O

Ṛg Veda
LIVRO 1
(Maṇḍala 1)
Traduzido para o inglês por:

H. H. Wilson
Primeiro Aṣṭaka. Segunda Edição – 1866
(Parte do) Segundo Aṣṭaka. Primeira Edição – 1854.
[Disponíveis em archive.org]*

Ralph T. H. Griffith
Segunda Edição – 1896
[Disponível em sacred-texts.com]

Incluindo 48 hinos por

Hermann Oldenberg – 1897
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

E 21 hinos por

Max Müller – 1891
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

Versões traduzidas para o português por

Eleonora Meier – 2013.

* Sites consultados em 2013.

→ Ir para o Índice Rápido.

2

Páginas de Título:

ṚG-VEDA SAṂHITĀ
___________
UMA COLEÇÃO DE

HINOS HINDUS ANTIGOS,
CONSTITUINDO

O PRIMEIRO AṢṬAKA,1 OU LIVRO
DO

ṚG-VEDA,
A MAIS ANTIGA AUTORIDADE PARA AS
INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS E SOCIAIS DOS HINDUS.

TRADUZIDO DO SÂNSCRITO ORIGINAL
____________________

POR H. H. WILSON, M.A., R.F.S.
Membro da Sociedade Asiática Real, das Sociedades Asiáticas de Calcutá e Paris, e da Sociedade Oriental
da Alemanha; Membro Estrangeiro do Instituto Nacional da França; Membro das Academias Imperiais de
Petersburgo e Viena, e das Academias Reais de Munique e Berlim; Ph. D. Breslau; M.D. Marburg, etc., e
Professor Boden de Sânscrito na Universidade de Oxford.

____________________
Publicada sob o patrocínio da Corte de Diretores DA COMPANHIA das Índias Orientais.

___________
SEGUNDA EDIÇÃO

___________

LONDRES
N. TRÜBNER & CO.,
TRAVESSA PATERNOSTER, 60.

1866

1

O primeiro Aṣṭaka, ou Oitavo, vai até o hino 121 do Primeiro Maṇḍala ou Livro.

3

OS

HINOS DO ṚGVEDA
TRADUZIDOS COM UM COMENTÁRIO POPULAR
POR

RALPH T. H. GRIFFITH, M.A., C.I.E.
ANTIGO REITOR DA UNIVERSIDADE DE BENARES E ANTIGO DIRETOR DE INSTRUÇÃO PÚBLICA NAS
PROVÍNCIAS DO NOROESTE E OUDH

____________________

SEGUNDA EDIÇÃO
COMPLETA EM DOIS VOLUMES
____________________

VOL. 1

BENARES
IMPRESSO E PUBLICADO POR E. J. LAZARUS & CO.

___________
1896

4

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XLVI

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

HERMANN OLDENBERG
PARTE II

HINOS A AGNI (MAṆḌALAS 1-5)
OXFORD
CLARENDON PRESS
1897
_______________________________________________________________________________________

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XXXII

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

F. MAX MÜLLER
PARTE I
HINOS AOS MARUTS, RUDRA, VĀYU, E VĀTA
OXFORD
CLARENDON PRESS
1891

5

Prefácio
“Por meio da ajuda da história e dos Purāṇas o Veda pode ser interpretado; mas o
Veda teme alguém que tem menos informação do que deveria”. Essa afirmação é
encontrada na minha tradução do Mahābhārata traduzido por Ganguli (Adi; pág. 25).
Exatamente esse trecho foi divulgado a princípio com um erro, posteriormente corrigido
tendo como base o Vāyu Purāṇa (1.1.181), que diz: “O Veda teme aquele que é deficiente
em tradição, pensando ‘ele me danificará’”. Portanto, foi exatamente por temer ‘danificar o
Veda’ que apresento abaixo duas versões completas desse primeiro livro do Ṛg Veda,
além de alguns hinos traduzidos por outros dois estudiosos.
As diferentes versões do mesmo hino encontram-se uma abaixo da outra, para
facilitar sua comparação assim como seu possível entendimento. Elas têm semelhanças
esclarecedoras e diferenças significativas. Por primeiro está a tradução de Horace Hayman
Wilson, a primeira completa para o inglês (iniciada em 1850), que tem, seguindo o
comentário de Sāyaṇa, uma pequena introdução de cada hino especificando seu autor,
sua métrica ou método de versificação, e a quem o hino é dedicado; e várias notas
explicativas, das quais a maioria está incluída aqui, além da introdução completa do
primeiro Aṣṭaka, e de parte da introdução do segundo, que começa no Hino 122 do
primeiro Maṇḍala.
Em seguida vem a tradução de Ralph Thomas Hotchkin Griffith, que segue o texto
da edição de seis volumes de Max Müller, mas que também é parcialmente baseada na
obra de Sāyaṇa. Dela eu incluí aqui o prefácio e as notas explicativas dos termos e
expressões não totalmente esclarecidos, ou esclarecidos de modo diferente, na versão
antecedente.
Por último vêm alguns hinos traduzidos por Hermann Oldenberg e Friedrich Max
Müller (veja a lista abaixo1), publicados na série Sacred Books of the East (Livros Sagrados
do Oriente). Eles também possuem notas explicativas, das quais a minoria está incluída
aqui. Abaixo de cada hino há um link direto para o hino seguinte do mesmo autor e outro
para o Índice Rápido.
As poucas inclusões feitas por mim estão entre colchetes, especialmente nas notas
daqueles hinos que também foram traduzidos por A. A. Macdonell, em seu Hymns from the
Rigveda, Selected and metrically translated (Hinos do Rigveda, Selecionados e traduzidos
metricamente), de 1922.
Eu incluo aqui também a lista das métricas, que explica resumidamente aquelas que
aparecem no Ṛgveda, encontrada na versão de Griffith, além do Índice dos Sūktas (Hinos),
que especifica em tabela as divisões (Adhyāya, Anuvāka, etc.), os deuses aos quais os
hinos são endereçados, os autores dos hinos, o número de versos ou estrofes em cada
hino, e as métricas usadas na composição deles.
Eleonora Meier;
Joinville, 21 de novembro de 2013.

1

Hinos por Hermann Oldenberg: 1, 12, 13, 26, 27, 31, 36, 44, 45, 58, 59, 60, 65, 66, 67, 68, 69,
70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 127, 128, 140, 141, 142, 143, 144, 145,
146, 147, 148, 149, 150, 188, 189.
Hinos por Max Müller: 2, 6, 19, 37, 38, 39, 43, 64, 85, 86, 87, 88, 114, 134, 165, 166, 167, 168,
170, 171, 172.

6

Organização da Ṛgveda Saṃhitā
A tradição antiga dividiu a Ṛgveda Saṃhitā de duas maneiras diferentes. Elas são:
Método Aṣṭaka – Foi projetado para facilitar a memorização por distribuir um número
mais ou menos igual de mantras para cada seção.
Método Maṇḍala – Nesse método, o assunto é mais importante.
Desses dois esquemas, o esquema Maṇḍala-Sūkta (Livro-Hino) é mais popular.
As seguintes tabelas dão os detalhes de ambos os métodos: 1
Método Aṣṭaka
Aṣṭakas Adhyāyas Vargas
1
8
265
2
8
221
3
8
225
4
8
250
5
8
238
6
8
331
7
8
248
8
8
246

Mantras
1370
1147
1209
1289
1263
1730
1263
1281

Total

10.552

64

2024

Método Maṇḍala
Maṇḍalas
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Anuvākas
24
4
5
5
6
6
6
10
7
12

Sūktas
191
43
62
58
87
75
104
103
114
191

Versos
2006
429
617
589
727
765
841
1716
1108
1754

Total

85

1028

10.552

Os Maṇḍalas 1 e 10 foram acrescentados à coleção posteriormente: embora
contenham muito material que tem o mesmo nível linguístico e religioso das partes centrais
do Ṛgveda eles têm algum material mais recente e ‘popular’.
Os Maṇḍalas 2 a 7 são conhecidos como os ‘Livros Familiares’, são as partes mais
antigas e os livros mais curtos do Ṛgveda, cada um atribuído a uma diferente família de
bardos. As linhagens familiares são as seguintes: 2. Gṛtsamada, 3. Viśvāmitra, 4.
Vāmadeva, 5. Atri, 6. Bharadvāja e 7. Vasiṣṭha.

1

Fonte: Hindupedia.

7

O Maṇḍala 8 contém pequenas coleções atribuídas a poetas específicos ou a
famílias de poetas, e tem um caráter um tanto singular, incluindo os 11 hinos apócrifos
chamados Hinos Vālakhilya (8.49-59).
O Maṇḍala 9 só contém hinos dedicados a Soma Pavamāna (o Soma Purificador),
por isso também chamado de Soma Maṇḍala.
O Maṇḍala 10 é uma coleção de hinos a maioria escrita em linguagem mais
moderna, e contém alguns dos hinos mais conhecidos no ocidente, como o Hino da
Criação, o Hino do Homem entre outros.
A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de hinos
contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - HINOS

A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de
versos contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - VERSOS

E. M.

8

NOTA:
Como os próprios nomes ‘Hino’ (Sūkta) e ‘versos’ (ṛcas ou mantras) indicam, o
Ṛgveda deve ser cantado ou recitado. No entanto, em qualquer situação repetir algo sem
saber o significado não é aconselhável, e, mesmo que em diversos casos do Veda haja
vários sentidos atribuídos a uma estrofe, pelo menos existe alguma ideia a respeito do
assunto tratado.
Há ainda uma série de ocasiões e momentos nos quais os hinos e versos deveriam
ser cantados, e isso é tratado em outros textos como os Brāhmaṇas (Aitareya ou
Āśvalāyana e Kauṣītaki ou Śāṅkhāyana), o Ṛgvidhāna e outros.
Aqui você verá as versões em português de dois ou mais tradutores do Ṛg, e, para
ver os hinos em sua bela escrita devanāgarī e sua transliteração e ouvir como eles são
cantados um site excelente é o Site Of Sri Aurobindo & The Mother. O texto em sânscrito e
a transliteração também se encontram no site Sacred Texts.
Então saiba o significado, veja o hino em sua escrita original, ouça o canto e se lhe
aprouver treine cantá-lo, assim você terá uma experiência mais completa do Ṛg Veda.

E. M.

9
Conteúdo
Páginas de Título: ................................................................................................................................ 2
Prefácio .............................................................................................................................................. 5
Organização da Ṛgveda Saṃhitā............................................................................................................ 6
Introdução ao Primeiro Aṣṭaka............................................................................................................. 20
Introdução ao Segundo Aṣṭaka ............................................................................................................ 39
Prefácio da Primeira Edição (Griffith) .................................................................................................... 45
Hino 1. Agni (Wilson) ......................................................................................................................... 52
Hino 1. Agni (Griffith) ......................................................................................................................... 53
Hino 1. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................... 54
Hino 2. Vāyu (Wilson) ........................................................................................................................ 54
Hino 2. Vāyu (Griffith) ........................................................................................................................ 55
Hino 2. Vāyu (Müller) ......................................................................................................................... 56
Hino 3. Aśvins (Wilson)....................................................................................................................... 57
Hino 3. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................... 58
Hino 4. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 59
Hino 4. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 60
Hino 5. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 61
Hino 5. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 62
Hino 6. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 63
Hino 6. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 64
Hino 6. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller)............................................................... 65
Hino 7. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 66
Hino 7. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 68
Hino 9. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 69
Hino 9. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 70
Hino 10. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 71
Hino 10. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 72
Hino 11. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 73
Hino 11. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 74
Hino 12. Agni (Wilson)........................................................................................................................ 75
Hino 12. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 75
Hino 12. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................. 76
Hino 13. Āprīs (Wilson)....................................................................................................................... 77
Hino 13. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 78
Hino 13. Hino Āprī (Oldenberg) ........................................................................................................... 79
Hino 14. Viśvedevas (Wilson) .............................................................................................................. 80
Hino 14. Visvedevas (Griffith) .............................................................................................................. 81
Hino 15. Ṛtu (Wilson) ......................................................................................................................... 82

10
Hino 15. Ṛtu (Griffith)......................................................................................................................... 83
Hino 16. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 84
Hino 16. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 84
Hino 17. Indra e Varuṇa (Wilson) ........................................................................................................ 85
Hino 17. Indra-Varuṇa (Griffith)........................................................................................................... 85
Hino 18. Brahmaṇaspati (Wilson)......................................................................................................... 86
Hino 18. Brahmaṇaspati (Griffith) ........................................................................................................ 87
Hino 19. Agni e Maruts (Wilson) .......................................................................................................... 88
Hino 19. Agni, Maruts (Griffith)............................................................................................................ 88
Hino 19. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................... 89
Hino 20. Ṛbhus (Wilson) ..................................................................................................................... 90
Hino 20. Ṛbhus (Griffith)..................................................................................................................... 91
Hino 21. Indra e Agni (Wilson) ............................................................................................................ 92
Hino 21. Indra-Agni (Griffith) .............................................................................................................. 92
Hino 22. Aśvins e Outros (Wilson)........................................................................................................ 93
Hino 22. Aśvins e Outros (Griffith) ....................................................................................................... 95
Hino 23. Vāyu e Outros (Wilson).......................................................................................................... 97
Hino 23. Vāyu e Outros (Griffith) ......................................................................................................... 98
Hino 24. Varuṇa e Outros (Wilson)......................................................................................................100
Hino 24. Varuṇa e Outros (Griffith) .....................................................................................................102
Hino 25. Varuṇa (Wilson) ...................................................................................................................104
Hino 25. Varuṇa (Griffith) ..................................................................................................................105
Hino 26. Agni (Wilson).......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Griffith) ......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................108
Hino 27. Agni (Wilson).......................................................................................................................109
Hino 27. Agni (Griffith) ......................................................................................................................110
Hino 27. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................111
Hino 28. Indra, etc. (Wilson) ..............................................................................................................112
Hino 28. Indra, etc. (Griffith)..............................................................................................................113
Hino 29. Indra (Wilson) .....................................................................................................................114
Hino 29. Indra (Griffith) .....................................................................................................................114
Hino 30. Indra (Wilson) .....................................................................................................................116
Hino 30. Indra (Griffith) .....................................................................................................................117
Hino 31. Agni (Wilson).......................................................................................................................119
Hino 31. Agni (Griffith) ......................................................................................................................121
Hino 31. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................122
Hino 32. Indra (Wilson) .....................................................................................................................125
Hino 32. Indra (Griffith) .....................................................................................................................127
Hino 33. Indra (Wilson) .....................................................................................................................129
Hino 33. Indra (Griffith) .....................................................................................................................130
Hino 34. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................132

11
Hino 34. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................133
Hino 35. Savitṛ (Wilson).....................................................................................................................135
Hino 35. Savitar (Griffith)...................................................................................................................136
Hino 36. Agni (Wilson).......................................................................................................................137
Hino 36. Agni (Griffith) ......................................................................................................................138
Hino 36. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................140
Hino 37. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................142
Hino 37. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................143
Hino 37. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................144
Hino 38. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................145
Hino 38. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................146
Hino 38. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................147
Hino 39. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................148
Hino 39. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................149
Hino 39. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................150
Hino 40. Brahmaṇaspati (Wilson) ........................................................................................................151
Hino 40. Brahmaṇaspati (Griffith) .......................................................................................................152
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Wilson) ...........................................................................................153
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Griffith) ...........................................................................................154
Hino 42. Pūṣan (Wilson) ....................................................................................................................155
Hino 42. Pūṣan (Griffith) ....................................................................................................................156
Hino 43. Rudra (Wilson) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Griffith) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Müller) .....................................................................................................................158
Hino 44. Agni (Wilson).......................................................................................................................159
Hino 44. Agni (Griffith) ......................................................................................................................160
Hino 44. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................161
Hino 45. Agni (Wilson).......................................................................................................................162
Hino 45. Agni (Griffith) ......................................................................................................................163
Hino 45. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................163
Hino 46. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................165
Hino 46. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................166
Hino 47. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................167
Hino 47. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................168
Hino 48. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................169
Hino 48. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................170
Hino 49. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................171
Hino 49. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................171
Hino 50. Sūrya (Wilson) .....................................................................................................................172
Hino 50. Sūrya (Griffith) ....................................................................................................................173
Hino 51. Indra (Wilson) .....................................................................................................................175
Hino 51. Indra (Griffith) .....................................................................................................................177

.............................................................................................................................................................................................................................................. Agni (Oldenberg) .................................................................217 Hino 66......................................................184 Hino 54................................................................................................... Indra (Griffith) ................................................................ Agni (Griffith) ......................207 Hino 63.216 Hino 66................................ Maruts (Griffith) ............................................... Indra (Wilson) .....................................................................................................188 Hino 56........................................................................199 Hino 60............................................................................... Agni (Griffith) .. Indra (Griffith) ...............................................................................................................................................218 Hino 67...................................... Agni (Wilson).........190 Hino 57.195 Hino 59......................................................................... Indra (Wilson) ............................................................................................................................................................... Indra (Griffith) ....................................................185 Hino 54..........................................................................................................................................................205 Hino 63.............. Agni (Oldenberg) ............................................ Agni (Wilson)................................................................................................................... Agni (Oldenberg) ............................................................................................................................................................. Maruts (Wilson) ..................................................................181 Hino 53................ Agni (Griffith) ....................................... Agni (Griffith) ............221 Hino 68......................................214 Hino 65............................................................................ Indra (Wilson) ................209 Hino 64...............................................................................................201 Hino 61...................................198 Hino 60........................................... Indra (Griffith) ................... Agni (Oldenberg) .................................................................................................................................................................................................................................197 Hino 59.......... Agni (Oldenberg) ........ Indra (Griffith) ................................................193 Hino 58............217 Hino 66..... Agni (Griffith) ............................................................................. Agni (Griffith) ........210 Hino 64...................................................................................... Indra (Wilson) ...... Agni (Wilson)................................187 Hino 55...... Indra (Griffith) ................................219 Hino 67......................................................................................................................................221 Hino 68..............................................186 Hino 55....................................215 Hino 65.... Agni (Oldenberg) ...........................................................219 Hino 67.............................................................................................. Agni (Oldenberg) .......................................................179 Hino 52.. Indra (Griffith) ....................................................................................220 Hino 68.....................................................................................................................................................192 Hino 58................................................................................................................194 Hino 58.......................................................................................................................... Indra (Wilson) ........................... Agni (Griffith) ...............................................................202 Hino 62...............................................................................204 Hino 62................................................... Indra (Griffith) ....................................................... Agni (Wilson)....................196 Hino 59........................................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ................................................. Indra (Wilson) ................................................................................................................................ Agni (Wilson)................................................................................ Agni (Wilson)...200 Hino 61........................................................................................................................ Indra (Wilson) .........................................................................................208 Hino 64....222 .......................................................199 Hino 60............................................................................................... Indra (Wilson) .......................................... Indra (Wilson) .......................................189 Hino 56...191 Hino 57...183 Hino 53.. Agni (Wilson)...........12 Hino 52................................................. Indra (Griffith) .................................212 Hino 65................

.................................................................................................256 Hino 84...........................................229 Hino 72.....................................................................................................................253 Hino 82.................................................................................................................................................................................................................................................................. Agni (Oldenberg) ................................................................................................................................................................................................................. Agni (Wilson)................ Agni (Griffith) .....................241 Hino 76..............................................................................................242 Hino 77.................255 Hino 83.........................................................................................................................240 Hino 76......................246 Hino 79. Agni (Wilson)....... Agni (Griffith) ............................243 Hino 77..................................................................................... Indra (Wilson) .....232 Hino 72.........................................................243 Hino 77................................................................................................... Agni (Griffith) ...................... Agni (Griffith) ................................................................ Agni (Oldenberg) .....................................................................................................245 Hino 79............................................... Agni (Wilson)................................................. Indra (Wilson) ......................................................................238 Hino 74.....................245 Hino 78...240 Hino 75..................................................................245 Hino 78......................................... Agni (Oldenberg) .................... Indra (Griffith) ............................................. Agni (Oldenberg) ......................................................................................... Agni (Oldenberg) ................................................. Indra (Griffith) .....................................................................................................252 Hino 81...................................................................................................................................................................................... Agni (Wilson).....................................13 Hino 69............................................................................................................................ Agni (Wilson)............................................................ Indra (Griffith) .....224 Hino 70.................................................................................................................................... Agni (Oldenberg) ......................237 Hino 74..............239 Hino 75................................................................................................................................ Indra (Wilson) .............................................................................. Agni (Wilson).231 Hino 72..................................240 Hino 75................................................................ Agni (Wilson)...........................................................................223 Hino 69..... Agni (Oldenberg) ..... Agni (Griffith) .............................................223 Hino 69..........................................................................................................................................................................................................................................226 Hino 71....... Agni (Wilson)......................................233 Hino 73...................244 Hino 78........................................................................................................................................... Agni (Griffith) ...........................247 Hino 79............................................... Agni (Oldenberg) ......................................................................................................................................................................................................................238 Hino 74... Agni (Wilson)...........................................................................................236 Hino 73..254 Hino 82.......... Agni (Griffith) ............ Agni (Oldenberg) ............................................................................................. Agni (Griffith) .228 Hino 71.........................227 Hino 71............ Indra (Griffith) ................................................................................................................ Agni (Griffith) ......................................................................................... Agni (Griffith) .. Agni (Griffith) ..........250 Hino 81................................................................249 Hino 80......225 Hino 70................................................. Agni (Wilson).................... Agni (Wilson).... Agni (Oldenberg) .....................................................................248 Hino 80.................... Agni (Oldenberg) .............................................................257 ..............225 Hino 70............................. Indra (Wilson) ......................................................254 Hino 83................................................241 Hino 76........................ Indra (Wilson) .......................................................................................................235 Hino 73..................................................................................................

................................................................................................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .............. Viśvedevas (Wilson) .................................................................................284 Hino 93.......................................................................265 Hino 86...................................................................... Soma (Wilson) .................................................................................287 Hino 94......................................... Agni (Griffith) ................285 Hino 94..................................................................................................291 Hino 95.............................................................................286 Hino 94............................ Viśvedevas (Griffith) ........261 Hino 85..... Maruts (Griffith) ....................................................................................................296 Hino 97....................................................................... Indra (Griffith) ...........................................................................................................................................................................................................................................300 Hino 98................................................................................................................................ Agni (Wilson)..................282 Hino 93. Agni (Wilson). Agni-Soma (Wilson) .............................275 Hino 91................. Maruts (Wilson) ................................266 Hino 87.................................................................. Agni (Griffith) .............................................................265 Hino 86................................................................................................................................................. Maruts (Wilson) ................................................ Agni (Wilson).............................300 Hino 98....................................................... Maruts (Griffith) .............................295 Hino 96.......................................................... Agni (Oldenberg) .........................................................267 Hino 87................14 Hino 84.................................................................................................................................................................................................................................259 Hino 85.................................................275 Hino 90....293 Hino 96................270 Hino 88..................................................................292 Hino 95......................................................................................................................................................................................................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ........................................................................................ Agni (Griffith) . Agni (Griffith) ..........................................299 Hino 98.................................................... Agni (Griffith) ........................................................ Soma (Griffith) ................300 Hino 99...............263 Hino 86................................................................................. Agni (Oldenberg) ... Agni (Oldenberg) .............................................. Maruts (Wilson) .......................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ............. Agni-Soma (Griffith) .................................. Agni (Griffith) ..... Agni (Oldenberg) ................................................................................. Aurora (Wilson) ............................................................................................................278 Hino 92....................................... Maruts (Wilson) ......................................... Agni (Oldenberg) ................................................296 Hino 96..........................................270 Hino 88............................................................................................................................ Maruts (Griffith) .................................................. Maruts (Griffith) ....... Agni (Wilson)...........273 Hino 90.............................................. Indra (Wilson) ..........................................302 .....................................................................................267 Hino 87............298 Hino 97..........................................................272 Hino 89................................................262 Hino 85........................................................................................280 Hino 92.............................................................................................................................268 Hino 88.......... Viśvedevas (Griffith) .......................... Agni (Wilson)............ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................301 Hino 100...301 Hino 99........................298 Hino 97.......................................................................................................277 Hino 91...................................................................... Agni (Wilson).289 Hino 95...................................................... Aurora (Griffith) ............................................................................................. Agni (Oldenberg) ..................................................301 Hino 99.......................... Viśvedevas (Wilson) ........................................271 Hino 89......................................................................................

......................................................................... Aśvins (Griffith) .....328 Hino 111....................................... Indra (Wilson) .................................................................. Rudra (Griffith) ....................................................................................... Aśvins (Griffith) ............................................................... Indra (Wilson) ...........................314 Hino 105.............. Aśvins (Wilson) ............................................................................... Aśvins (Griffith) ...............360 ............................................................................................................................................. Ṛbhus (Wilson) .....................................................................................................320 Hino 107..................................................................................................................................................326 Hino 111...................................................................................................................................................................304 Hino 101................................................................................................................................... Sūrya (Wilson) ...................................................311 Hino 104...................................................................................................... Aśvins (Griffith) .353 Hino 118.........328 Hino 112.......322 Hino 109......306 Hino 101....... Aśvins (Wilson) ...................................................................355 Hino 118..........................................................................................................................................356 Hino 119.............. Indra-Agni (Wilson) .................. Indra-Agni (Griffith)...............................................................................................................................336 Hino 113.......................351 Hino 117........................323 Hino 109.. Aśvins (Griffith) ................. Indra (Wilson) ...................................................................................................................342 Hino 115... Indra (Griffith) ....................................................341 Hino 114............. Ṛbhus (Wilson) .................................... Viśvedevas (Wilson) ...................................................................................... Aśvins (Wilson) ..............................................................................................15 Hino 100.................. Aśvins (Wilson) ....308 Hino 102....................344 Hino 116.........309 Hino 103...............................................................................................310 Hino 103.......................................... Indra-Agni (Griffith).............................................. Indra (Griffith) ..................................................................................................................................345 Hino 116........325 Hino 110..............................................340 Hino 114...........343 Hino 115.... Aurora (Griffith) .........................................................318 Hino 106.............................................................321 Hino 108.........................................329 Hino 112...................... Indra (Griffith) ................................................................................................................................. Ṛbhus (Griffith) ................................................................................................................................................................................................................................................ Ṛbhus (Griffith) .............................................. Viśvedevas (Wilson) ...........359 Hino 120.........................320 Hino 108........................................................................................... Indra (Griffith) ............ Rudra (Wilson)......................................................................................................... Indra (Wilson) ...........................................................................356 Hino 119.................................................... Aśvins (Griffith) ...........................................................................................................................................................................307 Hino 102.......................................................... Aurora (Wilson).............................................................................................................................................................................................................................................................................. Aśvins (Wilson) .................... Viśvedevas (Griffith) ..........313 Hino 105............................................................................................................................................................................................................................................. Viśvedevas (Griffith) .............. Aśvins (Wilson) .................................... Indra-Agni (Wilson) ........................319 Hino 107......357 Hino 120........................ Sūrya (Griffith).......................................337 Hino 114. Rudra (Müller) .. Viśvedevas (Griffith) .........................................................................312 Hino 104.316 Hino 106............................. Viśvedevas (Wilson) ..................................... Indra (Griffith) ...............324 Hino 110....348 Hino 117................................................................333 Hino 113................................................................................

..... Indra (Griffith) ........... Aurora (Griffith) .......... Indra (Griffith) ..........365 Hino 122.......................................................................................396 Hino 133...... Mitra-Varuṇa (Griffith) ....................................................... Viśvedevas (Wilson) .............................................. Agni (Wilson) .............. Indra-Vāyu (Wilson) ....... Viśvedevas (Wilson) .........408 Hino 138................................................................................................................................................................................................16 Hino 121.... Vāyu (Wilson) ....................... Agni (Griffith) ......................................................386 Hino 129.... Aurora (Wilson)..........................................................415 .............................385 Hino 128.............408 Hino 137.......................................................................................................................................... Aurora (Wilson)........................................................................................................379 Hino 127.............................................................................................................. Viśvedevas (Griffith) .................................................................................361 Hino 121............................................................ Svanaya (Griffith) ................................................................................................................... Indra (Griffith) ......................... Agni (Wilson) ......................................................................................................................388 Hino 130............................................................................................................390 Hino 130.........................387 Hino 129......370 Hino 124........................................................................................................................................................ Indra (Griffith) .............................................................................................................................................................................................................................................................369 Hino 123........................................................... Bhāvayavya (Wilson) ............................. Pūṣan (Griffith) .................................................393 Hino 131..................................................................406 Hino 136.................409 Hino 138.......................................................................................................................................................................413 Hino 140......................................................................................................................... Indra (Wilson) .......................................410 Hino 139....................................................... Agni (Griffith) ........402 Hino 135...381 Hino 127.............. Aurora (Griffith) ......................................................................394 Hino 132................401 Hino 134...................................................................... Indra (Wilson) ........................................398 Hino 133..............363 Hino 122........ Vāyu (Griffith).................................... Indra (Wilson) .............................................................. Bhāvayavya (Griffith) ......... Indra-Vāyu (Griffith) .. Svanaya (Wilson) .392 Hino 131..................................................................................................................................373 Hino 125.............................................................. Indra (Griffith) ..........411 Hino 139........................................................................ Mitra-Varuṇa (Wilson).....................407 Hino 137............................400 Hino 134..........367 Hino 123.......................... Agni (Oldenberg) . Indra (Wilson) ............................................................................ Agni (Wilson) .......................................................................................................................................................399 Hino 134...........................................................403 Hino 135...... Pūṣan (Wilson).............372 Hino 124..............382 Hino 128............................................................................. Mitra-Varuṇa (Wilson).............................................................................................................. Indra (Wilson) ........................................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ................................... Indra (Griffith) ........................................................................404 Hino 136.............................................................................378 Hino 127....................... Vāyu (Müller) .......................... Indra (Wilson) ............ Agni (Oldenberg) ...................................384 Hino 128.................................................................................................................................................. Vāyu.........................................................................................................................................375 Hino 125...............377 Hino 126..395 Hino 132................................................................................................................................................... Vāyu.................................................................................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) ....................376 Hino 126...............................

............................................................................................................................ Hino Āprī (Oldenberg) ..................................................................... Agni (Griffith) ...................... Agni (Oldenberg) .423 Hino 142............... Agni (Oldenberg) ...................................................................................449 Hino 153..........................................................................................452 Hino 155.......425 Hino 142...........................426 Hino 142................................................................................................... Mitra-Varuṇa (Wilson)....................................................................................431 Hino 144................................. Agni (Oldenberg) ..............................439 Hino 148...................................................................................................................................................................................................................... Agni (Wilson) ...................................... Mitra-Varuṇa (Wilson).........447 Hino 152.............. Agni (Griffith) ........................................................................................................................................................................................................................ Āprīs (Griffith)................... Agni (Wilson) .......... Agni (Oldenberg) ........................................................................................................................................................................... Agni (Wilson) .........................429 Hino 143.......................................450 Hino 154.......436 Hino 146...............................448 Hino 153.........................................................................................................................................................................................427 Hino 143...............................................438 Hino 147............................. Viṣṇu-Indra (Griffith) ......................................434 Hino 145..................434 Hino 145.............17 Hino 140................................................438 Hino 147..........................................................................................................................................................................................418 Hino 141...............................451 Hino 155..................................444 Hino 151....................................................................................................................... Agni (Griffith) .................................... Agni (Oldenberg) .....................................................................................................................................449 Hino 154......433 Hino 145........................421 Hino 141..........................................................................445 Hino 151................. Agni (Wilson) ................................................ Agni (Oldenberg) ............................................... Mitra e Varuṇa (Wilson) .................................................................................................432 Hino 144..............453 ...................................................................................................................... Agni (Wilson) ...................................................................................................446 Hino 152................................................................................................... Āprīs (Wilson) ............................................... Agni (Griffith) .................................. Agni (Oldenberg) .....................................................................430 Hino 143.............................................................................................440 Hino 148... Agni (Oldenberg) ...... Mitra-Varuṇa (Griffith) ................................... Viṣṇu (Wilson) .....................................................................................................444 Hino 150................................... Agni (Wilson) ..................444 Hino 150........420 Hino 141....... Viṣṇu (Griffith) .................... Agni (Griffith) ...................................................................................................................................................437 Hino 147..........................................................................................441 Hino 149.........................................................................................................................................................442 Hino 149...............443 Hino 150.. Agni (Griffith) ............................................................................................................................................................................................................440 Hino 148...........................416 Hino 140................................... Agni (Wilson) ....................................................................................... Agni (Wilson) ....... Agni (Griffith) ................................. Viṣṇu-Indra (Wilson).............................................................................. Agni (Wilson) ..................442 Hino 149................................... Agni (Griffith) ..................................................... Agni (Griffith) ............436 Hino 146............................................................................................. Agni (Oldenberg) ..................................................... Agni (Oldenberg) .............. Agni (Griffith) ........................ Mitra-Varuṇa (Griffith) ..............435 Hino 146.......................................... Mitra e Varuṇa (Griffith) ..............430 Hino 144.....

..489 Hino 165.................................509 Hino 171........................................................................................512 .................................................................................................................................................................... Viṣṇu (Wilson) . Aos Maruts e Indra (Müller) ............................................................................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .......................... Maruts (Griffith) ............................... Indra (Wilson) ........................................................................................................................................................................................492 Hino 166............................................................................................. Maruts (Wilson) .....462 Hino 161......................507 Hino 170. Viśvedevas (Griffith) ...... Maruts (Wilson) ....... Maruts (Wilson) .................................................................................................................................456 Hino 157........................................ Indra................................................................................................. Maruts (Griffith) ....................465 Hino 162............................................................454 Hino 156.................................501 Hino 168.......................................................................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .... Aśvins (Wilson) .........................................................................470 Hino 163................................ Viṣṇu (Griffith) .......... Indra..................................................................459 Hino 159...........................473 Hino 163..........................................511 Hino 173..................................................462 Hino 160....................509 Hino 171..483 Hino 165................................................................505 Hino 169......................................................................................... Maruts (Griffith) ........ Viśvedevas (Wilson) ...................... Agastya (Müller)...508 Hino 171............... Diálogo entre Indra e seu Adorador....................................................................... Ṛbhus (Griffith) ..................................460 Hino 159.......502 Hino 168.............................. Indra..............499 Hino 167.................... Indra.......................... Ṛbhus (Wilson) .....511 Hino 172............................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Aśvins (Wilson) .... Céu e Terra (Wilson) ........................................ Maruts (Griffith) ..................467 Hino 162.............................................................496 Hino 166......458 Hino 158.........................................507 Hino 170. O Cavalo (Wilson) ..............................................................511 Hino 172.................... Maruts (Wilson) .......................................................................................497 Hino 167................................................................................................................................................................................................. Céu e Terra (Griffith) ..........504 Hino 169... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ..... Aśvins (Griffith) .......................................490 Hino 165.................................................................................................................. Indra................ Maruts (Griffith) .................................................461 Hino 160....................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ....................................................................................................506 Hino 170............................. O Cavalo (Griffith) ........................................................................... Céu e Terra (Griffith) ................................. Maruts (Wilson) ............................................. Aśvins (Griffith) ........510 Hino 172......................18 Hino 156............................................. Maruts (Wilson) .................................................................................. Maruts (Wilson) .............................455 Hino 157.......503 Hino 168.................................................................................................................................. Indra (Griffith) ................................................................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ..................................................................... Maruts (Griffith) ..457 Hino 158.........................................500 Hino 167.495 Hino 166......................................................476 Hino 164................................................................................................................................................. O Cavalo (Griffith) ...... Indra (Wilson) ............................................... Céu e Terra (Wilson) ..................................................... O Cavalo (Wilson) ............................ Maruts (Griffith) ............................................................................................... Indra..................................463 Hino 161...............................................................................474 Hino 164.............

.................................................................... Indra (Griffith) ................................................................................................542 Hino 188.............................................................................................................536 Hino 186............................... Indra (Wilson) .....................530 Hino 183... Bṛhaspati (Wilson) .......................553 Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1 ..................521 Hino 178....................................................549 Hino 191..531 Hino 184..................................................................................................................................... Indra (Griffith) ............ Grama..532 Hino 184................................. Aśvins (Griffith) ...........................................................................................523 Hino 180......................548 Hino 191................... Aśvins (Griffith) .........................................................544 Hino 189........................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) .............................................................529 Hino 183.......................................................... Indra (Wilson) .............................................570 ............................ Indra (Griffith) ............................................................... Indra (Griffith) ............................................. Aśvins (Wilson) .............................................................................................................................................. Bṛhaspati (Griffith) ..............524 Hino 180.......................................................................................................................527 Hino 182.........................522 Hino 179..............................................525 Hino 181................................................................ Rati (Griffith) ..................................................................................................................................................................547 Hino 190....... Louvor ao Alimento (Griffith) ................... Céu e Terra (Griffith) ........................................................................................... Aśvins (Griffith) ................ Aśvins (Wilson) ................................................520 Hino 178..........................................................................................................................................................515 Hino 174.......534 Hino 185...................19 Hino 173.. Viśvedevas (Wilson) .....................................................................................................................................................................................................................................................................................526 Hino 181................ Indra (Wilson) .................... Indra (Wilson) .................................................................516 Hino 175................537 Hino 187.......................................................................................................................................................................................................................................................... Āprīs (Griffith)..............................518 Hino 176...................545 Hino 189................................................................................................................................ Aśvins (Wilson) ................ Louvor ao Alimento (Wilson)............. Indra (Wilson) .................539 Hino 187.............................558 Índice Rápido .........546 Hino 190.................................... Sol (Griffith) .....................541 Hino 188......................................................................................................................................519 Hino 177.......................... Grama.............. Agni (Oldenberg) ...............521 Hino 179....... Indra (Griffith) ................ Água.......... Céu e Terra (Wilson) ..............................519 Hino 176............................................................543 Hino 189........... Aśvins (Griffith) ................................................................................................................540 Hino 188. Agni (Griffith) ........................ Aśvins (Griffith) ........................................................................................................................................................................................................................................................528 Hino 182...............................................................................................................................................520 Hino 177....................................................551 Métrica ............. Água........................................................................................... Sol (Wilson) ...................................................................................................... Hino Āprī (Oldenberg) ............................................... Aśvins (Wilson) ............................. Rati (Wilson) ....................... Āprīs (Wilson) .......................................................................................................................................................................................... Indra (Griffith) ...............................535 Hino 186..................................... Aśvins (Wilson) ..................................... Agni (Wilson) ..........................................513 Hino 174............................................................517 Hino 175...................................533 Hino 185........................................

o que. mas sua morte prematura interrompeu seus comentários. impressões errôneas dos fatos e opiniões do hinduísmo primitivo podem ser produzidas. Poderia. foi manifestado um desejo que o aparecimento dela deveria ser acompanhado. ou Oitavo de livro. das oito que compõem o primeiro livro. Langlois fez sua tradução a partir das cópias manuscritas do Veda e seu comentário. por uma tradução inglesa. e será falha do tradutor se ele não se beneficiar disso. pelo Rev. contribuído para o crédito do tradutor. e.] Quando o patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais habilitou o Dr. Rosen. sugere menor confiança na genuinidade do original – porque os manuscritos são. Sr. Uma tradução em francês. a obra do Rev. Rosen do primeiro livro é completa. e. A tradução do Dr. A tradução é. e de todos os modos digna de confiança. Embora realizada com profundo conhecimento e exatidão cuidadosa. e a obra é destinada menos para leitores em geral do que para estudiosos de sânscrito e estudantes do Veda. pelo menos. Roer é igualmente limitada. e que se desviou da sua fraseologia. pelo Sr. que ele não foi suficientemente cauteloso em sua interpretação do texto. a vantagem. A presente tradução possui. subordinada a uma edição do texto o qual ela acompanha na mesma página. Stevenson. Sr. especialmente como interpretada pelo Comentador nativo. ser considerado pouco necessário repetir uma tradução do primeiro Aṣṭaka. e são obteníveis. em inglês. mais de uma vez. O princípio seguido pelo Sr. e ele admitidamente procurou dar às passagens vagas e misteriosas do original uma interpretação clara. como toda rapidez conveniente. mesmo antes de deixar a Índia. às vezes. a tradução do Dr. também. integralmente. Ao mesmo tempo. em latim. de um texto acurado. embora tenha aumentado grandemente a dificuldade e mão-de-obra da tarefa e. A publicação mais antiga. totalmente. todos. mas pode-se pensar. a menos que sua linguagem seja preservada tanto quanto possa ser consistente com a inteligibilidade. e feito algum progresso em sua execução. parando com duas seções. até agora. o sânscrito é convertido ao latim com tal fidelidade literal que a obra mal permite leitura contínua. sobre suas predecessoras. Stevenson e pelo Dr. se estendendo por quatro Aṣṭakas. parcialmente. Nisso pode-se admitir que ele foi admiravelmente bem sucedido. Langlois é o oposto do adotado pelo Dr. Roer. se estende só até os três primeiros hinos da terceira preleção. também. essas traduções não parecem excluir. Langlois. como uma representante autêntica do original. quando me dediquei a publicar uma tradução inglesa. ou seguido. Ambas as traduções foram publicadas na Índia. ou Aṣṭaka. ou seção. Também deve ser observado que o Sr. Ao converter o original para o inglês seu objetivo . mas eu não estava ciente. eu me encarreguei prontamente de completar meus labores e de publicar a tradução. e é mais valiosa como uma referência. Ogdóade. pelo falecido Dr. com dificuldade. quanto ao texto. O verdadeiro valor do original não se encontra tanto em seus méritos como composição literária quanto na ilustração que ele fornece do mais antigo sistema de culto religioso e organização social hindu. mais amplamente do que é recomendável. Max Müller a empreender a sua inestimável edição do Ṛg Veda. ou trinta e dois hinos. Como eu tinha considerado por longo tempo tal trabalho.20 Introdução ao Primeiro Aṣṭaka [Que vai até o Hino 121 do Primeiro Livro ou Maṇḍala. ou metade do Veda. tinha sido publicada recentemente em Paris. que essa obra tinha sido iniciada. nesse país. mais ou menos defeituosos – do que se a versão tivesse sido feita a partir de uma edição cotejada cuidadosamente. de fato. a utilidade de uma tradução em inglês. simples e inteligível. porque essa já tinha sido realizada. Rosen. do Ṛg Veda.

que acompanha cada Veda. Essas observações se aplicam às que são chamadas de Saṃhitās dos Vedas – o conjunto reunido. principalmente. Dos outros três Vedas. p. e sua maior importância para a história da religião hindu. Pode ser quase desnecessário informar ao leitor que as mais antigas. gratos a autoridades independentes. mesmo pelos reputados autores dos hinos. O Sāma Veda é pouco mais do que uma remodelação do Ṛc. o Veda consiste em duas partes componentes. ou hinos. embora eles tenham muito em comum. assim como ao louvor e culto dos deuses. ou Atharva Veda. embora não separados. inferir sua anterioridade a eles. as mais importantes autoridades dos brâmanes para sua religião e instituições são os Vedas. Essas são indicadas por escritores subsequentes nos Sūtras. com a finalidade de serem cantados em diferentes ocasiões cerimoniais.21 tem sido aderir tão estritamente ao sânscrito original quanto a necessidade de ser inteligível permite. e o Ātharvaṇa. nós somos. algumas nos próprios Vedas. e pelos deuses em cuja honra eles são compostos. em sua maior parte. um autor santo ou inspirado. hinos. são. 8. quando não emprestadas do Ṛc. dos quais quatro obras são geralmente enumeradas: o Ṛc. especialmente a uma Anukramaṇikā. será verificado que ele compreende muitos dos hinos do Ṛc. 2. ou preceitos relativos ao ritual. Vol. divididos em partes. dirigido a diferentes divindades. se não exclusivamente. com muito poucas exceções. que limitam o número a três. ou invocações. Introdução. os Ṛcas. nós devemos. respectivamente. tem pouco em comum com os outros. Além das Saṃhitās. ou Atharva Veda.1 e não há dúvida que o quarto. por um intervalo prolongado. Não há. portanto. ou Yajur Veda. ou uma coleção de fórmulas litúrgicas. são numerosamente incluídas em sua própria Saṃhitā (ou coleção)”. mais especialmente. aparentemente. e em prosa. de datas diferentes. sendo composto. a designação Veda inclui uma extensa classe de composições. – dirigidos a diferentes divindades – cada um dos quais é atribuído a um Ṛṣi. talvez. 370. Sāyaṇa Ācārya. De acordo com eles. em seu caráter geral ou em seu estilo: a linguagem indica claramente uma época diferente e posterior. dos mesmos hinos. nem notícias das ocasiões nas quais eles devem ser empregados. o Sāman. do que como um dos quatro Vedas. e o mesmo hino é. Esses hinos estão reunidos com pouca tentativa de arranjo metódico. e eles são. também. ou das cerimônias nas quais eles devem ser recitados. Tanto quanto. em uma única coleção. embora aqueles que são dedicados ao mesmo deus às vezes sigam em uma ordem consecutiva. O Ṛg Veda consiste em preces métricas. a qual todos os escritores bramânicos chamam de parte integral do Veda. chamadas. religiosas ou civis. Muitas passagens podem ser encontradas em escritos sânscritos. e fórmulas litúrgicas das quais eles são compostos. instruções para o uso e aplicação dos Sūktas. ou estrofes do Ṛg Veda. Não há muita conexão nas estrofes das quais eles são compostos. no qual os hinos do Ṛg Veda entram na composição dos outros três. é ao Ṛg Veda que devemos recorrer. Mantra e Colebrooke sobre os Vedas. – Asiatic Researches. ser permissivelmente considerado antes como um complemento aos três. o Atharva Veda pode ser considerado como um Veda. As preces. O Yajur Veda difere do Ṛc por ser. e. breves. e são aplicáveis à consagração dos utensílios e materiais da adoração cerimonial. coletivamente. das preces. então. Na verdade. Ele pode. chamados Sūktas. e organizados de nova maneira. Ṛg Veda.2 Por causa do modo extensivo. nominalmente. p. um ritual. e. cada um tem suas características peculiares. ou Sāma Veda. no próprio Veda. embora ele se aproprie livremente do Ṛc. naturalmente. ou índice. “Pelos seguidores do Ātharvaṇa. chamadas. em busca de noções corretas das formas mais antigas e mais genuínas das instituições. de Brāhmaṇa. 1 2 . às vezes. a maioria. o Yajush. dos hindus. edição de Müller.

Poley: Berlim. além da presente edição do Ṛc. 22. pelo Fundo de Tradução Oriental. porque. “O nome Veda é aquele do Mantra e do Brāhmaṇa”. de Göttingen. talvez. a segunda. de uma data Como na Yajña Paribhāṣā de Āpastamba. permitidos. altamente ilustrativas da condição do bramanismo na época na qual ele foi composto. é de um tipo totalmente distinto da coleção de Mantras. determinar até que ponto o todo pode ser legitimamente considerado como uma parte constituinte do Veda. O Aitareya Āraṇyaka. do Ṛg Veda. o todo constituindo um corpo de literatura vêdica cujo estudo forneceria ocupação para uma vida longa e laboriosa. na forma na qual nós os temos. auxiliada generosamente pela Corte de Diretores. Os Brāhmaṇas do Sāma e do Atharva Vedas são poucos. Weber.4 As Upaniṣads têm sido mais afortunadas em encontrar editores. sem dúvida. ou aforismos. e contém muitos assuntos interessantes. pouco é conhecido. compartilha mais do caráter do Aitareya Brāhmaṇa. Weber. de antiguidade considerável. Roer. e. portanto. – pelo Dr. e comentários ou narrativas ilustrativas. Nenhum dos Brāhmaṇas foi publicado. portanto. explicativos da origem e objetivo do rito. mas suplementares a ele. também. ou tratados sobre a gramática do Veda. citada por Sāyaṇa. na Bibliotheca Indica deles. e os Sūtras. e. e uma edição do mesmo elaborada mais cuidadosamente.22 Brāhmaṇa. citações dos hinos. prosódia. com um excelente comentário de Sāyaṇa Ācārya. O Brāhmaṇa do Yajur Veda. entonação. Só uma pequena parte está impressa até o momento. uma coleção de regras para a aplicação dos Mantras. Além dessas obras. e. p. ele é. outro Brāhmaṇa desse Veda. também são os tratados sobre gramática. não são. pelo menos. o Śatapatha. chamados de Vedāṅgas.3 a primeira sendo os hinos e fórmulas agregados na Saṃhitā. 3 . astronomia. na Mīmāṃsā: “O Brāhmaṇa e o Mantra são as duas partes do Veda: aquela parte que não é Mantra é Brāhmaṇa”: essa constitui a definição do último. O texto da Saṃhitā do Sāma Veda. é suficientemente evidente que essa obra. a partir de materiais adequados. Embora. foram publicados. há os Prātiśākhyas. o Kauṣītaki. Mas esses não são partes do próprio Veda. foi publicada recentemente pelo Professor Benfey. e cinco das do Yajur foram publicadas pelo Sr. e um glossário amplo e índice. é mais místico e especulativo do que prático ou lendário. simultaneamente com sua edição do texto do Yajur Veda. com traduções. Conectados com. 1844. instruções para a realização de ritos específicos. Das partes Brāhmaṇa do Ṛg Veda a mais interessante e importante é o Aitareya Brāhmaṇa. manifestamente. inculcando e descrevendo as práticas dele. mais especialmente. não são de muita importância. mas há ainda apenas uma perspectiva parcial e distante de nós termos o Brāhmaṇa publicado. e é sua intenção completá-lo. também. sob a editoração do Dr. e pouco conhecidos. e as partes suplementares desses dois Vedas são. de um terceiro. Sr. 4 Parte do primeiro Kāṇḍa do Śatapatha Brāhmaṇa foi publicada pelo Dr. em Berlim – cuja publicação tem sido. nós estaremos bem supridos com a parte Mantra do Veda. com poucas exceções. e uma tradução pelo Rev. alguns anos desde então. e sermos.5 Os textos das Saṃhitās dos Vedas estão em progresso. pertencentes a uma condição mental hindu totalmente diferente daquela da qual o texto dos Vedas surgiu e encorajou. Stevenson. Com o tempo. ou da Saṃhitā. consistindo em quatorze livros. com uma tradução em alemão. os tratados metafísicos e místicos chamados Upaniṣads. inteiramente genuínos. ritual. ele tem extensão considerável. ou estrofes separadas. e dependentes dos Vedas em geral. nem os Sūtras ou Prātiśākhyas. e o significado de palavras obsoletas. 5 Algumas das Upaniṣads mais curtas foram publicadas. 4 e p. e a Chāndogya Upaniṣad foi iniciada na mesma série. no qual várias lendas notáveis são detalhadas. A partir de um exame cuidadoso do Aitareya Brāhmaṇa. A Bṛhadāraṇyaka foi publicada pela Sociedade Asiática de Calcutá. por Rammohun Roy. Introdução. para serem repetidas em tais ocasiões. uma edição da parte Vājasaneyi do Yajur Veda foi iniciada.

como já foi mostrado. cuja invenção e circulação deve ter sido a obra do tempo – de um intervalo muito longo entre a Saṃhitā. e que. um Sūkta consiste numa única estrofe [1. cada um dos quais é. novamente.6 com pouco mais de dez mil estrofes. ou verificadas. e 10. Eles estão organizados de duas maneiras. ou ele pode ser até. ocorrendo em qualquer parte do hino. vaiśya e śūdra citados repetidamente por suas denominações próprias. e ilustrando sua origem e consequências por narrativas tradicionais e lendas populares. o registro primitivo das crenças e práticas religiosas e das instituições arcaicas da sociedade hindu. os Sūktas. apenas poucas frases sendo apresentadas. antes que o Brāhmaṇa pudesse ter sido compilado. as preces e hinos – agora reunidos como uma Saṃhitā – existiram. a distinção de castas plenamente estabelecida. a data primitiva dos Brāhmaṇas. nas nossas investigações da condição mais antiga dos hindus. por essa expressão. no qual esses elementos são abundantes. 1017 sem contar os hinos apócrifos ou ‘meio apócrifos’ chamados de Hinos Vālakhilya (8. ou Círculos. e estudada geralmente. com exceções pontuais. e de algumas das suas seções no manuscrito. Embora reconhecendo. O outro plano classifica os Sūktas em dez Maṇḍalas. O exame superficial do Śatapatha Brāhmaṇa. antes que tais citações mutiladas pudessem ser reconhecidas. todo o sistema de organização social desenvolvido. na qual pouco ou nada do tipo aparece. tal como é exemplificado no Veda. e discriminados por suas funções peculiares e posições relativas. ou de forma contínua. como no Código de Manu. de cerca de cinco estrofes cada. ou completamente. kṣatriya. ou como parte integral do Veda. . subdividido em oito Adhyāyas ou Preleções. Os hinos são de extensão variada: em um ou dois casos. talvez. por aqueles a quem o Brāhmaṇa foi apresentado. que nenhuma dessas obras tem o menor direito de ser considerada a contrapartida e contemporânea da Saṃhitā. pode ser considerado a fonte e o modelo de outras obras similarmente nomeadas. No Ṛg Veda o número de Sūktas é algo acima de mil. no Brāhmaṇa. Uma subdivisão adicional dos Sūktas em Vargas. nós encontramos. subdivididos em pouco mais de cem Anuvākas.552 versos]. é comum a ambas as classificações. também. tanto quanto publicado. Uma os divide entre oito Khaṇḍas (Porções) ou Aṣṭakas (Oitavos). por causa do modo no qual eles são citados – não sistematicamente. e aceitando-os como ilustrações valiosas da aplicação dos hinos primitivos e textos da Saṃhitā. De acordo com as tradições críveis dos hindus. e parcialmente. de modo não conectado.49–59). compreendendo. Além disso. ou Parágrafos. de várias 6 [1028. e o brâmane. porque o seu principal objetivo é a aplicação dos textos separados da Saṃhitā para a realização das principais cerimônias e sacrifícios dos brâmanes. de uma época posterior. e devemos nos esforçar para transmitir uma noção mais precisa do que significa a designação. nós devemos confiar somente na última como um guia seguro. mostra que ele é de um caráter semelhante ao Aitareya.23 muito posterior aos originais Sūktas. consequentemente provando que a Saṃhitā deve ter sido compilada e amplamente divulgada. que foi tomada como o texto da seguinte tradução. ou hinos. É evidente. e nós podemos nos arriscar a afirmar. e o Brāhmaṇa. muito antes de serem reunidos e organizados na ordem e conexão na qual eles são encontrados agora. mas separadamente. mas de uma estrofe isolada. que o grande corpo do ritual bramânico deve ter sido sancionado pela prática estabelecida. reforçando a necessidade e eficácia delas por meio de textos e argumentos. nem mesmo de um hino inteiro. de forma separada e individual. ou em qualquer parte da Saṃhitā. formando o início. em oposição às afirmações consencientes de estudiosos e críticos bramânicos. ou subseções.99] em alguns.

ou por membros de uma mesma família. nos outros livros também. que também especifica a métrica e o número de estrofes de cada hino. a outros. apenas de existência imaginária. ou parentes. do restante. e o deus adorado. ou deuses coletivos. em fraseologia bramânica. o ditado incriado de Brahmā. mas o número médio. A ausência de qualquer dependência óbvia dos Sūktas uns dos outros é suficientemente indicativa da sua origem separada e assistemática. como Gotama. A divisão mais comum dos manuscritos é aquela em Aṣṭakas. Que eles são as 7 [Para detalhes veja o Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1]. e. e outro. Pelos nomes dos Ṛṣis. filho de Śunahotra. ao invés de religiosa. várias das quais são peculiares aos Vedas. visto que é de composição posterior ao texto. A inferência não é improvável. no início da estação chuvosa. Essa organização tem sido considerada como a mais antiga e a mais original das duas. no qual há uma descrição do renascimento das rãs. Em geral. doze são dirigidos aos Maruts. talvez. os Vedas sendo. Viśvāmitra e outros. Bharadvāja e.7 As divindades são várias. a Indra. quatro. formando. Em partes subsequentes do Veda ocorrem poucos hinos que parecem ter uma tendência poética. evidentemente. do Fogo e do Firmamento. O arranjo dos Sūktas por Aṣṭakas não parece depender de qualquer princípio fixo. os hinos do nono Círculo são. mas nós somos ainda pouco qualificados para chegar a uma conclusão positiva. exceto quando mencionados incidentalmente no hino. mas apreciaremos melhor o caráter de tais exceções aparentes quando chegamos a elas. e em nenhum caso o princípio de classificação é manifestado inequivocamente a ponto de sugerir motivos razoáveis para um afastamento da prática estabelecida. ou personificações. Cada Sūkta tem. aos Viśvedevas. sozinho. a serem aprendidas pelos estudiosos. cerca de dez. os hinos do segundo Maṇḍala são atribuídos a Gṛtsamada. Os hinos estão compostos em uma grande variedade de métricas. e de grande autoridade. por exemplo. Vasiṣṭha. para quem ele foi revelado. nós estamos em dívida. Dos 121 hinos contidos no primeiro Aṣṭaka. trinta e sete são dirigidos a Agni. como um. os versos são distribuídos entre um número maior. mas. e quarenta e cinco. mas o maior número dos hinos nesse primeiro livro do Ṛc. um Ṛṣi ou professor inspirado. a distribuição em Aṣṭakas sendo planejada para a conveniência da instrução. a Viśvāmitra e seus filhos. Kaṇva. Ele é um livro antigo. ou associado com outros. isto é. tanto quanto foi averiguado até o momento. de acordo com lendas mitológicas posteriores.24 estrofes [mais de cinquenta]. a dois. ou Ventos. no qual um jogador reclama da sua má sorte. mas. A maioria dos Ṛṣis são conhecidos das lendas dos Purāṇas. Daquele por Maṇḍalas. e os demais. vários hinos são atribuídos. com um índice dos conteúdos do Veda. e cuja variedade e riqueza evidenciam uma cultura extraordinária de arranjo rítmico. do sexto. e. à Aurora personificada. do sétimo. da família de Aṅgiras. a Planta da Lua. ele foi originalmente visto. e onze aos Aśvins. ou sua personificação deificada. ocasionalmente. do quarto. que têm nomenclatura bastante duvidosa. de menor nota. seis dos dez ‘círculos’ compreendem hinos pelo mesmo indivíduo. Os Ṛṣis do primeiro e dos três últimos Maṇḍalas são mais diversos. os amigos e seguidores de Indra. do quinto. como seu autor reputado. os do terceiro. a Atri e seus filhos. às vezes. são dedicados a Agni e Indra. a Vasiṣṭha e seus descendentes. os deuses. ou fantasiosa. por suas subdivisões – Adhyāyas e Vargas – muitas preleções. considerado de correção inquestionável. Bharadvāja. ou lições. A alguns desses. um hino é dirigido a um único deus. . sempre. e. os filhos do Sol. Assim. um ou dois somente são atribuídos. por quem. quatro. como observado acima. ele pode não ser. é. a divindades inferiores – uma distribuição que mostra inequivocamente o caráter elementar da religião. a Vāmadeva. endereçados a Soma. como se conclui a partir dos totais acima de mil hinos e dez mil estrofes. todos.

A realização desse objetivo é tradicionalmente atribuída ao filho do Ṛṣi Parāśara. A grande variedade de métricas empregadas mostra. provavelmente. portanto. no qual o estudo de livros é subordinado a explicações pessoais e tradicionais do professor. em muitas passagens. deificações específicas. porque é a mais em harmonia com a circulação desconexa e assistemática dos hinos. pelos chefes de família. deve ter sido indispensável para uma compreensão correta do significado dos Sūktas. e de moldá-los em alguma forma consistente e permanente. tanto quanto diz respeito ao seu significado geral. sem a assistência do comentador. dos quais a aplicação está longe de ser óbvia. e que somente ele é capacitado para preencher pela maior ou menor fidelidade com a qual as explicações tradicionais dos primeiros intérpretes de viva voz. embora. que supõe-se que tenha vivido na época da grande guerra entre as famílias rivais de Kuru e Pāṇḍu. originalmente. evidente a partir de alusões que eles fazem ao nome do autor ou de sua família. com as correspondentes dificuldades de recordá-los e ensiná-los. ou de escolas seguidoras de uma forma de culto semelhante. a partir do momento da sua primeira comunicação. visto que há pouca dúvida que os hinos foram ensinados. para a melhoria progressiva da literatura dos brâmanes. em diversas passagens. A explicação de um professor vivo. de que eles se estendem por um intervalo considerável. em geral. a conveniência de resgatar os Sūktas dispersos e obsoletos do risco do esquecimento. que não podem ser apreciadas sem aqueles detalhes adicionais que pode-se esperar que um professor vivo forneça. os hinos. a obscuridade do seu estilo. como preservada pela Anukramaṇikā. admitem uma diferença de data. ou. a percepção de que alguma autoridade venerável. em muitos casos. e que o conhecimento deles foi perpetuado pelo mesmo modo de instrução. as peculiaridades da linguagem. estava faltando. possivelmente. e a um período durante o qual nenhuma mudança de qualquer importância ocorreu na crença nacional. chegou um período no qual a antiguidade dos hinos. Finalmente. de comparações breves. e de todos aqueles espaços em branco e deficiências que tornam o texto escrito dos Vedas ainda ininteligível. sugeriram. mas essas indicações são de recorrência infrequente e devemos confiar. ou que podem admitir explicação – não oferecem nada que seja contraditório ou incongruente. possivelmente. para a exatidão da atribuição. foram compostos. sobre a qual suas crescentes alegações de santidade superior pudessem ser baseadas. com o uso restrito da escrita – mesmo se a arte fosse conhecida naqueles tempos primitivos (um objeto de dúvida considerável) – e com o caráter do ensino sânscrito. talvez. e nós encontramos alguns atribuídos a antigos Ṛṣis. à última das quais ele era ligado. Isso é perceptível suficientemente a partir da sua construção: eles estão repletos de frases elípticas. chegaram até o tempo dele. e adorando. às vezes. um desenvolvimento progressivo dos poderes de linguagem. e a probabilidade é a favor de um instrutor oral. e eles. eles pertençam à mesma condição de crença. verbalmente. de preferência.25 composições dos sábios patriarcais a quem eles são atribuídos é. também. até que seja explicada. Kṛṣṇa Dvaipāyana. O relato que . por isso apelidado de Vyāsa. uma pessoa de cronologia e existência bastante questionáveis. de epítetos gerais. mesmo no tempo atual. As mesmas divindades são adoradas de um modo similar. interpolações. Eles serem dirigidos ao mesmo deus é um teste menos equívoco de identidade. dos autores dos próprios hinos. Há pouca dúvida. Isso é o mais notável. ou de um comentador. Além da evidência interna proporcionada pela diferença de estilo. o Organizador. com uma ou duas exceções duvidosas – que são. e. não infrequentemente. porém. o que poderia ter sido somente o efeito de refinamento longo e diligente. e o número ao qual eles tinham se multiplicado. enquanto outros admitem serem de composição nova ou a mais nova. também. transmitidas a ele por meio de uma série indefinida de instrutores precedentes. e. na tradição.

cap. mesmo naquele tempo. Jaimini. havia inúmeras Śākhās. de fato. Estaria fora de lugar entrar em qualquer exame da questão aqui. zelo e competência. estavam completamente desenvolvidas na data da compilação deles. mas elas consistiam. pouco seguro arriscar qualquer afirmação positiva a respeito do sistema de crenças e práticas religiosas ensinadas no Ṛg Veda ou a condição da sociedade que prevalecia quando seus hinos foram compostos. A tradição pode ter se originado no impulso dado ao cultivo geral da literatura sânscrita pela escola. ou de acordo com as diferenças no modo de sua recitação – alguns sendo recitados audivelmente. formaram um ramo importante e popular da literatura dos brâmanes. embora não a tal ponto de afetar materialmente a identidade entre o original e seu descendente. estudadas no mesmo número de escolas separadas. assim. Paila foi designado para coletar os Sūktas do Ṛc. e as do Sāma Veda a vinte e quatro. fábula mitológica. levavam a marca de antiguidade. também. de cada Saṃhitā. até que o tenhamos examinado totalmente. É. 373. as do Yajur Veda – distinguido como duplo. e estudo. Livro 3. contendo os mesmos hinos e fórmulas dispostos em uma ordem diferente. de acordo com as concepções do professor a respeito da sua sucessão histórica ou valor litúrgico. também. sem dúvida. são. e devem ter sido exercidos. portanto. atribuídos a outras pessoas. e a compilação dos Itihāsas e Purāṇas. o texto do Yajur. fornecido poucas características das instituições religiosas e sociais que. várias Saṃhitās do Atharva Veda.8 A natureza exata dessas distinções não é conhecida muito satisfatoriamente atualmente. até que as Saṃhitās do Ṛg Veda chegaram a dezesseis ou vinte. e seria ainda mais indiscreto arriscar uma negativa. mas as tradições são concordantes e consistentes. além dessas. tanto quanto podemos julgar até agora. os hinos do Sāma. porque elas desapareceram quase totalmente. com extraordinária diligência. talvez. vários dos Purāṇas sendo. Viṣṇu Purāṇa. também. Cada um tornouse o professor de sua própria coleção. ou escolas. 234 da tradução em português de 2012]. aparentemente. [pág. anterior ao surgimento da especulação filosófica. e determinado. e. e negar sua sanção às características principais dos institutos bramânicos. os quais. 8 . no entanto. de crítica vêdica. 4. através de um intervalo prolongado. Vol. lendas poéticas. em variedades de forma. de acordo com a evidência Colebrooke sobre os Vedas – Asiatic Researches. os do Ātharvaṇa. alguns repetidos inaudivelmente. ou à contradição. Várias leituras. sem dúvida. e alguns sendo entoados ou cantados. dos poemas religiosos. e história tradicional. 9 A fundação da filosofia Vedānta. e há pouca dúvida de que houve uma época na qual a reunião e classificação.26 normalmente é dado dos seus métodos mostra que a esfera de ação principal dele era a de supervisão – possivelmente sob o patrocínio do Rājā Yudhiṣṭhira. chamado de Yajur Preto e Yajur Branco – chegaram a quarenta e dois.9 O interesse evidenciado na coleta e preservação dos seus hinos e fórmulas antigas é notável por eles terem. que nenhuma sanção desse tipo pode ser encontrada nele. parecem ter sido seguidas por diferentes escolas. depois do seu triunfo sobre os Kurus – e que várias outras pessoas eruditas. além da observação que parece haver pouca evidência satisfatória para a tradição. ou ramos. Se as autoridades que professam detalhar a multiplicidade dessas compilações têm direito a toda confiança pode ser assunto de dúvida. e Sumantu. foram empregadas para preparar cada respectiva Saṃhitā ou coleção. Ao oferecer quaisquer opiniões sobre esses pontos. agora traduzido – e que elas estão sujeitas à confirmação. já familiarizadas com os hinos dos respectivos Vedas. atribuídas a Vyāsa. Das Saṃhitās do Ṛg Veda a única agora em uso é a atribuída a um professor chamado Vedamitra ou Śākalya. (não substância). 3. e teve uma sucessão de discípulos por quem a coleção original foi repetidamente subdividida e reorganizada. p. Vaiśampāyana. deve ser compreendido que elas são derivadas unicamente a partir do que está verdadeiramente diante de nós – o Primeiro Livro do Ṛg Veda. Havia.

8.) 12 1. pessoalmente. autoridades imperfeitas. Que vítimas animais eram oferecidas em ocasiões específicas pode-se inferir de alusões breves e obscuras nos hinos do primeiro livro. às vezes. (Veja a Tradução do Sr. e. nos limitarmos à evidência à mão. vida. e até mesmo a beleza pessoal do deus abordado são descritos em melodias altamente laudatórias. As últimas. sete. provavelmente. Roth. por causa do seu estado parcial e isolado. Langlois. e as oferendas habituais podem ser consideradas como consistindo em manteiga clarificada e no suco da Planta Soma. em todos os casos. qualquer parte. para a manutenção de um fogo permanente. na cerimônia. oferecido. A cerimônia acontece na casa do adorador. nós temos dois hinos sobre a ocasião do Aśvamedha. 11 No segundo Aṣṭaka. dos primeiros. não parece ter tido. são recitados. e. Palestra 3. ou Yajamāna. e. e. em sua maioria. É dito. também sobre o autor. na Kuśa. o resíduo era bebido pelos assistentes. ele é rogado a conceder bênçãos sobre a pessoa que instituiu a cerimônia. simbólicos. às quais ela ocasionalmente. As primeiras são. em conchas. especialmente quando eles são representados como hostis à celebração de ritos religiosos. e deduzirmos.51. O Sūkta quase invariavelmente combina os atributos de prece e louvor. às vezes. O poder. no qual sua presença é invocada. antes. Mas essas são exceções. traduzidos pelo Sr. nos outros três livros. ou hinos. às divindades invocadas – de que maneira não aparece exatamente. nem qualquer referência a um lugar público de adoração. que sacrifícios humanos não eram desconhecidos. e. a generosidade. e o suco espremido e fermentado da Planta Soma. ou. vacas e cavalos. portanto. em retribuição de quais encômios. pode ser observado que eles não parecem oferecer nada materialmente contrário ao teor do primeiro Aṣṭaka. e em aprovação do rito em sua honra. ou orações. oferendas e libações: manteiga clarificada derramada no fogo. É verdade que nós temos um campo um pouco mais amplo para especulação. gado.27 adicional que possa ser produzida. necessariamente.73. Será suficiente. O adorador. são recitadas e glorificadas. e por quem os Mantras. espalhada no chão.4). a respeito da fé religiosa e mitológica do povo da Índia – cujos sentimentos e noções os Sūktas enunciam – e das circunstâncias da sua condição social. A adoração que os Sūktas descrevem compreendem oferendas. a partir dela. embora ele pareça ter sido. e. a bondade. especialmente pelo Sr. às vezes. no chão. em um lugar. que foram traduzidas e publicadas por outros estudiosos de sânscrito. de um tipo temporal e pessoal – riqueza. e é claro que o culto era totalmente doméstico. aspergido sobre o fogo. algumas das conclusões mais importantes às quais ela parece levar. um sacrifício de um cavalo. proteção contra inimigos. 6. 11 e é deduzível. Langlois. e das libações e oblações que ele é solicitado a aceitar. e há uma variedade considerável de sacerdotes oficiantes – em alguns casos. a partir de algumas passagens. principalmente.12 Há poucas indicações de uma esperança de imortalidade e de felicidade futura. às vezes. posteridade. mas não tão comumente. sua destruição. vitória sobre eles. ou façanhas do passado. dezesseis – pelos quais os diferentes ritos cerimoniais são realizados. ou recitador. em alguns. ou erva sagrada. nota. são. mas elas não são nem frequentes nem. As bênçãos pedidas são. se refere. ou. e suas bênçãos. às vezes. no entanto. pessoas que não professam a mesma fé religiosa. embora raros. embora brevemente. Hinos 5. 10 . embora as frequentes alusões ao acendimento ocasional da chama sagrada estejam bastante em desacordo com essa prática. a vastidão. pelo professor Burnouf e pelo Dr. que os homens preservavam o fogo constantemente aceso em suas residências (1.10 Não há menção de qualquer templo. prece e louvor. da prece. e em partes separadas de outros livros. necessariamente. em uma câmara apropriada para o propósito. Colebrooke. em outras palavras. alimento. no entanto. por ora.

nos últimos dez séculos. uma diferença marcante entre a mitologia do Ṛg Veda e a dos poemas heroicos e Purāṇas. pelo menos. ódio à mentira e aversão ao pecado sejam manifestados. Há pouca procura por benefícios morais. evidentemente. ou são citados em um âmbito inferior e diferente. em alguns poucos casos. em uma ou duas passagens. O primeiro compreende o elemento do Fogo sob três aspectos: primeiro. o sol. que indique qualquer potência especial na prece. Não há nada. também. terceiro. Nós temos um Rudra. é de origem e identificação muito duvidosas. pedidos para livrarem o fiel do pecado de todo tipo. de modo a obrigar os deuses a cumprirem os desejos do adorador – nada daquela necessidade imposta que forma uma figura tão evidente e característica na mitologia hindu de uma data posterior. de acordo com a maior autoridade sobre as religiões da antiguidade. Kapardin pode indicar a cabeça dele sendo cercada por chama radiante. a Trimūrti foi o primeiro elemento na fé dos hindus. e. Também não há o menor indício de outra característica importante do hinduísmo mais recente. como a luz. uma forma ou de Agni ou de Indra. ao posto de divindades. embora repleta de perigos. mas o termo tem. o 13 Creuzer. tanto quanto sabemos até agora. Religions de l’Antiquité. Os principais objetivos das preces. e é. de fato. em satisfazer suas necessidades corpóreas. porém. embora. Yama e seu ofício como soberano dos mortos são aludidos obscuramente. mas como o calor da digestão e da vida. como existe na atmosfera. são benefícios de um caráter mais mundano e físico. nunca ocorrem. na forma de raio. ou a palavra pode ser uma interpolação. no Veda. O tom no qual esses são solicitados indica uma tranquila confiança em sua concessão. também. como simbolizada pela sílaba mística Om. e dos louvores que dão a eles maior energia e poder aumentado. como ele está manifestado nos céus. parece. anunciadas claramente. mesmo nos Purāṇas. como existe na terra. embora a imortalidade dos deuses seja reconhecida. como identificado com Agni. a Trimūrti.28 em geral. enquanto. e os deuses são. de Durgā.13 Os deuses principais do Veda são. Agni e Indra. em tal penteado. de Rāma. no Veda. e a possibilidade da sua obtenção por seres humanos exemplificada no caso dos semideuses chamados Ṛbhus – elevados. pela qual a realização de austeridade por um período contínuo obriga os deuses a concederem a bênção desejada. segundo. ou meio do céu. como foi citado acima. 1. p. e a segunda foi o Liṅga. De qualquer forma. por sua devoção. ter alguma relação com um atributo característico de Śiva – o uso de seu cabelo em uma trança peculiar. mas que. e até destruição. cap. ele parece ter sido quase exclusivamente adorado na Índia – a do Liṅga ou Falo. O epíteto Kapardin. de Mahādeva. A próxima questão é: quem são os deuses a quem os louvores e preces são dirigidos? E aqui encontramos. Proteção contra os maus espíritos ( Rākṣasas) é. que é aplicado a ele. Por exemplo. Os deuses adorados não são desconhecidos aos sistemas posteriores. provavelmente. e não existe a menor alusão à forma na qual. 140. Os nomes de Śiva. em épocas posteriores. não só como fogo culinário. e. para eles próprios. Viṣṇu e Śiva. embora. ou hino. no entanto. de Kṛṣṇa. de Kālī. é identificado com Śiva. ou expiado. que. como um retorno pelos benefícios que se supõe que os deuses derivam das oferendas feitas a eles. ao passo que as divindades que são os grandes deuses – os Deuses Maiores – do período subsequente são ou totalmente não mencionados no Veda. a esperança é pronunciada que esse último possa ser arrependido. em época posterior. Livro 1. uma significação diferente – agora esquecida – embora ele possa ter sugerido. solicitada. nenhum outro epíteto aplicável a Śiva ocorre. ele é descrito como o pai dos ventos. . ou a combinação trina de Brahmā. ou religioso. a aparência de Śiva. mas eles lá cumprem funções muito subordinadas. e o princípio vivificante da vegetação. em um hino.

e os corpos planetários. na liturgia vêdica. que.1. o sol não ocupa aquele lugar de destaque. explicado em outra passagem. é um Patriarca e Ṛṣi.29 amanhecer. em tempos posteriores – a emissão de chamas a partir 14 Veja a passagem do Mahābhārata citada em 1. também. desfrutando de juventude perpétua. O Sol. ele é o Hotṛ.31.14 Dos atributos de Agni. evidentemente de uma antiguidade remota. como quando se diz que ele é tanto o pai quanto o filho dos deuses – nutrindo-os.1). atribuídos a ele. e seu detalhamento mais minucioso é.6). e. Mitra. de saúde. aparentemente. incluindo vários dos nomes preservados nos Purāṇas. levando as invocações e as oferendas dos primeiros aos últimos. ele é a fonte e o difusor de luz. Os atos e atributos de outros deuses são. ou surge. ele pode assumir a forma ou natureza de qualquer outro deus que seja invocado para um rito cerimonial. bem como nos Purāṇas. e muitas divindades inferiores são consideradas meramente suas manifestações. não raro. Se atentarmos mais particularmente aos atributos de Agni. como quando é dito que Agni é o filho do Vento. Ele é conhecido sob muitas e diferentes denominações. ou universalidade. usado em lugar da repetição do nome Agni. bastante palpável. e suas manifestações são conhecidas como Ādityas. daí devotos subsequentes preservaram seus fogos e praticaram seus ritos (1. naturalmente. como Viṣṇu. de noções hindus. o Purohita. que convoca os deuses para a cerimônia. ou a má interpretação de um fenômeno natural que parece ter causado uma grande impressão. Personificado como um deus. e a alegoria transmitida por outros. no Veda. ele viaja em um carro puxado por cavalos vermelhos. A lenda de ele se esconder nas águas. de gado. das ocasiões no qual o fogo constituía um elemento essencial da adoração dos hindus. Ele é identificado com Yama.71. dotado de poder e esplendor infinitos. Mitra. ou sacerdote. a Aṅgiras e seus descendentes. Varuṇa. no entanto. a ser praticado. e ele é venerado principalmente como o representante celestial do Fogo. Agni é expressamente chamado de o primeiro e principal Aṅgiras (1.72. nota. o identifica com Aṅgiras. o destruidor e renovador de todas as coisas.2). e com o eterno Vhedas (1. ou escola.1. embora citada em mais de um lugar. Bhaga e Tvaṣṭṛ. que nada mais são do que o Sol diversificado como presidindo cada mês do ano solar. encontraremos neles aquela confusão que pode ser esperada por causa dos vários personagens que ele desempenha. de alimentos. é reconhecido e louvado com hinos como um deus. Aryaman. igualmente sugere o último. O teor da lenda. e o fundador de uma célebre família santa. provavelmente. o trabalho dos Brāhmaṇas. como ela foi depois expandida nos Brāhmaṇas e poemas heroicos. ou sacerdote familiar. O significado desse mito é. em outro. Como o fogo do sacrifício. Uma curiosa série de alusões. o que dá a entender claramente que essa família sacerdotal. pelas oblações que ele leva para eles. aos membros da qual muitos dos hinos do Veda são atribuídos. de fato. por medo dos inimigos dos deuses. ele é o servo dos homens e deuses. Pūṣan. o qual ele parece ter ocupado na dos antigos persas. é. enquanto o ato de oferecer essas oblações é o dever de um filho. ou introduziu o culto com fogo.6. como um pai. de riqueza. em geral.3). Mesmo assim. ou o expandiu e organizou nas várias formas nas quais ele veio. o concessor de vitória. que realiza o rito em nome do dono da casa. ele é imortal. não é narrada muito explicitamente. de vida. e atribui a multiplicação. por fim. a alma de todos os seres móveis e imóveis. em um lugar (1. com o Sol. Aṅgiras é. . As alusões dos Sūktas podem ser uma indicação figurativa do calor latente existente na água. Varuṇa. na qual se diz que os Aṅgirasas primeiro asseguraram Agni. o significado é suficientemente óbvio: aqueles de um caráter físico falam por si mesmos.

245. particularmente na qualidade de mandar chuva. Como Agni.62. é representada como combatendo Indra com todos os atributos de um inimigo pessoal. nota 1. dessa doença. Nós temos. em uma carruagem puxada por dois cavalos de patas brancas. a metamorfose sugira alguma analogia entre ele e Júpiter-Amon. meras figuras de linguagem. e da ação real da eletricidade da atmosfera. como quando ele é dito ter elevado o sol. ou na forma de ar inflamável. filho de Kṛṣṇa. ou rei dos Asuras. e ele é descrito especialmente na forma de deus das batalhas. Viṣṇu Purāṇa 3. se isso não for um enxerto não autorizado sobre o tronco original. o concessor de vitória para seus adoradores. o destruidor dos inimigos dos ritos religiosos. 15 Veja a lenda de Aurva. referências alegóricas à localidade do firmamento. o qual parece ser mais especialmente apropriado para ele. no primeiro livro. e surge. na descida das chuvas fertilizantes. na batalha. . também. obviamente. É dito que ele é curador de lepra. e até mesmo em sua idade. movendo-se. Como em todas as alegorias. Ele é uma personificação dos fenômenos do firmamento. reconhece uma diferença de grau na relativa dignidade dos deuses. e o destruidor das cidades dos Asuras. ser mais vasto do que o céu e a terra. Alguns dos atributos dele são. e que tem o efeito de inspirá-lo com entusiasmo e coragem. sem dúvida. que são relutantes em se desfazer dos seus estoques de água. Sua participação nas guerras de tribos e príncipes. individualmente. personificada como um demônio chamado Ahi ou Vṛtra. e Vṛtra se torna um personagem real. quando adorado devotamente. para os autores dos Sūktas. ele é o dador de bênçãos temporais para seus adoradores. ele é a fonte de luz. daquele caráter de bravura pessoal derivado da sua derrota metafórica de Vṛtra. porque ele não tem funções incongruentes a cumprir. apenas três Sūktas dirigidos a ele. que trava uma guerra duvidosa com o rei dos deuses. entre o céu e a terra. pertence à parte poética da personificação. e tê-los separado. e como sofrendo. Essa disputa com as nuvens parece ter sugerido. que tinham sido roubadas por um Asura chamado Paṇi ou Bala. do que poderíamos antecipar a partir da magnificência visível desse luminar. o que pode ter dado origem à lenda mais moderna de ele ter curado Sāmba. Sūrya ou Savitṛ. ou dos sacerdotes ou dos deuses. De outro. ou como resultado de ação vulcânica submarina. e de garantir o triunfo daqueles que ele favorece. O texto do Veda. ocupa um lugar muito menos visível. Ele é representado como de olhos dourados e mãos douradas. embora. como observado pelo Sr. um Asura. mutilação. Como Agni e Indra. na adoração hindu. e da adoração dele por nações vizinhas. por sete – significando os sete dias da semana. Um mito popular o representa. e eles não transmitem muito notavelmente reconhecimento expressivo da sua supremacia. [pág. o caráter guerreiro de Indra em outras ocasiões. O Sol. quando originalmente unidos (1. e quando propiciado pelo suco Soma. Nas versões do conflito encontradas em obras posteriores. 8.30 da superfície da água. e a nuvem. Nève. ou. Essa propriedade é descrita metaforicamente como um conflito com as nuvens. ele é o possuidor e doador de riquezas. com demasiada rapidez. embora uma lenda seja concebida para responder pelas últimas. como é dito às vezes. como o descobridor e salvador das vacas. em uma passagem notável no primeiro livro. e o concessor de todas as bênçãos temporais. Cap.15 A deificação de Indra é mais consistente. que se refere a ele na forma de um carneiro. a alegoria original é perdida de vista completamente. e fixado as constelações no céu. ferimentos e morte. até que são atacadas e atravessadas pelo raio de Indra. da tradução em português de 2012].7). a linguagem de fato e ficção é suscetível de ser misturada e confundida na descrição desse conflito. e nos poemas heroicos e Purāṇas. nenhuma explicação muito satisfatória é dada.

– Veja Burnouf. Nós temos. e se tornaram imortais por adorarem Agni. Pūṣan. tem. Varuṇa ocupa um lugar muito mais visível nos hinos: é dito que ele é um deus que preside a noite.13). especialmente contra ladrões. um hino para si próprio. parece não ter nenhuma base melhor do que uma etimologia proposta do nome – "Não (mā) chore (rodīh)" – que é meramente fantasiosa.16 Mitra nunca é abordado sozinho: ele aparece entre os Viśvedevas (ou deuses coletivamente). o que o Sr.31 proclamando veneração aos grandes deuses. ou até mesmo com o Universo. na mesma estrofe. unidos a ele na batalha com Vṛtra. no primeiro livro. anunciado que eles eram. originalmente. Colebrooke pensou que pode ter formado a base da lenda purânica do Avatāra anão. são os três períodos do curso do sol – sua ascensão. aqui mencionados. É. alegórica. 22. que são naturalmente associados ao firmamento. ou Ventos. em Vāyu. uma parte importante da adoração é desfrutada por um grupo declaradamente subordinado a Indra – envolvendo uma alegoria óbvia – os Maruts. em qual caso ela é. é muito comumente ligado ao seu nome. além da sua conexão com o sol. em algumas ocasiões. e há pouca dúvida de que os três passos. com Mitra e Varuṇa: nós temos um texto identificando-o com o sol. absurda como ela é. Com Mitra. afasta o mal. ou associado com Varuṇa e Aryaman. ele conhece o rumo dos navios. e. Entre os deuses menores. e. com Agni. Os Ādityas.27. o caráter de mãe dos deuses. Eles são chamados de filhos de Pṛśni. e ele sustenta a luz no alto. (1. de soberano das águas. um deus do vento. em seu comentário sobre o Nirukta. e auxiliando e estimulando os esforços dele. seja alegórico. ele é chamado de senhor da luz. Eles são. na mitologia posterior. uma metáfora óbvia. em conjunto com Varuṇa. e o comentador diz que ele preside o crepúsculo. sem dúvida. embora não seja muito pior do que outras explicações do nome que os comentaristas têm sugerido. ele concede riqueza. expressando a ação do vento sobre o fogo. 3 do Bhāgavata Purāṇa. o significado de quais filiações não é muito claro. O título de rei ou monarca. ou Sóis menores. provavelmente. o que é. e. Aryaman nunca é citado sozinho. não parecem ser muito precisas. Em uma passagem muito obscura. nessa qualidade. que tem. isso. e diz-se que a lua se move pelo comando dele. no entanto. também. cujo principal propósito é pedir a proteção dele em uma viagem. mas ele é mencionado como Trivikrama. e protege o gado. principalmente em associação com Indra – com quem ele é identificado por comentadores do Veda. Pouco é falado dos Ādityas coletivamente. mas alguns deles são abordados individualmente. e sua natureza feroz e impetuosa. são especialmente os filhos de Aditi. é dito dele. e aos velhos. e. Os Maruts. aos jovens. com a Terra. são frequentemente tratados como os atendentes e aliados de Indra. de Rudras. em todos os quais não temos traço da posição que lhe é atribuída. Sua participação na produção de chuva. que. as constelações são chamadas de seus atos sagrados. ou aquele que deu três passos ou passadas. de fato. também. ou Terra. culminação e ocaso. um dispensador de água. de explicação fácil. pelo contrário. embora. aos menores. que ele conhece o vôo das aves e a sucessão periódica dos meses. e torna amplo o caminho do sol. mas pouco é dito sobre ele. associados. mas nenhuma alusão à noção de Avatāras ocorre no Veda. e a última. evidentemente. mais usualmente. p. Não há hino separado para Viṣṇu. Isso pode ter sugerido a lenda. em geral. ou filhos de Rudra. O comentador se esforça para ligar a história da origem deles com aquela narrada nos Purāṇas. permanecendo no oceano. são representações figurativas de fenômenos físicos. 16 . mas também é dito. identificada. mas sem sucesso. também. além de ser mencionado ocasionalmente. Rājā ou Samrāṭ. O comentador diz que ele é um deus que preside o dia. mortais. Introdução ao vol. é dito que ele é o Isso é expressamente afirmado desse modo por Durgācārya. nessa parte do Veda. também. As noções nutridas sobre Varuṇa.

pouco mais do que uma repetição do Soma Maṇḍala do Ṛc. auxiliando-os em suas necessidades. ou antes. têm seus respectivos partidários. ao brilho do sol. de matador de heróis. também. bem como a surpresa. com o sol e a lua. mas de cuja origem nós não temos tal lenda no Veda. é. permitindo-lhes frustrar ou superar seus inimigos. tanto quanto podemos compreender seu caráter a partir das estrofes ocasionais dirigidas a ele. com muito mais frequência do que qualquer um dos anteriores (exceto os Maruts). Semideuses que são. tanto quanto avançamos até agora. é verdade. bonitos. que a descoberta das propriedades estimulantes. aplicados à planta Soma. são consideradas personificações de Agni. por suas façanhas. Em um lugar é dito. que se erguem. Eles são representados como sempre jovens. sem dúvida. em qualquer grau notável. mas é explicado que isso sugere a sua identidade. parece ser identificável com Agni. mas quase todo o Sāma Veda é dedicado ao seu louvor. muitas alvoradas. A única explicação da qual isso é suscetível é. embora incluindo certas divindades femininas e objetos insensíveis. e eles pertencem. puxado por burros. no entanto. mais à mitologia heroica. mas Indra também o é. De Rudra. Eles são. cuja linguagem não envolve mistério. exceto nas deificações muito anômalas chamadas Āprīs. o Āditya. Eles são. ou melhor. embora a lua pareça ser ocasionalmente indicada sob o nome Soma – especialmente quando citada como dissipando escuridão –o nome e a adoração são. do oceano. Eles são chamados de Dasras – destruidores. ou Uṣas.32 deus. como sua mãe. também. com o sol forma uma parte natural da adoração solar: vários hinos são endereçados a ela. são os dois Aśvins – os filhos do Sol. ou Uṣasas. ligados. totalmente diferente de qualquer adoração da lua ou dos planetas. as quais. real ou personificada. como luminares divinos. viajando em um carro de três rodas e triangular. As constelações nunca são mencionadas como objetos de veneração ou culto. ou de inimigos ou de doenças. O Sabeísmo dos hindus – se pode ser assim chamado – é completamente diferente daquele dos caldeus. do suco fermentado da planta deve ter excitado em mentes simples. ou solar. em diversas passagens. se não inebriantes. ao omitir a adoração dos planetas. talvez. mas é ditada pelas propriedades óbvias da manhã. e. como as portas do salão de sacrifício. e são citados como os precursores da alvorada. ao se familiarizarem pela primeira vez com seus efeitos. e como se envolvendo com uma variedade de transações humanas. daquela ferocidade e ira que pertencem ao Rudra de uma data posterior. Ele é chamado. Tenta-se afastar pela prece os efeitos da ira dele sobre homens e . de fato. mas pode-se duvidar se ele compartilha. pois eles são os médicos dos deuses. não raro descritas pitorescamente e poeticamente. objetos de louvor. no entanto. concedendo benefícios para seus adoradores. o deleite. naturalmente. e livrando-os da dificuldade e do perigo. dependentes de. A grande importância atribuída ao suco dessa planta é uma parte singular do antigo ritual hindu: ele é suficientemente proeminente mesmo nessa parte do Ṛg Veda. Agni não parece ter quaisquer múltiplos subordinados. A conexão da aurora personificada. com o atributo adicional de presidir a prece. a Asclepias acida. aparentemente. do que à celeste. seus dirigentes. Brahmaṇaspati. o caráter é incerto. e identificáveis com. não são explanadas muito distintamente nessa parte do Veda. Indra e Savitṛ. em qual período eles devem ser adorados com libações de suco Soma. da qual eles não parecem ter participado com o sol. igualmente. que eles têm o mar (Sindhu). que preside a terra. chamados de Nāsatyas – em quem não há falsidade. ou sol. e esse é. As propriedades características dessa divindade. como afirmam algumas autoridades. Isso. Seus assuntos parecem estar mais na terra do que no céu. segundo a mitologia ulterior. de um modo muito menos duvidoso. no entanto. portanto.

ser compreendida figurativamente. ao mesmo tempo. a um período muito posterior à composição dos Sūktas.115. Há. e afirma que existe só um deus. Daivata Kāṇḍa. evidentemente. são os seguidores de Indra. que mal podemos pensar que eles foram inspirados por qualquer sentimento profundo de veneração ou de fé. e da variedade de suas funções”. mas o que isso significa requer maior elucidação. materiais suficientes sobre os quais construirmos qualquer teoria sobre seus atributos e caráter. ou fogo. e não maligno e irascível. e de coisas inanimadas.5. Não há nada. mas nós temos o nome aplicado. e nós não temos. não literalmente. Varuṇa. que há. Vāyu ou Indra. Até agora. uma classe de deuses inferiores. em apoio dessa doutrina. Se os autores deles nutriam qualquer crença em um criador e governante do universo certamente não aparece a partir de qualquer passagem encontrada até agora. 1. – como o sol é apenas uma manifestação do fogo. subservientes à diversificação de seus louvores por causa da imensidão e variedade de seus atributos”. se não todos os deuses citados nos hinos do Ṛc – até onde os do primeiro Aṣṭaka se estendem – são resolúveis em três: Agni.4. também. Indra. de forma inequívoca. e o sol. – limitando a nossa negação à presente porção do Ṛc. sem que nada seja narrado a respeito delas. em seu próprio lugar. e suas características peculiares são. A noção de uma alma do mundo pertence. expressivas de sua grandeza. nessa parte do Veda. – para justificar a outra afirmação de Yāska. . do mar. o céu. com o último. no céu. e dador de felicidade. entretanto. na terra. a considerar Rudra como uma forma ou denominação do fogo.1) de ‘a alma de tudo o que se move ou que é imóvel’. Rudra pode ser identificado com Indra. Como observado acima. e essa relação o igualaria a Indra. de acordo com o comentador. Divindades femininas fazem seu aparecimento. e o resto. por enquanto.33 animais. se aplica apenas ao Sol. que é chamada de filha de Manus. e podemos nos contentar.10). ou Ventos. no texto. chamados Rudras. a Agni. O termo denota. ou alma. o ‘terrível Agni’. da noite. Agni e Indra. não aparecem. concordar em aceitar a afirmação de Yāska. “três deuses: Agni. que “todos os deuses são apenas partes de um ātman. os Maruts. portanto. o criador da fertilidade. mas meramente como a agregação dos deuses em outra parte mencionados separadamente. no entanto. portanto. uma passagem que. citando. de cada um dos quais há muitas denominações. Agni. em um hino dedicado exclusivamente a esse deus (1. em uma passagem. ou deuses universais. ou pelas personificações alegóricas mais óbvias. – podemos separar todas as formas em duas. A única exceção é a de Iḷā. sem dúvida. sua presidência sobre plantas medicinais e remoção de doenças – atributos de um deus benevolente. mas são apenas citadas. mas. Algumas delas são como toda religião imaginativa cria: personificações da terra. Nós verificamos desse modo que a maioria. uma expressão que deve. Das outras personificações divinas que ocorrem nesse primeiro livro os detalhes são muito poucos para autorizar qualquer generalização incriticável. ou firmamento. Nós podemos. até mesmo o sol – são abordados em linguagem tão evidentemente ditada por atributos físicos palpáveis. que. Ou. Os Viśvadevas. e Sūrya. e nos Purāṇas. mas não há fundamento para isso. ou Indra. mas ele é. são chamados de filhos dele. sendo os mesmos que os Maruts. invocado como sábio e generoso.27. no firmamento. e instrutora dele na realização de sacrifício. ou que a adoração de tais elementos 17 Nirukta. como a classe específica que é citada por Manu. a planta Soma. também. Mitra. a Grande Alma (Mahān Ātmā). no entanto. em outra. são adoradores de Agni. que é chamado lá (1.17 A Anukramaṇikā vai mais longe. provavelmente. de fato. e. os objetos da adoração primitiva dos hindus – o fogo. no Veda.

56.14). respeitável. frustrada por um naufrágio (1. nesse aspecto. ou continente (dvīpa). os últimos são os Āryas: a raça Ária. há pouca dúvida. e. e temos uma expedição naval contra uma ilha estrangeira. já que essas. mas tenta perturbá-los. são citados. portanto. e como expressões de antagonistas religiosos e políticos. depois de destruir as tribos nativas bárbaras. pois a arte da tecelagem. ter sido um povo de pele clara. eles eram um povo marítimo e mercantil. e valendo-se de todas as oportunidades para atacá-los. mas eles eram. e impedir seu progresso – com pouco proveito. Essa opinião parece se basear unicamente nas frequentes solicitações de alimentos. uma tribo mais civilizada. Tem sido uma noção favorita. também. no período da composição dos hinos. um assaltante. especialmente como procedentes de homens de talento e observação evidentes. dos Dasyus foram destruídas. é tornado provável por causa da expressão peculiar utilizada. dotados de mais do que atividade intelectual comum e agudeza de percepção. um povo agrícola. Eles devem.8). e Ārya. nós mal podemos imaginá-las terem sido proferidas a sério. antes que eles pudessem ter se empenhado em navegação e comércio. talvez.25. nós podemos agora considerar qual grau de luz essa parte do Veda reflete sobre a condição social e política deles. porque é dito (1. ao pedir vida longa – quando o adorador pede cem invernos (himas). Dasyu.2). se recusando a adotar o cerimonial dos Árias. uma benção que provavelmente não seria desejada pelos nativos de um clima quente (1. . em um grau ainda maior. Deixando a questão da religião original dos hindus para investigação ulterior. também. e invasores estrangeiros da Índia. ter feito algum avanço em cálculo astronômico. e que é muitas vezes definida significar aquele que não só não executa ritos religiosos. no texto do Veda. em mais de uma ocasião.64. Eles eram um povo manufatureiro. e nós dificilmente podemos supor que eles tenham estado. Por mais extravagantes que sejam as expressões. como é evidenciado por suas súplicas por chuva abundante e pela fertilidade da terra. ou que eles eram um povo do norte. por causa de lucro (1. mas os dois termos são usados constantemente. pelo menos comparativamente.34 simples e manifestos os contemplava de qualquer outro ponto de vista que não símbolos do poder de um criador. o que é mais notável. significa um ladrão. Um povo pastoral eles podem ter sido. os trabalhos do carpinteiro. ou hindu. perturbar seus ritos. de alguns estudiosos eminentes. com o objetivo de ajustar os anos solar e lunar um ao outro. para levar seu gado. ou Ariana.23. também. e pela menção de produtos agrícolas.18) que Indra dividiu os campos entre seus amigos de cor branca. Que eles tinham se expandido de um lugar mais ao norte. mas temos comerciantes descritos como se apertando energicamente a bordo de navios. para Cutch e Gujarat. não requerendo. abuso de conjetura para identificar os Dasyus com as tribos nativas da Índia. que são encontradas nos hinos. e incomodar seus realizadores.100. a qual se repete tão frequentemente. portanto. a derrubada de cujas numerosas cidades é tantas vezes falada. especialmente a cevada (1. é mencionada (1. nós devemos entender pela expressão Dasyu. até certo ponto. e a fabricação de ouro e de armaduras de ferro.15). e de cavalos e gado. A civilização deve ter. eram um povo nômade e pastoral. porque a adoção de um mês intercalado. Eles parecem. mas intrusa. atrás de seus inimigos bárbaros. Que os hindus não eram nômades é evidente a partir das repetidas alusões às moradias fixas. parece.116). e cidades. e aldeias. feito um progresso considerável. Não apenas os Sūktas são familiarizados com o oceano e seus fenômenos. porque os Árias mereciam o auxílio de Indra. em linguagem posterior. e os hindus devem ter se distribuído para o litoral. diante de cujo raio as numerosas cidades. que os hindus. e não é sustentada por quaisquer afirmações mais positivas. como contrastados um com o outro. ou aldeias. um homem rico ou respeitável. possivelmente ao longo do Sindhu ou Indo.

alguma vez se deleitaram [na casa de] um brâmane. no oitavo Aṣṭaka. a mesma que continuou a ser até a conquista muçulmana – dividida em partes entre os principados insignificantes. na sua forma masculina. Os príncipes citados são. com modificações importantes. ou seres (pañca kṣitayaḥ). então venham para cá". Vaiśya e Śūdra. antes que um parecer final possa ser pronunciado. e todo o corpo dos personagens heroicos e purânicos. Asiatic Researches. mencionada. Brâmane. Kṣatriya. sejam Brāhmaṇas. preservação (1. Colebrooke. expressa as impressões recebidas da sua própria época. é indiscutivelmente evidente que os hinos que o compõem representam uma forma de culto religioso. pois Viś. mas Sāyaṇa.10. nem aquela de Vaiśya. e a lenda usual da origem delas a partir de Brahmā. a qual ocorre. cinco homens. sua coxa foi transformada em um lavrador (vaiśya). Indra e Agni. lá. nos Sūktas do Ṛg Veda. embora. um kṣatriya por nascimento. Vol. é. as distinções de casta. exceto a especificação de diversos nomes de príncipes.7): "Se vocês. ou Niṣāda. Há uma frase que é a favor de considerar o brâmane como o membro de uma casta.35 Nós não temos nenhuma indicação específica da condição política dos hindus. exerce as funções do sacerdócio. portanto. ou alimento sacrifical. pois. pois o imenso e complicado mecanismo de toda No Puruṣa Sūkta. foi traduzido pelo Sr. mas a grande massa do ritual. – Colebrooke sobre as Cerimônias Religiosas dos Hindus. ou como o sacerdote específico. em um lugar. sem dúvida. uma inferência necessária. às vezes. todos os deuses mais populares. temos este verso: "Sua boca tornou-se um sacerdote (brâmane). ocorre. Várias noções. que os sacerdotes oficiantes podiam não ser brâmanes torna-se evidente a partir da parte tida por Viśvāmitra no sacrifício de Śunaḥśepa. descritos como em hostilidade uns com os outros. Sempre que mencionada coletivamente. assim denominado. literalmente. sem dúvida. dos seus pés surgiu o homem servil (śūdra)".15). 7. ou recitador do hino (1. foram adotadas e transmitidas para os períodos posteriores. nem parte. Na forma neutra.18 Mais pesquisas são necessárias. e personalidades do Veda. ou. seu braço foi tornado um soldado (kṣatriya). ou. e personificações. distinguindo-a da casta militar (1. possivelmente as principais leis e distinções da sociedade. Upaniṣads. ou classes. embora.80. ou louvor. mas em qual sentido é questionável. Sobre um assunto de primordial importância na história da sociedade hindu. muitos dos quais são peculiares ao Veda. Brahma geralmente implica oração.105. segundo a tradição. nenhuma alusão às quais. Uns poucos são idênticos. Um hino que ocorre em uma parte subsequente do Veda. Que o último precedeu os primeiros por um vasto intervalo é. e uma condição de sociedade muito diferentes daquelas que encontramos em todas as outras autoridades escriturais dos hindus. naturalmente. que preside o cerimonial de um sacrifício (1. e diferem daqueles dos poemas heroicos e Purāṇas. A partir desse estudo dos conteúdos do primeiro livro do Ṛg Veda. mas mesmo isso mal pode ser considerado como decisivo. embora algumas questões muito importantes ainda precisem ser respondidas. que. O comentador explica que esse termo denota as quatro castas. Brâmane é encontrada. não raro. 251. portanto. no entanto. 18 . ou de um Rājā [príncipe]. a linguagem dos Sūktas – do primeiro Aṣṭaka. e a condição das províncias da Índia ocupada pelos hindus era. ou Purāṇas. e em nenhum dos casos implica necessariamente um brâmane por casta. Brahmā ocorre como o louvador. não têm lugar.1). mas a nomenclatura evidentemente pertence a um período anterior à construção das dinastias do Sol e da Lua.1). é dito que a humanidade é separada em cinco tipos. não é explícita de modo algum. Itihāsas (ou poemas heroicos). sob príncipes pequenos e disputantes. pelo menos. um sinônimo de homem em geral.108. p. e a bárbara. Nós não encontramos as denominações Kṣatriya ou Śūdra em nenhum texto do primeiro livro. até aqui. no qual as quatro castas são especificadas por nome.

levar a uma aproximação da era do primeiro.36 a literatura e mitologia dos hindus deve ter tido um desenvolvimento lento e gradual. no intervalo. pelo menos. Mas. sociais e políticas que. pelo menos. que parece ser o sistema mais antigo. Manu não cita Avatāras. a partir de dados . o Sāṃkhya. Isso nos levará à mesma era que aquela que foi previamente calculada. possivelmente. ou sexto. após o que vêm os Brāhmaṇas. Os próprios Sūktas são. tinham ocorrido. organização. No entanto. e. então o curso de eventos. conjeturando que as prováveis datas dos poemas heroicos são aproximadamente o terceiro século AEC. para a época do Brāhmaṇa. as peças de teatro. ou cerca de doze ou treze séculos AEC. evidentemente. e é. que o Brāhmaṇa exibe. mil anos não seria um intervalo muito longo para as condições alteradas que são descritas nas composições mais antigas e nas mais recentes. Considerações deduzidas do progresso provável da literatura hindu são calculadas para confirmar esse ponto de vista da distância que separa a época do Veda daquela dos escritos posteriores. necessariamente posteriores à Saṃhitā e ao Brāhmaṇa. O Sr. também. embora atribuídas a nomes de celebridades antigas – Jaimini e Vyāsa. e os Purāṇas provavelmente não são meras invenções. Depois dos Brāhmaṇas vêm os Sūtras. um sistema de ecletismo compilado das Upaniṣads. são igualmente indicativos do lapso de séculos entre a composição dos Sūktas e a data das primeiras obras que são posteriores às grandes mudanças religiosas. Colebrooke. do Sāṃkhya e do Vedānta. e a ocorrência daquelas mudanças importantes. Isso nos levaria. independente do Veda. Se os hinos da Saṃhitā são genuínos – e não há razão por que eles não deveriam ser. que citam os Brāhmaṇas como suas autoridades. cuja cosmogonia é. em Manu. antes de eles serem reunidos nas Saṃhitās. uma leve sugestão de que opiniões budistas estavam começando a exercer uma influência sobre as mentes dos homens – na admissão que a maior das virtudes é a abstinência de dano aos seres vivos – o que faria suas leis posteriores ao sexto século AEC. como muitas das tradições genealógicas e históricas preservadas pelo Rāmāyaṇa. se há alguma sombra de verdade nas partes históricas do Rāmāyaṇa e do Mahābhārata – e deve haver alguma. tanto civis quanto religiosas. Müller. composições de vários períodos – como podemos concluir de evidências internas – e estavam. consequentemente. citando seus conteúdos de um modo que prova que a sua compilação coletiva tinha se tornado extensivamente corrente e era facilmente identificável. e são. posteriores às Upaniṣads. então. admitido ser muito anterior ao crescimento do culto deles como estabelecido no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. Há. uma sucessão de escolas envolvidas na coleta. provavelmente. desse modo. Nós temos. os poemas. contemporâneas dos aforismos litúrgicos. eu tomei conhecimento por intermédio do Dr. além do qual temos todo o corpo filosófico e literatura vêdica. obras de autores aos quais uma grande antiguidade é atribuída – Āpastamba. nem Rāma. Dos Sūtras filosóficos. e outros. Essas obras eram. a origem e a sucessão das dinastias reais. declaradamente. todos esses escritos são mais antigos que Manu. a expansão dos hindus pela Índia. Agora. mas podem ter tido suas bases na realidade. ao sétimo. portanto. e remodelação delas. regras para a aplicação das passagens citadas nos Brāhmaṇas para cerimônias religiosas. os Vedānta Sūtras sendo. ou oitavo. talvez. o Mahābhārata. é. são encontradas nos Sūtras litúrgicos. mas a Pūrva e Uttara Mīmāṃsās são. nós não podemos colocar Manu abaixo do quinto. e. e a formação de principados poderosos. e muitas de cujas leis. e não podemos admitir menos de quatro ou cinco séculos para a composição e circulação dos hinos. nem Kṛṣṇa. Kātyāyana. caindo no esquecimento. todos desconhecidos da Saṃhitā. destinadas a explicar e esclarecer a filosofia e as práticas do Veda. reconhecidamente.

para nos guiar. e ela pode estar longe da verdade. portanto. e Vol. não se pretende nada mais que conjetura. do deus. p. Ao propor as datas acima. Aṣṭaka. no entanto. uma data não muito distante da que é aqui sugerida. se não a todos. 483. um patrono generoso da literatura hindu. Ambos os irmãos são célebres como estudiosos. não temos marcos dignos de confiança. talvez. ocasionalmente. Eu tenho. que oferecer. Sūkta e Varga. ou estrofes. Livro. Círculo. e em considerar que eles estão entre os registros mais antigos existentes do mundo antigo. o primeiro-ministro de Vīra Bukka Rāya. no entanto. Anuvāka. Prefácio. sem dúvida. preenche qualquer elipse. de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. narra-a em detalhes. ou de partes dele. O texto que serviu para a seguinte tradução compreende os Sūktas do Ṛg Veda e o comentário de Sāyaṇa Ācārya. compiladas sob vantagens peculiares. se não uma desculpa. e seus detalhes peculiares não podem ser determinados sem uma investigação mais trabalhosa do que a importância ou interesse do assunto me pareceu demandar. dos quais ele deu uma descrição em sua Introdução. e são intraduzíveis. Essas duas últimas partes são puramente técnicas. ou deuses. desde os tempos mais primitivos. contribuíram com seu próprio trabalho e erudição. ao lidarmos com a cronologia hindu. publicados. porque as cerimônias são. Nós não podemos estar muito errados. pois. Capítulo. em atribuir uma data muito remota à maioria. Adhyāya. se alguma lenda é brevemente mencionada. sem dúvida. em vez de tentar expressá-las por meio de equivalentes em inglês. sem dúvida. indicadas por seus títulos apenas. ou melhor. e são merecidamente tidas na mais alta estima. Rājā de Vijayanagara no séc. por manter as denominações originais das divisões do Veda como Saṃhitā. Ṛg-Veda. ou Ṛṣi. principalmente. da estrutura rítmica dos vários Ṛcas.19 Tudo isso deve. e do Viniyoga. e empregaram os brâmanes mais eruditos que puderam atrair para Vijayanagara nas obras que levam o nome deles. Além dessas divisões do seu comentário. pelo Dr. o fato sendo. também. são citados. que eles se utilizaram dos meios que sua situação e influência lhes garantiam. e muitas obras importantes são atribuídas a eles – não só escólios sobre as Saṃhitās e os Brāhmaṇas dos Vedas. que. 7. e a terceira parte é uma explicação sobre a acentuação das várias palavras. ele tinha. ou através do seu próprio conhecimento. nem épocas fixas. porque ele coloca a sua agregação. e. a quem ele é endereçado. a partir de uma compilação de manuscritos. a parte seguinte do comentário é uma análise gramatical do texto. XIV. ou Sūtras. Suas obras foram. . Vol. Eu fui incapaz de fazer uso dessa última parte da descrição. A primeira parte constitui a base da tradução inglesa. pois. 8. uma justificativa. um conhecimento do seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. os Sūktas do Ṛg Veda. A primeira interpreta o texto original. Maṇḍala. e deve ter estado em posse. Os escólios de Sāyaṇa sobre o texto do Ṛg Veda compreendem três partes distintas. vii. Pareceu-me. a aplicação do hino. ser recebido com grande reserva. embora a interpretação de Sāyaṇa possa ser. portanto. Sāyaṇa prefacia cada Sūkta por uma especificação do seu autor. nem história comparativa. segundo o sistema de Pāṇini. 20 Sāyaṇa Ācārya era o irmão de Mādhava Ācārya. quatorze séculos AEC. daria aos Sūktas uma antiguidade maior. Palestra. e com as quais eles. cujos aforismos. 283. ou Saṃhitā. pelo ensino tradicional. questionada. aos ritos religiosos nos quais eles devem ser repetidos. Müller. mas obras originais sobre gramática e lei. e Seção pudessem ter sido usados como 19 20 Asiatic Researches. ou daquele dos seus assistentes. Hino. embora os termos Coleção. o traduz para um sânscrito mais moderno.37 astronômicos.

fossem admissíveis. tratar os termos originais como se eles fossem nomes próprios. de um modo geral. Eu considerei aconselhável. A descrição dos diferentes tipos será encontrada no Essay on Sanskrit and Prakrit Prosody [Ensaio sobre Prosódia Sânscrita e Prácrita]. no décimo volume das Asiatic Researches [Pesquisas Asiáticas]. . H. Colebrooke. do Sr. portanto. e somente os representei em caracteres romanos. 1º de julho de 1850.38 substitutos. e seu uso poderia ter levado a impressões errôneas. WILSON. contudo eles em nenhuma circunstância expressavam exatamente o significado dos originais. seu significado convencional sendo prontamente lembrado. Eu não receio que qualquer grande inconveniente será sentido por causa do uso dessas designações originais. e. H. Eu também especifiquei a métrica que é usada em cada Sūkta a fim de mostrar a variedade que prevalece.

39 Introdução ao Segundo Aṣṭaka [Que vai do Hino 122 do Primeiro Livro ao Hino 6 do Terceiro Livro.12). O ponto de vista que foi adotado na introdução ao volume anterior. como derivável a partir do Veda. a Aurora dois. o resto é distribuído. embora os Vedas possam ser indispensáveis para um conhecimento exato dos conceitos religiosos do mundo antigo. e sem o qual ele teria sido provavelmente retirado do prelo: pouco interesse na obra tem sido manifestado nesse país. gado. como Rudra. que logo serão citados mais detalhadamente. ou filhos divinizados de Sudhanvan. a linguagem de panegírico geral sendo muito mais difusa nesse Aṣṭaka do que no primeiro. Alimento. sob o qual o volume precedente apareceu. dos cento e dezoito hinos do Segundo Aṣṭaka. por exemplo. alguns do total são fantasiosos. A adoração é a do fogo e dos elementos. agora oferecida ao público. e o Sol. e algumas foram atribuídas no livro anterior a outros agentes. antes do cristianismo. ela é patriarcal e doméstica. cujo desagrado e ira são afastados por meio de prece. Água. seus atendentes. e que são solicitados a conceder alimentos.13. Savitṛ. as façanhas dele que são citadas são aquelas que foram detalhadas previamente. cujo poder e benevolência são glorificados. contados com muito menos detalhes. trinta são dedicados a Agni em sua própria forma ou manifestações subordinadas. e das instituições primevas dos hindus. até mesmo em uma proporção ainda mais envolvente. entre uma variedade de personificações. portanto. enquanto que os incidentes lendários são relativamente escassos. seis são dirigidos aos Aśvins. sob o mesmo patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais. enquanto para Indra sozinho ou com outras divindades. especialmente. nem insistentes. cuja proteção contra inimigos e infortúnios é implorada. como Pitu. riquezas. Os pormenores que são narrados de Agni são pouco mais que repetições daqueles atribuídos a ele no Primeiro Aṣṭaka. cinco a Mitra e Varuṇa. cinco a Bṛhaspati e Brahmaṇaspati. por meio do fogo. que é a vítima do sacrifício Aśvamedha. Céu e Terra. no mínimo. e os Ṛbhus. embora consista em pouco mais que o oferecimento. alguns dos objetos são seres humanos. ou em cujo nome ele é realizado. dos demais hinos. que é o herói de dois Sūktas. pode-se dizer o mesmo dos hinos dirigidos a Indra. Varuṇa. são designados trinta e nove. como o Rājā Svanaya. ao passo que dois hinos. mas menos delas são especificadas. na sua maior parte individualmente. são dedicados ao Cavalo. Grama. é confirmado pelos novos dados fornecidos no presente volume. cinco aos Viśvedevas. mas é celebrada através da ação de um grupo de sacerdotes bastante imponente. de manteiga clarificada e de suco da planta Soma. como. os Ādityas e Pūṣan. aos deuses. e três a Vāyu. e os principais objetivos de cada prece e hino são as coisas boas da vida atual. mas não são frequentes. cada um tendo um hino. aos Aśvins (2. com os ventos ou os Maruts.] A publicação do texto da segunda divisão do Ṛg Veda pelo professor Müller fornece autoridade segura para a continuação da tradução. e posteridade para os indivíduos que realizam o culto. que são chamados para estarem presentes. sobre a religião e mitologia dos povos da Índia e sua condição social. para quem um hino é endereçado. três. Agastya e sua esposa que são os interlocutores em um. que é. Viṣṇu tem dois. Os principais objetos de culto individual são os mesmos que no volume anterior. algumas das quais são divinas. as supostas divindades de um Sūkta cada. Existem alguns hinos nesse livro que evidentemente implicam um enxerto recente do . insinuações ocasionais da esperança de felicidade após a morte ocorrem. quinze séculos. e.

mas com menor copiosidade e distinção. ou de estrofes dispersas. e também – o que está em harmonia com seu antigo caráter – chefe ou o mais excelente senhor dos mantras.6). ele seja citado como distinto.28).30. pode ser meramente figurativo como ligado ao fato de ele presidir a oração.24. 186]. além de ser caracterizado pelos mesmos atributos que aqueles ligados a ele anteriormente. . e ele é designado como médico dos médicos (2. quando tratado separadamente.24. ou daquelas que foram reduzidas da riqueza à pobreza (2. às sementes das plantas que Manu. aqui. por qualidades bastante incompatíveis. geralmente consideradas personificações das métricas do Veda. mas os principais deuses da classe são separadamente os temas de outros hinos.12). Aryaman e Viṣṇu. como os de dividir as nuvens e enviar a chuva. Os Aśvins são descritos do mesmo modo como no Primeiro Aṣṭaka. o principal atributo citado é ele definir o dia e distingui-lo da noite. Rudra é descrito. com o sol e a lua. Às vezes é dito que ele é moreno ou fulvo. porque é dito que entre as ervas estão aquelas que Manu escolheu. mas ele é cantado indiscriminadamente com Brahmaṇaspati. Brahmaṇaspati é nesse Aṣṭaka identificado com Bṛhaspati. o Sol. os Maruts são.9).4).155. ou para os Viśvedevas. seu atributo de pai. aparece como idêntico ao Tempo (1. e ambos recebem mais honra do que no Livro anterior. ou sendo. é idêntico a Indra. o último. e em um lugar eles são chamados de netos do céu. ou companhias de divindades. mas isso pode ser um equívoco do comentador. Varuṇa. tanto feroz quanto benigno. o primeiro. ele também é chamado de marido ou protetor das esposas dos deuses. que são mencionados repetidamente.1). Há apenas um hino dirigido aos Ādityas coletivamente. Savitṛ. sendo identificados.1 levou com ele em seu navio na época do dilúvio.165-172). de fato. no Primeiro Livro. é representado como o recurso especial das pessoas em dívida.2) e manejar o raio (2. mas seu campo de ação específico é aqui também a tutela das plantas medicinais. como no primeiro livro. ou preces dos Vedas (2. eles são considerados mitologicamente como nascidos no firmamento e no céu (1. tem apenas um hino endereçado a ele. muito provavelmente.40 culto dos Maruts sobre o de Indra. chamado de filhos de Rudra. por seus atributos de mandar chuva (1. em qual qualidade seus três passos. embora. é idêntico a Indra. e a administração de medicamentos. mas isso parece ser pouco mais do que um conceito etimológico. aludindo. ou criador. ocorre uma passagem digna de nota. presente e futuro.190. mas também se diz que ele é de cor branca 1 [Vana Parva. e recuperar as vacas roubadas (2. uma inovação da qual o Ṛṣi Agastya parece ter sido o autor. e um hino apenas é dedicado a Brahmaṇaspati. segundo o comentador.181. e esse oferece menos informações do que as que se encontram nos três Sūktas dos quais ele é o deus. com alguma inconsistência. no qual Bṛhaspati é citado apenas incidentalmente em versos isolados de hinos para Indra. que é função dele efetuar a geração da humanidade. personificações mitológicas dos primeiros. de acordo com a lenda como narrada no Mahābhārata.4). e Purohita. ele também. e que não foi efetuada sem oposição por parte dos adoradores de Indra sozinho (1.2-4). cap. Tem mais dados da aparência de Rudra do que o usual.33. embora isto seja dado a entender vagamente. em um lugar. o substantivo sendo derivado da raiz sū. ou sacerdote familiar dos deuses. podem ser destinados a alegorizar o passado. e vários dos seus feitos são repetidos. como em uma ocasião anterior. que é denominado o senhor dos Gaṇas. gerar. diz-se. embora associado com ele (2. Varuṇa. também. Com relação também à sua presidência sobre as plantas medicinais. bem como no primeiro Livro. em alguns dos seus atributos. como Mitra.23.

ou ao próprio tempo. à Grama. Existem vários hinos. no entanto. e a elevação do sacrificador. 1810. não é sustentada 2 [Curse of Kehama. A intenção geral dele é. contudo. e é brilhante com ornamentos dourados. como antídotos para o veneno de criaturas venenosas. e no Aśvamedha. é meramente fantasioso.191). bastante corretamente de acordo com as autoridades seguidas por Southey.33. embora às vezes indicado obscuramente. são os dois dos quais o Aśvamedha. ou rainha. O rito como descrito nos Purāṇas foi trazido à poesia inglesa na Maldição de Kehama2. nutrição ou alimento. embora quatro denominações de mulheres sejam especificadas como as esposas do Rājā. ou sacrifício de um cavalo. essas estrofes são dirigidas aos Viśvedevas. se isso era praticado em toda parte. bem como das alianças de famílias das tribos reais e religiosas. ou Brahma.179). Quanto aos dois últimos versos do segundo dos Svanaya Sūktas (1. ou militares e bramânicas. ele está armado de arco e flechas.187). de um caráter particular. e fornecem. as filhas de Rājas sendo casadas com Ṛṣis santos. O mesmo pode ser dito dos dois hinos ao Kapiñjala. e apresenta vários termos para cujo significado não há outra autoridade além do comentador.42). especificada positivamente pela autoridade competente com a qual o texto não oferece nada incompatível. notável por sua extensão incomum de cinquenta e dois versos. e ele expressa noções que ainda são familiares na crença popular. e alheios ao significado mais antigo dos Vedas. A multiplicidade de esposas pode ter sido um privilégio dos Ṛṣis – se. esses dois hinos não forem composições de uma época posterior. Isso também fornece provas da prevalência da poligamia naquela época primitiva. apesar de um pouco fora do lugar. ele tem barriga lisa e queixo belo. Robert Southey. e não necessitam de observação. Ele também é chamado de pai dos Maruts. contudo. No entanto há pouco em tudo isso exceto sua ferocidade para identificá-lo com o Rudra dos Purāṇas. aparentemente. porque Dīrghatamas se casa com as dez filhas do Rājā. registram a generosidade de um príncipe hindu para com o Ṛṣi. mas o principal objetivo da cerimônia – a deposição de Indra do trono de Svarga. não apoiadas pelo Veda. Todos os versos desse Sūkta se encontram também no Atharva Veda. e ao Sol (1.41 (2. Um Sūkta. porém. é um pouco obscuro e místico. embora esse tenha um maior ar de antiguidade. até a doutrina dos Brāhmaṇas. Dos indivíduos restantes do panteão vêdico. depois de cem celebrações. O Hino à Água. e ao universo (1. Pode-se duvidar.164.6-7). ou perdiz. Dīrghatamas. é o patrono ou deus. pelo menos em geral. de fato. mas seu propósito geral. dos hinos contidos nesse Aṣṭaka. é o tema. com cujo estilo ele concorda melhor do que com o do Ṛc. Os mais peculiares e marcantes. embora também possam ser antigos. somente aquela casada primeiro é considerada a Mahiṣī.2). De acordo com o índice.126. é a glorificação do Sol. por casamento. O mesmo pode ser suspeitado do Sūkta que registra o diálogo entre Agastya e Lopamudrā (1. como um pássaro de bom presságio (2. Sāyaṇa julga que transmite os dogmas principais da Filosofia Vedānta. o modelo dos muitos atos semelhantes de generosidade real que são narrados nos poemas heroicos e Purāṇas. porque o instituidor de um sacrifício é comumente associado com uma só esposa em sua celebração. as informações que ocorrem geralmente estão de acordo com aquelas do Aṣṭaka anterior. ou a unidade e a universalidade do espírito.8). que o Aśvamedha deve ser celebrado por um monarca desejoso de domínio universal.] . e pela aplicação indeterminada da maior parte deles. O Hino ao Pitu (1. Os dois hinos. àquele posto são ficções de uma data posterior. filho de Bhāvayavya. como idêntico às divisões de tempo. que aparecem nessa parte. dos quais o Rājā Svanaya. eles são óbvias incongruências. alguns dos quais merecem atenção.

embora o seu reconhecimento de qualquer modo seja expressivo da barbárie existente. sendo.42 por esses hinos. não têm autorização do nosso texto. é tolo e obsceno no mais alto grau. como na proteção do cavalo por Arjuna. Como a solenidade aparece no Ṛc. menos poético. Kauśalyā. importada de alguma região estrangeira. o qual.] 3 . eram comumente sacrificadas (Heródoto. sentar perto do animal dividido”. tal como consta no Yajush. a aquisição de riqueza e posteridade.. quando a rainha é libertada dessa proximidade repulsiva.. o objetivo do rito parece ser não mais do que. os últimos também eram oferecidos pelos Massagetas ao Sol (Idem. Nós não encontramos nenhum vestígio. é corroborado pelas várias indicações [Veja a tradução em português do Aśvamedha Parva: “eles fizeram Draupadi de grande inteligência . e tais que hindus respeitáveis da geração atual acharão difícil de acreditar que fazem parte das revelações incriadas de Brahmā. no poema. e no segundo Hino Aśvamedhika do Ṛc há vários indícios de que a vítima era consagrada especialmente à divindade solar. e no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. a partir do que pode ser inferido que eles pertencem a um período diferente. como um passo em direção ao qual a rainha principal. e. Como ordenado pelo Ṛg Veda. o rito. onde vítimas animais. mas como ele é detalhado no Yajur Veda. 216). ainda há pouca razão para duvidar de que parte da carne era comida pelos assistentes. embora as expressões possam ser entendidas de forma diferente. e é mais ou menos místico. cujos detalhes e objetivos foram logo aumentados e distorcidos grosseiramente. especialmente no papel desempenhado por Draupadī. como concluído anteriormente. e. no qual o Aśvamedha do Mahābhārata tem um lugar intermediário. como a infinita multiplicação de vítimas. Que essa não era a condição dos hindus na data da composição da maior parte dos Vedas. entretanto. embora ele possa ter sido revivido posteriormente no tempo dos Sūtras e dos poemas heroicos. e especialmente cavalos. ela seja aquela do Padma e outros Purāṇas (Mahābh. mas não há nada nele que seja incompatível com uma imolação verdadeira. 22. em vários elementos essenciais. e isso pode ter sido uma relíquia de um período pré-vêdico. que o corpo era cortado em fragmentos é igualmente claro (1. embora isso seja possível. ela tem um caráter mais bárbaro. como aparece no Ṛg Veda. que aqueles fragmentos eram cozidos. Aśvamedha Parva). em parte fervidos e em parte assados. e na seção Aśvamedha do Śatapatha Brāhmaṇa. dificilmente pode ser considerado como constituindo um elemento integrante do sistema arcaico de culto hindu. onde ele é nada mais do que o meio de obtenção de um filho por Daśaratha que não tinha filhos. enquanto em outros. I. não mais do que no Rāmāyaṇa. possivelmente da Cítia. o objetivo é o mesmo que aquele do Rāmāyaṇa. um diálogo. ou posteridade.71). O segundo dos dois Sūktas relativos ao mesmo sacrifício trata menos de fatos que o primeiro. 26. ao mesmo tempo deve ser observado que esses dois hinos são os únicos no Ṛc que se relacionam especialmente com o assunto. é também incontestável. dessas impurezas repugnantes no Ṛg Veda.3 a mesma cerimônia que aquela do Rāmāyaṇa. e nenhuma dúvida razoável pode ser nutrida de que o antigo ritual dos hindus autorizava o sacrifício de um cavalo. embora ele seja autoridade para práticas suficientemente rudes. é orientada a se deitar a noite toda em contato muito próximo com o cavalo morto: de manhã. como é habitual com outros ritos. e os sacerdotes principais. e que o rito estava caindo ou tinha caído em desuso. Outros detalhes que são encontrados nos Sūtras.162). e mais detalhadamente nos Sūtras de Kātyāyana (Aśvamedha 1-210). e parte oferecida como uma oferenda queimada aos deuses. Que o cavalo deve ser de fato imolado não admite discussão. e de fato impossível. como explicado nos Sūtras. ocorre entre a rainha e as mulheres que a acompanhavam ou atendiam. embora breve. IV.

eles não tivessem se espalhado tão longe para o leste. de instrumentos musicais. do que nós também temos menção (1.164. As expressões. parece. ou choltris.8). bem como das cidades dos Asuras. De alguns dos vícios da condição civilizada. embora sejam apenas observadas brevemente e incidentalmente. mas estavam reunidos em vilas ou cidades. nós temos provas na observação sobre mulheres comuns (1. não indicam qualquer privilégio exclusivo. porém. Nós temos menção. e ser reduzido à pobreza a partir de um estado de opulência. Parece. no entanto.4). e embora não tenhamos as alusões aos comerciantes por mar que ocorrem no primeiro Aṣṭaka. que são mencionadas frequentemente. embora. que filhas tinham direitos a uma parte da herança paterna (1. não eram susceptíveis de serem puras invenções mitológicas.4 Em suas vilas ou cidades nós encontramos existentes as artes. Indra é representado repetidamente como o destruidor. mas de enviados e arautos. ciências. com relação às leis de propriedade. como aqueles familiarizados com as formas de discurso ou como os apropriados repetidores de hinos (1. mas. antes de se tornar uma figura. O mesmo estado avançado de civilização pode ser inferido do grau de perfeição ao qual a construção gramatical da língua tinha sido levado. pertencido à ordem militar reconhecida. tão bárbaros.7). indicam as quatro castas. contudo as observações e menções inequívocas do oceano são tão frequentes e precisas quanto a provar além de dúvida que ele era conhecido familiarmente e navegado ocasionalmente.124. a questão da instituição de castas ainda permanece indeterminada.167.45).166.1). nesse caso. e parece que elas apareciam fora de casa em público. armas de ataque. os Árias e Dasyus sejam contrastados. e embora a ideia seja tornada confusa com aquela de obrigações morais. Nem tal palavra como śūdra é usada. sem dúvida.2). institutos e vícios da vida civilizada.126.130. Nós temos também algo muito parecido com uma especificação de brâmanes. contudo a dívida deve se originar em fato. das quais. cotas de malha. e há indicações de Rājas hostis ao ritual que não teriam.139. sobre nascimentos secretos. de viajantes e de Sarais. Se esse era o caso.] . Então. que mulheres participavam de sacrifícios nós já vimos. embora. ou os ventos. além disso. e o uso da agulha. pouco ou nada diferindo daquela na qual eles foram encontrados pelos gregos na invasão de Alexandre. como no caso das cidades dos Asuras. portanto. ou mês intercalado. Eles não eram. a fabricação de carros. e. aqueles para os Maruts devem ter tido seus protótipos na terra. e os bárbaros como a quinta. como se fosse pretendido designar os últimos como especialmente de cor escura (1. não apenas de Rājas. tornam indiscutível que os hindus da era vêdica tinham mesmo chegado a um estágio avançado de civilização. Reveses de fortuna. a noção deve ter sido derivada do que realmente existia: prapathas. principalmente por meio de comparação ou ilustração. Todas essas informações. formam o tema principal de mais de um Sūkta.43 espalhadas e incidentais que estão dispersas através desse Aṣṭaka também. embora os comentadores expliquem invariavelmente que as cinco classes de seres vivos. e o cálculo das divisões de tempo até uma extensão mínima. os árias eram ainda mais prováveis de serem similarmente localizados.9). incluindo repetidas alusões à sétima estação. o uso de metais preciosos (1. como no primeiro livro. dívidas e devedores são aludidos mais de uma vez. O termo kṣatriya não ocorre neste livro. ladrões são mencionados frequentemente. ornamentos de ouro. Nós temos também o conhecimento de remédios e antídotos. a prática da medicina. e ainda mais do sistema 4 [Pois lá é dito: “Que as nossas cidades nunca decaiam”. e estivessem localizados principalmente no Panjab e ao longo do Indo. é dito que os refrescos são fornecidos para os Maruts.8). embora não descrito muito claramente.29. é verdade que na passagem em que eles são citados (1. ou lugares fornecidos para o descanso deles. por inferência do abandono de crianças recém-nascidas (2.

e.] Os vários tradutores concordam razoavelmente bem no fim. 5 [Controvérsias à parte. sociais e religiosos.5 H. mas em seus fatos. embora ele possa não ser infalível. Wilson. e sem ele eu não teria ousado tentar uma tradução do Ṛg Veda. e onde até a ajuda dele falhou em remover toda a incerteza. uma breve observação das quais pode eventualmente contribuir para uma avaliação justa da arduidade do empreendimento. sem qualquer tentativa de dar à tradução um caráter poético ou retórico. de qualquer modo eu reconheço com gratidão o valor do seu auxílio. porque fornece o guia mais seguro através das complexidades e obscuridades do texto. Whitney. dos quais os Sūktas atribuídos ao Ṛṣi Parucchepa (Hinos 127-139) proporcionam tais exemplos notáveis. Na tradução no texto. foi seguido o mesmo princípio adotado para a tradução do primeiro. a interpretação desse comentador muito competente foi questionada. todavia eu pensei que era meu dever me referir à tradução dele. que vão da pág. mas apenas sobre os motivos mais fortes. para mim os versos do Veda. Langlois. bem como ao comentário de Mahīdhara sobre versos paralelos similares na Vājasaneyī Saṃhitā do Yajur. 17 de outubro de 1854. ocasionalmente. então referindo-me a ele mesmo. XXIX da Introdução ao vol. a tarefa de tradução foi facilitada em algum grau. mas as suas discrepâncias em uma passagem de menos do que confusão comum podem ser consideradas como testemunho da utilidade ou mesmo da necessidade de um intérprete competente. a passagem foi normalmente citada nas anotações. para permitir que o estudante forme uma conclusão independente. embora eu não possa alegar ter sempre lutado com sucesso com as dificuldades inerentes do original. Ao traduzir o texto do segundo Aṣṭaka. compilados pelo Sr. e em algumas raras passagens. [Aqui eu omito as observações e exemplos a respeito da dificuldade da tradução. Com essas e outras ferramentas. e pode ser de alguma utilidade para os estudantes do texto. H. eu faço minhas essas últimas palavras de Wilson. uma referência fácil a tais passagens sendo agora colocada ao nosso alcance pelo excelente Índice Comparativo dos Hinos dos Quatro Vedas. editada pelo professor Weber. XIX até a pág. e também tenho sempre aludido à tradução do Professor Benfey daquelas passagens do Ṛc que são repetidas no Sāma Veda. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. Londres. 2 do Ṛg Veda por Wilson. o comentário de Sāyaṇa Ācārya foi invariavelmente consultado e quase sempre seguido fielmente. exceto em seu ritmo. e publicado no segundo volume da Indische Studien do Dr. Embora eu nem sempre possa concordar com a versão do texto do Sr.] .44 elaborado de composição métrica da qual ocorrem muitos exemplos. Weber. e uma conformidade tão próxima ao texto quanto possível foi visada. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. mas o estudante de sânscrito não terá dificuldade em corrigi-los. como nós temos em Sāyaṇa Ācārya. ___________________ Os acentos são ocasionalmente omitidos ou colocados fora de lugar.

Veda. e o mais geralmente interessante. contudo. e. em preces por saúde. alguns dos seus hinos sendo mais indo-europeus que hindus. e enquanto reunirmos em bibliotecas e museus as relíquias das eras antigas. Círculos ou Livros de acordo com uma tradição antiga do que nós devemos chamar de autoria. e representando a condição dos árias antes do seu estabelecimento final na Índia. filhos. A Saṃhitā do Ṛgveda é uma coleção de hinos e canções trazidos pelos ancestrais remotos dos atuais hindus dos seus lares antigos nas margens do Indo. e acompanharam o grande exército de imigrantes arianos em sua marcha a partir da Terra dos Sete Rios para o Oceano Índico e a Baía de Bengala. de Agni ou Deus do Fogo. De acordo com essa crença esses livros sagrados têm sido preservados e transmitidos com o máximo cuidado reverente de geração em geração. será tão legível e inteligível quanto a natureza do assunto e outras circunstâncias permitirem. e o Décimo forma um tipo de . vida longa. é o nome dado a certas obras antigas que formaram a base da fé religiosa primitiva dos hindus. e libertação dos grilhões do pecado. Os Hinos para Agni geralmente vêm primeiro. Desses hinos há mais de mil. em seguida vêm os dirigidos a Indra.. Dentro dessas divisões os hinos são geralmente organizados mais ou menos na ordem dos deuses aos quais eles são endereçados. Essas são o Ṛgveda. Cada um desses quatro Vedas é dividido em duas partes distintas. devocional. gado.. a outra o Brāhmaṇa contendo instruções detalhadas para a realização das cerimônias nas quais os Mantras deviam ser usados. Enquanto o homem continuar a ter algum interesse na história da sua raça.45 Prefácio da Primeira Edição (Griffith) "O que pode ser mais tedioso que o Veda. Max Müller Esta obra é uma tentativa de tornar de fácil acesso para todos os leitores de inglês uma tradução dos Hinos do Ṛgveda que. vitória em batalha. o Yajurveda e o Atharvaveda. e os poderes malévolos da escuridão e os demônios da seca que impediam a chuva do céu. os Ṛṣis ou poetas sagrados a quem os hinos são atribuídos sendo apenas videntes inspirados que os viram ou receberam por meio da visão diretamente do Criador Supremo. o Sāmaveda. os hinos atribuídos ao mesmo Ṛṣi. o todo formando um vasto corpo de literatura sagrada em verso e prosa. da Aurora. o primeiro lugar naquela longa lista de livros que contêm os registros do ramo ariano da humanidade pertencerá para sempre ao Ṛgveda." – F. enquanto objetivando especialmente fidelidade precisa à letra e ao espírito do original. Agni e Indra são os Deuses invocados mais frequentemente. Esses quatro Vedas são considerados como de origem divina e como tendo existido desde toda a eternidade. onde eles eram usados inicialmente na adoração do Pai do Céu. expositiva e teosófica. ou à mesma escola ou família de Ṛṣis sendo colocados juntos. o mais importante. do Sol. riqueza. poeta inspirado ou vidente. uma o Mantra contendo prece e louvor. cerimonial. O Nono Livro é dedicado quase totalmente a Soma. e na celebração da sempre renovada guerra entre o benevolente Indra manejador do trovão. significando literalmente conhecimento. o suco deificado usado para derramar oblações para os Deuses. organizados em dez Maṇḍalas. e depois deles aqueles em honra de outras divindades ou objetos divinizados de adoração. e explicações sobre as lendas ligadas a eles. uma vez que sabemos que ele é a primeira palavra falada pelo homem ariano?" "O Veda tem um interesse duplo: ele pertence à história do mundo e à história da Índia . e dessas o Ṛgveda – assim chamado porque sua Saṃhitā ou coleção de mantras ou hinos consiste em Ṛcas ou versos destinados à recitação em voz alta – é o mais antigo. o defensor especial dos arianos. o que pode ser mais interessante.

tem sido questionada. também. exceto em seu ritmo. de Megástenes. habitada por tribos selvagens e vigorosas. Indische Alterthumskunde [Arqueologia Indiana]. O pior defeito de todos. Ocasionalmente encontramos afloramentos excelentes de poesia. ii. como por exemplo. 3 [Patos: o patético expresso na fala. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. Se relacionarmos a isso a primeira informação razoavelmente correta sobre a Índia que temos de uma fonte grega. no Kubhā. por Albrecht Weber. é provavelmente o documento literário mais antigo existente. consistem em relatos dos conflitos internos entre os próprios conquistadores do Hindustão. ou da expansão mais adiante do bramanismo para o sul. Ṛṣis ou videntes antigos e recentes ou modernos são citados. Weber. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. Os escritos do período seguinte. e como regra encontramos poucos símiles ou metáforas grandiosas". A correção da conclusão de Colebrooke.2 fica claro que no tempo desse escritor a bramanização do Hindustão já estava completa. 150. na Coleção 1 2 The History of Indian Literature. as opiniões dos estudiosos variam e devem continuar a variar com relação à época dos Hinos do Ṛgveda. enquanto na época de Périplo (veja Lassen. isto é. O professor Cowell. "os versos do Veda. 192) o próprio ponto mais ao sul do Deccan já tinha se tornado a base do culto de Gaurī.] .46 apêndice de materiais peculiares e variados. e há outra evidência interna de que alguns hinos são mais antigos que outros. o Rāmāyaṇa. diz. A linguagem e estilo da maioria dos hinos é excepcionalmente artificial . entretanto. e alguns estudiosos recentes consideram que os cálculos dele são de um caráter muito vago e não produzem qualquer data definida desse tipo. mas esses nunca são mantidos por muito tempo. ii. como. "Para mim". a esposa de Śiva. Seus relatórios estão preservados para nós principalmente na Indica de Arriano. n. alguma data para a composição dos hinos. "A poesia do Ṛgveda é singularmente deficiente naquela simplicidade e patos3 natural ou sublimidade que procuramos naturalmente nas canções de um período primitivo da civilização. que viveu no segundo século EC. com a exceção dos monumentais registros e rolos de papiro egípcios. pudesse ter sido convertido ao bramanismo!" Eu devo pedir aos meus leitores europeus para não esperarem encontrar nesses hinos e canções a poesia sublime que eles encontram em Isaías ou Jó. o Mahābhārata. e que como esse calendário deve ter sido preparado depois da organização do Ṛgveda e da inclusão do hino mais moderno. etc.. "As razões.. Trübner's Oriental Series. que. talvez. a partir de cálculos astronômicos. pode ser traçada nas partes mais antigas dos escritos vêdicos quase passo a passo.. Na ausência de qualquer evidência direta. alguns milhares de anos. diz o professor Wilson. que certo calendário vêdico foi composto no décimo quarto século antes da era cristã. e até além do Panjāb. Indische Studien [Estudos Indianos]. Colebrooke chegou à conclusão. ou Kopen em Kabul. deve necessariamente ter passado antes que esse trecho enorme da região. acontecimentos. por exemplo. no entanto" (para citar o professor Weber1) "pelas quais estamos totalmente justificados em considerar a literatura da Índia como a literatura mais antiga da qual registros escritos em uma ampla escala têm sido transmitidos a nós são estas: – nas partes mais antigas da Ṛgveda Saṃhitā. nós encontramos o povo indiano estabelecido nas fronteiras do noroeste da Índia. em escritos. Independentemente da evidência fornecida pela tradição indiana. além do Sarasvatī e pelo Hindustão até o Ganges.. Mas parece impossível determinar. com algo próximo à certeza. e da recentemente descoberta literatura assíria. de séculos. a data do hino mais antigo pode ser levada para trás. No primeiro Hino do Livro 1. a partir do qual ele continuaria. o do épico. Que como embaixador de Seleuco residiu por algum tempo na corte de Chandragupta. A expansão gradual do povo a partir desses locais em direção ao leste. especialmente nos hinos dirigidos à aurora. Qual série de anos. sociais e religiosos". no Panjāb. 1878. não pode haver dúvida razoável da grande antiguidade da Ṛgveda Saṃhitā. ou nos Salmos de Davi. e em algumas raras passagens. mas em seus fatos.

e deve ter estado em posse [.. e consistente com o contexto. O Professor Wilson – cuja tradução é mais propriamente uma versão da paráfrase de Sāyaṇa – estava firmemente convencido que ele tinha um "conhecimento de seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. pág. é parcialmente baseada na obra do grande comentador Sāyaṇa. que "o comentador está evidentemente confuso". não podemos desejar guias melhores do que esses comentadores. é bem diferente quando os mesmos homens assumem a tarefa de interpretar as antigas coleções de hinos . tão exatos em todos os aspectos. enquanto até a aparência de uma concepção errônea possa surgir. do mesmo modo os deuses.. mais histórico que poético. Londres. o Professor Roth – o autor da parte vêdica do grande St. Aqui eram necessárias não apenas qualificações muito diferentes para interpretação. mas também uma maior liberdade de julgamento e uma maior amplitude de visão e de percepções históricas. 391 e seguintes. As próprias qualidades.. assim a história comparativa das religiões do mundo seria impossível sem o estudo do Veda. ou o suco Soma deificado em processo de filtragem e purificação. como o Dr.. ou havia. desde os tempos mais primitivos". Por outro lado. os tornavam condutores inadequados a respeito daquele domínio muito mais antigo e situado diferentemente.. teutônicas. A minha tradução. Muir4 ressaltou. é a monotonia intolerável de um grande número de hinos. Petersburg Lexicon – diz em seu prefácio daquela obra: "tanto quanto diz respeito a um dos ramos da literatura vêdica. Com relação às qualificações de Sāyaṇa como um interpretador do Veda há. J. nova série. os mitos. vol. e com outras passagens nas quais a mesma palavra ou palavras ocorrem. de fato. O grande interesse do Ṛgveda é. Visto que qualquer diferença no ritual lhes parecia inconcebível e acreditava-se que as formas atuais existiam desde o início do mundo. que segue o texto da esplêndida edição de seis volumes de Max Müller.] 5 [Essa frase se encontra na nota 2 da pág. e que muitas vezes parece como se tivessem escrito mais para nós estrangeiros do que para seus próprios alunos sacerdotais que cresceram em meio a essas concepções e impressões. uma monotonia que alcança seu clímax no Nono Livro que consiste quase totalmente em invocações de Soma Pavamāna. 4 [Essas observações de Muir com vários exemplos se encontram no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. que. que seguem seus textos palavra por palavra. 2. Como o assim chamado sânscrito clássico era perfeitamente familiar para eles. enquanto na Índia ninguém jamais tinha tido qualquer concepção de desenvolvimento histórico. e as crenças e práticas religiosas lançam uma torrente de luz sobre as religiões de todos os países europeus antes da introdução do cristianismo.47 considerada como um todo.5 e que suas explicações são obscuras. pelo ensino tradicional. Como em sua linguagem original vemos as raízes e rebentos das línguas gregas e latinas. eles procuraram o seu idioma comum nos hinos vêdicos também. 144 do quarto volume da Ṛgveda Saṃhitā por Wilson. os tratados sobre teogonia e culto. o professor Wilson nas notas da sua tradução admite que ele "ocasionalmente falhou em encontrar em Sāyaṇa um guia perfeitamente satisfatório". eslavas. Liberdade de julgamento estava faltando ao conhecimento sacerdotal. que foi Primeiro Ministro na corte do Rei de Vijaynagar – no que é hoje o Distrito de Bellary no [antigo estado de] Madras [atualmente Karnataka] – no décimo quarto século da nossa era. entretanto. Aqui . que faziam daqueles comentadores guias excelentes para uma compreensão dos tratados teológicos. 1866. O Comentário de Sāyaṇa foi consultado e considerado cuidadosamente para o sentido geral de cada verso e para o significado de cada palavra. nunca se cansam de repetir o que disseram antes frequentemente. Como a ciência da filologia comparativa mal poderia ter existido sem o estudo do sânscrito. O caso.] de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. Porém.. um conflito de opinião entre os estudiosos europeus. e a interpretação dele foi seguida sempre que ela pareceu racional. eles estão na sua própria área. celtas.] .

por exemplo. que Sāyaṇa. essencialmente. os autores dos Niruktas ainda mais recentes foram enganados por ficções etimológicas. no qual nem os comentadores nem os tradutores nos precederam. os hinos dos Ṛṣis antigos. Onde Sāyaṇa não tem autoridade para iludi-lo seu comentário é racional em todos os casos. por meio de uma justaposição de todas as passagens que são cognatas em dicção ou conteúdos – um caminho fatigante e trabalhoso. tais como Sāyaṇa. 1866. também. Nunca ocorreu a ninguém fazer a nossa compreensão dos livros hebraicos do Antigo Testamento depender do Talmude e dos Rabinos. mas são meramente um daqueles auxílios dos quais o último se valerá para a execução da sua tarefa indubitavelmente difícil. portanto. que devem ser avaliados como muito escassos. ainda estão à nossa disposição. nós não acreditamos. poemas associados a elas. Londres. quaisquer outros auxílios além daqueles que. enquanto não faltam estudiosos que consideram como o dever de um interpretador consciencioso do Veda traduzir em conformidade com Sāyaṇa. o emprego do discurso clássico. de fato. mas procurar o sentido que os próprios poetas colocaram em seus hinos e expressões.6 O Professor Max Müller diz: "Como os autores dos Brāhmaṇas estavam cegos pela teologia. como H. vol. e possuíam sabedoria muito maior do que as gerações seguintes . na sua maior parte.] 6 . 303 e seguintes. Por isso consideramos que os escritos de Sāyaṇa e dos outros comentadores não estabelecem uma regra para o interpretador. Um simples procedimento etimológico. nova série. e a investigação gramatical e etimológica On the Interpretation of the Veda. Devemos. Nós temos. Muir [Art. etc.. pág. uma tarefa que não é para ser efetuada de primeira.. mas pensamos que um interpretador europeu consciencioso pode entender o Veda muito melhor e mais corretamente do que Sāyaṇa. praticado como deve ser por aqueles que buscam adivinhar o sentido de uma palavra somente a partir da consideração da passagem diante deles. vivido em comunicação familiar com os Deuses. fórmulas e talvez. Consequentemente.48 eles imaginaram que os patriarcas da religião indiana deviam ter sacrificado da mesma maneira. por J. IX do Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland.. O professor Benfey diz: "Todo aquele que tem estudado cuidadosamente as interpretações indianas está ciente de que absolutamente nenhuma tradição contínua se estendendo a partir da composição do Veda até sua explanação por estudiosos indianos pode ser aceita. ou por uma pessoa sozinha . não pode possivelmente levar a um resultado correto". e ambos contribuíram para desencaminhar por meio da sua autoridade os comentadores posteriores e mais sensíveis. nos esforçado para seguir o caminho prescrito pela filologia para derivar dos próprios textos o significado que eles contêm. contudo as suas noções escolásticas nunca o permitiriam aceitar a livre interpretação que o estudo comparativo desses documentos veneráveis impõe sobre o estudioso imparcial. Wilson. O dever duplo de intérprete e lexicógrafo desse modo recaiu sobre nós. entre os genuínos vestígios poéticos de antiguidade vêdica e suas interpretações uma longa ruptura em tradição deve ter intervindo. que. que tinham. 2. os interpretadores do Veda mal tinham. H. compreendia as expressões do Veda melhor do que qualquer interpretador europeu. sem dar atenção às dez ou vinte passagens nas quais ela ocorre.. Como os sistemas mitológicos e clássicos reconhecidos da sua própria época lhes pareciam variedades inatacáveis e reveladas. descobrir por nós mesmos os reais vestígios daqueles antigos poetas". Além desses vestígios de tradição. pelo contrário. Não consideramos que a nossa principal tarefa é chegar àquela compreensão do Veda que era corrente na Índia alguns séculos atrás. eles deviam necessariamente (assim pensavam os comentadores) ser detectáveis naquele ponto central de revelação. Mahīdhara. portanto. a partir da qual quando muito a compreensão de alguns detalhes pode ter sido resgatada e transmitida aos tempos posteriores por meio de práticas litúrgicas e palavras.

Pelo auxílio constante e muito valioso em meu trabalho eu sou profundamente grato às obras de muitos estudiosos ilustres. meu primeiro guia para os hinos do Ṛgveda. corrigido e ajustado pela probabilidade razoável. ainda vivos. preservaram. Cowell da sua edição do quinto volume da tradução de Wilson da Ṛg-Veda Saṃhitā: "Essa obra não pretende oferecer uma tradução completa do Ṛg Veda. enquanto. . No máximo. mas apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. Der Ṛgveda. Ele ridiculariza a afirmação que um estudioso europeu pode compreender o Veda mais corretamente que Sāyaṇa. não seria eclipsada pela interpretação deles". e alguns. por outro lado. a partir do seu próprio ponto de vista religioso. Oldenberg. e ele iniciou uma nova era na interpretação do Ṛg-Veda". H. devido ao preconceito com o qual ele escolhe conceber as circunstâncias e ideias antigas que se tornaram bastante estranhas a ele. B. e ao Dr. e não posso deixar de mencionar Siebenzig Lieder des Ṛgveda [Setenta Canções do Ṛgveda] por Geldner e Kaegi. sem sua sabedoria. Ludwig. "Sem a vasta informação". mas um estudo muito mais amplo e mais profundo é necessário para compreender o verdadeiro significado desses hinos antigos. mas não vamos esquecer a dívida que temos com os estudiosos modernos. Bergaigne e do Dr. e que nós podemos fazer (embora aqui devamos naturalmente proceder com cautela e prudência) com as línguas cognatas ao sânscrito – uma comparação que já forneceu muitos auxílios para um entendimento mais claro dos Vedas. nós ainda nos encontraríamos nas portas externas da antiguidade hindu". a vantagem para a compreensão do todo nos é garantida pela familiaridade (extraída de relatos análogos) com a vida. as obras do Sr. e comparação entre palavras e passagens similares. como representados por Sāyaṇa. Weber. Esse ponto de vista é em si mesmo interessante e de um valor histórico. as concepções. todos os quais eu tenho lido com prazer e proveito. "que aqueles comentadores revelaram para nós – sem seu método de explicar o texto mais obscuro – em uma palavra. tantos séculos mais tarde. as carências. o professor H. mesmo se os indianos devessem mais detalhes do que eles de fato devem. Grassmann. Petersburg Dictionary é de fato um monumento de erudição triunfante. 7 Idem. por Kaegi. e Hymns from the Ṛgveda pelo Professor Peterson de Bombaim. ou chegar mais perto do significado que os Ṛṣis deram aos seus próprios hinos. então. mas essa vantagem é quase totalmente superada pela comparação que somos capazes de estabelecer com o Zend. A última citação que eu farei com relação a esse assunto é do prefácio do professor E. felizmente. alguns falecidos. diz ele. J. e provavelmente utilizarei mais futuramente. que nós possuímos – uma vantagem que. A minha tradução. Wilson. Wallis. dos povos antigos e canções populares. é parcialmente baseada no comentário de Sāyaṇa. Eu sou grato a Sāyaṇa. ao meu venerável Mestre. Max Müller. O grandioso St. e Monier Williams. e. aos professores Roth. Muir diz e mostra) de certa tendência herética de se desviar na prática das interpretações de Sāyaṇa". o método de interpretação indiano se torna em toda a sua essência um totalmente falso. eles encontraram alguma ajuda em materiais preservados em dialetos locais. contexto.7 Uma opinião muito diferente sobre o valor dos comentadores indianos era defendida e expressada pelo professor Goldstücker. O comentário de Sāyaṇa sempre manterá um valor próprio – até seus erros são frequentemente interessantes – mas as explicações dele não devem nem por um momento barrar o progresso do conhecimento. Mas independentemente de todas as ajudas específicas. Eu também tenho consultado. John Muir e ao Sr. Nós podemos ser gratos a ele por alguma ajuda real. à tradição. Benfey. contudo mesmo esse defensor leal dos comentadores indianos "não pode ser totalmente isento (como o Dr.49 lexicográfica de palavras. especialmente os da Alemanha.

como o professor Max Müller diz. cada um contendo oito. semi-hemistíquios ou linhas. de Bergaigne. no Livro 1. Em parte como forma de defesa contra a tentação constante de parafrasear e expandir. poderá ser obtido somente pelos labores de gerações de estudiosos. o preço dos seis volumes de Wilson – acima de noventa rúpias – põe o livro além do alcance da grande maioria dos leitores da Índia. um Hino. além disso. entretanto. há versos inteiros que. Para mais informações com relação ao Ṛgveda o leitor inglês é encaminhado à History of Ancient Sanskrit Literature. se atingível algum dia. Os versos ou estrofes consistem em três ou mais – geralmente três ou quatro – Pādas. Os Hinos estão compostos em várias métricas. visto que ouso me desviar amplamente e frequentemente de Sāyaṇa. onze ou doze sílabas. não revelam nenhum sentido. Eu dificilmente posso esperar que o meu trabalho encontre a aceitação dos pânditas e estudiosos indianos. Original Sanskrit Texts. a medida sendo iâmbica nos versos de oito e doze sílabas e trocáica nos de onze sílabas. se uma explicação mais simples e mais popular for necessária. Para concluir. a versão do Professor Wilson – da qual os últimos dois volumes só apareceram recentemente – sendo "apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. e Grassmann com quase toda a Coleção. e ainda menos frequentemente. mas raramente.50 Porém. ou finalidade para os resultados aos quais sua pesquisa os tem levado. supondo que sua realização seja possível. até agora. mas as quatro últimas são regulares. perfeição. Não é provável que algum argumento abale essa crença. que eles de qualquer forma darão crédito aos líderes e aos . embora imperfeitamente. os meus motivos para publicar essa obra são principalmente estes: não há no momento uma tradução completa do Ṛgveda em inglês. ou ao Der Ṛgveda de Kaegi. Como a interpretação dos livros mais difíceis do Antigo Testamento e dos Poemas Homéricos. ou tentei fazer. não se deve supor que os estudantes e intérpretes europeus do Veda clamam algo como infalibilidade. de Weber. como Benfey e os tradutores dos Setenta Hinos fizeram com uma parte do Ṛgveda. consultar a grande obra Der Ṛgveda de Ludwig e os Etudes sur La Religion Vedique. logicamente. de Muir. e duas ou mais métricas diferentes são encontradas frequentemente no mesmo Hino. igualmente na explicação do Veda o êxito completo. às vezes. requereria mais tempo e trabalho do que eu poderia dispensar para o propósito. preservaram". algumas das quais são extremamente simples e outras comparativamente complexas e elaboradas. Nada menos do que um método de estudo semelhante àquele ao qual os líderes da escola moderna de interpretação vêdica têm dedicado a metade de suas vidas permitirá que eles vejam com nossos olhos e aceitem o nosso ponto de vista. e palavras cujo significado só podemos adivinhar. do qual uma tradução inglesa apareceu recentemente. [120] mostra nove variedades distintas no mesmo número de versos. Os versos que consistem em três ou quatro linhas octossilábicas são toleravelmente bem representados pela métrica comum octossilábica ou dímetro iâmbico que eu usei. eu traduzi cada verso por um verso proporcional silabicamente ao original e geralmente dividido em hemistíquios correspondentes. quatro ou mais de doze. O estudante que lê alemão e francês irá. a quem eles têm sido ensinados a considerar como infalível. de Max Müller. Eu confio. de modo que. Manning. Com relação à quantidade as primeiras sílabas da linha não são estritamente definidas. e em parte na esperança de preservar. como representados por Sāyaṇa. Tudo o que eu fiz. ou. cinco. à Ancient and Mediaeval India da Sra. e History of Indian Literature. Em outros versos eu não tentei reproduzir ou imitar o ritmo ou métrica do original: tal tarefa. Todos os estudiosos modernos reconhecerão que muitos hinos são tão difíceis de entender quanto o oráculo mais obscuro. por exemplo. foi mostrar até certo ponto a forma externa original dos Hinos por apresentá-los em hemistíquios e versos proporcionais silabicamente. algo da forma dos Hinos. e.

Kotagiri. Nota: A Segunda Edição da minha tradução é na maior parte uma reimpressão em uma forma mais compacta e mais barata. e reconhecerão que esses estudiosos modernos – embora os pontos de vista deles possam parecer errados – estão trabalhando sinceramente e unicamente para encontrar e proclamar o espírito e a verdade dos registros literários mais antigos e venerados que são a herança do homem ariano. com algumas correções e outras melhorias no texto e comentário. R. da edição original de quatro volumes.51 seguidores dessa escola moderna pela profunda devoção à antiga literatura indiana e a devida admiração pelos grandes estudiosos indianos que a têm explicado. T. 25 de Maio de 1889. T. H. G. . Nilgiri. Griffith. R. 15 de Outubro de 1896. H. Kotagiri.

o sacerdote que dirige ritos familiares. 8. Varga 1. seguramente chega aos deuses. sempre vigilantes para arruinar um ato de culto.4 o ministrante. o oferecedor de oblações. 14. Āhavanīya. Agni. 9 Isso se refere aos fogos que. aplicados aos Ṛṣis. oeste. e a multiplicadora da humanidade. o sacerdote que oferece a oblação. Qualquer bem que tu possas. com os deuses.edu/cola/centers/lrc/RV/RV01. reverterá para ti. Agni. o protetor dos sacrifícios. é contada no Mahābhārata. ou glossário. porque ele oferece a sua própria substância. ou que invoca ou convoca as divindades para a cerimônia. Primeiro Adhyāya. 7. e dah. Agni. queimar. o filho de Viśvāmitra. um sacerdote ministrante. ele é invocado (nīyate) o principal (agra) dos deuses. ir. ou.] 8 Isto é. maus espíritos. Sūkta I) O primeiro Sūkta ou Hino é endereçado a Agni . e outros. o sentido de dar sendo atribuído ao mesmo radical. Veja também o Nirukta de Yāska. e nī. Ele é. ou porque ele é um dos fogos sagrados nos quais oblações são primeiro (puras) oferecidas (hita). A métrica 2 é Gāyatrī. embora não em pessoa. Que aquele Agni. 419 da versão em português. significa um deus. sendo derivado de div. o que. radiante’. aquele que não poupa o combustível. 7.] . obviamente. também facultativamente traduzido como ‘generoso’. pág. Outro compilador de um glossário. 7. O autor de um Nirukta. no uso comum. nas passagens na qual ocorre no Veda. Agni (Wilson) (Primeiro Aṣṭaka. o constante iluminador da verdade. também é explicado como alguém que reside no céu ou firmamento. diariamente. 5. é normalmente explicado. em função. de manhã e à noite. cap. Nessas derivações. brilhar. devem ser acesos nos quatro pontos cardeais. pág. porque declaram a existência de professores mais antigos e hinos mais antigos. 6. e visite o site utexas. em um sacrifício. aquele. com homenagem reverencial em nossos pensamentos. por Karen Thomson e Jonathan Slocum. das hostes de deuses. 4 Deva. sul e norte. 7 conduza os deuses para cá. por todos os lados. veja a lista com as breves descrições delas no final do livro. pois lá você encontra o texto metricamente restaurado. resplandecente. ele foi o primogênito dos deuses (sa vā esho’gre devatānām ajāyata). 4. 2.6 e é o possuidor de grande riqueza. Na terra. Nós nos aproximamos de ti. que deve ser celebrado por sábios antigos e modernos. a maioria das quais é. chamados. Varga 2.] 3 Agni é chamado de Purohita. o radiante. Gārhapatya e Āgnīdhrīya. imaginária. Anuvāka 1. ou sábios. venha para cá. anj. o obtentor de conhecimento. deriva a palavra destas raízes: i. 7 Os termos ‘antigos e recentes’. 216.9 o protetor. ele é o líder (agraṇī ). talvez. a partir de agra. Ele também é derivado de anga. ‘doador’. as letras sendo mudadas arbitrariamente para ag. 2 [Para entender mais sobre as métricas. e ni. no céu. Eu glorifico Agni. o sacrifício não obstruído8 do qual tu és.5 que oferece a oblação (para os deuses). chamado Sthūlāṣṭhīvin. mas cujo sentido expressa as noções nutridas a respeito do seu caráter e funções. ser adicionado. o sumo sacerdote do sacrifício. coletivamente. É dito que os antigos Ṛṣis são Bhṛgu. liderar. 1 o Ṛṣi ou autor é Madhucchandas. aqueles que são em outra parte chamados de Prajāpatis . são dignos de nota. Através de Agni o adorador obtém aquela afluência que aumenta dia a dia. ele é o primeiro dos deuses (prathamo devatānām). 10 A Identificação de Aṅgiras com Agni. Agni é composto. e divino. ungir. Mārjālīya.52 Hino 1. Śākapūṇi. no acendimento do fogo sacrifical. aqui. conceder ao doador (da oblação). principal [ou primeiro]. De ti. da raiz nī.3 o divino. leste. de fato. que é a fonte de fama. Vana-parva [cap. com o negativo prefixado (aknopayati).html (consultado em 01/08/2013).11 1 Uma grande variedade de etimologias é inventada para explicar o significado do termo Agni. Aṅgiras 10. 3. 91 da versão em português. aumentando em tua própria residência. respectivamente. Que Agni. corpo. 6 Hotṛ. 5 Ṛitvij. como ‘o brilhante. livre de dano ou interrupção por Rākṣasas.Viṣṇu Purāṇa [livro 1. o deriva da raiz knu. ele que é verdadeiro. renomado. 1. irregularmente. Aṅgiras.

Índice ◄►Hino 2 (Wilson) ____________________ Hino 1. e leva para eles as oblações dos adoradores deles. aquele presente se torna real. 12 . fartura aumentando dia a dia. o Sacerdote de mente sapiente. Agni. Tudo no universo que é concebido como mostrando regularidade de ação pode ser dito ter a ṛtá como seu princípio. assim como o pai para seu filho. ó Agni. 6. 5. Ele trará os Deuses para cá.16 7. A palavra usada para denotar a concepção da ordem do mundo é ṛtá.17 Radiante. A ti. o mais gloriosamente grandioso. o mensageiro e mediador entre a terra e o céu.] 15 Aṅgiras. A mais rica em heróis. Essa. diretamente e indiretamente. sim.13 gloriosa. Regente de sacrifícios. Agni é digno de ser louvado por videntes contemporâneos como pelos antigos. 2. convidando-os com o som das suas chamas crepitantes e levando-os para o lugar do sacrifício. 16 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Qualquer bem que tu queiras dar. como um pai é para seu filho: está sempre presente conosco. Deus. Agni é o deus do fogo. Trazendo-te reverência 8. Aṅgiras. Sê para nós de aproximação fácil.] 17 Lei Eterna. 3. e ele é o recompensador mais generoso. verdadeiro. venha para cá com os deuses. dos devotos cujas oblações ele carrega para os deuses. Agni. ó Aṅgiras” – Idem. para o nosso bem. que dá riqueza em profusão. Toda bênção. 14 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Através de Agni que nós ganhemos riqueza e prosperidade dia a dia.15 é de fato a tua verdade. são filhos e dependentes corajosos. dissipador da noite. 9. fica conosco para a nossa felicidade. os simbólicos primeiros sacrificadores. e onde o fogo aumenta pelas oblações derramadas nele. para o homem piedoso. ministro do sacrifício. Através de Agni o homem obterá riqueza. Todas as riquezas estão à disposição dele. Eu louvo Agni. O Deus. Crescente em tua própria morada. Índice ◄►Hino 2 (Griffith) ____________________ 11 Isto é. O Hotar. Agni (Griffith) 1. guardião da Lei Eterna.” Hymns from the Rigveda.14 4. 13 Os heróis aqui citados. ó Agni. tu concederás para teu adorador. Agni. o sacrifício perfeito que tu cercas por todos os lados Vai de fato até os deuses. que acompanham a aquisição e aumento de riqueza. na câmara na qual o culto ao fogo é realizado. repleta de fama e filhos valorosos. Os Aṅgirases parecem ter sido considerados como uma raça de seres superiores entre Deuses e homens.12 o sacerdote escolhido. aqui um nome de Agni. Agni.53 9. que apresenta os hinos para os Deuses. cujo ritual é o modelo que os sacerdotes posteriores devem seguir. Que Agni. sê para nós de fácil acesso. nós vimos dia a dia com prece.

6. três. crescendo em tua própria casa. Venham. e a muitos (outros que te convidam) para beber o suco Soma. 9. Vāyu. ó Agni. ADHYĀYA 1. das nove estrofres das quais o Hino consiste. nós nos aproximamos dia a dia. 2 Supõe-se que Vāyu diz: ‘Eu beberei a libação’. ó Agni. o Purohita. a métrica. trazendo adoração a ti – 8. Agni. Vento. 5. Eu magnifico Agni. Isso é certificado por numerosas expressões nos hinos seguintes. Índice ◄►Hino 12 (Oldenberg) ____________________ Hino 2. Vāyu. e três. Desse modo. Bebe delas. 32. (então). rapidamente. a Asclepias ácida ou Sarcostema viminalis. ele não é usado. ele que é verdadeiro e o mais esplendidamente renomado. essas libações são derramadas (para vocês). sê de fácil acesso para nós. em sacrifícios. ó Aṅgiras. que produz para expressão um abundante suco leitoso. 1 Essas Somas são libações do suco da planta Soma. o divino ministrante do sacrifício. o maior concessor de tesouros. Varga 3. Que Agni. 7. – Roxburg ii. e conhecendo a época (adequada). Indra e Vāyu. evidentemente. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. tendo derramado o suco Soma. ó Agni. e a obtenham das montanhas de Gilan e Mazenderan. 1. Agni. 2. Fica conosco para a nossa felicidade. como um pai é para seu filho. Vāyu (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Madhucchandas. o guardião de Ṛta. o Hotṛ pensativo. Stevenson. De acordo com o Sr. belo de se ver. 4. três são endereçadas a Vāyu. aproxima-te. ambos. vocês estão cientes dessas libações. e da área de Yezd. a Mitra e Varuṇa. Essas libações1 estão preparadas para ti. para cá. Ele é. 2. o brilhante. com nossa prece. 3. aquele de fato vai até os deuses. Todo bem tu farás para teu adorador. de um sabor ácido suave e natural. Venham para cá. todo sacrifício e culto que tu cercas por todos os lados. . ó (deus) que brilha na escuridão. teus adoradores te louvam com preces sagradas.54 Hino 1. Vāyu. as gotas (do suco Soma) esperam vocês dois. – Introduction to Translation of the Sāma-Veda. ouve a nossa invocação. Realmente. 1. De ti. que ele conduza os deuses para cá. VARGA 1–2. o sacerdote Hotṛ. HINO 1. 5. Indra e Vāyu. Que alguém obtenha através de Agni riqueza e bem-estar dia a dia. aquele (trabalho) realmente é teu. digno de ser louvado calorosamente pelos Ṛṣis antigos e pelos atuais. e se tornado uma forte bebida alcoólica. que o deus venha para cá com os deuses. Gāyatrī. AṢṬAKA I. com alimento (para nós). 3. permanecendo no rito sacrifical. que possam trazer glória e a grande bem-aventurança de descendência valente. 4. até que tenha passado pelo processo de fermentação. tua fala aprovadora2 chega ao dador (da libação). o Hom dos Parses. a Indra e Vāyu conjuntamente. Que és o rei de todo culto. embora eles afirmem que a planta não é encontrada na Índia.

depois de mais pressão. Conhecendo os dias. A planta era colhida à luz da lua em certas montanhas. Joseph Bornmuller. Eu invoco Mitra4. 3 a conclusão será rapidamente (alcançada) pela cerimônia. e então oferecido em libações para os Deuses ou bebidos pelos brâmanes. huma. pelo comentador. escuta o nosso chamado. foram derramadas.10 3. do regente das águas: mas eles estão. Vāyu. aumentadores de água. de modo que nós devemos abandonar a esperança de determinar o lar original dos árias por meio do habitat da planta Soma”. o devorador de inimigos. água e sacrifício. 9.) “O Dr. As gotas estão ansiando por ambos. Vāyu. Varuṇa. mas. é dito que Mitra e Varuṇa causam chuva. e yahma. venham por nossas iguarias oferecidas. pois desse modo. Varga 4. Vāyu (Griffith) 1.55 6. 8 Libações do suco da Soma. porque eles são possuidores de vigor varonil. ou. 7. ele é dito ser aplicável a Indra e Vāyu. vocês conectam esse rito perfeito com sua verdadeira (recompensa). Vocês notam bem libações. 4. (Quarterly Review. Vāyu e Indra. Indra-Vāyu. e então levada para o lugar do sacrifício. um homem. também. Biographies of Words. 5 Como identificados com o sol. por ambos os quais as suas qualidades estimulantes eram supostamente muito apreciadas. de vigor puro. Essa suposição é confirmada pelo Dr. o suco ácido gotejava em um recipiente chamado Droṇa. em oposição aos versos que são cantados ou entoados. que identifica a planta Soma com alguma espécie de Ephedra. – os realizadores em comum do ato de conceder água (à terra). líder ou guia. 4 Mitra. para ti essas gotas de Soma 8 foram preparadas. Vocês nasceram para o benefício de muitos. significa. ou como Ādityas. mas pode ser duvidado se ele não transmite o sentido de homem ou mortal. Índice ◄►Hino 3 (Wilson) ____________________ Hino 2. no Veda. provavelmente a Ephedra distachya. p. 6 Ṛtāvṛdhau: Ṛta normalmente significa verdadeiro ou verdade. ricos em saque! 3 Narā. vocês são o refúgio de multidões. 455). Bebe delas. em chuvas. . venham para o rito do sacrificador. tua corrente penetrante vai até o adorador. e aumentem a nossa força. talvez. 7 Vāyu: Deus do vento.6 dispensadores de água. indiretamente. 354. 9 Os dias corretos para sacrifícios. dual de Nara. Belo Vāyu. Vāyu e Indra. o momento exato para o início de ritos sacrificais.9 com suco Soma derramado. 2. os talos tendo sido lá esmagados pelos sacerdotes eram borrifados com água e colocados em uma peneira ou filtro.. os cantores glorificam A ti. condensando-se na atmosfera.7 vem. dita ser a Asclepias Ácida ou Sarcostema Viminalis. com seus hinos de louvor. 10 Ukthas. louvores recitados ou falados. Os vapores assim erguidos. mas que observa que diferentes variedades de Ephedra são encontradas da Sibéria até a Península Ibérica. incluídos entre os doze Ādityas. que no vale Harirud é dita ter o nome de hum. Mitra e Varuṇa. é um nome do sol. e Varuṇa. ou Planta da Lua. Essa planta famosa permaneceu não identificada até recentemente (veja Max Müller. de onde. No. Aitchison afirmou recentemente que a Soma deve ser a Ephedra pachyclada. como netṛ. Sábios Mitra e Varuṇa. Espalhando-se ao longe em busca da dose de Soma. feito fermentar. sabendo ou observando a hora do romper do dia. Apêndice III. homens. Outubro de 1894. Esse termo é aplicado frequentemente a seres divinos: ele é usualmente explicado. etc. despida de suas folhas. Essas. tornem próspero o nosso sacrifício. ambos. descem novamente. por produzirem evaporação. um botânico que reside há muito tempo em Kerman. em seu sentido comum.5 8. depois do que ele era misturado com farinha. Nesse lugar. 5. aludindo à existência limitada das divindades.

ADHYĀYA 1. pois as gotas (de Soma) anseiam por vocês. rápido. de domínio amplo. Índice ◄►Hino 6 (Müller) ____________________ Alimentado com óleo: realizado com ghṛtam (a moderna ghī) e manteiga clarificada. 4. 5. A manteiga então é usada para propósitos culinários e também oferecida em sacrifício para os Deuses. Ó Indra e Vāyu. venham para cá por causa das nossas oferendas. 14 8. Veja a nota 17 do Hino 1. vocês obtiveram grande sabedoria. de acordo com ṛtá. os poderosos. Ó Vāyu. com oblações de manteiga jogadas no fogo. e Varuṇa. amantes e apreciadores da Lei. Índice ◄►Hino 3 (Griffith) ____________________ Hino 2. 13 Isto é. Concedam-nos a força que opera bem. Heróis. a Lei eterna ou ordem perpétua do universo. para beber o Soma. Ó Vāyu e Indra. Vāyu e Indra. 12 Através da Lei: isto é. Tornam completo: por conceder o rogo do adorador. eles que conhecem os dias de festa. dotado de força sagrada. ó Mitra e Varuṇa. Mitra-Varuṇa. ó homens! 7. Ó Indra e Vāyu. Do modo correto. destruidor de inimigos. Que tornam completo o rito alimentado com óleo. 9. vocês percebem as libações. venham então rapidamente para cá! 6. de domínio amplo. e Varuṇa. 9. HINO 2. os adoradores te celebram com hinos. ó Vāyu. venham depressa para cá. desse modo eu faço a minha oração. vocês que aumentam a justiça e aderem à justiça. 1. essa é minha oração. Mitra e Varuṇa. através da Lei. Eu chamo Mitra. 3. fortes por nascimento. bebe deles! Ouve o nosso chamado! 2. aproximem-se da obra do sacrificador. Esses dois sábios. nos deem força eficiente. 14 Isto é. Eu chamo Mitra. Vem para cá. Mitra e Varuṇa. 7. tu belo! Esses Somas estão prontos. de amplo alcance.12 Vocês têm obtido seu poder imenso.56 Então. de força sagrada. os dias ou estações corretos para cada sacrifício. que destrói todos os inimigos. AṢṬAKA I.13 e prepararam o Soma. Ó Vāyu. que ambos realizam uma oração acompanhada por oferendas de óleo. Vāyu (Müller) MAṆḌALA I. 6. Nossos sábios. venham logo em direção ao que o espremedor de Soma preparou. essas (libações de Soma) são derramadas. tua corrente satisfatória vai até o adorador. 11 . VARGA 3-4. ou manteiga que foi fervida vagarosamente e então permitida esfriar. vocês que são ricos em saque.11 8.

3 livres de inverdade. É mais do que provável que a origem e o significado do termo estivessem esquecidos quando Sāyaṇa escreveu. 5. aceitem o sacrifício. Varga 5. Sarasvatī manifesta. gerados durante a metamorfose dele como um cavalo (aśva). estão desejosas de ti. 11. Índice ◄►Hino 4 (Wilson) ____________________ 1 Os Aśvins são os dois filhos do Sol. a cota na solenidade. Aśvins. e apreciado pelos sábios.57 Hino 3. as iguarias sacrificais. três. ou de doenças. a concessora de alimento. . 8. seja atraída. enquanto ele oferece a libação. três são endereçadas aos Aśvins. 9. Essas libações. para o nosso rito. venham para a libação do adorador. 4 A erva sagrada Kuśa (Poa cynosuroides). diligentemente. aproxima-te. abundantes em atos poderosos. de esplendor magnífico. mas que tem direito. que formam um tṛca. sempre puras. 3 Dasrā. pelas ações dela. e sobre ela a libação de suco Soma. líderes na vanguarda de heróis. 6 A palavra original é incomum. aqui. Sarasvatī. vem para cá. aos Viśvedevas. Veloz Indra. e aceita as preces do sacerdote. destruidores. que também pode ser traduzido como ‘grandes comedores’. Varga 6. um rio poderoso. 2. a recompensadora do culto com riqueza. 2 Purubhujā. e três. concessores (de recompensas). espremidas pelos dedos (dos sacerdotes). Aśvins. como os raios solares vêm. vem para cá para as preces (do sacerdote). a Indra. como em outros lugares. 10. destruidores de inimigos. Que os Deuses universais de movimento rápido. e médicos dos deuses. venham para a libação. venham para as libações misturadas borrifadas sobre a grama sagrada 4 cortada. O caráter médico dos Aśvins é uma tradição vêdica.1 apreciadores de atos virtuosos. 4. depois de ter suas raízes cortadas. mas de ainda mais nesse Veda. às vezes. Que os Deuses universais. a Sarasvatī. por nossas iguarias oferecidas. dotados de fortaleza. e nessa libação aceita o nosso alimento (oferecido). com mentes não desviadas. O comentador o explica por ‘aqueles que obtiveram conhecimento universalmente’. guias (de devoção). cuja posição e caráter são citados imperfeitamente. para os dias.5 protetores e sustentadores de homens. de braços longos. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos como nos dois Hinos precedentes. Que Sarasvatī. ilumina todas as mentes. é espalhada sobre o vedī ou altar. as nossas orações. com os corcéis fulvos. 12. na maioria dos ritos sacrificais. 7 Sarasvatī é. vagamente aplicados a divindades em geral. 6. três. a inspiradora daqueles que se deleitam na verdade. Indra. é derramada. oniscientes. conectando-os com os elementos. Deuses universais. A enumeração das ações extraordinárias deles é o assunto especial dos Hinos 116 e 117. 7. Das doze estrofes. ou de inimigos. percebido pela compreensão. mas eles também formam uma classe. a Vāgdevatā. ou terceto. tem aceitado o nosso sacrifício. que são livres de decadência. Aśvins. 5 Os Viśvedevas são. e portadores (de riquezas). ehimāyāsaḥ. ou oblação de manteiga clarificada. alguns dos atributos deles são especificados. 1. 3. a ser recitado no culto dos Viśvedevas. deusa da fala. ouçam. os derramadores de chuva. Eles são os heróis de muitas lendas nos Purāṇas. Indra. e (em sua própria forma).2 aceitem. 6 desprovidos de malícia. a instrutora dos honrados. Nessa e nas duas estrofes seguintes.7 a purificadora. com mãos esticadas. dotados de juventude e beleza perpétuas.

Aceitem nossas canções com pensamento poderoso. dizem outros. O professor Roth fala deste modo sobre esses deuses: ‘Os dois Aśvins. 10 Nāsatyas: ‘não falsos’. Aśvins (Griffith) 1. Aproxima-te. Vol. Incitadora de todas as músicas agradáveis. ó heróis dignos do nosso louvor. Do sacerdote que derrama libação. Os Viśvedevas. . 9. 10. Deleita-te em nossa libação. que protegem. Texts. their religion and institutions]. 338. senhores do esplendor. que em suas carruagens se apressam para frente antes da alvorada. têm. Ó Aśvins. ‘Dia e Noite’. venham para cá rapidamente para a bebida. enriquecida com hinos. recompensam e sustentam os homens.. vem. como os antigos interpretadores do Veda. Ele compreende o ‘grande oceano’ como o universo. portadores. mostrando a mesma variedade de cor e forma’. Ó Aśvins. J. aceita nosso rito 12. ‘o Sol e a Lua’. 5. 11 Isto é. Eles são os primeiros portadores da luz no céu da manhã. dizem alguns.14 Índice ◄►Hino 4 (Griffith) ____________________ 8 Os Aśvins parecem ter sido um enigma até para os mais antigos comentadores indianos. Vol. 6. 11 5. Ó Indra maravilhosamente brilhante. que é explicada por Bohtlingk e Roth como ‘multiforme ou versátil como uma cobra. desprovidos de malícia. ela brilha através de todos os pensamentos’. I: ‘Seguintes na ordem são os deuses cuja esfera é o céu. S. ricos em atos prodigiosos. 234. 3. que têm mãos ágeis. o outro sendo então chamado de Dasra. uma posição perfeitamente distinta no grupo inteiro das divindades vêdicas da luz. Incitado pelo cantor santo. ‘Dois reis. a inundação poderosa. 12 Ehimāyāsaḥ parece ser outra forma de ahimāyāsaḥ. Purificadas desse modo por dedos excelentes.12 intrépidos. inspiradora de todo pensamento bondoso. tornou-se para os descendentes deles. vem. desses os Aśvins são os primeiros a chegar. S. Ó Viśvedevas. que a brilhante Sarasvatī13 deseje. Ela ilumina todo pensamento piedoso. 2. O. que mudam de forma como serpentes. Com amor ansioso. 9 Mãos ágeis: mãos esticadas e rápidas para pegar as oferendas. Venham vocês cujos caminhos são vermelhos com chama. rápidos no trabalho. – ela ilumina com sua luz. Senhor dos Cavalos Baios.9 Aceitem o alimento sacrifical.58 Hino 3.8 ricos em tesouro. Rica em vantagens. 14 Benfey traduz: ‘Sarasvatī. É dito que Nāsatya é o especificamente o nome de um dos Aśvins. ou como a vida. 11. nós não estejamos de acordo de nenhuma maneira quanto à concepção do caráter deles. dizem os escritores lendários. são suas essas libações com grama cortada. Quem então são esses Aśvins? ‘Céu e Terra’. p. embora. aceitem a bebida sagrada. 8. realizadores de atos sagrados’. apressando-te. dizem outros. 13 Sarasvatī é celebrada como um rio e como uma deusa. Yāska se refere a eles deste modo no Nirukta XII. Muir. Ó Viśvedevas. faz o grande oceano ser conhecido. J. essas libações anseiam por ti.10 operadores de milagre. Ela parece ter sido para os antigos indianos o que o Ganges (o qual é citado só duas vezes no Ṛgveda). Como vacas leiteiras se apressam para seus estábulos. 4. Sarasvatī. 7. 5. em direção às preces. nosso sacrifício. Sarasvatī. O. apressado pela música.. ou talvez ‘destruidor’ (dos maus). por sua luz. espremidas cuidadosamente pelos sacerdotes. para as preces. ‘fazedor de milagres’. Muir. p. e preparam o caminho para ela’. ó Indra. contudo. Texts [Original Sanskrit texts on the origin and history of the people of India. Aproximem-se da oferenda de bebida de seu adorador. Indra. Nāsatyas.

O próprio Hotṛ deve ordenar isso. Que os nossos ministros. a palavra pode ser a fonte da ficção purânica. o alegrador da humanidade. Indra (Wilson) (Anuvāka 2. A satisfação de (ti. que nossos inimigos digam que nós somos prósperos. Vem a nós. e pergunta a ele (sobre a aptidão) do erudito (sacerdote que recita o louvor dele). adorador. de fato. No primeiro sentido.4 8. o favorito (daquele Indra) que dá felicidade. kratu significando karma. Destruidor de inimigos. Oferece a Indra. Śatakratu. 7. O original é ‘não fales além de nós’. como realizador deles. de riquezas. que estão mais próximos a ti. daqui e de todo outro lugar (onde ele é adorado)’. que é desejado perguntar se o Hotṛ é adequado para seu dever. (a causa da) doação de gado. 1 3.6 tu defendes o guerreiro em batalha.59 Hino 4. tu te tornaste o matador dos Vṛtras. que o alto cargo de Indra é obtenível por meio de cem Aśvamedhas. Aqui. 5 Śatakratu. que os homens (nos felicitem). conhecimento. e bebe da libação. Śatakratu. alimento (sacrifical). se Indra estiver satisfeito. dos quais o Asura Vṛtra era o chefe. não nos ignores. ritos religiosos. Canta para aquele Indra. ou ele pode ser interpretado como ‘dotado de grande sabedoria’. que concede a melhor (das bênçãos) aos teus amigos. de acordo com o comentador. 3 A injunção é endereçada ao Yajamāna (o sacrificador). que é o protetor da prosperidade. ao sábio e incólume Indra. (para o oferecedor). o que permeia (todo rito de libação). Nós oferecemos a ti. Índice ◄►Hino 5 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. o aperfeiçoador do ato. para revelar (-te a outros). 10. também. exclamem: ‘Partam. um nome de Indra. o poderoso. 2. para nossa proteção. Varga 7. 1. A noção está representada muito elipticamente. Tendo bebido. Varga 8. Nós te reconhecemos no meio dos honrados. Dia a dia nós invocamos o fazedor de boas obras. Vai. 4 Esses epítetos do suco Soma seriam um tanto ininteligíveis sem a ajuda do comentador. o sentido completo é fornecido pelo comentador. ato. Bebedor do suco Soma. 6.3 5. ou prajnā. ó difamadores. 6 Dos inimigos. o poderoso em batalha. nós temos fraseologia elíptica. como uma boa vaca leiteira (é chamada pelo ordenhador) para a ordenha. ou como objeto deles. realizando zelosamente o culto dele. Que nós sempre permaneçamos na felicidade (derivada da graça) de Indra. o Hino é endereçado a Indra. o realizador de bons atos. a graça do sacrifício.5 desse (suco Soma). é explicado por Sāyaṇa: aquele que está conectado com cem (muitos) atos. 2 . ele aumentará os rebanhos do devoto. Indra.2 4. para a obtenção. o suco que está presente (nas três cerimônias). que és) o concessor de riquezas é. Sūkta I) O Ṛṣi e a métrica continuam inalterados . vem aos nossos ritos (diários). o amigo do oferecedor da libação. 9.

10. desse modo: “A intoxicação de ti. 11 O Rápido: Indra. 2. ‘partam para outro lugar. o inteligente. Vai para o sábio Invicto. Que para o Amigo dá asas e alegria. Śatakratu. Indra. a quem o suco alegra e manda rapidamente para o sacrifício. também. Original Sanskrit Texts.] 9 [Como na nota acima: “Vá até ele e pergunte sobre mim. 9. a ti o poderoso em luta. Para o Rápido traze o rápido. os inimigos. são ‘os poderes hostis na atmosfera que prendem malevolamente os tesouros aquosos nas nuvens. Ahi. Uraṇa. que é melhor que teus amigos.. sim. – J. Ou se. de suas riquezas ilimitadas. Índice ◄►Hino 5 (Griffith) ____________________ 7 Indra. V. Para ele. etc. [Sāyaṇa interpreta a última frase do verso. nós possamos ganhar riqueza. 4. os opressores. alegrador de homens. ainda que nós possamos permanecer sob os cuidados de Indra. chamados por uma variedade de nomes como Vṛttra. Se os homens que zombam de nós falarem. é de fato concessora de vacas”. Deus de atos maravilhosos. o rico. A euforia produzida por beber o suco fermentado oferecido em libações estimula suas energias marciais e o dispõe a distribuir.9 5. todo o nosso verdadeiro povo nos chamar de bemaventurados. tu bebedor de Soma! O rico êxtase do Único concede vacas. Idem. (se eu o tenho louvado corretamente ou não). Para que nós fiquemos familiarizados com a tua benevolência mais secreta: Não nos negligencies. – universityofhumanunity. hábil em música. Pipru. Namuci. porque ele flui rapidamente e porque ele faz Indra se apressar para a solenidade. pergunta a Indra. Indra é especialmente o senhor do Soma e seu principal bebedor. bebe do Soma. O Amigo é Indra. Muir. Ele.] 10 O sentido geral desse e dos dois versos anteriores parece ser este: Indra é o melhor amigo e protetor. (consultado em 08/2013). para esse Indra cantem sua canção. Esses demônios da seca. Para que. Como uma boa vaca para aquele que ordenha. Śatakratu. Śambara. mas em vão. vem para cá. recompensas generosas na forma de gado e outros bens para aqueles que o cultuam. Nós te fortalecemos.60 Hino 4.8 3. – ao inteligente e incólume Indra que dá aos teus amigos (os sacerdotes) a melhor riqueza”.10 7. Indra (Griffith) 1.11 8.org. tentam. com toda variedade de artilharia celestial. nós chamamos o fazedor de ações justas 7 Para nosso auxílio dia a dia. etc. graça do sacrifício. de acordo com Vladimir Yatsenko. Tu. bebeste isso e foste o matador de Vṛtras.12 tu Ajudas o guerreiro na luta. Vem para nossas libações. ou obstrutores. resistir ao ataque dos deuses’. Sim. Śuṣna. 8 . e enquanto nós desfrutarmos da amizade e da proteção dele nós não nos importaremos de modo algum com as injúrias dos ímpios que zombam do nosso culto fiel. O suco Soma que alegra homens ou heróis e acompanha ou agracia o sacrifício também é chamado de rápido. 12 Os Vṛtras.. 6. Vocês que servem Indra e ninguém mais’. amigo diligente de quem derrama o suco. 95. o poderoso rio de riqueza. armados do seu lado.

Indra (Wilson) (Sūkta II) O deus. ó Śatakratu. Varga 9. Tu. Tu és poderoso: afasta a violência. Os cantos (do Sama)1 têm-te magnificado. 4. 5. para a realização dos nossos objetivos. o protetor desimpedido. que és o objeto de louvores. que ele esteja conosco. 1 . Quando a libação é derramada. 1. Apressem-se para cá. nas quais residem todas as propriedades viris. – deve ser observado que a exatidão das adições dele envolve a existência anterior daqueles Vedas. realizador de boas obras. que és o objeto de louvores. que esses sucos Soma penetrantes entrem em ti: que eles sejam propícios para a tua (obtenção de) inteligência superior. te tornaste subitamente de vigor aumentado. cujos inimigos. o senhor de muitas bênçãos.61 Hino 5. misturados com coalhos. Índice ◄►Hino 6 (Wilson) ____________________ O comentador fornece esses detalhes. não deixes os homens nos fazerem mal. amigos. 9. pelo menos aos hinos do Ṛc nos quais se supõe que eles são citados. são derramados para a satisfação do bebedor de libações. 3. o derrotador de muitos inimigos. Que Indra. repetidamente. em combates. e (mantendo) superioridade em idade (ou principalidade. uma conclusão a qual há motivo para hesitar admitir. os hinos (do Ṛc) têm-te magnificado: que os nossos louvores de magnifiquem. Ṛṣi. Varga 10. os louvores de Indra. Esses sucos Somas puros. desfrute dessas múltiplas iguarias (sacrificais). 8. Indra. entre os deuses). 10. Indra. por beberes a libação. não esperam os corcéis dele atrelados ao seu carro. Que ele esteja conosco. inalterados. para a aquisição de conhecimento. louvem respectivamente Indra. 7. nessa e outras passagens onde Sāyaṇa insere a designação de outros Vedas – o Sāma e o Yajush. mas. Indra. 2. Cantem para aquele Indra. sentem-se. oferecendo louvores. para a obtenção de riquezas. e métrica. 6. que ele venha a nós com alimento. que ele esteja conosco. e cantem.

À visão de cuja carruagem e cavalos todos os inimigos fogem. sentem-se: cantem sua música para Indra. Ó Indra. tu que amas música. Que ele fique ao nosso lado na nossa necessidade e na abundância para o nosso bemestar: que ele se aproxime de nós com sua força. 2. Indra. o Sábio. 4. estimulam e fortalecem os Deuses para atos de heroísmo. ó Śatakratu. Indra. por preeminência. nasceste para beber o suco Soma. Ó. o excelente Senhor dos tesouros. Indra forte. 5.4 10. Para ele. Índice ◄►Hino 6 (Griffith) ____________________ 2 O chamado é dirigido aos sacerdotes ministrantes. 8. venham para cá. 7. Cujo par de cavalos castanhos atrelados em batalhas os inimigos em guerra não desafiam:3 para ele. assim como seus hinos de louvor. Assim que te fortaleçam as canções que cantamos. 4 As oblações dos adoradores. Indra. Ó Indra. cantem sua música. pois tu podes. crescido de uma vez à força perfeita. 3. têm te fortalecido. Os Somas misturados com a coalhada. Tu. Os nossos cânticos de louvor. cujo socorro nunca falha. amante da música. que esses Somas penetrantes entrem em ti: Que eles possam trazer bem-aventurança para ti. estas gotas puras. 6. Perto do bebedor de Soma chegam. mantém A matança longe de nós. Indra (Griffith) 1. para a apreciação dele. aceita essas mil iguarias. Companheiros. Onde todos os poderes viris residem. que nenhum homem fira nossos corpos.62 Hino 5. com suco Soma derramado. o mais rico dos ricos. 3 . e os nossos louvores. 9.2 trazendo hinos de louvor.

os viajantes de lugares de acesso difícil. 7. Indra. tu. Os recitadores de louvores louvam os poderosos (a tropa de Maruts). Um diálogo entre ela e os ladrões é apresentado. Que vocês sejam vistos. novamente. Mortais. 9. Eles (os quadrigários) atrelam ao carro dele seus dois corcéis desejáveis. 2. 6. ou Ventos. ou o firmamento. (o sacerdote) recita seus louvores integralmente. os amáveis grupos (dos Maruts). de modo semelhante como eles glorificam o conselheiro (Indra). nas quais a chuva se reúne novamente. Os deuses que tinham ido ajudar o primeiro foram afugentados pelos cães de Vṛtra. com a ajuda dos Maruts. como em seu útero. Índice ◄►Hino 7 (Wilson) ____________________ 1 O texto tem somente ‘aqueles que estão permanecendo em volta’. descobriste as vacas escondidas na caverna. circundante (tropa de Maruts). onde elas foram descobertas por Indra. seja da região do céu. e forma ao informe. junto com os irrepreensíveis. acompanhados pelo destemido Indra. Varga 11. e de esplendor igual. que é frequentemente citada. com a ajuda da cadela Saramā. vocês devem seu nascimento (diário a esse Indra). ou.4 Varga 12. aos Maruts. vem para cá. que são célebres. . – ele venha dessa região terrestre. chamou os Maruts para ajudá-lo. mas as alusões justificam a especificação do comentador: os ventos conduzem Indra. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica continuam. pois. 5. e as luzes que brilham no céu. para obter superioridade. é feita aqui a um combate entre Indra e Vṛtra. ou do céu acima. e que trazem o comandante. o indestrutível (fogo). com os raios da manhã. Em outras passagens. de cor castanho-avermelhada. 5 (ambos) regozijantes. Portanto. intrépidos. dos Aṅgirasas.3 tendo visto a chuva prestes a ser engendrada. é dito. 5 Alusão. que se dirigem para o céu. aqueles que têm nomes invocados em ritos sagrados. no sono. identificado com o sol. o instigaram a retomar sua condição de embrião (nas nuvens). As três primeiras e últimas estrofes são endereçadas a Indra. realmente. e conscientes do poder de conceder riqueza. Nós invocamos Indra. 2 Indra é aqui. 1. as restantes. (os Maruts). 8. – que ele (nos) dê riqueza. Associado com os Maruts transportadores. durante a noite. 10. de os Asuras chamados Paṇis terem roubado as vacas dos deuses. e as escondido em uma caverna. em outro lugar. para uma agregação de nuvens. com. Maruts. e Indra. o movente (vento). colocados em ambos os lados. de acordo com algumas versões. 3 Os Maruts não são citados no texto. o poderoso (Sol). nesse rito. as vacas são representadas como recuperadas à força por Indra. Os circunstanciados (habitantes dos três mundos) 1 associam com (Indra). ou do vasto firmamento. ou sem. Esse rito é realizado em adoração ao poderoso Indra. cujos raios matutinos pode-se dizer que reanimam aqueles que tinham estado mortos.63 Hino 6. 3. que. Indra. 2 4. ou da esfera solar. ‘os seres vivos dos três mundos’ é a explicação do comentador. Depois disso. dá percepção ao inconsciente. 4 Alusão é feita aqui a uma lenda. no qual ela os concilia.

fazendo.7 as luzes são brilhantes no céu. 7. o Poderoso. Vem desse lugar. os derrubadores do que é firme. O muito famoso. Com as hostes bem amadas de Indra. com quem Indra é conectado frequentemente. 9 [Veja a nota 13.9 5. Índice ◄►Hino 7 (Griffith) ____________________ 6 Esses provavelmente são os Maruts. 8 Tu. 6. Aqueles que estão em volta6 dele enquanto ele se move arreiam o brilhante. a partir daqui. assumindo nomes sacrificais. o Sol. fazendo luz onde não havia luz. nasceste. isto é. 10. as palavras tu. se livraram da condição de bebês não nascidos. embora no número singular. o Corcel vermelho. O sacrificador clama.] 10 Isto é. da terra. Adorando assim como eles desejam. iguais em seu brilho. Em ambos os lados do carro eles unem os dois cavalos baios estimados por ele. 9. Provavelmente o Sol. podem se aplicar a esses Deuses considerados como uma hoste ou companhia e nascidos em um nascimento. fulvos. ó homens! onde não havia forma. os companheiros constantes de Indra. Bravos. Ou do firmamento espaçoso. com os Deuses da Tempestade. 8. carregadores do Comandante. Encontraste as vacas mesmo na caverna. quer dizer os Maruts. acelerando para o céu. as irrepreensíveis. do céu acima da terra. Nasceste em conjunto com as Auroras. Tu.64 Hino 6. Indra (Griffith) 1. Tu.11 ou para baixo a partir da luz do céu: Nossos cânticos de louvor todos anseiam por isso. Que tu possas realmente ser visto vindo ao lado do destemido Indra: Ambos alegres.8 4. Indra. e forma. Ó homens! é talvez apenas uma exclamação expressiva de admiração. Indra nós procuramos para dar-nos ajuda. homens. cantores louvam a ele que encontra riqueza. 7 .10 ó Viajante. 11 Indra. como é seu costume. 2. Se for aceito que maryāḥ. Posteriormente eles. 3.

eles assumiram seu nome sagrado. Com as amadas hostes de Indra.14 6. têm gritado em direção ao dador de riqueza. o destemido: vocês dois são fazedores de alegria. e cujos companheiros são os Maruts. 1. ó viajante (Indra). De lá. Esse parece ser todo o significado da lenda posterior que os Maruts. ou do céu. alcançaram sua posição como divindades ao lado de Indra. ou deuses da tempestade. não eram originalmente deuses.65 Hino 6. que podem carregar o herói. Nós pedimos a ajuda de Indra daqui. serve apenas para expressar que eles nasceram. HINO 6. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. por sua própria vontade. Como auxiliares de Indra nessa batalha. de um embrião ou de um recém-nascido. com os velozes Maruts. (hoste de Maruts). e de esplendor igual. 2. ou do grande firmamento. ó Indra. os cantores todos anseiam por isso. 4. os Maruts. ó homens! onde não havia forma. com os impecáveis. Aqueles que permanecem em volta dele enquanto ele se move adiante arreiam o (corcel) brilhante vermelho12. Eles atrelam à carruagem em cada lado os dois baios favoritos dele (de Indra). mas vieram a ser deificados por suas obras. as luzes resplandecem no céu. 7. 8. o grandioso. Os cantores piedosos (os Maruts). os valentes. 3. e forma. de acordo com seu costume. ou. como o poeta expressa. 13 A idéia de que os Maruts assumiram a forma de um garbha. ou da luz do céu. cujo corcel é o sol. Depois disso eles (os Maruts). Que tu. VARGA 11-12. logo que Indra surge para lutar contra o demônio das trevas. literalmente. as auroras. 9. encontraste mesmo em seu esconderijo os brilhantes (dias ou nuvens). ou os dias em si. o glorioso (Indra). que rompem até mesmo a fortaleza. 14 As vacas brilhantes são aqui as vacas da manhã.13 obtendo seu nome sagrado. Tu. que são representados como resgatados no final de cada noite pelo poder de Indra. assumiram novamente a forma de bebês recém-nascidos. AṢṬAKA I. ou que as tempestades irrompem do ventre do céu. nasceste junto com as alvoradas. apressados (Maruts) o sacrificador clama. ou de acima da terra. Tu que criaste luz onde não havia luz. ADHYĀYA 1. Indra é considerado como o deus do dia brilhante. Índice ◄►Hino 19 (Müller) ____________________ 12 O poeta começa com uma descrição um tanto abrupta de um nascer do sol. vem para cá. 10. os castanhos. cujo nome manteve por muito tempo seu sentido puramente apelativo de tempestades. como os Ṛbhus. . possas realmente ser vista vindo junto com Indra. 5.

Indra. ghāthinah. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. e manejador do raio contra nossos inimigos. nós não temos absolutamente nada no original. é mais similar ao Ṛc. A frase seguinte. – aparentemente. . Nós chamamos por ti. significa apenas cantores. o que mistura todas as coisas. em batalhas abundantes em saque. como diz o comentário. com Sāmas a serem cantados’. como os Gonds. os recitadores do Ṛc. vaiśyas e śūdras. A frase não é de recorrência infrequente. O derramador de chuva. vem. que estás em todos os lugares entre os homens. como um touro (defende) um rebanho de vacas. em um verso do Ṛc. arkebhir arkiṇaḥ. O primeiro termo. A última parte da passagem também pode ser traduzida como: ‘ele (o sol) animou a montanha (isto é. e Bhils dos dias atuais. por bṛhatā. Índice ◄►Hino 8 (Wilson) ____________________ 1 O comentador fornece a especificação dos vários Vedas. Que ele seja exclusivamente nosso. Indra. Indra. como antes. – (nosso) aliado. mais os niṣādas. Como já se observou. com seus raios’. 5. 3. Indra invencível. por riqueza limitada. por vāṇībhih. e é dito usualmente que implica as quatro castas: brâmanes. para removê-la. para tornar todas as coisas visíveis. Varga 14. todas em uma fase muito inferior de civilização. 9. aparentemente sem qualquer ligação gramatical. Ele é aplicado. ou sacerdotes do Yajush. e.] qualquer referência ao Yajush ou ao Sāma. que governa sozinho sobre homens. embora ele o interprete como ‘os Udgātṛs. e sobre as cinco (classes)4 dos habitantes da terra. aqueles que são adequados para habitações ( nivāsārhāṇām). Nós invocamos Indra por grande riqueza. literalmente. 8. as tribos nativas da Índia. ‘Aqueles do Ṛg Veda. Varga 13. com defesas insuperáveis. ‘com textos ou palavras’. 1. só porque ele tinha ligado as expressões anteriores com os outros dois Vedas. de fato.1 2. confirmada pelo termo seguinte. Todos os louvores excelentes que são dados às outras divindades. 6. ou feito de ouro. 10. uma interpretação. abre essa nuvem. (eles são. ou classes de homens. Derramador de chuva. 4. também) devidos a Indra. Indra. o Ṛṣi e a métrica. provavelmente. bṛhat. a Indra com orações. ele pensa. Indra. e o termo vāṇīh. concessor de todos os desejos. – bárbaros ou aqueles que não têm casta. 4 O texto tem. nos protege. aos textos do Yajush. (canções). Com relação aos Adhvaryus. com estrofes’: mas isso não é necessariamente limitado a esse sentido. 3 O mundo sendo envolvido em escuridão por Vṛtra. como arha é um sinônimo de mantra. e carregou a nuvem com águas (abundantes). com preces. Tu és sempre complacente com nossos desejos. sobre riquezas. ou louvam. o mundo). dourado. 7. o que faz trovejar. o senhor poderoso. elevou o sol no céu 3. uma oração. o sempre complacente. o sentido pode ser. colocou) o sol no céu. [na nota 1 do hino 5. sobre os cinco homens. Indra. pode ser aplicado tanto aos cantores quanto aos recitadores das orações. kṣatriyas. com seus dois corcéis que são atrelados pela palavra dele. O último termo é explicado etimologicamente. 2 Assim o comentador explica o termo do texto. o ricamente enfeitado. Kholes. que ocorre. pañca ksitīnām. querendo dizer. ‘com o Bṛhat Sāma’. – Indra. implica a anterioridade dos dois primeiros ao último.66 Hino 7.2 o manejador do raio. (os sacerdotes do Yajush) com textos. Eu não conheço louvor adequado para ele. pelo comentador. elevou (ou. Os cantores (do Sāma) glorificam Indra com canções. aqueles que oram. investe homens com sua força. hiraṇyaya.

com a qual nós podemos conquistar totalmente os nossos oponentes. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos. Varga 15. 1. 6. Indra (Wilson) (Anuvāka 3. nós somos capazes de superar (nossos inimigos) organizados em tropas. Mas a expressão parece querer dizer somente os povoados ou tribos arianas. Índice ◄►Hino 8 (Griffith) ____________________ Hino 8. Contigo como nosso aliado. para nossa proteção. 10. Ainda mais alto. Benfey explica isso como ‘todo o mundo habitado’. Descerra. que os fortes (exércitos) dele sejam. o dourado. o armado com o trovão. Por sua causa de cada lado nós chamamos Indra para longe de outros homens: Nosso. 8. 3. Indra ergueu o Sol alto no céu. Indra (Griffith) 1. sempre protegidos por ti. que ele possa ser. Ajuda-nos. a fonte de vitória. Ṛṣi. 6 . Yadus. nós possuímos uma arma ponderosa. onde milhares de despojos são obtidos. 5. sempre. ou a cavalo. em cada esforço meu. as vacas são as águas. Com ajudas terríveis. Indra tem sempre perto dele seus dois cavalos baios e carro jungidos por palavra. 5. Para nós. aquela nuvem. a que humilha inimigos. e (ajudados por) heróis lançadores de mísseis. Poderoso é Indra. Indra. e não os habitantes nativos da região.67 Hino 7. Anus. 5 A massa de nuvens densas em forma de montanha. de modo que ele possa ver longe: Ele rompeu a montanha5 pelas vacas. Não havia distinções de casta quando o hino foi composto. os louvores de Indra armado com o trovão se erguem. ó terrível. Sūkta I) O deus. como antes. Indra. 4. e a raça quíntupla 6 Dos que habitam sobre a terra. 2. nas lutas. 3. têm glorificado. A Indra os cantores com elogios. e Purus. Indra. traze. Druhyus. A Indra os coros. agradável. Na grande batalha nós invocamos Indra. e supremo. nosso herói viril. 2. ele conduz o povo com seu poder. lutas. As cinco tribos ou povoados eram provavelmente a confederação dos Turvaśas. a Indra recitadores com seus louvores. Indra que governa com domínio único homens. 4. e métrica. O amigo que curva seu raio em demônios. e não de outros. tu sempre generoso. tu irresistível. Eu não encontro louvor digno dele. Assim como o touro conduz os rebanhos. ó Indra. seja (enfrentando-os) corpo a corpo. O Soberano irresistível: 9. 7. Indra na luta menor. Defendidos por ti. sim. Indra. riqueza. Que magnitude sempre pertença ao portador do raio. vastos como os céus. riquezas. muito abundante.

que louvores e elogios sejam cantados para Indra. 9 O raio aqui citado é o sacrifício o qual. 2. 4. 7. Todo homem que recorre a Indra. Que ele possa beber o suco Soma. de modo que ele possa beber o suco Soma. – e os sábios que estão desejosos de inteligência. seus louvores cantados e recitados devem ser desejados e repetidos para Indra. 5. (obtêm seus desejos).7 8. que vêm como heróis para a luta. Que nós conquistemos nossos inimigos em combate. Realmente. ó Indra. 9. como os abundantes fluidos do palato. tuas glórias são. grande. Indra. como Um ramo maduro para o adorador. cresce. A mais excelente. Indra (Griffith) 1. com um cavalo. 8. A barriga de Indra. sim. que bebe o suco Soma abundantemente. em todos os tempos.” 8 Com o carro: árvatā. como o oceano. vigorosa. Mas cavalos parecem ter sido usados em guerra só como puxadores de carruagens. grandeza seja dele. . Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos na batalha corpo a corpo. Contigo. Como amplas torrentes a partir da abóbada celeste. De fato. cresce como um oceano. a riqueza do vencedor que sempre conquista. rica em gado. 10. as protetoras de todo adorador como eu. Assim também é a excelência dele. com heróis atiradores de mísseis. Ou cantores que amam pensamentos santos. quando usado contra inimigos. Índice ◄►Hino 9 (Wilson) ____________________ Hino 8. Poderoso é Indra. Indra. traze riqueza que dá alegria. (e está sempre) úmida. as palavras de Indra para seu adorador são verdadeiras. Assim são suas dádivas encantadoras. concessoras de vacas. Ajudados por ti com o carro. é uma arma tão poderosa quanto o raio de Indra. – em batalha. Grande como o céu se estende seu poder 6. 9 E conquistar todos os nossos inimigos em combate.68 6. Que ajuda aqueles a obterem filhos. 7. literalmente. como aliado.8 3. são amparos que ajudam imediatamente Um adorador como eu. diversas. o armado com o trovão. Indra. Índice ◄►Hino 9 (Griffith) ____________________ 7 A frase poderia. Ajudados por ti. 10. também. supremo. ser traduzida desse modo: “como as abundantes águas (ou torrentes) dos topos das montanhas. Pois realmente teus poderes imensos. Realmente. Sāyaṇa explica que significa lutando a cavalo. Varga 16. o que faz trovejar. 9. para ser nosso auxílio. que nós possamos erguer o raio. bebendo os mais profundos goles de Soma. para serem respeitadas: (elas são) como um ramo (carregado de fruto) maduro. Indra. Sua barriga. ou para a obtenção de filhos.

Com libações derramadas repetidamente. e outros tipos de grãos. Varga 17. Vem. A libação estando preparada. e. 2 . ‘ó você que é todos os homens’. (vem) para esses ritos (com os deuses). tu.69 Hino 9. riqueza além dos limites ou cálculo. 7. e banqueteia-te com todas as iguarias e libações. o objeto de versos sagrados. o realizador de todas as coisas. Eu tenho dirigido a ti. 1. Nós chamamos. e mais do que o bastante são. 4. Ṛṣi. como Sāyaṇa o explica: ‘que está unido com todos os homens’. encoraja-nos nesse rito para a obtenção de riqueza. a fonte do gado. fica satisfeito com essas preces animadoras. como de muitos outros. Indra. e os quais tu tens aprovado. o morador de (uma mansão eterna). 8. literalmente. Indra. simplesmente ‘aqueles carros tendo provisões’. seguramente. 10. ou o queixo. Concede-nos. carroças ou carroções. 2. Indra. Varga 18. 3 O original desse hino. pois o bastante. ou. aqueles artigos de alimento que são transportados em carros. o derramador (de bênçãos). cevada. os mesmos. teus. como arroz. glorificando-o com nossos louvores. 6. ofereçam a (bebida) estimulante e eficaz para o regozijante Indra. concede-nos grande renome. daí. no texto. 3. 3 9. O epíteto é. 5. Coloca diante de nós. o sacrificador glorifica a vasta destreza de Indra. Nós temos. diz Sāyaṇa. louvores que têm chegado a ti. Indra. que és para ser reverenciado por toda a humanidade2. de toda vida. e o composto pode denotar igualmente ‘o de nariz belo’. sem a amplificação generosa do comentador. o poderoso. riquezas preciosas e multiformes. Indra (Wilson) (Sūkta II) Deus. poderoso em força. o protetor (de seus adoradores). significando. o senhor da riqueza. do alimento. inesgotável. sê vitorioso (sobre teus inimigos). e riqueza adquirida de mil maneiras. Opulento Indra. para a preservação da nossa propriedade. Indra. Índice ◄►Hino 10 (Wilson) ____________________ 1 Suśipra. Indra com o belo queixo1. pois nós somos zelosos e renomados. e aqueles (artigos) de alimento (que são trazidos do campo) em carroças. é tão conciso e elíptico a ponto de ser ininteligível. a partir do lugar de sua produção. Indra. o que se dirige (ao local do sacrifício). Mas śipra significa a mandíbula inferior. e métrica.

digna do nosso desejo. poderoso em tua força. o homem piedoso Canta alto um hino fortalecedor. Pois o poder supremo é só teu. fama extensa e grandiosa. que cria todas as coisas. Concede. 2. o Senhor Guardião. E gloriosa. 4. Presentes nesses oferecimentos de bebida. Ao sublime Indra. Indra. Músicas têm se derramado para ti. Glorificando com canções louváveis aquele que vem em nosso auxílio. 6. Indra. Ó Senhor de todos os homens. Ó Indra. nós chamamos Indra. 3. 9. Para Indra despejemos o suco. de face bela. Manda para nós recompensa múltipla. o Senhor dos Tesouros de riqueza. e delicia-te com o suco em todos os banquetes Soma. . abundância em gado e em força. 10.4 5. Dá-nos grande fama. residente por cada libação. ó mais esplêndido. Indra (Griffith) 1. ó Indra. 8. o forte.70 Hino 9. com preces sempre novas. Indra. E se elevado insatisfeitas. Protetor. Indra. estimulados a isso nós queremos riqueza ambiciosamente. sem se extinguir. concede riquezas outorgando milhares. 7. Vem. Que dure pelo nosso tempo de vida. o suco vigoroso que alegra para ele O Deus que torna feliz. Índice ◄►Hino 10 (Griffith) ____________________ 4 Isto é. regozija-te nos elogios que alegram. aqueles Bons frutos da terra levados para casa em carroças.

o derramador (de dádivas. Vem rapidamente. literalmente. é explicado como o Brahmā de um sacrifício. tendo atrelado teus corcéis de crina longa. 10. nós invocamos a proteção lucrativa mil vezes maior de ti. e bem condicionados. Ó tu cujos ouvidos ouvem todas as coisas. Indra. é hábil (para nos proteger). vem com a tropa (de Maruts). por sua amizade. 6. 3. por força perfeita. colhida) nos cumes da montanha2 e. já foi mencionada. uma família. em todos os lugares. e os outros Brâmanes. Varga 19. como um poste de bambu’. e.71 Hino 10. por Sāyaṇa. é explicado como ‘o doador original ou causa de habitações’. o que repele muitos inimigos. isso pode ser traduzido. que realizou muitos atos de culto (com a planta Soma. que sou um Ṛṣi. 8. ouve. como se ele fosse (as palavras de) um amigo. abundante. os recitadores do Ṛc. brahmāṇah. 1 Essa estrofe é bem semelhante à primeira estrofe do sétimo hino. 5 Śakra é um sinônimo comum de Indra. como aquele que manda chuva. e é explicada similarmente pelo comentador. 3 Literalmente. e fornece (ampla) riqueza. também. 7. é dito. quando destruindo teus inimigos. como um poste de bambu. 9. ‘preenchendo suas circunferências’. permite que o gado produza grande quantidade de leite.4 (para esse nosso rito). que eles têm erguido Indra. os meus louvores. responde (às nossas preces). Tu podes comandar as águas do céu. de fácil obtenção. para o nosso sacrifício. Varga 20. mantém perto de ti esse meu hino. Nós te conhecemos. que és digno de louvor. a métrica é a usual Anuṣṭubh. O terceiro termo. usado aqui como sinônimo de Indra. que Śakra5 fale (com bondade) para nossos filhos e para nossos amigos. Céu e terra são incapazes de suportar-te. Manejador do raio. Śatakratu. o que o comentador completa por observar que isso é dito do Yajamāna. A frase conclusiva. como antes. como saltadores levantam uma vara de bambu. conhece o objetivo (de seu adorador). Indra. significando ‘o poderoso’. O hino. o cantor dos hinos do Sāma: arkiṇaḥ é explicado.7 encantado. no topo do qual eles se equilibram. generosamente. gāyatriṇa. o poderoso Indra. por riqueza. é bastante obscura. bebedor do Soma. ‘aqueles que empregam a métrica Gāyatrī’. generoso derramador (de bênçãos). Indra. O primeiro termo. ‘como pessoas ambiciosas elevam sua família à importância social’.3 aproxima-te. 5. como vanśa significa. 11. o ouvinte do nosso chamado em batalhas. e seguramente perfeito. fertiliza os campos. abre as pastagens das vacas6. bebe a libação. Manda para nós. Indra. 6 Indra. Os cantores (do Sāma) te louvam. em teu coração. e é usado aqui como um epíteto. . ou sacerdote assim denominado. pois ele. e (concede-nos abundante) alimento. 2 O original tem somente ‘subindo de cume a cume’. Vasu. prontamente. mantém. o derramador (de bênçãos). Indra (Wilson) (Sūkta III) O deus e Ṛṣi são os mesmos. por fornecer pasto abundante. Indra. A objeção à explicação do primeiro. dotado abundantemente (de posses). que vai para a montanha coletar a planta Soma para esmagar. que confere riqueza. vigorosos. por ti alimento é (produzido). prolonga a vida que merece louvor: faze a mim. uma façanha não incomum na Índia. (portanto). 1. como envolvendo o reconhecimento prévio do Sāma Veda. os recitadores dos Ṛcas louvam a ti. filho de Kuśika. denotar o Udgātṛ. ou. para ouvir nossos louvores. 2. Nós recorremos a Indra. responde (aos nossos louvores). responde aos nossos hinos. O comentador diz. ou combustível para o fogo. deve ser repetido para Indra. 4 Vasu. 4. os Brāhmaṇas1 te erguem no alto. ‘eles têm te erguido. e o mesmo que o Hotṛ de um sacrifício. vacas. sê propício. ou outros artigos necessários para a cerimônia. a causa de progresso. Vem. a minha súplica.

que tens vida longa. Prolonga a nossa vida de novo. ele é Śakra. quando ele nos der riqueza.12 10. Que Śakra tenha satisfação em nossa amizade e libações. 9 O Carneiro (vṛṣṇíḥ) é Indra. Filho de Kuśika. Bom Indra. Fácil de desviar e afastar. Sāyaṇa cita a lenda dada no Índex (Anukramaṇikā). 4. Ouve. bebedor de Soma. Indra. que esse meu louvor chegue mais perto até do que teu amigo. ó Śatakratu. responde à música. aqueles que falam a palavra de louvor te magnificam.13 bebe nossa libação com prazer. 14 Imortal. o Gādhi dos Purāṇas. e. 7. Esse epíteto Kauśika. que eles deem alegria (para nós). Indra. toma para ti prontamente as minhas canções. para explicar sua aplicação a Indra. estando desejoso de um filho igual a Indra. em recompensa do que. ó armado com o trovão11 8. é aqui aplicado a Indra como sendo o Deus principal ou especial da família do vidente. 5. Amante da música. 6. E. 2. a ele por riqueza e poder heroico. e torna próspero esse nosso sacrifício. vem ouvir os nossos cânticos de louvor. faze a nossa oração ter sucesso. Fortalecendo a ti de vida prolongada. e dá-nos riqueza. Quando ele subiu de cume a cume e considerou a tarefa penosa. canta em aprovação. para fortalecer a ele que doa livremente. Índice ◄►Hino 11 (Wilson) ____________________ Hino 10. e. o filho de Kuśika é o sábio Viśvāmitra. a ele nós buscamos por amizade. 9. 8 [Veja a nota 2. De ti o mais poderoso.72 12. 10 O despojo mencionado no Ṛgveda consiste principalmente em bovinos. cujos corpos enchem as circunferências. e seu rebanho ou tropa são os Maruts. 7 . Vem para cá. o filho de Iṣīratha. Índice ◄►Hino 11 (Griffith) ____________________ Em todas as genealogias purânicas. contudo não demorando a chegar ao sacrifício. de crina longa.] Ludwig pensa que isso se refere a Indra. o meu chamado. que vão rapidamente para o sacrifício. 11 Abre a nuvem densa que mantém a água aprisionada. nós invocamos o auxílio que dá mil vezes mais. e. 12 Esse provavelmente é o vājra ou raio que é o associado e aliado inseparável de Indra. Ó Indra. em tua disposição irada. que essas nossas músicas te cerquem por todos os lados. clama. Arreia teu par de fortes cavalos baios. Nós sabemos que tu és o mais poderoso de todos. como um poste. Indra nasceu como o filho de Gāthī. Ó Indra. em volta de ti.10 Abre o estábulo do gado. 12. Os sacerdotes te ergueram no alto. O céu e a terra juntos não te contêm. A ele. Pois Indra. Conquista para nós as águas do céu. Indra (Griffith) 1. ele nos ajudará. 13 Kuśika era o pai ou o avô de Viśvāmitra que era o pai do poeta ou vidente desse hino. Para Indra um hino de louvor deve ser recitado. erguendo-se cada vez mais alto. tu cuja audição é penetrante. que afirma que Kuśika. e fertiliza nossos campos com chuva. Que esses nossos louvores estejam. digno de louvor. é o despojo dado por ti. e faze o vidente ganhar mil presentes. em todas as ocasições. e envia-nos vacas em abundância. e o Carneiro se apressa com sua tropa.14 que elas sejam deleites queridos por ti. adotou uma vida de continência. Os cantores te louvam com hinos.9 3. 11. filho de Kuśika. os quais com a ajuda de Indra são facilmente desviados e afastados do inimigo que os possui. em batalhas ouvinte do nosso clamor. sendo agradáveis para ti.8 Indra observa esse desejo dele.

2 que tinha escondido lá o gado.3 os sábios conhecem essa tua (grandeza). Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é. a métrica é Anuṣṭubh. pois eles conhecem (tua munificência). Indra. abriste a caverna de Vala. sempre jovem. o senhor do alimento. As antigas liberalidades de Indra. suas proteções. que és digno de louvor. 5. nota 4]. o inconquistado. com toda a sua força. outrora mencionados como ladrões de gado. Encorajados por tua amizade. é dito que os Paṇis. a ti. o conquistador. por meio de estratagemas. como a chuva. 4. um assassinato metafórico. no qual Indra. e os verdadeiros ladrões que as esconderam na caverna. Indra cercou a caverna com seu exército. 1 o mais valente dos guerreiros que lutam em carruagens. 3. (Atraído) por tuas recompensas. Concede a eles alimento (abundante). 1. o regente do mundo. nós não temos medo. o manejador do raio. já citada [no hino 6. 8. calor ou seca. Na lenda. Indra. Tu. ainda. para os recitadores de hinos. ou até mais. Tu mataste. o astuto Śuṣṇa. o protetor dos virtuosos. mas glorificamos a ti. Varga 21. celebrando (a tua generosidade). de força ilimitada. 2 . e recuperou o gado. evidentemente. que roubou as vacas dos deuses. o filho de Madhucchandas. Śuṣṇa significa secador. o sustentador de todos os atos pios. Todos os nossos louvores magnificam Indra. e os deuses a quem ele tinha oprimido não mais temeram. era um Asura. o louvado por muitos. Indra. e as escondeu em uma caverna. Os recitadores de hinos sagrados louvam. extenso como o oceano. enquanto oferecendo essa libação. Vala. 3 Śuṣṇa é descrito como um Asura morto por Indra: mas esse é. exsicador (ou dessecador): a causa da secagem ou definhamento dos seres. herói. eu venho novamente. abundância em alimento e gado. manejador do raio. eram os soldados de Vala. de acordo com o comentador. cujas dádivas são (calculadas aos) milhares. mas o Ṛṣi agora se chama Jetṛ. quando eles te obtiveram (como aliado deles). Indra.73 Hino 11. sempre sábio. nunca estarão faltando para aquele que oferece. 2. 6. Índice ◄►Hino 12 (Wilson) ____________________ 1 Um modo vago de indicar a difusão universal de Indra como o firmamento. apreciador dos fortes. 7. Os realizadores do rito se aproximam de ti. colocaria um fim. Indra nasceu o destruidor de cidades.

6. isto é. As dádivas de Indra. faze proezas dignas de louvor ainda maior. Índice ◄►Hino 12 (Griffith) ____________________ Destruidor ou quebrador das nuvens que retêm a chuva.74 Hino 11. Os sábios viram esse teu feito: agora vai além dos elogios deles. Eu. Senhor do trovão. 7 Isto é. Senhor. nós não temos medo. 4 . Indra! tu derrotaste com teus poderes maravilhosos. tu rompeste a caverna de Vala5 rica em vacas. 7. que roubou as vacas dos Deuses e as escondeu em uma caverna. 6 Isto é. manteve a luz e as águas aprisionadas em nuvens escuras. o que faz trovejar. desde a antiguidade. Indra.4 o jovem. Nossas músicas de louvor têm glorificado a Indra que governa por seu poder. Herói. Esmagador de fortes. pelas tuas recompensas vim ao rio6 dirigindo-me a ti Amante de canções. Fortes em tua amizade. o sábio. ainda mais abundantemente. 3. e livres de terror te ajudaram. as quais são consideradas como os fortes ou fortalezas de V ṛtra e dos outros poderes hostis do ar. Indra. o próprio Senhor da Força. o rio ou o oceano de generosidade. O melhor dos guerreiros conduzidos em carros. Os Deuses vieram pressionando ao teu lado. 5. Indra (Griffith) 1. aqui os cantores ficam e testemunham a ti mesmo. o conquistador nunca conquistado. faze durar os elogios deles. O astuto Śuṣṇa. Ou isso pode significar. Senhor de força e poder. ele nasceu Sustentador de cada rito sagrado. 5 Vala é o irmão de Vṛtra. de força imensurável. ou o próprio Vṛtra sob outro nome. nunca falham Quando para os cantores de louvor ele dá a bênção de riqueza abundante em vacas. até Indra.7 8. 4. muito exaltado. Cujas dádivas preciosas vêm aos milhares. seu auxílio salvador. sim. Nós te glorificamos com louvores. 2. Todas as canções sagradas têm engrandecido a Indra extenso como o oceano.

traze para cá os deuses para o nosso sacrifício. o senhor dos homens. Agni. Com chamados eles sempre invocam Agni. Louvado com nosso mais novo hino. isto é. o sempre jovem e sábio. Sê propício. em confirmação dessa função. o mensageiro dos deuses. 7. usada para o propósito. para oferecer a oblação. o sábio. 2. Como tu cumpres o dever de mensageiro. 9.6 10. Agni. 2 O original tem somente ‘sendo nascido’. ‘o purificador’. Pāvaka5. Varga 22. é aceso pela aplicação de outro fogo. Senhor da Casa. Gāyatrī. Agni. o aperfeiçoador desse nosso rito. aquela da Premna spinosa. 4 Isto é. sê o protetor daquele oferecedor de oblações que adora a ti. e deves ser adorado. Sūkta I) O deus abordado é Agni. o arauto. com suas invocações. gerado2 (por atrito). o mensageiro. concede-nos riqueza e alimento. com eles. 4. (Os oferecedores de oblações) chamam. ou aceso por atrito. Agni. Índice ◄►Hino 13 (Wilson) ____________________ Hino 12. 12. sobre a grama sagrada. 3 Rākṣasas. a fonte de progênie. 2. Agni.75 Hino 12. o fogo Āhavaniya. incita-os. o carregador de oferendas. 5. o portador de oferendas. invocado por oblações de manteiga clarificada. Agni. o observador da verdade. para aquele que. no qual a oblação é derramada. desejosos de oblação: senta-te. sê satisfeito por esse nosso louvor. Agni. no sacrifício.4 Varga 23. quando o adorador se aproxima dos fogos Āhavanīya e Gārhapatya combinados.1 o invocador deles. seja tirado do fogo doméstico. mestre de toda riqueza. Uśanas. cuja boca é (o veículo) de oblações. que são defendidos por maus espíritos. consome nossos adversários. 1. Bem hábil nesse nosso sacrifício. 11. o filho de Kavi. 5 Um nome do fogo. 8. Agni (Wilson) (Anuvāka 4. ou um fogo. 6 Esse verso deve ser repetido. e carregado com todas as invocações dos deuses. o mensageiro dos deuses. literalmente. brilhando com radiância pura. 1 . sendo o mensageiro dos Asuras.3 6. 3. se aproxima de Agni. o brilhante. é aceso por Agni. Resplandecente Agni. a métrica. o removedor de doença. o guardião da residência (do sacrificador). o radiante. Agni. Resplandecente Agni. o purificador. para as nossas oblações. o filho de Kaṇva. Louvemos. O comentador cita o Taittirīya Brāhmaṇa. o possuidor de todas as riquezas. sendo produzido artificialmente pela fricção de dois pedaços de um tipo específico de madeira. Tu és o invocador deles para nós. o amado de muitos. oferecendo oblações para a satisfação dos deuses. Agni (Griffith) 1. Nós escolhemos Agni. traze para cá os deuses para a erva sagrada cortada. o Ṛṣi é Medhātithi. Nós escolhemos Agni.

E alimentos. 3.10 favorece-o. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. ó Agni. com heróis como nossos filhos. Sê o protetor. 8. o possuidor de tudo. para quem o óleo sagrado é derramado. Aquele que com presente sagrado chama alegremente Agni para o festim dos Deuses. HINO 12. Ó tu. Radiante. Senhor. Agni. 1. Desperta-os. o muito sábio. Ó Agni. o sábio. Agni. pela chama refulgente. Agni. Assim. traze os Deuses. 2. 5. 7 Jovem: como recém-nascido cada vez que o fogo é produzido. Índice ◄►Hino 13 (Griffith) ____________________ Hino 12. Usada para derramar a manteiga sacrifical no fogo. 4. o dono da casa. Louvemos Agni no sacrifício. 6. o Senhor dos clãs. conduze os deuses cá para aquele que espalhou a Barhis (grama sacrifical). 9. brilhante. Ó Purificador. queima Nossos inimigos a quem os demônios protegem. 5. senhor dos presentes sacrificais. quando fores como mensageiro. ó Agni. 4. tu és nosso Hotṛ. nascido. cujas ordenanças para o sacrifício são verdadeiras. Ó Agni.76 Portador de oblação. visto que tu. como seu mensageiro. 11. Desperta os Deuses dispostos. o Sábio. quando nascido. Louvemos Agni o sábio. 10. VARGA 22–23. de um dono de alimentos sacrificais que adora a ti. 7. sê a defesa forte daquele que. portador de oferendas. Senhor da Casa. ó Deus. Para a nossa oblação. pelo fogo o fogo é aceso). purificador. digno de louvor. 3. cujos caminhos são sempre verdadeiros. Senta-te na grama sagrada com os Deuses. Agni e Agni novamente eles chamaram constantemente com suas invocações. o jovem. Por Agni Agni é inflamado. Nós escolhemos Agni como nosso mensageiro. Louvado desse modo pela nossa mais nova canção de louvor traze opulência para nós. Tu és nosso arauto. cuja boca é a colher sacrifical. para aquele que espalha a erva sagrada. 8 . AṢṬAKA I. ADHYĀYA 1. ó Agni. Mostra satisfação nesse nosso louvor. como o Hotṛ desse sacrifício. muito amado. 8. 7. O Deus que afasta aflição. (deus) resplandecente. o deus que afasta a doença. 9 O rico patrocinador ou instituidor do sacrifício. 10 Pāvaka. digno de ser magnificado. traze para o nosso sacrifício. o jovem. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Senta-te com os deuses na Barhis. Agni.9 Presta culto a ti o mensageiro. cumpres o dever de mensageiro. o sábio. queima contra os maldosos. os dispostos. 6. Por Agni Agni é aceso (ou. contra os feiticeiros. o portador de oferendas. 7 que carrega O presente: a concha8 é sua boca. 12. Agni. por todas as invocações dos Deuses. o amado de muitos. Traze os Deuses para cá.

ó Agni. Sv āhā. na qual (na qual grama. (até agora) não adentradas. 2. duas formas do fogo. aqui. conduze os deuses para cá para nós. que preserva. a oitava. 7. as deusas I ḷā. Elogiado desse modo por nós com o nosso novo hino Gāyatra. Varga 25. que não preserva. e sacrifica. Mas elas. ou o imortal Agni. O significado duplo permeia a frase conclusiva. Napāt ocorre. a imagem da ambrosia. Espalhem. como um sinônimo de filho ou prole. enumeradas como doze. As primeiras cinco estrofes cantam várias formas de Agni. 5 ‘O adorado’. também é um nome de Agni. 1 .3 oferece. ou pā. a décima primeira. amṛita significando a manteiga clarificada borrifada sobre a grama. sejam abertas. no Nighaṇṭu. Eles são. nesse composto. (que és) Īḷita.7 as aumentadoras do sacrifício. e Bharatī.5 traze os deuses para cá. 12. 7 As portas do aposento no qual a oblação é para ser oferecida.77 9.4 o de língua doce. a sétima. Agni. 2 ‘O completamente aceso’. As Āprīs são. o oferecedor de oblações. ou. geralmente. 3 Tanūnapāt: o devorador de manteiga clarificada (tanūnapa). às vezes. amṛita-darśanam. Agni com teu esplendor luminoso está satisfeito. as portas do salão de sacrifício. para a alimentação deles. 8 De acordo com o significado comum de nakta e uṣas. para o nosso sacrifício e nossa comida. 6 É dito que Barhis. considerados como identificáveis ou conectados com Agni. Que as portas brilhantes. Eu invoco o amado Narāśaṁsa. Sê misericordioso. dois sacerdotes divinos ou deificados. o sacrifício deve ser feito hoje. sacerdotes eruditos. Agni. a décima segunda. o consumidor da sua própria substância (tānu) ou combustível. que destrói. – apenas onze. ó purificador. a grama sagrada. a décima. mas o Hino é dirigido a uma variedade de divindades. mas. pois tu és o invocador instituído pelos homens. e que convida Agni para o banquete dos deuses. todos. Sábio (Agni). segundo o comentador. que come. nesse lugar. 11. Assim. através de todas as nossas invocações dos deuses. 1 Varga 24. ditas serem personificações de Agni. para o homem que é rico em alimento sacrifical. traze os deuses para cá para os oferecedores da nossa oblação. 3.2 invocador. o segundo membro é considerado como ad. 1. purificador resplandecente. Vanaspati. Tvaṣṭṛ. Āprīs (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. em uma carruagem de movimento rápido. – o último. que és Tanūnapāt. que és Susamiddha. a sexta. traze-nos abundância de alimentos e homens valentes. 5. purificador. hoje. ou objetos deificados. Narāśaṁsa. 10. certamente. ou na qual Agni) é a aparência da ambrosia. Eu invoco as adoráveis noite e alvorada8 para se sentarem sobre a erva sagrada. pois. e borrifada com manteiga clarificada. m anhã e noite. de acordo com outra etimologia. aos quais o nome geral Āprī é aplicado. com esse nosso louvor. o nosso sacrifício de bom sabor para os deuses. denotam. mas. com na prefixado.6 bem amarrada junto (em feixes). Índice ◄►Hino 13 (Oldenberg) ____________________ Hino 13. a nona. 6. 4. napāt. para esse sacrifício. Sarasvatī. – omitindo um dos nomes do fogo. 4 Aquele a quem homens (narāh) louvam (śansanti). nesse nosso sacrifício. que presidem aqueles períodos.

Índice ◄►Hino 14 (Wilson) ____________________ Hino 13. Eu chamo os dois eloquentes. Sacerdote. divino Vanaspati. geralmente uma grande árvore. 12. considerado como o primeiro instituidor de sacrifícios e cerimônias religiosas. os sábios. Filho de Ti mesmo. e sábios invocadores (dos deuses). na devida ordem. 14 Tanūnapāt. sinônimo de palavra. como se o combustível e a queima dele fossem considerados como sendo o mesmo. eu Invoco para esse nosso sacrifício. 6. um dos Ādityas: mas essas personificações mitológicas são de um período pós-vêdico. ó Sábio. aqui. e não necessariamente derivado de outro fogo. como a exclamação usada ao derramar a oblação no fogo. Eu invoco o principal e multiforme Tvaṣṭṛ. purificador. Sarasvatī. 17 De acordo com Sāyaṇa. glorificado. também. Mahī. 11 Senhor das florestas. ou o homem representante e pai da raça humana. 3. sendo chamado de o fabricante do vaso ou concha sacrifical original. que eles se regalem. e ele parece possuir alguns atributos dessa natureza nos Vedas. Um texto do Veda é também citado. Sarasvatī é. 10 Tvaṣṭṛ. exclusivamente. 15 ‘Louvor dos Homens’ é um dos nomes místicos de Agni. como se depreende a partir de uma passagem análoga onde os nomes se encontram Iḷā. como personificações de Agni. Bharatī. ou a manteiga clarificada ou Agni o Deus. traze os Deuses para aquele que oferece presentes sagrados. Que as três deusas imperecíveis. Ele é. 10. como no relâmpago. na casa do adorador. é chamada de a esposa de Bharata. 8. O caro Narāśaṁsa. divinos e de linguagem agradável 9 É dito que Mahī é um sinônimo de Bharatī. Oferece. que atribui a ele a disposição das formas de animais em pares. é identificado com Viśvakarma.13 Adora-os. Que sejam abertas as Portas Divinas. e que o verdadeiro conhecimento seja (a recompensa) do doador. Os dois Invocadores18 eu convido. Agni. pelo comentador. Espalhem. Onde o Imortal17 é contemplado. 12 Svāhā [Salve! Bênção!]. a noiva de Viṣṇu. além disso. o artífice dos deuses. Agni. é a terra. 2. 9. 16 Manu é o homem por excelência. a erva sagrada que pinga com óleo. nosso.11 a nossa oblação para os deuses. divinos. 14 apresenta. dito ser um Agni. traze os deuses para cá. a deusa da eloquência. o dador de oblações. 4. como sempre. Manu16 te nomeou como Sacerdote. Outras derivações fantasiosas são dadas. Esse é um nome de Agni que ocorre frequentemente. Agni (Griffith) 1. nosso sacrifício aos deuses hoje. ó sábios. . Para o sacrifício hoje e agora. 7. também pode ser identificada com Agni. e aqui é dito ser um Agni.9 sentem-se sobre a grama sagrada. para o instituidor de um sacrifício. para que eles possam celebrar esse nosso sacrifício. Doce para o paladar. chamadas de três chamas de fogo personificadas.10 que ele seja. Essas são. a primeira. Iḷā. concessoras de alegria. 13 Isto é. Eu chamo as adoráveis Noite e Alvorada para que elas se sentem na grama sagrada Nesse nosso sacrifício solene. 5. 11. em teu carro mais ligeiro.78 8. Portanto eu chamo os deuses para cá. Iḷā. no sistema popular. igualmente. que ajudam o rito. Sarasvatī. infalíveis. bem aceso. assim chamado porque o fogo é às vezes autogerado. Realizem o sacrifício transportado através de Svāhā12 para Indra. ou produzido por atrito. designadas. e esposa de Brahmā. Como deusas. elas são.15 de língua doce. a terceira. um dos doze Ādityas.

1). Que eles possam realizar esse sacrifício para nós. de língua de mel. apresenta essa nossa oferta para os Deuses. I. 10. as aumentadoras de Ṛta. Que o esplendor do doador seja o mais notável. Estando bem aceso. os sábios de línguas belas. 6. 5 seq. Mahī. 19 Iḷā: a deusa da fala sagrada e ação. o senhor da floresta (vanaspati) invocado nesse verso Āprī só pode ser o poste sacrifical (yūpa) ao qual a vítima era amarrada antes de ser morta. A History of Ancient Sanskrit Literature. o preparador. na qual a aparência da imortalidade (é vista). ó Agni. Iḷā ('Nutrição'). Espalhem. bem como nos textos vêdicos mais modernos (por exemplo. serenas. ‘instituído por Manus’. 8. do alimento sacrifical. ou. as que não falham. Ó magnificado Agni! Conduze os deuses para cá em um carro de movimento rápido. 3.79 Para celebrar esse nosso sacrifício. 11. também uma deusa da fala. ó sábio.19 Sarasvatī. 4. para que elas possam se sentar sobre essa nossa grama sacrifical. as deusas lindamente enfeitadas. Veja Bergaigne. Parece incerto quem são esses dois invocadores ou sacerdotes. Hino Āprī (Oldenberg) MAṆḌALA I. ó Deus. O yūpa é chamado de vanaspati no Ṛg-Veda (3. Sarasvatī. p. que hoje. 23 Parece-me evidente que a árvore. Que as divinas portas se abram. que não se unam. 6. ou Vulcano. versado em todos os dispositivos extraordinários e admiráveis. I. ADHYĀYA 1. Com Svāhā prestem o sacrifício para Indra na casa do ofertante: Eu chamo os Deuses para cá. que agora o sacrifício possa prosseguir. e realiza o sacrifício. o artesão divino. Tvaṣṭṛ de todas as formas para vir para cá. 9. Índice ◄►Hino 14 (Griffith) ____________________ Hino 13. Iḷā. Taittirīya Saṃhitā. o mais antigo nascido. na devida ordem a grama sacrifical. Religion Védique. o artista ideal. AṢṬAKA I. cujo verso (ou superfície) está borrifada com manteiga. as três deusas que dão conforto. Veja M. VARGA 24–25. nos traze para cá os deuses para o homem rico em alimento sacrifical. ó homens meditativos. Deus. HINO 13. e Mahī ('a Grandiosa'). Tvaṣṭar21 eu chamo.20 três deusas que trazem deleite. Sentem-se. 21 O Hefesto. Eu invoco os dois Hotṛs divinos. 12. Ó árvore23. que ele seja só nosso. aos deuses. 20 ‘A grande’ (deusa). 464. ou Agni e Varuṇa. o mais hábil dos artífices. 5. Eu invoco aqui nesse sacrifício Narāśaṁsa. 3. para que ele possam se banquetear. Eu invoco aqui nesse sacrifício a Noite e a Alvorada. se sentarão na grama sacrifical. ó Hotṛ. 9. que o alimento sacrifical vá. 7. 8). 18 . 2. 22 Manurhita. 1. 6. E que o doador seja renomado. 11. Tu és o Hotṛ instituído por Manus22. o amado. na grama. 10. Müller. para traduzir mais literalmente. não por homens. do panteão indiano. ou Varuṇa e Āditya. Soberano da Floresta. Eu chamo aqui o principal. se Agni ou Āditya. v. Tanūnapāt! faze o nosso sacrifício rico em mel e leva-o para os deuses hoje. dita ser idêntica a Bhāratī. utente de todas as formas à vontade: Que ele seja nosso e só nosso. purificador.

especificados individualmente. junto com suas esposas. de língua brilhante. (participantes da oferenda). com Indra. O Nighaṇṭu define o termo como o nome dos cavalos de Agni. estimulantes. deve ser inserido não é explicado. 5. Mitra. 7. Por todos vocês esses sucos são derramados. Os Kaṇvas propriamente denotam os descendentes. ou de. Os Kaṇvas1 te chamam. os Ādityas. 1. 4 Patnīvatah: tendo suas esposas. Tu. da (esfera) brilhante do sol. Que os corcéis que te transportam. Bṛhaspati. designado. doces. com os deuses. 2. ao sentido de sábios. Agni. Oferece essa nossa libação. Porque Vṛhaspati ou Bṛhaspati. pelo homem. traze os deuses para cá. Agni.7 à tua carruagem. ghee. 3. no momento da libação.80 12. tuas éguas velozes e poderosas. e a tropa de Maruts. para beber do suco Soma. 3 As costas deles brilhando com. 6. as várias formas de Mitra. Sacrifica. Vem. Agni. e louvam tuas façanhas. tragam os deuses para beber o suco Soma. e para nossos louvores. tendo espalhado a grama sagrada. aumentadores de atos piedosos. com a qual os cavalos são alimentados. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica não mudam. Agni. Os sacerdotes sábios. 5 todas as divindades. 6 Com os raios. ou Ādityas. Com todos os deuses. o doce suco Soma. satisfatórios. e (tu) oferece sacrifício. e Bhaga.2 4. ou Sóis. e oferecendo ornamentos. 7 Elas são chamadas de Rohits. estás presente em sacrifícios. ou coletados em conchas. Pūṣan. Vem.4 dá a eles. 1 . Agni. Rohits. ou manteiga clarificada: diz o comentário. Índice ◄►Hino 26 (Oldenberg) ____________________ Hino 14. que despertam com a alvorada. mas o Hino é endereçado aos Viśvedevas. de acordo com o comentador. Agni sapiente. 2 “Sacrifica. caindo em gotas. oferecendo oblações. de costas lustrosas3 e arreados à vontade. Une. te glorificam. para Indra. Agni. como o invocador (dos deuses). Mitra. Varga 27. Que aqueles objetos de veneração e de louvor bebam. nos doze meses do ano. Agni. 5 Literalmente: do brilho do Sol. do Ṛṣi Kaṇva. para nossa adoração. divino Agni. 9. assim como a classe de Ādityas. Vāyu. ou. 12. com tua língua. A maioria desses já ocorreu. para beber o suco Soma. ou os discípulos. pois o verso contém apenas os nomes no caso objetivo. aqui. Agni. Ofereçam o sacrifício com a palavra Svāhā para Indra na casa do sacrificador. Pūṣan e Bhaga são formas do Sol. com todos esses deuses. ou de sacerdotes oficiantes. o preceptor espiritual dos deuses. Que o sábio invocador (dos deuses) traga para cá. Vāyu e as glórias de Mitra. Varga 26. para” é fornecido pelo comentário.6 bebe. 10. o que pode significar vermelho. faze aqueles objetos de veneração. 11. e por meio delas. desejosos da proteção (dos deuses). mas o comentador limitaria o termo. Para esse lugar eu chamo os deuses. 8. do suco Soma.

5. foram nutridas a respeito dessas divindades. O elemento eterno e inviolável no qual os Ādityas residem. mas os eternos sustentadores dessa vida luminosa. n. 12 Isto é. é o elemento que os sustenta e é sustentada por eles. 3. Que os corcéis velozes que te carregam. Bṛhaspati. 8. e é também designado como o Purohita da comunidade divina’. eternidade ou a eterna.. ‘alternando com Brahmaṇaspati é o nome de um deus em quem a ação do adorador sobre os deuses é personificada. Para beber o Soma. 7. Eles não são nem sol. por trás de todos esses fenômenos’.12 Faze-os beberem o hidromel. 16. Roth. os deuses dessa luz. 4. Mas para o período mais antigo nós devemos considerar firmemente a significação primária do nome deles. vê o universo inteiro. V. Agni. Agni.10 Ādityas. é considerado como o concessor de riqueza. que merecem adoração e louvor bebam com tua língua O hidromel em sacrifício solene. Para vocês são derramados esses sucos que alegram e divertem. o Sacerdote sábio invocador13 trará Todos os Deuses que despertam com o amanhecer. é a luz celestial. Arreia as Éguas Vermelhas ao teu carro. Agni. V. 10. Os filhos de Kaṇva desejosos de ajuda te adoram. imperecíveis. 14 Todos os deuses.. Muir – Original Sanskrit Texts. 272. Ele é o suplicante. para o nosso serviço e nossas músicas Com todos esses deuses. Aditi. e até naquela dos poemas heroicos. 11. que chama os Deuses. une-os. do reino de luz do Sol. Ordenado por Manu15 como nosso Sacerdote. 13 Agni. entretanto. ou Viśvedevas. os fortalecedores da Lei. as flamejantes: Com elas traze os Deuses para cá. com suas Damas. v. 9 Pūṣan é um deus que protege e multiplica o gado e as posses humanas em geral. em uma época posterior. Com todos os deuses. ó de língua brilhante. 9.. vem para cá com os deuses. Em posição ele é um deus solar. o Senhor bondoso e protetor. nem aurora. Adorados. vem. Agni. e os adora. e os protege contra os maus. eles. as Baias. 15 Manu: veja o Hino 13. em todo rito: Consagra esse nosso sacrifício. tragam os deuses para a dose de Soma. 5.9 Bhaga. e esplendores de Mitra. De acordo com essa concepção eles eram doze deuses do Sol. que existe. 11 Ādityas. tu tens assento. o sacerdote que intercede com os Deuses em nome dos homens. Com oferendas e todas as coisas preparadas. 8 . portanto não correspondem de nenhuma maneira com alguma das formas nas quais a luz é manifestada no universo. ó Cantor. De longe. Bṛhaspati. ó Agni. o suco Soma agradável. se nós queremos descobrir seu caráter mais antigo. Agni. e é um guia em estradas e jornadas. ‘Lá (no mais alto céu) residem e reinam aqueles Deuses que têm em comum o nome de Ādityas. ó Deus. Eles são os seres invioláveis. faze-os (virem) com suas consortes. bebe. J. 6. Os Kaṇvas te invocaram. n.11 e a hoste Marut. Pūṣan.14 com Indra. nem lua. tendo espalhado a grama. por assim dizer. fazendo alusão evidente aos doze meses. cantam canções de louvor a ti. citado por Muir. abandonar as concepções que. Que eles. Visvedevas (Griffith) 1. 12. 10 Bhaga. nem estrelas. Nós devemos. 4. com Vāyu. Os Ādityas. e que forma a essência deles. p. jungidos com pensamento e gotejando óleo sagrado.. Indra. 2. Agni. As gotas de hidromel que repousam na taça. Original Sanskrit Texts. eternos. Vāyu.8 Mitra. Por isso ele aparece como o arquétipo dos sacerdotes e da classe sacerdotal.81 Índice ◄►Hino 15 (Wilson) ____________________ Hino 14. veja o Hino 3. 56.

com Ṛtu. cultua os deuses. Mitra e Varuṇa. literalmente: ‘da riqueza bramânica. Concessor de recompensas. com alguma divindade mais familiarmente conhecida. e não perturbado (por inimigos).3 decora-os. Maruts. organiza-os em três lugares. e lá permaneçam. ou sacerdote assim denominado. que é. Que Draviṇodas nos dê riquezas das quais se ouça falar. 9 Isto é. eficaz. Agni. Draviṇodas. em nome do adorador deles. portanto sê um benfeitor para nós. 5. aceitantes. o deus é Ṛtu 1. Aśvins. porque dele é dito: “a relação é a concha que tem as sobras”. ou de força (draviṇa). 2. bebe. Ṛtu (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. chamada de uma oferenda com suco Soma. com os Ṛtus. com as Ṛtus. mas é.4 depois de Ṛtu. o suco Soma. 7 No adhvara e nos yajñas. Índice ◄►Hino 16 (Wilson) Ṛtu é. por ele ter assumido. realizadores de atos virtuosos. como o Agniṣṭoma. pois tu és possuidor de riquezas. Indra.8 Apressem-se. . propícios a atos virtuosos. 11.7 8. 12.’ mas o primeiro termo é explicado como um recipiente caro ou opulento. Já que. 9. do vaso sacrifical: consagrem o rito. desejosos de riqueza. e Gārhapatya. 5 Para esmagar a planta Soma. Que as gotas satisfatórias entrem em ti.6 nos sacrifícios primários e secundários. na segunda divisão de quatro. o primeiro é dito ser a cerimônia primária ou essencial. Varga 28. que é um dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios. propriamente. do vaso precioso do Brāhmaṇa. relativo ao Brāhmaṇāchchhansī. do sacrifício. da taça do Neṣṭṛ. talvez. traze os deuses para cá. e o último. associado. louvam o divino (Agni). estejam presentes. Draviṇodas deseja beber. como o dador (das) de riqueza. com Ṛtu. (Os sacerdotes). em alguma ocasião. ao meio-dia e ao pôr do sol. 6. bebe com Ṛtu. Draviṇodas já foi celebrado em quatro estrofes. ofereçam a oblação. Dākṣiṇa. ao Brahmā na primeira: e. a função do Neṣṭṛ. sendo identificado com o fogo doméstico.9 junto com as Ṛtus. com Ṛtu. 3. 4. Nós as pedimos para os deuses. é dito. em outra parte. (sacerdotes. brilhantes com fogos sacrificais. Neṣṭṛ é outro nome de Tvaṣṭṛ. 3 Ou nas três cerimônias diárias. 4 O texto obscuro é. 1.2 com tua esposa.ao amanhecer. uma estação. bebam a bebida doce. em um sacrifício. 1 2 . com Ṛtu. 8 Um dos dezesseis sacerdotes oficiantes. sua função seja segurar alguma concha. em nosso sacrifício. personificado como uma divindade. bebam. do sacrifício. e participante. com Ṛtu. pois vocês são generosos. um sexto do ano hindu. nós te adoramos.82 Índice ◄►Hino 15 (Griffith) ____________________ Hino 15. por quem tua amizade é ininterrupta. em cada estrofe. no qual a oferenda é apresentada. correspondendo. segurando pedras5 em suas mãos. Bebe o suco Soma. o segundo. 7. – ou nos três fogos acesos em sacrifícios. ou vaso. e partam. ou no qual a parte não gasta é removida. pela quarta vez. 10. Indra. 6 Draviṇodas é um epíteto ou título de Agni. o Āhavanīya. para o salão de oferenda). as cerimônias modificadas. como a Ukthya. Varga 29. Draviṇodas. recomenda nosso sacrifício para os deuses: bebe. Neṣṭṛ. aqui. (Agni).

Apressem-se. 11. Como nós esta quarta vez.12 Tu. Bebam o hidromel. te honramos com as Ṛtus. Agni).83 ____________________ Hino 15. 7. 12. o fogo a partir do qual fogos para propósitos sacrificais são acesos. da generosidade do Brāhmaṇa: não dissolvido.10 Maruts. ‘Como nós em quatro lugar’. vocês cujos caminhos são firmes. santifiquem O rito. ó Aśvins brilhantes com chamas. e partam. 9. que se estabeleçam lá.11 Concessor de Riqueza. cujos atos são puros. coloca-os nos três locais indicados. Pois tu és aquele que dá riqueza. Em sacrifícios louvam o Deus. 11 . que as gotas que animam Afundem profundamente. foi até agora celebrado em quatro estrofes em vez do usual tṛca ou terceto. entre os deuses. com Ṛtu. 3. Essas coisas nós ganhamos. com tua Dama aceita nosso sacrifício. com Ṛtu beberia ávido da taça do Neṣṭar. 8. Ele. o Concessor de Riqueza. pois vocês dão presentes preciosos. como Draviṇodās ou concessor de riqueza. Agni. Com Ṛtu vocês chegaram ao rito. sê Um Doador generoso para nós. Ó Indra. Varuṇa. Ó Indra. 6. – um Poder que ninguém engana –. Tvaṣṭar. Índice ◄►Hino 16 (Griffith) ____________________ 10 O recipiente sacrifical do Potar. Mitra. 12 O gārhapatya é o fogo sagrado mantido perpetuamente pelo chefe de família. Traze os Deuses. Com Ṛtu. Bebe Soma. que derrama no fogo a libação para os Maruts. 5. deem sua oferenda. bebe com Ṛtu. bebe o suco Soma com Ṛtu. Ó Neṣṭar. e bebe com Ṛtu. Agni sendo o quarto na invocação (Indra. louvam o Concessor de riqueza no rito. é o laço da tua amizade. Circunda-os. guia o sacrifício: Adora os deuses para o homem piedoso. 4. que com Ṛtus aceitam o sacrifício. Bebam do cálice do Purificador. Maruts. depois dos Ṛtus. através do fogo doméstico. Que o Dador de riqueza conceda a nós riquezas que serão muito famosas. bondoso Doador. 10. Ṛtu (Griffith) 1. ou nós podemos traduzir com Ludwig. ansiosos por riqueza. ou Purificador. Os espremedores de Soma. 2. Agni.

que são brilhantes como sóis. em uma carruagem de movimento rápido. 9. Nós invocamos Indra. Aqui estão os grãos borrifados com óleo: que os velozes Cavalos Baios tragam para cá Indra sobre seu carro mais ligeiro. se dirige. como um veado sedento. [Veja a nota 4. realiza nosso desejo. Indra. Indra. para beber o suco Soma. Índice ◄►Hino 17 (Wilson) ____________________ Hino 16. para regozijo (dele). imersos em manteiga clarificada. Que esse nosso hino excelente. Esses sucos Somas gotejantes são derramados na erva sagrada. no sacrifício seguinte. 5. 6. nós te glorificamos. Vem para cá. Nós te chamamos quando o suco é derramado. para cá. com teus Corcéis de crina longa.2 Varga 31. 1 Embora não citada mais particularmente. Vem. (te façam manifesto). o Forte. Aqui estão as gotas de suco Soma espremidas na grama sagrada: Bebe delas. que teus corcéis te tragam para cá. para a libação derramada por ti Bebe dela como um veado4 sedento. ó Indra. com teus corcéis de crina longa. 5. 4. 2 . para o qual a libação está preparada: bebe. para a nossa libação. uma espécie de búfalo. o deus é Indra. o destruidor de inimigos. no rito matutino. Indra. Bebe-os. Indra. Indra no decorrer do sacrifício. tocando teu coração. Indra. A libação sendo derramada. nós te chamamos. dito ser uma espécie de veado. para ele nós derramamos a bebida. 6. 3. a especificação implica a adoração matutina. para beber o suco Soma. 4 Como um Gauro (Bos Gaurus). Indra nós chamamos de manhã cedo. para toda cerimônia onde a libação é vertida. por isso. Indra. Como o gaura. 2. concessor de desejos. Indra (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. com (a doação de) gado e cavalos. nós o invocamos. para aumentar teu poder. seguramente. para reabastecer teu vigor. Aceita esse nosso louvor.84 Hino 16. estão espalhados (sobre o altar). seja agradável para ti. que (os sacerdotes) radiantes como o sol. Indra (Griffith) 1. e. Vem para essa nossa canção de louvor. do meio-dia.1 4. e vem para esse nosso sacrifício. nós invocamos Indra para beber o suco Soma. onde esses grãos (de cevada crestada).3 2. 8. Que teus Cavalos Baios tragam a ti. 7. Meditando profundamente. ‘Bebe como um búfalo sedento’ seria talvez uma versão mais estritamente correta.] 3 Sāyaṇa entende que isso se refere aos sacerdotes. Śatakratu. 1. para cá para beber a dose de Soma Aqueles. 3. bebe a libação derramada. Varga 30. e vespertina. Que os corcéis dele transportem Indra. Indra para beber o suco Soma.

e as empilhamos. 2. Indra-Pūṣan. ambos. 2. (aceitando. Varga 33. Os mais proeminentes dos outros deuses duais são Agni-Soma. Eu busco a proteção dos dois governantes soberanos. Dyaus-Pṛthivī e Soma-Rudra. Então bebe o suco Soma espremido. e. 8. de acordo com nossos desejos. 1 .1 que Os dois favoreçam um de nós como eu. 6. 8. Índice ◄►Hino 17 (Griffith) ____________________ Hino 17. – aquele louvor conjunto que vocês. deuses. ao apelo de um ministro como eu. Indra-Viṣṇu. vai. Para cada dose de suco espremido Indra. nos favoreçam consequentemente. 1. a conceder proteção. 4. as (louvações) misturadas dos nossos (sacerdotes) honrados (estão preparadas). mais excelente. Nós os desejamos sempre perto de nós. Satisfaçam. Pois vocês estão sempre prontos. Indra-Bṛhaspati. Eu chamo vocês dois. Indra e Varuṇa. Façam-nos vitoriosos (sobre nossos inimigos). Bem recebido por ti seja esse nosso hino. o matador de Vṛtra. concedam rapidamente felicidade para nós. Que nós estejamos (incluídos) entre os doadores de alimento. Varuṇa deve ser louvado entre aqueles que são dignos de louvor. As (libações) misturadas dos nossos ritos religiosos. como antes. Indra-Varuṇa (Griffith) 1. 9. Indra e Varuṇa. Indra e Varuṇa. 3. Mitra-Varuṇa. Guardiões da humanidade. Realiza. conjuntamente.) dignificam. há abundância. com riqueza. ainda. por opulência múltipla. 9. ó Śatakratu. Indrāvaruṇa. todos os nossos desejos com cavalos e gado. Indra o Herói e Varuṇa o Rei são abordados conjuntamente como um deus dual.85 7. Indra-Agni. chegando ao teu coração. Que o louvor fervoroso que eu ofereço a Indra e Varuṇa chegue a vocês dois. 3. vocês sempre vêm com socorro pronto ao apelo De todo cantor como eu. Que eles. Indra e Varuṇa (Wilson) (Sūkta VI) Métrica e Ṛṣi. Indra-Vāyu. Indra e Varuṇa. Eu peço ajuda dos Senhores Supremos. de acordo com seu desejo. Indra é um doador entre os doadores de milhares. ó Indra-Varuṇa. Varga 32. Indra-Soma. Indra e Varuṇa. Satisfaçam-nos com riqueza. Com pensamentos santos nós cantamos teu louvor. de Indra-Varuṇa. Através da proteção deles nós desfrutamos (de riquezas). Beber o Soma em busca de deleite. guardiões da humanidade. pois nossas mentes são devotadas a vocês dois. 5. 7. Índice ◄►Hino 18 (Wilson) ____________________ Hino 17.

4 Propriamente. o amigo de Indra. 2. o deus do Brahman. deem-nos imediatamente sua ajuda que acolhe. como Kakṣīvat. por nossas canções que buscam conquistar vocês para nós mesmos. Sūkta I) A métrica e o Ṛṣi são como nos precedentes. Roth dele. o comentador sobre Manu. Tu. 3. Ó Indra-Varuṇa. seja favorável a nós. . Elogio conjunto que vocês dignificam. participantes da benevolência De vocês que dão força generosamente. e no Vāyu Purāṇa. entre os doadores de milhares. o mestre ou protetor (Pati) da assembleia (sadas). 6. seja nossa. Que ele. Hino 40. Eu solicito inteligência de Sadasaspati4. e. agnim īḷe. 9. o Ṛg-veda é suposto proceder dele. Sem cuja ajuda o sacrifício até do sábio não é concluído. cap. 5. mas se ele deve ser considerado como uma personificação distinta. segundo Medhātithi. como o deus da prece sagrada. Brahmaṇaspati.1 torna o oferecedor da libação ilutre entre os deuses. é duvidoso. 104. ele permeia a associação dos nossos pensamentos. 5. enquanto o torna distinto deles. Brahmaṇaspati. uma noção. o extraordinário. foi sugerida por sua abertura com o hino para Agni. com Indra e Soma. 6. Varga 35. e. Indra e Dakṣiṇā. curar doença. e a nona. as três seguintes são endereçadas a Sadasaspati. Brahmaṇaspati. associado. de Agni. o imediato (concessor de recompensas). com eles e Dakṣiṇā. e. especialmente. e vocês. que chegue a vocês o elogio amável que eu ofereço. A etimologia justificará a definição do Dr. O homem generoso a quem Indra. ou. de um modo especial. nessa ocasião. 4. o desejável. Ele dar riqueza. aqui personificado como uma divindade feminina. São Poderes que merecem o maior louvor. deixa a ele Agni como seu arquétipo. ou como uma forma modificada de uma daquelas já reconhecidas. Ele é o amigo ou associado de Indra. ele é.2 2. 1. que é opulento. ou Narāśaṁsa. visto que. 8. Protege-nos. uma criada do rei Kalinga. o caridoso. Que nós sejamos participantes dos poderes. na quarta. 4. do texto do Veda. v. As primeiras cinco estrofes são dirigidas a Brahmaṇaspati. o adquiridor de riquezas. ao mesmo. 37. 2 Kakṣīvat era o filho de Dīrghatamas com Uśij. e promover nutrição. Índice ◄►Hino 18 (Griffith) ____________________ Hino 18. em um grau específico. Brahmaṇaspati (Wilson) (Anuvāka 5. Brahmaṇaspati. antes. de modo que nenhuma crítica caluniosa de um homem malevolente possa nos atingir. e Soma protegem nunca perece. o filho de Uśij. o aumentador do alimento. acumulada O suficiente e ainda de sobra. de acordo com algumas afirmações. Agni é. 7. no entanto. não são propriedades específicas dele. Ó Indra-Varuṇa. e ele ser associado com Indra e Soma. [A história é encontrada em português no Mahābhārata. Adi. Varga 34. o curador de doenças. Soma. um nome de Agni. dignos de glorificação. 63 e seguintes. aqui. Indra e Varuṇa.5 1 O comentador não nos fornece relato da posição ou funções desse deus. compartilha das mesmas oblações. na quinta. a vocês por riqueza em muitas formas eu chamo Continuamente nos mantenham vitoriosos.] 3 Dakṣiṇā é o presente feito aos brâmanes na conclusão de algum rito religioso. Por meio da proteção deles que nós ganhemos grande suprimento de riqueza.86 Nós almejamos tê-los mais perto de nós. Ele ser. Ó Indra-Varuṇa.3 protejam aquele homem do pecado. talvez. a qual. 7. ligado com a oração aparece mais inteiramente em uma passagem subsequente.

Brahmaṇaspati. Brahmaṇaspati. o processo de prepará-la tornou-se um sacrifício sagrado. 3) como um nome de Agni. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. Veja Muir. ele leva o sacrifício à sua conclusão. 6. e Indra. dotando aqueles em quem ele entrava com poderes divinos. ele o mais resoluto. mesmo do homem sábio. 3. Do maravilhoso Senhor da Assembleia. da família de Pajra. Original Sanskrit Texts. sob a influência do qual o indivíduo ficava disposto a. o mais renomado. E Soma9 inspiram benevolentemente. 9 O Deus que representa e anima o suco da planta Soma. 7. 8. Dakṣiṇā. 7 Kakṣīvān. atos além dos poderes naturais dele. ‘radiante como os céus’. 10 Sádmamakhasam. Não deixes a maldição do inimigo. 11 O significado parece ser: por meio da minha invocação e louvor eu tenho alcançado os Deuses. Nossa voz de louvor vai até os deuses. V. e radiante como os céus. logo percebeu que esse líquido (o suco Soma) tinha o poder de elevar os espíritos. 8 Isto é. 9. de acordo com Sāyaṇa. Protejam esse mortal do perigo. chamado de Auśija. e capaz de. Ó Brahmaṇaspati. 5. e o autor de vários dos hinos do Ṛgveda. ato. Ó Brahmaṇaspati. e confirma a aplicação de Sadasaspati e Brahmaṇaspati ao mesmo deus. 9. 258. ou filho de Uśij. ‘como alguém que lutou para ganhar lugar no céu’.7 2. O rápido. Ele faz a oblação prosperar. Igual a Kakṣīvān Auśija. que encontraram nele algo divino: ele era para a sua compreensão um deus. Índice ◄►Hino 19 (Wilson) ____________________ Hino 18. torna glorioso aquele que espreme Soma. ou ‘os objetos de nossos atos virtuosos’. de acordo com Ludwig. a planta que proporcionava isso se tornou para eles o rei das plantas. ‘cuja religião inteira era uma adoração dos poderes e fenômenos extraordinários da natureza. Ele sem o qual nenhum sacrifício. o mais amplamente famoso Por assim dizer o Sacerdote Familiar10 do céu. – que ele esteja conosco continuamente. (através dele) nossa invocação chega até os deuses. foi um renomado Ṛṣi ou vidente. como sempre. O rico. diz o professor Whitney. ‘O povo ário de mente simples’. o que pode significar ‘ele permeia a associação de nossas mentes’. porque dhī significa ou buddhi. e com a visão do espírito tenho contemplado Agni no céu.87 8. Ele recompensa o oferecedor da oblação. e produzir um frenesi temporário. 4. A grande antiguidade desse culto é atestada pelas referências a ele encontradas ocorrendo no Avesta persa’. ou tem o significado vêdico de karma. prospera. Ele era nos tempos antigos o Dionísio ou Baco indiano. Brahmaṇaspati. não deixes um ataque violento cair sobre nós Preserva-nos. 6 Esse já ocorreu (no Hino 13.11 Índice ◄►Hino 19 (Griffith) ____________________ Dhīnāṃ yogham invati. Soma.8 que dá riqueza. aumenta fartura. compreensão. eu tenho me aproximado em oração. Ele incita a série de pensamentos. o curador de doença. tu. Nunca é prejudicado o herói mortal a quem Indra. ele promove o progresso do sacrifício. do adorável Amigo de Indra que dá Sabedoria. 5 . o mais resoluto. Eu tenho visto Narāśaṁsa. Eu tenho visto Narāśaṁsa 6.

Que espalham as nuvens. e enviam chuva. e. 8. 5. Agni. 2. de formas terríveis. que cantam sua canção. Todos os Deuses desprovidos de malícia. devoradores de seus inimigos: Ó Agni. vem. Que se propagam (pelo firmamento). para beber o suco Soma. 3. a principal ação na queda da chuva. com sua força. Agni. com os Maruts. com os Marus. com os Maruts. poderosos. Vem. Varga 36. com os Maruts. Agni. que são possuidores de grande riqueza. com os Maruts. Muitos textos atribuem aos Maruts. Os terríveis. vem com os Maruts. longe sobre o mar revolto: Ó Agni. Que são divindades que residem no céu radiante acima do sol. 7. Eu derramo o doce suco Soma. 3. com os Maruts. 4. supera o teu poder mental.88 Hino 19. Agni. 1. Vem. vem com aqueles Maruts 6. 9. Agni. (como) antigamente. e desprovidos de malignidade. não conquistados pela força: Ó Agni. 4. e são insuperáveis em força. Que são brilhantes. Fervorosamente tu és chamado para esse rito perfeito. Maruts (Griffith) 1. e agitam o oceano (com ondas). com os Maruts. e terríveis em sua forma. vem. Índice ◄►Hino 20 (Wilson) ____________________ Hino 19. Agni. Vem. Que são violentos. agitam o oceano. Ó Agni. Varga 37.2 vem. nenhum Deus. vem. junto com os raios (do sol). Agni e os Maruts são as divindades. Agni. Que são todos1 divinos. Agni e Maruts (Wilson) (Sūkta II) A métrica e o Ṛṣi são os mesmos. e são devoradores dos malevolentes. Nem deus nem homem tem poder sobre um rito (dedicado) a ti que és poderoso. vem. Agni. acima da esfera da abóbada luminosa do firmamento: Ó Agni. Que estão colocados como divindades no céu. ou ventos. com os Maruts. para tu beberes. vem com aqueles Maruts 7. 6. que conhecem a imensa região do ar: Ó Agni. vem. vem com os Maruts. Nenhum homem mortal. vem com aqueles Maruts 8. Que com seus raios brilhantes se espalham sobre o oceano com poder 1 2 Pelo termo ‘todos’ deve-se entender as sete tropas de Maruts. com os Maruts. Agni. vem com aqueles Maruts 5. Que espalham nuvens sobre o céu. Agni. 2. . ó Poderoso: Ó Agni. A esse sacrifício auspicioso para beber a dose láctea tu és chamado. vem com aqueles Maruts. Brilhantes. que sabem (como causar a descida) das grandes águas.

3 . de formas terríveis. ó Agni! 6. sem ódio. na luz do firmamento. Eu derramo para ti para teu primeiro gole. HINO 19. nem mortal. o firmamento. 9 Pūrvapīti.6 com aqueles Maruts vem para cá. vem com os Maruts. e devoradores de inimigos.3 com os Maruts vem para cá. tropas de deuses. ó Agni! Índice ◄►Hino 37 (Müller) ____________________ Ghopīthā é explicado por Yāska e Sāyaṇa como ‘beber do Soma.8 com os Maruts vem para cá. ó Agni! 9. Eles que no céu estão entronizados como deuses. está além do teu poder. ADHYĀYA 1. ‘um gole de leite’.’ Eu mantive o sentido literal da palavra. 4 O céu ou firmamento é a própria residência dos Maruts. Nem deus de fato. 7 Sāyaṇa explica arkā como água. vem com aqueles Maruts.89 Ó Agni. ou.5 sem malícia. e ‘eles que conhecem’ quer dizer simplesmente ‘eles que residem’ no grande céu. Índice ◄►Hino 20 (Griffith) ____________________ Hino 19. eu derramo o hidromel misturado com Soma: Ó Agni. Os fortes que cantam sua canção. todos os deuses juntos. ó Agni! 7. Por isso Wilson: ‘Que são violentos e mandam chuva’. 5 A denominação viśve devā. com os Maruts vem para cá. ó Agni! 3. Eles que agitam as nuvens através do mar revolto. poderosos. Eles que conhecem o grande céu. com os Maruts vem para cá. mas o Soma era geralmente misturado com leite. No último verso do nosso hino é dito que a libação oferecida a Agni e aos Maruts consiste em Soma. ó Agni! 5. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Para ti. Os poetas vêdicos geralmente distinguem entre os três mundos: a terra. e o céu. Eles que se movem rapidamente com seus dardos (relâmpagos) sobre o mar com poder.9 o doce (suco) de Soma. Tu és chamado a esse sacrifício auspicioso para um gole de leite. para ser teu primeiro gole. AṢṬAKA I. 9. com os Maruts vem para cá. VARGA 36-37. 6 Sem perfídia ou fraude. com os Maruts vem para cá. Eles que são brilhantes.7 inconquistáveis pela força. que tinham perdido todo o conhecimento do significado natural dos hinos antigos. é aplicada frequentemente aos Maruts. mais corretamente. com os Maruts vem para cá. com os Maruts vem para cá. 1. sugere ao mesmo tempo a prioridade do deus a quem ele é dado. Mas arkā só recebeu esse significado de água no sistema de interpretação artificial começado inicialmente pelos autores dos Brāhmaṇas. ó Agni! 2. 8 Se o mar revolto é para ser considerado como o oceano ou como o ar depende da ideia que nós temos da cosmografia mais antiga dos Ṛṣis vêdicos.4 os Viśve Devas. ó Agni! 8. o primeiro gole. ó Agni! 4. o poderoso.

se apropriaram. Assim.90 Hino 20. ou tendo nascimento. Os Ṛbhus. para que cada um pudesse ter a sua parte. o concessor de riquezas. Que eles. antes referência a alguma inovação nos objetos de libação. eles esculpiram os cavalos de Indra. uma classe de divindades. nós estamos totalmente familiarizados com a história e caráter dos Ṛbhus. muitas coisas preciosas. em vez de atakṣan. O ato atribuído a eles. e uma vaca que produz leite. 7 Akrata. eles demonstram a admissão. no texto. em uma data antiga. em geral. 6. tem sido endereçado.3 um carro veloz e que se move universalmente. acompanhado pelos Maruts. dos quais é somente dito que eles eram homens virtuosos que. as libações oferecidas no terceiro sacrifício diário. através de penitência. mas. movidos por nossas orações. Varga 1.5 dotados de retidão. (ou vespertino). à (classe de) divindades que têm nascimento. Se ele tem autoridade vêdica de um tipo mais decisivo que a alusão do texto não aparece. eles cinzelaram. provavelmente. 8 Conforme Āśvalāyana. nesse verso. com relação aos deuses. tornou-se um deles. Ṛbhus (Wilson) (Segundo Adhyāya. sendo nascido. Esse hino. chegando a um sacrifício que os Ṛbhus celebravam. literalmente. dele. os Ṛbhus. atakṣan. Vibhu. mentalmente. portanto. que ele é um deus cujo dever. 5 Isto é. e bem sucedidos6 (em todos os atos virtuosos). O mesmo pode ser dito de ele chamar os Ṛbhus de discípulos de Tvaṣṭṛ. para o oferecedor da libação. não há tal qualificação. o trabalho do divino Tvaṣṭṛ. e há uma identificação vaga deles com os raios do sol.2 3. isto é. sejam simbólicos. mas. ou não. endereçado aos mortais deificados chamados Ṛbhus. tem. e concluam os três vezes sete sacrifícios. não como antes. são oferecidas para Indra. os cavalos que são atrelados pelas palavras dele. Supõe-se que eles residem na esfera solar. por causa do nome do mais velho. da doutrina que homens podem se tornar deuses. obtiveram deificação. 2 O sentido parece ser que eles permearam. para os Nāsatyas.8 Varga 2. de fazer de uma concha quatro. Continuação do Anuvāka 5. e Vāja. 5. proferindo preces infalíveis. e junto com os brilhantes Ádityas. ‘ao nascimento divino ou brilhante’.4 4. Vibhu. Eles que criaram. é carpintaria. Ṛbhus. Eles construíram. através da eficácia dos seus mantras verdadeiros ou infalíveis. literalmente. respectivamente chamados Ṛbhu. Sūkta III) Métrica e Ṛṣi. e intitulados. no verso anterior. Graças à erudição e esforço de Félix Nève. Ṛbhus. com Bṛhaspati e os Viśvedevas. A Nīti-mañjarī diz que Agni. da Universidade de Louvain. 3 [Os Aśvins. na mitologia purânica. é o carpinteiro ou artesão dos deuses. 6 De acordo com o comentador: não encontrando oposição em todos os atos. os sucos estimulantes são oferecidos a vocês. e obtiveram o direito de receber louvor e adoração.10 1 Devāya janmane. e o significado do verbo implica formação mecânica. como eles aparecem em diferentes partes dos Ṛg Veda. junto com os Ādityas. com suas próprias bocas. e. ou aceitaram. junto com Indra. . fazer. 1. têm tomado parte no sacrifício realizado com atos sagrados. A origem e ações deles são.9 7. deem. as quais eram certas de obter os objetos pedidos. o sacrifício oferecido com os usuais utensílios e observâncias. como antes. pelos sábios. ou fabricaram. Os Ṛbhus dividiram em quatro a nova concha. 9 Tvaṣṭṛ.] 4 Takṣan. – Essai sur le mythe des Ribhavas. mas o comentador interpreta o último como jāyamānāya. então Sāyaṇa diz.1 2. Os Ṛbhus podem ter sido os primeiros a tentar a representação corpórea desses suplementos de Indra e dos Aśvins. e Vāja. do que à mera multiplicação das colheres de madeira usadas para derramar o suco Soma. junto com Ṛbhu. usavam poderes sobre-humanos. Através de sua assídua realização de boas obras eles obtiveram divindade. como também nas notas de Sāyaṇa nessa e outras passagens similares. Lá é dito que eles fizeram isso mentalmente. narradas na Nīti-mañjarī. eles tornaram a concha quádrupla. também. de kṛ. fizeram7 jovens seus pais (idosos). fazer mecanicamente. um descendente (a Nīti-mañjarī diz um filho) de Aṅgiras. como citado por Sāyaṇa. e o primeiro como devasanghāya. coletivamente. Os Ṛbhus eram os três filhos de Sudhanvan. para Indra.

2. Ṛbhus (Griffith) 1. com sua mente. 6. Eles compartilharem de sacrifícios é. fizeram Seu Pai e Mãe12 jovens novamente. honestos. 13 Ou o ‘três vezes sete’ pode se referir a rátnāni. feita recentemente pela mão do Deus Tvaṣṭar – Quatro conchas vocês fizeram dela. sete sacrifícios. Os Ṛbhus com orações eficazes. concedam três vezes sete ricos tesouros.13 sim. como classificados em três categorias: uma classe consiste no Agnyādheya. Com os Ādityas. Índice ◄►Hino 21 (Wilson) ____________________ Hino 20. e sua adição está em harmonia com outros textos. Como Sacerdotes ministrantes eles possuíram. Concedam-nos riqueza. satisfeitos com nossos elogios. 5. Obtiveram por meio de obras o sacrifício.91 8. O comentador completa com prāṇān. por meio de seus atos piedosos eles obtiveram uma parte dos sacrifícios com os deuses. Juntos alcançaram suas gotas que alegram com Indra cercado pelos Maruts. A concha sacrifical. sete cerimônias nas quais manteiga clarificada é derramada no fogo. O comentador considera que trih pode ser aplicado a coisas preciosas. Eles fizeram para os dois Nāsatyas um carro leve que se move de todas as maneiras: Eles formaram uma vaca que produz néctar. os quais eles. 3. Eles que para Indra. 7. [veja em 3. 1b. como significando melhores. por atos piedosos eles ganharam. eles possuíam. ares vitais. ele possuíam 11 (uma existência mortal). a cada um Deem riqueza. Índice ◄►Hino 21 (Griffith) ____________________ 10 Trirā sāptāni. uma classe consiste nos Pākayajñas. é tudo o que o texto diz: o que eles possuíam não é especificado. uma parte no sacrifício com os deuses. a ele que derrama três vezes sete libações. afirmado repetidamente. e uma compreende a classe Agniṣṭoma. medianas. nos quais alimentos cozidos são oferecidos aos Viśvedevas e outros. Oferecedores (de sacrifícios). para si mesmos. renovam e restauram à juventude. formaram cavalos atrelados por uma palavra. com os Reis. 60.] 12 Céu e Terra. como deuses das estações. com trabalho constante. 8. Para o Povo Celestial essa canção de louvor que dá riqueza profusamente Foi feita por cantores com seus lábios. ou desfrutavam. vida. 11 Adhārayanta. Sendo mortais. ou a sāptāni. . piores. eles obtiveram imortalidade. na qual libações de suco Soma são a oferenda característica. também. 4.

nós os convidamos para vir para essa libação que está pronta aqui.2 para a dose de Soma. que é no céu (Svarga)’. e os louvem com hinos. Índice ◄►Hino 22 (Wilson) ____________________ Hino 21. Indrāgni. Indra e Agni. Glorifiquem. os enfeitem (com ornamentos). tornem os Rākṣasas inócuos. Nós invocamos Indra e Agni. demônios que vagam à noite. ó homens. 2. 3. Eu invoco Indra e Agni. Indra e Agni. em sacrifícios. para quem nós desejamos oferecer nosso louvor. venham para cá. Indra e Agni nós convidamos.3 Que os devoradores sejam desprovidos de filhos. Deuses fortes. ambos. venham até nós. 6. Cantem louvores a eles em canções sagradas. – bebedores do suco Soma. Eu chamo para cá Indra e Agni. Indra e Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e métrica os mesmos. Vigiem. para estarem presentes no rito onde a libação é preparada. (aceitem a libação). 5. No lugar onde o que está oculto será dado a conhecer. O significado não está claro. 4. – para o benefício do nosso amigo (o instituidor do rito). 3. o Hino é endereçado a Indra e Agni. que são poderosos. iludindo e até devorando seres humanos. isto é. Índice ◄►Hino 22 (Griffith) ____________________ 1 Abordados conjuntamente como um deus dual. pela fama De Mitra. e guardiões da assembleia. e glorifiquem Indra-Agni nos ritos sagrados. os bebedores de Soma. Louvem. homens. e nos concedam felicidade. 6. nos mandem felicidade. 1. por meio dessa sua veracidade. 2 . 2. Indra e Agni.92 Hino 21. Que eles que são. 5. Que aqueles dois. esmaguem os demônios. 3 Os Rākṣasas. Nós chamamos os dois que são ferozes (para seus inimigos). 4 Sāyaṇa explica ‘no lugar que preeminentemente torna conhecida a experiência dos resultados (das ações). para beber a libação. Indra e Agni. Indra e Agni. Por esse sacrifício infalível vocês sejam tornados vigilantes. Indra e Agni. Varga 3. Mitra parece ser considerado o guardião do mundo. Indra e Agni. perturbando sacrifícios e homens devotos. copiosos bebedores do suco Soma. 4. no lugar que fornece conhecimento (das consequências de atos). poderosos senhores da nossa assembleia. lá no lugar de vista ampla 4 Indra e Agni. e que os devoradores (de homens) sejam desprovidos de descendência. e geralmente hostis à tribo ária. Ambos são os principais bebedores de Soma. Indra-Agni (Griffith) 1.1 nós estamos ansiosos por sua canção de louvor.

a décima primeira. para beberem o suco Soma. Que as deusas. conforme Ādityāj jāyate vṛṣṭi – a chuva nasce do sol. cortou a mão que a tinha aceitado impropriamente. as duas seguintes. indo para lá em seu carro. – venham com tal discurso. que são dirigidas a uma variedade de divindades. ambos. amigos. Dhiṣaṇā. ninguém tinha cortado as asas delas. mas o Sol é antes o pai. nesse sentido. misturem intimamente o suco da Soma. que não é amigo da água. 9. quatro. Nós invocamos Savitṛ. ele designará a posição dos adoradores. vão significar doce e verídico. É dito que a lenda é narrada no Kauṣītaki Brāhmaṇa. Savitṛ. um sinônimo do Sol. traze para cá as amáveis esposas dos deuses. mas as seca por meio de seu calor. explicados como molhado e alto. a deusa da fala. mas se colocou na posição do Brahmā. para nossa proteção. Aśvins. a décima quinta. Aśvins. e com completa felicidade. 4 Hotrā é chamada de esposa de Agni. Que eles. Bhāratī. a Savitṛ. Bhāratī. pode. a décima segunda. e as seis últimas. Varūtrī. as esposas dos deuses estando na forma de aves. Sentem-se. madhumatī e sūnṛtāvatī. assim que foi recebida por Sūrya. e chegam ao céu. 11. lá. 1.93 Hino 22. que são. também. Ó Agni. 2 Savitṛ é. Despertem os Aśvins. que é para ser escolhida ou preferida. das águas. associados para o sacrifício da manhã. Os sacerdotes que tinham dado a oblação concederam a Sūrya uma mão de ouro. coletivamente. ou um epíteto da seguinte: ele é interpretado por varaṇīyā. É muito duvidoso se Varūtrī é um nome próprio. as duas seguintes. – venham com aquele seu chicote. em qual caso. e chicoteando alto. 5. ou por meio de uma lenda vêdica: Em um sacrifício realizado pelos deuses. ou. ou kaśā. Sūrya perde ambas as mãos. 6. mas. 1 . os melhores dos aurigas. significar ‘com aquele’. um chicote. nos favoreçam com proteção.5 as protetoras da humanidade. É dito que a alusão a ele sugere apenas que os Aśvins devem vir rapidamente. Glorifiquem Savitṛ. ou a invocação personificada. Napāt é usado aqui em seu sentido literal ‘que não nutre’. A residência do oferecedor da libação não se encontra muito longe de vocês. Dhiṣaṇā é um sinônimo de Vāc ou Vāgdevī. 2. o de mão dourada. Aśvins. vendo-o naquela posição. de fato. geralmente. Mimikṣatam. à Terra somente. mexam1 o sacrifício com seu chicote que está molhado com a espuma (de seus cavalos).4 Varga 6. deram a ele a oblação chamada Prāśitra. 5 Achinnapatrāḥ. as esposas (dos deuses). Varga 5. venham para cá. e quatro. um dos Ādityas. por aquele. a Agni . o Hino consiste em vinte e uma estrofes. Vigoroso Agni. ‘De mão dourada’ é interpretado como ‘aquele que dá ouro para o devoto’. 3 Pode-se julgar que apāṃ napātam significa ‘filho das águas’. de Bharata. Hotrā. às espos as de Indra. do que a progênie. pois ele é o concessor de riquezas. a Viṣṇu. porque napāt é usado frequentemente. Eu chamo Savitṛ. e Agni. que viajam em um carro excelente.2 para me proteger. ao Céu e à Terra. Varga 4. 10. aos Aśvins. cujas asas não são cortadas. Nós desejamos celebrar seu culto. traze para cá. o dispensador de diversas riquezas que garantem lar. Aśvins e Outros (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. Não está claro como isso é para ser feito com o chicote. 8. Varuṇa. Os sacerdotes Adhvaryu. divinos. ambos. às deusas. 7. Tayā. Nós invocamos os dois Aśvins. deve ser adorado por nós. Sūrya se encarregou do ofício do Ṛitvij. e provem a libação. 3. para beber desse suco Soma. A única explicação dada pelo comentador é que. no Veda. comumente.3 para nossa proteção. a qual. pode significar discurso. e Tvaṣṭṛ. 4. o iluminador dos homens.

18. Eu chamo para cá Indrāṇī. de acordo com Aurṇavābha. foi na terra.” J. Muir – Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. com Viṣṇu em sua dianteira. Que os deuses nos protejam (daquela parte) da terra de onde Viṣṇu. e que ela serviu como base do mito purânico do Avatāra Vāmana ou anão.16) para mostrar que o orbe do sol (aqui representado por Viṣṇu) é chamado de ‘olho’.1) e XXXVI. Vejam as obras de Viṣṇu. dá-nos felicidade. e. De acordo com Śākapūṇi. de Agni. daquele corpo luminoso. no firmamento. usando as sete métricas do Veda como seus instrumentos. o empecilho do pecado daqueles que habitam a terra. originalmente.S. corretamente. Viṣṇu percorreu esse (mundo): três vezes seu pé ele plantou. o soberano supremo. e diligentes em louvor. ‘Os sábios’. 14. de acordo com o comentário. subjugaram a terra invencível. 7. os deuses. como o olho percorre o céu. as águas que parecem ghee desses dois. e nos encham de nutrição. ou.8 e o (mundo) inteiro foi colhido na poeira da (pegada) dele. como citados pelo comentador. Esta construção também é adotada por Benfey em sua versão do hino.] 6 . pelas quais o adorador tem realizado votos (pios).V. como um olho’. e esses podem ter sido enxertos subsequentes sobre a tradição original dos três passos de Viṣṇu. 42 (= R. 16. Os sábios sempre contemplam aquela posição suprema de Viṣṇu. 24 (= R. Que o grande céu e a terra estejam satisfeitos em misturar esse sacrifício (com seus próprios orvalhos). De acordo com os Taittirīyas. com o nascer. considerado como o lugar comum ou de ligação entre ambos. é a explicação de Sāyaṇa.115. 380. e no céu. livre de espinhos. e na montanha do oeste. (residindo) na região permanente dos Gandharvas. ‘como um olho estendido no céu claro’. Viṣṇu. 9 O preservador de todo o mundo. 66. Os sábios. sempre vigilantes. 8 Isso parece mais ainda uma alusão ao quarto Avatāra. alegórica. ou que permeia. 7 Sāyaṇa explica Viṣṇu como Parameśvara. no qual Viṣṇu atravessou os três mundos em três passos. ajudado pelas sete métricas. andou três passos. O trecho ‘nos protejam da terra’ significa. Os sábios provam. ‘contemplam o posição mais elevada de Viṣṇu fixa no céu. glorifiam amplamente aquela que é a suprema posição de Viṣṇu. Alusão é feita aos três passos de Viṣṇu na Vājasaneyi Saṃhitā do Yajur Veda. e nossa morada. Yakṣas e Apsaras é o antarikṣa. Vāyu e Sūrya – fogo. e para beber o suco Soma. 19. “Mahīdhara traduz. 2 (1869). Varga 7. na montanha do leste. ar e céu. o orbe do sol. Não pode haver dúvida que a expressão era.7 17.V. de acordo com Mahīdhara. Varuṇānī. por meio disso. Mas a passagem é obscura. vento. para nossa prosperidade. culminação e pôr. no céu meridiano. e sol. 10 [Esse último trecho. Os comentadores não concordam sobre o significado da frase ‘três vezes seu pé ele plantou’. andou. 1. N. mantendo. sê de ampla extensão. 13. através de seus atos virtuosos. nas formas.9 o que não pode ser prejudicado. desse modo identificando Viṣṇu com o Sol. e seus três passos. que significa aquele que entra em. desse modo reconhecendo o atributo principal e distintivo de Viṣṇu.10 21. Índice ◄►Hino 23 (Wilson) ____________________ A esfera dos Gandharvas. atos virtuosos. em seu comentário do próximo verso. a atmosfera. Sāyaṇa crê que o texto se refere ao Trivikrama Avatāra. ou firmamento entre o céu e a terra. parece-me. Terra. até agora. e ele cita a Vājasaneyi Saṃhitā VII. ou do anão. respectivamente. Ele é o ilustre amigo de Indra. embora nenhuma menção seja feita do rei Bali. o preservador. 20. e o comentador lá explica que eles significam a presença de Viṣṇu nas três regiões: terra. portanto. no entanto. que se estende no céu’. ou (omitindo a partícula que denota semelhança) ‘aquele olho. pág. o mundo.94 12.6 15. e Agnāyī.

15. Sua água rica em seiva.14 Dhiṣaṇā. 15 Literalmente. orvalhem para nós nosso sacrifício. Ele conhece. distribuidor de recompensa maravilhosa e de riqueza. para beber o suco Soma. Bhāratī. deusas. Esposas de Heróis. 7. Varuṇa. com asas não cortadas. 5. A Savitar que olha para os homens. não muito longe. 3. Para minha proteção eu invoco Savitar12 de mão dourada. Indrāṇī. e sentem-se. embora invocado frequentemente com Indra. o qual os deuses obtêm através da permissão dele. Que dá bons presentes. 16. no Ṛgveda mais do que um raramente é mencionado. 14 ‘Ela que é’ para ser escolhida. Para que ele nos envie auxílio. E Tvaṣṭar. Que o Céu e a Terra. traze para cá as Esposas deles. traze para cá para nós as cônjuges solícitas dos Deuses. é um nome do Sol. isto é. o lugar. a ser elogiado por nós. Sem espinho sê tu. ó terra. os melhores Dos aurigas. 6. Rudra. ó Aśvins. os Maruts. Agni o mais jovem. Varuṇa e Agni. 13 O Discurso ou Prece Sagrada. Aśvins e Outros (Griffith) 1. é a casa Daquele que oferece suco Soma. Nós chamamos os dois Aśvins. 4. a excelente. Venham para cá. Despertem o Par Aśvin que junge seu carro de manhã cedo: que eles Se aproximem para beber esse suco Soma. Savitar. com asas inteiras15 que elas possam vir a nós Com grande proteção e com ajuda. Sūrya. louvem o Filho das Águas Savitar: Nós estamos ansiosos por seus modos sagrados. Ó Agni. a qual ele é dito fazer em três passos. 8. 1: esse hino inteiro é uma glorificação desse chicote extraordinário. e. 13. para auxílio. para beber o Soma. 12. e ele é até descrito em um lugar como celebrando o louvor de Indra e derivando seu poder daquele Deus. o Par Poderoso. 17 A chuva fertilizante mandada pelo Céu e pela Terra. os Deuses levados em um carro nobre. 16 Respectivamente as consortes de Indra. O significado parece ser: os cantores sagrados desfrutam.13 Varūtrī. Seu chicote11 está pingando com mel. como um Deus. E nos nutram plenamente com alimentos. Ele é comumente designado como ‘o Gandharva celestial’. 12 Savitar.17 lá no lugar fixo do Gandharva. e às vezes distinto de. explicados como denotando 11 . mesmo a partir do lugar de onde Viṣṇu19 caminhou O madhukaṣā ou chicote de mel dos Aśvins é talvez a brisa estimulante da manhã.95 Hino 22. cuja habitação é o céu. nunca é afirmado que ele é superior a eles. Hotrā. e cheios de deleite Salpiquem com ele o sacrifício. 2. Como vocês vão para lá em seu carro.18 Os cantores provam através de canções sagradas. é belo. Para a felicidade. como recompensa por seus hinos. estende-te ampla diante de nós como uma morada: Concede-nos abrigo amplo e seguro. Veja o Atharva-veda IX. 18 Embora em épocas posteriores os Gandharvas sejam considerados como uma classe. e Agnāyī16 eu convido para cá. Aśvins. 19 Esse Deus não está colocado no Veda na categoria principal de divindades. 14. Vāyu e os Ādityas. e cujo dever especial é proteger o Soma divino. no Veda às vezes identificado com. amigos. que alcançam os céus. Varuṇānī. 10. o gerador ou vivificador. rápidas como aves cujas asas não foram cortadas. Nós chamamos a ele. 9. da chuva agradável e outras dádivas excelentes que são mandadas para baixo a partir dos reinos acima pelos grandes pais Céu e Terra. O ponto que o distingue dos outros deuses vêdicos é principalmente a sua caminhada pelos céus. 11. Os Deuses sejam bondosos para nós.

a posição mais sublime de Viṣṇu. 22 Índice ◄►Hino 23 (Griffith) ____________________ a manifestação tripla da luz na forma de fogo. em seu nascer. os cantores. pelas quais o amigo de Indra. glorificam com seus louvores. 21.96 Pelas sete regiões da terra! 17. Essa. Os amantes da música sagrada. relâmpago e o sol. Colocado como se fosse um olho no céu.20 18. Os príncipes21 sempre contemplam aquele lugar mais sublime onde Viṣṇu está. os patrocinadores ricos do sacrifício. Viṣṇu. o Guardião. 20 Viṣṇu era tão poderoso que o pó erguido por seu passo envolveu o mundo inteiro. três vezes seu pé ele plantou. culminação e pôr. sempre vigilantes. 20. . daí em diante Estabelecendo seus altos decretos. aliado próximo. Deixou seus santos caminhos serem vistos. iluminam. ou como designando as três posições diárias do sol. 21 Os Sūris. deu três passos. 19. ele a quem ninguém engana. 22 Isto é. e o todo Foi colhido no pó da pegada dele. Olhem as obras de Viṣṇu. Por todo esse mundo Viṣṇu caminhou. ou a terra foi formada a partir da poeira dos seus passos.

tornando-se presentes no sacrifício. – dos quais Indra é o chefe. 3. são os encorajadores de atos virtuosos. Esses sucos Soma. conectadas com as gotas (do suco Soma). nas restantes. e de força pura. Nós chamamos todos os divinos Maruts. Isso é. 2 Mitra e Varuṇa estão incluídos entre os Ādityas. 5. para a preservação deles. sucessivamente. destruam Vṛtra: que o mal não prevaleça contra nós. 12. e o último verso e uma metade. 8. Pṛśni é um sinônimo de firmamento. embora oculto. as seis6 (estações). 10. junto com o poderoso e associado Indra. como (um homem traz de volta) um animal que estava perdido. sete e meia. fique satisfeito. céu. ou sóis mensais. para indicar sua expansibilidade. afirmado de Indra. acompanhado pelos Maruts. escondido em um lugar secreto. Vāyu e Outros (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é. a Agni. ele tem trazido para mim. e Pūṣan. 7. é aplicado ele. Medhātithi. O Hino consiste em vinte e quatro estrofes. Eu invoco Mitra e Varuṇa. é. Varga 10. De fato. Que os Maruts. 6. que Mitra nos proteja com todas as defesas. Varga 8. Sempre que. e são senhores de luz verdadeira. líderes (de homens). ou em um lugar de difícil acesso. é dito. 2. propriamente. Pṛśni é a terra de muitas cores.5 espalhado entre a erva sagrada. na vigésima primeira. as duas seguintes. e. que. das quais a primeira é endereçada a Vāyu. Divinos Maruts. Indra e Vāyu. que são rápidos como pensamento. então três. ainda. – ouçam todos as minhas invocações. como (um lavrador) ara (a terra) repetidamente. nascidos do relâmpago brilhante. como (aquele) dos conquistadores. ele ocorre como um nome do Sol. 13. Nós chamamos Mitra e Varuṇa. 3 Os Maruts são chamados de Pūṣarātayaḥ. conforme oferecidos. No Nighaṇṭu.97 Hino 23. Que ele. Anuṣṭubh. somente por causa da construção gramatical. traze do céu o suco (Soma). por cevada. são derramados. e. . – que têm Pṛśni como sua mãe. nos protejam em todos os lugares. Doadores generosos. 1. com palavra verdadeira. aplicável apenas a Vāyu. Em alguns textos. que eles nos tornem os mais opulentos. aqui. três. 14. aos Viśvedevas. ou de acordo com o comentador. na enumeração vêdica dos oito filhos de Aditi. que são ferozes. compreendida literalmente. Os sábios chamam. é uma lenda purânica. com seus associados. e têm a terra (de muitas cores) como sua mãe. embora igualmente no plural. 4 para beber o suco Soma. 4. e são protetores de atos virtuosos. dos quais Pūṣan é doador ou benfeitor. Nós chamados os dois deuses que residem no céu. Que Varuṇa seja o nosso protetor especial. fortes e portadores de bênçãos. Indra e Vāyu. 5 A frase é guhā hitam. ou por ele ser repleto de constelações. três. De modo semelhante ‘rápidos como o pensamento’. em combinação com a grama sagrada matizada. Pura Uṣṇih. O resplandecente Pūṣan encontrou o real (suco Soma). como Rosen mostra. vocês aceitam uma (oferenda) auspiciosa. Vāyu. a Indra e Vāyu. e nos façam felizes. ou do céu personificado. três.2 Varga 9. 11. para beber o suco Soma. 1 A atribuição de mil olhos a Indra. provavelmente. Nós chamamos Indra. Vem. a Mitra e Varuṇa. o filho de Kaṇva. para beber desse suco Soma. a Indra e aos Maruts. e bebe deles. colocado em uma caverna. ou céu em geral. às Águas. 4 Pṛśnimātaraḥ. na estrofe dezenove. a Pūṣan. de que modo não é especificado. para beber o suco Soma. De acordo com Sāyaṇa. em nenhum lugar isso é dito de Vāyu. têm mil olhos1. então o grito dos Maruts se espalha com exultação. Pūṣan resplandecente e de movimento (rápido). 15.3 o benfeitor. Pratiṣṭhā. a métrica das primeiras dezoito estrofes é Gāyatrī. 9.

Indra. 20. Ambrosia se encontra nas águas. 17. e enche-me. tragam à perfeição todos os medicamentos que dissipam doença. e Varuṇa. Varga 12. para que eu possa contemplar o sol por muito tempo. Mitra eu chamo. Deuses. Aqueles que pela Lei mantêm a Lei. nas águas há ervas medicinais. significa especialmente no Veda pensamento sagrado. 19. desse modo (banhado). Vāyu e Outros (Griffith) 1. ou (tenho falado) mentira. Agni. 2. um rito religioso. cercado pelos Maruts. aproxima-te. as relacionadas (águas) fluem pelos caminhos (do sacrifício). 24. concede-me vigor. e vida. tirem todo pecado que seja encontrado em mim. que estão (presentes) perceptivelmente. devoção. de modo que os deuses possam conhecer o (sacrifício) desse meu (empregador).98 Varga 11. e a interpretação é defendida por um texto que chama os brâmanes presentes de divindades: ‘Essas divindades. pensamento. Ele foi. as hostes Marut que Indra lidera. prece. portanto.8 sejam diligentes na glorificação delas. com os Ṛṣis. 7. e Indra. as doses oferecidas. 23. Que Varuṇa seja a nossa principal defesa. pela ajuda deles. atribuída a ele. nós chamamos para beber o suco Soma. Eu hoje entrei nas águas: nós nos misturamos com a essência delas. progênie. o autor do hino. Águas. 8. Que ambos nos tornem extremamente ricos. 9 Para Medhātithi. 6. interpretado como o Ṛitvij e outros brâmanes. Nós chamamos para beber o suco Soma. aproxima-te. Agni. Bebe. que Mitra nos proteja com todos os auxílios. 18. divinos (sacerdotes). seis: o comentador completa com ‘as estações’. deuses. mas isso era incompatível com a ordem para louvar as águas. 16. esses sucos foram misturados com leite. nós invocamos Para beber desse nosso suco Soma. que pode significar mães. qualificando o leite (das vacas) com doçura. A presidência de Soma sobre as plantas medicinais é. o benfeitor do universo. que ele Se satisfaça em união com sua tropa. os senhores do pensamento. para (o bem do) meu corpo. velozes como a mente. um sacrifício. 5. Fortes são os Somas. conhecidos como deuses de poder consagrado. estão nas águas’. 6 7 . Senhores da luz brilhante da Lei. Ambos os Deuses que tocam o céu. com vigor. 22. Os de mil olhos. distribuidores das dádivas de Pūṣan. Mães7 para nós que estamos desejosos de sacrificar. Indra e Vāyu. A entrada de Agni nas águas é citada em muitos lugares. Mitra e Varuṇa.10 4. chamam Indra e Vāyu. residindo nas águas. Vāyu. As águas contêm todas as ervas curativas.11 O texto tem somente ṣaṭ. Águas. 8 O termo é devāh. Ofereçamos oblações aos (rios) correntes. Ambayah. Portanto. Que aquelas águas que são contíguas ao Sol. Soma declarou para mim: 9 ‘Todos os medicamentos. assim como Agni. geralmente. sejam auspiciosas para o nosso rito. possam conhecê-lo. 3. ou pronunciei imprecações (contra homens santos). 10 Dhī. Índice ◄►Hino 24 (Wilson) ____________________ Hino 23. se eu fiz mal (intencionalmente). Os cantores. ou águas. são os brâmanes’. Eu chamo as águas divinas nas quais nosso gado bebe. e aquelas com as quais o Sol está associado. 21.

inverno. a bebida que confere imortalidade. Qualquer que seja o pecado encontrado em mim. brilhante Pūṣan. Pulaha. primavera. quando vocês avançam para a vitória. nas Águas há bálsamo curativo. através dessas gotas. e Indra. 15. 11 12 . verão. ó Homens. Pulastya. De modo que eu possa ver o sol por muito tempo.99 Ouçam todos vocês meu clamor. com os Ṛṣis. Favoreçam esse nosso sacrifício. dá progênie e longevidade. Índice ◄►Hino 24 (Griffith) ____________________ Pūṣan é o guardião dos rebanhos e manadas e da propriedade em geral. Veja 3. vem. rico em leite. E Agni. Deusas. 22. 13. Sejam rápidos. 20. as chuvas. Com o conquistador Indra como aliado. Nós chamamos os Deuses Universais. Nascidos do relâmpago alegre.9.4. E que ele traga devidamente para mim as seis16 ligadas estreitamente. guia até nós. etc. 13 Soma. e os Maruts para beber o Soma. Katru. 21 Talvez isso signifique os sete Ṛṣis: Marīci. Enche-me de esplendor. 17 Isto é: que essa libação o induza a trazer. Agni. como aquela dos conquistadores. 20 Soma é especialmente o senhor das plantas medicinais. outono. e Vasiṣṭha. Misturando sua doçura com o leite. Como um animal perdido. 19 Néctar. e aquelas com as quais o Sol está unido. 18. Se eu menti ou jurei falsamente. Pūṣan o Brilhante encontrou o Rei. vocês deuses. Amṛta19 se encontra nas Águas. os orvalhos. a referência é à fuga de Agni. e à sua umidade nós chegamos. aquele que abençoa todos. Aterradora vem a voz trovejante dos Maruts. 15 Em um lugar de difícil acesso. 10. Ó Agni. o suco que inspira os atos mantenedores do mundo dos Deuses. Isto é: ó Maruts heroicos. 23. 24. Águas. Eu chamo as Águas.13 Repousando em grama de muitas cores. abundem com remédios para manter meu corpo a salvo de males. 19.12 12. derrubem Vṛtra. As Águas detêm todos os medicamentos. 16. Aṅgiras.17 Como alguém que ara com bois traz grãos. As Águas eu tenho procurado hoje. e cobre-me com teu esplendor. porque elas são misturadas com os ingredientes da libação de Soma.15 Que repousa em grama de muitos matizes. Pois os Filhos de Pṛśni são extremamente fortes. consideradas como as aliadas próximas dos sacerdotes. 11. Irmãs de ministrantes sacerdotais. nas quais o nosso gado mata a sede. a dar-lhes louvor. Que as Águas reunidas perto do Sol. que os Maruts nos protejam em todos os lugares Que eles sejam benevolentes para nós. aquele que suporta o céu. ó deuses generosos Não deixem que o perverso nos controle. 9.21 conhecem. Ó Águas. Oblações para os Rios sejam dadas. 14. tirem isso de mim. os Deuses Devem me conhecer assim como eu sou. Ao longo de seus caminhos as Mães18 seguem. Atri.14 oculto e escondido em uma caverna. 14 Soma. 17. 16 As seis estações. 18 As Águas. Nas águas – Soma20 me disse isso – habitam todos os bálsamos que curam. tudo de mal que eu fiz. 21. a ambrosia grega.

no Veda. e é vendido por cem vacas. encontra. para assumir o lugar de Rohita. pelas outras autoridades. porque Ajīgarta não somente amarra seu filho à estaca. 1 A métrica é Triṣṭubh. é Ka. A parte de Viśvāmitra na lenda pode. Varga 13. finalmente. nós devemos invocar o nome auspicioso?2 Quem nos dará à grande Aditi. Rosen duvida que os hinos tenham alguma referência à intenção de sacrificar Śunaḥśepa: mas a linguagem do Brāhmaṇa não deve ser mal interpretada. Na estrada. prometendo sacrificar a ele seu primogênito. pelo conselho de Viśvāmitra. e a de alguns dos discípulos dele. e é. Ao mesmo tempo. ele é chamado de filho de Viśvāmitra. os três seguintes. 1 . sob vários pretextos. Schlegel. no Aitareya Brāhmaṇa. com Ajīgarta. Kullūka Bhaṭṭa cita o filho Śunaḥśepa. ou estaca. a Savitṛ. Śunaḥśepa. ele apela aos deuses. É óbvio que essa história foi derivada do Veda. – que és o senhor da afluência.5 nós solicitamos (nossa) parte de ti. o filho de Ajīgarta. por consequência. nas quais ela é Gāyatrī. lá. como sua autoridade. e o mais velho de todos os filhos dele. de acordo com o de Gorresio. possivelmente. um dos sacerdotes oficiantes. mas. p. de acordo com o texto de Schlegel. ou ‘de Prajāpati’. pela repetição da qual. por seu pai. a Bhaga. em grande infortúnio. longe de casa. No Viṣṇu Purāṇa [pág. livro 1. para Ambarīṣa. 61. quatro e cinco. até Rohita chegar à adolescência. por estudantes de sânscrito. Ele tem um filho. Ele. Mas isso diz respeito a circunstâncias subsequentes. e chama o Rājā. aqui quer dizer ‘terra’. nas quais ele se torna o filho adotado de Viśvāmitra. 249. uma prece. pois Viśvāmitra ensina a ele. 1. o segundo. como uma vítima para um sacrifício humano. aqueles dos quais que se recusaram a reconhecer sua superioridade em idade sendo amaldiçoados a se tornarem os fundadores de várias tribos bárbaras ou proscritas. de acordo com Sāyaṇa. na estaca. – A história de Śunaḥśepa tem sido conhecida.3 para que eu possa ver novamente meu pai e minha mãe? 2. Savitṛ sempre protetor. através da versão dela apresentada no Rāmāyaṇa. o restante. e Śunaḥśepa está prestes a ser sacrificado quando. Gorresio. e aprende. ele chega ao lago Puṣkara. 4 Uma passagem do Aitareya Brāhmaṇa é citada pelo comentador. deve ser admitido que a linguagem dos Sūktas é um pouco duvidosa. A barganha é concluída. e se refere. que é o mais próximo dos deuses’. Ele é. ou de qual divindade dos imortais. O primeiro verso é dirigido a Praj āpati. de Hariśchandra. e deixa a intenção de um verdadeiro sacrifício aberta à dúvida. exceto nas estrofes três. libertado. a Agni. há algum tempo. como o Bhāgavata o chama. chamado de filho do Ṛṣi Ṛcīka. um Ṛṣi. o homem-animal (ou vítima). mas o Rājā se chama Hariśchandra. para que ele possa nos dar à grande Aditi. dois gāthās. quando seu pai comunica a ele a sorte à qual ele estava destinado. ‘De quem’ (kasya) também pode ser traduzido como ‘de Brahmā’. Sūkta I) Esse é o primeiro de uma série de sete Hinos que constituem essa seção. Rohita recusa submissão. ou o último dos três. dele. mantras do Ṛg Veda. lá. ou dado por Deus. e implora sua ajuda. em todos os detalhes. e para que eu possa ver de novo meu pai e minha mãe. e o persuade a entregar seu segundo filho. 3 Aditi. chamado Rohita.100 Hino 24. ao Bahvṛcha Brāhmaṇa. 63. Varuṇa e Outros (Wilson) (Anuvāka 6. Ele não tem filhos. ao chamar Śunaḥśepa de filho de Ajīgarta. de modo semelhante. Manu também alude à história (X. onde é dito que Ajīgarta não incorreu em crime por abandonar seu filho para ser sacrificado. um mantra.4 a primeira divindade dos imortais. 2 Supostamente proferido por Śunaḥśepa. rei de Ayodhyā. após o que ele recorreu a Agni. e adora Varuṇa para obter um filho. quando Varuṇa reclama sua vítima. mas vai munir-se de uma faca com a qual matá-lo. porque foi para proteger a si mesmo e sua família de perecer de fome. Indra é induzido a vir e libertá-lo. 3. e passa vários anos na floresta. de tempos em tempos. atribuídos a Śunaḥśepa. O Aitareya Brāhmaṇa forneceu ao comentador as circunstâncias que ele narra como ilustrativas da série de hinos nessa seção. finalmente. mas o último também afirma que ele propiciou Indra por meio de Ṛcas. Vol. onde ele vê Viśvāmitra. um de cujos nomes. De quem. A história é contada. Vamos chamar o nome auspicioso de Agni. O Bhāgavata segue o Aitareya e Manu. sugerir a oposição dele. 105). o rei adia o sacrifício. e também Devarāta. citadas. também. como uma oferenda para Varuṇa. como o puruṣapaśu. afirmando que Prajāpati disse a ele (Śunaḥśepa): ‘Recorre a Agni. aos sacrifícios humanos. I. 316 da versão em português]. a Varuṇa. cap. quando amarrado ao yūpa. O Dr.

que é interpretado como ‘acostumado a rejeitar o que é indesejado’. e a cintura. que fluem incessantemente. 12 Significando. Mantém longe de nós Nirṛti. da raiz as. Varuṇa. enquanto sua base está acima. a do meio. ‘Eu peço essa’. significa o poste sacrifical. sustenta. não obtiveram. Teus. aqui. que são visíveis à noite. pelo conselho. Nirṛti é a divindade do pecado. no entanto. com sacrifícios. 5 . O resultado. Varga 15.101 4. e nos liberta de qualquer pecado que nós possamos ter cometido. os raios (da qual) estão apontados para baixo. sábio e irresistível. para mim. é dito. mas sua correção é confirmada pela expressão conclusiva ‘não tires nossa vida’. que o real Varuṇa.8 com olhares inamistosos. o identificariam mais propriamente com o sol. pode ser notado. 8 De acordo com Sāyaṇa. 6. de vigor puro. e sua ação de segurar um feixe de raios. concede um pensamento a nós: muito louvado. à noite. se refeririam a ele em seu caráter de um Āditya. não tires nossa existência. – um pedido um tanto irreconciliável com a suposta situação difícil na qual Śuna ḥśepa se encontra. 10 É dito que árvore. Essas constelações. e a inferior. Aquela riqueza que tem sido mantida em tuas mãos. O real Varuṇa. e vão para outro lugar de dia.6 tua força física. abrangente e profunda. 7 8. apanhado e amarrado à árvore10 de três pés. Varuṇa. que és o possuidor de riqueza. 7. filho de Aditi. não desdenhoso. Que tua proteção. (permanecendo) no (firmamento) sem base. 14. Varuṇa. Que eles se tornem concentrados em nós. resplandecente. 7 As características aqui atribuídas a Varuṇa. 15. que estão voando (pelo ar). no alto. 9 O texto tem apenas. Nós somos assíduos em atingir o ápice da riqueza. 11 O texto tem Asura. através da proteção de ti. os pés.11 sábio e ilustre. nós tentamos desviar tua ira com prostrações. e mitiga os males que nós temos cometido. chamou o filho de Aditi. Louvando-te com prece (sincera). não. nos liberte. nós seremos libertados do pecado. pelo menos. um tipo de tripé. Varga 14. A adição pode ser questionada. Śunaḥśepa. por libertação. O real Varuṇa. – (pelo qual) viajar em seu curso diário. – um caminho para percorrer no (espaço) ínvio. nem essas águas. Esse é um significado incomum da palavra: mas mal seria decoroso chamar Varu ṇa de Asura. Essas aves. e tem direito a elogios. Que ele a quem o acorrentado Śunaḥśepa invocou. o comentador preenche ‘vida’. eu te imploro por essa9 (vida) que o instituidor do sacrifício solicita com oblações. mas daquelas do pecado. são cem e mil medicamentos. 9. nem (são capazes de suportar tua) ira. Aquele que evita infortúnio. de fato fez amplo o caminho do sol. solta. esteja (conosco). mas por riquezas. 12. Que ele seja o que repele tudo o que aflige o coração. ou.12 Assim. superam tua velocidade. Varuṇa. não é desprender de amarras reais. com oblações. jogar. 13. 6 É dito que Savitṛ encaminha Śunaḥśepa a Varuṇa. 11. ou tua destreza. a faixa superior. o liberte. através da perfeição em teu culto. que ele solte as amarras dele. sua permanência no antarikṣa. de acordo com Sāyaṇa. Que o real Varuṇa. Esse (teu louvor) eles repetem para mim de dia e de noite: esse conhecimento fala ao meu coração. como livre de inveja ou censura. 10. de Agni. uma pilha de luz. colocadas no alto. Índice ◄►Hino 25 (Wilson) ____________________ Nessa e nas duas estrofes seguintes. e (por ordem dele) a lua se move. ó rei. como as fontes de existência. a ligadura que prende a cabeça. nem (os temporais) de vento. 5. solicitação é feita a Savitṛ. está presente entre nós. são os atos sagrados imperturbados de Varuṇa.

o primeiro entre os Imortais. Que ele para quem Śunaḥśepa orou acorrentado. mil. fica aqui e não fiques zangado. Ele nos restaurará à poderosa Aditi. ‘Essas palavras (Quem nos restaurará à poderosa Aditi?) podem ser compreendidas como faladas por alguém em perigo de morte. 8. Pela tua proteção que nós possamos chegar ao auge da afluência. cuja base está no alto. como liberdade ou segurança. Sāyaṇa a chama de pāpadevatā. no alto no céu acima de nós? As leis sagradas de Varuṇa permanecem não enfraquecidas. Cosmology of the Ṛgveda.15 Seus raios. A conexão parece ser: Não temam: as leis de Varuṇa são invioláveis. 5. De dia e de noite essa única coisa me dizem. seria ainda mais provável que Aditi devesse ser compreendida como significando a natureza’. Muir. Varuṇa. 17 Varuṇa é o chefe dos senhores da ordem natural.. ó Savitar. Varuṇa. como impecabilidade. um caminho para o Sol viajar nele. 14 As riquezas que o distribuidor de riquezas. mantém erguido o tronco da Árvore na região desprovida de base. V. a qual Bhaga distribuiu para nós. Manda a Destruição16 para longe. Rei. I. Para onde partem de dia as constelações que brilham à noite. e as constelações reaparecerão devidamente. Benfey. Agni. que reduzem a fúria selvagem do vento. isso também o pensamento do meu próprio coração repete. A ti.14 6. não o Infinito como o resultado de um longo processo de raciocínio abstrato. p.. 9. 97. que está colocada. que rezava para ser permitido ver de novo a face da natureza. além das nuvens. e afastou tudo o que aflige o espírito. 13 . 230) diz que ‘Aditi. Veja Wallis. mas o Infinito visível. Bhaga. não tomes a nossa vida de nós. 16 Nirṛti é a Decadência ou Destruição personificada. nem os montes. Tampouco as águas que fluem para sempre. o Soberano Varuṇa. qual Deus entre os Imortais. como significando céu e terra. Tira de nós até o pecado que cometemos. A atividade dele se mostra preeminentemente no controle dos fenômenos mais regulares da natureza. de seu nome auspicioso vamos nos lembrar. o Deus. profundos e de grande alcance também sejam teus favores. Original Sanskrit Texts. Eu peço isso de ti com minha prece de adoração. Roth. Onde não havia caminho ele o fez colocar sua pegada. pode ser aludido. a fonte de vida. Nunca aquelas aves que voam pelo ar atingiram teu domínio elevado ou teu poder ou espírito. mas talvez o antigo mito da árvore do mundo. fluem para baixo. a deusa da morte e corrupção. de modo que eu possa ver meu Pai e minha Mãe. 10. um deus ou deusa antiga. de poder sagrado. o Senhor das coisas preciosas.17 e durante a noite a Lua se move em esplendor.13 para que eu possa ver meu Pai e minha Mãe? 2.. 7. Cem bálsamos são teus. ó Rei. a divindade do pecado. teu adorador almeja isso com sua oblação. altamente elogiada antes que qualquer reprovação tenha caído sobre ela. ó tu Vasto Soberano. Se nós entendermos o pai e a mãe a quem o suplicante está ansioso para contemplar. O rei Varuṇa fez um caminho espaçoso. Que eles afundem profundamente dentro de nós.102 Hino 24. Quem agora é ele. nos liberte. of the Ṛgveda. que ele.. livre de todo ódio. Riqueza. que nos ajuda continuamente. para muito longe de nós. é na realidade o primeiro nome inventado para expressar o Infinito. por nossa parte nós viemos – 4. O professor Max Müller (Trans. e a explicação de Sāyaṇa ‘a massa ou pilha de luz’ parece forçada e artificial. concedeu para nós. de cujo nome auspicioso nós podemos nos lembrar? Quem nos restaurará à poderosa Aditi. 11. e fiquem ocultos. o espaço infinito além da terra. 3. além do céu’. 12. A frase não é clara. Sāyaṇa explica Aditi no texto como Terra. Sorte ou Fortuna. em tuas mãos. Varuṇa e Outros (Griffith) 1. 45. 15 Vānasya stūpam no texto parece significar ‘o tronco da árvore’.

15. solta as amarras dos pecados cometidos por nós. nós tentamos evitar tua ira. sacrifícios. Amarrado a três pilares Śunaḥśepa capturado fez sua súplica desse modo ao Āditya.20 ó tu Āditya. 20 Que nós pertençamos a Aditi: Que nós sejamos devolvidos à liberdade e ao desfrute da natureza. do meio. o Ahura avéstico. 14. oblações. 18 19 . desata os laços de cima. desata as amarras que o prendem. tu Rei de domínio extenso. sábio. Assim na tua santa lei que nós sejamos feitos impecáveis pertencer a Aditi. Asura19 sábio. nunca enganado. Desamarra os laços. e de baixo.103 13. divino. um dos filhos de Aditi. Índice ◄►Hino 25 (Griffith) ____________________ O Āditya é Varuṇa. ó Varuṇa. Asura: um ser incorpóreo. Com reverências. espiritual.18 A ele que o Soberano Varuṇa liberte. que me seguram. ó Varuṇa.

A expressão é obscura.2 9. ‘que conhece os doze meses’. Não nos faças os objetos de morte. juntos. ou subordinadamente. aceitando os ritos (oferecidos a ele). Varuṇa. adicionalmente. feitas. como um cocheiro. vento. assim nós. 2. Vamos. eu tenho visto a carruagem dele sobre a terra. 11. seu corcel cansado. aceita a (oblação) apreciada. conhece os doze meses e suas produções. 13. Varga 18. 14. Varga 19. como indicativa do uso simultâneo dos anos solares e lunares nesse período. produzido. o aceitador de ritos sagrados. do ano hindu lunissolar é aludido. que é visto por muitos. em conexão com a precedente. 10. 12. sendo propícios ao doador e celebrador desse rito religioso. 2 . para exercer domínio supremo (sobre eles). Varuṇa. nós traremos para cá Varuṇa. 3 Isso parece como se a pessoa de Varuṇa fosse representada por uma imagem. 7. Que aquele sábio filho de Aditi nos mantenha. Um (ser) divino. para nós. ele tem aceitado esses meus louvores. sentou-se. 4. ou serão. através da tua indignação fatal. Nós acalmamos tua mente. Minhas tranquilas (meditações) voltam ao desejo de vida. e do excelente. mas.) o rumo dos navios. e que conhece aqueles que residem acima. Através dele o sábio contempla todas as maravilhas que foram. 15. que o décimo terceiro. o mês suplementar. em ligação com o ano’. A passagem é importante. Meus pensamentos sempre se voltam para ele. 1 O contemplador de muitos. 17. Ele. 18. como o gado volta aos pastos. Que conhece o que é upa. Que tem distribuído alimento ilimitado para a humanidade. Varga 16. que conhece o caminho das aves que voam pelo ar. e aquele que é produzido complementarmente. 3. através da ira de ti muito desagradado. nem os iníquos (ousam desagradar). desfiguramos diariamente teu culto por imperfeições. nem os opressores da humanidade. 16. entre a (divina) progênie. a métrica é Gāyatrī. eminente em força. divino Varuṇa. como aves pairam em volta de seus ninhos. ou intercalado. Ele. proclamar que a minha oferenda foi preparada. no caminho correto. Compartilhem (Mitra e Varuṇa) da (oblação) comum. 8. todos os nossos dias. 1. 3 de onde os raios (refletidos) são espalhados em volta. e do método de ajustar um ao outro. 6. O mesmo pode ser dito da fraseologia usada no verso 18. Ele que. 5. Eu tenho visto a ele cuja aparência é agradável para todos. Varuṇa veste seu (corpo) bem nutrido usando armadura dourada. o guia (de homens). e prolongue nossas vidas. para a nossa felicidade. do gracioso. a quem inimigos não ousam ofender. Visto que todas as pessoas cometem erros. o fazedor de bons atos. e especialmente. nós não podemos duvidar da correção da conclusão do comentador. ‘aquele décimo terceiro ou mês adicional que é produzido por si mesmo. Ele. residindo no oceano. por meio dos nossos louvores. que conhece o caminho do vasto. para o nosso bem. conhece (também. Varuṇa (Wilson) (Sūkta II) O Hino é endereçado por Śunaḥśepa a Varuṇa.104 Hino 25. – ele. aquele que observa muitos? 1 Varga 17. como se o ofertante. e que você. Quando.

Tu. ó Varuṇa. 8 Mensageiros ou anjos. 13. Seus espiões8 são encontrados sentados em volta. como nós somos homens. mas a passagem é muito obscura. E o que será feito futuramente. desamarra as centrais e as de baixo. Varuṇa. 3. muito sábio.6 8. 5 . Varuṇa (Griffith) 1. o último sendo frequentemente considerado idêntico ao primeiro. com hinos nós atamos teu coração. 2. Não nos dês como vítimas para a morte. está vestido em um manto brilhante. Ouve. Porque Mitra é inserido assim subitamente não está claro. eu tenho apelado a ti. faze-nos. Ele. p. o Herói. brilhas sobre céu e terra. Quando nós traremos. fiel à santa lei. e. faça bons caminhos para nós todos os nossos dias: Que ele prolongue nossas vidas para nós. 7 Isto é. os meus inimigos. esta com alegria ambos5 aceitam em comum: eles nunca desapontam O adorador sempre fiel. 5. 536. Nem aqueles cujas mentes estão empenhadas no mal. A History of Ancient Sanskrit Literature. empenhados apenas na obtenção de riqueza. 20. Isto é. Para ganhar tua misericórdia. Eles fogem4 de mim desanimados. A estrofe quebra a conexão entre as estrofes 5 e 7. para que nós possamos viver. e todo o mundo. Varuṇa. Ele conhece os navios que se encontram nele. Mitra e Varuṇa. hoje. ele contempla todas as coisas maravilhosas. Toda lei tua. 21. ele. Veja M. Índice ◄►Hino 26 (Wilson) ____________________ Hino 25. os doze meses com os dias que são sua progênie. 12. Dia após dia nós violamos. 11. essa minha prece. Varuṇa. Ele conhece o caminho do vento.105 19. Varuṇa. ó Deus. o perspicaz Varuṇa? 6. Como as aves do ar para seus ninhos. ele conhece as doze luas com sua prole:7 Ele conhece a lua de nascimento posterior. felizes. Ele conhece os deuses que residem acima. senta-se entre o seu povo. elevado e poderoso. O Deus que os inimigos não ameaçam. usando armadura de ouro. Esta. 7. o que tem acontecido. Observando de lá. Liberta-nos das amarras superiores. provavelmente o resto dos Ādityas. Müller. Fiel à sua santa lei. À tua ira violenta quando insatisfeito. Ele sabe o caminho das aves que voam pelo céu. O mais sábio. que és possuidor de sabedoria. Senhor do guerreiro poderoso. para ser apaziguado. Ouve e responde (às minhas preces). com (promessa de) prosperidade. e é provavelmente uma interpolação. 9. o vento vasto. nem aqueles que tiranizam os homens. 4 Aparentemente. esperando por proteção. 10. 14. Que aquele Āditya. 6 Varuṇa é Rei do ar e do oceano. como o Cocheiro retém seu cavalo amarrado. senta-se lá para governar a todos. Soberano do oceano. para sermos destruídos por ti em ira. 4.

Ele que dá glória para a humanidade. Falemos juntos uma vez mais. Varuṇa. meus pensamentos se movem em direção a ele. 16. 21. Eu vi Varuṇa. visível para o olho mental dos adoradores dele. ouve este meu apelo: tem misericórdia de nós neste dia Ansiando por ajuda eu implorei a ti. Como vacas se movem para seus pastos. Tu. 17. 18. Agora eu vi aquele a quem todos podem ver. 20. para que eu possa viver. ó Deus sábio. porque meu hidromel 9 é trazido: semelhante ao sacerdote Tu comes o que é apreciado por ti.106 15. eu vi seu carro acima da terra:10 Ele aceitou essas minhas canções. 10 . tu és o Rei da Terra e do Céu Ouve. a libação de suco Soma. não glória que é incompleta. enquanto tu segues teu caminho. e desamarra Os laços de baixo. desata a amarra do meio. Liberta-nos da amarra superior. és o Senhor de tudo. Índice ◄►Hino 26 (Griffith) ____________________ 9 Ou mel (mádhu). Ansiando pelo Uno de visão ampla. Dando-a aos nossos próprios corpos. 19.

Porque aqui um Pai7 adora por seu filho. parente. Que Varuṇa. também. de Manus. amados por ti. com todos os teus fogos. Tu. e com nossa amizade. Agni. mutuamente (as fontes de felicidade) para ambos. assim nós. e nos concede alimento (abundante). 10. Tudo o que nós oferecemos. sempre a ser escolhido. 7 Agni. como eles fizeram no sacrifício de Manus. têm se encarregado da nossa oblação. como nosso Sacerdote.5 E oferece esse nosso sacrifício. assume tuas vestes. 2. torna-te nosso sacerdote ministrante. (Propiciado) por melodias brilhantes. filho da força. Amigo excelente por seu amigo. Imortal Agni. Parente por parente. escolhido por nós. possuidores de fogos sagrados. o mais jovem. 1. 6. que ele preside o crepúsculo. 9. de modo a gerar fogo. 5 Cobre-te com tua veste de chamas. 6 Continuamente renovado para sacrifício. 4 É dito que esse epíteto. 3 O Hotṛ nascido antes de nós. Ó Agni. se refere à força necessária para friccionar os bastões. como um pai amável para um filho. Ó digno de oblação. como um amigo para um amigo. o sacerdote sacrificante. e oferece esse nosso sacrifício. e amigo de seu adorador. 2 . 3. Sacrificador precedente. sempre vigoroso Agni. a métrica é Gāyatrī. com fogos sagrados. (para nós mesmos e para ti). de fato. Agni (Griffith) 1. que os louvores da humanidade sejam. a qualquer outra divindade é. Como homens.2 5. Aryaman. Agni.107 Hino 26. através da nossa palavra divina. 8. daqui em diante. 3. como aplicável a Agni. 1 Aryaman é um Āditya.3 fica satisfeito com esse nosso sacrifício. 4. possuidores de fogos sagrados. sobre a nossa grama sagrada. oferecido a ti. 7. Senhor do sustento. (envolvido) com radiância. Mitra. Como os brilhantes (sacerdotes). Manuṣah. Varga 20. diz o comentador. como antes. o Prajāpati. Mitra e Aryaman1 sentem-se sobre a nossa grama sagrada. que fica no lugar do pai. seja benevolente. 2. o escolhido. Índice ◄►Hino 27 (Wilson) ____________________ Hino 26. 4. de acordo com Sāyaṇa. Senta-te. que nós sejamos. és. É dito. uma forma do sol mensal. seguramente. Que o senhor dos homens. como um parente para um parente. assume tuas vestimentas (de luz). seja benevolente para nós. Senhor dos poderes prósperos. o Hino é endereçado a Agni. é o mesmo que Manu. em oblação repetida e abundante. e esse nosso louvor. oramos a ti. que. e ouve esses teus louvores.4 aceita esse nosso sacrifício. Que se sentem aqui os destruidores de inimigos.6 através dos nossos hinos. Agni (Wilson) (Sūkta III) O suposto autor ou recitador é Śunaḥśepa. Varga 21. Varuṇa. ou a partir do fogo doméstico ou por atrito repetido.

10. como nosso Hotṛ desejável. por exemplo.108 5.11. compare. Com todos os Agnis (isto é. senhor de todo vigor. 1. que os elogios dos homens mortais Pertençam a nós e a ti igualmente. o senhor do clã. 9 o companheiro para o companheiro. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. aceita esse sacrifício e essa prece. e ouve essas preces. ó Agni. nos têm concedido riqueza preciosa Assim. Que Varuṇa. que nós sejamos estimados (por ele). ó Imortal. Índice ◄►Hino 27 (Griffith) ____________________ Hino 26. Índice ◄►Hino 27 (Oldenberg) ____________________ Manmabhiḥ pode significar possivelmente ‘com teus (sábios) pensamentos’. Pois os deuses. E nesse nosso discurso. 8. o filho. estimados por ele. com todos os teus fogos). nós oramos a ti. Pois sempre que nós sacrificamos constantemente a esse ou àquele deus. o concessor de alegria. ó (deus) sacrifical. HINO 26. E que haja entre nós louvores mútuos dos mortais. 9. está satisfeito com essa nossa amizade também. 5. 9. Ó Mensageiro antigo. Mitra. Que ele seja o nosso querido Senhor familiar. 8 . 6. 4. deus mais vigoroso. 8. ó Agni. têm nos dado riqueza excelente. Tudo o que nós sacrificamos nesse procedimento perpétuo para Deus e Deus. Que ele seja estimado por nós. ou ‘Que nós obtenhamos toda bem-aventurança através dos (sábios) pensamentos de Agni’.8: ‘Que nós obtenhamos todas as bênçãos de Agni por nossas preces’. e nós nos consideramos possuidores de um bom Agni. sentem-se na nossa grama sacrifical como eles se sentaram na de Manu. 10. com tua roupa (de luz). o mortal cujo sacrifício ele realiza. com tua palavra que vai para o céu. Veste-te. ADHYĀYA 2. quando possuidores de um bom Agni. excelente Que nós sejamos. com 3. 2. por sacrificar obtém (bênçãos) para o filho. o amigo eleito para o amigo. Senta-te. com fogos brilhantes. 9 Agni é o pai. O pai. Aquele presente é oferecido em ti. 3. Ó Hotṛ antigo. encontra satisfação nesse nosso sacrifício. agradável e. VARGA 20–21. de bom fogo). 6. de fato. alegra-te nesse nosso rito e amizade: Ouve bem essas nossas canções. Hotṛ eleito. Aryaman. ó jovem (filho) da força. adorados com fogos brilhantes. Sacerdote. Os Deuses. com fogos brilhantes. e então realiza esse culto para nós. ó Imortal. em ti somente o alimento sacrifical é oferecido. (e dos imortais). AṢṬAKA I. ó Agni. triunfantes com riquezas. Com todos os teus fogos. E. possuidores de um bom Agni (isto é. através dos nossos pensamentos (devotos)8. 7. 7. ó Filho da Força.

Que o vasto Agni. 8 É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. e nos conceda alimento. anuncia. tanto quanto somos capazes. Varga 22. que é adorado por todos os homens. de perto ou de longe. seja o concessor (de dádivas). a quem tu incitas a combater. aquele que tem brilho extraordinário ou variado. através da batalha. Que Agni. 7 ‘Como um homem rico’ é o texto inteiro. Que ele. Agni. Jarābodha. o alimento que se encontra no céu e no ar. veneração aos menores. Tu. como antes. krūrāyāgnaye. que vais a todos os lugares. 12. e os Viśvedevas são abordados. como um cavalo (que espanta moscas) com sua cauda. (Eu continuarei) a me dirigir a ti. com cavalos. o senhor dos homens. nos conduza. o filho da força. Índice ◄►Hino 28 (Wilson) ____________________ 1 A comparação é somente ‘nós louvamos a ti como um cavalo com uma cauda’. o invocador e mensageiro dos deuses. 5 Ele que é despertado (bodha) por louvor (jarā). sempre merecerá e receberá (alimento). 2 Ghāyatraṃ navyāṃsam. no meio. 1 2. resplandecente.4 és o distribuidor de riquezas. 6 O texto em ‘a Rudra’ (Rudrāya). 2 5. seja propício para nós. para a conclusão do sacrifício que beneficia toda a humanidade. O mortal a quem tu. os detalhes são fornecidos pelo comentador. pelo conselho de Agni.109 Hino 27. esteja satisfeito com nosso rito. como as ondas de um rio são divididas por ilhas interjacentes. Veneração aos grandes deuses. Chitrabhānu. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. 4 Um denominativo comum de Agni. mais novos versos Gāyatrī. e esses nossos mais novos hinos. que o comentador explica: ‘ao feroz ou cruel Agni’. de bandeira de fumaça. 10. veneração aos novos. Ninguém jamais será o vencedor desse teu adorador. Que eu não omita o louvor das divindades mais antigas. e nos concede a riqueza que está sobre a terra.3 Varga 23. ilimitável. subjugador de inimigos. Obtém. como um príncipe7 (escuta aos bardos). no qual a métrica é Triṣṭubh. Agni. 1. (pois tu espalhas nossos inimigos). veneração aos antigos!8 Nós adoramos (todos) os deuses. . pois notória é a bravura dele. e métrica. mostrando a composição mais recente desse Sūkta. 3. proteges em batalhas. e derrame (bênçãos). o de raios brilhantes. O comentador sugere todo o restante da comparação. 13. dos homens que procuram nos prejudicar. 3 No supremo. 8. para os deuses. que se move em todos os lugares velozmente. 6. Agni. 11. 7. O adorador oferece louvação agradável ao terrível (Agni). e do fim são as expressões vagas do texto: sua designação apropriada é derivada do comentário. exceto na última estrofe. (propiciado) pelos sacerdotes. com louvores. 4. Tu sempre derramas (recompensas) sobre o dador (de oblações). deus. Que ele.6 Varga 24. para nós. nos ouça. protege-nos sempre. com nossos hinos.5 entra na oblação. 9. essa nossa oferenda. o senhor soberano dos sacrifícios. que ele.

os mais jovens e os mais velhos!15 Vamos.14 Refulgente. É senhor de força infinita aquele homem a quem tu proteges na luta. Veja Pischel. por causa da sua impetuosidade. ou. excelentemente brilhante. Índice ◄►Hino 28 (Griffith) ____________________ 9 Agni. ou incitas para o combate. adorados especialmente em funerais. 9. segundo as leis de Manu. glória aos Deuses. assim como as ondas do Sindhu. 12. que traz grande felicidade. 6. com grande abundância. são comparadas à cauda flutuante do cavalo. Ajuda. pelo conselho de Agni.12 esse trabalho. seja nosso. anjos. ou a palavra pode significar qualquer rio. reconheçam. uma parte da força que está abaixo. Os Viśvedevas. ou isso pode ser interpretado como ‘o arauto dos Deuses’. 4. 55 e seguintes. Que esse nosso Deus. Glória aos Deuses. Agni a bandeira dos Deuses. 3. provavelmente. por causa do estalido ou rugido de suas chamas. 11. ou deuses universais.13 a ele Adorável em toda casa. 2. os poderosos e os menores. Uma parte da força que está no meio. A ele. que anda longe. grandioso. 10. Ou a palavra pode significar vermelho. e a expressão pode significar. ó Resplandecente. ó Deuses. como uma tropa ou classe separada de Deuses. seja quem for. semelhante a um corcel de cauda longa. de longe. 10 tu Fluis rápido em direção ao adorador. 5. 13. 12 Jarābodha parece se referir ao Ṛṣi ou poeta do hino. têm direito a oferendas diárias. é aqui um nome de Agni.9 Senhor Supremo dos ritos sagrados. ó Agni. ilimitado. além disso. . ou o Berrador. Que derrama suas dádivas como chuva. tu que conheces louvor. próximo. 15 Essas distinções de Deuses maiores e menores. nos ouça por meio dos nossos louvores. É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. Vedische Studien. não a Agni. se nós tivemos o poder. Que o Filho da Força. 1. como Sāyaṇa o explica. Agni (Griffith) 1. 14 Que como uma bandeira reúne os Deuses. é comparado a um cavalo. nos estimule para a força e pensamento santo. anuncia afavelmente essa nossa oblação para os Deuses. Dá-nos uma parte da força mais elevada. E com os cantores11 ganhe os despojos. ou Fogo. Senhor de toda vida. Agni. são dez em número. 13 Rudra: o Rugidor. p. brilhante. E essa nossa mais nova canção de louvor. onduladas e movidas pelo vento. não são mais explicadas em nenhum lugar. ninguém pode vencer. aquele que notifica a eles. Poderoso: Mais que isso. Agni. Tu distribuis dádivas. Que aquele que reside com toda a humanidade nos conduza com corcéis de guerra através da luta. Como algum Senhor rico de homens que ele. prestar adoração a Deus: nenhuma oração melhor do que essa. 10 Sindhu: o Indus. poder muito glorioso é dele. como nós diríamos. 11 Os sacerdotes que cantam hinos de louvor em um sacrifício. e. Com culto eu te glorificarei. de bandeira de fumaça. 8. sempre Protege-nos do homem pecaminoso.110 Hino 27. e suas chamas longas. 7. mais velhos e mais novos. esse elogio a Rudra. Ó Agni. de perto.

5. aqui se refere ao herói mortal protegido por Agni. ajuda-nos com a riqueza que está mais próxima. Muir. Agni. Deixa-nos partilhar de toda a recompensa que é a mais elevada e que é média (isto é. seja de perto ou de longe. Que ele (o homem).16 vença a corrida com seus cavalos. Que ele nos ouça. por conta dos nossos hinos. Que ele. como os versos seguintes mostram. o imensurável. Desse modo protege-nos sempre. 2. como o rico senhor de um clã. Viśe-viśe pode possivelmente depender de yajñiyāya. venha a ser generoso para nós. 18 Rudra é aqui uma designação de Agni. 1. HINO 27. Tu fluis imediatamente na direção do doador generoso na onda do rio. procedendo em seu caminho amplo. 8. muito próximo. 6.18 11. ó conquistador (Agni)! Sua força é gloriosa. AṢṬAKA I ADHYĀYA 2. o rei do culto. conhecido entre todas as tribos. nos incite a pensamentos virtuosos e à força. 12 a lê desse modo: ‘Que. que reside no mundo mais alto e no intermediário). 19 A última parte desse verso oferece alguma dificuldade. V. Com reverência eu cultuarei a ti que tens cauda longa como um cavalo. VARGA 22–24. rico em esplendor. nosso filho da força. se torne um ganhador. de modo que nós teríamos que traduzir: ‘Administra essa tarefa: uma bela canção de louvor a Rudra que é venerável para toda casa’. o de bandeira de fumaça. tu és o distribuidor. do mortal que procura nos prejudicar. se nós pudermos. o estandarte dos deuses. que eu não caia vítima da maldição de meu superior. a quem tu proteges em batalhas. eu não negligencie o louvor dos maiores’. tu que tens uma vida plena. Reverência aos grandes. a quem tu ajudas nas competições. 10. Ó deus de esplendor brilhante. Quem quer que ele possa ser. reverência aos velhos! Vamos sacrificar aos deuses. Ó Garābodha! Realiza essa (tarefa) para toda casa:17 uma bela canção de louvor para o venerável Rudra. 13. o grandioso. ó Agni. um epíteto frequente de Agni. ó deuses. ele dominará nutrimento constante.111 Hino 27.19 Índice ◄►Hino 31 (Oldenberg) ____________________ Viśvacarṣaṇi. ninguém o alcançará. E que tu possas. 3. que ele. O mortal. 7. Agni de luz brilhante. 12. Que ele. o auspicioso. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 4. reverência aos menores! Reverência aos novos. 16 17 . Ó deuses. com a ajuda de seus sacerdotes. 9. ó Agni. anunciar para os deuses essa nossa mais nova canção Gāyatra eficiente.

Se. talvez. – tipicamente. o droṇakalaśa.7 Índice ◄►Hino 29 (Wilson) 1 A pedra. contido nas páteras ou pratos. 7 Esse verso é endereçado. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. e coloca o resíduo sobre a pele de vaca. a métrica das seis primeiras estrofes é Anuṣṭubh. 6. mas.5 tu estás presente em toda casa. espalha-o sobre as folhas da erva Kuśa. para o suco Soma. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. no comentário da Yajur Veda Saṃhitā. Gāyatrī.112 Hino 28. de forma agradável. 5 O almofariz é. 4. as duas seguintes. aqui. (Wilson) (Sūkta V) Śunaḥśepa é o Ṛṣi. concessores de alimento. se não efetivamente. 9. prepara o suco Soma. ou antes. depois de expressão. 5. colocado. tendo-o trazido.6 como o vento sopra gentilmente diante de ti. por metonímia. talvez. nesse verso. Indra. depois que a libação foi oferecida. como os cavalos de Indra triturando aos grãos. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. as duas seguintes. em lugar de almofariz. preparem. ele deve colocar o que sobra. Aqui. o bastão é movido por uma corda passada em volta de seu cabo e em volta de um poste plantado no solo. e assim espremer o suco. ao almofariz doméstico. lançá-no na Pavitra. Indra. e assim produzem a separação de suas partes componentes. é filtrado por um coador feito de pelo de cabra. ou para a pele (charma) na qual ela é derramada. Veja o hino 13. ‘movendo para cima e para baixo’. apachyava e upachyava. O pilão usado em triturar ou debulhar grãos é. Quando eles amarram a vara de bater (com uma corda). das três últimas. ou sobras. na Índia. 3 O comentador explica os termos do texto. Não está muito claro o que ele deve fazer. De acordo com Sāyaṇa. 7. mas. e a nona é de uma distribuição mista. que são abordados. no verso 8. de fato. uma grande árvore. o suco Soma. etc. ou certo deus assim chamado: nenhum nome se encontra no texto. . 3. e é recebido em um tipo de jarro. 6 Vanaspati. que é explicada. 2. devesse ser. os nossos sucos doces (Soma). com libações adequadas. nota 11. divirtam-se. um recipiente pesado de madeira. 1. – tão (largos quanto os) quadris (de uma mulher). (um Prajāpati). feito da pele da vaca. ó Almofariz. tal sendo o termo usado no texto. para receber e despejar o suco Soma. – através das quais o suco cai sobre um lençol. (no rito) no qual os dois pratos2 para conter o suco. como ‘entrando e saindo do salão’ (śālā). Utensílios de sacrifício. e. como um eixo. Varga 25. para Indra. em algum recipiente. ou em um saco de couro. As extremidades da corda sendo puxadas para trás e para frente. no entanto. Traze os restos do suco Soma nos pratos. – o comentador diz. o pilão de pedra. Stevenson. Aparentemente. desse modo. Indra. as instruções se referem ao resíduo. 4 como rédeas para conter (um cavalo). geralmente. 8. ó Amofariz. com referência ao pilão. conforme a pedra de base larga1 é erguida para espremer o suco Soma. – ou o sacerdote ministrante. dão ao bastão um movimento rotatório em meio ao leite. em lugar de almofariz e pilão. diz o comentador. de som alto. para o Adhiṣavaṇa (ou a libação derramada). ou para Hariśchandra. para a bebida de Indra. sobre uma carroça – e. (no rito) no qual a dona de casa repete saída e entrada na (câmara sacrifical). De acordo com o Sr. de madeira pesada. emite (nesse rito). Varga 26. é aquele que é usado para esmagar as plantas Soma. como o tambor de uma tropa vitoriosa. As primeiras quatro estrofes são endereçadas a Indra. servindo como um tipo de filtro. ao almofariz e pilão. 3 reconhece e compartilha das efusões do almofariz. são as divindades que presidem o almofariz e o pilão. Indra. – são empregados. não os próprios utensílios. Indra. pelas mãos do batedor. encontrado na casa de todo agricultor. significar duas ou três folhas de erva Kuśa. geralmente. Senhor da floresta. um som forte. mais propriamente. a Hariśchandra. dois pratos rasos ou páteras. 2 Ādhiṣavaṇyā. 4 Em batedura. Vocês dois senhores da floresta.

bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama.113 ____________________ Hino 28. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Melhores dos concessores de força. para Indra espreme o suco Soma para que ele possa beber. ó Almofariz. 8. Quando o prato superior é erguido para receber o suco dos talos de Soma a abertura entre os dois é como a boca de um cavalo quando ele mastiga grama suculenta. alto como o tambor dos conquistadores. etc. 6. como quadris largos. 7.9 vocês esticam mandíbulas largas. Vocês Soberanos da Floresta. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Ó Indra. Ó Indra. Como dois cavalos baios mastigando ervas. 2. Onde. um sendo usado como um recipiente e o outro como uma tampa. para reter o suco os pratos8 da prensa são colocados. Pega em canecas o que resta: derrama o Soma no filtro. 4. Ó Soberano da Floresta. 3. como com rédeas para guiar um cavalo. (Griffith) 1. Ó Indra. ambos velozes. Onde. tu és colocado para trabalhar. com prensas rápidas espremam hoje o Suco Soma doce para a bebida de Indra. como o vento sopra suave na tua frente. Lá onde a mulher observa e inclina o constante subir e descer do pilão. Aqui emite teu som mais claro. Lá onde a pedra de base larga erguida no alto para espremer os sucos. 9. Indra. Índice ◄►Hino 29 (Griffith) ____________________ 8 Dois pratos rasos. ó Utensílios Sacrificais. 5. Ó Indra. 9 . eles amarram o bastão de bater com cordas. Almofariz. Provavelmente isso se refere aos dois pratos mencionados acima. E na pele de boi coloca os resíduos. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Se de fato em cada casa.

Ó Indra. 2. belo2 e poderoso senhor do alimento. Portanto. desça longe na floresta. de riqueza ilimitada. que Śunaḥśepa foi instruído pelos Viśvedevas a recorrer a Indra. que elas durmam. e o comentador as chama – sob qual autoridade não é declarado – de duas mensageiras fêmeas de Yama. Ele é. Indra. 1. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Śunaḥśepa 1 continua a ser o recitador. tendo um belo nariz ou queixo proeminente. Śiprin. embora nós estejamos totalmente desesperançados. Herói. que são nossos amigos. sempre verdadeiro. de riqueza ilimitada. 5. 6. o par que olha uma para a outra. É dito. Que duas fêmeas são indicadas é deduzível de os epítetos estarem no número dual e gênero feminino. ó mais rico. louvando com esse discurso. Tua benevolência.4 e. tendo um nariz ou mandíbula inferior ou queixo. grandes feitos são teus. de riqueza ilimitada. Olhando uma para a outra. nunca despertando.114 Hino 29. Indra. pois zurra ou profere sons insuportáveis de ouvir’. isto é. literalmente: ‘Ponha para dormir as duas que se observam mutuamente. que os espíritos hostis durmam. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. mata cada um que nos causa dano. Indra. Paṅkti. de riqueza ilimitada. Ó Indra. 4. cujas mandíbulas são fortes. Indra. de riqueza ilimitada. 3. e aqueles. que elas durmam. o deus é Indra. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. a métrica. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. 3. 3 O texto é muito elíptico e obscuro. (nosso adversário). O comentador acrescenta: ‘Portanto ele é chamado de asno. ó mais rico. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Varga 27. Ó bebedor de Soma. Faze adormecer (as duas mensageiras fêmeas de Yama). e todo gênio gentil desperte. Índice ◄►Hino 30 (Wilson) ____________________ Hino 29. dura para sempre. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. no Brāhmaṇa. Ó Indra. Ó Senhor da Força. o poderoso. fiquem despertos. 1 2 . literalmente. com rumo tortuoso. Destrói cada um que nos insulta. para não acordar mais. Aquieta adormecido. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. ó mais rico. 7. embora nós sejamos indignos. de riqueza ilimitada. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Indra. Indra (Griffith) 1. que te louva com tal discurso dissonante. Veraz bebedor do suco Soma. ó herói. que é da natureza de insulto.3 Indra. de riqueza ilimitada. Indra. não sendo despertadas’. Que aqueles que são nossos inimigos durmam. destrói esse asno. Indra. 2. 4 Nuvantaṃ pāpayāmuyā. Que a brisa (adversa). 4. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes.

dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares.115 Ó Indra. A palavra kuṇḍṛṇācī. ó Indra. 6. que eu interpretei de acordo com Sāyaṇa. um lagarto segundo Sāyaṇa. ó mais rico. ó mais rico. e não se aproxime de nós. Destrói esse asno. 5 . dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. 5. Ó Indra. significa em outro lugar certa espécie de animal. 7. Mata cada difamador. que zurra para ti em tons dissonantes. e destrói aquele que nos prejudica em segredo. ‘que o vento caia na floresta com a kuṇḍṛṇācī’. Índice ◄►Hino 30 (Griffith) ____________________ Que o ciclone ou tempestade gaste sua fúria na floresta. Essa passagem pode talvez significar. ó mais rico. Ó Indra. Muito distante na floresta caia a tempestade em uma rota circular!5 Ó Indra. ó mais rico. o que quer que isso seja. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares.

nós. quando solicidado. provavelmente. Se ele ouvir nossa súplica.] 2 A expressão no texto é śipriṇīnāṃ. a esperança de que bênçãos provenham da adoração. pois. no oceano. 3. Bebedor do suco Soma. a Uṣas. tu aceitas nossa prece.berkeley. 14. Em toda ocasião. Vamos. nós chamamos. (abundância de vacas) com mandíbulas proeminentes. e três. 5. Indra. venha até nós. por essa razão. Herói. o mais poderoso Indra. venha (para o rito). e é inteligível somente por causa das adições abundantes do comentador. para a nossa defesa. Veja Rig Veda: A Metrically Restored Text with an Introduction and Notes. A métrica é Gāyatrī.4 15. uma multidão.116 Hino 30. disponível em linguistics. O comentador preenche com gavām. manejador do raio. que é poderoso e de cem sacrifícios. com as quais nós possamos ser felizes. 3 O resoluto. teus amigos. 2. Indra. Tu te aproximas dela. 13. Śatakratu.5 1 [De acordo com Griffith e Gary Holland.3 que algum deus tal como tu és. como um poço (é enchido com água). de seu antigo lugar de residência. como água. em toda batalha.2 12. 4 O verso inteiro é muito elíptico e obscuro. ou a alvorada personificada. 6. 8. . que visita muitos adoradores. de fato. Desse modo. tudo o que nós desejamos. ou rebanho. Varga 30. que teus adoradores desejam. Śatakratu. Indra. que tu farás. Todas as quais (as libações). ou dinâmico. apresentado por si mesmo. como amigos. e bebedores do suco Soma. (para ser favorável) para teus adoradores. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Hino é atribuído a Śuna ḥśepa. sendo acumuladas para a satisfação do poderoso Indra. que prosperidade genuína seja (a recompensa daquele) que te oferece louvação. Essa libação é (preparada) para ti. genitivo plural do feminino śipriṇī. Tal riqueza. como um pombo de sua (companheira) prenhe. com numerosas dádivas. para a nossa defesa nesse conflito. exceto [no verso 11. que estamos desejosos de alimento. 9. (concede a) nós. dezesseis são endereçadas a Indra. e com alimento (abundante). aos Aśvins. Ó Dhṛṣṇu. das vinte e duas estrofes que o compõem. 10. satisfazer esse seu Indra. Ergue-te. aceitante de louvor. com gotas (de suco Soma). second edition. tu concedes a eles. regozijante junto conosco. bebedor do suco Soma. no qual ela é Triṣṭubh. – a ti. como as rotações das rodas de um carro giram em torno do eixo.php?person=18. e acrescenta samūhah. ó amigo. que nós tenhamos (alimento abundante). no qual ela é Pādanicṛt. O significado pretendido é. e que vacas robustas e ricas em leite sejam nossas. como água. por tua graça. senhor da afluência. Nós conversaremos por outras questões. conceda prontamente. como o eixo (gira) com os movimentos da carroça. e] 1 no verso dezesseis. Varga 28. uma variedade de Gāyatrī. Nós imploramos a ti. três. de vacas. consultado em 06/2013. manejador do raio. Que assim seja. como (eles giram) o eixo das rodas (de um carro). como nosso amigo. para (lugares) baixos. como o eixo no qual elas revolvem. que és preferido e chamado por todos. – um nome de Indra. e de mil destiladas. Eu invoco o homem (Indra). 7. a quem meu pai invocava antigamente. 1. Que ele que é (o recebedor) de cem (libações) puras. Varga 29. estão contidas na barriga dele.edu/people/person_detail. o protetor das residências. 4. tendo um nariz ou uma mandíbula. 11. nosso amigo. que ele. (bênçãos) aos teus adoradores. ou firme.

enquanto a outra gira no céu.9 Índice ◄►Hino 31 (Wilson) ____________________ Hino 30. em cada batalha nós chamamos como amigo para nos socorrer Indra. Ele. há. 7 Não há explicação desse mito. ou sua divindade. é chamada de noite. 3. 13 O hino é uma oração por ajuda em uma batalha vindoura. uma carruagem dourada foi dada a ele. o estimulante suco Soma. Uṣas. Quando para o forte. atrelada por ambos igualmente. relincham e bufam: ele. Vocês têm uma roda no topo da sólida (montanha). 12 Essa libação de Soma é para ti somente. assim como para baixo para um lugar profundo. e. 11 Isto é.10 2. e mil das misturadas com leite Fluírem. ‘É como o eixo. Filha do céu. na maior parte. (que sua residência) seja repleta de gado e de ouro. com essas iguarias. e perpetua nossa riqueza. filha do céu personificado. satisfeito. O mais generoso. levanta para nos prestar auxílio nessa luta13 Em outras também vamos concordar. como um pombo se dirige à sua companheira: Tu aprecias também essa nossa oração. pelo ar. no comentário. 7. 196 da versão em português]. Indra sempre ganhou riquezas (de seus inimigos). até ele. ou distantes.7 20. uma carruagem dourada. não há nada em comum entre os dois. imortal? A quem. 22. o generoso. nos deu. uma palavra de derivação similar como Uṣas. Nós. No Viṣṇu Purāṇa [pág. Se ele nos ouvir que ele venha com ajuda de mil tipos. isto é. 5 . Dasras. o abundante em atos. 6 Conforme o Brāhmaṇa. Aśvins. 19.117 Varga 31. Várias passagens parecem indicar que Uṣā ou Uṣas é o período imediatamente anterior à aurora. Isso é teu.11 ele deu espaço dessa maneira Dentro de sua barriga. exceto com relação ao tempo. como o mar. Aśvins. poderosa. e o amanhecer é Vyuṣta. Indra (Griffith) 1. Por Indra. 5. o passa de novo para os Aśvins. Senhor de Cem Poderes. tu afetas? 21. 9 Aqui nós nos despedimos de Śunaḥśepa. buscando força. aproxima-te. Essa repetição da comparação é mais obscura do que na estrofe anterior.8 que és satisfeita por louvor. nos hinos atribuídos a ele. que poder e alegria Sejam daquele que canta o louvor a ti. qual mortal desfruta de ti. o mais poderoso de todos. O comentador define ‘os atos’ como os movimentos do carro ou vagão. 8. último parágrafo]. porque. Em cada necessidade. com provisões carregadas em muitos corcéis. eles estejam perto. Ele pode estar conectado com a noção purânica da única roda da carruagem do sol. de muitas cores. a alegria arrebatadora. 16. Difusiva. nós não conhecemos (teus limites). Dasras. Ó Herói. Que deixa cem das doses puras. 4. 198. 18. – akṣaṃ na śacībhiḥ. 10 Śatakratu. Senhor dos Cem Poderes. 8 A alvorada. Uṣā. Rosen traduz o nome como Aurora. enchamos completamente com gotas de Soma seu Indra como um poço. Senhor das Bênçãos. deve ser confessado que. mas parece preferível manter a denominação original. brilhante (Uṣas). [pág. elogiado em hinos.6 17. pelos atos’. 6. com seus corcéis que mastigam. é imperecível: ela viaja. pouca conexão com a lenda narrada no Rāmāyaṇa e outras autoridades. Śunaḥśepa. sua carruagem. venham para cá. contudo. de fato.12 Tu te aproximas. como um presente. – Viṣṇu Purāṇa.

Viaja. com força permanente ricos em cavalos e em vacas E ouro. relincham. exercida por causa das preces dos adoradores. O carro de ouro dado a Indra é o hino. age Para ajudar a realização de cada anseio como nós desejamos. 16 As linhas dessa e da estrofe seguinte referentes ao eixo e à carruagem ou carro são um pouco obscuras. vocês de atos poderosos. Um carro de ouro ele cujas obras são maravilhosas recebeu de nós. 16. 19 Aparentemente o Sol. e sugere śipriṇīvan. rogado. ó Aśvins. 11. Sua carruagem atrelada por ambos igualmente. Com Indra que deleites esplêndidos sejam nossos. amigo. O carro de ouro pedido é riqueza abundante.118 E tudo o que fortalece. 18 O oceano de ar. Roth considera que a leitura é defeituosa. Śatakratu. tu vais?20 21. ao nosso chamado. ó muito invocado. o qual é a parte mais firme e mais forte do carro. Que seja assim. Corajoso. Vem para cá. é a filha do Céu personificado.15 e dos nossos amigos bebedores de Soma. O significado de śipriṇīnāṃ no texto é muito incerto. desse modo. rico em todas as dádivas preciosas.14 A ti a quem meu pai invocava antigamente. Mas o significado não é muito claro. 15 . ricos em alimentos. e resfólegam alto Indra sempre ganhou grandes tesouros. ou incitas. Porque nós temos a ti em nossos pensamentos estejas perto ou longe. Alvorada. Eu chamo a ele poderoso para resistir. Qual mortal. Com cavalos que mastigam. imortais. ó radiante. e os Aśvins o precedem em seu percurso em volta do céu. Nós oramos a ti. a partir de uma possível forma de śipriṇī. Ó bebedor de Soma.18 19. ó amigo. Ludwig sugere ‘protegido com capacete’. tu moves. tu Amigo dos cantores. Como tu. 20 Nós somos lembrados do antigo mito grego de Aurora e Titono (Eos e Tithonus). ó vocês de atos maravilhosos. Aśvins. ricos em todas as coisas que fortalecem. amigo das nossas damas de traços adoráveis. tu agracias e contentas teus louvadores. no caso vocativo. e nós vamos também recebê-lo. Índice ◄►Hino 31 (Griffith) ____________________ 14 O Deus tutelar da nossa família. por assim dizer. 9. ó Alvorada imortal. ou Manhã. A expressão moves. Deus bondoso para aqueles que cantam teu louvor. O carro dos Aśvins permanece na cabeça dele ou na frente dele. no oceano. A outra gira em volta do céu. 17 O hino de fato termina com a estrofe anterior. implícita. 20. concordando com bebedor de Soma. De cor vermelha e semelhante a uma égua mosqueada. 12. de homens. que manejas o trovão. U ṣas. parece ser a mais simples e a melhor. bebedor de Soma. com as quais. No alto da testa do Touro19 uma roda da carruagem vocês sempre mantêm. ou Dyu. Wilson segue Sāyaṇa [veja o verso correspondente acima]. pretende demonstrar a grande força de Indra. 18. 14. desfruta de ti? Onde tu amas? A quem. o Herói da nossa casa antiga. 13. 10. 22. Dyaus. e têm sido interpretadas de modo variado. nós nos regozijemos. armado com o trovão. De modo que. concordando com viśām. ó filha do Céu. Venham. com esses teus fortalecedores. a qual eu sigo. o eixo. por assim dizer. o eixo do carro. E manda riquezas para nós.17 17. A explicação de Ludwig. Moves o eixo com tua força. Benfey considera que a palavra significa mulheres bonitas.16 15.

Vasu. Muir. 5 A ação de Purūravas.3 e repousando de várias maneiras. de acordo com o comentador. dos dois bastões. ornas a adoração dos deuses. Tu. Sūkta I) O Hino é endereçado a Agni. torna ilustre o realizador do rito. – tu. – J. Agni. então. para o oeste (do altar). ou de duas mães. Agni. enquanto na segunda passagem um terceiro sentido de ‘nascido do céu e da terra’.119 Hino 31. Tu. Compare dvijanmā em 1. e. Que nós melhoremos o ato por uma nova prole (dada por ti). o primeiro e principal Aṅgiras. o filho de Soma. no combate. torna-te manifesto para o adorador. que. 6 O fogo é usado primeiro para acender o fogo Āhavanīya. Preservem-nos. és o derramador (de desejos).S. ou. Tu. por alimento diário. Quando tu és libertado por atrito de teus pais. 3 Dvimātā. os que discernem tudo. décima sexta e décima oitava estrofes estão na métrica Triṣṭubh. no rito para o qual o sacerdote foi designado. aos Maruts. no primeiro lugar. e. que. Em teu rito. pág.140. Varga 33. que és louvado. os sábios. por ambos os nascimentos. ele interpreta ou ‘nascido a partir de dois pedaços de madeira’.149. o Gārhapatya. primeiro. mas a frase é apenas: ‘fazendo mais bem a ele que fez bem’. para todos os homens. podem ser aludidos aqui. Àquele que compreende totalmente a invocação e faz a oblação. 2. anunciaste o céu para Manu. e seu emprego na forma de três fogos sacrificais. para a obtenção de bípedes e quadrúpedes. o criador de dois. quando a concha é erguida. 4. 6. O comentador diz. 2. tu guias o homem que segue caminhos impróprios para atos que são adequados para corrigi-lo. 7 O significado não está muito claro. foste o primeiro Aṅgiras Ṛṣi:1 uma divindade. excelentemente sábio. [“De acordo com Sāya ṇa.2 para o benefício de todo o mundo. Tu. céu e terra. que é desejoso (de criaturas) de ambos os tipos de nascimento. o aumentador da prosperidade (do teu adorador): tu deves ser convocado. o filho de Budha. (que te adora). 4. junto com os deuses. 310-311 da versão em português]).7 felicidade e sustento. na melhor imortalidade. por nós. Agni. Tu. tu concedes ao sábio. 3. Tu suportaste o fardo. 2 Vibhu. inteligente. múltiplo. N. destróis. tu foste o amigo auspicioso das divindades. eles te levam. Agni (Wilson) (Anuvāka 7. – sapiente. ou ansioso. 2 (1869). A expressão é. aquele mortal. então. Agni. Agni. Agni. adoraste os veneráveis (deuses). isto é. céu e terra. de acordo com o comentador. em aprovação desse culto.5 fazendo homenagem a ti. Varga 32. Céu e terra tremem (pelo teu poder). e 1. 8. na luta de heróis (agradável para eles) como riqueza amplamente espalhada. o provedor de sustento. preeminente sobre o vento. Não há explicação da origem atribuída. o resto. para o leste. aludindo aos diferentes fogos de um sacrifício. 375. nesse verso. Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. 1. o Ṛṣi é Hiraṇyastūpa. é adicionado”.] 4 É dito que Agni explicou para Manu que o céu devia ser alcançado por meio de atos virtuosos. os Maruts de armas brilhantes foram gerados. o filho de Aṅgiras. De acordo com Sāyaṇa. em Jagatī. (Viṣṇu Purāṇa. nada mais do que os carvões ou brasas do fogo sacrifical. então. por meio dos fracos.4 tu mais do que recompensaste Purūravas. na geração de fogo por atrito. [págs. isto é. como contados nos Purāṇas. significa ‘de muitos tipos’. Agni. ele foi o primeiro. de acordo com o Brāhmaṇa. 7. tu. por causa de riqueza. como sendo o progenitor de todos os Aṅgirasas. que está muito desejoso. Tu sustentas. eles sendo. ou ‘por fricção e o subsequente rito de consagração’. o filho de duas mães. 1 . os poderosos.6 5. Agni. para o uso do homem. A oitava. primeiro concedes luz.

8 e concedendo a nós (progênie) incorporada. 99-100. Agni. auspicioso Agni. caps. Tu.9 eles fizeram de Iḷā10 a instrutora de Manus. e oferece a eles (sacrifício) agradável. realiza o sacrifício de vida. estavam perdidos para determinar os pontos cardeais. e acompanhado por bons homens. 13 É dito que isso alude a uma lenda na qual os deuses. Agni. Agni. Tu deves ser procurado. que és digno de ser louvado. 13. Agni. Aṅgiras e Yayāti fizeram antigamente. 18. desperta-nos. regala (seus convidados). o general vivo do mortal Nahuṣa. filho de Purūravas. tu defendes por todos os lados o homem que dá presentes (para os sacerdotes). para o filho do meu filho. o benevolente. que oferece a oblação a ti. Frequentes passagens nos Vedas atribuem a Iḷā a primeira instituição de regras de realização de sacrifícios. Nahuṣa era o filho de Āyus. Índice ◄►Hino 32 (Wilson) ____________________ 8 É dito que aqui os pais são céu e terra. que sempre precisa de proteção. se dirigiam para diferentes lugares onde sacrifícios eram celebrados. cap. e.] 10 Iḷā. – que estás próximo. até que a perplexidade foi removida por Agni determinar o sul. em tua mente. senta-os sobre a grama sagrada. (residindo) na proximidade de (teus) pais. esse caminho no qual nós temos nos perdido. Irrepreensível Agni. com tuas bênçãos. 12 Que ilumina os quatro pontos cardeais.14 Traze para cá os personagens divinos. Puro Agni. que te moves (para receber oblações). tu aprecias. tu és o dador de vida para nós: nós somos teus parentes. – Viṣṇu Purāṇa. ou antigos reis. instruis o discípulo. com elas. como Manus. a prece do teu adorador. protege a nós. caps. que és o defensor de atos pios. Agni. leva-nos à opulência. como armadura bem costurada. 11. 14 De modo semelhante como antigos patriarcas.13 15. para o salão de sacrifício.11 que é sempre assíduo em tua adoração. até que foi derrubado de lá por sua arrogância. Tu. o inofensivo. perdoa-nos essa nossa negligência. e (defines) os pontos do horizonte. tu te fazes visível para os mortais. assegurando alimento (abundante). 14. quando o filho do meu pai nasceu. [livro 4. pretendendo oferecer um sacrifício. O homem que mantém iguarias seletas em sua residência. imune à injúria. Os deuses antigamente fizeram de ti. [Essa história de Nahuṣa se encontra em dois lugares no Mahābhārata: no Udyoga. tu és chamado de o protetor bem intencionado do adorador. os corpos (dos nossos filhos). centenas e milhares de tesouros pertencem a ti. 1]. e dota-nos de compreensão correta.12 resplandeces. a qual nós fazemos de acordo com nossa habilidade. porque ele fala de seu neto. 9 . Agni. e. – como o protetor do adorador. que somos opulentos. tu és o realizador (do objetivo dos ritos). pois tu. Varga 35. de acordo com nosso conhecimento. para a (segurança do rito) ininterrupto. e no Anusasana. como o protetor e encorajador daqueles que oferecem oblações adequadas. em tua presença. tu és nosso protetor. és favorável a nós. prospera através dessa nossa oração. Tu. Tu. e é o retrato do céu. 16. que és onisciente. que foi elevado ao céu. Agni. 10. Agni de quatro olhos. 17. Varga 34. desejas (que o adorador possa adquirir) aquela riqueza excelente que é necessária para o sacerdote recomendado por muitos. Agni. 11-17. 11 Nós devemos concluir que esse hino foi composto pelo autor em sua velhice. filha do Manu Vaivasvata. como um Indra. também. vai.120 9. concedes todas as riquezas. Portanto. Tu és o defensor do gado. um deus vigilante entre os deuses. 12. Sê favorável ao oferecedor da oblação.

parece ter sido considerado como um refúgio inviolável. quando os heróis lutam por despojos nos quais os homens se lançam. para o piedoso Purūravas. a personificação de todas as manifestações da luz. 26 Deuses e homens. Para Mātariśvan18 tu. e.1 como levando o oculto Agni para Bh ṛgu.22 eles te levam primeiro para o leste. extremamente forte. um Deus entre os Deuses. As lanças dos Maruts ou Deuses da Tempestade são os lampejos de relâmpago. se encontram cem. e os deuses são chamados de filhos dele. Ó Agni irrepreensível deitado no colo de teus Pais. tu mesmo um Deus. Tu. Ó Agni. Agni. Os Vasus como uma classe de deuses. depois. guardião de elevados decretos. Formador de corpos. tu elevas o homem mortal à maior imortalidade. o homem nobre ou eminente que institui e paga as despesas do sacrifício. a ser invocado por aquele que ergue a concha. Ó Terra e Céu. sínodo ou assembleia sacrifical. com suas lanças brilhantes. por causa do homem vivo. tu adoraste Deuses poderosos. 27 O Sūri. 4. Segundo a tua ordenança sagrada os Maruts. Agni. eram a princípio personificações de fenômenos naturais. torna famoso o nosso cantor para que ele possa ganhar para nós grande quantidade de riquezas. para recompensá-lo. 7.24 unindo todos os que vivem. está atento para o nosso bem. 22 Isto é. ele parece ser o Deus da luz do dia e do sol da manhã. 18 Mātariśvan: o nome de um ser divino descrito em 1. 24 A exclamação Vaṣaṭ: que ele (Agni) a leve (para os Deuses). rico em bons heróis. tu. Tu mesmo que ansiando por ambas as raças26 dás-lhes grande bem-aventurança. Tu. 23 Isto é. 9. oito em número.21 Quando tu és rapidamente libertado de teus pais. Em ti. 28 Concessor de filhos. o melhor e mais antigo Aṅgiras. para o oeste. Que nós melhoremos o rito com nova execução. tu iluminaste primeiro nosso povo.16 nasceram. ó infalível! Os Aṅgirases são a família sacerdotal mais importante mencionada nos Vedas. que Agni realiza. ativos através da sabedoria. nosso Pai: nós somos teus irmãos e Tu és nossa fonte de vida. tu.15 um Vidente. Vasu!20 tremeram na escolha do sacerdote: a carga tu carregaste. 5. ó Previdente! que anda em maus caminhos. Agni. 3.121 Hino 31. foste revelado primeiro. 6. produzido e separado dos bastões de fogo. tu salvas na assembleia25 quando procurado até aquele. 8. tu és nossa Providência. Agni. foste o primeiro Aṅgiras. o amigo auspicioso dos Deuses. Tu. Agni (Griffith) 1. nos protejam. 20 Vasu (bom): usado frequentemente como um nome ou epíteto de Agni. Agni. ainda mais piedoso. em volta. usada no momento de derramar o óleo sacrifical ou manteiga clarificada no fogo. sábio. Auspicioso! 10. Agni.60. cumpres como um Sábio a santa lei dos Deuses. com todos os deuses. e identificado por Sāyaṇa com Vāyu.17 Surgido de duas mães. É dito que ele é o pai de Yama. o Deus do Vento. és um Touro23 que faz a nossa provisão aumentar. tu foste. sábios. Agni. mandou o trovão o precursor da chuva. Por glória. Agni tu fizeste o céu trovejar para a humanidade. e para Vivasvān19 através do teu poder nobre interior. Ó Agni. Conhecendo bem a oblação com a palavra que santifica. 17 A santa lei dos deuses: sacrifício para os Deuses. 2. 19 ‘O brilhante’. repousando em muitos lugares. mil tesouros. Céu e Terra. 21 Purūravas: filho de Budha. 15 16 . matas na guerra muitos pelas mãos de poucos. 25 O vidhāta. e ao príncipe27 concedes alimento abundante. É dito que ele instituiu os três fogos sacrificais. altamente elogiado. dia a dia.28 a Providência do cantor: todas as coisas boas tu tens semeado para ele. espalhado por toda a existência.

33 Um rei famoso. e. cuidando até dos fracos. A personificação da prece.29 Eles fizeram de Iḷā30 a professora dos filhos dos homens. e oferece o que eles querem. como armadura bem costurada tu proteges por todos os lados o homem que dá recompensa para os sacerdotes. Agni. ó Agni. é considerado como o gerador ou pai de Agni. Tu. 29 Um dos grandes progenitores da raça humana. Como antigamente para Manus. ó Agni. O significado do verso é que Agni foi nomeado sacerdote. de quatro olhos! para aquele que está desarmado. que cuidas dos devotos. Por essa nossa oração. de Manu. adoração do homem. repousando em todos os lugares para (o uso do) vivo. Traze para cá a hoste celestial e senta-os aqui sobre a grama sagrada. a oração feita por nós de acordo com nosso poder e conhecimento. caro Amigo e Pai. o nṛyajña. para os simples tu ensinas conhecimento. que te aproximas e que inspiras os mortais. – o caminho que temos trilhado. e a primeira professora das regras de sacrifício. desse modo Aṅgiras! puro Agni! vem para o nosso salão. Ou isso pode significar. este nosso pecado. e a nós mesmos. ó Agni. que. 16. à riquezas crescentes. Leva-nos. o filho das duas mães. Aquele que. um sábio. HINO 31. Deus. Tu és guardião da nossa semente. para o céu. A ti. 14. quando um Filho 31 nasceu para o pai da minha linhagem. Agni obtiveste para o sacerdote que louva alto a maior riqueza. Agni. um dos filhos de Nahuṣa. portanto. como Ludwig sugere.122 11. Perdoa. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. nasceram. 32 Provavelmente.32 é o modelo do céu. um ofertante aos vivos. Tu. Com coração afeiçoado tu aceitas até a oração do homem pobre. Hiraṇyastūpa. Índice ◄►Hino 32 (Griffith) ____________________ Hino 31. Segundo a tua lei os sábios. preserva os nossos ricos patrocinadores com teus auxílios. é o filho ou descendente de Aṅgiras. nós rogamos. e Iḷā professora das regras de culto divino na época mais antiga quando Agni nasceu primeiramente na terra como fogo sacrifical. 2. como um dos primeiros introdutores do fogo sacrifical e dos ritos de culto. dota-nos com tua graça que concede força. VARGA 32–35. 30 . os deuses fizeram o primeiro Vivo para o homem vivo. mostra bondade em sua casa. o objeto de desejo de um homem. o maior Aṅgiras. (que és) o primeiro Aṅgiras Ṛṣi. 15. Tu és chamado de Pai. alguém que oferece alimento e hospitalidade para um ser humano. para Yayāti. os Maruts com lanças brilhantes. sensato. 12. poderoso para o mundo inteiro. o mais sábio. vivo. Tu. alguém que oferece um sacrifício que transporta o sacrificador imediatamente. Senhor da casa de Nahuṣa. te tornaste como deus o amigo bondoso dos deuses. 31 Esse Filho é o próprio Agni. ativos em sua sabedoria. quando ele trouxe sua doação para ganhar segurança. amplamente desviado. o Ṛṣi do hino. ó Agni. aplicaste a lei dos deuses. Digno de ser reverenciado. ó Agni. o primeiro. 17. tu és um guardião cuidadoso para o homem piedoso. ajudando nossas vacas a produzir.33 Aṅgiras. tu estás aceso. ADHYĀYA 2. 13. Agni. protegendo incessantemente em teu caminho santo. com alimento agradável. 18. 1. sê fortalecido. AṢṬAKA I.

e talvez também que ele tem o poder de ver demônios maus invisíveis. ó deus. conhecendo bem os (divinos) mandamentos’. Que nós realizemos nosso trabalho com a ajuda do jovem ativo (Agni). Tu és o dador de força. ganhas para o adorador amplamente renomado aquela propriedade que é desejável e excelente. o guardião da lei. sempre vigilante. tu instrues os simples. ó Agni. levas adiante o homem que segue caminhos tortuosos. Aquele que coloca comida agradável (diante dos sacerdotes). ó belo. 36 15. um deus entre deuses. 34 O professor Max Müller traduz este verso: "Tu salvas o homem que seguiu o caminho errado no auge da batalha. versos 10-11. 14. tu és nosso pai. Tu. multiplicados por mil se reúnem em ti. o maior sábio. ó venerável! Tu és o protetor dos amigos e parentes e das vacas. ele (residirá) ilustre no céu. o touro. 36 Eu acho que os quadrantes do mundo não têm nada a fazer aqui. ó Agni. te tornarás manifesto para Mātariśvan. aos nossos generosos doadores e a nós mesmos. Os quatro olhos do guardião divino parecem significar que ele pode olhar em todas as direções. Tu. sê o criador do corpo e protetor para o cantor. Tu. Tu és chamado de guardião e pai até dos fracos. 10. ó Vasu. ó Agni. tu. 13. tens sacrificado aos grandes (deuses). ajuda o glorioso cantor a ganhar prêmios. és nosso guardião. ó Agni. como o primeiro. no colo de teus pais. ó Agni. os quadrantes do mundo. Tu. de modo que ele possa prosperar sem perigo. portanto. és aceso de quatro olhos. o senhor do clã de Nahuṣa. derramas toda riqueza. e que não pode. 4. os deuses têm feito para o vivo como o primeiro vivo. ó Agni. Tu. louvado por nós. ó Agni. em tua companhia no sacrifício. matas. Tu. mas que em vez de pra diśah devemos ler (com Ludwig) pradiśah. Quando tu és libertado pelo poder de teus pais. eles te guiaram para cá antes e depois novamente. mesmo com poucos companheiros matas muitos inimigos na batalha. Os dois mundos tremeram em (tua) eleição como Hotṛ. que és rico em heróis. tens feito o céu ribombar para Manu. Tu. na luta de heróis. em glória dia a dia. para o beneficente Purūravas. Tu. ó Agni. Ó Céu e Terra! Abençoem-nos junto com os deuses. Tu. ó Agni. sendo tu mesmo um grande benfeitor. para Vivasvat. proteger a si mesmo. protege com teus guardiões. deves ser louvado pelo sacrificador que ergue a colher. Tu. 11. Eu proponho traduzir o texto corrigido: ‘Tu instruis os simples. Os cães de guarda de Yama também têm quatro olhos. ó deus que habita entre todas as tribos. no momento decisivo para a obtenção do prêmio. zelando incessantemente por tua lei.14. quando o prêmio (ou o despojo) está cercado (rodeado por todos os lados). ó irrepreensível. 6. que conhece tudo sobre a oferenda e (o sacrifício realizado com) a palavra Vaṣaṭ. 12. 35 Agni deve proteger o homem que não tem aljava. tu. Tu tens suportado a carga. que. (tu) que sendo tu mesmo sedento dás felicidade para ambas as raças (deuses e homens).34 7. ó Agni. o que não pode ser enganado. o aumentador de prosperidade. como o protetor mais próximo para o sacrificador que está sem (mesmo) uma aljava. veja 10. nós somos teus parentes. pela tua sabedoria elevada. Tesouros centuplicados. tu que és rápido no sacrifício. . ó Agni. és o primeiro a convidar os clãs. ó Agni. Tu. Eles têm feito (da deusa) Iḷā a professora de homens (manuṣa). que os faz confortáveis em sua casa. quando nasce um filho do meu pai." etc. (deus) de vigor único. tu que na luta de heróis. 9. 5. Tu. Tu. Tu. Um erro semelhante em relação à palavra pradiś ocorre várias vezes no texto do Ṛg-Veda. 35 Tu aceitas em tua mente o hino até do pobre que tem feito oferendas. ó Agni. que mata (vítimas) vivas. proteges de todos os lados como armadura bem costurada o homem que dá taxas sacrificais. e alegria para os ricos.123 3. A ti. 8. manténs aquele mortal na mais elevada imortalidade.

por Yayāti em teu assento (sacerdotal). vem para cá.37 17. conduze para cá a tropa dos deuses. ó brilhante. como para os antigos. que fazes dos mortais Ṛṣis. Agni. essa nossa falha.124 16. tu és o intenso. por Aṅgiras. ó Agni. Sê magnificado. Tu és o companheiro. e sacrifica para a adorada (hoste). v. 5: ‘Tu me farás um Ṛṣi depois que eu tiver bebido Soma?’ . coloca-os sobre a grama sacrifical. o protetor. que concede força. Índice ◄►Hino 36 (Oldenberg) ____________________ 37 Compare com 3. (olha misericordiosamente para) esse caminho do qual nós temos nos desviado. através desse encantamento que nós fazemos para ti com nossa habilidade ou com nosso conhecimento. ó Agni. 18. Perdoa. 43. Que nós sejamos unidos com tua benevolência. E leva-nos adiante para coisas melhores. Como tu fizeste por Manus. o pai daqueles que oferecem Soma.

em uma disputa literal entre Indra e um Asura. o Hino é endereçado a Indra. ou flui pelos rios. tinha obstruído. produzindo o sol. Eles são. com seu raio. 100. golpeou a primogênita das nuvens. e confunde representação metafórica e literal. ou chefe dos Asuras. a alvorada. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. que buscou refúgio na montanha. o qual. não deixando inimigo. as águas correntes se apressaram velozmente em direção ao oceano. uma nuvem. Ele rompeu a nuvem. como se inigualado. que deleitam as mentes (dos homens). 8. metaforicamente. Nenhuma outra descrição deles se encontra no comentário. 4 Por dissipar as nuvens. cap. 5 prostrado na terra. como é feito ainda mais violentamente em um verso seguinte. 1. divide a massa agregada. o dispersador de inimigos. onde é dito que ele não tem nem pés nem mãos.2 Maghavan pegou seu dardo. o comentador preenche com ‘as margens’. ou obstruído por. as quais. – ele não escapou do contato do destino dos inimigos (de Indra). ele diz. Eu declaro os antigos atos heroicos de Indra. então. desse modo confundindo coisas com pessoas. tendo uma parte ou. separado. e abertura é dada à chuva. Indra. é meramente uma narrativa alegórica da produção de chuva. como um rio (irrompe através de) suas (margens) destruídas. fluem sobre ele. Como os troncos de árvores são derrubados pelo machado.1 2. o herói poderoso. pelos escritores purânicos. então Vṛtra. um membro. trancado em. É dito que ele é vyanśa. os quais o que faz trovejar realizou. que o atingiu. tornou-se o tema de amplificação extravagante pelos compiladores dos Purāṇas. jacente sobre essa terra. isto é. nada para obscurecer a atmosfera. Varga 36. com o raio. tu dividiste a primogênita das nuvens. Vṛtra. 2 Nos Tṛkadrukas. Varga 37. pela inundação causada pela descida da chuva. e. ele abriu à força (um caminho) para as torrentes da montanha. no Nighaṇṭu. 3 tu destruíste as ilusões dos enganadores. o firmamento. ‘ele moeu os rios’. Gauh e Ayu. Não tendo nem mão nem pé. às vezes também chamado de Ahi. e umedece os campos. é nada mais que a acumulação de vapor condensado. tu não deixaste um inimigo (para se opor a ti). como alguém emasculado que finge virilidade ele desafiou Indra. a partir do que. aqui. e afastar a escuridão. nos Vedas. por seu poder. pode-se dizer que Indra é o pai do sol e do dia. desafiou Indra. Com seu imenso raio destruidor. ele lançou as águas para baixo (para a terra). também em outros Parvas). 6 7. ele partiu a nuvem. ambos. ambos os nomes. nós temos uma ampla elucidação do significado original da lenda de Indra matando Vṛtra. as quais Vṛtra. o destruidor de muitos. Ahi está prostrado debaixo dos pés das águas. com ele. O inimigo de Indra esmagou as (margens dos) rios. com o Mahābhārata (Vana Parva. uma nuvem. . ele bebeu o suco Soma: ele bebeu a libação no sacrifício triplo. convertida. e em outros versos. A linguagem dos Ṛcas não é sempre clara o suficiente.125 Hino 32. 3. assim jaz Ahi. As águas. mas ela nunca se aproxima daquele modo inadequado de personificação. foram rompidas pela queda de Vṛtra. Indra. adormeceu. 1 Nesse e nos Sūktas subsequentes. os três sacrifícios chamados Jyotiṣ. como vacas (se apressando) em direção a seus bezerros. O arrogante Vṛtra. em seu ombro como montanha. começando. apresentados como sinônimos de megha. ou figurativamente. 6 O texto tem somente. 4. aparentemente. 6. Impetuoso como um touro. a qual então desce à terra. o raio. e. Ahi e Vṛtra. com muitos membros mutilados.4 5. 3 A primeira nuvem formada. ou influência atmosférica ou elétrica. 5 Nós temos. Indra atingiu o sombrio Vṛtra mutilado. Tvaṣṭṛ afiou seu raio que rodopia longe. Visto que. isto é.

A enumeração original de sete parece ser aquela que deu origem às especificações dos Purāṇas. O Brāhmaṇa e o Taittirīya são citados. por teu raio. para vingar o qual. nos Purāṇas. A mãe de Vṛtra estava inclinada sobre seu filho. quando prestes a matar Ahi.11 13. Algo semelhante a isso é. 14. fugiu para uma grande distância. feriram Indra. Indra é representado como temendo a bravura de seu inimigo. Gangā. e Hlādinī. As águas. o Ganges se dividiu.126 9. Nem o relâmpago nem o trovão. 12. É dito que Dāsa é um nome de Vṛtra. Yamunā. em outro. 11 Segundo uma lenda purânica. Sarasvatī. Desses. e mãe dos Dāvanas ou Titãs. nem a chuva que ele derramou. também. tu ficaste (furioso). O inimigo de Indra adormeceu por uma longa escuridão. Asiknī. quando ele e Ahi lutaram. – e. cortar ou destruir. sobre outros (ataques). e Jambūnadī. 164 da versão em português]). Índice ◄►Hino 33 (Wilson) ____________________ 7 Dānu é derivada de do. que. Indra. como o destruidor de todas as coisas. [cap. o Paruṣṇī é identificado com o Irāvatī. e Dānu7 adormeceu (com seu filho). como a cauda de um cavalo. Vṛtra foi criado por Tvaṣṭṛ.8 guardadas por Ahi. como uma vaca com seu bezerro. as esposas do destruidor. Livro 2. 9 Nós tivemos esse símile antes. e o Suṣomā. de acordo com uma lenda purânica. Em um lugar no Mahābhārata. As águas levam o corpo sem nome de Vṛtra. 10 Aludindo. chamados Gangā. também. Sītā. para o oeste. Sītā. e. Assim a mãe estava em cima. Plakṣagā. 8 . do gado de chifre e sem chifre. Sutudrī. Pāvanī. ou o próprio Ganges. nunca repousam. ficaram obstruídas. Varga 38. sugerido em outras passagens do texto. herói. Rathasthā. lançado no meio das correntezas que nunca param. Dāsapatnīh. tu ganhaste. (Veja o Viṣṇu Purāṇa. ou de Danu. nem o raio. como ele permanece o monarca dos homens. como o cavalo chicoteia com sua cauda. mas. Sarayū. é dito. ele abrange todas as coisas (dentro dele). também morto por Indra. Vitastā. por matar Vṛtra. Gangā. e o Bhāgīrathī. com o Sindhu. Então Indra. (disparados por Vṛtra). Em um texto citado e comentado por Yāska. chamados Nalinī. e Gaṇḍakī. e Suṣomā. nós temos dez rios. Marudvṛdhā. Gomatī. e o filho embaixo. – Nir. a uma lenda de Indra ter bebido uma libação preparada por Tvaṣṭṛ. como a circunferência compreende os raios de uma roda. e Sindhu. o Ārjīkīyā. que outro destruidor dele tu procuraste. depois de matar Vṛtra. e se escondendo em um lago. Quando o medo12 entrou. como as vacas por Paṇi. 9 Tu resgataste as vacas. ou de todos os atos sagrados. Pāvanī. a esposa de Kaśyapa. em sete rios. em teu coração. depois da morte de seu filho. o Cakṣu.10 tu libertaste os sete rios para fluir. como um falcão (veloz)? 15. o manejador do raio. 11. com o Vipāś. como afirmando que Indra. e Maghavan triunfou. para o sul. o suco Soma. Quando o sozinho Vṛtra resplandecente retornou o golpe (que tinha sido infligido). tornou-se o soberano de tudo o que é móvel ou imóvel. os sete rios são chamados de Vasvokasārā. Paruṣṇī. pág. Nalinī. 2. daí a lenda purânica. Indra abriu a caverna que as tinha confinado. que vão para o leste. Sindhu. tu atravessaste noventa e nove rios. III. 12 O comentador sugere que esse medo era a incerteza se ele devia ou não destruir Vṛtra. em sua descida. Indra. 26. era Triśiras. quando Indra atingiu a parte inferior dela com seu dardo. 10. alarmado. mas. para se livrar das moscas. pensando que ele tinha cometido um pecado. – que. Yamunā. Ārjīkīyā.

17 [O último trecho segundo Macdonell: ‘e frustrado todos os ardis de maquinadores astutos’. literalmente a serpente. 10. um selvagem.2.17 18 Então. com o raio. [Esse último trecho segundo Macdonell: ‘e perfurou as cavernas das altas montanhas’ – Hymns from the Rigveda. Impetuoso como um touro. 6.2. como um guerreiro fraco insensato.Sanskrit-English Dictionary). 8. as águas ficaram como vacas capturadas por Paṇi’. tu tinhas matado o primogênito dos dragões. Quando.] 20 [Aqui Macdonell acrescenta: ‘como junco quebrado’. As águas levam embora o corpo sem nome de Vṛtra: o inimigo de Indra afundou em escuridão permanente. 9. 22 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Cercadas por demônios. dando vida ao Sol e Alvorada e Céu. 13 Ahi. esmagou na queda as fortificações quebradas. Então a força da mãe de Vṛtra foi humilhada: Indra lançou seu raio mortal contra ela. que o feriu com seu raio entre os ombros. 5. Emasculado. e 4. os primeiros três dias da cerimônia Abhiplava. Ele matou o Dragão situado na montanha: Tvaṣṭar moldou seu dardo celestial de trovão. um dos habitantes não-ários da Índia. Lá como ele jaz. Ele. Guardadas por Ahi estavam as servas dos Dāsas. ele escolheu o Soma e em três copos15 sagrados bebeu o suco. Dāsa é um nome comum aplicado no Veda a certos seres maus ou demônios. Sem pés e sem mãos ele ainda desafiou Indra. não aguentando o choque das armas.] 18 Os feitiços dos encantadores: poderes mágicos ou sobrenaturais atribuídos a Vṛtra e seus aliados. Ele significa. tu não encontraste um inimigo para oferecer resistência a ti. Como vacas mugindo as águas descendo em fluxo rápido deslizaram para baixo. e é citado em 1. Indra com seu próprio trovão grandioso e mortal cortou Vṛtra. o inimigo de Indra. Ele.21 as águas ficaram como vacas mantidas pelo ladrão. para o oceano. contudo alegando vigor viril. Vyaṃsa significa literalmente ‘o sem ombros’. 1. A mãe estava acima. hostis a Indra e aos homens.13 então descobriu as águas. o grande Herói impetuoso matador de muitos. 3. os primeiros que ele realizou. assim Vṛtra jaz com membros separados espalhados. em pedaços. desafiou Indra. Indra.127 Hino 32. também. o pior dos Vṛtras. um bárbaro.] 14 . e vencido os feitiços dos encantadores.22 23 Mas ele.18. Indra (Griffith) 1. tomando coragem.101. Ele matou o Dragão. quando ele tinha golpeado Vṛtra. 4. e fendeu os canais das torrentes das montanhas. nos Tṛkadrukas. 11. O Dragão jaz sob os pés das torrentes que Vṛtra com sua grandeza tinha cercado. guardadas por uma serpente.19 Como troncos de árvores.14 2. segundo Sāyaṇa. como um rio rompendo a barragem.103. 19 [Essa primeira frase segundo Macdonell: ‘Indra matou Vṛtra e um pior do que Vṛtra.] 15 Trikadrukeṣu. Eu te declararei os atos varonis de Indra. abriu a caverna onde as correntes de água tinham sido presas. fluem acima dele. Senhor Generoso. a arma irresistível’. na terra assim jaz o Dragão prostrado. e feriu de morte aquele primogênito dos dragões. 7. 16 O rico e pródigo. (de acordo com Monier Williams . Flutuando no meio de correntes incessantes que fluem adiante sem descanso para sempre.20 as águas. o filho estava embaixo e como uma vaca ao lado de seu bezerro jaz Danu. Maghavan16 pegou o trovão como sua arma.9. o manejador do Trovão.] 21 Servas dos Dāsas: no poder de Vṛtra e seus aliados. quando o machado as derrubou. Vyaṃsa.

24 Isto é. Uma cauda de cavalo tu foste24 quando ele. Maghavan obteve a vitória para sempre. significa um avaro. Vipāś. um homem ímpio que dá pouco ou nada para os Deuses. De nada lhe valeu raio.] 26 Segundo o professor Max Müller. como um falcão atemorizado através das regiões. Sobre todos os homens vivos ele governa como Soberano. tu libertaste para fluir os Sete Rios. 23 .25 Tu ganhaste de volta o rebanho. Indra é o Rei de tudo o que se move e que não se move. os cinco rios do Panjab (Vitastā. como deus não ajudado’. Asiknī.27 Indra. Noventa e nove é usado indefinidamente em lugar de um grande número. tu. A palavra é usada também como o nome de uma classe de demônios invejosos que vigiam tesouros. na lança dele empalado. alguém que negocia e trafica). Que. Lassen e Ludwig colocam o Kubhā no lugar do citado por último. o manejador do Trovão. Paruṣṇī. contendo tudo como raios dentro da borda da roda. das criaturas domesticadas e de chifres. ó Indra. 25 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Uma cauda de um cavalo tu te tornaste. 27 [‘viste como vingador da serpente’ – Macdonell. um mesquinho. granizo ou nevoeiro que tinham se espalhado em torno dele: Quando Indra e o dragão lutaram na batalha. quando. tu cruzaste noventa e nove rios correntes?28 15. 14. Quem tu viste para vingar o Dragão. e como um epíteto dos demônios que roubam vacas e as escondem em cavernas de montanha. que o temor possuiu teu coração quando tu o tinhas matado. ó Indra. tu ganhaste o Soma.] 28 Essa fuga de Indra é citada frequentemente. Śutudrī) e o Sarasvatī. destruindo teus inimigos tão facilmente quanto um cavalo espanta moscas com sua cauda.26 13. golpeou teu raio.128 12. É dito que ele fugiu pensando que ele tinha cometido um grande pecado ao matar Vṛtra. Deus sem um segundo. trovão. Índice ◄►Hino 33 (Griffith) ____________________ O ladrão: paṇi (literalmente. o Indus.

pereceram. mestre. nesse e no verso seguinte. aqui. feroz. no limite mais distante do céu. esse sendo um significado do termo. 5. dizendo: ‘Golpeia. Indra. e concessor de riqueza. afasta os Rākṣasas. também identificando os seguidores de V ṛtra com as tribos que não tinham adotado. como um falcão para seu ninho querido. (para recuperar nosso gado roubado). de acordo com o Brāhmaṇa: “De fato. mas. dentro dele. (Os partidários de Vṛtra) enfrentaram o exército do irrepreensível (Indra): homens de vidas santas o encorajaram. Tu destruíste o ladrão (tendo-o arrastado) do céu. com rostos desviados. Tu os destruíste. 6 Kṣitayo navaghvāḥ. homens cujas práticas eram recomendáveis. vamos nos dirigir a Indra. ele abrange. investindo o universo com tua magnitude. glorificando-te e oferecendo oblações. 7 Nós voltamos. eles não triunfaram sobre Indra: ele os dispersou com o sol (nascente). eles fugiram por caminhos íngremes. embora com auxiliares (os Maruts) à mão. todos os deuses. 4 Conforme o Brāhmaṇa. Indra. Hiraṇyastūpa.5 que negligenciavam o sacrifício. 6. 5 Os seguidores de Vṛtra são chamados por esse nome. mas eles ficaram próximos. não exija demais de seus adoradores. eles chorassem ou rissem. por seus adoradores. também. à alegoria. 6 Espalhados diante dele. fugiram. todas as oblações. como se significando as tribos incivilizadas da Índia. um comerciante. – tu. usado em contraste com Arya. de acordo com o Vājasaneyīs. aqui. 4 Percebendo o iminente poder de destruição múltipla do teu arco. tu sopraste para longe o ladrão com as preces que são repetidas em nome daqueles que não as compreendem. de nãosacrificadores. podem ser os Aṅgirasas. pois ele.7 9. como um mercador. como antes. ‘não sejas para nós um paṇi’. Eles também são chamados. da terra e do firmamento. Ele é chamado de rico porque. a ele que é invencível. 2. eles. aparentemente. cientes (de sua inferioridade). Venham. 7. Pede-se que Indra não negocie duramente. é dito. Poderoso Indra. mas. Varga 2. em direção àquele Indra que deve ser chamado. aparentemente. para dar coragem a ele. tu mataste o bárbaro3 rico com teu (raio) adamantino. aqui explicado como svāmin. O comandante da hoste inteira amarrou sua aljava (em suas costas): o senhor 1 conduz o gado (para a residência) de quem ele quer. como tu desfrutas do céu e da terra. Os Maruts que acompanhavam Indra não atacaram Vṛtra. empenhados em oferecer libações para Indra por nove meses. todo o conhecimento. senhor. as sombras da noite. Literalmente. em batalha. É dito que os seguidores de Vṛtra são. como os emasculados lutando com homens. De fato. Sūkta III) O Ṛṣi é. que nos concedes riqueza abundante. senhor dos corcéis.129 Hino 33. dono. e encorajaram o primeiro. Os que negligenciam o sacrifício. com hinos excelentes. um ladrão. é a divindade. 3 Vṛtra. a métrica é Triṣṭubh. Varga 1. Enfeitados com ouro e jóias. desprovido de malícia. Eu voo. mostra-te um herói’. que são dissipadas pelo nascer do sol. Indra. Indra. e recebeste os louvores do adorador. o sol.2 4. lutando com os sacrificadores. (eles desapareceram. ou eram hostis ao ritual dos Vedas. Continuação do Anuvāka 7. glorificando. o Dasyu. ó Senhor. eles foram se espalhando pelo perímetro da terra. Indra.) quando tu sopraste os que desrespeitam a religião para fora do céu. não tires vantagem de nós. 1. 8. os Sanakas. (a qual consiste) em gado. atacando(-o) sozinho.” 2 . aqui. literalmente. 3. – significando Indra. 8 1 Arya. quando ele nasce no leste. Indra (Wilson) (Terceiro Adhyāya. poderosos como eles eram. alegra nossas mentes: por isso ele nos concederá perfeito conhecimento dessa riqueza. inflexível. Ou os ‘homens’. Indra.

Ele é o suposto autor de vários hinos. de acordo com o comentador. 10 É dito que Kutsa é um Ṛṣi. mataste.10 15. grato pelos louvores dele. um bárbaro. fundador de um Gotra. ‘ressecamento’. mas (Vṛtra) cresceu. ele então atingiu Vṛtra com seu raio. o mais poderoso. 8 Isto é. isto é. Varga 3. aqueles instituidores de sacrifícios que somente repetem os mantras sem compreender seu significado devem. literalmente buscando ou ávidos por vacas. O segundo. ávidos por saque11 vamos procurar Indra: ele aumentará ainda mais seu cuidado que nos guia. ‘Vṛtra o ladrão’. o pó dos cascos dos teus corcéis subiu ao céu. As águas fluíram. Em meio a todo o seu exército. quando combatendo por suas terras. ou Śvitrya. e encorajado (por ti) quando imerso em água. ele amarra a aljava: ele afasta o gado daquele inimigo. para ser novamente sustentado por homens. o filho de uma mulher chamada Śvitrā. Venham. que têm permanecido por longo tempo (em inimizade) contra nós. ou até como filho dele. literalmente. pegou seu raio e. ou devem colher o benefício de. aqueles mantras. Maghavan. todavia. ou preces dessa descrição. 9 Śṛṅghiṇam * śuṣṇam. Daśadyu também é chamado de Ṛṣi. com seu raio fatal e poderoso. nuvens ou escuridão. mesmo andando com teus ajudantes. Indra libertou (as águas) obstruídas por (Vṛtra). 14. 11. matou Vṛtra. saque ou riqueza consistindo principalmente em gado. Tu protegeste.9 Tu. e é citado em outra parte como o amigo particular de Indra. no meio dos (rios) navegáveis: então Indra. Índice ◄►Hino 34 (Wilson) ____________________ Hino 33. e não cobriram aquela concessora de afluência com suas produções. Tu. Maghavan. o filho excelente de Śvitrā. ‘secagem’. O Indestrutível não nos dotará com o conhecimento perfeito dessa riqueza. com rapidez e força iguais. o filho de Śvitrā (por tua graça) ergueu-se. literalmente. tu defendeste o excelente Daśadyu. cujos pensamentos estavam sempre dirigidos para ele. e com mantras. 11 Gavyántaḥ. é aplicado a Vṛtra. ou a nuvem. então Intra. ser protegidos por. do gado? 2. Com os mais belos hinos de louvor adorando Indra. O mesmo pode ser dito de Śvaitreya. ou escola religiosa. 3. ‘tendo chifres’ o comentador explica ‘equipado com armas como os chifres de touros e búfalos’. Indra. uma família. os antigos sem ritos13 fugiram para a destruição. 12. Tu mataste com teu raio o rico Dasyu. o inimigo que te desafiava em batalha. se lhe aprouver. inimigos de deuses e homens. Indra é para ser incentivado.130 10. O primeiro. porque ela retém a umidade necessária para a fertilidade. o derramador. . Indra. 12 Segundo Sāyaṇa. quando adormecido nas cavernas da terra. mas ele parece ter sido um guerreiro. (por) matá-lo. Quando as águas não desceram sobre as extremidades da terra. com sua (lança) afiada e excelente ele destruiu as cidades deles. envolvido em combate. ordenhou as águas da escuridão. Reunindo grande fartura de riquezas. a quem aqueles que o louvam devem invocar em batalha. A arma de Indra caiu sobre seus adversários. Eu voo para o invisível Dador de riqueza como o falcão voa para o seu ninho querido. e matou o cornudo secador (do mundo). 4.12 sozinho. para fornecer o alimento de Indra. ou fortalecido para soprar para longe ou dispersar os seguidores de Vṛtra. Indra! Muito longe do chão do céu em todas as direções. Inflige dores fortes àqueles de mente hostil. e às vezes a palavra significa um selvagem. protegeste Kutsa. com seu brilho. Os Dasyus são também uma classe de demônios. 13. com teu raio. não sejas negociante conosco. alegrou sua mente. Indra (Griffith) 1. o retentor da chuva fertilizante. e.

com seu espírito concentrado. Indra quebrou os castelos fortes de Ilībiśa. 16 Isto é.131 5. tu ajudaste Kutsa a quem amaste. mataste teu inimigo combatente com teu raio. e venceu. ó Maghavan. A poeira dos cavalos pisoteando subiu para o céu. Indra! com rostos desviados. Lutando com fiéis devotos. Violenta sobre seus inimigos caiu a arma de Indra. 12. Como tu desfrutas do céu e da terra.21 Eles ficaram lá por muito tempo antes que a tarefa fosse concluída. o raio impetuoso. o Persistente. como emasculados lutando com homens. e descrita como tomando parte nas batalhas de Indra. o Touro. sthātar. e aqueles que não adoram com aqueles que adoram. tu os destruíste. Adornados com sua variedade de ouro e jóias. tu foste o dono do tesouro dos inimigos. 15 O nome de uma família mitológica frequentemente associada com aquela de Aṅgiras. 17 Sāyaṇa diz que Ilībiśa é Vṛtra ‘que dorme em cavernas da terra’. 13. e fez as torrentes leitosas de chuvas fertilizantes fluírem. 14. 9. assim tu com sacerdotes sopraste para longe o Dasyu. Eles. 13 . 8. cumprindo todo o seu propósito. A palavra no texto. cientes. Provavelmente um dos demônios confederados é aludido. como o símbolo da força. ele invadiu as correntes navegáveis tendo se tornado poderoso. Eles que permeavam o limite mais extremo da Terra não subjugaram com seus encantos o Concessor de Prosperidade: Indra. no limite mais extremo do céu. ó Indra. atingiu a nuvem com seu relâmpago. Eles enfrentaram em luta o exército dos irrepreensíveis: então os Navagvas 15 empregaram todo o seu poder. cercados por todos os lados pela tua grandeza. mas amável.14 sopraste da terra e do céu e do firmamento os ímpios. Então Indra. 48. Senhor feroz dos Cavalos Baios. e saudaste a oração daquele que derrama o suco e te louva. parece corresponder exatamente ao Stator latino (Júpiter Stator). regulando o culto dos deuses. Maghavan. 14 Aquele que permanece firme em combate. Embora eles se apressassem. e o Petersburg Lexicon considera que ele significa ‘entre as famílias dos Tugryans’. 18 O significado de ‘cornudo’ ou ‘com seu chifre’ é simplesmente ‘poderoso’. 20 Isto é. tu ajudaste em combate pela terra. 10. quando tu. Eles chorassem ou rissem. eles estenderam sobre a Terra um véu que cobre. Ele com seu raio desferiu golpes em Vṛtra. 15. o chifre sendo usado. eles não derrotaram Indra: os espiões deles ele cercou com o Sol da manhã. e com sua luz ordenhou vacas a partir da escuridão. ou que eram hostis ao ritual dos Vedas. Sāyaṇa o explica por ‘nas águas’. em meio às casas de Tugra. filho forte. 6. Indra. fez do trovão seu aliado. por caminhos íngremes. O Dasyu tu queimaste do céu. como na poesia hebraica. etc. Veja Benfey. 21 O significado de tugryāsu no texto não está claro. com seu touro impetuoso19 ele partiu as fortalezas deles em pedaços. As águas fluíram de acordo com sua natureza. os sem ritos se viraram e fugiram. Índice ◄►Hino 34 (Griffith) ____________________ Os seguidores de Vṛtra. fugiram de Indra. I. ó Indra. o atingiu para sempre com sua arma mais forte. e protegeste o corajoso Daśadyu quando ele lutou. dispersos.16 11. Tu. e o filho de Śvitrā levantou-se novamente para a conquista. Benfey traduz ‘entre as filhas de Tugra’.17 e Śuṣṇa com seu chifre18 ele cortou em pedaços. Orient und Occident. O novilho brando20 de Śvitrā. com toda a tua força e rapidez. 7. 19 Isto é. aqui aparentemente identificados com as tribos nativas que não tinham adotado.

4 Apreciadores de (ervas) saudáveis. meio-dia e pôr do sol. ou de percorrer igualmente os céus. (Permitam-se serem) detidos pelos sacerdotes eruditos. o firmamento. de manhã e à noite.8 Os três rios estão prontos. Nāsatyas6 conduzidos em carro. vocês viajam três vezes por noite. 4 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. Três vezes nos concedam. o agregado de três humores. sobre o número ‘três’. 6. criado pelos Aśvins. três vezes nos concedam (recompensas) gratificantes. estejam presentes conosco três vezes hoje. e três vezes. 8 Gangā e os outros rios são aqui considerados como as mães da água que flui em suas correntes. preservem três vezes os nossos intelectos. Deem ao meu filho a prosperidade de Śanyu. três vezes se dirijam àquele que merece sua proteção. . os medicamentos do céu. – ou à faculdade de todas as divindades. dirijam-se. para o triplo (lugar de sacrifício). quando acompanhante de Venā. respectivamente apropriados para oblações de ghee. três vezes. 3. três vezes derramem sobre nós alimento. Aśvins (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo.’ o comentador acrescenta: ‘altares. 2 É dito que os Aśvins encheram seu ratha. nesse hino. a amada de Soma. aproximem-se três vezes do rito divino. de ser tripathagāh. que está estabelecido de noite e de dia.9 a oblação tripla está preparada. e a terra. ou carro. como também sua munificência. e libações de Soma’. eles tiverem medo de cair.2 três são as colunas3 colocadas (sobre ela) para apoio. Aśvins. nas quais ela é Triṣṭubh. a métrica é Jagatī. 8. e aqueles do firmamento. é dito. 3 Postes colocados de pé sobre o corpo do carro. repousem no (leito) triplo de grama sagrada sobre a terra. 1 Nós temos uma diversidade de variações cantadas. três vezes nos concedam prosperidade. A filha do sol subiu em seu carro de três rodas. para sacrifícios animais. 5 O texto tem somente tridhātu. usados para conter e derramar o suco Soma. quando eles foram ao casamento de Venā com Soma. o Hino é endereçado aos Aśvins. nela. ou cântaros. Erguendo-se acima dos três mundos. 7. três vezes nos concedam riquezas. e o homem que é bem disposto em direção a nós. diz serem vento.5 Varga 5. preservem o bem-estar dos três humores (do corpo). Aśvins. Varga 4. é feita aos três sacrifícios diários. três vezes. com todos os tipos de coisas boas. 7 O texto tem somente ‘para os três. visitem a nossa residência. e. nos três sacrifícios diários. 5. Três são as (rodas) sólidas da sua carruagem portadora de abundância. 6 Aqueles em quem não há (na) inverdade (asatya). Aśvins. Três vezes. e nos instruam em conhecimento triplo. 1 Vasto é seu veículo. 2. Venham. – uma lenda não encontrada nos Purāṇas. 9 Três tipos de jarros. para corpos (vivos). do altar. nos concedam alimento concessor de força. por seu movimento rápido ou irregular. alusão. Aśvins. os quais o comentador. e aqueles da terra. Aśvins. bile e muco. no qual os passageiros podem segurar. que devem ser adorados três vezes. se. exceto na nona e décima segunda estrofes. vocês defendem o sol no céu. Nesse lugar. 4. 1. – no amanhecer. Três vezes em um dia inteiro vocês corrigem as falhas (de seus adoradores). Sábios Aśvins. e três vezes por dia. como todos os deuses (a) conheceram. alimento. com os sete rios-mãe. conforme escritores médicos. (que forma o altar). dia a dia.7 como o ar vital. como (Indra derrama) chuva. sua união é como aquela do (dia) brilhante e (noite) orvalhosa. Três vezes hoje borrifem a oblação com doçura.132 Hino 34.

com bocas que apreciam o sabor doce. Três vezes. ó deuses que banem a escassez. veja 1. com esse hino. Nāsatyas. estão as três rodas do seu carro triangular?10 Onde. há um par deles: ‘Dois asnos são os corcéis dos Aśvins’. sua amada é Jyotsnā ou Kaumudi o Luar. borrifem três vezes hoje o nosso sacrifício com Hidromel. 3. Três são os pilares fixados sobre ele para apoio: três vezes vocês viajam por noite. identificada com Sūryā. 5. detenham nossos inimigos.133 9. lá. três vezes auxiliem nossos pensamentos. Onde. 14 Isto é. 15 Soma aqui é a Lua. apaguem nossas falhas. Três vezes. por proteção. beber a oblação. Graça e saúde e força concedam ao meu filho. Nāsatyas. mas o comentador sugere uma classificação diferente. reconhecidamente baseada em textos vêdicos. Prolonguem nossas vidas. e sua rota. Três vezes. onze Rudras. à noite. de acordo com o texto: ‘Vocês onze divindades. Prajāpati. um sinônimo de gardabha. composta dos oito Vasus.12 brilhando com manteiga clarificada. a luz emprestada do Sol. pois a filha do Sol16 subiu em seu carro de três rodas. no amanhecer. Aśvins. tragam para nós. doze Ādityas. acompanhada por progênie (masculina). nos concedam os medicamentos celestes. Estejam conosco por vigor em batalha. 11 . De acordo com o Nighaṇṭu. (para trazer vocês) para o rito. ouvindome. Venham. seu carro extraordinário. Aśvins. 4. e nota 27. que estão no céu’.13 venham. as três fixações e estacas (do toldo)? Quando o poderoso asno11 será ajoujado. 16 Sūryā que é chamada de a consorte dos Aśvins. Três vezes no mesmo dia. nos tragam o que nos fará felizes. três vezes ao povo justo.11. 136. e Vaṣaṭkāra (Viṣṇu Purāṇa. O texto tem rāsabha. 11. Antes da alvorada. Aśvins. a base é a parte de trás. concedam a ele. Nāsatyas. afluência presente. da versão em português]). tripla proteção. 12 Sugerindo que os Aśvins devem ser adorados. nos tragam riqueza abundante: três vezes na assembleia dos deuses. 13 Essa é a autoridade para a usual enumeração purânica de trinta e três divindades. certamente. Três vezes venham à nossa casa. formando três ângulos. três vezes nos enviem fartura de alimentos de modo que nunca mais falte. ou a repetição tripla de onze divindades. para o sacrifício. 6. em todos os três sacrifícios diários. com as três vezes onze divindades. Venham. A vocês. Vocês que observam estejam conosco hoje mesmo três vezes:14 sua generosidade se estende ao longe. três vezes por dia. ó Aśvins. [pág. três vezes os da terra e três vezes aqueles que as águas possuem. nos concedam prosperidade. ó Aśvins. Índice ◄►Hino 35 (Wilson) ____________________ Hino 34.139. como a um manto no inverno. Bebam o suco. Aśvins. Três são as pinas em seu carro portador de mel. Savitṛ envia. e estejam sempre conosco. Senhores do Esplendor. 10 O vértice do carro é na frente. A lista é. Conduzidos em seu carro que percorre os três mundos. para que vocês possam vir para o sacrifício? 10. um asno. A oblação é oferecida. Aśvins (Griffith) 1. 12. ó Aśvins. e ao raiar do dia. três vezes nos concedam fama. ó Aśvins. Eu invoco vocês dois. Três vezes. 15 como todos sabem. 2. ajudem três vezes triplamente o homem que bem merece a sua ajuda. nós nos aferramos: vocês devem ser atraídos para perto de nós pelos sábios. E três vezes nos concedam fartura de alimentos com força abundante. que viaja atrás da amada de Soma.

venham. repleto de óleo. estejam sempre conosco. para trazê-los para o nosso sacrifício. ó Nāsatyas. Três são os mundos. Nāsatyas? 10. Três vezes. venham: o presente sagrado é oferecido. onde estão os três lugares firmemente presos a ele? Quando vocês unirão o asno poderoso que o puxa. Nāsatyas. Venham. que vocês sejam nossos auxiliares onde os homens ganham os despojos. com sete Correntes Mãe. como o ar vital para corpos. de várias cores. ó Aśvins. ó Aśvins. antes do amanhecer do dia. para beber do Hidromel. a oferta tripla está preparada. Tornem longos os nossos dias de vida. para o nosso sacrifício. Índice ◄►Hino 35 (Griffith) ____________________ . vocês viajam ao redor da Terra. 12.134 7. 9. ó Aśvins. com os três vezes onze deuses. de longe. bebam o suco doce com lábios que conhecem bem a doçura. 8. e apaguem todos os nossos pecados: afastem os nossos inimigos. e movendo-se acima do céu vocês protegem a abóboda celeste fixada firme por dias e noites. Conduzidos em seu carro triplo. Três vezes vocês devem ser adorados dia a dia por nós: três vezes. Conduzidos em carro. Eu clamo a vocês que me ouvem por proteção. Savitar envia. ó Aśvins. Onde estão as três rodas do seu carro triplo. venham. seu carro. 11. três são os jarros. ó Nāsatyas. venham aos três. nos tragam prosperidade presente com descendência nobre.

agora. asura. pois o deus. em outra acepção. ar vital. ‘as chuvas’. ele viaja com dois cavalos brancos. concessor de vida. o primeiro e nono versos estão na métrica Jagatī. propriamente. a menos que o cantor do hino se contradiga. Savitṛ de mão dourada.3 Os (corpos luminosos) imortais4 dependem de Savitṛ. que dá. os sete rios. ascendendo do nascer do sol até o meridiano. esteja presente (no sacrifício). um de seus epítetos. é aqui explicado como ‘concessor de vida’. o soberano dos mortos. 2. eles foram chamados de ‘brancos’. 5 Suparṇa. um nome próprio. 7. 3 É dito que as esferas ou lokas que se encontram no caminho imediato do sol são céu e terra. afasta doenças. no Nighaṇṭu. tendo o poder (de dispersar) a escuridão do mundo. um raio. 5. o presente deve ser. água. mas. 6 O comentador se esforça para explicar isso. Onde. O adorável Savitṛ de muitos raios. no primeiro verso. 3. decorada com muitos tipos de ornamentos dourados. um pode ir até o outro. ele vem para cá. para a minha preservação. Três são as esferas. concessor de vida. Varga 6. o que. Varga 7.2 arreados ao seu carro com um jugo dourado. Os cavalos de Savitṛ são aqui chamados de śyāva. contemplando os (vários) mundos. o divino Savitṛ viaja em sua carruagem dourada. que traz descanso para o mundo. ou fantasmas. Savitṛ (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. mas. despertando mortal e imortal. eu chamo o divino Savitṛ. ou.1 digno de adoração. Agni. portanto. se aproxima do sol. se adorado à noite. concedendo ao ofertante da libação riquezas desejáveis. 4. antarikṣa.135 Hino 35. uma leva os homens à residência de Yama. afugentando Rākṣasas e Yātudhānas. eu chamo Noite. 9. o loka intermediário. Ele tem iluminado os oito pontos do horizonte. um sinônimo de raśmi. na Triṣṭubh. Que aquele que conhece (a grandeza de Savitṛ) a declare. por proteção. 1. e equipada com jugos dourados. que orienta bem. é descrito como a estrada para o reino de Yama. alternando radiância. 10. Que Savitṛ de olho dourado venha para cá. está Sūrya? Quem sabe para qual esfera os raios dele se estenderam? 8. e ra. significa ‘os marrons’. fica próximo. de uma distância. que alegra. ou firmamento. as três regiões dos seres vivos. viaja entre as duas regiões de céu e terra. ‘os imortais’. como divindades subordinadas ou associadas. Mitra e Varuṇa. removendo todos os pecados. com relação à sua divindade. amṛta tendo. têm manifestado luz para a humanidade. embora Savit ṛ e Sūrya sejam o mesmo. Seus corcéis de patas brancas. como um carro. no verso três. 2 . de asu. Varuṇa e Noite estão incluídos. O divino Savitṛ viaja por um caminho ascendente e descendente. por observar que. Primeiro eu chamo Agni.6 e cobre o céu com trevas. 6. o comentador acrescenta ‘a lua e constelações’. contudo eles são duas formas diferentes. Suparṇa. Mitr a. 4 O texto tem somente amṛtā. e. o resto. tem iluminado as três regiões. pelo qual os pretāh. bem dirigido. portanto. subiu em sua carruagem que permanece próxima. viajam. O deus do Hino inteiro é Savitṛ. Que o afluente Savitṛ de mão dourada. que tudo vê. eu chamo. do pino do eixo. duas estão na proximidade de Savitṛ. como um significado. Os homens e todas as regiões estão sempre na presença do divino Savitṛ. 1 Isto é. o bem alado é. e então declinando. Girando pelo firmamento escurecido.5 profundamente trêmulo. por proteção.

8 firme. o Deus da distância longínqua. tendo poder e força. onde se encontra alguém para nos dizer para qual esfera celestial seu raio vagou? 8. imponente. Mantidos no colo de Savitar. o Asura de mão dourada. protege-nos hoje. Aquele de muitos raios. 4.136 11. Seu brilho iluminou oito pontos da Terra.9 tem iluminado as regiões. 8 . segue seu caminho entre a terra e o céu. protege-nos do mal nesse dia. que dá descanso a toda a vida movente. ou o céu do dia e o céu da noite. com dois Baios brilhantes. Agni eu invoco primeiro para a nossa prosperidade. Como em um eixo central. o descendente. todos os seres têm seu lugar para sempre. eu invoco Mitra. Savitṛ. eu apelo a Savitar o Deus para nos ajudar. Deus. louvado em hinos ao anoitecer. 11 Uma classe de demônios ou maus espíritos. Em sua carruagem adornada com pérolas. adorável. Savitar o santo. Savitar de mão dourada. Onde está Sūrya agora. 6.11 o Deus está presente. um epíteto ou um nome do Sol. mas mais especialmente praticantes de feitiçaria. (Vindo) por aqueles caminhos. Índice ◄►Hino 36 (Wilson) ____________________ Hino 35. 9 Suparṇáḥ. dando tesouros excelentes para aquele que adora. repousam coisas imortais: aquele que sabe disso que ele declare isso aqui. Ó Savitar. ele viaja. Puxando o carro de jugo de ouro seus Baios. Afasta doença. Líder Bondoso. o Líder Gentil. e afasta de nós toda angústia e tristeza. de várias cores. Savitar. são preparados de antigamente. Existem três céus. vem por esses caminhos tão propícios para viajar. para nos ajudar aqui. o Divino. venha para cá até nós com sua ajuda e proteção. com lança de ouro. 11. dois de Savitar. todos os homens. Ó Deus. para regiões escuras. 3. muito parecidos com os Rākṣasas. têm manifestado luz para todos os povos. e espalha o céu brilhante pela região escura. colocando para descansar o imortal e o mortal. o lar dos heróis. 10. três regiões desérticas e os Sete Rios. fáceis de serem percorridos.7 próximos: no mundo de Yama é um. O eixo central é o símbolo da estabilidade. Teus caminhos. Que ele. perspicaz. fala conosco. o Deus que contempla toda criatura. de patas brancas. Savitar vem. mantendo sua posição inalterada pela revolução das rodas. O Deus se move pelo caminho ascendente. Ele. 2. 10 O Imortal e Divino. Asura10 de tremor profundo. Assim os Deuses permanecem impassíveis. Veja J. e nos abençoa. Índice ◄►Hino 36 (Griffith) ____________________ 7 Céu e terra. de asa forte. o Deus subiu. não afetados pela morte ou mudança. em viagem. Eu invoco a Noite. Ehni. Trazido em sua carruagem dourada ele vem. Avançando por todo o firmamento escuro. manda o Sol se aproximar de nós. p. Deus Savitar o de olho dourado vem para cá. Savitar (Griffith) 1. Varuṇa. Rechaçando Rākṣasas e Yātudhānas. 7. 9. são livres de poeira. e bem colocados no firmamento. teus antigos caminhos sem poeira estão bem estabelecidos na região média do ar. Der Mythus des Yama. 115. ao contrário dos mortais que partem para o reino de Yama. 5.

exceto o último. qualquer oblação que possa ser oferecida em ti. Nós imploramos. Varga 10. o antigo mensageiro deles. 1 o filho de Ghora. ou quarta parte da estrofe. Agni. 4. o Adhvaryu. Mitra. o deus é Agni. Portador de oblações. que são muitas pessoas. tomar o lugar do Yajamāna. dito pertencer à família de Aṅgiras’. a ele esses nossos hinos. através de ti. espalham teus raios em volta. acendem Agni (com oblações). cujo filho tinha sido antes apresentado como Medhātithi. que a derrama no fogo. Os (deuses) destruidores. seja um benfeitor para Kaṇva. quando chamado. que adoram os deuses. o Ṛṣi do décimo segundo Sūkta e seguintes. possuidor de riqueza. que és poderoso e eterno. e que deve. Resplandece. pois tu és poderoso. identificado. e do firmamento. e do céu. 6. tocam os céus. que és tal (como descrito). o anfitrião de convidados piedosos. que és dotado de todo o conhecimento. sê favorável a nós. um epíteto de Kaṇva. brilham preeminentemente. mataram Vṛtra. De acordo com o Sr. Agni (Wilson) (Anuvāka 8. ou poste sacrifical. o mensageiro e invocador dos deuses. hoje. 1. Desse modo o devoto te adora. a morada (de criaturas vivas). a ele nós. aqui. que supervisiona o todo. [‘Um Ṛṣi muito famoso. 11. Agni. riqueza universal. Homens. estão incluídos entre os dezesseis. com hinos sagrados. Tu. agregadas em ti. Que Agni.137 Hino 36. brilhante com teu próprio esplendor. 10. Adorável e excelente Agni. que guarda a porta. Essa enumeração omite um dos principais realizadores. 6. e sê nosso protetor. ou Yajamāna. que canta o Sāma. Agni. que repete os hinos do Ṛc. 2. tendo o primeiro e o terceiro p ādas iguais. agora ou em qualquer outro momento. (tu és aquele) a quem os deuses mantiveram por causa de Manu. e. o invocador e mensageiro dos deuses. Toma o teu lugar. a quem. com (sete)2 sacerdotes ministrantes. 2. Sūkta I) O Ṛṣi é Kaṇva. todas. vitoriosos sobre seus inimigos. nós te adoramos. Vigoroso e auspicioso Agni. os sete sacerdotes ou assistentes no Soma-yāga são: 1. 5. O Potṛ. ao poderoso Agni. As chamas de ti. pois tu és devotado aos deuses. 8. Stevenson. O Neṣṭṛ. 5. 3. eles fizeram da terra. 9. 3.3 deteve. a quem Kaṇva fez mais brilhante que o sol. Oferecendo oblações. A métrica dos versos ímpares é Bṛhatī. na décima terceira e décima quarta estrofes. transporta-a para os deuses poderosos. O Rakṣas. As ações boas e duráveis que os deuses realizam estão. o aumentador de vigor. e a quem (agora. exaltamos.) algum outro adorador deteve. és o concessor de deleite. aqui.] O comentador completa com ‘os sete’. 3 Medhyātiti. tendo doze sílabas no terceiro pāda. 7. acompanhado por veneráveis (medhya) convidados (atithi). é. O Udgātṛ. O Hotṛ. a quem Indra deteve. Os deuses Varuṇa. 1 2 . como um cavalo que relincha em um conflito por gado. Varga 9. – para o benefício de vocês. que recita as fórmulas do Yajush. a métrica dos versos pares é chamada de Satobṛhatī. Os outros. o guardião doméstico da humanidade. provavelmente. doador de riqueza. emite a fumaça movente e graciosa. Nós recorremos a Agni. (junto contigo). 7. com o Yūpa. Varga 8. Kaṇva. 4. O Brahmā. O instituidor. Generoso dador de alimento. O homem que te oferece oblações obtém. – Griffith. tu. que prepara os materiais para a oblação. Agni. Nós escolhemos a ti. bem disposto em direção a nós. De acordo com outro texto: ‘os sete sacerdotes principais derramam a oblação’. – a quem outros (Ṛṣis) também louvam. sobre a grama sagrada. e Aryaman te acendem. Os raios daquele Agni.

é dito aqui ser identificado com o yūpa. que. Agni é solicitado para concessão de poder (afluência). e (todo outro) adorador (que recorre a ele) em busca de riquezas. Bṛhadratha. Agni (Griffith) 1. Permanece ereto. 13. em um sacrifício de animais. Aryaman. leva nossa riqueza (de oblações). e não são confiáveis. pelo qual nós te invocamos com unguentos. Tu és o senhor de provisões notáveis. Vigoroso e muitíssimo resplandecente Agni. Turvaśa pode ser outra leitura de Turvasu. em tais ocasiões. o Onisciente.4 14. As chamas de ti o poderoso estão espalhadas extensamente ao redor: teu esplendor alcança o céu. com oblações. pois tu és grandioso. e saciado com oblações. e todos os outros nossos adversários. e daqueles que procuram nos matar. a ti. completa nossos tesouros. ganha através de ti toda riqueza. Com palavras emitidas em hinos sagrados. Mitra. Faze-nos felizes. traga para cá Navavāstva. sábios reais. pelo conhecimento. 18. 20. brilhaste por Kaṇva. protege-nos contra maus espíritos. assim como o (sábio que tem) a hoste dos santos. Os Deuses acendem a ti seu mensageiro antigo. 17. 16. 5 O texto tem somente ghanā. com uma maça. e. junto com Agni. te adoramos. como ereto. o comentador completa com ‘a cerâmica’. protege-nos. 6 Nada mais é dito. de acordo com Asvalāyana. na hora de erguer o poste. de longe. das pessoas citadas nesse verso. para a nossa proteção. nós rogamos a Agni. como (a louça do oleiro). Varga 11. para os deuses. Nós chamamos. como o nosso Sacerdote. não prevaleça contra nós. Agni. e o homem que nos ataca com armas afiadas. 15. de modo que nós passemos (pelo mundo). são amarradas. Sê hoje nosso Auxiliar de espírito benevolente em nossos atos de força. Ereto. 4 Agni. destrói todo espírito maligno. e do (homem) malévolo que não oferece donativos. além de que eles eram Rājarṣis. sim. 4. Os homens ganharam Agni.6 19. com Yadu. ele que faz a força deles abundar: nós. era o filho de Yatāti. seguramente e totalmente. com uma maça. – Varuṇa. Aquele homem mortal que tem derramado oferendas para ti. erguenos no alto. a quem homens reverenciam. terríveis. Turvaśa. tu. Manu te reteve. As chamas de Agni são luminosas. (para dar) luz para as várias raças da humanidade. o Senhor de muitas famílias que servem devidamente os deuses. 3. Surgido por causa de sacrifício. Agni. 2. ele tem protegido nossos amigos.138 12. do pecado. que não fazem doações. Ereto. e sacerdotes (oferecendo oblações). pois a amizade dos deuses é obtenível através de ti. e. . da raça lunar. com os raios ardentes. Agni. para que nós possamos viver. dador de alimento. consome os poderosos espíritos do mal. A ti como o nosso mensageiro nós escolhemos.5 que alguém que é hostil a nós. e Turvīti. a ele a quem os outros também louvam. Que Agni. Yadu e Ugrādeva. Sempre. destrói totalmente nossos inimigos. ele tem concedido prosperidade a Kaṇva. ó excelente. o que prende o ladrão. ó Agni. tu és o concessor de alimento. ou poste ao qual as vítimas. Índice ◄►Hino 37 (Wilson) ____________________ Hino 36. protege-nos de (animais) nocivos. como o divino Savitṛ. poderosas. esse verso e o seguinte devem ser recitados.

17. de quem Kaṇva. porque tu tens afinidade com os deuses. a quem Medhyātithi. de longe. mata com tua chama todo demônio devorador. à direita e à esquerda. e eles traduzem respectivamente ‘Agni e Mitra protegiam’. Derruba tal como com uma maça. ó Agni. Todas as leis superiores imutáveis estabelecidas pelos deuses. melhor Sacerdote sacrificante. Senhor Divino. o mais vigoroso. esses nossos cânticos de louvor. com unguentos e com sacerdotes. Agni. e ‘Agni. 16. 12 Sāyaṇa toma mitrā no texto como mitrāṇi. traze Navavāstva e Bṛhadratha. isto é. Agni. e fizeram do céu e da terra e do firmamento uma grande morada. 11 Agni. louvado Agni! solta a fumaça. como ereto. 8. 18. se encontram em ti. és um Sacerdote animador. Dele em seu próprio esplendor brilhante o devoto se aproxima em adoração. Mitra e Varuṇa. 7 A preservação do mundo inteiro depende. a ele. os deuses ordenaram por causa de Manu. exaltam: seus poderes brilham preeminentes. Mas ela parece ser nome de um Ṛṣi da família de Kaṇva. Faze a nossa riqueza perfeita. os dois Mitras. tem ajudado Upastuta a ganhar. porque aqueles dão força aos Deuses e os tornam aptos a cumprirem seus deveres. em um sacrifício animal. Mitra. a quem. O Mais Vigoroso.8 invocado. ficou ao lado de Kaṇva: o Corcel relinchou alto em disputas por vacas. benevolente. Ereto como concessor de força nós te chamamos em voz alta. Senta-te.139 5. A ele. 15. Agni. A ele. Agni tem dado poder heroico para Kaṇva. preserva-nos da dificuldade desagradável. entretanto se referir aos ornamentos – outra significação da palavra – usados pelos sacerdotes ministrantes. 9. 13 Turvaśa e Yadu são citados juntos frequentemente como epônimos de tribos daqueles nomes. . para proteger o lar atacado pelos Dasyus ou ladrões. Essa palavra pode. é identificado por Sāyaṇa com o poste sacrifical ao qual as vítimas. O Touro glorioso. para que possamos ter filhos heroicos. forte como um touro e impetuoso como um cavalo de guerra. prevalecer sobre nós. mensageiro dos homens. 8 O poderoso Agni.12 tem ajudado Medhyātithi. e felicidade: Agni tem ajudado nossos amigos. nem qualquer inimigo. segundo o ponto de vista vêdico. eleva-te como Savitar o Deus. 7. Permanece ereto para nos prestar ajuda. golpeia o perverso. Não deixes o homem que conspira contra nós no meio da noite. Agni. amigos. Consequentemente ele considera que añjibhiḥ significa ‘com unguentos’. reunidas. Turvaśa. todo presente sagrado é oferecido. a quem Kaṇva acendeu para seu rito. e o último. Tu governas como um Rei sobre força amplamente famosa: sê bom para nós. ‘Indra e algum outro adorador’. 12. e Vṛṣan e Upastuta. Ergue-nos no alto para que possamos caminhar e viver: desse modo tu deves pronunciar nossa adoração em meio aos Deuses. tu que tens fogo como os dentes. o primeiro. de quem Medhyātithi9 fez a fonte de riqueza. o Auspicioso. O poeta parece rezar pelo retorno de Navavāstva. Benfey e Ludwig consideram que ela significa. 9 Medhyātithi: Sāyaṇa considera essa palavra como um epíteto de Kaṇva [veja a nota 3]. são também aparentemente os nomes de dois outros Ṛṣis. vitoriosos sobre os inimigos. quem quer que ele possa ter sido. Tu. ó Agni. Yadu.13 por meio de Agni. tu com luz imponente. ajudou seu favorito Kaṇva em batalha. com os quais o poste era ungido. porque tu és grandioso. melhor animador dos Deuses. rubra e bela de se ver. pois tu és poderoso. e depois. como Mitra (e Varuṇa) favoreceu’. Digno de alimento sagrado. Os homens acendem Agni com seus presentes sacrificais. Nos salva daquele que deseja nos ferir ou matar. Turvīti. 13. Senhor da Casa. conforme Sāyaṇa.10 11. adora nossos Deuses. do demônio. dos sacrifícios oferecidos pelos homens. Protege-nos. protege-nos do iníquo malicioso. Vṛtra eles derrotaram e mataram. e talvez também para fortalecer sua prece por um apelo aos espíritos de heróis mortos. eram amarradas. 10 Vṛṣan e Upastuta: traduzidos por Wilson. o vidente de vinte e oito hinos dos livros 8 e 9. Nós chamamos Ugradeva. 10. Nesse dia. Portador de oferendas.7 6. Ereto. brilha. para subjugar o inimigo.11 14. Em ti. Agni.

ou seja. acendem a ti. Em ti. tendo superado todas as falhas. ó Agni. todo o alimento sacrifical é oferecido. Tu és senhor sobre saque glorioso. tu és grande.140 19. sê aqui hoje benevolente para nós. Em ti todas as leis firmes que os deuses fizeram estão compreendidas. 13. justo ganhador de despojos. Aryaman. aos deuses para que nós possamos ser ricos em homens valentes. Brilha. para toda a raça dos homens: Surgido da Lei. os adoradores de fato se aproximam com reverência. Os deuses. A ele esses hinos. a quem Vṛṣan e Upastuta (adoraram). ADHYĀYA 3. Tu és o Hotṛ alegre e o chefe de família. dependem. ó dependente de ti mesmo. se espalham em volta. 5. a quem Kaṇva e Medhyātithi. Assim. VARGA 8–11. eles abriram espaço amplo para sua habitação. tens convivência com os deuses. 4. o vencedor de prêmios. tu que te diriges muito excelentemente aos deuses. Dele. relâmpagos. como nosso mensageiro e como nosso Hotṛ. Manu te estabeleceu uma luz. Nós imploramos. com palavras bem faladas. HINO 36. ó Agni. tais como sol. a quem os deuses colocaram aqui para Manu como o melhor realizador do sacrifício. ao vigoroso Agni que pertence a muitos povos. 1. Agni. Mitra. a quem o povo reverencia.15 6. Que possamos adorar-te. 9. AṢṬAKA I. estrelas. “Em ti todas as obras eternas estão unidas. emite tua fumaça bela e vermelha. o rei. que os deuses têm feito. deus santo. aos clãs que adoram os deuses. por Kaṇva tu tens brilhado. 12. Tu. pois tu. Enche (-nos de) riqueza. o antigo mensageiro. Consome para sempre todos os demônios e feiticeiros. rico em alimento sacrifical. ó Agni. o mensageiro dos clãs. 2. Varuṇa. teus raios tocam o céu. Levanta-te em linha reta para nos abençoar. Aquela nutrição de Agni tem brilhado a quem Medhyātithi e Kaṇva têm acendido em nome de Ṛta. ganha através de ti todos os prêmios. 16 A palavra 'inimigo' (Vṛtra) faz alusão ao nome do demônio conquistado por Indra. 7. o deus mais jovem.14 consome cada demônio devorador. As chamas de ti. que te adora. 8. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. quando nós com nossos adoradores e com unguentos te chamamos em emulação (com outras pessoas). Rākṣasas e maus espíritos que praticam feitiçaria. ó Agni. 20. tu és grande. Nós te escolhemos. se torne brilhante ao lado da Kaṇva. que ele relinche como um corcel em batalhas. um ajudante em nossa luta por ganho. para não serem aproximadas. a ele nós exaltamos. ó glorioso! 10. 14 15 . o Abençoado. tu que és benevolente para nós hoje e depois. o possuidor de tudo. que és grande. Que o valoroso (Agni). Índice ◄►Hino 37 (Griffith) ____________________ Hino 36. As chamas de Agni cheias de esplendor e de poder são terríveis. O mortal. como o deus Savitṛ.” Max Müller. a quem outras pessoas (também) magnificam. 11. alimentado com óleo. Tem piedade de nós. depois de ter recebido as oblações. ó bom! 3. Sacrifica então.16 eles (vitoriosamente) passaram pelo Céu e a Terra e as águas. Toma teu assento. Ó Agni. Os homens têm colocado Agni (no altar) como aumentador de força. Destruindo o inimigo. ó portador de oferendas. tu. Com oblações os homens acendem Agni.

ó deus de mandíbulas de fogo. Yadu e Ugradeva. 17. que ataca túmulos e se alimenta de cadáveres.141 14. Tu resplandeceste com Kaṇva. Permanecendo reto. do feiticeiro. Bṛhadratha e Turvīti. e os aliados dos Yātus. ó Agni. os avaros em todas as direções. Que Agni. Agni ganhou abundância em heróis. todos os maus espíritos. assim como com uma maça. nascido de Ṛta. Agni e os dois Mitras (ou seja.17 Que nós permaneçamos corretos para que possamos andar e viver. Salva-nos. 15. Mitra e Varuṇa) abençoaram Medhyātithi. elas são terríveis e não devem ser suportadas. queima todo demônio necrófago. como uma luz para todas as pessoas. ó deus mais vigoroso com esplendor brilhante! 16. cresceste forte. Descobre nossa adoração entre os deuses. livra-nos do mal. Salva-nos daquele que nos prejudica ou tenta matar-nos. que aquele impostor não governe sobre nós. protege-nos do mal com teu esplendor. nossa força contra o Dasyu. Sempre queima os feiticeiros. 19. As chamas de Agni são impetuosas e violentas. Atinge. 18. Manu te estabeleceu. 20. a quem as raças humanas cultuam. e aquele que nos engana. tu. Índice ◄►Hino 44 (Oldenberg) ____________________ 17 [Ghoul: espírito dos contos orientais. O mortal que faz (suas armas) muito afiadas à noite. do avarento. Através de Agni nós chamamos de longe para cá Turvaśa. Agni (abençoou) Upastuta na aquisição (de riqueza). ó Agni.] . conduza Navavāstva. Agni prosperidade (para Kaṇva).

eles estimulam o (gado) mugindo a entrar (na água). gritos de guerra. simplesmente. agitadores do céu e da terra. Kaṇvas. Eu ouço o estalo dos chicotes nas mãos deles. em seus cursos. Que. 6 Uma coluna forte. como um monarca enfraquecido. Dirijam a oração dada por deus4 àqueles que são sua força. porém as aves (são capazes) de sair (da esfera de) sua mãe: pois sua força é (dividida) em todos os lugares entre duas (regiões. a chuva. por medo (de seus inimigos). em sua acepção usual. (para beber). 15. todos ouvem (o barulho) deles. como o topo (de uma árvore)? 7. Onde quer que os Maruts passem. ou. que o comentador explica como 'sem o filho de um irmão'. o qual seria um epíteto bastante ininteligível. 12. Varga 14. e que não pode ser diminuída. 14. que tem sido aumentada em ou por. Eles impelem. o Hino é endereçado aos Maruts . Louvem a força esportiva e irresistível dos Maruts. possuidores de reputação brilhante. 4. A oferenda está preparada para a sua satisfação. Celebrem. eles espalham as águas. a nuvem longa. Fiquem satisfeitos com eles. extraordinariamente inspirando (coragem) na luta. 3. com armas.3 e enfeites. nós somos seus (adoradores). vasta. Venham rapidamente. mas é o śardhas. o rasa.142 Hino 37. O chefe de família. 5 A passagem é breve e obscura. 8. 3 Vāśībhih. sábios ou sacerdotes. céu e terra). A frase é anarvāṇaṃ. 6. Quem é o líder principal entre vocês. eles enchem o caminho de clamor. e cuja força foi nutrida pelo (desfrute de) leite. ou.1 a força reunida dos Maruts. para dar estabilidade à residência. e ser sem cavalos seria aplicável aos Maruts. os poderosos. plantou um (pilar)6 firme. a energia. voz. As oferendas dos Kaṇvas estão preparadas. segundo o comentador. revigorem a humanidade. – a qual é explicada: seu vigor. 1 2 . 13. a métrica é Gāyatrī. retentora de chuva. Estável é seu local de nascimento (o firmamento). de acordo com o comentador. Varga 12. nasceram autoluminosos. Índice ◄►Hino 38 (Wilson) Kaṇvas pode significar os membros do gotra (a família. Maruts. derivado de. 9. Vāśī é um sinônimo de vāch. os destruidores de inimigos. foi aumentado (ou) em desfrute ou na barriga. em sua rota. Eles são os geradores de fala. Ele considera que as vacas são as nuvens. ou escola) de Kaṇva. um cavalo. cuja carruagem é puxada por cervos. pois a montanha de muitos cumes é despedaçada (diante de vocês). fala. com gritos apavorando o exército do inimigo. com sons. 4 Devattaṃ brahma. 5. Langlois tem “que reinam entre as vacas (celestes). ou palavras. até seus joelhos. dos Maruts. levados por veados pintalgados. que nós possamos viver nossa vida inteira. como vocês têm vigor. ou força. que abalam tudo em volta. Maruts (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kaṇva. 11. 10. temendo sua aproximação feroz e violenta. O Sr. e o leite. no Nighaṇṭu. 2. alegres.5 Varga 13. 1. isto é. sem cavalos. ou do leite. o tejas. obtida a partir da graça ou instrução dos deuses. – jambhe rasasya vāvṛdhe. diante deles. não exercida sobre. Arvan é. e abrem com força (os úberes para derramar) o leite”.2 mas brilhantes em seu carro. que nasceram entre vacas. deem animação às nuvens. a prece ou oração que recomenda a oblação. ou leite. com seus (veículos) velozes. A cuja aproximação impetuosa a terra treme.

De modo que as vacas devem andar afundadas até os joelhos. Louvem ao Touro entre as vacas. Enquanto os Maruts passam. À sua aproximação o homem se segura diante do furor da sua ira: A montanha de juntas escarpadas cede. Sim. Assim vocês têm feito as montanhas caírem. Para viver tanto quanto a vida possa durar. nasceram juntos. Cantem. Isto é. como sua força é grande. Tudo está preparado para o seu deleite. os Filhos. ampla e inesgotável. Diante deles. 9 Os Maruts de voz alta. como se estivesse próximo. eles conversam no caminho: Alguém os ouve enquanto eles falam? 14. Quem é o mais poderoso de vocês. Os violentamente vigorosos. 4. ó abaladores da terra e do céu. Forte é o seu nascimento: eles têm vigor para emergir de sua Mãe. Vocês que os agitam como a bainha de uma roupa?8 7. eles derramam essa prole da nuvem. Heróis. quando. Eles por cujos avanços a terra. ó Kaṇvas. Nós somos seus servos sempre. Lanças. Longa. o estalo dos chicotes que eles seguram. 10 Os Maruts se espalharam pelo céu e fizeram cair tanta chuva que as vacas nos pastos estão na água até os joelhos.10 11. resplandecentes em seu carro. Ele se fortaleceu porque bebeu da chuva. Ó Maruts. espadas e ornamentos brilhantes. 13. Eles obtêm glória em seu caminho. é deles. vocês têm derrubado homens na terra. 6.7 pois ele é o grupo esportivo dos Maruts. Alegres. até duas vezes o suficiente. Ouve-se. para seu grupo de Maruts inatacáveis. autoluminosos. treme em terror em seus caminhos. força. Agora cantem o hino dado por Deus para sua exultante tropa Marut. 2. quando todos são tão poderosos seria supérfluo perguntar quem é o mais poderoso. os Cantores. 12. 8.143 ____________________ Hino 37. os fortes. 10. Maruts (Griffith) 1. 8 . E esses. como um senhor dos homens enfraquecido pela idade. Venham rápido com corcéis velozes. 15. 9. Índice ◄►Hino 38 (Griffith) ____________________ 7 O grupo de Deuses da Tempestade preeminente entre as nuvens como um touro é entre as vacas. nos caminhos que eles seguem. com os cervos pintalgados.9 em suas corridas têm ampliado os limites. pois vocês têm adoradores entre os filhos de Kaṇva Que vocês se regozijem entre eles completamente. 3. 5. Aqueles que.

dotados de energia e força terríveis. os enfeites brilhantes. a queda de tanta chuva que as vacas tiveram que caminhar até os joelhos na água. brilhantes em seus carros. e significavam originalmente. no mesmo verso. HINO 37. vocês têm feito as montanhas tremerem. ó homens. dos gamos e dos cavalos dos Maruts. 13. em traduzir a palavra como ‘sem um inimigo’. são chamados às vezes de pṛṣat-asvāh. Eles. como nuvens. 12. no entanto. para que nós possamos viver.15 as vacas tiveram que andar afundadas até os joelhos. eles conversam no caminho: alguém os ouve? 14. 15. an-arvan nunca significa ‘sem cavalos’. autoluminosos. embora o comentador explique a palavra claramente como ‘sem um inimigo’. quando eles os estalam em suas mãos. para a hoste esportiva de seus Maruts. A última frase expressa o resultado dessa corrida. 1. AṢṬAKA I. 11 . 6. os cantores. a nuvem retorcida fugiu por causa de sua ira violenta. que nasceram juntos. a tradição posterior na Índia declarou-se a favor de cervos manchados. ou melhor. de fato. alargaram as cercas em suas corridas. como um rei grisalho. Eu ouço seus chicotes. com tal força como a sua. a escola etimológica como linhas de nuvens de muitas cores.13 3. ADHYĀYA 3. Ó Maruts. ó Kaṇvas. pois é a hoste esportiva dos Maruts. com os cervos pintalgados (as nuvens). Venham rápido em seus corcéis velozes! Há adoradores de vocês entre os Kaṇvas: vocês podem se regozijar bem entre eles. Cantem a prece dada por deus para a tropa selvagem de seus Maruts. ele cresceu porque ele provou a chuva. até a totalidade da vida. 40. admitiam ambas as idéias. À sua aproximação o filho do homem se detém. ou seja. VARGA 12-14. De fato há o bastante para o seu júbilo. mais que isso. é o mais forte entre vocês aqui. Celebrem o touro entre as vacas (a tempestade entre as nuvens). 13 As lanças e adagas dos Maruts significam os raios. por perto. vocês agitadores do céu e da terra.14 4.144 Hino 37." 15 A expressão que os Maruts ampliaram ou alargaram as cercas de sua pista de corridas (RV.12 as lanças. diz ele. Nós sempre somos seus servos. A escola lendária. como parece. no Ṛg-Veda. 9. tendo pṛṣats como seus cavalos. 12 Os cervos manchados (pṛṣatī) são os reconhecidos animais dos Maruts. O fato é que. ou. Seu nascimento é forte de fato: há força para emergir de sua mãe. Os Maruts. Índice ◄►Hino 38 (Müller) ____________________ Wilson traduz anarvāṇaṃ como ‘sem cavalos’. 4. no entanto. 58. treme de medo em seus caminhos. os toma como cervos com manchas brancas. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. os punhais. 11. eu ouço o que os chicotes em suas mãos dizem. e os enfeites brilhantes o relâmpago. com cavalos malhados. as nuvens de chuva. e o comentador está perfeitamente certo. vocês têm feito os homens tremerem. Conforme os Maruts passam. e eles falam no mesmo hino. 10. eles ganham esplendor em seu caminho. 8. só pode significar que eles varreram todo o céu. quando vocês os agitam como a bainha de um traje? 7. no que diz respeito ao sentido. 5. 3. Isso se torna ainda mais claro a partir do próximo verso. mas sempre ‘sem dano’ ou ‘livre de inimigos’. Os poetas vêdicos. eles impelem adiante o belo (carro) na estrada. e incólumes11 – 2. 7. Cantem. Quem. 7). quase perto. Eles por cujas corridas a terra. 14 Nós também poderíamos traduzir: "Aqui. e afastaram as nuvens de todos os horizontes. E esses filhos. ou ‘sem oposição’. há vigor duas vezes o suficiente para isso. Sāyaṇa está perfeitamente ciente do significado original de pṛṣatī. Eles fazem essa longa e vasta chuva incessante cair em seus caminhos.

12. como um pai faz com seu filho? 2. vocês estão (no momento)? Quando sua chegada ocorrerá? Passem do céu. Onde. Maruts. com nossos (maus) desejos. Varga 17. 10. explicado como: criados ou protegidos por Rudra. ao longo dos rios belamente represados. que gostam de louvores. Brahmaṇaspati. de fato. 5. e seu panegirista se torne imortal. e o belo Mitra. 9. e. 1 2 . 13. que eles sejam exaltados por esse nosso culto. como uma nuvem espalhando chuva: cantem o hino medido. 11. 6. – como uma mãe vaca que berra por seu bezerro. – de modo que ele não trilhe o caminho de Yama. Proclamem. Varga 16. Glorifiquem a hoste de Maruts. Varga 15. toda residência da terra (treme). também. Profiram o verso que está em suas bocas. e seus dedos bem hábeis (para segurar as rédeas). Que seu adorador nunca seja indiferente a vocês. ou pertencentes a. – como um cervo (nunca é indiferente) ao pasto. 8. sobre o deserto. na nossa presença. e por quem a grama sagrada é cortada. todas as suas (dádivas) auspiciosas? 4. daí. ou. se tornem mortais. O relâmpago ribomba. por meio de uma nuvem carregada de água.145 Hino 38. Que as pinas de suas rodas sejam firmes. por isso. que seus carros e seus corcéis sejam firmes. com mãos fortes. 7. 15. Maruts (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. aqui. Não deixem que o muito poderoso e indestrutível Nirṛiti1 nos destrua: que ele pereça. do alimento sacrifical. Eles espalham escuridão sobre o dia. Rudra. Onde. Onde aqueles (que te cultuam) gritam (para vocês) como gado? 3. venham. criados por Rudra.3 Agni. deuses e métrica continuam os mesmos. – e. 14. (sacerdotes). Índice ◄►Hino 39 (Wilson) ____________________ Ele é. De fato. quando vocês nos pegarão por ambas as mãos. filhos de Prisni. tremem. com voz afinada para louvor. chamado de um deus da raça Rākṣasa. 2 mandam chuva. a chuva é libertada pelos Maruts. estão seus novos tesouros? Onde. Maruts. 3 O senhor do mantra (ou prece). dignos de louvor. e os homens. Ao rugido dos Maruts. brilhantes. Maruts. Aqueles que são de. suas (riquezas) valiosas? Onde. habilitados para adoração. não da terra. inundam a terra. os brilhantes e vigorosos Maruts. com progresso desobstruído. sem vento. Que vocês. 1. o espalhem.

como um pai querido ao seu filho. Max Müller. que penetra no solo. o derrube: Que todas. no céu. Convida para cá com essa música. A canção dos Maruts é a música ou canto dos ventos.10: ‘E esses. 15. com seus corcéis de cascos fortes. a sua prosperidade? Onde todas as suas sublimes bem-aventuranças? 4. 11 Endereçado ao poeta do hino. 8 Chuva constante. Como uma vaca o relâmpago muge e segue. Quando eles inundam a terra eles espalham escuridão mesmo de dia. e como tal ele é invocado junto com os Maruts em outras passagens.10 Aquele que é belo como Mitra. i. Brahmaṇaspati e Bṛhaspati são. 10. ‘onde permanecem seus rebanhos?’ isto é. Max Müller. não soprada para longe. à hoste dos Maruts. Com a nuvem de chuva carregada de água. 6 Nirṛitiḥ. 40. Porque vocês ficam no céu. 7. 9. E que suas rédeas também sejam bem ajustadas. Ó Maruts. vocês os filhos que Pṛśni teve. firmes seus cavalos e seus carros. E cada homem que nela habita oscila. como Max Müller sugere. as nuvens. Quando sua corrente de chuva foi libertada. de acordo com Ludwig: ‘Onde se alimentam as vacas que devem fornecer leite e manteiga para o sacrifício para vocês? Onde é o lugar no qual deve ser oferecido sacrifício a vocês?’ 5 Ou. seu filhote. 7 Ganância. o sacerdote e purohita dos Deuses e homens. Ó Maruts. E agora? Quando vocês nos tomarão por ambas as mãos. atribuir brahmaṇaspatim a Agni do que.146 Hino 38. melodiosa. ambos. I. ó Maruts. De fato. Que nenhuma praga destrutiva6 sobre praga difícil de ser conquistada. Que sejam firmes as pinas de suas rodas.37. ao longo dos rios brilhantes represados. e é até chamado de marutsakhā. ao som da sua voz essa morada terrena treme. variedades de Agni.12 vigorosa: Que os fortes residam aqui conosco. Maruts (Griffith) 1. fossem mortais. 14. Max Müller. 11. indesejado como um cervo em um pasto familiar ou prado reservado para as vacas. Então seu adorador nunca seria odiado como um animal selvagem5 na área do pasto. para quem a erva sagrada é cortada? 2. Nem ele seguiria pelo caminho de Yama. pecado. 13. com Sāyaṇa. 9 Agni é invocado frequentemente junto com os Maruts. e não vêm para a terra? Ou. Forma em tua boca o hino de louvor. sem impedimentos em seus cursos. com a seca. 10 Parece melhor. expande-te11 como uma nuvem de chuva Canta o elogio medido. Agni9 o Senhor da Oração. portanto. apressem-se.7 se afastem de nós. os Filhos. louvável. Índice ◄►Hino 39 (Griffith) ____________________ 4 Talvez. o amigo dos Maruts. Se. para o louvor. Cantem glória à hoste Marut. e não na terra? Onde as suas vacas se divertem?4 3. 12. . e Imortal aquele que canta seu louvor. Agora para onde? Para qual meta vocês vão. 6. os Cantores’. Onde as suas mais novas graças são mostradas? Onde. 12 Como em 1. Deuses. como mãe. eles os ferozes e poderosos Filhos de Rudra mandam sua Chuva sem vento8 até nos lugares desertos. o vento geralmente cessando logo que a chuva pesada começa a cair. 8. Maruts. 5.

23 e também 8. ó deuses. no céu. os homens cambalearam para frente. Forma um hino em tua boca! Expande-te como a nuvem!16 Canta uma canção de louvor. como 1. O relâmpago muge como uma vaca. 13. fossem mortais. Que nenhum pecado após outro. que é como um amigo. 14 O caminho de Yama só pode ser o caminho seguido primeiro por Yama. . 17 Outras passagens. na não pode ser deixado aqui sem tradução. 21. 32. não na terra? Onde suas vacas estão passando o tempo? 3. Ludwig traduz.147 Hino 38. os gloriosos. brilhante como o sol. e o poeta acrescenta: "Que ele se espalhe como uma nuvem com a chuva. mostram que a concepção dos Maruts como cantores era familiar para os Ṛṣis Vêdicos.4 e 1. quando a chuva (dos Maruts) foi libertada. Um verso semelhante ocorre 8.15. 15. AṢṬAKA I.17 Que eles sejam magnificados aqui entre nós. 1-2. como o governante dos mortos. Agni. Se vocês. 7. Sāyaṇa traduz: “Que o coro dos sacerdotes faça um hino de louvor. 18. ‘belo como Mitra'. como um cervo em um pasto. os carros. Índice ◄►Hino 39 (Müller) ____________________ 13 Eu acho melhor conectar os versos quarto e quinto. Então por causa dos brados dos Maruts sobre todo o espaço da terra. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. que se o deus fosse o poeta e o poeta o deus. Então seu adorador nunca seria indesejado. 18. ou que leva a Yama. Além disso. nos domine. Que suas pinas sejam fortes. filhos de Pṛśni. que suas rédeas sejam bem moldadas. Adora a hoste dos Maruts. juntamente com a ganância. difícil de ser conquistado. quando eles encharcam a terra. ó Maruts? Onde estão as bênçãos? Onde estão todos os prazeres? 4. os musicais. os seus cavalos. até mesmo ao deserto os Rudriyas trazem chuva que nunca é secada. os terríveis. que todos os outros em volta do rio Sarasvatī são apenas reis pequenos. isto é. É dito lá de um patrocinador que só ele é um rei. invocado junto com os Maruts. que eles o proferiram ou expandam. 25-26. Mesmo de dia os Maruts criam escuridão com a nuvem carregada de água. 19. 14.14 6.19. 15 Mitra nunca é. 11. então o poeta seria mais generoso com o deus do que o deus é com ele: veja 7. e seu adorador um imortal13 – 5. isto é. o brilhante. Realmente eles são terríveis e poderosos. Maruts em seus corcéis de cascos fortes que nunca cansam vão atrás daquelas brilhantes (as nuvens). Pronuncia para sempre com tua voz para louvar o Senhor da oração. agora? Quando vocês (nos) pegarão como um pai querido pega seu filho por ambas as mãos. assim como uma nuvem envia chuva”. nem ele seguiria o caminho de Yama. 9. 1. 8.15 14. 8. para os quais a erva sagrada tem sido podada? 2. Onde estão suas mais novas graças. Onde estão agora? Em que missão vocês estão indo. VARGA 15-17. ADHYĀYA 3. 16 A segunda frase é obscura. 12. 44. doando centenas e milhares". ele segue como uma mãe segue atrás de seu filhote. então. que ele se afaste. 10. 8. que ainda estão trancadas. tanto quanto eu sei. O que.52. e é melhor tomar mitram como amigo. e me sinto justificado em fazê-lo por outras passagens onde a mesma ou uma ideia semelhante é expressa. HINO 38.

Rohita. retirem dele alimento. É dito que praṣṭi é um tipo de jugo. para onde vocês quiserem. o comentador diz. e dos desfiladeiros das montanhas. por causa da nossa progênie. nem (existe algum) sobre a terra. Vocês atrelaram os cervos pintalgados à sua carruagem. mas a construção do original é obscura. até o tímido Kaṇva. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e deuses são os mesmos. pela adoração de quem. e sua ajuda. são sempre especificados como os corcéis dos Maruts. o cervo vermelho. aparentemente. não (a força) de um mortal traiçoeiro. e. vahati. com auxílios protetores completos. filhos de Rudra. para nossa proteção. Prachetasas. leva ou puxa o carro. eles despedaçam as árvores da floresta. e os homens ficam alarmados. instigado por vocês. soltem sua ira. rude e antigramatical. venham a nós. Quando. abaladores (da terra). como a luz (desce do céu).148 Hino 39. 3. praṣṭir vahati rohitaḥ. Maruts líderes. vocês dirigem seu (vigor) terrível para baixo. quando vocês espalham o que é pesado. no texto. nos atacar. o veado vermelho.1 o firmamento ouve sua chegada. Eles fazem as montanhas tremerem. Destruidores de inimigos. é outra espécie de veado. Se qualquer adversário. 7. que seja sua a força que merece louvor. vocês possuem força não diminuída: Maruts. nós recorremos à sua ajuda. ou por homens. 10. 5. como vocês vieram antigamente. ou outros animais. que. defendam (o sacrificador) Kaṇva. Nós então temos. sem qualquer concordância gramatical. Índice ◄►Hino 40 (Wilson) ____________________ Os cervos pintalgados. como aqueles inebriados. divinos Maruts. 8. firmes em resistir a eles. 4. unido entre eles. então vocês fazem seu caminho através da floresta (árvores) da terra. vocês desfrutam de vigor intato. (ajuda a) puxar o carro. nenhum adversário seu é conhecido acima nos céus. pṛṣatīh. nos versos ímpares. como os relâmpagos (trazem) a chuva. Vão. Maruts. e força. 1 . mas a palavra permanece sozinha. no meio de três cavalos. o nome pode ser somente um epíteto. Que suas armas sejam fortes para afugentar (seus) inimigos. significando ‘aqueles possuidores de intelecto (chetas) superior (pra)’. 9. e Satobṛhatī. a métrica é Bṛhatī.2 que devem ser adorados sem reserva. pelo louvor de quem. Doadores generosos. Rudras. 6. atrelados a um carro. 1. como uma flecha. sobre o inimigo colérico dos Ṛṣis. Venham. que fazem (todas as coisas) tremerem. rapidamente. Que sua força coletiva seja exercida rapidamente. O sentido pode ser algo semelhante àquilo que é apresentado na tradução. nos pares. com toda a sua progênie. quando vocês demolem o que é estável. de longe. e não aparece o que é para ser feito com o jugo. para humilhar (seus inimigos). Maruts. 2 Ou. Varga 19. Varga 18. (vocês são atraídos)? 2.

4. os veneráveis e sábios. Heróis. agora por causa do amedrontado Kaṇva. para desafiar agora mesmo. . M. e giram por todos os lados toda coisa pesada. portanto. 4 ‘junto com sua raça’. movidos pela sabedoria de quem. não como a força de um mortal enganoso. não no sentido abstrato. Acabem com ele por nós com seu poder e com sua força. Müller. contra o inimigo irado do poeta mandem um inimigo como um dardo. Maruts. mantida nesse vínculo. abaladores da terra. Quando. como criaturas ébrias com vinho. uma imagem perfeitamente aplicável aos Maruts. enviado por vocês ou mandado pelos mortais nos ameaçarem. Vocês uniram ao seu carro os cervos pintalgados. e com os auxílios que são seus. sua rota é através das árvores da floresta da terra. Venham a nós com sua ajuda. Avante. têm protegido Kaṇva perfeitamente. Ó Rudras. um veado vermelho puxa como um líder. como uma chama. ó Generosos. que parecem com suas armas golpear as árvores e as montanhas quando eles mesmos ainda estão distantes’. 8. Müller. a quem. de longe. ó Maruts. Quando o que é forte vocês derrubam.3 Para quem vocês vão. mas como uma linha de medição. vocês. deuses com toda a sua comitiva. Porque vocês. extremamente glorioso deve ser seu poder guerreiro. nenhum inimigo de vocês é encontrado no céu ou na terra. perfeito. 5 ‘O relâmpago precede a chuva. eles rasgam em pedaços os reis das florestas. portanto ser representado como olhando em torno em busca da chuva’. Eles fazem as montanhas balançarem e oscilarem. que elas sejam firmes para resistência. Ó Rudras. 3. Até a própria Terra ouviu quando vocês se aproximaram. vocês lançam sua medida adiante. que a força. Maruts. nós desejamos seu auxílio rapidamente para esse nosso trabalho.5 10. abaladores da terra. 6. Vocês têm força incólume.149 Hino 39. 9. 5. como nos tempos antigos. e os homens ficaram muito aterrorizados. ó Maruts. 7. movam-se. Sim. que é lançada adiante para medir a distância de um objeto. Ó Maruts. pelo plano de quem? 2. Se algum inimigo monstruoso. Destruidores de seus inimigos. e pode.4 seja sua. é seu poder. Que suas armas sejam fortes para afastar seus inimigos. Max Müller. Maruts (Griffith) 1. M. venham a nós com plena ajuda protetora. como relâmpagos buscam a chuva. e através das fissuras das rochas. Índice ◄►Hino 40 (Griffith) ____________________ 3 ‘Nessa passagem nós devemos considerar medida.

28: “Quando o líder vermelho puxa ou conduz os cervos manchados deles na carruagem”. ó abaladores (do mundo). Pois vocês. é explicado por Sāyaṇa no sentido de força. poder completo. Índice ◄►Hino 43 (Müller) ____________________ Mā'na. Grandes árvores da floresta são chamadas de reis ou senhores da floresta. 8 Compare com 8. 7. Qualquer demônio. de força e de suas graças. como outrora. fortes também para resistir. vocês carregam força completa. Nenhum inimigo real de vocês é conhecido no céu. Vocês uniram os cervos pintalgados aos seus carros. através das fendas das rochas. agora por causa do atemorizado Kaṇva. Doadores generosos. como relâmpagos (vão em busca da) chuva. nós desejamos sua ajuda rapidamente para a nossa tribo. 8. ó homens. e giram por toda parte o que é pesado. privem-no de poder. 3. Que seja seu o poder mais glorioso. com todas as suas graças. ele pode ser desafiado? 5.7 Venham. eles despedaçam os reis da floresta.6 como uma rajada de fogo. para quem. Quando vocês derrubam o que é firme. de longe. HINO 39. ó Maruts. ó deuses. lançam para frente a sua medida. e os homens ficaram amedrontados. Enviem. ó devoradores de inimigos! Que o poder seja seu. junto com sua raça! Ó Rudras. AṢṬAKA I. 1. 6. 10. Venham a nós com auxílio. ADHYĀYA 3.150 Hino 39. como uma flecha. 7. incitado por vocês ou incitado por homens. um vermelho puxa como um líder. Ó Rudras. que eu traduzo como ‘medida’. é pela sabedoria de quem.8 até a Terra ouviu sua aproximação. Venham até nós. abaladores (da terra)? 2. Maruts. Maruts. nem na terra. Eles fazem as rochas tremerem. 9. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. que nos ataca. portanto. como loucos. pelo plano de quem? Em direção a quem vocês vão. com toda a sua tribo. 6 7 . não aquele do mortal enganador. 4. Que suas armas sejam firmes para atacar. Maruts perseguidores e sábios. têm protegido Kaṇva totalmente. Quando vocês assim. VARGA 18-19. contra o inimigo irado dos poetas um inimigo. vocês passam através das árvores da terra.

sê um participante da libação. não recebendo nenhum. Que Brahmaṇaspati concentre sua força. 2. que os deuses (afugentem) todo adversário. de coisas preciosas. 4 não há encorajador nem desencorajador dele em uma grande batalha ou em uma pequena.151 Hino 40. Maruts. 3 Manoh putrī. Vamos recitar. no momento de perigo. a deusa da fala. Indra. infligindo muito dano. 1 . por quem a grama sagrada cortada é espalhada? O dador de oblações procedeu. citado separadamente. também. Índice ◄►Hino 41 (Wilson) ____________________ Em uma passagem anterior. que a deusa. De fato. 8. Brahmaṇaspati apareceu como uma forma de Agni (Hino 18). 2 Devī * sūnṛtā. a métrica. estejam próximos. Mitra e Aryaman têm feito sua residência. faladora da verdade. Varga 20. 4 Esse atributo o identificaria com Indra.1 Devotados aos deuses. o Ṛṣi é.3 acompanhada por bravos guerreiros. líderes. ele é associado com os Maruts. filho da força. desejarem (ouvir) essa prece. que aquele que os louva obtenha riqueza. 1.2 se aproxime de nós. Brahmaṇaspati. Varga 21. Associado com as reais (divindades). Quem (exceto Brahmaṇaspati. na forma de amante da verdade. a filha de Manu. Kaṇva. Varuṇa.) pode se aproximar do homem que é devotado aos deuses. Brahmaṇaspati proclama a prece sagrada na qual os deuses Indra. 3. com os sacerdotes. presentes. Brahmaṇaspati (Wilson) (Sūkta V) O deus é Brahmaṇaspati. em qual caráter ele aparece por todo esse hino. pois ele tem uma residência (cheia). então tudo o que está para ser falado chegará até vocês. por ele nós adoramos I ḷā. ainda. nós apelamos a ti. armado com o raio. nesse hino. embora Indra seja. a mesma que no anterior. pela riqueza abandonada (pelo inimigo). (para o salão de sacrifício). 6. ele mantém sua posição. 5. aquela prece venturosa e perfeita em sacrifícios. O homem celebra a ti. Aquele que oferece ao (sacerdote) ministrante riqueza adequada para ser aceita desfruta de abundância inesgotável. 4. produzindo corcéis excelentes e vigor notável. Ergue-te. e. ele mata (o inimigo). Se vocês. e instituidora de sacrifícios. nos conduzam ao sacrifício que é benéfico para o homem. e (repleto) de oferendas apresentadas respeitavelmente. Generosos Maruts. deuses. internamente. Que Brahmaṇaspati se aproxime de nós. 7. uma forma de Sarasvatī.

alimento sacrifical. Quem se aproximará do devoto? Quem do homem cuja sagrada grama é cortada? O ofertante com seu povo avança mais e mais: ele enche sua casa com coisas preciosas. por assim dizer. com reis ele mata. o mais rápido. amante da humanidade. todo mortal te chama em busca de ajuda quando despojos de batalha esperam por ele. a Deusa da Fala (Vāgdevatā) na forma de amante da verdade. deuses! recitemos esse hino. que Sūnṛtā5 a Deusa venha. que traz felicidade. além disso. Que nós em assembleias sagradas. aceitam com benevolência essa palavra. como a voz do superintendente da prece. diz Sāyaṇa. com o raio de Brahmaṇaspati. seu eco nas alturas do céu’. Em luta grande ou menor ninguém o detém. segundo Sāyaṇa. Ó Brahmaṇaspati. Se vocês. rogamos a ti. é por uma bela transferência posta em contato com a prece a qual. a oferenda preliminar e a final. especialmente uma libação sagrada que vem entre a Prayāja e a Anuyāja. 7. Indra. Aquele que dá uma recompensa nobre ao sacerdote ganha fama que nunca diminuirá. mingau. inigualável. bolo de arroz. – o manejador do raio. e assim identificando-o com Indra. 3. encontra. 4. por assim dizer. 2. Que Brahmaṇaspati se aproxime. Uma oferenda de grãos. e que os Deuses tragam para esse rito que dá o presente quíntuplo6 o Herói. homens que servimos a Deus. 5. Original Sanskrit texts. 6. fizeram sua morada. levanta-te: nós. Ele amplia seu poder nobre. a anterior ao sacrifício e a posterior ao sacrifício. ou uma libação. 8. V.9 Índice ◄►Hino 41 (Griffith) ____________________ Sūnṛtā (Agradabilidade) é. A voz do trovão. que ela obtenha toda bem-aventurança de vocês. 8 ‘O professor Roth observa: O trovão é a voz dele (de Brahmaṇaspati). inigualável e que conquista facilmente. Muir. Mitra. mesmo em meio a temores ele permanece seguro. ninguém subjuga. Ó Filho de Força. pág. venham até nós. 5 6 . Por ele nós oferecemos alimento sagrado7 que concede heróis. está com eles. os Maruts. e coalhadas. Ó Maruts. Que eles que dão boas dádivas. Nota. Brahmaṇaspati. 7 Íḷā ou Íḍā. leite coalhado. Brahmaṇaspati (Griffith) 1.152 Hino 40. Aryaman. 279. Ludwig aplica a expressão ao sacrificador devoto que é dito estar armado. os Deuses. ó Heróis. Agora Brahmaṇaspati fala em voz alta8 o hino solene de louvor. que esse homem que os adora profundamente obtenha abundância de bons cavalos e poder de herói. 9 Significando. falada na terra. no qual Indra e Varuṇa.

as três primeiras e as três últimas estrofes são endereçadas a Varuṇa. Eu não denuncio a vocês aquele que ataca ou insulta o homem devotado aos deuses: eu antes propicio vocês com riqueza oferecida. a salvo de dano. o caminho é acessível e livre de espinhos. Ādityas. Varuṇa e Aryaman? 8. 4. 2 O texto tem somente: ‘ele pode ter medo de alguém que segura quatro. também. a esposa de Kaśyapa. como se (coletada) pelos próprios braços dele. dirigindo-se ao sacrifício. para vocês. Pois ele (o adorador). eles eram os filhos de Aditi. mas teme falar mal (de alguém). 7. Varga 22.) destroem primeiro as fortalezas deles. 9. não gosta. Sāyaṇa diz ‘quatro conchas cauri’. até a queda’. as três do meio. 1 a métrica é Gáyatrí. 1. Mitra e Aryaman protegem subjuga rapidamente (seus inimigos). 2 até eles serem jogados. prospera. o homem a quem eles defendem das pessoas mal-intencionadas. em um de seus atributos. Isto é. livre do mal. Mitra. guias. para vocês. Aquele mortal (a quem vocês favorecem). nenhuma oblação indigna está preparada para vocês aqui. Os reis (Varuṇa. onde dois homens estão jogando juntos. e filhos como ele mesmo. e são representantes do sol. etc. pois os três deuses. para a sua satisfação. Aryaman (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é Kaṇva. Ādityas. aos Ádityas. Como. que o sacrifício ao qual vocês vêm por um caminho reto aconteça. Ādityas. isto é. nós recitaremos louvor (digno) da vasta glória de Mitra. Mitra e Aryaman. Aquele a quem eles suprem abundantemente (com riquezas). 6. Varga 23. citados separadamente. em três meses do ano. são.153 Hino 41. 3. o significado é fornecido pelo comentador. Índice ◄►Hino 42 (Wilson) ____________________ 1 De fato. com a ajuda de Yāska: ‘de um jogador segurando quatro dados’. 2. e então os inimigos daqueles (que os adoram). como um jogador teme (seu adversário) que segura os quatro (dados). meus amigos. 5. o hino pode ser considerado como totalmente endereçado aos Ādityas. O homem a quem os sábios Varuṇa. todo homem desse tipo. aquele que não tem o arremesso dos dados ou das conchas está em expectativa ansiosa com receio de que seja contra ele. obtém toda riqueza valiosa. . Varuṇa. e põem de lado as más ações deles.

Aryaman (Griffith) 1. III. Índice ◄►Hino 42 (Griffith) ____________________ 3 Benfey pensa que ‘o que segura os quatro (dados)’ é Deus que tem em suas mãos e decide os destinos do homem. meus amigos. 158) é de opinião que as cordas ou laços de Varuṇa. é o caminho. livre de dano. ou de jogo ou do destino. Mitra. sempre não subjugado. Que ele não goste de falar palavras más: mas tema Aquele que segura todos os quatro3 Dentro de sua mão. Ludwig afirma que não há referência a dados. 7. O homem devoto quando ele possui esses quatro como amigos deve temer soltá-los. Os excelentemente sábios. E filhos próprios também. 5. Varuṇa. Ādityas. Qual sacrifício. Bergaigne (La Religion Vedique. e que ‘os quatro’ são Varuṇa. protegem. 3. nós vamos preparar o louvor de Aryaman e de Mitra. Como. enriquecem. 4. Aryaman. E o conduzem com segurança durante a aflição. Sem espinhos. Os Reis afastam para longe dele os seus problemas e os seus inimigos. 6. Nunca é prejudicado aquele a quem os deuses Varuṇa. A quem eles protegem de todo inimigo. fácil para aquele que busca a Lei: Nele não há nada para enfurecer vocês.154 Hino 41. Aquele mortal. Mitra. Mitra. Bhaga e Aryaman. Ele prospera sempre. 9. 2. são indicados. Eu não aponto para vocês um homem que ataca os piedosos. até que caiam. ganha riqueza e todas as coisas preciosas. com os quais ele captura e pune os perversos. Glorioso alimento de Varuṇa? 8. como com as mãos cheias. a quem eles. vocês heróis guiam pelo caminho direto – Que aquele se aproxime do seu pensamento. Ādityas. ou insulta: Somente com hinos eu chamo vocês para perto. .

um enganador. quem quer que ele seja. conduze-nos por um caminho fácil. 2 deus. 5. geralmente. nós temos um exemplo do que não é infrequente. que não haja calor extremo pelo caminho. ou alguém que tem prazer na maldade. isto é. ele é um dos doze Ādityas. para além da estrada. Pūṣan sagaz e belo. dá-nos (todas as coisas boas). Pisa. o estorvador da nossa jornada. 2. O fato de ele ser chamado de filho da nuvem não é incompatível com seu caráter de terra personificada como um homem. (o que está presente e o que está ausente). Leva-nos onde há forragens abundantes. a terra era a essência da água. o deus é Pūṣan. como nos proteger nessa (viagem). 3. 6. 1 1. sabe. Varga 25. Se um (adversário) cruel. também. um ladrão. também. isto é. 4. Pūṣan. sabe como nos proteger nessa (viagem). – Hymns from the Rigveda. de pūṣ. a repetição de uma frase.3 8. nós pedimos de ti aquela proteção com a qual tu encorajaste os patriarcas. Afasta-o para longe. terra. aqui. conduze-nos do começo ao fim da estrada. ele é. Ele é descrito. Nós não criticamos Pūṣan. afasta-o da estrada. Pūṣan. nutrir. com teus pés. e. nós rogamos ao belo (Pūṣan) por riquezas. remove o perverso (obstrutor do caminho). de acordo com outros textos do Veda. estimulanos (com energia). Pūṣā ocorre. o ato ou obrigação’. porque. no entanto. aquele que nutre o mundo. 9. 7. Filho da nuvem. 2 [Em vez de ‘filho da nuvem’ Macdonell lê ‘filho da libertação’. 1 . como a divindade presidente da terra. Índice ◄►Hino 43 (Wilson) ____________________ Pūṣan é. como um tipo de refrão. Varga 24. Pūṣan. Pūṣan. enche-nos (de riqueza). ‘nessa ocasião. Portanto tu. Pūṣan. enche nossas barrigas. Leva-nos além dos nossos oponentes. De acordo com o teor do hino. 10. Pūṣan é masculino. saiba como cumprir sua função de nos dar proteção’. nos apontar (o caminho que nós não devemos seguir). concede a nós riquezas que possam ser distribuídas generosamente. mas o louvamos com hinos. ou viagem. Sê favorável para nós. como um nome feminino. e bem equipado com armas douradas. em qual caso ele parece ser sinônimo de prithivī. A expressão é ‘conheça. um sinônimo do sol. ele é o deus que preside especialmente as estradas ou jornadas. que és possuidor de toda prosperidade.] 3 Nesse e nos dois versos seguintes. pelo comentador. Por todo o hino. a terra nasceu da água. um ladrão. como antes. Pūṣan (Wilson) (Sūkta VII) Ṛṣi e métrica. sobre o (corpo) pernicioso daquele malicioso ladrão de ambos.155 Hino 42. sabe como nos proteger nessa (viagem). segue à nossa frente.

9. sacia-nos totalmente. encontra poder para isso. encontra poder para isso. à conexão próxima entre a nutrição da terra. da nossa estrada o lobo. onde ela se repete. nota 272. segundo Sāyaṇa). 41.10 10.] 11 [O professor Benfey remete aqui a uma nota anterior dele mesmo no RV. [J. 4. seja ele quem for’. o ladrão de coração astuto: Afugenta-o para longe da estrada. a conceder seus desejos. de pensar que eles se vingam desse modo. Mas no Ṛgveda. Afasta. Tem misericórdia de nós. o sentido da qual é o seguinte: "Eu acredito que isso se refere a uma prática que nós ainda encontramos entre os bárbaros. Encurta nossos caminhos. 175. Pūṣan (Griffith) 1. afasta a obstrução do caminho Segue diante de nós. pág. e onde ele a explica como ‘o filho de Prajāpati.11 a ele nós magnificamos com cânticos de louvor.6 5. mostra-nos teu poder’. O professor Benfey segue Sāyaṇa in loco em considerar que isso significa ‘filho da nuvem’. p. onde o hino inteiro está traduzido.] 10 [‘9. Faze riquezas fáceis de serem obtidas. nós reivindicamos de ti agora a ajuda com a qual Tu favoreceste nossos antepassados antigamente.15. o libertador. Que está à espera para nos ferir. nos alimenta e revigora. Além de todos os perseguidores nos leva. Ó Pūṣan. Macdonell lê: ‘Desse modo. 8. concede. e a nuvem que dá a chuva necessária. enche nossas barrigas’. ou. Muir diz:] “Vimuco napāt.] 7 [machado – Macdonell. Original Sanskrit texts.156 Hino 42. ó Pūṣan. talvez. Dá. e por golpes infligidos sobre suas imagens. Pūṣan é chamado de vimocana. e talvez vimuco napāt possa significar a mesma coisa. Ó Pūṣan. o melhor manejador da espada7 dourada. Operador de Milagres. quem quer que ele possa ser.9 não envies em nosso caminho nenhum calor prematuro. Índice ◄►Hino 43 (Griffith) ____________________ Em relação.8 8. presenteia. [nós veremos esse significado apenas na tradução de Wilson]. faze o nosso caminho agradável e belo de se trilhar. que na criação emite de si mesmo todas as criaturas’.1. mostra em nós teu poder’. que significa não só lobo. 8. que é um dos deveres específicos de Pū ṣan. Aquele de língua dupla. encontra poder para isso. sacia. mas também um homem ímpio perverso.4 2. 5 Vṛka. estimula-nos. 7. Ó Pūṣan. Esmaga com teu pé e pisoteia o tição do perverso. 175. V. Pūṣan. Não temos censura para Pūṣan. 6. e mesmo entre povos parcialmente civilizados.” Veja Muir. i. Original Sanskrit texts. de acreditar que eles podem obrigar seus deuses. Que espreita nas imediações do caminho que tomamos. Desse modo. através de insultos. 3. Nós procuramos o Poderoso em busca de riqueza. o varg [ou warg] sueco e norueguês.4. repetida em três versos.5 o lobo mau inauspicioso.55. ou ‘Desse modo.] 9 [Daqui Muir continua: ‘que nenhum novo incômodo (obstrua o nosso) caminho’. Pūṣan. Deus nascido da nuvem.16.] 4 . no entanto. Muir não a repete da mesma forma nos três versos. – Muir. (do pecado. O Comentador indiano. 6 [‘4. Senhor de toda prosperidade. nesse lugar ele a lê desse modo: ‘obtém força para nós aqui’. Pisa com teus pés sobre a arma ardente daquele patife enganador.] 8 [Essa última frase. – Muir. Leva-nos para prados ricos em grama. Sábio Pūṣan. lança – Muir. atribui outro sentido à frase em 6." – Muir. se isso não for realizado.

e nossas vacas. muito generoso. nossos homens. não nos prejudiquem: cuida de nós. Rudra significa ‘aquele que faz chorar. que é de uso corrente. Quando nós podemos repetir um hino muito agradável para o sábio. nossas ovelhas. nosso povo. 2 É dito que Aditi aqui significa a terra que. Que Aditi6 possa conceder a graça de Rudra ao nosso povo.157 Hino 43. excelentemente sábio. como abhilāṣa. O que vamos cantar para Rudra. no salão de sacrifício. Benfey explica a passagem por ‘impecabilidade’ e Ludwig a considera como uma divindade masculina significando o próprio Rudra. 1.5 Índice ◄►Hino 44 (Wilson) ____________________ Hino 43. o deus é Rudra. possam nos mostrar (benevolência). Varga 26. o mais generoso. 6 Sāyaṇa diz que Aditi aqui significa a terra. ele aparece como um deus beneficente.4 5. Que será mais apreciado pelo seu coração? 2. Pelo qual a terra possa (ser induzida a) conceder as dádivas de Rudra2 para o nosso gado. Nós pedimos a felicidade de Śanyu3 de Rudra. nossos carneiros. que Rudra possam se lembrar de nós. presidindo especialmente as plantas medicinais. o protetor dos sacrifícios. . o encorajador de hinos. e Varuṇa. 6. nossas vacas Nosso gado e nossos descendentes. Rudra (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é o mesmo. exceto na forma composta. nossas mulheres. deseja-se. 3 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. nossas águas. para seu crescimento. quando. ao contrário. e moras em uma residência excelente. para confirmar tal identificação. ou presidido por. é medicamento relacionado com. que satisfaz como ouro. possuidor de medicamentos que concedem deleite. e é consequentemente traduzida dessa forma por Wilson. Que os adversários de Soma. Ou ela pode significar ‘surgidos da água’. e os últimos três versos. todos os vegetais dependendo da água. Que Mitra e que Varuṇa. Que concede felicidade obtida facilmente para nossos corcéis. a métrica do último verso é Anuṣṭubh. 1 a terceira es trofe é endereçada a Mitra e Varuṇa. o poderoso Rudra. 8. 9. Que é brilhante como Sūrya. estando satisfeitos. na dianteira deles. 4. tem consideração por teus súditos. tu os observa (empenhados em) te enfeitar. e muito alimento gerador de força. sendo confundida com Soma. de acordo com o comentador. Soma. 4 Jalāṣabheṣajam. e lāṣa. Rudra. que nossos inimigos. há alguma confusão de objetos aqui. aquele que tem medicamentos que conferem deleite. identificando-o desse modo com o princípio destrutivo. o provedor de habitações. e todos os deuses. que faz todos chorarem no fim dos tempos’. ou Śiva. Pelo qual Mitra. Soma. no hino. a lua. com alimento (abundante). 5 Aparentemente. Mas não há nada. uma palavra incomum. Rudra (Griffith) 1. e nossa progênie. 1 Segundo o comentador. a Soma. 3. forte. o melhor dos deuses. 7. nada mais é contado sobre ele. nascido. Indra. que és imortal. de ja. do resto. 3. que é (estimado) em nossos corações? 2. Soma. felicidade. pode agir de modo que Rudriya possa ser obtido. e Rudra. O significado de Rudriya. também. concede-nos prosperidade mais do que (suficiente para) cem homens. libação. Gāyatrī. Varga 27.

Rudra (Müller) MAṆḌALA I. ó Indu. ‘o que faz chover’. 6. ADHYĀYA 3. O grande renome dos chefes poderosos. 4. ‘Gota’. De modo que Mitra. 1. O que nós poderíamos dizer para Rudra.8 Indu. o sábio. Aquele que brilha como o sol brilhante. Filhos de ti Imortal. AṢṬAKA I. 11 Ludwig considera Aditi aqui como um nome de Rudra. bem-estar aos nossos carneiros e ovelhas. o senhor dos sacrifícios de animais. o melhor entre os Deuses. um nome da Lua como concessora de chuva. a felicidade de uma centena de homens. em seu cume. Para Rudra o Senhor do sacrifício. que Rudra nos ouçam. e para a vaca! 7. no lugar onde o sacrifício é devidamente realizado. de hinos e remédios balsâmicos. todos os deuses reunidos. o senhor das canções. e como o ouro. Provavelmente o povo das colinas que interfere com a colheita da planta Soma a qual deve ser buscada lá. Ó Soma. 9 Literalmente. ó Soma. Nós imploramos a Rudra.158 Sim. Ele brilha em esplendor como o Sol. 7. e todos os Maruts unidos. Todos os seres que são teus. O excelente. 8. 9. que é o melhor Vasu entre os deuses. para os homens. no lugar mais alto da lei. e de Soma que é identificado com ela. 6. para as mulheres. Que ele conceda saúde7 aos nossos cavalos. não deixes que aqueles que perseguem e prejudicam nos derrubem. nem aqueles que perturbam Soma. 8. Aos homens. em seu centro. Soma! reconhece esses como teus servidores. Índice ◄►Hino 64 (Müller) ____________________ 7 Aqui Rudra aparece como Paśupati. Ó Soma. as vacas. Que malignidades não nos impeçam. 4. ó Soma. e às vacas. às mulheres. cuida deles. Dá-nos. lembra-te daqueles que te honram. De modo que Aditi11 possa trazer a cura de Rudra para o gado. 10 Isto é.10 Índice ◄►Hino 44 (Griffith) ____________________ Hino 43. ama a esses. 5. e sua proteção. grande glória de forte virilidade. ‘O verso inteiro é difícil. por saúde. riqueza. Nós oramos por alegria e saúde e força. nos ajuda com recompensa! 9. o mais generoso. HINO 43. o possuidor de medicamentos curativos. 5. Senhor e guardião do gado. refulgente como ouro brilhante ele é. que Varuṇa. o imortal. bem-estar para o carneiro e a ovelha.9 dá-nos uma porção de força. Soma! chefe. para os homens. Que ele traga saúde para o nosso cavalo. que fosse muito bem-vindo ao seu coração – 2. o mais poderoso. designa para nós a glória de uma centena de homens. possivelmente uma adição posterior’. da mesma raiz que Indra. e os amigos. no lugar mais alto da santa lei. 3. Max Müller. ponto central. 8 . VARGA 26-7.

para o doador (da oblação). Objeto de ritos sagrados. o concessor de residências. o melhor e mais jovem (dos deuses). que és chamado por muitos. de acordo com o comentador. Isto é. Nós escolhemos. Agni. sacrifício. como o Purohita. mas os dois primeiros versos são endereçados. 4 Purohita. que és chamado universalmente. o invocador. como os vagalhões ressonantes do oceano. o mensageiro (dos deuses). o veículo de sacrifícios. o derramador de luz. 13. Uṣas.3 e Agni. Agni. Agni. que ele vá (para trazer) as outras divindades. concede a nós alimento abundante e revigorante. nos versos ímpares. Que Mitra e Aryaman. é o Ṛṣi. que és imortal. os deuses. Agni. acendem aquele que sopra as oferendas queimadas. com ouvidos aguçados. o filho de Kaṇva. Savitṛ. e conhecedor de todas as coisas geradas. Resplandecente Agni. Associado com Uṣas e os Aśvins. nos pares. que pode também significar o sacerdote familiar. o onisciente. Varga 28. Eu louvo Agni ao romper do dia. hoje. 2. 9. Os Kaṇvas. sentem-se no sacrifício. eu louvarei a ti. sobre a grama sagrada. 11. Agni. a partir da alvorada. Tu. o destruidor (de inimigos). bom. então tuas chamas rugem. apreciador de amigos.4 Varga 30. 12. Sūkta I) Praskaṇva. 4. tu és o associado do homem colocado no leste (do altar). os deuses. como Manus colocou a ti. faze homenagem ao homem divino. e cumpres a missão para os deuses. Agni. e adhvara. em um sacrifício. o transportador de oblações. Jovem Agni. o hóspede (do homem). o sacrificador.1 7. com uma habitação excelente. os Aśvins.2 (traze para cá. o amado de muitos. traze para cá rapidamente os deuses sapientes. Agni. que despertam com a manhã. és o mensageiro aceito dos deuses. que é amigável para o homem que oferece (oblações). 10. a métrica é Bṛhatī. visível para todos. imortal. o de bandeira de fumaça. e (outros) deuses que se movem cedo. portador de oblações. Agni é o deus. Varga 29. 5. ao Ṛṣi do hino. que és livre de morte. Satobṛhatī. 1 2 . Nós te colocamos. o preservador. Todas as pessoas acendem a ti.159 Hino 44. compreende (os nossos desejos) e. tu estás presente. Bhaga. traze. muito sábio. digno de adoração. 1. sustentador imortal do universo. Agni. 3 Bhaga é um dos Ādityas. que conhece todos os que são nascidos. aos Aśvins e Uṣas (a alvorada). cujas chamas deleitam. Pois tu. riqueza de muitos tipos. o sacrificador. Agni. (por nós). hoje. também. Quando. para beber o suco Soma. tu tens resplandecido depois de muitas alvoradas precedentes. de su. 8. traze para cá. 3. e o mensageiro (dos deuses). o sacerdote ministrante. o protetor do culto do adorador ao romper do dia. o mensageiro. Svadhvara. ao fogo Āhavanīya. o invocado universalmente. com todos os deuses acompanhantes portadores de oblações. tu és o protetor (das pessoas) nas aldeias. em nome do adorador. e que contemplam o sol. és o protetor dos sacrifícios das pessoas. que és o instrumento do sacrifício. 6. Traze para cá. Agni (Wilson) (Anuvāka 9. permitindo que Praskaṇva viva uma vida prolongada. equivalente. derramando libações.) na alvorada seguinte à noite. Praskaṇva. ouve-me. e és louvado. hoje. que despertam ao amanhecer.

7 O homem representante e pai da raça humana e o primeiro instituidor de cerimônias religiosas. Possuidor de riquezas. 11. sábio excelente.5 tu presente fulgurante de muitos tons da Alvorada. bebam o suco Soma. que têm línguas de fogo. a ele. e são encorajadores de sacrifício. Como Manu. 2. digno de alimento sagrado. 3. realizador do rito. Hábil em ritos auspiciosos. te acendem como possuidor de tudo e como Sacerdote. rugem alto. Bhaga. que veem a luz. Que os munificentes Maruts. Sacerdote ministrante. ao romper do dia a glória dos ritos sacrificais. Aryaman. eterno mantenedor do mundo. ó Deus mais jovem. os Kaṇvas acendem a ti. o Deus que sopra oblação. Agni. amado por muitos. ó Agni. o Amigo do homem. com toda a tua comitiva de Deuses acompanhantes. E. hoje para aquele que dá oblações traze os deuses que despertam com o amanhecer. 2. Pois os homens. 9. Conhecedor de todos os seres criados. Agni. homenageia a Hoste Celestial. eu glorificarei. Agni. Pois. o significado do qual é explicado de cinco modos: 1. Ao amanhecer do dia. Conhecido pelos seres criados. Então Agni. 4. à noite. ó rico em luz. 5. carregador de oferendas. tu fazes a missão deles como seu amigo mais próximo. o melhor em sacrifício. nesse dia para beberem o suco Soma. a palavra significando ou aquele rio (o Indus) em especial. Tu resplandeces. hóspede ricamente adorado. 8 Ou do Sindhu. . os excelentemente sábios. A ele o mais nobre e o mais jovem. 6 A deusa Uṣas. Possuidor de todas as criaturas. preservador. o próprio Agni.9 dirigindo-se cedo ao nosso rito. ou qualquer rio ou reunião de águas em geral. Traze os deuses que acordam ao alvorecer. muito invocado. após alvoradas anteriores. o auriga do sacrifício. com Soma derramado. Agni Jātavedas. 6. implícito. Imortal Jātavedas. 13. os Aśvins. Possuidor de sabedoria. ouçam nosso louvor. 7. e com Uṣas. 10. de bandeira de fumaça. 5. a Manhã personificada. como as ondas do rio8 que ressoam ao longe. Imortal. que tens ouvidos para ouvir. Espalhador de luz. tuas chamas. Que Mitra. o veloz mensageiro imortal. como o Sacerdote Supremo dos Deuses. precioso para os homens que oferecem presentes. que Varuṇa realizador de ritos. o excelente a quem muitos amam. ó Agni. 9 E Varuṇa. com os Aśvins. Quando.7 nós te estabeleceremos. traze para cá com toda a velocidade os Deuses. Dize coisas boas para teu adorador. 5 Jātavedas é um epíteto comum de Agni. Invocador. de língua de mel. sentem-se sobre a erva sagrada. Concordante com os Aśvins e com a Alvorada6 concede-nos força heroica e fama grandiosa. Ouve. Agni (Griffith) 1. visível para todos. tão abundantemente adorado. Agni. 8. 12. concedendo a Praskaṇva dias de vida prolongados. Uṣas e Savitar.160 14. Senhor do sacrifício e mensageiro dos homens tu és. 4. Pois tu és portador de oferenda e mensageiro amado. 3. eu peço ao amanhecer que ele traga os deuses para nós. Tu és nosso auxílio na luta em batalha. Agni. o grande sacerdote supremo no sacrifício. A ti. Índice ◄►Hino 45 (Wilson) ____________________ Hino 44. Como mensageiro nós escolhemos hoje Agni. Agni. então.

cuja bandeira é a fumaça. ao romper da aurora traze riqueza esplêndida. ao amanhecer (do dia). 3. ó carregador do alimento sacrifical.12 11.11 é luz. o portador do alimento sacrifical. Tu és o guardião das aldeias. de língua de mel. Agni. inflamam a ti. o Vasu. os deuses providentes: 8. tendo espremido Soma. Savitṛ. ó Agni. Eu te louvarei. Agni. conduze para cá rapidamente. 10 Que consomem o sacrifício por meio das chamas de língua de fogo de Agni. VARGA 28–30. ó Deus santo.10 ouçam o nosso louvor. que doam generosamente. AṢṬAKA I. Nós escolhemos hoje como o nosso mensageiro Agni. 6. o Hotṛ possuidor de tudo. Imortal. Unido com os dois Aśvins e com a Alvorada nos concede abundância de heróis valentes. o melhor. bem-vindo para pessoas piedosas. e grande glória. os dois Aśvins. imortal Jātavedas. ó Agni. ó alimento no qual tudo vive. 1. Bhaga. 12. portanto. tu pertences aos homens nos sacrifícios. o auriga do culto. então as chamas de Agni brilham como as ondas estrondosas do Sindhu. Os Kaṇvas.] 12 O professor Max Müller traduz: 'Tu és o guardião das aldeias. Prolongando a vida de Praskaṇva. ó Deus. o melhor sacrificador. de aspecto semelhante ao sol. o protetor imortal. Quando tu. tu és o sacerdote-chefe humano nos sacrifícios’. Agni. 11 .. o Purohita. eles que vêm para a cerimônia no início da manhã. o Purohita dos deuses. que és grande como Mitra. és o senhor do culto. visível para todos. o sábio sacerdote. para que eles possam beber Soma. (e traze para cá) hoje os deuses que despertam com o amanhecer. ó Deus mais jovem. ouve-me. os Maruts de língua de fogo. o mantenedor da Lei. Sê de fala gentil para aquele que louva a ti. a Alvorada. 13. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. o Hotṛ. o portador de alimento sacrifical. ó melhor realizador de adoração. bebam o suco Soma. 9. 7. [Aqui o tradutor omite a palavra. cuja . com os dois Aśvins e Uṣas. Que Mitra e Aryaman sentem-se na grama sacrifical. o sacerdote-chefe. o melhor recebedor de oferendas. para que ele possa ir até os deuses. para que ele possa chegar à velhice. o mensageiro dos clãs. o melhor recebedor de oferendas. o mensageiro imortal veloz. (no final) da noite. Ó Agni. 2. para ser o realizador do sacrifício. Pois tu és o mensageiro aceito. 5. com teus ouvidos atentos. ADHYĀYA 3. ao amanhecer do dia. partes em tua missão como mensageiro no meio deles. o embelezador de sacrifícios. o amado de muitos. HINO 44. Como tu. faze uma homenagem para a hoste dos deuses. Agni. Índice ◄►Hino 45 (Griffith) ____________________ Hino 44. Os clãs acendem a ti. Que aqueles que fortalecem a Lei. 4. Agni. Agni muito invocado. 10. traze para cá hoje os deuses que despertam com a aurora. Eu glorifico ao amanhecer do dia Agni Jātavedas.161 14. vamos te colocar (no altar) como Manus fez. juntamente com os deuses conduzidos (em seus carros) que te acompanham. Que Varuṇa. o convidado mais vigoroso. observando em nota que significado dela é incerto. para o adorador.. rico em esplendor! tu brilhaste após as alvoradas anteriores.

ou (outro) ser deificado. com resplandecência pura. sob a autoridade do Nirukta III. 18. 17. – outro homem. com libações derramadas de suco Soma. não por libações de Soma. concessor de recompensas. o filho do Manu Svāyambhuva. bebam-no. os filhos dos homens chamam a ti. que és amado por muitos. de Aṅgiras. os Ādityas. que. realizador de atos solenes. de onze Prayājas. Adora. traze para cá as trinta e três divindades. mas. 6. ouçam o meu louvor. 2. segundo o comentador. e a outra. Deuses generosos. todos. de trinta e três divindades cada. a métrica é Anuṣṭubh. este é o suco Soma. Os realizadores de grandes cerimônias. onze Anuyājas. aquele suco que é espremido no dia anterior. de Ṛṣis. exceto na última estrofe e na metade da anterior. Os sábios têm te colocado. para compartilhar do (alimento sacrifical). que devem ser propiciados por oblações de manteiga clarificada. os Rudras. de Somapās. quando eles celebram a oblação da parte do indivíduo que a oferece. que são chamados. um homem nascido de Manu.3 4. como o pai de Ilā. sacrificando bem.1 2. brilhante. evidentemente. que incluem algum ser deificado. 1. de acordo com o Aitareya Brāhmaṇa. Jana. Senhor dos corcéis vermelhos. ou qualquer outro ser (vivo) surgido de Manu. Agni. de língua de fogo. Janaṃ manujātaṃ. com invocações conjuntas. Agni. 5. Agni. 10. 2 Nós tivemos esses citados em uma ocasião anterior (Hino 34. uma composta daqueles especificados antes. 4 Tiro ahnyam é dito ser o nome do suco Soma preparado dessa maneira. o sacerdote ministrante. têm invocado. também. de Atri. e borrifando água. os aumentadores. nota 13). ou bebedores do suco Soma.162 14. e onze Upayājas. têm convocado a ti. o doador de vasta riqueza. Invocado por oblações. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te chamam em busca de proteção. há duas classes. dador de recompensas. oblíquo ou indireto.2 3. como tu ouviste aquelas de Priyamedha. de Ṛta. para levar a oblação (para os deuses). pouco mais que personificações de sacrifícios. De fato. doador de alimento abundante. (o mesmo que Āprīs. de uma forma ou natureza divina. mantenedor de residências. como o invocador. cujas leis são firmes. Varga 32. o que ouve rapidamente. 1 . em (seus) sacrifícios. Que os Maruts. 8. aqui significa um ser divino em conexão com os deuses enumerados. adora os Vasus. nesse nosso rito. beba o Soma. 3 O comentador. sobre a grama sagrada. é o Manu do Veda. de Virūpa. Atri e Aṅgiras são sempre enumerados entre os Prajāpatis. o ser deificado presente. Os sacerdotes (sábios). Priyamedha pode ser o mesmo que Priyavrata. hoje. propiciado por nossos louvores. coloca aqui. Agni. – de tiras. Eles são. para beber o suco Soma. vasto e brilhante Agni. os oferecedores de sacrifícios aceitáveis. para (a proteção deles). chama esses. Hino 13). conhecedor de todos os que nascem. Agni. ouve a invocação de Praskaṇva. Que Varuṇa. de cabelo brilhante. Gerado da força. eles que dão chuva. os deuses perspicazes são concessores de recompensas para o oferecedor (de oblações). Agni. o amplamente renomado.4 Varga 31. pois ele foi espremido ontem. devatārūpa. e oferecido no seguinte. unido com os dois Aśvins e com a Alvorada! Índice ◄►Hino 45 (Oldenberg) ____________________ Hino 45. Agni (Wilson) (Sūkta II) O deus e Ṛṣi são os mesmos. em meio às solenidades. 9. os deuses que se movem de manhã. e nós temos um Virūpa entre os primeiros descendentes do Manu Vaivasvata. diurno. 7. e ahnyam.

cujos cavalos são chamas de fogo. A ti. Agni. quando eles trazem a oferenda sagrada. Os cantores com Soma espremido te fizeram. Manu aparece aqui como o Prajāpati. para ser o portador de suas oferendas.6: ‘torna-te Manu. os deuses que compreendem dão ouvidos ao adorador. VARGA 31–32. 9. ó senhor dos cavalos vermelhos. procria as hostes divinas’. 10 Em relação aos deuses aqui considerados como descendentes de Manu. tu de fama muito extraordinária. 3. a hoste celestial. em suas casas Os homens chamam a ti cujo cabelo é chama. Deuses generosos. ouve ao chamado de Praskaṇva. para beber o suco Soma. 10. 7 Agni. à hoste (divina) que recebe bons sacrifícios. ó Agni.7 que amas música. invocado com o óleo sagrado. 1. Os cantores têm estabelecido em seus ritos como o Arauto e Sacerdote Ministrante. bebam esse que foi espremido antes de ontem. ó Jātavedas. ó Agni. Grande luz para o adorador mortal. Como Priyamedha antigamente foi ouvido.8 coloca aqui hoje sobre a grama sagrada os Deuses Que vêm de manhã cedo. grande em ato. rápido para ouvir. à descendência de Manu10 que asperge Ghṛta. Ouve. AṢṬAKA I. 2. Esses elogios.11 assim ouve a invocação de Praskaṇva. Como tu tens ouvido Priyamedha e Atri. ADHYĀYA 3.9 Índice ◄►Hino 46 (Griffith) ____________________ Hino 45. aos Vasus. 5 Três classes de deuses que compõem quase todo o número dos trinta e três deuses citados na próxima estrofe.6 que conhecem ritos auspiciosos. 5. Virūpa. Aqui está o Soma. os trinta e três. Agni. HINO 45. generoso. Os deuses sábios. como tu ouviste Virūpa e Aṅgiras. Atri. os Rudras. Ó Agni. te apressar para o banquete. traze aqueles Trinta e Três Deuses. amado por muitos. a hoste do céu. Os filhos de Priyamedha peritos em louvor sublime pediram ajuda A Agni que com chama fulgurante é o Soberano de todos os ritos sagrados. ó Agni. compare especialmente 10. Agni (Griffith) 1. tu. 8. 2. 7. o mais amplamente famoso. tu que amas nossos louvores. ó senhor de leis respeitadas. Filho da Força.5 todos os Que surgem de Manu. Senhor dos Corcéis Vermelhos. Sacrifica aqui. 4. 6 . pelos quais os filhos de Kaṇva te chamam em seu auxílio. Agni. 3. Ó Jātavedas.53. Traze com invocações conjuntas. Bom. Adora os Vasus. e aos Ādityas. 8 Feito ou gerado por fricção forte. 9 Preparado dois dias antes para que o suco pudesse fermentar antes de ser usado. Aṅgiras. aos Rudras. Agni! aqui. o melhor para encontrar riqueza. ‘aceso através de agitação a uma chama’.163 Índice ◄►Hino 46 (Wilson) ____________________ Hino 45. estão prontos para ouvir os adoradores: traze-os para cá. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que derramam suas bênçãos. o progenitor dos Deuses assim como dos homens. os Ādityas. 6. doador generoso de recompensas.

1. Bebam (o Soma). as pessoas nos clãs chamam a ti. Sacrifica. 9. o de cabelos radiantes. Ó Agni. 5. ó Agni. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te invocam para sua proteção. para beber o Soma. querido por muitos. Os sacerdotes têm te estabelecido. trazendo grande luz e alimento sacrifical. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. cuja glória é a mais brilhante. 12 Mahikeravah. com ouvidos atentos. Ó tu. o mais amplamente estendido. 10. Ó Mahikerus. ó Agni. faze os deuses que vêm de manhã. Veja 1. em nome do adorador mortal.6. e traze a hoste divina. o ministrante. bom (Agni). Aṅgiras já foi mencionado. Agni com seu esplendor brilhante. ó Vasu.164 4. o maior adquirente de riqueza. pode ser um adjetivo pertencente a Priyamedhāh. para transportar o alimento sacrifical. bom (Agni). a hoste divina. Índice ◄►Hino 58 (Oldenberg) ____________________ Priyamedha. 8. 7. ó Agni. ‘louvar’: ‘os Priyamedhas com hinos poderosos’. O sábio que espremeu Soma te fez te apressar para cá para o banquete (que é oferecido aos deuses). que eu traduzi como um nome próprio. com invocações conjuntas. Atri e Virūpa são Ṛṣis famosos. os videntes de muitos hinos do Ṛgveda. Esse é o Soma. que foi mantido durante a noite. 6. como seu Hotṛ. ó deuses que dão chuva.12 os Priyamedhas têm invocado para a sua proteção o senhor do culto. 11 . no esforço pelo dia. sentar-se aqui hoje em nossa grama sacrifical. Ó feito da força. Possivelmente ele é derivado da raiz kar.

de aparência agradável. Varga 34. Nāsatyas. 3. Causadores de felicidade. (puxada) por seus corcéis. 9. concedam-nos aquele alimento revigorante que nos satisfaça. acima no céu glorioso. por meio da sua proteção irrepreensível. que vocês dois bebam (a libação) e nos concedam felicidade. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. os Aśvins são o mesmo que o sol e a lua. para beber do suco Soma. Aśvins circundantes. (em recompensa de) atos virtuosos. mais vasto que o céu. são nascidos do oceano. como o comentador afirma. coabitantes com seu adorador. nasceram do oceano. causa de residência no lugar dos rios. Seu navio. 4. sua carruagem (espera na terra). como com Manus. Que Uṣas siga o brilho da sua aproximação. compartilhem do suco Soma entusiasmante. aceitando os nossos louvores. A amada Uṣas. consequentemente.165 Hino 46. seus louvores são proclamados (por nós). a métrica é Gāyatrī. o que anima suas mentes. como um navio. nutre (os deuses) com a nossa oblação. até agora não vista. Kaṇvas. e que vocês fiquem satisfeitos com as oblações oferecidas à noite. 1. eu louvo grandemente a vocês. o esplendor do corpo luminoso se tornou visível. na opinião de alguns. (o evaporador) das águas. o que nutre. os deuses são os Aśvins. Que são divinos. Literalmente. Kaṇvas. Varga 33. 2. seu carro. 5. ela corre: ‘Raios do céu. Aśvins. . Índice ◄►Hino 47 (Wilson) ____________________ 1 Sindhumātarā. Varga 35. guias. Houve luz para iluminar o alvorecer. O adorador reconhece toda bênção que ele recebe dos Aśvins. o sol (surgiu) como ouro. 12. atrelem. Aśvins. saciados com o gozo do suco Soma. como antes. 8. Aśvins. tendo dissipado a escuridão (da escassez). Aśvins. e (aceitem) a nossa adoração. Venham. 13. seria impossível extrair algum significado de tal passagem. filhos do oceano. 11. 3 Essa estrofe inteira é muito elíptica e obscura. dissipa a escuridão do céu. (Aśvins). as gotas (do suco Soma) são espremidas para o seu culto. O comentador explica que a escuridão significa aquela da pobreza. (perguntem isso aos Aśvins): (Como) os raios (do sol procedem) do céu? (Como) o amanhecer (surge) na região das águas? Onde vocês desejam manifestar seus próprios corpos?3 10. 15. 6. o protetor e observador do rito (solene). e.1 dispostos dispensadores de prosperidade. e. 2 O original tem apenas ‘dissipem a escuridão’. e concessores de residências. Sem alguma adição desse tipo.2 7. Visto que sua carruagem segue. para na costa. o sol. venham para cá. 14. para nos levar sobre um oceano de preces. o fogo brilhou com chamas escurecidas. onde vocês desejam colocar forma própria?’ Sāyaṇa a preenche. É dito que o sol e a lua. Um caminho apropriado foi feito para o sol ir além do limite (da noite).

e dos Aśvins. Que salvam quando o Soma os alegra. e ele é chamado muitas vezes de Senhor e Guardião da casa ou família. A luz veio para iluminar o ramo. e o caminho através do céu é feito visível pelo fogo sacrifical ou pela luz do dia. 10 O ramo é provavelmente o fogo sacrifical. 13. 4 . [Muir diz que nesse verso ela é chamada de ‘a amada do Céu’ (priyā Divaḥ). 3. O epíteto ‘escuro’ pode se referir ao obscurecimento do fogo pela luz do sol ou pela fumaça. parece forçada e não natural.1).] 5 Prole do oceano celestial. Filhos do Oceano.2. Compare: ‘Os outros fogos são de fato teus ramos’ (1.10 o Sol apareceu como se fosse ouro: E com sua língua iluminou o escuro.7 8. querida Filha do Céu. diz Sāyaṇa. com luz contínua.12 venham. Venham para o Soma e ao nosso louvor. 12 Vivasvān: o ‘Brilhante’. junto com esse hino. 6 Evidentemente Agni e não o Sol. Ele. Vocês já têm o barco de nossas canções para levá-los pelo céu.6 Senhor da Casa. 9 As gotas. e o céu e o lugar dos rios parecem aqui ser paralelismos. o suco Soma foi preparado para uma libação para vocês. um nome do céu da manhã personificado. O ar ou atmosfera é o oceano entre o céu e a terra. a Alvorada segue o brilho do seu caminho: Aprovem com raios os nossos ritos solenes.166 Hino 46. Bebam das nossas libações. ou libação de Soma. a atmosfera. Altamente. Levem em consideração os nossos hinos. Ele é considerado o pai de Yama. personificada como uma Deusa.5 poderosos para salvar descobridores de riquezas. na margem do oceano sua carruagem espera Gotas. Kaṇvas. 11 O sacrifício é o caminho que leva os Deuses do céu à terra. 4. Aśvins (Griffith) 1. Entrem no navio desses nossos hinos para trazê-los para a margem de cá Ó Aśvins. 190. A conexão de Agni com a água é aludida frequentemente. Nos leve através da escuridão. Ó residentes com Vivasvān. e a terra é a margem de cá. Uṣas ou Aurora. ó Par Aśvin. O vasto navio8 do céu é seu. A paráfrase de Sāyaṇa. 9. ó Dois Aśvins. a riqueza está no lugar das águas. 6. O cantor do louvor deles espera qualquer graça que os Aśvins concedam. como para Manu antigamente. Chefes! com oblações os alimenta totalmente. Veja 10. e agora a sua carruagem chegou à terra e ao lugar onde. um veículo na forma de um barco. Nāsatyas. eu exalto o seu louvor. O caminho do sacrifício foi feito para viajar para o objetivo mais distante: O caminho do céu se manifestou. Seus corcéis gigantes se apressam pela região toda em chamas. 2. 7. e a riqueza ou tesouro. 8 Aritram. ó Deuses com pensamento profundo que descobrem riqueza.59. 7 O poeta parece convidar os Aśvins a atrelarem sua carruagem para parte da jornada e para irem encontrar esse hino que os levará como em um navio pelo céu. com o hino. V. Quando seu carro voa com cavalos alados.17. Original Sanskrit Texts. Agora a Manhã4 resplandece com sua primeira luz. o vigilante. 11. Ó Aśvins circundantes. concedam proteção. ambos os pares de expressões significando a mesma coisa. 14. Aśvins. a qual Wilson seguiu. Concedam a nós.11 12. uma força que. pensando em nossas palavras: Bebam corajosamente do suco Soma. auspiciosos. 5. atrelem o carro. 15. estão preparadas. pág. É dito que a oblação já chegou ao céu onde os Aśvins a receberão. as gotas estão no céu. generoso. Onde vocês manifestarão sua forma?9 10. amante do oceano. nota 307. Manu.

Guias (dos homens). Nós temos dois príncipes de nome Sudāsa nos Purāṇas. Nāsatyas. encorajadores de sacrifício. hoje. vocês residam longe. encorajadores de sacrifícios. os chamam. Índice ◄►Hino 48 (Wilson) ____________________ 1 Com um carro com três postes. apreciadores de atos virtuosos. Belos Aśvins. 9. fartura para Sudās. com seu carro de três colunas. pág. o filho de Divodāsa (Idem. 3 Literalmente: de pele de sol. Aśvins (Wilson) (Quarto Adhyāya. Aśvins oniscientes. 8.1 Os Kaṇvas repetem seu louvor no sacrifício. Sūkta IV) O Ṛṣi é Praskaṇva. 4. ou perto. . Vocês nunca beberam o suco Soma na residência preferida dos Kaṇvas? Varga 1. pelos três mundos’.2 assim tragam para nós as riquezas que muitos cobiçam. Aśvins.3 na qual vocês sempre têm levado riqueza para o doador (da oferenda). do dador da oferenda. é a explicação que nós tivemos antes. orvalhem o sacrifício com o suco doce. ou semelhante a ele em brilho. sem obstrução. encorajadores de sacrifício. como vocês trouxeram. para a nossa proteção. os deuses são os Aśvins. Bṛhatī. esse suco Soma muitíssimo doce está preparado para vocês. colocados na grama sagrada empilhada três vezes. pág. Bebam-no de expressão de ontem. 3.167 Com auxílios que ninguém possa interromper. 1. Venham. nos protejam. o filho de Pijavana. Ouçam com benevolência a invocação deles. na lunar. para estarem presentes. com hinos cantados e recitados. Satobṛhatī. Nāsatyas. Que seus corcéis. com os raios do sol. a graça do sacrifício. 10. 5. com libações derramadas. e concedam riquezas para o doador. 299 [da versão em português]. vocês que têm aspectos agradáveis. Aśvins. Com auxílios desejados. ou do firmamento ou do céu além. Índice ◄►Hino 47 (Griffith) ____________________ Hino 47. Varga 2. isto é. 348). concedendo alimento ao doador virtuoso e generoso (da oferenda). Os ilustres Kaṇvas. com sua carruagem vestida de sol. e são portadores de riquezas. para beber o doce suco Soma. Nós chamamos. dos pares. bebam esse suco Soma muitíssimo doce. sentem-se na grama sagrada. para estarem presentes em nosso rito. e apresentaria os termos desse modo: ‘tendo três ligamentos ondulantes de madeira. Aśvins. 2. um na linha solar (Viṣṇu Purāṇa. O comentador propõe aqui uma interpretação um pouco diferente. envolvida ou coberta pelo sol. como aqueles com os quais vocês protegeram Kaṇva. Venham. e o outro. e triangular. portadores de riquezas. 7. os muito afluentes Aśvins. os tragam. aproximemse. 6. triangular. em seu carro bem construído. a métrica dos versos ímpares. bebam o suco Soma. e passando. em seu carro. 2 Sudās é chamado de um Rājā. venham até nós. Continuação do Anuvāka 9.

Aśvins oniscientes. Bebam esse espremido ontem e deem riqueza a quem o oferece.3. trazidos em seu carro que roda ligeiramente. os mais ricos. com aquelas ajudas com as quais vocês protegeram Kaṇva cuidadosamente. sobre a grama sagrada. Nāsatyas. possam nos socorrer. de acordo com Sāyaṇa. 7 Ukthébhiḥ. sentem-se. ó Senhores do Esplendor. ó de atos prodigiosos. Veja 1. ornamentos de sacrifício. 4. que seus corcéis. vocês que fortalecem a Lei. trazido em seu carro cheio de tesouros. ouçam benevolentemente o seu chamado.36. Venham. 5 . Ó Aśvins.3. 3. 6 A tribo ou família que recebeu o nome do chefe assim chamado. enquanto a canção Stoma (stotram).5 se vocês estão longe ou perto de Turvaśa. bebam esse suco Soma doce. Mantenham-nos. vocês deram a Sudās4 alimento abundante. Com elogios7 e cânticos de louvor nós os chamamos até nós. Ó Poderosos. em seu carro enfeitado com um dossel brilhante como o sol. para vocês que fortalecem a Lei esse mais doce Soma foi derramado.6 venham até nós. Os filhos de Kaṇva. esforçando-se em direção ao céu. então agora nos concedam a riqueza que muitos anseiam. para beber o agradável suco de Soma. Pois vocês sempre têm bebido o suco Soma na casa bemamada dos Kaṇvas. 7. ó reforçadores da santa lei.5-25. respondendo. ó Aśvins. os tragam para as nossas libações aqui. onde vocês sempre trazem riquezas para o adorador. 2. Venham. Índice ◄►Hino 48 (Griffith) ____________________ 4 Veja 7. Trazidos em seu carro cheio de riquezas venham hoje até aquele que oferece. ó Aśvins. 8. na grama empilhada três vezes borrifem com o suco doce o sacrifício. bebam o suco Soma. ao que no Brāhmaṇa é chamado de Śastram (a ser recitado pelo Hotar). para vocês no sacrifício os Kaṇvas enviam a oração. Então. 10. venham junto com os raios de sol. Chefes. seja do céu ou do mar. os chamam com doses de suco Soma derramadas. é cantada pelos sacerdotes Sāma. de bela forma. 5. sobre seu carro triplo de três assentos. para que eles. Aśvins.18. Aśvins (Griffith) 1. Ó Aśvins. Veja 1.18. ó Nāsatyas.168 Hino 47. mencionado frequentemente no Ṛgveda. 9. Concedendo alimento a ele que age e oferece corretamente. Aśvins. 6.

o comentador preenche. e manda clientes (para seus patronos). Uṣas. 7. 3 e. 4 Talvez. repletas de vacas. tu (radiante) com luz pura. quando tu chegas os homens sábios dirigem suas mentes para atos de caridade. Varga 3. levando todas (as criaturas) transientes à decadência. todos. agradáveis. a afluente filha do céu afugenta os malevolentes. que ela seja visível. amanhece sobre nós com abundância (de gado). desse modo. todos os dias. Que aquela Uṣas. concessoras de todo tipo de fartura. 1. 9. Repletas de cavalos. Uṣas. ou Aurora. 12. nos conceda riquezas desejáveis. e ela acorda os pássaros. A divina Uṣas residiu (no céu.169 Hino 48. como aqueles que estão desejosos de riqueza (mandam navios) para o oceano. Todos os seres vivos a adoram. e dispersa os que absorvem (a umidade). solicitadores. aceita os nossos louvores. Uṣas. Essa Uṣas auspiciosa tem atrelado (seus veículos) de longe. como uma mãe de família. portanto. e. 1 (as divindades da manhã) são possuidoras do tanto que é necessário para as habitações (dos homens). . ela ilumina o mundo. possuidora de riqueza extraordinária. Que ela apareça hoje. Visto que. Uṣas. muita felicidade. 5. o comentário completa com ‘mandam navios’. antigamente). portadora de alimento. deusa bondosa. com cem carruagens. 11. nutrindo (a todos). Ela anima os diligentes. Varga 5. diariamente. Uṣas. existe entre a raça humana. e facilmente obteníveis. a alvorada personificada. com ‘as divindades do amanhecer’. Adorável Uṣas. do firmamento. 1 Esses três epítetos estão. a diretora (dos deveres domésticos). 3 Ela solta questionadores. amanhece sobre nós com alimento abundante. e ela vem gloriosamente sobre o homem. 3. a quem os sábios antigos invocavam por proteção e por alimento. vem. Concessora de alimento. a métrica é a mesma que no anterior. trazendo-nos. traze para a cerimônia os piedosos. e dissipando a escuridão. Uṣas. traze. para beberem o suco Soma. te louvam. 14. 13. com teu carro amplo. Uṣas. com esplendor que anima. tendo se levantado de manhã cedo. 10. aceita o alimento (sacrifical) o qual. não conhece atraso. no feminino plural. todos os deuses. Varga 4. como se fossem muitas. acima do nascer do sol. a excitadora de carruagens que são atreladas por causa da chegada dela. manda-nos a afluência da riqueza. 2. portadora do que é bom. 2 O texto é: ‘como aqueles desejosos de riqueza para o oceano’. sem um substantivo.4 8. de muitos tipos. derramadora de orvalhos. tu apareceste. cujos raios brilhantes auspiciosos são visíveis por toda parte. Rosen completa com ‘horas matutinas’. e tu mesma concede a nós alimento excelente e revigorante. 6. difusora de luz. Aurora (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. fala-me palavras gentis. mas o Hino é endereçado a Uṣas. ‘com muitos raios de luz’ é o que é pretendido pelas muitas carruagens da alvorada. Brilha em volta. que. Dos mais sábios desses homens Kaṇva proclama a fama. vem até nós. à tua ascensão as aves que se elevam nos ares não mais suspendem (seu voo).2 4. oferecendo oblação. amanhece sobre nós com riquezas. Difusora de luz. (satisfeita) por nossas oferendas. junto com gado e cavalos. filha do céu. o alento e vida de todas (as criaturas) repousam em ti. (À chegada dela) todo bípede se agita. vão para as casas daqueles que são seus respectivos benfeitores. ouve a nossa invocação. diz Sāyaṇa. pois eles.

gado e alimento. ó Senhora da Luz. Trazida em teu carro sublime. o nosso chamado. Excelente! tu apareces à vista. 8. brilha inimigos e inimizades para longe. força digna de elogio e poder de herói. dirigem seus pensamentos para doações generosas. Generosa. Como uma boa mãe de família Uṣas vem cuidando de tudo atentamente. deusa. manda-nos as riquezas dos grandes. concessoras das bênçãos de toda riqueza. 11. e agora amanhecerá. e. como os buscadores de glória no oceano. dadora de sustento. ó Uṣas. sendo o que és. Índice ◄►Hino 49 (Wilson) ____________________ Hino 48. desperta para mim os sons da alegria. a Filha do Céu. ela agita todas as criaturas que têm pés. hoje. além do nascer do Sol. e com gado abundante. dá-nos. ela não conhece atraso enquanto ela emerge. que leva carros adiante. 7 A aproximação da Aurora coloca carros ou carroças em movimento do mesmo modo como ela faz navios ou barcos que estavam ancorados durante a noite se moverem para o mar aberto. 6 . com toda fama que confunde inimigos.5 concede-nos uma habitação espaçosa e segura. conduzida em cem carruagens ela. quando.170 15. Essa Aurora atrelou seus corcéis à distância. chefe da linhagem de Kaṇva. Ó rica em opulência.7 4.6 trazendo cavalos e vacas. trazendo para nós grande abundância de felicidade excelente. têm frequentemente se apressado para nos iluminar. 16. despertando toda vida. ó Uṣas. após tua manifestação os pássaros que voaram não mais descansam. cada um para a sua atividade. visto que tu. têm fixado seu pensamento nela. 10. avança em seu caminho até os Homens. Excelente. Adorável Uṣas. tu de riqueza maravilhosa. os quais. 9. 7. 6. Aqui Kaṇva. Aurora auspiciosa. e radiante em nossos ritos solenes. 2. Ela envia os ocupados. Filha do Céu. ouve. Brilha sobre nós com tua luz radiante. obtém tu mesma a força que entre os homens é extraordinária. aqueles que como sacerdotes cantam louvores a ti. Porque em ti se encontra o alento e vida de todo ser vivo. amanhece com riquezas. nos concede vacas e cavalos. ela faz a luz. Aurora (Griffith) 1. conforme ela se aproxima. Deusa. a opulenta. Uṣas. Traze. abriste os dois portões do céu com luz. ó Uṣas. 8 Os príncipes são os ricos patrocinadores ou instituidores de sacrifício. todos os deuses. 5. Uṣas. As Auroras dos dias anteriores. 12. Para encontrar seu olhar todas as criaturas vivas se curvam. Elas. a Deusa. com alimento. Traze do firmamento. que arcam com todos os gastos e remuneram os sacerdotes. Ó Uṣas. conforme tu te aproximas. os piedosos para os ritos sagrados. Ó Uṣas. e. ó Uṣas. 3. associa-nos com riqueza grande e multiforme. Senhora da Luz. para que eles possam beber o nosso suco Soma. Uṣas amanheceu. desse modo. Amanhece sobre nós com prosperidade. Amanhece com grande glória. e faz voar as aves do ar. 5 Os pontos leste e oeste do horizonte. canta alto as glórias dos nomes dos heróis – dos príncipes8 que. Filha do Céu.

por caminhos auspiciosos. desde os limites do céu. a revigorante comida copiosa. Poderosa. Uṣas. Poderosa. Que corcéis vermelhos2 te levem para a casa daquele que derrama o suco Soma. surgindo com teus raios de luz. vem. vem. isto é. os veículos da manhã. iluminas o universo brilhante com teus raios. te louvam com seus hinos. como tu com luz abriste hoje as portas gêmeas do céu. 4. Que Uṣas. desejosos de riqueza. belas em forma. Aurora (Griffith) 1. ó Uṣas. os Kaṇvas. Uṣas. 3. O carro no qual tu sobes. 2. vacas púrpuras. O comentador explica aruṇápsavaḥ como as vacas púrpuras. até o devoto oferecedor da libação. e em volta as aves aladas voam em bandos de todos os limites do céu. Uṣas. e as aves aladas voam em bando por toda parte. Aurora (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e divindade são os mesmos. 16. ó Filha do Céu. 3. a riqueza que o trabalho fácil possa obter. filha do céu. Índice ◄►Hino 49 (Griffith) ____________________ Hino 49. Traze-nos a riqueza abundante. Justamente de cima do reino brilhante do céu vem. Uṣas. a força. Índice ◄►Hino 50 (Griffith) ____________________ Conforme o Nighaṇṭu. 1. desejosos de riqueza. como tu és. têm chamado com canções sagradas. o esplendor que subjuga todos. 1 2 . tu rica em despojos e riqueza. na ampla e bela carruagem na qual tu viajas. a quem os Ṛṣis dos tempos antigos invocavam para sua proteção e sua ajuda. que as (vacas) púrpuras1 te levem para a residência do oferecedor do suco Soma. 2. cujos raios auspiciosos são vistos resplandecentes em volta. 15. A ti. iluminas todo o reino radiante. Ó Deusa. os Kaṇvas. tal como tu és. dá-nos alimento com vacas. com generosidade e com luz brilhante. quando teus momentos retornam. assim nos concede uma morada ampla e livre de inimigos. a partir da tua chegada bípedes e quadrúpedes (estão em movimento). nos conceda grandes riquezas. as nuvens vermelho-escuras que acompanham o amanhecer. Uṣas. ó Uṣas leve para se mover – Com ele. enviada de toda forma. Varga 6. de além da brilhante (região do) firmamento. Tu. Uṣas brilhante. por caminhos auspiciosos. Índice ◄►Hino 50 (Wilson) ____________________ Hino 49. os veículos da manhã. 14. dissipando a escuridão. hoje. de forma bela. todos os quadrúpedes e bípedes se agitam. Tu. ajuda os homens de fama nobre hoje. responde com benevolência aos nossos cânticos de louvor. Uṣas. a métrica é Anuṣṭubh. de todas as coisas boas. Uṣas de cor branca.171 13. 4.

de modo que ele pode ser visto por todos (os mundos). 9. de acordo com Sāya ṇa. ó Sol. por icterícia ou em moléstias biliares. e subindo para o mais alto céu.2 tu és visível para todos. cor verde ou amarela. e de modo a ser visto na presença de toda a (região) do céu. até para a lua e os planetas. à noite. erguendo-te hoje. entre os deuses. Tu. ou lepra. Consequentemente. Varga 8. Radiante com luz benevolente. Aquelas constelações são os corpos luminosos daqueles que praticam atos religiosos. 3. 7. os Maruts. Tu te ergues na presença dos Maruts. são refletidos para o interior. a luz excelente. 5. A escuridão. 6. como ladrões. isto é. 2 Sāyaṇa diz que.7 Nakṣatrā. da qual os raios do sol são refletidos. 6 Aqui. Tu atravessas o vasto espaço etéreo. É dito que Sūrya.6 11. o sol. remove a enfermidade do meu coração. na época 1 . são assim designados. que é visto por todos os que desejam a emancipação final. como fogos ardentes. Sūrya (Wilson) (Sūkta VII) Praskaṇva é. louvado com hinos desse modo por Praskaṇva. são vistos na forma de constelações. (À aproximação) do Sol que ilumina tudo. e vem com elas autoatreladas. Com aquela luz com a qual tu. significa o pecado. ou os asterismos lunares.4 tu te ergues na presença da humanidade. um antídoto para veneno.172 Hino 50. o Ṛṣi. e a cor amarela (do meu corpo). as constelações 1 partem. por se dedicarem a deveres religiosos nesse mundo.3 tu brilhas por toda parte no firmamento inteiro. que remove pecados. Esse verso e os dois seguintes constituem um tṛca ou grupo de três versos. 4 O texto tem ‘diante dos homens ou povos dos deuses’. que cura doenças. da qual ele estava sofrendo. O culto especial do sol. se encontram em uma substância aquosa. Śaunaka chama o par de versos de mantra. novamente. chegam a Svarga. teus sete corcéis5 conduzem a ti. identificando o sol com o espírito supremo. Sūrya. dedicado ao sol. tu és a fonte de luz. é dito. nós nos aproximamos do Sol divino. de cabelo brilhante. e contemplando tudo o que tem nascimento. olhas para esse mundo portador de criaturas. com a noite. e o meio de obter felicidade atual e libertação final. isto é. na Anuṣṭubh. nós podemos ter uma alusão a um sol espiritual. com as devidas formalidades. 3 Jyotiṣkṛt. as estrelas em geral. Seus corcéis mantêm no alto o divino Sol onisciente. 8. 7 Hṛdroga pode também significar azia ou indigestão. o deus é Sūrya. na Índia. 202 yojanas na metade de um piscar de olhos. que permite que todos os seres atravessem o oceano da existência. em outro texto vêdico. As primeiras nove estrofes estão na métrica Gāyatrī. aqueles que. Sūrya divino e difusor de luz. é a mudança externa da cor da pele. e a aproximação do sol significa reunião com o espírito supremo. e que torna tudo luminoso por meio da luz da mente. que é o criador da verdade ou luz espiritual. O Sol uniu as sete éguas que puxam sua carruagem com segurança. Os sete cavalos são os dias da semana: os sete raios podem expressar o mesmo. medindo dias e noites. ou as formas visíveis das pessoas virtuosas depois da morte. 10. ultrapassaste a todos em velocidade. Seus raios iluminadores observam os homens em sucessão. harimānam. de modo semelhante como os raios do sol. 2. o que purifica e defende do mal. de acordo com diferentes textos. 1. em teu carro. o sol se move 2. a repetição dos quais. caindo sobre um espelho colocado na entrada de um aposento. Sāya ṇa também explica a passagem inteira metafisicamente. e dão luz a ele. são considerados como as residências dos deuses. que. 4. as últimas quatro. os quais. o curou de uma enfermidade cutânea. é dito. dando luz para todas as coisas. pois eles. Varga 7. 5 Os quais podem também significar os sete raios. ainda. Observando a luz surgindo acima da escuridão. é considerada como curativa de doenças. de acordo com o Smṛti.

ó Sūrya. ele segue adiante. em seu interessante Mémoire sur l’Inde. Contemplando a luz mais elevada acima da escuridão nós nos aproximamos De Sūrya. para os estorninhos. 9. são chamados de filhas da carruagem. Atravessando o céu e o extenso ar. o Deus que conhece tudo o que vive. 2. . têm brilhado de longe através das muitas casas dos homens”. 10. – Hymns from the Rigveda. como Sāyaṇa ressalta. destruindo o meu adversário. junto com seus raios de luz. Vamos transferir a cor amarela (do meu corpo) para os papagaios. Tu vais até as hostes de deuses. de modo que eles possam ver a luz celestial’. Deus entre os Deuses. 5. 12. e aplicada a Sūrya. 8 Assim o comentador interpreta o hāridrava do texto. ou para a (árvore) Haritāla. originando-se com as noções primitivas dos atributos de Sūrya. Sūrya remove a doença do meu coração.173 12. tira de mim essa minha cor amarela. pois eu sou incapaz de resistir ao meu inimigo. como ladrões. as filhas do carro. Sāyaṇa a explica como ‘aquele que afasta o mal’.15 das primeiras incursões dos muçulmanos. de um caráter antigo. Sua própria equipe estimada. As constelações vão embora. usada aqui como uma designação (aquele que envolve). vendo todas as coisas que têm nascimento.9 Índice ◄►Hino 51 (Wilson) ____________________ Hino 50. um pó vegetal amarelo. 4. Diante do Sol que tudo vê.] 11 [A última frase por Macdonell: ‘para todos. 11. criador da luz.12 Sobre a atarefada raça de homens. 8. Sete Cavalos Baios13 atrelados ao teu carro te conduzem.8 13. de lepra. Sūrya. o filho de Kṛṣṇa. 7. ó tu que enxergas longe. ó rico em amigos. Rápido e todo belo és tu. de data antiga.] 12 Varuṇa: a palavra é. hāridrava. com o cabelo radiante. 9 O inimigo aqui indicado é a enfermidade ou doença. 10 [Essa primeira frase Macdonell lê: “Seus feixes de luz. Reinaud. é narrado integramente pelo Sr. Mas não existe uma árvore assim chamada. Deus. Seus raios brilhantes o mantêm no alto. de modo que todos possam olhar para ele. Seus raios precursores são vistos de longe refulgentes sobre o mundo dos homens.11 6. Sol. Sūrya. haritāladruma. sem dúvida. Sūrya atrelou as Sete puras brilhantes.] 14 Os sete cavalos que puxam seu carro. subindo ao céu mais elevado.10 Como chamas de fogo que queimam e resplandecem. como intimamente conectados com ela. Com aquele mesmo olho teu com o qual tu olhas o brilhante Varuṇa. aqui aludidos. Para papagaios e estorninhos vamos dar o meu tom amarelado. tu medes nossos dias com teus raios. 3. que atribuía àquele corpo luminoso a cura de Sāmba. Surgindo nesse dia. Sūrya (Griffith) 1. Ou vamos transferir essa minha amarelidão para as árvores Haritāla. com todo (o seu) poder. Iluminando todo o reino radiante. Aqui toda a luz para ser contemplada. tu vens até aqui para a humanidade. seus raios. a luz que é a mais excelente. e os quais. 13 [Éguas baias – Macdonell. Esse Āditya ergueu-se. e era então. Haritāla mais comumente significa pigmento amarelo. O hino é.14 com essas. O número sete faz referência aos sete dias da semana. do começo ao fim.

por causa da noção fantasiosa de que a doença era curada por olhar para o icterus. A amarelidão mencionada nesse verso é provavelmente a cor da pele na icterícia. . entre os romanos.N. Índice ◄►Hino 51 (Griffith) ____________________ 15 [Veja a nota 8. as pessoas com icterícia eram chamadas de ‘icterici’.174 13. xxx. Dando o meu inimigo na minha mão.). não me deixes ser vítima do meu inimigo. Para papagaios e estorninhos: similarmente. de acordo com Plínio (H. Dizia-se que o pássaro morria em lugar do paciente. Com todo o seu vigor conquistador esse Āditya ergueu-se no alto.] A palavra hāridrava é explicada no Petersburg Lexicon como certa ave amarela. II. uma das muitas variedades dos estornídeos ou família dos estorninhos.

tu destruíste as cidades de Pipru. um inimigo. como um nome de Indra. portanto ele era chamado de Ahi. Ṛjiśvan. com alimento. 8 Vimada é chamado.11 benigno para os homens. o Hino é endereçado a Indra. o resto. Animem. e iluminando o firmamento. 9 Parvate dānumad vasu. visto que ele era o mesmo que tudo isso. o que humilha seus inimigos. ele alude. o deus se tornou filho dele. e. no comentário. – ladrões ou bárbaros. por causa do gozo de prosperidade. como alguém que faz uma injúria. um Dāvana. ou ele pode ser um epíteto de vasu. referindo-se a uma lenda na qual é narrado que Indra chegou. um Asura. o matador. e por eles palavras encorajadoras foram proferidas. alguém que descende de Danu. 1.7 tu tens concedido riqueza. o ato foi realizado por causa das preces. por teus estratagemas. 6 O termo é gotra. explicado como uma nuvem. para Vimada. na montanha. quando todos os deuses o tinham abandonado.175 Hino 51. o tesouro do malévolo. para o benefício da humanidade. – yantras. Em todo caso. 2 Tyaṃ meṣaṃ. desde tempos remotos tu nasceste para a destruição dos opressores. ‘Na montanha’ significa a residência de Indra. 6. na Jagatī. 10 Vṛtra. significa. em defesa de Atithigva. Gotrabhid. explicado como hantṛ. Bhagavan. que atormenta seus adversários por cem portas. sobre o grande Arbuda. tu destruíste Śambara. tendo realizado culto. fizeram as oblações às suas próprias bocas. Adorem o poderoso e sábio Indra. dasyuhatyeshu. 1 . 11 De acordo com os Kaushítakís. ofereceram oblações para eles mesmos. na forma de um carneiro. A partir de um texto citado do Yajur-Veda. é um dos doze Ādityas. 8 tu estás manejando teu raio em defesa de um adorador envolvido em combate. tu pisaste. quando houve uma disputa entre os deuses e os Asuras.5 3. o realizador de cem atos religiosos. com o raio. como os raios de luz. 3 É dito que os Ṛbhus aqui significam os Maruts. de um adorador a quem eles oprimiam. sob o nome de Savya. que é Ahi. em batalhas que mataram os Dasyus. hostil ou maligno. em lutas fatais com Śuṣṇa. 4 Indra.12 Varga 10.13 É dito que Aṅgiras. 5 Eles exclamaram: ‘Golpeia. com teus pés. 5. 4. e bebeu o suco Soma. de movimento gracioso. tu mostraste o caminho para Atri. e defendeste bem Ṛjiśvan. sê valente’. fama. à recuperação das vacas roubadas por Paṇi. os Asuras.4 imbuído de vigor. Tu abriste o receptáculo das águas. por isso. que é alegrado por hinos. tu retiveste. os dois últimos versos estão na métrica Triṣṭubh. Tu defendeste Kutsa. cujos bons atos se espalharam. 7 Por vários meios ou artifícios. de dānu. isto é. conhecimento. que é adorado por muitos. Varga 9.2 (Indra). alimento e prosperidade. nas (pelejas) destruidoras de ladrões. os últimos disseram arrogantemente: ‘Não vamos oferecer sacrifício para ninguém’. Sūkta I) O Ṛṣi é Savya. ou sóis. como aplicado ao gado. Ahi parece ser a personificação de todos os benefícios deriváveis de sacrifício.10 tu tornaste o sol visível no céu. como Śakra. 1 o filho de Aṅgiras. aquele carneiro. 9 quando tu tinhas matado Vṛtra. o destruidor. dar. riqueza ‘adequado para generosidade’. 12 Pipru é chamado de Asura. de Maharṣi. para obter um filho que se parecesse com Indra. desprezando Agni. quebrador de montanha. por quem Indra foi ajudado e encorajado. Tu abriste a nuvem6 para os Aṅgirasas. Indra. Ou meṣa pode ser traduzido como ‘vitorioso sobre inimigos’. e é um oceano de riqueza. em linguagem comum. Tu. 2. ou para o benefício. a um sacrifício solenizado por Medhātithi. Dānumat é explicado variadamente. e os Vajasaneyis relatam que. com louvores. é dito. Os protetores e amparadores Ṛbhus. ou. humilhaste os enganadores que ofereciam oblações às suas próprias bocas. ou um rebanho de gado.3 se apressaram para a presença de Indra. dos descendentes de Aṅgiras. Indra (Wilson) (Anuvāka 10.

12. Indra. 8. enquanto os Dasyus são aqueles que não observam cerimônias religiosas. posteriormente. em uma torrente. como o nome de um Ṛṣi. provavelmente. 15 O texto aqui é obscuro: ‘Vamra destruiu as coleções’. 13. significando filho ou descendente de Śaryāti. e um sacrifício solene foi celebrado na ocasião. que era o quarto filho do Manu Vaivasvata. 11. Cyavana se apropriou da parte da oblação destinada aos Aśvins. uma nova oferenda foi preparada. mas não aparece se ele é o mesmo que o Divodāsa dos Purāṇas.176 7. (nos sacrifícios) de outros. é sabido. enquanto louvando-o. como tu és satisfeito por meio dos sucos Soma vertidos.16 Está satisfeito com elas. por sua intensidade. a jovem Vṛcayā17 para o idoso Kakṣīvat. – esperando tais doações do instituidor da cerimônia. o encorajador do sacrificador. e se espalhando pelo céu. no qual Indra e os Aśvins estavam presentes. todo o vigor está totalmente concentrado. e como afirmado pelo comentador. Se Uśanas aguçasse o teu vigor por meio do dele. carruagens. Assim como tu te deleitaste no que foi preparado (no sacrifício de) Śāryāta. e punindo aqueles que se afastam do culto dele. Ela é detalhada no Bhāgavata e Padma Purāṇas. e riqueza. o céu e a terra. pelo que Indra ficou furioso. em sua aflição. O comentador cita essa história do Kauṣītaki Brāhmaṇa. ele sobe (em seu carro). Amigo do homem. 20 Ou isso pode ser traduzido como ‘que está desejoso de possuir’. humilhando os que negligenciam atos sagrados. te levem. para levar embora a pilha de oferendas acumuladas. Indra. está presente. 15 10. que um Ṛṣi chamado Vamra tirou vantagem da ausência de Indra de um sacrifício. e. Tu subiste em tua carruagem prontamente. que os corcéis atrelados pela vontade. ele extrai as águas. com Svadhā. em favor daqueles que os cumprem. então teu poder apavoraria. Diferencia entre os Árias e aqueles que são Dasyus. idoso ou adolescente. para apaziguá-lo. e são hostis àqueles que as fazem. sê tu. a tua vontade se deleita em beber o suco Soma. O Aitareya Brāhmaṇa o chama de príncipe da linhagem de Manu. para (compartilhar do) alimento sacrifical. com a velocidade da mente. Eu estou desejoso de louvar todas as tuas façanhas. em favor daqueles que estão presentes (com seu louvor). sendo. e a esposa de Himavat. o dador de riquezas. ainda não subjugadas pelos seguidores dos Vedas. e tem subjugado as extensas cidades de Śuṣṇa. O Ṛṣi Cyavana se casou com a filha dele. O comentador diz. o rei das montanhas. Indra tem sido recorrido. como se depreende a partir desse e do verso seguinte. por nós. são aqueles que praticam ritos religiosos.14 reprimindo aqueles que não realizam ritos religiosos. 13 . 9. 16 Śāryāta era um Rājarṣi – de acordo com o comentador – da linhagem de Bhṛgu. Em ti. louvando-te. Tu deste. 19 É dito que os Pajras são os mesmos que os Aṅgirasas. Nenhuma notícia sobre ela é encontrada em outros lugares. obriga-os a se submeterem ao realizador de sacrifícios. 14. Louvor pelos Pajras19 é (tão estável) quanto a ombreira de uma porta. que és poderoso. Tu. Indra. a filha de Vṛṣaṇaśva. em cerimônias que te deem satisfação. foste Menā. Quando Indra está satisfeito com hinos aceitáveis. Sukratu. Vamra. 14 Os Árias. Indra permanece. que é possuidor20 de cavalos. e a ser chamado também de Divodāsa. Śuṣṇa. feroz. a filha de Vṛṣaṇaśva. gado. repleto (de energia). Corta toda a bravura do inimigo. Kutsa nós tivemos antes. e de ter. da (nuvem) passageira. 18 O Brāhmaṇa é citado para uma história singular de o próprio Indra ter se tornado Menā. para que ele possa ajudar os virtuosos. Śambara e Arbuda são designados como Asuras. O termo é um patronímico. puxado por corcéis que corcoveiam mais e mais obliquamente. a tribo respeitável ou civilizada. que o raio está depositado em tuas mãos. e oferecendo libações. os Āryas. se apaixonado por ela. Desse modo tu obténs fama imperecível no céu. a medula ou essência da terra. para beber as libações. levou consigo os (materiais de sacrifício) acumulados. as tribos incivilizadas da Índia. A Menā dos Purāṇas é uma das filhas dos Pitṛs. Indra. Varga 11. 17 É dito que Vṛcayā foi dada para Kakṣīvat na cerimônia de Rājasūrya.18 Todas essas tuas proezas devem ser recitadas em teu culto. É dito que Atithigva significa o hospitaleiro.

aparentemente uma antiga expressão proverbial aplicada àqueles que em vez de sacrificarem para os Deuses colocavam a oblação planejada em suas próprias bocas. tu na montanha apreendeste o tesouro26 rico em dádivas. mostrando a ele cem modos de escapar. ou qualquer outro idioma moderno. 30 Śuṣṇa. o possuidor de energia verdadeira. fazendo teu raio dançar na luta do sacrificador. o tesouro é a chuva fertilizante. e residamos em uma (habitação) próspera. cercado em volta por força. Indra. para Atithigva deste Śambara como uma presa. Indra. Tu abriste as prisões das águas.28 Tu. enquanto nos tempos antigos aquele estado de excitação era celebrado como uma bênção dos deuses. ‘Aqui novamente’. ou [veja a nota 2]. 3. Indra.22 e sobre Śatakratu veio o grito alegrador que o incitou adiante para a vitória. pois nós não temos uma palavra poética para expressar um estado elevado de excitação mental produzido por beber o suco intoxicante da Soma e outras plantas. Cujos atos benevolentes para os homens se espalharam amplamente como os céus: cantem louvores a ele o sábio. nesse conflito. ‘a dificuldade em representar o pensamento vêdico em inglês. Vimada também era um Ṛṣi dos tempos antigos. 4. mais ainda. como não indigno dos próprios deuses. com poderes celestiais aqueles que te invocavam de brincadeira. 6. se torna evidente. 28 Literalmente. por muitos heróis. ergueste o Sol no céu27 para todos verem. Veja 1. demoliste as fortalezas de Pipru. Indra (Griffith) 1. tu desde os tempos antigos nasceste para matar os Dasyus. Que nós sejamos auxiliados. 27 De acordo com Sāyaṇa.30 21 Aquele carneiro famoso. Como auxiliares os hábeis Ṛbhus ansiavam por Indra forte para salvar. Aqui a referência é a um carneiro de combate. é a personificação do calor excessivo antes das chuvas. O alemão rausch é o mais próximo do sânscrito mada. 5. ou alegria selvagem. (concedida) por ti. tu. Tu salvaste Kutsa quando Śuṣṇa foi derrotado. de coração de herói. as fortalezas dele são as nuvens que retêm a chuva. o mais generoso para o nosso bem. digno de cânticos de louvor. Alegrem com canções aquele Carneiro21 que muitos homens invocam.24 e abriste um caminho para Atri25 por cem portas. Essa adoração é oferecida ao derramador de chuva. 24 Uma antiga família sacerdotal. 25 Um Ṛṣi geralmente enumerado com os Aṅgirases entre os Prajāpatis ou progenitores dos homens.177 15. que enche o ar. te chamavam ou te ofereciam acima ou por sobre o ombro. 2. 26 A montanha é a nuvem. 22 . o auto-resplandecente. Śambara e Arbuda são demônios similares da atmosfera.2. ‘o Secador’. 29 Pipru é um dos demônios do ar. deleite. livraste o Sol que tinha sido escondido por Vṛtra. o mar de riqueza. Veja 1.29 e ajudaste Ṛjiśvan quando os Dasyus foram mortos. Com poder extraordinário tu sopraste para longe os demônios feiticeiros. como um estado no qual o guerreiro e o poeta fariam suas melhores realizações. Tu descobriste o estábulo das vacas23 para os Aṅgirases.1. o qual não tem algo oprobrioso misturado com ele. Indra o libertou do cativeiro. um demônio da seca. entusiasmo. o poderoso. 23 A nuvem escura que mantém as águas aprisionadas. apressando-se em êxtase. Quando tu tinhas matado com poder o dragão Vṛtra.6. Indra. Até o poderoso Arbuda tu esmagaste.’ Nessa versão mada tem geralmente sido traduzida como êxtase. Para Vimada tu tens concedido alimento e riqueza. Índice ◄►Hino 52 (Wilson) ____________________ Hino 51. Quando alegrados pelas doses de Soma. diz o professor Max Müller.10.

O Forte disparou seu raio com a torrente rápida de chuva. 35 Bebeu o Soma estimulante. filha de Vrsanśva.12 é dito que ele deu para Indra o seu raio: ‘O raio que Kāvya Uśanā te deu antigamente’. o adorador fiel. Quando Indra se regozijou35 com Kāvya Uśanā. Conhecido é o raio que se encontra em teus braços: arranca com ele toda a bravura viril do nosso inimigo. Diferencia bem Árias31 e Dasyus. também. quando tu estás satisfeito com homens cujo Soma flui. a princípio. O poder que Uśanā produziu para ti com poder parte ambos os mundos em pedaços em sua grandeza e com força. firme como um batente. destruindo por meio dos Fortes aqueles que não têm força. Para ele. sob o teu cuidado. [Veja a nota 15. os cavalos de Vāta. 32 Isto é. e ele partiu em pedaços as fortalezas bem construídas de Śuṣṇa. 38 Um Ṛṣi. Para o idoso Kakṣīvān. 15. o povo que fala a linguagem do Veda. Indra entrega os sem lei para o homem piedoso. o sacerdote que cortou e espalhou a erva sagrada para os Deuses. fiéis a Indra e aos Deuses.33 10. carros.121. e os últimos são os maus e ímpios.37 13. hábil em canção. ‘o poder’ significa o raio que conquista.34 Ó de alma de herói. O amparo do homem bom em sua necessidade é Indra.39 ó Indra. Todo o poder e força estão reunidos estritamente em ti. Vamra quando glorificou destruiu as pilhas reunidas do ainda crescente que podia alcançar o céu. aparece no Veda como o amigo especial de Indra. Tu sobes no teu carro em meio a fortes goles de Soma: Śāryāta te trouxe aquelas36 nas quais tu tens prazer. os primeiros são os povos verdadeiros e leais. atrelados pelo pensamento. 33 A segunda metade da estrofe é ininteligível. ó Indra. Tu. todas essas tuas façanhas devem ser contadas em festas Soma.] 34 O Ṛṣi Uśanā. amante de riquezas. tu deste a jovem Vṛcayā. 36 Doses de suco Soma. 37 Isto é. Indra. o Doador. .38 espremedor de Soma. 12. 11. ele monta seus corcéis que guinam cada vez mais largamente. teu espírito generoso se alegra em beber suco Soma.178 7. tu te ergues à glória incontestável no céu. embora em outros lugares a fabricação dele seja atribuída a Tvaṣṭar. o filho de Uśij. Indra é o único Senhor da riqueza. têm te levado à fama enquanto tu estás cheio de poder. neste combate. e os Dasyus são os povos originais e hostis da Índia. com os príncipes. 39 O hino parece ter sido endereçado a Indra por auxílio em uma batalha vindoura.18. 8. verdadeiramente grande e forte. o auto-resplandecente. 9. punindo os bárbaros os entrega para aquele cuja grama está espalhada. Índice ◄►Hino 52 (Griffith) ____________________ 31 Os Āryas são. quanto tu estás alegre com o Soma oferecido por teus adoradores tu realizas as tuas façanhas mais gloriosas. todos esses teus atos são o meu deleite em festivais.32 Sê o forte incentivador do sacrificador. Que nós e todos os heróis. o Poderoso. vacas e cavalos. Em 1. foste Menā. também chamado de Kāvya ou filho de Kavi. estejamos. 14. louvado entre os Pajras. Mais tarde. muito sábio. esse louvor é proferido. Veja 1. Aqui.1.

. ou defesas. e da antiga tradição persa. junto com sacerdotes eruditos. com mente dirigida à adoração religiosa. uma cobertura circular. em uma ocasião subsequente. e os Asuras empilharam coberturas sobre a entrada dele. o precederam. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. do resto. como autoridade para o último nome. ao considerar tritaḥ como um nome próprio. então. em um sentido muito diferente daquele que ele deu. após o que. aparece em outra parte. lutando contra o retentor da chuva. ele imagina que ele seja o original do Thraetona. na água. O professor Lassen parece disposto a adotar essa identificação. 388). O Dr. Diz-se que os escravos de Dīrghatamas. v. enchem o oceano. que está expandido do começo ao fim do orvalhoso (firmamento). se apressando até ele. mas isso não aparece na narrativa.2 1 Veja a nota 2 do hino 51. caiu nele. O Sr. Indra. pela graça deles. o mais generoso Indra. diz que Agni jogou as cinzas das oferendas queimadas na água. o sábio recitou. Em retribuição. a quem cem adoradores ao mesmo tempo são assíduos em louvar. Dvita e Trita. um nome que ocorre em um texto do Ṛc. VIII. chegaram a um poço. na situação da morte de Vṛtra. primeiro. colocadas sobre o altar. pelo Dr.II. Quando Indra. – em direção ao sacrifício. peito e braços. Eu imploro a Indra. vol. – a ele eu invoco. na Nīti-mañjarī. tornaram-se insubordinados. o deixaram no poço. como os rios da mesma natureza. a fonte da felicidade. Langlois está mais correto. fazendo a frase: ‘como através das coberturas triplas’. e então infligiu lesões semelhantes em si mesmo. e confirmada por outras passagens do texto. a fim de remover ou esfregar os resíduos de uma oblação de manteiga clarificada. e. o hino no qual o 2 . Trita. cresceu em vigor. que. que são desimpedidos. do que ele morreu. Ekata. de onde ele foi libertado pelas mesmas divindades. (hino 105. Additions. estavam viajando em um deserto. rompeu as defesas de Bala. de onde surgiram sucessivamente Ekata.1 que faz o céu conhecido. que é vitorioso sobre seus inimigos. e a própria estrofe citada. para impedir sua saída. feriu-o na cabeça. no entanto. mas ele as atravessou com facilidade. vol. . Dvita e Trita foram três homens produzidos em água. estimulado pelo alimento sacrifical. mas com sua precisão habitual. com muitas orações. de onde ele foi salvo pelos Aśvins. Nessa aflição. sendo afligidos pela sede. Tritaḥ pode significar triplo ou tríplice. para subir no carro. A identidade de Trita e Traitana. dotado de mil meios de proteger (seus devotos). Traitana. – Zeitschrift der D. Ekata. Colebrooke citou essa história brevemente. seguindo os Taittirīyas. Ele. ainda não foi estabelecida. p. p. ele rezou para todos os deuses libertarem-no. a lenda pode dever sua origem. um dos heróis do Shāh-nāma. do qual o mais novo. eles o jogaram no poço. eram. e. que se deleita no alimento sacrifical. portanto chamados de Āptyas. convertendo o último em uma deificação. Morgenländischen Gesellschaft. 2. Roth. e. Jagatī. como uma montanha. tendo coberto o topo com uma roda de carroça. Varga 12. quando ele estava velho e cego. como fez Trita. jogando-o no fogo. Paridhi. ou filhos da água. animados (por libações). O Sr. É a essa proeza que o fato de Indra romper as defesas do Asura Bala é comparado. em louvor dos Aśvins. ido tirar água de um poço. Roth pensa que Trita é o mesmo que Traitana. 216. acompanharam. aquele Indra a quem os Maruts. tinha matado Vṛtra que obstruía os rios. É dito que três irmãos. em meio às torrentes. para se apropriarem da propriedade dele. tirou água e a deu para seus irmãos. como rios se precipitam em declives. 3. as libações borrifadas sobre a grama sagrada reabastecem. um dos escravos. e. ele efetuou sua fuga. os secadores de umidade. Aquele Indra a quem. Seus aliados. . e de formas não distorcidas. significa uma circunferência. como também pela versão da história encontrada na Nīti-mañjarī. como um corcel veloz. – o qual acelera. por Agni. o termo do texto. como auxiliares. Dvita e Trita. A história é narrada de um modo um pouco diferente na Nīti-mañjarī. e estava derramando as águas. em seu relato do Ṛgveda (Asiatic Researches.Indische Alterthumskunde. O comentador. que é alegrado pelo suco Soma. Depois desses acontecimentos. e. às três folhas da qual. Adorem bem aquele carneiro.179 Hino 52. A lenda é contada pelo comentador. para a minha proteção. 5. é explicada. ele permaneceu firme. e tentaram destruí-lo. ou tampa. 1. a forma Zend de Feridún. a métrica do décimo terceiro e décimo quinto versos é Triṣṭubh. a função propriamente dita da erva sagrada. no céu. através das coberturas (do poço). 9). pois ele é o concessor de alimento abundante: 4. Trita tendo.

pode haver pouca relação entre Trita e Traitana. com teus corcéis. tendo obstruído as águas. (libertaste) as águas. Journal Asiatique. também. veja. Indra. Indra. Tu és o modelo da terra estendida. Maghavan. tu és o símbolo do vigor. em um verso do Ṛc. (1. cortou a cabeça de Vṛtra. teu raio de ferro. tu moldaste a terra para a nossa preservação. 6. O céu forte foi lacerado pelo medo. contra o retentor das chuvas. concessor de força. Segundo o Aitareya Brāhmaṇa. nesse (combate). no Glossário da edição de Benfey do Sāma-Veda.6 Índice ◄►Hino 53 (Wilson) ____________________ verso ocorre: “Não deixem as águas maternas me engolirem. (guardiões) do céu. 7. Uma alusão ao Sāma. além do limite do firmamento vastamente estendido. e ascendente para o céu. 13. Burnouf. Indra de mente firme. de si mesmo. de acordo com o comentador. tua bravura foi renomada. e teu raio. tua bravura seria igualmente renomada. repousava na região acima do firmamento.) em tua força. de magnitude similar e igual poder inconcebível. tanto quanto os céus. quando tu. encontrou admissão como um numeral. com entusiasmo despertado. Quando.4 tu és o senhor do vasto (Svarga) frequentado por deuses. 5 Senhor ou protetor da grande (região) na qual se encontram os agradáveis deuses. em sua energia. a face do amplamente estendido Vṛtra. a palavra Trita. chegam a ti como regatos (fluem para) um lago. quando tu atingiste a face de Vṛtra com teu (raio) angular e fatal. realizador de atos sagrados. foste inspirado por (beber) o (suco Soma) derramado. Se essa interpretação estiver correta. Os hinos. Por medo (de Vṛtra. e fizeste o sol visível no céu. e entre o último e Feridún. nos Livros Zend. aparentemente. de Indra tem oito ângulos. os atos de heroísmo realizados por teu poder se espalhariam amplamente. Todos os deuses. . eles. do Sr.5). Mesmo que. quando guerreando. ou raio. tua fama se espalhou longe. tu tinhas atingido. também como um nome próprio. 3 O texto tem somente Bṛhat. de quem as águas do céu não alcançaram o limite. com teu raio.180 Varga 13. – tu. 15. com tua magnitude tu enches todo o firmamento: em verdade.5 De fato. pelo menos com relação a esse hino. a contramedida da terra. 11. 12. Varga 14. o comentador acrescenta Sāma. 14. (seguro. essa terra tivesse dez vezes (sua extensão). Abril de 1845. seu peito e ombros”. não há nenhum outro como tu. Indra. desejoso de ir até o homem. 4 Bhuvaḥ pratimānaṃ. Indra. de quem o céu e a terra não atingiram a amplitude. que. Tu. pegaste. com os céus. mataste Vṛtra. isto é. sozinho. Veja os ‘Études sur les Textes Zends’. lâminas. tu abarcas o firmamento e o céu. Do mesmo modo como o escravo Traitana feriu sua cabeça. Indra. nessa batalha. visto que os escravos atacaram este (velho homem) decrépito. (seus adversários não têm igualado a destreza). o vajra. ou. e os homens se multiplicassem todos os dias. tu. que te glorificam. os adoradores) recitaram o hino adequado do Bṛhat (Sāma). e vivificadores da humanidade. 10. ao clamor daquele Ahi. talvez. de quem. indicaria a anterioridade do primeiro. Indra. no entanto. 9. em tuas mãos. o obstrutor do céu e da terra. fizeste tudo mais (que não tu mesmo) dependente (de ti).158. e.3 autoiluminador. te imitaram em júbilo. assim ele a atingiu. O primeiro termo. igualmente. permanecendo. Os Maruts te adoraram. Tvaṣṭṛ aumentou teu vigor apropriado: ele afiou teu raio com força avassaladora. 8. 6 O texto tem somente ‘com o matador (ou arma) que tem ângulos’. e. no que os aliados dele (os Maruts). incentivaram Indra (a destruí-lo). combatentes pelos homens. ainda.

assim como Tṛta13 fendeu as cercas de Vala. com atividade qualificada. 9 ‘O retentor entre os retentores’ é provavelmente o conquistador que detém os demônios que obstruem a chuva. está estendido como uma cobertura. 5. Veja 1. 12 Seus aliados constantes. em teu próprio poder inerente. 11 de caráter nobre.9 estendido sobre a nuvem carregada. 13 [Veja mais a respeito de Tṛta no artigo de] Macdonell no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland (1893). 10. tu lançaste teu trovão sobre as mandíbulas de Vṛtra difícil de ser contido. irremovível. Com medo eles14 elevaram o hino sublime auto-resplandecente. Quando Indra. cortou com força a cabeça de Vṛtra. 4. Indra. o obstrutor da chuva se encontrava na mais baixa profundidade do ar. ó Indra. na alegria selvagem do Soma. o partiu completamente. seus ajudantes12 aceleraram como correntes velozes descendo uma ladeira. quando em alegria selvagem ele lutou com aquele que parou a chuva. invencíveis.10 radicado na luz. seria famoso: ele se tornou vasto como o céu em majestade e poder. quando Indra. Indra. cresceu em força imensa. 11 Os estimulantes goles de suco. mil vezes protetor. os Maruts. sobre o limite desse ar e do céu. Esplendor te cercou. eficaz e que dá louvor. tinhas derrotado Vṛtra. Porque ele retém até os retentores. X. e os homens que moram nela se multiplicassem dia a dia.181 Hino 52. eu chamo. fortalecido em êxtase pelos sábios. lutando pelo bem dos homens. Ó Indra. seus próprios assistentes. Indra. Maghavan. que leva para o céu. os Maruts. 7. – o Carro o qual como um corcel forte se apressa ao chamado. 9. poderosos. se regozijaram na luz. tu cujo poder está ligado com teus Cavalos Baios. enchem totalmente como o mar. matando Vṛtra o retentor da torrente delas. por ajuda. 10 Ūdhan. A quem aqueles que fluem no céu. fizeste a terra para ser o exemplo da tua força: abarcando mar e luz tu chegaste ao céu. e forjou teu raio de poder irresistível. forçou as nuvens. como Deus do firmamento. Tvaṣṭar deu ainda mais força para a tua força própria. Os hinos que te engrandecem. Eu glorifico aquele Carneiro7 que descobre a luz do céu. armado com o trovão. se essa terra se estendesse adiante dez vezes. pois ele se satisfaz com o suco. 11.1. sobre as quais Indra. Assim como uma montanha de base firme. 8 . Tu. – ao lado daquele Indra quando ele derrotou Vṛtra ficaram seus ajudantes. ele. tu seguravas em teus braços o raio de metal. Indra com pensamento. cujos cem de caráter nobre8 partem com ele. Veja o verso 4. Quando os ajudantes de Indra. pelo rugido do Dragão cambaleou para trás em terror quando. 12. de coração valente. Art. Com hinos que eu mova para cá Indra para me ajudar. 6. de forma reta. sobre a grama sagrada. Então o próprio Céu. chegam a ti assim como os córregos de água fluem para baixo e enchem o lago. quando. 2. Quando. 14 Os adoradores de Indra com medo de Vṛtra. tua força guerreira resplandeceu. se regozijando nos goles de suco Soma. 8. fiéis à humanidade. fazendo torrentes fluírem em direção ao homem. teu raio. 7 Aquele guerreiro famoso. ainda aqui o teu poder conquistador.51. ousado por causa dos goles de Soma. 3. Em direção a ele. o tirano da terra e do céu. o úbere (do céu) significa as nuvens dadoras de chuva. o poderoso. e puseste no céu o Sol para todos verem. Indra (Griffith) 1. o doador mais generoso.

e em ti todos os Deuses se alegraram. cujos limites as águas do ar15 nunca alcançaram. atingiste a face de Vṛtra. em verdade não há outro como tu. – não. 14. o Mestre do céu sublime com todos os seus heróis poderosos. Índice ◄►Hino 53 (Griffith) ____________________ 15 16 O oceano aéreo. com tua arma pontiaguda. Tu és a contrapartida da terra. o firmamento. tu encheste toda a região com a tua grandeza: sim. Os Maruts cantaram teu louvor nesse combate. 15. e ninguém mais. Dito de Indra. . Indra. Nós esperaríamos ‘tu lutas’. o teu raio mortal. mas essa e similares mudanças súbitas de pessoas são comuns no Veda. fizeste todas as coisas na devida ordem. quando em alegria ele luta16 contra o retentor da chuva: tu. Quando tu. Cuja amplitude o céu e a terra não atingiram.182 13.

1. és o dador de cavalos. quanto tu. que nós nos tornemos possuidores de riqueza e de alimento. ele não aparece como um rei. Tu. renomado Indra. Aqueles que eram teus aliados (os Maruts. na residência do adorador. tu és um amigo para os nossos amigos.2 9. a fonte de destreza. com teu auxílio. 2. Tu. Tu. embora jovem.1 8. e brilhantes por toda parte. subjugando nosso adversário. e de cavalos. 3 10. nós permanecemos. Os dois primeiros são os nomes de Asuras. Louvor mal expressado não é apreciado entre os munificentes. de gado. A lenda não é purânica. pela tua graça divina. A esse Indra nós louvamos. não desapontes a expectativa do adorador que confia em ti. 11. no Brāhmaṇa. é Āyu. e Ṛjiśvan era um Rājā. que nós prosperemos. tu demoliste as cem cidades de Vaṅgṛida. (o ser) de muitas eras.) te trouxeram alegria. 3 Aqui. afasta a pobreza com gado e cavalos. os vinte reis de homens. vitorioso (sobre teus inimigos). com teu poder. e livrados de inimigos por Indra. não impedido por inimigos. Indra. (satisfeito) por nossas libações. de longe. por essas libações. protegeste Suśravas. 4. derrotaste. e os sessenta mil e noventa e nove seguidores deles. como (um ladrão) carrega apressadamente (a propriedade) do adormecido. embora nós tenhamos um Suśravas entre os Prajāpatis no Vāyu Purāṇa. 3. destruíste os dez mil obstáculos contrários àquele que te louvava e que te oferecia oblações. sem o final sibilante. te concederam deleite. traze-as para nós. a métrica da décima e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. pela causa de Atithigva. 6.183 Hino 53. nós não recebemos ajuda do Bhāṣya [comentário]. Ele aparece. de cevada. tu não desapontas os desejos (endereçados a ti). Atithigva nós tivemos antes. e. 7. Indra. ou descendente de Danu. Suśravas. tu. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. Nós não temos detalhes adicionais. Varga 16. Tu mataste Karañja e Parṇaya com tua lança brilhante reluzente. as riquezas que estão espalhadas em volta são conhecidas como tuas: tendo-as reunido. que avançaram contra Suśravas. Protegidos pelos deuses. mas o nome. Vaṅgṛida é chamado de Asura. o principal em generosidade. o enganador chamado Namuci. 1 2 . tu vais de batalha em batalha. juntos. pela roda da tua carruagem que não pode ser ultrapassada. de alimento abundante. teus amigos mais afortunados. Protetor dos virtuosos. novamente. desfrutemos. nem eles aparecem nos Purāṇas. Nós sempre oferecemos louvor apropriado ao poderoso Indra. Propiciado por essas oferendas. Tūrvayāṇa. do resto. filhos excelentes e uma vida longa e próspera. Tu fizeste Kutsa. Com teu associado que prostra inimigos (o raio). Indra. porque possuímos. com energias agradáveis para muitos. e Āyu4 sujeitos ao poderoso. quando sitiadas por Ṛjiśvan. aqui. Aquele que humilha (adversários). o filho de Purūravas. Indra. de gado. no final do sacrifício. ao matares Vṛtra). Sábio e resplandecente Indra. por tua assistência. Jagatī. Indra. sem ajuda. Que nós. o mestre e protetor da riqueza. o realizador de grandes feitos. mataste. Varga 15. Atithigva. por tua causa. pelo qual ele (o deus) tem adquirido riquezas rapidamente. 4 Pode ser que esse seja Āyus. 5. aquelas libações e oblações (que foram oferecidas a ti. e destróis. como um Dāvana. cidade após cidade. Índice ◄►Hino 54 (Wilson) ____________________ Namuci é chamado de Asura. e. Sozinho. Nós te adoramos.

o poderoso. livres do ódio deles. para ti. Parṇaya. no verso seguinte. 6 . Com Indra dispersando o Dasyu através dessas gotas. junto com Atithigva e Āyu. sujeitos a esse Rei. que vieram em tropas para lutar com o desamparado Suśravas. o representante do divino Vivasvān.14).9 8. ó Conquistador. outro demônio da seca. Essas nossas libações que inspiram força. te alegraram na luta com Vṛtra. fonte especial de gado. Doador de cavalos. Bem satisfeito com essas chamas brilhantes e com essas gotas de Soma. Tu. com sessenta mil e noventa e nove seguidores. e Tūrvayāṇa. Ou námyā pode significar ‘com Nami’ como teu aliado. com teu amigo8 que faz o inimigo se curvar. 4. como tal. a força dos heróis. que não desapontas a esperança. quando Ṛjiśvan os sitiou. 11 Kutsa foi mencionado. 2.7 tu irresistível em teu poder. como castigado por ele. Nós apresentaremos louvor auspicioso ao Poderoso.5 pois ele tem riqueza jamais encontrada naqueles que parecem dormir. 10 Suśravas. e traze para nós: não desapontes a esperança de quem ama e canta para ti. o mais esplêndido. ou Tūrvayāṇa. tu. Com a roda do carro que ultrapassa a todos. Tu protegeste Suśravas com socorro e Tūrvayāṇa com tua ajuda. 3. rico em grandes feitos. mataste de longe o traiçoeiro Namuci. 5. destruindo castelo após castelo aqui com força. como um favorito de Indra. derrotaste os duas vezes dez Reis de homens. 8 O raio. nós cantamos esse louvor.184 Hino 53.10 10. doses de Soma. Que nós. 7 Incontáveis demônios semelhantes a Vṛtra. doador de cevada. 6. Indra não deriva vantagem daqueles que são remissos em seus deveres religiosos. Āyu. são ditos serem reis.6 aqueles que dão riqueza para homens não aceitam louvor desprezível. Senhor Herói. tu destruíste os cem fortes de Vaṅgṛida. Indra. Tu mataste Karañja. daqui por diante permaneçamos teus amigos muito prósperos. A ti nós glorificamos. com força superior gloriosa. que possamos obter a Deusa Providência. Tu segues de luta em luta intrepidamente. poderoso. ajudante do homem desde os tempos antigos. que nós obtenhamos comida abundante. 9. Inflexível. afasta a nossa pobreza com sementes e vacas. doador. rica em cavalos. quando tu mataste para o cantor com grama cortada dez mil Vṛtras. Indra. ó Indra. de vacas. tu és Senhor e guarda da riqueza. mas é aqui representado. Amigo dos nossos amigos. protegidos pelos deuses. (em 1. Que nós obtenhamos. esse tesouro espalhado em volta é conhecido como teu. na marcha muito gloriosa de Atithigva. tu muito afamado. 9 ‘Aquele que não liberta (as águas do céu)’. ó Indra. Tu fizeste Kutsa. Indra.33. nossos hinos a Indra na morada de Vivasvān. brilhando até o céu. Coleta dele. 12 Suśravas.12 o jovem. Índice ◄►Hino 54 (Griffith) ____________________ 5 O lugar do sacrificador. esses nomes talvez denotem o mesmo indivíduo. 11. desfrutando por tua graça de vida longa e feliz e com grande quantidade de heróis. riqueza e alimento fartos.11 Atithigva. 7. ó Indra. ó Indra. Indra (Griffith) 1.

inigualável em sua sabedoria. Yadu. um dos filhos de Yayāti. o último aparece depois. tens derramado a chuva sobre a fronte da brisa (vento) e (sobre a cabeça) do (sol) que matura e absorve. que. 11. e Turvīti. a métrica da sexta. tu mataste Śambara. a essa iniquidade. nos mantém em afluência. recita hinos (em honra dele).2 7. aumentam a tua vasta força e teu vigor varonil. e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. e. a mente firme está concentrada em sua própria firmeza. como um Ṛṣi. por tua natureza resoluta. Veja o hino 61. porque outro. 9. e. realiza os nossos desejos. Bebe-os. Maghavan.185 Hino 54. 5. 6. Ofereçam adoração ao sábio e poderoso Śakra. a esses conflitos iníquos. Índice ◄►Hino 55 (Wilson) ____________________ Desses nomes. pelo ato pio. eles são a bebida de Indra. de gritos altos. espremidos com pedras. que é o emissor de chuvas. que é obedecido por seus corcéis. Yadu. (concede a nós) força notável. pois eles. Indra. o dador de chuva. ou que. Narya e Turvīti são desconhecidos. o raio afiado de fulgor brilhante contra os Asuras reunidos. promove sua própria prosperidade. das outras sete. quem te impedirá de fazer. e nos abastece com riqueza das qual procedem progênie e alimento excelentes. 2 O comentário fornece esse nome. Visto que tu. enquanto oferecendo oblações a Indra. hoje. que é de grande renome. sacia teu apetite com eles. e tens feito as águas dos rios rugirem. está se apressando para cá. da linhagem de Vayya. reputação crescente. o apreciador dos virtuosos. mas Indra precipitou todas as águas que o obstrutor tinha escondido. é citado. dotado de uma mente resoluta e inalterada? Varga 18. junto com as oferendas que ele apresenta. Tu protegeste Narya. Para ele o generoso Indra faz as nuvens derramarem chuva do céu. no combate inevitável. Não nos incites. estão preparados para ti. louvem a ele que purifica o céu e a terra com seu poder irresistível. crescente. 8. pois ele. 1 . Varga 17. e contidos em conchas. pois o limite da tua força não é para ser superado. 1. então.1 Tu protegeste as carruagens e cavalos deles. cuida daqueles que são sábios. para baixo para os ocos (da terra). Como (é possível) que a terra não fique cheia de terror? 2. Ofereçam preces entusiasmantes ao grande e ilustre Indra. (o instituidor da cerimônia). A escuridão obstruiu o fluxo das águas. Inigualável em seu poder. tu lançaste. que te oferecem oblações. Concede a nós. e subjugadora de inimigos. Aquela pessoa eminente. por sua generosidade. com mente exultante e determinada. Turvaśa. 4. o que repele inimigos. a nuvem estava dentro da barriga de Vṛtra. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. pronuncia seu louvor. fixa tua mente na riqueza que é para ser dada (para nós). v. 11. nona. destemido. o derramador (de bênçãos). oitava. tu demoliste as noventa e nove cidades (de Śambara). Que esses bebedores do suco Soma se tornem iguais a ele. Tu tens abalado o topo do céu vasto. de quem. (o que tu queres). em sucessão. Esses copiosos sucos Soma. Turvaśa pode ser o Turvasu dos Purāṇas. Tu tens gritado. Jagatī. 10. Glorificando o ouvinte Indra. 3.

11. Tu ajudaste Narya. tu forçaste para baixo na cabeça do vento os suprimentos que Śuṣṇa mantinha confinados. que parece. incomparável é sua sabedoria. qualificando Turvaśa. Quando.6 composto de força. 4 ‘O Poderoso’. a um conflito no qual nós possamos ter a ti como nosso oponente. Maghavan. Nesse lugar Sāyaṇa identifica Dyaus com Indra. glória que aumenta felicidade. Preserva nossos patronos ricos. que com uma recompensa generosa recebe com agrado hinos de louvor: para ele flui a corrente abundante abaixo do céu.8 Turvaśa e Yadu. louva e magnifica a Indra que te ouve. Canta hinos de louvor a Śakra. sejam alguns que bebem o Soma. 8. através do trabalho deles. afiado e de dois gumes. contra os feiticeiros em bandos. ou Zeus Pater. ou Diespiter. aqueles. que. que não se encontra no texto. Índice ◄►Hino 55 (Griffith) ____________________ O verbo. V. 7 Os demônios da atmosfera que usam encantamentos ou poderes sobrenaturais em seus conflitos com Indra. então fixa a tua mente em conceder tesouro. 8 Algum chefe ou Ṛṣi assim chamado. o Rei de um povo poderoso. o Corajoso. nomes idênticos em origem a Zeus. 3 . que aumentam o poder senhorial. Indra (Griffith) 1. varonil. 4. concede-nos riqueza e alimentos com descendência nobre. para baixo de encostas íngremes. ó Indra. para essa luta angustiante. O significado parece ser: não nos forces. em épocas posteriores. um Carro é ele. 10. Mas Indra atingiu os rios que o obstrutor retinha. 33. corrente de água seguindo após corrente de água.3 Tu com grito feroz fizeste as matas e os rios rugirem: os homens não correram em multidões juntos em seu medo? 2. Seu poder é inigualável. Canta ao sublime Dyaus5 uma canção outorgante de força. ou a palavra pode ser um adjetivo. com um rugido que enche as florestas. incita. Lá a escuridão permaneceu. Original Sanskrit Texts. por ti mesmo golpeaste através de Śambara. quando. 9. tu. a abóbada que impedia o fluxo das águas: no lado oco de Vṛtra a nuvem de chuva estava escondida.4 Senhor da força e poder. a força heroica firme de ti o Doador. cuja mente resoluta tem domínio independente. Bebe-os e satisfaze com eles teu anseio. Os cumes do alto céu tu fizeste tremer. chefes. para ti são esses copos de bebida abundante de Indra.186 Hino 54. quem terá o poder de impedir a ti firme e de alma ansiosa de fazer ainda nesse dia o que tu fizeste antigamente? 6. que oferece oblações livres e promove a Lei. Indra. valente com suco que alegra. dá-nos grande influência e força que conquista povos. Não nos incites. Assim dá-nos. Alta glória tem o Asura. Veja Muir. e Júpiter.7 5. pois ninguém pode compreender o limite da tua força. O Deus que é representado no Veda como o consorte da Terra e o progenitor dos Deuses é chamado de Dyaus ou Dyaus-pitar. um Touro extremamente forte em força. tu guerreaste com teu raio. Portanto. com seu poder arrojado. Indra. Um senhor herói é ele. os nomes dados ao Deus supremo dos gregos e romanos. e Turvīti o filho de Vayya. ter realizado as funções atribuídas o primeiro Deus. Śatakratu! Tu ajudaste cavalo e carro na batalha final. o faz mestre do céu e da terra. Indra como o Dyaus supremo. tu demoliste os noventa e nove castelos. puxado adiante por dois Cavalos Baios: um Touro. ousado. 5 Céu. 3. um nome de Indra. é suprido por Sāyaṇa. 6 O Divino. os sucos espremidos em pedra contidos em conchas. salva nossos príncipes. 7.

ouvinte de preces. compreende as águas muito espalhadas com suas faculdades abrangentes. o guerreiro. formidável e o mais poderoso. Quando ele lança seu dardo fatal. ele tem sido. 1. O sol e as constelações foram obscurecidos pela mesma nuvem que detinha as águas agregadas. ele proclama seu belo vigor entre os homens. que teus corcéis estejam presentes (no nosso sacrifício). 7. 4. Nós sabemos que esse deus supera todos os outros em força: o orgulhoso Indra tem primazia sobre todos os deuses. 2 ele. 8. (impetuoso. como antes. em volume. Teus quadrigários são hábeis em dominar (teus corcéis). 2. ele. ele é o concessor de seus desejos (para aqueles que solicitam a ele). tens força irresistível em teu corpo. para (o bem do) homem. Varga 20. no estilo elíptico usual do texto: a amplificação é do comentário. riqueza inesgotável. Varga 19. (inimigos) astuciosos podem prevalecer sobre ti. Tu. como um touro (seus chifres). por agudeza. com bravura esmagadora. 3 ‘Como poços’ é todo o símile. o realizador de bons atos.187 Hino 55. cada um imediatamente tem fé no resplandecente Indra. Indra. A amplitude de Indra era mais vasta que o (espaço do) céu. 3. é glorificado por sábios (adoradores) na floresta. permite que as águas fluam. o guerreiro. de fato. se engaja em muitos conflitos. pode ser. ele afia seu raio. por causa de suas façanhas. 5. teus membros estão envolvidos por (façanhas) gloriosas. estão muitos feitos heroicos.) como um touro. ele avança. Jagatī. o atormentador (dos inimigos) daqueles homens (que o adoram). ou. ele é o encorajador daqueles que desejam cultuar (a ele). se expandindo como a terra. em tuas mãos. em teus membros. para o benefício de seus adoradores. com seus poderes de abrangência ou coleta. desfrutando da sua proteção. a métrica. quando o rico oferecedor de oblações.1 como o oceano (recebe os rios). destruindo as residências bem construídas dos Asuras. 2 . Indra. Ele. renomado (Indra). como poços3 (são cercados por aqueles que vêm em busca de água). por sua vastidão. sempre. 6. recita seu louvor. Tu seguras. Ambicioso de renome. sempre deseja louvor por sua bravura. a terra não era comparável a ele. que permanece no firmamento. Indra. e libertando os corpos luminosos (celestiais) do esconderijo. Indra. não tens (atingido) a nuvem para (o teu próprio) divertimento. Índice ◄►Hino 56 (Wilson) ____________________ 1 Ele compreende. Bebedor do suco Soma. nem. que tua mente se incline a conceder nossos desejos. tu governas sobre aqueles que são possuidores de grande riqueza. tu. Indra (Wilson) (Sūkta V) Deus e Ṛṣi. para beber do suco Soma. Indra.

3. e os homens têm fé em Indra.7 um Touro a ser desejado quando Maghavan emite sua voz auspiciosamente. como poços cercados pelos sacerdotes ministradores. ser elogiado por poder. 5 . os mais qualificados para puxarem a rédea. e no verso seguinte como às vezes mandando aflição. e com força aumentada na terra.148. 6 Isso parece ser uma alusão à vida na floresta dos brâmanes. os velozes raios de sol. p. nem a terra podem ser iguais a Indra em grandeza. por assim dizer. Veja Vedic Hymns. Bebedor de Soma. Ele é um Touro amigável. Como um touro afia seus chifres. traze teus Baios para cá. todos os tipos de grande poder viril. ó tu que ouves louvor. Ele se porta como um touro para beber suco Soma. o poderoso Indra. um adorador. 4 ele afia seu raio por agudeza. 8 Nesse verso Indra é representado como um Deus terrível. que o teu coração se incline a doar. Terrível e muito poderoso. forte. situado na vanguarda. para que o Soma possa ser misturado com l%ite. quando ele lança seu raio. 7 Maghavan. quando o sacrificador traz a vaca em segurança’. ele manda. de fato. Indra (Griffith) 1. por cada ação árdua. Tu dominas. maghávā também significa o rico instituidor de um sacrifício. pode também significar o forte Soma.188 Hino 55. ele faz as luzes do céu brilharem seguras. Somente ele na floresta6 é louvado por adoradores. Contudo. I. Tu trazes em ambas as mãos tesouro que nunca se acaba. o Guerreiro em sua força vigorosa incita com seu poder grandes batalhas para a humanidade. mas amável. é aqui representado em sua disposição benevolente. Assim como o oceano de água. quando ele manifesta aos homens seu próprio poder auspicioso de Indra.5 2. 4. 7. Ó Indra. causando aflição aos homens. O mais notável entre os deuses é ele por poder de herói. e dhenā significa vaca assim como voz. em teus membros muitos poderes residem. desse modo ele recebe os rios espalhados por todos os lados em sua ampla largura. Porém vṛśā. desejoso de glória. 8. e deseja.8 6. o dardo da morte. o Forte. as correntes de água fluírem para seu adorador. Indra. Embora mesmo esse amplo espaço do céu e a terra tenham se espalhado. o forte. Ainda que. Part. o Resplandecente. o macho. o touro. como um touro. mas geralmente abençoando os homens com luz e com chuva agradável. Consequentemente o professor Max Müller traduz a passagem: ‘O forte Soma é agradável. de modo a curvar. 5. até aquela montanha famosa. Índice ◄►Hino 56 (Griffith) ____________________ 4 Como o punidor dos maus. o forte Soma é delicioso. como Guerreiro desde os tempos antigos. Aqueles teus quadrigários. não te desviam do caminho. Indra. nem o céu. ele destrua com grande poder as habitações feitas com habilidade. aquele Famoso em seu corpo detém poder invencível. demasiadamente sábio.

– para compartilhar das libações copiosas (contidas) nas conchas (sacrificais). destrutivo Indra. do céu. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Deus. como no anterior. estão se aglomerando em volta (dele). mataste Vṛtra. com vigor resoluto. inteira. ou ídolo. 3 Samayā pāṣyā. isto é. mostrando o uso de cotas de malha. Índice ◄►Hino 57 (Wilson) ____________________ 1 O comentador aqui. cujo corpo é defendido por uma armadura de ferro. e esmagaste Vṛtra por meio de uma rocha sólida. como mulheres (sobem) uma montanha. quando estimulado (pelo suco Soma). – como o pico de uma montanha (à distância). sua bravura impecável e destrutiva brilha em (combate) varonil. – com a qual. parece requerer a primeira. supre com dificuldade a insuficiência do texto. inteiriça. então. 5. e mandaste para baixo um oceano de águas. nesse período. tu te envolveste em combate. Ele é rápido em ação.3 Varga 21. 6. (em navios. O último pode ser ou. 1. Ṛṣi. e métrica. esplêndida e de bons cavalos. Quando tu. resiste à escuridão. por teu poder. trazendo oblações. com uma pedra ou uma lança.189 Hino 56. o protetor do sacrifício solene. mandaste para baixo.) em uma viagem. 4. Ébrio (pelo suco Soma). tu expeliste as águas (das nuvens). – (tão ardentemente) quanto um cavalo (se aproxima de) uma égua. 2. e inflige castigo severo aos seus inimigos. a chuva que sustenta (o mundo). também. Força divina acompanha – como o sol a alvorada. 2 Āyasah. . através dos diferentes quadrantes do céu. por ti (adorador dele) em busca de proteção. que. – como mulheres sobem uma colina. uma representação da pessoa de Indra. ele (capaz de atos heroicos) se ocupa com a bebida. mas o adjetivo samā. com um hino ao poderoso Indra. e poderoso. para colher flores. como uma imagem. Seus adoradores.2 ele. de acordo com o comentador. Ascendam rapidamente. o supressor do maligno. fazendo-os gritar alto (de dor). sobre os reinos da terra. vestido em (armadura) de ferro. consistindo em ferro. – aquele Indra que é feito mais poderoso. poderoso Indra. Tendo parado sua carruagem dourada. animado (pelo suco Soma). distribuíste as águas imperecíveis e sustentadoras de vida. como (mercadores) cobiçosos de ganho apinham o oceano.1 3. e com (bravura) exultante. lançou o astuto Śuṣṇa na prisão e em grilhões. (anteriormente) escondidas. e sugerindo. O voraz (Indra) tem se levantado. Tu. também.

as canções de louvor que seguem orientação fluem completas. 9 O raio. grandioso é ele. Tu. ferro ou outro metal. e quebraste inteiramente as barreiras de pedra de Vṛtra. não necessariamente o mar ou oceano. levanta a poeira no ar. na alegria arrebatadora. na guerra ganhadora de luz. qualquer grande reunião de águas.9 feroz mesmo contra os fortes. Indra (Griffith) 1. fixaste na estrutura do céu. 4. 6. a região do ar firmemente. feita mais forte por ti10 por ajuda. tu mataste Vṛtra e trouxeste torrentes de chuva. 2. satisfeito com o suco. as canções de louvor amoroso. irremovível. veloz. que com sua força inabalável mata a escuridão. 11 Travada com os demônios do ar em busca da chuva e da luz que acompanha a dispersão das nuvens. como um cavalo para encontrar a égua. Indra. feito de āyas. o poder da assembleia santa. em êxtase. Quando a Deusa Força. ele5 se ergueu. que fortalece para grandes feitos. acorrentou firmemente o astuto Śuṣṇa em grilhões. unido com Cavalos Baios. Vitorioso. como aqueles que buscam ganho vão em companhia para o mar. acompanha Indra como o Sol acompanha a Alvorada.6 Até ele. 8 Isto é. Para as libações plenas deste homem4 realizadas em conchas. 5. 10 Por Soma. ascendem as amorosas. ávido.190 Hino 56. e a versão (baseada principalmente na de Grassmann) que eu ofereço é meramente uma substituta provisória. com velocidade. Eu acho a estrofe ininteligível. 5 . o Senhor do poder. de lado a lado.11 Indra. e bebe do suco Soma. libertaste as águas. 12 Talvez o raio. Ele para seu carro dourado. Para ele. com alegria e triunfo. não manchado com poeira. com o qual o de ferro. Tu seguraste com tua força o sustentador do céu. como brilha um pico de montanha.7 como para uma colina. então ele. 7 Uma assembleia para culto dos deuses. com o qual Indra mantém a ordem. Quando tu. 6 Samudrá.12 tu que és poderoso também nos lugares da Terra. com poder. Índice ◄►Hino 57 (Griffith) ____________________ 4 O instituidor do sacrifício. seu poder brilha em batalha varonil.8 3.

pois o raio dourado fatal de Indra. 6. Fica satisfeito (com o nosso discurso).1 3. Índice ◄►Hino 58 (Wilson) ____________________ 1 Ou contra o lado de Vṛtra. quando o lançando (contra o inimigo). e por quem fartura amplamente difundida é descoberta (para seus adoradores). célebre. 5. cujo brilho característico. Aceitante de louvor. Muitíssimo louvado e o mais opulento Indra. os desejos desse teu adorador. só tu possuis todo o poder. não dormia sobre a montanha. com teu raio. Bela Uṣas. as oblações do sacrificador (fluíam). o excelente.191 Hino 57. ninguém além de ti recebe os nossos louvores. Indra. Indra (Wilson) (Sūkta VII) Deus. 2. o opulento. estava concentrado na tua adoração. De fato. (em busca de) alimento (sacrifical). cuja impetuosidade irresistível é como (o avanço) das águas descendo um precipício. como (um quadrigário conduz) seus cavalos (em várias direções). Tu. o muito poderoso e majestoso Indra. Todo o mundo. isto é. como a terra (aprecia) suas criaturas. Maghavan. Magnífica é tua destreza. e que a tudo sustenta o tem impelido para cá e para lá. nós somos aqueles que. 4. essa terra tem se inclinado por causa da tua energia. . Varga 22. para fluírem (à vontade). Indra. Eu ofereço louvor especial ao mais generoso. O vasto céu tem reconhecido o teu poder. como água (caindo) para um lugar profundo. confiando (na tua benevolência). 1. até que tivesse cumprido a sua função. Ṛṣi e métrica. para manter a força (deles). o que faz trovejar. nos aproximamos de ti. agora oferece a oblação. Realiza. nesse rito. Nós somos teus. e enviaste as águas que estavam confinadas nela. ele não parou. para o formidável Indra digno de louvor. a nuvem ampla e pesada em fragmentos. os mesmos . despedaçaste.

de fato. elogiado por muitos. energia e luz de Indra. Amante de louvor. . Teus. 6. destruidor feito de ouro. Senhor sublime da riqueza sublime. o raio de Indra. como as águas descendo uma ladeira. Por ti3 o céu sublime mediu sua força: a ti e ao teu poder essa terra tem se curvado. tu tens. o terrível. ó Maghavan. como cavalos baios. o mais digno de louvor sublime. ama esse nosso hino. para adoração. Tu enviaste para baixo as correntes de água obstruídas para que elas pudessem fluir. nós somos teus. que tens o trovão como tua arma. 4. Agora todo esse mundo. como a Aurora brilhante. o desejo desse teu adorador. Para ele. agora tragam presentes com reverência nesse ritual. Realiza. 5. Grande é teu poder. para se mover com velocidade. se espalhou amplamente para todos os que vivem. Indra. ó Indra. Para ele. por renome. mais ninguém a não ser tu recebe o nosso louvor. Índice ◄►Hino 58 (Griffith) ____________________ 2 Quando a nuvem carregada de relâmpagos está repousando sobre a montanha. – as libações do ofertante como correntes de água para o abismo. 3. os homens rezam para Indra para que ele possa descarregar sua artilharia celestial e trazer a chuva. realmente poderoso e forte. teu para sempre. todo o poder vitorioso. com teu raio partiste em pedaços essa ampla nuvem maciça. o mais generoso. eu trago o meu hino. foi criado. – cuja generosidade que não pode ser detida. Indra (Griffith) 1.192 Hino 57. como a terra ama todas as suas criaturas. te procurará. Cujo ser. 2. 3 O céu tem tomado o teu poder como um modelo para o próprio poder dele. Tu. excelentemente rico! somos nós que confiando na tua ajuda nos aproximamos de ti. para dar-lhes força. quando o bem-amado2 parece repousar sobre a colina.

em seu sentido correto de possuidor de riquezas. protege do pecado aquele que te louva. O gerado pela força.3 para os ricos (ofertantes de oblações). Que Agni. 5. aquele Agni. Triṣṭubh. e devorando-o rapidamente. e é o distribuidor de riquezas. e é um sinônimo comum de Indra. Agni penetra facilmente. e que deves ser estimado como um amigo afetuoso. e cultua (os deuses). que é rico com atos justos. filho de Gotama. como um tesouro precioso.1 2. avança triunfante (contra todas as coisas). identificado com a luz. . torná-lo visível. que sacrificas para o homem. venha (a nós) rapidamente de manhã. Excitado pelo vento. com suas chamas e (intensidade) difusiva. 1. ele fez o firmamento. Nodhas. ele possa ser aplicado a ambos. Imperecível Agni. quando ele é o invocador dos deuses e o mensageiro (do adorador). dos últimos quatro. sê um refúgio para aquele que te louva. honrado pelos Rudras e os Vasus. têm medo dele. que és o invocador (dos deuses). Filho da força. que é o mais digno de culto em sacrifícios. Sūkta I) O deus é Agni. 7. teu venerador do pecado. embora. Varga 23. e rugindo ruidosamente. 6. o Ṛṣi. tu avanças rapidamente. e todos. de modo que pode ser dito que Agni o fez ou o criou. A chama do (elemento) que consome se espalha como um corcel (veloz). o convidado (bem vindo) em sacrifícios. aceita as oblações que são oferecidas sucessivamente. e admirado como uma carruagem entre os homens. O imortal e resplandecente Agni. e que é o doador de todas as riquezas. imortal Agni. concede para teus adoradores. 4. o teu caminho é enegrecido. e ruge como uma (nuvem) ribombante no alto do céu. até o fogo.2 cuidaram de ti. por serem nascidos como deuses. como o invocador dos deuses. combinando seu alimento (com sua chama). o invocador dos deuses. sê prosperidade. com oblações. procedendo) por caminhos adequados. o portador de oblações. Agni. entre a madeira. Agni que brilhas variadamente. nessa ocasião. Quando. Varga 24. no sacrifício. a métrica dos primeiros cinco versos é Jagatī. por causa de um nascimento divino. como um touro entre as árvores da floresta. 3. Filho do alimento. Eu adoro. atacando a umidade não exalada (das árvores) com toda a sua força. em um volume de fogo. com guardas de ferro. (Então. Agni. Agni (Wilson) (Anuvāka 11. 8. enquanto ele flutua adiante. Agni que brilhas favoravelmente. eu peço dele prosperidade. Os Bhṛgus. Índice ◄►Hino 59 (Wilson) ____________________ 1 O firmamento existia. protege. 2 Divyāya janmane.193 Hino 58. estacionários ou moventes. com oblações. na floresta. louvado por seus adoradores. Maghavan. como um touro. entre os homens. que preside as oblações. Agni de arma de chama e incitado pela brisa. surge rapidamente. imperecível e ferozmente resplandecente Agni. 9. 3 Esse é um título muito singular de Agni. mas em escuridão. sobe na madeira seca. a quem os sete sacerdotes invocadores convidam. felicidade ininterrupta.

8.5. 7 A descrição de Agni nesse verso e no seguinte se aplica.7 5. um abrigo. com força brilhante rugindo para o ar eterno. Ó Agni. quando ele é aspergido. Agni. com fortalezas de ferro protege do perigo o homem que te louva.5 ele com oblação chama para o serviço dos deuses. Colocado alto no lugar acima de todos aqueles Vasus. Senhor das riquezas. 11 O hino termina com o refrão que conclui também os hinos 1. conduzido pelo vento. Preto é teu caminho. Sê um refúgio. imutável.194 Hino 58. Filho da Força. 4. Agni. como um arauto e convidado digno de escolha. não ao fogo sacrifical. Brilhante. eu peço riquezas. o Arauto. eu sirvo com alimento saboroso. Com dentes de chama. ele corre através da madeira. apanhando seu alimento apropriado. Esse ato é atribuído a Indra em 1. Protege o cantor do infortúnio. coisas fixas e coisas moventes tremem diante dele enquanto ele passa velozmente. para o cantor. Nunca decaindo. venha logo e cedo. Que ele. 5 . Suas costas.11 Índice ◄►Hino 59 (Griffith) ____________________ 4 Vivasvān é o céu da manhã e a personificação do sacrificador dos Deuses. Incitado pelo vento ele se espalha através da madeira seca como ele quer. triunfante como um touro entre o rebanho de vacas. 6. como um tesouro. 6 Com manteiga clarificada. Nunca se torna fraco o Imortal. rapidamente.9 7. como um Amigo auspicioso para o Povo Celestial. Filho da Força. 9 Porque leva para os Deuses as oblações dos adoradores deles. fácil de invocar. enriquecido com a oração.6 brilham como um cavalo: ele rugiu e gritou alto como as alturas do céu? 3. o Sacrificador mais hábil de sete línguas. o Arauto. acelerando como um carro em direção aos homens. Concede.10 a quem os sacerdotes elegem no culto solene.56. a ti. mensageiro de todos os Vasus. o Deus sem demora dá bênçãos desejáveis. tu rico em amigos. imortal. ó Agni.4 Nos caminhos mais excelentes ele mediu o ar. mas ao fogo que desobstrui a selva conforme os novos colonizadores avançam para dentro do território. Agni. já que ele. armado com suas línguas em lugar de foices. tornou-se mensageiro de Vivasvān. com ondas brilhantes! quando como um touro tu avanças ansioso para as árvores. sentado como Sumo Sacerdote. Agni (Griffith) 1. belo. Os Bhṛgus8 te estabeleceram entre a humanidade para os homens. Filho da Força. 9. Senhor Generoso. 8 Uma das famílias sacerdotais mais eminentes dos tempos mais antigos. àqueles que vivem. 2. 10 As sete línguas parecem ser as chamas semelhantes a línguas que Agni usa para consumir as oblações. 60 e 61. com um rugido poderoso. ele se espalha avidamente através da madeira seca. teus adoradores. os Rudras fazem. para aqueles que adoram. um refúgio sem uma falha hoje para nós.

ADHYĀYA 4. que é considerado como o Ṛṣi de toda a coleção. O significado é: com suas chamas que são afiadas como uma foice. avançando como um carro entre os clãs. sê proteção. a ti o Hotṛ. e eu rogo por riqueza. No mundo divino ele convida (os deuses) com o alimento sacrifical. avanças de modo sedento sobre as varas de madeira. 14 Isto é. Ele passa pelo ar nos melhores caminhos.195 Hino 58. o melhor sacrificador nos ritos. ó Agni. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 8. resplandece na floresta14 como um touro forte (avança) no rebanho. grande como Mitra. com ondas ígneas. o imortal sentado como Hotṛ. suas costas brilham como um cavalo de corrida. 5. a quem as sete conchas (dos sacerdotes). Agni! protege do infortúnio aquele que te louva. Ele que tem mandíbulas de fogo. Quando ele foi borrifado (com ghee). Quando ele procede com seu jorro de luz para a atmosfera imperecível. se torna preto. 5864. 13 . entre o combustível. voraz (Agni) permanece nos gravetos querendo beber. 4. Filho da força. 1. com sua foice. 1. AṢṬAKA I. os Vasus fizeram dele seu Purohita. então o que é móvel e imóvel (e) os (pássaros) alados temem. HINO 58. que és fácil de invocar para as pessoas. ó filho do vigor! 9. VARGA 23–24. o convidado excelente. Logo que os Rudras. os adoradores escolhem como Hotṛ. Eu adoro com bom ânimo Agni. que és belo como um tesouro. que dá riqueza pela nossa prece. um amigo encantador como Mitra para o povo divino! 7. ó resplandecente. agitado pelo vento. doador generoso.15 Índice ◄►Hino 59 (Oldenberg) ____________________ 12 Literalmente. entre os Āyus. Pegando seu próprio alimento o sempiterno. ó Agni. Os Bhṛgus te colocaram entre os homens. o conquistador de riquezas. O imortal nascido da força nunca se cansa. Agitado pelo vento ele se espalha entre os galhos levemente. ele brilha como um corredor com suas costas. (impulsionado) pelas conchas sacrificais. concede hoje proteção perfeita para nós que te magnificamos. Sê um abrigo para aquele que te glorifica. Que ele. teu percurso. Quando tu.13 rugindo ruidosamente. o deus no devido tempo revela bênçãos desejáveis. 3. o Hotṛ. o administrador de todos os tesouros. 2. 15 O último Pāda é a conclusão permanente dos hinos de Nodhas. como um touro. tornou-se o mensageiro de Vivasvat. 6. venha rapidamente de manhã. Agni! protege do perigo com fortalezas de ferro aquele que te louva. quando ele. ó deus que nunca envelhece. para o generoso.12 Trovejante ele rugiu como o topo do céu.

a cabeça do céu. Vaiśvānara. Eu exalto a grandeza daquele derramador de chuva a quem os homens celebram como o matador de Vṛtra. firmemente fixado no solo. o qual é um elemento principal na digestão. nesse verso. Todos os deuses te produziram. Agni. e os sustenta. de viśva. como aqui indicado. o umbigo da terra.6 7. em oferendas de iguarias nutritivas. um homem. É dito que Agni é a cabeça do céu. é todos os homens. o relâmpago ou fogo elétrico. para os deuses. Vaiśvānara. Tu. e que guia a todos. ‘como um homem’. Vaiśvānara. e mandou chuva (sobre a terra). a qual separa todas as divindades em três. suporta a viga principal ou telhado de uma casa. 2 Isto é. um fogo comum a toda a humanidade. 5 Essa parte da frase é do comentador. 4. Quaisquer outros fogos que possa haver. que conhece todos os que nascem. 3 Esse é o primeiro verso de um Tṛca. Agni (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Nodhas. Céu e terra se expandiram. tornou-se o soberano da terra e do céu. como o instituidor do primeiro sacrifício. novamente. ou ao yajamāna. em um. louva. Ar. tu recuperaste. como um pilar ou poste. isto é. e o umbigo da terra. numerosos. nas águas. para ser recitado na cerimônia a ser observada no dia do equinócio. 4 O texto tem só manuṣya. por assim dizer. O Agni Vaiśvānara matou o ladrão (das águas). Agni. VII. e deve ser adorado. sendo imortais. eles são apenas ramificações. realmente vigoroso. 4). o falador da verdade. Tesouros foram depositados em Agni Vaiśvānara. com muitos elogios. és o umbigo dos homens. ou o Sol (Nirukta. a riqueza (levada pelos Asuras). 1 a métrica é Triṣṭubh. isto é. o vaidyuta. como os raios (de luz) permanentes no sol. para o sábio venerável. como sua principal fonte de sustento. como uma coluna bem cravada. uma identificação não inconsistente com a teogonia vêdica. ou. por sua magnitude. como o elemento principal. 7 Esses são nomes vêdicos. 5. Agni. como um bardo. sacrifícios: seu filho tem o patronímico Śātavaneya. Agni.4 muitas preces antigas e prolixas endereçadas a Vaiśvānara de movimento gracioso. em batalha. tua magnitude superou aquela do vasto céu. em ti. O sacrificador experiente recita. para o filho deles. como o oferecedor de cem. nas ervas. Mas o comentador diz que nós devemos compreender Vaiśvānara. o deus. 6 Nós temos Vaiśvānara aqui evidentemente identificado com Indra. como o Agni do firmamento. na forma de Vaiśvānara.3 3. . um panegirista. e nara.2 2. que recita os louvores de um príncipe ou grande homem. o fogo ou calor natural do estômago. Śatavani é assim chamado. Purūṇītha. Varga 25. 1. e aqueles três. de ti: mas todos eles se regozijam. o instituidor do rito presente. ou entre os homens. Vaiśvānara. na forma de luz. e perfurou a nuvem (obstrutora). O termo āryāya pode se aplicar a Manu. de acordo com o comentador. por donativo. como o difusor de luz múltipla. um bandī. Tu és o soberano de todos os tesouros que existem nas montanhas. – Fogo. o filho de Śatavani. e o Sol. ou bardo. todos.5 6. tu és o monarca dos homens descendentes de Manu.196 Hino 59.7 Índice ◄►Hino 60 (Wilson) ____________________ 1 Vaiśvānara.

de fato. os Deuses produziram a ti. ó Agni.10 ele é o Arauto. Agora eu contarei a grandeza do herói a quem os filhos de Pūru12 seguem como o matador de Vṛtra: Agni Vaiśvānara derrubou o Dasyu. com centenas de louvores por Purūṇītha.9 hábil. são os louvores oferecidos ao filho deles Agni. 10 Os deveres do Hotar celestial. Os outros fogos são. para agir. 4. habitando por seu poder com todos os homens. Agni (Griffith) 1. A fronte do céu. Tu és o Rei das terras onde os homens estão estabelecidos. em Agni. Agni é identificado com Indra. provavelmente o instituidor do sacrifício. não alcançou a tua grandeza. santo entre os Bharadvājas. Vaiśvānara. o centro da terra.15 filho de Śatavani. teus ramos. entre a humanidade. muito brilhante. 6. Vaiśvānara. ou arauto.14 é celebrado. Vaiśvānara. os quais constituem o mundo. Como no sol raios firmes estão fixados para sempre. sacerdote invocador. celestial. para ser uma luz para o Ārya. comum a. assim são os louvores do Filho delas. tu trouxeste conforto para os Deuses em batalha. 3. o mais viril. 14 Os descendentes do Ṛṣi Bharadvāja. Vastos como o céu e a terra. como um homem. um Deus. As façanhas geralmente atribuídas a Indra são aqui atribuídas a Agni. nas ervas. 9 . Vaiśvānara. verdadeiramente poderoso. 11 As chamas. e nada é sabido a respeito dele. Como as grandes metades do Mundo. Mesmo o céu grandioso. Índice ◄►Hino 60 (Griffith) ____________________ 8 Um nome de Agni.197 Hino 59. sendo considerados como similares àqueles do funcionário terreno. tem muitos consortes jovens. Agni tornou-se o mensageiro da terra e do céu. sustentando os homens como um pilar fundado profundamente. isto é. diz Sāyaṇa. ó Jātavedas Vaiśvānara. 7. De todas as riquezas nas colinas. e beneficiando todos os homens ários [ou arianos]. residente com. Pūru sendo considerado como o progenitor deles.8 das pessoas. excelente. 12 Os homens em geral. Tu és o centro. os tesouros estão em Vaiśvānara. 13 O demônio que parava a chuva.13 partiu Śambara de lado a lado e despedaçou suas barreiras. O nome não ocorre novamente. os Imortais todos se regozijam em ti. 2. nas águas.11 5. tu és o Soberano. 15 Um rei desse nome.

novos (louvores) para Vaiśvānara. como um pilar suporta o telhado. ultrapassou até o grande céu. derrubou a arena (aérea) e cortou Śambara. no domicílio de Purūṇītha Śātavaneya. ó Agni. assim. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Os outros Agnis (os outros fogos) são na verdade os teus ramos. em Agni Vaiśvānara todos os tesouros foram estabelecidos. é o filho dos dois mundos. Tu és o rei das tribos humanas. (Os tesouros) que residem nas montanhas. ele tornou-se o administrador dos dois mundos. como uma coluna de apoio tu manténs os homens. 3. como um homem hábil.1: [“Grande luz. 7. o sūnuḥ rodasyoḥ. para o verdadeiramente forte.19 como um Hotṛ. ADHYĀYA 4. o brilhante. 6. o umbigo da terra é Agni. nas ervas. A tua grandeza. como o matador de Vṛtra. 4.18 2. 20 Ou. que deve ser adorado. A cabeça do céu. Agni Vaiśvānara. tendo matado o Dasyu. com pleno crescimento excelente ele ergueu e. com suas bênçãos centuplicadas. rico em encanto.16 Vaiśvānara! Tu és o centro17 dos estabelecimentos humanos. 19 A incompletude da construção e da métrica mostra que o texto do primeiro Pāda está corrompido.5. Literalmente. a sustenta”]. e entre os homens. ó Jātavedas. para ser uma luz para o Ārya. (nós trazemos) louvores – múltiplos (louvores) para ele que está unido com o sol. 18 Compare com 4. Como no sol os raios estão fixos firmemente. AṢṬAKA I. nas águas.198 Hino 59. Agni. – de todos esses tu és o rei. VARGA 25. Em ti todos os imortais se deleitam. os deuses engendraram.1: ‘os imortais não se divertem sem ti’. é louvado) entre os Bharadvājas. um deus. A ti. ‘o umbigo’. como é conhecido. Deixe-me agora proclamar a grandeza do touro a quem os Pūrus adoram como o destruidor de inimigos.11. Como os dois grandes mundos para seu filho. está desperto (ou. o deus mais vigoroso. HINO 59. ó Vaiśvānara. tu por meio de luta ganhaste amplo espaço para os deuses. estendendo-se por sua grandeza sobre todos os domínios.20 Agni Vaiśvānara. 5. Índice ◄►Hino 60 (Oldenberg) ____________________ 16 Compare com 7. 17 . 1. Vaisvânara.

Mātariśvan trouxe.2 (para ser para ele) por assim dizer. 8 Um ser divino ou semidivino. com (hinos) aceitáveis. o senhor dos homens. Índice ◄►Hino 61 (Wilson) ____________________ Hino 60. – aqueles que devem ser desejados (os deuses). pelo Adhvaryu. não parece ser justificada por textos do Ṛgveda. e distribuidor (de benefícios desejados).31.1 o célebre Vahni. e aqueles que são mortais. Veja Muir. um inimigo. como um amigo (rāti): alguns traduzem como ‘um filho’. 4 Os sacerdotes conduzem o Yajamāna para o local onde o fogo foi preparado. o portador de oblações. produzem. ‘ambos’. friccionando a ti. – o filho dos Bhṛgus. a ti. o iluminador de sacrifícios. é dito. a parte onde elas vão sentar. antes que o sol estivesse no céu. o purificador. Original Sanskrit texts.11 o bom Protetor. ou os sacerdotes ministrantes e seu empregador. o invocador (dos deuses). alguém não (a) amigo (rāti). o Sacerdote glorioso9 para Bhṛgu. rapidamente. – o altar. para Bhṛgu. Varga 26. Agni. foi colocado (sobre o altar). o protetor das (nossas) residências. de manhã.10 Bandeira do sacrifício. o mensageiro (dos deuses) de movimento rápido. de acordo com o comentador. que o comentador explica como. trazendo oblações. porque. Ambos (deuses e homens) 3 são os adoradores de seu soberano. antes do romper do dia. 2 Como antes [em 1. 1.5 a quem os homens. 7 O texto tem somente esfregando. – de modo semelhante como as pessoas prestes a montar em um cavalo esfregam. Nós. um tesouro precioso. 204. Como se fosse um grande tesouro Mātariśvan8 trouxe. o deus é Agni. V. com suas mãos.4 3. e Agni. Agni (Griffith) 1. 6 Para fazer oferendas queimadas. 5 Agni. os descendentes de Manus. A explicação de Mātariśvan como Vāyu. Triṣṭubh. portanto. ou deuses e homens. te louvamos. a métrica. filho de dois nascimentos. talvez. 3 O texto tem somente ubhayāsaḥ. ou respiração. O sânscrito mais moderno confirma o primeiro sentido.199 Hino 60. o desejável. o protetor cuidadoso (de seus devotos). ou antes. pois esse invocador venerável (dos deuses).6 4. 5. 1 . foi colocado. embora ele tenha perdido o termo original básico. para assegurar sucesso. Agni. é gerado do ar: mas esse ar é o ar vital. que como o mensageiro de Vivasvān traz do céu Agni que tinha estado escondido até agora. como um cavalo. como no texto rātim Bhṛigūṇām. isto é. escovando o lugar do fogo para a oferenda queimada. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é o mesmo. como um amigo. O vento trouxe Agni para o sábio Bhṛgu. o Deus do Vento. como o senhor das riquezas. entre os homens. e é para ser gerado no coração. o concessor de residências. e o guardião dos tesouros (nessa) mansão. o excelente. como (um cavaleiro esfrega) um cavalo. ou no interior do corpo humano. ou do céu e da terra. Que a nossa mais nova celebração chegue diante daquele Agni. como um presente. que é de língua doce.2]. 2. é dito ser produzido no coração. pelos sacerdotes oficiantes.12 o enviado que se move rapidamente. na hora da batalha. o Yajamāna.7 Que ele que adquiriu riqueza por ritos sagrados venha para cá. ele o preserva no composto arāti. nascidos da linhagem de Gotama. varrendo. Que ele seja hostil (para os nossos inimigos). (sobre o altar). sacrificando e oferecendo oblações a ele. ou dos dois pedaços de madeira. o filho de dois pais.

venha logo e cedo. ó Agni.200 2. os deuses que são adorados. 4. o melhor Hotṛ entre os clãs. o senhor dos tesouros. o senhor dos clãs. nós Gotamas15 te exaltamos com hinos. homens da família à qual o Ṛṣi do hino pertence. 13 A quem sacerdotes mortais. alcance a ele cuja língua. O Hotṛ (Agni) sentou-se antes do amanhecer entre os clãs. o ansioso Purificador foi colocado entre os homens como Sacerdote digno de escolha. Que aquele que dá riqueza pela nossa prece venha rapidamente de manhã. com os nossos pensamentos (piedosos). para fazer-te brilhar como homens tratam de um cavalo de corrida de manhã. ele toma o seu lugar antes do romper manhã. os Āyus. homens. Que o nosso louvor novo e belo. 15 Os descendentes de Gotama. AṢṬAKA I. o farol do sacrifício. é doce como mel. protetor das riquezas da residência. enriquecido com a oração. os Gotamas. o realizador de culto. com seu forte empenho. O chefe da antiga família sacerdotal que tem esse nome. Senhor da Casa. 5. Assim nós. criaram. e os mortais. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.17 o transportador.14 abastecido com iguarias saborosas. mais recente. ADHYĀYA 4. cuja permissão deve ser pedida. Ordenador. Bom para a humanidade. 12 Nascido do céu e da terra e novamente dos dois bastões de fogo. Índice ◄►Hino 65 (Oldenberg) ____________________ 9 Agni. 17 O nascimento celestial e o terrestre de Agni. Mātariśvan trouxe (Agni) para Bhṛgu como um presente precioso como riqueza. esfregando-te como (eles esfregam) um cavalo de corrida veloz que ganha o prêmio. enfeitando-te16 como um cavalo. 4. nascido do nosso coração. 3. 18 Sobre usīj (‘o disposto’). os homens que anseiam e adoram. Que ele. de nascimento duplo. O Uśij. veja Bergaigne. 3. como o Senhor guardião das riquezas. Que o nosso louvor auspicioso. 11 Anunciador do sacrifício por meio de suas chamas crepitantes. ó Agni. geraram oferecendo satisfação. quando ele é consagrado. adorável com os homens. 10 . o famoso. os Uśijs18 oferecendo alimento sacrifical. como denotando os sacerdotes míticos que estabeleceram primeiro Agni e sacrificaram como os primeiros. 2. o Vasu foi estabelecido entre os homens. HINO 60. Como tal. Senhor da Casa. Como sacerdote. VARGA 26. 14 Pela agitação rápida do bastão de fogo. Índice ◄►Hino 61 (Griffith) ____________________ Hino 60. chegue a ele o de língua de mel (Agni). Que Agni seja nosso amigo. 1. o mensageiro pronto e imediatamente bem sucedido. a quem os sacerdotes humanos em nosso estabelecimento. 13 Por provar as libações doces. o veloz premiado. mesmo em seu nascimento. o mestre familiar da casa na casa: Agni tornou-se o senhor do tesouro dos tesouros. 57 e seguintes. te louvamos. Ambos seguem seu comando. I. o purificador. 5. Deuses e homens obedecem à ordem desse Soberano. 16 Atiçando-te. nascido do coração.

Ele abarca os extensos céu e terra. de vara. e oblações que são agradáveis. um dia. ele (Indra). para celebrar o heroico. aplicado a Indra. que é ainda mais obscura: “Esse Varāha. para exaltar a ele que é o exemplo (de todos). Indra. 6 O comentador diz. 2. 5 As esposas dos deuses são a Gāyatrī e outras métricas dos Vedas personificadas. além das sete colinas. ou louvor em métrica. e devorando as iguarias agradáveis (oferecidas) nos três sacrifícios (diários) os quais são dedicados ao criador (do mundo). 3 O termo do texto é Viṣṇu. de alvo certo. pois pela colisão mútua das nuvens a chuva é gerada. Eu ofereço. não se empenhou em combate com nenhum inimigo indigno.5 dirigiram seus hinos. o concessor (de coisas boas). aceitáveis como) alimento (para o faminto. o sacrifício. e concessor de alimento Indra. Eu ofereço adoração àquele poderoso. o senhor antigo. ou realizou. depois do que ele permaneceu escondido atrás de sete passagens difíceis. rápido. ou penetrou em. Varga 27. tendo pegado os tufos da grama sagrada. ou passado pelos sete dias de iniciação. Com referência a esse significado. o lançador do raio. a qual é um pouco obscura. o sábio. a riqueza dos Asuras. ou atraiu. e desimpedido Indra. o órgão da fala. com qual (arma) fatal o soberano poderoso e subjugador de inimigos cortou os membros de Vṛtra. no coração. na mente. 7. para ele que tem direito a elogio. com palavras de louvor puras e poderosas. e oblações excelentes para o sábio Indra. 1 . Ou ele pode significar sacrifício. hábil em conflito. e na compreensão. 5. – adoração que é aceitável. o matou”. 4 Varāha. Para propiciar aquele Indra. como um carpinteiro constrói um carro. 3. A magnitude dele. e perfurado as sete colinas. chama para a batalha. significa o sacrifício (yajña) personificado. Eles dois não superam a tua vastidão. o derrotador (de seus inimigos). digno de louvor. Varga 28. é dito. e da terra.201 Hino 61. 6 Ārkaṃ juhvā. Outros (também) adoram Indra. (de modo que o condutor) pode. Eu preparo louvores para ele. a riqueza acumulada dos Asuras. de fato. hino. em qual condição ele roubou. o autoirradiante em sua residência. Viṣṇu. como aquele que permeia o mundo inteiro. vigoroso. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. aquele que permeia o universo. Tvaṣṭṛ afiou o raio de ação boa. na destruição de Ahi. Àquele Indra as mulheres. eu entoo (para ele) exclamações que podem ser eficazes para derrotar (meus inimigos). com minha boca. 4. eu combino louvor com elocução. para a batalha. à altura de toda façanha. 6. 2 Ele pode ser chamado dessa maneira porque tudo no mundo procede da chuva. perfurou. o grandioso. no Nighaṇṭu. enfrentando. uma exclamação alta. 4 8. Eu ofereço (oblações. por causa de alimento. 1. de fato.) para aquele Indra. e aha. o primeiro significa. perfurou a nuvem. (?) aprecia. uma bênção. Para aquele Indra. Essa explicação é apoiada por uma citação do Taittirīya. O último é definido como o instrumento de invocação. por isso. e. o destruidor das cidades (dos Asuras). Bebendo rapidamente as libações.1 como (um homem atrela) um cavalo (a um carro). 2 ele. um dos sinônimos de megha. obter alimento. como sempre. e do firmamento. é dada uma explicação diferente do texto. como alimento (para um homem faminto). o Ṛṣi e a métrica são os mesmos como no precedente. – louvores bem merecidos. nuvem. ele chama as nuvens para a batalha.3 roubou os maduros (tesouros dos Asuras). as esposas dos deuses. ultrapassa aquela do céu. o ladrão do que é belo. tendo atravessado os sete desfiladeiros difíceis. Indra. ou os dias de preparação iniciatória para o rito. munificente. 9.

estando desejoso de um filho.8 de modo que as chuvas possam brotar dele. que é o Senhor de antigamente. e separa as juntas dele. as antigas façanhas daquele Indra de movimento rápido. em alguma disputa entre ele e o Ṛṣi Etaśa. como de uma vaca’. prefere (receber) daqueles (que o louvam). entre os hindus. Varga 29. cortou em pedaços. Para ele eu formo um louvor. um hino bem formado. o filho de Svaśva. 10 E ordena que ele seja feito. Para Indra. quando. de manhã. o qual ele. o poder preservador daquele amado Indra. aqui e ali. e senhor de riqueza múltipla. 13. Pelo poder dele. repetidamente. vendedores de carne. Indra. Indra defendeu o sacrificador virtuoso Etaśa. os rios se divertem. o absorvedor (de umidade). Indra tomou o partido do último. nos tempos antigos. muitíssimo excelente. Vṛtra. e libertou as águas que preservam. eu ofereço. e as águas fluam (sobre a terra). consenciente (com os desejos) do dador da oblação. dividem. (gor na): o comentador fornece o resto. Que ele que tem adquirido riqueza por meio de atos pios venha para cá. que és o senhor (de todos). 9 A lenta relata que um rei chamado Svaśva. Em um período subsequente. louvando.7 12. embora possa não ser muito claro o que significa o termo usado por Sāyaṇa. tinha sido imerso em água: Indra o levou para a terra seca. com seu raio. seja rapidamente (abençoado). Indra. as montanhas estáveis (estão imóveis). A expressão é notável. nasceu como o filho do rei. e. para exaltar com cânticos de invocação e com hinos belos o Senhor. A ele esse louvor é oferecido. açougueiros.10 – louvores para ele que ouve alegremente os nossos louvores. 14.) com seu raio. (concede a ele) alimento. que. rapidamente. como oblação. meu hino auspicioso para o Vitorioso. o Doador mais generoso. de movimento ligeiro e dotado de força. forte e altamente exaltado. os descendentes de Gotama têm oferecido. todo comovente. manejando suas armas em batalha. com meus lábios a minha adoração. e profiro em voz alta a minha canção. Por medo dele. com vigor. por seu vigor. 2. Proclamem. o comentador acrescenta. 15. – como homens mundanos. visto que ele abriu (um caminho para eles. por medo do aparecimento dele. cortadores. os membros de animais. quando lutando com Sūrya. Concede a eles todo tipo de afluência. ou o senhor de bons (su) cavalos (aśva). único (vitorioso sobre seus inimigos). o céu e a terra tremem. Estabelecendo sua supremacia. como o artífice molda um carro para o homem que precisa dele. a ti. isso prova que nenhum horror era ligado à noção de um pedaço de carne. preces de eficácia. ele. 4. os cantores têm enfeitado seus louvores com coração e mente e espírito. vikartārah. Louvor. 7 8 . com novos hinos. ele enfrenta e destrói seus inimigos. que atrelas corcéis. os trinchadores de carne. – (como açougueiros retalham) uma vaca. Índice ◄►Hino 62 (Wilson) ____________________ Hino 61. Para ele mesmo. ‘corta em pedaços os membros de Vṛtra. lança teu raio contra esse Vṛtra. ele mesmo. para assegurar a tua presença. digno de louvor. para o sábio Indra. 11. Para ele. O nome de um Ṛṣi que. Que Nodhas. eu trago a minha canção de louvor como iguarias saborosas. Indra. e concedendo uma (recompensa) para o dador (da oblação). O texto tem. Indra (Griffith) 1. meu pensamento para o irresistível. como vacas (recuperadas de ladrões). e. De qualquer maneira.202 10. adorou Sūrya. o de movimento rápido. preces oferecidas muito especialmente para Indra. 3.9 16. eu ofereço. Talvez a palavra seja vikretārah. rápido. então. forneceu um lugar de descanso para Turvīti. ou trinchadores. ganhando luz do céu.

5. destruidor dos castelos. 14. Consortes dos deuses. os Gotamas trouxeram suas orações para agradar-te. sim. 1895. com teu amplo poder. que lhe deu Soma para beber assim que ele nasceu. ar e céu. 13 A mãe de Indra. ele. O que atinge: o raio ou relâmpago.2-3. 13. através do esplendor impetuoso dele. e todo o céu e a terra. não superam.48. para reverenciar o herói. Que ele. de modo que as torrentes de chuva possam seguir. sim. Quando ele. mas Um mais forte15 trespassou o javali selvagem. vitorioso. com raio oblíquo. 18 Provavelmente isso significa as Águas Celestiais. 11. para a batalha. que junges Cavalos Baios. espremedor de Soma.17 8. de voz alta e forte para a batalha. adornadas com toda beleza. quando.203 5.3. 3. Indra. os feitos dele. seu adorador. e 7. com movimento impulsivo. os castelos da nuvem que aprisiona a chuva. auto-resplandecente. por glória. 10. que governa sozinho sobre muitos. desenvolveu-se em sua casa. com minha língua eu enfeito.11 6. 17 A nuvem pesada na qual Vṛtra estava envolvido. dividido em partes.98. o poderoso com o que atinge. 13 o grande Viṣṇu tinha bebido a libação. Usando seu poder e favorecendo aquele que venerava. 16 O feroz demônio Vṛtra. Indra ajudou Etaśa.19. Sim. Tais louvores e sacrifício levaram Indra a ajudar Etaśa. Janeiro.12 7. Ele mesmo possui tudo mais. com coração inclinado à generosidade. ele fez um vau. como se fosse um cavalo. no Journal of the Royal Asiatic Society. venha logo e cedo.14 as iguarias cozidas. ele com ira impetuosa abate os inimigos. como vacas aprisionadas. A minha versão corrigida dessa estrofe eu devo ao artigo do Prof. por amor de glória. celestial. Doador generoso. Desse modo. famoso em toda parte. as montanhas fixas. Através da sua própria força Indra com raio de trovão cortou em pedaços Vṛtra. surge. enriquecido com a prece. nas libações de sua mãe.10. Indra. como de um boi. o secador das águas.19 sempre elogiando a proteção desse Amigo querido. também.9-10. visto que com seu raio ele os cercou por todos os lados. quando ele matou o dragão. Os rios procederam. de fato.20 16. Cantem com novos louvores suas façanhas feitas outrora. 14 O estoque de chuva do demônio. ele saqueou.16 atirando através da montanha. 9. a magnitude dele supera a magnitude da terra. escolhe. O poderoso céu e a terra ele envolveu: a tua grandeza o céu e a terra. Assim. A. Veja 2. juntos. para Indra. Macdonell sobre os Estudos Mitológicos do Ṛgveda. contra esse Vṛtra lança teu raio de trovão. as Damas. Para ele. 12 . Rompe as juntas dele. Que Nodhas. golpeando – o vasto. Aditi. 15. Ele deixou as torrentes seguirem livres. aprovado por todos os homens. Para ele mesmo Tvaṣṭar forjou o raio. 19 O Ṛṣi ou vidente do hino. ganhe rapidamente força heroica. lançando suas armas em batalha. para agradar aquele Indra. Os acepipes saborosos. 12. Vasto. para ti. na disputa dele com Sūrya e seus cavalos. dele que se move rapidamente.66. 20 Louvores e sacrifício têm sido oferecidos a Indra. tremem por pavor. Veja 3. Concede atenção a elas. 15 Indra o mais poderoso. o meu hino. Veja 8. Índice ◄►Hino 62 (Griffith) ____________________ 11 As fortalezas dos demônios atmosféricos da seca. o mais habilmente forjado. firmes.32. com o qual ele atingiu as partes vitais de Vṛtra. Logo que. A. lutando na competição de cavalos com Sūrya. Agora para ele dessas coisas tem sido dado o que ele.18 teceram elogios. para Turvīti.

Destruidor de inimigos. 4.204 Hino 62. e similares. suas façanhas são as mais gloriosas. Poderoso Indra. com o que se segue. tu tens dissipado a escuridão com a alvorada e com os raios do sol. como no último. espalhados sobre a superfície da terra. a veneração mais sincera. O gracioso Indra nutriu o céu e a terra. 19) para a confirmação disso. são de duas classes. É dito que os sete sacerdotes são Medhātithi e outros Ṛṣis da família de Aṅgiras. Saramā assegurou alimento para seus filhotes. e o segundo. 7 O termo ayāsya confundiu o comentador.1 pois. para trazê-lo para a cerimônia. Os feitos daquele airoso Indra são muito admiráveis. com os Aṅgirasas. esforço. 2. mas a interpretação de Yāska da palavra navagvā é duvidosa. tu tens fortalecido as fundações da região etérea. que são geralmente consideradas partes do Sāma Veda. um Asura. Nós meditamos. o primeiro. e resgatou as vacas. 1. Ele cita o Nirukta (XI. 2 Quando Indra desejou que a cadela Saramā partisse em busca do gado roubado. Vamos repetir uma prece para o célebre líder de todos. 4 Sāyaṇa identifica os sacerdotes (vipras). 3 Bṛhaspati é aqui usado como um sinônimo de Indra. em um discurso aceitável para aquele Indra poderoso e digno de louvor. e vala. ela concordou em fazer isso somente sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. aquilo que produz fruto. isto é. os Aṅgirasas. nesse lugar. e outras preces. como sempre. Ele. ele diz. tu apavoraste.Sāma. Ofereçam. um cântico próprio para ser cantado em voz alta. com o gado. adorando-o. tu tens endireitado as elevações da terra. todos os quais estavam apavorados pela voz ou trovão de Indra. aparentemente. Mas o comentador compreende que Sāma. por seus adoradores. Continuação do Anuvāka 11. 7. sacerdotes. Varga 2.5 5. que deve ser venerado. 6 Nenhuma especificação desses quatro é dada. e reconhecendo as pegadas. Isso é contrastado. a métrica. Ele pode ser derivado de yāsa. mas elas são ainda menos satisfatórias. e o deus. proclamaram sua alegria em alta voz. – os deuses. uma montanha. 1 . 4 e. 3. o que Indra prometeu. um Sāma adequado para ser recitado alto. fácil de ser alcançado. Indra (Wilson) (Quinto Adhyāya. e aqueles que os conduzem por dez. através dele. recuperaram o gado (roubado). a nuvem frutificante divisível. que não pode ser alcançado por meio de violência. 5 Ādriṃ .2 Então Bṛhaspati3 matou o devorador. tal como os Rathantaras. que deves ser satisfeito com um hino laudatório e de boa pronúncia pelos sete sacerdotes. louvado pelos Aṅgirasas. o protetor ou mestre (pati) dos grandes (bṛhatām). Indra. O último é explicado aqui como nuvem. ou influenciado. (com preces) de eficácia. ou por dez.phaligam . Outras etimologias são sugeridas. ou faz os grãos crescerem por meio da sua chuva. pois navagati pode significar ‘aquele cujo curso ou condição é novo. como o sol no augusto e muitíssimo excelente firmamento. uma nuvem.valaṃ. e que requere a inserção de susādhya.’ melhor do que ‘por nove’. os nossos antepassados. A expressão é āṅghūṣyaṃ . Sūkta V) O Ṛṣi é Nodhas. – aqueles que conduzem sacrifícios por nove meses. para não ser conquistado em batalha: por isso Rosen o traduziu como invictus. adri significando. por tua voz. por louvores.7 mas (é facilmente propiciado por) aqueles que o louvam com hinos sagrados. Ou as três palavras podem ser consideradas como substantivos. partiu em duas as eternas e unidas (esferas do céu e da terra). significa cantar ou entoar os Ṛcas. aquilo que é para ser dividido pelo raio. 6. Varga 1. Triṣṭubh. que. desejosos de proteção (segura). além de eles serem o Ganges e outros. sejam empenhados por nove meses. e os deuses. phaliga. de acordo com uma interpretação. ao vasto e mais poderoso Indra. – aquele que não é alcançável por esforço. como Aṅgiras. Quando a busca foi iniciada por Indra e os Aṅgirasas. na medida em que ele tem reabastecido os quatro rios6 de água doce.

Varga 3. como esposas afetuosas a um marido carinhoso. o filho de Gotama. perseguiu e recuperou as vacas roubadas pelos Pa ṇis. evidentemente. Nodhas. 9. desde um período remoto. Ludwig é de opinião que a palavra ‘prole’ no texto não se refere aos filhotes de Saramā. e o obtém’. que deves ser louvado com hinos sagrados. muitos milhares de atos de devoção (para Indra). oração. (Noite e alvorada) de cor variada. com veneração. 9 Do mesmo modo que Aṅgiras. em suas revoluções. és ilustre. portanto’ como observa o professor Roth.12 encontrou o gado. as mentes deles aderem a ti. com a qual o Deus rompe o esconderijo do inimigo. para nós. chamado de mudrā. Sārameyas. Cantemos glória ao herói muito afamado que deve ser louvado com hinos belos pelo cantor. nascidas repetidamente. cantando louvores e conhecendo bem os lugares. (endereçado) a ti. A lenda diz que Saramā concordou em partir em busca do gado roubado sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. encontraram o gado. 12 Bṛhaspati ou Brahamaṇaspati é o Senhor da Prece. 11. Índice ◄►Hino 63 (Wilson) ____________________ Hino 62. atualmente. o leite maduro e lustroso. alternadamente. Belo Indra. certos entrelaçamentos e gesticulações que acompanham a prece. . com seus membros escuros. um dos primeiros instituidores de cerimônias religiosas. O filho da força. o céu e a terra. se dirigem a ti. ‘É. de manhã. Poderoso Indra. mantém sua antiga amizade (por seu adorador). através de quem os nossos antepassados. com seus membros luminosos. diligente em atos virtuosos. Quando Indra e os Aṅgirases desejaram. tu que és diligente em ação. aqueles que estão ansiosos por riquezas. Tu. Indra. 8 e. um cântico de louvor para aquele extraordinariamente forte. esse novo hino.72. e és o guia seguro (de todos). as irmãs protetoras cultuam a ele que não tem desonra. a alvorada. os piedosos que estão desejosos de ritos sagrados. Saramā encontrou provisão para sua prole. Belo Indra. rapidamente. ‘brahma. 11 É dito que Saramā. Tu. dentro de vacas ainda imaturas. 8 Isso parece sugerir que os dedos eram empregados na realização do que é. o que se supõe significar que Saramā é a Aurora que recupera os raios do Sol que foram levados pela noite. o comentário compreende isso como somente seu uso em atos de culto ou homenagem. Indra (Griffith) 1. Que a prática não é totalmente moderna torna-se óbvio a partir das pinturas das cavernas de Ajanta. Ao grandioso tragam grande adoração. e resoluto.) produzes. sejam pretas ou vermelhas. – a noite. a cadela de caça de Indra e mãe dos dois cães chamados pelo nome da mãe deles. por teus atos. mas sempre jovens. e incansáveis praticam. (Indra. Que ele que adquiriu riquezas por meio de atos virtuosos venha para cá. realizando os gestos com os dedos. dedicado a boas obras. Veja 1. demasiado poderoso. Desde uma época remota os dedos contíguos. que são os cães de guarda de Yama o Deus dos Mortos. mas aos descendentes dos Aṅgirases. têm percorrido. ou os raios de luz que vêm depois da efusão de chuva. várias das pessoas das quais estão.11 Bṛhaspati perfurou a montanha. assíduo em boas obras. 12. com (todas as) suas energias. compôs. que atrelas teus corcéis (ao teu carro). como as esposas (dos deuses). que existes sempre. 10. Enriquece-nos. as riquezas que têm há muito tempo sido mantidas em tuas mãos não sofreram perda nem diminuição. 2.10 3. A oração trespassa o objeto de seu desejo. os Aṅgirases. os heróis gritaram com as vacas em triunfo. não mutáveis. Como Aṅgiras9 nós ponderamos sobre um louvor que alegra para aquele que ama música.8. 10 As nuvens de chuva.205 8. e aqueles que são sábios. 13. Poderoso Indra.

Tu. 9. gibt weisse milch die rothe kuh’. sete cantores. com os mais novos louvores têm acelerado em direção a ti. 7. tu. tu. 18 Indra. Incansável. a mais bela maravilha do Operador de Prodígios.15 sempre unido. ó Senhor do Poder. sábio. tens espalhado os altos cumes da terra. Seus caminhos. buscando riqueza. 17 Noite e Manhã. 22 Indra. Vala é o demônio que mantém as vacas aprisionadas. com os Navagvas. ó Poderoso.14 ele fez quatro rios fluírem cheios de ondas que carregam água doce. 13 . venha logo e cedo.19 de cor preta ou vermelha. 10. 12. dissipaste as trevas. o Par tem viajado em alternância em volta do céu e da terra desde os tempos antigos.20 conectados antigamente. as riquezas que as tuas mãos têm segurado desde os tempos antigos não acabaram nem diminuíram. Grito médio. Deus Forte. Pensamentos antigos. 15 Céu e Terra. o Filho18 com poder mantém sua amizade perfeita. Continuamente nascidas de novo. assim una os nossos hinos a ti. Eles são chamados de condutores velozes porque seguem rapidamente a trilha das vacas roubadas. grito alto. ó Indra. com condutores velozes. 11. e raios. Índice ◄►Hino 63 (Griffith) ____________________ Os sete cantores são provavelmente os próprios Aṅgirases. Tu nas vacas cruas. elas com grande poder preservam os estatutos imortais. 8. wie geht es zu. divino. diferentes em cor. inflexível: fortalece-nos com poder. e rugido. 16 Bhaga é aqui o Deus Supremo. Indra. perto de onde o céu se curva. enriquecido com a oração. Para muitos milhares de obras sagradas as Irmãs 21 sevem o Senhor orgulhoso22 como esposas e matronas. destruidor de inimigos. Indra.16 ele o fazedor de maravilhas estabeleceu as duas Damas17 e a terra e o céu. [Uma tradução aproximada: ‘Ó. tu. A cor do leite também é contrastada com aquela das vacas. cada uma de sua maneira. com o raio laceraste o obstrutor Vala. permanecem incólumes. 6. as Damas jovens. com Daśagvas. como na cantiga infantil alemã citada por Zimmer: ‘O sage mir.13 5. No mais alto céu como Bhaga. a Aurora com membros de esplendor. que atrelas os Corcéis Fulvos. Como esposas ansiosas se unem ao seu marido ansioso. e fixado firmemente a região embaixo do céu. 14 Fluindo para o distante horizonte. diga-me como é que é branco o leite da vaca vermelha’. Líder infalível. com adoração. a Noite com seus membros negros. maduro ou cozido em seus úberes. Que. o mais potente. com a Alvorada. Nodhas. Este é o ato mais digno de toda a honra. Que ele. hábil em operação.] 20 Os rumos da Noite e da Manhã. ele separou antigamente o Par antigo. o filho de Gotama.206 4. moldou essa nova oração para ti Eterno. Louvado pelos Aṅgirases. os Navagvas e os Daśagvas também são os Aṅgirases ou seus aliados sacerdotais. 19 As vacas são chamadas de cruas como contrastadas com o leite morno. Rico em boas ações. Śakra. 13. conquistado por hinos laudatórios. Tu és esplêndido. Ó poderoso Indra. ó Senhor. o Sol. despedaçaste a montanha. 21 Um nome que ocorre frequentemente dos dedos quando empregados em atos de culto. provês o leite maduro de cor branca brilhante.

no conflito cerradamente aglomerado e concessor de riquezas. 4. e todas as outras coisas vastas e sólidas. que conquistas facilmente (teus inimigos). em si mesmo. não é em seu próprio nome. como no caso de Kutsa. manejador do raio. tornando-te manifesto (na hora de) temor. Aumenta. tu (adquiriste) quando tu mataste Vṛtra. todas as criaturas. a riqueza de Anhu. com reverência. Tu. no mesmo relato (hino 51). Indra é. tremeram. tu afugentaste os Dasyus3 em batalha. Louvores têm sido proferidos para ti. (quando nós estamos expostos) à aversão (dos nossos inimigos). Indra (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. tu cortaste. – Kutsa seria um príncipe que teve parte ativa na subjugação das tribos originais da Índia.4 abre todos os quadrantes (do horizonte) para os cavalos de nós que te louvamos. 8. assim como tu és. divino Indra. Sudās. Os homens te invocam. digna de ser desfrutada (por guerreiros) em combate. por medo de ti. 4 Mesmo que hostil a ele. ele faz atos não desejados pelos inimigos dele.207 Hino 63. 1 tu atacas teus inimigos. e. De acordo com o significado aparente de Dasyu. glorificado por muitos. por Sudās. aludido na estrofe anterior. realizador de atos não desejados. indiferente àqueles que são contrários a ele. alimento abundante. 5 Purukutsa é chamado de Ṛṣi. sustentaste. destrói nossos inimigos. de manhã. emissor de chuva e manejador do raio. com o qual. Isto é. 2 . e. Tu. Concede-nos vários tipos de alimento. para nós. teu adorador coloca teu raio em tuas mãos. Indra. o céu e a terra. sempre te saciando (com oblações). tu és o poderoso que. ó rei. poderoso Indra. como os (trêmulos) raios do sol. por tuas energias. por toda a terra.2 no combate mortal e travado de perto. 5 tu aniquilaste as sete cidades. e Anhu. tu atrelas teus cavalos que se movem de vários modos. Índice ◄►Hino 64 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. herói munificente. seja sempre concedida. o amigo do homem. o chefe dos Ṛbhus. Esses nomes ocorreram antes. e a deste para ele. 5. Varga 4. se ele empreende a destruição deles. destróis as numerosas cidades deles. rapidamente. ajudaste o jovem e ilustre Kutsa. 1. o melhor de todos os seres. 7. – bárbaro ou alguém não-hindu. e métrica. Indra. como se (ela fosse um tufo) de grama sagrada. Que essa tua ajuda. deus. que não desejas ferir nenhum (mortal) resoluto. 3. Indra. Varga 5. pelos filhos de Gotama. de Asura. e. o que humilha e ataca (teus inimigos). na guerra. 9. como com uma maça. Quando. Indra. Então. 6. (para ti). guerreando em nome de Purukutsa. – pelo qual. o subjugador de inimigos. e quando. de fato. mas em defesa de seus amigos e adoradores. e as montanhas. Indra. trazido (para cá) por teus corcéis. manejador do raio. como antes. 3 Os Dasyus são descritos como os inimigos de Kutsa. mas nenhuma informação adicional é dada no comentário. Indra. o animaste a (adquirir) tal (renome) como aquele que. quando tu fazes a água fluir por toda parte. – (de modo que ele possa ser tão copioso) quanto água. 2. de rei. tu nos concedes (existência). (eles têm sido) proferidos. e mataste Śuṣṇa. Que ele que adquiriu riquezas por atos virtuosos venha para cá. herói.

Isso tu fazes. 33. em seu medo de ti. Quando os teus dois Baios viajantes tu puxaste para cá. Tu és leal.6. por Sudās. 5. 12 Esse é claramente o sentido das palavras como elas são.8. no tumulto da batalha.52. forte em ação. ó Herói. ó Muito Invocado. como grama tu os arrancaste. ó Indra.6) e Pūru são reis ou chefes de clãs. ó Indra. ó Indra. tu és o Senhor dos Ṛbhus. Abre a pista de corridas para os nossos cavalos. enriquecido com a oração. todas as montanhas firmemente fixadas e as criaturas monstruosas se agitaram como poeira diante de ti. e por necessidade. venha logo e cedo. com poder tu terrificaste a terra e o céu. 7 .14 e 1. Guerreando por Purukutsa10 tu. tu de grande alma. como um amigo. em vontade irresistível. Deus que te moves em volta de nós. 8. Veja 1. 8 Foi mencionado antes como o protegido de Indra. tu favoreceste. 7. Facilmente. 9 Demônios hostis. ó Indra. 3. Que. tu fazes o próprio vigor fluir para nós para sempre. Quando. Índice ◄►Hino 64 (Griffith) ____________________ 6 Os louvores do adorador fortalecem Indra. 6. 9. Tu és o Poderoso. Orações foram feitas por Gotamas. e não és ferido. 4. ó Indra. quando nasceste. com o qual. mata. 10 Um favorito de Indra e dos Aśvins. Por isso os homens te chamam. ou talvez tribos selvagens.11 nos alimenta com alimento variado abundante como água – alimento com o qual. ó Divino. 4. quando. como com uma maça. Tu. armado com o Trovão! os nossos inimigos. e o incitam à realização de façanhas gloriosas.112. Ó Indra. Herói. 1. Sāyaṇa explica. Veja 1.174.2. com louvor pelos teus Cavalos Baios. teu adorador6 colocou em teus braços o trovão.20. sempre devia ser implorada em atos de força em combate. vencedor. Indra.8 com cavalo e carro mataste Śuṣṇa em combate. Indra (Griffith) 1.51. para o jovem e glorioso Kutsa. 2. Que ele. é um epíteto aplicado ao Sol também. Rei. no conflito concessor de luz. ao lado dele. Chefe acima dos três seres semidivinos que por suas boas obras se elevaram à imortalidade e divindade. mesmo na ira do mortal mais forte. dirigidas a ti. 11 Parijman. Aquele que faz Trovejar. nota. quando.7 heroico. Sudās (veja 1. e à carruagem dos Aśvins. tu derrubaste os inimigos e muitos castelos. ‘com reverência a ti ligado com teus cavalos baios’. circundante. trouxeste ganho para Pūru. Indra. com vitória fácil tu dilaceraste os Dasyus9 em sua habitação distante.47. Veja 1.12 Traze-nos de forma nobre riquezas abundantes. esses tu desafias. Essa tua ajuda. tu esmagaste Vṛtra.7.208 Hino 63. armado com o Trovão! demoliste os sete castelos.

coletivamente. coabitantes com a riqueza. 10.209 Hino 64. belos e vigorosos. dignos de adoração. os deuses são os Maruts. cuja arma (de ataque) é Indra. e a ordenham.2 e suas armas. de brilho resplandecente. 2. e borrifam a terra com a água. (e fluem facilmente) como as águas. limpos do pecado. eles com seu poder criam os ventos e os relâmpagos. louvor sincero à companhia dos Maruts. a flecha. 7. encantando (seus adoradores). Maruts (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é o mesmo. 9. Varga 8. Os munificentes Maruts espalham as águas nutritivas. destrutivos daqueles que não cultuam (os deuses). agitando as nuvens. 1. líderes. (para proteger o sacrificador) contra interrupção. vocês. Os mais sábios Maruts rugem como leões. 11. eu profiro os louvores concebidos em minha mente. em sacrifícios. Oferece. Eles enfeitam seus corpos com vários ornamentos. de som alto. agitam todas as substâncias. como sacerdotes. e que são líderes (de homens). dos Maruts. ou corcéis. que são eficazes em ritos sagrados. quando vocês põem vigor em suas (éguas) vermelhas.1 difusores de gotas de chuva. Aumentadores de chuva. 5. Os circundantes e agitadores Maruts ordenham úberes celestes. e. 1 . Rudras jovens. a manteiga clarificada. como elefantes. exceto no último verso. por elegância. Como cavalariços guiam para frente um cavalo. com elas e sua própria força. Enriquecendo seu adorador. ‘como aquilo que é produzido. em suas mãos. derrubam as florestas. e com as mãos postas. de bravura infinita. eles têm colocado. portanto. radiantes como sóis. 2 Pṛṣatībhih. como montanhas em estabilidade. – a tropa de demônios que acompanha Parameśvara ou Śiva. literalmente. eles nasceram. Os Maruts. Varga 6. sua (glória) senta em carruagens providas de assentos. eles vêm. de força mortal em sua ira. de progresso desimpedido. eles trazem adiante. e imóveis como montanhas. que são os vāhanas. os conquistadores de seus inimigos. propõe outro significado: ‘como uma carruagem que passa por cima e esmaga gravetos e palhas no caminho’. eles impelem. com seus antílopes. poderosos como maus espíritos. que repelem inimigos. e de movimento rápido. e cujo poder é fatal em sua fúria. trovejante e inesgotada. que estão separados em tropas. Varga 7. derrubam as árvores em seu caminho). como elefantes3 (em uma manada. que são bondosos para os homens. na estrada’. vocês fazem ressoar o céu e a terra (em sua chegada). destruindo (seus inimigos). eles estão desejosos de conceder (os desejos do adorador). seguram. os oniscientes são graciosos como o cervo pintalgado. que são heróis. Nodhas. Eles são Satvāno na. e imperecíveis. (guirlandas) brilhantes em seus peitos. do céu. ou como o encantador relâmpago. 3 Āpathyo na. por sua chuva. 6. e purificando (a todos). por sua força. os filhos de Rudra. e. lanças são carregadas em seus ombros. aqueles emitentes de chuva e que amadurecem frutos. com os cervos pintalgados. Vastos. Sereno. possuidores de conhecimento. 8. combinados com a força. deixando um amplo espaço para explicação. 4. ou ocorre. Maruts. a nuvem que se move rapidamente. Satvānah é explicado como Parameśvarasya bhūtagaṇah. visível como (uma bela) forma. com rodas douradas. Eles nasceram. no qual ela é Triṣṭubh. as nuvens à parte. Sāyaṇa. do céu ou da terra. a métrica é Jagat ī. 3. e de formas terríveis. devoradores de inimigos. que são oniscientes.

Eles vêm à luz. visitantes do salão de oferenda. para obter prosperidade. com louvor. concedam para seus ricos (adoradores. ele realiza o culto necessário. o aniquilador (de seus adversários). eles fazem os relâmpagos com seus poderes. e utilizadores de armas brilhantes. 11 Os úberes do céu: as nuvens cheias. resplandecendo brilhantemente assim como sóis. recebendo libações de recipientes sagrados. e examinam tudo. os Touros do Céu. eles fazem os ventos. Maruts.8 matadores de demônios. rapidamente. recorrem ao levantador de poeira e poderoso grupo de Maruts. e tal neto. livres de mancha e mácula. em seu significado comum. 4 . 6 O Ṛṣi ou vidente do hino endereça essa linha para si mesmo. os Grandiosos. o capturador de riquezas. espalhando gotas de chuva. o digno de elogio. são os lampejos de relâmpago. Com ornamentos brilhantes eles se enfeitam para exibição. por cem invernos.5 eminente por boas obras. assim como seus outros ornamentos brilhantes.9 que nunca envelhecem. e que a tudo discerne. ó Nodhas. Os agitadores inquietos drenam os úberes do céu. 9 Isto é. O homem a quem vocês defendem. filho. Que eles que adquiriram riqueza por meio de atos virtuosos venham para cá. é suprido pelo comentário.6 para os Maruts traze um presente puro. Que nós criemos tal filho. eles nasceram juntos.210 honrados com sacrifícios. as frases finais autorizam a adição. e ele prospera. 2. um filho). – (riquezas) calculadas às centenas e aos milhares. como montanhas. Eles fazem tremer todos os seres com sua força imensa. e sempre crescentes. 7 Ou de Dyu ou Dyaus. invencível em batalha. eles têm se desenvolvido. os filhos de Rudra. – “Eles (os sacerdotes) derramam o suco Soma no recipiente”. 13. riquezas.11 É dito que os Maruts são adorados no terceiro ou cerimonial vespertino. Jovens Rudras. irresistíveis. matadores das nuvens que não dão chuva. são os filhos de Rudra. com seus homens. e sempre vagando em torno enchem a terra totalmente com leite. Traze para a tropa varonil. Ṛjīṣiṇaṃ. os jovens de Rudra. até os mais fortes. atacantes espontâneos (de seus inimigos). subversores dos que são estáveis. de manhã. que dão força. por si mesmos.7 divinos. da terra e do céu. (Sacerdotes). Eu enfeito minhas canções como alguém de mão hábil. Os que rugem alto. 5. 14. 12. Nós invocamos. ele adquire alimento. 15. supera rapidamente todos os homens em força. por beleza em seus peitos eles amarram suas correntes de ouro. derramam água. e. Maruts (Griffith) 1. mas aqui ela pode significar qualquer recipiente sacrifical. 8 Os Maruts. com seus cavalos. Ṛjīṣiṇaṃ abhiṣunvanti. eles mesmos imóveis. Índice ◄►Hino 65 (Wilson) ____________________ Hino 64. ou Deuses da Tempestade. de formas terríveis como gigantes. sábia e majestosa. riquezas duráveis. de mente sábia prepara a água que tem poder em rituais solenes. As lanças10 em seus ombros trituram em pedaços. 4. purificam tudo. acompanhadas por posteridade. Maruts. de acordo com o texto. Deem-nos. 10 As lanças. ilustre. 3. 5 Putra. e mortificantes para nossos inimigos. O leite é a doce chuva fertilizante. o grupo dos Maruts que destroem inimigos. os Homens do Céu. Maruts.4 e derramando (benefícios). devoradores do inimigo. com sua proteção. os purificadores. é uma frigideira.

os adoráveis. ele de fato em força supera todos os homens. Extremamente sábios eles rugem poderosamente como leões. 13. de acordo com Sāyaṇa. os caçadores do céu. ele ganha força honrosa e prospera. Índice ◄►Hino 65 (Griffith) ____________________ 12 A nuvem de chuva. 8. embora possivelmente com a ideia implícita de produção de chuva. Eles que com pinas douradas fazem a chuva aumentar impulsionam as grandes nuvens como viajantes no caminho. brilhante. 7. heróis. rápidos. e eu a adoto por ora. sempre crescente? Que ele. vocês planam rapidamente em seu caminho. enriquecido com a oração. tesouro com seus homens.15 os Ativos. 14 O significado de vṛṣakhādayaḥ é incerto. fertilização’. ‘transmite o significado de forte. Wilson. Que nós criemos bem. os brilhantes. sobre os carros o relâmpago se encontra visível como luz. vocês nos darão riqueza durável. possuidores de tudo. de suas carruagens. com poder extraordinário e maravilhosamente brilhante. Ele ganha despojos com seus corcéis. 13 . conhecida de todos os homens. são belos como antílopes. louvável. Sāyaṇa. a que nunca falha. impetuosos. por mil. 14. que resiste a ataques – multiplicada por cem. eles colocaram a flecha em seus braços.16 venha logo e cedo. abundante em homens. armados com fortes anéis de homens. em vez de ‘combatentes’ o qual ele apresenta em sua tradução. 15. 12. Os Maruts generosos com a abundância de leite caindo preenchem completamente as águas que são úteis em ritos solenes. Automoventes. ‘Adoráveis’ é sugestão do professor Max Müller.14 os arqueiros. com ira de serpentes por força. sendo dito que vana significa água. Ó Maruts. A música do vento e da tempestade sendo considerada como a canção de louvor dos Maruts. fortes por si mesmos como montanhas. incansáveis. ó Maruts. invocado por muitos adoradores.13 com fúria de serpentes por seu poder. vocês saúdam a terra e o céu. combinados como sacerdotes. ó Maruts. O último hemistíquio é o refrão usual dos hinos atribuídos a Nodhas. mas o khādi parece ter sido um anel usado no braço e no pé. durante uma centena de invernos. Eles guiam. A progênie de Rudra nós invocamos com a oração. Ludwig sugere ‘residentes nas florestas’. filho e descendentes. que traz riqueza. Então. 16 Ou. Mas o significado das palavras assim traduzidas não é claro. o homem a quem vocês protegem com sua ajuda. para os adoradores deem força gloriosa invencível em batalha. como o professor Max Müller observa. os rápidos. ou rico por causa do hino justamente recitado. que favorecem o homem. Senhores de todas as riquezas. Ele pode também ter sido usado como uma arma. de poderes infinitos. Heróis que marcham em companhias. os Maruts com lanças brilhantes fazem todas as coisas oscilarem.211 6. Vṛṣa. a qual na mesma linha é chamada de fonte ou poço. 9. agitando a escuridão com lanças e cervos pintalgados. Ao forte grupo de Maruts nos apegamos em busca de felicidade. Sobre os assentos. por assim dizer. 15 O significado de vaninaṃ é incerto. eles. 10. de modo que possa chover: eles ordenham a fonte trovejante. dotados de vigor potente. morando no lar da riqueza. cantores de voz alta. eles derrubam os firmes. Benfey e Max Müller dão outras interpretações. em geral. traduz como ‘derramadores de água’. como os discos de borda afiada são usados pelos Sikhs. vigorosos. 11. Maruts. o Cavalo Forte12 adiante. Como os elefantes selvagens vocês consomem as florestas quando vocês assumem a sua força entre as chamas vermelhas brilhantes. Potentes.

que com os aros dourados de suas rodas aumentam a chuva. em passagens como essa. 19 cresceram irresistíveis como montanhas. os devoradores de inimigos. Os Maruts. os oniscientes. homens de bravura infinita armados com anéis fortes. na terra e no céu. deve ser traduzido os filhos de Dyu (3. incessante. a nuvem. Roth traduz por anel. 3. os impecáveis. que é lançado de uma grande distância. Eles derrubam com sua força todos os seres. VARGA 6-8. aqueles que nunca envelhecem. Eles se enfeitam com ornamentos brilhantes para uma exibição admirável. incansáveis. como gigantes. os jovens varonis de Rudra. sábio em sua mente. e não os filhos do céu. com efeito fatal. Quando os Maruts são chamados de Rudrasya maryāh. cuja ira por força é como a ira de serpentes. as lanças em seus ombros trituram em pedaços. eu penso. quando vocês assumiram seus poderes entre as chamas vermelhas. Como os leões eles rugem. 11. como viajantes na estrada. a personificação é sempre preservada. e é certo que esses khādis podiam ser vistos não só nos braços e ombros. os touros altos de Dyu18 (céu). ele pode originalmente ter significado algum tipo de arma. eles borrifam a terra por toda parte com leite (chuva). se os mesmos seres são chamados de Divah maryāh. É difícil dizer. eles cuja ira por força é como a ira de serpentes. cantores. são matadores das nuvens. arma ou alimento. espalhando gotas de chuva. visível como luz. Os abaladores ordenham os úberes celestiais (nuvens). com seus cervos pintalgados (nuvens de chuva) e com suas lanças (relâmpagos) eles incitam os companheiros juntos. Oniscientes. os que rugem. Fortes eles são. – vocês mastigam florestas. o leite fértil (das nuvens). cercados por riqueza. o relâmpago permanece.212 Hino 64. os sábios. ó Nodhas. isso também. fortes em si mesmos como montanhas. os homens de Dyu. 18 . os divinos. cheios de projetos terríveis. os Maruts com suas lanças brilhantes fazem (tudo) oscilar. 2. ó Maruts. eles ordenham a fonte trovejante. eles derrubam o que é firme. 17 A primeira linha é endereçada pelo poeta para ele mesmo. os arqueiros. os Maruts sábios. Os generosos Maruts derramam água. 5. mas se derivado de khad. morder. como elefantes selvagens. Os Rudras jovens. 4. Eles que conferem poder. 8. HINO 64. Os touros de Dyu é uma expressão mais primitiva e mais vigorosa para o que nós devemos chamar de os ventos fertilizantes do céu. os matadores do demônio. À noite. até os mais fortes. de tais nuvens que não produzem chuva. os alegres. eles fizeram ventos e relâmpagos por meio de seus poderes. Eles nascem. em seus peitos que eles prenderam (correntes de) ouro por beleza. dotados de poderes. 59. 20 Em vṛṣa khādi o significado de khādi não é claro de modo algum. poderosa em sacrifícios. ou seja. ADHYĀYA 5. mas também nos pés dos Maruts. saúdam o céu e a terra! Nos assentos em seus carros. eles são belos como antílopes. Sāyaṇa evidentemente adivinha e propõe dois significados. 5. agitam as nuvens. 1). os amigos do homem. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. poderosa em sacrifícios. um aro com bordas afiadas. prepara a água. os filho de Rudra (7. 6). Em várias passagens onde ocorre khādi. 1. AṢṬAKA I. Vocês que marcham em companhias. Há uma arma famosa na Índia. o chakra ou disco. eles nasceram juntos por si mesmos. para os Maruts traze. Eu preparo canções. 9. Eles são rápidos. Eles parecem guiar por todos os lados o cavalo poderoso. 6. pegaram a seta em seus punhos. Portanto. 7. 13. se Dyu deve ser tomado como o céu ou como uma divindade personificada.17 uma oferenda pura. 10. eles se movem por si mesmos. 54. (contudo) deslizando rapidamente para frente. para fazer chover. puros e brilhantes como sóis. heróis. de belo esplendor. como um sacerdote hábil. Para a hoste varonil. matadores do demônio.20 eles. 19 Abhog-ghanah. poderosos. 56. ele parece ser um ornamento em vez de uma arma.

a fim de obter uma palavra coletiva no masculino singular. 14. porque bebem em sua última libação o suco feito do ṛjīṣa. os ativos. Ele ganha despojos com os seus cavalos. ele adquire sabedoria honrosa. 22 Rico em preces. Ṛjīṣa é o que resta da planta-Soma depois que ela foi uma vez espremida. passaram a ser considerados como os bebedores de ṛjīṣa. invocado por muitos adoradores. 15. Mas é muito mais provável que os Maruts fossem invocados na terceira libação porque originalmente eles eram chamados de ṛjīṣiṇ pelos poetas vêdicos. durável.213 12. que adquire riqueza. nos conceder riqueza. e ele prospera. ele de fato supera as pessoas em força através de sua proteção. os poderosos. Apeguemo-nos por causa da felicidade à forte companhia dos Maruts. tesouros com os seus homens. 21 . invencível em batalha. isto é. brilhante. 23 A última frase termina seis dos hinos atribuídos a Nodhas. impetuosos. como os Maruts são invocados na terceira libação. Maruts. que resiste a todos os ataques? – Riqueza multiplicada por cem e por mil. o rápidos. do que em um hino para os Maruts. é a opinião dos comentadores indianos. Vocês irão então. louvável. Assim. Agora. os puros. pelo menos. tais como Agni ou Indra. ó Maruts. ansiar. protegeram. Essa. se esforçar. e foram designados consequentemente para a terceira libação em sacrifícios. para nossos senhores força gloriosa. Nós invocamos com prece os filhos de Rudra. Deem. os impetuosos. sempre aumentando? – Que ele que é rico em preces22 (a hoste dos Maruts) chegue cedo e logo!23 Índice ◄►Hino 85 (Müller) ____________________ Ṛjīṣiṇ. os Maruts. e que é usado novamente para a terceira libação. Ela é mais adequada em um hino endereçado a divindades individuais. esse ṛjīṣiṇ sendo derivado de ṛjīṣa e ṛjīṣa de ṛj. os adoráveis. os caçadores do céu. Nós devemos suprir śardha. Vamos alimentar nossos amigos e parentes durante cem invernos. por serem chamados de ṛjīṣiṇ. ó Maruts. derivado de ṛjīṣa. abundante em homens. eles foram chamados de ṛjīṣiṇ.21 13. conhecida de todos os homens. o Soma fermentado e transbordante. O mortal a quem vocês.

214 Hino 65. 1. Agni (Wilson) (Anuvāka 12. o primeiro pode significar o aumento de frutos ou recompensas desejadas.” 4 Os epítetos são. ele se ampliou. As divindades firmes e plácidas te seguiram. assim Agni cria. ‘uma caverna’. e. e corta os pelos da terra. 1 Varga 9. arbustos. Índice ◄►Hino 66 (Wilson) ____________________ 1 Cada estrofe é dividida em metade.] 2 Guhā catantaṃ.3 3. visto que. um peixe o descobriu. pelas pegadas. Todos os deuses que têm direito a culto sentam perto de ti. e cada um dos dois pādas é considerado como formando uma estrofe completa: por isso é dito que esse hino e os cinco seguintes são daśarca. o filho de Vasi ṣṭha. como a consequência de sacrifícios com fogo.4 Quem pode detê-lo? 4. como por exemplo. por assim dizer. como Soma. por suas operações. de romā pṛthivyāḥ. de fato. chamados. assim Soma é o alimento. e semelhantes. produtivo (de alimento vegetal). e estava manifestado. ligados aos objetos de comparação. e o alimentador é Agni. encantador como água. ou extrai delas. ele é um criador. o Ṛṣi. que era muito aumentado por louvor. Agni é agradável como nutrição. como um irmão para suas irmãs. quando escondido em um buraco (das águas). Algumas das comparações admitem várias interpretações. veja a nota 16. de acordo com o Vājasaneyi Yajush: Visto que há alimento e alimentador. a fonte de alimento sacrifical. flores.) como um animal com membros enrolados. e como águas correntes. ele consome a floresta. em ambos os quais Agni se escondeu por uma época. o calor do estômago. filho de Śakti. no útero das águas. ou ao oco da árvore Aśvattha. a consciência aos homens. como uma montanha. capins. [Oldenberg os divide todos em dez. ocultandose. no texto. os deuses desejaram um mensageiro para ele. se aplica à profundidade das águas. É dito que o primeiro termo. ele é como um cavalo incitado a uma investida em batalha. quando excitado pelo vento. Agni. embora igualmente aplicáveis a Agni. 2. Parāśara. . O Agni aqui aludido é o fogo da digestão. ou têm dez estrofes cada. ele restaura. no texto. vasto como a terra. a busca se estendeu por todos os lugares. despertado na alvorada. Ele é parente amável das águas. geralmente. como um cisne sentado. Os deuses seguiram os rastros do fugitivo. Agni é o comedor e o soberano do alimento. a métrica é chamada de Dvipadā Virāṭ. de acordo com os Taittirīyas: “Ele.5 5. eles têm somente cinco. e as levas para os deuses.2 como um ladrão (que roubou) um animal. ele percorre os bosques. 6 nascido das águas (onde ele espreitava. 3 Um peixe revelou para os deuses onde Agni tinha se escondido. enquanto. Sūkta I) O deus é Agni. como um Rājā (destrói seus inimigos). 6 De modo semelhante como Soma cria ou faz crescer plantas úteis. Ele respira em meio às águas. a sua qualidade nutritiva. – a ti. que reclamas oblações. e sua luz (se espalhou) ao longe. 5 Os frutos. entrou nas águas. e a terra se tornou como o céu. as águas se avolumaram (para esconder a ele).

Como um corcel incitado a correr em carreira veloz.215 Hino 65. a Lei ordenada para sempre. avançando como o Sindhu.7 Agni (Griffith) 1. como uma colina frutífera. sábios. 15 Como o Soma deificado. 10 O Indus. um rio saudável. a base da Lei. A caverna escura é a profundidade das águas nas quais Agni se escondeu.11 Quando através da floresta. e a levas para os deuses. ele se espalha. 8 . ele cresceu como uma criatura jovem. como ele mantém sua posição por cobrar contribuições dos ricos.14 Um Sábio como Soma. Os Deuses se aproximaram dos caminhos da Lei Sagrada.10 quem pode deter o seu curso? 4. entre os homens ele acorda de manhã. Resolutos. levando com ele o sacrifício como um ladrão leva uma vaca. nascido nobremente no útero. Parente como um irmão para suas irmãs correntes de água. como uma grande morada. 14 Na hora do sacrifício matinal.15 surgido a partir da Lei. As águas alimentam com louvor o Bebê crescente. poderosa. ou algum grande rio. 12 Grama e arbustos. eles te rastrearam como um ladrão à espreita na caverna escura com uma vaca roubada. houve uma reunião vasta como o próprio céu. 13 o mais sábio em mente. Como alimento agradável.9 3. e não raro ininteligíveis. de fato Agni corta o cabelo da terra. 13 Após sua rápida fuga para as águas nas quais ele se escondeu. 9 O lugar de sacrifício. Índice ◄►Hino 66 (Griffith) ____________________ 7 Esse e os oito hinos seguintes são geralmente difíceis. ele come as florestas como um Rei come os ricos. incitado pelo vento. lá perto de ti se sentaram todos os Santos. Os deuses seguiram Agni que tinha fugido. 11 Isto é.8 a ti que reclamas adoração.12 5. Como um cisne sentado no lago ele arqueja. 2. brilhando muito. os quais os incêndios florestais destroem.

A maior parte deles (65-70) é composta na métrica Virāj. Um realizador de culto como Soma. VARGA. Como boa sorte. sem dúvida. 6. 10.18 Todos (os deuses) dignos de adoração se sentaram (com reverência) perto de ti. Ele escreve: "Eu preferiria parīṣṭi. no ventre de Ṛta. perto de ti”.19 4. 9. a ele que é bem nascido. as águas nutrem a criança excelente com louvor. ou seja. que desperta ao amanhecer. 17 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução para os versos 1 e 2: “Os sábios (deuses). Eu dei lá as minhas razões para considerar que cada verso é composto de vinte sílabas. tira a riqueza) dos ricos. como se segue um ladrão pelo animal.16 AṢṬAKA I. Esses hinos são dirigidos exclusivamente a Agni. Mas pariṣṭi parece significar uma corrida de um lado para outro. brilhando à distância. 20 O significado é que Agni produz nutrição para todos os seres como uma montanha fertiliza a região pelas águas que descem dela. 9. os deuses em busca. Os deuses seguiram as leis de Ṛta. Todos os deuses veneráveis se sentaram (reverentemente). literalmente. 95 e seguintes. é atribuída a Parāśara Śāktya. juntos seguiram a ti (Agni). No colo. eles seguiram a ti que aceitas e levas adoração (aos deuses). estendendo-se ao longe. 1.17 A ti que te ocultas em segredo como um ladrão com um animal (que ele roubou) – que atrelaste adoração e levaste adoração – 2. busca. quando escondido. Sentado nas águas ele silva como um cisne. como as corredeiras do Sindhu – quem pode detê-lo? 7. ele que pertence aos clãs. impulsionado pelo vento. como a colina fértil. Agni corta o cabelo da terra. (Ele é) muito famoso por seu poder mental. por meio de pegadas. veja sobre essa métrica o meu Prolegomena. 65-73. Ele come as florestas como um rei (come. (Ele é) o parente dos rios. 3. Índice ◄►Hino 66 (Oldenberg) ____________________ 16 A autoria de toda a coleção. reconhecimento. a terra. 18 Nós temos aqui o mito bem conhecido do oculto Agni descoberto pelos deuses. . ‘Houve busca na terra como no céu’. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Houve uma abrangência como o céu (engloba) a terra. como o céu. Os 'sábios' (dhīrāḥ) são. 5. o deus nascido de Ṛta. Como um cavalo de corrida incitado adiante na corrida. 1. como uma ampla morada. 8. como um irmão de suas irmãs. era área de reconhecimento”. como um animal jovem. Os sábios seguiram unanimemente por tuas pegadas.216 Hino 65. 19 A opinião do professor Max Müller sobre essa frase difere da minha.20 como o rio refrescante. ADHYĀYA 5. não de quarenta. HINO 65. Quando ele se espalhou pelas florestas.

aqueles que vão existir. ele protege a propriedade. como o Sol que examina tudo.217 Hino 66. 5 Assim o comentador explica os termos carāthā e vasatyā. que é puro e radiante. ele é como um Ṛṣi. como o ar vital. e futura. Agni.1 ele é um ornamento para todos (na câmara sacrifical). como um corcel6 amigável ele nos concede poder. uma lenda é aludida. puro e refulgente em direção à floresta ele acelera. e concedeu a ela riqueza e progênie. os mesmos. 1 Como o realizador de um sacrifício cuida para que nada arruíne o rito. Ele tem lançado suas chamas em volta (para todas as direções). ou de coisas imóveis. ele a transferiu para Agni. Ou. aqui.3 o marido das esposas. passada. Como uma mansão segura. 3. 5 como vacas se apressam para seus estábulos. É dito que jāta significa todos os seres existentes. 3 Porque elas deixam de ser donzelas quando a oferenda ao fogo. presente. por causa do nascimento simultâneo de Indra e Agni. como rios de água corrente. isto é. de brilho inatingível. como um pássaro veloz. invocações incitadas por mentes purificadas por oferendas de coisas móveis. eminente entre as pessoas (devotas). da adoração com fogo. segundo Yāska. Agni. janitva. Agni. o louvador (dos deuses). tudo o que nascerá. como Yama. os raios se misturam (com o brilho) visível no céu. ele é o conquistador de homens (hostis). desse modo Agni o defende de interrupção por Rākṣasas. Ele oferece segurança como uma casa agradável. Varga 10. yama. é como um sacrificador vigilante. ou como a flecha de ponta brilhante de um arqueiro. 4. que a deu para um marido mortal. . resplandecente em batalha. 1. como um corcel carregador de cavaleiro. ou como uma carruagem dourada entre os homens. com esplendor extraordinário. de Soma. consome as florestas. como arroz. 6 Como um cavalo de guerra que ajuda a ganhar despojos em batalha. como um filho bem comportado. Ṛṣi. Índice ◄►Hino 67 (Wilson) ____________________ Hino 66. Agni (Wilson) (Sūkta II) Deus. Vamos nos aproximar daquele brilhante Agni com oferendas animais e vegetais. como grãos amadurecidos. e semelhantes. Como um Vidente louvando. como a respiração. 21. Como o olhar do Sol. ambos são idênticos a Agni. e métrica.2 Ele é o amante das donzelas. tem somente seu significado etimológico: ‘aquele que dá o objeto desejado para os adoradores’. uma vaca que produz seu leite. que. 2. como Yama. o Conquistador dos homens. ele (nutre as pessoas) como a cevada. é tudo o que nasce. animais. tendo obtido – não aparece como – uma donzela. ele é como o branco (sol). como uma vaca produtora de leite. Essa estrofe inteira é comentada similarmente no Nirukta X. 4 A esposa tendo uma parte principal em oblações ao fogo. como um exército enviado (contra um inimigo). famoso entre o povo. a entregou ao Gandharva Viśvávasu. por causa da dependência de toda a existência. como o próprio filho. é completada. Ele apavora (seus adversários). Ou pode ser aplicado a ele como um dos gêmeos (yama). Agni (Griffith) 1. como Yama. que é a vida. como uma mulher em uma residência. em qual sentido ele é um sinônimo de Agni. 2 De acordo com o comentador. Quando ele brilha. 2. a parte essencial da cerimônia nupcial.4 5. como riqueza de tipo variado. que é como riqueza maravilhosa.

como um carro. um conquistador de homens. semelhante ao sopro vital. Como um exército que é enviado adiante ele mostra sua veemência. II. e eu não vejo nenhuma razão pela qual esse não possa ser aquele substantivo com o qual śveta está mais frequentemente combinado no Ṛg Veda. Índice ◄►Hino 67 (Oldenberg) ____________________ 7 A oferenda para Agni sendo uma parte essencial da cerimônia religiosa de casamento. o marido de esposas. enfeitado com ouro. agradável como uma herdade.134. 4. impetuosa nas lutas. que nós alcancemos o Deus aceso como vacas sua casa à noite.8 5. As mulheres são as conchas sacrificais que se aproximam Agni. 4.5. As vacas mugiram com a visão do sol. ou as preces? Veja Bergaigne. chegamos a ele que foi aceso. como a flecha de ponta afiada de um arqueiro. brilhante quando ele resplandece. VARGA 10. 1. como Agni representando a manhã. como um cavalo de corrida bem cuidado. um substantivo. semelhante ao brilho do sol. 12 As donzelas. como cevada madura. Ele lança as chamas para baixo como inundações o seu aumento: os raios se elevam até o belo local do céu. Filhos sendo especialmente o presente de Agni. significando ‘branco’. em cujo culto a esposa do sacrificador tem uma parte importante. que é como a própria mente. muito provavelmente. mestre da vida presente e futura. Semelhante a um veloz takvan9 (Agni) pega a madeira. ou as oferendas de ghee. como [Agni representando] a noite. ADHYĀYA 5. luminoso e brilhante. esbranquiçado em meio às pessoas. Como as vacas vão para seus estábulos. HINO 66. como uma carruagem com ornamentos dourados. louvado entre os clãs. Índice ◄►Hino 67 (Griffith) ____________________ Hino 66. 10 A palavra aqui é um adjetivo. 5. ressoando para a batalha. śveta. Quando o brilhante (Agni) resplandeceu. e nada mais. como uma vaca leiteira. Agni concede vigor. 10. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. tudo o que se move e nós. ele é como um (cavalo)10 branco entre as pessoas. 9 Nós não sabemos qual animal o takvan é. 9 e seguintes. e o gêmeo que vai nascer. o amante das donzelas7 e o Senhor das mães de família. aquele que vai nascer é o outro gêmeo11 – amante de donzelas. Semelhante à riqueza excelente. são as auroras. 3. 11 O professor Max Müller interpreta o gêmeo que nasceu. Védique. Como a corrente do Sindhu ele tem levado adiante as (águas) que fluem para baixo. Ele enche de terror como um dardo disparado. assim como uma flecha de um arqueiro com ponta de chama. Rel. Nós devemos fornecer. 7. Com chama insaciável. Ele mantém a segurança. como em muitas passagens. 8 . Veja a nota de Max Müller em 1. semelhante ao próprio filho 2. A ele levam todos os seus caminhos. como força eterna. AṢṬAKA I. Aquele que nasce é um gêmeo. (felicidade) suficiente para todos. Ele a cuja chama os homens não se acostumam. por causa de uma residência. cuidando de cada um como uma senhora em casa. como uma esposa em uma cama. Como um Ṛṣi proferindo gritos (sagrados).12 9. 6. 8. como o leite.218 3.

3.2 Agni. como progênie em seus pais. portanto. 5. aparentemente. e com afirmação efetiva fixou o céu.7 sustenta a ampla terra. ele encheu os deuses de temor. próspero como um realizador (de boas) obras. cuida dos lugares que são agradáveis para animais. e sustenta o céu com preces verdadeiras. aqui usado geralmente. em quem se encontra todo o sustento. quando eles cantam preces formadas em seu coração. ele era o Sacerdote. que ele. propriamente. . um lugar inadequado para pasto. Veja 1. primeiro é oferecido culto ao edifício. e o qual Agni pode. ele sempre clama obediência como um Rei. Vitorioso na floresta. 2. protege os locais que o gado ama. carregador de oferenda. assim como eles fazem com uma residência. Kavyavāh. continuam. Aquele que conhece Agni. 3. ou Espíritos dos Mortos. o carregador de oblações para os deuses. dirige-te (para os lugares) onde não há pasto.219 Hino 67.5 Amigo entre os homens. e se escondendo nas cavernas (das águas). Agni deve ser adorado primeiro. é. aquele que transporta oblações para os deuses. 7 O Sol. cheio de pensamento. a vida de todos. aqueles que. para eles. os deuses.3 4. o que recebe aquelas oferecidas aos Rākṣasas. Guhā aqui significa. 4 Ao construir uma casa. Os sábios. e que. que as transporta para os Pitṛs. Agradável como a paz. e Saharakṣas. toda a riqueza (sacrifical). uma área árida ou acidentada imprópria para pastagem. Varga 11. como um Rājā favorece um homem competente. repetem os louvores deles. como diz o comentário. a fonte de conhecimento e de todo o sustento.65. 1. agachado na caverna. e temendo que ela pudesse cair. Homens cheios de compreensão o encontram lá. 1 Havyavāh. sustentaram-na no alto com as métricas do Veda. Bondoso como um defensor. indubitavelmente. Ṛṣi. como o mantenedor da verdade. tens ido de toca em toca. como o Não Nascido. em sua mão. ele promete afluência. aquele que se aproxima dele. Levando. e em seguida usado em quaisquer ritos sacrificais. Os líderes. Índice ◄►Hino 68 (Wilson) ____________________ Hino 67. o amigo do homem. Agni (Griffith) 1. o transportador de oblações. – um ato aqui atribuído a Agni. Ó Agni. 2. Nascido nas florestas. Agni (Wilson) (Sūkta II) O mesmo deus. e ele é então colocado em uso. honrando Agni (primeiro). o Veda reconhecendo. então reconhecem Agni.6 encheu os Deuses de temor.8 tu. os mantenedores de ações. 6 Oculto na profundidade escura das águas. o invocador dos deuses. ele mantém a terra e o firmamento. Como o ainda não nascido (sol). considerado como o Deus Supremo. ou. realizando adoração. tendo em sua mão toda a força varonil. alarmados pela obliquidade da região do sol. 3 Guhā ghuhaṃ gāḥ. 2 De acordo com os Taittirīyas. escondido nas cavernas. e métrica. bênção como a energia mental. Ele. quando eles recitaram as preces concebidas no coração.1. além dos fogos usuais. 5 Subjugando o combustível e reduzindo-o a cinzas. (permanece) no domicílio das águas. 4 adoram a ele que implanta as virtudes (peculiares) delas nas ervas. chamuscar impune. Assim. três Agnis: Havyavāh ou Havyavāhana.1 seja propício. Agni protege seu adorador. Ele. (os deuses).

III. o imperecível. assim ele sustenta a terra. o de vida plena. como Sāyaṇa explica. ADHYĀYA 5. veja 1. e se aproximou da corrente da Lei Sagrada.10 prestando ritos sagrados. Protege os queridos passos do gado. 5.). HINO 67. Vitorioso nas florestas. Ó Agni. 72.O. 6. 2. a vida de todos os homens. Religion des Veda. kṣāṃ e pṛthivīṃ. etc. 10. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 4. VARGA 11. Aquele que cresce com poder dentro das plantas. Aquele que cresce poderosamente nas ervas. 21. por atrito. AṢṬAKA I. 14 O poeta passa do plural para o singular.12 ele sustém o céu por meio de suas palavras eficazes. 9. Aqueles que o trazem para fora. 1. isto é. ele exige obediência como um rei. 10. quando eles recitaram as palavras que eles formaram em seu coração. quando sentado em seu esconderijo. Aquele que o conhece residindo em sua toca. Aquele que viu a ele o oculto. 13 A corrente de Ṛta parece significar a corrente de bênçãos (como chuva. que flui para a humanidade de acordo com as leis eternas de Ṛta.14 ele então indica riquezas. 7. Como o bode11 (sustenta) a terra. um assento. dos bastões de fogo. 6. por assim dizer. 9 Ou. Lá os homens pensativos o encontram. Como boa paz. 3. aquele que se aproximou da corrente de Ṛta13 – 8. prestando serviço a Ṛta. Índice ◄►Hino 68 (Griffith) ____________________ Hino 67. O esplendor no lar das águas. e dentro das crianças. um amigo entre os homens. 41. 11 Sobre o bode mítico [traduzido como ‘O Não Nascido’ por Wilson e Griffith] cujo ofício é sustentar os mundos. o mantenedor da verdade ou do sacrifício. 6.9 – aqueles que o libertam.220 4. 5. 8. Bergaigne. e dentro da grama brotando – 10. Tendo tomado em suas mãos todos os poderes viris. sábio.. dentro de cada mãe fértil e de cada bebê que ela carrega. 164. um portador de oferendas. ele fez os deuses temerem. de fato para esses ele anuncia grande prosperidade. Os sábios o fizeram como se construindo um assento. no lar das águas. não queimes os lugares onde o gado encontra refúgio e alimento. tu que tens uma vida plena. como sabedoria auspiciosa. tu tens ido de cova em cova. 82. para ele. 10 O libertam. 12 Por ‘terra’ o texto tem duas palavras diferentes. que ele (Agni) seja um Hotṛ bondoso. ghee. Agni. . Índice ◄►Hino 68 (Oldenberg) ____________________ 8 Como tu sabes por experiência quão agradável é encontrar um lugar de refúgio seguro. H. – para ele os sábios construíram.

vivo. ou que deseja (ser capaz de oferecê-las). Todos realmente compartilham da tua Divindade enquanto eles mantêm.. de fato. (por atrito). associados com a própria prole excelente deles. presentes para ti. 4 Agni. que vivo da madeira seca tu nasces. e obtêm. Louvores são endereçados a ele que tem se dirigido (à solenidade). então todos (os teus adoradores) realizam a cerimônia sagrada. etc. 1 e as próprias noites. Misturando. ele estimula a todos. conhecendo (os pensamentos do adorador). radiante entre os deuses. e ele que se deleita na câmara sacrifical encheu o céu com constelações. ele sobe ao céu. devorando e fundindo com suas chamas e fumaça os elementos das oblações as quais ele leva para os deuses.221 Hino 68. como filhos (obedientes às ordens) de um pai. a Lei eterna. 1 Isto é. que és imortal. 3. Agni. oblações (são oferecidas) a ele que tem ido (ao sacrifício). Forte é a ideia da Lei. concede riquezas àquele que te oferece oblações. tu nasces. 5. divino Agni. a partir da madeira seca. 3 como o invocador (dos deuses). 1.5 A quem quer que traga oblação. tesouros que são as portas do sacrifício. (Agni).2 2.4 inquieto. 2 . nele está todo o sustento. O portador (de oblações). móveis ou imóveis. Todos os homens são alegres em teu poder. por louvarem a ti. em seus modos habituais. Varga 12. 3 Com a humanidade. e cobre (com luz) todas as coisas. Abundante em alimento. Índice ◄►Hino 69 (Wilson) ____________________ Hino 68. Apressando-se para obedecer aos comandos de Agni. e. Eles desejam (de ti) força geradora em seus corpos. porque ele o único Deus é preeminente em grandeza entre todos esses outros Deuses. o senhor das posses deles. concede riqueza. e. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi. isso pode ser traduzido como ‘ele sozinho supera as glórias de todos esses deuses’. Tu resides com os descendentes de Manu. ele contemplam (todas as coisas). Agni abre. com hinos que chegam a ti. compreendendo as virtudes de todas essas (substâncias). 2. ó Deus. misturando-as (com outros ingredientes). o comando da Lei. revelando noites e tudo o que fica parado ou se move. 3. composto e coisas móveis e imóveis. tu és. 5 Eu não posso elaborar nada do primeiro hemistíquio. Quanto. imperturbados. inalterados. o mundo. que se lembra de ti. em si mesmo somente. de fato. para ele. Ou. ascende para o céu. Agni (Griffith) 1. todas as obras eles têm realizado. diante deles. divindade verdadeira. 4. (e para ele) todas (as pessoas devotas) têm realizado os ritos (costumeiros). eles celebram o culto dele.

Agni. à coleção de Parāśara. tu que és o conhecedor. rico em alimentos. Sentado como Sacerdote com a progênie de Manu. As instigações de Ṛta. Índice ◄►Hino 69 (Griffith) ____________________ Hino 68.8 enfeitou a abóbada do céu com estrelas. 6. fez o céu e o enfeitou com estrelas. AṢṬAKA I. Cozinhando (as oblações) o veloz se aproximou do céu. Ele. Ele revelou as noites e o que fica parado e se move – 2. o Amigo da Casa. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. nasceste vivo da (madeira) seca. servindo Ṛta de modo adequado. O chefe de família (Agni) decorou o céu com estrelas. na verdade. 8. 7.222 4. abriu as portas da riqueza. 10. VARGA 12. Índice ◄►Hino 69 (Oldenberg) ____________________ 6 Todos os homens arianos. ADHYĀYA 5. HINO 68. como a recompensa da sua adoração fiel de Agni. que os buscadores são os deuses que procuram Agni.6 de todos esses tesouros somente ele é o Senhor. 1. 5. como o Sol. Ele. como o nosso hino. o Deus Supremo. Quando apenas ele o deus. o Criador. que é rico em alimentos. 3. portanto. de todos esses deuses abarcou (os outros) por sua grandeza.72. àquele que te adora ou que presta serviço a ti. 7 . abre sua riqueza como portas: ele. Os homens anseiam por filhos7 para prolongar a linhagem deles. 4. Eles ansiavam juntos pela semente em seus corpos. como filhos (têm prazer na vontade) de seu pai. Quando tu. os rápidos que ouviram seu comando. 5. de imortalidade. Os homens têm filhos por seu desejo. 8 Ele. Parece provável. ó Deus. Eles todos obtiveram o nome de divindade. é o mestre de todas essas riquezas. Zelosamente aqueles que ouvem sua ordem realizam o desejo dele como filhos obedecem ao comando de seu pai. o pensamento de Ṛta: todos eles realizaram as obras daquele de vida plena. que a ‘semente’ seja Agni. um hino pertencente. então todos (deuses e homens) ficaram satisfeitos com a tua sabedoria. e não são desapontados em sua esperança. 9. Eles tinham prazer na vontade dele. Aquele que se senta como o Hotṛ entre filhos de Manu: ele. Concede riqueza. É mostrado no segundo verso daquele hino (veja abaixo).9 e os sábios eram concordantes entre si em suas mentes. que é o amigo e guardião de toda casa em seu caráter de fogo doméstico. 9 Alguma luz é lançada sobre esse verso obscuro pelo hino 1.

junto com outros homens. com os Maruts. Tu. como o transportador de oblações. Convidado (para a cerimônia). ou dos sacerdotes (ritvijām). todos. mas as expressões devem. ser usadas em seu sentido literal. 6 Céu e terra unidos em uma única concepção dual. 4 Essa frase é. ao passo que ele é filho deles. como o brilho do radiante (sol). logo que manifestado. 3.223 Hino 69. abrem as portas (da câmara sacrifical) e. Devānāṃ pitā putraḥ san. esplêndido. Agni é assim chamado por fazer seu aparecimento como fogo sacrifical no primeiro romper do dia. O sábio. pois. como o extintor da alvorada. ao comando deles. 4 o concessor de residências. 2. que é possuidor de luz múltipla. ajudado por seguidores como tu mesmo. ele senta na câmara sacrifical. assim como no primeiro verso. Agni (Griffith) 1. para eles. Que Agni. O sol oblitera a alvorada por seu brilho superior. 2 Isto é. o Sábio. espalhando felicidade. como o (sol). aqui. invocar (para a cerimônia). como um filho. Agni (Wilson) (Sūkta V) O mesmo que o anterior. isto é. Ele espalha alegria em uma residência. (5. o extintor da alvorada. o protetor. é o iluminador (de todos). 7 o sabor doce do alimento. ele supera homens (opositores). entre a humanidade. o humilde. (Seus raios). assumes todas as qualidades celestiais (deles). como cavalo de batalha animado.1 2. ó Agni. ou natureza. A passagem também é explicada. Que (os espíritos malignos) nunca interrompam aqueles ritos nos quais tu deste a (esperança de) recompensa para as pessoas (que os celebram). o último sendo explicado por jarāyitṛ. senta benevolente no meio da casa. provavelmente. Pode-se dizer que Agni. permeaste todo o mundo com atos devotos. Índice ◄►Hino 70 (Wilson) ____________________ Hino 69. Varga 13. e. daquela divindade.3. sendo (ambos) o pai e o filho dos deuses. o humilde. levando a oblação espontaneamente. como um homem benevolente. de oferendas sacrificais. então. e enche unidos (o céu e a terra com luz). como o oferecedor. 3 tu afugentas os intrusos. como um concessor de bem-aventurança a ser atraído para os homens. Brilhante. Agni. como no texto: “Tu nasces como Varuṇa. uṣo na jārah. se (tais espíritos) perturbarem o teu culto. tu te tornas Mitra quando aceso”. considere (os desejos) desse (seu adorador). ou homens. ele se torna da forma. isto é. contudo seu Filho tu eras. e de forma reconhecível. Branco brilhante (Agni). que discerne como o úbere da vaca. tu. com uma aplicação metafórica.2 4. e o judicioso Agni é o concessor de sabor ao alimento. ou dos deuses. e seu mensageiro. 3 Com iguais líderes. Quando nasceste.1). com poder tu os circundaste: Pai dos Deuses. 1. como amante da Alvorada. como um filho (recém) nascido. o causador de decadência. Quaisquer seres (divinos) que eu possa.5 ele encheu os dois mundos unidos6 como com a luz do céu. Agni. 1 . como o úbere das vacas (dá doçura ao leite). dá sustento paterno aos deuses. se espalham pelo céu visível. 5 O Sol e Agni são chamados de amantes de Uṣas ou Aurora. 5.

2. conhecido como colorido como a manhã. que estão voltados um para o outro. ninguém transgride aquelas tuas leis. AṢṬAKA I. Como uma criança quando nasce. flamejante. acompanhado pelos heróis. Quando eu chamar (para o sacrifício) os clãs que residem na mesma habitação com os heróis. Quando tu escutaste esses heróis. com teus companheiros. seus raios levando a oblação por sua própria vontade. 1. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. de forma familiar: que ele (desse modo) preste atenção nesse (sacrificador). 7. tu derrotaste com teus iguais. que Agni então ganhe tudo através do poder Divino. 11 Veja em 5. 8 O significado do segundo hemistíquio não é claro. (todos os inimigos). (ele é) a doçura do alimento11 – 4. Eles.12 7. HINO 69. ele leva o povo adiante. ele é encantador em casa. tu tens realizado as tuas obras. (sempre) judicioso. (ele é) como o úbere das vacas. que tu mataste.8 4. Como o amante da Aurora resplandecente e brilhante. 3. Como o amante da Alvorada. 5. como um cavalo forte. Transportando (a ele) eles abriram por si mesmos as portas (do céu). como a luz do céu. 10. como o amante da Aurora. Quando os homens e eu. Ninguém transgride essas tuas leis sagradas quando tu tens concedido audiência para esses comandantes aqui.224 3. com heróis. satisfeito. enchido os dois (mundos do Céu e da Terra). Nascido na residência como um filho encantador. Este é teu motivo de orgulho. para não ser extraviado. ADHYĀYA 5. 6. como um cavalo de corrida que é bem cuidado. Logo que tu nasceste tu te distinguiste pelo teu poder mental.9 abrem as portas: todos eles ascendem para o belo lugar do céu. espalhando luz. (Agni é) um adorador (dos deuses). levando por si mesmos. VARGA 13.10 ele tem. na casa. 8. Como um amigo bondoso para os homens. Índice ◄►Hino 70 (Oldenberg) ____________________ 7 Agni discerne e seleciona os sabores doces das oblações do mesmo modo como o úbere de uma vaca seleciona e assimila os sucos doces da grama e ervas para a produção de leite. Todos eles gritaram pelo aspecto do sol. Neste caso nós teremos que traduzir: “Que Agni pelo seu divino poder obtenha tudo. Brilhante. 12 Talvez devatvā seja um instrumental. e unido com os heróis rechaçaste a desgraça. ele tem vagado através dos clãs. que ele se lembre de mim. que. 10 O amante da Aurora é aqui o Sol. ou os corcéis que puxam espontaneamente a carruagem da Alvorada. Índice ◄►Hino 70 (Griffith) ____________________ Hino 69. 9. que Agni então obtenha todos os poderes divinos. Aquele de fato é o teu ato extraordinário. sendo o filho dos deuses tu te tornaste o pai deles. 9 Ou. 6. sentado no meio.” . como Ludwig o toma. chamamos. nunca insensato. o mais adorável. 5.

conhecendo as raças de Deuses e de homens. o germe de todas as coisas que não se movem e que se movem. tem sido propiciado. e brilha com luz pura. e parece um adversário temível. e tornando todos os atos (religiosos produtivos) de recompensa. (Que Agni). tornam forte. a quem. Protege esses seres com pensamento cuidadoso. como antes. 4. Varga 14. 2. receba toda oblação que nós oferecemos.1 e dentro de todas as coisas móveis ou imóveis. ele cuida de toda a humanidade. o germe interno de calor e vida. etc. – a ele. permeia todos os ritos sagrados. 3. um amigo). todas as coisas móveis e imóveis aumentam. ou na mansão.. Agni. nas águas. que é brilhante em combates. esteja presente e regule todos os nossos atos de culto. e da raça do homem mortal. Índice ◄►Hino 71 (Wilson) ____________________ Hino 70. a quem. 1. que está dentro das águas. Agni. o germe das florestas. Agni (Griffith) 1. e adquire (o que ele deseja). Ele que é o germe das águas. diferentes. todas as coisas que se movem e ficam paradas. o embrião. ou possuindo. para existência. ou o significado pode ser ‘obtenha todo presente’. (Eles oferecem oblações) na montanha. nascido na Lei. 5. o senhor da noite. a noite. como então especialmente brilhante e luminoso. para aquele Agni. tornando efetivas todas as nossas obras santas. os devotos. (seja.3 – ele. e conheces a origem de deuses e homens. Que nós. e que todos os homens nos tragam tributo aceitável. 3 Isto é. sacrifícios a ti. que deve ser aproximado por meditação. que é como alguém que tem sucesso (em seus empreendimentos). e realizando atos virtuosos. os homens recebem recompensas de ti. como o invocador (dos deuses). confere excelência ao nosso gado valioso. etc. como um (príncipe) benevolente entre seu povo. conhecendo bem os atos que são endereçados às divindades. em muitos lugares. Agni é o Senhor das riquezas para o homem que lhe serve prontamente com cânticos sagrados. . do calor natural ou artificial. – ele foi obtido. o Arauto que repousa na luz. Agni. todos os quais dependem. – tendo. protege todos esses (seres que residem) sobre a terra. que Agni com luz bela permeie cada ato. a quem muitas (manhãs) e noites de diversos matizes aumentam. Agni (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. dentro das florestas. e está bondosamente sentado no rito sagrado. 6. 1 Ele é o garbha. e (aqueles que regulam) o nascimento da raça humana. Nós pedimos (alimento) abundante. Agni. ganhemos muito alimento por meio da oração. investido com a verdade. como (filhos) de um pai idoso. imortal. até na rocha e na casa: Imortal. para nós. 2. que és onisciente. A quem muitas alvoradas e noites.2 concede riquezas para (o adorador) que o cultua com hinos sagrados. Oferecendo. o observador das leis celestes dos Deuses. 2 Kṣapāvat. que é como um guerreiro lançando um dardo.225 Hino 70. 3. Agni. 4.

AṢṬAKA I. que é o filho das águas. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 1. a riqueza de um pai idoso. como alguém habilidoso e ousado. 4. a quem o que se move e o que fica parado (aumenta). ADHYĀYA 5. tu que conheces o nascimento dos deuses e dos homens. 9. tenhamos sucesso em muitos pensamentos (piedosos). 1. Pois ele. ó conhecedor. Índice ◄►Hino 71 (Oldenberg) ____________________ 4 Ou: até na rocha (eles têm feito homenagem) para ele. em sua residência. o imortal. compartilhando. Ele que compreende as leis divinas e o nascimento da raça humana. (se mostra como um) protetor da terra (senhor) das riquezas para o homem que o satisfaz com (orações) bem pronunciadas. 4. Que nós. um vingador feroz. 10) do que para os adoradores humanos? Possivelmente nós deveríamos mudar svaḥ ṇaḥ (svar ṇaḥ do Saṃhitāpāṭha) para svarṇaḥ. 3. Mesmo na rocha (eles têm feito homenagem) a ele. o filho das árvores. tem sido adorado com sucesso (pelos sacrificadores humanos). como um arqueiro poderoso.4 (Ele é) como um protetor dos clãs. . Que todos os homens nos tragam tributo no sol. 6. o filho do que fica parado. I. 5 Não é mais provável que o tributo fosse trazido para Agni (veja 5. 61. Ele. por assim dizer. Veja 2. ele que de fato realiza todas as suas obras. Que Agni com seu esplendor puro obtenha tudo – 2. Eles têm (te) levado para lugares diferentes. Em muitos lugares os homens têm te adorado. podem aumentar. 6. 1. e o filho do que se move. os pobres. VARGA 14. Como um arqueiro corajoso. esses seres. Ludwig propõe ler duroṇām: ‘dentro da pedra é a sua morada’.226 5. Às vacas. desse modo ele brilha em batalha. Tu pões valor em nossas vacas e bosques: todos trarão tributo para nós para a luz. impetuoso em disputas. 1. 7. e na habitação (humana)? Eu acredito que nós devemos fornecer um verbo do qual o dativo asmai dependa. 5. às árvores tu tens concedido excelência. Aquele Hotṛ que se sentou no sol. Ele a quem muitas noites (e alvoradas). 5. Protege. Veja Bergaigne. (Ele é) como um homem ávido que vai direto (para o seu objetivo). o deus impregnado por Ṛta – 8.5 10. HINO 70. 48. Índice ◄►Hino 71 (Griffith) ____________________ Hino 70. 116. em suas diferentes formas. Recherches sur l'Histoire de la Samhitâ. A tradução seria: "Todos os homens têm trazido tributo a ti. ó herói-sol!" 6 Esse verso possivelmente pode ser uma adição posterior. como filhos (dividem) a propriedade de um pai idoso. como um vingador temível. Agni. Os homens têm te servido em muitos e diversos lugares. ele que é de boa vontade.

na câmara sacrifical). e ser traduzido como ‘vitorioso’. e sustentando os deuses e homens por meio de suas oferendas. aumentas os meios de sustento dele. tendo me tornado quíntuplo. de Jana.5 5. o ávido (Rakṣas). “os deuses. Varga 16. e o instituidor do rito. imitando Bhṛgu. pois eu. por isso devotos opulentos preservam os fogos dele. o arqueiro. que a missão de um enviado a um príncipe estrangeiro é um reconhecimento da superioridade do último. o indicador ou causador do dia ser conhecido. no Aitareya Brāhmaṇa. de acordo com os Taittirīyas. como os sete grandes rios fluem para o oceano. e tendo detido a flecha. (Paṅi). mas a métrica é Triṣṭubh. a qual tem relação com o alimento. estando alarmados. O nosso alimento não é comido por nossos parentes. para nós. tu. no sacrifício matutino. amedrontaram o devorador forte e audaz. nos cinco ares assim denominados. Essa estrofe e a anterior são confirmativas da parte tida pelos Aṅgirasas na organização. porque.2 4. (com gesticulações). Varga 15. Os nossos antepassados. o Sol. um caminho para o vasto céu. 2 .227 Hino 71. desejando isso diariamente. seja concedida ao devoto e ilustre protetor dos sacerdotes. repulsaram. 3. Que aquela faculdade (digestiva de Agni). mas é dito que aqui ele significa o ar vital principal (mukhyaprāṇa). e obtiveram dia acessível. isto é. como em um diálogo entre eles. e o deus concede luz para sua própria filha. Agni. tendo feito dele seu escudo. Quando (o adorador) oferece uma oblação para seu grande e ilustre protetor. os Asuras e Rākṣasas. (a alvorada). “os deuses e os Asuras uma vez estavam envolvidos em combate. mas Agni. manda atrás dele uma flecha ardente a partir do seu arco terrível. Todas as iguarias (sacrificais) se concentram em Agni. e te oferece uma oblação. portando eles chamam Agni de todos os deuses. pelo som. os Aṅgirasas. que conheces (todas as coisas). ou Vento. nós não temos nenhuma sobra para outros. ou pode ser derivado de ji. Livres de todo (outro) desejo.6 portanto. como os raios de luz (são assíduos no serviço) da alvorada. e como o melhor). amando o afetuoso Agni. conquistar. de acordo com o comentador.7 e que 1 Ketu. (e finalmente) radiante. Agni (Wilson) (Sūkta VII) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. 1. Āditya. 7. torna os nossos desejos conhecidos para os deuses. Eles fizeram. o persuade a realizar a função de mensageiro. 6. 3 Mātariśvan é um nome comum de Vāyu. como esposas amam seus próprios maridos. tendo despertado Agni. Os dedos contíguos. 5 Isso expressa uma noção ainda corrente entre as nações do Oriente. Agni. o emblema do dia. escura. sustento (a vida). Quando o ar vital difuso3 excita Agni. e honram a ele. eles vão à sua presença. tu. 2. se não na criação. 8. que. o satisfazem (com oblações oferecidas). no rito da manhã”. derrotaram os Asuras”. e o colocado diante deles. assíduos na adoração dele. se retira. e as vacas (que tinham sido roubadas). como um príncipe que se tornou um amigo envia um embaixador para seu (conquistador) mais poderoso. dividido (vihṛta). (então) luminosa. Que aquele a quem tu mandas com seu carro para a batalha retorne com riqueza.1 (Āditya). que tem direito à honra. os primeiros. aumentado de duas maneiras. com ele em sua vanguarda. Assim. ele se torna brilhante e manifesto4 em toda mansão. Quando (o adorador) te acende na própria residência dele. citado pelo comentador: “Para eles disse o ar Ariṣṭa: ‘Não fiquem surpresos. ser nascido. a qual é (a princípio). eles fizeram do culto dele a fonte de riqueza. Eles guardaram a ele (Agni. te reconhecendo. 6 Isto é. (como mediano. entraram no fogo. como a fonte de força viril. do culto do Fogo. por seus louvores (de Agni). e praticam os direitos dele.’” 4 Jenya.

tu que conheces. como (seu) filho robusto. para a geração de grãos’. o poderoso Pai. e ele em toda casa se tornou brilhante e nobre.228 Agni nasça. os mais ativos. de cor brilhante. Todas as iguarias sacrificais servem Agni como os Sete Rios15 poderosos buscam o oceano. O Deus pode ser Dyaus. como em uma missão para um Soberano maior. Pelos nossos irmãos o nosso alimento não foi descoberto:16 encontra com os Deuses proteção para nós. fizeram por meio de prece e oração a nuvem semelhante à montanha. 7 Isto é. 15 Veja 1. o caminho do céu. não ansiando por alguma coisa. enquanto com alimento doce a raça dos deuses eles fortalecem. com a velocidade do pensamento. 10. então os dividindo entre os fiéis ansiosos. sinal do dia. sim. 13 O ser divino ou semidivino que trouxe Agni para Bhṛgu. e o instigue (para atos de culto). Índice ◄►Hino 72 (Wilson) ____________________ Hino 71. senhor de todos os tesouros. os primeiros instituidores do culto religioso. antes que aquela fonte de destruição (prevaleça). 2. O sentido do primeiro hemistíquio parece ser que quando oblações foram oferecidas para Dyaus ou Céu Agni resplandeceu livre da noite circundante. O arqueiro corajosamente atirou nele sua flecha. Ou retas pode ser traduzido como ‘água’. o tem agitado. 7. se Mātariśvan ou Agni. Do mesmo modo como a luz (corre pelo) céu. 4. com mãos generosas. Eles restabeleceram a ordem. O Sol. luz. Todo aquele que tem chamas para ti dentro da residência dele. escura. Quando o homem verteu suco para o Céu. sozinho. ele soube e se libertou do abraço apertado. Visto que Mātariśvan. a nossa amizade ancestral. 5. eles nos forneceram dia. Agni. ou traz o culto que tu amas diariamente. assim como do presente. 11 Os Aṅgirases sacerdotais. Os nossos antepassados com louvores rebentaram até a fortaleza firmemente estabelecida. 9 Os dedos que o servem por acender o fogo. Não desfaças. o vigor derivado do agni digestivo. a montanha. como Bhṛgu eu tenho ido como seu companheiro. nem está claro em quem a flecha foi atirada. Agni (Griffith) 1. se espalhem pela terra. tornaram seu serviço12 produtivo. ‘que fogo e água. os Aṅgirases. vigoroso e inteligente. 8 Agni. . ser aberta.13 muito difundido. e radiante avermelhada. quando a passagem irá significar. Quem é o arqueiro. 10 As nuvens iluminadas pela aproximação da Alvorada. impecável. tu de poder duplo aumentas sua substância: que aquele a quem tu incitas encontre riquezas. etc. que percorre. raios da manhã. a ele. Amando o Afetuoso. é incerto. são os guardiões da preciosa ambrosia do nosso gado. Pensa em mim. irrompendo à visão. 12 A adoração de Agni. 9. pois tu és conhecedor do passado. assim como as vacas10 amam a manhã. ou calor e umidade. assim a decadência enfraquece (o meu corpo).32. e o Deus lançou seu esplendor em sua filha.8 como esposas seus maridos. os dois reis.11 com bramido. e sua filha pode ser Uṣas ou Aurora. 3. eles vêm. Mitra e Varuṇa. ao mesmo tempo. 14 Esse verso é muito obscuro. que mantinha a chuva aprisionada. é. as irmãs de um lar9 o têm incitado adiante. Eles fizeram para nós um caminho para alcançar o céu alto.14 6.12.

eles obtiveram o dia e o sol e o brilho da aurora. A nossa força não brilha a partir de parentes. o Sol. que procuram obter (riqueza). 19 Esse verso difícil evidentemente trata do incesto que o pai Dyaus cometeu com sua filha. 18 Se o texto está correto. o seu próprio marido. Índice ◄►Hino 72 (Griffith) ____________________ Hino 71. O arqueiro atirou ferozmente uma flecha nele. Nossos pais. VARGA 15–16. ou correntes de ghṛta ou semelhantes. duas vezes mais a força do homem que te adora em sua casa. Talvez isso queira dizer Indra que vem acompanhado pela hoste vigorosa de Maruts. 9. As carinhosas (mulheres) têm excitado (amorosamente) seu amante. 20 Nessa passagem o poeta me parece dizer: 'Nós não temos parentes fortes que possam acrescentar brilho à nossa força. ADHYĀYA 5. O sacrificador. que foi levado a muitos lugares. 4. Que ele a quem tu incitas seja unido com riquezas. é sempre Senhor das Riquezas. o nobre. Quando ele tinha criado seiva para o grande pai Céu.19 6. O deus dirigiu seu poder impetuoso contra sua filha. Aumenta. estando ligado a ele. nós não podemos apoiá-los como deveríamos’. permanece incerto. que são livres de sede.20 Tu. Em seguida. o conhecedor se aproximou furtivamente das (vacas) pintadas. como os sete rios jovens (fluem) para o oceano. ele. como nuvens reunidas.18 como vacas na alvorada gloriosamente brilhante. Por que é dito que essas irmãs se deleitam na deusa escura e na deusa brilhante. Agni. Todo alimento vai para Agni. as (preces) amplamente propagadas dos pobres. debilita o corpo: protege-me antes que aquele mal se aproxime. romperam até as fortalezas resistentes por meio de seus hinos. mas dependemos de Agni e dos outros Deuses. que sabes disso. 1. Quando a luz encheu o Senhor dos homens17 por aumento. nós não procuramos por nossos parentes em busca de alimentos. 10. fortalecendo-os por lhes oferecerem prazer. ó Agni. o avermelhado. obtém entre os deuses bondade para nós. portanto. Os Reis com mãos belas. os Aṅgiras. a rocha por seus gritos. AṢṬAKA I. não rompas a nossa amizade ancestral. Quando Mātariśvan o tinha produzido por atrito. ou oferece dia-a-dia adoração ao afetuoso. se aproximam da tribo dos deuses. chegou a todas as casas. A velhice. direto do céu desce a umidade límpida. Max Müller propõe a tradução: ‘A nossa riqueza não é conhecida pelos nossos parentes. as ‘irmãs’ podem ser os dez dedos que geram Agni por atrito ou as correntes de água entre as quais Agni cresce. as efetivas. como para um rei mais poderoso. 16 Isto é. adquire tu força para nós. segundo Sāyaṇa. 5. Desse modo.' O prof. o semelhante a Bhṛgu assumiu o cargo de mensageiro (para o mortal). então. a Noite e a Aurora. 17 . Varuṇa e Mitra. como esposas de um mesmo ninho (casa). HINO 71. protegem o néctar precioso em nosso gado. Eles fundaram a Ṛta. 3. Agni trouxe à luz e encheu de vitalidade a hoste impecável vigorosa e bem proporcionada.229 8. Ó Agni. isto é. eles colocaram em movimento esse pensamento. 2. Sábio como tu és. Eles abriram para nós o caminho do grande céu. dotado do conhecimento mais profundo. Somente aquele que como o pensamento procede rapidamente em sua jornada. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. As irmãs têm se regozijado na (deusa) escura e na vermelha. 7.

21 Quando o esplendor forte alcançou o senhor dos homens para incitá-lo. bem-intencionada. A velhice prejudica a aparência (dos homens) como uma nuvem (cobre o sol ou o céu). 72.12 e seguintes. da nossa amizade paterna. Agni produziu e promoveu a hoste impecável. Essa pode ser a tropa dos sete Ṛṣis. Pensa (em nós). 4.22 9. Ou os Maruts são aludidos (veja abaixo. o esperma brilhante caiu do céu (ou do deus Dyaus). o Sol.4). governa sozinho sobre toda a riqueza. Não te esqueças. (Há) os dois reis Mitra e Varuṇa com as mãos graciosas. Aquele que percorre os caminhos rapidamente como o pensamento. ó Agni.230 8. antes que essa maldição (nos alcance).1-5. Índice ◄►Hino 72 (Oldenberg) ____________________ 21 O poeta retorna aqui ao mito do qual ele havia falado no verso 5. 22 . 10. Veja 3. jovem.31. embora isso me pareça menos provável. que és um sábio possuidor de conhecimento. que vigiam a amada ambrosia nas vacas.1.

relata que. e alcançaram o céu. Atyagniṣṭoma. prestaram adoração reverente a ti. 3 Os hinos dos deuses são endereçados a Agni. associado com śaśvata.1 Agni é o senhor das riquezas. como o Agniṣṭoma. e. em explicação. – e é. como no Aupāsana. o encontraram em seu retiro excelente. Agni. os deuses perseguiram o ladrão. Pūrṇamāsa. pelos quais o céu deve ser alcançado. por quem.. ‘o mortal’. à qual. (Homens devotos) competentes para oferecer sacrifícios. pois Rudra é Agni. Todos esses estão contidos em Agni. e tudo o que (pertence a eles). constituíram o sacrifício. ao verem seu amigo. Portanto. com eles. 7 Passos secretos ou misteriosos. a qual não foi preservada. se apropria das preces endereçadas ao eterno criador. protege o gado deles. e cientes dos atos dele. Agni arrebatou a riqueza que os primeiros tinham escondido. 2 O texto tem somente śucayaḥ. Por essa participação. com (Indra). ou aplicáveis. Os Maruts são. Visto que. Descobrindo o furto. o comentador preenche com Marudgaṇah. móvel ou estacionário. perguntando. (igualmente) puro. Tādṛś. Desse modo tu serás o diligente 1 Isto é. Agni chorou (arodīt) pela perda. ele as faz presentes. com igual afeto. aqueles nos quais algum tipo de alimento é oferecido. Mas a expressão é obscura. recitaram (hinos) dedicados a Rudra. eles sejam identificados com ela. de fato. que és conhecedor de todas as coisas a serem conhecidas. A lenda que é citada. Agni (Wilson) (Sūkta VIII) Ṛṣi. e eles são respectivamente invocados pelos nomes Īdṛś. em um sentido figurativo. Pratidṛś. por três anos. os deuses. e estava em todos os lugares em volta. 7. eles pararam no último belo (esconderijo) de Agni. do ramo Taittirīya do Yajush. desejando a ele que era (querido) para nós como um filho. de nema. Rudro’gnih. se sentaram. portanto. Esses são organizados em três classes. com Agni. Darśa. 6 Os deuses. não o descobriram. sempre provê. abandonaram o resto dos seus corpos em sacrifício. é dito. que concede rapidamente (àqueles que o louvam) todos os (presentes) dourados. ‘o compartilhador da metade’. portanto. aqui. chamados de Rudriyā. também. 5. para a subsistência dos homens.231 Hino 72. uma metade.2 4. 4 O texto tem somente martah. entre os vastos céu e terra. Varga 17. e outros. e foi. Homa. . Vaiśvadeva. e recuperaram seu tesouro à força. Anyādṛś. e. 2.3 A tropa de mortais4 (Maruts). nós temos somente o epíteto nemadhitā. distinta de Agni e dos deuses elementares. eles trocaram seus corpos perecíveis. Oprimidos pela fadiga. o compartilhador de metade da oblação. Seguros. descobrindo-te. Indra tem direito. embora. – geralmente um nome de Brahmā. te adorado. com manteiga clarificada. O comentador completa com Maruts. e os não confundidos (Maruts). cada um composto de sete. (alimento) que alivia a aflição. obtiveram corpos celestiais. Agni. como no Āgnyādheya. Isso parece como se uma primeira causa fosse reconhecida. provavelmente. Mitah. Os deuses. portanto eles adquiriram nomes dignos (de serem repetidos) em sacrifícios. segundo a escola Taittirīya. em suas mãos. e são. de serem protegidos. aqueles nos quais manteiga clarificada é oferecida. e outros.6 Varga 18. a ele mesmo. como antes. O criador é chamado de Vedhas. de joelhos. 1. etc.5 sabendo onde Agni estava se escondendo. sendo regenerados. vagando a pé. Agni. os puros (Maruts) adoraram a ti. etc. têm conhecido os três vezes sete ritos místicos contidos em ti. (por Agni). a parte principal dos quais é a libação do suco Soma. o eterno. 7 e. por imortais. porque eles não podem ser celebrados sem fogo. Aqueles que devem ser adorados (os deuses). por isso. 5 Aqui. sete pratos são colocados na cerimônia Agnicayana. Todos os imortais. 6. e os Somayajñas. muitas coisas boas para os homens. os puros. e se refere a alguma lenda. com suas esposas.. nas oferendas sacrificais. em todos os sacrifícios. como os Ṛbhus. chamado de Rudra. – mortais deificados. Sammitah. significando os ritos dos Vedas. etc. 3. ou: os Pākayajñas. durante uma batalha entre os deuses e os Asuras. a outra metade vai para todos os deuses. os Haviryajñas. segurando.

8. e as tuas chamas brilhantes. o querido Bebê que ainda está à nossa volta. Índice ◄►Hino 73 (Wilson) ____________________ Hino 72. O comentador preenche com ‘Agni. os santos revelaram os poderes de Rudra. Tornando-os conhecidos aos espaçosos céu e terra. quando levado por Bala.11 3. Então os imortais vieram do céu. e mensageiro dos deuses. e nascidos nobremente eles dignificaram seus corpos. as honras graciosas (da cerimônia). quando propiciado por oblações com fogo.13 O grupo mortal. 4. Aditi. Cansados. ainda é nutrido. aquela imortalidade o caminho da qual eles tinham feito ou projetado. nutrido pelas oferendas queimadas. certos atos sagrados. por ti. 9 Isto é. os quais asseguravam.65.) hábeis em sacrifícios.10 Agni é agora o senhor do tesouro dos tesouros. ou. para sustentar (o mundo). 12 Durante três anos. que os impediam de cair. conhecendo os caminhos entre (a terra e o céu). dedicados. absolutamente. a progênie de Manus.232 portador de oblações. os A ṅgirasas recuperaram seu gado. eles chegaram ao mais alto lar fascinante de Agni. por ti Saramā descobriu o leite abundante das vacas.’. Ludwig observa que o período de três anos em conexão com votos religiosos ou cerimônias é mencionado em outra parte também. . Tu tens sido alimentado. ou agente. mas a conclusão da elipse é consistente com as noções correntes. concedendo continuamente todas as bênçãos imortais. se esforçou. 9 e a mãe terra. embora Agni conceda dádivas muito boas para os homens. encontrou Agni colocado na posição mais elevada. com oblações). sem qualquer referência ao instrumento. e Indra enviou Saramā na busca. como Ludwig observa. e os deuses perceberam isso. que os Deuses realmente não encontraram Agni – embora ele estivesse visível em sua forma terrena – até que eles chegaram ao verdadeiro conhecimento filosófico do Deus como ele é. seguindo o rastro dele. 8 Essas circunstâncias são declaradas. é capacitado para enviar a chuva que abastece os rios. com o qual o homem. reconheceram as portas da (caverna onde) o tesouro (de seu gado). Por isso. etc. sua posição no céu. A ideia aqui é. Porque com óleo sagrado os Puros. Os Deuses infalíveis todos à procura não encontraram a ele. ele humilha os poderes superiores de cada ordenador sábio. Embora segurando muitos presentes para os homens. Agni pode ser considerado como o principal causador dos incidentes. 2. (e se regozijaram). por ti os sacerdotes. por ti. serviram a ti o muito puro por três estações de outono. eles mesmos obtiveram nomes sagrados para culto. 13 Rudra aqui é um nome de Agni. (Os oferecedores de oblações) têm colocado. Agni (Griffith) 1. as chamas dele são às vezes terrivelmente destrutivas. Os sete rios puros que fluem do céu. instituíram todos (os ritos sagrados). 14 Os Maruts. aos Ādityas. estava escondido. Agni. assim chamados por não terem sido originalmente imortais.8 9. Agni.14 discernindo à distância. e as duas porções de manteiga clarificada que são os dois olhos (do sacrifício). nesse (Agni). no texto. O sol.12 portanto. 10. desde que os Ādityas. pelos quais eles viajam. 10 O sentido parece ser que. se espalharam em todas as direções. junto com seus filhos poderosos. com sua magnitude. através do conhecimento obtido por meio de sacrifícios sagrados. (Agni. 11 A fuga de Agni e sua procura pelos Deuses já foram citadas antes (1. (são dirigidos.1). Agni. como rios correndo. projetando uma estrada para a imortalidade.

Mas possivelmente nós podemos ter o nom. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 8. a mãe vasta. . plur. carregador de oferendas. pela realização desses sacrifícios eles asseguram a queda da chuva na estação apropriada. 21 Aqui nós temos novamente o mito de Agni escondido que os deuses procuram. os bem-nascidos formaram seus próprios corpos. atingiram o mais alto. AṢṬAKA I. ele assumiram nomes veneráveis. e assim estão contidas em Agni. 22 Eu sigo o Padapāṭha que tem rudriyā. VARGA 17–18. Índice ◄►Hino 73 (Griffith) ____________________ Hino 72. Eles que se aproximaram de todas as operações nobres fazendo um caminho que leva à vida imortal. com seus cônjuges.. Aditi é a Natureza infinita. O bezerro significa Agni. para ser o sustento da Ave. manteiga clarificada. 16 O néctar ou bebida dos Deuses. os sete rios poderosos do céu. Tu. ele que tem nas mãos todo o poder viril. 9. 19 O Sol e a Lua. organizados em três classes de sete. os adoráveis apresentaram seus poderes como Rudra. concordantes. perceberam e descobriram Agni estabelecido no lugar mais alto. Conhecendo a Lei. profundamente hábil nos caminhos dos Deuses. o brilhante. Agora eles fluem como rios colocados em movimento: eles conheceram os cavalos vermelhos20 descendo. 17 Veja 1. concordantes. cheios de bom pensamento. e seus grandes Filhos.62. oferendas de vários tipos. quando (os seres) estavam em discórdia. ADHYĀYA 5. eles tornaram seus próprios os corpos os quais eles castigaram. 1. Maruts) lançaram-se para frente’. 20 Os raios do Sol. 7. 3. suco Soma. Amigo encontrando proteção nos olhos de seu próprio amigo. alimento. Aditi. Agni. conhecedor das obras dos homens. discerniram as portas das riquezas. 10. rudriyāh: 'os veneráveis Rudriyas (isto é.18 ficaram no poder. 6. 2. Saramā encontrou a prisão firmemente construída do gado17 pelo qual a raça humana ainda é sustentada. com Ghṛta por três outonos. ó Agni. cansando-se. te tornaste um enviado nunca cansado. prestaram culto ajoelhando-se para ele adorável. Tu. 15 Os ritos secretos ou misteriosos pelos quais o céu deve ser alcançado. embora permanecendo ao redor de nós. HINO 72. etc. Agni tornou-se o senhor dos tesouros. superou) a sabedoria de muitos adoradores.233 5. Quando os brilhantes tinham prestado serviço a ti. belo lugar de permanência de Agni. Eles se aproximaram. Os atentos (deuses). Quando os Deuses imortais fizeram ambos os olhos do céu.19 eles deram a ele o presente de glória bela.22 Os mortais. Todas essas oferendas requerem fogo. nos tens enviado boa comida em sequência constante para a nossa subsistência. Adquirindo (ou. 4.3. eles preservam o Amṛta:16 protege tu a vida de todas as suas plantas e gado. e seus grandes Filhos são os Ādityas. 18 A Ave é o Sol. Ele diminuiu (ou seja. seguindo os passos dele. Agni.15 com essas. Logo que os seres santos tinham descoberto as três vezes sete coisas místicas contidas dentro de ti. explorando) por si mesmos os dois grandes mundos. ele que reuniu todos (os poderes da) imortalidade.21 Todos os imortais inteligentes quando procurando não encontraram o bezerro.

Max Müller traduz: ‘As pessoas reconheceram as (tuas) éguas vermelhas para baixo. Junto com suas esposas eles veneraram o venerável. 7. Conhecendo. Protege tu o gado e o que permanece firme e o que se move. 10. que assumiram todos os poderes de seu próprio domínio. Então eles se precipitam para baixo como correntezas libertadas. para que eles possam viver. aquelas que são dirigidas para baixo. distribui presentes na devida ordem.29 Índice ◄►Hino 73 (Oldenberg) ____________________ 23 Provavelmente os mortais.26 com seus filhos. outro amigo vigiava em lugar do primeiro. Eu tomo. um substantivo como um nominativo. as ordens estabelecidas das residências (humanas). eles concordemente guardaram com eles a imortalidade. o portador de oferendas. 28 Não é necessário mudar o texto. Conhecendo os caminhos que os deuses seguem. – O assunto parece ser as correntes de libações sacrificais.25 6. Eles. ó Agni. 27 O sol e a lua? Essa explicação muito natural dificilmente irá ser modificada por causa de passagens como a seguinte (Śatapatha Brāhmaṇa I. no entanto. 8. Quando os adoráveis (deuses) descobriram os três vezes sete passos secretos (ou lugares) estabelecidos em ti. que a hipótese adhāh kṣaranti (eles fluem para baixo). preparando (para si mesmos) um caminho para a imortalidade. 6. 3. 369. são femininas. 38): "Estes são os dois olhos do sacrifício. para o repouso do pássaro. 56. que sabiam o caminho correto e estavam cheios de boas intenções. Quando os imortais criaram os dois olhos do céu. a mãe Aditi. p. nota 1.28 As vermelhas têm reconhecido. Saramā encontrou o forte estábulo das vacas das quais os clãs humanos recebem sua nutrição. o (único) amigo despertando quando o (outro) amigo fechava os olhos. ó Agni’. 9. 29 Ambas as expressões.234 5. não seria muito improvável. Ele supre jvālāh ou toma aruṣīh como éguas. Sendo da mesma opinião eles23 se aproximaram reverentemente dele de joelhos. viram do céu os sete jovens (rios) e as portas das riquezas. 'as vermelhas' e 'aquelas que são dirigidas para baixo'. O venerável é Agni. Veja o meu Prolegomena. 6. o outro como um acusativo. 25 O significado parece ser que. as (oblações de manteiga chamadas) Ājyabhāgas”. ó Agni. As vermelhas podem ser as auroras. Mas essas não podem ser chamadas de ‘direcionadas para baixo’. portanto.27 eles colocaram belo esplendor nele (Agni). sempre que a atenção de um dos amigos relaxava. A Terra se expandiu largamente com eles que são notáveis em sua grandeza.24 Abandonando seus corpos eles os fizeram deles próprios. ‘Aquelas que são direcionadas para baixo' não podem ser as libações de ghṛta e semelhantes que as madrugadas veem? – O prof. veja 5. 24 . eu creio. 26 O pássaro parece ser Agni. tu te tornaste o mensageiro incansável.

a mesma em todas as modificações da terra. que. os homens deles. Ele deve ser sempre estimado.2 é a fonte da felicidade. como uma sombra (protetora). a ti. ele é um diretor. Os rios. mortais. que conhece a verdade (das coisas). e o firmamento. – ou preta e púrpura. e. 5. 4. protege. constantemente aceso. Tu. como alma. 9.235 Hino 73. permanece na terra. Varga 19. é explicado como rūpa ou svarūpa. despojos dos nossos inimigos. por suas ações. nos tornemos opulentos. (com teu esplendor). como o principal agente do sacrifício. como riqueza patrimonial. Que teus adoradores opulentos. ele repousa na câmara sacrifical. assim Agni é o mesmo em todos os sacrifícios realizados com fogo. adquiram vida longa. ou qualquer outro elemento. 2 Como a alma é a base e fonte de toda a felicidade. pedindo a tua benevolência.1 ele é inalterável. ele parece) uma esposa irrepreensível e amada.) para ser bebido. deus e métrica são os mesmos. Como essa é. (Os deuses). sê o portador de riquezas. por meio dos (nossos) cavalos. que veio ao salão de sacrifício). 10. eles fizeram a noite e a manhã de diferentes cores. (cercado por) amigos fiéis. e. e. Ele. Como a natureza. As vacas. o termo do texto. Agni. por causa de riquezas. na proximidade da montanha. é a principal causa de felicidade. em quem se encontra toda a existência. Agni. que têm direito a culto. assim Agni. 7. essencialmente. têm fluído de uma distância. (seu leite. por (nossos) homens. . solicitando a boa vontade dele. em ti. como um convidado bem vindo. a quem tu tens guiado (para a realização de sacrifícios). Agni. Na presença dele os homens se sentam. (para o nosso benefício). como o (Sol) divino. Que nós sejamos competentes para reter tua riqueza que sustenta bem. (seus devotos). compartilhando o esplendor dele. sapiente Agni. resplandecente Agni. – oferecendo parte deles aos deuses. e oferecem. como as instruções de alguém versado em escritura. em suas residências. que é como o Sol Divino. instruídos. com úberes cheios. obtenham alimento (farto). (para a devida observância dos ritos sagrados). que os eruditos (que te louvam) e te oferecem (oblações). os homens te preservam. em lugares seguros. e herdeiros de riqueza ancestral. Que esses nossos louvores. abundante alimento (sacrifical). 3. amando (Agni. 8. 6. os filhos deles. forma ou natureza peculiar. como um filho na residência do pai. Defendidos. tu proteges o mundo inteiro. em mente e coração. Índice ◄►Hino 74 (Wilson) ____________________ 1 Amati. vivam por cem invernos. Que nós. 2. é o dador de alimento. e que nossos filhos. como um sacerdote oficiante. que nós destruamos os cavalos (dos nossos inimigos). Agni (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi. sejam agradáveis para ti. – oferecendo. Agni. Varga 20. Ele. o alimento (sacrifical). em batalhas. ele traz prosperidade para a casa do adorador. como um príncipe. para (a obtenção de) renome. em todos os combates. aqui e no futuro. trouxeram. confiaram a ti. é o mantenedor do universo. 1. e (em pureza. que nós ganhemos. por (nossos) filhos. por ti. a parte deles do alimento (sacrifical) para os deuses. Tal como tu és. Enchendo o céu e a terra.

e segues o mundo inteiro como uma sombra. Agni. que os homens ricos que instituem os nossos sacrifícios vivam até a maior idade geralmente concedida aos homens. como um Deus que sustenta a tudo. os Santos ganharam glória no céu. recebem as oblações que os fortalecem para a realização dos grandes feitos que lhes trazem glória. ó Agni. Que possamos obter despojos do nosso inimigo em batalha. Ele que.5 Eles fizeram a Noite e a Alvorada de cores diferentes. e guia corretamente. e colocaram juntos os tons pretos e roxos. que ele seja portador de riquezas. senhores da riqueza transmitida por nossos pais. 6. ó Agni. Que teus adoradores ricos ganhem alimento. Índice ◄►Hino 74 (Griffith) ____________________ 3 As vacas cujo leite é usado nos vários sacrifícios oferecidos de acordo com a ordenança eterna. 5 Pela graça de Agni os Santos. Ele que concede alimento. verdadeiro. 6 Afastando a angústia. assim. Que nós tenhamos poder para manter teus corcéis de riquezas. 2. apresentando aos deuses sua parte por glória.6 9. 7 Isto é. mugindo alto. isto é. Ajudados por ti. As vacas da santa lei. como heróis que se sentam à cabeceira da mesa. homens com homens. que possamos conquistar corcéis com corcéis. Ele que reside na terra como um rei cercado por amigos fiéis. – todos devem se esforçar para conquistá-lo. e que os nossos príncipes vivam cem invernos. Que esses nossos hinos de louvor. sejam agradáveis para ti em teu coração e espírito. torne próspera a residência do servo dele.236 Hino 73. 7. glorificado por muitos. ó Agni. 3. amado como um convidado que repousa em aposento agradável – que ele.8 depositando em ti o dom da glória enviado por Deus.7 10. como a sombra de uma grande rocha ou árvore afasta o calor opressivo do sol. 4 . têm crescido com úberes carregados. A ti. heróis com heróis. como Sacerdote. Nele eles têm colocado esplendor em abundância: querido para todos os homens. pedindo a tua benevolência. continuar a receber e manter as riquezas que tu mandas. solicitando o favor dele. como esplendor. em assentamentos seguros. como uma dama irrepreensível querida para seu marido. levas em direção às riquezas. que repousam em segurança. Que nós e aqueles que adoram sejamos os mortais os quais tu. como a instrução de um homem sábio.3 nos enviadas pelo Céu. e os príncipes que trazem oblação obtenham vida longa. os nossos homens servem sempre aceso em cada habitação. ó Agni. Agni (Griffith) 1. os Deuses imortais. 8. como riquezas patrimoniais. como o alento que dá alegria. Ordenador. Tu encheste a terra e o céu e a região do meio do ar. Agni. 8 Reter por nós teus corcéis que trazem riqueza. como Savitar o Deus. A água usada em sacrifício a qual flui ou é levada para a rocha ou pedra com a qual o suco Soma é espremido. de mente verdadeira protege com seu poder todos os atos de vigor. de uma distância os rios4 fluíram juntos para a rocha. contigo. 4. 5.

protegidos por ti. que és rico em todo alimento. 21. Os rios implorando o favor (dos deuses) de longe irromperam pelo meio da rocha com suas torrentes. Sendo donos das riquezas que seus pais conquistaram. atribuídas pelo Céu. sejamos os mortais a quem tu promoves à riqueza. 10 . AṢṬAKA I. louvado por muitos.11 5. 7. etc. o poeta naturalmente poderia dizer. ó Agni. As vacas leiteiras mugidoras de Ṛta. 2. 10. Que os doadores generosos. que possuindo todo descanso vive na terra como um deus. śakema sudhūrah yamam te.10 (Agni). 2. nossos doadores generosos e nós mesmos. 1. que estás constantemente aceso na casa. Sê tu possuidor de toda a vida. como um rei que fez por si mesmo amigos (valentes). Eles têm colocado nele rico esplendor. tendo preenchido os dois mundos (Céu e Terra) e o ar. Max Müller. conquistemos com nossos cavalos corredores os cavalos corredores. para a tua mente e coração. HINO 73. obtenham nutrição. 97.9 protege com seu poder mental todos os assentamentos. ó Agni. que os nossos ricos (doadores) cheguem a uma centena de invernos. eles uniram a cor preta e a vermelha (à Noite e à Alvorada). que é satisfeito (por adoração) como um convidado que descansa confortavelmente. deixando de lado uma parte para os deuses para a glória delas’. ó Agni. e digno de ser procurado. obtendo uma parte (rica). que é um bom guia como a instrução de um sábio. Índice ◄►Hino 74 (Oldenberg) ____________________ 9 A primeira parte é idêntica à quarta em 9. 48. 139. (Agni) cruzou o lugar (sacrifical) do adorador como um Hotṛ. Max Müller. ADHYĀYA 5. Como uma sombra tu acompanhas o mundo inteiro. Mas Agni não é apenas um cavalo. os homens têm adorado em suas residências seguras. sendo verdadeiro como o deus Savitṛ. o verdadeiro tornou-se precioso como o sopro vital. 15 Como sudhur e sudhura são epítetos de cavalos. 13 ‘Que nós ganhemos em batalhas o saque do inimigo. 5.13 6. 3.237 Hino 73. com nossos homens. Eles fizeram a Noite e a Alvorada de diferentes formas. diante dos deuses. 4. 2. Que esses hinos. 1. As três primeiras partes são quase idênticas a 3. 12 Aryah também pode ser nom. como esplendor impetuoso. ele também é riqueza (2. E que nós. como uma esposa irrepreensível amada por seu marido – 4. Que nós ganhemos em batalhas o saque daquele que não doa. ó Agni. Que nós sejamos capazes de controlar a ti. e significar ‘(nós) os pobres’. os adoráveis (deuses) ganharam glória no céu. para que nós possamos obter glória. sejam agradáveis para ti. o protetor das riquezas’. com nossos heróis os heróis (dos nossos inimigos). VARGA 19–20. 55.14 9. Ele que. Aquele que dá vigor como riqueza adquirida pelos pais. 11 ‘Sê tu. 14 A última parte é idêntica à segunda em 10.15 adquirindo a glória que os deuses nos atribuíram. A combinação das duas metáforas explica a expressão curiosa sudhurah rāyah. Lá as expressões se referem a Soma. estavam exuberantes com seus úberes cheios. ó Agni. os homens. como heróis que se sentam na frente e sob abrigo. um protetor das riquezas. pl. A ti. que os ricos12 que dão presentes (para nós) obtenham um período de vida completo. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Que nós. ó Agni. 8. 12. Suplicando proteção de ti. adorador (dos deuses). a riqueza bem atrelada.).

em uma missão dos deuses. Agni pode ser identificado com Indra. os homens chamam de afortunado em seu sacrifício. tendo sido protegido. Que. Agni (Wilson) (Anuvāka 13.6. 8. suas oblações. Agni. para o oferecedor (de oblações) para os deuses. 1. 2. 6. embora audível. Aquele que estava antigamente sujeito a um superior. 5. Agni. brilhante e concessora de vigor. Veja 1. por ti. sem timidez. como um oferecedor (de oblações). radiante Agni. Quando nós partimos para o sacrifício. Agni (Griffith) 1. Sūkta I) O deus é Agni. quando os homens malevolentes estão reunidos. tu estás desejoso de conceder. Apressando-nos para o sacrifício. filho da força. A ele. para o sacrificador. Agni. 2. A ele. não é ouvido. ó de brilho belo. e cujo sacrifício tu tornas aceitável. Suas oferendas. Varga 22. a métrica. cuja oferenda tu transportas para o sustento deles. tem preservado a riqueza. quando as pessoas se reuniam. todos os homens chamam de feliz em seu Deus. Que. seu deus. vamos recitar um hino para Agni. em cuja casa tu és o mensageiro dos deuses. A ele em cuja casa um emissário tu amas provar seus presentes oferecidos. (O sacrificador). Que os homens louvem Agni. E que os homens digam. ou. agora permanece na tua presença. e sua grama sagrada. ele mesmo que mata Vṛtra.1. Traze para cá. Quando tu vais.2 ele Que ganha riqueza em cada luta. 7. em carnificina. Para cá traze esses deuses para a nossa louvação e para provar Esses presentes oferecidos. e provido de alimento. 4. Gotama. Índice ◄►Hino 75 (Wilson) ____________________ Hino 74. 3 Um nome de Agni. Varga 21. que nos ouve de longe. o Ṛṣi.3 tu Filho da Força. e nossas oblações para seu sustento. existindo desde antigamente. desde os tempos antigos. 7. ampla (riqueza). 3. filho de Rahūga ṅa. 5. Que nos ouve mesmo quando longe. Agni pode aqui ser identificado com Indra. em tua missão de embaixador tu partes não é ouvido som de corcel ou esforço do teu carro. tem preservado sua casa para o adorador.238 Hino 74. Vṛtra pode ser aqui entendido como um inimigo em geral. o matador de Vṛtra. E fortaleces seu sacrifício. Gāyatrī. vamos repetir uma prece para Agni. nasceu Agni. Aṅgiras. 4. divino Agni. 3. logo que gerado. 9. o relincho dos cavalos da tua carruagem de movimento (rápido).1 e o ganhador do saque em muitas batalhas. Aṅgiras. Quando. De fato. os deuses (para receber) nosso louvor. 6. 1 2 .

Índice ◄►Hino 75 (Griffith) ____________________ Hino 74. o matador de Vṛtra). a grande bem-aventurança de heróis fortes. Agni. um amigo dos deuses. ó Aṅgiras. para as oferendas sacrificais. ileso. . ele segue adiante: Agni. Tu. dos deuses. Parece que a palavra significa algum tipo de poderes hostis. para que nós possamos glorificá-los. 9. E tu ganhas. 8.4 . Deus. VARGA 21–22. E que as pessoas digam ‘Nasce Agni. tu concedes dos Deuses. quando tu partes em tua missão de mensageiro. brilhante. 6. forte. ó Agni. heroica. AṢṬAKA I. 9. O homem em cuja casa tu és um mensageiro. ó Agni. Ajudado por ti. Índice ◄►Hino 75 (Oldenberg) ____________________ 4 Eu deixei sem tradução a palavra obscura snīhitīṣu. E tu deves conduzi-los para cá. para cuja adoração tu concedes poder extraordinário – 5. e para cujo alimento sacrifical tu vais avidamente para te banquetear. para aquele que oferece presentes. de modo que eles venham ansiosamente. ganha a vantagem sobre aquele está à frente. o matador de inimigos (ou. que ganha o prêmio em todas as batalhas’. o principal em. vamos repetir uma oração para Agni que nos ouve.239 8. ó filho da força. que está atrás. 7. ele esteja longe ou conosco – 2. o ofertante vai em frente. Seguindo adiante para o sacrifício. Ele que. 3. protegido por ti o corredor torna-se destemido. os deuses. Nenhum ruído dos cavalos da carruagem em movimento é ouvido de modo algum. HINO 74.. para o adorador. Quando. E força esplêndida. Tal homem o povo chama de um doador de boas oblações. o adorador.. ADHYĀYA 5. ó resplandecente. 1. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. e possuidor de uma boa Barhis (ou grama sacrifical). ó Deus. um após outro. preservava sua casa para o adorador. quando as tribos humanas se reuniam (em batalha). ó Agni. superior. 4.

como antes. Agni. Derramando nossas oferendas na tua boca. ó maior Aṅgiras. VARGA 23. chefe dos Aṅgirasas. nós recitaremos para ti. A nossa oração preciosa. E que nós então pronunciemos para ti. Agni o mais sábio. Agni (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi. Um amigo a quem amigos podem suplicar. entre nós. Mitra e Varuṇa.1 Adora. traze os deuses para o sacrifício poderoso. o seu bem amado Amigo tu és. está presente na tua própria residência. Traze-os. Agni. ofereces o alimento sacrifical (aos deuses).240 Hino 75. 5. o melhor adorador. o mais agradável para os deuses. HINO 75. ó Agni? Quem realiza adoração a ti? Quem és tu. para nós. na tua boca. és tu? E onde tu resides? 4. Traze para nós Mitra. Aceita alegremente o nosso discurso mais amplamente sonoro. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Escuta o nosso mais sincero discurso. dos homens? Quem é teu servo digno? Dependente de quem? Quem és tu? 4. esse hino tendo quatro em vez de cinco versos na versão de Wilson. Índice ◄►Hino 76 (Wilson) ____________________ Hino 75. Varga 23. adora. Agni (Griffith) 1. Aceita o nosso hino de som mais alto. 1. Quem. Agni. Índice ◄►Hino 76 (Griffith) ____________________ Hino 75. ó mais sábio e melhor Aṅgiras. ó Agni. Quem é teu parente entre os homens. o alimento mais delicioso para os deuses. 2. tu que. deus e métrica. ADHYĀYA 5. Agni. de fato. AṢṬAKA I. E então. (celebra) um grande sacrifício. 2. Varuṇa. aceitando nossas oblações em tua boca. para nós. Agora. é teu parente? Quem é digno de te oferecer sacrifício? Quem. propiciatório dos deuses. para a tua casa. nós podemos endereçar (a ti) uma prece aceitável e gratificante. todos os deuses. 3. Agni. 1. Quem. de muito benefício. 3. O parente. 2. uma oração agradável para ti e bem sucedida.] . é teu parente. e onde tu repousas? 1 [O verso quatro das outras versões está ausente aqui. da humanidade. 3.

com um hino produtivo de progênie (para o adorador). Qual aproximação da mente. para que tu possas cultuar os deuses para a grande satisfação deles. 3. (um sacrifício conforme a) a grande Ṛta. que é um nome bastante incomum de Indra. a métrica é Triṣṭubh. 1 Na câmara onde oferendas queimadas são feitas. 5. os onipenetrantes. tu que nunca foste enganado. e nos desperta. 1. Como a mente pode se aproximar para agradar-te. 2 com os corcéis dele. e tu. 2 . para cá. com tuas chamas. cumpre a função de Hotṛ. afasta as maldições dos nossos sacrifícios. 5. Que o todo-expansivo céu e a terra te defendam. que és o transportador (de oblações). um sábio entre sábios. na tua própria casa. pois tu és irresistível. para que nós possamos mostrar hospitalidade para o concessor de prosperidade. nosso líder. Índice ◄►Hino 77 (Wilson) ____________________ Hino 76. Tu. Traze com seus Baios o Senhor do Soma:3 aqui há boas-vindas alegres para o Doador Generoso. O último nome não se encontra no texto. ó Agni. Somapatiṃ. Sacrifica. Como. és o parente. ó Agni. senta-te. senta-te como Hotar. sê. Agni. que és digno de culto. a ti pode ser realizada para o nosso bem? O que cem encômios podem (efetuar)? Quem. Agni (Griffith) 1. Agni (Wilson) (Sūkta III) Ṛṣi e deus como antes. (oferece as oblações) hoje com uma concha que alegra. invocador veraz dos deuses. Varga 24. (Indra).241 4. e sê o protetor dos nossos sacrifícios contra interrupção. Sacrifica por nós para Mitra e Varuṇa. Consome totalmente os Rākṣasas. te amem: adora os deuses para obter para nós o favor deles. Vem para cá. Traze para cá o guardião do suco Soma. ó Agni. Agni. obteve o teu poder? Com qual intento nós podemos te oferecer (oblações)? 2. Agni. Sacrifica para os deuses. também. tu. Agni. Vem. Agni? Qual hino de louvor nos trará a maior bênção? Ou quem ganhou o teu poder através de sacrifícios? Ou com qual propósito nós devemos trazer-te oferendas? 2. Queima todos os Rākṣasas. por sacrifícios. seus dois corcéis. um amigo deve ser magnificado por seus amigos. o amigo querido ('Mitra') dos homens. Senta-te aqui. 4. adoraste os deuses com oblações. 3. 3 Indra. Agni. no sacrifício do santo Manus. Que o Céu e a Terra. tu que és o depositário e gerador de riquezas. ou de Potṛ. mas o deus é indicado por haribhyām. Índice ◄►Hino 76 (Oldenberg) ____________________ Hino 76.1 sê nosso precursor. invocador (dos deuses). assim. Eu invoco (a ti). com os deuses.

com seus dois cavalos baios. te protejam. E traze para cá o senhor do Soma (Indra). assim. 3. ó Agni. Oferece o sacrifício aos deuses para que eles possam ser muito benevolentes para nós. 1. levando-te (para o nosso sacrifício) com a minha boca. Como tu executaste sacrifício para os deuses com o alimento sacrifical do sábio Manu. Tu Sacerdote com lábio e voz que nos trazem filhos foste chamado. os todo-abrangentes. um sábio com os Sábios. o bom doador. ‘aquele que precede alguém’. uma oferenda especialmente agradável para os Deuses. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ó Agni. então. foi invocado com um hino que trará a bênção de filhos. 5. e tu deves te sentar aqui com os deuses. Agni. com a tua concha sacrifical que dá alegria. AṢṬAKA I. Homem. 7 Isto é. com a concha sacrifical usada para derramar o óleo sagrado ou manteiga clarificada no fogo. o grande ancestral do ser humano. Torna-te nosso líder que não pode ser enganado. ó Agni. senta-se aqui como um Hotṛ. 9 eu te chamo para cá. Com palavras que obtêm prole. 11 A concha significa a chama de Agni.11 Índice ◄►Hino 77 (Oldenberg) ____________________ 4 Agni.10 um sábio com os sábios. realiza o sacrifício hoje. 5 . torna-te um protetor dos sacrifícios contra imprecações. 9 O sacerdote humano. literalmente.242 4. Nós preparamos hospitalidade para ele.4 Senta-te aqui com os Deuses. ou seja. ó Hotṛ altamente verdadeiro. Realiza o serviço de um Hotṛ e de um Potṛ. mais agradável para ti? Ou quem ganhou para si mesmo a tua sabedoria por sacrifícios? Ou com quais pensamentos nós podemos te adorar? 2. Concessor e Produtor de Riqueza. 6 Outra forma da palavra Manu. ADHYĀYA 5. Qual súplica é para o gosto da tua mente? Qual pensamento (piedoso) pode ser.8 Que o Céu e a Terra. o Invocador mais sincero. Sê um doador e um pai de riquezas. 5.7 Índice ◄►Hino 77 (Griffith) ____________________ Hino 76. agora. o sacerdote ou portador de oblações. O Purificador (Potar) e o Ofertante ou Invocador (Hotar) são dois dos dezesseis sacerdotes oficiantes. HINO 76. ó Agni. 8 Puraḥ-etā. leva Agni ao seu sacrifício. 10 Manus é aqui um nome próprio. 4. ó venerável. Tua é a tarefa de Purificador e Ofertante:5 nos desperta. VARGA 24. por meio de suas canções. Queima todos os feiticeiros. com a boca. Vem para cá. Como com oferenda do Manus6 sacerdotal tu adoraste os Deuses. adora hoje com concha concessora de alegria.

fiel à Lei. e que aqueles que são afluentes com grande riqueza. com oblações. 3 Riqueza. Todos os homens que reverenciam os deuses. e por quem todas as coisas são conhecidas. Agni (Griffith) 1. pois Agni. estejam desejosos de oferecer adoração. traz os deuses como o melhor dos sacrificadores? 2. que são dotados de força. ele é o que traz. e a última. e. e o destruidor de inimigos. e que. etc.4 cuja força é a mais potente. incitados por suas riquezas. como amigo. o Herói mais varonil. a extraordinária. que é agradável para os deuses. 3. um homem. o celebrador de sacrifícios. 1. – aquele Agni que é imortal.2 e. ‘com reverência’. e por quem o alimento sacrifical tem sido preparado. repetem o nome dele primeiro. é recitado para ele o refulgente? Que. Destruidor de inimigos. os conhece plenamente bem e os adora em espírito. 1 A expressão do texto é manasā. 1 3. fiel à Lei. Tragam para cá. que é o invocador dos deuses. o comentador explica a primeira como o matador ou extirpador de tudo. Pois ele é poder mental. e perfeito. 4. observador da verdade. aceite com amor nossos hinos e nossa devoção. em ritos sagrados. com louvores.243 Hino 77. e os adora com reverência. Tragam-no com reverência para cá. o Arauto. aceite nosso louvor e culto. 2 As palavras são marya e sādhu. Que Agni. mas o comentador lê namasā. e se aproximam de Agni de boa aparência. amado pelos Deuses. ele é o destruidor e reanimador (de todas as coisas). quando ele se dirige aos deuses. Quais (oblações) nós podemos oferecer para Agni? Qual louvor é endereçado ao luminoso (Agni). Que Agni. como antes. como um amigo. a ele que é o mais constante em sacrifícios. Índice ◄►Hino 78 (Wilson) ____________________ Hino 77. 4. quando ele busca os deuses para os mortais. Pois ele é o realizador de ritos. ele obtém nutrição (para si mesmo). agitem os nossos pensamentos com vigor. imortal. conhece aqueles (que devem ser adorados).3 As tribos árias piedosas em sacrifícios se dirigem primeiro a ele que é quem faz prodígios. da parte do homem. e observador da verdade. um arauto em meio aos homens. ele é o doador de riqueza inatingível. o realizador de sacrifícios. Como nós faremos oblação para Agni? Qual hino. e o invocador (dos deuses). que é o principal diretor de sacrifícios. pois Agni. Então que os senhores generosos. ‘com a mente’. Desse modo Agni. . junto com o alimento sacrifical. satisfeito por nossa devoção. transporta oblações para os deuses? 2. Varga 25. o produtor. tem sido louvado com hinos pelos virtuosos descendentes de Gotama. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. 5. Para eles ele tem dado o brilhante suco Soma para beber. (presente) entre os homens. o mais auspicioso em sacrifícios. afirmando que as letras m e n estão invertidas.

ganha crescimento de acordo com seu desejo. têm incitado constantemente as nossas preces. e que ele (o mortal ou Agni) possa estar atento. ansiando pelos deuses. o luminoso. o Hotṛ. Que ele aumente neles esplendor e vigor. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Índice ◄►Hino 78 (Oldenberg) ____________________ 4 Ricos patrocinadores cujos presentes encorajarão e fortalecerão as devoções dos sacerdotes. 5 . tem sido glorificado pelos Gotamas sacerdotais. o justo Jātavedas. Que ele aumente o esplendor e força deles. 1. sendo imortal e justo.. agradáveis para o Deus. Assim. ele é viril. e (pela devoção) daqueles doadores generosos mais poderosos que. VARGA 25.. Que aquele Agni. concentrados no prêmio. ele obtém crescimento. por nossa devoção. se dirigem a ele. observador. e que ele possa realizar o sacrifício.5 3. Índice ◄►Hino 78 (Griffith) ____________________ Hino 77. Como nós devemos sacrificar para Agni? Quais palavras. De acordo com o professor Max Müller: “Tragam para cá o Hotṛ . de modo que Agni possa convidar os deuses . o melhor sacrificador.6 Portanto. o maravilhoso. etc.244 5. Agni. Pois ele é sabedoria.. ele se tornou o auriga dos misteriosos. Desse modo Agni Jātavedas. fiel à Ordem. HINO 77. Ele. que. que ele esteja atento em sua mente. como ele quer. foi louvado pelos Gotamas sacerdotais. 5. ele é o auriga de uma enorme riqueza’. ele é direto. venha com ajuda por nossas palavras. AṢṬAKA I. como o primeiro nos sacrifícios.. Quando Agni se dirige aos deuses em nome do mortal. o conhecedor. os clãs ários. leva os deuses até os mortais? 2. ADHYĀYA 5.” 6 O professor Max Müller traduz essa parte deste modo: ‘como um amigo. como Mitra. o mais valoroso dos homens. triunfante com riquezas. devem ser dirigidas a ele. 4. Tragam para cá pela adoração o Hotṛ que é o mais benéfico em sacrifícios e justo.

ADHYĀYA 5. nós te exaltamos. 1 A palavra é Gotamāh. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 2. o dador de alimento abundante. repetidamente. e que afugentaste os Dasyus. Os descendentes de Rahūgaṅa têm recitado louvores agradáveis para Agni. com (hinos) laudatórios. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e deus são os mesmos. a ti que és o destruidor de Vṛtra. um dos primeiros realizadores de sacrifício. 1. 3 Do mesmo modo que Aṅgiras. Índice ◄►Hino 79 (Griffith) ____________________ Hino 78. adora com louvor. 1. repetidamente. HINO 78. com a nossa música. desejoso de riquezas. 4 Aqui novamente Agni é identificado com Indra. como tu és. nós o exaltamos. o comentador a limita ao sentido do singular. no plural. os filhos de Rahūgaṅa. 4. 5. de modo semelhante como Aṅgiras fez. Agni. nós oferecemos adoração. como Aṅgiras3 chamamos a ti o melhor ganhador do despojo: Nós te louvamos por tuas glórias. .2 2. Ó Jātavedas. repetidamente. com (hinos) laudatórios. o texto tem somente dyumnaih. 3. forte e rápido. Gotama 1 te celebra.245 Hino 78. Nós te invocamos. Gotama. com louvor. Índice ◄►Hino 79 (Wilson) ____________________ Hino 78. ‘com brilhantes’. 3. que resides entre todas as tribos. 2 Mantras é acrescentado pelo comentador. com (hinos) laudatórios. A ti. nós te exaltamos. com (hinos) laudatórios. Agni (Griffith) 1. Ó Jātavedas. ou aqueles que manifestam o mérito de Agni. adora com sua canção: Nós te louvamos por tuas glórias. afirmando que o plural é usado apenas honorificamente. a métrica é Gāyatrī. assim como tu és. – nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Nós exaltamos. cantamos: Nós te louvamos por tuas glórias. Conhecedor e contemplador de tudo o que existe. Uma canção agradável para Agni nós. A ti. VARGA 26.4 a ti que te livras dos nossos inimigos Dasyu: Nós te louvamos por tuas glórias. aquele (Agni) a quem Gotama. Como tal. nós Gotamas te exaltamos com canção sagrada por causa das tuas glórias. 5. com (hinos) laudatórios. o melhor dos matadores de Vṛtra. repetidamente. Varga 26. nós os Gotamas te (louvamos). desejando riqueza. A ti. AṢṬAKA I. 4.

dá-nos sustento abundante. ou tercetos. ou uma parte do Sāma. Os (raios) caindo. Brilhante Agni. Nós te chamamos. Nós os Rahūgaṅas recitamos um discurso afetuoso para Agni. que. destrói completamente os Rākṣasas. Agni. ou progênie. perfuram a membrana (que envolve). tu que conheces tudo o que existe. então Mitra. o maior ganhador de saque. em todos os combates (com nossos inimigos). acompanhados pelos moventes (Maruts). mas prajāh. como Aṅgiras fez. como tu és. mas para acentuar aquela de Agni. pessoas. em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Gāyatrī. Uṣṇih. e semelhantes. 7. 2 Satyāḥ. Jvālājihva. de língua de chama. e anīka. . Gotama desejoso de riquezas exalta a ti. Varuṇa. para) que a riqueza que fornece alimento possa ser nossa! 6. tal como tu és. verdadeiro. e. que lanças os Dasyus para longe – nós te louvamos. ou a métrica Gāyatrī. por perfurar as nuvens. Agni (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é o mesmo. por ti mesmo. riquezas que afastem a pobreza. com (gotas) encantadoras e sorridentes.246 2. estão concentradas em seus próprios trabalhos. deve ser louvado por nossos hinos. As manhãs não sabem (das chuvas). pelos modos mais diretos. com sua canção. em sua manifestação de relâmpago. Quando esse (o relâmpago. resplandece com um brilho esplendoroso. Varga 27. de dia ou de noite. e os circundantes (tropa de Maruts). golpeiam contra (a nuvem). mas isso é dito. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Concede-nos. que é sábio. guarda-nos com a tua proteção. o deus d os outros tercetos é Agni. Agni. O deus de cabelo dourado Agni é o agitador das nuvens. do segundo. 3 Ou usos. se banhar. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Índice ◄►Hino 79 (Oldenberg) ____________________ Hino 79. Agni. 5 Gāyatra. (o aguaceiro) vem. as nuvens trovejam. senhor do alimento e do gado. (Nós adoramos a) ti. 3. o derramador preto de chuva rugiu. face ou boca: as chamas são compreendidas. ou (teus servos). quando a chuva é derramada.3 para (o desfrute da) água. dos dois últimos. o deus do primeiro é o Agni da região do meio. Varga 28. A aurora não participa na operação. que sejam desejáveis (para todos). 4 Purvaṇīka. é suprida pelo comentário. deves ser louvado. (propiciado) pela recitação do hino métrico. de Vṛtra). e que não possam ser tiradas (de nós). segundo o comentador. lavar. em todos os ritos. Aryaman. Agni. em seu caráter geral. Gotama. muitos. 2. e o conduz.) nutre o mundo com o leite da chuva. ou relâmpago. não para depreciar a excelência de Uṣas. providas de alimento. A chuva desce. e.2 que. de acordo com um nome comum de Agni. assim chamada. 1 Agni. 5. 3. toma parte na produção de chuva. o resplandecente Agni. 5. o hino consiste em quatro T ṛcas.5 8. assim como tu és. filho da força. o fogo etéreo ou elétrico. se movendo com a velocidade do vento. Ele. 4. de puru. e o concessor de residências.1 como (pessoas) honestas. no útero da nuvem. 4. – como beber. 1. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Ó tu cuja boca (arde) com muitas (chamas). quando isso é feito. afugenta (todos os perturbadores do rito). sincero: não há substantivo. o maior destruidor de inimigos (ou. Agni de aspecto afiado. a métrica d o primei ro deles é Triṣṭubh.4 brilha (de modo propício.

10. mas Sāyaṇa o interpreta como ‘tendo chamas incontáveis’. deve ser exaltado em nossa música: Brilha. o circundante. Gotama. para que nós possamos viver. Sahasrākṣa. oferece. O significado exato da última metade da segunda linha é obscuro. pela tua graça riqueza que dá sustentação para toda a nossa vida. Mitra. 12. com boa compreensão. tu de muitas formas. o qual identifica Agni com Indra. conhecendo bem a manhã. é nesse lugar o Vento tempestuoso.7 2. uma serpente furiosa. e (louvado. Filho de Força. Varuṇa. preces e louvores puros. Agni. aceso. Quando ele vai fluindo com o leite da adoração. Parijman enchem totalmente o couro onde se encontra a pedra de prensagem inferior. tu que és o senhor da riqueza em vacas. 8 Isto é. como damas ilustres.) celebra o louvor deles.9 4. contra os Rākṣasas. e sê tu. Adorável em todos os nossos ritos. o Viajante. 11. verdadeiras. com a tua ajuda. (propício) para o nosso progresso. Índice ◄►Hino 80 (Wilson) ____________________ Hino 79.) com hinos sagrados. Ele no espaço do ar tem cabelos dourados. ó Agni. afugenta para longe os Rākṣasas: A tradução literal do epíteto do texto. Concede-nos. Que caia o homem. 6 . tu cujos dentes são afiados. 8. digna da nossa escolha. riqueza. os deuses mandam chuva abundante. 9 Quando ele vai até os deuses com o leite da adoração. como a tempestade avançando. riqueza. concedendo alegria. Agni. expulsa os Rākṣasas. Parijman. trabalhadoras ativas. Agni. Agni (Griffith) 1. ó Agni. a rica oferenda sacrifical. brilhando por ti mesmo. Ó Agni. e o fogo doméstico para propósitos religiosos e uso comum. para nós. para Agni de chamas afiadas. Ele. Invencível em todas as nossas lutas. 10. pereça. brilha radiantemente sobre nós. Agni de mil olhos. Puramente refulgente. Afiado e rápido Agni. Com gotas que abençoam e parecem sorrir ele vem: as águas caem. Quando o grande hino é cantado. perto ou longe. 7. Agni. 11. conduzindo pelos caminhos mais diretos da Ordem.247 9. É dito que ele conhece a manhã por ser reaceso para sacrifício no amanhecer. grande renome. quando o Touro Preto berrou8 em volta de nós. 5. de noite e quando a manhã irrompe. o relâmpago serpentiforme. 9. bom e sábio. quando as nuvens escuras de chuva trovejaram. Dá-nos. por nós. Teus lampejos bem alados tornam-se fortes em sua forma. 12. ó Jātavedas. Ó Gotama. 7 Agni é mencionado aqui como em suas três formas: o Sol de cabelo dourado. Traze-nos riqueza que sempre conquista. e é comparado a uma mãe de família ativa por causa de seu emprego para propósitos domésticos. Aryaman. desejando felicidade oferece tuas canções compostas com cuidado Para Agni de chamas pontiagudas. Concede-nos. de mil olhos. desejoso de prosperidade. favorece-nos. Ó Agni.6 que vê tudo. Tua graça. Agni. para o nosso sustento. 6. e (nos) sustentando por toda a vida. que aquele que nos prejudica. ele (o invocador dos deuses. 3. que nos ataca de perto ou de longe: Reforça-nos e nos torna prósperos. Queima. as nuvens proferem seu trovão.

caia. VARGA 27–28. quando aqui (tudo isso aconteceu). afugenta os Rakṣas. queima contra os feiticeiros. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. apresenta palavras purificadas. Quando eles conduziram a ele. Agni. Que aquele que tenta nos prejudicar. que és senhor dos despojos. 9. ele que anda em torno da Terra. nos caminhos mais retos de Ṛta. perto ou longe. o observador brilhantemente resplandecente da aurora. tu a quem reverência é devida em todas as nossas orações. Mitra e Varuṇa. com as tuas bênçãos. ó (deus) de muitas faces. Leva-nos somente para o progresso. sempre ativas e verdadeiras. 1. Ele veio como se com as (mulheres) generosas sorridentes. e. ó Deus de dentes afiados. excelente e invencível em todas as batalhas. como o fogo do relâmpago. Agni. 8.11 está acelerando (pelo ar) como o vento. Ó Gotama. o touro preto 13 urrou. Índice ◄►Hino 94 (Oldenberg) ____________________ 10 O professor Max Müller observa com relação a essa parte: quando o céu envia a chuva. Índice ◄►Hino 80 (Griffith) ____________________ Hino 79. 15 Não parece provável para mim que upara signifique aqui a pedra de prensagem inferior. por tua bondade. e tem piedade de nós para que nós possamos viver. enchem a bolsa de couro (a nuvem) no útero da (atmosfera) inferior. riqueza que possa durar toda a vida. O Hotṛ louvável (Agni) é glorificado. um Vasu. 6. ó Agni. Estando aceso. brilha para nós para que as riquezas possam ser nossas. ó Jātavedas. Isto é. então Aryaman. ó Agni. 5. que reside entre todas as tribos.14 As névoas voam. 10. a nuvem trovejante. o filho jovem da força.10 a cobra rugidora. um sábio. Por teus avanços os (pássaros) belamente alados foram menosprezados. Abençoa-nos. ao romper da aurora. grande glória. 7. traze canções para Agni de chama afiada. que é para ser magnificado por palavras (virtuosas). Agni. 14 As mulheres podem ser as pancadas de chuva.12 2. 11. HINO 79. Agni. a qual possa ser sempre vitoriosa. rico em vacas. que se expande com o leite de Ṛta. ele que é como as (deusas) gloriosas. 12 As águas? Ou as auroras? 13 Parjanya. Ou elas poderiam ser entendidas como as auroras. ADHYĀYA 5. 12. 11 . 3. Traze-nos riqueza. O de cabelos dourados no espaço da atmosfera. desejoso da graça dele. concede-nos. quando a nossa canção Gāyatra é apresentada (para ti). as nuvens trovejam. AṢṬAKA I. Agni de mil olhos. arauto digno de louvores. aparece o relâmpago. Dá-nos.248 Ele canta. ó Agni.15 4. Reinando à noite por teu próprio poder.

11. tua força. destrói homens. Vṛtra não intimidou Indra com seu tremor. provavelmente. manifestando tua própria soberania. Mata Vṛtra. manifestando sua própria soberania. manifestando tua própria soberania. por teu vigor. 2 . tua bravura é indiscutível. sustentadora de vida. mas nada mais a respeito desse incidente ocorre. Varga 30. 10. o que faz trovejar. em tua força. A força está depositada em teus braços. com seu raio de cem gumes. subjuga. 4. Indra. diretores.] 7 Os dezesseis sacerdotes empregados em um sacrifício. Esse céu e a terra tremeram. que foi trazido pelo falcão. com a qual. manifestando tua própria soberania. vinte7 cantaram hinos (em seu louvor).) enfrentaste. Ahi da terra. foi mostrada nos céus. 6. ataca. tu mataste Vṛtra por tua destreza. Mil6 mortais o adoraram. 7. juntos.249 Hino 80. e o estimulante suco Soma (tinha sido bebido). Teu raio não pode falhar. 5.3 (do céu). visto que tu. e dois funcionários denominados Sadasya e Śamitṛ. Indra. 5 Colocado em lugar de qualquer número indefinido. prakaṭayam: svasya svāmitvam prakaṭayam. como antes . aquele que faz trovejar. O refrão dessa e de todas as outras estrofes desse hino é arcann anu svarājyam. ele libertou as águas. golpeou. de fato. 13. ganha as águas. por causa da tua ira. com seu raio. 3. Teus raios se espalharam amplamente sobre noventa e nove rios: 5 notável é tua destreza.2 2. o raio de ferro de muitos gumes caiu sobre ele. tendo matado Vṛtra. mas o deus é Indra. não do culto. que o comentador interpreta como o Brâmane. acompanhado pelos Maruts. e. manifestando sua própria soberania. O furioso Indra. 9. tornando manifesto seu próprio domínio ou supremacia. libertando as águas para fluir. (Indra) manifestando sua própria soberania. mas o comentador apresenta. enfrentando-o. o queixo do tremente Vṛtra. a força de Vṛtra. 12. Indra superou. 8. Apressa-te. determinada a matar Ahi. manifestando tua própria soberania. O primeiro termo geralmente significa adorando. no templo. quando. manejador do raio. com sua força. das cerimônias da assembleia. a tua força. 1 O Brahmā. ou seu clamor. Assim. manifestando tua própria soberania.4 manifestando tua própria soberania. Indra conduzido em nuvem. Varga 31. tu derrubaste Vṛtra do céu. 6 [O mesmo como na nota acima. Aquele suco Soma extremamente estimulante. quando derramado. 4 O comentário diz que Vṛtra tinha assumido a forma de um veado. mataste aquele cervo enganador. com habilidade (superior). te animou. (Agora) solta a chuva limitada pelo vento. 1. e do céu. deseja fornecer os meios de sustento para seus amigos. tendo as asas de um falcão. 3 O comentador diz que ele foi trazido do céu pela Gāyatrī. quando o sacerdote1 tinha te exaltado dessa maneira (por meio de louvor). exultante. o Yajamāna e sua esposa. Indra o atingiu. Poderoso manejador do raio. então. Tu cortaste Vṛtra a partir da terra. com teu raio. honrando. e manifestando sua própria soberania. manifestando tua própria soberania. manifestando tua própria soberania. tu expulsaste. Quando tu (Indra. a oblação é erguida. a métrica é Paṅkti. cem (sábios) o glorificam repetidamente. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é Gotama. Vṛtra e o raio (que ele lançou). grande é sua coragem. Indra. Varga 29. de modo que. manifestando tua própria soberania. como seu equivalente.

avançando no inimigo.250 14. móveis ou imóveis. pela tua fúria. Manuṣ pitā. sê valente. ó Trovejador. para Indra a oração tem sido exclamada. O comentador completa a sentença como no texto. Essa foi a sua façanha valorosa. vinte gritam o hino de louvor. sendo. Índice ◄►Hino 81 (Wilson) ____________________ Hino 80. Indra derrotou o poder de Vṛtra. 9. 3. manejador do raio.93. Dadhyac. Tu golpeaste Vṛtra da terra. que em tua força. Ao longe sobre noventa grandes rios13 os teus raios foram lançados amplamente. ko vīryā paraḥ. tremeram. louvando o teu próprio domínio imperial. Indra. Desse modo no Soma. louvando o teu próprio domínio imperial.8 em sua força? Pois nele os deuses têm concentrado riquezas. Aquele que faz trovejar. residindo) longe. 6. e poder. 7. 15. o mais poderoso armado com o trovão. Compare com 1. 13 As muitas águas obstruídas por Vṛtra. congregados naquele Indra. A coragem. louvando o teu próprio domínio imperial. do céu. um dos demônios da seca. o golpeaste. Do mesmo modo como antigamente. Louvam-no mil de uma só vez. expulsaste pela força o Dragão10 da terra. e a força está estabelecida em teus braços. louvando o teu próprio domínio imperial. até Tvaṣṭṛ tremeu de medo. trazida pelo Falcão. O furioso Indra com seu raio de trovão. Indra. Lançador da Pedra. Manus sendo o progenitor de toda a humanidade. a menção de quem. enquanto se regozijando no suco. Quem (conhece a ele. Indra (Griffith) 1. 8. teu raio de trovão não é impedido. ou Dadhīci. Ao teu grito. manifestando sua própria soberania. todas as coisas. busca a prosperidade para os amigos. é um Ṛṣi famoso. louvando o seu próprio domínio imperial.6. – poder com poder mais forte. Indra. 2. em alegria selvagem o Brahman te exaltou: Tu. assim. Indra. o onipresente Indra. em qualquer ato de culto que Atharvan. Centenas têm cantado alto para ele. 16. é tua força: para Vṛtra.12 louvando o teu próprio domínio imperial. louvando o teu próprio domínio imperial. é o teu poder de herói. 12 O demônio Vṛtra. 10. ocorre mais de uma vez. 4. grandioso. poder invicto é teu. e. Indra. Nós não conhecemos. 11 É dito que o Soma foi trazido do céu por um falcão. com toda a certeza. louvando o seu próprio domínio imperial.11 alegrou a ti. e libertou as águas desobstruídas para correr. todos. Que essas águas que nutrem a vida fluam acompanhadas pela hoste Marut. pois tu com tua força insuperável mataste o animal traiçoeiro. A poderosa dose de Soma derramando-se. manifestando sua própria soberania. ele matou Vṛtra e libertou as torrentes. enfrenta o inimigo. faze as águas tuas. subsequentemente. 10 A grande serpente Ahi. o filho de Atharvan. bateu impetuoso nas costas do tremente Vṛtra. suas oblações e seus hinos eram. louvando o seu próprio domínio imperial. louvando o seu próprio domínio imperial. ou o pai Manus. 9 . 8 A expressão é muito elíptica. 5. Avança. e veneração. ou Dadhyac9 se empenhassem. manifestando tua própria soberania. tu derrubaste Vṛtra das torrentes. literalmente: que – com vigor – longe. Com o raio de cem juntas Indra o golpeou nas costas.

251 11. o que faz trovejar. perspicácia. 15. em nosso conhecimento. Continuamente. Sobre ele aquele raio de ferro caiu violentamente com suas mil pontas. Mas Vṛtra não amedrontou Indra com seu tremor ou seu rugido de trovão. nele. louvando o teu próprio domínio imperial. Dadhyac14 realizavam. alguém que ultrapasse Indra em sua força. até mesmo esse grande Par de Mundos tremeu de pavor pela tua ira. 14. louvando o teu próprio domínio imperial. Dadhyac é filho dele. louvando o seu próprio domínio imperial. até Tvaṣṭar estremeceu pela tua ira e tremeu de medo por causa de ti. Quando com o trovão tu fizeste teu dardo e Vṛtra se encontrarem em guerra. qualquer rito que Atharvan. Manus ou Manu é o progenitor da humanidade. Indra. todas as coisas fixas e móveis estremeceram. Não há. 12. quando. tu mataste Vṛtra com tua força. ó Armado com o Trovão. foi estabelecido firme no céu. Manus pai de todos. 16. os deuses têm acumulado virilidade.15 Índice ◄►Hino 81 (Griffith) ____________________ 14 Atharvan é o sacerdote que inicialmente obteve fogo e ofereceu Soma e preces para os Deuses. 13. o teu poder. como antigamente. cingido de Maruts. a prece e louvor deles juntos naquele Indra se reúnem. . 15 O refrão: ‘louvando o seu próprio domínio imperial’ não está sempre em conexão sintática com o verso do qual ele forma a conclusão. louvando o seu próprio domínio imperial. ó Indra. Sim. louvando o seu próprio domínio imperial. desejoso de matar o Dragão. louvando o teu próprio domínio imperial. força e poder. Quando no teu grito.

Indra tem aumentado sua força. Distribui tua prosperidade. ó herói. se torna mais forte e poderosa. junto conosco. mas. tu és o exaltador dos humildes. Indra. para (o aumento da nossa) força e bem-estar. cuidam (das oblações) que podem ser compartilhadas por todos. Indra. Que Indra. senhor de todos. – ‘uma divindade. ela expressa seu significado apenas incompletamente. tu és o concessor de muitos saques. 4. para (a nossa) prosperidade. e dirigimos a ti nossos desejos. isto é. Nós sabemos que tu (és) o possuidor de vastas riquezas. A noção é bastante clara. ele empunha o raio de ferro em suas mãos contíguas. portanto. o matador de Vṛtra. Desfruta. 7. como antes. traze-nos opulência. a riqueza passa para o vitorioso. conceda (esse alimento) para nós. Ele encheu o espaço da terra e do firmamento. Tu. e possuindo corcéis (brilhantes). tu dás (riquezas) para o adorador que te oferece oblações. 5. Indra (Wilson) (Sexto Adhyāya. 8. em força e satisfação. muitas centenas (de tipos) de tesouro: afia (os nossos intelectos). os que humilham o orgulho (do inimigo). tendo um belo queixo. quando recebendo frequente alegria (por causa das nossas libações). o protetor. que é abundante.1 Nós o invocamos em grandes conflitos. 2. Que ele nos defenda em batalhas. partilhando do alimento sacrifical. 3. temível (para inimigos). pela (adoração dos) homens. Pois tu. tem sido aumentado. Varga 2. Poderoso através de sacrifício. em afluência. Indra. 6. e enriquecer o outro. herói. aumenta’. com as duas mãos. Indra. Essas. 1. para que eu possa obter (uma parte) das tuas riquezas. pois tua riqueza é abundante. Traze a riqueza deles para nós. Quando surge a batalha. Índice ◄►Hino 82 (Wilson) ____________________ 1 O comentador explica isso.252 Hino 81. sabes quais são as riquezas daqueles homens que não fazem oferendas. obtendo vigor por meio de louvor. és uma hoste. Ninguém semelhante a ti jamais nasceu. ou nascerá. Pega. Sūkta VIII) O Ṛṣi. De aparência agradável. que devolve para o dador (de oblações) o alimento que é apropriado para mortais. Sê. para que tu possas destruir um. ele fixou as constelações no céu. Indra. Continuação do Anuvāka 13. da libação derramada. embora ‘aumenta’ seja a tradução literal de pravardhate. 9. assim como nos pequenos. tuas criaturas. . Atrela teus cavalos. deus e métrica. Varga 1. Indra: tu tens mantido o universo. O justo realizador de atos (virtuosos) é o doador de rebanhos de gado para nós. Coloca-nos. (com sua glória). nosso protetor.

Poderoso através da sabedoria. Senhor dos Cavalos Baios. Ele. Descobre tu. a riqueza dos homens que não oferecem presentes: traze para nós aquela riqueza deles. Teus adoradores aqui. terrível. sublime. 3. Tu cresceste poderoso sobre todos. Essas pessoas. 4.253 Hino 81. a ele. . tu ajudas o sacrificador. o matador de Vṛtra. 2. tu dás ampla riqueza ao ofertante. Herói. Distribui – abundante é a tua riqueza – para que eu possa compartilhar da tua generosidade. 9. forneça a sua ajuda para nós. de fato. A quem tu matarás e a quem enriquecerás? Ó Indra. portanto.3 Indra. faze-nos ricos. mantêm para ti tudo o que é digno da tua escolha. Revigora-te. Quando guerra e batalhas estão em andamento. 8. de queixo forte. Atrela os teus Baios que correm selvagemente. Fortalecendo até os fracos. Que ele que dá para o ofertante o alimento sustentador de homens do inimigo. Torna-nos perspicazes. 6. és um guerreiro. ele tem se desenvolvido em força. Nós sabemos que tu és Senhor de grande riqueza. ninguém como tu. e nos traze riqueza. Tu. Ele encheu a atmosfera terrestre e pôs as luzes no céu. Indra. Herói. de coração honrado. à alegria e força. Os homens2 têm elevado Indra. 5. Ninguém como tu jamais nasceu. ele nas mãos unidas por causa de glória empunhou seu raio de ferro. Índice ◄►Hino 82 (Griffith) ____________________ 2 3 Os sacerdotes ministrantes que exaltam e fortalecem com oblações. tu és dador de abundantes despojos. com o suco derramado em busca de generosidade e de força. como Senhor. em cada momento de êxtase nos dá rebanhos de vacas. Reúne em ambas as tuas mãos para nós tesouros de muitas centenas de tipos. o nosso Protetor. Indra. como ele quer. Indra (Griffith) 1. nós invocamos em batalhas sejam grandes ou pequenas: que ele seja o nosso apoio em atos de poder. a ti nós enviamos os desejos dos nossos corações: sê. o saque é colocado diante do corajoso. nascerá. 7.

regozija-te. dirige-te. Ouve com benevolência nossas músicas. Como tu nos fizeste cheios de alegria e nos deixas solicitar-te. Maghavan. manejador do raio. não sejas o contrário daquele deus auspicioso que tu tens sido sempre para nós. nós reverenciaremos a ti que és tão belo de se olhar. e concede gado. 1 2 . o que atrela os Corcéis Fulvos. tu és solicitado com ele. Indra (Wilson) (Sūkta IX) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. 4. Indra. os amigos têm surgido e ido embora. Aproxima-te. e ouve os nossos louvores. 5. 6. Que ele suba naquela carruagem que derrama (bênçãos). e que fornece o recipiente cheio da mistura de suco Soma e grãos. o rico e generoso. junge teus dois Cavalos Baios. Agora. a métrica é Paṅkti. junge teus dois Cavalos Baios. Maghavan. Glorificado dessa maneira. Os sábios luminosos em si mesmos têm te louvado com o hino mais recente deles. 4 Os adoradores. atrela teus cavalos rapidamente. 3.2 Rapidamente. dirige-te. Nós te louvamos. atrela teus cavalos. quando alegrado pelo alimento (sacrifical).1 Visto que tu tens nos inspirado com discurso correto. de acordo com Sāyaṇa. e. Ele em verdade subirá no carro poderoso que encontra as vacas. Portanto. Os sucos derramados e excitantes têm animado a ti. Portanto. e têm se regozijado. cheio de nutrição. Desse modo. e têm tremido através dos (corpos) preciosos deles. não sejas diferente (do que tu tens sido até agora). toma as rédeas em tuas mãos. (Teus adoradores) têm comido o alimento que tu tens dado. Rapidamente. Indra. 3. sábios autoiluminados têm te glorificado com pensamentos louváveis. que teus corcéis sejam atrelados à esquerda e à direita. Realizador de muitos atos (sagrados).254 Hino 82. 2. exceto na última estrofe. Isto é. junge teus dois Cavalos Baios. Indra (Griffith) 1. Índice ◄►Hino 83 (Wilson) ____________________ Hino 82. em tua carruagem. 3 Indra. que olhas benignamente (para todos). Indra. agora. Eu arreio teus corcéis de crina longa com preces (sagradas). com tua esposa. Maghavan. (em teu carro). Indra. Indra. até a tua amada esposa. um prato ou pátera cheio de hariyojana. Agora. o nome de uma mistura de cevada frita. atrela teus cavalos rapidamente. atrela teus cavalos. e suco Soma. 4. vem agora com o carro fartamente carregado de acordo com nosso desejo. atrela teus cavalos rapidamente. em direção àqueles que desejam a tua presença. Indra. Louvado desse modo por nós. Varga 3.3 não sejas negligente. cheio de tesouro. Maghavan. que pensa sobre a tigela bem cheia. na qual ela é Jagatī. ou outro grão. Eles4 têm comido bem e se regozijado. Pātraṃ hāriyojanaṃ. Indra. 2. Agora. 1. Parte. junge teus dois Cavalos Baios.

poder auspicioso é concedido. nós temos. Indra. o alimento sacrifical. e estão impacientes para desfrutar dela. 5. como os rios inconscientes1 fluem. é tornado específico por acrescentar devāḥ. o que faz trovejar. pelo comentador ‘as fontes de conhecimento excelente’. obtiveram toda a riqueza de Paṇi. O mesmo caráter de brevidade e obscuridade permeia todo o hino. pela libação. Índice ◄►Hino 83 (Griffith) ____________________ Hino 83. ‘eles olham para baixo’. 6. Com a prece sagrada eu uno teu par de Baios de crina longa: vem para cá. por (movimentos) progressivos. além disso. 1 . O texto. a métrica é Jagat ī. são acrescentados pelo comentário. eles. assim como a noiva ou donzela. teus Corcéis sejam atrelados à direita e esquerda. como diz o comentador. Indra. e é próspero: pois. como noivos (anseiam por suas noivas). (para o altar). tu os seguras em ambas as tuas mãos. pelas adições do comentador. (o adoraram) com um rito muito sagrado. Atharvan descobriu primeiro. 1. composta de cavalos. para o sacrificador. assim eles (os deuses) olham para baixo (para ela). como a luz difusa (desce para a terra).255 5. Kāvya Āpo * vicetasaḥ. Com os quais no êxtase do suco. bem satisfeitos ao verem-na cheia com a libação planejada. Na frase seguinte. ‘o sol apareceu. Mas isso significa. e oferecidos conjuntamente para ti. Tu tens associado. mas parece preferível compreender o prefixo vi em seu sentido de privação. imperturbado. permanece (empenhado) no teu culto. para iluminar o caminho para a caverna onde as vacas estavam escondidas’. nasceu. ‘os deuses’. Quem é levado? E para onde? A concha. ou em uma direção leste. o caminho (do gado roubado). com fogo aceso. desejosos que lhes seja apresentada. Enriquece-o com bens abundantes. tens te regozijado com Pūṣan e tua Esposa. transformadas imperfeitamente em algo inteligível. 2 Nessa estrofe. e então. como é habitual nas métricas mais elaboradas. por teus cuidados. para a concha sacrifical. Que. (e reside) em uma mansão onde há cavalos. O homem que é bem protegido. junge teus dois Cavalos Baios. derramando oblações (para ti). Desse modo avaḥ paśyanti. aproxima-te da tua amada Esposa. nós encontramos colocações forçadas. Os deuses a transportam. As doses de suco excitante derramadas te alegram: tu. 4. e deseja por eles. Agora. comentário acrescenta ‘desce para a terra’. tem somente ‘como luz difusa’. como noivos se deleitam’. é dito. de todas as direções. Varga 4. então o sol brilhante. por meio de sacrifícios. para o oceano. que olham para baixo. 2. de modo que (o sacrificador). o altar. Os Aṅgirasas prepararam primeiro (para Indra). os instituidores (da cerimônia). e vacas. Senhor dos Cem Poderes. inteligência. e alusões elípticas e obscuras. De modo semelhante como as águas brilhantes fluem para a concha sacrifical.3 Atharvan recuperou o gado.2 3. Indra (Wilson) (Sūkta X) Ṛṣi e deus como antes. cheia com a oblação. e (outros) animais. pois não é muito inteligível como as águas deveriam conceder. O epíteto é explicado. ou por movimentos progressivos. 3 Ājani. é o primeiro que vai para (aquela onde há) vacas. ‘os deuses levam aquele que é satisfeito. colocados juntos em conchas. o apreciador de atos virtuosos. ou mesmo possuir. palavras de louvor sagrado com ambos (o grão e a manteiga da oblação). Indra.

os deuses levam o homem piedoso até eles: como pretendentes eles se deleitam com quem ama oração.10. e a profusão de cavalos e de vacas. teu poder traz bênção para o sacrificador que derrama presentes. segue em primeiro lugar na riqueza de cavalos e de vacas. se o sacerdote repete o (verso) sagrado. como as águas de todos os lados vistas claramente de longe enchem totalmente o Sindhu. e o último. 4.5 Não contido ele habita e prospera em tua lei. em todas essas ocasiões. Atharvan primeiro através de sacrifícios planejou os caminhos. 6 O demônio avaro que retém a chuva. Veja Ehni. 6.4 Vamos adorar o imortal (Indra). guardião da Lei. o qual também identifica Kāvya com Uśanas. p. 5 O texto tem somente mithunā. Uśanā Kāvya8 conduziu o rebanho diretamente para cá. um casal. Índice ◄►Hino 84 (Griffith) ____________________ Com Indra. Vamos honrar com oferendas o nascimento do imortal Yama. 2.256 (Uśanas) estava associado com ele. bem protegido pela tua ajuda. que nasceu para reprimir (os Asuras). 9 O sentido da última metade do segundo verso é obscuro. As Águas celestiais não se aproximam da taça sacerdotal: elas somente olham para baixo e veem o quão longe o ar está expandido. Bênção louvável tu tens colocado sobre o par que te serve com concha erguida. – Indra de fato se deleita quando esses se aproximam dele. Indra. Sāyaṇa a explica como os grãos e a manteiga da oblação. Com a mais ampla riqueza tu o enches. Índice ◄►Hino 84 (Wilson) ____________________ Hino 83.51. Yama parece aqui representar o Sol nascente. Indra se regozija. 62. que participava da cerimônia. ou o hino faz a sua voz de louvor soar para o céu. 8 Um célebre Ṛṣi antigo.6 o gado. cujos fogos foram acesos através de boas ações e sacrifícios. de acordo com o comentário. com Bhṛgu. no sacrifício (brilhante).9 6. Primeiro os Aṅgirases ganharam força vital para si mesmos. Veja 1. somente que Uśanas era da família de Bhṛgu. 4 . Der Mythus des Yama. A palavra aparentemente significa aqui o oferecedor do sacrifício e sua esposa. quando a pedra ressoa como se fosse um cantor hábil em louvor. contudo. o homem mortal. Os homens juntos encontraram a riqueza acumulada de Paṇi. 3. Ludwig a traduz: ‘Busquemos obter por meio de sacrifício a imortalidade que surgiu de Yama’.7 então. homem e mulher. se a pedra (que espreme o suco Soma) soa como o sacerdote que repete o hino. 7 Para o Sol nascente percorrer. talvez significando. Se a erva sagrada é cortada (para o rito) que traz bênçãos. surgiu o Sol amoroso. Quando a erva sagrada é aparada para auxiliar o trabalho auspicioso. 5. Indra (Griffith) 1.

como o sol enche o firmamento com seus raios. A história parece ter variado da lenda vêdica original. as vacas leiteiras. Ofereçam culto. aquelas vacas malhadas diluem o suco Soma com seu leite. tu atrelas teus cavalos. Indra. as gotas de qual (bebida) transparente fluem na tua direção. aproxima-te. elas celebram suas muitas façanhas. por meio de seu som. Aquelas vacas inteligentes reverenciam a bravura dele com a adoração (de seu leite). 4.257 Hino 84. elas estão expectantes da soberania dele. prestem adoração à força superior dele. as três seguintes. Desejosas do contato dele. te ultrapassou. 1. é bastante obscuro. Que a energia te sacie (pela libação). Indra (Wilson) (Sūkta XI) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. como se sobre uma cobra enrolada?2 Quando Indra ouvirá os nossos louvores? Ó! 9. tua mente em direção a nós. perguntando o que havia acontecido com ele. tendo preparado libações. pois teus cavalos foram atrelados por oração. Quando. Indra. seu próprio domínio. residindo conforme. ensinado o 1 . 7. explicado. na Gāyatrī. 13. 3. o qual o comentador interpreta como ‘rápido’. Ó!1 8. imortal. – permanecendo (em seus estábulos). 5. Que os cavalos dele tragam Indra. Indra concede força formidável para aquele que o adora. 3 Esse. As primeiras seis estrofes estão na medida Anuṣṭubh. para Indra. que as gotas vertidas o alegrem. vivia. Ele que sozinho dá prosperidade ao homem que lhe oferece oblações é o soberano indiscutível. uma vez.3 Varga 7. eles cobriram a terra inteira. permanecendo (em seus estábulos). com os ossos de Dadhyac. Indra. propriamente. essa libação excelente. assim derramado. como uma planta espinhosa. o décimo nono verso está na Bṛhatī. os Asuras eram intimidados e tranquilizados pela aparência dele. para ti. se regozijam. quando ele tinha ido para Svarga. O texto é vasvīr anu svarājyam. 4 Dadhyac. na Paṅkti. e se nada dele tinha sido deixado para trás. ou de acordo com. Ele narra que. 6. foi informado de que a cabeça de cavalo com a qual ele tinha. associadas com o generoso Indra. com seu pé. 2. elas estão expectantes da soberania dele. As vacas brancas bebem do suco Soma doce. que é de bravura irresistível. que são amadas por Indra. uma interjeição de chamado. mais comumente. Indra. dirigem o raio destrutivo dele contra os inimigos dele. na métrica Satobṛhatī. estimulante. Matador de Vṛtra. rapidamente. elas estão expectantes da soberania dele. para os louvores e sacrifícios de sábios e de homens. sobre o homem que não oferece oblações. não há ninguém melhor auriga do que tu. de quem é dito que seus ossos formaram o raio de Indra. permanecendo (em seus estábulos). Indra. na câmara de sacrifício. como nós teremos oportunidade subsequente para notar (Hino 116). ninguém. – como um exemplo para posteriores (adversários). sobe na tua carruagem. Varga 6. recitem hinos (em seu louvor). Que a pedra (que esmaga a Soma) atraia.4 Esse verso e os dois seguintes terminam com o termo não conectado aṅga. mas ele é. O suco Soma foi espremido. as três seguintes. Ó! 10. que constitui o refrão do terceto. enquanto Dadhyac. também chamado Dadhīca ou Dadhīci é um sábio renomado em lenda purânica. Quando ele pisará. embora de bons cavalos. Varga 5. na Triṣṭubh. o potente que humilha (teus inimigos). e as próximas três. 12. na Uṣṇih. ninguém é igual a ti em força. 11. Indra. 2 O texto tem kṣumpa. e. literalmente. filho de Atharvan. e o vigésimo. Nesse lugar a história contada pelo comentador também difere um pouco. Bebe. matou noventa vezes nove Vṛtras. por causa de beleza. as três próximas. mas a métrica é diversificada. mas.

e é com relação àquele que a luz dela é derivada do sol. nos limites de Kurukṣetra. – que a lua brilhava somente por refletir a luz do sol. 6. mas ninguém sabia onde. em vez de cavalos. 16. e gāh por palavras do Veda. ou Ventos. e. (por medo de inimigos. “o brilho solar. assistências. aceso por Indra)? Ou o adora com oblações de manteiga clarificada. 25) acrescenta ‘os raios do sol’. Busca foi feita por ela. a expressão obscura de um fato astronômico. de acordo com estações constantes? 7 Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida? Qual sacrificador. de fato. a qual trata de traduzir kah por Prajāpati. 15. Quem atrela. frustrou os nove vezes noventa (ou oitocentos de dez) estratagemas ou artifícios dos Asuras ou Vṛtras. 8 alguma vez serem prejudiciais para nós. isto é. com os ossos da caveira. Por isso. e. emitidas da boca. escondido pela noite. 7 Ṛtubhirdhruvebhiḥ. que são felicidade (para amigos)? (O sacrificador) que louva sua (realização de seus) deveres obtém vida (longa). ou seu povo? 18. Indra matou os Asuras. oferecidas na concha. brilhantes. ou. a luz de Tvaṣṭṛ. como no texto ‘As Ṛtus são os principais sacrifícios’. Tvaṣṭṛ é aqui usado em lugar do sol. 20. traze para nós. ele a encontrou em Śaryaṇāvat. compondo “Prajāpati combina. IV. oculta na mansão da lua movente. sendo um dos Ādityas. é um raio do sol (aquele chamado Suṣumṇa) que ilumina a lua. conhece Indra completamente? 19.5 Varga 8. essenciais. aparentemente. continuava existente em algum lugar. sua propriedade. Quem louva o fogo (sacrifical. eu recito teu louvor. quando Indra está perto)? Quem é prejudicado (por seus inimigos)? Quem está apavorado? Quem está ciente que Indra está presente? Quem. com a carga do sacrifício as palavras que são efetivas. 5 O texto tem somente ‘eles encontraram’. que presidem sacrifícios’. ou. e desse modo dissipa a escuridão à noite. Concessor de residências. empenhado em oferecer oblações. não deixes teus benefícios. um dos Ādityas.6 17. Índice ◄►Hino 85 (Wilson) ____________________ Madhuvidyā para os Aśvins. a quem o hino é endereçado. também. agitadores. os Maruts. De acordo com o Nirukta II. em vez de quem. as divindades que os presidem. Assim é dito “os raios de sol são refletidos de volta no orbe aquoso brilhante da lua”. 6 Outra interpretação pode ser atribuída a esse verso. que somos familiarizados com preces.258 14. todos os tipos de riquezas. Amigo da humanidade. e sê favorável ao mortal (que te adora). entra na lua. de acordo com o comentador. assim como de dia”. como explicado de outra maneira. à lança do carro (de Indra) seus corcéis vigorosos e radiantes. Desejando a cabeça do cavalo escondida nas montanhas. seu elefante. no qual Ṛtu pode ter seu sentido comum de ‘estação’. seguindo Yāska (Nir. Indra. Indra. e favorecido pelos deuses. Ou a passagem pode significar ‘oferecidas pelas divindades chamadas Ṛtus. – conhecido pelos autores dos Vedas. benefícios. mas isso pode ser lido dhūtayah. seu corpo. Os (raios solares) encontraram. Quem parte. em cujas bocas há flechas. em vez de Indra. não deixes tua tesouraria. o comentador. está presente. Poderoso Indra. animadoras do coração. cuja ira é insuportável. hoje. hoje. e que é. nessa ocasião. e produtivas de felicidade: o adorador que realiza o objetivo de tais preces obtém vida”. também. abaladores. além de ti. que pisam nos corações (de inimigos). e ela foi encontrada no lago Śaryaṇāvat. Não há outro concessor de felicidade. O significado da estrofe é. 8 Ūtayah. isto é. . que ele está perto? Que necessidade há de alguém importunar Indra por causa do seu filho.

Que. a pedra de prensagem atraia a tua atenção para cá. Aquele que com o suco Soma preparado em meio a muitos honra a ti. provavelmente uma personificação do Sol da manhã em seu curso rápido. irresistível no ataque. o soberano de poder irresistível. Ele. como diz a lenda. é Indra. sobe no teu carro. Com os ossos dele ou. as vacas brilhantes11 bebem. ordenado por ṛtá. 12. e que está próximo a. o homem que não tem presente para ele? Quando. realmente ganha por meio disso um poder extraordinário.14 encontrou em Śaryaṇāvān15 o que ele procurava. honrando o poder vitorioso dele. 15. Indra matou os Vṛtras ou demônios que impediam a chuva. bebe. 11. 13.10 5. Matador de Vṛtra. 7. Isto é. era um Ṛṣi filho de Atharvan. os ossos dessa cabeça de cavalo. Rios do brilhante9 têm fluído para ti aqui na base da santa Lei. tu atrelas teus corcéis. Cantem glória agora a Indra. Esta libação derramada. 11. e aceito por ele em libação. Aquele que sozinho concede ao homem mortal que oferece presentes. Dadhyac pode ser a antiga Lua cujos ossos. de fato. se tornam as estrelas com as quais Indra mata os demônios da escuridão. Indra. 14. 2. Dadhīca. Quando. no lugar onde o sacrifício. 9 Suco Soma.16 aqui na mansão da lua. 11 O leite puro e brilhante que absorve ou bebe o suco Soma com o qual ele é misturado. Almejando o toque dele as vacas malhadas misturam o Soma com seu leite. boas em sua própria supremacia. convertidos em um raio. recitem para ele seus elogios solenes. 10. O Soma foi espremido para ti. 10 . ou. Com veneração. a qual foi posteriormente cortada por Indra. Indra. Indra (Griffith) 1. 6. ó Indra. 8. Quando ele pisoteará. As vacas leiteiras estimadas por Indra lançam o raio mortífero dele. alegradora. As gotas derramadas o tornaram alegre. perto da moderna Delhi. Com os ossos de Dadhyac13 como suas armas. O significado do refrão desse terceto (versos 10. ele e seu pai sendo considerados os primeiros fundadores do sacrifício. procurando a cabeça do cavalo. ou unido com. isto é. que foi modificada e ampliada em épocas posteriores. e o incita a lutar com os demônios. Indra ouvirá nossos cânticos de louvor? 9. 4. boas em sua própria supremacia. citados frequentemente no Veda e descritos como uma espécie de cavalo divino. quando ele morre. ninguém com bons cavalos te alcançou. – Indra.12 boas em sua própria supremacia. 15 Um lago dito ser nos limites do distrito chamado Kurukṣetra. vem. Que o vigor de Indra te encha completamente. extremamente sábias. 14 As nuvens da manhã. como uma erva daninha. O suco Soma assim derramado. Ousado. Então realmente eles reconheceram a forma essencial do Touro de Tvaṣṭar. A lenda vêdica. doce para o paladar. com certeza. excelente. Indra. 12) não é muito claro. elas seguem rigorosamente suas muitas leis para obter para si mesmas preeminência adequada. Indra quando oferecido a. 12 As vacas. teus Cavalos Baios foram atrelados por prece. em uma forma mais recente.259 Hino 84. matou noventa e nove Vṛtras. parece ter estado ligada em sua origem com aquela dos Dadhikrās. 13 Dadhyac. Ele é descrito como tendo a cabeça de um cavalo dada a ele pelos Aśvins. que por causa de esplendor se regozijam próximas ao lado do poderoso da Indra. Seu par de Corcéis Fulvos traz Indra de poder sem oposição para cá para as canções de louvor dos Ṛṣis e sacrifício realizado por homens. como o Sol enche o ar com raios. distante entre as montanhas. ou Lei Eterna. 3. exalta e fortalece Indra. o mais poderoso. com a voz dela. prestem reverência ao seu poder supremo. é realizado. o leite delas. imortal. não há melhor auriga: ninguém te superou em teu poder.

o conhece perfeitamente?19 19. os sacerdotes. sua família. Quem atrela hoje à lança da Ordem os corcéis fortes e impetuosos17 de espírito que não pode ser reprimido. perfuradores de corações. as brilhantes noites de lugar chegavam. e distribui para nós. O sentido do verso pode ser que quando. Não deixes as tuas dádivas copiosas. 20. Índice ◄►Hino 85 (Griffith) ____________________ 16 Uma expressão obscura para o Sol.260 16. que representam os sentimentos do homem que institui o sacrifício. mas homa (oblação) mal pode suportar a interpretação forçada desse modo sobre ela. 20. . de fato abençoas o homem mortal. em nenhum momento. depois das chuvas. Quem foge? Quem sofre? Quem teme? Quem conhece Indra presente. não deixes a tua ajuda salvadora nos faltar. As palavras dos sacerdotes são as flechas com as quais suas bocas estão armadas. Veja os Hinos do Atharva-veda. 17 Os sacerdotes zelosos e incansáveis. com concha cultua em épocas determinadas? Para quem os Deuses trazem oblação rapidamente? Qual ofertante.41. bom Senhor. com bocas armadas com flechas. Ó Maghavan. riqueza e corpo. não há confortador além de ti. e os Povos?18 18. 19 A segunda linha desse verso é traduzida por Wilson. ó mais poderoso. tu amante da humanidade. favorecido pelos Deuses. que estão atrelados à lança da carruagem da Ordem ou empenhados na realização de sacrifício ordenada pela Lei Eterna. Quem com oferenda e óleo derramado honra Agni. para cá todas as riquezas dos homens. Indra perto de nós? Quem manda bênção sobre sua descendência. 18 A resposta a essas questões é. Indra. seguindo Sāyaṇa: ‘Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida?’ Isso seria bastante inteligível. os homens reconheciam que a luz era emprestada do Sol. 17. Tu como um Deus. e concessores de saúde? Viverá por longo tempo aquele que paga ricamente o serviço deles. eu falo minhas palavras para ti.

eles cresceram (em poder). o qual o habilidoso Tvaṣṭṛ moldou para ele.261 Hino 85. 9. e enviou um oceano de água. com suas mãos (cheias de coisas boas). e se regalem com o alimento sacrifical doce. a métrica do quinto e décimo segundo versos é Triṣṭubh. soprando sua flauta. e fizeram (para si mesmos). eles mantiveram o poço no alto. impelindo a nuvem adiante. 6. uma residência espaçosa. Aqui eles são chamados de gomātarah. eles são aqueles que planam (pelo ar). tendo. Por seu poder.) que merece ser glorificado. a chuva segue o vento. para que ele possa realizar grandes feitos em guerra. pelas quais eles promovem o bem-estar da terra e do céu. como sua mãe. com ornamentos luminosos. Ele matou Vṛtra. Que eles. a fonte de chuva. Maruts. que moem (as rochas sólidas). Os Maruts. e partiram a montanha que obstruía seu caminho. iniciados pelos deuses. Varga 10. Eles. dourado.5 têm conferido. incapazes de serem derrubados. Gotama.4 e umedecem a terra. e. 7. incumbidos do dever de mandar chuva. para (fornecer) alimento. ou aspergidos com água sagrada pelos deuses. a vaca. eles mantêm afastado todo adversário. – ‘o radiante’. do resto. Eles. eles brilham resplandecentes. o qual pode ser aplicar ao sol ou ao Agni do relâmpago. (rapidamente. que são os condutores (da chuva). vocês atrelam os cervos às suas carruagens. com água. se aplicaria melhor a uma flauta. eles chegaram ao céu por sua grandeza. O comentador explica vāṇaṃ como uma flauta. de modo semelhante. Quando os filhos da terra2 se embelezam com ornamentos. glorificando a ele (Indra. venham. como combatentes. sobre o largo assento de grama sagrada. os filhos de Rudra. e os fazedores de boas obras. talvez. eles se deleitam em sacrifícios. e se sentem sobre a grama agradável e sagrada. 3. Como heróis. sob aquele símbolo – equivalente a Pṛśni na estrofe anterior. Ukṣitāsah. a terra. Que seus corcéis de passos rápidos. Dhamanta ‘soprando’. Maruts (Wilson) (Anuvāka 14. um tipo de harpa eólica. Confiantes em sua própria força. se enfeitam como mulheres. os tragam (para cá). 1 2 . que estão partindo. movendo-se velozmente. (dádivas) desejáveis (para o sacrificador). os (Maruts) de movimento rápido têm se envolvido em batalhas. molhados. 2. um instrumento de sopro. o Ṛṣi. uma vīṇā com cem cordas. por quem Viṣṇu defende (o sacrifício) que concede todos os desejos e confere deleite. como príncipes. Sentem-se. eles são os que derrubam (montanhas). 3 Isto é. Maruts. quando alegrados pelo suco Soma. Jagatī. e de aspecto impressionante. brilham com várias armas. ambos sendo. que planam sem obstáculos. como uma pele. Heróis. de muitas lâminas. Todos os seres temem os Maruts. Sūkta I) Os deuses são os Maruts. rápidos como o pensamento.3 4. que são adorados dignamente. Os munificentes Maruts. Quando. venham. atrelam os cervos pintalgados aos seus carros. 4 Aruṣa é o termo do texto. as águas seguem o caminho deles. 10. as gotas caem do (sol) radiante. os filhos de Rudra estabeleceram sua residência no céu. 1. 5. em seus corpos. Maruts. Indra empunha o raio bem feito. como homens ansiosos por alimento. eles o têm inspirado com vigor. isto é. Varga 9. 5 Dhamanto vāṇaṃ.) como aves. 8. os filhos de Pṛśni adquiriram soberania.1 obtiveram grandiosidade.

os filhos que Pṛśni teve. em seu caminho. Diante dos Maruts toda criatura tem medo: os homens15 são como Reis. no alimento agradável.10 4. vocês. 12 É dito que o carro dos Maruts é puxado por cervos pintalgados ou antílopes. Nessa e na próxima estrofe. Maruts. e em seus membros belos colocam seus ornamentos de ouro. de onde surge prosperidade. como combatentes que procuram fama eles têm lutado em guerra. a terra com inundações de água. 2. riquezas. Eles levaram de través o poço para o lugar (onde o Muni estava). 10 As nuvens derramam abundância. concessores de tudo o que é bom. corredores velozes. que. e. rezou para os Maruts em busca de alívio. também. e os Maruts. Esse feito é. 12. 7 Os Maruts. Que seus corcéis que planam rápido os tragam para cá com suas asas velozes. (Hino 116). a terra ou a nuvem pintada. 3. de longe. Cantando sua canção de louvor e gerando poder. eles vestiram glória. subsequentemente. relacionado com os Aśvins. a nós.11 derrubando com sua força até o que nunca é derrubado. a abundância flui para baixo. Quando. satisfazendo o desejo do sábio com (águas) mantenedoras de vida. 6 Os (Maruts) variadamente radiantes vão em seu socorro. os companheiros de Indra. Em verdade como heróis desejosos de luta eles avançam. seguindo seus rastros. Concedamnas. 13 Na grama sagrada cortada e espalhada para os Deuses. 8 Os filhos de Rudra. concedam ao doador (da oblação). Quando. levaram um poço. 6 . Quaisquer bênçãos (que estejam espalhadas) pelos três mundos. Maruts (Griffith) 1. são os filhos de Rudra e P ṛśni. a tropa que envia a chuva.13 um assento largo foi feito para vocês: deleitem-se. Índice ◄►Hino 86 (Wilson) ____________________ Hino 85. e estejam em seu dom. 8. os Rudras8 estabeleceram sua morada no céu. andaram até o firmamento e fizeram sua ampla morada. Quando vocês atrelaram aos seus carros os cervos pintalgados. incitando o raio. Crescidos à sua força perfeita eles atingiram grandeza. estando sedento. os Maruts se sentaram como pássaros em sua amada grama sagrada. a chuva fertilizante desce. 14 Viṣṇu preparou o Soma e o levou para Indra. 6. Sentem-se na grama. como uma pele. Quando. e borrifaram a água sobre o sedento Gotama. para o eremitério dele. ó Maruts. Fortes em sua força inata à grandeza eles cresceram. Filhos da Vaca. vocês que resplandecem com suas lanças. como mulheres. 9 Isto é. por isso. 11 As lanças resplandecentes são os lampejos de relâmpago. Avancem com seus braços. sentaram-se com ele para desfrutar do suco. Aqueles que estão resplandecendo. alusão é feita a uma lenda na qual é narrado que o Ṛṣi Gotama.9 eles brilham em trajes luminosos. que se dirige a vocês com adoração. tinham atrelado aos seus carros os cervos pintalgados12 rápidos como pensamento. 15 Os Maruts. de Pṛśni ou da nuvem sob esse símbolo. ó Maruts. os fortes e selvagens. e umedecem. poderosos Guerreiros. fazedores de atos poderosos. eles afugentam todo adversário do seu caminho.16 terríveis de se ver. Quando Viṣṇu salvou o Soma 14 que traz alegria selvagem. têm feito o céu e a terra aumentar e crescer: em sacrifícios eles se deleitam. as torrentes avançam da nuvem tempestuosa vermelha escura.262 11. 7. ou Deuses da Tempestade.7 os Maruts. 5. ó Maruts. para a luta. e nos deem. os Filhos de Rudra.

– 4. Aqui a nuvem. os filhos de Pṛśni têm se vestido de beleza. AṢṬAKA I. e despejaram a fonte para o sedento Gotama. HINO 85. Enquanto cantando sua canção e aumentando sua força. emitindo sua voz. 19 O significado dessa frase. fortalecimento. 3) torna a comparação ainda mais natural. aos seus carros. ó Maruts. 2. eles. deem-nas três vezes mais para o homem que oferta. 11. com sua força vigorosa empurraram o poço17 no alto. riqueza com filhos nobres.20 os poderosos. A própria nuvem sendo chamada de pele por poetas vêdicos (1. faziam a terra e o céu parecerem maiores e mais amplos. Eles guiaram a nuvem transversa dirigida para cá. 17 . os fortes e selvagens. ó Heróis.19 eles. da nuvem. as torrentes liberadas pelos Maruts. que brilham com suas lanças. em uma frase relativa. os brilhantes colocam armas brilhantes em seus corpos. como uma pele. os poetas vêdicos usam frequentemente a terceira. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Índice ◄►Hino 86 (Griffith) ____________________ Hino 85. que ocorre com muita frequência. e. 10. 3. por afastarem as nuvens escuras. o fato sendo que onde nós. Doadores generosos. Ela depois toma um sentido mais geral de aumento.263 9. Quando vocês tinham atrelado os cervos pintalgados na frente de seus carros. Quando Tvaṣṭar de mão hábil formou o raio. ADHYĀYA 6. isto é. como um reservatório de água. os Rudras estabeleceram sua sede no céu. bênção. 21 Os correntes do (cavalo) vermelho. se deleitam nos sacrifícios. dourado. arremessando a pedra (raio) na luta. fazendo tremer até mesmo o que é inabalável pela força. então as correntes do (cavalo) vermelho avançam: como uma pele21 com água eles molham a terra. devemos usar a mesma pessoa que a do verbo principal. – 5. avançam. moldado muito habilmente. Ele matou Vṛtra. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. Estendam as mesmas bênçãos a nós. guerreiros. era originalmente que as tempestades. 129. Deem-nos. de fato fizeram o céu e a terra crescer. 12. os filhos poderosos de Rudra em seu caminho. Aqueles que resplandecem como esposas e companheiros de jugo. Os Maruts. 1.18 Brilhando com luz variada eles vêm a ele com ajuda: eles com seu poder realizaram o desejo do sábio. e dividiram a nuvem em dois embora ela fosse extremamente forte. ó Maruts. VARGA 9-10. eles obtiveram grandeza. atrelaram os cervos pintalgados. Quando esses filhos da vaca (Pṛśni) se adornam com enfeites resplandecentes. os Maruts. – quando. 20 A transição súbita da terceira para a segunda pessoa não é incomum nos hinos vêdicos. ou os próprios Maruts. e forçou o fluxo de água para fora. 16 Isto é. Quando vocês. as hostes valorosas. 18 O Ṛṣi para quem o hino é revelado. Eles afugentam todo adversário. Eles. como uma pele na qual a água é mantida e a partir da qual ele é derramada. com mil gumes. isto é. na alegria selvagem do Soma fizeram suas façanha gloriosas. rápidos como o pensamento. Indra o recebeu para realizar feitos heroicos. Quando crescidos. umedecem a terra com água. a abundância (chuva) flui ao longo dos caminhos deles.

seria muito apropriada. dourado. eles. concedam-nas três vezes mais para o homem que presenteia! Estendam o mesmo para nós. aqui deve ser tomado como o amigo e companheiro de Indra. 26 Avata. enquanto bêbedos de Soma. O alimento doce é Soma. de mil gumes. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. Que os que planam velozmente. um poço. Os Maruts com belo esplendor se aproximam dele com ajuda. ele ajudou Indra em sua batalha contra Vṛtra e na conquista das nuvens. os cavalos de asas rápidas os tragam para cá! Venham com seus braços!22 Sentem-se na pilha de grama. frequentemente também o artífice e criador. isto é. aqui denotando uma nuvem. Tal interpretação. 9. um assento largo foi feito para vocês. Como os Maruts. Fortes em si mesmos.23 7. Eles empurraram o poço (nuvem) transversalmente nesse caminho. Maruts. de acordo com Sāyaṇa. como combatentes ávidos por glória eles têm lutado em batalhas. Alegrem-se. Emitindo sua voz27 os generosos Maruts realizaram. 25 Tvaṣṭar. riqueza com filhos heroicos! Índice ◄►Hino 86 (Müller) ____________________ Com seus braços. com os braços cheios de presentes. eles são homens terríveis de se ver. Viṣṇu veio em seu socorro. como reis. o trabalhador dos deuses. eles fizeram sua ampla sede. seus feitos gloriosos. da sua própria maneira. 10. Como heróis realmente sedentos de luta eles avançam por todos os lados. Quando Indra foi abandonado por todos os deuses. eles entraram no firmamento. Quando o inteligente Tvaṣṭar25 tinha formado o raio bem-feito. no alimento doce. Indra o pega para realizar seu feitos varonis. realizaram o desejo do sábio. ó heróis. Quando Viṣṇu24 salvou o Soma extasiante.264 6. Por seu poder eles empurraram o poço26 no alto. os Maruts se sentaram como pássaros em seu altar amado. eles fenderam a rocha (nuvem). eles derramaram a fonte para o sedento Gotama. eles cresceram com poder. ele matou Vṛtra. por Benfey como tocando flauta. 12. 27 Dhamantah vāṇaṃ é traduzido por Sāyaṇa como tocando lira. 24 Viṣṇu. especialmente a última. cujo personagem nos hinos do Veda é muito diferente daquele assumido por ele em períodos posteriores da religião Hindu. ó Maruts! Deem-nos. 22 23 . Todos os seres temem os Maruts. 8. e forçou para fora corrente de água. embora forte. 11. mas não há autoridade para vāṇa significando lira ou flauta no Veda.

gigantes do céu. Que os Maruts. a ele que supera todos os homens: que seja dele a força que chega até o Sol. Honrados com sacrifício ou com a adoração dos hinos dos sábios. Possuidores de vigor verdadeiro. Índice ◄►Hino 87 (Wilson) ____________________ Hino 86. Maruts (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi e deuses os mesmos. Desfrutando da proteção de vocês que veem todas as coisas. Dissipem a escuridão que oculta. 6. 1 A expressão é ‘com sacrifícios ou’. têm afiado. Tem os melhores dos guardiões aquele homem em cuja morada vocês bebem. sejam conhecedores dos desejos daquele que os louva. Atakṣata.3 4. 2. Ó Maruts. Maruts (Griffith) 1. 3. 10. 5. 6. o homem forte para quem vocês concederam dar um sábio. e que (alimento) abundante seja obtido por aquele que os glorifica. desejoso de (seu favor). 4. 2. afugentem todo (inimigo) devorador. Que os fortes Maruts ouçam a ele. vocês bebem (a libação). O homem em cuja mansão. A libação é derramada para o (grupo de) heróis. se tornará o rico possuidor de muitas vacas. isto é. nos dias estabelecidos. Afortunado será aquele mortal. e labuta em seu serviço. vocês têm mostrado seu poder. nós Temos oferecido o nosso sacrifício. Pois. mostrem-nos a luz pela qual nós ansiamos. E que ele por quem sacerdotes ministrantes têm afiado 2 a sapiente (tropa de Maruts) caminhe entre pastos lotados de gado. têm excitado. nós temos oferecido a vocês. ou animado. ouçam a invocação dos louvores do adorador com ou (sem) 1 sacrifícios. ouçam o chamado. 7. 5.) por muitos anos. que devem ser adorados especialmente. que o homem cuja oferenda vocês aceitam seja sempre próspero. Varga 12. Possuidores de vigor verdadeiro. 2 . ouçam (os louvores) desse (seu adorador). Sobre a grama sagrada desse herói Soma é derramado em ritos diários: Louvor e alegria são cantados em voz alta. 3 Ou seja.265 Hino 86. resplandecentes Maruts. vitoriosos sobre todos os homens. e a alegria deles (é estimulada). por meio das oferendas deles. 7. em muitos outonos. (oblações. através da ajuda amorosa dos deuses rápidos. Maruts. 9. 3. e o hino é repetido. é provido dos protetores mais hábeis. 8. Maruts. se moverá Em um estábulo rico em vacas. Maruts. descendo do céu. a métrica é Gāyatrī. Varga 11. no sacrifício. o ‘sem’ é acrescentado pelo comentador. 1. com o brilho (do qual) vocês têm destruído os Rākṣasas. Sim. Ó Maruts. Maruts. ó Maruts mais adoráveis. portadores de oblações.

4 9. o homem poderoso para quem vocês concederam um sábio. ó homens de força verdadeira. 5. um devorador’. Ó vocês de força verdadeira.5 Criem a luz pela qual nós ansiamos. HINO 86. e. ele viverá em um estábulo rico em gado. Ocultem a escuridão horrenda. Índice ◄►Hino 87 (Griffith) ____________________ Hino 86. ele de fato tem os melhores guardiões. 9. Pois nós. façam isso manifesto com poder! Atinjam o demônio com seu raio! 10. Escondam a escuridão horrenda. Vocês que tomam conhecimento do suor daquele que os louva. Ó heróis verdadeiramente fortes. 10. ‘Atrin. No altar desse homem forte (aqui) Soma é derramado em sacrifícios diários. VARGA 11-12. Ó vocês de força verdadeira. louvor e alegria são cantados. 5 . 8. aquele homem em cuja habitação vocês bebem (o Soma). O desejo do coração daquele que ama. 4. ó Maruts que afugentam. ó (filhos) poderosos dos céus. ouçam o chamado. que quer dizer dente ou mandíbula. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Vocês que são propiciados por sacrifícios ou pelas orações do sábio. 2. portanto significava originalmente um ogro com dentes ou mandíbulas grandes. destruam todo demônio de presa. 7. é um dos muitos nomes atribuídos aos poderes da escuridão e injúria. afastem de nós todo demônio devorador. que significa attrin. 6. Que seja abençoado. ó Maruts. ou do desejo do suplicante. 1. Ele é derivado de atra. vocês conhecem a labuta daquele que canta seu louvor.266 Cujas oferendas vocês transportam. AṢṬAKA I. Ó Maruts. pelas graças dos deuses velozes (os deuses da tempestade). ADHYĀYA 6. aquele mortal cujas oferendas vocês levam. – Max Müller. como as nuvens de chuva flutuantes passam sobre o sol. Sim. façam isso manifesto por sua grandeza: golpeiem O demônio com seu raio. A ele que os poderosos Maruts ouçam. ó Maruts! 3. a ele que supera todos os homens. Façam a luz pela qual nós almejamos! Índice ◄►Hino 87 (Müller) ____________________ 4 Do suplicante que ama e reza para vocês. 8. temos sacrificado em muitas colheitas.

o qual não é explicado muito claramente. de acordo com o comentador. Ou o termo pode significar. e envolvidos por energia. os mais valorosos. Portanto despejem sobre seu adorador a chuva de cor de mel. Maruts (Griffith) 1. por nosso nascimento de nosso antigo pai. voando. e. na terceira cerimônia diária. Combinando-se com os raios solares.267 Hino 87. ao longo de certo caminho (do céu). ou no culto vespertino. entrando em colisão com seus carros. ele acrescenta. Maruts. Aniquiladores (de adversários). (os Maruts). visto que eles ficaram ao lado. para o bem-estar (da humanidade). inseparáveis1 participantes da oblação vespertina. eles demonstram seu poder inerente. irredutíveis. sendo igualmente pura ou transparente. e livres de medo. como certos raios do sol. como uma esposa (cujo marido está ausente). A tropa de Maruts é automovente. 5. nas partes mais próximas (do firmamento).3 3. Varga 13. mas aqui o comentador parece considerá-lo como um sinônimo de Soma. 1. os mais amados. ‘os adquirentes ou recebedores dos sucos’. e derramadores de chuva. eles derramam (as águas). Vocês. imóveis. Maruts (Wilson) (Sūkta (III) Ṛṣi e deuses como antes. Abordados com louvores. Ṛjīṣa. ou. alegres. a uma parte da efusão da ṛjīṣa. encorajando Indra no conflito. ativos. pois. como aves.2 adorados constantemente. uns poucos apenas em número. 1 Sempre associados em tropas. dotados de grande força. Índice ◄►Hino 88 (Wilson) ____________________ Hino 87. armados com armas brilhantes. movendo-se rapidamente. eles têm derramado (chuva) voluntariamente. métrica Jagat ī. são visíveis (no céu). a terra treme por causa dos seus movimentos impetuosos. que são genuínos libertadores do débito. nunca humilhados. significa uma frigideira. louvados com hinos pelos sacerdotes. Quando eles reúnem (as nuvens). senhores dessa (terra). que a língua (de louvor) acompanha a manifestação (invocação dos Maruts). Cantores sonoros. Nós declaramos. sempre jovem. 4 Por tornarem ricos seus adoradores. por seus adornos corporais. eles adquiriram nomes que devem ser recitados em sacrifícios. vocês reúnem as (nuvens) moventes que passam. os Maruts sendo chamados dessa maneira porque eles têm direito. no uso comum. inconstantes. 2. de grito alto. ‘tendo a cor de mel’. são os protetores desse nosso rito. Quando. para o bom trabalho.4 impecáveis.5 como os céus com estrelas. eles têm se apresentado com ornamentos brilhantes. e agitando (as rochas sólidas). e líderes (das nuvens). cheios de força. 3 Madhuvarṇa. nas libações do Soma. então. têm sido participantes satisfeitos do (alimento sacrifical). impetuosos. 4. 6. 2 . levada por cervos. O termo é ṛjīṣiṇaḥ. eles se tornaram possuidores de uma posição adequada e apropriada para os Maruts.

HINO 87. se agita. 6. a hoste viril ajudará essa prece. os que nunca recuam. armados com lanças brilhantes. 5. a nossa língua. tu és sem defeito. ó Maruts. descobridora de pecado: assim tu. Eles os alegres. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. alegres. nos despenhadeiros vocês amontoam a nuvem movente. raios eles obtiveram. rugindo alto. serás protetora dessa prece. tu descobres o pecado. Esplendores eles ganharam por glória. de cor de mel. têm se enfeitado com seus ornamentos brilhantes. Aquela comitiva jovem (dos Maruts).9 quando os cantores (os Maruts) se juntaram a Indra em atos. VARGA 13.10 – 5 ‘Refere-se aos Maruts. só então eles obtiveram seus nomes sacrificais. os mais amados e mais viris. com lanças brilhantes. Automovente é aquele grupo jovem. dotado de força e poder.8 move-se por si só. por isso ela exerce domínio. poucos somente. a terra treme como uma viúva. nota 12. 5. Vithurā ' ocorre várias vezes no Ṛg-Veda. desse modo ele tem domínio senhoril. Índice ◄►Hino 88 (Griffith) ____________________ Hino 87. eles haviam se juntado a Indra na labuta do combate. AṢṬAKA I. Por causa das acelerações deles a terra treme. Hoste Forte. com os seus cavalos pintados. 4. Armados com suas espadas. os que agitam (as nuvens) têm eles próprios glorificado a grandeza deles. para aquele que canta o seu louvor. e homens para celebrar seu louvor. Portanto. a nossa língua sai à visão do Soma. Eles. quando em seus caminhos eles jungem seus carros para a vitória. e nós somos guiados pela tradição recebida dos nossos ancestrais. e você derramam a fertilidade (chuva) como mel para aquele que os louva. 4. Verdadeira és tu. Nós falamos pela nossa linhagem desde o nosso Pai primordial. A terra em suas corridas treme como se fraca e cansada. eles mesmos admiram seu poderio. 7 Não há autoridade para a explicação de vithurā'-iva de Sāyaṇa. só então eles receberam seus nomes sagrados. como as cinco estrelas no céu’. como pássaros. . os que rugem. eles que usam anéis brilhantes. quando nós vemos o Soma. como se estivesse enfraquecida. 3. Maruts. Nós falamos conforme a maneira do nosso velho pai. abaladores de tudo. Quando. então os barris (nuvens) em seus carros pingam em todos os lugares. em qualquer estrada que seja.] 9 O suco Soma inspira o poeta com eloquência.268 2. – Max Müller. vocês são como pássaros em qualquer caminho que seja. Tu realmente és verdadeira. mas nunca no sentido de viúva. que são representados como surgindo gradualmente ou apenas mostrando-se. nós vimos antes.7 quando nos caminhos (celestes) eles atrelam (seus cervos) em busca da vitória.6 Quando. As nuvens em todos os lugares derramam chuva sobre os seus carros. 6 O suco Soma nos inspira. eles possuíram o próprio lar amado dos Maruts. 1. Quando vocês viram seu caminho através das fendas. mas cavalos para os seus carros. e irrepreensível. com cavalos malhados. [Hino 37. os cantores. 3. Dotados de vigor e poder superior. Derramem abundância. 2. os impetuosos. gritando. impetuosos e não temendo a ninguém. 8 Que os Maruts não têm apenas pṛṣatīs. investida de poderes. como os céus com as estrelas. até agora só poucos em número. ADHYĀYA 6. os inalteráveis.

acelerando juntos. não só isso. . pode-se dizer que eles ganharam ao mesmo tempo esplendor e adoradores para cantar seus louvores. armados com belos anéis. a menos que nós o tomemos como uma continuação do verso anterior. eles obtiveram raios. Foi dito lá que os Maruts obtiveram seus nomes sagrados depois de terem se juntado a Indra em seu trabalho.269 6. o seu próprio lugar entre os deuses que são invocados no sacrifício. e homens para celebrá-los. eles encontraram o domínio amado dos Maruts. e se estabeleceram no que se tornou posteriormente conhecido como o seu próprio domínio. e destemidos. armados com punhais. Esses Maruts.11 Índice ◄►Hino 88 (Müller) ____________________ 10 Os Maruts obtiveram honras divinas somente como uma recompensa por ajudarem Indra em sua batalha com o demônio Vṛtra. o que significa que naquele momento eles se tornaram o que são. obtiveram esplendores por sua glória. 11 O significado desse verso conclusivo não é muito claro. Tendo assim obtido o seu verdadeiro caráter e um lugar entre os deuses.

assim que eles possam animar nossos espíritos. em seus carros carregados de raios. Índice ◄►Hino 89 (Wilson) ____________________ Hino 88. bem armadas. desçam. Triṣṭubh. Brilhante como ouro é aquele que segura o raio. com versos sagrados. 1 Veja a nota 6 do hino 85. Maruts. Por beleza vocês têm espadas sobre seus corpos. visto que (vocês colocaram) alimentos em nossas mãos. Os dias se passaram em volta de vocês e voltaram. ó de grande poder. 3 Os homens têm espremido o suco Soma e oferecido libações para vocês. Com seus corcéis de cor vermelha ou. Por sua causa. quando ele os viu sentados em suas carruagens de rodas douradas.] 2 . 3 4. eles têm colocado a pedra em movimento. e armados com o raio. (para vocês) eles promovem sacrifícios grandiosos. adoradores abastados enriquecem a pedra (que mói a planta Soma). Müller. (oferecendo) oblações com hinos sagrados. Dias felizes sobrevieram a vocês. Prastārapaṅkti. 4. e. [Veja a nota 8. com suas carruagens brilhantes. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e divindade. do restante. eles sulcam a terra com as rodas das suas carruagens. Maruts (Griffith) 1. Maruts bem nascidos. Varga 14. para o benefício dele? Brilhantes como (ouro) polido. ressoando com doces canções. por acaso. Maruts. sem dificuldade. em seu (louvor). algum peã ou canção de triunfo pertencente aos Gotamas’.4 Os Gotamas fazendo sua oração com cânticos empurraram para cima a tampa do poço para beber a água. – M. Maruts. o qual. (filhos de Gotama). 2. (e nos tragam) alimento farto. ‘A suposição mais provável é que vārkāryā era o nome dado a algum hino famoso. O portador do trovão ou raio é Indra. fulvos. ó anelantes. 1. condizente (com os seus méritos). Para qual glorificador (dos deuses) eles se dirigem. 3. Virāḍrūpā. da quinta. Como eles agitam florestas. atreladas a corcéis. como pássaros. com seus cavalos vermelhos. carregadores de carros. 2. Fazedores de boas obras. de movimento rápido. as (armas) ameaçadoras se encontram em seus corpos. e deram esplendor ao rito para o qual água era essencial. Os filhos de Gotama. Maruts. Maruts. acelerando para lá e para cá. a métrica da primeira e última estrofes. 6. ergueram no alto o poço (fornecido) para a sua residência. Esse hino é conhecido como o mesmo que aquele o qual Gotama recitou. glorifica cada um de vocês.270 Hino 88. 3. para essa prece e para esse culto solene. como aves. Venham. armados com armas de ferro. e destruindo seus inimigos mais poderosos. Esse é aquele louvor. ó Maruts muito poderosos e bemnascidos. Venham para cá. 4 Vārkāryāṃca devīm.1 5.2 A terra eles têm atingido com a borda da roda do carro. para vocês. quando sedentos. alados com cavalos. Voem para nós com os alimentos mais nobres. eles vêm por glória. para trás. O discurso do sacerdote agora os glorificou. fulvos que aceleram seus carros. como antes. armados com lanças. (hábeis para ganhar) domínio. como (árvores) altas.

VARGA 14. Maruts. Eu sigo a tradução de Max Müller que é ‘em grande parte conjetural’. Aquele que detém o machado 6 é brilhante como ouro. Eles vêm gloriosamente em seus cavalos vermelhos. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. se Indra for aqui inferido. em seus carros carregados com relâmpagos. bem como para o famoso hino. 6. em outras palavras. uma idéia frequentemente recorrente nos hinos do Veda. Índice ◄►Hino 114 (Müller) ____________________ 5 Esse verso é muito obscuro. que os Gotamas há muito são devotados aos Maruts. abastecidos com lanças. representada como um poço coberto. 1. a qual é aqui.8 ó falcões. quando ele os viu em rodas douradas. Ela se apressa livremente das nossas mãos como essas libações costumam fluir. Por vocês mesmos. e. quando sobre suas rodas douradas ele viu vocês. como o discurso de um suplicante: ele correu livremente das nossas mãos como nossos discursos estão acostumados a fazer. Ou. pode ser. Dias se passaram em volta de vocês e voltaram. Venham para cá. O levantamento da tampa do poço para beber significa que eles obtiveram chuva a partir da nuvem. Esse discurso reconfortante avança ressoando em direção a vocês. ressoando com belas canções. 3. ó Maruts bem-nascidos. ó Maruts. – com o aro da roda do carro eles têm atingido a terra. ó Maruts. HINO 88. AṢṬAKA I. Nenhum hino como esse jamais foi conhecido antes o qual Gotama cantou diante de vocês. os Gotamas. ADHYĀYA 6. os vigorosos (entre vocês) agitam a pedra7 (para destilar Soma). no nosso caso. pode ser. com o seu melhor alimento. ou. Nenhum hino desse tipo jamais foi conhecido como esse que Gotama cantou para vocês. e alados com cavalos! Voem para nós como aves. em seus cavalos fulvos que aceleram seus carros. 7 A agitação da pedra pode ser a agitação da pedra para destilar o Soma celestial ou a chuva. esse último particularmente. Em direção a vocês essa dose refrescante do Soma se apressa. de volta para essa prece. onde é dito que o presente hino é como aquele que Gotama compôs quando viu os Maruts ou falou deles como javalis com presas de ferro. Em seus corpos há adagas por beleza. uma vez dirigido a eles por Gotama. 4. 5. que eles incitem nossas mentes como eles agitam as florestas. continuadas no verso seguinte.271 5. como antes. e esse rito sagrado. a espada ou o raio. vocês poderosos! 2. ou.5 Índice ◄►Hino 89 (Griffith) ____________________ Hino 88. javalis avançando por todos os lados com presas de ferro. como a voz de alguém que ora. javalis selvagens avançando por todos os lados com presas de ferro. 6 . ó Maruts. empurraram para cima a tampa do poço (a nuvem) para beber. 8 O sentido da linha inteira parece ser que muitos dias se passaram para os Maruts. 6. fazendo oração com canções.

que nós obtenhamos a amizade dos deuses. que as pedras que espremem o suco Soma. Mitra. 3 A terra é chamada dessa maneira porque ela produz todas as coisas necessárias à vida. o filho de Tṛkṣa. 54 e 111. como sempre. assim que ele (continue) o tranquilo guardião do nosso bem-estar. é o nome do patriarca Kaśyapa: o mesmo faz de Tārkṣya um sinônimo de Aruṇa. e destruidoras (de inimigos) venham para nós de todos os quadrantes. como antes. Mas o comentador aqui também explica as funções deles: Bhaga e Mitra são Ādityas. . que o pai céu. Aryaman. circundar.] como o nome de um Prajāpati. porque manda chuva e. o senhor do dia. Triṣṭubh. Que os deuses. o primeiro pode significar. com luz. segundo algumas autoridades. 7. Asridh. cap. Que a graça benevolente dos deuses (seja nossa). que Tārkṣya. 1. Dakṣa. guarde o nosso bem-estar. de sridh. que sempre favorece os honestos. Varga 15. de acordo com o comentador. mas nos concedendo proteção dia a dia. É duvidoso se nós temos alguma referência ao veículo de Viṣṇu. não molestadas. Garuḍa. 6. Aśvins. não secante. 2 Bheṣajaṃ. Varga 16. ele é o criador (Hiraṇyagarbha) difundido entre as criaturas que respiram ou vivem. guarde o nosso bem-estar. – que todos os deuses venham para cá para a nossa preservação. da sexta. que a generosidade dos deuses. Indra. 4. aquele protetor das coisas imóveis. 5 Isso pode ser afirmado de todas as divindades. são qualificados para aplicar. e que os deuses estendam nossos dias à longevidade. Nós os invocamos com um texto antigo. e radiantes como o sol. 4 Tārkṣya é um patronímico. Que Indra. mas o hino é dirigido aos Viśvedevas. ouçam (o nosso pedido). (estabelecidos) na língua de Agni. e o último é. e são causadoras de prazer o (tragam para nós). indiretamente nutre todas as coisas. aquele medicamento que os Aśvins. Varuṇa. para a nossa proteção. que são os filhos de Pṛśni. secar. págs. guarde o nosso bem-estar. Aryaman é o sol. de modo que a passagem pode significar Ariṣṭanemi. Nenhuma outra especificação é dada. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. – cuja roda da carruagem é desimpedida. no texto.272 Hino 89. a circunferência de uma roda. Gotama. que deve ser propiciado por meio de ritos religiosos. e da sétima. cercando os perversos com seus laços. como uma divindade no céu. A métrica das primeiras cinco estrofes. o outro. no Vāyu Purāṇa.2 que a mãe terra. ele é. Dakṣa é chamado de Prajāpati. sem obstáculos.4 de armas sem mácula. cujos corcéis são cervos pintalgados. 304 e 306 da versão em português. que Pūṣan. Que os Maruts. portanto. a classe de Maruts. desça sobre nós. a alvorada personificada. para o aumento das nossas riquezas. Virāṭsthānā. também. Aditi é a mãe dos deuses. Como Pūṣan sempre tem sido o nosso defensor. de Ariṣṭanemi – aquele que tem armas (nemi) ilesas ou irresistíveis (ariṣṭa). que se movem graciosamente. ou vida. os Aśvins. Soma. e. estejam sempre conosco. Ele é chamado. Mas Ariṣṭanemi ocorre. que conhece todas as coisas. Garutman. [parte 2. Varuṇa é nomeado a partir de vṛi. que devem ser meditados. Asridh. que. especialmente. e o céu. e. Que o vento sopre para nós o medicamento agradável. 2. vv. para o nosso progresso. 1 A maioria desses. significando filho de Tṛkṣa.3 o (transportem para nós). o senhor da noite. – Bhaga. porque elas recebem oblações através da boca de Agni. Os Aśvins são assim chamados ou por terem cavalos. de acordo com Yāska. isto é. frequentadores de sacrifícios. um com umidade. das últimas três. 5 observadores (de todos). capaz de criar o mundo. como os médicos dos deuses.1 4. aqui incluídos entre os Viśvedevas. Soma é duplo: a planta assim chamada na terra. Que obras auspiciosas. Aditi. e que a bondosa Sarasvatī nos conceda felicidade. imutável. ocorreram antes. que ouve muito louvor. 5. não se afastando de nós. como ar. e a lua. 3. Nós chamamos aquele senhor dos seres vivos. ou por permearem todas as coisas. ou. ou. é Jagat ī.

pai e filho. Que o vento sopre em direção a nós aquele remédio agradável. e diferentemente na nota 6. nota 4. de modo que nossos filhos se tornem nossos pais. que a Terra nossa Mãe o dê. 11 Pitā Dyaus = Pater Zeus. 6.273 8. “Aditi é louvada como idêntica ao universo”. nunca enganados. deuses. que Pūṣan possa promover o aumento da nossa riqueza. pode. Aditi7 é o céu. e nosso Pai Céu. não nos deixem nos tornarmos tão fracos e débeis a ponto de sermos.] é dito que as cinco classes de homens são as quatro castas e os párias. [hino 7. nosso defensor e nosso guarda infalível para o nosso bem. com os nossos ouvidos. inspirador da alma. Viśvedevas (Griffith) 1. que nós. Aditi é as cinco classes de homens. que vocês. Índice ◄►Hino 90 (Wilson) ____________________ Hino 89. Homens. Que Sarasvatī. no meio da nossa existência passageira. Aśvins. desimpedidos. A amizade dos deuses nós temos procurado devotamente: assim que os deuses prolonguem a nossa vida para que nós possamos viver. conforme Sāyaṇa. 23). 6 Isto é. ou. o que é bom. aqui. IV. Aryaman. Asuras e Rakṣasas. Ilustre por toda parte. que desça sobre nós a generosidade dos deuses justos. e Pitṛs.9 o amigável Dakṣa. ou. conceda felicidade. é um Āditya considerado no Veda como concessor de prosperidade e como instituindo ou presidindo o amor e o casamento. deuses. Que Tārkṣya12 com aros das rodas ilesos nos torne prósperos: que Bṛhaspati13 nos dê prosperidade. Nós invocamos por ajuda aquele que reina supremo. Deuses. nossos guardiões dia a dia incessantes em seus cuidados. .11 e as pedras concessoras de alegria que espremem o suco da Soma. Varuṇa. 7. 5. auspiciosa. enumerado por Yāska entre os deuses da esfera mais elevada. Que a graça auspiciosa dos Deuses seja nossa. Aditi é todos os deuses. objetos de sacrifício. Deuses. desfrutemos. Aditi é mãe. com membros firmes e corpos (sadios). Aditi é o firmamento. 8 Como citado antes. os Aśvins. Nós os chamamos para cá com um hino do tempo antigo. empenhados em seus louvores. como se encontra no Nirukta III. e vitoriosos. Que poderes auspiciosos venham a nós de todos os lados. com os nossos olhos. 12 Geralmente descrito como um cavalo divino e provavelmente a personificação do Sol. por assim dizer. Isso também é interpretado como cinco classes de seres. 10 Dakṣa é um poder criativo associado com Aditi e. por quem nossos espíritos almejam. 2. ou. o hino declara o poder de Aditi (Nir. 7 Aditi. Gandharvas. Serpentes. 9. Júpiter.10 Mitra. não intervenham. Visto que cem anos foram estabelecidos (para a vida do homem). 4. o Senhor de tudo o que fica parado ou se move.8 Aditi é geração e nascimento. crianças. Soma. significar ou a terra ou a mãe dos deuses. o Mestre de toda riqueza. 13 O Senhor da Prece. 3. Que nós ouçamos. Pitṛs. o período de vida concedido pelos deuses.6 10. que nós vejamos. ouçam isso. que Indra nos torne prósperos: que Pūṣan nos torne prósperos. segundo o comentador. 9 Bhaga. que os Deuses possam estar sempre conosco para o nosso benefício. De acordo com Yāska. portanto às vezes associado com Prajāpati. Bhaga. Aditi. o que é bom. Gandharvas (incluindo as Apsaras). significando literalmente ‘a independente’ ou ‘a indivisível’. e precisarmos do cuidado paterno dos nossos próprios filhos. por infligirem enfermidade em nossos corpos.

8. Não interrompam no meio o nosso período de vida fugaz. Aditi é tudo o que nasceu e nascerá. Aditi16 é o céu. Com membros e corpos firmes que nós. que nós com os nossos ouvidos ouçamos o que é bom. sábios. atinjamos o período de vida atribuído pelos Deuses. Índice ◄►Hino 90 (Griffith) ____________________ 14 Ou seja. que visitam ritos sagrados frequentemente. Aditi é todos os Deuses. ó Santos. dentro de cujo prazo vocês levam nossos corpos à decadência. Aditi é a Mãe e o Pai e o Filho. 10. Natureza Infinita. levados por cavalos malhados. em cujo espaço de tempo os nossos filhos se tornam pais. 9. movendo-se em glória. Filhos de Pṛśni. Deuses. Os Maruts. Aditi é os homens de cinco classes.274 7. 16 A Infinita. 15 . ó Deuses.14 brilhantes como o Sol. e com os nossos olhos vejamos o que é bom. glorificando-os. Cem outonos15 estão diante de nós. cuja língua é Agni. que recebem oblações através de Agni ou fogo. Considerada como a duração natural da vida humana. Aditi é o ar. por sua vez. – que todos os deuses venham para cá para a nossa proteção.

Pūṣan. Varga 18. o qual é explicado. Pois eles são distribuidores de riquezas. os Maruts. e Mitra nos guiem. 6. o mesmo é o caso na versão seguinte desse hino. e. os Maruts. aniquilando os nossos inimigos. Viśvedevas (Griffith) 1. a nós mortais. vocês que seguem seu rumo. Indra. 3 O termo do texto é evayāvaḥ. que Aryaman. Que eles demarquem o nosso caminho para a felicidade. 5. 1 É dito que Aryaman é o sol. 7. exceto na última estrofe. 3. É dito que Viṣṇu é aquele que permeia. Que as ervas produzam doçura para nós. Abençoem-nos com toda prosperidade. Os ventos trazem doces (recompensas) para o sacrificador. na qual ela é Anuṣṭubh. Pūṣan. que a região da terra seja cheia de doçura. Pūṣan. 2. Que Varuṇa e o sábio Mitra nos guiem. não iludidos. Que a noite e a manhã sejam encantadoras. tornemnos prósperos. 7. Afugentando os nossos inimigos. Que Mitra seja propício para nós. 5. Varga 17. que o céu protetor seja agradável para nós. concedam. com seu poder Guardam eternamente as leis sagradas. Pūṣan. que Varuṇa. Sim. a métrica é Gāyatrī. os rios trazem (águas) doces. (em direção aos nossos desejos). Que o adorável Indra. 1. que são imortais. e 8 podem ser lidos como ‘doce’ ou ‘doçura’. 4 [Todos os adjetivos dos versos 6. nunca negligentes.1 regozijando-se com os deuses. felicidade. Deuses Imortais para os homens mortais. 8. em sua função de separar o dia da noite.2 Maruts. enriqueçam nossos hinos com vacas. 4. Índice ◄►Hino 91 (Wilson) ____________________ Hino 90. Que Vanaspati seja possuidor de doçura para conosco. e. 3. Que eles.] 2 . dirijam nossos caminhos de modo (que eles possam levar) à obtenção de boas dádivas. que o sol seja imbuído de suavidade. sejam propícios para nós. como a tropa de Maruts.3 tornem os nossos ritos revigorantes para o nosso gado. Viṣṇu. ele que conhece. Que eles nos concedam proteção. ou o deus que está em toda parte. E Aryaman em harmonia com os Deuses. que Indra e Bṛhaspati sejam propícios para nós. e Bhaga. – e Aryaman. que o gado seja doce para nós. 2. cumprem suas funções todos os dias. que Viṣṇu de passos largos seja propício para nós. por eles andarem a cavalo (evaih). os Deuses a serem adorados.4 9. E Bhaga. Viṣṇu. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e os deuses são os mesmos.275 Hino 90. por caminhos diretos. Que Varuṇa com orientação direta. pelo comentador. 4. Pois eles são os distribuidores de riqueza (no mundo inteiro).

Os ventos sopram coisas doces.276 6. e cheio de coisas agradáveis o Sol: Que as nossas vacas leiteiras sejam afáveis para nós. os rios derramam coisas doces para o homem que cumpre a Lei. . assim que as plantas sejam doces para nós. caminhando sobre ou percorrendo os três mundos. 7. Amável seja o nosso Pai Céu para nós.5 Índice ◄►Hino 91 (Griffith) ____________________ 5 Como o Sol. 9. e Varuṇa e Aryaman: Indra. e Bṛhaspati sejam gentis. Que Mitra seja benevolente para nós. 8. agradável a atmosfera terrestre. Que a árvore alta seja cheia de doces para nós. Agradável seja a noite e agradáveis as alvoradas. e Viṣṇu do passo largo formidável.

Uṣṇih. 6. 13. Varga 19. àquele que te adora. 1 [Indu: Griffith. Tu. O amigo de alguém como tu nunca pode perecer. Soma. Soma. amante de louvor. 16. ou o rei (rājā). e conheces todas as coisas. o deus é Soma. Tu.277 Hino 91. tu nos guias ao longo de um caminho correto. para nós. o aumentador de nutrição. por tuas energias. nós não morreremos. Soma. o guia dos homens. tu. o resto. tu és o derramador (de benefícios). tu és o sacrifício santo. Cresce. ilustre 2 Soma. 1 os nossos pais virtuosos obtiveram bem-estar entre os deuses. aproxima-te. da quinta à décima sexta estrofe. seja velho ou jovem. és vida para nós. tu és o aumentador de todos. na terra.] Ou real (rājan) Soma. compondo a frase. a métrica é Gāyatrī. Soma. 4 Soma pode ser considerado como identificável com sacrifício. Soma. és o protetor. Sê para nós. como gado em pastos novos. Tu. para que ele possa desfrutar.3 ou mesmo o matador de Vṛtra. 10. protege-nos do pecado. Varga 21. como brâmane. Teus atos são (como aqueles) do real Varuṇa. Protege-nos. ‘o protetor (pati). Sat pode ser explicado. satisfeito com nosso serviço. e viver. Soma. Tu concedes. que és benigno. Soma. Que vigor chegue a ti de todos os lados. Pela tua orientação. Soma. da calúnia. Defende-nos. Aceitando esse nosso sacrifício. Varga 22. um amigo excelente. Soma. tens sido bem nutrido pelas oferendas sacrificais. 2. Se tu quiseres. 3. 15. ainda. e (és notável) por tua grandeza. o conhecedor de riquezas. 2 . esse nosso louvor. 8. Sê diligente no fornecimento de alimento (para nós). nós te exaltamos com louvores. Soma. reside alegremente em nossos corações. real Soma. 7. Familiarizados com hinos. és percebido completamente pela nossa compreensão. dos brâmanes. segundo o comentador. sê nosso amigo. Indra. como o amado Mitra. por causa da parte essencial que desempenha nele. também. tu és o purificador (de todos). Soma. és o fazedor do bem por meio de atos sagrados. aproxima-te. por afeição. 5. a décima sétima. Dotado de todas as tuas glórias (que são mostradas) por ti no céu. bem disposto para conosco. Tu. Soma. 9. prosperidade. nas montanhas. te glorifica. e sê. por tuas bênçãos. 4. é grandiosa e profunda. de todos os que buscam nos prejudicar. 11. tu. 3 Satpatistvaṃ rājota. o removedor de doença. 12. nas águas. Triṣṭubh. Gotama. o soberano dos virtuosos.4 Varga 20. tu és poderoso. O sábio experiente elogia o mortal que. tua glória. aceita nossas oblações. 14. como o aumentador do nosso rito. o concessor de bem-estar. divino Soma. o senhor das plantas. como homens em suas próprias residências. Veja abaixo. Tu. como Aryaman. sê nosso protetor com aqueles auxílios que são fontes de felicidade para o doador (de oblações). nas plantas. Soma (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é. e livre de ira. 1.

Teus são os eternos estatutos do Rei Varuṇa. por tua orientação.) em combate. 4. nas montanhas. Todo-puro tu és como Mitra o amado. nossas oferendas. iguarias excelentes no céu. 23. Àquele que cumpre a lei. tens gerado todas essas ervas. entre Soma. Tu. adorável. nesse hino.43. que oferendas sacrificais e vitalidade sejam concentradas no destruidor de inimigos. 21. Indu. o não-destruidor de progênie. Soma. grande confusão. aceita. para a nossa imortalidade. 20. 19. Veja 1. Tu. o preservador da força. . o Rei. o concessor de chuva. talvez. Soma. e Soma. ó real Soma. Defende-nos (dos nossos inimigos. célebre na sociedade. a Lua. 6. para nós. Divino e potente Soma. tu tens dissipado. Bem supridos com alimento. 18. acompanhado por heróis valentes. 6 Outro nome de Soma. por teu discernimento és o mais sábio. evidentemente. Varga 23. e vitorioso. o qual alude à função de dissipar a escuridão por meio da luz. que és concessor de bem-estar. ó Soma. E energia para que ele possa viver. e que é uma honra para seu pai. ó Soma. estando plenamente nutrido. e. sê. Exultante Soma. Tu. renomado. e as vacas. és preeminente por sabedoria. Soma.278 17. Vem para as nossas mansões. tu matador de Vṛtra: Tu és energia auspiciosa. tanto velho quanto jovem. um cavalo veloz. guia dos mortais. Tu és supremo acima da coragem de (qualquer um dos) dois oponentes (mútuos). tu és poderoso por todos os teus poderes e grandeza. o que transporta (para além das dificuldades). que nós prosperemos. 5. 3. Poucas passagens indicam a primeira distintamente. ao longo do caminho mais reto tu és nosso líder. a Asclepias ácida. com tua mente brilhante. por glórias tu és glorioso. sim. 2. 5 Há. como Aryaman. E. aqui identificado com a Lua que ensina aos homens as épocas apropriadas nas quais adorar os Espíritos dos Mortos ou Antepassados divinizados. Que os sucos leitosos fluam em volta de ti. concede. cresce com todas as plantas que se entrelaçam. tu tens estendido o vasto firmamento. Para aquele que oferece (oferendas) Soma dá uma vaca leiteira. invencível em batalha. triunfante entre hostes. é tua glória. 22. Quaisquer das tuas glórias que (os homens) cultuem com oblações. o outorgante de céu. que ocupa uma residência brilhante. Soma. um amigo. com luz. tu dás felicidade. a escuridão.5 Índice ◄►Hino 92 (Wilson) ____________________ Hino 91. Tu. no céu. Soma. contemplando-te. e um filho que é competente em afazeres de qualquer natureza. Soma (Griffith) 1. a água. hábil em assuntos domésticos. o verso vinte e dois. que seja teu desejo que nós possamos viver e não possamos morrer: Senhor das plantas amante de louvor tu és. 7 As tuas leis são as mesmas porque as leis de Varuṇa têm sua origem em ti. forte por tuas energias e possuidor de tudo. – Com todas essas. que nenhum (adversário) te aborreça. exceto. ó Soma. que o nosso sacrifício seja envolvido por todas elas. Soma. assíduo em culto.7 nobre e profunda. Nós nos regozijamos. és o Senhor dos heróis. Soma. bem satisfeito e não com raiva. proporciona.6 distribuíram entre os deuses a sua quota de tesouro. 7. Nossos antepassados sábios. a nós. uma porção de riqueza.8. Com todas as tuas glórias na terra. nota 9. nas plantas e nas águas. nascido entre sacrifícios.

tornando próspera a nossa propriedade. – Com eles mesmos nos protege. com as nossas canções sagradas: Vem até nós. 15. 16. E fica perto para nos tornar prósperos. para o adorador. Aquelas das tuas glórias que com oblações derramadas os homens honram. 13. ó mais benevolente. curador de doença. 9. Deus. Como um homem jovem em sua própria casa. e poderes. 10 Através de todos os teus talos [ou filamentos. poupando os valentes. um bom amigo para nós. De todos os lados que poderes vigorosos se unam em ti: Permanece no lugar de reunião da força. Essas ervas. e vigor imenso subjugador de inimigos. hábil em deveres domésticos. por todos os lados daquele que nos ameaça: nunca deixa O amigo de alguém como tu ser prejudicado.279 8. protege-nos. Torna-te. 11. Doador de riqueza. 10.11 e essas águas correntes. que todas ela envolvam a nossa adoração. para as nossas casas. com teu Espírito Divino. Isto é. 19. ganhador de luz e água. sê feliz em nossos corações. Aceita esse nosso sacrifício e esse nosso louvor. protetor com tropas de heróis. obtém para nós uma porção de riquezas. ou todas as finas fibras da planta]. A ele o Sábio poderoso8 favorece. 9 . torna-te grande. vem. tu tens gerado. 11 O leite que deve ser misturado com o suco Soma. ó Soma o que mais alegra. para reunião de conselho. Índice ◄►Hino 92 (Griffith) ____________________ 8 O próprio Soma. 14.10 e sê Um Amigo de mais fama ilustre para nos tornar prósperos.9 17. Soma. bem abrigado. Invencível em luta. Soma. sê o ponto central e fonte de todo o poder. Soma. salvador em batalhas. descobridor de riqueza. Que ninguém te impeça: tu és o Senhor da bravura. e com luz tu tens dissipado as trevas. 23. muitíssimo famoso. ó Soma. ó Soma: ganha as maiores glórias para ti no céu. uma glória para seu pai. Para aquele que adora Soma dá a vaca leiteira. Deus Soma. um corcel veloz e um homem de conhecimento ativo. Em ti que nutrientes suculentos estejam unidos. 22. da angústia: Sê para nós um Amigo bondoso. essas vacas leiteiras. de acordo com Ludwig que considera Soma como a planta. nascido em meio a hinos. Soma. Rei Soma. em ti nós nos regozijaremos. o homem mortal que na tua amizade tem prazer. vitorioso. Com aqueles auxílios encantadores que tu tens. ó Soma. Salva-nos da censura caluniosa. Enriquecedor. grande através de todos os teus raios de luz. vencedor. Soma. Ó Soma. O espaçoso firmamento tu tens expandido. 21. 20. crescendo para a imortalidade. Protege-nos. vem. Bem-hábeis em discurso nós te magnificamos. ó Soma. guarda do nosso acampamento. como vacas leiteiras nos prados cobertos de grama. 18. Fornece para ambos os lados na luta por despojos. sê. Tu. todas essas. adequado para assembleia sagrada. Soma. 12. ó Soma.

– como guerreiros4 (com suas armas brilhantes. antes da chegada do sol”. Brilhando luminosa. o plural é usado apenas honorificamente. como antigamente. – os quais tu. para o generoso. Ela consagra sua beleza. a incitadora de vozes agradáveis. 3 Arcanti. em vez da personificação singular. que és repleta de riqueza. criadora. Triṣṭubh. Nós temos o termo uṣasaḥ. a última. e. de raios brilhantes. ela se apressa para o leste. com armas brilhantes. 7. aquela riqueza abundante que concede fama. dos últimos seis. em sua trajetória. As líderes femininas (da manhã) iluminam. a consciência (das criaturas sencientes). para obter favor. 2 Ou mātṛi pode significar simplesmente autora. eles atrelaram (ao seu carro) as vacas vermelhas e facilmente atreladas. mas. do restante. (quando satisfeita) por hinos e sacrifícios sagrados. as partes mais remotas (do céu). isto é. cultuam. 4. A filha do céu espera o glorioso sol. a primeira significando ou escuridão ou elegância. como o gado se apressa para seus pastos. ela sorri. 5. Uṣṇih. exceto no último terceto. ou nṛtū pode significar uma dançarina. 3 com seu esplendor inerente. 5 Nṛtūrivā. encantadora em seu esplendor. e as vozes dos homens. são ouvidos novamente. quando a tradução seria “Uṣas mostra graça. associado com progênie e dependentes. os gritos de vários animais e pássaros. 1 . segundo o comentador. elas viajam diariamente.280 Hino 92. é a frase do texto.1 espalharam luz (sobre o mundo). como sacerdotes consagram o alimento sacrifical em sacrifícios. mostras. Que eu obtenha. derramando luz sobre todo o mundo. ‘como um barbeiro’. O comentador explica a comparação: “Como eles se espalham. XII. e para o adorador que oferece libações.6 é louvada pelos descendentes de Gotama. e. a escuridão. A filha brilhante do céu. 1. como uma dançarina” (peśāṃsi vapate). o qual é endereçado aos Aśvins. Nós cruzamos a fronteira da escuridão. tropas de escravos. as mães 2 (da terra) radiantes e que se adiantam. ela se espalha e dissipa a escuridão densa. como uma vaca entrega seu úbere (para o ordenhador). Os raios purpúreos projetaram-se prontamente para cima. ou cortar. Uṣas corta as (trevas) acumuladas. a métrica dos primeiros quatro versos é Jagat ī. 8. Essas divindades da manhã. ela tem consumido. na vanguarda da batalha). os céus: mas o termo é usado no sentido de se expandir sobre. ao longo da frente da ordem de batalha. ou possuir. ou se estender. Uṣas. 7. 6. como um barbeiro (corta o cabelo). significando. 3. de acordo com Yāska. Nirukta. como guerreiros polindo suas armas. e. têm acompanhado o sol glorioso. Uṣas. 4 O texto tem somente ‘como guerreiros’. no plural. dissipa a escuridão. A luz brilhante dela é vista primeiro em direção (ao leste). e é caracterizada por cavalos. para o nosso deleite. como uma aduladora. Aurora (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é Gotama. assim os raios da alvorada se espalham pelo céu. 5 ela desnuda seu peito. Varga 25. posteridade. e. concede-nos alimento. a divindade é U ṣas (a Aurora). – trazendo todo tipo de alimento para o realizador de boas obras. as divindades que presidem a manhã. e eminente por cavalos e gado. 2. ‘criadoras de luz’. com um esforço simultâneo. iluminando todas as coisas. Varga 24. literalmente. 6 Com o aparecimento da alvorada. as divindades da alvorada têm restaurado. Uṣas devolve a consciência (dos seres vivos). e a dadora de alimento. elas tornam manifesta a luz na parte leste do firmamento.

– como (um vaqueiro conduz) o gado (para o pasto). e brilhante com cores imutáveis. Aśvins. desgasta a vida de um mortal. ou oferendas para os deuses. aparece aqui. da noite. a qual contém gado e ouro. para beber o suco Soma. extensa. Ela tem sido vista iluminando os limites do céu. como a esposa de um matador de cães. como água corrente. explicado como svayam eva sarantīm. sua carruagem para a nossa residência. como no texto. ou desaparecimento. traze-nos aquela riqueza diversa pela qual nós possamos sustentar filhos e netos. 10 Não prejudicando. despertados na alvorada. de fato. com intenções favoráveis. 14. hoje. Que os corcéis. atrela. Varga 27. expandindo-se com seu resplendor. como a esposa de um caçador cortando e dividindo as aves. Jāra. 16.281 9. 18. e levando ao desaparecimento aquela (noite) que se retira espontaneamente.10 13. A afluente e adorável Uṣas tem lançado seus raios amplamente. que é para nos trazer prosperidade. significando o causador da decadência. ela brilha com luz. possuidora de alimento. os divinos Aśvins. – e se espalha. ou depois da alvorada. sobre essa (cerimônia). acordando todas as criaturas vivas para seus trabalhos. tragam para cá. A divina (Uṣas). 10. possuidora de vacas e cavalos. – que são concessores de felicidade. identificados com o sol e a lua. como a noiva do Sol. isto é. o Sol. Aśvins. desimpedindo cerimônias sagradas. 11. – sentados em uma carruagem dourada. 15. O comentador acrescenta noite. nós poderíamos compreendê-lo em seu sentido usual de ‘irmã’. 11 Os Aśvins são. em direção ao oeste. mas explicado por vyādhastrī. de outro modo. Uṣas. Índice ◄►Hino 93 (Wilson) ____________________ 7 Como uma śvaghnī. ritos divinos. hoje. é explicado como Sūrya. e traze para nós todas as coisas boas. de fala verdadeira. Uṣas. tendo iluminado o mundo inteiro. às vezes. 9 Yoṣā jārasya. destruidores de inimigos.7 Varga 26. 17.8 Consumindo as eras da raça humana. os quais devem ser realizados à luz do dia. literalmente. Ela ouve a fala de todos dotados de pensamento. fazendo da noite a irmã da manhã. A divina e antiga Uṣas. Luminosa Uṣas. nos tragam força. 8 . teus corcéis purpúreos. favorecendo. dirijam. – ‘partindo por sua própria vontade’. Ela é vista associada com os raios do sol. Possuidora de alimento. Svasāraṃ é o único termo no texto.9 12. que têm mandado luz adorável do céu11 para o homem. nascida repetidas vezes. os destruidores de inimigos. se estende.

12 2.14 4.] 20 [para mostrar benevolência.] 22 [aliados. elas alcançaram seu brilho fulgurante. fáceis de serem atreladas. Macdonell lê de frente para o olho de Sūrya. era ungido pelos sacerdotes.21 Aurora. Macdonell. tropas de escravos. que acabaram de dar nascimento ao dia. a Aurora abriu os portões da escuridão como quando vacas irrompem de seus estábulos”. a líder do encanto das vozes agradáveis.15 5. é: a Alvorada. na metade leste do ar elas espalharam sua luz brilhante. do mesmo modo como as vacas deixam o curral ou estábulo no qual elas tinham estado trancadas.] 16 O poste ou pilar sacrifical. Elas cantam sua música como mulheres ativas em suas tarefas. a filha do céu estende seu brilho”.282 Hino 92. com suas nuvens brilhantes. como as vacas seu estábulo.] 25 “Sāyaṇa toma śvaghnī por ‘a esposa de um caçador’. outros animais. a Deusa brilha. tu nos concedes força com progênie e homens. Essas Auroras ergueram sua bandeira. Idem.. e de face bela despertou para nos alegrar. As Auroras trouxeram percepção distinta como antes: de tons vermelhos. A frase vijaḥ iva ā mināti se repete 13 . Criando luz para todo o mundo de vida. Dirigindo seus olhares para todo o mundo.] 18 [“A Aurora irrompendo. Como tintas que enfeitam o Poste em sacrifícios. Ela. logo que ele é aberto de manhã cedo. Idem. Nós vimos o esplendor do seu brilho. 9. Rapidamente os raios de luz púrpura subiram. estendendo-se amplamente com seu olhar brilhante em direção ao oeste. ao qual as vítimas eram amarradas. veste seus trajes bordados: como uma vaca entrega seu úbere. Nós atravessamos o limite dessa escuridão. e vijaḥ por ‘aves’.25 12 As Auroras. As nuvens vermelhas da manhã. Dama auspiciosa. visível com vacas e cavalos. ela compreende a voz de cada adorador.24 10.22 muito afamada por cavalos. Idem. Aurora (Griffith) 1. Como heróis que preparam suas armas para a guerra. a Aurora irrompendo novamente traz percepção clara. em filhos bravos. e homens recentemente despertados. A Deusa desgasta a vida dos mortais. renomada e ampla. trazendo descanso para o devoto generoso. Aurora. Os Gotamas têm louvado a radiante Filha do céu. assim ela descobre seu peito. incitado adiante por tua força. Ó tu que resplandeces em glória extraordinária.23 Despertando para o movimento todos os seres vivos.16 a Filha do Céu obteve seu esplendor maravilhoso. 17 [“Como alguém unge o poste em sacrifícios. que eu ganhe aquela riqueza. a Aurora descerra a escuridão. como um hábil caçador cortando aves em pedaços. sim. [líder de ricas dádivas. [Macdonell lê: “Criando luz para todo o mundo. expressado muito obscuramente com uma zeugma rude ou elipse.20 7. Idem.] 19 [amante. 8.] 23 [Em vez de com seu olhar brilhante em direção ao oeste.] 24 [O último trecho por Macdonell: “Ela despertou a voz de cada pensador”. todas as coisas para o adorador que derrama o suco.18 Ela como uma aduladora19 sorri em luz por glória. 15 O significado. as Mães Vacas. Macdonell. abriu ou emergiu da escuridão que a cercava. Benfey toma vijaḥ por ‘dados’ e explica a parte da frase como denotando um jogador esperto que manipula os dados por raspá-los. Anciã dos Dias. enfeitando sua beleza com as mesmas vestes. nascida novamente repetidas vezes. Hymns from the Rigveda. que se espalha e afasta o monstro sombrio. 3. as Vacas Vermelhas13 eles atrelaram.17 6. 14 Isto é. que espreme e oferece libações de suco Soma. ao longo do seu caminho comum para cá de longe. como uma dançarina. elas vêm para frente vermelhas brilhantes em cor. com suas nuvens vermelhas.] 21 Das aves. suas teias de luz está tecendo”..

Nunca transgredindo os mandamentos divinos. a Dama brilha com todo o esplendor do seu amante. concede-nos o presente maravilhoso Com o qual nós possamos sustentar filhos e os filhos dos filhos. ó Aurora.12.27 12. Vocês. Ela apareceu revelando os limites do céu: para muito longe ela rechaça sua irmã. Ó Aśvins magníficos em ação. A expressão pode se aplicar. com abundância de cavalos e de vacas Brilha sobre nós neste dia. 13. causa radiante de sons agradáveis.] 26 A noite. 14. dirijam unânimes Seu carro para a nossa casa rica em vacas e ouro. Tu.5. os cavalos dos Aśvins. Ó Aurora enriquecida com ritos sagrados. E então traze para nós todas as alegrias. 26 Diminuindo os dias das criaturas humanas. 17. aos sacerdotes que se levantam ao romper do dia para realizar os sacrifícios matinais. Ó Aurora enriquecida com ampla riqueza. 29 De acordo com Sāyaṇa. Índice ◄►Hino 93 (Griffith) ____________________ em 2. atrela ao teu carro teus corcéis purpúreos. V. a Abençoada resplandece estendendo seus raios como vacas. ambos os Deuses dadores de saúde e operadores de milagres. tão incertas são suas explicações!” – J. que trouxeram o hino do céu. 28 Sempre obediente à Lei Eterna ou ordem divina do universo. ‘um importunador’. para beber Soma. Original Sanskrit Texts. Muir. 15. 18.283 11. como um rio corre suas águas. . tragam força para cá para nós.28 ela é contemplada visível com os raios do sol. 27 O Sol. [Macdonell lê: “Como apostas reduzidas por um jogador hábil”. 16. A brilhante. Ó Aśvins. 186. trazidos em caminhos de ouro. onde Sāyaṇa toma vijaḥ por udvejakaḥ. com adequação pelo menos igual. uma luz que dá luz ao homem. auspiciosamente. Para cá que aqueles que acordam ao amanhecer29 tragam.

ou escuridão reunida. Agni e Soma. 2 Pela destruição de Vṛtra. Agni e Soma. Agni e Soma. É dito que Bṛsaya é um sinônimo de Tvaṣṭṛ. alusões alegóricas ao primitivo uso do fogo e da planta Soma em cerimônias religiosas. 5 O termo é simplesmente devatrā. e concedam. Varga 28. e chamados por uma invocação comum. O filho de Tvaṣṭṛ é Vṛtra. sejam propícios.5 10. Agni e Soma. a separação dos quais de Vṛtra foi a causa aproximada da morte dele. Agni e Soma. pois vocês têm sido (sempre) os principais dos deuses. sejam benevolentes para nós. 1. claramente. têm mantido essas constelações no céu. fornecendo (leite que produz manteiga para) oblações. e tornem o nosso sacrifício produtivo de riqueza. o vento trouxe um de vocês do céu. e. vocês tornaram o mundo amplo.1 e vocês adquiriram o único corpo luminoso (o sol2). 9. e que as nossas vacas. àquele que dirige essa prece para vocês dois. isto é. os adora com manteiga clarificada e oblações: concedam ao homem empenhado (em devoção) extrema felicidade. Agni e Soma. pela qual vocês levaram as vacas que eram o alimento de Paṇi. força (para realizar) ritos religiosos. Isso se parece muito com uma lenda purânica. Agni e Soma. para o sacrificador. Essas são. abundância de gado com força perfeita. à força. e as árvores. 7. de três. Agni e Soma. protetores prósperos e diligentes. Agni e Soma. também. agindo juntos. e bons cavalos. 5. 2. um falcão carregou o outro. e venham até nós. de bramanicídio foi incorrido por Indra. 12. é (bem) conhecida por nós. impróprias para terem qualquer parte em ritos sagrados. os deuses são Agni e Soma. o qual afirma que Agni e Soma são aqueles que são os dois reis dos deuses. compartilhem dos nossos louvores. e libações do suco Soma. as mulheres. para (a realização de) sacrifício. Outro texto é citado. mas qual culpa ele transferiu para os rios. começando com a nona. vocês libertaram os rios que tinham sido poluídos. com progênie. Agni-Soma (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi é Gotama. com a mente devotada aos deuses.3 6. dotados de riqueza igual. Triṣṭubh. saúde e isenção de mal. Gāyatrī. derramadores (de desejos). concedam.4 tornando-se vastos através de louvor. deem ampla (recompensa) para aquele que oferece para vocês dois essa manteiga clarificada. até que elas foram purificadas por Agni e Soma. da imputação notória. cuidem dos nossos cavalos. por oblações ao fogo. Deem para nós. 3 A imputação. as águas deles estavam. compartilhem da oblação oferecida. aquela façanha de vocês. fiquem satisfeitos. e a ação de Agni e Soma na morte dele é explicada por identificá-los com os dois ares vitais Prāṇa e Apāna. para o benefício de muitos. Varga 29. 4 A lenda relata que Vāyu trouxe Agni do céu. juntos. do restante. ou fardo. sejam bem nutridas. 1 . a métrica das três primeiras estrofes é Anuṣṭubh. ouçam favoravelmente essa minha invocação. do topo da montanha. aquele que. é dito. apresentada: os rios foram poluídos pelo corpo morto de Vṛtra. consequentemente. por Gāyatrī. e defendam de todo mal. 3. da oitava. aqui chamado de Asura. 8. que era um brâmane. o sol foi permitido aparecer no céu. ao matar Vṛtra. 11.284 Hino 93. protejam o sacrifício dele. no topo do Monte Meru. Agni e Soma. que somos muito ricos. Vocês dois. e deem felicidade ao doador (da oblação). Agni e Soma. Soma foi trazido de Svarga. que aquele que oferece a vocês a oblação de manteiga clarificada desfrute de força perfeita. o qual tinha caído neles. derramadores (de desejos). aceitem cortesmente os meus hinos. a nuvem envolvente. Vocês mataram a prole de Bṛsaya. na forma de um falcão. por toda a vida dele. estejam satisfeitos com essas nossas oblações. Agni e Soma. quando realizando um sacrifício. 4. pelo desejo de Bhṛgu. Uma de caráter mais vêdico é. Jagatī ou Triṣṭubh.

ou. De maldição e de opróbrio.7 o alimento dele.6 o Par poderoso. e tornem próspero aquele que oferece presentes. Um de vocês Mātariśvan trouxe do céu. fiquem satisfeitos com essas oferendas trazidas para vocês. vocês encontraram a luz. 9 Mātariśvan. companheiros de riqueza. de Paṇi. preservem-no do perigo. Agni e Soma. Soma. o Falcão arrancou o outro da montanha. com coração dedicado a Deus. e que sejam gordas as nossas vacas que produzem oblações.11 e façam os nossos ritos sagrados serem bem sucedidos. 12. 6 7 . Agni e Soma. no caso nominativo. Agni e Soma. Agni. com filhos. Deem-lhe força heroica. Provem. 7. Aquele que com óleo e oblação derramada honra. 4. 10 Isto é. e o Falcão trouxe Soma da montanha ou nuvem. unidos em operação vocês estabeleceram as luzes brilhantes no céu. Agni e Soma. isto é. 5. 6. Agni e Soma. juntos. Mātariśvā. ou raios de luz) que o demônio avaro tinha levado e escondido. para aquele que os adora com o óleo sagrado Façam resplandecer uma ampla recompensa. os dois deuses formando um deus dual. e que ela os agrade. – protejam seu sacrifício.285 Índice ◄►Hino 94 (Wilson) ____________________ Hino 93. Agni-Soma (Griffith) 1. Agni-Soma. Agni e Soma. deem ao sacrificador grande felicidade. Agni e Soma. ó Agni-Soma. famosa é aquela sua destreza com a qual vocês roubaram as vacas. 10. 9. toda a sua vida. essa oblação preparada. Agni e Soma. ágnīṣomāv. E venham. 8. Recuperaram as vacas (as nuvens de chuva. Agni e Soma. diz Sāyaṇa. 11. desfrutará de grande força. vocês libertaram os rios que estavam presos em grilhões. Agni e Soma. de Svarga no topo do Monte Meru. com este hino. O homem que honra a vocês hoje. a única luz para muitos. aceitem os nossos hinos: Juntos estejam entre os Deuses. aceitem-na. 11 Os ricos chefes de família que instituem os sacrifícios.10 Outorguem poder para nós e para os nossos patrocinadores ricos. Concedam-nos boa proteção e auxílio bondoso: concedam saúde e riquezas ao sacrificador. Índice ◄►Hino 94 (Griffith) ____________________ Ou. Vocês fizeram a descendência de Bṛsaya8 perecer. para perto de nós. Aceitem de forma amistosa o meu hino. Poderosos. aumento de vacas e cavalos nobres. que fornecem leite para ser misturado com o suco Soma. ouçam benevolentemente o meu chamado. O homem que oferece óleo sagrado e oferendas queimadas para vocês. 3.9 Fortalecidos por prece sagrada Agni e Soma fizeram para nós um amplo espaço para sacrificar. 8 O nome de um demônio ou inimigo selvagem. 2. Invocados juntos. cuidem bem dos nossos cavalos. trouxe Agni ou fogo do céu.

brilhas como se estivesses próximo. Tu és de forma graciosa. o filho de Aṅgiras.2 pois nós os amamos. Não nos deixes sofrer dano. nós construímos. a métrica das duas últimas estrofes é Triṣṭubh. seu realizador. isto é. 3 Agni é aqui identificado com os principais dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios solenes. Não nos deixes sofrer dano. Nós trazemos combustíveis. com os deuses em geral. Jagatī.286 Hino 94. e. pelo comentador. – sendo. todos os deuses. compreendam e cumpram as minhas palavras. 6.4 que a carruagem do oferecedor da oblação seja a principal. Agni. e iluminando (o mundo à noite). tu realizas perfeitamente o rito. Aperfeiçoa o rito. Ele é o Adhvaryu. ou o Maitrāvaruṇa.5 que as nossas denúncias subjuguem os perversos. Brilhando com esplendor variado. Aquele por quem tu sacrificas realiza (seus objetivos). Traze para cá os Ādityas. por nascimento. Agni (Wilson) (Anuvāka 15. ele é o Hotṛ. 4 Devā.3 Desse modo familiarizado com todas as funções sacerdotais. ele é o Potṛ. Não nos deixes sofrer dano. Deuses. com tuas (armas) fatais. Vence. por tua amizade. e onisciente. – Que nós não sejamos prejudicados em. Agni. Não nos deixes sofrer dano. Agni. Para ele que é digno de louvor. lembrando-nos de ti nas sucessivas épocas (de culto). ou por. aqui. Não nos deixes sofrer dano. 4. geralmente chamado de recitador do Yajush. ou. Suas (chamas) geniais. por tua amizade. como (um artífice faz) um carro. por tua amizade. 3. uma alusão a corridas de carruagem. para os homens. perto ou longe. Termina completamente o rito. Tu és o sacerdote sacrificante ou o invocador. principal: de outro modo. Varga 30. 5 Pūrva. Agni. por tua amizade. do resto. divino Agni. ele prospera. 7. o sacerdote familiar. e quando realizar suas funções. tu és o principal (apresentador da oferenda). além da escuridão da noite. Varga 31. todos os que são inimigos. reside livre de agressão. associado. 9. cujo dever é ordenar aos outros sacerdotes o que fazer. com nossas mentes. poderia se pensar que nós tínhamos. esse hino. e. tu és superior à alvorada. os maus e os ímpios. ele é o Praśāstṛ. por tua amizade. 5. O comentador explica isso como mukhya. por tua amizade. e bípedes e quadrúpedes são avivados pelos raios dele. Agni. Agni. Essa última oração é o refrão de todas as estrofes exceto das duas finais: sakhye mā riṣāmā vayaṃ tava. Que nós sejamos capazes de te acender. se espalham por toda parte. os deuses compartilham das oblações oferecidas. Sūkta I) O Ṛṣi é Kutsa. Não nos deixes sofrer dano. embora distante. em três partes da oitava estrofe. 1. o deus é Agni. tua amizade. Não nos deixes sofrer dano. por tua amizade. com diferentes divindades. Tu vês. na metade posterior da última. – aqui definido. Agni. Agni. por tua amizade. como o apresentador das oferendas. Não nos deixes sofrer dano. e a pobreza nunca se aproxima dele. na frente de. Feliz é a nossa compreensão. para prolongar nossas vidas. e igual por todos os lados. ou Purohita pode ser o mesmo que o Brahmā de uma cerimônia. Todos os deuses são aqui considerados como apenas partes ou membros de Agni. nós oferecemos oblações. por tua amizade. Não nos deixa sofrer dano. segundo o comentador: Protege-nos. 1 . as preservadoras da humanidade. o que Bṛhaspati é para os deuses. Agni. o diretor (das cerimônias). quando empenhada na adoração dele. pois. 8. através de ti. 2 Os filhos de Aditi. e então provê um (caminho) fácil para o sacrificador que te louva. ou o sacerdote assim chamado. e desfruta de (riqueza. ou sacerdote invocador. e o Purohita familiar ou hereditário. isto é.1 2. a fonte da) força.

se espalharam em todas as direções. e que as suas mentes novamente (sejam bondosas) para nós. 15. Não nos deixes sofrer dano. ou firmamento. tu.44.6 nos encorajem. 13. Agni. por ti. por tua amizade. Que ele seja (enriquecido). traze para cá os Ādityas. Por Sindhu se deve entender a divindade que preside. que és gracioso no sacrifício. significando. consumindo a grama. Não nos deixes. 8 Agni. Agni (Griffith) 1. Em ti os Deuses comem a oferenda apresentada. ganha poder heroico. Realiza os nossos pensamentos. (Habitantes da região) abaixo (dos céus). tu. na tua amizade. possuidor de riquezas. Varuṇa e Aditi foram citados antes. permanece sem um inimigo. Não nos deixes sofrer dano. rápidos como o vento. 14. e tu envolves as árvores da floresta com uma bandeira de fumaça. Abaixo de Svargaloka. 12.9 Para o bem. A segunda linha desse verso termina os hinos seguintes. 10 Entre aqueles que se reuniram para adorá-lo. Não nos deixes sofrer dano. (a floresta) é de fácil acesso para ti. és o confirmador de todas as riquezas. Agni. nessa ocasião prolonga a nossa existência. O sentido pode ser também: boa. e para as tuas carruagens. sofrer danos. indivisível Agni. na tua amizade. Extraordinária é a fúria dos Maruts. 2. Varga 32. e o céu. O homem para quem tu sacrificas prospera. Tu. com prosperidade que inclui progênie. preservar. Agni. ou perpetuar. Esses são pedidos para honrar. és o amigo especial dos deuses. 6 7 . Pṛthivī e Div são a terra e o céu personificados. Agni. propiciado por libações. Mitra. Aditi. a preservem para nós. a terra. Não nos deixes. e isso pode significar o oceano. e que Mitra. Veja 1. Não nos deixes. Agni. sofrer dano por tua amizade. (Afortunado é o adorador) para quem. pois nós ansiamos por eles. o infortúnio nunca se aproxima dele. ou auspiciosa. Que esse (teu adorador) desfrute do apoio de Mitra e Varuṇa. ou os rios correntes coletivamente. Agni.10 é esse cuidado nosso. Que nós estejamos presentes na tua mais espaçosa câmara de sacrifício. na tua amizade. qualquer bênção que tenha sido pedida. 11. até o hino cento e cinco. ou o rio Indus. a água corrente. Então. ou identificada com. – a quem tu associas com força auspiciosa. Agni.1. quando tuas chamas.7 Índice ◄►Hino 95 (Wilson) ____________________ Hino 94. quando tu és aceso em tua própria residência. com duas exceções. 16. Quando tu atrelas os cavalos brilhantes vermelhos. Agradável é para ti. o oceano. 9 Como um carpinteiro constrói um carro ou carroça. ao teu carro. tu dás recompensas e riquezas para o adorador. em sua assembleia. Agni. sofrer dano por tua amizade. Pelo teu rugido até as aves ficam apavoradas. concedes isenção de pecado. por tua amizade. teu rugido é como aquele de um touro. Não nos deixes. ou no antarikṣa. que sabes o que é boa sorte. Ele se torna forte. (brilhante) Agni. Não nos deixes.287 10. sofrer danos. Para Jātavedas8 digno do nosso louvor nós construiremos com a nossa mente este elogio como se fosse um carro. é a providência dele ou cuidado amável de nós. por tua amizade. Varuṇa. sofrer danos. (assíduo) em todas as obras piedosas. Que nós tenhamos o poder de acender-te. 3. e. muito satisfeito. Divino Agni. és louvado (pelos sacerdotes).

na tua amizade. sofrer danos. e Aditi e Sindhu.288 4. Agni. na tua amizade. 14. Não nos deixes. que nós sejamos aqueles para quem tu. aceso em tua própria residência. e a Terra e o Céu aceite essa nossa prece. Poderoso és tu. que seja o principal o carro daquele que derrama libações. na tua amizade. 6. Agni. Agni.12 extraordinária é a ira dos Maruts quando eles descem. prolonga aqui os dias de nossa existência. Sob a tua proteção mais ampla que nós vivamos. sofrer danos. Tu és o Apresentador e o principal Invocador. 16. 5. 7. Deuses. Sê benevolente. tu fulguras brilhantemente como se ao alcance da mão. na tua amizade. 15. Ele tem o Poder de acalmar Mitra e Varuṇa. purificador. Agni. Que Varuṇa.13 belo em sacrifício. teu rugido era como aquele de um touro. sofrer danos. tu Diretor. na tua amizade. Então ao cantor dá caminho livre para o sacrifício. tu que conheces toda boa fortuna. 8. quando. Conhecendo todo o trabalho sacerdotal tu o aperfeiçoas. 9. na tua amizade. 13. Agni. com filhos e riqueza. Não nos deixes. Tu com chamas de bandeira de fumaça atacas árvores da floresta. tu dás riqueza e tesouro para o adorador. na tua amizade. Dessa maneira. sofrer danos. Não nos deixes. embora longe. Então pelo teu rugido as próprias aves ficam apavoradas. protegendo quadrúpede e bípede com seus raios. Ouçam esse nosso discurso e o façam prosperar bem. Não nos deixes. Não nos deixes. estejam próximos ou muito longe. Agni. Ser Eterno. sofrer danos. Os ministros11 dele se movem adiante. ou ‘o bom entre os bons’. invocado com Soma tu ressoas muitíssimo benigno. tu és o magnífico Amigo dos Deuses. concedes liberdade de todo pecado com inteireza perfeita. 12. a quem tu com força excelente vivificas. que os corações deles sejam voltados para nós novamente. Realiza o nosso pensamento de modo que nós possamos prolongar nossas vidas. sofrer danos. na tua amizade. o arauto magnífico da Aurora. e que o nosso hino prevaleça sobre os homens de coração mau. Não nos deixes. Agni convence Mitra e Varuṇa a mandarem a chuva e protege os homens da fúria dos Deuses da Tempestade. Agni. 12 . 13 O melhor da classe de deuses chamados Vasus. na tua amizade. e Mitra. sofrer danos. tu vês até mesmo através da escuridão da noite. na tua amizade. igual por todos os lados. De forma encantadora tu és. lembrando de ti em cada festival sucessivo. Agni. sofrer danos. acelerados pelo vento. Não nos deixes. consumindo a grama. Tu és um Deus. sofrer danos. Então. Não nos deixes. na tua amizade. Deus. grande Sumo Sacerdote por nascimento. é fácil para ti e o teu carro passarem. Senhor de grandes riquezas. Agni. o Vasu dos Vasus. sofrer danos. Não nos deixes. 11. os guardiões do povo. Índice ◄►Hino 95 (Griffith) ____________________ 11 Os raios de luz. Agni. demônios devoradores. Não nos deixes. 10. Quando ao teu carro tu atrelaste dois corcéis vermelhos e dois corcéis rubros. sofrer danos. Nós traremos combustíveis e prepararemos oferendas queimadas. Agni. Agni. Não nos deixes. Atinge com tuas armas aqueles de palavras e pensamentos maus. Ó Deus. Esta é tua graça que. Sábio. as tuas faíscas voam amplamente para longe.

Então tudo vai bem contigo e com teus carros. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 15 O Praśāstṛ (ou Upavaktṛ). como uma carruagem para o digno Jātavedas. 2. Aceitem (ó deuses) essa prece e a façam prosperar. Tu vês. despertando a tua atenção em cada junção14 (do mês). E faze um bom caminho para o sacrifício daquele que te louva. enumerados. parece se referir aqui às junções do mês. ‘o comandante’. Ele faz Mitra e Varuṇa obterem bebida refrescante. Tu és o Adhvaryu e o antigo Hotṛ. Que a mente deles seja novamente (como era antes). ao número dos sacerdotes oficiantes no sacrifício (ṛtvijaḥ). 4. então tu moves as árvores com a tua bandeira de fumaça. HINO 94. 11. Os deuses comem o alimento sacrifical que é oferecido em ti. de heḷaḥ.17 Sê misericordioso para conosco. Nós temos enviado adiante com mente pensativa este cântico de louvor. 5. 3. Tu que és belo. ele adquire abundância de heróis. AṢṬAKA I. Ele desvia misteriosamente a ira dos Maruts. os quais o vento impele adiante. Traze para cá os Ādityas. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 2. nenhuma angústia toma conta dele. 17 Os genitivos Mitrasya Varuṇasya podem ser entendidos como dependentes. 9. 16 O Purohita ou sacerdote familiar não pertence. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Quando tu atrelas ao teu carro os dois cavalos rubros. 6. e o teu rugido é como aquele de um touro. ADHYĀYA 6. por exemplo." . 'junção'. Ele é forte. Nesse caso. 10. ó deuses. eles estejam perto ou longe. Nós vamos trazer combustíveis e preparar presentes sacrificais para ti.289 Hino 94. (Ele é) o pastor dos clãs. grande esplendor da aurora. Pois bem-aventurado é o seu cuidado por nós em sua companhia. veja a nota seguinte) pertencem ao antigo sistema dos ‘sete Hotṛs’. pois nós ansiamos por eles. o nascido Purohita. propriamente falando. o Praśāstṛ. literalmente. mesmo através da escuridão da noite. a tradução seria: "Ele misteriosamente afasta a ira de Mitra e Varuṇa e dos Maruts a fim de que (os homens) possam obter bebida refrescante. ó sábio. de aparência semelhante por todos os lados. os malignos. Que a carruagem daquele que espreme Soma permaneça na dianteira. ó Deus. Que nós sejamos capazes de te acender. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. as de dois pés e as de quatro pés. tu resplandeces mesmo quando longe como relâmpago. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Todos os sacerdotes mencionados aqui (com exceção do Purohita. Tu és o brilhante. é o mesmo sacerdote que é mais comumente designado como o Maitrāvaruṇa. ele permanece intocado. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 14 Pārvan. por sua luz noturna as criaturas caminham. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Torna prósperas as nossas orações. embora naturalmente o Purohita pudesse atuar como um Ṛtvij. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 7. os (pássaros) alados também temem o barulho. Prospera aquele para quem tu realizas o sacrifício. 8. todos os demônios necrófagos. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. VARGA 30–32. 1. em conjunto com Marutāṃ. vermelhos. 1. Auxilia no avanço das nossas orações para que nós possamos viver. Golpeia para longe com tuas armas aqueles que nos amaldiçoam. Que a nossa maldição supere os mal-intencionados. 12. os dias sacrificais da mudança da lua e da lua cheia (os sacrifícios-pārvaṇa). em 2.16 Conhecendo os deveres de cada sacerdote tu dás sucesso. E quando as tuas faíscas que consomem grama estão espalhadas.15 o Potṛ.

tu és despertado. Tu és o Vasu dos Vasus. e alimentado com Soma. o qual é o significado original de Aditi. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ó Aditi.290 13. um maravilhoso Mitra (ou seja.18 tens prazer em conceder impecabilidade na saúde e na riqueza. Que nós sejamos daqueles a quem tu. prolonga a nossa vida aqui. o mais misericordioso. Essa é a tua (natureza) gloriosa que. 19 O último hemistíquio é a conclusão regular dos hinos de Kutsa. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Tu dás tesouros e riqueza ao adorador. Que nós estejamos sob a tua proteção mais abrangente. dos deuses). 16. que Aditi. Tu és o deus dos deuses. amigo. o Sindhu. a Terra e o Céu nos concedam isso!19 Índice ◄►Hino 95 (Oldenberg) ____________________ 18 Agni é chamado aqui pelo nome de Aditi. com uma evidente alusão à deusa Aditi. 14. . Ó Agni. tu que sabes (como conceder) felicidade. e a quem tu queres estimular com força gloriosa e com abundância de progênie. bem-vindo no sacrifício. como a concessora de liberdade de vínculos. ó possuidor de bela riqueza. quando aceso na tua própria casa. ó Deus! Que Mitra e Varuṇa. 15.

. Em um. ou o sol. um no firmamento. na forma de relâmpago. em sucessão. e não está totalmente manifestado. no Smṛti. – regulando as estações. é o relâmpago.) O deus é Agni. de natureza diversa. ele formou. isto é. dividindo as estações do ano. para seus próprios propósitos. a partir do oceano. ou o puro e simples Agni. universalmente renomado. depositado em todas as criaturas. Nós devemos. Hari é o recebedor de oblações. o qual está então. assim como.8 espalhando seu próprio renome. de diferentes cores. Desse modo o sol está no útero da noite. os quais geram Agni através do ar do atrito. preta e branca. é dito. aproximando-se do leão. Sūkta II. e indicando os pontos do horizonte. a chuva é produzida por causa do sol. o brilhante Agni é contemplado. no firmamento. a humanidade”. aqui. Em seu caráter de sol. um no céu. na forma do sol. Qual de vocês discerne o oculto5 Agni? Um filho. pode-se dizer que ele é o distribuidor do tempo e espaço. ou o sol. É dito que o dia é a mãe do fogo. embora não perceptível para os sentidos. 3.)3 de aspecto afiado. para sugerir sua habilidade de suportar ou ser dominado. em um estado embrionário. o recebedor de oblações. respectivamente nutre um filho. 3 Vibhṛtram.9 eles lhe prestam honras. quando o radiante Agni nasce. 5. como o sol. 2 Essa estrofe é interpretada um pouco diferentemente. 4 4. brilhante entre os homens.2 inerente (em todos os seres. ou pico. as quais geram o fogo elétrico. brilhando à noite. os grãos. portanto. 7 Pensa-se que Agni ergue-se. ou relâmpago. a qual é atribuída à ação do calor natural. como também referido em sua própria personificação. [e. em outra acepção. Eles contemplam três lugares do nascimento dele. o calor natural existente nas águas. e nasce. ele gera suas mães por meio de oblações. como um embrião nos bastões. e é dito que ele gera aquelas águas por meio das oblações que ele transporta. 2. até que fique escuro. para o benefício das criaturas terrenas. e cada um. sendo manifestado de manhã. o qual aparece na periferia da chuva disposta desigualmente. ou ele pode ser o puro. ele sai do oceano. ou. As Dez vigilantes e jovens geram. ou nascido. das águas tortuosas. e. de manhã. Agni (Wilson) (Sétimo Adhyāya. em sucessão regular.1 revolvem. aqui. 5 Calor latente. – um é no oceano. Agni. a partir da chuva. e por consequência. 1 Virūpe. Agni nasce no oceano. na qualidade da faculdade digestiva. e. A ele elas conduzem (para todas as residências). 6 Agni. Não parece haver qualquer objeção ao uso metafórico do significado literal da palavra ‘leão’. e em todas as coisas fixas e móveis. ou ondulante. erguendo-se acima dos flancos das águas ondulantes. o quadrante leste. as dez regiões do espaço. consequentemente. como relâmpago. 4 Como fogo submarino.7 poderoso e sábio. 8 Acima. Aparecendo entre elas (as águas). distinto Agni. ou noite e dia. por assim dizer. nas florestas. O comentador diz que as Dez são. como um embrião nas nuvens. no céu.291 Hino 95. a métrica. em uma acepção. o Agni é aquele dotado das propriedades da aurora. ou brilha. Hari. 1. Dois períodos. no outro. deve ser adorado ao anoitecer. é dito: “Oblações oferecidas no fogo ascendem ao sol. considerar que Agni é tratado como idêntico a Hari.] os dez dedos. que o Agni do hino é aquele que tem direito a uma parte da oblação matutina. Triṣṭubh. ou o Agni que tem direito a uma parte da oblação matutina. e. Continuação do Anuvāka 15. que cai das nuvens.6 O germe de muitas (águas). – o que está muito em desacordo com a afirmação preliminar. esse Agni embrião. o resplandecente luminoso (Agni) cresce. de manhã. Agni. por meio da ação dos ventos. tendo os atributos da alvorada. deve então ser adorado. pode ser considerado como o filho das águas reunidas nas nuvens. Varga 1. o Ṛṣi é Kutsa. através do vento. Ambos (céu e terra) ficam alarmados. cores. no lado. 9 Siṃham o comentador considera como aplicável a Agni.

17 Céu e Terra. e a criança que cada um alimenta por vez é Agni. sendo impregnados pelo Agni terreno. formados pelo artista divino representado como o Criador. Associado. 11 . etc. Sāyaṇa toma tvaṣṭuḥ como um epíteto de Agni. Ele tira. ou firmamento. 3. com aquelas águas puras. ou mães. e estabeleceu e regula as estações do ano. das chuvas. Agni. 7. brilhante e de belo resplendor é aquele com o outro. ele assume uma forma excelente e resplandecente. como vacas mugindo (seguem seus bezerros) pelos caminhos (que eles seguiram). Como o sol. 5.) o servem. e. o poderoso. belo. fulgente entre os homens com esplendor inerente. Ele reúne todos os (artigos de) alimentos no estômago. Para belas metas viajam os Dois13 de aparência diversa: cada um em sucessão nutre uma criança. ou os dois pedaços de madeira friccionados juntos para produzir chama. ele estende seus braços. chamados de filhas do artista dos Deuses por causa da habilidade e velocidade com as quais eles realizam seu trabalho. isto é. 14 Os dedos. de onde uma concentração de luz é espalhada amplamente pelo deus alegre. permanece temporariamente nos recentemente surgidos pais12 (dos grãos). pelo céu. e o formidável Agni. nesse verso e no seguinte. nos oṣadhis. ele cresce em brilho inato erguido do regaço das águas ondeantes. nas florestas. produziram essa criança conduzida para diversos quadrantes. 8. como o Sol de dia e o Fogo. no firmamento. Agni. a terra. de natureza divina. e. a quem (os sacerdotes). O germe de muitos. à direita (do altar). As dez filhas de Tvaṣṭar. ou fonte. em uma torrente.15 4. enfeitando o céu e a terra (com brilho). como duas criadas. para o antarikṣa. 6. para (assegurar) alimento para nós que somos possuidores de riqueza. à noite. ou os cereais. geram Agni pelo atrito dos bastões de fogo. 10 Ambos pode. Governando no leste das regiões terrestres. Visível. ele inunda a terra. e que Mitra. sugerir céu e terra. ou a Lua. o oceano.292 Varga 2. protege-nos com todas as tuas glórias não diminuídas e protetoras. os anuais. e veste (a terra) com vestimentas novas. de tudo. e então o bebê recém-nascido é levado para lá e para cá para acender os vários fogos sacrificais. Quando ele nasceu ambos os mundos de Tvaṣṭar17 ficaram amedrontados: eles se voltam para ele e reverenciam o Leão. Budhna é o termo. ele tem estabelecido as estações na sua ordem. permeia o firmamento. sábio e poderoso. e o céu. a (umidade) essencial. crescendo com o combustível que nós temos suprido. do seio das águas ele sai. Um tem um Bebê Divino de cor dourada. 15 Em seu caráter de Sol ele governa especialmente no leste. como a base. e o sábio sustentador (de todas as coisas) varre a fonte 11 (das chuvas. Índice ◄►Hino 96 (Wilson) ____________________ Hino 95. derivadas de suas (chuvas) maternas. Ele faz as águas fluírem. para esse fim. com as águas moventes. 16 Agni latente nas águas. resplandece. Varuṇa. 11.14 vigilantes e jovens. 12 O texto tem somente ‘nos novos pais’. 10. 9. Ele tem sido o senhor da força entre os poderosos. 2. e produzem alimento. o preservem para nós. Ambos os auspiciosos10 (dia e noite. também. ungem. Elas levam por toda parte a ele cujas chamas são muito aguçadas. Quem de vocês conhece esse Oculto?16 A Criança por sua própria natureza produziu suas mães. 13 Os Dois são Dia e Noite. com seu brilho). Agni (Griffith) 1. os quais amadurecem depois das chuvas. que tens sido acendido por nós. no céu e nas águas. O brilho vasto e vitorioso de ti. que és o purificador. trabalha (em seus deveres). no ar. Três diferentes locais de seu nascimento eles honram. Aditi.

Permanecendo no lado direito do altar. De acordo com Sāyaṇa o Sol se chama Savitar antes de nascer. Duas (irmãs) de diferentes formas vagueiam juntamente. 24 As duas mulheres são. Ele arranca de todos um manto brilhante. perseguindo um bom objetivo. Uma e a outra amamenta o bezerro. portanto brilha para nós auspiciosamente por glória. Que Varuṇa.5). cuidam dele: como vacas mugindo eles o procuram da maneira deles. os sacerdotes o ungem com oferendas de manteiga clarificada. Quem dentre vocês compreendeu esse (deus) oculto?26 O bezerro por si mesmo tem dado nascimento a suas mães. 1. Eles celebram seus três nascimentos: um no mar. e Mitra. Aceso por nós nos protege.96. 11. 22 Agni. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. O Sábio22 adorna as profundezas do ar com sabedoria: essa é a assembleia23 onde os Deuses são adorados.293 6. cheio de esplendor excelente. Índice ◄►Hino 96 (Griffith) ____________________ Hino 95. Os Dois auspiciosos.27 O germe de muitas (mães). elas transportam por toda parte entre os homens. HINO 95. se adianta do colo das ativas. 21 As Águas. Em lugares secos ele faz riacho. Alimentado com o nosso combustível. Extensamente através do firmamento se espalha triunfante a força muito resplandecente de ti o Poderoso. movendo-se de acordo com seu costume. um no céu. um nas águas. e inunda a terra com as correntes de água que reluzem. AṢṬAKA I. Com a outra ele é visto luminoso. Todas as coisas antigas dentro do seu estômago ele reúne. VARGA 1–2. 8. cuja aparência brilhante à noite é contrastada aqui com seu esplendor mais pálido de dia (veja 1.127.28 18 Céu e Terra. sim. 20 O Sol. movendo-se por sua própria força.18 como mulheres. A tradução seria: "Quem entre vocês compreendeu esse segredo? – o segredo que um bezerro deve dar à luz vacas. 2. com todos os teus auxílios autoluminosos não diminuídos. eles ungem com suas oblações. 25 As dez mulheres jovens são os dedos que produzem o fogo pelo atrito das madeiras. de suas Mães21 ele faz sair novo traje. 3. enfeitando-o em sua casa com leite e águas. Ele é o Senhor do Poder entre os poderosos. o brilhante. terrível. Como Savitar20 ele estica seus braços com poder. evidentemente. à direita. 19 . dominante ele determina as estações dos moradores da terra pelo seu poder atual. a Noite e a Aurora (veja 1. ADHYĀYA 7. 4. O bezerro é Agni. 10. ele se esforça apreendendo as duas extremidades do mundo. e se move entre as novas gramas recém brotando. a ele. que é dotado de seu próprio esplendor. e curso de rio. o de face afiada (Agni). Agni. e Aditi e Sindhu. e Sūrya a partir do seu nascimento até seu ocaso. o grande vidente. Ele. Na região leste. e torrente.24 Com uma (o bezerro) é dourado.5). purificador Agni.19 7. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 9. As dez incansáveis mulheres jovens25 produziram esse amplamente expandido germe de Tvaṣṭṛ. 23 Tudo isso é a razão pela qual os homens se reúnem para adorar os Deuses. 26 Possivelmente nós devemos corrigir káh idam vah ninyám. Ele faz dele uma forma mais nobre de esplendor.

um curso de rio. Ele o terrível pressionando em limites ambas as alas (do seu exército). 11. o assento firme do forte (búfalo)”. por causa de glória.29 quando ele nasceu. portanto. Ambos o afagam. 30 As vacas naturalmente significam os alimentos sacrificais provenientes da vaca. e assim aumenta o esplendor dele. o relâmpago). as mães são as águas. Agni. Com suas correntes de água brilhantes ele alcança a terra. as nuvens emitem água. que.30 as águas em seu lugar. 32 O significado parece ser que no fogo sacrifical todos os deuses se reúnem. A prece purifica o âmago do vidente.33 Agni! Estando aceso nos protege com todos os teus guardiões não enganados que são dotados do próprio esplendor deles. Ele ergue seus braços muitas vezes.31 Essa foi a reunião entre os deuses. mas voltando eles acariciam o leão. Tudo o que é antigo ele recebe em sua barriga. Agni. o alicerce resplandecente do búfalo. como vacas mugindo eles têm se aproximado dele da sua própria maneira. 29 Isto é. Ele tornou-se o senhor de todos os poderes. o bezerro é Agni.294 5. Ele assume sua aparência feroz que está acima (ou seja. o fogo nasce das águas. por assim dizer. permanecendo ereto no colo das (águas) que fluem para baixo. ó Agni. assim. Ele ergue sua vestimenta brilhante por si mesmo sozinho. que Aditi. No solo seco ele produz um córrego.32 9. Ele se move por todos os lados dentro da grama nova brotando. O espaço amplo cerca a tua base. ele a quem eles ungem com presentes sacrificais do lado direito. . 8. – nós podemos tentar interpretar o pensamento do poeta – envia a sua fumaça para o céu. Ambos (Céu e Terra) fugiram com medo do (filho de) Tvaṣṭṛ. estando unido com as vacas. 10. ó purificador. o Sindhu. as águas nascem de Agni. O belo (menino Agni) cresce visivelmente nelas em sua própria glória. Que Mitra e Varuṇa. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 96 (Oldenberg) ____________________ 27 Em minha opinião. tais como leite e manteiga. 7. o filho de Tvaṣṭṛ (veja acima. uma inundação. como Savitṛ. 31 O sujeito parece ser a prece que purifica. A fumaça é carregada nas nuvens. 6. 33 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução: “Teu grande esplendor gira em torno do firmamento. verso 2) considerado como idêntico ao pai dele. Desse modo. como duas mulheres gentis. Ele dá novas roupas para suas mães. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. sendo fortalecido por combustível. 28 Isto é. O significado deve ser. como Agni nasce das águas.

Agni. 2 . (Propiciado) pelo hino laudatório primitivo de Āyu. mas ou em seu caráter geral. Os deuses mantêm Agni. 1. 5. ou abundância de manteiga clarificada.2 2. 3. o sustentador de (todos os homens). o concessor de Svarga. o concessor de riqueza. os céus e o firmamento. combinados juntos. como o dador de riqueza (sacrifical). – a ele os deuses. 6. crescendo com o combustível (que nós temos suprido). para assegurar alimento para nós que somos possuidores de riqueza. Agni. logo que nasce. mantêm.295 Hino 96. A fonte de opulência. e era antigamente. combinado. que Draviṇodā nos dê alimento. as águas e voz o fazem amigo deles. Aditi. (como também de todos os) que estão vindo à existência. a prole do alimento. – como o dador de riqueza (sacrifical). 5 Agni. o concessor de riquezas. O que significa a progênie dos Manus não está muito óbvio. preservando a imortalidade deles. para uma criança. 4 O termo é prathama. o termo é draviṇodā. Varga 3. o oceano. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica como antes.5 que. em sua produção. dão nutrição. como o dador de riqueza (sacrifical). o qual o comentador interpreta como mukhya. a residência das riquezas. o realizador dos desejos (do homem) que recorre a ele. como o dador de riqueza (sacrifical). que Draviṇodā nos conceda (uma porção) daquela que é estacionária. mas isso parece significar simplesmente a humanidade. a terra. Os deuses mantêm Agni. 8. ele criou toda a prole de Manu. Os deuses mantêm Agni. e o céu. a quem eles nutrem com as oblações oferecidas durante a sua continuação. com esplendor que envolve tudo. o deus é Agni. Índice ◄►Hino 97 (Wilson) ____________________ 1 O Agni aludido é o fogo etéreo ou elétrico. O comentador diz que. aquele que nutre com benefícios abundantes. A noite e o dia.3 e permeia. o concessor de dádivas contínuas. o realizador de sacrifícios. ou como Dravi ṇo dā. e que Mitra. Varga 4. com chuva e com som. Os deuses mantêm Agni. Aproximando-se dele. Gerado pela força. 4. apagando mutuamente a cor um do outro. como o dador de riqueza (sacrifical). e o preservador de tudo (o que) existe. Os deuses mantêm Agni. de fato. Varuṇa. – que agora é. ele criou a progênie dos Manus. que Draviṇodā nos conceda uma vida longa. 9. o diretor do sacrifício. Desse modo. 7. brilha entre o céu e a terra. o chefe4 (dos deuses). como o dador de riqueza (sacrifical). o preservem para nós. Que Agni. que todos os homens adorem Agni. instrua os meus filhos no caminho correto. que és o purificador. resplandece. mas a riqueza é aquela do sacrifício. o protetor da humanidade. sendo louvado com hinos por Manu. o habitante do firmamento. radiante. o progenitor do céu e da terra. chefe. como o dador de riqueza (sacrifical). e de tudo o que nascerá. – o primeiro. acompanhado por progênie. Que Draviṇodā nos conceda (uma porção) de riqueza móvel. das oferendas dos sábios. se apropria. e propiciado por louvores. o receptáculo de tudo o que nasceu. 3 O comentador diz que Āyu é outro nome de Manu. 1 e os deuses o mantêm. que é satisfeito por oblações. Como o transportador de oblações.

11 Agni (veja 1. Grassmann por ‘oferendas sacrificais’. a quem elas nutrem com a oblação oferecida pelos homens. 2. mudando a cor uma da outra. 8 Antes que ele fosse visível para os homens. o céu e as águas. ou taça. reunidas amamentam uma mesma criança:11 Dourado entre o céu e a terra ele brilha. Que o Doador de Riqueza nos conceda riquezas vitoriosas. e Mitra. 6. que concede os desejos do suplicante: preservando-o como a sua própria vida imortal. dito por Sāyaṇa significar nesse lugar o próprio Agni. Aquele Mātariśvan10 rico em fortuna e em tesouro. e Aditi e Sindhu. Pelo antigo chamado de Āyu9 ele por sua sabedoria deu a toda essa progênie dos homens a existência deles. AṢṬAKA I. conquistador de luz. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. veja! ele (Agni) assumiu imediatamente todas as qualidades de um sábio.31. 4. fala. bem cuidado. As águas e a Dhiṣaṇā13 têm promovido o amigo (Mitra). 9 Pelo convite de Āyu (homem vivo). Fonte de riqueza. que o Doador de Riqueza nos conceda riqueza com heróis. Filho da Força. Dhiṣáṇā pode ser explicada de outra maneira. ó povo ário. ou a Deusa do Desejo. 1. a mansão do que nasce e do que nasceu dantes. proteção do que existe e do que existirá futuramente. pela luz refulgente. e que o Doador de Riqueza nos envie longura de dias. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. 8. Que Varuṇa. bandeira de sacrifício. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. que é seguido por Wilson. HINO 96. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. lugar de reunião de tesouros. VARGA 3–4. o Pai da terra e do céu. Dourado: como o Sol.296 Hino 96. 3. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. 7 . Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Sendo nascido pela força12 do modo antigo. 10 Geralmente o nome do ser divino que trouxe Agni do céu (veja 1. Agni (Griffith) 1. dito por Sāyaṇa ser outro nome de Manu. Agni purificador. Que o Doador de Riqueza nos conceda alimento com prole. considera que ela significa vāk. brilha muito para nós auspiciosamente por glória. Sāyaṇa. ADHYĀYA 7. Alimentado com o nosso combustível. Ludwig a traduz por ‘desejo. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. 7. e. 6 Produzido pela agitação violenta dos bastões de fogo. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Ele do modo antigo gerado pela força. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. O guarda do nosso povo.8). Dhiṣaṇā’. o Doador Constante.95. como o principal realizador de sacrifício adorado e sempre labutando. Noite e Aurora. O suco Soma contido na dhiṣáṇā. 5.6 veja! imediatamente tomou para si mesmo toda a sabedoria.1). Os Deuses possuíam8 o concessor de riqueza Agni. Índice ◄►Hino 97 (Griffith) ____________________ Hino 96. 9. Louvem a ele. As águas e a taça7 o tornaram amigável. Agora e antigamente o lar da prosperidade. o progenitor da humanidade. encontra um caminho para a sua prole.

a morada ou suporte) do que nasce e do que vai nascer. A fim de proteger a imortalidade deles. ó purificador. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Religion Védique. 139.19 O pedaço de ouro20 brilha entre o Céu e a Terra. 7. 5. Dhiṣaṇā era um instrumento sacrifical usado principalmente. 22 [Idêntico ao 1. ó Agni. amamentam um bezerro unidamente. que trouxe o fogo do céu para a terra.22 Desse modo. pretendia aludir ao nome de Vivasvat. (Ele é) a base da riqueza. Mātariśvan. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. 18 Mātariśvan. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. pelo atrito das madeiras. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 97 (Oldenberg) ____________________ 12 Isto é. na prensagem da Soma. era originalmente distinto de Agni. 8. o que reúne todos os bens. I. Com seu olhar irradiante16 (ele tem gerado) o céu e as águas.14 pela sabedoria de Āyu15 ele gerou esses filhos dos homens. Esse suporte era considerado produzindo o Soma para Indra. a Terra. era comparada a esse suporte das pedras de prensagem e do Soma. O dador de riqueza deve nos conceder vida longa. sem dúvida. que destroem constantemente a aparência uma da outra. Que (Agni). mas eu penso que ele era uma espécie de suporte sobre o qual as pedras de prensagem repousavam. Ele. relacionado de perto com Manu. ‘com o olhar irradiante’. 3. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza.17 o concessor de chuva forte. o pássaro. Um suporte semelhante pode ter sido usado para o recipiente que contém a água sacrifical. sendo fortalecido por combustível. ‘voltadas uma para a outra’. o pai de Yama. 14 Nivids eram as fórmulas solenes de invocação. Eu não me arrisco a determinar a natureza exata desse instrumento. como se esforçando adiante. O dador de riqueza (deve nos conceder) alimento junto com heróis valentes. a terra (ou seja. 6. 19 Literalmente. 17 Agni parece ser chamado de Bharata como pertencente ao povo dos Bharatas. Agni. por causa de glória. encontrou um caminho para (sua) prole. em traduzir vivasvatā cakṣasā.297 2.21 o farol de sacrifício. Mas ao apresentar essa tradução nós não devemos esquecer que o poeta. veja Bergaigne. 59 e seguintes. Ele. 22. o dador de riqueza. o Sindhu.18 o senhor da prosperidade abundante. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Finalmente. o Bharata. mas é identificado com ele em várias passagens. o mensageiro de Vivasvat. 21 O primeiro Pāda é idêntico àquele em 10. 10 com Hotrā e Bhāratī. como fortalecendo Indra. Pela antiga Nivid.] 13 . e o Céu e a Terra foram então considerados como os dois Dhiṣaṇās. mas não exclusivamente. 20 O ouro também é Agni. 13. o pastor dos clãs. nos presenteie com riqueza rapidamente. ao mesmo tempo. 16 Uṣas é chamada de vivasvatī em 3. nós estamos justificados. Que Mitra e Varuṇa. Noite e Aurora. de acordo com o significado original. consequentemente. o filho da força. que é agora e que era antigamente o domicílio da riqueza. o progenitor dos dois mundos. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. como incitando Indra e os deuses à generosidade com os homens. Ela é invocada como uma das Gnas [ou cônjuges dos deuses] em 1. 11. 4. 30. o cumpridor de propósito. que Aditi. 9. 15 Sobre Āyu como um dos ancestrais míticos da humanidade. como recebendo oferendas. o pastor e guardião do que existe e do muito que vem a existir. Que o dador de riqueza (nos presenteie com riqueza) unida com homens fortes. Desse modo nós temos uma deusa Dhiṣaṇā que usa o aspecto de uma deusa da riqueza. e para o fogo sacrifical. o suporte de tudo. Eu não tenho dúvida que. Os clãs ários magnificaram a ele como o primeiro realizador de sacrifícios. os deuses têm mantido a ele. ele que encontrou o sol. 3. 95. como o concessor de riqueza.

para o nosso bem-estar. seja arrependido. o Ṛṣi do hino. 2. 3. Agni. Por campos formosos. Tu. por boas estradas. entre esses teus adoradores. por campos agradáveis. portanto que nós. nas pessoas da nossa posteridade". por riqueza nós sacrificamos a ti. 2 "Que nós nasçamos sucessivamente. 3 Que ele. Que o nosso pecado seja arrependido. Visto que teus adoradores (são abençoados com descendentes). afetado pela aflição.2 Que o nosso pecado seja arrependido. 5. Que o nosso pecado seja arrependido.1 Revela riquezas para nós. nossos chefes que sacrificam. o deus. Varga 5. ó Agni. tu és triunfante em todos os lugares. De modo que teus adoradores e nós. (De modo semelhante como. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Tua face está voltada para todos os lados. Que o nosso pecado seja arrependido. Agni. Kutsa) é o panegirista preeminente.3 Que a luz dele afaste o nosso pecado. (para a margem oposta). Que o nosso pecado. (por repetirmos o teu louvor. Tu. ou aquele do qual a pureza é o atributo. que o nosso pecado seja arrependido. como se em uma embarcação. por casas agradáveis.298 Hino 97. 4. 2. O melhor adorador de todos esses que ele seja. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Que a luz dele afaste o nosso pecado. 8. cuja face está virada para todos os lados. Já que as chamas vitoriosas de Agni penetram universalmente. a métrica é Gāyatrī. faze brilhar riqueza sobre nós. 4. como fogo puro. e que os chefes de família que instituíram esse sacrifício sejam similarmente distintos. 7. Que o nosso pecado seja arrependido. e desça sobre nossos adversários. seja preeminente entre aqueles que celebram teus louvores. assim que os nossos encomiastas (de ti) sejam os mais notáveis. Kutsa. Como os raios de esplendor sempre conquistadores de Agni vão para todos os lados. Que o nosso pecado seja arrependido. Nós te adoramos. Agni (Griffith) 1. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Que o nosso pecado seja arrependido. Índice ◄►Hino 98 (Wilson) ____________________ Hino 97. isto é. 1 O comentador propõe duas interpretações: "Que o nosso pecado desapareça de nós. 6. e por riquezas. Agni. em nossos filhos possamos viver. dos mais notáveis.) obtenhamos posteridade." ou. envia nossos adversários. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. és nosso defensor. através do oceano. 3. teus. Transporta-nos. em um navio. . pereça". 5. "Que o nosso pecado. 1. cuja face está virada para todos os lados. Afugentando com luz o nosso pecado. 6.

Quando através de ti. Índice ◄►Hino 98 (Oldenberg) ____________________ 4 Lanman (Sanskrit Reader. como com um barco. 6 ‘Entre eles’ parece significar ‘entre os senhores generosos’. Ó tu cuja face olha em todas as direções. 5 . essas partes são fornecidas pelo refrão. 2. Leva-nos sobre o (mal) para o bem-estar. 1. Nesse verso. cercas (o mundo) por toda parte. – afastando o mal com a tua luz. e quando através de ti nós podemos nos multiplicar com prole. (ó deus). – todos iniciando com as palavras pra yat – as principais partes da frase estão faltando. 7. bem como nos versos 4 e 5. Índice ◄►Hino 98 (Griffith) ____________________ Hino 97. Quando os raios do poderoso Agni partem para todos os lados. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. HINO 97. ‘que ele afaste o mal’.5 Quando ele permanece adiante como o mais glorioso entre eles. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Que a luz dele afaste o nosso pecado. nos leva através do mar para o nosso benefício. Afastando o mal4 com tua luz. VARGA 5. p. nos leva para além dos inimigos como em um navio. – afastando o mal com a tua luz. brilha sobre nós com riqueza – afastando o mal com a tua luz. Leva-nos." Mas agha não é exatamente pecado. e por riqueza. naturalmente. Agni. – afastando o mal com a tua luz – 5. Agni. – afastando o mal com a tua luz. de fato. Como em um navio. Pois tu. como através de um rio com um barco – afastando o mal com a tua luz. por um caminho livre. AṢṬAKA I. no entanto. (ó deus). 'afastando o mal' significa. os senhores generosos. cuja face está voltada para todos os lugares. para além das forças hostis. Ansiando por campos ricos. Quanto ao significado.299 7. – afastando o mal com a tua luz – 6. 3. nós sacrificamos. ADHYĀYA 7. 8. 363) traduz: "Afasta com chamas nosso pecado. 8.6 e quando os nossos senhores generosos se distinguem – afastando o mal com a tua luz – 4. cuja face está voltada para todos os lugares.

– ou para o céu. o oceano. presente em tudo. os raios do fogo terrestre ascendem. AṢṬAKA I. presente. 3. 4 Um epíteto de Agni ou Fogo como presente com. no céu. ele inspeciona o universo. que essa (tua adoração seja acompanhada) por (resultado) real. como a causa da sua chegada à madureza. Índice ◄►Hino 99 (Wilson) ____________________ Hino 98. e. – ele tem impregnado todas as plantas que crescem no solo. e Mitra. e Aditi e Sindhu. Que seja esta tua verdade. Índice ◄►Hino 99 (Griffith) ____________________ Hino 98. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. nos guarde. Aditi. no sol. colocado. Surgido daqui para a vida5 ele olha para esse Todo. Vaiśvānara tem rivalidade com Sūrya. 5 Produzido a partir desses dois araṇis ou bastões de fogo. ou presente. possivelmente. ou nihita. Que nós continuemos nas graças de Vaiśvānara. e presente na terra. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. ele acompanha o sol nascente. contra os nossos inimigos. e se misturam com eles. ao nascer do sol. Que nós permaneçamos constantemente na graça de Vaiśvānara:4 sim. ou presente. que tesouros preciosos nos sirvam. a métrica é Triṣṭubh. todos os homens. 1. ele é o augusto soberano de todos os seres. 1 Vaiśvānara significa ou aquele que governa sobre todos (viśva) os homens (nara). dia e noite. como antes. na terra. Logo que gerado dessa (madeira). presente. ADHYĀYA 7. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. ou. para conosco: que riqueza em grande abundância se reúna em volta de nós. Vaiśvānara. Que Agni. que está presente3 no céu. comum a. nos proteja dia e noite dos inimigos. na mesma proporção em que os raios solares descem para a terra. Agni. ou beneficiando.1 pois. e que. através da pira funerária. tem permeado todas as ervas. HINO 98. que Vaiśvānara com energia. que está presente na energia. é dito que. 2. de fato. através de oblações. 3 Pṛṣṭa. . no fogo sagrado e doméstico. a terra e o céu. 2 Ou como o calor combinado com o brilho solar. Agni (Griffith) 1.2 2. ou. Que Varuṇa. e que Mitra e Varuṇa.300 Hino 98. nas ervas. ou o puro (śuddha) Agni. ele é o Rei supremo sobre todas as coisas vivas. Agni presente no céu. na terra. explicado por sanspṛṣṭa. 3. – que o Agni Vaiśvānara. ou plantas anuais. VARGA 6. os preservem para nós! Varga 6. Agni está em contato com. o deus é ou Vaiśvānara. ou que conduz a eles (nara) para outra região. em contato com. para a vida futura. Vaiśvānara.

301

1. Que nós vivamos na graça de (Agni) Vaiśvānara. Ele realmente é um rei, levando todos
os seres para a glória. Assim que nasce aqui ele olha para todo esse mundo. Vaiśvānara se
une com o Sol.
2. Agni que tem sido procurado e almejado no Céu, que tem sido procurado na Terra, ele
que tem sido procurado, entrou em todas as ervas. Que Agni Vaiśvānara, que tem sido
fortemente procurado, nos proteja do mal de dia e de noite.
3. Vaiśvānara! Que essa seja tua verdade: que riqueza e doadores generosos nos atendam!
Que Mitra e Varuṇa, que Aditi, o Sindhu, a Terra e o Céu nos concedam isso!
Índice ◄►Hino 99 (Oldenberg)

____________________

Hino 99. Agni (Wilson)
(Sūkta VI)
O Ṛṣi é Kaśyapa, o filho de Marīci; e o Hino, composto de uma única estrofe, na métrica
Triṣṭubh, é endereçado a Agni, como J ātavedas. 1
Varga 7.

1. Nós oferecemos oblações de Soma para Jātavedas. Que ele consuma a riqueza
daqueles que sentem inimizade contra nós; que ele nos conduza acima de todas as
dificuldades. Que Agni nos leve, como em um barco sobre um rio, para além de toda
maldade.
Índice ◄►Hino 100 (Wilson)

____________________

Hino 99. Agni

(Griffith)

1. Vamos espremer a Soma para Jātavedas: que ele queime a riqueza das pessoas malintencionadas. Que Agni nos leve através de todos os nossos problemas, através da aflição,
como em um barco através do rio.
Índice ◄►Hino 100 (Griffith)

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Hino 99. Agni (Oldenberg)
MAṆḌALA I. HINO 99.
AṢṬAKA I, ADHYĀYA 7, VARGA 7.

1. Vamos espremer Soma para Jātavedas.2 Que ele queime a propriedade do avarento. Que
ele, Agni, nos leve através de todos os problemas, através de todas as dificuldades, como
através de um rio com um barco.
Índice ◄►Hino 127 (Oldenberg)
1

Não há nada extraordinário nesse Sūkta, exceto sua brevidade, ele consistindo em uma única estrofe.
Essa é uma das passagens muito raras nas quais Agni, estando sozinho e não acompanhado por Indra ou os Maruts etc.,
é mencionado como bebendo Soma. Parece que esse verso não foi composto para o sacrifício Soma comum, mas para
uma ocasião especial.
2

302

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Hino 100. Indra (Wilson)
(Sūkta VII)
O deus é Indra; os Ṛṣis são os Vārṣāgiras, – ou cinco filhos de Vṛṣāgir, 1 um Rājā, – que eram
Rājarṣis, ou sábios reais, citados individualmente na décima sétima estrofe; a métrica é
Triṣṭubh.
Varga 8.

1. Que ele, que é o derramador de desejos; que é coabitante com (todas as) energias,
o soberano supremo sobre o vasto céu e a terra, aquele que envia água, e que deve
invocado em batalhas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
2. Que ele, cuja trajetória, como aquela do sol, não é para ser alcançada; que, em toda
batalha, é o matador de seus inimigos, o intimidador2 (de oponentes); que, com seus amigos
de movimento rápido, (os ventos) é o mais generoso (dos doadores); – que Indra, associado
com os Maruts, seja nossa proteção.
3. Que ele, cujos raios, poderosos e inalcançáveis, emitem luz, como aqueles do sol,
ordenhando (as nuvens); ele, que é vitorioso sobre seus adversários, triunfante por suas
energias valorosas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
4. Ele é o mais rápido entre os rápidos,3 o mais generoso entre os generosos, um amigo
com amigos, venerável entre aqueles que clamam veneração, e preeminente entre aqueles
dignos de louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
5. Poderoso com os Rudras, como se com seus filhos; vitorioso em batalhas sobre seus
inimigos; e mandando para baixo, com seus coabitantes (as águas, as quais são produtivas
de) alimentos, – Indra, associado com os Maruts, sê nossa proteção.
Varga 9.
6. Que ele, o repressor de ira (hostil), o criador da guerra, o protetor dos bons, o
invocado por muitos, compartilhe, com nosso povo, hoje, a (luz do) sol.4 Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
7. A ele seus aliados, os Maruts, incentivam em batalha; a ele os homens consideram como
o preservador da propriedade deles; ele sozinho preside todo ato de culto. Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
8. A ele, um líder (para a vitória), seu adoradores recorrem, em disputas de força, por
proteção e por riqueza; porque ele concede a eles a luz (da vitória), na escuridão
desnorteante (da batalha).5 Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
9. Com sua mão esquerda ele reprime os malignos; com sua direita, ele recebe as oferendas
(sacrificais); ele é o dador de riquezas, (quando propiciado) por alguém que celebra o seu
louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
10. Ele, junto com seus auxiliares, é um benfeitor; ele é reconhecido rapidamente por todos
os homens, hoje, por meio das carruagens dele; por suas energias varonis ele é vitorioso

[Literalmente ‘o de voz forte’ ou ‘com a voz do Touro’.] Nós não temos menção de Vṛṣāgir e seus filhos nos Purāṇas.
[Literalmente ‘o que faz murchar’.]
3
Aṅghirobhir aṅghirastamah, ‘o mais Aṅgiras dos Aṅgirasas’, o que se pode pensar que se refere aos Ṛṣis assim chamados,
mas o comentador o deriva de ang, ir, e explica Aṅgirasah por gantārah, seguidores; ‘aqueles que seguem rapidamente’.
4
Supõe-se que os Vārṣāgiras dirigem essa prece a Indra para que eles possam ter a luz do dia, na qual atacar seus
inimigos, e recuperar o gado que tinha sido levado embora por eles, ou para que a luz possa ser retirada dos seus
oponentes.
5
A expressão jyotish, ‘luz’, e chittamasi, ‘na escuridão do pensamento’, pode, também, ser aplicada mais literalmente, e
expressar a esperança de que Indra dará a luz do conhecimento à escuridão da compreensão.
1
2

303

sobre (adversários) indisciplinados. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
Varga 10.
11. Invocado por muitos, ele vai para a batalha, com seus parentes, ou com
(seguidores) não da sua família; ele garante o (triunfo) daqueles que confiam nele, e dos
filhos e netos deles. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
12. Ele é o manejador do raio, o matador de ladrões, temível e feroz, conhecedor de muitas
coisas, muito louvado, e poderoso, e, como o suco Soma, inspirador das cinco classes de
seres com vigor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
13. Seu raio arranca gritos (dos seus inimigos); ele é o que manda boas águas, brilhante
como (o corpo luminoso) do céu, o que faz trovejar, o promotor de atos beneficentes; a ele
dádivas e riquezas acompanham. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
14. Que ele, de quem a excelente medida (de todas as coisas), através de força,6
eternamente e em todo lugar nutre céu e terra, propiciado por nossos atos, nos leve para
além (do mal). Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
15. Nem deuses, nem homens, nem águas, alcançaram o limite da força daquele (deus)
beneficente; pois ele supera o céu e a terra com seu poder (destruidor de inimigos). Que
Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
Varga 11.
16. Os corcéis vermelhos e pretos, – de membros longos, bem ajaezados, e
celestiais, e atrelados, bem satisfeitos, ao jugo da carruagem na qual o derramador de
benefícios é transportado, para o enriquecimento de Ṛjrāśva, – são reconhecidos entre as
tropas humanas.
17. Indra, derramador (de benefícios), os Vārṣāgiras, – Ṛjrāśva, e seus companheiros,
Ambarīṣa, Sahadeva, Bhayamāna, e Surādhas, – dirigem a ti esse louvor propiciatório.
18. Indra, que é invocado por muitos, acompanhado pelos moventes (Maruts), tendo atacado
os Dasyus e os Śimyus,7 os matou com seu raio; o que faz trovejar então dividiu os campos
com seus amigos de cor branca,8 e resgatou o sol, e libertou a água.
19. Que Indra seja, diariamente, nosso protetor; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento (abundante); e que Mitra e Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu,
o preservem para nós!
Índice ◄►Hino 101 (Wilson)

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6

Śavasā mānam, o distribuidor de todas as coisas, através de seu poder. Ou isso pode significar que ele é o protótipo de
tudo o que é dotado de força.
7
O comentário explica esses como ‘inimigos’ e Rākṣasas; mas eles, mais provavelmente, designam tribos ainda não
subjugadas pelos hindus vêdicos, ou arianos.
8
Esses, segundo o comentador, são os ventos, ou Maruts; mas por que eles deveriam ter uma parte do território do
inimigo parece duvidoso. A alusão é, mais provavelmente, destinada aos amigos terrenos, ou adoradores, de Indra, que
eram brancos em comparação com as tribos mais escuras da região conquistada.

304

Hino 100. Indra (Griffith)
1. Que ele que tem seu lar com a força, o Poderoso, o Rei Supremo da terra e do vasto céu,
Senhor do poder verdadeiro, a ser invocado em batalhas, – que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
2. Cujo caminho é inalcançável como o de Sūrya; ele em cada luta é o forte matador de
Vṛtra, O Mais Poderoso com seus Amigos em seus próprios cursos. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
3. Cujos caminhos9 partem em sua grande força irresistível, ordenhando, por assim dizer, a
umidade fecundante do céu. Com força viril triunfante, subjugador de inimigos, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
4. Entre os Aṅgirases ele era o principal, um Amigo com amigos, poderoso em meio aos
poderosos. Adorador entre adoradores, honrado o maior dos cantores. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
5. Forte com os Rudras10 como com seus próprios filhos, em batalha varonil conquistando
seus inimigos, com seus companheiros próximos fazendo atos de glória, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
6. Aquele que humilha o orgulho, excitador do conflito, o Senhor dos heróis, Deus invocado
por muitos, que ele nesse dia ganhe com nossos homens a luz do sol.11 Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
7. Sua ajuda o fez mais animado na batalha, o povo fez dele o guardião do seu conforto. Ele
é o Senhor Único de cada serviço sagrado.12 Que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso
auxílio.
8. A ele o Herói, em grandes dias de proezas, heróis em busca de ajuda e despojos devem
se dirigir. Ele encontrou luz mesmo na escuridão cegante. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
9. Ele com sua mão esquerda detém até mesmo os poderosos, e com sua mão direita coleta
os despojos. Mesmo com os humildes ele adquire riquezas.13 Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
10. Com tropas a pé e carros ele ganha tesouros; ele é bem conhecido hoje por todas as
pessoas. Com poder valoroso ele subjuga aqueles que o odeiam. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
11. Quando em seus caminhos com parentes ou com estranhos ele se apressa para a luta,
invocado por muitos, para ganho de águas e de filhos e netos, que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
12. Terrível e feroz, matador de demônios, manejador do trovão, com conhecimento
ilimitado, louvado com hinos por centenas, poderoso, em força como Soma, guardião dos
Cinco Povos,14 que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.

Pánthāsaḥ, caminhos, é explicado como ‘raios’ por Sāyaṇa. Indra é aqui representado como o Deus da luz e da chuva.
Os Maruts, filhos de Rudra o principal Deus da Tempestade. Eles são os companheiros próximos ou associados fiéis de
Indra, que os considera não como seus iguais, mas como seus filhos.
11
O hino é dirigido a Indra em busca de auxílio em uma batalha que se aproxima. Sāyaṇa diz que os Vārṣāgiras rezam para
que eles possam ter a luz do dia e para que os inimigos deles lutem no escuro.
12
Indra é considerado o auxiliador e encorajador deles em batalha e seu protetor na paz. Ele também preside todos os
atos de culto, e como tal recompensa aqueles que o servem.
13
Isto é, não só o forte, mas também o homem fraco adquire riquezas com a ajuda dele.
14
Das cinco classes de seres, segundo Sāyaṇa, ou seja, Deuses, Gandharvas, Apsarases, Asuras e Rākṣasas. Provavelmente
as cinco tribos árias são aludidas. Veja 1.7.9.
9

10

305

13. Ganhando a luz, para cá ruge seu trovão como a poderosa voz impressionante do Céu.
Ricos presentes e tesouros sempre o acompanham. Que Indra, cercado pelos Maruts, seja
nosso auxílio.
14. Cujo lar eterno através da força dele o cerca por todos os lados, seu louvor, a terra e o
céu,15 que ele, satisfeito com nosso serviço, nos salve. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
15. O limite de cujo poder nem Deuses por Divindade, nem homens mortais alcançaram,
nem mesmo as Águas. Ele supera a Terra e o Céu em vigor. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
16. A égua vermelha e fulva, de marca de chama, de posição elevada, celestial que, para
levar riquezas a Ṛjrāśva, puxava pela lança a carruagem atrelada com garanhões, alegre,
entre as hostes de homens era notada.16
17. Os Vārṣāgiras para ti, ó Indra, o Poderoso, cantam esse louvor para te agradar, Ṛjrāśva
com seus companheiros, Ambarīṣa, Surādhas, Sahadeva, Bhayamāna.
18. Ele, muito invocado, matou Dasyus e Śimyus,17 segundo seu costume, e os abateu com
setas. O poderoso que faz trovejar, com seus amigos de cor clara,18 ganhou a terra, a luz do
sol, e as águas.
19. Que Indra seja sempre o nosso protetor, e não postos em perigo que nós ganhemos os
despojos. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa
prece.
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15

A Terra e o Céu, a residência dele, são sua canção de louvor eterna porque eles foram estabelecidos e regulados por
ele. Essa é a explicação de Ludwig desse verso obscuro.
16
Os epítetos nessa estrofe são considerados por Ludwig como nomes dos seis cavalos com os quais Ṛjrāśva se dirigiu
para a batalha e venceu. Os últimos quatro versos do hino parecem ter sido adicionados depois da vitória.
17
Homens de tribos nativas hostis.
18
Explicados por Sāyaṇa como os brilhantes Maruts, significam provavelmente os invasores arianos como contrários às
tribos de pele escura do território.

306

Hino 101. Indra (Wilson)
(Sūkta VIII)
O Ṛṣi é Kutsa, o filho de Aṅgiras; o deus, Indra; a métrica das primeiras sete estrofes é Jagat ī;
das últimas quatro, Triṣṭubh.
Varga 12.

1. Ofereçamos adoração, com oblações, a ele que é satisfeito (por louvor); que, com
Ṛjiśvan, destruiu as esposas grávidas de Kṛṣṇa.1 Desejosos de proteção, nós chamamos,
para se tornar nosso amigo, a ele, que é o derramador (de benefícios), que segura o raio em
sua mão direita, acompanhado pelos Maruts.
2. Nós invocamos, para ser nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts; a ele
que, com ira crescente, matou o mutilado Vṛtra, e Śambara, e o iníquo Pipru,2 e que extirpou
o inabsorvível Śuṣṇa.3
3. Nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts;
cujo grande poder (permeia) céu e terra; em cujo serviço Varuṇa e Sūrya são constantes; e
cujo comando os rios obedecem.
4. Que é o senhor de todos os cavalos e gado; que é independente; que, propiciado por
adoração, é constante em todo ato; e que é o matador do obstinado que se abstém de fazer
libações: nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
5. Que é o senhor de todas as criaturas que se movem e respiram; que, primeiro, recuperou
as vacas (roubadas), para o Brahman;4 e que matou os Dasyus humilhados: nós invocamos,
para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
6. Que deve ser invocado pelos bravos e pelos tímidos, pelos derrotados e pelos vitoriosos,
e a quem todos os seres colocam diante deles, (em seus ritos): nós invocamos, para se
tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
Varga 13.
7. O radiante Indra procede (pelo firmamento), com a manifestação dos Rudras; 5
através dos Rudras, a fala se propaga com celeridade mais expansiva, e louvor glorifica o
renomado Indra: a ele, acompanhado pelos Maruts, nós chamamos, para se tornar nosso
amigo.
8. Acompanhado pelos ventos, dador de riqueza verdadeira, se tu podes ficar satisfeito (em
residir) em uma mansão imponente ou residência humilde, vem ao nosso sacrifício.
Desejosos da tua presença, nós te oferecemos oblações.
9. Desejosos de ti, Indra, que és possuidor de força excelente, nós derramamos, para ti,
libações; desejosos de ti, que és alcançado por meio de oração, nós te oferecemos
oblações. Portanto, tu, que és possuidor de cavalos, senta-te, com prazer, sobre a grama
sagrada, acompanhado pelos Maruts, nesse sacrifício.

É dito que Ṛjiśvan é um rei, o amigo de Indra, e Kṛṣṇa, um Asura, que foi morto junto com suas esposas, de modo que
ninguém da posteridade dele pudesse sobreviver. Veja em 1.130.8, nota, e 4.16.13, nota. Kṛṣṇa, o negro, pode ser outro
nome para Vṛtra, a nuvem escura; ou nós podemos ter, aqui, outra alusão aos aborígenes de pele escura.
2
Śambara e Pipru são, ambos, chamados de Asuras. O último é também chamado de avrata, que não realiza, ou que se
opõe, aos vratas, ou ritos religiosos.
3
Śuṣṇam aśuṣaṃ, o secador; que é sem ser secado, que não pode ser absorvido.
4
Brahmaṇe, isto é, para Aṅgiras, ou os Aṅgirasas que, segundo o comentador, eram da casta bramânica. Várias passagens
concordam em afirmar que as vacas foram roubadas dos Aṅgirasas; e Aṅgiras não pode ser identificado com Brahmā. O
termo usado, portanto, muito provavelmente denota um brâmane.
5
Indra é dito aqui ser radiante, por identidade com o sol; e os Rudras, serem os mesmos que os Maruts, em seu caráter
de ares vitais, ou prāṇāh.
1

307

10. Regozija-te, Indra, com os corcéis que são da tua natureza, abre as tuas mandíbulas;
abre largamente a tua garganta, (para beber o suco Soma); que teus cavalos tragam a ti,
que tens um belo queixo, (para cá); e, bondoso para nós, sê satisfeito por nossas oblações.
11. Protegidos por aquele destruidor (de inimigos) que é unido, em louvor, com os Maruts,
nós podemos receber sustento de Indra; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o
céu, o preservem para nós.
Índice ◄►Hino 102 (Wilson)

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Hino 101. Indra (Griffith)
1. Cantemos, com oblação, louvemos a ele que alegra, que com Ṛjiśvan dispersou a raça
escura.6 Ávidos por auxílio, a ele o forte cuja mão direita empunha o raio, a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
2. Indra, que com ira triunfante derrotou Vyaṁsa, e Śambara e Pipru o iníquo; que extirpou
Śuṣṇa7 o insaciável, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
3. Ele cuja grande obra de poder viril é o céu e a terra, e Varuṇa e Sūrya mantêm sua lei
sagrada; Indra, cuja lei os rios seguem conforme eles fluem, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
4. Ele que é o Senhor e Mestre dos cavalos e vacas, honrado – o firme e seguro – em todo
ato sagrado; Matador até do forte que não derrama oferenda, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
5. Ele que é o Senhor de todo o mundo que se move e respira, que para o Brahman 8
primeiro antes de tudo encontrou as Vacas; Indra que derrubou os Dasyus aos seus pés, – a
ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
6. A quem os covardes e os homens valentes de guerra devem invocar, invocado por
aqueles que conquistam e por aqueles que fogem; Indra, a quem todos os seres dirigem seu
pensamento constante, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
7. Refulgente na região dos Rudras ele prossegue, e com os Rudras através do amplo
espaço acelera a Dama.9 O hino de louvor exalta a Indra muito famoso: – a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
8. Ó cercado por Maruts, se tu te deleitas no mais imponente local de reunião ou humilde
habitação, vem de lá para o nosso rito, verdadeiro concessor de benção: por amor a ti nós
preparamos oblações.
9. Nós, ansiosos por ti, forte Indra, esprememos Soma, e, ó tu, procurado com oração,
temos feito oferendas. Agora, nesse sacrifício, com todos os teus Maruts, na grama sagrada,
ó Deus conduzido por parelha, regozija-te.
10. Alegra-te com os teus próprios Cavalos Baios, Indra, abre as tuas mandíbulas e que os
teus lábios estejam abertos. Tu com a bela face, que teus Cavalos Baios te tragam: bondoso
para nós, fica satisfeito com a nossa oblação.
11. Guardas do acampamento cujos louvadores são os Maruts, que nós, através de Indra,
obtenhamos nós mesmos o espólio.10 Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o
Céu aceitem essa nossa prece.
6

Os aborígenes morenos que se opunham aos árias ou arianos.
Vyaṁsa, e Śambara, Pipru e Śuṣṇa são nomes dos demônios da seca.
8
Segundo Sāyaṇa, que recuperou para os Aṅgirases as vacas que tinham sido levadas pelos Paṇis. Veja 1.32.11.
9
Ludwig sugere que Rodasī, a esposa de Rudra, é aludida, e refere-se ao mito alemão antigo da Noiva do Vento.
10
Que nós que somos os guardiões do acampamento ou do novo povoado, louvados e favorecidos pelos Maruts,
ganhemos os despojos. As palavras marutstotrasya vṛjanasya são um pouco obscuras.
7

308
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Hino 102. Indra (Wilson)
(Sūkta IX)
O Ṛṣi e o deus, como no último; a métrica das primeiras dez estrofes é Jagat ī; da última,
Triṣṭubh.
Varga 14.

1. Eu dirijo a ti, que és poderoso, esse hino excelente; pois a tua mente tem sido
satisfeita pelo meu louvor. Os deuses têm alegrado sucessivamente aquele Indra vitorioso
com o poder (do louvor), por causa de prosperidade e riqueza.
2. Os sete rios exibem a glória dele: céu, e terra e firmamento mostram a forma visível dele.
O sol e a lua, Indra, fazem suas revoluções, para que nós possamos ver, e tenhamos fé no
que nós vemos.
3. Maghavan, envia tua carruagem, e nos traze riqueza, – aquele carro vitorioso o qual,
Indra, que és muito louvado por nós, em tempo de guerra, nós nos alegramos de ver em
batalha. Maghavan, concede felicidade para aqueles que são devotados a ti.
4. Que nós, tendo a ti como nosso aliado, derrotemos nossos adversários em todo combate.
Defende nossa parte; torna riquezas facilmente obtidas por nós; enfraquece, Maghavan, o
vigor dos nossos inimigos.
5. Muitos são os homens que te chamam em busca da tua proteção. Sobe em teu carro,
para trazer riqueza para nós, pois a tua mente, Maghavan, é tranquila, e determinada a
vencer.
Varga 15.
6. Teus braços são os obtentores de gado; tua sabedoria é ilimitada; tu és o mais
excelente, o concessor de cem auxílios em todo rito. O criador da guerra, Indra, é
incontrolável; o símbolo da força; portanto, os homens que desejam riqueza o invocam de
vários modos.
7. O alimento, Maghavan, (que é para ser dado, por ti), para os homens, pode ser mais do
que o suficiente para uma centena, ou para mais, até, do que mil. Grande louvor tem
glorificado a ti, que não tens limite, em consequência do que tu destróis teus inimigos.
8. Forte como uma corda trançada duas vezes, tu és o símbolo da força, protetor dos
homens, tu és mais do que capaz de sustentar as três esferas, os três luminares,1 e todo
esse mundo dos seres, Indra, que, desde o nascimento, sempre tens sido sem rival.
9. Nós invocamos a ti, Indra, o principal entre os deuses. Tu tens sido o vitorioso em
batalhas. Que Indra coloque em primeiro lugar, na batalha, essa nossa carruagem, que é
eficiente, impetuosa, e a que extirpa (todos os obstáculos).2
10. Tu conquistas, e não reténs os despojos. Em conflitos pequenos e sérios nós te
fortalecemos, feroz Maghavan, para nossa defesa. Portanto, inspira-nos, nos nossos
desafios.
11. Que Indra seja o nosso defensor diariamente; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento farto; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu, o
preservem para nós.
Índice ◄►Hino 103 (Wilson)

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1

Os três fogos; ou, o sol no céu, o relâmpago no ar, e o fogo (sagrado ou doméstico,) na terra.
Ou os epítetos podem ser aplicados a putra, um filho, implícito, – que Indra nos dê (um filho), um oferecedor de
louvores, cheio de sabedoria, e o subjugador de inimigos, e (nos dê) também, uma carruagem a principal em batalha.
2

309

Hino 102. Indra (Griffith)
1. Para ti o Poderoso eu trago esse poderoso hino, pois o teu desejo tem sido satisfeito pelo
meu louvor. Em Indra, sim nele vitorioso através de sua força, os deuses se regozijaram em
banquete e quando o Soma fluiu.
2. Os Sete Rios3 levam a glória dele por toda parte, e o céu e o firmamento e a terra exibem
a forma agradável dele. O Sol e a Lua em mudança alternada seguem seu curso, de modo
que nós, ó Indra, possamos ver e possamos ter fé.
3. Maghavan, concede-nos aquele mesmo carro para nos trazer despojos, o teu carro
conquistador no qual nós nos alegramos no choque do combate. Indra, a quem os nossos
corações louvam muito na guerra, concede proteção, Maghavan, para nós, que te amamos
profundamente.
4. Encoraja o nosso lado em todas as lutas: que nós, contigo como nosso aliado, vençamos
a tropa do inimigo. Indra, concede-nos alegria e felicidade; quebra, ó Maghavan, o vigor dos
nossos inimigos.
5. Pois aqui de várias maneiras esses homens que invocam a ti, possuidor de tesouros,
cantam hinos para ganhar o teu auxílio. Sobe no carro para que tu possas trazer despojos
para nós, pois, Indra, a tua mente fixa obtém a vitória.
6. Seus braços ganham vacas, seu poder é ilimitado, em cada ato o melhor, com cem
auxílios, o que desperta o ruído da batalha é Indra: ninguém pode rivalizar com ele em força
poderosa. Por isso, ávidas pelos despojos, as pessoas o invocam.
7. Tua glória, Maghavan, supera cem, sim, mais do que cem, de mil entre o povo; a grande
taça4 tem te inspirado ilimitadamente: de modo que tu podes matar os Vṛtras, quebrador de
fortes!5
8. Do teu grande poder há uma contraparte tripla, as três terras,6 Senhor dos homens, e os
três reinos de luz.7 Acima desse mundo, Indra, tu tens te desenvolvido: tu és sem inimigo,
por natureza, desde os tempos antigos.
9. Nós te invocamos primeiro entre os Deuses: tu te tornaste um poderoso Conquistador em
combate. Que Indra encha de vitalidade o coração desse nosso cantor, e torne o nosso
carro impetuoso, o principal em ataque.
10. Tu tens prevalecido, e não retido os despojos, em batalhas insignificantes ou naquelas
de grande importância. Nós te fazemos forte, o Poderoso, para nos socorrer: inspira-nos,
Maghavan, quando nós desafiamos o inimigo.
11. Que Indra sempre seja o nosso protetor, e não expostos ao perigo que nós possamos
ganhar o saque. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa
nossa prece.
Índice ◄►Hino 103 (Griffith)

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3

Os principais rios na proximidade dos mais antigos povoados arianos. Veja 1.32.12.
O recipiente que contém o estimulante suco Soma, ou a própria libação poderosa.
5
Os fortes são os castelos de nuvens dos demônios do ar que Indra destrói com seu relâmpago: ‘as nuvens cujas torres
moventes compõem os bastiões da tempestade’. Shelley, Witch of Atlas.
6
Talvez a terra, a atmosfera, e o céu.
7
Ou, de acordo com Sāyaṇa, os três fogos ou fogo em três formas, [nota 1]. Veja também 1.105.5.
4

310

Hino 103. Indra (Wilson)
(Sūkta X)
O Ṛṣi e o deus, como antes; a métrica, Triṣṭubh.
Varga 16.

1. Os sábios eram antigamente possuidores desse teu poder supremo, Indra, como
se ele estivesse presente com eles, 1 – uma luz do qual brilha sobre a terra; a outra, no céu;
e ambos estão em combinação um com o outro;2 como bandeira (se mistura com bandeira,)
em batalha.
2. Ele sustenta, e tem expandido, a terra. Tendo atingido (as nuvens), ele libertou as águas.
Ele matou Ahi; ele perfurou Rauhiṇa; ele destruiu, com sua destreza, o mutilado (Vṛtra).3
3. Armado com o raio, e confiante em sua força, ele continuou a destruir as cidades dos
Dasyus. O que faz trovejar, reconhecendo (os louvores do teu adorador), lança, por causa
dele, a tua flecha contra o Dasyu, e aumenta a força e glória do Ārya.4
4. Maghavan, possuidor de um nome que deve ser glorificado, oferece, para aquele que o
celebra, essas eras (rotantes) do homem. 5 O que faz trovejar, o que dispersa (seus
inimigos), partindo, para destruir os Dasyus, obteve um nome (famoso por) bravura
(vitoriosa).
5. Vejam isso, o vasto e extenso (poder de Indra), tenham confiança na destreza dele. Ele
recuperou o gado; ele recuperou os cavalos, as plantas, as águas, as florestas.
Varga 17.
6. Nós oferecemos a libação de Soma para ele que é o realizador de muitas proezas,
o melhor (dos deuses), o derramador (de benefícios), o possuidor de força verdadeira, o
herói que, mantendo o respeito pela riqueza, a tira daquele que não realiza sacrifícios, –
como um salteador (de um viajante), – e procede (para dá-la) para o sacrificador.
7. Tu realizaste, Indra, um feito glorioso, quando tu despertaste o adormecido Ahi com teu
raio. Então as esposas (dos deuses), os Maruts, e todos os deuses, imitaram a tua
exultação.
8. Visto que, Indra, tu mataste Śuṣṇa, Pipru, Kuyava, e Vṛtra, e destruíste as cidades de
Śambara, portanto que Mitra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu nos concedam o que
(nós desejamos).
Índice ◄►Hino 104 (Wilson)

____________________

1

O termo é parācaih, o qual é bastante duvidoso.
É dito que o sol e o fogo são, igualmente, o brilho de Indra. De dia, o fogo está combinado com o sol; à noite, o sol está
combinado com o fogo.
3
Ahi e Vṛtra, em ocasiões anteriores, têm sido considerados como sinônimos; aqui eles são distintos, mas significando,
muito provavelmente, apenas nuvens formadas diferentemente. Rauhiṇa, chamado de Asura, é, com toda a
probabilidade, algo do mesmo tipo, – uma nuvem púrpura, ou vermelha.
4
Nós temos, aqui, o Dasyu e o Ārya colocados em oposição; um, como o adorador, o outro, como o inimigo do adorador.
Dāsīh, como o adjetivo de purah, cidades, é explicado ‘dos, ou pertencentes aos, Dasyus’. A menção de cidades indica um
povo não totalmente bárbaro, embora o termo possa designar vilas ou aldeias.
5
Mānuṣemā yughāni, ‘esses yugas mortais’; Kṛta, Treta, etc., segundo o comentador, os quais Indra desenvolve
sucessivamente, no caráter do sol.
2

311

Hino 103. Indra

(Griffith)

1. Aquele teu maior poder de Indra6 está distante: o que se encontra aqui os sábios
possuíam antigamente. Um está sobre a terra, o outro no céu, e ambos se unem como
bandeira com bandeira em batalha.
2. Ele estendeu a ampla terra e a fixou firmemente, atingiu com seu raio e libertou as águas.
Maghavan com sua pujança derrubou Ahi, despedaçou Rauhiṇa7 e matou Vyaṁsa.
3. Armado com seu raio e confiando em sua destreza ele vagou quebrando as fortalezas dos
Dāsas.8 Lança o teu dardo, conhecendo,9 Trovejador, no Dasyu; aumenta o poder e a glória
do Ārya, Indra.
4. Para aquele que ensinou desse modo essas raças humanas, Maghavan, tendo um título
digno de fama, o que faz trovejar, aproximando-se para matar os Dasyus, deu a ele mesmo
o nome de Filho por glória.10
5. Vejam essa riqueza abundante que ele possui, e coloquem sua confiança no vigor de
herói de Indra. Ele encontrou o gado, e ele encontrou os cavalos, ele encontrou as plantas,
as florestas e as águas.
6. Para ele, o verdadeiramente forte, cujas façanhas são muitas, para ele o Touro forte
vamos derramar o Soma. O herói, vigiando como um ladrão na emboscada, segue
repartindo as posses dos ímpios.
7. Tu fizeste bem aquele ato heroico, ó Indra, ao despertar com teu raio o adormecido Ahi.
Em ti, encantado, as Damas divinas11 se regozijaram, os Maruts velozes e todos os deuses
estavam alegres,
8. Porque tu derrotaste Śuṣṇa, Pipru, Vṛtra e Kuyava,12 e os fortes de Śambara, ó Indra. Que
Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece.
Índice ◄►Hino 104 (Griffith)

____________________

6

Benfey explica esse verso como significando: o poder de Indra está dividido de certo modo: uma parte dele é possuída
pelos sábios que por meio dos seus hinos, sacrifícios e libações do suco Soma dão a ele poder total para realizar seus
grandes feitos.
7
Rauhiṇa, dito ser um demônio é, como os outros demônios da seca, uma nuvem púrpura escura que retém a chuva.
8
Ou Dasyus, os habitantes não arianos da terra.
9
Isto é, distinguindo o ariano do bárbaro.
10
O significado desse verso parece ser, como Ludwig diz, que Indra, ao se preparar para matar os Dasyus, tornou-se, por
assim dizer, um filho para o adorador devoto que proclamou seus grandes feitos para os homens.
11
As consortes dos deuses.
12
Significando, provavelmente ‘causando más colheitas’, é o nome de outro dos demônios da seca.

Que os deuses contenham a ira do destruidor. De membros vastos. que elas sejam afogadas nas profundezas do rio Śiphā. Derramador (de benefícios). na época de sacrifício. de ay. . Kuliśī. (defende-nos) dessa violência repetida: não nos rejeites.3 agradando-o com sua substância. por si mesmo. O herói cresce. Já que a rota que leva à residência do Dasyu 4 foi vista por nós. Varga 19. que ele era um dos chefes dos bárbaros. não nos prives dos prazeres que são queridos por nós. Vem à nossa presença. não firas aqueles que são capazes (apenas de rastejar) sobre seus joelhos. 7. conduze-nos para grande riqueza: não nos envies. As duas esposas de Kuyava se banham com a água. Indra (Wilson) (Sūkta XI) Ṛṣi. como livres do pecado. e é renomado (no mundo inteiro). como antes. afluente Śakra. O altar foi erguido. Não prejudiques a nossa prole. e. 6. 5. como um libertino joga riqueza fora. Maghavan. significando. 8. para o teu divertimento. Indra. As façanhas dele são aludidas obscuramente. dia e noite. Incita. veneração pelo sol. para teu assento: apressa-te para sentar sobre ele – como um cavalo relinchando (se apressa para o seu estábulo). Indra. alarga o teu estômago. dá. pois a nossa confiança está no teu poder imenso. e Vīrapatnī. com as águas antigamente (levadas). e tragam para a nossa solenidade aquele que afasta o mal. a nossa prole por nascer. te levam. tu que és invocado por muitos. comida e bebida aos famintos. não nos abandones. (O Asura). Indra. possivelmente. – alguém que vaga por toda parte para fazer mal aos outros. em nós. Índice ◄►Hino 105 (Wilson) ____________________ 1 Em breve chamado de Kuyava. ouve-nos como um pai (ouve as palavras de seus filhos). 1. Indra. 2 O comentador diz que aya é um apelativo de Kuyava. a leva. Eles têm chamado a ti. quando invocado. que gostas muito do suco Soma: ele está preparado: bebe dele. Indra. e o rio Śiphā não é encontrado em outro lugar. – afrouxando as rédeas. 3 Nenhum desses é encontrado nas listas purânicas. 9. Varga 18. enquanto ainda no útero. 4. Que ele rapidamente as guie no caminho. 4 De Kuyava. Não nos firas. por si mesmo. 3. Essas pessoas vieram até Indra. e deixando os teus corcéis livres.1 conhecendo a riqueza de outros. que. Presente na água. A morada do errante2 (Kuyava) estava oculta (no meio) da água. – como uma vaca conhece o caminho para o seu estábulo. ele leva. eu medito em ti: nesse (teu poder) a nossa confiança foi colocada. a espuma. – portanto. Os rios Añjasī.312 Hino 104. pelas águas. Por isso. Não prejudiques. e por aqueles que são dignos do louvor dos seres vivos. deus e métrica. (para pedir) sua proteção. 2. para uma residência privada de recursos. segundo o comentário. o sustentam com suas águas. seguir.

Benfey considera que os nomes são personificações femininas de nuvens. Vem até nós.12 Não arranques a nossa prole não nascida. Esses homens vieram a Indra em busca de assistência: ele não virá rapidamente nesses caminhos? Que os deuses contenham a fúria do Dāsa. 11 Isto é. como o Dr. 7 Sāyaṇa diz que Śiphā é o nome de um rio. como uma vaca que conhece seu estábulo. O Dāsa. que são representadas como conquistadas por Indra. O sentido parece ser que a amizade de Indra. se banham em leite. as de trás pressionando as da frente.7 4. Isso os parentes dele que vive ao nosso lado têm controlado: o Herói governa e se apressa adiante com rios antigos. 13 Isto é.49. como tal. Indra (Griffith) 1. das águas.10 ele procurou a residência. 3. Ele aparentemente significa aqui um chefe da tribo nãoariana a quem os suplicantes estão indo atacar. 2.8 Añjasī. em 6.7. 10 Isto é. ouve-nos como um Pai. explicado por Sāyaṇa como o demônio destruidor. e estando presente nas águas ele leva a água com a espuma. Bebe dele por êxtase.9 deleitando-o. não nos jogues fora como um esbanjador faz com seu tesouro. Kuyava.] Essa estrofe é muito obscura. 8. pôs um fim na insolência de Kuyava. Maghavan. dá-nos uma parte da luz solar. 9 ‘A esposa do herói’. Indra. as nossas esposas com nossos bebês por nascer. para amplas riquezas. Benfey crê que ela é uma descrição de massas de nuvens sucessivas. forte Senhor dos Despojos! os nossos recipientes com a vida que está dentro deles. Ó Indra invocado por muitos. lança espuma no meio das águas. eu considero. as esposas do inimigo.5 e que eles possam levar o nosso povo a um destino venturoso. 6. Não nos mates.13 9. imediatamente com as primeiras (ondas) ele se põe em movimento e escapa. Ambas as esposas de Kuyava6 têm se banhado em leite: que elas sejam afogadas no fundo do Śiphā. não nos abandones: não roubes as alegrias nas quais nós nos deleitamos. têm leite em suas águas. 5. e explica: o Asura. Hall ressaltou. Poderoso. Sāyaṇa dá outras explicações da expressão. que manda a chuva como antes. o herói (Indra) do vizinho Āyu (mortal?) não fica fixo lá. despeja-o dentro de ti. ou demônio. Não prejudiques os nossos descendentes ainda por nascer: a nossa confiança está no teu imenso poder de Indra. 12 Provavelmente. Aquele que tem só desejo como sua posse lança sobre si mesmo. impecabilidade. e. Indra. e explica: com esses (os três rios mencionados em seguida). Ludwig separaria nābhiḥ em na ābhiḥ. Benfey considera que a água espumante significa a chuva fertilizante. Logo que rastros desse Dasyu foram descobertos.313 Hino 104. 5 . 7. os nossos filhos. O significado dos três rios na segunda linha é obscuro. que conhece a riqueza dos outros a leva por si mesmo. eles têm te chamado de amante de Soma: aqui está o suco espremido. ocorre. em casa não despreparada11 dá-nos comida e bebida quando famintos. O altar foi feito para tu repousares: vem como um corcel ofegante e senta-te. 8 A primeira linha desse verso é ininteligível para mim. Solta os teus Corcéis velozes. como aquela que conhece a sua casa. Agora pensa em nós. Kuliśī e Vīrapatnī. em uma casa bem suprida e equipada. [Nota da edição de 1889. em ti como tal temos confiado: leva-nos. e possivelmente ela pode aqui significar o rio Sarasvatī. liberta os teus Cavalos que te trazem rapidamente para perto à noite e de manhã. Agora nós. e reputação. invocado. 6 Talvez um nome dado pelos arianos a um dos chefes não-arianos. Nessa água que foi levada as duas esposas de Kuyava se banham. Amplamente espaçoso. como um epíteto de Sarasvatī a Deusa. no orgulho insolente de suas riquezas. A explicação de Ludwig é: enquanto o pobre ariano que pode somente desejar a riqueza que ele não possui não tem nem a água comum na qual se lavar.

saibam isso de mim’. estejam conscientes da (minha aflição). quando a libação era derramada. não há mundo (loka) para alguém que não tem filhos”. está a tua antiga benevolência? Qual novo ser agora a possui? Céu e terra. dos deuses’. Deuses. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta XII) O Hino é endereçado aos Vi śvedevas. 4. Varga 20. conforme um texto citado: “Por meio de um filho. de acordo com Sāyaṇa. Deuses. 7. 6 É explicado que aqui Varuṇa significa ‘obstrutor do mal’. 7 As quais. 5. A última o comentador explica. onde a lei requere que o tecido devolvido seja mais pesado que o fio dado. a partir da união deles. Deuses. ‘como um rato rói. 4 Por falta de posteridade. e Aryaman. ‘aquele que reprime inimigos’. estejam conscientes dessa (minha aflição). no hino 52. estejam conscientes dessa (minha aflição). estejam conscientes dessa (minha aflição). 3 O texto tem somente ‘céu e terra. portanto. estejam conscientes dessa (minha aflição). – como um rato (rói) as linhas (de um tecelão). isto é. onde ela é Mah ābṛhatī Yavamadhyā.314 Índice ◄►Hino 105 (Griffith) ____________________ Hino 105. a sua mentira? Onde. 1. tendo acabado de molhá-la em óleo ou banha’. a antiga invocação (que eu enderecei) a vocês? Céu e terra. como um lobo (que cai sobre) um veado sedento. ou ‘prestem atenção nesse meu hino’.4 que nós nunca estejamos em falta (de um filho). sua cauda. inquietações me consomem. Contudo tristezas me assaltam. por conta disso (8. onde. o qual. a atenção (benigna) de Varuṇa? Onde está o caminho do poderoso Aryaman. exceto no oitavo verso. ou lambe. e. como as esposas rivais (de um marido). eu sou aquele que antigamente recitava (seu louvor).2 Céu e terra. e no último. nota 2. Aqueles que buscam riqueza a obtêm: a esposa desfruta (da presença de) seu marido. de acordo com o comentador. A prática de engrossar fios com amido nós notamos através de Manu. a que segue bem. agora. estando coberto. 2 Isso se refere à suposta posição de Trita. em nome dele. deuses. 6 (de modo que) nós possamos vencer os malignos? Céu e terra. Agni. no céu. tal como Trita antecipa para ele mesmo. ou por Kutsa. que essa (minha ascendência). A lua de movimento gracioso1 se apressa pela região central no céu.5 o objeto de sacrifício. no fundo do poço. o primeiro. Eu rogo ao primeiro (dos deuses). por Trita. Onde. conforme outro texto: ‘Agni é a boca. ou elegantemente. progênie é gerada. Céu e terra. Ou isso pode ser traduzido. 8. onde ela é Triṣṭubh. que residem na luz do sol. Céu e terra. de todos os deuses o produzido por primeiro. Śatakratu. śobhanapatana. – embora teu adorador. As vigas (do poço se fecham) ao meu redor. Ou ela pode significar ‘conectada com o raio de sol chamado Suparṇa’. veja a história de Trita. Céu e terra. nunca seja excluída (dele). 397). está a sua observância da verdade? Onde.7 Céu e terra. e que são. estejam conscientes dessa (minha aflição). apetecíveis para os ratos. Onde. a combinação com o qual dá à lua sua luz. um homem conquista os mundos. está a sua verdade? Onde. estejam conscientes dessa (minha aflição).3 2. para torná-las mais aderentes. e relate (a minha condição para os outros deuses). permanecendo acima. estejam conscientes dessa (minha aflição). Candramāh * suparṇah. o motivo de alegria (para seus progenitores). exclui dele todos os objetos visíveis. 6. 3. habilitados para libações de suco Soma. que ele se torne o meu mensageiro. raios dourados brilhantes (os meus olhos) não veem seu lugar de permanência. a métrica é Paṅkti. 1 . ou ‘estejam cientes dessa minha aflição’. que estão presentes nos três mundos. 5 Agni. Varga 21. foram molhadas em água de arroz.

nas nuvens. O primeiro é aqui explicado rakṣaṇarūpam karma. Trita. e o sol difunde sua (luz) constante. 17. estejam conscientes dessa (minha aflição). e o sentido comum de nābhi é umbigo. Céu e terra. e lhes ofereça oblações. Um significado de panthāh é apresentado como um epíteto de āditya. é um epíteto. como um carpinteiro16 cujas costas se arqueiam (com inclinação fica ereto a partir de seu trabalho). corretamente. louvável. cruzando as grandes águas. voltem (rapidamente). como no sacrifício de Manus. Vento. Que ele. como o guia do nosso caminho. e traduz a passagem: ‘Os raios do sol impedem a lua de aparecer. talvez. Rosen o traduz como domicílio. 11. estejam conscientes dessa (minha aflição).11 Céu e terra. e apah como o firmamento. Bṛhaspati. segundo o Śāṭyāyana Brāhmaṇa. caído no poço. Varuṇa. luminosos. o filho das águas. a partir do caminho. Mas ele não é explicado dessa maneira no comentário. tendo me visto. todos. que estava prestes a atravessar um rio a nado. Céu e terra. é dito. o vento. 10. embora obscuramente. 13. Que aquele sábio e generoso Agni. à prática mística de contemplar a região umbilical. a lua. pois esses. no firmamento’. estejam conscientes dessa (minha aflição). Digna de louvor. por socorro. Aryaman.14 não deve ser desconsiderado. – da qual ukthya. como a base da alma. ou de ficar visível.13 Nós desejamos a ele. estejam conscientes dessa (minha aflição). aludindo. como citado por Sāyaṇa. para devorar Trita. indiretamente do sol. deuses. Céu e terra. são. e o relâmpago. estejam conscientes dessa (minha aflição). explicado apām putrah. filho das águas. . 18. Mas pode-se duvidar se ele pode ter propriamente tal interpretação. tendo em conjunto levado rapidamente as minhas orações para os deuses. e. seja o invocador dos deuses. mas que foi detido pelo brilho dos raios solares. Varga 23. em suas respectivas esferas.10 que residem no centro do céu expandido.15 mas vocês. em lugar do relâmpago. que liberta muitos do pecado. avançou sobre mim. estejam conscientes dessa (minha aflição). no firmamento. pois. e o Relâmpago. Céu e terra. Que os cinco derramadores (de benefícios). feito o caminho no céu. no qual o comentador parece compreendê-lo. não o consideram. à história de um lobo. está implícita.8 Trita. que tem direito a louvação. e essa interpretação é corroborada por textos que representam o sol como o caminho para o céu. um sábio entre os deuses. Indra. na região planetária. para existência. 11 Aludindo. Fogo. O sol. como admitido pelo comentador. os nakṣatras. 12 O comentador diz que Bala. Varga 22. ou. por vocês. o fogo. se torne o nosso verdadeiro (amparo). e a inserção do t é uma anormalidade. Céu e terra.315 9. (levantando-se nas patas traseiras). estejam conscientes dessa (minha aflição). 14. como (no sacrifício de) Manus. Agni. de acordo com outros textos. mas o sentido mais comum é uma estrada. De acordo com Yāska. – Aqueles que estão livres de mácula seguem pela porta do sol. tal patronímico de apa seria. Aquele novo (vigor)12 louvável e elogiado está estabelecido em vocês. (pelo qual) os rios incitam adiante as águas. Os Taittirīyas substituem. e ele os louva por sua libertação (do poço). instalado na nossa (solenidade). como satatagāmī. estejam conscientes dessa (minha aflição). 14 Asau yaḥ panthā ādityo divi pravācyaṃ kṛtaḥ. que é. e Savitṛ. invoca os deuses. adora (os deuses). Os raios do sol permanecem no centro circundante do céu: eles repelem o lobo. neles está o meu umbigo expandido. a Lua. Tu. ele interpreta vṛka como a lua. 16. Céu e terra. Varuṇa realiza o rito de preservação. um lobo fulvo me viu seguindo meu caminho. o sol. identificando os raios solares com os sete ares vitais que permanecem no espírito dominante. na terra. 13 Brahmā kṛṇoti varuṇah. que és o mais sábio. no céu. um caminho. ou. Aqueles que são os sete raios (do sol). estabelecido no nosso rito. ou asterismos. ó deuses. 9 Āptya. de (todo o) seu coração. 10 É dito que eles são. ‘o ato que é da natureza de preservação’.9 sabe que (isso é assim). que regula as estações nas quais sacrifícios são oferecidos. 15 Pois os deuses dependem. 12. declaradamente. é aquela tua relação (com os deuses). aquele sempre em movimento. 8 Não está muito claro o que quer dizer o termo nābhi. como Sūryadvāreṇa te virajāh prayānti. Agni. ‘força’. brilhando em Svarloka. āpya. Céu e terra. o Sol. (a ele o repetidor de louvor) dirige o louvor. o sol. mortais. 15. Certa vez. ouve (a súplica).

ó Terra e Céu. firmamento. o oceano. O Sagrado e o Profano. 8. Agni. – Ludwig. É dito que ele. e apenas é tornado inteligível pelas adições do comentário. Eu sou o homem que cantou antigamente muitos louvores completos quando Soma fluiu.52. Ó Śatakratu.] 19 O Sol. 5. as paredes do poço no qual Tṛta estava confinado.24 Notem essa minha aflição. ó Terra e Céu. Julho. tornando-nos possuidores de Indra. Índice ◄►Hino 106 (Wilson) ____________________ Hino 105. ó Terra e Céu. A linha volta a ocorrer em 10. Ele é dirigido aos Viśvedevas em nome de Tṛta que tinha sido aprisionado em um poço. Ó Deuses. preocupações agudas devoram a mim. precedem toda forma e sustentam toda criação”. Como esposas rivais por todos os lados vigas circundantes23 me oprimem muito. ele divulgará isso. Ó deuses que têm seu lar lá nos três reinos lúcidos do céu. Que nunca nos falte alguém como o doce Soma. tendo visto as constelações seguindo pelo caminho do céu. estava ūrdhvābhimukha (de pé na presença ereto). Journal of the Royal Asiatic Society. 20 O mais recente ou mais jovem dos deuses. eu uma vez. Por essa recitação que nós.33.17 Viśvedevas (Griffith) 1. Ó relâmpagos com suas rodas douradas. ó Terra e Céu. 4. 1893. porque eu. em abraços entrelaçados. 16 O sentido da comparação não é muito claro. 7. 22 Provavelmente a via láctea. os homens não encontram o seu lugar permanente. a fonte da nossa felicidade. fazedor do mês. a lua. Onde está a antiga lei divina? Quem é o seu novo difusor agora? Notem essa minha aflição. A passagem admite uma tradução totalmente diferente. Certamente os homens anseiam e obtêm seu desejo. e unir mā sakṛt.5. Como enviado. um adorador fiel. e que Mitra. ó Terra e Céu. veja Macdonell. Aditi. 6. o reservatório de todas as possibilidades de existência. Notem essa minha aflição. O lobo. 18 No oceano de ar. ambos dão e recebem a bênção do amor. 17 Esse hino é atribuído ou a Tṛta ou a Kutsa. Eu peço o último 20 do sacrifício. E. nesse (pedido). e fortes com progênie multiplicada. e cada um desses. Veja 1. 21 O mundo é dividido em terra. o cantor do teu louvor.21 o que vocês consideram verdade. [“As águas simbolizam a soma universal das virtualidades: são a fonte e origem. . Notem essa minha aflição. em māsakṛt.316 19. Notem essa minha aflição. ele com as belas asas19 no céu. Notem essa minha aflição. No entanto. como sendo reproduzido continuamente. Varuṇa.3. por interpretar vṛka como a lua. ó Terra e Céu. é citado às vezes como triplo. O sentido geral das questões nesse e nos dois versos anteriores é: não há mais qualquer distinção entre certo e errado? Não há governo moral no mundo? Se há. Eliade. Dentro das águas18 corre a Lua. Perto de seu marido se aferra a esposa. sejam benevolentes para nós. considerada como o caminho do céu. 3. que aquela luz nunca caia da sua posição no céu. 422. além disso. uniu-se com uma delas. nota 2. inquietações torturantes me consomem como o lobo ataca o cervo sedento. superemos os nossos inimigos em batalha. não prestando atenção a Trita no poço. pp. a terra e o céu. e 460. sou permitido sofrer essa miséria imerecida? 23 Segundo Sāyaṇa. e mentira? Onde está o meu antigo apelo a vocês? Notem essa minha aflição. Porém. ó Terra e Céu. 24 O significado de śiśnā explicado desse modo por Sāyaṇa é incerto. ó Terra e Céu. 2. como ratos devoram os fios do tecelão. Qual é o seu firme suporte da Lei? O olho do observador Varuṇa? Como nós podemos passar os ímpios no caminho do poderoso Aryaman? 22 Notem essa minha aflição. e céu. como o carpinteiro.

Notem essa minha aflição. aliados com Indra. como no verso 12. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. Que Varuṇa. 30 Lei (ṛtám). traze os Deuses para o sacrifício. não devem desconsiderar o caminho do Sol. tendo levado juntos rapidamente os meus louvores aos Deuses. Ela aparentemente significa que o lobo rastejou para longe. e Aditi e Sindhu. 16. como Ludwig sugere. 27 As estrelas de alguma constelação. como um carpinteiro33 cujas costas estão se arqueando agachou-se e lançou-se para longe. Notem essa minha aflição. Notem essa minha aflição. Deus entre os Deuses. Aquele caminho do Sol31 no céu. 28 As estrelas. dali a minha casa e família se estende. ó Terra e Céu. quando enterrado no poço. ó Agni. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Ele no coração revela seu pensamento. justiça. A corrente dos rios é a Lei. Segundo Ludwig o caminho do Sol entre os trópicos é aludido. 25 . e manifesta-se por irmandade. 18.28 De volta de seu caminho eles impelem o lobo29 porque ele iria atravessar as águas agitadas. p. apela aos deuses para socorrê-lo. “O significado do termo como aplicado ao próprio mundo natural se conecta com a alternância de dia e noite. arqueando suas costas ou contraindo seus membros. ó Terra e Céu. Notem essa minha aflição. é aquela afinidade que tu tens com Deuses. os raios são as chamas de Agni. semelhante a um homem como um sacerdote Agni o mais sábio transportará rapidamente para os Deuses as nossas oblações. que como pecadores não o contemplam ou compreendem corretamente. Agni com seus raios brilhantes. Firme é esse hino de louvor feito recentemente.30 a Verdade é a luz do Sol estendida. não deve ser ultrapassado. vocês não o veem. Aqui sentado. ordem eterna. Essa última aplicação da palavra pode ter determinado seu sentido especial de ‘água’ na linguagem posterior. 26 Tṛta Āptya: um ser místico que reside na parte mais remota dos céus. Onde aqueles sete raios25 estão brilhando. ordem eterna. diz Sāyaṇa. 31 De acordo com Benfey. 15. Para ele que encontra o caminho nós oramos. 33 A comparação não é muito clara. Notem essa minha aflição. o caminho da verdade. quando eu estava seguindo meu caminho. Notem essa minha aflição. Notem essa minha aflição. ó Deuses. ó Deuses. Notem essa minha aflição. No alto na ascensão central do céu estão colocados aqueles Pássaros de belas asas. provavelmente. é o ponto central através do qual eu e todos os membros da minha família somos conectados e mantidos juntos. Índice ◄►Hino 106 (Griffith) Do sol. ó Terra e Céu. Que aqueles cinco Touros27 que ficam totalmente no alto no meio do imenso céu. ou o movimento constante da chuva em sua queda do céu e dos rios ao longo de seus cursos. Menos ainda os homens podem desconsiderá-lo. Isto é. 29 Escuridão ou eclipse da Lua. com todos os nossos heróis vencer na batalha. Varuṇa faz a oração sagrada. 17. 14. Os Deuses. ó Terra e Céu. Aquele chamado dele Bṛhaspati32 ouviu e libertou-o da angústia. 11. ó Terra e Céu. retornem. ó Terra e Céu. Através dessa nossa canção que nós possamos. e que conhece a origem divina da raça humana. Ó mortais. 93. Cosmology of the Ṛgveda. 10. Mas. e Mitra. 13.” Wallis. como um carpinteiro inclinando-se sobre sua obra até que suas costas se arqueiem. Que o culto sagrado surja novamente. 19. Ele. inteligente. Esse Tṛta Āptya26 conhece bem. Senta-te aqui como um homem: o mais sábio. 32 O Senhor da Prece. a passagem regular do sol pelos céus. Digna de louvor. porque a existência deles depende dele como regulador das estações nas quais sacrifícios são oferecidos a eles. Um lobo avermelhado me viu uma vez. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. 12. Tṛta. ou o culto de Agni.317 9. Notem essa minha aflição. diz Sāyaṇa. Notem essa minha aflição. feito para ser altamente glorificado. e adequado para ser recitado.

4 Kutsa aqui se identifica. nos protejam. aqui. 5 Śacīpati.1 que são fáceis de serem louvados. 7. para a batalha. e que as duas divindades. e ele é interpretado dessa maneira. Filhos de Aditi. para a nossa preservação.) O Ṛṣi é Kutsa. Agni. ou bênção. céu e terra. para nós. Kutsa. (o sol. nos livrem de todo o pecado. que são generosos. 3 Śaṃ yor yat te manur hitaṃ. a causa da felicidade em combates. como uma carruagem de um desfiladeiro. 3. Índice ◄►Hino 107 (Wilson) ____________________ Que são os Agniṣvāttas e outros. É dito que. 1. 6. e concessores de residências. nos livrem de todo o pecado. aparentemente. Varuṇa. daquelas duas (coisas. e que eles. 4. nós solicitamos. mas o termo é explicado. como uma carruagem de um desfiladeiro. com todas (as suas tropas). Varga 24. que são generosos. ou rito. Bṛhaspati. (também. na primeira parte de frase. nos livrem de todo o pecado.195.2 Que eles. e concessores de residências. nos livrem de todo o pecado. e que eles.) com nossos louvores. 2. Veja Manu. como uma carruagem de um desfiladeiro. invocou. As duas são explicadas.5 Que eles. e concessores de residências. jogado em um poço. e concessores de residências. implantada em ti por Manu. 3. como uma carruagem de um desfiladeiro. nos protejam. e Aditi. e concessores de residências. na segunda. Nós invocamos. exceto no último verso. Indra. nos livrem de todo o pecado. Nós pedimos aquela faculdade de (aliviar a dor e afastar o perigo). que são generosos. pelo comentador. e o destruidor de heróis. nos livrem de todo o pecado. e concessores de residências. Que os Pitṛs. no Veda. que são generosos. e que eles. Sejam. com os deuses. que são generosos. é karma. venham. nos proteja. Pūṣan é citado. como uma carruagem de um desfiladeiro. com Trita. e concessores de residências. Sūkta I. como uma carruagem de um desfiladeiro.318 ____________________ Hino 106. 1 2 . a ele que é o purificador. (para estar presente) nesse rito.) seja vigilante para a nossa proteção. ou pode ser Trita. que são generosos. Mitra.4 o Ṛṣi. como no texto traduzido. – o bem. e de quem os deuses são a progênie. promotoras de sacrifícios. a métrica é Jagatī. o poder dos Maruts. o encorajador de boas obras. o matador de inimigos. que são generosos. Viśvedevas (Wilson) (Anuvāka 16. Incitando a ele que é o louvado dos homens. pelo comentador. o Hino é endereçado aos Viśvedevas. no comentário. Agni é aludido. sempre confere felicidade a nós. nos livrem de todo o pecado. o que pode ser traduzido como ‘o marido de Śacī’. como uma carruagem de um desfiladeiro. como ‘o deus que nutre’. ou propriedades) que foi colocada neles por Manu. e que o guardião radiante. para socorrê-lo. Que a deusa Aditi. ato. Indra. 5. no qual ela é Triṣṭubh. Que eles. Mas o sentido mais usual de śacī.3 Que eles.

e usado às vezes. Venham Ādityas para a nossa prosperidade completa. 6. nos salvem de toda angústia. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. e Aditi e Sindhu. 3. ó Deuses. nos salvem de toda angústia.9 fortalecendo seu poder. e as duas Deusas. Que os mais gloriosos Pais7 nos ajudem. Bṛhaspati. a Pūṣan. e Mitra. 11 Talvez figurativamente em lugar de ‘em aflição’. nós oramos com hinos. 4. nos salvem de toda angústia.8 as Mães dos Deuses. 7 . Vasus beneficentes. 7. 2. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Por auxílio nós chamamos Indra. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. 5. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Senhor do poder e da força. Mitra.10 governante sobre os homens. Vasus beneficentes. que fortalecem a Lei. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. ‘o Louvor dos Homens’. 10 O Deus que nutre homens e rebanhos e manadas. tragam alegria para nós. Caído no poço11 o Ṛṣi Kutsa chamou. originalmente significando ‘os bons’. Que Aditi a Deusa nos proteja com os deuses: que o Deus protetor nos defenda com cuidado incessante. Varuṇa e Agni e a hoste Marut e Aditi. Vasus6 beneficentes. 9 Um nome místico de Agni. Kutsa é o Ṛṣi a quem o hino é atribuído. Vasus beneficentes. Viśvedevas (Griffith) 1. nos salvem de toda angústia. em conquistas do inimigo. Vasus beneficentes. nos salvem de toda angústia. para ajudar. faze-nos sempre um caminho fácil: nós desejamos aquela benção que tu tens para homens em repouso e agitação. Indra o matador de Vṛtra. como nesse caso. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Os Manes ou espíritos dos ancestrais falecidos. Índice ◄►Hino 107 (Griffith) ____________________ 6 Vasus. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Vasus beneficentes. Ao poderoso Narāśaṁsa. Que Varuṇa.319 Hino 106. 8 Céu e Terra. para designar os Deuses em geral. nos salvem de toda angústia.

Glorificados pelas canções de louvor dos Aṅgirases.1 Aditi com Ādityas nos concedam abrigo. e Aditi e Sindhu. 2. (venham e) nos deem felicidade. ou Maruts com seus ventos e tempestade. que Agni. Savitar achem agradável esse nosso louvor.320 Hino 107. Aditi. Triṣṭubh. o oceano. os Maruts. com seus tesouros. todos os Maruts juntos. que Savitṛ. e que Mitra. Varga 25. . O sacrifício obtém a aceitação dos Deuses: estejam dispostos misericordiosamente para conosco. Viśvedevas (Griffith) 1. que os deuses venham até nós com sua proteção. Aryaman. Que o seu favor seja dirigido para cá. Varuṇa. venham para cá. Que Varuṇa. 3. a terra e o céu o preservem (para nós). Maruts com Maruts. Que Indra com seus poderes. e Mitra. com os ares vitais. que Aryaman. Índice ◄►Hino 108 (Wilson) ____________________ Hino 107. que Varuṇa. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. de modo a serem uma fonte abundante de afluência para os pobres. Ādityas. os deuses. com os Ādityas. para a nossa proteção: que Indra. e que as suas boas intenções sejam dirigidas para nós. 3. nos concedam aquele alimento (que nós pedimos). Que os deuses. Agni. os Viśvedevas. Índice ◄►Hino 108 (Griffith) ____________________ 1 Isto é. e Aditi. Que Varuṇa e Indra. Que o nosso sacrifício dê satisfação aos deuses. Ādityas. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kutsa. Que Indra. e seja o nosso melhor salvador das dificuldades. a métrica. que estão a ser louvados pelos hinos dos Aṅgirasas. 1. sejam benevolentes. 2.

indicar nomes próprios. similarmente nomeados. 4. respectivamente. 75. – aquele carro extraordinário que ilumina todos os seres. 3. pareceriam. desse mesmo modo. no texto. Adi. Indra e Agni. 5. 8. naquela de um brâmane. venham para cá. 1. a métrica é Triṣṭubh. por upadravecchu. ainda. malévolos. vocês estão entre homens que são inofensivos. ou superior do mundo. Recebam (sua parte) da libação. e testemunhem a fé sincera com a qual. o segundo. Turvaśas. – aproximem-se. Indra e Agni. por hinsaka. Yadu é explicado por ahinsaka. Vasto como é o universo inteiro em extensão. Indra e Agni. descendentes dos cinco filhos de Yayāti. – sendo. Bebam da libação derramada. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é. Druhyu. de onde quer que vocês possam estar. O primeiro é explicado como um Brahman que é um instituidor diferente de um sacrifício. Se. com a qual adquirir conhecimento e realizar atos religiosos. Varga 27. vocês foram aliados (na ocasião da morte dele). adoráveis Indra e Agni. kāmaih pūrayitavyah. matadores de Vṛtra. como Kṣattriye. eu primeiro prometi (a vocês a libação). 2 Yad brahmaṇi rājani vā.321 Hino 108. 3 Os termos assim traduzidos. quaisquer formas (que vocês tenham criado). um homem da segunda casta. Turvaśa. e bebam da libação derramada. derramadores de benefícios. e Pūru. que esse Soma seja. são os dois sentados juntos (no altar). sentados juntos. Portanto. Aqui. ou vida. não ofensivo. no entanto. ou militar. Indra e Agni. tirânico. Vocês tornaram famosos seus nomes associados. Indra e Agni. em seu carro. Druhyus. venham para cá. e bebam da libação derramada. venham. ou tirânicos.3 então. e bebam do suco Soma derramado. venham diante de nós. quaisquer amizades antigas e afortunadas (que vocês tenham contraído. e muito fundo em profundidade. ou aqueles que vivem (para cumprir os deveres da vida). de onde quer que vocês possam estar. (atraídos) pelos estimulantes sucos Soma borrifados por toda parte. mas a interpretação parece ser um refinamento desnecessário.1 espargindo a manteiga clarificada das conchas. – suficiente para os seus desejos. – os nomes das tribos ou famílias bem conhecidas nos Purāṇas. pág. Kutsa. – as quais eles erguem. pois o suco Soma está preparado pelos sacerdotes. Varga 26. . quaisquer benefícios (que vocês tenham derramado). Quaisquer feitos heróicos que vocês tenham realizado. 1 Nós temos somente. tendo respiração. Se. Os derramadores de benefícios. Anu. 7. venham para cá. visto que. ofensivo. central. mais propriamente. que se dirige a Indra e Agni. Yadus. de onde quer que vocês possam estar. 167 da versão em português]). e bebam do suco Soma derramado. Indra e Agni. 2. por prāṇair yuktah. com todos eles). Os significados podem ser sustentados pela etimologia das palavras. 9. Anus e Pūrus. – e espalhando a grama sagrada (sobre o altar). vocês alguma vez se deleitaram (com libações). ou naquela de um príncipe. para ser totalmente satisfeito pelos objetos de desejo. 6. em sua própria residência. Se. ou aqueles que recebem os frutos (dos bons atos). derramadores de benefícios. vocês estão na região inferior. escolhendo vocês dois. os dois (sacerdotes ficam ao lado). Os fogos estando acesos. os epítetos no número dual: o comentador fornece o Adhvaryu e seu sacerdote assistente. para a nossa satisfação. Venham. (Mahābhārata. derramadores de benefícios. 2 então. em conformidade com as explicações do comentador. [cap. como sua bebida. e bebam da libação derramada.

vocês possam estar animados pelo seu próprio esplendor.4 Atraídos pelo forte suco Soma derramado à nossa volta. o poderoso Soma. venham para cá. e também em] 1. Como eu disse antes quando escolhendo vocês. ‘para quem a grama sagrada foi espalhada’. 3.5 Indra-Agni! Mesmo de lá. os laços de amizade antigos e auspiciosos. Pois vocês ganharam juntos um nome abençoado: sim. Indra e Agni. 6 Na terra. . nas ervas. Se. Pūrus. venham. 4 [Veja a nota 1. Indra e Agni. 9. venham para cá. derramadores de benefícios. ó Indra-Agni. as formas e proezas poderosas que vocês exibiram. e que Mitra. Então Indra-Agni. ou na mais alta. tomem o seu lugar e venham juntos até nós. no meio do céu. ó Senhores Poderosos. ou na terra. – por causa desses bebam do Soma que flui. vocês estão na região superior. desse modo que esse Soma seja. vocês estão residindo na terra mais baixa. para cá. profundo como ele é. Se com os Yadus. Ou a referência pode ser à imaginária divisão tripla da terra. e mostrem sua graça. que olha em volta para todas as coisas vivas. no ar. e bebam libações do Soma que flui. Indra e Agni. vocês estão no céu. e bebam da libação derramada. ó Indra-Agni.] Benfey atribui os epítetos duais a Indra e Agni. Anus. central. a palavra terra sendo usada livremente como esfera ou mundo. Santos. As bravas façanhas que vocês fizeram. Varuṇa. derramadores de benefícios. Tão vasto quanto todo esse mundo é em sua extensão. Assim vocês chegaram a essa minha verdadeira convicção. sentados aqui juntos. 7. ‘em direção a quem as conchas foram erguidas’. com Druhyus. despejem. ó matadores de Vṛtra. 11. e bebam a libação do Soma que flui. 5 [Veja a nota 3. Turvaśas. e bebam da libação derramada. a terra e o céu a preservem para nós. com conchas levantadas. Índice ◄►Hino 109 (Wilson) ____________________ Hino 108. 2. 6. 5. Desse modo. o oceano. Se. vocês estão residindo na terra mais alta. Ambos permanecem adornados. nas montanhas. ó Poderosos. Naquele carro mais extraordinário de vocês. ou nas águas. Indra-Agni.7. ou com príncipe ou brâmane. venham. no nascer do sol.322 10. com sua superfície que se estende longe. na central. contudo. Indra e Agni. Indra-Agni. Se. ou no céu. ó Senhores Poderosos. feito para o seu consumo até que a sua alma esteja saciada. espalhando a erva sagrada. derramadores de benefícios. 8. na central. e bebam libações do Soma que flui. mesmo de lá. Indra-Agni (Griffith) 1. venham para cá. vocês permanecem. quando os fogos são devidamente acesos. na batalha nós devemos lutar com Asuras por esse Soma. e beberam libações do Soma que flui.6 Mesmo de lá. venham para cá. concedam a nós todos (os tipos de) riqueza. [nota 6]. com um objetivo vocês se esforçaram. ó Indra e Agni. de onde quer que vocês possam estar.9. 4. 13. e bebam libações do Soma que flui. bebendo profundamente da libação. 12. ó Senhores Poderosos. traduzindo-os respectivamente por ‘honrados’. Indra e Agni. Se. e bebam da libação derramada. ó. 10. Embora. de onde quer que vocês possam estar. de onde quer que vocês possam estar. Se vocês se regozijam em sua residência. ou na mais baixa. venham para cá. Indra e Agni. ou inferior do mundo. Aditi.

como prescrita por Manu. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. 3 Devī dhiṣaṇā. que vocês dois. 5. Vijāmātṛ. Indra e Agni. ganhem para nós todos os tipos de riqueza. por Yāska. Índice ◄►Hino 109 (Griffith) ____________________ Hino 109. oferece para ambos. A compreensão clara que vocês me deram (não é dada) por ninguém mais. do ato de receber dinheiro pela noiva está em desacordo com o teor geral da lei de casamento. e (assim dotado). venham para cá. 12. foram os mais vigorosos na destruição de Vṛtra. Atendendo aos chamados. 1 . e eles dois. venham para cá. ó Senhores Poderosos. Nós temos.1 ou o irmão de uma noiva. belos braços. por Yāska. e lā. nas ervas. que os rios. e censura o recebimento de dinheiro. 11. Indra e Agni. Eu soube. na terra. ó Indra-Agni Mesmo de lá. portanto. 4. Assim solicitando e pedindo por descendentes dotados do vigor de seus progenitores. de sya. aqui. deuses e métrica. de acordo com alguns. Mesmo de lá. fala divina. Indra e Agni. ou nas águas. A prece sagrada. e Aditi e Sindhu. tendo aproveitado ao máximo a nossa libação. que as montanhas. que ele é o marido de uma noiva comprada. sentados nesse sacrifício. Indra e Agni. eu me dirijo a vocês. na cerimônia de casamento. vocês se deliciam com alimento. além de um presente cortês. para a sua felicidade. Se. Vocês dois. e bebam libações do Soma que flui. (Veja as Leis de Manu. de fato. e bebam libações do Soma que flui. no Veda. eu considero vocês. 13. o que é. grãos fritos. na minha mente. Varga 29. um genro (jāmātṛ) que não é possuidor das qualificações requeridas pelos Vedas. uma cesta de joeirar. a libação de Soma. a qual condena a aceitação de qualquer coisa. sobre a grama sagrada. ó Indra-Agni. que são espalhados. ó Senhores Poderosos. Indra e Agni.3 desejando a sua presença. como parentes e familiares. anunciando o meu desejo por sustento. louvam Indra e Agni. e Mitra. o irmão da donzela.323 Mesmo de lá. com um novo hino. venham para cá. na forma de prece. que têm cavalos. segundo o comentador. o que implica. Esse reconhecimento.2 Portanto. como na interpretação desse estrofe. Que nós nunca interrompamos a longa linha (de posteridade). que faz presentes a ela por afeição. Observadores de todas as coisas. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. sua esposa. O prefixo vi indica. como no último . 6. que o vijāmātṛ é o asusamāpta. uma indicação de uma condição diferente das leis de casamento. ou incompleto. vocês sobrepujam todas as outras coisas existentes. como eu ofereço a vocês uma libação. quando o Sol subiu ao meio do céu. ou comprar. e bebam libações do Soma que flui. destruidores de inimigos. estão perto. pelo pai de uma donzela. que o céu. como equivalente a uma venda. Que Varuṇa. pagar por. (para ouvir essa adoração). desejoso de riqueza. 1. VI. obrigado a conciliar seu sogro por meio de presentes generosos. que vocês são doadores mais munificentes do que um noivo indigno. Se vocês estão no céu. nas montanhas. gerando filhos. para a sua satisfação. Varga 28. 2. vocês superam todos os homens (em magnitude): vocês são mais vastos que a terra. ó Senhores Poderosos. e misturem (a libação) com doçura nas águas. 2 O syāla. o noivo não realizado. na hora da batalha. fiquem alegres.51 e 53). e que é. (por beberem a libação derramada). – matrarūpā. os (adoradores). portanto. eu compus esse hino para vocês. Eu tenho ouvido. pelo irmão da noiva. 3. 3. venham rapidamente. Assim. é dito (Nirukta. (quando vocês estavam presentes) na divisão do tesouro (entre os adoradores). Indra e Agni. A palavra é derivada. de lājā. 9). e mãos graciosas.

4 pelos quais os nossos antepassados alcançaram. e todas as coisas além deles. espreme o Soma alegremente para deleitá-los. Com mãos auspiciosas e braços belos. Indra-Agni. eram os mais poderosos. trovejadores. . Indra e Agni. Varuṇa. quando Vṛtra caiu e quando o saque foi dividido. 6. de acordo com o comentador. Ou. Indra-Agni. 8. etc. 5 Sapitvam é explicado como sahaprāptavyam sthānam. Para Indra-Agni as gotas fortes8 são alegres. o Soma estimulante. eu soube. não vamos cortar ou romper a longa linha de posteridade.10 apressem-se. destruidores de cidades. Indra-Agni (Griffith) 1. 2. e que Mitra. Aditi. 10 Aqui chamados para realizar os deveres do Adhvaryu e seu sacerdote assistente. Por louvar ao último. 7. protejam-nos. não vamos quebrar ou interromper a longa série de ritos religiosos observados pelos nossos ancestrais e continuados até a nossa época. como Yāska explica. e deleitem-se com o suco. ó Indra-Agni. pelos raios do sol. isto é. ou Soma. com água para ser oferecida a Indra e Agni. Pois eu ouvi que vocês dão riqueza mais livremente do que um genro indigno6 ou o irmão da esposa. borrifem-no com doçura nas águas. Que aqueles raios do sol. Não vamos romper os laços:7 com essa prece nós nos esforçamos para ganhar os poderes dos nossos antepassados. o mundo de Brahmā. em busca de parentes. portanto. é indicado o brilho de Indra e Agni. sejam propícios para essa (nossa prece). Tragam riqueza e a deem. Ansiando por bem-estar eu olhei em volta. pois aqui no colo da taça9 estão ambas as pedras de espremer. o oceano. protejamnos com seus poderes. mas pedir e obter ‘descendentes dotados do vigor de seus progenitores’.] O significado da linha pode ser que a adoração de Indra e Agni é o grande laço que mantinha unidos os ancestrais do Ṛṣi. Índice ◄►Hino 110 (Wilson) ____________________ Hino 109. 4. um lugar a ser alcançado em conjunto. Vocês. nos deem prosperidade. Para vocês a taça divina. sobre a grama espalhada. Indra e Agni. em espírito. eu faço para vocês esse novo hino. 9 Isto é. misturar a doçura. por meio de seus atos. O irmão da donzela dá a ela ricos presentes por afeição natural. Sentem-se nesse sacrifício. vocês Dois superaram a terra e o céu em grandeza. como idênticos ao sol.324 7. nesse lugar. ou pretendente. 4 É dito que. 3. manejadores do raio. Nenhuma providência exceto a sua somente está comigo: então eu fiz para vocês esse hino por auxílio. 6 O genro indigno ou defectivo. Vocês são maiores que rios e que montanhas. Indra e Agni. ou de irmãos. Tragam riqueza. protejam-nos nos combates. 8 Isto é. Sobrepujando todos os homens onde eles gritam para a batalha. Então lhes oferecendo essa dose de Soma. 7 Isto é. é obrigado a obter o consentimento do seu futuro sogro por meio de presentes generosos. que não tem. Indra e Agni. vocês cujos braços manejam o trovão: Indra e Agni. juntos. as qualificações necessárias. Agora que esses sejam de fato os mesmos raios de sol11 com os quais os nossos pais foram unidos antigamente. para o qual os virtuosos procedem pelo caminho da luz. 5. Indra e Agni são louvados também. vocês sempre ativos. a terra e o céu. e a deem para nós. como Sāyaṇa explica. ó Aśvins.5 uma região celestial. perto da vasilha que recebe o suco. brilhem também sobre nós. 11 [Veja a nota 4.

os Ṛbhus. Ṛbhus. derrotemos as tropas daqueles que não oferecem oblações. através (das oferendas) de alimento (sacrifical). 3 Tvaṣṭṛ. e os filhos de Sudhanvan. 2 No verso anterior. 2. Ṛbhus (Wilson) (Sūkta V) Esse hino é endereçado aos Ṛbhus. de compartilhar das libações. que estavam entre os meus antepassados. por meio de doações de alimento e de riqueza. Que ele os conceda a nós. o pai dos Ṛbhus. Que Varuṇa. oferecer oblações. é nosso refúgio. com conhecimento. o rito celebrado antigamente por mim é repetido novamente. a oitava e a nona estrofes estão na métrica Triṣṭubh. – o sol). [nota 9]. através da sua proteção. e o hino melodioso é recitado em seu louvor.4 residindo no firmamento. vocês que despedaçam fortalezas. Louvados pelos espectadores. deuses. cujas mãos empunham o raio: Indra e Agni. como Rosen o compreende. salvem-nos em nossas batalhas. para fazer (penitência). Savitṛ. Sudhanvan. se retiraram para a floresta. Ṛbhus. que os Ṛbhus são os raios do sol.1 pela plenitude das suas (devoções) concluídas. e pode significar. eles são parentes. mas desejosos de desfrutar (das libações de Soma). a manteiga clarificada designada. em força. vocês tornaram quádrupla. e aquela concha para as iguarias sacrificais. – como um campo (medido por uma v