O

Ṛg Veda
LIVRO 1
(Maṇḍala 1)
Traduzido para o inglês por:

H. H. Wilson
Primeiro Aṣṭaka. Segunda Edição – 1866
(Parte do) Segundo Aṣṭaka. Primeira Edição – 1854.
[Disponíveis em archive.org]*

Ralph T. H. Griffith
Segunda Edição – 1896
[Disponível em sacred-texts.com]

Incluindo 48 hinos por

Hermann Oldenberg – 1897
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

E 21 hinos por

Max Müller – 1891
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

Versões traduzidas para o português por

Eleonora Meier – 2013.

* Sites consultados em 2013.

→ Ir para o Índice Rápido.

2

Páginas de Título:

ṚG-VEDA SAṂHITĀ
___________
UMA COLEÇÃO DE

HINOS HINDUS ANTIGOS,
CONSTITUINDO

O PRIMEIRO AṢṬAKA,1 OU LIVRO
DO

ṚG-VEDA,
A MAIS ANTIGA AUTORIDADE PARA AS
INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS E SOCIAIS DOS HINDUS.

TRADUZIDO DO SÂNSCRITO ORIGINAL
____________________

POR H. H. WILSON, M.A., R.F.S.
Membro da Sociedade Asiática Real, das Sociedades Asiáticas de Calcutá e Paris, e da Sociedade Oriental
da Alemanha; Membro Estrangeiro do Instituto Nacional da França; Membro das Academias Imperiais de
Petersburgo e Viena, e das Academias Reais de Munique e Berlim; Ph. D. Breslau; M.D. Marburg, etc., e
Professor Boden de Sânscrito na Universidade de Oxford.

____________________
Publicada sob o patrocínio da Corte de Diretores DA COMPANHIA das Índias Orientais.

___________
SEGUNDA EDIÇÃO

___________

LONDRES
N. TRÜBNER & CO.,
TRAVESSA PATERNOSTER, 60.

1866

1

O primeiro Aṣṭaka, ou Oitavo, vai até o hino 121 do Primeiro Maṇḍala ou Livro.

3

OS

HINOS DO ṚGVEDA
TRADUZIDOS COM UM COMENTÁRIO POPULAR
POR

RALPH T. H. GRIFFITH, M.A., C.I.E.
ANTIGO REITOR DA UNIVERSIDADE DE BENARES E ANTIGO DIRETOR DE INSTRUÇÃO PÚBLICA NAS
PROVÍNCIAS DO NOROESTE E OUDH

____________________

SEGUNDA EDIÇÃO
COMPLETA EM DOIS VOLUMES
____________________

VOL. 1

BENARES
IMPRESSO E PUBLICADO POR E. J. LAZARUS & CO.

___________
1896

4

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XLVI

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

HERMANN OLDENBERG
PARTE II

HINOS A AGNI (MAṆḌALAS 1-5)
OXFORD
CLARENDON PRESS
1897
_______________________________________________________________________________________

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XXXII

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

F. MAX MÜLLER
PARTE I
HINOS AOS MARUTS, RUDRA, VĀYU, E VĀTA
OXFORD
CLARENDON PRESS
1891

5

Prefácio
“Por meio da ajuda da história e dos Purāṇas o Veda pode ser interpretado; mas o
Veda teme alguém que tem menos informação do que deveria”. Essa afirmação é
encontrada na minha tradução do Mahābhārata traduzido por Ganguli (Adi; pág. 25).
Exatamente esse trecho foi divulgado a princípio com um erro, posteriormente corrigido
tendo como base o Vāyu Purāṇa (1.1.181), que diz: “O Veda teme aquele que é deficiente
em tradição, pensando ‘ele me danificará’”. Portanto, foi exatamente por temer ‘danificar o
Veda’ que apresento abaixo duas versões completas desse primeiro livro do Ṛg Veda,
além de alguns hinos traduzidos por outros dois estudiosos.
As diferentes versões do mesmo hino encontram-se uma abaixo da outra, para
facilitar sua comparação assim como seu possível entendimento. Elas têm semelhanças
esclarecedoras e diferenças significativas. Por primeiro está a tradução de Horace Hayman
Wilson, a primeira completa para o inglês (iniciada em 1850), que tem, seguindo o
comentário de Sāyaṇa, uma pequena introdução de cada hino especificando seu autor,
sua métrica ou método de versificação, e a quem o hino é dedicado; e várias notas
explicativas, das quais a maioria está incluída aqui, além da introdução completa do
primeiro Aṣṭaka, e de parte da introdução do segundo, que começa no Hino 122 do
primeiro Maṇḍala.
Em seguida vem a tradução de Ralph Thomas Hotchkin Griffith, que segue o texto
da edição de seis volumes de Max Müller, mas que também é parcialmente baseada na
obra de Sāyaṇa. Dela eu incluí aqui o prefácio e as notas explicativas dos termos e
expressões não totalmente esclarecidos, ou esclarecidos de modo diferente, na versão
antecedente.
Por último vêm alguns hinos traduzidos por Hermann Oldenberg e Friedrich Max
Müller (veja a lista abaixo1), publicados na série Sacred Books of the East (Livros Sagrados
do Oriente). Eles também possuem notas explicativas, das quais a minoria está incluída
aqui. Abaixo de cada hino há um link direto para o hino seguinte do mesmo autor e outro
para o Índice Rápido.
As poucas inclusões feitas por mim estão entre colchetes, especialmente nas notas
daqueles hinos que também foram traduzidos por A. A. Macdonell, em seu Hymns from the
Rigveda, Selected and metrically translated (Hinos do Rigveda, Selecionados e traduzidos
metricamente), de 1922.
Eu incluo aqui também a lista das métricas, que explica resumidamente aquelas que
aparecem no Ṛgveda, encontrada na versão de Griffith, além do Índice dos Sūktas (Hinos),
que especifica em tabela as divisões (Adhyāya, Anuvāka, etc.), os deuses aos quais os
hinos são endereçados, os autores dos hinos, o número de versos ou estrofes em cada
hino, e as métricas usadas na composição deles.
Eleonora Meier;
Joinville, 21 de novembro de 2013.

1

Hinos por Hermann Oldenberg: 1, 12, 13, 26, 27, 31, 36, 44, 45, 58, 59, 60, 65, 66, 67, 68, 69,
70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 127, 128, 140, 141, 142, 143, 144, 145,
146, 147, 148, 149, 150, 188, 189.
Hinos por Max Müller: 2, 6, 19, 37, 38, 39, 43, 64, 85, 86, 87, 88, 114, 134, 165, 166, 167, 168,
170, 171, 172.

6

Organização da Ṛgveda Saṃhitā
A tradição antiga dividiu a Ṛgveda Saṃhitā de duas maneiras diferentes. Elas são:
Método Aṣṭaka – Foi projetado para facilitar a memorização por distribuir um número
mais ou menos igual de mantras para cada seção.
Método Maṇḍala – Nesse método, o assunto é mais importante.
Desses dois esquemas, o esquema Maṇḍala-Sūkta (Livro-Hino) é mais popular.
As seguintes tabelas dão os detalhes de ambos os métodos: 1
Método Aṣṭaka
Aṣṭakas Adhyāyas Vargas
1
8
265
2
8
221
3
8
225
4
8
250
5
8
238
6
8
331
7
8
248
8
8
246

Mantras
1370
1147
1209
1289
1263
1730
1263
1281

Total

10.552

64

2024

Método Maṇḍala
Maṇḍalas
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Anuvākas
24
4
5
5
6
6
6
10
7
12

Sūktas
191
43
62
58
87
75
104
103
114
191

Versos
2006
429
617
589
727
765
841
1716
1108
1754

Total

85

1028

10.552

Os Maṇḍalas 1 e 10 foram acrescentados à coleção posteriormente: embora
contenham muito material que tem o mesmo nível linguístico e religioso das partes centrais
do Ṛgveda eles têm algum material mais recente e ‘popular’.
Os Maṇḍalas 2 a 7 são conhecidos como os ‘Livros Familiares’, são as partes mais
antigas e os livros mais curtos do Ṛgveda, cada um atribuído a uma diferente família de
bardos. As linhagens familiares são as seguintes: 2. Gṛtsamada, 3. Viśvāmitra, 4.
Vāmadeva, 5. Atri, 6. Bharadvāja e 7. Vasiṣṭha.

1

Fonte: Hindupedia.

7

O Maṇḍala 8 contém pequenas coleções atribuídas a poetas específicos ou a
famílias de poetas, e tem um caráter um tanto singular, incluindo os 11 hinos apócrifos
chamados Hinos Vālakhilya (8.49-59).
O Maṇḍala 9 só contém hinos dedicados a Soma Pavamāna (o Soma Purificador),
por isso também chamado de Soma Maṇḍala.
O Maṇḍala 10 é uma coleção de hinos a maioria escrita em linguagem mais
moderna, e contém alguns dos hinos mais conhecidos no ocidente, como o Hino da
Criação, o Hino do Homem entre outros.
A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de hinos
contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - HINOS

A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de
versos contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - VERSOS

E. M.

8

NOTA:
Como os próprios nomes ‘Hino’ (Sūkta) e ‘versos’ (ṛcas ou mantras) indicam, o
Ṛgveda deve ser cantado ou recitado. No entanto, em qualquer situação repetir algo sem
saber o significado não é aconselhável, e, mesmo que em diversos casos do Veda haja
vários sentidos atribuídos a uma estrofe, pelo menos existe alguma ideia a respeito do
assunto tratado.
Há ainda uma série de ocasiões e momentos nos quais os hinos e versos deveriam
ser cantados, e isso é tratado em outros textos como os Brāhmaṇas (Aitareya ou
Āśvalāyana e Kauṣītaki ou Śāṅkhāyana), o Ṛgvidhāna e outros.
Aqui você verá as versões em português de dois ou mais tradutores do Ṛg, e, para
ver os hinos em sua bela escrita devanāgarī e sua transliteração e ouvir como eles são
cantados um site excelente é o Site Of Sri Aurobindo & The Mother. O texto em sânscrito e
a transliteração também se encontram no site Sacred Texts.
Então saiba o significado, veja o hino em sua escrita original, ouça o canto e se lhe
aprouver treine cantá-lo, assim você terá uma experiência mais completa do Ṛg Veda.

E. M.

9
Conteúdo
Páginas de Título: ................................................................................................................................ 2
Prefácio .............................................................................................................................................. 5
Organização da Ṛgveda Saṃhitā............................................................................................................ 6
Introdução ao Primeiro Aṣṭaka............................................................................................................. 20
Introdução ao Segundo Aṣṭaka ............................................................................................................ 39
Prefácio da Primeira Edição (Griffith) .................................................................................................... 45
Hino 1. Agni (Wilson) ......................................................................................................................... 52
Hino 1. Agni (Griffith) ......................................................................................................................... 53
Hino 1. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................... 54
Hino 2. Vāyu (Wilson) ........................................................................................................................ 54
Hino 2. Vāyu (Griffith) ........................................................................................................................ 55
Hino 2. Vāyu (Müller) ......................................................................................................................... 56
Hino 3. Aśvins (Wilson)....................................................................................................................... 57
Hino 3. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................... 58
Hino 4. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 59
Hino 4. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 60
Hino 5. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 61
Hino 5. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 62
Hino 6. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 63
Hino 6. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 64
Hino 6. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller)............................................................... 65
Hino 7. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 66
Hino 7. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 68
Hino 9. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 69
Hino 9. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 70
Hino 10. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 71
Hino 10. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 72
Hino 11. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 73
Hino 11. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 74
Hino 12. Agni (Wilson)........................................................................................................................ 75
Hino 12. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 75
Hino 12. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................. 76
Hino 13. Āprīs (Wilson)....................................................................................................................... 77
Hino 13. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 78
Hino 13. Hino Āprī (Oldenberg) ........................................................................................................... 79
Hino 14. Viśvedevas (Wilson) .............................................................................................................. 80
Hino 14. Visvedevas (Griffith) .............................................................................................................. 81
Hino 15. Ṛtu (Wilson) ......................................................................................................................... 82

10
Hino 15. Ṛtu (Griffith)......................................................................................................................... 83
Hino 16. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 84
Hino 16. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 84
Hino 17. Indra e Varuṇa (Wilson) ........................................................................................................ 85
Hino 17. Indra-Varuṇa (Griffith)........................................................................................................... 85
Hino 18. Brahmaṇaspati (Wilson)......................................................................................................... 86
Hino 18. Brahmaṇaspati (Griffith) ........................................................................................................ 87
Hino 19. Agni e Maruts (Wilson) .......................................................................................................... 88
Hino 19. Agni, Maruts (Griffith)............................................................................................................ 88
Hino 19. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................... 89
Hino 20. Ṛbhus (Wilson) ..................................................................................................................... 90
Hino 20. Ṛbhus (Griffith)..................................................................................................................... 91
Hino 21. Indra e Agni (Wilson) ............................................................................................................ 92
Hino 21. Indra-Agni (Griffith) .............................................................................................................. 92
Hino 22. Aśvins e Outros (Wilson)........................................................................................................ 93
Hino 22. Aśvins e Outros (Griffith) ....................................................................................................... 95
Hino 23. Vāyu e Outros (Wilson).......................................................................................................... 97
Hino 23. Vāyu e Outros (Griffith) ......................................................................................................... 98
Hino 24. Varuṇa e Outros (Wilson)......................................................................................................100
Hino 24. Varuṇa e Outros (Griffith) .....................................................................................................102
Hino 25. Varuṇa (Wilson) ...................................................................................................................104
Hino 25. Varuṇa (Griffith) ..................................................................................................................105
Hino 26. Agni (Wilson).......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Griffith) ......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................108
Hino 27. Agni (Wilson).......................................................................................................................109
Hino 27. Agni (Griffith) ......................................................................................................................110
Hino 27. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................111
Hino 28. Indra, etc. (Wilson) ..............................................................................................................112
Hino 28. Indra, etc. (Griffith)..............................................................................................................113
Hino 29. Indra (Wilson) .....................................................................................................................114
Hino 29. Indra (Griffith) .....................................................................................................................114
Hino 30. Indra (Wilson) .....................................................................................................................116
Hino 30. Indra (Griffith) .....................................................................................................................117
Hino 31. Agni (Wilson).......................................................................................................................119
Hino 31. Agni (Griffith) ......................................................................................................................121
Hino 31. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................122
Hino 32. Indra (Wilson) .....................................................................................................................125
Hino 32. Indra (Griffith) .....................................................................................................................127
Hino 33. Indra (Wilson) .....................................................................................................................129
Hino 33. Indra (Griffith) .....................................................................................................................130
Hino 34. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................132

11
Hino 34. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................133
Hino 35. Savitṛ (Wilson).....................................................................................................................135
Hino 35. Savitar (Griffith)...................................................................................................................136
Hino 36. Agni (Wilson).......................................................................................................................137
Hino 36. Agni (Griffith) ......................................................................................................................138
Hino 36. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................140
Hino 37. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................142
Hino 37. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................143
Hino 37. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................144
Hino 38. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................145
Hino 38. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................146
Hino 38. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................147
Hino 39. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................148
Hino 39. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................149
Hino 39. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................150
Hino 40. Brahmaṇaspati (Wilson) ........................................................................................................151
Hino 40. Brahmaṇaspati (Griffith) .......................................................................................................152
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Wilson) ...........................................................................................153
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Griffith) ...........................................................................................154
Hino 42. Pūṣan (Wilson) ....................................................................................................................155
Hino 42. Pūṣan (Griffith) ....................................................................................................................156
Hino 43. Rudra (Wilson) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Griffith) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Müller) .....................................................................................................................158
Hino 44. Agni (Wilson).......................................................................................................................159
Hino 44. Agni (Griffith) ......................................................................................................................160
Hino 44. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................161
Hino 45. Agni (Wilson).......................................................................................................................162
Hino 45. Agni (Griffith) ......................................................................................................................163
Hino 45. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................163
Hino 46. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................165
Hino 46. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................166
Hino 47. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................167
Hino 47. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................168
Hino 48. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................169
Hino 48. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................170
Hino 49. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................171
Hino 49. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................171
Hino 50. Sūrya (Wilson) .....................................................................................................................172
Hino 50. Sūrya (Griffith) ....................................................................................................................173
Hino 51. Indra (Wilson) .....................................................................................................................175
Hino 51. Indra (Griffith) .....................................................................................................................177

.............................................. Indra (Griffith) ......................................................................................221 Hino 68...........................................................................................................................................215 Hino 65......................................................................................................................................219 Hino 67...................................... Indra (Griffith) ..........217 Hino 66...... Indra (Wilson) ........193 Hino 58......................................... Indra (Wilson) .......12 Hino 52.........216 Hino 66..............................................218 Hino 67................................................................................................207 Hino 63.......... Agni (Griffith) .......................................... Agni (Oldenberg) ................................................................... Agni (Griffith) ................ Agni (Oldenberg) ................................................................................................................................................................. Agni (Oldenberg) ............................................................................................................................................181 Hino 53............................................... Agni (Oldenberg) ......................... Maruts (Griffith) ...................................................................................................................................... Agni (Wilson).........................................................................214 Hino 65...................................................................................................................................................187 Hino 55........................................................................................................................................... Maruts (Wilson) ................. Indra (Wilson) ...... Agni (Wilson)........................................................ Agni (Griffith) ................................... Agni (Wilson)........................ Indra (Griffith) ......................................................................................................190 Hino 57...184 Hino 54..............................................185 Hino 54.................................................................................................................................................................221 Hino 68.......................................................................................................................................................................... Indra (Wilson) .......................................................189 Hino 56........................................................................ Indra (Griffith) .........................................................................................................209 Hino 64.............. Indra (Griffith) .............................. Agni (Wilson)........................ Agni (Wilson)................................................................... Agni (Griffith) .........................................................210 Hino 64.......................222 .......186 Hino 55...............179 Hino 52..................... Indra (Wilson) .....................................................................201 Hino 61.................................192 Hino 58.............208 Hino 64.....................205 Hino 63..........219 Hino 67.........................................................................................197 Hino 59...................................................................................................... Indra (Griffith) ................217 Hino 66.................................................................199 Hino 60.....................................................183 Hino 53................................................................................................................212 Hino 65............. Indra (Wilson) ....................................... Indra (Wilson) ................. Indra (Griffith) .................................. Indra (Griffith) ............................................................................199 Hino 60.............................................204 Hino 62.............. Agni (Griffith) ....................................196 Hino 59...........202 Hino 62....................................................................................................................................................................................................................................................... Agni (Wilson)...............................................195 Hino 59..................... Indra (Griffith) .....................................................................................................188 Hino 56.................................... Agni (Oldenberg) ....................................... Indra (Wilson) ............................200 Hino 61.................198 Hino 60.......................................... Indra (Wilson) ............................................................................................ Agni (Griffith) ..................... Agni (Wilson)....................... Agni (Oldenberg) ......................................194 Hino 58......................................................................... Agni (Oldenberg) ................................................................................................................................................191 Hino 57................................................................................................ Agni (Griffith) ...................................................................................................................................................220 Hino 68.............................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ...........

..........................................................................................................................236 Hino 73..254 Hino 83.................................................................... Agni (Griffith) . Agni (Griffith) ............................. Indra (Griffith) ....................................... Agni (Wilson)................................................... Indra (Griffith) .. Indra (Griffith) ...........240 Hino 75............................................ Agni (Wilson)................................................................................................................. Agni (Wilson)............245 Hino 79.................... Agni (Griffith) ......................... Agni (Griffith) ............................255 Hino 83.................................................................................................................................................................................................................................................................... Agni (Oldenberg) ........................................................................................................................243 Hino 77.... Agni (Wilson)..........244 Hino 78........238 Hino 74.......................................................................... Indra (Wilson) .....................................................................................................................253 Hino 82...........................................................................................................................223 Hino 69...............................................................................................225 Hino 70...................................................................................................................... Indra (Wilson) ..............................224 Hino 70......................................................... Agni (Griffith) ................................................................................................ Agni (Griffith) ...............241 Hino 76....................................................................................246 Hino 79............245 Hino 78................................................237 Hino 74........................................................................................... Agni (Griffith) .........................249 Hino 80.......................... Agni (Wilson).............240 Hino 76............................................................................................................................................... Agni (Wilson)...........................................................................245 Hino 78............................................ Agni (Wilson).............. Agni (Oldenberg) .....................................239 Hino 75..........225 Hino 70.................. Indra (Wilson) ..238 Hino 74................229 Hino 72.......................................................................................235 Hino 73........................................................... Agni (Oldenberg) ..................227 Hino 71.............247 Hino 79...................................................................................................256 Hino 84.................................................................................................................................................................... Agni (Griffith) .............................................................................226 Hino 71.................................................................................................................242 Hino 77...................................................... Indra (Griffith) ............................................... Agni (Oldenberg) ... Agni (Griffith) ........... Agni (Wilson)......................... Agni (Wilson)................................. Indra (Wilson) .................................. Agni (Griffith) ..........257 ................................................................................. Agni (Wilson)..................................................248 Hino 80........................................................................................................223 Hino 69.............................................................................243 Hino 77.............................232 Hino 72................................................................................ Agni (Oldenberg) ............................................................ Agni (Oldenberg) ....................................................252 Hino 81.... Agni (Oldenberg) ........................................................254 Hino 82.................................................................. Indra (Wilson) .................................................................. Agni (Oldenberg) ................................................. Agni (Wilson).................................................................250 Hino 81..................................... Agni (Oldenberg) ........................................................................................................................................................................................................233 Hino 73....................................................................241 Hino 76................................................................................................... Agni (Oldenberg) ...........................................................................................................................................................................231 Hino 72................................................................................... Agni (Oldenberg) .....................................................................................................................13 Hino 69......................................................................240 Hino 75.............................228 Hino 71................................ Agni (Griffith) ..

............................................282 Hino 93.......................................................................275 Hino 90..................267 Hino 87.300 Hino 99..............301 Hino 99......................................................................... Agni (Oldenberg) .............................................................................................................. Agni (Griffith) ......................300 Hino 98......................272 Hino 89............. Indra (Griffith) .............................................................................................................................................278 Hino 92.......................... Agni (Wilson)............................ Agni (Griffith) ........................................................................................................................................................................................... Agni (Wilson).........................................277 Hino 91.........................287 Hino 94......................................................................................................................................270 Hino 88..................296 Hino 97..................................271 Hino 89... Agni (Griffith) ............................................ Aurora (Wilson) .................................................................................................................286 Hino 94...............................273 Hino 90........................................................................................289 Hino 95................298 Hino 97...............................................293 Hino 96.............270 Hino 88...............................................................................................................................................261 Hino 85..300 Hino 98.....................301 Hino 100...................... Indra (Wilson) ...............275 Hino 91..................................................................................... Agni (Oldenberg) ...................................................... Viśvedevas (Griffith) .................................................................................................................................. Viśvedevas (Griffith) ...........................................259 Hino 85.............................. Maruts (Griffith) ..................... Agni (Wilson)............................................................. Maruts (Wilson) .......................................................................................................................266 Hino 87................ Maruts (Griffith) ...299 Hino 98........................................................................ Agni (Wilson).................................................................... Agni-Soma (Wilson) ........... Agni (Oldenberg) ........................................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ....................................................................262 Hino 85...................................................................................... Agni (Griffith) .............................................................................................................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ...........................................................................................................................................................................................................................................................301 Hino 99......................................302 .......................................................... Agni (Oldenberg) ...............................284 Hino 93.......268 Hino 88............................................ Agni (Griffith) .....................................291 Hino 95............................................................................................................................................................................................ Maruts (Wilson) .........................................263 Hino 86............................................ Viśvedevas (Wilson) . Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .... Maruts (Wilson) .... Maruts (Griffith) ..................................................................................................... Agni (Griffith) .........................................................................................................................................................................................292 Hino 95................................................265 Hino 86........ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ........................... Maruts (Griffith) .285 Hino 94......................................... Agni (Oldenberg) ................................................................................. Maruts (Wilson) ............................................14 Hino 84......................................295 Hino 96.............267 Hino 87................................. Viśvedevas (Wilson) ..........................................................280 Hino 92................ Agni (Wilson)................ Agni (Oldenberg) ..................................................................................265 Hino 86....................................................................................296 Hino 96.. Soma (Wilson) .................................................... Aurora (Griffith) .................................................................................................................................................................................. Agni-Soma (Griffith) ...................................................................... Agni (Wilson)...............................................................298 Hino 97................................................................................................... Soma (Griffith) ...

.......................................................322 Hino 109......................312 Hino 104....................................................................341 Hino 114.....319 Hino 107.344 Hino 116............................................ Indra (Wilson) ...................................... Ṛbhus (Griffith) ............................................................................ Viśvedevas (Wilson) ........... Aśvins (Wilson) ............................................................. Aśvins (Griffith) .................... Aurora (Griffith) ..328 Hino 111...15 Hino 100......................................324 Hino 110.................................................................................................................................................................348 Hino 117........................ Sūrya (Wilson) .................................................................. Rudra (Griffith) . Ṛbhus (Wilson) ............................................. Aśvins (Wilson) ..................................................................................................................356 Hino 119................................................. Indra (Griffith) .........................................................................................................................................342 Hino 115........................................................................329 Hino 112......................................... Indra-Agni (Griffith)............. Indra-Agni (Wilson) ....................................353 Hino 118......................................................323 Hino 109.................. Aśvins (Griffith) ......... Viśvedevas (Wilson) .. Indra (Wilson) .................. Aśvins (Griffith) .......... Aśvins (Wilson) .314 Hino 105....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) ........................................................................................................... Indra (Griffith) .....................................................304 Hino 101............................................................................................................... Ṛbhus (Griffith) ................. Viśvedevas (Wilson) ......... Rudra (Müller) .............................306 Hino 101..... Indra (Griffith) ............................................................................... Aśvins (Griffith) ..........................................................................337 Hino 114......................................................................355 Hino 118...................................................................................325 Hino 110.........................................................................333 Hino 113................................................................................................................................................................................................................................... Rudra (Wilson).................................................. Indra (Griffith) .................. Sūrya (Griffith)........................................................................................................................ Aśvins (Griffith) .....................................................360 ............326 Hino 111.................................................................................................................................................................................................. Aurora (Wilson)...................................... Viśvedevas (Griffith) ..............................340 Hino 114.................................356 Hino 119....................................................311 Hino 104.................................... Indra-Agni (Wilson) ...................................310 Hino 103...........................................................................................................336 Hino 113.......................................................328 Hino 112.........................................309 Hino 103........................307 Hino 102.......................................................................... Viśvedevas (Griffith) ........357 Hino 120..................................................359 Hino 120.. Aśvins (Wilson) ................................................................................316 Hino 106.............................................................................. Indra (Wilson) .................................................................................................................................................................................... Aśvins (Wilson) ...............................................................................................................................................................................320 Hino 108..... Indra-Agni (Griffith).................................... Indra (Wilson) .....................343 Hino 115............................................313 Hino 105................... Aśvins (Wilson) . Indra (Griffith) ...... Aśvins (Griffith) .............................................................................................................................320 Hino 107.....................................................................351 Hino 117..........................................................................................................................................318 Hino 106........................................... Ṛbhus (Wilson) ................................345 Hino 116.................................................................................................308 Hino 102.............................321 Hino 108....

............... Bhāvayavya (Griffith) ............... Indra (Wilson) ...............................................................................................................................369 Hino 123........................................376 Hino 126.... Agni (Wilson) ........................................................................................................................401 Hino 134....................................................377 Hino 126........................................................ Indra (Griffith) ............................................................................... Svanaya (Griffith) ..................................395 Hino 132................................................................................................................................... Indra (Wilson) ......................................................................................361 Hino 121....................................................................................................387 Hino 129.............................................................................................................................409 Hino 138........................ Indra (Wilson) ...403 Hino 135...390 Hino 130............16 Hino 121............... Mitra-Varuṇa (Griffith) .................. Aurora (Wilson)....................................................................................................... Indra (Wilson) ..............393 Hino 131............................... Mitra-Varuṇa (Wilson)........... Mitra-Varuṇa (Wilson)............................396 Hino 133........... Indra (Wilson) ....415 ..................................400 Hino 134....388 Hino 130................................................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) ................................................. Indra-Vāyu (Griffith) ...........385 Hino 128..........................................408 Hino 138........................... Indra (Griffith) ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Viśvedevas (Griffith) .. Indra (Griffith) ..372 Hino 124............................................................................................... Agni (Oldenberg) .....................................................................................................................................................407 Hino 137....................................................... Indra (Griffith) ..............................................................................................408 Hino 137...................402 Hino 135.......................................................................................................................................367 Hino 123...............................................................399 Hino 134..............404 Hino 136.................................................................... Aurora (Wilson)..................................... Agni (Wilson) .......................................................410 Hino 139.373 Hino 125.......................................................... Indra-Vāyu (Wilson) ..... Bhāvayavya (Wilson) ........................................375 Hino 125............................................................................................ Viśvedevas (Wilson) ..................406 Hino 136................................................... Indra (Griffith) ................384 Hino 128...... Viśvedevas (Wilson) ..............................................365 Hino 122............. Agni (Griffith) . Vāyu...........................................................381 Hino 127............................................ Indra (Wilson) .......................... Indra (Griffith) ..............413 Hino 140................. Mitra-Varuṇa (Griffith) ...................................... Agni (Griffith) ............................... Svanaya (Wilson) .............................................................................................. Pūṣan (Griffith) ................................................................. Agni (Wilson) ............................................................................................................... Vāyu.................................................................................................... Aurora (Griffith) .....363 Hino 122.................................392 Hino 131....................................................................................................382 Hino 128............................................398 Hino 133.................................................................378 Hino 127.................. Agni (Oldenberg) ............................................. Aurora (Griffith) ....................................................................................................................................411 Hino 139............................................................................................................ Vāyu (Griffith)...........394 Hino 132... Vāyu (Müller) ................................................................................................................................................379 Hino 127..........................370 Hino 124....................... Vāyu (Wilson) .. Pūṣan (Wilson)...........386 Hino 129................

.................................................................... Agni (Oldenberg) ..... Agni (Oldenberg) .............................. Agni (Oldenberg) ........................................................................................... Mitra-Varuṇa (Wilson)................. Agni (Griffith) .........................................................................................................................................................................................453 .................................................................................................................................................438 Hino 147.......................444 Hino 150...........................................423 Hino 142......439 Hino 148.................... Agni (Wilson) ..............425 Hino 142....... Agni (Oldenberg) .......................................444 Hino 150.....................................................................................................................................427 Hino 143........................................................................................................418 Hino 141....................................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ..........................................452 Hino 155............................................................... Āprīs (Wilson) ..................................................................448 Hino 153.....................430 Hino 144..................................................................................................................................................................................... Agni (Wilson) ...... Agni (Griffith) ...............................................................................................................................................................446 Hino 152..................................................436 Hino 146.........................................................444 Hino 151................................... Agni (Griffith) ....442 Hino 149......................... Agni (Oldenberg) .... Agni (Oldenberg) ............................................. Agni (Wilson) ..........................................................429 Hino 143...................... Agni (Wilson) ...............................................................................................................430 Hino 143................................. Viṣṇu-Indra (Griffith) ................................451 Hino 155..................................................................17 Hino 140............................................................... Mitra e Varuṇa (Griffith) ....................... Agni (Wilson) .......................................... Agni (Oldenberg) ............................................. Agni (Oldenberg) .........441 Hino 149.....................................431 Hino 144................. Hino Āprī (Oldenberg) ................... Agni (Oldenberg) ...................................................................................449 Hino 154........................................443 Hino 150...............................................................................435 Hino 146.......................................................................................................449 Hino 153..........................................................................432 Hino 144...................................................... Agni (Griffith) ...................................................420 Hino 141........................................426 Hino 142. Agni (Wilson) ..............................433 Hino 145............................................ Mitra e Varuṇa (Wilson) ............................................................................................... Agni (Oldenberg) .......................... Viṣṇu (Wilson) ................................... Viṣṇu (Griffith) .................................................................................442 Hino 149.................................434 Hino 145...............................434 Hino 145...............................................................................................................................................438 Hino 147..................................... Agni (Wilson) ................... Agni (Griffith) ............................................................................................................................................................. Viṣṇu-Indra (Wilson).....416 Hino 140........................................................................................................................... Agni (Griffith) ..................................................................................436 Hino 146. Mitra-Varuṇa (Griffith) ................................................ Āprīs (Griffith)................................................. Mitra-Varuṇa (Wilson).......................................................................................................... Agni (Griffith) ...........450 Hino 154............................................. Agni (Griffith) .........................................................................................................................................................................447 Hino 152.............................................................440 Hino 148.......................................... Agni (Wilson) .....................421 Hino 141............................ Agni (Griffith) ........................................................437 Hino 147........................................................................... Agni (Wilson) ..................................................................................................................................................445 Hino 151...............................................440 Hino 148....... Agni (Griffith) ......................................................................................

................................... Indra (Wilson) ............................. Maruts (Wilson) ..........................507 Hino 170...................507 Hino 170............................................................................... Indra....................................................................................... Viśvedevas (Wilson) ..................................................................................18 Hino 156............................................................................................................................................ Indra.......... Aśvins (Wilson) ............ Maruts (Griffith) ...................457 Hino 158........460 Hino 159......................................................463 Hino 161.................................................................................................509 Hino 171.............. Indra........................................................ Maruts (Wilson) ...........511 Hino 173.................................................. Indra (Wilson) .........................................454 Hino 156....462 Hino 161... Aśvins (Wilson) ....................... Maruts (Griffith) ..................................... Ṛbhus (Wilson) ................501 Hino 168........................... Céu e Terra (Wilson) ..............474 Hino 164........................................ Maruts (Wilson) ................... O Cavalo (Wilson) .......................................................................................................................................... Aśvins (Griffith) ..........505 Hino 169.............. Viṣṇu (Griffith) ..511 Hino 172........................499 Hino 167.............................................470 Hino 163..................................................................................................................... Maruts (Wilson) ..............................461 Hino 160............................................. Aśvins (Griffith) .... O Cavalo (Wilson) . Maruts (Wilson) ...................................... Indra........................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ................................................ Diálogo entre Indra e seu Adorador...................................................................................................................................................................... Indra (Griffith) .................................. Maruts (Griffith) ......................................................504 Hino 169............................511 Hino 172................... O Cavalo (Griffith) .............................508 Hino 171....465 Hino 162....495 Hino 166.......... Indra.......... O Cavalo (Griffith) ........................ Viṣṇu (Wilson) .........................................................................................................................................483 Hino 165....................................................455 Hino 157.....................................................................................462 Hino 160............................................................................. Céu e Terra (Griffith) .................................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ......................................506 Hino 170........................................................... Agastya (Müller)............................................................................................................................................................................502 Hino 168..................... Aos Maruts e Indra (Müller) .......... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................................................. Maruts (Griffith) ..510 Hino 172..................................................................................................................................................................................................... Maruts (Wilson) ............................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ......................................496 Hino 166.................................................................................................................................509 Hino 171..........................................................................467 Hino 162...........503 Hino 168.........500 Hino 167.......................... Viśvedevas (Griffith) ....................473 Hino 163..........492 Hino 166............................................................................................................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ............................................................................................................................................................490 Hino 165.....................................................................................................456 Hino 157..................................................................459 Hino 159.... Indra.......................................................................................................................................................................................................................... Maruts (Griffith) .................. Maruts (Griffith) .......................................497 Hino 167................................................................................. Maruts (Wilson) ...............476 Hino 164................................. Céu e Terra (Griffith) ..........................458 Hino 158......... Maruts (Griffith) ..............512 .................489 Hino 165........................ Céu e Terra (Wilson) ............ Ṛbhus (Griffith) .................................................................................................................................................................................................

..................................................................... Louvor ao Alimento (Wilson)........................................................................... Aśvins (Wilson) ......... Indra (Wilson) ..............545 Hino 189............................................................................................ Louvor ao Alimento (Griffith) ............. Rati (Griffith) .................... Aśvins (Griffith) .................................................................................................................................................................................527 Hino 182..........................................................................................................................................518 Hino 176............................................. Hino Āprī (Oldenberg) ..........................................553 Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1 ......................................................................... Indra (Griffith) ........................ Aśvins (Wilson) ........528 Hino 182...............................516 Hino 175................................................... Viśvedevas (Wilson) ...................................... Aśvins (Griffith) ...520 Hino 178.....................................................539 Hino 187...................................535 Hino 186.........522 Hino 179..................................................524 Hino 180. Grama........517 Hino 175....................................534 Hino 185....................................................................................................................................................................... Aśvins (Griffith) ....... Viśvedevas (Griffith) ........................ Água...............537 Hino 187...............523 Hino 180........... Aśvins (Wilson) ......................................................................................................................................................................................................................................................... Indra (Wilson) .................................................................. Sol (Wilson) .......................................................................... Bṛhaspati (Wilson) ........................................................................................................ Indra (Wilson) ............ Agni (Oldenberg) ............. Indra (Wilson) ...........................................................................................................547 Hino 190....................................531 Hino 184............................................................... Āprīs (Griffith)...........................................................536 Hino 186................. Aśvins (Wilson) ................ Indra (Griffith) ..............................................................................515 Hino 174...............546 Hino 190................548 Hino 191...............533 Hino 185................................................. Aśvins (Wilson) ................................................................................................................. Grama..................................................................................................... Céu e Terra (Griffith) ..................................... Agni (Wilson) ...........................................................................................................558 Índice Rápido ..................................................................543 Hino 189..................................................570 ..................................519 Hino 176........................... Indra (Wilson) .........................................................................................................................532 Hino 184...513 Hino 174........................................................................................................................ Água.........................................................................544 Hino 189................521 Hino 179.............................. Bṛhaspati (Griffith) ........................541 Hino 188......................................................................................................................................................................................549 Hino 191..................................................526 Hino 181............................................................ Rati (Wilson) ..... Indra (Griffith) ....................................................................... Indra (Griffith) .............520 Hino 177.............................................................................................................................................. Aśvins (Griffith) ............................................................................... Āprīs (Wilson) ...................................................................................................................................................542 Hino 188................................................ Aśvins (Griffith) ...........529 Hino 183................................................................................................................................................................................................... Sol (Griffith) .....................................................525 Hino 181.......................................................................................... Indra (Griffith) ....................................................521 Hino 178........540 Hino 188...................................................................................519 Hino 177............................................. Indra (Griffith) ........19 Hino 173.............................................530 Hino 183.............. Céu e Terra (Wilson) .............................................551 Métrica ..................... Agni (Griffith) .........................................

ou Oitavo de livro.20 Introdução ao Primeiro Aṣṭaka [Que vai até o Hino 121 do Primeiro Livro ou Maṇḍala. como uma representante autêntica do original. mas sua morte prematura interrompeu seus comentários. sobre suas predecessoras. Também deve ser observado que o Sr. pelo Rev. parando com duas seções. especialmente como interpretada pelo Comentador nativo. Roer. pelo menos. por uma tradução inglesa. Ao mesmo tempo. foi manifestado um desejo que o aparecimento dela deveria ser acompanhado. A tradução é. e feito algum progresso em sua execução. que essa obra tinha sido iniciada. que ele não foi suficientemente cauteloso em sua interpretação do texto. simples e inteligível. Ambas as traduções foram publicadas na Índia. mas pode-se pensar. a menos que sua linguagem seja preservada tanto quanto possa ser consistente com a inteligibilidade. Nisso pode-se admitir que ele foi admiravelmente bem sucedido. ou metade do Veda. com dificuldade. quando me dediquei a publicar uma tradução inglesa. e. às vezes. Langlois é o oposto do adotado pelo Dr. como toda rapidez conveniente. de fato. todos.] Quando o patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais habilitou o Dr. se estendendo por quatro Aṣṭakas. parcialmente. porque essa já tinha sido realizada. também. tinha sido publicada recentemente em Paris. o sânscrito é convertido ao latim com tal fidelidade literal que a obra mal permite leitura contínua. mesmo antes de deixar a Índia. totalmente. e que se desviou da sua fraseologia. A tradução do Dr. e são obteníveis. Stevenson e pelo Dr. mais de uma vez. Langlois. mais ou menos defeituosos – do que se a versão tivesse sido feita a partir de uma edição cotejada cuidadosamente. Max Müller a empreender a sua inestimável edição do Ṛg Veda. quanto ao texto. Rosen. pelo falecido Dr. O princípio seguido pelo Sr. de um texto acurado. Rosen. a tradução do Dr. essas traduções não parecem excluir. também. Embora realizada com profundo conhecimento e exatidão cuidadosa. sugere menor confiança na genuinidade do original – porque os manuscritos são. Sr. subordinada a uma edição do texto o qual ela acompanha na mesma página. eu me encarreguei prontamente de completar meus labores e de publicar a tradução. e é mais valiosa como uma referência. a utilidade de uma tradução em inglês. das oito que compõem o primeiro livro. contribuído para o crédito do tradutor. Rosen do primeiro livro é completa. se estende só até os três primeiros hinos da terceira preleção. e a obra é destinada menos para leitores em geral do que para estudiosos de sânscrito e estudantes do Veda. Sr. em latim. Langlois fez sua tradução a partir das cópias manuscritas do Veda e seu comentário. Ao converter o original para o inglês seu objetivo . A presente tradução possui. até agora. a obra do Rev. nesse país. e ele admitidamente procurou dar às passagens vagas e misteriosas do original uma interpretação clara. Stevenson. a vantagem. Roer é igualmente limitada. e. O verdadeiro valor do original não se encontra tanto em seus méritos como composição literária quanto na ilustração que ele fornece do mais antigo sistema de culto religioso e organização social hindu. e será falha do tradutor se ele não se beneficiar disso. e de todos os modos digna de confiança. Poderia. A publicação mais antiga. ser considerado pouco necessário repetir uma tradução do primeiro Aṣṭaka. pelo Sr. do Ṛg Veda. embora tenha aumentado grandemente a dificuldade e mão-de-obra da tarefa e. mas eu não estava ciente. integralmente. Uma tradução em francês. impressões errôneas dos fatos e opiniões do hinduísmo primitivo podem ser produzidas. ou trinta e dois hinos. ou seção. ou seguido. em inglês. ou Aṣṭaka. Como eu tinha considerado por longo tempo tal trabalho. o que. Ogdóade. mais amplamente do que é recomendável.

– dirigidos a diferentes divindades – cada um dos quais é atribuído a um Ṛṣi. chamados Sūktas. que acompanha cada Veda. é ao Ṛg Veda que devemos recorrer. Essas são indicadas por escritores subsequentes nos Sūtras. Não há muita conexão nas estrofes das quais eles são compostos. respectivamente. dos mesmos hinos. do que como um dos quatro Vedas. e fórmulas litúrgicas das quais eles são compostos.1 e não há dúvida que o quarto. Não há. são numerosamente incluídas em sua própria Saṃhitā (ou coleção)”. será verificado que ele compreende muitos dos hinos do Ṛc. ou Atharva Veda. ou invocações. “Pelos seguidores do Ātharvaṇa. ou hinos. nós devemos. embora aqueles que são dedicados ao mesmo deus às vezes sigam em uma ordem consecutiva. ou Atharva Veda. e são aplicáveis à consagração dos utensílios e materiais da adoração cerimonial. O Sāma Veda é pouco mais do que uma remodelação do Ṛc. também. com a finalidade de serem cantados em diferentes ocasiões cerimoniais. quando não emprestadas do Ṛc. de Brāhmaṇa. inferir sua anterioridade a eles. são. nós somos. chamadas. o Veda consiste em duas partes componentes. Ele pode. tem pouco em comum com os outros. e o mesmo hino é. breves. em uma única coleção. ou preceitos relativos ao ritual. talvez. a qual todos os escritores bramânicos chamam de parte integral do Veda. ou uma coleção de fórmulas litúrgicas. especialmente a uma Anukramaṇikā. Introdução. ou Sāma Veda. ou estrofes do Ṛg Veda. 8. e pelos deuses em cuja honra eles são compostos. principalmente. ou Yajur Veda. ou índice. Tanto quanto. Mantra e Colebrooke sobre os Vedas. 1 2 . em sua maior parte. divididos em partes. então. as mais importantes autoridades dos brâmanes para sua religião e instituições são os Vedas. p.2 Por causa do modo extensivo. um ritual. hinos. 2. um autor santo ou inspirado. coletivamente. Muitas passagens podem ser encontradas em escritos sânscritos. Ṛg Veda. O Ṛg Veda consiste em preces métricas. – Asiatic Researches. O Yajur Veda difere do Ṛc por ser. gratos a autoridades independentes. e eles são. a designação Veda inclui uma extensa classe de composições. naturalmente. e em prosa. de datas diferentes. 370. aparentemente. Pode ser quase desnecessário informar ao leitor que as mais antigas.21 tem sido aderir tão estritamente ao sânscrito original quanto a necessidade de ser inteligível permite. o Sāman. mesmo pelos reputados autores dos hinos. dos hindus. às vezes. instruções para o uso e aplicação dos Sūktas. os Ṛcas. no qual os hinos do Ṛg Veda entram na composição dos outros três. sendo composto. no próprio Veda. em busca de noções corretas das formas mais antigas e mais genuínas das instituições. e o Ātharvaṇa. nem notícias das ocasiões nas quais eles devem ser empregados. algumas nos próprios Vedas. Vol. edição de Müller. Sāyaṇa Ācārya. Além das Saṃhitās. cada um tem suas características peculiares. portanto. e. e sua maior importância para a história da religião hindu. o Yajush. Essas observações se aplicam às que são chamadas de Saṃhitās dos Vedas – o conjunto reunido. dos quais quatro obras são geralmente enumeradas: o Ṛc. ser permissivelmente considerado antes como um complemento aos três. em seu caráter geral ou em seu estilo: a linguagem indica claramente uma época diferente e posterior. que limitam o número a três. embora eles tenham muito em comum. religiosas ou civis. embora não separados. das preces. p. nominalmente. embora ele se aproprie livremente do Ṛc. As preces. com muito poucas exceções. Esses hinos estão reunidos com pouca tentativa de arranjo metódico. mais especialmente. assim como ao louvor e culto dos deuses. o Atharva Veda pode ser considerado como um Veda. chamadas. e. Dos outros três Vedas. a maioria. De acordo com eles. por um intervalo prolongado. se não exclusivamente. e organizados de nova maneira. Na verdade. dirigido a diferentes divindades. ou das cerimônias nas quais eles devem ser recitados.

prosódia. chamados de Vedāṅgas. por Rammohun Roy. 22. 1844. Nenhum dos Brāhmaṇas foi publicado. e uma edição do mesmo elaborada mais cuidadosamente. e. ele é. não são. sem dúvida. inteiramente genuínos. com um excelente comentário de Sāyaṇa Ācārya. 4 Parte do primeiro Kāṇḍa do Śatapatha Brāhmaṇa foi publicada pelo Dr. de um terceiro. Além dessas obras. há os Prātiśākhyas. talvez. Embora. O Aitareya Āraṇyaka. com poucas exceções. portanto. citada por Sāyaṇa. uma coleção de regras para a aplicação dos Mantras. e um glossário amplo e índice. simultaneamente com sua edição do texto do Yajur Veda. e. com traduções. astronomia. os tratados metafísicos e místicos chamados Upaniṣads. para serem repetidas em tais ocasiões. auxiliada generosamente pela Corte de Diretores. nós estaremos bem supridos com a parte Mantra do Veda. na Mīmāṃsā: “O Brāhmaṇa e o Mantra são as duas partes do Veda: aquela parte que não é Mantra é Brāhmaṇa”: essa constitui a definição do último. e sermos. mas suplementares a ele. Só uma pequena parte está impressa até o momento. Das partes Brāhmaṇa do Ṛg Veda a mais interessante e importante é o Aitareya Brāhmaṇa. não são de muita importância. ou aforismos. de antiguidade considerável. porque. entonação. também são os tratados sobre gramática. uma edição da parte Vājasaneyi do Yajur Veda foi iniciada. o Kauṣītaki. pelo menos.22 Brāhmaṇa. 4 e p. a partir de materiais adequados. pouco é conhecido. Stevenson. A Bṛhadāraṇyaka foi publicada pela Sociedade Asiática de Calcutá. o todo constituindo um corpo de literatura vêdica cujo estudo forneceria ocupação para uma vida longa e laboriosa. O Brāhmaṇa do Yajur Veda. no qual várias lendas notáveis são detalhadas. Poley: Berlim. foram publicados. também. mais especialmente. Weber. ritual. inculcando e descrevendo as práticas dele. altamente ilustrativas da condição do bramanismo na época na qual ele foi composto. pelo Fundo de Tradução Oriental. de uma data Como na Yajña Paribhāṣā de Āpastamba. pertencentes a uma condição mental hindu totalmente diferente daquela da qual o texto dos Vedas surgiu e encorajou. manifestamente. e comentários ou narrativas ilustrativas. e cinco das do Yajur foram publicadas pelo Sr. Com o tempo. o Śatapatha. compartilha mais do caráter do Aitareya Brāhmaṇa.3 a primeira sendo os hinos e fórmulas agregados na Saṃhitā. – pelo Dr. O texto da Saṃhitā do Sāma Veda. do Ṛg Veda. nem os Sūtras ou Prātiśākhyas. outro Brāhmaṇa desse Veda. é suficientemente evidente que essa obra.5 Os textos das Saṃhitās dos Vedas estão em progresso.4 As Upaniṣads têm sido mais afortunadas em encontrar editores. ou estrofes separadas. além da presente edição do Ṛc. explicativos da origem e objetivo do rito. permitidos. também. a segunda. e contém muitos assuntos interessantes. “O nome Veda é aquele do Mantra e do Brāhmaṇa”. sob a editoração do Dr. e os Sūtras. ou da Saṃhitā. e dependentes dos Vedas em geral. A partir de um exame cuidadoso do Aitareya Brāhmaṇa. Os Brāhmaṇas do Sāma e do Atharva Vedas são poucos. Weber. e as partes suplementares desses dois Vedas são. determinar até que ponto o todo pode ser legitimamente considerado como uma parte constituinte do Veda. foi publicada recentemente pelo Professor Benfey. Roer. de Göttingen. com uma tradução em alemão. na Bibliotheca Indica deles. e pouco conhecidos. Sr. instruções para a realização de ritos específicos. é mais místico e especulativo do que prático ou lendário. Introdução. Conectados com. portanto. 3 . na forma na qual nós os temos. e o significado de palavras obsoletas. e a Chāndogya Upaniṣad foi iniciada na mesma série. ou tratados sobre a gramática do Veda. citações dos hinos. e uma tradução pelo Rev. Mas esses não são partes do próprio Veda. em Berlim – cuja publicação tem sido. mas há ainda apenas uma perspectiva parcial e distante de nós termos o Brāhmaṇa publicado. consistindo em quatorze livros. e é sua intenção completá-lo. e. p. é de um tipo totalmente distinto da coleção de Mantras. 5 Algumas das Upaniṣads mais curtas foram publicadas. alguns anos desde então. ele tem extensão considerável.

ocorrendo em qualquer parte do hino. de modo não conectado.49–59). e nós podemos nos arriscar a afirmar. de cerca de cinco estrofes cada. com exceções pontuais. ou como parte integral do Veda. Eles estão organizados de duas maneiras. ou subseções. que foi tomada como o texto da seguinte tradução. ou de forma contínua. subdividido em oito Adhyāyas ou Preleções. os Sūktas. mas de uma estrofe isolada. reforçando a necessidade e eficácia delas por meio de textos e argumentos. talvez. cuja invenção e circulação deve ter sido a obra do tempo – de um intervalo muito longo entre a Saṃhitā. e discriminados por suas funções peculiares e posições relativas. antes que o Brāhmaṇa pudesse ter sido compilado. O exame superficial do Śatapatha Brāhmaṇa. na qual pouco ou nada do tipo aparece. mostra que ele é de um caráter semelhante ao Aitareya. que nenhuma dessas obras tem o menor direito de ser considerada a contrapartida e contemporânea da Saṃhitā. ou Círculos.23 muito posterior aos originais Sūktas. Uma os divide entre oito Khaṇḍas (Porções) ou Aṣṭakas (Oitavos). e estudada geralmente. por causa do modo no qual eles são citados – não sistematicamente. formando o início. Os hinos são de extensão variada: em um ou dois casos. de várias 6 [1028. . antes que tais citações mutiladas pudessem ser reconhecidas. tanto quanto publicado. De acordo com as tradições críveis dos hindus. no Brāhmaṇa. novamente. ou completamente. Uma subdivisão adicional dos Sūktas em Vargas. 1017 sem contar os hinos apócrifos ou ‘meio apócrifos’ chamados de Hinos Vālakhilya (8. porque o seu principal objetivo é a aplicação dos textos separados da Saṃhitā para a realização das principais cerimônias e sacrifícios dos brâmanes. é comum a ambas as classificações. todo o sistema de organização social desenvolvido. de uma época posterior. ou verificadas. É evidente. e parcialmente. a data primitiva dos Brāhmaṇas. tal como é exemplificado no Veda. que o grande corpo do ritual bramânico deve ter sido sancionado pela prática estabelecida. Além disso. ou em qualquer parte da Saṃhitā. kṣatriya. e o brâmane.6 com pouco mais de dez mil estrofes. e o Brāhmaṇa. No Ṛg Veda o número de Sūktas é algo acima de mil. nós devemos confiar somente na última como um guia seguro. compreendendo. apenas poucas frases sendo apresentadas. e ilustrando sua origem e consequências por narrativas tradicionais e lendas populares. subdivididos em pouco mais de cem Anuvākas. como no Código de Manu. também. ou hinos. e que. cada um dos quais é. mas separadamente. e devemos nos esforçar para transmitir uma noção mais precisa do que significa a designação. vaiśya e śūdra citados repetidamente por suas denominações próprias. e aceitando-os como ilustrações valiosas da aplicação dos hinos primitivos e textos da Saṃhitā. pode ser considerado a fonte e o modelo de outras obras similarmente nomeadas. muito antes de serem reunidos e organizados na ordem e conexão na qual eles são encontrados agora. no qual esses elementos são abundantes. a distinção de castas plenamente estabelecida. e de algumas das suas seções no manuscrito. por essa expressão. consequentemente provando que a Saṃhitā deve ter sido compilada e amplamente divulgada.99] em alguns. nem mesmo de um hino inteiro. O outro plano classifica os Sūktas em dez Maṇḍalas. em oposição às afirmações consencientes de estudiosos e críticos bramânicos. um Sūkta consiste numa única estrofe [1. como já foi mostrado. nas nossas investigações da condição mais antiga dos hindus. nós encontramos. de forma separada e individual. o registro primitivo das crenças e práticas religiosas e das instituições arcaicas da sociedade hindu. ou ele pode ser até. e 10. as preces e hinos – agora reunidos como uma Saṃhitā – existiram.552 versos]. por aqueles a quem o Brāhmaṇa foi apresentado. Embora reconhecendo. ou Parágrafos.

a serem aprendidas pelos estudiosos. todos. a divindades inferiores – uma distribuição que mostra inequivocamente o caráter elementar da religião. com um índice dos conteúdos do Veda. um ou dois somente são atribuídos. A maioria dos Ṛṣis são conhecidos das lendas dos Purāṇas. no início da estação chuvosa. exceto quando mencionados incidentalmente no hino. de menor nota. . é. isto é. como seu autor reputado. filho de Śunahotra. A inferência não é improvável. do restante. Os hinos estão compostos em uma grande variedade de métricas. a outros. Kaṇva. no qual um jogador reclama da sua má sorte. a Indra. do sexto. cerca de dez. ele pode não ser. para quem ele foi revelado. ou lições. Pelos nomes dos Ṛṣis. os do terceiro. um Ṛṣi ou professor inspirado. a distribuição em Aṣṭakas sendo planejada para a conveniência da instrução. ou Ventos. e quarenta e cinco. A ausência de qualquer dependência óbvia dos Sūktas uns dos outros é suficientemente indicativa da sua origem separada e assistemática. a dois. à Aurora personificada. a Vasiṣṭha e seus descendentes. Ele é um livro antigo. Bharadvāja e. Cada Sūkta tem. mas o maior número dos hinos nesse primeiro livro do Ṛc. Viśvāmitra e outros. apenas de existência imaginária. os Vedas sendo. mas nós somos ainda pouco qualificados para chegar a uma conclusão positiva. ao invés de religiosa. e cuja variedade e riqueza evidenciam uma cultura extraordinária de arranjo rítmico. de acordo com lendas mitológicas posteriores. O arranjo dos Sūktas por Aṣṭakas não parece depender de qualquer princípio fixo. ele foi originalmente visto. Dos 121 hinos contidos no primeiro Aṣṭaka. ou personificações. ou parentes. em fraseologia bramânica. a Viśvāmitra e seus filhos. os hinos do nono Círculo são. Daquele por Maṇḍalas. trinta e sete são dirigidos a Agni. e. são dedicados a Agni e Indra. como Gotama. como um. e. A alguns desses. e os demais. do quinto. Assim. os filhos do Sol. ocasionalmente. nos outros livros também. os amigos e seguidores de Indra. vários hinos são atribuídos. Os Ṛṣis do primeiro e dos três últimos Maṇḍalas são mais diversos. por exemplo. e onze aos Aśvins. por quem. Que eles são as 7 [Para detalhes veja o Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1]. aos Viśvedevas. e outro. ou deuses coletivos. que têm nomenclatura bastante duvidosa. tanto quanto foi averiguado até o momento. considerado de correção inquestionável. Em geral. os deuses. e em nenhum caso o princípio de classificação é manifestado inequivocamente a ponto de sugerir motivos razoáveis para um afastamento da prática estabelecida. A divisão mais comum dos manuscritos é aquela em Aṣṭakas. doze são dirigidos aos Maruts. ou fantasiosa. que também especifica a métrica e o número de estrofes de cada hino. como observado acima. sempre. os versos são distribuídos entre um número maior. Em partes subsequentes do Veda ocorrem poucos hinos que parecem ter uma tendência poética. a Planta da Lua. mas. mas o número médio. mas apreciaremos melhor o caráter de tais exceções aparentes quando chegamos a elas. como se conclui a partir dos totais acima de mil hinos e dez mil estrofes. um hino é dirigido a um único deus. endereçados a Soma. o ditado incriado de Brahmā. ou sua personificação deificada. da família de Aṅgiras. do sétimo. do quarto. sozinho. por suas subdivisões – Adhyāyas e Vargas – muitas preleções. nós estamos em dívida. quatro. mas. ou associado com outros.24 estrofes [mais de cinquenta]. Essa organização tem sido considerada como a mais antiga e a mais original das duas. ou por membros de uma mesma família. talvez. a Vāmadeva. formando. Vasiṣṭha. do Fogo e do Firmamento.7 As divindades são várias. visto que é de composição posterior ao texto. os hinos do segundo Maṇḍala são atribuídos a Gṛtsamada. a Atri e seus filhos. no qual há uma descrição do renascimento das rãs. Bharadvāja. seis dos dez ‘círculos’ compreendem hinos pelo mesmo indivíduo. e. às vezes. evidentemente. e de grande autoridade. quatro. e o deus adorado. várias das quais são peculiares aos Vedas.

e adorando. de que eles se estendem por um intervalo considerável. não infrequentemente. Há pouca dúvida. por isso apelidado de Vyāsa. possivelmente. As mesmas divindades são adoradas de um modo similar. à última das quais ele era ligado. A grande variedade de métricas empregadas mostra. um desenvolvimento progressivo dos poderes de linguagem. também. talvez. A realização desse objetivo é tradicionalmente atribuída ao filho do Ṛṣi Parāśara. em muitos casos. às vezes. A explicação de um professor vivo. ou de um comentador. sem a assistência do comentador. evidente a partir de alusões que eles fazem ao nome do autor ou de sua família. chegaram até o tempo dele. dos quais a aplicação está longe de ser óbvia. e que o conhecimento deles foi perpetuado pelo mesmo modo de instrução. Finalmente. a percepção de que alguma autoridade venerável.25 composições dos sábios patriarcais a quem eles são atribuídos é. Isso é perceptível suficientemente a partir da sua construção: eles estão repletos de frases elípticas. e eles. o que poderia ter sido somente o efeito de refinamento longo e diligente. pelos chefes de família. e a um período durante o qual nenhuma mudança de qualquer importância ocorreu na crença nacional. de preferência. verbalmente. a obscuridade do seu estilo. visto que há pouca dúvida que os hinos foram ensinados. e de todos aqueles espaços em branco e deficiências que tornam o texto escrito dos Vedas ainda ininteligível. provavelmente. deificações específicas. com uma ou duas exceções duvidosas – que são. sobre a qual suas crescentes alegações de santidade superior pudessem ser baseadas. possivelmente. embora. e nós encontramos alguns atribuídos a antigos Ṛṣis. em geral. Além da evidência interna proporcionada pela diferença de estilo. com o uso restrito da escrita – mesmo se a arte fosse conhecida naqueles tempos primitivos (um objeto de dúvida considerável) – e com o caráter do ensino sânscrito. em muitas passagens. Eles serem dirigidos ao mesmo deus é um teste menos equívoco de identidade. ou. para a exatidão da atribuição. uma pessoa de cronologia e existência bastante questionáveis. para a melhoria progressiva da literatura dos brâmanes. em diversas passagens. na tradição. deve ter sido indispensável para uma compreensão correta do significado dos Sūktas. foram compostos. com as correspondentes dificuldades de recordá-los e ensiná-los. e o número ao qual eles tinham se multiplicado. os hinos. Isso é o mais notável. tanto quanto diz respeito ao seu significado geral. mesmo no tempo atual. que supõe-se que tenha vivido na época da grande guerra entre as famílias rivais de Kuru e Pāṇḍu. até que seja explicada. transmitidas a ele por meio de uma série indefinida de instrutores precedentes. e a probabilidade é a favor de um instrutor oral. sugeriram. que não podem ser apreciadas sem aqueles detalhes adicionais que pode-se esperar que um professor vivo forneça. ou que podem admitir explicação – não oferecem nada que seja contraditório ou incongruente. chegou um período no qual a antiguidade dos hinos. o Organizador. dos autores dos próprios hinos. a partir do momento da sua primeira comunicação. enquanto outros admitem serem de composição nova ou a mais nova. mas essas indicações são de recorrência infrequente e devemos confiar. eles pertençam à mesma condição de crença. ou de escolas seguidoras de uma forma de culto semelhante. originalmente. e de moldá-los em alguma forma consistente e permanente. e que somente ele é capacitado para preencher pela maior ou menor fidelidade com a qual as explicações tradicionais dos primeiros intérpretes de viva voz. Kṛṣṇa Dvaipāyana. como preservada pela Anukramaṇikā. O relato que . e. interpolações. no qual o estudo de livros é subordinado a explicações pessoais e tradicionais do professor. e. também. as peculiaridades da linguagem. estava faltando. de epítetos gerais. porém. a conveniência de resgatar os Sūktas dispersos e obsoletos do risco do esquecimento. portanto. de comparações breves. admitem uma diferença de data. porque é a mais em harmonia com a circulação desconexa e assistemática dos hinos.

várias Saṃhitās do Atharva Veda. parecem ter sido seguidas por diferentes escolas. de cada Saṃhitā. e determinado. fábula mitológica. no entanto. 9 A fundação da filosofia Vedānta. Paila foi designado para coletar os Sūktas do Ṛc. até que as Saṃhitās do Ṛg Veda chegaram a dezesseis ou vinte. são. dos poemas religiosos. foram empregadas para preparar cada respectiva Saṃhitā ou coleção. de acordo com as concepções do professor a respeito da sua sucessão histórica ou valor litúrgico. estavam completamente desenvolvidas na data da compilação deles. e negar sua sanção às características principais dos institutos bramânicos. através de um intervalo prolongado. deve ser compreendido que elas são derivadas unicamente a partir do que está verdadeiramente diante de nós – o Primeiro Livro do Ṛg Veda. Várias leituras. ou à contradição. pouco seguro arriscar qualquer afirmação positiva a respeito do sistema de crenças e práticas religiosas ensinadas no Ṛg Veda ou a condição da sociedade que prevalecia quando seus hinos foram compostos. Livro 3. porque elas desapareceram quase totalmente. atribuídos a outras pessoas. formaram um ramo importante e popular da literatura dos brâmanes. chamado de Yajur Preto e Yajur Branco – chegaram a quarenta e dois. atribuídas a Vyāsa. contendo os mesmos hinos e fórmulas dispostos em uma ordem diferente. e Sumantu. cap. Havia. de crítica vêdica. sem dúvida. sem dúvida. de acordo com a evidência Colebrooke sobre os Vedas – Asiatic Researches. estudadas no mesmo número de escolas separadas. portanto. havia inúmeras Śākhās. agora traduzido – e que elas estão sujeitas à confirmação. mas elas consistiam. lendas poéticas.9 O interesse evidenciado na coleta e preservação dos seus hinos e fórmulas antigas é notável por eles terem. que nenhuma sanção desse tipo pode ser encontrada nele. É. 8 . (não substância). e história tradicional.26 normalmente é dado dos seus métodos mostra que a esfera de ação principal dele era a de supervisão – possivelmente sob o patrocínio do Rājā Yudhiṣṭhira. as do Yajur Veda – distinguido como duplo. Das Saṃhitās do Ṛg Veda a única agora em uso é a atribuída a um professor chamado Vedamitra ou Śākalya. aparentemente. ou escolas. e há pouca dúvida de que houve uma época na qual a reunião e classificação. 234 da tradução em português de 2012]. além dessas. também. mesmo naquele tempo. Viṣṇu Purāṇa. mas as tradições são concordantes e consistentes. anterior ao surgimento da especulação filosófica. e as do Sāma Veda a vinte e quatro. Ao oferecer quaisquer opiniões sobre esses pontos. A tradição pode ter se originado no impulso dado ao cultivo geral da literatura sânscrita pela escola. os hinos do Sāma. e seria ainda mais indiscreto arriscar uma negativa. Vol. os do Ātharvaṇa. alguns repetidos inaudivelmente. com extraordinária diligência. também. e a compilação dos Itihāsas e Purāṇas. e. já familiarizadas com os hinos dos respectivos Vedas. Vaiśampāyana. depois do seu triunfo sobre os Kurus – e que várias outras pessoas eruditas. em variedades de forma. e devem ter sido exercidos. tanto quanto podemos julgar até agora. os quais. ou de acordo com as diferenças no modo de sua recitação – alguns sendo recitados audivelmente. também. 4. talvez. fornecido poucas características das instituições religiosas e sociais que. Se as autoridades que professam detalhar a multiplicidade dessas compilações têm direito a toda confiança pode ser assunto de dúvida. Jaimini. e alguns sendo entoados ou cantados. zelo e competência. vários dos Purāṇas sendo. e estudo. 373. além da observação que parece haver pouca evidência satisfatória para a tradição. p. ou ramos. 3. e teve uma sucessão de discípulos por quem a coleção original foi repetidamente subdividida e reorganizada. embora não a tal ponto de afetar materialmente a identidade entre o original e seu descendente. o texto do Yajur. até que o tenhamos examinado totalmente. Cada um tornouse o professor de sua própria coleção. de fato. [pág.8 A natureza exata dessas distinções não é conhecida muito satisfatoriamente atualmente. Estaria fora de lugar entrar em qualquer exame da questão aqui. assim. levavam a marca de antiguidade.

em uma câmara apropriada para o propósito. às vezes. prece e louvor. que os homens preservavam o fogo constantemente aceso em suas residências (1. às quais ela ocasionalmente. pessoalmente.27 adicional que possa ser produzida. são. em alguns. ou Yajamāna. na Kuśa. vida. As primeiras são. Hinos 5. em um lugar. sete. a partir dela. para a manutenção de um fogo permanente. vacas e cavalos. e. 6. A adoração que os Sūktas descrevem compreendem oferendas. e o suco espremido e fermentado da Planta Soma. na cerimônia. 11 No segundo Aṣṭaka. e as oferendas habituais podem ser consideradas como consistindo em manteiga clarificada e no suco da Planta Soma. Colebrooke. e das libações e oblações que ele é solicitado a aceitar. em conchas. a bondade. e. gado. a partir de algumas passagens. ou recitador. Será suficiente. oferendas e libações: manteiga clarificada derramada no fogo. pode ser observado que eles não parecem oferecer nada materialmente contrário ao teor do primeiro Aṣṭaka. às vezes. também sobre o autor. no entanto. (Veja a Tradução do Sr. simbólicos. pelo professor Burnouf e pelo Dr.12 Há poucas indicações de uma esperança de imortalidade e de felicidade futura. O adorador. mas não tão comumente. proteção contra inimigos. e é claro que o culto era totalmente doméstico. oferecido.) 12 1. portanto. e. ou. no chão. que foram traduzidas e publicadas por outros estudiosos de sânscrito. por ora. um sacrifício de um cavalo. posteridade. são recitados. provavelmente. traduzidos pelo Sr. se refere. É dito. e há uma variedade considerável de sacerdotes oficiantes – em alguns casos. pessoas que não professam a mesma fé religiosa. alimento. em outras palavras. às vezes. 10 . dezesseis – pelos quais os diferentes ritos cerimoniais são realizados. nos limitarmos à evidência à mão. sua destruição. Roth. autoridades imperfeitas. principalmente. e em aprovação do rito em sua honra. nós temos dois hinos sobre a ocasião do Aśvamedha. a vastidão. ou erva sagrada. no qual sua presença é invocada. não parece ter tido. antes. embora brevemente. e por quem os Mantras. ou façanhas do passado. ou orações. qualquer parte. e suas bênçãos. ou. de um tipo temporal e pessoal – riqueza. Langlois. em retribuição de quais encômios. É verdade que nós temos um campo um pouco mais amplo para especulação. Que vítimas animais eram oferecidas em ocasiões específicas pode-se inferir de alusões breves e obscuras nos hinos do primeiro livro. são recitadas e glorificadas. Langlois. A cerimônia acontece na casa do adorador. ele é rogado a conceder bênçãos sobre a pessoa que instituiu a cerimônia. embora ele pareça ter sido.51. espalhada no chão. 11 e é deduzível. da prece. e. aspergido sobre o fogo. no entanto.4). O Sūkta quase invariavelmente combina os atributos de prece e louvor. em todos os casos. e. embora raros. dos primeiros. As bênçãos pedidas são. a respeito da fé religiosa e mitológica do povo da Índia – cujos sentimentos e noções os Sūktas enunciam – e das circunstâncias da sua condição social. algumas das conclusões mais importantes às quais ela parece levar. em sua maioria. e. mas elas não são nem frequentes nem.10 Não há menção de qualquer templo. O poder. e deduzirmos. necessariamente. necessariamente.73. embora as frequentes alusões ao acendimento ocasional da chama sagrada estejam bastante em desacordo com essa prática. especialmente pelo Sr. às vezes. vitória sobre eles. Mas essas são exceções. nota. nos outros três livros. e em partes separadas de outros livros. por causa do seu estado parcial e isolado. ou hinos. nem qualquer referência a um lugar público de adoração. As últimas. às vezes. o resíduo era bebido pelos assistentes. que sacrifícios humanos não eram desconhecidos. a generosidade. Palestra 3.8. às divindades invocadas – de que maneira não aparece exatamente. especialmente quando eles são representados como hostis à celebração de ritos religiosos. e até mesmo a beleza pessoal do deus abordado são descritos em melodias altamente laudatórias.

uma forma ou de Agni ou de Indra. embora a imortalidade dos deuses seja reconhecida. também. e a possibilidade da sua obtenção por seres humanos exemplificada no caso dos semideuses chamados Ṛbhus – elevados. a aparência de Śiva. como existe na atmosfera. enquanto. também. Yama e seu ofício como soberano dos mortos são aludidos obscuramente. Kapardin pode indicar a cabeça dele sendo cercada por chama radiante. de Rāma. 1. como ele está manifestado nos céus. embora repleta de perigos. solicitada. e até destruição. como identificado com Agni. e a segunda foi o Liṅga. de fato. mas eles lá cumprem funções muito subordinadas. é identificado com Śiva. evidentemente. e os deuses são. provavelmente. em um hino. para eles próprios. parece. ou são citados em um âmbito inferior e diferente. ter alguma relação com um atributo característico de Śiva – o uso de seu cabelo em uma trança peculiar. uma significação diferente – agora esquecida – embora ele possa ter sugerido. e dos louvores que dão a eles maior energia e poder aumentado. como um retorno pelos benefícios que se supõe que os deuses derivam das oferendas feitas a eles. no Veda. ou hino. são benefícios de um caráter mais mundano e físico. ele parece ter sido quase exclusivamente adorado na Índia – a do Liṅga ou Falo. ele é descrito como o pai dos ventos. que indique qualquer potência especial na prece. de Mahādeva. 140. a Trimūrti. a esperança é pronunciada que esse último possa ser arrependido. é de origem e identificação muito duvidosas. terceiro. mas o termo tem. e. e é. embora. uma diferença marcante entre a mitologia do Ṛg Veda e a dos poemas heroicos e Purāṇas. a Trimūrti foi o primeiro elemento na fé dos hindus. anunciadas claramente. segundo. . Religions de l’Antiquité. de Kṛṣṇa. cap. O epíteto Kapardin. em uma ou duas passagens. Há pouca procura por benefícios morais. Também não há o menor indício de outra característica importante do hinduísmo mais recente. de modo a obrigar os deuses a cumprirem os desejos do adorador – nada daquela necessidade imposta que forma uma figura tão evidente e característica na mitologia hindu de uma data posterior. como existe na terra. em épocas posteriores. Os nomes de Śiva. de Durgā. De qualquer forma. em época posterior. e. e não existe a menor alusão à forma na qual. como foi citado acima. de acordo com a maior autoridade sobre as religiões da antiguidade. que. que é aplicado a ele. não só como fogo culinário. mas que. ou expiado. nunca ocorrem. em alguns poucos casos. mas como o calor da digestão e da vida. tanto quanto sabemos até agora. ao passo que as divindades que são os grandes deuses – os Deuses Maiores – do período subsequente são ou totalmente não mencionados no Veda. por sua devoção. embora. o 13 Creuzer. Os deuses adorados não são desconhecidos aos sistemas posteriores. em tal penteado. Nós temos um Rudra. Livro 1. porém. Proteção contra os maus espíritos ( Rākṣasas) é. A próxima questão é: quem são os deuses a quem os louvores e preces são dirigidos? E aqui encontramos. O tom no qual esses são solicitados indica uma tranquila confiança em sua concessão.28 em geral. Não há nada. ou religioso. no entanto. de Kālī. o sol. como simbolizada pela sílaba mística Om. mesmo nos Purāṇas. pelo menos. como a luz. no Veda. ao posto de divindades. ou meio do céu. O primeiro compreende o elemento do Fogo sob três aspectos: primeiro. Por exemplo. e o princípio vivificante da vegetação. nenhum outro epíteto aplicável a Śiva ocorre. pela qual a realização de austeridade por um período contínuo obriga os deuses a concederem a bênção desejada. Os principais objetivos das preces. p. Agni e Indra.13 Os deuses principais do Veda são. Viṣṇu e Śiva. nos últimos dez séculos. em satisfazer suas necessidades corpóreas. ou a palavra pode ser uma interpolação. ou a combinação trina de Brahmā. ódio à mentira e aversão ao pecado sejam manifestados. na forma de raio. pedidos para livrarem o fiel do pecado de todo tipo.

em tempos posteriores – a emissão de chamas a partir 14 Veja a passagem do Mahābhārata citada em 1. aparentemente. Se atentarmos mais particularmente aos atributos de Agni.31.1). de alimentos. e ele é venerado principalmente como o representante celestial do Fogo.2). aos membros da qual muitos dos hinos do Veda são atribuídos. embora citada em mais de um lugar. As alusões dos Sūktas podem ser uma indicação figurativa do calor latente existente na água. como quando é dito que Agni é o filho do Vento. das ocasiões no qual o fogo constituía um elemento essencial da adoração dos hindus. de vida. que. como quando se diz que ele é tanto o pai quanto o filho dos deuses – nutrindo-os. ele viaja em um carro puxado por cavalos vermelhos. Personificado como um deus. é. a alma de todos os seres móveis e imóveis. como ela foi depois expandida nos Brāhmaṇas e poemas heroicos. ele é o Hotṛ. pelas oblações que ele leva para eles. Aṅgiras é. Ele é conhecido sob muitas e diferentes denominações. ou o expandiu e organizou nas várias formas nas quais ele veio. Aryaman. é reconhecido e louvado com hinos como um deus. ele é a fonte e o difusor de luz. em geral. Pūṣan. Varuṇa. e os corpos planetários. de riqueza. de fato. O significado desse mito é. de noções hindus. o significado é suficientemente óbvio: aqueles de um caráter físico falam por si mesmos. Mitra. o trabalho dos Brāhmaṇas. O Sol. no entanto. Mesmo assim. incluindo vários dos nomes preservados nos Purāṇas. ou universalidade. Agni é expressamente chamado de o primeiro e principal Aṅgiras (1. ou a má interpretação de um fenômeno natural que parece ter causado uma grande impressão. em um lugar (1. e muitas divindades inferiores são consideradas meramente suas manifestações. na liturgia vêdica. e. Os atos e atributos de outros deuses são. atribuídos a ele. explicado em outra passagem. Ele é identificado com Yama.14 Dos atributos de Agni. levando as invocações e as oferendas dos primeiros aos últimos. o sol não ocupa aquele lugar de destaque. em outro. ele é imortal. o identifica com Aṅgiras. o concessor de vitória. a ser praticado.71.29 amanhecer.3). Varuṇa. ou sacerdote. Uma curiosa série de alusões. que convoca os deuses para a cerimônia. por fim. na qual se diz que os Aṅgirasas primeiro asseguraram Agni. ele é o servo dos homens e deuses. o destruidor e renovador de todas as coisas. evidentemente de uma antiguidade remota. usado em lugar da repetição do nome Agni. ele pode assumir a forma ou natureza de qualquer outro deus que seja invocado para um rito cerimonial. como Viṣṇu. e seu detalhamento mais minucioso é. o qual ele parece ter ocupado na dos antigos persas. no Veda. que nada mais são do que o Sol diversificado como presidindo cada mês do ano solar. . de gado. daí devotos subsequentes preservaram seus fogos e praticaram seus ritos (1. desfrutando de juventude perpétua. naturalmente. e atribui a multiplicação. com o Sol. Mitra. por medo dos inimigos dos deuses. de saúde. A lenda de ele se esconder nas águas. e o fundador de uma célebre família santa. bastante palpável. bem como nos Purāṇas. dotado de poder e esplendor infinitos. também.1. O teor da lenda. ou introduziu o culto com fogo. provavelmente. a Aṅgiras e seus descendentes.6). o que dá a entender claramente que essa família sacerdotal. ou sacerdote familiar. ou escola.1. enquanto o ato de oferecer essas oblações é o dever de um filho. igualmente sugere o último. e com o eterno Vhedas (1. não é narrada muito explicitamente. não raro.6. é um Patriarca e Ṛṣi. e a alegoria transmitida por outros. encontraremos neles aquela confusão que pode ser esperada por causa dos vários personagens que ele desempenha.72. ou surge. Como o fogo do sacrifício. o Purohita. e suas manifestações são conhecidas como Ādityas. nota. como um pai. Bhaga e Tvaṣṭṛ. que realiza o rito em nome do dono da casa.

Viṣṇu Purāṇa 3. na adoração hindu. Ele é representado como de olhos dourados e mãos douradas. como o descobridor e salvador das vacas. ou na forma de ar inflamável. ele é o possuidor e doador de riquezas. filho de Kṛṣṇa. Nas versões do conflito encontradas em obras posteriores. personificada como um demônio chamado Ahi ou Vṛtra. o destruidor dos inimigos dos ritos religiosos. e fixado as constelações no céu. [pág. para os autores dos Sūktas. Essa disputa com as nuvens parece ter sugerido. que se refere a ele na forma de um carneiro. o caráter guerreiro de Indra em outras ocasiões. e da adoração dele por nações vizinhas. apenas três Sūktas dirigidos a ele. ou como resultado de ação vulcânica submarina. também. . e surge. a metamorfose sugira alguma analogia entre ele e Júpiter-Amon. o concessor de vitória para seus adoradores. e da ação real da eletricidade da atmosfera. 15 Veja a lenda de Aurva. e como sofrendo. mutilação. quando adorado devotamente. se isso não for um enxerto não autorizado sobre o tronco original. que tinham sido roubadas por um Asura chamado Paṇi ou Bala.30 da superfície da água. ocupa um lugar muito menos visível. O texto do Veda. Ele é uma personificação dos fenômenos do firmamento.62. a linguagem de fato e ficção é suscetível de ser misturada e confundida na descrição desse conflito. no primeiro livro. sem dúvida. ser mais vasto do que o céu e a terra. e tê-los separado.15 A deificação de Indra é mais consistente. Cap. que trava uma guerra duvidosa com o rei dos deuses. pertence à parte poética da personificação. Como em todas as alegorias. da tradução em português de 2012]. até que são atacadas e atravessadas pelo raio de Indra. Nève. com demasiada rapidez. ferimentos e morte. e até mesmo em sua idade. um Asura. e Vṛtra se torna um personagem real. ele é a fonte de luz. De outro. É dito que ele é curador de lepra. quando originalmente unidos (1. e a nuvem. Sūrya ou Savitṛ. por sete – significando os sete dias da semana. Nós temos. referências alegóricas à localidade do firmamento. Um mito popular o representa. daquele caráter de bravura pessoal derivado da sua derrota metafórica de Vṛtra. e nos poemas heroicos e Purāṇas. o qual parece ser mais especialmente apropriado para ele. porque ele não tem funções incongruentes a cumprir. e quando propiciado pelo suco Soma. ou rei dos Asuras. e de garantir o triunfo daqueles que ele favorece. em uma passagem notável no primeiro livro. particularmente na qualidade de mandar chuva. como é dito às vezes. 245. nota 1. é representada como combatendo Indra com todos os atributos de um inimigo pessoal. ele é o dador de bênçãos temporais para seus adoradores. como quando ele é dito ter elevado o sol. reconhece uma diferença de grau na relativa dignidade dos deuses. Como Agni e Indra. entre o céu e a terra. na batalha. embora. embora uma lenda seja concebida para responder pelas últimas. 8. Como Agni. que são relutantes em se desfazer dos seus estoques de água. O Sol. e ele é descrito especialmente na forma de deus das batalhas.7). e o concessor de todas as bênçãos temporais. do que poderíamos antecipar a partir da magnificência visível desse luminar. ou. e eles não transmitem muito notavelmente reconhecimento expressivo da sua supremacia. como observado pelo Sr. o que pode ter dado origem à lenda mais moderna de ele ter curado Sāmba. nenhuma explicação muito satisfatória é dada. na descida das chuvas fertilizantes. individualmente. movendo-se. a alegoria original é perdida de vista completamente. Sua participação nas guerras de tribos e príncipes. Essa propriedade é descrita metaforicamente como um conflito com as nuvens. ou dos sacerdotes ou dos deuses. meras figuras de linguagem. e o destruidor das cidades dos Asuras. dessa doença. Alguns dos atributos dele são. e que tem o efeito de inspirá-lo com entusiasmo e coragem. em uma carruagem puxada por dois cavalos de patas brancas. obviamente.

O comentador diz que ele é um deus que preside o dia. em todos os quais não temos traço da posição que lhe é atribuída. (1. Aryaman nunca é citado sozinho. ou filhos de Rudra. em Vāyu. – Veja Burnouf. além de ser mencionado ocasionalmente. pelo contrário. mas ele é mencionado como Trivikrama. em conjunto com Varuṇa. ou associado com Varuṇa e Aryaman. aos menores. Isso pode ter sugerido a lenda. Os Maruts. especialmente contra ladrões. uma parte importante da adoração é desfrutada por um grupo declaradamente subordinado a Indra – envolvendo uma alegoria óbvia – os Maruts. e há pouca dúvida de que os três passos. o que o Sr. Introdução ao vol. uma metáfora óbvia. O título de rei ou monarca. ou Terra. são frequentemente tratados como os atendentes e aliados de Indra. na mitologia posterior. Colebrooke pensou que pode ter formado a base da lenda purânica do Avatāra anão. em algumas ocasiões. um dispensador de água.13). ou Ventos. ele concede riqueza. nessa qualidade. nessa parte do Veda. e torna amplo o caminho do sol. são especialmente os filhos de Aditi. e aos velhos. e auxiliando e estimulando os esforços dele. e a última. mas pouco é dito sobre ele. são os três períodos do curso do sol – sua ascensão. mas alguns deles são abordados individualmente. principalmente em associação com Indra – com quem ele é identificado por comentadores do Veda. o que é. de soberano das águas. em qual caso ela é.27. é dito dele. identificada. que são naturalmente associados ao firmamento. de Rudras. 22. evidentemente. em geral. no primeiro livro. um hino para si próprio. seja alegórico. unidos a ele na batalha com Vṛtra. afasta o mal. ou aquele que deu três passos ou passadas. associados. o caráter de mãe dos deuses. e. e. não parecem ser muito precisas. mas sem sucesso. na mesma estrofe. que ele conhece o vôo das aves e a sucessão periódica dos meses. aqui mencionados. que tem. é dito que ele é o Isso é expressamente afirmado desse modo por Durgācārya. também. com Mitra e Varuṇa: nós temos um texto identificando-o com o sol. e. Eles são. provavelmente. embora. embora não seja muito pior do que outras explicações do nome que os comentaristas têm sugerido. e diz-se que a lua se move pelo comando dele. ele é chamado de senhor da luz. que. p. em seu comentário sobre o Nirukta. permanecendo no oceano. Entre os deuses menores. com Agni. parece não ter nenhuma base melhor do que uma etimologia proposta do nome – "Não (mā) chore (rodīh)" – que é meramente fantasiosa. ele conhece o rumo dos navios. tem. também. alegórica. um deus do vento. e. Não há hino separado para Viṣṇu. As noções nutridas sobre Varuṇa. cujo principal propósito é pedir a proteção dele em uma viagem. as constelações são chamadas de seus atos sagrados. de fato. Sua participação na produção de chuva. também. Pūṣan. mas também é dito. anunciado que eles eram. Eles são chamados de filhos de Pṛśni. Os Ādityas. mas nenhuma alusão à noção de Avatāras ocorre no Veda. e se tornaram imortais por adorarem Agni. e ele sustenta a luz no alto. são representações figurativas de fenômenos físicos. aos jovens. Rājā ou Samrāṭ. além da sua conexão com o sol. O comentador se esforça para ligar a história da origem deles com aquela narrada nos Purāṇas. Com Mitra. ou até mesmo com o Universo.31 proclamando veneração aos grandes deuses. e protege o gado. sem dúvida. e o comentador diz que ele preside o crepúsculo. Pouco é falado dos Ādityas coletivamente. também. Varuṇa ocupa um lugar muito mais visível nos hinos: é dito que ele é um deus que preside a noite. isso.16 Mitra nunca é abordado sozinho: ele aparece entre os Viśvedevas (ou deuses coletivamente). Nós temos. expressando a ação do vento sobre o fogo. ou Sóis menores. o significado de quais filiações não é muito claro. É. mais usualmente. com a Terra. 16 . Em uma passagem muito obscura. 3 do Bhāgavata Purāṇa. absurda como ela é. originalmente. de explicação fácil. no entanto. culminação e ocaso. é muito comumente ligado ao seu nome. mortais. e sua natureza feroz e impetuosa.

De Rudra. que preside a terra. são os dois Aśvins – os filhos do Sol. A grande importância atribuída ao suco dessa planta é uma parte singular do antigo ritual hindu: ele é suficientemente proeminente mesmo nessa parte do Ṛg Veda. e livrando-os da dificuldade e do perigo. com muito mais frequência do que qualquer um dos anteriores (exceto os Maruts). sem dúvida. chamados de Nāsatyas – em quem não há falsidade. com o sol forma uma parte natural da adoração solar: vários hinos são endereçados a ela. Eles são representados como sempre jovens. é. tanto quanto podemos compreender seu caráter a partir das estrofes ocasionais dirigidas a ele. A única explicação da qual isso é suscetível é. o Āditya. que se erguem. seus dirigentes. Agni não parece ter quaisquer múltiplos subordinados. pois eles são os médicos dos deuses. como afirmam algumas autoridades. é verdade. portanto. e. em qualquer grau notável. não são explanadas muito distintamente nessa parte do Veda. viajando em um carro de três rodas e triangular. no entanto. que eles têm o mar (Sindhu). por suas façanhas. com o atributo adicional de presidir a prece. ao brilho do sol. Isso. de matador de heróis. como sua mãe. que a descoberta das propriedades estimulantes. ou sol. ou melhor. concedendo benefícios para seus adoradores. igualmente. permitindo-lhes frustrar ou superar seus inimigos. real ou personificada. Ele é chamado. Eles são. também. As propriedades características dessa divindade. do oceano. naturalmente. Tenta-se afastar pela prece os efeitos da ira dele sobre homens e . puxado por burros. mas de cuja origem nós não temos tal lenda no Veda. ao se familiarizarem pela primeira vez com seus efeitos. Eles são. de um modo muito menos duvidoso. Em um lugar é dito. O Sabeísmo dos hindus – se pode ser assim chamado – é completamente diferente daquele dos caldeus. em qual período eles devem ser adorados com libações de suco Soma. parece ser identificável com Agni. como luminares divinos. Indra e Savitṛ. ou solar. também. dependentes de. como as portas do salão de sacrifício. Seus assuntos parecem estar mais na terra do que no céu. Eles são chamados de Dasras – destruidores. ligados. e identificáveis com. são consideradas personificações de Agni. muitas alvoradas. cuja linguagem não envolve mistério. no entanto.32 deus. o deleite. ou Uṣasas. têm seus respectivos partidários. de fato. mas Indra também o é. da qual eles não parecem ter participado com o sol. objetos de louvor. e são citados como os precursores da alvorada. e como se envolvendo com uma variedade de transações humanas. em diversas passagens. Brahmaṇaspati. Semideuses que são. bonitos. mas é explicado que isso sugere a sua identidade. talvez. do que à celeste. bem como a surpresa. mas é ditada pelas propriedades óbvias da manhã. segundo a mitologia ulterior. do suco fermentado da planta deve ter excitado em mentes simples. A conexão da aurora personificada. e esse é. exceto nas deificações muito anômalas chamadas Āprīs. auxiliando-os em suas necessidades. no entanto. mas quase todo o Sāma Veda é dedicado ao seu louvor. aplicados à planta Soma. e eles pertencem. aparentemente. a Asclepias acida. pouco mais do que uma repetição do Soma Maṇḍala do Ṛc. não raro descritas pitorescamente e poeticamente. mais à mitologia heroica. daquela ferocidade e ira que pertencem ao Rudra de uma data posterior. ou antes. as quais. embora a lua pareça ser ocasionalmente indicada sob o nome Soma – especialmente quando citada como dissipando escuridão –o nome e a adoração são. totalmente diferente de qualquer adoração da lua ou dos planetas. ou de inimigos ou de doenças. se não inebriantes. As constelações nunca são mencionadas como objetos de veneração ou culto. mas pode-se duvidar se ele compartilha. tanto quanto avançamos até agora. ou Uṣas. com o sol e a lua. ao omitir a adoração dos planetas. embora incluindo certas divindades femininas e objetos insensíveis. o caráter é incerto.

e o resto. Ou. até mesmo o sol – são abordados em linguagem tão evidentemente ditada por atributos físicos palpáveis. e da variedade de suas funções”. de fato. provavelmente.1) de ‘a alma de tudo o que se move ou que é imóvel’. Se os autores deles nutriam qualquer crença em um criador e governante do universo certamente não aparece a partir de qualquer passagem encontrada até agora. a considerar Rudra como uma forma ou denominação do fogo. a um período muito posterior à composição dos Sūktas. “três deuses: Agni. da noite. ou fogo.33 animais. que. em outra. que é chamado lá (1. são chamados de filhos dele. mas meramente como a agregação dos deuses em outra parte mencionados separadamente. em seu próprio lugar. concordar em aceitar a afirmação de Yāska. no entanto. – para justificar a outra afirmação de Yāska. e nos Purāṇas. portanto. – limitando a nossa negação à presente porção do Ṛc. e afirma que existe só um deus. em uma passagem. uma expressão que deve. também. Há. ou firmamento. nessa parte do Veda. e não maligno e irascível. Agni e Indra. evidentemente. Não há nada. o céu. Mitra. de forma inequívoca. com o último. em um hino dedicado exclusivamente a esse deus (1. e nós não temos. mas ele é. no texto.10). e instrutora dele na realização de sacrifício. sua presidência sobre plantas medicinais e remoção de doenças – atributos de um deus benevolente. mas não há fundamento para isso. que é chamada de filha de Manus. ao mesmo tempo. – como o sol é apenas uma manifestação do fogo.17 A Anukramaṇikā vai mais longe. Varuṇa. invocado como sábio e generoso. a Grande Alma (Mahān Ātmā). ou Indra. ou pelas personificações alegóricas mais óbvias. não literalmente. citando. por enquanto. subservientes à diversificação de seus louvores por causa da imensidão e variedade de seus atributos”. na terra. – podemos separar todas as formas em duas. que “todos os deuses são apenas partes de um ātman. a planta Soma. Algumas delas são como toda religião imaginativa cria: personificações da terra.27. de acordo com o comentador. Divindades femininas fazem seu aparecimento. mas nós temos o nome aplicado. e dador de felicidade. materiais suficientes sobre os quais construirmos qualquer teoria sobre seus atributos e caráter. do mar. Das outras personificações divinas que ocorrem nesse primeiro livro os detalhes são muito poucos para autorizar qualquer generalização incriticável.115. ou que a adoração de tais elementos 17 Nirukta. sem dúvida. Agni. uma classe de deuses inferiores. Até agora. no céu. A única exceção é a de Iḷā. no Veda. se aplica apenas ao Sol. ser compreendida figurativamente. . Os Viśvadevas. ou alma. de cada um dos quais há muitas denominações. mas o que isso significa requer maior elucidação. Indra. e suas características peculiares são. como a classe específica que é citada por Manu. e essa relação o igualaria a Indra.5. não aparecem. em apoio dessa doutrina. Nós verificamos desse modo que a maioria. são os seguidores de Indra. os Maruts. são adoradores de Agni. os objetos da adoração primitiva dos hindus – o fogo. ou deuses universais. que mal podemos pensar que eles foram inspirados por qualquer sentimento profundo de veneração ou de fé. expressivas de sua grandeza. mas. portanto. ou Ventos. e podemos nos contentar. que há. e Sūrya. 1. Vāyu ou Indra. mas são apenas citadas. Nós podemos. a Agni. sendo os mesmos que os Maruts. sem que nada seja narrado a respeito delas. o criador da fertilidade. e de coisas inanimadas. O termo denota. chamados Rudras. se não todos os deuses citados nos hinos do Ṛc – até onde os do primeiro Aṣṭaka se estendem – são resolúveis em três: Agni. o ‘terrível Agni’. e. também. Rudra pode ser identificado com Indra.4. uma passagem que. no entanto. Daivata Kāṇḍa. A noção de uma alma do mundo pertence. no firmamento. Como observado acima. e o sol. entretanto.

um homem rico ou respeitável. e nós dificilmente podemos supor que eles tenham estado. a derrubada de cujas numerosas cidades é tantas vezes falada. e os hindus devem ter se distribuído para o litoral. mas intrusa.64. abuso de conjetura para identificar os Dasyus com as tribos nativas da Índia. ou hindu. dos Dasyus foram destruídas. nós devemos entender pela expressão Dasyu. . e incomodar seus realizadores.15). perturbar seus ritos. ao pedir vida longa – quando o adorador pede cem invernos (himas). como contrastados um com o outro. eram um povo nômade e pastoral. é tornado provável por causa da expressão peculiar utilizada. respeitável. ou continente (dvīpa). diante de cujo raio as numerosas cidades. uma benção que provavelmente não seria desejada pelos nativos de um clima quente (1. e temos uma expedição naval contra uma ilha estrangeira. Deixando a questão da religião original dos hindus para investigação ulterior. há pouca dúvida. se recusando a adotar o cerimonial dos Árias. no período da composição dos hinos.25. com o objetivo de ajustar os anos solar e lunar um ao outro. porque a adoção de um mês intercalado. portanto. um assaltante. e invasores estrangeiros da Índia. Dasyu. especialmente a cevada (1. Que os hindus não eram nômades é evidente a partir das repetidas alusões às moradias fixas. significa um ladrão. Eles parecem. um povo agrícola. portanto. e que é muitas vezes definida significar aquele que não só não executa ritos religiosos. uma tribo mais civilizada. dotados de mais do que atividade intelectual comum e agudeza de percepção. Por mais extravagantes que sejam as expressões. e de cavalos e gado. que os hindus. mas temos comerciantes descritos como se apertando energicamente a bordo de navios. os trabalhos do carpinteiro. o que é mais notável. em um grau ainda maior. e a fabricação de ouro e de armaduras de ferro. depois de destruir as tribos nativas bárbaras. eles eram um povo marítimo e mercantil. nesse aspecto. é mencionada (1.100. antes que eles pudessem ter se empenhado em navegação e comércio. em mais de uma ocasião. pois a arte da tecelagem. por causa de lucro (1. possivelmente ao longo do Sindhu ou Indo. e. mas os dois termos são usados constantemente.116). ou aldeias. também. talvez. Tem sido uma noção favorita. e valendo-se de todas as oportunidades para atacá-los. atrás de seus inimigos bárbaros.14).23. pelo menos comparativamente.56.2). até certo ponto. mas tenta perturbá-los. os últimos são os Āryas: a raça Ária. porque os Árias mereciam o auxílio de Indra. Eles devem. A civilização deve ter. especialmente como procedentes de homens de talento e observação evidentes. ou Ariana. nós mal podemos imaginá-las terem sido proferidas a sério. e não é sustentada por quaisquer afirmações mais positivas. frustrada por um naufrágio (1. Um povo pastoral eles podem ter sido. para levar seu gado. em linguagem posterior. mas eles eram. e pela menção de produtos agrícolas. e cidades.34 simples e manifestos os contemplava de qualquer outro ponto de vista que não símbolos do poder de um criador. a qual se repete tão frequentemente. nós podemos agora considerar qual grau de luz essa parte do Veda reflete sobre a condição social e política deles. Não apenas os Sūktas são familiarizados com o oceano e seus fenômenos.8). não requerendo. como é evidenciado por suas súplicas por chuva abundante e pela fertilidade da terra. ter sido um povo de pele clara. e como expressões de antagonistas religiosos e políticos. ter feito algum avanço em cálculo astronômico. feito um progresso considerável. Eles eram um povo manufatureiro. para Cutch e Gujarat. também. são citados. ou que eles eram um povo do norte. Essa opinião parece se basear unicamente nas frequentes solicitações de alimentos. porque é dito (1. parece. já que essas. que são encontradas nos hinos. no texto do Veda. também. Que eles tinham se expandido de um lugar mais ao norte. e impedir seu progresso – com pouco proveito. e aldeias. de alguns estudiosos eminentes.18) que Indra dividiu os campos entre seus amigos de cor branca. e Ārya.

ocorre. Sempre que mencionada coletivamente. Uns poucos são idênticos. sejam Brāhmaṇas. sem dúvida. embora. Vol. que. Brâmane é encontrada. descritos como em hostilidade uns com os outros. um kṣatriya por nascimento. no qual as quatro castas são especificadas por nome. ou classes. dos seus pés surgiu o homem servil (śūdra)". Brahmā ocorre como o louvador. é indiscutivelmente evidente que os hinos que o compõem representam uma forma de culto religioso. Kṣatriya. embora. é.1). sob príncipes pequenos e disputantes. pois.18 Mais pesquisas são necessárias. antes que um parecer final possa ser pronunciado. no oitavo Aṣṭaka. O comentador explica que esse termo denota as quatro castas. e a lenda usual da origem delas a partir de Brahmā. Vaiśya e Śūdra. Itihāsas (ou poemas heroicos). não raro. expressa as impressões recebidas da sua própria época. e em nenhum dos casos implica necessariamente um brâmane por casta. Os príncipes citados são. ou seres (pañca kṣitayaḥ). a linguagem dos Sūktas – do primeiro Aṣṭaka. 7. ou louvor. e personalidades do Veda. todos os deuses mais populares. e todo o corpo dos personagens heroicos e purânicos. mencionada. Brâmane. Colebrooke. portanto. nenhuma alusão às quais. p. no entanto. as distinções de casta. mas mesmo isso mal pode ser considerado como decisivo. muitos dos quais são peculiares ao Veda. nem aquela de Vaiśya. Que o último precedeu os primeiros por um vasto intervalo é. e personificações. Brahma geralmente implica oração. portanto. nos Sūktas do Ṛg Veda. exerce as funções do sacerdócio. – Colebrooke sobre as Cerimônias Religiosas dos Hindus. sem dúvida. lá. uma inferência necessária. Indra e Agni. ou. mas em qual sentido é questionável. Há uma frase que é a favor de considerar o brâmane como o membro de uma casta. exceto a especificação de diversos nomes de príncipes. Upaniṣads. em um lugar. Um hino que ocorre em uma parte subsequente do Veda. não têm lugar. a mesma que continuou a ser até a conquista muçulmana – dividida em partes entre os principados insignificantes. foi traduzido pelo Sr. na sua forma masculina. mas a grande massa do ritual. ou recitador do hino (1. pois o imenso e complicado mecanismo de toda No Puruṣa Sūkta. distinguindo-a da casta militar (1. às vezes. e a condição das províncias da Índia ocupada pelos hindus era. assim denominado.7): "Se vocês.35 Nós não temos nenhuma indicação específica da condição política dos hindus. sua coxa foi transformada em um lavrador (vaiśya). 251. e uma condição de sociedade muito diferentes daquelas que encontramos em todas as outras autoridades escriturais dos hindus. literalmente. não é explícita de modo algum. Asiatic Researches.1). naturalmente. e a bárbara. pois Viś. ou alimento sacrifical.10. que preside o cerimonial de um sacrifício (1. ou Purāṇas. ou Niṣāda. pelo menos. até aqui. mas a nomenclatura evidentemente pertence a um período anterior à construção das dinastias do Sol e da Lua. seu braço foi tornado um soldado (kṣatriya). que os sacerdotes oficiantes podiam não ser brâmanes torna-se evidente a partir da parte tida por Viśvāmitra no sacrifício de Śunaḥśepa. Várias noções. 18 .105. alguma vez se deleitaram [na casa de] um brâmane. ou como o sacerdote específico. Na forma neutra. segundo a tradição. Sobre um assunto de primordial importância na história da sociedade hindu. a qual ocorre. Nós não encontramos as denominações Kṣatriya ou Śūdra em nenhum texto do primeiro livro. ou. temos este verso: "Sua boca tornou-se um sacerdote (brâmane).80. embora algumas questões muito importantes ainda precisem ser respondidas. um sinônimo de homem em geral.108. com modificações importantes. possivelmente as principais leis e distinções da sociedade. ou de um Rājā [príncipe]. preservação (1. é dito que a humanidade é separada em cinco tipos. nem parte. A partir desse estudo dos conteúdos do primeiro livro do Ṛg Veda. cinco homens. e diferem daqueles dos poemas heroicos e Purāṇas. foram adotadas e transmitidas para os períodos posteriores. mas Sāyaṇa.15). então venham para cá".

regras para a aplicação das passagens citadas nos Brāhmaṇas para cerimônias religiosas. ou oitavo. No entanto. um sistema de ecletismo compilado das Upaniṣads. citando seus conteúdos de um modo que prova que a sua compilação coletiva tinha se tornado extensivamente corrente e era facilmente identificável. os poemas. uma sucessão de escolas envolvidas na coleta. desse modo. os Vedānta Sūtras sendo. Essas obras eram. consequentemente. Isso nos levaria. ao sétimo. O Sr. sociais e políticas que. declaradamente. Nós temos. mil anos não seria um intervalo muito longo para as condições alteradas que são descritas nas composições mais antigas e nas mais recentes. Os próprios Sūktas são. posteriores às Upaniṣads. o Sāṃkhya. cuja cosmogonia é. tanto civis quanto religiosas. como muitas das tradições genealógicas e históricas preservadas pelo Rāmāyaṇa. uma leve sugestão de que opiniões budistas estavam começando a exercer uma influência sobre as mentes dos homens – na admissão que a maior das virtudes é a abstinência de dano aos seres vivos – o que faria suas leis posteriores ao sexto século AEC. contemporâneas dos aforismos litúrgicos. antes de eles serem reunidos nas Saṃhitās. obras de autores aos quais uma grande antiguidade é atribuída – Āpastamba. Mas. portanto. e não podemos admitir menos de quatro ou cinco séculos para a composição e circulação dos hinos. ou sexto. caindo no esquecimento. no intervalo. e é. composições de vários períodos – como podemos concluir de evidências internas – e estavam. Isso nos levará à mesma era que aquela que foi previamente calculada. então. Se os hinos da Saṃhitā são genuínos – e não há razão por que eles não deveriam ser. a origem e a sucessão das dinastias reais. organização. que o Brāhmaṇa exibe. nós não podemos colocar Manu abaixo do quinto. que citam os Brāhmaṇas como suas autoridades. Manu não cita Avatāras. Dos Sūtras filosóficos. destinadas a explicar e esclarecer a filosofia e as práticas do Veda. a expansão dos hindus pela Índia. independente do Veda. são encontradas nos Sūtras litúrgicos. também. admitido ser muito anterior ao crescimento do culto deles como estabelecido no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. após o que vêm os Brāhmaṇas. Há. pelo menos. e são. provavelmente. nem Kṛṣṇa. o Mahābhārata. mas podem ter tido suas bases na realidade. então o curso de eventos. e os Purāṇas provavelmente não são meras invenções. e remodelação delas. as peças de teatro. que parece ser o sistema mais antigo. a partir de dados . e a formação de principados poderosos. todos desconhecidos da Saṃhitā. em Manu. conjeturando que as prováveis datas dos poemas heroicos são aproximadamente o terceiro século AEC. pelo menos. e muitas de cujas leis. e outros. embora atribuídas a nomes de celebridades antigas – Jaimini e Vyāsa. são igualmente indicativos do lapso de séculos entre a composição dos Sūktas e a data das primeiras obras que são posteriores às grandes mudanças religiosas. além do qual temos todo o corpo filosófico e literatura vêdica. eu tomei conhecimento por intermédio do Dr. possivelmente. Müller.36 a literatura e mitologia dos hindus deve ter tido um desenvolvimento lento e gradual. tinham ocorrido. e a ocorrência daquelas mudanças importantes. levar a uma aproximação da era do primeiro. do Sāṃkhya e do Vedānta. nem Rāma. necessariamente posteriores à Saṃhitā e ao Brāhmaṇa. Colebrooke. e. é. evidentemente. para a época do Brāhmaṇa. todos esses escritos são mais antigos que Manu. ou cerca de doze ou treze séculos AEC. mas a Pūrva e Uttara Mīmāṃsās são. se há alguma sombra de verdade nas partes históricas do Rāmāyaṇa e do Mahābhārata – e deve haver alguma. Kātyāyana. Depois dos Brāhmaṇas vêm os Sūtras. Agora. reconhecidamente. Considerações deduzidas do progresso provável da literatura hindu são calculadas para confirmar esse ponto de vista da distância que separa a época do Veda daquela dos escritos posteriores. e. talvez.

ou Sūtras. por manter as denominações originais das divisões do Veda como Saṃhitā. Adhyāya. porque as cerimônias são. a quem ele é endereçado.19 Tudo isso deve. Livro. que. Aṣṭaka. Essas duas últimas partes são puramente técnicas. daria aos Sūktas uma antiguidade maior. que eles se utilizaram dos meios que sua situação e influência lhes garantiam. uma justificativa. da estrutura rítmica dos vários Ṛcas. e Seção pudessem ter sido usados como 19 20 Asiatic Researches. desde os tempos mais primitivos. mas obras originais sobre gramática e lei. e do Viniyoga. Anuvāka. se não uma desculpa. e muitas obras importantes são atribuídas a eles – não só escólios sobre as Saṃhitās e os Brāhmaṇas dos Vedas. do deus. 20 Sāyaṇa Ācārya era o irmão de Mādhava Ācārya. A primeira interpreta o texto original. narra-a em detalhes. 283. pelo Dr. Eu fui incapaz de fazer uso dessa última parte da descrição. ou melhor. uma data não muito distante da que é aqui sugerida. nem épocas fixas. se não a todos. Nós não podemos estar muito errados. ou estrofes. e são merecidamente tidas na mais alta estima. são citados. Os escólios de Sāyaṇa sobre o texto do Ṛg Veda compreendem três partes distintas. e ela pode estar longe da verdade. sem dúvida. no entanto. ou daquele dos seus assistentes. nem história comparativa. o traduz para um sânscrito mais moderno. pois. embora a interpretação de Sāyaṇa possa ser. ou deuses. e. Palestra. em vez de tentar expressá-las por meio de equivalentes em inglês. e seus detalhes peculiares não podem ser determinados sem uma investigação mais trabalhosa do que a importância ou interesse do assunto me pareceu demandar. principalmente. segundo o sistema de Pāṇini. Pareceu-me. e com as quais eles. ao lidarmos com a cronologia hindu. Maṇḍala. . A primeira parte constitui a base da tradução inglesa. Eu tenho. XIV. a partir de uma compilação de manuscritos. de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. pois. sem dúvida.37 astronômicos. e Vol. quatorze séculos AEC. indicadas por seus títulos apenas. o primeiro-ministro de Vīra Bukka Rāya. Além dessas divisões do seu comentário. no entanto. não temos marcos dignos de confiança. e em considerar que eles estão entre os registros mais antigos existentes do mundo antigo. e deve ter estado em posse. Rājā de Vijayanagara no séc. ou de partes dele. vii. 8. publicados. dos quais ele deu uma descrição em sua Introdução. compiladas sob vantagens peculiares. sem dúvida. não se pretende nada mais que conjetura. em atribuir uma data muito remota à maioria. o fato sendo. para nos guiar. Suas obras foram. Sūkta e Varga. a aplicação do hino. Capítulo. ou Saṃhitā. embora os termos Coleção. a parte seguinte do comentário é uma análise gramatical do texto. Ambos os irmãos são célebres como estudiosos. um patrono generoso da literatura hindu. um conhecimento do seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. e são intraduzíveis. Prefácio. Sāyaṇa prefacia cada Sūkta por uma especificação do seu autor. ser recebido com grande reserva. portanto. 7. Hino. porque ele coloca a sua agregação. preenche qualquer elipse. O texto que serviu para a seguinte tradução compreende os Sūktas do Ṛg Veda e o comentário de Sāyaṇa Ācārya. e empregaram os brâmanes mais eruditos que puderam atrair para Vijayanagara nas obras que levam o nome deles. 483. Müller. contribuíram com seu próprio trabalho e erudição. ou Ṛṣi. ele tinha. cujos aforismos. p. talvez. os Sūktas do Ṛg Veda. se alguma lenda é brevemente mencionada. aos ritos religiosos nos quais eles devem ser repetidos. e a terceira parte é uma explicação sobre a acentuação das várias palavras. também. Ṛg-Veda. ocasionalmente. portanto. que oferecer. questionada. Círculo. ou através do seu próprio conhecimento. Ao propor as datas acima. pelo ensino tradicional. Vol.

A descrição dos diferentes tipos será encontrada no Essay on Sanskrit and Prakrit Prosody [Ensaio sobre Prosódia Sânscrita e Prácrita]. 1º de julho de 1850. fossem admissíveis. H. Colebrooke. do Sr. H. seu significado convencional sendo prontamente lembrado. e somente os representei em caracteres romanos. e. WILSON. Eu considerei aconselhável.38 substitutos. tratar os termos originais como se eles fossem nomes próprios. de um modo geral. no décimo volume das Asiatic Researches [Pesquisas Asiáticas]. Eu não receio que qualquer grande inconveniente será sentido por causa do uso dessas designações originais. Eu também especifiquei a métrica que é usada em cada Sūkta a fim de mostrar a variedade que prevalece. e seu uso poderia ter levado a impressões errôneas. contudo eles em nenhuma circunstância expressavam exatamente o significado dos originais. portanto. .

cinco a Mitra e Varuṇa. embora consista em pouco mais que o oferecimento. Agastya e sua esposa que são os interlocutores em um. alguns do total são fantasiosos. cujo poder e benevolência são glorificados. Grama.13. é confirmado pelos novos dados fornecidos no presente volume. as supostas divindades de um Sūkta cada. para quem um hino é endereçado. alguns dos objetos são seres humanos. e que são solicitados a conceder alimentos. que são chamados para estarem presentes.] A publicação do texto da segunda divisão do Ṛg Veda pelo professor Müller fornece autoridade segura para a continuação da tradução. Savitṛ. aos deuses. como o Rājā Svanaya. Alimento. Água. Existem alguns hinos nesse livro que evidentemente implicam um enxerto recente do . mas é celebrada através da ação de um grupo de sacerdotes bastante imponente. gado. por exemplo.39 Introdução ao Segundo Aṣṭaka [Que vai do Hino 122 do Primeiro Livro ao Hino 6 do Terceiro Livro. e sem o qual ele teria sido provavelmente retirado do prelo: pouco interesse na obra tem sido manifestado nesse país. enquanto que os incidentes lendários são relativamente escassos. sob o mesmo patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais. Céu e Terra. a linguagem de panegírico geral sendo muito mais difusa nesse Aṣṭaka do que no primeiro. contados com muito menos detalhes. na sua maior parte individualmente. A adoração é a do fogo e dos elementos. seis são dirigidos aos Aśvins. que logo serão citados mais detalhadamente. Os pormenores que são narrados de Agni são pouco mais que repetições daqueles atribuídos a ele no Primeiro Aṣṭaka. como. cinco aos Viśvedevas. e. e os principais objetivos de cada prece e hino são as coisas boas da vida atual. Os principais objetos de culto individual são os mesmos que no volume anterior. O ponto de vista que foi adotado na introdução ao volume anterior. os Ādityas e Pūṣan. aos Aśvins (2. como Pitu. com os ventos ou os Maruts. e posteridade para os indivíduos que realizam o culto. ao passo que dois hinos. as façanhas dele que são citadas são aquelas que foram detalhadas previamente. sob o qual o volume precedente apareceu. por meio do fogo. e algumas foram atribuídas no livro anterior a outros agentes. ou filhos divinizados de Sudhanvan. dos demais hinos. que é. são designados trinta e nove. três. no mínimo. e o Sol. a Aurora dois. Varuṇa. e os Ṛbhus. quinze séculos. como Rudra. entre uma variedade de personificações. são dedicados ao Cavalo. antes do cristianismo. até mesmo em uma proporção ainda mais envolvente. cujo desagrado e ira são afastados por meio de prece. Viṣṇu tem dois. especialmente. sobre a religião e mitologia dos povos da Índia e sua condição social. pode-se dizer o mesmo dos hinos dirigidos a Indra.12). enquanto para Indra sozinho ou com outras divindades. trinta são dedicados a Agni em sua própria forma ou manifestações subordinadas. dos cento e dezoito hinos do Segundo Aṣṭaka. mas não são frequentes. ela é patriarcal e doméstica. riquezas. e três a Vāyu. nem insistentes. como derivável a partir do Veda. algumas das quais são divinas. mas menos delas são especificadas. e das instituições primevas dos hindus. portanto. o resto é distribuído. cinco a Bṛhaspati e Brahmaṇaspati. insinuações ocasionais da esperança de felicidade após a morte ocorrem. cuja proteção contra inimigos e infortúnios é implorada. que é a vítima do sacrifício Aśvamedha. embora os Vedas possam ser indispensáveis para um conhecimento exato dos conceitos religiosos do mundo antigo. que é o herói de dois Sūktas. de manteiga clarificada e de suco da planta Soma. cada um tendo um hino. ou em cujo nome ele é realizado. seus atendentes. agora oferecida ao público.

Varuṇa.28).23. Aryaman e Viṣṇu. mas com menor copiosidade e distinção. muito provavelmente. tanto feroz quanto benigno.24. uma inovação da qual o Ṛṣi Agastya parece ter sido o autor.4). ou companhias de divindades. ou para os Viśvedevas.1 levou com ele em seu navio na época do dilúvio. Os Aśvins são descritos do mesmo modo como no Primeiro Aṣṭaka. podem ser destinados a alegorizar o passado. Rudra é descrito. e ambos recebem mais honra do que no Livro anterior. aludindo. com alguma inconsistência. é idêntico a Indra. embora associado com ele (2. ou de estrofes dispersas. no Primeiro Livro.6). ou sendo. pode ser meramente figurativo como ligado ao fato de ele presidir a oração.12). mas seu campo de ação específico é aqui também a tutela das plantas medicinais.40 culto dos Maruts sobre o de Indra.165-172). é representado como o recurso especial das pessoas em dívida. . mas ele é cantado indiscriminadamente com Brahmaṇaspati. ele também. quando tratado separadamente.2-4). de fato. além de ser caracterizado pelos mesmos atributos que aqueles ligados a ele anteriormente. mas isso pode ser um equívoco do comentador. como Mitra. ou preces dos Vedas (2. o substantivo sendo derivado da raiz sū. chamado de filhos de Rudra. como no primeiro livro. mas isso parece ser pouco mais do que um conceito etimológico. Brahmaṇaspati é nesse Aṣṭaka identificado com Bṛhaspati. em alguns dos seus atributos. com o sol e a lua. às sementes das plantas que Manu. e também – o que está em harmonia com seu antigo caráter – chefe ou o mais excelente senhor dos mantras. mas também se diz que ele é de cor branca 1 [Vana Parva. por qualidades bastante incompatíveis. sendo identificados. e Purohita. por seus atributos de mandar chuva (1.9). embora. ocorre uma passagem digna de nota.30. e esse oferece menos informações do que as que se encontram nos três Sūktas dos quais ele é o deus.4).24. eles são considerados mitologicamente como nascidos no firmamento e no céu (1. aqui.33. porque é dito que entre as ervas estão aquelas que Manu escolheu. de acordo com a lenda como narrada no Mahābhārata. os Maruts são. Com relação também à sua presidência sobre as plantas medicinais. ele também é chamado de marido ou protetor das esposas dos deuses. Há apenas um hino dirigido aos Ādityas coletivamente. que é função dele efetuar a geração da humanidade. seu atributo de pai. no qual Bṛhaspati é citado apenas incidentalmente em versos isolados de hinos para Indra. em qual qualidade seus três passos. mas os principais deuses da classe são separadamente os temas de outros hinos. ou criador. o Sol. Savitṛ. bem como no primeiro Livro. Às vezes é dito que ele é moreno ou fulvo. e um hino apenas é dedicado a Brahmaṇaspati. que é denominado o senhor dos Gaṇas. ele seja citado como distinto. o último. diz-se. embora isto seja dado a entender vagamente. e em um lugar eles são chamados de netos do céu. Varuṇa. segundo o comentador. e a administração de medicamentos. Tem mais dados da aparência de Rudra do que o usual. gerar. aparece como idêntico ao Tempo (1. como os de dividir as nuvens e enviar a chuva. como em uma ocasião anterior. geralmente consideradas personificações das métricas do Veda. que são mencionados repetidamente. cap. é idêntico a Indra. também. e vários dos seus feitos são repetidos. personificações mitológicas dos primeiros. e recuperar as vacas roubadas (2. presente e futuro.1). o primeiro. em um lugar.181. e que não foi efetuada sem oposição por parte dos adoradores de Indra sozinho (1. ou sacerdote familiar dos deuses. 186].190. e ele é designado como médico dos médicos (2. ou daquelas que foram reduzidas da riqueza à pobreza (2.2) e manejar o raio (2. o principal atributo citado é ele definir o dia e distingui-lo da noite.155. tem apenas um hino endereçado a ele.

O mesmo pode ser suspeitado do Sūkta que registra o diálogo entre Agastya e Lopamudrā (1. como antídotos para o veneno de criaturas venenosas. é um pouco obscuro e místico. Robert Southey. Sāyaṇa julga que transmite os dogmas principais da Filosofia Vedānta. Dos indivíduos restantes do panteão vêdico. com cujo estilo ele concorda melhor do que com o do Ṛc. ou sacrifício de um cavalo. é o patrono ou deus. no entanto. mas seu propósito geral. como um pássaro de bom presságio (2. porque Dīrghatamas se casa com as dez filhas do Rājā. A multiplicidade de esposas pode ter sido um privilégio dos Ṛṣis – se. Os mais peculiares e marcantes.41 (2. até a doutrina dos Brāhmaṇas. contudo. Dīrghatamas. e a elevação do sacrificador. 1810. àquele posto são ficções de uma data posterior. bem como das alianças de famílias das tribos reais e religiosas. apesar de um pouco fora do lugar. ou militares e bramânicas. Ele também é chamado de pai dos Maruts. de fato.191).179). e pela aplicação indeterminada da maior parte deles.126. aparentemente.] . Um Sūkta. embora também possam ser antigos. e é brilhante com ornamentos dourados. e ao universo (1. depois de cem celebrações. porque o instituidor de um sacrifício é comumente associado com uma só esposa em sua celebração. o modelo dos muitos atos semelhantes de generosidade real que são narrados nos poemas heroicos e Purāṇas.164. somente aquela casada primeiro é considerada a Mahiṣī. eles são óbvias incongruências. como idêntico às divisões de tempo. notável por sua extensão incomum de cinquenta e dois versos. nutrição ou alimento. O Hino ao Pitu (1. se isso era praticado em toda parte. Os dois hinos. esses dois hinos não forem composições de uma época posterior. embora quatro denominações de mulheres sejam especificadas como as esposas do Rājā. embora esse tenha um maior ar de antiguidade. registram a generosidade de um príncipe hindu para com o Ṛṣi.8). e ao Sol (1. No entanto há pouco em tudo isso exceto sua ferocidade para identificá-lo com o Rudra dos Purāṇas. Pode-se duvidar. pelo menos em geral. ou a unidade e a universalidade do espírito. especificada positivamente pela autoridade competente com a qual o texto não oferece nada incompatível. embora às vezes indicado obscuramente. à Grama. ou ao próprio tempo. Existem vários hinos.42). que aparecem nessa parte. ou Brahma. A intenção geral dele é. que o Aśvamedha deve ser celebrado por um monarca desejoso de domínio universal. alguns dos quais merecem atenção. mas o principal objetivo da cerimônia – a deposição de Indra do trono de Svarga. e ele expressa noções que ainda são familiares na crença popular. filho de Bhāvayavya. De acordo com o índice. Todos os versos desse Sūkta se encontram também no Atharva Veda. contudo. Quanto aos dois últimos versos do segundo dos Svanaya Sūktas (1. não é sustentada 2 [Curse of Kehama. dos hinos contidos nesse Aṣṭaka. e no Aśvamedha. O Hino à Água. as filhas de Rājas sendo casadas com Ṛṣis santos.6-7).2). ele tem barriga lisa e queixo belo. Isso também fornece provas da prevalência da poligamia naquela época primitiva. O mesmo pode ser dito dos dois hinos ao Kapiñjala. porém. ele está armado de arco e flechas. ou rainha. bastante corretamente de acordo com as autoridades seguidas por Southey. não apoiadas pelo Veda. dos quais o Rājā Svanaya. e apresenta vários termos para cujo significado não há outra autoridade além do comentador. as informações que ocorrem geralmente estão de acordo com aquelas do Aṣṭaka anterior. e alheios ao significado mais antigo dos Vedas.187). e não necessitam de observação. é a glorificação do Sol. é meramente fantasioso. são os dois dos quais o Aśvamedha. é o tema. ou perdiz.33. O rito como descrito nos Purāṇas foi trazido à poesia inglesa na Maldição de Kehama2. essas estrofes são dirigidas aos Viśvedevas. de um caráter particular. por casamento. e fornecem.

onde ele é nada mais do que o meio de obtenção de um filho por Daśaratha que não tinha filhos. e. e parte oferecida como uma oferenda queimada aos deuses. em vários elementos essenciais.42 por esses hinos. e isso pode ter sido uma relíquia de um período pré-vêdico. Aśvamedha Parva). como é habitual com outros ritos. 22. embora breve. não mais do que no Rāmāyaṇa. e mais detalhadamente nos Sūtras de Kātyāyana (Aśvamedha 1-210). como explicado nos Sūtras. é corroborado pelas várias indicações [Veja a tradução em português do Aśvamedha Parva: “eles fizeram Draupadi de grande inteligência . como um passo em direção ao qual a rainha principal. e é mais ou menos místico.71). Outros detalhes que são encontrados nos Sūtras. eram comumente sacrificadas (Heródoto.162). ou posteridade. embora ele possa ter sido revivido posteriormente no tempo dos Sūtras e dos poemas heroicos. que aqueles fragmentos eram cozidos. e no segundo Hino Aśvamedhika do Ṛc há vários indícios de que a vítima era consagrada especialmente à divindade solar. embora as expressões possam ser entendidas de forma diferente.3 a mesma cerimônia que aquela do Rāmāyaṇa. I. como a infinita multiplicação de vítimas. que o corpo era cortado em fragmentos é igualmente claro (1. sentar perto do animal dividido”. cujos detalhes e objetivos foram logo aumentados e distorcidos grosseiramente. tal como consta no Yajush. mas não há nada nele que seja incompatível com uma imolação verdadeira. e no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. não têm autorização do nosso texto. como concluído anteriormente.] 3 . especialmente no papel desempenhado por Draupadī. embora isso seja possível. é também incontestável. um diálogo. sendo. a aquisição de riqueza e posteridade. e especialmente cavalos. ocorre entre a rainha e as mulheres que a acompanhavam ou atendiam. Que o cavalo deve ser de fato imolado não admite discussão. Kauśalyā. Nós não encontramos nenhum vestígio. quando a rainha é libertada dessa proximidade repulsiva. enquanto em outros. e que o rito estava caindo ou tinha caído em desuso. como aparece no Ṛg Veda. é tolo e obsceno no mais alto grau.. dessas impurezas repugnantes no Ṛg Veda. embora o seu reconhecimento de qualquer modo seja expressivo da barbárie existente. 26. e de fato impossível. IV. ela seja aquela do Padma e outros Purāṇas (Mahābh. mas como ele é detalhado no Yajur Veda. o objetivo é o mesmo que aquele do Rāmāyaṇa. os últimos também eram oferecidos pelos Massagetas ao Sol (Idem. onde vítimas animais. ao mesmo tempo deve ser observado que esses dois hinos são os únicos no Ṛc que se relacionam especialmente com o assunto. dificilmente pode ser considerado como constituindo um elemento integrante do sistema arcaico de culto hindu. no poema. em parte fervidos e em parte assados. Como ordenado pelo Ṛg Veda. 216). o rito. e os sacerdotes principais. embora ele seja autoridade para práticas suficientemente rudes. O segundo dos dois Sūktas relativos ao mesmo sacrifício trata menos de fatos que o primeiro. e na seção Aśvamedha do Śatapatha Brāhmaṇa. importada de alguma região estrangeira. menos poético. Que essa não era a condição dos hindus na data da composição da maior parte dos Vedas. entretanto. e.. Como a solenidade aparece no Ṛc. a partir do que pode ser inferido que eles pertencem a um período diferente. o qual. ainda há pouca razão para duvidar de que parte da carne era comida pelos assistentes. como na proteção do cavalo por Arjuna. e nenhuma dúvida razoável pode ser nutrida de que o antigo ritual dos hindus autorizava o sacrifício de um cavalo. e tais que hindus respeitáveis da geração atual acharão difícil de acreditar que fazem parte das revelações incriadas de Brahmā. no qual o Aśvamedha do Mahābhārata tem um lugar intermediário. é orientada a se deitar a noite toda em contato muito próximo com o cavalo morto: de manhã. possivelmente da Cítia. ela tem um caráter mais bárbaro. o objetivo do rito parece ser não mais do que.

mas estavam reunidos em vilas ou cidades. e há indicações de Rājas hostis ao ritual que não teriam. indicam as quatro castas. Todas essas informações. é dito que os refrescos são fornecidos para os Maruts. tornam indiscutível que os hindus da era vêdica tinham mesmo chegado a um estágio avançado de civilização.43 espalhadas e incidentais que estão dispersas através desse Aṣṭaka também. Nós temos também algo muito parecido com uma especificação de brâmanes. tão bárbaros.] . como aqueles familiarizados com as formas de discurso ou como os apropriados repetidores de hinos (1. Nem tal palavra como śūdra é usada. Nós temos também o conhecimento de remédios e antídotos.124. e os bárbaros como a quinta.4). das quais. embora não descrito muito claramente. nesse caso. a questão da instituição de castas ainda permanece indeterminada. eles não tivessem se espalhado tão longe para o leste. que são mencionadas frequentemente. do que nós também temos menção (1. ou os ventos. e ser reduzido à pobreza a partir de um estado de opulência. institutos e vícios da vida civilizada. que filhas tinham direitos a uma parte da herança paterna (1. como no primeiro livro. embora. além disso. Então. e embora não tenhamos as alusões aos comerciantes por mar que ocorrem no primeiro Aṣṭaka.2). e ainda mais do sistema 4 [Pois lá é dito: “Que as nossas cidades nunca decaiam”. mas de enviados e arautos. e. e o uso da agulha. Indra é representado repetidamente como o destruidor. ornamentos de ouro. embora sejam apenas observadas brevemente e incidentalmente. embora. As expressões.29. os árias eram ainda mais prováveis de serem similarmente localizados. parece. nós temos provas na observação sobre mulheres comuns (1. ou mês intercalado. cotas de malha.139. a noção deve ter sido derivada do que realmente existia: prapathas. sem dúvida. Nós temos menção. contudo a dívida deve se originar em fato.45). e o cálculo das divisões de tempo até uma extensão mínima. e embora a ideia seja tornada confusa com aquela de obrigações morais. mas. Reveses de fortuna. contudo as observações e menções inequívocas do oceano são tão frequentes e precisas quanto a provar além de dúvida que ele era conhecido familiarmente e navegado ocasionalmente.164. portanto.1). por inferência do abandono de crianças recém-nascidas (2. Parece. ou choltris. porém. ciências. principalmente por meio de comparação ou ilustração. e estivessem localizados principalmente no Panjab e ao longo do Indo. como no caso das cidades dos Asuras.167. antes de se tornar uma figura. com relação às leis de propriedade. O termo kṣatriya não ocorre neste livro. sobre nascimentos secretos. formam o tema principal de mais de um Sūkta.8).8). os Árias e Dasyus sejam contrastados.9).130. aqueles para os Maruts devem ter tido seus protótipos na terra.166. a prática da medicina. não eram susceptíveis de serem puras invenções mitológicas. que mulheres participavam de sacrifícios nós já vimos. de viajantes e de Sarais. embora os comentadores expliquem invariavelmente que as cinco classes de seres vivos.7). não apenas de Rājas.4 Em suas vilas ou cidades nós encontramos existentes as artes. bem como das cidades dos Asuras. pouco ou nada diferindo daquela na qual eles foram encontrados pelos gregos na invasão de Alexandre. como se fosse pretendido designar os últimos como especialmente de cor escura (1. O mesmo estado avançado de civilização pode ser inferido do grau de perfeição ao qual a construção gramatical da língua tinha sido levado. é verdade que na passagem em que eles são citados (1. o uso de metais preciosos (1. ou lugares fornecidos para o descanso deles. Eles não eram. no entanto.126. armas de ataque. a fabricação de carros. Se esse era o caso. não indicam qualquer privilégio exclusivo. pertencido à ordem militar reconhecida. dívidas e devedores são aludidos mais de uma vez. incluindo repetidas alusões à sétima estação. ladrões são mencionados frequentemente. e parece que elas apareciam fora de casa em público. De alguns dos vícios da condição civilizada. de instrumentos musicais.

H. sociais e religiosos. e publicado no segundo volume da Indische Studien do Dr. Com essas e outras ferramentas. compilados pelo Sr. e onde até a ajuda dele falhou em remover toda a incerteza. embora ele possa não ser infalível. XXIX da Introdução ao vol. mas em seus fatos. 5 [Controvérsias à parte. mas apenas sobre os motivos mais fortes. mas as suas discrepâncias em uma passagem de menos do que confusão comum podem ser consideradas como testemunho da utilidade ou mesmo da necessidade de um intérprete competente. [Aqui eu omito as observações e exemplos a respeito da dificuldade da tradução. embora eu não possa alegar ter sempre lutado com sucesso com as dificuldades inerentes do original. bem como ao comentário de Mahīdhara sobre versos paralelos similares na Vājasaneyī Saṃhitā do Yajur. porque fornece o guia mais seguro através das complexidades e obscuridades do texto. Wilson. foi seguido o mesmo princípio adotado para a tradução do primeiro.44 elaborado de composição métrica da qual ocorrem muitos exemplos. dos quais os Sūktas atribuídos ao Ṛṣi Parucchepa (Hinos 127-139) proporcionam tais exemplos notáveis. Langlois. como nós temos em Sāyaṇa Ācārya. Londres. uma referência fácil a tais passagens sendo agora colocada ao nosso alcance pelo excelente Índice Comparativo dos Hinos dos Quatro Vedas. 17 de outubro de 1854. 2 do Ṛg Veda por Wilson. Whitney. para permitir que o estudante forme uma conclusão independente.] . sem qualquer tentativa de dar à tradução um caráter poético ou retórico. XIX até a pág. a interpretação desse comentador muito competente foi questionada. Na tradução no texto. e também tenho sempre aludido à tradução do Professor Benfey daquelas passagens do Ṛc que são repetidas no Sāma Veda. uma breve observação das quais pode eventualmente contribuir para uma avaliação justa da arduidade do empreendimento. que vão da pág. então referindo-me a ele mesmo. e pode ser de alguma utilidade para os estudantes do texto. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. eu faço minhas essas últimas palavras de Wilson. Ao traduzir o texto do segundo Aṣṭaka. a tarefa de tradução foi facilitada em algum grau. e. editada pelo professor Weber. mas o estudante de sânscrito não terá dificuldade em corrigi-los. e sem ele eu não teria ousado tentar uma tradução do Ṛg Veda. Embora eu nem sempre possa concordar com a versão do texto do Sr. e uma conformidade tão próxima ao texto quanto possível foi visada. exceto em seu ritmo. ocasionalmente. a passagem foi normalmente citada nas anotações. para mim os versos do Veda. de qualquer modo eu reconheço com gratidão o valor do seu auxílio. o comentário de Sāyaṇa Ācārya foi invariavelmente consultado e quase sempre seguido fielmente.] Os vários tradutores concordam razoavelmente bem no fim. e em algumas raras passagens.5 H. ___________________ Os acentos são ocasionalmente omitidos ou colocados fora de lugar. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. todavia eu pensei que era meu dever me referir à tradução dele. Weber.

e o Décimo forma um tipo de . Cada um desses quatro Vedas é dividido em duas partes distintas. e na celebração da sempre renovada guerra entre o benevolente Indra manejador do trovão. do Sol. Veda. Desses hinos há mais de mil. e os poderes malévolos da escuridão e os demônios da seca que impediam a chuva do céu. e acompanharam o grande exército de imigrantes arianos em sua marcha a partir da Terra dos Sete Rios para o Oceano Índico e a Baía de Bengala.. e depois deles aqueles em honra de outras divindades ou objetos divinizados de adoração. e enquanto reunirmos em bibliotecas e museus as relíquias das eras antigas. e representando a condição dos árias antes do seu estabelecimento final na Índia. Círculos ou Livros de acordo com uma tradição antiga do que nós devemos chamar de autoria. Max Müller Esta obra é uma tentativa de tornar de fácil acesso para todos os leitores de inglês uma tradução dos Hinos do Ṛgveda que. Enquanto o homem continuar a ter algum interesse na história da sua raça. gado. e. o todo formando um vasto corpo de literatura sagrada em verso e prosa. o Sāmaveda. uma vez que sabemos que ele é a primeira palavra falada pelo homem ariano?" "O Veda tem um interesse duplo: ele pertence à história do mundo e à história da Índia . é o nome dado a certas obras antigas que formaram a base da fé religiosa primitiva dos hindus. Os Hinos para Agni geralmente vêm primeiro. Esses quatro Vedas são considerados como de origem divina e como tendo existido desde toda a eternidade. Agni e Indra são os Deuses invocados mais frequentemente. vida longa. riqueza. em preces por saúde. Dentro dessas divisões os hinos são geralmente organizados mais ou menos na ordem dos deuses aos quais eles são endereçados. e dessas o Ṛgveda – assim chamado porque sua Saṃhitā ou coleção de mantras ou hinos consiste em Ṛcas ou versos destinados à recitação em voz alta – é o mais antigo. e o mais geralmente interessante. o suco deificado usado para derramar oblações para os Deuses. organizados em dez Maṇḍalas. A Saṃhitā do Ṛgveda é uma coleção de hinos e canções trazidos pelos ancestrais remotos dos atuais hindus dos seus lares antigos nas margens do Indo. Essas são o Ṛgveda. o Yajurveda e o Atharvaveda. da Aurora. o primeiro lugar naquela longa lista de livros que contêm os registros do ramo ariano da humanidade pertencerá para sempre ao Ṛgveda. vitória em batalha. enquanto objetivando especialmente fidelidade precisa à letra e ao espírito do original. o que pode ser mais interessante. expositiva e teosófica. em seguida vêm os dirigidos a Indra. e libertação dos grilhões do pecado. contudo. os Ṛṣis ou poetas sagrados a quem os hinos são atribuídos sendo apenas videntes inspirados que os viram ou receberam por meio da visão diretamente do Criador Supremo. o mais importante. a outra o Brāhmaṇa contendo instruções detalhadas para a realização das cerimônias nas quais os Mantras deviam ser usados. significando literalmente conhecimento. ou à mesma escola ou família de Ṛṣis sendo colocados juntos. devocional.45 Prefácio da Primeira Edição (Griffith) "O que pode ser mais tedioso que o Veda. O Nono Livro é dedicado quase totalmente a Soma. onde eles eram usados inicialmente na adoração do Pai do Céu. cerimonial. será tão legível e inteligível quanto a natureza do assunto e outras circunstâncias permitirem.. e explicações sobre as lendas ligadas a eles. poeta inspirado ou vidente. o defensor especial dos arianos. filhos. de Agni ou Deus do Fogo. os hinos atribuídos ao mesmo Ṛṣi. alguns dos seus hinos sendo mais indo-europeus que hindus. De acordo com essa crença esses livros sagrados têm sido preservados e transmitidos com o máximo cuidado reverente de geração em geração. uma o Mantra contendo prece e louvor." – F.

com algo próximo à certeza. de séculos. Seus relatórios estão preservados para nós principalmente na Indica de Arriano. em escritos. Ocasionalmente encontramos afloramentos excelentes de poesia. mas em seus fatos. Indische Alterthumskunde [Arqueologia Indiana]. Que como embaixador de Seleuco residiu por algum tempo na corte de Chandragupta. por exemplo. que viveu no segundo século EC. "Para mim". o Rāmāyaṇa. "As razões. Trübner's Oriental Series. pudesse ter sido convertido ao bramanismo!" Eu devo pedir aos meus leitores europeus para não esperarem encontrar nesses hinos e canções a poesia sublime que eles encontram em Isaías ou Jó. por Albrecht Weber. A linguagem e estilo da maioria dos hinos é excepcionalmente artificial . que certo calendário vêdico foi composto no décimo quarto século antes da era cristã. entretanto. e da recentemente descoberta literatura assíria. como. enquanto na época de Périplo (veja Lassen. e em algumas raras passagens. com a exceção dos monumentais registros e rolos de papiro egípcios. 150. Os escritos do período seguinte. não pode haver dúvida razoável da grande antiguidade da Ṛgveda Saṃhitā. e como regra encontramos poucos símiles ou metáforas grandiosas". Se relacionarmos a isso a primeira informação razoavelmente correta sobre a Índia que temos de uma fonte grega. 192) o próprio ponto mais ao sul do Deccan já tinha se tornado a base do culto de Gaurī. Colebrooke chegou à conclusão. de Megástenes. ii. alguma data para a composição dos hinos. etc. acontecimentos. no entanto" (para citar o professor Weber1) "pelas quais estamos totalmente justificados em considerar a literatura da Índia como a literatura mais antiga da qual registros escritos em uma ampla escala têm sido transmitidos a nós são estas: – nas partes mais antigas da Ṛgveda Saṃhitā. consistem em relatos dos conflitos internos entre os próprios conquistadores do Hindustão. e alguns estudiosos recentes consideram que os cálculos dele são de um caráter muito vago e não produzem qualquer data definida desse tipo. ou nos Salmos de Davi. Independentemente da evidência fornecida pela tradição indiana. O pior defeito de todos. Ṛṣis ou videntes antigos e recentes ou modernos são citados. A correção da conclusão de Colebrooke. no Panjāb. No primeiro Hino do Livro 1. no Kubhā. pode ser traçada nas partes mais antigas dos escritos vêdicos quase passo a passo. Mas parece impossível determinar. habitada por tribos selvagens e vigorosas. diz. a data do hino mais antigo pode ser levada para trás.] .2 fica claro que no tempo desse escritor a bramanização do Hindustão já estava completa. ou da expansão mais adiante do bramanismo para o sul. é provavelmente o documento literário mais antigo existente. diz o professor Wilson. "A poesia do Ṛgveda é singularmente deficiente naquela simplicidade e patos3 natural ou sublimidade que procuramos naturalmente nas canções de um período primitivo da civilização. n.. 1878. a esposa de Śiva. além do Sarasvatī e pelo Hindustão até o Ganges. Qual série de anos. o do épico. 3 [Patos: o patético expresso na fala. A expansão gradual do povo a partir desses locais em direção ao leste. a partir de cálculos astronômicos. tem sido questionada. talvez. as opiniões dos estudiosos variam e devem continuar a variar com relação à época dos Hinos do Ṛgveda. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. na Coleção 1 2 The History of Indian Literature. nós encontramos o povo indiano estabelecido nas fronteiras do noroeste da Índia. isto é. que. Weber.. mas esses nunca são mantidos por muito tempo. Indische Studien [Estudos Indianos]. deve necessariamente ter passado antes que esse trecho enorme da região.. e que como esse calendário deve ter sido preparado depois da organização do Ṛgveda e da inclusão do hino mais moderno. alguns milhares de anos. exceto em seu ritmo. e até além do Panjāb. O professor Cowell. sociais e religiosos". Na ausência de qualquer evidência direta. e há outra evidência interna de que alguns hinos são mais antigos que outros. especialmente nos hinos dirigidos à aurora. ou Kopen em Kabul. "os versos do Veda. o Mahābhārata. como por exemplo. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição.. a partir do qual ele continuaria. ii. também.46 apêndice de materiais peculiares e variados.

. que seguem seus textos palavra por palavra.] de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. Como o assim chamado sânscrito clássico era perfeitamente familiar para eles. eles estão na sua própria área. 2. de fato. é a monotonia intolerável de um grande número de hinos. nunca se cansam de repetir o que disseram antes frequentemente. Por outro lado. que. enquanto até a aparência de uma concepção errônea possa surgir. Com relação às qualificações de Sāyaṇa como um interpretador do Veda há. Aqui .] . ou o suco Soma deificado em processo de filtragem e purificação. e deve ter estado em posse [. que segue o texto da esplêndida edição de seis volumes de Max Müller. pelo ensino tradicional. tão exatos em todos os aspectos. As próprias qualidades. O Comentário de Sāyaṇa foi consultado e considerado cuidadosamente para o sentido geral de cada verso e para o significado de cada palavra. ou havia. não podemos desejar guias melhores do que esses comentadores. uma monotonia que alcança seu clímax no Nono Livro que consiste quase totalmente em invocações de Soma Pavamāna.47 considerada como um todo. como o Dr. pág. entretanto. nova série.. mais histórico que poético.5 e que suas explicações são obscuras. o Professor Roth – o autor da parte vêdica do grande St. assim a história comparativa das religiões do mundo seria impossível sem o estudo do Veda. 4 [Essas observações de Muir com vários exemplos se encontram no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. e consistente com o contexto. que foi Primeiro Ministro na corte do Rei de Vijaynagar – no que é hoje o Distrito de Bellary no [antigo estado de] Madras [atualmente Karnataka] – no décimo quarto século da nossa era. 144 do quarto volume da Ṛgveda Saṃhitā por Wilson.] 5 [Essa frase se encontra na nota 2 da pág. os mitos. Londres. um conflito de opinião entre os estudiosos europeus. é bem diferente quando os mesmos homens assumem a tarefa de interpretar as antigas coleções de hinos . do mesmo modo os deuses. os tratados sobre teogonia e culto. A minha tradução. Liberdade de julgamento estava faltando ao conhecimento sacerdotal. Muir4 ressaltou. mas também uma maior liberdade de julgamento e uma maior amplitude de visão e de percepções históricas.. Petersburg Lexicon – diz em seu prefácio daquela obra: "tanto quanto diz respeito a um dos ramos da literatura vêdica.. Visto que qualquer diferença no ritual lhes parecia inconcebível e acreditava-se que as formas atuais existiam desde o início do mundo.. eles procuraram o seu idioma comum nos hinos vêdicos também. 391 e seguintes. e que muitas vezes parece como se tivessem escrito mais para nós estrangeiros do que para seus próprios alunos sacerdotais que cresceram em meio a essas concepções e impressões. e as crenças e práticas religiosas lançam uma torrente de luz sobre as religiões de todos os países europeus antes da introdução do cristianismo. vol. é parcialmente baseada na obra do grande comentador Sāyaṇa. eslavas. que "o comentador está evidentemente confuso". Como a ciência da filologia comparativa mal poderia ter existido sem o estudo do sânscrito. enquanto na Índia ninguém jamais tinha tido qualquer concepção de desenvolvimento histórico. o professor Wilson nas notas da sua tradução admite que ele "ocasionalmente falhou em encontrar em Sāyaṇa um guia perfeitamente satisfatório". os tornavam condutores inadequados a respeito daquele domínio muito mais antigo e situado diferentemente. O caso.. 1866. J. Porém. teutônicas. celtas. Como em sua linguagem original vemos as raízes e rebentos das línguas gregas e latinas. O grande interesse do Ṛgveda é. desde os tempos mais primitivos". e a interpretação dele foi seguida sempre que ela pareceu racional. e com outras passagens nas quais a mesma palavra ou palavras ocorrem. que faziam daqueles comentadores guias excelentes para uma compreensão dos tratados teológicos. O Professor Wilson – cuja tradução é mais propriamente uma versão da paráfrase de Sāyaṇa – estava firmemente convencido que ele tinha um "conhecimento de seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. Aqui eram necessárias não apenas qualificações muito diferentes para interpretação.

no qual nem os comentadores nem os tradutores nos precederam. vivido em comunicação familiar com os Deuses. descobrir por nós mesmos os reais vestígios daqueles antigos poetas". essencialmente. mas são meramente um daqueles auxílios dos quais o último se valerá para a execução da sua tarefa indubitavelmente difícil. O dever duplo de intérprete e lexicógrafo desse modo recaiu sobre nós. etc. contudo as suas noções escolásticas nunca o permitiriam aceitar a livre interpretação que o estudo comparativo desses documentos veneráveis impõe sobre o estudioso imparcial. como H. na sua maior parte. pelo contrário. tais como Sāyaṇa. que Sāyaṇa. Muir [Art. mas procurar o sentido que os próprios poetas colocaram em seus hinos e expressões. os autores dos Niruktas ainda mais recentes foram enganados por ficções etimológicas. ainda estão à nossa disposição. por exemplo. que devem ser avaliados como muito escassos. Wilson. a partir da qual quando muito a compreensão de alguns detalhes pode ter sido resgatada e transmitida aos tempos posteriores por meio de práticas litúrgicas e palavras. poemas associados a elas. pág. o emprego do discurso clássico. Nós temos. entre os genuínos vestígios poéticos de antiguidade vêdica e suas interpretações uma longa ruptura em tradição deve ter intervindo. Não consideramos que a nossa principal tarefa é chegar àquela compreensão do Veda que era corrente na Índia alguns séculos atrás. os hinos dos Ṛṣis antigos. 2. que tinham. e possuíam sabedoria muito maior do que as gerações seguintes . Mahīdhara. Como os sistemas mitológicos e clássicos reconhecidos da sua própria época lhes pareciam variedades inatacáveis e reveladas.6 O Professor Max Müller diz: "Como os autores dos Brāhmaṇas estavam cegos pela teologia. eles deviam necessariamente (assim pensavam os comentadores) ser detectáveis naquele ponto central de revelação. Londres..48 eles imaginaram que os patriarcas da religião indiana deviam ter sacrificado da mesma maneira. nos esforçado para seguir o caminho prescrito pela filologia para derivar dos próprios textos o significado que eles contêm. e ambos contribuíram para desencaminhar por meio da sua autoridade os comentadores posteriores e mais sensíveis. fórmulas e talvez. IX do Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. 303 e seguintes.. enquanto não faltam estudiosos que consideram como o dever de um interpretador consciencioso do Veda traduzir em conformidade com Sāyaṇa. portanto.. ou por uma pessoa sozinha ..] 6 . Consequentemente. mas pensamos que um interpretador europeu consciencioso pode entender o Veda muito melhor e mais corretamente do que Sāyaṇa. Além desses vestígios de tradição. e a investigação gramatical e etimológica On the Interpretation of the Veda. por meio de uma justaposição de todas as passagens que são cognatas em dicção ou conteúdos – um caminho fatigante e trabalhoso. quaisquer outros auxílios além daqueles que. Devemos. de fato. nova série. vol. que. por J. Nunca ocorreu a ninguém fazer a nossa compreensão dos livros hebraicos do Antigo Testamento depender do Talmude e dos Rabinos. compreendia as expressões do Veda melhor do que qualquer interpretador europeu. também. 1866. uma tarefa que não é para ser efetuada de primeira. sem dar atenção às dez ou vinte passagens nas quais ela ocorre. H. praticado como deve ser por aqueles que buscam adivinhar o sentido de uma palavra somente a partir da consideração da passagem diante deles. não pode possivelmente levar a um resultado correto". Por isso consideramos que os escritos de Sāyaṇa e dos outros comentadores não estabelecem uma regra para o interpretador. Onde Sāyaṇa não tem autoridade para iludi-lo seu comentário é racional em todos os casos. Um simples procedimento etimológico. os interpretadores do Veda mal tinham. portanto. nós não acreditamos. O professor Benfey diz: "Todo aquele que tem estudado cuidadosamente as interpretações indianas está ciente de que absolutamente nenhuma tradição contínua se estendendo a partir da composição do Veda até sua explanação por estudiosos indianos pode ser aceita.

a partir do seu próprio ponto de vista religioso. não seria eclipsada pela interpretação deles". Wallis. enquanto. ou chegar mais perto do significado que os Ṛṣis deram aos seus próprios hinos. então. e alguns. ao meu venerável Mestre. ainda vivos. contudo mesmo esse defensor leal dos comentadores indianos "não pode ser totalmente isento (como o Dr. por outro lado. "que aqueles comentadores revelaram para nós – sem seu método de explicar o texto mais obscuro – em uma palavra. mas essa vantagem é quase totalmente superada pela comparação que somos capazes de estabelecer com o Zend. Oldenberg. e. No máximo. Der Ṛgveda. O grandioso St. Weber. o método de interpretação indiano se torna em toda a sua essência um totalmente falso. que nós possuímos – uma vantagem que. e que nós podemos fazer (embora aqui devamos naturalmente proceder com cautela e prudência) com as línguas cognatas ao sânscrito – uma comparação que já forneceu muitos auxílios para um entendimento mais claro dos Vedas. mas um estudo muito mais amplo e mais profundo é necessário para compreender o verdadeiro significado desses hinos antigos. Ele ridiculariza a afirmação que um estudioso europeu pode compreender o Veda mais corretamente que Sāyaṇa. as carências. Nós podemos ser gratos a ele por alguma ajuda real. tantos séculos mais tarde. Benfey. eles encontraram alguma ajuda em materiais preservados em dialetos locais. Pelo auxílio constante e muito valioso em meu trabalho eu sou profundamente grato às obras de muitos estudiosos ilustres. Cowell da sua edição do quinto volume da tradução de Wilson da Ṛg-Veda Saṃhitā: "Essa obra não pretende oferecer uma tradução completa do Ṛg Veda. Grassmann. Eu também tenho consultado. à tradição. O comentário de Sāyaṇa sempre manterá um valor próprio – até seus erros são frequentemente interessantes – mas as explicações dele não devem nem por um momento barrar o progresso do conhecimento. Mas independentemente de todas as ajudas específicas. como representados por Sāyaṇa. nós ainda nos encontraríamos nas portas externas da antiguidade hindu". a vantagem para a compreensão do todo nos é garantida pela familiaridade (extraída de relatos análogos) com a vida. Muir diz e mostra) de certa tendência herética de se desviar na prática das interpretações de Sāyaṇa". dos povos antigos e canções populares. A minha tradução. especialmente os da Alemanha. e ele iniciou uma nova era na interpretação do Ṛg-Veda". e Monier Williams. alguns falecidos. e não posso deixar de mencionar Siebenzig Lieder des Ṛgveda [Setenta Canções do Ṛgveda] por Geldner e Kaegi. Bergaigne e do Dr. . B. Petersburg Dictionary é de fato um monumento de erudição triunfante. aos professores Roth. Eu sou grato a Sāyaṇa. sem sua sabedoria. meu primeiro guia para os hinos do Ṛgveda. mas apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais.49 lexicográfica de palavras. felizmente. diz ele. as obras do Sr. mas não vamos esquecer a dívida que temos com os estudiosos modernos. preservaram. corrigido e ajustado pela probabilidade razoável. as concepções. contexto. por Kaegi. Ludwig. 7 Idem.7 Uma opinião muito diferente sobre o valor dos comentadores indianos era defendida e expressada pelo professor Goldstücker. e Hymns from the Ṛgveda pelo Professor Peterson de Bombaim. e comparação entre palavras e passagens similares. o professor H. A última citação que eu farei com relação a esse assunto é do prefácio do professor E. John Muir e ao Sr. é parcialmente baseada no comentário de Sāyaṇa. J. e provavelmente utilizarei mais futuramente. todos os quais eu tenho lido com prazer e proveito. Esse ponto de vista é em si mesmo interessante e de um valor histórico. mesmo se os indianos devessem mais detalhes do que eles de fato devem. Wilson. devido ao preconceito com o qual ele escolhe conceber as circunstâncias e ideias antigas que se tornaram bastante estranhas a ele. e ao Dr. Max Müller. H. "Sem a vasta informação".

eu traduzi cada verso por um verso proporcional silabicamente ao original e geralmente dividido em hemistíquios correspondentes. Para mais informações com relação ao Ṛgveda o leitor inglês é encaminhado à History of Ancient Sanskrit Literature. [120] mostra nove variedades distintas no mesmo número de versos. como Benfey e os tradutores dos Setenta Hinos fizeram com uma parte do Ṛgveda. e em parte na esperança de preservar. há versos inteiros que. Eu dificilmente posso esperar que o meu trabalho encontre a aceitação dos pânditas e estudiosos indianos. que eles de qualquer forma darão crédito aos líderes e aos . não se deve supor que os estudantes e intérpretes europeus do Veda clamam algo como infalibilidade. Os versos que consistem em três ou quatro linhas octossilábicas são toleravelmente bem representados pela métrica comum octossilábica ou dímetro iâmbico que eu usei. preservaram". consultar a grande obra Der Ṛgveda de Ludwig e os Etudes sur La Religion Vedique. semi-hemistíquios ou linhas. onze ou doze sílabas. e. de modo que. cinco. Manning. se uma explicação mais simples e mais popular for necessária. e ainda menos frequentemente. como o professor Max Müller diz. algumas das quais são extremamente simples e outras comparativamente complexas e elaboradas. os meus motivos para publicar essa obra são principalmente estes: não há no momento uma tradução completa do Ṛgveda em inglês. foi mostrar até certo ponto a forma externa original dos Hinos por apresentá-los em hemistíquios e versos proporcionais silabicamente. Todos os estudiosos modernos reconhecerão que muitos hinos são tão difíceis de entender quanto o oráculo mais obscuro. igualmente na explicação do Veda o êxito completo. ou tentei fazer. poderá ser obtido somente pelos labores de gerações de estudiosos. no Livro 1. O estudante que lê alemão e francês irá. não revelam nenhum sentido. de Muir. do qual uma tradução inglesa apareceu recentemente. por exemplo. perfeição. Não é provável que algum argumento abale essa crença. e palavras cujo significado só podemos adivinhar. ou ao Der Ṛgveda de Kaegi. de Bergaigne. como representados por Sāyaṇa. Original Sanskrit Texts. e Grassmann com quase toda a Coleção. Os versos ou estrofes consistem em três ou mais – geralmente três ou quatro – Pādas. Como a interpretação dos livros mais difíceis do Antigo Testamento e dos Poemas Homéricos. supondo que sua realização seja possível. embora imperfeitamente. ou. e duas ou mais métricas diferentes são encontradas frequentemente no mesmo Hino. Os Hinos estão compostos em várias métricas. de Weber. Tudo o que eu fiz. e History of Indian Literature. à Ancient and Mediaeval India da Sra. o preço dos seis volumes de Wilson – acima de noventa rúpias – põe o livro além do alcance da grande maioria dos leitores da Índia. Em outros versos eu não tentei reproduzir ou imitar o ritmo ou métrica do original: tal tarefa. até agora. a medida sendo iâmbica nos versos de oito e doze sílabas e trocáica nos de onze sílabas. visto que ouso me desviar amplamente e frequentemente de Sāyaṇa. a versão do Professor Wilson – da qual os últimos dois volumes só apareceram recentemente – sendo "apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. cada um contendo oito. quatro ou mais de doze. Eu confio. Com relação à quantidade as primeiras sílabas da linha não são estritamente definidas. Nada menos do que um método de estudo semelhante àquele ao qual os líderes da escola moderna de interpretação vêdica têm dedicado a metade de suas vidas permitirá que eles vejam com nossos olhos e aceitem o nosso ponto de vista.50 Porém. Em parte como forma de defesa contra a tentação constante de parafrasear e expandir. um Hino. às vezes. a quem eles têm sido ensinados a considerar como infalível. Para concluir. de Max Müller. algo da forma dos Hinos. requereria mais tempo e trabalho do que eu poderia dispensar para o propósito. entretanto. além disso. logicamente. se atingível algum dia. mas as quatro últimas são regulares. ou finalidade para os resultados aos quais sua pesquisa os tem levado. mas raramente.

25 de Maio de 1889. com algumas correções e outras melhorias no texto e comentário.51 seguidores dessa escola moderna pela profunda devoção à antiga literatura indiana e a devida admiração pelos grandes estudiosos indianos que a têm explicado. T. e reconhecerão que esses estudiosos modernos – embora os pontos de vista deles possam parecer errados – estão trabalhando sinceramente e unicamente para encontrar e proclamar o espírito e a verdade dos registros literários mais antigos e venerados que são a herança do homem ariano. Kotagiri. R. R. H. Nilgiri. Kotagiri. . Nota: A Segunda Edição da minha tradução é na maior parte uma reimpressão em uma forma mais compacta e mais barata. G. da edição original de quatro volumes. 15 de Outubro de 1896. H. Griffith. T.

e visite o site utexas. mas cujo sentido expressa as noções nutridas a respeito do seu caráter e funções.9 o protetor. 216. queimar. veja a lista com as breves descrições delas no final do livro. Anuvāka 1. das hostes de deuses. em um sacrifício. ele é invocado (nīyate) o principal (agra) dos deuses. o protetor dos sacrifícios. o deriva da raiz knu. pois lá você encontra o texto metricamente restaurado. ou sábios. porque ele oferece a sua própria substância. principal [ou primeiro]. e nī. 6 Hotṛ. Varga 2. Primeiro Adhyāya. renomado. Nessas derivações. ou que invoca ou convoca as divindades para a cerimônia. cap. leste. 1. livre de dano ou interrupção por Rākṣasas. pág. Agni. porque declaram a existência de professores mais antigos e hinos mais antigos. 8. 7. Agni (Wilson) (Primeiro Aṣṭaka. o constante iluminador da verdade. Na terra. no uso comum. conceder ao doador (da oblação). 7. Mārjālīya. Ele também é derivado de anga.] 3 Agni é chamado de Purohita. é normalmente explicado. ungir. ou porque ele é um dos fogos sagrados nos quais oblações são primeiro (puras) oferecidas (hita).4 o ministrante. o filho de Viśvāmitra. ser adicionado. o radiante. em função. também facultativamente traduzido como ‘generoso’. Varga 1. aplicados aos Ṛṣis. ou. Agni. talvez. Através de Agni o adorador obtém aquela afluência que aumenta dia a dia. e divino. devem ser acesos nos quatro pontos cardeais. o que. obviamente. Que aquele Agni. por Karen Thomson e Jonathan Slocum. nas passagens na qual ocorre no Veda. A métrica 2 é Gāyatrī. 419 da versão em português. Aṅgiras. são dignos de nota. De ti. ‘doador’.3 o divino. liderar. o sacerdote que dirige ritos familiares. também é explicado como alguém que reside no céu ou firmamento. sendo derivado de div. é contada no Mahābhārata.edu/cola/centers/lrc/RV/RV01.5 que oferece a oblação (para os deuses). 7. irregularmente. com os deuses.Viṣṇu Purāṇa [livro 1. Outro compilador de um glossário. ele é o líder (agraṇī ).52 Hino 1. Veja também o Nirukta de Yāska. 9 Isso se refere aos fogos que. com homenagem reverencial em nossos pensamentos.11 1 Uma grande variedade de etimologias é inventada para explicar o significado do termo Agni. aquele. o oferecedor de oblações. 4. respectivamente. 91 da versão em português. É dito que os antigos Ṛṣis são Bhṛgu. embora não em pessoa.] 8 Isto é. Agni é composto. Āhavanīya. ir. no acendimento do fogo sacrifical. Nós nos aproximamos de ti. no céu. e outros. e ni. Śākapūṇi. o sentido de dar sendo atribuído ao mesmo radical.html (consultado em 01/08/2013). aqueles que são em outra parte chamados de Prajāpatis . anj. 1 o Ṛṣi ou autor é Madhucchandas. venha para cá. chamado Sthūlāṣṭhīvin. Aṅgiras 10. Ele é. significa um deus. 7 conduza os deuses para cá. chamados. a partir de agra. 5. as letras sendo mudadas arbitrariamente para ag. Gārhapatya e Āgnīdhrīya. 3. imaginária. 10 A Identificação de Aṅgiras com Agni. 14. o obtentor de conhecimento. 6. 5 Ṛitvij. sul e norte. 7 Os termos ‘antigos e recentes’. Qualquer bem que tu possas. seguramente chega aos deuses. reverterá para ti. a maioria das quais é. pág. aqui. coletivamente. brilhar. o sacrifício não obstruído8 do qual tu és. Que Agni. ele que é verdadeiro. com o negativo prefixado (aknopayati). 2. Agni. da raiz nī. sempre vigilantes para arruinar um ato de culto. resplandecente. oeste. maus espíritos. ele foi o primogênito dos deuses (sa vā esho’gre devatānām ajāyata). radiante’. ou glossário. que é a fonte de fama. aquele que não poupa o combustível. corpo. aumentando em tua própria residência. Sūkta I) O primeiro Sūkta ou Hino é endereçado a Agni . O autor de um Nirukta. e dah. de manhã e à noite. Eu glorifico Agni. um sacerdote ministrante. por todos os lados. o sacerdote que oferece a oblação. como ‘o brilhante. de fato.] .6 e é o possuidor de grande riqueza. 2 [Para entender mais sobre as métricas. e a multiplicadora da humanidade. 4 Deva. Vana-parva [cap. que deve ser celebrado por sábios antigos e modernos. deriva a palavra destas raízes: i. ele é o primeiro dos deuses (prathamo devatānām). diariamente. o sumo sacerdote do sacrifício.

O Hotar.17 Radiante. para o homem piedoso. aquele presente se torna real. O Deus. A ti. ó Agni. para o nosso bem. Todas as riquezas estão à disposição dele. assim como o pai para seu filho. 6. 5.14 4. Os Aṅgirases parecem ter sido considerados como uma raça de seres superiores entre Deuses e homens. na câmara na qual o culto ao fogo é realizado. Índice ◄►Hino 2 (Griffith) ____________________ 11 Isto é. sim. ó Agni. Trazendo-te reverência 8. Índice ◄►Hino 2 (Wilson) ____________________ Hino 1. os simbólicos primeiros sacrificadores.” Hymns from the Rigveda. 13 Os heróis aqui citados. que dá riqueza em profusão. venha para cá com os deuses. tu concederás para teu adorador. Toda bênção. fartura aumentando dia a dia. Eu louvo Agni. e ele é o recompensador mais generoso. Agni (Griffith) 1.15 é de fato a tua verdade. ministro do sacrifício. cujo ritual é o modelo que os sacerdotes posteriores devem seguir. Regente de sacrifícios. 16 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Qualquer bem que tu queiras dar. 14 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Através de Agni que nós ganhemos riqueza e prosperidade dia a dia. que acompanham a aquisição e aumento de riqueza. Agni. sê para nós de fácil acesso. fica conosco para a nossa felicidade. dos devotos cujas oblações ele carrega para os deuses.] 17 Lei Eterna. Aṅgiras. 12 . Agni é digno de ser louvado por videntes contemporâneos como pelos antigos. guardião da Lei Eterna. Agni é o deus do fogo. aqui um nome de Agni. Ele trará os Deuses para cá. A palavra usada para denotar a concepção da ordem do mundo é ṛtá. 9. o mensageiro e mediador entre a terra e o céu. o mais gloriosamente grandioso. e onde o fogo aumenta pelas oblações derramadas nele. Tudo no universo que é concebido como mostrando regularidade de ação pode ser dito ter a ṛtá como seu princípio. são filhos e dependentes corajosos. dissipador da noite. Agni. convidando-os com o som das suas chamas crepitantes e levando-os para o lugar do sacrifício. verdadeiro. que apresenta os hinos para os Deuses.] 15 Aṅgiras. A mais rica em heróis. Crescente em tua própria morada. Através de Agni o homem obterá riqueza. nós vimos dia a dia com prece. como um pai é para seu filho: está sempre presente conosco.53 9. e leva para eles as oblações dos adoradores deles. Deus. 2. o Sacerdote de mente sapiente. 3. Essa. Agni.12 o sacerdote escolhido. Sê para nós de aproximação fácil. Agni.13 gloriosa.16 7. Que Agni. ó Aṅgiras” – Idem. repleta de fama e filhos valorosos. diretamente e indiretamente. o sacrifício perfeito que tu cercas por todos os lados Vai de fato até os deuses.

AṢṬAKA I. ó (deus) que brilha na escuridão. Ele é. o Hom dos Parses. 4. De acordo com o Sr. HINO 1. Vento. Agni. aproxima-te. que ele conduza os deuses para cá. que possam trazer glória e a grande bem-aventurança de descendência valente. com nossa prece. permanecendo no rito sacrifical. de um sabor ácido suave e natural. e da área de Yezd. três. 7. Que Agni. Desse modo. para cá. o divino ministrante do sacrifício. 9. sê de fácil acesso para nós. Indra e Vāyu. belo de se ver. as gotas (do suco Soma) esperam vocês dois. Isso é certificado por numerosas expressões nos hinos seguintes. o sacerdote Hotṛ. ambos. 1. Realmente. ó Agni. ouve a nossa invocação. Vāyu. a Indra e Vāyu conjuntamente. Que alguém obtenha através de Agni riqueza e bem-estar dia a dia. VARGA 1–2. tua fala aprovadora2 chega ao dador (da libação). Essas libações1 estão preparadas para ti. Bebe delas. tendo derramado o suco Soma. Eu magnifico Agni. vocês estão cientes dessas libações. – Introduction to Translation of the Sāma-Veda. ó Agni. Índice ◄►Hino 12 (Oldenberg) ____________________ Hino 2. Venham. 1. 6. que produz para expressão um abundante suco leitoso. o maior concessor de tesouros. como um pai é para seu filho. Que és o rei de todo culto. 4. De ti. ele não é usado. – Roxburg ii. o brilhante. aquele de fato vai até os deuses. 32. rapidamente. Vāyu. a métrica. o guardião de Ṛta. com alimento (para nós). e a obtenham das montanhas de Gilan e Mazenderan. a Mitra e Varuṇa. trazendo adoração a ti – 8. até que tenha passado pelo processo de fermentação. 2. ADHYĀYA 1. todo sacrifício e culto que tu cercas por todos os lados. evidentemente. 2 Supõe-se que Vāyu diz: ‘Eu beberei a libação’. que o deus venha para cá com os deuses. Varga 3. e conhecendo a época (adequada). 5. e três. . Indra e Vāyu. 2. Vāyu. Vāyu (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Madhucchandas. das nove estrofres das quais o Hino consiste. Agni. embora eles afirmem que a planta não é encontrada na Índia. digno de ser louvado calorosamente pelos Ṛṣis antigos e pelos atuais. nós nos aproximamos dia a dia. Fica conosco para a nossa felicidade. teus adoradores te louvam com preces sagradas. crescendo em tua própria casa. 3. Gāyatrī. Venham para cá. e se tornado uma forte bebida alcoólica. e a muitos (outros que te convidam) para beber o suco Soma. (então). essas libações são derramadas (para vocês). o Hotṛ pensativo. 1 Essas Somas são libações do suco da planta Soma. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ó Agni. aquele (trabalho) realmente é teu. em sacrifícios. 5. três são endereçadas a Vāyu.54 Hino 1. Todo bem tu farás para teu adorador. ó Aṅgiras. ele que é verdadeiro e o mais esplendidamente renomado. o Purohita. a Asclepias ácida ou Sarcostema viminalis. 3. Stevenson.

Vāyu (Griffith) 1. 9 Os dias corretos para sacrifícios.) “O Dr. dual de Nara. etc. Vocês nasceram para o benefício de muitos. provavelmente a Ephedra distachya. um botânico que reside há muito tempo em Kerman. mas que observa que diferentes variedades de Ephedra são encontradas da Sibéria até a Península Ibérica. aumentadores de água. é dito que Mitra e Varuṇa causam chuva. o devorador de inimigos. porque eles são possuidores de vigor varonil. 5. Joseph Bornmuller. Espalhando-se ao longe em busca da dose de Soma. aludindo à existência limitada das divindades. ou como Ādityas. líder ou guia. em oposição aos versos que são cantados ou entoados. condensando-se na atmosfera. indiretamente. 455). ele é dito ser aplicável a Indra e Vāyu. e Varuṇa. que identifica a planta Soma com alguma espécie de Ephedra. no Veda. água e sacrifício. o momento exato para o início de ritos sacrificais. o suco ácido gotejava em um recipiente chamado Droṇa.. Essas. mas pode ser duvidado se ele não transmite o sentido de homem ou mortal. do regente das águas: mas eles estão. 7. Vāyu e Indra. p. venham por nossas iguarias oferecidas. Conhecendo os dias. Índice ◄►Hino 3 (Wilson) ____________________ Hino 2. em chuvas. um homem. feito fermentar. ricos em saque! 3 Narā. Eu invoco Mitra4. incluídos entre os doze Ādityas. escuta o nosso chamado. 10 Ukthas. descem novamente. . As gotas estão ansiando por ambos. Nesse lugar. Varga 4. os cantores glorificam A ti. No. homens. ou. depois do que ele era misturado com farinha. vocês são o refúgio de multidões. talvez. 4. Vocês notam bem libações. Bebe delas. Vāyu. como netṛ. também. 2.7 vem. tua corrente penetrante vai até o adorador. – os realizadores em comum do ato de conceder água (à terra). (Quarterly Review. 4 Mitra. Varuṇa. ambos. por produzirem evaporação. para ti essas gotas de Soma 8 foram preparadas. 9. e então oferecido em libações para os Deuses ou bebidos pelos brâmanes. em seu sentido comum. por ambos os quais as suas qualidades estimulantes eram supostamente muito apreciadas. Essa planta famosa permaneceu não identificada até recentemente (veja Max Müller. de vigor puro. os talos tendo sido lá esmagados pelos sacerdotes eram borrifados com água e colocados em uma peneira ou filtro. que no vale Harirud é dita ter o nome de hum. pois desse modo. Sábios Mitra e Varuṇa. Vāyu. vocês conectam esse rito perfeito com sua verdadeira (recompensa). Outubro de 1894. Mitra e Varuṇa. de onde. com seus hinos de louvor. mas. Indra-Vāyu. Apêndice III. 6 Ṛtāvṛdhau: Ṛta normalmente significa verdadeiro ou verdade. Belo Vāyu. huma. venham para o rito do sacrificador. Biographies of Words. 8 Libações do suco da Soma. sabendo ou observando a hora do romper do dia. Os vapores assim erguidos. 3 a conclusão será rapidamente (alcançada) pela cerimônia. pelo comentador. depois de mais pressão. Esse termo é aplicado frequentemente a seres divinos: ele é usualmente explicado. despida de suas folhas.10 3. de modo que nós devemos abandonar a esperança de determinar o lar original dos árias por meio do habitat da planta Soma”.55 6. Vāyu e Indra. A planta era colhida à luz da lua em certas montanhas. Aitchison afirmou recentemente que a Soma deve ser a Ephedra pachyclada.5 8. significa.6 dispensadores de água.9 com suco Soma derramado. e aumentem a nossa força. 354. foram derramadas. louvores recitados ou falados. 5 Como identificados com o sol. Essa suposição é confirmada pelo Dr. é um nome do sol. dita ser a Asclepias Ácida ou Sarcostema Viminalis. ou Planta da Lua. tornem próspero o nosso sacrifício. e então levada para o lugar do sacrifício. e yahma. 7 Vāyu: Deus do vento.

ADHYĀYA 1. Veja a nota 17 do Hino 1. a Lei eterna ou ordem perpétua do universo. Ó Indra e Vāyu. 11 . aproximem-se da obra do sacrificador. AṢṬAKA I. 12 Através da Lei: isto é. vocês que são ricos em saque. venham então rapidamente para cá! 6. de domínio amplo. Eu chamo Mitra. tu belo! Esses Somas estão prontos. os adoradores te celebram com hinos. 14 8. 4. rápido. Mitra e Varuṇa. VARGA 3-4. Vem para cá. 5. Mitra-Varuṇa. de domínio amplo. nos deem força eficiente. A manteiga então é usada para propósitos culinários e também oferecida em sacrifício para os Deuses. 13 Isto é. Tornam completo: por conceder o rogo do adorador. Índice ◄►Hino 6 (Müller) ____________________ Alimentado com óleo: realizado com ghṛtam (a moderna ghī) e manteiga clarificada. 14 Isto é. 9. de amplo alcance. Mitra e Varuṇa. através da Lei. com oblações de manteiga jogadas no fogo. que destrói todos os inimigos.11 8. para beber o Soma. ou manteiga que foi fervida vagarosamente e então permitida esfriar. eles que conhecem os dias de festa. vocês obtiveram grande sabedoria. Do modo correto. destruidor de inimigos. 6. dotado de força sagrada. e Varuṇa.56 Então. desse modo eu faço a minha oração. pois as gotas (de Soma) anseiam por vocês. tua corrente satisfatória vai até o adorador. 1. Concedam-nos a força que opera bem. os poderosos. de força sagrada. ó homens! 7. Vāyu e Indra. 9. e Varuṇa. os dias ou estações corretos para cada sacrifício. Nossos sábios. Ó Vāyu. 3. Heróis. Esses dois sábios.13 e prepararam o Soma. Eu chamo Mitra. ó Mitra e Varuṇa. HINO 2.12 Vocês têm obtido seu poder imenso. que ambos realizam uma oração acompanhada por oferendas de óleo. 7. essas (libações de Soma) são derramadas. amantes e apreciadores da Lei. de acordo com ṛtá. Que tornam completo o rito alimentado com óleo. Vāyu (Müller) MAṆḌALA I. bebe deles! Ouve o nosso chamado! 2. Ó Vāyu. vocês que aumentam a justiça e aderem à justiça. fortes por nascimento. Ó Vāyu e Indra. vocês percebem as libações. venham para cá por causa das nossas oferendas. venham depressa para cá. Ó Indra e Vāyu. ó Vāyu. essa é minha oração. Índice ◄►Hino 3 (Griffith) ____________________ Hino 2. venham logo em direção ao que o espremedor de Soma preparou.

Varga 5. Nessa e nas duas estrofes seguintes. venham para a libação. de braços longos. com mentes não desviadas. Das doze estrofes. 2 Purubhujā. ou terceto. a Vāgdevatā. para o nosso rito. . 3 Dasrā. Indra. deusa da fala. 6 A palavra original é incomum. 1. e sobre ela a libação de suco Soma. aos Viśvedevas. ouçam. Que os Deuses universais de movimento rápido. enquanto ele oferece a libação. as iguarias sacrificais. Indra. mas eles também formam uma classe. percebido pela compreensão.5 protetores e sustentadores de homens. Aśvins. 5 Os Viśvedevas são. ou de doenças. que formam um tṛca. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos como nos dois Hinos precedentes. as nossas orações. venham para a libação do adorador. os derramadores de chuva. aceitem o sacrifício. Que os Deuses universais. a inspiradora daqueles que se deleitam na verdade. líderes na vanguarda de heróis. 11. Aśvins. e médicos dos deuses. para os dias.3 livres de inverdade. aproxima-te. a Sarasvatī. é derramada. três. ilumina todas as mentes. O comentador o explica por ‘aqueles que obtiveram conhecimento universalmente’.7 a purificadora. estão desejosas de ti. Índice ◄►Hino 4 (Wilson) ____________________ 1 Os Aśvins são os dois filhos do Sol. abundantes em atos poderosos. seja atraída. a ser recitado no culto dos Viśvedevas.1 apreciadores de atos virtuosos. e portadores (de riquezas). tem aceitado o nosso sacrifício. 7 Sarasvatī é. guias (de devoção). e nessa libação aceita o nosso alimento (oferecido). 5. depois de ter suas raízes cortadas. gerados durante a metamorfose dele como um cavalo (aśva). mas que tem direito. com mãos esticadas. A enumeração das ações extraordinárias deles é o assunto especial dos Hinos 116 e 117. Veloz Indra. como em outros lugares. às vezes. conectando-os com os elementos. venham para as libações misturadas borrifadas sobre a grama sagrada 4 cortada. 4. e aceita as preces do sacerdote. diligentemente. ou oblação de manteiga clarificada. e (em sua própria forma).2 aceitem. como os raios solares vêm. com os corcéis fulvos. oniscientes. que também pode ser traduzido como ‘grandes comedores’. a recompensadora do culto com riqueza. O caráter médico dos Aśvins é uma tradição vêdica. 12. Que Sarasvatī. é espalhada sobre o vedī ou altar. e três. 6. a cota na solenidade. vagamente aplicados a divindades em geral. 4 A erva sagrada Kuśa (Poa cynosuroides). Sarasvatī manifesta. 9. a concessora de alimento. 8. Sarasvatī. a instrutora dos honrados. ehimāyāsaḥ. ou de inimigos. Essas libações. pelas ações dela. É mais do que provável que a origem e o significado do termo estivessem esquecidos quando Sāyaṇa escreveu. que são livres de decadência. mas de ainda mais nesse Veda. e apreciado pelos sábios. vem para cá para as preces (do sacerdote). alguns dos atributos deles são especificados. sempre puras. 7. Varga 6. concessores (de recompensas). Eles são os heróis de muitas lendas nos Purāṇas. 3. por nossas iguarias oferecidas. 10. aqui. de esplendor magnífico. três. espremidas pelos dedos (dos sacerdotes). dotados de juventude e beleza perpétuas. na maioria dos ritos sacrificais. destruidores de inimigos. a Indra. Deuses universais. 2. um rio poderoso. destruidores. vem para cá. cuja posição e caráter são citados imperfeitamente.57 Hino 3. dotados de fortaleza. Aśvins. três são endereçadas aos Aśvins. 6 desprovidos de malícia.

p.12 intrépidos. 5. por sua luz. Incitadora de todas as músicas agradáveis.8 ricos em tesouro. vem.58 Hino 3. Como vacas leiteiras se apressam para seus estábulos. a inundação poderosa.14 Índice ◄►Hino 4 (Griffith) ____________________ 8 Os Aśvins parecem ter sido um enigma até para os mais antigos comentadores indianos. desprovidos de malícia. que protegem. 9. venham para cá rapidamente para a bebida. tornou-se para os descendentes deles. Ó Viśvedevas.. . ‘fazedor de milagres’. apressado pela música. S. 11 Isto é. 5. aceitem a bebida sagrada. Aproximem-se da oferenda de bebida de seu adorador. uma posição perfeitamente distinta no grupo inteiro das divindades vêdicas da luz. que a brilhante Sarasvatī13 deseje. espremidas cuidadosamente pelos sacerdotes. essas libações anseiam por ti. ou talvez ‘destruidor’ (dos maus). S. Muir. para as preces. I: ‘Seguintes na ordem são os deuses cuja esfera é o céu. Eles são os primeiros portadores da luz no céu da manhã. 11 5. – ela ilumina com sua luz. Os Viśvedevas. Ó Aśvins. Quem então são esses Aśvins? ‘Céu e Terra’. 234. 4. Vol. 6. em direção às preces. their religion and institutions]. Ela ilumina todo pensamento piedoso. Muir. ela brilha através de todos os pensamentos’. 10. enriquecida com hinos. Texts. Aśvins (Griffith) 1. Ela parece ter sido para os antigos indianos o que o Ganges (o qual é citado só duas vezes no Ṛgveda). Ó Indra maravilhosamente brilhante. ‘Dois reis. como os antigos interpretadores do Veda. Ó Viśvedevas. Texts [Original Sanskrit texts on the origin and history of the people of India. que têm mãos ágeis. são suas essas libações com grama cortada. Ele compreende o ‘grande oceano’ como o universo. que em suas carruagens se apressam para frente antes da alvorada. ó Indra. Sarasvatī. Ó Aśvins. Incitado pelo cantor santo. 338. vem. ó heróis dignos do nosso louvor. Aproxima-te. O professor Roth fala deste modo sobre esses deuses: ‘Os dois Aśvins. dizem outros. Deleita-te em nossa libação. dizem outros. e preparam o caminho para ela’. Com amor ansioso.. ‘o Sol e a Lua’. 12 Ehimāyāsaḥ parece ser outra forma de ahimāyāsaḥ. dizem os escritores lendários. Venham vocês cujos caminhos são vermelhos com chama. J. Indra. 11. rápidos no trabalho. nós não estejamos de acordo de nenhuma maneira quanto à concepção do caráter deles. 3. que mudam de forma como serpentes. Vol. ‘Dia e Noite’. o outro sendo então chamado de Dasra. contudo. É dito que Nāsatya é o especificamente o nome de um dos Aśvins. faz o grande oceano ser conhecido. Purificadas desse modo por dedos excelentes. Aceitem nossas canções com pensamento poderoso. O. desses os Aśvins são os primeiros a chegar. portadores. 9 Mãos ágeis: mãos esticadas e rápidas para pegar as oferendas. Do sacerdote que derrama libação. inspiradora de todo pensamento bondoso. 10 Nāsatyas: ‘não falsos’. nosso sacrifício. realizadores de atos sagrados’. 8. senhores do esplendor. J. apressando-te. embora. ou como a vida.10 operadores de milagre. que é explicada por Bohtlingk e Roth como ‘multiforme ou versátil como uma cobra. Sarasvatī. p. Yāska se refere a eles deste modo no Nirukta XII. dizem alguns. 13 Sarasvatī é celebrada como um rio e como uma deusa. 7. aceita nosso rito 12. 2. Rica em vantagens. ricos em atos prodigiosos. recompensam e sustentam os homens. 14 Benfey traduz: ‘Sarasvatī. têm. mostrando a mesma variedade de cor e forma’.9 Aceitem o alimento sacrifical. O. Senhor dos Cavalos Baios. Nāsatyas.

um nome de Indra. Varga 7. o Hino é endereçado a Indra. adorador. dos quais o Asura Vṛtra era o chefe. exclamem: ‘Partam. 3 A injunção é endereçada ao Yajamāna (o sacrificador). de riquezas.6 tu defendes o guerreiro em batalha. (a causa da) doação de gado. 6 Dos inimigos. ato. Que os nossos ministros. que estão mais próximos a ti. o realizador de bons atos. 1 3. ele aumentará os rebanhos do devoto. também. o suco que está presente (nas três cerimônias). Dia a dia nós invocamos o fazedor de boas obras. Nós oferecemos a ti. como uma boa vaca leiteira (é chamada pelo ordenhador) para a ordenha. Śatakratu. o sentido completo é fornecido pelo comentador. que é desejado perguntar se o Hotṛ é adequado para seu dever. para nossa proteção. que és) o concessor de riquezas é. ou como objeto deles. 10. o aperfeiçoador do ato. Vai. de acordo com o comentador. 5 Śatakratu. o poderoso em batalha. 2. Indra (Wilson) (Anuvāka 2. a palavra pode ser a fonte da ficção purânica. tu te tornaste o matador dos Vṛtras. o amigo do oferecedor da libação. A satisfação de (ti. No primeiro sentido. ao sábio e incólume Indra. Canta para aquele Indra.5 desse (suco Soma). a graça do sacrifício. nós temos fraseologia elíptica. ritos religiosos. Bebedor do suco Soma. se Indra estiver satisfeito. 2 . Nós te reconhecemos no meio dos honrados. Que nós sempre permaneçamos na felicidade (derivada da graça) de Indra.3 5. daqui e de todo outro lugar (onde ele é adorado)’. que é o protetor da prosperidade. o alegrador da humanidade. de fato. ó difamadores. Destruidor de inimigos. O próprio Hotṛ deve ordenar isso. como realizador deles. para revelar (-te a outros). que os homens (nos felicitem). 1. o que permeia (todo rito de libação). e pergunta a ele (sobre a aptidão) do erudito (sacerdote que recita o louvor dele). conhecimento. que nossos inimigos digam que nós somos prósperos. Aqui. 4 Esses epítetos do suco Soma seriam um tanto ininteligíveis sem a ajuda do comentador. é explicado por Sāyaṇa: aquele que está conectado com cem (muitos) atos. realizando zelosamente o culto dele. kratu significando karma. Índice ◄►Hino 5 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. Vem a nós. que o alto cargo de Indra é obtenível por meio de cem Aśvamedhas. ou prajnā. vem aos nossos ritos (diários). Varga 8. (para o oferecedor). o poderoso. Śatakratu.59 Hino 4.4 8. e bebe da libação. 9. Oferece a Indra.2 4. Indra. que concede a melhor (das bênçãos) aos teus amigos. 6. não nos ignores. 7. o favorito (daquele Indra) que dá felicidade. ou ele pode ser interpretado como ‘dotado de grande sabedoria’. O original é ‘não fales além de nós’. A noção está representada muito elipticamente. Sūkta I) O Ṛṣi e a métrica continuam inalterados . alimento (sacrifical). para a obtenção. Tendo bebido.

Indra é especialmente o senhor do Soma e seu principal bebedor. porque ele flui rapidamente e porque ele faz Indra se apressar para a solenidade.11 8. Ahi. graça do sacrifício. Śatakratu. 12 Os Vṛtras. Para o Rápido traze o rápido. Para ele. Pipru. Que para o Amigo dá asas e alegria. Nós te fortalecemos. tentam.. Para que. Namuci. desse modo: “A intoxicação de ti. que é melhor que teus amigos. o poderoso rio de riqueza. Indra. o inteligente. vem para cá. (consultado em 08/2013). Esses demônios da seca. (se eu o tenho louvado corretamente ou não). Muir. etc. também. o rico. armados do seu lado. Para que nós fiquemos familiarizados com a tua benevolência mais secreta: Não nos negligencies. – J. a ti o poderoso em luta. com toda variedade de artilharia celestial. Śatakratu. é de fato concessora de vacas”. chamados por uma variedade de nomes como Vṛttra. Vocês que servem Indra e ninguém mais’. – ao inteligente e incólume Indra que dá aos teus amigos (os sacerdotes) a melhor riqueza”. Indra (Griffith) 1. todo o nosso verdadeiro povo nos chamar de bemaventurados. Índice ◄►Hino 5 (Griffith) ____________________ 7 Indra. 4.8 3. mas em vão.org. e enquanto nós desfrutarmos da amizade e da proteção dele nós não nos importaremos de modo algum com as injúrias dos ímpios que zombam do nosso culto fiel. Tu. Ou se. resistir ao ataque dos deuses’. os inimigos. – universityofhumanunity.] 9 [Como na nota acima: “Vá até ele e pergunte sobre mim. bebe do Soma. Vem para nossas libações. ou obstrutores. Śuṣna. Sim. Idem. 6. Uraṇa. O suco Soma que alegra homens ou heróis e acompanha ou agracia o sacrifício também é chamado de rápido. 2. V. amigo diligente de quem derrama o suco. pergunta a Indra. A euforia produzida por beber o suco fermentado oferecido em libações estimula suas energias marciais e o dispõe a distribuir.10 7. ainda que nós possamos permanecer sob os cuidados de Indra. 9. Ele. [Sāyaṇa interpreta a última frase do verso. ‘partam para outro lugar. de acordo com Vladimir Yatsenko. hábil em música. etc.60 Hino 4. recompensas generosas na forma de gado e outros bens para aqueles que o cultuam. Como uma boa vaca para aquele que ordenha. são ‘os poderes hostis na atmosfera que prendem malevolamente os tesouros aquosos nas nuvens. nós possamos ganhar riqueza. 95. tu bebedor de Soma! O rico êxtase do Único concede vacas. nós chamamos o fazedor de ações justas 7 Para nosso auxílio dia a dia. Vai para o sábio Invicto. 8 . bebeste isso e foste o matador de Vṛtras.. Se os homens que zombam de nós falarem.9 5. O Amigo é Indra. os opressores. para esse Indra cantem sua canção. sim. Deus de atos maravilhosos. Śambara. alegrador de homens. de suas riquezas ilimitadas.12 tu Ajudas o guerreiro na luta. 11 O Rápido: Indra. a quem o suco alegra e manda rapidamente para o sacrifício. Original Sanskrit Texts.] 10 O sentido geral desse e dos dois versos anteriores parece ser este: Indra é o melhor amigo e protetor. 10.

os hinos (do Ṛc) têm-te magnificado: que os nossos louvores de magnifiquem. não esperam os corcéis dele atrelados ao seu carro. 9. Ṛṣi. para a realização dos nossos objetivos. para a aquisição de conhecimento. sentem-se. nas quais residem todas as propriedades viris. te tornaste subitamente de vigor aumentado. realizador de boas obras. 1 . cujos inimigos. que és o objeto de louvores. Tu. Indra. não deixes os homens nos fazerem mal. que ele esteja conosco. mas. uma conclusão a qual há motivo para hesitar admitir. Esses sucos Somas puros. para a obtenção de riquezas. que esses sucos Soma penetrantes entrem em ti: que eles sejam propícios para a tua (obtenção de) inteligência superior. são derramados para a satisfação do bebedor de libações. Que ele esteja conosco. Quando a libação é derramada. 3. Apressem-se para cá. que és o objeto de louvores. Tu és poderoso: afasta a violência. o derrotador de muitos inimigos. 2. entre os deuses). Os cantos (do Sama)1 têm-te magnificado. 8. Cantem para aquele Indra. 5. em combates. 1. Que Indra. amigos. e (mantendo) superioridade em idade (ou principalidade. Indra (Wilson) (Sūkta II) O deus. por beberes a libação. Indra. oferecendo louvores. misturados com coalhos. pelo menos aos hinos do Ṛc nos quais se supõe que eles são citados. nessa e outras passagens onde Sāyaṇa insere a designação de outros Vedas – o Sāma e o Yajush. Varga 9. ó Śatakratu. e cantem. os louvores de Indra. 7. Indra. 6. o protetor desimpedido. 4.61 Hino 5. Varga 10. que ele esteja conosco. repetidamente. desfrute dessas múltiplas iguarias (sacrificais). o senhor de muitas bênçãos. que ele venha a nós com alimento. louvem respectivamente Indra. Índice ◄►Hino 6 (Wilson) ____________________ O comentador fornece esses detalhes. inalterados. 10. – deve ser observado que a exatidão das adições dele envolve a existência anterior daqueles Vedas. e métrica.

assim como seus hinos de louvor. nasceste para beber o suco Soma. tu que amas música. amante da música. estas gotas puras. À visão de cuja carruagem e cavalos todos os inimigos fogem. Ó Indra. 7. 2. Cujo par de cavalos castanhos atrelados em batalhas os inimigos em guerra não desafiam:3 para ele. ó Śatakratu. cujo socorro nunca falha. 6. Indra. sentem-se: cantem sua música para Indra. têm te fortalecido. para a apreciação dele. estimulam e fortalecem os Deuses para atos de heroísmo. Companheiros. Indra forte. Tu.2 trazendo hinos de louvor. venham para cá. Indra (Griffith) 1. Assim que te fortaleçam as canções que cantamos. Que ele fique ao nosso lado na nossa necessidade e na abundância para o nosso bemestar: que ele se aproxime de nós com sua força. 8. Perto do bebedor de Soma chegam. mantém A matança longe de nós. que esses Somas penetrantes entrem em ti: Que eles possam trazer bem-aventurança para ti. Os nossos cânticos de louvor. cantem sua música. crescido de uma vez à força perfeita. Indra. o excelente Senhor dos tesouros. 3. Índice ◄►Hino 6 (Griffith) ____________________ 2 O chamado é dirigido aos sacerdotes ministrantes. 4.4 10. Onde todos os poderes viris residem. Para ele. pois tu podes. com suco Soma derramado. 3 . 5. Os Somas misturados com a coalhada. o mais rico dos ricos. o Sábio. que nenhum homem fira nossos corpos. 9. Ó. por preeminência. Indra. aceita essas mil iguarias.62 Hino 5. e os nossos louvores. 4 As oblações dos adoradores. Ó Indra.

e que trazem o comandante. o movente (vento). mas as alusões justificam a especificação do comentador: os ventos conduzem Indra. no qual ela os concilia. Esse rito é realizado em adoração ao poderoso Indra. chamou os Maruts para ajudá-lo. que se dirigem para o céu. 7. 4 Alusão é feita aqui a uma lenda. e forma ao informe. nesse rito. descobriste as vacas escondidas na caverna. durante a noite. . (os Maruts). de modo semelhante como eles glorificam o conselheiro (Indra). pois. intrépidos. cujos raios matutinos pode-se dizer que reanimam aqueles que tinham estado mortos. ou do céu acima. – que ele (nos) dê riqueza. os viajantes de lugares de acesso difícil. 5. as vacas são representadas como recuperadas à força por Indra. acompanhados pelo destemido Indra. o instigaram a retomar sua condição de embrião (nas nuvens). o poderoso (Sol). Indra. novamente. junto com os irrepreensíveis. Em outras passagens. Associado com os Maruts transportadores. com a ajuda da cadela Saramā. realmente. onde elas foram descobertas por Indra. Eles (os quadrigários) atrelam ao carro dele seus dois corcéis desejáveis. nas quais a chuva se reúne novamente. ou. e conscientes do poder de conceder riqueza. e Indra. que são célebres. 3. vocês devem seu nascimento (diário a esse Indra). (o sacerdote) recita seus louvores integralmente. Um diálogo entre ela e os ladrões é apresentado. Os deuses que tinham ido ajudar o primeiro foram afugentados pelos cães de Vṛtra. é dito. dos Aṅgirasas. 6. como em seu útero. Depois disso. para uma agregação de nuvens. Nós invocamos Indra. identificado com o sol. 3 Os Maruts não são citados no texto. ou Ventos. de cor castanho-avermelhada. 8. 5 Alusão. que. Mortais. para obter superioridade. o indestrutível (fogo). aqueles que têm nomes invocados em ritos sagrados. 5 (ambos) regozijantes. em outro lugar. e de esplendor igual. Os circunstanciados (habitantes dos três mundos) 1 associam com (Indra). ou sem. e as luzes que brilham no céu. com a ajuda dos Maruts. com os raios da manhã. de acordo com algumas versões. 10. os amáveis grupos (dos Maruts). ‘os seres vivos dos três mundos’ é a explicação do comentador. Os recitadores de louvores louvam os poderosos (a tropa de Maruts). aos Maruts. Portanto. 2 4. circundante (tropa de Maruts). que é frequentemente citada. seja da região do céu. – ele venha dessa região terrestre.4 Varga 12. ou do vasto firmamento. é feita aqui a um combate entre Indra e Vṛtra. 9. As três primeiras e últimas estrofes são endereçadas a Indra. ou da esfera solar. Índice ◄►Hino 7 (Wilson) ____________________ 1 O texto tem somente ‘aqueles que estão permanecendo em volta’. e as escondido em uma caverna. ou o firmamento. Maruts. Que vocês sejam vistos. vem para cá. as restantes. 2. colocados em ambos os lados. Varga 11. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica continuam.3 tendo visto a chuva prestes a ser engendrada. 1. Indra.63 Hino 6. de os Asuras chamados Paṇis terem roubado as vacas dos deuses. 2 Indra é aqui. no sono. com. dá percepção ao inconsciente. tu.

Tu.9 5. o Corcel vermelho. Posteriormente eles. como é seu costume. 10. Que tu possas realmente ser visto vindo ao lado do destemido Indra: Ambos alegres. os derrubadores do que é firme. Nasceste em conjunto com as Auroras. do céu acima da terra. podem se aplicar a esses Deuses considerados como uma hoste ou companhia e nascidos em um nascimento. Índice ◄►Hino 7 (Griffith) ____________________ 6 Esses provavelmente são os Maruts. com quem Indra é conectado frequentemente.7 as luzes são brilhantes no céu. Aqueles que estão em volta6 dele enquanto ele se move arreiam o brilhante. Ou do firmamento espaçoso. Ó homens! é talvez apenas uma exclamação expressiva de admiração. as irrepreensíveis. nasceste. Bravos. e forma. o Sol. iguais em seu brilho. Adorando assim como eles desejam. se livraram da condição de bebês não nascidos. carregadores do Comandante. da terra. homens. embora no número singular. acelerando para o céu. ó homens! onde não havia forma. 7 .10 ó Viajante. 3. 8 Tu. quer dizer os Maruts. fulvos. a partir daqui. fazendo luz onde não havia luz. Indra.] 10 Isto é.8 4. 7. os companheiros constantes de Indra. assumindo nomes sacrificais. Encontraste as vacas mesmo na caverna. 6. as palavras tu. Se for aceito que maryāḥ. 11 Indra. Indra nós procuramos para dar-nos ajuda. Tu. isto é. cantores louvam a ele que encontra riqueza. com os Deuses da Tempestade. 2. 9 [Veja a nota 13. 9. fazendo. O sacrificador clama. Indra (Griffith) 1. O muito famoso.64 Hino 6. Provavelmente o Sol. o Poderoso. 8.11 ou para baixo a partir da luz do céu: Nossos cânticos de louvor todos anseiam por isso. Com as hostes bem amadas de Indra. Vem desse lugar. Em ambos os lados do carro eles unem os dois cavalos baios estimados por ele.

Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. ADHYĀYA 1. ou. nasceste junto com as alvoradas. 2.65 Hino 6. 9. Nós pedimos a ajuda de Indra daqui. ó Indra. ou de acima da terra. Esse parece ser todo o significado da lenda posterior que os Maruts. 7. Eles atrelam à carruagem em cada lado os dois baios favoritos dele (de Indra). Que tu. logo que Indra surge para lutar contra o demônio das trevas. e cujos companheiros são os Maruts. Tu que criaste luz onde não havia luz.13 obtendo seu nome sagrado. como o poeta expressa. não eram originalmente deuses. que rompem até mesmo a fortaleza. têm gritado em direção ao dador de riqueza. assumiram novamente a forma de bebês recém-nascidos. os Maruts. (hoste de Maruts). de acordo com seu costume. o grandioso. ou do céu. que podem carregar o herói. com os velozes Maruts. os valentes. De lá. ou deuses da tempestade. Os cantores piedosos (os Maruts). eles assumiram seu nome sagrado. cujo corcel é o sol. Tu. os cantores todos anseiam por isso. e forma. 5. Como auxiliares de Indra nessa batalha. literalmente. HINO 6. Indra é considerado como o deus do dia brilhante. 3. serve apenas para expressar que eles nasceram. o destemido: vocês dois são fazedores de alegria. que são representados como resgatados no final de cada noite pelo poder de Indra. por sua própria vontade. Com as amadas hostes de Indra. ou os dias em si. ó viajante (Indra). Aqueles que permanecem em volta dele enquanto ele se move adiante arreiam o (corcel) brilhante vermelho12. VARGA 11-12. possas realmente ser vista vindo junto com Indra.14 6. encontraste mesmo em seu esconderijo os brilhantes (dias ou nuvens). 14 As vacas brilhantes são aqui as vacas da manhã. 13 A idéia de que os Maruts assumiram a forma de um garbha. 4. . ó homens! onde não havia forma. 8. apressados (Maruts) o sacrificador clama. alcançaram sua posição como divindades ao lado de Indra. 10. mas vieram a ser deificados por suas obras. com os impecáveis. ou do grande firmamento. como os Ṛbhus. 1. vem para cá. o glorioso (Indra). ou que as tempestades irrompem do ventre do céu. e de esplendor igual. ou da luz do céu. os castanhos. as auroras. as luzes resplandecem no céu. cujo nome manteve por muito tempo seu sentido puramente apelativo de tempestades. Depois disso eles (os Maruts). de um embrião ou de um recém-nascido. Índice ◄►Hino 19 (Müller) ____________________ 12 O poeta começa com uma descrição um tanto abrupta de um nascer do sol. AṢṬAKA I.

ele pensa. significa apenas cantores. o sentido pode ser. (canções). uma interpretação. e. querendo dizer. e sobre as cinco (classes)4 dos habitantes da terra. com estrofes’: mas isso não é necessariamente limitado a esse sentido. elevou (ou. Nós chamamos por ti. aos textos do Yajush. todas em uma fase muito inferior de civilização. Varga 13. 6. e Bhils dos dias atuais. 7. 3 O mundo sendo envolvido em escuridão por Vṛtra. nos protege. 9. e o termo vāṇīh. o Ṛṣi e a métrica. Que ele seja exclusivamente nosso. o sempre complacente. o que faz trovejar. ou classes de homens. pañca ksitīnām. 3. como os Gonds. com seus dois corcéis que são atrelados pela palavra dele. Kholes. Os cantores (do Sāma) glorificam Indra com canções. o senhor poderoso. bṛhat. 4 O texto tem. uma oração. pode ser aplicado tanto aos cantores quanto aos recitadores das orações.] qualquer referência ao Yajush ou ao Sāma. abre essa nuvem. Indra invencível. sobre riquezas. O primeiro termo. como antes. – aparentemente. Indra. e manejador do raio contra nossos inimigos. 10. que governa sozinho sobre homens. ‘com o Bṛhat Sāma’. o mundo). por riqueza limitada. vaiśyas e śūdras. concessor de todos os desejos. Indra.2 o manejador do raio. em um verso do Ṛc. 8. só porque ele tinha ligado as expressões anteriores com os outros dois Vedas. Todos os louvores excelentes que são dados às outras divindades. que ocorre. como diz o comentário. dourado. sobre os cinco homens. ‘Aqueles do Ṛg Veda. embora ele o interprete como ‘os Udgātṛs. o ricamente enfeitado. e carregou a nuvem com águas (abundantes). investe homens com sua força. por bṛhatā. Índice ◄►Hino 8 (Wilson) ____________________ 1 O comentador fornece a especificação dos vários Vedas. literalmente. – (nosso) aliado. de fato. A frase seguinte. – Indra. e é dito usualmente que implica as quatro castas: brâmanes. as tribos nativas da Índia. Nós invocamos Indra por grande riqueza. ou sacerdotes do Yajush. os recitadores do Ṛc. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. com Sāmas a serem cantados’. para tornar todas as coisas visíveis. como um touro (defende) um rebanho de vacas. 4. arkebhir arkiṇaḥ. 2 Assim o comentador explica o termo do texto. por vāṇībhih. colocou) o sol no céu. que estás em todos os lugares entre os homens. . Derramador de chuva. para removê-la. aqueles que são adequados para habitações ( nivāsārhāṇām). hiraṇyaya. ou louvam. também) devidos a Indra. mais os niṣādas. A frase não é de recorrência infrequente. ghāthinah. ou feito de ouro. Indra. (eles são. Indra. aqueles que oram. Indra. A última parte da passagem também pode ser traduzida como: ‘ele (o sol) animou a montanha (isto é. a Indra com orações. 5. O derramador de chuva. Indra. com preces. ‘com textos ou palavras’. (os sacerdotes do Yajush) com textos. – bárbaros ou aqueles que não têm casta. Ele é aplicado. Como já se observou. kṣatriyas. [na nota 1 do hino 5. aparentemente sem qualquer ligação gramatical. Com relação aos Adhvaryus. confirmada pelo termo seguinte. Tu és sempre complacente com nossos desejos. em batalhas abundantes em saque. Varga 14. Eu não conheço louvor adequado para ele.1 2. implica a anterioridade dos dois primeiros ao último. como arha é um sinônimo de mantra. vem. o que mistura todas as coisas. nós não temos absolutamente nada no original. 1. com defesas insuperáveis. O último termo é explicado etimologicamente. é mais similar ao Ṛc. pelo comentador. com seus raios’. elevou o sol no céu 3.66 Hino 7. provavelmente.

Índice ◄►Hino 8 (Griffith) ____________________ Hino 8. ou a cavalo. O Soberano irresistível: 9. Com ajudas terríveis. sempre. Para nós. vastos como os céus. Contigo como nosso aliado. Indra. que ele possa ser. e Purus. traze. a fonte de vitória. agradável. Não havia distinções de casta quando o hino foi composto. para nossa proteção. Varga 15. 6 . e não os habitantes nativos da região. 6. nós somos capazes de superar (nossos inimigos) organizados em tropas. e não de outros. como antes. 5. e métrica. os louvores de Indra armado com o trovão se erguem. têm glorificado. ele conduz o povo com seu poder. Indra na luta menor. tu sempre generoso. com a qual nós podemos conquistar totalmente os nossos oponentes. 5. 3. nas lutas. 3. lutas. Poderoso é Indra. nós possuímos uma arma ponderosa. Indra. a Indra recitadores com seus louvores. aquela nuvem. onde milhares de despojos são obtidos. e a raça quíntupla 6 Dos que habitam sobre a terra. Druhyus. Indra. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos. Ainda mais alto. 2. a que humilha inimigos. seja (enfrentando-os) corpo a corpo. 5 A massa de nuvens densas em forma de montanha. Indra tem sempre perto dele seus dois cavalos baios e carro jungidos por palavra. Eu não encontro louvor digno dele. de modo que ele possa ver longe: Ele rompeu a montanha5 pelas vacas. tu irresistível. Por sua causa de cada lado nós chamamos Indra para longe de outros homens: Nosso. sempre protegidos por ti. 10. A Indra os coros. Ṛṣi. Sūkta I) O deus. e supremo. ó Indra. As cinco tribos ou povoados eram provavelmente a confederação dos Turvaśas. Indra (Griffith) 1. Mas a expressão parece querer dizer somente os povoados ou tribos arianas. riquezas.67 Hino 7. muito abundante. 8. O amigo que curva seu raio em demônios. Assim como o touro conduz os rebanhos. Indra ergueu o Sol alto no céu. A Indra os cantores com elogios. ó terrível. Na grande batalha nós invocamos Indra. 4. que os fortes (exércitos) dele sejam. 1. 2. Benfey explica isso como ‘todo o mundo habitado’. 7. riqueza. Descerra. em cada esforço meu. Que magnitude sempre pertença ao portador do raio. nosso herói viril. Ajuda-nos. sim. Defendidos por ti. Indra que governa com domínio único homens. o armado com o trovão. 4. Indra. as vacas são as águas. Yadus. e (ajudados por) heróis lançadores de mísseis. Anus. o dourado. Indra (Wilson) (Anuvāka 3.

De fato. 4. Índice ◄►Hino 9 (Griffith) ____________________ 7 A frase poderia. também. para serem respeitadas: (elas são) como um ramo (carregado de fruto) maduro. Como amplas torrentes a partir da abóbada celeste. Ou cantores que amam pensamentos santos. como Um ramo maduro para o adorador. 10. 7. Todo homem que recorre a Indra. cresce. como o oceano.7 8. que bebe o suco Soma abundantemente. que nós possamos erguer o raio. que vêm como heróis para a luta. (e está sempre) úmida. (obtêm seus desejos). como os abundantes fluidos do palato. para ser nosso auxílio. Assim também é a excelência dele. Índice ◄►Hino 9 (Wilson) ____________________ Hino 8. o que faz trovejar. Indra (Griffith) 1. de modo que ele possa beber o suco Soma. com um cavalo. Realmente. ou para a obtenção de filhos. Assim são suas dádivas encantadoras. grandeza seja dele. 9. Sāyaṇa explica que significa lutando a cavalo. ó Indra. como aliado. as palavras de Indra para seu adorador são verdadeiras. Indra. Pois realmente teus poderes imensos. Ajudados por ti com o carro. Mas cavalos parecem ter sido usados em guerra só como puxadores de carruagens. sim. 9.” 8 Com o carro: árvatā. supremo. 8.68 6. 9 O raio aqui citado é o sacrifício o qual. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos na batalha corpo a corpo. Poderoso é Indra. com heróis atiradores de mísseis. Varga 16. Indra. tuas glórias são. 9 E conquistar todos os nossos inimigos em combate. – e os sábios que estão desejosos de inteligência. Grande como o céu se estende seu poder 6. Que ajuda aqueles a obterem filhos. Contigo. são amparos que ajudam imediatamente Um adorador como eu. – em batalha. 10. cresce como um oceano. quando usado contra inimigos. seus louvores cantados e recitados devem ser desejados e repetidos para Indra. vigorosa. Indra.8 3. Ajudados por ti. Que nós conquistemos nossos inimigos em combate. Que ele possa beber o suco Soma. em todos os tempos. literalmente. 7. é uma arma tão poderosa quanto o raio de Indra. as protetoras de todo adorador como eu. rica em gado. Sua barriga. a riqueza do vencedor que sempre conquista. o armado com o trovão. bebendo os mais profundos goles de Soma. grande. 5. 2. Realmente. Indra. que louvores e elogios sejam cantados para Indra. ser traduzida desse modo: “como as abundantes águas (ou torrentes) dos topos das montanhas. . concessoras de vacas. A mais excelente. A barriga de Indra. diversas. traze riqueza que dá alegria.

cevada. que és para ser reverenciado por toda a humanidade2. ‘ó você que é todos os homens’. e mais do que o bastante são. daí. o objeto de versos sagrados. teus. como arroz.69 Hino 9. Vem. do alimento. o morador de (uma mansão eterna). sê vitorioso (sobre teus inimigos). 3. Indra com o belo queixo1. riquezas preciosas e multiformes. Indra. significando. Índice ◄►Hino 10 (Wilson) ____________________ 1 Suśipra. concede-nos grande renome. 4. carroças ou carroções. no texto. Nós temos. A libação estando preparada. aqueles artigos de alimento que são transportados em carros. e o composto pode denotar igualmente ‘o de nariz belo’. O epíteto é. tu. e aqueles (artigos) de alimento (que são trazidos do campo) em carroças. louvores que têm chegado a ti. fica satisfeito com essas preces animadoras. Coloca diante de nós. e outros tipos de grãos. o protetor (de seus adoradores). de toda vida. Nós chamamos. ou o queixo. 1. e métrica. os mesmos. simplesmente ‘aqueles carros tendo provisões’. (vem) para esses ritos (com os deuses). Ṛṣi. e riqueza adquirida de mil maneiras. Opulento Indra. Indra. 2. riqueza além dos limites ou cálculo. Indra. 8. o sacrificador glorifica a vasta destreza de Indra. o derramador (de bênçãos). Indra. 3 O original desse hino. Mas śipra significa a mandíbula inferior. e os quais tu tens aprovado. Com libações derramadas repetidamente. pois nós somos zelosos e renomados. ofereçam a (bebida) estimulante e eficaz para o regozijante Indra. para a preservação da nossa propriedade. encoraja-nos nesse rito para a obtenção de riqueza. a partir do lugar de sua produção. 5. glorificando-o com nossos louvores. Indra. o senhor da riqueza. sem a amplificação generosa do comentador. o que se dirige (ao local do sacrifício). Varga 17. o poderoso. inesgotável. seguramente. e. 2 . o realizador de todas as coisas. como de muitos outros. a fonte do gado. e banqueteia-te com todas as iguarias e libações. ou. diz Sāyaṇa. 6. pois o bastante. 3 9. Indra. Varga 18. 7. literalmente. Indra (Wilson) (Sūkta II) Deus. é tão conciso e elíptico a ponto de ser ininteligível. 10. Eu tenho dirigido a ti. Concede-nos. poderoso em força. como Sāyaṇa o explica: ‘que está unido com todos os homens’.

ó mais esplêndido. Pois o poder supremo é só teu. E gloriosa. Ó Indra. Manda para nós recompensa múltipla. residente por cada libação. Para Indra despejemos o suco. e delicia-te com o suco em todos os banquetes Soma. Músicas têm se derramado para ti. 2.70 Hino 9. o homem piedoso Canta alto um hino fortalecedor. com preces sempre novas. Glorificando com canções louváveis aquele que vem em nosso auxílio. 4. 9. o Senhor Guardião. fama extensa e grandiosa. o suco vigoroso que alegra para ele O Deus que torna feliz. Dá-nos grande fama. digna do nosso desejo.4 5. o Senhor dos Tesouros de riqueza. abundância em gado e em força. Ao sublime Indra. . 3. ó Indra. que cria todas as coisas. 7. Indra. Concede. de face bela. poderoso em tua força. E se elevado insatisfeitas. Índice ◄►Hino 10 (Griffith) ____________________ 4 Isto é. o forte. Protetor. regozija-te nos elogios que alegram. nós chamamos Indra. Ó Senhor de todos os homens. 8. 10. estimulados a isso nós queremos riqueza ambiciosamente. concede riquezas outorgando milhares. sem se extinguir. Indra (Griffith) 1. Indra. Que dure pelo nosso tempo de vida. Presentes nesses oferecimentos de bebida. 6. aqueles Bons frutos da terra levados para casa em carroças. Vem. Indra. Indra.

uma família. em teu coração. 1. e. generosamente. generoso derramador (de bênçãos). mantém perto de ti esse meu hino. Indra (Wilson) (Sūkta III) O deus e Ṛṣi são os mesmos. e (concede-nos abundante) alimento. e fornece (ampla) riqueza. vem com a tropa (de Maruts). que confere riqueza. os Brāhmaṇas1 te erguem no alto. Indra. é bastante obscura. Indra. o que o comentador completa por observar que isso é dito do Yajamāna. por ti alimento é (produzido). em todos os lugares. A frase conclusiva. O primeiro termo. 8. a causa de progresso. conhece o objetivo (de seu adorador). A objeção à explicação do primeiro. como um poste de bambu. ‘preenchendo suas circunferências’. os recitadores dos Ṛcas louvam a ti. o ouvinte do nosso chamado em batalhas. filho de Kuśika. é explicado como ‘o doador original ou causa de habitações’. que eles têm erguido Indra. também. bebe a libação. vacas. O comentador diz. fertiliza os campos. ‘aqueles que empregam a métrica Gāyatrī’. 3 Literalmente. o que repele muitos inimigos. que vai para a montanha coletar a planta Soma para esmagar. o cantor dos hinos do Sāma: arkiṇaḥ é explicado. 7. e os outros Brâmanes.4 (para esse nosso rito). e seguramente perfeito. ‘eles têm te erguido. ou combustível para o fogo. responde (aos nossos louvores). abre as pastagens das vacas6. Ó tu cujos ouvidos ouvem todas as coisas. Nós te conhecemos. Indra. . ou. é hábil (para nos proteger). a métrica é a usual Anuṣṭubh. os recitadores do Ṛc. sê propício. Nós recorremos a Indra. que Śakra5 fale (com bondade) para nossos filhos e para nossos amigos. 5 Śakra é um sinônimo comum de Indra. já foi mencionada. deve ser repetido para Indra. Manda para nós. para o nosso sacrifício.71 Hino 10. responde aos nossos hinos. 4 Vasu. o derramador (de bênçãos). como aquele que manda chuva. e é explicada similarmente pelo comentador. e bem condicionados. que realizou muitos atos de culto (com a planta Soma. gāyatriṇa. Os cantores (do Sāma) te louvam. O terceiro termo. Indra.3 aproxima-te. 5. por força perfeita. como se ele fosse (as palavras de) um amigo. o derramador (de dádivas. Varga 20. Vem rapidamente. 3. 4.7 encantado. para ouvir nossos louvores. como saltadores levantam uma vara de bambu. dotado abundantemente (de posses). 2 O original tem somente ‘subindo de cume a cume’. O hino. no topo do qual eles se equilibram. por riqueza. 2. que sou um Ṛṣi. é dito. (portanto). 6. 11. 1 Essa estrofe é bem semelhante à primeira estrofe do sétimo hino. Śatakratu. brahmāṇah. a minha súplica. tendo atrelado teus corcéis de crina longa. ‘como pessoas ambiciosas elevam sua família à importância social’. é explicado como o Brahmā de um sacrifício. responde (às nossas preces). e é usado aqui como um epíteto. Vem. significando ‘o poderoso’. Manejador do raio. bebedor do Soma. o poderoso Indra. por sua amizade. Indra. por fornecer pasto abundante. 9. denotar o Udgātṛ. os meus louvores. vigorosos. pois ele. uma façanha não incomum na Índia. ouve. ou outros artigos necessários para a cerimônia. Varga 19. 6 Indra. usado aqui como sinônimo de Indra. Céu e terra são incapazes de suportar-te. abundante. literalmente. como vanśa significa. permite que o gado produza grande quantidade de leite. colhida) nos cumes da montanha2 e. de fácil obtenção. ou sacerdote assim denominado. como um poste de bambu’. isso pode ser traduzido. quando destruindo teus inimigos. Tu podes comandar as águas do céu. que és digno de louvor. por Sāyaṇa. prolonga a vida que merece louvor: faze a mim. como envolvendo o reconhecimento prévio do Sāma Veda. prontamente. mantém. Vasu. 10. como antes. nós invocamos a proteção lucrativa mil vezes maior de ti. e o mesmo que o Hotṛ de um sacrifício.

a ele por riqueza e poder heroico. que vão rapidamente para o sacrifício. 4. Os sacerdotes te ergueram no alto. De ti o mais poderoso. Índice ◄►Hino 11 (Griffith) ____________________ Em todas as genealogias purânicas. contudo não demorando a chegar ao sacrifício. Sāyaṇa cita a lenda dada no Índex (Anukramaṇikā). como um poste. e dá-nos riqueza. nós invocamos o auxílio que dá mil vezes mais. os quais com a ajuda de Indra são facilmente desviados e afastados do inimigo que os possui. sendo agradáveis para ti. estando desejoso de um filho igual a Indra. 12 Esse provavelmente é o vājra ou raio que é o associado e aliado inseparável de Indra. de crina longa.8 Indra observa esse desejo dele. Arreia teu par de fortes cavalos baios. 5. 8 [Veja a nota 2. canta em aprovação. responde à música. em recompensa do que. é o despojo dado por ti. ele é Śakra. em volta de ti. 9 O Carneiro (vṛṣṇíḥ) é Indra. o filho de Iṣīratha. ó armado com o trovão11 8. Índice ◄►Hino 11 (Wilson) ____________________ Hino 10. 11 Abre a nuvem densa que mantém a água aprisionada.9 3. Amante da música. e envia-nos vacas em abundância. ó Śatakratu. Indra. para fortalecer a ele que doa livremente. Esse epíteto Kauśika. e seu rebanho ou tropa são os Maruts. em batalhas ouvinte do nosso clamor. 7 . que essas nossas músicas te cerquem por todos os lados. Quando ele subiu de cume a cume e considerou a tarefa penosa. A ele. Indra (Griffith) 1. em tua disposição irada.72 12. Conquista para nós as águas do céu. e fertiliza nossos campos com chuva. vem ouvir os nossos cânticos de louvor. e. filho de Kuśika. 11. Nós sabemos que tu és o mais poderoso de todos. aqueles que falam a palavra de louvor te magnificam. bebedor de Soma. 12. que eles deem alegria (para nós). é aqui aplicado a Indra como sendo o Deus principal ou especial da família do vidente. Indra nasceu como o filho de Gāthī.12 10.14 que elas sejam deleites queridos por ti. tu cuja audição é penetrante. e. e faze o vidente ganhar mil presentes. O céu e a terra juntos não te contêm. para explicar sua aplicação a Indra. Filho de Kuśika. 13 Kuśika era o pai ou o avô de Viśvāmitra que era o pai do poeta ou vidente desse hino. e torna próspero esse nosso sacrifício. Os cantores te louvam com hinos.13 bebe nossa libação com prazer. a ele nós buscamos por amizade. cujos corpos enchem as circunferências. quando ele nos der riqueza. e. em todas as ocasições. Ó Indra. Ó Indra. o meu chamado. Que Śakra tenha satisfação em nossa amizade e libações. ele nos ajudará. Que esses nossos louvores estejam. faze a nossa oração ter sucesso. Ouve. o filho de Kuśika é o sábio Viśvāmitra. Bom Indra. 7. Pois Indra. 6. 9.10 Abre o estábulo do gado. o Gādhi dos Purāṇas. que afirma que Kuśika. erguendo-se cada vez mais alto. adotou uma vida de continência. digno de louvor. Vem para cá. toma para ti prontamente as minhas canções. que tens vida longa. E. Indra. Fácil de desviar e afastar. Fortalecendo a ti de vida prolongada. 2. Para Indra um hino de louvor deve ser recitado. Prolonga a nossa vida de novo. clama. que esse meu louvor chegue mais perto até do que teu amigo. 10 O despojo mencionado no Ṛgveda consiste principalmente em bovinos. 14 Imortal. e o Carneiro se apressa com sua tropa.] Ludwig pensa que isso se refere a Indra.

colocaria um fim. sempre sábio. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é. Indra cercou a caverna com seu exército. eram os soldados de Vala. Os recitadores de hinos sagrados louvam. Os realizadores do rito se aproximam de ti. ou até mais. mas o Ṛṣi agora se chama Jetṛ. 1. Indra. o louvado por muitos. o astuto Śuṣṇa. a ti. de acordo com o comentador. quando eles te obtiveram (como aliado deles). no qual Indra. enquanto oferecendo essa libação. o protetor dos virtuosos. nós não temos medo. cujas dádivas são (calculadas aos) milhares. 8. era um Asura. celebrando (a tua generosidade). Tu. calor ou seca. Na lenda. abriste a caverna de Vala. o sustentador de todos os atos pios. Todos os nossos louvores magnificam Indra. o inconquistado. Encorajados por tua amizade. mas glorificamos a ti. eu venho novamente. (Atraído) por tuas recompensas. 3 Śuṣṇa é descrito como um Asura morto por Indra: mas esse é. o filho de Madhucchandas. e recuperou o gado. manejador do raio. e os verdadeiros ladrões que as esconderam na caverna. sempre jovem. por meio de estratagemas. Vala. ainda. o conquistador. 2 . Indra. a métrica é Anuṣṭubh. 4.3 os sábios conhecem essa tua (grandeza). Indra. Índice ◄►Hino 12 (Wilson) ____________________ 1 Um modo vago de indicar a difusão universal de Indra como o firmamento. nunca estarão faltando para aquele que oferece. 3. Concede a eles alimento (abundante). As antigas liberalidades de Indra. evidentemente. já citada [no hino 6. 2. e os deuses a quem ele tinha oprimido não mais temeram. como a chuva. Śuṣṇa significa secador. que és digno de louvor. o senhor do alimento.2 que tinha escondido lá o gado. exsicador (ou dessecador): a causa da secagem ou definhamento dos seres. e as escondeu em uma caverna. o manejador do raio. com toda a sua força. o regente do mundo. apreciador dos fortes. Indra nasceu o destruidor de cidades. Tu mataste. herói. que roubou as vacas dos deuses. um assassinato metafórico. 7. 5. extenso como o oceano. nota 4]. Indra. 1 o mais valente dos guerreiros que lutam em carruagens. abundância em alimento e gado.73 Hino 11. outrora mencionados como ladrões de gado. pois eles conhecem (tua munificência). Varga 21. suas proteções. é dito que os Paṇis. 6. para os recitadores de hinos. de força ilimitada.

nós não temos medo. ele nasceu Sustentador de cada rito sagrado. Herói. Senhor do trovão. o próprio Senhor da Força. até Indra. 3. as quais são consideradas como os fortes ou fortalezas de V ṛtra e dos outros poderes hostis do ar. faze proezas dignas de louvor ainda maior. desde a antiguidade. Cujas dádivas preciosas vêm aos milhares. Indra! tu derrotaste com teus poderes maravilhosos. Fortes em tua amizade. nunca falham Quando para os cantores de louvor ele dá a bênção de riqueza abundante em vacas. o conquistador nunca conquistado. Indra (Griffith) 1. As dádivas de Indra. O astuto Śuṣṇa. 7. ou o próprio Vṛtra sob outro nome. Os Deuses vieram pressionando ao teu lado. tu rompeste a caverna de Vala5 rica em vacas. sim. 6. 5. o que faz trovejar. que roubou as vacas dos Deuses e as escondeu em uma caverna. de força imensurável. 4 . Nossas músicas de louvor têm glorificado a Indra que governa por seu poder. 7 Isto é.7 8. Indra. ainda mais abundantemente. Índice ◄►Hino 12 (Griffith) ____________________ Destruidor ou quebrador das nuvens que retêm a chuva. Indra. muito exaltado. pelas tuas recompensas vim ao rio6 dirigindo-me a ti Amante de canções. Esmagador de fortes. isto é. 4. o rio ou o oceano de generosidade.4 o jovem. Senhor de força e poder. Os sábios viram esse teu feito: agora vai além dos elogios deles. faze durar os elogios deles. Senhor. Nós te glorificamos com louvores. o sábio. seu auxílio salvador. manteve a luz e as águas aprisionadas em nuvens escuras. O melhor dos guerreiros conduzidos em carros.74 Hino 11. Todas as canções sagradas têm engrandecido a Indra extenso como o oceano. 6 Isto é. e livres de terror te ajudaram. 5 Vala é o irmão de Vṛtra. aqui os cantores ficam e testemunham a ti mesmo. 2. Ou isso pode significar. Eu.

Agni (Griffith) 1. Louvado com nosso mais novo hino. 1. 3. Agni. consome nossos adversários. sendo o mensageiro dos Asuras. e carregado com todas as invocações dos deuses. ou aceso por atrito. o mensageiro. ‘o purificador’. 9.75 Hino 12. para as nossas oblações. literalmente. traze para cá os deuses para o nosso sacrifício. 3 Rākṣasas. com suas invocações. Sê propício. (Os oferecedores de oblações) chamam. no qual a oblação é derramada. o arauto. Sūkta I) O deus abordado é Agni. 5. incita-os. é aceso por Agni. em confirmação dessa função. o carregador de oferendas. Com chamados eles sempre invocam Agni. a métrica. o possuidor de todas as riquezas. 2.1 o invocador deles. o mensageiro dos deuses.4 Varga 23. o filho de Kavi.3 6. o purificador. Nós escolhemos Agni. Agni. o fogo Āhavaniya. Nós escolhemos Agni. gerado2 (por atrito). Bem hábil nesse nosso sacrifício. desejosos de oblação: senta-te. se aproxima de Agni. 8. traze para cá os deuses para a erva sagrada cortada. com eles. 2. 11. o amado de muitos. Louvemos. sê satisfeito por esse nosso louvor. Pāvaka5. a fonte de progênie. 2 O original tem somente ‘sendo nascido’. o filho de Kaṇva. o observador da verdade. Senhor da Casa. no sacrifício. o brilhante. e deves ser adorado. Como tu cumpres o dever de mensageiro. quando o adorador se aproxima dos fogos Āhavanīya e Gārhapatya combinados. o mensageiro dos deuses. sê o protetor daquele oferecedor de oblações que adora a ti. o sábio. seja tirado do fogo doméstico. 6 Esse verso deve ser repetido. o senhor dos homens. para oferecer a oblação. o guardião da residência (do sacrificador). sobre a grama sagrada. Tu és o invocador deles para nós. Resplandecente Agni. Gāyatrī. 4. brilhando com radiância pura. que são defendidos por maus espíritos. concede-nos riqueza e alimento. O comentador cita o Taittirīya Brāhmaṇa. mestre de toda riqueza. o portador de oferendas. para aquele que. 4 Isto é. Agni. Resplandecente Agni. Agni. 5 Um nome do fogo. o aperfeiçoador desse nosso rito. o Ṛṣi é Medhātithi. 1 . Índice ◄►Hino 13 (Wilson) ____________________ Hino 12. Agni. ou um fogo. cuja boca é (o veículo) de oblações. aquela da Premna spinosa. sendo produzido artificialmente pela fricção de dois pedaços de um tipo específico de madeira. Agni. Agni. oferecendo oblações para a satisfação dos deuses. Agni (Wilson) (Anuvāka 4. Uśanas. Varga 22. 12. o radiante. isto é. Agni. usada para o propósito. é aceso pela aplicação de outro fogo. o removedor de doença. o sempre jovem e sábio. invocado por oblações de manteiga clarificada. 7.6 10.

purificador. digno de louvor. o sábio. Desperta os Deuses dispostos. 7 Jovem: como recém-nascido cada vez que o fogo é produzido. Agni. Senta-te com os deuses na Barhis. 10. quando nascido. Agni. o amado de muitos. digno de ser magnificado. com heróis como nossos filhos. 10 Pāvaka. Aquele que com presente sagrado chama alegremente Agni para o festim dos Deuses. por todas as invocações dos Deuses. ó Agni. Para a nossa oblação.76 Portador de oblação. nascido. o sábio. 6. senhor dos presentes sacrificais. Por Agni Agni é aceso (ou. o deus que afasta a doença.10 favorece-o. o Sábio. Agni. 11. o possuidor de tudo. 9 O rico patrocinador ou instituidor do sacrifício. sê a defesa forte daquele que. Tu és nosso arauto. cuja boca é a colher sacrifical. Ó tu. Ó Agni. o portador de oferendas. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. para aquele que espalha a erva sagrada. o Senhor dos clãs. Senta-te na grama sagrada com os Deuses. 8. Assim. portador de oferendas. Nós escolhemos Agni como nosso mensageiro. 7. o dono da casa. Senhor. os dispostos. Índice ◄►Hino 13 (Griffith) ____________________ Hino 12. 9. Agni e Agni novamente eles chamaram constantemente com suas invocações. para quem o óleo sagrado é derramado. visto que tu. 3. 1. traze para o nosso sacrifício. (deus) resplandecente. traze os Deuses. Ó Purificador. tu és nosso Hotṛ. cumpres o dever de mensageiro. de um dono de alimentos sacrificais que adora a ti. ADHYĀYA 1. Usada para derramar a manteiga sacrifical no fogo. quando fores como mensageiro. E alimentos. Traze os Deuses para cá. Desperta-os. ó Agni. pelo fogo o fogo é aceso). queima Nossos inimigos a quem os demônios protegem. 8. Senhor da Casa. ó Deus. pela chama refulgente. 4. Louvemos Agni o sábio. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Agni. 5. 2. Ó Agni. 7 que carrega O presente: a concha8 é sua boca. 5. Louvado desse modo pela nossa mais nova canção de louvor traze opulência para nós. conduze os deuses cá para aquele que espalhou a Barhis (grama sacrifical). Agni. AṢṬAKA I. VARGA 22–23. o jovem. Mostra satisfação nesse nosso louvor. 8 . o jovem. 4. queima contra os maldosos. contra os feiticeiros. o muito sábio.9 Presta culto a ti o mensageiro. 7. Louvemos Agni no sacrifício. HINO 12. muito amado. brilhante. 6. Por Agni Agni é inflamado. Sê o protetor. 12. cujas ordenanças para o sacrifício são verdadeiras. O Deus que afasta aflição. Radiante. como seu mensageiro. ó Agni. cujos caminhos são sempre verdadeiros. 3. como o Hotṛ desse sacrifício.

mas o Hino é dirigido a uma variedade de divindades. a oitava. a imagem da ambrosia. sacerdotes eruditos. que destrói. dois sacerdotes divinos ou deificados. a grama sagrada. às vezes. traze os deuses para cá para os oferecedores da nossa oblação. ditas serem personificações de Agni. ó purificador. nesse lugar. ou o imortal Agni.4 o de língua doce. e Bharatī. Agni com teu esplendor luminoso está satisfeito. Sábio (Agni). o sacrifício deve ser feito hoje. ou pā. duas formas do fogo. 8 De acordo com o significado comum de nakta e uṣas. Narāśaṁsa. que presidem aqueles períodos. 3. e borrifada com manteiga clarificada. 12. Agni. considerados como identificáveis ou conectados com Agni.5 traze os deuses para cá. 6 É dito que Barhis. – o último. e que convida Agni para o banquete dos deuses. sejam abertas. amṛita significando a manteiga clarificada borrifada sobre a grama. Que as portas brilhantes.2 invocador. na qual (na qual grama. a décima segunda. em uma carruagem de movimento rápido. Sv āhā. Índice ◄►Hino 13 (Oldenberg) ____________________ Hino 13. 4. Assim. mas. no Nighaṇṭu. Eles são. 5 ‘O adorado’. de acordo com outra etimologia. enumeradas como doze.3 oferece. Sê misericordioso. que preserva. pois. segundo o comentador. e sacrifica. que és Tanūnapāt. 7 As portas do aposento no qual a oblação é para ser oferecida. Espalhem. 11.7 as aumentadoras do sacrifício. através de todas as nossas invocações dos deuses. Napāt ocorre. a nona. o segundo membro é considerado como ad. o oferecedor de oblações. ó Agni. também é um nome de Agni. a décima. com esse nosso louvor. para a alimentação deles. aqui. 1.6 bem amarrada junto (em feixes). Eu invoco as adoráveis noite e alvorada8 para se sentarem sobre a erva sagrada. Vanaspati. as deusas I ḷā. pois tu és o invocador instituído pelos homens. As primeiras cinco estrofes cantam várias formas de Agni. que come. ou. m anhã e noite. o nosso sacrifício de bom sabor para os deuses. Sarasvatī. Eu invoco o amado Narāśaṁsa. 6. a décima primeira. denotam. Āprīs (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. Mas elas. hoje. para esse sacrifício. Tvaṣṭṛ. As Āprīs são. nesse composto. ou objetos deificados. a sexta. (até agora) não adentradas. a sétima. geralmente. O significado duplo permeia a frase conclusiva. que não preserva. 3 Tanūnapāt: o devorador de manteiga clarificada (tanūnapa). aos quais o nome geral Āprī é aplicado. o consumidor da sua própria substância (tānu) ou combustível. purificador. Elogiado desse modo por nós com o nosso novo hino Gāyatra. 10. 7.77 9. conduze os deuses para cá para nós. para o homem que é rico em alimento sacrifical. purificador resplandecente. mas. que és Susamiddha. – apenas onze. as portas do salão de sacrifício. como um sinônimo de filho ou prole. certamente. 1 . Agni. todos. 4 Aquele a quem homens (narāh) louvam (śansanti). 1 Varga 24. 5. ou na qual Agni) é a aparência da ambrosia. nesse nosso sacrifício. amṛita-darśanam. traze-nos abundância de alimentos e homens valentes. com na prefixado. para o nosso sacrifício e nossa comida. (que és) Īḷita. 2 ‘O completamente aceso’. – omitindo um dos nomes do fogo. 2. Varga 25. napāt.

no sistema popular.15 de língua doce. Portanto eu chamo os deuses para cá. sinônimo de palavra. 13 Isto é. 14 Tanūnapāt. um dos doze Ādityas. traze os Deuses para aquele que oferece presentes sagrados. considerado como o primeiro instituidor de sacrifícios e cerimônias religiosas. é a terra. como personificações de Agni. Que as três deusas imperecíveis. também. ou produzido por atrito. 14 apresenta. glorificado. Para o sacrifício hoje e agora. é identificado com Viśvakarma. chamadas de três chamas de fogo personificadas. Manu16 te nomeou como Sacerdote. Agni (Griffith) 1. ou a manteiga clarificada ou Agni o Deus. que eles se regalem.10 que ele seja. a erva sagrada que pinga com óleo. e sábios invocadores (dos deuses). além disso. divinos e de linguagem agradável 9 É dito que Mahī é um sinônimo de Bharatī. 6. 11 Senhor das florestas. Um texto do Veda é também citado. exclusivamente. os sábios. Iḷā. Essas são. como sempre. bem aceso. 4. e aqui é dito ser um Agni. e esposa de Brahmā. Mahī. Onde o Imortal17 é contemplado. Sacerdote. e ele parece possuir alguns atributos dessa natureza nos Vedas. 17 De acordo com Sāyaṇa. pelo comentador. como se o combustível e a queima dele fossem considerados como sendo o mesmo. 3. Os dois Invocadores18 eu convido. ou o homem representante e pai da raça humana. concessoras de alegria. e não necessariamente derivado de outro fogo. a noiva de Viṣṇu. 8. Ele é. nosso. Oferece. assim chamado porque o fogo é às vezes autogerado. um dos Ādityas: mas essas personificações mitológicas são de um período pós-vêdico. Iḷā. Agni. o artífice dos deuses. . Agni. a deusa da eloquência. em teu carro mais ligeiro. que atribui a ele a disposição das formas de animais em pares. Outras derivações fantasiosas são dadas.11 a nossa oblação para os deuses. 12 Svāhā [Salve! Bênção!]. a primeira.78 8. 15 ‘Louvor dos Homens’ é um dos nomes místicos de Agni.13 Adora-os. como a exclamação usada ao derramar a oblação no fogo. para que eles possam celebrar esse nosso sacrifício. para o instituidor de um sacrifício. Como deusas. Índice ◄►Hino 14 (Wilson) ____________________ Hino 13.9 sentem-se sobre a grama sagrada. traze os deuses para cá. Eu chamo os dois eloquentes. 10 Tvaṣṭṛ. dito ser um Agni. como no relâmpago. Eu chamo as adoráveis Noite e Alvorada para que elas se sentem na grama sagrada Nesse nosso sacrifício solene. igualmente. Sarasvatī. Eu invoco o principal e multiforme Tvaṣṭṛ. a terceira. O caro Narāśaṁsa. Doce para o paladar. 12. divinos. Realizem o sacrifício transportado através de Svāhā12 para Indra. geralmente uma grande árvore. Que sejam abertas as Portas Divinas. designadas. sendo chamado de o fabricante do vaso ou concha sacrifical original. ó Sábio. aqui. Esse é um nome de Agni que ocorre frequentemente. Sarasvatī é. infalíveis. 2. Bharatī. 5. é chamada de a esposa de Bharata. elas são. ó sábios. 10. Espalhem. 11. 7. Sarasvatī. Filho de Ti mesmo. na casa do adorador. eu Invoco para esse nosso sacrifício. que ajudam o rito. 16 Manu é o homem por excelência. também pode ser identificada com Agni. nosso sacrifício aos deuses hoje. e que o verdadeiro conhecimento seja (a recompensa) do doador. o dador de oblações. como se depreende a partir de uma passagem análoga onde os nomes se encontram Iḷā. 9. purificador. na devida ordem. divino Vanaspati.

A History of Ancient Sanskrit Literature. 7. 464. Sentem-se. 23 Parece-me evidente que a árvore. as que não falham. Deus. Ó magnificado Agni! Conduze os deuses para cá em um carro de movimento rápido. Taittirīya Saṃhitā. Que eles possam realizar esse sacrifício para nós. Veja M.79 Para celebrar esse nosso sacrifício. o mais antigo nascido. 6. 8. que o alimento sacrifical vá. 3. 5. ‘instituído por Manus’. I. serenas. Tu és o Hotṛ instituído por Manus22. as aumentadoras de Ṛta. VARGA 24–25. Veja Bergaigne.20 três deusas que trazem deleite. nos traze para cá os deuses para o homem rico em alimento sacrifical. Com Svāhā prestem o sacrifício para Indra na casa do ofertante: Eu chamo os Deuses para cá. Eu invoco os dois Hotṛs divinos. ó Agni. Que as divinas portas se abram. Iḷā ('Nutrição'). Tvaṣṭṛ de todas as formas para vir para cá. e Mahī ('a Grandiosa'). e realiza o sacrifício. 10. para traduzir mais literalmente. também uma deusa da fala. 8). versado em todos os dispositivos extraordinários e admiráveis. do alimento sacrifical. dita ser idêntica a Bhāratī. os sábios de línguas belas. o artista ideal. Tvaṣṭar21 eu chamo. 12. 4. utente de todas as formas à vontade: Que ele seja nosso e só nosso. que não se unam. Iḷā. 6. na grama. v. as deusas lindamente enfeitadas. 9. que hoje. para que ele possam se banquetear. E que o doador seja renomado. se Agni ou Āditya. O yūpa é chamado de vanaspati no Ṛg-Veda (3. AṢṬAKA I. aos deuses. ó homens meditativos. 21 O Hefesto. Religion Védique. cujo verso (ou superfície) está borrifada com manteiga. ou. para que elas possam se sentar sobre essa nossa grama sacrifical. Mahī. as três deusas que dão conforto. do panteão indiano. 11. de língua de mel. Parece incerto quem são esses dois invocadores ou sacerdotes. I.19 Sarasvatī. Eu invoco aqui nesse sacrifício Narāśaṁsa. o senhor da floresta (vanaspati) invocado nesse verso Āprī só pode ser o poste sacrifical (yūpa) ao qual a vítima era amarrada antes de ser morta. ou Agni e Varuṇa. o amado. Espalhem. 18 . ó Deus. Eu invoco aqui nesse sacrifício a Noite e a Alvorada. 20 ‘A grande’ (deusa). p. Que o esplendor do doador seja o mais notável. Tanūnapāt! faze o nosso sacrifício rico em mel e leva-o para os deuses hoje. Ó árvore23. o artesão divino. 2. 10. Sarasvatī. 5 seq. se sentarão na grama sacrifical. Soberano da Floresta. 1). ó Hotṛ. ou Vulcano. 3. o preparador. apresenta essa nossa oferta para os Deuses. não por homens. bem como nos textos vêdicos mais modernos (por exemplo. na devida ordem a grama sacrifical. o mais hábil dos artífices. 9. Índice ◄►Hino 14 (Griffith) ____________________ Hino 13. HINO 13. que ele seja só nosso. ó sábio. 6. 22 Manurhita. Müller. na qual a aparência da imortalidade (é vista). 1. ou Varuṇa e Āditya. Estando bem aceso. purificador. ADHYĀYA 1. que agora o sacrifício possa prosseguir. 11. Eu chamo aqui o principal. 19 Iḷā: a deusa da fala sagrada e ação. Hino Āprī (Oldenberg) MAṆḌALA I.

de costas lustrosas3 e arreados à vontade. 7. 1. Mitra. Agni. tuas éguas velozes e poderosas. 5 todas as divindades. aumentadores de atos piedosos. pelo homem. Que o sábio invocador (dos deuses) traga para cá. com todos esses deuses. tendo espalhado a grama sagrada. Mitra. 4 Patnīvatah: tendo suas esposas. desejosos da proteção (dos deuses). Agni. estás presente em sacrifícios. Agni. satisfatórios. tragam os deuses para beber o suco Soma. com a qual os cavalos são alimentados. 3 As costas deles brilhando com. 12. Pūṣan. oferecendo oblações. 5 Literalmente: do brilho do Sol. designado. as várias formas de Mitra. ou os discípulos. Varga 26. 1 . traze os deuses para cá. e louvam tuas façanhas. 6. e Bhaga. para” é fornecido pelo comentário.80 12. 9. 7 Elas são chamadas de Rohits. (participantes da oferenda). caindo em gotas. Une. Sacrifica. te glorificam. 8.2 4. 6 Com os raios. Porque Vṛhaspati ou Bṛhaspati.6 bebe.4 dá a eles.7 à tua carruagem. Pūṣan e Bhaga são formas do Sol. especificados individualmente. ao sentido de sábios. Vāyu. Agni. os Ādityas. de acordo com o comentador. para Indra. Agni sapiente. ou de. Os sacerdotes sábios. deve ser inserido não é explicado. como o invocador (dos deuses). 2 “Sacrifica. Vāyu e as glórias de Mitra. da (esfera) brilhante do sol. Tu. O Nighaṇṭu define o termo como o nome dos cavalos de Agni. 10. 2. o doce suco Soma. Rohits. e oferecendo ornamentos. Agni. e a tropa de Maruts. Varga 27. 3. para beber do suco Soma. aqui. 11. mas o comentador limitaria o termo. Os Kaṇvas1 te chamam. divino Agni. Agni. com Indra. estimulantes. e por meio delas. Vem. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica não mudam. Com todos os deuses. Que os corcéis que te transportam. Bṛhaspati. mas o Hino é endereçado aos Viśvedevas. o preceptor espiritual dos deuses. Oferece essa nossa libação. faze aqueles objetos de veneração. Agni. Que aqueles objetos de veneração e de louvor bebam. pois o verso contém apenas os nomes no caso objetivo. Vem. Os Kaṇvas propriamente denotam os descendentes. nos doze meses do ano. 5. no momento da libação. o que pode significar vermelho. ou manteiga clarificada: diz o comentário. do suco Soma. ou. ou coletados em conchas. que despertam com a alvorada. para nossa adoração. de língua brilhante. ou de sacerdotes oficiantes. junto com suas esposas. assim como a classe de Ādityas. Índice ◄►Hino 26 (Oldenberg) ____________________ Hino 14. e (tu) oferece sacrifício. para beber o suco Soma. Agni. Para esse lugar eu chamo os deuses. ou Ādityas. A maioria desses já ocorreu. do Ṛṣi Kaṇva. e para nossos louvores. Por todos vocês esses sucos são derramados. Ofereçam o sacrifício com a palavra Svāhā para Indra na casa do sacrificador. com tua língua. doces. ou Sóis. com os deuses. ghee.

Agni. v. Agni. os fortalecedores da Lei. que merecem adoração e louvor bebam com tua língua O hidromel em sacrifício solene. 10 Bhaga. Bṛhaspati. é considerado como o concessor de riqueza. ‘Lá (no mais alto céu) residem e reinam aqueles Deuses que têm em comum o nome de Ādityas. Para vocês são derramados esses sucos que alegram e divertem. 3. Agni. une-os. abandonar as concepções que. Em posição ele é um deus solar. e os protege contra os maus. Os Ādityas. 272. eternidade ou a eterna. Ele é o suplicante. foram nutridas a respeito dessas divindades. o suco Soma agradável. As gotas de hidromel que repousam na taça.. eles. De acordo com essa concepção eles eram doze deuses do Sol. ‘alternando com Brahmaṇaspati é o nome de um deus em quem a ação do adorador sobre os deuses é personificada. Nós devemos. J. Bṛhaspati. 16. citado por Muir. cantam canções de louvor a ti. p. De longe. 2. ó Deus. Com todos os deuses. Adorados. 11 Ādityas. Os filhos de Kaṇva desejosos de ajuda te adoram. ou Viśvedevas. para o nosso serviço e nossas músicas Com todos esses deuses. em uma época posterior. por assim dizer. 9 Pūṣan é um deus que protege e multiplica o gado e as posses humanas em geral. vê o universo inteiro. ó Cantor. e esplendores de Mitra. Agni. entretanto. 10. nem estrelas. 11. tendo espalhado a grama. e os adora. bebe. tragam os deuses para a dose de Soma. Agni. fazendo alusão evidente aos doze meses. 14 Todos os deuses. 13 Agni. Com oferendas e todas as coisas preparadas. vem para cá com os deuses. é o elemento que os sustenta e é sustentada por eles. V. Original Sanskrit Texts.. 5.12 Faze-os beberem o hidromel. Pūṣan..81 Índice ◄►Hino 15 (Wilson) ____________________ Hino 14. 12. Roth. ó de língua brilhante. n. por trás de todos esses fenômenos’. 8.11 e a hoste Marut. se nós queremos descobrir seu caráter mais antigo. 4. nem aurora. vem. Muir – Original Sanskrit Texts. Eles são os seres invioláveis. e até naquela dos poemas heroicos. Mas para o período mais antigo nós devemos considerar firmemente a significação primária do nome deles. tu tens assento. Vāyu. o Sacerdote sábio invocador13 trará Todos os Deuses que despertam com o amanhecer. mas os eternos sustentadores dessa vida luminosa. Indra. Que os corcéis velozes que te carregam. 6. o Senhor bondoso e protetor. 8 . O elemento eterno e inviolável no qual os Ādityas residem. 56. Visvedevas (Griffith) 1. e que forma a essência deles. eternos. que existe. com Vāyu. as Baias. n. nem lua. as flamejantes: Com elas traze os Deuses para cá. Que eles. faze-os (virem) com suas consortes.. Agni. V. veja o Hino 3. 15 Manu: veja o Hino 13. e é um guia em estradas e jornadas. que chama os Deuses.14 com Indra. os deuses dessa luz. em todo rito: Consagra esse nosso sacrifício. Eles não são nem sol.8 Mitra. e é também designado como o Purohita da comunidade divina’. 9. Ordenado por Manu15 como nosso Sacerdote. 12 Isto é. Os Kaṇvas te invocaram. imperecíveis. Por isso ele aparece como o arquétipo dos sacerdotes e da classe sacerdotal. jungidos com pensamento e gotejando óleo sagrado. é a luz celestial. do reino de luz do Sol.10 Ādityas.9 Bhaga. Arreia as Éguas Vermelhas ao teu carro. portanto não correspondem de nenhuma maneira com alguma das formas nas quais a luz é manifestada no universo. 7. 4. com suas Damas. ó Agni. Aditi. o sacerdote que intercede com os Deuses em nome dos homens. Para beber o Soma. 5.

8 Apressem-se. sua função seja segurar alguma concha. Índice ◄►Hino 16 (Wilson) Ṛtu é. ofereçam a oblação. relativo ao Brāhmaṇāchchhansī. Indra. por ele ter assumido. 1. 5 Para esmagar a planta Soma. Agni. da taça do Neṣṭṛ. como a Ukthya. recomenda nosso sacrifício para os deuses: bebe. no qual a oferenda é apresentada. por quem tua amizade é ininterrupta. brilhantes com fogos sacrificais. louvam o divino (Agni). 11.6 nos sacrifícios primários e secundários. o deus é Ṛtu 1. com Ṛtu. (Agni). cultua os deuses. pois tu és possuidor de riquezas. propriamente. ao meio-dia e ao pôr do sol. Nós as pedimos para os deuses. propícios a atos virtuosos. e Gārhapatya. com as Ṛtus. 4. Varga 28. 9 Isto é. literalmente: ‘da riqueza bramânica. segurando pedras5 em suas mãos. em um sacrifício.’ mas o primeiro termo é explicado como um recipiente caro ou opulento. estejam presentes. Maruts. Concessor de recompensas. bebam. ou de força (draviṇa). com alguma divindade mais familiarmente conhecida. talvez. traze os deuses para cá. do vaso precioso do Brāhmaṇa. chamada de uma oferenda com suco Soma. uma estação. como o dador (das) de riqueza. Draviṇodas. com Ṛtu. que é um dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios. ou no qual a parte não gasta é removida. em nosso sacrifício. do vaso sacrifical: consagrem o rito. o segundo. em outra parte.9 junto com as Ṛtus. bebam a bebida doce. 7 No adhvara e nos yajñas. do sacrifício. na segunda divisão de quatro. o primeiro é dito ser a cerimônia primária ou essencial.7 8. sendo identificado com o fogo doméstico. 1 2 . organiza-os em três lugares. é dito. o suco Soma. Aśvins. 5. com Ṛtu. Draviṇodas já foi celebrado em quatro estrofes. 6. portanto sê um benfeitor para nós. ou sacerdote assim denominado. 8 Um dos dezesseis sacerdotes oficiantes. Draviṇodas. .2 com tua esposa. Bebe o suco Soma. 6 Draviṇodas é um epíteto ou título de Agni.82 Índice ◄►Hino 15 (Griffith) ____________________ Hino 15. Já que. Que Draviṇodas nos dê riquezas das quais se ouça falar. pois vocês são generosos. (Os sacerdotes). correspondendo. – ou nos três fogos acesos em sacrifícios. a função do Neṣṭṛ. 4 O texto obscuro é. aceitantes.4 depois de Ṛtu. Varga 29. 12. que é. desejosos de riqueza. e o último. em nome do adorador deles. Neṣṭṛ. Draviṇodas deseja beber. como o Agniṣṭoma. em alguma ocasião. pela quarta vez. Que as gotas satisfatórias entrem em ti. o Āhavanīya. porque dele é dito: “a relação é a concha que tem as sobras”. eficaz. bebe. 3. realizadores de atos virtuosos. nós te adoramos. 9. (sacerdotes. 2. personificado como uma divindade. ao Brahmā na primeira: e. 10. Mitra e Varuṇa. as cerimônias modificadas. ou vaso. 3 Ou nas três cerimônias diárias. com Ṛtu. Neṣṭṛ é outro nome de Tvaṣṭṛ. e não perturbado (por inimigos). aqui. 7. Ṛtu (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. e partam. com Ṛtu. Indra. um sexto do ano hindu. associado. do sacrifício. com os Ṛtus.3 decora-os. em cada estrofe.ao amanhecer. para o salão de oferenda). mas é. e participante. bebe com Ṛtu. Dākṣiṇa. e lá permaneçam.

que se estabeleçam lá. Ó Indra. Os espremedores de Soma. Agni. é o laço da tua amizade. Traze os Deuses. 3. Índice ◄►Hino 16 (Griffith) ____________________ 10 O recipiente sacrifical do Potar. 9. vocês cujos caminhos são firmes. Bebam o hidromel. Agni). ou nós podemos traduzir com Ludwig. 11 . Ṛtu (Griffith) 1. Agni. Tvaṣṭar. – um Poder que ninguém engana –. 10. Pois tu és aquele que dá riqueza. que derrama no fogo a libação para os Maruts. e partam. Circunda-os. que com Ṛtus aceitam o sacrifício. coloca-os nos três locais indicados. Com Ṛtu. guia o sacrifício: Adora os deuses para o homem piedoso. Ó Indra. Que o Dador de riqueza conceda a nós riquezas que serão muito famosas. Apressem-se. que as gotas que animam Afundem profundamente. 11. e bebe com Ṛtu. Como nós esta quarta vez.12 Tu. ‘Como nós em quatro lugar’. te honramos com as Ṛtus. 4. 2. sê Um Doador generoso para nós. Maruts. deem sua oferenda. o fogo a partir do qual fogos para propósitos sacrificais são acesos.10 Maruts. cujos atos são puros. foi até agora celebrado em quatro estrofes em vez do usual tṛca ou terceto. Agni sendo o quarto na invocação (Indra. com Ṛtu. louvam o Concessor de riqueza no rito.11 Concessor de Riqueza. ansiosos por riqueza. com Ṛtu beberia ávido da taça do Neṣṭar. com tua Dama aceita nosso sacrifício. 8. Varuṇa. bondoso Doador. 5. Ele. através do fogo doméstico. ó Aśvins brilhantes com chamas. 12. pois vocês dão presentes preciosos. Bebe Soma. depois dos Ṛtus. Bebam do cálice do Purificador.83 ____________________ Hino 15. da generosidade do Brāhmaṇa: não dissolvido. ou Purificador. bebe com Ṛtu. Com Ṛtu vocês chegaram ao rito. bebe o suco Soma com Ṛtu. Essas coisas nós ganhamos. 7. Ó Neṣṭar. como Draviṇodās ou concessor de riqueza. entre os deuses. 6. santifiquem O rito. Mitra. 12 O gārhapatya é o fogo sagrado mantido perpetuamente pelo chefe de família. Em sacrifícios louvam o Deus. o Concessor de Riqueza.

Indra. em uma carruagem de movimento rápido. e vespertina. do meio-dia. Vem. Índice ◄►Hino 17 (Wilson) ____________________ Hino 16. 5. Nós te chamamos quando o suco é derramado. 1 Embora não citada mais particularmente. 2 . para beber o suco Soma. se dirige. Indra.84 Hino 16. 4.3 2. [Veja a nota 4. para a nossa libação. ó Indra. que (os sacerdotes) radiantes como o sol. Indra. Indra (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. Indra. no rito matutino. dito ser uma espécie de veado. Vem para essa nossa canção de louvor. Vem para cá. nós te chamamos. (te façam manifesto). que são brilhantes como sóis. Que esse nosso hino excelente. nós o invocamos. tocando teu coração. para toda cerimônia onde a libação é vertida. e vem para esse nosso sacrifício. Indra nós chamamos de manhã cedo. A libação sendo derramada. com teus Corcéis de crina longa. 1. por isso. que teus corcéis te tragam para cá. Como o gaura. o deus é Indra. para cá. nós te glorificamos. Que os corcéis dele transportem Indra. 6. Meditando profundamente. seguramente. Nós invocamos Indra. Indra no decorrer do sacrifício. para o qual a libação está preparada: bebe. para reabastecer teu vigor. para regozijo (dele). 7. para a libação derramada por ti Bebe dela como um veado4 sedento. para ele nós derramamos a bebida. o Forte. Aqui estão as gotas de suco Soma espremidas na grama sagrada: Bebe delas. Aceita esse nosso louvor. Aqui estão os grãos borrifados com óleo: que os velozes Cavalos Baios tragam para cá Indra sobre seu carro mais ligeiro. imersos em manteiga clarificada. com (a doação de) gado e cavalos. Indra. Varga 30.1 4. como um veado sedento. 5. a especificação implica a adoração matutina. 3. nós invocamos Indra para beber o suco Soma. Bebe-os. o destruidor de inimigos. 9. uma espécie de búfalo. Indra para beber o suco Soma. com teus corcéis de crina longa. 2. 4 Como um Gauro (Bos Gaurus). seja agradável para ti. realiza nosso desejo. para aumentar teu poder.2 Varga 31. onde esses grãos (de cevada crestada). 8. 3. estão espalhados (sobre o altar). Indra (Griffith) 1. concessor de desejos. para cá para beber a dose de Soma Aqueles. bebe a libação derramada. Indra. ‘Bebe como um búfalo sedento’ seria talvez uma versão mais estritamente correta. no sacrifício seguinte. 6. Śatakratu.] 3 Sāyaṇa entende que isso se refere aos sacerdotes. e. Que teus Cavalos Baios tragam a ti. para beber o suco Soma. Esses sucos Somas gotejantes são derramados na erva sagrada.

por opulência múltipla. Pois vocês estão sempre prontos. ambos. Façam-nos vitoriosos (sobre nossos inimigos). Indra e Varuṇa (Wilson) (Sūkta VI) Métrica e Ṛṣi. Eu chamo vocês dois. Indra-Vāyu. Bem recebido por ti seja esse nosso hino. a conceder proteção. Que nós estejamos (incluídos) entre os doadores de alimento. Indra-Soma. ainda. Varuṇa deve ser louvado entre aqueles que são dignos de louvor. de Indra-Varuṇa. As (libações) misturadas dos nossos ritos religiosos. – aquele louvor conjunto que vocês. 8.) dignificam. 2. Satisfaçam-nos com riqueza. Guardiões da humanidade. 8. de acordo com seu desejo. Dyaus-Pṛthivī e Soma-Rudra. com riqueza. Que o louvor fervoroso que eu ofereço a Indra e Varuṇa chegue a vocês dois. guardiões da humanidade. chegando ao teu coração. Índice ◄►Hino 18 (Wilson) ____________________ Hino 17. Satisfaçam. vai. Eu busco a proteção dos dois governantes soberanos.1 que Os dois favoreçam um de nós como eu. 3. ao apelo de um ministro como eu. há abundância. e. o matador de Vṛtra. Mitra-Varuṇa. Indra e Varuṇa. Varga 33. Então bebe o suco Soma espremido. Os mais proeminentes dos outros deuses duais são Agni-Soma. Indra-Agni. Que eles. mais excelente. todos os nossos desejos com cavalos e gado. Eu peço ajuda dos Senhores Supremos. nos favoreçam consequentemente. Indra e Varuṇa. concedam rapidamente felicidade para nós.85 7. Indra e Varuṇa. conjuntamente. Para cada dose de suco espremido Indra. Índice ◄►Hino 17 (Griffith) ____________________ Hino 17. (aceitando. 3. 4. 6. Através da proteção deles nós desfrutamos (de riquezas). Varga 32. Beber o Soma em busca de deleite. 7. Nós os desejamos sempre perto de nós. pois nossas mentes são devotadas a vocês dois. como antes. vocês sempre vêm com socorro pronto ao apelo De todo cantor como eu. Indra-Pūṣan. 9. ó Śatakratu. Indra o Herói e Varuṇa o Rei são abordados conjuntamente como um deus dual. deuses. Indra-Bṛhaspati. Indra-Viṣṇu. 9. Indra e Varuṇa. Realiza. as (louvações) misturadas dos nossos (sacerdotes) honrados (estão preparadas). ó Indra-Varuṇa. e as empilhamos. Indrāvaruṇa. 2. Indra e Varuṇa. Indra é um doador entre os doadores de milhares. Com pensamentos santos nós cantamos teu louvor. 5. 1 . Indra-Varuṇa (Griffith) 1. 1. de acordo com nossos desejos.

de acordo com algumas afirmações. 7. aqui personificado como uma divindade feminina. Protege-nos. na quarta. o deus do Brahman. no entanto. o amigo de Indra. dignos de glorificação. 7. Soma. de Agni. o adquiridor de riquezas. ao mesmo. foi sugerida por sua abertura com o hino para Agni. mas se ele deve ser considerado como uma personificação distinta. o mestre ou protetor (Pati) da assembleia (sadas). Brahmaṇaspati. em um grau específico.86 Nós almejamos tê-los mais perto de nós. Índice ◄►Hino 18 (Griffith) ____________________ Hino 18. o Ṛg-veda é suposto proceder dele. e ele ser associado com Indra e Soma. e vocês. Ó Indra-Varuṇa. Hino 40. Brahmaṇaspati.5 1 O comentador não nos fornece relato da posição ou funções desse deus. como Kakṣīvat. ou. Varga 34. o desejável. é duvidoso. Agni é. Adi. 8. ele permeia a associação dos nossos pensamentos. o caridoso. na quinta. 9. e a nona. Que nós sejamos participantes dos poderes. seja nossa. Ó Indra-Varuṇa. Ó Indra-Varuṇa. uma noção. participantes da benevolência De vocês que dão força generosamente. o aumentador do alimento. 2. 5. Indra e Dakṣiṇā. um nome de Agni. 3. e no Vāyu Purāṇa.3 protejam aquele homem do pecado. antes. 5. v. Sūkta I) A métrica e o Ṛṣi são como nos precedentes. não são propriedades específicas dele. 37. ou Narāśaṁsa. de modo que nenhuma crítica caluniosa de um homem malevolente possa nos atingir. visto que. o imediato (concessor de recompensas). como o deus da prece sagrada. e Soma protegem nunca perece. Roth dele. Ele dar riqueza. e. talvez. 2 Kakṣīvat era o filho de Dīrghatamas com Uśij. Ele é o amigo ou associado de Indra. entre os doadores de milhares. as três seguintes são endereçadas a Sadasaspati. o filho de Uśij. por nossas canções que buscam conquistar vocês para nós mesmos. 104. São Poderes que merecem o maior louvor.1 torna o oferecedor da libação ilutre entre os deuses. Eu solicito inteligência de Sadasaspati4. deem-nos imediatamente sua ajuda que acolhe. 4 Propriamente. associado. e. . 6. aqui. Tu. As primeiras cinco estrofes são dirigidas a Brahmaṇaspati. O homem generoso a quem Indra. do texto do Veda. acumulada O suficiente e ainda de sobra. enquanto o torna distinto deles. Por meio da proteção deles que nós ganhemos grande suprimento de riqueza. Brahmaṇaspati. Elogio conjunto que vocês dignificam. 1. compartilha das mesmas oblações. uma criada do rei Kalinga. agnim īḷe. curar doença. Ele ser. o curador de doenças. Sem cuja ajuda o sacrifício até do sábio não é concluído. a vocês por riqueza em muitas formas eu chamo Continuamente nos mantenham vitoriosos. seja favorável a nós. Brahmaṇaspati (Wilson) (Anuvāka 5. A etimologia justificará a definição do Dr. 63 e seguintes. [A história é encontrada em português no Mahābhārata. ou como uma forma modificada de uma daquelas já reconhecidas. e. cap. o extraordinário. especialmente. Que ele. o comentador sobre Manu. que é opulento.2 2. ligado com a oração aparece mais inteiramente em uma passagem subsequente. a qual. nessa ocasião. deixa a ele Agni como seu arquétipo. segundo Medhātithi. com Indra e Soma. ele é. Indra e Varuṇa. e promover nutrição. com eles e Dakṣiṇā. 4. Brahmaṇaspati. Varga 35. de um modo especial. 4. que chegue a vocês o elogio amável que eu ofereço.] 3 Dakṣiṇā é o presente feito aos brâmanes na conclusão de algum rito religioso. 6.

o processo de prepará-la tornou-se um sacrifício sagrado. como sempre. 10 Sádmamakhasam. e Indra. dotando aqueles em quem ele entrava com poderes divinos. foi um renomado Ṛṣi ou vidente. 5. O rápido. ele promove o progresso do sacrifício. ato. ‘O povo ário de mente simples’. E Soma9 inspiram benevolentemente. ele leva o sacrifício à sua conclusão. 5 . que encontraram nele algo divino: ele era para a sua compreensão um deus. Dakṣiṇā. sob a influência do qual o indivíduo ficava disposto a. 6 Esse já ocorreu (no Hino 13. 4. o mais renomado. 6. ‘como alguém que lutou para ganhar lugar no céu’.7 2. o curador de doença. porque dhī significa ou buddhi. eu tenho me aproximado em oração. ou filho de Uśij. de acordo com Sāyaṇa. Ele sem o qual nenhum sacrifício. Nunca é prejudicado o herói mortal a quem Indra. Brahmaṇaspati. Não deixes a maldição do inimigo. do adorável Amigo de Indra que dá Sabedoria. Ele faz a oblação prosperar. 9.11 Índice ◄►Hino 19 (Griffith) ____________________ Dhīnāṃ yogham invati. Ó Brahmaṇaspati.87 8. atos além dos poderes naturais dele. o mais amplamente famoso Por assim dizer o Sacerdote Familiar10 do céu. ‘cuja religião inteira era uma adoração dos poderes e fenômenos extraordinários da natureza. 8. ou tem o significado vêdico de karma. 9 O Deus que representa e anima o suco da planta Soma. Soma. 8 Isto é. chamado de Auśija. logo percebeu que esse líquido (o suco Soma) tinha o poder de elevar os espíritos. 3) como um nome de Agni. – que ele esteja conosco continuamente. Eu tenho visto Narāśaṁsa 6.8 que dá riqueza. ‘radiante como os céus’. aumenta fartura. 3. tu. V. torna glorioso aquele que espreme Soma. e o autor de vários dos hinos do Ṛgveda. de acordo com Ludwig. Veja Muir. ele o mais resoluto. Brahmaṇaspati. ou ‘os objetos de nossos atos virtuosos’. o que pode significar ‘ele permeia a associação de nossas mentes’. 7. Igual a Kakṣīvān Auśija. diz o professor Whitney. Ele era nos tempos antigos o Dionísio ou Baco indiano. da família de Pajra. Nossa voz de louvor vai até os deuses. Índice ◄►Hino 19 (Wilson) ____________________ Hino 18. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. e com a visão do espírito tenho contemplado Agni no céu. O rico. 258. e produzir um frenesi temporário. Eu tenho visto Narāśaṁsa. mesmo do homem sábio. 11 O significado parece ser: por meio da minha invocação e louvor eu tenho alcançado os Deuses. Original Sanskrit Texts. Ó Brahmaṇaspati. Ele incita a série de pensamentos. a planta que proporcionava isso se tornou para eles o rei das plantas. (através dele) nossa invocação chega até os deuses. e capaz de. o mais resoluto. Brahmaṇaspati. A grande antiguidade desse culto é atestada pelas referências a ele encontradas ocorrendo no Avesta persa’. prospera. e radiante como os céus. 9. Ele recompensa o oferecedor da oblação. 7 Kakṣīvān. compreensão. Protejam esse mortal do perigo. e confirma a aplicação de Sadasaspati e Brahmaṇaspati ao mesmo deus. Do maravilhoso Senhor da Assembleia. não deixes um ataque violento cair sobre nós Preserva-nos.

2 vem. Muitos textos atribuem aos Maruts. para tu beberes. vem. A esse sacrifício auspicioso para beber a dose láctea tu és chamado. Varga 37. vem. supera o teu poder mental. vem com os Maruts. Agni. 6. Agni.88 Hino 19. Fervorosamente tu és chamado para esse rito perfeito. e. e são devoradores dos malevolentes. que conhecem a imensa região do ar: Ó Agni. Agni. Nenhum homem mortal. 8. com os Maruts. ou ventos. vem com aqueles Maruts 7. 1. 3. Que são todos1 divinos. Nem deus nem homem tem poder sobre um rito (dedicado) a ti que és poderoso. Vem. que cantam sua canção. Todos os Deuses desprovidos de malícia. (como) antigamente. vem. Varga 36. 5. Que se propagam (pelo firmamento). agitam o oceano. vem. 3. que são possuidores de grande riqueza. com sua força. Os terríveis. e terríveis em sua forma. Agni e Maruts (Wilson) (Sūkta II) A métrica e o Ṛṣi são os mesmos. com os Maruts. Que são divindades que residem no céu radiante acima do sol. Que são brilhantes. longe sobre o mar revolto: Ó Agni. Que espalham as nuvens. com os Marus. de formas terríveis. 2. poderosos. e desprovidos de malignidade. Agni. Que estão colocados como divindades no céu. Brilhantes. Agni. Ó Agni. com os Maruts. com os Maruts. nenhum Deus. acima da esfera da abóbada luminosa do firmamento: Ó Agni. vem com os Maruts. com os Maruts. com os Maruts. vem com aqueles Maruts 8. Agni. Agni e os Maruts são as divindades. . Agni. 4. Eu derramo o doce suco Soma. a principal ação na queda da chuva. Que espalham nuvens sobre o céu. Agni. para beber o suco Soma. ó Poderoso: Ó Agni. Maruts (Griffith) 1. Vem. Vem. não conquistados pela força: Ó Agni. 9. que sabem (como causar a descida) das grandes águas. 4. com os Maruts. Que são violentos. vem. junto com os raios (do sol). e são insuperáveis em força. 2. e agitam o oceano (com ondas). Índice ◄►Hino 20 (Wilson) ____________________ Hino 19. vem com aqueles Maruts 6. com os Maruts. devoradores de seus inimigos: Ó Agni. e enviam chuva. vem com aqueles Maruts. vem com aqueles Maruts 5. Que com seus raios brilhantes se espalham sobre o oceano com poder 1 2 Pelo termo ‘todos’ deve-se entender as sete tropas de Maruts. Agni. 7. Agni.

Para ti. nem mortal. Eles que no céu estão entronizados como deuses. o poderoso. ó Agni! 6. na luz do firmamento. mas o Soma era geralmente misturado com leite. mais corretamente. vem com aqueles Maruts. ó Agni! 4. e devoradores de inimigos.6 com aqueles Maruts vem para cá. 1. Por isso Wilson: ‘Que são violentos e mandam chuva’.4 os Viśve Devas.8 com os Maruts vem para cá. tropas de deuses. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. 9 Pūrvapīti. Mas arkā só recebeu esse significado de água no sistema de interpretação artificial começado inicialmente pelos autores dos Brāhmaṇas.9 o doce (suco) de Soma. e ‘eles que conhecem’ quer dizer simplesmente ‘eles que residem’ no grande céu.’ Eu mantive o sentido literal da palavra. Os poetas vêdicos geralmente distinguem entre os três mundos: a terra. 8 Se o mar revolto é para ser considerado como o oceano ou como o ar depende da ideia que nós temos da cosmografia mais antiga dos Ṛṣis vêdicos.3 com os Maruts vem para cá. sugere ao mesmo tempo a prioridade do deus a quem ele é dado. ou. eu derramo o hidromel misturado com Soma: Ó Agni. para ser teu primeiro gole. com os Maruts vem para cá. com os Maruts vem para cá. com os Maruts vem para cá. vem com os Maruts. é aplicada frequentemente aos Maruts. sem ódio. Eu derramo para ti para teu primeiro gole. todos os deuses juntos. ó Agni! 2. o primeiro gole. Índice ◄►Hino 20 (Griffith) ____________________ Hino 19. Nem deus de fato. No último verso do nosso hino é dito que a libação oferecida a Agni e aos Maruts consiste em Soma. ó Agni! 7. ó Agni! 8. 3 . Os fortes que cantam sua canção. Eles que se movem rapidamente com seus dardos (relâmpagos) sobre o mar com poder. poderosos. está além do teu poder. 9. VARGA 36-37. AṢṬAKA I. com os Maruts vem para cá. de formas terríveis. Tu és chamado a esse sacrifício auspicioso para um gole de leite.5 sem malícia. 4 O céu ou firmamento é a própria residência dos Maruts. 7 Sāyaṇa explica arkā como água.89 Ó Agni.7 inconquistáveis pela força. com os Maruts vem para cá. ‘um gole de leite’. o firmamento. ó Agni! 3. e o céu. ó Agni! 9. Eles que são brilhantes. Eles que agitam as nuvens através do mar revolto. com os Maruts vem para cá. ADHYĀYA 1. 5 A denominação viśve devā. ó Agni! Índice ◄►Hino 37 (Müller) ____________________ Ghopīthā é explicado por Yāska e Sāyaṇa como ‘beber do Soma. Eles que conhecem o grande céu. ó Agni! 5. que tinham perdido todo o conhecimento do significado natural dos hinos antigos. HINO 19. 6 Sem perfídia ou fraude.

eles esculpiram os cavalos de Indra. 2 O sentido parece ser que eles permearam. à (classe de) divindades que têm nascimento.4 4. mas. no verso anterior. tem. 5 Isto é. têm tomado parte no sacrifício realizado com atos sagrados. os sucos estimulantes são oferecidos a vocês. coletivamente. os Ṛbhus. em geral. Graças à erudição e esforço de Félix Nève. com suas próprias bocas. portanto. Eles que criaram. como antes. é carpintaria. Ṛbhus. proferindo preces infalíveis. uma classe de divindades. no texto. sendo nascido. . e Vāja. 8 Conforme Āśvalāyana. literalmente. as libações oferecidas no terceiro sacrifício diário. e o significado do verbo implica formação mecânica.10 1 Devāya janmane. fizeram7 jovens seus pais (idosos). as quais eram certas de obter os objetos pedidos. e intitulados. de kṛ. são oferecidas para Indra.3 um carro veloz e que se move universalmente. não há tal qualificação. então Sāyaṇa diz. dos quais é somente dito que eles eram homens virtuosos que. o sacrifício oferecido com os usuais utensílios e observâncias. Vibhu. 9 Tvaṣṭṛ. Ṛbhus. usavam poderes sobre-humanos. em vez de atakṣan. A Nīti-mañjarī diz que Agni. provavelmente. Continuação do Anuvāka 5. também. 6. 6 De acordo com o comentador: não encontrando oposição em todos os atos. através de penitência. Eles construíram. fazer mecanicamente. acompanhado pelos Maruts. 3 [Os Aśvins. Supõe-se que eles residem na esfera solar. e concluam os três vezes sete sacrifícios. como também nas notas de Sāyaṇa nessa e outras passagens similares. 1. endereçado aos mortais deificados chamados Ṛbhus. para os Nāsatyas. de fazer de uma concha quatro. 7 Akrata. Varga 1. ou fabricaram. movidos por nossas orações.2 3. Os Ṛbhus podem ter sido os primeiros a tentar a representação corpórea desses suplementos de Indra e dos Aśvins. e obtiveram o direito de receber louvor e adoração. junto com Indra. ou não. ou aceitaram. 5. que ele é um deus cujo dever. dele. eles demonstram a admissão. fazer. muitas coisas preciosas. do que à mera multiplicação das colheres de madeira usadas para derramar o suco Soma. mas. Através de sua assídua realização de boas obras eles obtiveram divindade. com Bṛhaspati e os Viśvedevas. se apropriaram. chegando a um sacrifício que os Ṛbhus celebravam. junto com os Ādityas. e Vāja. na mitologia purânica. tem sido endereçado. O mesmo pode ser dito de ele chamar os Ṛbhus de discípulos de Tvaṣṭṛ. atakṣan. com relação aos deuses. e uma vaca que produz leite. nesse verso. não como antes. nós estamos totalmente familiarizados com a história e caráter dos Ṛbhus. da Universidade de Louvain. um descendente (a Nīti-mañjarī diz um filho) de Aṅgiras. e. mentalmente. é o carpinteiro ou artesão dos deuses. para Indra. eles tornaram a concha quádrupla. literalmente. o trabalho do divino Tvaṣṭṛ. mas o comentador interpreta o último como jāyamānāya. os cavalos que são atrelados pelas palavras dele. como citado por Sāyaṇa. antes referência a alguma inovação nos objetos de libação. através da eficácia dos seus mantras verdadeiros ou infalíveis. o concessor de riquezas. e junto com os brilhantes Ádityas.5 dotados de retidão.] 4 Takṣan. junto com Ṛbhu. – Essai sur le mythe des Ribhavas. isto é. respectivamente chamados Ṛbhu. sejam simbólicos. e há uma identificação vaga deles com os raios do sol. e o primeiro como devasanghāya. ou tendo nascimento. Os Ṛbhus. e bem sucedidos6 (em todos os atos virtuosos). como eles aparecem em diferentes partes dos Ṛg Veda. Sūkta III) Métrica e Ṛṣi. para que cada um pudesse ter a sua parte. para o oferecedor da libação. Lá é dito que eles fizeram isso mentalmente. eles cinzelaram. Esse hino. A origem e ações deles são. Os Ṛbhus dividiram em quatro a nova concha. (ou vespertino).90 Hino 20. ‘ao nascimento divino ou brilhante’. em uma data antiga. Que eles. obtiveram deificação.1 2. Ṛbhus (Wilson) (Segundo Adhyāya. O ato atribuído a eles. Assim. por causa do nome do mais velho.9 7. Vibhu.8 Varga 2. Se ele tem autoridade vêdica de um tipo mais decisivo que a alusão do texto não aparece. Os Ṛbhus eram os três filhos de Sudhanvan. deem. narradas na Nīti-mañjarī. pelos sábios. tornou-se um deles. da doutrina que homens podem se tornar deuses.

Concedam-nos riqueza. Ṛbhus (Griffith) 1. . como deuses das estações. Oferecedores (de sacrifícios). O comentador considera que trih pode ser aplicado a coisas preciosas. Os Ṛbhus com orações eficazes. ou desfrutavam. 8. e sua adição está em harmonia com outros textos. 3. por atos piedosos eles ganharam. piores. Juntos alcançaram suas gotas que alegram com Indra cercado pelos Maruts. 11 Adhārayanta. vida. concedam três vezes sete ricos tesouros. 1b. com sua mente. e uma compreende a classe Agniṣṭoma. honestos. afirmado repetidamente. Eles compartilharem de sacrifícios é. é tudo o que o texto diz: o que eles possuíam não é especificado. ou a sāptāni. a ele que derrama três vezes sete libações. uma parte no sacrifício com os deuses. Obtiveram por meio de obras o sacrifício. os quais eles. 6. ele possuíam 11 (uma existência mortal). para si mesmos. nos quais alimentos cozidos são oferecidos aos Viśvedevas e outros. O comentador completa com prāṇān. Sendo mortais. Índice ◄►Hino 21 (Griffith) ____________________ 10 Trirā sāptāni. sete sacrifícios. 60. Eles que para Indra. [veja em 3. como classificados em três categorias: uma classe consiste no Agnyādheya. satisfeitos com nossos elogios. com trabalho constante.91 8.13 sim. como significando melhores. formaram cavalos atrelados por uma palavra. A concha sacrifical. também. Como Sacerdotes ministrantes eles possuíram. ares vitais. 2. renovam e restauram à juventude. Índice ◄►Hino 21 (Wilson) ____________________ Hino 20. por meio de seus atos piedosos eles obtiveram uma parte dos sacrifícios com os deuses. 7. Para o Povo Celestial essa canção de louvor que dá riqueza profusamente Foi feita por cantores com seus lábios. eles possuíam. fizeram Seu Pai e Mãe12 jovens novamente. sete cerimônias nas quais manteiga clarificada é derramada no fogo. na qual libações de suco Soma são a oferenda característica. 13 Ou o ‘três vezes sete’ pode se referir a rátnāni. uma classe consiste nos Pākayajñas. medianas. com os Reis. feita recentemente pela mão do Deus Tvaṣṭar – Quatro conchas vocês fizeram dela. Eles fizeram para os dois Nāsatyas um carro leve que se move de todas as maneiras: Eles formaram uma vaca que produz néctar. a cada um Deem riqueza. eles obtiveram imortalidade.] 12 Céu e Terra. 5. Com os Ādityas. 4.

3. Índice ◄►Hino 22 (Wilson) ____________________ Hino 21. 2 . Deuses fortes. Eu invoco Indra e Agni. o Hino é endereçado a Indra e Agni. poderosos senhores da nossa assembleia. Louvem. e nos concedam felicidade.2 para a dose de Soma. iludindo e até devorando seres humanos. Mitra parece ser considerado o guardião do mundo. 2. Indra e Agni. os enfeitem (com ornamentos). Varga 3. e guardiões da assembleia. 6. demônios que vagam à noite. por meio dessa sua veracidade. O significado não está claro. Indra e Agni. Cantem louvores a eles em canções sagradas.3 Que os devoradores sejam desprovidos de filhos. venham para cá. e que os devoradores (de homens) sejam desprovidos de descendência. 4 Sāyaṇa explica ‘no lugar que preeminentemente torna conhecida a experiência dos resultados (das ações). Nós invocamos Indra e Agni. lá no lugar de vista ampla 4 Indra e Agni. 2. isto é. e glorifiquem Indra-Agni nos ritos sagrados. para quem nós desejamos oferecer nosso louvor. – para o benefício do nosso amigo (o instituidor do rito).92 Hino 21. Nós chamamos os dois que são ferozes (para seus inimigos). Eu chamo para cá Indra e Agni. e os louvem com hinos. Indra e Agni nós convidamos. Glorifiquem. 5. (aceitem a libação). nós os convidamos para vir para essa libação que está pronta aqui. Indra e Agni. No lugar onde o que está oculto será dado a conhecer. e geralmente hostis à tribo ária. venham até nós. ambos. 3 Os Rākṣasas. ó homens. no lugar que fornece conhecimento (das consequências de atos). Indra e Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e métrica os mesmos. Índice ◄►Hino 22 (Griffith) ____________________ 1 Abordados conjuntamente como um deus dual. para beber a libação.1 nós estamos ansiosos por sua canção de louvor. os bebedores de Soma. Indra e Agni. Indra e Agni. que são poderosos. 4. nos mandem felicidade. 3. Que eles que são. homens. tornem os Rākṣasas inócuos. pela fama De Mitra. Vigiem. 4. esmaguem os demônios. 6. 1. para estarem presentes no rito onde a libação é preparada. Indrāgni. 5. Por esse sacrifício infalível vocês sejam tornados vigilantes. em sacrifícios. que é no céu (Svarga)’. Indra e Agni. copiosos bebedores do suco Soma. Indra e Agni. perturbando sacrifícios e homens devotos. – bebedores do suco Soma. Ambos são os principais bebedores de Soma. Que aqueles dois. Indra-Agni (Griffith) 1.

Bhāratī. nos favoreçam com proteção. assim que foi recebida por Sūrya. 2. Hotrā. deram a ele a oblação chamada Prāśitra. Savitṛ. para beber desse suco Soma. A única explicação dada pelo comentador é que. do que a progênie. 4 Hotrā é chamada de esposa de Agni. Que as deusas. 7. aos Aśvins. Aśvins. comumente. Aśvins. Nós invocamos Savitṛ. pode significar discurso. É muito duvidoso se Varūtrī é um nome próprio. também. indo para lá em seu carro. significar ‘com aquele’. Dhiṣaṇā. 2 Savitṛ é. ou. que é para ser escolhida ou preferida. a deusa da fala. cortou a mão que a tinha aceitado impropriamente. mexam1 o sacrifício com seu chicote que está molhado com a espuma (de seus cavalos). 4. 3. mas se colocou na posição do Brahmā. explicados como molhado e alto. e chegam ao céu. a décima segunda. o Hino consiste em vinte e uma estrofes. madhumatī e sūnṛtāvatī.4 Varga 6. e Agni. e com completa felicidade. e quatro. a décima primeira. 5 Achinnapatrāḥ. Sentem-se. de Bharata. a Savitṛ. as duas seguintes. por aquele. que viajam em um carro excelente. Napāt é usado aqui em seu sentido literal ‘que não nutre’. ao Céu e à Terra. A residência do oferecedor da libação não se encontra muito longe de vocês. 8. Varuṇa.2 para me proteger.5 as protetoras da humanidade. os melhores dos aurigas. 1. em qual caso. às deusas. Que eles. no Veda. 3 Pode-se julgar que apāṃ napātam significa ‘filho das águas’. Sūrya perde ambas as mãos. e Tvaṣṭṛ. a Agni . 1 . Despertem os Aśvins. a décima quinta. Os sacerdotes Adhvaryu. 6. nesse sentido. 5. à Terra somente. Ó Agni. Varga 4. lá. para nossa proteção. quatro. vão significar doce e verídico. o iluminador dos homens. mas as seca por meio de seu calor. 9.93 Hino 22. pois ele é o concessor de riquezas. Não está claro como isso é para ser feito com o chicote. que são dirigidas a uma variedade de divindades. Bhāratī. Nós desejamos celebrar seu culto. mas. venham para cá. das águas. É dito que a lenda é narrada no Kauṣītaki Brāhmaṇa. ou kaśā.3 para nossa proteção. Os sacerdotes que tinham dado a oblação concederam a Sūrya uma mão de ouro. associados para o sacrifício da manhã. e provem a libação. um chicote. misturem intimamente o suco da Soma. um sinônimo do Sol. ou a invocação personificada. ambos. ‘De mão dourada’ é interpretado como ‘aquele que dá ouro para o devoto’. Glorifiquem Savitṛ. as duas seguintes. 10. para beberem o suco Soma. vendo-o naquela posição. ninguém tinha cortado as asas delas. Vigoroso Agni. que não é amigo da água. divinos. porque napāt é usado frequentemente. geralmente. que são. Sūrya se encarregou do ofício do Ṛitvij. amigos. mas o Sol é antes o pai. a Viṣṇu. as esposas dos deuses estando na forma de aves. Varga 5. o dispensador de diversas riquezas que garantem lar. ou um epíteto da seguinte: ele é interpretado por varaṇīyā. conforme Ādityāj jāyate vṛṣṭi – a chuva nasce do sol. É dito que a alusão a ele sugere apenas que os Aśvins devem vir rapidamente. coletivamente. a qual. as esposas (dos deuses). traze para cá. Aśvins. Tayā. às espos as de Indra. e chicoteando alto. ou por meio de uma lenda vêdica: Em um sacrifício realizado pelos deuses. cujas asas não são cortadas. ele designará a posição dos adoradores. pode. Varūtrī. o de mão dourada. Dhiṣaṇā é um sinônimo de Vāc ou Vāgdevī. Mimikṣatam. Nós invocamos os dois Aśvins. e as seis últimas. – venham com aquele seu chicote. 11. deve ser adorado por nós. ambos. Eu chamo Savitṛ. de fato. um dos Ādityas. traze para cá as amáveis esposas dos deuses. Aśvins e Outros (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. – venham com tal discurso.

andou. considerado como o lugar comum ou de ligação entre ambos. 14. portanto. é a explicação de Sāyaṇa. ‘como um olho estendido no céu claro’. “Mahīdhara traduz. na montanha do leste. 1. Viṣṇu percorreu esse (mundo): três vezes seu pé ele plantou. Não pode haver dúvida que a expressão era. e na montanha do oeste. 380. e Agnāyī.16) para mostrar que o orbe do sol (aqui representado por Viṣṇu) é chamado de ‘olho’. os deuses. Muir – Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. e seus três passos.S. foi na terra. que se estende no céu’. Terra. ar e céu. Que o grande céu e a terra estejam satisfeitos em misturar esse sacrifício (com seus próprios orvalhos). Yakṣas e Apsaras é o antarikṣa. e ele cita a Vājasaneyi Saṃhitā VII. e nos encham de nutrição. ‘Os sábios’. corretamente. Varuṇānī. como citados pelo comentador. culminação e pôr. o empecilho do pecado daqueles que habitam a terra. no qual Viṣṇu atravessou os três mundos em três passos. Os sábios provam. respectivamente. livre de espinhos.9 o que não pode ser prejudicado.115. mantendo. no entanto.7 17. através de seus atos virtuosos. Ele é o ilustre amigo de Indra. 7 Sāyaṇa explica Viṣṇu como Parameśvara. ajudado pelas sete métricas. usando as sete métricas do Veda como seus instrumentos. o preservador. e sol. de Agni. atos virtuosos. 18. ‘contemplam o posição mais elevada de Viṣṇu fixa no céu. Os comentadores não concordam sobre o significado da frase ‘três vezes seu pé ele plantou’. desse modo identificando Viṣṇu com o Sol. Índice ◄►Hino 23 (Wilson) ____________________ A esfera dos Gandharvas. sempre vigilantes. as águas que parecem ghee desses dois. no céu meridiano. De acordo com os Taittirīyas. (residindo) na região permanente dos Gandharvas. com Viṣṇu em sua dianteira. 13. Varga 7. Mas a passagem é obscura. originalmente. no firmamento. 42 (= R. ou do anão. Alusão é feita aos três passos de Viṣṇu na Vājasaneyi Saṃhitā do Yajur Veda. e o comentador lá explica que eles significam a presença de Viṣṇu nas três regiões: terra. Vāyu e Sūrya – fogo. por meio disso. 16.” J. 19. e diligentes em louvor. glorifiam amplamente aquela que é a suprema posição de Viṣṇu.] 6 . desse modo reconhecendo o atributo principal e distintivo de Viṣṇu.8 e o (mundo) inteiro foi colhido na poeira da (pegada) dele. ou (omitindo a partícula que denota semelhança) ‘aquele olho. sê de ampla extensão. Viṣṇu. pág. como um olho’. Os sábios. 2 (1869).V.V. Sāyaṇa crê que o texto se refere ao Trivikrama Avatāra. e nossa morada. e que ela serviu como base do mito purânico do Avatāra Vāmana ou anão. andou três passos. o mundo. subjugaram a terra invencível. e esses podem ter sido enxertos subsequentes sobre a tradição original dos três passos de Viṣṇu. o soberano supremo. de acordo com Mahīdhara. ou. 66. para nossa prosperidade. 20. daquele corpo luminoso. De acordo com Śākapūṇi. Que os deuses nos protejam (daquela parte) da terra de onde Viṣṇu. o orbe do sol. 8 Isso parece mais ainda uma alusão ao quarto Avatāra. pelas quais o adorador tem realizado votos (pios). ou que permeia. que significa aquele que entra em. 24 (= R. vento. alegórica. Esta construção também é adotada por Benfey em sua versão do hino.94 12. e para beber o suco Soma. embora nenhuma menção seja feita do rei Bali. nas formas. e no céu. ou firmamento entre o céu e a terra. dá-nos felicidade. a atmosfera. e.1) e XXXVI.10 21. 10 [Esse último trecho. como o olho percorre o céu. Vejam as obras de Viṣṇu. de acordo com Aurṇavābha. em seu comentário do próximo verso. com o nascer. 9 O preservador de todo o mundo. Eu chamo para cá Indrāṇī. 7.6 15. Os sábios sempre contemplam aquela posição suprema de Viṣṇu. até agora. N. parece-me. O trecho ‘nos protejam da terra’ significa. de acordo com o comentário.

os Maruts. os melhores Dos aurigas. embora invocado frequentemente com Indra. 14 ‘Ela que é’ para ser escolhida. para beber o Soma.95 Hino 22. Que dá bons presentes. o qual os deuses obtêm através da permissão dele. amigos. 5. e cujo dever especial é proteger o Soma divino. Veja o Atharva-veda IX. Para minha proteção eu invoco Savitar12 de mão dourada. traze para cá para nós as cônjuges solícitas dos Deuses. 11. é belo. rápidas como aves cujas asas não foram cortadas. e ele é até descrito em um lugar como celebrando o louvor de Indra e derivando seu poder daquele Deus. 9. para beber o suco Soma. a ser elogiado por nós. 6. Para a felicidade. 12 Savitar. Ele conhece. 15. Varuṇānī. deusas. para auxílio. 4. O ponto que o distingue dos outros deuses vêdicos é principalmente a sua caminhada pelos céus.17 lá no lugar fixo do Gandharva. Vāyu e os Ādityas. Os Deuses sejam bondosos para nós. louvem o Filho das Águas Savitar: Nós estamos ansiosos por seus modos sagrados. A Savitar que olha para os homens. distribuidor de recompensa maravilhosa e de riqueza. 14. e.14 Dhiṣaṇā. Sua água rica em seiva. Rudra. Venham para cá. nunca é afirmado que ele é superior a eles. é um nome do Sol. o gerador ou vivificador. Despertem o Par Aśvin que junge seu carro de manhã cedo: que eles Se aproximem para beber esse suco Soma. 7. estende-te ampla diante de nós como uma morada: Concede-nos abrigo amplo e seguro.13 Varūtrī. Bhāratī. a excelente. o Par Poderoso. da chuva agradável e outras dádivas excelentes que são mandadas para baixo a partir dos reinos acima pelos grandes pais Céu e Terra. 18 Embora em épocas posteriores os Gandharvas sejam considerados como uma classe.18 Os cantores provam através de canções sagradas. a qual ele é dito fazer em três passos. O significado parece ser: os cantores sagrados desfrutam. Indrāṇī. 13 O Discurso ou Prece Sagrada. é a casa Daquele que oferece suco Soma. Varuṇa. 10. Agni o mais jovem. Aśvins. cuja habitação é o céu. orvalhem para nós nosso sacrifício. Sūrya. 2. não muito longe. isto é. 8. Que o Céu e a Terra. 17 A chuva fertilizante mandada pelo Céu e pela Terra. explicados como denotando 11 . Ó Agni. 19 Esse Deus não está colocado no Veda na categoria principal de divindades. 3. no Veda às vezes identificado com. 15 Literalmente. Hotrā. 16 Respectivamente as consortes de Indra. Esposas de Heróis. no Ṛgveda mais do que um raramente é mencionado. Como vocês vão para lá em seu carro. e sentem-se. 16. E nos nutram plenamente com alimentos. os Deuses levados em um carro nobre. como um Deus. o lugar. E Tvaṣṭar. 13. que alcançam os céus. 1: esse hino inteiro é uma glorificação desse chicote extraordinário. Sem espinho sê tu. ó terra. traze para cá as Esposas deles. 12. com asas não cortadas. Varuṇa e Agni. Nós chamamos os dois Aśvins. Aśvins e Outros (Griffith) 1. Ele é comumente designado como ‘o Gandharva celestial’. ó Aśvins. Seu chicote11 está pingando com mel. Nós chamamos a ele. Savitar. Para que ele nos envie auxílio. mesmo a partir do lugar de onde Viṣṇu19 caminhou O madhukaṣā ou chicote de mel dos Aśvins é talvez a brisa estimulante da manhã. e às vezes distinto de. e cheios de deleite Salpiquem com ele o sacrifício. como recompensa por seus hinos. e Agnāyī16 eu convido para cá. com asas inteiras15 que elas possam vir a nós Com grande proteção e com ajuda.

os patrocinadores ricos do sacrifício.96 Pelas sete regiões da terra! 17. 21 Os Sūris. Viṣṇu. 20 Viṣṇu era tão poderoso que o pó erguido por seu passo envolveu o mundo inteiro. daí em diante Estabelecendo seus altos decretos. deu três passos. pelas quais o amigo de Indra. Colocado como se fosse um olho no céu. Por todo esse mundo Viṣṇu caminhou. 22 Isto é. glorificam com seus louvores.20 18. Os amantes da música sagrada. em seu nascer. 20. ele a quem ninguém engana. Deixou seus santos caminhos serem vistos. ou a terra foi formada a partir da poeira dos seus passos. três vezes seu pé ele plantou. sempre vigilantes. . iluminam. relâmpago e o sol. os cantores. culminação e pôr. aliado próximo. e o todo Foi colhido no pó da pegada dele. ou como designando as três posições diárias do sol. o Guardião. 19. Os príncipes21 sempre contemplam aquele lugar mais sublime onde Viṣṇu está. a posição mais sublime de Viṣṇu. Olhem as obras de Viṣṇu. 21. Essa. 22 Índice ◄►Hino 23 (Griffith) ____________________ a manifestação tripla da luz na forma de fogo.

Que Varuṇa seja o nosso protetor especial. O resplandecente Pūṣan encontrou o real (suco Soma). destruam Vṛtra: que o mal não prevaleça contra nós. O Hino consiste em vinte e quatro estrofes. Divinos Maruts.5 espalhado entre a erva sagrada. 2. – ouçam todos as minhas invocações. 5. Pratiṣṭhā. como (um homem traz de volta) um animal que estava perdido. provavelmente. traze do céu o suco (Soma). De modo semelhante ‘rápidos como o pensamento’. Medhātithi. somente por causa da construção gramatical. então três. ainda. compreendida literalmente. 4 para beber o suco Soma. têm mil olhos1. três.2 Varga 9. Isso é. fortes e portadores de bênçãos. ou sóis mensais. Varga 8. para beber o suco Soma. Indra e Vāyu. – dos quais Indra é o chefe. com seus associados. Pūṣan resplandecente e de movimento (rápido).3 o benfeitor. e. Indra e Vāyu. a Mitra e Varuṇa. Pura Uṣṇih. nascidos do relâmpago brilhante. ou do céu personificado. sete e meia. ou de acordo com o comentador. de que modo não é especificado. com palavra verdadeira. De fato. 13. vocês aceitam uma (oferenda) auspiciosa. 3 Os Maruts são chamados de Pūṣarātayaḥ. às Águas. na estrofe dezenove. Vem. e são senhores de luz verdadeira. nas restantes. a métrica das primeiras dezoito estrofes é Gāyatrī. que são ferozes. três. por cevada. que Mitra nos proteja com todas as defesas. aplicável apenas a Vāyu. Eu invoco Mitra e Varuṇa. é uma lenda purânica. e. líderes (de homens). 8. 5 A frase é guhā hitam. e de força pura. é aplicado ele. 2 Mitra e Varuṇa estão incluídos entre os Ādityas. 10. das quais a primeira é endereçada a Vāyu. Pṛśni é a terra de muitas cores. e bebe deles. 1 A atribuição de mil olhos a Indra. Que ele. 4 Pṛśnimātaraḥ. acompanhado pelos Maruts. três. como (um lavrador) ara (a terra) repetidamente. para indicar sua expansibilidade. Doadores generosos. e nos façam felizes. para beber desse suco Soma. Vāyu e Outros (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é. afirmado de Indra. céu. embora oculto. a Pūṣan. junto com o poderoso e associado Indra. colocado em uma caverna. aqui. Que os Maruts. 15. e o último verso e uma metade. nos protejam em todos os lugares. . Em alguns textos. dos quais Pūṣan é doador ou benfeitor. e são protetores de atos virtuosos. tornando-se presentes no sacrifício. fique satisfeito. que são rápidos como pensamento. Vāyu. e Pūṣan. que. e têm a terra (de muitas cores) como sua mãe. Esses sucos Soma. Anuṣṭubh. Nós chamamos todos os divinos Maruts. 3.97 Hino 23. a Indra e Vāyu. ou por ele ser repleto de constelações. sucessivamente. Nós chamados os dois deuses que residem no céu. propriamente. para beber o suco Soma. são derramados. Os sábios chamam. De acordo com Sāyaṇa. Nós chamamos Mitra e Varuṇa. 11. 9. então o grito dos Maruts se espalha com exultação. a Indra e aos Maruts. ele ocorre como um nome do Sol. na vigésima primeira. 6. é. que eles nos tornem os mais opulentos. em combinação com a grama sagrada matizada. embora igualmente no plural. as duas seguintes. conectadas com as gotas (do suco Soma). em nenhum lugar isso é dito de Vāyu. a Agni. ou em um lugar de difícil acesso. são os encorajadores de atos virtuosos. No Nighaṇṭu. aos Viśvedevas. o filho de Kaṇva. 7. ele tem trazido para mim. ou céu em geral. – que têm Pṛśni como sua mãe. as seis6 (estações). é dito. 14. escondido em um lugar secreto. 12. como Rosen mostra. Nós chamamos Indra. Sempre que. Pṛśni é um sinônimo de firmamento. na enumeração vêdica dos oito filhos de Aditi. 1. para a preservação deles. Varga 10. 4. conforme oferecidos. como (aquele) dos conquistadores.

e enche-me. Agni. velozes como a mente. as hostes Marut que Indra lidera. concede-me vigor.10 4. Ambos os Deuses que tocam o céu. 6 7 . um rito religioso. esses sucos foram misturados com leite. 10 Dhī. 19. Bebe. Ofereçamos oblações aos (rios) correntes. Nós chamamos para beber o suco Soma. 5. e Indra. com vigor. aproxima-te. Varga 12. Mitra e Varuṇa. possam conhecê-lo. Os de mil olhos. deuses. 23. pensamento.8 sejam diligentes na glorificação delas. Mães7 para nós que estamos desejosos de sacrificar. 22. desse modo (banhado). geralmente. e a interpretação é defendida por um texto que chama os brâmanes presentes de divindades: ‘Essas divindades. 16. de modo que os deuses possam conhecer o (sacrifício) desse meu (empregador). assim como Agni. Vāyu e Outros (Griffith) 1. Águas. conhecidos como deuses de poder consagrado. Que aquelas águas que são contíguas ao Sol. Agni. Senhores da luz brilhante da Lei. se eu fiz mal (intencionalmente). As águas contêm todas as ervas curativas. para que eu possa contemplar o sol por muito tempo. cercado pelos Maruts. os senhores do pensamento. atribuída a ele. e vida. tirem todo pecado que seja encontrado em mim. 24. que ele Se satisfaça em união com sua tropa. Portanto. Deuses. 6. Eu hoje entrei nas águas: nós nos misturamos com a essência delas. Ambrosia se encontra nas águas. Ambayah. ou pronunciei imprecações (contra homens santos). são os brâmanes’. nós chamamos para beber o suco Soma. um sacrifício. 2. nós invocamos Para beber desse nosso suco Soma.98 Varga 11. significa especialmente no Veda pensamento sagrado. e aquelas com as quais o Sol está associado. interpretado como o Ṛitvij e outros brâmanes. Indra e Vāyu. que pode significar mães. residindo nas águas. Fortes são os Somas. 9 Para Medhātithi. ou (tenho falado) mentira. Os cantores. aproxima-te. 17. o benfeitor do universo. Mitra eu chamo. o autor do hino. distribuidores das dádivas de Pūṣan. 3. divinos (sacerdotes). Que ambos nos tornem extremamente ricos. Aqueles que pela Lei mantêm a Lei. A entrada de Agni nas águas é citada em muitos lugares. pela ajuda deles. qualificando o leite (das vacas) com doçura. progênie. 7. nas águas há ervas medicinais. 8. 21. estão nas águas’. portanto. chamam Indra e Vāyu. Eu chamo as águas divinas nas quais nosso gado bebe. 18. que estão (presentes) perceptivelmente. que Mitra nos proteja com todos os auxílios.11 O texto tem somente ṣaṭ. com os Ṛṣis. Vāyu. A presidência de Soma sobre as plantas medicinais é. 20. prece. Índice ◄►Hino 24 (Wilson) ____________________ Hino 23. as relacionadas (águas) fluem pelos caminhos (do sacrifício). Ele foi. ou águas. Que Varuṇa seja a nossa principal defesa. Indra. as doses oferecidas. seis: o comentador completa com ‘as estações’. 8 O termo é devāh. mas isso era incompatível com a ordem para louvar as águas. para (o bem do) meu corpo. devoção. tragam à perfeição todos os medicamentos que dissipam doença. e Varuṇa. Soma declarou para mim: 9 ‘Todos os medicamentos. sejam auspiciosas para o nosso rito. Águas.

10. Como um animal perdido. 15. 16 As seis estações. 24. Nas águas – Soma20 me disse isso – habitam todos os bálsamos que curam. 15 Em um lugar de difícil acesso. Nascidos do relâmpago alegre. 19. nas quais o nosso gado mata a sede. tirem isso de mim. os orvalhos. a dar-lhes louvor.12 12. Misturando sua doçura com o leite. Que as Águas reunidas perto do Sol. 21 Talvez isso signifique os sete Ṛṣis: Marīci. 17 Isto é: que essa libação o induza a trazer. Atri. quando vocês avançam para a vitória. 11. inverno. De modo que eu possa ver o sol por muito tempo. 23. Pois os Filhos de Pṛśni são extremamente fortes. aquele que suporta o céu. ó Homens. ó deuses generosos Não deixem que o perverso nos controle. Pulaha. Eu chamo as Águas. As Águas eu tenho procurado hoje. a bebida que confere imortalidade. consideradas como as aliadas próximas dos sacerdotes. 22. rico em leite. nas Águas há bálsamo curativo. etc. Qualquer que seja o pecado encontrado em mim. 20.17 Como alguém que ara com bois traz grãos. Aṅgiras.99 Ouçam todos vocês meu clamor. Ao longo de seus caminhos as Mães18 seguem. como aquela dos conquistadores. aquele que abençoa todos. 21. os Deuses Devem me conhecer assim como eu sou. Aterradora vem a voz trovejante dos Maruts. Se eu menti ou jurei falsamente. primavera. verão. Águas. 18. 14. Ó Águas. Isto é: ó Maruts heroicos. 17. 11 12 . Sejam rápidos. Irmãs de ministrantes sacerdotais. brilhante Pūṣan. Katru. 16. abundem com remédios para manter meu corpo a salvo de males. a ambrosia grega. E Agni. Oblações para os Rios sejam dadas. As Águas detêm todos os medicamentos. e aquelas com as quais o Sol está unido. e Indra. através dessas gotas. e à sua umidade nós chegamos. que os Maruts nos protejam em todos os lugares Que eles sejam benevolentes para nós.21 conhecem. guia até nós. com os Ṛṣis. e Vasiṣṭha. porque elas são misturadas com os ingredientes da libação de Soma. Veja 3. Amṛta19 se encontra nas Águas. e cobre-me com teu esplendor. derrubem Vṛtra. 19 Néctar. 14 Soma. vocês deuses. 13. Com o conquistador Indra como aliado. Pulastya. as chuvas. tudo de mal que eu fiz. a referência é à fuga de Agni. Nós chamamos os Deuses Universais. 9. Favoreçam esse nosso sacrifício. outono. Agni. vem. 18 As Águas. Deusas. e os Maruts para beber o Soma. E que ele traga devidamente para mim as seis16 ligadas estreitamente.4. 13 Soma. o suco que inspira os atos mantenedores do mundo dos Deuses. Índice ◄►Hino 24 (Griffith) ____________________ Pūṣan é o guardião dos rebanhos e manadas e da propriedade em geral. dá progênie e longevidade. 20 Soma é especialmente o senhor das plantas medicinais. Ó Agni.14 oculto e escondido em uma caverna. Enche-me de esplendor. Pūṣan o Brilhante encontrou o Rei.15 Que repousa em grama de muitos matizes.9.13 Repousando em grama de muitas cores.

‘De quem’ (kasya) também pode ser traduzido como ‘de Brahmā’. longe de casa. Savitṛ sempre protetor. de modo semelhante. e aprende. os três seguintes. chamado de filho do Ṛṣi Ṛcīka. citadas. 1. Na estrada. a Agni. O Dr. Sūkta I) Esse é o primeiro de uma série de sete Hinos que constituem essa seção. de acordo com o texto de Schlegel. sob vários pretextos. 316 da versão em português]. e adora Varuṇa para obter um filho. Ele é. e chama o Rājā. 1 . a Savitṛ. ele chega ao lago Puṣkara. Kullūka Bhaṭṭa cita o filho Śunaḥśepa.5 nós solicitamos (nossa) parte de ti. nós devemos invocar o nome auspicioso?2 Quem nos dará à grande Aditi. e também Devarāta. e passa vários anos na floresta. na estaca. I. um de cujos nomes. pela repetição da qual. o segundo. nas quais ela é Gāyatrī. p. rei de Ayodhyā. Vol. quando Varuṇa reclama sua vítima. para Ambarīṣa. Varga 13. Ele não tem filhos. ele é chamado de filho de Viśvāmitra. por seu pai. possivelmente. chamado Rohita. 61. 2 Supostamente proferido por Śunaḥśepa. livro 1. Ele tem um filho. mas o último também afirma que ele propiciou Indra por meio de Ṛcas. e implora sua ajuda. e a de alguns dos discípulos dele. porque Ajīgarta não somente amarra seu filho à estaca. e Śunaḥśepa está prestes a ser sacrificado quando.4 a primeira divindade dos imortais. ou estaca. para assumir o lugar de Rohita. de acordo com Sāyaṇa. Ele. um Ṛṣi. mas o Rājā se chama Hariśchandra. através da versão dela apresentada no Rāmāyaṇa. é Ka. Mas isso diz respeito a circunstâncias subsequentes. no Aitareya Brāhmaṇa. o rei adia o sacrifício. Śunaḥśepa. quatro e cinco. 249. mas. o restante. e se refere. ao chamar Śunaḥśepa de filho de Ajīgarta. 3. ou dado por Deus. Indra é induzido a vir e libertá-lo. que é o mais próximo dos deuses’. a Bhaga.3 para que eu possa ver novamente meu pai e minha mãe? 2. onde é dito que Ajīgarta não incorreu em crime por abandonar seu filho para ser sacrificado. atribuídos a Śunaḥśepa. como o puruṣapaśu.100 Hino 24. em grande infortúnio. Manu também alude à história (X. dois gāthās. De quem. e o persuade a entregar seu segundo filho. nas quais ele se torna o filho adotado de Viśvāmitra. O Bhāgavata segue o Aitareya e Manu. ou ‘de Prajāpati’. onde ele vê Viśvāmitra. 63. também. Varuṇa e Outros (Wilson) (Anuvāka 6. deve ser admitido que a linguagem dos Sūktas é um pouco duvidosa. No Viṣṇu Purāṇa [pág. exceto nas estrofes três. após o que ele recorreu a Agni. de Hariśchandra. Gorresio. ou o último dos três. e para que eu possa ver de novo meu pai e minha mãe. e é. como sua autoridade. lá. libertado. finalmente. um mantra. lá. por consequência. quando amarrado ao yūpa. cap. de tempos em tempos. mantras do Ṛg Veda. porque foi para proteger a si mesmo e sua família de perecer de fome. como uma oferenda para Varuṇa. de acordo com o de Gorresio. com Ajīgarta. pois Viśvāmitra ensina a ele. no Veda. aqueles dos quais que se recusaram a reconhecer sua superioridade em idade sendo amaldiçoados a se tornarem os fundadores de várias tribos bárbaras ou proscritas. sugerir a oposição dele. o filho de Ajīgarta. um dos sacerdotes oficiantes. quando seu pai comunica a ele a sorte à qual ele estava destinado. encontra. A barganha é concluída. mas vai munir-se de uma faca com a qual matá-lo. O primeiro verso é dirigido a Praj āpati. Vamos chamar o nome auspicioso de Agni. uma prece. como uma vítima para um sacrifício humano. ou de qual divindade dos imortais. e o mais velho de todos os filhos dele. o homem-animal (ou vítima). pelo conselho de Viśvāmitra. para que ele possa nos dar à grande Aditi. dele. como o Bhāgavata o chama. até Rohita chegar à adolescência. Rohita recusa submissão. por estudantes de sânscrito. – A história de Śunaḥśepa tem sido conhecida. Rosen duvida que os hinos tenham alguma referência à intenção de sacrificar Śunaḥśepa: mas a linguagem do Brāhmaṇa não deve ser mal interpretada. 4 Uma passagem do Aitareya Brāhmaṇa é citada pelo comentador. há algum tempo. prometendo sacrificar a ele seu primogênito. Ao mesmo tempo. ao Bahvṛcha Brāhmaṇa. Schlegel. – que és o senhor da afluência. 105). e deixa a intenção de um verdadeiro sacrifício aberta à dúvida. afirmando que Prajāpati disse a ele (Śunaḥśepa): ‘Recorre a Agni. 1 A métrica é Triṣṭubh. 3 Aditi. A história é contada. ele apela aos deuses. aqui quer dizer ‘terra’. finalmente. pelas outras autoridades. em todos os detalhes. A parte de Viśvāmitra na lenda pode. a Varuṇa. e é vendido por cem vacas. É óbvio que essa história foi derivada do Veda. aos sacrifícios humanos. O Aitareya Brāhmaṇa forneceu ao comentador as circunstâncias que ele narra como ilustrativas da série de hinos nessa seção.

de Agni. com sacrifícios.8 com olhares inamistosos. Louvando-te com prece (sincera). Que eles se tornem concentrados em nós. Varuṇa. A adição pode ser questionada. 12 Significando. pelo menos. 10 É dito que árvore. para mim. sustenta. de vigor puro. Śunaḥśepa. O resultado. o comentador preenche ‘vida’. através da proteção de ti. ou tua destreza. com oblações. significa o poste sacrifical. 7. que ele solte as amarras dele. esteja (conosco). solta. como as fontes de existência. ou. Esse (teu louvor) eles repetem para mim de dia e de noite: esse conhecimento fala ao meu coração. que estão voando (pelo ar). concede um pensamento a nós: muito louvado. mas sua correção é confirmada pela expressão conclusiva ‘não tires nossa vida’. nós tentamos desviar tua ira com prostrações. pelo conselho. nem (são capazes de suportar tua) ira. Essas constelações. como livre de inveja ou censura. Teus. que o real Varuṇa. por libertação. 8 De acordo com Sāyaṇa. (permanecendo) no (firmamento) sem base. não obtiveram. 15. e a cintura. de fato fez amplo o caminho do sol. os pés. 9. Aquela riqueza que tem sido mantida em tuas mãos. 5 . os raios (da qual) estão apontados para baixo. no entanto. Esse é um significado incomum da palavra: mas mal seria decoroso chamar Varu ṇa de Asura. o liberte.6 tua força física. abrangente e profunda. – um pedido um tanto irreconciliável com a suposta situação difícil na qual Śuna ḥśepa se encontra. Nós somos assíduos em atingir o ápice da riqueza. e a inferior. não desdenhoso. e sua ação de segurar um feixe de raios. está presente entre nós. é dito. o identificariam mais propriamente com o sol. O real Varuṇa. nem essas águas. no alto. aqui. de acordo com Sāyaṇa. se refeririam a ele em seu caráter de um Āditya. Nirṛti é a divindade do pecado. que fluem incessantemente. O real Varuṇa. nem (os temporais) de vento. a faixa superior. sábio e irresistível. jogar. colocadas no alto. 14. e nos liberta de qualquer pecado que nós possamos ter cometido. não é desprender de amarras reais.11 sábio e ilustre. Que ele a quem o acorrentado Śunaḥśepa invocou. Varuṇa. são cem e mil medicamentos. à noite. e vão para outro lugar de dia. 12. 11 O texto tem Asura. sua permanência no antarikṣa. Índice ◄►Hino 25 (Wilson) ____________________ Nessa e nas duas estrofes seguintes. 11. a ligadura que prende a cabeça. são os atos sagrados imperturbados de Varuṇa. e (por ordem dele) a lua se move. Essas aves. Aquele que evita infortúnio. superam tua velocidade. Varuṇa. pode ser notado. Varga 15. 13. e tem direito a elogios. Que tua proteção. resplandecente.101 4. nos liberte. que são visíveis à noite. Mantém longe de nós Nirṛti. ‘Eu peço essa’. apanhado e amarrado à árvore10 de três pés. mas por riquezas. através da perfeição em teu culto. ó rei. uma pilha de luz. 10. Que ele seja o que repele tudo o que aflige o coração. filho de Aditi. Que o real Varuṇa. 6. da raiz as. um tipo de tripé. não tires nossa existência. a do meio. – (pelo qual) viajar em seu curso diário. 6 É dito que Savitṛ encaminha Śunaḥśepa a Varuṇa. que és o possuidor de riqueza. 5. 7 As características aqui atribuídas a Varuṇa. 9 O texto tem apenas. e mitiga os males que nós temos cometido. – um caminho para percorrer no (espaço) ínvio. mas daquelas do pecado. que é interpretado como ‘acostumado a rejeitar o que é indesejado’. 7 8. chamou o filho de Aditi. Varga 14.12 Assim. eu te imploro por essa9 (vida) que o instituidor do sacrifício solicita com oblações. solicitação é feita a Savitṛ. nós seremos libertados do pecado. enquanto sua base está acima. Varuṇa. não.

I. of the Ṛgveda. como liberdade ou segurança. Tira de nós até o pecado que cometemos. a divindade do pecado.. Para onde partem de dia as constelações que brilham à noite. Agni. ó tu Vasto Soberano. 17 Varuṇa é o chefe dos senhores da ordem natural.. fica aqui e não fiques zangado. 45. Quem agora é ele. Eu peço isso de ti com minha prece de adoração. que nos ajuda continuamente. 3. 11. além do céu’. é na realidade o primeiro nome inventado para expressar o Infinito. pode ser aludido. 10. Onde não havia caminho ele o fez colocar sua pegada. altamente elogiada antes que qualquer reprovação tenha caído sobre ela. 12.. 8. a qual Bhaga distribuiu para nós. o Deus. Rei.15 Seus raios. de poder sagrado. um deus ou deusa antiga. Riqueza. Muir. livre de todo ódio.14 6. 16 Nirṛti é a Decadência ou Destruição personificada. 97. profundos e de grande alcance também sejam teus favores. qual Deus entre os Imortais. De dia e de noite essa única coisa me dizem. Varuṇa e Outros (Griffith) 1. Varuṇa. isso também o pensamento do meu próprio coração repete. em tuas mãos. não tomes a nossa vida de nós. Cosmology of the Ṛgveda. como impecabilidade. Veja Wallis. de cujo nome auspicioso nós podemos nos lembrar? Quem nos restaurará à poderosa Aditi. mas o Infinito visível. ‘Essas palavras (Quem nos restaurará à poderosa Aditi?) podem ser compreendidas como faladas por alguém em perigo de morte. Ele nos restaurará à poderosa Aditi. mantém erguido o tronco da Árvore na região desprovida de base. Que eles afundem profundamente dentro de nós. como significando céu e terra. mil. de modo que eu possa ver meu Pai e minha Mãe. Original Sanskrit Texts. o Soberano Varuṇa. de seu nome auspicioso vamos nos lembrar. 7. ó Rei. que ele.102 Hino 24. Que ele para quem Śunaḥśepa orou acorrentado. Tampouco as águas que fluem para sempre. 13 . que está colocada. o primeiro entre os Imortais. cuja base está no alto. p. O rei Varuṇa fez um caminho espaçoso. Sāyaṇa explica Aditi no texto como Terra. 5. 9.. seria ainda mais provável que Aditi devesse ser compreendida como significando a natureza’. A conexão parece ser: Não temam: as leis de Varuṇa são invioláveis. 230) diz que ‘Aditi. teu adorador almeja isso com sua oblação. Cem bálsamos são teus. mas talvez o antigo mito da árvore do mundo. além das nuvens. e fiquem ocultos. e afastou tudo o que aflige o espírito. Sāyaṇa a chama de pāpadevatā. Pela tua proteção que nós possamos chegar ao auge da afluência. Benfey. A frase não é clara. a deusa da morte e corrupção. que rezava para ser permitido ver de novo a face da natureza. nem os montes. a fonte de vida. A ti.17 e durante a noite a Lua se move em esplendor. não o Infinito como o resultado de um longo processo de raciocínio abstrato. V. concedeu para nós.13 para que eu possa ver meu Pai e minha Mãe? 2. Sorte ou Fortuna. Bhaga. e as constelações reaparecerão devidamente. e a explicação de Sāyaṇa ‘a massa ou pilha de luz’ parece forçada e artificial. para muito longe de nós. ó Savitar. fluem para baixo. 14 As riquezas que o distribuidor de riquezas. nos liberte. que reduzem a fúria selvagem do vento. Roth. Varuṇa. A atividade dele se mostra preeminentemente no controle dos fenômenos mais regulares da natureza. Nunca aquelas aves que voam pelo ar atingiram teu domínio elevado ou teu poder ou espírito. Manda a Destruição16 para longe. o espaço infinito além da terra. o Senhor das coisas preciosas. por nossa parte nós viemos – 4. Se nós entendermos o pai e a mãe a quem o suplicante está ansioso para contemplar. um caminho para o Sol viajar nele. 15 Vānasya stūpam no texto parece significar ‘o tronco da árvore’. no alto no céu acima de nós? As leis sagradas de Varuṇa permanecem não enfraquecidas. O professor Max Müller (Trans.

20 ó tu Āditya. desata os laços de cima. Asura: um ser incorpóreo. e de baixo. do meio. ó Varuṇa. nunca enganado. Desamarra os laços. ó Varuṇa. sacrifícios. Amarrado a três pilares Śunaḥśepa capturado fez sua súplica desse modo ao Āditya. desata as amarras que o prendem. espiritual. 20 Que nós pertençamos a Aditi: Que nós sejamos devolvidos à liberdade e ao desfrute da natureza. o Ahura avéstico. Com reverências. que me seguram. 14. Índice ◄►Hino 25 (Griffith) ____________________ O Āditya é Varuṇa. oblações. 15. Asura19 sábio.103 13. 18 19 . Assim na tua santa lei que nós sejamos feitos impecáveis pertencer a Aditi. sábio. nós tentamos evitar tua ira. um dos filhos de Aditi.18 A ele que o Soberano Varuṇa liberte. divino. tu Rei de domínio extenso. solta as amarras dos pecados cometidos por nós.

para nós. nem os iníquos (ousam desagradar). o fazedor de bons atos. Nós acalmamos tua mente. para o nosso bem. 16. sentou-se. que o décimo terceiro. conhece os doze meses e suas produções. assim nós.2 9. Compartilhem (Mitra e Varuṇa) da (oblação) comum. Através dele o sábio contempla todas as maravilhas que foram. juntos. produzido. Vamos. 10. Varuṇa (Wilson) (Sūkta II) O Hino é endereçado por Śunaḥśepa a Varuṇa. aquele que observa muitos? 1 Varga 17. adicionalmente. Que aquele sábio filho de Aditi nos mantenha.104 Hino 25. ou subordinadamente. 11. como o gado volta aos pastos. vento. e que conhece aqueles que residem acima. – ele. todos os nossos dias. Que conhece o que é upa. para a nossa felicidade. para exercer domínio supremo (sobre eles). 2 . Varga 18. como se o ofertante. 13. a métrica é Gāyatrī. o guia (de homens). como aves pairam em volta de seus ninhos. 4. feitas. Ele que. nós traremos para cá Varuṇa. A passagem é importante. e que você. e especialmente. Quando. 3 de onde os raios (refletidos) são espalhados em volta. que é visto por muitos. mas. 1 O contemplador de muitos. o mês suplementar. divino Varuṇa. 1. sendo propícios ao doador e celebrador desse rito religioso. Meus pensamentos sempre se voltam para ele. seu corcel cansado. eminente em força. no caminho correto. 7. 15. aceita a (oblação) apreciada. Eu tenho visto a ele cuja aparência é agradável para todos. através da ira de ti muito desagradado.) o rumo dos navios. Minhas tranquilas (meditações) voltam ao desejo de vida. 2. 6. Visto que todas as pessoas cometem erros. Varga 16. Varga 19. e prolongue nossas vidas. ou intercalado. Ele. em ligação com o ano’. 3. 14. nem os opressores da humanidade. por meio dos nossos louvores. ‘que conhece os doze meses’. e aquele que é produzido complementarmente. e do excelente. ele tem aceitado esses meus louvores. conhece (também. 5. Varuṇa. o aceitador de ritos sagrados. 18. entre a (divina) progênie. através da tua indignação fatal. Ele. que conhece o caminho do vasto. aceitando os ritos (oferecidos a ele). Varuṇa. ou serão. residindo no oceano. Um (ser) divino. Que tem distribuído alimento ilimitado para a humanidade. do ano hindu lunissolar é aludido. desfiguramos diariamente teu culto por imperfeições. eu tenho visto a carruagem dele sobre a terra. e do método de ajustar um ao outro. em conexão com a precedente. ‘aquele décimo terceiro ou mês adicional que é produzido por si mesmo. Não nos faças os objetos de morte. 12. A expressão é obscura. como um cocheiro. 17. 8. 3 Isso parece como se a pessoa de Varuṇa fosse representada por uma imagem. Ele. que conhece o caminho das aves que voam pelo ar. nós não podemos duvidar da correção da conclusão do comentador. proclamar que a minha oferenda foi preparada. a quem inimigos não ousam ofender. do gracioso. Varuṇa veste seu (corpo) bem nutrido usando armadura dourada. O mesmo pode ser dito da fraseologia usada no verso 18. como indicativa do uso simultâneo dos anos solares e lunares nesse período.

e todo o mundo. Veja M. Ouve e responde (às minhas preces). o perspicaz Varuṇa? 6. O Deus que os inimigos não ameaçam. 4 Aparentemente. 11. 536. p. com hinos nós atamos teu coração. A History of Ancient Sanskrit Literature. Não nos dês como vítimas para a morte. Ele conhece o caminho do vento. os doze meses com os dias que são sua progênie. 14. os meus inimigos. A estrofe quebra a conexão entre as estrofes 5 e 7. Varuṇa (Griffith) 1. Ouve. Toda lei tua. desamarra as centrais e as de baixo. fiel à santa lei. 6 Varuṇa é Rei do ar e do oceano. Ele sabe o caminho das aves que voam pelo céu. 4. Soberano do oceano. 8 Mensageiros ou anjos. Ele conhece os navios que se encontram nele. E o que será feito futuramente. senta-se lá para governar a todos. 21. 20. Liberta-nos das amarras superiores.6 8. o último sendo frequentemente considerado idêntico ao primeiro.105 19. com (promessa de) prosperidade. 3. Eles fogem4 de mim desanimados. 12. mas a passagem é muito obscura. provavelmente o resto dos Ādityas. Varuṇa. 9. Isto é. Varuṇa. hoje. elevado e poderoso. Ele. que és possuidor de sabedoria. como nós somos homens. esperando por proteção. essa minha prece. empenhados apenas na obtenção de riqueza. Nem aqueles cujas mentes estão empenhadas no mal. como o Cocheiro retém seu cavalo amarrado. 7. Como as aves do ar para seus ninhos. 7 Isto é. O mais sábio. está vestido em um manto brilhante. eu tenho apelado a ti. 2. faze-nos. brilhas sobre céu e terra. À tua ira violenta quando insatisfeito. ele. Mitra e Varuṇa. Observando de lá. Varuṇa. ó Varuṇa. 5. ó Deus. Tu. e é provavelmente uma interpolação. usando armadura de ouro. muito sábio. Que aquele Āditya. Fiel à sua santa lei. Senhor do guerreiro poderoso. 5 . Dia após dia nós violamos. o que tem acontecido. Quando nós traremos. nem aqueles que tiranizam os homens. e. para sermos destruídos por ti em ira. o Herói. Para ganhar tua misericórdia. para ser apaziguado. Esta. Índice ◄►Hino 26 (Wilson) ____________________ Hino 25. para que nós possamos viver. o vento vasto. Müller. Seus espiões8 são encontrados sentados em volta. senta-se entre o seu povo. felizes. esta com alegria ambos5 aceitam em comum: eles nunca desapontam O adorador sempre fiel. ele contempla todas as coisas maravilhosas. Porque Mitra é inserido assim subitamente não está claro. Varuṇa. 13. faça bons caminhos para nós todos os nossos dias: Que ele prolongue nossas vidas para nós. ele conhece as doze luas com sua prole:7 Ele conhece a lua de nascimento posterior. Ele conhece os deuses que residem acima. 10.

enquanto tu segues teu caminho. 19. ouve este meu apelo: tem misericórdia de nós neste dia Ansiando por ajuda eu implorei a ti. desata a amarra do meio. Dando-a aos nossos próprios corpos. Liberta-nos da amarra superior. Agora eu vi aquele a quem todos podem ver. e desamarra Os laços de baixo. a libação de suco Soma. Falemos juntos uma vez mais. Eu vi Varuṇa. Ele que dá glória para a humanidade. não glória que é incompleta. 21. 18. meus pensamentos se movem em direção a ele. tu és o Rei da Terra e do Céu Ouve. 16. Varuṇa. eu vi seu carro acima da terra:10 Ele aceitou essas minhas canções. 17. para que eu possa viver. visível para o olho mental dos adoradores dele. Ansiando pelo Uno de visão ampla. 10 . 20. Índice ◄►Hino 26 (Griffith) ____________________ 9 Ou mel (mádhu). és o Senhor de tudo. ó Deus sábio. Tu.106 15. porque meu hidromel 9 é trazido: semelhante ao sacerdote Tu comes o que é apreciado por ti. Como vacas se movem para seus pastos.

10. o escolhido. a métrica é Gāyatrī. e ouve esses teus louvores. Parente por parente. escolhido por nós. através da nossa palavra divina. oferecido a ti. 3. 8. como um amigo para um amigo. (envolvido) com radiância. que os louvores da humanidade sejam. com todos os teus fogos.6 através dos nossos hinos.3 fica satisfeito com esse nosso sacrifício. Varuṇa. seguramente. assim nós. 4. Que Varuṇa. como nosso Sacerdote. o sacerdote sacrificante. de acordo com Sāyaṇa. e amigo de seu adorador. (para nós mesmos e para ti). Mitra. 6 Continuamente renovado para sacrifício. 1 Aryaman é um Āditya. Tudo o que nós oferecemos. filho da força. 5 Cobre-te com tua veste de chamas. que ele preside o crepúsculo. Amigo excelente por seu amigo. como eles fizeram no sacrifício de Manus. e esse nosso louvor. 7. como um pai amável para um filho. seja benevolente para nós. que fica no lugar do pai. se refere à força necessária para friccionar os bastões. oramos a ti. Imortal Agni. Varga 21. Agni (Griffith) 1. (Propiciado) por melodias brilhantes. seja benevolente.107 Hino 26. que nós sejamos. a qualquer outra divindade é. sobre a nossa grama sagrada. o mais jovem. ou a partir do fogo doméstico ou por atrito repetido. Tu. sempre vigoroso Agni. 3. Agni. torna-te nosso sacerdote ministrante. de Manus. têm se encarregado da nossa oblação. 3 O Hotṛ nascido antes de nós. Como homens. Índice ◄►Hino 27 (Wilson) ____________________ Hino 26. 7 Agni.2 5. daqui em diante. 4 É dito que esse epíteto. de modo a gerar fogo. como aplicável a Agni. como um parente para um parente. Mitra e Aryaman1 sentem-se sobre a nossa grama sagrada. e com nossa amizade. 6. e nos concede alimento (abundante). Ó Agni. uma forma do sol mensal.5 E oferece esse nosso sacrifício. assume tuas vestimentas (de luz). Porque aqui um Pai7 adora por seu filho. 9. também. Varga 20. com fogos sagrados. É dito. de fato. o Hino é endereçado a Agni. Ó digno de oblação. 2 . em oblação repetida e abundante. mutuamente (as fontes de felicidade) para ambos. 1. parente. como antes. Senhor do sustento. amados por ti. Que se sentem aqui os destruidores de inimigos. Como os brilhantes (sacerdotes). possuidores de fogos sagrados. 2. Agni. és. que. o Prajāpati. Aryaman. Senhor dos poderes prósperos. Sacrificador precedente. Senta-te. assume tuas vestes. 2. possuidores de fogos sagrados. e oferece esse nosso sacrifício. sempre a ser escolhido. é o mesmo que Manu.4 aceita esse nosso sacrifício. 4. diz o comentador. Manuṣah. Que o senhor dos homens. Agni (Wilson) (Sūkta III) O suposto autor ou recitador é Śunaḥśepa.

adorados com fogos brilhantes. AṢṬAKA I. Veste-te. Que ele seja estimado por nós. 10. está satisfeito com essa nossa amizade também. com tua roupa (de luz). ó (deus) sacrifical. ó Imortal. como nosso Hotṛ desejável. quando possuidores de um bom Agni. Aryaman. o senhor do clã. possuidores de um bom Agni (isto é. que nós sejamos estimados (por ele). estimados por ele. Sacerdote. em ti somente o alimento sacrifical é oferecido. e ouve essas preces. ó Agni. (e dos imortais). 10. VARGA 20–21. Índice ◄►Hino 27 (Oldenberg) ____________________ Manmabhiḥ pode significar possivelmente ‘com teus (sábios) pensamentos’. 6. Tudo o que nós sacrificamos nesse procedimento perpétuo para Deus e Deus. Com todos os teus fogos. 3. ó Filho da Força. agradável e. excelente Que nós sejamos. aceita esse sacrifício e essa prece. sentem-se na nossa grama sacrifical como eles se sentaram na de Manu.11. Mitra. encontra satisfação nesse nosso sacrifício. 7. de bom fogo). Com todos os Agnis (isto é. Hotṛ eleito. compare. 6. o mortal cujo sacrifício ele realiza. o filho. Que ele seja o nosso querido Senhor familiar.8: ‘Que nós obtenhamos todas as bênçãos de Agni por nossas preces’. Índice ◄►Hino 27 (Griffith) ____________________ Hino 26. com tua palavra que vai para o céu. ou ‘Que nós obtenhamos toda bem-aventurança através dos (sábios) pensamentos de Agni’. com 3. 8. com fogos brilhantes. o concessor de alegria. senhor de todo vigor. 2. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 4. Os Deuses. 9 o companheiro para o companheiro. Ó Hotṛ antigo. triunfantes com riquezas. ó Imortal. que os elogios dos homens mortais Pertençam a nós e a ti igualmente. 9 Agni é o pai. têm nos dado riqueza excelente. por exemplo. 9. ó Agni. com todos os teus fogos). nos têm concedido riqueza preciosa Assim. 8. alegra-te nesse nosso rito e amizade: Ouve bem essas nossas canções. E. por sacrificar obtém (bênçãos) para o filho. e então realiza esse culto para nós. deus mais vigoroso. o amigo eleito para o amigo. Que Varuṇa.108 5. com fogos brilhantes. Ó Mensageiro antigo. ó jovem (filho) da força. 5. de fato. 9. Aquele presente é oferecido em ti. e nós nos consideramos possuidores de um bom Agni. nós oramos a ti. O pai. Pois sempre que nós sacrificamos constantemente a esse ou àquele deus. E que haja entre nós louvores mútuos dos mortais. Senta-te. HINO 26. ó Agni. 1. ADHYĀYA 2. 7. E nesse nosso discurso. Pois os deuses. através dos nossos pensamentos (devotos)8. 8 .

através da batalha. de bandeira de fumaça. que o comentador explica: ‘ao feroz ou cruel Agni’. com louvores. seja o concessor (de dádivas). protege-nos sempre. 3 No supremo.3 Varga 23. e métrica. e derrame (bênçãos). Que eu não omita o louvor das divindades mais antigas. 1 2. com nossos hinos. e do fim são as expressões vagas do texto: sua designação apropriada é derivada do comentário. 13. Veneração aos grandes deuses. 7. com cavalos. e os Viśvedevas são abordados. que vais a todos os lugares. mais novos versos Gāyatrī. (propiciado) pelos sacerdotes. 12.6 Varga 24. 1. (Eu continuarei) a me dirigir a ti. Agni. pois notória é a bravura dele. o senhor soberano dos sacrifícios. 5 Ele que é despertado (bodha) por louvor (jarā). Ninguém jamais será o vencedor desse teu adorador. 3. dos homens que procuram nos prejudicar. krūrāyāgnaye. Tu sempre derramas (recompensas) sobre o dador (de oblações). seja propício para nós. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. 8. de perto ou de longe. a quem tu incitas a combater. como antes. 10. O comentador sugere todo o restante da comparação. Chitrabhānu. para os deuses. tanto quanto somos capazes. o filho da força. 6 O texto em ‘a Rudra’ (Rudrāya). Obtém. O mortal a quem tu. Varga 22. Agni. 8 É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. O adorador oferece louvação agradável ao terrível (Agni). veneração aos novos. Agni. o alimento que se encontra no céu e no ar. nos ouça. pelo conselho de Agni. como um cavalo (que espanta moscas) com sua cauda. e nos conceda alimento. o senhor dos homens. sempre merecerá e receberá (alimento). veneração aos menores. anuncia. Índice ◄►Hino 28 (Wilson) ____________________ 1 A comparação é somente ‘nós louvamos a ti como um cavalo com uma cauda’. Que Agni. esteja satisfeito com nosso rito. (pois tu espalhas nossos inimigos). que ele.4 és o distribuidor de riquezas. que é adorado por todos os homens. no meio. 11. aquele que tem brilho extraordinário ou variado. 4 Um denominativo comum de Agni. mostrando a composição mais recente desse Sūkta. os detalhes são fornecidos pelo comentador. Tu. ilimitável. o de raios brilhantes. como um príncipe7 (escuta aos bardos). para a conclusão do sacrifício que beneficia toda a humanidade. Que ele. Que ele. . 6. 7 ‘Como um homem rico’ é o texto inteiro. 2 5. essa nossa oferenda. 2 Ghāyatraṃ navyāṃsam. resplandecente. para nós. no qual a métrica é Triṣṭubh. e nos concede a riqueza que está sobre a terra. e esses nossos mais novos hinos. nos conduza. Jarābodha. veneração aos antigos!8 Nós adoramos (todos) os deuses. Que o vasto Agni. exceto na última estrofe. proteges em batalhas.5 entra na oblação. deus. que se move em todos os lugares velozmente. como as ondas de um rio são divididas por ilhas interjacentes.109 Hino 27. subjugador de inimigos. 4. o invocador e mensageiro dos deuses. 9.

55 e seguintes. os poderosos e os menores. tu que conheces louvor. Vedische Studien. Agni a bandeira dos Deuses. os mais jovens e os mais velhos!15 Vamos.110 Hino 27. Ou a palavra pode significar vermelho. são dez em número. se nós tivemos o poder. 5. 4. 3. Agni. reconheçam.13 a ele Adorável em toda casa. pelo conselho de Agni. 11. é aqui um nome de Agni. glória aos Deuses. ou Fogo. semelhante a um corcel de cauda longa. 2. Glória aos Deuses. ó Deuses.14 Refulgente. Senhor de toda vida. Dá-nos uma parte da força mais elevada. poder muito glorioso é dele. prestar adoração a Deus: nenhuma oração melhor do que essa. p. Ó Agni. seja quem for. Que derrama suas dádivas como chuva. com grande abundância. de longe. 14 Que como uma bandeira reúne os Deuses. 6. excelentemente brilhante. Que o Filho da Força. Agni (Griffith) 1. segundo as leis de Manu. 12. e suas chamas longas. ou incitas para o combate. ou. ilimitado. ou o Berrador. Os Viśvedevas. são comparadas à cauda flutuante do cavalo. 10 tu Fluis rápido em direção ao adorador. Veja Pischel. nos estimule para a força e pensamento santo. além disso. ou isso pode ser interpretado como ‘o arauto dos Deuses’. nos ouça por meio dos nossos louvores. Como algum Senhor rico de homens que ele. esse elogio a Rudra. Poderoso: Mais que isso. de bandeira de fumaça. como nós diríamos. adorados especialmente em funerais. Agni. 10 Sindhu: o Indus. 11 Os sacerdotes que cantam hinos de louvor em um sacrifício. Uma parte da força que está no meio. ó Agni. E essa nossa mais nova canção de louvor. Que esse nosso Deus. 15 Essas distinções de Deuses maiores e menores. por causa do estalido ou rugido de suas chamas. 8. anjos. assim como as ondas do Sindhu. uma parte da força que está abaixo. . Que aquele que reside com toda a humanidade nos conduza com corcéis de guerra através da luta. e a expressão pode significar. que traz grande felicidade. e. Índice ◄►Hino 28 (Griffith) ____________________ 9 Agni. 12 Jarābodha parece se referir ao Ṛṣi ou poeta do hino. seja nosso. têm direito a oferendas diárias. por causa da sua impetuosidade. É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. Tu distribuis dádivas. É senhor de força infinita aquele homem a quem tu proteges na luta. 9. anuncia afavelmente essa nossa oblação para os Deuses. é comparado a um cavalo. que anda longe. sempre Protege-nos do homem pecaminoso. como Sāyaṇa o explica. aquele que notifica a eles. ninguém pode vencer. não são mais explicadas em nenhum lugar. 1. 7. próximo. grandioso. brilhante. de perto.12 esse trabalho.9 Senhor Supremo dos ritos sagrados. onduladas e movidas pelo vento. como uma tropa ou classe separada de Deuses. Ajuda. 13 Rudra: o Rugidor. ou a palavra pode significar qualquer rio. E com os cantores11 ganhe os despojos. 13. ou deuses universais. ó Resplandecente. mais velhos e mais novos. A ele. 10. não a Agni. Com culto eu te glorificarei. provavelmente.

eu não negligencie o louvor dos maiores’. Deixa-nos partilhar de toda a recompensa que é a mais elevada e que é média (isto é. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Tu fluis imediatamente na direção do doador generoso na onda do rio. de modo que nós teríamos que traduzir: ‘Administra essa tarefa: uma bela canção de louvor a Rudra que é venerável para toda casa’. procedendo em seu caminho amplo. Ó deus de esplendor brilhante. ele dominará nutrimento constante. muito próximo. Que ele (o homem). tu que tens uma vida plena. 16 17 . se nós pudermos. se torne um ganhador. Reverência aos grandes. VARGA 22–24. E que tu possas. 19 A última parte desse verso oferece alguma dificuldade. a quem tu proteges em batalhas.16 vença a corrida com seus cavalos. ó Agni. 8. 12 a lê desse modo: ‘Que. 2. seja de perto ou de longe. anunciar para os deuses essa nossa mais nova canção Gāyatra eficiente. 5. 7. 3. o auspicioso. do mortal que procura nos prejudicar. HINO 27. conhecido entre todas as tribos. V. 6. que reside no mundo mais alto e no intermediário). reverência aos menores! Reverência aos novos. o imensurável. Muir. ó deuses. 18 Rudra é aqui uma designação de Agni. que eu não caia vítima da maldição de meu superior. Com reverência eu cultuarei a ti que tens cauda longa como um cavalo. ó conquistador (Agni)! Sua força é gloriosa.18 11. Agni de luz brilhante. 13. ajuda-nos com a riqueza que está mais próxima. ninguém o alcançará. Viśe-viśe pode possivelmente depender de yajñiyāya. Que ele. um epíteto frequente de Agni. O mortal. 9. Que ele. o estandarte dos deuses. Agni.19 Índice ◄►Hino 31 (Oldenberg) ____________________ Viśvacarṣaṇi. que ele. o grandioso. Ó Garābodha! Realiza essa (tarefa) para toda casa:17 uma bela canção de louvor para o venerável Rudra. 4. Quem quer que ele possa ser.111 Hino 27. 10. como os versos seguintes mostram. Desse modo protege-nos sempre. a quem tu ajudas nas competições. 1. por conta dos nossos hinos. nos incite a pensamentos virtuosos e à força. nosso filho da força. venha a ser generoso para nós. AṢṬAKA I ADHYĀYA 2. o rei do culto. 12. com a ajuda de seus sacerdotes. o de bandeira de fumaça. Ó deuses. tu és o distribuidor. rico em esplendor. ó Agni. aqui se refere ao herói mortal protegido por Agni. reverência aos velhos! Vamos sacrificar aos deuses. como o rico senhor de um clã. Que ele nos ouça.

2. de madeira pesada. ou sobras.5 tu estás presente em toda casa. pelas mãos do batedor. As primeiras quatro estrofes são endereçadas a Indra. no verso 8. Varga 25. para receber e despejar o suco Soma. conforme a pedra de base larga1 é erguida para espremer o suco Soma. as duas seguintes. 2 Ādhiṣavaṇyā. Vocês dois senhores da floresta. 7. lançá-no na Pavitra. a Hariśchandra. e é recebido em um tipo de jarro. desse modo. De acordo com o Sr. 3 O comentador explica os termos do texto. mas. prepara o suco Soma. como o tambor de uma tropa vitoriosa. para a bebida de Indra. geralmente. depois que a libação foi oferecida. como um eixo.6 como o vento sopra gentilmente diante de ti. não os próprios utensílios. e coloca o resíduo sobre a pele de vaca. para o suco Soma. 4. de forma agradável. feito da pele da vaca. no entanto. 9. apachyava e upachyava. uma grande árvore. Traze os restos do suco Soma nos pratos. (no rito) no qual os dois pratos2 para conter o suco. Stevenson. em algum recipiente. é filtrado por um coador feito de pelo de cabra. na Índia. 6. sobre uma carroça – e. Utensílios de sacrifício. ou em um saco de couro. Não está muito claro o que ele deve fazer. o suco Soma. ele deve colocar o que sobra. dão ao bastão um movimento rotatório em meio ao leite. servindo como um tipo de filtro. Se. O pilão usado em triturar ou debulhar grãos é. se não efetivamente. 7 Esse verso é endereçado. e. as instruções se referem ao resíduo. são as divindades que presidem o almofariz e o pilão. encontrado na casa de todo agricultor. que são abordados. – tão (largos quanto os) quadris (de uma mulher).112 Hino 28. divirtam-se. devesse ser. emite (nesse rito). ó Amofariz. o droṇakalaśa. com referência ao pilão. contido nas páteras ou pratos. 4 como rédeas para conter (um cavalo). 5 O almofariz é. com libações adequadas. geralmente. Indra. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. tendo-o trazido. talvez. Indra. espalha-o sobre as folhas da erva Kuśa. Senhor da floresta. De acordo com Sāyaṇa. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. dois pratos rasos ou páteras. ao almofariz doméstico. talvez. – são empregados. 8. 4 Em batedura. Varga 26. ao almofariz e pilão. diz o comentador.7 Índice ◄►Hino 29 (Wilson) 1 A pedra. Indra. – o comentador diz. mas. preparem. de fato. ou para a pele (charma) na qual ela é derramada. em lugar de almofariz e pilão. mais propriamente. o pilão de pedra. um som forte. – ou o sacerdote ministrante. 6 Vanaspati. ou para Hariśchandra. 1. Aqui. 3 reconhece e compartilha das efusões do almofariz. nesse verso. Indra. Gāyatrī. depois de expressão. de som alto. um recipiente pesado de madeira. colocado. significar duas ou três folhas de erva Kuśa. – tipicamente. concessores de alimento. para o Adhiṣavaṇa (ou a libação derramada). Quando eles amarram a vara de bater (com uma corda). (no rito) no qual a dona de casa repete saída e entrada na (câmara sacrifical). ou certo deus assim chamado: nenhum nome se encontra no texto. As extremidades da corda sendo puxadas para trás e para frente. 5. Indra. 3. e assim produzem a separação de suas partes componentes. como ‘entrando e saindo do salão’ (śālā). o bastão é movido por uma corda passada em volta de seu cabo e em volta de um poste plantado no solo. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. os nossos sucos doces (Soma). nota 11. ‘movendo para cima e para baixo’. Aparentemente. as duas seguintes. aqui. Veja o hino 13. – através das quais o suco cai sobre um lençol. tal sendo o termo usado no texto. . ó Almofariz. e assim espremer o suco. para Indra. em lugar de almofariz. por metonímia. (um Prajāpati). é aquele que é usado para esmagar as plantas Soma. ou antes. que é explicada. no comentário da Yajur Veda Saṃhitā. e a nona é de uma distribuição mista. (Wilson) (Sūkta V) Śunaḥśepa é o Ṛṣi. etc. a métrica das seis primeiras estrofes é Anuṣṭubh. como os cavalos de Indra triturando aos grãos. das três últimas.

tu és colocado para trabalhar. Ó Indra. Índice ◄►Hino 29 (Griffith) ____________________ 8 Dois pratos rasos. E na pele de boi coloca os resíduos. Ó Indra. com prensas rápidas espremam hoje o Suco Soma doce para a bebida de Indra. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Onde. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. ó Almofariz. 5. eles amarram o bastão de bater com cordas. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. ambos velozes. como o vento sopra suave na tua frente. Vocês Soberanos da Floresta. alto como o tambor dos conquistadores. para Indra espreme o suco Soma para que ele possa beber. Ó Indra. para reter o suco os pratos8 da prensa são colocados. etc. Lá onde a pedra de base larga erguida no alto para espremer os sucos. Provavelmente isso se refere aos dois pratos mencionados acima. Indra. 9 . como com rédeas para guiar um cavalo. ó Utensílios Sacrificais. 9. Ó Indra.113 ____________________ Hino 28. 2. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. 4.9 vocês esticam mandíbulas largas. Quando o prato superior é erguido para receber o suco dos talos de Soma a abertura entre os dois é como a boca de um cavalo quando ele mastiga grama suculenta. Ó Soberano da Floresta. 3. Aqui emite teu som mais claro. 6. Lá onde a mulher observa e inclina o constante subir e descer do pilão. Como dois cavalos baios mastigando ervas. Onde. como quadris largos. 7. 8. Se de fato em cada casa. (Griffith) 1. Melhores dos concessores de força. Almofariz. um sendo usado como um recipiente e o outro como uma tampa. Pega em canecas o que resta: derrama o Soma no filtro.

louvando com esse discurso. de riqueza ilimitada. Indra. de riqueza ilimitada. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. a métrica. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. 2. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Śunaḥśepa 1 continua a ser o recitador. 4. 1 2 . e aqueles. que Śunaḥśepa foi instruído pelos Viśvedevas a recorrer a Indra. destrói esse asno. ó mais rico. de riqueza ilimitada. 3. de riqueza ilimitada. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. ó mais rico. que elas durmam. tendo um nariz ou mandíbula inferior ou queixo. Paṅkti. Ó Senhor da Força.3 Indra. que elas durmam. Varga 27. belo2 e poderoso senhor do alimento. Olhando uma para a outra. 4 Nuvantaṃ pāpayāmuyā. Aquieta adormecido. Indra. Ó Indra. Ó Indra. pois zurra ou profere sons insuportáveis de ouvir’. de riqueza ilimitada. de riqueza ilimitada. grandes feitos são teus. Śiprin. fiquem despertos. Portanto.114 Hino 29. para não acordar mais. Indra. sempre verdadeiro. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. literalmente. 3 O texto é muito elíptico e obscuro. nunca despertando.4 e. Indra. Indra. É dito. de riqueza ilimitada. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. o par que olha uma para a outra. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. embora nós sejamos indignos. Que aqueles que são nossos inimigos durmam. e o comentador as chama – sob qual autoridade não é declarado – de duas mensageiras fêmeas de Yama. ó herói. embora nós estejamos totalmente desesperançados. 5. literalmente: ‘Ponha para dormir as duas que se observam mutuamente. o deus é Indra. 2. 6. e todo gênio gentil desperte. que são nossos amigos. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Ele é. (nosso adversário). enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. 3. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. tendo um belo nariz ou queixo proeminente. o poderoso. cujas mandíbulas são fortes. Indra. 1. Que duas fêmeas são indicadas é deduzível de os epítetos estarem no número dual e gênero feminino. Tua benevolência. não sendo despertadas’. que te louva com tal discurso dissonante. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. 7. Veraz bebedor do suco Soma. Índice ◄►Hino 30 (Wilson) ____________________ Hino 29. Que a brisa (adversa). dura para sempre. Herói. que os espíritos hostis durmam. Ó bebedor de Soma. desça longe na floresta. Indra (Griffith) 1. ó mais rico. 4. com rumo tortuoso. isto é. no Brāhmaṇa. Destrói cada um que nos insulta. que é da natureza de insulto. Indra. Faze adormecer (as duas mensageiras fêmeas de Yama). O comentador acrescenta: ‘Portanto ele é chamado de asno. Ó Indra. mata cada um que nos causa dano.

A palavra kuṇḍṛṇācī. um lagarto segundo Sāyaṇa. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. ó mais rico. 5. ó mais rico. Mata cada difamador. ó mais rico. Essa passagem pode talvez significar. Muito distante na floresta caia a tempestade em uma rota circular!5 Ó Indra. Destrói esse asno. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Ó Indra. ó Indra. e destrói aquele que nos prejudica em segredo. e não se aproxime de nós. 5 . dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. que eu interpretei de acordo com Sāyaṇa. 7. Ó Indra. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. o que quer que isso seja. ó mais rico.115 Ó Indra. Índice ◄►Hino 30 (Griffith) ____________________ Que o ciclone ou tempestade gaste sua fúria na floresta. 6. ‘que o vento caia na floresta com a kuṇḍṛṇācī’. significa em outro lugar certa espécie de animal. que zurra para ti em tons dissonantes.

que teus adoradores desejam. Śatakratu. Tu te aproximas dela. quando solicidado. das vinte e duas estrofes que o compõem. como o eixo (gira) com os movimentos da carroça. que é poderoso e de cem sacrifícios. nós chamamos. e de mil destiladas. a quem meu pai invocava antigamente. Vamos. ou rebanho. (abundância de vacas) com mandíbulas proeminentes.5 1 [De acordo com Griffith e Gary Holland. Nós conversaremos por outras questões. Tal riqueza. Bebedor do suco Soma. manejador do raio. 13. no qual ela é Pādanicṛt. de vacas. uma multidão. que visita muitos adoradores. Indra. 11. apresentado por si mesmo. (para ser favorável) para teus adoradores. para a nossa defesa. sendo acumuladas para a satisfação do poderoso Indra. venha até nós. que és preferido e chamado por todos. dezesseis são endereçadas a Indra. que prosperidade genuína seja (a recompensa daquele) que te oferece louvação. o protetor das residências. e] 1 no verso dezesseis. Indra. como (eles giram) o eixo das rodas (de um carro). como um pombo de sua (companheira) prenhe. e com alimento (abundante). no oceano.berkeley. 10. Ergue-te. regozijante junto conosco. Herói.] 2 A expressão no texto é śipriṇīnāṃ. que tu farás. senhor da afluência. e bebedores do suco Soma. bebedor do suco Soma. Em toda ocasião. 3. que nós tenhamos (alimento abundante). estão contidas na barriga dele. Que assim seja. por essa razão. 7. nós. Śatakratu. Varga 30. 6. 8. 4 O verso inteiro é muito elíptico e obscuro. Varga 29. consultado em 06/2013.2 12. genitivo plural do feminino śipriṇī. como o eixo no qual elas revolvem. (concede a) nós. A métrica é Gāyatrī.edu/people/person_detail. second edition. teus amigos. Essa libação é (preparada) para ti. Eu invoco o homem (Indra). pois. como as rotações das rodas de um carro giram em torno do eixo.3 que algum deus tal como tu és. – um nome de Indra.4 15. por tua graça. e três. e acrescenta samūhah.116 Hino 30. conceda prontamente. Varga 28. de seu antigo lugar de residência. tudo o que nós desejamos. ou a alvorada personificada. aos Aśvins. 5. como nosso amigo. três. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Hino é atribuído a Śuna ḥśepa. Todas as quais (as libações). Indra. (bênçãos) aos teus adoradores. O significado pretendido é. em toda batalha. . Ó Dhṛṣṇu. uma variedade de Gāyatrī. tu concedes a eles. Veja Rig Veda: A Metrically Restored Text with an Introduction and Notes. aceitante de louvor. 4. para a nossa defesa nesse conflito. ou dinâmico. tendo um nariz ou uma mandíbula. 9. nosso amigo. como água. satisfazer esse seu Indra. disponível em linguistics. – a ti. ó amigo. como um poço (é enchido com água). venha (para o rito). exceto [no verso 11. e é inteligível somente por causa das adições abundantes do comentador. O comentador preenche com gavām. Que ele que é (o recebedor) de cem (libações) puras. que estamos desejosos de alimento. que ele. a esperança de que bênçãos provenham da adoração. a Uṣas. Nós imploramos a ti. manejador do raio. de fato. no qual ela é Triṣṭubh. como amigos. para (lugares) baixos. 3 O resoluto. com gotas (de suco Soma). e que vacas robustas e ricas em leite sejam nossas. Se ele ouvir nossa súplica. como água. 1. 14. o mais poderoso Indra. ou firme. tu aceitas nossa prece. provavelmente. com as quais nós possamos ser felizes.php?person=18. Desse modo. 2. com numerosas dádivas.

e. Vocês têm uma roda no topo da sólida (montanha). buscando força. que poder e alegria Sejam daquele que canta o louvor a ti. o generoso. Difusiva. como um presente. há. como o mar. Em cada necessidade. 5. Nós. 12 Essa libação de Soma é para ti somente. o estimulante suco Soma. 3. eles estejam perto. de muitas cores. Dasras. Indra sempre ganhou riquezas (de seus inimigos). Ele pode estar conectado com a noção purânica da única roda da carruagem do sol. 7 Não há explicação desse mito. pelo ar. Uṣā. Śunaḥśepa. sua carruagem. pelos atos’. uma carruagem dourada. aproxima-te. Essa repetição da comparação é mais obscura do que na estrofe anterior. Quando para o forte. 6 Conforme o Brāhmaṇa. o passa de novo para os Aśvins. Que deixa cem das doses puras.11 ele deu espaço dessa maneira Dentro de sua barriga. e mil das misturadas com leite Fluírem. Aśvins. No Viṣṇu Purāṇa [pág. o mais poderoso de todos. satisfeito. 10 Śatakratu. – Viṣṇu Purāṇa. é chamada de noite. O mais generoso. 4. não há nada em comum entre os dois. nos hinos atribuídos a ele. Por Indra. 16. 9 Aqui nós nos despedimos de Śunaḥśepa. deve ser confessado que.12 Tu te aproximas. a alegria arrebatadora. ou sua divindade. 6.10 2. nos deu.7 20. Aśvins. – akṣaṃ na śacībhiḥ. pouca conexão com a lenda narrada no Rāmāyaṇa e outras autoridades. uma carruagem dourada foi dada a ele. o abundante em atos. qual mortal desfruta de ti. atrelada por ambos igualmente. e perpetua nossa riqueza. é imperecível: ela viaja. isto é. uma palavra de derivação similar como Uṣas. Isso é teu. 5 . 11 Isto é. 18. tu afetas? 21. com seus corcéis que mastigam. Várias passagens parecem indicar que Uṣā ou Uṣas é o período imediatamente anterior à aurora. exceto com relação ao tempo. com provisões carregadas em muitos corcéis. 8 A alvorada. Senhor das Bênçãos. elogiado em hinos. 22.9 Índice ◄►Hino 31 (Wilson) ____________________ Hino 30. porque. [pág. Senhor de Cem Poderes. relincham e bufam: ele. Dasras.8 que és satisfeita por louvor. Ó Herói. de fato. na maior parte. 13 O hino é uma oração por ajuda em uma batalha vindoura. 19. enquanto a outra gira no céu. último parágrafo]. 196 da versão em português]. Rosen traduz o nome como Aurora. Uṣas.117 Varga 31. Ele. Filha do céu. enchamos completamente com gotas de Soma seu Indra como um poço.6 17. em cada batalha nós chamamos como amigo para nos socorrer Indra. imortal? A quem. ‘É como o eixo. nós não conhecemos (teus limites). mas parece preferível manter a denominação original. no comentário. contudo. levanta para nos prestar auxílio nessa luta13 Em outras também vamos concordar. (que sua residência) seja repleta de gado e de ouro. O comentador define ‘os atos’ como os movimentos do carro ou vagão. 7. e o amanhecer é Vyuṣta. venham para cá. ou distantes. assim como para baixo para um lugar profundo. brilhante (Uṣas). poderosa. Senhor dos Cem Poderes. 8. filha do céu personificado. 198. como um pombo se dirige à sua companheira: Tu aprecias também essa nossa oração. com essas iguarias. até ele. Indra (Griffith) 1. Se ele nos ouvir que ele venha com ajuda de mil tipos.

A outra gira em volta do céu. de homens. Moves o eixo com tua força. ou Manhã. 9. Um carro de ouro ele cujas obras são maravilhosas recebeu de nós. vocês de atos poderosos. tu Amigo dos cantores. 19 Aparentemente o Sol. concordando com viśām. no oceano. Mas o significado não é muito claro. ou Dyu. Nós oramos a ti. Venham. com as quais. ricos em todas as coisas que fortalecem. 18 O oceano de ar. Deus bondoso para aqueles que cantam teu louvor. De modo que. Com Indra que deleites esplêndidos sejam nossos. 20 Nós somos lembrados do antigo mito grego de Aurora e Titono (Eos e Tithonus). Que seja assim. 16 As linhas dessa e da estrofe seguinte referentes ao eixo e à carruagem ou carro são um pouco obscuras. exercida por causa das preces dos adoradores. Benfey considera que a palavra significa mulheres bonitas. que manejas o trovão. ó Alvorada imortal. parece ser a mais simples e a melhor. A expressão moves. tu vais?20 21. amigo. O carro de ouro dado a Indra é o hino. no caso vocativo. Dyaus. ó filha do Céu. No alto da testa do Touro19 uma roda da carruagem vocês sempre mantêm. com esses teus fortalecedores. e resfólegam alto Indra sempre ganhou grandes tesouros. Aśvins. ó radiante. O carro de ouro pedido é riqueza abundante. imortais. o eixo do carro. 10. O significado de śipriṇīnāṃ no texto é muito incerto. rico em todas as dádivas preciosas. rogado. relincham. O carro dos Aśvins permanece na cabeça dele ou na frente dele. 22. ou incitas. age Para ajudar a realização de cada anseio como nós desejamos. ó amigo. por assim dizer.15 e dos nossos amigos bebedores de Soma. ó Aśvins. pretende demonstrar a grande força de Indra. 17 O hino de fato termina com a estrofe anterior. 18. desfruta de ti? Onde tu amas? A quem. com força permanente ricos em cavalos e em vacas E ouro. Porque nós temos a ti em nossos pensamentos estejas perto ou longe. nós nos regozijemos. Com cavalos que mastigam.14 A ti a quem meu pai invocava antigamente. 15 . 14. Alvorada. por assim dizer. o eixo. desse modo. a partir de uma possível forma de śipriṇī. Índice ◄►Hino 31 (Griffith) ____________________ 14 O Deus tutelar da nossa família. e nós vamos também recebê-lo. tu agracias e contentas teus louvadores. ricos em alimentos. Como tu.17 17. 20. e os Aśvins o precedem em seu percurso em volta do céu. 16. Roth considera que a leitura é defeituosa. armado com o trovão. ao nosso chamado. é a filha do Céu personificado. Śatakratu.16 15. concordando com bebedor de Soma.118 E tudo o que fortalece. Ó bebedor de Soma. U ṣas. Vem para cá. A explicação de Ludwig. implícita. bebedor de Soma. Qual mortal.18 19. Viaja. o Herói da nossa casa antiga. 11. De cor vermelha e semelhante a uma égua mosqueada. amigo das nossas damas de traços adoráveis. Wilson segue Sāyaṇa [veja o verso correspondente acima]. Eu chamo a ele poderoso para resistir. o qual é a parte mais firme e mais forte do carro. Ludwig sugere ‘protegido com capacete’. E manda riquezas para nós. ó muito invocado. e têm sido interpretadas de modo variado. a qual eu sigo. Sua carruagem atrelada por ambos igualmente. Corajoso. 12. ó vocês de atos maravilhosos. 13. tu moves. e sugere śipriṇīvan.

Céu e terra tremem (pelo teu poder).140. os sábios. 310-311 da versão em português]). como sendo o progenitor de todos os Aṅgirasas. A oitava. na luta de heróis (agradável para eles) como riqueza amplamente espalhada. Tu. múltiplo. Agni. que é desejoso (de criaturas) de ambos os tipos de nascimento. Agni (Wilson) (Anuvāka 7. és o derramador (de desejos).] 4 É dito que Agni explicou para Manu que o céu devia ser alcançado por meio de atos virtuosos. (que te adora). para o oeste (do altar).3 e repousando de várias maneiras. [págs. 2 (1869). o filho de duas mães. que está muito desejoso. que és louvado. inteligente. – J. 7. ou. por ambos os nascimentos. em Jagatī.2 para o benefício de todo o mundo. Agni.S. Vasu. nesse verso. Sūkta I) O Hino é endereçado a Agni. Preservem-nos. para o leste. por alimento diário. então. Em teu rito. Tu suportaste o fardo. excelentemente sábio. (Viṣṇu Purāṇa. 6 O fogo é usado primeiro para acender o fogo Āhavanīya. é adicionado”. o filho de Budha. 4. Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland.5 fazendo homenagem a ti. céu e terra. 375. Tu. pág. então. quando a concha é erguida. Agni. ornas a adoração dos deuses. o filho de Aṅgiras. o Gārhapatya. o provedor de sustento. N. ou de duas mães. 1. o filho de Soma. o criador de dois. primeiro concedes luz. 7 O significado não está muito claro. [“De acordo com Sāya ṇa. ou ansioso. preeminente sobre o vento. torna ilustre o realizador do rito. 6. os poderosos. o primeiro e principal Aṅgiras. tu concedes ao sábio. tu foste o amigo auspicioso das divindades. então. por nós. isto é. para todos os homens. 4. isto é.4 tu mais do que recompensaste Purūravas. Não há explicação da origem atribuída. Compare dvijanmā em 1.6 5. mas a frase é apenas: ‘fazendo mais bem a ele que fez bem’.149. 5 A ação de Purūravas. Varga 32. torna-te manifesto para o adorador. para o uso do homem. Varga 33. Tu. Agni. podem ser aludidos aqui. na melhor imortalidade. Tu. 2. ou ‘por fricção e o subsequente rito de consagração’. no rito para o qual o sacerdote foi designado. junto com os deuses. foste o primeiro Aṅgiras Ṛṣi:1 uma divindade. o Ṛṣi é Hiraṇyastūpa. Agni. ele interpreta ou ‘nascido a partir de dois pedaços de madeira’. aludindo aos diferentes fogos de um sacrifício. por causa de riqueza. primeiro. décima sexta e décima oitava estrofes estão na métrica Triṣṭubh. significa ‘de muitos tipos’.119 Hino 31. e 1. De acordo com Sāyaṇa. Tu sustentas. 2. Agni. Muir. Àquele que compreende totalmente a invocação e faz a oblação. 2 Vibhu. na geração de fogo por atrito. anunciaste o céu para Manu. nada mais do que os carvões ou brasas do fogo sacrifical. no primeiro lugar. – sapiente. – tu. para a obtenção de bípedes e quadrúpedes. dos dois bastões. adoraste os veneráveis (deuses). Agni. Que nós melhoremos o ato por uma nova prole (dada por ti). destróis. Tu. de acordo com o comentador. o resto. 1 . tu. e seu emprego na forma de três fogos sacrificais. de acordo com o Brāhmaṇa. os que discernem tudo. os Maruts de armas brilhantes foram gerados. como contados nos Purāṇas. enquanto na segunda passagem um terceiro sentido de ‘nascido do céu e da terra’. Quando tu és libertado por atrito de teus pais. tu guias o homem que segue caminhos impróprios para atos que são adequados para corrigi-lo. e. ele foi o primeiro. aquele mortal. o aumentador da prosperidade (do teu adorador): tu deves ser convocado. aos Maruts. que. Agni. céu e terra. eles te levam. A expressão é. eles sendo. e. 3 Dvimātā. por meio dos fracos.7 felicidade e sustento. de acordo com o comentador. 8. em aprovação desse culto. que. O comentador diz. 3. no combate.

14 De modo semelhante como antigos patriarcas.9 eles fizeram de Iḷā10 a instrutora de Manus. filha do Manu Vaivasvata. Varga 35. auspicioso Agni. para o filho do meu filho. desperta-nos. e oferece a eles (sacrifício) agradável. para o salão de sacrifício. Os deuses antigamente fizeram de ti. que somos opulentos. perdoa-nos essa nossa negligência. que oferece a oblação a ti. em tua mente. Puro Agni. centenas e milhares de tesouros pertencem a ti. 12 Que ilumina os quatro pontos cardeais. a prece do teu adorador. 13. e. Tu és o defensor do gado. tu és o realizador (do objetivo dos ritos). Agni. como o protetor e encorajador daqueles que oferecem oblações adequadas. regala (seus convidados). caps. O homem que mantém iguarias seletas em sua residência. o benevolente. 11 Nós devemos concluir que esse hino foi composto pelo autor em sua velhice. esse caminho no qual nós temos nos perdido. desejas (que o adorador possa adquirir) aquela riqueza excelente que é necessária para o sacerdote recomendado por muitos. e dota-nos de compreensão correta. Tu deves ser procurado. pretendendo oferecer um sacrifício. Agni de quatro olhos. também. 11. 1]. que és o defensor de atos pios. tu defendes por todos os lados o homem que dá presentes (para os sacerdotes). 14. realiza o sacrifício de vida. tu te fazes visível para os mortais. que foi elevado ao céu. Agni. Agni. que te moves (para receber oblações). imune à injúria.13 15. o general vivo do mortal Nahuṣa. tu és nosso protetor. prospera através dessa nossa oração. vai. os corpos (dos nossos filhos). que és digno de ser louvado.120 9. cap. 17. e no Anusasana. – Viṣṇu Purāṇa. e é o retrato do céu. instruis o discípulo. e (defines) os pontos do horizonte. 99-100. Agni. 16. que sempre precisa de proteção. Agni. caps. 12. és favorável a nós. Agni. se dirigiam para diferentes lugares onde sacrifícios eram celebrados. pois tu. protege a nós. Sê favorável ao oferecedor da oblação. até que a perplexidade foi removida por Agni determinar o sul. Portanto. como um Indra.11 que é sempre assíduo em tua adoração. porque ele fala de seu neto. Tu. em tua presença. senta-os sobre a grama sagrada. tu aprecias. ou antigos reis. Varga 34. como Manus. estavam perdidos para determinar os pontos cardeais. o inofensivo. – que estás próximo. Irrepreensível Agni. [livro 4. 9 . que és onisciente.14 Traze para cá os personagens divinos. Tu. tu és chamado de o protetor bem intencionado do adorador. tu és o dador de vida para nós: nós somos teus parentes. e. e acompanhado por bons homens. com elas. 11-17. Agni. Índice ◄►Hino 32 (Wilson) ____________________ 8 É dito que aqui os pais são céu e terra. Agni. 18. leva-nos à opulência. de acordo com nosso conhecimento. filho de Purūravas. 13 É dito que isso alude a uma lenda na qual os deuses. assegurando alimento (abundante). Tu. – como o protetor do adorador. quando o filho do meu pai nasceu. um deus vigilante entre os deuses. Nahuṣa era o filho de Āyus. a qual nós fazemos de acordo com nossa habilidade. (residindo) na proximidade de (teus) pais. concedes todas as riquezas. com tuas bênçãos. Aṅgiras e Yayāti fizeram antigamente.] 10 Iḷā. Frequentes passagens nos Vedas atribuem a Iḷā a primeira instituição de regras de realização de sacrifícios. para a (segurança do rito) ininterrupto.12 resplandeces. Tu.8 e concedendo a nós (progênie) incorporada. até que foi derrubado de lá por sua arrogância. 10. como armadura bem costurada. [Essa história de Nahuṣa se encontra em dois lugares no Mahābhārata: no Udyoga.

Os Vasus como uma classe de deuses. Segundo a tua ordenança sagrada os Maruts. por causa do homem vivo. usada no momento de derramar o óleo sacrifical ou manteiga clarificada no fogo. a personificação de todas as manifestações da luz. 24 A exclamação Vaṣaṭ: que ele (Agni) a leve (para os Deuses). ativos através da sabedoria. sábios. Agni tu fizeste o céu trovejar para a humanidade. e identificado por Sāyaṇa com Vāyu. mil tesouros. Agni. extremamente forte. quando os heróis lutam por despojos nos quais os homens se lançam. o melhor e mais antigo Aṅgiras. rico em bons heróis. Ó Terra e Céu.28 a Providência do cantor: todas as coisas boas tu tens semeado para ele. 19 ‘O brilhante’. oito em número. 3. repousando em muitos lugares. em volta. As lanças dos Maruts ou Deuses da Tempestade são os lampejos de relâmpago. Vasu!20 tremeram na escolha do sacerdote: a carga tu carregaste. tu foste. tu. Tu. espalhado por toda a existência. 8. 2.22 eles te levam primeiro para o leste. guardião de elevados decretos. Formador de corpos.16 nasceram. tu adoraste Deuses poderosos. e. para o oeste. um Deus entre os Deuses. eram a princípio personificações de fenômenos naturais. Auspicioso! 10. 5. sínodo ou assembleia sacrifical. Tu mesmo que ansiando por ambas as raças26 dás-lhes grande bem-aventurança. para recompensá-lo. Agni. Agni. 7. nosso Pai: nós somos teus irmãos e Tu és nossa fonte de vida. Agni. e ao príncipe27 concedes alimento abundante. 6. és um Touro23 que faz a nossa provisão aumentar. Tu.60. que Agni realiza. com suas lanças brilhantes. tu iluminaste primeiro nosso povo. 28 Concessor de filhos. 4. ó Previdente! que anda em maus caminhos. a ser invocado por aquele que ergue a concha.15 um Vidente. Em ti. e para Vivasvān19 através do teu poder nobre interior. 20 Vasu (bom): usado frequentemente como um nome ou epíteto de Agni.1 como levando o oculto Agni para Bh ṛgu. 17 A santa lei dos deuses: sacrifício para os Deuses. Conhecendo bem a oblação com a palavra que santifica. nos protejam. Que nós melhoremos o rito com nova execução. Agni. dia a dia. está atento para o nosso bem. 22 Isto é. 25 O vidhāta. para o piedoso Purūravas. Céu e Terra. se encontram cem. ainda mais piedoso. Para Mātariśvan18 tu. tu. Ó Agni irrepreensível deitado no colo de teus Pais. o Deus do Vento. 21 Purūravas: filho de Budha. foste o primeiro Aṅgiras.21 Quando tu és rapidamente libertado de teus pais. produzido e separado dos bastões de fogo. Ó Agni. tu salvas na assembleia25 quando procurado até aquele. É dito que ele instituiu os três fogos sacrificais. tu és nossa Providência. sábio. e os deuses são chamados de filhos dele. É dito que ele é o pai de Yama. o amigo auspicioso dos Deuses. o homem nobre ou eminente que institui e paga as despesas do sacrifício. 26 Deuses e homens. tu mesmo um Deus. com todos os deuses. 15 16 . Agni. altamente elogiado.121 Hino 31. 23 Isto é. Tu. Ó Agni. ele parece ser o Deus da luz do dia e do sol da manhã. mandou o trovão o precursor da chuva. cumpres como um Sábio a santa lei dos Deuses. ó infalível! Os Aṅgirases são a família sacerdotal mais importante mencionada nos Vedas.17 Surgido de duas mães. Agni. parece ter sido considerado como um refúgio inviolável. 9. matas na guerra muitos pelas mãos de poucos. Agni (Griffith) 1.24 unindo todos os que vivem. tu elevas o homem mortal à maior imortalidade. 18 Mātariśvan: o nome de um ser divino descrito em 1. 27 O Sūri. Por glória. torna famoso o nosso cantor para que ele possa ganhar para nós grande quantidade de riquezas. depois. foste revelado primeiro.

caro Amigo e Pai. 2. e. vivo. tu estás aceso. Aquele que. o filho das duas mães. e a nós mesmos. Por essa nossa oração. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. e Iḷā professora das regras de culto divino na época mais antiga quando Agni nasceu primeiramente na terra como fogo sacrifical. portanto. Deus. 12. ó Agni. O significado do verso é que Agni foi nomeado sacerdote. 31 Esse Filho é o próprio Agni. nasceram. cuidando até dos fracos. que. nós rogamos. como um dos primeiros introdutores do fogo sacrifical e dos ritos de culto. Senhor da casa de Nahuṣa. 17. os deuses fizeram o primeiro Vivo para o homem vivo. sê fortalecido. poderoso para o mundo inteiro. para Yayāti.29 Eles fizeram de Iḷā30 a professora dos filhos dos homens. Digno de ser reverenciado. te tornaste como deus o amigo bondoso dos deuses. desse modo Aṅgiras! puro Agni! vem para o nosso salão. sensato. HINO 31. 33 Um rei famoso. tu és um guardião cuidadoso para o homem piedoso. 13. VARGA 32–35. à riquezas crescentes. o objeto de desejo de um homem. repousando em todos os lugares para (o uso do) vivo. ó Agni.33 Aṅgiras. um sábio. e a primeira professora das regras de sacrifício. A personificação da prece.32 é o modelo do céu. 30 . com alimento agradável. amplamente desviado. que cuidas dos devotos. é considerado como o gerador ou pai de Agni. para o céu. para os simples tu ensinas conhecimento. o primeiro. 29 Um dos grandes progenitores da raça humana. ó Agni. o mais sábio. Tu és chamado de Pai. ó Agni. Tu. um dos filhos de Nahuṣa. como Ludwig sugere. dota-nos com tua graça que concede força. Tu és guardião da nossa semente. 15. de Manu. o nṛyajña. Traze para cá a hoste celestial e senta-os aqui sobre a grama sagrada. de quatro olhos! para aquele que está desarmado. ajudando nossas vacas a produzir. que te aproximas e que inspiras os mortais. adoração do homem. AṢṬAKA I. 14. quando um Filho 31 nasceu para o pai da minha linhagem. – o caminho que temos trilhado. ativos em sua sabedoria. Segundo a tua lei os sábios. o maior Aṅgiras. quando ele trouxe sua doação para ganhar segurança. Hiraṇyastūpa. A ti. Ou isso pode significar. e oferece o que eles querem. ó Agni. mostra bondade em sua casa. Agni obtiveste para o sacerdote que louva alto a maior riqueza. (que és) o primeiro Aṅgiras Ṛṣi. aplicaste a lei dos deuses. Índice ◄►Hino 32 (Griffith) ____________________ Hino 31. Com coração afeiçoado tu aceitas até a oração do homem pobre. este nosso pecado. Tu. alguém que oferece um sacrifício que transporta o sacrificador imediatamente. ADHYĀYA 2. protegendo incessantemente em teu caminho santo. os Maruts com lanças brilhantes. um ofertante aos vivos. 32 Provavelmente. o Ṛṣi do hino. Tu. 1. Perdoa. Agni. Como antigamente para Manus. é o filho ou descendente de Aṅgiras. a oração feita por nós de acordo com nosso poder e conhecimento. preserva os nossos ricos patrocinadores com teus auxílios. como armadura bem costurada tu proteges por todos os lados o homem que dá recompensa para os sacerdotes. Agni.122 11. 18. 16. alguém que oferece alimento e hospitalidade para um ser humano. Agni. Leva-nos.

ó Agni. protege com teus guardiões. louvado por nós. no colo de teus pais. ganhas para o adorador amplamente renomado aquela propriedade que é desejável e excelente. que os faz confortáveis em sua casa. como o primeiro. 6. ó Agni. Tu tens suportado a carga. ó Agni. Tu. és nosso guardião. deves ser louvado pelo sacrificador que ergue a colher. Tu. Tu. ó deus que habita entre todas as tribos. Tu és o dador de força. ajuda o glorioso cantor a ganhar prêmios. sê o criador do corpo e protetor para o cantor. mas que em vez de pra diśah devemos ler (com Ludwig) pradiśah. Tu. (tu) que sendo tu mesmo sedento dás felicidade para ambas as raças (deuses e homens). ó belo. Tu. o maior sábio.123 3. ó deus.34 7. Tu. Eles têm feito (da deusa) Iḷā a professora de homens (manuṣa). mesmo com poucos companheiros matas muitos inimigos na batalha. derramas toda riqueza. Tu. 12. 14. 8. ó Agni. tu que na luta de heróis. eles te guiaram para cá antes e depois novamente. quando nasce um filho do meu pai. ó Agni. 36 15. ó irrepreensível. ó Agni. Os dois mundos tremeram em (tua) eleição como Hotṛ. ele (residirá) ilustre no céu. Tu. ó Agni.14. no momento decisivo para a obtenção do prêmio. és o primeiro a convidar os clãs. te tornarás manifesto para Mātariśvan. ó Agni. para o beneficente Purūravas. nós somos teus parentes. Tu. ó Vasu. que conhece tudo sobre a oferenda e (o sacrifício realizado com) a palavra Vaṣaṭ. Tu. que és rico em heróis. 10. Tu és chamado de guardião e pai até dos fracos. para Vivasvat. na luta de heróis. Tu. tu. Quando tu és libertado pelo poder de teus pais. tu és nosso pai. 35 Agni deve proteger o homem que não tem aljava. conhecendo bem os (divinos) mandamentos’. Aquele que coloca comida agradável (diante dos sacerdotes). quando o prêmio (ou o despojo) está cercado (rodeado por todos os lados). matas. Que nós realizemos nosso trabalho com a ajuda do jovem ativo (Agni). ó Agni. 34 O professor Max Müller traduz este verso: "Tu salvas o homem que seguiu o caminho errado no auge da batalha. pela tua sabedoria elevada. multiplicados por mil se reúnem em ti. Um erro semelhante em relação à palavra pradiś ocorre várias vezes no texto do Ṛg-Veda. Os quatro olhos do guardião divino parecem significar que ele pode olhar em todas as direções. 36 Eu acho que os quadrantes do mundo não têm nada a fazer aqui. em tua companhia no sacrifício. ó venerável! Tu és o protetor dos amigos e parentes e das vacas. tu que és rápido no sacrifício. 13. ó Agni. portanto. 4. Tesouros centuplicados. . como o protetor mais próximo para o sacrificador que está sem (mesmo) uma aljava. Os cães de guarda de Yama também têm quatro olhos. 5. os quadrantes do mundo. ó Agni. tens sacrificado aos grandes (deuses). (deus) de vigor único. aos nossos generosos doadores e a nós mesmos." etc. que mata (vítimas) vivas. zelando incessantemente por tua lei. tens feito o céu ribombar para Manu. Tu. Ó Céu e Terra! Abençoem-nos junto com os deuses. o senhor do clã de Nahuṣa. de modo que ele possa prosperar sem perigo. e talvez também que ele tem o poder de ver demônios maus invisíveis. A ti. proteger a si mesmo. 35 Tu aceitas em tua mente o hino até do pobre que tem feito oferendas. manténs aquele mortal na mais elevada imortalidade. 9. o que não pode ser enganado. proteges de todos os lados como armadura bem costurada o homem que dá taxas sacrificais. sendo tu mesmo um grande benfeitor. em glória dia a dia. Tu. sempre vigilante. veja 10. tu. Eu proponho traduzir o texto corrigido: ‘Tu instruis os simples. 11. tu instrues os simples. um deus entre deuses. o guardião da lei. levas adiante o homem que segue caminhos tortuosos. Tu. que. ó Agni. e alegria para os ricos. versos 10-11. o aumentador de prosperidade. és aceso de quatro olhos. os deuses têm feito para o vivo como o primeiro vivo. ó Agni. o touro. e que não pode.

18. (olha misericordiosamente para) esse caminho do qual nós temos nos desviado. tu és o intenso. v. conduze para cá a tropa dos deuses.124 16. 43. vem para cá. ó brilhante. Sê magnificado. que fazes dos mortais Ṛṣis. por Aṅgiras. ó Agni. essa nossa falha. por Yayāti em teu assento (sacerdotal). coloca-os sobre a grama sacrifical. E leva-nos adiante para coisas melhores. como para os antigos. e sacrifica para a adorada (hoste). Índice ◄►Hino 36 (Oldenberg) ____________________ 37 Compare com 3. que concede força. o pai daqueles que oferecem Soma. Que nós sejamos unidos com tua benevolência. Agni. 5: ‘Tu me farás um Ṛṣi depois que eu tiver bebido Soma?’ .37 17. Como tu fizeste por Manus. Tu és o companheiro. Perdoa. ó Agni. o protetor. através desse encantamento que nós fazemos para ti com nossa habilidade ou com nosso conhecimento.

desafiou Indra. convertida. então. jacente sobre essa terra. não deixando inimigo. o qual. que o atingiu. É dito que ele é vyanśa. com o raio. onde é dito que ele não tem nem pés nem mãos. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. isto é. é nada mais que a acumulação de vapor condensado. cap. aparentemente. Eu declaro os antigos atos heroicos de Indra.4 5. isto é.1 2. ambos os nomes. desse modo confundindo coisas com pessoas. 8. tu dividiste a primogênita das nuvens. nada para obscurecer a atmosfera. 4. Ahi e Vṛtra. o destruidor de muitos. e confunde representação metafórica e literal. 6. produzindo o sol. o raio. 3. Gauh e Ayu. como vacas (se apressando) em direção a seus bezerros. ‘ele moeu os rios’. Visto que. . ou chefe dos Asuras. a partir do que. aqui. – ele não escapou do contato do destino dos inimigos (de Indra). 1 Nesse e nos Sūktas subsequentes. e umedece os campos. com ele. pelos escritores purânicos. As águas. com o Mahābhārata (Vana Parva. 100. Com seu imenso raio destruidor. os três sacrifícios chamados Jyotiṣ. as águas correntes se apressaram velozmente em direção ao oceano. ou influência atmosférica ou elétrica. ou figurativamente. adormeceu. trancado em. Varga 36. divide a massa agregada. um membro. o Hino é endereçado a Indra. e. que deleitam as mentes (dos homens). assim jaz Ahi. 3 tu destruíste as ilusões dos enganadores. tendo uma parte ou. em uma disputa literal entre Indra e um Asura. fluem sobre ele. Eles são. A linguagem dos Ṛcas não é sempre clara o suficiente. Indra. como alguém emasculado que finge virilidade ele desafiou Indra. as quais Vṛtra. no Nighaṇṭu. Impetuoso como um touro. em seu ombro como montanha. nós temos uma ampla elucidação do significado original da lenda de Indra matando Vṛtra. o firmamento. ele lançou as águas para baixo (para a terra). ele partiu a nuvem. é meramente uma narrativa alegórica da produção de chuva. e afastar a escuridão. e em outros versos. o dispersador de inimigos. os quais o que faz trovejar realizou. 6 7.2 Maghavan pegou seu dardo. tu não deixaste um inimigo (para se opor a ti). Indra. pela inundação causada pela descida da chuva. foram rompidas pela queda de Vṛtra. ele abriu à força (um caminho) para as torrentes da montanha. ele bebeu o suco Soma: ele bebeu a libação no sacrifício triplo. com seu raio. tinha obstruído. como um rio (irrompe através de) suas (margens) destruídas. e abertura é dada à chuva. o herói poderoso. por seu poder. que buscou refúgio na montanha. golpeou a primogênita das nuvens. 3 A primeira nuvem formada. como é feito ainda mais violentamente em um verso seguinte. 5 Nós temos. O inimigo de Indra esmagou as (margens dos) rios. 6 O texto tem somente. Tvaṣṭṛ afiou seu raio que rodopia longe. metaforicamente. 4 Por dissipar as nuvens. O arrogante Vṛtra. Ele rompeu a nuvem. Ahi está prostrado debaixo dos pés das águas. Como os troncos de árvores são derrubados pelo machado. tornou-se o tema de amplificação extravagante pelos compiladores dos Purāṇas. uma nuvem. o comentador preenche com ‘as margens’. ele diz. pode-se dizer que Indra é o pai do sol e do dia. com muitos membros mutilados. ou flui pelos rios. apresentados como sinônimos de megha. a alvorada. uma nuvem. também em outros Parvas).125 Hino 32. Indra atingiu o sombrio Vṛtra mutilado. Não tendo nem mão nem pé. ambos. Vṛtra. nos Vedas. às vezes também chamado de Ahi. então Vṛtra. mas ela nunca se aproxima daquele modo inadequado de personificação. 5 prostrado na terra. a qual então desce à terra. separado. Varga 37. as quais. Nenhuma outra descrição deles se encontra no comentário. ou obstruído por. e. 2 Nos Tṛkadrukas. como se inigualado. começando. 1.

herói. – Nir. chamados Nalinī. o Ārjīkīyā. como o destruidor de todas as coisas. e Dānu7 adormeceu (com seu filho). feriram Indra. e o filho embaixo. Sītā. Então Indra. o Cakṣu. Gangā. em teu coração. as esposas do destruidor. [cap. Nalinī. Varga 38. como as vacas por Paṇi. e o Bhāgīrathī. As águas. 11 Segundo uma lenda purânica. para vingar o qual. e Sindhu. como afirmando que Indra. nos Purāṇas. e. A enumeração original de sete parece ser aquela que deu origem às especificações dos Purāṇas. tu ganhaste. é dito. – e. em sua descida. para o sul. É dito que Dāsa é um nome de Vṛtra. os sete rios são chamados de Vasvokasārā. com o Vipāś.8 guardadas por Ahi. 12. e Jambūnadī. alarmado. e Hlādinī. e o Suṣomā. Quando o medo12 entrou. ou de Danu. Sutudrī. As águas levam o corpo sem nome de Vṛtra. para se livrar das moscas. Indra. Em um texto citado e comentado por Yāska. que outro destruidor dele tu procuraste. Marudvṛdhā. Sarayū. Vṛtra foi criado por Tvaṣṭṛ. o suco Soma. nós temos dez rios. nunca repousam.10 tu libertaste os sete rios para fluir. por matar Vṛtra. tu ficaste (furioso). como um falcão (veloz)? 15. pág. em sete rios. Livro 2. Plakṣagā. sobre outros (ataques). Nem o relâmpago nem o trovão. do gado de chifre e sem chifre. cortar ou destruir. e Gaṇḍakī. (Veja o Viṣṇu Purāṇa. nem o raio. Sarasvatī.126 9. como o cavalo chicoteia com sua cauda. Gangā. A mãe de Vṛtra estava inclinada sobre seu filho. pensando que ele tinha cometido um pecado. que. III. – que. com o Sindhu. como a cauda de um cavalo. o manejador do raio. 12 O comentador sugere que esse medo era a incerteza se ele devia ou não destruir Vṛtra. quando ele e Ahi lutaram. como ele permanece o monarca dos homens. Assim a mãe estava em cima. Sītā. ou o próprio Ganges. Desses. também. Yamunā. Gomatī. 9 Tu resgataste as vacas.11 13. Dāsapatnīh. chamados Gangā. mas. Pāvanī. também morto por Indra. depois de matar Vṛtra. ficaram obstruídas. Indra abriu a caverna que as tinha confinado. Sindhu. e Maghavan triunfou. Paruṣṇī. Índice ◄►Hino 33 (Wilson) ____________________ 7 Dānu é derivada de do. O inimigo de Indra adormeceu por uma longa escuridão. 14. quando Indra atingiu a parte inferior dela com seu dardo. e se escondendo em um lago. fugiu para uma grande distância. lançado no meio das correntezas que nunca param. também. como uma vaca com seu bezerro. sugerido em outras passagens do texto. tu atravessaste noventa e nove rios. nem a chuva que ele derramou. era Triśiras. Algo semelhante a isso é. o Paruṣṇī é identificado com o Irāvatī. quando prestes a matar Ahi. Pāvanī. como a circunferência compreende os raios de uma roda. Yamunā. Quando o sozinho Vṛtra resplandecente retornou o golpe (que tinha sido infligido). (disparados por Vṛtra). a uma lenda de Indra ter bebido uma libação preparada por Tvaṣṭṛ. Ārjīkīyā. ele abrange todas as coisas (dentro dele). depois da morte de seu filho. 26. Asiknī. por teu raio. 2. mas. 10. e mãe dos Dāvanas ou Titãs. Indra é representado como temendo a bravura de seu inimigo. que vão para o leste. daí a lenda purânica. Rathasthā. Indra. 164 da versão em português]). O Brāhmaṇa e o Taittirīya são citados. 9 Nós tivemos esse símile antes. e Suṣomā. 11. 10 Aludindo. Em um lugar no Mahābhārata. 8 . a esposa de Kaśyapa. Vitastā. de acordo com uma lenda purânica. para o oeste. em outro. o Ganges se dividiu. tornou-se o soberano de tudo o que é móvel ou imóvel. ou de todos os atos sagrados.

esmagou na queda as fortificações quebradas. e 4. Eu te declararei os atos varonis de Indra.103.19 Como troncos de árvores.14 2. as águas ficaram como vacas capturadas por Paṇi’. Ele significa. 22 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Cercadas por demônios. Então a força da mãe de Vṛtra foi humilhada: Indra lançou seu raio mortal contra ela. nos Tṛkadrukas. abriu a caverna onde as correntes de água tinham sido presas. como um rio rompendo a barragem. O Dragão jaz sob os pés das torrentes que Vṛtra com sua grandeza tinha cercado. Ele matou o Dragão situado na montanha: Tvaṣṭar moldou seu dardo celestial de trovão.] 14 . Impetuoso como um touro. tu não encontraste um inimigo para oferecer resistência a ti. 3. segundo Sāyaṇa. dando vida ao Sol e Alvorada e Céu. os primeiros que ele realizou. em pedaços. (de acordo com Monier Williams . Flutuando no meio de correntes incessantes que fluem adiante sem descanso para sempre. assim Vṛtra jaz com membros separados espalhados.20 as águas. Sem pés e sem mãos ele ainda desafiou Indra. tu tinhas matado o primogênito dos dragões. o manejador do Trovão. hostis a Indra e aos homens. também. As águas levam embora o corpo sem nome de Vṛtra: o inimigo de Indra afundou em escuridão permanente. Vyaṃsa significa literalmente ‘o sem ombros’. 10. 6. guardadas por uma serpente. e vencido os feitiços dos encantadores. Ele matou o Dragão. com o raio. não aguentando o choque das armas.101. Dāsa é um nome comum aplicado no Veda a certos seres maus ou demônios. 7. 5. o pior dos Vṛtras. e feriu de morte aquele primogênito dos dragões. literalmente a serpente. desafiou Indra. ele escolheu o Soma e em três copos15 sagrados bebeu o suco. 9.2. 19 [Essa primeira frase segundo Macdonell: ‘Indra matou Vṛtra e um pior do que Vṛtra. um selvagem.] 18 Os feitiços dos encantadores: poderes mágicos ou sobrenaturais atribuídos a Vṛtra e seus aliados. o filho estava embaixo e como uma vaca ao lado de seu bezerro jaz Danu. Senhor Generoso.17 18 Então. um dos habitantes não-ários da Índia.18.2.13 então descobriu as águas. 1. 17 [O último trecho segundo Macdonell: ‘e frustrado todos os ardis de maquinadores astutos’. na terra assim jaz o Dragão prostrado. o grande Herói impetuoso matador de muitos. o inimigo de Indra. Indra com seu próprio trovão grandioso e mortal cortou Vṛtra. Guardadas por Ahi estavam as servas dos Dāsas. Como vacas mugindo as águas descendo em fluxo rápido deslizaram para baixo. para o oceano. Quando. tomando coragem.22 23 Mas ele.] 15 Trikadrukeṣu.127 Hino 32.9. e fendeu os canais das torrentes das montanhas. quando ele tinha golpeado Vṛtra. Indra (Griffith) 1. Ele. fluem acima dele. A mãe estava acima.21 as águas ficaram como vacas mantidas pelo ladrão. Emasculado.Sanskrit-English Dictionary). Vyaṃsa. 8. a arma irresistível’.] 21 Servas dos Dāsas: no poder de Vṛtra e seus aliados. 13 Ahi. os primeiros três dias da cerimônia Abhiplava. e é citado em 1. contudo alegando vigor viril. um bárbaro. quando o machado as derrubou. 4. 16 O rico e pródigo. Indra.] 20 [Aqui Macdonell acrescenta: ‘como junco quebrado’. Lá como ele jaz. que o feriu com seu raio entre os ombros. Ele. [Esse último trecho segundo Macdonell: ‘e perfurou as cavernas das altas montanhas’ – Hymns from the Rigveda. Maghavan16 pegou o trovão como sua arma. 11. como um guerreiro fraco insensato.

tu ganhaste o Soma. Quem tu viste para vingar o Dragão. o manejador do Trovão. Maghavan obteve a vitória para sempre. granizo ou nevoeiro que tinham se espalhado em torno dele: Quando Indra e o dragão lutaram na batalha. 23 . golpeou teu raio. De nada lhe valeu raio. que o temor possuiu teu coração quando tu o tinhas matado. Sobre todos os homens vivos ele governa como Soberano. tu libertaste para fluir os Sete Rios. tu cruzaste noventa e nove rios correntes?28 15. na lança dele empalado. Vipāś.] 26 Segundo o professor Max Müller. Asiknī. Paruṣṇī. tu. Que. trovão.] 28 Essa fuga de Indra é citada frequentemente. A palavra é usada também como o nome de uma classe de demônios invejosos que vigiam tesouros. como deus não ajudado’. um homem ímpio que dá pouco ou nada para os Deuses. e como um epíteto dos demônios que roubam vacas e as escondem em cavernas de montanha. 24 Isto é. ó Indra. Índice ◄►Hino 33 (Griffith) ____________________ O ladrão: paṇi (literalmente. Śutudrī) e o Sarasvatī. os cinco rios do Panjab (Vitastā. o Indus. Deus sem um segundo.26 13.27 Indra. 27 [‘viste como vingador da serpente’ – Macdonell.25 Tu ganhaste de volta o rebanho. um mesquinho. 14. É dito que ele fugiu pensando que ele tinha cometido um grande pecado ao matar Vṛtra. Lassen e Ludwig colocam o Kubhā no lugar do citado por último. quando.128 12. como um falcão atemorizado através das regiões. ó Indra. Indra é o Rei de tudo o que se move e que não se move. Uma cauda de cavalo tu foste24 quando ele. Noventa e nove é usado indefinidamente em lugar de um grande número. das criaturas domesticadas e de chifres. contendo tudo como raios dentro da borda da roda. destruindo teus inimigos tão facilmente quanto um cavalo espanta moscas com sua cauda. significa um avaro. alguém que negocia e trafica). 25 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Uma cauda de um cavalo tu te tornaste.

5. Indra. 4 Percebendo o iminente poder de destruição múltipla do teu arco. e recebeste os louvores do adorador. 4 Conforme o Brāhmaṇa. mas. eles não triunfaram sobre Indra: ele os dispersou com o sol (nascente). e concessor de riqueza.” 2 . 7 Nós voltamos. as sombras da noite. 6 Espalhados diante dele. para dar coragem a ele. empenhados em oferecer libações para Indra por nove meses. mas eles ficaram próximos. como tu desfrutas do céu e da terra. aparentemente.2 4. mestre. Indra (Wilson) (Terceiro Adhyāya. – tu. não tires vantagem de nós. Os Maruts que acompanhavam Indra não atacaram Vṛtra. 7. glorificando-te e oferecendo oblações. 1. investindo o universo com tua magnitude. Indra. Varga 2. embora com auxiliares (os Maruts) à mão.7 9. o Dasyu. Eu voo. Enfeitados com ouro e jóias. literalmente. Eles também são chamados. a ele que é invencível. que são dissipadas pelo nascer do sol. um ladrão. Indra. Os que negligenciam o sacrifício. eles chorassem ou rissem. é dito. um comerciante. em batalha. todos os deuses. poderosos como eles eram. mas. também identificando os seguidores de V ṛtra com as tribos que não tinham adotado. inflexível. que nos concedes riqueza abundante. não exija demais de seus adoradores. Ele é chamado de rico porque. afasta os Rākṣasas. e encorajaram o primeiro. eles. esse sendo um significado do termo. tu sopraste para longe o ladrão com as preces que são repetidas em nome daqueles que não as compreendem. 6. todo o conhecimento. aqui. (Os partidários de Vṛtra) enfrentaram o exército do irrepreensível (Indra): homens de vidas santas o encorajaram. Literalmente. eles foram se espalhando pelo perímetro da terra. – significando Indra. aparentemente. Hiraṇyastūpa. Ou os ‘homens’. aqui. Continuação do Anuvāka 7. tu mataste o bárbaro3 rico com teu (raio) adamantino. por seus adoradores. ó Senhor. senhor. Indra. Pede-se que Indra não negocie duramente. 8. Tu os destruíste. Poderoso Indra. 3. vamos nos dirigir a Indra. com hinos excelentes. da terra e do firmamento. de nãosacrificadores. 3 Vṛtra. Tu destruíste o ladrão (tendo-o arrastado) do céu. dizendo: ‘Golpeia. ‘não sejas para nós um paṇi’. desprovido de malícia. ele abrange. como um falcão para seu ninho querido. 6 Kṣitayo navaghvāḥ. 2. pois ele. Sūkta III) O Ṛṣi é. atacando(-o) sozinho. como antes.129 Hino 33. (eles desapareceram. É dito que os seguidores de Vṛtra são. cientes (de sua inferioridade). 8 1 Arya. como se significando as tribos incivilizadas da Índia. 5 Os seguidores de Vṛtra são chamados por esse nome. os Sanakas. homens cujas práticas eram recomendáveis. como um mercador. todas as oblações.5 que negligenciavam o sacrifício. eles fugiram por caminhos íngremes. fugiram. a métrica é Triṣṭubh. é a divindade. aqui explicado como svāmin. dono. em direção àquele Indra que deve ser chamado. Indra. lutando com os sacrificadores. mostra-te um herói’. com rostos desviados. O comandante da hoste inteira amarrou sua aljava (em suas costas): o senhor 1 conduz o gado (para a residência) de quem ele quer. pereceram. (para recuperar nosso gado roubado). alegra nossas mentes: por isso ele nos concederá perfeito conhecimento dessa riqueza. quando ele nasce no leste. Varga 1. (a qual consiste) em gado. de acordo com o Brāhmaṇa: “De fato. à alegoria. senhor dos corcéis. glorificando. usado em contraste com Arya. o sol. no limite mais distante do céu. como os emasculados lutando com homens. ou eram hostis ao ritual dos Vedas. nesse e no verso seguinte. podem ser os Aṅgirasas. De fato. de acordo com o Vājasaneyīs. aqui. Venham.) quando tu sopraste os que desrespeitam a religião para fora do céu. feroz. dentro dele. também. Indra.

se lhe aprouver. ou devem colher o benefício de. 12 Segundo Sāyaṇa. Com os mais belos hinos de louvor adorando Indra. os antigos sem ritos13 fugiram para a destruição. O segundo. com seu raio fatal e poderoso. e. Indra libertou (as águas) obstruídas por (Vṛtra). 11. 10 É dito que Kutsa é um Ṛṣi. 4. Índice ◄►Hino 34 (Wilson) ____________________ Hino 33. quando adormecido nas cavernas da terra. protegeste Kutsa. Maghavan. grato pelos louvores dele. envolvido em combate. pegou seu raio e. ávidos por saque11 vamos procurar Indra: ele aumentará ainda mais seu cuidado que nos guia. Tu mataste com teu raio o rico Dasyu. Reunindo grande fartura de riquezas. um bárbaro. literalmente buscando ou ávidos por vacas. mataste. e matou o cornudo secador (do mundo).10 15. cujos pensamentos estavam sempre dirigidos para ele. inimigos de deuses e homens. Indra (Griffith) 1. não sejas negociante conosco. quando combatendo por suas terras. ou fortalecido para soprar para longe ou dispersar os seguidores de Vṛtra. uma família. A arma de Indra caiu sobre seus adversários. ‘Vṛtra o ladrão’. a quem aqueles que o louvam devem invocar em batalha. O Indestrutível não nos dotará com o conhecimento perfeito dessa riqueza. O primeiro. 12. Tu. Indra. isto é. 9 Śṛṅghiṇam * śuṣṇam. matou Vṛtra. ele então atingiu Vṛtra com seu raio. para ser novamente sustentado por homens. ordenhou as águas da escuridão. Eu voo para o invisível Dador de riqueza como o falcão voa para o seu ninho querido. Indra. ou escola religiosa. com seu brilho. literalmente.9 Tu. o derramador. 8 Isto é. O mesmo pode ser dito de Śvaitreya. o pó dos cascos dos teus corcéis subiu ao céu. o inimigo que te desafiava em batalha. mas (Vṛtra) cresceu. ‘secagem’. Os Dasyus são também uma classe de demônios. o filho de Śvitrā (por tua graça) ergueu-se. 3. e é citado em outra parte como o amigo particular de Indra. todavia. o mais poderoso. ‘ressecamento’. de acordo com o comentador. e às vezes a palavra significa um selvagem. Tu protegeste. Ele é o suposto autor de vários hinos. porque ela retém a umidade necessária para a fertilidade. ou até como filho dele. ‘tendo chifres’ o comentador explica ‘equipado com armas como os chifres de touros e búfalos’. que têm permanecido por longo tempo (em inimizade) contra nós. Varga 3. Quando as águas não desceram sobre as extremidades da terra. 11 Gavyántaḥ. (por) matá-lo. fundador de um Gotra. Em meio a todo o seu exército. e com mantras. aqueles instituidores de sacrifícios que somente repetem os mantras sem compreender seu significado devem. Indra é para ser incentivado. Daśadyu também é chamado de Ṛṣi. Inflige dores fortes àqueles de mente hostil. Venham. literalmente.130 10. o filho de uma mulher chamada Śvitrā. e não cobriram aquela concessora de afluência com suas produções. 13. com rapidez e força iguais. Maghavan. com sua (lança) afiada e excelente ele destruiu as cidades deles. alegrou sua mente. o filho excelente de Śvitrā. saque ou riqueza consistindo principalmente em gado. ou preces dessa descrição. ou a nuvem. o retentor da chuva fertilizante. tu defendeste o excelente Daśadyu. nuvens ou escuridão. 14. mas ele parece ter sido um guerreiro. ou Śvitrya. As águas fluíram. então Intra. ele amarra a aljava: ele afasta o gado daquele inimigo. e encorajado (por ti) quando imerso em água. para fornecer o alimento de Indra. ser protegidos por. do gado? 2. é aplicado a Vṛtra. Indra! Muito longe do chão do céu em todas as direções. mesmo andando com teus ajudantes. aqueles mantras. . com teu raio.12 sozinho. no meio dos (rios) navegáveis: então Indra.

sthātar. com toda a tua força e rapidez. Benfey traduz ‘entre as filhas de Tugra’. 48. Como tu desfrutas do céu e da terra. 9. como o símbolo da força. ó Indra. cumprindo todo o seu propósito. Violenta sobre seus inimigos caiu a arma de Indra. mas amável. ou que eram hostis ao ritual dos Vedas. o Persistente. Indra quebrou os castelos fortes de Ilībiśa. 21 O significado de tugryāsu no texto não está claro. ó Maghavan. eles estenderam sobre a Terra um véu que cobre. e o filho de Śvitrā levantou-se novamente para a conquista. tu ajudaste em combate pela terra. etc. 20 Isto é. Então Indra. o atingiu para sempre com sua arma mais forte.131 5. como emasculados lutando com homens. Tu. ó Indra. tu ajudaste Kutsa a quem amaste. e protegeste o corajoso Daśadyu quando ele lutou. aqui aparentemente identificados com as tribos nativas que não tinham adotado. em meio às casas de Tugra. e fez as torrentes leitosas de chuvas fertilizantes fluírem. O Dasyu tu queimaste do céu. Adornados com sua variedade de ouro e jóias. o Touro. assim tu com sacerdotes sopraste para longe o Dasyu. I. os sem ritos se viraram e fugiram. 18 O significado de ‘cornudo’ ou ‘com seu chifre’ é simplesmente ‘poderoso’. Indra! com rostos desviados. com seu touro impetuoso19 ele partiu as fortalezas deles em pedaços. ele invadiu as correntes navegáveis tendo se tornado poderoso. regulando o culto dos deuses. atingiu a nuvem com seu relâmpago. Ele com seu raio desferiu golpes em Vṛtra. 12. e saudaste a oração daquele que derrama o suco e te louva. Eles chorassem ou rissem. tu foste o dono do tesouro dos inimigos. tu os destruíste. com seu espírito concentrado. 6. por caminhos íngremes. parece corresponder exatamente ao Stator latino (Júpiter Stator). no limite mais extremo do céu.16 11. Eles enfrentaram em luta o exército dos irrepreensíveis: então os Navagvas 15 empregaram todo o seu poder. Orient und Occident. como na poesia hebraica. 8. fez do trovão seu aliado. Eles que permeavam o limite mais extremo da Terra não subjugaram com seus encantos o Concessor de Prosperidade: Indra.17 e Śuṣṇa com seu chifre18 ele cortou em pedaços. 14 Aquele que permanece firme em combate. Provavelmente um dos demônios confederados é aludido. dispersos. e o Petersburg Lexicon considera que ele significa ‘entre as famílias dos Tugryans’. Maghavan. 7. 15 O nome de uma família mitológica frequentemente associada com aquela de Aṅgiras. cercados por todos os lados pela tua grandeza. mataste teu inimigo combatente com teu raio. O novilho brando20 de Śvitrā. 13. e aqueles que não adoram com aqueles que adoram. Índice ◄►Hino 34 (Griffith) ____________________ Os seguidores de Vṛtra. 10. A poeira dos cavalos pisoteando subiu para o céu. o chifre sendo usado. quando tu. A palavra no texto. 16 Isto é. 17 Sāyaṇa diz que Ilībiśa é Vṛtra ‘que dorme em cavernas da terra’.21 Eles ficaram lá por muito tempo antes que a tarefa fosse concluída. filho forte. Veja Benfey. o raio impetuoso. Indra. Sāyaṇa o explica por ‘nas águas’. fugiram de Indra. Embora eles se apressassem. e descrita como tomando parte nas batalhas de Indra. Lutando com fiéis devotos. As águas fluíram de acordo com sua natureza. e com sua luz ordenhou vacas a partir da escuridão.14 sopraste da terra e do céu e do firmamento os ímpios. cientes. 14. 19 Isto é. 15. Eles. eles não derrotaram Indra: os espiões deles ele cercou com o Sol da manhã. e venceu. 13 . Senhor feroz dos Cavalos Baios.

três vezes nos concedam riquezas. sobre o número ‘três’. Aśvins. ou de percorrer igualmente os céus. A filha do sol subiu em seu carro de três rodas. para sacrifícios animais.2 três são as colunas3 colocadas (sobre ela) para apoio. (que forma o altar). Erguendo-se acima dos três mundos. Nesse lugar. o firmamento. de ser tripathagāh. nela. estejam presentes conosco três vezes hoje. três vezes nos concedam prosperidade. a amada de Soma. por seu movimento rápido ou irregular. – no amanhecer. e três vezes.8 Os três rios estão prontos. e. 6 Aqueles em quem não há (na) inverdade (asatya). 7 O texto tem somente ‘para os três. o agregado de três humores. 1. repousem no (leito) triplo de grama sagrada sobre a terra.132 Hino 34. sua união é como aquela do (dia) brilhante e (noite) orvalhosa. que devem ser adorados três vezes. Três são as (rodas) sólidas da sua carruagem portadora de abundância. quando eles foram ao casamento de Venā com Soma. do altar. – uma lenda não encontrada nos Purāṇas. 5 O texto tem somente tridhātu. 5. como todos os deuses (a) conheceram. se. preservem três vezes os nossos intelectos. 1 Vasto é seu veículo. e aqueles do firmamento. como também sua munificência. e o homem que é bem disposto em direção a nós. três vezes. com os sete rios-mãe. ou carro. três vezes derramem sobre nós alimento. nas quais ela é Triṣṭubh. três vezes nos concedam (recompensas) gratificantes. preservem o bem-estar dos três humores (do corpo). 8 Gangā e os outros rios são aqui considerados como as mães da água que flui em suas correntes. três vezes se dirijam àquele que merece sua proteção. aproximem-se três vezes do rito divino.5 Varga 5. respectivamente apropriados para oblações de ghee. nesse hino. é dito. Três vezes hoje borrifem a oblação com doçura. 8. o Hino é endereçado aos Aśvins. Aśvins. é feita aos três sacrifícios diários. Aśvins. Três vezes nos concedam. vocês defendem o sol no céu. . vocês viajam três vezes por noite. – ou à faculdade de todas as divindades. exceto na nona e décima segunda estrofes. 9 Três tipos de jarros. Três vezes. nos concedam alimento concessor de força. dia a dia. 2. (Permitam-se serem) detidos pelos sacerdotes eruditos. 7. e libações de Soma’. Nāsatyas6 conduzidos em carro. nos três sacrifícios diários. 3. 3 Postes colocados de pé sobre o corpo do carro. que está estabelecido de noite e de dia. ou cântaros. alusão. meio-dia e pôr do sol. eles tiverem medo de cair.7 como o ar vital. e a terra. a métrica é Jagatī. Aśvins (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. para corpos (vivos). criado pelos Aśvins. e três vezes por dia. visitem a nossa residência. os medicamentos do céu. alimento. 4 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. 4. Aśvins. Deem ao meu filho a prosperidade de Śanyu. Aśvins. três vezes. Venham. Três vezes em um dia inteiro vocês corrigem as falhas (de seus adoradores). conforme escritores médicos. Sábios Aśvins.9 a oblação tripla está preparada. com todos os tipos de coisas boas. usados para conter e derramar o suco Soma. para o triplo (lugar de sacrifício). e nos instruam em conhecimento triplo. diz serem vento. bile e muco. no qual os passageiros podem segurar. e aqueles da terra. como (Indra derrama) chuva.4 Apreciadores de (ervas) saudáveis. dirijam-se. quando acompanhante de Venā. 2 É dito que os Aśvins encheram seu ratha. 1 Nós temos uma diversidade de variações cantadas. os quais o comentador. 6. de manhã e à noite.’ o comentador acrescenta: ‘altares. Varga 4.

139. três vezes nos enviem fartura de alimentos de modo que nunca mais falte. 5. 3. Três são as pinas em seu carro portador de mel. tripla proteção. a base é a parte de trás. Aśvins. Onde. A lista é. 12 Sugerindo que os Aśvins devem ser adorados. 6. em todos os três sacrifícios diários. com bocas que apreciam o sabor doce. com esse hino. três vezes os da terra e três vezes aqueles que as águas possuem.133 9. que estão no céu’. (para trazer vocês) para o rito. Nāsatyas. De acordo com o Nighaṇṭu. da versão em português]). um asno. três vezes nos concedam fama. e ao raiar do dia. ajudem três vezes triplamente o homem que bem merece a sua ajuda. 10 O vértice do carro é na frente. borrifem três vezes hoje o nosso sacrifício com Hidromel. nos tragam o que nos fará felizes. 12. Aśvins. Três vezes. Nāsatyas. Savitṛ envia. ó Aśvins. Venham. um sinônimo de gardabha. beber a oblação. E três vezes nos concedam fartura de alimentos com força abundante. a luz emprestada do Sol. sua amada é Jyotsnā ou Kaumudi o Luar. onze Rudras. 15 como todos sabem. certamente.12 brilhando com manteiga clarificada. seu carro extraordinário. formando três ângulos. Senhores do Esplendor. 136. Conduzidos em seu carro que percorre os três mundos. nos concedam prosperidade. veja 1. [pág. Aśvins. ou a repetição tripla de onze divindades. 11. Antes da alvorada. Três vezes. Aśvins (Griffith) 1. afluência presente. Prajāpati. as três fixações e estacas (do toldo)? Quando o poderoso asno11 será ajoujado. Três vezes. há um par deles: ‘Dois asnos são os corcéis dos Aśvins’. de acordo com o texto: ‘Vocês onze divindades. Índice ◄►Hino 35 (Wilson) ____________________ Hino 34. e Vaṣaṭkāra (Viṣṇu Purāṇa. no amanhecer. para o sacrifício. 14 Isto é. doze Ādityas. mas o comentador sugere uma classificação diferente. Venham. e sua rota. por proteção. Três são os pilares fixados sobre ele para apoio: três vezes vocês viajam por noite. 15 Soma aqui é a Lua. Prolonguem nossas vidas. A vocês. ó Aśvins. identificada com Sūryā. acompanhada por progênie (masculina). lá. e estejam sempre conosco. reconhecidamente baseada em textos vêdicos. e nota 27. 11 . nós nos aferramos: vocês devem ser atraídos para perto de nós pelos sábios. três vezes por dia. que viaja atrás da amada de Soma. três vezes ao povo justo. detenham nossos inimigos. nos concedam os medicamentos celestes. como a um manto no inverno. A oblação é oferecida. composta dos oito Vasus. pois a filha do Sol16 subiu em seu carro de três rodas. Eu invoco vocês dois. 4. nos tragam riqueza abundante: três vezes na assembleia dos deuses. 13 Essa é a autoridade para a usual enumeração purânica de trinta e três divindades.11. estão as três rodas do seu carro triangular?10 Onde. ó Aśvins. 16 Sūryā que é chamada de a consorte dos Aśvins. com as três vezes onze divindades. O texto tem rāsabha. Aśvins. Bebam o suco. três vezes auxiliem nossos pensamentos.13 venham. ó deuses que banem a escassez. Três vezes no mesmo dia. Estejam conosco por vigor em batalha. ó Aśvins. Graça e saúde e força concedam ao meu filho. à noite. concedam a ele. apaguem nossas falhas. para que vocês possam vir para o sacrifício? 10. Três vezes venham à nossa casa. Nāsatyas. ouvindome. Vocês que observam estejam conosco hoje mesmo três vezes:14 sua generosidade se estende ao longe. 2. tragam para nós. Três vezes.

Conduzidos em carro. Três são os mundos. ó Nāsatyas. Conduzidos em seu carro triplo. onde estão os três lugares firmemente presos a ele? Quando vocês unirão o asno poderoso que o puxa. estejam sempre conosco. 8. Savitar envia. antes do amanhecer do dia. para o nosso sacrifício. venham. Venham. Três vezes vocês devem ser adorados dia a dia por nós: três vezes. de várias cores. nos tragam prosperidade presente com descendência nobre. 12. com os três vezes onze deuses. Tornem longos os nossos dias de vida. a oferta tripla está preparada. para trazê-los para o nosso sacrifício. Nāsatyas. com sete Correntes Mãe. ó Aśvins. para beber do Hidromel. de longe. ó Aśvins. 11. Três vezes. seu carro. três são os jarros. venham: o presente sagrado é oferecido. Índice ◄►Hino 35 (Griffith) ____________________ . ó Aśvins. repleto de óleo. e movendo-se acima do céu vocês protegem a abóboda celeste fixada firme por dias e noites. venham aos três.134 7. ó Nāsatyas. venham. que vocês sejam nossos auxiliares onde os homens ganham os despojos. e apaguem todos os nossos pecados: afastem os nossos inimigos. Eu clamo a vocês que me ouvem por proteção. como o ar vital para corpos. 9. vocês viajam ao redor da Terra. Onde estão as três rodas do seu carro triplo. ó Aśvins. Nāsatyas? 10. bebam o suco doce com lábios que conhecem bem a doçura.

Mitr a. eu chamo.6 e cobre o céu com trevas. Savitṛ (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. 2. de uma distância. concedendo ao ofertante da libação riquezas desejáveis. e.135 Hino 35. e ra. eles foram chamados de ‘brancos’. como um significado. ‘as chuvas’. afugentando Rākṣasas e Yātudhānas. antarikṣa. que alegra. que traz descanso para o mundo. Que aquele que conhece (a grandeza de Savitṛ) a declare. ‘os imortais’. 1. um raio. decorada com muitos tipos de ornamentos dourados. Primeiro eu chamo Agni. eu chamo Noite. 6 O comentador se esforça para explicar isso. como divindades subordinadas ou associadas. que tudo vê. mas. no verso três. Três são as esferas. por observar que. 5. afasta doenças. 4. a menos que o cantor do hino se contradiga. Seus corcéis de patas brancas. portanto. está Sūrya? Quem sabe para qual esfera os raios dele se estenderam? 8. o comentador acrescenta ‘a lua e constelações’. o resto. os sete rios. Os homens e todas as regiões estão sempre na presença do divino Savitṛ. O deus do Hino inteiro é Savitṛ. o soberano dos mortos. o presente deve ser. no Nighaṇṭu. 3. tendo o poder (de dispersar) a escuridão do mundo. por proteção. Girando pelo firmamento escurecido. Os cavalos de Savitṛ são aqui chamados de śyāva. Ele tem iluminado os oito pontos do horizonte. Mitra e Varuṇa. mas. concessor de vida. por proteção. ele viaja com dois cavalos brancos. contudo eles são duas formas diferentes. 9. de asu.5 profundamente trêmulo. as três regiões dos seres vivos. o que. um sinônimo de raśmi. Varga 6. removendo todos os pecados. portanto. agora. eu chamo o divino Savitṛ. contemplando os (vários) mundos. o bem alado é. ou. em outra acepção. Varuṇa e Noite estão incluídos. Onde. se adorado à noite. e equipada com jugos dourados. ou firmamento. que dá. subiu em sua carruagem que permanece próxima. embora Savit ṛ e Sūrya sejam o mesmo. o loka intermediário. amṛta tendo. 10. tem iluminado as três regiões. 5 Suparṇa. na Triṣṭubh. viajam. Savitṛ de mão dourada. 1 Isto é. se aproxima do sol. e então declinando. ascendendo do nascer do sol até o meridiano. 7. têm manifestado luz para a humanidade. um pode ir até o outro. Suparṇa. no primeiro verso. para a minha preservação. Que o afluente Savitṛ de mão dourada. água. viaja entre as duas regiões de céu e terra. como um carro.1 digno de adoração.3 Os (corpos luminosos) imortais4 dependem de Savitṛ.2 arreados ao seu carro com um jugo dourado. 3 É dito que as esferas ou lokas que se encontram no caminho imediato do sol são céu e terra. um nome próprio. Agni. com relação à sua divindade. Que Savitṛ de olho dourado venha para cá. 6. o divino Savitṛ viaja em sua carruagem dourada. bem dirigido. do pino do eixo. pois o deus. significa ‘os marrons’. asura. duas estão na proximidade de Savitṛ. ou fantasmas. alternando radiância. ar vital. Varga 7. é aqui explicado como ‘concessor de vida’. esteja presente (no sacrifício). propriamente. pelo qual os pretāh. concessor de vida. ele vem para cá. que orienta bem. despertando mortal e imortal. O adorável Savitṛ de muitos raios. 2 . um de seus epítetos. O divino Savitṛ viaja por um caminho ascendente e descendente. uma leva os homens à residência de Yama. é descrito como a estrada para o reino de Yama. o primeiro e nono versos estão na métrica Jagatī. fica próximo. 4 O texto tem somente amṛtā.

adorável. ao contrário dos mortais que partem para o reino de Yama. Der Mythus des Yama. 11. repousam coisas imortais: aquele que sabe disso que ele declare isso aqui. 11 Uma classe de demônios ou maus espíritos. têm manifestado luz para todos os povos. o Asura de mão dourada.8 firme. Varuṇa. Savitṛ. perspicaz. Savitar o santo. fala conosco. louvado em hinos ao anoitecer. imponente. dois de Savitar. vem por esses caminhos tão propícios para viajar. O Deus se move pelo caminho ascendente. para regiões escuras. dando tesouros excelentes para aquele que adora. mas mais especialmente praticantes de feitiçaria. 115. Asura10 de tremor profundo. 4. Existem três céus. Trazido em sua carruagem dourada ele vem. Savitar de mão dourada. o Líder Gentil. de patas brancas. teus antigos caminhos sem poeira estão bem estabelecidos na região média do ar.11 o Deus está presente. tendo poder e força. Teus caminhos. o Divino. 5. Afasta doença. e nos abençoa. protege-nos hoje. Deus. Ehni. Ele. todos os homens. Em sua carruagem adornada com pérolas. Savitar (Griffith) 1. de várias cores. o descendente. não afetados pela morte ou mudança. 3. segue seu caminho entre a terra e o céu. Seu brilho iluminou oito pontos da Terra. onde se encontra alguém para nos dizer para qual esfera celestial seu raio vagou? 8. que dá descanso a toda a vida movente. manda o Sol se aproximar de nós. e bem colocados no firmamento. Que ele. Aquele de muitos raios. Savitar. Eu invoco a Noite. 7. 10 O Imortal e Divino. com lança de ouro. de asa forte. Ó Savitar. eu apelo a Savitar o Deus para nos ajudar. o Deus que contempla toda criatura. o lar dos heróis. 6. Savitar vem. fáceis de serem percorridos. e espalha o céu brilhante pela região escura. ele viaja. colocando para descansar o imortal e o mortal. Onde está Sūrya agora. 2. o Deus da distância longínqua. três regiões desérticas e os Sete Rios.7 próximos: no mundo de Yama é um. O eixo central é o símbolo da estabilidade. eu invoco Mitra. Como em um eixo central. Assim os Deuses permanecem impassíveis. Líder Bondoso. em viagem. venha para cá até nós com sua ajuda e proteção. Deus Savitar o de olho dourado vem para cá.136 11. Avançando por todo o firmamento escuro. para nos ajudar aqui. são livres de poeira. muito parecidos com os Rākṣasas. (Vindo) por aqueles caminhos. Agni eu invoco primeiro para a nossa prosperidade. Índice ◄►Hino 36 (Wilson) ____________________ Hino 35. 10. Índice ◄►Hino 36 (Griffith) ____________________ 7 Céu e terra. um epíteto ou um nome do Sol. protege-nos do mal nesse dia. Rechaçando Rākṣasas e Yātudhānas. mantendo sua posição inalterada pela revolução das rodas. todos os seres têm seu lugar para sempre. p. e afasta de nós toda angústia e tristeza. 9 Suparṇáḥ. ou o céu do dia e o céu da noite. Mantidos no colo de Savitar. Ó Deus. o Deus subiu. são preparados de antigamente.9 tem iluminado as regiões. 9. com dois Baios brilhantes. Puxando o carro de jugo de ouro seus Baios. Veja J. 8 .

Stevenson. 1. agregadas em ti. – a quem outros (Ṛṣis) também louvam. 1 o filho de Ghora. dito pertencer à família de Aṅgiras’. 1 2 . sê favorável a nós. eles fizeram da terra. a quem Kaṇva fez mais brilhante que o sol. a ele nós. Nós escolhemos a ti. que a derrama no fogo. tomar o lugar do Yajamāna. O Udgātṛ. agora ou em qualquer outro momento.137 Hino 36. (junto contigo). Varga 8. a morada (de criaturas vivas). a quem Indra deteve. com (sete)2 sacerdotes ministrantes. a métrica dos versos pares é chamada de Satobṛhatī. e que deve. De acordo com o Sr. nós te adoramos. que guarda a porta. O Rakṣas. e a quem (agora. cujo filho tinha sido antes apresentado como Medhātithi. o Ṛṣi do décimo segundo Sūkta e seguintes. Sūkta I) O Ṛṣi é Kaṇva. 9. Varga 10. Agni (Wilson) (Anuvāka 8. o anfitrião de convidados piedosos. a ele esses nossos hinos. estão incluídos entre os dezesseis. 4. 4. O Brahmā. A métrica dos versos ímpares é Bṛhatī. [‘Um Ṛṣi muito famoso. 3. possuidor de riqueza. que recita as fórmulas do Yajush. O Neṣṭṛ. Vigoroso e auspicioso Agni. que são muitas pessoas.) algum outro adorador deteve. pois tu és poderoso. através de ti. tocam os céus. As chamas de ti.] O comentador completa com ‘os sete’. Os (deuses) destruidores. com hinos sagrados. que és poderoso e eterno. Os outros. o mensageiro e invocador dos deuses. (tu és aquele) a quem os deuses mantiveram por causa de Manu. – Griffith. 10. que adoram os deuses. O Hotṛ. identificado. O homem que te oferece oblações obtém. Agni. Agni. vitoriosos sobre seus inimigos. e do firmamento. sobre a grama sagrada. 7. De acordo com outro texto: ‘os sete sacerdotes principais derramam a oblação’. brilhante com teu próprio esplendor. o guardião doméstico da humanidade. 2. provavelmente. exaltamos. 6. que canta o Sāma. bem disposto em direção a nós. Os deuses Varuṇa. Mitra. e sê nosso protetor. Tu. como um cavalo que relincha em um conflito por gado. todas. Kaṇva. Homens. o aumentador de vigor. O Potṛ. ao poderoso Agni. ou Yajamāna. seja um benfeitor para Kaṇva. ou quarta parte da estrofe. mataram Vṛtra. quando chamado. ou poste sacrifical. tu. 5. é. que prepara os materiais para a oblação. brilham preeminentemente. um epíteto de Kaṇva. 2. – para o benefício de vocês. o antigo mensageiro deles. aqui. exceto o último. aqui. e do céu. 3. qualquer oblação que possa ser oferecida em ti. o deus é Agni. o Adhvaryu. tendo doze sílabas no terceiro pāda. Nós imploramos. e Aryaman te acendem. Generoso dador de alimento. Resplandece. que repete os hinos do Ṛc. Essa enumeração omite um dos principais realizadores. Portador de oblações. tendo o primeiro e o terceiro p ādas iguais. Oferecendo oblações. que supervisiona o todo. que és dotado de todo o conhecimento.3 deteve. Os raios daquele Agni. 5. o invocador e mensageiro dos deuses. pois tu és devotado aos deuses. riqueza universal. 8. As ações boas e duráveis que os deuses realizam estão. Agni. Agni. O instituidor. que és tal (como descrito). 11. Que Agni. e. a quem. na décima terceira e décima quarta estrofes. doador de riqueza. 6. transporta-a para os deuses poderosos. Toma o teu lugar. emite a fumaça movente e graciosa. os sete sacerdotes ou assistentes no Soma-yāga são: 1. 7. espalham teus raios em volta. 3 Medhyātiti. és o concessor de deleite. Varga 9. Nós recorremos a Agni. Adorável e excelente Agni. hoje. Desse modo o devoto te adora. com o Yūpa. acompanhado por veneráveis (medhya) convidados (atithi). acendem Agni (com oblações).

e do (homem) malévolo que não oferece donativos. pois a amizade dos deuses é obtenível através de ti. Yadu e Ugrādeva. o Onisciente. Surgido por causa de sacrifício. Bṛhadratha. que não fazem doações. e. pois tu és grandioso. Agni. te adoramos. como o divino Savitṛ. seguramente e totalmente. Mitra. pelo conhecimento. Sê hoje nosso Auxiliar de espírito benevolente em nossos atos de força. como o nosso Sacerdote. ou poste ao qual as vítimas. 4 Agni. Nós chamamos.5 que alguém que é hostil a nós. 16. para que nós possamos viver. 5 O texto tem somente ghanā. pelo qual nós te invocamos com unguentos. Permanece ereto. Agni. e daqueles que procuram nos matar. o que prende o ladrão. Tu és o senhor de provisões notáveis. 4. A ti como o nosso mensageiro nós escolhemos. 20. com Yadu. e o homem que nos ataca com armas afiadas. 3. Varga 11. Aryaman. e não são confiáveis. com oblações. nós rogamos a Agni. 18. e (todo outro) adorador (que recorre a ele) em busca de riquezas. leva nossa riqueza (de oblações). esse verso e o seguinte devem ser recitados. de longe. do pecado. Ereto. Aquele homem mortal que tem derramado oferendas para ti. – Varuṇa. a ele a quem os outros também louvam. Ereto. o Senhor de muitas famílias que servem devidamente os deuses.138 12. na hora de erguer o poste. de modo que nós passemos (pelo mundo). ele tem concedido prosperidade a Kaṇva. a quem homens reverenciam. Que Agni. Índice ◄►Hino 37 (Wilson) ____________________ Hino 36.6 19. em um sacrifício de animais. Agni (Griffith) 1. para a nossa proteção. Sempre. de acordo com Asvalāyana. erguenos no alto. da raça lunar. brilhaste por Kaṇva. completa nossos tesouros. (para dar) luz para as várias raças da humanidade. 17. consome os poderosos espíritos do mal. com os raios ardentes. ele que faz a força deles abundar: nós. sábios reais. 13. tu. como ereto. protege-nos de (animais) nocivos. em tais ocasiões. e saciado com oblações. dador de alimento. como (a louça do oleiro). sim. 6 Nada mais é dito. Agni é solicitado para concessão de poder (afluência). traga para cá Navavāstva. e. 15. é dito aqui ser identificado com o yūpa. ó Agni. com uma maça. Faze-nos felizes. ele tem protegido nossos amigos. 2. terríveis. Turvaśa. Agni. poderosas. Manu te reteve. junto com Agni. das pessoas citadas nesse verso. o comentador completa com ‘a cerâmica’. para os deuses. tu és o concessor de alimento. Turvaśa pode ser outra leitura de Turvasu. e Turvīti. além de que eles eram Rājarṣis.4 14. As chamas de Agni são luminosas. assim como o (sábio que tem) a hoste dos santos. era o filho de Yatāti. são amarradas. Os Deuses acendem a ti seu mensageiro antigo. Vigoroso e muitíssimo resplandecente Agni. ganha através de ti toda riqueza. . e todos os outros nossos adversários. destrói todo espírito maligno. protege-nos. Com palavras emitidas em hinos sagrados. e sacerdotes (oferecendo oblações). a ti. destrói totalmente nossos inimigos. Os homens ganharam Agni. As chamas de ti o poderoso estão espalhadas extensamente ao redor: teu esplendor alcança o céu. não prevaleça contra nós. que. com uma maça. ó excelente. protege-nos contra maus espíritos.

Senta-te. ó Agni. como Mitra (e Varuṇa) favoreceu’. 8. amigos. nem qualquer inimigo. O Touro glorioso. de longe. 17. Turvaśa. protege-nos do iníquo malicioso. 13. 7 A preservação do mundo inteiro depende. Agni. 18. Senhor Divino. adora nossos Deuses. Turvīti. 13 Turvaśa e Yadu são citados juntos frequentemente como epônimos de tribos daqueles nomes. porque tu tens afinidade com os deuses. tu com luz imponente. Consequentemente ele considera que añjibhiḥ significa ‘com unguentos’. à direita e à esquerda. os dois Mitras.139 5. tu que tens fogo como os dentes. o Auspicioso. golpeia o perverso. preserva-nos da dificuldade desagradável. 12 Sāyaṇa toma mitrā no texto como mitrāṇi. Digno de alimento sagrado. e fizeram do céu e da terra e do firmamento uma grande morada.12 tem ajudado Medhyātithi. Senhor da Casa. 11 Agni. és um Sacerdote animador. mata com tua chama todo demônio devorador. porque tu és grandioso. de quem Kaṇva. e talvez também para fortalecer sua prece por um apelo aos espíritos de heróis mortos. O poeta parece rezar pelo retorno de Navavāstva. traze Navavāstva e Bṛhadratha. forte como um touro e impetuoso como um cavalo de guerra. os deuses ordenaram por causa de Manu. Mas ela parece ser nome de um Ṛṣi da família de Kaṇva. Tu. Ergue-nos no alto para que possamos caminhar e viver: desse modo tu deves pronunciar nossa adoração em meio aos Deuses. como ereto. prevalecer sobre nós. todo presente sagrado é oferecido. conforme Sāyaṇa. reunidas. 9 Medhyātithi: Sāyaṇa considera essa palavra como um epíteto de Kaṇva [veja a nota 3]. benevolente. se encontram em ti. o vidente de vinte e oito hinos dos livros 8 e 9. Mitra e Varuṇa. isto é. louvado Agni! solta a fumaça. Não deixes o homem que conspira contra nós no meio da noite. Nos salva daquele que deseja nos ferir ou matar. Agni. 15. Faze a nossa riqueza perfeita. Tu governas como um Rei sobre força amplamente famosa: sê bom para nós. A ele. eram amarradas. A ele. ficou ao lado de Kaṇva: o Corcel relinchou alto em disputas por vacas. vitoriosos sobre os inimigos. 12. tem ajudado Upastuta a ganhar. entretanto se referir aos ornamentos – outra significação da palavra – usados pelos sacerdotes ministrantes. Derruba tal como com uma maça. pois tu és poderoso. do demônio. e o último. Ereto como concessor de força nós te chamamos em voz alta. para subjugar o inimigo. Benfey e Ludwig consideram que ela significa. em um sacrifício animal. 7. é identificado por Sāyaṇa com o poste sacrifical ao qual as vítimas. Agni. Agni tem dado poder heroico para Kaṇva. brilha. O Mais Vigoroso. 16. e depois. 10.13 por meio de Agni. esses nossos cânticos de louvor. quem quer que ele possa ter sido. Todas as leis superiores imutáveis estabelecidas pelos deuses. com os quais o poste era ungido.11 14. de quem Medhyātithi9 fez a fonte de riqueza. melhor Sacerdote sacrificante. Mitra. para proteger o lar atacado pelos Dasyus ou ladrões. porque aqueles dão força aos Deuses e os tornam aptos a cumprirem seus deveres. Dele em seu próprio esplendor brilhante o devoto se aproxima em adoração. segundo o ponto de vista vêdico. exaltam: seus poderes brilham preeminentes. o primeiro. 9. melhor animador dos Deuses. Nós chamamos Ugradeva. Os homens acendem Agni com seus presentes sacrificais. e eles traduzem respectivamente ‘Agni e Mitra protegiam’. dos sacrifícios oferecidos pelos homens. 8 O poderoso Agni. para que possamos ter filhos heroicos. Permanece ereto para nos prestar ajuda. ó Agni. mensageiro dos homens. a quem Medhyātithi. e felicidade: Agni tem ajudado nossos amigos. eleva-te como Savitar o Deus. Protege-nos. Vṛtra eles derrotaram e mataram. são também aparentemente os nomes de dois outros Ṛṣis. Yadu. Agni. a quem. Essa palavra pode. . rubra e bela de se ver. a ele. 10 Vṛṣan e Upastuta: traduzidos por Wilson.8 invocado. e ‘Agni. e Vṛṣan e Upastuta.10 11. Ereto. ajudou seu favorito Kaṇva em batalha. ‘Indra e algum outro adorador’. Nesse dia. Agni. Portador de oferendas. o mais vigoroso. Em ti. a quem Kaṇva acendeu para seu rito.7 6. com unguentos e com sacerdotes.

aos deuses para que nós possamos ser ricos em homens valentes. a quem o povo reverencia. 12.15 6. Os homens têm colocado Agni (no altar) como aumentador de força. As chamas de Agni cheias de esplendor e de poder são terríveis. Dele. Aryaman. relâmpagos. um ajudante em nossa luta por ganho. quando nós com nossos adoradores e com unguentos te chamamos em emulação (com outras pessoas). Toma teu assento. o Abençoado. o possuidor de tudo. Os deuses. 20. Em ti todas as leis firmes que os deuses fizeram estão compreendidas. Destruindo o inimigo. Aquela nutrição de Agni tem brilhado a quem Medhyātithi e Kaṇva têm acendido em nome de Ṛta. para não serem aproximadas. 8. Tu és o Hotṛ alegre e o chefe de família. ó Agni. com palavras bem faladas. tu que és benevolente para nós hoje e depois. rico em alimento sacrifical. “Em ti todas as obras eternas estão unidas.140 19. As chamas de ti. Mitra. 1. VARGA 8–11. Nós imploramos. Sacrifica então. ganha através de ti todos os prêmios. Nós te escolhemos. que és grande. o mensageiro dos clãs. por Kaṇva tu tens brilhado. como nosso mensageiro e como nosso Hotṛ. tu és grande. a quem Kaṇva e Medhyātithi. Tu és senhor sobre saque glorioso. ó bom! 3. Tem piedade de nós. O mortal. 16 A palavra 'inimigo' (Vṛtra) faz alusão ao nome do demônio conquistado por Indra. os adoradores de fato se aproximam com reverência. tais como sol. Varuṇa. tu és grande. ó portador de oferendas. Tu.16 eles (vitoriosamente) passaram pelo Céu e a Terra e as águas. eles abriram espaço amplo para sua habitação. Rākṣasas e maus espíritos que praticam feitiçaria. 7. a quem os deuses colocaram aqui para Manu como o melhor realizador do sacrifício. Enche (-nos de) riqueza. dependem. ó glorioso! 10. 11. 14 15 . todo o alimento sacrifical é oferecido. 2. Brilha. Em ti. depois de ter recebido as oblações. Manu te estabeleceu uma luz. a quem Vṛṣan e Upastuta (adoraram). Levanta-te em linha reta para nos abençoar. ó Agni.14 consome cada demônio devorador. Com oblações os homens acendem Agni. Agni. estrelas. que ele relinche como um corcel em batalhas. deus santo. Que o valoroso (Agni). Assim. se espalham em volta. o antigo mensageiro. a quem outras pessoas (também) magnificam. ó Agni. ó dependente de ti mesmo. emite tua fumaça bela e vermelha. o vencedor de prêmios. ó Agni. ADHYĀYA 3. ao vigoroso Agni que pertence a muitos povos. pois tu. A ele esses hinos. 5. 13. HINO 36. o rei.” Max Müller. acendem a ti. tendo superado todas as falhas. tu. tens convivência com os deuses. 4. a ele nós exaltamos. teus raios tocam o céu. Índice ◄►Hino 37 (Griffith) ____________________ Hino 36. aos clãs que adoram os deuses. para toda a raça dos homens: Surgido da Lei. que te adora. ou seja. Que possamos adorar-te. Ó Agni. tu que te diriges muito excelentemente aos deuses. alimentado com óleo. justo ganhador de despojos. se torne brilhante ao lado da Kaṇva. AṢṬAKA I. sê aqui hoje benevolente para nós. o deus mais jovem. como o deus Savitṛ. Consome para sempre todos os demônios e feiticeiros. 9. que os deuses têm feito. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.

ó deus mais vigoroso com esplendor brilhante! 16. nossa força contra o Dasyu. Mitra e Varuṇa) abençoaram Medhyātithi. Bṛhadratha e Turvīti. Tu resplandeceste com Kaṇva. cresceste forte. Agni ganhou abundância em heróis.17 Que nós permaneçamos corretos para que possamos andar e viver. Yadu e Ugradeva. a quem as raças humanas cultuam. Salva-nos.] . conduza Navavāstva. ó Agni. Salva-nos daquele que nos prejudica ou tenta matar-nos. Descobre nossa adoração entre os deuses. ó Agni. como uma luz para todas as pessoas. 20. Atinge. Manu te estabeleceu. tu. Agni e os dois Mitras (ou seja. todos os maus espíritos. ó deus de mandíbulas de fogo. Que Agni. 17. 18. Sempre queima os feiticeiros.141 14. 15. livra-nos do mal. do avarento. As chamas de Agni são impetuosas e violentas. queima todo demônio necrófago. nascido de Ṛta. 19. Permanecendo reto. e aquele que nos engana. protege-nos do mal com teu esplendor. Agni (abençoou) Upastuta na aquisição (de riqueza). Através de Agni nós chamamos de longe para cá Turvaśa. que aquele impostor não governe sobre nós. Índice ◄►Hino 44 (Oldenberg) ____________________ 17 [Ghoul: espírito dos contos orientais. O mortal que faz (suas armas) muito afiadas à noite. elas são terríveis e não devem ser suportadas. que ataca túmulos e se alimenta de cadáveres. do feiticeiro. assim como com uma maça. Agni prosperidade (para Kaṇva). os avaros em todas as direções. e os aliados dos Yātus.

8. Kaṇvas. todos ouvem (o barulho) deles.3 e enfeites. A cuja aproximação impetuosa a terra treme. não exercida sobre.1 a força reunida dos Maruts. 13. Varga 12. Eu ouço o estalo dos chicotes nas mãos deles. agitadores do céu e da terra. 1. que tem sido aumentada em ou por. sábios ou sacerdotes. por medo (de seus inimigos). obtida a partir da graça ou instrução dos deuses. Maruts (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kaṇva. ou. Quem é o líder principal entre vocês. e abrem com força (os úberes para derramar) o leite”. a nuvem longa. eles estimulam o (gado) mugindo a entrar (na água). cuja carruagem é puxada por cervos. a métrica é Gāyatrī. 9. retentora de chuva. com armas. Maruts. em sua acepção usual. 1 2 . ou escola) de Kaṇva. Fiquem satisfeitos com eles. gritos de guerra. de acordo com o comentador. em seus cursos. 15. nasceram autoluminosos. a prece ou oração que recomenda a oblação. levados por veados pintalgados. O Sr. com seus (veículos) velozes. sem cavalos. Estável é seu local de nascimento (o firmamento). Que. no Nighaṇṭu. e o leite. o qual seria um epíteto bastante ininteligível. mas é o śardhas. 2. vasta. 14. segundo o comentador. Índice ◄►Hino 38 (Wilson) Kaṇvas pode significar os membros do gotra (a família. 3. o rasa. como o topo (de uma árvore)? 7. 5. e que não pode ser diminuída. os destruidores de inimigos. A oferenda está preparada para a sua satisfação. Celebrem. temendo sua aproximação feroz e violenta. fala. que abalam tudo em volta. isto é. 5 A passagem é breve e obscura. eles espalham as águas. ou leite. derivado de. O chefe de família. ou do leite. deem animação às nuvens. até seus joelhos. Eles impelem. eles enchem o caminho de clamor. que o comentador explica como 'sem o filho de um irmão'. Langlois tem “que reinam entre as vacas (celestes). com sons. que nós possamos viver nossa vida inteira. diante deles. o Hino é endereçado aos Maruts . céu e terra). – a qual é explicada: seu vigor. 11.142 Hino 37.5 Varga 13. 4. para dar estabilidade à residência. a chuva. alegres. ou palavras. o tejas. – jambhe rasasya vāvṛdhe. porém as aves (são capazes) de sair (da esfera de) sua mãe: pois sua força é (dividida) em todos os lugares entre duas (regiões. Dirijam a oração dada por deus4 àqueles que são sua força. ou. Ele considera que as vacas são as nuvens. voz. Onde quer que os Maruts passem. com gritos apavorando o exército do inimigo. e ser sem cavalos seria aplicável aos Maruts. simplesmente. 10.2 mas brilhantes em seu carro. dos Maruts. a energia. 6 Uma coluna forte. foi aumentado (ou) em desfrute ou na barriga. Vāśī é um sinônimo de vāch. plantou um (pilar)6 firme. 6. A frase é anarvāṇaṃ. Venham rapidamente. um cavalo. como vocês têm vigor. Arvan é. Louvem a força esportiva e irresistível dos Maruts. (para beber). e cuja força foi nutrida pelo (desfrute de) leite. pois a montanha de muitos cumes é despedaçada (diante de vocês). em sua rota. revigorem a humanidade. 4 Devattaṃ brahma. As oferendas dos Kaṇvas estão preparadas. 3 Vāśībhih. nós somos seus (adoradores). 12. Eles são os geradores de fala. os poderosos. extraordinariamente inspirando (coragem) na luta. ou força. que nasceram entre vacas. Varga 14. como um monarca enfraquecido. possuidores de reputação brilhante.

De modo que as vacas devem andar afundadas até os joelhos. quando todos são tão poderosos seria supérfluo perguntar quem é o mais poderoso. 15. força. 9 Os Maruts de voz alta. Maruts (Griffith) 1. é deles. eles derramam essa prole da nuvem.7 pois ele é o grupo esportivo dos Maruts. autoluminosos. 9. Heróis. quando. Ó Maruts. Assim vocês têm feito as montanhas caírem. os fortes. resplandecentes em seu carro. 5. Cantem. Nós somos seus servos sempre. Vocês que os agitam como a bainha de uma roupa?8 7. 4. Índice ◄►Hino 38 (Griffith) ____________________ 7 O grupo de Deuses da Tempestade preeminente entre as nuvens como um touro é entre as vacas. os Filhos. Louvem ao Touro entre as vacas. Agora cantem o hino dado por Deus para sua exultante tropa Marut. Isto é. Ele se fortaleceu porque bebeu da chuva. 2. treme em terror em seus caminhos. espadas e ornamentos brilhantes. Lanças. 3. 13. 10 Os Maruts se espalharam pelo céu e fizeram cair tanta chuva que as vacas nos pastos estão na água até os joelhos. vocês têm derrubado homens na terra. como se estivesse próximo. ó abaladores da terra e do céu. 10. 12. Para viver tanto quanto a vida possa durar. Diante deles. pois vocês têm adoradores entre os filhos de Kaṇva Que vocês se regozijem entre eles completamente. À sua aproximação o homem se segura diante do furor da sua ira: A montanha de juntas escarpadas cede. o estalo dos chicotes que eles seguram. 6. Eles por cujos avanços a terra. Tudo está preparado para o seu deleite. Quem é o mais poderoso de vocês.9 em suas corridas têm ampliado os limites. nos caminhos que eles seguem. para seu grupo de Maruts inatacáveis. Ouve-se. Venham rápido com corcéis velozes. até duas vezes o suficiente. Longa. Enquanto os Maruts passam.10 11. ampla e inesgotável. como sua força é grande. 8. como um senhor dos homens enfraquecido pela idade. Alegres. Sim. os Cantores. com os cervos pintalgados. Aqueles que. Os violentamente vigorosos. E esses.143 ____________________ Hino 37. eles conversam no caminho: Alguém os ouve enquanto eles falam? 14. 8 . Forte é o seu nascimento: eles têm vigor para emergir de sua Mãe. nasceram juntos. ó Kaṇvas. Eles obtêm glória em seu caminho.

com os cervos pintalgados (as nuvens). 58. 8. 11 . Os Maruts. 7." 15 A expressão que os Maruts ampliaram ou alargaram as cercas de sua pista de corridas (RV. HINO 37. no que diz respeito ao sentido. 6. pois é a hoste esportiva dos Maruts. são chamados às vezes de pṛṣat-asvāh. e incólumes11 – 2. Eles. Eles por cujas corridas a terra. ó homens. a tradição posterior na Índia declarou-se a favor de cervos manchados. ou ‘sem oposição’. O fato é que. só pode significar que eles varreram todo o céu. 4. eles conversam no caminho: alguém os ouve? 14. ou seja. 14 Nós também poderíamos traduzir: "Aqui. e o comentador está perfeitamente certo. no entanto. À sua aproximação o filho do homem se detém. as nuvens de chuva.15 as vacas tiveram que andar afundadas até os joelhos. De fato há o bastante para o seu júbilo. a nuvem retorcida fugiu por causa de sua ira violenta. Ó Maruts. ADHYĀYA 3. em traduzir a palavra como ‘sem um inimigo’. 1. eles ganham esplendor em seu caminho. e afastaram as nuvens de todos os horizontes. Sāyaṇa está perfeitamente ciente do significado original de pṛṣatī. dotados de energia e força terríveis. no entanto. Eu ouço seus chicotes. até a totalidade da vida. quando vocês os agitam como a bainha de um traje? 7. ó Kaṇvas. mas sempre ‘sem dano’ ou ‘livre de inimigos’. Venham rápido em seus corcéis velozes! Há adoradores de vocês entre os Kaṇvas: vocês podem se regozijar bem entre eles. 3. mais que isso. e eles falam no mesmo hino. por perto. 15. os punhais. AṢṬAKA I. A última frase expressa o resultado dessa corrida. com cavalos malhados. Índice ◄►Hino 38 (Müller) ____________________ Wilson traduz anarvāṇaṃ como ‘sem cavalos’. ele cresceu porque ele provou a chuva. admitiam ambas as idéias. alargaram as cercas em suas corridas. an-arvan nunca significa ‘sem cavalos’. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Isso se torna ainda mais claro a partir do próximo verso. VARGA 12-14. autoluminosos. é o mais forte entre vocês aqui. vocês agitadores do céu e da terra. eu ouço o que os chicotes em suas mãos dizem. e os enfeites brilhantes o relâmpago. de fato. para que nós possamos viver. vocês têm feito as montanhas tremerem. 5. Cantem. os cantores. no Ṛg-Veda. com tal força como a sua. Cantem a prece dada por deus para a tropa selvagem de seus Maruts. os enfeites brilhantes. há vigor duas vezes o suficiente para isso. A escola lendária. e significavam originalmente. ou melhor.144 Hino 37. Os poetas vêdicos. vocês têm feito os homens tremerem. ou.12 as lanças. no mesmo verso. 13 As lanças e adagas dos Maruts significam os raios. 9. para a hoste esportiva de seus Maruts. treme de medo em seus caminhos. Quem. Seu nascimento é forte de fato: há força para emergir de sua mãe. os toma como cervos com manchas brancas. como nuvens. Eles fazem essa longa e vasta chuva incessante cair em seus caminhos. dos gamos e dos cavalos dos Maruts. Conforme os Maruts passam. como parece. eles impelem adiante o belo (carro) na estrada. como um rei grisalho. a escola etimológica como linhas de nuvens de muitas cores.13 3. quase perto. tendo pṛṣats como seus cavalos.14 4. E esses filhos. a queda de tanta chuva que as vacas tiveram que caminhar até os joelhos na água. que nasceram juntos. 12 Os cervos manchados (pṛṣatī) são os reconhecidos animais dos Maruts. 12. 7). quando eles os estalam em suas mãos. Celebrem o touro entre as vacas (a tempestade entre as nuvens). brilhantes em seus carros. embora o comentador explique a palavra claramente como ‘sem um inimigo’. 10. diz ele. 40. Nós sempre somos seus servos. 11. 13.

6. Maruts. 5. por meio de uma nuvem carregada de água. do alimento sacrifical. tremem. como uma nuvem espalhando chuva: cantem o hino medido. 10. por isso. que gostam de louvores. Maruts. Onde aqueles (que te cultuam) gritam (para vocês) como gado? 3. 15. sem vento. Maruts. que eles sejam exaltados por esse nosso culto. todas as suas (dádivas) auspiciosas? 4. daí. se tornem mortais. Que seu adorador nunca seja indiferente a vocês. 1 2 . habilitados para adoração. Que vocês. Que as pinas de suas rodas sejam firmes. criados por Rudra. dignos de louvor. o espalhem. ou pertencentes a. 11. também. 9. quando vocês nos pegarão por ambas as mãos. 13. a chuva é libertada pelos Maruts. 12. 3 O senhor do mantra (ou prece). ou. 14. Varga 15. aqui. De fato. e o belo Mitra. Índice ◄►Hino 39 (Wilson) ____________________ Ele é. 8. e os homens. 2 mandam chuva. vocês estão (no momento)? Quando sua chegada ocorrerá? Passem do céu. de fato.145 Hino 38. e seus dedos bem hábeis (para segurar as rédeas). Profiram o verso que está em suas bocas. – como uma mãe vaca que berra por seu bezerro. Varga 16. com voz afinada para louvor. com nossos (maus) desejos. chamado de um deus da raça Rākṣasa.3 Agni. Maruts (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. não da terra. com progresso desobstruído. 7. ao longo dos rios belamente represados. Ao rugido dos Maruts. toda residência da terra (treme). 1. Onde. Não deixem que o muito poderoso e indestrutível Nirṛiti1 nos destrua: que ele pereça. e. com mãos fortes. os brilhantes e vigorosos Maruts. Rudra. Brahmaṇaspati. inundam a terra. Varga 17. brilhantes. Onde. Aqueles que são de. estão seus novos tesouros? Onde. Eles espalham escuridão sobre o dia. – de modo que ele não trilhe o caminho de Yama. sobre o deserto. (sacerdotes). venham. Proclamem. O relâmpago ribomba. Glorifiquem a hoste de Maruts. suas (riquezas) valiosas? Onde. – como um cervo (nunca é indiferente) ao pasto. na nossa presença. – e. como um pai faz com seu filho? 2. filhos de Prisni. deuses e métrica continuam os mesmos. explicado como: criados ou protegidos por Rudra. e por quem a grama sagrada é cortada. e seu panegirista se torne imortal. que seus carros e seus corcéis sejam firmes.

Com a nuvem de chuva carregada de água. ambos. Max Müller. Se. para o louvor. os Cantores’. Max Müller. Porque vocês ficam no céu.7 se afastem de nós. com Sāyaṇa. não soprada para longe. 15. variedades de Agni. o derrube: Que todas. I.146 Hino 38. pecado. os Filhos. Max Müller. 10. e não vêm para a terra? Ou. Brahmaṇaspati e Bṛhaspati são. A canção dos Maruts é a música ou canto dos ventos.10 Aquele que é belo como Mitra. . 8 Chuva constante.10: ‘E esses. ao som da sua voz essa morada terrena treme. vocês os filhos que Pṛśni teve. Agni9 o Senhor da Oração. Como uma vaca o relâmpago muge e segue. Agora para onde? Para qual meta vocês vão. Ó Maruts. 13. apressem-se. Cantem glória à hoste Marut. e é até chamado de marutsakhā. 14. com a seca. De fato. ó Maruts. atribuir brahmaṇaspatim a Agni do que. Maruts. louvável. ao longo dos rios brilhantes represados. Que sejam firmes as pinas de suas rodas. 12. à hoste dos Maruts. melodiosa. 40. e como tal ele é invocado junto com os Maruts em outras passagens. Quando sua corrente de chuva foi libertada. o sacerdote e purohita dos Deuses e homens. portanto. de acordo com Ludwig: ‘Onde se alimentam as vacas que devem fornecer leite e manteiga para o sacrifício para vocês? Onde é o lugar no qual deve ser oferecido sacrifício a vocês?’ 5 Ou. 9. E agora? Quando vocês nos tomarão por ambas as mãos. 9 Agni é invocado frequentemente junto com os Maruts. no céu. Convida para cá com essa música.37. 10 Parece melhor. Índice ◄►Hino 39 (Griffith) ____________________ 4 Talvez. como um pai querido ao seu filho. como Max Müller sugere. Ó Maruts. o vento geralmente cessando logo que a chuva pesada começa a cair. fossem mortais. E que suas rédeas também sejam bem ajustadas. Deuses. 7 Ganância. Quando eles inundam a terra eles espalham escuridão mesmo de dia. eles os ferozes e poderosos Filhos de Rudra mandam sua Chuva sem vento8 até nos lugares desertos. 8. a sua prosperidade? Onde todas as suas sublimes bem-aventuranças? 4. 5. Então seu adorador nunca seria odiado como um animal selvagem5 na área do pasto. ‘onde permanecem seus rebanhos?’ isto é. 6. 11 Endereçado ao poeta do hino. expande-te11 como uma nuvem de chuva Canta o elogio medido.12 vigorosa: Que os fortes residam aqui conosco. 11. as nuvens. e Imortal aquele que canta seu louvor. Que nenhuma praga destrutiva6 sobre praga difícil de ser conquistada. Nem ele seguiria pelo caminho de Yama. seu filhote. firmes seus cavalos e seus carros. para quem a erva sagrada é cortada? 2. e não na terra? Onde as suas vacas se divertem?4 3. 7. 6 Nirṛitiḥ. sem impedimentos em seus cursos. indesejado como um cervo em um pasto familiar ou prado reservado para as vacas. Maruts (Griffith) 1. Forma em tua boca o hino de louvor. que penetra no solo. o amigo dos Maruts. como mãe. com seus corcéis de cascos fortes. Onde as suas mais novas graças são mostradas? Onde. i. E cada homem que nela habita oscila. 12 Como em 1.

juntamente com a ganância. Maruts em seus corcéis de cascos fortes que nunca cansam vão atrás daquelas brilhantes (as nuvens). 10. que ainda estão trancadas. ‘belo como Mitra'. e é melhor tomar mitram como amigo. os homens cambalearam para frente. quando a chuva (dos Maruts) foi libertada. Além disso. o brilhante. É dito lá de um patrocinador que só ele é um rei. Mesmo de dia os Maruts criam escuridão com a nuvem carregada de água. isto é. 1-2. na não pode ser deixado aqui sem tradução.15. até mesmo ao deserto os Rudriyas trazem chuva que nunca é secada. VARGA 15-17. os carros. ele segue como uma mãe segue atrás de seu filhote. Forma um hino em tua boca! Expande-te como a nuvem!16 Canta uma canção de louvor. ó deuses. que suas rédeas sejam bem moldadas. quando eles encharcam a terra. O que. 7. no céu. e me sinto justificado em fazê-lo por outras passagens onde a mesma ou uma ideia semelhante é expressa. Sāyaṇa traduz: “Que o coro dos sacerdotes faça um hino de louvor. 14 O caminho de Yama só pode ser o caminho seguido primeiro por Yama. os terríveis.52. que todos os outros em volta do rio Sarasvatī são apenas reis pequenos. então o poeta seria mais generoso com o deus do que o deus é com ele: veja 7. invocado junto com os Maruts. mostram que a concepção dos Maruts como cantores era familiar para os Ṛṣis Vêdicos. 18. O relâmpago muge como uma vaca. os gloriosos. que se o deus fosse o poeta e o poeta o deus. filhos de Pṛśni.14 6. difícil de ser conquistado. HINO 38. Realmente eles são terríveis e poderosos. ou que leva a Yama. doando centenas e milhares". então. 12. 15. isto é. 16 A segunda frase é obscura. Adora a hoste dos Maruts. 18. nem ele seguiria o caminho de Yama.4 e 1. 13. Um verso semelhante ocorre 8. Agni. 14. Que suas pinas sejam fortes. ó Maruts? Onde estão as bênçãos? Onde estão todos os prazeres? 4. 19. Que nenhum pecado após outro. como 1. que eles o proferiram ou expandam. Então seu adorador nunca seria indesejado.19. 44. Onde estão suas mais novas graças.17 Que eles sejam magnificados aqui entre nós. fossem mortais. 8. 1. Se vocês. os musicais. . 23 e também 8. ADHYĀYA 3. como o governante dos mortos. os seus cavalos. brilhante como o sol. para os quais a erva sagrada tem sido podada? 2. como um cervo em um pasto. 8. não na terra? Onde suas vacas estão passando o tempo? 3. 21. 11. Onde estão agora? Em que missão vocês estão indo. 9. AṢṬAKA I. 8. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. e seu adorador um imortal13 – 5. Índice ◄►Hino 39 (Müller) ____________________ 13 Eu acho melhor conectar os versos quarto e quinto. Então por causa dos brados dos Maruts sobre todo o espaço da terra. Pronuncia para sempre com tua voz para louvar o Senhor da oração. tanto quanto eu sei. Ludwig traduz.15 14. assim como uma nuvem envia chuva”. 32. 25-26. nos domine. e o poeta acrescenta: "Que ele se espalhe como uma nuvem com a chuva. que é como um amigo. 15 Mitra nunca é.147 Hino 38. 17 Outras passagens. que ele se afaste. agora? Quando vocês (nos) pegarão como um pai querido pega seu filho por ambas as mãos.

eles despedaçam as árvores da floresta. como a luz (desce do céu). Nós então temos. então vocês fazem seu caminho através da floresta (árvores) da terra. até o tímido Kaṇva. O sentido pode ser algo semelhante àquilo que é apresentado na tradução. 10. o veado vermelho. nos atacar. Que sua força coletiva seja exercida rapidamente. como vocês vieram antigamente. (ajuda a) puxar o carro. com toda a sua progênie. rude e antigramatical. Doadores generosos. nós recorremos à sua ajuda. com auxílios protetores completos. e Satobṛhatī. sem qualquer concordância gramatical. no meio de três cavalos. e força. como aqueles inebriados. instigado por vocês. como os relâmpagos (trazem) a chuva. divinos Maruts. Eles fazem as montanhas tremerem. vocês desfrutam de vigor intato. nos pares. Se qualquer adversário. para onde vocês quiserem. É dito que praṣṭi é um tipo de jugo. no texto. Varga 18. ou outros animais. Maruts. quando vocês demolem o que é estável. que fazem (todas as coisas) tremerem. e os homens ficam alarmados.1 o firmamento ouve sua chegada. unido entre eles. que seja sua a força que merece louvor. ou por homens. por causa da nossa progênie. Prachetasas. 5. nem (existe algum) sobre a terra. e sua ajuda. pela adoração de quem. atrelados a um carro. não (a força) de um mortal traiçoeiro. pṛṣatīh. (vocês são atraídos)? 2. e dos desfiladeiros das montanhas. 8. Que suas armas sejam fortes para afugentar (seus) inimigos. Índice ◄►Hino 40 (Wilson) ____________________ Os cervos pintalgados. leva ou puxa o carro. pelo louvor de quem. para humilhar (seus inimigos). o comentador diz. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e deuses são os mesmos. Maruts líderes. para nossa proteção. defendam (o sacrificador) Kaṇva. vocês dirigem seu (vigor) terrível para baixo. firmes em resistir a eles. 3. quando vocês espalham o que é pesado. Quando. e não aparece o que é para ser feito com o jugo. Varga 19. de longe. filhos de Rudra. vahati. é outra espécie de veado. como uma flecha. vocês possuem força não diminuída: Maruts. aparentemente. Vão. Destruidores de inimigos. Maruts. mas a construção do original é obscura. 9. e. nenhum adversário seu é conhecido acima nos céus. Vocês atrelaram os cervos pintalgados à sua carruagem. o cervo vermelho. Rohita. a métrica é Bṛhatī. 1. rapidamente. praṣṭir vahati rohitaḥ. Venham. são sempre especificados como os corcéis dos Maruts.2 que devem ser adorados sem reserva. 1 . abaladores (da terra). significando ‘aqueles possuidores de intelecto (chetas) superior (pra)’. venham a nós. nos versos ímpares. 6. soltem sua ira. sobre o inimigo colérico dos Ṛṣis. retirem dele alimento. 7. 2 Ou. o nome pode ser somente um epíteto. 4.148 Hino 39. mas a palavra permanece sozinha. Rudras. que.

ó Generosos. e os homens ficaram muito aterrorizados. . vocês. Müller. Acabem com ele por nós com seu poder e com sua força. como nos tempos antigos. como uma chama. que parecem com suas armas golpear as árvores e as montanhas quando eles mesmos ainda estão distantes’. Vocês têm força incólume. e através das fissuras das rochas. portanto. perfeito. Müller. Quando. ó Maruts. Maruts. nenhum inimigo de vocês é encontrado no céu ou na terra. e giram por todos os lados toda coisa pesada. contra o inimigo irado do poeta mandem um inimigo como um dardo. enviado por vocês ou mandado pelos mortais nos ameaçarem. 6. 3. não no sentido abstrato. Destruidores de seus inimigos. uma imagem perfeitamente aplicável aos Maruts. é seu poder.4 seja sua. que é lançada adiante para medir a distância de um objeto. Ó Rudras. 9. Heróis. e pode. 5. Sim. como criaturas ébrias com vinho. nós desejamos seu auxílio rapidamente para esse nosso trabalho. Até a própria Terra ouviu quando vocês se aproximaram. 4 ‘junto com sua raça’. Maruts (Griffith) 1. M. que elas sejam firmes para resistência. de longe. 8. como relâmpagos buscam a chuva. Que suas armas sejam fortes para afastar seus inimigos. a quem. Venham a nós com sua ajuda. agora por causa do amedrontado Kaṇva. abaladores da terra. eles rasgam em pedaços os reis das florestas. abaladores da terra. portanto ser representado como olhando em torno em busca da chuva’. para desafiar agora mesmo. e com os auxílios que são seus. movam-se. Max Müller. Maruts. Avante.149 Hino 39. não como a força de um mortal enganoso. Índice ◄►Hino 40 (Griffith) ____________________ 3 ‘Nessa passagem nós devemos considerar medida. mas como uma linha de medição. que a força. Quando o que é forte vocês derrubam. Vocês uniram ao seu carro os cervos pintalgados. têm protegido Kaṇva perfeitamente. vocês lançam sua medida adiante. Ó Maruts. Se algum inimigo monstruoso. os veneráveis e sábios. 4. Ó Rudras. movidos pela sabedoria de quem. Porque vocês. 5 ‘O relâmpago precede a chuva. Eles fazem as montanhas balançarem e oscilarem. mantida nesse vínculo.5 10. extremamente glorioso deve ser seu poder guerreiro. um veado vermelho puxa como um líder. M. deuses com toda a sua comitiva. 7. pelo plano de quem? 2. sua rota é através das árvores da floresta da terra. ó Maruts.3 Para quem vocês vão. venham a nós com plena ajuda protetora.

7. Maruts perseguidores e sábios. nem na terra. poder completo. ele pode ser desafiado? 5. Índice ◄►Hino 43 (Müller) ____________________ Mā'na. ADHYĀYA 3. agora por causa do atemorizado Kaṇva. fortes também para resistir. Que suas armas sejam firmes para atacar. é pela sabedoria de quem. Ó Rudras. Doadores generosos. lançam para frente a sua medida. vocês carregam força completa. 7. portanto. Eles fazem as rochas tremerem. ó deuses. para quem. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. como outrora. ó homens. ó Maruts. ó devoradores de inimigos! Que o poder seja seu. eles despedaçam os reis da floresta. com toda a sua tribo. HINO 39. 6. Quando vocês derrubam o que é firme. e os homens ficaram amedrontados. privem-no de poder. de força e de suas graças. vocês passam através das árvores da terra. que eu traduzo como ‘medida’. que nos ataca. Quando vocês assim. através das fendas das rochas. com todas as suas graças. 9. 8 Compare com 8. Venham a nós com auxílio. 1. AṢṬAKA I. 6 7 . 3. Nenhum inimigo real de vocês é conhecido no céu. Que seja seu o poder mais glorioso. como uma flecha. Maruts. junto com sua raça! Ó Rudras.6 como uma rajada de fogo. Grandes árvores da floresta são chamadas de reis ou senhores da floresta. Pois vocês. nós desejamos sua ajuda rapidamente para a nossa tribo. 8. Maruts.150 Hino 39. Enviem.8 até a Terra ouviu sua aproximação. 4. um vermelho puxa como um líder.7 Venham. abaladores (da terra)? 2. Venham até nós. e giram por toda parte o que é pesado. 28: “Quando o líder vermelho puxa ou conduz os cervos manchados deles na carruagem”. como relâmpagos (vão em busca da) chuva. 10. Vocês uniram os cervos pintalgados aos seus carros. têm protegido Kaṇva totalmente. contra o inimigo irado dos poetas um inimigo. VARGA 18-19. ó abaladores (do mundo). como loucos. Qualquer demônio. é explicado por Sāyaṇa no sentido de força. não aquele do mortal enganador. incitado por vocês ou incitado por homens. pelo plano de quem? Em direção a quem vocês vão. de longe.

e (repleto) de oferendas apresentadas respeitavelmente. Varga 21. embora Indra seja. Generosos Maruts. De fato. armado com o raio. Associado com as reais (divindades). 4 não há encorajador nem desencorajador dele em uma grande batalha ou em uma pequena. Que Brahmaṇaspati concentre sua força. Que Brahmaṇaspati se aproxime de nós. líderes. deuses. nós apelamos a ti. o Ṛṣi é. ele mantém sua posição. uma forma de Sarasvatī. 2. não recebendo nenhum. filho da força. que a deusa. que aquele que os louva obtenha riqueza. 1. pela riqueza abandonada (pelo inimigo). Ergue-te. e instituidora de sacrifícios. infligindo muito dano. 5. citado separadamente. 2 Devī * sūnṛtā.1 Devotados aos deuses. Se vocês. nesse hino. 4. a métrica. Aquele que oferece ao (sacerdote) ministrante riqueza adequada para ser aceita desfruta de abundância inesgotável. Brahmaṇaspati. 3 Manoh putrī. que os deuses (afugentem) todo adversário. também. faladora da verdade. 1 . de coisas preciosas. aquela prece venturosa e perfeita em sacrifícios. O homem celebra a ti. a deusa da fala. Varga 20. produzindo corcéis excelentes e vigor notável. ainda. Vamos recitar.) pode se aproximar do homem que é devotado aos deuses. Maruts. ele mata (o inimigo). 7. ele é associado com os Maruts. Quem (exceto Brahmaṇaspati. Kaṇva. estejam próximos. Indra. 8. (para o salão de sacrifício). por quem a grama sagrada cortada é espalhada? O dador de oblações procedeu. pois ele tem uma residência (cheia). Varuṇa.151 Hino 40.3 acompanhada por bravos guerreiros. 4 Esse atributo o identificaria com Indra. em qual caráter ele aparece por todo esse hino. nos conduzam ao sacrifício que é benéfico para o homem. com os sacerdotes. então tudo o que está para ser falado chegará até vocês. Brahmaṇaspati apareceu como uma forma de Agni (Hino 18). Índice ◄►Hino 41 (Wilson) ____________________ Em uma passagem anterior. internamente. a mesma que no anterior. 3. Mitra e Aryaman têm feito sua residência. e. na forma de amante da verdade. desejarem (ouvir) essa prece. a filha de Manu. sê um participante da libação. por ele nós adoramos I ḷā. presentes. no momento de perigo. Brahmaṇaspati (Wilson) (Sūkta V) O deus é Brahmaṇaspati. Brahmaṇaspati proclama a prece sagrada na qual os deuses Indra.2 se aproxime de nós. 6.

e coalhadas. que Sūnṛtā5 a Deusa venha. a anterior ao sacrifício e a posterior ao sacrifício. com reis ele mata. 4. homens que servimos a Deus. é por uma bela transferência posta em contato com a prece a qual. Nota. Ó Filho de Força. Que eles que dão boas dádivas. Ó Maruts. no qual Indra e Varuṇa. que ela obtenha toda bem-aventurança de vocês. deuses! recitemos esse hino. Em luta grande ou menor ninguém o detém. Original Sanskrit texts. ou uma libação. Que Brahmaṇaspati se aproxime. pág. bolo de arroz. especialmente uma libação sagrada que vem entre a Prayāja e a Anuyāja. Ele amplia seu poder nobre. Quem se aproximará do devoto? Quem do homem cuja sagrada grama é cortada? O ofertante com seu povo avança mais e mais: ele enche sua casa com coisas preciosas. os Deuses. 5 6 . inigualável e que conquista facilmente. venham até nós. 3.9 Índice ◄►Hino 41 (Griffith) ____________________ Sūnṛtā (Agradabilidade) é. rogamos a ti. com o raio de Brahmaṇaspati. Brahmaṇaspati. todo mortal te chama em busca de ajuda quando despojos de batalha esperam por ele. seu eco nas alturas do céu’. Aryaman. levanta-te: nós. aceitam com benevolência essa palavra. 9 Significando. 7 Íḷā ou Íḍā. mesmo em meio a temores ele permanece seguro. Agora Brahmaṇaspati fala em voz alta8 o hino solene de louvor. como a voz do superintendente da prece. 8. fizeram sua morada. V. Mitra. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. 2. amante da humanidade. e assim identificando-o com Indra. segundo Sāyaṇa. diz Sāyaṇa. 7. além disso. Aquele que dá uma recompensa nobre ao sacerdote ganha fama que nunca diminuirá. falada na terra. Muir. leite coalhado. 279. Uma oferenda de grãos. A voz do trovão.152 Hino 40. encontra. ó Heróis. e que os Deuses tragam para esse rito que dá o presente quíntuplo6 o Herói. que esse homem que os adora profundamente obtenha abundância de bons cavalos e poder de herói. por assim dizer. a oferenda preliminar e a final. mingau. 6. inigualável. os Maruts. o mais rápido. por assim dizer. a Deusa da Fala (Vāgdevatā) na forma de amante da verdade. – o manejador do raio. Ó Brahmaṇaspati. 8 ‘O professor Roth observa: O trovão é a voz dele (de Brahmaṇaspati). Por ele nós oferecemos alimento sagrado7 que concede heróis. 5. Se vocês. alimento sacrifical. Ludwig aplica a expressão ao sacrificador devoto que é dito estar armado. que traz felicidade. Que nós em assembleias sagradas. Indra. está com eles. ninguém subjuga.

Aryaman (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é Kaṇva. isto é. 1. o hino pode ser considerado como totalmente endereçado aos Ādityas. Pois ele (o adorador). Mitra e Aryaman. a salvo de dano. também. Eu não denuncio a vocês aquele que ataca ou insulta o homem devotado aos deuses: eu antes propicio vocês com riqueza oferecida. o significado é fornecido pelo comentador. o homem a quem eles defendem das pessoas mal-intencionadas. 2. Isto é. são. aos Ádityas. e são representantes do sol. a esposa de Kaśyapa. Ādityas. Mitra. não gosta. 7. Varuṇa e Aryaman? 8. 5. 3. com a ajuda de Yāska: ‘de um jogador segurando quatro dados’. citados separadamente. 6. Ādityas. Varga 23. Aquele a quem eles suprem abundantemente (com riquezas). onde dois homens estão jogando juntos. eles eram os filhos de Aditi. que o sacrifício ao qual vocês vêm por um caminho reto aconteça. em três meses do ano. Como. dirigindo-se ao sacrifício. e filhos como ele mesmo. 9. aquele que não tem o arremesso dos dados ou das conchas está em expectativa ansiosa com receio de que seja contra ele. Índice ◄►Hino 42 (Wilson) ____________________ 1 De fato. 2 até eles serem jogados. guias. para vocês. todo homem desse tipo. pois os três deuses. Sāyaṇa diz ‘quatro conchas cauri’. como um jogador teme (seu adversário) que segura os quatro (dados). . 4. 2 O texto tem somente: ‘ele pode ter medo de alguém que segura quatro. 1 a métrica é Gáyatrí. nós recitaremos louvor (digno) da vasta glória de Mitra. e então os inimigos daqueles (que os adoram). as três primeiras e as três últimas estrofes são endereçadas a Varuṇa. Varuṇa. Varga 22. obtém toda riqueza valiosa. etc. prospera. Ādityas. Os reis (Varuṇa. livre do mal.153 Hino 41. mas teme falar mal (de alguém). as três do meio. para a sua satisfação. em um de seus atributos. nenhuma oblação indigna está preparada para vocês aqui. para vocês. e põem de lado as más ações deles. Mitra e Aryaman protegem subjuga rapidamente (seus inimigos). Aquele mortal (a quem vocês favorecem). como se (coletada) pelos próprios braços dele. até a queda’. o caminho é acessível e livre de espinhos. meus amigos.) destroem primeiro as fortalezas deles. O homem a quem os sábios Varuṇa.

e que ‘os quatro’ são Varuṇa. 6. até que caiam. meus amigos.154 Hino 41. Nunca é prejudicado aquele a quem os deuses Varuṇa. O homem devoto quando ele possui esses quatro como amigos deve temer soltá-los. . Ludwig afirma que não há referência a dados. 5. são indicados. Que ele não goste de falar palavras más: mas tema Aquele que segura todos os quatro3 Dentro de sua mão. 4. Bergaigne (La Religion Vedique. A quem eles protegem de todo inimigo. Ādityas. Aryaman. 9. 3. Índice ◄►Hino 42 (Griffith) ____________________ 3 Benfey pensa que ‘o que segura os quatro (dados)’ é Deus que tem em suas mãos e decide os destinos do homem. nós vamos preparar o louvor de Aryaman e de Mitra. Sem espinhos. fácil para aquele que busca a Lei: Nele não há nada para enfurecer vocês. Bhaga e Aryaman. ou de jogo ou do destino. Os excelentemente sábios. Glorioso alimento de Varuṇa? 8. como com as mãos cheias. Ādityas. vocês heróis guiam pelo caminho direto – Que aquele se aproxime do seu pensamento. Mitra. sempre não subjugado. enriquecem. Qual sacrifício. 2. 7. com os quais ele captura e pune os perversos. Varuṇa. protegem. livre de dano. Como. Os Reis afastam para longe dele os seus problemas e os seus inimigos. Aryaman (Griffith) 1. Ele prospera sempre. 158) é de opinião que as cordas ou laços de Varuṇa. III. E o conduzem com segurança durante a aflição. ganha riqueza e todas as coisas preciosas. Aquele mortal. ou insulta: Somente com hinos eu chamo vocês para perto. é o caminho. Eu não aponto para vocês um homem que ataca os piedosos. E filhos próprios também. Mitra. a quem eles. Mitra.

nós pedimos de ti aquela proteção com a qual tu encorajaste os patriarcas. e bem equipado com armas douradas. Leva-nos onde há forragens abundantes. conduze-nos do começo ao fim da estrada. segue à nossa frente. como a divindade presidente da terra. como antes. enche nossas barrigas.3 8. a repetição de uma frase. saiba como cumprir sua função de nos dar proteção’. aquele que nutre o mundo. sobre o (corpo) pernicioso daquele malicioso ladrão de ambos. Ele é descrito. Sê favorável para nós. sabe como nos proteger nessa (viagem). A expressão é ‘conheça. Pūṣan. Pūṣan. o ato ou obrigação’. – Hymns from the Rigveda. conduze-nos por um caminho fácil. como um tipo de refrão. ‘nessa ocasião.] 3 Nesse e nos dois versos seguintes. um ladrão. Portanto tu. De acordo com o teor do hino. o deus é Pūṣan. Varga 25. 1 1. remove o perverso (obstrutor do caminho). nós rogamos ao belo (Pūṣan) por riquezas. Pūṣan (Wilson) (Sūkta VII) Ṛṣi e métrica. ele é o deus que preside especialmente as estradas ou jornadas. ou viagem. no entanto. 4. um enganador. Filho da nuvem. estimulanos (com energia). pelo comentador. e. Índice ◄►Hino 43 (Wilson) ____________________ Pūṣan é. isto é. Pūṣan. 1 . 5. nos apontar (o caminho que nós não devemos seguir). mas o louvamos com hinos. também. 10. o estorvador da nossa jornada. geralmente. ele é. com teus pés. concede a nós riquezas que possam ser distribuídas generosamente. 6. como nos proteger nessa (viagem). aqui. 2 [Em vez de ‘filho da nuvem’ Macdonell lê ‘filho da libertação’. Pūṣan. (o que está presente e o que está ausente). Varga 24. Afasta-o para longe. Se um (adversário) cruel. Leva-nos além dos nossos oponentes. 3. em qual caso ele parece ser sinônimo de prithivī. sabe. Pisa. enche-nos (de riqueza). sabe como nos proteger nessa (viagem). Pūṣan. Nós não criticamos Pūṣan. dá-nos (todas as coisas boas). que és possuidor de toda prosperidade.155 Hino 42. a terra nasceu da água. nós temos um exemplo do que não é infrequente. nutrir. 7. porque. O fato de ele ser chamado de filho da nuvem não é incompatível com seu caráter de terra personificada como um homem. terra. quem quer que ele seja. um ladrão. de acordo com outros textos do Veda. Por todo o hino. Pūṣan é masculino. como um nome feminino. Pūṣan sagaz e belo. ou alguém que tem prazer na maldade. também. a terra era a essência da água. ele é um dos doze Ādityas. 2 deus. de pūṣ. afasta-o da estrada. 2. um sinônimo do sol. isto é. que não haja calor extremo pelo caminho. Pūṣā ocorre. para além da estrada. 9.

afasta a obstrução do caminho Segue diante de nós.16. Aquele de língua dupla. ó Pūṣan. a conceder seus desejos.55. Ó Pūṣan. Encurta nossos caminhos. o melhor manejador da espada7 dourada. enche nossas barrigas’.” Veja Muir. através de insultos. – Muir. no entanto.] 9 [Daqui Muir continua: ‘que nenhum novo incômodo (obstrua o nosso) caminho’.11 a ele nós magnificamos com cânticos de louvor. Pisa com teus pés sobre a arma ardente daquele patife enganador. Sábio Pūṣan. o ladrão de coração astuto: Afugenta-o para longe da estrada. 4. Muir não a repete da mesma forma nos três versos. e talvez vimuco napāt possa significar a mesma coisa. e a nuvem que dá a chuva necessária. e mesmo entre povos parcialmente civilizados. atribui outro sentido à frase em 6. i. ou. Dá. mas também um homem ímpio perverso.] 11 [O professor Benfey remete aqui a uma nota anterior dele mesmo no RV.6 5. segundo Sāyaṇa). nesse lugar ele a lê desse modo: ‘obtém força para nós aqui’. [nós veremos esse significado apenas na tradução de Wilson]. à conexão próxima entre a nutrição da terra. 3. 175. 9. Leva-nos para prados ricos em grama. nós reivindicamos de ti agora a ajuda com a qual Tu favoreceste nossos antepassados antigamente. Além de todos os perseguidores nos leva. encontra poder para isso. Pūṣan é chamado de vimocana. Macdonell lê: ‘Desse modo. Faze riquezas fáceis de serem obtidas.15. p. que na criação emite de si mesmo todas as criaturas’. lança – Muir. 8.156 Hino 42. pág. Mas no Ṛgveda. Desse modo. Índice ◄►Hino 43 (Griffith) ____________________ Em relação. 8. [J. Esmaga com teu pé e pisoteia o tição do perverso. da nossa estrada o lobo. Afasta. 41.1. seja ele quem for’. sacia. o sentido da qual é o seguinte: "Eu acredito que isso se refere a uma prática que nós ainda encontramos entre os bárbaros. Senhor de toda prosperidade. presenteia.] 4 . repetida em três versos.] 8 [Essa última frase. mostra-nos teu poder’. Original Sanskrit texts. nota 272. e onde ele a explica como ‘o filho de Prajāpati." – Muir. encontra poder para isso.10 10. encontra poder para isso.] 7 [machado – Macdonell. que significa não só lobo.4 2.] 10 [‘9. e por golpes infligidos sobre suas imagens. O professor Benfey segue Sāyaṇa in loco em considerar que isso significa ‘filho da nuvem’.8 8. Original Sanskrit texts. Que espreita nas imediações do caminho que tomamos. quem quer que ele possa ser. de acreditar que eles podem obrigar seus deuses. se isso não for realizado. V.4.5 o lobo mau inauspicioso. 6. 175. ou ‘Desse modo. mostra em nós teu poder’. Ó Pūṣan. Pūṣan. Deus nascido da nuvem. Pūṣan. de pensar que eles se vingam desse modo. concede. – Muir. faze o nosso caminho agradável e belo de se trilhar. Tem misericórdia de nós. Ó Pūṣan. Operador de Milagres. onde o hino inteiro está traduzido. Pūṣan (Griffith) 1. o libertador. que é um dos deveres específicos de Pū ṣan. Que está à espera para nos ferir. 5 Vṛka. estimula-nos. Não temos censura para Pūṣan. Nós procuramos o Poderoso em busca de riqueza. (do pecado. 6 [‘4. Muir diz:] “Vimuco napāt. talvez. nos alimenta e revigora. o varg [ou warg] sueco e norueguês. 7. onde ela se repete. sacia-nos totalmente.9 não envies em nosso caminho nenhum calor prematuro. O Comentador indiano.

e Varuṇa. presidindo especialmente as plantas medicinais. Rudra. O significado de Rudriya. sendo confundida com Soma. o poderoso Rudra. nossos carneiros. e lāṣa. Nós pedimos a felicidade de Śanyu3 de Rudra. 4. Pelo qual Mitra. que satisfaz como ouro. Gāyatrī. Varga 26. o encorajador de hinos. Que é brilhante como Sūrya. uma palavra incomum. 6 Sāyaṇa diz que Aditi aqui significa a terra. de ja. Que Aditi6 possa conceder a graça de Rudra ao nosso povo. de acordo com o comentador. possam nos mostrar (benevolência). pode agir de modo que Rudriya possa ser obtido. é medicamento relacionado com. ou Śiva. e os últimos três versos. e nossa progênie.5 Índice ◄►Hino 44 (Wilson) ____________________ Hino 43. 4 Jalāṣabheṣajam. nossas vacas Nosso gado e nossos descendentes. nossas ovelhas. Quando nós podemos repetir um hino muito agradável para o sábio. o melhor dos deuses. tu os observa (empenhados em) te enfeitar. 1 a terceira es trofe é endereçada a Mitra e Varuṇa. o protetor dos sacrifícios. há alguma confusão de objetos aqui. . que Rudra possam se lembrar de nós. com alimento (abundante). Que Mitra e que Varuṇa. como abhilāṣa. e nossas vacas. concede-nos prosperidade mais do que (suficiente para) cem homens. exceto na forma composta. Que será mais apreciado pelo seu coração? 2. ou presidido por. que é (estimado) em nossos corações? 2. Benfey explica a passagem por ‘impecabilidade’ e Ludwig a considera como uma divindade masculina significando o próprio Rudra.157 Hino 43. Que concede felicidade obtida facilmente para nossos corcéis. 3. Soma. nossos homens. muito generoso. 3. na dianteira deles. o mais generoso. Rudra significa ‘aquele que faz chorar. a métrica do último verso é Anuṣṭubh. 3 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. o provedor de habitações. e é consequentemente traduzida dessa forma por Wilson. nascido. o deus é Rudra. Indra. estando satisfeitos. Mas não há nada. 7. 2 É dito que Aditi aqui significa a terra que. excelentemente sábio. e Rudra. 9. libação. tem consideração por teus súditos. que é de uso corrente. Varga 27. do resto. no salão de sacrifício. Soma. e moras em uma residência excelente. ele aparece como um deus beneficente. Que os adversários de Soma. todos os vegetais dependendo da água. nada mais é contado sobre ele. para seu crescimento. 5 Aparentemente. para confirmar tal identificação. 1 Segundo o comentador. Soma. Rudra (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é o mesmo. também. forte. nosso povo. felicidade. possuidor de medicamentos que concedem deleite. a Soma.4 5. não nos prejudiquem: cuida de nós. no hino. e todos os deuses. a lua. aquele que tem medicamentos que conferem deleite. Rudra (Griffith) 1. Ou ela pode significar ‘surgidos da água’. Pelo qual a terra possa (ser induzida a) conceder as dádivas de Rudra2 para o nosso gado. nossas águas. 1. que nossos inimigos. nossas mulheres. O que vamos cantar para Rudra. que és imortal. ao contrário. que faz todos chorarem no fim dos tempos’. 6. deseja-se. quando. identificando-o desse modo com o princípio destrutivo. e muito alimento gerador de força. 8.

e como o ouro. o possuidor de medicamentos curativos. de hinos e remédios balsâmicos. no lugar mais alto da lei. 1. Ó Soma. e os amigos. 6.8 Indu. De modo que Mitra. O grande renome dos chefes poderosos. Ele brilha em esplendor como o Sol. para os homens. Filhos de ti Imortal. ó Soma. todos os deuses reunidos. cuida deles. Dá-nos. no lugar onde o sacrifício é devidamente realizado. por saúde. HINO 43. que é o melhor Vasu entre os deuses. 8. o senhor das canções. ‘O verso inteiro é difícil. Rudra (Müller) MAṆḌALA I. nem aqueles que perturbam Soma. 5. 8 . Aos homens. O excelente. em seu cume. 6. o mais generoso. grande glória de forte virilidade. não deixes que aqueles que perseguem e prejudicam nos derrubem. que Varuṇa. bem-estar para o carneiro e a ovelha. o senhor dos sacrifícios de animais. AṢṬAKA I. Max Müller. 11 Ludwig considera Aditi aqui como um nome de Rudra. refulgente como ouro brilhante ele é. 5. da mesma raiz que Indra. 4. a felicidade de uma centena de homens. o mais poderoso. as vacas.9 dá-nos uma porção de força. Nós imploramos a Rudra. o imortal. e sua proteção. 8. Que malignidades não nos impeçam. ó Soma. que fosse muito bem-vindo ao seu coração – 2. Ó Soma. 7. Soma! chefe. ó Indu. Que ele traga saúde para o nosso cavalo. Que ele conceda saúde7 aos nossos cavalos. ponto central. o sábio. Senhor e guardião do gado. nos ajuda com recompensa! 9. riqueza. às mulheres. e de Soma que é identificado com ela. Índice ◄►Hino 64 (Müller) ____________________ 7 Aqui Rudra aparece como Paśupati. ADHYĀYA 3. e às vacas. possivelmente uma adição posterior’. Soma! reconhece esses como teus servidores. o melhor entre os Deuses. 9. lembra-te daqueles que te honram. 4. De modo que Aditi11 possa trazer a cura de Rudra para o gado. Nós oramos por alegria e saúde e força.158 Sim. O que nós poderíamos dizer para Rudra. para as mulheres. no lugar mais alto da santa lei. Para Rudra o Senhor do sacrifício. e para a vaca! 7. e todos os Maruts unidos. para os homens. 9 Literalmente. Provavelmente o povo das colinas que interfere com a colheita da planta Soma a qual deve ser buscada lá. ‘Gota’. em seu centro. 3. 10 Isto é. bem-estar aos nossos carneiros e ovelhas. ama a esses. ‘o que faz chover’. um nome da Lua como concessora de chuva. designa para nós a glória de uma centena de homens. Todos os seres que são teus.10 Índice ◄►Hino 44 (Griffith) ____________________ Hino 43. VARGA 26-7. que Rudra nos ouçam. Aquele que brilha como o sol brilhante.

és o protetor dos sacrifícios das pessoas. visível para todos. Agni. 8. bom. que és o instrumento do sacrifício. 12. de su. que pode também significar o sacerdote familiar. que és chamado por muitos. Nós te colocamos. Praskaṇva. os Aśvins. a partir da alvorada. digno de adoração. hoje. em um sacrifício. Agni. com ouvidos aguçados. Agni é o deus. e cumpres a missão para os deuses. 11. o mensageiro. e conhecedor de todas as coisas geradas. os deuses. Quando. derramando libações.) na alvorada seguinte à noite. Bhaga. que é amigável para o homem que oferece (oblações). eu louvarei a ti. 3. o veículo de sacrifícios. hoje. como os vagalhões ressonantes do oceano. o sacerdote ministrante. o destruidor (de inimigos).1 7. Agni (Wilson) (Anuvāka 9. sacrifício. que és chamado universalmente. 1. com uma habitação excelente. compreende (os nossos desejos) e. nos versos ímpares. que és imortal. Varga 29. Pois tu. muito sábio. e és louvado. Associado com Uṣas e os Aśvins. Traze para cá. tu és o protetor (das pessoas) nas aldeias. o hóspede (do homem). e o mensageiro (dos deuses). 4.159 Hino 44. 3 Bhaga é um dos Ādityas. Agni. então tuas chamas rugem. 10. Eu louvo Agni ao romper do dia. Resplandecente Agni. aos Aśvins e Uṣas (a alvorada).2 (traze para cá. Uṣas. que conhece todos os que são nascidos. o derramador de luz. o sacrificador. cujas chamas deleitam. de acordo com o comentador. tu és o associado do homem colocado no leste (do altar). Varga 28. o transportador de oblações. que despertam ao amanhecer. Os Kaṇvas. ao fogo Āhavanīya. tu estás presente. Sūkta I) Praskaṇva. o amado de muitos. Nós escolhemos. é o Ṛṣi. que és livre de morte. 1 2 . sustentador imortal do universo. 13. o protetor do culto do adorador ao romper do dia. Agni. o preservador. (por nós). 9. o onisciente. mas os dois primeiros versos são endereçados. hoje. ao Ṛṣi do hino. Agni. Savitṛ. Agni. riqueza de muitos tipos. 2. o invocado universalmente. para beber o suco Soma. permitindo que Praskaṇva viva uma vida prolongada. como o Purohita. tu tens resplandecido depois de muitas alvoradas precedentes. que despertam com a manhã. que ele vá (para trazer) as outras divindades. os deuses. o de bandeira de fumaça. traze. o mensageiro (dos deuses). concede a nós alimento abundante e revigorante.4 Varga 30. nos pares. em nome do adorador. Isto é. o invocador. acendem aquele que sopra as oferendas queimadas. Todas as pessoas acendem a ti. sentem-se no sacrifício. traze para cá rapidamente os deuses sapientes. ouve-me. com todos os deuses acompanhantes portadores de oblações. e (outros) deuses que se movem cedo. Objeto de ritos sagrados. o sacrificador. Agni. Agni.3 e Agni. o filho de Kaṇva. 6. Jovem Agni. Satobṛhatī. Svadhvara. o concessor de residências. imortal. como Manus colocou a ti. e adhvara. portador de oblações. Tu. 4 Purohita. o melhor e mais jovem (dos deuses). apreciador de amigos. Que Mitra e Aryaman. equivalente. e que contemplam o sol. também. a métrica é Bṛhatī. para o doador (da oblação). Agni. 5. faze homenagem ao homem divino. traze para cá. sobre a grama sagrada. és o mensageiro aceito dos deuses.

tão abundantemente adorado. Agni. de língua de mel. ó rico em luz. Bhaga. hoje para aquele que dá oblações traze os deuses que despertam com o amanhecer. A ti. 2. Agni Jātavedas. de bandeira de fumaça. ó Deus mais jovem. 3.9 dirigindo-se cedo ao nosso rito. Agni. Que Mitra. 2. o auriga do sacrifício. visível para todos. 12. Pois os homens. carregador de oferendas. à noite. que veem a luz. eu glorificarei. Senhor do sacrifício e mensageiro dos homens tu és. rugem alto. Imortal Jātavedas.160 14. 9. o Amigo do homem. nesse dia para beberem o suco Soma. 10. te acendem como possuidor de tudo e como Sacerdote. o Deus que sopra oblação. Invocador. Que os munificentes Maruts. Ao amanhecer do dia. Conhecido pelos seres criados. 6 A deusa Uṣas. Agni. que tens ouvidos para ouvir. Como Manu. então. 4. implícito. como o Sacerdote Supremo dos Deuses. Então Agni. 9 E Varuṇa. a palavra significando ou aquele rio (o Indus) em especial. 8 Ou do Sindhu.7 nós te estabeleceremos. que Varuṇa realizador de ritos. com Soma derramado. Como mensageiro nós escolhemos hoje Agni. Imortal. o próprio Agni. ó Agni. sábio excelente. o melhor em sacrifício. ouçam nosso louvor. o excelente a quem muitos amam. 4. preservador. o veloz mensageiro imortal. com toda a tua comitiva de Deuses acompanhantes. Tu és nosso auxílio na luta em batalha. Pois tu és portador de oferenda e mensageiro amado. 11. e com Uṣas. e são encorajadores de sacrifício. amado por muitos. Possuidor de todas as criaturas. 5 Jātavedas é um epíteto comum de Agni. realizador do rito. ó Agni. os Kaṇvas acendem a ti. eterno mantenedor do mundo. Pois. Espalhador de luz. os excelentemente sábios. E. Ouve. Concordante com os Aśvins e com a Alvorada6 concede-nos força heroica e fama grandiosa. Traze os deuses que acordam ao alvorecer. concedendo a Praskaṇva dias de vida prolongados. ou qualquer rio ou reunião de águas em geral. Possuidor de riquezas. Aryaman. que têm línguas de fogo. bebam o suco Soma. Conhecedor de todos os seres criados. a ele. A ele o mais nobre e o mais jovem. os Aśvins. o grande sacerdote supremo no sacrifício. Agni. tuas chamas. eu peço ao amanhecer que ele traga os deuses para nós. com os Aśvins. Dize coisas boas para teu adorador. 8. Uṣas e Savitar. . 3. como as ondas do rio8 que ressoam ao longe. 5. Agni (Griffith) 1. ao romper do dia a glória dos ritos sacrificais. traze para cá com toda a velocidade os Deuses. após alvoradas anteriores. 5. Quando. sentem-se sobre a erva sagrada. a Manhã personificada. homenageia a Hoste Celestial. digno de alimento sagrado. Agni. o significado do qual é explicado de cinco modos: 1. Hábil em ritos auspiciosos. 7 O homem representante e pai da raça humana e o primeiro instituidor de cerimônias religiosas.5 tu presente fulgurante de muitos tons da Alvorada. hóspede ricamente adorado. Agni. Índice ◄►Hino 45 (Wilson) ____________________ Hino 44. Sacerdote ministrante. Possuidor de sabedoria. 13. 6. precioso para os homens que oferecem presentes. 7. Tu resplandeces. tu fazes a missão deles como seu amigo mais próximo. muito invocado.

ó alimento no qual tudo vive. 9. ouve-me. bem-vindo para pessoas piedosas. [Aqui o tradutor omite a palavra. Agni. VARGA 28–30. 2. o amado de muitos. visível para todos. Ó Agni. o melhor sacrificador.. o Hotṛ possuidor de tudo. a Alvorada. 4. conduze para cá rapidamente.161 14. 10 Que consomem o sacrifício por meio das chamas de língua de fogo de Agni. Eu glorifico ao amanhecer do dia Agni Jātavedas. HINO 44. Agni. ó Deus. tu pertences aos homens nos sacrifícios. ó Agni. o mensageiro dos clãs. partes em tua missão como mensageiro no meio deles. imortal Jātavedas. (e traze para cá) hoje os deuses que despertam com o amanhecer. Tu és o guardião das aldeias. Que Varuṇa.10 ouçam o nosso louvor. o convidado mais vigoroso. que doam generosamente. o auriga do culto.12 11. o sábio sacerdote. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. o embelezador de sacrifícios.. para o adorador. AṢṬAKA I. juntamente com os deuses conduzidos (em seus carros) que te acompanham. tu és o sacerdote-chefe humano nos sacrifícios’.] 12 O professor Max Müller traduz: 'Tu és o guardião das aldeias. o melhor recebedor de oferendas. o Hotṛ. Como tu. Nós escolhemos hoje como o nosso mensageiro Agni. o Vasu. o melhor recebedor de oferendas. ó Deus santo. Os clãs acendem a ti. 6. Savitṛ. de língua de mel. 5. Índice ◄►Hino 45 (Griffith) ____________________ Hino 44. bebam o suco Soma. o Purohita dos deuses. és o senhor do culto. cuja . 11 . 1. ó Agni. ao romper da aurora traze riqueza esplêndida. 10. Os Kaṇvas. Quando tu. o portador do alimento sacrifical. para que ele possa ir até os deuses. rico em esplendor! tu brilhaste após as alvoradas anteriores. portanto. Que Mitra e Aryaman sentem-se na grama sacrifical. de aspecto semelhante ao sol. Agni muito invocado. o melhor. os Maruts de língua de fogo. Agni. o Purohita. e grande glória. os deuses providentes: 8. Eu te louvarei. Sê de fala gentil para aquele que louva a ti. ao amanhecer (do dia). eles que vêm para a cerimônia no início da manhã. vamos te colocar (no altar) como Manus fez. traze para cá hoje os deuses que despertam com a aurora. ó Deus mais jovem. Bhaga. 7. cuja bandeira é a fumaça. ó carregador do alimento sacrifical. os dois Aśvins. com os dois Aśvins e Uṣas. (no final) da noite. para que eles possam beber Soma. Pois tu és o mensageiro aceito. Prolongando a vida de Praskaṇva. observando em nota que significado dela é incerto. Agni. 3. o protetor imortal. o mantenedor da Lei.11 é luz. para ser o realizador do sacrifício. Agni. que és grande como Mitra. então as chamas de Agni brilham como as ondas estrondosas do Sindhu. Que aqueles que fortalecem a Lei. ao amanhecer do dia. o mensageiro imortal veloz. Unido com os dois Aśvins e com a Alvorada nos concede abundância de heróis valentes. faze uma homenagem para a hoste dos deuses. ADHYĀYA 3. para que ele possa chegar à velhice. inflamam a ti. o sacerdote-chefe. tendo espremido Soma. 12. 13. o portador de alimento sacrifical. Imortal. com teus ouvidos atentos. ó melhor realizador de adoração.

a métrica é Anuṣṭubh. Priyamedha pode ser o mesmo que Priyavrata. Que Varuṇa. os aumentadores. de onze Prayājas. Agni (Wilson) (Sūkta II) O deus e Ṛṣi são os mesmos. como tu ouviste aquelas de Priyamedha. de acordo com o Aitareya Brāhmaṇa. propiciado por nossos louvores. sob a autoridade do Nirukta III. 1. eles que dão chuva. Agni. 10. dador de recompensas. e onze Upayājas. Jana. o ser deificado presente. bebam-no. com libações derramadas de suco Soma. há duas classes. este é o suco Soma. de língua de fogo.1 2. que incluem algum ser deificado. o que ouve rapidamente. Deuses generosos. evidentemente. os filhos dos homens chamam a ti. de cabelo brilhante. e oferecido no seguinte. 2. Invocado por oblações. um homem nascido de Manu. aquele suco que é espremido no dia anterior. têm convocado a ti. (o mesmo que Āprīs. de Ṛta. 1 . os deuses perspicazes são concessores de recompensas para o oferecedor (de oblações). que és amado por muitos. hoje. vasto e brilhante Agni. Senhor dos corcéis vermelhos. é o Manu do Veda. pois ele foi espremido ontem. coloca aqui. para (a proteção deles). quando eles celebram a oblação da parte do indivíduo que a oferece. ouçam o meu louvor. pouco mais que personificações de sacrifícios. mas. o doador de vasta riqueza. 6. como o invocador. ou qualquer outro ser (vivo) surgido de Manu. onze Anuyājas. de trinta e três divindades cada. 5. de Aṅgiras. 9. nesse nosso rito.2 3. como o pai de Ilā. os Rudras. 17. e a outra. Agni. os oferecedores de sacrifícios aceitáveis. Varga 32. 2 Nós tivemos esses citados em uma ocasião anterior (Hino 34. devatārūpa. para beber o suco Soma. doador de alimento abundante. sacrificando bem. Hino 13). realizador de atos solenes. com invocações conjuntas. o filho do Manu Svāyambhuva. adora os Vasus. em meio às solenidades. de Atri. unido com os dois Aśvins e com a Alvorada! Índice ◄►Hino 45 (Oldenberg) ____________________ Hino 45. de Ṛṣis. todos. segundo o comentador. chama esses. Adora. – de tiras. o sacerdote ministrante.3 4. Gerado da força. Os sábios têm te colocado. diurno. De fato. nota 13). e nós temos um Virūpa entre os primeiros descendentes do Manu Vaivasvata. que. sobre a grama sagrada. também.162 14. aqui significa um ser divino em conexão com os deuses enumerados. 7. 4 Tiro ahnyam é dito ser o nome do suco Soma preparado dessa maneira. – outro homem. o amplamente renomado. ouve a invocação de Praskaṇva. Agni. cujas leis são firmes. com resplandecência pura. mantenedor de residências. para compartilhar do (alimento sacrifical). que devem ser propiciados por oblações de manteiga clarificada. de Somapās. ou bebedores do suco Soma. Agni. de Virūpa. 3 O comentador. Atri e Aṅgiras são sempre enumerados entre os Prajāpatis. têm invocado. exceto na última estrofe e na metade da anterior. oblíquo ou indireto. Agni. concessor de recompensas. conhecedor de todos os que nascem. brilhante. os deuses que se movem de manhã. Que os Maruts. não por libações de Soma. traze para cá as trinta e três divindades. Eles são. Janaṃ manujātaṃ. Os realizadores de grandes cerimônias. e borrifando água. ou (outro) ser deificado. os Ādityas. uma composta daqueles especificados antes. Agni. que são chamados. Os sacerdotes (sábios). e ahnyam. 18. em (seus) sacrifícios. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te chamam em busca de proteção. 8. beba o Soma. para levar a oblação (para os deuses).4 Varga 31. de uma forma ou natureza divina.

‘aceso através de agitação a uma chama’. invocado com o óleo sagrado. Bom. 5 Três classes de deuses que compõem quase todo o número dos trinta e três deuses citados na próxima estrofe. 3. grande em ato. à hoste (divina) que recebe bons sacrifícios. Agni. ó Agni.5 todos os Que surgem de Manu. ó Jātavedas. tu de fama muito extraordinária. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 3.9 Índice ◄►Hino 46 (Griffith) ____________________ Hino 45. 2. Aqui está o Soma. Ó Agni. traze aqueles Trinta e Três Deuses. tu que amas nossos louvores. 1. quando eles trazem a oferenda sagrada. como tu ouviste Virūpa e Aṅgiras. Filho da Força. 7. Agni! aqui. Sacrifica aqui. pelos quais os filhos de Kaṇva te chamam em seu auxílio. o progenitor dos Deuses assim como dos homens. ó Agni. Senhor dos Corcéis Vermelhos. 10. os Rudras. aos Rudras. Traze com invocações conjuntas. Aṅgiras. 8 Feito ou gerado por fricção forte. aos Vasus. à descendência de Manu10 que asperge Ghṛta. bebam esse que foi espremido antes de ontem. Os deuses sábios. 7 Agni. ó Agni. o melhor para encontrar riqueza. 9. VARGA 31–32. ADHYĀYA 3.6: ‘torna-te Manu. Deuses generosos. os trinta e três. Agni. 8. em suas casas Os homens chamam a ti cujo cabelo é chama. 6. Os cantores com Soma espremido te fizeram. generoso. ó senhor de leis respeitadas. Adora os Vasus. 5. Como Priyamedha antigamente foi ouvido. 4. a hoste celestial. 10 Em relação aos deuses aqui considerados como descendentes de Manu.8 coloca aqui hoje sobre a grama sagrada os Deuses Que vêm de manhã cedo.11 assim ouve a invocação de Praskaṇva. ouve ao chamado de Praskaṇva.163 Índice ◄►Hino 46 (Wilson) ____________________ Hino 45. compare especialmente 10. Ó Jātavedas. procria as hostes divinas’. os Ādityas. Virūpa. Atri. os deuses que compreendem dão ouvidos ao adorador. 9 Preparado dois dias antes para que o suco pudesse fermentar antes de ser usado. estão prontos para ouvir os adoradores: traze-os para cá. Ouve. tu. doador generoso de recompensas. o mais amplamente famoso. HINO 45. Esses elogios. que derramam suas bênçãos. ó senhor dos cavalos vermelhos. para beber o suco Soma. Os cantores têm estabelecido em seus ritos como o Arauto e Sacerdote Ministrante. para ser o portador de suas oferendas. 2. a hoste do céu. Como tu tens ouvido Priyamedha e Atri.53. 6 . A ti. rápido para ouvir. Os filhos de Priyamedha peritos em louvor sublime pediram ajuda A Agni que com chama fulgurante é o Soberano de todos os ritos sagrados. cujos cavalos são chamas de fogo. Agni (Griffith) 1. amado por muitos. Agni. te apressar para o banquete.6 que conhecem ritos auspiciosos. Manu aparece aqui como o Prajāpati. AṢṬAKA I. e aos Ādityas. Grande luz para o adorador mortal.7 que amas música.

9. ó Vasu. o ministrante. 7. O sábio que espremeu Soma te fez te apressar para cá para o banquete (que é oferecido aos deuses). faze os deuses que vêm de manhã. pode ser um adjetivo pertencente a Priyamedhāh. Agni com seu esplendor brilhante. Veja 1.1. o maior adquirente de riqueza. as pessoas nos clãs chamam a ti. para transportar o alimento sacrifical. Índice ◄►Hino 58 (Oldenberg) ____________________ Priyamedha. 10. que foi mantido durante a noite. 8. que eu traduzi como um nome próprio. ó Agni. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te invocam para sua proteção. trazendo grande luz e alimento sacrifical. 12 Mahikeravah. Aṅgiras já foi mencionado. sentar-se aqui hoje em nossa grama sacrifical. ó Agni. o mais amplamente estendido.164 4. Ó tu. a hoste divina. com ouvidos atentos. e traze a hoste divina. bom (Agni). 6. Ó Mahikerus. Os sacerdotes têm te estabelecido. Atri e Virūpa são Ṛṣis famosos. para beber o Soma. Ó feito da força. Bebam (o Soma). cuja glória é a mais brilhante. ‘louvar’: ‘os Priyamedhas com hinos poderosos’. Esse é o Soma. ó Agni.6. bom (Agni).12 os Priyamedhas têm invocado para a sua proteção o senhor do culto. 5. Ó Agni. no esforço pelo dia. em nome do adorador mortal. Sacrifica. Possivelmente ele é derivado da raiz kar. com invocações conjuntas. 11 . os videntes de muitos hinos do Ṛgveda. querido por muitos. ó deuses que dão chuva. o de cabelos radiantes. como seu Hotṛ.

o que anima suas mentes. e que vocês fiquem satisfeitos com as oblações oferecidas à noite. . Que Uṣas siga o brilho da sua aproximação. e. 4. consequentemente. Varga 34. (o evaporador) das águas. O comentador explica que a escuridão significa aquela da pobreza. 11. e. e concessores de residências. atrelem. 8. tendo dissipado a escuridão (da escassez). o sol. nutre (os deuses) com a nossa oblação. o protetor e observador do rito (solene). Literalmente. Varga 35. Um caminho apropriado foi feito para o sol ir além do limite (da noite). causa de residência no lugar dos rios. concedam-nos aquele alimento revigorante que nos satisfaça. A amada Uṣas. o sol (surgiu) como ouro. Venham. 1. dissipa a escuridão do céu. O adorador reconhece toda bênção que ele recebe dos Aśvins. filhos do oceano. 3 Essa estrofe inteira é muito elíptica e obscura. coabitantes com seu adorador. eu louvo grandemente a vocês. Seu navio. sua carruagem (espera na terra). até agora não vista. seria impossível extrair algum significado de tal passagem. (perguntem isso aos Aśvins): (Como) os raios (do sol procedem) do céu? (Como) o amanhecer (surge) na região das águas? Onde vocês desejam manifestar seus próprios corpos?3 10. o fogo brilhou com chamas escurecidas. 2 O original tem apenas ‘dissipem a escuridão’. aceitando os nossos louvores. como o comentador afirma. como com Manus. Aśvins. Aśvins circundantes. como um navio. as gotas (do suco Soma) são espremidas para o seu culto. (Aśvins). saciados com o gozo do suco Soma. Kaṇvas. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. como antes. (em recompensa de) atos virtuosos. seu carro. Houve luz para iluminar o alvorecer. os Aśvins são o mesmo que o sol e a lua. Aśvins. venham para cá.1 dispostos dispensadores de prosperidade. para beber do suco Soma. e (aceitem) a nossa adoração. 12. para nos levar sobre um oceano de preces. Visto que sua carruagem segue. Causadores de felicidade. compartilhem do suco Soma entusiasmante. 2. 6. seus louvores são proclamados (por nós). nasceram do oceano. Kaṇvas. o esplendor do corpo luminoso se tornou visível. a métrica é Gāyatrī. por meio da sua proteção irrepreensível.2 7. 13. Aśvins. Índice ◄►Hino 47 (Wilson) ____________________ 1 Sindhumātarā. mais vasto que o céu. Varga 33. 3. acima no céu glorioso. Nāsatyas. para na costa. 9. o que nutre. na opinião de alguns. de aparência agradável. guias. 15. 5. Que são divinos. (puxada) por seus corcéis. É dito que o sol e a lua. são nascidos do oceano. 14. que vocês dois bebam (a libação) e nos concedam felicidade. Aśvins. os deuses são os Aśvins. onde vocês desejam colocar forma própria?’ Sāyaṇa a preenche. Sem alguma adição desse tipo.165 Hino 46. ela corre: ‘Raios do céu.

7. O epíteto ‘escuro’ pode se referir ao obscurecimento do fogo pela luz do sol ou pela fumaça. as gotas estão no céu. Ele é considerado o pai de Yama. Nos leve através da escuridão. Quando seu carro voa com cavalos alados. o suco Soma foi preparado para uma libação para vocês. Compare: ‘Os outros fogos são de fato teus ramos’ (1. O ar ou atmosfera é o oceano entre o céu e a terra. eu exalto o seu louvor. 6. a atmosfera. Aśvins (Griffith) 1. na margem do oceano sua carruagem espera Gotas. O caminho do sacrifício foi feito para viajar para o objetivo mais distante: O caminho do céu se manifestou. Vocês já têm o barco de nossas canções para levá-los pelo céu. 2. e o céu e o lugar dos rios parecem aqui ser paralelismos. Concedam a nós. Agora a Manhã4 resplandece com sua primeira luz. Filhos do Oceano.6 Senhor da Casa. a Alvorada segue o brilho do seu caminho: Aprovem com raios os nossos ritos solenes. e a riqueza ou tesouro. 190. 12 Vivasvān: o ‘Brilhante’. e ele é chamado muitas vezes de Senhor e Guardião da casa ou família. Ó Aśvins circundantes. pág. estão preparadas. a riqueza está no lugar das águas. Uṣas ou Aurora. com o hino. 15. Aśvins. V. um nome do céu da manhã personificado. parece forçada e não natural. amante do oceano. 11 O sacrifício é o caminho que leva os Deuses do céu à terra. [Muir diz que nesse verso ela é chamada de ‘a amada do Céu’ (priyā Divaḥ).10 o Sol apareceu como se fosse ouro: E com sua língua iluminou o escuro. Seus corcéis gigantes se apressam pela região toda em chamas. Original Sanskrit Texts. Onde vocês manifestarão sua forma?9 10. Levem em consideração os nossos hinos. 13. 4 . e o caminho através do céu é feito visível pelo fogo sacrifical ou pela luz do dia. A paráfrase de Sāyaṇa. ó Par Aśvin. com luz contínua. Altamente. 5.59. ambos os pares de expressões significando a mesma coisa. Que salvam quando o Soma os alegra. É dito que a oblação já chegou ao céu onde os Aśvins a receberão. o vigilante. Ó residentes com Vivasvān. Venham para o Soma e ao nosso louvor. Bebam das nossas libações. ó Dois Aśvins. generoso. Entrem no navio desses nossos hinos para trazê-los para a margem de cá Ó Aśvins.12 venham.17.] 5 Prole do oceano celestial. a qual Wilson seguiu. 8 Aritram.7 8. atrelem o carro. uma força que. O cantor do louvor deles espera qualquer graça que os Aśvins concedam. pensando em nossas palavras: Bebam corajosamente do suco Soma.5 poderosos para salvar descobridores de riquezas.1). ou libação de Soma. auspiciosos.2.166 Hino 46. 9. e dos Aśvins. A conexão de Agni com a água é aludida frequentemente.11 12. 10 O ramo é provavelmente o fogo sacrifical. 6 Evidentemente Agni e não o Sol. 11. e agora a sua carruagem chegou à terra e ao lugar onde. junto com esse hino. O vasto navio8 do céu é seu. Chefes! com oblações os alimenta totalmente. Kaṇvas. como para Manu antigamente. Manu. nota 307. 7 O poeta parece convidar os Aśvins a atrelarem sua carruagem para parte da jornada e para irem encontrar esse hino que os levará como em um navio pelo céu. Ele. diz Sāyaṇa. e a terra é a margem de cá. um veículo na forma de um barco. ó Deuses com pensamento profundo que descobrem riqueza. querida Filha do Céu. Nāsatyas. 9 As gotas. Veja 10. 14. 3. A luz veio para iluminar o ramo. personificada como uma Deusa. concedam proteção. 4.

Índice ◄►Hino 47 (Griffith) ____________________ Hino 47. os muito afluentes Aśvins. envolvida ou coberta pelo sol. para estarem presentes em nosso rito. encorajadores de sacrifício. pág. 4. e concedam riquezas para o doador. Aśvins. Com auxílios desejados. Nāsatyas. encorajadores de sacrifícios. pág. como vocês trouxeram. bebam esse suco Soma muitíssimo doce.167 Com auxílios que ninguém possa interromper. Aśvins oniscientes. com seu carro de três colunas. com sua carruagem vestida de sol. Bebam-no de expressão de ontem. Nāsatyas. nos protejam. concedendo alimento ao doador virtuoso e generoso (da oferenda). dos pares. os tragam. 2 Sudās é chamado de um Rājā. Nós chamamos. fartura para Sudās. Sūkta IV) O Ṛṣi é Praskaṇva. os chamam. Aśvins. pelos três mundos’. venham até nós. hoje. Índice ◄►Hino 48 (Wilson) ____________________ 1 Com um carro com três postes. Que seus corcéis. e o outro. a métrica dos versos ímpares. aproximemse. 6. Vocês nunca beberam o suco Soma na residência preferida dos Kaṇvas? Varga 1. apreciadores de atos virtuosos. encorajadores de sacrifício. e são portadores de riquezas. como aqueles com os quais vocês protegeram Kaṇva. orvalhem o sacrifício com o suco doce. 10. 3. é a explicação que nós tivemos antes. . para beber o doce suco Soma. 348). Guias (dos homens). ou do firmamento ou do céu além. 8. 9. com hinos cantados e recitados. em seu carro. e apresentaria os termos desse modo: ‘tendo três ligamentos ondulantes de madeira.3 na qual vocês sempre têm levado riqueza para o doador (da oferenda). para a nossa proteção. Aśvins (Wilson) (Quarto Adhyāya. Venham. em seu carro bem construído. Bṛhatī. 5. 3 Literalmente: de pele de sol. o filho de Pijavana. 2. 7. bebam o suco Soma. na lunar. com libações derramadas. um na linha solar (Viṣṇu Purāṇa. isto é. 1. O comentador propõe aqui uma interpretação um pouco diferente.1 Os Kaṇvas repetem seu louvor no sacrifício. e passando. 299 [da versão em português]. Venham.2 assim tragam para nós as riquezas que muitos cobiçam. com os raios do sol. ou semelhante a ele em brilho. Varga 2. vocês que têm aspectos agradáveis. a graça do sacrifício. e triangular. portadores de riquezas. esse suco Soma muitíssimo doce está preparado para vocês. o filho de Divodāsa (Idem. Belos Aśvins. sentem-se na grama sagrada. Aśvins. os deuses são os Aśvins. sem obstrução. Satobṛhatī. vocês residam longe. do dador da oferenda. Ouçam com benevolência a invocação deles. para estarem presentes. ou perto. Nós temos dois príncipes de nome Sudāsa nos Purāṇas. Continuação do Anuvāka 9. colocados na grama sagrada empilhada três vezes. Os ilustres Kaṇvas. triangular.

de bela forma. ó Nāsatyas. Veja 1. possam nos socorrer. Trazidos em seu carro cheio de riquezas venham hoje até aquele que oferece.18. 7. Aśvins (Griffith) 1. sentem-se. Chefes. seja do céu ou do mar. esforçando-se em direção ao céu.6 venham até nós. para beber o agradável suco de Soma. Concedendo alimento a ele que age e oferece corretamente. para vocês no sacrifício os Kaṇvas enviam a oração. trazidos em seu carro que roda ligeiramente. Venham. Então. 9.168 Hino 47. 2.18. para que eles. 5 . os mais ricos.3. ornamentos de sacrifício. 10. 5. para vocês que fortalecem a Lei esse mais doce Soma foi derramado. com aquelas ajudas com as quais vocês protegeram Kaṇva cuidadosamente. em seu carro enfeitado com um dossel brilhante como o sol. Pois vocês sempre têm bebido o suco Soma na casa bemamada dos Kaṇvas. Mantenham-nos. ao que no Brāhmaṇa é chamado de Śastram (a ser recitado pelo Hotar). Ó Poderosos. de acordo com Sāyaṇa.5-25. Índice ◄►Hino 48 (Griffith) ____________________ 4 Veja 7. sobre a grama sagrada. Os filhos de Kaṇva. Veja 1. ó Aśvins. Venham.5 se vocês estão longe ou perto de Turvaśa. respondendo. 3. Aśvins.3. os chamam com doses de suco Soma derramadas. 8. Aśvins oniscientes. na grama empilhada três vezes borrifem com o suco doce o sacrifício. enquanto a canção Stoma (stotram). que seus corcéis. vocês que fortalecem a Lei. 6. 4. vocês deram a Sudās4 alimento abundante. 7 Ukthébhiḥ. bebam o suco Soma. bebam esse suco Soma doce.36. Nāsatyas. Com elogios7 e cânticos de louvor nós os chamamos até nós. é cantada pelos sacerdotes Sāma. ó Aśvins. ó de atos prodigiosos. Ó Aśvins. Aśvins. ouçam benevolentemente o seu chamado. venham junto com os raios de sol. os tragam para as nossas libações aqui. trazido em seu carro cheio de tesouros. Ó Aśvins. então agora nos concedam a riqueza que muitos anseiam. sobre seu carro triplo de três assentos. onde vocês sempre trazem riquezas para o adorador. Bebam esse espremido ontem e deem riqueza a quem o oferece. ó Senhores do Esplendor. mencionado frequentemente no Ṛgveda. 6 A tribo ou família que recebeu o nome do chefe assim chamado. ó reforçadores da santa lei.

tu (radiante) com luz pura. amanhece sobre nós com riquezas. com cem carruagens. sem um substantivo. como uma mãe de família. a métrica é a mesma que no anterior. Uṣas. nos conceda riquezas desejáveis. 12. ela ilumina o mundo. acima do nascer do sol. mas o Hino é endereçado a Uṣas. 1. solicitadores. Varga 5. e ela vem gloriosamente sobre o homem. cujos raios brilhantes auspiciosos são visíveis por toda parte. vem até nós. junto com gado e cavalos. (À chegada dela) todo bípede se agita. Todos os seres vivos a adoram. portadora de alimento. à tua ascensão as aves que se elevam nos ares não mais suspendem (seu voo). concessoras de todo tipo de fartura. aceita os nossos louvores. a afluente filha do céu afugenta os malevolentes. 13. traze. 1 Esses três epítetos estão. com ‘as divindades do amanhecer’. te louvam. 3 e. e manda clientes (para seus patronos). Rosen completa com ‘horas matutinas’. a diretora (dos deveres domésticos). muita felicidade. o alento e vida de todas (as criaturas) repousam em ti. tu apareceste. existe entre a raça humana. filha do céu. fala-me palavras gentis. Ela anima os diligentes. difusora de luz. antigamente). 3 Ela solta questionadores. 10. ‘com muitos raios de luz’ é o que é pretendido pelas muitas carruagens da alvorada. diariamente. 4 Talvez. que. Brilha em volta. todos os dias. deusa bondosa. levando todas (as criaturas) transientes à decadência. como se fossem muitas. no feminino plural. e facilmente obteníveis. diz Sāyaṇa. Repletas de cavalos. 5. Uṣas. que ela seja visível. Uṣas. o comentador preenche. (satisfeita) por nossas oferendas. 1 (as divindades da manhã) são possuidoras do tanto que é necessário para as habitações (dos homens). não conhece atraso. ou Aurora. Uṣas. vem. para beberem o suco Soma.4 8. tendo se levantado de manhã cedo. a quem os sábios antigos invocavam por proteção e por alimento. Que aquela Uṣas. Que ela apareça hoje. e. de muitos tipos. e dispersa os que absorvem (a umidade). traze para a cerimônia os piedosos. e ela acorda os pássaros. trazendo-nos. Aurora (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. 6. 2 O texto é: ‘como aqueles desejosos de riqueza para o oceano’. A divina Uṣas residiu (no céu. a excitadora de carruagens que são atreladas por causa da chegada dela. 7. oferecendo oblação. e tu mesma concede a nós alimento excelente e revigorante. todos os deuses. Adorável Uṣas. todos. pois eles. Uṣas. Dos mais sábios desses homens Kaṇva proclama a fama. Essa Uṣas auspiciosa tem atrelado (seus veículos) de longe. ouve a nossa invocação. derramadora de orvalhos. a alvorada personificada. amanhece sobre nós com alimento abundante. agradáveis. Visto que. amanhece sobre nós com abundância (de gado).2 4.169 Hino 48. 14. Difusora de luz. . Concessora de alimento. Uṣas. com teu carro amplo. repletas de vacas. 11. aceita o alimento (sacrifical) o qual. e dissipando a escuridão. Varga 3. desse modo. nutrindo (a todos). possuidora de riqueza extraordinária. 9. vão para as casas daqueles que são seus respectivos benfeitores. portanto. 3. Varga 4. Uṣas. como aqueles que estão desejosos de riqueza (mandam navios) para o oceano. 2. manda-nos a afluência da riqueza. quando tu chegas os homens sábios dirigem suas mentes para atos de caridade. com esplendor que anima. portadora do que é bom. do firmamento. o comentário completa com ‘mandam navios’.

os quais. 5. Como uma boa mãe de família Uṣas vem cuidando de tudo atentamente. Essa Aurora atrelou seus corcéis à distância. ó Uṣas. 9. a Filha do Céu. conduzida em cem carruagens ela. a opulenta. e. ó Uṣas. Traze. 8. têm fixado seu pensamento nela. Aurora auspiciosa. que leva carros adiante. Generosa. e radiante em nossos ritos solenes. ó Senhora da Luz. ó Uṣas. Ó Uṣas. desperta para mim os sons da alegria. tu de riqueza maravilhosa.7 4.170 15. concessoras das bênçãos de toda riqueza. Amanhece sobre nós com prosperidade.6 trazendo cavalos e vacas. a Deusa. que arcam com todos os gastos e remuneram os sacerdotes.5 concede-nos uma habitação espaçosa e segura. 2. As Auroras dos dias anteriores. têm frequentemente se apressado para nos iluminar. visto que tu. desse modo. e com gado abundante. hoje. e agora amanhecerá. com toda fama que confunde inimigos. avança em seu caminho até os Homens. Índice ◄►Hino 49 (Wilson) ____________________ Hino 48. Uṣas amanheceu. Senhora da Luz. chefe da linhagem de Kaṇva. Excelente! tu apareces à vista. Para encontrar seu olhar todas as criaturas vivas se curvam. conforme ela se aproxima. trazendo para nós grande abundância de felicidade excelente. 6 . força digna de elogio e poder de herói. dá-nos. 10. após tua manifestação os pássaros que voaram não mais descansam. associa-nos com riqueza grande e multiforme. Aqui Kaṇva. 6. além do nascer do Sol. Traze do firmamento. os piedosos para os ritos sagrados. todos os deuses. 5 Os pontos leste e oeste do horizonte. Ó rica em opulência. ó Uṣas. ela agita todas as criaturas que têm pés. cada um para a sua atividade. 3. aqueles que como sacerdotes cantam louvores a ti. dadora de sustento. ela faz a luz. Elas. 8 Os príncipes são os ricos patrocinadores ou instituidores de sacrifício. Filha do Céu. conforme tu te aproximas. nos concede vacas e cavalos. como os buscadores de glória no oceano. ouve. Aurora (Griffith) 1. gado e alimento. 7. o nosso chamado. Filha do Céu. e faz voar as aves do ar. dirigem seus pensamentos para doações generosas. 16. Ó Uṣas. manda-nos as riquezas dos grandes. brilha inimigos e inimizades para longe. quando. Uṣas. despertando toda vida. 7 A aproximação da Aurora coloca carros ou carroças em movimento do mesmo modo como ela faz navios ou barcos que estavam ancorados durante a noite se moverem para o mar aberto. com alimento. Adorável Uṣas. Excelente. Trazida em teu carro sublime. ela não conhece atraso enquanto ela emerge. deusa. Uṣas. Ela envia os ocupados. para que eles possam beber o nosso suco Soma. Porque em ti se encontra o alento e vida de todo ser vivo. amanhece com riquezas. Deusa. canta alto as glórias dos nomes dos heróis – dos príncipes8 que. Brilha sobre nós com tua luz radiante. sendo o que és. 12. obtém tu mesma a força que entre os homens é extraordinária. Amanhece com grande glória. abriste os dois portões do céu com luz. e. 11.

Que Uṣas. 3. Uṣas. 15. Uṣas. A ti. Justamente de cima do reino brilhante do céu vem. na ampla e bela carruagem na qual tu viajas. e em volta as aves aladas voam em bandos de todos os limites do céu. Uṣas. a quem os Ṛṣis dos tempos antigos invocavam para sua proteção e sua ajuda. Aurora (Griffith) 1. como tu com luz abriste hoje as portas gêmeas do céu. Traze-nos a riqueza abundante. a riqueza que o trabalho fácil possa obter. dissipando a escuridão. Índice ◄►Hino 50 (Wilson) ____________________ Hino 49. até o devoto oferecedor da libação. Varga 6. Uṣas de cor branca. 4. 2. Uṣas. os Kaṇvas. vem. quando teus momentos retornam. de todas as coisas boas. 16. a partir da tua chegada bípedes e quadrúpedes (estão em movimento). nos conceda grandes riquezas. Ó Deusa. Poderosa. Índice ◄►Hino 50 (Griffith) ____________________ Conforme o Nighaṇṭu. vem. com generosidade e com luz brilhante. por caminhos auspiciosos. por caminhos auspiciosos. ó Uṣas leve para se mover – Com ele. desejosos de riqueza. tal como tu és. belas em forma. enviada de toda forma. os Kaṇvas. que as (vacas) púrpuras1 te levem para a residência do oferecedor do suco Soma. Uṣas. dá-nos alimento com vacas. 1. te louvam com seus hinos. de forma bela. O comentador explica aruṇápsavaḥ como as vacas púrpuras. Uṣas brilhante. cujos raios auspiciosos são vistos resplandecentes em volta. 14. de além da brilhante (região do) firmamento. e as aves aladas voam em bando por toda parte. Tu. têm chamado com canções sagradas. 2. os veículos da manhã. 3. a revigorante comida copiosa. a métrica é Anuṣṭubh. Uṣas. assim nos concede uma morada ampla e livre de inimigos. filha do céu. iluminas o universo brilhante com teus raios. Aurora (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e divindade são os mesmos. Índice ◄►Hino 49 (Griffith) ____________________ Hino 49. iluminas todo o reino radiante. Tu. Poderosa.171 13. todos os quadrúpedes e bípedes se agitam. 4. surgindo com teus raios de luz. 1 2 . o esplendor que subjuga todos. os veículos da manhã. vacas púrpuras. O carro no qual tu sobes. como tu és. desde os limites do céu. a força. as nuvens vermelho-escuras que acompanham o amanhecer. responde com benevolência aos nossos cânticos de louvor. Que corcéis vermelhos2 te levem para a casa daquele que derrama o suco Soma. ó Filha do Céu. tu rica em despojos e riqueza. ó Uṣas. hoje. ajuda os homens de fama nobre hoje. isto é. desejosos de riqueza.

Sūrya. 5. a luz excelente. as últimas quatro. que cura doenças. 3. ou lepra.6 11. e contemplando tudo o que tem nascimento. em teu carro. A escuridão. ultrapassaste a todos em velocidade. são assim designados. que é o criador da verdade ou luz espiritual. que remove pecados. entre os deuses. de acordo com o Smṛti. e a cor amarela (do meu corpo). cor verde ou amarela. Tu te ergues na presença dos Maruts. 10. Consequentemente. ó Sol. os Maruts. que. isto é.7 Nakṣatrā. são vistos na forma de constelações. nós podemos ter uma alusão a um sol espiritual. em outro texto vêdico. novamente. ainda. da qual ele estava sofrendo. dedicado ao sol. 7. olhas para esse mundo portador de criaturas. por se dedicarem a deveres religiosos nesse mundo. Esse verso e os dois seguintes constituem um tṛca ou grupo de três versos. são refletidos para o interior. o curou de uma enfermidade cutânea. Com aquela luz com a qual tu. (À aproximação) do Sol que ilumina tudo. o que purifica e defende do mal. o deus é Sūrya. na época 1 . a repetição dos quais. com a noite.3 tu brilhas por toda parte no firmamento inteiro. Sūrya (Wilson) (Sūkta VII) Praskaṇva é. louvado com hinos desse modo por Praskaṇva. 2 Sāyaṇa diz que. significa o pecado. de modo semelhante como os raios do sol. e vem com elas autoatreladas.4 tu te ergues na presença da humanidade. Sūrya divino e difusor de luz.172 Hino 50. teus sete corcéis5 conduzem a ti. caindo sobre um espelho colocado na entrada de um aposento. o sol. nós nos aproximamos do Sol divino. 5 Os quais podem também significar os sete raios. O culto especial do sol. por icterícia ou em moléstias biliares. remove a enfermidade do meu coração. aqueles que. as estrelas em geral. medindo dias e noites. harimānam. o Ṛṣi. 9. de modo que ele pode ser visto por todos (os mundos). as constelações 1 partem. são considerados como as residências dos deuses. 1. um antídoto para veneno. é dito. 8. se encontram em uma substância aquosa. Varga 8. como ladrões. os quais. ou as formas visíveis das pessoas virtuosas depois da morte. e dão luz a ele. Varga 7. na Índia. 6 Aqui. e de modo a ser visto na presença de toda a (região) do céu. As primeiras nove estrofes estão na métrica Gāyatrī. até para a lua e os planetas. e subindo para o mais alto céu. 4 O texto tem ‘diante dos homens ou povos dos deuses’. Seus corcéis mantêm no alto o divino Sol onisciente. da qual os raios do sol são refletidos. Tu. que permite que todos os seres atravessem o oceano da existência. 4. ou os asterismos lunares. o sol se move 2. 2. com as devidas formalidades. Radiante com luz benevolente. de acordo com Sāya ṇa. que é visto por todos os que desejam a emancipação final. Os sete cavalos são os dias da semana: os sete raios podem expressar o mesmo. Aquelas constelações são os corpos luminosos daqueles que praticam atos religiosos. de cabelo brilhante. identificando o sol com o espírito supremo. 3 Jyotiṣkṛt. Observando a luz surgindo acima da escuridão. erguendo-te hoje. chegam a Svarga. Śaunaka chama o par de versos de mantra.2 tu és visível para todos. é dito. O Sol uniu as sete éguas que puxam sua carruagem com segurança. Seus raios iluminadores observam os homens em sucessão. isto é. na Anuṣṭubh. 6. à noite. e a aproximação do sol significa reunião com o espírito supremo. É dito que Sūrya. e que torna tudo luminoso por meio da luz da mente. como fogos ardentes. dando luz para todas as coisas. tu és a fonte de luz. é considerada como curativa de doenças. de acordo com diferentes textos. 7 Hṛdroga pode também significar azia ou indigestão. Sāya ṇa também explica a passagem inteira metafisicamente. 202 yojanas na metade de um piscar de olhos. pois eles. é a mudança externa da cor da pele. e o meio de obter felicidade atual e libertação final. Tu atravessas o vasto espaço etéreo.

hāridrava.11 6.173 12. 4.12 Sobre a atarefada raça de homens. 8.] 11 [A última frase por Macdonell: ‘para todos. em seu interessante Mémoire sur l’Inde. Atravessando o céu e o extenso ar. Ou vamos transferir essa minha amarelidão para as árvores Haritāla. Deus. Reinaud. Sūrya. de modo que eles possam ver a luz celestial’. 12.15 das primeiras incursões dos muçulmanos. ó tu que enxergas longe. de data antiga. 9. de modo que todos possam olhar para ele. haritāladruma. ele segue adiante. Seus raios precursores são vistos de longe refulgentes sobre o mundo dos homens. usada aqui como uma designação (aquele que envolve). Esse Āditya ergueu-se. o Deus que conhece tudo o que vive. Mas não existe uma árvore assim chamada. As constelações vão embora. 13 [Éguas baias – Macdonell. de lepra. criador da luz. 2. seus raios. 8 Assim o comentador interpreta o hāridrava do texto. Sūrya (Griffith) 1. vendo todas as coisas que têm nascimento. 11. Sol.10 Como chamas de fogo que queimam e resplandecem. como Sāyaṇa ressalta. Deus entre os Deuses. como ladrões. tu medes nossos dias com teus raios. Haritāla mais comumente significa pigmento amarelo. e era então. subindo ao céu mais elevado. 3. 7. têm brilhado de longe através das muitas casas dos homens”. que atribuía àquele corpo luminoso a cura de Sāmba. do começo ao fim. Iluminando todo o reino radiante. Sāyaṇa a explica como ‘aquele que afasta o mal’. são chamados de filhas da carruagem. 10.] 14 Os sete cavalos que puxam seu carro. junto com seus raios de luz. e aplicada a Sūrya. destruindo o meu adversário. Sua própria equipe estimada. Sūrya. de um caráter antigo. Rápido e todo belo és tu.14 com essas. Vamos transferir a cor amarela (do meu corpo) para os papagaios. Contemplando a luz mais elevada acima da escuridão nós nos aproximamos De Sūrya. Seus raios brilhantes o mantêm no alto. ou para a (árvore) Haritāla. – Hymns from the Rigveda. originando-se com as noções primitivas dos atributos de Sūrya. Diante do Sol que tudo vê. O hino é. Sūrya atrelou as Sete puras brilhantes. com o cabelo radiante. Sete Cavalos Baios13 atrelados ao teu carro te conduzem. aqui aludidos. sem dúvida. 9 O inimigo aqui indicado é a enfermidade ou doença. um pó vegetal amarelo. como intimamente conectados com ela. ó Sūrya. Aqui toda a luz para ser contemplada. Surgindo nesse dia. o filho de Kṛṣṇa.9 Índice ◄►Hino 51 (Wilson) ____________________ Hino 50. para os estorninhos. Sūrya remove a doença do meu coração. pois eu sou incapaz de resistir ao meu inimigo. 5. ó rico em amigos. e os quais. 10 [Essa primeira frase Macdonell lê: “Seus feixes de luz.8 13. é narrado integramente pelo Sr. . tu vens até aqui para a humanidade. a luz que é a mais excelente. Com aquele mesmo olho teu com o qual tu olhas o brilhante Varuṇa. Para papagaios e estorninhos vamos dar o meu tom amarelado. com todo (o seu) poder. tira de mim essa minha cor amarela. O número sete faz referência aos sete dias da semana. Tu vais até as hostes de deuses. as filhas do carro.] 12 Varuṇa: a palavra é.

entre os romanos. as pessoas com icterícia eram chamadas de ‘icterici’.174 13. xxx. Com todo o seu vigor conquistador esse Āditya ergueu-se no alto. Dizia-se que o pássaro morria em lugar do paciente.). uma das muitas variedades dos estornídeos ou família dos estorninhos. Índice ◄►Hino 51 (Griffith) ____________________ 15 [Veja a nota 8. não me deixes ser vítima do meu inimigo.] A palavra hāridrava é explicada no Petersburg Lexicon como certa ave amarela. A amarelidão mencionada nesse verso é provavelmente a cor da pele na icterícia. de acordo com Plínio (H. . por causa da noção fantasiosa de que a doença era curada por olhar para o icterus.N. Para papagaios e estorninhos: similarmente. Dando o meu inimigo na minha mão. II.

3 É dito que os Ṛbhus aqui significam os Maruts.11 benigno para os homens. que é alegrado por hinos. – yantras. A partir de um texto citado do Yajur-Veda. o deus se tornou filho dele. o resto. e é um oceano de riqueza.12 Varga 10. para o benefício da humanidade. por teus estratagemas. Dānumat é explicado variadamente. o que humilha seus inimigos. com o raio. e bebeu o suco Soma. hostil ou maligno. 7 Por vários meios ou artifícios. sob o nome de Savya. para obter um filho que se parecesse com Indra. sê valente’. quebrador de montanha. que é Ahi.4 imbuído de vigor. 5. ou um rebanho de gado. um Dāvana. de dānu. portanto ele era chamado de Ahi. 12 Pipru é chamado de Asura. no comentário. ou ele pode ser um epíteto de vasu. os dois últimos versos estão na métrica Triṣṭubh. Os protetores e amparadores Ṛbhus. de um adorador a quem eles oprimiam. 6 O termo é gotra. como alguém que faz uma injúria. significa. o Hino é endereçado a Indra. e os Vajasaneyis relatam que. como Śakra. e por eles palavras encorajadoras foram proferidas. 9 Parvate dānumad vasu. um inimigo. tu retiveste. tu pisaste. ou para o benefício. dos descendentes de Aṅgiras. com louvores. Ahi parece ser a personificação de todos os benefícios deriváveis de sacrifício. o destruidor. os últimos disseram arrogantemente: ‘Não vamos oferecer sacrifício para ninguém’.3 se apressaram para a presença de Indra. e. em linguagem comum. com teus pés. 10 Vṛtra. cujos bons atos se espalharam. o matador. é dito. visto que ele era o mesmo que tudo isso. dar. Sūkta I) O Ṛṣi é Savya. desde tempos remotos tu nasceste para a destruição dos opressores. Tu defendeste Kutsa. aquele carneiro.175 Hino 51. sobre o grande Arbuda. fizeram as oblações às suas próprias bocas. com alimento. Tu. na forma de um carneiro. nas (pelejas) destruidoras de ladrões. que é adorado por muitos. referindo-se a uma lenda na qual é narrado que Indra chegou. explicado como uma nuvem. quando houve uma disputa entre os deuses e os Asuras. é um dos doze Ādityas. riqueza ‘adequado para generosidade’. na Jagatī. 5 Eles exclamaram: ‘Golpeia. como os raios de luz. tu destruíste Śambara. 8 tu estás manejando teu raio em defesa de um adorador envolvido em combate. os Asuras. dasyuhatyeshu. um Asura.10 tu tornaste o sol visível no céu. o tesouro do malévolo. 6. como um nome de Indra. 1 . conhecimento. e iluminando o firmamento. explicado como hantṛ. Em todo caso. 4 Indra. 1 o filho de Aṅgiras. Varga 9. Tu abriste o receptáculo das águas. ‘Na montanha’ significa a residência de Indra. 8 Vimada é chamado. isto é. o realizador de cem atos religiosos. 2 Tyaṃ meṣaṃ. Ou meṣa pode ser traduzido como ‘vitorioso sobre inimigos’. de Maharṣi. desprezando Agni. por isso. 4. tendo realizado culto. de movimento gracioso. para Vimada. – ladrões ou bárbaros.13 É dito que Aṅgiras. Bhagavan. alimento e prosperidade. 11 De acordo com os Kaushítakís. em batalhas que mataram os Dasyus. que atormenta seus adversários por cem portas. ou sóis. ele alude. em lutas fatais com Śuṣṇa. 9 quando tu tinhas matado Vṛtra. quando todos os deuses o tinham abandonado. ou. em defesa de Atithigva. Indra (Wilson) (Anuvāka 10. a um sacrifício solenizado por Medhātithi. por quem Indra foi ajudado e encorajado. 1.2 (Indra). na montanha. por causa do gozo de prosperidade. alguém que descende de Danu. Gotrabhid. Adorem o poderoso e sábio Indra. e defendeste bem Ṛjiśvan.7 tu tens concedido riqueza. fama. Animem. como aplicado ao gado. Tu abriste a nuvem6 para os Aṅgirasas. tu destruíste as cidades de Pipru. tu mostraste o caminho para Atri. ofereceram oblações para eles mesmos. Indra. 2. o ato foi realizado por causa das preces. Ṛjiśvan. à recuperação das vacas roubadas por Paṇi.5 3. humilhaste os enganadores que ofereciam oblações às suas próprias bocas.

sê tu. e como afirmado pelo comentador. Ela é detalhada no Bhāgavata e Padma Purāṇas. como tu és satisfeito por meio dos sucos Soma vertidos. humilhando os que negligenciam atos sagrados. 8. a tua vontade se deleita em beber o suco Soma. te levem. Cyavana se apropriou da parte da oblação destinada aos Aśvins. carruagens. louvando-te. 14. Indra. 9.18 Todas essas tuas proezas devem ser recitadas em teu culto. Se Uśanas aguçasse o teu vigor por meio do dele. então teu poder apavoraria. se apaixonado por ela. 11. uma nova oferenda foi preparada. 12. 13 . para beber as libações. que o raio está depositado em tuas mãos. para (compartilhar do) alimento sacrifical. mas não aparece se ele é o mesmo que o Divodāsa dos Purāṇas. em cerimônias que te deem satisfação. a jovem Vṛcayā17 para o idoso Kakṣīvat.16 Está satisfeito com elas. e são hostis àqueles que as fazem. ele extrai as águas. 17 É dito que Vṛcayā foi dada para Kakṣīvat na cerimônia de Rājasūrya. e se espalhando pelo céu. que os corcéis atrelados pela vontade. por sua intensidade. O comentador diz. que é possuidor20 de cavalos. como o nome de um Ṛṣi. sendo. foste Menā. provavelmente. Eu estou desejoso de louvar todas as tuas façanhas. em favor daqueles que estão presentes (com seu louvor). 19 É dito que os Pajras são os mesmos que os Aṅgirasas. está presente. que um Ṛṣi chamado Vamra tirou vantagem da ausência de Indra de um sacrifício. Tu deste. Indra tem sido recorrido. Quando Indra está satisfeito com hinos aceitáveis. o céu e a terra. para apaziguá-lo. Louvor pelos Pajras19 é (tão estável) quanto a ombreira de uma porta. idoso ou adolescente. e punindo aqueles que se afastam do culto dele. puxado por corcéis que corcoveiam mais e mais obliquamente. pelo que Indra ficou furioso. a filha de Vṛṣaṇaśva. levou consigo os (materiais de sacrifício) acumulados. a medula ou essência da terra. Diferencia entre os Árias e aqueles que são Dasyus. a tribo respeitável ou civilizada. é sabido. O Aitareya Brāhmaṇa o chama de príncipe da linhagem de Manu. e oferecendo libações. gado. significando filho ou descendente de Śaryāti. (nos sacrifícios) de outros. o encorajador do sacrificador. 18 O Brāhmaṇa é citado para uma história singular de o próprio Indra ter se tornado Menā. Śambara e Arbuda são designados como Asuras. em favor daqueles que os cumprem.176 7. e. Desse modo tu obténs fama imperecível no céu. todo o vigor está totalmente concentrado. no qual Indra e os Aśvins estavam presentes. para que ele possa ajudar os virtuosos. Kutsa nós tivemos antes. O comentador cita essa história do Kauṣītaki Brāhmaṇa. Varga 11. A Menā dos Purāṇas é uma das filhas dos Pitṛs. Indra. Indra. ainda não subjugadas pelos seguidores dos Vedas. em sua aflição. 14 Os Árias.14 reprimindo aqueles que não realizam ritos religiosos. O termo é um patronímico. o dador de riquezas. com Svadhā. a filha de Vṛṣaṇaśva. Śuṣṇa. para levar embora a pilha de oferendas acumuladas. que era o quarto filho do Manu Vaivasvata. as tribos incivilizadas da Índia. 15 O texto aqui é obscuro: ‘Vamra destruiu as coleções’. os Āryas. são aqueles que praticam ritos religiosos. Indra. O Ṛṣi Cyavana se casou com a filha dele. e riqueza. Corta toda a bravura do inimigo. o rei das montanhas. como se depreende a partir desse e do verso seguinte. 16 Śāryāta era um Rājarṣi – de acordo com o comentador – da linhagem de Bhṛgu. que és poderoso. Em ti. 15 10. Vamra. e a esposa de Himavat. e tem subjugado as extensas cidades de Śuṣṇa. com a velocidade da mente. Assim como tu te deleitaste no que foi preparado (no sacrifício de) Śāryāta. obriga-os a se submeterem ao realizador de sacrifícios. posteriormente. repleto (de energia). Nenhuma notícia sobre ela é encontrada em outros lugares. ele sobe (em seu carro). enquanto louvando-o. por nós. Tu subiste em tua carruagem prontamente. É dito que Atithigva significa o hospitaleiro. feroz. 13. – esperando tais doações do instituidor da cerimônia. Indra permanece. Amigo do homem. e de ter. em uma torrente. enquanto os Dasyus são aqueles que não observam cerimônias religiosas. Tu. Sukratu. 20 Ou isso pode ser traduzido como ‘que está desejoso de possuir’. e um sacrifício solene foi celebrado na ocasião. e a ser chamado também de Divodāsa. da (nuvem) passageira.

o tesouro é a chuva fertilizante. que enche o ar. como não indigno dos próprios deuses. o auto-resplandecente. o possuidor de energia verdadeira. 29 Pipru é um dos demônios do ar. o mar de riqueza.22 e sobre Śatakratu veio o grito alegrador que o incitou adiante para a vitória. O alemão rausch é o mais próximo do sânscrito mada. fazendo teu raio dançar na luta do sacrificador. para Atithigva deste Śambara como uma presa. mostrando a ele cem modos de escapar. Alegrem com canções aquele Carneiro21 que muitos homens invocam. o mais generoso para o nosso bem. tu desde os tempos antigos nasceste para matar os Dasyus. 24 Uma antiga família sacerdotal. Veja 1. 26 A montanha é a nuvem. Indra o libertou do cativeiro. 2. as fortalezas dele são as nuvens que retêm a chuva. mais ainda. nesse conflito.28 Tu. e residamos em uma (habitação) próspera. 6. Para Vimada tu tens concedido alimento e riqueza. diz o professor Max Müller. de coração de herói. Até o poderoso Arbuda tu esmagaste. (concedida) por ti.177 15. livraste o Sol que tinha sido escondido por Vṛtra. pois nós não temos uma palavra poética para expressar um estado elevado de excitação mental produzido por beber o suco intoxicante da Soma e outras plantas. 4. Tu descobriste o estábulo das vacas23 para os Aṅgirases. ‘Aqui novamente’. Cujos atos benevolentes para os homens se espalharam amplamente como os céus: cantem louvores a ele o sábio. 28 Literalmente. entusiasmo. ou qualquer outro idioma moderno. o poderoso. tu.24 e abriste um caminho para Atri25 por cem portas. digno de cânticos de louvor. Aqui a referência é a um carneiro de combate. Que nós sejamos auxiliados. demoliste as fortalezas de Pipru. deleite. o qual não tem algo oprobrioso misturado com ele. é a personificação do calor excessivo antes das chuvas.10. te chamavam ou te ofereciam acima ou por sobre o ombro. 25 Um Ṛṣi geralmente enumerado com os Aṅgirases entre os Prajāpatis ou progenitores dos homens. ergueste o Sol no céu27 para todos verem. um demônio da seca. por muitos heróis. Essa adoração é oferecida ao derramador de chuva. apressando-se em êxtase.2. Como auxiliares os hábeis Ṛbhus ansiavam por Indra forte para salvar.6. Tu abriste as prisões das águas. tu na montanha apreendeste o tesouro26 rico em dádivas.1. Indra. 22 .29 e ajudaste Ṛjiśvan quando os Dasyus foram mortos. como um estado no qual o guerreiro e o poeta fariam suas melhores realizações. Indra. Quando tu tinhas matado com poder o dragão Vṛtra. Índice ◄►Hino 52 (Wilson) ____________________ Hino 51. 27 De acordo com Sāyaṇa.’ Nessa versão mada tem geralmente sido traduzida como êxtase. Indra. com poderes celestiais aqueles que te invocavam de brincadeira. ou alegria selvagem. Veja 1. cercado em volta por força. 23 A nuvem escura que mantém as águas aprisionadas. ou [veja a nota 2]. 3. Indra (Griffith) 1. Vimada também era um Ṛṣi dos tempos antigos. Quando alegrados pelas doses de Soma. Com poder extraordinário tu sopraste para longe os demônios feiticeiros. enquanto nos tempos antigos aquele estado de excitação era celebrado como uma bênção dos deuses. Tu salvaste Kutsa quando Śuṣṇa foi derrotado. Indra. 5. ‘o Secador’. 30 Śuṣṇa. ‘a dificuldade em representar o pensamento vêdico em inglês. aparentemente uma antiga expressão proverbial aplicada àqueles que em vez de sacrificarem para os Deuses colocavam a oblação planejada em suas próprias bocas.30 21 Aquele carneiro famoso. Śambara e Arbuda são demônios similares da atmosfera. se torna evidente.

e os últimos são os maus e ímpios. Em 1. todas essas tuas façanhas devem ser contadas em festas Soma. Indra é o único Senhor da riqueza.] 34 O Ṛṣi Uśanā. vacas e cavalos. Tu sobes no teu carro em meio a fortes goles de Soma: Śāryāta te trouxe aquelas36 nas quais tu tens prazer. amante de riquezas. aparece no Veda como o amigo especial de Indra. e ele partiu em pedaços as fortalezas bem construídas de Śuṣṇa. estejamos. Diferencia bem Árias31 e Dasyus. Mais tarde. o adorador fiel. ó Indra. tu te ergues à glória incontestável no céu. ‘o poder’ significa o raio que conquista.32 Sê o forte incentivador do sacrificador. 14. verdadeiramente grande e forte. 39 O hino parece ter sido endereçado a Indra por auxílio em uma batalha vindoura. atrelados pelo pensamento.34 Ó de alma de herói. Para ele. O Forte disparou seu raio com a torrente rápida de chuva. embora em outros lugares a fabricação dele seja atribuída a Tvaṣṭar. têm te levado à fama enquanto tu estás cheio de poder. 8. 32 Isto é. Indra entrega os sem lei para o homem piedoso. Para o idoso Kakṣīvān. teu espírito generoso se alegra em beber suco Soma. foste Menā. com os príncipes. muito sábio. 37 Isto é.1. quando tu estás satisfeito com homens cujo Soma flui. tu deste a jovem Vṛcayā. Tu.37 13. o sacerdote que cortou e espalhou a erva sagrada para os Deuses. hábil em canção.39 ó Indra. punindo os bárbaros os entrega para aquele cuja grama está espalhada. neste combate. os cavalos de Vāta.178 7.33 10.12 é dito que ele deu para Indra o seu raio: ‘O raio que Kāvya Uśanā te deu antigamente’. Índice ◄►Hino 52 (Griffith) ____________________ 31 Os Āryas são.38 espremedor de Soma. destruindo por meio dos Fortes aqueles que não têm força. também. filha de Vrsanśva. quanto tu estás alegre com o Soma oferecido por teus adoradores tu realizas as tuas façanhas mais gloriosas. carros. Veja 1. 15. firme como um batente. 36 Doses de suco Soma. ele monta seus corcéis que guinam cada vez mais largamente. O amparo do homem bom em sua necessidade é Indra. o Doador. 38 Um Ṛṣi. [Veja a nota 15. Indra. esse louvor é proferido.121. também chamado de Kāvya ou filho de Kavi. Conhecido é o raio que se encontra em teus braços: arranca com ele toda a bravura viril do nosso inimigo. . e os Dasyus são os povos originais e hostis da Índia. todos esses teus atos são o meu deleite em festivais. 11. Que nós e todos os heróis. os primeiros são os povos verdadeiros e leais. 35 Bebeu o Soma estimulante. louvado entre os Pajras. fiéis a Indra e aos Deuses. a princípio. 9. o filho de Uśij. o auto-resplandecente. O poder que Uśanā produziu para ti com poder parte ambos os mundos em pedaços em sua grandeza e com força. o povo que fala a linguagem do Veda. Vamra quando glorificou destruiu as pilhas reunidas do ainda crescente que podia alcançar o céu. Quando Indra se regozijou35 com Kāvya Uśanā. 12.18. o Poderoso. sob o teu cuidado. 33 A segunda metade da estrofe é ininteligível. Aqui. Todo o poder e força estão reunidos estritamente em ti.

estavam viajando em um deserto. dotado de mil meios de proteger (seus devotos). rompeu as defesas de Bala. portanto chamados de Āptyas. para se apropriarem da propriedade dele. do qual o mais novo. e. diz que Agni jogou as cinzas das oferendas queimadas na água. Ele. ele rezou para todos os deuses libertarem-no. Roth. mas com sua precisão habitual. vol.Indische Alterthumskunde. que se deleita no alimento sacrifical. o termo do texto. ele imagina que ele seja o original do Thraetona. Aquele Indra a quem. em um sentido muito diferente daquele que ele deu. e de formas não distorcidas. A identidade de Trita e Traitana. a quem cem adoradores ao mesmo tempo são assíduos em louvar. e estava derramando as águas. após o que. de onde ele foi libertado pelas mesmas divindades. Seus aliados. e a própria estrofe citada. do que ele morreu. Jagatī. com muitas orações. as libações borrifadas sobre a grama sagrada reabastecem. – a ele eu invoco. e. VIII. tornaram-se insubordinados. Additions. como uma montanha. mas isso não aparece na narrativa. um dos heróis do Shāh-nāma. Diz-se que os escravos de Dīrghatamas. na Nīti-mañjarī. um nome que ocorre em um texto do Ṛc. ao considerar tritaḥ como um nome próprio. na situação da morte de Vṛtra. a forma Zend de Feridún. O Dr. jogando-o no fogo. ele efetuou sua fuga. e. significa uma circunferência. e. v. no entanto. cresceu em vigor. ele permaneceu firme. e da antiga tradição persa. O professor Lassen parece disposto a adotar essa identificação. a métrica do décimo terceiro e décimo quinto versos é Triṣṭubh. acompanharam. Morgenländischen Gesellschaft. Langlois está mais correto. ou filhos da água. em meio às torrentes. chegaram a um poço. Eu imploro a Indra. através das coberturas (do poço). tirou água e a deu para seus irmãos. se apressando até ele. em uma ocasião subsequente. 388). 216. Varga 12. O Sr. então. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. o hino no qual o 2 . ido tirar água de um poço. a lenda pode dever sua origem. como rios se precipitam em declives. 2. primeiro. a fonte da felicidade. é explicada. Quando Indra. sendo afligidos pela sede. estimulado pelo alimento sacrifical. Roth pensa que Trita é o mesmo que Traitana.1 que faz o céu conhecido. 9). Traitana. o sábio recitou. aquele Indra a quem os Maruts.179 Hino 52. a função propriamente dita da erva sagrada. p. feriu-o na cabeça. junto com sacerdotes eruditos. no céu. Colebrooke citou essa história brevemente. eles o jogaram no poço. seguindo os Taittirīyas. Ekata. do resto. o precederam. para subir no carro. mas ele as atravessou com facilidade. e tentaram destruí-lo. ou tampa. A lenda é contada pelo comentador. A história é narrada de um modo um pouco diferente na Nīti-mañjarī. que são desimpedidos. como um corcel veloz. como autoridade para o último nome. como também pela versão da história encontrada na Nīti-mañjarī. animados (por libações). Trita. às três folhas da qual.II. (hino 105. Tritaḥ pode significar triplo ou tríplice. . em seu relato do Ṛgveda (Asiatic Researches. pelo Dr. O Sr. um dos escravos. tinha matado Vṛtra que obstruía os rios. que é alegrado pelo suco Soma. aparece em outra parte. Nessa aflição. na água. – em direção ao sacrifício. por Agni. – o qual acelera. Adorem bem aquele carneiro. Ekata. como os rios da mesma natureza. pela graça deles. vol. Indra. o mais generoso Indra. 3. caiu nele. Trita tendo. – Zeitschrift der D. ou defesas. Dvita e Trita foram três homens produzidos em água. uma cobertura circular. fazendo a frase: ‘como através das coberturas triplas’. a fim de remover ou esfregar os resíduos de uma oblação de manteiga clarificada. de onde surgiram sucessivamente Ekata. ainda não foi estabelecida. 5. e. que. Dvita e Trita. . p. tendo coberto o topo com uma roda de carroça. com mente dirigida à adoração religiosa. os secadores de umidade. que está expandido do começo ao fim do orvalhoso (firmamento). O comentador. de onde ele foi salvo pelos Aśvins. peito e braços. É dito que três irmãos. e os Asuras empilharam coberturas sobre a entrada dele. e então infligiu lesões semelhantes em si mesmo. 1. Em retribuição. como auxiliares. Paridhi. para impedir sua saída. Dvita e Trita. eram. Depois desses acontecimentos. como fez Trita. pois ele é o concessor de alimento abundante: 4. para a minha proteção. o deixaram no poço. quando ele estava velho e cego. em louvor dos Aśvins. . que é vitorioso sobre seus inimigos.2 1 Veja a nota 2 do hino 51. É a essa proeza que o fato de Indra romper as defesas do Asura Bala é comparado. convertendo o último em uma deificação. e confirmada por outras passagens do texto. lutando contra o retentor da chuva. colocadas sobre o altar. enchem o oceano.

14. e. os adoradores) recitaram o hino adequado do Bṛhat (Sāma). igualmente. os atos de heroísmo realizados por teu poder se espalhariam amplamente. além do limite do firmamento vastamente estendido. ou raio. e entre o último e Feridún. de quem. ao clamor daquele Ahi. também. Se essa interpretação estiver correta. pode haver pouca relação entre Trita e Traitana. no Glossário da edição de Benfey do Sāma-Veda. indicaria a anterioridade do primeiro.) em tua força.5 De fato. encontrou admissão como um numeral. Do mesmo modo como o escravo Traitana feriu sua cabeça. realizador de atos sagrados. de Indra tem oito ângulos. fizeste tudo mais (que não tu mesmo) dependente (de ti). chegam a ti como regatos (fluem para) um lago. Mesmo que. em sua energia. . Uma alusão ao Sāma. Segundo o Aitareya Brāhmaṇa. com os céus. com tua magnitude tu enches todo o firmamento: em verdade. sozinho. Journal Asiatique. o obstrutor do céu e da terra. essa terra tivesse dez vezes (sua extensão). veja. pelo menos com relação a esse hino. incentivaram Indra (a destruí-lo). o comentador acrescenta Sāma. nessa batalha. te imitaram em júbilo.158. e teu raio. e vivificadores da humanidade. Tu. mataste Vṛtra. cortou a cabeça de Vṛtra. 13. Maghavan. teu raio de ferro. 10. 6. pegaste.4 tu és o senhor do vasto (Svarga) frequentado por deuses. lâminas. a palavra Trita. o vajra. Veja os ‘Études sur les Textes Zends’. Burnouf. tu és o símbolo do vigor. contra o retentor das chuvas. e ascendente para o céu. de quem as águas do céu não alcançaram o limite. Varga 14. no entanto. também como um nome próprio. 15. tu abarcas o firmamento e o céu.3 autoiluminador. 8. talvez. a face do amplamente estendido Vṛtra. visto que os escravos atacaram este (velho homem) decrépito. tendo obstruído as águas. Indra de mente firme. 3 O texto tem somente Bṛhat. tua bravura foi renomada. com teu raio. foste inspirado por (beber) o (suco Soma) derramado. tu tinhas atingido. quando guerreando. seu peito e ombros”. quando tu atingiste a face de Vṛtra com teu (raio) angular e fatal. (1. de magnitude similar e igual poder inconcebível. quando tu. com entusiasmo despertado. tu moldaste a terra para a nossa preservação. combatentes pelos homens. tua bravura seria igualmente renomada. Indra. concessor de força. 11. de acordo com o comentador. que te glorificam. nesse (combate). em um verso do Ṛc. assim ele a atingiu. Indra. Indra. Quando. 7. ainda. Por medo (de Vṛtra. de quem o céu e a terra não atingiram a amplitude. permanecendo. – tu. repousava na região acima do firmamento. (seus adversários não têm igualado a destreza). 4 Bhuvaḥ pratimānaṃ. Os hinos. tu. tua fama se espalhou longe. O céu forte foi lacerado pelo medo. (guardiões) do céu. ou.5). aparentemente. Indra.6 Índice ◄►Hino 53 (Wilson) ____________________ verso ocorre: “Não deixem as águas maternas me engolirem. Os Maruts te adoraram. Tvaṣṭṛ aumentou teu vigor apropriado: ele afiou teu raio com força avassaladora. nos Livros Zend. isto é. que. com teus corcéis. eles. Indra. Abril de 1845. e fizeste o sol visível no céu. 12.180 Varga 13. tanto quanto os céus. O primeiro termo. (libertaste) as águas. Indra. de si mesmo. Tu és o modelo da terra estendida. a contramedida da terra. (seguro. e. 6 O texto tem somente ‘com o matador (ou arma) que tem ângulos’. Todos os deuses. desejoso de ir até o homem. 9. no que os aliados dele (os Maruts). em tuas mãos. do Sr. e os homens se multiplicassem todos os dias. 5 Senhor ou protetor da grande (região) na qual se encontram os agradáveis deuses. não há nenhum outro como tu.

irremovível. 4. – ao lado daquele Indra quando ele derrotou Vṛtra ficaram seus ajudantes. sobre as quais Indra. se regozijaram na luz. Maghavan. seus próprios assistentes. com atividade qualificada. 2. Tu. Quando os ajudantes de Indra. 6. teu raio. enchem totalmente como o mar. sobre a grama sagrada. se essa terra se estendesse adiante dez vezes. Eu glorifico aquele Carneiro7 que descobre a luz do céu. Em direção a ele. os Maruts. 3. está estendido como uma cobertura. o doador mais generoso. 14 Os adoradores de Indra com medo de Vṛtra. tu cujo poder está ligado com teus Cavalos Baios. e puseste no céu o Sol para todos verem. o partiu completamente. armado com o trovão. ainda aqui o teu poder conquistador. 9. 11. Art. tua força guerreira resplandeceu. o úbere (do céu) significa as nuvens dadoras de chuva.10 radicado na luz. cortou com força a cabeça de Vṛtra. ousado por causa dos goles de Soma. ó Indra.1. Os hinos que te engrandecem. 11 de caráter nobre. os Maruts. Quando Indra. lutando pelo bem dos homens. A quem aqueles que fluem no céu. o poderoso. Então o próprio Céu. Assim como uma montanha de base firme. Porque ele retém até os retentores.51. pois ele se satisfaz com o suco. ele. assim como Tṛta13 fendeu as cercas de Vala.9 estendido sobre a nuvem carregada. 7 Aquele guerreiro famoso. Indra (Griffith) 1. 5. seria famoso: ele se tornou vasto como o céu em majestade e poder. invencíveis. cujos cem de caráter nobre8 partem com ele. 8. e forjou teu raio de poder irresistível. – o Carro o qual como um corcel forte se apressa ao chamado. de forma reta. na alegria selvagem do Soma. 13 [Veja mais a respeito de Tṛta no artigo de] Macdonell no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland (1893). eu chamo. cresceu em força imensa. 9 ‘O retentor entre os retentores’ é provavelmente o conquistador que detém os demônios que obstruem a chuva. X. em teu próprio poder inerente. Quando. 12. poderosos. 12 Seus aliados constantes. 11 Os estimulantes goles de suco. se regozijando nos goles de suco Soma. Esplendor te cercou. Veja o verso 4. Indra. que leva para o céu. de coração valente. fizeste a terra para ser o exemplo da tua força: abarcando mar e luz tu chegaste ao céu. Ó Indra. Indra. o tirano da terra e do céu. como Deus do firmamento.181 Hino 52. fazendo torrentes fluírem em direção ao homem. seus ajudantes12 aceleraram como correntes velozes descendo uma ladeira. quando em alegria selvagem ele lutou com aquele que parou a chuva. quando Indra. 10 Ūdhan. tu seguravas em teus braços o raio de metal. Tvaṣṭar deu ainda mais força para a tua força própria. Indra com pensamento. e os homens que moram nela se multiplicassem dia a dia. eficaz e que dá louvor. 10. fiéis à humanidade. 7. Com hinos que eu mova para cá Indra para me ajudar. 8 . pelo rugido do Dragão cambaleou para trás em terror quando. mil vezes protetor. por ajuda. forçou as nuvens. tinhas derrotado Vṛtra. o obstrutor da chuva se encontrava na mais baixa profundidade do ar. matando Vṛtra o retentor da torrente delas. Indra. tu lançaste teu trovão sobre as mandíbulas de Vṛtra difícil de ser contido. quando. fortalecido em êxtase pelos sábios. sobre o limite desse ar e do céu. Veja 1. chegam a ti assim como os córregos de água fluem para baixo e enchem o lago. Com medo eles14 elevaram o hino sublime auto-resplandecente.

atingiste a face de Vṛtra. mas essa e similares mudanças súbitas de pessoas são comuns no Veda. Nós esperaríamos ‘tu lutas’. Indra. o Mestre do céu sublime com todos os seus heróis poderosos. tu encheste toda a região com a tua grandeza: sim. e ninguém mais. o teu raio mortal. cujos limites as águas do ar15 nunca alcançaram. quando em alegria ele luta16 contra o retentor da chuva: tu. Índice ◄►Hino 53 (Griffith) ____________________ 15 16 O oceano aéreo. em verdade não há outro como tu. e em ti todos os Deuses se alegraram.182 13. fizeste todas as coisas na devida ordem. 15. Dito de Indra. Quando tu. . 14. Cuja amplitude o céu e a terra não atingiram. Tu és a contrapartida da terra. o firmamento. – não. Os Maruts cantaram teu louvor nesse combate. com tua arma pontiaguda.

Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. e de cavalos. e destróis. 3 Aqui.) te trouxeram alegria. o filho de Purūravas. Tu mataste Karañja e Parṇaya com tua lança brilhante reluzente. Varga 15. Indra. (o ser) de muitas eras. 11. do resto. de cevada. juntos. que avançaram contra Suśravas. aquelas libações e oblações (que foram oferecidas a ti. não impedido por inimigos. de alimento abundante. Jagatī. ele não aparece como um rei. mas o nome. 7. subjugando nosso adversário. Ele aparece. Indra. 4 Pode ser que esse seja Āyus. 3 10. novamente. com energias agradáveis para muitos. e brilhantes por toda parte. vitorioso (sobre teus inimigos). pelo qual ele (o deus) tem adquirido riquezas rapidamente. que nós prosperemos. Tu. Suśravas. a fonte de destreza. Atithigva. teus amigos mais afortunados.2 9. com teu poder. Tu fizeste Kutsa. como um Dāvana. te concederam deleite. Tu. Nós não temos detalhes adicionais. Indra. protegeste Suśravas. o principal em generosidade. e. Aqueles que eram teus aliados (os Maruts. nem eles aparecem nos Purāṇas. Tu. derrotaste. 3. sem o final sibilante. por tua causa. Atithigva nós tivemos antes.1 8. traze-as para nós. pela roda da tua carruagem que não pode ser ultrapassada. e. és o dador de cavalos. não desapontes a expectativa do adorador que confia em ti. nós não recebemos ajuda do Bhāṣya [comentário]. 4. Nós te adoramos. é Āyu. no final do sacrifício. desfrutemos. o mestre e protetor da riqueza. renomado Indra. de gado. A lenda não é purânica. e Ṛjiśvan era um Rājā. com teu auxílio. os vinte reis de homens. Sábio e resplandecente Indra. Protetor dos virtuosos. ou descendente de Danu. Propiciado por essas oferendas. no Brāhmaṇa. Vaṅgṛida é chamado de Asura. Indra. embora nós tenhamos um Suśravas entre os Prajāpatis no Vāyu Purāṇa. Sozinho. tu és um amigo para os nossos amigos. Protegidos pelos deuses. e Āyu4 sujeitos ao poderoso. que nós nos tornemos possuidores de riqueza e de alimento. 1 2 . quanto tu. tu vais de batalha em batalha. o realizador de grandes feitos. A esse Indra nós louvamos. Nós sempre oferecemos louvor apropriado ao poderoso Indra. filhos excelentes e uma vida longa e próspera. destruíste os dez mil obstáculos contrários àquele que te louvava e que te oferecia oblações. Que nós. porque possuímos. o enganador chamado Namuci. pela causa de Atithigva. Os dois primeiros são os nomes de Asuras. como (um ladrão) carrega apressadamente (a propriedade) do adormecido. na residência do adorador. Tūrvayāṇa. e livrados de inimigos por Indra. nós permanecemos. as riquezas que estão espalhadas em volta são conhecidas como tuas: tendo-as reunido. tu. aqui. mataste. tu não desapontas os desejos (endereçados a ti). a métrica da décima e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. sem ajuda. cidade após cidade. (satisfeito) por nossas libações. 6.183 Hino 53. e os sessenta mil e noventa e nove seguidores deles. 5. quando sitiadas por Ṛjiśvan. por tua assistência. Louvor mal expressado não é apreciado entre os munificentes. 2. Indra. Varga 16. ao matares Vṛtra). Aquele que humilha (adversários). por essas libações. pela tua graça divina. embora jovem. Com teu associado que prostra inimigos (o raio). afasta a pobreza com gado e cavalos. Índice ◄►Hino 54 (Wilson) ____________________ Namuci é chamado de Asura. de gado. tu demoliste as cem cidades de Vaṅgṛida. de longe. 1.

riqueza e alimento fartos. afasta a nossa pobreza com sementes e vacas. sujeitos a esse Rei. são ditos serem reis. desfrutando por tua graça de vida longa e feliz e com grande quantidade de heróis. Indra não deriva vantagem daqueles que são remissos em seus deveres religiosos. Tu protegeste Suśravas com socorro e Tūrvayāṇa com tua ajuda. Parṇaya. 9 ‘Aquele que não liberta (as águas do céu)’. Índice ◄►Hino 54 (Griffith) ____________________ 5 O lugar do sacrificador. junto com Atithigva e Āyu.7 tu irresistível em teu poder. Bem satisfeito com essas chamas brilhantes e com essas gotas de Soma. ó Indra. Tu segues de luta em luta intrepidamente. doador. 4. quando tu mataste para o cantor com grama cortada dez mil Vṛtras. Tu. que não desapontas a esperança. 8 O raio. doador de cevada. de vacas. te alegraram na luta com Vṛtra. Indra. Coleta dele. Tu mataste Karañja. ó Indra. tu és Senhor e guarda da riqueza. derrotaste os duas vezes dez Reis de homens. mataste de longe o traiçoeiro Namuci. fonte especial de gado. tu destruíste os cem fortes de Vaṅgṛida. 7 Incontáveis demônios semelhantes a Vṛtra. com sessenta mil e noventa e nove seguidores. o representante do divino Vivasvān. brilhando até o céu. com teu amigo8 que faz o inimigo se curvar. nossos hinos a Indra na morada de Vivasvān. poderoso.14). 10 Suśravas. Amigo dos nossos amigos. 6 . tu muito afamado. rico em grandes feitos. ó Indra. 11 Kutsa foi mencionado. 12 Suśravas. Com a roda do carro que ultrapassa a todos. 3. Que nós. nós cantamos esse louvor. Indra.184 Hino 53. 7. Inflexível. Doador de cavalos. esse tesouro espalhado em volta é conhecido como teu. Que nós obtenhamos. outro demônio da seca. e Tūrvayāṇa.12 o jovem. como castigado por ele.11 Atithigva. o poderoso. como um favorito de Indra. Essas nossas libações que inspiram força. daqui por diante permaneçamos teus amigos muito prósperos. 6. Ou námyā pode significar ‘com Nami’ como teu aliado. 11. 9. na marcha muito gloriosa de Atithigva. doses de Soma. que possamos obter a Deusa Providência. Nós apresentaremos louvor auspicioso ao Poderoso. quando Ṛjiśvan os sitiou. 5. ou Tūrvayāṇa. esses nomes talvez denotem o mesmo indivíduo. Āyu.9 8. Tu fizeste Kutsa. ajudante do homem desde os tempos antigos. que vieram em tropas para lutar com o desamparado Suśravas. destruindo castelo após castelo aqui com força. 2. (em 1. A ti nós glorificamos. Indra (Griffith) 1. Indra.6 aqueles que dão riqueza para homens não aceitam louvor desprezível. o mais esplêndido. no verso seguinte. e traze para nós: não desapontes a esperança de quem ama e canta para ti. mas é aqui representado. com força superior gloriosa. como tal. ó Indra. para ti. livres do ódio deles. protegidos pelos deuses. tu.5 pois ele tem riqueza jamais encontrada naqueles que parecem dormir. rica em cavalos. que nós obtenhamos comida abundante. a força dos heróis. Senhor Herói.10 10.33. Com Indra dispersando o Dasyu através dessas gotas. ó Conquistador.

que é obedecido por seus corcéis. Esses copiosos sucos Soma.185 Hino 54. para baixo para os ocos (da terra). Tu tens gritado. quem te impedirá de fazer. com mente exultante e determinada. e subjugadora de inimigos. e contidos em conchas. realiza os nossos desejos. Inigualável em seu poder. e. enquanto oferecendo oblações a Indra. estão preparados para ti. da linhagem de Vayya. tu demoliste as noventa e nove cidades (de Śambara). Ofereçam preces entusiasmantes ao grande e ilustre Indra. Maghavan. e nos abastece com riqueza das qual procedem progênie e alimento excelentes. 9. Aquela pessoa eminente. e. 3. e Turvīti. dotado de uma mente resoluta e inalterada? Varga 18. é citado. 11. pois eles. e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. a essa iniquidade. pois o limite da tua força não é para ser superado. Jagatī. fixa tua mente na riqueza que é para ser dada (para nós). Tu tens abalado o topo do céu vasto. de gritos altos. de quem. no combate inevitável. o apreciador dos virtuosos. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. eles são a bebida de Indra. Que esses bebedores do suco Soma se tornem iguais a ele. hoje. promove sua própria prosperidade. A escuridão obstruiu o fluxo das águas. inigualável em sua sabedoria. espremidos com pedras. 1 . está se apressando para cá.1 Tu protegeste as carruagens e cavalos deles. Indra. o dador de chuva. (o instituidor da cerimônia). junto com as oferendas que ele apresenta. sacia teu apetite com eles. o derramador (de bênçãos). Veja o hino 61. Visto que tu. Tu protegeste Narya. pelo ato pio. nos mantém em afluência. por tua natureza resoluta. tens derramado a chuva sobre a fronte da brisa (vento) e (sobre a cabeça) do (sol) que matura e absorve. Não nos incites. a esses conflitos iníquos. e tens feito as águas dos rios rugirem. 8. um dos filhos de Yayāti. aumentam a tua vasta força e teu vigor varonil. a mente firme está concentrada em sua própria firmeza. como um Ṛṣi. por sua generosidade. então. reputação crescente. tu mataste Śambara. Índice ◄►Hino 55 (Wilson) ____________________ Desses nomes. Narya e Turvīti são desconhecidos. Yadu. das outras sete. pois ele. que é de grande renome. recita hinos (em honra dele). o último aparece depois. 4. tu lançaste. Bebe-os. v. oitava. ou que. pronuncia seu louvor. Varga 17. o raio afiado de fulgor brilhante contra os Asuras reunidos. porque outro. 1. 2 O comentário fornece esse nome. Turvaśa pode ser o Turvasu dos Purāṇas. que é o emissor de chuvas. o que repele inimigos.2 7. 6. louvem a ele que purifica o céu e a terra com seu poder irresistível. a nuvem estava dentro da barriga de Vṛtra. 11. a métrica da sexta. (concede a nós) força notável. crescente. que. nona. Glorificando o ouvinte Indra. 10. Como (é possível) que a terra não fique cheia de terror? 2. (o que tu queres). Para ele o generoso Indra faz as nuvens derramarem chuva do céu. que te oferecem oblações. em sucessão. Concede a nós. Ofereçam adoração ao sábio e poderoso Śakra. Turvaśa. cuida daqueles que são sábios. Yadu. mas Indra precipitou todas as águas que o obstrutor tinha escondido. 5. destemido.

o faz mestre do céu e da terra. dá-nos grande influência e força que conquista povos. Não nos incites. Os cumes do alto céu tu fizeste tremer. o Corajoso. o Rei de um povo poderoso. ter realizado as funções atribuídas o primeiro Deus. chefes. Quando. Mas Indra atingiu os rios que o obstrutor retinha. incomparável é sua sabedoria. 4 ‘O Poderoso’. Lá a escuridão permaneceu. para ti são esses copos de bebida abundante de Indra. 7 Os demônios da atmosfera que usam encantamentos ou poderes sobrenaturais em seus conflitos com Indra. Alta glória tem o Asura. ou Zeus Pater. Canta ao sublime Dyaus5 uma canção outorgante de força. Preserva nossos patronos ricos. ó Indra. glória que aumenta felicidade. tu guerreaste com teu raio. os sucos espremidos em pedra contidos em conchas. Índice ◄►Hino 55 (Griffith) ____________________ O verbo. Tu ajudaste Narya. Maghavan. quando. ousado. 3. ou a palavra pode ser um adjetivo.3 Tu com grito feroz fizeste as matas e os rios rugirem: os homens não correram em multidões juntos em seu medo? 2. um Touro extremamente forte em força. cuja mente resoluta tem domínio independente. é suprido por Sāyaṇa. contra os feiticeiros em bandos. 9. um Carro é ele. então fixa a tua mente em conceder tesouro. 11. que oferece oblações livres e promove a Lei. através do trabalho deles. nomes idênticos em origem a Zeus. aqueles. 5 Céu.186 Hino 54. concede-nos riqueza e alimentos com descendência nobre. Indra como o Dyaus supremo. a abóbada que impedia o fluxo das águas: no lado oco de Vṛtra a nuvem de chuva estava escondida. com um rugido que enche as florestas. 3 . varonil. V. e Júpiter.6 composto de força. salva nossos príncipes.4 Senhor da força e poder. que. valente com suco que alegra. puxado adiante por dois Cavalos Baios: um Touro. incita. que não se encontra no texto. tu. qualificando Turvaśa. que parece. Śatakratu! Tu ajudaste cavalo e carro na batalha final. Portanto. sejam alguns que bebem o Soma. Indra. um nome de Indra. 7. Canta hinos de louvor a Śakra. para essa luta angustiante. quem terá o poder de impedir a ti firme e de alma ansiosa de fazer ainda nesse dia o que tu fizeste antigamente? 6. ou Diespiter. afiado e de dois gumes. Indra (Griffith) 1. Nesse lugar Sāyaṇa identifica Dyaus com Indra.8 Turvaśa e Yadu. que com uma recompensa generosa recebe com agrado hinos de louvor: para ele flui a corrente abundante abaixo do céu.7 5. os nomes dados ao Deus supremo dos gregos e romanos. 10. em épocas posteriores. Um senhor herói é ele. O Deus que é representado no Veda como o consorte da Terra e o progenitor dos Deuses é chamado de Dyaus ou Dyaus-pitar. tu forçaste para baixo na cabeça do vento os suprimentos que Śuṣṇa mantinha confinados. 33. tu demoliste os noventa e nove castelos. Seu poder é inigualável. pois ninguém pode compreender o limite da tua força. O significado parece ser: não nos forces. para baixo de encostas íngremes. 8 Algum chefe ou Ṛṣi assim chamado. Bebe-os e satisfaze com eles teu anseio. e Turvīti o filho de Vayya. que aumentam o poder senhorial. Veja Muir. com seu poder arrojado. Assim dá-nos. louva e magnifica a Indra que te ouve. por ti mesmo golpeaste através de Śambara. 6 O Divino. 8. a força heroica firme de ti o Doador. corrente de água seguindo após corrente de água. a um conflito no qual nós possamos ter a ti como nosso oponente. 4. Indra. Original Sanskrit Texts.

Indra. em teus membros. (inimigos) astuciosos podem prevalecer sobre ti. por causa de suas façanhas. Tu seguras. Varga 20. renomado (Indra). ou. ele avança. (impetuoso. em tuas mãos. teus membros estão envolvidos por (façanhas) gloriosas. Indra.) como um touro. 2 ele.187 Hino 55. Indra. riqueza inesgotável. que teus corcéis estejam presentes (no nosso sacrifício). com bravura esmagadora. como antes.1 como o oceano (recebe os rios). 8. por sua vastidão. cada um imediatamente tem fé no resplandecente Indra. em volume. A amplitude de Indra era mais vasta que o (espaço do) céu. Jagatī. 2. tu. para o benefício de seus adoradores. não tens (atingido) a nuvem para (o teu próprio) divertimento. Tu. ele proclama seu belo vigor entre os homens. 3. recita seu louvor. 5. ele tem sido. formidável e o mais poderoso. Quando ele lança seu dardo fatal. por agudeza. o atormentador (dos inimigos) daqueles homens (que o adoram). no estilo elíptico usual do texto: a amplificação é do comentário. Ele. 4. o guerreiro. que permanece no firmamento. ele é o concessor de seus desejos (para aqueles que solicitam a ele). 6. 1. com seus poderes de abrangência ou coleta. destruindo as residências bem construídas dos Asuras. Nós sabemos que esse deus supera todos os outros em força: o orgulhoso Indra tem primazia sobre todos os deuses. ele. O sol e as constelações foram obscurecidos pela mesma nuvem que detinha as águas agregadas. Ambicioso de renome. é glorificado por sábios (adoradores) na floresta. se engaja em muitos conflitos. sempre deseja louvor por sua bravura. Indra (Wilson) (Sūkta V) Deus e Ṛṣi. Teus quadrigários são hábeis em dominar (teus corcéis). 3 ‘Como poços’ é todo o símile. ouvinte de preces. Bebedor do suco Soma. 2 . para (o bem do) homem. nem. quando o rico oferecedor de oblações. Indra. Varga 19. a terra não era comparável a ele. compreende as águas muito espalhadas com suas faculdades abrangentes. sempre. 7. permite que as águas fluam. o guerreiro. a métrica. que tua mente se incline a conceder nossos desejos. para beber do suco Soma. estão muitos feitos heroicos. de fato. ele é o encorajador daqueles que desejam cultuar (a ele). se expandindo como a terra. o realizador de bons atos. tens força irresistível em teu corpo. desfrutando da sua proteção. como um touro (seus chifres). Indra. ele afia seu raio. e libertando os corpos luminosos (celestiais) do esconderijo. como poços3 (são cercados por aqueles que vêm em busca de água). Índice ◄►Hino 56 (Wilson) ____________________ 1 Ele compreende. tu governas sobre aqueles que são possuidores de grande riqueza. pode ser.

Indra (Griffith) 1. por assim dizer. o Forte. o forte Soma é delicioso. Consequentemente o professor Max Müller traduz a passagem: ‘O forte Soma é agradável. Como um touro afia seus chifres. quando ele lança seu raio. Veja Vedic Hymns. Porém vṛśā. e os homens têm fé em Indra. todos os tipos de grande poder viril. Tu dominas. 7. p. pode também significar o forte Soma. e dhenā significa vaca assim como voz. maghávā também significa o rico instituidor de um sacrifício. Bebedor de Soma. aquele Famoso em seu corpo detém poder invencível. Ele é um Touro amigável. Indra. 5. Ainda que. I. ele manda. as correntes de água fluírem para seu adorador. Índice ◄►Hino 56 (Griffith) ____________________ 4 Como o punidor dos maus. situado na vanguarda. o macho. e deseja. nem o céu.148. 4 ele afia seu raio por agudeza. causando aflição aos homens. mas geralmente abençoando os homens com luz e com chuva agradável. desejoso de glória. 7 Maghavan. em teus membros muitos poderes residem. o dardo da morte. ser elogiado por poder. o Resplandecente.8 6. e com força aumentada na terra.7 um Touro a ser desejado quando Maghavan emite sua voz auspiciosamente. Assim como o oceano de água. como poços cercados pelos sacerdotes ministradores. 8.188 Hino 55. os velozes raios de sol. é aqui representado em sua disposição benevolente. forte. Aqueles teus quadrigários. o Guerreiro em sua força vigorosa incita com seu poder grandes batalhas para a humanidade. o poderoso Indra. 8 Nesse verso Indra é representado como um Deus terrível. Part. ele destrua com grande poder as habitações feitas com habilidade. desse modo ele recebe os rios espalhados por todos os lados em sua ampla largura. 4. nem a terra podem ser iguais a Indra em grandeza. demasiadamente sábio. que o teu coração se incline a doar. Indra. o forte. 3. Ele se porta como um touro para beber suco Soma. Somente ele na floresta6 é louvado por adoradores. 5 . O mais notável entre os deuses é ele por poder de herói. Terrível e muito poderoso. e no verso seguinte como às vezes mandando aflição. Tu trazes em ambas as mãos tesouro que nunca se acaba. um adorador. por cada ação árdua. não te desviam do caminho. Contudo. até aquela montanha famosa. quando o sacrificador traz a vaca em segurança’. de fato. de modo a curvar. quando ele manifesta aos homens seu próprio poder auspicioso de Indra. Embora mesmo esse amplo espaço do céu e a terra tenham se espalhado. ele faz as luzes do céu brilharem seguras. traze teus Baios para cá. o touro.5 2. 6 Isso parece ser uma alusão à vida na floresta dos brâmanes. os mais qualificados para puxarem a rédea. como Guerreiro desde os tempos antigos. mas amável. Ó Indra. ó tu que ouves louvor. como um touro. para que o Soma possa ser misturado com l%ite.

como (mercadores) cobiçosos de ganho apinham o oceano. mostrando o uso de cotas de malha. quando estimulado (pelo suco Soma). tu expeliste as águas (das nuvens). que. mas o adjetivo samā.1 3. o supressor do maligno. e com (bravura) exultante. – como mulheres sobem uma colina. consistindo em ferro. a chuva que sustenta (o mundo). 4. resiste à escuridão. também. esplêndida e de bons cavalos. trazendo oblações. animado (pelo suco Soma). tu te envolveste em combate. Quando tu. 1. com vigor resoluto. inteira. Ele é rápido em ação. – para compartilhar das libações copiosas (contidas) nas conchas (sacrificais). uma representação da pessoa de Indra. e sugerindo. através dos diferentes quadrantes do céu. Índice ◄►Hino 57 (Wilson) ____________________ 1 O comentador aqui. o protetor do sacrifício solene. como mulheres (sobem) uma montanha. ele (capaz de atos heroicos) se ocupa com a bebida. 3 Samayā pāṣyā. Força divina acompanha – como o sol a alvorada. distribuíste as águas imperecíveis e sustentadoras de vida. ou ídolo. estão se aglomerando em volta (dele). com um hino ao poderoso Indra. por teu poder. inteiriça. lançou o astuto Śuṣṇa na prisão e em grilhões. Ṛṣi. Seus adoradores. cujo corpo é defendido por uma armadura de ferro. de acordo com o comentador. – com a qual. 5. . então. para colher flores. – aquele Indra que é feito mais poderoso. supre com dificuldade a insuficiência do texto. Ascendam rapidamente. isto é. sua bravura impecável e destrutiva brilha em (combate) varonil. e esmagaste Vṛtra por meio de uma rocha sólida. Tendo parado sua carruagem dourada.2 ele. 2 Āyasah. e métrica. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Deus. por ti (adorador dele) em busca de proteção. e mandaste para baixo um oceano de águas.189 Hino 56. com uma pedra ou uma lança. parece requerer a primeira. como no anterior. (em navios. sobre os reinos da terra. poderoso Indra. também.3 Varga 21. Ébrio (pelo suco Soma). destrutivo Indra. Tu. mataste Vṛtra. e poderoso. vestido em (armadura) de ferro. – como o pico de uma montanha (à distância). 2. fazendo-os gritar alto (de dor). mandaste para baixo.) em uma viagem. – (tão ardentemente) quanto um cavalo (se aproxima de) uma égua. como uma imagem. e inflige castigo severo aos seus inimigos. nesse período. (anteriormente) escondidas. O voraz (Indra) tem se levantado. 6. O último pode ser ou. do céu.

11 Travada com os demônios do ar em busca da chuva e da luz que acompanha a dispersão das nuvens. então ele. com poder.9 feroz mesmo contra os fortes. o Senhor do poder.6 Até ele. 5. com o qual o de ferro. ferro ou outro metal.12 tu que és poderoso também nos lugares da Terra. em êxtase. fixaste na estrutura do céu. irremovível. grandioso é ele. Para ele. como aqueles que buscam ganho vão em companhia para o mar. Vitorioso. a região do ar firmemente. satisfeito com o suco. Tu. libertaste as águas. e quebraste inteiramente as barreiras de pedra de Vṛtra.190 Hino 56. 12 Talvez o raio. Indra. com velocidade. na guerra ganhadora de luz. as canções de louvor amoroso. 10 Por Soma. 2. tu mataste Vṛtra e trouxeste torrentes de chuva. Índice ◄►Hino 57 (Griffith) ____________________ 4 O instituidor do sacrifício. com alegria e triunfo. as canções de louvor que seguem orientação fluem completas. ascendem as amorosas. qualquer grande reunião de águas. 6 Samudrá. Para as libações plenas deste homem4 realizadas em conchas. acorrentou firmemente o astuto Śuṣṇa em grilhões. Quando a Deusa Força. feito de āyas. ávido. não necessariamente o mar ou oceano. veloz. como um cavalo para encontrar a égua. feita mais forte por ti10 por ajuda. 4. como brilha um pico de montanha. acompanha Indra como o Sol acompanha a Alvorada. com o qual Indra mantém a ordem.8 3. que fortalece para grandes feitos. Eu acho a estrofe ininteligível. 6. Quando tu. não manchado com poeira. na alegria arrebatadora. levanta a poeira no ar. ele5 se ergueu. 5 . o poder da assembleia santa.7 como para uma colina. unido com Cavalos Baios. Ele para seu carro dourado. Indra (Griffith) 1.11 Indra. que com sua força inabalável mata a escuridão. 7 Uma assembleia para culto dos deuses. 9 O raio. e a versão (baseada principalmente na de Grassmann) que eu ofereço é meramente uma substituta provisória. e bebe do suco Soma. Tu seguraste com tua força o sustentador do céu. de lado a lado. 8 Isto é. seu poder brilha em batalha varonil.

Nós somos teus. como a terra (aprecia) suas criaturas. e enviaste as águas que estavam confinadas nela. ele não parou. Magnífica é tua destreza. Realiza. agora oferece a oblação. Muitíssimo louvado e o mais opulento Indra. Indra (Wilson) (Sūkta VII) Deus. para manter a força (deles). o que faz trovejar. a nuvem ampla e pesada em fragmentos. o opulento. De fato.191 Hino 57. despedaçaste. só tu possuis todo o poder.1 3. nos aproximamos de ti. O vasto céu tem reconhecido o teu poder. isto é. nós somos aqueles que. os desejos desse teu adorador. confiando (na tua benevolência). até que tivesse cumprido a sua função. o muito poderoso e majestoso Indra. Indra. 1. como água (caindo) para um lugar profundo. essa terra tem se inclinado por causa da tua energia. nesse rito. Todo o mundo. as oblações do sacrificador (fluíam). e por quem fartura amplamente difundida é descoberta (para seus adoradores). para fluírem (à vontade). para o formidável Indra digno de louvor. Maghavan. não dormia sobre a montanha. Ṛṣi e métrica. Bela Uṣas. cuja impetuosidade irresistível é como (o avanço) das águas descendo um precipício. 2. 5. Tu. 6. 4. com teu raio. cujo brilho característico. (em busca de) alimento (sacrifical). Indra. pois o raio dourado fatal de Indra. Eu ofereço louvor especial ao mais generoso. e que a tudo sustenta o tem impelido para cá e para lá. . Varga 22. como (um quadrigário conduz) seus cavalos (em várias direções). célebre. o excelente. ninguém além de ti recebe os nossos louvores. Índice ◄►Hino 58 (Wilson) ____________________ 1 Ou contra o lado de Vṛtra. os mesmos . Fica satisfeito (com o nosso discurso). Aceitante de louvor. quando o lançando (contra o inimigo). estava concentrado na tua adoração.

se espalhou amplamente para todos os que vivem. te procurará. Teus. o mais generoso. Indra. . 2. ó Indra. teu para sempre. Tu enviaste para baixo as correntes de água obstruídas para que elas pudessem fluir. com teu raio partiste em pedaços essa ampla nuvem maciça. – cuja generosidade que não pode ser detida. o raio de Indra. elogiado por muitos. – as libações do ofertante como correntes de água para o abismo. Grande é teu poder. que tens o trovão como tua arma. de fato. Cujo ser. 3. Indra (Griffith) 1. foi criado. 4. por renome. quando o bem-amado2 parece repousar sobre a colina. 3 O céu tem tomado o teu poder como um modelo para o próprio poder dele. Senhor sublime da riqueza sublime. o mais digno de louvor sublime. destruidor feito de ouro. 5. Agora todo esse mundo. Para ele. ama esse nosso hino. agora tragam presentes com reverência nesse ritual. todo o poder vitorioso. Por ti3 o céu sublime mediu sua força: a ti e ao teu poder essa terra tem se curvado. realmente poderoso e forte. Tu. para se mover com velocidade. o desejo desse teu adorador. como a terra ama todas as suas criaturas.192 Hino 57. como as águas descendo uma ladeira. Realiza. os homens rezam para Indra para que ele possa descarregar sua artilharia celestial e trazer a chuva. para adoração. Para ele. nós somos teus. Amante de louvor. eu trago o meu hino. ó Maghavan. excelentemente rico! somos nós que confiando na tua ajuda nos aproximamos de ti. o terrível. mais ninguém a não ser tu recebe o nosso louvor. 6. como cavalos baios. tu tens. como a Aurora brilhante. Índice ◄►Hino 58 (Griffith) ____________________ 2 Quando a nuvem carregada de relâmpagos está repousando sobre a montanha. para dar-lhes força. energia e luz de Indra.

nessa ocasião. 8.3 para os ricos (ofertantes de oblações). Varga 24. o convidado (bem vindo) em sacrifícios. torná-lo visível. sê prosperidade. na floresta. louvado por seus adoradores. Agni penetra facilmente. a quem os sete sacerdotes invocadores convidam. têm medo dele. 5.2 cuidaram de ti. 6. o invocador dos deuses. que é rico com atos justos. 3 Esse é um título muito singular de Agni. com guardas de ferro. atacando a umidade não exalada (das árvores) com toda a sua força. Eu adoro. e todos. por causa de um nascimento divino. filho de Gotama. aquele Agni. protege do pecado aquele que te louva. felicidade ininterrupta. Excitado pelo vento. Filho do alimento. teu venerador do pecado. de modo que pode ser dito que Agni o fez ou o criou. enquanto ele flutua adiante. combinando seu alimento (com sua chama). e admirado como uma carruagem entre os homens. ele possa ser aplicado a ambos. 3. Sūkta I) O deus é Agni. que és o invocador (dos deuses). Agni que brilhas favoravelmente. O imortal e resplandecente Agni. 4. Agni. quando ele é o invocador dos deuses e o mensageiro (do adorador). imortal Agni. com suas chamas e (intensidade) difusiva. a métrica dos primeiros cinco versos é Jagatī. Filho da força.1 2. sobe na madeira seca. em um volume de fogo. imperecível e ferozmente resplandecente Agni. surge rapidamente. como um touro. procedendo) por caminhos adequados. honrado pelos Rudras e os Vasus. e rugindo ruidosamente. O gerado pela força. Imperecível Agni. em seu sentido correto de possuidor de riquezas. e que é o doador de todas as riquezas. Agni (Wilson) (Anuvāka 11. como um touro entre as árvores da floresta. entre os homens. o teu caminho é enegrecido. aceita as oblações que são oferecidas sucessivamente. sê um refúgio para aquele que te louva. Quando. com oblações. mas em escuridão. e que deves ser estimado como um amigo afetuoso. que é o mais digno de culto em sacrifícios. e é o distribuidor de riquezas. eu peço dele prosperidade. Agni que brilhas variadamente. 1. embora. que preside as oblações. entre a madeira. como um tesouro precioso. no sacrifício. 7. avança triunfante (contra todas as coisas). concede para teus adoradores. Agni de arma de chama e incitado pela brisa. Agni. Índice ◄►Hino 59 (Wilson) ____________________ 1 O firmamento existia. protege. o portador de oblações. e cultua (os deuses). .193 Hino 58. Varga 23. por serem nascidos como deuses. tu avanças rapidamente. estacionários ou moventes. Triṣṭubh. Maghavan. que sacrificas para o homem. e ruge como uma (nuvem) ribombante no alto do céu. e devorando-o rapidamente. e é um sinônimo comum de Indra. ele fez o firmamento. como o invocador dos deuses. identificado com a luz. 2 Divyāya janmane. Nodhas. até o fogo. com oblações. 9. dos últimos quatro. venha (a nós) rapidamente de manhã. Que Agni. Os Bhṛgus. o Ṛṣi. A chama do (elemento) que consome se espalha como um corcel (veloz). (Então.

mas ao fogo que desobstrui a selva conforme os novos colonizadores avançam para dentro do território. 10 As sete línguas parecem ser as chamas semelhantes a línguas que Agni usa para consumir as oblações. como um Amigo auspicioso para o Povo Celestial. Agni. Agni. Suas costas. 6. Nunca se torna fraco o Imortal.194 Hino 58. Concede. 6 Com manteiga clarificada. 5 .6 brilham como um cavalo: ele rugiu e gritou alto como as alturas do céu? 3. Nunca decaindo. 8 Uma das famílias sacerdotais mais eminentes dos tempos mais antigos. o Arauto. Ó Agni. coisas fixas e coisas moventes tremem diante dele enquanto ele passa velozmente. com um rugido poderoso. 9.5. Com dentes de chama. 60 e 61. mensageiro de todos os Vasus. já que ele. com força brilhante rugindo para o ar eterno. triunfante como um touro entre o rebanho de vacas. Filho da Força. um refúgio sem uma falha hoje para nós. para aqueles que adoram. o Sacrificador mais hábil de sete línguas. Senhor das riquezas. acelerando como um carro em direção aos homens. 4. belo. não ao fogo sacrifical. o Deus sem demora dá bênçãos desejáveis. para o cantor. tornou-se mensageiro de Vivasvān. Sê um refúgio. 7 A descrição de Agni nesse verso e no seguinte se aplica. Que ele. com fortalezas de ferro protege do perigo o homem que te louva. Esse ato é atribuído a Indra em 1. Incitado pelo vento ele se espalha através da madeira seca como ele quer.5 ele com oblação chama para o serviço dos deuses. imortal. armado com suas línguas em lugar de foices. eu sirvo com alimento saboroso. a ti. ó Agni. 9 Porque leva para os Deuses as oblações dos adoradores deles. teus adoradores.10 a quem os sacerdotes elegem no culto solene.9 7. àqueles que vivem. um abrigo. ele corre através da madeira.7 5. rapidamente. Filho da Força. Filho da Força. eu peço riquezas. venha logo e cedo.11 Índice ◄►Hino 59 (Griffith) ____________________ 4 Vivasvān é o céu da manhã e a personificação do sacrificador dos Deuses. imutável. apanhando seu alimento apropriado. como um arauto e convidado digno de escolha. Brilhante. 8. fácil de invocar. quando ele é aspergido. 11 O hino termina com o refrão que conclui também os hinos 1. os Rudras fazem. o Arauto. Protege o cantor do infortúnio. Agni. Os Bhṛgus8 te estabeleceram entre a humanidade para os homens. Preto é teu caminho. Colocado alto no lugar acima de todos aqueles Vasus. Senhor Generoso. Agni (Griffith) 1. como um tesouro. enriquecido com a oração.4 Nos caminhos mais excelentes ele mediu o ar. conduzido pelo vento. ele se espalha avidamente através da madeira seca. com ondas brilhantes! quando como um touro tu avanças ansioso para as árvores. sentado como Sumo Sacerdote. tu rico em amigos. 2.56.

Filho da força. grande como Mitra. a ti o Hotṛ.13 rugindo ruidosamente. a quem as sete conchas (dos sacerdotes). para o generoso. HINO 58. Quando ele procede com seu jorro de luz para a atmosfera imperecível. avanças de modo sedento sobre as varas de madeira. resplandece na floresta14 como um touro forte (avança) no rebanho. Agni! protege do perigo com fortalezas de ferro aquele que te louva. 3. então o que é móvel e imóvel (e) os (pássaros) alados temem. AṢṬAKA I. 14 Isto é. que és belo como um tesouro. Quando tu. ADHYĀYA 4. ó resplandecente. ó Agni. sê proteção. concede hoje proteção perfeita para nós que te magnificamos. 15 O último Pāda é a conclusão permanente dos hinos de Nodhas. ele brilha como um corredor com suas costas. o melhor sacrificador nos ritos. agitado pelo vento. Agni! protege do infortúnio aquele que te louva. O significado é: com suas chamas que são afiadas como uma foice. que és fácil de invocar para as pessoas.12 Trovejante ele rugiu como o topo do céu. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. No mundo divino ele convida (os deuses) com o alimento sacrifical. que dá riqueza pela nossa prece. que é considerado como o Ṛṣi de toda a coleção. suas costas brilham como um cavalo de corrida. 5. Pegando seu próprio alimento o sempiterno. um amigo encantador como Mitra para o povo divino! 7.195 Hino 58. 6. 2. tornou-se o mensageiro de Vivasvat. e eu rogo por riqueza. (impulsionado) pelas conchas sacrificais. ó filho do vigor! 9. o Hotṛ. como um touro. o deus no devido tempo revela bênçãos desejáveis. o imortal sentado como Hotṛ. Ele passa pelo ar nos melhores caminhos. 8. Logo que os Rudras. se torna preto. o administrador de todos os tesouros. O imortal nascido da força nunca se cansa. Eu adoro com bom ânimo Agni. 5864. voraz (Agni) permanece nos gravetos querendo beber. quando ele. os adoradores escolhem como Hotṛ. Quando ele foi borrifado (com ghee). Ele que tem mandíbulas de fogo. teu percurso. Sê um abrigo para aquele que te glorifica. com sua foice. VARGA 23–24. o conquistador de riquezas. os Vasus fizeram dele seu Purohita. com ondas ígneas. entre o combustível. ó deus que nunca envelhece. entre os Āyus. Agitado pelo vento ele se espalha entre os galhos levemente. Os Bhṛgus te colocaram entre os homens. avançando como um carro entre os clãs. venha rapidamente de manhã. 13 . Que ele. 4. o convidado excelente. ó Agni. 1.15 Índice ◄►Hino 59 (Oldenberg) ____________________ 12 Literalmente. 1. doador generoso.

de acordo com o comentador. como o Agni do firmamento. e perfurou a nuvem (obstrutora). novamente. na forma de Vaiśvānara. Agni. suporta a viga principal ou telhado de uma casa. o filho de Śatavani. a riqueza (levada pelos Asuras).196 Hino 59. ou bardo. que recita os louvores de um príncipe ou grande homem. O sacrificador experiente recita. um fogo comum a toda a humanidade. como os raios (de luz) permanentes no sol.4 muitas preces antigas e prolixas endereçadas a Vaiśvānara de movimento gracioso.7 Índice ◄►Hino 60 (Wilson) ____________________ 1 Vaiśvānara. como o elemento principal. Mas o comentador diz que nós devemos compreender Vaiśvānara. Purūṇītha. o qual é um elemento principal na digestão. tua magnitude superou aquela do vasto céu. Vaiśvānara. nesse verso. é todos os homens. e mandou chuva (sobre a terra). com muitos elogios. Céu e terra se expandiram. e o Sol. Eu exalto a grandeza daquele derramador de chuva a quem os homens celebram como o matador de Vṛtra. como o instituidor do primeiro sacrifício. de ti: mas todos eles se regozijam. Varga 25. Todos os deuses te produziram. Agni. 3 Esse é o primeiro verso de um Tṛca. 7 Esses são nomes vêdicos. o vaidyuta. como sua principal fonte de sustento. por sua magnitude. nas ervas. como uma coluna bem cravada. 5 Essa parte da frase é do comentador. isto é. Vaiśvānara. o relâmpago ou fogo elétrico. por donativo. todos. como um bardo. és o umbigo dos homens. O Agni Vaiśvānara matou o ladrão (das águas). como um pilar ou poste. 1 a métrica é Triṣṭubh. É dito que Agni é a cabeça do céu. 1. sacrifícios: seu filho tem o patronímico Śātavaneya. Tu. para os deuses. o fogo ou calor natural do estômago. que conhece todos os que nascem. e aqueles três. Tu és o soberano de todos os tesouros que existem nas montanhas. O termo āryāya pode se aplicar a Manu. Agni. 4). para ser recitado na cerimônia a ser observada no dia do equinócio. ‘como um homem’. numerosos. para o filho deles. . Vaiśvānara. 4 O texto tem só manuṣya.5 6. 6 Nós temos Vaiśvānara aqui evidentemente identificado com Indra. Quaisquer outros fogos que possa haver. em batalha. eles são apenas ramificações. e nara. VII. louva. por assim dizer. ou. e deve ser adorado. isto é. em um. 2 Isto é. Ar. um bandī. tu és o monarca dos homens descendentes de Manu. uma identificação não inconsistente com a teogonia vêdica. para o sábio venerável. como o difusor de luz múltipla. em oferendas de iguarias nutritivas.2 2. Tesouros foram depositados em Agni Vaiśvānara.3 3. a qual separa todas as divindades em três. firmemente fixado no solo. – Fogo. tu recuperaste. ou ao yajamāna. o falador da verdade. o deus. sendo imortais. 4. em ti. um panegirista. um homem. Agni. como o oferecedor de cem. Vaiśvānara. como aqui indicado. e o umbigo da terra. tornou-se o soberano da terra e do céu. e que guia a todos. de viśva. ou o Sol (Nirukta. o umbigo da terra.6 7. na forma de luz. ou entre os homens. Agni (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Nodhas. Śatavani é assim chamado. nas águas. e os sustenta. realmente vigoroso. 5. a cabeça do céu. o instituidor do rito presente.

2.10 ele é o Arauto. As façanhas geralmente atribuídas a Indra são aqui atribuídas a Agni. os tesouros estão em Vaiśvānara. em Agni. 6. ó Agni. nas ervas. para ser uma luz para o Ārya. Agni é identificado com Indra. 13 O demônio que parava a chuva. verdadeiramente poderoso.15 filho de Śatavani. 15 Um rei desse nome. nas águas. Tu és o Rei das terras onde os homens estão estabelecidos. isto é. e beneficiando todos os homens ários [ou arianos]. residente com. 3. Vaiśvānara. como um homem. os quais constituem o mundo. sustentando os homens como um pilar fundado profundamente. tu és o Soberano. entre a humanidade. Como as grandes metades do Mundo. 12 Os homens em geral.8 das pessoas. comum a. Agora eu contarei a grandeza do herói a quem os filhos de Pūru12 seguem como o matador de Vṛtra: Agni Vaiśvānara derrubou o Dasyu. 11 As chamas. tem muitos consortes jovens. celestial. o centro da terra. provavelmente o instituidor do sacrifício.9 hábil. Vastos como o céu e a terra. 14 Os descendentes do Ṛṣi Bharadvāja. Agni (Griffith) 1. Vaiśvānara.197 Hino 59. ou arauto. Agni tornou-se o mensageiro da terra e do céu. um Deus. 4. 10 Os deveres do Hotar celestial. excelente. Tu és o centro. santo entre os Bharadvājas. Como no sol raios firmes estão fixados para sempre. para agir. De todas as riquezas nas colinas.11 5.13 partiu Śambara de lado a lado e despedaçou suas barreiras. de fato. diz Sāyaṇa. assim são os louvores do Filho delas. Pūru sendo considerado como o progenitor deles. o mais viril. 7. Vaiśvānara. tu trouxeste conforto para os Deuses em batalha. Os outros fogos são. Índice ◄►Hino 60 (Griffith) ____________________ 8 Um nome de Agni. 9 . Vaiśvānara. habitando por seu poder com todos os homens. os Deuses produziram a ti. A fronte do céu.14 é celebrado. muito brilhante. teus ramos. e nada é sabido a respeito dele. são os louvores oferecidos ao filho deles Agni. O nome não ocorre novamente. Mesmo o céu grandioso. os Imortais todos se regozijam em ti. sacerdote invocador. não alcançou a tua grandeza. com centenas de louvores por Purūṇītha. ó Jātavedas Vaiśvānara. sendo considerados como similares àqueles do funcionário terreno.

o umbigo da terra é Agni. ó Agni. ultrapassou até o grande céu. em Agni Vaiśvānara todos os tesouros foram estabelecidos. ele tornou-se o administrador dos dois mundos. ADHYĀYA 4.18 2. os deuses engendraram. o sūnuḥ rodasyoḥ. como um pilar suporta o telhado.20 Agni Vaiśvānara.1: ‘os imortais não se divertem sem ti’. Literalmente. ‘o umbigo’.198 Hino 59. Índice ◄►Hino 60 (Oldenberg) ____________________ 16 Compare com 7. Os outros Agnis (os outros fogos) são na verdade os teus ramos. tu por meio de luta ganhaste amplo espaço para os deuses.1: [“Grande luz. 7. que deve ser adorado. é louvado) entre os Bharadvājas. Em ti todos os imortais se deleitam. e entre os homens. nas ervas. é o filho dos dois mundos. Agni Vaiśvānara. Vaisvânara. 4. ó Vaiśvānara. ó Jātavedas. (Os tesouros) que residem nas montanhas. HINO 59. a sustenta”]. (nós trazemos) louvores – múltiplos (louvores) para ele que está unido com o sol. 1. derrubou a arena (aérea) e cortou Śambara. novos (louvores) para Vaiśvānara. A tua grandeza. com pleno crescimento excelente ele ergueu e. 5. com suas bênçãos centuplicadas. como uma coluna de apoio tu manténs os homens. Como os dois grandes mundos para seu filho. – de todos esses tu és o rei. 3. está desperto (ou. rico em encanto. 17 . estendendo-se por sua grandeza sobre todos os domínios. 19 A incompletude da construção e da métrica mostra que o texto do primeiro Pāda está corrompido. Como no sol os raios estão fixos firmemente. A ti. um deus. VARGA 25. AṢṬAKA I. como o matador de Vṛtra. para ser uma luz para o Ārya. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. tendo matado o Dasyu. 6.19 como um Hotṛ. nas águas. assim.16 Vaiśvānara! Tu és o centro17 dos estabelecimentos humanos. como um homem hábil. Agni. o deus mais vigoroso. 18 Compare com 4.11. 20 Ou.5. A cabeça do céu. o brilhante. para o verdadeiramente forte. Deixe-me agora proclamar a grandeza do touro a quem os Pūrus adoram como o destruidor de inimigos. no domicílio de Purūṇītha Śātavaneya. Tu és o rei das tribos humanas. como é conhecido.

12 o enviado que se move rapidamente. 6 Para fazer oferendas queimadas. não parece ser justificada por textos do Ṛgveda. ele o preserva no composto arāti.11 o bom Protetor. é dito. pelo Adhvaryu. Agni. ou deuses e homens. Triṣṭubh. embora ele tenha perdido o termo original básico. e Agni. Índice ◄►Hino 61 (Wilson) ____________________ Hino 60. Que ele seja hostil (para os nossos inimigos). Que a nossa mais nova celebração chegue diante daquele Agni. O sânscrito mais moderno confirma o primeiro sentido.199 Hino 60. como um cavalo. o Sacerdote glorioso9 para Bhṛgu. Agni. antes que o sol estivesse no céu. produzem. filho de dois nascimentos. como um amigo (rāti): alguns traduzem como ‘um filho’. 2. e aqueles que são mortais. 204. o purificador. A explicação de Mātariśvan como Vāyu. – o filho dos Bhṛgus.31. como (um cavaleiro esfrega) um cavalo.6 4. a ti. um tesouro precioso. como o senhor das riquezas. o mensageiro (dos deuses) de movimento rápido. o invocador (dos deuses). foi colocado (sobre o altar). 5 Agni. o protetor das (nossas) residências. o protetor cuidadoso (de seus devotos). como no texto rātim Bhṛigūṇām. Ambos (deuses e homens) 3 são os adoradores de seu soberano.7 Que ele que adquiriu riqueza por ritos sagrados venha para cá. 1. para assegurar sucesso. Agni (Griffith) 1. – o altar. o Deus do Vento. sacrificando e oferecendo oblações a ele. Veja Muir. o excelente. de manhã. de acordo com o comentador.4 3. foi colocado. como um amigo. antes do romper do dia. te louvamos. Varga 26. o senhor dos homens.10 Bandeira do sacrifício. isto é. o desejável. 3 O texto tem somente ubhayāsaḥ. a parte onde elas vão sentar. o filho de dois pais. um inimigo. o iluminador de sacrifícios. Nós. varrendo. é gerado do ar: mas esse ar é o ar vital. para Bhṛgu. Original Sanskrit texts. Mātariśvan trouxe. como um presente. porque. o Yajamāna. – aqueles que devem ser desejados (os deuses). a métrica. Como se fosse um grande tesouro Mātariśvan8 trouxe. entre os homens. ‘ambos’. nascidos da linhagem de Gotama. é dito ser produzido no coração. rapidamente. alguém não (a) amigo (rāti). ou do céu e da terra. os descendentes de Manus. 4 Os sacerdotes conduzem o Yajamāna para o local onde o fogo foi preparado.2]. pelos sacerdotes oficiantes.1 o célebre Vahni. pois esse invocador venerável (dos deuses).2 (para ser para ele) por assim dizer.5 a quem os homens. 1 . ou no interior do corpo humano. ou dos dois pedaços de madeira. com (hinos) aceitáveis. 5. que o comentador explica como. friccionando a ti. que é de língua doce. V. que como o mensageiro de Vivasvān traz do céu Agni que tinha estado escondido até agora. com suas mãos. ou antes. ou respiração. o concessor de residências. portanto. 8 Um ser divino ou semidivino. talvez. O vento trouxe Agni para o sábio Bhṛgu. escovando o lugar do fogo para a oferenda queimada. (sobre o altar). e o guardião dos tesouros (nessa) mansão. trazendo oblações. 7 O texto tem somente esfregando. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é o mesmo. na hora da batalha. ou os sacerdotes ministrantes e seu empregador. – de modo semelhante como as pessoas prestes a montar em um cavalo esfregam. o portador de oblações. e distribuidor (de benefícios desejados). o deus é Agni. 2 Como antes [em 1. e é para ser gerado no coração.

os deuses que são adorados. como denotando os sacerdotes míticos que estabeleceram primeiro Agni e sacrificaram como os primeiros. os Āyus. os Uśijs18 oferecendo alimento sacrifical. Como tal. e os mortais. o veloz premiado. 5. nascido do coração. o senhor dos tesouros. 3. mais recente. esfregando-te como (eles esfregam) um cavalo de corrida veloz que ganha o prêmio. Ordenador. Bom para a humanidade. geraram oferecendo satisfação. o ansioso Purificador foi colocado entre os homens como Sacerdote digno de escolha. com os nossos pensamentos (piedosos). enfeitando-te16 como um cavalo. 12 Nascido do céu e da terra e novamente dos dois bastões de fogo. 10 . veja Bergaigne. como o Senhor guardião das riquezas. o senhor dos clãs. o famoso. é doce como mel. a quem os sacerdotes humanos em nosso estabelecimento. 4. o farol do sacrifício.14 abastecido com iguarias saborosas. Senhor da Casa. HINO 60. 13 Por provar as libações doces. nascido do nosso coração. homens. VARGA 26. Que aquele que dá riqueza pela nossa prece venha rapidamente de manhã. Como sacerdote. ó Agni. Senhor da Casa. o mestre familiar da casa na casa: Agni tornou-se o senhor do tesouro dos tesouros. homens da família à qual o Ṛṣi do hino pertence. 4. Que o nosso louvor auspicioso. AṢṬAKA I. Ambos seguem seu comando. Deuses e homens obedecem à ordem desse Soberano. 3. nós Gotamas15 te exaltamos com hinos. cuja permissão deve ser pedida. criaram. alcance a ele cuja língua. 1. chegue a ele o de língua de mel (Agni). o Vasu foi estabelecido entre os homens. Que o nosso louvor novo e belo. Que Agni seja nosso amigo. 16 Atiçando-te. de nascimento duplo. Mātariśvan trouxe (Agni) para Bhṛgu como um presente precioso como riqueza. os Gotamas.17 o transportador. para fazer-te brilhar como homens tratam de um cavalo de corrida de manhã. O Hotṛ (Agni) sentou-se antes do amanhecer entre os clãs. o melhor Hotṛ entre os clãs. 15 Os descendentes de Gotama. venha logo e cedo. ADHYĀYA 4. 17 O nascimento celestial e o terrestre de Agni. O Uśij. Índice ◄►Hino 61 (Griffith) ____________________ Hino 60. enriquecido com a oração. o purificador. 11 Anunciador do sacrifício por meio de suas chamas crepitantes. 57 e seguintes. O chefe da antiga família sacerdotal que tem esse nome. 5. ó Agni. Assim nós. quando ele é consagrado. adorável com os homens. Que ele. 13 A quem sacerdotes mortais. os homens que anseiam e adoram. I. Índice ◄►Hino 65 (Oldenberg) ____________________ 9 Agni. te louvamos. o mensageiro pronto e imediatamente bem sucedido. 2.200 2. ele toma o seu lugar antes do romper manhã. com seu forte empenho. mesmo em seu nascimento. 14 Pela agitação rápida do bastão de fogo. 18 Sobre usīj (‘o disposto’). protetor das riquezas da residência. o realizador de culto. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.

as esposas dos deuses. não se empenhou em combate com nenhum inimigo indigno. eu entoo (para ele) exclamações que podem ser eficazes para derrotar (meus inimigos). Eu ofereço (oblações. (de modo que o condutor) pode. como aquele que permeia o mundo inteiro. o grandioso.201 Hino 61. para exaltar a ele que é o exemplo (de todos). uma exclamação alta. Varga 27. e desimpedido Indra. significa o sacrifício (yajña) personificado. Tvaṣṭṛ afiou o raio de ação boa. Para aquele Indra. a riqueza acumulada dos Asuras. como alimento (para um homem faminto). e oblações que são agradáveis. aquele que permeia o universo. na mente. obter alimento. um dos sinônimos de megha. e da terra. e perfurado as sete colinas. a qual é um pouco obscura.) para aquele Indra. 3. o sacrifício. na destruição de Ahi. Eu ofereço. enfrentando. Eu ofereço adoração àquele poderoso. ou os dias de preparação iniciatória para o rito. Indra. o Ṛṣi e a métrica são os mesmos como no precedente. ou atraiu. Ele abarca os extensos céu e terra. o autoirradiante em sua residência. tendo atravessado os sete desfiladeiros difíceis. por isso. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. 6 Ārkaṃ juhvā. o ladrão do que é belo. o senhor antigo. ou louvor em métrica. 7. 9. a riqueza dos Asuras. depois do que ele permaneceu escondido atrás de sete passagens difíceis. Àquele Indra as mulheres. pois pela colisão mútua das nuvens a chuva é gerada. chama para a batalha. de fato. Bebendo rapidamente as libações. perfurou. e concessor de alimento Indra. O último é definido como o instrumento de invocação. à altura de toda façanha. é dito. como sempre. eu combino louvor com elocução. de fato. nuvem. e do firmamento. ou realizou. (?) aprecia. munificente. 4 8. o sábio.1 como (um homem atrela) um cavalo (a um carro). com minha boca. o lançador do raio. o órgão da fala. de alvo certo.5 dirigiram seus hinos. e aha. um dia. hábil em conflito. Varga 28. no coração. Indra. com qual (arma) fatal o soberano poderoso e subjugador de inimigos cortou os membros de Vṛtra. digno de louvor. ultrapassa aquela do céu. Outros (também) adoram Indra. A magnitude dele. 1.3 roubou os maduros (tesouros dos Asuras). 5. perfurou a nuvem. 2 ele. e oblações excelentes para o sábio Indra. é dada uma explicação diferente do texto. 6 O comentador diz. e. 2 Ele pode ser chamado dessa maneira porque tudo no mundo procede da chuva. o primeiro significa. 2. e na compreensão. por causa de alimento. 1 . vigoroso. como um carpinteiro constrói um carro. rápido. Eu preparo louvores para ele. Com referência a esse significado. que é ainda mais obscura: “Esse Varāha. – louvores bem merecidos. – adoração que é aceitável. Para propiciar aquele Indra. ele (Indra). de vara. 4 Varāha. ou penetrou em. para ele que tem direito a elogio. hino. além das sete colinas. ou passado pelos sete dias de iniciação. uma bênção. com palavras de louvor puras e poderosas. em qual condição ele roubou. tendo pegado os tufos da grama sagrada. Viṣṇu. Essa explicação é apoiada por uma citação do Taittirīya. e devorando as iguarias agradáveis (oferecidas) nos três sacrifícios (diários) os quais são dedicados ao criador (do mundo). para celebrar o heroico. o derrotador (de seus inimigos). ele chama as nuvens para a batalha. Eles dois não superam a tua vastidão. aceitáveis como) alimento (para o faminto. no Nighaṇṭu. 3 O termo do texto é Viṣṇu. o concessor (de coisas boas). 5 As esposas dos deuses são a Gāyatrī e outras métricas dos Vedas personificadas. o destruidor das cidades (dos Asuras). aplicado a Indra. Ou ele pode significar sacrifício. 4. para a batalha. o matou”. 6.

e separa as juntas dele. preces de eficácia. A expressão é notável. aqui e ali. Indra defendeu o sacrificador virtuoso Etaśa. por seu vigor. 7 8 . isso prova que nenhum horror era ligado à noção de um pedaço de carne. 3. todo comovente. em alguma disputa entre ele e o Ṛṣi Etaśa. 14. então. forneceu um lugar de descanso para Turvīti. ou trinchadores. Estabelecendo sua supremacia. Para ele mesmo.9 16. O texto tem. Para ele eu formo um louvor. Em um período subsequente. que és o senhor (de todos). forte e altamente exaltado.8 de modo que as chuvas possam brotar dele.7 12. 2. um hino bem formado. com meus lábios a minha adoração. Indra tomou o partido do último. Indra (Griffith) 1. e senhor de riqueza múltipla. que. Talvez a palavra seja vikretārah. que é o Senhor de antigamente. seja rapidamente (abençoado). manejando suas armas em batalha. o qual ele. (concede a ele) alimento. de movimento ligeiro e dotado de força. O nome de um Ṛṣi que. Indra. 10 E ordena que ele seja feito. – (como açougueiros retalham) uma vaca. muitíssimo excelente. estando desejoso de um filho. Varga 29. (gor na): o comentador fornece o resto. com novos hinos. Para ele. embora possa não ser muito claro o que significa o termo usado por Sāyaṇa. adorou Sūrya. o céu e a terra tremem. Índice ◄►Hino 62 (Wilson) ____________________ Hino 61. Proclamem. 4. vendedores de carne. e profiro em voz alta a minha canção. cortadores. como o artífice molda um carro para o homem que precisa dele. as montanhas estáveis (estão imóveis). e. o poder preservador daquele amado Indra. digno de louvor. por medo do aparecimento dele. eu ofereço. Que Nodhas. visto que ele abriu (um caminho para eles. e libertou as águas que preservam. cortou em pedaços. quando lutando com Sūrya. os trinchadores de carne. Concede a eles todo tipo de afluência. o absorvedor (de umidade).202 10. 11. tinha sido imerso em água: Indra o levou para a terra seca. como oblação. 15. vikartārah. nasceu como o filho do rei. o filho de Svaśva. – como homens mundanos. com vigor. A ele esse louvor é oferecido. Indra. entre os hindus. e. meu hino auspicioso para o Vitorioso. ele enfrenta e destrói seus inimigos. ou o senhor de bons (su) cavalos (aśva). De qualquer maneira. ganhando luz do céu. Indra. Que ele que tem adquirido riqueza por meio de atos pios venha para cá. repetidamente. rápido. único (vitorioso sobre seus inimigos). como vacas (recuperadas de ladrões). meu pensamento para o irresistível. eu trago a minha canção de louvor como iguarias saborosas. dividem. eu ofereço. a ti. Louvor. louvando. o Doador mais generoso. Por medo dele. ele mesmo. para assegurar a tua presença. 13. nos tempos antigos. os descendentes de Gotama têm oferecido. rapidamente. com seu raio. prefere (receber) daqueles (que o louvam). para o sábio Indra. ele. e as águas fluam (sobre a terra).) com seu raio. Pelo poder dele. as antigas façanhas daquele Indra de movimento rápido. Para Indra. Vṛtra.10 – louvores para ele que ouve alegremente os nossos louvores. açougueiros. quando. que atrelas corcéis. ‘corta em pedaços os membros de Vṛtra. o comentador acrescenta. de manhã. os cantores têm enfeitado seus louvores com coração e mente e espírito. os membros de animais. para exaltar com cânticos de invocação e com hinos belos o Senhor. e concedendo uma (recompensa) para o dador (da oblação). preces oferecidas muito especialmente para Indra. consenciente (com os desejos) do dador da oblação. o de movimento rápido. como de uma vaca’. lança teu raio contra esse Vṛtra. 9 A lenta relata que um rei chamado Svaśva. os rios se divertem.

ele fez um vau. lutando na competição de cavalos com Sūrya. Indra ajudou Etaśa. quando. também. 12. Os acepipes saborosos. Janeiro. Assim. não superam. o poderoso com o que atinge. que junges Cavalos Baios. como de um boi. que lhe deu Soma para beber assim que ele nasceu. firmes. com minha língua eu enfeito. 13 A mãe de Indra. que governa sozinho sobre muitos. 15. golpeando – o vasto. Aditi. visto que com seu raio ele os cercou por todos os lados. 18 Provavelmente isso significa as Águas Celestiais. Veja 2. e todo o céu e a terra. Que Nodhas. o mais habilmente forjado. A minha versão corrigida dessa estrofe eu devo ao artigo do Prof. Veja 8. para Turvīti. Através da sua própria força Indra com raio de trovão cortou em pedaços Vṛtra. por glória. os Gotamas trouxeram suas orações para agradar-te. O poderoso céu e a terra ele envolveu: a tua grandeza o céu e a terra. Veja 3. as Damas. famoso em toda parte.66.14 as iguarias cozidas. ele saqueou. sim. dele que se move rapidamente. ganhe rapidamente força heroica. venha logo e cedo. contra esse Vṛtra lança teu raio de trovão. desenvolveu-se em sua casa. 1895. Indra. a magnitude dele supera a magnitude da terra. Que ele. lançando suas armas em batalha. 15 Indra o mais poderoso. juntos. Para ele mesmo Tvaṣṭar forjou o raio. destruidor dos castelos. de modo que as torrentes de chuva possam seguir. mas Um mais forte15 trespassou o javali selvagem. Usando seu poder e favorecendo aquele que venerava. 13. com movimento impulsivo. Agora para ele dessas coisas tem sido dado o que ele.203 5. através do esplendor impetuoso dele. para ti. na disputa dele com Sūrya e seus cavalos. 16 O feroz demônio Vṛtra. com o qual ele atingiu as partes vitais de Vṛtra. com raio oblíquo. dividido em partes. 13 o grande Viṣṇu tinha bebido a libação. Quando ele. Sim.19. os feitos dele. Para ele. Vasto. A. com teu amplo poder. adornadas com toda beleza.19 sempre elogiando a proteção desse Amigo querido. para Indra. tremem por pavor. os castelos da nuvem que aprisiona a chuva.16 atirando através da montanha.48. no Journal of the Royal Asiatic Society. ar e céu. escolhe. 14 O estoque de chuva do demônio.3. como vacas aprisionadas.5. 14.11 6. 17 A nuvem pesada na qual Vṛtra estava envolvido.9-10. Cantem com novos louvores suas façanhas feitas outrora. Ele mesmo possui tudo mais. como se fosse um cavalo. celestial. 19 O Ṛṣi ou vidente do hino. espremedor de Soma. o secador das águas. de voz alta e forte para a batalha. aprovado por todos os homens. com coração inclinado à generosidade. por amor de glória.17 8. Macdonell sobre os Estudos Mitológicos do Ṛgveda. Ele deixou as torrentes seguirem livres. Índice ◄►Hino 62 (Griffith) ____________________ 11 As fortalezas dos demônios atmosféricos da seca. vitorioso. quando ele matou o dragão. 3. as montanhas fixas. ele com ira impetuosa abate os inimigos. Doador generoso. 12 . 20 Louvores e sacrifício têm sido oferecidos a Indra. e 7. sim. para reverenciar o herói. Rompe as juntas dele. seu adorador. A. 11. 10.98. Consortes dos deuses. surge. auto-resplandecente.10. o meu hino. Os rios procederam. 9. Logo que.12 7. nas libações de sua mãe. O que atinge: o raio ou relâmpago.32.2-3. Indra.20 16. ele. enriquecido com a prece. Concede atenção a elas.18 teceram elogios. para agradar aquele Indra. para a batalha. Desse modo. de fato. Tais louvores e sacrifício levaram Indra a ajudar Etaśa.

que deves ser satisfeito com um hino laudatório e de boa pronúncia pelos sete sacerdotes. com os Aṅgirasas. Indra (Wilson) (Quinto Adhyāya. fácil de ser alcançado. como no último. Triṣṭubh. Destruidor de inimigos. 1. tu apavoraste.valaṃ. os Aṅgirasas. 6 Nenhuma especificação desses quatro é dada. a métrica. ao vasto e mais poderoso Indra. Saramā assegurou alimento para seus filhotes. uma nuvem. Indra. um Sāma adequado para ser recitado alto. O gracioso Indra nutriu o céu e a terra. além de eles serem o Ganges e outros. 6.Sāma. Isso é contrastado. todos os quais estavam apavorados pela voz ou trovão de Indra. 4. aquilo que é para ser dividido pelo raio. aparentemente. como sempre.7 mas (é facilmente propiciado por) aqueles que o louvam com hinos sagrados.204 Hino 62. que são geralmente consideradas partes do Sāma Veda. a veneração mais sincera. pois navagati pode significar ‘aquele cujo curso ou condição é novo. tu tens fortalecido as fundações da região etérea. significa cantar ou entoar os Ṛcas. um cântico próprio para ser cantado em voz alta. adorando-o. 4 e. Vamos repetir uma prece para o célebre líder de todos. com o gado. ou influenciado. Os feitos daquele airoso Indra são muito admiráveis. e o segundo. com o que se segue. o que Indra prometeu. desejosos de proteção (segura). Outras etimologias são sugeridas. Continuação do Anuvāka 11. 3 Bṛhaspati é aqui usado como um sinônimo de Indra. 19) para a confirmação disso. suas façanhas são as mais gloriosas. como o sol no augusto e muitíssimo excelente firmamento. por tua voz.phaligam . mas a interpretação de Yāska da palavra navagvā é duvidosa. e similares. a nuvem frutificante divisível. 7 O termo ayāsya confundiu o comentador.1 pois. Mas o comentador compreende que Sāma. através dele. Ou as três palavras podem ser consideradas como substantivos. louvado pelos Aṅgirasas. A expressão é āṅghūṣyaṃ . – aquele que não é alcançável por esforço. partiu em duas as eternas e unidas (esferas do céu e da terra). tu tens endireitado as elevações da terra. É dito que os sete sacerdotes são Medhātithi e outros Ṛṣis da família de Aṅgiras. Ele. tal como os Rathantaras.2 Então Bṛhaspati3 matou o devorador. nesse lugar. espalhados sobre a superfície da terra. ou faz os grãos crescerem por meio da sua chuva. para não ser conquistado em batalha: por isso Rosen o traduziu como invictus. aquilo que produz fruto. 7. 5 Ādriṃ . 1 . O último é explicado aqui como nuvem. uma montanha. Varga 1. phaliga.5 5. proclamaram sua alegria em alta voz. em um discurso aceitável para aquele Indra poderoso e digno de louvor. e o deus. que não pode ser alcançado por meio de violência. recuperaram o gado (roubado). e vala. que deve ser venerado. – aqueles que conduzem sacrifícios por nove meses. mas elas são ainda menos satisfatórias. para trazê-lo para a cerimônia. Sūkta V) O Ṛṣi é Nodhas. ele diz. 2. de acordo com uma interpretação. e os deuses. Ofereçam. e aqueles que os conduzem por dez. 4 Sāyaṇa identifica os sacerdotes (vipras). – os deuses.’ melhor do que ‘por nove’. esforço. 2 Quando Indra desejou que a cadela Saramā partisse em busca do gado roubado. por seus adoradores. são de duas classes. (com preces) de eficácia. sejam empenhados por nove meses. na medida em que ele tem reabastecido os quatro rios6 de água doce. sacerdotes. o protetor ou mestre (pati) dos grandes (bṛhatām). Ele pode ser derivado de yāsa. ela concordou em fazer isso somente sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. e reconhecendo as pegadas. 3. ou por dez. que. isto é. Ele cita o Nirukta (XI. Poderoso Indra. tu tens dissipado a escuridão com a alvorada e com os raios do sol. e que requere a inserção de susādhya. como Aṅgiras. por louvores. o primeiro. os nossos antepassados. Quando a busca foi iniciada por Indra e os Aṅgirasas. Varga 2. adri significando. e resgatou as vacas. Nós meditamos. e outras preces. um Asura.

com seus membros luminosos. cantando louvores e conhecendo bem os lugares. dentro de vacas ainda imaturas. Indra (Griffith) 1. que são os cães de guarda de Yama o Deus dos Mortos. para nós. Tu. evidentemente. chamado de mudrā. 9 Do mesmo modo que Aṅgiras. têm percorrido. Que ele que adquiriu riquezas por meio de atos virtuosos venha para cá. demasiado poderoso. 13. com a qual o Deus rompe o esconderijo do inimigo. o que se supõe significar que Saramā é a Aurora que recupera os raios do Sol que foram levados pela noite. certos entrelaçamentos e gesticulações que acompanham a prece.12 encontrou o gado. Enriquece-nos. as irmãs protetoras cultuam a ele que não tem desonra. perseguiu e recuperou as vacas roubadas pelos Pa ṇis. um dos primeiros instituidores de cerimônias religiosas. os heróis gritaram com as vacas em triunfo. mantém sua antiga amizade (por seu adorador). ‘É. de manhã. em suas revoluções. os Aṅgirases. as riquezas que têm há muito tempo sido mantidas em tuas mãos não sofreram perda nem diminuição.205 8. nascidas repetidamente. Índice ◄►Hino 63 (Wilson) ____________________ Hino 62. Veja 1. e resoluto. mas sempre jovens. como esposas afetuosas a um marido carinhoso. que existes sempre. sejam pretas ou vermelhas. 11. 11 É dito que Saramā. várias das pessoas das quais estão. 9. Sārameyas. com (todas as) suas energias. Cantemos glória ao herói muito afamado que deve ser louvado com hinos belos pelo cantor. 8 Isso parece sugerir que os dedos eram empregados na realização do que é. tu que és diligente em ação. os piedosos que estão desejosos de ritos sagrados. Ludwig é de opinião que a palavra ‘prole’ no texto não se refere aos filhotes de Saramā. o leite maduro e lustroso. Poderoso Indra. desde um período remoto. 12 Bṛhaspati ou Brahamaṇaspati é o Senhor da Prece. portanto’ como observa o professor Roth.11 Bṛhaspati perfurou a montanha. alternadamente. Ao grandioso tragam grande adoração. o filho de Gotama. Tu. encontraram o gado. A lenda diz que Saramā concordou em partir em busca do gado roubado sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. (endereçado) a ti. aqueles que estão ansiosos por riquezas. 2. 10. como as esposas (dos deuses). . 8 e. Que a prática não é totalmente moderna torna-se óbvio a partir das pinturas das cavernas de Ajanta. dedicado a boas obras. (Indra. mas aos descendentes dos Aṅgirases. (Noite e alvorada) de cor variada. Belo Indra. o comentário compreende isso como somente seu uso em atos de culto ou homenagem. Quando Indra e os Aṅgirases desejaram. Saramā encontrou provisão para sua prole. – a noite. assíduo em boas obras. és ilustre. Belo Indra.) produzes. ‘brahma. Como Aṅgiras9 nós ponderamos sobre um louvor que alegra para aquele que ama música. ou os raios de luz que vêm depois da efusão de chuva. realizando os gestos com os dedos. diligente em atos virtuosos. através de quem os nossos antepassados. não mutáveis. 12. por teus atos. e és o guia seguro (de todos). O filho da força. Desde uma época remota os dedos contíguos. Poderoso Indra. compôs. A oração trespassa o objeto de seu desejo. muitos milhares de atos de devoção (para Indra).8. se dirigem a ti. e aqueles que são sábios. Nodhas. e incansáveis praticam. um cântico de louvor para aquele extraordinariamente forte. que atrelas teus corcéis (ao teu carro).10 3. que deves ser louvado com hinos sagrados.72. e o obtém’. o céu e a terra. a cadela de caça de Indra e mãe dos dois cães chamados pelo nome da mãe deles. Varga 3. atualmente. oração. rapidamente. a alvorada. com veneração. Indra. 10 As nuvens de chuva. com seus membros escuros. esse novo hino. as mentes deles aderem a ti.

20 conectados antigamente. Que ele. 6. com condutores velozes. as Damas jovens. Grito médio. Líder infalível. Tu és esplêndido. Incansável. os Navagvas e os Daśagvas também são os Aṅgirases ou seus aliados sacerdotais. ó Senhor do Poder. o Sol. como na cantiga infantil alemã citada por Zimmer: ‘O sage mir.206 4. maduro ou cozido em seus úberes. diferentes em cor. gibt weisse milch die rothe kuh’. enriquecido com a oração. tu. 14 Fluindo para o distante horizonte. Tu nas vacas cruas. divino. Tu. 15 Céu e Terra. cada uma de sua maneira. Eles são chamados de condutores velozes porque seguem rapidamente a trilha das vacas roubadas. com os mais novos louvores têm acelerado em direção a ti. assim una os nossos hinos a ti. 13. Indra. 8. o filho de Gotama. a Noite com seus membros negros. com os Navagvas. sábio. 12. Pensamentos antigos. Para muitos milhares de obras sagradas as Irmãs 21 sevem o Senhor orgulhoso22 como esposas e matronas. Vala é o demônio que mantém as vacas aprisionadas. e raios. Deus Forte. wie geht es zu. Que. Louvado pelos Aṅgirases. a mais bela maravilha do Operador de Prodígios. 19 As vacas são chamadas de cruas como contrastadas com o leite morno. ele separou antigamente o Par antigo. despedaçaste a montanha. elas com grande poder preservam os estatutos imortais. ó Indra. A cor do leite também é contrastada com aquela das vacas. Índice ◄►Hino 63 (Griffith) ____________________ Os sete cantores são provavelmente os próprios Aṅgirases. e rugido. buscando riqueza. [Uma tradução aproximada: ‘Ó. o mais potente.14 ele fez quatro rios fluírem cheios de ondas que carregam água doce. Indra. Nodhas. ó Poderoso. com adoração. grito alto. permanecem incólumes. 17 Noite e Manhã. 10. tu. com o raio laceraste o obstrutor Vala. 21 Um nome que ocorre frequentemente dos dedos quando empregados em atos de culto. moldou essa nova oração para ti Eterno. tu. com a Alvorada. Rico em boas ações. que atrelas os Corcéis Fulvos. 13 . Seus caminhos. o Filho18 com poder mantém sua amizade perfeita. e fixado firmemente a região embaixo do céu. No mais alto céu como Bhaga. Continuamente nascidas de novo. inflexível: fortalece-nos com poder. 7. destruidor de inimigos. diga-me como é que é branco o leite da vaca vermelha’. 22 Indra. a Aurora com membros de esplendor. o Par tem viajado em alternância em volta do céu e da terra desde os tempos antigos. com Daśagvas.19 de cor preta ou vermelha. Ó poderoso Indra. perto de onde o céu se curva. 16 Bhaga é aqui o Deus Supremo. venha logo e cedo. conquistado por hinos laudatórios. 18 Indra.] 20 Os rumos da Noite e da Manhã. provês o leite maduro de cor branca brilhante. 9. ó Senhor.15 sempre unido.16 ele o fazedor de maravilhas estabeleceu as duas Damas17 e a terra e o céu. hábil em operação. tens espalhado os altos cumes da terra. sete cantores. 11. Como esposas ansiosas se unem ao seu marido ansioso.13 5. Este é o ato mais digno de toda a honra. as riquezas que as tuas mãos têm segurado desde os tempos antigos não acabaram nem diminuíram. dissipaste as trevas. Śakra.

Tu. – pelo qual. o chefe dos Ṛbhus. Indra. trazido (para cá) por teus corcéis. Que ele que adquiriu riquezas por atos virtuosos venha para cá. 3 Os Dasyus são descritos como os inimigos de Kutsa. tornando-te manifesto (na hora de) temor. por Sudās. o céu e a terra. de fato. ele faz atos não desejados pelos inimigos dele. tu atrelas teus cavalos que se movem de vários modos. no conflito cerradamente aglomerado e concessor de riquezas. De acordo com o significado aparente de Dasyu. não é em seu próprio nome. que não desejas ferir nenhum (mortal) resoluto. Então. – bárbaro ou alguém não-hindu. alimento abundante. realizador de atos não desejados. quando tu fazes a água fluir por toda parte. e a deste para ele. pelos filhos de Gotama. por medo de ti. para nós. Esses nomes ocorreram antes. de Asura. e Anhu. e. Que essa tua ajuda. 4 Mesmo que hostil a ele. tu nos concedes (existência). Quando. e. e todas as outras coisas vastas e sólidas. seja sempre concedida. o que humilha e ataca (teus inimigos). o melhor de todos os seres. como se (ela fosse um tufo) de grama sagrada. ajudaste o jovem e ilustre Kutsa. 2. (para ti). indiferente àqueles que são contrários a ele. se ele empreende a destruição deles. manejador do raio. sustentaste. assim como tu és. no mesmo relato (hino 51). tu cortaste. 7. Tu. e as montanhas. emissor de chuva e manejador do raio. Indra é. rapidamente. Louvores têm sido proferidos para ti. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. 5 Purukutsa é chamado de Ṛṣi. e mataste Śuṣṇa.207 Hino 63. e quando. herói munificente. Varga 4. glorificado por muitos. como no caso de Kutsa. a riqueza de Anhu. 9. 1 tu atacas teus inimigos. de manhã. na guerra. com reverência. 1. o subjugador de inimigos. manejador do raio. poderoso Indra. tu és o poderoso que.4 abre todos os quadrantes (do horizonte) para os cavalos de nós que te louvamos. Indra. Sudās. Índice ◄►Hino 64 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. sempre te saciando (com oblações). como com uma maça. tu afugentaste os Dasyus3 em batalha. aludido na estrofe anterior. herói. o amigo do homem. como antes. com o qual. – Kutsa seria um príncipe que teve parte ativa na subjugação das tribos originais da Índia. destróis as numerosas cidades deles. por tuas energias. – (de modo que ele possa ser tão copioso) quanto água. por toda a terra. Aumenta. e métrica. (quando nós estamos expostos) à aversão (dos nossos inimigos). 5 tu aniquilaste as sete cidades. destrói nossos inimigos. Indra. deus. 3. Indra. Varga 5. 2 . mas em defesa de seus amigos e adoradores. guerreando em nome de Purukutsa. Isto é. 6. 4. tu (adquiriste) quando tu mataste Vṛtra. todas as criaturas.2 no combate mortal e travado de perto. e. Os homens te invocam. 5. 8. (eles têm sido) proferidos. que conquistas facilmente (teus inimigos). mas nenhuma informação adicional é dada no comentário. Indra. tremeram. ó rei. Indra. como os (trêmulos) raios do sol. em si mesmo. teu adorador coloca teu raio em tuas mãos. Concede-nos vários tipos de alimento. divino Indra. digna de ser desfrutada (por guerreiros) em combate. de rei. o animaste a (adquirir) tal (renome) como aquele que.

teu adorador6 colocou em teus braços o trovão.14 e 1.6. tu fazes o próprio vigor fluir para nós para sempre. 11 Parijman. ou talvez tribos selvagens. ó Divino.2. Ó Indra. no conflito concessor de luz. 7 . Orações foram feitas por Gotamas.47. Indra. Quando. no tumulto da batalha.8. Veja 1. quando. tu derrubaste os inimigos e muitos castelos. Tu és leal.11 nos alimenta com alimento variado abundante como água – alimento com o qual. venha logo e cedo. mesmo na ira do mortal mais forte. dirigidas a ti. armado com o Trovão! demoliste os sete castelos. ó Indra. enriquecido com a oração. por Sudās.52. 2. ao lado dele. tu esmagaste Vṛtra. com louvor pelos teus Cavalos Baios. 9 Demônios hostis. com o qual. 8 Foi mencionado antes como o protegido de Indra. Guerreando por Purukutsa10 tu. 12 Esse é claramente o sentido das palavras como elas são. ó Indra. Que. ‘com reverência a ti ligado com teus cavalos baios’.6) e Pūru são reis ou chefes de clãs. 4. Veja 1. trouxeste ganho para Pūru.8 com cavalo e carro mataste Śuṣṇa em combate.7. em vontade irresistível. com poder tu terrificaste a terra e o céu. para o jovem e glorioso Kutsa. Indra (Griffith) 1.20.112. 10 Um favorito de Indra e dos Aśvins. Sāyaṇa explica. armado com o Trovão! os nossos inimigos. Herói. ó Muito Invocado. Que ele. Isso tu fazes. ó Indra.7 heroico. 6. Essa tua ajuda. quando nasceste.174. tu de grande alma. tu és o Senhor dos Ṛbhus. é um epíteto aplicado ao Sol também. 9. nota. Quando os teus dois Baios viajantes tu puxaste para cá. todas as montanhas firmemente fixadas e as criaturas monstruosas se agitaram como poeira diante de ti. e não és ferido. ó Indra. 8.208 Hino 63. ó Herói. e à carruagem dos Aśvins. forte em ação. e o incitam à realização de façanhas gloriosas. Por isso os homens te chamam. 4. 7. com vitória fácil tu dilaceraste os Dasyus9 em sua habitação distante. Abre a pista de corridas para os nossos cavalos. como grama tu os arrancaste. Índice ◄►Hino 64 (Griffith) ____________________ 6 Os louvores do adorador fortalecem Indra. como com uma maça. tu favoreceste. 3. mata. Deus que te moves em volta de nós. 5. Facilmente. ó Indra. sempre devia ser implorada em atos de força em combate. circundante. Veja 1. 1.12 Traze-nos de forma nobre riquezas abundantes. em seu medo de ti. Tu. Rei. Tu és o Poderoso. vencedor. Sudās (veja 1. esses tu desafias. Aquele que faz Trovejar.51. Indra. como um amigo. e por necessidade. 33. Chefe acima dos três seres semidivinos que por suas boas obras se elevaram à imortalidade e divindade. quando.

ou corcéis. 2 Pṛṣatībhih. 2. radiantes como sóis. como montanhas em estabilidade. e. Satvānah é explicado como Parameśvarasya bhūtagaṇah. eles nasceram. visível como (uma bela) forma. Maruts (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é o mesmo. e imóveis como montanhas. como elefantes3 (em uma manada. limpos do pecado.209 Hino 64. propõe outro significado: ‘como uma carruagem que passa por cima e esmaga gravetos e palhas no caminho’. e borrifam a terra com a água. Varga 7. os deuses são os Maruts. com seus antílopes. Varga 6. devoradores de inimigos. eles trazem adiante. Eles nasceram. Enriquecendo seu adorador. como sacerdotes. do céu ou da terra. cuja arma (de ataque) é Indra. de brilho resplandecente. em suas mãos. (e fluem facilmente) como as águas. vocês. destruindo (seus inimigos). sua (glória) senta em carruagens providas de assentos. louvor sincero à companhia dos Maruts. os filhos de Rudra. que repelem inimigos. que estão separados em tropas. 10. a flecha. de bravura infinita. que são eficazes em ritos sagrados. líderes. Eles enfeitam seus corpos com vários ornamentos. a manteiga clarificada. Varga 8. coabitantes com a riqueza. Vastos. agitam todas as substâncias. Rudras jovens. Nodhas. 4. 8. do céu. que são bondosos para os homens. na estrada’. 1. exceto no último verso. aqueles emitentes de chuva e que amadurecem frutos. eles têm colocado. 3. de progresso desimpedido. ou ocorre. e a ordenham. com rodas douradas. dos Maruts. e que são líderes (de homens). Os munificentes Maruts espalham as águas nutritivas. e imperecíveis. 7. eles com seu poder criam os ventos e os relâmpagos. (para proteger o sacrificador) contra interrupção. destrutivos daqueles que não cultuam (os deuses). no qual ela é Triṣṭubh. que são oniscientes. Sereno. (guirlandas) brilhantes em seus peitos. por sua força. eles impelem. 5. Os Maruts. e de movimento rápido. quando vocês põem vigor em suas (éguas) vermelhas. encantando (seus adoradores). Os circundantes e agitadores Maruts ordenham úberes celestes. com elas e sua própria força. literalmente. dignos de adoração. combinados com a força. e purificando (a todos). e. que são heróis. Oferece. Sāyaṇa. Maruts.1 difusores de gotas de chuva. ou como o encantador relâmpago. que são os vāhanas. como elefantes. lanças são carregadas em seus ombros. seguram. Eles são Satvāno na. deixando um amplo espaço para explicação. coletivamente. a nuvem que se move rapidamente. 11. belos e vigorosos. por sua chuva. em sacrifícios. eles estão desejosos de conceder (os desejos do adorador). 1 .2 e suas armas. trovejante e inesgotada. 9. e de formas terríveis. e cujo poder é fatal em sua fúria. e com as mãos postas. 6. vocês fazem ressoar o céu e a terra (em sua chegada). os oniscientes são graciosos como o cervo pintalgado. Como cavalariços guiam para frente um cavalo. eles vêm. portanto. de força mortal em sua ira. poderosos como maus espíritos. eu profiro os louvores concebidos em minha mente. Os mais sábios Maruts rugem como leões. os conquistadores de seus inimigos. as nuvens à parte. agitando as nuvens. de som alto. derrubam as florestas. – a tropa de demônios que acompanha Parameśvara ou Śiva. derrubam as árvores em seu caminho). a métrica é Jagat ī. com os cervos pintalgados. por elegância. ‘como aquilo que é produzido. 3 Āpathyo na. possuidores de conhecimento. Aumentadores de chuva.

os filhos de Rudra. O leite é a doce chuva fertilizante. os Grandiosos. Ṛjīṣiṇaṃ abhiṣunvanti. 4 . Maruts. os jovens de Rudra.8 matadores de demônios. e utilizadores de armas brilhantes. atacantes espontâneos (de seus inimigos). Os agitadores inquietos drenam os úberes do céu. invencível em batalha. ele realiza o culto necessário. 11 Os úberes do céu: as nuvens cheias. o digno de elogio.9 que nunca envelhecem. de formas terríveis como gigantes. matadores das nuvens que não dão chuva. resplandecendo brilhantemente assim como sóis. até os mais fortes. 2. Que nós criemos tal filho. subversores dos que são estáveis. os purificadores. Eles fazem tremer todos os seres com sua força imensa. e examinam tudo. 3. para obter prosperidade. irresistíveis. Eu enfeito minhas canções como alguém de mão hábil. e sempre vagando em torno enchem a terra totalmente com leite. espalhando gotas de chuva. Maruts. 9 Isto é. 4. os Homens do Céu. As lanças10 em seus ombros trituram em pedaços. e ele prospera. Com ornamentos brilhantes eles se enfeitam para exibição.210 honrados com sacrifícios. que dão força. filho. mas aqui ela pode significar qualquer recipiente sacrifical.6 para os Maruts traze um presente puro. 10 As lanças. livres de mancha e mácula. 15. Eles vêm à luz. 14. sábia e majestosa. 7 Ou de Dyu ou Dyaus. 5 Putra. supera rapidamente todos os homens em força. riquezas duráveis. (Sacerdotes). o grupo dos Maruts que destroem inimigos. Maruts (Griffith) 1. com louvor. por beleza em seus peitos eles amarram suas correntes de ouro. assim como seus outros ornamentos brilhantes. visitantes do salão de oferenda. rapidamente. ilustre. eles fazem os relâmpagos com seus poderes. são os lampejos de relâmpago.7 divinos. um filho). como montanhas. ou Deuses da Tempestade. Índice ◄►Hino 65 (Wilson) ____________________ Hino 64. com seus homens. 6 O Ṛṣi ou vidente do hino endereça essa linha para si mesmo. de mente sábia prepara a água que tem poder em rituais solenes. e tal neto. 13. purificam tudo. de manhã. e sempre crescentes. 8 Os Maruts. eles mesmos imóveis. 12. por cem invernos. ele adquire alimento. devoradores do inimigo. riquezas. de acordo com o texto. eles fazem os ventos. são os filhos de Rudra. Os que rugem alto. Ṛjīṣiṇaṃ. e que a tudo discerne. os Touros do Céu. eles nasceram juntos. as frases finais autorizam a adição. é suprido pelo comentário. concedam para seus ricos (adoradores. é uma frigideira.5 eminente por boas obras. Jovens Rudras. recorrem ao levantador de poeira e poderoso grupo de Maruts. Nós invocamos. – “Eles (os sacerdotes) derramam o suco Soma no recipiente”.11 É dito que os Maruts são adorados no terceiro ou cerimonial vespertino. com seus cavalos. Que eles que adquiriram riqueza por meio de atos virtuosos venham para cá. com sua proteção. da terra e do céu. – (riquezas) calculadas às centenas e aos milhares. por si mesmos. e. Maruts. derramam água. o aniquilador (de seus adversários). acompanhadas por posteridade. ó Nodhas.4 e derramando (benefícios). recebendo libações de recipientes sagrados. O homem a quem vocês defendem. em seu significado comum. o capturador de riquezas. Traze para a tropa varonil. e mortificantes para nossos inimigos. eles têm se desenvolvido. 5. Deem-nos.

armados com fortes anéis de homens. brilhante. como os discos de borda afiada são usados pelos Sikhs. o homem a quem vocês protegem com sua ajuda. Que nós criemos bem. que resiste a ataques – multiplicada por cem. de suas carruagens. vocês saúdam a terra e o céu. Vṛṣa. Maruts. 11. A música do vento e da tempestade sendo considerada como a canção de louvor dos Maruts. eles colocaram a flecha em seus braços. Sāyaṇa. ou rico por causa do hino justamente recitado. que favorecem o homem. agitando a escuridão com lanças e cervos pintalgados. 13.14 os arqueiros. A progênie de Rudra nós invocamos com a oração. vocês planam rapidamente em seu caminho. de acordo com Sāyaṇa. ele de fato em força supera todos os homens. filho e descendentes. conhecida de todos os homens. heróis. Heróis que marcham em companhias. 12. a qual na mesma linha é chamada de fonte ou poço. morando no lar da riqueza. sobre os carros o relâmpago se encontra visível como luz. de poderes infinitos. impetuosos. incansáveis. Senhores de todas as riquezas. os brilhantes. ó Maruts. 8. louvável. Então. para os adoradores deem força gloriosa invencível em batalha. Ó Maruts. o Cavalo Forte12 adiante. em vez de ‘combatentes’ o qual ele apresenta em sua tradução. Wilson. ‘Adoráveis’ é sugestão do professor Max Müller.211 6. mas o khādi parece ter sido um anel usado no braço e no pé. eles. O último hemistíquio é o refrão usual dos hinos atribuídos a Nodhas.15 os Ativos. cantores de voz alta. sempre crescente? Que ele. Extremamente sábios eles rugem poderosamente como leões. Ao forte grupo de Maruts nos apegamos em busca de felicidade. Eles que com pinas douradas fazem a chuva aumentar impulsionam as grandes nuvens como viajantes no caminho. combinados como sacerdotes. de modo que possa chover: eles ordenham a fonte trovejante. Sobre os assentos. Ele ganha despojos com seus corcéis. os rápidos. como o professor Max Müller observa. ó Maruts. eles derrubam os firmes. vocês nos darão riqueza durável. são belos como antílopes. 10. vigorosos. Potentes. com ira de serpentes por força. 14. fertilização’. os adoráveis. com poder extraordinário e maravilhosamente brilhante. tesouro com seus homens. invocado por muitos adoradores. Mas o significado das palavras assim traduzidas não é claro. Como os elefantes selvagens vocês consomem as florestas quando vocês assumem a sua força entre as chamas vermelhas brilhantes. Eles guiam. os Maruts com lanças brilhantes fazem todas as coisas oscilarem. 14 O significado de vṛṣakhādayaḥ é incerto. Benfey e Max Müller dão outras interpretações. 7. Automoventes. 15 O significado de vaninaṃ é incerto. em geral. possuidores de tudo.16 venha logo e cedo. Ele pode também ter sido usado como uma arma. ele ganha força honrosa e prospera. embora possivelmente com a ideia implícita de produção de chuva. 9. fortes por si mesmos como montanhas. traduz como ‘derramadores de água’. a que nunca falha. enriquecido com a oração. rápidos. por assim dizer. 15. 16 Ou. abundante em homens. Índice ◄►Hino 65 (Griffith) ____________________ 12 A nuvem de chuva. Os Maruts generosos com a abundância de leite caindo preenchem completamente as águas que são úteis em ritos solenes.13 com fúria de serpentes por seu poder. por mil. e eu a adoto por ora. que traz riqueza. dotados de vigor potente. sendo dito que vana significa água. durante uma centena de invernos. 13 . ‘transmite o significado de forte. Ludwig sugere ‘residentes nas florestas’. os caçadores do céu.

eles derrubam o que é firme. fortes em si mesmos como montanhas. Os touros de Dyu é uma expressão mais primitiva e mais vigorosa para o que nós devemos chamar de os ventos fertilizantes do céu.212 Hino 64. VARGA 6-8. visível como luz. Eles derrubam com sua força todos os seres. AṢṬAKA I. 5. arma ou alimento. 1. os divinos. que é lançado de uma grande distância. incansáveis. cheios de projetos terríveis. ó Maruts. os oniscientes. os amigos do homem. 19 Abhog-ghanah. se Dyu deve ser tomado como o céu ou como uma divindade personificada.20 eles. eles borrifam a terra por toda parte com leite (chuva). 4. os filho de Rudra (7. ou seja. Em várias passagens onde ocorre khādi. o relâmpago permanece. na terra e no céu. os touros altos de Dyu18 (céu). como elefantes selvagens. os Maruts sábios. heróis. pegaram a seta em seus punhos. – vocês mastigam florestas. (contudo) deslizando rapidamente para frente. Os Maruts. os jovens varonis de Rudra. 56. a nuvem. Os abaladores ordenham os úberes celestiais (nuvens). HINO 64. dotados de poderes. com efeito fatal. eu penso. 5. quando vocês assumiram seus poderes entre as chamas vermelhas. os que rugem. Eles parecem guiar por todos os lados o cavalo poderoso. os sábios. em passagens como essa. os Maruts com suas lanças brilhantes fazem (tudo) oscilar. espalhando gotas de chuva. de belo esplendor. até os mais fortes. Portanto. em seus peitos que eles prenderam (correntes de) ouro por beleza. 20 Em vṛṣa khādi o significado de khādi não é claro de modo algum. são matadores das nuvens. Roth traduz por anel. mas também nos pés dos Maruts. os homens de Dyu. poderosa em sacrifícios. Quando os Maruts são chamados de Rudrasya maryāh. as lanças em seus ombros trituram em pedaços. com seus cervos pintalgados (nuvens de chuva) e com suas lanças (relâmpagos) eles incitam os companheiros juntos. mas se derivado de khad. os impecáveis. ADHYĀYA 5. 59. 18 . 1). Os Rudras jovens. 9. 11. e é certo que esses khādis podiam ser vistos não só nos braços e ombros. poderosos. À noite. a personificação é sempre preservada. para fazer chover. poderosa em sacrifícios. Sāyaṇa evidentemente adivinha e propõe dois significados. os arqueiros. Como os leões eles rugem. um aro com bordas afiadas. 10. ele pode originalmente ter significado algum tipo de arma. 17 A primeira linha é endereçada pelo poeta para ele mesmo. 7. saúdam o céu e a terra! Nos assentos em seus carros. o leite fértil (das nuvens). 6. 3. eles nasceram juntos por si mesmos. Para a hoste varonil. aqueles que nunca envelhecem. Há uma arma famosa na Índia. Oniscientes. eles cuja ira por força é como a ira de serpentes. É difícil dizer. Eles nascem. eles ordenham a fonte trovejante. isso também. se os mesmos seres são chamados de Divah maryāh. eles se movem por si mesmos. eles são belos como antílopes. o chakra ou disco.17 uma oferenda pura. 2. Vocês que marcham em companhias. ele parece ser um ornamento em vez de uma arma. como viajantes na estrada. morder. 8. os matadores do demônio. sábio em sua mente. 54. 19 cresceram irresistíveis como montanhas. os devoradores de inimigos. 6). agitam as nuvens. 13. homens de bravura infinita armados com anéis fortes. cercados por riqueza. como um sacerdote hábil. matadores do demônio. os alegres. deve ser traduzido os filhos de Dyu (3. Eles se enfeitam com ornamentos brilhantes para uma exibição admirável. puros e brilhantes como sóis. de tais nuvens que não produzem chuva. para os Maruts traze. cantores. Eles são rápidos. Eu preparo canções. e não os filhos do céu. eles fizeram ventos e relâmpagos por meio de seus poderes. Fortes eles são. como gigantes. incessante. Os generosos Maruts derramam água. cuja ira por força é como a ira de serpentes. prepara a água. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. que com os aros dourados de suas rodas aumentam a chuva. ó Nodhas. Eles que conferem poder.

isto é. 22 Rico em preces. a fim de obter uma palavra coletiva no masculino singular. ansiar. ó Maruts. louvável. tais como Agni ou Indra. Maruts. esse ṛjīṣiṇ sendo derivado de ṛjīṣa e ṛjīṣa de ṛj. que adquire riqueza. que resiste a todos os ataques? – Riqueza multiplicada por cem e por mil. O mortal a quem vocês. como os Maruts são invocados na terceira libação. Ṛjīṣa é o que resta da planta-Soma depois que ela foi uma vez espremida. Vamos alimentar nossos amigos e parentes durante cem invernos. o Soma fermentado e transbordante. Agora. os Maruts. Ela é mais adequada em um hino endereçado a divindades individuais. para nossos senhores força gloriosa. Nós devemos suprir śardha. o rápidos. os poderosos. os ativos. impetuosos. é a opinião dos comentadores indianos. 14.21 13. e que é usado novamente para a terceira libação. derivado de ṛjīṣa. tesouros com os seus homens. Deem. pelo menos. do que em um hino para os Maruts. Nós invocamos com prece os filhos de Rudra. protegeram. Mas é muito mais provável que os Maruts fossem invocados na terceira libação porque originalmente eles eram chamados de ṛjīṣiṇ pelos poetas vêdicos. se esforçar. brilhante. abundante em homens. 15. Ele ganha despojos com os seus cavalos. os caçadores do céu. os adoráveis. Assim. passaram a ser considerados como os bebedores de ṛjīṣa. conhecida de todos os homens. eles foram chamados de ṛjīṣiṇ. ele de fato supera as pessoas em força através de sua proteção. por serem chamados de ṛjīṣiṇ. nos conceder riqueza. Apeguemo-nos por causa da felicidade à forte companhia dos Maruts. ó Maruts. e ele prospera. 21 .213 12. invocado por muitos adoradores. e foram designados consequentemente para a terceira libação em sacrifícios. os puros. os impetuosos. porque bebem em sua última libação o suco feito do ṛjīṣa. 23 A última frase termina seis dos hinos atribuídos a Nodhas. Essa. sempre aumentando? – Que ele que é rico em preces22 (a hoste dos Maruts) chegue cedo e logo!23 Índice ◄►Hino 85 (Müller) ____________________ Ṛjīṣiṇ. invencível em batalha. durável. Vocês irão então. ele adquire sabedoria honrosa.

3 Um peixe revelou para os deuses onde Agni tinha se escondido. Agni é o comedor e o soberano do alimento. por assim dizer. chamados. ele percorre os bosques. como um Rājā (destrói seus inimigos). pelas pegadas. [Oldenberg os divide todos em dez. por suas operações. – a ti. e a terra se tornou como o céu. arbustos. despertado na alvorada. . ‘uma caverna’. quando excitado pelo vento. 6 nascido das águas (onde ele espreitava. eles têm somente cinco. ou têm dez estrofes cada. 1 Varga 9. Algumas das comparações admitem várias interpretações. de acordo com os Taittirīyas: “Ele. e corta os pelos da terra. e. Os deuses seguiram os rastros do fugitivo. e estava manifestado. ocultandose. produtivo (de alimento vegetal). assim Agni cria. de romā pṛthivyāḥ. 2. Todos os deuses que têm direito a culto sentam perto de ti. um peixe o descobriu. como um irmão para suas irmãs. o calor do estômago. no texto. Agni é agradável como nutrição. Parāśara. e as levas para os deuses.2 como um ladrão (que roubou) um animal. no útero das águas. encantador como água. o Ṛṣi. a consciência aos homens. 6 De modo semelhante como Soma cria ou faz crescer plantas úteis. como a consequência de sacrifícios com fogo.” 4 Os epítetos são.] 2 Guhā catantaṃ. geralmente. visto que. 5 Os frutos. de fato. quando escondido em um buraco (das águas).3 3. o primeiro pode significar o aumento de frutos ou recompensas desejadas. flores.) como um animal com membros enrolados. veja a nota 16. a sua qualidade nutritiva. a busca se estendeu por todos os lugares. ou extrai delas. e semelhantes. Ele respira em meio às águas. Sūkta I) O deus é Agni. a fonte de alimento sacrifical. em ambos os quais Agni se escondeu por uma época. É dito que o primeiro termo. as águas se avolumaram (para esconder a ele). que era muito aumentado por louvor. ele consome a floresta. e sua luz (se espalhou) ao longe. Ele é parente amável das águas. ele se ampliou. filho de Śakti. assim Soma é o alimento. ligados aos objetos de comparação. e o alimentador é Agni. que reclamas oblações. entrou nas águas. o filho de Vasi ṣṭha. As divindades firmes e plácidas te seguiram. ele é um criador. os deuses desejaram um mensageiro para ele. embora igualmente aplicáveis a Agni. vasto como a terra. no texto. como Soma. como por exemplo. se aplica à profundidade das águas. 1.214 Hino 65. ele é como um cavalo incitado a uma investida em batalha. como um cisne sentado. e cada um dos dois pādas é considerado como formando uma estrofe completa: por isso é dito que esse hino e os cinco seguintes são daśarca. como uma montanha. a métrica é chamada de Dvipadā Virāṭ.4 Quem pode detê-lo? 4. Índice ◄►Hino 66 (Wilson) ____________________ 1 Cada estrofe é dividida em metade. ele restaura. enquanto. capins. ou ao oco da árvore Aśvattha. Agni.5 5. O Agni aqui aludido é o fogo da digestão. e como águas correntes. Agni (Wilson) (Anuvāka 12. de acordo com o Vājasaneyi Yajush: Visto que há alimento e alimentador.

Índice ◄►Hino 66 (Griffith) ____________________ 7 Esse e os oito hinos seguintes são geralmente difíceis. Como um corcel incitado a correr em carreira veloz. brilhando muito.15 surgido a partir da Lei. os quais os incêndios florestais destroem.215 Hino 65. a base da Lei.10 quem pode deter o seu curso? 4. 13 Após sua rápida fuga para as águas nas quais ele se escondeu. Resolutos. 14 Na hora do sacrifício matinal. avançando como o Sindhu. 9 O lugar de sacrifício. incitado pelo vento. Como um cisne sentado no lago ele arqueja. poderosa. Como alimento agradável. 8 . A caverna escura é a profundidade das águas nas quais Agni se escondeu. 2. 11 Isto é.14 Um Sábio como Soma.8 a ti que reclamas adoração.11 Quando através da floresta. Os Deuses se aproximaram dos caminhos da Lei Sagrada. e não raro ininteligíveis. ele come as florestas como um Rei come os ricos. entre os homens ele acorda de manhã. de fato Agni corta o cabelo da terra. 15 Como o Soma deificado. lá perto de ti se sentaram todos os Santos.7 Agni (Griffith) 1. levando com ele o sacrifício como um ladrão leva uma vaca. como uma grande morada. ou algum grande rio. As águas alimentam com louvor o Bebê crescente. sábios. Parente como um irmão para suas irmãs correntes de água. como uma colina frutífera. ele se espalha. ele cresceu como uma criatura jovem. como ele mantém sua posição por cobrar contribuições dos ricos. houve uma reunião vasta como o próprio céu. nascido nobremente no útero. 13 o mais sábio em mente. 12 Grama e arbustos. a Lei ordenada para sempre. 10 O Indus. um rio saudável. Os deuses seguiram Agni que tinha fugido.9 3. e a levas para os deuses. eles te rastrearam como um ladrão à espreita na caverna escura com uma vaca roubada.12 5.

Os 'sábios' (dhīrāḥ) são. Como boa sorte. por meio de pegadas. quando escondido. é atribuída a Parāśara Śāktya. . Índice ◄►Hino 66 (Oldenberg) ____________________ 16 A autoria de toda a coleção. 9. como um irmão de suas irmãs. 18 Nós temos aqui o mito bem conhecido do oculto Agni descoberto pelos deuses. literalmente. Todos os deuses veneráveis se sentaram (reverentemente). estendendo-se ao longe. como um animal jovem. como as corredeiras do Sindhu – quem pode detê-lo? 7. impulsionado pelo vento. Agni corta o cabelo da terra. 65-73. 19 A opinião do professor Max Müller sobre essa frase difere da minha. Esses hinos são dirigidos exclusivamente a Agni. Eu dei lá as minhas razões para considerar que cada verso é composto de vinte sílabas. VARGA. 3. Um realizador de culto como Soma. tira a riqueza) dos ricos. como se segue um ladrão pelo animal.17 A ti que te ocultas em segredo como um ladrão com um animal (que ele roubou) – que atrelaste adoração e levaste adoração – 2. Ele escreve: "Eu preferiria parīṣṭi. 1. os deuses em busca. busca. Os sábios seguiram unanimemente por tuas pegadas. Ele come as florestas como um rei (come. Quando ele se espalhou pelas florestas.216 Hino 65. brilhando à distância.19 4. como a colina fértil. 95 e seguintes. (Ele é) muito famoso por seu poder mental. a terra. ou seja. no ventre de Ṛta. eles seguiram a ti que aceitas e levas adoração (aos deuses). 1. Sentado nas águas ele silva como um cisne. como o céu. 17 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução para os versos 1 e 2: “Os sábios (deuses). veja sobre essa métrica o meu Prolegomena. 5. como uma ampla morada. sem dúvida. 10. era área de reconhecimento”. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.16 AṢṬAKA I. HINO 65. Houve uma abrangência como o céu (engloba) a terra. o deus nascido de Ṛta. Mas pariṣṭi parece significar uma corrida de um lado para outro. que desperta ao amanhecer. Como um cavalo de corrida incitado adiante na corrida. perto de ti”. A maior parte deles (65-70) é composta na métrica Virāj. as águas nutrem a criança excelente com louvor. 6. 8. 9. No colo. Os deuses seguiram as leis de Ṛta. não de quarenta. a ele que é bem nascido.18 Todos (os deuses) dignos de adoração se sentaram (com reverência) perto de ti. (Ele é) o parente dos rios. reconhecimento.20 como o rio refrescante. ele que pertence aos clãs. ADHYĀYA 5. ‘Houve busca na terra como no céu’. juntos seguiram a ti (Agni). 20 O significado é que Agni produz nutrição para todos os seres como uma montanha fertiliza a região pelas águas que descem dela.

aqueles que vão existir. invocações incitadas por mentes purificadas por oferendas de coisas móveis. uma lenda é aludida. consome as florestas. Ṛṣi. Vamos nos aproximar daquele brilhante Agni com oferendas animais e vegetais. Agni. com esplendor extraordinário. Índice ◄►Hino 67 (Wilson) ____________________ Hino 66. passada. 1.4 5. Ele apavora (seus adversários). como um exército enviado (contra um inimigo). a parte essencial da cerimônia nupcial. como um pássaro veloz. como o ar vital. por causa do nascimento simultâneo de Indra e Agni. da adoração com fogo. 4. que é puro e radiante. segundo Yāska. é como um sacrificador vigilante. é tudo o que nasce. eminente entre as pessoas (devotas). Ou pode ser aplicado a ele como um dos gêmeos (yama). janitva. por causa da dependência de toda a existência. como um corcel6 amigável ele nos concede poder. como o Sol que examina tudo. Como um Vidente louvando. que. ele (nutre as pessoas) como a cevada. puro e refulgente em direção à floresta ele acelera. que a deu para um marido mortal. como uma vaca produtora de leite.2 Ele é o amante das donzelas.1 ele é um ornamento para todos (na câmara sacrifical). tem somente seu significado etimológico: ‘aquele que dá o objeto desejado para os adoradores’. e métrica. e futura. a entregou ao Gandharva Viśvávasu. É dito que jāta significa todos os seres existentes. como Yama. uma vaca que produz seu leite. animais.217 Hino 66. 3. 2. de brilho inatingível. os raios se misturam (com o brilho) visível no céu. é completada. Ou. 5 como vacas se apressam para seus estábulos. em qual sentido ele é um sinônimo de Agni. como grãos amadurecidos. isto é. de Soma. Agni. famoso entre o povo. 2 De acordo com o comentador. 2. como um corcel carregador de cavaleiro. como a respiração. os mesmos. como o próprio filho. como rios de água corrente. Ele oferece segurança como uma casa agradável. yama. ele a transferiu para Agni. ou de coisas imóveis. tudo o que nascerá. 1 Como o realizador de um sacrifício cuida para que nada arruíne o rito. 3 Porque elas deixam de ser donzelas quando a oferenda ao fogo. Como o olhar do Sol. desse modo Agni o defende de interrupção por Rākṣasas. aqui. Agni. ou como uma carruagem dourada entre os homens. e concedeu a ela riqueza e progênie. ou como a flecha de ponta brilhante de um arqueiro. resplandecente em batalha. como uma mulher em uma residência. o louvador (dos deuses). Essa estrofe inteira é comentada similarmente no Nirukta X. 5 Assim o comentador explica os termos carāthā e vasatyā. Agni (Griffith) 1. Como uma mansão segura. tendo obtido – não aparece como – uma donzela. 4 A esposa tendo uma parte principal em oblações ao fogo. Ele tem lançado suas chamas em volta (para todas as direções). ele é o conquistador de homens (hostis). como riqueza de tipo variado. que é como riqueza maravilhosa. como Yama. e semelhantes. ele é como o branco (sol). 6 Como um cavalo de guerra que ajuda a ganhar despojos em batalha. que é a vida. Quando ele brilha. . Agni (Wilson) (Sūkta II) Deus. como Yama.3 o marido das esposas. como um filho bem comportado. como arroz. Varga 10. ele protege a propriedade. ambos são idênticos a Agni. ele é como um Ṛṣi. o Conquistador dos homens. presente. 21.

o marido de esposas. AṢṬAKA I. por causa de uma residência. louvado entre os clãs. Rel. Agni concede vigor. como um cavalo de corrida bem cuidado. semelhante ao próprio filho 2. ADHYĀYA 5.5. semelhante ao sopro vital. e eu não vejo nenhuma razão pela qual esse não possa ser aquele substantivo com o qual śveta está mais frequentemente combinado no Ṛg Veda. como força eterna. 11 O professor Max Müller interpreta o gêmeo que nasceu. Como um Ṛṣi proferindo gritos (sagrados). Como as vacas vão para seus estábulos. que é como a própria mente. Ele mantém a segurança. HINO 66. Ele lança as chamas para baixo como inundações o seu aumento: os raios se elevam até o belo local do céu. 10 A palavra aqui é um adjetivo. śveta. 4. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. em cujo culto a esposa do sacrificador tem uma parte importante. como um carro. esbranquiçado em meio às pessoas. impetuosa nas lutas. luminoso e brilhante.8 5. são as auroras. Ele enche de terror como um dardo disparado. Nós devemos fornecer. 8 . brilhante quando ele resplandece. cuidando de cada um como uma senhora em casa. As mulheres são as conchas sacrificais que se aproximam Agni. 6. como cevada madura. (felicidade) suficiente para todos. semelhante ao brilho do sol. e nada mais. Filhos sendo especialmente o presente de Agni. como [Agni representando] a noite. 12 As donzelas. II. 9 Nós não sabemos qual animal o takvan é. enfeitado com ouro. ou as preces? Veja Bergaigne. Semelhante à riqueza excelente. Aquele que nasce é um gêmeo. VARGA 10. A ele levam todos os seus caminhos.12 9. ou as oferendas de ghee. como uma vaca leiteira. ressoando para a batalha. 5. um substantivo. um conquistador de homens. Semelhante a um veloz takvan9 (Agni) pega a madeira. aquele que vai nascer é o outro gêmeo11 – amante de donzelas. muito provavelmente. Índice ◄►Hino 67 (Oldenberg) ____________________ 7 A oferenda para Agni sendo uma parte essencial da cerimônia religiosa de casamento. Como a corrente do Sindhu ele tem levado adiante as (águas) que fluem para baixo. 10. significando ‘branco’. Como um exército que é enviado adiante ele mostra sua veemência. mestre da vida presente e futura. como em muitas passagens. como uma carruagem com ornamentos dourados. como a flecha de ponta afiada de um arqueiro. o amante das donzelas7 e o Senhor das mães de família. chegamos a ele que foi aceso. 4. agradável como uma herdade. assim como uma flecha de um arqueiro com ponta de chama. ele é como um (cavalo)10 branco entre as pessoas. 8. 3. 7. 1. Índice ◄►Hino 67 (Griffith) ____________________ Hino 66. como uma esposa em uma cama.218 3. Ele a cuja chama os homens não se acostumam. e o gêmeo que vai nascer. Com chama insaciável.134. como Agni representando a manhã. Védique. Veja a nota de Max Müller em 1. 9 e seguintes. que nós alcancemos o Deus aceso como vacas sua casa à noite. como o leite. As vacas mugiram com a visão do sol. tudo o que se move e nós. Quando o brilhante (Agni) resplandeceu.

o Veda reconhecendo. como o mantenedor da verdade. Os líderes. portanto. Assim. cheio de pensamento. Agradável como a paz. aquele que transporta oblações para os deuses. 3. Guhā aqui significa. é. para eles.5 Amigo entre os homens.6 encheu os Deuses de temor. Nascido nas florestas. e métrica. quando eles cantam preces formadas em seu coração. Homens cheios de compreensão o encontram lá. Índice ◄►Hino 68 (Wilson) ____________________ Hino 67. Levando. 2. chamuscar impune. primeiro é oferecido culto ao edifício. ou. e que. 4 Ao construir uma casa. 4 adoram a ele que implanta as virtudes (peculiares) delas nas ervas. o que recebe aquelas oferecidas aos Rākṣasas. 1 Havyavāh. 2 De acordo com os Taittirīyas. protege os locais que o gado ama. ele encheu os deuses de temor. 2. e temendo que ela pudesse cair. Varga 11. alarmados pela obliquidade da região do sol. aparentemente. e com afirmação efetiva fixou o céu. como um Rājā favorece um homem competente. ele era o Sacerdote. 5 Subjugando o combustível e reduzindo-o a cinzas.1 seja propício. Kavyavāh. o transportador de oblações. bênção como a energia mental. sustentaram-na no alto com as métricas do Veda. em quem se encontra todo o sustento. como o Não Nascido. então reconhecem Agni. e o qual Agni pode. aquele que se aproxima dele. e ele é então colocado em uso.3 4. o invocador dos deuses. e sustenta o céu com preces verdadeiras. continuam. 5. dirige-te (para os lugares) onde não há pasto. e em seguida usado em quaisquer ritos sacrificais. o amigo do homem. aqueles que. e se escondendo nas cavernas (das águas). Agni (Wilson) (Sūkta II) O mesmo deus. (permanece) no domicílio das águas.219 Hino 67. propriamente. Ele. honrando Agni (primeiro). carregador de oferenda. Como o ainda não nascido (sol).8 tu. que as transporta para os Pitṛs. Agni (Griffith) 1. indubitavelmente. Bondoso como um defensor. (os deuses). a vida de todos. três Agnis: Havyavāh ou Havyavāhana. realizando adoração. escondido nas cavernas. ele mantém a terra e o firmamento. agachado na caverna. aqui usado geralmente. a fonte de conhecimento e de todo o sustento. 3 Guhā ghuhaṃ gāḥ. um lugar inadequado para pasto.1. – um ato aqui atribuído a Agni. 6 Oculto na profundidade escura das águas. em sua mão. ou Espíritos dos Mortos. ele sempre clama obediência como um Rei. Ó Agni.2 Agni. Aquele que conhece Agni. Ṛṣi.7 sustenta a ampla terra. Agni protege seu adorador. Veja 1. . uma área árida ou acidentada imprópria para pastagem. quando eles recitaram as preces concebidas no coração. 3.65. 7 O Sol. como progênie em seus pais. próspero como um realizador (de boas) obras. além dos fogos usuais. o carregador de oblações para os deuses. toda a riqueza (sacrifical). os mantenedores de ações. tens ido de toca em toca. assim como eles fazem com uma residência. Ele. tendo em sua mão toda a força varonil. os deuses. considerado como o Deus Supremo. Agni deve ser adorado primeiro. ele promete afluência. cuida dos lugares que são agradáveis para animais. 1. Vitorioso na floresta. e Saharakṣas. Os sábios. repetem os louvores deles. como diz o comentário. que ele.

AṢṬAKA I. Aquele que cresce poderosamente nas ervas. Tendo tomado em suas mãos todos os poderes viris. HINO 67. 5. de fato para esses ele anuncia grande prosperidade. o de vida plena. 1.14 ele então indica riquezas. tu tens ido de cova em cova. que flui para a humanidade de acordo com as leis eternas de Ṛta. 12 Por ‘terra’ o texto tem duas palavras diferentes. etc. 9.9 – aqueles que o libertam. um amigo entre os homens. 10. como Sāyaṇa explica. kṣāṃ e pṛthivīṃ. Lá os homens pensativos o encontram.220 4. por assim dizer. 13 A corrente de Ṛta parece significar a corrente de bênçãos (como chuva. Aquele que o conhece residindo em sua toca. e se aproximou da corrente da Lei Sagrada. ADHYĀYA 5. 41. assim ele sustenta a terra. dentro de cada mãe fértil e de cada bebê que ela carrega. H. Aqueles que o trazem para fora. quando sentado em seu esconderijo. 7. 5.). dos bastões de fogo. aquele que se aproximou da corrente de Ṛta13 – 8. Os sábios o fizeram como se construindo um assento.. 72.10 prestando ritos sagrados. 10 O libertam. ghee. 2. Índice ◄►Hino 68 (Griffith) ____________________ Hino 67. 21. Ó Agni. Religion des Veda. um portador de oferendas. e dentro das crianças. 10.12 ele sustém o céu por meio de suas palavras eficazes. prestando serviço a Ṛta. ele fez os deuses temerem. 164. 8. 11 Sobre o bode mítico [traduzido como ‘O Não Nascido’ por Wilson e Griffith] cujo ofício é sustentar os mundos. Vitorioso nas florestas. não queimes os lugares onde o gado encontra refúgio e alimento. 82. Como o bode11 (sustenta) a terra. 6. e dentro da grama brotando – 10. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 6. veja 1. que ele (Agni) seja um Hotṛ bondoso. o imperecível. O esplendor no lar das águas. tu que tens uma vida plena. no lar das águas. o mantenedor da verdade ou do sacrifício. III. um assento. como sabedoria auspiciosa. isto é. para ele. Protege os queridos passos do gado. VARGA 11. 14 O poeta passa do plural para o singular. a vida de todos os homens. Índice ◄►Hino 68 (Oldenberg) ____________________ 8 Como tu sabes por experiência quão agradável é encontrar um lugar de refúgio seguro. . – para ele os sábios construíram.O. 4. sábio. 9 Ou. 3. Aquele que viu a ele o oculto. Agni. 6. Aquele que cresce com poder dentro das plantas. Como boa paz. quando eles recitaram as palavras que eles formaram em seu coração. ele exige obediência como um rei. por atrito. Bergaigne.

radiante entre os deuses. ele sobe ao céu.5 A quem quer que traga oblação.221 Hino 68. então todos (os teus adoradores) realizam a cerimônia sagrada. móveis ou imóveis. e. tu nasces.. imperturbados. inalterados. 3. 4 Agni. 1 Isto é. Agni (Griffith) 1. ou que deseja (ser capaz de oferecê-las). 5. 1. tu és. associados com a própria prole excelente deles. e obtêm. de fato. a partir da madeira seca. em si mesmo somente. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi. Ou. o senhor das posses deles. revelando noites e tudo o que fica parado ou se move. por louvarem a ti. 2 . ascende para o céu. 2. (e para ele) todas (as pessoas devotas) têm realizado os ritos (costumeiros). devorando e fundindo com suas chamas e fumaça os elementos das oblações as quais ele leva para os deuses. ó Deus. e. vivo. presentes para ti. todas as obras eles têm realizado. Tu resides com os descendentes de Manu. Agni. composto e coisas móveis e imóveis. divindade verdadeira. Louvores são endereçados a ele que tem se dirigido (à solenidade). compreendendo as virtudes de todas essas (substâncias). ele contemplam (todas as coisas). divino Agni. com hinos que chegam a ti. de fato. Quanto. oblações (são oferecidas) a ele que tem ido (ao sacrifício). eles celebram o culto dele. tesouros que são as portas do sacrifício. para ele. o comando da Lei. Abundante em alimento. 1 e as próprias noites. a Lei eterna.2 2. O portador (de oblações).4 inquieto. 4. concede riqueza. que vivo da madeira seca tu nasces. (por atrito). concede riquezas àquele que te oferece oblações. que se lembra de ti. etc. como filhos (obedientes às ordens) de um pai. (Agni). Todos os homens são alegres em teu poder. isso pode ser traduzido como ‘ele sozinho supera as glórias de todos esses deuses’. porque ele o único Deus é preeminente em grandeza entre todos esses outros Deuses. 3. nele está todo o sustento. em seus modos habituais. e ele que se deleita na câmara sacrifical encheu o céu com constelações. conhecendo (os pensamentos do adorador). Eles desejam (de ti) força geradora em seus corpos. que és imortal. diante deles. Misturando. Índice ◄►Hino 69 (Wilson) ____________________ Hino 68. Varga 12. Apressando-se para obedecer aos comandos de Agni. Forte é a ideia da Lei. misturando-as (com outros ingredientes). 3 Com a humanidade. 5 Eu não posso elaborar nada do primeiro hemistíquio. e cobre (com luz) todas as coisas. 3 como o invocador (dos deuses). o mundo. Agni abre. ele estimula a todos. Todos realmente compartilham da tua Divindade enquanto eles mantêm.

Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. então todos (deuses e homens) ficaram satisfeitos com a tua sabedoria. é o mestre de todas essas riquezas. àquele que te adora ou que presta serviço a ti. um hino pertencente. VARGA 12.9 e os sábios eram concordantes entre si em suas mentes. Aquele que se senta como o Hotṛ entre filhos de Manu: ele. que é o amigo e guardião de toda casa em seu caráter de fogo doméstico. Concede riqueza. o Criador.222 4. Ele revelou as noites e o que fica parado e se move – 2. Quando apenas ele o deus. As instigações de Ṛta. Os homens anseiam por filhos7 para prolongar a linhagem deles. Índice ◄►Hino 69 (Griffith) ____________________ Hino 68. rico em alimentos. de todos esses deuses abarcou (os outros) por sua grandeza. que é rico em alimentos. fez o céu e o enfeitou com estrelas. o pensamento de Ṛta: todos eles realizaram as obras daquele de vida plena. o Amigo da Casa. 7. AṢṬAKA I. abriu as portas da riqueza. Zelosamente aqueles que ouvem sua ordem realizam o desejo dele como filhos obedecem ao comando de seu pai. o Deus Supremo. nasceste vivo da (madeira) seca. 9 Alguma luz é lançada sobre esse verso obscuro pelo hino 1. como o Sol. HINO 68. abre sua riqueza como portas: ele. Eles ansiavam juntos pela semente em seus corpos. e não são desapontados em sua esperança. ADHYĀYA 5. Cozinhando (as oblações) o veloz se aproximou do céu.8 enfeitou a abóbada do céu com estrelas. tu que és o conhecedor. 5. 9. É mostrado no segundo verso daquele hino (veja abaixo). de imortalidade. à coleção de Parāśara. Índice ◄►Hino 69 (Oldenberg) ____________________ 6 Todos os homens arianos. que a ‘semente’ seja Agni. 6. Eles todos obtiveram o nome de divindade. 3. 4. na verdade. como filhos (têm prazer na vontade) de seu pai. Os homens têm filhos por seu desejo. O chefe de família (Agni) decorou o céu com estrelas.6 de todos esses tesouros somente ele é o Senhor. como a recompensa da sua adoração fiel de Agni. portanto. Ele.72. Eles tinham prazer na vontade dele. servindo Ṛta de modo adequado. 8. 5. Agni. os rápidos que ouviram seu comando. 10. 8 Ele. Sentado como Sacerdote com a progênie de Manu. Quando tu. 1. como o nosso hino. ó Deus. Parece provável. que os buscadores são os deuses que procuram Agni. Ele. 7 .

uṣo na jārah. 4 o concessor de residências. o extintor da alvorada. sendo (ambos) o pai e o filho dos deuses. como o extintor da alvorada. abrem as portas (da câmara sacrifical) e. permeaste todo o mundo com atos devotos. 3 Com iguais líderes. como o oferecedor. ajudado por seguidores como tu mesmo. A passagem também é explicada. provavelmente. ao comando deles. com os Maruts. Quando nasceste. logo que manifestado. como o brilho do radiante (sol). o Sábio. O sábio. como um filho (recém) nascido. se espalham pelo céu visível.5 ele encheu os dois mundos unidos6 como com a luz do céu. pois. Que Agni. 6 Céu e terra unidos em uma única concepção dual. ó Agni.2 4. e o judicioso Agni é o concessor de sabor ao alimento. esplêndido. ele se torna da forma. Quaisquer seres (divinos) que eu possa. 7 o sabor doce do alimento. e seu mensageiro. como o (sol). se (tais espíritos) perturbarem o teu culto. de oferendas sacrificais. ao passo que ele é filho deles. 3 tu afugentas os intrusos. Branco brilhante (Agni). Devānāṃ pitā putraḥ san. dá sustento paterno aos deuses.1). junto com outros homens. Que (os espíritos malignos) nunca interrompam aqueles ritos nos quais tu deste a (esperança de) recompensa para as pessoas (que os celebram). 2. tu te tornas Mitra quando aceso”. Agni é assim chamado por fazer seu aparecimento como fogo sacrifical no primeiro romper do dia. assim como no primeiro verso. para eles. tu. como o transportador de oblações. invocar (para a cerimônia). como um concessor de bem-aventurança a ser atraído para os homens. ele senta na câmara sacrifical. e enche unidos (o céu e a terra com luz). 2 Isto é. Agni (Wilson) (Sūkta V) O mesmo que o anterior. o humilde. senta benevolente no meio da casa. é o iluminador (de todos). como cavalo de batalha animado. isto é. o causador de decadência. com poder tu os circundaste: Pai dos Deuses. isto é. como o úbere das vacas (dá doçura ao leite). 3. ou homens. Brilhante. que é possuidor de luz múltipla. Tu. (Seus raios). como amante da Alvorada. ou dos deuses. levando a oblação espontaneamente. contudo seu Filho tu eras. 1 . todos.1 2. (5. daquela divindade. mas as expressões devem. O sol oblitera a alvorada por seu brilho superior.3. como no texto: “Tu nasces como Varuṇa. Agni (Griffith) 1. ou dos sacerdotes (ritvijām). o protetor. como um homem benevolente. aqui. espalhando felicidade.223 Hino 69. 5. 1. Convidado (para a cerimônia). ou natureza. Agni. o humilde. considere (os desejos) desse (seu adorador). que discerne como o úbere da vaca. como um filho. Pode-se dizer que Agni. o último sendo explicado por jarāyitṛ. entre a humanidade. então. com uma aplicação metafórica. ele supera homens (opositores). Varga 13. 5 O Sol e Agni são chamados de amantes de Uṣas ou Aurora. Ele espalha alegria em uma residência. Agni. e de forma reconhecível. ser usadas em seu sentido literal. e. 4 Essa frase é. assumes todas as qualidades celestiais (deles). Índice ◄►Hino 70 (Wilson) ____________________ Hino 69.

6. ou os corcéis que puxam espontaneamente a carruagem da Alvorada. ele leva o povo adiante. ninguém transgride aquelas tuas leis. AṢṬAKA I. espalhando luz. ADHYĀYA 5. 8. flamejante. 3.8 4. Neste caso nós teremos que traduzir: “Que Agni pelo seu divino poder obtenha tudo. Como um amigo bondoso para os homens. acompanhado pelos heróis. seus raios levando a oblação por sua própria vontade. levando por si mesmos. 10. Índice ◄►Hino 70 (Griffith) ____________________ Hino 69. o mais adorável.12 7. ele é encantador em casa.224 3. com teus companheiros. Logo que tu nasceste tu te distinguiste pelo teu poder mental. conhecido como colorido como a manhã. Índice ◄►Hino 70 (Oldenberg) ____________________ 7 Agni discerne e seleciona os sabores doces das oblações do mesmo modo como o úbere de uma vaca seleciona e assimila os sucos doces da grama e ervas para a produção de leite. sentado no meio. 8 O significado do segundo hemistíquio não é claro. ele tem vagado através dos clãs. sendo o filho dos deuses tu te tornaste o pai deles. de forma familiar: que ele (desse modo) preste atenção nesse (sacrificador). (ele é) a doçura do alimento11 – 4. chamamos. 7. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. como o amante da Aurora. HINO 69. 5.10 ele tem. enchido os dois (mundos do Céu e da Terra). tu derrotaste com teus iguais. 5. Este é teu motivo de orgulho. Como uma criança quando nasce. satisfeito. Quando eu chamar (para o sacrifício) os clãs que residem na mesma habitação com os heróis. Brilhante. (ele é) como o úbere das vacas. 12 Talvez devatvā seja um instrumental. 6. (Agni é) um adorador (dos deuses). que.9 abrem as portas: todos eles ascendem para o belo lugar do céu. como Ludwig o toma. Nascido na residência como um filho encantador. que tu mataste. 2. (todos os inimigos). Como o amante da Aurora resplandecente e brilhante. Eles. Aquele de fato é o teu ato extraordinário. VARGA 13. 1. na casa. tu tens realizado as tuas obras. Ninguém transgride essas tuas leis sagradas quando tu tens concedido audiência para esses comandantes aqui. que Agni então ganhe tudo através do poder Divino. que Agni então obtenha todos os poderes divinos. Transportando (a ele) eles abriram por si mesmos as portas (do céu). 11 Veja em 5. 10 O amante da Aurora é aqui o Sol. como um cavalo forte. nunca insensato. 9. como um cavalo de corrida que é bem cuidado. com heróis. (sempre) judicioso. que ele se lembre de mim. Quando tu escutaste esses heróis. Quando os homens e eu.” . e unido com os heróis rechaçaste a desgraça. 9 Ou. Todos eles gritaram pelo aspecto do sol. Como o amante da Alvorada. como a luz do céu. para não ser extraviado. que estão voltados um para o outro.

225 Hino 70. 6. 2. e tornando todos os atos (religiosos produtivos) de recompensa. como um (príncipe) benevolente entre seu povo. Índice ◄►Hino 71 (Wilson) ____________________ Hino 70. ou o significado pode ser ‘obtenha todo presente’. como antes. e que todos os homens nos tragam tributo aceitável. que és onisciente. Protege esses seres com pensamento cuidadoso. a noite.2 concede riquezas para (o adorador) que o cultua com hinos sagrados. a quem. Agni é o Senhor das riquezas para o homem que lhe serve prontamente com cânticos sagrados. ou na mansão. nascido na Lei. conhecendo as raças de Deuses e de homens. 3 Isto é. – a ele. do calor natural ou artificial. tornam forte. receba toda oblação que nós oferecemos. ou possuindo. o observador das leis celestes dos Deuses. como então especialmente brilhante e luminoso. ganhemos muito alimento por meio da oração. confere excelência ao nosso gado valioso. 2. que está dentro das águas. – ele foi obtido. os homens recebem recompensas de ti. Nós pedimos (alimento) abundante. a quem muitas (manhãs) e noites de diversos matizes aumentam. a quem. o germe interno de calor e vida.. Agni. que é como alguém que tem sucesso (em seus empreendimentos). e parece um adversário temível. e brilha com luz pura. e está bondosamente sentado no rito sagrado. esteja presente e regule todos os nossos atos de culto. e da raça do homem mortal. 2 Kṣapāvat. A quem muitas alvoradas e noites. para existência. tornando efetivas todas as nossas obras santas. Ele que é o germe das águas. para aquele Agni. 1. Agni (Griffith) 1. 5. dentro das florestas. . o embrião. (Que Agni). Agni. 4. e realizando atos virtuosos. (Eles oferecem oblações) na montanha. Agni. como o invocador (dos deuses). como (filhos) de um pai idoso. Agni. diferentes. imortal. 1 Ele é o garbha. permeia todos os ritos sagrados. conhecendo bem os atos que são endereçados às divindades. nas águas. protege todos esses (seres que residem) sobre a terra. Que nós. todos os quais dependem. que é brilhante em combates. que Agni com luz bela permeie cada ato. etc. Agni. Varga 14. até na rocha e na casa: Imortal. Oferecendo. o germe de todas as coisas que não se movem e que se movem. 4. para nós. tem sido propiciado. o Arauto que repousa na luz. sacrifícios a ti. etc. 3. o germe das florestas. que é como um guerreiro lançando um dardo. investido com a verdade.1 e dentro de todas as coisas móveis ou imóveis. que deve ser aproximado por meditação. todas as coisas que se movem e ficam paradas. um amigo). e adquire (o que ele deseja). 3. e (aqueles que regulam) o nascimento da raça humana. todas as coisas móveis e imóveis aumentam. os devotos. e conheces a origem de deuses e homens. (seja. o senhor da noite. Agni (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. ele cuida de toda a humanidade.3 – ele. – tendo. em muitos lugares.

(se mostra como um) protetor da terra (senhor) das riquezas para o homem que o satisfaz com (orações) bem pronunciadas. 3. Que Agni com seu esplendor puro obtenha tudo – 2. 10) do que para os adoradores humanos? Possivelmente nós deveríamos mudar svaḥ ṇaḥ (svar ṇaḥ do Saṃhitāpāṭha) para svarṇaḥ. AṢṬAKA I. HINO 70. em suas diferentes formas. Ele. ó herói-sol!" 6 Esse verso possivelmente pode ser uma adição posterior. podem aumentar. Índice ◄►Hino 71 (Oldenberg) ____________________ 4 Ou: até na rocha (eles têm feito homenagem) para ele. Índice ◄►Hino 71 (Griffith) ____________________ Hino 70. Recherches sur l'Histoire de la Samhitâ. 6. a riqueza de um pai idoso. . ADHYĀYA 5. 116. 1. como filhos (dividem) a propriedade de um pai idoso. Que nós. I. o filho do que fica parado. Às vacas. Os homens têm te servido em muitos e diversos lugares. desse modo ele brilha em batalha. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Ele que compreende as leis divinas e o nascimento da raça humana. Aquele Hotṛ que se sentou no sol. o deus impregnado por Ṛta – 8. e na habitação (humana)? Eu acredito que nós devemos fornecer um verbo do qual o dativo asmai dependa. 61. 4. como um arqueiro poderoso. Agni. 9. tu que conheces o nascimento dos deuses e dos homens. A tradução seria: "Todos os homens têm trazido tributo a ti. um vingador feroz. como um vingador temível. Veja Bergaigne. compartilhando. Mesmo na rocha (eles têm feito homenagem) a ele. os pobres. Ludwig propõe ler duroṇām: ‘dentro da pedra é a sua morada’. esses seres. VARGA 14. ele que de fato realiza todas as suas obras. às árvores tu tens concedido excelência. tenhamos sucesso em muitos pensamentos (piedosos). Pois ele. Ele a quem muitas noites (e alvoradas). tem sido adorado com sucesso (pelos sacrificadores humanos). impetuoso em disputas. Veja 2. em sua residência. Como um arqueiro corajoso.4 (Ele é) como um protetor dos clãs. 1. 1. 4. como alguém habilidoso e ousado. Eles têm (te) levado para lugares diferentes. 7. Que todos os homens nos tragam tributo no sol.226 5. o imortal. 5 Não é mais provável que o tributo fosse trazido para Agni (veja 5. o filho das árvores.5 10. 5. a quem o que se move e o que fica parado (aumenta). Em muitos lugares os homens têm te adorado. Protege. ele que é de boa vontade. 48. por assim dizer. ó conhecedor. 6. 5. Tu pões valor em nossas vacas e bosques: todos trarão tributo para nós para a luz. 1. (Ele é) como um homem ávido que vai direto (para o seu objetivo). e o filho do que se move. que é o filho das águas.

manda atrás dele uma flecha ardente a partir do seu arco terrível. assíduos na adoração dele. que. Quando (o adorador) te acende na própria residência dele. no sacrifício matutino. 6 Isto é. o ávido (Rakṣas). (Paṅi). um caminho para o vasto céu. e como o melhor). (e finalmente) radiante. como os raios de luz (são assíduos no serviço) da alvorada. Āditya. ser nascido. 3. 2 . por isso devotos opulentos preservam os fogos dele. Varga 15. derrotaram os Asuras”. isto é. e obtiveram dia acessível. Quando o ar vital difuso3 excita Agni. amando o afetuoso Agni. citado pelo comentador: “Para eles disse o ar Ariṣṭa: ‘Não fiquem surpresos. seja concedida ao devoto e ilustre protetor dos sacerdotes. tendo feito dele seu escudo. como um príncipe que se tornou um amigo envia um embaixador para seu (conquistador) mais poderoso. e o instituidor do rito. Agni. 8.’” 4 Jenya. eles vão à sua presença. Todas as iguarias (sacrificais) se concentram em Agni. que a missão de um enviado a um príncipe estrangeiro é um reconhecimento da superioridade do último.6 portanto. (com gesticulações).227 Hino 71. 7. de acordo com os Taittirīyas.7 e que 1 Ketu. Assim. tendo despertado Agni. sustento (a vida). o emblema do dia. repulsaram. o persuade a realizar a função de mensageiro. no rito da manhã”. 1. “os deuses e os Asuras uma vez estavam envolvidos em combate. dividido (vihṛta). mas Agni. tu. pelo som.2 4. mas é dito que aqui ele significa o ar vital principal (mukhyaprāṇa). pois eu. (então) luminosa. te reconhecendo. de acordo com o comentador. entraram no fogo. Livres de todo (outro) desejo. e tendo detido a flecha. como a fonte de força viril. e ser traduzido como ‘vitorioso’. como esposas amam seus próprios maridos. como em um diálogo entre eles. 2. e as vacas (que tinham sido roubadas). ele se torna brilhante e manifesto4 em toda mansão. mas a métrica é Triṣṭubh. o satisfazem (com oblações oferecidas).5 5. tendo me tornado quíntuplo. aumentas os meios de sustento dele. estando alarmados. desejando isso diariamente. eles fizeram do culto dele a fonte de riqueza. torna os nossos desejos conhecidos para os deuses. os primeiros. como os sete grandes rios fluem para o oceano. O nosso alimento não é comido por nossos parentes. e praticam os direitos dele. no Aitareya Brāhmaṇa. 3 Mātariśvan é um nome comum de Vāyu. para nós. porque. amedrontaram o devorador forte e audaz. nos cinco ares assim denominados. o arqueiro. se não na criação. a qual é (a princípio). aumentado de duas maneiras. por seus louvores (de Agni). com ele em sua vanguarda. Quando (o adorador) oferece uma oblação para seu grande e ilustre protetor. e o colocado diante deles. e te oferece uma oblação. o Sol. Agni (Wilson) (Sūkta VII) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. Eles guardaram a ele (Agni. Os dedos contíguos. (a alvorada). o indicador ou causador do dia ser conhecido. que tem direito à honra. de Jana. a qual tem relação com o alimento. e honram a ele. portando eles chamam Agni de todos os deuses. nós não temos nenhuma sobra para outros. imitando Bhṛgu. 6. Que aquela faculdade (digestiva de Agni). conquistar. Essa estrofe e a anterior são confirmativas da parte tida pelos Aṅgirasas na organização. os Asuras e Rākṣasas. (como mediano. “os deuses. Agni. escura. e sustentando os deuses e homens por meio de suas oferendas. e o deus concede luz para sua própria filha. Eles fizeram. Os nossos antepassados.1 (Āditya). Varga 16. ou pode ser derivado de ji. ou Vento. se retira. que conheces (todas as coisas). na câmara sacrifical). tu. Que aquele a quem tu mandas com seu carro para a batalha retorne com riqueza. os Aṅgirasas. do culto do Fogo. 5 Isso expressa uma noção ainda corrente entre as nações do Oriente.

Pensa em mim. sim. a ele. Todas as iguarias sacrificais servem Agni como os Sete Rios15 poderosos buscam o oceano. O arqueiro corajosamente atirou nele sua flecha.12. tu de poder duplo aumentas sua substância: que aquele a quem tu incitas encontre riquezas. com mãos generosas. pois tu és conhecedor do passado. para a geração de grãos’.228 Agni nasça. antes que aquela fonte de destruição (prevaleça).32. e radiante avermelhada. Os nossos antepassados com louvores rebentaram até a fortaleza firmemente estabelecida. enquanto com alimento doce a raça dos deuses eles fortalecem. ao mesmo tempo.8 como esposas seus maridos. 10 As nuvens iluminadas pela aproximação da Alvorada. 7. ou calor e umidade. o caminho do céu. e o Deus lançou seu esplendor em sua filha. 2. etc. se Mātariśvan ou Agni. que percorre. 8 Agni. irrompendo à visão. Agni. sinal do dia. tu que conheces. 12 A adoração de Agni. sozinho. Eles restabeleceram a ordem. Eles fizeram para nós um caminho para alcançar o céu alto. . como em uma missão para um Soberano maior. Pelos nossos irmãos o nosso alimento não foi descoberto:16 encontra com os Deuses proteção para nós. escura. os dois reis.13 muito difundido. O sentido do primeiro hemistíquio parece ser que quando oblações foram oferecidas para Dyaus ou Céu Agni resplandeceu livre da noite circundante. é incerto. como Bhṛgu eu tenho ido como seu companheiro. impecável. 9 Os dedos que o servem por acender o fogo. a nossa amizade ancestral. a montanha. são os guardiões da preciosa ambrosia do nosso gado. O Deus pode ser Dyaus. 4. Do mesmo modo como a luz (corre pelo) céu. se espalhem pela terra. não ansiando por alguma coisa. Índice ◄►Hino 72 (Wilson) ____________________ Hino 71. 11 Os Aṅgirases sacerdotais. os mais ativos. 9. 3. assim como do presente. 10. Quem é o arqueiro. ou traz o culto que tu amas diariamente. nem está claro em quem a flecha foi atirada. o poderoso Pai. Não desfaças. os primeiros instituidores do culto religioso.14 6. e sua filha pode ser Uṣas ou Aurora. é. com a velocidade do pensamento. o tem agitado. os Aṅgirases. O Sol. raios da manhã. Amando o Afetuoso. luz. que mantinha a chuva aprisionada. assim como as vacas10 amam a manhã. eles vêm. assim a decadência enfraquece (o meu corpo). e o instigue (para atos de culto). como (seu) filho robusto. Visto que Mātariśvan. fizeram por meio de prece e oração a nuvem semelhante à montanha. então os dividindo entre os fiéis ansiosos. tornaram seu serviço12 produtivo. Todo aquele que tem chamas para ti dentro da residência dele. Mitra e Varuṇa. 13 O ser divino ou semidivino que trouxe Agni para Bhṛgu. ‘que fogo e água. eles nos forneceram dia. senhor de todos os tesouros. vigoroso e inteligente. 14 Esse verso é muito obscuro. de cor brilhante. o vigor derivado do agni digestivo.11 com bramido. as irmãs de um lar9 o têm incitado adiante. Ou retas pode ser traduzido como ‘água’. Agni (Griffith) 1. 5. ele soube e se libertou do abraço apertado. Quando o homem verteu suco para o Céu. quando a passagem irá significar. ser aberta. e ele em toda casa se tornou brilhante e nobre. 7 Isto é. 15 Veja 1.

debilita o corpo: protege-me antes que aquele mal se aproxime. o avermelhado. as ‘irmãs’ podem ser os dez dedos que geram Agni por atrito ou as correntes de água entre as quais Agni cresce. 7. Nossos pais.20 Tu. como os sete rios jovens (fluem) para o oceano.18 como vacas na alvorada gloriosamente brilhante. 18 Se o texto está correto. o Sol. o nobre. ADHYĀYA 5. o seu próprio marido. nós não podemos apoiá-los como deveríamos’. a rocha por seus gritos. isto é. 16 Isto é. Todo alimento vai para Agni. duas vezes mais a força do homem que te adora em sua casa. Em seguida. ou oferece dia-a-dia adoração ao afetuoso. ou correntes de ghṛta ou semelhantes. 3. Índice ◄►Hino 72 (Griffith) ____________________ Hino 71. 19 Esse verso difícil evidentemente trata do incesto que o pai Dyaus cometeu com sua filha. segundo Sāyaṇa. Max Müller propõe a tradução: ‘A nossa riqueza não é conhecida pelos nossos parentes.19 6. mas dependemos de Agni e dos outros Deuses. 9. O sacrificador. como esposas de um mesmo ninho (casa). 5. adquire tu força para nós. permanece incerto. Quando ele tinha criado seiva para o grande pai Céu. 10. Os Reis com mãos belas.' O prof. Sábio como tu és. A nossa força não brilha a partir de parentes. VARGA 15–16. direto do céu desce a umidade límpida. o semelhante a Bhṛgu assumiu o cargo de mensageiro (para o mortal). Eles fundaram a Ṛta. os Aṅgiras. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. as efetivas. as (preces) amplamente propagadas dos pobres. eles obtiveram o dia e o sol e o brilho da aurora. Somente aquele que como o pensamento procede rapidamente em sua jornada. Agni. As carinhosas (mulheres) têm excitado (amorosamente) seu amante. que sabes disso. ele. como para um rei mais poderoso. portanto. chegou a todas as casas. que foi levado a muitos lugares. protegem o néctar precioso em nosso gado. O arqueiro atirou ferozmente uma flecha nele.229 8. Quando a luz encheu o Senhor dos homens17 por aumento. O deus dirigiu seu poder impetuoso contra sua filha. estando ligado a ele. Desse modo. que são livres de sede. é sempre Senhor das Riquezas. obtém entre os deuses bondade para nós. 20 Nessa passagem o poeta me parece dizer: 'Nós não temos parentes fortes que possam acrescentar brilho à nossa força. que procuram obter (riqueza). como nuvens reunidas. ó Agni. HINO 71. romperam até as fortalezas resistentes por meio de seus hinos. dotado do conhecimento mais profundo. 1. fortalecendo-os por lhes oferecerem prazer. Que ele a quem tu incitas seja unido com riquezas. o conhecedor se aproximou furtivamente das (vacas) pintadas. 4. não rompas a nossa amizade ancestral. Ó Agni. Eles abriram para nós o caminho do grande céu. 17 . 2. Aumenta. Varuṇa e Mitra. Talvez isso queira dizer Indra que vem acompanhado pela hoste vigorosa de Maruts. nós não procuramos por nossos parentes em busca de alimentos. As irmãs têm se regozijado na (deusa) escura e na vermelha. eles colocaram em movimento esse pensamento. Quando Mātariśvan o tinha produzido por atrito. se aproximam da tribo dos deuses. então. AṢṬAKA I. Agni trouxe à luz e encheu de vitalidade a hoste impecável vigorosa e bem proporcionada. a Noite e a Aurora. A velhice. Por que é dito que essas irmãs se deleitam na deusa escura e na deusa brilhante.

Aquele que percorre os caminhos rapidamente como o pensamento.1-5. 4. jovem. Pensa (em nós). 10. o Sol. 72. que és um sábio possuidor de conhecimento. ó Agni. governa sozinho sobre toda a riqueza. A velhice prejudica a aparência (dos homens) como uma nuvem (cobre o sol ou o céu). bem-intencionada.230 8. Veja 3. antes que essa maldição (nos alcance).12 e seguintes. (Há) os dois reis Mitra e Varuṇa com as mãos graciosas. Agni produziu e promoveu a hoste impecável. o esperma brilhante caiu do céu (ou do deus Dyaus). Não te esqueças. que vigiam a amada ambrosia nas vacas.1.21 Quando o esplendor forte alcançou o senhor dos homens para incitá-lo. Ou os Maruts são aludidos (veja abaixo. 22 . da nossa amizade paterna.22 9. Índice ◄►Hino 72 (Oldenberg) ____________________ 21 O poeta retorna aqui ao mito do qual ele havia falado no verso 5.31.4). embora isso me pareça menos provável. Essa pode ser a tropa dos sete Ṛṣis.

3.5 sabendo onde Agni estava se escondendo. provavelmente. 7 Passos secretos ou misteriosos. Oprimidos pela fadiga. e outros. Rudro’gnih. muitas coisas boas para os homens. 5 Aqui. Indra tem direito. (por Agni). que és conhecedor de todas as coisas a serem conhecidas. com suas esposas. em suas mãos. Agni. Os Maruts são. é dito. não o descobriram. cada um composto de sete. ele as faz presentes. Seguros. o compartilhador de metade da oblação. e eles são respectivamente invocados pelos nomes Īdṛś. 6. do ramo Taittirīya do Yajush. associado com śaśvata. Todos os imortais. sempre provê. Homa. nas oferendas sacrificais. embora. Todos esses estão contidos em Agni. entre os vastos céu e terra. por imortais. – e é. de joelhos. e os não confundidos (Maruts). obtiveram corpos celestiais. Mitah. e tudo o que (pertence a eles). como os Ṛbhus. se sentaram. como no Aupāsana. Descobrindo o furto. pois Rudra é Agni. 3 Os hinos dos deuses são endereçados a Agni. de nema. o encontraram em seu retiro excelente. aqui. a parte principal dos quais é a libação do suco Soma. Agni (Wilson) (Sūkta VIII) Ṛṣi. em um sentido figurativo. os puros. e foi. 2. significando os ritos dos Vedas. em explicação. que concede rapidamente (àqueles que o louvam) todos os (presentes) dourados. Agni arrebatou a riqueza que os primeiros tinham escondido.1 Agni é o senhor das riquezas. por isso. Vaiśvadeva. descobrindo-te. Aqueles que devem ser adorados (os deuses). durante uma batalha entre os deuses e os Asuras. segurando. os deuses perseguiram o ladrão. . chamado de Rudra. a ele mesmo. protege o gado deles. Portanto. O comentador completa com Maruts. porque eles não podem ser celebrados sem fogo. em todos os sacrifícios. e alcançaram o céu. Desse modo tu serás o diligente 1 Isto é. Visto que. 6 Os deuses.. ‘o compartilhador da metade’. Mas a expressão é obscura. (Homens devotos) competentes para oferecer sacrifícios. Tādṛś. – geralmente um nome de Brahmā. Varga 17. (igualmente) puro. e estava em todos os lugares em volta. 5. prestaram adoração reverente a ti.6 Varga 18. recitaram (hinos) dedicados a Rudra. e recuperaram seu tesouro à força. se apropria das preces endereçadas ao eterno criador. segundo a escola Taittirīya. Pūrṇamāsa. ‘o mortal’. com manteiga clarificada. Por essa participação. 7. por quem. a qual não foi preservada. e. por três anos. ou: os Pākayajñas.. Isso parece como se uma primeira causa fosse reconhecida. perguntando. Esses são organizados em três classes. e os Somayajñas. vagando a pé. aqueles nos quais manteiga clarificada é oferecida. o eterno. portanto eles adquiriram nomes dignos (de serem repetidos) em sacrifícios. como antes.2 4. sete pratos são colocados na cerimônia Agnicayana. Agni chorou (arodīt) pela perda. como no Āgnyādheya. com igual afeto. o comentador preenche com Marudgaṇah. portanto. de serem protegidos.231 Hino 72. e cientes dos atos dele. Atyagniṣṭoma. aqueles nos quais algum tipo de alimento é oferecido. Anyādṛś. uma metade. 7 e. 1. Agni. ao verem seu amigo. pelos quais o céu deve ser alcançado. 2 O texto tem somente śucayaḥ. os deuses. Os deuses. chamados de Rudriyā. constituíram o sacrifício. eles sejam identificados com ela. etc. os Haviryajñas. etc. de fato. com (Indra). eles trocaram seus corpos perecíveis. abandonaram o resto dos seus corpos em sacrifício. também. A lenda que é citada. e são. como o Agniṣṭoma. etc. sendo regenerados. te adorado. portanto. 4 O texto tem somente martah. e. Agni. (alimento) que alivia a aflição. nós temos somente o epíteto nemadhitā. com Agni.3 A tropa de mortais4 (Maruts). ou aplicáveis. relata que. os puros (Maruts) adoraram a ti. e outros. para a subsistência dos homens. Darśa. eles pararam no último belo (esconderijo) de Agni. têm conhecido os três vezes sete ritos místicos contidos em ti. móvel ou estacionário. desejando a ele que era (querido) para nós como um filho. a outra metade vai para todos os deuses. – mortais deificados. e se refere a alguma lenda. Pratidṛś. O criador é chamado de Vedhas. com eles. distinta de Agni e dos deuses elementares. à qual. Sammitah.

dedicados. por ti os sacerdotes. Tu tens sido alimentado.10 Agni é agora o senhor do tesouro dos tesouros. 13 Rudra aqui é um nome de Agni. etc. 2. encontrou Agni colocado na posição mais elevada. Os sete rios puros que fluem do céu.1). . o querido Bebê que ainda está à nossa volta. 4. Aditi. junto com seus filhos poderosos. Porque com óleo sagrado os Puros. que os Deuses realmente não encontraram Agni – embora ele estivesse visível em sua forma terrena – até que eles chegaram ao verdadeiro conhecimento filosófico do Deus como ele é. as chamas dele são às vezes terrivelmente destrutivas.12 portanto. concedendo continuamente todas as bênçãos imortais. 8. Agni. e Indra enviou Saramā na busca. que os impediam de cair.13 O grupo mortal. quando levado por Bala. (são dirigidos. eles chegaram ao mais alto lar fascinante de Agni.11 3. se espalharam em todas as direções. 8 Essas circunstâncias são declaradas. se esforçou. com oblações). Tornando-os conhecidos aos espaçosos céu e terra.8 9. (Os oferecedores de oblações) têm colocado. através do conhecimento obtido por meio de sacrifícios sagrados. A ideia aqui é. instituíram todos (os ritos sagrados). e mensageiro dos deuses.65. como Ludwig observa. as honras graciosas (da cerimônia). Índice ◄►Hino 73 (Wilson) ____________________ Hino 72. os A ṅgirasas recuperaram seu gado. por ti Saramā descobriu o leite abundante das vacas. Embora segurando muitos presentes para os homens. 11 A fuga de Agni e sua procura pelos Deuses já foram citadas antes (1. Por isso. Ludwig observa que o período de três anos em conexão com votos religiosos ou cerimônias é mencionado em outra parte também. com o qual o homem. por ti. ou. Agni. nesse (Agni). (Agni. 9 Isto é. e as duas porções de manteiga clarificada que são os dois olhos (do sacrifício). 9 e a mãe terra. pelos quais eles viajam. Então os imortais vieram do céu. ainda é nutrido. 10 O sentido parece ser que. embora Agni conceda dádivas muito boas para os homens. seguindo o rastro dele. e as tuas chamas brilhantes. O sol. nutrido pelas oferendas queimadas. 10. por ti. assim chamados por não terem sido originalmente imortais. conhecendo os caminhos entre (a terra e o céu). para sustentar (o mundo). Agni pode ser considerado como o principal causador dos incidentes. os quais asseguravam. serviram a ti o muito puro por três estações de outono. Agni (Griffith) 1. Os Deuses infalíveis todos à procura não encontraram a ele. Cansados.’. a progênie de Manus. os santos revelaram os poderes de Rudra. O comentador preenche com ‘Agni. certos atos sagrados. ou agente. estava escondido.14 discernindo à distância. 12 Durante três anos. aos Ādityas.232 portador de oblações. absolutamente. Agni. 14 Os Maruts. projetando uma estrada para a imortalidade. com sua magnitude. ele humilha os poderes superiores de cada ordenador sábio. como rios correndo. desde que os Ādityas. reconheceram as portas da (caverna onde) o tesouro (de seu gado).) hábeis em sacrifícios. e nascidos nobremente eles dignificaram seus corpos. e os deuses perceberam isso. sem qualquer referência ao instrumento. eles mesmos obtiveram nomes sagrados para culto. (e se regozijaram). sua posição no céu. no texto. é capacitado para enviar a chuva que abastece os rios. aquela imortalidade o caminho da qual eles tinham feito ou projetado. quando propiciado por oblações com fogo. mas a conclusão da elipse é consistente com as noções correntes.

19 eles deram a ele o presente de glória bela. alimento. AṢṬAKA I. nos tens enviado boa comida em sequência constante para a nossa subsistência. 21 Aqui nós temos novamente o mito de Agni escondido que os deuses procuram.15 com essas. rudriyāh: 'os veneráveis Rudriyas (isto é. 18 A Ave é o Sol. prestaram culto ajoelhando-se para ele adorável. os bem-nascidos formaram seus próprios corpos. 20 Os raios do Sol.22 Os mortais. cansando-se. 4. seguindo os passos dele. plur. superou) a sabedoria de muitos adoradores. . Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. concordantes. Saramā encontrou a prisão firmemente construída do gado17 pelo qual a raça humana ainda é sustentada. os adoráveis apresentaram seus poderes como Rudra. Agni. Logo que os seres santos tinham descoberto as três vezes sete coisas místicas contidas dentro de ti. ele assumiram nomes veneráveis. e assim estão contidas em Agni. etc. Ele diminuiu (ou seja. suco Soma. Eles que se aproximaram de todas as operações nobres fazendo um caminho que leva à vida imortal. com seus cônjuges. para ser o sustento da Ave. 10. Amigo encontrando proteção nos olhos de seu próprio amigo. o brilhante. carregador de oferendas. os sete rios poderosos do céu. te tornaste um enviado nunca cansado. explorando) por si mesmos os dois grandes mundos.233 5. Quando os brilhantes tinham prestado serviço a ti. 22 Eu sigo o Padapāṭha que tem rudriyā. oferendas de vários tipos. 7. belo lugar de permanência de Agni.62. Quando os Deuses imortais fizeram ambos os olhos do céu. 17 Veja 1. cheios de bom pensamento. Aditi. eles tornaram seus próprios os corpos os quais eles castigaram. concordantes. ADHYĀYA 5. 19 O Sol e a Lua.3. e seus grandes Filhos são os Ādityas. 8. discerniram as portas das riquezas. 1. embora permanecendo ao redor de nós. ó Agni. 9. pela realização desses sacrifícios eles asseguram a queda da chuva na estação apropriada. quando (os seres) estavam em discórdia. manteiga clarificada. 6. ele que reuniu todos (os poderes da) imortalidade. Eles se aproximaram. Todas essas oferendas requerem fogo. Agni tornou-se o senhor dos tesouros. atingiram o mais alto. Tu. Os atentos (deuses). a mãe vasta. com Ghṛta por três outonos.. Maruts) lançaram-se para frente’. 16 O néctar ou bebida dos Deuses. O bezerro significa Agni. perceberam e descobriram Agni estabelecido no lugar mais alto. 15 Os ritos secretos ou misteriosos pelos quais o céu deve ser alcançado. Agora eles fluem como rios colocados em movimento: eles conheceram os cavalos vermelhos20 descendo. profundamente hábil nos caminhos dos Deuses. conhecedor das obras dos homens. 2. e seus grandes Filhos. Tu. Adquirindo (ou. Índice ◄►Hino 73 (Griffith) ____________________ Hino 72. ele que tem nas mãos todo o poder viril.18 ficaram no poder. eles preservam o Amṛta:16 protege tu a vida de todas as suas plantas e gado. HINO 72. Mas possivelmente nós podemos ter o nom. Conhecendo a Lei. VARGA 17–18. 3. Aditi é a Natureza infinita. organizados em três classes de sete. Agni.21 Todos os imortais inteligentes quando procurando não encontraram o bezerro.

portanto. são femininas. 38): "Estes são os dois olhos do sacrifício. não seria muito improvável.24 Abandonando seus corpos eles os fizeram deles próprios. Quando os adoráveis (deuses) descobriram os três vezes sete passos secretos (ou lugares) estabelecidos em ti. ó Agni’. 56. 9. 7. Conhecendo os caminhos que os deuses seguem.234 5. Mas essas não podem ser chamadas de ‘direcionadas para baixo’. – O assunto parece ser as correntes de libações sacrificais. nota 1. 10. 27 O sol e a lua? Essa explicação muito natural dificilmente irá ser modificada por causa de passagens como a seguinte (Śatapatha Brāhmaṇa I. outro amigo vigiava em lugar do primeiro. que a hipótese adhāh kṣaranti (eles fluem para baixo). Sendo da mesma opinião eles23 se aproximaram reverentemente dele de joelhos. Saramā encontrou o forte estábulo das vacas das quais os clãs humanos recebem sua nutrição. no entanto. viram do céu os sete jovens (rios) e as portas das riquezas. A Terra se expandiu largamente com eles que são notáveis em sua grandeza. Ele supre jvālāh ou toma aruṣīh como éguas.29 Índice ◄►Hino 73 (Oldenberg) ____________________ 23 Provavelmente os mortais. para que eles possam viver. Protege tu o gado e o que permanece firme e o que se move. aquelas que são dirigidas para baixo. para o repouso do pássaro. tu te tornaste o mensageiro incansável. 'as vermelhas' e 'aquelas que são dirigidas para baixo'. Eles. que assumiram todos os poderes de seu próprio domínio. Junto com suas esposas eles veneraram o venerável. o outro como um acusativo. 6. um substantivo como um nominativo. As vermelhas podem ser as auroras. Eu tomo. 3. preparando (para si mesmos) um caminho para a imortalidade. 25 O significado parece ser que. ‘Aquelas que são direcionadas para baixo' não podem ser as libações de ghṛta e semelhantes que as madrugadas veem? – O prof. p.28 As vermelhas têm reconhecido. 8. o (único) amigo despertando quando o (outro) amigo fechava os olhos.26 com seus filhos. 369. 26 O pássaro parece ser Agni. sempre que a atenção de um dos amigos relaxava. Então eles se precipitam para baixo como correntezas libertadas.27 eles colocaram belo esplendor nele (Agni). as (oblações de manteiga chamadas) Ājyabhāgas”. ó Agni. 29 Ambas as expressões. 28 Não é necessário mudar o texto. eles concordemente guardaram com eles a imortalidade. veja 5. O venerável é Agni. a mãe Aditi.25 6. Quando os imortais criaram os dois olhos do céu. 6. 24 . o portador de oferendas. eu creio. Conhecendo. Max Müller traduz: ‘As pessoas reconheceram as (tuas) éguas vermelhas para baixo. as ordens estabelecidas das residências (humanas). que sabiam o caminho correto e estavam cheios de boas intenções. distribui presentes na devida ordem. Veja o meu Prolegomena. ó Agni.

por causa de riquezas. que veio ao salão de sacrifício). resplandecente Agni. Que nós. (seus devotos). ele repousa na câmara sacrifical. Que nós sejamos competentes para reter tua riqueza que sustenta bem. que conhece a verdade (das coisas). que. na proximidade da montanha. As vacas. 7. Agni (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi. – oferecendo. 8. sejam agradáveis para ti. (para a devida observância dos ritos sagrados). 2 Como a alma é a base e fonte de toda a felicidade. essencialmente. a parte deles do alimento (sacrifical) para os deuses. abundante alimento (sacrifical). constantemente aceso. como riqueza patrimonial. (cercado por) amigos fiéis. e oferecem. como o (Sol) divino. a mesma em todas as modificações da terra. como o principal agente do sacrifício. em batalhas. os filhos deles. a quem tu tens guiado (para a realização de sacrifícios).1 ele é inalterável. Agni. e o firmamento. (Os deuses). Ele deve ser sempre estimado. em lugares seguros. pedindo a tua benevolência. que têm direito a culto. mortais. é explicado como rūpa ou svarūpa. Os rios. Tu. Varga 20. obtenham alimento (farto). sê o portador de riquezas. os homens deles. ele parece) uma esposa irrepreensível e amada. para (a obtenção de) renome. ou qualquer outro elemento. Que teus adoradores opulentos. Enchendo o céu e a terra. com úberes cheios. Na presença dele os homens se sentam. protege. nos tornemos opulentos. assim Agni é o mesmo em todos os sacrifícios realizados com fogo. Ele. em ti. como um filho na residência do pai. que é como o Sol Divino. tu proteges o mundo inteiro. ele traz prosperidade para a casa do adorador. como um sacerdote oficiante.2 é a fonte da felicidade. forma ou natureza peculiar. 6. como as instruções de alguém versado em escritura. .) para ser bebido. que os eruditos (que te louvam) e te oferecem (oblações). – oferecendo parte deles aos deuses. e herdeiros de riqueza ancestral. Tal como tu és. amando (Agni. como um príncipe. por (nossos) filhos. solicitando a boa vontade dele. que nós destruamos os cavalos (dos nossos inimigos). Defendidos. Como essa é. a ti. – ou preta e púrpura. (para o nosso benefício). Agni. o alimento (sacrifical). e. (com teu esplendor). é o dador de alimento. e (em pureza. e. 3. por meio dos (nossos) cavalos. em todos os combates. instruídos. como uma sombra (protetora). 1. como um convidado bem vindo. adquiram vida longa. (seu leite. por (nossos) homens. Que esses nossos louvores. deus e métrica são os mesmos. Agni. Como a natureza. sapiente Agni. e. o termo do texto. 2. trouxeram. e que nossos filhos. por ti. em mente e coração. compartilhando o esplendor dele. que nós ganhemos. 4. em suas residências. em quem se encontra toda a existência. Varga 19. permanece na terra. como alma. 10. aqui e no futuro. os homens te preservam. têm fluído de uma distância. vivam por cem invernos. por suas ações. eles fizeram a noite e a manhã de diferentes cores. Índice ◄►Hino 74 (Wilson) ____________________ 1 Amati. confiaram a ti. é o mantenedor do universo. despojos dos nossos inimigos. ele é um diretor. 9. é a principal causa de felicidade. Ele. Agni. 5. assim Agni.235 Hino 73.

Que esses nossos hinos de louvor. que ele seja portador de riquezas. como um Deus que sustenta a tudo. como a instrução de um homem sábio. torne próspera a residência do servo dele. Ajudados por ti. Que possamos obter despojos do nosso inimigo em batalha. como heróis que se sentam à cabeceira da mesa. heróis com heróis. como o alento que dá alegria. que possamos conquistar corcéis com corcéis. mugindo alto. A água usada em sacrifício a qual flui ou é levada para a rocha ou pedra com a qual o suco Soma é espremido. senhores da riqueza transmitida por nossos pais. de mente verdadeira protege com seu poder todos os atos de vigor.6 9. 5.236 Hino 73. 5 Pela graça de Agni os Santos. levas em direção às riquezas. Agni (Griffith) 1.5 Eles fizeram a Noite e a Alvorada de cores diferentes. homens com homens. 8 Reter por nós teus corcéis que trazem riqueza. 6 Afastando a angústia. têm crescido com úberes carregados. pedindo a tua benevolência. os Deuses imortais. As vacas da santa lei. como Sacerdote.8 depositando em ti o dom da glória enviado por Deus. ó Agni. como Savitar o Deus. continuar a receber e manter as riquezas que tu mandas. e colocaram juntos os tons pretos e roxos. 4 . verdadeiro. 7. contigo. e guia corretamente. os Santos ganharam glória no céu. de uma distância os rios4 fluíram juntos para a rocha. 7 Isto é. que repousam em segurança. como riquezas patrimoniais. 6.7 10. em assentamentos seguros. como esplendor. ó Agni. Nele eles têm colocado esplendor em abundância: querido para todos os homens. que os homens ricos que instituem os nossos sacrifícios vivam até a maior idade geralmente concedida aos homens. e os príncipes que trazem oblação obtenham vida longa. 4. 8. Tu encheste a terra e o céu e a região do meio do ar. ó Agni.3 nos enviadas pelo Céu. amado como um convidado que repousa em aposento agradável – que ele. Que nós e aqueles que adoram sejamos os mortais os quais tu. solicitando o favor dele. e que os nossos príncipes vivam cem invernos. os nossos homens servem sempre aceso em cada habitação. e segues o mundo inteiro como uma sombra. – todos devem se esforçar para conquistá-lo. assim. A ti. Que teus adoradores ricos ganhem alimento. Agni. isto é. Índice ◄►Hino 74 (Griffith) ____________________ 3 As vacas cujo leite é usado nos vários sacrifícios oferecidos de acordo com a ordenança eterna. Ele que. ó Agni. glorificado por muitos. 3. como a sombra de uma grande rocha ou árvore afasta o calor opressivo do sol. apresentando aos deuses sua parte por glória. sejam agradáveis para ti em teu coração e espírito. recebem as oblações que os fortalecem para a realização dos grandes feitos que lhes trazem glória. 2. Agni. Ordenador. Ele que reside na terra como um rei cercado por amigos fiéis. Que nós tenhamos poder para manter teus corcéis de riquezas. como uma dama irrepreensível querida para seu marido. Ele que concede alimento.

Eles têm colocado nele rico esplendor. sendo verdadeiro como o deus Savitṛ. A ti. Suplicando proteção de ti. ó Agni.9 protege com seu poder mental todos os assentamentos. sejamos os mortais a quem tu promoves à riqueza. como um rei que fez por si mesmo amigos (valentes). 15 Como sudhur e sudhura são epítetos de cavalos. conquistemos com nossos cavalos corredores os cavalos corredores. Que esses hinos. e significar ‘(nós) os pobres’. obtendo uma parte (rica). Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que é satisfeito (por adoração) como um convidado que descansa confortavelmente. Lá as expressões se referem a Soma. os adoráveis (deuses) ganharam glória no céu. pl. e digno de ser procurado. (Agni) cruzou o lugar (sacrifical) do adorador como um Hotṛ. 12 Aryah também pode ser nom. que és rico em todo alimento. os homens. 12. 11 ‘Sê tu. 8. adorador (dos deuses). estavam exuberantes com seus úberes cheios.10 (Agni). ele também é riqueza (2. que os nossos ricos (doadores) cheguem a uma centena de invernos. com nossos homens. śakema sudhūrah yamam te. etc. ADHYĀYA 5. que estás constantemente aceso na casa. AṢṬAKA I. protegidos por ti. Eles fizeram a Noite e a Alvorada de diferentes formas. Max Müller. 2.). E que nós. com nossos heróis os heróis (dos nossos inimigos). um protetor das riquezas. 10. deixando de lado uma parte para os deuses para a glória delas’. 55. 10 . ó Agni. 21. As vacas leiteiras mugidoras de Ṛta. 14 A última parte é idêntica à segunda em 10. 1. 1. Como uma sombra tu acompanhas o mundo inteiro. o verdadeiro tornou-se precioso como o sopro vital. o protetor das riquezas’.15 adquirindo a glória que os deuses nos atribuíram. como esplendor impetuoso. que possuindo todo descanso vive na terra como um deus. Que os doadores generosos. o poeta naturalmente poderia dizer. Ele que. Que nós. para a tua mente e coração. VARGA 19–20. a riqueza bem atrelada. ó Agni. Sê tu possuidor de toda a vida.14 9. 48. Mas Agni não é apenas um cavalo. Os rios implorando o favor (dos deuses) de longe irromperam pelo meio da rocha com suas torrentes. Sendo donos das riquezas que seus pais conquistaram. que é um bom guia como a instrução de um sábio.237 Hino 73. Índice ◄►Hino 74 (Oldenberg) ____________________ 9 A primeira parte é idêntica à quarta em 9. 3. diante dos deuses. eles uniram a cor preta e a vermelha (à Noite e à Alvorada). 2. Max Müller. As três primeiras partes são quase idênticas a 3. 13 ‘Que nós ganhemos em batalhas o saque do inimigo. tendo preenchido os dois mundos (Céu e Terra) e o ar. ó Agni. Aquele que dá vigor como riqueza adquirida pelos pais. HINO 73. para que nós possamos obter glória. Que nós sejamos capazes de controlar a ti. como uma esposa irrepreensível amada por seu marido – 4. que os ricos12 que dão presentes (para nós) obtenham um período de vida completo. obtenham nutrição. como heróis que se sentam na frente e sob abrigo. 4. nossos doadores generosos e nós mesmos. ó Agni. Que nós ganhemos em batalhas o saque daquele que não doa. os homens têm adorado em suas residências seguras.11 5. ó Agni. 2. A combinação das duas metáforas explica a expressão curiosa sudhurah rāyah. 7. atribuídas pelo Céu. 97. 5. 139. louvado por muitos. sejam agradáveis para ti.13 6.

E que os homens digam. 5. por ti. Aṅgiras. Agni pode aqui ser identificado com Indra. Agni. Aquele que estava antigamente sujeito a um superior. Que.6.238 Hino 74. tendo sido protegido. 8. vamos repetir uma prece para Agni. ou. vamos recitar um hino para Agni.3 tu Filho da Força. seu deus. ampla (riqueza). o Ṛṣi. Índice ◄►Hino 75 (Wilson) ____________________ Hino 74. como um oferecedor (de oblações). tem preservado a riqueza. em uma missão dos deuses. filho da força.1 e o ganhador do saque em muitas batalhas. Gotama. em carnificina. 1 2 . Agni. ele mesmo que mata Vṛtra. Suas oferendas. o relincho dos cavalos da tua carruagem de movimento (rápido). Varga 22. Quando. para o sacrificador. divino Agni. Agni pode ser identificado com Indra.1. Veja 1. Que os homens louvem Agni. Apressando-nos para o sacrifício. Agni. Traze para cá. agora permanece na tua presença. e provido de alimento. que nos ouve de longe. 3. o matador de Vṛtra. logo que gerado. radiante Agni. embora audível. sem timidez. Agni (Wilson) (Anuvāka 13. tem preservado sua casa para o adorador. Gāyatrī.2 ele Que ganha riqueza em cada luta. filho de Rahūga ṅa. suas oblações. nasceu Agni. Que nos ouve mesmo quando longe. quando os homens malevolentes estão reunidos. ó de brilho belo. brilhante e concessora de vigor. e sua grama sagrada. Vṛtra pode ser aqui entendido como um inimigo em geral. A ele em cuja casa um emissário tu amas provar seus presentes oferecidos. tu estás desejoso de conceder. 5. Quando nós partimos para o sacrifício. cuja oferenda tu transportas para o sustento deles. Quando tu vais. E fortaleces seu sacrifício. A ele. quando as pessoas se reuniam. existindo desde antigamente. 2. 9. (O sacrificador). 7. a métrica. Para cá traze esses deuses para a nossa louvação e para provar Esses presentes oferecidos. para o oferecedor (de oblações) para os deuses. desde os tempos antigos. todos os homens chamam de feliz em seu Deus. os deuses (para receber) nosso louvor. em tua missão de embaixador tu partes não é ouvido som de corcel ou esforço do teu carro. 3. Varga 21. em cuja casa tu és o mensageiro dos deuses. 2. e nossas oblações para seu sustento. 4. De fato. Que. Aṅgiras. 1. Sūkta I) O deus é Agni. A ele. 4. Agni (Griffith) 1. não é ouvido. 7. 6. 3 Um nome de Agni. e cujo sacrifício tu tornas aceitável. os homens chamam de afortunado em seu sacrifício. 6.

E força esplêndida.. para o adorador. Tal homem o povo chama de um doador de boas oblações. . para cuja adoração tu concedes poder extraordinário – 5. Ajudado por ti. E tu deves conduzi-los para cá. ó Aṅgiras.. ele esteja longe ou conosco – 2. ileso. 4. para que nós possamos glorificá-los. o matador de Vṛtra). Índice ◄►Hino 75 (Griffith) ____________________ Hino 74. Seguindo adiante para o sacrifício. Tu. E que as pessoas digam ‘Nasce Agni. AṢṬAKA I. ADHYĀYA 5.4 . o principal em. Quando. o matador de inimigos (ou. os deuses. para aquele que oferece presentes. HINO 74. 8. ele segue adiante: Agni. Índice ◄►Hino 75 (Oldenberg) ____________________ 4 Eu deixei sem tradução a palavra obscura snīhitīṣu. o adorador.239 8. Agni. O homem em cuja casa tu és um mensageiro. Parece que a palavra significa algum tipo de poderes hostis. tu concedes dos Deuses. ó Agni. ó Deus. ó Agni. quando as tribos humanas se reuniam (em batalha). 1. um amigo dos deuses. 9. preservava sua casa para o adorador. 7. que ganha o prêmio em todas as batalhas’. um após outro. ó resplandecente. dos deuses. VARGA 21–22. Deus. E tu ganhas. brilhante. ganha a vantagem sobre aquele está à frente. protegido por ti o corredor torna-se destemido. Nenhum ruído dos cavalos da carruagem em movimento é ouvido de modo algum. ó filho da força. vamos repetir uma oração para Agni que nos ouve. 6. Ele que. que está atrás. 9. a grande bem-aventurança de heróis fortes. de modo que eles venham ansiosamente. ó Agni. e para cujo alimento sacrifical tu vais avidamente para te banquetear. 3. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. o ofertante vai em frente. e possuidor de uma boa Barhis (ou grama sacrifical). forte. heroica. para as oferendas sacrificais. quando tu partes em tua missão de mensageiro. superior.

O parente. chefe dos Aṅgirasas. AṢṬAKA I. ofereces o alimento sacrifical (aos deuses). ó mais sábio e melhor Aṅgiras. Agni. adora. está presente na tua própria residência. entre nós. 1. traze os deuses para o sacrifício poderoso. Índice ◄►Hino 76 (Griffith) ____________________ Hino 75. Agni (Griffith) 1. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.] . o mais agradável para os deuses.1 Adora. Traze-os. Índice ◄►Hino 76 (Wilson) ____________________ Hino 75. de fato. é teu parente? Quem é digno de te oferecer sacrifício? Quem. tu que. o alimento mais delicioso para os deuses. na tua boca. o seu bem amado Amigo tu és. nós recitaremos para ti. deus e métrica. 2. de muito benefício. Agni o mais sábio. A nossa oração preciosa.240 Hino 75. da humanidade. para nós. Derramando nossas oferendas na tua boca. 3. para a tua casa. Escuta o nosso mais sincero discurso. Varuṇa. esse hino tendo quatro em vez de cinco versos na versão de Wilson. 5. Agni. Quem. Agni (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi. Varga 23. Quem. aceitando nossas oblações em tua boca. o melhor adorador. Agni. 2. 3. Agni. HINO 75. ó maior Aṅgiras. dos homens? Quem é teu servo digno? Dependente de quem? Quem és tu? 4. Aceita alegremente o nosso discurso mais amplamente sonoro. Um amigo a quem amigos podem suplicar. nós podemos endereçar (a ti) uma prece aceitável e gratificante. propiciatório dos deuses. E então. és tu? E onde tu resides? 4. 1. VARGA 23. todos os deuses. como antes. Mitra e Varuṇa. uma oração agradável para ti e bem sucedida. para nós. ADHYĀYA 5. 3. 2. Traze para nós Mitra. ó Agni? Quem realiza adoração a ti? Quem és tu. Agora. Aceita o nosso hino de som mais alto. ó Agni. é teu parente. E que nós então pronunciemos para ti. (celebra) um grande sacrifício. e onde tu repousas? 1 [O verso quatro das outras versões está ausente aqui. Quem é teu parente entre os homens. Agni.

Índice ◄►Hino 77 (Wilson) ____________________ Hino 76. e tu. Agni (Wilson) (Sūkta III) Ṛṣi e deus como antes. afasta as maldições dos nossos sacrifícios. Agni. para cá. (Indra). que é um nome bastante incomum de Indra. senta-te. tu. Traze para cá o guardião do suco Soma. 3. Agni. e sê o protetor dos nossos sacrifícios contra interrupção. 1. Sacrifica para os deuses. ó Agni. pois tu és irresistível. tu que nunca foste enganado. ou de Potṛ. mas o deus é indicado por haribhyām. 2 . Consome totalmente os Rākṣasas. adoraste os deuses com oblações. Agni. Índice ◄►Hino 76 (Oldenberg) ____________________ Hino 76.241 4. 3 Indra. Senta-te aqui. Agni (Griffith) 1. o amigo querido ('Mitra') dos homens. seus dois corcéis. também. Agni. Somapatiṃ. O último nome não se encontra no texto. tu que és o depositário e gerador de riquezas. 5. Que o todo-expansivo céu e a terra te defendam. com tuas chamas. para que nós possamos mostrar hospitalidade para o concessor de prosperidade. na tua própria casa. com os deuses. nosso líder. 3. 4. que és o transportador (de oblações). Sacrifica por nós para Mitra e Varuṇa. os onipenetrantes. Qual aproximação da mente. a ti pode ser realizada para o nosso bem? O que cem encômios podem (efetuar)? Quem. que és digno de culto. cumpre a função de Hotṛ. sê. ó Agni. Varga 24. 5. Eu invoco (a ti). assim. 2 com os corcéis dele. um amigo deve ser magnificado por seus amigos. Agni. Queima todos os Rākṣasas. invocador (dos deuses). com um hino produtivo de progênie (para o adorador). Tu. um sábio entre sábios.1 sê nosso precursor. senta-te como Hotar. obteve o teu poder? Com qual intento nós podemos te oferecer (oblações)? 2. (um sacrifício conforme a) a grande Ṛta. és o parente. e nos desperta. Sacrifica. Que o Céu e a Terra. te amem: adora os deuses para obter para nós o favor deles. Como a mente pode se aproximar para agradar-te. ó Agni. (oferece as oblações) hoje com uma concha que alegra. Vem para cá. 1 Na câmara onde oferendas queimadas são feitas. a métrica é Triṣṭubh. por sacrifícios. Vem. no sacrifício do santo Manus. Como. Traze com seus Baios o Senhor do Soma:3 aqui há boas-vindas alegres para o Doador Generoso. para que tu possas cultuar os deuses para a grande satisfação deles. Agni? Qual hino de louvor nos trará a maior bênção? Ou quem ganhou o teu poder através de sacrifícios? Ou com qual propósito nós devemos trazer-te oferendas? 2. invocador veraz dos deuses.

o Invocador mais sincero. Com palavras que obtêm prole. o grande ancestral do ser humano. 10 Manus é aqui um nome próprio. 5 . Sê um doador e um pai de riquezas. 5. então. 7 Isto é. senta-se aqui como um Hotṛ. AṢṬAKA I. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Homem. leva Agni ao seu sacrifício. e tu deves te sentar aqui com os deuses. 3. adora hoje com concha concessora de alegria. ó Agni.242 4. Oferece o sacrifício aos deuses para que eles possam ser muito benevolentes para nós. por meio de suas canções.7 Índice ◄►Hino 77 (Griffith) ____________________ Hino 76. o bom doador. levando-te (para o nosso sacrifício) com a minha boca. HINO 76. 8 Puraḥ-etā.11 Índice ◄►Hino 77 (Oldenberg) ____________________ 4 Agni. Queima todos os feiticeiros. 5. 9 eu te chamo para cá. 9 O sacerdote humano. Vem para cá. uma oferenda especialmente agradável para os Deuses. um sábio com os Sábios. foi invocado com um hino que trará a bênção de filhos. os todo-abrangentes. 4. O Purificador (Potar) e o Ofertante ou Invocador (Hotar) são dois dos dezesseis sacerdotes oficiantes. ó venerável. Concessor e Produtor de Riqueza. ó Agni. torna-te um protetor dos sacrifícios contra imprecações. E traze para cá o senhor do Soma (Indra). Nós preparamos hospitalidade para ele. ó Hotṛ altamente verdadeiro. ADHYĀYA 5. te protejam. agora. assim. mais agradável para ti? Ou quem ganhou para si mesmo a tua sabedoria por sacrifícios? Ou com quais pensamentos nós podemos te adorar? 2. VARGA 24. 6 Outra forma da palavra Manu. Como tu executaste sacrifício para os deuses com o alimento sacrifical do sábio Manu.10 um sábio com os sábios. Tua é a tarefa de Purificador e Ofertante:5 nos desperta. ‘aquele que precede alguém’. com a tua concha sacrifical que dá alegria. o sacerdote ou portador de oblações. com a boca. realiza o sacrifício hoje. literalmente. Qual súplica é para o gosto da tua mente? Qual pensamento (piedoso) pode ser. com seus dois cavalos baios. 11 A concha significa a chama de Agni. ó Agni. com a concha sacrifical usada para derramar o óleo sagrado ou manteiga clarificada no fogo. Agni.8 Que o Céu e a Terra. ou seja.4 Senta-te aqui com os Deuses. Tu Sacerdote com lábio e voz que nos trazem filhos foste chamado. Como com oferenda do Manus6 sacerdotal tu adoraste os Deuses. Realiza o serviço de um Hotṛ e de um Potṛ. ó Agni. Torna-te nosso líder que não pode ser enganado. 1.

em ritos sagrados. e perfeito. pois Agni.243 Hino 77. 3 Riqueza. e os adora com reverência. aceite nosso louvor e culto. Agni (Griffith) 1. da parte do homem. 1 A expressão do texto é manasā. quando ele se dirige aos deuses. etc. transporta oblações para os deuses? 2.2 e. 1 3. traz os deuses como o melhor dos sacrificadores? 2. o mais auspicioso em sacrifícios. 1. incitados por suas riquezas. e por quem o alimento sacrifical tem sido preparado. e que. ‘com a mente’. com oblações. o celebrador de sacrifícios. o produtor. imortal. ele é o destruidor e reanimador (de todas as coisas). Que Agni. e por quem todas as coisas são conhecidas. Desse modo Agni. o realizador de sacrifícios. Pois ele é poder mental. um arauto em meio aos homens. e que aqueles que são afluentes com grande riqueza. amado pelos Deuses. que é agradável para os deuses. aceite com amor nossos hinos e nossa devoção. como amigo. estejam desejosos de oferecer adoração. e o destruidor de inimigos. fiel à Lei. como antes. repetem o nome dele primeiro. ele obtém nutrição (para si mesmo). (presente) entre os homens. um homem. Quais (oblações) nós podemos oferecer para Agni? Qual louvor é endereçado ao luminoso (Agni). e. quando ele busca os deuses para os mortais. fiel à Lei. o Arauto. observador da verdade. junto com o alimento sacrifical. com louvores. afirmando que as letras m e n estão invertidas. que é o invocador dos deuses. – aquele Agni que é imortal. satisfeito por nossa devoção. pois Agni. e observador da verdade. como um amigo. ele é o que traz. Destruidor de inimigos. ‘com reverência’. Para eles ele tem dado o brilhante suco Soma para beber. Índice ◄►Hino 78 (Wilson) ____________________ Hino 77. Varga 25. 2 As palavras são marya e sādhu. que são dotados de força. e a última. os conhece plenamente bem e os adora em espírito. a extraordinária. 4. e se aproximam de Agni de boa aparência. e o invocador (dos deuses).3 As tribos árias piedosas em sacrifícios se dirigem primeiro a ele que é quem faz prodígios. 3. mas o comentador lê namasā. Como nós faremos oblação para Agni? Qual hino. a ele que é o mais constante em sacrifícios. Então que os senhores generosos. conhece aqueles (que devem ser adorados). agitem os nossos pensamentos com vigor. Tragam-no com reverência para cá. . Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. Pois ele é o realizador de ritos. 5. é recitado para ele o refulgente? Que. tem sido louvado com hinos pelos virtuosos descendentes de Gotama. 4. Todos os homens que reverenciam os deuses. ele é o doador de riqueza inatingível. o comentador explica a primeira como o matador ou extirpador de tudo. Que Agni. Tragam para cá.4 cuja força é a mais potente. que é o principal diretor de sacrifícios. o Herói mais varonil.

leva os deuses até os mortais? 2. devem ser dirigidas a ele. tem sido glorificado pelos Gotamas sacerdotais. se dirigem a ele. e que ele (o mortal ou Agni) possa estar atento. concentrados no prêmio. Que ele aumente o esplendor e força deles. HINO 77.6 Portanto. o justo Jātavedas.5 3. ele se tornou o auriga dos misteriosos. 1. AṢṬAKA I. Agni.244 5. que.” 6 O professor Max Müller traduz essa parte deste modo: ‘como um amigo. VARGA 25. o Hotṛ. Como nós devemos sacrificar para Agni? Quais palavras. foi louvado pelos Gotamas sacerdotais. ele é direto. o conhecedor.. Pois ele é sabedoria. De acordo com o professor Max Müller: “Tragam para cá o Hotṛ . Assim. ele obtém crescimento. Que ele aumente neles esplendor e vigor.. 4. Tragam para cá pela adoração o Hotṛ que é o mais benéfico em sacrifícios e justo. ADHYĀYA 5.. o melhor sacrificador. ele é viril. ganha crescimento de acordo com seu desejo. ansiando pelos deuses. Que aquele Agni. etc. como ele quer. Desse modo Agni Jātavedas. como Mitra. 5. o maravilhoso. observador. de modo que Agni possa convidar os deuses . por nossa devoção. ele é o auriga de uma enorme riqueza’. Quando Agni se dirige aos deuses em nome do mortal. triunfante com riquezas. os clãs ários. Índice ◄►Hino 78 (Griffith) ____________________ Hino 77. o luminoso. e (pela devoção) daqueles doadores generosos mais poderosos que. e que ele possa realizar o sacrifício. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Índice ◄►Hino 78 (Oldenberg) ____________________ 4 Ricos patrocinadores cujos presentes encorajarão e fortalecerão as devoções dos sacerdotes. que ele esteja atento em sua mente. como o primeiro nos sacrifícios. venha com ajuda por nossas palavras. 5 . sendo imortal e justo.. fiel à Ordem. Ele. têm incitado constantemente as nossas preces. o mais valoroso dos homens. agradáveis para o Deus.

2 Mantras é acrescentado pelo comentador. ‘com brilhantes’. HINO 78.2 2. 1. 4. 4 Aqui novamente Agni é identificado com Indra. 5. com (hinos) laudatórios. assim como tu és. cantamos: Nós te louvamos por tuas glórias. o dador de alimento abundante. com (hinos) laudatórios. aquele (Agni) a quem Gotama. com (hinos) laudatórios. Varga 26. Nós te invocamos. Ó Jātavedas. Uma canção agradável para Agni nós. repetidamente. o melhor dos matadores de Vṛtra. 2. . Índice ◄►Hino 79 (Griffith) ____________________ Hino 78. VARGA 26. – nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor.245 Hino 78. 5. afirmando que o plural é usado apenas honorificamente. nós te exaltamos. a ti que és o destruidor de Vṛtra. Os descendentes de Rahūgaṅa têm recitado louvores agradáveis para Agni. com louvor. nós os Gotamas te (louvamos). como Aṅgiras3 chamamos a ti o melhor ganhador do despojo: Nós te louvamos por tuas glórias. AṢṬAKA I. Gotama 1 te celebra. a métrica é Gāyatrī. de modo semelhante como Aṅgiras fez. Ó Jātavedas. adora com louvor. 3. desejando riqueza. nós o exaltamos.4 a ti que te livras dos nossos inimigos Dasyu: Nós te louvamos por tuas glórias. Gotama. ou aqueles que manifestam o mérito de Agni. desejoso de riquezas. Como tal. com a nossa música. nós te exaltamos. nós Gotamas te exaltamos com canção sagrada por causa das tuas glórias. 4. A ti. nós oferecemos adoração. Agni (Griffith) 1. Índice ◄►Hino 79 (Wilson) ____________________ Hino 78. o texto tem somente dyumnaih. A ti. com (hinos) laudatórios. ADHYĀYA 5. no plural. Agni. 1 A palavra é Gotamāh. um dos primeiros realizadores de sacrifício. Nós exaltamos. o comentador a limita ao sentido do singular. repetidamente. 3 Do mesmo modo que Aṅgiras. A ti. adora com sua canção: Nós te louvamos por tuas glórias. com (hinos) laudatórios. forte e rápido. que resides entre todas as tribos. como tu és. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e deus são os mesmos. 3. repetidamente. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Conhecedor e contemplador de tudo o que existe. e que afugentaste os Dasyus. 1. os filhos de Rahūgaṅa. repetidamente.

Gāyatrī. o fogo etéreo ou elétrico. quando isso é feito. filho da força. deves ser louvado. riquezas que afastem a pobreza. Varuṇa.3 para (o desfrute da) água. Brilhante Agni.246 2. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. (o aguaceiro) vem. (propiciado) pela recitação do hino métrico. muitos. perfuram a membrana (que envolve). Agni. verdadeiro. com sua canção. para) que a riqueza que fornece alimento possa ser nossa! 6. tal como tu és. Jvālājihva. resplandece com um brilho esplendoroso.2 que. golpeiam contra (a nuvem). dá-nos sustento abundante. estão concentradas em seus próprios trabalhos. se banhar. do segundo. Quando esse (o relâmpago. face ou boca: as chamas são compreendidas. 3 Ou usos. Ele. por perfurar as nuvens. assim chamada. é suprida pelo comentário. 5 Gāyatra. 5. Gotama. o derramador preto de chuva rugiu. Agni.4 brilha (de modo propício. mas prajāh. toma parte na produção de chuva. as nuvens trovejam. e semelhantes. 5. o maior destruidor de inimigos (ou. se movendo com a velocidade do vento. ou relâmpago. ou progênie. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. As manhãs não sabem (das chuvas). 2 Satyāḥ. Índice ◄►Hino 79 (Oldenberg) ____________________ Hino 79. Nós os Rahūgaṅas recitamos um discurso afetuoso para Agni.) nutre o mundo com o leite da chuva. sincero: não há substantivo. destrói completamente os Rākṣasas. . (Nós adoramos a) ti. de Vṛtra). então Mitra.1 como (pessoas) honestas. 1 Agni. a métrica d o primei ro deles é Triṣṭubh. que sejam desejáveis (para todos). 4 Purvaṇīka. Nós te chamamos. A chuva desce. 4. em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Ó tu cuja boca (arde) com muitas (chamas). e. Agni (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é o mesmo. 2. ou uma parte do Sāma. deve ser louvado por nossos hinos. que é sábio. mas para acentuar aquela de Agni. Uṣṇih.5 8. Agni. e o conduz. e que não possam ser tiradas (de nós). o hino consiste em quatro T ṛcas. como Aṅgiras fez. de língua de chama. por ti mesmo. e os circundantes (tropa de Maruts). o deus d os outros tercetos é Agni. Gotama desejoso de riquezas exalta a ti. ou tercetos. o maior ganhador de saque. Aryaman. 4. lavar. 3. Varga 28. que. ou (teus servos). A aurora não participa na operação. pessoas. Os (raios) caindo. o deus do primeiro é o Agni da região do meio. no útero da nuvem. de acordo com um nome comum de Agni. em sua manifestação de relâmpago. segundo o comentador. ou a métrica Gāyatrī. de dia ou de noite. 3. quando a chuva é derramada. tu que conheces tudo o que existe. O deus de cabelo dourado Agni é o agitador das nuvens. providas de alimento. acompanhados pelos moventes (Maruts). Agni. 7. não para depreciar a excelência de Uṣas. Concede-nos. de puru. e o concessor de residências. dos dois últimos. senhor do alimento e do gado. – como beber. Agni de aspecto afiado. pelos modos mais diretos. que lanças os Dasyus para longe – nós te louvamos. em todos os ritos. assim como tu és. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. o resplandecente Agni. em seu caráter geral. Varga 27. em todos os combates (com nossos inimigos). e. 1. guarda-nos com a tua proteção. mas isso é dito. afugenta (todos os perturbadores do rito). como tu és. com (gotas) encantadoras e sorridentes. e anīka.

digna da nossa escolha. O significado exato da última metade da segunda linha é obscuro. perto ou longe. deve ser exaltado em nossa música: Brilha. 9. desejoso de prosperidade. Índice ◄►Hino 80 (Wilson) ____________________ Hino 79. Parijman. 7. Aryaman. 8. Agni. Parijman enchem totalmente o couro onde se encontra a pedra de prensagem inferior. quando o Touro Preto berrou8 em volta de nós. 10. expulsa os Rākṣasas. trabalhadoras ativas. como a tempestade avançando. riqueza. Ele. conduzindo pelos caminhos mais diretos da Ordem. para o nosso sustento. preces e louvores puros. 11. 6. 5.6 que vê tudo. Quando ele vai fluindo com o leite da adoração. uma serpente furiosa. pela tua graça riqueza que dá sustentação para toda a nossa vida. Agni de mil olhos. 7 Agni é mencionado aqui como em suas três formas: o Sol de cabelo dourado. que aquele que nos prejudica. Ó Gotama. Concede-nos. brilhando por ti mesmo. Mitra. brilha radiantemente sobre nós. grande renome. É dito que ele conhece a manhã por ser reaceso para sacrifício no amanhecer. desejando felicidade oferece tuas canções compostas com cuidado Para Agni de chamas pontiagudas.) com hinos sagrados. Adorável em todos os nossos ritos. Com gotas que abençoam e parecem sorrir ele vem: as águas caem. 12. como damas ilustres. contra os Rākṣasas. 3. afugenta para longe os Rākṣasas: A tradução literal do epíteto do texto. Agni (Griffith) 1. o circundante. ó Agni. por nós. o relâmpago serpentiforme. 12. (propício) para o nosso progresso. ele (o invocador dos deuses. tu que és o senhor da riqueza em vacas. Dá-nos. Agni. Quando o grande hino é cantado. com boa compreensão. os deuses mandam chuva abundante. tu cujos dentes são afiados. favorece-nos. Gotama. com a tua ajuda. Que caia o homem. Tua graça. mas Sāyaṇa o interpreta como ‘tendo chamas incontáveis’. Ó Agni. e é comparado a uma mãe de família ativa por causa de seu emprego para propósitos domésticos. que nos ataca de perto ou de longe: Reforça-nos e nos torna prósperos. Puramente refulgente. tu de muitas formas. pereça. de noite e quando a manhã irrompe. Afiado e rápido Agni.9 4. Sahasrākṣa. aceso. Ele no espaço do ar tem cabelos dourados.7 2. conhecendo bem a manhã. a rica oferenda sacrifical. oferece. Filho de Força. Invencível em todas as nossas lutas. as nuvens proferem seu trovão. Agni. e o fogo doméstico para propósitos religiosos e uso comum. 10. Teus lampejos bem alados tornam-se fortes em sua forma. Traze-nos riqueza que sempre conquista. Agni. quando as nuvens escuras de chuva trovejaram. é nesse lugar o Vento tempestuoso. riqueza. de mil olhos. Ó Agni. ó Jātavedas. o Viajante. 6 . e (nos) sustentando por toda a vida.247 9. bom e sábio. e (louvado. concedendo alegria. verdadeiras. Queima. para nós. ó Agni. 11.) celebra o louvor deles. para Agni de chamas afiadas. para que nós possamos viver. 9 Quando ele vai até os deuses com o leite da adoração. Concede-nos. e sê tu. 8 Isto é. Varuṇa. Agni. o qual identifica Agni com Indra.

tu a quem reverência é devida em todas as nossas orações. Agni de mil olhos. O Hotṛ louvável (Agni) é glorificado. Ele veio como se com as (mulheres) generosas sorridentes. 11 . Ó Gotama.248 Ele canta. 12.15 4. sempre ativas e verdadeiras. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.12 2. HINO 79. o observador brilhantemente resplandecente da aurora. desejoso da graça dele. AṢṬAKA I. ao romper da aurora. e tem piedade de nós para que nós possamos viver. 11. que se expande com o leite de Ṛta. Agni. quando aqui (tudo isso aconteceu). ó Agni. 1. ó Deus de dentes afiados. aparece o relâmpago. traze canções para Agni de chama afiada. 15 Não parece provável para mim que upara signifique aqui a pedra de prensagem inferior. Agni. ó Jātavedas. Índice ◄►Hino 80 (Griffith) ____________________ Hino 79. quando a nossa canção Gāyatra é apresentada (para ti).14 As névoas voam. Leva-nos somente para o progresso. Que aquele que tenta nos prejudicar. ele que é como as (deusas) gloriosas. 12 As águas? Ou as auroras? 13 Parjanya.11 está acelerando (pelo ar) como o vento. concede-nos. que é para ser magnificado por palavras (virtuosas). Mitra e Varuṇa. Agni. Reinando à noite por teu próprio poder. ele que anda em torno da Terra. 3. por tua bondade. um Vasu. grande glória. 6. com as tuas bênçãos.10 a cobra rugidora. 9. nos caminhos mais retos de Ṛta. Estando aceso. VARGA 27–28. rico em vacas. Ou elas poderiam ser entendidas como as auroras. a nuvem trovejante. o touro preto 13 urrou. a qual possa ser sempre vitoriosa. 10. Quando eles conduziram a ele. como o fogo do relâmpago. 14 As mulheres podem ser as pancadas de chuva. Dá-nos. então Aryaman. O de cabelos dourados no espaço da atmosfera. ó Agni. brilha para nós para que as riquezas possam ser nossas. Índice ◄►Hino 94 (Oldenberg) ____________________ 10 O professor Max Müller observa com relação a essa parte: quando o céu envia a chuva. caia. Por teus avanços os (pássaros) belamente alados foram menosprezados. 5. Abençoa-nos. que és senhor dos despojos. Traze-nos riqueza. excelente e invencível em todas as batalhas. perto ou longe. que reside entre todas as tribos. arauto digno de louvores. as nuvens trovejam. ó (deus) de muitas faces. 7. queima contra os feiticeiros. afugenta os Rakṣas. 8. riqueza que possa durar toda a vida. e. ó Agni. um sábio. Agni. Isto é. enchem a bolsa de couro (a nuvem) no útero da (atmosfera) inferior. o filho jovem da força. apresenta palavras purificadas. ADHYĀYA 5.

das cerimônias da assembleia. e dois funcionários denominados Sadasya e Śamitṛ. diretores. 8. manifestando tua própria soberania. Varga 31. enfrentando-o.) enfrentaste. Indra. tu derrubaste Vṛtra do céu. manifestando tua própria soberania. tua bravura é indiscutível. 2 . no templo. manejador do raio. exultante. 9. prakaṭayam: svasya svāmitvam prakaṭayam. cem (sábios) o glorificam repetidamente. com habilidade (superior). então. Teu raio não pode falhar. com seu raio de cem gumes. como seu equivalente. provavelmente. de fato. quando. 10. 3 O comentador diz que ele foi trazido do céu pela Gāyatrī. (Agora) solta a chuva limitada pelo vento. O primeiro termo geralmente significa adorando. 11. Tu cortaste Vṛtra a partir da terra. Mil6 mortais o adoraram. Varga 29. com seu raio. Indra.4 manifestando tua própria soberania. manifestando sua própria soberania. manifestando tua própria soberania. em tua força. tendo as asas de um falcão. Varga 30. 5. Ahi da terra. O refrão dessa e de todas as outras estrofes desse hino é arcann anu svarājyam. ataca. a oblação é erguida. Vṛtra não intimidou Indra com seu tremor. o raio de ferro de muitos gumes caiu sobre ele. foi mostrada nos céus. por teu vigor. o queixo do tremente Vṛtra. com teu raio. vinte7 cantaram hinos (em seu louvor). Aquele suco Soma extremamente estimulante. libertando as águas para fluir. ele libertou as águas. com a qual. quando o sacerdote1 tinha te exaltado dessa maneira (por meio de louvor). de modo que. juntos. o Yajamāna e sua esposa. subjuga. tendo matado Vṛtra. Indra. o que faz trovejar. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é Gotama. Apressa-te. manifestando tua própria soberania. aquele que faz trovejar. O furioso Indra. que foi trazido pelo falcão. 1. determinada a matar Ahi. honrando. Indra o atingiu. a força de Vṛtra.249 Hino 80. que o comentador interpreta como o Brâmane. Vṛtra e o raio (que ele lançou). 12. manifestando tua própria soberania. te animou. a tua força. por causa da tua ira. tornando manifesto seu próprio domínio ou supremacia. Indra superou. a métrica é Paṅkti. 4 O comentário diz que Vṛtra tinha assumido a forma de um veado. manifestando sua própria soberania. grande é sua coragem. Esse céu e a terra tremeram. 6. Indra conduzido em nuvem.3 (do céu). 13. mas nada mais a respeito desse incidente ocorre. 1 O Brahmā. golpeou. 4. e. Assim. Poderoso manejador do raio. visto que tu. manifestando tua própria soberania. e o estimulante suco Soma (tinha sido bebido). manifestando tua própria soberania. com sua força. (Indra) manifestando sua própria soberania. e do céu. não do culto. Mata Vṛtra.] 7 Os dezesseis sacerdotes empregados em um sacrifício. 7. 6 [O mesmo como na nota acima. mas o comentador apresenta. Quando tu (Indra. destrói homens. A força está depositada em teus braços. sustentadora de vida. mataste aquele cervo enganador. mas o deus é Indra. tu expulsaste. ou seu clamor. tu mataste Vṛtra por tua destreza. quando derramado. acompanhado pelos Maruts. deseja fornecer os meios de sustento para seus amigos.2 2. tua força. e manifestando sua própria soberania. ganha as águas. manifestando tua própria soberania. 5 Colocado em lugar de qualquer número indefinido. como antes . Teus raios se espalharam amplamente sobre noventa e nove rios: 5 notável é tua destreza. 3.

10 A grande serpente Ahi. 4. o golpeaste. com toda a certeza. busca a prosperidade para os amigos. o mais poderoso armado com o trovão. um dos demônios da seca. Indra derrotou o poder de Vṛtra. 7. 5. a menção de quem.11 alegrou a ti. manifestando sua própria soberania. Do mesmo modo como antigamente. todas as coisas. louvando o teu próprio domínio imperial. A coragem. Ao longe sobre noventa grandes rios13 os teus raios foram lançados amplamente. avançando no inimigo. Que essas águas que nutrem a vida fluam acompanhadas pela hoste Marut. poder invicto é teu.8 em sua força? Pois nele os deuses têm concentrado riquezas. ele matou Vṛtra e libertou as torrentes. suas oblações e seus hinos eram. 11 É dito que o Soma foi trazido do céu por um falcão. é um Ṛṣi famoso. ou o pai Manus. faze as águas tuas.250 14. Com o raio de cem juntas Indra o golpeou nas costas. manifestando tua própria soberania. Louvam-no mil de uma só vez. manifestando sua própria soberania. subsequentemente. enquanto se regozijando no suco. todos.12 louvando o teu próprio domínio imperial. Indra. enfrenta o inimigo. que em tua força. Indra. ou Dadhīci. e libertou as águas desobstruídas para correr. é tua força: para Vṛtra. grandioso. Dadhyac. congregados naquele Indra. louvando o teu próprio domínio imperial. para Indra a oração tem sido exclamada. ó Trovejador. residindo) longe. o filho de Atharvan. 15. louvando o seu próprio domínio imperial. 8 A expressão é muito elíptica. bateu impetuoso nas costas do tremente Vṛtra. assim. e a força está estabelecida em teus braços. Indra. Manuṣ pitā. Indra. trazida pelo Falcão. louvando o seu próprio domínio imperial. 6. 12 O demônio Vṛtra. Índice ◄►Hino 81 (Wilson) ____________________ Hino 80. 2. 3. e. louvando o teu próprio domínio imperial. pela tua fúria. Avança. – poder com poder mais forte. tremeram. 16. Compare com 1. O comentador completa a sentença como no texto. teu raio de trovão não é impedido.6. literalmente: que – com vigor – longe. ou Dadhyac9 se empenhassem. expulsaste pela força o Dragão10 da terra. Manus sendo o progenitor de toda a humanidade. Indra (Griffith) 1. em qualquer ato de culto que Atharvan. Lançador da Pedra. móveis ou imóveis. e veneração. em alegria selvagem o Brahman te exaltou: Tu.93. e poder. Tu golpeaste Vṛtra da terra. 9. manejador do raio. é o teu poder de herói. louvando o seu próprio domínio imperial. Desse modo no Soma. louvando o teu próprio domínio imperial. A poderosa dose de Soma derramando-se. Centenas têm cantado alto para ele. tu derrubaste Vṛtra das torrentes. sê valente. o onipresente Indra. até Tvaṣṭṛ tremeu de medo. Aquele que faz trovejar. 8. 10. louvando o teu próprio domínio imperial. O furioso Indra com seu raio de trovão. Quem (conhece a ele. vinte gritam o hino de louvor. 9 . ocorre mais de uma vez. louvando o seu próprio domínio imperial. ko vīryā paraḥ. Indra. Ao teu grito. pois tu com tua força insuperável mataste o animal traiçoeiro. 13 As muitas águas obstruídas por Vṛtra. do céu. sendo. Nós não conhecemos. Essa foi a sua façanha valorosa.

ó Armado com o Trovão. até mesmo esse grande Par de Mundos tremeu de pavor pela tua ira. cingido de Maruts. desejoso de matar o Dragão.251 11. qualquer rito que Atharvan. Sobre ele aquele raio de ferro caiu violentamente com suas mil pontas. louvando o seu próprio domínio imperial. louvando o seu próprio domínio imperial. o que faz trovejar. louvando o teu próprio domínio imperial. louvando o seu próprio domínio imperial. Sim. perspicácia. nele. Manus ou Manu é o progenitor da humanidade. 15 O refrão: ‘louvando o seu próprio domínio imperial’ não está sempre em conexão sintática com o verso do qual ele forma a conclusão. 12. Dadhyac14 realizavam. foi estabelecido firme no céu. força e poder. Não há. em nosso conhecimento. Manus pai de todos. Mas Vṛtra não amedrontou Indra com seu tremor ou seu rugido de trovão. Indra. a prece e louvor deles juntos naquele Indra se reúnem. Dadhyac é filho dele. 15. os deuses têm acumulado virilidade. Continuamente. ó Indra.15 Índice ◄►Hino 81 (Griffith) ____________________ 14 Atharvan é o sacerdote que inicialmente obteve fogo e ofereceu Soma e preces para os Deuses. 13. Quando com o trovão tu fizeste teu dardo e Vṛtra se encontrarem em guerra. até Tvaṣṭar estremeceu pela tua ira e tremeu de medo por causa de ti. . quando. o teu poder. como antigamente. tu mataste Vṛtra com tua força. 14. alguém que ultrapasse Indra em sua força. louvando o teu próprio domínio imperial. Quando no teu grito. 16. todas as coisas fixas e móveis estremeceram. louvando o teu próprio domínio imperial.

Varga 1. Tu. Indra. Pois tu. Traze a riqueza deles para nós. – ‘uma divindade. obtendo vigor por meio de louvor. Indra (Wilson) (Sexto Adhyāya. sabes quais são as riquezas daqueles homens que não fazem oferendas. aumenta’. 1. Ele encheu o espaço da terra e do firmamento. Distribui tua prosperidade. Indra. com as duas mãos. 6. ou nascerá. 5. que devolve para o dador (de oblações) o alimento que é apropriado para mortais. Quando surge a batalha. Varga 2. tuas criaturas. tu és o exaltador dos humildes. para (a nossa) prosperidade. quando recebendo frequente alegria (por causa das nossas libações). 9. Indra: tu tens mantido o universo. 8. muitas centenas (de tipos) de tesouro: afia (os nossos intelectos). 3. Que Indra. Índice ◄►Hino 82 (Wilson) ____________________ 1 O comentador explica isso. tendo um belo queixo. Sūkta VIII) O Ṛṣi. . embora ‘aumenta’ seja a tradução literal de pravardhate. (com sua glória). para que eu possa obter (uma parte) das tuas riquezas. pois tua riqueza é abundante. os que humilham o orgulho (do inimigo). tem sido aumentado. Essas. tu dás (riquezas) para o adorador que te oferece oblações. Nós sabemos que tu (és) o possuidor de vastas riquezas. para que tu possas destruir um. 7. Indra. Sê. Atrela teus cavalos. em afluência. Pega. Ninguém semelhante a ti jamais nasceu. Coloca-nos. O justo realizador de atos (virtuosos) é o doador de rebanhos de gado para nós. senhor de todos. Poderoso através de sacrifício. pela (adoração dos) homens. partilhando do alimento sacrifical. o protetor. portanto. 2.252 Hino 81. ó herói. Indra tem aumentado sua força. se torna mais forte e poderosa. e enriquecer o outro. o matador de Vṛtra. da libação derramada. em força e satisfação.1 Nós o invocamos em grandes conflitos. e dirigimos a ti nossos desejos. Indra. como antes. ele empunha o raio de ferro em suas mãos contíguas. traze-nos opulência. a riqueza passa para o vitorioso. junto conosco. ele fixou as constelações no céu. A noção é bastante clara. e possuindo corcéis (brilhantes). que é abundante. deus e métrica. Desfruta. cuidam (das oblações) que podem ser compartilhadas por todos. temível (para inimigos). herói. De aparência agradável. isto é. para (o aumento da nossa) força e bem-estar. mas. Que ele nos defenda em batalhas. Indra. nosso protetor. ela expressa seu significado apenas incompletamente. Continuação do Anuvāka 13. 4. tu és o concessor de muitos saques. assim como nos pequenos. és uma hoste. conceda (esse alimento) para nós.

Herói. sublime. 5.253 Hino 81. como Senhor. e nos traze riqueza. Índice ◄►Hino 82 (Griffith) ____________________ 2 3 Os sacerdotes ministrantes que exaltam e fortalecem com oblações. ele tem se desenvolvido em força. Teus adoradores aqui. Atrela os teus Baios que correm selvagemente. ninguém como tu. de queixo forte. como ele quer. Fortalecendo até os fracos. Indra (Griffith) 1. Ele encheu a atmosfera terrestre e pôs as luzes no céu. o saque é colocado diante do corajoso. Descobre tu. Herói. em cada momento de êxtase nos dá rebanhos de vacas. mantêm para ti tudo o que é digno da tua escolha. Tu. 4. Reúne em ambas as tuas mãos para nós tesouros de muitas centenas de tipos. forneça a sua ajuda para nós. és um guerreiro. à alegria e força. Senhor dos Cavalos Baios. tu és dador de abundantes despojos. Ninguém como tu jamais nasceu. Indra. Tu cresceste poderoso sobre todos. o nosso Protetor. de fato. Ele. faze-nos ricos. de coração honrado. a ti nós enviamos os desejos dos nossos corações: sê. Essas pessoas. . A quem tu matarás e a quem enriquecerás? Ó Indra. Revigora-te. nascerá. a ele. Os homens2 têm elevado Indra. Nós sabemos que tu és Senhor de grande riqueza. 9. tu dás ampla riqueza ao ofertante. o matador de Vṛtra. Quando guerra e batalhas estão em andamento. Poderoso através da sabedoria. 8. 2. Torna-nos perspicazes. ele nas mãos unidas por causa de glória empunhou seu raio de ferro. Que ele que dá para o ofertante o alimento sustentador de homens do inimigo. 3. com o suco derramado em busca de generosidade e de força. portanto. 7. tu ajudas o sacrificador. nós invocamos em batalhas sejam grandes ou pequenas: que ele seja o nosso apoio em atos de poder.3 Indra. terrível. Indra. Distribui – abundante é a tua riqueza – para que eu possa compartilhar da tua generosidade. a riqueza dos homens que não oferecem presentes: traze para nós aquela riqueza deles. 6.

1 Visto que tu tens nos inspirado com discurso correto. Isto é. a métrica é Paṅkti. que olhas benignamente (para todos). (em teu carro). Desse modo. dirige-te. e ouve os nossos louvores. 4. atrela teus cavalos. atrela teus cavalos rapidamente. 5. 3 Indra. 1 2 . sábios autoiluminados têm te glorificado com pensamentos louváveis. Portanto. Indra. Louvado desse modo por nós. Os sucos derramados e excitantes têm animado a ti. Índice ◄►Hino 83 (Wilson) ____________________ Hino 82. Parte. Agora. e. Aproxima-te. Indra (Griffith) 1. 3. agora. Indra. 1. Pātraṃ hāriyojanaṃ. o nome de uma mistura de cevada frita. atrela teus cavalos rapidamente. dirige-te. ou outro grão. Indra. Agora. Ele em verdade subirá no carro poderoso que encontra as vacas. com tua esposa. 2. os amigos têm surgido e ido embora. cheio de tesouro. 4 Os adoradores. junge teus dois Cavalos Baios. Maghavan. Indra. em tua carruagem. junge teus dois Cavalos Baios. Maghavan.2 Rapidamente. não sejas diferente (do que tu tens sido até agora). Varga 3.3 não sejas negligente. Que ele suba naquela carruagem que derrama (bênçãos). que teus corcéis sejam atrelados à esquerda e à direita. Ouve com benevolência nossas músicas. que pensa sobre a tigela bem cheia. Indra (Wilson) (Sūkta IX) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. Eles4 têm comido bem e se regozijado. Realizador de muitos atos (sagrados). (Teus adoradores) têm comido o alimento que tu tens dado. manejador do raio. e têm se regozijado. 2. até a tua amada esposa. um prato ou pátera cheio de hariyojana. Indra. quando alegrado pelo alimento (sacrifical). Maghavan. Indra.254 Hino 82. nós reverenciaremos a ti que és tão belo de se olhar. 3. atrela teus cavalos rapidamente. e que fornece o recipiente cheio da mistura de suco Soma e grãos. 6. Como tu nos fizeste cheios de alegria e nos deixas solicitar-te. tu és solicitado com ele. cheio de nutrição. junge teus dois Cavalos Baios. Glorificado dessa maneira. regozija-te. Portanto. Agora. e concede gado. na qual ela é Jagatī. Eu arreio teus corcéis de crina longa com preces (sagradas). junge teus dois Cavalos Baios. e têm tremido através dos (corpos) preciosos deles. 4. e suco Soma. Indra. não sejas o contrário daquele deus auspicioso que tu tens sido sempre para nós. toma as rédeas em tuas mãos. atrela teus cavalos. o que atrela os Corcéis Fulvos. vem agora com o carro fartamente carregado de acordo com nosso desejo. Nós te louvamos. Maghavan. o rico e generoso. Rapidamente. exceto na última estrofe. de acordo com Sāyaṇa. em direção àqueles que desejam a tua presença. Os sábios luminosos em si mesmos têm te louvado com o hino mais recente deles.

‘os deuses levam aquele que é satisfeito. de modo que (o sacrificador). bem satisfeitos ao verem-na cheia com a libação planejada. Desse modo avaḥ paśyanti. Atharvan descobriu primeiro. para a concha sacrifical. 1 . Quem é levado? E para onde? A concha. são acrescentados pelo comentário. o caminho (do gado roubado). Os deuses a transportam. Enriquece-o com bens abundantes. O texto. Os Aṅgirasas prepararam primeiro (para Indra). teus Corcéis sejam atrelados à direita e esquerda. como os rios inconscientes1 fluem. colocados juntos em conchas. pela libação. nasceu. nós encontramos colocações forçadas. desejosos que lhes seja apresentada. tem somente ‘como luz difusa’.3 Atharvan recuperou o gado. Índice ◄►Hino 83 (Griffith) ____________________ Hino 83. como noivos (anseiam por suas noivas). para o oceano. O mesmo caráter de brevidade e obscuridade permeia todo o hino. (o adoraram) com um rito muito sagrado. 5. mas parece preferível compreender o prefixo vi em seu sentido de privação. cheia com a oblação. que olham para baixo. e é próspero: pois. de todas as direções. o altar. Indra. Indra. 6. derramando oblações (para ti). (para o altar). para o sacrificador. Mas isso significa. é dito. (e reside) em uma mansão onde há cavalos. como é habitual nas métricas mais elaboradas. e oferecidos conjuntamente para ti. o que faz trovejar. a métrica é Jagat ī. como noivos se deleitam’. As doses de suco excitante derramadas te alegram: tu. e deseja por eles. transformadas imperfeitamente em algo inteligível. 4. comentário acrescenta ‘desce para a terra’. Senhor dos Cem Poderes. palavras de louvor sagrado com ambos (o grão e a manteiga da oblação).2 3. tens te regozijado com Pūṣan e tua Esposa. Com a prece sagrada eu uno teu par de Baios de crina longa: vem para cá. como diz o comentador. por (movimentos) progressivos. aproxima-te da tua amada Esposa. 2 Nessa estrofe. tu os seguras em ambas as tuas mãos. composta de cavalos. Que. ‘o sol apareceu. por meio de sacrifícios. permanece (empenhado) no teu culto. 2. junge teus dois Cavalos Baios. imperturbado. ou por movimentos progressivos. Indra. e vacas. pois não é muito inteligível como as águas deveriam conceder. Com os quais no êxtase do suco. O homem que é bem protegido. 1. ‘os deuses’. além disso. Indra (Wilson) (Sūkta X) Ṛṣi e deus como antes. Varga 4. eles. Na frase seguinte. Agora. O epíteto é explicado. com fogo aceso. é o primeiro que vai para (aquela onde há) vacas. o apreciador de atos virtuosos. ‘eles olham para baixo’. por teus cuidados. como a luz difusa (desce para a terra). obtiveram toda a riqueza de Paṇi. assim eles (os deuses) olham para baixo (para ela). 3 Ājani. e alusões elípticas e obscuras. o alimento sacrifical. ou mesmo possuir. nós temos. os instituidores (da cerimônia). e então. ou em uma direção leste. pelas adições do comentador. assim como a noiva ou donzela. pelo comentador ‘as fontes de conhecimento excelente’.255 5. poder auspicioso é concedido. De modo semelhante como as águas brilhantes fluem para a concha sacrifical. Tu tens associado. então o sol brilhante. é tornado específico por acrescentar devāḥ. para iluminar o caminho para a caverna onde as vacas estavam escondidas’. inteligência. e (outros) animais. Kāvya Āpo * vicetasaḥ. e estão impacientes para desfrutar dela.

o qual também identifica Kāvya com Uśanas. guardião da Lei. se o sacerdote repete o (verso) sagrado. Quando a erva sagrada é aparada para auxiliar o trabalho auspicioso. Índice ◄►Hino 84 (Griffith) ____________________ Com Indra. e o último. Veja 1. contudo. surgiu o Sol amoroso. de acordo com o comentário. os deuses levam o homem piedoso até eles: como pretendentes eles se deleitam com quem ama oração. Bênção louvável tu tens colocado sobre o par que te serve com concha erguida. com Bhṛgu. quando a pedra ressoa como se fosse um cantor hábil em louvor. 6. 3. em todas essas ocasiões. Indra (Griffith) 1. 5 O texto tem somente mithunā. se a pedra (que espreme o suco Soma) soa como o sacerdote que repete o hino.7 então. A palavra aparentemente significa aqui o oferecedor do sacrifício e sua esposa. que participava da cerimônia.51. 9 O sentido da última metade do segundo verso é obscuro. Atharvan primeiro através de sacrifícios planejou os caminhos. Primeiro os Aṅgirases ganharam força vital para si mesmos.6 o gado. segue em primeiro lugar na riqueza de cavalos e de vacas.9 6. 4. Os homens juntos encontraram a riqueza acumulada de Paṇi. Veja Ehni. 2. cujos fogos foram acesos através de boas ações e sacrifícios. Índice ◄►Hino 84 (Wilson) ____________________ Hino 83. Com a mais ampla riqueza tu o enches. talvez significando. – Indra de fato se deleita quando esses se aproximam dele. e a profusão de cavalos e de vacas.5 Não contido ele habita e prospera em tua lei. Ludwig a traduz: ‘Busquemos obter por meio de sacrifício a imortalidade que surgiu de Yama’. bem protegido pela tua ajuda. 5. p. Der Mythus des Yama. Vamos honrar com oferendas o nascimento do imortal Yama. 8 Um célebre Ṛṣi antigo. o homem mortal. Se a erva sagrada é cortada (para o rito) que traz bênçãos.4 Vamos adorar o imortal (Indra). como as águas de todos os lados vistas claramente de longe enchem totalmente o Sindhu. teu poder traz bênção para o sacrificador que derrama presentes. 62.10. 4 . Uśanā Kāvya8 conduziu o rebanho diretamente para cá. 6 O demônio avaro que retém a chuva. Indra. 7 Para o Sol nascente percorrer. somente que Uśanas era da família de Bhṛgu.256 (Uśanas) estava associado com ele. Yama parece aqui representar o Sol nascente. no sacrifício (brilhante). Sāyaṇa a explica como os grãos e a manteiga da oblação. que nasceu para reprimir (os Asuras). Indra se regozija. homem e mulher. As Águas celestiais não se aproximam da taça sacerdotal: elas somente olham para baixo e veem o quão longe o ar está expandido. um casal. ou o hino faz a sua voz de louvor soar para o céu.

Indra. recitem hinos (em seu louvor). – como um exemplo para posteriores (adversários). 2. mas a métrica é diversificada. Ó!1 8. residindo conforme. tu atrelas teus cavalos. pois teus cavalos foram atrelados por oração. 7. rapidamente. – permanecendo (em seus estábulos). que as gotas vertidas o alegrem. por meio de seu som. Ofereçam culto. e as próximas três. perguntando o que havia acontecido com ele. Varga 6. as três seguintes. estimulante.257 Hino 84. As vacas brancas bebem do suco Soma doce. 1. que é de bravura irresistível. seu próprio domínio. explicado. é bastante obscuro. uma interjeição de chamado. que são amadas por Indra. na métrica Satobṛhatī. 12. Quando ele pisará. vivia. as vacas leiteiras. foi informado de que a cabeça de cavalo com a qual ele tinha. como se sobre uma cobra enrolada?2 Quando Indra ouvirá os nossos louvores? Ó! 9. com os ossos de Dadhyac. Indra. na Paṅkti. elas celebram suas muitas façanhas. Ó! 10. te ultrapassou. e. O texto é vasvīr anu svarājyam. se regozijam. Indra concede força formidável para aquele que o adora. Bebe. assim derramado. permanecendo (em seus estábulos). eles cobriram a terra inteira. 3 Esse. Que a pedra (que esmaga a Soma) atraia. filho de Atharvan. ou de acordo com. as gotas de qual (bebida) transparente fluem na tua direção. A história parece ter variado da lenda vêdica original. 5. dirigem o raio destrutivo dele contra os inimigos dele. o potente que humilha (teus inimigos). sobe na tua carruagem. como nós teremos oportunidade subsequente para notar (Hino 116). e o vigésimo. Matador de Vṛtra.4 Esse verso e os dois seguintes terminam com o termo não conectado aṅga. Quando. embora de bons cavalos. As primeiras seis estrofes estão na medida Anuṣṭubh. Ele narra que. 11. para Indra. essa libação excelente. na Uṣṇih. para ti. as três próximas. aproxima-te. Que os cavalos dele tragam Indra. na câmara de sacrifício. que constitui o refrão do terceto. na Triṣṭubh. Indra (Wilson) (Sūkta XI) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. ninguém é igual a ti em força. matou noventa vezes nove Vṛtras. por causa de beleza. Aquelas vacas inteligentes reverenciam a bravura dele com a adoração (de seu leite). sobre o homem que não oferece oblações.3 Varga 7. como uma planta espinhosa. mais comumente. literalmente. 2 O texto tem kṣumpa. associadas com o generoso Indra. mas. o qual o comentador interpreta como ‘rápido’. tendo preparado libações. Que a energia te sacie (pela libação). quando ele tinha ido para Svarga. enquanto Dadhyac. Indra. com seu pé. o décimo nono verso está na Bṛhatī. as três seguintes. imortal. para os louvores e sacrifícios de sábios e de homens. 13. como o sol enche o firmamento com seus raios. permanecendo (em seus estábulos). ensinado o 1 . tua mente em direção a nós. uma vez. elas estão expectantes da soberania dele. Varga 5. Ele que sozinho dá prosperidade ao homem que lhe oferece oblações é o soberano indiscutível. Indra. aquelas vacas malhadas diluem o suco Soma com seu leite. 6. Desejosas do contato dele. mas ele é. propriamente. prestem adoração à força superior dele. também chamado Dadhīca ou Dadhīci é um sábio renomado em lenda purânica. não há ninguém melhor auriga do que tu. os Asuras eram intimidados e tranquilizados pela aparência dele. Indra. elas estão expectantes da soberania dele. ninguém. de quem é dito que seus ossos formaram o raio de Indra. Indra. na Gāyatrī. O suco Soma foi espremido. elas estão expectantes da soberania dele. e se nada dele tinha sido deixado para trás. 3. 4. Nesse lugar a história contada pelo comentador também difere um pouco. 4 Dadhyac.

Indra. Quem atrela. 20. Desejando a cabeça do cavalo escondida nas montanhas.258 14. além de ti. de acordo com estações constantes? 7 Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida? Qual sacrificador. – conhecido pelos autores dos Vedas. oferecidas na concha. e favorecido pelos deuses. e gāh por palavras do Veda. que pisam nos corações (de inimigos). que presidem sacrifícios’. isto é. que somos familiarizados com preces. mas isso pode ser lido dhūtayah. 25) acrescenta ‘os raios do sol’. Amigo da humanidade. a qual trata de traduzir kah por Prajāpati. hoje. em cujas bocas há flechas. um dos Ādityas. 7 Ṛtubhirdhruvebhiḥ. 6 Outra interpretação pode ser atribuída a esse verso. aceso por Indra)? Ou o adora com oblações de manteiga clarificada. 16. Quem louva o fogo (sacrifical. 15. de fato. brilhantes. Não há outro concessor de felicidade. assim como de dia”. aparentemente. conhece Indra completamente? 19. sua propriedade. abaladores. O significado da estrofe é. (por medo de inimigos. em vez de quem. empenhado em oferecer oblações. Por isso. e produtivas de felicidade: o adorador que realiza o objetivo de tais preces obtém vida”. emitidas da boca. as divindades que os presidem. que são felicidade (para amigos)? (O sacrificador) que louva sua (realização de seus) deveres obtém vida (longa). “o brilho solar. compondo “Prajāpati combina. e. sendo um dos Ādityas. ou seu povo? 18. os Maruts. e é com relação àquele que a luz dela é derivada do sol. Ou a passagem pode significar ‘oferecidas pelas divindades chamadas Ṛtus. está presente. Quem parte. assistências. a luz de Tvaṣṭṛ. com os ossos da caveira. como explicado de outra maneira. que ele está perto? Que necessidade há de alguém importunar Indra por causa do seu filho. ou.6 17. . ou Ventos. seu elefante. seu corpo. e desse modo dissipa a escuridão à noite. 8 Ūtayah. – que a lua brilhava somente por refletir a luz do sol. Poderoso Indra. De acordo com o Nirukta II. Tvaṣṭṛ é aqui usado em lugar do sol. o comentador. Busca foi feita por ela. não deixes teus benefícios. e sê favorável ao mortal (que te adora). entra na lua. a expressão obscura de um fato astronômico. 6. quando Indra está perto)? Quem é prejudicado (por seus inimigos)? Quem está apavorado? Quem está ciente que Indra está presente? Quem. ele a encontrou em Śaryaṇāvat. essenciais. continuava existente em algum lugar. IV. e ela foi encontrada no lago Śaryaṇāvat. também. nos limites de Kurukṣetra. à lança do carro (de Indra) seus corcéis vigorosos e radiantes. escondido pela noite. 5 O texto tem somente ‘eles encontraram’. agitadores. nessa ocasião. frustrou os nove vezes noventa (ou oitocentos de dez) estratagemas ou artifícios dos Asuras ou Vṛtras. isto é. e. Os (raios solares) encontraram. é um raio do sol (aquele chamado Suṣumṇa) que ilumina a lua. cuja ira é insuportável. Concessor de residências. 8 alguma vez serem prejudiciais para nós. como no texto ‘As Ṛtus são os principais sacrifícios’. hoje. animadoras do coração. com a carga do sacrifício as palavras que são efetivas. Indra matou os Asuras. Indra. eu recito teu louvor. todos os tipos de riquezas. Índice ◄►Hino 85 (Wilson) ____________________ Madhuvidyā para os Aśvins. de acordo com o comentador. não deixes tua tesouraria. no qual Ṛtu pode ter seu sentido comum de ‘estação’. ou. benefícios. seguindo Yāska (Nir. a quem o hino é endereçado. em vez de cavalos. mas ninguém sabia onde. oculta na mansão da lua movente. em vez de Indra. traze para nós. também.5 Varga 8. Assim é dito “os raios de sol são refletidos de volta no orbe aquoso brilhante da lua”. e que é.

12 As vacas. era um Ṛṣi filho de Atharvan. 11. Indra quando oferecido a. O significado do refrão desse terceto (versos 10. prestem reverência ao seu poder supremo. Que o vigor de Indra te encha completamente. boas em sua própria supremacia. 2. Ousado. parece ter estado ligada em sua origem com aquela dos Dadhikrās. como diz a lenda. o mais poderoso.16 aqui na mansão da lua. de fato. O Soma foi espremido para ti.10 5. Isto é. 12) não é muito claro. Dadhyac pode ser a antiga Lua cujos ossos. e que está próximo a. Ele é descrito como tendo a cabeça de um cavalo dada a ele pelos Aśvins. Com os ossos dele ou. 4. que por causa de esplendor se regozijam próximas ao lado do poderoso da Indra. Então realmente eles reconheceram a forma essencial do Touro de Tvaṣṭar. 10. Indra. 11. imortal. 14. matou noventa e nove Vṛtras. Ele. ou Lei Eterna. em uma forma mais recente. as vacas brilhantes11 bebem. irresistível no ataque. é realizado. 10 . bebe. é Indra. Rios do brilhante9 têm fluído para ti aqui na base da santa Lei. se tornam as estrelas com as quais Indra mata os demônios da escuridão. a pedra de prensagem atraia a tua atenção para cá.12 boas em sua própria supremacia. que foi modificada e ampliada em épocas posteriores. perto da moderna Delhi. e aceito por ele em libação. Indra. a qual foi posteriormente cortada por Indra. 14 As nuvens da manhã. 8. As gotas derramadas o tornaram alegre. distante entre as montanhas. excelente. Indra (Griffith) 1. Com os ossos de Dadhyac13 como suas armas. elas seguem rigorosamente suas muitas leis para obter para si mesmas preeminência adequada. 13. alegradora. Aquele que com o suco Soma preparado em meio a muitos honra a ti. honrando o poder vitorioso dele. quando ele morre. A lenda vêdica. Quando ele pisoteará. Com veneração. não há melhor auriga: ninguém te superou em teu poder. ele e seu pai sendo considerados os primeiros fundadores do sacrifício. exalta e fortalece Indra. 15 Um lago dito ser nos limites do distrito chamado Kurukṣetra. o homem que não tem presente para ele? Quando. ou. procurando a cabeça do cavalo. Quando. com certeza. – Indra. Seu par de Corcéis Fulvos traz Indra de poder sem oposição para cá para as canções de louvor dos Ṛṣis e sacrifício realizado por homens. tu atrelas teus corcéis. o soberano de poder irresistível. ordenado por ṛtá. 12. ó Indra. realmente ganha por meio disso um poder extraordinário. Cantem glória agora a Indra. Dadhīca. Matador de Vṛtra. e o incita a lutar com os demônios. Esta libação derramada. isto é. Indra ouvirá nossos cânticos de louvor? 9. Aquele que sozinho concede ao homem mortal que oferece presentes. 7. recitem para ele seus elogios solenes. no lugar onde o sacrifício. 13 Dadhyac. 9 Suco Soma. como uma erva daninha. como o Sol enche o ar com raios. o leite delas. boas em sua própria supremacia. ninguém com bons cavalos te alcançou. citados frequentemente no Veda e descritos como uma espécie de cavalo divino. 6. 11 O leite puro e brilhante que absorve ou bebe o suco Soma com o qual ele é misturado. Que.259 Hino 84. 15. doce para o paladar. O suco Soma assim derramado. As vacas leiteiras estimadas por Indra lançam o raio mortífero dele. teus Cavalos Baios foram atrelados por prece. provavelmente uma personificação do Sol da manhã em seu curso rápido. com a voz dela. ou unido com. os ossos dessa cabeça de cavalo. vem. Indra. Indra matou os Vṛtras ou demônios que impediam a chuva.14 encontrou em Śaryaṇāvān15 o que ele procurava. sobe no teu carro. convertidos em um raio. 3. extremamente sábias. Almejando o toque dele as vacas malhadas misturam o Soma com seu leite.

em nenhum momento. 17 Os sacerdotes zelosos e incansáveis. Não deixes as tuas dádivas copiosas. os sacerdotes.41. que representam os sentimentos do homem que institui o sacrifício. Ó Maghavan. Quem atrela hoje à lança da Ordem os corcéis fortes e impetuosos17 de espírito que não pode ser reprimido. eu falo minhas palavras para ti. seguindo Sāyaṇa: ‘Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida?’ Isso seria bastante inteligível. perfuradores de corações. não há confortador além de ti. O sentido do verso pode ser que quando. 20. tu amante da humanidade. Quem foge? Quem sofre? Quem teme? Quem conhece Indra presente. sua família. que estão atrelados à lança da carruagem da Ordem ou empenhados na realização de sacrifício ordenada pela Lei Eterna. Indra. riqueza e corpo. as brilhantes noites de lugar chegavam. e distribui para nós. . com bocas armadas com flechas. 19 A segunda linha desse verso é traduzida por Wilson. favorecido pelos Deuses. para cá todas as riquezas dos homens. o conhece perfeitamente?19 19.260 16. ó mais poderoso. Quem com oferenda e óleo derramado honra Agni. Tu como um Deus. e concessores de saúde? Viverá por longo tempo aquele que paga ricamente o serviço deles. Veja os Hinos do Atharva-veda. não deixes a tua ajuda salvadora nos faltar. 18 A resposta a essas questões é. com concha cultua em épocas determinadas? Para quem os Deuses trazem oblação rapidamente? Qual ofertante. Indra perto de nós? Quem manda bênção sobre sua descendência. As palavras dos sacerdotes são as flechas com as quais suas bocas estão armadas. de fato abençoas o homem mortal. 20. mas homa (oblação) mal pode suportar a interpretação forçada desse modo sobre ela. os homens reconheciam que a luz era emprestada do Sol. bom Senhor. 17. Índice ◄►Hino 85 (Griffith) ____________________ 16 Uma expressão obscura para o Sol. e os Povos?18 18. depois das chuvas.

soprando sua flauta. Maruts. como combatentes. e se sentem sobre a grama agradável e sagrada. eles o têm inspirado com vigor. Indra empunha o raio bem feito. eles mantêm afastado todo adversário. Que eles. e enviou um oceano de água. 5 Dhamanto vāṇaṃ. eles mantiveram o poço no alto.5 têm conferido. como sua mãe. e os fazedores de boas obras. a terra. e fizeram (para si mesmos).4 e umedecem a terra.) como aves. Sentem-se. tendo. e se regalem com o alimento sacrifical doce. Quando os filhos da terra2 se embelezam com ornamentos. em seus corpos. e de aspecto impressionante. (rapidamente. sobre o largo assento de grama sagrada. a métrica do quinto e décimo segundo versos é Triṣṭubh. Sūkta I) Os deuses são os Maruts. Dhamanta ‘soprando’. que são adorados dignamente. Quando. e. Ele matou Vṛtra. como homens ansiosos por alimento. eles são aqueles que planam (pelo ar). Os munificentes Maruts. glorificando a ele (Indra. vocês atrelam os cervos às suas carruagens. isto é. Eles. venham. 5. a vaca. e partiram a montanha que obstruía seu caminho.261 Hino 85. 1 2 . as águas seguem o caminho deles. para que ele possa realizar grandes feitos em guerra. Todos os seres temem os Maruts. 7. sob aquele símbolo – equivalente a Pṛśni na estrofe anterior. com suas mãos (cheias de coisas boas). Varga 9. o qual o habilidoso Tvaṣṭṛ moldou para ele. 3 Isto é.3 4. 6.1 obtiveram grandiosidade. incapazes de serem derrubados. a chuva segue o vento. eles se deleitam em sacrifícios. os filhos de Rudra. se aplicaria melhor a uma flauta. talvez. os (Maruts) de movimento rápido têm se envolvido em batalhas. de modo semelhante. ambos sendo. eles são os que derrubam (montanhas). se enfeitam como mulheres. os filhos de Pṛśni adquiriram soberania. que moem (as rochas sólidas). (dádivas) desejáveis (para o sacrificador). Por seu poder. uma residência espaçosa. de muitas lâminas. movendo-se velozmente. rápidos como o pensamento. Varga 10. Maruts. a fonte de chuva. eles cresceram (em poder). os filhos de Rudra estabeleceram sua residência no céu. como uma pele. um tipo de harpa eólica. Confiantes em sua própria força. com ornamentos luminosos. Jagatī. uma vīṇā com cem cordas. eles brilham resplandecentes. Ukṣitāsah. dourado. brilham com várias armas. impelindo a nuvem adiante. as gotas caem do (sol) radiante. ou aspergidos com água sagrada pelos deuses. 1.) que merece ser glorificado. O comentador explica vāṇaṃ como uma flauta. – ‘o radiante’. Eles. atrelam os cervos pintalgados aos seus carros. venham. que planam sem obstáculos. como príncipes. para (fornecer) alimento. que são os condutores (da chuva). os tragam (para cá). eles chegaram ao céu por sua grandeza. molhados. Maruts. 4 Aruṣa é o termo do texto. incumbidos do dever de mandar chuva. pelas quais eles promovem o bem-estar da terra e do céu. Aqui eles são chamados de gomātarah. o qual pode ser aplicar ao sol ou ao Agni do relâmpago. 2. 3. Os Maruts. 8. o Ṛṣi. que estão partindo. Maruts (Wilson) (Anuvāka 14. um instrumento de sopro. Como heróis. Que seus corcéis de passos rápidos. 10. com água. Heróis. por quem Viṣṇu defende (o sacrifício) que concede todos os desejos e confere deleite. Gotama. quando alegrados pelo suco Soma. 9. do resto. iniciados pelos deuses.

vocês que resplandecem com suas lanças. 8. satisfazendo o desejo do sábio com (águas) mantenedoras de vida. de longe. Quando. que. 15 Os Maruts. levaram um poço. de Pṛśni ou da nuvem sob esse símbolo. 6. estando sedento. sentaram-se com ele para desfrutar do suco. Cantando sua canção de louvor e gerando poder. Quando. e. 2. poderosos Guerreiros. Sentem-se na grama. a terra ou a nuvem pintada. e em seus membros belos colocam seus ornamentos de ouro. rezou para os Maruts em busca de alívio. também. 8 Os filhos de Rudra. as torrentes avançam da nuvem tempestuosa vermelha escura. como mulheres. ou Deuses da Tempestade. alusão é feita a uma lenda na qual é narrado que o Ṛṣi Gotama. vocês. Maruts. 12 É dito que o carro dos Maruts é puxado por cervos pintalgados ou antílopes. de onde surge prosperidade. por isso. 5. Aqueles que estão resplandecendo. os Filhos de Rudra. os fortes e selvagens. são os filhos de Rudra e P ṛśni. 3. ó Maruts. têm feito o céu e a terra aumentar e crescer: em sacrifícios eles se deleitam. e umedecem. 12. Quando. para o eremitério dele. 14 Viṣṇu preparou o Soma e o levou para Indra. a tropa que envia a chuva. Esse feito é. no alimento agradável.262 11. Em verdade como heróis desejosos de luta eles avançam. Diante dos Maruts toda criatura tem medo: os homens15 são como Reis. subsequentemente. Que seus corcéis que planam rápido os tragam para cá com suas asas velozes. Crescidos à sua força perfeita eles atingiram grandeza. seguindo seus rastros. 6 Os (Maruts) variadamente radiantes vão em seu socorro. Filhos da Vaca.13 um assento largo foi feito para vocês: deleitem-se. Quando Viṣṇu salvou o Soma 14 que traz alegria selvagem. em seu caminho.11 derrubando com sua força até o que nunca é derrubado. 6 . tinham atrelado aos seus carros os cervos pintalgados12 rápidos como pensamento. e nos deem. concedam ao doador (da oblação). Avancem com seus braços. como uma pele. (Hino 116). Eles levaram de través o poço para o lugar (onde o Muni estava). Índice ◄►Hino 86 (Wilson) ____________________ Hino 85. para a luta. fazedores de atos poderosos. e os Maruts. a chuva fertilizante desce. Quando vocês atrelaram aos seus carros os cervos pintalgados. concessores de tudo o que é bom. eles vestiram glória. incitando o raio. corredores velozes. relacionado com os Aśvins. 7. 13 Na grama sagrada cortada e espalhada para os Deuses. eles afugentam todo adversário do seu caminho. Quaisquer bênçãos (que estejam espalhadas) pelos três mundos. os Rudras8 estabeleceram sua morada no céu. riquezas. a nós.7 os Maruts. 7 Os Maruts. e estejam em seu dom. ó Maruts. e borrifaram a água sobre o sedento Gotama. Concedamnas. Fortes em sua força inata à grandeza eles cresceram. 10 As nuvens derramam abundância. os Maruts se sentaram como pássaros em sua amada grama sagrada. andaram até o firmamento e fizeram sua ampla morada. que se dirige a vocês com adoração. a terra com inundações de água.16 terríveis de se ver. ó Maruts. Maruts (Griffith) 1. os filhos que Pṛśni teve.9 eles brilham em trajes luminosos.10 4. 9 Isto é. Nessa e na próxima estrofe. como combatentes que procuram fama eles têm lutado em guerra. 11 As lanças resplandecentes são os lampejos de relâmpago. a abundância flui para baixo. os companheiros de Indra.

em uma frase relativa. da nuvem. e despejaram a fonte para o sedento Gotama. faziam a terra e o céu parecerem maiores e mais amplos. Quando vocês. VARGA 9-10. e.263 9. A própria nuvem sendo chamada de pele por poetas vêdicos (1. como uma pele. Quando esses filhos da vaca (Pṛśni) se adornam com enfeites resplandecentes. na alegria selvagem do Soma fizeram suas façanha gloriosas. 20 A transição súbita da terceira para a segunda pessoa não é incomum nos hinos vêdicos. 3. 12. moldado muito habilmente. – quando. Eles guiaram a nuvem transversa dirigida para cá. os fortes e selvagens. rápidos como o pensamento. 129. 19 O significado dessa frase. eles obtiveram grandeza. bênção. como um reservatório de água. de fato fizeram o céu e a terra crescer. com sua força vigorosa empurraram o poço17 no alto. e dividiram a nuvem em dois embora ela fosse extremamente forte. Eles. guerreiros. eles. 21 Os correntes do (cavalo) vermelho. aos seus carros. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Ele matou Vṛtra. os filhos poderosos de Rudra em seu caminho. isto é. ADHYĀYA 6. a abundância (chuva) flui ao longo dos caminhos deles. deem-nas três vezes mais para o homem que oferta. 18 O Ṛṣi para quem o hino é revelado. AṢṬAKA I. riqueza com filhos nobres. ó Heróis. se deleitam nos sacrifícios. Aqui a nuvem. as hostes valorosas. atrelaram os cervos pintalgados. os Rudras estabeleceram sua sede no céu. por afastarem as nuvens escuras. 16 Isto é. devemos usar a mesma pessoa que a do verbo principal. 1. os filhos de Pṛśni têm se vestido de beleza. Quando crescidos. – 4. com mil gumes. fazendo tremer até mesmo o que é inabalável pela força. 3) torna a comparação ainda mais natural. o fato sendo que onde nós. Estendam as mesmas bênçãos a nós. Indra o recebeu para realizar feitos heroicos. ó Maruts. Aqueles que resplandecem como esposas e companheiros de jugo. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. emitindo sua voz. Eles afugentam todo adversário. Deem-nos. Quando vocês tinham atrelado os cervos pintalgados na frente de seus carros. Enquanto cantando sua canção e aumentando sua força. Quando Tvaṣṭar de mão hábil formou o raio.20 os poderosos. como uma pele na qual a água é mantida e a partir da qual ele é derramada. Índice ◄►Hino 86 (Griffith) ____________________ Hino 85.18 Brilhando com luz variada eles vêm a ele com ajuda: eles com seu poder realizaram o desejo do sábio. Os Maruts. avançam. as torrentes liberadas pelos Maruts. Doadores generosos. ou os próprios Maruts. 10. então as correntes do (cavalo) vermelho avançam: como uma pele21 com água eles molham a terra. arremessando a pedra (raio) na luta. ó Maruts. era originalmente que as tempestades. os poetas vêdicos usam frequentemente a terceira. os brilhantes colocam armas brilhantes em seus corpos. que ocorre com muita frequência. que brilham com suas lanças. HINO 85. fortalecimento. 2. 17 . – 5. e forçou o fluxo de água para fora. dourado. Ela depois toma um sentido mais geral de aumento.19 eles. isto é. os Maruts. umedecem a terra com água. 11.

Que os que planam velozmente. como reis. o trabalhador dos deuses. eles fizeram sua ampla sede. eles cresceram com poder. Viṣṇu veio em seu socorro. os cavalos de asas rápidas os tragam para cá! Venham com seus braços!22 Sentem-se na pilha de grama. aqui deve ser tomado como o amigo e companheiro de Indra. ele matou Vṛtra. ó Maruts! Deem-nos. Alegrem-se. riqueza com filhos heroicos! Índice ◄►Hino 86 (Müller) ____________________ Com seus braços. aqui denotando uma nuvem. 11. O alimento doce é Soma. realizaram o desejo do sábio. como combatentes ávidos por glória eles têm lutado em batalhas. no alimento doce. dourado. especialmente a última. de acordo com Sāyaṇa. 9. 10. de mil gumes. Todos os seres temem os Maruts. Indra o pega para realizar seu feitos varonis. 27 Dhamantah vāṇaṃ é traduzido por Sāyaṇa como tocando lira.264 6. Fortes em si mesmos. seus feitos gloriosos. mas não há autoridade para vāṇa significando lira ou flauta no Veda. ele ajudou Indra em sua batalha contra Vṛtra e na conquista das nuvens. 24 Viṣṇu. isto é. Quando o inteligente Tvaṣṭar25 tinha formado o raio bem-feito. eles derramaram a fonte para o sedento Gotama. Emitindo sua voz27 os generosos Maruts realizaram. 12. Maruts. ó heróis. eles. Os Maruts com belo esplendor se aproximam dele com ajuda. Como heróis realmente sedentos de luta eles avançam por todos os lados. e forçou para fora corrente de água. seria muito apropriada. 8. embora forte. um poço. os Maruts se sentaram como pássaros em seu altar amado. Tal interpretação. Eles empurraram o poço (nuvem) transversalmente nesse caminho.23 7. frequentemente também o artífice e criador. 22 23 . eles fenderam a rocha (nuvem). eles entraram no firmamento. um assento largo foi feito para vocês. cujo personagem nos hinos do Veda é muito diferente daquele assumido por ele em períodos posteriores da religião Hindu. da sua própria maneira. com os braços cheios de presentes. Por seu poder eles empurraram o poço26 no alto. eles são homens terríveis de se ver. 26 Avata. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. 25 Tvaṣṭar. Quando Viṣṇu24 salvou o Soma extasiante. por Benfey como tocando flauta. Quando Indra foi abandonado por todos os deuses. Como os Maruts. enquanto bêbedos de Soma. concedam-nas três vezes mais para o homem que presenteia! Estendam o mesmo para nós.

desejoso de (seu favor). ou animado. Varga 12. 6. Sobre a grama sagrada desse herói Soma é derramado em ritos diários: Louvor e alegria são cantados em voz alta. se tornará o rico possuidor de muitas vacas. é provido dos protetores mais hábeis. e labuta em seu serviço. A libação é derramada para o (grupo de) heróis. 3. Sim. Ó Maruts. Varga 11. Dissipem a escuridão que oculta. 8. 9. 2. afugentem todo (inimigo) devorador. resplandecentes Maruts. mostrem-nos a luz pela qual nós ansiamos. em muitos outonos. Tem os melhores dos guardiões aquele homem em cuja morada vocês bebem. e o hino é repetido. Maruts (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi e deuses os mesmos. (oblações. 2 . Atakṣata.) por muitos anos. Desfrutando da proteção de vocês que veem todas as coisas. Maruts. a métrica é Gāyatrī. no sacrifício. 6. com o brilho (do qual) vocês têm destruído os Rākṣasas. 7. isto é. ouçam o chamado. nós temos oferecido a vocês. 1. vocês têm mostrado seu poder. através da ajuda amorosa dos deuses rápidos. têm excitado. e que (alimento) abundante seja obtido por aquele que os glorifica. Honrados com sacrifício ou com a adoração dos hinos dos sábios. ouçam a invocação dos louvores do adorador com ou (sem) 1 sacrifícios. Que os Maruts. 2. por meio das oferendas deles. 4. descendo do céu. Possuidores de vigor verdadeiro. Maruts. gigantes do céu. a ele que supera todos os homens: que seja dele a força que chega até o Sol. Ó Maruts. Maruts. Possuidores de vigor verdadeiro. Afortunado será aquele mortal. Maruts. e a alegria deles (é estimulada). nós Temos oferecido o nosso sacrifício. Índice ◄►Hino 87 (Wilson) ____________________ Hino 86. vitoriosos sobre todos os homens. Maruts (Griffith) 1. E que ele por quem sacerdotes ministrantes têm afiado 2 a sapiente (tropa de Maruts) caminhe entre pastos lotados de gado. 5. 1 A expressão é ‘com sacrifícios ou’. sejam conhecedores dos desejos daquele que os louva. ó Maruts mais adoráveis. 10. se moverá Em um estábulo rico em vacas. portadores de oblações. 7.3 4. ouçam (os louvores) desse (seu adorador). Pois. têm afiado. 5. Que os fortes Maruts ouçam a ele. 3. que o homem cuja oferenda vocês aceitam seja sempre próspero. 3 Ou seja. o homem forte para quem vocês concederam dar um sábio. O homem em cuja mansão. que devem ser adorados especialmente.265 Hino 86. o ‘sem’ é acrescentado pelo comentador. nos dias estabelecidos. vocês bebem (a libação).

ou do desejo do suplicante. ó Maruts! 3. destruam todo demônio de presa. No altar desse homem forte (aqui) Soma é derramado em sacrifícios diários. o homem poderoso para quem vocês concederam um sábio. como as nuvens de chuva flutuantes passam sobre o sol. façam isso manifesto por sua grandeza: golpeiem O demônio com seu raio. VARGA 11-12. Sim. Escondam a escuridão horrenda. Que seja abençoado. – Max Müller.266 Cujas oferendas vocês transportam. aquele mortal cujas oferendas vocês levam. é um dos muitos nomes atribuídos aos poderes da escuridão e injúria. ó homens de força verdadeira. Façam a luz pela qual nós almejamos! Índice ◄►Hino 87 (Müller) ____________________ 4 Do suplicante que ama e reza para vocês. 8. Ó heróis verdadeiramente fortes. a ele que supera todos os homens.4 9. ó Maruts. portanto significava originalmente um ogro com dentes ou mandíbulas grandes. temos sacrificado em muitas colheitas. vocês conhecem a labuta daquele que canta seu louvor. 5. 1. ADHYĀYA 6. ‘Atrin. Pois nós. que quer dizer dente ou mandíbula. Vocês que tomam conhecimento do suor daquele que os louva. pelas graças dos deuses velozes (os deuses da tempestade). façam isso manifesto com poder! Atinjam o demônio com seu raio! 10. 10. e. Ele é derivado de atra. um devorador’. O desejo do coração daquele que ama. 8. Índice ◄►Hino 87 (Griffith) ____________________ Hino 86. 4. Ó vocês de força verdadeira. 2. Vocês que são propiciados por sacrifícios ou pelas orações do sábio. 5 . Ó vocês de força verdadeira. Ocultem a escuridão horrenda. ele viverá em um estábulo rico em gado. HINO 86. 7. aquele homem em cuja habitação vocês bebem (o Soma). 6. ó Maruts que afugentam. Ó Maruts. A ele que os poderosos Maruts ouçam. que significa attrin. ele de fato tem os melhores guardiões. AṢṬAKA I. ó (filhos) poderosos dos céus. 9. louvor e alegria são cantados.5 Criem a luz pela qual nós ansiamos. afastem de nós todo demônio devorador. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. ouçam o chamado.

Maruts (Griffith) 1. levada por cervos. ou. cheios de força. sempre jovem. como certos raios do sol. a uma parte da efusão da ṛjīṣa. são visíveis (no céu). então. Cantores sonoros. que a língua (de louvor) acompanha a manifestação (invocação dos Maruts). ativos.4 impecáveis. os mais valorosos. 1 Sempre associados em tropas. e livres de medo.2 adorados constantemente. Ou o termo pode significar. eles derramam (as águas).267 Hino 87. na terceira cerimônia diária. 2 . Abordados com louvores. movendo-se rapidamente. para o bom trabalho. Quando. imóveis. métrica Jagat ī. nas partes mais próximas (do firmamento). pois. Maruts. e líderes (das nuvens). 5. como aves. 2. Quando eles reúnem (as nuvens). eles têm derramado (chuva) voluntariamente. uns poucos apenas em número. ele acrescenta. armados com armas brilhantes. ao longo de certo caminho (do céu). a terra treme por causa dos seus movimentos impetuosos. Nós declaramos. eles se tornaram possuidores de uma posição adequada e apropriada para os Maruts. os mais amados. Índice ◄►Hino 88 (Wilson) ____________________ Hino 87. eles adquiriram nomes que devem ser recitados em sacrifícios. impetuosos. significa uma frigideira. e derramadores de chuva. e.3 3. Varga 13. (os Maruts). louvados com hinos pelos sacerdotes. mas aqui o comentador parece considerá-lo como um sinônimo de Soma. alegres. nas libações do Soma. o qual não é explicado muito claramente. nunca humilhados. encorajando Indra no conflito. 6.5 como os céus com estrelas. 4 Por tornarem ricos seus adoradores. são os protetores desse nosso rito. inseparáveis1 participantes da oblação vespertina. Aniquiladores (de adversários). 1. por nosso nascimento de nosso antigo pai. senhores dessa (terra). visto que eles ficaram ao lado. sendo igualmente pura ou transparente. O termo é ṛjīṣiṇaḥ. vocês reúnem as (nuvens) moventes que passam. como uma esposa (cujo marido está ausente). eles demonstram seu poder inerente. ‘tendo a cor de mel’. para o bem-estar (da humanidade). Combinando-se com os raios solares. têm sido participantes satisfeitos do (alimento sacrifical). 4. ou no culto vespertino. voando. os Maruts sendo chamados dessa maneira porque eles têm direito. no uso comum. que são genuínos libertadores do débito. Maruts (Wilson) (Sūkta (III) Ṛṣi e deuses como antes. 3 Madhuvarṇa. A tropa de Maruts é automovente. eles têm se apresentado com ornamentos brilhantes. de grito alto. por seus adornos corporais. entrando em colisão com seus carros. irredutíveis. ‘os adquirentes ou recebedores dos sucos’. Portanto despejem sobre seu adorador a chuva de cor de mel. inconstantes. de acordo com o comentador. e agitando (as rochas sólidas). Ṛjīṣa. Vocês. dotados de grande força. e envolvidos por energia.

6. 3. AṢṬAKA I. mas nunca no sentido de viúva. 1. quando nós vemos o Soma. como pássaros.10 – 5 ‘Refere-se aos Maruts. As nuvens em todos os lugares derramam chuva sobre os seus carros. 5. – Max Müller. descobridora de pecado: assim tu. os inalteráveis. Eles. [Hino 37. 5. abaladores de tudo. Armados com suas espadas. 8 Que os Maruts não têm apenas pṛṣatīs. se agita. Derramem abundância. os que nunca recuam. Portanto. alegres. Hoste Forte.6 Quando. de cor de mel. 3. desse modo ele tem domínio senhoril. 4. impetuosos e não temendo a ninguém. nota 12. Automovente é aquele grupo jovem. os que agitam (as nuvens) têm eles próprios glorificado a grandeza deles. têm se enfeitado com seus ornamentos brilhantes. com lanças brilhantes. então os barris (nuvens) em seus carros pingam em todos os lugares. A terra em suas corridas treme como se fraca e cansada. mas cavalos para os seus carros. Verdadeira és tu. Tu realmente és verdadeira. Nós falamos pela nossa linhagem desde o nosso Pai primordial.8 move-se por si só. por isso ela exerce domínio. serás protetora dessa prece. Dotados de vigor e poder superior. eles haviam se juntado a Indra na labuta do combate. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. os mais amados e mais viris. como os céus com as estrelas. 2. quando em seus caminhos eles jungem seus carros para a vitória. a hoste viril ajudará essa prece. como se estivesse enfraquecida. dotado de força e poder. que são representados como surgindo gradualmente ou apenas mostrando-se. a nossa língua. Por causa das acelerações deles a terra treme. só então eles obtiveram seus nomes sacrificais. HINO 87. gritando. ADHYĀYA 6. 7 Não há autoridade para a explicação de vithurā'-iva de Sāyaṇa. Esplendores eles ganharam por glória. os cantores.7 quando nos caminhos (celestes) eles atrelam (seus cervos) em busca da vitória.268 2. ó Maruts. Quando. Quando vocês viram seu caminho através das fendas. Nós falamos conforme a maneira do nosso velho pai. e nós somos guiados pela tradição recebida dos nossos ancestrais. Eles os alegres. como as cinco estrelas no céu’. e irrepreensível. tu descobres o pecado. Índice ◄►Hino 88 (Griffith) ____________________ Hino 87. VARGA 13. nós vimos antes.] 9 O suco Soma inspira o poeta com eloquência. 6 O suco Soma nos inspira. . eles possuíram o próprio lar amado dos Maruts. eles mesmos admiram seu poderio. rugindo alto. os que rugem. e você derramam a fertilidade (chuva) como mel para aquele que os louva. poucos somente. até agora só poucos em número. investida de poderes. os impetuosos. a terra treme como uma viúva. só então eles receberam seus nomes sagrados.9 quando os cantores (os Maruts) se juntaram a Indra em atos. em qualquer estrada que seja. armados com lanças brilhantes. nos despenhadeiros vocês amontoam a nuvem movente. e homens para celebrar seu louvor. tu és sem defeito. 4. com cavalos malhados. eles que usam anéis brilhantes. raios eles obtiveram. Vithurā ' ocorre várias vezes no Ṛg-Veda. Aquela comitiva jovem (dos Maruts). vocês são como pássaros em qualquer caminho que seja. para aquele que canta o seu louvor. a nossa língua sai à visão do Soma. com os seus cavalos pintados. Maruts.

armados com belos anéis. acelerando juntos. Esses Maruts. pode-se dizer que eles ganharam ao mesmo tempo esplendor e adoradores para cantar seus louvores. e homens para celebrá-los. eles encontraram o domínio amado dos Maruts.11 Índice ◄►Hino 88 (Müller) ____________________ 10 Os Maruts obtiveram honras divinas somente como uma recompensa por ajudarem Indra em sua batalha com o demônio Vṛtra.269 6. o que significa que naquele momento eles se tornaram o que são. obtiveram esplendores por sua glória. armados com punhais. eles obtiveram raios. 11 O significado desse verso conclusivo não é muito claro. o seu próprio lugar entre os deuses que são invocados no sacrifício. e se estabeleceram no que se tornou posteriormente conhecido como o seu próprio domínio. e destemidos. a menos que nós o tomemos como uma continuação do verso anterior. não só isso. Tendo assim obtido o seu verdadeiro caráter e um lugar entre os deuses. Foi dito lá que os Maruts obtiveram seus nomes sagrados depois de terem se juntado a Indra em seu trabalho. .

e destruindo seus inimigos mais poderosos. Com seus corcéis de cor vermelha ou.2 A terra eles têm atingido com a borda da roda do carro. e deram esplendor ao rito para o qual água era essencial.4 Os Gotamas fazendo sua oração com cânticos empurraram para cima a tampa do poço para beber a água. algum peã ou canção de triunfo pertencente aos Gotamas’. quando ele os viu sentados em suas carruagens de rodas douradas. com seus cavalos vermelhos. alados com cavalos. Maruts. 4.1 5. atreladas a corcéis. como aves. Para qual glorificador (dos deuses) eles se dirigem. Varga 14. Índice ◄►Hino 89 (Wilson) ____________________ Hino 88. Fazedores de boas obras. eles têm colocado a pedra em movimento. 2. Virāḍrūpā. ergueram no alto o poço (fornecido) para a sua residência. Como eles agitam florestas. Maruts. Os dias se passaram em volta de vocês e voltaram. Maruts. Brilhante como ouro é aquele que segura o raio. carregadores de carros. ó anelantes. (para vocês) eles promovem sacrifícios grandiosos. por acaso. Por beleza vocês têm espadas sobre seus corpos.] 2 . ó de grande poder. para vocês. 3 Os homens têm espremido o suco Soma e oferecido libações para vocês. Maruts. (oferecendo) oblações com hinos sagrados. 3 4. quando sedentos. Maruts. O portador do trovão ou raio é Indra. Esse é aquele louvor. Os filhos de Gotama. 1. condizente (com os seus méritos). 4 Vārkāryāṃca devīm. da quinta. sem dificuldade. eles sulcam a terra com as rodas das suas carruagens. (hábeis para ganhar) domínio. fulvos que aceleram seus carros. em seu (louvor). armados com armas de ferro. Prastārapaṅkti. em seus carros carregados de raios. do restante. 3. – M. ressoando com doces canções. armados com lanças. O discurso do sacerdote agora os glorificou. Venham para cá. Venham. para trás. como (árvores) altas. para essa prece e para esse culto solene. ó Maruts muito poderosos e bemnascidos. as (armas) ameaçadoras se encontram em seus corpos. (filhos de Gotama). e armados com o raio. adoradores abastados enriquecem a pedra (que mói a planta Soma). Voem para nós com os alimentos mais nobres. Triṣṭubh. e. bem armadas. a métrica da primeira e última estrofes. Dias felizes sobrevieram a vocês. 2. 1 Veja a nota 6 do hino 85. como pássaros. com versos sagrados. de movimento rápido. ‘A suposição mais provável é que vārkāryā era o nome dado a algum hino famoso. como antes. acelerando para lá e para cá. [Veja a nota 8. com suas carruagens brilhantes. visto que (vocês colocaram) alimentos em nossas mãos. eles vêm por glória. desçam. Maruts bem nascidos. fulvos. 3. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e divindade. 6. para o benefício dele? Brilhantes como (ouro) polido. assim que eles possam animar nossos espíritos. (e nos tragam) alimento farto. Por sua causa. glorifica cada um de vocês. Esse hino é conhecido como o mesmo que aquele o qual Gotama recitou. Müller. o qual.270 Hino 88. Maruts (Griffith) 1.

Aquele que detém o machado 6 é brilhante como ouro. ó Maruts bem-nascidos. representada como um poço coberto. de volta para essa prece. no nosso caso. continuadas no verso seguinte. bem como para o famoso hino. vocês poderosos! 2. 1. quando sobre suas rodas douradas ele viu vocês. Maruts. Ou. Em seus corpos há adagas por beleza. Venham para cá. ou. que eles incitem nossas mentes como eles agitam as florestas. como a voz de alguém que ora. 6. a qual é aqui. como o discurso de um suplicante: ele correu livremente das nossas mãos como nossos discursos estão acostumados a fazer. AṢṬAKA I. ó Maruts. pode ser. javalis avançando por todos os lados com presas de ferro. em seus cavalos fulvos que aceleram seus carros. 7 A agitação da pedra pode ser a agitação da pedra para destilar o Soma celestial ou a chuva. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. uma idéia frequentemente recorrente nos hinos do Veda. ó Maruts. Por vocês mesmos. pode ser. esse último particularmente. e esse rito sagrado. a espada ou o raio. Dias se passaram em volta de vocês e voltaram.5 Índice ◄►Hino 89 (Griffith) ____________________ Hino 88. fazendo oração com canções. ou. Em direção a vocês essa dose refrescante do Soma se apressa. O levantamento da tampa do poço para beber significa que eles obtiveram chuva a partir da nuvem. 6 . 4. e alados com cavalos! Voem para nós como aves. Ela se apressa livremente das nossas mãos como essas libações costumam fluir. que os Gotamas há muito são devotados aos Maruts.271 5. uma vez dirigido a eles por Gotama. ADHYĀYA 6. Esse discurso reconfortante avança ressoando em direção a vocês.8 ó falcões. javalis selvagens avançando por todos os lados com presas de ferro. quando ele os viu em rodas douradas. ressoando com belas canções. como antes. ó Maruts. VARGA 14. Eu sigo a tradução de Max Müller que é ‘em grande parte conjetural’. HINO 88. onde é dito que o presente hino é como aquele que Gotama compôs quando viu os Maruts ou falou deles como javalis com presas de ferro. os Gotamas. 5. 3. 8 O sentido da linha inteira parece ser que muitos dias se passaram para os Maruts. se Indra for aqui inferido. em outras palavras. Índice ◄►Hino 114 (Müller) ____________________ 5 Esse verso é muito obscuro. Nenhum hino desse tipo jamais foi conhecido como esse que Gotama cantou para vocês. 6. com o seu melhor alimento. – com o aro da roda do carro eles têm atingido a terra. em seus carros carregados com relâmpagos. empurraram para cima a tampa do poço (a nuvem) para beber. Eles vêm gloriosamente em seus cavalos vermelhos. abastecidos com lanças. os vigorosos (entre vocês) agitam a pedra7 (para destilar Soma). Nenhum hino como esse jamais foi conhecido antes o qual Gotama cantou diante de vocês. e.

especialmente. Garutman. a classe de Maruts. – cuja roda da carruagem é desimpedida. – Bhaga. e que os deuses estendam nossos dias à longevidade. e. de Ariṣṭanemi – aquele que tem armas (nemi) ilesas ou irresistíveis (ariṣṭa). que ouve muito louvor. circundar. o senhor da noite. É duvidoso se nós temos alguma referência ao veículo de Viṣṇu. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. e que a bondosa Sarasvatī nos conceda felicidade. guarde o nosso bem-estar. porque manda chuva e. Asridh. segundo algumas autoridades. não secante. e o céu. Que os deuses. que conhece todas as coisas. ocorreram antes. não molestadas. 5 observadores (de todos). Varuṇa é nomeado a partir de vṛi. desça sobre nós. como uma divindade no céu. a alvorada personificada. frequentadores de sacrifícios. 3 A terra é chamada dessa maneira porque ela produz todas as coisas necessárias à vida. Varga 15. assim que ele (continue) o tranquilo guardião do nosso bem-estar. o outro. Virāṭsthānā. que nós obtenhamos a amizade dos deuses. Aryaman. estejam sempre conosco. ele é. aquele protetor das coisas imóveis. significando filho de Tṛkṣa. que sempre favorece os honestos. e. guarde o nosso bem-estar. secar. que se movem graciosamente.] como o nome de um Prajāpati. aquele medicamento que os Aśvins. no Vāyu Purāṇa. 6. págs. que as pedras que espremem o suco Soma. portanto.3 o (transportem para nós). 304 e 306 da versão em português. isto é. de acordo com Yāska. Garuḍa.272 Hino 89. Soma. Asridh. Ele é chamado. é o nome do patriarca Kaśyapa: o mesmo faz de Tārkṣya um sinônimo de Aruṇa. Que o vento sopre para nós o medicamento agradável. também. o senhor do dia. e radiantes como o sol. mas nos concedendo proteção dia a dia. Aśvins.4 de armas sem mácula. ele é o criador (Hiraṇyagarbha) difundido entre as criaturas que respiram ou vivem. é Jagat ī. que são os filhos de Pṛśni. das últimas três. Dakṣa. Aditi. cercando os perversos com seus laços. 2. Indra. Mas Ariṣṭanemi ocorre. Mas o comentador aqui também explica as funções deles: Bhaga e Mitra são Ādityas. 4 Tārkṣya é um patronímico. Aditi é a mãe dos deuses. da sexta. não se afastando de nós.1 4. 7. 3. como antes. Mitra. no texto. Como Pūṣan sempre tem sido o nosso defensor. indiretamente nutre todas as coisas. Nenhuma outra especificação é dada. que a generosidade dos deuses. cap. que Tārkṣya. aqui incluídos entre os Viśvedevas. para a nossa proteção. Dakṣa é chamado de Prajāpati. mas o hino é dirigido aos Viśvedevas. Que Indra. 4. 1 A maioria desses. que o pai céu. Gotama. Soma é duplo: a planta assim chamada na terra. Que obras auspiciosas. cujos corcéis são cervos pintalgados. Varuṇa. a circunferência de uma roda. porque elas recebem oblações através da boca de Agni. (estabelecidos) na língua de Agni. para o nosso progresso. . os Aśvins. que deve ser propiciado por meio de ritos religiosos. Que a graça benevolente dos deuses (seja nossa). e da sétima. A métrica das primeiras cinco estrofes. como os médicos dos deuses. ou. 54 e 111. imutável. Os Aśvins são assim chamados ou por terem cavalos. vv. que. de sridh. Que os Maruts. e são causadoras de prazer o (tragam para nós). guarde o nosso bem-estar. para o aumento das nossas riquezas. de modo que a passagem pode significar Ariṣṭanemi. Aryaman é o sol. sem obstáculos. e o último é. ou vida. um com umidade. [parte 2. ou. de acordo com o comentador.2 que a mãe terra. 1. Triṣṭubh. ouçam (o nosso pedido). que Pūṣan. ou por permearem todas as coisas. o primeiro pode significar. que devem ser meditados. o filho de Tṛkṣa. com luz. 5. e destruidoras (de inimigos) venham para nós de todos os quadrantes. – que todos os deuses venham para cá para a nossa preservação. 2 Bheṣajaṃ. e a lua. 5 Isso pode ser afirmado de todas as divindades. Nós chamamos aquele senhor dos seres vivos. como ar. como sempre. Varga 16. capaz de criar o mundo. são qualificados para aplicar. Nós os invocamos com um texto antigo.

ouçam isso. ou. Gandharvas. que nós. Deuses. como se encontra no Nirukta III. e vitoriosos.273 8. 9 Bhaga. . o Senhor de tudo o que fica parado ou se move. IV. e nosso Pai Céu. nota 4. Júpiter. 23). 2. o Mestre de toda riqueza. o que é bom. deuses. Varuṇa. Isso também é interpretado como cinco classes de seres.6 10. 6. 4. auspiciosa. [hino 7. que desça sobre nós a generosidade dos deuses justos. conforme Sāyaṇa. 7 Aditi. Aditi. Nós os chamamos para cá com um hino do tempo antigo. com membros firmes e corpos (sadios). significar ou a terra ou a mãe dos deuses. 11 Pitā Dyaus = Pater Zeus. com os nossos ouvidos. crianças. Bhaga.8 Aditi é geração e nascimento. 10 Dakṣa é um poder criativo associado com Aditi e. Que a graça auspiciosa dos Deuses seja nossa. pode.11 e as pedras concessoras de alegria que espremem o suco da Soma. deuses. que os Deuses possam estar sempre conosco para o nosso benefício. 9. Que Tārkṣya12 com aros das rodas ilesos nos torne prósperos: que Bṛhaspati13 nos dê prosperidade. não nos deixem nos tornarmos tão fracos e débeis a ponto de sermos. Aditi é as cinco classes de homens. segundo o comentador. 6 Isto é. Homens. desfrutemos. que nós vejamos. “Aditi é louvada como idêntica ao universo”. Índice ◄►Hino 90 (Wilson) ____________________ Hino 89. Aryaman. Que o vento sopre em direção a nós aquele remédio agradável. o período de vida concedido pelos deuses. e diferentemente na nota 6. Gandharvas (incluindo as Apsaras). e precisarmos do cuidado paterno dos nossos próprios filhos. o hino declara o poder de Aditi (Nir. Serpentes. significando literalmente ‘a independente’ ou ‘a indivisível’. por assim dizer. Aditi7 é o céu. portanto às vezes associado com Prajāpati. nunca enganados. que Indra nos torne prósperos: que Pūṣan nos torne prósperos.10 Mitra. por quem nossos espíritos almejam. nossos guardiões dia a dia incessantes em seus cuidados. que Pūṣan possa promover o aumento da nossa riqueza. Deuses. Ilustre por toda parte. nosso defensor e nosso guarda infalível para o nosso bem. Que poderes auspiciosos venham a nós de todos os lados. de modo que nossos filhos se tornem nossos pais. conceda felicidade. não intervenham. Pitṛs. é um Āditya considerado no Veda como concessor de prosperidade e como instituindo ou presidindo o amor e o casamento. Viśvedevas (Griffith) 1. 3. os Aśvins. Asuras e Rakṣasas. empenhados em seus louvores. enumerado por Yāska entre os deuses da esfera mais elevada. De acordo com Yāska. que vocês. Soma. e Pitṛs. pai e filho. ou. desimpedidos. 13 O Senhor da Prece. Aditi é mãe. A amizade dos deuses nós temos procurado devotamente: assim que os deuses prolonguem a nossa vida para que nós possamos viver. por infligirem enfermidade em nossos corpos. com os nossos olhos. 7. 8 Como citado antes. Que Sarasvatī. Aditi é o firmamento. Visto que cem anos foram estabelecidos (para a vida do homem). inspirador da alma. Aśvins. Nós invocamos por ajuda aquele que reina supremo. 5.9 o amigável Dakṣa. Aditi é todos os deuses. que a Terra nossa Mãe o dê. ou. no meio da nossa existência passageira. objetos de sacrifício. 12 Geralmente descrito como um cavalo divino e provavelmente a personificação do Sol. aqui.] é dito que as cinco classes de homens são as quatro castas e os párias. o que é bom. Que nós ouçamos.

e com os nossos olhos vejamos o que é bom. Não interrompam no meio o nosso período de vida fugaz. levados por cavalos malhados. atinjamos o período de vida atribuído pelos Deuses. Aditi16 é o céu. 16 A Infinita. Aditi é todos os Deuses. glorificando-os. Aditi é a Mãe e o Pai e o Filho. Filhos de Pṛśni. 8.14 brilhantes como o Sol. Cem outonos15 estão diante de nós. 15 . 9. cuja língua é Agni. que visitam ritos sagrados frequentemente. Natureza Infinita. que nós com os nossos ouvidos ouçamos o que é bom. que recebem oblações através de Agni ou fogo. Considerada como a duração natural da vida humana. Índice ◄►Hino 90 (Griffith) ____________________ 14 Ou seja. Aditi é tudo o que nasceu e nascerá. Aditi é os homens de cinco classes. movendo-se em glória. por sua vez. ó Deuses. 10. – que todos os deuses venham para cá para a nossa proteção. ó Santos. dentro de cujo prazo vocês levam nossos corpos à decadência. Deuses. sábios. em cujo espaço de tempo os nossos filhos se tornam pais.274 7. Os Maruts. Com membros e corpos firmes que nós. Aditi é o ar.

Que Vanaspati seja possuidor de doçura para conosco. Que a noite e a manhã sejam encantadoras. Sim. – e Aryaman. Que as ervas produzam doçura para nós. 5. Viṣṇu.1 regozijando-se com os deuses. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e os deuses são os mesmos. ou o deus que está em toda parte. não iludidos. 3. 8. que Viṣṇu de passos largos seja propício para nós. 4. Indra. 5. que o sol seja imbuído de suavidade. por eles andarem a cavalo (evaih). Os ventos trazem doces (recompensas) para o sacrificador. E Aryaman em harmonia com os Deuses. E Bhaga. em sua função de separar o dia da noite. na qual ela é Anuṣṭubh. os rios trazem (águas) doces. que o céu protetor seja agradável para nós. Que Varuṇa com orientação direta. Índice ◄►Hino 91 (Wilson) ____________________ Hino 90. 3 O termo do texto é evayāvaḥ. Que o adorável Indra. 1. Pūṣan. ele que conhece. e Bhaga. que o gado seja doce para nós. Varga 18. Que Varuṇa e o sábio Mitra nos guiem. enriqueçam nossos hinos com vacas. os Maruts. e 8 podem ser lidos como ‘doce’ ou ‘doçura’. concedam. cumprem suas funções todos os dias. os Deuses a serem adorados. Pois eles são os distribuidores de riqueza (no mundo inteiro). o qual é explicado. tornemnos prósperos. 7.275 Hino 90. Deuses Imortais para os homens mortais. felicidade. vocês que seguem seu rumo. que Varuṇa. e Mitra nos guiem. É dito que Viṣṇu é aquele que permeia. Varga 17. 6. 1 É dito que Aryaman é o sol. os Maruts. Que Mitra seja propício para nós. sejam propícios para nós. Afugentando os nossos inimigos. e. e. nunca negligentes. como a tropa de Maruts. Viśvedevas (Griffith) 1. (em direção aos nossos desejos). que são imortais. Pois eles são distribuidores de riquezas. 3. 2. Que eles nos concedam proteção. 2. Que eles. que a região da terra seja cheia de doçura. que Aryaman. que Indra e Bṛhaspati sejam propícios para nós. aniquilando os nossos inimigos. com seu poder Guardam eternamente as leis sagradas. dirijam nossos caminhos de modo (que eles possam levar) à obtenção de boas dádivas. a métrica é Gāyatrī.4 9.2 Maruts. 7. Abençoem-nos com toda prosperidade. Pūṣan. Que eles demarquem o nosso caminho para a felicidade. a nós mortais. pelo comentador. por caminhos diretos. 4 [Todos os adjetivos dos versos 6. Pūṣan. 4.] 2 . exceto na última estrofe. o mesmo é o caso na versão seguinte desse hino. Viṣṇu.3 tornem os nossos ritos revigorantes para o nosso gado. Pūṣan.

caminhando sobre ou percorrendo os três mundos. e Viṣṇu do passo largo formidável. 9. Os ventos sopram coisas doces. assim que as plantas sejam doces para nós. e Varuṇa e Aryaman: Indra. Agradável seja a noite e agradáveis as alvoradas. Amável seja o nosso Pai Céu para nós. 8. . agradável a atmosfera terrestre. Que Mitra seja benevolente para nós. os rios derramam coisas doces para o homem que cumpre a Lei.276 6. Que a árvore alta seja cheia de doces para nós. 7. e Bṛhaspati sejam gentis.5 Índice ◄►Hino 91 (Griffith) ____________________ 5 Como o Sol. e cheio de coisas agradáveis o Sol: Que as nossas vacas leiteiras sejam afáveis para nós.

real Soma. a métrica é Gāyatrī. e conheces todas as coisas. Soma. Soma. bem disposto para conosco. para nós. o concessor de bem-estar. divino Soma. ou o rei (rājā). da calúnia. 4 Soma pode ser considerado como identificável com sacrifício. àquele que te adora. satisfeito com nosso serviço. 1. Soma. e (és notável) por tua grandeza. Tu. o guia dos homens. como gado em pastos novos. e livre de ira. Defende-nos. tu és o sacrifício santo. o deus é Soma. 9.4 Varga 20. nós não morreremos. Se tu quiseres. Dotado de todas as tuas glórias (que são mostradas) por ti no céu.3 ou mesmo o matador de Vṛtra. aproxima-te.277 Hino 91. para que ele possa desfrutar. seja velho ou jovem. Protege-nos. o senhor das plantas. tu és poderoso. tu nos guias ao longo de um caminho correto. tu és o derramador (de benefícios). como homens em suas próprias residências. como brâmane. Gotama. o soberano dos virtuosos. és vida para nós. esse nosso louvor. Soma. 7. aproxima-te. também. ainda. por causa da parte essencial que desempenha nele. 1 [Indu: Griffith. Soma (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é. sê nosso protetor com aqueles auxílios que são fontes de felicidade para o doador (de oblações). protege-nos do pecado. 16. 8. 2 . um amigo excelente. O amigo de alguém como tu nunca pode perecer. que és benigno. 15. és percebido completamente pela nossa compreensão. nós te exaltamos com louvores. Tu concedes. na terra. és o protetor. 3 Satpatistvaṃ rājota. tu és o aumentador de todos. Triṣṭubh. 4. Soma. o aumentador de nutrição. é grandiosa e profunda. O sábio experiente elogia o mortal que. tens sido bem nutrido pelas oferendas sacrificais. 10. o conhecedor de riquezas. nas montanhas. como o aumentador do nosso rito. tua glória. tu. como o amado Mitra. te glorifica. o resto. por tuas bênçãos.] Ou real (rājan) Soma. Que vigor chegue a ti de todos os lados. Varga 21. ilustre 2 Soma. Pela tua orientação. 13. o removedor de doença. tu. Soma. e viver. 12. Tu. por tuas energias. Varga 19. Sê diligente no fornecimento de alimento (para nós). Soma. Cresce. como Aryaman. compondo a frase. de todos os que buscam nos prejudicar. dos brâmanes. Soma. 3. Aceitando esse nosso sacrifício. Varga 22. amante de louvor. Sat pode ser explicado. 11. Soma. 14. 5. Uṣṇih. sê nosso amigo. Indra. Tu. ‘o protetor (pati). Tu. nas plantas. Soma. reside alegremente em nossos corações. tu és o purificador (de todos). Tu. Soma. Soma. Familiarizados com hinos. Veja abaixo. Teus atos são (como aqueles) do real Varuṇa. prosperidade. aceita nossas oblações. Sê para nós. e sê. és o fazedor do bem por meio de atos sagrados. 2. 6. segundo o comentador. da quinta à décima sexta estrofe. 1 os nossos pais virtuosos obtiveram bem-estar entre os deuses. por afeição. a décima sétima. nas águas.

bem satisfeito e não com raiva. Soma.) em combate. ó Soma. aceita. que o nosso sacrifício seja envolvido por todas elas. assíduo em culto. adorável. por teu discernimento és o mais sábio. Àquele que cumpre a lei. aqui identificado com a Lua que ensina aos homens as épocas apropriadas nas quais adorar os Espíritos dos Mortos ou Antepassados divinizados. sim. Que os sucos leitosos fluam em volta de ti. Soma (Griffith) 1. Poucas passagens indicam a primeira distintamente. ao longo do caminho mais reto tu és nosso líder. 20. 7 As tuas leis são as mesmas porque as leis de Varuṇa têm sua origem em ti. 7.5 Índice ◄►Hino 92 (Wilson) ____________________ Hino 91. estando plenamente nutrido.8. Soma. Bem supridos com alimento. 6. Defende-nos (dos nossos inimigos. E energia para que ele possa viver. sê. és preeminente por sabedoria. evidentemente. ó Soma. forte por tuas energias e possuidor de tudo. 23. e. concede. Com todas as tuas glórias na terra. com tua mente brilhante. um amigo. cresce com todas as plantas que se entrelaçam. Teus são os eternos estatutos do Rei Varuṇa. e Soma. tu és poderoso por todos os teus poderes e grandeza. tanto velho quanto jovem. ó Soma. Soma. E. entre Soma. renomado. a nós. e as vacas. tu matador de Vṛtra: Tu és energia auspiciosa. a água. exceto. que ocupa uma residência brilhante. – Com todas essas. Tu. 5. Soma. talvez. que nós prosperemos. 6 Outro nome de Soma. o qual alude à função de dissipar a escuridão por meio da luz. o concessor de chuva. um cavalo veloz. 21. Tu. Veja 1. Quaisquer das tuas glórias que (os homens) cultuem com oblações. triunfante entre hostes. o outorgante de céu. nas montanhas. 4. uma porção de riqueza. nota 9. nossas oferendas. acompanhado por heróis valentes. o não-destruidor de progênie. nascido entre sacrifícios. com luz. Nossos antepassados sábios. Divino e potente Soma. nesse hino. para a nossa imortalidade. que seja teu desejo que nós possamos viver e não possamos morrer: Senhor das plantas amante de louvor tu és. Soma.278 17. a Asclepias ácida. contemplando-te. invencível em batalha. Exultante Soma. grande confusão. tu tens dissipado. célebre na sociedade. Indu. 19. 22. Tu. a Lua.43. Varga 23. por tua orientação. Soma. és o Senhor dos heróis. Vem para as nossas mansões. Nós nos regozijamos. é tua glória.6 distribuíram entre os deuses a sua quota de tesouro. o preservador da força. 2. e vitorioso. hábil em assuntos domésticos. guia dos mortais. 3. como Aryaman. Tu és supremo acima da coragem de (qualquer um dos) dois oponentes (mútuos). e um filho que é competente em afazeres de qualquer natureza. tu tens estendido o vasto firmamento. nas plantas e nas águas. e que é uma honra para seu pai. tu dás felicidade. que és concessor de bem-estar. o Rei. que oferendas sacrificais e vitalidade sejam concentradas no destruidor de inimigos. tens gerado todas essas ervas. proporciona. no céu. a escuridão. Todo-puro tu és como Mitra o amado. 18. para nós.7 nobre e profunda. Soma. Tu. ó real Soma. que nenhum (adversário) te aborreça. Para aquele que oferece (oferendas) Soma dá uma vaca leiteira. por glórias tu és glorioso. . o que transporta (para além das dificuldades). o verso vinte e dois. 5 Há. iguarias excelentes no céu.

vitorioso. hábil em deveres domésticos.11 e essas águas correntes. adequado para assembleia sagrada. Invencível em luta. Enriquecedor. como vacas leiteiras nos prados cobertos de grama. todas essas. ó Soma. 16. por todos os lados daquele que nos ameaça: nunca deixa O amigo de alguém como tu ser prejudicado. 9 . que todas ela envolvam a nossa adoração. tornando próspera a nossa propriedade. vem. Fornece para ambos os lados na luta por despojos. Soma. Deus. curador de doença. De todos os lados que poderes vigorosos se unam em ti: Permanece no lugar de reunião da força. grande através de todos os teus raios de luz. Torna-te. ó Soma. ganhador de luz e água. de acordo com Ludwig que considera Soma como a planta. ó Soma. 13. salvador em batalhas. sê feliz em nossos corações. com teu Espírito Divino.279 8. para reunião de conselho. Tu. 23. ó Soma. protetor com tropas de heróis. com as nossas canções sagradas: Vem até nós. 15. – Com eles mesmos nos protege. tu tens gerado. 14. descobridor de riqueza. Salva-nos da censura caluniosa.9 17. 10. para as nossas casas. Aquelas das tuas glórias que com oblações derramadas os homens honram. E fica perto para nos tornar prósperos. ó mais benevolente. Isto é. obtém para nós uma porção de riquezas.10 e sê Um Amigo de mais fama ilustre para nos tornar prósperos. nascido em meio a hinos. muitíssimo famoso. da angústia: Sê para nós um Amigo bondoso. poupando os valentes. Ó Soma. vencedor. Índice ◄►Hino 92 (Griffith) ____________________ 8 O próprio Soma. Como um homem jovem em sua própria casa. essas vacas leiteiras. Em ti que nutrientes suculentos estejam unidos. Que ninguém te impeça: tu és o Senhor da bravura. O espaçoso firmamento tu tens expandido. 12. vem. Rei Soma. 19. torna-te grande. crescendo para a imortalidade. ó Soma o que mais alegra. Soma. Essas ervas. guarda do nosso acampamento. 20. uma glória para seu pai. um bom amigo para nós. protege-nos. bem abrigado. 10 Através de todos os teus talos [ou filamentos. 21. 11. Protege-nos. ó Soma: ganha as maiores glórias para ti no céu. sê. Com aqueles auxílios encantadores que tu tens. 11 O leite que deve ser misturado com o suco Soma. e vigor imenso subjugador de inimigos. 22. o homem mortal que na tua amizade tem prazer. e poderes. e com luz tu tens dissipado as trevas. ou todas as finas fibras da planta]. um corcel veloz e um homem de conhecimento ativo. Soma. Para aquele que adora Soma dá a vaca leiteira. A ele o Sábio poderoso8 favorece. Soma. Deus Soma. Aceita esse nosso sacrifício e esse nosso louvor. em ti nós nos regozijaremos. sê o ponto central e fonte de todo o poder. Soma. Soma. 9. Doador de riqueza. Bem-hábeis em discurso nós te magnificamos. para o adorador. 18.

assim os raios da alvorada se espalham pelo céu. Nós temos o termo uṣasaḥ. Nirukta. associado com progênie e dependentes. como guerreiros polindo suas armas. Nós cruzamos a fronteira da escuridão. ela tem consumido. 6. 1. O comentador explica a comparação: “Como eles se espalham. e a dadora de alimento. Uṣas. Varga 24. Essas divindades da manhã. o qual é endereçado aos Aśvins. como uma dançarina” (peśāṃsi vapate). Uṣas corta as (trevas) acumuladas. 4.280 Hino 92. Uṣṇih. de raios brilhantes. literalmente. e. Brilhando luminosa. a última. ou se estender. como uma vaca entrega seu úbere (para o ordenhador). 5 ela desnuda seu peito. 1 . (quando satisfeita) por hinos e sacrifícios sagrados. 3. ou cortar. concede-nos alimento. elas viajam diariamente. as partes mais remotas (do céu). Que eu obtenha. e. os gritos de vários animais e pássaros. – como guerreiros4 (com suas armas brilhantes. 3 com seu esplendor inerente. – trazendo todo tipo de alimento para o realizador de boas obras. 5. com armas brilhantes. criadora. ‘como um barbeiro’. a consciência (das criaturas sencientes). ‘criadoras de luz’. Triṣṭubh. as mães 2 (da terra) radiantes e que se adiantam. encantadora em seu esplendor. no plural. o plural é usado apenas honorificamente. como um barbeiro (corta o cabelo). Uṣas devolve a consciência (dos seres vivos). 6 Com o aparecimento da alvorada. na vanguarda da batalha). eles atrelaram (ao seu carro) as vacas vermelhas e facilmente atreladas. 2 Ou mātṛi pode significar simplesmente autora. ou nṛtū pode significar uma dançarina. têm acompanhado o sol glorioso. a métrica dos primeiros quatro versos é Jagat ī. a primeira significando ou escuridão ou elegância. ela se espalha e dissipa a escuridão densa. XII. 7. quando a tradução seria “Uṣas mostra graça. antes da chegada do sol”. e eminente por cavalos e gado. é a frase do texto. a divindade é U ṣas (a Aurora). isto é. iluminando todas as coisas. tropas de escravos. A luz brilhante dela é vista primeiro em direção (ao leste). As líderes femininas (da manhã) iluminam. como sacerdotes consagram o alimento sacrifical em sacrifícios. segundo o comentador. em sua trajetória. para obter favor.6 é louvada pelos descendentes de Gotama. mostras. as divindades da alvorada têm restaurado. A filha brilhante do céu. significando. como uma aduladora. aquela riqueza abundante que concede fama. como antigamente. ao longo da frente da ordem de batalha. 7. do restante. 3 Arcanti. são ouvidos novamente. e as vozes dos homens. derramando luz sobre todo o mundo. Ela consagra sua beleza. 4 O texto tem somente ‘como guerreiros’. elas tornam manifesta a luz na parte leste do firmamento. dos últimos seis. 2. e para o adorador que oferece libações. cultuam. e. com um esforço simultâneo. mas. para o generoso. A filha do céu espera o glorioso sol. a escuridão. e. em vez da personificação singular. Uṣas. que és repleta de riqueza. para o nosso deleite. ou possuir. 5 Nṛtūrivā. dissipa a escuridão. 8. as divindades que presidem a manhã. Varga 25. Aurora (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é Gotama. como o gado se apressa para seus pastos.1 espalharam luz (sobre o mundo). ela se apressa para o leste. Os raios purpúreos projetaram-se prontamente para cima. os céus: mas o termo é usado no sentido de se expandir sobre. a incitadora de vozes agradáveis. ela sorri. posteridade. e é caracterizada por cavalos. – os quais tu. de acordo com Yāska. exceto no último terceto.

favorecendo. com intenções favoráveis. A afluente e adorável Uṣas tem lançado seus raios amplamente. sua carruagem para a nossa residência. – ‘partindo por sua própria vontade’. como no texto. para beber o suco Soma. – que são concessores de felicidade. às vezes. ela brilha com luz. Possuidora de alimento. Que os corcéis. – sentados em uma carruagem dourada. acordando todas as criaturas vivas para seus trabalhos. se estende.281 9. mas explicado por vyādhastrī. despertados na alvorada. Ela ouve a fala de todos dotados de pensamento. Ela tem sido vista iluminando os limites do céu. como a esposa de um caçador cortando e dividindo as aves. como a esposa de um matador de cães. 10. fazendo da noite a irmã da manhã. 18. de fato. destruidores de inimigos. Luminosa Uṣas. os divinos Aśvins. Ela é vista associada com os raios do sol. nos tragam força. da noite. como a noiva do Sol. isto é. a qual contém gado e ouro. Índice ◄►Hino 93 (Wilson) ____________________ 7 Como uma śvaghnī. 14. que têm mandado luz adorável do céu11 para o homem. Svasāraṃ é o único termo no texto. e traze para nós todas as coisas boas. hoje. 9 Yoṣā jārasya. 10 Não prejudicando.10 13. identificados com o sol e a lua.9 12. hoje. expandindo-se com seu resplendor. A divina (Uṣas). O comentador acrescenta noite. que é para nos trazer prosperidade. significando o causador da decadência. é explicado como Sūrya. tendo iluminado o mundo inteiro. Aśvins. desgasta a vida de um mortal. Aśvins. nascida repetidas vezes. A divina e antiga Uṣas. 11. de fala verdadeira. extensa. ou desaparecimento. – e se espalha. ou depois da alvorada. explicado como svayam eva sarantīm. dirijam. como água corrente. sobre essa (cerimônia). literalmente. tragam para cá. em direção ao oeste. 15. o Sol. 8 . possuidora de alimento. Varga 27. os destruidores de inimigos. 11 Os Aśvins são. – como (um vaqueiro conduz) o gado (para o pasto). e levando ao desaparecimento aquela (noite) que se retira espontaneamente. possuidora de vacas e cavalos. de outro modo.7 Varga 26. ou oferendas para os deuses. teus corcéis purpúreos. nós poderíamos compreendê-lo em seu sentido usual de ‘irmã’. Uṣas. atrela. os quais devem ser realizados à luz do dia. aparece aqui. e brilhante com cores imutáveis. Jāra. Uṣas. traze-nos aquela riqueza diversa pela qual nós possamos sustentar filhos e netos. ritos divinos.8 Consumindo as eras da raça humana. 16. desimpedindo cerimônias sagradas. 17.

as Vacas Vermelhas13 eles atrelaram. com suas nuvens brilhantes. como as vacas seu estábulo. que acabaram de dar nascimento ao dia. Idem. A Deusa desgasta a vida dos mortais. Ela.] 19 [amante. Macdonell. Como tintas que enfeitam o Poste em sacrifícios. elas alcançaram seu brilho fulgurante.14 4.20 7. Benfey toma vijaḥ por ‘dados’ e explica a parte da frase como denotando um jogador esperto que manipula os dados por raspá-los. nascida novamente repetidas vezes. a Aurora abriu os portões da escuridão como quando vacas irrompem de seus estábulos”. a filha do céu estende seu brilho”. ao qual as vítimas eram amarradas. a Deusa brilha. tu nos concedes força com progênie e homens.] 22 [aliados.] 25 “Sāyaṇa toma śvaghnī por ‘a esposa de um caçador’. sim. trazendo descanso para o devoto generoso.25 12 As Auroras. ao longo do seu caminho comum para cá de longe. era ungido pelos sacerdotes.21 Aurora. que espreme e oferece libações de suco Soma. Nós vimos o esplendor do seu brilho. todas as coisas para o adorador que derrama o suco.17 6. suas teias de luz está tecendo”. Os Gotamas têm louvado a radiante Filha do céu.] 16 O poste ou pilar sacrifical. Aurora (Griffith) 1.] 20 [para mostrar benevolência. em filhos bravos. As Auroras trouxeram percepção distinta como antes: de tons vermelhos. Idem. Aurora. tropas de escravos. as Mães Vacas. ela compreende a voz de cada adorador. Criando luz para todo o mundo de vida. que eu ganhe aquela riqueza.23 Despertando para o movimento todos os seres vivos.. 15 O significado. a Aurora descerra a escuridão.24 10.] 24 [O último trecho por Macdonell: “Ela despertou a voz de cada pensador”. logo que ele é aberto de manhã cedo. que se espalha e afasta o monstro sombrio. Rapidamente os raios de luz púrpura subiram. e de face bela despertou para nos alegrar. Anciã dos Dias. Nós atravessamos o limite dessa escuridão. na metade leste do ar elas espalharam sua luz brilhante. assim ela descobre seu peito.12 2. Macdonell. incitado adiante por tua força. [líder de ricas dádivas. 3. com suas nuvens vermelhas.22 muito afamada por cavalos.16 a Filha do Céu obteve seu esplendor maravilhoso. Como heróis que preparam suas armas para a guerra. expressado muito obscuramente com uma zeugma rude ou elipse. a Aurora irrompendo novamente traz percepção clara. Dirigindo seus olhares para todo o mundo. 8. e vijaḥ por ‘aves’. Hymns from the Rigveda. A frase vijaḥ iva ā mināti se repete 13 .282 Hino 92. outros animais. Essas Auroras ergueram sua bandeira. As nuvens vermelhas da manhã. do mesmo modo como as vacas deixam o curral ou estábulo no qual elas tinham estado trancadas. 9.] 21 Das aves. é: a Alvorada. enfeitando sua beleza com as mesmas vestes. [Macdonell lê: “Criando luz para todo o mundo. renomada e ampla.. 14 Isto é. Idem.18 Ela como uma aduladora19 sorri em luz por glória. veste seus trajes bordados: como uma vaca entrega seu úbere.] 18 [“A Aurora irrompendo. Idem. fáceis de serem atreladas. Dama auspiciosa. elas vêm para frente vermelhas brilhantes em cor.15 5. Macdonell lê de frente para o olho de Sūrya. abriu ou emergiu da escuridão que a cercava. e homens recentemente despertados. Elas cantam sua música como mulheres ativas em suas tarefas. visível com vacas e cavalos. estendendo-se amplamente com seu olhar brilhante em direção ao oeste. como um hábil caçador cortando aves em pedaços. como uma dançarina.] 23 [Em vez de com seu olhar brilhante em direção ao oeste. 17 [“Como alguém unge o poste em sacrifícios. a líder do encanto das vozes agradáveis. Ó tu que resplandeces em glória extraordinária.

auspiciosamente. tão incertas são suas explicações!” – J. Tu. A expressão pode se aplicar. [Macdonell lê: “Como apostas reduzidas por um jogador hábil”. atrela ao teu carro teus corcéis purpúreos. Ó Aurora enriquecida com ritos sagrados. Original Sanskrit Texts. Ó Aśvins magníficos em ação. Para cá que aqueles que acordam ao amanhecer29 tragam. 26 Diminuindo os dias das criaturas humanas. como um rio corre suas águas. ó Aurora.] 26 A noite. com abundância de cavalos e de vacas Brilha sobre nós neste dia. 27 O Sol. ambos os Deuses dadores de saúde e operadores de milagres. 18. Ó Aśvins. trazidos em caminhos de ouro. Índice ◄►Hino 93 (Griffith) ____________________ em 2. que trouxeram o hino do céu. 15.283 11. onde Sāyaṇa toma vijaḥ por udvejakaḥ.27 12. 14. Vocês. 13. dirijam unânimes Seu carro para a nossa casa rica em vacas e ouro. a Abençoada resplandece estendendo seus raios como vacas. Ela apareceu revelando os limites do céu: para muito longe ela rechaça sua irmã. a Dama brilha com todo o esplendor do seu amante.28 ela é contemplada visível com os raios do sol.5. 28 Sempre obediente à Lei Eterna ou ordem divina do universo. os cavalos dos Aśvins. 29 De acordo com Sāyaṇa. para beber Soma. causa radiante de sons agradáveis. aos sacerdotes que se levantam ao romper do dia para realizar os sacrifícios matinais. Muir. A brilhante. 17. 186. com adequação pelo menos igual. V. uma luz que dá luz ao homem. concede-nos o presente maravilhoso Com o qual nós possamos sustentar filhos e os filhos dos filhos. E então traze para nós todas as alegrias. ‘um importunador’.12. 16. tragam força para cá para nós. . Nunca transgredindo os mandamentos divinos. Ó Aurora enriquecida com ampla riqueza.

pois vocês têm sido (sempre) os principais dos deuses. do restante. alusões alegóricas ao primitivo uso do fogo e da planta Soma em cerimônias religiosas. Uma de caráter mais vêdico é. e defendam de todo mal. e que as nossas vacas. a separação dos quais de Vṛtra foi a causa aproximada da morte dele. por toda a vida dele. Agni e Soma. aqui chamado de Asura. a métrica das três primeiras estrofes é Anuṣṭubh. 1 . as águas deles estavam. cuidem dos nossos cavalos. e chamados por uma invocação comum. 3 A imputação. com progênie. para (a realização de) sacrifício. os adora com manteiga clarificada e oblações: concedam ao homem empenhado (em devoção) extrema felicidade. força (para realizar) ritos religiosos. por Gāyatrī. sejam propícios. fornecendo (leite que produz manteiga para) oblações. agindo juntos. deem ampla (recompensa) para aquele que oferece para vocês dois essa manteiga clarificada. as mulheres. Jagatī ou Triṣṭubh. apresentada: os rios foram poluídos pelo corpo morto de Vṛtra. Agni e Soma. sejam benevolentes para nós. Varga 29. estejam satisfeitos com essas nossas oblações. 3. que somos muito ricos. têm mantido essas constelações no céu. da imputação notória. que aquele que oferece a vocês a oblação de manteiga clarificada desfrute de força perfeita. pela qual vocês levaram as vacas que eram o alimento de Paṇi. vocês libertaram os rios que tinham sido poluídos. Essas são. até que elas foram purificadas por Agni e Soma. 1. Agni e Soma. 2. Agni e Soma. aquele que. um falcão carregou o outro. ou fardo. claramente. 2 Pela destruição de Vṛtra.4 tornando-se vastos através de louvor. de bramanicídio foi incorrido por Indra. com a mente devotada aos deuses. e bons cavalos. impróprias para terem qualquer parte em ritos sagrados. que era um brâmane. o vento trouxe um de vocês do céu. 4 A lenda relata que Vāyu trouxe Agni do céu. Agni e Soma. Agni e Soma. a nuvem envolvente. no topo do Monte Meru. Outro texto é citado. abundância de gado com força perfeita. Deem para nós. pelo desejo de Bhṛgu. para o benefício de muitos. o qual afirma que Agni e Soma são aqueles que são os dois reis dos deuses. Varga 28. o sol foi permitido aparecer no céu. Vocês mataram a prole de Bṛsaya.284 Hino 93. Agni e Soma. 12. ou escuridão reunida. de três. saúde e isenção de mal. e venham até nós. quando realizando um sacrifício. e concedam. derramadores (de desejos). Vocês dois. 5. fiquem satisfeitos. ouçam favoravelmente essa minha invocação. os deuses são Agni e Soma. é dito. Agni e Soma. Agni e Soma.3 6. dotados de riqueza igual. Isso se parece muito com uma lenda purânica. 11. O filho de Tvaṣṭṛ é Vṛtra. e. mas qual culpa ele transferiu para os rios. 7. Triṣṭubh. compartilhem da oblação oferecida. ao matar Vṛtra. É dito que Bṛsaya é um sinônimo de Tvaṣṭṛ.5 10. por oblações ao fogo. concedam. começando com a nona. à força. 4. aceitem cortesmente os meus hinos. e deem felicidade ao doador (da oblação). também. e a ação de Agni e Soma na morte dele é explicada por identificá-los com os dois ares vitais Prāṇa e Apāna. e tornem o nosso sacrifício produtivo de riqueza. na forma de um falcão. protetores prósperos e diligentes. juntos. Agni e Soma. e as árvores. 5 O termo é simplesmente devatrā. e libações do suco Soma. derramadores (de desejos).1 e vocês adquiriram o único corpo luminoso (o sol2). isto é. é (bem) conhecida por nós. àquele que dirige essa prece para vocês dois. Agni e Soma. do topo da montanha. vocês tornaram o mundo amplo. da oitava. para o sacrificador. Gāyatrī. compartilhem dos nossos louvores. Agni-Soma (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi é Gotama. 8. sejam bem nutridas. protejam o sacrifício dele. o qual tinha caído neles. consequentemente. Agni e Soma. Soma foi trazido de Svarga. aquela façanha de vocês. 9.

6 7 . para aquele que os adora com o óleo sagrado Façam resplandecer uma ampla recompensa. De maldição e de opróbrio. Agni e Soma. ágnīṣomāv. Agni e Soma. Agni e Soma. que fornecem leite para ser misturado com o suco Soma. 6. isto é. vocês encontraram a luz. deem ao sacrificador grande felicidade. a única luz para muitos. de Paṇi. trouxe Agni ou fogo do céu. companheiros de riqueza. no caso nominativo. Aceitem de forma amistosa o meu hino. Provem. aceitem-na. 10. 11 Os ricos chefes de família que instituem os sacrifícios. Agni e Soma. ou. com este hino. 3. vocês libertaram os rios que estavam presos em grilhões. essa oblação preparada. Aquele que com óleo e oblação derramada honra. Agni e Soma. Soma. 7. Deem-lhe força heroica. o Falcão arrancou o outro da montanha. desfrutará de grande força.7 o alimento dele. ouçam benevolentemente o meu chamado. toda a sua vida. Mātariśvā. aumento de vacas e cavalos nobres. e o Falcão trouxe Soma da montanha ou nuvem. Concedam-nos boa proteção e auxílio bondoso: concedam saúde e riquezas ao sacrificador. O homem que honra a vocês hoje. ou raios de luz) que o demônio avaro tinha levado e escondido. Agni e Soma. Agni e Soma. Recuperaram as vacas (as nuvens de chuva. aceitem os nossos hinos: Juntos estejam entre os Deuses. e tornem próspero aquele que oferece presentes. com coração dedicado a Deus. 4. e que ela os agrade. e que sejam gordas as nossas vacas que produzem oblações. de Svarga no topo do Monte Meru. fiquem satisfeitos com essas oferendas trazidas para vocês. Invocados juntos.6 o Par poderoso. unidos em operação vocês estabeleceram as luzes brilhantes no céu. 5. Índice ◄►Hino 94 (Griffith) ____________________ Ou.285 Índice ◄►Hino 94 (Wilson) ____________________ Hino 93. Um de vocês Mātariśvan trouxe do céu. diz Sāyaṇa. 9. Agni e Soma. E venham.11 e façam os nossos ritos sagrados serem bem sucedidos. cuidem bem dos nossos cavalos. – protejam seu sacrifício. O homem que oferece óleo sagrado e oferendas queimadas para vocês. 9 Mātariśvan. 2. Agni-Soma (Griffith) 1. famosa é aquela sua destreza com a qual vocês roubaram as vacas. Agni. os dois deuses formando um deus dual. Agni-Soma. ó Agni-Soma.10 Outorguem poder para nós e para os nossos patrocinadores ricos. com filhos. 11. 8. Vocês fizeram a descendência de Bṛsaya8 perecer. 10 Isto é. preservem-no do perigo. Agni e Soma. 12. Agni e Soma. juntos. para perto de nós.9 Fortalecidos por prece sagrada Agni e Soma fizeram para nós um amplo espaço para sacrificar. Poderosos. 8 O nome de um demônio ou inimigo selvagem.

por tua amizade. a métrica das duas últimas estrofes é Triṣṭubh. ele é o Praśāstṛ. Não nos deixa sofrer dano. ou. como (um artífice faz) um carro. Deuses. além da escuridão da noite. e a pobreza nunca se aproxima dele. Agni. compreendam e cumpram as minhas palavras. – Que nós não sejamos prejudicados em. Não nos deixes sofrer dano. e onisciente. o filho de Aṅgiras. embora distante. Não nos deixes sofrer dano. por nascimento. e o Purohita familiar ou hereditário. com nossas mentes. a fonte da) força. os maus e os ímpios. Agni. com os deuses em geral. tua amizade. Aquele por quem tu sacrificas realiza (seus objetivos). na metade posterior da última. tu és superior à alvorada. Não nos deixes sofrer dano.3 Desse modo familiarizado com todas as funções sacerdotais. em três partes da oitava estrofe. todos os que são inimigos. Termina completamente o rito. e. Tu és o sacerdote sacrificante ou o invocador. o que Bṛhaspati é para os deuses.1 2. para prolongar nossas vidas. 4 Devā. Aperfeiçoa o rito. com diferentes divindades. ou Purohita pode ser o mesmo que o Brahmā de uma cerimônia. Suas (chamas) geniais. Para ele que é digno de louvor.4 que a carruagem do oferecedor da oblação seja a principal. seu realizador. Ele é o Adhvaryu. e então provê um (caminho) fácil para o sacrificador que te louva. 9. 7. Agni. ou o sacerdote assim chamado. se espalham por toda parte. ele prospera. Agni. cujo dever é ordenar aos outros sacerdotes o que fazer. as preservadoras da humanidade. Não nos deixes sofrer dano. tu és o principal (apresentador da oferenda). 5. e iluminando (o mundo à noite). Varga 30. como o apresentador das oferendas. por tua amizade. com tuas (armas) fatais. através de ti. pois. Todos os deuses são aqui considerados como apenas partes ou membros de Agni. Tu és de forma graciosa. divino Agni. poderia se pensar que nós tínhamos. ou o Maitrāvaruṇa. Jagatī. Sūkta I) O Ṛṣi é Kutsa. Agni. Essa última oração é o refrão de todas as estrofes exceto das duas finais: sakhye mā riṣāmā vayaṃ tava. ou sacerdote invocador. o diretor (das cerimônias). ele é o Potṛ. O comentador explica isso como mukhya. perto ou longe. segundo o comentador: Protege-nos. – sendo. 1 . Agni. os deuses compartilham das oblações oferecidas. Não nos deixes sofrer dano. e bípedes e quadrúpedes são avivados pelos raios dele. o sacerdote familiar. 5 Pūrva. 6. por tua amizade. 3 Agni é aqui identificado com os principais dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios solenes.2 pois nós os amamos. do resto. nós oferecemos oblações. isto é. Que nós sejamos capazes de te acender. Traze para cá os Ādityas. Agni. isto é. e desfruta de (riqueza. Feliz é a nossa compreensão. pelo comentador. Vence. Tu vês. tu realizas perfeitamente o rito. esse hino. Agni (Wilson) (Anuvāka 15. brilhas como se estivesses próximo. nós construímos. 8. todos os deuses. ou por. para os homens. geralmente chamado de recitador do Yajush. e quando realizar suas funções. por tua amizade. 2 Os filhos de Aditi. na frente de. 1. lembrando-nos de ti nas sucessivas épocas (de culto). aqui. Não nos deixes sofrer dano.286 Hino 94. por tua amizade. associado. por tua amizade. – aqui definido. e. o deus é Agni. ele é o Hotṛ. Não nos deixes sofrer dano. por tua amizade. Agni. quando empenhada na adoração dele. 4. Não nos deixes sofrer dano. Agni. principal: de outro modo.5 que as nossas denúncias subjuguem os perversos. Brilhando com esplendor variado. 3. Nós trazemos combustíveis. Varga 31. por tua amizade. reside livre de agressão. por tua amizade. uma alusão a corridas de carruagem. e igual por todos os lados.

rápidos como o vento. 16. ou firmamento. ou perpetuar. Por Sindhu se deve entender a divindade que preside. com prosperidade que inclui progênie. és louvado (pelos sacerdotes). e que as suas mentes novamente (sejam bondosas) para nós. 10 Entre aqueles que se reuniram para adorá-lo. és o amigo especial dos deuses. Não nos deixes sofrer dano. que és gracioso no sacrifício. por tua amizade. sofrer dano por tua amizade. Que ele seja (enriquecido). 15. e tu envolves as árvores da floresta com uma bandeira de fumaça. Não nos deixes sofrer dano. Divino Agni. que sabes o que é boa sorte. 11. a água corrente. Varuṇa e Aditi foram citados antes. (assíduo) em todas as obras piedosas. Agni. na tua amizade. Não nos deixes.9 Para o bem. O sentido pode ser também: boa. Abaixo de Svargaloka. Agni (Griffith) 1. Extraordinária é a fúria dos Maruts. (Habitantes da região) abaixo (dos céus). com duas exceções. a preservem para nós. sofrer dano por tua amizade. se espalharam em todas as direções. ou identificada com. Não nos deixes. Realiza os nossos pensamentos. quando tu és aceso em tua própria residência. 9 Como um carpinteiro constrói um carro ou carroça. 6 7 . Que nós tenhamos o poder de acender-te. (a floresta) é de fácil acesso para ti. tu. Que esse (teu adorador) desfrute do apoio de Mitra e Varuṇa. até o hino cento e cinco. Agni. pois nós ansiamos por eles. e que Mitra. concedes isenção de pecado. na tua amizade. em sua assembleia.7 Índice ◄►Hino 95 (Wilson) ____________________ Hino 94. e. ou o rio Indus. O homem para quem tu sacrificas prospera. Pelo teu rugido até as aves ficam apavoradas. (Afortunado é o adorador) para quem. 3. Então. indivisível Agni. 2. por tua amizade. possuidor de riquezas. Quando tu atrelas os cavalos brilhantes vermelhos. 14. Ele se torna forte. ou os rios correntes coletivamente. permanece sem um inimigo. é a providência dele ou cuidado amável de nós. traze para cá os Ādityas. nessa ocasião prolonga a nossa existência. Agni. e isso pode significar o oceano. tu. 13. Varga 32. Tu. sofrer danos. propiciado por libações. Agni. Agni. tu dás recompensas e riquezas para o adorador.10 é esse cuidado nosso. a terra. Aditi. Pṛthivī e Div são a terra e o céu personificados. – a quem tu associas com força auspiciosa. Que nós estejamos presentes na tua mais espaçosa câmara de sacrifício. por ti. Agni. Agni. e o céu. ao teu carro. Agni. Varuṇa. significando. na tua amizade. o oceano. quando tuas chamas. Veja 1. teu rugido é como aquele de um touro. Não nos deixes sofrer dano. Não nos deixes.287 10. por tua amizade.1. consumindo a grama. A segunda linha desse verso termina os hinos seguintes. preservar.44. o infortúnio nunca se aproxima dele. qualquer bênção que tenha sido pedida. 12. muito satisfeito. ou no antarikṣa. Para Jātavedas8 digno do nosso louvor nós construiremos com a nossa mente este elogio como se fosse um carro. sofrer danos. Mitra. 8 Agni. Não nos deixes. ganha poder heroico. és o confirmador de todas as riquezas. (brilhante) Agni. Esses são pedidos para honrar. Não nos deixes. sofrer danos.6 nos encorajem. e para as tuas carruagens. ou auspiciosa. Em ti os Deuses comem a oferenda apresentada. Agradável é para ti.

sofrer danos. Não nos deixes. Quando ao teu carro tu atrelaste dois corcéis vermelhos e dois corcéis rubros. na tua amizade. Não nos deixes. 12 . o Vasu dos Vasus. na tua amizade. sofrer danos. Não nos deixes. 12. Deuses. 9. é fácil para ti e o teu carro passarem. 13. tu és o magnífico Amigo dos Deuses. Agni. sofrer danos. Agni convence Mitra e Varuṇa a mandarem a chuva e protege os homens da fúria dos Deuses da Tempestade. que os corações deles sejam voltados para nós novamente. sofrer danos.288 4. Tu com chamas de bandeira de fumaça atacas árvores da floresta. tu fulguras brilhantemente como se ao alcance da mão. Então pelo teu rugido as próprias aves ficam apavoradas. consumindo a grama. quando. lembrando de ti em cada festival sucessivo. Ó Deus. 6. na tua amizade. Ser Eterno. e a Terra e o Céu aceite essa nossa prece. igual por todos os lados. Índice ◄►Hino 95 (Griffith) ____________________ 11 Os raios de luz. a quem tu com força excelente vivificas. Conhecendo todo o trabalho sacerdotal tu o aperfeiçoas. na tua amizade. sofrer danos. prolonga aqui os dias de nossa existência. 13 O melhor da classe de deuses chamados Vasus. protegendo quadrúpede e bípede com seus raios. Então. ou ‘o bom entre os bons’. 15. tu dás riqueza e tesouro para o adorador. sofrer danos. Não nos deixes. na tua amizade. as tuas faíscas voam amplamente para longe. Agni. Esta é tua graça que. 5.12 extraordinária é a ira dos Maruts quando eles descem. embora longe. Não nos deixes. Que Varuṇa. sofrer danos. demônios devoradores. Agni. concedes liberdade de todo pecado com inteireza perfeita. Nós traremos combustíveis e prepararemos oferendas queimadas. Deus. tu que conheces toda boa fortuna. sofrer danos. Agni. na tua amizade. 10.13 belo em sacrifício. Sê benevolente. Não nos deixes. 16. Ele tem o Poder de acalmar Mitra e Varuṇa. que seja o principal o carro daquele que derrama libações. invocado com Soma tu ressoas muitíssimo benigno. Senhor de grandes riquezas. os guardiões do povo. que nós sejamos aqueles para quem tu. 7. purificador. estejam próximos ou muito longe. acelerados pelo vento. na tua amizade. Dessa maneira. o arauto magnífico da Aurora. sofrer danos. na tua amizade. 11. Sob a tua proteção mais ampla que nós vivamos. Então ao cantor dá caminho livre para o sacrifício. Agni. e que o nosso hino prevaleça sobre os homens de coração mau. Agni. tu Diretor. na tua amizade. Os ministros11 dele se movem adiante. na tua amizade. grande Sumo Sacerdote por nascimento. 8. Ouçam esse nosso discurso e o façam prosperar bem. sofrer danos. na tua amizade. Não nos deixes. Agni. Atinge com tuas armas aqueles de palavras e pensamentos maus. e Mitra. 14. tu vês até mesmo através da escuridão da noite. Poderoso és tu. Tu és um Deus. Não nos deixes. Não nos deixes. aceso em tua própria residência. Agni. Agni. Agni. Não nos deixes. Sábio. Agni. teu rugido era como aquele de um touro. Não nos deixes. Tu és o Apresentador e o principal Invocador. com filhos e riqueza. Agni. Realiza o nosso pensamento de modo que nós possamos prolongar nossas vidas. e Aditi e Sindhu. sofrer danos. De forma encantadora tu és.

Que a nossa maldição supere os mal-intencionados. E quando as tuas faíscas que consomem grama estão espalhadas. e o teu rugido é como aquele de um touro. Todos os sacerdotes mencionados aqui (com exceção do Purohita. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 2. os dias sacrificais da mudança da lua e da lua cheia (os sacrifícios-pārvaṇa). vermelhos. Torna prósperas as nossas orações. pois nós ansiamos por eles. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. os (pássaros) alados também temem o barulho. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Nós temos enviado adiante com mente pensativa este cântico de louvor. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ADHYĀYA 6. é o mesmo sacerdote que é mais comumente designado como o Maitrāvaruṇa. mesmo através da escuridão da noite. Ele desvia misteriosamente a ira dos Maruts. grande esplendor da aurora. Prospera aquele para quem tu realizas o sacrifício. 6. Auxilia no avanço das nossas orações para que nós possamos viver. Ele é forte. o Praśāstṛ. 2." . o nascido Purohita. 3. 1. Traze para cá os Ādityas. E faze um bom caminho para o sacrifício daquele que te louva. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. em conjunto com Marutāṃ. ó Deus. Pois bem-aventurado é o seu cuidado por nós em sua companhia. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 16 O Purohita ou sacerdote familiar não pertence. ‘o comandante’. Que a carruagem daquele que espreme Soma permaneça na dianteira. tu resplandeces mesmo quando longe como relâmpago. despertando a tua atenção em cada junção14 (do mês). literalmente. Que a mente deles seja novamente (como era antes). HINO 94. Tu vês.17 Sê misericordioso para conosco. todos os demônios necrófagos. ó deuses. nenhuma angústia toma conta dele. Tu és o brilhante. Os deuses comem o alimento sacrifical que é oferecido em ti. embora naturalmente o Purohita pudesse atuar como um Ṛtvij. 15 O Praśāstṛ (ou Upavaktṛ). os malignos. AṢṬAKA I. ele adquire abundância de heróis. de heḷaḥ. as de dois pés e as de quatro pés. 7. 12. Aceitem (ó deuses) essa prece e a façam prosperar. Quando tu atrelas ao teu carro os dois cavalos rubros. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 11. em 2. VARGA 30–32. por sua luz noturna as criaturas caminham. Que nós sejamos capazes de te acender. enumerados. de aparência semelhante por todos os lados.289 Hino 94. eles estejam perto ou longe. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 9. propriamente falando. 8. ao número dos sacerdotes oficiantes no sacrifício (ṛtvijaḥ). 4. então tu moves as árvores com a tua bandeira de fumaça. 1. Tu és o Adhvaryu e o antigo Hotṛ. ele permanece intocado. Então tudo vai bem contigo e com teus carros. Tu que és belo. 'junção'. (Ele é) o pastor dos clãs. como uma carruagem para o digno Jātavedas. 17 Os genitivos Mitrasya Varuṇasya podem ser entendidos como dependentes. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. parece se referir aqui às junções do mês. Ele faz Mitra e Varuṇa obterem bebida refrescante. Nesse caso. veja a nota seguinte) pertencem ao antigo sistema dos ‘sete Hotṛs’. Golpeia para longe com tuas armas aqueles que nos amaldiçoam. os quais o vento impele adiante. por exemplo. 10.16 Conhecendo os deveres de cada sacerdote tu dás sucesso. 14 Pārvan. Nós vamos trazer combustíveis e preparar presentes sacrificais para ti. a tradução seria: "Ele misteriosamente afasta a ira de Mitra e Varuṇa e dos Maruts a fim de que (os homens) possam obter bebida refrescante. ó sábio. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade.15 o Potṛ. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 5.

18 tens prazer em conceder impecabilidade na saúde e na riqueza. o Sindhu. 19 O último hemistíquio é a conclusão regular dos hinos de Kutsa. o mais misericordioso. com uma evidente alusão à deusa Aditi. dos deuses). tu és despertado. o qual é o significado original de Aditi. como a concessora de liberdade de vínculos. Tu dás tesouros e riqueza ao adorador. 14. Tu és o Vasu dos Vasus. Que nós estejamos sob a tua proteção mais abrangente. .290 13. 15. e alimentado com Soma. ó possuidor de bela riqueza. Ó Agni. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ó Aditi. tu que sabes (como conceder) felicidade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. e a quem tu queres estimular com força gloriosa e com abundância de progênie. Que nós sejamos daqueles a quem tu. Tu és o deus dos deuses. ó Deus! Que Mitra e Varuṇa. que Aditi. 16. quando aceso na tua própria casa. amigo. a Terra e o Céu nos concedam isso!19 Índice ◄►Hino 95 (Oldenberg) ____________________ 18 Agni é chamado aqui pelo nome de Aditi. bem-vindo no sacrifício. prolonga a nossa vida aqui. Essa é a tua (natureza) gloriosa que. um maravilhoso Mitra (ou seja.

embora não perceptível para os sentidos. é o relâmpago. em um estado embrionário. consequentemente. 3. Varga 1. – regulando as estações. das águas tortuosas. 1 Virūpe.2 inerente (em todos os seres. deve ser adorado ao anoitecer. ou o Agni que tem direito a uma parte da oblação matutina. Aparecendo entre elas (as águas). por meio da ação dos ventos. Desse modo o sol está no útero da noite. na qualidade da faculdade digestiva. considerar que Agni é tratado como idêntico a Hari.6 O germe de muitas (águas). assim como. por assim dizer. dividindo as estações do ano. no lado. em sucessão. que o Agni do hino é aquele que tem direito a uma parte da oblação matutina. 4 4. 2. até que fique escuro. a qual é atribuída à ação do calor natural. Agni (Wilson) (Sétimo Adhyāya. ou noite e dia. – o que está muito em desacordo com a afirmação preliminar. para o benefício das criaturas terrenas. e cada um. distinto Agni. depositado em todas as criaturas. e em todas as coisas fixas e móveis. Eles contemplam três lugares do nascimento dele. Agni. 2 Essa estrofe é interpretada um pouco diferentemente. deve então ser adorado. [e. de natureza diversa. Em seu caráter de sol. para seus próprios propósitos. e não está totalmente manifestado. o recebedor de oblações. Hari. a métrica. ele sai do oceano. o Agni é aquele dotado das propriedades da aurora. ou o puro e simples Agni. isto é. como um embrião nos bastões. e nasce. no firmamento.1 revolvem. no Smṛti. em outra acepção. na forma de relâmpago. As Dez vigilantes e jovens geram. ou relâmpago. É dito que o dia é a mãe do fogo. Não parece haver qualquer objeção ao uso metafórico do significado literal da palavra ‘leão’. 1. brilhante entre os homens. universalmente renomado. como também referido em sua própria personificação. . que cai das nuvens. portanto. brilhando à noite. de manhã. aqui. aqui. Triṣṭubh. e por consequência. cores. 7 Pensa-se que Agni ergue-se. tendo os atributos da alvorada. em sucessão regular. a partir do oceano. Nós devemos. preta e branca. ou ele pode ser o puro. as quais geram o fogo elétrico. a chuva é produzida por causa do sol. no céu. e. Agni. é dito: “Oblações oferecidas no fogo ascendem ao sol. Sūkta II. a humanidade”. e. 5. de manhã. a partir da chuva. nas florestas. o qual aparece na periferia da chuva disposta desigualmente. de diferentes cores. aproximando-se do leão. Continuação do Anuvāka 15. como um embrião nas nuvens. ou o sol. Qual de vocês discerne o oculto5 Agni? Um filho. quando o radiante Agni nasce. o Ṛṣi é Kutsa. o brilhante Agni é contemplado. ou brilha. ou ondulante. as dez regiões do espaço. o resplandecente luminoso (Agni) cresce. os grãos. o calor natural existente nas águas. através do vento. e é dito que ele gera aquelas águas por meio das oblações que ele transporta. e indicando os pontos do horizonte. 6 Agni. para sugerir sua habilidade de suportar ou ser dominado.291 Hino 95. o quadrante leste. como relâmpago. 8 Acima. um no céu. Dois períodos. e. ou pico.7 poderoso e sábio.) O deus é Agni. esse Agni embrião.9 eles lhe prestam honras. ele formou. – um é no oceano.] os dez dedos. pode-se dizer que ele é o distribuidor do tempo e espaço. é dito. ou nascido. ele gera suas mães por meio de oblações. 9 Siṃham o comentador considera como aplicável a Agni. O comentador diz que as Dez são. Hari é o recebedor de oblações. o qual está então.8 espalhando seu próprio renome. na forma do sol. Em um. em uma acepção. Ambos (céu e terra) ficam alarmados. 3 Vibhṛtram. sendo manifestado de manhã. 4 Como fogo submarino. no outro. como o sol. 5 Calor latente. um no firmamento. A ele elas conduzem (para todas as residências). ou o sol. erguendo-se acima dos flancos das águas ondulantes. pode ser considerado como o filho das águas reunidas nas nuvens.)3 de aspecto afiado. ou. respectivamente nutre um filho. Agni nasce no oceano. os quais geram Agni através do ar do atrito.

como a base. O germe de muitos. crescendo com o combustível que nós temos suprido. sugerir céu e terra. O brilho vasto e vitorioso de ti. também. enfeitando o céu e a terra (com brilho). Agni. com aquelas águas puras. Ambos os auspiciosos10 (dia e noite. o preservem para nós. 8. Um tem um Bebê Divino de cor dourada. o oceano. sábio e poderoso. com as águas moventes. Varuṇa. Visível. trabalha (em seus deveres). ou os dois pedaços de madeira friccionados juntos para produzir chama. Elas levam por toda parte a ele cujas chamas são muito aguçadas. e o céu. 14 Os dedos. 10. geram Agni pelo atrito dos bastões de fogo.292 Varga 2. 5. Governando no leste das regiões terrestres. a quem (os sacerdotes). permeia o firmamento. ungem. Como o sol. ou mães. com seu brilho). e o sábio sustentador (de todas as coisas) varre a fonte 11 (das chuvas. As dez filhas de Tvaṣṭar. Agni. formados pelo artista divino representado como o Criador. Ele tira. resplandece. a terra. 12 O texto tem somente ‘nos novos pais’. que tens sido acendido por nós. no ar. para o antarikṣa. no céu e nas águas. fulgente entre os homens com esplendor inerente. em uma torrente. Budhna é o termo. à direita (do altar). e que Mitra. 10 Ambos pode. ele cresce em brilho inato erguido do regaço das águas ondeantes. e. produziram essa criança conduzida para diversos quadrantes. ou a Lua. belo. e a criança que cada um alimenta por vez é Agni. 2. e. Índice ◄►Hino 96 (Wilson) ____________________ Hino 95. 16 Agni latente nas águas. no firmamento. 13 Os Dois são Dia e Noite. das chuvas. e produzem alimento.) o servem.15 4.14 vigilantes e jovens. ou firmamento. os quais amadurecem depois das chuvas. Ele reúne todos os (artigos de) alimentos no estômago. de tudo. 15 Em seu caráter de Sol ele governa especialmente no leste. 9. à noite. derivadas de suas (chuvas) maternas. ou fonte. Sāyaṇa toma tvaṣṭuḥ como um epíteto de Agni. como vacas mugindo (seguem seus bezerros) pelos caminhos (que eles seguiram). sendo impregnados pelo Agni terreno. 11 . e o formidável Agni. como o Sol de dia e o Fogo. de natureza divina. protege-nos com todas as tuas glórias não diminuídas e protetoras. Quando ele nasceu ambos os mundos de Tvaṣṭar17 ficaram amedrontados: eles se voltam para ele e reverenciam o Leão. a (umidade) essencial. Agni (Griffith) 1. de onde uma concentração de luz é espalhada amplamente pelo deus alegre. Ele tem sido o senhor da força entre os poderosos. nas florestas. 6. brilhante e de belo resplendor é aquele com o outro. 3. 17 Céu e Terra. ele assume uma forma excelente e resplandecente. Ele faz as águas fluírem. Para belas metas viajam os Dois13 de aparência diversa: cada um em sucessão nutre uma criança. nesse verso e no seguinte. permanece temporariamente nos recentemente surgidos pais12 (dos grãos). 11. e então o bebê recém-nascido é levado para lá e para cá para acender os vários fogos sacrificais. os anuais. o poderoso. para esse fim. ele tem estabelecido as estações na sua ordem. isto é. Três diferentes locais de seu nascimento eles honram. para (assegurar) alimento para nós que somos possuidores de riqueza. ele estende seus braços. do seio das águas ele sai. e veste (a terra) com vestimentas novas. ele inunda a terra. e estabeleceu e regula as estações do ano. 7. como duas criadas. etc. Aditi. nos oṣadhis. pelo céu. que és o purificador. Associado. chamados de filhas do artista dos Deuses por causa da habilidade e velocidade com as quais eles realizam seu trabalho. ou os cereais. Quem de vocês conhece esse Oculto?16 A Criança por sua própria natureza produziu suas mães.

O bezerro é Agni. A tradução seria: "Quem entre vocês compreendeu esse segredo? – o segredo que um bezerro deve dar à luz vacas. o de face afiada (Agni). enfeitando-o em sua casa com leite e águas. 25 As dez mulheres jovens são os dedos que produzem o fogo pelo atrito das madeiras. Índice ◄►Hino 96 (Griffith) ____________________ Hino 95. 21 As Águas. e Aditi e Sindhu. Quem dentre vocês compreendeu esse (deus) oculto?26 O bezerro por si mesmo tem dado nascimento a suas mães. e Mitra. Agni. 23 Tudo isso é a razão pela qual os homens se reúnem para adorar os Deuses. 9. 3. purificador Agni.24 Com uma (o bezerro) é dourado. 22 Agni. 26 Possivelmente nós devemos corrigir káh idam vah ninyám. Que Varuṇa. se adianta do colo das ativas. 4.18 como mulheres. e curso de rio. eles ungem com suas oblações. 10. de suas Mães21 ele faz sair novo traje.19 7.96. Os Dois auspiciosos. e se move entre as novas gramas recém brotando. Permanecendo no lado direito do altar. 20 O Sol. o brilhante. e inunda a terra com as correntes de água que reluzem. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. As dez incansáveis mulheres jovens25 produziram esse amplamente expandido germe de Tvaṣṭṛ. Aceso por nós nos protege. elas transportam por toda parte entre os homens. um no céu. e torrente. e Sūrya a partir do seu nascimento até seu ocaso.127. Extensamente através do firmamento se espalha triunfante a força muito resplandecente de ti o Poderoso. o grande vidente. dominante ele determina as estações dos moradores da terra pelo seu poder atual. 8. portanto brilha para nós auspiciosamente por glória. Na região leste. 19 . que é dotado de seu próprio esplendor. HINO 95. cuidam dele: como vacas mugindo eles o procuram da maneira deles. Todas as coisas antigas dentro do seu estômago ele reúne. AṢṬAKA I. Alimentado com o nosso combustível. Uma e a outra amamenta o bezerro. VARGA 1–2. sim. 2.5). e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. De acordo com Sāyaṇa o Sol se chama Savitar antes de nascer. à direita.5). Ele é o Senhor do Poder entre os poderosos. cuja aparência brilhante à noite é contrastada aqui com seu esplendor mais pálido de dia (veja 1.28 18 Céu e Terra. Em lugares secos ele faz riacho. com todos os teus auxílios autoluminosos não diminuídos. Com a outra ele é visto luminoso. a Noite e a Aurora (veja 1. os sacerdotes o ungem com oferendas de manteiga clarificada. cheio de esplendor excelente. terrível. movendo-se por sua própria força. movendo-se de acordo com seu costume. a ele. Duas (irmãs) de diferentes formas vagueiam juntamente. Eles celebram seus três nascimentos: um no mar. O Sábio22 adorna as profundezas do ar com sabedoria: essa é a assembleia23 onde os Deuses são adorados. Ele arranca de todos um manto brilhante. 11. Ele. ele se esforça apreendendo as duas extremidades do mundo.293 6.27 O germe de muitas (mães). um nas águas. 1. ADHYĀYA 7. Ele faz dele uma forma mais nobre de esplendor. 24 As duas mulheres são. Como Savitar20 ele estica seus braços com poder. evidentemente. perseguindo um bom objetivo.

ó purificador. O belo (menino Agni) cresce visivelmente nelas em sua própria glória. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 96 (Oldenberg) ____________________ 27 Em minha opinião. ele a quem eles ungem com presentes sacrificais do lado direito.29 quando ele nasceu. o Sindhu. O espaço amplo cerca a tua base. como Agni nasce das águas.31 Essa foi a reunião entre os deuses. Agni. mas voltando eles acariciam o leão. O significado deve ser. as águas nascem de Agni. Ele se move por todos os lados dentro da grama nova brotando. Ele dá novas roupas para suas mães. 11. Ele ergue sua vestimenta brilhante por si mesmo sozinho. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. Ele o terrível pressionando em limites ambas as alas (do seu exército). como duas mulheres gentis. – nós podemos tentar interpretar o pensamento do poeta – envia a sua fumaça para o céu. No solo seco ele produz um córrego. 28 Isto é. permanecendo ereto no colo das (águas) que fluem para baixo. uma inundação. o bezerro é Agni. A fumaça é carregada nas nuvens. Tudo o que é antigo ele recebe em sua barriga.33 Agni! Estando aceso nos protege com todos os teus guardiões não enganados que são dotados do próprio esplendor deles. 29 Isto é. Ambos o afagam. 10. estando unido com as vacas. 8. as mães são as águas. sendo fortalecido por combustível. 33 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução: “Teu grande esplendor gira em torno do firmamento. 31 O sujeito parece ser a prece que purifica. Que Mitra e Varuṇa. Com suas correntes de água brilhantes ele alcança a terra. tais como leite e manteiga.32 9. o fogo nasce das águas. e assim aumenta o esplendor dele. que. ó Agni. Ele ergue seus braços muitas vezes. Ele assume sua aparência feroz que está acima (ou seja. um curso de rio. verso 2) considerado como idêntico ao pai dele. como vacas mugindo eles têm se aproximado dele da sua própria maneira. as nuvens emitem água. por causa de glória. o filho de Tvaṣṭṛ (veja acima. o assento firme do forte (búfalo)”. assim. . 32 O significado parece ser que no fogo sacrifical todos os deuses se reúnem. Ambos (Céu e Terra) fugiram com medo do (filho de) Tvaṣṭṛ. por assim dizer. o relâmpago). como Savitṛ. Agni. Ele tornou-se o senhor de todos os poderes. que Aditi. 7. A prece purifica o âmago do vidente.30 as águas em seu lugar. 6. portanto. 30 As vacas naturalmente significam os alimentos sacrificais provenientes da vaca.294 5. o alicerce resplandecente do búfalo. Desse modo.

mantêm. como o dador de riqueza (sacrifical). – como o dador de riqueza (sacrifical). o concessor de Svarga. (como também de todos os) que estão vindo à existência. das oferendas dos sábios. as águas e voz o fazem amigo deles. e de tudo o que nascerá. como o dador de riqueza (sacrifical). 5.2 2. dão nutrição. Aditi. que todos os homens adorem Agni. o habitante do firmamento. combinado. – a ele os deuses. Que Agni. crescendo com o combustível (que nós temos suprido). Índice ◄►Hino 97 (Wilson) ____________________ 1 O Agni aludido é o fogo etéreo ou elétrico. e que Mitra. acompanhado por progênie. com chuva e com som. o concessor de riquezas. Desse modo. Os deuses mantêm Agni. – o primeiro. Como o transportador de oblações. radiante. 4 O termo é prathama. que Draviṇodā nos dê alimento. o protetor da humanidade. que Draviṇodā nos conceda (uma porção) daquela que é estacionária. 3. se apropria. o concessor de riqueza. A fonte de opulência. logo que nasce. aquele que nutre com benefícios abundantes. o deus é Agni. para assegurar alimento para nós que somos possuidores de riqueza. para uma criança. 5 Agni. o realizador dos desejos (do homem) que recorre a ele. como o dador de riqueza (sacrifical). Agni. sendo louvado com hinos por Manu. Os deuses mantêm Agni. Varuṇa. 9. como o dador de riqueza (sacrifical). o receptáculo de tudo o que nasceu. Gerado pela força. 8. a quem eles nutrem com as oblações oferecidas durante a sua continuação. como o dador de riqueza (sacrifical). Varga 4. ou como Dravi ṇo dā. 3 O comentador diz que Āyu é outro nome de Manu.5 que. o progenitor do céu e da terra. como o dador de riqueza (sacrifical). a prole do alimento. de fato. o concessor de dádivas contínuas. o chefe4 (dos deuses). que Draviṇodā nos conceda uma vida longa. 6. e o preservador de tudo (o que) existe. Os deuses mantêm Agni. brilha entre o céu e a terra. e propiciado por louvores. resplandece. o termo é draviṇodā. Varga 3. Que Draviṇodā nos conceda (uma porção) de riqueza móvel. 2 . e o céu. o diretor do sacrifício. Os deuses mantêm Agni. a residência das riquezas. ele criou a progênie dos Manus. mas ou em seu caráter geral. ele criou toda a prole de Manu. mas isso parece significar simplesmente a humanidade. os céus e o firmamento.295 Hino 96. a terra. o sustentador de (todos os homens). Aproximando-se dele. e era antigamente. o qual o comentador interpreta como mukhya. que é satisfeito por oblações. 1 e os deuses o mantêm. A noite e o dia. em sua produção. O comentador diz que. (Propiciado) pelo hino laudatório primitivo de Āyu. preservando a imortalidade deles. o realizador de sacrifícios. 1. 7. chefe. com esplendor que envolve tudo. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica como antes. O que significa a progênie dos Manus não está muito óbvio. que és o purificador. apagando mutuamente a cor um do outro. instrua os meus filhos no caminho correto. ou abundância de manteiga clarificada. – que agora é. combinados juntos. mas a riqueza é aquela do sacrifício. Os deuses mantêm Agni. Agni. o preservem para nós. 4. o oceano.3 e permeia.

Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. dito por Sāyaṇa significar nesse lugar o próprio Agni. o progenitor da humanidade. ADHYĀYA 7. Dourado: como o Sol. veja! ele (Agni) assumiu imediatamente todas as qualidades de um sábio. e Mitra. que é seguido por Wilson. bem cuidado. Noite e Aurora. 5. que concede os desejos do suplicante: preservando-o como a sua própria vida imortal. 7. 9 Pelo convite de Āyu (homem vivo). 3. 6. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Filho da Força.296 Hino 96. Grassmann por ‘oferendas sacrificais’. Sendo nascido pela força12 do modo antigo. Agora e antigamente o lar da prosperidade. O guarda do nosso povo. AṢṬAKA I. Fonte de riqueza. Que o Doador de Riqueza nos conceda riquezas vitoriosas. Os Deuses possuíam8 o concessor de riqueza Agni. conquistador de luz. 8. lugar de reunião de tesouros. Índice ◄►Hino 97 (Griffith) ____________________ Hino 96. bandeira de sacrifício. 8 Antes que ele fosse visível para os homens. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Agni (Griffith) 1. Agni purificador. Dhiṣaṇā’. Que o Doador de Riqueza nos conceda alimento com prole. o Doador Constante. e Aditi e Sindhu. 10 Geralmente o nome do ser divino que trouxe Agni do céu (veja 1. As águas e a taça7 o tornaram amigável. 11 Agni (veja 1. Sāyaṇa. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. brilha muito para nós auspiciosamente por glória. Pelo antigo chamado de Āyu9 ele por sua sabedoria deu a toda essa progênie dos homens a existência deles. HINO 96. Dhiṣáṇā pode ser explicada de outra maneira. a quem elas nutrem com a oblação oferecida pelos homens. o Pai da terra e do céu. 9. considera que ela significa vāk.6 veja! imediatamente tomou para si mesmo toda a sabedoria. mudando a cor uma da outra. Louvem a ele. e que o Doador de Riqueza nos envie longura de dias. encontra um caminho para a sua prole. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. proteção do que existe e do que existirá futuramente. Ludwig a traduz por ‘desejo. VARGA 3–4. reunidas amamentam uma mesma criança:11 Dourado entre o céu e a terra ele brilha. Alimentado com o nosso combustível. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. ou taça. e. 6 Produzido pela agitação violenta dos bastões de fogo. ou a Deusa do Desejo. Aquele Mātariśvan10 rico em fortuna e em tesouro. dito por Sāyaṇa ser outro nome de Manu. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. 1. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. pela luz refulgente.95. 4. a mansão do que nasce e do que nasceu dantes. que o Doador de Riqueza nos conceda riqueza com heróis.1). como o principal realizador de sacrifício adorado e sempre labutando. ó povo ário. fala. O suco Soma contido na dhiṣáṇā. As águas e a Dhiṣaṇā13 têm promovido o amigo (Mitra). 7 . o céu e as águas. 2. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece.8).31. Que Varuṇa. Ele do modo antigo gerado pela força.

nós estamos justificados. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. consequentemente. O dador de riqueza deve nos conceder vida longa. 5. 139. que trouxe o fogo do céu para a terra. de acordo com o significado original. o Bharata. sem dúvida. como o concessor de riqueza. 17 Agni parece ser chamado de Bharata como pertencente ao povo dos Bharatas. 15 Sobre Āyu como um dos ancestrais míticos da humanidade. 16 Uṣas é chamada de vivasvatī em 3. ‘voltadas uma para a outra’. ele que encontrou o sol. 4. ‘com o olhar irradiante’. o Sindhu. que é agora e que era antigamente o domicílio da riqueza. pretendia aludir ao nome de Vivasvat. o cumpridor de propósito. como fortalecendo Indra. 59 e seguintes. Que Mitra e Varuṇa. Mātariśvan.18 o senhor da prosperidade abundante. o que reúne todos os bens. amamentam um bezerro unidamente. Eu não tenho dúvida que. em traduzir vivasvatā cakṣasā. Ele. nos presenteie com riqueza rapidamente. o mensageiro de Vivasvat.297 2. Um suporte semelhante pode ter sido usado para o recipiente que contém a água sacrifical. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. 8. A fim de proteger a imortalidade deles. 13. como se esforçando adiante. Mas ao apresentar essa tradução nós não devemos esquecer que o poeta. os deuses têm mantido a ele. por causa de glória. como incitando Indra e os deuses à generosidade com os homens. O dador de riqueza (deve nos conceder) alimento junto com heróis valentes. 20 O ouro também é Agni. era comparada a esse suporte das pedras de prensagem e do Soma.14 pela sabedoria de Āyu15 ele gerou esses filhos dos homens. mas eu penso que ele era uma espécie de suporte sobre o qual as pedras de prensagem repousavam. pelo atrito das madeiras. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. na prensagem da Soma. 19 Literalmente. 14 Nivids eram as fórmulas solenes de invocação. como recebendo oferendas. Os clãs ários magnificaram a ele como o primeiro realizador de sacrifícios. o filho da força. 6. Ele. Desse modo nós temos uma deusa Dhiṣaṇā que usa o aspecto de uma deusa da riqueza. encontrou um caminho para (sua) prole. Noite e Aurora. o pastor e guardião do que existe e do muito que vem a existir. a terra (ou seja. que destroem constantemente a aparência uma da outra. 3. sendo fortalecido por combustível. Que o dador de riqueza (nos presenteie com riqueza) unida com homens fortes. Finalmente. 22.19 O pedaço de ouro20 brilha entre o Céu e a Terra. Ela é invocada como uma das Gnas [ou cônjuges dos deuses] em 1. 9. e para o fogo sacrifical. Com seu olhar irradiante16 (ele tem gerado) o céu e as águas. o progenitor dos dois mundos. 7. veja Bergaigne. ó purificador. Dhiṣaṇā era um instrumento sacrifical usado principalmente. o suporte de tudo. Esse suporte era considerado produzindo o Soma para Indra. o pastor dos clãs. 22 [Idêntico ao 1. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. 18 Mātariśvan. Pela antiga Nivid. a morada ou suporte) do que nasce e do que vai nascer. o pássaro. era originalmente distinto de Agni. a Terra. mas não exclusivamente. mas é identificado com ele em várias passagens. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 97 (Oldenberg) ____________________ 12 Isto é. Eu não me arrisco a determinar a natureza exata desse instrumento. 3. relacionado de perto com Manu. 30. 11. I. ao mesmo tempo.22 Desse modo. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. o dador de riqueza. 95. que Aditi. (Ele é) a base da riqueza. Que (Agni). Agni. o pai de Yama. 10 com Hotrā e Bhāratī. e o Céu e a Terra foram então considerados como os dois Dhiṣaṇās.] 13 . Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Religion Védique.21 o farol de sacrifício. 21 O primeiro Pāda é idêntico àquele em 10.17 o concessor de chuva forte. ó Agni.

nossos chefes que sacrificam. envia nossos adversários. Kutsa. como fogo puro. 6. 8. seja arrependido. Visto que teus adoradores (são abençoados com descendentes). ou aquele do qual a pureza é o atributo. assim que os nossos encomiastas (de ti) sejam os mais notáveis. o deus. portanto que nós. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. Varga 5. De modo que teus adoradores e nós. a métrica é Gāyatrī. Agni (Griffith) 1. 1 O comentador propõe duas interpretações: "Que o nosso pecado desapareça de nós. Agni.2 Que o nosso pecado seja arrependido. (De modo semelhante como. Índice ◄►Hino 98 (Wilson) ____________________ Hino 97. entre esses teus adoradores. 7. Tu. és nosso defensor. Agni. Transporta-nos. (por repetirmos o teu louvor. 3 Que ele. Agni. Que o nosso pecado seja arrependido. Como os raios de esplendor sempre conquistadores de Agni vão para todos os lados. pereça". como se em uma embarcação. que o nosso pecado seja arrependido. 2. Afugentando com luz o nosso pecado.3 Que a luz dele afaste o nosso pecado. 6. Tua face está voltada para todos os lados. Que a luz dele afaste o nosso pecado. o Ṛṣi do hino. Que o nosso pecado. 2 "Que nós nasçamos sucessivamente. Que a luz dele afaste o nosso pecado." ou. O melhor adorador de todos esses que ele seja. e que os chefes de família que instituíram esse sacrifício sejam similarmente distintos. Nós te adoramos. Que a luz dele afaste o nosso pecado.298 Hino 97. afetado pela aflição. . isto é. seja preeminente entre aqueles que celebram teus louvores. por boas estradas. 2. Que o nosso pecado seja arrependido. 5. em nossos filhos possamos viver. para o nosso bem-estar. Que a luz dele afaste o nosso pecado. cuja face está virada para todos os lados. e desça sobre nossos adversários. 4. Por campos formosos. Kutsa) é o panegirista preeminente. 5. ó Agni. Que o nosso pecado seja arrependido. por casas agradáveis. cuja face está virada para todos os lados. tu és triunfante em todos os lugares. Já que as chamas vitoriosas de Agni penetram universalmente. por campos agradáveis. teus. 1. através do oceano. dos mais notáveis. (para a margem oposta). 3.1 Revela riquezas para nós. 4. e por riquezas. por riqueza nós sacrificamos a ti. Tu. em um navio.) obtenhamos posteridade. faze brilhar riqueza sobre nós. nas pessoas da nossa posteridade". Que o nosso pecado seja arrependido. 3. Que a luz dele afaste o nosso pecado. "Que o nosso pecado. Que o nosso pecado seja arrependido. Que o nosso pecado seja arrependido.

299 7. nos leva para além dos inimigos como em um navio. 7. essas partes são fornecidas pelo refrão. Índice ◄►Hino 98 (Oldenberg) ____________________ 4 Lanman (Sanskrit Reader. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Nesse verso. AṢṬAKA I. Índice ◄►Hino 98 (Griffith) ____________________ Hino 97. 2. bem como nos versos 4 e 5. Quando os raios do poderoso Agni partem para todos os lados. 3. para além das forças hostis. 8. Ansiando por campos ricos. Leva-nos sobre o (mal) para o bem-estar. ‘que ele afaste o mal’. Como em um navio. e quando através de ti nós podemos nos multiplicar com prole." Mas agha não é exatamente pecado. cercas (o mundo) por toda parte.6 e quando os nossos senhores generosos se distinguem – afastando o mal com a tua luz – 4. VARGA 5. – afastando o mal com a tua luz. 5 . Quanto ao significado. como com um barco. e por riqueza. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Afastando o mal4 com tua luz. Que a luz dele afaste o nosso pecado. 8. nos leva através do mar para o nosso benefício. – afastando o mal com a tua luz.5 Quando ele permanece adiante como o mais glorioso entre eles. Agni. Ó tu cuja face olha em todas as direções. – todos iniciando com as palavras pra yat – as principais partes da frase estão faltando. – afastando o mal com a tua luz – 5. no entanto. cuja face está voltada para todos os lugares. brilha sobre nós com riqueza – afastando o mal com a tua luz. – afastando o mal com a tua luz – 6. – afastando o mal com a tua luz. 'afastando o mal' significa. p. Quando através de ti. 363) traduz: "Afasta com chamas nosso pecado. HINO 97. naturalmente. Leva-nos. cuja face está voltada para todos os lugares. ADHYĀYA 7. de fato. 1. Pois tu. (ó deus). 6 ‘Entre eles’ parece significar ‘entre os senhores generosos’. por um caminho livre. como através de um rio com um barco – afastando o mal com a tua luz. nós sacrificamos. os senhores generosos. (ó deus). Agni.

Que seja esta tua verdade. que Vaiśvānara com energia. como antes. ou plantas anuais. e se misturam com eles. como a causa da sua chegada à madureza. 5 Produzido a partir desses dois araṇis ou bastões de fogo. Que nós continuemos nas graças de Vaiśvānara. através de oblações. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 2. na terra. Agni presente no céu. Agni (Griffith) 1. na terra. 1 Vaiśvānara significa ou aquele que governa sobre todos (viśva) os homens (nara). possivelmente. no fogo sagrado e doméstico. presente em tudo. ou o puro (śuddha) Agni.300 Hino 98. e que. HINO 98. contra os nossos inimigos. e que Mitra e Varuṇa. ou. Vaiśvānara. presente. explicado por sanspṛṣṭa. através da pira funerária. é dito que. ou. Vaiśvānara. que está presente na energia. ele é o Rei supremo sobre todas as coisas vivas. e Mitra. ao nascer do sol. Agni está em contato com. – ou para o céu. ele é o augusto soberano de todos os seres. nos proteja dia e noite dos inimigos. 3. – ele tem impregnado todas as plantas que crescem no solo. Aditi. – que o Agni Vaiśvānara. colocado. Logo que gerado dessa (madeira). para a vida futura. o oceano. os preservem para nós! Varga 6. a métrica é Triṣṭubh. Surgido daqui para a vida5 ele olha para esse Todo. Que Varuṇa. em contato com. AṢṬAKA I. Índice ◄►Hino 99 (Wilson) ____________________ Hino 98. 2 Ou como o calor combinado com o brilho solar. e Aditi e Sindhu. 3. a terra e o céu. 3 Pṛṣṭa. nas ervas. ele inspeciona o universo. comum a. VARGA 6. nos guarde. e. e presente na terra. no sol. de fato. presente. Vaiśvānara tem rivalidade com Sūrya.1 pois. que está presente3 no céu. ele acompanha o sol nascente. para conosco: que riqueza em grande abundância se reúna em volta de nós. que tesouros preciosos nos sirvam. na mesma proporção em que os raios solares descem para a terra. ou nihita. 4 Um epíteto de Agni ou Fogo como presente com. ou beneficiando. o deus é ou Vaiśvānara. os raios do fogo terrestre ascendem. ADHYĀYA 7. . ou presente. todos os homens. Índice ◄►Hino 99 (Griffith) ____________________ Hino 98. no céu.2 2. que essa (tua adoração seja acompanhada) por (resultado) real. ou que conduz a eles (nara) para outra região. 1. ou presente. Que nós permaneçamos constantemente na graça de Vaiśvānara:4 sim. Agni. dia e noite. tem permeado todas as ervas. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Que Agni.

301

1. Que nós vivamos na graça de (Agni) Vaiśvānara. Ele realmente é um rei, levando todos
os seres para a glória. Assim que nasce aqui ele olha para todo esse mundo. Vaiśvānara se
une com o Sol.
2. Agni que tem sido procurado e almejado no Céu, que tem sido procurado na Terra, ele
que tem sido procurado, entrou em todas as ervas. Que Agni Vaiśvānara, que tem sido
fortemente procurado, nos proteja do mal de dia e de noite.
3. Vaiśvānara! Que essa seja tua verdade: que riqueza e doadores generosos nos atendam!
Que Mitra e Varuṇa, que Aditi, o Sindhu, a Terra e o Céu nos concedam isso!
Índice ◄►Hino 99 (Oldenberg)

____________________

Hino 99. Agni (Wilson)
(Sūkta VI)
O Ṛṣi é Kaśyapa, o filho de Marīci; e o Hino, composto de uma única estrofe, na métrica
Triṣṭubh, é endereçado a Agni, como J ātavedas. 1
Varga 7.

1. Nós oferecemos oblações de Soma para Jātavedas. Que ele consuma a riqueza
daqueles que sentem inimizade contra nós; que ele nos conduza acima de todas as
dificuldades. Que Agni nos leve, como em um barco sobre um rio, para além de toda
maldade.
Índice ◄►Hino 100 (Wilson)

____________________

Hino 99. Agni

(Griffith)

1. Vamos espremer a Soma para Jātavedas: que ele queime a riqueza das pessoas malintencionadas. Que Agni nos leve através de todos os nossos problemas, através da aflição,
como em um barco através do rio.
Índice ◄►Hino 100 (Griffith)

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Hino 99. Agni (Oldenberg)
MAṆḌALA I. HINO 99.
AṢṬAKA I, ADHYĀYA 7, VARGA 7.

1. Vamos espremer Soma para Jātavedas.2 Que ele queime a propriedade do avarento. Que
ele, Agni, nos leve através de todos os problemas, através de todas as dificuldades, como
através de um rio com um barco.
Índice ◄►Hino 127 (Oldenberg)
1

Não há nada extraordinário nesse Sūkta, exceto sua brevidade, ele consistindo em uma única estrofe.
Essa é uma das passagens muito raras nas quais Agni, estando sozinho e não acompanhado por Indra ou os Maruts etc.,
é mencionado como bebendo Soma. Parece que esse verso não foi composto para o sacrifício Soma comum, mas para
uma ocasião especial.
2

302

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Hino 100. Indra (Wilson)
(Sūkta VII)
O deus é Indra; os Ṛṣis são os Vārṣāgiras, – ou cinco filhos de Vṛṣāgir, 1 um Rājā, – que eram
Rājarṣis, ou sábios reais, citados individualmente na décima sétima estrofe; a métrica é
Triṣṭubh.
Varga 8.

1. Que ele, que é o derramador de desejos; que é coabitante com (todas as) energias,
o soberano supremo sobre o vasto céu e a terra, aquele que envia água, e que deve
invocado em batalhas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
2. Que ele, cuja trajetória, como aquela do sol, não é para ser alcançada; que, em toda
batalha, é o matador de seus inimigos, o intimidador2 (de oponentes); que, com seus amigos
de movimento rápido, (os ventos) é o mais generoso (dos doadores); – que Indra, associado
com os Maruts, seja nossa proteção.
3. Que ele, cujos raios, poderosos e inalcançáveis, emitem luz, como aqueles do sol,
ordenhando (as nuvens); ele, que é vitorioso sobre seus adversários, triunfante por suas
energias valorosas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
4. Ele é o mais rápido entre os rápidos,3 o mais generoso entre os generosos, um amigo
com amigos, venerável entre aqueles que clamam veneração, e preeminente entre aqueles
dignos de louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
5. Poderoso com os Rudras, como se com seus filhos; vitorioso em batalhas sobre seus
inimigos; e mandando para baixo, com seus coabitantes (as águas, as quais são produtivas
de) alimentos, – Indra, associado com os Maruts, sê nossa proteção.
Varga 9.
6. Que ele, o repressor de ira (hostil), o criador da guerra, o protetor dos bons, o
invocado por muitos, compartilhe, com nosso povo, hoje, a (luz do) sol.4 Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
7. A ele seus aliados, os Maruts, incentivam em batalha; a ele os homens consideram como
o preservador da propriedade deles; ele sozinho preside todo ato de culto. Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
8. A ele, um líder (para a vitória), seu adoradores recorrem, em disputas de força, por
proteção e por riqueza; porque ele concede a eles a luz (da vitória), na escuridão
desnorteante (da batalha).5 Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
9. Com sua mão esquerda ele reprime os malignos; com sua direita, ele recebe as oferendas
(sacrificais); ele é o dador de riquezas, (quando propiciado) por alguém que celebra o seu
louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
10. Ele, junto com seus auxiliares, é um benfeitor; ele é reconhecido rapidamente por todos
os homens, hoje, por meio das carruagens dele; por suas energias varonis ele é vitorioso

[Literalmente ‘o de voz forte’ ou ‘com a voz do Touro’.] Nós não temos menção de Vṛṣāgir e seus filhos nos Purāṇas.
[Literalmente ‘o que faz murchar’.]
3
Aṅghirobhir aṅghirastamah, ‘o mais Aṅgiras dos Aṅgirasas’, o que se pode pensar que se refere aos Ṛṣis assim chamados,
mas o comentador o deriva de ang, ir, e explica Aṅgirasah por gantārah, seguidores; ‘aqueles que seguem rapidamente’.
4
Supõe-se que os Vārṣāgiras dirigem essa prece a Indra para que eles possam ter a luz do dia, na qual atacar seus
inimigos, e recuperar o gado que tinha sido levado embora por eles, ou para que a luz possa ser retirada dos seus
oponentes.
5
A expressão jyotish, ‘luz’, e chittamasi, ‘na escuridão do pensamento’, pode, também, ser aplicada mais literalmente, e
expressar a esperança de que Indra dará a luz do conhecimento à escuridão da compreensão.
1
2

303

sobre (adversários) indisciplinados. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
Varga 10.
11. Invocado por muitos, ele vai para a batalha, com seus parentes, ou com
(seguidores) não da sua família; ele garante o (triunfo) daqueles que confiam nele, e dos
filhos e netos deles. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
12. Ele é o manejador do raio, o matador de ladrões, temível e feroz, conhecedor de muitas
coisas, muito louvado, e poderoso, e, como o suco Soma, inspirador das cinco classes de
seres com vigor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
13. Seu raio arranca gritos (dos seus inimigos); ele é o que manda boas águas, brilhante
como (o corpo luminoso) do céu, o que faz trovejar, o promotor de atos beneficentes; a ele
dádivas e riquezas acompanham. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
14. Que ele, de quem a excelente medida (de todas as coisas), através de força,6
eternamente e em todo lugar nutre céu e terra, propiciado por nossos atos, nos leve para
além (do mal). Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
15. Nem deuses, nem homens, nem águas, alcançaram o limite da força daquele (deus)
beneficente; pois ele supera o céu e a terra com seu poder (destruidor de inimigos). Que
Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
Varga 11.
16. Os corcéis vermelhos e pretos, – de membros longos, bem ajaezados, e
celestiais, e atrelados, bem satisfeitos, ao jugo da carruagem na qual o derramador de
benefícios é transportado, para o enriquecimento de Ṛjrāśva, – são reconhecidos entre as
tropas humanas.
17. Indra, derramador (de benefícios), os Vārṣāgiras, – Ṛjrāśva, e seus companheiros,
Ambarīṣa, Sahadeva, Bhayamāna, e Surādhas, – dirigem a ti esse louvor propiciatório.
18. Indra, que é invocado por muitos, acompanhado pelos moventes (Maruts), tendo atacado
os Dasyus e os Śimyus,7 os matou com seu raio; o que faz trovejar então dividiu os campos
com seus amigos de cor branca,8 e resgatou o sol, e libertou a água.
19. Que Indra seja, diariamente, nosso protetor; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento (abundante); e que Mitra e Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu,
o preservem para nós!
Índice ◄►Hino 101 (Wilson)

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6

Śavasā mānam, o distribuidor de todas as coisas, através de seu poder. Ou isso pode significar que ele é o protótipo de
tudo o que é dotado de força.
7
O comentário explica esses como ‘inimigos’ e Rākṣasas; mas eles, mais provavelmente, designam tribos ainda não
subjugadas pelos hindus vêdicos, ou arianos.
8
Esses, segundo o comentador, são os ventos, ou Maruts; mas por que eles deveriam ter uma parte do território do
inimigo parece duvidoso. A alusão é, mais provavelmente, destinada aos amigos terrenos, ou adoradores, de Indra, que
eram brancos em comparação com as tribos mais escuras da região conquistada.

304

Hino 100. Indra (Griffith)
1. Que ele que tem seu lar com a força, o Poderoso, o Rei Supremo da terra e do vasto céu,
Senhor do poder verdadeiro, a ser invocado em batalhas, – que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
2. Cujo caminho é inalcançável como o de Sūrya; ele em cada luta é o forte matador de
Vṛtra, O Mais Poderoso com seus Amigos em seus próprios cursos. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
3. Cujos caminhos9 partem em sua grande força irresistível, ordenhando, por assim dizer, a
umidade fecundante do céu. Com força viril triunfante, subjugador de inimigos, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
4. Entre os Aṅgirases ele era o principal, um Amigo com amigos, poderoso em meio aos
poderosos. Adorador entre adoradores, honrado o maior dos cantores. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
5. Forte com os Rudras10 como com seus próprios filhos, em batalha varonil conquistando
seus inimigos, com seus companheiros próximos fazendo atos de glória, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
6. Aquele que humilha o orgulho, excitador do conflito, o Senhor dos heróis, Deus invocado
por muitos, que ele nesse dia ganhe com nossos homens a luz do sol.11 Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
7. Sua ajuda o fez mais animado na batalha, o povo fez dele o guardião do seu conforto. Ele
é o Senhor Único de cada serviço sagrado.12 Que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso
auxílio.
8. A ele o Herói, em grandes dias de proezas, heróis em busca de ajuda e despojos devem
se dirigir. Ele encontrou luz mesmo na escuridão cegante. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
9. Ele com sua mão esquerda detém até mesmo os poderosos, e com sua mão direita coleta
os despojos. Mesmo com os humildes ele adquire riquezas.13 Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
10. Com tropas a pé e carros ele ganha tesouros; ele é bem conhecido hoje por todas as
pessoas. Com poder valoroso ele subjuga aqueles que o odeiam. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
11. Quando em seus caminhos com parentes ou com estranhos ele se apressa para a luta,
invocado por muitos, para ganho de águas e de filhos e netos, que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
12. Terrível e feroz, matador de demônios, manejador do trovão, com conhecimento
ilimitado, louvado com hinos por centenas, poderoso, em força como Soma, guardião dos
Cinco Povos,14 que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.

Pánthāsaḥ, caminhos, é explicado como ‘raios’ por Sāyaṇa. Indra é aqui representado como o Deus da luz e da chuva.
Os Maruts, filhos de Rudra o principal Deus da Tempestade. Eles são os companheiros próximos ou associados fiéis de
Indra, que os considera não como seus iguais, mas como seus filhos.
11
O hino é dirigido a Indra em busca de auxílio em uma batalha que se aproxima. Sāyaṇa diz que os Vārṣāgiras rezam para
que eles possam ter a luz do dia e para que os inimigos deles lutem no escuro.
12
Indra é considerado o auxiliador e encorajador deles em batalha e seu protetor na paz. Ele também preside todos os
atos de culto, e como tal recompensa aqueles que o servem.
13
Isto é, não só o forte, mas também o homem fraco adquire riquezas com a ajuda dele.
14
Das cinco classes de seres, segundo Sāyaṇa, ou seja, Deuses, Gandharvas, Apsarases, Asuras e Rākṣasas. Provavelmente
as cinco tribos árias são aludidas. Veja 1.7.9.
9

10

305

13. Ganhando a luz, para cá ruge seu trovão como a poderosa voz impressionante do Céu.
Ricos presentes e tesouros sempre o acompanham. Que Indra, cercado pelos Maruts, seja
nosso auxílio.
14. Cujo lar eterno através da força dele o cerca por todos os lados, seu louvor, a terra e o
céu,15 que ele, satisfeito com nosso serviço, nos salve. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
15. O limite de cujo poder nem Deuses por Divindade, nem homens mortais alcançaram,
nem mesmo as Águas. Ele supera a Terra e o Céu em vigor. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
16. A égua vermelha e fulva, de marca de chama, de posição elevada, celestial que, para
levar riquezas a Ṛjrāśva, puxava pela lança a carruagem atrelada com garanhões, alegre,
entre as hostes de homens era notada.16
17. Os Vārṣāgiras para ti, ó Indra, o Poderoso, cantam esse louvor para te agradar, Ṛjrāśva
com seus companheiros, Ambarīṣa, Surādhas, Sahadeva, Bhayamāna.
18. Ele, muito invocado, matou Dasyus e Śimyus,17 segundo seu costume, e os abateu com
setas. O poderoso que faz trovejar, com seus amigos de cor clara,18 ganhou a terra, a luz do
sol, e as águas.
19. Que Indra seja sempre o nosso protetor, e não postos em perigo que nós ganhemos os
despojos. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa
prece.
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15

A Terra e o Céu, a residência dele, são sua canção de louvor eterna porque eles foram estabelecidos e regulados por
ele. Essa é a explicação de Ludwig desse verso obscuro.
16
Os epítetos nessa estrofe são considerados por Ludwig como nomes dos seis cavalos com os quais Ṛjrāśva se dirigiu
para a batalha e venceu. Os últimos quatro versos do hino parecem ter sido adicionados depois da vitória.
17
Homens de tribos nativas hostis.
18
Explicados por Sāyaṇa como os brilhantes Maruts, significam provavelmente os invasores arianos como contrários às
tribos de pele escura do território.

306

Hino 101. Indra (Wilson)
(Sūkta VIII)
O Ṛṣi é Kutsa, o filho de Aṅgiras; o deus, Indra; a métrica das primeiras sete estrofes é Jagat ī;
das últimas quatro, Triṣṭubh.
Varga 12.

1. Ofereçamos adoração, com oblações, a ele que é satisfeito (por louvor); que, com
Ṛjiśvan, destruiu as esposas grávidas de Kṛṣṇa.1 Desejosos de proteção, nós chamamos,
para se tornar nosso amigo, a ele, que é o derramador (de benefícios), que segura o raio em
sua mão direita, acompanhado pelos Maruts.
2. Nós invocamos, para ser nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts; a ele
que, com ira crescente, matou o mutilado Vṛtra, e Śambara, e o iníquo Pipru,2 e que extirpou
o inabsorvível Śuṣṇa.3
3. Nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts;
cujo grande poder (permeia) céu e terra; em cujo serviço Varuṇa e Sūrya são constantes; e
cujo comando os rios obedecem.
4. Que é o senhor de todos os cavalos e gado; que é independente; que, propiciado por
adoração, é constante em todo ato; e que é o matador do obstinado que se abstém de fazer
libações: nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
5. Que é o senhor de todas as criaturas que se movem e respiram; que, primeiro, recuperou
as vacas (roubadas), para o Brahman;4 e que matou os Dasyus humilhados: nós invocamos,
para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
6. Que deve ser invocado pelos bravos e pelos tímidos, pelos derrotados e pelos vitoriosos,
e a quem todos os seres colocam diante deles, (em seus ritos): nós invocamos, para se
tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
Varga 13.
7. O radiante Indra procede (pelo firmamento), com a manifestação dos Rudras; 5
através dos Rudras, a fala se propaga com celeridade mais expansiva, e louvor glorifica o
renomado Indra: a ele, acompanhado pelos Maruts, nós chamamos, para se tornar nosso
amigo.
8. Acompanhado pelos ventos, dador de riqueza verdadeira, se tu podes ficar satisfeito (em
residir) em uma mansão imponente ou residência humilde, vem ao nosso sacrifício.
Desejosos da tua presença, nós te oferecemos oblações.
9. Desejosos de ti, Indra, que és possuidor de força excelente, nós derramamos, para ti,
libações; desejosos de ti, que és alcançado por meio de oração, nós te oferecemos
oblações. Portanto, tu, que és possuidor de cavalos, senta-te, com prazer, sobre a grama
sagrada, acompanhado pelos Maruts, nesse sacrifício.

É dito que Ṛjiśvan é um rei, o amigo de Indra, e Kṛṣṇa, um Asura, que foi morto junto com suas esposas, de modo que
ninguém da posteridade dele pudesse sobreviver. Veja em 1.130.8, nota, e 4.16.13, nota. Kṛṣṇa, o negro, pode ser outro
nome para Vṛtra, a nuvem escura; ou nós podemos ter, aqui, outra alusão aos aborígenes de pele escura.
2
Śambara e Pipru são, ambos, chamados de Asuras. O último é também chamado de avrata, que não realiza, ou que se
opõe, aos vratas, ou ritos religiosos.
3
Śuṣṇam aśuṣaṃ, o secador; que é sem ser secado, que não pode ser absorvido.
4
Brahmaṇe, isto é, para Aṅgiras, ou os Aṅgirasas que, segundo o comentador, eram da casta bramânica. Várias passagens
concordam em afirmar que as vacas foram roubadas dos Aṅgirasas; e Aṅgiras não pode ser identificado com Brahmā. O
termo usado, portanto, muito provavelmente denota um brâmane.
5
Indra é dito aqui ser radiante, por identidade com o sol; e os Rudras, serem os mesmos que os Maruts, em seu caráter
de ares vitais, ou prāṇāh.
1

307

10. Regozija-te, Indra, com os corcéis que são da tua natureza, abre as tuas mandíbulas;
abre largamente a tua garganta, (para beber o suco Soma); que teus cavalos tragam a ti,
que tens um belo queixo, (para cá); e, bondoso para nós, sê satisfeito por nossas oblações.
11. Protegidos por aquele destruidor (de inimigos) que é unido, em louvor, com os Maruts,
nós podemos receber sustento de Indra; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o
céu, o preservem para nós.
Índice ◄►Hino 102 (Wilson)

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Hino 101. Indra (Griffith)
1. Cantemos, com oblação, louvemos a ele que alegra, que com Ṛjiśvan dispersou a raça
escura.6 Ávidos por auxílio, a ele o forte cuja mão direita empunha o raio, a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
2. Indra, que com ira triunfante derrotou Vyaṁsa, e Śambara e Pipru o iníquo; que extirpou
Śuṣṇa7 o insaciável, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
3. Ele cuja grande obra de poder viril é o céu e a terra, e Varuṇa e Sūrya mantêm sua lei
sagrada; Indra, cuja lei os rios seguem conforme eles fluem, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
4. Ele que é o Senhor e Mestre dos cavalos e vacas, honrado – o firme e seguro – em todo
ato sagrado; Matador até do forte que não derrama oferenda, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
5. Ele que é o Senhor de todo o mundo que se move e respira, que para o Brahman 8
primeiro antes de tudo encontrou as Vacas; Indra que derrubou os Dasyus aos seus pés, – a
ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
6. A quem os covardes e os homens valentes de guerra devem invocar, invocado por
aqueles que conquistam e por aqueles que fogem; Indra, a quem todos os seres dirigem seu
pensamento constante, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
7. Refulgente na região dos Rudras ele prossegue, e com os Rudras através do amplo
espaço acelera a Dama.9 O hino de louvor exalta a Indra muito famoso: – a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
8. Ó cercado por Maruts, se tu te deleitas no mais imponente local de reunião ou humilde
habitação, vem de lá para o nosso rito, verdadeiro concessor de benção: por amor a ti nós
preparamos oblações.
9. Nós, ansiosos por ti, forte Indra, esprememos Soma, e, ó tu, procurado com oração,
temos feito oferendas. Agora, nesse sacrifício, com todos os teus Maruts, na grama sagrada,
ó Deus conduzido por parelha, regozija-te.
10. Alegra-te com os teus próprios Cavalos Baios, Indra, abre as tuas mandíbulas e que os
teus lábios estejam abertos. Tu com a bela face, que teus Cavalos Baios te tragam: bondoso
para nós, fica satisfeito com a nossa oblação.
11. Guardas do acampamento cujos louvadores são os Maruts, que nós, através de Indra,
obtenhamos nós mesmos o espólio.10 Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o
Céu aceitem essa nossa prece.
6

Os aborígenes morenos que se opunham aos árias ou arianos.
Vyaṁsa, e Śambara, Pipru e Śuṣṇa são nomes dos demônios da seca.
8
Segundo Sāyaṇa, que recuperou para os Aṅgirases as vacas que tinham sido levadas pelos Paṇis. Veja 1.32.11.
9
Ludwig sugere que Rodasī, a esposa de Rudra, é aludida, e refere-se ao mito alemão antigo da Noiva do Vento.
10
Que nós que somos os guardiões do acampamento ou do novo povoado, louvados e favorecidos pelos Maruts,
ganhemos os despojos. As palavras marutstotrasya vṛjanasya são um pouco obscuras.
7

308
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Hino 102. Indra (Wilson)
(Sūkta IX)
O Ṛṣi e o deus, como no último; a métrica das primeiras dez estrofes é Jagat ī; da última,
Triṣṭubh.
Varga 14.

1. Eu dirijo a ti, que és poderoso, esse hino excelente; pois a tua mente tem sido
satisfeita pelo meu louvor. Os deuses têm alegrado sucessivamente aquele Indra vitorioso
com o poder (do louvor), por causa de prosperidade e riqueza.
2. Os sete rios exibem a glória dele: céu, e terra e firmamento mostram a forma visível dele.
O sol e a lua, Indra, fazem suas revoluções, para que nós possamos ver, e tenhamos fé no
que nós vemos.
3. Maghavan, envia tua carruagem, e nos traze riqueza, – aquele carro vitorioso o qual,
Indra, que és muito louvado por nós, em tempo de guerra, nós nos alegramos de ver em
batalha. Maghavan, concede felicidade para aqueles que são devotados a ti.
4. Que nós, tendo a ti como nosso aliado, derrotemos nossos adversários em todo combate.
Defende nossa parte; torna riquezas facilmente obtidas por nós; enfraquece, Maghavan, o
vigor dos nossos inimigos.
5. Muitos são os homens que te chamam em busca da tua proteção. Sobe em teu carro,
para trazer riqueza para nós, pois a tua mente, Maghavan, é tranquila, e determinada a
vencer.
Varga 15.
6. Teus braços são os obtentores de gado; tua sabedoria é ilimitada; tu és o mais
excelente, o concessor de cem auxílios em todo rito. O criador da guerra, Indra, é
incontrolável; o símbolo da força; portanto, os homens que desejam riqueza o invocam de
vários modos.
7. O alimento, Maghavan, (que é para ser dado, por ti), para os homens, pode ser mais do
que o suficiente para uma centena, ou para mais, até, do que mil. Grande louvor tem
glorificado a ti, que não tens limite, em consequência do que tu destróis teus inimigos.
8. Forte como uma corda trançada duas vezes, tu és o símbolo da força, protetor dos
homens, tu és mais do que capaz de sustentar as três esferas, os três luminares,1 e todo
esse mundo dos seres, Indra, que, desde o nascimento, sempre tens sido sem rival.
9. Nós invocamos a ti, Indra, o principal entre os deuses. Tu tens sido o vitorioso em
batalhas. Que Indra coloque em primeiro lugar, na batalha, essa nossa carruagem, que é
eficiente, impetuosa, e a que extirpa (todos os obstáculos).2
10. Tu conquistas, e não reténs os despojos. Em conflitos pequenos e sérios nós te
fortalecemos, feroz Maghavan, para nossa defesa. Portanto, inspira-nos, nos nossos
desafios.
11. Que Indra seja o nosso defensor diariamente; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento farto; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu, o
preservem para nós.
Índice ◄►Hino 103 (Wilson)

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1

Os três fogos; ou, o sol no céu, o relâmpago no ar, e o fogo (sagrado ou doméstico,) na terra.
Ou os epítetos podem ser aplicados a putra, um filho, implícito, – que Indra nos dê (um filho), um oferecedor de
louvores, cheio de sabedoria, e o subjugador de inimigos, e (nos dê) também, uma carruagem a principal em batalha.
2

309

Hino 102. Indra (Griffith)
1. Para ti o Poderoso eu trago esse poderoso hino, pois o teu desejo tem sido satisfeito pelo
meu louvor. Em Indra, sim nele vitorioso através de sua força, os deuses se regozijaram em
banquete e quando o Soma fluiu.
2. Os Sete Rios3 levam a glória dele por toda parte, e o céu e o firmamento e a terra exibem
a forma agradável dele. O Sol e a Lua em mudança alternada seguem seu curso, de modo
que nós, ó Indra, possamos ver e possamos ter fé.
3. Maghavan, concede-nos aquele mesmo carro para nos trazer despojos, o teu carro
conquistador no qual nós nos alegramos no choque do combate. Indra, a quem os nossos
corações louvam muito na guerra, concede proteção, Maghavan, para nós, que te amamos
profundamente.
4. Encoraja o nosso lado em todas as lutas: que nós, contigo como nosso aliado, vençamos
a tropa do inimigo. Indra, concede-nos alegria e felicidade; quebra, ó Maghavan, o vigor dos
nossos inimigos.
5. Pois aqui de várias maneiras esses homens que invocam a ti, possuidor de tesouros,
cantam hinos para ganhar o teu auxílio. Sobe no carro para que tu possas trazer despojos
para nós, pois, Indra, a tua mente fixa obtém a vitória.
6. Seus braços ganham vacas, seu poder é ilimitado, em cada ato o melhor, com cem
auxílios, o que desperta o ruído da batalha é Indra: ninguém pode rivalizar com ele em força
poderosa. Por isso, ávidas pelos despojos, as pessoas o invocam.
7. Tua glória, Maghavan, supera cem, sim, mais do que cem, de mil entre o povo; a grande
taça4 tem te inspirado ilimitadamente: de modo que tu podes matar os Vṛtras, quebrador de
fortes!5
8. Do teu grande poder há uma contraparte tripla, as três terras,6 Senhor dos homens, e os
três reinos de luz.7 Acima desse mundo, Indra, tu tens te desenvolvido: tu és sem inimigo,
por natureza, desde os tempos antigos.
9. Nós te invocamos primeiro entre os Deuses: tu te tornaste um poderoso Conquistador em
combate. Que Indra encha de vitalidade o coração desse nosso cantor, e torne o nosso
carro impetuoso, o principal em ataque.
10. Tu tens prevalecido, e não retido os despojos, em batalhas insignificantes ou naquelas
de grande importância. Nós te fazemos forte, o Poderoso, para nos socorrer: inspira-nos,
Maghavan, quando nós desafiamos o inimigo.
11. Que Indra sempre seja o nosso protetor, e não expostos ao perigo que nós possamos
ganhar o saque. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa
nossa prece.
Índice ◄►Hino 103 (Griffith)

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3

Os principais rios na proximidade dos mais antigos povoados arianos. Veja 1.32.12.
O recipiente que contém o estimulante suco Soma, ou a própria libação poderosa.
5
Os fortes são os castelos de nuvens dos demônios do ar que Indra destrói com seu relâmpago: ‘as nuvens cujas torres
moventes compõem os bastiões da tempestade’. Shelley, Witch of Atlas.
6
Talvez a terra, a atmosfera, e o céu.
7
Ou, de acordo com Sāyaṇa, os três fogos ou fogo em três formas, [nota 1]. Veja também 1.105.5.
4

310

Hino 103. Indra (Wilson)
(Sūkta X)
O Ṛṣi e o deus, como antes; a métrica, Triṣṭubh.
Varga 16.

1. Os sábios eram antigamente possuidores desse teu poder supremo, Indra, como
se ele estivesse presente com eles, 1 – uma luz do qual brilha sobre a terra; a outra, no céu;
e ambos estão em combinação um com o outro;2 como bandeira (se mistura com bandeira,)
em batalha.
2. Ele sustenta, e tem expandido, a terra. Tendo atingido (as nuvens), ele libertou as águas.
Ele matou Ahi; ele perfurou Rauhiṇa; ele destruiu, com sua destreza, o mutilado (Vṛtra).3
3. Armado com o raio, e confiante em sua força, ele continuou a destruir as cidades dos
Dasyus. O que faz trovejar, reconhecendo (os louvores do teu adorador), lança, por causa
dele, a tua flecha contra o Dasyu, e aumenta a força e glória do Ārya.4
4. Maghavan, possuidor de um nome que deve ser glorificado, oferece, para aquele que o
celebra, essas eras (rotantes) do homem. 5 O que faz trovejar, o que dispersa (seus
inimigos), partindo, para destruir os Dasyus, obteve um nome (famoso por) bravura
(vitoriosa).
5. Vejam isso, o vasto e extenso (poder de Indra), tenham confiança na destreza dele. Ele
recuperou o gado; ele recuperou os cavalos, as plantas, as águas, as florestas.
Varga 17.
6. Nós oferecemos a libação de Soma para ele que é o realizador de muitas proezas,
o melhor (dos deuses), o derramador (de benefícios), o possuidor de força verdadeira, o
herói que, mantendo o respeito pela riqueza, a tira daquele que não realiza sacrifícios, –
como um salteador (de um viajante), – e procede (para dá-la) para o sacrificador.
7. Tu realizaste, Indra, um feito glorioso, quando tu despertaste o adormecido Ahi com teu
raio. Então as esposas (dos deuses), os Maruts, e todos os deuses, imitaram a tua
exultação.
8. Visto que, Indra, tu mataste Śuṣṇa, Pipru, Kuyava, e Vṛtra, e destruíste as cidades de
Śambara, portanto que Mitra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu nos concedam o que
(nós desejamos).
Índice ◄►Hino 104 (Wilson)

____________________

1

O termo é parācaih, o qual é bastante duvidoso.
É dito que o sol e o fogo são, igualmente, o brilho de Indra. De dia, o fogo está combinado com o sol; à noite, o sol está
combinado com o fogo.
3
Ahi e Vṛtra, em ocasiões anteriores, têm sido considerados como sinônimos; aqui eles são distintos, mas significando,
muito provavelmente, apenas nuvens formadas diferentemente. Rauhiṇa, chamado de Asura, é, com toda a
probabilidade, algo do mesmo tipo, – uma nuvem púrpura, ou vermelha.
4
Nós temos, aqui, o Dasyu e o Ārya colocados em oposição; um, como o adorador, o outro, como o inimigo do adorador.
Dāsīh, como o adjetivo de purah, cidades, é explicado ‘dos, ou pertencentes aos, Dasyus’. A menção de cidades indica um
povo não totalmente bárbaro, embora o termo possa designar vilas ou aldeias.
5
Mānuṣemā yughāni, ‘esses yugas mortais’; Kṛta, Treta, etc., segundo o comentador, os quais Indra desenvolve
sucessivamente, no caráter do sol.
2

311

Hino 103. Indra

(Griffith)

1. Aquele teu maior poder de Indra6 está distante: o que se encontra aqui os sábios
possuíam antigamente. Um está sobre a terra, o outro no céu, e ambos se unem como
bandeira com bandeira em batalha.
2. Ele estendeu a ampla terra e a fixou firmemente, atingiu com seu raio e libertou as águas.
Maghavan com sua pujança derrubou Ahi, despedaçou Rauhiṇa7 e matou Vyaṁsa.
3. Armado com seu raio e confiando em sua destreza ele vagou quebrando as fortalezas dos
Dāsas.8 Lança o teu dardo, conhecendo,9 Trovejador, no Dasyu; aumenta o poder e a glória
do Ārya, Indra.
4. Para aquele que ensinou desse modo essas raças humanas, Maghavan, tendo um título
digno de fama, o que faz trovejar, aproximando-se para matar os Dasyus, deu a ele mesmo
o nome de Filho por glória.10
5. Vejam essa riqueza abundante que ele possui, e coloquem sua confiança no vigor de
herói de Indra. Ele encontrou o gado, e ele encontrou os cavalos, ele encontrou as plantas,
as florestas e as águas.
6. Para ele, o verdadeiramente forte, cujas façanhas são muitas, para ele o Touro forte
vamos derramar o Soma. O herói, vigiando como um ladrão na emboscada, segue
repartindo as posses dos ímpios.
7. Tu fizeste bem aquele ato heroico, ó Indra, ao despertar com teu raio o adormecido Ahi.
Em ti, encantado, as Damas divinas11 se regozijaram, os Maruts velozes e todos os deuses
estavam alegres,
8. Porque tu derrotaste Śuṣṇa, Pipru, Vṛtra e Kuyava,12 e os fortes de Śambara, ó Indra. Que
Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece.
Índice ◄►Hino 104 (Griffith)

____________________

6

Benfey explica esse verso como significando: o poder de Indra está dividido de certo modo: uma parte dele é possuída
pelos sábios que por meio dos seus hinos, sacrifícios e libações do suco Soma dão a ele poder total para realizar seus
grandes feitos.
7
Rauhiṇa, dito ser um demônio é, como os outros demônios da seca, uma nuvem púrpura escura que retém a chuva.
8
Ou Dasyus, os habitantes não arianos da terra.
9
Isto é, distinguindo o ariano do bárbaro.
10
O significado desse verso parece ser, como Ludwig diz, que Indra, ao se preparar para matar os Dasyus, tornou-se, por
assim dizer, um filho para o adorador devoto que proclamou seus grandes feitos para os homens.
11
As consortes dos deuses.
12
Significando, provavelmente ‘causando más colheitas’, é o nome de outro dos demônios da seca.

Indra. segundo o comentário. Índice ◄►Hino 105 (Wilson) ____________________ 1 Em breve chamado de Kuyava. te levam. comida e bebida aos famintos.312 Hino 104. para o teu divertimento. 7. e. 9. afluente Śakra. que elas sejam afogadas nas profundezas do rio Śiphā. 3 Nenhum desses é encontrado nas listas purânicas. Os rios Añjasī. Maghavan. Derramador (de benefícios). Kuliśī. Indra. ouve-nos como um pai (ouve as palavras de seus filhos). Por isso. o sustentam com suas águas. 6. dia e noite. Que os deuses contenham a ira do destruidor. dá. deus e métrica. como livres do pecado. ele leva. – portanto. As duas esposas de Kuyava se banham com a água. (para pedir) sua proteção. 8. que. 2. e o rio Śiphā não é encontrado em outro lugar. enquanto ainda no útero. – alguém que vaga por toda parte para fazer mal aos outros. quando invocado. eu medito em ti: nesse (teu poder) a nossa confiança foi colocada. 4 De Kuyava. Varga 19. Que ele rapidamente as guie no caminho. Incita. Indra. por si mesmo. O herói cresce. na época de sacrifício. a nossa prole por nascer. para teu assento: apressa-te para sentar sobre ele – como um cavalo relinchando (se apressa para o seu estábulo). e é renomado (no mundo inteiro). significando.3 agradando-o com sua substância. Já que a rota que leva à residência do Dasyu 4 foi vista por nós. por si mesmo. de ay. (defende-nos) dessa violência repetida: não nos rejeites. – como uma vaca conhece o caminho para o seu estábulo. não nos abandones. que gostas muito do suco Soma: ele está preparado: bebe dele. 1. pelas águas. tu que és invocado por muitos. Vem à nossa presença. alarga o teu estômago. e tragam para a nossa solenidade aquele que afasta o mal. 2 O comentador diz que aya é um apelativo de Kuyava. com as águas antigamente (levadas). veneração pelo sol. O altar foi erguido. Indra. e Vīrapatnī. a leva. que ele era um dos chefes dos bárbaros. não firas aqueles que são capazes (apenas de rastejar) sobre seus joelhos. a espuma. em nós. Não nos firas. conduze-nos para grande riqueza: não nos envies. Não prejudiques. como antes.1 conhecendo a riqueza de outros. 4. (O Asura). e por aqueles que são dignos do louvor dos seres vivos. Não prejudiques a nossa prole. seguir. 3. Indra (Wilson) (Sūkta XI) Ṛṣi. não nos prives dos prazeres que são queridos por nós. Eles têm chamado a ti. 5. . – afrouxando as rédeas. para uma residência privada de recursos. como um libertino joga riqueza fora. Essas pessoas vieram até Indra. pois a nossa confiança está no teu poder imenso. Indra. A morada do errante2 (Kuyava) estava oculta (no meio) da água. Presente na água. De membros vastos. e deixando os teus corcéis livres. possivelmente. As façanhas dele são aludidas obscuramente. Varga 18.

e possivelmente ela pode aqui significar o rio Sarasvatī. ouve-nos como um Pai. Esses homens vieram a Indra em busca de assistência: ele não virá rapidamente nesses caminhos? Que os deuses contenham a fúria do Dāsa. Aquele que tem só desejo como sua posse lança sobre si mesmo. 6. Nessa água que foi levada as duas esposas de Kuyava se banham. Isso os parentes dele que vive ao nosso lado têm controlado: o Herói governa e se apressa adiante com rios antigos. Ambas as esposas de Kuyava6 têm se banhado em leite: que elas sejam afogadas no fundo do Śiphā. 8 A primeira linha desse verso é ininteligível para mim. e explica: o Asura. em 6. 11 Isto é. Maghavan. A explicação de Ludwig é: enquanto o pobre ariano que pode somente desejar a riqueza que ele não possui não tem nem a água comum na qual se lavar. e explica: com esses (os três rios mencionados em seguida). explicado por Sāyaṇa como o demônio destruidor. O significado dos três rios na segunda linha é obscuro. e. os nossos filhos. lança espuma no meio das águas. como um epíteto de Sarasvatī a Deusa. as esposas do inimigo. Kuliśī e Vīrapatnī. Indra. Hall ressaltou.] Essa estrofe é muito obscura. o herói (Indra) do vizinho Āyu (mortal?) não fica fixo lá.9 deleitando-o. como o Dr. Solta os teus Corcéis velozes. 10 Isto é. invocado. imediatamente com as primeiras (ondas) ele se põe em movimento e escapa. 7 Sāyaṇa diz que Śiphā é o nome de um rio. 12 Provavelmente. ocorre. Vem até nós. como uma vaca que conhece seu estábulo. 7.313 Hino 104. 6 Talvez um nome dado pelos arianos a um dos chefes não-arianos. Benfey crê que ela é uma descrição de massas de nuvens sucessivas. que são representadas como conquistadas por Indra.13 9.7.5 e que eles possam levar o nosso povo a um destino venturoso. Ludwig separaria nābhiḥ em na ābhiḥ. forte Senhor dos Despojos! os nossos recipientes com a vida que está dentro deles. e reputação. em ti como tal temos confiado: leva-nos. têm leite em suas águas. das águas. não nos jogues fora como um esbanjador faz com seu tesouro. eu considero. que conhece a riqueza dos outros a leva por si mesmo. e estando presente nas águas ele leva a água com a espuma. Não prejudiques os nossos descendentes ainda por nascer: a nossa confiança está no teu imenso poder de Indra. Logo que rastros desse Dasyu foram descobertos.49. 5 . como tal.10 ele procurou a residência. [Nota da edição de 1889. Benfey considera que a água espumante significa a chuva fertilizante. que manda a chuva como antes. Benfey considera que os nomes são personificações femininas de nuvens. despeja-o dentro de ti. 2. Ó Indra invocado por muitos. Agora nós. dá-nos uma parte da luz solar. em casa não despreparada11 dá-nos comida e bebida quando famintos. O Dāsa.8 Añjasī. ou demônio. para amplas riquezas. impecabilidade. Indra. 9 ‘A esposa do herói’. Bebe dele por êxtase. Sāyaṇa dá outras explicações da expressão. 3. O sentido parece ser que a amizade de Indra. Amplamente espaçoso. 13 Isto é.12 Não arranques a nossa prole não nascida.7 4. eles têm te chamado de amante de Soma: aqui está o suco espremido. Poderoso. Agora pensa em nós. pôs um fim na insolência de Kuyava. Ele aparentemente significa aqui um chefe da tribo nãoariana a quem os suplicantes estão indo atacar. se banham em leite. 5. O altar foi feito para tu repousares: vem como um corcel ofegante e senta-te. as nossas esposas com nossos bebês por nascer. como aquela que conhece a sua casa. Não nos mates. Indra (Griffith) 1. liberta os teus Cavalos que te trazem rapidamente para perto à noite e de manhã. Kuyava. em uma casa bem suprida e equipada. 8. as de trás pressionando as da frente. não nos abandones: não roubes as alegrias nas quais nós nos deleitamos. no orgulho insolente de suas riquezas.

A prática de engrossar fios com amido nós notamos através de Manu. Ou isso pode ser traduzido. saibam isso de mim’. tendo acabado de molhá-la em óleo ou banha’. Deuses. estejam conscientes dessa (minha aflição). śobhanapatana. que estão presentes nos três mundos. exclui dele todos os objetos visíveis. no fundo do poço. que essa (minha ascendência). estejam conscientes da (minha aflição). onde ela é Triṣṭubh. como um lobo (que cai sobre) um veado sedento. estejam conscientes dessa (minha aflição). o qual. onde a lei requere que o tecido devolvido seja mais pesado que o fio dado. a sua mentira? Onde. e relate (a minha condição para os outros deuses). conforme outro texto: ‘Agni é a boca. Contudo tristezas me assaltam. estejam conscientes dessa (minha aflição). o primeiro. nota 2. ou ‘estejam cientes dessa minha aflição’. e. raios dourados brilhantes (os meus olhos) não veem seu lugar de permanência. 7 As quais. Varga 21. permanecendo acima. Śatakratu. dos deuses’. tal como Trita antecipa para ele mesmo. conforme um texto citado: “Por meio de um filho. – como um rato (rói) as linhas (de um tecelão). ‘como um rato rói.2 Céu e terra. 1 . e no último. estejam conscientes dessa (minha aflição). Aqueles que buscam riqueza a obtêm: a esposa desfruta (da presença de) seu marido. de acordo com Sāyaṇa. deuses. veja a história de Trita.5 o objeto de sacrifício. 397). Eu rogo ao primeiro (dos deuses). Onde. a métrica é Paṅkti. 3 O texto tem somente ‘céu e terra. por Trita. ‘aquele que reprime inimigos’. a combinação com o qual dá à lua sua luz. quando a libação era derramada. ou por Kutsa. a antiga invocação (que eu enderecei) a vocês? Céu e terra. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta XII) O Hino é endereçado aos Vi śvedevas. no hino 52. 5. nunca seja excluída (dele). no céu. está a sua observância da verdade? Onde. que residem na luz do sol. 2 Isso se refere à suposta posição de Trita.314 Índice ◄►Hino 105 (Griffith) ____________________ Hino 105. portanto. Onde. estejam conscientes dessa (minha aflição). 6 (de modo que) nós possamos vencer os malignos? Céu e terra. Ou ela pode significar ‘conectada com o raio de sol chamado Suparṇa’. não há mundo (loka) para alguém que não tem filhos”. eu sou aquele que antigamente recitava (seu louvor). de acordo com o comentador. progênie é gerada. A lua de movimento gracioso1 se apressa pela região central no céu. As vigas (do poço se fecham) ao meu redor. habilitados para libações de suco Soma. agora. A última o comentador explica. ou lambe. e Aryaman. como as esposas rivais (de um marido).7 Céu e terra. 4 Por falta de posteridade. onde. – embora teu adorador. um homem conquista os mundos. de todos os deuses o produzido por primeiro. apetecíveis para os ratos. em nome dele. a partir da união deles. 5 Agni. sua cauda. a que segue bem. exceto no oitavo verso. onde ela é Mah ābṛhatī Yavamadhyā. Céu e terra. 4. estejam conscientes dessa (minha aflição). o motivo de alegria (para seus progenitores).4 que nós nunca estejamos em falta (de um filho). foram molhadas em água de arroz. 3. e que são. estando coberto. ou ‘prestem atenção nesse meu hino’. 6 É explicado que aqui Varuṇa significa ‘obstrutor do mal’. 7. Deuses. Céu e terra. Candramāh * suparṇah. a atenção (benigna) de Varuṇa? Onde está o caminho do poderoso Aryaman. para torná-las mais aderentes. isto é. Céu e terra. estejam conscientes dessa (minha aflição). 1.3 2. está a sua verdade? Onde. está a tua antiga benevolência? Qual novo ser agora a possui? Céu e terra. 6. que ele se torne o meu mensageiro. ou elegantemente. por conta disso (8. 8. inquietações me consomem. Agni. Deuses. Varga 20.

Céu e terra. 14. no céu. ele interpreta vṛka como a lua. Céu e terra. estabelecido no nosso rito. Indra. āpya. e essa interpretação é corroborada por textos que representam o sol como o caminho para o céu. tendo em conjunto levado rapidamente as minhas orações para os deuses. e o sol difunde sua (luz) constante. indiretamente do sol. e traduz a passagem: ‘Os raios do sol impedem a lua de aparecer. mortais. ‘força’. (pelo qual) os rios incitam adiante as águas. estejam conscientes dessa (minha aflição). Os raios do sol permanecem no centro circundante do céu: eles repelem o lobo. aquele sempre em movimento. Céu e terra. . e o relâmpago. é dito. 13 Brahmā kṛṇoti varuṇah. aludindo. 16. Rosen o traduz como domicílio. estejam conscientes dessa (minha aflição). que és o mais sábio. Agni. o vento. Bṛhaspati. e o sentido comum de nābhi é umbigo. mas que foi detido pelo brilho dos raios solares. 11 Aludindo. Aquele novo (vigor)12 louvável e elogiado está estabelecido em vocês. Mas pode-se duvidar se ele pode ter propriamente tal interpretação. em suas respectivas esferas. feito o caminho no céu. no firmamento. Que aquele sábio e generoso Agni.14 não deve ser desconsiderado.315 9. louvável. Varuṇa. a Lua. nas nuvens.15 mas vocês. 12 O comentador diz que Bala. 10. estejam conscientes dessa (minha aflição). o fogo. e Savitṛ. brilhando em Svarloka.10 que residem no centro do céu expandido. filho das águas. deuses. Mas ele não é explicado dessa maneira no comentário. luminosos. Um significado de panthāh é apresentado como um epíteto de āditya. são. embora obscuramente. e apah como o firmamento. 8 Não está muito claro o que quer dizer o termo nābhi. 11. Agni. como no sacrifício de Manus. o sol. Vento. Digna de louvor. Fogo. estejam conscientes dessa (minha aflição). está implícita. como o guia do nosso caminho. como (no sacrifício de) Manus. não o consideram. e a inserção do t é uma anormalidade. um caminho. a partir do caminho. que tem direito a louvação. que estava prestes a atravessar um rio a nado. na terra. para existência. segundo o Śāṭyāyana Brāhmaṇa. no qual o comentador parece compreendê-lo. ou de ficar visível. voltem (rapidamente). por vocês. – Aqueles que estão livres de mácula seguem pela porta do sol. adora (os deuses). Céu e terra. Varga 22. como a base da alma. Os Taittirīyas substituem. caído no poço. O primeiro é aqui explicado rakṣaṇarūpam karma. Varga 23. ou. 15. tal patronímico de apa seria. (a ele o repetidor de louvor) dirige o louvor. cruzando as grandes águas. em lugar do relâmpago. talvez. Certa vez. e o Relâmpago. a lua. avançou sobre mim. Céu e terra. de (todo o) seu coração.8 Trita. De acordo com Yāska. neles está o meu umbigo expandido. como um carpinteiro16 cujas costas se arqueiam (com inclinação fica ereto a partir de seu trabalho). se torne o nosso verdadeiro (amparo). Aqueles que são os sete raios (do sol). pois. O sol. Céu e terra. 15 Pois os deuses dependem. Que os cinco derramadores (de benefícios). à história de um lobo. Varuṇa realiza o rito de preservação. estejam conscientes dessa (minha aflição). corretamente. mas o sentido mais comum é uma estrada. (levantando-se nas patas traseiras). estejam conscientes dessa (minha aflição). como citado por Sāyaṇa. 9 Āptya. no firmamento’. 18. ou. – da qual ukthya. e. como Sūryadvāreṇa te virajāh prayānti. por socorro. 17. ‘o ato que é da natureza de preservação’. identificando os raios solares com os sete ares vitais que permanecem no espírito dominante. os nakṣatras. para devorar Trita. na região planetária. Que ele. ó deuses. o sol. como admitido pelo comentador. à prática mística de contemplar a região umbilical. 13.9 sabe que (isso é assim). declaradamente. instalado na nossa (solenidade). um lobo fulvo me viu seguindo meu caminho. Trita. e lhes ofereça oblações. que liberta muitos do pecado. um sábio entre os deuses. Aryaman. explicado apām putrah. 10 É dito que eles são. estejam conscientes dessa (minha aflição). pois esses.11 Céu e terra. como satatagāmī.13 Nós desejamos a ele. tendo me visto. estejam conscientes dessa (minha aflição). é aquela tua relação (com os deuses). Céu e terra. ouve (a súplica). 12. o Sol. invoca os deuses. de acordo com outros textos. que é. que regula as estações nas quais sacrifícios são oferecidos. e ele os louva por sua libertação (do poço). seja o invocador dos deuses. 14 Asau yaḥ panthā ādityo divi pravācyaṃ kṛtaḥ. Tu. todos. o filho das águas. ou asterismos. é um epíteto.

e mentira? Onde está o meu antigo apelo a vocês? Notem essa minha aflição. Notem essa minha aflição. a fonte da nossa felicidade. uniu-se com uma delas. Varuṇa. firmamento. Ó relâmpagos com suas rodas douradas. em māsakṛt. Por essa recitação que nós. Ele é dirigido aos Viśvedevas em nome de Tṛta que tinha sido aprisionado em um poço.33. Qual é o seu firme suporte da Lei? O olho do observador Varuṇa? Como nós podemos passar os ímpios no caminho do poderoso Aryaman? 22 Notem essa minha aflição. precedem toda forma e sustentam toda criação”. 20 O mais recente ou mais jovem dos deuses. tendo visto as constelações seguindo pelo caminho do céu. Porém. 21 O mundo é dividido em terra. ambos dão e recebem a bênção do amor. porque eu. um adorador fiel. 1893. 7. É dito que ele. E. e 460. ó Terra e Céu. tornando-nos possuidores de Indra. 18 No oceano de ar. a lua. – Ludwig. Ó Śatakratu. em abraços entrelaçados. 24 O significado de śiśnā explicado desse modo por Sāyaṇa é incerto. Eu sou o homem que cantou antigamente muitos louvores completos quando Soma fluiu.5. 6. ó Terra e Céu. Ó deuses que têm seu lar lá nos três reinos lúcidos do céu. o cantor do teu louvor. nota 2. Journal of the Royal Asiatic Society. Aditi. ele com as belas asas19 no céu.52. ó Terra e Céu. Índice ◄►Hino 106 (Wilson) ____________________ Hino 105. 5. Notem essa minha aflição. nesse (pedido).3. e apenas é tornado inteligível pelas adições do comentário. 17 Esse hino é atribuído ou a Tṛta ou a Kutsa. por interpretar vṛka como a lua. veja Macdonell. e céu. não prestando atenção a Trita no poço. que aquela luz nunca caia da sua posição no céu. Que nunca nos falte alguém como o doce Soma. o reservatório de todas as possibilidades de existência. Onde está a antiga lei divina? Quem é o seu novo difusor agora? Notem essa minha aflição. ele divulgará isso.316 19. 422.17 Viśvedevas (Griffith) 1. ó Terra e Céu. estava ūrdhvābhimukha (de pé na presença ereto). é citado às vezes como triplo. Veja 1. Como enviado. 16 O sentido da comparação não é muito claro. 2. considerada como o caminho do céu. 4. Julho. fazedor do mês. O lobo. ó Terra e Céu. 3. O sentido geral das questões nesse e nos dois versos anteriores é: não há mais qualquer distinção entre certo e errado? Não há governo moral no mundo? Se há.] 19 O Sol. O Sagrado e o Profano. as paredes do poço no qual Tṛta estava confinado. Dentro das águas18 corre a Lua. e fortes com progênie multiplicada. como ratos devoram os fios do tecelão.21 o que vocês consideram verdade. a terra e o céu. Ó Deuses. e unir mā sakṛt. Perto de seu marido se aferra a esposa. A passagem admite uma tradução totalmente diferente. sou permitido sofrer essa miséria imerecida? 23 Segundo Sāyaṇa. como sendo reproduzido continuamente. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. e que Mitra. ó Terra e Céu. Notem essa minha aflição. além disso. A linha volta a ocorrer em 10. 22 Provavelmente a via láctea. Agni. Certamente os homens anseiam e obtêm seu desejo. [“As águas simbolizam a soma universal das virtualidades: são a fonte e origem.24 Notem essa minha aflição. superemos os nossos inimigos em batalha. como o carpinteiro. pp. Como esposas rivais por todos os lados vigas circundantes23 me oprimem muito. 8. No entanto. . sejam benevolentes para nós. preocupações agudas devoram a mim. eu uma vez. os homens não encontram o seu lugar permanente. e cada um desses. o oceano. Notem essa minha aflição. inquietações torturantes me consomem como o lobo ataca o cervo sedento. Eliade. Eu peço o último 20 do sacrifício.

Deus entre os Deuses. ó Terra e Céu. ou o movimento constante da chuva em sua queda do céu e dos rios ao longo de seus cursos. 18. No alto na ascensão central do céu estão colocados aqueles Pássaros de belas asas. 14. Aquele caminho do Sol31 no céu. ou o culto de Agni. Isto é. 19. tendo levado juntos rapidamente os meus louvores aos Deuses. Os Deuses. Segundo Ludwig o caminho do Sol entre os trópicos é aludido.317 9. e manifesta-se por irmandade. retornem. Agni com seus raios brilhantes. Um lobo avermelhado me viu uma vez. ó Terra e Céu. 13. 17. e Aditi e Sindhu. “O significado do termo como aplicado ao próprio mundo natural se conecta com a alternância de dia e noite. Notem essa minha aflição. Menos ainda os homens podem desconsiderá-lo. Varuṇa faz a oração sagrada. 32 O Senhor da Prece. semelhante a um homem como um sacerdote Agni o mais sábio transportará rapidamente para os Deuses as nossas oblações. Ele no coração revela seu pensamento. ó Terra e Céu. Ó mortais. vocês não o veem. quando enterrado no poço. 28 As estrelas. e Mitra. Ele. Senta-te aqui como um homem: o mais sábio. Notem essa minha aflição. ó Terra e Céu. provavelmente. 10. Notem essa minha aflição. 31 De acordo com Benfey. Que Varuṇa.30 a Verdade é a luz do Sol estendida. A corrente dos rios é a Lei. dali a minha casa e família se estende. Tṛta. como um carpinteiro33 cujas costas estão se arqueando agachou-se e lançou-se para longe. ó Terra e Céu. Notem essa minha aflição. diz Sāyaṇa. e que conhece a origem divina da raça humana. Através dessa nossa canção que nós possamos. ó Deuses. é aquela afinidade que tu tens com Deuses. porque a existência deles depende dele como regulador das estações nas quais sacrifícios são oferecidos a eles. feito para ser altamente glorificado. aliados com Indra. Digna de louvor. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. Para ele que encontra o caminho nós oramos. que como pecadores não o contemplam ou compreendem corretamente.” Wallis. 30 Lei (ṛtám). e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. 11. Que aqueles cinco Touros27 que ficam totalmente no alto no meio do imenso céu. Firme é esse hino de louvor feito recentemente. ordem eterna. é o ponto central através do qual eu e todos os membros da minha família somos conectados e mantidos juntos. Aquele chamado dele Bṛhaspati32 ouviu e libertou-o da angústia. traze os Deuses para o sacrifício. quando eu estava seguindo meu caminho. como um carpinteiro inclinando-se sobre sua obra até que suas costas se arqueiem. como Ludwig sugere. 25 . ó Agni. diz Sāyaṇa. Aqui sentado. Índice ◄►Hino 106 (Griffith) Do sol. ó Terra e Céu. 12. não deve ser ultrapassado. como no verso 12. Notem essa minha aflição. 27 As estrelas de alguma constelação. o caminho da verdade. não devem desconsiderar o caminho do Sol. 33 A comparação não é muito clara. 29 Escuridão ou eclipse da Lua. Cosmology of the Ṛgveda. 93. Notem essa minha aflição. Que o culto sagrado surja novamente. 15. Essa última aplicação da palavra pode ter determinado seu sentido especial de ‘água’ na linguagem posterior. Notem essa minha aflição.28 De volta de seu caminho eles impelem o lobo29 porque ele iria atravessar as águas agitadas. a passagem regular do sol pelos céus. os raios são as chamas de Agni. Notem essa minha aflição. Mas. ó Terra e Céu. arqueando suas costas ou contraindo seus membros. p. justiça. 26 Tṛta Āptya: um ser místico que reside na parte mais remota dos céus. 16. apela aos deuses para socorrê-lo. ordem eterna. Notem essa minha aflição. com todos os nossos heróis vencer na batalha. ó Terra e Céu. Notem essa minha aflição. e adequado para ser recitado. inteligente. Ela aparentemente significa que o lobo rastejou para longe. ó Deuses. Esse Tṛta Āptya26 conhece bem. Onde aqueles sete raios25 estão brilhando.

que são generosos. no qual ela é Triṣṭubh. que são generosos. nos livrem de todo o pecado. Veja Manu.195. 1. É dito que. pelo comentador. 3. como uma carruagem de um desfiladeiro. o matador de inimigos. céu e terra. e concessores de residências. nós solicitamos. o Hino é endereçado aos Viśvedevas. no comentário. que são generosos. que são generosos. na primeira parte de frase. sempre confere felicidade a nós. (também. 1 2 . com os deuses. nos livrem de todo o pecado. para nós. Varga 24. Incitando a ele que é o louvado dos homens. e que eles. nos protejam. implantada em ti por Manu. ou propriedades) que foi colocada neles por Manu. Sejam. Agni é aludido. 5. com todas (as suas tropas). Que eles. venham.5 Que eles. como ‘o deus que nutre’.) seja vigilante para a nossa proteção. Pūṣan é citado.318 ____________________ Hino 106. (para estar presente) nesse rito. As duas são explicadas. nos livrem de todo o pecado. exceto no último verso. promotoras de sacrifícios. que são generosos. (o sol. para socorrê-lo.3 Que eles. é karma. para a nossa preservação. nos proteja. nos livrem de todo o pecado. e concessores de residências. e concessores de residências. Mitra. Viśvedevas (Wilson) (Anuvāka 16. nos protejam. e que eles. aparentemente. no Veda. Sūkta I. e concessores de residências. ou rito. a ele que é o purificador. 4 Kutsa aqui se identifica. como uma carruagem de um desfiladeiro.4 o Ṛṣi. e Aditi. Bṛhaspati. Agni. como uma carruagem de um desfiladeiro. e o destruidor de heróis. que são generosos.) com nossos louvores. a causa da felicidade em combates. a métrica é Jagatī. ato. e de quem os deuses são a progênie. como no texto traduzido. como uma carruagem de um desfiladeiro. Indra. nos livrem de todo o pecado. aqui. e que o guardião radiante. 5 Śacīpati. jogado em um poço. 4. 2. e concessores de residências. e ele é interpretado dessa maneira. e que eles. como uma carruagem de um desfiladeiro. para a batalha.2 Que eles. Índice ◄►Hino 107 (Wilson) ____________________ Que são os Agniṣvāttas e outros. e concessores de residências.) O Ṛṣi é Kutsa. ou bênção. Nós pedimos aquela faculdade de (aliviar a dor e afastar o perigo). como uma carruagem de um desfiladeiro. Kutsa. Nós invocamos. o poder dos Maruts. e concessores de residências.1 que são fáceis de serem louvados. 3 Śaṃ yor yat te manur hitaṃ. Varuṇa. Mas o sentido mais usual de śacī. o encorajador de boas obras. Indra. pelo comentador. nos livrem de todo o pecado. como uma carruagem de um desfiladeiro. 7. nos livrem de todo o pecado. 3. 6. – o bem. Que a deusa Aditi. o que pode ser traduzido como ‘o marido de Śacī’. ou pode ser Trita. que são generosos. Que os Pitṛs. Filhos de Aditi. com Trita. invocou. daquelas duas (coisas. e que as duas divindades. mas o termo é explicado. na segunda.

Indra o matador de Vṛtra. Senhor do poder e da força.9 fortalecendo seu poder. e Aditi e Sindhu.319 Hino 106. Ao poderoso Narāśaṁsa. e as duas Deusas. Bṛhaspati. Que Aditi a Deusa nos proteja com os deuses: que o Deus protetor nos defenda com cuidado incessante. originalmente significando ‘os bons’. para designar os Deuses em geral. para ajudar. Venham Ādityas para a nossa prosperidade completa. 7 . 4. Os Manes ou espíritos dos ancestrais falecidos.8 as Mães dos Deuses. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. tragam alegria para nós. Que Varuṇa. 8 Céu e Terra. em conquistas do inimigo. a Pūṣan. como nesse caso. nos salvem de toda angústia. Varuṇa e Agni e a hoste Marut e Aditi. 11 Talvez figurativamente em lugar de ‘em aflição’. ‘o Louvor dos Homens’. e usado às vezes. 3. Vasus beneficentes. que fortalecem a Lei. Índice ◄►Hino 107 (Griffith) ____________________ 6 Vasus. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. 7. Vasus beneficentes. 5. nos salvem de toda angústia. faze-nos sempre um caminho fácil: nós desejamos aquela benção que tu tens para homens em repouso e agitação. e Mitra. 2.10 governante sobre os homens. Por auxílio nós chamamos Indra. nos salvem de toda angústia. 6. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. nos salvem de toda angústia. Vasus beneficentes. Vasus beneficentes. 9 Um nome místico de Agni. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Vasus6 beneficentes. Viśvedevas (Griffith) 1. Caído no poço11 o Ṛṣi Kutsa chamou. ó Deuses. nos salvem de toda angústia. 10 O Deus que nutre homens e rebanhos e manadas. nós oramos com hinos. Kutsa é o Ṛṣi a quem o hino é atribuído. Mitra. nos salvem de toda angústia. Vasus beneficentes. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Que os mais gloriosos Pais7 nos ajudem.

Índice ◄►Hino 108 (Griffith) ____________________ 1 Isto é. os Viśvedevas. Ādityas. Viśvedevas (Griffith) 1. Glorificados pelas canções de louvor dos Aṅgirases. O sacrifício obtém a aceitação dos Deuses: estejam dispostos misericordiosamente para conosco. Triṣṭubh. Que Varuṇa. Índice ◄►Hino 108 (Wilson) ____________________ Hino 107. e Aditi. (venham e) nos deem felicidade. 2. os deuses. para a nossa proteção: que Indra. Varuṇa. Ādityas. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. . Aryaman. 2. e Aditi e Sindhu. venham para cá. com os ares vitais. com seus tesouros. a métrica.1 Aditi com Ādityas nos concedam abrigo. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kutsa. nos concedam aquele alimento (que nós pedimos). ou Maruts com seus ventos e tempestade. Que Indra. o oceano. Que os deuses. que Agni. os Maruts. que Aryaman. com os Ādityas. sejam benevolentes. Que o seu favor seja dirigido para cá. Maruts com Maruts. e que Mitra. Que o nosso sacrifício dê satisfação aos deuses. que Savitṛ. e que as suas boas intenções sejam dirigidas para nós.320 Hino 107. Aditi. 3. a terra e o céu o preservem (para nós). que Varuṇa. Savitar achem agradável esse nosso louvor. 3. Que Varuṇa e Indra. e seja o nosso melhor salvador das dificuldades. que os deuses venham até nós com sua proteção. todos os Maruts juntos. e Mitra. Varga 25. 1. que estão a ser louvados pelos hinos dos Aṅgirasas. de modo a serem uma fonte abundante de afluência para os pobres. Que Indra com seus poderes. Agni.

e bebam do suco Soma derramado. e bebam do suco Soma derramado. (Mahābhārata. pareceriam. venham diante de nós. e bebam da libação derramada. ainda. ou aqueles que recebem os frutos (dos bons atos). tendo respiração.1 espargindo a manteiga clarificada das conchas. 75. Se. adoráveis Indra e Agni. vocês estão na região inferior. vocês foram aliados (na ocasião da morte dele). Indra e Agni. 1 Nós temos somente. matadores de Vṛtra. 2 então. quaisquer benefícios (que vocês tenham derramado). para ser totalmente satisfeito pelos objetos de desejo. naquela de um brâmane. vocês estão entre homens que são inofensivos. Turvaśas. (atraídos) pelos estimulantes sucos Soma borrifados por toda parte. Druhyus. para a nossa satisfação. 6. Aqui. Indra e Agni. um homem da segunda casta. Os fogos estando acesos. 3 Os termos assim traduzidos. derramadores de benefícios. Indra e Agni. 1. Anu. central.3 então. escolhendo vocês dois. os dois (sacerdotes ficam ao lado). Yadus. Indra e Agni. tirânico. 8. ou naquela de um príncipe. – e espalhando a grama sagrada (sobre o altar). venham para cá. o segundo. 4. que esse Soma seja. 3. no texto. 5. derramadores de benefícios. venham para cá. Vocês tornaram famosos seus nomes associados. similarmente nomeados. de onde quer que vocês possam estar. [cap. . de onde quer que vocês possam estar. desse mesmo modo. Druhyu. indicar nomes próprios. Recebam (sua parte) da libação. no entanto. Vasto como é o universo inteiro em extensão. não ofensivo. Se. quaisquer formas (que vocês tenham criado). Quaisquer feitos heróicos que vocês tenham realizado. ou aqueles que vivem (para cumprir os deveres da vida). vocês alguma vez se deleitaram (com libações). são os dois sentados juntos (no altar). como Kṣattriye. ofensivo. com a qual adquirir conhecimento e realizar atos religiosos. Anus e Pūrus. em sua própria residência. Se. Yadu é explicado por ahinsaka. pág. – sendo. Indra e Agni. – aquele carro extraordinário que ilumina todos os seres. Os derramadores de benefícios. de onde quer que vocês possam estar. eu primeiro prometi (a vocês a libação). 2. 7. 9. – aproximem-se. sentados juntos. Indra e Agni. em seu carro. 2 Yad brahmaṇi rājani vā. a métrica é Triṣṭubh. mais propriamente. Bebam da libação derramada. Turvaśa. venham. e Pūru. por hinsaka. pois o suco Soma está preparado pelos sacerdotes. venham para cá. – as quais eles erguem. visto que. os epítetos no número dual: o comentador fornece o Adhvaryu e seu sacerdote assistente. por upadravecchu. ou militar. ou vida. descendentes dos cinco filhos de Yayāti. Adi. Varga 26. como sua bebida. respectivamente. Venham. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é.321 Hino 108. com todos eles). Kutsa. 167 da versão em português]). kāmaih pūrayitavyah. derramadores de benefícios. e bebam da libação derramada. e muito fundo em profundidade. Os significados podem ser sustentados pela etimologia das palavras. ou superior do mundo. Portanto. em conformidade com as explicações do comentador. – suficiente para os seus desejos. Varga 27. malévolos. por prāṇair yuktah. O primeiro é explicado como um Brahman que é um instituidor diferente de um sacrifício. e testemunhem a fé sincera com a qual. ou tirânicos. – os nomes das tribos ou famílias bem conhecidas nos Purāṇas. mas a interpretação parece ser um refinamento desnecessário. que se dirige a Indra e Agni. quaisquer amizades antigas e afortunadas (que vocês tenham contraído. e bebam da libação derramada.

concedam a nós todos (os tipos de) riqueza. Como eu disse antes quando escolhendo vocês. nas ervas. ‘para quem a grama sagrada foi espalhada’. e beberam libações do Soma que flui. desse modo que esse Soma seja. derramadores de benefícios. 9. de onde quer que vocês possam estar. Varuṇa. . Indra e Agni. venham para cá. no ar. com sua superfície que se estende longe. 5. vocês estão residindo na terra mais alta. Indra e Agni. Pūrus. derramadores de benefícios. sentados aqui juntos. Assim vocês chegaram a essa minha verdadeira convicção. e bebam da libação derramada. venham para cá. Indra-Agni (Griffith) 1. e bebam da libação derramada. as formas e proezas poderosas que vocês exibiram. e que Mitra. ‘em direção a quem as conchas foram erguidas’. Então Indra-Agni.] Benfey atribui os epítetos duais a Indra e Agni. 5 [Veja a nota 3. no nascer do sol. e bebam libações do Soma que flui. na central. 11.6 Mesmo de lá. Indra e Agni. com Druhyus. no meio do céu. ó Indra-Agni. Se vocês se regozijam em sua residência. Índice ◄►Hino 109 (Wilson) ____________________ Hino 108. – por causa desses bebam do Soma que flui. ou com príncipe ou brâmane.9. contudo. Se. ó Senhores Poderosos. na batalha nós devemos lutar com Asuras por esse Soma. central. ó Senhores Poderosos. ó Poderosos. mesmo de lá. e bebam a libação do Soma que flui. As bravas façanhas que vocês fizeram.322 10. venham. de onde quer que vocês possam estar. e também em] 1. o oceano. Indra-Agni. Embora. vocês estão na região superior.5 Indra-Agni! Mesmo de lá. ou na mais baixa. Anus. Ambos permanecem adornados. ó Indra-Agni. com um objetivo vocês se esforçaram. ó. o poderoso Soma. Santos. Indra e Agni. Turvaśas. traduzindo-os respectivamente por ‘honrados’. vocês permanecem. ou inferior do mundo. 2. despejem. que olha em volta para todas as coisas vivas. quando os fogos são devidamente acesos. bebendo profundamente da libação. os laços de amizade antigos e auspiciosos. 7. Se. e bebam libações do Soma que flui. ó Senhores Poderosos. derramadores de benefícios. ou no céu. e mostrem sua graça. Aditi. ó matadores de Vṛtra. Se.4 Atraídos pelo forte suco Soma derramado à nossa volta. vocês estão residindo na terra mais baixa. Indra e Agni.7. feito para o seu consumo até que a sua alma esteja saciada. Pois vocês ganharam juntos um nome abençoado: sim. Se com os Yadus. Tão vasto quanto todo esse mundo é em sua extensão. Indra e Agni. ou nas águas. venham para cá. 12. para cá. ou na mais alta. a palavra terra sendo usada livremente como esfera ou mundo. na central. ou na terra. com conchas levantadas. venham. Desse modo. 13. nas montanhas. tomem o seu lugar e venham juntos até nós. Ou a referência pode ser à imaginária divisão tripla da terra. venham para cá. Naquele carro mais extraordinário de vocês. [nota 6]. 3. venham para cá. 4. Se. Indra-Agni. 6 Na terra. a terra e o céu a preservem para nós. vocês possam estar animados pelo seu próprio esplendor. de onde quer que vocês possam estar. espalhando a erva sagrada. 6. profundo como ele é. 10. 4 [Veja a nota 1. ó Indra e Agni. e bebam da libação derramada. e bebam libações do Soma que flui. vocês estão no céu. 8.

e bebam libações do Soma que flui. e (assim dotado). Varga 28. que vocês são doadores mais munificentes do que um noivo indigno. Atendendo aos chamados. e censura o recebimento de dinheiro. venham rapidamente. 9). Índice ◄►Hino 109 (Griffith) ____________________ Hino 109. por Yāska. uma indicação de uma condição diferente das leis de casamento.2 Portanto. 3. o noivo não realizado. ó Indra-Agni Mesmo de lá. como na interpretação desse estrofe. ou comprar. e lā. um genro (jāmātṛ) que não é possuidor das qualificações requeridas pelos Vedas. Que Varuṇa. que vocês dois. portanto. estão perto.323 Mesmo de lá. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. que o vijāmātṛ é o asusamāpta. é dito (Nirukta. ou nas águas. e mãos graciosas. VI. fiquem alegres. aqui. pelo irmão da noiva. Indra e Agni. portanto. por Yāska. de lājā. (para ouvir essa adoração). quando o Sol subiu ao meio do céu. deuses e métrica. A prece sagrada. que faz presentes a ela por afeição. na forma de prece. 5. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. eu compus esse hino para vocês. além de um presente cortês. ganhem para nós todos os tipos de riqueza. 13. ó Senhores Poderosos. que as montanhas. Vocês dois. 2 O syāla. que são espalhados. na minha mente. nas ervas. uma cesta de joeirar. fala divina. pagar por. e Mitra. grãos fritos. louvam Indra e Agni. Esse reconhecimento. desejoso de riqueza. 6. o irmão da donzela. Indra e Agni. para a sua felicidade. Vijāmātṛ.1 ou o irmão de uma noiva. venham para cá. e bebam libações do Soma que flui. e que é. vocês se deliciam com alimento. como eu ofereço a vocês uma libação. Mesmo de lá. 1. – matrarūpā. Varga 29. segundo o comentador.51 e 53). como no último . A palavra é derivada. venham para cá. vocês sobrepujam todas as outras coisas existentes. que ele é o marido de uma noiva comprada. a qual condena a aceitação de qualquer coisa. gerando filhos. Assim solicitando e pedindo por descendentes dotados do vigor de seus progenitores. O prefixo vi indica. na hora da batalha. Indra e Agni. Observadores de todas as coisas.3 desejando a sua presença. destruidores de inimigos. na terra. (Veja as Leis de Manu. Eu tenho ouvido. Indra e Agni. como parentes e familiares. e bebam libações do Soma que flui. o que é. Se vocês estão no céu. e misturem (a libação) com doçura nas águas. 1 . na cerimônia de casamento. ó Senhores Poderosos. Indra e Agni. foram os mais vigorosos na destruição de Vṛtra. 3. sua esposa. Que nós nunca interrompamos a longa linha (de posteridade). e Aditi e Sindhu. anunciando o meu desejo por sustento. Nós temos. belos braços. e eles dois. 2. no Veda. sentados nesse sacrifício. eu me dirijo a vocês. Assim. que os rios. que têm cavalos. nas montanhas. pelo pai de uma donzela. A compreensão clara que vocês me deram (não é dada) por ninguém mais. 4. obrigado a conciliar seu sogro por meio de presentes generosos. 12. (por beberem a libação derramada). Eu soube. de fato. oferece para ambos. sobre a grama sagrada. (quando vocês estavam presentes) na divisão do tesouro (entre os adoradores). o que implica. de acordo com alguns. 3 Devī dhiṣaṇā. para a sua satisfação. os (adoradores). como equivalente a uma venda. Se. como prescrita por Manu. a libação de Soma. que o céu. eu considero vocês. com um novo hino. do ato de receber dinheiro pela noiva está em desacordo com o teor geral da lei de casamento. de sya. venham para cá. ó Indra-Agni. vocês superam todos os homens (em magnitude): vocês são mais vastos que a terra. tendo aproveitado ao máximo a nossa libação. 11. ó Senhores Poderosos. Indra e Agni. ou incompleto.

juntos. como idênticos ao sol. um lugar a ser alcançado em conjunto. Para vocês a taça divina. 7 Isto é.4 pelos quais os nossos antepassados alcançaram. Indra-Agni. Agora que esses sejam de fato os mesmos raios de sol11 com os quais os nossos pais foram unidos antigamente. Indra e Agni. 2. sejam propícios para essa (nossa prece). perto da vasilha que recebe o suco. 10 Aqui chamados para realizar os deveres do Adhvaryu e seu sacerdote assistente. isto é. Indra e Agni são louvados também. 8 Isto é. . Indra-Agni. ou Soma. pelos raios do sol. para o qual os virtuosos procedem pelo caminho da luz. Indra e Agni. borrifem-no com doçura nas águas. Com mãos auspiciosas e braços belos. por meio de seus atos. Ou. 5 Sapitvam é explicado como sahaprāptavyam sthānam. protejam-nos nos combates. em espírito. Não vamos romper os laços:7 com essa prece nós nos esforçamos para ganhar os poderes dos nossos antepassados. com água para ser oferecida a Indra e Agni. Vocês são maiores que rios e que montanhas. de acordo com o comentador. Tragam riqueza e a deem. protejamnos com seus poderes. Indra e Agni. Índice ◄►Hino 110 (Wilson) ____________________ Hino 109. vocês sempre ativos. não vamos quebrar ou interromper a longa série de ritos religiosos observados pelos nossos ancestrais e continuados até a nossa época. 5. Nenhuma providência exceto a sua somente está comigo: então eu fiz para vocês esse hino por auxílio. ou pretendente.10 apressem-se. nos deem prosperidade. eu faço para vocês esse novo hino. O irmão da donzela dá a ela ricos presentes por afeição natural. 3. mas pedir e obter ‘descendentes dotados do vigor de seus progenitores’. manejadores do raio. Varuṇa. Ansiando por bem-estar eu olhei em volta. que não tem. em busca de parentes. Para Indra-Agni as gotas fortes8 são alegres.] O significado da linha pode ser que a adoração de Indra e Agni é o grande laço que mantinha unidos os ancestrais do Ṛṣi. como Yāska explica. é obrigado a obter o consentimento do seu futuro sogro por meio de presentes generosos. Indra-Agni (Griffith) 1. Que aqueles raios do sol. 11 [Veja a nota 4. destruidores de cidades. ó Indra-Agni. o mundo de Brahmā. Indra e Agni. não vamos cortar ou romper a longa linha de posteridade. vocês Dois superaram a terra e o céu em grandeza. 6 O genro indigno ou defectivo. trovejadores. 7. 9 Isto é. espreme o Soma alegremente para deleitá-los. vocês cujos braços manejam o trovão: Indra e Agni. e todas as coisas além deles.324 7. 6. é indicado o brilho de Indra e Agni. Sentem-se nesse sacrifício. o Soma estimulante. portanto. e deleitem-se com o suco. como Sāyaṇa explica. misturar a doçura. ou de irmãos. protejam-nos. Tragam riqueza. Aditi. eu soube. Vocês. 8. etc. as qualificações necessárias. 4. nesse lugar. e que Mitra.5 uma região celestial. brilhem também sobre nós. pois aqui no colo da taça9 estão ambas as pedras de espremer. Então lhes oferecendo essa dose de Soma. quando Vṛtra caiu e quando o saque foi dividido. a terra e o céu. Pois eu ouvi que vocês dão riqueza mais livremente do que um genro indigno6 ou o irmão da esposa. ó Aśvins. 4 É dito que. eram os mais poderosos. Por louvar ao último. o oceano. Sobrepujando todos os homens onde eles gritam para a batalha. e a deem para nós. sobre a grama espalhada.

Bebam dele. 5 Um texto do Veda identifica os Ṛbhus com os raios solares. assim é Kutsa. nós oferecemos. a qual o Asura3 tinha formado única. Varga 30. com uma arma afiada. os Ṛbhus. era um descendente de Aṅgiras. Varga 31. sendo ainda mortais. o pai dos Ṛbhus. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece.325 8. o sol aludido. filhos de Sudhanvan. para a sua máxima satisfação. Que nós. eles são parentes. 4. 4 Como no texto: ‘Os Ṛbhus são os líderes do sacrifício’. mas aqui nós temos. o Ṛṣi é Kutsa. Savitṛ. o rito celebrado antigamente por mim é repetido novamente. que os Ṛbhus são os raios do sol.6. e Mitra. vocês chegaram ao salão (sacrifical) do adorador. é nosso refúgio. oferecer oblações. O mais excelente Ṛbhu é. os Ṛbhus. quando vocês chegaram a ele. na Jagatī. 7. a oitava e a nona estrofes estão na métrica Triṣṭubh. o nosso defensor. 1 . [nota 9]. de fato. se retiraram para a floresta. através da sua proteção. e Aditi e Sindhu.20. aqueles Ṛbhus que.5 ascenderam para a região do céu. deuses. evidentemente. – como um campo (medido por uma vara). vocês que despedaçam fortalezas. cujas mãos empunham o raio: Indra e Agni. Ṛbhus. embora. quando oferecido sobre o fogo. como em uma passagem anterior. salvem-nos em nossas batalhas. Ṛbhu. É dito. vieram a ser conectados com as cerimônias