens escuras. aqui os cantores ficam e testemunham a ti mesmo. Nossas músicas de louvor têm glorificado a Indra que governa por seu poder. Eu. 5.4 o jovem. as quais são consideradas como os fortes ou fortalezas de V ṛtra e dos outros poderes hostis do ar. Indra (Griffith) 1. até Indra. 5 Vala é o irmão de Vṛtra. nunca falham Quando para os cantores de louvor ele dá a bênção de riqueza abundante em vacas. o sábio. faze durar os elogios deles. Os Deuses vieram pressionando ao teu lado. o que faz trovejar. Índice ◄►Hino 12 (Griffith) ____________________ Destruidor ou quebrador das nuvens que retêm a chuva. o rio ou o oceano de generosidade. que roubou as vacas dos Deuses e as escondeu em uma caverna. Os sábios viram esse teu feito: agora vai além dos elogios deles. Senhor de força e poder. 7. sim. Senhor. O melhor dos guerreiros conduzidos em carros. nós não temos medo. o conquistador nunca conquistado. Fortes em tua amizade. de força imensurável. Todas as canções sagradas têm engrandecido a Indra extenso como o oceano.

12. a fonte de progênie. ‘o purificador’. o observador da verdade. 8. no sacrifício. 11. Resplandecente Agni. 4 Isto é. Agni. ou aceso por atrito. 1 . usada para o propósito. gerado2 (por atrito). é aceso por Agni. traze para cá os deuses para a erva sagrada cortada. Agni. o removedor de doença. o purificador. oferecendo oblações para a satisfação dos deuses. (Os oferecedores de oblações) chamam. sendo o mensageiro dos Asuras.3 6. o fogo Āhavaniya. seja tirado do fogo doméstico. invocado por oblações de manteiga clarificada. com eles. o mensageiro dos deuses. 2 O original tem somente ‘sendo nascido’. desejosos de oblação: senta-te. o senhor dos homens.75 Hino 12. 6 Esse verso deve ser repetido. isto é. o guardião da residência (do sacrificador). sobre a grama sagrada. 5 Um nome do fogo. Resplandecente Agni. o carregador de oferendas. Louvado com nosso mais novo hino. 3 Rākṣasas. o mensageiro dos deuses. o arauto. cuja boca é (o veículo) de oblações. Gāyatrī. com suas invocações. Sê propício. Nós escolhemos Agni. Nós escolhemos Agni. se aproxima de Agni. Agni. Agni. Agni. Louvemos. Sūkta I) O deus abordado é Agni. o possuidor de todas as riquezas.6 10. O comentador cita o Taittirīya Brāhmaṇa. o brilhante. literalmente. 1. Agni. Varga 22. para oferecer a oblação.1 o invocador deles. Uśanas. o portador de oferendas. 2. o Ṛṣi é Medhātithi. sê o protetor daquele oferecedor de oblações que adora a ti. sê satisfeito por esse nosso louvor. o radiante. Bem hábil nesse nosso sacrifício. o mensageiro. Como tu cumpres o dever de mensageiro. que são defendidos por maus espíritos. incita-os. o aperfeiçoador desse nosso rito. o filho de Kavi. 2. Índice ◄►Hino 13 (Wilson) ____________________ Hino 12. Tu és o invocador deles para nós.4 Varga 23. Senhor da Casa. é aceso pela aplicação de outro fogo. concede-nos riqueza e alimento. 7. o amado de muitos. 9. sendo produzido artificialmente pela fricção de dois pedaços de um tipo específico de madeira. 3. Agni. 4. 5. e deves ser adorado. consome nossos adversários. quando o adorador se aproxima dos fogos Āhavanīya e Gārhapatya combinados. em confirmação dessa função. e carregado com todas as invocações dos deuses. no qual a oblação é derramada. o sábio. ou um fogo. o filho de Kaṇva. traze para cá os deuses para o nosso sacrifício. para as nossas oblações. Agni (Wilson) (Anuvāka 4. Agni. o sempre jovem e sábio. brilhando com radiância pura. a métrica. Pāvaka5. mestre de toda riqueza. Agni (Griffith) 1. para aquele que. aquela da Premna spinosa. Com chamados eles sempre invocam Agni.

Ó Agni. como seu mensageiro. 12. Assim. 5. Desperta-os. Nós escolhemos Agni como nosso mensageiro. o Senhor dos clãs. Louvemos Agni o sábio. queima Nossos inimigos a quem os demônios protegem. Sê o protetor. pelo fogo o fogo é aceso). 8. 4. 10 Pāvaka. 10. ó Deus. portador de oferendas. o jovem. muito amado. queima contra os maldosos. 8 . Senta-te na grama sagrada com os Deuses. para quem o óleo sagrado é derramado. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Agni. o muito sábio. 3. 7. para aquele que espalha a erva sagrada. ADHYĀYA 1.9 Presta culto a ti o mensageiro. 2. O Deus que afasta aflição. 6. purificador. ó Agni. 6. quando nascido. o sábio. 4. Senhor da Casa. cumpres o dever de mensageiro. Índice ◄►Hino 13 (Griffith) ____________________ Hino 12. quando fores como mensageiro. conduze os deuses cá para aquele que espalhou a Barhis (grama sacrifical). Senhor. brilhante. Agni. Senta-te com os deuses na Barhis. ó Agni. como o Hotṛ desse sacrifício. de um dono de alimentos sacrificais que adora a ti. cujos caminhos são sempre verdadeiros. VARGA 22–23. ó Agni. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. cuja boca é a colher sacrifical. 1.10 favorece-o. tu és nosso Hotṛ. Radiante. contra os feiticeiros. traze os Deuses. 3. Por Agni Agni é aceso (ou. o sábio. Traze os Deuses para cá. o jovem. 7 que carrega O presente: a concha8 é sua boca. Aquele que com presente sagrado chama alegremente Agni para o festim dos Deuses. Por Agni Agni é inflamado. o possuidor de tudo. digno de louvor. Agni e Agni novamente eles chamaram constantemente com suas invocações. E alimentos. por todas as invocações dos Deuses.76 Portador de oblação. Tu és nosso arauto. Desperta os Deuses dispostos. Usada para derramar a manteiga sacrifical no fogo. Louvemos Agni no sacrifício. com heróis como nossos filhos. sê a defesa forte daquele que. o deus que afasta a doença. pela chama refulgente. Para a nossa oblação. o portador de oferendas. 9. Ó Agni. AṢṬAKA I. o Sábio. digno de ser magnificado. Agni. 5. Louvado desse modo pela nossa mais nova canção de louvor traze opulência para nós. nascido. Agni. Mostra satisfação nesse nosso louvor. Agni. 7 Jovem: como recém-nascido cada vez que o fogo é produzido. 7. 11. visto que tu. os dispostos. cujas ordenanças para o sacrifício são verdadeiras. o amado de muitos. o dono da casa. Ó Purificador. HINO 12. 8. (deus) resplandecente. senhor dos presentes sacrificais. traze para o nosso sacrifício. Ó tu. 9 O rico patrocinador ou instituidor do sacrifício.

amṛita significando a manteiga clarificada borrifada sobre a grama. que não preserva. 6 É dito que Barhis. como um sinônimo de filho ou prole. mas o Hino é dirigido a uma variedade de divindades. a imagem da ambrosia. Sê misericordioso. 12. amṛita-darśanam. e borrifada com manteiga clarificada. Eles são. de acordo com outra etimologia. (que és) Īḷita. 7 As portas do aposento no qual a oblação é para ser oferecida. 2. a sexta. ou objetos deificados. purificador resplandecente. mas. Assim. Eu invoco o amado Narāśaṁsa. enumeradas como doze. Tvaṣṭṛ. ditas serem personificações de Agni. pois. 1 . o consumidor da sua própria substância (tānu) ou combustível. Sv āhā. Sábio (Agni). 7. 1 Varga 24. o oferecedor de oblações. que preserva. ó Agni. segundo o comentador. ou pā. que és Tanūnapāt. geralmente. e Bharatī. as portas do salão de sacrifício. 3. para a alimentação deles. ou o imortal Agni. mas. em uma carruagem de movimento rápido. 5. com esse nosso louvor. para o homem que é rico em alimento sacrifical. m anhã e noite. a grama sagrada. através de todas as nossas invocações dos deuses. – apenas onze. e sacrifica. as deusas I ḷā. sacerdotes eruditos. Agni. O significado duplo permeia a frase conclusiva. a oitava. o segundo membro é considerado como ad. 2 ‘O completamente aceso’. 5 ‘O adorado’. Agni com teu esplendor luminoso está satisfeito. também é um nome de Agni. Narāśaṁsa. no Nighaṇṭu. napāt. a décima. aqui. purificador.2 invocador. ou. todos. que destrói. nesse lugar. 4. 4 Aquele a quem homens (narāh) louvam (śansanti). considerados como identificáveis ou conectados com Agni. na qual (na qual grama. Elogiado desse modo por nós com o nosso novo hino Gāyatra. Āprīs (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. Que as portas brilhantes. Agni. ou na qual Agni) é a aparência da ambrosia.6 bem amarrada junto (em feixes). para esse sacrifício. – o último. dois sacerdotes divinos ou deificados. Varga 25. 8 De acordo com o significado comum de nakta e uṣas.77 9. As primeiras cinco estrofes cantam várias formas de Agni. 6. (até agora) não adentradas. aos quais o nome geral Āprī é aplicado.4 o de língua doce. sejam abertas. para o nosso sacrifício e nossa comida. a sétima. – omitindo um dos nomes do fogo.5 traze os deuses para cá. o sacrifício deve ser feito hoje. ó purificador. que és Susamiddha. a décima primeira.3 oferece. o nosso sacrifício de bom sabor para os deuses. Vanaspati. a décima segunda. Sarasvatī. que presidem aqueles períodos. 3 Tanūnapāt: o devorador de manteiga clarificada (tanūnapa). nesse nosso sacrifício. Eu invoco as adoráveis noite e alvorada8 para se sentarem sobre a erva sagrada. traze os deuses para cá para os oferecedores da nossa oblação. às vezes. com na prefixado. duas formas do fogo. a nona. certamente. e que convida Agni para o banquete dos deuses.7 as aumentadoras do sacrifício. Napāt ocorre. nesse composto. pois tu és o invocador instituído pelos homens. hoje. que come. As Āprīs são. 1. 10. traze-nos abundância de alimentos e homens valentes. Índice ◄►Hino 13 (Oldenberg) ____________________ Hino 13. denotam. 11. Espalhem. Mas elas. conduze os deuses para cá para nós.

além disso. como se depreende a partir de uma passagem análoga onde os nomes se encontram Iḷā. Realizem o sacrifício transportado através de Svāhā12 para Indra. Espalhem. 14 apresenta. 10 Tvaṣṭṛ. divinos. Portanto eu chamo os deuses para cá. Doce para o paladar. é a terra. 2. como a exclamação usada ao derramar a oblação no fogo. Outras derivações fantasiosas são dadas. chamadas de três chamas de fogo personificadas. 5. 17 De acordo com Sāyaṇa. Sarasvatī. 12. no sistema popular. elas são. Sacerdote.11 a nossa oblação para os deuses. traze os deuses para cá. aqui. como personificações de Agni. o artífice dos deuses. O caro Narāśaṁsa. Mahī. e esposa de Brahmā. Essas são. Sarasvatī é. o dador de oblações. Iḷā. Que sejam abertas as Portas Divinas. Onde o Imortal17 é contemplado. e sábios invocadores (dos deuses). traze os Deuses para aquele que oferece presentes sagrados. um dos doze Ādityas. 3. nosso. um dos Ādityas: mas essas personificações mitológicas são de um período pós-vêdico. e aqui é dito ser um Agni. bem aceso.13 Adora-os. que atribui a ele a disposição das formas de animais em pares. para que eles possam celebrar esse nosso sacrifício. ou produzido por atrito. igualmente. designadas. que ajudam o rito. glorificado. Esse é um nome de Agni que ocorre frequentemente. Sarasvatī. também pode ser identificada com Agni. 14 Tanūnapāt. 10. como no relâmpago. também. eu Invoco para esse nosso sacrifício. a terceira. Agni. assim chamado porque o fogo é às vezes autogerado. 13 Isto é. purificador. Eu invoco o principal e multiforme Tvaṣṭṛ. sinônimo de palavra. concessoras de alegria.78 8. 8. 15 ‘Louvor dos Homens’ é um dos nomes místicos de Agni. Agni (Griffith) 1. a deusa da eloquência.15 de língua doce. 11. que eles se regalem.10 que ele seja. Os dois Invocadores18 eu convido. Índice ◄►Hino 14 (Wilson) ____________________ Hino 13. divinos e de linguagem agradável 9 É dito que Mahī é um sinônimo de Bharatī. nosso sacrifício aos deuses hoje. em teu carro mais ligeiro. Manu16 te nomeou como Sacerdote. infalíveis. os sábios. ó Sábio. Oferece. a primeira. é chamada de a esposa de Bharata. ou o homem representante e pai da raça humana. 9. pelo comentador. na devida ordem. Agni. sendo chamado de o fabricante do vaso ou concha sacrifical original. . ou a manteiga clarificada ou Agni o Deus. na casa do adorador. é identificado com Viśvakarma. Ele é. como se o combustível e a queima dele fossem considerados como sendo o mesmo. considerado como o primeiro instituidor de sacrifícios e cerimônias religiosas. 6. Filho de Ti mesmo. a erva sagrada que pinga com óleo. e que o verdadeiro conhecimento seja (a recompensa) do doador. ó sábios. Iḷā. 11 Senhor das florestas. dito ser um Agni. como sempre. Para o sacrifício hoje e agora. a noiva de Viṣṇu. Como deusas. Que as três deusas imperecíveis. 16 Manu é o homem por excelência. Um texto do Veda é também citado.9 sentem-se sobre a grama sagrada. 4. exclusivamente. divino Vanaspati. e não necessariamente derivado de outro fogo. geralmente uma grande árvore. Bharatī. e ele parece possuir alguns atributos dessa natureza nos Vedas. 7. 12 Svāhā [Salve! Bênção!]. Eu chamo os dois eloquentes. para o instituidor de um sacrifício. Eu chamo as adoráveis Noite e Alvorada para que elas se sentem na grama sagrada Nesse nosso sacrifício solene.

para que elas possam se sentar sobre essa nossa grama sacrifical. as deusas lindamente enfeitadas. VARGA 24–25. serenas. Eu chamo aqui o principal. Tvaṣṭṛ de todas as formas para vir para cá. 23 Parece-me evidente que a árvore. Hino Āprī (Oldenberg) MAṆḌALA I. 6. Eu invoco os dois Hotṛs divinos. que agora o sacrifício possa prosseguir. o amado. se sentarão na grama sacrifical. apresenta essa nossa oferta para os Deuses. Que o esplendor do doador seja o mais notável. ou. não por homens. E que o doador seja renomado. purificador. I. para traduzir mais literalmente. na grama. Tanūnapāt! faze o nosso sacrifício rico em mel e leva-o para os deuses hoje. ó Agni. Soberano da Floresta. e realiza o sacrifício. na qual a aparência da imortalidade (é vista). Eu invoco aqui nesse sacrifício a Noite e a Alvorada. 10. as que não falham. I. Eu invoco aqui nesse sacrifício Narāśaṁsa. que não se unam. Tu és o Hotṛ instituído por Manus22. as aumentadoras de Ṛta. nos traze para cá os deuses para o homem rico em alimento sacrifical. 9. que hoje. 19 Iḷā: a deusa da fala sagrada e ação. utente de todas as formas à vontade: Que ele seja nosso e só nosso. Índice ◄►Hino 14 (Griffith) ____________________ Hino 13. 6. v.79 Para celebrar esse nosso sacrifício. Espalhem. AṢṬAKA I. ‘instituído por Manus’. 464. 9. Religion Védique. Sentem-se. ó Deus. o artesão divino.20 três deusas que trazem deleite. 5 seq. 7. p. 8. Sarasvatī. Que as divinas portas se abram. o artista ideal. 2. Parece incerto quem são esses dois invocadores ou sacerdotes. Taittirīya Saṃhitā. do alimento sacrifical. de língua de mel. cujo verso (ou superfície) está borrifada com manteiga. Tvaṣṭar21 eu chamo. se Agni ou Āditya. versado em todos os dispositivos extraordinários e admiráveis. 11. Ó magnificado Agni! Conduze os deuses para cá em um carro de movimento rápido. 10. o preparador. ou Vulcano. 6. que ele seja só nosso. para que ele possam se banquetear. o mais antigo nascido. 20 ‘A grande’ (deusa). 5. 21 O Hefesto. dita ser idêntica a Bhāratī. ó sábio. 1). do panteão indiano. O yūpa é chamado de vanaspati no Ṛg-Veda (3. o mais hábil dos artífices. o senhor da floresta (vanaspati) invocado nesse verso Āprī só pode ser o poste sacrifical (yūpa) ao qual a vítima era amarrada antes de ser morta. ADHYĀYA 1. as três deusas que dão conforto. Estando bem aceso. Veja Bergaigne. 12. Veja M. ou Agni e Varuṇa. 8). na devida ordem a grama sacrifical. ó homens meditativos. também uma deusa da fala. HINO 13. 18 . Deus.19 Sarasvatī. 3. ó Hotṛ. que o alimento sacrifical vá. Que eles possam realizar esse sacrifício para nós. 1. 4. ou Varuṇa e Āditya. aos deuses. Iḷā ('Nutrição'). 22 Manurhita. Ó árvore23. Mahī. A History of Ancient Sanskrit Literature. Müller. 3. 11. e Mahī ('a Grandiosa'). bem como nos textos vêdicos mais modernos (por exemplo. Iḷā. os sábios de línguas belas. Com Svāhā prestem o sacrifício para Indra na casa do ofertante: Eu chamo os Deuses para cá.

e Bhaga. ou Sóis. 9. estimulantes. Agni sapiente. Agni. 12. os Ādityas. Vem. ou de. 5. Agni.4 dá a eles. o que pode significar vermelho. do Ṛṣi Kaṇva. desejosos da proteção (dos deuses). traze os deuses para cá. Agni. Que aqueles objetos de veneração e de louvor bebam. (participantes da oferenda). 7. 4 Patnīvatah: tendo suas esposas. Que o sábio invocador (dos deuses) traga para cá. estás presente em sacrifícios. Que os corcéis que te transportam. ghee. que despertam com a alvorada. Porque Vṛhaspati ou Bṛhaspati. Ofereçam o sacrifício com a palavra Svāhā para Indra na casa do sacrificador.2 4. Rohits. com todos esses deuses. ou. ou coletados em conchas. especificados individualmente. Tu. Varga 26. mas o Hino é endereçado aos Viśvedevas. o doce suco Soma. 3 As costas deles brilhando com. Sacrifica. Por todos vocês esses sucos são derramados. 2. designado. O Nighaṇṭu define o termo como o nome dos cavalos de Agni. ou os discípulos. aumentadores de atos piedosos. divino Agni. ao sentido de sábios. Agni. tendo espalhado a grama sagrada. no momento da libação. com Indra. mas o comentador limitaria o termo. ou manteiga clarificada: diz o comentário. Agni. faze aqueles objetos de veneração. Mitra. com a qual os cavalos são alimentados. Une. com os deuses. 6 Com os raios. te glorificam. 1 .6 bebe. Pūṣan. com tua língua. pois o verso contém apenas os nomes no caso objetivo. para nossa adoração. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica não mudam. e por meio delas. de costas lustrosas3 e arreados à vontade. 8. e (tu) oferece sacrifício. 10. Agni. deve ser inserido não é explicado. Vāyu. 5 todas as divindades. e a tropa de Maruts. Agni. Vāyu e as glórias de Mitra. satisfatórios. 2 “Sacrifica. caindo em gotas. e louvam tuas façanhas. Com todos os deuses. A maioria desses já ocorreu. 3. para beber o suco Soma. 5 Literalmente: do brilho do Sol. como o invocador (dos deuses). pelo homem. Pūṣan e Bhaga são formas do Sol. Mitra. Índice ◄►Hino 26 (Oldenberg) ____________________ Hino 14. Agni. tragam os deuses para beber o suco Soma. da (esfera) brilhante do sol. do suco Soma. assim como a classe de Ādityas. o preceptor espiritual dos deuses. ou de sacerdotes oficiantes. para” é fornecido pelo comentário. Vem. ou Ādityas. tuas éguas velozes e poderosas. junto com suas esposas.80 12. Os Kaṇvas1 te chamam. doces. Os sacerdotes sábios. para Indra. para beber do suco Soma. 7 Elas são chamadas de Rohits. Os Kaṇvas propriamente denotam os descendentes. Bṛhaspati. 11. de acordo com o comentador. 6. as várias formas de Mitra. e oferecendo ornamentos. Varga 27. nos doze meses do ano.7 à tua carruagem. 1. Oferece essa nossa libação. Para esse lugar eu chamo os deuses. oferecendo oblações. e para nossos louvores. aqui. de língua brilhante.

. veja o Hino 3.81 Índice ◄►Hino 15 (Wilson) ____________________ Hino 14. 12 Isto é. Roth. citado por Muir. Eles são os seres invioláveis. o suco Soma agradável. vê o universo inteiro. Original Sanskrit Texts. Pūṣan. e é também designado como o Purohita da comunidade divina’.14 com Indra. Para beber o Soma. ou Viśvedevas. entretanto. eternidade ou a eterna. Agni. 5. 5. De acordo com essa concepção eles eram doze deuses do Sol.9 Bhaga. Aditi. cantam canções de louvor a ti. 6.. ó de língua brilhante. V. Eles não são nem sol. e que forma a essência deles. Ele é o suplicante. Agni. Adorados. e os protege contra os maus. é considerado como o concessor de riqueza. Bṛhaspati. que existe. 3. Que eles. Ordenado por Manu15 como nosso Sacerdote. O elemento eterno e inviolável no qual os Ādityas residem. e até naquela dos poemas heroicos. Os filhos de Kaṇva desejosos de ajuda te adoram. 13 Agni.10 Ādityas. n. Agni. os fortalecedores da Lei. 15 Manu: veja o Hino 13. Vāyu. fazendo alusão evidente aos doze meses. n. Os Kaṇvas te invocaram. vem para cá com os deuses. 56. com Vāyu.12 Faze-os beberem o hidromel. Visvedevas (Griffith) 1. ó Agni. mas os eternos sustentadores dessa vida luminosa. 12. se nós queremos descobrir seu caráter mais antigo. tu tens assento. eternos. é a luz celestial. Em posição ele é um deus solar. foram nutridas a respeito dessas divindades.. Muir – Original Sanskrit Texts. J. por assim dizer. em todo rito: Consagra esse nosso sacrifício. Os Ādityas. As gotas de hidromel que repousam na taça. tendo espalhado a grama. vem. Agni. 8. abandonar as concepções que.8 Mitra. Para vocês são derramados esses sucos que alegram e divertem. Com oferendas e todas as coisas preparadas. 2. 9 Pūṣan é um deus que protege e multiplica o gado e as posses humanas em geral. 16. nem lua. ‘alternando com Brahmaṇaspati é o nome de um deus em quem a ação do adorador sobre os deuses é personificada. do reino de luz do Sol. tragam os deuses para a dose de Soma. ‘Lá (no mais alto céu) residem e reinam aqueles Deuses que têm em comum o nome de Ādityas. 4. nem aurora. 8 . imperecíveis. 11 Ādityas. faze-os (virem) com suas consortes. as flamejantes: Com elas traze os Deuses para cá. com suas Damas. o Sacerdote sábio invocador13 trará Todos os Deuses que despertam com o amanhecer. une-os. Nós devemos. Mas para o período mais antigo nós devemos considerar firmemente a significação primária do nome deles. e esplendores de Mitra. 14 Todos os deuses. eles. as Baias. que chama os Deuses. e é um guia em estradas e jornadas. 7. 10 Bhaga. jungidos com pensamento e gotejando óleo sagrado. p.. v. por trás de todos esses fenômenos’. bebe. Que os corcéis velozes que te carregam. é o elemento que os sustenta e é sustentada por eles. em uma época posterior. Arreia as Éguas Vermelhas ao teu carro. Bṛhaspati. nem estrelas. que merecem adoração e louvor bebam com tua língua O hidromel em sacrifício solene. e os adora. De longe. Por isso ele aparece como o arquétipo dos sacerdotes e da classe sacerdotal. 11. os deuses dessa luz.11 e a hoste Marut. Indra. V. 9. Com todos os deuses. 4. para o nosso serviço e nossas músicas Com todos esses deuses. 272. 10. Agni. ó Deus. o sacerdote que intercede com os Deuses em nome dos homens. ó Cantor. Agni. portanto não correspondem de nenhuma maneira com alguma das formas nas quais a luz é manifestada no universo. o Senhor bondoso e protetor.

e o último. que é um dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios. segurando pedras5 em suas mãos. do sacrifício. o primeiro é dito ser a cerimônia primária ou essencial.’ mas o primeiro termo é explicado como um recipiente caro ou opulento. ofereçam a oblação. personificado como uma divindade. Draviṇodas deseja beber. talvez. em cada estrofe. com Ṛtu. pois tu és possuidor de riquezas. Índice ◄►Hino 16 (Wilson) Ṛtu é. com Ṛtu. com Ṛtu. chamada de uma oferenda com suco Soma. (Os sacerdotes). Aśvins. (sacerdotes. e participante. que é. e lá permaneçam. 8 Um dos dezesseis sacerdotes oficiantes. como o dador (das) de riqueza. Que Draviṇodas nos dê riquezas das quais se ouça falar. propriamente. com Ṛtu. 4. e não perturbado (por inimigos). por quem tua amizade é ininterrupta. 11.4 depois de Ṛtu. brilhantes com fogos sacrificais. ou no qual a parte não gasta é removida. Nós as pedimos para os deuses. 5. bebe. estejam presentes. um sexto do ano hindu. associado. em nosso sacrifício. por ele ter assumido. 7. 1 2 . sendo identificado com o fogo doméstico.3 decora-os. o segundo. e partam. 6 Draviṇodas é um epíteto ou título de Agni. como o Agniṣṭoma.6 nos sacrifícios primários e secundários. 5 Para esmagar a planta Soma.7 8. eficaz. do vaso precioso do Brāhmaṇa. com os Ṛtus. o deus é Ṛtu 1. o suco Soma. pela quarta vez. desejosos de riqueza. louvam o divino (Agni). do vaso sacrifical: consagrem o rito. e Gārhapatya. com as Ṛtus. da taça do Neṣṭṛ. correspondendo. 3. ou vaso. 3 Ou nas três cerimônias diárias. propícios a atos virtuosos. Bebe o suco Soma. 10. – ou nos três fogos acesos em sacrifícios. uma estação. 9 Isto é. no qual a oferenda é apresentada. Que as gotas satisfatórias entrem em ti. o Āhavanīya. em nome do adorador deles. Draviṇodas. ao meio-dia e ao pôr do sol.8 Apressem-se. Ṛtu (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. Concessor de recompensas. mas é. cultua os deuses. Indra. realizadores de atos virtuosos.ao amanhecer. Maruts. Neṣṭṛ é outro nome de Tvaṣṭṛ. bebe com Ṛtu. (Agni). sua função seja segurar alguma concha. em um sacrifício. Agni. com alguma divindade mais familiarmente conhecida. na segunda divisão de quatro. Varga 29. 9. em alguma ocasião. ou de força (draviṇa). Já que. para o salão de oferenda). as cerimônias modificadas. recomenda nosso sacrifício para os deuses: bebe. 4 O texto obscuro é. relativo ao Brāhmaṇāchchhansī.2 com tua esposa. Mitra e Varuṇa. bebam a bebida doce. . 12. Draviṇodas. aceitantes. 1. organiza-os em três lugares. Dākṣiṇa. Varga 28. em outra parte. porque dele é dito: “a relação é a concha que tem as sobras”.9 junto com as Ṛtus. ou sacerdote assim denominado. Indra. literalmente: ‘da riqueza bramânica. Draviṇodas já foi celebrado em quatro estrofes. 7 No adhvara e nos yajñas. pois vocês são generosos. a função do Neṣṭṛ. aqui. portanto sê um benfeitor para nós. bebam. ao Brahmā na primeira: e. 2. do sacrifício. como a Ukthya. Neṣṭṛ. nós te adoramos. é dito. com Ṛtu.82 Índice ◄►Hino 15 (Griffith) ____________________ Hino 15. traze os deuses para cá. 6.

Como nós esta quarta vez. ó Aśvins brilhantes com chamas.12 Tu. Circunda-os.83 ____________________ Hino 15. Agni. 2. 10. Que o Dador de riqueza conceda a nós riquezas que serão muito famosas.10 Maruts. ansiosos por riqueza. o Concessor de Riqueza. ou Purificador. que se estabeleçam lá. deem sua oferenda. cujos atos são puros. te honramos com as Ṛtus. como Draviṇodās ou concessor de riqueza. que com Ṛtus aceitam o sacrifício. foi até agora celebrado em quatro estrofes em vez do usual tṛca ou terceto. da generosidade do Brāhmaṇa: não dissolvido. Em sacrifícios louvam o Deus. 4. com Ṛtu beberia ávido da taça do Neṣṭar. Ó Indra. 5. Agni). Pois tu és aquele que dá riqueza. Traze os Deuses. Essas coisas nós ganhamos. 7. e partam. Ele. 3. Apressem-se. ‘Como nós em quatro lugar’. Varuṇa. bebe o suco Soma com Ṛtu. sê Um Doador generoso para nós. que as gotas que animam Afundem profundamente. Bebam o hidromel. Agni sendo o quarto na invocação (Indra. Ó Neṣṭar. 12. 11. 8. 12 O gārhapatya é o fogo sagrado mantido perpetuamente pelo chefe de família. louvam o Concessor de riqueza no rito. 9. o fogo a partir do qual fogos para propósitos sacrificais são acesos. santifiquem O rito. pois vocês dão presentes preciosos.11 Concessor de Riqueza. bebe com Ṛtu. Bebe Soma. Ó Indra. com Ṛtu. Índice ◄►Hino 16 (Griffith) ____________________ 10 O recipiente sacrifical do Potar. e bebe com Ṛtu. Agni. Mitra. Ṛtu (Griffith) 1. 11 . 6. vocês cujos caminhos são firmes. bondoso Doador. ou nós podemos traduzir com Ludwig. Bebam do cálice do Purificador. Maruts. Os espremedores de Soma. através do fogo doméstico. coloca-os nos três locais indicados. – um Poder que ninguém engana –. guia o sacrifício: Adora os deuses para o homem piedoso. é o laço da tua amizade. entre os deuses. Com Ṛtu. Tvaṣṭar. com tua Dama aceita nosso sacrifício. que derrama no fogo a libação para os Maruts. Com Ṛtu vocês chegaram ao rito. depois dos Ṛtus.

Nós invocamos Indra. Indra. se dirige. 3. no rito matutino.2 Varga 31. 2. nós te chamamos. ó Indra. Nós te chamamos quando o suco é derramado. para beber o suco Soma. Aqui estão as gotas de suco Soma espremidas na grama sagrada: Bebe delas. Indra. Vem para cá. como um veado sedento. 5. Indra (Griffith) 1. 7. Como o gaura. Indra nós chamamos de manhã cedo. que (os sacerdotes) radiantes como o sol. A libação sendo derramada.] 3 Sāyaṇa entende que isso se refere aos sacerdotes. 6. para ele nós derramamos a bebida. Varga 30. para reabastecer teu vigor. com (a doação de) gado e cavalos. concessor de desejos. Indra. imersos em manteiga clarificada. para a nossa libação. 9. com teus Corcéis de crina longa. ‘Bebe como um búfalo sedento’ seria talvez uma versão mais estritamente correta. Meditando profundamente. dito ser uma espécie de veado. (te façam manifesto). tocando teu coração. e vem para esse nosso sacrifício. 8. 4. Indra. para cá. do meio-dia. que são brilhantes como sóis. em uma carruagem de movimento rápido. Bebe-os. realiza nosso desejo. nós te glorificamos. 1.1 4. para beber o suco Soma. onde esses grãos (de cevada crestada). Indra no decorrer do sacrifício. para a libação derramada por ti Bebe dela como um veado4 sedento. Vem para essa nossa canção de louvor. a especificação implica a adoração matutina. no sacrifício seguinte. Que teus Cavalos Baios tragam a ti. 3. por isso.3 2. Que esse nosso hino excelente. e vespertina. com teus corcéis de crina longa. seja agradável para ti. para aumentar teu poder. 5. Índice ◄►Hino 17 (Wilson) ____________________ Hino 16. [Veja a nota 4. Indra. Vem.84 Hino 16. Śatakratu. que teus corcéis te tragam para cá. 1 Embora não citada mais particularmente. e. para toda cerimônia onde a libação é vertida. para regozijo (dele). seguramente. Que os corcéis dele transportem Indra. 2 . nós invocamos Indra para beber o suco Soma. 6. o deus é Indra. bebe a libação derramada. para cá para beber a dose de Soma Aqueles. 4 Como um Gauro (Bos Gaurus). Esses sucos Somas gotejantes são derramados na erva sagrada. uma espécie de búfalo. para o qual a libação está preparada: bebe. Indra para beber o suco Soma. Aceita esse nosso louvor. Aqui estão os grãos borrifados com óleo: que os velozes Cavalos Baios tragam para cá Indra sobre seu carro mais ligeiro. Indra (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. o destruidor de inimigos. Indra. estão espalhados (sobre o altar). o Forte. nós o invocamos.

Indra-Varuṇa (Griffith) 1. de acordo com seu desejo. Varuṇa deve ser louvado entre aqueles que são dignos de louvor. (aceitando. ó Śatakratu. nos favoreçam consequentemente. 3. 6. Indra é um doador entre os doadores de milhares. Realiza. a conceder proteção. 4. chegando ao teu coração. com riqueza. 5. como antes. Indra-Viṣṇu. 9. 2. Satisfaçam. 1 .) dignificam. Façam-nos vitoriosos (sobre nossos inimigos). Indra e Varuṇa (Wilson) (Sūkta VI) Métrica e Ṛṣi. 2. as (louvações) misturadas dos nossos (sacerdotes) honrados (estão preparadas). 3. Os mais proeminentes dos outros deuses duais são Agni-Soma. Eu busco a proteção dos dois governantes soberanos.85 7. vocês sempre vêm com socorro pronto ao apelo De todo cantor como eu. 1. mais excelente. vai. Então bebe o suco Soma espremido. Indra e Varuṇa. Indra e Varuṇa. e. Varga 33. Indra e Varuṇa. pois nossas mentes são devotadas a vocês dois. conjuntamente. ao apelo de um ministro como eu. de acordo com nossos desejos. Que nós estejamos (incluídos) entre os doadores de alimento. Indra-Vāyu. As (libações) misturadas dos nossos ritos religiosos. Beber o Soma em busca de deleite. concedam rapidamente felicidade para nós. ó Indra-Varuṇa. Indra-Soma. 9. Bem recebido por ti seja esse nosso hino. Indra o Herói e Varuṇa o Rei são abordados conjuntamente como um deus dual. deuses. Indra-Pūṣan. Mitra-Varuṇa. Eu peço ajuda dos Senhores Supremos. Varga 32.1 que Os dois favoreçam um de nós como eu. Pois vocês estão sempre prontos. 7. guardiões da humanidade. Nós os desejamos sempre perto de nós. Que eles. Indra-Agni. Que o louvor fervoroso que eu ofereço a Indra e Varuṇa chegue a vocês dois. Indra e Varuṇa. ainda. Satisfaçam-nos com riqueza. Eu chamo vocês dois. de Indra-Varuṇa. 8. 8. Guardiões da humanidade. Indra e Varuṇa. há abundância. ambos. Índice ◄►Hino 18 (Wilson) ____________________ Hino 17. Com pensamentos santos nós cantamos teu louvor. por opulência múltipla. – aquele louvor conjunto que vocês. Para cada dose de suco espremido Indra. todos os nossos desejos com cavalos e gado. o matador de Vṛtra. Dyaus-Pṛthivī e Soma-Rudra. Índice ◄►Hino 17 (Griffith) ____________________ Hino 17. Indrāvaruṇa. e as empilhamos. Através da proteção deles nós desfrutamos (de riquezas). Indra-Bṛhaspati.

Indra e Varuṇa. o curador de doenças. Que nós sejamos participantes dos poderes. do texto do Veda. 1. ligado com a oração aparece mais inteiramente em uma passagem subsequente. Ó Indra-Varuṇa. no entanto. visto que. 3. na quinta.] 3 Dakṣiṇā é o presente feito aos brâmanes na conclusão de algum rito religioso. 37. 7. compartilha das mesmas oblações. Hino 40. o filho de Uśij. o adquiridor de riquezas. que chegue a vocês o elogio amável que eu ofereço. ele permeia a associação dos nossos pensamentos. Varga 35. seja nossa.5 1 O comentador não nos fornece relato da posição ou funções desse deus. Sem cuja ajuda o sacrifício até do sábio não é concluído. o mestre ou protetor (Pati) da assembleia (sadas). O homem generoso a quem Indra. e.2 2. [A história é encontrada em português no Mahābhārata. por nossas canções que buscam conquistar vocês para nós mesmos. e ele ser associado com Indra e Soma. curar doença.86 Nós almejamos tê-los mais perto de nós. é duvidoso. Sūkta I) A métrica e o Ṛṣi são como nos precedentes. Agni é. nessa ocasião.1 torna o oferecedor da libação ilutre entre os deuses. talvez. ele é. Indra e Dakṣiṇā. v. entre os doadores de milhares. 4 Propriamente. 5. 2. de Agni. Brahmaṇaspati. agnim īḷe. na quarta. Soma. que é opulento. 7. Varga 34. foi sugerida por sua abertura com o hino para Agni. o amigo de Indra. como o deus da prece sagrada. 104. o imediato (concessor de recompensas). Ele ser. ou. 63 e seguintes. Brahmaṇaspati. e promover nutrição. o deus do Brahman. Adi. deem-nos imediatamente sua ajuda que acolhe. especialmente. Que ele. 9. Roth dele. A etimologia justificará a definição do Dr. em um grau específico. de modo que nenhuma crítica caluniosa de um homem malevolente possa nos atingir. Brahmaṇaspati. ou Narāśaṁsa. a qual. 6. associado. 8. o desejável. São Poderes que merecem o maior louvor. Eu solicito inteligência de Sadasaspati4. cap. e. Brahmaṇaspati. com Indra e Soma. e Soma protegem nunca perece. não são propriedades específicas dele. a vocês por riqueza em muitas formas eu chamo Continuamente nos mantenham vitoriosos. de um modo especial. uma criada do rei Kalinga. enquanto o torna distinto deles. o comentador sobre Manu. como Kakṣīvat. Protege-nos. e a nona. participantes da benevolência De vocês que dão força generosamente. Tu. Elogio conjunto que vocês dignificam. o caridoso. de acordo com algumas afirmações. ou como uma forma modificada de uma daquelas já reconhecidas. 4. aqui personificado como uma divindade feminina. com eles e Dakṣiṇā. o Ṛg-veda é suposto proceder dele.3 protejam aquele homem do pecado. e no Vāyu Purāṇa. o aumentador do alimento. Por meio da proteção deles que nós ganhemos grande suprimento de riqueza. 4. uma noção. o extraordinário. Ó Indra-Varuṇa. mas se ele deve ser considerado como uma personificação distinta. Índice ◄►Hino 18 (Griffith) ____________________ Hino 18. 6. acumulada O suficiente e ainda de sobra. antes. dignos de glorificação. segundo Medhātithi. Ele dar riqueza. e vocês. deixa a ele Agni como seu arquétipo. ao mesmo. aqui. Ó Indra-Varuṇa. as três seguintes são endereçadas a Sadasaspati. seja favorável a nós. 5. As primeiras cinco estrofes são dirigidas a Brahmaṇaspati. Brahmaṇaspati (Wilson) (Anuvāka 5. 2 Kakṣīvat era o filho de Dīrghatamas com Uśij. Ele é o amigo ou associado de Indra. um nome de Agni. . e.

e o autor de vários dos hinos do Ṛgveda. chamado de Auśija. tu. da família de Pajra. Ele recompensa o oferecedor da oblação. o curador de doença.8 que dá riqueza. E Soma9 inspiram benevolentemente. e capaz de. compreensão.87 8. e Indra.11 Índice ◄►Hino 19 (Griffith) ____________________ Dhīnāṃ yogham invati. O rico. Ó Brahmaṇaspati. Ele sem o qual nenhum sacrifício. ele o mais resoluto. o mais resoluto. Ele incita a série de pensamentos. ele promove o progresso do sacrifício. como sempre. A grande antiguidade desse culto é atestada pelas referências a ele encontradas ocorrendo no Avesta persa’. Do maravilhoso Senhor da Assembleia. ‘O povo ário de mente simples’. Igual a Kakṣīvān Auśija. de acordo com Sāyaṇa. Ó Brahmaṇaspati. Não deixes a maldição do inimigo. Dakṣiṇā. ele leva o sacrifício à sua conclusão. ato. (através dele) nossa invocação chega até os deuses. 5. Brahmaṇaspati. não deixes um ataque violento cair sobre nós Preserva-nos. 9. 7. e com a visão do espírito tenho contemplado Agni no céu. foi um renomado Ṛṣi ou vidente. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. o mais amplamente famoso Por assim dizer o Sacerdote Familiar10 do céu. Nossa voz de louvor vai até os deuses. 6. do adorável Amigo de Indra que dá Sabedoria.7 2. ou ‘os objetos de nossos atos virtuosos’. e confirma a aplicação de Sadasaspati e Brahmaṇaspati ao mesmo deus. prospera. de acordo com Ludwig. ‘cuja religião inteira era uma adoração dos poderes e fenômenos extraordinários da natureza. 9. mesmo do homem sábio. 9 O Deus que representa e anima o suco da planta Soma. ‘radiante como os céus’. Veja Muir. – que ele esteja conosco continuamente. Ele era nos tempos antigos o Dionísio ou Baco indiano. sob a influência do qual o indivíduo ficava disposto a. 3) como um nome de Agni. 5 . ou filho de Uśij. atos além dos poderes naturais dele. Brahmaṇaspati. 11 O significado parece ser: por meio da minha invocação e louvor eu tenho alcançado os Deuses. 6 Esse já ocorreu (no Hino 13. Soma. dotando aqueles em quem ele entrava com poderes divinos. porque dhī significa ou buddhi. diz o professor Whitney. 8 Isto é. e radiante como os céus. 258. o processo de prepará-la tornou-se um sacrifício sagrado. Protejam esse mortal do perigo. 10 Sádmamakhasam. Brahmaṇaspati. Eu tenho visto Narāśaṁsa. e produzir um frenesi temporário. ou tem o significado vêdico de karma. o que pode significar ‘ele permeia a associação de nossas mentes’. Ele faz a oblação prosperar. 4. torna glorioso aquele que espreme Soma. Eu tenho visto Narāśaṁsa 6. Nunca é prejudicado o herói mortal a quem Indra. Índice ◄►Hino 19 (Wilson) ____________________ Hino 18. o mais renomado. 8. eu tenho me aproximado em oração. que encontraram nele algo divino: ele era para a sua compreensão um deus. 3. O rápido. Original Sanskrit Texts. logo percebeu que esse líquido (o suco Soma) tinha o poder de elevar os espíritos. V. a planta que proporcionava isso se tornou para eles o rei das plantas. ‘como alguém que lutou para ganhar lugar no céu’. 7 Kakṣīvān. aumenta fartura.

vem. 2. Brilhantes. vem. Agni. Agni.88 Hino 19. 9. 4. 8. Agni. de formas terríveis. Os terríveis. agitam o oceano. não conquistados pela força: Ó Agni. 7. e agitam o oceano (com ondas). Que estão colocados como divindades no céu. com os Maruts. vem. com os Maruts. Nem deus nem homem tem poder sobre um rito (dedicado) a ti que és poderoso. A esse sacrifício auspicioso para beber a dose láctea tu és chamado. Nenhum homem mortal. com os Maruts. Que são divindades que residem no céu radiante acima do sol. nenhum Deus. para tu beberes. poderosos. Que se propagam (pelo firmamento). vem com aqueles Maruts 8. com sua força. supera o teu poder mental. com os Marus. Agni e Maruts (Wilson) (Sūkta II) A métrica e o Ṛṣi são os mesmos. Índice ◄►Hino 20 (Wilson) ____________________ Hino 19. para beber o suco Soma. Agni e os Maruts são as divindades. ó Poderoso: Ó Agni. Agni. Agni. junto com os raios (do sol). com os Maruts. vem com aqueles Maruts. vem. Que com seus raios brilhantes se espalham sobre o oceano com poder 1 2 Pelo termo ‘todos’ deve-se entender as sete tropas de Maruts. 4.2 vem. Vem. com os Maruts. que cantam sua canção. que conhecem a imensa região do ar: Ó Agni. Maruts (Griffith) 1. (como) antigamente. Varga 36. 3. com os Maruts. que sabem (como causar a descida) das grandes águas. e são insuperáveis em força. que são possuidores de grande riqueza. Agni. Eu derramo o doce suco Soma. vem com aqueles Maruts 7. Vem. vem com aqueles Maruts 6. Varga 37. e terríveis em sua forma. Que espalham nuvens sobre o céu. Ó Agni. . 3. Que são violentos. e enviam chuva. e são devoradores dos malevolentes. e desprovidos de malignidade. ou ventos. Agni. Fervorosamente tu és chamado para esse rito perfeito. Vem. Agni. com os Maruts. 1. Que são todos1 divinos. devoradores de seus inimigos: Ó Agni. a principal ação na queda da chuva. com os Maruts. Todos os Deuses desprovidos de malícia. 5. Que são brilhantes. e. vem com os Maruts. 2. 6. acima da esfera da abóbada luminosa do firmamento: Ó Agni. vem com aqueles Maruts 5. longe sobre o mar revolto: Ó Agni. vem com os Maruts. Que espalham as nuvens. Agni. Agni. vem. Muitos textos atribuem aos Maruts.

vem com aqueles Maruts. tropas de deuses. ó Agni! 4. Os fortes que cantam sua canção. 5 A denominação viśve devā. 4 O céu ou firmamento é a própria residência dos Maruts. Os poetas vêdicos geralmente distinguem entre os três mundos: a terra. com os Maruts vem para cá. Eles que agitam as nuvens através do mar revolto. nem mortal. ó Agni! 3. Tu és chamado a esse sacrifício auspicioso para um gole de leite. e o céu. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. 8 Se o mar revolto é para ser considerado como o oceano ou como o ar depende da ideia que nós temos da cosmografia mais antiga dos Ṛṣis vêdicos. ADHYĀYA 1. e devoradores de inimigos.4 os Viśve Devas. sem ódio. o primeiro gole. Eles que conhecem o grande céu. Por isso Wilson: ‘Que são violentos e mandam chuva’. é aplicada frequentemente aos Maruts. ‘um gole de leite’.6 com aqueles Maruts vem para cá. VARGA 36-37.7 inconquistáveis pela força. de formas terríveis.9 o doce (suco) de Soma.89 Ó Agni. o poderoso. No último verso do nosso hino é dito que a libação oferecida a Agni e aos Maruts consiste em Soma. 9. ó Agni! 6. com os Maruts vem para cá. com os Maruts vem para cá. ó Agni! Índice ◄►Hino 37 (Müller) ____________________ Ghopīthā é explicado por Yāska e Sāyaṇa como ‘beber do Soma. com os Maruts vem para cá. Eles que no céu estão entronizados como deuses. HINO 19. 7 Sāyaṇa explica arkā como água. ó Agni! 7. 1. e ‘eles que conhecem’ quer dizer simplesmente ‘eles que residem’ no grande céu. Para ti. ó Agni! 9.8 com os Maruts vem para cá. ó Agni! 2. Eles que se movem rapidamente com seus dardos (relâmpagos) sobre o mar com poder. Eu derramo para ti para teu primeiro gole. sugere ao mesmo tempo a prioridade do deus a quem ele é dado. mais corretamente. o firmamento. Eles que são brilhantes.’ Eu mantive o sentido literal da palavra. está além do teu poder. ou. eu derramo o hidromel misturado com Soma: Ó Agni. 9 Pūrvapīti. Índice ◄►Hino 20 (Griffith) ____________________ Hino 19. na luz do firmamento. com os Maruts vem para cá. para ser teu primeiro gole. vem com os Maruts. Nem deus de fato. Mas arkā só recebeu esse significado de água no sistema de interpretação artificial começado inicialmente pelos autores dos Brāhmaṇas. todos os deuses juntos. mas o Soma era geralmente misturado com leite. com os Maruts vem para cá. ó Agni! 5.3 com os Maruts vem para cá. ó Agni! 8. 3 .5 sem malícia. 6 Sem perfídia ou fraude. que tinham perdido todo o conhecimento do significado natural dos hinos antigos. poderosos. AṢṬAKA I.

é o carpinteiro ou artesão dos deuses. eles esculpiram os cavalos de Indra. de fazer de uma concha quatro. dele. mas. e obtiveram o direito de receber louvor e adoração. Vibhu. com suas próprias bocas. ou não. endereçado aos mortais deificados chamados Ṛbhus. 5 Isto é. como antes. Vibhu. usavam poderes sobre-humanos. sejam simbólicos. Supõe-se que eles residem na esfera solar. respectivamente chamados Ṛbhu.8 Varga 2. literalmente. A origem e ações deles são. e junto com os brilhantes Ádityas. 7 Akrata. Se ele tem autoridade vêdica de um tipo mais decisivo que a alusão do texto não aparece. tornou-se um deles. Continuação do Anuvāka 5. portanto. eles demonstram a admissão. mentalmente. . como também nas notas de Sāyaṇa nessa e outras passagens similares. proferindo preces infalíveis. Os Ṛbhus dividiram em quatro a nova concha. provavelmente. isto é. que ele é um deus cujo dever. O mesmo pode ser dito de ele chamar os Ṛbhus de discípulos de Tvaṣṭṛ. da doutrina que homens podem se tornar deuses. para que cada um pudesse ter a sua parte. eles cinzelaram. um descendente (a Nīti-mañjarī diz um filho) de Aṅgiras.2 3. 6 De acordo com o comentador: não encontrando oposição em todos os atos. ou fabricaram.10 1 Devāya janmane. A Nīti-mañjarī diz que Agni. na mitologia purânica. ou tendo nascimento. por causa do nome do mais velho. também. 8 Conforme Āśvalāyana. obtiveram deificação. Lá é dito que eles fizeram isso mentalmente. as libações oferecidas no terceiro sacrifício diário. o trabalho do divino Tvaṣṭṛ. junto com Ṛbhu. se apropriaram. em uma data antiga. e intitulados. e Vāja. têm tomado parte no sacrifício realizado com atos sagrados. Os Ṛbhus podem ter sido os primeiros a tentar a representação corpórea desses suplementos de Indra e dos Aśvins. nesse verso. eles tornaram a concha quádrupla. os Ṛbhus. 2 O sentido parece ser que eles permearam. Os Ṛbhus eram os três filhos de Sudhanvan. para o oferecedor da libação. Os Ṛbhus.90 Hino 20. literalmente. nós estamos totalmente familiarizados com a história e caráter dos Ṛbhus.3 um carro veloz e que se move universalmente.] 4 Takṣan. – Essai sur le mythe des Ribhavas. é carpintaria. em geral.4 4. não há tal qualificação. e há uma identificação vaga deles com os raios do sol. e Vāja. 5. Ṛbhus. tem. e. as quais eram certas de obter os objetos pedidos. como eles aparecem em diferentes partes dos Ṛg Veda. Que eles. e o primeiro como devasanghāya. de kṛ. no texto. muitas coisas preciosas. Ṛbhus. antes referência a alguma inovação nos objetos de libação. ‘ao nascimento divino ou brilhante’. O ato atribuído a eles. e concluam os três vezes sete sacrifícios. narradas na Nīti-mañjarī. tem sido endereçado. e bem sucedidos6 (em todos os atos virtuosos). 1. e uma vaca que produz leite. Esse hino. fazer.1 2. 9 Tvaṣṭṛ. através de penitência. são oferecidas para Indra. fazer mecanicamente. então Sāyaṇa diz. o concessor de riquezas. 3 [Os Aśvins. mas. acompanhado pelos Maruts. Ṛbhus (Wilson) (Segundo Adhyāya. os sucos estimulantes são oferecidos a vocês. no verso anterior. junto com os Ādityas. o sacrifício oferecido com os usuais utensílios e observâncias. do que à mera multiplicação das colheres de madeira usadas para derramar o suco Soma. mas o comentador interpreta o último como jāyamānāya. Varga 1. Sūkta III) Métrica e Ṛṣi. Graças à erudição e esforço de Félix Nève. para os Nāsatyas. à (classe de) divindades que têm nascimento. junto com Indra. em vez de atakṣan. não como antes. fizeram7 jovens seus pais (idosos). Eles construíram. através da eficácia dos seus mantras verdadeiros ou infalíveis.5 dotados de retidão. atakṣan. Através de sua assídua realização de boas obras eles obtiveram divindade. os cavalos que são atrelados pelas palavras dele. 6. dos quais é somente dito que eles eram homens virtuosos que. sendo nascido. pelos sábios. com Bṛhaspati e os Viśvedevas. chegando a um sacrifício que os Ṛbhus celebravam.9 7. movidos por nossas orações. como citado por Sāyaṇa. com relação aos deuses. deem. ou aceitaram. coletivamente. para Indra. uma classe de divindades. e o significado do verbo implica formação mecânica. da Universidade de Louvain. Eles que criaram. Assim. (ou vespertino).

4. e uma compreende a classe Agniṣṭoma.] 12 Céu e Terra. Ṛbhus (Griffith) 1. 2. Sendo mortais. sete sacrifícios. nos quais alimentos cozidos são oferecidos aos Viśvedevas e outros. Juntos alcançaram suas gotas que alegram com Indra cercado pelos Maruts. . 3. é tudo o que o texto diz: o que eles possuíam não é especificado.91 8. eles obtiveram imortalidade. com sua mente. [veja em 3. 7. Para o Povo Celestial essa canção de louvor que dá riqueza profusamente Foi feita por cantores com seus lábios. por meio de seus atos piedosos eles obtiveram uma parte dos sacrifícios com os deuses. Com os Ādityas. sete cerimônias nas quais manteiga clarificada é derramada no fogo. ou a sāptāni. formaram cavalos atrelados por uma palavra. ares vitais. a ele que derrama três vezes sete libações. piores. 8. também. O comentador considera que trih pode ser aplicado a coisas preciosas. como deuses das estações. fizeram Seu Pai e Mãe12 jovens novamente. Índice ◄►Hino 21 (Wilson) ____________________ Hino 20. vida. por atos piedosos eles ganharam. os quais eles. Eles fizeram para os dois Nāsatyas um carro leve que se move de todas as maneiras: Eles formaram uma vaca que produz néctar. 5. Concedam-nos riqueza. ou desfrutavam. como significando melhores. afirmado repetidamente.13 sim. Índice ◄►Hino 21 (Griffith) ____________________ 10 Trirā sāptāni. honestos. O comentador completa com prāṇān. renovam e restauram à juventude. ele possuíam 11 (uma existência mortal). eles possuíam. medianas. na qual libações de suco Soma são a oferenda característica. uma parte no sacrifício com os deuses. 60. concedam três vezes sete ricos tesouros. Eles compartilharem de sacrifícios é. e sua adição está em harmonia com outros textos. 13 Ou o ‘três vezes sete’ pode se referir a rátnāni. uma classe consiste nos Pākayajñas. com os Reis. Oferecedores (de sacrifícios). Eles que para Indra. feita recentemente pela mão do Deus Tvaṣṭar – Quatro conchas vocês fizeram dela. a cada um Deem riqueza. Os Ṛbhus com orações eficazes. Obtiveram por meio de obras o sacrifício. Como Sacerdotes ministrantes eles possuíram. A concha sacrifical. com trabalho constante. como classificados em três categorias: uma classe consiste no Agnyādheya. 1b. satisfeitos com nossos elogios. 6. para si mesmos. 11 Adhārayanta.

pela fama De Mitra. isto é. e nos concedam felicidade. ó homens. 4 Sāyaṇa explica ‘no lugar que preeminentemente torna conhecida a experiência dos resultados (das ações). Glorifiquem. (aceitem a libação). 6. esmaguem os demônios. e os louvem com hinos. Eu invoco Indra e Agni. 1. Indra e Agni nós convidamos. Índice ◄►Hino 22 (Wilson) ____________________ Hino 21. demônios que vagam à noite. Indra e Agni. poderosos senhores da nossa assembleia. Eu chamo para cá Indra e Agni. para estarem presentes no rito onde a libação é preparada. Indra e Agni. 3 Os Rākṣasas. e guardiões da assembleia. ambos. os bebedores de Soma. Nós chamamos os dois que são ferozes (para seus inimigos). Cantem louvores a eles em canções sagradas. 6. venham para cá. 2 . no lugar que fornece conhecimento (das consequências de atos). o Hino é endereçado a Indra e Agni. iludindo e até devorando seres humanos. perturbando sacrifícios e homens devotos. e que os devoradores (de homens) sejam desprovidos de descendência. Vigiem. Varga 3.2 para a dose de Soma. Indra e Agni. – para o benefício do nosso amigo (o instituidor do rito). Indra e Agni. Ambos são os principais bebedores de Soma. 2. O significado não está claro. Que aqueles dois. 3. Por esse sacrifício infalível vocês sejam tornados vigilantes. Nós invocamos Indra e Agni. lá no lugar de vista ampla 4 Indra e Agni. 5. Indra e Agni.92 Hino 21. que são poderosos. e glorifiquem Indra-Agni nos ritos sagrados. Indra e Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e métrica os mesmos. Indrāgni.1 nós estamos ansiosos por sua canção de louvor. No lugar onde o que está oculto será dado a conhecer. 2. 3. tornem os Rākṣasas inócuos. em sacrifícios. Que eles que são.3 Que os devoradores sejam desprovidos de filhos. para beber a libação. nos mandem felicidade. copiosos bebedores do suco Soma. Indra-Agni (Griffith) 1. 4. Mitra parece ser considerado o guardião do mundo. para quem nós desejamos oferecer nosso louvor. Indra e Agni. 5. venham até nós. Indra e Agni. 4. por meio dessa sua veracidade. que é no céu (Svarga)’. Índice ◄►Hino 22 (Griffith) ____________________ 1 Abordados conjuntamente como um deus dual. homens. Louvem. os enfeitem (com ornamentos). – bebedores do suco Soma. nós os convidamos para vir para essa libação que está pronta aqui. e geralmente hostis à tribo ária. Deuses fortes.

9. ambos. – venham com tal discurso. a Savitṛ. 10. e Tvaṣṭṛ. e chicoteando alto. explicados como molhado e alto. Nós invocamos os dois Aśvins. a décima segunda. Napāt é usado aqui em seu sentido literal ‘que não nutre’. ‘De mão dourada’ é interpretado como ‘aquele que dá ouro para o devoto’. Aśvins. É dito que a lenda é narrada no Kauṣītaki Brāhmaṇa. a décima primeira. Sūrya se encarregou do ofício do Ṛitvij. Aśvins. Sentem-se. 3. um chicote. e quatro. e chegam ao céu. Dhiṣaṇā é um sinônimo de Vāc ou Vāgdevī. nesse sentido. geralmente. das águas. 11. que são. no Veda. Aśvins. para nossa proteção. a Agni . indo para lá em seu carro. assim que foi recebida por Sūrya. e as seis últimas. É muito duvidoso se Varūtrī é um nome próprio. porque napāt é usado frequentemente.3 para nossa proteção. É dito que a alusão a ele sugere apenas que os Aśvins devem vir rapidamente. 8. que é para ser escolhida ou preferida. e Agni. 4. vendo-o naquela posição.93 Hino 22. 4 Hotrā é chamada de esposa de Agni. Varūtrī. Eu chamo Savitṛ. significar ‘com aquele’. ambos.5 as protetoras da humanidade. ao Céu e à Terra. vão significar doce e verídico. 5 Achinnapatrāḥ. ou kaśā. 1 . para beber desse suco Soma. nos favoreçam com proteção. Hotrā. ou por meio de uma lenda vêdica: Em um sacrifício realizado pelos deuses. Glorifiquem Savitṛ. às espos as de Indra. deve ser adorado por nós. as duas seguintes. em qual caso. pode. 6. comumente. a qual. quatro. lá. também. a décima quinta. a deusa da fala.2 para me proteger. Não está claro como isso é para ser feito com o chicote. Nós desejamos celebrar seu culto. de Bharata. ou. os melhores dos aurigas. 1. ou um epíteto da seguinte: ele é interpretado por varaṇīyā. Nós invocamos Savitṛ. o iluminador dos homens. Ó Agni. Os sacerdotes que tinham dado a oblação concederam a Sūrya uma mão de ouro. Varga 5. cujas asas não são cortadas. traze para cá as amáveis esposas dos deuses. divinos. as esposas (dos deuses). pode significar discurso. amigos. as duas seguintes. traze para cá. um sinônimo do Sol. 3 Pode-se julgar que apāṃ napātam significa ‘filho das águas’. ele designará a posição dos adoradores. Dhiṣaṇā. misturem intimamente o suco da Soma. coletivamente. 2 Savitṛ é. o dispensador de diversas riquezas que garantem lar. Os sacerdotes Adhvaryu. e provem a libação. a Viṣṇu. as esposas dos deuses estando na forma de aves. e com completa felicidade. madhumatī e sūnṛtāvatī. Mimikṣatam. Varuṇa. mas. de fato.4 Varga 6. à Terra somente. Que eles. 7. que são dirigidas a uma variedade de divindades. – venham com aquele seu chicote. Varga 4. o de mão dourada. Tayā. 2. que viajam em um carro excelente. o Hino consiste em vinte e uma estrofes. A residência do oferecedor da libação não se encontra muito longe de vocês. ninguém tinha cortado as asas delas. às deusas. mexam1 o sacrifício com seu chicote que está molhado com a espuma (de seus cavalos). um dos Ādityas. conforme Ādityāj jāyate vṛṣṭi – a chuva nasce do sol. pois ele é o concessor de riquezas. Sūrya perde ambas as mãos. Bhāratī. aos Aśvins. Despertem os Aśvins. deram a ele a oblação chamada Prāśitra. mas as seca por meio de seu calor. Savitṛ. Vigoroso Agni. cortou a mão que a tinha aceitado impropriamente. ou a invocação personificada. Aśvins e Outros (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. 5. Bhāratī. por aquele. mas se colocou na posição do Brahmā. mas o Sol é antes o pai. que não é amigo da água. do que a progênie. associados para o sacrifício da manhã. venham para cá. Que as deusas. A única explicação dada pelo comentador é que. para beberem o suco Soma.

alegórica. Yakṣas e Apsaras é o antarikṣa.6 15. Viṣṇu percorreu esse (mundo): três vezes seu pé ele plantou. dá-nos felicidade. Viṣṇu. 7. 24 (= R. o empecilho do pecado daqueles que habitam a terra. 9 O preservador de todo o mundo. Os comentadores não concordam sobre o significado da frase ‘três vezes seu pé ele plantou’. e no céu.9 o que não pode ser prejudicado. 42 (= R. 380.10 21. na montanha do leste. como um olho’. através de seus atos virtuosos. e diligentes em louvor. Ele é o ilustre amigo de Indra. é a explicação de Sāyaṇa. como citados pelo comentador. Eu chamo para cá Indrāṇī. 16. e Agnāyī. nas formas. por meio disso. 2 (1869).94 12. vento. ou do anão. desse modo identificando Viṣṇu com o Sol. e na montanha do oeste. ou. ou (omitindo a partícula que denota semelhança) ‘aquele olho.] 6 . no firmamento. Muir – Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. no céu meridiano. para nossa prosperidade. (residindo) na região permanente dos Gandharvas. Vāyu e Sūrya – fogo. “Mahīdhara traduz. andou. e esses podem ter sido enxertos subsequentes sobre a tradição original dos três passos de Viṣṇu. ajudado pelas sete métricas.S. as águas que parecem ghee desses dois. o soberano supremo. com o nascer. 20. De acordo com os Taittirīyas. e seus três passos. usando as sete métricas do Veda como seus instrumentos. foi na terra. no entanto. Os sábios.V. que se estende no céu’. no qual Viṣṇu atravessou os três mundos em três passos. de acordo com o comentário. considerado como o lugar comum ou de ligação entre ambos. 7 Sāyaṇa explica Viṣṇu como Parameśvara. mantendo. Terra. pelas quais o adorador tem realizado votos (pios). culminação e pôr. Varga 7. portanto. livre de espinhos. de acordo com Aurṇavābha. e nos encham de nutrição. de Agni. e para beber o suco Soma. Que o grande céu e a terra estejam satisfeitos em misturar esse sacrifício (com seus próprios orvalhos). como o olho percorre o céu. andou três passos. atos virtuosos. parece-me. Não pode haver dúvida que a expressão era.V. N.16) para mostrar que o orbe do sol (aqui representado por Viṣṇu) é chamado de ‘olho’. daquele corpo luminoso. Mas a passagem é obscura. o orbe do sol. respectivamente. Sāyaṇa crê que o texto se refere ao Trivikrama Avatāra. embora nenhuma menção seja feita do rei Bali. ‘contemplam o posição mais elevada de Viṣṇu fixa no céu. pág.1) e XXXVI. com Viṣṇu em sua dianteira. ou firmamento entre o céu e a terra. 10 [Esse último trecho. Índice ◄►Hino 23 (Wilson) ____________________ A esfera dos Gandharvas. Os sábios sempre contemplam aquela posição suprema de Viṣṇu. 1. sempre vigilantes. De acordo com Śākapūṇi. ou que permeia. o preservador. 8 Isso parece mais ainda uma alusão ao quarto Avatāra. originalmente. e o comentador lá explica que eles significam a presença de Viṣṇu nas três regiões: terra. em seu comentário do próximo verso. sê de ampla extensão. ar e céu. e nossa morada. até agora. 66. que significa aquele que entra em. ‘como um olho estendido no céu claro’. Varuṇānī. Alusão é feita aos três passos de Viṣṇu na Vājasaneyi Saṃhitā do Yajur Veda. de acordo com Mahīdhara.115. O trecho ‘nos protejam da terra’ significa. 14. e sol. Vejam as obras de Viṣṇu. subjugaram a terra invencível. desse modo reconhecendo o atributo principal e distintivo de Viṣṇu. o mundo. corretamente. Esta construção também é adotada por Benfey em sua versão do hino. 19.” J. 18. ‘Os sábios’. os deuses. Os sábios provam. Que os deuses nos protejam (daquela parte) da terra de onde Viṣṇu.7 17. a atmosfera. e. e que ela serviu como base do mito purânico do Avatāra Vāmana ou anão.8 e o (mundo) inteiro foi colhido na poeira da (pegada) dele. 13. glorifiam amplamente aquela que é a suprema posição de Viṣṇu. e ele cita a Vājasaneyi Saṃhitā VII.

11. 4. 9. 16. Varuṇānī. da chuva agradável e outras dádivas excelentes que são mandadas para baixo a partir dos reinos acima pelos grandes pais Céu e Terra. 18 Embora em épocas posteriores os Gandharvas sejam considerados como uma classe. Indrāṇī. e ele é até descrito em um lugar como celebrando o louvor de Indra e derivando seu poder daquele Deus. 10. os Maruts. é belo. mesmo a partir do lugar de onde Viṣṇu19 caminhou O madhukaṣā ou chicote de mel dos Aśvins é talvez a brisa estimulante da manhã. 12. Savitar. 8. Como vocês vão para lá em seu carro.17 lá no lugar fixo do Gandharva. 15. 15 Literalmente. para auxílio. para beber o suco Soma. Veja o Atharva-veda IX. ó terra. Rudra. nunca é afirmado que ele é superior a eles. Para minha proteção eu invoco Savitar12 de mão dourada.95 Hino 22. e sentem-se. cuja habitação é o céu. 7. o lugar. ó Aśvins. traze para cá as Esposas deles. 3. 17 A chuva fertilizante mandada pelo Céu e pela Terra. e cheios de deleite Salpiquem com ele o sacrifício. A Savitar que olha para os homens. Hotrā. 1: esse hino inteiro é uma glorificação desse chicote extraordinário. e cujo dever especial é proteger o Soma divino. e. Que o Céu e a Terra. Os Deuses sejam bondosos para nós. que alcançam os céus. Bhāratī. Nós chamamos os dois Aśvins. 16 Respectivamente as consortes de Indra. rápidas como aves cujas asas não foram cortadas. o Par Poderoso. embora invocado frequentemente com Indra. isto é. O significado parece ser: os cantores sagrados desfrutam. Despertem o Par Aśvin que junge seu carro de manhã cedo: que eles Se aproximem para beber esse suco Soma. os melhores Dos aurigas. 6. 19 Esse Deus não está colocado no Veda na categoria principal de divindades. E nos nutram plenamente com alimentos. Seu chicote11 está pingando com mel. Que dá bons presentes. Esposas de Heróis. Ele é comumente designado como ‘o Gandharva celestial’. Para que ele nos envie auxílio. amigos. é um nome do Sol. Sūrya. estende-te ampla diante de nós como uma morada: Concede-nos abrigo amplo e seguro. o qual os deuses obtêm através da permissão dele. os Deuses levados em um carro nobre. Vāyu e os Ādityas. Aśvins. O ponto que o distingue dos outros deuses vêdicos é principalmente a sua caminhada pelos céus. com asas não cortadas. Ele conhece. a excelente. Varuṇa. louvem o Filho das Águas Savitar: Nós estamos ansiosos por seus modos sagrados. a ser elogiado por nós.13 Varūtrī. 5. traze para cá para nós as cônjuges solícitas dos Deuses. E Tvaṣṭar. no Veda às vezes identificado com. como um Deus.14 Dhiṣaṇā. Agni o mais jovem. 13. orvalhem para nós nosso sacrifício. distribuidor de recompensa maravilhosa e de riqueza. Venham para cá. 13 O Discurso ou Prece Sagrada. Nós chamamos a ele. o gerador ou vivificador. Para a felicidade. 2. Ó Agni. deusas. como recompensa por seus hinos.18 Os cantores provam através de canções sagradas. Sua água rica em seiva. com asas inteiras15 que elas possam vir a nós Com grande proteção e com ajuda. Sem espinho sê tu. e às vezes distinto de. e Agnāyī16 eu convido para cá. para beber o Soma. Aśvins e Outros (Griffith) 1. a qual ele é dito fazer em três passos. é a casa Daquele que oferece suco Soma. 14 ‘Ela que é’ para ser escolhida. 14. no Ṛgveda mais do que um raramente é mencionado. não muito longe. Varuṇa e Agni. explicados como denotando 11 . 12 Savitar.

Colocado como se fosse um olho no céu.20 18. os patrocinadores ricos do sacrifício. pelas quais o amigo de Indra. 22 Isto é. Essa. Deixou seus santos caminhos serem vistos. 20. 22 Índice ◄►Hino 23 (Griffith) ____________________ a manifestação tripla da luz na forma de fogo. e o todo Foi colhido no pó da pegada dele. a posição mais sublime de Viṣṇu. daí em diante Estabelecendo seus altos decretos. deu três passos. ele a quem ninguém engana. ou como designando as três posições diárias do sol. Por todo esse mundo Viṣṇu caminhou. . ou a terra foi formada a partir da poeira dos seus passos. em seu nascer. aliado próximo.96 Pelas sete regiões da terra! 17. 21 Os Sūris. Os amantes da música sagrada. o Guardião. 20 Viṣṇu era tão poderoso que o pó erguido por seu passo envolveu o mundo inteiro. Os príncipes21 sempre contemplam aquele lugar mais sublime onde Viṣṇu está. 21. relâmpago e o sol. iluminam. sempre vigilantes. 19. Olhem as obras de Viṣṇu. Viṣṇu. três vezes seu pé ele plantou. os cantores. glorificam com seus louvores. culminação e pôr.

sucessivamente. três. 1. colocado em uma caverna. é uma lenda purânica. afirmado de Indra. Vem. é dito. nos protejam em todos os lugares. dos quais Pūṣan é doador ou benfeitor. Pṛśni é um sinônimo de firmamento. provavelmente. com seus associados. a Agni. fortes e portadores de bênçãos. fique satisfeito. traze do céu o suco (Soma). ou céu em geral. De acordo com Sāyaṇa.2 Varga 9. 4 para beber o suco Soma. – dos quais Indra é o chefe. e têm a terra (de muitas cores) como sua mãe. Pūṣan resplandecente e de movimento (rápido). 1 A atribuição de mil olhos a Indra. ou de acordo com o comentador. escondido em um lugar secreto. – que têm Pṛśni como sua mãe. para a preservação deles. têm mil olhos1. – ouçam todos as minhas invocações. Pratiṣṭhā. que. e. 10. conforme oferecidos. para beber o suco Soma. e nos façam felizes. nascidos do relâmpago brilhante. Pura Uṣṇih. a métrica das primeiras dezoito estrofes é Gāyatrī. na enumeração vêdica dos oito filhos de Aditi. então três. 5. 8. Divinos Maruts. por cevada. ou em um lugar de difícil acesso. . para beber desse suco Soma. 6. Nós chamamos Indra. Os sábios chamam. 3. são os encorajadores de atos virtuosos. compreendida literalmente. 14. Nós chamamos Mitra e Varuṇa. que são ferozes. como (um lavrador) ara (a terra) repetidamente. a Indra e aos Maruts. No Nighaṇṭu. como Rosen mostra. 9. que são rápidos como pensamento. 4. a Pūṣan. Doadores generosos. O Hino consiste em vinte e quatro estrofes. que eles nos tornem os mais opulentos. às Águas. e são senhores de luz verdadeira. De modo semelhante ‘rápidos como o pensamento’. 11. ele ocorre como um nome do Sol. Isso é. céu. as duas seguintes. como (um homem traz de volta) um animal que estava perdido. e o último verso e uma metade. aos Viśvedevas. então o grito dos Maruts se espalha com exultação. propriamente. na vigésima primeira. Sempre que. embora igualmente no plural. Nós chamados os dois deuses que residem no céu. Em alguns textos. em nenhum lugar isso é dito de Vāyu. e são protetores de atos virtuosos. 12. Nós chamamos todos os divinos Maruts. ainda. em combinação com a grama sagrada matizada. são derramados. que Mitra nos proteja com todas as defesas. e bebe deles. aplicável apenas a Vāyu. Indra e Vāyu. é aplicado ele. 15.97 Hino 23. para beber o suco Soma. de que modo não é especificado.5 espalhado entre a erva sagrada. e. embora oculto. como (aquele) dos conquistadores. líderes (de homens). ou sóis mensais. ou por ele ser repleto de constelações. O resplandecente Pūṣan encontrou o real (suco Soma). a Mitra e Varuṇa. tornando-se presentes no sacrifício. três. Eu invoco Mitra e Varuṇa. ele tem trazido para mim. Que os Maruts. e Pūṣan. é. junto com o poderoso e associado Indra. Esses sucos Soma. acompanhado pelos Maruts. 7. 3 Os Maruts são chamados de Pūṣarātayaḥ. as seis6 (estações). 2. destruam Vṛtra: que o mal não prevaleça contra nós. vocês aceitam uma (oferenda) auspiciosa. Varga 10. Indra e Vāyu. conectadas com as gotas (do suco Soma). sete e meia. 5 A frase é guhā hitam. Que ele. 13. aqui. na estrofe dezenove. De fato. Que Varuṇa seja o nosso protetor especial. com palavra verdadeira. ou do céu personificado. Vāyu e Outros (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é. a Indra e Vāyu. o filho de Kaṇva. e de força pura. Pṛśni é a terra de muitas cores. três. Anuṣṭubh. das quais a primeira é endereçada a Vāyu. Vāyu. somente por causa da construção gramatical. Varga 8. 4 Pṛśnimātaraḥ. nas restantes. 2 Mitra e Varuṇa estão incluídos entre os Ādityas. Medhātithi.3 o benfeitor. para indicar sua expansibilidade.

Nós chamamos para beber o suco Soma. os senhores do pensamento. as doses oferecidas. 5. 3. 17. 21. se eu fiz mal (intencionalmente). A presidência de Soma sobre as plantas medicinais é.98 Varga 11. 6. estão nas águas’. Deuses. e vida. esses sucos foram misturados com leite. Vāyu e Outros (Griffith) 1. Ele foi. portanto. Os de mil olhos. desse modo (banhado). sejam auspiciosas para o nosso rito. Portanto. que ele Se satisfaça em união com sua tropa. as hostes Marut que Indra lidera. assim como Agni. Soma declarou para mim: 9 ‘Todos os medicamentos. Agni. 6 7 . 10 Dhī. para que eu possa contemplar o sol por muito tempo. Fortes são os Somas. Indra. pensamento. Senhores da luz brilhante da Lei. Ofereçamos oblações aos (rios) correntes. significa especialmente no Veda pensamento sagrado. e Varuṇa. e a interpretação é defendida por um texto que chama os brâmanes presentes de divindades: ‘Essas divindades. que estão (presentes) perceptivelmente. Varga 12. prece. As águas contêm todas as ervas curativas. 22. Os cantores. divinos (sacerdotes). Ambrosia se encontra nas águas. Índice ◄►Hino 24 (Wilson) ____________________ Hino 23. pela ajuda deles. e Indra. são os brâmanes’. cercado pelos Maruts. 23. 9 Para Medhātithi. 18. progênie. residindo nas águas. 20.10 4. o autor do hino. qualificando o leite (das vacas) com doçura. Mitra e Varuṇa. mas isso era incompatível com a ordem para louvar as águas. Ambayah. nós chamamos para beber o suco Soma. e aquelas com as quais o Sol está associado. as relacionadas (águas) fluem pelos caminhos (do sacrifício). aproxima-te. Agni. Mitra eu chamo. atribuída a ele. Aqueles que pela Lei mantêm a Lei. geralmente. ou águas. seis: o comentador completa com ‘as estações’. Que ambos nos tornem extremamente ricos. Vāyu. com os Ṛṣis. ou (tenho falado) mentira. e enche-me. ou pronunciei imprecações (contra homens santos). Bebe. aproxima-te. 24. nas águas há ervas medicinais. com vigor.11 O texto tem somente ṣaṭ. um rito religioso. que Mitra nos proteja com todos os auxílios. devoção. que pode significar mães.8 sejam diligentes na glorificação delas. A entrada de Agni nas águas é citada em muitos lugares. deuses. 2. 8 O termo é devāh. 16. chamam Indra e Vāyu. Que aquelas águas que são contíguas ao Sol. Indra e Vāyu. distribuidores das dádivas de Pūṣan. de modo que os deuses possam conhecer o (sacrifício) desse meu (empregador). conhecidos como deuses de poder consagrado. 8. Que Varuṇa seja a nossa principal defesa. Águas. tragam à perfeição todos os medicamentos que dissipam doença. Águas. velozes como a mente. Eu chamo as águas divinas nas quais nosso gado bebe. Mães7 para nós que estamos desejosos de sacrificar. concede-me vigor. tirem todo pecado que seja encontrado em mim. para (o bem do) meu corpo. o benfeitor do universo. Ambos os Deuses que tocam o céu. possam conhecê-lo. nós invocamos Para beber desse nosso suco Soma. 7. interpretado como o Ṛitvij e outros brâmanes. Eu hoje entrei nas águas: nós nos misturamos com a essência delas. 19. um sacrifício.

outono. 10. 14 Soma. nas Águas há bálsamo curativo. 16. inverno. ó deuses generosos Não deixem que o perverso nos controle. 18 As Águas. tirem isso de mim.4. Índice ◄►Hino 24 (Griffith) ____________________ Pūṣan é o guardião dos rebanhos e manadas e da propriedade em geral. Amṛta19 se encontra nas Águas. derrubem Vṛtra. Aṅgiras. 17. 18. 23. tudo de mal que eu fiz. 11. Nós chamamos os Deuses Universais. que os Maruts nos protejam em todos os lugares Que eles sejam benevolentes para nós. Ó Águas. e os Maruts para beber o Soma. rico em leite. a bebida que confere imortalidade. a referência é à fuga de Agni. aquele que abençoa todos. 20 Soma é especialmente o senhor das plantas medicinais. Agni. e cobre-me com teu esplendor. As Águas eu tenho procurado hoje. 21 Talvez isso signifique os sete Ṛṣis: Marīci. e Indra. e aquelas com as quais o Sol está unido.17 Como alguém que ara com bois traz grãos. 15 Em um lugar de difícil acesso. com os Ṛṣis.14 oculto e escondido em uma caverna. Se eu menti ou jurei falsamente. 20. Atri. e à sua umidade nós chegamos. 9. 13. Eu chamo as Águas. verão. os Deuses Devem me conhecer assim como eu sou. Isto é: ó Maruts heroicos. Nascidos do relâmpago alegre.9. Enche-me de esplendor. consideradas como as aliadas próximas dos sacerdotes. As Águas detêm todos os medicamentos. nas quais o nosso gado mata a sede. E Agni.13 Repousando em grama de muitas cores. Misturando sua doçura com o leite.15 Que repousa em grama de muitos matizes.21 conhecem. Com o conquistador Indra como aliado. Oblações para os Rios sejam dadas. dá progênie e longevidade. Nas águas – Soma20 me disse isso – habitam todos os bálsamos que curam.12 12. 21. e Vasiṣṭha. Pulastya. 15. brilhante Pūṣan. Sejam rápidos. E que ele traga devidamente para mim as seis16 ligadas estreitamente. Ó Agni. Katru. Como um animal perdido. 22. a ambrosia grega. De modo que eu possa ver o sol por muito tempo. o suco que inspira os atos mantenedores do mundo dos Deuses. os orvalhos. 17 Isto é: que essa libação o induza a trazer. as chuvas. como aquela dos conquistadores. 13 Soma. Que as Águas reunidas perto do Sol. vem. vocês deuses. Pois os Filhos de Pṛśni são extremamente fortes. 19 Néctar. Veja 3. porque elas são misturadas com os ingredientes da libação de Soma. a dar-lhes louvor. quando vocês avançam para a vitória. Águas. Deusas. etc. através dessas gotas. primavera. 11 12 . abundem com remédios para manter meu corpo a salvo de males. ó Homens. Pūṣan o Brilhante encontrou o Rei.99 Ouçam todos vocês meu clamor. 14. guia até nós. Ao longo de seus caminhos as Mães18 seguem. Qualquer que seja o pecado encontrado em mim. 24. 16 As seis estações. Aterradora vem a voz trovejante dos Maruts. Irmãs de ministrantes sacerdotais. aquele que suporta o céu. Pulaha. 19. Favoreçam esse nosso sacrifício.

através da versão dela apresentada no Rāmāyaṇa. ‘De quem’ (kasya) também pode ser traduzido como ‘de Brahmā’. 4 Uma passagem do Aitareya Brāhmaṇa é citada pelo comentador. uma prece.3 para que eu possa ver novamente meu pai e minha mãe? 2. dois gāthās. Mas isso diz respeito a circunstâncias subsequentes. – que és o senhor da afluência. mas vai munir-se de uma faca com a qual matá-lo. um de cujos nomes. ele chega ao lago Puṣkara. ou dado por Deus. ou de qual divindade dos imortais. e é vendido por cem vacas. e o persuade a entregar seu segundo filho. o filho de Ajīgarta. Manu também alude à história (X.100 Hino 24. quando Varuṇa reclama sua vítima. Ele não tem filhos. com Ajīgarta. ou ‘de Prajāpati’. De quem. como uma vítima para um sacrifício humano. quando seu pai comunica a ele a sorte à qual ele estava destinado. possivelmente. por estudantes de sânscrito. Ele tem um filho. ele apela aos deuses. de acordo com o texto de Schlegel. 3 Aditi. há algum tempo. pelas outras autoridades. por seu pai. e para que eu possa ver de novo meu pai e minha mãe. 3. ou o último dos três. Rosen duvida que os hinos tenham alguma referência à intenção de sacrificar Śunaḥśepa: mas a linguagem do Brāhmaṇa não deve ser mal interpretada. Varga 13. Ao mesmo tempo.4 a primeira divindade dos imortais. Rohita recusa submissão. e adora Varuṇa para obter um filho. mas o Rājā se chama Hariśchandra. 63. por consequência. atribuídos a Śunaḥśepa. 105). a Agni. e o mais velho de todos os filhos dele. 1. Ele é. mantras do Ṛg Veda. Indra é induzido a vir e libertá-lo. quando amarrado ao yūpa. ou estaca. para que ele possa nos dar à grande Aditi. exceto nas estrofes três. de tempos em tempos. e Śunaḥśepa está prestes a ser sacrificado quando. livro 1. Varuṇa e Outros (Wilson) (Anuvāka 6. e também Devarāta. de acordo com o de Gorresio. onde ele vê Viśvāmitra. como uma oferenda para Varuṇa. pois Viśvāmitra ensina a ele. prometendo sacrificar a ele seu primogênito. e é. p. finalmente. o homem-animal (ou vítima). ele é chamado de filho de Viśvāmitra. nós devemos invocar o nome auspicioso?2 Quem nos dará à grande Aditi. Schlegel. Kullūka Bhaṭṭa cita o filho Śunaḥśepa. um Ṛṣi.5 nós solicitamos (nossa) parte de ti. Gorresio. 249. para Ambarīṣa. e a de alguns dos discípulos dele. 61. Śunaḥśepa. No Viṣṇu Purāṇa [pág. como sua autoridade. quatro e cinco. e passa vários anos na floresta. em todos os detalhes. os três seguintes. A história é contada. A barganha é concluída. pela repetição da qual. lá. mas o último também afirma que ele propiciou Indra por meio de Ṛcas. no Aitareya Brāhmaṇa. Sūkta I) Esse é o primeiro de uma série de sete Hinos que constituem essa seção. o segundo. rei de Ayodhyā. e se refere. aqueles dos quais que se recusaram a reconhecer sua superioridade em idade sendo amaldiçoados a se tornarem os fundadores de várias tribos bárbaras ou proscritas. longe de casa. a Savitṛ. 2 Supostamente proferido por Śunaḥśepa. o rei adia o sacrifício. mas. onde é dito que Ajīgarta não incorreu em crime por abandonar seu filho para ser sacrificado. O Dr. é Ka. para assumir o lugar de Rohita. encontra. A parte de Viśvāmitra na lenda pode. pelo conselho de Viśvāmitra. como o Bhāgavata o chama. dele. I. como o puruṣapaśu. um dos sacerdotes oficiantes. sob vários pretextos. em grande infortúnio. aqui quer dizer ‘terra’. chamado de filho do Ṛṣi Ṛcīka. chamado Rohita. até Rohita chegar à adolescência. libertado. citadas. Vol. o restante. É óbvio que essa história foi derivada do Veda. e implora sua ajuda. aos sacrifícios humanos. afirmando que Prajāpati disse a ele (Śunaḥśepa): ‘Recorre a Agni. Vamos chamar o nome auspicioso de Agni. 1 . de Hariśchandra. após o que ele recorreu a Agni. 316 da versão em português]. O Bhāgavata segue o Aitareya e Manu. deve ser admitido que a linguagem dos Sūktas é um pouco duvidosa. nas quais ela é Gāyatrī. O Aitareya Brāhmaṇa forneceu ao comentador as circunstâncias que ele narra como ilustrativas da série de hinos nessa seção. Ele. – A história de Śunaḥśepa tem sido conhecida. porque foi para proteger a si mesmo e sua família de perecer de fome. também. ao chamar Śunaḥśepa de filho de Ajīgarta. que é o mais próximo dos deuses’. e aprende. a Varuṇa. e chama o Rājā. 1 A métrica é Triṣṭubh. de modo semelhante. Savitṛ sempre protetor. sugerir a oposição dele. e deixa a intenção de um verdadeiro sacrifício aberta à dúvida. um mantra. O primeiro verso é dirigido a Praj āpati. lá. cap. a Bhaga. Na estrada. porque Ajīgarta não somente amarra seu filho à estaca. nas quais ele se torna o filho adotado de Viśvāmitra. ao Bahvṛcha Brāhmaṇa. na estaca. no Veda. de acordo com Sāyaṇa. finalmente.

– um pedido um tanto irreconciliável com a suposta situação difícil na qual Śuna ḥśepa se encontra. superam tua velocidade. que ele solte as amarras dele. 8 De acordo com Sāyaṇa. pelo conselho. significa o poste sacrifical. e a cintura. a ligadura que prende a cabeça. abrangente e profunda. mas por riquezas. e sua ação de segurar um feixe de raios. Esse (teu louvor) eles repetem para mim de dia e de noite: esse conhecimento fala ao meu coração. Aquela riqueza que tem sido mantida em tuas mãos. 11 O texto tem Asura. uma pilha de luz. aqui. Nirṛti é a divindade do pecado. 9. e a inferior. que são visíveis à noite. não. de fato fez amplo o caminho do sol. o comentador preenche ‘vida’. Varuṇa. Que o real Varuṇa. 10 É dito que árvore. de Agni. nós seremos libertados do pecado. e mitiga os males que nós temos cometido. o identificariam mais propriamente com o sol. da raiz as. (permanecendo) no (firmamento) sem base. A adição pode ser questionada. – um caminho para percorrer no (espaço) ínvio. não desdenhoso. Varga 14. que és o possuidor de riqueza. Esse é um significado incomum da palavra: mas mal seria decoroso chamar Varu ṇa de Asura. resplandecente. Essas constelações. Nós somos assíduos em atingir o ápice da riqueza. à noite. eu te imploro por essa9 (vida) que o instituidor do sacrifício solicita com oblações. pelo menos. como livre de inveja ou censura. não é desprender de amarras reais. que é interpretado como ‘acostumado a rejeitar o que é indesejado’. 6 É dito que Savitṛ encaminha Śunaḥśepa a Varuṇa. e nos liberta de qualquer pecado que nós possamos ter cometido. com oblações. os raios (da qual) estão apontados para baixo. por libertação. se refeririam a ele em seu caráter de um Āditya. que fluem incessantemente. ou tua destreza. 12 Significando. nem (os temporais) de vento. solicitação é feita a Savitṛ. 11. Que tua proteção. a do meio. os pés. para mim. Varuṇa. Teus. nem essas águas. sua permanência no antarikṣa. solta. 6. Śunaḥśepa. O real Varuṇa. 12. nem (são capazes de suportar tua) ira. chamou o filho de Aditi. e vão para outro lugar de dia. esteja (conosco). e tem direito a elogios. sustenta. 5 . colocadas no alto. Índice ◄►Hino 25 (Wilson) ____________________ Nessa e nas duas estrofes seguintes. 7 As características aqui atribuídas a Varuṇa. ou. são os atos sagrados imperturbados de Varuṇa. ó rei. jogar. Que ele seja o que repele tudo o que aflige o coração. sábio e irresistível. – (pelo qual) viajar em seu curso diário. e (por ordem dele) a lua se move. de acordo com Sāyaṇa. 14. no alto. mas daquelas do pecado. que o real Varuṇa. de vigor puro. com sacrifícios. O resultado.12 Assim. 13. pode ser notado. através da proteção de ti. nós tentamos desviar tua ira com prostrações. enquanto sua base está acima.101 4. através da perfeição em teu culto. como as fontes de existência. Louvando-te com prece (sincera). 5. Varuṇa. nos liberte. não tires nossa existência. 7 8. 9 O texto tem apenas. 15. 7. são cem e mil medicamentos. que estão voando (pelo ar). filho de Aditi. é dito. o liberte. Aquele que evita infortúnio. a faixa superior. O real Varuṇa.8 com olhares inamistosos. Que ele a quem o acorrentado Śunaḥśepa invocou. não obtiveram. Varuṇa. está presente entre nós. ‘Eu peço essa’. apanhado e amarrado à árvore10 de três pés. Essas aves. Varga 15. Que eles se tornem concentrados em nós.6 tua força física.11 sábio e ilustre. mas sua correção é confirmada pela expressão conclusiva ‘não tires nossa vida’. concede um pensamento a nós: muito louvado. no entanto. 10. Mantém longe de nós Nirṛti. um tipo de tripé.

Bhaga. p. que ele.102 Hino 24. 45. Manda a Destruição16 para longe. Riqueza. Veja Wallis. ó Rei. V. 9. que rezava para ser permitido ver de novo a face da natureza. Roth. Benfey. nos liberte. mas talvez o antigo mito da árvore do mundo. Quem agora é ele.. ‘Essas palavras (Quem nos restaurará à poderosa Aditi?) podem ser compreendidas como faladas por alguém em perigo de morte. o Deus. para muito longe de nós. altamente elogiada antes que qualquer reprovação tenha caído sobre ela. como liberdade ou segurança. de modo que eu possa ver meu Pai e minha Mãe. isso também o pensamento do meu próprio coração repete. 7. Varuṇa. que nos ajuda continuamente. e as constelações reaparecerão devidamente. Agni. Varuṇa e Outros (Griffith) 1. que reduzem a fúria selvagem do vento. A frase não é clara.15 Seus raios. como impecabilidade. Que eles afundem profundamente dentro de nós. Tira de nós até o pecado que cometemos. cuja base está no alto. de seu nome auspicioso vamos nos lembrar. 11. é na realidade o primeiro nome inventado para expressar o Infinito. ó tu Vasto Soberano. profundos e de grande alcance também sejam teus favores.17 e durante a noite a Lua se move em esplendor. 12. Se nós entendermos o pai e a mãe a quem o suplicante está ansioso para contemplar. por nossa parte nós viemos – 4. O professor Max Müller (Trans. fica aqui e não fiques zangado. of the Ṛgveda. 17 Varuṇa é o chefe dos senhores da ordem natural. Nunca aquelas aves que voam pelo ar atingiram teu domínio elevado ou teu poder ou espírito. de poder sagrado. a deusa da morte e corrupção. 97. 16 Nirṛti é a Decadência ou Destruição personificada. em tuas mãos. 3. Onde não havia caminho ele o fez colocar sua pegada. 230) diz que ‘Aditi. 8. Muir. A conexão parece ser: Não temam: as leis de Varuṇa são invioláveis. Pela tua proteção que nós possamos chegar ao auge da afluência. A ti. mantém erguido o tronco da Árvore na região desprovida de base. o primeiro entre os Imortais. Sāyaṇa explica Aditi no texto como Terra.. pode ser aludido. O rei Varuṇa fez um caminho espaçoso. seria ainda mais provável que Aditi devesse ser compreendida como significando a natureza’. Original Sanskrit Texts. 14 As riquezas que o distribuidor de riquezas. a fonte de vida. Que ele para quem Śunaḥśepa orou acorrentado. concedeu para nós. Para onde partem de dia as constelações que brilham à noite. nem os montes. A atividade dele se mostra preeminentemente no controle dos fenômenos mais regulares da natureza. 15 Vānasya stūpam no texto parece significar ‘o tronco da árvore’. como significando céu e terra. livre de todo ódio. teu adorador almeja isso com sua oblação. de cujo nome auspicioso nós podemos nos lembrar? Quem nos restaurará à poderosa Aditi. qual Deus entre os Imortais. De dia e de noite essa única coisa me dizem. Sāyaṇa a chama de pāpadevatā. Ele nos restaurará à poderosa Aditi. além do céu’. Cem bálsamos são teus.13 para que eu possa ver meu Pai e minha Mãe? 2. não tomes a nossa vida de nós. Tampouco as águas que fluem para sempre. um deus ou deusa antiga. a divindade do pecado. o espaço infinito além da terra. e afastou tudo o que aflige o espírito. Eu peço isso de ti com minha prece de adoração. a qual Bhaga distribuiu para nós. Sorte ou Fortuna. 10. Cosmology of the Ṛgveda. além das nuvens. o Senhor das coisas preciosas.14 6. mas o Infinito visível. ó Savitar. fluem para baixo. e a explicação de Sāyaṇa ‘a massa ou pilha de luz’ parece forçada e artificial. 13 . e fiquem ocultos. Varuṇa. um caminho para o Sol viajar nele. não o Infinito como o resultado de um longo processo de raciocínio abstrato.. Rei. mil. 5. o Soberano Varuṇa.. no alto no céu acima de nós? As leis sagradas de Varuṇa permanecem não enfraquecidas. que está colocada. I.

que me seguram. tu Rei de domínio extenso. Amarrado a três pilares Śunaḥśepa capturado fez sua súplica desse modo ao Āditya. nós tentamos evitar tua ira. ó Varuṇa.18 A ele que o Soberano Varuṇa liberte. 20 Que nós pertençamos a Aditi: Que nós sejamos devolvidos à liberdade e ao desfrute da natureza. e de baixo. do meio. 15. divino. Asura19 sábio. sábio. nunca enganado. desata os laços de cima.103 13. 18 19 . oblações. Asura: um ser incorpóreo. espiritual. Assim na tua santa lei que nós sejamos feitos impecáveis pertencer a Aditi. 14. sacrifícios. Índice ◄►Hino 25 (Griffith) ____________________ O Āditya é Varuṇa. Com reverências. desata as amarras que o prendem. solta as amarras dos pecados cometidos por nós. o Ahura avéstico. um dos filhos de Aditi.20 ó tu Āditya. Desamarra os laços. ó Varuṇa.

em conexão com a precedente. Nós acalmamos tua mente. aceitando os ritos (oferecidos a ele). residindo no oceano. Varga 19. 6. assim nós. por meio dos nossos louvores. Ele. Ele. através da tua indignação fatal. e que conhece aqueles que residem acima. 11. para a nossa felicidade. nem os iníquos (ousam desagradar). 7. conhece (também. e do excelente. produzido.104 Hino 25. nós traremos para cá Varuṇa. 13. ele tem aceitado esses meus louvores. 15. e que você. 18. adicionalmente. – ele. juntos. aquele que observa muitos? 1 Varga 17. e especialmente. Através dele o sábio contempla todas as maravilhas que foram. 12. Varga 18. todos os nossos dias. e aquele que é produzido complementarmente. Varuṇa veste seu (corpo) bem nutrido usando armadura dourada. 1 O contemplador de muitos. feitas. como aves pairam em volta de seus ninhos. ou subordinadamente. 10. Que conhece o que é upa. proclamar que a minha oferenda foi preparada. 3 Isso parece como se a pessoa de Varuṇa fosse representada por uma imagem. Compartilhem (Mitra e Varuṇa) da (oblação) comum. Ele que. Que aquele sábio filho de Aditi nos mantenha. desfiguramos diariamente teu culto por imperfeições. aceita a (oblação) apreciada. 16. 3 de onde os raios (refletidos) são espalhados em volta. Varuṇa. em ligação com o ano’. Varga 16. para nós. a quem inimigos não ousam ofender. sentou-se. Visto que todas as pessoas cometem erros. Eu tenho visto a ele cuja aparência é agradável para todos. divino Varuṇa. 17. entre a (divina) progênie.2 9. ou serão. como se o ofertante. A passagem é importante. como indicativa do uso simultâneo dos anos solares e lunares nesse período. nós não podemos duvidar da correção da conclusão do comentador. mas. ‘aquele décimo terceiro ou mês adicional que é produzido por si mesmo. A expressão é obscura. Ele. 2. no caminho correto. do ano hindu lunissolar é aludido. o guia (de homens). que conhece o caminho das aves que voam pelo ar. 3. através da ira de ti muito desagradado. Minhas tranquilas (meditações) voltam ao desejo de vida. para o nosso bem. Varuṇa. o fazedor de bons atos. que o décimo terceiro. nem os opressores da humanidade. eu tenho visto a carruagem dele sobre a terra. Não nos faças os objetos de morte. e prolongue nossas vidas. o aceitador de ritos sagrados. 2 . O mesmo pode ser dito da fraseologia usada no verso 18. Varuṇa (Wilson) (Sūkta II) O Hino é endereçado por Śunaḥśepa a Varuṇa. do gracioso. conhece os doze meses e suas produções. ‘que conhece os doze meses’. 5. para exercer domínio supremo (sobre eles). 1. 4. 14. seu corcel cansado.) o rumo dos navios. que é visto por muitos. a métrica é Gāyatrī. 8. eminente em força. ou intercalado. sendo propícios ao doador e celebrador desse rito religioso. e do método de ajustar um ao outro. Um (ser) divino. Vamos. como o gado volta aos pastos. Meus pensamentos sempre se voltam para ele. Quando. Que tem distribuído alimento ilimitado para a humanidade. como um cocheiro. o mês suplementar. que conhece o caminho do vasto. vento.

À tua ira violenta quando insatisfeito. Porque Mitra é inserido assim subitamente não está claro. brilhas sobre céu e terra. Índice ◄►Hino 26 (Wilson) ____________________ Hino 25. faça bons caminhos para nós todos os nossos dias: Que ele prolongue nossas vidas para nós. 3. Varuṇa. Varuṇa. 4 Aparentemente. fiel à santa lei. Não nos dês como vítimas para a morte. 5 . 9. Senhor do guerreiro poderoso. como nós somos homens. Quando nós traremos. Ele conhece os deuses que residem acima. o Herói. provavelmente o resto dos Ādityas. 5. Ele conhece o caminho do vento. mas a passagem é muito obscura. 12. Müller. e é provavelmente uma interpolação. elevado e poderoso. Liberta-nos das amarras superiores.105 19. os meus inimigos. Ele conhece os navios que se encontram nele. desamarra as centrais e as de baixo. 7 Isto é. Varuṇa. hoje. 20. ó Deus. muito sábio. ó Varuṇa. está vestido em um manto brilhante.6 8. e. Ouve. com hinos nós atamos teu coração. Dia após dia nós violamos. como o Cocheiro retém seu cavalo amarrado. felizes. eu tenho apelado a ti. Varuṇa (Griffith) 1. ele. os doze meses com os dias que são sua progênie. Soberano do oceano. para sermos destruídos por ti em ira. 13. usando armadura de ouro. Ele sabe o caminho das aves que voam pelo céu. O mais sábio. p. Tu. esperando por proteção. 4. Varuṇa. com (promessa de) prosperidade. ele contempla todas as coisas maravilhosas. 10. Veja M. A estrofe quebra a conexão entre as estrofes 5 e 7. Toda lei tua. 6 Varuṇa é Rei do ar e do oceano. Que aquele Āditya. 11. Ele. Mitra e Varuṇa. essa minha prece. Observando de lá. Como as aves do ar para seus ninhos. Para ganhar tua misericórdia. 7. Isto é. nem aqueles que tiranizam os homens. faze-nos. senta-se lá para governar a todos. Eles fogem4 de mim desanimados. o que tem acontecido. O Deus que os inimigos não ameaçam. e todo o mundo. Nem aqueles cujas mentes estão empenhadas no mal. A History of Ancient Sanskrit Literature. 2. o vento vasto. o perspicaz Varuṇa? 6. 21. Ouve e responde (às minhas preces). o último sendo frequentemente considerado idêntico ao primeiro. 8 Mensageiros ou anjos. empenhados apenas na obtenção de riqueza. senta-se entre o seu povo. 14. Seus espiões8 são encontrados sentados em volta. esta com alegria ambos5 aceitam em comum: eles nunca desapontam O adorador sempre fiel. Fiel à sua santa lei. para que nós possamos viver. 536. para ser apaziguado. E o que será feito futuramente. Esta. que és possuidor de sabedoria. ele conhece as doze luas com sua prole:7 Ele conhece a lua de nascimento posterior.

Varuṇa. Como vacas se movem para seus pastos. 18. meus pensamentos se movem em direção a ele. desata a amarra do meio. visível para o olho mental dos adoradores dele. Eu vi Varuṇa. não glória que é incompleta. e desamarra Os laços de baixo. 19. enquanto tu segues teu caminho. eu vi seu carro acima da terra:10 Ele aceitou essas minhas canções. ó Deus sábio. Ele que dá glória para a humanidade. 20. ouve este meu apelo: tem misericórdia de nós neste dia Ansiando por ajuda eu implorei a ti. Ansiando pelo Uno de visão ampla. Dando-a aos nossos próprios corpos. 21. Índice ◄►Hino 26 (Griffith) ____________________ 9 Ou mel (mádhu). Agora eu vi aquele a quem todos podem ver. Falemos juntos uma vez mais. 10 . Liberta-nos da amarra superior. para que eu possa viver. porque meu hidromel 9 é trazido: semelhante ao sacerdote Tu comes o que é apreciado por ti. 17. és o Senhor de tudo. 16. tu és o Rei da Terra e do Céu Ouve. a libação de suco Soma. Tu.106 15.

seja benevolente para nós. a qualquer outra divindade é. Senta-te. oferecido a ti. 7 Agni. 4 É dito que esse epíteto. seja benevolente. Que Varuṇa. Varuṇa. 9. Ó digno de oblação.4 aceita esse nosso sacrifício. Agni.2 5. possuidores de fogos sagrados. Índice ◄►Hino 27 (Wilson) ____________________ Hino 26. como um parente para um parente. sempre vigoroso Agni. que ele preside o crepúsculo. Senhor do sustento. 2 . e ouve esses teus louvores. 3 O Hotṛ nascido antes de nós. possuidores de fogos sagrados. Parente por parente. Como os brilhantes (sacerdotes). Tu. amados por ti. 5 Cobre-te com tua veste de chamas. em oblação repetida e abundante. 3. o sacerdote sacrificante. 1. como um pai amável para um filho. uma forma do sol mensal. como aplicável a Agni. Que o senhor dos homens. Aryaman. 6. daqui em diante. Senhor dos poderes prósperos. és. Tudo o que nós oferecemos. (envolvido) com radiância.6 através dos nossos hinos. o Prajāpati. mutuamente (as fontes de felicidade) para ambos. diz o comentador. Agni (Wilson) (Sūkta III) O suposto autor ou recitador é Śunaḥśepa. que os louvores da humanidade sejam. assume tuas vestimentas (de luz). que. como antes.3 fica satisfeito com esse nosso sacrifício. o escolhido. com fogos sagrados. 10. Agni. É dito. Manuṣah. assim nós. sempre a ser escolhido.107 Hino 26. torna-te nosso sacerdote ministrante. que fica no lugar do pai. oramos a ti. Porque aqui um Pai7 adora por seu filho. (para nós mesmos e para ti). filho da força. e amigo de seu adorador. e nos concede alimento (abundante). assume tuas vestes. se refere à força necessária para friccionar os bastões. e com nossa amizade. Varga 21. de modo a gerar fogo. Sacrificador precedente. Que se sentem aqui os destruidores de inimigos. Imortal Agni. sobre a nossa grama sagrada. que nós sejamos. 3. 6 Continuamente renovado para sacrifício. Mitra. (Propiciado) por melodias brilhantes. parente. seguramente. o mais jovem. e oferece esse nosso sacrifício. 2. Agni (Griffith) 1. 7. de Manus. através da nossa palavra divina. como nosso Sacerdote. de acordo com Sāyaṇa. como um amigo para um amigo. de fato. 2. o Hino é endereçado a Agni. também. 4. ou a partir do fogo doméstico ou por atrito repetido. 8. Como homens. com todos os teus fogos. a métrica é Gāyatrī. 1 Aryaman é um Āditya. 4. Ó Agni. têm se encarregado da nossa oblação.5 E oferece esse nosso sacrifício. é o mesmo que Manu. e esse nosso louvor. escolhido por nós. Mitra e Aryaman1 sentem-se sobre a nossa grama sagrada. Varga 20. Amigo excelente por seu amigo. como eles fizeram no sacrifício de Manus.

Com todos os Agnis (isto é. por exemplo. 1. 4. ó Agni. e então realiza esse culto para nós. agradável e. com 3. senhor de todo vigor. estimados por ele. E que haja entre nós louvores mútuos dos mortais. ó Filho da Força. nós oramos a ti. Que Varuṇa. sentem-se na nossa grama sacrifical como eles se sentaram na de Manu. compare. com tua roupa (de luz). Com todos os teus fogos. que nós sejamos estimados (por ele). o concessor de alegria. E.11. 3. 7. alegra-te nesse nosso rito e amizade: Ouve bem essas nossas canções. 8. encontra satisfação nesse nosso sacrifício. com tua palavra que vai para o céu. o filho. O pai. possuidores de um bom Agni (isto é. Senta-te. Hotṛ eleito. 5. com fogos brilhantes. ó Imortal. 9. Ó Mensageiro antigo. 8. aceita esse sacrifício e essa prece. adorados com fogos brilhantes.8: ‘Que nós obtenhamos todas as bênçãos de Agni por nossas preces’. Aryaman. ó Imortal. Índice ◄►Hino 27 (Griffith) ____________________ Hino 26. o amigo eleito para o amigo. Os Deuses. ADHYĀYA 2. está satisfeito com essa nossa amizade também. com todos os teus fogos). 8 . ó Agni. Que ele seja o nosso querido Senhor familiar. e nós nos consideramos possuidores de um bom Agni. (e dos imortais). VARGA 20–21. Índice ◄►Hino 27 (Oldenberg) ____________________ Manmabhiḥ pode significar possivelmente ‘com teus (sábios) pensamentos’. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Pois sempre que nós sacrificamos constantemente a esse ou àquele deus. como nosso Hotṛ desejável. HINO 26. o mortal cujo sacrifício ele realiza. quando possuidores de um bom Agni. o senhor do clã. E nesse nosso discurso. 6. Pois os deuses. 6. deus mais vigoroso. Aquele presente é oferecido em ti. AṢṬAKA I. Veste-te. em ti somente o alimento sacrifical é oferecido. 9 Agni é o pai. por sacrificar obtém (bênçãos) para o filho.108 5. nos têm concedido riqueza preciosa Assim. que os elogios dos homens mortais Pertençam a nós e a ti igualmente. de fato. ó jovem (filho) da força. ou ‘Que nós obtenhamos toda bem-aventurança através dos (sábios) pensamentos de Agni’. Mitra. triunfantes com riquezas. 2. Ó Hotṛ antigo. 7. 9 o companheiro para o companheiro. 10. ó Agni. e ouve essas preces. com fogos brilhantes. de bom fogo). ó (deus) sacrifical. 9. excelente Que nós sejamos. Tudo o que nós sacrificamos nesse procedimento perpétuo para Deus e Deus. Que ele seja estimado por nós. têm nos dado riqueza excelente. Sacerdote. 10. através dos nossos pensamentos (devotos)8.

veneração aos menores. tanto quanto somos capazes. Veneração aos grandes deuses. 1. que se move em todos os lugares velozmente. que o comentador explica: ‘ao feroz ou cruel Agni’. que é adorado por todos os homens. veneração aos novos. . como um cavalo (que espanta moscas) com sua cauda. 7 ‘Como um homem rico’ é o texto inteiro. de bandeira de fumaça. anuncia. veneração aos antigos!8 Nós adoramos (todos) os deuses. e derrame (bênçãos). que ele. O adorador oferece louvação agradável ao terrível (Agni). seja propício para nós. e métrica. 2 Ghāyatraṃ navyāṃsam. no meio. 7. Tu sempre derramas (recompensas) sobre o dador (de oblações). 13. 4. nos ouça. Agni. seja o concessor (de dádivas). com louvores. e do fim são as expressões vagas do texto: sua designação apropriada é derivada do comentário. 6 O texto em ‘a Rudra’ (Rudrāya). o filho da força. essa nossa oferenda. para os deuses.109 Hino 27. 3 No supremo. Que Agni.3 Varga 23. de perto ou de longe. deus. pois notória é a bravura dele.5 entra na oblação. Agni. com nossos hinos. o invocador e mensageiro dos deuses. Ninguém jamais será o vencedor desse teu adorador. o de raios brilhantes. o senhor dos homens. Obtém. 12. protege-nos sempre. O mortal a quem tu. krūrāyāgnaye. 8 É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. ilimitável. 5 Ele que é despertado (bodha) por louvor (jarā). (Eu continuarei) a me dirigir a ti. 3. que vais a todos os lugares. Agni. os detalhes são fornecidos pelo comentador. pelo conselho de Agni.4 és o distribuidor de riquezas. Que ele. Chitrabhānu. o alimento que se encontra no céu e no ar. através da batalha. como antes. para nós. Varga 22. no qual a métrica é Triṣṭubh. Tu. mostrando a composição mais recente desse Sūkta. 8. 9. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. como um príncipe7 (escuta aos bardos). a quem tu incitas a combater. 2 5. Que eu não omita o louvor das divindades mais antigas. exceto na última estrofe. 1 2. proteges em batalhas. esteja satisfeito com nosso rito. Jarābodha. e esses nossos mais novos hinos. dos homens que procuram nos prejudicar. e os Viśvedevas são abordados.6 Varga 24. O comentador sugere todo o restante da comparação. 6. como as ondas de um rio são divididas por ilhas interjacentes. (propiciado) pelos sacerdotes. mais novos versos Gāyatrī. 11. Índice ◄►Hino 28 (Wilson) ____________________ 1 A comparação é somente ‘nós louvamos a ti como um cavalo com uma cauda’. Que o vasto Agni. o senhor soberano dos sacrifícios. com cavalos. subjugador de inimigos. 10. aquele que tem brilho extraordinário ou variado. e nos concede a riqueza que está sobre a terra. e nos conceda alimento. resplandecente. sempre merecerá e receberá (alimento). (pois tu espalhas nossos inimigos). 4 Um denominativo comum de Agni. nos conduza. Que ele. para a conclusão do sacrifício que beneficia toda a humanidade.

ó Resplandecente. têm direito a oferendas diárias. Senhor de toda vida. 12. além disso. Que derrama suas dádivas como chuva. 13. prestar adoração a Deus: nenhuma oração melhor do que essa. semelhante a um corcel de cauda longa. ou o Berrador. ou deuses universais. Agni. se nós tivemos o poder. 55 e seguintes. 9. 4. adorados especialmente em funerais. são dez em número. aquele que notifica a eles. 10 Sindhu: o Indus. por causa do estalido ou rugido de suas chamas. Como algum Senhor rico de homens que ele. Tu distribuis dádivas. Índice ◄►Hino 28 (Griffith) ____________________ 9 Agni. por causa da sua impetuosidade. os poderosos e os menores.110 Hino 27. Vedische Studien. anuncia afavelmente essa nossa oblação para os Deuses. ó Deuses. provavelmente. não a Agni. Glória aos Deuses.13 a ele Adorável em toda casa. excelentemente brilhante. Que o Filho da Força. Uma parte da força que está no meio. 5. . grandioso. não são mais explicadas em nenhum lugar. que traz grande felicidade. Agni. 2. anjos. seja quem for. Que aquele que reside com toda a humanidade nos conduza com corcéis de guerra através da luta. é aqui um nome de Agni. 7. Os Viśvedevas. Com culto eu te glorificarei. sempre Protege-nos do homem pecaminoso. brilhante. mais velhos e mais novos. poder muito glorioso é dele. ou a palavra pode significar qualquer rio. Dá-nos uma parte da força mais elevada. É senhor de força infinita aquele homem a quem tu proteges na luta. esse elogio a Rudra. segundo as leis de Manu. é comparado a um cavalo. como nós diríamos.12 esse trabalho. ou isso pode ser interpretado como ‘o arauto dos Deuses’. seja nosso. Agni a bandeira dos Deuses. É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. Ou a palavra pode significar vermelho. reconheçam. E essa nossa mais nova canção de louvor. de perto. Que esse nosso Deus. Poderoso: Mais que isso.9 Senhor Supremo dos ritos sagrados. Ó Agni. e. ó Agni. 13 Rudra: o Rugidor. Agni (Griffith) 1.14 Refulgente. onduladas e movidas pelo vento. 15 Essas distinções de Deuses maiores e menores. assim como as ondas do Sindhu. ninguém pode vencer. 12 Jarābodha parece se referir ao Ṛṣi ou poeta do hino. e a expressão pode significar. de longe. tu que conheces louvor. 11 Os sacerdotes que cantam hinos de louvor em um sacrifício. A ele. Veja Pischel. como Sāyaṇa o explica. ou. e suas chamas longas. nos ouça por meio dos nossos louvores. 6. 10. próximo. ou Fogo. 10 tu Fluis rápido em direção ao adorador. ilimitado. de bandeira de fumaça. como uma tropa ou classe separada de Deuses. ou incitas para o combate. 8. p. glória aos Deuses. uma parte da força que está abaixo. 1. 14 Que como uma bandeira reúne os Deuses. são comparadas à cauda flutuante do cavalo. nos estimule para a força e pensamento santo. 3. os mais jovens e os mais velhos!15 Vamos. que anda longe. Ajuda. pelo conselho de Agni. 11. E com os cantores11 ganhe os despojos. com grande abundância.

19 A última parte desse verso oferece alguma dificuldade. ó deuses. Viśe-viśe pode possivelmente depender de yajñiyāya. do mortal que procura nos prejudicar. rico em esplendor. Ó Garābodha! Realiza essa (tarefa) para toda casa:17 uma bela canção de louvor para o venerável Rudra. a quem tu proteges em batalhas. nos incite a pensamentos virtuosos e à força. Que ele (o homem). venha a ser generoso para nós. nosso filho da força.16 vença a corrida com seus cavalos. 8. Tu fluis imediatamente na direção do doador generoso na onda do rio. o estandarte dos deuses. Deixa-nos partilhar de toda a recompensa que é a mais elevada e que é média (isto é. como o rico senhor de um clã. 7. ó Agni. de modo que nós teríamos que traduzir: ‘Administra essa tarefa: uma bela canção de louvor a Rudra que é venerável para toda casa’. 18 Rudra é aqui uma designação de Agni. tu que tens uma vida plena. 2. o rei do culto. Reverência aos grandes. 4. 16 17 . Que ele. um epíteto frequente de Agni. Com reverência eu cultuarei a ti que tens cauda longa como um cavalo. 6. Muir. se torne um ganhador. a quem tu ajudas nas competições. ajuda-nos com a riqueza que está mais próxima. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. reverência aos velhos! Vamos sacrificar aos deuses. ele dominará nutrimento constante.111 Hino 27. anunciar para os deuses essa nossa mais nova canção Gāyatra eficiente. aqui se refere ao herói mortal protegido por Agni. tu és o distribuidor. por conta dos nossos hinos. V. que eu não caia vítima da maldição de meu superior. O mortal. Que ele nos ouça. 5.18 11. Que ele. Agni de luz brilhante. 12 a lê desse modo: ‘Que. ó conquistador (Agni)! Sua força é gloriosa. com a ajuda de seus sacerdotes. procedendo em seu caminho amplo. 12. HINO 27. reverência aos menores! Reverência aos novos. que ele. o grandioso. como os versos seguintes mostram. muito próximo. Ó deuses. 13. conhecido entre todas as tribos. 9. 10. ninguém o alcançará.19 Índice ◄►Hino 31 (Oldenberg) ____________________ Viśvacarṣaṇi. VARGA 22–24. se nós pudermos. Desse modo protege-nos sempre. eu não negligencie o louvor dos maiores’. Agni. ó Agni. 3. Ó deus de esplendor brilhante. AṢṬAKA I ADHYĀYA 2. o auspicioso. seja de perto ou de longe. o de bandeira de fumaça. Quem quer que ele possa ser. 1. que reside no mundo mais alto e no intermediário). E que tu possas. o imensurável.

3. Se. uma grande árvore. e assim espremer o suco. Indra. o droṇakalaśa. geralmente. 4 como rédeas para conter (um cavalo). – ou o sacerdote ministrante. O pilão usado em triturar ou debulhar grãos é. o bastão é movido por uma corda passada em volta de seu cabo e em volta de um poste plantado no solo. são as divindades que presidem o almofariz e o pilão. em algum recipiente. 6 Vanaspati. um som forte. etc. – tão (largos quanto os) quadris (de uma mulher). Vocês dois senhores da floresta.5 tu estás presente em toda casa. (no rito) no qual a dona de casa repete saída e entrada na (câmara sacrifical). como o tambor de uma tropa vitoriosa. ou antes. no verso 8. Veja o hino 13. é filtrado por um coador feito de pelo de cabra. e coloca o resíduo sobre a pele de vaca. diz o comentador. De acordo com o Sr. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. e a nona é de uma distribuição mista. – são empregados. As extremidades da corda sendo puxadas para trás e para frente. com libações adequadas. Indra. ou sobras. as instruções se referem ao resíduo. os nossos sucos doces (Soma). ao almofariz doméstico. de som alto. conforme a pedra de base larga1 é erguida para espremer o suco Soma. nesse verso. a métrica das seis primeiras estrofes é Anuṣṭubh. em lugar de almofariz e pilão.112 Hino 28. geralmente. mas. não os próprios utensílios. pelas mãos do batedor. As primeiras quatro estrofes são endereçadas a Indra. Traze os restos do suco Soma nos pratos. tendo-o trazido. Utensílios de sacrifício. é aquele que é usado para esmagar as plantas Soma. 4 Em batedura. na Índia. para receber e despejar o suco Soma. ou para a pele (charma) na qual ela é derramada. prepara o suco Soma. depois de expressão. no comentário da Yajur Veda Saṃhitā. para o Adhiṣavaṇa (ou a libação derramada). e assim produzem a separação de suas partes componentes. – através das quais o suco cai sobre um lençol. 1. servindo como um tipo de filtro. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. lançá-no na Pavitra. 7. Aqui. de madeira pesada. 4. Indra. Stevenson. sobre uma carroça – e. ó Amofariz. Gāyatrī. feito da pele da vaca. Varga 25. um recipiente pesado de madeira. Senhor da floresta. 5 O almofariz é. 9. por metonímia. das três últimas. depois que a libação foi oferecida. ó Almofariz. que é explicada. ‘movendo para cima e para baixo’. Não está muito claro o que ele deve fazer. colocado. ou em um saco de couro. Indra. em lugar de almofariz. as duas seguintes.6 como o vento sopra gentilmente diante de ti. para Indra. no entanto. – o comentador diz. ou para Hariśchandra. como um eixo. significar duas ou três folhas de erva Kuśa. dão ao bastão um movimento rotatório em meio ao leite. aqui. espalha-o sobre as folhas da erva Kuśa. concessores de alimento. a Hariśchandra. nota 11. 6. como ‘entrando e saindo do salão’ (śālā). (no rito) no qual os dois pratos2 para conter o suco. de fato. dois pratos rasos ou páteras. 7 Esse verso é endereçado. e é recebido em um tipo de jarro. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. (um Prajāpati). apachyava e upachyava. 3 reconhece e compartilha das efusões do almofariz. mais propriamente. . Aparentemente. Quando eles amarram a vara de bater (com uma corda). talvez. o suco Soma. ele deve colocar o que sobra. divirtam-se. tal sendo o termo usado no texto. 2 Ādhiṣavaṇyā. 3 O comentador explica os termos do texto. ou certo deus assim chamado: nenhum nome se encontra no texto. (Wilson) (Sūkta V) Śunaḥśepa é o Ṛṣi. se não efetivamente. talvez. – tipicamente. para o suco Soma. para a bebida de Indra. 8. mas. como os cavalos de Indra triturando aos grãos. 2. e. devesse ser. com referência ao pilão. que são abordados. Indra. ao almofariz e pilão. desse modo. 5. emite (nesse rito). De acordo com Sāyaṇa. as duas seguintes. preparem.7 Índice ◄►Hino 29 (Wilson) 1 A pedra. de forma agradável. encontrado na casa de todo agricultor. Varga 26. o pilão de pedra. contido nas páteras ou pratos.

(Griffith) 1. Onde. Lá onde a mulher observa e inclina o constante subir e descer do pilão. com prensas rápidas espremam hoje o Suco Soma doce para a bebida de Indra. Lá onde a pedra de base larga erguida no alto para espremer os sucos. 4. alto como o tambor dos conquistadores. Ó Indra. Como dois cavalos baios mastigando ervas. para Indra espreme o suco Soma para que ele possa beber. Onde. 6. tu és colocado para trabalhar. um sendo usado como um recipiente e o outro como uma tampa. ó Utensílios Sacrificais. Ó Indra.113 ____________________ Hino 28. Índice ◄►Hino 29 (Griffith) ____________________ 8 Dois pratos rasos. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Ó Indra. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. 9 .9 vocês esticam mandíbulas largas. E na pele de boi coloca os resíduos. Aqui emite teu som mais claro. 9. para reter o suco os pratos8 da prensa são colocados. Pega em canecas o que resta: derrama o Soma no filtro. eles amarram o bastão de bater com cordas. como quadris largos. como com rédeas para guiar um cavalo. Provavelmente isso se refere aos dois pratos mencionados acima. 7. Almofariz. Ó Indra. 5. como o vento sopra suave na tua frente. 3. ó Almofariz. ambos velozes. Se de fato em cada casa. etc. 8. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Quando o prato superior é erguido para receber o suco dos talos de Soma a abertura entre os dois é como a boca de um cavalo quando ele mastiga grama suculenta. Ó Soberano da Floresta. Melhores dos concessores de força. 2. Vocês Soberanos da Floresta. Indra.

que os espíritos hostis durmam.114 Hino 29. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. e aqueles. louvando com esse discurso. embora nós sejamos indignos. Herói. ó mais rico. com rumo tortuoso.3 Indra. 3. 6. grandes feitos são teus. Indra. Varga 27. Olhando uma para a outra. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. destrói esse asno. tendo um nariz ou mandíbula inferior ou queixo. que Śunaḥśepa foi instruído pelos Viśvedevas a recorrer a Indra. 1 2 . que te louva com tal discurso dissonante. e o comentador as chama – sob qual autoridade não é declarado – de duas mensageiras fêmeas de Yama. Aquieta adormecido. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. cujas mandíbulas são fortes. Veraz bebedor do suco Soma. o poderoso. 7.4 e. Ó bebedor de Soma. Ó Indra. 4. desça longe na floresta. 2. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Ó Senhor da Força. 4. 5. sempre verdadeiro. de riqueza ilimitada. Paṅkti. O comentador acrescenta: ‘Portanto ele é chamado de asno. 2. que é da natureza de insulto. mata cada um que nos causa dano. Que aqueles que são nossos inimigos durmam. não sendo despertadas’. Śiprin. literalmente. tendo um belo nariz ou queixo proeminente. Indra. Índice ◄►Hino 30 (Wilson) ____________________ Hino 29. Destrói cada um que nos insulta. ó mais rico. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Śunaḥśepa 1 continua a ser o recitador. Faze adormecer (as duas mensageiras fêmeas de Yama). (nosso adversário). embora nós estejamos totalmente desesperançados. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Indra. que são nossos amigos. Indra. dura para sempre. belo2 e poderoso senhor do alimento. para não acordar mais. 3 O texto é muito elíptico e obscuro. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. fiquem despertos. ó herói. e todo gênio gentil desperte. Indra. Indra (Griffith) 1. a métrica. de riqueza ilimitada. que elas durmam. o deus é Indra. ó mais rico. literalmente: ‘Ponha para dormir as duas que se observam mutuamente. pois zurra ou profere sons insuportáveis de ouvir’. 3. Que a brisa (adversa). de riqueza ilimitada. o par que olha uma para a outra. É dito. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Que duas fêmeas são indicadas é deduzível de os epítetos estarem no número dual e gênero feminino. Tua benevolência. de riqueza ilimitada. nunca despertando. Ele é. de riqueza ilimitada. de riqueza ilimitada. 4 Nuvantaṃ pāpayāmuyā. que elas durmam. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. isto é. 1. Ó Indra. no Brāhmaṇa. Indra. de riqueza ilimitada. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Portanto. Ó Indra. Indra.

dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. ‘que o vento caia na floresta com a kuṇḍṛṇācī’. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. que eu interpretei de acordo com Sāyaṇa. e destrói aquele que nos prejudica em segredo. A palavra kuṇḍṛṇācī. ó Indra. significa em outro lugar certa espécie de animal. Muito distante na floresta caia a tempestade em uma rota circular!5 Ó Indra. que zurra para ti em tons dissonantes. Ó Indra. um lagarto segundo Sāyaṇa. Mata cada difamador. 7. ó mais rico. 5 . dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Ó Indra. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. 5. Destrói esse asno. 6. ó mais rico.115 Ó Indra. ó mais rico. o que quer que isso seja. ó mais rico. e não se aproxime de nós. Essa passagem pode talvez significar. Índice ◄►Hino 30 (Griffith) ____________________ Que o ciclone ou tempestade gaste sua fúria na floresta.

Que assim seja. Ergue-te.116 Hino 30. como as rotações das rodas de um carro giram em torno do eixo. ó amigo. 9. Herói. como amigos.berkeley. 6. como (eles giram) o eixo das rodas (de um carro). tendo um nariz ou uma mandíbula. e] 1 no verso dezesseis. Bebedor do suco Soma. de fato. (bênçãos) aos teus adoradores. Em toda ocasião. – um nome de Indra. e acrescenta samūhah. Vamos. 3 O resoluto. nós chamamos. uma variedade de Gāyatrī. venha (para o rito). senhor da afluência. como um poço (é enchido com água). 10. como o eixo (gira) com os movimentos da carroça. que és preferido e chamado por todos. satisfazer esse seu Indra. disponível em linguistics. que ele. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Hino é atribuído a Śuna ḥśepa. second edition. Śatakratu. Varga 29. a quem meu pai invocava antigamente.] 2 A expressão no texto é śipriṇīnāṃ. ou firme. genitivo plural do feminino śipriṇī. a Uṣas. Que ele que é (o recebedor) de cem (libações) puras. que teus adoradores desejam. que estamos desejosos de alimento. 11. apresentado por si mesmo. Desse modo. e com alimento (abundante). uma multidão. aos Aśvins. dezesseis são endereçadas a Indra. a esperança de que bênçãos provenham da adoração.4 15. por tua graça. 13.edu/people/person_detail. provavelmente. Ó Dhṛṣṇu.3 que algum deus tal como tu és. com numerosas dádivas. sendo acumuladas para a satisfação do poderoso Indra. – a ti. em toda batalha. 4 O verso inteiro é muito elíptico e obscuro. tu concedes a eles. quando solicidado. e de mil destiladas. que tu farás. Todas as quais (as libações). nós. que prosperidade genuína seja (a recompensa daquele) que te oferece louvação. O comentador preenche com gavām. Indra. Tu te aproximas dela. Indra. 2. e é inteligível somente por causa das adições abundantes do comentador. ou rebanho. Tal riqueza. como água. no oceano. manejador do raio. para a nossa defesa nesse conflito. ou dinâmico. 8. como o eixo no qual elas revolvem. o mais poderoso Indra.5 1 [De acordo com Griffith e Gary Holland. por essa razão. Nós imploramos a ti. para a nossa defesa. (concede a) nós. consultado em 06/2013. 14. Śatakratu. como nosso amigo. estão contidas na barriga dele. bebedor do suco Soma. de vacas. de seu antigo lugar de residência.php?person=18. conceda prontamente. ou a alvorada personificada. Varga 30. tudo o que nós desejamos. das vinte e duas estrofes que o compõem. Indra. teus amigos. com as quais nós possamos ser felizes. O significado pretendido é. 1. 4. A métrica é Gāyatrī. Nós conversaremos por outras questões. 7. como água. no qual ela é Pādanicṛt. que é poderoso e de cem sacrifícios. . Varga 28. venha até nós. aceitante de louvor. e que vacas robustas e ricas em leite sejam nossas. e bebedores do suco Soma. no qual ela é Triṣṭubh. (abundância de vacas) com mandíbulas proeminentes. com gotas (de suco Soma). manejador do raio.2 12. nosso amigo. e três. Veja Rig Veda: A Metrically Restored Text with an Introduction and Notes. pois. 3. Se ele ouvir nossa súplica. Essa libação é (preparada) para ti. tu aceitas nossa prece. como um pombo de sua (companheira) prenhe. (para ser favorável) para teus adoradores. regozijante junto conosco. 5. para (lugares) baixos. três. o protetor das residências. que nós tenhamos (alimento abundante). Eu invoco o homem (Indra). que visita muitos adoradores. exceto [no verso 11.

atrelada por ambos igualmente. deve ser confessado que. 10 Śatakratu. como o mar. 8 A alvorada. venham para cá. satisfeito. buscando força. 6. Aśvins. 19. porque. 196 da versão em português]. – Viṣṇu Purāṇa. pelos atos’. ‘É como o eixo. de fato. último parágrafo]. na maior parte. 16. (que sua residência) seja repleta de gado e de ouro. Vocês têm uma roda no topo da sólida (montanha). ou sua divindade. Se ele nos ouvir que ele venha com ajuda de mil tipos. não há nada em comum entre os dois. Ele.10 2. como um presente. como um pombo se dirige à sua companheira: Tu aprecias também essa nossa oração.6 17. nós não conhecemos (teus limites). aproxima-te.117 Varga 31. o estimulante suco Soma. tu afetas? 21. 12 Essa libação de Soma é para ti somente.7 20. 5 . 3. elogiado em hinos. isto é. 5. enchamos completamente com gotas de Soma seu Indra como um poço. Senhor de Cem Poderes. o passa de novo para os Aśvins. Uṣas. contudo. No Viṣṇu Purāṇa [pág. 4. uma carruagem dourada foi dada a ele. 7. e. Difusiva. e perpetua nossa riqueza. Nós. Śunaḥśepa. e o amanhecer é Vyuṣta. ou distantes. relincham e bufam: ele. e mil das misturadas com leite Fluírem. Várias passagens parecem indicar que Uṣā ou Uṣas é o período imediatamente anterior à aurora. até ele. O mais generoso. Dasras. enquanto a outra gira no céu. 7 Não há explicação desse mito. pouca conexão com a lenda narrada no Rāmāyaṇa e outras autoridades. Indra (Griffith) 1. em cada batalha nós chamamos como amigo para nos socorrer Indra. o mais poderoso de todos. Senhor dos Cem Poderes. com seus corcéis que mastigam. Rosen traduz o nome como Aurora. 11 Isto é. Indra sempre ganhou riquezas (de seus inimigos).11 ele deu espaço dessa maneira Dentro de sua barriga. no comentário. é chamada de noite. de muitas cores. exceto com relação ao tempo. com provisões carregadas em muitos corcéis. Dasras. eles estejam perto. 198. poderosa. Senhor das Bênçãos. nos hinos atribuídos a ele. o generoso. 13 O hino é uma oração por ajuda em uma batalha vindoura.9 Índice ◄►Hino 31 (Wilson) ____________________ Hino 30. Ele pode estar conectado com a noção purânica da única roda da carruagem do sol. 22. mas parece preferível manter a denominação original. uma palavra de derivação similar como Uṣas. 6 Conforme o Brāhmaṇa. O comentador define ‘os atos’ como os movimentos do carro ou vagão. há. imortal? A quem. Uṣā. pelo ar. 18. o abundante em atos. Isso é teu.8 que és satisfeita por louvor. Filha do céu. com essas iguarias. Essa repetição da comparação é mais obscura do que na estrofe anterior. é imperecível: ela viaja. nos deu. Por Indra. a alegria arrebatadora. que poder e alegria Sejam daquele que canta o louvor a ti. brilhante (Uṣas). – akṣaṃ na śacībhiḥ.12 Tu te aproximas. 8. Em cada necessidade. qual mortal desfruta de ti. levanta para nos prestar auxílio nessa luta13 Em outras também vamos concordar. sua carruagem. Ó Herói. Que deixa cem das doses puras. Quando para o forte. filha do céu personificado. [pág. assim como para baixo para um lugar profundo. 9 Aqui nós nos despedimos de Śunaḥśepa. uma carruagem dourada. Aśvins.

nós nos regozijemos. que manejas o trovão. Aśvins. implícita. tu Amigo dos cantores. Porque nós temos a ti em nossos pensamentos estejas perto ou longe.14 A ti a quem meu pai invocava antigamente. é a filha do Céu personificado. Um carro de ouro ele cujas obras são maravilhosas recebeu de nós. ricos em alimentos. no caso vocativo. a partir de uma possível forma de śipriṇī. Com cavalos que mastigam. concordando com viśām. 10. Deus bondoso para aqueles que cantam teu louvor. relincham. parece ser a mais simples e a melhor. com as quais. Eu chamo a ele poderoso para resistir. Venham. Śatakratu. O significado de śipriṇīnāṃ no texto é muito incerto. 16 As linhas dessa e da estrofe seguinte referentes ao eixo e à carruagem ou carro são um pouco obscuras. ó Aśvins. ó Alvorada imortal. U ṣas. armado com o trovão. E manda riquezas para nós. ó amigo. Qual mortal.15 e dos nossos amigos bebedores de Soma. e têm sido interpretadas de modo variado. com força permanente ricos em cavalos e em vacas E ouro. o qual é a parte mais firme e mais forte do carro. 14. O carro dos Aśvins permanece na cabeça dele ou na frente dele. Mas o significado não é muito claro. bebedor de Soma. pretende demonstrar a grande força de Indra. Roth considera que a leitura é defeituosa. 16. 20 Nós somos lembrados do antigo mito grego de Aurora e Titono (Eos e Tithonus). ou incitas.118 E tudo o que fortalece. 9. vocês de atos poderosos. rogado. ó muito invocado. 15 . Ludwig sugere ‘protegido com capacete’. e os Aśvins o precedem em seu percurso em volta do céu. ou Manhã. 22. Com Indra que deleites esplêndidos sejam nossos. Corajoso. ó radiante. ou Dyu. concordando com bebedor de Soma. Wilson segue Sāyaṇa [veja o verso correspondente acima]. age Para ajudar a realização de cada anseio como nós desejamos. Viaja. o eixo. A explicação de Ludwig. Benfey considera que a palavra significa mulheres bonitas. tu moves. Que seja assim. rico em todas as dádivas preciosas. com esses teus fortalecedores. 20. Sua carruagem atrelada por ambos igualmente. e nós vamos também recebê-lo. 12. amigo das nossas damas de traços adoráveis. Alvorada. No alto da testa do Touro19 uma roda da carruagem vocês sempre mantêm. 11. De modo que. desfruta de ti? Onde tu amas? A quem. Nós oramos a ti. e resfólegam alto Indra sempre ganhou grandes tesouros.18 19. Dyaus. De cor vermelha e semelhante a uma égua mosqueada. O carro de ouro pedido é riqueza abundante. o Herói da nossa casa antiga. Como tu. ó filha do Céu. amigo.16 15. no oceano. ó vocês de atos maravilhosos. o eixo do carro. desse modo. 17 O hino de fato termina com a estrofe anterior. 13. 18 O oceano de ar. Ó bebedor de Soma. tu agracias e contentas teus louvadores. Vem para cá. O carro de ouro dado a Indra é o hino.17 17. de homens. Moves o eixo com tua força. e sugere śipriṇīvan. Índice ◄►Hino 31 (Griffith) ____________________ 14 O Deus tutelar da nossa família. por assim dizer. por assim dizer. tu vais?20 21. A outra gira em volta do céu. 18. a qual eu sigo. imortais. A expressão moves. ao nosso chamado. ricos em todas as coisas que fortalecem. exercida por causa das preces dos adoradores. 19 Aparentemente o Sol.

torna-te manifesto para o adorador. em aprovação desse culto. destróis. 7. no combate. Tu. 2. Tu. Tu. por causa de riqueza. mas a frase é apenas: ‘fazendo mais bem a ele que fez bem’. Que nós melhoremos o ato por uma nova prole (dada por ti). tu guias o homem que segue caminhos impróprios para atos que são adequados para corrigi-lo. tu foste o amigo auspicioso das divindades. Agni (Wilson) (Anuvāka 7. Sūkta I) O Hino é endereçado a Agni. 6. para o uso do homem.5 fazendo homenagem a ti. o filho de Soma. Agni. 3. Agni. 310-311 da versão em português]). ou. Tu. por ambos os nascimentos. 6 O fogo é usado primeiro para acender o fogo Āhavanīya. o aumentador da prosperidade (do teu adorador): tu deves ser convocado. nada mais do que os carvões ou brasas do fogo sacrifical. Agni. para o oeste (do altar). então. céu e terra. foste o primeiro Aṅgiras Ṛṣi:1 uma divindade. o filho de Budha. Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland.] 4 É dito que Agni explicou para Manu que o céu devia ser alcançado por meio de atos virtuosos. [“De acordo com Sāya ṇa. o resto.2 para o benefício de todo o mundo. excelentemente sábio. 8. e. enquanto na segunda passagem um terceiro sentido de ‘nascido do céu e da terra’. 5 A ação de Purūravas. ele interpreta ou ‘nascido a partir de dois pedaços de madeira’. que é desejoso (de criaturas) de ambos os tipos de nascimento. ou ‘por fricção e o subsequente rito de consagração’. de acordo com o comentador. o provedor de sustento. tu concedes ao sábio. no rito para o qual o sacerdote foi designado. o primeiro e principal Aṅgiras. torna ilustre o realizador do rito. Varga 33. A expressão é. quando a concha é erguida. de acordo com o Brāhmaṇa. para todos os homens. primeiro.140. como contados nos Purāṇas. [págs. o criador de dois. 2. aludindo aos diferentes fogos de um sacrifício. O comentador diz. que. por nós. ornas a adoração dos deuses. por alimento diário. na melhor imortalidade. eles sendo. isto é. o Gārhapatya. eles te levam. Não há explicação da origem atribuída. Agni. nesse verso. (Viṣṇu Purāṇa. na geração de fogo por atrito. 1. – J. 4. os que discernem tudo. e. Quando tu és libertado por atrito de teus pais. de acordo com o comentador.7 felicidade e sustento. Tu. aos Maruts. Tu sustentas. inteligente. décima sexta e décima oitava estrofes estão na métrica Triṣṭubh. dos dois bastões. os sábios. para o leste. então. tu.S. em Jagatī. Agni. e 1. Agni. anunciaste o céu para Manu. o filho de Aṅgiras. ou de duas mães. adoraste os veneráveis (deuses). no primeiro lugar. Varga 32. 7 O significado não está muito claro. ele foi o primeiro. podem ser aludidos aqui. múltiplo.149. Agni. na luta de heróis (agradável para eles) como riqueza amplamente espalhada. então. Preservem-nos. que és louvado. para a obtenção de bípedes e quadrúpedes. 4. N. ou ansioso.6 5. (que te adora). Tu suportaste o fardo. Céu e terra tremem (pelo teu poder). isto é. 375. os poderosos. primeiro concedes luz. o Ṛṣi é Hiraṇyastūpa. que. junto com os deuses. o filho de duas mães. 1 . aquele mortal. Em teu rito. preeminente sobre o vento. Muir.4 tu mais do que recompensaste Purūravas. – tu. significa ‘de muitos tipos’. De acordo com Sāyaṇa. pág. Agni.119 Hino 31. os Maruts de armas brilhantes foram gerados. 3 Dvimātā. és o derramador (de desejos). – sapiente. Compare dvijanmā em 1. que está muito desejoso. Vasu. 2 (1869). Àquele que compreende totalmente a invocação e faz a oblação. A oitava. é adicionado”. e seu emprego na forma de três fogos sacrificais. por meio dos fracos. como sendo o progenitor de todos os Aṅgirasas.3 e repousando de várias maneiras. céu e terra. 2 Vibhu.

que és o defensor de atos pios. imune à injúria. Agni. Sê favorável ao oferecedor da oblação. o general vivo do mortal Nahuṣa. 12.14 Traze para cá os personagens divinos.9 eles fizeram de Iḷā10 a instrutora de Manus. [livro 4. com tuas bênçãos. caps. leva-nos à opulência. tu és o realizador (do objetivo dos ritos). e oferece a eles (sacrifício) agradável. – que estás próximo. Agni. Agni. como armadura bem costurada. os corpos (dos nossos filhos). até que a perplexidade foi removida por Agni determinar o sul. perdoa-nos essa nossa negligência. [Essa história de Nahuṣa se encontra em dois lugares no Mahābhārata: no Udyoga. que foi elevado ao céu. tu és chamado de o protetor bem intencionado do adorador. para a (segurança do rito) ininterrupto. com elas. que és digno de ser louvado. 13 É dito que isso alude a uma lenda na qual os deuses. assegurando alimento (abundante). 11-17. e. Tu. em tua mente. de acordo com nosso conhecimento. – Viṣṇu Purāṇa. que somos opulentos. Aṅgiras e Yayāti fizeram antigamente. estavam perdidos para determinar os pontos cardeais. um deus vigilante entre os deuses. 12 Que ilumina os quatro pontos cardeais. prospera através dessa nossa oração. como um Indra. Agni. 17. Os deuses antigamente fizeram de ti.11 que é sempre assíduo em tua adoração. desejas (que o adorador possa adquirir) aquela riqueza excelente que é necessária para o sacerdote recomendado por muitos. – como o protetor do adorador. para o salão de sacrifício. Tu és o defensor do gado. ou antigos reis. como Manus. Agni. O homem que mantém iguarias seletas em sua residência. que sempre precisa de proteção. a prece do teu adorador. quando o filho do meu pai nasceu. senta-os sobre a grama sagrada. Agni. filha do Manu Vaivasvata. 99-100. e é o retrato do céu. 13. 16. desperta-nos. 14.120 9. e acompanhado por bons homens. centenas e milhares de tesouros pertencem a ti. caps. e no Anusasana. porque ele fala de seu neto. 1]. 11 Nós devemos concluir que esse hino foi composto pelo autor em sua velhice. Tu. se dirigiam para diferentes lugares onde sacrifícios eram celebrados. 10. para o filho do meu filho. Varga 34. instruis o discípulo. és favorável a nós. tu te fazes visível para os mortais. também. 11. e dota-nos de compreensão correta. pretendendo oferecer um sacrifício. Agni. realiza o sacrifício de vida. Portanto. que te moves (para receber oblações). protege a nós. Agni de quatro olhos. que és onisciente. esse caminho no qual nós temos nos perdido. regala (seus convidados). tu és nosso protetor. Nahuṣa era o filho de Āyus. tu aprecias. Tu deves ser procurado.12 resplandeces. auspicioso Agni. tu defendes por todos os lados o homem que dá presentes (para os sacerdotes). pois tu. tu és o dador de vida para nós: nós somos teus parentes. a qual nós fazemos de acordo com nossa habilidade. e (defines) os pontos do horizonte.13 15. Irrepreensível Agni. Agni. 18. e. Frequentes passagens nos Vedas atribuem a Iḷā a primeira instituição de regras de realização de sacrifícios. concedes todas as riquezas. vai. como o protetor e encorajador daqueles que oferecem oblações adequadas. o inofensivo. Tu. que oferece a oblação a ti.8 e concedendo a nós (progênie) incorporada. (residindo) na proximidade de (teus) pais. 9 .] 10 Iḷā. Varga 35. Índice ◄►Hino 32 (Wilson) ____________________ 8 É dito que aqui os pais são céu e terra. em tua presença. cap. 14 De modo semelhante como antigos patriarcas. até que foi derrubado de lá por sua arrogância. Puro Agni. filho de Purūravas. o benevolente. Tu.

para o piedoso Purūravas. produzido e separado dos bastões de fogo. com todos os deuses. Ó Agni. tu salvas na assembleia25 quando procurado até aquele. rico em bons heróis. Vasu!20 tremeram na escolha do sacerdote: a carga tu carregaste. 5. torna famoso o nosso cantor para que ele possa ganhar para nós grande quantidade de riquezas. Segundo a tua ordenança sagrada os Maruts. ó infalível! Os Aṅgirases são a família sacerdotal mais importante mencionada nos Vedas. o Deus do Vento. tu iluminaste primeiro nosso povo. Agni. matas na guerra muitos pelas mãos de poucos. 27 O Sūri. sínodo ou assembleia sacrifical.60. eram a princípio personificações de fenômenos naturais. Formador de corpos. É dito que ele é o pai de Yama. Para Mātariśvan18 tu. tu adoraste Deuses poderosos.28 a Providência do cantor: todas as coisas boas tu tens semeado para ele. mandou o trovão o precursor da chuva. Tu. para o oeste. Ó Agni irrepreensível deitado no colo de teus Pais. É dito que ele instituiu os três fogos sacrificais. Agni tu fizeste o céu trovejar para a humanidade. nos protejam. que Agni realiza. e os deuses são chamados de filhos dele. tu. parece ter sido considerado como um refúgio inviolável. 3. Agni. em volta. o homem nobre ou eminente que institui e paga as despesas do sacrifício. um Deus entre os Deuses. foste o primeiro Aṅgiras. 15 16 . 24 A exclamação Vaṣaṭ: que ele (Agni) a leve (para os Deuses). a ser invocado por aquele que ergue a concha. Agni. ainda mais piedoso. 25 O vidhāta.121 Hino 31. 19 ‘O brilhante’. e para Vivasvān19 através do teu poder nobre interior. tu elevas o homem mortal à maior imortalidade. Tu mesmo que ansiando por ambas as raças26 dás-lhes grande bem-aventurança. Agni. guardião de elevados decretos. Agni. és um Touro23 que faz a nossa provisão aumentar. Tu. 17 A santa lei dos deuses: sacrifício para os Deuses. tu és nossa Providência. Agni (Griffith) 1. e identificado por Sāyaṇa com Vāyu. nosso Pai: nós somos teus irmãos e Tu és nossa fonte de vida. usada no momento de derramar o óleo sacrifical ou manteiga clarificada no fogo. para recompensá-lo. a personificação de todas as manifestações da luz. 9. repousando em muitos lugares. tu foste. Conhecendo bem a oblação com a palavra que santifica.22 eles te levam primeiro para o leste. está atento para o nosso bem. cumpres como um Sábio a santa lei dos Deuses. Por glória.1 como levando o oculto Agni para Bh ṛgu.21 Quando tu és rapidamente libertado de teus pais. tu mesmo um Deus. ó Previdente! que anda em maus caminhos. As lanças dos Maruts ou Deuses da Tempestade são os lampejos de relâmpago. 22 Isto é. dia a dia. Que nós melhoremos o rito com nova execução.16 nasceram. Auspicioso! 10. oito em número. 23 Isto é. se encontram cem. altamente elogiado. sábios. 26 Deuses e homens. 2. tu. sábio. foste revelado primeiro. Ó Agni. 8. e. 4. Agni. ele parece ser o Deus da luz do dia e do sol da manhã. 18 Mātariśvan: o nome de um ser divino descrito em 1.17 Surgido de duas mães. Em ti. 21 Purūravas: filho de Budha. Tu. depois.24 unindo todos os que vivem. 28 Concessor de filhos. mil tesouros.15 um Vidente. ativos através da sabedoria. quando os heróis lutam por despojos nos quais os homens se lançam. Ó Terra e Céu. Céu e Terra. espalhado por toda a existência. extremamente forte. Agni. o melhor e mais antigo Aṅgiras. 6. e ao príncipe27 concedes alimento abundante. com suas lanças brilhantes. o amigo auspicioso dos Deuses. 20 Vasu (bom): usado frequentemente como um nome ou epíteto de Agni. por causa do homem vivo. 7. Os Vasus como uma classe de deuses.

32 é o modelo do céu. Agni. Agni. desse modo Aṅgiras! puro Agni! vem para o nosso salão. repousando em todos os lugares para (o uso do) vivo. Deus. VARGA 32–35. é o filho ou descendente de Aṅgiras. tu és um guardião cuidadoso para o homem piedoso. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.33 Aṅgiras. Tu. um sábio. poderoso para o mundo inteiro. Tu és guardião da nossa semente. sensato. Com coração afeiçoado tu aceitas até a oração do homem pobre. para Yayāti. cuidando até dos fracos. o nṛyajña. O significado do verso é que Agni foi nomeado sacerdote. 2. protegendo incessantemente em teu caminho santo. Índice ◄►Hino 32 (Griffith) ____________________ Hino 31. para os simples tu ensinas conhecimento. Segundo a tua lei os sábios. Senhor da casa de Nahuṣa. de Manu. Leva-nos. nasceram. dota-nos com tua graça que concede força. amplamente desviado. 17. ó Agni. 31 Esse Filho é o próprio Agni. nós rogamos. HINO 31. como um dos primeiros introdutores do fogo sacrifical e dos ritos de culto. Agni obtiveste para o sacerdote que louva alto a maior riqueza. portanto. 32 Provavelmente. sê fortalecido. de quatro olhos! para aquele que está desarmado. e oferece o que eles querem. para o céu. mostra bondade em sua casa. Agni. Tu és chamado de Pai. ó Agni. à riquezas crescentes. alguém que oferece um sacrifício que transporta o sacrificador imediatamente. o Ṛṣi do hino. como armadura bem costurada tu proteges por todos os lados o homem que dá recompensa para os sacerdotes. Digno de ser reverenciado. 1. quando ele trouxe sua doação para ganhar segurança. e. A ti. 13. 12. o primeiro. A personificação da prece.122 11. – o caminho que temos trilhado. AṢṬAKA I. Traze para cá a hoste celestial e senta-os aqui sobre a grama sagrada. os Maruts com lanças brilhantes. ó Agni. ADHYĀYA 2. Hiraṇyastūpa. 18.29 Eles fizeram de Iḷā30 a professora dos filhos dos homens. um dos filhos de Nahuṣa. Como antigamente para Manus. 15. Aquele que. 16. vivo. a oração feita por nós de acordo com nosso poder e conhecimento. Tu. que cuidas dos devotos. te tornaste como deus o amigo bondoso dos deuses. ativos em sua sabedoria. 29 Um dos grandes progenitores da raça humana. Perdoa. preserva os nossos ricos patrocinadores com teus auxílios. como Ludwig sugere. (que és) o primeiro Aṅgiras Ṛṣi. 33 Um rei famoso. 30 . tu estás aceso. o maior Aṅgiras. aplicaste a lei dos deuses. 14. que te aproximas e que inspiras os mortais. Por essa nossa oração. o filho das duas mães. ó Agni. e a primeira professora das regras de sacrifício. e Iḷā professora das regras de culto divino na época mais antiga quando Agni nasceu primeiramente na terra como fogo sacrifical. alguém que oferece alimento e hospitalidade para um ser humano. Tu. os deuses fizeram o primeiro Vivo para o homem vivo. adoração do homem. com alimento agradável. Ou isso pode significar. é considerado como o gerador ou pai de Agni. o mais sábio. o objeto de desejo de um homem. ó Agni. quando um Filho 31 nasceu para o pai da minha linhagem. e a nós mesmos. este nosso pecado. que. ajudando nossas vacas a produzir. um ofertante aos vivos. caro Amigo e Pai.

Tu. o touro. és aceso de quatro olhos. que conhece tudo sobre a oferenda e (o sacrifício realizado com) a palavra Vaṣaṭ. ó Agni. Quando tu és libertado pelo poder de teus pais. em glória dia a dia. ó Agni. (tu) que sendo tu mesmo sedento dás felicidade para ambas as raças (deuses e homens). que és rico em heróis. Um erro semelhante em relação à palavra pradiś ocorre várias vezes no texto do Ṛg-Veda. como o protetor mais próximo para o sacrificador que está sem (mesmo) uma aljava. tens sacrificado aos grandes (deuses). o guardião da lei. ó Agni. o aumentador de prosperidade. derramas toda riqueza. ó Vasu. sempre vigilante." etc. sê o criador do corpo e protetor para o cantor. ó Agni. tu. Aquele que coloca comida agradável (diante dos sacerdotes). Tu tens suportado a carga. tu que és rápido no sacrifício. pela tua sabedoria elevada. te tornarás manifesto para Mātariśvan. és o primeiro a convidar os clãs. (deus) de vigor único. Tu. o maior sábio. Tu és chamado de guardião e pai até dos fracos. ele (residirá) ilustre no céu. aos nossos generosos doadores e a nós mesmos. 14. e talvez também que ele tem o poder de ver demônios maus invisíveis. que os faz confortáveis em sua casa. ó deus que habita entre todas as tribos. quando nasce um filho do meu pai. tu que na luta de heróis. A ti. multiplicados por mil se reúnem em ti. ó Agni. como o primeiro. 13. és nosso guardião. Tu. Tesouros centuplicados. 12. para Vivasvat. ó Agni. em tua companhia no sacrifício. 35 Tu aceitas em tua mente o hino até do pobre que tem feito oferendas. Que nós realizemos nosso trabalho com a ajuda do jovem ativo (Agni). eles te guiaram para cá antes e depois novamente. ó venerável! Tu és o protetor dos amigos e parentes e das vacas. 35 Agni deve proteger o homem que não tem aljava. ó Agni. Ó Céu e Terra! Abençoem-nos junto com os deuses. Os quatro olhos do guardião divino parecem significar que ele pode olhar em todas as direções. Tu és o dador de força. os deuses têm feito para o vivo como o primeiro vivo. no colo de teus pais. tu instrues os simples. 9. Tu. 5. Tu. zelando incessantemente por tua lei. ó Agni. 10. . e alegria para os ricos. protege com teus guardiões.123 3. ó irrepreensível. proteges de todos os lados como armadura bem costurada o homem que dá taxas sacrificais. Os dois mundos tremeram em (tua) eleição como Hotṛ. ó Agni. mas que em vez de pra diśah devemos ler (com Ludwig) pradiśah. ó Agni. que. 4. veja 10.34 7. ó Agni. 11. Eles têm feito (da deusa) Iḷā a professora de homens (manuṣa). Tu. Tu. 6. Tu. e que não pode. o que não pode ser enganado. Tu. ó deus. nós somos teus parentes. um deus entre deuses. matas. tu. 8. no momento decisivo para a obtenção do prêmio. louvado por nós. levas adiante o homem que segue caminhos tortuosos. sendo tu mesmo um grande benfeitor. portanto. deves ser louvado pelo sacrificador que ergue a colher. ó Agni. quando o prêmio (ou o despojo) está cercado (rodeado por todos os lados). Tu. proteger a si mesmo. ajuda o glorioso cantor a ganhar prêmios. para o beneficente Purūravas. ó Agni. 36 Eu acho que os quadrantes do mundo não têm nada a fazer aqui. de modo que ele possa prosperar sem perigo. Tu. tu és nosso pai. Tu. na luta de heróis. 34 O professor Max Müller traduz este verso: "Tu salvas o homem que seguiu o caminho errado no auge da batalha. manténs aquele mortal na mais elevada imortalidade. Tu. tens feito o céu ribombar para Manu. versos 10-11. ganhas para o adorador amplamente renomado aquela propriedade que é desejável e excelente. os quadrantes do mundo. conhecendo bem os (divinos) mandamentos’. Eu proponho traduzir o texto corrigido: ‘Tu instruis os simples. 36 15. o senhor do clã de Nahuṣa. ó belo. mesmo com poucos companheiros matas muitos inimigos na batalha. Tu. que mata (vítimas) vivas. Os cães de guarda de Yama também têm quatro olhos.14.

o pai daqueles que oferecem Soma.124 16. Como tu fizeste por Manus. Sê magnificado. tu és o intenso. v. como para os antigos. por Yayāti em teu assento (sacerdotal). Tu és o companheiro. conduze para cá a tropa dos deuses. ó Agni.37 17. Índice ◄►Hino 36 (Oldenberg) ____________________ 37 Compare com 3. E leva-nos adiante para coisas melhores. o protetor. essa nossa falha. por Aṅgiras. que concede força. ó Agni. que fazes dos mortais Ṛṣis. (olha misericordiosamente para) esse caminho do qual nós temos nos desviado. e sacrifica para a adorada (hoste). 43. 5: ‘Tu me farás um Ṛṣi depois que eu tiver bebido Soma?’ . Que nós sejamos unidos com tua benevolência. Agni. vem para cá. 18. Perdoa. coloca-os sobre a grama sacrifical. ó brilhante. através desse encantamento que nós fazemos para ti com nossa habilidade ou com nosso conhecimento.

com muitos membros mutilados. que buscou refúgio na montanha. e afastar a escuridão. e. Varga 36. uma nuvem. é meramente uma narrativa alegórica da produção de chuva. o qual. metaforicamente. 4 Por dissipar as nuvens. 6 O texto tem somente. o destruidor de muitos. ou influência atmosférica ou elétrica. Varga 37. Nenhuma outra descrição deles se encontra no comentário. mas ela nunca se aproxima daquele modo inadequado de personificação. divide a massa agregada. Indra atingiu o sombrio Vṛtra mutilado. assim jaz Ahi. ‘ele moeu os rios’. 3 tu destruíste as ilusões dos enganadores. pela inundação causada pela descida da chuva. em seu ombro como montanha. as quais. isto é. tendo uma parte ou. é nada mais que a acumulação de vapor condensado. Eu declaro os antigos atos heroicos de Indra. e confunde representação metafórica e literal. tinha obstruído. ele diz. então. Gauh e Ayu. como um rio (irrompe através de) suas (margens) destruídas. os quais o que faz trovejar realizou. nós temos uma ampla elucidação do significado original da lenda de Indra matando Vṛtra. ou flui pelos rios. o comentador preenche com ‘as margens’. que o atingiu. 6 7. É dito que ele é vyanśa.2 Maghavan pegou seu dardo. nada para obscurecer a atmosfera. ou chefe dos Asuras. O arrogante Vṛtra. trancado em. ele partiu a nuvem. jacente sobre essa terra. com seu raio. um membro. e. em uma disputa literal entre Indra e um Asura. foram rompidas pela queda de Vṛtra. o firmamento. 4. começando. tornou-se o tema de amplificação extravagante pelos compiladores dos Purāṇas. apresentados como sinônimos de megha. os três sacrifícios chamados Jyotiṣ. onde é dito que ele não tem nem pés nem mãos. Não tendo nem mão nem pé. com o raio. ou obstruído por. 8. Como os troncos de árvores são derrubados pelo machado. e em outros versos. pode-se dizer que Indra é o pai do sol e do dia. como se inigualado. 5 prostrado na terra. O inimigo de Indra esmagou as (margens dos) rios. As águas. 5 Nós temos. com o Mahābhārata (Vana Parva. às vezes também chamado de Ahi. ele bebeu o suco Soma: ele bebeu a libação no sacrifício triplo. o herói poderoso. então Vṛtra. Vṛtra. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. Eles são. a partir do que. também em outros Parvas). ele abriu à força (um caminho) para as torrentes da montanha. Ele rompeu a nuvem. Indra. separado. . 100. uma nuvem. 6. Impetuoso como um touro. golpeou a primogênita das nuvens. como é feito ainda mais violentamente em um verso seguinte. ele lançou as águas para baixo (para a terra). Com seu imenso raio destruidor. as quais Vṛtra. desafiou Indra. tu não deixaste um inimigo (para se opor a ti). 1. Indra. aqui. por seu poder. tu dividiste a primogênita das nuvens. ambos os nomes. Tvaṣṭṛ afiou seu raio que rodopia longe. e abertura é dada à chuva. no Nighaṇṭu. 2 Nos Tṛkadrukas. isto é. 1 Nesse e nos Sūktas subsequentes. ou figurativamente. pelos escritores purânicos. as águas correntes se apressaram velozmente em direção ao oceano. o Hino é endereçado a Indra. como alguém emasculado que finge virilidade ele desafiou Indra. produzindo o sol. o raio. a alvorada. Ahi e Vṛtra. 3 A primeira nuvem formada.125 Hino 32. 3. que deleitam as mentes (dos homens). – ele não escapou do contato do destino dos inimigos (de Indra). nos Vedas. a qual então desce à terra. cap. e umedece os campos. Ahi está prostrado debaixo dos pés das águas. Visto que. não deixando inimigo.4 5. desse modo confundindo coisas com pessoas. aparentemente.1 2. o dispersador de inimigos. A linguagem dos Ṛcas não é sempre clara o suficiente. como vacas (se apressando) em direção a seus bezerros. com ele. ambos. convertida. fluem sobre ele. adormeceu.

14. Gangā. depois da morte de seu filho.126 9. herói. o manejador do raio. que. em sete rios. 8 . Gangā. que outro destruidor dele tu procuraste. ficaram obstruídas. para o oeste. daí a lenda purânica. e o Bhāgīrathī. Asiknī. 2. do gado de chifre e sem chifre. e. é dito. chamados Nalinī. sugerido em outras passagens do texto. Sutudrī. e se escondendo em um lago. como a circunferência compreende os raios de uma roda. os sete rios são chamados de Vasvokasārā. em teu coração. Dāsapatnīh. Então Indra. (Veja o Viṣṇu Purāṇa. para vingar o qual. Sītā. Ārjīkīyā. quando Indra atingiu a parte inferior dela com seu dardo. 164 da versão em português]). e Hlādinī. – e. Nem o relâmpago nem o trovão.8 guardadas por Ahi. – que. a uma lenda de Indra ter bebido uma libação preparada por Tvaṣṭṛ. pensando que ele tinha cometido um pecado. O Brāhmaṇa e o Taittirīya são citados. por matar Vṛtra. ou o próprio Ganges. alarmado. sobre outros (ataques). como uma vaca com seu bezerro. com o Vipāś. 10. – Nir. 10 Aludindo. Vitastā. Em um lugar no Mahābhārata. Paruṣṇī. 9 Tu resgataste as vacas. nós temos dez rios. e o filho embaixo. fugiu para uma grande distância. quando ele e Ahi lutaram. Sītā.11 13. nunca repousam. Indra é representado como temendo a bravura de seu inimigo. Assim a mãe estava em cima. e Gaṇḍakī. como um falcão (veloz)? 15. como ele permanece o monarca dos homens. como o destruidor de todas as coisas. Yamunā. Marudvṛdhā. O inimigo de Indra adormeceu por uma longa escuridão. nem o raio. como o cavalo chicoteia com sua cauda. Índice ◄►Hino 33 (Wilson) ____________________ 7 Dānu é derivada de do. Plakṣagā. cortar ou destruir. Indra. e Dānu7 adormeceu (com seu filho). ele abrange todas as coisas (dentro dele). 12. As águas levam o corpo sem nome de Vṛtra. Yamunā. mas. 12 O comentador sugere que esse medo era a incerteza se ele devia ou não destruir Vṛtra. com o Sindhu. para o sul. o Cakṣu. Quando o medo12 entrou. pág. e mãe dos Dāvanas ou Titãs. (disparados por Vṛtra). [cap. 9 Nós tivemos esse símile antes. tu ficaste (furioso).10 tu libertaste os sete rios para fluir. chamados Gangā. e Maghavan triunfou. e o Suṣomā. Indra. e Sindhu. Algo semelhante a isso é. como a cauda de um cavalo. As águas. tu ganhaste. Quando o sozinho Vṛtra resplandecente retornou o golpe (que tinha sido infligido). por teu raio. A enumeração original de sete parece ser aquela que deu origem às especificações dos Purāṇas. ou de todos os atos sagrados. em sua descida. 11. Desses. nos Purāṇas. o Ganges se dividiu. tu atravessaste noventa e nove rios. Vṛtra foi criado por Tvaṣṭṛ. como as vacas por Paṇi. 11 Segundo uma lenda purânica. III. Sindhu. Rathasthā. Gomatī. Pāvanī. como afirmando que Indra. o Paruṣṇī é identificado com o Irāvatī. tornou-se o soberano de tudo o que é móvel ou imóvel. Sarasvatī. Sarayū. A mãe de Vṛtra estava inclinada sobre seu filho. para se livrar das moscas. as esposas do destruidor. de acordo com uma lenda purânica. também. Indra abriu a caverna que as tinha confinado. É dito que Dāsa é um nome de Vṛtra. que vão para o leste. o Ārjīkīyā. Em um texto citado e comentado por Yāska. Nalinī. também morto por Indra. era Triśiras. a esposa de Kaśyapa. Pāvanī. também. em outro. e Jambūnadī. ou de Danu. quando prestes a matar Ahi. e Suṣomā. nem a chuva que ele derramou. Livro 2. lançado no meio das correntezas que nunca param. feriram Indra. mas. Varga 38. 26. depois de matar Vṛtra. o suco Soma.

e feriu de morte aquele primogênito dos dragões. Ele. os primeiros três dias da cerimônia Abhiplava. quando o machado as derrubou. o filho estava embaixo e como uma vaca ao lado de seu bezerro jaz Danu. não aguentando o choque das armas. 6. As águas levam embora o corpo sem nome de Vṛtra: o inimigo de Indra afundou em escuridão permanente. Vyaṃsa. 3.2. na terra assim jaz o Dragão prostrado.9. 10.22 23 Mas ele.18.] 15 Trikadrukeṣu.101. como um rio rompendo a barragem. nos Tṛkadrukas. um dos habitantes não-ários da Índia. e vencido os feitiços dos encantadores.127 Hino 32. Ele matou o Dragão. e 4.17 18 Então. Eu te declararei os atos varonis de Indra. 7. tu tinhas matado o primogênito dos dragões.14 2. Então a força da mãe de Vṛtra foi humilhada: Indra lançou seu raio mortal contra ela. o grande Herói impetuoso matador de muitos. um bárbaro. em pedaços. ele escolheu o Soma e em três copos15 sagrados bebeu o suco. 5. Quando. 22 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Cercadas por demônios. esmagou na queda as fortificações quebradas. abriu a caverna onde as correntes de água tinham sido presas. fluem acima dele. A mãe estava acima. Guardadas por Ahi estavam as servas dos Dāsas. hostis a Indra e aos homens. Ele matou o Dragão situado na montanha: Tvaṣṭar moldou seu dardo celestial de trovão. Indra com seu próprio trovão grandioso e mortal cortou Vṛtra.] 18 Os feitiços dos encantadores: poderes mágicos ou sobrenaturais atribuídos a Vṛtra e seus aliados.Sanskrit-English Dictionary). literalmente a serpente. 4. Impetuoso como um touro. também. como um guerreiro fraco insensato. tomando coragem. 11. Indra. que o feriu com seu raio entre os ombros. [Esse último trecho segundo Macdonell: ‘e perfurou as cavernas das altas montanhas’ – Hymns from the Rigveda. e fendeu os canais das torrentes das montanhas.19 Como troncos de árvores. contudo alegando vigor viril. com o raio. desafiou Indra. assim Vṛtra jaz com membros separados espalhados.] 21 Servas dos Dāsas: no poder de Vṛtra e seus aliados. Emasculado. dando vida ao Sol e Alvorada e Céu. quando ele tinha golpeado Vṛtra. Como vacas mugindo as águas descendo em fluxo rápido deslizaram para baixo. e é citado em 1. Indra (Griffith) 1. um selvagem.21 as águas ficaram como vacas mantidas pelo ladrão. O Dragão jaz sob os pés das torrentes que Vṛtra com sua grandeza tinha cercado. o inimigo de Indra.20 as águas. 19 [Essa primeira frase segundo Macdonell: ‘Indra matou Vṛtra e um pior do que Vṛtra. 16 O rico e pródigo. o manejador do Trovão. 17 [O último trecho segundo Macdonell: ‘e frustrado todos os ardis de maquinadores astutos’.103. guardadas por uma serpente. a arma irresistível’. Ele significa. 8. 13 Ahi. 9. Ele.2. Dāsa é um nome comum aplicado no Veda a certos seres maus ou demônios. as águas ficaram como vacas capturadas por Paṇi’. Flutuando no meio de correntes incessantes que fluem adiante sem descanso para sempre. Sem pés e sem mãos ele ainda desafiou Indra. Vyaṃsa significa literalmente ‘o sem ombros’.13 então descobriu as águas. o pior dos Vṛtras. tu não encontraste um inimigo para oferecer resistência a ti. 1. Lá como ele jaz. Senhor Generoso.] 14 .] 20 [Aqui Macdonell acrescenta: ‘como junco quebrado’. para o oceano. os primeiros que ele realizou. Maghavan16 pegou o trovão como sua arma. (de acordo com Monier Williams . segundo Sāyaṇa.

o Indus. ó Indra.128 12. Indra é o Rei de tudo o que se move e que não se move. É dito que ele fugiu pensando que ele tinha cometido um grande pecado ao matar Vṛtra. tu ganhaste o Soma. como deus não ajudado’. Índice ◄►Hino 33 (Griffith) ____________________ O ladrão: paṇi (literalmente. Que. os cinco rios do Panjab (Vitastā. Deus sem um segundo. tu libertaste para fluir os Sete Rios.] 26 Segundo o professor Max Müller. 27 [‘viste como vingador da serpente’ – Macdonell. Maghavan obteve a vitória para sempre. Quem tu viste para vingar o Dragão. alguém que negocia e trafica). um homem ímpio que dá pouco ou nada para os Deuses. 14. Vipāś.] 28 Essa fuga de Indra é citada frequentemente. na lança dele empalado. 25 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Uma cauda de um cavalo tu te tornaste. 23 . destruindo teus inimigos tão facilmente quanto um cavalo espanta moscas com sua cauda.25 Tu ganhaste de volta o rebanho. A palavra é usada também como o nome de uma classe de demônios invejosos que vigiam tesouros. como um falcão atemorizado através das regiões. e como um epíteto dos demônios que roubam vacas e as escondem em cavernas de montanha. contendo tudo como raios dentro da borda da roda. ó Indra. Asiknī. das criaturas domesticadas e de chifres. golpeou teu raio. tu. o manejador do Trovão. 24 Isto é. tu cruzaste noventa e nove rios correntes?28 15. granizo ou nevoeiro que tinham se espalhado em torno dele: Quando Indra e o dragão lutaram na batalha. De nada lhe valeu raio. significa um avaro.26 13. quando. Paruṣṇī. Śutudrī) e o Sarasvatī. Lassen e Ludwig colocam o Kubhā no lugar do citado por último.27 Indra. que o temor possuiu teu coração quando tu o tinhas matado. Noventa e nove é usado indefinidamente em lugar de um grande número. um mesquinho. Uma cauda de cavalo tu foste24 quando ele. Sobre todos os homens vivos ele governa como Soberano. trovão.

mas.7 9. Eles também são chamados. e recebeste os louvores do adorador. 6 Espalhados diante dele. De fato. os Sanakas. como um mercador. pereceram. ou eram hostis ao ritual dos Vedas. poderosos como eles eram. Hiraṇyastūpa. a ele que é invencível. é dito. pois ele. a métrica é Triṣṭubh. dizendo: ‘Golpeia. como os emasculados lutando com homens. vamos nos dirigir a Indra. todos os deuses. o sol. Eu voo. como um falcão para seu ninho querido. 2. como se significando as tribos incivilizadas da Índia. aqui. 3 Vṛtra. fugiram. nesse e no verso seguinte. de nãosacrificadores. podem ser os Aṅgirasas. dono. Indra. Pede-se que Indra não negocie duramente. feroz. 8. homens cujas práticas eram recomendáveis. Ou os ‘homens’. inflexível. não exija demais de seus adoradores. que nos concedes riqueza abundante. Indra. aparentemente. 4 Conforme o Brāhmaṇa. Indra. Continuação do Anuvāka 7. em batalha. glorificando-te e oferecendo oblações. Indra. lutando com os sacrificadores. Enfeitados com ouro e jóias. eles chorassem ou rissem. com rostos desviados. e concessor de riqueza. de acordo com o Vājasaneyīs. Indra (Wilson) (Terceiro Adhyāya. mostra-te um herói’. – significando Indra. aparentemente. Varga 2. o Dasyu. embora com auxiliares (os Maruts) à mão. aqui. eles foram se espalhando pelo perímetro da terra. também identificando os seguidores de V ṛtra com as tribos que não tinham adotado. atacando(-o) sozinho. ‘não sejas para nós um paṇi’. (a qual consiste) em gado. com hinos excelentes. 1. mas. esse sendo um significado do termo. (para recuperar nosso gado roubado). – tu. alegra nossas mentes: por isso ele nos concederá perfeito conhecimento dessa riqueza. em direção àquele Indra que deve ser chamado. senhor dos corcéis. de acordo com o Brāhmaṇa: “De fato. glorificando.129 Hino 33. Venham. Literalmente. que são dissipadas pelo nascer do sol. tu mataste o bárbaro3 rico com teu (raio) adamantino. mestre. Ele é chamado de rico porque. (Os partidários de Vṛtra) enfrentaram o exército do irrepreensível (Indra): homens de vidas santas o encorajaram. usado em contraste com Arya. 5. empenhados em oferecer libações para Indra por nove meses. Indra.5 que negligenciavam o sacrifício. como antes. é a divindade.” 2 . no limite mais distante do céu. Varga 1. 4 Percebendo o iminente poder de destruição múltipla do teu arco. Tu os destruíste. senhor. dentro dele. Indra. eles não triunfaram sobre Indra: ele os dispersou com o sol (nascente). Poderoso Indra. eles fugiram por caminhos íngremes. mas eles ficaram próximos.2 4. tu sopraste para longe o ladrão com as preces que são repetidas em nome daqueles que não as compreendem. por seus adoradores. também. eles. 7. as sombras da noite.) quando tu sopraste os que desrespeitam a religião para fora do céu. desprovido de malícia. (eles desapareceram. 5 Os seguidores de Vṛtra são chamados por esse nome. todo o conhecimento. um ladrão. afasta os Rākṣasas. todas as oblações. como tu desfrutas do céu e da terra. Os que negligenciam o sacrifício. ele abrange. à alegoria. aqui. e encorajaram o primeiro. Os Maruts que acompanhavam Indra não atacaram Vṛtra. Tu destruíste o ladrão (tendo-o arrastado) do céu. um comerciante. não tires vantagem de nós. É dito que os seguidores de Vṛtra são. 8 1 Arya. ó Senhor. aqui explicado como svāmin. 6. 6 Kṣitayo navaghvāḥ. Sūkta III) O Ṛṣi é. 7 Nós voltamos. quando ele nasce no leste. da terra e do firmamento. 3. O comandante da hoste inteira amarrou sua aljava (em suas costas): o senhor 1 conduz o gado (para a residência) de quem ele quer. literalmente. investindo o universo com tua magnitude. cientes (de sua inferioridade). para dar coragem a ele.

10 15. Eu voo para o invisível Dador de riqueza como o falcão voa para o seu ninho querido. Ele é o suposto autor de vários hinos. não sejas negociante conosco. e com mantras. 11 Gavyántaḥ. ou Śvitrya. As águas fluíram. Indra. isto é. O segundo. o pó dos cascos dos teus corcéis subiu ao céu. ‘tendo chifres’ o comentador explica ‘equipado com armas como os chifres de touros e búfalos’. o mais poderoso. 10 É dito que Kutsa é um Ṛṣi. 9 Śṛṅghiṇam * śuṣṇam. todavia. com seu brilho. Indra! Muito longe do chão do céu em todas as direções.130 10. tu defendeste o excelente Daśadyu. mataste. 12. com seu raio fatal e poderoso. Maghavan. literalmente buscando ou ávidos por vacas. um bárbaro. matou Vṛtra. de acordo com o comentador. cujos pensamentos estavam sempre dirigidos para ele. aqueles mantras. Indra é para ser incentivado. aqueles instituidores de sacrifícios que somente repetem os mantras sem compreender seu significado devem. o filho de uma mulher chamada Śvitrā. quando combatendo por suas terras. Em meio a todo o seu exército. literalmente. é aplicado a Vṛtra. ávidos por saque11 vamos procurar Indra: ele aumentará ainda mais seu cuidado que nos guia. ou a nuvem.9 Tu. Indra (Griffith) 1. Os Dasyus são também uma classe de demônios. mas (Vṛtra) cresceu. O primeiro. (por) matá-lo. . e às vezes a palavra significa um selvagem. a quem aqueles que o louvam devem invocar em batalha. no meio dos (rios) navegáveis: então Indra. ele amarra a aljava: ele afasta o gado daquele inimigo. ‘Vṛtra o ladrão’. com teu raio. Daśadyu também é chamado de Ṛṣi. Venham. se lhe aprouver. ou até como filho dele. o filho excelente de Śvitrā. o derramador. saque ou riqueza consistindo principalmente em gado. pegou seu raio e. Com os mais belos hinos de louvor adorando Indra. Indra libertou (as águas) obstruídas por (Vṛtra). quando adormecido nas cavernas da terra. Quando as águas não desceram sobre as extremidades da terra. grato pelos louvores dele. Tu protegeste. ele então atingiu Vṛtra com seu raio. com rapidez e força iguais. inimigos de deuses e homens. ou escola religiosa. 4.12 sozinho. Indra. envolvido em combate. ‘ressecamento’. uma família. e não cobriram aquela concessora de afluência com suas produções. A arma de Indra caiu sobre seus adversários. e. o retentor da chuva fertilizante. Inflige dores fortes àqueles de mente hostil. Tu. ser protegidos por. alegrou sua mente. o inimigo que te desafiava em batalha. ou fortalecido para soprar para longe ou dispersar os seguidores de Vṛtra. e matou o cornudo secador (do mundo). O Indestrutível não nos dotará com o conhecimento perfeito dessa riqueza. para ser novamente sustentado por homens. protegeste Kutsa. então Intra. Tu mataste com teu raio o rico Dasyu. nuvens ou escuridão. mesmo andando com teus ajudantes. ‘secagem’. ordenhou as águas da escuridão. 8 Isto é. para fornecer o alimento de Indra. 13. Índice ◄►Hino 34 (Wilson) ____________________ Hino 33. ou devem colher o benefício de. O mesmo pode ser dito de Śvaitreya. porque ela retém a umidade necessária para a fertilidade. ou preces dessa descrição. Varga 3. o filho de Śvitrā (por tua graça) ergueu-se. literalmente. do gado? 2. 14. e encorajado (por ti) quando imerso em água. 11. fundador de um Gotra. Reunindo grande fartura de riquezas. com sua (lança) afiada e excelente ele destruiu as cidades deles. que têm permanecido por longo tempo (em inimizade) contra nós. Maghavan. os antigos sem ritos13 fugiram para a destruição. mas ele parece ter sido um guerreiro. 12 Segundo Sāyaṇa. 3. e é citado em outra parte como o amigo particular de Indra.

fugiram de Indra. cercados por todos os lados pela tua grandeza. O novilho brando20 de Śvitrā. e aqueles que não adoram com aqueles que adoram. dispersos. 15. assim tu com sacerdotes sopraste para longe o Dasyu. parece corresponder exatamente ao Stator latino (Júpiter Stator). 7. cumprindo todo o seu propósito. Então Indra. 14 Aquele que permanece firme em combate. 17 Sāyaṇa diz que Ilībiśa é Vṛtra ‘que dorme em cavernas da terra’. com seu touro impetuoso19 ele partiu as fortalezas deles em pedaços. e o Petersburg Lexicon considera que ele significa ‘entre as famílias dos Tugryans’. como emasculados lutando com homens. tu ajudaste em combate pela terra. e o filho de Śvitrā levantou-se novamente para a conquista. Eles que permeavam o limite mais extremo da Terra não subjugaram com seus encantos o Concessor de Prosperidade: Indra. como na poesia hebraica. As águas fluíram de acordo com sua natureza. ó Indra. o chifre sendo usado. Provavelmente um dos demônios confederados é aludido. tu os destruíste.14 sopraste da terra e do céu e do firmamento os ímpios. 20 Isto é.17 e Śuṣṇa com seu chifre18 ele cortou em pedaços. e com sua luz ordenhou vacas a partir da escuridão. Eles chorassem ou rissem. Lutando com fiéis devotos.21 Eles ficaram lá por muito tempo antes que a tarefa fosse concluída. 21 O significado de tugryāsu no texto não está claro. A palavra no texto. 10. Adornados com sua variedade de ouro e jóias. Maghavan. 18 O significado de ‘cornudo’ ou ‘com seu chifre’ é simplesmente ‘poderoso’. 16 Isto é. Orient und Occident. Ele com seu raio desferiu golpes em Vṛtra. atingiu a nuvem com seu relâmpago. cientes. aqui aparentemente identificados com as tribos nativas que não tinham adotado. regulando o culto dos deuses. Veja Benfey. sthātar. 13 . Indra. em meio às casas de Tugra. ó Indra. 48. A poeira dos cavalos pisoteando subiu para o céu. fez do trovão seu aliado. Senhor feroz dos Cavalos Baios. 13. 9. Como tu desfrutas do céu e da terra. eles não derrotaram Indra: os espiões deles ele cercou com o Sol da manhã. Benfey traduz ‘entre as filhas de Tugra’. Indra! com rostos desviados. tu ajudaste Kutsa a quem amaste. Eles enfrentaram em luta o exército dos irrepreensíveis: então os Navagvas 15 empregaram todo o seu poder. com toda a tua força e rapidez. como o símbolo da força. e descrita como tomando parte nas batalhas de Indra. 8. I. Tu. e fez as torrentes leitosas de chuvas fertilizantes fluírem. Sāyaṇa o explica por ‘nas águas’. os sem ritos se viraram e fugiram. mas amável. tu foste o dono do tesouro dos inimigos.16 11. O Dasyu tu queimaste do céu. Violenta sobre seus inimigos caiu a arma de Indra. quando tu. filho forte. ó Maghavan. e saudaste a oração daquele que derrama o suco e te louva. Índice ◄►Hino 34 (Griffith) ____________________ Os seguidores de Vṛtra. eles estenderam sobre a Terra um véu que cobre. 12. Eles. por caminhos íngremes. o raio impetuoso. e protegeste o corajoso Daśadyu quando ele lutou. ou que eram hostis ao ritual dos Vedas. ele invadiu as correntes navegáveis tendo se tornado poderoso. Indra quebrou os castelos fortes de Ilībiśa. o Persistente. Embora eles se apressassem.131 5. o atingiu para sempre com sua arma mais forte. e venceu. no limite mais extremo do céu. 6. 19 Isto é. mataste teu inimigo combatente com teu raio. etc. 14. com seu espírito concentrado. o Touro. 15 O nome de uma família mitológica frequentemente associada com aquela de Aṅgiras.

é dito. 6. A filha do sol subiu em seu carro de três rodas. Deem ao meu filho a prosperidade de Śanyu. como (Indra derrama) chuva. nos três sacrifícios diários.132 Hino 34. e libações de Soma’. Três vezes em um dia inteiro vocês corrigem as falhas (de seus adoradores). sobre o número ‘três’. . 1 Vasto é seu veículo. 7. Nāsatyas6 conduzidos em carro. Três vezes hoje borrifem a oblação com doçura. ou cântaros.2 três são as colunas3 colocadas (sobre ela) para apoio. Aśvins. estejam presentes conosco três vezes hoje. e três vezes.’ o comentador acrescenta: ‘altares. 6 Aqueles em quem não há (na) inverdade (asatya). e o homem que é bem disposto em direção a nós. dirijam-se. ou de percorrer igualmente os céus. aproximem-se três vezes do rito divino. Aśvins. com todos os tipos de coisas boas. nos concedam alimento concessor de força. Varga 4. 4 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. três vezes nos concedam riquezas. e três vezes por dia. Três vezes nos concedam. visitem a nossa residência. alusão. 5 O texto tem somente tridhātu. criado pelos Aśvins. para sacrifícios animais. Sábios Aśvins. usados para conter e derramar o suco Soma. diz serem vento. o agregado de três humores.4 Apreciadores de (ervas) saudáveis. eles tiverem medo de cair. 9 Três tipos de jarros. quando acompanhante de Venā. conforme escritores médicos. como todos os deuses (a) conheceram. Três são as (rodas) sólidas da sua carruagem portadora de abundância. nesse hino. 3 Postes colocados de pé sobre o corpo do carro. vocês defendem o sol no céu. – uma lenda não encontrada nos Purāṇas. 3. (Permitam-se serem) detidos pelos sacerdotes eruditos. – no amanhecer. que devem ser adorados três vezes. 4. o firmamento. Venham. 5. por seu movimento rápido ou irregular. repousem no (leito) triplo de grama sagrada sobre a terra. 7 O texto tem somente ‘para os três. três vezes nos concedam (recompensas) gratificantes. do altar. vocês viajam três vezes por noite. Aśvins. os quais o comentador. de ser tripathagāh. se. Três vezes. preservem o bem-estar dos três humores (do corpo). Erguendo-se acima dos três mundos.9 a oblação tripla está preparada. a métrica é Jagatī. nela. três vezes se dirijam àquele que merece sua proteção. e nos instruam em conhecimento triplo. no qual os passageiros podem segurar. de manhã e à noite. Aśvins (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. como também sua munificência. três vezes. bile e muco. preservem três vezes os nossos intelectos. que está estabelecido de noite e de dia. sua união é como aquela do (dia) brilhante e (noite) orvalhosa. com os sete rios-mãe. e aqueles do firmamento. dia a dia. (que forma o altar). os medicamentos do céu. 8. para corpos (vivos).5 Varga 5. para o triplo (lugar de sacrifício). três vezes nos concedam prosperidade. alimento. e. Nesse lugar. a amada de Soma. 1. três vezes. exceto na nona e décima segunda estrofes. é feita aos três sacrifícios diários. nas quais ela é Triṣṭubh. 2 É dito que os Aśvins encheram seu ratha. e aqueles da terra.8 Os três rios estão prontos. 8 Gangā e os outros rios são aqui considerados como as mães da água que flui em suas correntes. ou carro. Aśvins. o Hino é endereçado aos Aśvins. – ou à faculdade de todas as divindades. três vezes derramem sobre nós alimento. quando eles foram ao casamento de Venā com Soma. meio-dia e pôr do sol.7 como o ar vital. respectivamente apropriados para oblações de ghee. 1 Nós temos uma diversidade de variações cantadas. 2. Aśvins. e a terra.

nos tragam riqueza abundante: três vezes na assembleia dos deuses. 3. com esse hino. nos concedam os medicamentos celestes. para que vocês possam vir para o sacrifício? 10. três vezes os da terra e três vezes aqueles que as águas possuem. composta dos oito Vasus. 5.133 9. E três vezes nos concedam fartura de alimentos com força abundante. Três são as pinas em seu carro portador de mel. como a um manto no inverno. Bebam o suco. tragam para nós. doze Ādityas. formando três ângulos. nos tragam o que nos fará felizes. Antes da alvorada. De acordo com o Nighaṇṭu. 15 Soma aqui é a Lua. de acordo com o texto: ‘Vocês onze divindades. seu carro extraordinário. identificada com Sūryā. detenham nossos inimigos. Três vezes. lá. Aśvins. a luz emprestada do Sol. que viaja atrás da amada de Soma. Três são os pilares fixados sobre ele para apoio: três vezes vocês viajam por noite. com as três vezes onze divindades. Três vezes. sua amada é Jyotsnā ou Kaumudi o Luar. ou a repetição tripla de onze divindades. Onde. 10 O vértice do carro é na frente. 14 Isto é. Senhores do Esplendor. afluência presente. Nāsatyas. Aśvins. Aśvins. estão as três rodas do seu carro triangular?10 Onde. A oblação é oferecida. acompanhada por progênie (masculina). (para trazer vocês) para o rito. 15 como todos sabem. 16 Sūryā que é chamada de a consorte dos Aśvins. Aśvins. [pág. Três vezes venham à nossa casa. e nota 27. Estejam conosco por vigor em batalha. 13 Essa é a autoridade para a usual enumeração purânica de trinta e três divindades. que estão no céu’. A lista é. pois a filha do Sol16 subiu em seu carro de três rodas. Venham. 11. ó Aśvins. para o sacrifício. e sua rota. três vezes nos enviem fartura de alimentos de modo que nunca mais falte. 6. 11 . 12. três vezes nos concedam fama. as três fixações e estacas (do toldo)? Quando o poderoso asno11 será ajoujado. no amanhecer. Nāsatyas.13 venham. veja 1. com bocas que apreciam o sabor doce. apaguem nossas falhas. 136. três vezes auxiliem nossos pensamentos. Aśvins (Griffith) 1. ó Aśvins. há um par deles: ‘Dois asnos são os corcéis dos Aśvins’. Três vezes no mesmo dia. três vezes por dia. e ao raiar do dia. Savitṛ envia. e estejam sempre conosco. A vocês. um asno. e Vaṣaṭkāra (Viṣṇu Purāṇa. um sinônimo de gardabha. Conduzidos em seu carro que percorre os três mundos. Graça e saúde e força concedam ao meu filho. Venham. em todos os três sacrifícios diários. concedam a ele. ouvindome. nos concedam prosperidade. ajudem três vezes triplamente o homem que bem merece a sua ajuda. tripla proteção. a base é a parte de trás. O texto tem rāsabha. Três vezes. Prolonguem nossas vidas. 2. Eu invoco vocês dois. mas o comentador sugere uma classificação diferente. beber a oblação. ó deuses que banem a escassez. certamente.11. 4. onze Rudras. ó Aśvins. 12 Sugerindo que os Aśvins devem ser adorados.139. Índice ◄►Hino 35 (Wilson) ____________________ Hino 34. Nāsatyas. Três vezes. da versão em português]). Prajāpati. à noite. nós nos aferramos: vocês devem ser atraídos para perto de nós pelos sábios. Vocês que observam estejam conosco hoje mesmo três vezes:14 sua generosidade se estende ao longe.12 brilhando com manteiga clarificada. ó Aśvins. borrifem três vezes hoje o nosso sacrifício com Hidromel. por proteção. três vezes ao povo justo. reconhecidamente baseada em textos vêdicos.

para beber do Hidromel. ó Aśvins. ó Aśvins. Três vezes. bebam o suco doce com lábios que conhecem bem a doçura. nos tragam prosperidade presente com descendência nobre. Três são os mundos.134 7. antes do amanhecer do dia. ó Aśvins. Savitar envia. venham aos três. e movendo-se acima do céu vocês protegem a abóboda celeste fixada firme por dias e noites. 12. para o nosso sacrifício. com os três vezes onze deuses. a oferta tripla está preparada. ó Nāsatyas. para trazê-los para o nosso sacrifício. ó Nāsatyas. 9. onde estão os três lugares firmemente presos a ele? Quando vocês unirão o asno poderoso que o puxa. Conduzidos em seu carro triplo. Onde estão as três rodas do seu carro triplo. com sete Correntes Mãe. Eu clamo a vocês que me ouvem por proteção. que vocês sejam nossos auxiliares onde os homens ganham os despojos. estejam sempre conosco. seu carro. Nāsatyas. ó Aśvins. Nāsatyas? 10. Venham. Índice ◄►Hino 35 (Griffith) ____________________ . de várias cores. venham: o presente sagrado é oferecido. venham. Três vezes vocês devem ser adorados dia a dia por nós: três vezes. 11. três são os jarros. como o ar vital para corpos. venham. vocês viajam ao redor da Terra. Tornem longos os nossos dias de vida. repleto de óleo. de longe. Conduzidos em carro. e apaguem todos os nossos pecados: afastem os nossos inimigos. 8.

4. no verso três. duas estão na proximidade de Savitṛ. ‘as chuvas’. contudo eles são duas formas diferentes. que orienta bem. portanto. de asu. o resto. Onde. as três regiões dos seres vivos. que alegra.2 arreados ao seu carro com um jugo dourado. na Triṣṭubh. viaja entre as duas regiões de céu e terra. água. é aqui explicado como ‘concessor de vida’. ar vital. ou fantasmas. Savitṛ de mão dourada. 1 Isto é. concedendo ao ofertante da libação riquezas desejáveis. o presente deve ser. tem iluminado as três regiões. 6. Suparṇa.6 e cobre o céu com trevas. tendo o poder (de dispersar) a escuridão do mundo. os sete rios. Seus corcéis de patas brancas. é descrito como a estrada para o reino de Yama. de uma distância. um pode ir até o outro. ou firmamento. 2. como divindades subordinadas ou associadas. decorada com muitos tipos de ornamentos dourados. Mitr a.135 Hino 35. o primeiro e nono versos estão na métrica Jagatī. eu chamo Noite. no Nighaṇṭu. uma leva os homens à residência de Yama. o que. eu chamo. o soberano dos mortos. O deus do Hino inteiro é Savitṛ. despertando mortal e imortal. removendo todos os pecados. Os homens e todas as regiões estão sempre na presença do divino Savitṛ. o loka intermediário. 10. amṛta tendo. Primeiro eu chamo Agni. asura. portanto. por proteção.3 Os (corpos luminosos) imortais4 dependem de Savitṛ. está Sūrya? Quem sabe para qual esfera os raios dele se estenderam? 8. se aproxima do sol. concessor de vida. pelo qual os pretāh. 6 O comentador se esforça para explicar isso. alternando radiância. eles foram chamados de ‘brancos’.1 digno de adoração.5 profundamente trêmulo. para a minha preservação. afugentando Rākṣasas e Yātudhānas. e ra. Varga 6. Os cavalos de Savitṛ são aqui chamados de śyāva. eu chamo o divino Savitṛ. por proteção. propriamente. Agni. Mitra e Varuṇa. esteja presente (no sacrifício). como um carro. o divino Savitṛ viaja em sua carruagem dourada. viajam. 5. mas. Varga 7. 5 Suparṇa. subiu em sua carruagem que permanece próxima. Varuṇa e Noite estão incluídos. se adorado à noite. ‘os imortais’. com relação à sua divindade. Savitṛ (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. concessor de vida. como um significado. o comentador acrescenta ‘a lua e constelações’. um de seus epítetos. ele viaja com dois cavalos brancos. 1. 7. mas. 4 O texto tem somente amṛtā. Três são as esferas. e equipada com jugos dourados. agora. um nome próprio. embora Savit ṛ e Sūrya sejam o mesmo. 9. a menos que o cantor do hino se contradiga. bem dirigido. que tudo vê. Que aquele que conhece (a grandeza de Savitṛ) a declare. Ele tem iluminado os oito pontos do horizonte. fica próximo. no primeiro verso. O divino Savitṛ viaja por um caminho ascendente e descendente. do pino do eixo. que traz descanso para o mundo. que dá. por observar que. um raio. Que o afluente Savitṛ de mão dourada. 2 . têm manifestado luz para a humanidade. um sinônimo de raśmi. 3. antarikṣa. contemplando os (vários) mundos. e então declinando. ou. O adorável Savitṛ de muitos raios. afasta doenças. ele vem para cá. em outra acepção. pois o deus. Que Savitṛ de olho dourado venha para cá. o bem alado é. e. significa ‘os marrons’. Girando pelo firmamento escurecido. ascendendo do nascer do sol até o meridiano. 3 É dito que as esferas ou lokas que se encontram no caminho imediato do sol são céu e terra.

3. o Líder Gentil. e bem colocados no firmamento. um epíteto ou um nome do Sol. em viagem. dando tesouros excelentes para aquele que adora. imponente. o Deus subiu. fáceis de serem percorridos. 6. 11. 9 Suparṇáḥ. de patas brancas. têm manifestado luz para todos os povos. com lança de ouro. Savitar. Existem três céus. e nos abençoa. Varuṇa. p. 2. para regiões escuras. Savitar de mão dourada. todos os seres têm seu lugar para sempre. de asa forte. Agni eu invoco primeiro para a nossa prosperidade. com dois Baios brilhantes. Seu brilho iluminou oito pontos da Terra. e afasta de nós toda angústia e tristeza. o lar dos heróis. eu invoco Mitra. Rechaçando Rākṣasas e Yātudhānas. tendo poder e força. Onde está Sūrya agora. não afetados pela morte ou mudança. Veja J. Avançando por todo o firmamento escuro. Savitar o santo.136 11. 5. Savitṛ. todos os homens. Ó Deus. O Deus se move pelo caminho ascendente. segue seu caminho entre a terra e o céu. (Vindo) por aqueles caminhos. Savitar vem. 10 O Imortal e Divino. 8 . repousam coisas imortais: aquele que sabe disso que ele declare isso aqui. Como em um eixo central. que dá descanso a toda a vida movente. Índice ◄►Hino 36 (Wilson) ____________________ Hino 35. Deus. para nos ajudar aqui. Ó Savitar. 11 Uma classe de demônios ou maus espíritos. de várias cores.11 o Deus está presente.9 tem iluminado as regiões. vem por esses caminhos tão propícios para viajar. Deus Savitar o de olho dourado vem para cá. adorável. 10. Puxando o carro de jugo de ouro seus Baios. eu apelo a Savitar o Deus para nos ajudar. Que ele. colocando para descansar o imortal e o mortal. Em sua carruagem adornada com pérolas. louvado em hinos ao anoitecer. são livres de poeira. manda o Sol se aproximar de nós. 115. 7.7 próximos: no mundo de Yama é um. protege-nos hoje. Asura10 de tremor profundo. ao contrário dos mortais que partem para o reino de Yama. O eixo central é o símbolo da estabilidade. o Asura de mão dourada. ele viaja. mas mais especialmente praticantes de feitiçaria. Ehni. Líder Bondoso. Assim os Deuses permanecem impassíveis. Mantidos no colo de Savitar. Teus caminhos. o descendente. o Divino. o Deus que contempla toda criatura. venha para cá até nós com sua ajuda e proteção. muito parecidos com os Rākṣasas. três regiões desérticas e os Sete Rios. o Deus da distância longínqua. teus antigos caminhos sem poeira estão bem estabelecidos na região média do ar. dois de Savitar. e espalha o céu brilhante pela região escura. Índice ◄►Hino 36 (Griffith) ____________________ 7 Céu e terra. protege-nos do mal nesse dia. Trazido em sua carruagem dourada ele vem. Aquele de muitos raios. mantendo sua posição inalterada pela revolução das rodas. Eu invoco a Noite. 9. onde se encontra alguém para nos dizer para qual esfera celestial seu raio vagou? 8. Afasta doença.8 firme. são preparados de antigamente. fala conosco. Ele. ou o céu do dia e o céu da noite. Savitar (Griffith) 1. Der Mythus des Yama. 4. perspicaz.

ou quarta parte da estrofe. 8. brilham preeminentemente. 7. Que Agni. A métrica dos versos ímpares é Bṛhatī. Os raios daquele Agni. 11. Nós escolhemos a ti. Agni (Wilson) (Anuvāka 8. [‘Um Ṛṣi muito famoso. e do céu. seja um benfeitor para Kaṇva. mataram Vṛtra. dito pertencer à família de Aṅgiras’. Agni. aqui. Oferecendo oblações. a ele esses nossos hinos. cujo filho tinha sido antes apresentado como Medhātithi. Varga 10. que canta o Sāma. (tu és aquele) a quem os deuses mantiveram por causa de Manu. tendo o primeiro e o terceiro p ādas iguais. tomar o lugar do Yajamāna. que és dotado de todo o conhecimento. o guardião doméstico da humanidade. 3 Medhyātiti. Desse modo o devoto te adora.) algum outro adorador deteve. O homem que te oferece oblações obtém. hoje.] O comentador completa com ‘os sete’. pois tu és devotado aos deuses. que são muitas pessoas. ou poste sacrifical. que supervisiona o todo. Homens. a quem. – a quem outros (Ṛṣis) também louvam. 3. O Hotṛ. 1. 6. riqueza universal. (junto contigo). 9. exceto o último. Generoso dador de alimento. De acordo com outro texto: ‘os sete sacerdotes principais derramam a oblação’. Essa enumeração omite um dos principais realizadores.3 deteve. Stevenson. Os outros. como um cavalo que relincha em um conflito por gado. 1 2 . 2. todas. Os deuses Varuṇa. Portador de oblações. 3. que a derrama no fogo. Toma o teu lugar. agora ou em qualquer outro momento. Nós imploramos. e do firmamento. agregadas em ti. transporta-a para os deuses poderosos. Varga 9. exaltamos. O Neṣṭṛ. e Aryaman te acendem. na décima terceira e décima quarta estrofes. Kaṇva. ao poderoso Agni. a quem Kaṇva fez mais brilhante que o sol. brilhante com teu próprio esplendor. emite a fumaça movente e graciosa. a morada (de criaturas vivas). O Brahmā. Agni. sê favorável a nós. qualquer oblação que possa ser oferecida em ti. és o concessor de deleite. O Rakṣas. tu. ou Yajamāna. 5. De acordo com o Sr. e sê nosso protetor. a quem Indra deteve. aqui. que guarda a porta. estão incluídos entre os dezesseis. Mitra. As ações boas e duráveis que os deuses realizam estão. acompanhado por veneráveis (medhya) convidados (atithi). eles fizeram da terra. 5. que és poderoso e eterno. 7. Adorável e excelente Agni. Resplandece.137 Hino 36. que prepara os materiais para a oblação. e a quem (agora. 10. que repete os hinos do Ṛc. a métrica dos versos pares é chamada de Satobṛhatī. que adoram os deuses. o aumentador de vigor. o anfitrião de convidados piedosos. provavelmente. 4. os sete sacerdotes ou assistentes no Soma-yāga são: 1. O instituidor. Agni. possuidor de riqueza. vitoriosos sobre seus inimigos. pois tu és poderoso. Agni. As chamas de ti. bem disposto em direção a nós. Os (deuses) destruidores. nós te adoramos. Vigoroso e auspicioso Agni. – para o benefício de vocês. Nós recorremos a Agni. Tu. – Griffith. O Udgātṛ. com hinos sagrados. doador de riqueza. que recita as fórmulas do Yajush. quando chamado. espalham teus raios em volta. acendem Agni (com oblações). que és tal (como descrito). com o Yūpa. através de ti. o Ṛṣi do décimo segundo Sūkta e seguintes. Sūkta I) O Ṛṣi é Kaṇva. 1 o filho de Ghora. com (sete)2 sacerdotes ministrantes. o mensageiro e invocador dos deuses. Varga 8. 4. a ele nós. um epíteto de Kaṇva. é. 2. o Adhvaryu. tocam os céus. 6. o invocador e mensageiro dos deuses. identificado. tendo doze sílabas no terceiro pāda. e que deve. O Potṛ. o deus é Agni. e. sobre a grama sagrada. o antigo mensageiro deles.

Com palavras emitidas em hinos sagrados. ganha através de ti toda riqueza. pois tu és grandioso. sábios reais. e daqueles que procuram nos matar. da raça lunar. Agni. como ereto. Ereto. As chamas de Agni são luminosas. erguenos no alto. 18. 13. pelo conhecimento. Agni. 20. não prevaleça contra nós. Agni é solicitado para concessão de poder (afluência). te adoramos. – Varuṇa. com Yadu.4 14. brilhaste por Kaṇva. Sempre. Ereto. o Onisciente. protege-nos contra maus espíritos. 3. Permanece ereto. ó Agni. consome os poderosos espíritos do mal. Surgido por causa de sacrifício. como o divino Savitṛ. a quem homens reverenciam. nós rogamos a Agni. Agni (Griffith) 1. como (a louça do oleiro). e do (homem) malévolo que não oferece donativos. ele tem concedido prosperidade a Kaṇva. A ti como o nosso mensageiro nós escolhemos. pois a amizade dos deuses é obtenível através de ti. o comentador completa com ‘a cerâmica’. era o filho de Yatāti. Os Deuses acendem a ti seu mensageiro antigo.5 que alguém que é hostil a nós. 4 Agni. ou poste ao qual as vítimas. terríveis. assim como o (sábio que tem) a hoste dos santos. protege-nos.138 12. Aryaman. seguramente e totalmente. traga para cá Navavāstva. e todos os outros nossos adversários. e. do pecado. para a nossa proteção. Agni. é dito aqui ser identificado com o yūpa. completa nossos tesouros. (para dar) luz para as várias raças da humanidade. ele tem protegido nossos amigos. com uma maça. Turvaśa pode ser outra leitura de Turvasu. Faze-nos felizes. Índice ◄►Hino 37 (Wilson) ____________________ Hino 36. Nós chamamos. Aquele homem mortal que tem derramado oferendas para ti. o que prende o ladrão. protege-nos de (animais) nocivos. Os homens ganharam Agni. de acordo com Asvalāyana. e saciado com oblações. Que Agni. e. pelo qual nós te invocamos com unguentos. de modo que nós passemos (pelo mundo). das pessoas citadas nesse verso. tu és o concessor de alimento. e (todo outro) adorador (que recorre a ele) em busca de riquezas. 16. além de que eles eram Rājarṣis. 2. com os raios ardentes. 15. Vigoroso e muitíssimo resplandecente Agni. que. Bṛhadratha. e o homem que nos ataca com armas afiadas.6 19. e sacerdotes (oferecendo oblações). como o nosso Sacerdote. 5 O texto tem somente ghanā. . Manu te reteve. Yadu e Ugrādeva. são amarradas. tu. junto com Agni. sim. 17. com uma maça. o Senhor de muitas famílias que servem devidamente os deuses. dador de alimento. com oblações. Tu és o senhor de provisões notáveis. destrói todo espírito maligno. poderosas. na hora de erguer o poste. destrói totalmente nossos inimigos. 6 Nada mais é dito. Mitra. Varga 11. ele que faz a força deles abundar: nós. ó excelente. para os deuses. leva nossa riqueza (de oblações). em tais ocasiões. Turvaśa. de longe. Sê hoje nosso Auxiliar de espírito benevolente em nossos atos de força. esse verso e o seguinte devem ser recitados. e não são confiáveis. As chamas de ti o poderoso estão espalhadas extensamente ao redor: teu esplendor alcança o céu. a ti. que não fazem doações. para que nós possamos viver. em um sacrifício de animais. a ele a quem os outros também louvam. e Turvīti. 4.

e eles traduzem respectivamente ‘Agni e Mitra protegiam’. o Auspicioso. preserva-nos da dificuldade desagradável. eram amarradas. segundo o ponto de vista vêdico. Tu. se encontram em ti.139 5.13 por meio de Agni. com unguentos e com sacerdotes. 11 Agni. benevolente. isto é. 10. e talvez também para fortalecer sua prece por um apelo aos espíritos de heróis mortos. para que possamos ter filhos heroicos. ó Agni. o vidente de vinte e oito hinos dos livros 8 e 9. e depois. pois tu és poderoso. 13 Turvaśa e Yadu são citados juntos frequentemente como epônimos de tribos daqueles nomes. tu que tens fogo como os dentes. Yadu. Agni. ficou ao lado de Kaṇva: o Corcel relinchou alto em disputas por vacas. Faze a nossa riqueza perfeita. é identificado por Sāyaṇa com o poste sacrifical ao qual as vítimas. os dois Mitras. de quem Medhyātithi9 fez a fonte de riqueza. 9. 8.11 14. ‘Indra e algum outro adorador’. Essa palavra pode. Em ti. reunidas. todo presente sagrado é oferecido. tu com luz imponente. à direita e à esquerda. golpeia o perverso. porque tu tens afinidade com os deuses. são também aparentemente os nomes de dois outros Ṛṣis. 16. Mas ela parece ser nome de um Ṛṣi da família de Kaṇva. Permanece ereto para nos prestar ajuda. melhor animador dos Deuses. O Mais Vigoroso. Agni. dos sacrifícios oferecidos pelos homens. és um Sacerdote animador. 18. Agni. Nós chamamos Ugradeva.8 invocado. Nesse dia. entretanto se referir aos ornamentos – outra significação da palavra – usados pelos sacerdotes ministrantes. como Mitra (e Varuṇa) favoreceu’. Ergue-nos no alto para que possamos caminhar e viver: desse modo tu deves pronunciar nossa adoração em meio aos Deuses. 13. 17. Todas as leis superiores imutáveis estabelecidas pelos deuses. porque tu és grandioso. Mitra e Varuṇa. Senhor Divino. 12. do demônio. Vṛtra eles derrotaram e mataram. conforme Sāyaṇa. Derruba tal como com uma maça. para proteger o lar atacado pelos Dasyus ou ladrões. rubra e bela de se ver. Tu governas como um Rei sobre força amplamente famosa: sê bom para nós. brilha. Agni tem dado poder heroico para Kaṇva. ó Agni. e o último. Consequentemente ele considera que añjibhiḥ significa ‘com unguentos’. o mais vigoroso. louvado Agni! solta a fumaça. com os quais o poste era ungido. A ele. e fizeram do céu e da terra e do firmamento uma grande morada.10 11. de longe. de quem Kaṇva. quem quer que ele possa ter sido. 8 O poderoso Agni. e felicidade: Agni tem ajudado nossos amigos. em um sacrifício animal. Nos salva daquele que deseja nos ferir ou matar. Benfey e Ludwig consideram que ela significa. Senta-te. melhor Sacerdote sacrificante. prevalecer sobre nós. mata com tua chama todo demônio devorador. a quem Medhyātithi. 9 Medhyātithi: Sāyaṇa considera essa palavra como um epíteto de Kaṇva [veja a nota 3]. O Touro glorioso. a quem Kaṇva acendeu para seu rito. protege-nos do iníquo malicioso. Não deixes o homem que conspira contra nós no meio da noite. traze Navavāstva e Bṛhadratha. para subjugar o inimigo. a ele. Ereto. Turvīti. Dele em seu próprio esplendor brilhante o devoto se aproxima em adoração. a quem. tem ajudado Upastuta a ganhar. Agni. esses nossos cânticos de louvor. Portador de oferendas. nem qualquer inimigo. O poeta parece rezar pelo retorno de Navavāstva. Protege-nos. Os homens acendem Agni com seus presentes sacrificais. Turvaśa. .12 tem ajudado Medhyātithi. 10 Vṛṣan e Upastuta: traduzidos por Wilson. exaltam: seus poderes brilham preeminentes. forte como um touro e impetuoso como um cavalo de guerra. Senhor da Casa. 15. amigos. o primeiro. vitoriosos sobre os inimigos. eleva-te como Savitar o Deus. ajudou seu favorito Kaṇva em batalha. e ‘Agni. Mitra. Digno de alimento sagrado. 7 A preservação do mundo inteiro depende. A ele. adora nossos Deuses. 7. Agni. como ereto.7 6. mensageiro dos homens. os deuses ordenaram por causa de Manu. 12 Sāyaṇa toma mitrā no texto como mitrāṇi. Ereto como concessor de força nós te chamamos em voz alta. porque aqueles dão força aos Deuses e os tornam aptos a cumprirem seus deveres. e Vṛṣan e Upastuta.

Os deuses. depois de ter recebido as oblações. a quem o povo reverencia. Aryaman. Índice ◄►Hino 37 (Griffith) ____________________ Hino 36. que te adora. dependem. Em ti todas as leis firmes que os deuses fizeram estão compreendidas. ó bom! 3. Levanta-te em linha reta para nos abençoar. como o deus Savitṛ. o rei. ao vigoroso Agni que pertence a muitos povos. tu que és benevolente para nós hoje e depois. pois tu. se torne brilhante ao lado da Kaṇva. relâmpagos. 4. quando nós com nossos adoradores e com unguentos te chamamos em emulação (com outras pessoas). Tu. que és grande. 1. o possuidor de tudo. 2. eles abriram espaço amplo para sua habitação. ó dependente de ti mesmo. Manu te estabeleceu uma luz. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. justo ganhador de despojos. As chamas de Agni cheias de esplendor e de poder são terríveis. Tu és senhor sobre saque glorioso. os adoradores de fato se aproximam com reverência. que os deuses têm feito.15 6. com palavras bem faladas. 8. Dele. Rākṣasas e maus espíritos que praticam feitiçaria. o mensageiro dos clãs. tu que te diriges muito excelentemente aos deuses. Sacrifica então. tu és grande. Mitra. para toda a raça dos homens: Surgido da Lei. Em ti. sê aqui hoje benevolente para nós. deus santo.16 eles (vitoriosamente) passaram pelo Céu e a Terra e as águas. Ó Agni. se espalham em volta. Nós te escolhemos. a ele nós exaltamos. a quem os deuses colocaram aqui para Manu como o melhor realizador do sacrifício. Assim. Os homens têm colocado Agni (no altar) como aumentador de força. ó portador de oferendas. um ajudante em nossa luta por ganho. ó Agni. Destruindo o inimigo. o antigo mensageiro. 14 15 . 20. o vencedor de prêmios. tens convivência com os deuses.” Max Müller. ou seja. tendo superado todas as falhas. a quem outras pessoas (também) magnificam. HINO 36. Brilha. acendem a ti. estrelas. ó glorioso! 10. ó Agni. Aquela nutrição de Agni tem brilhado a quem Medhyātithi e Kaṇva têm acendido em nome de Ṛta. Varuṇa. ganha através de ti todos os prêmios. “Em ti todas as obras eternas estão unidas. Tu és o Hotṛ alegre e o chefe de família. ADHYĀYA 3. As chamas de ti. 16 A palavra 'inimigo' (Vṛtra) faz alusão ao nome do demônio conquistado por Indra. 7. 5. para não serem aproximadas. tu és grande. emite tua fumaça bela e vermelha. Com oblações os homens acendem Agni. Consome para sempre todos os demônios e feiticeiros. Que o valoroso (Agni). como nosso mensageiro e como nosso Hotṛ. por Kaṇva tu tens brilhado. ó Agni. Que possamos adorar-te. Toma teu assento. Tem piedade de nós. rico em alimento sacrifical. tu. o deus mais jovem. 11.140 19. alimentado com óleo. Nós imploramos. AṢṬAKA I. o Abençoado. tais como sol. aos deuses para que nós possamos ser ricos em homens valentes. Agni. O mortal. a quem Vṛṣan e Upastuta (adoraram). Enche (-nos de) riqueza. que ele relinche como um corcel em batalhas. 9. VARGA 8–11. A ele esses hinos. 13. ó Agni.14 consome cada demônio devorador. 12. a quem Kaṇva e Medhyātithi. todo o alimento sacrifical é oferecido. aos clãs que adoram os deuses. teus raios tocam o céu.

e aquele que nos engana. como uma luz para todas as pessoas. tu. Descobre nossa adoração entre os deuses. ó Agni. 17. As chamas de Agni são impetuosas e violentas. que aquele impostor não governe sobre nós. cresceste forte. assim como com uma maça. Agni (abençoou) Upastuta na aquisição (de riqueza). do avarento. e os aliados dos Yātus. Que Agni. Agni prosperidade (para Kaṇva). Agni ganhou abundância em heróis. ó deus mais vigoroso com esplendor brilhante! 16.141 14. 20. Tu resplandeceste com Kaṇva. O mortal que faz (suas armas) muito afiadas à noite. ó deus de mandíbulas de fogo.17 Que nós permaneçamos corretos para que possamos andar e viver. 15. Índice ◄►Hino 44 (Oldenberg) ____________________ 17 [Ghoul: espírito dos contos orientais. do feiticeiro. Mitra e Varuṇa) abençoaram Medhyātithi. Permanecendo reto. ó Agni.] . nossa força contra o Dasyu. conduza Navavāstva. elas são terríveis e não devem ser suportadas. queima todo demônio necrófago. Agni e os dois Mitras (ou seja. Manu te estabeleceu. protege-nos do mal com teu esplendor. os avaros em todas as direções. 19. Sempre queima os feiticeiros. Atinge. Salva-nos daquele que nos prejudica ou tenta matar-nos. Através de Agni nós chamamos de longe para cá Turvaśa. Salva-nos. que ataca túmulos e se alimenta de cadáveres. a quem as raças humanas cultuam. Yadu e Ugradeva. livra-nos do mal. Bṛhadratha e Turvīti. todos os maus espíritos. nascido de Ṛta. 18.

em sua rota. a nuvem longa. céu e terra). retentora de chuva. revigorem a humanidade. o tejas. que tem sido aumentada em ou por. temendo sua aproximação feroz e violenta. Eles impelem. – jambhe rasasya vāvṛdhe. em seus cursos. simplesmente. 11. Índice ◄►Hino 38 (Wilson) Kaṇvas pode significar os membros do gotra (a família. – a qual é explicada: seu vigor. 5 A passagem é breve e obscura. 3.5 Varga 13. Eu ouço o estalo dos chicotes nas mãos deles. deem animação às nuvens. Celebrem. Fiquem satisfeitos com eles. agitadores do céu e da terra. (para beber). Eles são os geradores de fala. extraordinariamente inspirando (coragem) na luta. sem cavalos. sábios ou sacerdotes. Vāśī é um sinônimo de vāch. ou força. ou palavras. 13. 4.2 mas brilhantes em seu carro. como o topo (de uma árvore)? 7. nós somos seus (adoradores). Maruts. Quem é o líder principal entre vocês. 12. que nasceram entre vacas. ou. e que não pode ser diminuída. 9. que abalam tudo em volta. 6. 4 Devattaṃ brahma. Arvan é. 5. As oferendas dos Kaṇvas estão preparadas. Varga 14. não exercida sobre. Dirijam a oração dada por deus4 àqueles que são sua força. até seus joelhos. Que. 10.3 e enfeites. Ele considera que as vacas são as nuvens. a métrica é Gāyatrī. gritos de guerra. 2. Louvem a força esportiva e irresistível dos Maruts. e abrem com força (os úberes para derramar) o leite”. A oferenda está preparada para a sua satisfação. Langlois tem “que reinam entre as vacas (celestes). 8. 3 Vāśībhih. que o comentador explica como 'sem o filho de um irmão'. segundo o comentador. e cuja força foi nutrida pelo (desfrute de) leite. isto é. de acordo com o comentador. 1 2 . eles estimulam o (gado) mugindo a entrar (na água). pois a montanha de muitos cumes é despedaçada (diante de vocês).142 Hino 37. e ser sem cavalos seria aplicável aos Maruts. levados por veados pintalgados. fala. para dar estabilidade à residência. diante deles. vasta. obtida a partir da graça ou instrução dos deuses. o rasa. como vocês têm vigor. Estável é seu local de nascimento (o firmamento). cuja carruagem é puxada por cervos. a energia. os destruidores de inimigos. 15.1 a força reunida dos Maruts. com gritos apavorando o exército do inimigo. por medo (de seus inimigos). 6 Uma coluna forte. a chuva. os poderosos. O Sr. possuidores de reputação brilhante. o Hino é endereçado aos Maruts . mas é o śardhas. plantou um (pilar)6 firme. e o leite. como um monarca enfraquecido. A cuja aproximação impetuosa a terra treme. o qual seria um epíteto bastante ininteligível. Maruts (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kaṇva. ou leite. eles espalham as águas. O chefe de família. em sua acepção usual. 1. todos ouvem (o barulho) deles. Varga 12. um cavalo. Kaṇvas. ou do leite. ou escola) de Kaṇva. foi aumentado (ou) em desfrute ou na barriga. que nós possamos viver nossa vida inteira. 14. Venham rapidamente. A frase é anarvāṇaṃ. com armas. voz. dos Maruts. eles enchem o caminho de clamor. porém as aves (são capazes) de sair (da esfera de) sua mãe: pois sua força é (dividida) em todos os lugares entre duas (regiões. com seus (veículos) velozes. a prece ou oração que recomenda a oblação. no Nighaṇṭu. derivado de. com sons. alegres. nasceram autoluminosos. ou. Onde quer que os Maruts passem.

para seu grupo de Maruts inatacáveis. força. Sim. treme em terror em seus caminhos. Aqueles que. E esses. Louvem ao Touro entre as vacas. Ele se fortaleceu porque bebeu da chuva. Ó Maruts. Alegres. 8. 2. Eles por cujos avanços a terra. 4.143 ____________________ Hino 37. o estalo dos chicotes que eles seguram. eles derramam essa prole da nuvem. Os violentamente vigorosos. 8 . quando todos são tão poderosos seria supérfluo perguntar quem é o mais poderoso. 6. pois vocês têm adoradores entre os filhos de Kaṇva Que vocês se regozijem entre eles completamente. 9. Nós somos seus servos sempre. vocês têm derrubado homens na terra.10 11. Isto é. Diante deles. como sua força é grande.9 em suas corridas têm ampliado os limites. até duas vezes o suficiente. Ouve-se. Longa. é deles. com os cervos pintalgados. 9 Os Maruts de voz alta. De modo que as vacas devem andar afundadas até os joelhos. 5. como um senhor dos homens enfraquecido pela idade. ampla e inesgotável. Índice ◄►Hino 38 (Griffith) ____________________ 7 O grupo de Deuses da Tempestade preeminente entre as nuvens como um touro é entre as vacas. 10 Os Maruts se espalharam pelo céu e fizeram cair tanta chuva que as vacas nos pastos estão na água até os joelhos. nos caminhos que eles seguem. espadas e ornamentos brilhantes. Enquanto os Maruts passam. 3. nasceram juntos. Cantem. autoluminosos. Quem é o mais poderoso de vocês. eles conversam no caminho: Alguém os ouve enquanto eles falam? 14. Heróis. ó abaladores da terra e do céu. Agora cantem o hino dado por Deus para sua exultante tropa Marut. os Cantores. Lanças. À sua aproximação o homem se segura diante do furor da sua ira: A montanha de juntas escarpadas cede. Eles obtêm glória em seu caminho. Tudo está preparado para o seu deleite. ó Kaṇvas. quando.7 pois ele é o grupo esportivo dos Maruts. Assim vocês têm feito as montanhas caírem. resplandecentes em seu carro. Venham rápido com corcéis velozes. 12. Para viver tanto quanto a vida possa durar. 10. os fortes. como se estivesse próximo. 15. os Filhos. 13. Forte é o seu nascimento: eles têm vigor para emergir de sua Mãe. Maruts (Griffith) 1. Vocês que os agitam como a bainha de uma roupa?8 7.

4. Seu nascimento é forte de fato: há força para emergir de sua mãe. embora o comentador explique a palavra claramente como ‘sem um inimigo’. 13 As lanças e adagas dos Maruts significam os raios. Eles por cujas corridas a terra. A escola lendária. Cantem. para a hoste esportiva de seus Maruts. e o comentador está perfeitamente certo. eles ganham esplendor em seu caminho. as nuvens de chuva. VARGA 12-14. ó Kaṇvas. eles impelem adiante o belo (carro) na estrada. ou. que nasceram juntos. ó homens. dos gamos e dos cavalos dos Maruts. 13. 10. 11. 11 . como nuvens. no entanto. an-arvan nunca significa ‘sem cavalos’. para que nós possamos viver.144 Hino 37. vocês têm feito as montanhas tremerem. Eles. Eles fazem essa longa e vasta chuva incessante cair em seus caminhos.15 as vacas tiveram que andar afundadas até os joelhos. 15. Os poetas vêdicos. E esses filhos. mais que isso. por perto. são chamados às vezes de pṛṣat-asvāh. com tal força como a sua. 7). em traduzir a palavra como ‘sem um inimigo’. e eles falam no mesmo hino. ou ‘sem oposição’. 58. quando eles os estalam em suas mãos. Isso se torna ainda mais claro a partir do próximo verso. Eu ouço seus chicotes. Nós sempre somos seus servos. 1. como parece. 14 Nós também poderíamos traduzir: "Aqui. ADHYĀYA 3. no mesmo verso. 8. ele cresceu porque ele provou a chuva. os cantores.12 as lanças. pois é a hoste esportiva dos Maruts. dotados de energia e força terríveis. vocês têm feito os homens tremerem. até a totalidade da vida. 40. Índice ◄►Hino 38 (Müller) ____________________ Wilson traduz anarvāṇaṃ como ‘sem cavalos’. vocês agitadores do céu e da terra. tendo pṛṣats como seus cavalos. 12. HINO 37. os punhais. eu ouço o que os chicotes em suas mãos dizem. eles conversam no caminho: alguém os ouve? 14. e significavam originalmente. A última frase expressa o resultado dessa corrida. é o mais forte entre vocês aqui. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Os Maruts. com cavalos malhados. Venham rápido em seus corcéis velozes! Há adoradores de vocês entre os Kaṇvas: vocês podem se regozijar bem entre eles. Quem. alargaram as cercas em suas corridas. a tradição posterior na Índia declarou-se a favor de cervos manchados. admitiam ambas as idéias.13 3. só pode significar que eles varreram todo o céu. há vigor duas vezes o suficiente para isso. ou melhor. 7. de fato. 9. diz ele. a nuvem retorcida fugiu por causa de sua ira violenta. Conforme os Maruts passam. 3. quase perto. os toma como cervos com manchas brancas. 12 Os cervos manchados (pṛṣatī) são os reconhecidos animais dos Maruts. Celebrem o touro entre as vacas (a tempestade entre as nuvens). À sua aproximação o filho do homem se detém. mas sempre ‘sem dano’ ou ‘livre de inimigos’. no entanto. brilhantes em seus carros. 5. com os cervos pintalgados (as nuvens). como um rei grisalho. quando vocês os agitam como a bainha de um traje? 7. e afastaram as nuvens de todos os horizontes. Ó Maruts. 6. no que diz respeito ao sentido. treme de medo em seus caminhos.14 4. autoluminosos. AṢṬAKA I. os enfeites brilhantes. e incólumes11 – 2. O fato é que. a queda de tanta chuva que as vacas tiveram que caminhar até os joelhos na água. De fato há o bastante para o seu júbilo. Cantem a prece dada por deus para a tropa selvagem de seus Maruts." 15 A expressão que os Maruts ampliaram ou alargaram as cercas de sua pista de corridas (RV. Sāyaṇa está perfeitamente ciente do significado original de pṛṣatī. no Ṛg-Veda. e os enfeites brilhantes o relâmpago. a escola etimológica como linhas de nuvens de muitas cores. ou seja.

Maruts. ou pertencentes a. 5. aqui. venham. sobre o deserto. que seus carros e seus corcéis sejam firmes. Onde aqueles (que te cultuam) gritam (para vocês) como gado? 3. quando vocês nos pegarão por ambas as mãos.145 Hino 38. brilhantes. Glorifiquem a hoste de Maruts. – e. com progresso desobstruído. Que vocês. chamado de um deus da raça Rākṣasa. 7. Profiram o verso que está em suas bocas. 1 2 . Brahmaṇaspati. como um pai faz com seu filho? 2. inundam a terra. Varga 16. e os homens. e o belo Mitra. suas (riquezas) valiosas? Onde. filhos de Prisni. com mãos fortes. 11. Não deixem que o muito poderoso e indestrutível Nirṛiti1 nos destrua: que ele pereça. vocês estão (no momento)? Quando sua chegada ocorrerá? Passem do céu. o espalhem. do alimento sacrifical. Que as pinas de suas rodas sejam firmes. toda residência da terra (treme). 9. daí. De fato. Onde. – como um cervo (nunca é indiferente) ao pasto. Eles espalham escuridão sobre o dia. que gostam de louvores. Maruts (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. 1. todas as suas (dádivas) auspiciosas? 4. Varga 17. Onde. 3 O senhor do mantra (ou prece). (sacerdotes). Que seu adorador nunca seja indiferente a vocês. Varga 15. também. 10. os brilhantes e vigorosos Maruts. 8. deuses e métrica continuam os mesmos. e. explicado como: criados ou protegidos por Rudra. de fato. 2 mandam chuva. por isso. criados por Rudra. ou. se tornem mortais. 15. 12. Índice ◄►Hino 39 (Wilson) ____________________ Ele é. 14. e por quem a grama sagrada é cortada. ao longo dos rios belamente represados. Proclamem. Aqueles que são de. e seu panegirista se torne imortal. tremem. 6. Ao rugido dos Maruts. que eles sejam exaltados por esse nosso culto. a chuva é libertada pelos Maruts. sem vento. dignos de louvor. estão seus novos tesouros? Onde. Maruts.3 Agni. O relâmpago ribomba. por meio de uma nuvem carregada de água. habilitados para adoração. Rudra. 13. com voz afinada para louvor. com nossos (maus) desejos. Maruts. como uma nuvem espalhando chuva: cantem o hino medido. e seus dedos bem hábeis (para segurar as rédeas). não da terra. na nossa presença. – de modo que ele não trilhe o caminho de Yama. – como uma mãe vaca que berra por seu bezerro.

indesejado como um cervo em um pasto familiar ou prado reservado para as vacas. Nem ele seguiria pelo caminho de Yama. e não na terra? Onde as suas vacas se divertem?4 3. Ó Maruts. com Sāyaṇa. E agora? Quando vocês nos tomarão por ambas as mãos. e não vêm para a terra? Ou. com a seca. vocês os filhos que Pṛśni teve. De fato. 8. 9 Agni é invocado frequentemente junto com os Maruts. o sacerdote e purohita dos Deuses e homens. 10 Parece melhor. Agora para onde? Para qual meta vocês vão. não soprada para longe. como mãe. como Max Müller sugere. e como tal ele é invocado junto com os Maruts em outras passagens. sem impedimentos em seus cursos. louvável.37. as nuvens. . 40.10 Aquele que é belo como Mitra. para quem a erva sagrada é cortada? 2. ó Maruts. 9. 14. os Filhos. o vento geralmente cessando logo que a chuva pesada começa a cair. à hoste dos Maruts. I. firmes seus cavalos e seus carros. Onde as suas mais novas graças são mostradas? Onde. Forma em tua boca o hino de louvor. Que sejam firmes as pinas de suas rodas. 7 Ganância. Brahmaṇaspati e Bṛhaspati são. 6 Nirṛitiḥ. ambos. Max Müller. os Cantores’. Então seu adorador nunca seria odiado como um animal selvagem5 na área do pasto. i. E que suas rédeas também sejam bem ajustadas. fossem mortais. ‘onde permanecem seus rebanhos?’ isto é.7 se afastem de nós. variedades de Agni. com seus corcéis de cascos fortes. apressem-se. 10. Quando sua corrente de chuva foi libertada. o derrube: Que todas. que penetra no solo.12 vigorosa: Que os fortes residam aqui conosco. a sua prosperidade? Onde todas as suas sublimes bem-aventuranças? 4. o amigo dos Maruts. Ó Maruts. de acordo com Ludwig: ‘Onde se alimentam as vacas que devem fornecer leite e manteiga para o sacrifício para vocês? Onde é o lugar no qual deve ser oferecido sacrifício a vocês?’ 5 Ou. 8 Chuva constante. seu filhote. eles os ferozes e poderosos Filhos de Rudra mandam sua Chuva sem vento8 até nos lugares desertos. 11 Endereçado ao poeta do hino. 5. Agni9 o Senhor da Oração. Que nenhuma praga destrutiva6 sobre praga difícil de ser conquistada. Quando eles inundam a terra eles espalham escuridão mesmo de dia. Como uma vaca o relâmpago muge e segue. ao longo dos rios brilhantes represados. E cada homem que nela habita oscila. portanto. Maruts (Griffith) 1. Deuses.10: ‘E esses. melodiosa. Max Müller. Convida para cá com essa música. 7. para o louvor. Maruts. Se. e é até chamado de marutsakhā. 13. expande-te11 como uma nuvem de chuva Canta o elogio medido. Cantem glória à hoste Marut. Com a nuvem de chuva carregada de água. 12. ao som da sua voz essa morada terrena treme. no céu. A canção dos Maruts é a música ou canto dos ventos. como um pai querido ao seu filho. 6. Porque vocês ficam no céu. 15. 12 Como em 1. atribuir brahmaṇaspatim a Agni do que. pecado. Max Müller.146 Hino 38. 11. e Imortal aquele que canta seu louvor. Índice ◄►Hino 39 (Griffith) ____________________ 4 Talvez.

Onde estão agora? Em que missão vocês estão indo. 1-2. que eles o proferiram ou expandam. 13. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. ele segue como uma mãe segue atrás de seu filhote. Índice ◄►Hino 39 (Müller) ____________________ 13 Eu acho melhor conectar os versos quarto e quinto. Adora a hoste dos Maruts. os gloriosos. 9. 15. 8. O relâmpago muge como uma vaca. ‘belo como Mitra'. 1. difícil de ser conquistado. que ele se afaste. Que nenhum pecado após outro. ADHYĀYA 3.15. o brilhante. Realmente eles são terríveis e poderosos. 25-26. O que.17 Que eles sejam magnificados aqui entre nós. 19. 7. Forma um hino em tua boca! Expande-te como a nuvem!16 Canta uma canção de louvor. 8. 23 e também 8. 16 A segunda frase é obscura. assim como uma nuvem envia chuva”. para os quais a erva sagrada tem sido podada? 2. no céu. 11. e seu adorador um imortal13 – 5. os homens cambalearam para frente.14 6. invocado junto com os Maruts. Ludwig traduz. HINO 38. . 32. que se o deus fosse o poeta e o poeta o deus. até mesmo ao deserto os Rudriyas trazem chuva que nunca é secada. 8. 21.19. Agni. e o poeta acrescenta: "Que ele se espalhe como uma nuvem com a chuva. 18. não na terra? Onde suas vacas estão passando o tempo? 3.52. então o poeta seria mais generoso com o deus do que o deus é com ele: veja 7. isto é. quando eles encharcam a terra. Maruts em seus corcéis de cascos fortes que nunca cansam vão atrás daquelas brilhantes (as nuvens). como 1. ó Maruts? Onde estão as bênçãos? Onde estão todos os prazeres? 4. É dito lá de um patrocinador que só ele é um rei. na não pode ser deixado aqui sem tradução. 14 O caminho de Yama só pode ser o caminho seguido primeiro por Yama. 12. como o governante dos mortos. fossem mortais. nem ele seguiria o caminho de Yama. juntamente com a ganância. 14. 15 Mitra nunca é. agora? Quando vocês (nos) pegarão como um pai querido pega seu filho por ambas as mãos. 18. Sāyaṇa traduz: “Que o coro dos sacerdotes faça um hino de louvor.15 14. Então seu adorador nunca seria indesejado. VARGA 15-17. que todos os outros em volta do rio Sarasvatī são apenas reis pequenos. nos domine. tanto quanto eu sei. ó deuses.147 Hino 38. os musicais. Onde estão suas mais novas graças. Mesmo de dia os Maruts criam escuridão com a nuvem carregada de água. Pronuncia para sempre com tua voz para louvar o Senhor da oração. Um verso semelhante ocorre 8. brilhante como o sol. então. isto é. quando a chuva (dos Maruts) foi libertada. Então por causa dos brados dos Maruts sobre todo o espaço da terra. doando centenas e milhares". os carros. os seus cavalos. que ainda estão trancadas. filhos de Pṛśni. os terríveis. ou que leva a Yama. que suas rédeas sejam bem moldadas. como um cervo em um pasto. 44. 10. Além disso. Se vocês. Que suas pinas sejam fortes. AṢṬAKA I.4 e 1. 17 Outras passagens. e me sinto justificado em fazê-lo por outras passagens onde a mesma ou uma ideia semelhante é expressa. mostram que a concepção dos Maruts como cantores era familiar para os Ṛṣis Vêdicos. e é melhor tomar mitram como amigo. que é como um amigo.

ou outros animais. significando ‘aqueles possuidores de intelecto (chetas) superior (pra)’. e sua ajuda. 8. e dos desfiladeiros das montanhas. venham a nós.1 o firmamento ouve sua chegada. Maruts. 10. como vocês vieram antigamente. Prachetasas. com toda a sua progênie. nos pares. 1. 1 . Eles fazem as montanhas tremerem. aparentemente. 4. 3. e força. até o tímido Kaṇva. que. Nós então temos. e. Quando. para onde vocês quiserem. por causa da nossa progênie. abaladores (da terra). nenhum adversário seu é conhecido acima nos céus. de longe. e Satobṛhatī. Rudras. nós recorremos à sua ajuda. Vocês atrelaram os cervos pintalgados à sua carruagem. unido entre eles. vocês possuem força não diminuída: Maruts. mas a construção do original é obscura.2 que devem ser adorados sem reserva. a métrica é Bṛhatī. ou por homens. o nome pode ser somente um epíteto. atrelados a um carro. Que suas armas sejam fortes para afugentar (seus) inimigos. (vocês são atraídos)? 2. o cervo vermelho. Que sua força coletiva seja exercida rapidamente. nem (existe algum) sobre a terra. como os relâmpagos (trazem) a chuva. pṛṣatīh. pelo louvor de quem. Rohita. Se qualquer adversário. leva ou puxa o carro. 6. nos versos ímpares. soltem sua ira. como uma flecha. retirem dele alimento. Vão. 9. vahati. Índice ◄►Hino 40 (Wilson) ____________________ Os cervos pintalgados. (ajuda a) puxar o carro.148 Hino 39. rapidamente. então vocês fazem seu caminho através da floresta (árvores) da terra. pela adoração de quem. Varga 19. 7. sobre o inimigo colérico dos Ṛṣis. Varga 18. Doadores generosos. quando vocês espalham o que é pesado. no meio de três cavalos. Maruts líderes. instigado por vocês. no texto. Maruts. eles despedaçam as árvores da floresta. filhos de Rudra. 2 Ou. e os homens ficam alarmados. É dito que praṣṭi é um tipo de jugo. e não aparece o que é para ser feito com o jugo. praṣṭir vahati rohitaḥ. O sentido pode ser algo semelhante àquilo que é apresentado na tradução. mas a palavra permanece sozinha. como aqueles inebriados. defendam (o sacrificador) Kaṇva. não (a força) de um mortal traiçoeiro. com auxílios protetores completos. Venham. quando vocês demolem o que é estável. nos atacar. para nossa proteção. para humilhar (seus inimigos). vocês desfrutam de vigor intato. que seja sua a força que merece louvor. como a luz (desce do céu). rude e antigramatical. divinos Maruts. 5. são sempre especificados como os corcéis dos Maruts. é outra espécie de veado. o comentador diz. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e deuses são os mesmos. o veado vermelho. sem qualquer concordância gramatical. firmes em resistir a eles. que fazem (todas as coisas) tremerem. vocês dirigem seu (vigor) terrível para baixo. Destruidores de inimigos.

Venham a nós com sua ajuda. têm protegido Kaṇva perfeitamente. enviado por vocês ou mandado pelos mortais nos ameaçarem. não no sentido abstrato. para desafiar agora mesmo. agora por causa do amedrontado Kaṇva. perfeito. 5. uma imagem perfeitamente aplicável aos Maruts. como criaturas ébrias com vinho. 4 ‘junto com sua raça’. sua rota é através das árvores da floresta da terra. que é lançada adiante para medir a distância de um objeto. ó Generosos. eles rasgam em pedaços os reis das florestas. 5 ‘O relâmpago precede a chuva. é seu poder. Destruidores de seus inimigos. M. os veneráveis e sábios. Ó Rudras. Sim. como uma chama. e através das fissuras das rochas. e os homens ficaram muito aterrorizados. como relâmpagos buscam a chuva. 7. deuses com toda a sua comitiva. um veado vermelho puxa como um líder. a quem. abaladores da terra. Maruts. Eles fazem as montanhas balançarem e oscilarem. que parecem com suas armas golpear as árvores e as montanhas quando eles mesmos ainda estão distantes’. movidos pela sabedoria de quem. Quando. e giram por todos os lados toda coisa pesada. mantida nesse vínculo. e pode. mas como uma linha de medição. que a força. vocês lançam sua medida adiante. 4. extremamente glorioso deve ser seu poder guerreiro. Se algum inimigo monstruoso. vocês.149 Hino 39. pelo plano de quem? 2. Índice ◄►Hino 40 (Griffith) ____________________ 3 ‘Nessa passagem nós devemos considerar medida. nenhum inimigo de vocês é encontrado no céu ou na terra.3 Para quem vocês vão. Müller. 3. de longe. que elas sejam firmes para resistência. 9. Quando o que é forte vocês derrubam. . Ó Maruts. como nos tempos antigos. Porque vocês. ó Maruts. abaladores da terra. não como a força de um mortal enganoso. Ó Rudras.5 10. Até a própria Terra ouviu quando vocês se aproximaram.4 seja sua. Heróis. nós desejamos seu auxílio rapidamente para esse nosso trabalho. Maruts. 8. Acabem com ele por nós com seu poder e com sua força. venham a nós com plena ajuda protetora. portanto ser representado como olhando em torno em busca da chuva’. e com os auxílios que são seus. M. ó Maruts. 6. Que suas armas sejam fortes para afastar seus inimigos. Vocês uniram ao seu carro os cervos pintalgados. contra o inimigo irado do poeta mandem um inimigo como um dardo. Müller. Avante. Vocês têm força incólume. portanto. movam-se. Maruts (Griffith) 1. Max Müller.

e os homens ficaram amedrontados. ó homens. de longe. como relâmpagos (vão em busca da) chuva. Que seja seu o poder mais glorioso. Maruts perseguidores e sábios. agora por causa do atemorizado Kaṇva. 8 Compare com 8. não aquele do mortal enganador. e giram por toda parte o que é pesado. 7. abaladores (da terra)? 2. Doadores generosos. como loucos. é pela sabedoria de quem. junto com sua raça! Ó Rudras. nós desejamos sua ajuda rapidamente para a nossa tribo. VARGA 18-19. com toda a sua tribo. Nenhum inimigo real de vocês é conhecido no céu. ó devoradores de inimigos! Que o poder seja seu. 6. para quem.150 Hino 39.7 Venham. que eu traduzo como ‘medida’.8 até a Terra ouviu sua aproximação. através das fendas das rochas. com todas as suas graças. 6 7 . ele pode ser desafiado? 5. 9. privem-no de poder. portanto. como uma flecha. Pois vocês. ó deuses. como outrora. Quando vocês derrubam o que é firme. pelo plano de quem? Em direção a quem vocês vão. ó abaladores (do mundo). ó Maruts. Eles fazem as rochas tremerem. é explicado por Sāyaṇa no sentido de força. contra o inimigo irado dos poetas um inimigo. Que suas armas sejam firmes para atacar. Ó Rudras. HINO 39.6 como uma rajada de fogo. Maruts. 3. eles despedaçam os reis da floresta. Enviem. 4. Venham até nós. fortes também para resistir. ADHYĀYA 3. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. nem na terra. 1. incitado por vocês ou incitado por homens. 10. vocês carregam força completa. têm protegido Kaṇva totalmente. Índice ◄►Hino 43 (Müller) ____________________ Mā'na. um vermelho puxa como um líder. Quando vocês assim. Grandes árvores da floresta são chamadas de reis ou senhores da floresta. Venham a nós com auxílio. Qualquer demônio. 28: “Quando o líder vermelho puxa ou conduz os cervos manchados deles na carruagem”. vocês passam através das árvores da terra. lançam para frente a sua medida. AṢṬAKA I. 8. Maruts. de força e de suas graças. 7. Vocês uniram os cervos pintalgados aos seus carros. que nos ataca. poder completo.

deuses. 6. Brahmaṇaspati. 3 Manoh putrī. Varga 20. Generosos Maruts. 2 Devī * sūnṛtā.151 Hino 40. presentes. 4 não há encorajador nem desencorajador dele em uma grande batalha ou em uma pequena. Kaṇva. Brahmaṇaspati apareceu como uma forma de Agni (Hino 18). e (repleto) de oferendas apresentadas respeitavelmente. internamente. na forma de amante da verdade. aquela prece venturosa e perfeita em sacrifícios. Que Brahmaṇaspati concentre sua força. e instituidora de sacrifícios. 3. Aquele que oferece ao (sacerdote) ministrante riqueza adequada para ser aceita desfruta de abundância inesgotável. por quem a grama sagrada cortada é espalhada? O dador de oblações procedeu. Varga 21. estejam próximos. de coisas preciosas. ele mantém sua posição. que a deusa. não recebendo nenhum. citado separadamente. então tudo o que está para ser falado chegará até vocês. Vamos recitar. em qual caráter ele aparece por todo esse hino. De fato. produzindo corcéis excelentes e vigor notável. 1 . Brahmaṇaspati proclama a prece sagrada na qual os deuses Indra. Que Brahmaṇaspati se aproxime de nós.3 acompanhada por bravos guerreiros. infligindo muito dano. desejarem (ouvir) essa prece. pela riqueza abandonada (pelo inimigo). ainda. ele mata (o inimigo). a deusa da fala. Varuṇa. o Ṛṣi é. líderes. e. Associado com as reais (divindades). faladora da verdade. 8. O homem celebra a ti. (para o salão de sacrifício). uma forma de Sarasvatī. que os deuses (afugentem) todo adversário. a filha de Manu. nos conduzam ao sacrifício que é benéfico para o homem. Mitra e Aryaman têm feito sua residência. Quem (exceto Brahmaṇaspati. embora Indra seja.) pode se aproximar do homem que é devotado aos deuses. sê um participante da libação. nesse hino. 4 Esse atributo o identificaria com Indra. por ele nós adoramos I ḷā. no momento de perigo. 1. a mesma que no anterior.1 Devotados aos deuses. filho da força. 5. Maruts. a métrica. Brahmaṇaspati (Wilson) (Sūkta V) O deus é Brahmaṇaspati. também.2 se aproxime de nós. 7. 2. armado com o raio. com os sacerdotes. 4. nós apelamos a ti. pois ele tem uma residência (cheia). Índice ◄►Hino 41 (Wilson) ____________________ Em uma passagem anterior. Indra. Ergue-te. ele é associado com os Maruts. Se vocês. que aquele que os louva obtenha riqueza.

Que eles que dão boas dádivas. inigualável. encontra. homens que servimos a Deus. segundo Sāyaṇa. Aryaman. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. seu eco nas alturas do céu’. Brahmaṇaspati. Por ele nós oferecemos alimento sagrado7 que concede heróis. além disso. falada na terra. rogamos a ti. venham até nós. Que nós em assembleias sagradas. 3. fizeram sua morada. que esse homem que os adora profundamente obtenha abundância de bons cavalos e poder de herói. 5. Mitra. Ó Filho de Força. Ele amplia seu poder nobre. 6. Se vocês. ninguém subjuga. A voz do trovão. todo mortal te chama em busca de ajuda quando despojos de batalha esperam por ele. que ela obtenha toda bem-aventurança de vocês. por assim dizer. Agora Brahmaṇaspati fala em voz alta8 o hino solene de louvor. ou uma libação.9 Índice ◄►Hino 41 (Griffith) ____________________ Sūnṛtā (Agradabilidade) é. com o raio de Brahmaṇaspati. Aquele que dá uma recompensa nobre ao sacerdote ganha fama que nunca diminuirá. que traz felicidade. que Sūnṛtā5 a Deusa venha. Em luta grande ou menor ninguém o detém. Muir. Ó Maruts. bolo de arroz. os Deuses. deuses! recitemos esse hino. amante da humanidade. Indra. e assim identificando-o com Indra. 5 6 . – o manejador do raio. a oferenda preliminar e a final. Nota. 7. inigualável e que conquista facilmente. Quem se aproximará do devoto? Quem do homem cuja sagrada grama é cortada? O ofertante com seu povo avança mais e mais: ele enche sua casa com coisas preciosas. alimento sacrifical. especialmente uma libação sagrada que vem entre a Prayāja e a Anuyāja. os Maruts.152 Hino 40. está com eles. ó Heróis. pág. Ó Brahmaṇaspati. aceitam com benevolência essa palavra. 2. Uma oferenda de grãos. a Deusa da Fala (Vāgdevatā) na forma de amante da verdade. com reis ele mata. mesmo em meio a temores ele permanece seguro. a anterior ao sacrifício e a posterior ao sacrifício. leite coalhado. diz Sāyaṇa. como a voz do superintendente da prece. o mais rápido. 9 Significando. Original Sanskrit texts. 279. 7 Íḷā ou Íḍā. é por uma bela transferência posta em contato com a prece a qual. mingau. 4. 8. e coalhadas. Que Brahmaṇaspati se aproxime. no qual Indra e Varuṇa. Ludwig aplica a expressão ao sacrificador devoto que é dito estar armado. por assim dizer. V. levanta-te: nós. e que os Deuses tragam para esse rito que dá o presente quíntuplo6 o Herói. 8 ‘O professor Roth observa: O trovão é a voz dele (de Brahmaṇaspati).

Varga 22. em um de seus atributos. O homem a quem os sábios Varuṇa. 2 até eles serem jogados. Aquele mortal (a quem vocês favorecem). a salvo de dano. Os reis (Varuṇa. são. a esposa de Kaśyapa. como se (coletada) pelos próprios braços dele. Índice ◄►Hino 42 (Wilson) ____________________ 1 De fato. as três do meio. e põem de lado as más ações deles. que o sacrifício ao qual vocês vêm por um caminho reto aconteça. onde dois homens estão jogando juntos. isto é. 3. também. como um jogador teme (seu adversário) que segura os quatro (dados). dirigindo-se ao sacrifício. Varuṇa. livre do mal. aos Ádityas. Aryaman (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é Kaṇva. Ādityas. 2. 9. até a queda’. mas teme falar mal (de alguém). Eu não denuncio a vocês aquele que ataca ou insulta o homem devotado aos deuses: eu antes propicio vocês com riqueza oferecida. 2 O texto tem somente: ‘ele pode ter medo de alguém que segura quatro. Mitra e Aryaman protegem subjuga rapidamente (seus inimigos). 7. 1 a métrica é Gáyatrí. Aquele a quem eles suprem abundantemente (com riquezas). nenhuma oblação indigna está preparada para vocês aqui. para a sua satisfação. guias. o significado é fornecido pelo comentador. Sāyaṇa diz ‘quatro conchas cauri’. e então os inimigos daqueles (que os adoram). citados separadamente. Ādityas. meus amigos. as três primeiras e as três últimas estrofes são endereçadas a Varuṇa. Mitra e Aryaman. com a ajuda de Yāska: ‘de um jogador segurando quatro dados’. Mitra. 6. e são representantes do sol. Pois ele (o adorador).153 Hino 41. todo homem desse tipo. 4. prospera. o caminho é acessível e livre de espinhos. obtém toda riqueza valiosa. para vocês. não gosta. aquele que não tem o arremesso dos dados ou das conchas está em expectativa ansiosa com receio de que seja contra ele. 5. em três meses do ano. o hino pode ser considerado como totalmente endereçado aos Ādityas. Varuṇa e Aryaman? 8. Isto é. para vocês. 1. eles eram os filhos de Aditi. Ādityas. etc. pois os três deuses. Varga 23. o homem a quem eles defendem das pessoas mal-intencionadas. Como. e filhos como ele mesmo.) destroem primeiro as fortalezas deles. nós recitaremos louvor (digno) da vasta glória de Mitra. .

Sem espinhos. Ele prospera sempre. Os excelentemente sábios. 4. 2. protegem. E o conduzem com segurança durante a aflição. livre de dano. ou de jogo ou do destino. ganha riqueza e todas as coisas preciosas. 5. Índice ◄►Hino 42 (Griffith) ____________________ 3 Benfey pensa que ‘o que segura os quatro (dados)’ é Deus que tem em suas mãos e decide os destinos do homem. fácil para aquele que busca a Lei: Nele não há nada para enfurecer vocês. com os quais ele captura e pune os perversos. Glorioso alimento de Varuṇa? 8. Bergaigne (La Religion Vedique. Ludwig afirma que não há referência a dados. enriquecem. III. Varuṇa. ou insulta: Somente com hinos eu chamo vocês para perto. A quem eles protegem de todo inimigo. Aryaman (Griffith) 1. 9. Ādityas. vocês heróis guiam pelo caminho direto – Que aquele se aproxime do seu pensamento. 158) é de opinião que as cordas ou laços de Varuṇa. Como. meus amigos. a quem eles.154 Hino 41. Aquele mortal. E filhos próprios também. Que ele não goste de falar palavras más: mas tema Aquele que segura todos os quatro3 Dentro de sua mão. 6. nós vamos preparar o louvor de Aryaman e de Mitra. Qual sacrifício. . até que caiam. Nunca é prejudicado aquele a quem os deuses Varuṇa. Aryaman. e que ‘os quatro’ são Varuṇa. como com as mãos cheias. Bhaga e Aryaman. sempre não subjugado. O homem devoto quando ele possui esses quatro como amigos deve temer soltá-los. Mitra. Mitra. 3. são indicados. Ādityas. Eu não aponto para vocês um homem que ataca os piedosos. Os Reis afastam para longe dele os seus problemas e os seus inimigos. é o caminho. Mitra. 7.

como um tipo de refrão. Varga 25. Pūṣan. Pūṣan. enche nossas barrigas. Pūṣan (Wilson) (Sūkta VII) Ṛṣi e métrica. concede a nós riquezas que possam ser distribuídas generosamente. o ato ou obrigação’. sabe. ou viagem. segue à nossa frente. Leva-nos além dos nossos oponentes. como um nome feminino. 9. a terra nasceu da água. Leva-nos onde há forragens abundantes. Pūṣan. um enganador.] 3 Nesse e nos dois versos seguintes. dá-nos (todas as coisas boas). Filho da nuvem. enche-nos (de riqueza). Pūṣan é masculino. sabe como nos proteger nessa (viagem). Pisa. 2 [Em vez de ‘filho da nuvem’ Macdonell lê ‘filho da libertação’. conduze-nos por um caminho fácil. 5. de acordo com outros textos do Veda. ele é um dos doze Ādityas. aquele que nutre o mundo. A expressão é ‘conheça. Índice ◄►Hino 43 (Wilson) ____________________ Pūṣan é. a terra era a essência da água. Pūṣā ocorre. Pūṣan. quem quer que ele seja. ‘nessa ocasião. em qual caso ele parece ser sinônimo de prithivī. também. Se um (adversário) cruel. como nos proteger nessa (viagem). terra. Afasta-o para longe. Por todo o hino. 2. porque. nós rogamos ao belo (Pūṣan) por riquezas. 1 . Ele é descrito. (o que está presente e o que está ausente). geralmente. Pūṣan. nutrir. 1 1. a repetição de uma frase. ele é. 2 deus. Nós não criticamos Pūṣan. – Hymns from the Rigveda. como antes. de pūṣ. Pūṣan sagaz e belo. o deus é Pūṣan. um sinônimo do sol. Sê favorável para nós. que és possuidor de toda prosperidade. e. o estorvador da nossa jornada. para além da estrada. que não haja calor extremo pelo caminho. 7. como a divindade presidente da terra. um ladrão. sobre o (corpo) pernicioso daquele malicioso ladrão de ambos. mas o louvamos com hinos. nós temos um exemplo do que não é infrequente. nos apontar (o caminho que nós não devemos seguir). 10. com teus pés. afasta-o da estrada. pelo comentador. um ladrão. conduze-nos do começo ao fim da estrada. saiba como cumprir sua função de nos dar proteção’. 4. ele é o deus que preside especialmente as estradas ou jornadas. e bem equipado com armas douradas. ou alguém que tem prazer na maldade. 6.155 Hino 42. sabe como nos proteger nessa (viagem). De acordo com o teor do hino. aqui. nós pedimos de ti aquela proteção com a qual tu encorajaste os patriarcas. Varga 24. Portanto tu. estimulanos (com energia). também.3 8. remove o perverso (obstrutor do caminho). 3. isto é. O fato de ele ser chamado de filho da nuvem não é incompatível com seu caráter de terra personificada como um homem. isto é. no entanto.

Faze riquezas fáceis de serem obtidas.] 9 [Daqui Muir continua: ‘que nenhum novo incômodo (obstrua o nosso) caminho’. Pūṣan. 8.10 10.4. presenteia. Ó Pūṣan.156 Hino 42.6 5. 6 [‘4.55. Deus nascido da nuvem.9 não envies em nosso caminho nenhum calor prematuro. Original Sanskrit texts. o libertador. e mesmo entre povos parcialmente civilizados. Esmaga com teu pé e pisoteia o tição do perverso. encontra poder para isso. de acreditar que eles podem obrigar seus deuses. 175. 7.4 2. no entanto. nesse lugar ele a lê desse modo: ‘obtém força para nós aqui’. o varg [ou warg] sueco e norueguês. 8. se isso não for realizado.] 4 . Encurta nossos caminhos. Nós procuramos o Poderoso em busca de riqueza. Aquele de língua dupla. segundo Sāyaṇa). Desse modo. concede.8 8. O professor Benfey segue Sāyaṇa in loco em considerar que isso significa ‘filho da nuvem’. Que espreita nas imediações do caminho que tomamos. que na criação emite de si mesmo todas as criaturas’. – Muir. ó Pūṣan. (do pecado. [nós veremos esse significado apenas na tradução de Wilson]. 41. onde ela se repete. Não temos censura para Pūṣan. Original Sanskrit texts. e talvez vimuco napāt possa significar a mesma coisa. 6.] 10 [‘9. Ó Pūṣan. Além de todos os perseguidores nos leva. V. 9. o ladrão de coração astuto: Afugenta-o para longe da estrada. Mas no Ṛgveda.16. atribui outro sentido à frase em 6. Muir não a repete da mesma forma nos três versos. Ó Pūṣan. O Comentador indiano. Pūṣan. Leva-nos para prados ricos em grama. nos alimenta e revigora. Pisa com teus pés sobre a arma ardente daquele patife enganador. Tem misericórdia de nós. estimula-nos. – Muir. Pūṣan (Griffith) 1. através de insultos. ou. lança – Muir. afasta a obstrução do caminho Segue diante de nós. quem quer que ele possa ser. pág. e a nuvem que dá a chuva necessária.11 a ele nós magnificamos com cânticos de louvor. que é um dos deveres específicos de Pū ṣan. [J. Operador de Milagres. à conexão próxima entre a nutrição da terra.1. Afasta. e onde ele a explica como ‘o filho de Prajāpati. 175. de pensar que eles se vingam desse modo.] 8 [Essa última frase.” Veja Muir. nós reivindicamos de ti agora a ajuda com a qual Tu favoreceste nossos antepassados antigamente. talvez. Sábio Pūṣan. 4. seja ele quem for’.5 o lobo mau inauspicioso. faze o nosso caminho agradável e belo de se trilhar. ou ‘Desse modo. o melhor manejador da espada7 dourada. Muir diz:] “Vimuco napāt. que significa não só lobo. encontra poder para isso. sacia. repetida em três versos. Pūṣan é chamado de vimocana. da nossa estrada o lobo. Que está à espera para nos ferir. a conceder seus desejos.] 7 [machado – Macdonell. enche nossas barrigas’. 5 Vṛka. sacia-nos totalmente. Índice ◄►Hino 43 (Griffith) ____________________ Em relação. mostra em nós teu poder’. Macdonell lê: ‘Desse modo.] 11 [O professor Benfey remete aqui a uma nota anterior dele mesmo no RV. Senhor de toda prosperidade. p." – Muir.15. mas também um homem ímpio perverso. onde o hino inteiro está traduzido. i. mostra-nos teu poder’. nota 272. o sentido da qual é o seguinte: "Eu acredito que isso se refere a uma prática que nós ainda encontramos entre os bárbaros. e por golpes infligidos sobre suas imagens. Dá. 3. encontra poder para isso.

e nossas vacas. e nossa progênie. 9. e lāṣa. Pelo qual Mitra. quando. que Rudra possam se lembrar de nós. é medicamento relacionado com. 1 Segundo o comentador. Pelo qual a terra possa (ser induzida a) conceder as dádivas de Rudra2 para o nosso gado. aquele que tem medicamentos que conferem deleite. Rudra (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é o mesmo. estando satisfeitos. que satisfaz como ouro. no salão de sacrifício. a Soma. 2 É dito que Aditi aqui significa a terra que. Que concede felicidade obtida facilmente para nossos corcéis. e Rudra. a métrica do último verso é Anuṣṭubh. 8. e Varuṇa. que faz todos chorarem no fim dos tempos’.4 5. do resto. o provedor de habitações. . 6 Sāyaṇa diz que Aditi aqui significa a terra. 3. tu os observa (empenhados em) te enfeitar. 3 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. nossas mulheres. Ou ela pode significar ‘surgidos da água’. 6. e muito alimento gerador de força. Que os adversários de Soma. felicidade. o melhor dos deuses. Rudra. ele aparece como um deus beneficente. Varga 26. 7. nossas águas. Que Mitra e que Varuṇa. também. 5 Aparentemente. e é consequentemente traduzida dessa forma por Wilson. identificando-o desse modo com o princípio destrutivo. Indra. nossas vacas Nosso gado e nossos descendentes. O que vamos cantar para Rudra. que é de uso corrente. Soma. como abhilāṣa. o deus é Rudra. 3. Nós pedimos a felicidade de Śanyu3 de Rudra. nossos carneiros. tem consideração por teus súditos. sendo confundida com Soma. o poderoso Rudra. de ja. que nossos inimigos. pode agir de modo que Rudriya possa ser obtido. exceto na forma composta. possuidor de medicamentos que concedem deleite. Varga 27. o encorajador de hinos. libação. 4 Jalāṣabheṣajam. uma palavra incomum. o protetor dos sacrifícios. todos os vegetais dependendo da água. nada mais é contado sobre ele. Que será mais apreciado pelo seu coração? 2. Soma. e moras em uma residência excelente. ou Śiva. muito generoso. e todos os deuses.5 Índice ◄►Hino 44 (Wilson) ____________________ Hino 43. forte. nossos homens. Mas não há nada. o mais generoso. Soma. excelentemente sábio. ou presidido por. nosso povo. de acordo com o comentador. O significado de Rudriya. ao contrário. nascido. Gāyatrī. 1 a terceira es trofe é endereçada a Mitra e Varuṇa. a lua. com alimento (abundante). e os últimos três versos. Benfey explica a passagem por ‘impecabilidade’ e Ludwig a considera como uma divindade masculina significando o próprio Rudra. Quando nós podemos repetir um hino muito agradável para o sábio. para confirmar tal identificação. não nos prejudiquem: cuida de nós. nossas ovelhas. concede-nos prosperidade mais do que (suficiente para) cem homens. para seu crescimento. Que é brilhante como Sūrya. 4. possam nos mostrar (benevolência). Rudra (Griffith) 1. Que Aditi6 possa conceder a graça de Rudra ao nosso povo. na dianteira deles. no hino. presidindo especialmente as plantas medicinais. há alguma confusão de objetos aqui. que és imortal.157 Hino 43. 1. que é (estimado) em nossos corações? 2. deseja-se. Rudra significa ‘aquele que faz chorar.

9 Literalmente. e sua proteção. por saúde. possivelmente uma adição posterior’.9 dá-nos uma porção de força. refulgente como ouro brilhante ele é. o mais generoso. grande glória de forte virilidade. o melhor entre os Deuses. 6. ‘O verso inteiro é difícil. De modo que Mitra. para os homens. Índice ◄►Hino 64 (Müller) ____________________ 7 Aqui Rudra aparece como Paśupati. a felicidade de uma centena de homens. O excelente. Rudra (Müller) MAṆḌALA I. da mesma raiz que Indra.10 Índice ◄►Hino 44 (Griffith) ____________________ Hino 43.8 Indu. e às vacas. cuida deles. nem aqueles que perturbam Soma. o possuidor de medicamentos curativos. as vacas. Max Müller. ‘Gota’. designa para nós a glória de uma centena de homens. De modo que Aditi11 possa trazer a cura de Rudra para o gado. ó Soma. Nós oramos por alegria e saúde e força. ó Indu. 6.158 Sim. VARGA 26-7. e todos os Maruts unidos. Ó Soma. um nome da Lua como concessora de chuva. riqueza. o imortal. 1. Ele brilha em esplendor como o Sol. 8. Nós imploramos a Rudra. Dá-nos. o senhor dos sacrifícios de animais. para as mulheres. 11 Ludwig considera Aditi aqui como um nome de Rudra. Filhos de ti Imortal. ‘o que faz chover’. às mulheres. 8 . Aos homens. bem-estar aos nossos carneiros e ovelhas. no lugar mais alto da lei. Senhor e guardião do gado. em seu centro. não deixes que aqueles que perseguem e prejudicam nos derrubem. Soma! reconhece esses como teus servidores. 9. que Varuṇa. Que ele conceda saúde7 aos nossos cavalos. Para Rudra o Senhor do sacrifício. para os homens. 4. Ó Soma. e para a vaca! 7. Aquele que brilha como o sol brilhante. no lugar onde o sacrifício é devidamente realizado. e de Soma que é identificado com ela. ama a esses. o sábio. O grande renome dos chefes poderosos. Que ele traga saúde para o nosso cavalo. e como o ouro. 5. ó Soma. que fosse muito bem-vindo ao seu coração – 2. O que nós poderíamos dizer para Rudra. lembra-te daqueles que te honram. o senhor das canções. 10 Isto é. de hinos e remédios balsâmicos. que é o melhor Vasu entre os deuses. que Rudra nos ouçam. HINO 43. 3. 8. Todos os seres que são teus. nos ajuda com recompensa! 9. 7. ponto central. Provavelmente o povo das colinas que interfere com a colheita da planta Soma a qual deve ser buscada lá. todos os deuses reunidos. AṢṬAKA I. Soma! chefe. e os amigos. ADHYĀYA 3. Que malignidades não nos impeçam. bem-estar para o carneiro e a ovelha. no lugar mais alto da santa lei. 5. o mais poderoso. 4. em seu cume.

o mensageiro. que é amigável para o homem que oferece (oblações). o filho de Kaṇva. sentem-se no sacrifício. Agni. a métrica é Bṛhatī. portador de oblações. visível para todos. de acordo com o comentador. hoje. Satobṛhatī. e o mensageiro (dos deuses). Resplandecente Agni. faze homenagem ao homem divino. e adhvara. Agni. o sacrificador. e és louvado. e conhecedor de todas as coisas geradas. como os vagalhões ressonantes do oceano. o invocador. Agni. permitindo que Praskaṇva viva uma vida prolongada. equivalente. 1. que és chamado universalmente. 12. os Aśvins. Jovem Agni. que és imortal. ouve-me. Varga 28. Objeto de ritos sagrados.159 Hino 44. Pois tu. 13. ao Ṛṣi do hino. que conhece todos os que são nascidos.3 e Agni. nos versos ímpares. concede a nós alimento abundante e revigorante. Tu. o amado de muitos. apreciador de amigos. o transportador de oblações. traze para cá rapidamente os deuses sapientes. Eu louvo Agni ao romper do dia. em um sacrifício. o preservador.) na alvorada seguinte à noite.1 7. bom. 5. Agni é o deus. traze para cá. então tuas chamas rugem. em nome do adorador. Quando. o derramador de luz. 4. o de bandeira de fumaça.4 Varga 30. és o protetor dos sacrifícios das pessoas. Savitṛ. e que contemplam o sol. o onisciente. nos pares. muito sábio. Agni. Associado com Uṣas e os Aśvins.2 (traze para cá. com uma habitação excelente. tu tens resplandecido depois de muitas alvoradas precedentes. riqueza de muitos tipos. Agni. o hóspede (do homem). 9. com todos os deuses acompanhantes portadores de oblações. Nós te colocamos. hoje. Os Kaṇvas. como Manus colocou a ti. acendem aquele que sopra as oferendas queimadas. o invocado universalmente. que despertam ao amanhecer. Agni. hoje. Svadhvara. Isto é. de su. mas os dois primeiros versos são endereçados. para beber o suco Soma. tu estás presente. o melhor e mais jovem (dos deuses). e (outros) deuses que se movem cedo. 3. Bhaga. para o doador (da oblação). (por nós). 2. a partir da alvorada. Agni. o sacrificador. 11. o destruidor (de inimigos). tu és o protetor (das pessoas) nas aldeias. 8. é o Ṛṣi. que pode também significar o sacerdote familiar. 6. digno de adoração. 3 Bhaga é um dos Ādityas. o veículo de sacrifícios. Agni (Wilson) (Anuvāka 9. sustentador imortal do universo. o concessor de residências. Sūkta I) Praskaṇva. e cumpres a missão para os deuses. Nós escolhemos. os deuses. és o mensageiro aceito dos deuses. Varga 29. 1 2 . os deuses. tu és o associado do homem colocado no leste (do altar). que ele vá (para trazer) as outras divindades. o protetor do culto do adorador ao romper do dia. o sacerdote ministrante. que despertam com a manhã. Praskaṇva. Agni. Todas as pessoas acendem a ti. que és livre de morte. sobre a grama sagrada. 10. Agni. ao fogo Āhavanīya. imortal. que és chamado por muitos. com ouvidos aguçados. Que Mitra e Aryaman. 4 Purohita. Uṣas. também. derramando libações. sacrifício. aos Aśvins e Uṣas (a alvorada). traze. compreende (os nossos desejos) e. cujas chamas deleitam. que és o instrumento do sacrifício. como o Purohita. eu louvarei a ti. o mensageiro (dos deuses). Traze para cá.

Como Manu. carregador de oferendas. 4. 2. precioso para os homens que oferecem presentes. amado por muitos.5 tu presente fulgurante de muitos tons da Alvorada. bebam o suco Soma. te acendem como possuidor de tudo e como Sacerdote. os Kaṇvas acendem a ti. Então Agni. e com Uṣas. visível para todos. 5. a Manhã personificada. tu fazes a missão deles como seu amigo mais próximo. com toda a tua comitiva de Deuses acompanhantes. Quando. 10. rugem alto. 9. eu glorificarei. que Varuṇa realizador de ritos. A ele o mais nobre e o mais jovem. o melhor em sacrifício. e são encorajadores de sacrifício. o veloz mensageiro imortal. 4. Imortal. muito invocado. ouçam nosso louvor. eterno mantenedor do mundo. que tens ouvidos para ouvir. Uṣas e Savitar. 7 O homem representante e pai da raça humana e o primeiro instituidor de cerimônias religiosas. Traze os deuses que acordam ao alvorecer. 8 Ou do Sindhu. tão abundantemente adorado. 8. que têm línguas de fogo. Possuidor de riquezas. sentem-se sobre a erva sagrada. o Deus que sopra oblação. hoje para aquele que dá oblações traze os deuses que despertam com o amanhecer. o auriga do sacrifício. concedendo a Praskaṇva dias de vida prolongados. Agni (Griffith) 1. como o Sacerdote Supremo dos Deuses. Bhaga. o excelente a quem muitos amam. Agni. o significado do qual é explicado de cinco modos: 1. 13. nesse dia para beberem o suco Soma. implícito. o Amigo do homem. ó Agni. à noite. 3. ao romper do dia a glória dos ritos sacrificais. Que Mitra. 5. de bandeira de fumaça. homenageia a Hoste Celestial. Agni. após alvoradas anteriores. a ele. Ouve. ó Agni. Senhor do sacrifício e mensageiro dos homens tu és. 6. Conhecido pelos seres criados. Espalhador de luz. 5 Jātavedas é um epíteto comum de Agni. 9 E Varuṇa. o próprio Agni. sábio excelente. Hábil em ritos auspiciosos.9 dirigindo-se cedo ao nosso rito. ó rico em luz. Como mensageiro nós escolhemos hoje Agni. Sacerdote ministrante. Dize coisas boas para teu adorador. . A ti. Que os munificentes Maruts. ou qualquer rio ou reunião de águas em geral. Agni Jātavedas. com Soma derramado. 11. 3. 2. Invocador. hóspede ricamente adorado. eu peço ao amanhecer que ele traga os deuses para nós. 7. ó Deus mais jovem. Pois tu és portador de oferenda e mensageiro amado. Aryaman. o grande sacerdote supremo no sacrifício.7 nós te estabeleceremos. Ao amanhecer do dia. 6 A deusa Uṣas. a palavra significando ou aquele rio (o Indus) em especial. como as ondas do rio8 que ressoam ao longe. os Aśvins. Possuidor de todas as criaturas.160 14. tuas chamas. Agni. Agni. digno de alimento sagrado. Pois os homens. preservador. Índice ◄►Hino 45 (Wilson) ____________________ Hino 44. Possuidor de sabedoria. com os Aśvins. Agni. 12. Imortal Jātavedas. Tu és nosso auxílio na luta em batalha. Concordante com os Aśvins e com a Alvorada6 concede-nos força heroica e fama grandiosa. os excelentemente sábios. Pois. Conhecedor de todos os seres criados. então. de língua de mel. Agni. traze para cá com toda a velocidade os Deuses. Tu resplandeces. E. realizador do rito. que veem a luz.

para que ele possa chegar à velhice.10 ouçam o nosso louvor. o protetor imortal. ADHYĀYA 3. ouve-me. ó Deus mais jovem.161 14. 11 . o sacerdote-chefe. o mantenedor da Lei. Os Kaṇvas. para que ele possa ir até os deuses. [Aqui o tradutor omite a palavra. Eu glorifico ao amanhecer do dia Agni Jātavedas. o portador de alimento sacrifical. ó Agni. Que Mitra e Aryaman sentem-se na grama sacrifical. Agni muito invocado.12 11. inflamam a ti. o Purohita. Imortal. Os clãs acendem a ti. os dois Aśvins. o melhor. ó Deus. bem-vindo para pessoas piedosas. conduze para cá rapidamente. Agni. o melhor recebedor de oferendas. observando em nota que significado dela é incerto.11 é luz. tu és o sacerdote-chefe humano nos sacrifícios’. para ser o realizador do sacrifício. o auriga do culto. ao amanhecer (do dia). com os dois Aśvins e Uṣas. os Maruts de língua de fogo. Como tu. o embelezador de sacrifícios. de língua de mel. Sê de fala gentil para aquele que louva a ti. o Hotṛ possuidor de tudo. vamos te colocar (no altar) como Manus fez. Quando tu.] 12 O professor Max Müller traduz: 'Tu és o guardião das aldeias. 10. portanto. ó melhor realizador de adoração. 7.. o portador do alimento sacrifical. o convidado mais vigoroso. Nós escolhemos hoje como o nosso mensageiro Agni. HINO 44. 13. o amado de muitos. então as chamas de Agni brilham como as ondas estrondosas do Sindhu. Agni. cuja . Agni. os deuses providentes: 8. Ó Agni. ao amanhecer do dia. o Vasu. ao romper da aurora traze riqueza esplêndida. juntamente com os deuses conduzidos (em seus carros) que te acompanham. Agni. Que aqueles que fortalecem a Lei. o sábio sacerdote. para o adorador. 5. visível para todos. 3. AṢṬAKA I. Agni. ó alimento no qual tudo vive. 4. ó Deus santo. VARGA 28–30. Que Varuṇa. tu pertences aos homens nos sacrifícios. para que eles possam beber Soma. e grande glória. Bhaga. ó carregador do alimento sacrifical. a Alvorada. o melhor sacrificador. que doam generosamente. (e traze para cá) hoje os deuses que despertam com o amanhecer. Savitṛ. traze para cá hoje os deuses que despertam com a aurora. 12. faze uma homenagem para a hoste dos deuses. 9. Unido com os dois Aśvins e com a Alvorada nos concede abundância de heróis valentes. ó Agni. com teus ouvidos atentos. tendo espremido Soma. imortal Jātavedas. Prolongando a vida de Praskaṇva. 2. o melhor recebedor de oferendas. rico em esplendor! tu brilhaste após as alvoradas anteriores. o mensageiro dos clãs. Índice ◄►Hino 45 (Griffith) ____________________ Hino 44. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. és o senhor do culto. 1. que és grande como Mitra. o mensageiro imortal veloz. bebam o suco Soma. partes em tua missão como mensageiro no meio deles. o Hotṛ.. Tu és o guardião das aldeias. Pois tu és o mensageiro aceito. cuja bandeira é a fumaça. o Purohita dos deuses. (no final) da noite. 6. de aspecto semelhante ao sol. 10 Que consomem o sacrifício por meio das chamas de língua de fogo de Agni. Eu te louvarei. eles que vêm para a cerimônia no início da manhã.

8. e onze Upayājas. o ser deificado presente. hoje. evidentemente. conhecedor de todos os que nascem. sacrificando bem. Agni (Wilson) (Sūkta II) O deus e Ṛṣi são os mesmos. e borrifando água. de Ṛta. que. Agni. mantenedor de residências. com resplandecência pura. beba o Soma. (o mesmo que Āprīs. 2. os Ādityas. que são chamados. Atri e Aṅgiras são sempre enumerados entre os Prajāpatis. adora os Vasus. como tu ouviste aquelas de Priyamedha. os deuses que se movem de manhã. doador de alimento abundante. com invocações conjuntas. este é o suco Soma. 7. 18. exceto na última estrofe e na metade da anterior. de Ṛṣis. e oferecido no seguinte. os filhos dos homens chamam a ti. segundo o comentador. para beber o suco Soma. chama esses. há duas classes. – outro homem. de uma forma ou natureza divina. Que os Maruts. o sacerdote ministrante. para compartilhar do (alimento sacrifical). também. os Rudras. – de tiras. nesse nosso rito.1 2. brilhante. Agni. todos. bebam-no. ou qualquer outro ser (vivo) surgido de Manu. unido com os dois Aśvins e com a Alvorada! Índice ◄►Hino 45 (Oldenberg) ____________________ Hino 45. um homem nascido de Manu. Gerado da força. Agni. que incluem algum ser deificado. não por libações de Soma. oblíquo ou indireto. Deuses generosos. cujas leis são firmes. 9. pouco mais que personificações de sacrifícios. Priyamedha pode ser o mesmo que Priyavrata. 1 . dador de recompensas. é o Manu do Veda. de trinta e três divindades cada.2 3. de língua de fogo. para levar a oblação (para os deuses). o filho do Manu Svāyambhuva. de Virūpa. o amplamente renomado. devatārūpa. coloca aqui. Senhor dos corcéis vermelhos. em (seus) sacrifícios. de acordo com o Aitareya Brāhmaṇa. Agni. eles que dão chuva.4 Varga 31. traze para cá as trinta e três divindades. De fato. 5. nota 13). de cabelo brilhante. sobre a grama sagrada. de Atri. ouve a invocação de Praskaṇva. como o pai de Ilā. 10. e a outra. 2 Nós tivemos esses citados em uma ocasião anterior (Hino 34. ou (outro) ser deificado. os deuses perspicazes são concessores de recompensas para o oferecedor (de oblações). 17. e ahnyam. uma composta daqueles especificados antes. 3 O comentador. os oferecedores de sacrifícios aceitáveis. 1. de Aṅgiras. concessor de recompensas. diurno. Varga 32. o doador de vasta riqueza. para (a proteção deles). de Somapās. têm convocado a ti. ouçam o meu louvor. quando eles celebram a oblação da parte do indivíduo que a oferece. Os realizadores de grandes cerimônias. Agni.3 4. em meio às solenidades. Janaṃ manujātaṃ. ou bebedores do suco Soma. e nós temos um Virūpa entre os primeiros descendentes do Manu Vaivasvata. 4 Tiro ahnyam é dito ser o nome do suco Soma preparado dessa maneira. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te chamam em busca de proteção. onze Anuyājas. Agni. Os sábios têm te colocado. mas. 6. sob a autoridade do Nirukta III. têm invocado. o que ouve rapidamente. de onze Prayājas. Adora. aqui significa um ser divino em conexão com os deuses enumerados. como o invocador.162 14. Os sacerdotes (sábios). que és amado por muitos. a métrica é Anuṣṭubh. aquele suco que é espremido no dia anterior. propiciado por nossos louvores. pois ele foi espremido ontem. Invocado por oblações. Jana. que devem ser propiciados por oblações de manteiga clarificada. realizador de atos solenes. Eles são. os aumentadores. com libações derramadas de suco Soma. Que Varuṇa. vasto e brilhante Agni. Hino 13).

Traze com invocações conjuntas. 10 Em relação aos deuses aqui considerados como descendentes de Manu. para beber o suco Soma. tu que amas nossos louvores. 6.53. para ser o portador de suas oferendas. 2. o progenitor dos Deuses assim como dos homens. Agni! aqui. Ó Agni. Os deuses sábios. 9. Aqui está o Soma. os trinta e três. AṢṬAKA I. rápido para ouvir. Sacrifica aqui. ó Agni. traze aqueles Trinta e Três Deuses. VARGA 31–32. Adora os Vasus. Atri. Os filhos de Priyamedha peritos em louvor sublime pediram ajuda A Agni que com chama fulgurante é o Soberano de todos os ritos sagrados. que derramam suas bênçãos.5 todos os Que surgem de Manu. ó Jātavedas. tu de fama muito extraordinária. como tu ouviste Virūpa e Aṅgiras. 8. 2. 8 Feito ou gerado por fricção forte. Grande luz para o adorador mortal. Os cantores têm estabelecido em seus ritos como o Arauto e Sacerdote Ministrante. 1. 5 Três classes de deuses que compõem quase todo o número dos trinta e três deuses citados na próxima estrofe. Agni. Agni (Griffith) 1. 5.9 Índice ◄►Hino 46 (Griffith) ____________________ Hino 45. Como tu tens ouvido Priyamedha e Atri. doador generoso de recompensas. Senhor dos Corcéis Vermelhos.6 que conhecem ritos auspiciosos. generoso. ó senhor dos cavalos vermelhos.8 coloca aqui hoje sobre a grama sagrada os Deuses Que vêm de manhã cedo. Bom.6: ‘torna-te Manu. tu. compare especialmente 10. 7. estão prontos para ouvir os adoradores: traze-os para cá. ADHYĀYA 3. 6 . Filho da Força. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Agni. HINO 45. à descendência de Manu10 que asperge Ghṛta. Deuses generosos. aos Rudras. pelos quais os filhos de Kaṇva te chamam em seu auxílio. ó Agni. Os cantores com Soma espremido te fizeram. 9 Preparado dois dias antes para que o suco pudesse fermentar antes de ser usado. Esses elogios.7 que amas música. os Rudras. 7 Agni. Agni. 3. a hoste do céu. Aṅgiras. grande em ato. à hoste (divina) que recebe bons sacrifícios. e aos Ādityas. a hoste celestial. Ouve. os Ādityas. amado por muitos. ó Agni. ó senhor de leis respeitadas.163 Índice ◄►Hino 46 (Wilson) ____________________ Hino 45. os deuses que compreendem dão ouvidos ao adorador. procria as hostes divinas’. o mais amplamente famoso. 4. Ó Jātavedas. 3.11 assim ouve a invocação de Praskaṇva. em suas casas Os homens chamam a ti cujo cabelo é chama. invocado com o óleo sagrado. quando eles trazem a oferenda sagrada. ouve ao chamado de Praskaṇva. ‘aceso através de agitação a uma chama’. Manu aparece aqui como o Prajāpati. 10. bebam esse que foi espremido antes de ontem. o melhor para encontrar riqueza. A ti. Como Priyamedha antigamente foi ouvido. Virūpa. te apressar para o banquete. aos Vasus. cujos cavalos são chamas de fogo.

Ó Mahikerus. e traze a hoste divina. ó Agni. 9.1. O sábio que espremeu Soma te fez te apressar para cá para o banquete (que é oferecido aos deuses). no esforço pelo dia. como seu Hotṛ. cuja glória é a mais brilhante. que foi mantido durante a noite. pode ser um adjetivo pertencente a Priyamedhāh. 8. Esse é o Soma. as pessoas nos clãs chamam a ti.12 os Priyamedhas têm invocado para a sua proteção o senhor do culto. 12 Mahikeravah. 11 . Possivelmente ele é derivado da raiz kar. bom (Agni). que eu traduzi como um nome próprio. o de cabelos radiantes. Índice ◄►Hino 58 (Oldenberg) ____________________ Priyamedha. Ó tu. Veja 1. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. Ó Agni. o ministrante. bom (Agni). ó Agni. Aṅgiras já foi mencionado. 7. com ouvidos atentos. em nome do adorador mortal. ‘louvar’: ‘os Priyamedhas com hinos poderosos’. 6. com invocações conjuntas. ó Vasu. 5. Agni com seu esplendor brilhante. querido por muitos. Atri e Virūpa são Ṛṣis famosos. faze os deuses que vêm de manhã. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te invocam para sua proteção. o mais amplamente estendido. sentar-se aqui hoje em nossa grama sacrifical. para transportar o alimento sacrifical. o maior adquirente de riqueza. ó deuses que dão chuva. para beber o Soma. os videntes de muitos hinos do Ṛgveda. Os sacerdotes têm te estabelecido. ó Agni. Sacrifica.6. trazendo grande luz e alimento sacrifical.164 4. a hoste divina. 10. Ó feito da força. Bebam (o Soma).

sua carruagem (espera na terra). O adorador reconhece toda bênção que ele recebe dos Aśvins. como um navio. Venham. o protetor e observador do rito (solene). os deuses são os Aśvins. a métrica é Gāyatrī. o que nutre. Aśvins circundantes. 6. seria impossível extrair algum significado de tal passagem. (puxada) por seus corcéis. por meio da sua proteção irrepreensível.1 dispostos dispensadores de prosperidade. o fogo brilhou com chamas escurecidas. Aśvins.165 Hino 46. e (aceitem) a nossa adoração. como com Manus.2 7. Aśvins. acima no céu glorioso. como o comentador afirma. Varga 33. (o evaporador) das águas. e. (em recompensa de) atos virtuosos. de aparência agradável. Que são divinos. Índice ◄►Hino 47 (Wilson) ____________________ 1 Sindhumātarā. atrelem. 12. para beber do suco Soma. Sem alguma adição desse tipo. na opinião de alguns. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. O comentador explica que a escuridão significa aquela da pobreza. É dito que o sol e a lua. guias. 5. e concessores de residências. concedam-nos aquele alimento revigorante que nos satisfaça. (Aśvins). nutre (os deuses) com a nossa oblação. tendo dissipado a escuridão (da escassez). o sol. dissipa a escuridão do céu. 9. 1. . e que vocês fiquem satisfeitos com as oblações oferecidas à noite. coabitantes com seu adorador. Kaṇvas. como antes. Literalmente. até agora não vista. saciados com o gozo do suco Soma. causa de residência no lugar dos rios. seus louvores são proclamados (por nós). o esplendor do corpo luminoso se tornou visível. o que anima suas mentes. e. A amada Uṣas. 11. Houve luz para iluminar o alvorecer. o sol (surgiu) como ouro. 15. 4. seu carro. onde vocês desejam colocar forma própria?’ Sāyaṇa a preenche. aceitando os nossos louvores. Nāsatyas. Seu navio. ela corre: ‘Raios do céu. Kaṇvas. 13. 8. Varga 34. Causadores de felicidade. 2 O original tem apenas ‘dissipem a escuridão’. Varga 35. 2. Visto que sua carruagem segue. que vocês dois bebam (a libação) e nos concedam felicidade. para na costa. (perguntem isso aos Aśvins): (Como) os raios (do sol procedem) do céu? (Como) o amanhecer (surge) na região das águas? Onde vocês desejam manifestar seus próprios corpos?3 10. compartilhem do suco Soma entusiasmante. 14. para nos levar sobre um oceano de preces. 3 Essa estrofe inteira é muito elíptica e obscura. nasceram do oceano. as gotas (do suco Soma) são espremidas para o seu culto. 3. eu louvo grandemente a vocês. filhos do oceano. são nascidos do oceano. Um caminho apropriado foi feito para o sol ir além do limite (da noite). Aśvins. venham para cá. Que Uṣas siga o brilho da sua aproximação. Aśvins. consequentemente. os Aśvins são o mesmo que o sol e a lua. mais vasto que o céu.

ó Par Aśvin. ambos os pares de expressões significando a mesma coisa. 3. Seus corcéis gigantes se apressam pela região toda em chamas. Aśvins. Que salvam quando o Soma os alegra. O cantor do louvor deles espera qualquer graça que os Aśvins concedam. pensando em nossas palavras: Bebam corajosamente do suco Soma. generoso. a atmosfera. 7. junto com esse hino. Bebam das nossas libações. parece forçada e não natural. estão preparadas.6 Senhor da Casa. um veículo na forma de um barco. nota 307.12 venham. e o céu e o lugar dos rios parecem aqui ser paralelismos. Levem em consideração os nossos hinos.10 o Sol apareceu como se fosse ouro: E com sua língua iluminou o escuro. Ele. A luz veio para iluminar o ramo. pág. Filhos do Oceano.7 8. 8 Aritram. na margem do oceano sua carruagem espera Gotas. 15. e a terra é a margem de cá. um nome do céu da manhã personificado. 14. ó Deuses com pensamento profundo que descobrem riqueza. 11 O sacrifício é o caminho que leva os Deuses do céu à terra. com luz contínua. Uṣas ou Aurora. eu exalto o seu louvor. e agora a sua carruagem chegou à terra e ao lugar onde. como para Manu antigamente. Quando seu carro voa com cavalos alados.11 12. Veja 10. Manu. a qual Wilson seguiu. [Muir diz que nesse verso ela é chamada de ‘a amada do Céu’ (priyā Divaḥ). com o hino. 6. Chefes! com oblações os alimenta totalmente. Ó residentes com Vivasvān.17. Onde vocês manifestarão sua forma?9 10. 11. 6 Evidentemente Agni e não o Sol. Concedam a nós. Venham para o Soma e ao nosso louvor. e o caminho através do céu é feito visível pelo fogo sacrifical ou pela luz do dia. A paráfrase de Sāyaṇa. diz Sāyaṇa. 7 O poeta parece convidar os Aśvins a atrelarem sua carruagem para parte da jornada e para irem encontrar esse hino que os levará como em um navio pelo céu. amante do oceano. o vigilante. atrelem o carro. 9 As gotas. ó Dois Aśvins.59. Original Sanskrit Texts. Kaṇvas. 10 O ramo é provavelmente o fogo sacrifical. 4 . V. 5. 190. auspiciosos.] 5 Prole do oceano celestial. a riqueza está no lugar das águas. Vocês já têm o barco de nossas canções para levá-los pelo céu. A conexão de Agni com a água é aludida frequentemente. o suco Soma foi preparado para uma libação para vocês. O vasto navio8 do céu é seu. 13. Ele é considerado o pai de Yama. Aśvins (Griffith) 1.2. O caminho do sacrifício foi feito para viajar para o objetivo mais distante: O caminho do céu se manifestou. O epíteto ‘escuro’ pode se referir ao obscurecimento do fogo pela luz do sol ou pela fumaça. Nos leve através da escuridão. e dos Aśvins. 9.5 poderosos para salvar descobridores de riquezas. Ó Aśvins circundantes. ou libação de Soma. as gotas estão no céu. Agora a Manhã4 resplandece com sua primeira luz. uma força que. Entrem no navio desses nossos hinos para trazê-los para a margem de cá Ó Aśvins. 2. querida Filha do Céu.1). Compare: ‘Os outros fogos são de fato teus ramos’ (1. O ar ou atmosfera é o oceano entre o céu e a terra. personificada como uma Deusa. a Alvorada segue o brilho do seu caminho: Aprovem com raios os nossos ritos solenes. 12 Vivasvān: o ‘Brilhante’. Nāsatyas.166 Hino 46. concedam proteção. Altamente. e a riqueza ou tesouro. É dito que a oblação já chegou ao céu onde os Aśvins a receberão. 4. e ele é chamado muitas vezes de Senhor e Guardião da casa ou família.

vocês residam longe. para estarem presentes. apreciadores de atos virtuosos. nos protejam. O comentador propõe aqui uma interpretação um pouco diferente. Aśvins. ou perto. fartura para Sudās. triangular. encorajadores de sacrifício. 6. Aśvins. concedendo alimento ao doador virtuoso e generoso (da oferenda). e passando. orvalhem o sacrifício com o suco doce. como vocês trouxeram. Belos Aśvins. ou semelhante a ele em brilho. 1. Aśvins oniscientes. dos pares. os muito afluentes Aśvins. 3 Literalmente: de pele de sol. o filho de Pijavana. e triangular. colocados na grama sagrada empilhada três vezes. na lunar. Bebam-no de expressão de ontem.2 assim tragam para nós as riquezas que muitos cobiçam. e concedam riquezas para o doador. envolvida ou coberta pelo sol. bebam o suco Soma. Venham. portadores de riquezas. com os raios do sol. o filho de Divodāsa (Idem. Com auxílios desejados. Índice ◄►Hino 47 (Griffith) ____________________ Hino 47. com libações derramadas. Varga 2. Aśvins (Wilson) (Quarto Adhyāya. Vocês nunca beberam o suco Soma na residência preferida dos Kaṇvas? Varga 1. em seu carro bem construído. do dador da oferenda. 2. 7. isto é. os chamam. Ouçam com benevolência a invocação deles. e apresentaria os termos desse modo: ‘tendo três ligamentos ondulantes de madeira. com sua carruagem vestida de sol.167 Com auxílios que ninguém possa interromper. 8. Índice ◄►Hino 48 (Wilson) ____________________ 1 Com um carro com três postes. venham até nós. Continuação do Anuvāka 9. pág. 2 Sudās é chamado de um Rājā. para beber o doce suco Soma. bebam esse suco Soma muitíssimo doce. Aśvins. 3. a graça do sacrifício. sem obstrução. 348). Nós chamamos. 4. Satobṛhatī. encorajadores de sacrifícios. 9. com seu carro de três colunas. aproximemse. hoje. os tragam. os deuses são os Aśvins. sentem-se na grama sagrada. um na linha solar (Viṣṇu Purāṇa. em seu carro. Os ilustres Kaṇvas. Guias (dos homens). 299 [da versão em português]. e são portadores de riquezas. Bṛhatī. pelos três mundos’. e o outro. para estarem presentes em nosso rito. com hinos cantados e recitados. como aqueles com os quais vocês protegeram Kaṇva.3 na qual vocês sempre têm levado riqueza para o doador (da oferenda). esse suco Soma muitíssimo doce está preparado para vocês. vocês que têm aspectos agradáveis. 5. é a explicação que nós tivemos antes. Nāsatyas. 10.1 Os Kaṇvas repetem seu louvor no sacrifício. Nāsatyas. encorajadores de sacrifício. . a métrica dos versos ímpares. Nós temos dois príncipes de nome Sudāsa nos Purāṇas. pág. para a nossa proteção. Que seus corcéis. Venham. ou do firmamento ou do céu além. Sūkta IV) O Ṛṣi é Praskaṇva.

os chamam com doses de suco Soma derramadas. 7. Aśvins oniscientes. ó Senhores do Esplendor. 4. 7 Ukthébhiḥ. 6 A tribo ou família que recebeu o nome do chefe assim chamado. mencionado frequentemente no Ṛgveda. para vocês no sacrifício os Kaṇvas enviam a oração. ó reforçadores da santa lei. então agora nos concedam a riqueza que muitos anseiam. bebam esse suco Soma doce.6 venham até nós. Ó Poderosos. respondendo. sentem-se. Aśvins (Griffith) 1. os mais ricos. de acordo com Sāyaṇa. com aquelas ajudas com as quais vocês protegeram Kaṇva cuidadosamente. 5. 9.18. para beber o agradável suco de Soma. Venham. esforçando-se em direção ao céu. ó Nāsatyas. 3.168 Hino 47. os tragam para as nossas libações aqui. Trazidos em seu carro cheio de riquezas venham hoje até aquele que oferece. seja do céu ou do mar. sobre seu carro triplo de três assentos. ó de atos prodigiosos. Aśvins. enquanto a canção Stoma (stotram). vocês que fortalecem a Lei. trazido em seu carro cheio de tesouros. bebam o suco Soma. Venham.3.5-25. Nāsatyas. para vocês que fortalecem a Lei esse mais doce Soma foi derramado. trazidos em seu carro que roda ligeiramente.18. 5 . Pois vocês sempre têm bebido o suco Soma na casa bemamada dos Kaṇvas. Índice ◄►Hino 48 (Griffith) ____________________ 4 Veja 7. sobre a grama sagrada. Ó Aśvins. vocês deram a Sudās4 alimento abundante. Concedendo alimento a ele que age e oferece corretamente. Bebam esse espremido ontem e deem riqueza a quem o oferece. na grama empilhada três vezes borrifem com o suco doce o sacrifício. Ó Aśvins. ouçam benevolentemente o seu chamado. Mantenham-nos. Os filhos de Kaṇva. Veja 1. venham junto com os raios de sol. é cantada pelos sacerdotes Sāma. Então. 2. Veja 1. ó Aśvins. que seus corcéis. Com elogios7 e cânticos de louvor nós os chamamos até nós. 8. Chefes. 6. Aśvins. ó Aśvins. ao que no Brāhmaṇa é chamado de Śastram (a ser recitado pelo Hotar).5 se vocês estão longe ou perto de Turvaśa. onde vocês sempre trazem riquezas para o adorador.36. em seu carro enfeitado com um dossel brilhante como o sol. 10. para que eles.3. de bela forma. possam nos socorrer. ornamentos de sacrifício.

do firmamento. traze. e. 3 Ela solta questionadores. todos. Uṣas. Visto que. Que aquela Uṣas. cujos raios brilhantes auspiciosos são visíveis por toda parte. portadora do que é bom. oferecendo oblação. muita felicidade.2 4. repletas de vacas. . amanhece sobre nós com abundância (de gado). e ela vem gloriosamente sobre o homem. trazendo-nos. tendo se levantado de manhã cedo. portanto. solicitadores. 2. Adorável Uṣas. e manda clientes (para seus patronos). Uṣas. que ela seja visível. tu apareceste. 9. com ‘as divindades do amanhecer’. 4 Talvez. 6. Difusora de luz. a métrica é a mesma que no anterior. ela ilumina o mundo. Aurora (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. junto com gado e cavalos. e facilmente obteníveis. nutrindo (a todos). Varga 5. a diretora (dos deveres domésticos). 10. derramadora de orvalhos. o comentador preenche. ou Aurora. com esplendor que anima. a quem os sábios antigos invocavam por proteção e por alimento. Varga 3. aceita os nossos louvores. com cem carruagens. 13. a alvorada personificada. que. Uṣas. A divina Uṣas residiu (no céu. 3. e tu mesma concede a nós alimento excelente e revigorante. 2 O texto é: ‘como aqueles desejosos de riqueza para o oceano’. (satisfeita) por nossas oferendas. Essa Uṣas auspiciosa tem atrelado (seus veículos) de longe. vão para as casas daqueles que são seus respectivos benfeitores. levando todas (as criaturas) transientes à decadência. ‘com muitos raios de luz’ é o que é pretendido pelas muitas carruagens da alvorada.169 Hino 48. Repletas de cavalos. 12. no feminino plural. 1 (as divindades da manhã) são possuidoras do tanto que é necessário para as habitações (dos homens). diz Sāyaṇa. nos conceda riquezas desejáveis. traze para a cerimônia os piedosos. o comentário completa com ‘mandam navios’. 5. possuidora de riqueza extraordinária. vem até nós. 7. Dos mais sábios desses homens Kaṇva proclama a fama. aceita o alimento (sacrifical) o qual. Uṣas. fala-me palavras gentis. como se fossem muitas. Que ela apareça hoje. para beberem o suco Soma. Ela anima os diligentes. Brilha em volta. 1. Rosen completa com ‘horas matutinas’. te louvam. desse modo. amanhece sobre nós com riquezas. o alento e vida de todas (as criaturas) repousam em ti. e dissipando a escuridão. difusora de luz. 1 Esses três epítetos estão. Todos os seres vivos a adoram. não conhece atraso. 11. ouve a nossa invocação. deusa bondosa. à tua ascensão as aves que se elevam nos ares não mais suspendem (seu voo). filha do céu. agradáveis. com teu carro amplo. 14. manda-nos a afluência da riqueza. amanhece sobre nós com alimento abundante. de muitos tipos. (À chegada dela) todo bípede se agita. Varga 4. sem um substantivo. como aqueles que estão desejosos de riqueza (mandam navios) para o oceano. antigamente). e dispersa os que absorvem (a umidade). a excitadora de carruagens que são atreladas por causa da chegada dela. pois eles.4 8. Uṣas. 3 e. a afluente filha do céu afugenta os malevolentes. e ela acorda os pássaros. existe entre a raça humana. Uṣas. todos os dias. Uṣas. tu (radiante) com luz pura. Concessora de alimento. diariamente. todos os deuses. vem. como uma mãe de família. acima do nascer do sol. quando tu chegas os homens sábios dirigem suas mentes para atos de caridade. mas o Hino é endereçado a Uṣas. portadora de alimento. concessoras de todo tipo de fartura.

como os buscadores de glória no oceano. Uṣas. Uṣas. associa-nos com riqueza grande e multiforme. que leva carros adiante. e faz voar as aves do ar. despertando toda vida. Essa Aurora atrelou seus corcéis à distância. Senhora da Luz. Trazida em teu carro sublime.170 15. Aurora auspiciosa. a Deusa. Elas. desperta para mim os sons da alegria. Índice ◄►Hino 49 (Wilson) ____________________ Hino 48. Amanhece com grande glória. Ó Uṣas. trazendo para nós grande abundância de felicidade excelente. que arcam com todos os gastos e remuneram os sacerdotes. manda-nos as riquezas dos grandes.6 trazendo cavalos e vacas. sendo o que és. ó Uṣas. aqueles que como sacerdotes cantam louvores a ti. com alimento. 5. brilha inimigos e inimizades para longe. a opulenta. Filha do Céu. nos concede vacas e cavalos. visto que tu. hoje. ouve. 6 . força digna de elogio e poder de herói. 16. Amanhece sobre nós com prosperidade. ó Uṣas. quando. 2.5 concede-nos uma habitação espaçosa e segura. avança em seu caminho até os Homens. 12. e. conforme tu te aproximas. conduzida em cem carruagens ela. ela agita todas as criaturas que têm pés. com toda fama que confunde inimigos. 8 Os príncipes são os ricos patrocinadores ou instituidores de sacrifício. deusa. Como uma boa mãe de família Uṣas vem cuidando de tudo atentamente. obtém tu mesma a força que entre os homens é extraordinária. chefe da linhagem de Kaṇva. os quais. e radiante em nossos ritos solenes. Ó rica em opulência. dá-nos. abriste os dois portões do céu com luz. 7 A aproximação da Aurora coloca carros ou carroças em movimento do mesmo modo como ela faz navios ou barcos que estavam ancorados durante a noite se moverem para o mar aberto. amanhece com riquezas. 6. têm fixado seu pensamento nela. Traze. dirigem seus pensamentos para doações generosas. 5 Os pontos leste e oeste do horizonte. desse modo. Ó Uṣas. ó Senhora da Luz. Para encontrar seu olhar todas as criaturas vivas se curvam. ela faz a luz. Aqui Kaṇva. Excelente! tu apareces à vista. canta alto as glórias dos nomes dos heróis – dos príncipes8 que. Ela envia os ocupados. além do nascer do Sol. Filha do Céu. ó Uṣas. cada um para a sua atividade. têm frequentemente se apressado para nos iluminar. conforme ela se aproxima. Excelente. Deusa. 11. para que eles possam beber o nosso suco Soma. os piedosos para os ritos sagrados. o nosso chamado. após tua manifestação os pássaros que voaram não mais descansam. Generosa.7 4. 9. ó Uṣas. e agora amanhecerá. gado e alimento. Traze do firmamento. ela não conhece atraso enquanto ela emerge. 7. Brilha sobre nós com tua luz radiante. tu de riqueza maravilhosa. 10. 8. e. a Filha do Céu. todos os deuses. Uṣas amanheceu. 3. concessoras das bênçãos de toda riqueza. Adorável Uṣas. Porque em ti se encontra o alento e vida de todo ser vivo. dadora de sustento. e com gado abundante. Aurora (Griffith) 1. As Auroras dos dias anteriores.

ó Filha do Céu. Tu. O carro no qual tu sobes. os veículos da manhã. nos conceda grandes riquezas. dissipando a escuridão. iluminas o universo brilhante com teus raios. Traze-nos a riqueza abundante. isto é. vem. 4. desejosos de riqueza. Tu. ó Uṣas. tal como tu és. como tu com luz abriste hoje as portas gêmeas do céu. de além da brilhante (região do) firmamento. ajuda os homens de fama nobre hoje. 1 2 . os Kaṇvas. hoje. Uṣas brilhante. as nuvens vermelho-escuras que acompanham o amanhecer. todos os quadrúpedes e bípedes se agitam. Varga 6. de forma bela. dá-nos alimento com vacas. assim nos concede uma morada ampla e livre de inimigos. 3. 3. 2. Aurora (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e divindade são os mesmos. 14. ó Uṣas leve para se mover – Com ele. desejosos de riqueza. por caminhos auspiciosos. de todas as coisas boas. a partir da tua chegada bípedes e quadrúpedes (estão em movimento). e em volta as aves aladas voam em bandos de todos os limites do céu. quando teus momentos retornam. Uṣas de cor branca. que as (vacas) púrpuras1 te levem para a residência do oferecedor do suco Soma. com generosidade e com luz brilhante. surgindo com teus raios de luz. O comentador explica aruṇápsavaḥ como as vacas púrpuras. os veículos da manhã. 2. os Kaṇvas. Ó Deusa. a métrica é Anuṣṭubh. Uṣas. belas em forma. Uṣas. Uṣas. responde com benevolência aos nossos cânticos de louvor. e as aves aladas voam em bando por toda parte. iluminas todo o reino radiante. Poderosa. a revigorante comida copiosa. 1. a riqueza que o trabalho fácil possa obter. vacas púrpuras. até o devoto oferecedor da libação. Poderosa. Uṣas. Índice ◄►Hino 50 (Griffith) ____________________ Conforme o Nighaṇṭu. como tu és. têm chamado com canções sagradas. o esplendor que subjuga todos. enviada de toda forma. 15. a quem os Ṛṣis dos tempos antigos invocavam para sua proteção e sua ajuda. Aurora (Griffith) 1. te louvam com seus hinos. Que Uṣas. filha do céu.171 13. 16. Uṣas. na ampla e bela carruagem na qual tu viajas. a força. Índice ◄►Hino 49 (Griffith) ____________________ Hino 49. A ti. cujos raios auspiciosos são vistos resplandecentes em volta. desde os limites do céu. Uṣas. Índice ◄►Hino 50 (Wilson) ____________________ Hino 49. Justamente de cima do reino brilhante do céu vem. Que corcéis vermelhos2 te levem para a casa daquele que derrama o suco Soma. por caminhos auspiciosos. tu rica em despojos e riqueza. 4. vem.

ou os asterismos lunares. de cabelo brilhante. o sol. 6. com as devidas formalidades. identificando o sol com o espírito supremo. isto é. de acordo com diferentes textos. ó Sol. teus sete corcéis5 conduzem a ti. A escuridão. Varga 8. são vistos na forma de constelações. 4. Tu. olhas para esse mundo portador de criaturas. 3. na Índia. Seus corcéis mantêm no alto o divino Sol onisciente. 5 Os quais podem também significar os sete raios. 7 Hṛdroga pode também significar azia ou indigestão. e a cor amarela (do meu corpo). são refletidos para o interior. 5. As primeiras nove estrofes estão na métrica Gāyatrī. ultrapassaste a todos em velocidade. Consequentemente. é dito. as últimas quatro. se encontram em uma substância aquosa.3 tu brilhas por toda parte no firmamento inteiro. Sūrya divino e difusor de luz. entre os deuses. em teu carro. os quais. erguendo-te hoje. ainda. que permite que todos os seres atravessem o oceano da existência. chegam a Svarga. e o meio de obter felicidade atual e libertação final. nós nos aproximamos do Sol divino. até para a lua e os planetas. da qual ele estava sofrendo. que é visto por todos os que desejam a emancipação final. pois eles. (À aproximação) do Sol que ilumina tudo. isto é. novamente. Seus raios iluminadores observam os homens em sucessão. Sūrya (Wilson) (Sūkta VII) Praskaṇva é. em outro texto vêdico. a repetição dos quais. que remove pecados. 9. por icterícia ou em moléstias biliares. 4 O texto tem ‘diante dos homens ou povos dos deuses’. 3 Jyotiṣkṛt. o sol se move 2. 6 Aqui. que. os Maruts. a luz excelente. aqueles que. 1. e contemplando tudo o que tem nascimento. são considerados como as residências dos deuses. de acordo com o Smṛti. de modo semelhante como os raios do sol. e dão luz a ele. o Ṛṣi.6 11.2 tu és visível para todos. Esse verso e os dois seguintes constituem um tṛca ou grupo de três versos. de modo que ele pode ser visto por todos (os mundos). é dito. 8. significa o pecado. dedicado ao sol. como ladrões. É dito que Sūrya. 202 yojanas na metade de um piscar de olhos. com a noite. à noite. Observando a luz surgindo acima da escuridão. harimānam.4 tu te ergues na presença da humanidade. remove a enfermidade do meu coração. e subindo para o mais alto céu. Com aquela luz com a qual tu. Sāya ṇa também explica a passagem inteira metafisicamente. é considerada como curativa de doenças. que cura doenças. e a aproximação do sol significa reunião com o espírito supremo. é a mudança externa da cor da pele. medindo dias e noites. o deus é Sūrya. Radiante com luz benevolente. na época 1 . cor verde ou amarela. por se dedicarem a deveres religiosos nesse mundo. nós podemos ter uma alusão a um sol espiritual. O culto especial do sol. 7. caindo sobre um espelho colocado na entrada de um aposento. 2 Sāyaṇa diz que. que é o criador da verdade ou luz espiritual. tu és a fonte de luz. Os sete cavalos são os dias da semana: os sete raios podem expressar o mesmo. as estrelas em geral. Sūrya. louvado com hinos desse modo por Praskaṇva. o curou de uma enfermidade cutânea. e vem com elas autoatreladas. da qual os raios do sol são refletidos. o que purifica e defende do mal. são assim designados. O Sol uniu as sete éguas que puxam sua carruagem com segurança. um antídoto para veneno. 10. como fogos ardentes. e de modo a ser visto na presença de toda a (região) do céu.172 Hino 50. Aquelas constelações são os corpos luminosos daqueles que praticam atos religiosos. ou lepra. 2.7 Nakṣatrā. Tu atravessas o vasto espaço etéreo. dando luz para todas as coisas. e que torna tudo luminoso por meio da luz da mente. as constelações 1 partem. de acordo com Sāya ṇa. Śaunaka chama o par de versos de mantra. na Anuṣṭubh. Tu te ergues na presença dos Maruts. ou as formas visíveis das pessoas virtuosas depois da morte. Varga 7.

Sūrya atrelou as Sete puras brilhantes. tu medes nossos dias com teus raios. ó rico em amigos. Haritāla mais comumente significa pigmento amarelo.] 14 Os sete cavalos que puxam seu carro. Aqui toda a luz para ser contemplada. para os estorninhos. 11. haritāladruma. Contemplando a luz mais elevada acima da escuridão nós nos aproximamos De Sūrya. pois eu sou incapaz de resistir ao meu inimigo. originando-se com as noções primitivas dos atributos de Sūrya.8 13. Vamos transferir a cor amarela (do meu corpo) para os papagaios. – Hymns from the Rigveda. vendo todas as coisas que têm nascimento. de modo que eles possam ver a luz celestial’. 5.10 Como chamas de fogo que queimam e resplandecem. As constelações vão embora. Seus raios precursores são vistos de longe refulgentes sobre o mundo dos homens.15 das primeiras incursões dos muçulmanos. o Deus que conhece tudo o que vive. em seu interessante Mémoire sur l’Inde. como Sāyaṇa ressalta. Deus entre os Deuses. destruindo o meu adversário. 10. de um caráter antigo. Ou vamos transferir essa minha amarelidão para as árvores Haritāla. 4. o filho de Kṛṣṇa. e aplicada a Sūrya. 10 [Essa primeira frase Macdonell lê: “Seus feixes de luz. a luz que é a mais excelente. têm brilhado de longe através das muitas casas dos homens”. são chamados de filhas da carruagem. Iluminando todo o reino radiante. Sūrya. 12. como ladrões. Rápido e todo belo és tu. Sūrya.12 Sobre a atarefada raça de homens. junto com seus raios de luz. Sūrya remove a doença do meu coração. com o cabelo radiante. ó tu que enxergas longe. 8. criador da luz. Tu vais até as hostes de deuses. ó Sūrya.] 11 [A última frase por Macdonell: ‘para todos. tu vens até aqui para a humanidade. de lepra. do começo ao fim. Sete Cavalos Baios13 atrelados ao teu carro te conduzem. seus raios. um pó vegetal amarelo. subindo ao céu mais elevado. Surgindo nesse dia. as filhas do carro. O hino é. 8 Assim o comentador interpreta o hāridrava do texto.9 Índice ◄►Hino 51 (Wilson) ____________________ Hino 50.173 12. Deus. Reinaud. 9 O inimigo aqui indicado é a enfermidade ou doença. de modo que todos possam olhar para ele. hāridrava. Sūrya (Griffith) 1. e era então. tira de mim essa minha cor amarela. aqui aludidos.14 com essas. Sua própria equipe estimada. é narrado integramente pelo Sr. 2. Mas não existe uma árvore assim chamada. Para papagaios e estorninhos vamos dar o meu tom amarelado.] 12 Varuṇa: a palavra é. Sāyaṇa a explica como ‘aquele que afasta o mal’. Sol. 3. sem dúvida. ou para a (árvore) Haritāla. Atravessando o céu e o extenso ar. Seus raios brilhantes o mantêm no alto. 9. . de data antiga. que atribuía àquele corpo luminoso a cura de Sāmba. como intimamente conectados com ela. com todo (o seu) poder. e os quais. ele segue adiante. O número sete faz referência aos sete dias da semana. Com aquele mesmo olho teu com o qual tu olhas o brilhante Varuṇa. Esse Āditya ergueu-se. 13 [Éguas baias – Macdonell. 7. Diante do Sol que tudo vê.11 6. usada aqui como uma designação (aquele que envolve).

uma das muitas variedades dos estornídeos ou família dos estorninhos. Índice ◄►Hino 51 (Griffith) ____________________ 15 [Veja a nota 8. as pessoas com icterícia eram chamadas de ‘icterici’.] A palavra hāridrava é explicada no Petersburg Lexicon como certa ave amarela. de acordo com Plínio (H. Dando o meu inimigo na minha mão.N. não me deixes ser vítima do meu inimigo. .). A amarelidão mencionada nesse verso é provavelmente a cor da pele na icterícia. por causa da noção fantasiosa de que a doença era curada por olhar para o icterus. Dizia-se que o pássaro morria em lugar do paciente.174 13. Com todo o seu vigor conquistador esse Āditya ergueu-se no alto. entre os romanos. II. Para papagaios e estorninhos: similarmente. xxx.

sob o nome de Savya. 7 Por vários meios ou artifícios. Tu. que é adorado por muitos. e por eles palavras encorajadoras foram proferidas. explicado como hantṛ. para obter um filho que se parecesse com Indra. alguém que descende de Danu. conhecimento. dos descendentes de Aṅgiras.175 Hino 51. de Maharṣi. Varga 9. tu mostraste o caminho para Atri. 5.3 se apressaram para a presença de Indra. os últimos disseram arrogantemente: ‘Não vamos oferecer sacrifício para ninguém’. desprezando Agni. que é Ahi.13 É dito que Aṅgiras. é dito. dasyuhatyeshu. para o benefício da humanidade. 4 Indra. como alguém que faz uma injúria. riqueza ‘adequado para generosidade’. referindo-se a uma lenda na qual é narrado que Indra chegou. e. desde tempos remotos tu nasceste para a destruição dos opressores. dar. 1 o filho de Aṅgiras. alimento e prosperidade. ou sóis.7 tu tens concedido riqueza. 9 quando tu tinhas matado Vṛtra. para Vimada. 1. na montanha. visto que ele era o mesmo que tudo isso.12 Varga 10. o ato foi realizado por causa das preces. Sūkta I) O Ṛṣi é Savya. um Dāvana. com alimento. nas (pelejas) destruidoras de ladrões. com o raio. A partir de um texto citado do Yajur-Veda. é um dos doze Ādityas. por isso.5 3. o matador. e defendeste bem Ṛjiśvan. 6 O termo é gotra. Indra. o deus se tornou filho dele. 12 Pipru é chamado de Asura. tu retiveste. tu destruíste Śambara. Adorem o poderoso e sábio Indra. em lutas fatais com Śuṣṇa. de movimento gracioso. tendo realizado culto. Os protetores e amparadores Ṛbhus. como Śakra. ou ele pode ser um epíteto de vasu. 5 Eles exclamaram: ‘Golpeia. em batalhas que mataram os Dasyus. o resto. e os Vajasaneyis relatam que. fizeram as oblações às suas próprias bocas. por teus estratagemas. como aplicado ao gado. Em todo caso. Bhagavan. fama.2 (Indra). um inimigo. de dānu. Ou meṣa pode ser traduzido como ‘vitorioso sobre inimigos’. ‘Na montanha’ significa a residência de Indra. 2. 4. 6. de um adorador a quem eles oprimiam. ou um rebanho de gado. quando todos os deuses o tinham abandonado. 9 Parvate dānumad vasu. o realizador de cem atos religiosos. significa. os Asuras. por quem Indra foi ajudado e encorajado. e iluminando o firmamento. explicado como uma nuvem. o destruidor. 2 Tyaṃ meṣaṃ. sobre o grande Arbuda. 8 tu estás manejando teu raio em defesa de um adorador envolvido em combate. quando houve uma disputa entre os deuses e os Asuras. o que humilha seus inimigos. e bebeu o suco Soma. cujos bons atos se espalharam. 1 . Animem. com louvores. como os raios de luz. 3 É dito que os Ṛbhus aqui significam os Maruts. que é alegrado por hinos. no comentário. tu pisaste. na forma de um carneiro. Gotrabhid. ofereceram oblações para eles mesmos. aquele carneiro. ou. Ahi parece ser a personificação de todos os benefícios deriváveis de sacrifício. Indra (Wilson) (Anuvāka 10. hostil ou maligno. um Asura.11 benigno para os homens. 10 Vṛtra. tu destruíste as cidades de Pipru. em linguagem comum. 8 Vimada é chamado. humilhaste os enganadores que ofereciam oblações às suas próprias bocas. como um nome de Indra. e é um oceano de riqueza. – yantras. 11 De acordo com os Kaushítakís. à recuperação das vacas roubadas por Paṇi. a um sacrifício solenizado por Medhātithi. em defesa de Atithigva. Ṛjiśvan. Tu abriste o receptáculo das águas. Tu defendeste Kutsa.10 tu tornaste o sol visível no céu. portanto ele era chamado de Ahi. Tu abriste a nuvem6 para os Aṅgirasas. quebrador de montanha. por causa do gozo de prosperidade.4 imbuído de vigor. o tesouro do malévolo. – ladrões ou bárbaros. os dois últimos versos estão na métrica Triṣṭubh. sê valente’. ele alude. o Hino é endereçado a Indra. que atormenta seus adversários por cem portas. ou para o benefício. na Jagatī. com teus pés. isto é. Dānumat é explicado variadamente.

a filha de Vṛṣaṇaśva. Tu. Nenhuma notícia sobre ela é encontrada em outros lugares. Indra tem sido recorrido. que um Ṛṣi chamado Vamra tirou vantagem da ausência de Indra de um sacrifício. repleto (de energia). O termo é um patronímico. louvando-te. 14 Os Árias.176 7. e. Indra permanece. 17 É dito que Vṛcayā foi dada para Kakṣīvat na cerimônia de Rājasūrya. que os corcéis atrelados pela vontade. Desse modo tu obténs fama imperecível no céu. Ela é detalhada no Bhāgavata e Padma Purāṇas. e um sacrifício solene foi celebrado na ocasião. que é possuidor20 de cavalos. 13. foste Menā. 19 É dito que os Pajras são os mesmos que os Aṅgirasas. para beber as libações. 11. então teu poder apavoraria. a tua vontade se deleita em beber o suco Soma. Amigo do homem. 13 . 8. É dito que Atithigva significa o hospitaleiro. e punindo aqueles que se afastam do culto dele. e são hostis àqueles que as fazem. em uma torrente. pelo que Indra ficou furioso. 14. O comentador cita essa história do Kauṣītaki Brāhmaṇa. idoso ou adolescente. que era o quarto filho do Manu Vaivasvata. que és poderoso. 20 Ou isso pode ser traduzido como ‘que está desejoso de possuir’. Indra. da (nuvem) passageira.18 Todas essas tuas proezas devem ser recitadas em teu culto. gado. e oferecendo libações. 18 O Brāhmaṇa é citado para uma história singular de o próprio Indra ter se tornado Menā. (nos sacrifícios) de outros. e de ter. que o raio está depositado em tuas mãos. ele sobe (em seu carro). Quando Indra está satisfeito com hinos aceitáveis. Diferencia entre os Árias e aqueles que são Dasyus. O Ṛṣi Cyavana se casou com a filha dele. posteriormente. o encorajador do sacrificador. com Svadhā. Corta toda a bravura do inimigo. mas não aparece se ele é o mesmo que o Divodāsa dos Purāṇas. as tribos incivilizadas da Índia. Indra. por sua intensidade. os Āryas. Tu deste.14 reprimindo aqueles que não realizam ritos religiosos. enquanto os Dasyus são aqueles que não observam cerimônias religiosas. para que ele possa ajudar os virtuosos. O comentador diz. com a velocidade da mente. levou consigo os (materiais de sacrifício) acumulados. uma nova oferenda foi preparada. O Aitareya Brāhmaṇa o chama de príncipe da linhagem de Manu. Sukratu.16 Está satisfeito com elas. sê tu. humilhando os que negligenciam atos sagrados. Se Uśanas aguçasse o teu vigor por meio do dele. Indra. A Menā dos Purāṇas é uma das filhas dos Pitṛs. Assim como tu te deleitaste no que foi preparado (no sacrifício de) Śāryāta. todo o vigor está totalmente concentrado. Kutsa nós tivemos antes. e riqueza. para (compartilhar do) alimento sacrifical. provavelmente. são aqueles que praticam ritos religiosos. enquanto louvando-o. o dador de riquezas. em cerimônias que te deem satisfação. a tribo respeitável ou civilizada. o rei das montanhas. a medula ou essência da terra. é sabido. e tem subjugado as extensas cidades de Śuṣṇa. feroz. – esperando tais doações do instituidor da cerimônia. ele extrai as águas. a filha de Vṛṣaṇaśva. se apaixonado por ela. ainda não subjugadas pelos seguidores dos Vedas. Vamra. Indra. em favor daqueles que os cumprem. Louvor pelos Pajras19 é (tão estável) quanto a ombreira de uma porta. a jovem Vṛcayā17 para o idoso Kakṣīvat. Cyavana se apropriou da parte da oblação destinada aos Aśvins. como se depreende a partir desse e do verso seguinte. por nós. Śambara e Arbuda são designados como Asuras. carruagens. como o nome de um Ṛṣi. Eu estou desejoso de louvar todas as tuas façanhas. significando filho ou descendente de Śaryāti. Varga 11. o céu e a terra. 15 O texto aqui é obscuro: ‘Vamra destruiu as coleções’. está presente. Śuṣṇa. Em ti. 15 10. e a ser chamado também de Divodāsa. para apaziguá-lo. 16 Śāryāta era um Rājarṣi – de acordo com o comentador – da linhagem de Bhṛgu. puxado por corcéis que corcoveiam mais e mais obliquamente. Tu subiste em tua carruagem prontamente. como tu és satisfeito por meio dos sucos Soma vertidos. 12. te levem. e a esposa de Himavat. sendo. 9. e se espalhando pelo céu. no qual Indra e os Aśvins estavam presentes. em sua aflição. e como afirmado pelo comentador. em favor daqueles que estão presentes (com seu louvor). obriga-os a se submeterem ao realizador de sacrifícios. para levar embora a pilha de oferendas acumuladas.

28 Tu. Como auxiliares os hábeis Ṛbhus ansiavam por Indra forte para salvar. 25 Um Ṛṣi geralmente enumerado com os Aṅgirases entre os Prajāpatis ou progenitores dos homens. 27 De acordo com Sāyaṇa. Índice ◄►Hino 52 (Wilson) ____________________ Hino 51. entusiasmo. Veja 1. Vimada também era um Ṛṣi dos tempos antigos. ou qualquer outro idioma moderno. tu desde os tempos antigos nasceste para matar os Dasyus.6. o mar de riqueza. ‘Aqui novamente’. deleite. Quando tu tinhas matado com poder o dragão Vṛtra. 28 Literalmente. Quando alegrados pelas doses de Soma. ou [veja a nota 2]. digno de cânticos de louvor.10.30 21 Aquele carneiro famoso.24 e abriste um caminho para Atri25 por cem portas. Tu salvaste Kutsa quando Śuṣṇa foi derrotado. um demônio da seca.2. cercado em volta por força. de coração de herói. 2. enquanto nos tempos antigos aquele estado de excitação era celebrado como uma bênção dos deuses. (concedida) por ti.1. Essa adoração é oferecida ao derramador de chuva. é a personificação do calor excessivo antes das chuvas. aparentemente uma antiga expressão proverbial aplicada àqueles que em vez de sacrificarem para os Deuses colocavam a oblação planejada em suas próprias bocas. por muitos heróis.29 e ajudaste Ṛjiśvan quando os Dasyus foram mortos. 4. ergueste o Sol no céu27 para todos verem. nesse conflito.’ Nessa versão mada tem geralmente sido traduzida como êxtase. demoliste as fortalezas de Pipru. com poderes celestiais aqueles que te invocavam de brincadeira. para Atithigva deste Śambara como uma presa. o auto-resplandecente. pois nós não temos uma palavra poética para expressar um estado elevado de excitação mental produzido por beber o suco intoxicante da Soma e outras plantas.177 15. ‘o Secador’. fazendo teu raio dançar na luta do sacrificador. Indra. Tu descobriste o estábulo das vacas23 para os Aṅgirases. diz o professor Max Müller. mostrando a ele cem modos de escapar. 29 Pipru é um dos demônios do ar. Até o poderoso Arbuda tu esmagaste. tu na montanha apreendeste o tesouro26 rico em dádivas. o mais generoso para o nosso bem. Śambara e Arbuda são demônios similares da atmosfera. Indra (Griffith) 1. O alemão rausch é o mais próximo do sânscrito mada. Indra o libertou do cativeiro. apressando-se em êxtase. Alegrem com canções aquele Carneiro21 que muitos homens invocam. Aqui a referência é a um carneiro de combate. 22 . Que nós sejamos auxiliados. o qual não tem algo oprobrioso misturado com ele. Cujos atos benevolentes para os homens se espalharam amplamente como os céus: cantem louvores a ele o sábio. ou alegria selvagem. Indra. tu. 23 A nuvem escura que mantém as águas aprisionadas. Para Vimada tu tens concedido alimento e riqueza. se torna evidente. Veja 1. ‘a dificuldade em representar o pensamento vêdico em inglês. e residamos em uma (habitação) próspera. 6. Tu abriste as prisões das águas. o tesouro é a chuva fertilizante. 24 Uma antiga família sacerdotal. livraste o Sol que tinha sido escondido por Vṛtra. como não indigno dos próprios deuses. que enche o ar. o poderoso. Com poder extraordinário tu sopraste para longe os demônios feiticeiros. o possuidor de energia verdadeira. 30 Śuṣṇa. as fortalezas dele são as nuvens que retêm a chuva. como um estado no qual o guerreiro e o poeta fariam suas melhores realizações. Indra. te chamavam ou te ofereciam acima ou por sobre o ombro.22 e sobre Śatakratu veio o grito alegrador que o incitou adiante para a vitória. mais ainda. Indra. 3. 26 A montanha é a nuvem. 5.

punindo os bárbaros os entrega para aquele cuja grama está espalhada. destruindo por meio dos Fortes aqueles que não têm força. aparece no Veda como o amigo especial de Indra. Mais tarde. amante de riquezas. também. o auto-resplandecente. carros. tu te ergues à glória incontestável no céu. quando tu estás satisfeito com homens cujo Soma flui.12 é dito que ele deu para Indra o seu raio: ‘O raio que Kāvya Uśanā te deu antigamente’. Quando Indra se regozijou35 com Kāvya Uśanā. Indra é o único Senhor da riqueza. 35 Bebeu o Soma estimulante. 37 Isto é. Veja 1.34 Ó de alma de herói. ele monta seus corcéis que guinam cada vez mais largamente. muito sábio. [Veja a nota 15. também chamado de Kāvya ou filho de Kavi. Todo o poder e força estão reunidos estritamente em ti.38 espremedor de Soma. a princípio. atrelados pelo pensamento.39 ó Indra. o sacerdote que cortou e espalhou a erva sagrada para os Deuses. vacas e cavalos.1. fiéis a Indra e aos Deuses. Em 1.178 7. 8. teu espírito generoso se alegra em beber suco Soma. O amparo do homem bom em sua necessidade é Indra.37 13. Aqui. Tu. todos esses teus atos são o meu deleite em festivais. filha de Vrsanśva. 33 A segunda metade da estrofe é ininteligível. os primeiros são os povos verdadeiros e leais. e os últimos são os maus e ímpios. os cavalos de Vāta. sob o teu cuidado. 15. foste Menā. 39 O hino parece ter sido endereçado a Indra por auxílio em uma batalha vindoura. O poder que Uśanā produziu para ti com poder parte ambos os mundos em pedaços em sua grandeza e com força. o adorador fiel. embora em outros lugares a fabricação dele seja atribuída a Tvaṣṭar. 12. Que nós e todos os heróis. 9. Para ele.] 34 O Ṛṣi Uśanā. neste combate. louvado entre os Pajras. Tu sobes no teu carro em meio a fortes goles de Soma: Śāryāta te trouxe aquelas36 nas quais tu tens prazer. O Forte disparou seu raio com a torrente rápida de chuva. verdadeiramente grande e forte. e ele partiu em pedaços as fortalezas bem construídas de Śuṣṇa.18. 14. esse louvor é proferido. quanto tu estás alegre com o Soma oferecido por teus adoradores tu realizas as tuas façanhas mais gloriosas. tu deste a jovem Vṛcayā. ó Indra.32 Sê o forte incentivador do sacrificador. o Doador. 38 Um Ṛṣi. hábil em canção. estejamos. firme como um batente. 32 Isto é. Diferencia bem Árias31 e Dasyus. e os Dasyus são os povos originais e hostis da Índia. 36 Doses de suco Soma. 11. o filho de Uśij. Vamra quando glorificou destruiu as pilhas reunidas do ainda crescente que podia alcançar o céu. Para o idoso Kakṣīvān. Índice ◄►Hino 52 (Griffith) ____________________ 31 Os Āryas são. Conhecido é o raio que se encontra em teus braços: arranca com ele toda a bravura viril do nosso inimigo.121. com os príncipes. o Poderoso. Indra. Indra entrega os sem lei para o homem piedoso. o povo que fala a linguagem do Veda. têm te levado à fama enquanto tu estás cheio de poder. todas essas tuas façanhas devem ser contadas em festas Soma. . ‘o poder’ significa o raio que conquista.33 10.

cresceu em vigor. dotado de mil meios de proteger (seus devotos). e então infligiu lesões semelhantes em si mesmo. para impedir sua saída. Adorem bem aquele carneiro. Roth pensa que Trita é o mesmo que Traitana. 9). e confirmada por outras passagens do texto. como um corcel veloz. na água. – o qual acelera. e.1 que faz o céu conhecido. ao considerar tritaḥ como um nome próprio. o sábio recitou. um nome que ocorre em um texto do Ṛc. um dos heróis do Shāh-nāma. 388). estavam viajando em um deserto. junto com sacerdotes eruditos. estimulado pelo alimento sacrifical. O professor Lassen parece disposto a adotar essa identificação. VIII. é explicada. na situação da morte de Vṛtra. feriu-o na cabeça. Ekata. Additions. p. ele efetuou sua fuga. Roth. tendo coberto o topo com uma roda de carroça. o hino no qual o 2 . Nessa aflição. às três folhas da qual. um dos escravos. e a própria estrofe citada. primeiro. de onde surgiram sucessivamente Ekata. ou defesas. de onde ele foi salvo pelos Aśvins. os secadores de umidade. O Sr. ido tirar água de um poço. Dvita e Trita. aparece em outra parte. como auxiliares. Ele. através das coberturas (do poço). no céu. como rios se precipitam em declives. Trita. eram. e. A lenda é contada pelo comentador. 5. a fim de remover ou esfregar os resíduos de uma oblação de manteiga clarificada. do qual o mais novo. com mente dirigida à adoração religiosa.179 Hino 52. então. Langlois está mais correto. tirou água e a deu para seus irmãos. em meio às torrentes. enchem o oceano. tinha matado Vṛtra que obstruía os rios. Aquele Indra a quem. O Sr. Tritaḥ pode significar triplo ou tríplice. mas com sua precisão habitual. ele rezou para todos os deuses libertarem-no. eles o jogaram no poço. como também pela versão da história encontrada na Nīti-mañjarī. mas ele as atravessou com facilidade. . que. a fonte da felicidade. como autoridade para o último nome. Eu imploro a Indra. . convertendo o último em uma deificação. as libações borrifadas sobre a grama sagrada reabastecem. significa uma circunferência. (hino 105.II. A história é narrada de um modo um pouco diferente na Nīti-mañjarī. É dito que três irmãos. lutando contra o retentor da chuva. e. em louvor dos Aśvins. no entanto. Indra. para se apropriarem da propriedade dele. quando ele estava velho e cego. para a minha proteção. Seus aliados. que está expandido do começo ao fim do orvalhoso (firmamento). na Nīti-mañjarī. e da antiga tradição persa. – a ele eu invoco. – em direção ao sacrifício. como fez Trita. a função propriamente dita da erva sagrada. aquele Indra a quem os Maruts. chegaram a um poço. ele imagina que ele seja o original do Thraetona. Varga 12. como os rios da mesma natureza. do que ele morreu. vol.2 1 Veja a nota 2 do hino 51. e de formas não distorcidas. peito e braços. . seguindo os Taittirīyas. portanto chamados de Āptyas. Jagatī. Dvita e Trita. jogando-o no fogo. Ekata. Em retribuição. diz que Agni jogou as cinzas das oferendas queimadas na água. de onde ele foi libertado pelas mesmas divindades. e os Asuras empilharam coberturas sobre a entrada dele. ou filhos da água. o precederam. fazendo a frase: ‘como através das coberturas triplas’. caiu nele. 216. que se deleita no alimento sacrifical. se apressando até ele. tornaram-se insubordinados. e estava derramando as águas. do resto. animados (por libações). Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. Depois desses acontecimentos. e. que é alegrado pelo suco Soma. pois ele é o concessor de alimento abundante: 4. v. a métrica do décimo terceiro e décimo quinto versos é Triṣṭubh. ou tampa. colocadas sobre o altar. o deixaram no poço. pela graça deles. a forma Zend de Feridún. 3. uma cobertura circular. Trita tendo. pelo Dr. que são desimpedidos.Indische Alterthumskunde. vol. O Dr. mas isso não aparece na narrativa. É a essa proeza que o fato de Indra romper as defesas do Asura Bala é comparado. após o que. por Agni. O comentador. Quando Indra. em uma ocasião subsequente. 2. com muitas orações. e tentaram destruí-lo. A identidade de Trita e Traitana. – Zeitschrift der D. a quem cem adoradores ao mesmo tempo são assíduos em louvar. a lenda pode dever sua origem. como uma montanha. acompanharam. Morgenländischen Gesellschaft. que é vitorioso sobre seus inimigos. Paridhi. Dvita e Trita foram três homens produzidos em água. em seu relato do Ṛgveda (Asiatic Researches. Traitana. e. Diz-se que os escravos de Dīrghatamas. ele permaneceu firme. 1. sendo afligidos pela sede. o mais generoso Indra. Colebrooke citou essa história brevemente. para subir no carro. rompeu as defesas de Bala. p. em um sentido muito diferente daquele que ele deu. ainda não foi estabelecida. o termo do texto.

tendo obstruído as águas.5 De fato. nesse (combate). Segundo o Aitareya Brāhmaṇa. teu raio de ferro.) em tua força. e os homens se multiplicassem todos os dias. os adoradores) recitaram o hino adequado do Bṛhat (Sāma). O céu forte foi lacerado pelo medo. a contramedida da terra. Os hinos. isto é. tua bravura seria igualmente renomada. ou raio. te imitaram em júbilo. Do mesmo modo como o escravo Traitana feriu sua cabeça. tu moldaste a terra para a nossa preservação. (guardiões) do céu. o obstrutor do céu e da terra. de quem as águas do céu não alcançaram o limite. e. concessor de força. (seguro. Journal Asiatique. tu és o símbolo do vigor. do Sr. tanto quanto os céus. 7. Se essa interpretação estiver correta. Maghavan. 5 Senhor ou protetor da grande (região) na qual se encontram os agradáveis deuses. com teu raio. igualmente. e fizeste o sol visível no céu. 14. 6 O texto tem somente ‘com o matador (ou arma) que tem ângulos’. realizador de atos sagrados. chegam a ti como regatos (fluem para) um lago. de si mesmo. tua fama se espalhou longe. sozinho. Mesmo que. Indra. também como um nome próprio. 6. 11. seu peito e ombros”. 13. veja. que. em tuas mãos. também. (libertaste) as águas. com teus corcéis. Uma alusão ao Sāma. Por medo (de Vṛtra. tu. 4 Bhuvaḥ pratimānaṃ. Indra. tu tinhas atingido. os atos de heroísmo realizados por teu poder se espalhariam amplamente. assim ele a atingiu. Abril de 1845. pelo menos com relação a esse hino. Tu. a palavra Trita. – tu. (1. nessa batalha. Indra. Indra. quando tu atingiste a face de Vṛtra com teu (raio) angular e fatal. e ascendente para o céu. a face do amplamente estendido Vṛtra. Indra. combatentes pelos homens. 3 O texto tem somente Bṛhat. incentivaram Indra (a destruí-lo). Veja os ‘Études sur les Textes Zends’. pegaste. O primeiro termo. ainda. Todos os deuses. quando tu. de Indra tem oito ângulos. tua bravura foi renomada. fizeste tudo mais (que não tu mesmo) dependente (de ti). talvez.4 tu és o senhor do vasto (Svarga) frequentado por deuses. que te glorificam. aparentemente. de quem. no entanto. tu abarcas o firmamento e o céu. Varga 14. repousava na região acima do firmamento.158. foste inspirado por (beber) o (suco Soma) derramado. Tu és o modelo da terra estendida. Indra de mente firme. essa terra tivesse dez vezes (sua extensão). e. desejoso de ir até o homem. 9. o comentador acrescenta Sāma. com os céus. de acordo com o comentador. e entre o último e Feridún. quando guerreando. e teu raio. nos Livros Zend. com entusiasmo despertado. 8. ou. eles. não há nenhum outro como tu. Quando. em sua energia. de quem o céu e a terra não atingiram a amplitude. . além do limite do firmamento vastamente estendido. Burnouf. visto que os escravos atacaram este (velho homem) decrépito. indicaria a anterioridade do primeiro. em um verso do Ṛc. Tvaṣṭṛ aumentou teu vigor apropriado: ele afiou teu raio com força avassaladora. permanecendo. Os Maruts te adoraram.6 Índice ◄►Hino 53 (Wilson) ____________________ verso ocorre: “Não deixem as águas maternas me engolirem. ao clamor daquele Ahi.180 Varga 13. contra o retentor das chuvas. 15. de magnitude similar e igual poder inconcebível. Indra. encontrou admissão como um numeral. pode haver pouca relação entre Trita e Traitana. 12. 10. lâminas. cortou a cabeça de Vṛtra. o vajra. mataste Vṛtra. (seus adversários não têm igualado a destreza).3 autoiluminador. no que os aliados dele (os Maruts). e vivificadores da humanidade.5). com tua magnitude tu enches todo o firmamento: em verdade. no Glossário da edição de Benfey do Sāma-Veda.

assim como Tṛta13 fendeu as cercas de Vala. o obstrutor da chuva se encontrava na mais baixa profundidade do ar. sobre a grama sagrada.181 Hino 52. matando Vṛtra o retentor da torrente delas. e puseste no céu o Sol para todos verem. 11 Os estimulantes goles de suco. 8 . o doador mais generoso. cresceu em força imensa.9 estendido sobre a nuvem carregada. 5. quando Indra. tu lançaste teu trovão sobre as mandíbulas de Vṛtra difícil de ser contido. Assim como uma montanha de base firme. fazendo torrentes fluírem em direção ao homem. na alegria selvagem do Soma. lutando pelo bem dos homens. sobre o limite desse ar e do céu. tu seguravas em teus braços o raio de metal. tu cujo poder está ligado com teus Cavalos Baios. 10. Quando os ajudantes de Indra. Quando Indra. Então o próprio Céu. Art. 11. pelo rugido do Dragão cambaleou para trás em terror quando. se regozijando nos goles de suco Soma. Esplendor te cercou. Quando. Indra (Griffith) 1. quando em alegria selvagem ele lutou com aquele que parou a chuva. ainda aqui o teu poder conquistador. forçou as nuvens. – o Carro o qual como um corcel forte se apressa ao chamado. o úbere (do céu) significa as nuvens dadoras de chuva. 12 Seus aliados constantes. eficaz e que dá louvor. Veja 1. 2.51. 3.10 radicado na luz. Veja o verso 4. invencíveis. como Deus do firmamento. Maghavan. Indra. ele. está estendido como uma cobertura. pois ele se satisfaz com o suco. e forjou teu raio de poder irresistível. com atividade qualificada. os Maruts. sobre as quais Indra. ó Indra. 10 Ūdhan. fortalecido em êxtase pelos sábios. fiéis à humanidade. em teu próprio poder inerente. seus ajudantes12 aceleraram como correntes velozes descendo uma ladeira. o tirano da terra e do céu. e os homens que moram nela se multiplicassem dia a dia. 9 ‘O retentor entre os retentores’ é provavelmente o conquistador que detém os demônios que obstruem a chuva. 13 [Veja mais a respeito de Tṛta no artigo de] Macdonell no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland (1893). armado com o trovão. os Maruts. poderosos. 8. de coração valente. – ao lado daquele Indra quando ele derrotou Vṛtra ficaram seus ajudantes. cujos cem de caráter nobre8 partem com ele. ousado por causa dos goles de Soma. Tu. tinhas derrotado Vṛtra. quando. 12. por ajuda. o poderoso. tua força guerreira resplandeceu. Indra com pensamento.1. chegam a ti assim como os córregos de água fluem para baixo e enchem o lago. 7. 6. 9. 4. Com hinos que eu mova para cá Indra para me ajudar. teu raio. o partiu completamente. Ó Indra. Os hinos que te engrandecem. fizeste a terra para ser o exemplo da tua força: abarcando mar e luz tu chegaste ao céu. Tvaṣṭar deu ainda mais força para a tua força própria. Indra. X. mil vezes protetor. que leva para o céu. 11 de caráter nobre. Eu glorifico aquele Carneiro7 que descobre a luz do céu. eu chamo. cortou com força a cabeça de Vṛtra. Indra. 7 Aquele guerreiro famoso. seus próprios assistentes. enchem totalmente como o mar. seria famoso: ele se tornou vasto como o céu em majestade e poder. de forma reta. Com medo eles14 elevaram o hino sublime auto-resplandecente. se essa terra se estendesse adiante dez vezes. A quem aqueles que fluem no céu. 14 Os adoradores de Indra com medo de Vṛtra. Porque ele retém até os retentores. se regozijaram na luz. irremovível. Em direção a ele.

Tu és a contrapartida da terra. Dito de Indra. Quando tu. o teu raio mortal. o firmamento. Os Maruts cantaram teu louvor nesse combate. cujos limites as águas do ar15 nunca alcançaram. quando em alegria ele luta16 contra o retentor da chuva: tu. atingiste a face de Vṛtra. tu encheste toda a região com a tua grandeza: sim. o Mestre do céu sublime com todos os seus heróis poderosos. com tua arma pontiaguda. em verdade não há outro como tu. Índice ◄►Hino 53 (Griffith) ____________________ 15 16 O oceano aéreo.182 13. fizeste todas as coisas na devida ordem. mas essa e similares mudanças súbitas de pessoas são comuns no Veda. – não. Indra. . Nós esperaríamos ‘tu lutas’. 14. Cuja amplitude o céu e a terra não atingiram. 15. e ninguém mais. e em ti todos os Deuses se alegraram.

cidade após cidade. novamente. tu és um amigo para os nossos amigos. na residência do adorador. A esse Indra nós louvamos. no final do sacrifício. 1. que nós prosperemos. a fonte de destreza. Nós te adoramos. aquelas libações e oblações (que foram oferecidas a ti. juntos. que avançaram contra Suśravas. nem eles aparecem nos Purāṇas. de cevada. de gado. Tu mataste Karañja e Parṇaya com tua lança brilhante reluzente. subjugando nosso adversário. de longe. por tua assistência. traze-as para nós. Varga 16. destruíste os dez mil obstáculos contrários àquele que te louvava e que te oferecia oblações. sem o final sibilante. Tu fizeste Kutsa. ou descendente de Danu.2 9. Jagatī. Tu. e os sessenta mil e noventa e nove seguidores deles. mataste. 11. como (um ladrão) carrega apressadamente (a propriedade) do adormecido. Tu. Indra. a métrica da décima e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. que nós nos tornemos possuidores de riqueza e de alimento. não desapontes a expectativa do adorador que confia em ti. Vaṅgṛida é chamado de Asura. 2. 4 Pode ser que esse seja Āyus. Indra. é Āyu. Índice ◄►Hino 54 (Wilson) ____________________ Namuci é chamado de Asura. Sábio e resplandecente Indra. Propiciado por essas oferendas. Indra.183 Hino 53. te concederam deleite. 6. Tu. Protegidos pelos deuses. filhos excelentes e uma vida longa e próspera. o principal em generosidade. e brilhantes por toda parte. 4. porque possuímos. com energias agradáveis para muitos. 5. Nós não temos detalhes adicionais. e. Aquele que humilha (adversários). 7. aqui. por essas libações. e de cavalos. protegeste Suśravas. pelo qual ele (o deus) tem adquirido riquezas rapidamente. Suśravas. quando sitiadas por Ṛjiśvan. nós permanecemos. ao matares Vṛtra). vitorioso (sobre teus inimigos). e Āyu4 sujeitos ao poderoso. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e o deus são os mesmos.) te trouxeram alegria. no Brāhmaṇa. e destróis. com teu auxílio. nós não recebemos ajuda do Bhāṣya [comentário]. afasta a pobreza com gado e cavalos. o mestre e protetor da riqueza. e livrados de inimigos por Indra. embora jovem. mas o nome. (o ser) de muitas eras. as riquezas que estão espalhadas em volta são conhecidas como tuas: tendo-as reunido. Louvor mal expressado não é apreciado entre os munificentes. Que nós. os vinte reis de homens. e. o realizador de grandes feitos. derrotaste. Sozinho. tu vais de batalha em batalha. por tua causa. Atithigva. 3 10. quanto tu. teus amigos mais afortunados. embora nós tenhamos um Suśravas entre os Prajāpatis no Vāyu Purāṇa. Nós sempre oferecemos louvor apropriado ao poderoso Indra. 3. Indra. A lenda não é purânica. de alimento abundante. (satisfeito) por nossas libações. desfrutemos. Indra. Ele aparece. 1 2 . Atithigva nós tivemos antes. renomado Indra. pela roda da tua carruagem que não pode ser ultrapassada. pela causa de Atithigva. Tūrvayāṇa. não impedido por inimigos. Os dois primeiros são os nomes de Asuras. sem ajuda. Protetor dos virtuosos. como um Dāvana.1 8. Aqueles que eram teus aliados (os Maruts. tu demoliste as cem cidades de Vaṅgṛida. Com teu associado que prostra inimigos (o raio). do resto. 3 Aqui. Varga 15. pela tua graça divina. com teu poder. e Ṛjiśvan era um Rājā. o enganador chamado Namuci. tu não desapontas os desejos (endereçados a ti). és o dador de cavalos. ele não aparece como um rei. o filho de Purūravas. de gado. tu.

Essas nossas libações que inspiram força. 7 Incontáveis demônios semelhantes a Vṛtra. outro demônio da seca. 8 O raio.7 tu irresistível em teu poder. 4. poderoso. com sessenta mil e noventa e nove seguidores. no verso seguinte. como castigado por ele. Índice ◄►Hino 54 (Griffith) ____________________ 5 O lugar do sacrificador. Āyu. Que nós obtenhamos. Bem satisfeito com essas chamas brilhantes e com essas gotas de Soma. Tu mataste Karañja. a força dos heróis. Indra. que vieram em tropas para lutar com o desamparado Suśravas. o poderoso. 9. livres do ódio deles. doses de Soma. quando tu mataste para o cantor com grama cortada dez mil Vṛtras. ou Tūrvayāṇa. Doador de cavalos. Que nós. ó Conquistador. tu. Parṇaya. junto com Atithigva e Āyu. 10 Suśravas. Tu.5 pois ele tem riqueza jamais encontrada naqueles que parecem dormir. ó Indra. Inflexível. Com a roda do carro que ultrapassa a todos. Indra (Griffith) 1. destruindo castelo após castelo aqui com força. Indra não deriva vantagem daqueles que são remissos em seus deveres religiosos. esses nomes talvez denotem o mesmo indivíduo.184 Hino 53. 6. 3. com teu amigo8 que faz o inimigo se curvar. o mais esplêndido. ajudante do homem desde os tempos antigos. Indra. Nós apresentaremos louvor auspicioso ao Poderoso. mas é aqui representado. fonte especial de gado. rico em grandes feitos. brilhando até o céu. ó Indra. 11 Kutsa foi mencionado. de vacas. 5. Amigo dos nossos amigos. nossos hinos a Indra na morada de Vivasvān.11 Atithigva.10 10. riqueza e alimento fartos. ó Indra. esse tesouro espalhado em volta é conhecido como teu. mataste de longe o traiçoeiro Namuci. 6 . ó Indra.6 aqueles que dão riqueza para homens não aceitam louvor desprezível. quando Ṛjiśvan os sitiou.33. para ti. são ditos serem reis. afasta a nossa pobreza com sementes e vacas. doador de cevada. Tu fizeste Kutsa. desfrutando por tua graça de vida longa e feliz e com grande quantidade de heróis. que possamos obter a Deusa Providência. 12 Suśravas.12 o jovem. sujeitos a esse Rei. 2. Ou námyā pode significar ‘com Nami’ como teu aliado. rica em cavalos. A ti nós glorificamos. Com Indra dispersando o Dasyu através dessas gotas. que nós obtenhamos comida abundante. Tu segues de luta em luta intrepidamente. como tal. tu és Senhor e guarda da riqueza. (em 1. que não desapontas a esperança.9 8. o representante do divino Vivasvān. tu destruíste os cem fortes de Vaṅgṛida. tu muito afamado. 11. 7. na marcha muito gloriosa de Atithigva. nós cantamos esse louvor. derrotaste os duas vezes dez Reis de homens. Indra. daqui por diante permaneçamos teus amigos muito prósperos. Coleta dele. Senhor Herói. doador. te alegraram na luta com Vṛtra. com força superior gloriosa. como um favorito de Indra. 9 ‘Aquele que não liberta (as águas do céu)’. e Tūrvayāṇa. Tu protegeste Suśravas com socorro e Tūrvayāṇa com tua ajuda. protegidos pelos deuses. e traze para nós: não desapontes a esperança de quem ama e canta para ti.14).

que te oferecem oblações. Índice ◄►Hino 55 (Wilson) ____________________ Desses nomes. pois o limite da tua força não é para ser superado. Que esses bebedores do suco Soma se tornem iguais a ele. recita hinos (em honra dele). Não nos incites. oitava. e contidos em conchas. com mente exultante e determinada. e nos abastece com riqueza das qual procedem progênie e alimento excelentes. Glorificando o ouvinte Indra. cuida daqueles que são sábios. enquanto oferecendo oblações a Indra. fixa tua mente na riqueza que é para ser dada (para nós). o que repele inimigos. como um Ṛṣi. tu demoliste as noventa e nove cidades (de Śambara). no combate inevitável. 2 O comentário fornece esse nome. é citado. Como (é possível) que a terra não fique cheia de terror? 2. e Turvīti. a nuvem estava dentro da barriga de Vṛtra. e tens feito as águas dos rios rugirem. de quem. a essa iniquidade. Esses copiosos sucos Soma. nos mantém em afluência. promove sua própria prosperidade. Yadu. que é obedecido por seus corcéis. um dos filhos de Yayāti. A escuridão obstruiu o fluxo das águas. sacia teu apetite com eles. louvem a ele que purifica o céu e a terra com seu poder irresistível. por sua generosidade. 1 . o dador de chuva. que. então. Tu tens abalado o topo do céu vasto. nona. está se apressando para cá.2 7. v. e. Indra. da linhagem de Vayya. (concede a nós) força notável. reputação crescente. Maghavan. Ofereçam adoração ao sábio e poderoso Śakra. Narya e Turvīti são desconhecidos. dotado de uma mente resoluta e inalterada? Varga 18. pronuncia seu louvor. Bebe-os. Ofereçam preces entusiasmantes ao grande e ilustre Indra. que é o emissor de chuvas. Jagatī. eles são a bebida de Indra. Varga 17. Turvaśa. (o instituidor da cerimônia). mas Indra precipitou todas as águas que o obstrutor tinha escondido. o derramador (de bênçãos). 11. a mente firme está concentrada em sua própria firmeza. e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. (o que tu queres). pois eles. por tua natureza resoluta. crescente. Para ele o generoso Indra faz as nuvens derramarem chuva do céu. Aquela pessoa eminente. espremidos com pedras. porque outro. de gritos altos. junto com as oferendas que ele apresenta. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. que é de grande renome. a esses conflitos iníquos. hoje. o último aparece depois. o raio afiado de fulgor brilhante contra os Asuras reunidos. estão preparados para ti. 10.1 Tu protegeste as carruagens e cavalos deles. tu mataste Śambara. aumentam a tua vasta força e teu vigor varonil. 8. Veja o hino 61. realiza os nossos desejos. Visto que tu. e. Tu tens gritado. quem te impedirá de fazer.185 Hino 54. 11. 1. pois ele. pelo ato pio. em sucessão. inigualável em sua sabedoria. 9. Inigualável em seu poder. 6. ou que. Yadu. o apreciador dos virtuosos. 4. destemido. 5. tens derramado a chuva sobre a fronte da brisa (vento) e (sobre a cabeça) do (sol) que matura e absorve. para baixo para os ocos (da terra). 3. a métrica da sexta. tu lançaste. Turvaśa pode ser o Turvasu dos Purāṇas. Tu protegeste Narya. Concede a nós. e subjugadora de inimigos. das outras sete.

Indra como o Dyaus supremo. que oferece oblações livres e promove a Lei. através do trabalho deles. 4 ‘O Poderoso’. 6 O Divino. valente com suco que alegra. incita. Os cumes do alto céu tu fizeste tremer. 11. os nomes dados ao Deus supremo dos gregos e romanos. Indra. ter realizado as funções atribuídas o primeiro Deus. Original Sanskrit Texts. o Corajoso. tu forçaste para baixo na cabeça do vento os suprimentos que Śuṣṇa mantinha confinados. com um rugido que enche as florestas. qualificando Turvaśa. o faz mestre do céu e da terra. V. salva nossos príncipes.8 Turvaśa e Yadu. tu demoliste os noventa e nove castelos. quando. Śatakratu! Tu ajudaste cavalo e carro na batalha final. um Touro extremamente forte em força. nomes idênticos em origem a Zeus. Não nos incites. Indra (Griffith) 1. a abóbada que impedia o fluxo das águas: no lado oco de Vṛtra a nuvem de chuva estava escondida. concede-nos riqueza e alimentos com descendência nobre. Canta ao sublime Dyaus5 uma canção outorgante de força. 7 Os demônios da atmosfera que usam encantamentos ou poderes sobrenaturais em seus conflitos com Indra. Mas Indra atingiu os rios que o obstrutor retinha. sejam alguns que bebem o Soma. Índice ◄►Hino 55 (Griffith) ____________________ O verbo. Quando.3 Tu com grito feroz fizeste as matas e os rios rugirem: os homens não correram em multidões juntos em seu medo? 2. corrente de água seguindo após corrente de água. Seu poder é inigualável. dá-nos grande influência e força que conquista povos. Lá a escuridão permaneceu. a um conflito no qual nós possamos ter a ti como nosso oponente. o Rei de um povo poderoso. é suprido por Sāyaṇa. ou Zeus Pater. com seu poder arrojado. Veja Muir. glória que aumenta felicidade. Alta glória tem o Asura. um nome de Indra. Tu ajudaste Narya. cuja mente resoluta tem domínio independente. 8 Algum chefe ou Ṛṣi assim chamado.6 composto de força. O significado parece ser: não nos forces. Maghavan. ó Indra. e Júpiter. que. puxado adiante por dois Cavalos Baios: um Touro. afiado e de dois gumes. para baixo de encostas íngremes. 3.186 Hino 54. para ti são esses copos de bebida abundante de Indra. 7. 8. Canta hinos de louvor a Śakra. aqueles. 9. Assim dá-nos. tu. Nesse lugar Sāyaṇa identifica Dyaus com Indra. Um senhor herói é ele. 33. varonil. ou Diespiter. pois ninguém pode compreender o limite da tua força. e Turvīti o filho de Vayya. ousado. um Carro é ele. em épocas posteriores. os sucos espremidos em pedra contidos em conchas. que aumentam o poder senhorial. incomparável é sua sabedoria. Indra. Bebe-os e satisfaze com eles teu anseio. que parece. quem terá o poder de impedir a ti firme e de alma ansiosa de fazer ainda nesse dia o que tu fizeste antigamente? 6. para essa luta angustiante.7 5. chefes. por ti mesmo golpeaste através de Śambara. ou a palavra pode ser um adjetivo. a força heroica firme de ti o Doador. 4. contra os feiticeiros em bandos. 5 Céu. tu guerreaste com teu raio. 10. Preserva nossos patronos ricos. então fixa a tua mente em conceder tesouro.4 Senhor da força e poder. Portanto. que com uma recompensa generosa recebe com agrado hinos de louvor: para ele flui a corrente abundante abaixo do céu. O Deus que é representado no Veda como o consorte da Terra e o progenitor dos Deuses é chamado de Dyaus ou Dyaus-pitar. louva e magnifica a Indra que te ouve. 3 . que não se encontra no texto.

ele tem sido.1 como o oceano (recebe os rios). que teus corcéis estejam presentes (no nosso sacrifício). o realizador de bons atos. compreende as águas muito espalhadas com suas faculdades abrangentes. formidável e o mais poderoso. ele avança. 3. cada um imediatamente tem fé no resplandecente Indra. A amplitude de Indra era mais vasta que o (espaço do) céu. 1. Varga 19. Quando ele lança seu dardo fatal. no estilo elíptico usual do texto: a amplificação é do comentário. tu. Índice ◄►Hino 56 (Wilson) ____________________ 1 Ele compreende. Indra. por causa de suas façanhas. se expandindo como a terra. renomado (Indra). teus membros estão envolvidos por (façanhas) gloriosas. 2 ele. Ambicioso de renome. Tu. nem. 4. desfrutando da sua proteção. Jagatī. ou. 6. 3 ‘Como poços’ é todo o símile. recita seu louvor. permite que as águas fluam. Nós sabemos que esse deus supera todos os outros em força: o orgulhoso Indra tem primazia sobre todos os deuses. sempre. o guerreiro. para beber do suco Soma. quando o rico oferecedor de oblações. Teus quadrigários são hábeis em dominar (teus corcéis). (inimigos) astuciosos podem prevalecer sobre ti. se engaja em muitos conflitos. sempre deseja louvor por sua bravura. ele é o concessor de seus desejos (para aqueles que solicitam a ele). O sol e as constelações foram obscurecidos pela mesma nuvem que detinha as águas agregadas. ele. com seus poderes de abrangência ou coleta. Indra. ele proclama seu belo vigor entre os homens. Indra. e libertando os corpos luminosos (celestiais) do esconderijo. Varga 20. Bebedor do suco Soma. como poços3 (são cercados por aqueles que vêm em busca de água). o guerreiro. riqueza inesgotável. para (o bem do) homem.) como um touro. tens força irresistível em teu corpo. em volume. Indra. 7. ouvinte de preces. tu governas sobre aqueles que são possuidores de grande riqueza. ele afia seu raio. a terra não era comparável a ele. é glorificado por sábios (adoradores) na floresta. Indra (Wilson) (Sūkta V) Deus e Ṛṣi. que permanece no firmamento. como um touro (seus chifres). 8. por agudeza. como antes. pode ser. 5. a métrica. o atormentador (dos inimigos) daqueles homens (que o adoram). Indra. com bravura esmagadora. não tens (atingido) a nuvem para (o teu próprio) divertimento. que tua mente se incline a conceder nossos desejos. destruindo as residências bem construídas dos Asuras. Ele. por sua vastidão. em tuas mãos.187 Hino 55. em teus membros. Tu seguras. ele é o encorajador daqueles que desejam cultuar (a ele). estão muitos feitos heroicos. (impetuoso. 2 . de fato. 2. para o benefício de seus adoradores.

como um touro. 7 Maghavan. Indra. e com força aumentada na terra. Terrível e muito poderoso. é aqui representado em sua disposição benevolente. que o teu coração se incline a doar. para que o Soma possa ser misturado com l%ite. o forte Soma é delicioso. Tu trazes em ambas as mãos tesouro que nunca se acaba. 7. traze teus Baios para cá. 5. nem a terra podem ser iguais a Indra em grandeza. ele faz as luzes do céu brilharem seguras. e no verso seguinte como às vezes mandando aflição. ele destrua com grande poder as habitações feitas com habilidade. o Resplandecente. demasiadamente sábio. o forte. as correntes de água fluírem para seu adorador.5 2.188 Hino 55. Contudo. Aqueles teus quadrigários. e os homens têm fé em Indra. como poços cercados pelos sacerdotes ministradores.148.7 um Touro a ser desejado quando Maghavan emite sua voz auspiciosamente. até aquela montanha famosa. e dhenā significa vaca assim como voz. ser elogiado por poder. o Forte. Como um touro afia seus chifres. em teus membros muitos poderes residem. Bebedor de Soma. os mais qualificados para puxarem a rédea. Consequentemente o professor Max Müller traduz a passagem: ‘O forte Soma é agradável. Veja Vedic Hymns. pode também significar o forte Soma. de fato. Porém vṛśā. Índice ◄►Hino 56 (Griffith) ____________________ 4 Como o punidor dos maus. 8. 4. ele manda. 6 Isso parece ser uma alusão à vida na floresta dos brâmanes. quando ele manifesta aos homens seu próprio poder auspicioso de Indra. mas geralmente abençoando os homens com luz e com chuva agradável. O mais notável entre os deuses é ele por poder de herói. ó tu que ouves louvor. um adorador. Embora mesmo esse amplo espaço do céu e a terra tenham se espalhado. Ainda que. não te desviam do caminho. o macho. I. todos os tipos de grande poder viril. o dardo da morte. desse modo ele recebe os rios espalhados por todos os lados em sua ampla largura. Assim como o oceano de água. por assim dizer. nem o céu. e deseja. desejoso de glória. 8 Nesse verso Indra é representado como um Deus terrível. p. Ó Indra. o poderoso Indra. o touro. Somente ele na floresta6 é louvado por adoradores. aquele Famoso em seu corpo detém poder invencível. como Guerreiro desde os tempos antigos. por cada ação árdua. 4 ele afia seu raio por agudeza. o Guerreiro em sua força vigorosa incita com seu poder grandes batalhas para a humanidade. forte. maghávā também significa o rico instituidor de um sacrifício. situado na vanguarda. os velozes raios de sol. quando o sacrificador traz a vaca em segurança’. Part. Ele é um Touro amigável. Indra. 5 . quando ele lança seu raio. mas amável. Indra (Griffith) 1. 3. Tu dominas. causando aflição aos homens. Ele se porta como um touro para beber suco Soma. de modo a curvar.8 6.

mas o adjetivo samā. e poderoso. Ṛṣi. 3 Samayā pāṣyā. O último pode ser ou. e inflige castigo severo aos seus inimigos. distribuíste as águas imperecíveis e sustentadoras de vida. – para compartilhar das libações copiosas (contidas) nas conchas (sacrificais). e com (bravura) exultante. cujo corpo é defendido por uma armadura de ferro. – como o pico de uma montanha (à distância). consistindo em ferro. a chuva que sustenta (o mundo).189 Hino 56. quando estimulado (pelo suco Soma). mandaste para baixo. animado (pelo suco Soma). 2. com vigor resoluto. fazendo-os gritar alto (de dor). – aquele Indra que é feito mais poderoso. Ele é rápido em ação. supre com dificuldade a insuficiência do texto. com um hino ao poderoso Indra. o protetor do sacrifício solene. como mulheres (sobem) uma montanha. (em navios. uma representação da pessoa de Indra. e esmagaste Vṛtra por meio de uma rocha sólida. – como mulheres sobem uma colina. inteira. também. – (tão ardentemente) quanto um cavalo (se aproxima de) uma égua. 6. Ascendam rapidamente. ou ídolo. esplêndida e de bons cavalos.1 3. com uma pedra ou uma lança.2 ele. – com a qual. sua bravura impecável e destrutiva brilha em (combate) varonil. Força divina acompanha – como o sol a alvorada. Índice ◄►Hino 57 (Wilson) ____________________ 1 O comentador aqui. 5. lançou o astuto Śuṣṇa na prisão e em grilhões. também. . então. mataste Vṛtra. nesse período. trazendo oblações. como uma imagem. que. isto é. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Deus. como no anterior. por teu poder.) em uma viagem. Ébrio (pelo suco Soma). de acordo com o comentador. Tendo parado sua carruagem dourada. tu te envolveste em combate. Tu. poderoso Indra.3 Varga 21. destrutivo Indra. do céu. por ti (adorador dele) em busca de proteção. O voraz (Indra) tem se levantado. como (mercadores) cobiçosos de ganho apinham o oceano. estão se aglomerando em volta (dele). 2 Āyasah. Seus adoradores. (anteriormente) escondidas. vestido em (armadura) de ferro. ele (capaz de atos heroicos) se ocupa com a bebida. e métrica. mostrando o uso de cotas de malha. inteiriça. resiste à escuridão. através dos diferentes quadrantes do céu. para colher flores. 4. Quando tu. sobre os reinos da terra. 1. o supressor do maligno. parece requerer a primeira. e sugerindo. e mandaste para baixo um oceano de águas. tu expeliste as águas (das nuvens).

12 Talvez o raio. grandioso é ele. Indra (Griffith) 1. com o qual o de ferro. 6. Indra. Ele para seu carro dourado. 6 Samudrá. levanta a poeira no ar. que fortalece para grandes feitos. com poder. 7 Uma assembleia para culto dos deuses. seu poder brilha em batalha varonil. Quando a Deusa Força. libertaste as águas. em êxtase. a região do ar firmemente. como um cavalo para encontrar a égua. como aqueles que buscam ganho vão em companhia para o mar. ele5 se ergueu. e a versão (baseada principalmente na de Grassmann) que eu ofereço é meramente uma substituta provisória. qualquer grande reunião de águas. na guerra ganhadora de luz. Para ele. de lado a lado. 2. com velocidade. Vitorioso.12 tu que és poderoso também nos lugares da Terra. o Senhor do poder. Índice ◄►Hino 57 (Griffith) ____________________ 4 O instituidor do sacrifício. Tu seguraste com tua força o sustentador do céu. unido com Cavalos Baios. 10 Por Soma. 4. 8 Isto é. com o qual Indra mantém a ordem.9 feroz mesmo contra os fortes. então ele. ascendem as amorosas.190 Hino 56. ávido.11 Indra. 5.8 3.6 Até ele. Quando tu. irremovível. feita mais forte por ti10 por ajuda. ferro ou outro metal. 5 . 9 O raio. e bebe do suco Soma. veloz. as canções de louvor que seguem orientação fluem completas. satisfeito com o suco. o poder da assembleia santa. as canções de louvor amoroso. com alegria e triunfo. que com sua força inabalável mata a escuridão.7 como para uma colina. 11 Travada com os demônios do ar em busca da chuva e da luz que acompanha a dispersão das nuvens. na alegria arrebatadora. fixaste na estrutura do céu. Tu. como brilha um pico de montanha. Eu acho a estrofe ininteligível. tu mataste Vṛtra e trouxeste torrentes de chuva. não necessariamente o mar ou oceano. não manchado com poeira. acompanha Indra como o Sol acompanha a Alvorada. feito de āyas. Para as libações plenas deste homem4 realizadas em conchas. acorrentou firmemente o astuto Śuṣṇa em grilhões. e quebraste inteiramente as barreiras de pedra de Vṛtra.

Indra. Nós somos teus. 4. O vasto céu tem reconhecido o teu poder. nos aproximamos de ti. Magnífica é tua destreza. o opulento. 2. como água (caindo) para um lugar profundo. como (um quadrigário conduz) seus cavalos (em várias direções). até que tivesse cumprido a sua função. os desejos desse teu adorador. Bela Uṣas. Todo o mundo. o que faz trovejar. Tu. 6. pois o raio dourado fatal de Indra. Indra (Wilson) (Sūkta VII) Deus. não dormia sobre a montanha. (em busca de) alimento (sacrifical). isto é. Realiza. nesse rito. Muitíssimo louvado e o mais opulento Indra. como a terra (aprecia) suas criaturas. e enviaste as águas que estavam confinadas nela. Ṛṣi e métrica. confiando (na tua benevolência). De fato.191 Hino 57. o muito poderoso e majestoso Indra. as oblações do sacrificador (fluíam). ninguém além de ti recebe os nossos louvores. para manter a força (deles). com teu raio. 1. a nuvem ampla e pesada em fragmentos. os mesmos . Eu ofereço louvor especial ao mais generoso. ele não parou. para fluírem (à vontade). cuja impetuosidade irresistível é como (o avanço) das águas descendo um precipício. Varga 22. . estava concentrado na tua adoração. e que a tudo sustenta o tem impelido para cá e para lá. 5. para o formidável Indra digno de louvor. Aceitante de louvor. cujo brilho característico. Fica satisfeito (com o nosso discurso). agora oferece a oblação. só tu possuis todo o poder. Indra. essa terra tem se inclinado por causa da tua energia. o excelente.1 3. Índice ◄►Hino 58 (Wilson) ____________________ 1 Ou contra o lado de Vṛtra. célebre. Maghavan. despedaçaste. nós somos aqueles que. e por quem fartura amplamente difundida é descoberta (para seus adoradores). quando o lançando (contra o inimigo).

foi criado. como cavalos baios. o desejo desse teu adorador.192 Hino 57. como a terra ama todas as suas criaturas. ó Maghavan. 3. Tu. eu trago o meu hino. ama esse nosso hino. de fato. o terrível. os homens rezam para Indra para que ele possa descarregar sua artilharia celestial e trazer a chuva. por renome. como a Aurora brilhante. Indra. realmente poderoso e forte. Amante de louvor. Grande é teu poder. energia e luz de Indra. . Teus. Agora todo esse mundo. que tens o trovão como tua arma. 3 O céu tem tomado o teu poder como um modelo para o próprio poder dele. 5. o mais generoso. elogiado por muitos. agora tragam presentes com reverência nesse ritual. Senhor sublime da riqueza sublime. para dar-lhes força. 2. – as libações do ofertante como correntes de água para o abismo. o mais digno de louvor sublime. – cuja generosidade que não pode ser detida. Indra (Griffith) 1. como as águas descendo uma ladeira. Tu enviaste para baixo as correntes de água obstruídas para que elas pudessem fluir. ó Indra. destruidor feito de ouro. Realiza. 6. tu tens. com teu raio partiste em pedaços essa ampla nuvem maciça. o raio de Indra. quando o bem-amado2 parece repousar sobre a colina. excelentemente rico! somos nós que confiando na tua ajuda nos aproximamos de ti. para adoração. todo o poder vitorioso. se espalhou amplamente para todos os que vivem. Para ele. teu para sempre. para se mover com velocidade. Índice ◄►Hino 58 (Griffith) ____________________ 2 Quando a nuvem carregada de relâmpagos está repousando sobre a montanha. Por ti3 o céu sublime mediu sua força: a ti e ao teu poder essa terra tem se curvado. Cujo ser. mais ninguém a não ser tu recebe o nosso louvor. Para ele. te procurará. 4. nós somos teus.

ele fez o firmamento. Sūkta I) O deus é Agni. filho de Gotama. Eu adoro. Imperecível Agni. 4. até o fogo. e admirado como uma carruagem entre os homens. felicidade ininterrupta. enquanto ele flutua adiante. concede para teus adoradores. que sacrificas para o homem. a métrica dos primeiros cinco versos é Jagatī. por serem nascidos como deuses.193 Hino 58. o invocador dos deuses. nessa ocasião. Agni penetra facilmente. de modo que pode ser dito que Agni o fez ou o criou. dos últimos quatro. e rugindo ruidosamente. . quando ele é o invocador dos deuses e o mensageiro (do adorador). e devorando-o rapidamente. A chama do (elemento) que consome se espalha como um corcel (veloz). como um tesouro precioso. Agni de arma de chama e incitado pela brisa. 8. identificado com a luz. a quem os sete sacerdotes invocadores convidam. com suas chamas e (intensidade) difusiva. ele possa ser aplicado a ambos. combinando seu alimento (com sua chama). o teu caminho é enegrecido. eu peço dele prosperidade. avança triunfante (contra todas as coisas). honrado pelos Rudras e os Vasus.3 para os ricos (ofertantes de oblações). teu venerador do pecado. 7. torná-lo visível. Nodhas. Filho da força. estacionários ou moventes. sê prosperidade. que és o invocador (dos deuses). tu avanças rapidamente. mas em escuridão. o convidado (bem vindo) em sacrifícios. e é um sinônimo comum de Indra. imperecível e ferozmente resplandecente Agni. entre os homens. 1. Quando. que é rico com atos justos. no sacrifício.2 cuidaram de ti. Índice ◄►Hino 59 (Wilson) ____________________ 1 O firmamento existia. Excitado pelo vento. 3. com guardas de ferro. (Então. surge rapidamente. 6. venha (a nós) rapidamente de manhã. aquele Agni. Maghavan. O gerado pela força. Agni (Wilson) (Anuvāka 11. que preside as oblações. louvado por seus adoradores. e que é o doador de todas as riquezas. que é o mais digno de culto em sacrifícios. 2 Divyāya janmane. Triṣṭubh. Que Agni. Agni que brilhas variadamente. em um volume de fogo. imortal Agni. Filho do alimento. atacando a umidade não exalada (das árvores) com toda a sua força. 5. Agni. protege do pecado aquele que te louva. O imortal e resplandecente Agni. na floresta. como o invocador dos deuses. sobe na madeira seca. com oblações. o Ṛṣi. e é o distribuidor de riquezas. entre a madeira. protege. Agni que brilhas favoravelmente.1 2. Os Bhṛgus. procedendo) por caminhos adequados. o portador de oblações. têm medo dele. 9. e que deves ser estimado como um amigo afetuoso. e todos. Agni. como um touro entre as árvores da floresta. por causa de um nascimento divino. Varga 24. como um touro. Varga 23. embora. aceita as oblações que são oferecidas sucessivamente. com oblações. 3 Esse é um título muito singular de Agni. em seu sentido correto de possuidor de riquezas. e cultua (os deuses). e ruge como uma (nuvem) ribombante no alto do céu. sê um refúgio para aquele que te louva.

imortal. apanhando seu alimento apropriado. o Sacrificador mais hábil de sete línguas. Agni (Griffith) 1. Protege o cantor do infortúnio. como um arauto e convidado digno de escolha. Concede. 6. um refúgio sem uma falha hoje para nós. teus adoradores. armado com suas línguas em lugar de foices. 7 A descrição de Agni nesse verso e no seguinte se aplica. Com dentes de chama. acelerando como um carro em direção aos homens. com ondas brilhantes! quando como um touro tu avanças ansioso para as árvores. Brilhante. para o cantor. Agni. Sê um refúgio. conduzido pelo vento. Incitado pelo vento ele se espalha através da madeira seca como ele quer.7 5. o Arauto. tu rico em amigos.4 Nos caminhos mais excelentes ele mediu o ar. 10 As sete línguas parecem ser as chamas semelhantes a línguas que Agni usa para consumir as oblações. Filho da Força. Ó Agni.6 brilham como um cavalo: ele rugiu e gritou alto como as alturas do céu? 3. 6 Com manteiga clarificada.5. mensageiro de todos os Vasus. 4. belo. Filho da Força. o Arauto. 9 Porque leva para os Deuses as oblações dos adoradores deles. como um tesouro. 5 .10 a quem os sacerdotes elegem no culto solene. Senhor Generoso. 8. 11 O hino termina com o refrão que conclui também os hinos 1. o Deus sem demora dá bênçãos desejáveis. Nunca decaindo. com fortalezas de ferro protege do perigo o homem que te louva. Agni. quando ele é aspergido. Senhor das riquezas. 9. àqueles que vivem. triunfante como um touro entre o rebanho de vacas. como um Amigo auspicioso para o Povo Celestial.11 Índice ◄►Hino 59 (Griffith) ____________________ 4 Vivasvān é o céu da manhã e a personificação do sacrificador dos Deuses. ó Agni. Agni. os Rudras fazem.194 Hino 58. tornou-se mensageiro de Vivasvān.9 7. mas ao fogo que desobstrui a selva conforme os novos colonizadores avançam para dentro do território.5 ele com oblação chama para o serviço dos deuses. coisas fixas e coisas moventes tremem diante dele enquanto ele passa velozmente. Filho da Força. sentado como Sumo Sacerdote.56. ele corre através da madeira. 2. rapidamente. venha logo e cedo. Esse ato é atribuído a Indra em 1. para aqueles que adoram. Preto é teu caminho. um abrigo. 60 e 61. fácil de invocar. não ao fogo sacrifical. já que ele. com um rugido poderoso. 8 Uma das famílias sacerdotais mais eminentes dos tempos mais antigos. eu sirvo com alimento saboroso. Nunca se torna fraco o Imortal. ele se espalha avidamente através da madeira seca. eu peço riquezas. imutável. Que ele. a ti. Colocado alto no lugar acima de todos aqueles Vasus. com força brilhante rugindo para o ar eterno. enriquecido com a oração. Os Bhṛgus8 te estabeleceram entre a humanidade para os homens. Suas costas.

concede hoje proteção perfeita para nós que te magnificamos. o imortal sentado como Hotṛ. Agni! protege do perigo com fortalezas de ferro aquele que te louva. com sua foice. 1. ele brilha como um corredor com suas costas. ó filho do vigor! 9. Ele que tem mandíbulas de fogo. Quando tu. que és fácil de invocar para as pessoas. entre o combustível. 2. resplandece na floresta14 como um touro forte (avança) no rebanho. ADHYĀYA 4. O significado é: com suas chamas que são afiadas como uma foice. 6. ó Agni. 1. sê proteção. que és belo como um tesouro.15 Índice ◄►Hino 59 (Oldenberg) ____________________ 12 Literalmente. o administrador de todos os tesouros. agitado pelo vento. 13 . que dá riqueza pela nossa prece. o melhor sacrificador nos ritos. o conquistador de riquezas. suas costas brilham como um cavalo de corrida. Que ele. Quando ele foi borrifado (com ghee). Logo que os Rudras. 3. os Vasus fizeram dele seu Purohita. ó deus que nunca envelhece. Pegando seu próprio alimento o sempiterno. teu percurso. venha rapidamente de manhã. HINO 58. O imortal nascido da força nunca se cansa. grande como Mitra. então o que é móvel e imóvel (e) os (pássaros) alados temem. 4. o convidado excelente. com ondas ígneas. o deus no devido tempo revela bênçãos desejáveis. Os Bhṛgus te colocaram entre os homens. (impulsionado) pelas conchas sacrificais. 15 O último Pāda é a conclusão permanente dos hinos de Nodhas. Eu adoro com bom ânimo Agni. se torna preto. Sê um abrigo para aquele que te glorifica. avanças de modo sedento sobre as varas de madeira. como um touro. ó Agni. quando ele. entre os Āyus. um amigo encantador como Mitra para o povo divino! 7.12 Trovejante ele rugiu como o topo do céu. No mundo divino ele convida (os deuses) com o alimento sacrifical.195 Hino 58. 5. Quando ele procede com seu jorro de luz para a atmosfera imperecível. VARGA 23–24. 14 Isto é. 8. doador generoso. que é considerado como o Ṛṣi de toda a coleção.13 rugindo ruidosamente. a quem as sete conchas (dos sacerdotes). Ele passa pelo ar nos melhores caminhos. AṢṬAKA I. para o generoso. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Filho da força. Agni! protege do infortúnio aquele que te louva. avançando como um carro entre os clãs. tornou-se o mensageiro de Vivasvat. ó resplandecente. e eu rogo por riqueza. voraz (Agni) permanece nos gravetos querendo beber. os adoradores escolhem como Hotṛ. 5864. o Hotṛ. a ti o Hotṛ. Agitado pelo vento ele se espalha entre os galhos levemente.

Vaiśvānara. firmemente fixado no solo. 4. tu recuperaste. ou. como o oferecedor de cem. de acordo com o comentador. ‘como um homem’. como os raios (de luz) permanentes no sol. como o Agni do firmamento. O sacrificador experiente recita. suporta a viga principal ou telhado de uma casa. e deve ser adorado. como uma coluna bem cravada. a riqueza (levada pelos Asuras). que recita os louvores de um príncipe ou grande homem. na forma de luz. como o instituidor do primeiro sacrifício. Ar. Tu.3 3. Purūṇītha. o filho de Śatavani. um panegirista. nas águas. Eu exalto a grandeza daquele derramador de chuva a quem os homens celebram como o matador de Vṛtra. Tesouros foram depositados em Agni Vaiśvānara. como um pilar ou poste. É dito que Agni é a cabeça do céu. uma identificação não inconsistente com a teogonia vêdica. Vaiśvānara. Mas o comentador diz que nós devemos compreender Vaiśvānara. Vaiśvānara. louva. de viśva. Vaiśvānara. e que guia a todos. Śatavani é assim chamado. um fogo comum a toda a humanidade. o deus. 4). para os deuses. um bandī.6 7. e o umbigo da terra. o falador da verdade.5 6. como o difusor de luz múltipla. e nara. ou bardo. és o umbigo dos homens. em um. Agni (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Nodhas. Agni. por sua magnitude. como aqui indicado. todos. o instituidor do rito presente. que conhece todos os que nascem.2 2. em ti. para ser recitado na cerimônia a ser observada no dia do equinócio. nesse verso.7 Índice ◄►Hino 60 (Wilson) ____________________ 1 Vaiśvānara. para o filho deles. Todos os deuses te produziram. e o Sol. o fogo ou calor natural do estômago. a cabeça do céu. O Agni Vaiśvānara matou o ladrão (das águas). e mandou chuva (sobre a terra).196 Hino 59. 5 Essa parte da frase é do comentador. isto é. Tu és o soberano de todos os tesouros que existem nas montanhas. ou entre os homens. realmente vigoroso. VII. nas ervas. sendo imortais. na forma de Vaiśvānara. o vaidyuta. de ti: mas todos eles se regozijam. Agni. Agni. a qual separa todas as divindades em três. 5. é todos os homens. Quaisquer outros fogos que possa haver. para o sábio venerável. numerosos. o relâmpago ou fogo elétrico. – Fogo. 1 a métrica é Triṣṭubh. eles são apenas ramificações. tu és o monarca dos homens descendentes de Manu. com muitos elogios. Céu e terra se expandiram. novamente. 3 Esse é o primeiro verso de um Tṛca. tua magnitude superou aquela do vasto céu. 1. 6 Nós temos Vaiśvānara aqui evidentemente identificado com Indra. e aqueles três.4 muitas preces antigas e prolixas endereçadas a Vaiśvānara de movimento gracioso. 2 Isto é. e perfurou a nuvem (obstrutora). ou o Sol (Nirukta. um homem. o qual é um elemento principal na digestão. e os sustenta. . ou ao yajamāna. em oferendas de iguarias nutritivas. isto é. Varga 25. como sua principal fonte de sustento. em batalha. tornou-se o soberano da terra e do céu. Agni. sacrifícios: seu filho tem o patronímico Śātavaneya. o umbigo da terra. como o elemento principal. por assim dizer. O termo āryāya pode se aplicar a Manu. 7 Esses são nomes vêdicos. por donativo. 4 O texto tem só manuṣya. como um bardo.

Vaiśvānara.11 5.14 é celebrado. As façanhas geralmente atribuídas a Indra são aqui atribuídas a Agni. entre a humanidade. O nome não ocorre novamente. isto é. 9 . como um homem.197 Hino 59. excelente. Agni tornou-se o mensageiro da terra e do céu. sendo considerados como similares àqueles do funcionário terreno. não alcançou a tua grandeza. o centro da terra. 15 Um rei desse nome. celestial. e beneficiando todos os homens ários [ou arianos]. com centenas de louvores por Purūṇītha. Vastos como o céu e a terra. habitando por seu poder com todos os homens. os quais constituem o mundo. Mesmo o céu grandioso. ou arauto. Vaiśvānara. Como as grandes metades do Mundo. Vaiśvānara. Índice ◄►Hino 60 (Griffith) ____________________ 8 Um nome de Agni. 12 Os homens em geral. os Imortais todos se regozijam em ti. verdadeiramente poderoso. um Deus. para agir. sustentando os homens como um pilar fundado profundamente. nas ervas. 2. teus ramos. comum a. de fato. residente com. 14 Os descendentes do Ṛṣi Bharadvāja. diz Sāyaṇa. Agni (Griffith) 1. 3. 10 Os deveres do Hotar celestial. Pūru sendo considerado como o progenitor deles. Como no sol raios firmes estão fixados para sempre. o mais viril. Agora eu contarei a grandeza do herói a quem os filhos de Pūru12 seguem como o matador de Vṛtra: Agni Vaiśvānara derrubou o Dasyu. tu és o Soberano. 7. são os louvores oferecidos ao filho deles Agni. provavelmente o instituidor do sacrifício. assim são os louvores do Filho delas. para ser uma luz para o Ārya. De todas as riquezas nas colinas. Agni é identificado com Indra. muito brilhante. ó Jātavedas Vaiśvānara. e nada é sabido a respeito dele. 13 O demônio que parava a chuva.9 hábil. em Agni.15 filho de Śatavani.13 partiu Śambara de lado a lado e despedaçou suas barreiras. os Deuses produziram a ti. Tu és o Rei das terras onde os homens estão estabelecidos. Os outros fogos são. 4. os tesouros estão em Vaiśvānara.8 das pessoas. A fronte do céu. sacerdote invocador.10 ele é o Arauto. ó Agni. Tu és o centro. tu trouxeste conforto para os Deuses em batalha. 6. santo entre os Bharadvājas. tem muitos consortes jovens. Vaiśvānara. 11 As chamas. nas águas.

(Os tesouros) que residem nas montanhas. 19 A incompletude da construção e da métrica mostra que o texto do primeiro Pāda está corrompido. é o filho dos dois mundos. Literalmente. VARGA 25. estendendo-se por sua grandeza sobre todos os domínios. Agni. tu por meio de luta ganhaste amplo espaço para os deuses. que deve ser adorado. ó Agni.16 Vaiśvānara! Tu és o centro17 dos estabelecimentos humanos. A tua grandeza. 7. como um homem hábil. 4. ó Vaiśvānara.11. o brilhante. os deuses engendraram. Vaisvânara. Deixe-me agora proclamar a grandeza do touro a quem os Pūrus adoram como o destruidor de inimigos. AṢṬAKA I. Tu és o rei das tribos humanas. o sūnuḥ rodasyoḥ. 1. no domicílio de Purūṇītha Śātavaneya.198 Hino 59. Índice ◄►Hino 60 (Oldenberg) ____________________ 16 Compare com 7. ‘o umbigo’. ADHYĀYA 4. 18 Compare com 4. ultrapassou até o grande céu. ó Jātavedas. e entre os homens. como uma coluna de apoio tu manténs os homens. HINO 59. 5. – de todos esses tu és o rei.5. como um pilar suporta o telhado. A cabeça do céu. 3. (nós trazemos) louvores – múltiplos (louvores) para ele que está unido com o sol.1: [“Grande luz. em Agni Vaiśvānara todos os tesouros foram estabelecidos. A ti.18 2. com pleno crescimento excelente ele ergueu e. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.20 Agni Vaiśvānara.1: ‘os imortais não se divertem sem ti’. 17 . nas ervas. é louvado) entre os Bharadvājas. como é conhecido. Em ti todos os imortais se deleitam. 20 Ou. Agni Vaiśvānara. 6. o umbigo da terra é Agni. Como os dois grandes mundos para seu filho. está desperto (ou. para ser uma luz para o Ārya. assim. Os outros Agnis (os outros fogos) são na verdade os teus ramos. Como no sol os raios estão fixos firmemente. como o matador de Vṛtra. rico em encanto. derrubou a arena (aérea) e cortou Śambara. um deus.19 como um Hotṛ. ele tornou-se o administrador dos dois mundos. o deus mais vigoroso. tendo matado o Dasyu. com suas bênçãos centuplicadas. novos (louvores) para Vaiśvānara. para o verdadeiramente forte. a sustenta”]. nas águas.

antes que o sol estivesse no céu. como o senhor das riquezas. o protetor cuidadoso (de seus devotos). isto é. para assegurar sucesso.6 4.199 Hino 60. embora ele tenha perdido o termo original básico. com suas mãos.31. a métrica. 7 O texto tem somente esfregando. o invocador (dos deuses). é dito ser produzido no coração. é gerado do ar: mas esse ar é o ar vital. nascidos da linhagem de Gotama. o Yajamāna. na hora da batalha. de acordo com o comentador. o Deus do Vento. Varga 26. alguém não (a) amigo (rāti). como um cavalo. 1 . Original Sanskrit texts. como um amigo.1 o célebre Vahni. ou dos dois pedaços de madeira. Que ele seja hostil (para os nossos inimigos). varrendo. A explicação de Mātariśvan como Vāyu. o concessor de residências. rapidamente. 5.4 3. – aqueles que devem ser desejados (os deuses). entre os homens. o mensageiro (dos deuses) de movimento rápido. Ambos (deuses e homens) 3 são os adoradores de seu soberano. 2 Como antes [em 1. o senhor dos homens. Como se fosse um grande tesouro Mātariśvan8 trouxe. – o filho dos Bhṛgus. Mātariśvan trouxe. pelos sacerdotes oficiantes. 2. ou no interior do corpo humano. o iluminador de sacrifícios. foi colocado. 4 Os sacerdotes conduzem o Yajamāna para o local onde o fogo foi preparado. Agni. Agni (Griffith) 1. pois esse invocador venerável (dos deuses). e aqueles que são mortais. os descendentes de Manus.11 o bom Protetor. Veja Muir. friccionando a ti. e o guardião dos tesouros (nessa) mansão. foi colocado (sobre o altar).10 Bandeira do sacrifício. que o comentador explica como. o purificador. (sobre o altar). 204.7 Que ele que adquiriu riqueza por ritos sagrados venha para cá. O sânscrito mais moderno confirma o primeiro sentido. ou deuses e homens. ‘ambos’. – de modo semelhante como as pessoas prestes a montar em um cavalo esfregam. V. a ti. Agni. ou os sacerdotes ministrantes e seu empregador. o desejável. Nós. sacrificando e oferecendo oblações a ele. 6 Para fazer oferendas queimadas. para Bhṛgu. pelo Adhvaryu. produzem. 5 Agni. ou respiração. trazendo oblações. como no texto rātim Bhṛigūṇām. Índice ◄►Hino 61 (Wilson) ____________________ Hino 60. de manhã. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é o mesmo. ou do céu e da terra. o portador de oblações. o excelente. o filho de dois pais. é dito. com (hinos) aceitáveis.2 (para ser para ele) por assim dizer. o Sacerdote glorioso9 para Bhṛgu. o deus é Agni. ele o preserva no composto arāti. te louvamos. escovando o lugar do fogo para a oferenda queimada. que é de língua doce. 3 O texto tem somente ubhayāsaḥ. – o altar. filho de dois nascimentos. talvez. a parte onde elas vão sentar. 1. não parece ser justificada por textos do Ṛgveda. portanto. antes do romper do dia.12 o enviado que se move rapidamente. como um presente. e é para ser gerado no coração. um inimigo. ou antes. que como o mensageiro de Vivasvān traz do céu Agni que tinha estado escondido até agora. Que a nossa mais nova celebração chegue diante daquele Agni.5 a quem os homens. O vento trouxe Agni para o sábio Bhṛgu. um tesouro precioso. e Agni. o protetor das (nossas) residências. 8 Um ser divino ou semidivino.2]. como (um cavaleiro esfrega) um cavalo. e distribuidor (de benefícios desejados). Triṣṭubh. como um amigo (rāti): alguns traduzem como ‘um filho’. porque.

o senhor dos tesouros. mais recente. Mātariśvan trouxe (Agni) para Bhṛgu como um presente precioso como riqueza. os Gotamas. Ordenador. o melhor Hotṛ entre os clãs. Senhor da Casa. mesmo em seu nascimento. enriquecido com a oração. VARGA 26. Índice ◄►Hino 61 (Griffith) ____________________ Hino 60. Que o nosso louvor auspicioso. ele toma o seu lugar antes do romper manhã. O Uśij. o famoso. O Hotṛ (Agni) sentou-se antes do amanhecer entre os clãs. 13 A quem sacerdotes mortais. 57 e seguintes. enfeitando-te16 como um cavalo. criaram. o veloz premiado. Senhor da Casa. 11 Anunciador do sacrifício por meio de suas chamas crepitantes. 2. ó Agni. I. é doce como mel. de nascimento duplo. alcance a ele cuja língua. chegue a ele o de língua de mel (Agni). 3. esfregando-te como (eles esfregam) um cavalo de corrida veloz que ganha o prêmio. os homens que anseiam e adoram. os Āyus. Que aquele que dá riqueza pela nossa prece venha rapidamente de manhã. veja Bergaigne. Como sacerdote. o realizador de culto. te louvamos. nascido do nosso coração. venha logo e cedo. Que Agni seja nosso amigo. 12 Nascido do céu e da terra e novamente dos dois bastões de fogo. Que ele. nós Gotamas15 te exaltamos com hinos. e os mortais. nascido do coração. 18 Sobre usīj (‘o disposto’). Bom para a humanidade. 17 O nascimento celestial e o terrestre de Agni. o ansioso Purificador foi colocado entre os homens como Sacerdote digno de escolha. 3. a quem os sacerdotes humanos em nosso estabelecimento. 13 Por provar as libações doces. geraram oferecendo satisfação. Como tal. Assim nós. O chefe da antiga família sacerdotal que tem esse nome.14 abastecido com iguarias saborosas. homens. quando ele é consagrado. 14 Pela agitação rápida do bastão de fogo. Deuses e homens obedecem à ordem desse Soberano. homens da família à qual o Ṛṣi do hino pertence. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.17 o transportador. o purificador. Que o nosso louvor novo e belo. 10 . 1. 15 Os descendentes de Gotama. como o Senhor guardião das riquezas. ó Agni. como denotando os sacerdotes míticos que estabeleceram primeiro Agni e sacrificaram como os primeiros. protetor das riquezas da residência. adorável com os homens. cuja permissão deve ser pedida. o mestre familiar da casa na casa: Agni tornou-se o senhor do tesouro dos tesouros. Ambos seguem seu comando. 5. Índice ◄►Hino 65 (Oldenberg) ____________________ 9 Agni. ADHYĀYA 4. com os nossos pensamentos (piedosos).200 2. o farol do sacrifício. para fazer-te brilhar como homens tratam de um cavalo de corrida de manhã. HINO 60. 16 Atiçando-te. o mensageiro pronto e imediatamente bem sucedido. 4. o Vasu foi estabelecido entre os homens. 5. os deuses que são adorados. 4. o senhor dos clãs. AṢṬAKA I. os Uśijs18 oferecendo alimento sacrifical. com seu forte empenho.

aquele que permeia o universo. um dos sinônimos de megha. não se empenhou em combate com nenhum inimigo indigno. hino. o lançador do raio. a riqueza dos Asuras. – louvores bem merecidos. de vara. hábil em conflito. 6. obter alimento. o senhor antigo. 5 As esposas dos deuses são a Gāyatrī e outras métricas dos Vedas personificadas. A magnitude dele. como sempre. no Nighaṇṭu. o Ṛṣi e a métrica são os mesmos como no precedente. 3. no coração. e devorando as iguarias agradáveis (oferecidas) nos três sacrifícios (diários) os quais são dedicados ao criador (do mundo). Eu preparo louvores para ele. o destruidor das cidades (dos Asuras). e aha. a qual é um pouco obscura. por isso. rápido. que é ainda mais obscura: “Esse Varāha. o sacrifício. a riqueza acumulada dos Asuras. 1 . Eu ofereço adoração àquele poderoso. na destruição de Ahi. digno de louvor. e perfurado as sete colinas. chama para a batalha. Para propiciar aquele Indra. 2 ele. e do firmamento. para a batalha. ou penetrou em. (?) aprecia. significa o sacrifício (yajña) personificado. perfurou. ele (Indra). 3 O termo do texto é Viṣṇu. Tvaṣṭṛ afiou o raio de ação boa. Com referência a esse significado. o sábio. tendo pegado os tufos da grama sagrada. ou os dias de preparação iniciatória para o rito. tendo atravessado os sete desfiladeiros difíceis. perfurou a nuvem. ou realizou.5 dirigiram seus hinos. Indra. na mente. e oblações excelentes para o sábio Indra. o autoirradiante em sua residência. e. ou atraiu. (de modo que o condutor) pode. 6 Ārkaṃ juhvā. e concessor de alimento Indra. o órgão da fala. à altura de toda façanha. Bebendo rapidamente as libações.201 Hino 61. 2 Ele pode ser chamado dessa maneira porque tudo no mundo procede da chuva. de alvo certo. 5. o derrotador (de seus inimigos). e na compreensão. Ele abarca os extensos céu e terra. enfrentando. para exaltar a ele que é o exemplo (de todos). 6 O comentador diz. com palavras de louvor puras e poderosas. Varga 27. uma bênção. O último é definido como o instrumento de invocação. um dia. com qual (arma) fatal o soberano poderoso e subjugador de inimigos cortou os membros de Vṛtra.) para aquele Indra. eu entoo (para ele) exclamações que podem ser eficazes para derrotar (meus inimigos). ou passado pelos sete dias de iniciação. como um carpinteiro constrói um carro. 4 Varāha. e oblações que são agradáveis. 7. e desimpedido Indra. aplicado a Indra. Eu ofereço (oblações. 4 8.1 como (um homem atrela) um cavalo (a um carro). para ele que tem direito a elogio. – adoração que é aceitável. para celebrar o heroico. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. ele chama as nuvens para a batalha. 2.3 roubou os maduros (tesouros dos Asuras). é dada uma explicação diferente do texto. 4. com minha boca. uma exclamação alta. Varga 28. como alimento (para um homem faminto). o ladrão do que é belo. além das sete colinas. eu combino louvor com elocução. 9. Eles dois não superam a tua vastidão. ou louvor em métrica. ultrapassa aquela do céu. munificente. o grandioso. de fato. vigoroso. aceitáveis como) alimento (para o faminto. Indra. em qual condição ele roubou. é dito. Viṣṇu. depois do que ele permaneceu escondido atrás de sete passagens difíceis. 1. Eu ofereço. Ou ele pode significar sacrifício. Essa explicação é apoiada por uma citação do Taittirīya. e da terra. as esposas dos deuses. Àquele Indra as mulheres. o primeiro significa. nuvem. o concessor (de coisas boas). por causa de alimento. o matou”. de fato. Para aquele Indra. como aquele que permeia o mundo inteiro. Outros (também) adoram Indra. pois pela colisão mútua das nuvens a chuva é gerada.

Em um período subsequente. 2. de manhã. 7 8 . o poder preservador daquele amado Indra. isso prova que nenhum horror era ligado à noção de um pedaço de carne. em alguma disputa entre ele e o Ṛṣi Etaśa.202 10. que é o Senhor de antigamente. preces oferecidas muito especialmente para Indra.8 de modo que as chuvas possam brotar dele. e separa as juntas dele. meu pensamento para o irresistível. os cantores têm enfeitado seus louvores com coração e mente e espírito. para exaltar com cânticos de invocação e com hinos belos o Senhor. meu hino auspicioso para o Vitorioso. os descendentes de Gotama têm oferecido. para assegurar a tua presença. ‘corta em pedaços os membros de Vṛtra. ou o senhor de bons (su) cavalos (aśva). Estabelecendo sua supremacia. 13. com novos hinos. (gor na): o comentador fornece o resto. Que ele que tem adquirido riqueza por meio de atos pios venha para cá. – como homens mundanos. 3. que atrelas corcéis. que és o senhor (de todos). 14. A expressão é notável. eu ofereço. de movimento ligeiro e dotado de força. cortou em pedaços. 15. preces de eficácia. estando desejoso de um filho. e senhor de riqueza múltipla. o qual ele. vikartārah. Para ele. dividem. seja rapidamente (abençoado). e concedendo uma (recompensa) para o dador (da oblação).10 – louvores para ele que ouve alegremente os nossos louvores. o filho de Svaśva. O texto tem. tinha sido imerso em água: Indra o levou para a terra seca. Por medo dele. os rios se divertem. consenciente (com os desejos) do dador da oblação. Varga 29.) com seu raio. todo comovente. Para ele mesmo. único (vitorioso sobre seus inimigos). Indra defendeu o sacrificador virtuoso Etaśa. muitíssimo excelente. visto que ele abriu (um caminho para eles. lança teu raio contra esse Vṛtra. louvando. ele. O nome de um Ṛṣi que. Para ele eu formo um louvor. Louvor. 10 E ordena que ele seja feito. que. ele mesmo. Para Indra. Que Nodhas. nos tempos antigos. forte e altamente exaltado. ganhando luz do céu. para o sábio Indra. e profiro em voz alta a minha canção. com meus lábios a minha adoração. adorou Sūrya. com seu raio. aqui e ali. a ti. 4. as antigas façanhas daquele Indra de movimento rápido. Talvez a palavra seja vikretārah. entre os hindus. como vacas (recuperadas de ladrões). rápido. Indra. o absorvedor (de umidade). como o artífice molda um carro para o homem que precisa dele. o Doador mais generoso. Vṛtra. por seu vigor. e libertou as águas que preservam. manejando suas armas em batalha. então. Indra tomou o partido do último. quando lutando com Sūrya. e. Indra. ou trinchadores. repetidamente. eu ofereço. Concede a eles todo tipo de afluência. prefere (receber) daqueles (que o louvam). um hino bem formado.7 12. De qualquer maneira. Indra. forneceu um lugar de descanso para Turvīti. 11.9 16. – (como açougueiros retalham) uma vaca. como oblação. eu trago a minha canção de louvor como iguarias saborosas. 9 A lenta relata que um rei chamado Svaśva. o de movimento rápido. nasceu como o filho do rei. as montanhas estáveis (estão imóveis). açougueiros. o comentador acrescenta. e. os trinchadores de carne. por medo do aparecimento dele. (concede a ele) alimento. Pelo poder dele. cortadores. rapidamente. embora possa não ser muito claro o que significa o termo usado por Sāyaṇa. o céu e a terra tremem. Índice ◄►Hino 62 (Wilson) ____________________ Hino 61. os membros de animais. quando. com vigor. vendedores de carne. e as águas fluam (sobre a terra). ele enfrenta e destrói seus inimigos. Indra (Griffith) 1. A ele esse louvor é oferecido. Proclamem. digno de louvor. como de uma vaca’.

como vacas aprisionadas.19 sempre elogiando a proteção desse Amigo querido. para a batalha. com o qual ele atingiu as partes vitais de Vṛtra. as montanhas fixas. Ele mesmo possui tudo mais. aprovado por todos os homens. as Damas. por amor de glória. Concede atenção a elas.66. juntos. Que Nodhas. 13 A mãe de Indra. 13 o grande Viṣṇu tinha bebido a libação. 1895. com coração inclinado à generosidade. seu adorador. para Turvīti. Indra ajudou Etaśa. ganhe rapidamente força heroica.11 6. Doador generoso. por glória. Cantem com novos louvores suas façanhas feitas outrora. com raio oblíquo. golpeando – o vasto.98. para Indra. Que ele. O poderoso céu e a terra ele envolveu: a tua grandeza o céu e a terra. dividido em partes. A. venha logo e cedo. visto que com seu raio ele os cercou por todos os lados.9-10. 13. Veja 3. A minha versão corrigida dessa estrofe eu devo ao artigo do Prof. escolhe.18 teceram elogios. Janeiro. de fato. 20 Louvores e sacrifício têm sido oferecidos a Indra. 14 O estoque de chuva do demônio. sim. para agradar aquele Indra. 10. para ti.2-3. ar e céu. Veja 2. ele fez um vau. 14. lançando suas armas em batalha. Vasto. Sim.12 7. Para ele. desenvolveu-se em sua casa. que governa sozinho sobre muitos. enriquecido com a prece. os castelos da nuvem que aprisiona a chuva. e todo o céu e a terra. Índice ◄►Hino 62 (Griffith) ____________________ 11 As fortalezas dos demônios atmosféricos da seca. o meu hino. tremem por pavor. dele que se move rapidamente. Assim. Agora para ele dessas coisas tem sido dado o que ele. sim. os Gotamas trouxeram suas orações para agradar-te. Usando seu poder e favorecendo aquele que venerava. 3. Indra. Macdonell sobre os Estudos Mitológicos do Ṛgveda.17 8. o secador das águas.203 5. a magnitude dele supera a magnitude da terra. ele saqueou. 15.20 16.5. os feitos dele. 16 O feroz demônio Vṛtra. Quando ele.10. o mais habilmente forjado. espremedor de Soma. Através da sua própria força Indra com raio de trovão cortou em pedaços Vṛtra. como de um boi. com movimento impulsivo. Para ele mesmo Tvaṣṭar forjou o raio. Veja 8. auto-resplandecente. quando. A. que junges Cavalos Baios. para reverenciar o herói. com minha língua eu enfeito. 15 Indra o mais poderoso.16 atirando através da montanha. de voz alta e forte para a batalha. famoso em toda parte. como se fosse um cavalo. contra esse Vṛtra lança teu raio de trovão. O que atinge: o raio ou relâmpago. celestial. quando ele matou o dragão. Os rios procederam. Indra. 12. que lhe deu Soma para beber assim que ele nasceu. também. 11. surge. ele. 19 O Ṛṣi ou vidente do hino. Ele deixou as torrentes seguirem livres. no Journal of the Royal Asiatic Society. com teu amplo poder. firmes. Os acepipes saborosos. e 7. não superam. Tais louvores e sacrifício levaram Indra a ajudar Etaśa. vitorioso. de modo que as torrentes de chuva possam seguir. 17 A nuvem pesada na qual Vṛtra estava envolvido. adornadas com toda beleza. o poderoso com o que atinge. 18 Provavelmente isso significa as Águas Celestiais. ele com ira impetuosa abate os inimigos.3. Desse modo.48.32. lutando na competição de cavalos com Sūrya. na disputa dele com Sūrya e seus cavalos.19. através do esplendor impetuoso dele. 12 . 9. mas Um mais forte15 trespassou o javali selvagem. Consortes dos deuses. Aditi. Rompe as juntas dele. Logo que. nas libações de sua mãe. destruidor dos castelos.14 as iguarias cozidas.

e outras preces. ou por dez. por tua voz. mas a interpretação de Yāska da palavra navagvā é duvidosa.Sāma.phaligam . por seus adoradores. ele diz. louvado pelos Aṅgirasas. Vamos repetir uma prece para o célebre líder de todos. Ele cita o Nirukta (XI. aquilo que produz fruto. Poderoso Indra. para trazê-lo para a cerimônia. um cântico próprio para ser cantado em voz alta. É dito que os sete sacerdotes são Medhātithi e outros Ṛṣis da família de Aṅgiras. phaliga. como sempre. os nossos antepassados.valaṃ. Ou as três palavras podem ser consideradas como substantivos. proclamaram sua alegria em alta voz. Continuação do Anuvāka 11. tu apavoraste.5 5. – os deuses. 2. na medida em que ele tem reabastecido os quatro rios6 de água doce.1 pois. como Aṅgiras. 19) para a confirmação disso. através dele. O gracioso Indra nutriu o céu e a terra. suas façanhas são as mais gloriosas. Varga 2. com o gado. 2 Quando Indra desejou que a cadela Saramā partisse em busca do gado roubado. 4 Sāyaṇa identifica os sacerdotes (vipras). 1 . o protetor ou mestre (pati) dos grandes (bṛhatām). além de eles serem o Ganges e outros. 7. Nós meditamos. O último é explicado aqui como nuvem. aquilo que é para ser dividido pelo raio. e similares. Quando a busca foi iniciada por Indra e os Aṅgirasas. todos os quais estavam apavorados pela voz ou trovão de Indra. a veneração mais sincera. para não ser conquistado em batalha: por isso Rosen o traduziu como invictus. e aqueles que os conduzem por dez. que não pode ser alcançado por meio de violência. 3. espalhados sobre a superfície da terra. que. como o sol no augusto e muitíssimo excelente firmamento. o primeiro. adri significando. Sūkta V) O Ṛṣi é Nodhas. em um discurso aceitável para aquele Indra poderoso e digno de louvor. a nuvem frutificante divisível. fácil de ser alcançado. tu tens fortalecido as fundações da região etérea. 1. Varga 1. que deve ser venerado. aparentemente. 4 e. 6 Nenhuma especificação desses quatro é dada. 3 Bṛhaspati é aqui usado como um sinônimo de Indra. Mas o comentador compreende que Sāma. ela concordou em fazer isso somente sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. ou influenciado. e os deuses. e vala. 5 Ādriṃ . – aqueles que conduzem sacrifícios por nove meses. Saramā assegurou alimento para seus filhotes. de acordo com uma interpretação. e o segundo. como no último. Ele. sacerdotes. ou faz os grãos crescerem por meio da sua chuva. Isso é contrastado. com os Aṅgirasas. com o que se segue. sejam empenhados por nove meses. adorando-o. desejosos de proteção (segura). um Sāma adequado para ser recitado alto.204 Hino 62. Ofereçam. Outras etimologias são sugeridas. nesse lugar. Indra. por louvores. – aquele que não é alcançável por esforço. mas elas são ainda menos satisfatórias. isto é. os Aṅgirasas. que deves ser satisfeito com um hino laudatório e de boa pronúncia pelos sete sacerdotes. uma nuvem. partiu em duas as eternas e unidas (esferas do céu e da terra). Triṣṭubh.2 Então Bṛhaspati3 matou o devorador.7 mas (é facilmente propiciado por) aqueles que o louvam com hinos sagrados. Indra (Wilson) (Quinto Adhyāya. pois navagati pode significar ‘aquele cujo curso ou condição é novo. (com preces) de eficácia. ao vasto e mais poderoso Indra. tu tens endireitado as elevações da terra. um Asura. Os feitos daquele airoso Indra são muito admiráveis. são de duas classes.’ melhor do que ‘por nove’. tu tens dissipado a escuridão com a alvorada e com os raios do sol. uma montanha. 6. a métrica. o que Indra prometeu. e reconhecendo as pegadas. esforço. e que requere a inserção de susādhya. significa cantar ou entoar os Ṛcas. 4. 7 O termo ayāsya confundiu o comentador. Ele pode ser derivado de yāsa. e o deus. A expressão é āṅghūṣyaṃ . Destruidor de inimigos. recuperaram o gado (roubado). tal como os Rathantaras. que são geralmente consideradas partes do Sāma Veda. e resgatou as vacas.

compôs. o que se supõe significar que Saramā é a Aurora que recupera os raios do Sol que foram levados pela noite. Poderoso Indra. o filho de Gotama. perseguiu e recuperou as vacas roubadas pelos Pa ṇis. têm percorrido. 11 É dito que Saramā. 9. Desde uma época remota os dedos contíguos. que são os cães de guarda de Yama o Deus dos Mortos. com a qual o Deus rompe o esconderijo do inimigo. Ao grandioso tragam grande adoração. és ilustre. encontraram o gado. Indra (Griffith) 1. certos entrelaçamentos e gesticulações que acompanham a prece. os piedosos que estão desejosos de ritos sagrados.72. assíduo em boas obras. Ludwig é de opinião que a palavra ‘prole’ no texto não se refere aos filhotes de Saramā. mas aos descendentes dos Aṅgirases. mas sempre jovens. 11. evidentemente. Belo Indra. Quando Indra e os Aṅgirases desejaram.8. rapidamente. as mentes deles aderem a ti. Tu. diligente em atos virtuosos. (endereçado) a ti. aqueles que estão ansiosos por riquezas. – a noite. e o obtém’. os heróis gritaram com as vacas em triunfo. 10. dedicado a boas obras. Nodhas. e incansáveis praticam. que deves ser louvado com hinos sagrados. Indra. e és o guia seguro (de todos). 10 As nuvens de chuva. em suas revoluções. realizando os gestos com os dedos. sejam pretas ou vermelhas. o céu e a terra. (Indra. 8 Isso parece sugerir que os dedos eram empregados na realização do que é. Veja 1. como esposas afetuosas a um marido carinhoso. Saramā encontrou provisão para sua prole. não mutáveis. o comentário compreende isso como somente seu uso em atos de culto ou homenagem. através de quem os nossos antepassados. cantando louvores e conhecendo bem os lugares. (Noite e alvorada) de cor variada. Que a prática não é totalmente moderna torna-se óbvio a partir das pinturas das cavernas de Ajanta. dentro de vacas ainda imaturas. Sārameyas. alternadamente. Cantemos glória ao herói muito afamado que deve ser louvado com hinos belos pelo cantor.205 8.11 Bṛhaspati perfurou a montanha. com seus membros escuros. A oração trespassa o objeto de seu desejo. e resoluto. se dirigem a ti.12 encontrou o gado. ‘brahma. chamado de mudrā. desde um período remoto.) produzes.10 3. portanto’ como observa o professor Roth. várias das pessoas das quais estão. Poderoso Indra. os Aṅgirases. um dos primeiros instituidores de cerimônias religiosas. 9 Do mesmo modo que Aṅgiras. 13. Varga 3. com (todas as) suas energias. as riquezas que têm há muito tempo sido mantidas em tuas mãos não sofreram perda nem diminuição. 12. a cadela de caça de Indra e mãe dos dois cães chamados pelo nome da mãe deles. e aqueles que são sábios. como as esposas (dos deuses). ‘É. atualmente. muitos milhares de atos de devoção (para Indra). de manhã. nascidas repetidamente. esse novo hino. O filho da força. com veneração. demasiado poderoso. com seus membros luminosos. a alvorada. 2. 12 Bṛhaspati ou Brahamaṇaspati é o Senhor da Prece. A lenda diz que Saramā concordou em partir em busca do gado roubado sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. ou os raios de luz que vêm depois da efusão de chuva. Belo Indra. um cântico de louvor para aquele extraordinariamente forte. as irmãs protetoras cultuam a ele que não tem desonra. que atrelas teus corcéis (ao teu carro). Como Aṅgiras9 nós ponderamos sobre um louvor que alegra para aquele que ama música. o leite maduro e lustroso. 8 e. . por teus atos. Enriquece-nos. tu que és diligente em ação. que existes sempre. Tu. oração. Índice ◄►Hino 63 (Wilson) ____________________ Hino 62. para nós. mantém sua antiga amizade (por seu adorador). Que ele que adquiriu riquezas por meio de atos virtuosos venha para cá.

conquistado por hinos laudatórios. o mais potente. tu. 19 As vacas são chamadas de cruas como contrastadas com o leite morno. Louvado pelos Aṅgirases. despedaçaste a montanha. venha logo e cedo. hábil em operação. perto de onde o céu se curva. 22 Indra. e fixado firmemente a região embaixo do céu. Rico em boas ações. sete cantores. sábio.14 ele fez quatro rios fluírem cheios de ondas que carregam água doce.19 de cor preta ou vermelha. provês o leite maduro de cor branca brilhante. 18 Indra. 14 Fluindo para o distante horizonte. Ó poderoso Indra.206 4.15 sempre unido. A cor do leite também é contrastada com aquela das vacas. gibt weisse milch die rothe kuh’. 7. grito alto. Tu nas vacas cruas. 15 Céu e Terra. inflexível: fortalece-nos com poder. como na cantiga infantil alemã citada por Zimmer: ‘O sage mir. as Damas jovens. Que. com os mais novos louvores têm acelerado em direção a ti. 8. ó Senhor do Poder. tu. No mais alto céu como Bhaga. 12. Tu. Grito médio. elas com grande poder preservam os estatutos imortais. Pensamentos antigos. Vala é o demônio que mantém as vacas aprisionadas.] 20 Os rumos da Noite e da Manhã. ó Senhor. a mais bela maravilha do Operador de Prodígios. 13. Deus Forte. 10. ó Poderoso. a Aurora com membros de esplendor. divino. 13 . Para muitos milhares de obras sagradas as Irmãs 21 sevem o Senhor orgulhoso22 como esposas e matronas. assim una os nossos hinos a ti. moldou essa nova oração para ti Eterno.16 ele o fazedor de maravilhas estabeleceu as duas Damas17 e a terra e o céu. Incansável. maduro ou cozido em seus úberes. buscando riqueza. Este é o ato mais digno de toda a honra. com adoração. wie geht es zu. Eles são chamados de condutores velozes porque seguem rapidamente a trilha das vacas roubadas. destruidor de inimigos. o Sol. Indra. que atrelas os Corcéis Fulvos. 6. dissipaste as trevas. com a Alvorada.20 conectados antigamente. 16 Bhaga é aqui o Deus Supremo. Líder infalível. Nodhas. permanecem incólumes. o Filho18 com poder mantém sua amizade perfeita. diga-me como é que é branco o leite da vaca vermelha’. a Noite com seus membros negros. Śakra. Como esposas ansiosas se unem ao seu marido ansioso. Continuamente nascidas de novo. 9. tens espalhado os altos cumes da terra. Índice ◄►Hino 63 (Griffith) ____________________ Os sete cantores são provavelmente os próprios Aṅgirases. 11. com os Navagvas. o filho de Gotama. 17 Noite e Manhã. Seus caminhos. [Uma tradução aproximada: ‘Ó. com Daśagvas. o Par tem viajado em alternância em volta do céu e da terra desde os tempos antigos. enriquecido com a oração. com condutores velozes. com o raio laceraste o obstrutor Vala. e rugido. Tu és esplêndido. as riquezas que as tuas mãos têm segurado desde os tempos antigos não acabaram nem diminuíram. diferentes em cor. e raios. Que ele. cada uma de sua maneira. 21 Um nome que ocorre frequentemente dos dedos quando empregados em atos de culto. ele separou antigamente o Par antigo. Indra. ó Indra. os Navagvas e os Daśagvas também são os Aṅgirases ou seus aliados sacerdotais.13 5. tu.

como no caso de Kutsa. herói. 3. que não desejas ferir nenhum (mortal) resoluto. tu és o poderoso que. poderoso Indra. De acordo com o significado aparente de Dasyu. destróis as numerosas cidades deles. ajudaste o jovem e ilustre Kutsa. e. de manhã. 2. alimento abundante. 6. na guerra. pelos filhos de Gotama. Indra. Então. Varga 4. tu (adquiriste) quando tu mataste Vṛtra. 1 tu atacas teus inimigos. o chefe dos Ṛbhus. Indra. e mataste Śuṣṇa. 9. tu nos concedes (existência). o amigo do homem. rapidamente. (eles têm sido) proferidos. Que essa tua ajuda. o melhor de todos os seres. Louvores têm sido proferidos para ti. 4 Mesmo que hostil a ele. e métrica. Aumenta. Sudās. tu cortaste. e todas as outras coisas vastas e sólidas. como se (ela fosse um tufo) de grama sagrada. mas em defesa de seus amigos e adoradores. 8. de rei. 5. ele faz atos não desejados pelos inimigos dele.2 no combate mortal e travado de perto. emissor de chuva e manejador do raio. Que ele que adquiriu riquezas por atos virtuosos venha para cá. assim como tu és. por tuas energias. – pelo qual. sempre te saciando (com oblações). de fato. que conquistas facilmente (teus inimigos). e. como com uma maça. destrói nossos inimigos. guerreando em nome de Purukutsa. Varga 5.207 Hino 63. quando tu fazes a água fluir por toda parte. 1. Indra. Indra é. por Sudās. realizador de atos não desejados. indiferente àqueles que são contrários a ele. seja sempre concedida. no mesmo relato (hino 51). 4. – Kutsa seria um príncipe que teve parte ativa na subjugação das tribos originais da Índia. Os homens te invocam. tremeram. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. teu adorador coloca teu raio em tuas mãos. a riqueza de Anhu. trazido (para cá) por teus corcéis. e as montanhas. sustentaste. em si mesmo. – (de modo que ele possa ser tão copioso) quanto água. Indra. Indra. com reverência. não é em seu próprio nome. manejador do raio. Esses nomes ocorreram antes. manejador do raio. Concede-nos vários tipos de alimento. digna de ser desfrutada (por guerreiros) em combate. como os (trêmulos) raios do sol. como antes. e. Quando. por medo de ti. no conflito cerradamente aglomerado e concessor de riquezas. 5 Purukutsa é chamado de Ṛṣi. (quando nós estamos expostos) à aversão (dos nossos inimigos). de Asura. para nós. Isto é. ó rei.4 abre todos os quadrantes (do horizonte) para os cavalos de nós que te louvamos. 7. (para ti). tu afugentaste os Dasyus3 em batalha. Indra. 3 Os Dasyus são descritos como os inimigos de Kutsa. Índice ◄►Hino 64 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. tu atrelas teus cavalos que se movem de vários modos. por toda a terra. aludido na estrofe anterior. mas nenhuma informação adicional é dada no comentário. – bárbaro ou alguém não-hindu. o subjugador de inimigos. 2 . Tu. divino Indra. herói munificente. se ele empreende a destruição deles. 5 tu aniquilaste as sete cidades. e Anhu. e a deste para ele. tornando-te manifesto (na hora de) temor. com o qual. deus. glorificado por muitos. o que humilha e ataca (teus inimigos). Tu. o animaste a (adquirir) tal (renome) como aquele que. o céu e a terra. e quando. todas as criaturas.

Sudās (veja 1. 8 Foi mencionado antes como o protegido de Indra. 7 . Essa tua ajuda. Chefe acima dos três seres semidivinos que por suas boas obras se elevaram à imortalidade e divindade.12 Traze-nos de forma nobre riquezas abundantes. 11 Parijman. 9 Demônios hostis. Herói. tu és o Senhor dos Ṛbhus. Índice ◄►Hino 64 (Griffith) ____________________ 6 Os louvores do adorador fortalecem Indra. Veja 1. Que ele.6. armado com o Trovão! demoliste os sete castelos. como grama tu os arrancaste. com louvor pelos teus Cavalos Baios. Veja 1.7 heroico. ó Indra. e o incitam à realização de façanhas gloriosas. tu favoreceste. 4. ó Divino. todas as montanhas firmemente fixadas e as criaturas monstruosas se agitaram como poeira diante de ti. e por necessidade. 8. esses tu desafias. é um epíteto aplicado ao Sol também. Guerreando por Purukutsa10 tu.20. Indra. por Sudās. quando. 4. enriquecido com a oração.51.7. em seu medo de ti.174. dirigidas a ti. Quando. 12 Esse é claramente o sentido das palavras como elas são.47. 3.8 com cavalo e carro mataste Śuṣṇa em combate. Abre a pista de corridas para os nossos cavalos. Tu. vencedor. teu adorador6 colocou em teus braços o trovão. com vitória fácil tu dilaceraste os Dasyus9 em sua habitação distante. Aquele que faz Trovejar. ou talvez tribos selvagens. ó Indra. tu fazes o próprio vigor fluir para nós para sempre.112. 10 Um favorito de Indra e dos Aśvins. Tu és o Poderoso. tu esmagaste Vṛtra. quando nasceste. Ó Indra. ó Indra. Indra (Griffith) 1. ó Muito Invocado. tu derrubaste os inimigos e muitos castelos. e à carruagem dos Aśvins. mata. em vontade irresistível. quando. armado com o Trovão! os nossos inimigos.2. Por isso os homens te chamam. ‘com reverência a ti ligado com teus cavalos baios’.6) e Pūru são reis ou chefes de clãs. tu de grande alma. circundante. Indra. 6. sempre devia ser implorada em atos de força em combate. Quando os teus dois Baios viajantes tu puxaste para cá. 1. nota. trouxeste ganho para Pūru. no conflito concessor de luz.14 e 1. Tu és leal. com poder tu terrificaste a terra e o céu. no tumulto da batalha. ó Herói. forte em ação. Veja 1. mesmo na ira do mortal mais forte. ao lado dele. Facilmente. Sāyaṇa explica.208 Hino 63. 7. como com uma maça.52. 2. venha logo e cedo. Que. com o qual. 9. para o jovem e glorioso Kutsa. Orações foram feitas por Gotamas. ó Indra. Deus que te moves em volta de nós. 5. 33. Isso tu fazes.8. Rei. como um amigo. e não és ferido. ó Indra.11 nos alimenta com alimento variado abundante como água – alimento com o qual.

eu profiro os louvores concebidos em minha mente. 11. trovejante e inesgotada.1 difusores de gotas de chuva. e imperecíveis. encantando (seus adoradores). e cujo poder é fatal em sua fúria. de progresso desimpedido. ou ocorre. 5. as nuvens à parte. Oferece. os conquistadores de seus inimigos. e purificando (a todos). literalmente. que são os vāhanas. por elegância. devoradores de inimigos. quando vocês põem vigor em suas (éguas) vermelhas. com rodas douradas. exceto no último verso. 10. Eles enfeitam seus corpos com vários ornamentos. com os cervos pintalgados. 6. os deuses são os Maruts. deixando um amplo espaço para explicação. de força mortal em sua ira. eles trazem adiante. com seus antílopes. coletivamente.2 e suas armas. a flecha. Sereno. Varga 7. Os mais sábios Maruts rugem como leões. de brilho resplandecente. Satvānah é explicado como Parameśvarasya bhūtagaṇah. em sacrifícios. que estão separados em tropas. e de formas terríveis. e de movimento rápido. Como cavalariços guiam para frente um cavalo. dos Maruts. Enriquecendo seu adorador. combinados com a força. cuja arma (de ataque) é Indra. poderosos como maus espíritos. Rudras jovens. 3 Āpathyo na. ou como o encantador relâmpago. destrutivos daqueles que não cultuam (os deuses). dignos de adoração. e. como elefantes3 (em uma manada. como montanhas em estabilidade. na estrada’. eles vêm. eles nasceram. (e fluem facilmente) como as águas. possuidores de conhecimento. Os munificentes Maruts espalham as águas nutritivas. eles impelem. 9. 1 .209 Hino 64. vocês fazem ressoar o céu e a terra (em sua chegada). e imóveis como montanhas. Vastos. 2 Pṛṣatībhih. no qual ela é Triṣṭubh. destruindo (seus inimigos). eles com seu poder criam os ventos e os relâmpagos. em suas mãos. e a ordenham. derrubam as árvores em seu caminho). do céu. 3. que são bondosos para os homens. por sua chuva. como sacerdotes. líderes. louvor sincero à companhia dos Maruts. portanto. os filhos de Rudra. coabitantes com a riqueza. (guirlandas) brilhantes em seus peitos. e borrifam a terra com a água. que são oniscientes. de bravura infinita. Varga 6. Os Maruts. 8. e que são líderes (de homens). visível como (uma bela) forma. sua (glória) senta em carruagens providas de assentos. ‘como aquilo que é produzido. propõe outro significado: ‘como uma carruagem que passa por cima e esmaga gravetos e palhas no caminho’. agitam todas as substâncias. eles têm colocado. 4. que são heróis. belos e vigorosos. Eles são Satvāno na. Maruts. e. a nuvem que se move rapidamente. ou corcéis. a manteiga clarificada. vocês. como elefantes. Aumentadores de chuva. derrubam as florestas. eles estão desejosos de conceder (os desejos do adorador). – a tropa de demônios que acompanha Parameśvara ou Śiva. aqueles emitentes de chuva e que amadurecem frutos. (para proteger o sacrificador) contra interrupção. limpos do pecado. agitando as nuvens. Sāyaṇa. os oniscientes são graciosos como o cervo pintalgado. Varga 8. a métrica é Jagat ī. radiantes como sóis. 7. Nodhas. com elas e sua própria força. e com as mãos postas. 1. Eles nasceram. do céu ou da terra. 2. que repelem inimigos. por sua força. Maruts (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é o mesmo. seguram. lanças são carregadas em seus ombros. de som alto. Os circundantes e agitadores Maruts ordenham úberes celestes. que são eficazes em ritos sagrados.

filho. com seus cavalos. como montanhas. um filho). rapidamente. espalhando gotas de chuva. 4 . 14. com sua proteção. por cem invernos. de acordo com o texto. os filhos de Rudra. Os agitadores inquietos drenam os úberes do céu. os Touros do Céu. e que a tudo discerne. mas aqui ela pode significar qualquer recipiente sacrifical. Ṛjīṣiṇaṃ. 12. eles nasceram juntos. ele realiza o culto necessário. Eles fazem tremer todos os seres com sua força imensa. 15. – (riquezas) calculadas às centenas e aos milhares. eles fazem os relâmpagos com seus poderes. livres de mancha e mácula. os jovens de Rudra. Maruts. O leite é a doce chuva fertilizante. e tal neto. Nós invocamos. por si mesmos. 9 Isto é. irresistíveis. sábia e majestosa. 13. de formas terríveis como gigantes. supera rapidamente todos os homens em força. Jovens Rudras. Que eles que adquiriram riqueza por meio de atos virtuosos venham para cá. riquezas duráveis. Maruts. é suprido pelo comentário. purificam tudo. matadores das nuvens que não dão chuva. 5. com seus homens. Eu enfeito minhas canções como alguém de mão hábil. eles têm se desenvolvido. os Grandiosos. subversores dos que são estáveis. 3. e mortificantes para nossos inimigos. e. e examinam tudo. recorrem ao levantador de poeira e poderoso grupo de Maruts. acompanhadas por posteridade.8 matadores de demônios. assim como seus outros ornamentos brilhantes. Que nós criemos tal filho. Com ornamentos brilhantes eles se enfeitam para exibição. o capturador de riquezas. 11 Os úberes do céu: as nuvens cheias. com louvor. são os filhos de Rudra. 4. o aniquilador (de seus adversários). 7 Ou de Dyu ou Dyaus. Maruts (Griffith) 1. ou Deuses da Tempestade. concedam para seus ricos (adoradores. e sempre vagando em torno enchem a terra totalmente com leite. eles mesmos imóveis.11 É dito que os Maruts são adorados no terceiro ou cerimonial vespertino. em seu significado comum.4 e derramando (benefícios). as frases finais autorizam a adição. Maruts. de mente sábia prepara a água que tem poder em rituais solenes. As lanças10 em seus ombros trituram em pedaços. ele adquire alimento. atacantes espontâneos (de seus inimigos). 6 O Ṛṣi ou vidente do hino endereça essa linha para si mesmo. eles fazem os ventos. 10 As lanças. Os que rugem alto. por beleza em seus peitos eles amarram suas correntes de ouro. (Sacerdotes). os Homens do Céu.7 divinos. é uma frigideira. riquezas. ó Nodhas. para obter prosperidade.6 para os Maruts traze um presente puro. de manhã. da terra e do céu. ilustre. Ṛjīṣiṇaṃ abhiṣunvanti. os purificadores. Eles vêm à luz. são os lampejos de relâmpago. invencível em batalha. 8 Os Maruts. e ele prospera. que dão força.9 que nunca envelhecem.210 honrados com sacrifícios. recebendo libações de recipientes sagrados. Índice ◄►Hino 65 (Wilson) ____________________ Hino 64.5 eminente por boas obras. devoradores do inimigo. o grupo dos Maruts que destroem inimigos. resplandecendo brilhantemente assim como sóis. visitantes do salão de oferenda. e sempre crescentes. e utilizadores de armas brilhantes. O homem a quem vocês defendem. até os mais fortes. o digno de elogio. Traze para a tropa varonil. 2. 5 Putra. derramam água. Deem-nos. – “Eles (os sacerdotes) derramam o suco Soma no recipiente”.

13. embora possivelmente com a ideia implícita de produção de chuva. 16 Ou. armados com fortes anéis de homens. como o professor Max Müller observa. a qual na mesma linha é chamada de fonte ou poço. Como os elefantes selvagens vocês consomem as florestas quando vocês assumem a sua força entre as chamas vermelhas brilhantes.211 6. conhecida de todos os homens. Ele pode também ter sido usado como uma arma. de acordo com Sāyaṇa. o homem a quem vocês protegem com sua ajuda. em vez de ‘combatentes’ o qual ele apresenta em sua tradução. impetuosos. ó Maruts. ‘transmite o significado de forte. os rápidos. Mas o significado das palavras assim traduzidas não é claro. filho e descendentes. eles. como os discos de borda afiada são usados pelos Sikhs. por mil.16 venha logo e cedo. vigorosos. incansáveis. invocado por muitos adoradores. 7. abundante em homens. 15 O significado de vaninaṃ é incerto. os caçadores do céu.15 os Ativos. Ó Maruts. vocês nos darão riqueza durável. 14. com ira de serpentes por força. ou rico por causa do hino justamente recitado. Heróis que marcham em companhias. agitando a escuridão com lanças e cervos pintalgados. fertilização’. Os Maruts generosos com a abundância de leite caindo preenchem completamente as águas que são úteis em ritos solenes. Que nós criemos bem. 8. vocês planam rapidamente em seu caminho. 9. cantores de voz alta. que traz riqueza. Potentes. combinados como sacerdotes. por assim dizer. durante uma centena de invernos. brilhante. de suas carruagens. Ao forte grupo de Maruts nos apegamos em busca de felicidade. Maruts. Sāyaṇa. Senhores de todas as riquezas. ‘Adoráveis’ é sugestão do professor Max Müller. ele de fato em força supera todos os homens. Ludwig sugere ‘residentes nas florestas’. de modo que possa chover: eles ordenham a fonte trovejante. Índice ◄►Hino 65 (Griffith) ____________________ 12 A nuvem de chuva. rápidos. em geral. eles colocaram a flecha em seus braços. possuidores de tudo. Ele ganha despojos com seus corcéis. 10. sempre crescente? Que ele. Sobre os assentos. são belos como antílopes. A progênie de Rudra nós invocamos com a oração. 11. Vṛṣa. eles derrubam os firmes. o Cavalo Forte12 adiante. com poder extraordinário e maravilhosamente brilhante. que resiste a ataques – multiplicada por cem. O último hemistíquio é o refrão usual dos hinos atribuídos a Nodhas. os brilhantes. ele ganha força honrosa e prospera. para os adoradores deem força gloriosa invencível em batalha. dotados de vigor potente. enriquecido com a oração. vocês saúdam a terra e o céu. sobre os carros o relâmpago se encontra visível como luz. ó Maruts. Extremamente sábios eles rugem poderosamente como leões. os Maruts com lanças brilhantes fazem todas as coisas oscilarem. morando no lar da riqueza. louvável. tesouro com seus homens. Então. Automoventes. a que nunca falha. que favorecem o homem. mas o khādi parece ter sido um anel usado no braço e no pé.14 os arqueiros. Benfey e Max Müller dão outras interpretações. 14 O significado de vṛṣakhādayaḥ é incerto. traduz como ‘derramadores de água’. heróis. 12. Eles que com pinas douradas fazem a chuva aumentar impulsionam as grandes nuvens como viajantes no caminho. Wilson.13 com fúria de serpentes por seu poder. e eu a adoto por ora. A música do vento e da tempestade sendo considerada como a canção de louvor dos Maruts. 13 . 15. fortes por si mesmos como montanhas. os adoráveis. de poderes infinitos. sendo dito que vana significa água. Eles guiam.

ele pode originalmente ter significado algum tipo de arma. agitam as nuvens. Os touros de Dyu é uma expressão mais primitiva e mais vigorosa para o que nós devemos chamar de os ventos fertilizantes do céu. eles fizeram ventos e relâmpagos por meio de seus poderes. 6). 17 A primeira linha é endereçada pelo poeta para ele mesmo. Eles parecem guiar por todos os lados o cavalo poderoso. os impecáveis. saúdam o céu e a terra! Nos assentos em seus carros. eu penso. como um sacerdote hábil. eles cuja ira por força é como a ira de serpentes. os amigos do homem. eles borrifam a terra por toda parte com leite (chuva).20 eles. os homens de Dyu. 59. poderosos. Sāyaṇa evidentemente adivinha e propõe dois significados. os sábios. eles se movem por si mesmos. em passagens como essa. os jovens varonis de Rudra. fortes em si mesmos como montanhas. Em várias passagens onde ocorre khādi.212 Hino 64. Como os leões eles rugem. um aro com bordas afiadas. dotados de poderes. heróis. prepara a água. cuja ira por força é como a ira de serpentes. e não os filhos do céu. eles são belos como antílopes. poderosa em sacrifícios. os filho de Rudra (7. as lanças em seus ombros trituram em pedaços. a nuvem. 10. os arqueiros. pegaram a seta em seus punhos. para os Maruts traze. eles derrubam o que é firme. os devoradores de inimigos. espalhando gotas de chuva. Os generosos Maruts derramam água. VARGA 6-8. Os abaladores ordenham os úberes celestiais (nuvens). É difícil dizer. 56. homens de bravura infinita armados com anéis fortes. Os Maruts. se os mesmos seres são chamados de Divah maryāh. Há uma arma famosa na Índia. Eles nascem. de belo esplendor. Eles se enfeitam com ornamentos brilhantes para uma exibição admirável. ADHYĀYA 5. o chakra ou disco. 5. Quando os Maruts são chamados de Rudrasya maryāh. cercados por riqueza. 8. matadores do demônio. com seus cervos pintalgados (nuvens de chuva) e com suas lanças (relâmpagos) eles incitam os companheiros juntos.17 uma oferenda pura. para fazer chover. como viajantes na estrada. os Maruts com suas lanças brilhantes fazem (tudo) oscilar. Para a hoste varonil. com efeito fatal. como elefantes selvagens. isso também. ó Maruts. o relâmpago permanece. aqueles que nunca envelhecem. os que rugem. em seus peitos que eles prenderam (correntes de) ouro por beleza. ele parece ser um ornamento em vez de uma arma. Vocês que marcham em companhias. na terra e no céu. Os Rudras jovens. incessante. são matadores das nuvens. 2. (contudo) deslizando rapidamente para frente. Eu preparo canções. 4. os Maruts sábios. arma ou alimento. incansáveis. Roth traduz por anel. mas também nos pés dos Maruts. 19 cresceram irresistíveis como montanhas. poderosa em sacrifícios. os oniscientes. os alegres. 5. até os mais fortes. 9. eles nasceram juntos por si mesmos. e é certo que esses khādis podiam ser vistos não só nos braços e ombros. sábio em sua mente. Portanto. se Dyu deve ser tomado como o céu ou como uma divindade personificada. os touros altos de Dyu18 (céu). AṢṬAKA I. 54. Eles derrubam com sua força todos os seres. cantores. 18 . a personificação é sempre preservada. 7. Eles são rápidos. de tais nuvens que não produzem chuva. os matadores do demônio. Eles que conferem poder. 19 Abhog-ghanah. eles ordenham a fonte trovejante. À noite. cheios de projetos terríveis. 1). 20 Em vṛṣa khādi o significado de khādi não é claro de modo algum. 1. 13. Fortes eles são. mas se derivado de khad. Oniscientes. quando vocês assumiram seus poderes entre as chamas vermelhas. 6. que é lançado de uma grande distância. como gigantes. deve ser traduzido os filhos de Dyu (3. – vocês mastigam florestas. 3. ó Nodhas. os divinos. 11. que com os aros dourados de suas rodas aumentam a chuva. morder. o leite fértil (das nuvens). HINO 64. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. puros e brilhantes como sóis. ou seja. visível como luz.

por serem chamados de ṛjīṣiṇ. sempre aumentando? – Que ele que é rico em preces22 (a hoste dos Maruts) chegue cedo e logo!23 Índice ◄►Hino 85 (Müller) ____________________ Ṛjīṣiṇ. do que em um hino para os Maruts. passaram a ser considerados como os bebedores de ṛjīṣa. tais como Agni ou Indra. os impetuosos. derivado de ṛjīṣa. abundante em homens.21 13. ó Maruts. conhecida de todos os homens. os puros. Vocês irão então. invencível em batalha. os ativos. Apeguemo-nos por causa da felicidade à forte companhia dos Maruts.213 12. ó Maruts. tesouros com os seus homens. os Maruts. Maruts. invocado por muitos adoradores. 14. o rápidos. O mortal a quem vocês. Assim. e foram designados consequentemente para a terceira libação em sacrifícios. impetuosos. Agora. 15. que resiste a todos os ataques? – Riqueza multiplicada por cem e por mil. Deem. que adquire riqueza. Mas é muito mais provável que os Maruts fossem invocados na terceira libação porque originalmente eles eram chamados de ṛjīṣiṇ pelos poetas vêdicos. durável. ele de fato supera as pessoas em força através de sua proteção. nos conceder riqueza. eles foram chamados de ṛjīṣiṇ. os caçadores do céu. os poderosos. a fim de obter uma palavra coletiva no masculino singular. Ela é mais adequada em um hino endereçado a divindades individuais. porque bebem em sua última libação o suco feito do ṛjīṣa. como os Maruts são invocados na terceira libação. louvável. Essa. esse ṛjīṣiṇ sendo derivado de ṛjīṣa e ṛjīṣa de ṛj. 23 A última frase termina seis dos hinos atribuídos a Nodhas. pelo menos. Nós devemos suprir śardha. e ele prospera. brilhante. Ele ganha despojos com os seus cavalos. 21 . se esforçar. ele adquire sabedoria honrosa. Nós invocamos com prece os filhos de Rudra. para nossos senhores força gloriosa. e que é usado novamente para a terceira libação. protegeram. os adoráveis. é a opinião dos comentadores indianos. 22 Rico em preces. ansiar. Vamos alimentar nossos amigos e parentes durante cem invernos. Ṛjīṣa é o que resta da planta-Soma depois que ela foi uma vez espremida. o Soma fermentado e transbordante. isto é.

chamados. o Ṛṣi. Agni (Wilson) (Anuvāka 12. e o alimentador é Agni. a consciência aos homens. ele consome a floresta.2 como um ladrão (que roubou) um animal. – a ti. que era muito aumentado por louvor. as águas se avolumaram (para esconder a ele). embora igualmente aplicáveis a Agni. a fonte de alimento sacrifical. visto que. 5 Os frutos. e sua luz (se espalhou) ao longe. e. despertado na alvorada. a sua qualidade nutritiva. flores.5 5. ele percorre os bosques. no texto.) como um animal com membros enrolados. os deuses desejaram um mensageiro para ele. por assim dizer. ligados aos objetos de comparação. assim Soma é o alimento. geralmente. pelas pegadas. e as levas para os deuses. um peixe o descobriu. como uma montanha. [Oldenberg os divide todos em dez. quando escondido em um buraco (das águas).4 Quem pode detê-lo? 4. 6 nascido das águas (onde ele espreitava. 1 Varga 9. ou ao oco da árvore Aśvattha. e como águas correntes. como um irmão para suas irmãs. Agni. no útero das águas. Agni é agradável como nutrição. Sūkta I) O deus é Agni. ele se ampliou. ou extrai delas. Ele respira em meio às águas. 3 Um peixe revelou para os deuses onde Agni tinha se escondido. em ambos os quais Agni se escondeu por uma época. Os deuses seguiram os rastros do fugitivo. 1. e semelhantes.” 4 Os epítetos são. capins. encantador como água. o filho de Vasi ṣṭha. e a terra se tornou como o céu. veja a nota 16. Índice ◄►Hino 66 (Wilson) ____________________ 1 Cada estrofe é dividida em metade. e cada um dos dois pādas é considerado como formando uma estrofe completa: por isso é dito que esse hino e os cinco seguintes são daśarca. por suas operações. de acordo com os Taittirīyas: “Ele. de fato. o calor do estômago. no texto. As divindades firmes e plácidas te seguiram. o primeiro pode significar o aumento de frutos ou recompensas desejadas. ou têm dez estrofes cada. como Soma. Algumas das comparações admitem várias interpretações. ele restaura. arbustos. enquanto. ele é como um cavalo incitado a uma investida em batalha. filho de Śakti. vasto como a terra. ‘uma caverna’. eles têm somente cinco. de romā pṛthivyāḥ. de acordo com o Vājasaneyi Yajush: Visto que há alimento e alimentador. ocultandose. a métrica é chamada de Dvipadā Virāṭ. Todos os deuses que têm direito a culto sentam perto de ti. Ele é parente amável das águas. e estava manifestado. que reclamas oblações. Parāśara. e corta os pelos da terra. produtivo (de alimento vegetal). 6 De modo semelhante como Soma cria ou faz crescer plantas úteis. entrou nas águas.] 2 Guhā catantaṃ. É dito que o primeiro termo. quando excitado pelo vento. como por exemplo. O Agni aqui aludido é o fogo da digestão. se aplica à profundidade das águas. ele é um criador. Agni é o comedor e o soberano do alimento. a busca se estendeu por todos os lugares. como um cisne sentado. .3 3. como a consequência de sacrifícios com fogo. como um Rājā (destrói seus inimigos).214 Hino 65. assim Agni cria. 2.

brilhando muito. 8 .11 Quando através da floresta. 2. 12 Grama e arbustos. ele cresceu como uma criatura jovem. eles te rastrearam como um ladrão à espreita na caverna escura com uma vaca roubada. incitado pelo vento.215 Hino 65. Parente como um irmão para suas irmãs correntes de água. entre os homens ele acorda de manhã. avançando como o Sindhu.7 Agni (Griffith) 1. 13 Após sua rápida fuga para as águas nas quais ele se escondeu. e não raro ininteligíveis. As águas alimentam com louvor o Bebê crescente. sábios.15 surgido a partir da Lei. Como alimento agradável. de fato Agni corta o cabelo da terra. poderosa. 11 Isto é. a Lei ordenada para sempre. Como um corcel incitado a correr em carreira veloz. 13 o mais sábio em mente. houve uma reunião vasta como o próprio céu.14 Um Sábio como Soma. Os deuses seguiram Agni que tinha fugido. um rio saudável. 15 Como o Soma deificado.9 3. 9 O lugar de sacrifício. Índice ◄►Hino 66 (Griffith) ____________________ 7 Esse e os oito hinos seguintes são geralmente difíceis. A caverna escura é a profundidade das águas nas quais Agni se escondeu. a base da Lei. os quais os incêndios florestais destroem.8 a ti que reclamas adoração. Os Deuses se aproximaram dos caminhos da Lei Sagrada. nascido nobremente no útero. Resolutos. lá perto de ti se sentaram todos os Santos. ele come as florestas como um Rei come os ricos. levando com ele o sacrifício como um ladrão leva uma vaca. e a levas para os deuses. 10 O Indus. como ele mantém sua posição por cobrar contribuições dos ricos. ou algum grande rio.10 quem pode deter o seu curso? 4. como uma colina frutífera. ele se espalha.12 5. como uma grande morada. Como um cisne sentado no lago ele arqueja. 14 Na hora do sacrifício matinal.

tira a riqueza) dos ricos.18 Todos (os deuses) dignos de adoração se sentaram (com reverência) perto de ti. Os deuses seguiram as leis de Ṛta. No colo. como uma ampla morada. Ele come as florestas como um rei (come. 9. VARGA. Como boa sorte. brilhando à distância. a terra. A maior parte deles (65-70) é composta na métrica Virāj. 20 O significado é que Agni produz nutrição para todos os seres como uma montanha fertiliza a região pelas águas que descem dela. 10. não de quarenta. 65-73. Quando ele se espalhou pelas florestas. por meio de pegadas. Índice ◄►Hino 66 (Oldenberg) ____________________ 16 A autoria de toda a coleção. 17 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução para os versos 1 e 2: “Os sábios (deuses). no ventre de Ṛta.19 4. sem dúvida. Todos os deuses veneráveis se sentaram (reverentemente).20 como o rio refrescante. como se segue um ladrão pelo animal. ou seja. . ‘Houve busca na terra como no céu’. 9. como um irmão de suas irmãs. Ele escreve: "Eu preferiria parīṣṭi. Como um cavalo de corrida incitado adiante na corrida. Um realizador de culto como Soma. Mas pariṣṭi parece significar uma corrida de um lado para outro. 18 Nós temos aqui o mito bem conhecido do oculto Agni descoberto pelos deuses. (Ele é) muito famoso por seu poder mental. quando escondido. os deuses em busca. as águas nutrem a criança excelente com louvor. Eu dei lá as minhas razões para considerar que cada verso é composto de vinte sílabas.17 A ti que te ocultas em segredo como um ladrão com um animal (que ele roubou) – que atrelaste adoração e levaste adoração – 2. é atribuída a Parāśara Śāktya. ele que pertence aos clãs. Agni corta o cabelo da terra. HINO 65. como o céu. como as corredeiras do Sindhu – quem pode detê-lo? 7. perto de ti”. como um animal jovem. 19 A opinião do professor Max Müller sobre essa frase difere da minha. busca. estendendo-se ao longe. 1. 6. era área de reconhecimento”. ADHYĀYA 5. Os sábios seguiram unanimemente por tuas pegadas. 1. Houve uma abrangência como o céu (engloba) a terra. literalmente. veja sobre essa métrica o meu Prolegomena. que desperta ao amanhecer.216 Hino 65. 95 e seguintes. impulsionado pelo vento. Os 'sábios' (dhīrāḥ) são. reconhecimento. 8. o deus nascido de Ṛta. juntos seguiram a ti (Agni). Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Sentado nas águas ele silva como um cisne.16 AṢṬAKA I. Esses hinos são dirigidos exclusivamente a Agni. a ele que é bem nascido. 5. como a colina fértil. eles seguiram a ti que aceitas e levas adoração (aos deuses). 3. (Ele é) o parente dos rios.

2 Ele é o amante das donzelas. como Yama. ele é como o branco (sol). eminente entre as pessoas (devotas). 2. Como uma mansão segura. como a respiração. como um corcel6 amigável ele nos concede poder. 2 De acordo com o comentador. como um filho bem comportado. como um exército enviado (contra um inimigo). Varga 10. Ou. ele (nutre as pessoas) como a cevada. puro e refulgente em direção à floresta ele acelera. famoso entre o povo. 6 Como um cavalo de guerra que ajuda a ganhar despojos em batalha. que. ou de coisas imóveis. presente. Agni. de Soma. desse modo Agni o defende de interrupção por Rākṣasas. invocações incitadas por mentes purificadas por oferendas de coisas móveis. é tudo o que nasce. que é puro e radiante. da adoração com fogo. é como um sacrificador vigilante. e futura. Como um Vidente louvando. 1. ou como uma carruagem dourada entre os homens. Agni (Griffith) 1. Ele apavora (seus adversários). por causa do nascimento simultâneo de Indra e Agni. e concedeu a ela riqueza e progênie. 5 como vacas se apressam para seus estábulos. é completada. como riqueza de tipo variado. 2. passada. Índice ◄►Hino 67 (Wilson) ____________________ Hino 66. Ele tem lançado suas chamas em volta (para todas as direções). 4.3 o marido das esposas. como arroz. uma vaca que produz seu leite. como Yama. com esplendor extraordinário. aqueles que vão existir. . animais. ele é como um Ṛṣi. ele é o conquistador de homens (hostis). Ele oferece segurança como uma casa agradável. yama. os raios se misturam (com o brilho) visível no céu. como o próprio filho. a entregou ao Gandharva Viśvávasu. Ṛṣi. segundo Yāska. resplandecente em batalha. Agni (Wilson) (Sūkta II) Deus. uma lenda é aludida. como um pássaro veloz. como grãos amadurecidos. o Conquistador dos homens. 3 Porque elas deixam de ser donzelas quando a oferenda ao fogo. por causa da dependência de toda a existência. como o ar vital. Agni. isto é. que a deu para um marido mortal. É dito que jāta significa todos os seres existentes.1 ele é um ornamento para todos (na câmara sacrifical).4 5. ele a transferiu para Agni. tendo obtido – não aparece como – uma donzela. Como o olhar do Sol. aqui. em qual sentido ele é um sinônimo de Agni. 1 Como o realizador de um sacrifício cuida para que nada arruíne o rito. Vamos nos aproximar daquele brilhante Agni com oferendas animais e vegetais. tem somente seu significado etimológico: ‘aquele que dá o objeto desejado para os adoradores’. e semelhantes. ambos são idênticos a Agni. ou como a flecha de ponta brilhante de um arqueiro. como uma mulher em uma residência. que é como riqueza maravilhosa. como o Sol que examina tudo. Essa estrofe inteira é comentada similarmente no Nirukta X. consome as florestas. Agni.217 Hino 66. como um corcel carregador de cavaleiro. como Yama. Quando ele brilha. a parte essencial da cerimônia nupcial. janitva. 4 A esposa tendo uma parte principal em oblações ao fogo. 5 Assim o comentador explica os termos carāthā e vasatyā. 3. de brilho inatingível. ele protege a propriedade. e métrica. que é a vida. como uma vaca produtora de leite. como rios de água corrente. os mesmos. o louvador (dos deuses). tudo o que nascerá. Ou pode ser aplicado a ele como um dos gêmeos (yama). 21.

cuidando de cada um como uma senhora em casa. como Agni representando a manhã. como a flecha de ponta afiada de um arqueiro. Índice ◄►Hino 67 (Griffith) ____________________ Hino 66. como o leite. 10. Como um Ṛṣi proferindo gritos (sagrados). 12 As donzelas. Veja a nota de Max Müller em 1. As vacas mugiram com a visão do sol. 1. Filhos sendo especialmente o presente de Agni. significando ‘branco’. Quando o brilhante (Agni) resplandeceu. Ele mantém a segurança. HINO 66. VARGA 10. 8. Semelhante a um veloz takvan9 (Agni) pega a madeira. como força eterna. que é como a própria mente.134. enfeitado com ouro. Ele lança as chamas para baixo como inundações o seu aumento: os raios se elevam até o belo local do céu. 10 A palavra aqui é um adjetivo. ou as preces? Veja Bergaigne. Como as vacas vão para seus estábulos. como em muitas passagens. como uma vaca leiteira. por causa de uma residência. mestre da vida presente e futura. e nada mais. um substantivo. 9 Nós não sabemos qual animal o takvan é. II. Aquele que nasce é um gêmeo. Índice ◄►Hino 67 (Oldenberg) ____________________ 7 A oferenda para Agni sendo uma parte essencial da cerimônia religiosa de casamento. luminoso e brilhante. o marido de esposas. As mulheres são as conchas sacrificais que se aproximam Agni. muito provavelmente. Ele a cuja chama os homens não se acostumam. Nós devemos fornecer. Como um exército que é enviado adiante ele mostra sua veemência. 7. agradável como uma herdade. brilhante quando ele resplandece. Rel. ADHYĀYA 5. ou as oferendas de ghee. Védique. Com chama insaciável. Agni concede vigor. como um cavalo de corrida bem cuidado. 3. são as auroras. o amante das donzelas7 e o Senhor das mães de família. chegamos a ele que foi aceso. (felicidade) suficiente para todos. AṢṬAKA I. 5. 11 O professor Max Müller interpreta o gêmeo que nasceu. 8 . ele é como um (cavalo)10 branco entre as pessoas. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.8 5. tudo o que se move e nós. 4. como [Agni representando] a noite.12 9. semelhante ao brilho do sol. aquele que vai nascer é o outro gêmeo11 – amante de donzelas. semelhante ao próprio filho 2. como uma carruagem com ornamentos dourados. assim como uma flecha de um arqueiro com ponta de chama.5. 4. Como a corrente do Sindhu ele tem levado adiante as (águas) que fluem para baixo. que nós alcancemos o Deus aceso como vacas sua casa à noite. śveta. 6. Ele enche de terror como um dardo disparado. semelhante ao sopro vital. esbranquiçado em meio às pessoas. um conquistador de homens. ressoando para a batalha. como cevada madura. impetuosa nas lutas. e o gêmeo que vai nascer. A ele levam todos os seus caminhos.218 3. em cujo culto a esposa do sacrificador tem uma parte importante. e eu não vejo nenhuma razão pela qual esse não possa ser aquele substantivo com o qual śveta está mais frequentemente combinado no Ṛg Veda. Semelhante à riqueza excelente. como uma esposa em uma cama. como um carro. louvado entre os clãs. 9 e seguintes.

para eles. como o mantenedor da verdade. honrando Agni (primeiro). Ó Agni. como o Não Nascido. 3. quando eles recitaram as preces concebidas no coração. aparentemente. repetem os louvores deles. e métrica. 1 Havyavāh. Os líderes. Bondoso como um defensor. continuam. e ele é então colocado em uso. Aquele que conhece Agni. Agni (Griffith) 1. – um ato aqui atribuído a Agni. cheio de pensamento. e o qual Agni pode. propriamente. dirige-te (para os lugares) onde não há pasto. Guhā aqui significa. 7 O Sol. ele mantém a terra e o firmamento.5 Amigo entre os homens. aquele que se aproxima dele. que as transporta para os Pitṛs. e se escondendo nas cavernas (das águas). sustentaram-na no alto com as métricas do Veda. 5. e que. além dos fogos usuais.1. Assim. e sustenta o céu com preces verdadeiras. ele era o Sacerdote. ele sempre clama obediência como um Rei. o carregador de oblações para os deuses. Homens cheios de compreensão o encontram lá. que ele.219 Hino 67.8 tu. Ele. indubitavelmente. Índice ◄►Hino 68 (Wilson) ____________________ Hino 67. 2 De acordo com os Taittirīyas. considerado como o Deus Supremo. Vitorioso na floresta. carregador de oferenda. alarmados pela obliquidade da região do sol. aqueles que. e temendo que ela pudesse cair. aqui usado geralmente. ele encheu os deuses de temor. uma área árida ou acidentada imprópria para pastagem. Veja 1. como progênie em seus pais. em sua mão.65. próspero como um realizador (de boas) obras. Os sábios. o amigo do homem. ou. (permanece) no domicílio das águas. Kavyavāh. Agradável como a paz. 2. 3.7 sustenta a ampla terra. e com afirmação efetiva fixou o céu. como diz o comentário. Varga 11. 1. a fonte de conhecimento e de todo o sustento. Agni deve ser adorado primeiro. bênção como a energia mental. ou Espíritos dos Mortos. os mantenedores de ações. (os deuses). tens ido de toca em toca. e Saharakṣas. 4 Ao construir uma casa. é. 5 Subjugando o combustível e reduzindo-o a cinzas. 2. agachado na caverna. Levando. realizando adoração. então reconhecem Agni. três Agnis: Havyavāh ou Havyavāhana.3 4. assim como eles fazem com uma residência. a vida de todos. o invocador dos deuses. toda a riqueza (sacrifical). 6 Oculto na profundidade escura das águas.6 encheu os Deuses de temor. cuida dos lugares que são agradáveis para animais. tendo em sua mão toda a força varonil. protege os locais que o gado ama. e em seguida usado em quaisquer ritos sacrificais. ele promete afluência. aquele que transporta oblações para os deuses. o Veda reconhecendo. o transportador de oblações. Ṛṣi. em quem se encontra todo o sustento. Ele. . portanto. Agni protege seu adorador. Como o ainda não nascido (sol). primeiro é oferecido culto ao edifício. Nascido nas florestas.1 seja propício. um lugar inadequado para pasto. como um Rājā favorece um homem competente. Agni (Wilson) (Sūkta II) O mesmo deus. o que recebe aquelas oferecidas aos Rākṣasas. 3 Guhā ghuhaṃ gāḥ. os deuses.2 Agni. escondido nas cavernas. chamuscar impune. quando eles cantam preces formadas em seu coração. 4 adoram a ele que implanta as virtudes (peculiares) delas nas ervas.

Protege os queridos passos do gado. Bergaigne. tu tens ido de cova em cova. o de vida plena. Agni. 10. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.10 prestando ritos sagrados. prestando serviço a Ṛta. Aquele que cresce com poder dentro das plantas. veja 1. 164. por atrito. isto é. um amigo entre os homens. AṢṬAKA I. Aquele que o conhece residindo em sua toca. 9. quando sentado em seu esconderijo. a vida de todos os homens. Ó Agni. aquele que se aproximou da corrente de Ṛta13 – 8. assim ele sustenta a terra. o imperecível. ele exige obediência como um rei. quando eles recitaram as palavras que eles formaram em seu coração. um portador de oferendas.O. ADHYĀYA 5. o mantenedor da verdade ou do sacrifício. 11 Sobre o bode mítico [traduzido como ‘O Não Nascido’ por Wilson e Griffith] cujo ofício é sustentar os mundos.14 ele então indica riquezas. que flui para a humanidade de acordo com as leis eternas de Ṛta. 2. tu que tens uma vida plena.. Como boa paz. 13 A corrente de Ṛta parece significar a corrente de bênçãos (como chuva. 72.12 ele sustém o céu por meio de suas palavras eficazes. 5. 3. Aqueles que o trazem para fora. no lar das águas. – para ele os sábios construíram. ghee. 7. Religion des Veda. etc. 6. Os sábios o fizeram como se construindo um assento.).220 4. Tendo tomado em suas mãos todos os poderes viris. 41. . Lá os homens pensativos o encontram. O esplendor no lar das águas. 14 O poeta passa do plural para o singular. e dentro das crianças. 21. que ele (Agni) seja um Hotṛ bondoso. não queimes os lugares onde o gado encontra refúgio e alimento. dentro de cada mãe fértil e de cada bebê que ela carrega. kṣāṃ e pṛthivīṃ. Índice ◄►Hino 68 (Griffith) ____________________ Hino 67. 6. Como o bode11 (sustenta) a terra. 9 Ou. 6. 82. para ele. 8. 5. de fato para esses ele anuncia grande prosperidade. dos bastões de fogo. sábio. Vitorioso nas florestas. e se aproximou da corrente da Lei Sagrada. 1. Índice ◄►Hino 68 (Oldenberg) ____________________ 8 Como tu sabes por experiência quão agradável é encontrar um lugar de refúgio seguro. como Sāyaṇa explica. 12 Por ‘terra’ o texto tem duas palavras diferentes. como sabedoria auspiciosa. por assim dizer. 10 O libertam. H. Aquele que cresce poderosamente nas ervas. HINO 67. Aquele que viu a ele o oculto.9 – aqueles que o libertam. VARGA 11. III. e dentro da grama brotando – 10. ele fez os deuses temerem. um assento. 4. 10.

ele contemplam (todas as coisas). e obtêm. (Agni). Todos os homens são alegres em teu poder. imperturbados. todas as obras eles têm realizado. ou que deseja (ser capaz de oferecê-las). Índice ◄►Hino 69 (Wilson) ____________________ Hino 68. concede riquezas àquele que te oferece oblações. Eles desejam (de ti) força geradora em seus corpos. como filhos (obedientes às ordens) de um pai. em si mesmo somente. Agni. O portador (de oblações).. Varga 12. 3. Ou. Apressando-se para obedecer aos comandos de Agni. ascende para o céu. divino Agni. Misturando.4 inquieto. oblações (são oferecidas) a ele que tem ido (ao sacrifício). isso pode ser traduzido como ‘ele sozinho supera as glórias de todos esses deuses’. 2. composto e coisas móveis e imóveis. por louvarem a ti. inalterados.5 A quem quer que traga oblação. devorando e fundindo com suas chamas e fumaça os elementos das oblações as quais ele leva para os deuses. com hinos que chegam a ti. 2 . diante deles. 3 Com a humanidade. (por atrito). etc. móveis ou imóveis. 5 Eu não posso elaborar nada do primeiro hemistíquio.2 2. que és imortal. em seus modos habituais. 4. então todos (os teus adoradores) realizam a cerimônia sagrada. eles celebram o culto dele. de fato. ele sobe ao céu. Louvores são endereçados a ele que tem se dirigido (à solenidade). que se lembra de ti. e cobre (com luz) todas as coisas. o mundo. Forte é a ideia da Lei. presentes para ti. compreendendo as virtudes de todas essas (substâncias). 5. ó Deus. Agni abre. tesouros que são as portas do sacrifício. 1 Isto é. e ele que se deleita na câmara sacrifical encheu o céu com constelações. Abundante em alimento. divindade verdadeira. e. de fato. que vivo da madeira seca tu nasces. o comando da Lei. Tu resides com os descendentes de Manu. a partir da madeira seca. radiante entre os deuses. porque ele o único Deus é preeminente em grandeza entre todos esses outros Deuses. 1. nele está todo o sustento. associados com a própria prole excelente deles. o senhor das posses deles. para ele. conhecendo (os pensamentos do adorador). revelando noites e tudo o que fica parado ou se move. (e para ele) todas (as pessoas devotas) têm realizado os ritos (costumeiros). 3 como o invocador (dos deuses). ele estimula a todos. concede riqueza.221 Hino 68. e. vivo. 1 e as próprias noites. misturando-as (com outros ingredientes). 3. a Lei eterna. tu és. 4 Agni. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi. Quanto. tu nasces. Todos realmente compartilham da tua Divindade enquanto eles mantêm. Agni (Griffith) 1.

O chefe de família (Agni) decorou o céu com estrelas. àquele que te adora ou que presta serviço a ti. AṢṬAKA I. 6. Agni. 5. Ele. nasceste vivo da (madeira) seca. que a ‘semente’ seja Agni. Concede riqueza. servindo Ṛta de modo adequado. Eles todos obtiveram o nome de divindade. ADHYĀYA 5. Os homens anseiam por filhos7 para prolongar a linhagem deles. VARGA 12. portanto. de imortalidade. 7. HINO 68. que é o amigo e guardião de toda casa em seu caráter de fogo doméstico. É mostrado no segundo verso daquele hino (veja abaixo). Sentado como Sacerdote com a progênie de Manu. um hino pertencente.6 de todos esses tesouros somente ele é o Senhor. 5. tu que és o conhecedor.72. Parece provável. como o Sol. Zelosamente aqueles que ouvem sua ordem realizam o desejo dele como filhos obedecem ao comando de seu pai.222 4. Ele. o Deus Supremo. rico em alimentos. o pensamento de Ṛta: todos eles realizaram as obras daquele de vida plena. Índice ◄►Hino 69 (Oldenberg) ____________________ 6 Todos os homens arianos. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que os buscadores são os deuses que procuram Agni. o Amigo da Casa. Aquele que se senta como o Hotṛ entre filhos de Manu: ele. 8. Ele revelou as noites e o que fica parado e se move – 2. 8 Ele. Eles ansiavam juntos pela semente em seus corpos.8 enfeitou a abóbada do céu com estrelas. ó Deus. fez o céu e o enfeitou com estrelas. à coleção de Parāśara. como filhos (têm prazer na vontade) de seu pai. 7 . Cozinhando (as oblações) o veloz se aproximou do céu. As instigações de Ṛta. na verdade. 3. é o mestre de todas essas riquezas. Índice ◄►Hino 69 (Griffith) ____________________ Hino 68. como a recompensa da sua adoração fiel de Agni. abre sua riqueza como portas: ele. como o nosso hino. Quando apenas ele o deus. 9. 4. e não são desapontados em sua esperança. então todos (deuses e homens) ficaram satisfeitos com a tua sabedoria. de todos esses deuses abarcou (os outros) por sua grandeza. 1.9 e os sábios eram concordantes entre si em suas mentes. Eles tinham prazer na vontade dele. que é rico em alimentos. os rápidos que ouviram seu comando. 10. o Criador. Quando tu. Os homens têm filhos por seu desejo. abriu as portas da riqueza. 9 Alguma luz é lançada sobre esse verso obscuro pelo hino 1.

com poder tu os circundaste: Pai dos Deuses. assim como no primeiro verso.3. como o úbere das vacas (dá doçura ao leite). A passagem também é explicada. ou dos deuses. ele supera homens (opositores). Devānāṃ pitā putraḥ san. Que Agni. e o judicioso Agni é o concessor de sabor ao alimento. junto com outros homens. e. e de forma reconhecível. ou natureza. ser usadas em seu sentido literal. ele senta na câmara sacrifical.1 2. tu te tornas Mitra quando aceso”. Ele espalha alegria em uma residência. ajudado por seguidores como tu mesmo. Agni (Wilson) (Sūkta V) O mesmo que o anterior. e enche unidos (o céu e a terra com luz). para eles. considere (os desejos) desse (seu adorador). como o transportador de oblações. contudo seu Filho tu eras. (Seus raios). 1. uṣo na jārah. ó Agni. invocar (para a cerimônia). como um homem benevolente. como o oferecedor. como no texto: “Tu nasces como Varuṇa. 3 Com iguais líderes. 6 Céu e terra unidos em uma única concepção dual. senta benevolente no meio da casa. Branco brilhante (Agni). com os Maruts. como um filho. Brilhante. como um filho (recém) nascido. ao passo que ele é filho deles. Pode-se dizer que Agni. o causador de decadência. como amante da Alvorada. esplêndido. espalhando felicidade. Quando nasceste.5 ele encheu os dois mundos unidos6 como com a luz do céu. que é possuidor de luz múltipla. com uma aplicação metafórica. 4 Essa frase é. Que (os espíritos malignos) nunca interrompam aqueles ritos nos quais tu deste a (esperança de) recompensa para as pessoas (que os celebram).223 Hino 69. 3 tu afugentas os intrusos. permeaste todo o mundo com atos devotos. Convidado (para a cerimônia). então. se espalham pelo céu visível. tu. de oferendas sacrificais. O sol oblitera a alvorada por seu brilho superior. 5. como o extintor da alvorada. e seu mensageiro. dá sustento paterno aos deuses. Agni. o humilde. 2 Isto é. (5. se (tais espíritos) perturbarem o teu culto. Agni é assim chamado por fazer seu aparecimento como fogo sacrifical no primeiro romper do dia. 2. Índice ◄►Hino 70 (Wilson) ____________________ Hino 69. como cavalo de batalha animado. Agni.2 4. o último sendo explicado por jarāyitṛ. ou dos sacerdotes (ritvijām).1). pois. 7 o sabor doce do alimento. é o iluminador (de todos). o protetor. abrem as portas (da câmara sacrifical) e. 5 O Sol e Agni são chamados de amantes de Uṣas ou Aurora. O sábio. todos. Tu. logo que manifestado. 3. 1 . ele se torna da forma. levando a oblação espontaneamente. provavelmente. 4 o concessor de residências. aqui. assumes todas as qualidades celestiais (deles). daquela divindade. Quaisquer seres (divinos) que eu possa. o humilde. que discerne como o úbere da vaca. entre a humanidade. o extintor da alvorada. ou homens. Varga 13. como o (sol). como um concessor de bem-aventurança a ser atraído para os homens. Agni (Griffith) 1. ao comando deles. como o brilho do radiante (sol). o Sábio. isto é. sendo (ambos) o pai e o filho dos deuses. mas as expressões devem. isto é.

8 4. Como um amigo bondoso para os homens. para não ser extraviado. 9. 5. tu tens realizado as tuas obras.224 3. Brilhante. flamejante. (todos os inimigos). conhecido como colorido como a manhã. Este é teu motivo de orgulho. que.12 7. Como uma criança quando nasce. de forma familiar: que ele (desse modo) preste atenção nesse (sacrificador). 3. 11 Veja em 5. AṢṬAKA I. 5. 8 O significado do segundo hemistíquio não é claro. espalhando luz. Eles. (Agni é) um adorador (dos deuses). e unido com os heróis rechaçaste a desgraça. 9 Ou. como um cavalo de corrida que é bem cuidado. 12 Talvez devatvā seja um instrumental. nunca insensato. HINO 69. Neste caso nós teremos que traduzir: “Que Agni pelo seu divino poder obtenha tudo. (sempre) judicioso. Quando os homens e eu. Quando tu escutaste esses heróis. 6. chamamos. Como o amante da Aurora resplandecente e brilhante. tu derrotaste com teus iguais. Logo que tu nasceste tu te distinguiste pelo teu poder mental. com heróis. ou os corcéis que puxam espontaneamente a carruagem da Alvorada. como o amante da Aurora. na casa. com teus companheiros. Transportando (a ele) eles abriram por si mesmos as portas (do céu). que ele se lembre de mim. 8. ele é encantador em casa. o mais adorável. 1. Nascido na residência como um filho encantador. 7. Índice ◄►Hino 70 (Oldenberg) ____________________ 7 Agni discerne e seleciona os sabores doces das oblações do mesmo modo como o úbere de uma vaca seleciona e assimila os sucos doces da grama e ervas para a produção de leite.10 ele tem. levando por si mesmos. ADHYĀYA 5. VARGA 13. Aquele de fato é o teu ato extraordinário. (ele é) como o úbere das vacas. seus raios levando a oblação por sua própria vontade.” . Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 6. que estão voltados um para o outro. ele leva o povo adiante. sentado no meio. enchido os dois (mundos do Céu e da Terra). que Agni então ganhe tudo através do poder Divino. sendo o filho dos deuses tu te tornaste o pai deles. como a luz do céu. que tu mataste. acompanhado pelos heróis. como um cavalo forte. ninguém transgride aquelas tuas leis. Todos eles gritaram pelo aspecto do sol. satisfeito. como Ludwig o toma. 10 O amante da Aurora é aqui o Sol. ele tem vagado através dos clãs. (ele é) a doçura do alimento11 – 4. 10. 2. Ninguém transgride essas tuas leis sagradas quando tu tens concedido audiência para esses comandantes aqui. Índice ◄►Hino 70 (Griffith) ____________________ Hino 69. Quando eu chamar (para o sacrifício) os clãs que residem na mesma habitação com os heróis. que Agni então obtenha todos os poderes divinos.9 abrem as portas: todos eles ascendem para o belo lugar do céu. Como o amante da Alvorada.

ou na mansão. 2 Kṣapāvat. esteja presente e regule todos os nossos atos de culto. a quem muitas (manhãs) e noites de diversos matizes aumentam. Oferecendo. como antes. Agni. todas as coisas móveis e imóveis aumentam. e está bondosamente sentado no rito sagrado. que está dentro das águas. e que todos os homens nos tragam tributo aceitável. e adquire (o que ele deseja). 4. para nós. e (aqueles que regulam) o nascimento da raça humana. diferentes. 1 Ele é o garbha. o germe interno de calor e vida. um amigo). Índice ◄►Hino 71 (Wilson) ____________________ Hino 70. conhecendo bem os atos que são endereçados às divindades. os homens recebem recompensas de ti. A quem muitas alvoradas e noites. Que nós. que é como um guerreiro lançando um dardo. – a ele. protege todos esses (seres que residem) sobre a terra. nas águas. 3. Nós pedimos (alimento) abundante. Varga 14. sacrifícios a ti. tem sido propiciado. Protege esses seres com pensamento cuidadoso. ele cuida de toda a humanidade. o Arauto que repousa na luz. que é brilhante em combates. tornando efetivas todas as nossas obras santas. até na rocha e na casa: Imortal. todos os quais dependem. Agni. como o invocador (dos deuses). permeia todos os ritos sagrados.. o embrião. e conheces a origem de deuses e homens. Ele que é o germe das águas. para aquele Agni. e brilha com luz pura. a noite. que Agni com luz bela permeie cada ato. etc. o observador das leis celestes dos Deuses. todas as coisas que se movem e ficam paradas.1 e dentro de todas as coisas móveis ou imóveis. 1.2 concede riquezas para (o adorador) que o cultua com hinos sagrados. como então especialmente brilhante e luminoso. imortal. 6. – tendo. que deve ser aproximado por meditação. receba toda oblação que nós oferecemos. tornam forte. ou possuindo.3 – ele. do calor natural ou artificial. e parece um adversário temível. Agni. e tornando todos os atos (religiosos produtivos) de recompensa. dentro das florestas. em muitos lugares. 4. (seja. o germe de todas as coisas que não se movem e que se movem. como (filhos) de um pai idoso. Agni. conhecendo as raças de Deuses e de homens. 2. . para existência. investido com a verdade. 3 Isto é. Agni. Agni é o Senhor das riquezas para o homem que lhe serve prontamente com cânticos sagrados. 2. os devotos.225 Hino 70. que é como alguém que tem sucesso (em seus empreendimentos). a quem. a quem. nascido na Lei. ou o significado pode ser ‘obtenha todo presente’. (Que Agni). confere excelência ao nosso gado valioso. – ele foi obtido. o germe das florestas. Agni (Griffith) 1. 5. e realizando atos virtuosos. (Eles oferecem oblações) na montanha. Agni (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. etc. que és onisciente. ganhemos muito alimento por meio da oração. 3. o senhor da noite. como um (príncipe) benevolente entre seu povo. e da raça do homem mortal.

Que Agni com seu esplendor puro obtenha tudo – 2. Índice ◄►Hino 71 (Oldenberg) ____________________ 4 Ou: até na rocha (eles têm feito homenagem) para ele.5 10.226 5. como alguém habilidoso e ousado. 61. e o filho do que se move. I. às árvores tu tens concedido excelência. o filho do que fica parado. esses seres. Que nós. o imortal. que é o filho das águas. em sua residência. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 1. . 6. por assim dizer. podem aumentar. 116. um vingador feroz. compartilhando. Os homens têm te servido em muitos e diversos lugares. Às vacas. Agni. o filho das árvores. 4. 1. Ele a quem muitas noites (e alvoradas). desse modo ele brilha em batalha. (Ele é) como um homem ávido que vai direto (para o seu objetivo). Ele que compreende as leis divinas e o nascimento da raça humana. tu que conheces o nascimento dos deuses e dos homens. os pobres. o deus impregnado por Ṛta – 8. Eles têm (te) levado para lugares diferentes. ó conhecedor. Índice ◄►Hino 71 (Griffith) ____________________ Hino 70. Protege. 4. 48. ele que é de boa vontade. como um arqueiro poderoso. tenhamos sucesso em muitos pensamentos (piedosos). ele que de fato realiza todas as suas obras. AṢṬAKA I. Veja 2. HINO 70. 5 Não é mais provável que o tributo fosse trazido para Agni (veja 5. 1. Ele. impetuoso em disputas. Em muitos lugares os homens têm te adorado. Mesmo na rocha (eles têm feito homenagem) a ele. ó herói-sol!" 6 Esse verso possivelmente pode ser uma adição posterior. 6. 9. Tu pões valor em nossas vacas e bosques: todos trarão tributo para nós para a luz. A tradução seria: "Todos os homens têm trazido tributo a ti. 10) do que para os adoradores humanos? Possivelmente nós deveríamos mudar svaḥ ṇaḥ (svar ṇaḥ do Saṃhitāpāṭha) para svarṇaḥ. Veja Bergaigne. Como um arqueiro corajoso. 1. e na habitação (humana)? Eu acredito que nós devemos fornecer um verbo do qual o dativo asmai dependa. a quem o que se move e o que fica parado (aumenta). (se mostra como um) protetor da terra (senhor) das riquezas para o homem que o satisfaz com (orações) bem pronunciadas. Pois ele. Que todos os homens nos tragam tributo no sol. ADHYĀYA 5. em suas diferentes formas. Ludwig propõe ler duroṇām: ‘dentro da pedra é a sua morada’. Recherches sur l'Histoire de la Samhitâ. 7. VARGA 14. 5. a riqueza de um pai idoso. 5. 3. tem sido adorado com sucesso (pelos sacrificadores humanos). Aquele Hotṛ que se sentou no sol. como um vingador temível. como filhos (dividem) a propriedade de um pai idoso.4 (Ele é) como um protetor dos clãs.

Que aquela faculdade (digestiva de Agni). nós não temos nenhuma sobra para outros. o persuade a realizar a função de mensageiro. derrotaram os Asuras”. aumentado de duas maneiras. que tem direito à honra. amedrontaram o devorador forte e audaz. e ser traduzido como ‘vitorioso’. ser nascido. Todas as iguarias (sacrificais) se concentram em Agni. que conheces (todas as coisas). Agni. mas é dito que aqui ele significa o ar vital principal (mukhyaprāṇa).227 Hino 71. o emblema do dia. Varga 16. escura. tu. o arqueiro. a qual é (a princípio). dividido (vihṛta). e o colocado diante deles. Que aquele a quem tu mandas com seu carro para a batalha retorne com riqueza.2 4.6 portanto. Os nossos antepassados. o indicador ou causador do dia ser conhecido. 2. e obtiveram dia acessível. assíduos na adoração dele. pois eu. Essa estrofe e a anterior são confirmativas da parte tida pelos Aṅgirasas na organização. pelo som. ou pode ser derivado de ji. 3 Mātariśvan é um nome comum de Vāyu. e o deus concede luz para sua própria filha. com ele em sua vanguarda. de acordo com os Taittirīyas. e te oferece uma oblação. tendo despertado Agni. como os raios de luz (são assíduos no serviço) da alvorada.7 e que 1 Ketu. (a alvorada). 1. estando alarmados. amando o afetuoso Agni. na câmara sacrifical). (como mediano. no Aitareya Brāhmaṇa. eles vão à sua presença. manda atrás dele uma flecha ardente a partir do seu arco terrível. a qual tem relação com o alimento. (Paṅi). 3. Eles guardaram a ele (Agni. Agni (Wilson) (Sūkta VII) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. e sustentando os deuses e homens por meio de suas oferendas. aumentas os meios de sustento dele. entraram no fogo. e como o melhor). porque. por seus louvores (de Agni). Varga 15. como a fonte de força viril. Eles fizeram. conquistar. Quando (o adorador) oferece uma oblação para seu grande e ilustre protetor. Quando o ar vital difuso3 excita Agni. por isso devotos opulentos preservam os fogos dele. se não na criação. “os deuses. e honram a ele.5 5. isto é. um caminho para o vasto céu. 6. 6 Isto é. desejando isso diariamente. imitando Bhṛgu. ou Vento. e o instituidor do rito. citado pelo comentador: “Para eles disse o ar Ariṣṭa: ‘Não fiquem surpresos. seja concedida ao devoto e ilustre protetor dos sacerdotes. para nós. que. (com gesticulações). mas Agni. Āditya. o ávido (Rakṣas). se retira. no sacrifício matutino. 8. te reconhecendo. tendo me tornado quíntuplo. 7. repulsaram. eles fizeram do culto dele a fonte de riqueza. tendo feito dele seu escudo. 2 . tu. os primeiros. ele se torna brilhante e manifesto4 em toda mansão. como os sete grandes rios fluem para o oceano. de Jana. Assim. O nosso alimento não é comido por nossos parentes. “os deuses e os Asuras uma vez estavam envolvidos em combate. no rito da manhã”. Livres de todo (outro) desejo. Os dedos contíguos. como em um diálogo entre eles. Agni. (e finalmente) radiante. (então) luminosa. do culto do Fogo. como um príncipe que se tornou um amigo envia um embaixador para seu (conquistador) mais poderoso. portando eles chamam Agni de todos os deuses. os Aṅgirasas. o satisfazem (com oblações oferecidas). o Sol. mas a métrica é Triṣṭubh. que a missão de um enviado a um príncipe estrangeiro é um reconhecimento da superioridade do último. torna os nossos desejos conhecidos para os deuses. e praticam os direitos dele. e as vacas (que tinham sido roubadas). como esposas amam seus próprios maridos. de acordo com o comentador. 5 Isso expressa uma noção ainda corrente entre as nações do Oriente.’” 4 Jenya. sustento (a vida). Quando (o adorador) te acende na própria residência dele.1 (Āditya). e tendo detido a flecha. os Asuras e Rākṣasas. nos cinco ares assim denominados.

Mitra e Varuṇa.14 6. não ansiando por alguma coisa. 15 Veja 1. O arqueiro corajosamente atirou nele sua flecha. Agni. o poderoso Pai. a nossa amizade ancestral. e ele em toda casa se tornou brilhante e nobre. impecável. Agni (Griffith) 1. ou traz o culto que tu amas diariamente. é incerto. 7. que mantinha a chuva aprisionada. ser aberta. 10. Ou retas pode ser traduzido como ‘água’. Eles restabeleceram a ordem. Índice ◄►Hino 72 (Wilson) ____________________ Hino 71. os Aṅgirases. fizeram por meio de prece e oração a nuvem semelhante à montanha. etc. o vigor derivado do agni digestivo. 7 Isto é. 9. Do mesmo modo como a luz (corre pelo) céu. a ele. tu que conheces. se Mātariśvan ou Agni. que percorre. vigoroso e inteligente. são os guardiões da preciosa ambrosia do nosso gado. pois tu és conhecedor do passado. ‘que fogo e água. . O sentido do primeiro hemistíquio parece ser que quando oblações foram oferecidas para Dyaus ou Céu Agni resplandeceu livre da noite circundante. Pensa em mim. como em uma missão para um Soberano maior. assim como do presente. e sua filha pode ser Uṣas ou Aurora. nem está claro em quem a flecha foi atirada.11 com bramido. sinal do dia. os primeiros instituidores do culto religioso. tu de poder duplo aumentas sua substância: que aquele a quem tu incitas encontre riquezas. então os dividindo entre os fiéis ansiosos. a montanha. 9 Os dedos que o servem por acender o fogo. o caminho do céu. como Bhṛgu eu tenho ido como seu companheiro. assim a decadência enfraquece (o meu corpo). 3. 13 O ser divino ou semidivino que trouxe Agni para Bhṛgu. Amando o Afetuoso. de cor brilhante.12. senhor de todos os tesouros. 8 Agni. assim como as vacas10 amam a manhã. enquanto com alimento doce a raça dos deuses eles fortalecem. irrompendo à visão. Visto que Mātariśvan. 4. Pelos nossos irmãos o nosso alimento não foi descoberto:16 encontra com os Deuses proteção para nós. O Deus pode ser Dyaus.228 Agni nasça. sozinho. eles nos forneceram dia. Eles fizeram para nós um caminho para alcançar o céu alto. é. 14 Esse verso é muito obscuro. Quem é o arqueiro. os mais ativos. como (seu) filho robusto. para a geração de grãos’. e radiante avermelhada. quando a passagem irá significar. Os nossos antepassados com louvores rebentaram até a fortaleza firmemente estabelecida. 12 A adoração de Agni. 11 Os Aṅgirases sacerdotais. ou calor e umidade.32. as irmãs de um lar9 o têm incitado adiante. Todas as iguarias sacrificais servem Agni como os Sete Rios15 poderosos buscam o oceano. 5. sim. luz.8 como esposas seus maridos. ao mesmo tempo. raios da manhã.13 muito difundido. com a velocidade do pensamento. 2. os dois reis. Todo aquele que tem chamas para ti dentro da residência dele. escura. O Sol. e o instigue (para atos de culto). eles vêm. com mãos generosas. ele soube e se libertou do abraço apertado. 10 As nuvens iluminadas pela aproximação da Alvorada. o tem agitado. Quando o homem verteu suco para o Céu. antes que aquela fonte de destruição (prevaleça). se espalhem pela terra. tornaram seu serviço12 produtivo. e o Deus lançou seu esplendor em sua filha. Não desfaças.

O deus dirigiu seu poder impetuoso contra sua filha. duas vezes mais a força do homem que te adora em sua casa. como os sete rios jovens (fluem) para o oceano. Desse modo. se aproximam da tribo dos deuses. Quando ele tinha criado seiva para o grande pai Céu. 19 Esse verso difícil evidentemente trata do incesto que o pai Dyaus cometeu com sua filha. os Aṅgiras. as (preces) amplamente propagadas dos pobres. Quando Mātariśvan o tinha produzido por atrito. Os Reis com mãos belas. ou oferece dia-a-dia adoração ao afetuoso. Somente aquele que como o pensamento procede rapidamente em sua jornada. 1. como esposas de um mesmo ninho (casa). é sempre Senhor das Riquezas. VARGA 15–16.20 Tu. segundo Sāyaṇa. que sabes disso. eles obtiveram o dia e o sol e o brilho da aurora. 4. Agni. mas dependemos de Agni e dos outros Deuses. como nuvens reunidas. a rocha por seus gritos. Ó Agni. 20 Nessa passagem o poeta me parece dizer: 'Nós não temos parentes fortes que possam acrescentar brilho à nossa força.229 8. debilita o corpo: protege-me antes que aquele mal se aproxime. chegou a todas as casas. o nobre. A nossa força não brilha a partir de parentes. não rompas a nossa amizade ancestral. 5. ou correntes de ghṛta ou semelhantes. 7. Eles abriram para nós o caminho do grande céu. 3. Agni trouxe à luz e encheu de vitalidade a hoste impecável vigorosa e bem proporcionada. que procuram obter (riqueza). 18 Se o texto está correto. eles colocaram em movimento esse pensamento. isto é. Eles fundaram a Ṛta. 9. Todo alimento vai para Agni. o Sol. permanece incerto.' O prof. Em seguida. Talvez isso queira dizer Indra que vem acompanhado pela hoste vigorosa de Maruts. o conhecedor se aproximou furtivamente das (vacas) pintadas. ele. fortalecendo-os por lhes oferecerem prazer. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. O arqueiro atirou ferozmente uma flecha nele. Nossos pais. ADHYĀYA 5. que são livres de sede. as efetivas. Sábio como tu és. 17 . obtém entre os deuses bondade para nós. o avermelhado. portanto. as ‘irmãs’ podem ser os dez dedos que geram Agni por atrito ou as correntes de água entre as quais Agni cresce. adquire tu força para nós. A velhice. dotado do conhecimento mais profundo. romperam até as fortalezas resistentes por meio de seus hinos. Aumenta. estando ligado a ele. Max Müller propõe a tradução: ‘A nossa riqueza não é conhecida pelos nossos parentes. As irmãs têm se regozijado na (deusa) escura e na vermelha.18 como vacas na alvorada gloriosamente brilhante. o semelhante a Bhṛgu assumiu o cargo de mensageiro (para o mortal). Varuṇa e Mitra. As carinhosas (mulheres) têm excitado (amorosamente) seu amante. protegem o néctar precioso em nosso gado. 10. Por que é dito que essas irmãs se deleitam na deusa escura e na deusa brilhante. direto do céu desce a umidade límpida. Que ele a quem tu incitas seja unido com riquezas. ó Agni. O sacrificador. a Noite e a Aurora. então. que foi levado a muitos lugares. AṢṬAKA I. como para um rei mais poderoso. 16 Isto é. nós não podemos apoiá-los como deveríamos’. Índice ◄►Hino 72 (Griffith) ____________________ Hino 71. o seu próprio marido. Quando a luz encheu o Senhor dos homens17 por aumento. HINO 71.19 6. 2. nós não procuramos por nossos parentes em busca de alimentos.

4. que vigiam a amada ambrosia nas vacas. o esperma brilhante caiu do céu (ou do deus Dyaus). bem-intencionada. Ou os Maruts são aludidos (veja abaixo.4). Índice ◄►Hino 72 (Oldenberg) ____________________ 21 O poeta retorna aqui ao mito do qual ele havia falado no verso 5.1. o Sol. Aquele que percorre os caminhos rapidamente como o pensamento. governa sozinho sobre toda a riqueza. Não te esqueças. Agni produziu e promoveu a hoste impecável. embora isso me pareça menos provável. 22 . Essa pode ser a tropa dos sete Ṛṣis.12 e seguintes. 72.22 9. da nossa amizade paterna. ó Agni.230 8.31.1-5. Veja 3. antes que essa maldição (nos alcance). Pensa (em nós). A velhice prejudica a aparência (dos homens) como uma nuvem (cobre o sol ou o céu). (Há) os dois reis Mitra e Varuṇa com as mãos graciosas. jovem.21 Quando o esplendor forte alcançou o senhor dos homens para incitá-lo. que és um sábio possuidor de conhecimento. 10.

3 A tropa de mortais4 (Maruts). portanto. protege o gado deles. e eles são respectivamente invocados pelos nomes Īdṛś. Agni arrebatou a riqueza que os primeiros tinham escondido. abandonaram o resto dos seus corpos em sacrifício. durante uma batalha entre os deuses e os Asuras. 6. por isso. e outros. como antes. 2 O texto tem somente śucayaḥ. Agni. os deuses perseguiram o ladrão. 5 Aqui. aqui. e recuperaram seu tesouro à força. Sammitah. Atyagniṣṭoma. associado com śaśvata. a outra metade vai para todos os deuses. Visto que. como no Āgnyādheya. nós temos somente o epíteto nemadhitā. com suas esposas. de joelhos. os Haviryajñas. O criador é chamado de Vedhas. portanto.. com manteiga clarificada. Mitah. ou aplicáveis. por três anos. com eles. Homa. desejando a ele que era (querido) para nós como um filho. também. e tudo o que (pertence a eles). prestaram adoração reverente a ti. 7 e. segurando. chamado de Rudra. de nema. (alimento) que alivia a aflição. de fato. pelos quais o céu deve ser alcançado. Por essa participação. e. o encontraram em seu retiro excelente. . têm conhecido os três vezes sete ritos místicos contidos em ti. em um sentido figurativo. e cientes dos atos dele. por quem. nas oferendas sacrificais. que concede rapidamente (àqueles que o louvam) todos os (presentes) dourados. – e é. significando os ritos dos Vedas. Pratidṛś. 4 O texto tem somente martah. porque eles não podem ser celebrados sem fogo. Darśa. e são. Agni chorou (arodīt) pela perda. entre os vastos céu e terra. aqueles nos quais algum tipo de alimento é oferecido. recitaram (hinos) dedicados a Rudra. (igualmente) puro. 2. em todos os sacrifícios. ou: os Pākayajñas. móvel ou estacionário. o compartilhador de metade da oblação. – mortais deificados. Os Maruts são.6 Varga 18. Anyādṛś. (por Agni). que és conhecedor de todas as coisas a serem conhecidas. como o Agniṣṭoma. Varga 17. 7 Passos secretos ou misteriosos. eles pararam no último belo (esconderijo) de Agni. Indra tem direito. os puros. etc. ao verem seu amigo. aqueles nos quais manteiga clarificada é oferecida. com (Indra). a parte principal dos quais é a libação do suco Soma. e alcançaram o céu. com Agni. O comentador completa com Maruts. a qual não foi preservada. portanto eles adquiriram nomes dignos (de serem repetidos) em sacrifícios. Tādṛś. em explicação. vagando a pé. chamados de Rudriyā. obtiveram corpos celestiais. constituíram o sacrifício. A lenda que é citada. Todos os imortais. se apropria das preces endereçadas ao eterno criador. de serem protegidos. por imortais. e outros. Aqueles que devem ser adorados (os deuses). cada um composto de sete. Isso parece como se uma primeira causa fosse reconhecida. e os Somayajñas. à qual. 3 Os hinos dos deuses são endereçados a Agni. te adorado. sempre provê. 5. Seguros. relata que. sendo regenerados. e foi.1 Agni é o senhor das riquezas. os deuses. é dito. 1. – geralmente um nome de Brahmā. Esses são organizados em três classes. e estava em todos os lugares em volta. Desse modo tu serás o diligente 1 Isto é. e os não confundidos (Maruts). ‘o mortal’. etc. eles sejam identificados com ela. 6 Os deuses. provavelmente. com igual afeto. ele as faz presentes. Agni (Wilson) (Sūkta VIII) Ṛṣi.5 sabendo onde Agni estava se escondendo. Descobrindo o furto. 3. o comentador preenche com Marudgaṇah. Vaiśvadeva. uma metade. como os Ṛbhus. Mas a expressão é obscura..231 Hino 72. descobrindo-te. etc. eles trocaram seus corpos perecíveis. Os deuses. Agni. distinta de Agni e dos deuses elementares. do ramo Taittirīya do Yajush. embora. Pūrṇamāsa.2 4. (Homens devotos) competentes para oferecer sacrifícios. em suas mãos. pois Rudra é Agni. ‘o compartilhador da metade’. perguntando. se sentaram. Rudro’gnih. sete pratos são colocados na cerimônia Agnicayana. e se refere a alguma lenda. Portanto. como no Aupāsana. a ele mesmo. muitas coisas boas para os homens. 7. o eterno. os puros (Maruts) adoraram a ti. para a subsistência dos homens. não o descobriram. e. Oprimidos pela fadiga. Todos esses estão contidos em Agni. segundo a escola Taittirīya. Agni.

Então os imortais vieram do céu.11 3. embora Agni conceda dádivas muito boas para os homens. encontrou Agni colocado na posição mais elevada. nutrido pelas oferendas queimadas. . 12 Durante três anos. 8. que os Deuses realmente não encontraram Agni – embora ele estivesse visível em sua forma terrena – até que eles chegaram ao verdadeiro conhecimento filosófico do Deus como ele é. Ludwig observa que o período de três anos em conexão com votos religiosos ou cerimônias é mencionado em outra parte também. Tu tens sido alimentado. é capacitado para enviar a chuva que abastece os rios. etc. 11 A fuga de Agni e sua procura pelos Deuses já foram citadas antes (1. sem qualquer referência ao instrumento.65. as honras graciosas (da cerimônia). sua posição no céu.12 portanto. absolutamente. reconheceram as portas da (caverna onde) o tesouro (de seu gado). aquela imortalidade o caminho da qual eles tinham feito ou projetado. projetando uma estrada para a imortalidade. como Ludwig observa. Os sete rios puros que fluem do céu. pelos quais eles viajam. Índice ◄►Hino 73 (Wilson) ____________________ Hino 72.13 O grupo mortal. serviram a ti o muito puro por três estações de outono.1). 13 Rudra aqui é um nome de Agni. e as tuas chamas brilhantes.10 Agni é agora o senhor do tesouro dos tesouros. por ti Saramā descobriu o leite abundante das vacas. os santos revelaram os poderes de Rudra. Agni. se espalharam em todas as direções. se esforçou. assim chamados por não terem sido originalmente imortais. com oblações). para sustentar (o mundo). no texto. a progênie de Manus. através do conhecimento obtido por meio de sacrifícios sagrados. Agni. (e se regozijaram). e os deuses perceberam isso.) hábeis em sacrifícios.14 discernindo à distância. (Os oferecedores de oblações) têm colocado. e as duas porções de manteiga clarificada que são os dois olhos (do sacrifício).232 portador de oblações. quando propiciado por oblações com fogo. certos atos sagrados. como rios correndo. eles mesmos obtiveram nomes sagrados para culto. os quais asseguravam. O comentador preenche com ‘Agni. 9 Isto é. nesse (Agni). 2. (são dirigidos. Agni pode ser considerado como o principal causador dos incidentes. dedicados. ou. aos Ādityas. com o qual o homem. por ti. ele humilha os poderes superiores de cada ordenador sábio. seguindo o rastro dele. que os impediam de cair. e Indra enviou Saramā na busca. eles chegaram ao mais alto lar fascinante de Agni. 10. e mensageiro dos deuses. quando levado por Bala. as chamas dele são às vezes terrivelmente destrutivas. ainda é nutrido. O sol. desde que os Ādityas. Cansados. e nascidos nobremente eles dignificaram seus corpos. Aditi. Agni. Os Deuses infalíveis todos à procura não encontraram a ele. 9 e a mãe terra. por ti os sacerdotes.’. por ti. ou agente. Agni (Griffith) 1. instituíram todos (os ritos sagrados). A ideia aqui é.8 9. 4. 8 Essas circunstâncias são declaradas. Porque com óleo sagrado os Puros. 10 O sentido parece ser que. Embora segurando muitos presentes para os homens. Tornando-os conhecidos aos espaçosos céu e terra. Por isso. conhecendo os caminhos entre (a terra e o céu). mas a conclusão da elipse é consistente com as noções correntes. junto com seus filhos poderosos. os A ṅgirasas recuperaram seu gado. concedendo continuamente todas as bênçãos imortais. estava escondido. o querido Bebê que ainda está à nossa volta. com sua magnitude. 14 Os Maruts. (Agni.

19 eles deram a ele o presente de glória bela. Tu. Mas possivelmente nós podemos ter o nom.21 Todos os imortais inteligentes quando procurando não encontraram o bezerro. Saramā encontrou a prisão firmemente construída do gado17 pelo qual a raça humana ainda é sustentada. 19 O Sol e a Lua. 18 A Ave é o Sol. e assim estão contidas em Agni. 6. suco Soma. pela realização desses sacrifícios eles asseguram a queda da chuva na estação apropriada.22 Os mortais. cansando-se. eles tornaram seus próprios os corpos os quais eles castigaram. Índice ◄►Hino 73 (Griffith) ____________________ Hino 72. quando (os seres) estavam em discórdia. 7. etc. perceberam e descobriram Agni estabelecido no lugar mais alto. ele que tem nas mãos todo o poder viril. explorando) por si mesmos os dois grandes mundos. Eles que se aproximaram de todas as operações nobres fazendo um caminho que leva à vida imortal. 1. 22 Eu sigo o Padapāṭha que tem rudriyā. e seus grandes Filhos são os Ādityas. os bem-nascidos formaram seus próprios corpos. O bezerro significa Agni. os sete rios poderosos do céu. Quando os brilhantes tinham prestado serviço a ti. Aditi é a Natureza infinita. oferendas de vários tipos. para ser o sustento da Ave. com seus cônjuges. nos tens enviado boa comida em sequência constante para a nossa subsistência. 3. Quando os Deuses imortais fizeram ambos os olhos do céu. Amigo encontrando proteção nos olhos de seu próprio amigo. AṢṬAKA I. concordantes. concordantes. organizados em três classes de sete. Eles se aproximaram. ó Agni. 10. Os atentos (deuses).15 com essas. profundamente hábil nos caminhos dos Deuses. Adquirindo (ou. 16 O néctar ou bebida dos Deuses. te tornaste um enviado nunca cansado. 15 Os ritos secretos ou misteriosos pelos quais o céu deve ser alcançado. o brilhante. Tu. ele assumiram nomes veneráveis. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. superou) a sabedoria de muitos adoradores. manteiga clarificada. 2. . discerniram as portas das riquezas.233 5.. 21 Aqui nós temos novamente o mito de Agni escondido que os deuses procuram. 17 Veja 1. alimento. os adoráveis apresentaram seus poderes como Rudra. conhecedor das obras dos homens.3. eles preservam o Amṛta:16 protege tu a vida de todas as suas plantas e gado.62. Agora eles fluem como rios colocados em movimento: eles conheceram os cavalos vermelhos20 descendo. Conhecendo a Lei. seguindo os passos dele.18 ficaram no poder. carregador de oferendas. VARGA 17–18. plur. Maruts) lançaram-se para frente’. belo lugar de permanência de Agni. ele que reuniu todos (os poderes da) imortalidade. Agni. Agni. Aditi. prestaram culto ajoelhando-se para ele adorável. e seus grandes Filhos. com Ghṛta por três outonos. 9. Logo que os seres santos tinham descoberto as três vezes sete coisas místicas contidas dentro de ti. Agni tornou-se o senhor dos tesouros. 4. Todas essas oferendas requerem fogo. atingiram o mais alto. 8. HINO 72. ADHYĀYA 5. rudriyāh: 'os veneráveis Rudriyas (isto é. cheios de bom pensamento. 20 Os raios do Sol. embora permanecendo ao redor de nós. Ele diminuiu (ou seja. a mãe vasta.

p. Quando os adoráveis (deuses) descobriram os três vezes sete passos secretos (ou lugares) estabelecidos em ti. nota 1. 26 O pássaro parece ser Agni. tu te tornaste o mensageiro incansável. Conhecendo. 369.29 Índice ◄►Hino 73 (Oldenberg) ____________________ 23 Provavelmente os mortais. no entanto. o (único) amigo despertando quando o (outro) amigo fechava os olhos. A Terra se expandiu largamente com eles que são notáveis em sua grandeza. Saramā encontrou o forte estábulo das vacas das quais os clãs humanos recebem sua nutrição. ó Agni. Veja o meu Prolegomena. um substantivo como um nominativo. Eu tomo. 24 . aquelas que são dirigidas para baixo. Sendo da mesma opinião eles23 se aproximaram reverentemente dele de joelhos. ‘Aquelas que são direcionadas para baixo' não podem ser as libações de ghṛta e semelhantes que as madrugadas veem? – O prof. Ele supre jvālāh ou toma aruṣīh como éguas. preparando (para si mesmos) um caminho para a imortalidade. 3. sempre que a atenção de um dos amigos relaxava. o portador de oferendas. distribui presentes na devida ordem. Conhecendo os caminhos que os deuses seguem. não seria muito improvável.24 Abandonando seus corpos eles os fizeram deles próprios. 25 O significado parece ser que. as ordens estabelecidas das residências (humanas). as (oblações de manteiga chamadas) Ājyabhāgas”. que assumiram todos os poderes de seu próprio domínio.27 eles colocaram belo esplendor nele (Agni). são femininas. Protege tu o gado e o que permanece firme e o que se move. 38): "Estes são os dois olhos do sacrifício. 6. viram do céu os sete jovens (rios) e as portas das riquezas. que sabiam o caminho correto e estavam cheios de boas intenções.26 com seus filhos. As vermelhas podem ser as auroras. Mas essas não podem ser chamadas de ‘direcionadas para baixo’. O venerável é Agni. portanto. eles concordemente guardaram com eles a imortalidade. eu creio. – O assunto parece ser as correntes de libações sacrificais. ó Agni. para que eles possam viver. a mãe Aditi. veja 5. 6. 56. que a hipótese adhāh kṣaranti (eles fluem para baixo). 8. para o repouso do pássaro. 28 Não é necessário mudar o texto. outro amigo vigiava em lugar do primeiro. Eles. Junto com suas esposas eles veneraram o venerável. Max Müller traduz: ‘As pessoas reconheceram as (tuas) éguas vermelhas para baixo. 7.25 6. o outro como um acusativo. Então eles se precipitam para baixo como correntezas libertadas. ó Agni’. Quando os imortais criaram os dois olhos do céu. 29 Ambas as expressões. 27 O sol e a lua? Essa explicação muito natural dificilmente irá ser modificada por causa de passagens como a seguinte (Śatapatha Brāhmaṇa I. 10.28 As vermelhas têm reconhecido.234 5. 'as vermelhas' e 'aquelas que são dirigidas para baixo'. 9.

por (nossos) homens. 8. pedindo a tua benevolência. vivam por cem invernos. é a principal causa de felicidade. ele é um diretor. ou qualquer outro elemento. Ele. . Que esses nossos louvores. Enchendo o céu e a terra. obtenham alimento (farto). nos tornemos opulentos. Na presença dele os homens se sentam. que nós ganhemos. permanece na terra. é o mantenedor do universo. 3. (com teu esplendor). Defendidos. instruídos. é o dador de alimento. Ele. que nós destruamos os cavalos (dos nossos inimigos). por (nossos) filhos. e que nossos filhos. Agni. e. o termo do texto. (seu leite. por causa de riquezas. essencialmente. como o (Sol) divino. e o firmamento. como um príncipe. em quem se encontra toda a existência. em lugares seguros. forma ou natureza peculiar. abundante alimento (sacrifical). assim Agni é o mesmo em todos os sacrifícios realizados com fogo.235 Hino 73. Agni. Agni. como as instruções de alguém versado em escritura. 7. solicitando a boa vontade dele. para (a obtenção de) renome. – oferecendo. 1. 6. Varga 20. e herdeiros de riqueza ancestral. As vacas. o alimento (sacrifical). sejam agradáveis para ti. como um sacerdote oficiante. 10. 5. a parte deles do alimento (sacrifical) para os deuses. tu proteges o mundo inteiro. em mente e coração. Que nós sejamos competentes para reter tua riqueza que sustenta bem. compartilhando o esplendor dele. deus e métrica são os mesmos. por suas ações. Ele deve ser sempre estimado. confiaram a ti. Tu. (para a devida observância dos ritos sagrados). e (em pureza.2 é a fonte da felicidade. – ou preta e púrpura. Que teus adoradores opulentos. trouxeram. despojos dos nossos inimigos. como um filho na residência do pai. em batalhas. a mesma em todas as modificações da terra. 9. aqui e no futuro. 2 Como a alma é a base e fonte de toda a felicidade. (cercado por) amigos fiéis. Que nós. em suas residências. como o principal agente do sacrifício. Agni. Como essa é. (Os deuses). ele traz prosperidade para a casa do adorador. ele parece) uma esposa irrepreensível e amada. 4. Os rios. protege. Índice ◄►Hino 74 (Wilson) ____________________ 1 Amati. eles fizeram a noite e a manhã de diferentes cores. os filhos deles. os homens te preservam. e. amando (Agni. e. que veio ao salão de sacrifício). Como a natureza. Agni (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi. resplandecente Agni. com úberes cheios. assim Agni. constantemente aceso. a quem tu tens guiado (para a realização de sacrifícios). que. como alma. ele repousa na câmara sacrifical. sê o portador de riquezas. (para o nosso benefício). que é como o Sol Divino. por meio dos (nossos) cavalos. que têm direito a culto. que conhece a verdade (das coisas). – oferecendo parte deles aos deuses. como um convidado bem vindo. os homens deles. na proximidade da montanha. em todos os combates. Tal como tu és. é explicado como rūpa ou svarūpa. em ti. adquiram vida longa. a ti. como uma sombra (protetora). 2. (seus devotos). mortais. que os eruditos (que te louvam) e te oferecem (oblações). por ti. sapiente Agni. Varga 19. como riqueza patrimonial. têm fluído de uma distância.) para ser bebido. e oferecem.1 ele é inalterável.

8 depositando em ti o dom da glória enviado por Deus. 2. ó Agni. Que nós e aqueles que adoram sejamos os mortais os quais tu. como heróis que se sentam à cabeceira da mesa. continuar a receber e manter as riquezas que tu mandas. 8 Reter por nós teus corcéis que trazem riqueza. Nele eles têm colocado esplendor em abundância: querido para todos os homens. Agni. como esplendor. como Sacerdote. e colocaram juntos os tons pretos e roxos. em assentamentos seguros. As vacas da santa lei. 5 Pela graça de Agni os Santos. ó Agni. solicitando o favor dele. os Santos ganharam glória no céu. e guia corretamente. 8. como uma dama irrepreensível querida para seu marido.236 Hino 73. de uma distância os rios4 fluíram juntos para a rocha. ó Agni. de mente verdadeira protege com seu poder todos os atos de vigor. apresentando aos deuses sua parte por glória. A água usada em sacrifício a qual flui ou é levada para a rocha ou pedra com a qual o suco Soma é espremido.7 10. 6 Afastando a angústia. Tu encheste a terra e o céu e a região do meio do ar. que possamos conquistar corcéis com corcéis. A ti. recebem as oblações que os fortalecem para a realização dos grandes feitos que lhes trazem glória. e os príncipes que trazem oblação obtenham vida longa.5 Eles fizeram a Noite e a Alvorada de cores diferentes. Ele que. heróis com heróis. como o alento que dá alegria. como a instrução de um homem sábio. Que possamos obter despojos do nosso inimigo em batalha. torne próspera a residência do servo dele. homens com homens. Ele que concede alimento. 7 Isto é. Índice ◄►Hino 74 (Griffith) ____________________ 3 As vacas cujo leite é usado nos vários sacrifícios oferecidos de acordo com a ordenança eterna. amado como um convidado que repousa em aposento agradável – que ele. Que teus adoradores ricos ganhem alimento. verdadeiro. 4. Ele que reside na terra como um rei cercado por amigos fiéis. 5. pedindo a tua benevolência. 7. 6. assim. ó Agni. os nossos homens servem sempre aceso em cada habitação. 3. que ele seja portador de riquezas.6 9. senhores da riqueza transmitida por nossos pais. – todos devem se esforçar para conquistá-lo. levas em direção às riquezas. que repousam em segurança. e segues o mundo inteiro como uma sombra. Agni (Griffith) 1. 4 . e que os nossos príncipes vivam cem invernos. que os homens ricos que instituem os nossos sacrifícios vivam até a maior idade geralmente concedida aos homens. isto é. os Deuses imortais. como riquezas patrimoniais. sejam agradáveis para ti em teu coração e espírito. contigo. Ordenador. como Savitar o Deus. como a sombra de uma grande rocha ou árvore afasta o calor opressivo do sol. Agni. como um Deus que sustenta a tudo. têm crescido com úberes carregados. Ajudados por ti.3 nos enviadas pelo Céu. Que nós tenhamos poder para manter teus corcéis de riquezas. mugindo alto. Que esses nossos hinos de louvor. glorificado por muitos.

que possuindo todo descanso vive na terra como um deus. obtenham nutrição. 12 Aryah também pode ser nom. e significar ‘(nós) os pobres’. ó Agni.9 protege com seu poder mental todos os assentamentos. 15 Como sudhur e sudhura são epítetos de cavalos. 21. 13 ‘Que nós ganhemos em batalhas o saque do inimigo. ó Agni. ó Agni. 4. (Agni) cruzou o lugar (sacrifical) do adorador como um Hotṛ. como esplendor impetuoso. Que os doadores generosos. Que nós.14 9. 11 ‘Sê tu.13 6. com nossos homens. 2. Mas Agni não é apenas um cavalo. 10. Lá as expressões se referem a Soma. ó Agni.10 (Agni). pl. Sendo donos das riquezas que seus pais conquistaram. eles uniram a cor preta e a vermelha (à Noite e à Alvorada). 3. que os ricos12 que dão presentes (para nós) obtenham um período de vida completo. como um rei que fez por si mesmo amigos (valentes). VARGA 19–20. deixando de lado uma parte para os deuses para a glória delas’. Eles fizeram a Noite e a Alvorada de diferentes formas. sejam agradáveis para ti. conquistemos com nossos cavalos corredores os cavalos corredores. śakema sudhūrah yamam te. ó Agni. 12. como uma esposa irrepreensível amada por seu marido – 4. Como uma sombra tu acompanhas o mundo inteiro. os adoráveis (deuses) ganharam glória no céu.). etc. 55. 7. nossos doadores generosos e nós mesmos. As vacas leiteiras mugidoras de Ṛta. o poeta naturalmente poderia dizer. atribuídas pelo Céu. sejamos os mortais a quem tu promoves à riqueza. AṢṬAKA I. sendo verdadeiro como o deus Savitṛ. 8. que és rico em todo alimento. 1. um protetor das riquezas. o protetor das riquezas’. Que nós sejamos capazes de controlar a ti. que é um bom guia como a instrução de um sábio. para que nós possamos obter glória. 2. os homens. As três primeiras partes são quase idênticas a 3. 139. Max Müller. 1. Aquele que dá vigor como riqueza adquirida pelos pais. 48. diante dos deuses. Os rios implorando o favor (dos deuses) de longe irromperam pelo meio da rocha com suas torrentes. Que nós ganhemos em batalhas o saque daquele que não doa.15 adquirindo a glória que os deuses nos atribuíram. protegidos por ti. E que nós. Suplicando proteção de ti. ele também é riqueza (2. estavam exuberantes com seus úberes cheios. A combinação das duas metáforas explica a expressão curiosa sudhurah rāyah. Que esses hinos. obtendo uma parte (rica). com nossos heróis os heróis (dos nossos inimigos). como heróis que se sentam na frente e sob abrigo. que os nossos ricos (doadores) cheguem a uma centena de invernos. ADHYĀYA 5. Max Müller. 14 A última parte é idêntica à segunda em 10. 2. que estás constantemente aceso na casa.11 5. louvado por muitos. a riqueza bem atrelada. Índice ◄►Hino 74 (Oldenberg) ____________________ 9 A primeira parte é idêntica à quarta em 9. 97. Ele que. e digno de ser procurado. Eles têm colocado nele rico esplendor. A ti. 5. para a tua mente e coração. HINO 73. adorador (dos deuses). o verdadeiro tornou-se precioso como o sopro vital. 10 . que é satisfeito (por adoração) como um convidado que descansa confortavelmente. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ó Agni. os homens têm adorado em suas residências seguras. Sê tu possuidor de toda a vida. tendo preenchido os dois mundos (Céu e Terra) e o ar.237 Hino 73.

A ele. por ti.3 tu Filho da Força. filho de Rahūga ṅa. Quando tu vais. De fato. Varga 22. Índice ◄►Hino 75 (Wilson) ____________________ Hino 74. Apressando-nos para o sacrifício. A ele em cuja casa um emissário tu amas provar seus presentes oferecidos. 3 Um nome de Agni. Agni. tem preservado sua casa para o adorador. o relincho dos cavalos da tua carruagem de movimento (rápido). a métrica. nasceu Agni. Vṛtra pode ser aqui entendido como um inimigo em geral. embora audível. existindo desde antigamente. e cujo sacrifício tu tornas aceitável. Varga 21. todos os homens chamam de feliz em seu Deus. agora permanece na tua presença. desde os tempos antigos. seu deus. tem preservado a riqueza. brilhante e concessora de vigor.6. ampla (riqueza). Que.238 Hino 74. Que nos ouve mesmo quando longe. 5. em carnificina. logo que gerado. 4. Traze para cá. Gotama.1 e o ganhador do saque em muitas batalhas. Agni (Wilson) (Anuvāka 13. para o sacrificador. 6. vamos repetir uma prece para Agni. 3. como um oferecedor (de oblações). 6. os deuses (para receber) nosso louvor. divino Agni. Aṅgiras. o Ṛṣi. quando os homens malevolentes estão reunidos. E fortaleces seu sacrifício. Aquele que estava antigamente sujeito a um superior. 4. que nos ouve de longe. Agni pode ser identificado com Indra. ou. e sua grama sagrada. cuja oferenda tu transportas para o sustento deles. 1 2 . 2. 2. quando as pessoas se reuniam. filho da força. 7.1. E que os homens digam. não é ouvido. tu estás desejoso de conceder. vamos recitar um hino para Agni. Para cá traze esses deuses para a nossa louvação e para provar Esses presentes oferecidos. radiante Agni. ó de brilho belo. sem timidez. em uma missão dos deuses. para o oferecedor (de oblações) para os deuses. e nossas oblações para seu sustento. Quando nós partimos para o sacrifício. ele mesmo que mata Vṛtra. 5. o matador de Vṛtra. os homens chamam de afortunado em seu sacrifício. Sūkta I) O deus é Agni. tendo sido protegido. suas oblações. Suas oferendas. em cuja casa tu és o mensageiro dos deuses. Veja 1. Agni (Griffith) 1. Quando. Que os homens louvem Agni. 8. 3. (O sacrificador). Agni. A ele. Agni pode aqui ser identificado com Indra. Que. Gāyatrī. 9. Aṅgiras. em tua missão de embaixador tu partes não é ouvido som de corcel ou esforço do teu carro. 7. 1.2 ele Que ganha riqueza em cada luta. e provido de alimento. Agni.

um após outro. para o adorador. vamos repetir uma oração para Agni que nos ouve. Deus. a grande bem-aventurança de heróis fortes. o matador de Vṛtra). quando as tribos humanas se reuniam (em batalha).239 8. o ofertante vai em frente. Seguindo adiante para o sacrifício. dos deuses. ele segue adiante: Agni. Ajudado por ti. ó Agni. O homem em cuja casa tu és um mensageiro. que está atrás. E tu ganhas. que ganha o prêmio em todas as batalhas’. ó Agni. Índice ◄►Hino 75 (Oldenberg) ____________________ 4 Eu deixei sem tradução a palavra obscura snīhitīṣu. ó filho da força. 6. 9. 1. ó Agni. E que as pessoas digam ‘Nasce Agni. VARGA 21–22. 8. Nenhum ruído dos cavalos da carruagem em movimento é ouvido de modo algum. superior. 3. Quando. para cuja adoração tu concedes poder extraordinário – 5. ó Aṅgiras. para que nós possamos glorificá-los. ileso. E tu deves conduzi-los para cá. ganha a vantagem sobre aquele está à frente. e possuidor de uma boa Barhis (ou grama sacrifical). 9. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. quando tu partes em tua missão de mensageiro. o matador de inimigos (ou. 4. os deuses. ele esteja longe ou conosco – 2. .. para aquele que oferece presentes. Tu. protegido por ti o corredor torna-se destemido.4 . heroica. 7. para as oferendas sacrificais. Tal homem o povo chama de um doador de boas oblações. tu concedes dos Deuses. brilhante. preservava sua casa para o adorador. Agni. o principal em. e para cujo alimento sacrifical tu vais avidamente para te banquetear. Índice ◄►Hino 75 (Griffith) ____________________ Hino 74. AṢṬAKA I. Ele que. de modo que eles venham ansiosamente. ó resplandecente. ADHYĀYA 5. ó Deus. Parece que a palavra significa algum tipo de poderes hostis. um amigo dos deuses. HINO 74. E força esplêndida. forte. o adorador..

HINO 75. traze os deuses para o sacrifício poderoso. 2. para nós. Quem. Agni o mais sábio. é teu parente? Quem é digno de te oferecer sacrifício? Quem. Escuta o nosso mais sincero discurso. Aceita o nosso hino de som mais alto. Agni.240 Hino 75. 2. todos os deuses. Mitra e Varuṇa. Agni. Agora. na tua boca. Quem. o mais agradável para os deuses. Índice ◄►Hino 76 (Griffith) ____________________ Hino 75. A nossa oração preciosa. 3. ofereces o alimento sacrifical (aos deuses). adora. como antes. o seu bem amado Amigo tu és. Agni. és tu? E onde tu resides? 4. entre nós. E então. Um amigo a quem amigos podem suplicar. dos homens? Quem é teu servo digno? Dependente de quem? Quem és tu? 4. 5. ó Agni? Quem realiza adoração a ti? Quem és tu. ó mais sábio e melhor Aṅgiras. o alimento mais delicioso para os deuses. O parente. de muito benefício.1 Adora. ó Agni. 2. ó maior Aṅgiras. Agni (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi. VARGA 23. 3. aceitando nossas oblações em tua boca. Agni. Traze-os. nós recitaremos para ti. nós podemos endereçar (a ti) uma prece aceitável e gratificante. é teu parente. e onde tu repousas? 1 [O verso quatro das outras versões está ausente aqui. (celebra) um grande sacrifício. 1. 3. Aceita alegremente o nosso discurso mais amplamente sonoro. chefe dos Aṅgirasas. tu que.] . propiciatório dos deuses. Varuṇa. para nós. E que nós então pronunciemos para ti. de fato. Varga 23. para a tua casa. Agni (Griffith) 1. ADHYĀYA 5. o melhor adorador. Quem é teu parente entre os homens. AṢṬAKA I. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 1. Índice ◄►Hino 76 (Wilson) ____________________ Hino 75. deus e métrica. esse hino tendo quatro em vez de cinco versos na versão de Wilson. Traze para nós Mitra. está presente na tua própria residência. da humanidade. Agni. uma oração agradável para ti e bem sucedida. Derramando nossas oferendas na tua boca.

Agni (Griffith) 1. Traze com seus Baios o Senhor do Soma:3 aqui há boas-vindas alegres para o Doador Generoso.241 4. Vem para cá. 1. 4. invocador (dos deuses). tu que és o depositário e gerador de riquezas. 5. pois tu és irresistível. 3. e nos desperta. Que o Céu e a Terra. para que nós possamos mostrar hospitalidade para o concessor de prosperidade. com os deuses. Sacrifica. Tu. ó Agni. seus dois corcéis. para que tu possas cultuar os deuses para a grande satisfação deles. Agni. Agni? Qual hino de louvor nos trará a maior bênção? Ou quem ganhou o teu poder através de sacrifícios? Ou com qual propósito nós devemos trazer-te oferendas? 2. O último nome não se encontra no texto. 3. adoraste os deuses com oblações. Como. que és digno de culto. 5. um amigo deve ser magnificado por seus amigos. obteve o teu poder? Com qual intento nós podemos te oferecer (oblações)? 2. 2 . Varga 24. um sábio entre sábios. senta-te. no sacrifício do santo Manus. a métrica é Triṣṭubh. senta-te como Hotar. Senta-te aqui. Agni. e tu. os onipenetrantes. te amem: adora os deuses para obter para nós o favor deles. que é um nome bastante incomum de Indra. (Indra). Qual aproximação da mente. és o parente. ó Agni. assim. que és o transportador (de oblações). afasta as maldições dos nossos sacrifícios. 3 Indra. Índice ◄►Hino 76 (Oldenberg) ____________________ Hino 76. ó Agni. mas o deus é indicado por haribhyām. invocador veraz dos deuses. com um hino produtivo de progênie (para o adorador). Sacrifica por nós para Mitra e Varuṇa. cumpre a função de Hotṛ. Sacrifica para os deuses. por sacrifícios. (um sacrifício conforme a) a grande Ṛta. Agni (Wilson) (Sūkta III) Ṛṣi e deus como antes. Como a mente pode se aproximar para agradar-te. o amigo querido ('Mitra') dos homens.1 sê nosso precursor. Vem. Eu invoco (a ti). e sê o protetor dos nossos sacrifícios contra interrupção. ou de Potṛ. Agni. 2 com os corcéis dele. Somapatiṃ. também. Agni. tu. na tua própria casa. 1 Na câmara onde oferendas queimadas são feitas. Queima todos os Rākṣasas. com tuas chamas. sê. Traze para cá o guardião do suco Soma. para cá. (oferece as oblações) hoje com uma concha que alegra. Que o todo-expansivo céu e a terra te defendam. tu que nunca foste enganado. a ti pode ser realizada para o nosso bem? O que cem encômios podem (efetuar)? Quem. nosso líder. Índice ◄►Hino 77 (Wilson) ____________________ Hino 76. Agni. Consome totalmente os Rākṣasas.

11 A concha significa a chama de Agni. uma oferenda especialmente agradável para os Deuses. um sábio com os Sábios. 4. os todo-abrangentes.11 Índice ◄►Hino 77 (Oldenberg) ____________________ 4 Agni. HINO 76.8 Que o Céu e a Terra. com a boca. ó Agni. o grande ancestral do ser humano. VARGA 24. 3. adora hoje com concha concessora de alegria. te protejam. o Invocador mais sincero. Como com oferenda do Manus6 sacerdotal tu adoraste os Deuses. torna-te um protetor dos sacrifícios contra imprecações. Qual súplica é para o gosto da tua mente? Qual pensamento (piedoso) pode ser. o sacerdote ou portador de oblações. 9 O sacerdote humano.10 um sábio com os sábios. 5 . leva Agni ao seu sacrifício. o bom doador. por meio de suas canções. Homem. Nós preparamos hospitalidade para ele. Realiza o serviço de um Hotṛ e de um Potṛ. ó Agni. 8 Puraḥ-etā. Sê um doador e um pai de riquezas. com a concha sacrifical usada para derramar o óleo sagrado ou manteiga clarificada no fogo.242 4. e tu deves te sentar aqui com os deuses. Oferece o sacrifício aos deuses para que eles possam ser muito benevolentes para nós. agora. Tu Sacerdote com lábio e voz que nos trazem filhos foste chamado. ou seja. ó Agni.7 Índice ◄►Hino 77 (Griffith) ____________________ Hino 76. Vem para cá. 9 eu te chamo para cá. ADHYĀYA 5. literalmente. senta-se aqui como um Hotṛ. 5. levando-te (para o nosso sacrifício) com a minha boca. ó Agni. foi invocado com um hino que trará a bênção de filhos. assim. Com palavras que obtêm prole. Como tu executaste sacrifício para os deuses com o alimento sacrifical do sábio Manu. Tua é a tarefa de Purificador e Ofertante:5 nos desperta. 7 Isto é. então. ó Hotṛ altamente verdadeiro. O Purificador (Potar) e o Ofertante ou Invocador (Hotar) são dois dos dezesseis sacerdotes oficiantes. Agni. Queima todos os feiticeiros. ‘aquele que precede alguém’. com a tua concha sacrifical que dá alegria. mais agradável para ti? Ou quem ganhou para si mesmo a tua sabedoria por sacrifícios? Ou com quais pensamentos nós podemos te adorar? 2. ó venerável. Concessor e Produtor de Riqueza. Torna-te nosso líder que não pode ser enganado. 5. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. AṢṬAKA I. realiza o sacrifício hoje.4 Senta-te aqui com os Deuses. 6 Outra forma da palavra Manu. E traze para cá o senhor do Soma (Indra). 1. com seus dois cavalos baios. 10 Manus é aqui um nome próprio.

Quais (oblações) nós podemos oferecer para Agni? Qual louvor é endereçado ao luminoso (Agni). quando ele se dirige aos deuses. como um amigo.243 Hino 77. é recitado para ele o refulgente? Que. ele é o destruidor e reanimador (de todas as coisas). Que Agni. Todos os homens que reverenciam os deuses. Agni (Griffith) 1. e. e perfeito. o Arauto. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. (presente) entre os homens. Para eles ele tem dado o brilhante suco Soma para beber. observador da verdade. ele obtém nutrição (para si mesmo).3 As tribos árias piedosas em sacrifícios se dirigem primeiro a ele que é quem faz prodígios. ele é o que traz. Destruidor de inimigos. satisfeito por nossa devoção. 2 As palavras são marya e sādhu. Então que os senhores generosos. com louvores. 1. da parte do homem. aceite com amor nossos hinos e nossa devoção. 1 A expressão do texto é manasā. a extraordinária. aceite nosso louvor e culto. 3. em ritos sagrados. fiel à Lei. ‘com a mente’.2 e. como antes. que é o principal diretor de sacrifícios. mas o comentador lê namasā. a ele que é o mais constante em sacrifícios. que é agradável para os deuses. imortal. fiel à Lei. e o invocador (dos deuses). repetem o nome dele primeiro. Desse modo Agni. pois Agni. 3 Riqueza. Índice ◄►Hino 78 (Wilson) ____________________ Hino 77. o Herói mais varonil. e que. quando ele busca os deuses para os mortais. 4. um arauto em meio aos homens. tem sido louvado com hinos pelos virtuosos descendentes de Gotama. ele é o doador de riqueza inatingível. Pois ele é poder mental. que é o invocador dos deuses. etc. – aquele Agni que é imortal. amado pelos Deuses. que são dotados de força. estejam desejosos de oferecer adoração. agitem os nossos pensamentos com vigor. traz os deuses como o melhor dos sacrificadores? 2. pois Agni. o celebrador de sacrifícios. um homem. e por quem todas as coisas são conhecidas. e o destruidor de inimigos. e que aqueles que são afluentes com grande riqueza. afirmando que as letras m e n estão invertidas. Varga 25. 4. como amigo. Tragam-no com reverência para cá. e se aproximam de Agni de boa aparência. o mais auspicioso em sacrifícios. transporta oblações para os deuses? 2. e a última. o produtor. Como nós faremos oblação para Agni? Qual hino. e os adora com reverência. e por quem o alimento sacrifical tem sido preparado. o realizador de sacrifícios. os conhece plenamente bem e os adora em espírito. 1 3. . conhece aqueles (que devem ser adorados). com oblações. Tragam para cá.4 cuja força é a mais potente. o comentador explica a primeira como o matador ou extirpador de tudo. Pois ele é o realizador de ritos. Que Agni. junto com o alimento sacrifical. ‘com reverência’. 5. e observador da verdade. incitados por suas riquezas.

venha com ajuda por nossas palavras. ADHYĀYA 5. Que ele aumente o esplendor e força deles. Que aquele Agni. AṢṬAKA I. tem sido glorificado pelos Gotamas sacerdotais.. ele é direto.” 6 O professor Max Müller traduz essa parte deste modo: ‘como um amigo. foi louvado pelos Gotamas sacerdotais. o mais valoroso dos homens. como o primeiro nos sacrifícios. que ele esteja atento em sua mente. VARGA 25.. o justo Jātavedas. ele obtém crescimento. De acordo com o professor Max Müller: “Tragam para cá o Hotṛ . Pois ele é sabedoria. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. de modo que Agni possa convidar os deuses . o Hotṛ. 4. observador. se dirigem a ele. Desse modo Agni Jātavedas. ele se tornou o auriga dos misteriosos.. 5 . Índice ◄►Hino 78 (Oldenberg) ____________________ 4 Ricos patrocinadores cujos presentes encorajarão e fortalecerão as devoções dos sacerdotes. concentrados no prêmio. ele é viril. ansiando pelos deuses. e que ele (o mortal ou Agni) possa estar atento. Assim. como ele quer. por nossa devoção. 1. triunfante com riquezas. HINO 77. devem ser dirigidas a ele. ganha crescimento de acordo com seu desejo. o conhecedor. Agni. 5. Quando Agni se dirige aos deuses em nome do mortal.6 Portanto. Como nós devemos sacrificar para Agni? Quais palavras. Que ele aumente neles esplendor e vigor. etc. e que ele possa realizar o sacrifício. os clãs ários. agradáveis para o Deus.244 5. que. o maravilhoso. têm incitado constantemente as nossas preces. Tragam para cá pela adoração o Hotṛ que é o mais benéfico em sacrifícios e justo. leva os deuses até os mortais? 2. sendo imortal e justo. fiel à Ordem. Índice ◄►Hino 78 (Griffith) ____________________ Hino 77. ele é o auriga de uma enorme riqueza’. o luminoso.5 3. como Mitra. e (pela devoção) daqueles doadores generosos mais poderosos que. Ele. o melhor sacrificador..

Gotama. desejando riqueza. 4. Gotama 1 te celebra. desejoso de riquezas. a métrica é Gāyatrī.4 a ti que te livras dos nossos inimigos Dasyu: Nós te louvamos por tuas glórias. o dador de alimento abundante. forte e rápido. ou aqueles que manifestam o mérito de Agni.245 Hino 78. A ti. o melhor dos matadores de Vṛtra. HINO 78. 3. Agni. a ti que és o destruidor de Vṛtra. 1. Varga 26. 1 A palavra é Gotamāh. assim como tu és. Nós exaltamos. com (hinos) laudatórios. como Aṅgiras3 chamamos a ti o melhor ganhador do despojo: Nós te louvamos por tuas glórias. VARGA 26. de modo semelhante como Aṅgiras fez. Os descendentes de Rahūgaṅa têm recitado louvores agradáveis para Agni. e que afugentaste os Dasyus. os filhos de Rahūgaṅa. Agni (Griffith) 1. com (hinos) laudatórios. adora com louvor. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 4 Aqui novamente Agni é identificado com Indra. repetidamente. repetidamente. Nós te invocamos. repetidamente. o texto tem somente dyumnaih. ADHYĀYA 5. com (hinos) laudatórios.2 2. um dos primeiros realizadores de sacrifício. A ti. 5. A ti. nós o exaltamos. Ó Jātavedas. Conhecedor e contemplador de tudo o que existe. afirmando que o plural é usado apenas honorificamente. como tu és. 3. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e deus são os mesmos. no plural. o comentador a limita ao sentido do singular. Ó Jātavedas. – nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Uma canção agradável para Agni nós. 1. Índice ◄►Hino 79 (Wilson) ____________________ Hino 78. cantamos: Nós te louvamos por tuas glórias. com (hinos) laudatórios. nós os Gotamas te (louvamos). 5. com (hinos) laudatórios. que resides entre todas as tribos. nós oferecemos adoração. repetidamente. Índice ◄►Hino 79 (Griffith) ____________________ Hino 78. 2 Mantras é acrescentado pelo comentador. com a nossa música. com louvor. . aquele (Agni) a quem Gotama. nós Gotamas te exaltamos com canção sagrada por causa das tuas glórias. nós te exaltamos. nós te exaltamos. 3 Do mesmo modo que Aṅgiras. Como tal. 2. AṢṬAKA I. 4. adora com sua canção: Nós te louvamos por tuas glórias. ‘com brilhantes’.

para) que a riqueza que fornece alimento possa ser nossa! 6. é suprida pelo comentário. então Mitra. providas de alimento. como Aṅgiras fez. o deus d os outros tercetos é Agni. o deus do primeiro é o Agni da região do meio. muitos. Ó tu cuja boca (arde) com muitas (chamas). – como beber. Concede-nos. quando isso é feito. acompanhados pelos moventes (Maruts). quando a chuva é derramada. que sejam desejáveis (para todos). Ele. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Agni. verdadeiro. riquezas que afastem a pobreza. 5. Gotama. Gāyatrī. deve ser louvado por nossos hinos. ou uma parte do Sāma. lavar. Agni de aspecto afiado. com (gotas) encantadoras e sorridentes. . filho da força. que é sábio. (Nós adoramos a) ti. Gotama desejoso de riquezas exalta a ti. O deus de cabelo dourado Agni é o agitador das nuvens. Nós os Rahūgaṅas recitamos um discurso afetuoso para Agni.3 para (o desfrute da) água. segundo o comentador. Agni (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é o mesmo.5 8. e o concessor de residências. mas para acentuar aquela de Agni. destrói completamente os Rākṣasas. 5. não para depreciar a excelência de Uṣas. por ti mesmo. afugenta (todos os perturbadores do rito). A chuva desce.246 2. em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Nós te chamamos. as nuvens trovejam. As manhãs não sabem (das chuvas). pessoas. Aryaman. mas prajāh. se movendo com a velocidade do vento.1 como (pessoas) honestas. guarda-nos com a tua proteção. tu que conheces tudo o que existe. mas isso é dito. 7. golpeiam contra (a nuvem). assim chamada. de acordo com um nome comum de Agni. 4 Purvaṇīka. o derramador preto de chuva rugiu. perfuram a membrana (que envolve). Agni. em sua manifestação de relâmpago. e que não possam ser tiradas (de nós). Varga 27. Jvālājihva. Os (raios) caindo. de Vṛtra). e semelhantes. que. Agni. ou tercetos. 5 Gāyatra. 2 Satyāḥ. assim como tu és. pelos modos mais diretos. Varuṇa. Brilhante Agni. 2.) nutre o mundo com o leite da chuva.2 que. Agni. ou relâmpago. Índice ◄►Hino 79 (Oldenberg) ____________________ Hino 79. 4. senhor do alimento e do gado. o resplandecente Agni. em seu caráter geral. em todos os ritos. dos dois últimos. 3. de puru. Uṣṇih. 1. e o conduz. como tu és. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. A aurora não participa na operação. ou a métrica Gāyatrī. e os circundantes (tropa de Maruts). (propiciado) pela recitação do hino métrico. ou (teus servos). o maior ganhador de saque. no útero da nuvem. de dia ou de noite. em todos os combates (com nossos inimigos). 1 Agni. do segundo. Quando esse (o relâmpago. 3. face ou boca: as chamas são compreendidas. por perfurar as nuvens. o maior destruidor de inimigos (ou. de língua de chama. que lanças os Dasyus para longe – nós te louvamos. a métrica d o primei ro deles é Triṣṭubh. 4. o fogo etéreo ou elétrico. dá-nos sustento abundante. resplandece com um brilho esplendoroso. deves ser louvado. e anīka. o hino consiste em quatro T ṛcas. ou progênie. tal como tu és. 3 Ou usos. e.4 brilha (de modo propício. sincero: não há substantivo. toma parte na produção de chuva. estão concentradas em seus próprios trabalhos. com sua canção. se banhar. Varga 28. (o aguaceiro) vem. e.

Parijman enchem totalmente o couro onde se encontra a pedra de prensagem inferior. Ele. Queima. Teus lampejos bem alados tornam-se fortes em sua forma. Ó Agni. digna da nossa escolha.7 2. que aquele que nos prejudica. com boa compreensão. riqueza. aceso. por nós. Agni. ó Jātavedas. quando o Touro Preto berrou8 em volta de nós. expulsa os Rākṣasas. e é comparado a uma mãe de família ativa por causa de seu emprego para propósitos domésticos. 3. e sê tu. tu de muitas formas. Aryaman. e o fogo doméstico para propósitos religiosos e uso comum. uma serpente furiosa. contra os Rākṣasas. Ele no espaço do ar tem cabelos dourados. 8 Isto é. 7. Agni de mil olhos. conduzindo pelos caminhos mais diretos da Ordem. quando as nuvens escuras de chuva trovejaram. Invencível em todas as nossas lutas. conhecendo bem a manhã. É dito que ele conhece a manhã por ser reaceso para sacrifício no amanhecer. 9 Quando ele vai até os deuses com o leite da adoração.247 9. Afiado e rápido Agni. riqueza. Tua graça. desejando felicidade oferece tuas canções compostas com cuidado Para Agni de chamas pontiagudas. trabalhadoras ativas. Quando ele vai fluindo com o leite da adoração. 11. o qual identifica Agni com Indra. como damas ilustres. como a tempestade avançando. 11. ó Agni. Parijman. 6 . O significado exato da última metade da segunda linha é obscuro.) com hinos sagrados. 10. Concede-nos. os deuses mandam chuva abundante. e (louvado. ó Agni. para Agni de chamas afiadas. concedendo alegria. brilha radiantemente sobre nós. 9. favorece-nos. Agni. desejoso de prosperidade. 5. bom e sábio. Agni. Agni. deve ser exaltado em nossa música: Brilha. tu que és o senhor da riqueza em vacas. Sahasrākṣa. Puramente refulgente. Ó Agni. afugenta para longe os Rākṣasas: A tradução literal do epíteto do texto. 8. Traze-nos riqueza que sempre conquista. Filho de Força. tu cujos dentes são afiados. oferece. grande renome. preces e louvores puros. o circundante. 6. perto ou longe. é nesse lugar o Vento tempestuoso. Gotama. Índice ◄►Hino 80 (Wilson) ____________________ Hino 79. 12.9 4. Agni. para nós. brilhando por ti mesmo. de noite e quando a manhã irrompe. Varuṇa. para que nós possamos viver. verdadeiras. Agni (Griffith) 1. de mil olhos. as nuvens proferem seu trovão. Mitra. Ó Gotama. e (nos) sustentando por toda a vida. com a tua ajuda. Adorável em todos os nossos ritos. Com gotas que abençoam e parecem sorrir ele vem: as águas caem. Quando o grande hino é cantado. pela tua graça riqueza que dá sustentação para toda a nossa vida. 12. Que caia o homem.) celebra o louvor deles. Dá-nos. 10. ele (o invocador dos deuses.6 que vê tudo. que nos ataca de perto ou de longe: Reforça-nos e nos torna prósperos. o Viajante. (propício) para o nosso progresso. para o nosso sustento. mas Sāyaṇa o interpreta como ‘tendo chamas incontáveis’. pereça. a rica oferenda sacrifical. Concede-nos. 7 Agni é mencionado aqui como em suas três formas: o Sol de cabelo dourado. o relâmpago serpentiforme.

grande glória. ó (deus) de muitas faces. um sábio. 9. e. 5. a qual possa ser sempre vitoriosa. brilha para nós para que as riquezas possam ser nossas. Abençoa-nos. 14 As mulheres podem ser as pancadas de chuva.14 As névoas voam. Reinando à noite por teu próprio poder. Leva-nos somente para o progresso. ó Agni. 11. o touro preto 13 urrou. Agni. que és senhor dos despojos. 3. concede-nos. e tem piedade de nós para que nós possamos viver. Que aquele que tenta nos prejudicar. excelente e invencível em todas as batalhas. ó Deus de dentes afiados. nos caminhos mais retos de Ṛta. 15 Não parece provável para mim que upara signifique aqui a pedra de prensagem inferior. um Vasu. tu a quem reverência é devida em todas as nossas orações. Agni. AṢṬAKA I. Agni. ó Agni. com as tuas bênçãos. Agni de mil olhos. que se expande com o leite de Ṛta. ó Agni. 10. como o fogo do relâmpago. Ele veio como se com as (mulheres) generosas sorridentes. Ou elas poderiam ser entendidas como as auroras. apresenta palavras purificadas.15 4.248 Ele canta. 8. Agni. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. traze canções para Agni de chama afiada. riqueza que possa durar toda a vida. então Aryaman. 1.12 2. VARGA 27–28. por tua bondade. a nuvem trovejante. aparece o relâmpago. 12 As águas? Ou as auroras? 13 Parjanya. O de cabelos dourados no espaço da atmosfera. o filho jovem da força. sempre ativas e verdadeiras. Índice ◄►Hino 94 (Oldenberg) ____________________ 10 O professor Max Müller observa com relação a essa parte: quando o céu envia a chuva. arauto digno de louvores. 12. quando aqui (tudo isso aconteceu). 11 . que é para ser magnificado por palavras (virtuosas). rico em vacas. Por teus avanços os (pássaros) belamente alados foram menosprezados. desejoso da graça dele. 6. Mitra e Varuṇa. Ó Gotama. Dá-nos. O Hotṛ louvável (Agni) é glorificado. perto ou longe. ao romper da aurora. que reside entre todas as tribos. quando a nossa canção Gāyatra é apresentada (para ti). 7. Traze-nos riqueza. caia. Isto é. Índice ◄►Hino 80 (Griffith) ____________________ Hino 79. enchem a bolsa de couro (a nuvem) no útero da (atmosfera) inferior. Quando eles conduziram a ele. HINO 79. ADHYĀYA 5. Estando aceso. queima contra os feiticeiros. ele que é como as (deusas) gloriosas. ele que anda em torno da Terra.10 a cobra rugidora.11 está acelerando (pelo ar) como o vento. afugenta os Rakṣas. ó Jātavedas. as nuvens trovejam. o observador brilhantemente resplandecente da aurora.

manifestando tua própria soberania. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é Gotama. sustentadora de vida.4 manifestando tua própria soberania. Indra. Esse céu e a terra tremeram. não do culto. juntos. te animou. quando derramado. tua força. golpeou. 11. 4 O comentário diz que Vṛtra tinha assumido a forma de um veado. que o comentador interpreta como o Brâmane. quando o sacerdote1 tinha te exaltado dessa maneira (por meio de louvor).) enfrentaste. e dois funcionários denominados Sadasya e Śamitṛ. como antes . 2 . de fato. o raio de ferro de muitos gumes caiu sobre ele. destrói homens.] 7 Os dezesseis sacerdotes empregados em um sacrifício. honrando. manifestando tua própria soberania. tendo as asas de um falcão. Varga 29. o queixo do tremente Vṛtra. 5 Colocado em lugar de qualquer número indefinido. por causa da tua ira. tendo matado Vṛtra. o que faz trovejar. Varga 30. tua bravura é indiscutível. tu mataste Vṛtra por tua destreza. Ahi da terra. por teu vigor. manifestando tua própria soberania. 3. ataca. ele libertou as águas. Tu cortaste Vṛtra a partir da terra. prakaṭayam: svasya svāmitvam prakaṭayam. mas nada mais a respeito desse incidente ocorre. 9. 4. a métrica é Paṅkti. acompanhado pelos Maruts. deseja fornecer os meios de sustento para seus amigos. e o estimulante suco Soma (tinha sido bebido). tu expulsaste. tornando manifesto seu próprio domínio ou supremacia. cem (sábios) o glorificam repetidamente. a oblação é erguida. em tua força. O primeiro termo geralmente significa adorando. mas o comentador apresenta. Indra o atingiu. O furioso Indra. 6. O refrão dessa e de todas as outras estrofes desse hino é arcann anu svarājyam. Vṛtra e o raio (que ele lançou). 13. com habilidade (superior). 7. como seu equivalente. com seu raio. e manifestando sua própria soberania. 8. subjuga. vinte7 cantaram hinos (em seu louvor). 1. libertando as águas para fluir. mataste aquele cervo enganador. Poderoso manejador do raio. no templo. o Yajamāna e sua esposa. Indra. com sua força. que foi trazido pelo falcão. aquele que faz trovejar. Varga 31. e. Teu raio não pode falhar. Vṛtra não intimidou Indra com seu tremor. exultante. tu derrubaste Vṛtra do céu.3 (do céu). manifestando sua própria soberania. a tua força. Indra conduzido em nuvem. 3 O comentador diz que ele foi trazido do céu pela Gāyatrī. 6 [O mesmo como na nota acima. determinada a matar Ahi. Mil6 mortais o adoraram. de modo que. com a qual. (Agora) solta a chuva limitada pelo vento. 1 O Brahmā. A força está depositada em teus braços. (Indra) manifestando sua própria soberania. manifestando tua própria soberania. com teu raio. ganha as águas. foi mostrada nos céus. quando. Teus raios se espalharam amplamente sobre noventa e nove rios: 5 notável é tua destreza. então. mas o deus é Indra.2 2. Indra. 12. Quando tu (Indra. manejador do raio. manifestando sua própria soberania. provavelmente. Assim. Indra superou. manifestando tua própria soberania. e do céu. a força de Vṛtra.249 Hino 80. Aquele suco Soma extremamente estimulante. das cerimônias da assembleia. visto que tu. manifestando tua própria soberania. diretores. com seu raio de cem gumes. 10. manifestando tua própria soberania. enfrentando-o. Mata Vṛtra. Apressa-te. 5. manifestando tua própria soberania. grande é sua coragem. ou seu clamor.

o filho de Atharvan. 3. vinte gritam o hino de louvor. Aquele que faz trovejar. para Indra a oração tem sido exclamada. congregados naquele Indra. Manus sendo o progenitor de toda a humanidade. Indra. 13 As muitas águas obstruídas por Vṛtra. enfrenta o inimigo. e a força está estabelecida em teus braços. pela tua fúria. e libertou as águas desobstruídas para correr. 15. Manuṣ pitā.250 14. Ao teu grito.6. 7.11 alegrou a ti. ou Dadhyac9 se empenhassem. Do mesmo modo como antigamente. a menção de quem. 16. O comentador completa a sentença como no texto. A poderosa dose de Soma derramando-se. tremeram. 8. todos. sê valente. 11 É dito que o Soma foi trazido do céu por um falcão. – poder com poder mais forte. e poder. residindo) longe. do céu. louvando o seu próprio domínio imperial. louvando o teu próprio domínio imperial. 12 O demônio Vṛtra. tu derrubaste Vṛtra das torrentes. Quem (conhece a ele. Indra. ou o pai Manus. manifestando tua própria soberania.12 louvando o teu próprio domínio imperial. Indra. busca a prosperidade para os amigos. Indra. louvando o teu próprio domínio imperial. teu raio de trovão não é impedido. pois tu com tua força insuperável mataste o animal traiçoeiro. expulsaste pela força o Dragão10 da terra. 5. ele matou Vṛtra e libertou as torrentes. em alegria selvagem o Brahman te exaltou: Tu. um dos demônios da seca. todas as coisas. Indra. ó Trovejador. louvando o seu próprio domínio imperial. é um Ṛṣi famoso. o golpeaste. Essa foi a sua façanha valorosa. louvando o seu próprio domínio imperial. louvando o teu próprio domínio imperial. Com o raio de cem juntas Indra o golpeou nas costas. louvando o seu próprio domínio imperial. faze as águas tuas. assim. 4.93. louvando o teu próprio domínio imperial.8 em sua força? Pois nele os deuses têm concentrado riquezas. o mais poderoso armado com o trovão. e. manifestando sua própria soberania. e veneração. 10 A grande serpente Ahi. O furioso Indra com seu raio de trovão. Indra (Griffith) 1. ou Dadhīci. sendo. suas oblações e seus hinos eram. 9. 6. poder invicto é teu. Lançador da Pedra. 9 . até Tvaṣṭṛ tremeu de medo. Que essas águas que nutrem a vida fluam acompanhadas pela hoste Marut. é o teu poder de herói. 2. Louvam-no mil de uma só vez. Nós não conhecemos. louvando o teu próprio domínio imperial. trazida pelo Falcão. manejador do raio. literalmente: que – com vigor – longe. avançando no inimigo. em qualquer ato de culto que Atharvan. A coragem. Centenas têm cantado alto para ele. manifestando sua própria soberania. Ao longe sobre noventa grandes rios13 os teus raios foram lançados amplamente. Dadhyac. enquanto se regozijando no suco. grandioso. que em tua força. Indra derrotou o poder de Vṛtra. 8 A expressão é muito elíptica. bateu impetuoso nas costas do tremente Vṛtra. ko vīryā paraḥ. Compare com 1. Tu golpeaste Vṛtra da terra. 10. o onipresente Indra. com toda a certeza. subsequentemente. móveis ou imóveis. Índice ◄►Hino 81 (Wilson) ____________________ Hino 80. é tua força: para Vṛtra. Desse modo no Soma. ocorre mais de uma vez. Avança.

Mas Vṛtra não amedrontou Indra com seu tremor ou seu rugido de trovão. louvando o seu próprio domínio imperial. 14. quando. 13. .15 Índice ◄►Hino 81 (Griffith) ____________________ 14 Atharvan é o sacerdote que inicialmente obteve fogo e ofereceu Soma e preces para os Deuses. como antigamente. o que faz trovejar. nele. 12. Quando com o trovão tu fizeste teu dardo e Vṛtra se encontrarem em guerra. Indra. a prece e louvor deles juntos naquele Indra se reúnem. até mesmo esse grande Par de Mundos tremeu de pavor pela tua ira. Não há. perspicácia.251 11. Sim. louvando o teu próprio domínio imperial. 15 O refrão: ‘louvando o seu próprio domínio imperial’ não está sempre em conexão sintática com o verso do qual ele forma a conclusão. 15. os deuses têm acumulado virilidade. Continuamente. Dadhyac14 realizavam. Quando no teu grito. louvando o seu próprio domínio imperial. 16. ó Indra. cingido de Maruts. foi estabelecido firme no céu. desejoso de matar o Dragão. Manus pai de todos. louvando o seu próprio domínio imperial. Manus ou Manu é o progenitor da humanidade. até Tvaṣṭar estremeceu pela tua ira e tremeu de medo por causa de ti. louvando o teu próprio domínio imperial. força e poder. qualquer rito que Atharvan. ó Armado com o Trovão. o teu poder. alguém que ultrapasse Indra em sua força. em nosso conhecimento. Sobre ele aquele raio de ferro caiu violentamente com suas mil pontas. louvando o teu próprio domínio imperial. todas as coisas fixas e móveis estremeceram. Dadhyac é filho dele. tu mataste Vṛtra com tua força.

Indra tem aumentado sua força. deus e métrica. tem sido aumentado. 1. e enriquecer o outro. Ele encheu o espaço da terra e do firmamento. tuas criaturas. conceda (esse alimento) para nós. Indra. senhor de todos. 3. 2.252 Hino 81. De aparência agradável. em força e satisfação. O justo realizador de atos (virtuosos) é o doador de rebanhos de gado para nós. 5. Coloca-nos. como antes. Indra. Indra. herói. o matador de Vṛtra. em afluência. – ‘uma divindade. Índice ◄►Hino 82 (Wilson) ____________________ 1 O comentador explica isso. Atrela teus cavalos. para que tu possas destruir um. o protetor. ou nascerá. junto conosco. Poderoso através de sacrifício. assim como nos pequenos. a riqueza passa para o vitorioso. (com sua glória). tu és o exaltador dos humildes. Nós sabemos que tu (és) o possuidor de vastas riquezas. Que ele nos defenda em batalhas. tendo um belo queixo. Pois tu. mas. A noção é bastante clara. aumenta’. ó herói. Continuação do Anuvāka 13. Sūkta VIII) O Ṛṣi. embora ‘aumenta’ seja a tradução literal de pravardhate. portanto. Ninguém semelhante a ti jamais nasceu. Essas. Indra. . cuidam (das oblações) que podem ser compartilhadas por todos. com as duas mãos. Indra. Indra: tu tens mantido o universo. Desfruta. tu dás (riquezas) para o adorador que te oferece oblações. ela expressa seu significado apenas incompletamente. isto é. 4. e possuindo corcéis (brilhantes). Tu. muitas centenas (de tipos) de tesouro: afia (os nossos intelectos). 6. temível (para inimigos). Traze a riqueza deles para nós. e dirigimos a ti nossos desejos. que é abundante. ele empunha o raio de ferro em suas mãos contíguas. Distribui tua prosperidade. Que Indra. partilhando do alimento sacrifical. se torna mais forte e poderosa. da libação derramada. 8. obtendo vigor por meio de louvor. Varga 2. pela (adoração dos) homens. pois tua riqueza é abundante. os que humilham o orgulho (do inimigo).1 Nós o invocamos em grandes conflitos. Pega. 7. para (a nossa) prosperidade. 9. para que eu possa obter (uma parte) das tuas riquezas. para (o aumento da nossa) força e bem-estar. Varga 1. Quando surge a batalha. nosso protetor. traze-nos opulência. que devolve para o dador (de oblações) o alimento que é apropriado para mortais. és uma hoste. tu és o concessor de muitos saques. ele fixou as constelações no céu. sabes quais são as riquezas daqueles homens que não fazem oferendas. quando recebendo frequente alegria (por causa das nossas libações). Indra (Wilson) (Sexto Adhyāya. Sê.

Indra. a ti nós enviamos os desejos dos nossos corações: sê. és um guerreiro. nós invocamos em batalhas sejam grandes ou pequenas: que ele seja o nosso apoio em atos de poder. Os homens2 têm elevado Indra. Torna-nos perspicazes. ninguém como tu. o saque é colocado diante do corajoso. mantêm para ti tudo o que é digno da tua escolha. faze-nos ricos. Herói. Tu cresceste poderoso sobre todos. e nos traze riqueza. o matador de Vṛtra. 5.3 Indra. tu ajudas o sacrificador. Indra (Griffith) 1. de queixo forte. Tu. ele nas mãos unidas por causa de glória empunhou seu raio de ferro. 3. tu és dador de abundantes despojos. 6. Quando guerra e batalhas estão em andamento. o nosso Protetor. Ninguém como tu jamais nasceu. Poderoso através da sabedoria. Indra. . Atrela os teus Baios que correm selvagemente. nascerá. A quem tu matarás e a quem enriquecerás? Ó Indra. de fato. a ele. de coração honrado. Teus adoradores aqui. em cada momento de êxtase nos dá rebanhos de vacas. Reúne em ambas as tuas mãos para nós tesouros de muitas centenas de tipos. a riqueza dos homens que não oferecem presentes: traze para nós aquela riqueza deles. Nós sabemos que tu és Senhor de grande riqueza. portanto. tu dás ampla riqueza ao ofertante. como ele quer. Fortalecendo até os fracos. Descobre tu. 9. Revigora-te. como Senhor. à alegria e força. 2. 8. Distribui – abundante é a tua riqueza – para que eu possa compartilhar da tua generosidade. Essas pessoas. Índice ◄►Hino 82 (Griffith) ____________________ 2 3 Os sacerdotes ministrantes que exaltam e fortalecem com oblações. 7. sublime. forneça a sua ajuda para nós. ele tem se desenvolvido em força. Ele. Ele encheu a atmosfera terrestre e pôs as luzes no céu. 4. com o suco derramado em busca de generosidade e de força. Herói. Senhor dos Cavalos Baios.253 Hino 81. Que ele que dá para o ofertante o alimento sustentador de homens do inimigo. terrível.

6. em direção àqueles que desejam a tua presença. o nome de uma mistura de cevada frita. manejador do raio. Rapidamente. dirige-te. Indra. 2. (Teus adoradores) têm comido o alimento que tu tens dado. Os sucos derramados e excitantes têm animado a ti. vem agora com o carro fartamente carregado de acordo com nosso desejo. atrela teus cavalos rapidamente. junge teus dois Cavalos Baios. junge teus dois Cavalos Baios. o rico e generoso. e têm se regozijado. nós reverenciaremos a ti que és tão belo de se olhar. Maghavan. Indra. 1.2 Rapidamente. 5. Ouve com benevolência nossas músicas. Pātraṃ hāriyojanaṃ. Eles4 têm comido bem e se regozijado.3 não sejas negligente. Eu arreio teus corcéis de crina longa com preces (sagradas). (em teu carro). sábios autoiluminados têm te glorificado com pensamentos louváveis. Aproxima-te. junge teus dois Cavalos Baios. 3. não sejas o contrário daquele deus auspicioso que tu tens sido sempre para nós. Glorificado dessa maneira.1 Visto que tu tens nos inspirado com discurso correto. de acordo com Sāyaṇa. Índice ◄►Hino 83 (Wilson) ____________________ Hino 82. atrela teus cavalos. até a tua amada esposa. Portanto. Indra (Griffith) 1. 3 Indra. Indra. exceto na última estrofe. dirige-te. Ele em verdade subirá no carro poderoso que encontra as vacas. que teus corcéis sejam atrelados à esquerda e à direita. os amigos têm surgido e ido embora. na qual ela é Jagatī. a métrica é Paṅkti. atrela teus cavalos rapidamente. Parte.254 Hino 82. 4. Como tu nos fizeste cheios de alegria e nos deixas solicitar-te. Indra. cheio de nutrição. que pensa sobre a tigela bem cheia. quando alegrado pelo alimento (sacrifical). Agora. toma as rédeas em tuas mãos. regozija-te. um prato ou pátera cheio de hariyojana. Que ele suba naquela carruagem que derrama (bênçãos). e. Agora. e têm tremido através dos (corpos) preciosos deles. 4 Os adoradores. e que fornece o recipiente cheio da mistura de suco Soma e grãos. agora. ou outro grão. Louvado desse modo por nós. Indra. cheio de tesouro. Maghavan. atrela teus cavalos rapidamente. e concede gado. Nós te louvamos. Indra. Desse modo. 4. Varga 3. não sejas diferente (do que tu tens sido até agora). Maghavan. atrela teus cavalos. em tua carruagem. Indra. 2. e ouve os nossos louvores. Os sábios luminosos em si mesmos têm te louvado com o hino mais recente deles. Indra (Wilson) (Sūkta IX) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. 1 2 . Portanto. o que atrela os Corcéis Fulvos. Maghavan. tu és solicitado com ele. Realizador de muitos atos (sagrados). junge teus dois Cavalos Baios. e suco Soma. que olhas benignamente (para todos). 3. Isto é. com tua esposa. Agora.

e então. nós encontramos colocações forçadas. ou por movimentos progressivos. que olham para baixo. bem satisfeitos ao verem-na cheia com a libação planejada. obtiveram toda a riqueza de Paṇi. derramando oblações (para ti). Índice ◄►Hino 83 (Griffith) ____________________ Hino 83. Enriquece-o com bens abundantes. desejosos que lhes seja apresentada. assim eles (os deuses) olham para baixo (para ela). o que faz trovejar. e vacas. como noivos (anseiam por suas noivas). Indra (Wilson) (Sūkta X) Ṛṣi e deus como antes. O homem que é bem protegido. aproxima-te da tua amada Esposa. Desse modo avaḥ paśyanti. e alusões elípticas e obscuras. como é habitual nas métricas mais elaboradas. (e reside) em uma mansão onde há cavalos. Que. Quem é levado? E para onde? A concha. o alimento sacrifical. então o sol brilhante.255 5. ‘o sol apareceu. 6. e deseja por eles.3 Atharvan recuperou o gado. Agora. Varga 4. O texto. tu os seguras em ambas as tuas mãos. pois não é muito inteligível como as águas deveriam conceder. colocados juntos em conchas. 1 . ‘os deuses levam aquele que é satisfeito. 2 Nessa estrofe. ou em uma direção leste. por teus cuidados. como a luz difusa (desce para a terra). ou mesmo possuir. cheia com a oblação. (o adoraram) com um rito muito sagrado. pela libação. para o sacrificador. Indra. O mesmo caráter de brevidade e obscuridade permeia todo o hino. Senhor dos Cem Poderes. de modo que (o sacrificador). de todas as direções. comentário acrescenta ‘desce para a terra’. Atharvan descobriu primeiro. é o primeiro que vai para (aquela onde há) vacas. para o oceano. imperturbado. tens te regozijado com Pūṣan e tua Esposa. a métrica é Jagat ī. pelas adições do comentador. com fogo aceso. Com os quais no êxtase do suco. tem somente ‘como luz difusa’. (para o altar). Kāvya Āpo * vicetasaḥ. 2. como os rios inconscientes1 fluem. e (outros) animais. para a concha sacrifical. permanece (empenhado) no teu culto. junge teus dois Cavalos Baios. composta de cavalos. As doses de suco excitante derramadas te alegram: tu. ‘eles olham para baixo’. assim como a noiva ou donzela. 3 Ājani. o apreciador de atos virtuosos. e é próspero: pois. 1. Na frase seguinte. é dito. como noivos se deleitam’. Mas isso significa. 4. são acrescentados pelo comentário. é tornado específico por acrescentar devāḥ. por (movimentos) progressivos. Indra. por meio de sacrifícios. mas parece preferível compreender o prefixo vi em seu sentido de privação. poder auspicioso é concedido. o caminho (do gado roubado). como diz o comentador. os instituidores (da cerimônia). pelo comentador ‘as fontes de conhecimento excelente’. além disso. e oferecidos conjuntamente para ti. para iluminar o caminho para a caverna onde as vacas estavam escondidas’. Os deuses a transportam. o altar. 5. Indra.2 3. Os Aṅgirasas prepararam primeiro (para Indra). Com a prece sagrada eu uno teu par de Baios de crina longa: vem para cá. nasceu. ‘os deuses’. inteligência. O epíteto é explicado. nós temos. Tu tens associado. transformadas imperfeitamente em algo inteligível. e estão impacientes para desfrutar dela. palavras de louvor sagrado com ambos (o grão e a manteiga da oblação). teus Corcéis sejam atrelados à direita e esquerda. De modo semelhante como as águas brilhantes fluem para a concha sacrifical. eles.

2. Yama parece aqui representar o Sol nascente. que participava da cerimônia. Der Mythus des Yama. como as águas de todos os lados vistas claramente de longe enchem totalmente o Sindhu. se o sacerdote repete o (verso) sagrado. com Bhṛgu. 3. As Águas celestiais não se aproximam da taça sacerdotal: elas somente olham para baixo e veem o quão longe o ar está expandido. ou o hino faz a sua voz de louvor soar para o céu. um casal. Indra se regozija. Os homens juntos encontraram a riqueza acumulada de Paṇi. se a pedra (que espreme o suco Soma) soa como o sacerdote que repete o hino. Se a erva sagrada é cortada (para o rito) que traz bênçãos. guardião da Lei. Atharvan primeiro através de sacrifícios planejou os caminhos. Veja Ehni. Vamos honrar com oferendas o nascimento do imortal Yama. 5 O texto tem somente mithunā.51. 5. o homem mortal. Uśanā Kāvya8 conduziu o rebanho diretamente para cá. 6. Bênção louvável tu tens colocado sobre o par que te serve com concha erguida. Primeiro os Aṅgirases ganharam força vital para si mesmos. que nasceu para reprimir (os Asuras). somente que Uśanas era da família de Bhṛgu. talvez significando. cujos fogos foram acesos através de boas ações e sacrifícios. 9 O sentido da última metade do segundo verso é obscuro. os deuses levam o homem piedoso até eles: como pretendentes eles se deleitam com quem ama oração. 8 Um célebre Ṛṣi antigo. o qual também identifica Kāvya com Uśanas. quando a pedra ressoa como se fosse um cantor hábil em louvor.4 Vamos adorar o imortal (Indra). de acordo com o comentário. teu poder traz bênção para o sacrificador que derrama presentes. em todas essas ocasiões. 4 . A palavra aparentemente significa aqui o oferecedor do sacrifício e sua esposa. Sāyaṇa a explica como os grãos e a manteiga da oblação.256 (Uśanas) estava associado com ele. Quando a erva sagrada é aparada para auxiliar o trabalho auspicioso. – Indra de fato se deleita quando esses se aproximam dele.9 6. surgiu o Sol amoroso.6 o gado. Com a mais ampla riqueza tu o enches. Indra (Griffith) 1. segue em primeiro lugar na riqueza de cavalos e de vacas. 6 O demônio avaro que retém a chuva. e o último. Indra. no sacrifício (brilhante).5 Não contido ele habita e prospera em tua lei. contudo. Veja 1. Índice ◄►Hino 84 (Griffith) ____________________ Com Indra. Ludwig a traduz: ‘Busquemos obter por meio de sacrifício a imortalidade que surgiu de Yama’. p. Índice ◄►Hino 84 (Wilson) ____________________ Hino 83. 62. e a profusão de cavalos e de vacas. bem protegido pela tua ajuda. 7 Para o Sol nascente percorrer.10. homem e mulher. 4.7 então.

as gotas de qual (bebida) transparente fluem na tua direção. o décimo nono verso está na Bṛhatī. rapidamente. como se sobre uma cobra enrolada?2 Quando Indra ouvirá os nossos louvores? Ó! 9. dirigem o raio destrutivo dele contra os inimigos dele. Ó!1 8. pois teus cavalos foram atrelados por oração. Indra. sobre o homem que não oferece oblações. Indra concede força formidável para aquele que o adora. como o sol enche o firmamento com seus raios. Desejosas do contato dele. 12. uma vez. aproxima-te. 1. tu atrelas teus cavalos. vivia. 2. As primeiras seis estrofes estão na medida Anuṣṭubh. como nós teremos oportunidade subsequente para notar (Hino 116). mas ele é. residindo conforme. e as próximas três. Indra. na Triṣṭubh. e se nada dele tinha sido deixado para trás. permanecendo (em seus estábulos). para ti. o potente que humilha (teus inimigos). 2 O texto tem kṣumpa. elas celebram suas muitas façanhas. que é de bravura irresistível. uma interjeição de chamado. imortal. mas a métrica é diversificada. que as gotas vertidas o alegrem. 11. Que a pedra (que esmaga a Soma) atraia. 5. as três seguintes. Ofereçam culto. Indra (Wilson) (Sūkta XI) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. Aquelas vacas inteligentes reverenciam a bravura dele com a adoração (de seu leite). eles cobriram a terra inteira. na Uṣṇih. para os louvores e sacrifícios de sábios e de homens. filho de Atharvan. O texto é vasvīr anu svarājyam. 4. na câmara de sacrifício. Varga 5. na métrica Satobṛhatī. como uma planta espinhosa. não há ninguém melhor auriga do que tu. por meio de seu som. Quando. – como um exemplo para posteriores (adversários). 4 Dadhyac. na Gāyatrī. 3 Esse. com seu pé. Indra. ninguém. Ele narra que. com os ossos de Dadhyac.257 Hino 84. também chamado Dadhīca ou Dadhīci é um sábio renomado em lenda purânica. e o vigésimo. explicado. mais comumente. seu próprio domínio. assim derramado. enquanto Dadhyac. prestem adoração à força superior dele. 6. Indra. Bebe. – permanecendo (em seus estábulos). 13. permanecendo (em seus estábulos). matou noventa vezes nove Vṛtras. na Paṅkti. Que os cavalos dele tragam Indra. literalmente. Quando ele pisará. de quem é dito que seus ossos formaram o raio de Indra. 7. os Asuras eram intimidados e tranquilizados pela aparência dele. essa libação excelente. ensinado o 1 . Nesse lugar a história contada pelo comentador também difere um pouco. mas. propriamente. Varga 6. 3. elas estão expectantes da soberania dele. recitem hinos (em seu louvor). ninguém é igual a ti em força. foi informado de que a cabeça de cavalo com a qual ele tinha. Ó! 10. Ele que sozinho dá prosperidade ao homem que lhe oferece oblações é o soberano indiscutível. associadas com o generoso Indra. As vacas brancas bebem do suco Soma doce. estimulante. tua mente em direção a nós. que constitui o refrão do terceto. elas estão expectantes da soberania dele. embora de bons cavalos. A história parece ter variado da lenda vêdica original. que são amadas por Indra. Indra. as vacas leiteiras.4 Esse verso e os dois seguintes terminam com o termo não conectado aṅga. perguntando o que havia acontecido com ele. te ultrapassou. quando ele tinha ido para Svarga. Que a energia te sacie (pela libação). para Indra. tendo preparado libações. O suco Soma foi espremido.3 Varga 7. ou de acordo com. e. elas estão expectantes da soberania dele. por causa de beleza. as três próximas. o qual o comentador interpreta como ‘rápido’. se regozijam. é bastante obscuro. as três seguintes. aquelas vacas malhadas diluem o suco Soma com seu leite. Matador de Vṛtra. Indra. sobe na tua carruagem.

e desse modo dissipa a escuridão à noite. seu corpo. como explicado de outra maneira. como no texto ‘As Ṛtus são os principais sacrifícios’. e ela foi encontrada no lago Śaryaṇāvat.6 17. De acordo com o Nirukta II. quando Indra está perto)? Quem é prejudicado (por seus inimigos)? Quem está apavorado? Quem está ciente que Indra está presente? Quem. está presente. o comentador. em cujas bocas há flechas. brilhantes. a qual trata de traduzir kah por Prajāpati. Desejando a cabeça do cavalo escondida nas montanhas. 8 alguma vez serem prejudiciais para nós. e sê favorável ao mortal (que te adora). Quem louva o fogo (sacrifical. de fato. Poderoso Indra. “o brilho solar. que somos familiarizados com preces. com os ossos da caveira. animadoras do coração. todos os tipos de riquezas. e gāh por palavras do Veda. em vez de cavalos. que presidem sacrifícios’. escondido pela noite. não deixes tua tesouraria. a luz de Tvaṣṭṛ. emitidas da boca. e produtivas de felicidade: o adorador que realiza o objetivo de tais preces obtém vida”. Concessor de residências. oferecidas na concha. abaladores. e é com relação àquele que a luz dela é derivada do sol. seguindo Yāska (Nir. também. continuava existente em algum lugar. compondo “Prajāpati combina. que pisam nos corações (de inimigos). e. .258 14. Busca foi feita por ela. Indra matou os Asuras. no qual Ṛtu pode ter seu sentido comum de ‘estação’. sendo um dos Ādityas. Assim é dito “os raios de sol são refletidos de volta no orbe aquoso brilhante da lua”. Os (raios solares) encontraram. é um raio do sol (aquele chamado Suṣumṇa) que ilumina a lua. Quem parte. ou. – que a lua brilhava somente por refletir a luz do sol. os Maruts. ou Ventos. em vez de quem. de acordo com o comentador. isto é. nos limites de Kurukṣetra. O significado da estrofe é. que ele está perto? Que necessidade há de alguém importunar Indra por causa do seu filho. 20. além de ti. traze para nós. 8 Ūtayah. Ou a passagem pode significar ‘oferecidas pelas divindades chamadas Ṛtus. ou. benefícios. essenciais. hoje. aparentemente. nessa ocasião. conhece Indra completamente? 19. assim como de dia”. sua propriedade. e que é. assistências. a quem o hino é endereçado. a expressão obscura de um fato astronômico. Indra. 15. isto é. seu elefante. 6. entra na lua. também. frustrou os nove vezes noventa (ou oitocentos de dez) estratagemas ou artifícios dos Asuras ou Vṛtras. com a carga do sacrifício as palavras que são efetivas. 16. que são felicidade (para amigos)? (O sacrificador) que louva sua (realização de seus) deveres obtém vida (longa).5 Varga 8. mas ninguém sabia onde. Indra. ou seu povo? 18. IV. aceso por Indra)? Ou o adora com oblações de manteiga clarificada. e. 6 Outra interpretação pode ser atribuída a esse verso. de acordo com estações constantes? 7 Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida? Qual sacrificador. as divindades que os presidem. e favorecido pelos deuses. eu recito teu louvor. não deixes teus benefícios. 25) acrescenta ‘os raios do sol’. oculta na mansão da lua movente. Quem atrela. Tvaṣṭṛ é aqui usado em lugar do sol. Amigo da humanidade. mas isso pode ser lido dhūtayah. empenhado em oferecer oblações. ele a encontrou em Śaryaṇāvat. Não há outro concessor de felicidade. – conhecido pelos autores dos Vedas. cuja ira é insuportável. 7 Ṛtubhirdhruvebhiḥ. 5 O texto tem somente ‘eles encontraram’. Por isso. hoje. Índice ◄►Hino 85 (Wilson) ____________________ Madhuvidyā para os Aśvins. um dos Ādityas. agitadores. à lança do carro (de Indra) seus corcéis vigorosos e radiantes. (por medo de inimigos. em vez de Indra.

no lugar onde o sacrifício. Seu par de Corcéis Fulvos traz Indra de poder sem oposição para cá para as canções de louvor dos Ṛṣis e sacrifício realizado por homens. boas em sua própria supremacia. perto da moderna Delhi. provavelmente uma personificação do Sol da manhã em seu curso rápido. os ossos dessa cabeça de cavalo. 15 Um lago dito ser nos limites do distrito chamado Kurukṣetra. era um Ṛṣi filho de Atharvan. parece ter estado ligada em sua origem com aquela dos Dadhikrās. doce para o paladar. o soberano de poder irresistível. quando ele morre. Que o vigor de Indra te encha completamente.12 boas em sua própria supremacia. Com os ossos dele ou. Dadhyac pode ser a antiga Lua cujos ossos. com a voz dela. convertidos em um raio. Indra. O significado do refrão desse terceto (versos 10. com certeza. Com os ossos de Dadhyac13 como suas armas. as vacas brilhantes11 bebem. Esta libação derramada. Indra. Ele é descrito como tendo a cabeça de um cavalo dada a ele pelos Aśvins. Então realmente eles reconheceram a forma essencial do Touro de Tvaṣṭar. 9 Suco Soma. 13. e o incita a lutar com os demônios. a pedra de prensagem atraia a tua atenção para cá. a qual foi posteriormente cortada por Indra. Quando ele pisoteará. ou unido com. exalta e fortalece Indra. A lenda vêdica. distante entre as montanhas. 11 O leite puro e brilhante que absorve ou bebe o suco Soma com o qual ele é misturado. ou. – Indra. prestem reverência ao seu poder supremo. e aceito por ele em libação. 12) não é muito claro. Aquele que sozinho concede ao homem mortal que oferece presentes. não há melhor auriga: ninguém te superou em teu poder. Com veneração. 11. como o Sol enche o ar com raios. 14. Aquele que com o suco Soma preparado em meio a muitos honra a ti. Quando. irresistível no ataque. é realizado. 14 As nuvens da manhã. Rios do brilhante9 têm fluído para ti aqui na base da santa Lei. sobe no teu carro. 10. ó Indra. que por causa de esplendor se regozijam próximas ao lado do poderoso da Indra. As vacas leiteiras estimadas por Indra lançam o raio mortífero dele. 2. imortal. de fato.259 Hino 84. honrando o poder vitorioso dele. 12. O Soma foi espremido para ti. 11. Que. Indra quando oferecido a. isto é. Indra matou os Vṛtras ou demônios que impediam a chuva. bebe. e que está próximo a. Ele. Indra. 10 . como uma erva daninha. teus Cavalos Baios foram atrelados por prece. ordenado por ṛtá.16 aqui na mansão da lua. se tornam as estrelas com as quais Indra mata os demônios da escuridão. 3. como diz a lenda. Matador de Vṛtra. Indra (Griffith) 1. Dadhīca. ele e seu pai sendo considerados os primeiros fundadores do sacrifício. 4. O suco Soma assim derramado. é Indra. o mais poderoso. ninguém com bons cavalos te alcançou. procurando a cabeça do cavalo. o leite delas. 12 As vacas.10 5.14 encontrou em Śaryaṇāvān15 o que ele procurava. vem. realmente ganha por meio disso um poder extraordinário. alegradora. ou Lei Eterna. 6. 8. matou noventa e nove Vṛtras. Indra ouvirá nossos cânticos de louvor? 9. Almejando o toque dele as vacas malhadas misturam o Soma com seu leite. recitem para ele seus elogios solenes. citados frequentemente no Veda e descritos como uma espécie de cavalo divino. tu atrelas teus corcéis. Cantem glória agora a Indra. Isto é. que foi modificada e ampliada em épocas posteriores. 7. Ousado. As gotas derramadas o tornaram alegre. excelente. extremamente sábias. o homem que não tem presente para ele? Quando. 13 Dadhyac. 15. boas em sua própria supremacia. em uma forma mais recente. elas seguem rigorosamente suas muitas leis para obter para si mesmas preeminência adequada.

favorecido pelos Deuses. Quem foge? Quem sofre? Quem teme? Quem conhece Indra presente. As palavras dos sacerdotes são as flechas com as quais suas bocas estão armadas. Quem com oferenda e óleo derramado honra Agni. riqueza e corpo. e concessores de saúde? Viverá por longo tempo aquele que paga ricamente o serviço deles. Ó Maghavan. Indra. perfuradores de corações. com bocas armadas com flechas.260 16. ó mais poderoso. os sacerdotes. e distribui para nós. . de fato abençoas o homem mortal. tu amante da humanidade. 17. para cá todas as riquezas dos homens. que estão atrelados à lança da carruagem da Ordem ou empenhados na realização de sacrifício ordenada pela Lei Eterna. 20. o conhece perfeitamente?19 19. que representam os sentimentos do homem que institui o sacrifício. mas homa (oblação) mal pode suportar a interpretação forçada desse modo sobre ela. Índice ◄►Hino 85 (Griffith) ____________________ 16 Uma expressão obscura para o Sol. com concha cultua em épocas determinadas? Para quem os Deuses trazem oblação rapidamente? Qual ofertante. sua família. não há confortador além de ti. O sentido do verso pode ser que quando. não deixes a tua ajuda salvadora nos faltar. Quem atrela hoje à lança da Ordem os corcéis fortes e impetuosos17 de espírito que não pode ser reprimido. Veja os Hinos do Atharva-veda. Indra perto de nós? Quem manda bênção sobre sua descendência. Não deixes as tuas dádivas copiosas. eu falo minhas palavras para ti. 17 Os sacerdotes zelosos e incansáveis. os homens reconheciam que a luz era emprestada do Sol. bom Senhor. 19 A segunda linha desse verso é traduzida por Wilson. 20. depois das chuvas.41. em nenhum momento. seguindo Sāyaṇa: ‘Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida?’ Isso seria bastante inteligível. as brilhantes noites de lugar chegavam. Tu como um Deus. e os Povos?18 18. 18 A resposta a essas questões é.

que são os condutores (da chuva). com ornamentos luminosos. 5. 1 2 . a terra. quando alegrados pelo suco Soma. e de aspecto impressionante. de muitas lâminas. o Ṛṣi. se aplicaria melhor a uma flauta. Quando. Todos os seres temem os Maruts. Varga 9. as gotas caem do (sol) radiante. o qual o habilidoso Tvaṣṭṛ moldou para ele. o qual pode ser aplicar ao sol ou ao Agni do relâmpago. glorificando a ele (Indra. uma vīṇā com cem cordas. (rapidamente. Gotama. brilham com várias armas. eles brilham resplandecentes. a métrica do quinto e décimo segundo versos é Triṣṭubh. incumbidos do dever de mandar chuva. 7. como príncipes. ou aspergidos com água sagrada pelos deuses. se enfeitam como mulheres. Jagatī. soprando sua flauta. atrelam os cervos pintalgados aos seus carros. eles são aqueles que planam (pelo ar). Os Maruts. Por seu poder. talvez. dourado. Dhamanta ‘soprando’. com água. tendo. 10.4 e umedecem a terra.261 Hino 85. e se regalem com o alimento sacrifical doce. (dádivas) desejáveis (para o sacrificador). incapazes de serem derrubados. Os munificentes Maruts. Sūkta I) Os deuses são os Maruts. e enviou um oceano de água. rápidos como o pensamento. Varga 10. como combatentes. a vaca.3 4. eles mantêm afastado todo adversário. os tragam (para cá). isto é. Ele matou Vṛtra. movendo-se velozmente. uma residência espaçosa. eles se deleitam em sacrifícios. 3.) como aves. sobre o largo assento de grama sagrada. 8. sob aquele símbolo – equivalente a Pṛśni na estrofe anterior. 4 Aruṣa é o termo do texto. e partiram a montanha que obstruía seu caminho. – ‘o radiante’. a chuva segue o vento. Que seus corcéis de passos rápidos. impelindo a nuvem adiante. Quando os filhos da terra2 se embelezam com ornamentos. 5 Dhamanto vāṇaṃ. 6. Maruts. Confiantes em sua própria força.1 obtiveram grandiosidade. e os fazedores de boas obras. de modo semelhante. Aqui eles são chamados de gomātarah. Eles. 1. como sua mãe. e se sentem sobre a grama agradável e sagrada. os (Maruts) de movimento rápido têm se envolvido em batalhas. do resto. venham. a fonte de chuva. Maruts. eles são os que derrubam (montanhas). Heróis. 3 Isto é. um instrumento de sopro. venham. em seus corpos. Sentem-se. eles o têm inspirado com vigor. 2. os filhos de Rudra estabeleceram sua residência no céu. como uma pele. Maruts (Wilson) (Anuvāka 14. eles chegaram ao céu por sua grandeza. Indra empunha o raio bem feito. Que eles. que são adorados dignamente. e. que planam sem obstáculos.5 têm conferido. Como heróis. e fizeram (para si mesmos). pelas quais eles promovem o bem-estar da terra e do céu. um tipo de harpa eólica. para que ele possa realizar grandes feitos em guerra. vocês atrelam os cervos às suas carruagens. os filhos de Pṛśni adquiriram soberania. eles cresceram (em poder). que moem (as rochas sólidas). Ukṣitāsah. Maruts. as águas seguem o caminho deles. 9. Eles. que estão partindo. para (fornecer) alimento. com suas mãos (cheias de coisas boas). ambos sendo. eles mantiveram o poço no alto. O comentador explica vāṇaṃ como uma flauta. por quem Viṣṇu defende (o sacrifício) que concede todos os desejos e confere deleite. como homens ansiosos por alimento.) que merece ser glorificado. iniciados pelos deuses. molhados. os filhos de Rudra.

9 Isto é.9 eles brilham em trajes luminosos.13 um assento largo foi feito para vocês: deleitem-se. Eles levaram de través o poço para o lugar (onde o Muni estava). de Pṛśni ou da nuvem sob esse símbolo. e os Maruts.11 derrubando com sua força até o que nunca é derrubado. vocês. Quaisquer bênçãos (que estejam espalhadas) pelos três mundos. subsequentemente. concessores de tudo o que é bom.262 11. 8. ó Maruts. levaram um poço. 6 Os (Maruts) variadamente radiantes vão em seu socorro. rezou para os Maruts em busca de alívio. Quando. 12 É dito que o carro dos Maruts é puxado por cervos pintalgados ou antílopes. Índice ◄►Hino 86 (Wilson) ____________________ Hino 85. os Maruts se sentaram como pássaros em sua amada grama sagrada. Cantando sua canção de louvor e gerando poder.16 terríveis de se ver.7 os Maruts. corredores velozes. Maruts (Griffith) 1. por isso. poderosos Guerreiros. incitando o raio. Nessa e na próxima estrofe. os companheiros de Indra. ó Maruts. 14 Viṣṇu preparou o Soma e o levou para Indra. como uma pele. Maruts. também. 5. Quando. relacionado com os Aśvins. Que seus corcéis que planam rápido os tragam para cá com suas asas velozes. Filhos da Vaca. e. são os filhos de Rudra e P ṛśni. que se dirige a vocês com adoração. de longe. a abundância flui para baixo. Diante dos Maruts toda criatura tem medo: os homens15 são como Reis. satisfazendo o desejo do sábio com (águas) mantenedoras de vida. concedam ao doador (da oblação). Crescidos à sua força perfeita eles atingiram grandeza. riquezas. no alimento agradável. 2. a tropa que envia a chuva. 8 Os filhos de Rudra. 11 As lanças resplandecentes são os lampejos de relâmpago. Esse feito é. Quando Viṣṇu salvou o Soma 14 que traz alegria selvagem. Sentem-se na grama. Fortes em sua força inata à grandeza eles cresceram. ou Deuses da Tempestade. como mulheres. 10 As nuvens derramam abundância. estando sedento. os filhos que Pṛśni teve. os Filhos de Rudra. os Rudras8 estabeleceram sua morada no céu. e umedecem. para o eremitério dele. fazedores de atos poderosos. sentaram-se com ele para desfrutar do suco. ó Maruts. têm feito o céu e a terra aumentar e crescer: em sacrifícios eles se deleitam. e em seus membros belos colocam seus ornamentos de ouro. e nos deem. para a luta. 15 Os Maruts. seguindo seus rastros. Em verdade como heróis desejosos de luta eles avançam. a nós. (Hino 116). Concedamnas. que. a chuva fertilizante desce. andaram até o firmamento e fizeram sua ampla morada. eles afugentam todo adversário do seu caminho. e estejam em seu dom. Avancem com seus braços. alusão é feita a uma lenda na qual é narrado que o Ṛṣi Gotama. em seu caminho. 3. vocês que resplandecem com suas lanças. tinham atrelado aos seus carros os cervos pintalgados12 rápidos como pensamento. Quando vocês atrelaram aos seus carros os cervos pintalgados. as torrentes avançam da nuvem tempestuosa vermelha escura. a terra ou a nuvem pintada. de onde surge prosperidade.10 4. 7 Os Maruts. 7. e borrifaram a água sobre o sedento Gotama. 12. 6. Aqueles que estão resplandecendo. eles vestiram glória. Quando. como combatentes que procuram fama eles têm lutado em guerra. os fortes e selvagens. a terra com inundações de água. 6 . 13 Na grama sagrada cortada e espalhada para os Deuses.

então as correntes do (cavalo) vermelho avançam: como uma pele21 com água eles molham a terra. ó Maruts. Indra o recebeu para realizar feitos heroicos. Quando crescidos. as torrentes liberadas pelos Maruts. AṢṬAKA I. 1. os Rudras estabeleceram sua sede no céu. a abundância (chuva) flui ao longo dos caminhos deles. deem-nas três vezes mais para o homem que oferta. A própria nuvem sendo chamada de pele por poetas vêdicos (1. e despejaram a fonte para o sedento Gotama. aos seus carros. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. os filhos de Pṛśni têm se vestido de beleza. Eles guiaram a nuvem transversa dirigida para cá. faziam a terra e o céu parecerem maiores e mais amplos. 10. 16 Isto é. Índice ◄►Hino 86 (Griffith) ____________________ Hino 85. Ele matou Vṛtra. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. e. Aqui a nuvem.19 eles. avançam. guerreiros. e forçou o fluxo de água para fora. os Maruts. 18 O Ṛṣi para quem o hino é revelado. umedecem a terra com água. que brilham com suas lanças. dourado. rápidos como o pensamento. – 4. isto é. Os Maruts. Deem-nos. 129. Eles afugentam todo adversário. – quando. ó Heróis. riqueza com filhos nobres. 12. Ela depois toma um sentido mais geral de aumento. Quando vocês. moldado muito habilmente. Quando vocês tinham atrelado os cervos pintalgados na frente de seus carros. e dividiram a nuvem em dois embora ela fosse extremamente forte. como uma pele. Enquanto cantando sua canção e aumentando sua força.263 9. se deleitam nos sacrifícios. Doadores generosos. HINO 85. como um reservatório de água. – 5. devemos usar a mesma pessoa que a do verbo principal. com sua força vigorosa empurraram o poço17 no alto.18 Brilhando com luz variada eles vêm a ele com ajuda: eles com seu poder realizaram o desejo do sábio. VARGA 9-10. da nuvem. os brilhantes colocam armas brilhantes em seus corpos. ADHYĀYA 6. na alegria selvagem do Soma fizeram suas façanha gloriosas. como uma pele na qual a água é mantida e a partir da qual ele é derramada. o fato sendo que onde nós.20 os poderosos. eles obtiveram grandeza. Quando Tvaṣṭar de mão hábil formou o raio. Aqueles que resplandecem como esposas e companheiros de jugo. era originalmente que as tempestades. ó Maruts. bênção. fortalecimento. os fortes e selvagens. os filhos poderosos de Rudra em seu caminho. atrelaram os cervos pintalgados. arremessando a pedra (raio) na luta. 20 A transição súbita da terceira para a segunda pessoa não é incomum nos hinos vêdicos. em uma frase relativa. por afastarem as nuvens escuras. ou os próprios Maruts. isto é. 21 Os correntes do (cavalo) vermelho. 2. Quando esses filhos da vaca (Pṛśni) se adornam com enfeites resplandecentes. 3. 19 O significado dessa frase. com mil gumes. os poetas vêdicos usam frequentemente a terceira. as hostes valorosas. 11. fazendo tremer até mesmo o que é inabalável pela força. 3) torna a comparação ainda mais natural. de fato fizeram o céu e a terra crescer. Estendam as mesmas bênçãos a nós. emitindo sua voz. 17 . Eles. eles. que ocorre com muita frequência.

10. eles derramaram a fonte para o sedento Gotama. Como heróis realmente sedentos de luta eles avançam por todos os lados. seus feitos gloriosos. como combatentes ávidos por glória eles têm lutado em batalhas. Quando Viṣṇu24 salvou o Soma extasiante. frequentemente também o artífice e criador.23 7. por Benfey como tocando flauta. 12. Emitindo sua voz27 os generosos Maruts realizaram. eles fenderam a rocha (nuvem). cujo personagem nos hinos do Veda é muito diferente daquele assumido por ele em períodos posteriores da religião Hindu. Fortes em si mesmos. no alimento doce. com os braços cheios de presentes. de acordo com Sāyaṇa. os Maruts se sentaram como pássaros em seu altar amado. eles fizeram sua ampla sede. riqueza com filhos heroicos! Índice ◄►Hino 86 (Müller) ____________________ Com seus braços. ele matou Vṛtra. um assento largo foi feito para vocês. os cavalos de asas rápidas os tragam para cá! Venham com seus braços!22 Sentem-se na pilha de grama. Tal interpretação. Maruts. da sua própria maneira. como reis. eles. o trabalhador dos deuses. de mil gumes. dourado. um poço. ó Maruts! Deem-nos. Indra o pega para realizar seu feitos varonis. Quando Indra foi abandonado por todos os deuses.264 6. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. ele ajudou Indra em sua batalha contra Vṛtra e na conquista das nuvens. Viṣṇu veio em seu socorro. 26 Avata. 24 Viṣṇu. Por seu poder eles empurraram o poço26 no alto. eles são homens terríveis de se ver. eles cresceram com poder. seria muito apropriada. 27 Dhamantah vāṇaṃ é traduzido por Sāyaṇa como tocando lira. Que os que planam velozmente. 25 Tvaṣṭar. concedam-nas três vezes mais para o homem que presenteia! Estendam o mesmo para nós. aqui deve ser tomado como o amigo e companheiro de Indra. mas não há autoridade para vāṇa significando lira ou flauta no Veda. Quando o inteligente Tvaṣṭar25 tinha formado o raio bem-feito. Como os Maruts. Alegrem-se. 11. 8. 22 23 . e forçou para fora corrente de água. eles entraram no firmamento. enquanto bêbedos de Soma. aqui denotando uma nuvem. O alimento doce é Soma. realizaram o desejo do sábio. Eles empurraram o poço (nuvem) transversalmente nesse caminho. 9. Os Maruts com belo esplendor se aproximam dele com ajuda. isto é. ó heróis. especialmente a última. Todos os seres temem os Maruts. embora forte.

com o brilho (do qual) vocês têm destruído os Rākṣasas. resplandecentes Maruts. nós Temos oferecido o nosso sacrifício. Varga 11. e labuta em seu serviço. 2 . 3. Maruts. portadores de oblações. têm afiado. e o hino é repetido. Maruts. 1 A expressão é ‘com sacrifícios ou’. sejam conhecedores dos desejos daquele que os louva. desejoso de (seu favor). Que os fortes Maruts ouçam a ele. Possuidores de vigor verdadeiro. Varga 12. Maruts. 2. E que ele por quem sacerdotes ministrantes têm afiado 2 a sapiente (tropa de Maruts) caminhe entre pastos lotados de gado. é provido dos protetores mais hábeis. mostrem-nos a luz pela qual nós ansiamos. a métrica é Gāyatrī. 3 Ou seja. ouçam o chamado. se moverá Em um estábulo rico em vacas. afugentem todo (inimigo) devorador. Afortunado será aquele mortal. nos dias estabelecidos. Honrados com sacrifício ou com a adoração dos hinos dos sábios. que o homem cuja oferenda vocês aceitam seja sempre próspero. Desfrutando da proteção de vocês que veem todas as coisas. 6. A libação é derramada para o (grupo de) heróis. (oblações. Pois. a ele que supera todos os homens: que seja dele a força que chega até o Sol. O homem em cuja mansão. 6. vocês têm mostrado seu poder. têm excitado. ou animado. Atakṣata. Maruts. em muitos outonos. Ó Maruts. se tornará o rico possuidor de muitas vacas. Tem os melhores dos guardiões aquele homem em cuja morada vocês bebem. ouçam (os louvores) desse (seu adorador). 5. Possuidores de vigor verdadeiro. 10.) por muitos anos. por meio das oferendas deles. gigantes do céu. 7. 5. através da ajuda amorosa dos deuses rápidos. ó Maruts mais adoráveis. e a alegria deles (é estimulada). 1. 9. Sobre a grama sagrada desse herói Soma é derramado em ritos diários: Louvor e alegria são cantados em voz alta. 4. o homem forte para quem vocês concederam dar um sábio. nós temos oferecido a vocês. Dissipem a escuridão que oculta. 3.3 4.265 Hino 86. Ó Maruts. 2. e que (alimento) abundante seja obtido por aquele que os glorifica. Índice ◄►Hino 87 (Wilson) ____________________ Hino 86. Maruts (Griffith) 1. isto é. vitoriosos sobre todos os homens. Sim. que devem ser adorados especialmente. vocês bebem (a libação). 8. no sacrifício. 7. descendo do céu. Que os Maruts. ouçam a invocação dos louvores do adorador com ou (sem) 1 sacrifícios. o ‘sem’ é acrescentado pelo comentador. Maruts (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi e deuses os mesmos.

6. VARGA 11-12. ó Maruts! 3. – Max Müller. Ele é derivado de atra. Ó vocês de força verdadeira. Sim. Vocês que tomam conhecimento do suor daquele que os louva. Escondam a escuridão horrenda. ó homens de força verdadeira. façam isso manifesto com poder! Atinjam o demônio com seu raio! 10. o homem poderoso para quem vocês concederam um sábio. 7. AṢṬAKA I. HINO 86. ele de fato tem os melhores guardiões. louvor e alegria são cantados. Vocês que são propiciados por sacrifícios ou pelas orações do sábio. e. 10. 2. Ocultem a escuridão horrenda. ADHYĀYA 6. 9. ó Maruts que afugentam. No altar desse homem forte (aqui) Soma é derramado em sacrifícios diários. aquele homem em cuja habitação vocês bebem (o Soma). 8. afastem de nós todo demônio devorador. ouçam o chamado. aquele mortal cujas oferendas vocês levam. 8. Façam a luz pela qual nós almejamos! Índice ◄►Hino 87 (Müller) ____________________ 4 Do suplicante que ama e reza para vocês. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. A ele que os poderosos Maruts ouçam. pelas graças dos deuses velozes (os deuses da tempestade). temos sacrificado em muitas colheitas. Ó vocês de força verdadeira. que significa attrin. 5 . que quer dizer dente ou mandíbula. ou do desejo do suplicante. 5. O desejo do coração daquele que ama. ó (filhos) poderosos dos céus.266 Cujas oferendas vocês transportam. Que seja abençoado. destruam todo demônio de presa. ele viverá em um estábulo rico em gado. ‘Atrin. é um dos muitos nomes atribuídos aos poderes da escuridão e injúria. vocês conhecem a labuta daquele que canta seu louvor. Índice ◄►Hino 87 (Griffith) ____________________ Hino 86. Pois nós.4 9. ó Maruts. 1. Ó heróis verdadeiramente fortes. um devorador’. Ó Maruts. a ele que supera todos os homens. como as nuvens de chuva flutuantes passam sobre o sol. 4. façam isso manifesto por sua grandeza: golpeiem O demônio com seu raio.5 Criem a luz pela qual nós ansiamos. portanto significava originalmente um ogro com dentes ou mandíbulas grandes.

vocês reúnem as (nuvens) moventes que passam. senhores dessa (terra). irredutíveis. então. eles se tornaram possuidores de uma posição adequada e apropriada para os Maruts. e agitando (as rochas sólidas). pois. a terra treme por causa dos seus movimentos impetuosos. 5. sempre jovem. Maruts. O termo é ṛjīṣiṇaḥ. Vocês. métrica Jagat ī. eles demonstram seu poder inerente.5 como os céus com estrelas. os mais amados. sendo igualmente pura ou transparente. o qual não é explicado muito claramente. louvados com hinos pelos sacerdotes.3 3. Aniquiladores (de adversários). por nosso nascimento de nosso antigo pai. como certos raios do sol. que a língua (de louvor) acompanha a manifestação (invocação dos Maruts). entrando em colisão com seus carros. são os protetores desse nosso rito. têm sido participantes satisfeitos do (alimento sacrifical). Maruts (Griffith) 1. Ou o termo pode significar. nas libações do Soma. 3 Madhuvarṇa. ele acrescenta. de acordo com o comentador. para o bom trabalho. por seus adornos corporais. mas aqui o comentador parece considerá-lo como um sinônimo de Soma. Maruts (Wilson) (Sūkta (III) Ṛṣi e deuses como antes. ou no culto vespertino. como uma esposa (cujo marido está ausente). como aves. significa uma frigideira. Quando. 6. Portanto despejem sobre seu adorador a chuva de cor de mel. Índice ◄►Hino 88 (Wilson) ____________________ Hino 87. na terceira cerimônia diária. ao longo de certo caminho (do céu). A tropa de Maruts é automovente. Ṛjīṣa. alegres. e líderes (das nuvens). no uso comum. e. Cantores sonoros. levada por cervos. 4. e derramadores de chuva. são visíveis (no céu). dotados de grande força. 1 Sempre associados em tropas. os mais valorosos. visto que eles ficaram ao lado. 2. Nós declaramos. nunca humilhados. inconstantes. cheios de força. Quando eles reúnem (as nuvens). eles têm derramado (chuva) voluntariamente. a uma parte da efusão da ṛjīṣa. uns poucos apenas em número. impetuosos. ou. nas partes mais próximas (do firmamento). 4 Por tornarem ricos seus adoradores. Abordados com louvores. inseparáveis1 participantes da oblação vespertina. movendo-se rapidamente. eles adquiriram nomes que devem ser recitados em sacrifícios. e envolvidos por energia. eles derramam (as águas).267 Hino 87. encorajando Indra no conflito. 1. eles têm se apresentado com ornamentos brilhantes. (os Maruts). e livres de medo. ativos. 2 . os Maruts sendo chamados dessa maneira porque eles têm direito. ‘os adquirentes ou recebedores dos sucos’. Varga 13. armados com armas brilhantes. imóveis. para o bem-estar (da humanidade). que são genuínos libertadores do débito. ‘tendo a cor de mel’. Combinando-se com os raios solares. de grito alto.4 impecáveis. voando.2 adorados constantemente.

8 move-se por si só. Armados com suas espadas.10 – 5 ‘Refere-se aos Maruts. Por causa das acelerações deles a terra treme. 5. como pássaros. tu és sem defeito. – Max Müller. os mais amados e mais viris. os inalteráveis.268 2. os que nunca recuam. como se estivesse enfraquecida. como as cinco estrelas no céu’. por isso ela exerce domínio. se agita. com lanças brilhantes. e você derramam a fertilidade (chuva) como mel para aquele que os louva. 1. . Portanto. Aquela comitiva jovem (dos Maruts). os que rugem. 8 Que os Maruts não têm apenas pṛṣatīs. de cor de mel. gritando. investida de poderes. alegres. eles haviam se juntado a Indra na labuta do combate. mas cavalos para os seus carros. os impetuosos. armados com lanças brilhantes. impetuosos e não temendo a ninguém. com cavalos malhados. tu descobres o pecado. 6 O suco Soma nos inspira. vocês são como pássaros em qualquer caminho que seja. Quando. 3. quando nós vemos o Soma. poucos somente. têm se enfeitado com seus ornamentos brilhantes. eles possuíram o próprio lar amado dos Maruts.6 Quando.7 quando nos caminhos (celestes) eles atrelam (seus cervos) em busca da vitória. eles que usam anéis brilhantes. descobridora de pecado: assim tu. até agora só poucos em número. Quando vocês viram seu caminho através das fendas. 6. a hoste viril ajudará essa prece. a nossa língua. serás protetora dessa prece. Verdadeira és tu. Eles. 7 Não há autoridade para a explicação de vithurā'-iva de Sāyaṇa. As nuvens em todos os lugares derramam chuva sobre os seus carros. só então eles obtiveram seus nomes sacrificais. Dotados de vigor e poder superior. Eles os alegres. nota 12. os cantores. rugindo alto. Hoste Forte. a terra treme como uma viúva. [Hino 37. a nossa língua sai à visão do Soma. Índice ◄►Hino 88 (Griffith) ____________________ Hino 87. que são representados como surgindo gradualmente ou apenas mostrando-se. nós vimos antes. 5. Esplendores eles ganharam por glória. desse modo ele tem domínio senhoril. 2. HINO 87. e nós somos guiados pela tradição recebida dos nossos ancestrais. e homens para celebrar seu louvor. mas nunca no sentido de viúva. 4. Tu realmente és verdadeira. nos despenhadeiros vocês amontoam a nuvem movente. então os barris (nuvens) em seus carros pingam em todos os lugares. Automovente é aquele grupo jovem. Derramem abundância. raios eles obtiveram. abaladores de tudo.] 9 O suco Soma inspira o poeta com eloquência. só então eles receberam seus nomes sagrados. como os céus com as estrelas. eles mesmos admiram seu poderio. Nós falamos pela nossa linhagem desde o nosso Pai primordial. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Maruts. os que agitam (as nuvens) têm eles próprios glorificado a grandeza deles. quando em seus caminhos eles jungem seus carros para a vitória. ADHYĀYA 6. 3. AṢṬAKA I. Nós falamos conforme a maneira do nosso velho pai.9 quando os cantores (os Maruts) se juntaram a Indra em atos. ó Maruts. Vithurā ' ocorre várias vezes no Ṛg-Veda. 4. em qualquer estrada que seja. dotado de força e poder. A terra em suas corridas treme como se fraca e cansada. com os seus cavalos pintados. e irrepreensível. para aquele que canta o seu louvor. VARGA 13.

acelerando juntos. a menos que nós o tomemos como uma continuação do verso anterior. . Esses Maruts. armados com belos anéis. Foi dito lá que os Maruts obtiveram seus nomes sagrados depois de terem se juntado a Indra em seu trabalho.11 Índice ◄►Hino 88 (Müller) ____________________ 10 Os Maruts obtiveram honras divinas somente como uma recompensa por ajudarem Indra em sua batalha com o demônio Vṛtra. armados com punhais. não só isso. o que significa que naquele momento eles se tornaram o que são. 11 O significado desse verso conclusivo não é muito claro. eles encontraram o domínio amado dos Maruts. pode-se dizer que eles ganharam ao mesmo tempo esplendor e adoradores para cantar seus louvores. eles obtiveram raios. obtiveram esplendores por sua glória. e se estabeleceram no que se tornou posteriormente conhecido como o seu próprio domínio. o seu próprio lugar entre os deuses que são invocados no sacrifício. e destemidos. e homens para celebrá-los. Tendo assim obtido o seu verdadeiro caráter e um lugar entre os deuses.269 6.

glorifica cada um de vocês. ressoando com doces canções. Esse é aquele louvor. com suas carruagens brilhantes. com seus cavalos vermelhos. Virāḍrūpā. (oferecendo) oblações com hinos sagrados. Triṣṭubh. O portador do trovão ou raio é Indra. eles têm colocado a pedra em movimento. Os dias se passaram em volta de vocês e voltaram. Varga 14. ergueram no alto o poço (fornecido) para a sua residência. (para vocês) eles promovem sacrifícios grandiosos. algum peã ou canção de triunfo pertencente aos Gotamas’. ó anelantes. O discurso do sacerdote agora os glorificou. Para qual glorificador (dos deuses) eles se dirigem. 2. 2. a métrica da primeira e última estrofes. as (armas) ameaçadoras se encontram em seus corpos. Como eles agitam florestas. assim que eles possam animar nossos espíritos.270 Hino 88. visto que (vocês colocaram) alimentos em nossas mãos. – M.] 2 . Fazedores de boas obras. Maruts. Maruts bem nascidos.4 Os Gotamas fazendo sua oração com cânticos empurraram para cima a tampa do poço para beber a água. [Veja a nota 8. fulvos. alados com cavalos. Esse hino é conhecido como o mesmo que aquele o qual Gotama recitou. (hábeis para ganhar) domínio. Voem para nós com os alimentos mais nobres. 1 Veja a nota 6 do hino 85. Maruts. Venham para cá. 1. e destruindo seus inimigos mais poderosos. 3 Os homens têm espremido o suco Soma e oferecido libações para vocês. de movimento rápido. ‘A suposição mais provável é que vārkāryā era o nome dado a algum hino famoso. para vocês. fulvos que aceleram seus carros. acelerando para lá e para cá. da quinta. eles sulcam a terra com as rodas das suas carruagens. carregadores de carros. eles vêm por glória. sem dificuldade. adoradores abastados enriquecem a pedra (que mói a planta Soma). desçam. e. para essa prece e para esse culto solene. para o benefício dele? Brilhantes como (ouro) polido. 4. Por beleza vocês têm espadas sobre seus corpos. Venham. como aves. Prastārapaṅkti. (filhos de Gotama). 3. em seu (louvor). Índice ◄►Hino 89 (Wilson) ____________________ Hino 88. 6. Maruts.1 5. ó de grande poder. quando ele os viu sentados em suas carruagens de rodas douradas. em seus carros carregados de raios. Maruts. e armados com o raio. 3 4. e deram esplendor ao rito para o qual água era essencial. 4 Vārkāryāṃca devīm. atreladas a corcéis. do restante. condizente (com os seus méritos). como (árvores) altas. Por sua causa. armados com lanças. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e divindade. Com seus corcéis de cor vermelha ou. bem armadas. quando sedentos. como antes. o qual. Brilhante como ouro é aquele que segura o raio. Maruts. Müller. para trás. com versos sagrados. Os filhos de Gotama. 3. (e nos tragam) alimento farto. como pássaros. por acaso. Maruts (Griffith) 1. ó Maruts muito poderosos e bemnascidos.2 A terra eles têm atingido com a borda da roda do carro. Dias felizes sobrevieram a vocês. armados com armas de ferro.

VARGA 14. 6 . – com o aro da roda do carro eles têm atingido a terra. javalis avançando por todos os lados com presas de ferro. que os Gotamas há muito são devotados aos Maruts. a espada ou o raio. Esse discurso reconfortante avança ressoando em direção a vocês. 4. 6. que eles incitem nossas mentes como eles agitam as florestas. e. continuadas no verso seguinte. e esse rito sagrado. no nosso caso. Ou. ó Maruts. abastecidos com lanças. os Gotamas. Nenhum hino desse tipo jamais foi conhecido como esse que Gotama cantou para vocês. javalis selvagens avançando por todos os lados com presas de ferro. em seus cavalos fulvos que aceleram seus carros.271 5. uma idéia frequentemente recorrente nos hinos do Veda. ADHYĀYA 6. de volta para essa prece. ou. HINO 88. 8 O sentido da linha inteira parece ser que muitos dias se passaram para os Maruts. representada como um poço coberto. ó Maruts. se Indra for aqui inferido. quando sobre suas rodas douradas ele viu vocês. ressoando com belas canções. como a voz de alguém que ora. Aquele que detém o machado 6 é brilhante como ouro. 3. e alados com cavalos! Voem para nós como aves. Em direção a vocês essa dose refrescante do Soma se apressa. Eles vêm gloriosamente em seus cavalos vermelhos. Por vocês mesmos. 6. em outras palavras. quando ele os viu em rodas douradas. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. como o discurso de um suplicante: ele correu livremente das nossas mãos como nossos discursos estão acostumados a fazer. AṢṬAKA I. vocês poderosos! 2. Índice ◄►Hino 114 (Müller) ____________________ 5 Esse verso é muito obscuro. ó Maruts bem-nascidos. O levantamento da tampa do poço para beber significa que eles obtiveram chuva a partir da nuvem. Em seus corpos há adagas por beleza. 5. Nenhum hino como esse jamais foi conhecido antes o qual Gotama cantou diante de vocês. Maruts. ou. pode ser. bem como para o famoso hino. Dias se passaram em volta de vocês e voltaram. os vigorosos (entre vocês) agitam a pedra7 (para destilar Soma). pode ser. fazendo oração com canções. empurraram para cima a tampa do poço (a nuvem) para beber.8 ó falcões. em seus carros carregados com relâmpagos. a qual é aqui.5 Índice ◄►Hino 89 (Griffith) ____________________ Hino 88. Eu sigo a tradução de Max Müller que é ‘em grande parte conjetural’. onde é dito que o presente hino é como aquele que Gotama compôs quando viu os Maruts ou falou deles como javalis com presas de ferro. como antes. Venham para cá. uma vez dirigido a eles por Gotama. com o seu melhor alimento. 7 A agitação da pedra pode ser a agitação da pedra para destilar o Soma celestial ou a chuva. esse último particularmente. Ela se apressa livremente das nossas mãos como essas libações costumam fluir. 1. ó Maruts.

como uma divindade no céu. que Pūṣan. e destruidoras (de inimigos) venham para nós de todos os quadrantes. Aryaman é o sol. Que os Maruts. os Aśvins. Asridh. frequentadores de sacrifícios. de Ariṣṭanemi – aquele que tem armas (nemi) ilesas ou irresistíveis (ariṣṭa). Que a graça benevolente dos deuses (seja nossa). que sempre favorece os honestos. de sridh. com luz. . Varuṇa. no texto. que devem ser meditados. Como Pūṣan sempre tem sido o nosso defensor. 3. e a lua. e o céu. guarde o nosso bem-estar. que a generosidade dos deuses. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. Asridh. desça sobre nós. é o nome do patriarca Kaśyapa: o mesmo faz de Tārkṣya um sinônimo de Aruṇa. 1. Aditi é a mãe dos deuses. porque manda chuva e. assim que ele (continue) o tranquilo guardião do nosso bem-estar. indiretamente nutre todas as coisas. o filho de Tṛkṣa. aquele medicamento que os Aśvins. que Tārkṣya. a classe de Maruts. 5 Isso pode ser afirmado de todas as divindades. não secante. de acordo com o comentador. Que obras auspiciosas. ele é. portanto. que o pai céu. 4. guarde o nosso bem-estar. no Vāyu Purāṇa. 304 e 306 da versão em português. Varga 16. Garuḍa. 6. (estabelecidos) na língua de Agni. mas nos concedendo proteção dia a dia. capaz de criar o mundo. significando filho de Tṛkṣa. 5 observadores (de todos). como sempre. que deve ser propiciado por meio de ritos religiosos. e da sétima. e radiantes como o sol. sem obstáculos. Virāṭsthānā. – Bhaga. a circunferência de uma roda.272 Hino 89. Triṣṭubh. ocorreram antes. Nós os invocamos com um texto antigo. Mas o comentador aqui também explica as funções deles: Bhaga e Mitra são Ādityas. imutável. Aryaman. que nós obtenhamos a amizade dos deuses. o outro. Que Indra. para o aumento das nossas riquezas. Nenhuma outra especificação é dada. A métrica das primeiras cinco estrofes. que conhece todas as coisas. Que o vento sopre para nós o medicamento agradável. [parte 2. que se movem graciosamente. 5.] como o nome de um Prajāpati. e que a bondosa Sarasvatī nos conceda felicidade. 7. Dakṣa. e. Varuṇa é nomeado a partir de vṛi. Que os deuses. Soma é duplo: a planta assim chamada na terra. das últimas três. vv. da sexta. Gotama. de acordo com Yāska. que. aqui incluídos entre os Viśvedevas. secar. o senhor do dia. e. o primeiro pode significar. isto é.4 de armas sem mácula. Aditi.2 que a mãe terra. porque elas recebem oblações através da boca de Agni. que as pedras que espremem o suco Soma. ou vida. cujos corcéis são cervos pintalgados. especialmente. aquele protetor das coisas imóveis. mas o hino é dirigido aos Viśvedevas. um com umidade. que ouve muito louvor. Os Aśvins são assim chamados ou por terem cavalos. o senhor da noite. Aśvins.1 4. de modo que a passagem pode significar Ariṣṭanemi. como os médicos dos deuses. Varga 15. não se afastando de nós. estejam sempre conosco. são qualificados para aplicar. Indra. circundar. para o nosso progresso. – que todos os deuses venham para cá para a nossa preservação. como ar. Mas Ariṣṭanemi ocorre. – cuja roda da carruagem é desimpedida. e que os deuses estendam nossos dias à longevidade. 3 A terra é chamada dessa maneira porque ela produz todas as coisas necessárias à vida. 4 Tārkṣya é um patronímico. não molestadas. ou. cap. ou por permearem todas as coisas. Nós chamamos aquele senhor dos seres vivos. Ele é chamado. É duvidoso se nós temos alguma referência ao veículo de Viṣṇu. é Jagat ī. a alvorada personificada. ouçam (o nosso pedido). e são causadoras de prazer o (tragam para nós). 54 e 111. guarde o nosso bem-estar. 2. também. 1 A maioria desses.3 o (transportem para nós). 2 Bheṣajaṃ. Dakṣa é chamado de Prajāpati. Mitra. que são os filhos de Pṛśni. ele é o criador (Hiraṇyagarbha) difundido entre as criaturas que respiram ou vivem. Soma. e o último é. Garutman. para a nossa proteção. ou. segundo algumas autoridades. págs. cercando os perversos com seus laços. como antes.

6. significando literalmente ‘a independente’ ou ‘a indivisível’.6 10. Soma.] é dito que as cinco classes de homens são as quatro castas e os párias. como se encontra no Nirukta III. segundo o comentador. portanto às vezes associado com Prajāpati. que vocês. com membros firmes e corpos (sadios). [hino 7.10 Mitra. ouçam isso. o Mestre de toda riqueza. que os Deuses possam estar sempre conosco para o nosso benefício.9 o amigável Dakṣa. 3. Aditi7 é o céu. que nós. de modo que nossos filhos se tornem nossos pais. pode. A amizade dos deuses nós temos procurado devotamente: assim que os deuses prolonguem a nossa vida para que nós possamos viver. significar ou a terra ou a mãe dos deuses. desfrutemos. ou. os Aśvins. Aditi é todos os deuses. com os nossos ouvidos. conforme Sāyaṇa. Que Tārkṣya12 com aros das rodas ilesos nos torne prósperos: que Bṛhaspati13 nos dê prosperidade. e diferentemente na nota 6. que Indra nos torne prósperos: que Pūṣan nos torne prósperos. 2. não intervenham. o que é bom. nunca enganados. Aditi é as cinco classes de homens. o hino declara o poder de Aditi (Nir. com os nossos olhos. 6 Isto é. Viśvedevas (Griffith) 1. Aryaman. empenhados em seus louvores. 9 Bhaga. no meio da nossa existência passageira. e precisarmos do cuidado paterno dos nossos próprios filhos. Asuras e Rakṣasas. Serpentes.11 e as pedras concessoras de alegria que espremem o suco da Soma. nota 4. 13 O Senhor da Prece.273 8. 4. IV. conceda felicidade. aqui. Aditi. Que a graça auspiciosa dos Deuses seja nossa. Gandharvas. . 12 Geralmente descrito como um cavalo divino e provavelmente a personificação do Sol. Gandharvas (incluindo as Apsaras). e nosso Pai Céu. por quem nossos espíritos almejam. não nos deixem nos tornarmos tão fracos e débeis a ponto de sermos. é um Āditya considerado no Veda como concessor de prosperidade e como instituindo ou presidindo o amor e o casamento. Aditi é mãe. nosso defensor e nosso guarda infalível para o nosso bem. Júpiter. 23). por assim dizer. Ilustre por toda parte. 7. Que o vento sopre em direção a nós aquele remédio agradável. 9. 10 Dakṣa é um poder criativo associado com Aditi e. Que Sarasvatī. auspiciosa. que nós vejamos. Nós os chamamos para cá com um hino do tempo antigo. 5.8 Aditi é geração e nascimento. o Senhor de tudo o que fica parado ou se move. desimpedidos. pai e filho. Pitṛs. Aditi é o firmamento. nossos guardiões dia a dia incessantes em seus cuidados. ou. Nós invocamos por ajuda aquele que reina supremo. inspirador da alma. Índice ◄►Hino 90 (Wilson) ____________________ Hino 89. e vitoriosos. ou. por infligirem enfermidade em nossos corpos. que a Terra nossa Mãe o dê. Bhaga. Que poderes auspiciosos venham a nós de todos os lados. crianças. Homens. deuses. Visto que cem anos foram estabelecidos (para a vida do homem). deuses. Varuṇa. Deuses. objetos de sacrifício. 8 Como citado antes. 7 Aditi. 11 Pitā Dyaus = Pater Zeus. De acordo com Yāska. e Pitṛs. o período de vida concedido pelos deuses. o que é bom. Isso também é interpretado como cinco classes de seres. enumerado por Yāska entre os deuses da esfera mais elevada. que desça sobre nós a generosidade dos deuses justos. que Pūṣan possa promover o aumento da nossa riqueza. Que nós ouçamos. “Aditi é louvada como idêntica ao universo”. Aśvins. Deuses.

Os Maruts. – que todos os deuses venham para cá para a nossa proteção. Deuses. movendo-se em glória. que recebem oblações através de Agni ou fogo. 15 . Aditi é os homens de cinco classes. 16 A Infinita. Filhos de Pṛśni. que visitam ritos sagrados frequentemente. levados por cavalos malhados. Com membros e corpos firmes que nós. Índice ◄►Hino 90 (Griffith) ____________________ 14 Ou seja. Aditi é todos os Deuses. Cem outonos15 estão diante de nós. Natureza Infinita.274 7. e com os nossos olhos vejamos o que é bom. Aditi é o ar. 8. por sua vez. que nós com os nossos ouvidos ouçamos o que é bom. Aditi é a Mãe e o Pai e o Filho. cuja língua é Agni. atinjamos o período de vida atribuído pelos Deuses. Aditi16 é o céu. em cujo espaço de tempo os nossos filhos se tornam pais. Considerada como a duração natural da vida humana. Não interrompam no meio o nosso período de vida fugaz. glorificando-os. ó Santos. Aditi é tudo o que nasceu e nascerá.14 brilhantes como o Sol. 9. ó Deuses. sábios. dentro de cujo prazo vocês levam nossos corpos à decadência. 10.

1 regozijando-se com os deuses. Viṣṇu. os Maruts. dirijam nossos caminhos de modo (que eles possam levar) à obtenção de boas dádivas. Que o adorável Indra. felicidade. por eles andarem a cavalo (evaih). exceto na última estrofe. Indra. ou o deus que está em toda parte. o qual é explicado. que são imortais.] 2 . e. como a tropa de Maruts. Pois eles são distribuidores de riquezas. que o céu protetor seja agradável para nós. enriqueçam nossos hinos com vacas. Pūṣan. por caminhos diretos. 3. Pois eles são os distribuidores de riqueza (no mundo inteiro). Que eles. e Bhaga. Que Vanaspati seja possuidor de doçura para conosco. Que eles nos concedam proteção. E Bhaga. Que Mitra seja propício para nós. 3 O termo do texto é evayāvaḥ. que Varuṇa. 4 [Todos os adjetivos dos versos 6. pelo comentador. Que a noite e a manhã sejam encantadoras. 4. – e Aryaman. Que Varuṇa com orientação direta. Pūṣan. que Indra e Bṛhaspati sejam propícios para nós. 6.2 Maruts. a nós mortais. vocês que seguem seu rumo. Varga 17. Pūṣan. em sua função de separar o dia da noite. e Mitra nos guiem. que a região da terra seja cheia de doçura. Pūṣan. 4. Que as ervas produzam doçura para nós. 2. 8.3 tornem os nossos ritos revigorantes para o nosso gado. que Viṣṇu de passos largos seja propício para nós. Afugentando os nossos inimigos. os rios trazem (águas) doces. Varga 18. 7. 1 É dito que Aryaman é o sol. Viṣṇu. os Deuses a serem adorados. Deuses Imortais para os homens mortais. (em direção aos nossos desejos). os Maruts. sejam propícios para nós. que o sol seja imbuído de suavidade. tornemnos prósperos. concedam. 1. Que eles demarquem o nosso caminho para a felicidade. Que Varuṇa e o sábio Mitra nos guiem. a métrica é Gāyatrī. com seu poder Guardam eternamente as leis sagradas. 5. 7. Viśvedevas (Griffith) 1. 3. Abençoem-nos com toda prosperidade. 2. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e os deuses são os mesmos. Sim. o mesmo é o caso na versão seguinte desse hino. nunca negligentes. aniquilando os nossos inimigos.275 Hino 90. e 8 podem ser lidos como ‘doce’ ou ‘doçura’. É dito que Viṣṇu é aquele que permeia. E Aryaman em harmonia com os Deuses. 5. que o gado seja doce para nós.4 9. Os ventos trazem doces (recompensas) para o sacrificador. Índice ◄►Hino 91 (Wilson) ____________________ Hino 90. e. na qual ela é Anuṣṭubh. ele que conhece. não iludidos. que Aryaman. cumprem suas funções todos os dias.

caminhando sobre ou percorrendo os três mundos. e cheio de coisas agradáveis o Sol: Que as nossas vacas leiteiras sejam afáveis para nós. Os ventos sopram coisas doces. Amável seja o nosso Pai Céu para nós. Agradável seja a noite e agradáveis as alvoradas. 7. agradável a atmosfera terrestre. e Viṣṇu do passo largo formidável. os rios derramam coisas doces para o homem que cumpre a Lei. e Bṛhaspati sejam gentis.5 Índice ◄►Hino 91 (Griffith) ____________________ 5 Como o Sol. e Varuṇa e Aryaman: Indra. 9. 8. Que a árvore alta seja cheia de doces para nós. .276 6. Que Mitra seja benevolente para nós. assim que as plantas sejam doces para nós.

nas águas. também. de todos os que buscam nos prejudicar. O amigo de alguém como tu nunca pode perecer. Varga 22. 3. 15. Soma. 1 os nossos pais virtuosos obtiveram bem-estar entre os deuses. Varga 19. Sê diligente no fornecimento de alimento (para nós). ‘o protetor (pati). e conheces todas as coisas. dos brâmanes. o soberano dos virtuosos. bem disposto para conosco. como brâmane. ou o rei (rājā). Soma (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é. Dotado de todas as tuas glórias (que são mostradas) por ti no céu. a métrica é Gāyatrī. o guia dos homens. Triṣṭubh. o concessor de bem-estar. nós te exaltamos com louvores. Sat pode ser explicado. 2. 12. 11. Tu. tu nos guias ao longo de um caminho correto. compondo a frase. tu és o derramador (de benefícios). 2 . Teus atos são (como aqueles) do real Varuṇa. Soma. como homens em suas próprias residências. Se tu quiseres. Soma. 1 [Indu: Griffith. prosperidade. tu. tu és poderoso. que és benigno. aproxima-te.] Ou real (rājan) Soma. Soma. seja velho ou jovem. 4. satisfeito com nosso serviço. da quinta à décima sexta estrofe. Que vigor chegue a ti de todos os lados. a décima sétima. 14. Soma. como o amado Mitra. 4 Soma pode ser considerado como identificável com sacrifício. Uṣṇih. e (és notável) por tua grandeza. e viver. reside alegremente em nossos corações. esse nosso louvor. Gotama. Veja abaixo. Soma. te glorifica. o deus é Soma. o resto. 16. és vida para nós. Pela tua orientação. Tu. nós não morreremos. como Aryaman. por causa da parte essencial que desempenha nele. 8. Soma. nas montanhas. és o protetor. por tuas energias. aproxima-te. 5. Indra. protege-nos do pecado. divino Soma. Cresce. como o aumentador do nosso rito. amante de louvor. tu és o aumentador de todos. és o fazedor do bem por meio de atos sagrados. 9. Soma. por tuas bênçãos. Tu concedes. sê nosso protetor com aqueles auxílios que são fontes de felicidade para o doador (de oblações). o senhor das plantas. para que ele possa desfrutar. Varga 21. 1. o removedor de doença. ainda. Aceitando esse nosso sacrifício. 13. um amigo excelente. por afeição. 7. és percebido completamente pela nossa compreensão. tu és o purificador (de todos). Defende-nos.4 Varga 20. na terra. Familiarizados com hinos. Soma. Tu. para nós. Protege-nos. tu. àquele que te adora. tu és o sacrifício santo. e livre de ira.277 Hino 91. o aumentador de nutrição. tens sido bem nutrido pelas oferendas sacrificais. como gado em pastos novos. real Soma. e sê. O sábio experiente elogia o mortal que. aceita nossas oblações. da calúnia.3 ou mesmo o matador de Vṛtra. o conhecedor de riquezas. Soma. 10. é grandiosa e profunda. ilustre 2 Soma. 6. Tu. Tu. Soma. nas plantas. Soma. segundo o comentador. sê nosso amigo. Sê para nós. 3 Satpatistvaṃ rājota. tua glória.

como Aryaman. hábil em assuntos domésticos. grande confusão. nesse hino. célebre na sociedade. sê. 19. Tu. o preservador da força. nota 9. 23.8. Tu. exceto. que o nosso sacrifício seja envolvido por todas elas. para nós. Soma. que és concessor de bem-estar. que nenhum (adversário) te aborreça. Poucas passagens indicam a primeira distintamente. Nós nos regozijamos. o não-destruidor de progênie. E energia para que ele possa viver. Soma (Griffith) 1. aceita. o concessor de chuva. a Lua. e que é uma honra para seu pai. assíduo em culto. 22. Soma. contemplando-te. 3. e um filho que é competente em afazeres de qualquer natureza. Com todas as tuas glórias na terra. talvez.6 distribuíram entre os deuses a sua quota de tesouro. concede.278 17. ó real Soma. estando plenamente nutrido. forte por tuas energias e possuidor de tudo. ao longo do caminho mais reto tu és nosso líder. proporciona. Soma. o Rei. ó Soma. é tua glória. sim. que oferendas sacrificais e vitalidade sejam concentradas no destruidor de inimigos. invencível em batalha. com tua mente brilhante. triunfante entre hostes. Quaisquer das tuas glórias que (os homens) cultuem com oblações. ó Soma. 6 Outro nome de Soma. Todo-puro tu és como Mitra o amado. Teus são os eternos estatutos do Rei Varuṇa. tu tens estendido o vasto firmamento. Tu. um cavalo veloz.) em combate.7 nobre e profunda. a escuridão. Para aquele que oferece (oferendas) Soma dá uma vaca leiteira. renomado. a Asclepias ácida. bem satisfeito e não com raiva. tu és poderoso por todos os teus poderes e grandeza. Divino e potente Soma. Veja 1. – Com todas essas. nas plantas e nas águas. 6. e Soma. adorável. com luz. 5. e vitorioso. Indu. és o Senhor dos heróis. 4. tu tens dissipado. E.43. cresce com todas as plantas que se entrelaçam. que seja teu desejo que nós possamos viver e não possamos morrer: Senhor das plantas amante de louvor tu és. o outorgante de céu. tens gerado todas essas ervas. Que os sucos leitosos fluam em volta de ti. a água. a nós. por teu discernimento és o mais sábio. por glórias tu és glorioso. guia dos mortais. tu dás felicidade. Tu és supremo acima da coragem de (qualquer um dos) dois oponentes (mútuos).5 Índice ◄►Hino 92 (Wilson) ____________________ Hino 91. nossas oferendas. Exultante Soma. 7. no céu. Soma. 18. Àquele que cumpre a lei. 7 As tuas leis são as mesmas porque as leis de Varuṇa têm sua origem em ti. és preeminente por sabedoria. 20. acompanhado por heróis valentes. que nós prosperemos. Varga 23. o que transporta (para além das dificuldades). 5 Há. um amigo. tanto velho quanto jovem. . aqui identificado com a Lua que ensina aos homens as épocas apropriadas nas quais adorar os Espíritos dos Mortos ou Antepassados divinizados. iguarias excelentes no céu. Soma. por tua orientação. para a nossa imortalidade. Defende-nos (dos nossos inimigos. 21. Soma. que ocupa uma residência brilhante. Tu. uma porção de riqueza. e. e as vacas. nascido entre sacrifícios. entre Soma. tu matador de Vṛtra: Tu és energia auspiciosa. Vem para as nossas mansões. Bem supridos com alimento. Soma. 2. nas montanhas. o verso vinte e dois. evidentemente. ó Soma. o qual alude à função de dissipar a escuridão por meio da luz. Nossos antepassados sábios.

ó Soma: ganha as maiores glórias para ti no céu. tornando próspera a nossa propriedade. Soma.9 17. Salva-nos da censura caluniosa. vem. Ó Soma. da angústia: Sê para nós um Amigo bondoso. e com luz tu tens dissipado as trevas. 18. em ti nós nos regozijaremos. Enriquecedor. ou todas as finas fibras da planta]. Tu. hábil em deveres domésticos. sê. Doador de riqueza. 10. para o adorador. protetor com tropas de heróis. 13. sê feliz em nossos corações. poupando os valentes. Essas ervas. Como um homem jovem em sua própria casa. adequado para assembleia sagrada. um corcel veloz e um homem de conhecimento ativo. O espaçoso firmamento tu tens expandido. que todas ela envolvam a nossa adoração. 16. por todos os lados daquele que nos ameaça: nunca deixa O amigo de alguém como tu ser prejudicado. 9 . Soma. Índice ◄►Hino 92 (Griffith) ____________________ 8 O próprio Soma. 11 O leite que deve ser misturado com o suco Soma. um bom amigo para nós. Que ninguém te impeça: tu és o Senhor da bravura. 12. protege-nos. Soma. crescendo para a imortalidade. e vigor imenso subjugador de inimigos. nascido em meio a hinos. com as nossas canções sagradas: Vem até nós. vem. 10 Através de todos os teus talos [ou filamentos. torna-te grande. Aquelas das tuas glórias que com oblações derramadas os homens honram. com teu Espírito Divino. Para aquele que adora Soma dá a vaca leiteira. 14. vitorioso. obtém para nós uma porção de riquezas. ó Soma. de acordo com Ludwig que considera Soma como a planta. 22. guarda do nosso acampamento. e poderes. ó Soma. tu tens gerado. Com aqueles auxílios encantadores que tu tens. 15. 23. Aceita esse nosso sacrifício e esse nosso louvor. essas vacas leiteiras. 11. Deus. Em ti que nutrientes suculentos estejam unidos. Bem-hábeis em discurso nós te magnificamos. 9. bem abrigado. E fica perto para nos tornar prósperos. ó Soma o que mais alegra. ó Soma.11 e essas águas correntes.279 8. 20. grande através de todos os teus raios de luz. todas essas. 21.10 e sê Um Amigo de mais fama ilustre para nos tornar prósperos. vencedor. ó mais benevolente. De todos os lados que poderes vigorosos se unam em ti: Permanece no lugar de reunião da força. como vacas leiteiras nos prados cobertos de grama. Isto é. para reunião de conselho. – Com eles mesmos nos protege. Fornece para ambos os lados na luta por despojos. salvador em batalhas. curador de doença. sê o ponto central e fonte de todo o poder. Torna-te. Rei Soma. Soma. 19. Deus Soma. ganhador de luz e água. o homem mortal que na tua amizade tem prazer. muitíssimo famoso. descobridor de riqueza. uma glória para seu pai. Soma. Invencível em luta. ó Soma. Protege-nos. para as nossas casas. Soma. A ele o Sábio poderoso8 favorece.

3 Arcanti. Essas divindades da manhã. de acordo com Yāska. são ouvidos novamente. os céus: mas o termo é usado no sentido de se expandir sobre. iluminando todas as coisas. eles atrelaram (ao seu carro) as vacas vermelhas e facilmente atreladas. aquela riqueza abundante que concede fama. para o generoso. e eminente por cavalos e gado. assim os raios da alvorada se espalham pelo céu. 1 . a primeira significando ou escuridão ou elegância. 5. Ela consagra sua beleza. XII. é a frase do texto. encantadora em seu esplendor. na vanguarda da batalha). criadora. Nós temos o termo uṣasaḥ. de raios brilhantes. Uṣas. – os quais tu. e. a última. 6 Com o aparecimento da alvorada. no plural. como uma vaca entrega seu úbere (para o ordenhador). 3. literalmente. Varga 25. os gritos de vários animais e pássaros. ou cortar. ela se espalha e dissipa a escuridão densa. concede-nos alimento. Uṣas devolve a consciência (dos seres vivos). O comentador explica a comparação: “Como eles se espalham. Brilhando luminosa. como guerreiros polindo suas armas. o qual é endereçado aos Aśvins. em sua trajetória. para o nosso deleite. ou nṛtū pode significar uma dançarina. 8. e. ou se estender. 1. isto é.6 é louvada pelos descendentes de Gotama. As líderes femininas (da manhã) iluminam. do restante. como sacerdotes consagram o alimento sacrifical em sacrifícios. Varga 24. as divindades da alvorada têm restaurado. mas. – como guerreiros4 (com suas armas brilhantes. para obter favor. a divindade é U ṣas (a Aurora). A luz brilhante dela é vista primeiro em direção (ao leste). Nirukta. segundo o comentador. 2 Ou mātṛi pode significar simplesmente autora. Triṣṭubh. elas viajam diariamente. 7. posteridade. antes da chegada do sol”. as mães 2 (da terra) radiantes e que se adiantam. e a dadora de alimento. associado com progênie e dependentes. cultuam.280 Hino 92. e. (quando satisfeita) por hinos e sacrifícios sagrados. – trazendo todo tipo de alimento para o realizador de boas obras. a escuridão. a métrica dos primeiros quatro versos é Jagat ī. Nós cruzamos a fronteira da escuridão. derramando luz sobre todo o mundo. ‘como um barbeiro’. a consciência (das criaturas sencientes). Aurora (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é Gotama. Os raios purpúreos projetaram-se prontamente para cima. e. e para o adorador que oferece libações. como um barbeiro (corta o cabelo). significando. o plural é usado apenas honorificamente. com um esforço simultâneo. como o gado se apressa para seus pastos. 4 O texto tem somente ‘como guerreiros’. 4. ela se apressa para o leste. que és repleta de riqueza. têm acompanhado o sol glorioso. com armas brilhantes. e é caracterizada por cavalos. como antigamente. mostras. ou possuir. Que eu obtenha. dissipa a escuridão. 7. A filha brilhante do céu. 5 Nṛtūrivā. ‘criadoras de luz’. e as vozes dos homens. 3 com seu esplendor inerente. Uṣṇih. A filha do céu espera o glorioso sol. as partes mais remotas (do céu).1 espalharam luz (sobre o mundo). ela sorri. ela tem consumido. Uṣas. exceto no último terceto. tropas de escravos. 6. as divindades que presidem a manhã. em vez da personificação singular. quando a tradução seria “Uṣas mostra graça. como uma dançarina” (peśāṃsi vapate). ao longo da frente da ordem de batalha. elas tornam manifesta a luz na parte leste do firmamento. 2. como uma aduladora. 5 ela desnuda seu peito. a incitadora de vozes agradáveis. Uṣas corta as (trevas) acumuladas. dos últimos seis.

possuidora de vacas e cavalos. 17. Ela ouve a fala de todos dotados de pensamento. com intenções favoráveis. tendo iluminado o mundo inteiro. Possuidora de alimento.7 Varga 26. A divina e antiga Uṣas. O comentador acrescenta noite. em direção ao oeste. – sentados em uma carruagem dourada. despertados na alvorada. como a esposa de um matador de cães. hoje. os quais devem ser realizados à luz do dia. isto é. os divinos Aśvins. Que os corcéis. 11. Svasāraṃ é o único termo no texto. 10. Uṣas. Ela tem sido vista iluminando os limites do céu. como no texto. desimpedindo cerimônias sagradas. identificados com o sol e a lua. aparece aqui. de outro modo. de fala verdadeira. de fato. os destruidores de inimigos. para beber o suco Soma. Aśvins. como água corrente. literalmente. Ela é vista associada com os raios do sol. significando o causador da decadência. extensa. 15. que é para nos trazer prosperidade. hoje. sua carruagem para a nossa residência. – e se espalha. sobre essa (cerimônia). nós poderíamos compreendê-lo em seu sentido usual de ‘irmã’. tragam para cá. explicado como svayam eva sarantīm. ritos divinos. destruidores de inimigos. nascida repetidas vezes. possuidora de alimento. às vezes. o Sol. – ‘partindo por sua própria vontade’. A afluente e adorável Uṣas tem lançado seus raios amplamente. a qual contém gado e ouro. 16. Jāra. Aśvins. teus corcéis purpúreos. 8 . 18. expandindo-se com seu resplendor. se estende. 11 Os Aśvins são. mas explicado por vyādhastrī. dirijam. – como (um vaqueiro conduz) o gado (para o pasto). é explicado como Sūrya. ou depois da alvorada. como a noiva do Sol. A divina (Uṣas). Uṣas. e brilhante com cores imutáveis. desgasta a vida de um mortal. e traze para nós todas as coisas boas.8 Consumindo as eras da raça humana. favorecendo. nos tragam força. Luminosa Uṣas. que têm mandado luz adorável do céu11 para o homem. Índice ◄►Hino 93 (Wilson) ____________________ 7 Como uma śvaghnī. 14.10 13. traze-nos aquela riqueza diversa pela qual nós possamos sustentar filhos e netos. ela brilha com luz.281 9. da noite. ou desaparecimento. 9 Yoṣā jārasya. e levando ao desaparecimento aquela (noite) que se retira espontaneamente. como a esposa de um caçador cortando e dividindo as aves. atrela. – que são concessores de felicidade.9 12. ou oferendas para os deuses. fazendo da noite a irmã da manhã. 10 Não prejudicando. acordando todas as criaturas vivas para seus trabalhos. Varga 27.

] 23 [Em vez de com seu olhar brilhante em direção ao oeste.18 Ela como uma aduladora19 sorri em luz por glória. que acabaram de dar nascimento ao dia.20 7. em filhos bravos.282 Hino 92. 9.. que espreme e oferece libações de suco Soma. como uma dançarina. estendendo-se amplamente com seu olhar brilhante em direção ao oeste. Os Gotamas têm louvado a radiante Filha do céu. Macdonell. Rapidamente os raios de luz púrpura subiram. [líder de ricas dádivas.16 a Filha do Céu obteve seu esplendor maravilhoso. tropas de escravos. expressado muito obscuramente com uma zeugma rude ou elipse.. e homens recentemente despertados.17 6. Idem. veste seus trajes bordados: como uma vaca entrega seu úbere. Macdonell. Como tintas que enfeitam o Poste em sacrifícios. as Mães Vacas. Criando luz para todo o mundo de vida. logo que ele é aberto de manhã cedo.12 2. Nós vimos o esplendor do seu brilho. 3.25 12 As Auroras. Benfey toma vijaḥ por ‘dados’ e explica a parte da frase como denotando um jogador esperto que manipula os dados por raspá-los. a Aurora descerra a escuridão.] 18 [“A Aurora irrompendo. na metade leste do ar elas espalharam sua luz brilhante. a Aurora irrompendo novamente traz percepção clara. com suas nuvens brilhantes. Idem. outros animais. Anciã dos Dias. Aurora.] 24 [O último trecho por Macdonell: “Ela despertou a voz de cada pensador”. todas as coisas para o adorador que derrama o suco. As nuvens vermelhas da manhã. a filha do céu estende seu brilho”. é: a Alvorada. Hymns from the Rigveda.15 5. era ungido pelos sacerdotes. que eu ganhe aquela riqueza. sim.14 4. Elas cantam sua música como mulheres ativas em suas tarefas. ao qual as vítimas eram amarradas. Dama auspiciosa.] 16 O poste ou pilar sacrifical. Ela. a Aurora abriu os portões da escuridão como quando vacas irrompem de seus estábulos”. Ó tu que resplandeces em glória extraordinária. nascida novamente repetidas vezes. elas vêm para frente vermelhas brilhantes em cor.] 20 [para mostrar benevolência. a líder do encanto das vozes agradáveis. Idem.22 muito afamada por cavalos. Idem. elas alcançaram seu brilho fulgurante.] 21 Das aves.21 Aurora. como um hábil caçador cortando aves em pedaços. Aurora (Griffith) 1. ela compreende a voz de cada adorador. com suas nuvens vermelhas. 14 Isto é. e vijaḥ por ‘aves’. abriu ou emergiu da escuridão que a cercava.] 25 “Sāyaṇa toma śvaghnī por ‘a esposa de um caçador’. que se espalha e afasta o monstro sombrio. incitado adiante por tua força. tu nos concedes força com progênie e homens. A Deusa desgasta a vida dos mortais. Nós atravessamos o limite dessa escuridão. A frase vijaḥ iva ā mināti se repete 13 . fáceis de serem atreladas. assim ela descobre seu peito. suas teias de luz está tecendo”. e de face bela despertou para nos alegrar.24 10.] 19 [amante.23 Despertando para o movimento todos os seres vivos. a Deusa brilha. As Auroras trouxeram percepção distinta como antes: de tons vermelhos. trazendo descanso para o devoto generoso. as Vacas Vermelhas13 eles atrelaram. Como heróis que preparam suas armas para a guerra. Macdonell lê de frente para o olho de Sūrya. ao longo do seu caminho comum para cá de longe.] 22 [aliados. [Macdonell lê: “Criando luz para todo o mundo. do mesmo modo como as vacas deixam o curral ou estábulo no qual elas tinham estado trancadas. Dirigindo seus olhares para todo o mundo. renomada e ampla. Essas Auroras ergueram sua bandeira. visível com vacas e cavalos. 15 O significado. 17 [“Como alguém unge o poste em sacrifícios. como as vacas seu estábulo. enfeitando sua beleza com as mesmas vestes. 8.

onde Sāyaṇa toma vijaḥ por udvejakaḥ. causa radiante de sons agradáveis. os cavalos dos Aśvins. aos sacerdotes que se levantam ao romper do dia para realizar os sacrifícios matinais. . ambos os Deuses dadores de saúde e operadores de milagres. como um rio corre suas águas. com abundância de cavalos e de vacas Brilha sobre nós neste dia. 15. a Abençoada resplandece estendendo seus raios como vacas. 16.283 11. Ela apareceu revelando os limites do céu: para muito longe ela rechaça sua irmã. Tu. Original Sanskrit Texts.5. 14. tragam força para cá para nós. 26 Diminuindo os dias das criaturas humanas. dirijam unânimes Seu carro para a nossa casa rica em vacas e ouro. 186. 29 De acordo com Sāyaṇa. 17. 27 O Sol. uma luz que dá luz ao homem. Muir.28 ela é contemplada visível com os raios do sol.27 12. Vocês. V. E então traze para nós todas as alegrias. [Macdonell lê: “Como apostas reduzidas por um jogador hábil”. para beber Soma. Para cá que aqueles que acordam ao amanhecer29 tragam. com adequação pelo menos igual. Nunca transgredindo os mandamentos divinos. 18. Ó Aśvins. concede-nos o presente maravilhoso Com o qual nós possamos sustentar filhos e os filhos dos filhos. que trouxeram o hino do céu. A brilhante.] 26 A noite. Índice ◄►Hino 93 (Griffith) ____________________ em 2. 13. Ó Aurora enriquecida com ampla riqueza. ‘um importunador’. tão incertas são suas explicações!” – J. auspiciosamente.12. A expressão pode se aplicar. 28 Sempre obediente à Lei Eterna ou ordem divina do universo. ó Aurora. a Dama brilha com todo o esplendor do seu amante. Ó Aśvins magníficos em ação. atrela ao teu carro teus corcéis purpúreos. trazidos em caminhos de ouro. Ó Aurora enriquecida com ritos sagrados.

aquele que. sejam propícios. Agni-Soma (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi é Gotama. Agni e Soma. sejam benevolentes para nós. ou fardo. claramente. os deuses são Agni e Soma. 1. Jagatī ou Triṣṭubh. protetores prósperos e diligentes. sejam bem nutridas. protejam o sacrifício dele. Isso se parece muito com uma lenda purânica. derramadores (de desejos). o qual afirma que Agni e Soma são aqueles que são os dois reis dos deuses. Vocês dois. Vocês mataram a prole de Bṛsaya. dotados de riqueza igual. e defendam de todo mal. impróprias para terem qualquer parte em ritos sagrados. começando com a nona. cuidem dos nossos cavalos. têm mantido essas constelações no céu. que somos muito ricos. para o benefício de muitos. um falcão carregou o outro. compartilhem da oblação oferecida. com progênie. e que as nossas vacas. o vento trouxe um de vocês do céu. e venham até nós. deem ampla (recompensa) para aquele que oferece para vocês dois essa manteiga clarificada. 7. à força. Gāyatrī. ou escuridão reunida. por toda a vida dele. 1 . Outro texto é citado. aqui chamado de Asura. as mulheres.1 e vocês adquiriram o único corpo luminoso (o sol2). força (para realizar) ritos religiosos. com a mente devotada aos deuses. e chamados por uma invocação comum. Agni e Soma. 11. o qual tinha caído neles. aceitem cortesmente os meus hinos. Agni e Soma. saúde e isenção de mal. é dito. Varga 28. apresentada: os rios foram poluídos pelo corpo morto de Vṛtra. é (bem) conhecida por nós. e bons cavalos. compartilhem dos nossos louvores. juntos. consequentemente. 4. os adora com manteiga clarificada e oblações: concedam ao homem empenhado (em devoção) extrema felicidade. Agni e Soma. agindo juntos. a nuvem envolvente. Essas são. Soma foi trazido de Svarga. Varga 29. e a ação de Agni e Soma na morte dele é explicada por identificá-los com os dois ares vitais Prāṇa e Apāna.3 6. na forma de um falcão. Triṣṭubh. por Gāyatrī. alusões alegóricas ao primitivo uso do fogo e da planta Soma em cerimônias religiosas. fornecendo (leite que produz manteiga para) oblações.4 tornando-se vastos através de louvor.284 Hino 93. É dito que Bṛsaya é um sinônimo de Tvaṣṭṛ. derramadores (de desejos). estejam satisfeitos com essas nossas oblações. que aquele que oferece a vocês a oblação de manteiga clarificada desfrute de força perfeita. aquela façanha de vocês. de bramanicídio foi incorrido por Indra. Agni e Soma. 5. para o sacrificador. do restante. do topo da montanha. o sol foi permitido aparecer no céu. isto é. quando realizando um sacrifício. Agni e Soma. àquele que dirige essa prece para vocês dois. no topo do Monte Meru. pois vocês têm sido (sempre) os principais dos deuses. também. as águas deles estavam. ao matar Vṛtra. 4 A lenda relata que Vāyu trouxe Agni do céu. para (a realização de) sacrifício. Agni e Soma. Agni e Soma. fiquem satisfeitos. e concedam. da oitava. ouçam favoravelmente essa minha invocação. 2. e libações do suco Soma. pela qual vocês levaram as vacas que eram o alimento de Paṇi. Uma de caráter mais vêdico é. 12. Agni e Soma. a separação dos quais de Vṛtra foi a causa aproximada da morte dele. de três. abundância de gado com força perfeita. a métrica das três primeiras estrofes é Anuṣṭubh. mas qual culpa ele transferiu para os rios. 3. 3 A imputação. Agni e Soma. pelo desejo de Bhṛgu. Agni e Soma. 8. Deem para nós. concedam. e deem felicidade ao doador (da oblação). por oblações ao fogo. que era um brâmane. e as árvores. vocês tornaram o mundo amplo. até que elas foram purificadas por Agni e Soma. 5 O termo é simplesmente devatrā. vocês libertaram os rios que tinham sido poluídos. O filho de Tvaṣṭṛ é Vṛtra. e tornem o nosso sacrifício produtivo de riqueza. da imputação notória. 2 Pela destruição de Vṛtra. Agni e Soma.5 10. 9. e.

285 Índice ◄►Hino 94 (Wilson) ____________________ Hino 93. Recuperaram as vacas (as nuvens de chuva. Agni e Soma. Agni e Soma. Soma. 6. juntos. e que ela os agrade.7 o alimento dele. de Svarga no topo do Monte Meru. ou raios de luz) que o demônio avaro tinha levado e escondido. Agni e Soma. De maldição e de opróbrio. famosa é aquela sua destreza com a qual vocês roubaram as vacas. E venham. e o Falcão trouxe Soma da montanha ou nuvem. essa oblação preparada. Agni-Soma (Griffith) 1. no caso nominativo. trouxe Agni ou fogo do céu. Poderosos. O homem que oferece óleo sagrado e oferendas queimadas para vocês. Agni e Soma. – protejam seu sacrifício. ágnīṣomāv. 11. preservem-no do perigo.9 Fortalecidos por prece sagrada Agni e Soma fizeram para nós um amplo espaço para sacrificar. com este hino. Mātariśvā. 10 Isto é. e que sejam gordas as nossas vacas que produzem oblações.6 o Par poderoso. desfrutará de grande força. ó Agni-Soma. diz Sāyaṇa.11 e façam os nossos ritos sagrados serem bem sucedidos. vocês libertaram os rios que estavam presos em grilhões. Um de vocês Mātariśvan trouxe do céu. 9. ouçam benevolentemente o meu chamado. 4.10 Outorguem poder para nós e para os nossos patrocinadores ricos. Aquele que com óleo e oblação derramada honra. aceitem os nossos hinos: Juntos estejam entre os Deuses. Agni e Soma. 10. 12. aceitem-na. 8 O nome de um demônio ou inimigo selvagem. Agni e Soma. cuidem bem dos nossos cavalos. para aquele que os adora com o óleo sagrado Façam resplandecer uma ampla recompensa. Agni e Soma. Agni e Soma. 2. 11 Os ricos chefes de família que instituem os sacrifícios. 9 Mātariśvan. Concedam-nos boa proteção e auxílio bondoso: concedam saúde e riquezas ao sacrificador. Vocês fizeram a descendência de Bṛsaya8 perecer. deem ao sacrificador grande felicidade. Invocados juntos. com filhos. Provem. toda a sua vida. para perto de nós. de Paṇi. ou. unidos em operação vocês estabeleceram as luzes brilhantes no céu. Índice ◄►Hino 94 (Griffith) ____________________ Ou. com coração dedicado a Deus. O homem que honra a vocês hoje. isto é. 8. Agni e Soma. Agni-Soma. 3. companheiros de riqueza. o Falcão arrancou o outro da montanha. os dois deuses formando um deus dual. 7. vocês encontraram a luz. Aceitem de forma amistosa o meu hino. e tornem próspero aquele que oferece presentes. 6 7 . Deem-lhe força heroica. aumento de vacas e cavalos nobres. Agni e Soma. fiquem satisfeitos com essas oferendas trazidas para vocês. 5. a única luz para muitos. que fornecem leite para ser misturado com o suco Soma. Agni.

e o Purohita familiar ou hereditário. todos os deuses. Tu és de forma graciosa. Não nos deixes sofrer dano. – sendo. com tuas (armas) fatais. e. Não nos deixes sofrer dano. ele prospera. 2 Os filhos de Aditi. Agni. 1. 8. e iluminando (o mundo à noite). poderia se pensar que nós tínhamos. Sūkta I) O Ṛṣi é Kutsa. por tua amizade. ou Purohita pode ser o mesmo que o Brahmā de uma cerimônia. geralmente chamado de recitador do Yajush. ele é o Potṛ. seu realizador. Tu és o sacerdote sacrificante ou o invocador. Agni. por tua amizade. tua amizade. 3. em três partes da oitava estrofe. a fonte da) força. a métrica das duas últimas estrofes é Triṣṭubh. Agni.4 que a carruagem do oferecedor da oblação seja a principal. pois. Para ele que é digno de louvor. Deuses. perto ou longe. Não nos deixes sofrer dano. por tua amizade. pelo comentador. o sacerdote familiar. Não nos deixes sofrer dano. por tua amizade. tu realizas perfeitamente o rito. com nossas mentes. ou o sacerdote assim chamado. compreendam e cumpram as minhas palavras. através de ti.3 Desse modo familiarizado com todas as funções sacerdotais. Aquele por quem tu sacrificas realiza (seus objetivos). tu és o principal (apresentador da oferenda). quando empenhada na adoração dele.1 2.286 Hino 94. reside livre de agressão. aqui. Aperfeiçoa o rito. ele é o Hotṛ. Todos os deuses são aqui considerados como apenas partes ou membros de Agni. com os deuses em geral. tu és superior à alvorada. Essa última oração é o refrão de todas as estrofes exceto das duas finais: sakhye mā riṣāmā vayaṃ tava. Agni. além da escuridão da noite. por tua amizade. ou. Termina completamente o rito. O comentador explica isso como mukhya. 4 Devā. lembrando-nos de ti nas sucessivas épocas (de culto). Que nós sejamos capazes de te acender. e a pobreza nunca se aproxima dele. o que Bṛhaspati é para os deuses. Brilhando com esplendor variado. Agni (Wilson) (Anuvāka 15. todos os que são inimigos. ou por. Traze para cá os Ādityas. se espalham por toda parte. e igual por todos os lados. divino Agni. nós oferecemos oblações. 1 . Agni. o filho de Aṅgiras. por tua amizade. os deuses compartilham das oblações oferecidas. 5. e desfruta de (riqueza. na frente de. os maus e os ímpios. Jagatī. embora distante. esse hino. 4. 3 Agni é aqui identificado com os principais dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios solenes. e onisciente. Agni. brilhas como se estivesses próximo. Tu vês. Nós trazemos combustíveis. Não nos deixes sofrer dano. – Que nós não sejamos prejudicados em. nós construímos. para os homens. por tua amizade. na metade posterior da última.5 que as nossas denúncias subjuguem os perversos.2 pois nós os amamos. por tua amizade. Varga 31. como (um artífice faz) um carro. e quando realizar suas funções. ou sacerdote invocador. como o apresentador das oferendas. cujo dever é ordenar aos outros sacerdotes o que fazer. uma alusão a corridas de carruagem. associado. e. e então provê um (caminho) fácil para o sacrificador que te louva. Suas (chamas) geniais. 7. o deus é Agni. isto é. Agni. o diretor (das cerimônias). Ele é o Adhvaryu. ele é o Praśāstṛ. principal: de outro modo. e bípedes e quadrúpedes são avivados pelos raios dele. Feliz é a nossa compreensão. Não nos deixes sofrer dano. 5 Pūrva. por nascimento. ou o Maitrāvaruṇa. – aqui definido. do resto. para prolongar nossas vidas. Não nos deixes sofrer dano. 6. Não nos deixa sofrer dano. Vence. Agni. com diferentes divindades. Varga 30. as preservadoras da humanidade. isto é. 9. Agni. Não nos deixes sofrer dano. por tua amizade. segundo o comentador: Protege-nos.

Varuṇa e Aditi foram citados antes. Veja 1. até o hino cento e cinco. sofrer danos. por tua amizade. 2. a preservem para nós. ou os rios correntes coletivamente. és o amigo especial dos deuses. Pelo teu rugido até as aves ficam apavoradas. Agni (Griffith) 1. 8 Agni. ao teu carro. quando tuas chamas. permanece sem um inimigo. Ele se torna forte. sofrer danos. 14. Agni. Agni. tu dás recompensas e riquezas para o adorador. Extraordinária é a fúria dos Maruts. sofrer dano por tua amizade. Agni. Que esse (teu adorador) desfrute do apoio de Mitra e Varuṇa. 12.287 10. Não nos deixes. sofrer dano por tua amizade. indivisível Agni. sofrer danos. e que Mitra. e o céu. 10 Entre aqueles que se reuniram para adorá-lo. Agni. e. Que nós tenhamos o poder de acender-te. O sentido pode ser também: boa. és louvado (pelos sacerdotes). Não nos deixes. Mitra. Não nos deixes sofrer dano. (assíduo) em todas as obras piedosas. em sua assembleia. Não nos deixes. e que as suas mentes novamente (sejam bondosas) para nós. propiciado por libações. Para Jātavedas8 digno do nosso louvor nós construiremos com a nossa mente este elogio como se fosse um carro. Esses são pedidos para honrar. na tua amizade.7 Índice ◄►Hino 95 (Wilson) ____________________ Hino 94. ou auspiciosa. Agni. possuidor de riquezas. rápidos como o vento. (Habitantes da região) abaixo (dos céus). por ti. e para as tuas carruagens. Não nos deixes sofrer dano. Agni. o oceano. 9 Como um carpinteiro constrói um carro ou carroça. significando. o infortúnio nunca se aproxima dele. 3. 15. consumindo a grama. traze para cá os Ādityas. 6 7 . Varuṇa. a água corrente. Não nos deixes. Tu. quando tu és aceso em tua própria residência. – a quem tu associas com força auspiciosa. nessa ocasião prolonga a nossa existência. na tua amizade. se espalharam em todas as direções. por tua amizade. és o confirmador de todas as riquezas. 13. tu. que és gracioso no sacrifício. Pṛthivī e Div são a terra e o céu personificados. ou o rio Indus. e tu envolves as árvores da floresta com uma bandeira de fumaça. e isso pode significar o oceano. Quando tu atrelas os cavalos brilhantes vermelhos. 11. com prosperidade que inclui progênie. Abaixo de Svargaloka. Que nós estejamos presentes na tua mais espaçosa câmara de sacrifício.44. Agni. Não nos deixes sofrer dano. Realiza os nossos pensamentos.1. 16. qualquer bênção que tenha sido pedida. Aditi. que sabes o que é boa sorte. ou perpetuar. A segunda linha desse verso termina os hinos seguintes. concedes isenção de pecado. tu. O homem para quem tu sacrificas prospera. Agradável é para ti. Varga 32. teu rugido é como aquele de um touro. ou no antarikṣa. Em ti os Deuses comem a oferenda apresentada.10 é esse cuidado nosso. com duas exceções. Não nos deixes. ganha poder heroico. Então. é a providência dele ou cuidado amável de nós. (a floresta) é de fácil acesso para ti. (Afortunado é o adorador) para quem. Agni. na tua amizade. pois nós ansiamos por eles. ou identificada com. Por Sindhu se deve entender a divindade que preside.9 Para o bem. (brilhante) Agni. Que ele seja (enriquecido). a terra. muito satisfeito.6 nos encorajem. preservar. ou firmamento. Divino Agni. por tua amizade.

na tua amizade. Poderoso és tu. Nós traremos combustíveis e prepararemos oferendas queimadas.288 4. purificador. Sob a tua proteção mais ampla que nós vivamos. protegendo quadrúpede e bípede com seus raios. Os ministros11 dele se movem adiante. Agni. Tu és um Deus. invocado com Soma tu ressoas muitíssimo benigno. Não nos deixes.12 extraordinária é a ira dos Maruts quando eles descem. na tua amizade. Então pelo teu rugido as próprias aves ficam apavoradas. Agni. Agni. Ouçam esse nosso discurso e o façam prosperar bem. os guardiões do povo. 16. Índice ◄►Hino 95 (Griffith) ____________________ 11 Os raios de luz. igual por todos os lados. e Mitra. 12 . 7. sofrer danos. Sê benevolente. Não nos deixes. sofrer danos. Não nos deixes. Esta é tua graça que. sofrer danos. Agni. Agni. sofrer danos. Que Varuṇa. 15. Não nos deixes. na tua amizade.13 belo em sacrifício. com filhos e riqueza. Não nos deixes. Não nos deixes. Então ao cantor dá caminho livre para o sacrifício. 10. e Aditi e Sindhu. tu és o magnífico Amigo dos Deuses. 13. Sábio. que nós sejamos aqueles para quem tu. Senhor de grandes riquezas. prolonga aqui os dias de nossa existência. Agni. concedes liberdade de todo pecado com inteireza perfeita. tu fulguras brilhantemente como se ao alcance da mão. Não nos deixes. sofrer danos. tu vês até mesmo através da escuridão da noite. tu Diretor. sofrer danos. Quando ao teu carro tu atrelaste dois corcéis vermelhos e dois corcéis rubros. Não nos deixes. Ser Eterno. e que o nosso hino prevaleça sobre os homens de coração mau. que os corações deles sejam voltados para nós novamente. Não nos deixes. tu que conheces toda boa fortuna. Então. De forma encantadora tu és. grande Sumo Sacerdote por nascimento. quando. o Vasu dos Vasus. embora longe. sofrer danos. Agni. Tu com chamas de bandeira de fumaça atacas árvores da floresta. Agni. Agni. sofrer danos. tu dás riqueza e tesouro para o adorador. aceso em tua própria residência. estejam próximos ou muito longe. Não nos deixes. na tua amizade. 8. 13 O melhor da classe de deuses chamados Vasus. na tua amizade. 6. sofrer danos. Não nos deixes. Deus. Conhecendo todo o trabalho sacerdotal tu o aperfeiçoas. na tua amizade. na tua amizade. é fácil para ti e o teu carro passarem. 5. Agni convence Mitra e Varuṇa a mandarem a chuva e protege os homens da fúria dos Deuses da Tempestade. Ó Deus. Agni. ou ‘o bom entre os bons’. e a Terra e o Céu aceite essa nossa prece. acelerados pelo vento. teu rugido era como aquele de um touro. Atinge com tuas armas aqueles de palavras e pensamentos maus. lembrando de ti em cada festival sucessivo. na tua amizade. na tua amizade. 11. Agni. na tua amizade. sofrer danos. na tua amizade. 9. sofrer danos. Agni. 12. o arauto magnífico da Aurora. consumindo a grama. que seja o principal o carro daquele que derrama libações. a quem tu com força excelente vivificas. Realiza o nosso pensamento de modo que nós possamos prolongar nossas vidas. Ele tem o Poder de acalmar Mitra e Varuṇa. 14. Deuses. Tu és o Apresentador e o principal Invocador. Dessa maneira. as tuas faíscas voam amplamente para longe. demônios devoradores.

Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Tu vês. E faze um bom caminho para o sacrifício daquele que te louva. Então tudo vai bem contigo e com teus carros. E quando as tuas faíscas que consomem grama estão espalhadas. os malignos. Que a nossa maldição supere os mal-intencionados. 2. ao número dos sacerdotes oficiantes no sacrifício (ṛtvijaḥ). o Praśāstṛ. 4. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Ele faz Mitra e Varuṇa obterem bebida refrescante. Traze para cá os Ādityas. Todos os sacerdotes mencionados aqui (com exceção do Purohita. é o mesmo sacerdote que é mais comumente designado como o Maitrāvaruṇa. 6. Tu és o Adhvaryu e o antigo Hotṛ. 1. 1. Nós temos enviado adiante com mente pensativa este cântico de louvor. vermelhos. 3. Auxilia no avanço das nossas orações para que nós possamos viver. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. por sua luz noturna as criaturas caminham. Que nós sejamos capazes de te acender. por exemplo. Golpeia para longe com tuas armas aqueles que nos amaldiçoam. tu resplandeces mesmo quando longe como relâmpago.15 o Potṛ. ele adquire abundância de heróis. Os deuses comem o alimento sacrifical que é oferecido em ti. 10. Que a mente deles seja novamente (como era antes). mesmo através da escuridão da noite. ADHYĀYA 6. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. (Ele é) o pastor dos clãs. 14 Pārvan. as de dois pés e as de quatro pés. o nascido Purohita. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 7. 16 O Purohita ou sacerdote familiar não pertence. ó sábio. VARGA 30–32. eles estejam perto ou longe. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. todos os demônios necrófagos. os (pássaros) alados também temem o barulho. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ele permanece intocado. 5. 9. veja a nota seguinte) pertencem ao antigo sistema dos ‘sete Hotṛs’. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Tu és o brilhante. despertando a tua atenção em cada junção14 (do mês). então tu moves as árvores com a tua bandeira de fumaça. 17 Os genitivos Mitrasya Varuṇasya podem ser entendidos como dependentes.16 Conhecendo os deveres de cada sacerdote tu dás sucesso. nenhuma angústia toma conta dele. parece se referir aqui às junções do mês. Nesse caso. 11. HINO 94. embora naturalmente o Purohita pudesse atuar como um Ṛtvij.17 Sê misericordioso para conosco. Ele desvia misteriosamente a ira dos Maruts. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. literalmente. como uma carruagem para o digno Jātavedas. Tu que és belo. 2. AṢṬAKA I. os quais o vento impele adiante. Prospera aquele para quem tu realizas o sacrifício. pois nós ansiamos por eles. ‘o comandante’. de aparência semelhante por todos os lados. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade.289 Hino 94. em 2. Ele é forte. Que a carruagem daquele que espreme Soma permaneça na dianteira. 12. ó Deus. Aceitem (ó deuses) essa prece e a façam prosperar. os dias sacrificais da mudança da lua e da lua cheia (os sacrifícios-pārvaṇa). propriamente falando. Quando tu atrelas ao teu carro os dois cavalos rubros. 15 O Praśāstṛ (ou Upavaktṛ). Nós vamos trazer combustíveis e preparar presentes sacrificais para ti. 'junção'." . a tradução seria: "Ele misteriosamente afasta a ira de Mitra e Varuṇa e dos Maruts a fim de que (os homens) possam obter bebida refrescante. Torna prósperas as nossas orações. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. grande esplendor da aurora. em conjunto com Marutāṃ. e o teu rugido é como aquele de um touro. enumerados. de heḷaḥ. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 8. Pois bem-aventurado é o seu cuidado por nós em sua companhia. ó deuses.

15. com uma evidente alusão à deusa Aditi. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Ó Agni. . e alimentado com Soma. o qual é o significado original de Aditi. 19 O último hemistíquio é a conclusão regular dos hinos de Kutsa. dos deuses). tu és despertado. como a concessora de liberdade de vínculos. Essa é a tua (natureza) gloriosa que. a Terra e o Céu nos concedam isso!19 Índice ◄►Hino 95 (Oldenberg) ____________________ 18 Agni é chamado aqui pelo nome de Aditi. ó Aditi. prolonga a nossa vida aqui. Tu dás tesouros e riqueza ao adorador. 14. que Aditi. quando aceso na tua própria casa. ó Deus! Que Mitra e Varuṇa. um maravilhoso Mitra (ou seja. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Tu és o deus dos deuses. bem-vindo no sacrifício. Tu és o Vasu dos Vasus.290 13. e a quem tu queres estimular com força gloriosa e com abundância de progênie. ó possuidor de bela riqueza. Que nós sejamos daqueles a quem tu. o mais misericordioso. Que nós estejamos sob a tua proteção mais abrangente. amigo. 16. tu que sabes (como conceder) felicidade. o Sindhu.18 tens prazer em conceder impecabilidade na saúde e na riqueza.

sendo manifestado de manhã. até que fique escuro. é dito. dividindo as estações do ano. para sugerir sua habilidade de suportar ou ser dominado. o Agni é aquele dotado das propriedades da aurora. – regulando as estações. 2. o calor natural existente nas águas. 8 Acima. a partir do oceano. Agni (Wilson) (Sétimo Adhyāya. Aparecendo entre elas (as águas).) O deus é Agni. na qualidade da faculdade digestiva. 6 Agni. Nós devemos. erguendo-se acima dos flancos das águas ondulantes. a partir da chuva. portanto. em um estado embrionário. aproximando-se do leão.9 eles lhe prestam honras. e em todas as coisas fixas e móveis. como também referido em sua própria personificação. no firmamento. depositado em todas as criaturas. universalmente renomado. ou ele pode ser o puro. Varga 1. pode ser considerado como o filho das águas reunidas nas nuvens. a humanidade”.7 poderoso e sábio. O comentador diz que as Dez são. o qual aparece na periferia da chuva disposta desigualmente. na forma de relâmpago.] os dez dedos. ele formou. na forma do sol. um no céu. em sucessão regular. por meio da ação dos ventos. que cai das nuvens. ou brilha. e cada um. das águas tortuosas. consequentemente. 3 Vibhṛtram. As Dez vigilantes e jovens geram. no outro.)3 de aspecto afiado. tendo os atributos da alvorada. ou o Agni que tem direito a uma parte da oblação matutina. . 9 Siṃham o comentador considera como aplicável a Agni. e indicando os pontos do horizonte. em sucessão. como um embrião nas nuvens. aqui. pode-se dizer que ele é o distribuidor do tempo e espaço. [e. as quais geram o fogo elétrico. através do vento. e. preta e branca. e nasce. Em um. quando o radiante Agni nasce. ou ondulante. Agni. ou pico. e. por assim dizer. 3. considerar que Agni é tratado como idêntico a Hari. 1 Virūpe.2 inerente (em todos os seres. Continuação do Anuvāka 15. ou nascido. embora não perceptível para os sentidos. um no firmamento. É dito que o dia é a mãe do fogo. Desse modo o sol está no útero da noite. é o relâmpago. em uma acepção. ele sai do oceano.6 O germe de muitas (águas). e é dito que ele gera aquelas águas por meio das oblações que ele transporta.1 revolvem. Não parece haver qualquer objeção ao uso metafórico do significado literal da palavra ‘leão’. o Ṛṣi é Kutsa. e. a chuva é produzida por causa do sol. no Smṛti. deve então ser adorado. Triṣṭubh. é dito: “Oblações oferecidas no fogo ascendem ao sol. Agni nasce no oceano. como relâmpago. nas florestas. de diferentes cores. aqui. ou o sol. que o Agni do hino é aquele que tem direito a uma parte da oblação matutina. respectivamente nutre um filho. Sūkta II.8 espalhando seu próprio renome. cores. brilhando à noite. 5 Calor latente. os grãos. e por consequência. ou relâmpago. A ele elas conduzem (para todas as residências). ou noite e dia. como um embrião nos bastões. para o benefício das criaturas terrenas. ele gera suas mães por meio de oblações. distinto Agni. o recebedor de oblações. – um é no oceano. assim como. de manhã. os quais geram Agni através do ar do atrito. Ambos (céu e terra) ficam alarmados. a métrica. deve ser adorado ao anoitecer. no céu. ou o sol.291 Hino 95. a qual é atribuída à ação do calor natural. brilhante entre os homens. no lado. o quadrante leste. esse Agni embrião. Em seu caráter de sol. o resplandecente luminoso (Agni) cresce. 4 Como fogo submarino. 7 Pensa-se que Agni ergue-se. e não está totalmente manifestado. isto é. Hari é o recebedor de oblações. 2 Essa estrofe é interpretada um pouco diferentemente. 1. o brilhante Agni é contemplado. ou o puro e simples Agni. Qual de vocês discerne o oculto5 Agni? Um filho. – o que está muito em desacordo com a afirmação preliminar. como o sol. 5. de natureza diversa. Agni. ou. o qual está então. para seus próprios propósitos. Hari. Dois períodos. as dez regiões do espaço. de manhã. 4 4. em outra acepção. Eles contemplam três lugares do nascimento dele.

Varuṇa. também. ele inunda a terra. o poderoso. ou os dois pedaços de madeira friccionados juntos para produzir chama. 11 . Quando ele nasceu ambos os mundos de Tvaṣṭar17 ficaram amedrontados: eles se voltam para ele e reverenciam o Leão. ele assume uma forma excelente e resplandecente. e veste (a terra) com vestimentas novas. com aquelas águas puras. Índice ◄►Hino 96 (Wilson) ____________________ Hino 95. Agni. produziram essa criança conduzida para diversos quadrantes. para (assegurar) alimento para nós que somos possuidores de riqueza. nas florestas. no céu e nas águas. de natureza divina. 16 Agni latente nas águas. Sāyaṇa toma tvaṣṭuḥ como um epíteto de Agni. Como o sol. belo. fulgente entre os homens com esplendor inerente. os anuais. em uma torrente. Budhna é o termo. e que Mitra. O brilho vasto e vitorioso de ti. Agni (Griffith) 1. etc. 11. Aditi. ele estende seus braços. 6. e. Ele tem sido o senhor da força entre os poderosos. nos oṣadhis. e o céu. Ele reúne todos os (artigos de) alimentos no estômago. como a base. 13 Os Dois são Dia e Noite. para esse fim. 10. ou os cereais. trabalha (em seus deveres). como vacas mugindo (seguem seus bezerros) pelos caminhos (que eles seguiram). O germe de muitos. 9. Ambos os auspiciosos10 (dia e noite. 3. com as águas moventes. Um tem um Bebê Divino de cor dourada. nesse verso e no seguinte. à direita (do altar). formados pelo artista divino representado como o Criador. e produzem alimento. Visível. Ele faz as águas fluírem. e estabeleceu e regula as estações do ano. à noite. e o sábio sustentador (de todas as coisas) varre a fonte 11 (das chuvas. e. com seu brilho). que és o purificador. enfeitando o céu e a terra (com brilho). ungem. geram Agni pelo atrito dos bastões de fogo. a terra. brilhante e de belo resplendor é aquele com o outro. 7. e então o bebê recém-nascido é levado para lá e para cá para acender os vários fogos sacrificais. ou a Lua. ou mães. Elas levam por toda parte a ele cujas chamas são muito aguçadas. os quais amadurecem depois das chuvas. resplandece. 15 Em seu caráter de Sol ele governa especialmente no leste. 17 Céu e Terra. e a criança que cada um alimenta por vez é Agni.15 4. Três diferentes locais de seu nascimento eles honram. como o Sol de dia e o Fogo. das chuvas. permeia o firmamento. chamados de filhas do artista dos Deuses por causa da habilidade e velocidade com as quais eles realizam seu trabalho. o oceano. sábio e poderoso. o preservem para nós. como duas criadas. no firmamento. a (umidade) essencial. para o antarikṣa. e o formidável Agni. ou firmamento. 8. 2. ele cresce em brilho inato erguido do regaço das águas ondeantes. que tens sido acendido por nós. sendo impregnados pelo Agni terreno.14 vigilantes e jovens. crescendo com o combustível que nós temos suprido. Agni. 5. pelo céu. 14 Os dedos. do seio das águas ele sai. 10 Ambos pode. permanece temporariamente nos recentemente surgidos pais12 (dos grãos). Associado. As dez filhas de Tvaṣṭar. Para belas metas viajam os Dois13 de aparência diversa: cada um em sucessão nutre uma criança. Quem de vocês conhece esse Oculto?16 A Criança por sua própria natureza produziu suas mães. ou fonte. protege-nos com todas as tuas glórias não diminuídas e protetoras. de onde uma concentração de luz é espalhada amplamente pelo deus alegre. de tudo. Governando no leste das regiões terrestres.) o servem. no ar. 12 O texto tem somente ‘nos novos pais’.292 Varga 2. derivadas de suas (chuvas) maternas. Ele tira. a quem (os sacerdotes). sugerir céu e terra. ele tem estabelecido as estações na sua ordem. isto é.

elas transportam por toda parte entre os homens. movendo-se de acordo com seu costume. 3. o grande vidente.18 como mulheres. e torrente. De acordo com Sāyaṇa o Sol se chama Savitar antes de nascer. evidentemente. AṢṬAKA I. Ele. e inunda a terra com as correntes de água que reluzem. sim. cuidam dele: como vacas mugindo eles o procuram da maneira deles. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. à direita. eles ungem com suas oblações. Uma e a outra amamenta o bezerro. ADHYĀYA 7. Que Varuṇa. Alimentado com o nosso combustível. Extensamente através do firmamento se espalha triunfante a força muito resplandecente de ti o Poderoso. 1. se adianta do colo das ativas. As dez incansáveis mulheres jovens25 produziram esse amplamente expandido germe de Tvaṣṭṛ. 11. e Sūrya a partir do seu nascimento até seu ocaso.127.293 6. a Noite e a Aurora (veja 1. a ele. um nas águas. 2. Índice ◄►Hino 96 (Griffith) ____________________ Hino 95.24 Com uma (o bezerro) é dourado.19 7. HINO 95. O Sábio22 adorna as profundezas do ar com sabedoria: essa é a assembleia23 onde os Deuses são adorados. Ele é o Senhor do Poder entre os poderosos. Em lugares secos ele faz riacho. Os Dois auspiciosos. 9. terrível. Ele faz dele uma forma mais nobre de esplendor. com todos os teus auxílios autoluminosos não diminuídos. Como Savitar20 ele estica seus braços com poder. 23 Tudo isso é a razão pela qual os homens se reúnem para adorar os Deuses. cuja aparência brilhante à noite é contrastada aqui com seu esplendor mais pálido de dia (veja 1. 25 As dez mulheres jovens são os dedos que produzem o fogo pelo atrito das madeiras. Ele arranca de todos um manto brilhante. e se move entre as novas gramas recém brotando. Aceso por nós nos protege. e Mitra. 8.28 18 Céu e Terra. um no céu. Todas as coisas antigas dentro do seu estômago ele reúne. O bezerro é Agni. perseguindo um bom objetivo.96. portanto brilha para nós auspiciosamente por glória. cheio de esplendor excelente. que é dotado de seu próprio esplendor. enfeitando-o em sua casa com leite e águas. dominante ele determina as estações dos moradores da terra pelo seu poder atual. 10. o brilhante. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.5). Duas (irmãs) de diferentes formas vagueiam juntamente. 19 . Agni. Quem dentre vocês compreendeu esse (deus) oculto?26 O bezerro por si mesmo tem dado nascimento a suas mães. os sacerdotes o ungem com oferendas de manteiga clarificada. A tradução seria: "Quem entre vocês compreendeu esse segredo? – o segredo que um bezerro deve dar à luz vacas. VARGA 1–2. Permanecendo no lado direito do altar.27 O germe de muitas (mães). e Aditi e Sindhu. ele se esforça apreendendo as duas extremidades do mundo. o de face afiada (Agni). 4.5). movendo-se por sua própria força. Na região leste. 22 Agni. purificador Agni. de suas Mães21 ele faz sair novo traje. 26 Possivelmente nós devemos corrigir káh idam vah ninyám. Com a outra ele é visto luminoso. e curso de rio. 21 As Águas. 24 As duas mulheres são. 20 O Sol. Eles celebram seus três nascimentos: um no mar.

– nós podemos tentar interpretar o pensamento do poeta – envia a sua fumaça para o céu. como duas mulheres gentis. 31 O sujeito parece ser a prece que purifica. 28 Isto é. que Aditi. Ambos o afagam. 30 As vacas naturalmente significam os alimentos sacrificais provenientes da vaca. Agni. mas voltando eles acariciam o leão. o alicerce resplandecente do búfalo. 29 Isto é. 11. A fumaça é carregada nas nuvens. assim. Ele o terrível pressionando em limites ambas as alas (do seu exército). O espaço amplo cerca a tua base. Tudo o que é antigo ele recebe em sua barriga. o Sindhu.29 quando ele nasceu. ele a quem eles ungem com presentes sacrificais do lado direito. No solo seco ele produz um córrego. o relâmpago). Desse modo. O belo (menino Agni) cresce visivelmente nelas em sua própria glória. Agni. tais como leite e manteiga. uma inundação. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 96 (Oldenberg) ____________________ 27 Em minha opinião. Ele tornou-se o senhor de todos os poderes. como vacas mugindo eles têm se aproximado dele da sua própria maneira. permanecendo ereto no colo das (águas) que fluem para baixo. Ambos (Céu e Terra) fugiram com medo do (filho de) Tvaṣṭṛ. as nuvens emitem água. portanto. Ele assume sua aparência feroz que está acima (ou seja.31 Essa foi a reunião entre os deuses. 33 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução: “Teu grande esplendor gira em torno do firmamento. que. 10. o assento firme do forte (búfalo)”. 7. o fogo nasce das águas.32 9. . Ele dá novas roupas para suas mães. e assim aumenta o esplendor dele. por causa de glória.30 as águas em seu lugar. como Agni nasce das águas.33 Agni! Estando aceso nos protege com todos os teus guardiões não enganados que são dotados do próprio esplendor deles. Ele ergue seus braços muitas vezes. 8. verso 2) considerado como idêntico ao pai dele. A prece purifica o âmago do vidente. ó Agni. Ele se move por todos os lados dentro da grama nova brotando. o bezerro é Agni. Ele ergue sua vestimenta brilhante por si mesmo sozinho. um curso de rio. como Savitṛ. O significado deve ser. o filho de Tvaṣṭṛ (veja acima. sendo fortalecido por combustível. estando unido com as vacas. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. 6. 32 O significado parece ser que no fogo sacrifical todos os deuses se reúnem.294 5. as mães são as águas. as águas nascem de Agni. Com suas correntes de água brilhantes ele alcança a terra. por assim dizer. Que Mitra e Varuṇa. ó purificador.

apagando mutuamente a cor um do outro. e o céu. como o dador de riqueza (sacrifical). 8. os céus e o firmamento. logo que nasce. Aditi. o realizador dos desejos (do homem) que recorre a ele. como o dador de riqueza (sacrifical). radiante. e era antigamente. Os deuses mantêm Agni. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica como antes. – como o dador de riqueza (sacrifical). o protetor da humanidade. para uma criança. o termo é draviṇodā. o concessor de dádivas contínuas. o qual o comentador interpreta como mukhya. dão nutrição. mas isso parece significar simplesmente a humanidade. a quem eles nutrem com as oblações oferecidas durante a sua continuação. 4 O termo é prathama. que todos os homens adorem Agni. Índice ◄►Hino 97 (Wilson) ____________________ 1 O Agni aludido é o fogo etéreo ou elétrico. ou abundância de manteiga clarificada.5 que. o habitante do firmamento. o deus é Agni. se apropria. e o preservador de tudo (o que) existe. ou como Dravi ṇo dā. Que Draviṇodā nos conceda (uma porção) de riqueza móvel. o receptáculo de tudo o que nasceu. e de tudo o que nascerá. de fato. resplandece. – que agora é. que é satisfeito por oblações. 5 Agni. Os deuses mantêm Agni.2 2. que és o purificador. combinado. ele criou a progênie dos Manus. Agni. como o dador de riqueza (sacrifical). chefe. que Draviṇodā nos dê alimento. Como o transportador de oblações. o preservem para nós. Que Agni. A fonte de opulência.3 e permeia. O comentador diz que. o diretor do sacrifício. como o dador de riqueza (sacrifical). a terra. Os deuses mantêm Agni. (Propiciado) pelo hino laudatório primitivo de Āyu. a residência das riquezas. Agni. instrua os meus filhos no caminho correto. (como também de todos os) que estão vindo à existência. 7. ele criou toda a prole de Manu. com chuva e com som. O que significa a progênie dos Manus não está muito óbvio. 1 e os deuses o mantêm. mantêm. o progenitor do céu e da terra. 4. o concessor de Svarga. 6. e que Mitra. mas a riqueza é aquela do sacrifício. combinados juntos. que Draviṇodā nos conceda (uma porção) daquela que é estacionária. das oferendas dos sábios. o chefe4 (dos deuses). brilha entre o céu e a terra. 2 . a prole do alimento. o concessor de riqueza. o sustentador de (todos os homens).295 Hino 96. como o dador de riqueza (sacrifical). crescendo com o combustível (que nós temos suprido). e propiciado por louvores. o oceano. que Draviṇodā nos conceda uma vida longa. Gerado pela força. – o primeiro. as águas e voz o fazem amigo deles. para assegurar alimento para nós que somos possuidores de riqueza. 3. Desse modo. A noite e o dia. como o dador de riqueza (sacrifical). Os deuses mantêm Agni. preservando a imortalidade deles. o realizador de sacrifícios. em sua produção. sendo louvado com hinos por Manu. 5. Varuṇa. acompanhado por progênie. o concessor de riquezas. – a ele os deuses. mas ou em seu caráter geral. Aproximando-se dele. com esplendor que envolve tudo. 1. aquele que nutre com benefícios abundantes. Varga 4. 3 O comentador diz que Āyu é outro nome de Manu. Varga 3. Os deuses mantêm Agni. 9.

encontra um caminho para a sua prole. Grassmann por ‘oferendas sacrificais’. 2. 6. Agora e antigamente o lar da prosperidade. 5. o Doador Constante. Ele do modo antigo gerado pela força. a quem elas nutrem com a oblação oferecida pelos homens.296 Hino 96. e Aditi e Sindhu. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. o céu e as águas. bem cuidado. veja! ele (Agni) assumiu imediatamente todas as qualidades de um sábio. ou a Deusa do Desejo. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. 7. conquistador de luz.1). Dhiṣaṇā’. O guarda do nosso povo.6 veja! imediatamente tomou para si mesmo toda a sabedoria. 4. bandeira de sacrifício. como o principal realizador de sacrifício adorado e sempre labutando. dito por Sāyaṇa significar nesse lugar o próprio Agni. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Que o Doador de Riqueza nos conceda riquezas vitoriosas. e que o Doador de Riqueza nos envie longura de dias. Que Varuṇa. VARGA 3–4. Os Deuses possuíam8 o concessor de riqueza Agni. lugar de reunião de tesouros. que concede os desejos do suplicante: preservando-o como a sua própria vida imortal. Dhiṣáṇā pode ser explicada de outra maneira. O suco Soma contido na dhiṣáṇā.8). a mansão do que nasce e do que nasceu dantes. e. ó povo ário. 3. Que o Doador de Riqueza nos conceda alimento com prole. Louvem a ele. reunidas amamentam uma mesma criança:11 Dourado entre o céu e a terra ele brilha. pela luz refulgente. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Noite e Aurora. Dourado: como o Sol. ou taça. 9 Pelo convite de Āyu (homem vivo). Fonte de riqueza. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. 10 Geralmente o nome do ser divino que trouxe Agni do céu (veja 1. Agni purificador. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. As águas e a taça7 o tornaram amigável. Filho da Força. Sendo nascido pela força12 do modo antigo.31. e Mitra. Alimentado com o nosso combustível. mudando a cor uma da outra. 9. 11 Agni (veja 1. Índice ◄►Hino 97 (Griffith) ____________________ Hino 96. Pelo antigo chamado de Āyu9 ele por sua sabedoria deu a toda essa progênie dos homens a existência deles. considera que ela significa vāk. 1. o Pai da terra e do céu. o progenitor da humanidade. fala. 8. dito por Sāyaṇa ser outro nome de Manu. Ludwig a traduz por ‘desejo. Aquele Mātariśvan10 rico em fortuna e em tesouro. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni.95. AṢṬAKA I. que é seguido por Wilson. As águas e a Dhiṣaṇā13 têm promovido o amigo (Mitra). ADHYĀYA 7. Agni (Griffith) 1. 8 Antes que ele fosse visível para os homens. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. proteção do que existe e do que existirá futuramente. 6 Produzido pela agitação violenta dos bastões de fogo. Sāyaṇa. 7 . Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que o Doador de Riqueza nos conceda riqueza com heróis. brilha muito para nós auspiciosamente por glória. HINO 96.

pretendia aludir ao nome de Vivasvat. 3. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. 14 Nivids eram as fórmulas solenes de invocação. Eu não me arrisco a determinar a natureza exata desse instrumento. por causa de glória. O dador de riqueza (deve nos conceder) alimento junto com heróis valentes.17 o concessor de chuva forte. 18 Mātariśvan. o pastor dos clãs. 3. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. o cumpridor de propósito. 15 Sobre Āyu como um dos ancestrais míticos da humanidade. 22 [Idêntico ao 1. 9. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Esse suporte era considerado produzindo o Soma para Indra. e para o fogo sacrifical. 8. mas eu penso que ele era uma espécie de suporte sobre o qual as pedras de prensagem repousavam. o suporte de tudo. a Terra. Noite e Aurora. Que o dador de riqueza (nos presenteie com riqueza) unida com homens fortes.297 2. mas não exclusivamente. Agni. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Os clãs ários magnificaram a ele como o primeiro realizador de sacrifícios. 20 O ouro também é Agni. 59 e seguintes. era originalmente distinto de Agni. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 97 (Oldenberg) ____________________ 12 Isto é. 19 Literalmente. o mensageiro de Vivasvat. o Bharata. consequentemente. 10 com Hotrā e Bhāratī. ‘voltadas uma para a outra’. Finalmente. Que Mitra e Varuṇa. ele que encontrou o sol. veja Bergaigne. como incitando Indra e os deuses à generosidade com os homens. 95. Mas ao apresentar essa tradução nós não devemos esquecer que o poeta. Religion Védique. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. 5. nos presenteie com riqueza rapidamente. o dador de riqueza. 13. que é agora e que era antigamente o domicílio da riqueza. O dador de riqueza deve nos conceder vida longa. relacionado de perto com Manu.18 o senhor da prosperidade abundante.19 O pedaço de ouro20 brilha entre o Céu e a Terra. a terra (ou seja. 30. como recebendo oferendas. o pastor e guardião do que existe e do muito que vem a existir. Ele. o filho da força. (Ele é) a base da riqueza. pelo atrito das madeiras. 7. como o concessor de riqueza. 17 Agni parece ser chamado de Bharata como pertencente ao povo dos Bharatas. que destroem constantemente a aparência uma da outra. A fim de proteger a imortalidade deles. o pássaro. o que reúne todos os bens. 16 Uṣas é chamada de vivasvatī em 3. o Sindhu. como fortalecendo Indra. 6. e o Céu e a Terra foram então considerados como os dois Dhiṣaṇās.] 13 . o progenitor dos dois mundos. Ela é invocada como uma das Gnas [ou cônjuges dos deuses] em 1. 4.14 pela sabedoria de Āyu15 ele gerou esses filhos dos homens. I. 21 O primeiro Pāda é idêntico àquele em 10. que trouxe o fogo do céu para a terra.21 o farol de sacrifício. era comparada a esse suporte das pedras de prensagem e do Soma. Que (Agni). 22. encontrou um caminho para (sua) prole. Mātariśvan. Eu não tenho dúvida que. 139. Dhiṣaṇā era um instrumento sacrifical usado principalmente. Pela antiga Nivid. Ele. na prensagem da Soma. os deuses têm mantido a ele. como se esforçando adiante.22 Desse modo. Desse modo nós temos uma deusa Dhiṣaṇā que usa o aspecto de uma deusa da riqueza. 11. a morada ou suporte) do que nasce e do que vai nascer. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. ó purificador. sem dúvida. sendo fortalecido por combustível. o pai de Yama. mas é identificado com ele em várias passagens. Com seu olhar irradiante16 (ele tem gerado) o céu e as águas. em traduzir vivasvatā cakṣasā. que Aditi. Um suporte semelhante pode ter sido usado para o recipiente que contém a água sacrifical. nós estamos justificados. de acordo com o significado original. amamentam um bezerro unidamente. ao mesmo tempo. ‘com o olhar irradiante’. ó Agni.

dos mais notáveis. Tu. Nós te adoramos. Kutsa) é o panegirista preeminente. és nosso defensor. por boas estradas. Como os raios de esplendor sempre conquistadores de Agni vão para todos os lados. O melhor adorador de todos esses que ele seja. por campos agradáveis. Que a luz dele afaste o nosso pecado. o Ṛṣi do hino. 1. Que o nosso pecado seja arrependido. Agni. Visto que teus adoradores (são abençoados com descendentes). Varga 5. Que o nosso pecado seja arrependido. 6. e por riquezas. 4. (para a margem oposta). isto é.298 Hino 97. Agni. 2 "Que nós nasçamos sucessivamente. Transporta-nos. Kutsa. (por repetirmos o teu louvor. nas pessoas da nossa posteridade". Índice ◄►Hino 98 (Wilson) ____________________ Hino 97. tu és triunfante em todos os lugares. teus. Agni. Já que as chamas vitoriosas de Agni penetram universalmente. e desça sobre nossos adversários. que o nosso pecado seja arrependido. envia nossos adversários. 6. cuja face está virada para todos os lados. 5. 2." ou. Afugentando com luz o nosso pecado. pereça". Que o nosso pecado. Que o nosso pecado seja arrependido. e que os chefes de família que instituíram esse sacrifício sejam similarmente distintos. portanto que nós. 5. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Que a luz dele afaste o nosso pecado. o deus. Que a luz dele afaste o nosso pecado. 1 O comentador propõe duas interpretações: "Que o nosso pecado desapareça de nós. através do oceano.) obtenhamos posteridade.3 Que a luz dele afaste o nosso pecado. em um navio. Que o nosso pecado seja arrependido. assim que os nossos encomiastas (de ti) sejam os mais notáveis. Agni (Griffith) 1. a métrica é Gāyatrī. em nossos filhos possamos viver. seja arrependido. 3. 3 Que ele. nossos chefes que sacrificam. afetado pela aflição. seja preeminente entre aqueles que celebram teus louvores. 2. Por campos formosos. cuja face está virada para todos os lados. Tu. para o nosso bem-estar. Que o nosso pecado seja arrependido. Tua face está voltada para todos os lados. 8. como se em uma embarcação. 4. Que o nosso pecado seja arrependido. 3. entre esses teus adoradores. faze brilhar riqueza sobre nós.1 Revela riquezas para nós. 7. De modo que teus adoradores e nós. "Que o nosso pecado. ou aquele do qual a pureza é o atributo. por casas agradáveis. como fogo puro.2 Que o nosso pecado seja arrependido. Que a luz dele afaste o nosso pecado. (De modo semelhante como. por riqueza nós sacrificamos a ti. . Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. ó Agni.

cuja face está voltada para todos os lugares. Quanto ao significado. ‘que ele afaste o mal’. 5 . Como em um navio. no entanto.6 e quando os nossos senhores generosos se distinguem – afastando o mal com a tua luz – 4. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Leva-nos. nos leva para além dos inimigos como em um navio. Agni. Nesse verso. Ansiando por campos ricos. – todos iniciando com as palavras pra yat – as principais partes da frase estão faltando. Ó tu cuja face olha em todas as direções. (ó deus). como através de um rio com um barco – afastando o mal com a tua luz. – afastando o mal com a tua luz. Quando através de ti. de fato. – afastando o mal com a tua luz – 5. bem como nos versos 4 e 5. cercas (o mundo) por toda parte. para além das forças hostis. AṢṬAKA I. brilha sobre nós com riqueza – afastando o mal com a tua luz. 8. Índice ◄►Hino 98 (Griffith) ____________________ Hino 97. nós sacrificamos. e por riqueza. Pois tu. 6 ‘Entre eles’ parece significar ‘entre os senhores generosos’. e quando através de ti nós podemos nos multiplicar com prole. Leva-nos sobre o (mal) para o bem-estar. Que a luz dele afaste o nosso pecado. ADHYĀYA 7. p. Agni. essas partes são fornecidas pelo refrão." Mas agha não é exatamente pecado. Quando os raios do poderoso Agni partem para todos os lados. Índice ◄►Hino 98 (Oldenberg) ____________________ 4 Lanman (Sanskrit Reader.5 Quando ele permanece adiante como o mais glorioso entre eles. 3. 7. 8. naturalmente. cuja face está voltada para todos os lugares. 2. nos leva através do mar para o nosso benefício. (ó deus). – afastando o mal com a tua luz. 363) traduz: "Afasta com chamas nosso pecado. VARGA 5. 1. Afastando o mal4 com tua luz. os senhores generosos. 'afastando o mal' significa. – afastando o mal com a tua luz. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. HINO 97.299 7. por um caminho livre. como com um barco. – afastando o mal com a tua luz – 6.

através da pira funerária. ou. 4 Um epíteto de Agni ou Fogo como presente com. que tesouros preciosos nos sirvam. possivelmente. AṢṬAKA I. a métrica é Triṣṭubh. através de oblações. que está presente na energia. Vaiśvānara. Vaiśvānara tem rivalidade com Sūrya. e que Mitra e Varuṇa. para a vida futura. ou presente. ou. ou que conduz a eles (nara) para outra região. na terra. e. comum a. ou plantas anuais. 3. que essa (tua adoração seja acompanhada) por (resultado) real. a terra e o céu. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 2 Ou como o calor combinado com o brilho solar. e Aditi e Sindhu. 3 Pṛṣṭa. 5 Produzido a partir desses dois araṇis ou bastões de fogo. HINO 98. os preservem para nós! Varga 6. é dito que. ele acompanha o sol nascente. Surgido daqui para a vida5 ele olha para esse Todo. dia e noite. Agni presente no céu. 1 Vaiśvānara significa ou aquele que governa sobre todos (viśva) os homens (nara). colocado. presente. nos guarde. Índice ◄►Hino 99 (Griffith) ____________________ Hino 98. como a causa da sua chegada à madureza. ou o puro (śuddha) Agni. como antes. e que. – que o Agni Vaiśvānara. e presente na terra. os raios do fogo terrestre ascendem. Índice ◄►Hino 99 (Wilson) ____________________ Hino 98. Que Varuṇa. todos os homens. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Que Agni. 3. no céu. Que nós permaneçamos constantemente na graça de Vaiśvānara:4 sim. 2. ao nascer do sol. na mesma proporção em que os raios solares descem para a terra. nas ervas. Que nós continuemos nas graças de Vaiśvānara. e se misturam com eles. explicado por sanspṛṣṭa. ele é o Rei supremo sobre todas as coisas vivas. Agni está em contato com. Aditi. o deus é ou Vaiśvānara. no sol. ou beneficiando. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. ele inspeciona o universo. – ele tem impregnado todas as plantas que crescem no solo. Que seja esta tua verdade. na terra. de fato. – ou para o céu. . ele é o augusto soberano de todos os seres. Agni (Griffith) 1. para conosco: que riqueza em grande abundância se reúna em volta de nós. ou nihita. presente. que está presente3 no céu.300 Hino 98. nos proteja dia e noite dos inimigos. presente em tudo.2 2. tem permeado todas as ervas. que Vaiśvānara com energia. contra os nossos inimigos. ou presente.1 pois. Vaiśvānara. VARGA 6. o oceano. no fogo sagrado e doméstico. Agni. e Mitra. em contato com. 1. ADHYĀYA 7. Logo que gerado dessa (madeira).

301

1. Que nós vivamos na graça de (Agni) Vaiśvānara. Ele realmente é um rei, levando todos
os seres para a glória. Assim que nasce aqui ele olha para todo esse mundo. Vaiśvānara se
une com o Sol.
2. Agni que tem sido procurado e almejado no Céu, que tem sido procurado na Terra, ele
que tem sido procurado, entrou em todas as ervas. Que Agni Vaiśvānara, que tem sido
fortemente procurado, nos proteja do mal de dia e de noite.
3. Vaiśvānara! Que essa seja tua verdade: que riqueza e doadores generosos nos atendam!
Que Mitra e Varuṇa, que Aditi, o Sindhu, a Terra e o Céu nos concedam isso!
Índice ◄►Hino 99 (Oldenberg)

____________________

Hino 99. Agni (Wilson)
(Sūkta VI)
O Ṛṣi é Kaśyapa, o filho de Marīci; e o Hino, composto de uma única estrofe, na métrica
Triṣṭubh, é endereçado a Agni, como J ātavedas. 1
Varga 7.

1. Nós oferecemos oblações de Soma para Jātavedas. Que ele consuma a riqueza
daqueles que sentem inimizade contra nós; que ele nos conduza acima de todas as
dificuldades. Que Agni nos leve, como em um barco sobre um rio, para além de toda
maldade.
Índice ◄►Hino 100 (Wilson)

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Hino 99. Agni

(Griffith)

1. Vamos espremer a Soma para Jātavedas: que ele queime a riqueza das pessoas malintencionadas. Que Agni nos leve através de todos os nossos problemas, através da aflição,
como em um barco através do rio.
Índice ◄►Hino 100 (Griffith)

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Hino 99. Agni (Oldenberg)
MAṆḌALA I. HINO 99.
AṢṬAKA I, ADHYĀYA 7, VARGA 7.

1. Vamos espremer Soma para Jātavedas.2 Que ele queime a propriedade do avarento. Que
ele, Agni, nos leve através de todos os problemas, através de todas as dificuldades, como
através de um rio com um barco.
Índice ◄►Hino 127 (Oldenberg)
1

Não há nada extraordinário nesse Sūkta, exceto sua brevidade, ele consistindo em uma única estrofe.
Essa é uma das passagens muito raras nas quais Agni, estando sozinho e não acompanhado por Indra ou os Maruts etc.,
é mencionado como bebendo Soma. Parece que esse verso não foi composto para o sacrifício Soma comum, mas para
uma ocasião especial.
2

302

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Hino 100. Indra (Wilson)
(Sūkta VII)
O deus é Indra; os Ṛṣis são os Vārṣāgiras, – ou cinco filhos de Vṛṣāgir, 1 um Rājā, – que eram
Rājarṣis, ou sábios reais, citados individualmente na décima sétima estrofe; a métrica é
Triṣṭubh.
Varga 8.

1. Que ele, que é o derramador de desejos; que é coabitante com (todas as) energias,
o soberano supremo sobre o vasto céu e a terra, aquele que envia água, e que deve
invocado em batalhas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
2. Que ele, cuja trajetória, como aquela do sol, não é para ser alcançada; que, em toda
batalha, é o matador de seus inimigos, o intimidador2 (de oponentes); que, com seus amigos
de movimento rápido, (os ventos) é o mais generoso (dos doadores); – que Indra, associado
com os Maruts, seja nossa proteção.
3. Que ele, cujos raios, poderosos e inalcançáveis, emitem luz, como aqueles do sol,
ordenhando (as nuvens); ele, que é vitorioso sobre seus adversários, triunfante por suas
energias valorosas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
4. Ele é o mais rápido entre os rápidos,3 o mais generoso entre os generosos, um amigo
com amigos, venerável entre aqueles que clamam veneração, e preeminente entre aqueles
dignos de louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
5. Poderoso com os Rudras, como se com seus filhos; vitorioso em batalhas sobre seus
inimigos; e mandando para baixo, com seus coabitantes (as águas, as quais são produtivas
de) alimentos, – Indra, associado com os Maruts, sê nossa proteção.
Varga 9.
6. Que ele, o repressor de ira (hostil), o criador da guerra, o protetor dos bons, o
invocado por muitos, compartilhe, com nosso povo, hoje, a (luz do) sol.4 Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
7. A ele seus aliados, os Maruts, incentivam em batalha; a ele os homens consideram como
o preservador da propriedade deles; ele sozinho preside todo ato de culto. Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
8. A ele, um líder (para a vitória), seu adoradores recorrem, em disputas de força, por
proteção e por riqueza; porque ele concede a eles a luz (da vitória), na escuridão
desnorteante (da batalha).5 Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
9. Com sua mão esquerda ele reprime os malignos; com sua direita, ele recebe as oferendas
(sacrificais); ele é o dador de riquezas, (quando propiciado) por alguém que celebra o seu
louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
10. Ele, junto com seus auxiliares, é um benfeitor; ele é reconhecido rapidamente por todos
os homens, hoje, por meio das carruagens dele; por suas energias varonis ele é vitorioso

[Literalmente ‘o de voz forte’ ou ‘com a voz do Touro’.] Nós não temos menção de Vṛṣāgir e seus filhos nos Purāṇas.
[Literalmente ‘o que faz murchar’.]
3
Aṅghirobhir aṅghirastamah, ‘o mais Aṅgiras dos Aṅgirasas’, o que se pode pensar que se refere aos Ṛṣis assim chamados,
mas o comentador o deriva de ang, ir, e explica Aṅgirasah por gantārah, seguidores; ‘aqueles que seguem rapidamente’.
4
Supõe-se que os Vārṣāgiras dirigem essa prece a Indra para que eles possam ter a luz do dia, na qual atacar seus
inimigos, e recuperar o gado que tinha sido levado embora por eles, ou para que a luz possa ser retirada dos seus
oponentes.
5
A expressão jyotish, ‘luz’, e chittamasi, ‘na escuridão do pensamento’, pode, também, ser aplicada mais literalmente, e
expressar a esperança de que Indra dará a luz do conhecimento à escuridão da compreensão.
1
2

303

sobre (adversários) indisciplinados. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
Varga 10.
11. Invocado por muitos, ele vai para a batalha, com seus parentes, ou com
(seguidores) não da sua família; ele garante o (triunfo) daqueles que confiam nele, e dos
filhos e netos deles. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
12. Ele é o manejador do raio, o matador de ladrões, temível e feroz, conhecedor de muitas
coisas, muito louvado, e poderoso, e, como o suco Soma, inspirador das cinco classes de
seres com vigor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
13. Seu raio arranca gritos (dos seus inimigos); ele é o que manda boas águas, brilhante
como (o corpo luminoso) do céu, o que faz trovejar, o promotor de atos beneficentes; a ele
dádivas e riquezas acompanham. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
14. Que ele, de quem a excelente medida (de todas as coisas), através de força,6
eternamente e em todo lugar nutre céu e terra, propiciado por nossos atos, nos leve para
além (do mal). Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
15. Nem deuses, nem homens, nem águas, alcançaram o limite da força daquele (deus)
beneficente; pois ele supera o céu e a terra com seu poder (destruidor de inimigos). Que
Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
Varga 11.
16. Os corcéis vermelhos e pretos, – de membros longos, bem ajaezados, e
celestiais, e atrelados, bem satisfeitos, ao jugo da carruagem na qual o derramador de
benefícios é transportado, para o enriquecimento de Ṛjrāśva, – são reconhecidos entre as
tropas humanas.
17. Indra, derramador (de benefícios), os Vārṣāgiras, – Ṛjrāśva, e seus companheiros,
Ambarīṣa, Sahadeva, Bhayamāna, e Surādhas, – dirigem a ti esse louvor propiciatório.
18. Indra, que é invocado por muitos, acompanhado pelos moventes (Maruts), tendo atacado
os Dasyus e os Śimyus,7 os matou com seu raio; o que faz trovejar então dividiu os campos
com seus amigos de cor branca,8 e resgatou o sol, e libertou a água.
19. Que Indra seja, diariamente, nosso protetor; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento (abundante); e que Mitra e Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu,
o preservem para nós!
Índice ◄►Hino 101 (Wilson)

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6

Śavasā mānam, o distribuidor de todas as coisas, através de seu poder. Ou isso pode significar que ele é o protótipo de
tudo o que é dotado de força.
7
O comentário explica esses como ‘inimigos’ e Rākṣasas; mas eles, mais provavelmente, designam tribos ainda não
subjugadas pelos hindus vêdicos, ou arianos.
8
Esses, segundo o comentador, são os ventos, ou Maruts; mas por que eles deveriam ter uma parte do território do
inimigo parece duvidoso. A alusão é, mais provavelmente, destinada aos amigos terrenos, ou adoradores, de Indra, que
eram brancos em comparação com as tribos mais escuras da região conquistada.

304

Hino 100. Indra (Griffith)
1. Que ele que tem seu lar com a força, o Poderoso, o Rei Supremo da terra e do vasto céu,
Senhor do poder verdadeiro, a ser invocado em batalhas, – que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
2. Cujo caminho é inalcançável como o de Sūrya; ele em cada luta é o forte matador de
Vṛtra, O Mais Poderoso com seus Amigos em seus próprios cursos. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
3. Cujos caminhos9 partem em sua grande força irresistível, ordenhando, por assim dizer, a
umidade fecundante do céu. Com força viril triunfante, subjugador de inimigos, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
4. Entre os Aṅgirases ele era o principal, um Amigo com amigos, poderoso em meio aos
poderosos. Adorador entre adoradores, honrado o maior dos cantores. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
5. Forte com os Rudras10 como com seus próprios filhos, em batalha varonil conquistando
seus inimigos, com seus companheiros próximos fazendo atos de glória, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
6. Aquele que humilha o orgulho, excitador do conflito, o Senhor dos heróis, Deus invocado
por muitos, que ele nesse dia ganhe com nossos homens a luz do sol.11 Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
7. Sua ajuda o fez mais animado na batalha, o povo fez dele o guardião do seu conforto. Ele
é o Senhor Único de cada serviço sagrado.12 Que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso
auxílio.
8. A ele o Herói, em grandes dias de proezas, heróis em busca de ajuda e despojos devem
se dirigir. Ele encontrou luz mesmo na escuridão cegante. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
9. Ele com sua mão esquerda detém até mesmo os poderosos, e com sua mão direita coleta
os despojos. Mesmo com os humildes ele adquire riquezas.13 Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
10. Com tropas a pé e carros ele ganha tesouros; ele é bem conhecido hoje por todas as
pessoas. Com poder valoroso ele subjuga aqueles que o odeiam. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
11. Quando em seus caminhos com parentes ou com estranhos ele se apressa para a luta,
invocado por muitos, para ganho de águas e de filhos e netos, que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
12. Terrível e feroz, matador de demônios, manejador do trovão, com conhecimento
ilimitado, louvado com hinos por centenas, poderoso, em força como Soma, guardião dos
Cinco Povos,14 que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.

Pánthāsaḥ, caminhos, é explicado como ‘raios’ por Sāyaṇa. Indra é aqui representado como o Deus da luz e da chuva.
Os Maruts, filhos de Rudra o principal Deus da Tempestade. Eles são os companheiros próximos ou associados fiéis de
Indra, que os considera não como seus iguais, mas como seus filhos.
11
O hino é dirigido a Indra em busca de auxílio em uma batalha que se aproxima. Sāyaṇa diz que os Vārṣāgiras rezam para
que eles possam ter a luz do dia e para que os inimigos deles lutem no escuro.
12
Indra é considerado o auxiliador e encorajador deles em batalha e seu protetor na paz. Ele também preside todos os
atos de culto, e como tal recompensa aqueles que o servem.
13
Isto é, não só o forte, mas também o homem fraco adquire riquezas com a ajuda dele.
14
Das cinco classes de seres, segundo Sāyaṇa, ou seja, Deuses, Gandharvas, Apsarases, Asuras e Rākṣasas. Provavelmente
as cinco tribos árias são aludidas. Veja 1.7.9.
9

10

305

13. Ganhando a luz, para cá ruge seu trovão como a poderosa voz impressionante do Céu.
Ricos presentes e tesouros sempre o acompanham. Que Indra, cercado pelos Maruts, seja
nosso auxílio.
14. Cujo lar eterno através da força dele o cerca por todos os lados, seu louvor, a terra e o
céu,15 que ele, satisfeito com nosso serviço, nos salve. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
15. O limite de cujo poder nem Deuses por Divindade, nem homens mortais alcançaram,
nem mesmo as Águas. Ele supera a Terra e o Céu em vigor. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
16. A égua vermelha e fulva, de marca de chama, de posição elevada, celestial que, para
levar riquezas a Ṛjrāśva, puxava pela lança a carruagem atrelada com garanhões, alegre,
entre as hostes de homens era notada.16
17. Os Vārṣāgiras para ti, ó Indra, o Poderoso, cantam esse louvor para te agradar, Ṛjrāśva
com seus companheiros, Ambarīṣa, Surādhas, Sahadeva, Bhayamāna.
18. Ele, muito invocado, matou Dasyus e Śimyus,17 segundo seu costume, e os abateu com
setas. O poderoso que faz trovejar, com seus amigos de cor clara,18 ganhou a terra, a luz do
sol, e as águas.
19. Que Indra seja sempre o nosso protetor, e não postos em perigo que nós ganhemos os
despojos. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa
prece.
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15

A Terra e o Céu, a residência dele, são sua canção de louvor eterna porque eles foram estabelecidos e regulados por
ele. Essa é a explicação de Ludwig desse verso obscuro.
16
Os epítetos nessa estrofe são considerados por Ludwig como nomes dos seis cavalos com os quais Ṛjrāśva se dirigiu
para a batalha e venceu. Os últimos quatro versos do hino parecem ter sido adicionados depois da vitória.
17
Homens de tribos nativas hostis.
18
Explicados por Sāyaṇa como os brilhantes Maruts, significam provavelmente os invasores arianos como contrários às
tribos de pele escura do território.

306

Hino 101. Indra (Wilson)
(Sūkta VIII)
O Ṛṣi é Kutsa, o filho de Aṅgiras; o deus, Indra; a métrica das primeiras sete estrofes é Jagat ī;
das últimas quatro, Triṣṭubh.
Varga 12.

1. Ofereçamos adoração, com oblações, a ele que é satisfeito (por louvor); que, com
Ṛjiśvan, destruiu as esposas grávidas de Kṛṣṇa.1 Desejosos de proteção, nós chamamos,
para se tornar nosso amigo, a ele, que é o derramador (de benefícios), que segura o raio em
sua mão direita, acompanhado pelos Maruts.
2. Nós invocamos, para ser nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts; a ele
que, com ira crescente, matou o mutilado Vṛtra, e Śambara, e o iníquo Pipru,2 e que extirpou
o inabsorvível Śuṣṇa.3
3. Nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts;
cujo grande poder (permeia) céu e terra; em cujo serviço Varuṇa e Sūrya são constantes; e
cujo comando os rios obedecem.
4. Que é o senhor de todos os cavalos e gado; que é independente; que, propiciado por
adoração, é constante em todo ato; e que é o matador do obstinado que se abstém de fazer
libações: nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
5. Que é o senhor de todas as criaturas que se movem e respiram; que, primeiro, recuperou
as vacas (roubadas), para o Brahman;4 e que matou os Dasyus humilhados: nós invocamos,
para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
6. Que deve ser invocado pelos bravos e pelos tímidos, pelos derrotados e pelos vitoriosos,
e a quem todos os seres colocam diante deles, (em seus ritos): nós invocamos, para se
tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
Varga 13.
7. O radiante Indra procede (pelo firmamento), com a manifestação dos Rudras; 5
através dos Rudras, a fala se propaga com celeridade mais expansiva, e louvor glorifica o
renomado Indra: a ele, acompanhado pelos Maruts, nós chamamos, para se tornar nosso
amigo.
8. Acompanhado pelos ventos, dador de riqueza verdadeira, se tu podes ficar satisfeito (em
residir) em uma mansão imponente ou residência humilde, vem ao nosso sacrifício.
Desejosos da tua presença, nós te oferecemos oblações.
9. Desejosos de ti, Indra, que és possuidor de força excelente, nós derramamos, para ti,
libações; desejosos de ti, que és alcançado por meio de oração, nós te oferecemos
oblações. Portanto, tu, que és possuidor de cavalos, senta-te, com prazer, sobre a grama
sagrada, acompanhado pelos Maruts, nesse sacrifício.

É dito que Ṛjiśvan é um rei, o amigo de Indra, e Kṛṣṇa, um Asura, que foi morto junto com suas esposas, de modo que
ninguém da posteridade dele pudesse sobreviver. Veja em 1.130.8, nota, e 4.16.13, nota. Kṛṣṇa, o negro, pode ser outro
nome para Vṛtra, a nuvem escura; ou nós podemos ter, aqui, outra alusão aos aborígenes de pele escura.
2
Śambara e Pipru são, ambos, chamados de Asuras. O último é também chamado de avrata, que não realiza, ou que se
opõe, aos vratas, ou ritos religiosos.
3
Śuṣṇam aśuṣaṃ, o secador; que é sem ser secado, que não pode ser absorvido.
4
Brahmaṇe, isto é, para Aṅgiras, ou os Aṅgirasas que, segundo o comentador, eram da casta bramânica. Várias passagens
concordam em afirmar que as vacas foram roubadas dos Aṅgirasas; e Aṅgiras não pode ser identificado com Brahmā. O
termo usado, portanto, muito provavelmente denota um brâmane.
5
Indra é dito aqui ser radiante, por identidade com o sol; e os Rudras, serem os mesmos que os Maruts, em seu caráter
de ares vitais, ou prāṇāh.
1

307

10. Regozija-te, Indra, com os corcéis que são da tua natureza, abre as tuas mandíbulas;
abre largamente a tua garganta, (para beber o suco Soma); que teus cavalos tragam a ti,
que tens um belo queixo, (para cá); e, bondoso para nós, sê satisfeito por nossas oblações.
11. Protegidos por aquele destruidor (de inimigos) que é unido, em louvor, com os Maruts,
nós podemos receber sustento de Indra; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o
céu, o preservem para nós.
Índice ◄►Hino 102 (Wilson)

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Hino 101. Indra (Griffith)
1. Cantemos, com oblação, louvemos a ele que alegra, que com Ṛjiśvan dispersou a raça
escura.6 Ávidos por auxílio, a ele o forte cuja mão direita empunha o raio, a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
2. Indra, que com ira triunfante derrotou Vyaṁsa, e Śambara e Pipru o iníquo; que extirpou
Śuṣṇa7 o insaciável, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
3. Ele cuja grande obra de poder viril é o céu e a terra, e Varuṇa e Sūrya mantêm sua lei
sagrada; Indra, cuja lei os rios seguem conforme eles fluem, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
4. Ele que é o Senhor e Mestre dos cavalos e vacas, honrado – o firme e seguro – em todo
ato sagrado; Matador até do forte que não derrama oferenda, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
5. Ele que é o Senhor de todo o mundo que se move e respira, que para o Brahman 8
primeiro antes de tudo encontrou as Vacas; Indra que derrubou os Dasyus aos seus pés, – a
ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
6. A quem os covardes e os homens valentes de guerra devem invocar, invocado por
aqueles que conquistam e por aqueles que fogem; Indra, a quem todos os seres dirigem seu
pensamento constante, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
7. Refulgente na região dos Rudras ele prossegue, e com os Rudras através do amplo
espaço acelera a Dama.9 O hino de louvor exalta a Indra muito famoso: – a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
8. Ó cercado por Maruts, se tu te deleitas no mais imponente local de reunião ou humilde
habitação, vem de lá para o nosso rito, verdadeiro concessor de benção: por amor a ti nós
preparamos oblações.
9. Nós, ansiosos por ti, forte Indra, esprememos Soma, e, ó tu, procurado com oração,
temos feito oferendas. Agora, nesse sacrifício, com todos os teus Maruts, na grama sagrada,
ó Deus conduzido por parelha, regozija-te.
10. Alegra-te com os teus próprios Cavalos Baios, Indra, abre as tuas mandíbulas e que os
teus lábios estejam abertos. Tu com a bela face, que teus Cavalos Baios te tragam: bondoso
para nós, fica satisfeito com a nossa oblação.
11. Guardas do acampamento cujos louvadores são os Maruts, que nós, através de Indra,
obtenhamos nós mesmos o espólio.10 Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o
Céu aceitem essa nossa prece.
6

Os aborígenes morenos que se opunham aos árias ou arianos.
Vyaṁsa, e Śambara, Pipru e Śuṣṇa são nomes dos demônios da seca.
8
Segundo Sāyaṇa, que recuperou para os Aṅgirases as vacas que tinham sido levadas pelos Paṇis. Veja 1.32.11.
9
Ludwig sugere que Rodasī, a esposa de Rudra, é aludida, e refere-se ao mito alemão antigo da Noiva do Vento.
10
Que nós que somos os guardiões do acampamento ou do novo povoado, louvados e favorecidos pelos Maruts,
ganhemos os despojos. As palavras marutstotrasya vṛjanasya são um pouco obscuras.
7

308
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Hino 102. Indra (Wilson)
(Sūkta IX)
O Ṛṣi e o deus, como no último; a métrica das primeiras dez estrofes é Jagat ī; da última,
Triṣṭubh.
Varga 14.

1. Eu dirijo a ti, que és poderoso, esse hino excelente; pois a tua mente tem sido
satisfeita pelo meu louvor. Os deuses têm alegrado sucessivamente aquele Indra vitorioso
com o poder (do louvor), por causa de prosperidade e riqueza.
2. Os sete rios exibem a glória dele: céu, e terra e firmamento mostram a forma visível dele.
O sol e a lua, Indra, fazem suas revoluções, para que nós possamos ver, e tenhamos fé no
que nós vemos.
3. Maghavan, envia tua carruagem, e nos traze riqueza, – aquele carro vitorioso o qual,
Indra, que és muito louvado por nós, em tempo de guerra, nós nos alegramos de ver em
batalha. Maghavan, concede felicidade para aqueles que são devotados a ti.
4. Que nós, tendo a ti como nosso aliado, derrotemos nossos adversários em todo combate.
Defende nossa parte; torna riquezas facilmente obtidas por nós; enfraquece, Maghavan, o
vigor dos nossos inimigos.
5. Muitos são os homens que te chamam em busca da tua proteção. Sobe em teu carro,
para trazer riqueza para nós, pois a tua mente, Maghavan, é tranquila, e determinada a
vencer.
Varga 15.
6. Teus braços são os obtentores de gado; tua sabedoria é ilimitada; tu és o mais
excelente, o concessor de cem auxílios em todo rito. O criador da guerra, Indra, é
incontrolável; o símbolo da força; portanto, os homens que desejam riqueza o invocam de
vários modos.
7. O alimento, Maghavan, (que é para ser dado, por ti), para os homens, pode ser mais do
que o suficiente para uma centena, ou para mais, até, do que mil. Grande louvor tem
glorificado a ti, que não tens limite, em consequência do que tu destróis teus inimigos.
8. Forte como uma corda trançada duas vezes, tu és o símbolo da força, protetor dos
homens, tu és mais do que capaz de sustentar as três esferas, os três luminares,1 e todo
esse mundo dos seres, Indra, que, desde o nascimento, sempre tens sido sem rival.
9. Nós invocamos a ti, Indra, o principal entre os deuses. Tu tens sido o vitorioso em
batalhas. Que Indra coloque em primeiro lugar, na batalha, essa nossa carruagem, que é
eficiente, impetuosa, e a que extirpa (todos os obstáculos).2
10. Tu conquistas, e não reténs os despojos. Em conflitos pequenos e sérios nós te
fortalecemos, feroz Maghavan, para nossa defesa. Portanto, inspira-nos, nos nossos
desafios.
11. Que Indra seja o nosso defensor diariamente; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento farto; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu, o
preservem para nós.
Índice ◄►Hino 103 (Wilson)

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1

Os três fogos; ou, o sol no céu, o relâmpago no ar, e o fogo (sagrado ou doméstico,) na terra.
Ou os epítetos podem ser aplicados a putra, um filho, implícito, – que Indra nos dê (um filho), um oferecedor de
louvores, cheio de sabedoria, e o subjugador de inimigos, e (nos dê) também, uma carruagem a principal em batalha.
2

309

Hino 102. Indra (Griffith)
1. Para ti o Poderoso eu trago esse poderoso hino, pois o teu desejo tem sido satisfeito pelo
meu louvor. Em Indra, sim nele vitorioso através de sua força, os deuses se regozijaram em
banquete e quando o Soma fluiu.
2. Os Sete Rios3 levam a glória dele por toda parte, e o céu e o firmamento e a terra exibem
a forma agradável dele. O Sol e a Lua em mudança alternada seguem seu curso, de modo
que nós, ó Indra, possamos ver e possamos ter fé.
3. Maghavan, concede-nos aquele mesmo carro para nos trazer despojos, o teu carro
conquistador no qual nós nos alegramos no choque do combate. Indra, a quem os nossos
corações louvam muito na guerra, concede proteção, Maghavan, para nós, que te amamos
profundamente.
4. Encoraja o nosso lado em todas as lutas: que nós, contigo como nosso aliado, vençamos
a tropa do inimigo. Indra, concede-nos alegria e felicidade; quebra, ó Maghavan, o vigor dos
nossos inimigos.
5. Pois aqui de várias maneiras esses homens que invocam a ti, possuidor de tesouros,
cantam hinos para ganhar o teu auxílio. Sobe no carro para que tu possas trazer despojos
para nós, pois, Indra, a tua mente fixa obtém a vitória.
6. Seus braços ganham vacas, seu poder é ilimitado, em cada ato o melhor, com cem
auxílios, o que desperta o ruído da batalha é Indra: ninguém pode rivalizar com ele em força
poderosa. Por isso, ávidas pelos despojos, as pessoas o invocam.
7. Tua glória, Maghavan, supera cem, sim, mais do que cem, de mil entre o povo; a grande
taça4 tem te inspirado ilimitadamente: de modo que tu podes matar os Vṛtras, quebrador de
fortes!5
8. Do teu grande poder há uma contraparte tripla, as três terras,6 Senhor dos homens, e os
três reinos de luz.7 Acima desse mundo, Indra, tu tens te desenvolvido: tu és sem inimigo,
por natureza, desde os tempos antigos.
9. Nós te invocamos primeiro entre os Deuses: tu te tornaste um poderoso Conquistador em
combate. Que Indra encha de vitalidade o coração desse nosso cantor, e torne o nosso
carro impetuoso, o principal em ataque.
10. Tu tens prevalecido, e não retido os despojos, em batalhas insignificantes ou naquelas
de grande importância. Nós te fazemos forte, o Poderoso, para nos socorrer: inspira-nos,
Maghavan, quando nós desafiamos o inimigo.
11. Que Indra sempre seja o nosso protetor, e não expostos ao perigo que nós possamos
ganhar o saque. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa
nossa prece.
Índice ◄►Hino 103 (Griffith)

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3

Os principais rios na proximidade dos mais antigos povoados arianos. Veja 1.32.12.
O recipiente que contém o estimulante suco Soma, ou a própria libação poderosa.
5
Os fortes são os castelos de nuvens dos demônios do ar que Indra destrói com seu relâmpago: ‘as nuvens cujas torres
moventes compõem os bastiões da tempestade’. Shelley, Witch of Atlas.
6
Talvez a terra, a atmosfera, e o céu.
7
Ou, de acordo com Sāyaṇa, os três fogos ou fogo em três formas, [nota 1]. Veja também 1.105.5.
4

310

Hino 103. Indra (Wilson)
(Sūkta X)
O Ṛṣi e o deus, como antes; a métrica, Triṣṭubh.
Varga 16.

1. Os sábios eram antigamente possuidores desse teu poder supremo, Indra, como
se ele estivesse presente com eles, 1 – uma luz do qual brilha sobre a terra; a outra, no céu;
e ambos estão em combinação um com o outro;2 como bandeira (se mistura com bandeira,)
em batalha.
2. Ele sustenta, e tem expandido, a terra. Tendo atingido (as nuvens), ele libertou as águas.
Ele matou Ahi; ele perfurou Rauhiṇa; ele destruiu, com sua destreza, o mutilado (Vṛtra).3
3. Armado com o raio, e confiante em sua força, ele continuou a destruir as cidades dos
Dasyus. O que faz trovejar, reconhecendo (os louvores do teu adorador), lança, por causa
dele, a tua flecha contra o Dasyu, e aumenta a força e glória do Ārya.4
4. Maghavan, possuidor de um nome que deve ser glorificado, oferece, para aquele que o
celebra, essas eras (rotantes) do homem. 5 O que faz trovejar, o que dispersa (seus
inimigos), partindo, para destruir os Dasyus, obteve um nome (famoso por) bravura
(vitoriosa).
5. Vejam isso, o vasto e extenso (poder de Indra), tenham confiança na destreza dele. Ele
recuperou o gado; ele recuperou os cavalos, as plantas, as águas, as florestas.
Varga 17.
6. Nós oferecemos a libação de Soma para ele que é o realizador de muitas proezas,
o melhor (dos deuses), o derramador (de benefícios), o possuidor de força verdadeira, o
herói que, mantendo o respeito pela riqueza, a tira daquele que não realiza sacrifícios, –
como um salteador (de um viajante), – e procede (para dá-la) para o sacrificador.
7. Tu realizaste, Indra, um feito glorioso, quando tu despertaste o adormecido Ahi com teu
raio. Então as esposas (dos deuses), os Maruts, e todos os deuses, imitaram a tua
exultação.
8. Visto que, Indra, tu mataste Śuṣṇa, Pipru, Kuyava, e Vṛtra, e destruíste as cidades de
Śambara, portanto que Mitra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu nos concedam o que
(nós desejamos).
Índice ◄►Hino 104 (Wilson)

____________________

1

O termo é parācaih, o qual é bastante duvidoso.
É dito que o sol e o fogo são, igualmente, o brilho de Indra. De dia, o fogo está combinado com o sol; à noite, o sol está
combinado com o fogo.
3
Ahi e Vṛtra, em ocasiões anteriores, têm sido considerados como sinônimos; aqui eles são distintos, mas significando,
muito provavelmente, apenas nuvens formadas diferentemente. Rauhiṇa, chamado de Asura, é, com toda a
probabilidade, algo do mesmo tipo, – uma nuvem púrpura, ou vermelha.
4
Nós temos, aqui, o Dasyu e o Ārya colocados em oposição; um, como o adorador, o outro, como o inimigo do adorador.
Dāsīh, como o adjetivo de purah, cidades, é explicado ‘dos, ou pertencentes aos, Dasyus’. A menção de cidades indica um
povo não totalmente bárbaro, embora o termo possa designar vilas ou aldeias.
5
Mānuṣemā yughāni, ‘esses yugas mortais’; Kṛta, Treta, etc., segundo o comentador, os quais Indra desenvolve
sucessivamente, no caráter do sol.
2

311

Hino 103. Indra

(Griffith)

1. Aquele teu maior poder de Indra6 está distante: o que se encontra aqui os sábios
possuíam antigamente. Um está sobre a terra, o outro no céu, e ambos se unem como
bandeira com bandeira em batalha.
2. Ele estendeu a ampla terra e a fixou firmemente, atingiu com seu raio e libertou as águas.
Maghavan com sua pujança derrubou Ahi, despedaçou Rauhiṇa7 e matou Vyaṁsa.
3. Armado com seu raio e confiando em sua destreza ele vagou quebrando as fortalezas dos
Dāsas.8 Lança o teu dardo, conhecendo,9 Trovejador, no Dasyu; aumenta o poder e a glória
do Ārya, Indra.
4. Para aquele que ensinou desse modo essas raças humanas, Maghavan, tendo um título
digno de fama, o que faz trovejar, aproximando-se para matar os Dasyus, deu a ele mesmo
o nome de Filho por glória.10
5. Vejam essa riqueza abundante que ele possui, e coloquem sua confiança no vigor de
herói de Indra. Ele encontrou o gado, e ele encontrou os cavalos, ele encontrou as plantas,
as florestas e as águas.
6. Para ele, o verdadeiramente forte, cujas façanhas são muitas, para ele o Touro forte
vamos derramar o Soma. O herói, vigiando como um ladrão na emboscada, segue
repartindo as posses dos ímpios.
7. Tu fizeste bem aquele ato heroico, ó Indra, ao despertar com teu raio o adormecido Ahi.
Em ti, encantado, as Damas divinas11 se regozijaram, os Maruts velozes e todos os deuses
estavam alegres,
8. Porque tu derrotaste Śuṣṇa, Pipru, Vṛtra e Kuyava,12 e os fortes de Śambara, ó Indra. Que
Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece.
Índice ◄►Hino 104 (Griffith)

____________________

6

Benfey explica esse verso como significando: o poder de Indra está dividido de certo modo: uma parte dele é possuída
pelos sábios que por meio dos seus hinos, sacrifícios e libações do suco Soma dão a ele poder total para realizar seus
grandes feitos.
7
Rauhiṇa, dito ser um demônio é, como os outros demônios da seca, uma nuvem púrpura escura que retém a chuva.
8
Ou Dasyus, os habitantes não arianos da terra.
9
Isto é, distinguindo o ariano do bárbaro.
10
O significado desse verso parece ser, como Ludwig diz, que Indra, ao se preparar para matar os Dasyus, tornou-se, por
assim dizer, um filho para o adorador devoto que proclamou seus grandes feitos para os homens.
11
As consortes dos deuses.
12
Significando, provavelmente ‘causando más colheitas’, é o nome de outro dos demônios da seca.

dá. por si mesmo. a nossa prole por nascer. 6. Indra. significando. 2. 3 Nenhum desses é encontrado nas listas purânicas. veneração pelo sol. 9. 2 O comentador diz que aya é um apelativo de Kuyava. (defende-nos) dessa violência repetida: não nos rejeites. ouve-nos como um pai (ouve as palavras de seus filhos). . e tragam para a nossa solenidade aquele que afasta o mal. para uma residência privada de recursos. por si mesmo. Indra (Wilson) (Sūkta XI) Ṛṣi. com as águas antigamente (levadas). na época de sacrifício. pelas águas. (para pedir) sua proteção. Maghavan. para teu assento: apressa-te para sentar sobre ele – como um cavalo relinchando (se apressa para o seu estábulo). Não prejudiques. O altar foi erguido. Índice ◄►Hino 105 (Wilson) ____________________ 1 Em breve chamado de Kuyava. Vem à nossa presença. Varga 18. deus e métrica. pois a nossa confiança está no teu poder imenso. comida e bebida aos famintos. Presente na água. 5. As duas esposas de Kuyava se banham com a água. Não nos firas. Não prejudiques a nossa prole. conduze-nos para grande riqueza: não nos envies. Indra. – portanto. que ele era um dos chefes dos bárbaros. não nos prives dos prazeres que são queridos por nós. Que ele rapidamente as guie no caminho.1 conhecendo a riqueza de outros.312 Hino 104. Essas pessoas vieram até Indra. a espuma. quando invocado. te levam. e o rio Śiphā não é encontrado em outro lugar. Kuliśī. de ay. 7. dia e noite. Que os deuses contenham a ira do destruidor. eu medito em ti: nesse (teu poder) a nossa confiança foi colocada. De membros vastos. e Vīrapatnī. tu que és invocado por muitos. e por aqueles que são dignos do louvor dos seres vivos. possivelmente. que gostas muito do suco Soma: ele está preparado: bebe dele. Por isso. 3. O herói cresce. Incita. afluente Śakra. Indra. Eles têm chamado a ti. para o teu divertimento. – como uma vaca conhece o caminho para o seu estábulo. (O Asura). enquanto ainda no útero. Varga 19. que. Já que a rota que leva à residência do Dasyu 4 foi vista por nós.3 agradando-o com sua substância. – alguém que vaga por toda parte para fazer mal aos outros. Indra. alarga o teu estômago. o sustentam com suas águas. Derramador (de benefícios). 4. como livres do pecado. e. que elas sejam afogadas nas profundezas do rio Śiphā. 1. As façanhas dele são aludidas obscuramente. Os rios Añjasī. ele leva. segundo o comentário. e é renomado (no mundo inteiro). não nos abandones. e deixando os teus corcéis livres. 4 De Kuyava. como um libertino joga riqueza fora. como antes. Indra. em nós. A morada do errante2 (Kuyava) estava oculta (no meio) da água. – afrouxando as rédeas. seguir. 8. a leva. não firas aqueles que são capazes (apenas de rastejar) sobre seus joelhos.

das águas. como aquela que conhece a sua casa. que conhece a riqueza dos outros a leva por si mesmo. ocorre. como o Dr.5 e que eles possam levar o nosso povo a um destino venturoso. eles têm te chamado de amante de Soma: aqui está o suco espremido. que manda a chuva como antes. 8 A primeira linha desse verso é ininteligível para mim. Agora nós. O significado dos três rios na segunda linha é obscuro. e reputação. 12 Provavelmente. as esposas do inimigo.49. Isso os parentes dele que vive ao nosso lado têm controlado: o Herói governa e se apressa adiante com rios antigos. A explicação de Ludwig é: enquanto o pobre ariano que pode somente desejar a riqueza que ele não possui não tem nem a água comum na qual se lavar. e estando presente nas águas ele leva a água com a espuma. imediatamente com as primeiras (ondas) ele se põe em movimento e escapa. liberta os teus Cavalos que te trazem rapidamente para perto à noite e de manhã.7 4.9 deleitando-o. em uma casa bem suprida e equipada. 5. os nossos filhos. lança espuma no meio das águas.7. forte Senhor dos Despojos! os nossos recipientes com a vida que está dentro deles. despeja-o dentro de ti. Ele aparentemente significa aqui um chefe da tribo nãoariana a quem os suplicantes estão indo atacar. Kuyava. impecabilidade. 3. Indra. que são representadas como conquistadas por Indra. e explica: com esses (os três rios mencionados em seguida). dá-nos uma parte da luz solar. como um epíteto de Sarasvatī a Deusa. Esses homens vieram a Indra em busca de assistência: ele não virá rapidamente nesses caminhos? Que os deuses contenham a fúria do Dāsa. em casa não despreparada11 dá-nos comida e bebida quando famintos. 13 Isto é. Maghavan. 9 ‘A esposa do herói’. 6. 6 Talvez um nome dado pelos arianos a um dos chefes não-arianos. Vem até nós. como tal. pôs um fim na insolência de Kuyava.10 ele procurou a residência.313 Hino 104. Amplamente espaçoso. Logo que rastros desse Dasyu foram descobertos. 7. Não nos mates. Nessa água que foi levada as duas esposas de Kuyava se banham. em ti como tal temos confiado: leva-nos. invocado. têm leite em suas águas. 7 Sāyaṇa diz que Śiphā é o nome de um rio. Benfey crê que ela é uma descrição de massas de nuvens sucessivas. O sentido parece ser que a amizade de Indra. 5 .] Essa estrofe é muito obscura. se banham em leite. as de trás pressionando as da frente. 10 Isto é. em 6. Hall ressaltou. Não prejudiques os nossos descendentes ainda por nascer: a nossa confiança está no teu imenso poder de Indra. Agora pensa em nós. explicado por Sāyaṇa como o demônio destruidor. 11 Isto é. Ludwig separaria nābhiḥ em na ābhiḥ. as nossas esposas com nossos bebês por nascer. Benfey considera que os nomes são personificações femininas de nuvens. Benfey considera que a água espumante significa a chuva fertilizante. eu considero. Ambas as esposas de Kuyava6 têm se banhado em leite: que elas sejam afogadas no fundo do Śiphā.8 Añjasī. Bebe dele por êxtase. como uma vaca que conhece seu estábulo. O altar foi feito para tu repousares: vem como um corcel ofegante e senta-te. Kuliśī e Vīrapatnī.12 Não arranques a nossa prole não nascida. e. ou demônio. Indra (Griffith) 1. 8. Ó Indra invocado por muitos. 2. no orgulho insolente de suas riquezas. Solta os teus Corcéis velozes.13 9. e possivelmente ela pode aqui significar o rio Sarasvatī. [Nota da edição de 1889. ouve-nos como um Pai. para amplas riquezas. o herói (Indra) do vizinho Āyu (mortal?) não fica fixo lá. não nos abandones: não roubes as alegrias nas quais nós nos deleitamos. e explica: o Asura. O Dāsa. Sāyaṇa dá outras explicações da expressão. Indra. não nos jogues fora como um esbanjador faz com seu tesouro. Poderoso. Aquele que tem só desejo como sua posse lança sobre si mesmo.

o primeiro. a sua mentira? Onde. 397). 1 . deuses. o motivo de alegria (para seus progenitores). apetecíveis para os ratos. e.5 o objeto de sacrifício. 3 O texto tem somente ‘céu e terra. dos deuses’. eu sou aquele que antigamente recitava (seu louvor). um homem conquista os mundos. de todos os deuses o produzido por primeiro. onde ela é Mah ābṛhatī Yavamadhyā. Eu rogo ao primeiro (dos deuses). de acordo com Sāyaṇa. Varga 20. habilitados para libações de suco Soma. permanecendo acima. tal como Trita antecipa para ele mesmo. a combinação com o qual dá à lua sua luz.4 que nós nunca estejamos em falta (de um filho). 1. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta XII) O Hino é endereçado aos Vi śvedevas.3 2.2 Céu e terra. Céu e terra. a antiga invocação (que eu enderecei) a vocês? Céu e terra. – como um rato (rói) as linhas (de um tecelão). 2 Isso se refere à suposta posição de Trita.7 Céu e terra. não há mundo (loka) para alguém que não tem filhos”. agora. e no último. que ele se torne o meu mensageiro. e que são. isto é. ‘como um rato rói. Onde. estejam conscientes dessa (minha aflição). ‘aquele que reprime inimigos’. – embora teu adorador. no céu. estejam conscientes dessa (minha aflição). 4 Por falta de posteridade. que residem na luz do sol. Céu e terra. tendo acabado de molhá-la em óleo ou banha’. a que segue bem. para torná-las mais aderentes. saibam isso de mim’. Agni. exceto no oitavo verso. Ou isso pode ser traduzido. Śatakratu. Deuses. inquietações me consomem. está a sua observância da verdade? Onde. quando a libação era derramada. A prática de engrossar fios com amido nós notamos através de Manu. śobhanapatana. veja a história de Trita. por conta disso (8. 7 As quais. em nome dele. Aqueles que buscam riqueza a obtêm: a esposa desfruta (da presença de) seu marido. a partir da união deles. conforme um texto citado: “Por meio de um filho. estejam conscientes da (minha aflição). nota 2. portanto. Deuses. sua cauda. 6 (de modo que) nós possamos vencer os malignos? Céu e terra. progênie é gerada. raios dourados brilhantes (os meus olhos) não veem seu lugar de permanência. como um lobo (que cai sobre) um veado sedento. ou lambe. exclui dele todos os objetos visíveis. 6 É explicado que aqui Varuṇa significa ‘obstrutor do mal’. foram molhadas em água de arroz. 5. Onde. que estão presentes nos três mundos. estejam conscientes dessa (minha aflição). onde. como as esposas rivais (de um marido). estando coberto. 7. A última o comentador explica. conforme outro texto: ‘Agni é a boca. está a sua verdade? Onde. Deuses. por Trita. está a tua antiga benevolência? Qual novo ser agora a possui? Céu e terra. 5 Agni. Céu e terra. Contudo tristezas me assaltam. ou ‘estejam cientes dessa minha aflição’. estejam conscientes dessa (minha aflição). que essa (minha ascendência). o qual. de acordo com o comentador. 8. estejam conscientes dessa (minha aflição). estejam conscientes dessa (minha aflição). Candramāh * suparṇah. Varga 21. ou elegantemente. 4. estejam conscientes dessa (minha aflição). Ou ela pode significar ‘conectada com o raio de sol chamado Suparṇa’. a métrica é Paṅkti. nunca seja excluída (dele). e Aryaman. a atenção (benigna) de Varuṇa? Onde está o caminho do poderoso Aryaman. A lua de movimento gracioso1 se apressa pela região central no céu. no fundo do poço. onde ela é Triṣṭubh. 6.314 Índice ◄►Hino 105 (Griffith) ____________________ Hino 105. As vigas (do poço se fecham) ao meu redor. onde a lei requere que o tecido devolvido seja mais pesado que o fio dado. 3. ou por Kutsa. e relate (a minha condição para os outros deuses). no hino 52. ou ‘prestem atenção nesse meu hino’.

mortais. e ele os louva por sua libertação (do poço). a Lua. invoca os deuses. nas nuvens. que és o mais sábio. seja o invocador dos deuses. 8 Não está muito claro o que quer dizer o termo nābhi. na terra. que estava prestes a atravessar um rio a nado. mas que foi detido pelo brilho dos raios solares. – Aqueles que estão livres de mácula seguem pela porta do sol. de acordo com outros textos. Agni. o Sol. Céu e terra.315 9. como a base da alma. Céu e terra. mas o sentido mais comum é uma estrada. e. Céu e terra. indiretamente do sol. 15. ouve (a súplica). deuses. Varuṇa realiza o rito de preservação. Vento. 13 Brahmā kṛṇoti varuṇah. o sol. avançou sobre mim.10 que residem no centro do céu expandido. (a ele o repetidor de louvor) dirige o louvor. um caminho. pois. 16. Um significado de panthāh é apresentado como um epíteto de āditya. Certa vez. no céu. Céu e terra. estejam conscientes dessa (minha aflição). ou asterismos. como admitido pelo comentador. no firmamento. instalado na nossa (solenidade). estabelecido no nosso rito.14 não deve ser desconsiderado. estejam conscientes dessa (minha aflição).11 Céu e terra. estejam conscientes dessa (minha aflição). Aryaman. identificando os raios solares com os sete ares vitais que permanecem no espírito dominante. O primeiro é aqui explicado rakṣaṇarūpam karma. Digna de louvor. como um carpinteiro16 cujas costas se arqueiam (com inclinação fica ereto a partir de seu trabalho). luminosos. segundo o Śāṭyāyana Brāhmaṇa. Que ele.13 Nós desejamos a ele. todos. 13. adora (os deuses). estejam conscientes dessa (minha aflição). estejam conscientes dessa (minha aflição). e Savitṛ. 14. estejam conscientes dessa (minha aflição). estejam conscientes dessa (minha aflição). tal patronímico de apa seria. o fogo.9 sabe que (isso é assim). à história de um lobo. um lobo fulvo me viu seguindo meu caminho. Aquele novo (vigor)12 louvável e elogiado está estabelecido em vocês. Trita. brilhando em Svarloka. 15 Pois os deuses dependem. se torne o nosso verdadeiro (amparo). De acordo com Yāska. 10. Tu. Aqueles que são os sete raios (do sol). ou. o filho das águas. ou. Varga 23. como (no sacrifício de) Manus. à prática mística de contemplar a região umbilical. é dito. como o guia do nosso caminho. 14 Asau yaḥ panthā ādityo divi pravācyaṃ kṛtaḥ. (levantando-se nas patas traseiras). 9 Āptya. Céu e terra. voltem (rapidamente). 11. o sol. no firmamento’. para existência. e essa interpretação é corroborada por textos que representam o sol como o caminho para o céu. neles está o meu umbigo expandido. os nakṣatras. a lua. Varuṇa. Mas ele não é explicado dessa maneira no comentário. como no sacrifício de Manus. Os Taittirīyas substituem. e lhes ofereça oblações. um sábio entre os deuses. e a inserção do t é uma anormalidade. louvável. são. caído no poço. como Sūryadvāreṇa te virajāh prayānti. Mas pode-se duvidar se ele pode ter propriamente tal interpretação. pois esses. 12. por socorro. – da qual ukthya. e traduz a passagem: ‘Os raios do sol impedem a lua de aparecer. tendo em conjunto levado rapidamente as minhas orações para os deuses.8 Trita. como citado por Sāyaṇa. que liberta muitos do pecado. 18.15 mas vocês. Rosen o traduz como domicílio. que regula as estações nas quais sacrifícios são oferecidos. (pelo qual) os rios incitam adiante as águas. Agni. 10 É dito que eles são. que é. e o Relâmpago. feito o caminho no céu. e o relâmpago. Que aquele sábio e generoso Agni. declaradamente. ó deuses. Que os cinco derramadores (de benefícios). 11 Aludindo. Céu e terra. . por vocês. ‘força’. não o consideram. O sol. como satatagāmī. ‘o ato que é da natureza de preservação’. e o sol difunde sua (luz) constante. que tem direito a louvação. estejam conscientes dessa (minha aflição). e apah como o firmamento. para devorar Trita. no qual o comentador parece compreendê-lo. Bṛhaspati. ou de ficar visível. Céu e terra. cruzando as grandes águas. a partir do caminho. filho das águas. ele interpreta vṛka como a lua. Os raios do sol permanecem no centro circundante do céu: eles repelem o lobo. e o sentido comum de nābhi é umbigo. em suas respectivas esferas. āpya. embora obscuramente. aludindo. Fogo. 17. talvez. tendo me visto. em lugar do relâmpago. é um epíteto. na região planetária. corretamente. é aquela tua relação (com os deuses). explicado apām putrah. Varga 22. Indra. aquele sempre em movimento. está implícita. 12 O comentador diz que Bala. o vento. de (todo o) seu coração.

além disso. preocupações agudas devoram a mim. Notem essa minha aflição. considerada como o caminho do céu. que aquela luz nunca caia da sua posição no céu. o cantor do teu louvor. Dentro das águas18 corre a Lua. É dito que ele. Perto de seu marido se aferra a esposa. Índice ◄►Hino 106 (Wilson) ____________________ Hino 105. Notem essa minha aflição. Veja 1. A linha volta a ocorrer em 10. a lua. ó Terra e Céu. nota 2. fazedor do mês. o reservatório de todas as possibilidades de existência.316 19. e unir mā sakṛt. Ó Deuses. Qual é o seu firme suporte da Lei? O olho do observador Varuṇa? Como nós podemos passar os ímpios no caminho do poderoso Aryaman? 22 Notem essa minha aflição. Como enviado. veja Macdonell. 21 O mundo é dividido em terra. sou permitido sofrer essa miséria imerecida? 23 Segundo Sāyaṇa. porque eu. em māsakṛt. ele com as belas asas19 no céu. Ele é dirigido aos Viśvedevas em nome de Tṛta que tinha sido aprisionado em um poço.3. e cada um desses. O sentido geral das questões nesse e nos dois versos anteriores é: não há mais qualquer distinção entre certo e errado? Não há governo moral no mundo? Se há. Porém. 1893. 20 O mais recente ou mais jovem dos deuses. 7. tornando-nos possuidores de Indra. ó Terra e Céu. não prestando atenção a Trita no poço.52. 2.5. superemos os nossos inimigos em batalha. 8. pp. e 460. Aditi. e que Mitra. O lobo. A passagem admite uma tradução totalmente diferente. firmamento. sejam benevolentes para nós. O Sagrado e o Profano. e apenas é tornado inteligível pelas adições do comentário. No entanto. 24 O significado de śiśnā explicado desse modo por Sāyaṇa é incerto. [“As águas simbolizam a soma universal das virtualidades: são a fonte e origem. ó Terra e Céu. é citado às vezes como triplo.21 o que vocês consideram verdade. Julho. precedem toda forma e sustentam toda criação”. ó Terra e Céu. os homens não encontram o seu lugar permanente. Journal of the Royal Asiatic Society. Como esposas rivais por todos os lados vigas circundantes23 me oprimem muito. ó Terra e Céu. . ó Terra e Céu. e fortes com progênie multiplicada. Eliade. Notem essa minha aflição. Eu peço o último 20 do sacrifício. Ó Śatakratu. como sendo reproduzido continuamente. 4. ó Terra e Céu. 22 Provavelmente a via láctea. as paredes do poço no qual Tṛta estava confinado. a fonte da nossa felicidade.17 Viśvedevas (Griffith) 1. estava ūrdhvābhimukha (de pé na presença ereto). ambos dão e recebem a bênção do amor. Ó relâmpagos com suas rodas douradas.] 19 O Sol. um adorador fiel. eu uma vez. 18 No oceano de ar. como o carpinteiro. tendo visto as constelações seguindo pelo caminho do céu. e céu. 17 Esse hino é atribuído ou a Tṛta ou a Kutsa. Varuṇa. 422. 6. em abraços entrelaçados. e mentira? Onde está o meu antigo apelo a vocês? Notem essa minha aflição. Onde está a antiga lei divina? Quem é o seu novo difusor agora? Notem essa minha aflição. Por essa recitação que nós. Agni. como ratos devoram os fios do tecelão. Ó deuses que têm seu lar lá nos três reinos lúcidos do céu. – Ludwig. nesse (pedido). 3. o oceano. Certamente os homens anseiam e obtêm seu desejo. ó Terra e Céu. por interpretar vṛka como a lua. a terra e o céu. Eu sou o homem que cantou antigamente muitos louvores completos quando Soma fluiu. inquietações torturantes me consomem como o lobo ataca o cervo sedento. Notem essa minha aflição. 5. 16 O sentido da comparação não é muito claro.24 Notem essa minha aflição.33. E. Que nunca nos falte alguém como o doce Soma. uniu-se com uma delas. ele divulgará isso.

ó Terra e Céu. e Mitra. Mas. inteligente. porque a existência deles depende dele como regulador das estações nas quais sacrifícios são oferecidos a eles. ó Terra e Céu. aliados com Indra. 25 . é o ponto central através do qual eu e todos os membros da minha família somos conectados e mantidos juntos. Um lobo avermelhado me viu uma vez. 29 Escuridão ou eclipse da Lua. e manifesta-se por irmandade. 26 Tṛta Āptya: um ser místico que reside na parte mais remota dos céus. Que o culto sagrado surja novamente. como no verso 12. e Aditi e Sindhu. tendo levado juntos rapidamente os meus louvores aos Deuses. como um carpinteiro33 cujas costas estão se arqueando agachou-se e lançou-se para longe. traze os Deuses para o sacrifício. que como pecadores não o contemplam ou compreendem corretamente. Aquele caminho do Sol31 no céu. Através dessa nossa canção que nós possamos. Essa última aplicação da palavra pode ter determinado seu sentido especial de ‘água’ na linguagem posterior. 27 As estrelas de alguma constelação. ó Agni. 33 A comparação não é muito clara. ou o movimento constante da chuva em sua queda do céu e dos rios ao longo de seus cursos. Ele. o caminho da verdade. Firme é esse hino de louvor feito recentemente. 18. Onde aqueles sete raios25 estão brilhando. ó Terra e Céu. é aquela afinidade que tu tens com Deuses. diz Sāyaṇa. 14. 93. ó Terra e Céu. Ele no coração revela seu pensamento. A corrente dos rios é a Lei. ou o culto de Agni. arqueando suas costas ou contraindo seus membros. Notem essa minha aflição. ordem eterna. Isto é. Notem essa minha aflição. semelhante a um homem como um sacerdote Agni o mais sábio transportará rapidamente para os Deuses as nossas oblações. como um carpinteiro inclinando-se sobre sua obra até que suas costas se arqueiem. Digna de louvor. Senta-te aqui como um homem: o mais sábio. não deve ser ultrapassado. 19. 28 As estrelas. Deus entre os Deuses. dali a minha casa e família se estende. quando enterrado no poço. e adequado para ser recitado. Cosmology of the Ṛgveda. ó Terra e Céu. Esse Tṛta Āptya26 conhece bem. Notem essa minha aflição. Agni com seus raios brilhantes. feito para ser altamente glorificado. Que aqueles cinco Touros27 que ficam totalmente no alto no meio do imenso céu. 10. Os Deuses. ó Terra e Céu.28 De volta de seu caminho eles impelem o lobo29 porque ele iria atravessar as águas agitadas. com todos os nossos heróis vencer na batalha. Aqui sentado. a passagem regular do sol pelos céus. vocês não o veem. 17. Notem essa minha aflição. Aquele chamado dele Bṛhaspati32 ouviu e libertou-o da angústia. 30 Lei (ṛtám). Ela aparentemente significa que o lobo rastejou para longe. Notem essa minha aflição. e que conhece a origem divina da raça humana. 16. Segundo Ludwig o caminho do Sol entre os trópicos é aludido. “O significado do termo como aplicado ao próprio mundo natural se conecta com a alternância de dia e noite. Menos ainda os homens podem desconsiderá-lo. diz Sāyaṇa. Ó mortais. p. Notem essa minha aflição. ó Deuses. apela aos deuses para socorrê-lo. 32 O Senhor da Prece. 11. ordem eterna. 13. 31 De acordo com Benfey. Varuṇa faz a oração sagrada. No alto na ascensão central do céu estão colocados aqueles Pássaros de belas asas. ó Terra e Céu. retornem.” Wallis. ó Terra e Céu. Notem essa minha aflição. justiça. 12. ó Terra e Céu. provavelmente.30 a Verdade é a luz do Sol estendida. Tṛta. como Ludwig sugere. não devem desconsiderar o caminho do Sol. ó Deuses. Notem essa minha aflição. os raios são as chamas de Agni. quando eu estava seguindo meu caminho. Índice ◄►Hino 106 (Griffith) Do sol. Que Varuṇa. Notem essa minha aflição. 15. Notem essa minha aflição. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Para ele que encontra o caminho nós oramos.317 9. ó Terra e Céu.

e que as duas divindades. invocou. para a batalha. a causa da felicidade em combates. a métrica é Jagatī. no qual ela é Triṣṭubh. Agni. como uma carruagem de um desfiladeiro. promotoras de sacrifícios. Indra. Veja Manu. como no texto traduzido. e concessores de residências. ou pode ser Trita. e concessores de residências. pelo comentador. como uma carruagem de um desfiladeiro. 1 2 .4 o Ṛṣi. o Hino é endereçado aos Viśvedevas. que são generosos. que são generosos. para nós.3 Que eles. e ele é interpretado dessa maneira. e que o guardião radiante. é karma. sempre confere felicidade a nós.) O Ṛṣi é Kutsa. para socorrê-lo. 5. Mitra. no comentário. Varuṇa. Agni é aludido. nos livrem de todo o pecado. Nós invocamos. Kutsa. no Veda. e que eles. 3. o matador de inimigos. como uma carruagem de um desfiladeiro. como uma carruagem de um desfiladeiro. ato. 3. exceto no último verso.2 Que eles. e concessores de residências. ou rito. ou bênção.318 ____________________ Hino 106. 4 Kutsa aqui se identifica. Incitando a ele que é o louvado dos homens. venham. e o destruidor de heróis. com os deuses. Que os Pitṛs. (também. o encorajador de boas obras. com todas (as suas tropas). Sejam. que são generosos. Mas o sentido mais usual de śacī. e concessores de residências. que são generosos. – o bem. que são generosos. daquelas duas (coisas. como uma carruagem de um desfiladeiro. As duas são explicadas. nos livrem de todo o pecado. 5 Śacīpati. e de quem os deuses são a progênie. nos livrem de todo o pecado. Viśvedevas (Wilson) (Anuvāka 16. implantada em ti por Manu. 7. na primeira parte de frase. que são generosos. (para estar presente) nesse rito. 6. nos livrem de todo o pecado. ou propriedades) que foi colocada neles por Manu. e concessores de residências. mas o termo é explicado. Índice ◄►Hino 107 (Wilson) ____________________ Que são os Agniṣvāttas e outros. Bṛhaspati. 4. (o sol. e que eles.) com nossos louvores. céu e terra. e que eles. nos protejam. o poder dos Maruts. como uma carruagem de um desfiladeiro. e Aditi. que são generosos. com Trita. 1. Que a deusa Aditi. nos livrem de todo o pecado. Varga 24. aparentemente. Que eles. nos livrem de todo o pecado. nos livrem de todo o pecado. É dito que. jogado em um poço.5 Que eles. para a nossa preservação. Sūkta I.1 que são fáceis de serem louvados.195. a ele que é o purificador. Filhos de Aditi. Indra. como ‘o deus que nutre’. nos proteja. 2. aqui. pelo comentador. como uma carruagem de um desfiladeiro.) seja vigilante para a nossa proteção. 3 Śaṃ yor yat te manur hitaṃ. Pūṣan é citado. nos protejam. e concessores de residências. e concessores de residências. nós solicitamos. Nós pedimos aquela faculdade de (aliviar a dor e afastar o perigo). o que pode ser traduzido como ‘o marido de Śacī’. na segunda.

Varuṇa e Agni e a hoste Marut e Aditi.319 Hino 106. nós oramos com hinos. Ao poderoso Narāśaṁsa. e Mitra. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Indra o matador de Vṛtra. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Índice ◄►Hino 107 (Griffith) ____________________ 6 Vasus. 2. 9 Um nome místico de Agni. Que Varuṇa.9 fortalecendo seu poder. nos salvem de toda angústia. nos salvem de toda angústia. Viśvedevas (Griffith) 1. 8 Céu e Terra. originalmente significando ‘os bons’. ó Deuses. que fortalecem a Lei. como nesse caso. nos salvem de toda angústia. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. para designar os Deuses em geral. Mitra. nos salvem de toda angústia. tragam alegria para nós. Que Aditi a Deusa nos proteja com os deuses: que o Deus protetor nos defenda com cuidado incessante. faze-nos sempre um caminho fácil: nós desejamos aquela benção que tu tens para homens em repouso e agitação. 3. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil.10 governante sobre os homens. e usado às vezes. e as duas Deusas. e Aditi e Sindhu. 7 . Venham Ādityas para a nossa prosperidade completa. Por auxílio nós chamamos Indra. 4. Senhor do poder e da força. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. em conquistas do inimigo. Os Manes ou espíritos dos ancestrais falecidos. ‘o Louvor dos Homens’. Que os mais gloriosos Pais7 nos ajudem. 6. Vasus beneficentes. 7. 11 Talvez figurativamente em lugar de ‘em aflição’. Vasus beneficentes. Vasus6 beneficentes. Bṛhaspati. nos salvem de toda angústia.8 as Mães dos Deuses. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. nos salvem de toda angústia. Vasus beneficentes. para ajudar. Kutsa é o Ṛṣi a quem o hino é atribuído. 10 O Deus que nutre homens e rebanhos e manadas. Vasus beneficentes. Vasus beneficentes. 5. a Pūṣan. Caído no poço11 o Ṛṣi Kutsa chamou.

os deuses. Índice ◄►Hino 108 (Wilson) ____________________ Hino 107. Maruts com Maruts. (venham e) nos deem felicidade. Que os deuses. Ādityas. Agni. que Agni. Glorificados pelas canções de louvor dos Aṅgirases. Que Indra. Que Indra com seus poderes. nos concedam aquele alimento (que nós pedimos). Varuṇa. de modo a serem uma fonte abundante de afluência para os pobres. a terra e o céu o preservem (para nós). que estão a ser louvados pelos hinos dos Aṅgirasas. os Viśvedevas. o oceano. Aryaman. sejam benevolentes. ou Maruts com seus ventos e tempestade. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kutsa. e seja o nosso melhor salvador das dificuldades.320 Hino 107. e Aditi. Aditi. e que as suas boas intenções sejam dirigidas para nós. Triṣṭubh. 1. Ādityas. a métrica. Que Varuṇa e Indra. com os Ādityas. Que Varuṇa. Viśvedevas (Griffith) 1. e Mitra.1 Aditi com Ādityas nos concedam abrigo. Que o seu favor seja dirigido para cá. Varga 25. O sacrifício obtém a aceitação dos Deuses: estejam dispostos misericordiosamente para conosco. todos os Maruts juntos. . que Varuṇa. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. e que Mitra. que os deuses venham até nós com sua proteção. Savitar achem agradável esse nosso louvor. 3. que Aryaman. 3. com os ares vitais. os Maruts. para a nossa proteção: que Indra. e Aditi e Sindhu. 2. venham para cá. 2. Índice ◄►Hino 108 (Griffith) ____________________ 1 Isto é. que Savitṛ. Que o nosso sacrifício dê satisfação aos deuses. com seus tesouros.

por prāṇair yuktah. Se. vocês foram aliados (na ocasião da morte dele). 2. ou militar. Os derramadores de benefícios. 8. derramadores de benefícios. no entanto. malévolos. derramadores de benefícios. respectivamente. mais propriamente. e bebam do suco Soma derramado. em conformidade com as explicações do comentador. Recebam (sua parte) da libação. sentados juntos. 7. . O primeiro é explicado como um Brahman que é um instituidor diferente de um sacrifício. e Pūru. – os nomes das tribos ou famílias bem conhecidas nos Purāṇas. Indra e Agni. e muito fundo em profundidade. Druhyu. Yadus. ou aqueles que recebem os frutos (dos bons atos). Indra e Agni. venham para cá. Aqui. de onde quer que vocês possam estar. eu primeiro prometi (a vocês a libação). 4. ou aqueles que vivem (para cumprir os deveres da vida). – aquele carro extraordinário que ilumina todos os seres. pág. Vocês tornaram famosos seus nomes associados. 3. Kutsa. venham para cá. tirânico. Se. Turvaśas. descendentes dos cinco filhos de Yayāti. 3 Os termos assim traduzidos. Vasto como é o universo inteiro em extensão. vocês alguma vez se deleitaram (com libações). e testemunhem a fé sincera com a qual. ou tirânicos. 2 Yad brahmaṇi rājani vā. que se dirige a Indra e Agni. escolhendo vocês dois. pareceriam. derramadores de benefícios. com a qual adquirir conhecimento e realizar atos religiosos. [cap. ou superior do mundo. – suficiente para os seus desejos. naquela de um brâmane. Os fogos estando acesos. um homem da segunda casta. ou naquela de um príncipe. – sendo. – e espalhando a grama sagrada (sobre o altar). matadores de Vṛtra. Druhyus. 5. que esse Soma seja. Se. em seu carro. Venham. 6. por upadravecchu. de onde quer que vocês possam estar. 2 então. com todos eles). ou vida. 1 Nós temos somente. para ser totalmente satisfeito pelos objetos de desejo. vocês estão entre homens que são inofensivos. visto que. – aproximem-se. mas a interpretação parece ser um refinamento desnecessário. não ofensivo. para a nossa satisfação. os dois (sacerdotes ficam ao lado). similarmente nomeados. Quaisquer feitos heróicos que vocês tenham realizado. venham para cá. 167 da versão em português]). a métrica é Triṣṭubh. adoráveis Indra e Agni. ainda. quaisquer formas (que vocês tenham criado).3 então. (atraídos) pelos estimulantes sucos Soma borrifados por toda parte. os epítetos no número dual: o comentador fornece o Adhvaryu e seu sacerdote assistente. como sua bebida. Adi. vocês estão na região inferior. Anu. Turvaśa. no texto. Indra e Agni. por hinsaka. 75. Bebam da libação derramada. Varga 26. Yadu é explicado por ahinsaka. Portanto.1 espargindo a manteiga clarificada das conchas. indicar nomes próprios. e bebam da libação derramada. em sua própria residência. o segundo.321 Hino 108. e bebam do suco Soma derramado. Indra e Agni. – as quais eles erguem. central. venham diante de nós. 1. de onde quer que vocês possam estar. Indra e Agni. desse mesmo modo. tendo respiração. Varga 27. quaisquer benefícios (que vocês tenham derramado). kāmaih pūrayitavyah. como Kṣattriye. ofensivo. 9. Os significados podem ser sustentados pela etimologia das palavras. e bebam da libação derramada. Indra e Agni. quaisquer amizades antigas e afortunadas (que vocês tenham contraído. são os dois sentados juntos (no altar). venham. Anus e Pūrus. (Mahābhārata. pois o suco Soma está preparado pelos sacerdotes. e bebam da libação derramada. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é.

e bebam da libação derramada. sentados aqui juntos. os laços de amizade antigos e auspiciosos. venham para cá. venham para cá. 5 [Veja a nota 3. nas ervas. ó Indra e Agni. e bebam da libação derramada. venham para cá. ou na terra. 10. com Druhyus. 13. Indra e Agni.4 Atraídos pelo forte suco Soma derramado à nossa volta. vocês estão no céu. ó Indra-Agni. derramadores de benefícios. ‘para quem a grama sagrada foi espalhada’. no meio do céu. com um objetivo vocês se esforçaram. ó Senhores Poderosos. Indra e Agni. [nota 6]. e bebam libações do Soma que flui. venham. 4. Indra-Agni. derramadores de benefícios. 8. ou no céu. 3. Ambos permanecem adornados. espalhando a erva sagrada. na central. feito para o seu consumo até que a sua alma esteja saciada. 4 [Veja a nota 1. o poderoso Soma.7. Indra e Agni. traduzindo-os respectivamente por ‘honrados’. e bebam libações do Soma que flui. Varuṇa. 12. Se. ou na mais alta. a terra e o céu a preservem para nós. no ar. tomem o seu lugar e venham juntos até nós. Se. venham. Indra-Agni (Griffith) 1.5 Indra-Agni! Mesmo de lá. desse modo que esse Soma seja. e também em] 1. Se com os Yadus.9. concedam a nós todos (os tipos de) riqueza. e beberam libações do Soma que flui. mesmo de lá. Indra e Agni. Turvaśas. a palavra terra sendo usada livremente como esfera ou mundo. ó Indra-Agni. As bravas façanhas que vocês fizeram. 7. ó Senhores Poderosos. Tão vasto quanto todo esse mundo é em sua extensão. Assim vocês chegaram a essa minha verdadeira convicção. despejem.] Benfey atribui os epítetos duais a Indra e Agni. Índice ◄►Hino 109 (Wilson) ____________________ Hino 108. vocês permanecem. central. derramadores de benefícios. na batalha nós devemos lutar com Asuras por esse Soma. ‘em direção a quem as conchas foram erguidas’. 6. vocês estão residindo na terra mais baixa. na central. Se. no nascer do sol. com conchas levantadas. Embora. Santos. Pois vocês ganharam juntos um nome abençoado: sim. vocês estão residindo na terra mais alta. ó Poderosos. quando os fogos são devidamente acesos. nas montanhas. contudo. vocês estão na região superior. Desse modo. 9. Indra-Agni. Anus. Se vocês se regozijam em sua residência. profundo como ele é. 5. para cá. vocês possam estar animados pelo seu próprio esplendor. – por causa desses bebam do Soma que flui. Pūrus. venham para cá. ou na mais baixa. ó Senhores Poderosos. e bebam a libação do Soma que flui. que olha em volta para todas as coisas vivas. 2. Naquele carro mais extraordinário de vocês. Indra e Agni. Ou a referência pode ser à imaginária divisão tripla da terra. ó. e bebam da libação derramada. as formas e proezas poderosas que vocês exibiram. Se. de onde quer que vocês possam estar. e bebam libações do Soma que flui. ó matadores de Vṛtra. de onde quer que vocês possam estar. Aditi. bebendo profundamente da libação. ou com príncipe ou brâmane. ou inferior do mundo. de onde quer que vocês possam estar. Então Indra-Agni.322 10. 11.6 Mesmo de lá. . 6 Na terra. e que Mitra. Como eu disse antes quando escolhendo vocês. e mostrem sua graça. o oceano. ou nas águas. Indra e Agni. venham para cá. com sua superfície que se estende longe.

e que é. como equivalente a uma venda. um genro (jāmātṛ) que não é possuidor das qualificações requeridas pelos Vedas. Indra e Agni.51 e 53). Indra e Agni. o irmão da donzela. e Aditi e Sindhu. Indra e Agni. ou nas águas. que vocês dois. nas ervas. 4. eu considero vocês. vocês sobrepujam todas as outras coisas existentes. deuses e métrica. que ele é o marido de uma noiva comprada. Atendendo aos chamados. como eu ofereço a vocês uma libação. e eles dois. do ato de receber dinheiro pela noiva está em desacordo com o teor geral da lei de casamento. 12. 2. 1 . ó Senhores Poderosos. (Veja as Leis de Manu. de fato. desejoso de riqueza. 13. na terra. que faz presentes a ela por afeição. de sya. aqui. que têm cavalos. Eu soube. Esse reconhecimento. e bebam libações do Soma que flui. ó Indra-Agni. portanto. tendo aproveitado ao máximo a nossa libação. venham para cá. nas montanhas. na cerimônia de casamento. eu me dirijo a vocês. e censura o recebimento de dinheiro. e Mitra. Que Varuṇa. Mesmo de lá. venham para cá. vocês se deliciam com alimento. 11. Indra e Agni. a qual condena a aceitação de qualquer coisa. Índice ◄►Hino 109 (Griffith) ____________________ Hino 109. VI. no Veda. Assim solicitando e pedindo por descendentes dotados do vigor de seus progenitores. com um novo hino. que o vijāmātṛ é o asusamāpta. 3. para a sua satisfação. como parentes e familiares. que são espalhados. vocês superam todos os homens (em magnitude): vocês são mais vastos que a terra. 5. e lā.1 ou o irmão de uma noiva. quando o Sol subiu ao meio do céu.3 desejando a sua presença. que vocês são doadores mais munificentes do que um noivo indigno. sua esposa. Varga 28. e mãos graciosas. O prefixo vi indica. uma indicação de uma condição diferente das leis de casamento. Que nós nunca interrompamos a longa linha (de posteridade). os (adoradores). fiquem alegres. A prece sagrada. que o céu. que os rios. Varga 29. Vocês dois. pelo irmão da noiva. belos braços. louvam Indra e Agni. (quando vocês estavam presentes) na divisão do tesouro (entre os adoradores). por Yāska. obrigado a conciliar seu sogro por meio de presentes generosos. ou incompleto. Observadores de todas as coisas. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. ó Senhores Poderosos. 2 O syāla. anunciando o meu desejo por sustento. como prescrita por Manu. (para ouvir essa adoração). oferece para ambos. o noivo não realizado. Vijāmātṛ. ó Senhores Poderosos. na hora da batalha. ganhem para nós todos os tipos de riqueza. pagar por. como na interpretação desse estrofe.2 Portanto. que as montanhas. de acordo com alguns. uma cesta de joeirar. Se. A palavra é derivada. foram os mais vigorosos na destruição de Vṛtra. (por beberem a libação derramada). ou comprar. como no último . Se vocês estão no céu. fala divina. ó Indra-Agni Mesmo de lá. A compreensão clara que vocês me deram (não é dada) por ninguém mais. 3. venham para cá. eu compus esse hino para vocês. Eu tenho ouvido. Nós temos. destruidores de inimigos. por Yāska. gerando filhos. sentados nesse sacrifício. venham rapidamente. na minha mente. grãos fritos. – matrarūpā. Indra e Agni. 3 Devī dhiṣaṇā. é dito (Nirukta. além de um presente cortês. e bebam libações do Soma que flui. pelo pai de uma donzela. 6. na forma de prece. 1. para a sua felicidade. e bebam libações do Soma que flui. 9). o que implica. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. e misturem (a libação) com doçura nas águas. Indra e Agni. e (assim dotado).323 Mesmo de lá. de lājā. o que é. segundo o comentador. sobre a grama sagrada. Assim. portanto. a libação de Soma. estão perto.

Aditi. sobre a grama espalhada. Para Indra-Agni as gotas fortes8 são alegres. Indra e Agni. Indra-Agni (Griffith) 1. Indra-Agni. Índice ◄►Hino 110 (Wilson) ____________________ Hino 109. é obrigado a obter o consentimento do seu futuro sogro por meio de presentes generosos. vocês cujos braços manejam o trovão: Indra e Agni. espreme o Soma alegremente para deleitá-los. mas pedir e obter ‘descendentes dotados do vigor de seus progenitores’. sejam propícios para essa (nossa prece). não vamos cortar ou romper a longa linha de posteridade. Indra e Agni. Varuṇa. 8. ou de irmãos. ou pretendente. não vamos quebrar ou interromper a longa série de ritos religiosos observados pelos nossos ancestrais e continuados até a nossa época. Pois eu ouvi que vocês dão riqueza mais livremente do que um genro indigno6 ou o irmão da esposa. para o qual os virtuosos procedem pelo caminho da luz. Sobrepujando todos os homens onde eles gritam para a batalha. quando Vṛtra caiu e quando o saque foi dividido. Vocês. Nenhuma providência exceto a sua somente está comigo: então eu fiz para vocês esse hino por auxílio. Indra-Agni. misturar a doçura. Para vocês a taça divina. como Yāska explica. vocês Dois superaram a terra e o céu em grandeza. Indra e Agni. protejam-nos nos combates. por meio de seus atos. que não tem. 4. 11 [Veja a nota 4. Tragam riqueza. e todas as coisas além deles. 10 Aqui chamados para realizar os deveres do Adhvaryu e seu sacerdote assistente. Indra e Agni são louvados também. Ou. Não vamos romper os laços:7 com essa prece nós nos esforçamos para ganhar os poderes dos nossos antepassados. nos deem prosperidade. com água para ser oferecida a Indra e Agni. o Soma estimulante. Ansiando por bem-estar eu olhei em volta. brilhem também sobre nós. juntos. e a deem para nós. isto é. Agora que esses sejam de fato os mesmos raios de sol11 com os quais os nossos pais foram unidos antigamente. Indra e Agni. portanto. Então lhes oferecendo essa dose de Soma.] O significado da linha pode ser que a adoração de Indra e Agni é o grande laço que mantinha unidos os ancestrais do Ṛṣi. em busca de parentes. destruidores de cidades. eu soube. etc. a terra e o céu. como Sāyaṇa explica. pelos raios do sol. .324 7. 6. as qualificações necessárias.10 apressem-se. 3. 9 Isto é. pois aqui no colo da taça9 estão ambas as pedras de espremer. eu faço para vocês esse novo hino. Sentem-se nesse sacrifício. Tragam riqueza e a deem. Por louvar ao último. ó Aśvins. Vocês são maiores que rios e que montanhas. 7. 5. 5 Sapitvam é explicado como sahaprāptavyam sthānam. trovejadores. borrifem-no com doçura nas águas. 4 É dito que. de acordo com o comentador. o oceano. protejamnos com seus poderes. Que aqueles raios do sol. 2. O irmão da donzela dá a ela ricos presentes por afeição natural.4 pelos quais os nossos antepassados alcançaram. e que Mitra. perto da vasilha que recebe o suco. 8 Isto é. como idênticos ao sol.5 uma região celestial. manejadores do raio. 6 O genro indigno ou defectivo. um lugar a ser alcançado em conjunto. ó Indra-Agni. eram os mais poderosos. protejam-nos. Com mãos auspiciosas e braços belos. é indicado o brilho de Indra e Agni. em espírito. 7 Isto é. o mundo de Brahmā. nesse lugar. ou Soma. vocês sempre ativos. e deleitem-se com o suco.

portanto. e desejando (compartilhar do) alimento sacrifical entre os deuses. que os Ṛbhus são os raios do sol. embora. Índice ◄►Hino 110 (Griffith) ____________________ Hino 110. sendo ainda mortais. não parece muito coerente chamá-los de seus parentes de um período anterior. Para os líderes (de sacrifício). eles são parentes. 7. derrotemos as tropas daqueles que não oferecem oblações. evidentemente. o rito celebrado antigamente por mim é repetido novamente. ‘para os chefes do firmamento’. – o sol). aqueles Ṛbhus que. e pode significar. Então Savitṛ lhes concedeu imortalidade. Que nós. Ou o termo do texto pode ser conectado com aquele que o precede. Louvados pelos espectadores. É dito. na Jagatī. e os filhos de Sudhanvan. os Ṛbhus. 2 No verso anterior. vocês que despedaçam fortalezas. 5. e Mitra. como Rosen o compreende. Deem. mas desejosos de desfrutar (das libações de Soma).2 – e relataram (seu desejo). oferecer oblações. e o hino melodioso é recitado em seu louvor. 2. Quando. – que não pode ser escondido. se retiraram para a floresta. Ṛbhus (Wilson) (Sūkta V) Esse hino é endereçado aos Ṛbhus. filhos de Sudhanvan. e Aditi e Sindhu. em uma ocasião favorável. para fazer (penitência). a manteiga clarificada designada. adquiriram imortalidade. – solicitando as melhores (libações). ainda imaturos (em sabedoria). e aquela concha para as iguarias sacrificais. a qual o Asura3 tinha formado única. Que Varuṇa. Ṛbhu. e realizando rapidamente os ritos sagrados. o Ṛṣi é Kutsa. de fato. vocês chegaram ao salão (sacrifical) do adorador. 5 Um texto do Veda identifica os Ṛbhus com os raios solares. é nosso refúgio. o nosso defensor.