O

Ṛg Veda
LIVRO 1
(Maṇḍala 1)
Traduzido para o inglês por:

H. H. Wilson
Primeiro Aṣṭaka. Segunda Edição – 1866
(Parte do) Segundo Aṣṭaka. Primeira Edição – 1854.
[Disponíveis em archive.org]*

Ralph T. H. Griffith
Segunda Edição – 1896
[Disponível em sacred-texts.com]

Incluindo 48 hinos por

Hermann Oldenberg – 1897
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

E 21 hinos por

Max Müller – 1891
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

Versões traduzidas para o português por

Eleonora Meier – 2013.

* Sites consultados em 2013.

→ Ir para o Índice Rápido.

2

Páginas de Título:

ṚG-VEDA SAṂHITĀ
___________
UMA COLEÇÃO DE

HINOS HINDUS ANTIGOS,
CONSTITUINDO

O PRIMEIRO AṢṬAKA,1 OU LIVRO
DO

ṚG-VEDA,
A MAIS ANTIGA AUTORIDADE PARA AS
INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS E SOCIAIS DOS HINDUS.

TRADUZIDO DO SÂNSCRITO ORIGINAL
____________________

POR H. H. WILSON, M.A., R.F.S.
Membro da Sociedade Asiática Real, das Sociedades Asiáticas de Calcutá e Paris, e da Sociedade Oriental
da Alemanha; Membro Estrangeiro do Instituto Nacional da França; Membro das Academias Imperiais de
Petersburgo e Viena, e das Academias Reais de Munique e Berlim; Ph. D. Breslau; M.D. Marburg, etc., e
Professor Boden de Sânscrito na Universidade de Oxford.

____________________
Publicada sob o patrocínio da Corte de Diretores DA COMPANHIA das Índias Orientais.

___________
SEGUNDA EDIÇÃO

___________

LONDRES
N. TRÜBNER & CO.,
TRAVESSA PATERNOSTER, 60.

1866

1

O primeiro Aṣṭaka, ou Oitavo, vai até o hino 121 do Primeiro Maṇḍala ou Livro.

3

OS

HINOS DO ṚGVEDA
TRADUZIDOS COM UM COMENTÁRIO POPULAR
POR

RALPH T. H. GRIFFITH, M.A., C.I.E.
ANTIGO REITOR DA UNIVERSIDADE DE BENARES E ANTIGO DIRETOR DE INSTRUÇÃO PÚBLICA NAS
PROVÍNCIAS DO NOROESTE E OUDH

____________________

SEGUNDA EDIÇÃO
COMPLETA EM DOIS VOLUMES
____________________

VOL. 1

BENARES
IMPRESSO E PUBLICADO POR E. J. LAZARUS & CO.

___________
1896

4

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XLVI

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

HERMANN OLDENBERG
PARTE II

HINOS A AGNI (MAṆḌALAS 1-5)
OXFORD
CLARENDON PRESS
1897
_______________________________________________________________________________________

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XXXII

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

F. MAX MÜLLER
PARTE I
HINOS AOS MARUTS, RUDRA, VĀYU, E VĀTA
OXFORD
CLARENDON PRESS
1891

5

Prefácio
“Por meio da ajuda da história e dos Purāṇas o Veda pode ser interpretado; mas o
Veda teme alguém que tem menos informação do que deveria”. Essa afirmação é
encontrada na minha tradução do Mahābhārata traduzido por Ganguli (Adi; pág. 25).
Exatamente esse trecho foi divulgado a princípio com um erro, posteriormente corrigido
tendo como base o Vāyu Purāṇa (1.1.181), que diz: “O Veda teme aquele que é deficiente
em tradição, pensando ‘ele me danificará’”. Portanto, foi exatamente por temer ‘danificar o
Veda’ que apresento abaixo duas versões completas desse primeiro livro do Ṛg Veda,
além de alguns hinos traduzidos por outros dois estudiosos.
As diferentes versões do mesmo hino encontram-se uma abaixo da outra, para
facilitar sua comparação assim como seu possível entendimento. Elas têm semelhanças
esclarecedoras e diferenças significativas. Por primeiro está a tradução de Horace Hayman
Wilson, a primeira completa para o inglês (iniciada em 1850), que tem, seguindo o
comentário de Sāyaṇa, uma pequena introdução de cada hino especificando seu autor,
sua métrica ou método de versificação, e a quem o hino é dedicado; e várias notas
explicativas, das quais a maioria está incluída aqui, além da introdução completa do
primeiro Aṣṭaka, e de parte da introdução do segundo, que começa no Hino 122 do
primeiro Maṇḍala.
Em seguida vem a tradução de Ralph Thomas Hotchkin Griffith, que segue o texto
da edição de seis volumes de Max Müller, mas que também é parcialmente baseada na
obra de Sāyaṇa. Dela eu incluí aqui o prefácio e as notas explicativas dos termos e
expressões não totalmente esclarecidos, ou esclarecidos de modo diferente, na versão
antecedente.
Por último vêm alguns hinos traduzidos por Hermann Oldenberg e Friedrich Max
Müller (veja a lista abaixo1), publicados na série Sacred Books of the East (Livros Sagrados
do Oriente). Eles também possuem notas explicativas, das quais a minoria está incluída
aqui. Abaixo de cada hino há um link direto para o hino seguinte do mesmo autor e outro
para o Índice Rápido.
As poucas inclusões feitas por mim estão entre colchetes, especialmente nas notas
daqueles hinos que também foram traduzidos por A. A. Macdonell, em seu Hymns from the
Rigveda, Selected and metrically translated (Hinos do Rigveda, Selecionados e traduzidos
metricamente), de 1922.
Eu incluo aqui também a lista das métricas, que explica resumidamente aquelas que
aparecem no Ṛgveda, encontrada na versão de Griffith, além do Índice dos Sūktas (Hinos),
que especifica em tabela as divisões (Adhyāya, Anuvāka, etc.), os deuses aos quais os
hinos são endereçados, os autores dos hinos, o número de versos ou estrofes em cada
hino, e as métricas usadas na composição deles.
Eleonora Meier;
Joinville, 21 de novembro de 2013.

1

Hinos por Hermann Oldenberg: 1, 12, 13, 26, 27, 31, 36, 44, 45, 58, 59, 60, 65, 66, 67, 68, 69,
70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 127, 128, 140, 141, 142, 143, 144, 145,
146, 147, 148, 149, 150, 188, 189.
Hinos por Max Müller: 2, 6, 19, 37, 38, 39, 43, 64, 85, 86, 87, 88, 114, 134, 165, 166, 167, 168,
170, 171, 172.

6

Organização da Ṛgveda Saṃhitā
A tradição antiga dividiu a Ṛgveda Saṃhitā de duas maneiras diferentes. Elas são:
Método Aṣṭaka – Foi projetado para facilitar a memorização por distribuir um número
mais ou menos igual de mantras para cada seção.
Método Maṇḍala – Nesse método, o assunto é mais importante.
Desses dois esquemas, o esquema Maṇḍala-Sūkta (Livro-Hino) é mais popular.
As seguintes tabelas dão os detalhes de ambos os métodos: 1
Método Aṣṭaka
Aṣṭakas Adhyāyas Vargas
1
8
265
2
8
221
3
8
225
4
8
250
5
8
238
6
8
331
7
8
248
8
8
246

Mantras
1370
1147
1209
1289
1263
1730
1263
1281

Total

10.552

64

2024

Método Maṇḍala
Maṇḍalas
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Anuvākas
24
4
5
5
6
6
6
10
7
12

Sūktas
191
43
62
58
87
75
104
103
114
191

Versos
2006
429
617
589
727
765
841
1716
1108
1754

Total

85

1028

10.552

Os Maṇḍalas 1 e 10 foram acrescentados à coleção posteriormente: embora
contenham muito material que tem o mesmo nível linguístico e religioso das partes centrais
do Ṛgveda eles têm algum material mais recente e ‘popular’.
Os Maṇḍalas 2 a 7 são conhecidos como os ‘Livros Familiares’, são as partes mais
antigas e os livros mais curtos do Ṛgveda, cada um atribuído a uma diferente família de
bardos. As linhagens familiares são as seguintes: 2. Gṛtsamada, 3. Viśvāmitra, 4.
Vāmadeva, 5. Atri, 6. Bharadvāja e 7. Vasiṣṭha.

1

Fonte: Hindupedia.

7

O Maṇḍala 8 contém pequenas coleções atribuídas a poetas específicos ou a
famílias de poetas, e tem um caráter um tanto singular, incluindo os 11 hinos apócrifos
chamados Hinos Vālakhilya (8.49-59).
O Maṇḍala 9 só contém hinos dedicados a Soma Pavamāna (o Soma Purificador),
por isso também chamado de Soma Maṇḍala.
O Maṇḍala 10 é uma coleção de hinos a maioria escrita em linguagem mais
moderna, e contém alguns dos hinos mais conhecidos no ocidente, como o Hino da
Criação, o Hino do Homem entre outros.
A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de hinos
contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - HINOS

A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de
versos contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - VERSOS

E. M.

8

NOTA:
Como os próprios nomes ‘Hino’ (Sūkta) e ‘versos’ (ṛcas ou mantras) indicam, o
Ṛgveda deve ser cantado ou recitado. No entanto, em qualquer situação repetir algo sem
saber o significado não é aconselhável, e, mesmo que em diversos casos do Veda haja
vários sentidos atribuídos a uma estrofe, pelo menos existe alguma ideia a respeito do
assunto tratado.
Há ainda uma série de ocasiões e momentos nos quais os hinos e versos deveriam
ser cantados, e isso é tratado em outros textos como os Brāhmaṇas (Aitareya ou
Āśvalāyana e Kauṣītaki ou Śāṅkhāyana), o Ṛgvidhāna e outros.
Aqui você verá as versões em português de dois ou mais tradutores do Ṛg, e, para
ver os hinos em sua bela escrita devanāgarī e sua transliteração e ouvir como eles são
cantados um site excelente é o Site Of Sri Aurobindo & The Mother. O texto em sânscrito e
a transliteração também se encontram no site Sacred Texts.
Então saiba o significado, veja o hino em sua escrita original, ouça o canto e se lhe
aprouver treine cantá-lo, assim você terá uma experiência mais completa do Ṛg Veda.

E. M.

9
Conteúdo
Páginas de Título: ................................................................................................................................ 2
Prefácio .............................................................................................................................................. 5
Organização da Ṛgveda Saṃhitā............................................................................................................ 6
Introdução ao Primeiro Aṣṭaka............................................................................................................. 20
Introdução ao Segundo Aṣṭaka ............................................................................................................ 39
Prefácio da Primeira Edição (Griffith) .................................................................................................... 45
Hino 1. Agni (Wilson) ......................................................................................................................... 52
Hino 1. Agni (Griffith) ......................................................................................................................... 53
Hino 1. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................... 54
Hino 2. Vāyu (Wilson) ........................................................................................................................ 54
Hino 2. Vāyu (Griffith) ........................................................................................................................ 55
Hino 2. Vāyu (Müller) ......................................................................................................................... 56
Hino 3. Aśvins (Wilson)....................................................................................................................... 57
Hino 3. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................... 58
Hino 4. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 59
Hino 4. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 60
Hino 5. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 61
Hino 5. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 62
Hino 6. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 63
Hino 6. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 64
Hino 6. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller)............................................................... 65
Hino 7. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 66
Hino 7. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 68
Hino 9. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 69
Hino 9. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 70
Hino 10. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 71
Hino 10. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 72
Hino 11. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 73
Hino 11. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 74
Hino 12. Agni (Wilson)........................................................................................................................ 75
Hino 12. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 75
Hino 12. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................. 76
Hino 13. Āprīs (Wilson)....................................................................................................................... 77
Hino 13. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 78
Hino 13. Hino Āprī (Oldenberg) ........................................................................................................... 79
Hino 14. Viśvedevas (Wilson) .............................................................................................................. 80
Hino 14. Visvedevas (Griffith) .............................................................................................................. 81
Hino 15. Ṛtu (Wilson) ......................................................................................................................... 82

10
Hino 15. Ṛtu (Griffith)......................................................................................................................... 83
Hino 16. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 84
Hino 16. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 84
Hino 17. Indra e Varuṇa (Wilson) ........................................................................................................ 85
Hino 17. Indra-Varuṇa (Griffith)........................................................................................................... 85
Hino 18. Brahmaṇaspati (Wilson)......................................................................................................... 86
Hino 18. Brahmaṇaspati (Griffith) ........................................................................................................ 87
Hino 19. Agni e Maruts (Wilson) .......................................................................................................... 88
Hino 19. Agni, Maruts (Griffith)............................................................................................................ 88
Hino 19. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................... 89
Hino 20. Ṛbhus (Wilson) ..................................................................................................................... 90
Hino 20. Ṛbhus (Griffith)..................................................................................................................... 91
Hino 21. Indra e Agni (Wilson) ............................................................................................................ 92
Hino 21. Indra-Agni (Griffith) .............................................................................................................. 92
Hino 22. Aśvins e Outros (Wilson)........................................................................................................ 93
Hino 22. Aśvins e Outros (Griffith) ....................................................................................................... 95
Hino 23. Vāyu e Outros (Wilson).......................................................................................................... 97
Hino 23. Vāyu e Outros (Griffith) ......................................................................................................... 98
Hino 24. Varuṇa e Outros (Wilson)......................................................................................................100
Hino 24. Varuṇa e Outros (Griffith) .....................................................................................................102
Hino 25. Varuṇa (Wilson) ...................................................................................................................104
Hino 25. Varuṇa (Griffith) ..................................................................................................................105
Hino 26. Agni (Wilson).......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Griffith) ......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................108
Hino 27. Agni (Wilson).......................................................................................................................109
Hino 27. Agni (Griffith) ......................................................................................................................110
Hino 27. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................111
Hino 28. Indra, etc. (Wilson) ..............................................................................................................112
Hino 28. Indra, etc. (Griffith)..............................................................................................................113
Hino 29. Indra (Wilson) .....................................................................................................................114
Hino 29. Indra (Griffith) .....................................................................................................................114
Hino 30. Indra (Wilson) .....................................................................................................................116
Hino 30. Indra (Griffith) .....................................................................................................................117
Hino 31. Agni (Wilson).......................................................................................................................119
Hino 31. Agni (Griffith) ......................................................................................................................121
Hino 31. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................122
Hino 32. Indra (Wilson) .....................................................................................................................125
Hino 32. Indra (Griffith) .....................................................................................................................127
Hino 33. Indra (Wilson) .....................................................................................................................129
Hino 33. Indra (Griffith) .....................................................................................................................130
Hino 34. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................132

11
Hino 34. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................133
Hino 35. Savitṛ (Wilson).....................................................................................................................135
Hino 35. Savitar (Griffith)...................................................................................................................136
Hino 36. Agni (Wilson).......................................................................................................................137
Hino 36. Agni (Griffith) ......................................................................................................................138
Hino 36. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................140
Hino 37. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................142
Hino 37. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................143
Hino 37. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................144
Hino 38. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................145
Hino 38. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................146
Hino 38. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................147
Hino 39. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................148
Hino 39. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................149
Hino 39. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................150
Hino 40. Brahmaṇaspati (Wilson) ........................................................................................................151
Hino 40. Brahmaṇaspati (Griffith) .......................................................................................................152
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Wilson) ...........................................................................................153
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Griffith) ...........................................................................................154
Hino 42. Pūṣan (Wilson) ....................................................................................................................155
Hino 42. Pūṣan (Griffith) ....................................................................................................................156
Hino 43. Rudra (Wilson) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Griffith) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Müller) .....................................................................................................................158
Hino 44. Agni (Wilson).......................................................................................................................159
Hino 44. Agni (Griffith) ......................................................................................................................160
Hino 44. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................161
Hino 45. Agni (Wilson).......................................................................................................................162
Hino 45. Agni (Griffith) ......................................................................................................................163
Hino 45. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................163
Hino 46. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................165
Hino 46. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................166
Hino 47. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................167
Hino 47. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................168
Hino 48. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................169
Hino 48. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................170
Hino 49. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................171
Hino 49. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................171
Hino 50. Sūrya (Wilson) .....................................................................................................................172
Hino 50. Sūrya (Griffith) ....................................................................................................................173
Hino 51. Indra (Wilson) .....................................................................................................................175
Hino 51. Indra (Griffith) .....................................................................................................................177

.................................183 Hino 53..........................192 Hino 58....................................194 Hino 58...................................................................................207 Hino 63................................................. Indra (Griffith) ............................195 Hino 59....................................................................................................................................... Indra (Wilson) ..............................................216 Hino 66....................................................................................................... Agni (Oldenberg) ......... Agni (Wilson)..................... Agni (Oldenberg) .........219 Hino 67.........201 Hino 61........................................................................................ Agni (Wilson)........................................................................................................................ Agni (Oldenberg) .................................................................................218 Hino 67.............................................................. Indra (Griffith) ............. Maruts (Griffith) ...........................221 Hino 68.........208 Hino 64.................................................221 Hino 68.........................................................................................187 Hino 55................................................................................................................ Indra (Griffith) ...... Agni (Wilson).....................................................................................................215 Hino 65...........................181 Hino 53.... Indra (Griffith) ................................................................................................ Maruts (Wilson) ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Agni (Griffith) ............ Agni (Oldenberg) ......................................................................................................... Indra (Griffith) .................................................... Agni (Griffith) ....................................................................................................210 Hino 64..................................................................................................................186 Hino 55...........................217 Hino 66............................................................... Indra (Wilson) ..................197 Hino 59.................188 Hino 56...............12 Hino 52......................................................................................... Indra (Wilson) ..........................................................................................................219 Hino 67............................................................................190 Hino 57...........................................................................................................217 Hino 66.. Indra (Griffith) .......................................................................... Indra (Griffith) ......................209 Hino 64.......................................................... Indra (Wilson) ......................199 Hino 60............................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................................................. Agni (Griffith) ...................................................................................212 Hino 65.......................................................... Indra (Wilson) . Indra (Wilson) ..................... Indra (Griffith) ............... Agni (Wilson).........198 Hino 60.........................191 Hino 57............................... Agni (Wilson).....................................................179 Hino 52....................... Indra (Griffith) ......199 Hino 60....202 Hino 62........ Indra (Wilson) .....................................204 Hino 62.............................................196 Hino 59............................. Agni (Griffith) ...............................................................................189 Hino 56............................... Agni (Griffith) ................................185 Hino 54.......................................... Agni (Griffith) .. Agni (Oldenberg) ......................................................................................................................................................................................................................................... Agni (Griffith) .................................220 Hino 68.... Indra (Wilson) ......................................................................................................................................................................................205 Hino 63....................................... Agni (Wilson).......................200 Hino 61........................................................................................................................ Agni (Wilson).........................................................................................222 .. Agni (Oldenberg) ..................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................193 Hino 58................................................................................................................... Agni (Oldenberg) ................. Indra (Wilson) ...........................214 Hino 65......184 Hino 54................................................

........................... Agni (Wilson).........................238 Hino 74............................... Agni (Oldenberg) ........................................................240 Hino 76...........................................................................................249 Hino 80..............235 Hino 73........ Indra (Griffith) .....................254 Hino 83......248 Hino 80............... Indra (Wilson) .......................................................... Agni (Griffith) ...................................................................................................................................................................256 Hino 84...................................................................................................................................................241 Hino 76....................................228 Hino 71...............................................................................................................................227 Hino 71..........................................................................................................244 Hino 78................................................... Agni (Oldenberg) .................................223 Hino 69...................................................... Agni (Oldenberg) ....................................................................................242 Hino 77..............................................................................................................................................257 ...................................................................................................................................................................................252 Hino 81...................................250 Hino 81.....................................................................................................................246 Hino 79.. Indra (Griffith) ......239 Hino 75.........225 Hino 70............................... Agni (Oldenberg) ...... Agni (Oldenberg) ........... Agni (Wilson)...................................................243 Hino 77.........................................................255 Hino 83........................................................................................... Agni (Oldenberg) ...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................226 Hino 71.............................................. Agni (Griffith) ........................................................................................................................................................................................................................................................... Indra (Wilson) .........................................................................................................................................................................229 Hino 72.247 Hino 79........237 Hino 74...................................................................................................225 Hino 70................................................................................................. Indra (Griffith) ............................................................................. Agni (Griffith) ....................231 Hino 72................................................................................................ Agni (Griffith) ................................................... Agni (Wilson)................... Agni (Wilson)..................................233 Hino 73...........241 Hino 76.................224 Hino 70.....................................................................243 Hino 77.......................................................245 Hino 79................................................................................ Agni (Wilson)...................232 Hino 72............................................................................................................................. Agni (Wilson)......................... Indra (Wilson) ..............................13 Hino 69................................................................................................ Agni (Griffith) ......................... Agni (Oldenberg) . Agni (Griffith) .............................. Agni (Oldenberg) ...... Agni (Griffith) ............................................ Indra (Wilson) .... Agni (Griffith) .................. Agni (Griffith) .............................................................................................245 Hino 78................................253 Hino 82..................................................................238 Hino 74..................................................................... Agni (Griffith) ......................................... Indra (Wilson) ..........................................................................................................223 Hino 69.................................. Agni (Wilson)................. Agni (Oldenberg) ......................245 Hino 78......................................... Agni (Oldenberg) ........................................... Indra (Griffith) ........................................................................236 Hino 73. Agni (Wilson).................................... Agni (Oldenberg) ................................................................................................................................................................................ Agni (Wilson)...........................................................240 Hino 75...................................... Agni (Griffith) ..............................254 Hino 82.............240 Hino 75......................................... Agni (Wilson)............................................ Agni (Wilson)....................................

....... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ..................................................262 Hino 85.... Agni (Wilson)..... Agni (Griffith) .............................................263 Hino 86..........291 Hino 95................................................................................ Maruts (Wilson) ............................... Agni (Griffith) ....... Agni (Griffith) ............................................................................................ Maruts (Griffith) ............................................................277 Hino 91..............................................................................................282 Hino 93............ Maruts (Wilson) .............. Maruts (Wilson) .......................................................................... Agni (Wilson)......................................... Agni (Oldenberg) ................................................................................................292 Hino 95....... Indra (Wilson) ...........................................................................................289 Hino 95.....301 Hino 100.............................................................................................................300 Hino 99................295 Hino 96................ Agni (Wilson).........................................................278 Hino 92........................... Agni (Wilson)........................................................ Agni (Oldenberg) ...................................................................................... Agni-Soma (Wilson) ...............................................................300 Hino 98................................................................... Maruts (Griffith) .......................................275 Hino 90...............................................287 Hino 94.................................................................. Aurora (Wilson) ........................299 Hino 98............302 ....................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ......266 Hino 87......................................................................265 Hino 86...267 Hino 87............................270 Hino 88....................................272 Hino 89................ Agni (Oldenberg) ........................................301 Hino 99..............................................275 Hino 91.................................................................................................280 Hino 92....................... Viśvedevas (Griffith) .................................................268 Hino 88.....................................................................286 Hino 94........................................ Maruts (Griffith) ................................................................................................................................................................................................................................................. Agni (Oldenberg) ............................................................................................................14 Hino 84.284 Hino 93.................................300 Hino 98........................................................................................................................................................................................................265 Hino 86...................................................................... Agni (Oldenberg) ................298 Hino 97................................................ Agni (Oldenberg) ..............................................................................................296 Hino 96............................285 Hino 94..... Viśvedevas (Wilson) ................................................................................................................270 Hino 88............298 Hino 97.................................................................................................................................................273 Hino 90....................293 Hino 96......................267 Hino 87............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ Agni (Griffith) .................................................................................................................................................... Soma (Griffith) .............................. Viśvedevas (Wilson) .................................................................................... Soma (Wilson) ............... Aurora (Griffith) ......................... Maruts (Wilson) .....................................259 Hino 85.................................................................................... Agni (Griffith) ............................................................................... Agni (Wilson).......................... Maruts (Griffith) .....296 Hino 97.................................................................................. Agni (Wilson).................................301 Hino 99........................................................................................................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ........................................................................ Viśvedevas (Griffith) .... Agni (Griffith) ...................................261 Hino 85........................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ...............271 Hino 89............................ Indra (Griffith) ......................................................... Agni-Soma (Griffith) ...........................................

...................................................................................................... Aśvins (Wilson) ............................357 Hino 120....................................337 Hino 114..............336 Hino 113................................328 Hino 112................ Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................................................... Indra (Wilson) ...........................359 Hino 120................................................................................................................................................................................328 Hino 111..................................................................... Aśvins (Wilson) .......................................311 Hino 104............. Indra (Wilson) ........................................................................................................306 Hino 101. Aśvins (Griffith) ........................... Viśvedevas (Wilson) ..........................342 Hino 115........................................................... Viśvedevas (Griffith) .............. Aurora (Griffith) ........................... Aurora (Wilson).............. Viśvedevas (Griffith) ................................................................................356 Hino 119.......325 Hino 110.......................... Indra (Griffith) ........................314 Hino 105........................................................................................................................... Viśvedevas (Wilson) ..... Viśvedevas (Wilson) ................................................................................................................................................................................... Ṛbhus (Griffith) ..........360 ...................15 Hino 100.........................................318 Hino 106............................................................................................................. Ṛbhus (Wilson) .........................................................322 Hino 109............................................................................... Indra (Griffith) ..................................................................................................................................................356 Hino 119...........................................................................326 Hino 111................................................................ Aśvins (Wilson) ............... Sūrya (Griffith).............348 Hino 117......................................................................................................................333 Hino 113.................................................... Indra-Agni (Wilson) ..........................................................................................309 Hino 103...............................................................313 Hino 105................. Indra-Agni (Griffith).....................................324 Hino 110........................ Sūrya (Wilson) .......................351 Hino 117.................................................. Indra-Agni (Wilson) .........329 Hino 112................................................ Indra (Griffith) .... Aśvins (Wilson) ............................ Indra (Wilson) ........................................................................................... Aśvins (Griffith) ...........344 Hino 116..................................................................................304 Hino 101............................................................................................................ Indra (Wilson) ............316 Hino 106............................... Indra (Griffith) ....................................................................................................................................................................................................................................... Ṛbhus (Wilson) ......... Rudra (Wilson)...............................................................................343 Hino 115...................310 Hino 103................320 Hino 108..........................................................................308 Hino 102.. Indra-Agni (Griffith)...................................................... Rudra (Griffith) .........................................................340 Hino 114.......................... Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................321 Hino 108...................................... Rudra (Müller) ...................................................................... Ṛbhus (Griffith) ...............................................................323 Hino 109........................307 Hino 102...319 Hino 107....................................................................................341 Hino 114.................................................................................................................................. Indra (Griffith) ............................................................................................................... Aśvins (Griffith) .................................................. Viśvedevas (Griffith) ..........................................................................................................................353 Hino 118...................................................................................................................................... Aśvins (Wilson) ....................... Aśvins (Griffith) ........................... Aśvins (Griffith) ................................355 Hino 118.................................................................................................................................................................345 Hino 116...............................................................312 Hino 104....320 Hino 107...........

.............................. Indra (Wilson) .......................................... Mitra-Varuṇa (Wilson).............409 Hino 138....................................................... Indra (Wilson) ..............................................................385 Hino 128....................................................................... Aurora (Wilson).....378 Hino 127....................................................................................377 Hino 126...................................................................................................................................... Indra (Wilson) .......393 Hino 131............................361 Hino 121..............395 Hino 132...................................................................................................................................................................................................................................................376 Hino 126.................. Svanaya (Griffith) ....................394 Hino 132.....................................................369 Hino 123.................................................................................................................................400 Hino 134................................................................... Viśvedevas (Wilson) .............................................396 Hino 133.................408 Hino 138.........392 Hino 131. Pūṣan (Griffith) .............................................................................. Vāyu (Wilson) ..............................................386 Hino 129.............410 Hino 139.................... Indra (Wilson) ........370 Hino 124.............. Agni (Wilson) ...................................................................... Indra (Griffith) ........................................................................................................................................................................................................................................................................................ Vāyu (Griffith)....................................................................................... Agni (Oldenberg) ................................................384 Hino 128......... Pūṣan (Wilson).......... Agni (Wilson) .............................375 Hino 125..... Indra (Griffith) ................................................................................................................413 Hino 140.....................................................16 Hino 121........................407 Hino 137.............................................................................. Aurora (Griffith) ..................408 Hino 137..............................................379 Hino 127..............382 Hino 128..... Agni (Oldenberg) ....................... Indra (Griffith) ..........363 Hino 122................. Indra (Wilson) .............401 Hino 134....................... Agni (Griffith) .................................. Vāyu...............................................................................404 Hino 136............... Indra (Wilson) ................................................................................................................................................................................387 Hino 129..................................406 Hino 136..................402 Hino 135............................................................................. Indra-Vāyu (Wilson) ....................................................................................... Vāyu (Müller) ............................ Agni (Griffith) ...... Viśvedevas (Wilson) ...... Agni (Wilson) ..................................................................................... Aurora (Griffith) ..................................................................................390 Hino 130............................................................................................................................................................................................. Viśvedevas (Griffith) .............................................................................................388 Hino 130............403 Hino 135.............................................................................................415 ........................................................................................................................411 Hino 139.......... Bhāvayavya (Griffith) ...................................................................................................................373 Hino 125......................... Svanaya (Wilson) ........ Indra (Griffith) ...............................................................372 Hino 124.................................................... Aurora (Wilson)..... Mitra-Varuṇa (Wilson)........................................................ Indra (Griffith) .....398 Hino 133........................................................... Indra-Vāyu (Griffith) ................................................................... Viśvedevas (Griffith) . Bhāvayavya (Wilson) ......................................................................................................................................... Indra (Griffith) ..................................................................................................................................................................................................................................................367 Hino 123................399 Hino 134........................................................................................................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ....................................................................................................................365 Hino 122.............................................. Mitra-Varuṇa (Griffith) ............ Vāyu.........381 Hino 127.....................................................

.................................................. Agni (Oldenberg) .......................................................................................................................................................................... Agni (Oldenberg) ................................................................................................................ Agni (Griffith) .. Agni (Griffith) ..... Mitra e Varuṇa (Wilson) ...........................................................................................................440 Hino 148................................................................. Agni (Griffith) .................................................................................................................449 Hino 154.......................... Agni (Griffith) .......................................................427 Hino 143..................... Agni (Griffith) ........................................................................................................................................... Agni (Wilson) .....................................................................444 Hino 151....................................... Agni (Oldenberg) ............................................................444 Hino 150........................................... Agni (Wilson) ............................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ..........452 Hino 155................................ Viṣṇu (Wilson) .............................................................................................................................. Āprīs (Griffith)............................449 Hino 153......................... Agni (Oldenberg) ........................................443 Hino 150...............................................................................................................................................................................................................421 Hino 141..................................................................................................................................447 Hino 152................................. Agni (Oldenberg) ..........438 Hino 147....................................... Agni (Griffith) ..................425 Hino 142...................................... Viṣṇu-Indra (Griffith) ................................................................................ Agni (Oldenberg) ......................................................................................... Agni (Oldenberg) . Agni (Griffith) ............................................................................................. Agni (Wilson) .......434 Hino 145.................. Agni (Wilson) .. Agni (Oldenberg) ........ Agni (Oldenberg) ..............................................................................................436 Hino 146......................................................................................440 Hino 148.......................430 Hino 144................................................................................................... Mitra-Varuṇa (Wilson).................................................................436 Hino 146...............................................................................................................................416 Hino 140.448 Hino 153..............................................................................................434 Hino 145..................445 Hino 151...... Viṣṇu-Indra (Wilson)..............................420 Hino 141....................................................................431 Hino 144............................... Agni (Griffith) ...................................................... Hino Āprī (Oldenberg) ......... Agni (Wilson) ............................................................ Agni (Wilson) ....................................................................... Āprīs (Wilson) ......................................441 Hino 149...............17 Hino 140................ Agni (Griffith) .................................................................................................................................................................................................430 Hino 143.... Mitra e Varuṇa (Griffith) ............................446 Hino 152..................................................451 Hino 155....................429 Hino 143.................................................................................. Mitra-Varuṇa (Griffith) ................................................. Agni (Wilson) ....................................................................453 ....... Mitra-Varuṇa (Wilson)..... Agni (Wilson) .....437 Hino 147..................................................................................................................................................................444 Hino 150................................................438 Hino 147.....442 Hino 149............................................................................................................................................................................................................418 Hino 141...........433 Hino 145.426 Hino 142.....................................................442 Hino 149............................................... Agni (Griffith) ........................439 Hino 148...................................................................450 Hino 154......................435 Hino 146...........................................................423 Hino 142....................... Agni (Wilson) ............432 Hino 144................................................................................................................................................. Agni (Oldenberg) ..................... Viṣṇu (Griffith) ...............................................................................................................................................................................................................

.............508 Hino 171.......................................................... Maruts (Wilson) ............................................................................500 Hino 167................................................. Maruts (Griffith) ............511 Hino 172............................. Aśvins (Wilson) .................... Céu e Terra (Wilson) ............................................................................... Maruts (Wilson) ...........................................................................................454 Hino 156............................................ Maruts (Griffith) .......................505 Hino 169.............................503 Hino 168.................................... Indra (Wilson) .............497 Hino 167................................... Maruts (Griffith) .......................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ...................................507 Hino 170...........................................................................................483 Hino 165.................................................................................... Indra..................................................................................................... Agastya (Müller)...................................................456 Hino 157.... Maruts (Wilson) ...................... Aśvins (Wilson) ............. Indra.......457 Hino 158.........................................489 Hino 165..................461 Hino 160............................... Céu e Terra (Wilson) ............ Viśvedevas (Wilson) ...............460 Hino 159........................................................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ............................ Maruts (Griffith) .................................................... Aśvins (Griffith) ......... Indra.........470 Hino 163......................................... O Cavalo (Wilson) .......... Indra (Griffith) .474 Hino 164...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................465 Hino 162............................................ Diálogo entre Indra e seu Adorador.................... O Cavalo (Griffith) ..........................................................455 Hino 157......................................................507 Hino 170.............459 Hino 159... Maruts (Griffith) .............................476 Hino 164..................511 Hino 173...............................................462 Hino 161.. Maruts (Griffith) .............511 Hino 172..............................................502 Hino 168................................................................................................................495 Hino 166....................................................... Ṛbhus (Wilson) ...........496 Hino 166......................................................................................................................................................................................490 Hino 165.......................................................................................... Céu e Terra (Griffith) ..............................509 Hino 171....473 Hino 163........512 .................................... Indra..............................492 Hino 166....................501 Hino 168.............................................................................................................................................................. Maruts (Wilson) .. O Cavalo (Griffith) ....................................................... Maruts (Wilson) .......................................... Indra (Wilson) ........................................................................................ Viśvedevas (Griffith) ................................................................ Aśvins (Griffith) ............................... Maruts (Wilson) ........ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ................................................................................... Céu e Terra (Griffith) ................................................................................................... Viṣṇu (Griffith) ..................................................................................................... Maruts (Wilson) ............................................................................................................................................. Aos Maruts e Indra (Müller) ... O Cavalo (Wilson) .... Maruts (Griffith) .................................................................... Viṣṇu (Wilson) .................................................................................506 Hino 170...........463 Hino 161.........................458 Hino 158............. Indra.................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ..462 Hino 160.......................499 Hino 167..................................................467 Hino 162..................................................................................................................................................................................................18 Hino 156..........................................510 Hino 172................................................. Ṛbhus (Griffith) ....................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ....................................................................................................................................................509 Hino 171. Indra....................504 Hino 169................................................................................................................

................................................................................................................. Agni (Oldenberg) .........530 Hino 183.......................................................526 Hino 181................................... Sol (Griffith) .....................532 Hino 184.......537 Hino 187................................. Água......................................................................................... Aśvins (Wilson) ................................................................................................................................527 Hino 182........................... Indra (Wilson) .....516 Hino 175............570 ................... Aśvins (Griffith) ..........................................................................................................................................................................................................................529 Hino 183.. Aśvins (Griffith) ........................................................................................................................................531 Hino 184.........553 Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1 ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................513 Hino 174....................................................................558 Índice Rápido .................................................... Céu e Terra (Wilson) .........................................................543 Hino 189..........539 Hino 187......... Āprīs (Wilson) ............................ Aśvins (Wilson) ...............................................................545 Hino 189................................................................................. Hino Āprī (Oldenberg) ....................................................................................................................517 Hino 175.......................................................................... Indra (Griffith) .....................................547 Hino 190.................................521 Hino 178.......................519 Hino 176...549 Hino 191................................................................................................................................................................................................ Louvor ao Alimento (Wilson)... Indra (Wilson) .............533 Hino 185........................................................................ Louvor ao Alimento (Griffith) ......................................................................................................................... Aśvins (Wilson) ..............................515 Hino 174............................................................................................................................................................520 Hino 177....................................541 Hino 188........................... Bṛhaspati (Griffith) ..........551 Métrica ......................520 Hino 178......................................................................... Indra (Griffith) ............................................................. Agni (Griffith) ...... Aśvins (Griffith) ............................ Indra (Wilson) ........................................................................... Agni (Wilson) ................................................ Viśvedevas (Wilson) ...................................................... Indra (Wilson) ................................................. Aśvins (Wilson) ............ Āprīs (Griffith)...........................................................................................................................................................................523 Hino 180............................................524 Hino 180............................................................................................................................................................................................................................ Grama......... Sol (Wilson) ......... Indra (Griffith) .......................... Indra (Griffith) ........................................536 Hino 186.................................................................................................................................540 Hino 188....................534 Hino 185.............................. Rati (Wilson) .................................................................................................................................... Grama..... Bṛhaspati (Wilson) ............................................................. Rati (Griffith) .............. Indra (Griffith) ....... Indra (Griffith) ...........19 Hino 173...............542 Hino 188.............................................................................................................................................................. Aśvins (Wilson) ..............................................................................................................535 Hino 186.......................544 Hino 189....................548 Hino 191........546 Hino 190...............................................................521 Hino 179..............525 Hino 181...........................................................................522 Hino 179.... Céu e Terra (Griffith) ................ Aśvins (Griffith) ............................... Viśvedevas (Griffith) .................................518 Hino 176..................................519 Hino 177....... Aśvins (Griffith) ................................................ Água..................................................................................528 Hino 182...................... Indra (Wilson) ...............................

Como eu tinha considerado por longo tempo tal trabalho. nesse país. Nisso pode-se admitir que ele foi admiravelmente bem sucedido. quanto ao texto. A presente tradução possui. pelo falecido Dr. mas eu não estava ciente. porque essa já tinha sido realizada. ou seção. ou trinta e dois hinos. das oito que compõem o primeiro livro. em inglês. e a obra é destinada menos para leitores em geral do que para estudiosos de sânscrito e estudantes do Veda. O princípio seguido pelo Sr. A tradução do Dr. a menos que sua linguagem seja preservada tanto quanto possa ser consistente com a inteligibilidade. a vantagem. ou metade do Veda. como uma representante autêntica do original. Rosen do primeiro livro é completa. que ele não foi suficientemente cauteloso em sua interpretação do texto. pelo menos. parcialmente. mas pode-se pensar. parando com duas seções. Roer.20 Introdução ao Primeiro Aṣṭaka [Que vai até o Hino 121 do Primeiro Livro ou Maṇḍala. mais ou menos defeituosos – do que se a versão tivesse sido feita a partir de uma edição cotejada cuidadosamente. A tradução é. Ogdóade. e é mais valiosa como uma referência. e. e ele admitidamente procurou dar às passagens vagas e misteriosas do original uma interpretação clara. Roer é igualmente limitada. Stevenson e pelo Dr. ou seguido. até agora. o que. de um texto acurado. pelo Rev. com dificuldade. Sr. como toda rapidez conveniente. ou Aṣṭaka. também. mesmo antes de deixar a Índia. e será falha do tradutor se ele não se beneficiar disso. Ao mesmo tempo. Stevenson. integralmente. quando me dediquei a publicar uma tradução inglesa. ser considerado pouco necessário repetir uma tradução do primeiro Aṣṭaka. contribuído para o crédito do tradutor. Max Müller a empreender a sua inestimável edição do Ṛg Veda. Rosen. também. simples e inteligível. de fato. O verdadeiro valor do original não se encontra tanto em seus méritos como composição literária quanto na ilustração que ele fornece do mais antigo sistema de culto religioso e organização social hindu. Ao converter o original para o inglês seu objetivo . Poderia. pelo Sr. totalmente. subordinada a uma edição do texto o qual ela acompanha na mesma página. por uma tradução inglesa. eu me encarreguei prontamente de completar meus labores e de publicar a tradução. Embora realizada com profundo conhecimento e exatidão cuidadosa. mas sua morte prematura interrompeu seus comentários. Langlois é o oposto do adotado pelo Dr. mais amplamente do que é recomendável. Uma tradução em francês. o sânscrito é convertido ao latim com tal fidelidade literal que a obra mal permite leitura contínua. especialmente como interpretada pelo Comentador nativo. e feito algum progresso em sua execução. foi manifestado um desejo que o aparecimento dela deveria ser acompanhado. e. a tradução do Dr. em latim. a obra do Rev. e de todos os modos digna de confiança. e são obteníveis. A publicação mais antiga. Rosen. impressões errôneas dos fatos e opiniões do hinduísmo primitivo podem ser produzidas. Ambas as traduções foram publicadas na Índia. embora tenha aumentado grandemente a dificuldade e mão-de-obra da tarefa e. se estende só até os três primeiros hinos da terceira preleção. Langlois.] Quando o patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais habilitou o Dr. sugere menor confiança na genuinidade do original – porque os manuscritos são. mais de uma vez. sobre suas predecessoras. Também deve ser observado que o Sr. tinha sido publicada recentemente em Paris. todos. do Ṛg Veda. ou Oitavo de livro. essas traduções não parecem excluir. às vezes. e que se desviou da sua fraseologia. que essa obra tinha sido iniciada. Langlois fez sua tradução a partir das cópias manuscritas do Veda e seu comentário. Sr. se estendendo por quatro Aṣṭakas. a utilidade de uma tradução em inglês.

8. será verificado que ele compreende muitos dos hinos do Ṛc. e sua maior importância para a história da religião hindu. dos quais quatro obras são geralmente enumeradas: o Ṛc. Essas são indicadas por escritores subsequentes nos Sūtras. são. cada um tem suas características peculiares.2 Por causa do modo extensivo. 2. a maioria. inferir sua anterioridade a eles. no próprio Veda. o Veda consiste em duas partes componentes. as mais importantes autoridades dos brâmanes para sua religião e instituições são os Vedas. Essas observações se aplicam às que são chamadas de Saṃhitās dos Vedas – o conjunto reunido. nominalmente. Sāyaṇa Ācārya. Esses hinos estão reunidos com pouca tentativa de arranjo metódico. O Yajur Veda difere do Ṛc por ser. naturalmente. em sua maior parte. com muito poucas exceções. ou Yajur Veda. embora eles tenham muito em comum. Pode ser quase desnecessário informar ao leitor que as mais antigas. a designação Veda inclui uma extensa classe de composições. mais especialmente. Ṛg Veda. por um intervalo prolongado. que acompanha cada Veda. aparentemente. das preces. Não há. principalmente. o Sāman. – Asiatic Researches. 1 2 . sendo composto. instruções para o uso e aplicação dos Sūktas. a qual todos os escritores bramânicos chamam de parte integral do Veda. às vezes. Não há muita conexão nas estrofes das quais eles são compostos. quando não emprestadas do Ṛc. e o Ātharvaṇa. Além das Saṃhitās. talvez. de datas diferentes. ou Atharva Veda. ou das cerimônias nas quais eles devem ser recitados. chamados Sūktas. – dirigidos a diferentes divindades – cada um dos quais é atribuído a um Ṛṣi. então. chamadas. respectivamente. ser permissivelmente considerado antes como um complemento aos três. De acordo com eles. ou Sāma Veda. dos mesmos hinos. e organizados de nova maneira. que limitam o número a três. Mantra e Colebrooke sobre os Vedas. é ao Ṛg Veda que devemos recorrer. e o mesmo hino é. p. especialmente a uma Anukramaṇikā. “Pelos seguidores do Ātharvaṇa. em seu caráter geral ou em seu estilo: a linguagem indica claramente uma época diferente e posterior. e em prosa. os Ṛcas.1 e não há dúvida que o quarto. em uma única coleção. tem pouco em comum com os outros. embora não separados. Na verdade. 370. também. ou preceitos relativos ao ritual. As preces. p. ou invocações.21 tem sido aderir tão estritamente ao sânscrito original quanto a necessidade de ser inteligível permite. gratos a autoridades independentes. portanto. dos hindus. Introdução. o Yajush. são numerosamente incluídas em sua própria Saṃhitā (ou coleção)”. coletivamente. um ritual. em busca de noções corretas das formas mais antigas e mais genuínas das instituições. divididos em partes. chamadas. e são aplicáveis à consagração dos utensílios e materiais da adoração cerimonial. religiosas ou civis. dirigido a diferentes divindades. Vol. ou hinos. um autor santo ou inspirado. Tanto quanto. Dos outros três Vedas. algumas nos próprios Vedas. edição de Müller. e. de Brāhmaṇa. nem notícias das ocasiões nas quais eles devem ser empregados. hinos. com a finalidade de serem cantados em diferentes ocasiões cerimoniais. ou índice. e eles são. nós devemos. Muitas passagens podem ser encontradas em escritos sânscritos. embora ele se aproprie livremente do Ṛc. nós somos. O Ṛg Veda consiste em preces métricas. embora aqueles que são dedicados ao mesmo deus às vezes sigam em uma ordem consecutiva. ou estrofes do Ṛg Veda. se não exclusivamente. Ele pode. e. O Sāma Veda é pouco mais do que uma remodelação do Ṛc. e fórmulas litúrgicas das quais eles são compostos. o Atharva Veda pode ser considerado como um Veda. assim como ao louvor e culto dos deuses. e pelos deuses em cuja honra eles são compostos. mesmo pelos reputados autores dos hinos. breves. ou Atharva Veda. ou uma coleção de fórmulas litúrgicas. no qual os hinos do Ṛg Veda entram na composição dos outros três. do que como um dos quatro Vedas.

talvez. na Bibliotheca Indica deles. também. de Göttingen. pouco é conhecido. ou tratados sobre a gramática do Veda. porque.22 Brāhmaṇa. uma coleção de regras para a aplicação dos Mantras. 22. Roer. de um terceiro. – pelo Dr. para serem repetidas em tais ocasiões. e dependentes dos Vedas em geral. nós estaremos bem supridos com a parte Mantra do Veda. citada por Sāyaṇa. ou aforismos. pelo menos. determinar até que ponto o todo pode ser legitimamente considerado como uma parte constituinte do Veda. os tratados metafísicos e místicos chamados Upaniṣads. prosódia. não são. foram publicados. e a Chāndogya Upaniṣad foi iniciada na mesma série. com um excelente comentário de Sāyaṇa Ācārya. “O nome Veda é aquele do Mantra e do Brāhmaṇa”. consistindo em quatorze livros. e uma tradução pelo Rev. pertencentes a uma condição mental hindu totalmente diferente daquela da qual o texto dos Vedas surgiu e encorajou.4 As Upaniṣads têm sido mais afortunadas em encontrar editores. auxiliada generosamente pela Corte de Diretores. e. em Berlim – cuja publicação tem sido. e os Sūtras. também. ele é. altamente ilustrativas da condição do bramanismo na época na qual ele foi composto. Conectados com. no qual várias lendas notáveis são detalhadas. Com o tempo. e cinco das do Yajur foram publicadas pelo Sr. Mas esses não são partes do próprio Veda. p. alguns anos desde então. instruções para a realização de ritos específicos. foi publicada recentemente pelo Professor Benfey. uma edição da parte Vājasaneyi do Yajur Veda foi iniciada. 5 Algumas das Upaniṣads mais curtas foram publicadas. e o significado de palavras obsoletas. inteiramente genuínos. Os Brāhmaṇas do Sāma e do Atharva Vedas são poucos. mais especialmente. e sermos. inculcando e descrevendo as práticas dele. de uma data Como na Yajña Paribhāṣā de Āpastamba. o Kauṣītaki. Sr. permitidos. ou estrofes separadas. Weber. Além dessas obras.3 a primeira sendo os hinos e fórmulas agregados na Saṃhitā. ele tem extensão considerável. 1844. sem dúvida. entonação. o Śatapatha. na Mīmāṃsā: “O Brāhmaṇa e o Mantra são as duas partes do Veda: aquela parte que não é Mantra é Brāhmaṇa”: essa constitui a definição do último. é mais místico e especulativo do que prático ou lendário.5 Os textos das Saṃhitās dos Vedas estão em progresso. citações dos hinos. A partir de um exame cuidadoso do Aitareya Brāhmaṇa. sob a editoração do Dr. portanto. mas suplementares a ele. ou da Saṃhitā. a segunda. e pouco conhecidos. O Brāhmaṇa do Yajur Veda. Das partes Brāhmaṇa do Ṛg Veda a mais interessante e importante é o Aitareya Brāhmaṇa. Weber. pelo Fundo de Tradução Oriental. é suficientemente evidente que essa obra. e um glossário amplo e índice. não são de muita importância. 4 e p. e uma edição do mesmo elaborada mais cuidadosamente. a partir de materiais adequados. Introdução. ritual. Nenhum dos Brāhmaṇas foi publicado. 3 . simultaneamente com sua edição do texto do Yajur Veda. e. de antiguidade considerável. Stevenson. portanto. é de um tipo totalmente distinto da coleção de Mantras. chamados de Vedāṅgas. e é sua intenção completá-lo. e comentários ou narrativas ilustrativas. há os Prātiśākhyas. astronomia. o todo constituindo um corpo de literatura vêdica cujo estudo forneceria ocupação para uma vida longa e laboriosa. também são os tratados sobre gramática. explicativos da origem e objetivo do rito. e contém muitos assuntos interessantes. e. além da presente edição do Ṛc. nem os Sūtras ou Prātiśākhyas. com poucas exceções. por Rammohun Roy. 4 Parte do primeiro Kāṇḍa do Śatapatha Brāhmaṇa foi publicada pelo Dr. mas há ainda apenas uma perspectiva parcial e distante de nós termos o Brāhmaṇa publicado. e as partes suplementares desses dois Vedas são. Poley: Berlim. outro Brāhmaṇa desse Veda. A Bṛhadāraṇyaka foi publicada pela Sociedade Asiática de Calcutá. Embora. na forma na qual nós os temos. compartilha mais do caráter do Aitareya Brāhmaṇa. com traduções. Só uma pequena parte está impressa até o momento. O texto da Saṃhitā do Sāma Veda. O Aitareya Āraṇyaka. com uma tradução em alemão. manifestamente. do Ṛg Veda.

muito antes de serem reunidos e organizados na ordem e conexão na qual eles são encontrados agora. a data primitiva dos Brāhmaṇas. por aqueles a quem o Brāhmaṇa foi apresentado. 1017 sem contar os hinos apócrifos ou ‘meio apócrifos’ chamados de Hinos Vālakhilya (8. mas separadamente. porque o seu principal objetivo é a aplicação dos textos separados da Saṃhitā para a realização das principais cerimônias e sacrifícios dos brâmanes. de modo não conectado. em oposição às afirmações consencientes de estudiosos e críticos bramânicos. no qual esses elementos são abundantes. Uma subdivisão adicional dos Sūktas em Vargas. Embora reconhecendo. é comum a ambas as classificações. compreendendo. o registro primitivo das crenças e práticas religiosas e das instituições arcaicas da sociedade hindu. ou como parte integral do Veda. nas nossas investigações da condição mais antiga dos hindus. O exame superficial do Śatapatha Brāhmaṇa. É evidente. ou hinos. e parcialmente. cuja invenção e circulação deve ter sido a obra do tempo – de um intervalo muito longo entre a Saṃhitā. todo o sistema de organização social desenvolvido. ou completamente. tal como é exemplificado no Veda. e 10. que o grande corpo do ritual bramânico deve ter sido sancionado pela prática estabelecida. antes que tais citações mutiladas pudessem ser reconhecidas. Os hinos são de extensão variada: em um ou dois casos. como no Código de Manu. de uma época posterior. pode ser considerado a fonte e o modelo de outras obras similarmente nomeadas. por causa do modo no qual eles são citados – não sistematicamente. De acordo com as tradições críveis dos hindus.99] em alguns. ou de forma contínua. e nós podemos nos arriscar a afirmar. talvez.6 com pouco mais de dez mil estrofes. novamente. ou verificadas. reforçando a necessidade e eficácia delas por meio de textos e argumentos. e o brâmane. nós devemos confiar somente na última como um guia seguro. tanto quanto publicado. e estudada geralmente. de forma separada e individual. e devemos nos esforçar para transmitir uma noção mais precisa do que significa a designação. ou Círculos. e o Brāhmaṇa. de cerca de cinco estrofes cada. e ilustrando sua origem e consequências por narrativas tradicionais e lendas populares. formando o início. um Sūkta consiste numa única estrofe [1. Eles estão organizados de duas maneiras. os Sūktas. No Ṛg Veda o número de Sūktas é algo acima de mil. nós encontramos. e de algumas das suas seções no manuscrito. subdivididos em pouco mais de cem Anuvākas. mostra que ele é de um caráter semelhante ao Aitareya. as preces e hinos – agora reunidos como uma Saṃhitā – existiram. apenas poucas frases sendo apresentadas. kṣatriya. subdividido em oito Adhyāyas ou Preleções. e discriminados por suas funções peculiares e posições relativas. nem mesmo de um hino inteiro. ou ele pode ser até. ou Parágrafos. Além disso. e aceitando-os como ilustrações valiosas da aplicação dos hinos primitivos e textos da Saṃhitā. como já foi mostrado. ou em qualquer parte da Saṃhitā. . cada um dos quais é.23 muito posterior aos originais Sūktas. de várias 6 [1028. ou subseções. por essa expressão. ocorrendo em qualquer parte do hino. no Brāhmaṇa. na qual pouco ou nada do tipo aparece. a distinção de castas plenamente estabelecida.552 versos]. também. com exceções pontuais.49–59). O outro plano classifica os Sūktas em dez Maṇḍalas. consequentemente provando que a Saṃhitā deve ter sido compilada e amplamente divulgada. vaiśya e śūdra citados repetidamente por suas denominações próprias. que nenhuma dessas obras tem o menor direito de ser considerada a contrapartida e contemporânea da Saṃhitā. e que. antes que o Brāhmaṇa pudesse ter sido compilado. que foi tomada como o texto da seguinte tradução. mas de uma estrofe isolada. Uma os divide entre oito Khaṇḍas (Porções) ou Aṣṭakas (Oitavos).

ou fantasiosa. à Aurora personificada. Viśvāmitra e outros. seis dos dez ‘círculos’ compreendem hinos pelo mesmo indivíduo. ele foi originalmente visto. é. e outro. como Gotama. Ele é um livro antigo. exceto quando mencionados incidentalmente no hino. e de grande autoridade. sozinho. a Vāmadeva. e onze aos Aśvins. e os demais. de acordo com lendas mitológicas posteriores. mas o maior número dos hinos nesse primeiro livro do Ṛc. ou personificações. tanto quanto foi averiguado até o momento. sempre. A divisão mais comum dos manuscritos é aquela em Aṣṭakas. como seu autor reputado. no início da estação chuvosa. evidentemente. Kaṇva. por quem. a Indra. para quem ele foi revelado. e o deus adorado. os versos são distribuídos entre um número maior. isto é. a distribuição em Aṣṭakas sendo planejada para a conveniência da instrução. Cada Sūkta tem. a divindades inferiores – uma distribuição que mostra inequivocamente o caráter elementar da religião.24 estrofes [mais de cinquenta]. mas. Assim. endereçados a Soma. O arranjo dos Sūktas por Aṣṭakas não parece depender de qualquer princípio fixo. mas o número médio. a Vasiṣṭha e seus descendentes. a outros. A alguns desses. a Atri e seus filhos. Em partes subsequentes do Veda ocorrem poucos hinos que parecem ter uma tendência poética. nos outros livros também. Em geral. os amigos e seguidores de Indra. Bharadvāja. que também especifica a métrica e o número de estrofes de cada hino. do sexto. de menor nota. e cuja variedade e riqueza evidenciam uma cultura extraordinária de arranjo rítmico. um hino é dirigido a um único deus. do restante. ou parentes. a dois. A maioria dos Ṛṣis são conhecidos das lendas dos Purāṇas. várias das quais são peculiares aos Vedas. Essa organização tem sido considerada como a mais antiga e a mais original das duas. ocasionalmente. que têm nomenclatura bastante duvidosa. Os Ṛṣis do primeiro e dos três últimos Maṇḍalas são mais diversos. por suas subdivisões – Adhyāyas e Vargas – muitas preleções. ou sua personificação deificada. do quinto. talvez. Vasiṣṭha. ao invés de religiosa. . os deuses. os filhos do Sol. os hinos do segundo Maṇḍala são atribuídos a Gṛtsamada. a Viśvāmitra e seus filhos. ou Ventos. aos Viśvedevas. mas nós somos ainda pouco qualificados para chegar a uma conclusão positiva. vários hinos são atribuídos. quatro. em fraseologia bramânica. o ditado incriado de Brahmā. Os hinos estão compostos em uma grande variedade de métricas. com um índice dos conteúdos do Veda. no qual há uma descrição do renascimento das rãs. como se conclui a partir dos totais acima de mil hinos e dez mil estrofes. nós estamos em dívida. são dedicados a Agni e Indra. a serem aprendidas pelos estudiosos. considerado de correção inquestionável. A inferência não é improvável. e quarenta e cinco. Dos 121 hinos contidos no primeiro Aṣṭaka. quatro. trinta e sete são dirigidos a Agni. como um. e. um Ṛṣi ou professor inspirado. visto que é de composição posterior ao texto. apenas de existência imaginária. do sétimo. os do terceiro. e. um ou dois somente são atribuídos. Que eles são as 7 [Para detalhes veja o Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1]. mas apreciaremos melhor o caráter de tais exceções aparentes quando chegamos a elas. por exemplo. os hinos do nono Círculo são. da família de Aṅgiras. e em nenhum caso o princípio de classificação é manifestado inequivocamente a ponto de sugerir motivos razoáveis para um afastamento da prática estabelecida. Daquele por Maṇḍalas. ou deuses coletivos. formando. às vezes. filho de Śunahotra. como observado acima. e. todos. a Planta da Lua. ou por membros de uma mesma família. A ausência de qualquer dependência óbvia dos Sūktas uns dos outros é suficientemente indicativa da sua origem separada e assistemática. ou associado com outros. ou lições. no qual um jogador reclama da sua má sorte. do quarto. do Fogo e do Firmamento. doze são dirigidos aos Maruts. Pelos nomes dos Ṛṣis.7 As divindades são várias. Bharadvāja e. ele pode não ser. mas. cerca de dez. os Vedas sendo.

e o número ao qual eles tinham se multiplicado. dos autores dos próprios hinos. e a um período durante o qual nenhuma mudança de qualquer importância ocorreu na crença nacional. possivelmente. a conveniência de resgatar os Sūktas dispersos e obsoletos do risco do esquecimento. por isso apelidado de Vyāsa. chegaram até o tempo dele. com as correspondentes dificuldades de recordá-los e ensiná-los. evidente a partir de alusões que eles fazem ao nome do autor ou de sua família. sugeriram. em geral. para a melhoria progressiva da literatura dos brâmanes. de que eles se estendem por um intervalo considerável. que não podem ser apreciadas sem aqueles detalhes adicionais que pode-se esperar que um professor vivo forneça. não infrequentemente. A explicação de um professor vivo. de comparações breves. dos quais a aplicação está longe de ser óbvia. para a exatidão da atribuição. em muitas passagens. admitem uma diferença de data. Finalmente. e nós encontramos alguns atribuídos a antigos Ṛṣis. e de moldá-los em alguma forma consistente e permanente. Há pouca dúvida. portanto. com uma ou duas exceções duvidosas – que são. Eles serem dirigidos ao mesmo deus é um teste menos equívoco de identidade. A realização desse objetivo é tradicionalmente atribuída ao filho do Ṛṣi Parāśara. ou de escolas seguidoras de uma forma de culto semelhante. o Organizador. e eles. visto que há pouca dúvida que os hinos foram ensinados. Além da evidência interna proporcionada pela diferença de estilo. os hinos. Isso é perceptível suficientemente a partir da sua construção: eles estão repletos de frases elípticas. talvez. e a probabilidade é a favor de um instrutor oral. que supõe-se que tenha vivido na época da grande guerra entre as famílias rivais de Kuru e Pāṇḍu. uma pessoa de cronologia e existência bastante questionáveis. interpolações. a percepção de que alguma autoridade venerável. tanto quanto diz respeito ao seu significado geral. porém. como preservada pela Anukramaṇikā. e que o conhecimento deles foi perpetuado pelo mesmo modo de instrução. e adorando. deve ter sido indispensável para uma compreensão correta do significado dos Sūktas. eles pertençam à mesma condição de crença. às vezes. originalmente. As mesmas divindades são adoradas de um modo similar. verbalmente. na tradição. em muitos casos. as peculiaridades da linguagem. foram compostos. e. enquanto outros admitem serem de composição nova ou a mais nova. até que seja explicada. provavelmente. a obscuridade do seu estilo. o que poderia ter sido somente o efeito de refinamento longo e diligente. ou. Isso é o mais notável. mesmo no tempo atual. em diversas passagens. no qual o estudo de livros é subordinado a explicações pessoais e tradicionais do professor. um desenvolvimento progressivo dos poderes de linguagem. deificações específicas. Kṛṣṇa Dvaipāyana. mas essas indicações são de recorrência infrequente e devemos confiar. também. A grande variedade de métricas empregadas mostra. de preferência. sobre a qual suas crescentes alegações de santidade superior pudessem ser baseadas. possivelmente. e.25 composições dos sábios patriarcais a quem eles são atribuídos é. e que somente ele é capacitado para preencher pela maior ou menor fidelidade com a qual as explicações tradicionais dos primeiros intérpretes de viva voz. chegou um período no qual a antiguidade dos hinos. estava faltando. ou que podem admitir explicação – não oferecem nada que seja contraditório ou incongruente. ou de um comentador. pelos chefes de família. e de todos aqueles espaços em branco e deficiências que tornam o texto escrito dos Vedas ainda ininteligível. também. O relato que . transmitidas a ele por meio de uma série indefinida de instrutores precedentes. à última das quais ele era ligado. a partir do momento da sua primeira comunicação. de epítetos gerais. porque é a mais em harmonia com a circulação desconexa e assistemática dos hinos. com o uso restrito da escrita – mesmo se a arte fosse conhecida naqueles tempos primitivos (um objeto de dúvida considerável) – e com o caráter do ensino sânscrito. embora. sem a assistência do comentador.

8 A natureza exata dessas distinções não é conhecida muito satisfatoriamente atualmente. e há pouca dúvida de que houve uma época na qual a reunião e classificação. fábula mitológica. 373. mesmo naquele tempo. atribuídas a Vyāsa.9 O interesse evidenciado na coleta e preservação dos seus hinos e fórmulas antigas é notável por eles terem. de fato. formaram um ramo importante e popular da literatura dos brâmanes. são. através de um intervalo prolongado. sem dúvida. [pág. de acordo com a evidência Colebrooke sobre os Vedas – Asiatic Researches. 8 . (não substância). as do Yajur Veda – distinguido como duplo. várias Saṃhitās do Atharva Veda. e devem ter sido exercidos. de acordo com as concepções do professor a respeito da sua sucessão histórica ou valor litúrgico. 9 A fundação da filosofia Vedānta. Vaiśampāyana. de cada Saṃhitā. depois do seu triunfo sobre os Kurus – e que várias outras pessoas eruditas. assim. o texto do Yajur. e negar sua sanção às características principais dos institutos bramânicos. estudadas no mesmo número de escolas separadas. sem dúvida. porque elas desapareceram quase totalmente. ou escolas. ou à contradição. já familiarizadas com os hinos dos respectivos Vedas. levavam a marca de antiguidade. A tradição pode ter se originado no impulso dado ao cultivo geral da literatura sânscrita pela escola. embora não a tal ponto de afetar materialmente a identidade entre o original e seu descendente. Livro 3. havia inúmeras Śākhās. parecem ter sido seguidas por diferentes escolas. atribuídos a outras pessoas. 234 da tradução em português de 2012]. ou ramos. e. estavam completamente desenvolvidas na data da compilação deles. e seria ainda mais indiscreto arriscar uma negativa. com extraordinária diligência. de crítica vêdica. p. também. fornecido poucas características das instituições religiosas e sociais que.26 normalmente é dado dos seus métodos mostra que a esfera de ação principal dele era a de supervisão – possivelmente sob o patrocínio do Rājā Yudhiṣṭhira. cap. além dessas. Das Saṃhitās do Ṛg Veda a única agora em uso é a atribuída a um professor chamado Vedamitra ou Śākalya. também. talvez. Viṣṇu Purāṇa. Jaimini. chamado de Yajur Preto e Yajur Branco – chegaram a quarenta e dois. Paila foi designado para coletar os Sūktas do Ṛc. 3. além da observação que parece haver pouca evidência satisfatória para a tradição. Estaria fora de lugar entrar em qualquer exame da questão aqui. dos poemas religiosos. e teve uma sucessão de discípulos por quem a coleção original foi repetidamente subdividida e reorganizada. anterior ao surgimento da especulação filosófica. também. os quais. alguns repetidos inaudivelmente. tanto quanto podemos julgar até agora. É. no entanto. e as do Sāma Veda a vinte e quatro. até que as Saṃhitās do Ṛg Veda chegaram a dezesseis ou vinte. até que o tenhamos examinado totalmente. Ao oferecer quaisquer opiniões sobre esses pontos. os hinos do Sāma. ou de acordo com as diferenças no modo de sua recitação – alguns sendo recitados audivelmente. e a compilação dos Itihāsas e Purāṇas. em variedades de forma. portanto. pouco seguro arriscar qualquer afirmação positiva a respeito do sistema de crenças e práticas religiosas ensinadas no Ṛg Veda ou a condição da sociedade que prevalecia quando seus hinos foram compostos. agora traduzido – e que elas estão sujeitas à confirmação. lendas poéticas. e alguns sendo entoados ou cantados. e história tradicional. deve ser compreendido que elas são derivadas unicamente a partir do que está verdadeiramente diante de nós – o Primeiro Livro do Ṛg Veda. que nenhuma sanção desse tipo pode ser encontrada nele. Várias leituras. mas as tradições são concordantes e consistentes. e Sumantu. Vol. Se as autoridades que professam detalhar a multiplicidade dessas compilações têm direito a toda confiança pode ser assunto de dúvida. contendo os mesmos hinos e fórmulas dispostos em uma ordem diferente. vários dos Purāṇas sendo. Cada um tornouse o professor de sua própria coleção. aparentemente. e determinado. zelo e competência. mas elas consistiam. 4. foram empregadas para preparar cada respectiva Saṃhitā ou coleção. Havia. e estudo. os do Ātharvaṇa.

O Sūkta quase invariavelmente combina os atributos de prece e louvor. que sacrifícios humanos não eram desconhecidos. Hinos 5. e em aprovação do rito em sua honra. em alguns. ou recitador. provavelmente. em conchas. um sacrifício de um cavalo. pessoas que não professam a mesma fé religiosa. em um lugar. oferendas e libações: manteiga clarificada derramada no fogo.12 Há poucas indicações de uma esperança de imortalidade e de felicidade futura. autoridades imperfeitas. em todos os casos. Langlois. de um tipo temporal e pessoal – riqueza. vida. no qual sua presença é invocada. A cerimônia acontece na casa do adorador. às vezes. no entanto. às vezes. 11 e é deduzível. são recitadas e glorificadas. ou. e. portanto. necessariamente. ele é rogado a conceder bênçãos sobre a pessoa que instituiu a cerimônia. e o suco espremido e fermentado da Planta Soma. e há uma variedade considerável de sacerdotes oficiantes – em alguns casos. da prece. prece e louvor. pode ser observado que eles não parecem oferecer nada materialmente contrário ao teor do primeiro Aṣṭaka. traduzidos pelo Sr. dos primeiros. e é claro que o culto era totalmente doméstico. É dito. Será suficiente. são. ou Yajamāna. alimento. ou orações. especialmente pelo Sr. que os homens preservavam o fogo constantemente aceso em suas residências (1. especialmente quando eles são representados como hostis à celebração de ritos religiosos. nos outros três livros.8. ou hinos. por causa do seu estado parcial e isolado. qualquer parte. e as oferendas habituais podem ser consideradas como consistindo em manteiga clarificada e no suco da Planta Soma. e das libações e oblações que ele é solicitado a aceitar. nota. antes. que foram traduzidas e publicadas por outros estudiosos de sânscrito. e. Langlois.10 Não há menção de qualquer templo. em uma câmara apropriada para o propósito. para a manutenção de um fogo permanente.73.4). A adoração que os Sūktas descrevem compreendem oferendas. às quais ela ocasionalmente. O poder. posteridade. nos limitarmos à evidência à mão. e por quem os Mantras. embora raros. nem qualquer referência a um lugar público de adoração. também sobre o autor. aspergido sobre o fogo. simbólicos. às vezes. e até mesmo a beleza pessoal do deus abordado são descritos em melodias altamente laudatórias. (Veja a Tradução do Sr. principalmente. 10 . É verdade que nós temos um campo um pouco mais amplo para especulação. às vezes. e. às divindades invocadas – de que maneira não aparece exatamente. a bondade. Que vítimas animais eram oferecidas em ocasiões específicas pode-se inferir de alusões breves e obscuras nos hinos do primeiro livro. espalhada no chão. às vezes. ou façanhas do passado. e. a generosidade. embora brevemente. a vastidão. vitória sobre eles. no entanto. e. Roth. vacas e cavalos. embora as frequentes alusões ao acendimento ocasional da chama sagrada estejam bastante em desacordo com essa prática.) 12 1. sua destruição. O adorador. em retribuição de quais encômios. por ora. ou. proteção contra inimigos. sete. necessariamente. em sua maioria. e deduzirmos. o resíduo era bebido pelos assistentes. Palestra 3. mas elas não são nem frequentes nem. e. pessoalmente. se refere. embora ele pareça ter sido. ou erva sagrada. As últimas. no chão. a partir de algumas passagens. são recitados.51. nós temos dois hinos sobre a ocasião do Aśvamedha. 11 No segundo Aṣṭaka. a respeito da fé religiosa e mitológica do povo da Índia – cujos sentimentos e noções os Sūktas enunciam – e das circunstâncias da sua condição social. As primeiras são. na Kuśa. mas não tão comumente. Colebrooke. e em partes separadas de outros livros. em outras palavras. 6. pelo professor Burnouf e pelo Dr. dezesseis – pelos quais os diferentes ritos cerimoniais são realizados. Mas essas são exceções. na cerimônia. a partir dela. não parece ter tido.27 adicional que possa ser produzida. oferecido. e suas bênçãos. gado. algumas das conclusões mais importantes às quais ela parece levar. As bênçãos pedidas são.

1. ou expiado. Kapardin pode indicar a cabeça dele sendo cercada por chama radiante. uma diferença marcante entre a mitologia do Ṛg Veda e a dos poemas heroicos e Purāṇas. Religions de l’Antiquité. e até destruição. O epíteto Kapardin. de acordo com a maior autoridade sobre as religiões da antiguidade. Os nomes de Śiva. Nós temos um Rudra. no Veda. mas que. Por exemplo. como foi citado acima. de Kṛṣṇa. em épocas posteriores. como a luz. mesmo nos Purāṇas. uma forma ou de Agni ou de Indra. ou a palavra pode ser uma interpolação. provavelmente. também. e. terceiro. evidentemente. ou religioso. em um hino. e os deuses são. anunciadas claramente. e. por sua devoção. Os deuses adorados não são desconhecidos aos sistemas posteriores. Não há nada. de fato. Yama e seu ofício como soberano dos mortos são aludidos obscuramente. de Mahādeva. que. na forma de raio. nenhum outro epíteto aplicável a Śiva ocorre. de modo a obrigar os deuses a cumprirem os desejos do adorador – nada daquela necessidade imposta que forma uma figura tão evidente e característica na mitologia hindu de uma data posterior. que é aplicado a ele. O primeiro compreende o elemento do Fogo sob três aspectos: primeiro. De qualquer forma. como existe na terra. são benefícios de um caráter mais mundano e físico. em satisfazer suas necessidades corpóreas. e a possibilidade da sua obtenção por seres humanos exemplificada no caso dos semideuses chamados Ṛbhus – elevados.28 em geral. Também não há o menor indício de outra característica importante do hinduísmo mais recente. que indique qualquer potência especial na prece. Há pouca procura por benefícios morais. mas eles lá cumprem funções muito subordinadas. mas como o calor da digestão e da vida. ou a combinação trina de Brahmā. Os principais objetivos das preces. ou hino. como identificado com Agni. embora repleta de perigos. a esperança é pronunciada que esse último possa ser arrependido. pedidos para livrarem o fiel do pecado de todo tipo. tanto quanto sabemos até agora. e é. como ele está manifestado nos céus. e não existe a menor alusão à forma na qual. e o princípio vivificante da vegetação. ao posto de divindades. A próxima questão é: quem são os deuses a quem os louvores e preces são dirigidos? E aqui encontramos. ódio à mentira e aversão ao pecado sejam manifestados. nunca ocorrem. uma significação diferente – agora esquecida – embora ele possa ter sugerido. o 13 Creuzer. ou são citados em um âmbito inferior e diferente. é de origem e identificação muito duvidosas. mas o termo tem. e dos louvores que dão a eles maior energia e poder aumentado. no entanto. cap. a Trimūrti foi o primeiro elemento na fé dos hindus. pela qual a realização de austeridade por um período contínuo obriga os deuses a concederem a bênção desejada. Viṣṇu e Śiva. pelo menos. ter alguma relação com um atributo característico de Śiva – o uso de seu cabelo em uma trança peculiar. enquanto. para eles próprios. a Trimūrti. de Kālī. ou meio do céu. solicitada. em tal penteado. Livro 1. embora. e a segunda foi o Liṅga. O tom no qual esses são solicitados indica uma tranquila confiança em sua concessão. ele é descrito como o pai dos ventos. p. embora a imortalidade dos deuses seja reconhecida. como simbolizada pela sílaba mística Om. de Durgā. em alguns poucos casos. a aparência de Śiva. . 140. porém. em uma ou duas passagens. é identificado com Śiva. no Veda. como existe na atmosfera. como um retorno pelos benefícios que se supõe que os deuses derivam das oferendas feitas a eles. ele parece ter sido quase exclusivamente adorado na Índia – a do Liṅga ou Falo. também. Proteção contra os maus espíritos ( Rākṣasas) é.13 Os deuses principais do Veda são. o sol. segundo. parece. de Rāma. embora. não só como fogo culinário. em época posterior. Agni e Indra. ao passo que as divindades que são os grandes deuses – os Deuses Maiores – do período subsequente são ou totalmente não mencionados no Veda. nos últimos dez séculos.

ele é o servo dos homens e deuses. como ela foi depois expandida nos Brāhmaṇas e poemas heroicos. a alma de todos os seres móveis e imóveis. o qual ele parece ter ocupado na dos antigos persas. a Aṅgiras e seus descendentes.6). A lenda de ele se esconder nas águas. ou sacerdote.1). o destruidor e renovador de todas as coisas. por fim.2).1. Pūṣan. ou sacerdote familiar. de riqueza. incluindo vários dos nomes preservados nos Purāṇas. é. e os corpos planetários. não raro.31. no Veda. em geral. provavelmente. e seu detalhamento mais minucioso é. Varuṇa.29 amanhecer.71. por medo dos inimigos dos deuses. Uma curiosa série de alusões. Agni é expressamente chamado de o primeiro e principal Aṅgiras (1. enquanto o ato de oferecer essas oblações é o dever de um filho. ele é imortal. desfrutando de juventude perpétua. bem como nos Purāṇas. ou escola. é reconhecido e louvado com hinos como um deus. O teor da lenda. levando as invocações e as oferendas dos primeiros aos últimos. e a alegoria transmitida por outros. . Mitra. Aṅgiras é.1. como quando se diz que ele é tanto o pai quanto o filho dos deuses – nutrindo-os. Ele é identificado com Yama. e. ele é a fonte e o difusor de luz. Se atentarmos mais particularmente aos atributos de Agni. Aryaman. de alimentos.72. igualmente sugere o último. em tempos posteriores – a emissão de chamas a partir 14 Veja a passagem do Mahābhārata citada em 1. encontraremos neles aquela confusão que pode ser esperada por causa dos vários personagens que ele desempenha.3). na liturgia vêdica. pelas oblações que ele leva para eles. ou universalidade.14 Dos atributos de Agni. atribuídos a ele. o identifica com Aṅgiras. ele pode assumir a forma ou natureza de qualquer outro deus que seja invocado para um rito cerimonial. com o Sol. ele viaja em um carro puxado por cavalos vermelhos. e ele é venerado principalmente como o representante celestial do Fogo. e com o eterno Vhedas (1. de vida. aos membros da qual muitos dos hinos do Veda são atribuídos. como um pai. e muitas divindades inferiores são consideradas meramente suas manifestações. em outro. como quando é dito que Agni é o filho do Vento. que realiza o rito em nome do dono da casa. e o fundador de uma célebre família santa. embora citada em mais de um lugar. Mesmo assim. aparentemente. Ele é conhecido sob muitas e diferentes denominações. o significado é suficientemente óbvio: aqueles de um caráter físico falam por si mesmos. daí devotos subsequentes preservaram seus fogos e praticaram seus ritos (1. e suas manifestações são conhecidas como Ādityas. evidentemente de uma antiguidade remota. que. usado em lugar da repetição do nome Agni. ele é o Hotṛ. na qual se diz que os Aṅgirasas primeiro asseguraram Agni.6. Os atos e atributos de outros deuses são. é um Patriarca e Ṛṣi. o que dá a entender claramente que essa família sacerdotal. explicado em outra passagem. em um lugar (1. como Viṣṇu. de fato. de saúde. que nada mais são do que o Sol diversificado como presidindo cada mês do ano solar. e atribui a multiplicação. a ser praticado. ou introduziu o culto com fogo. ou o expandiu e organizou nas várias formas nas quais ele veio. As alusões dos Sūktas podem ser uma indicação figurativa do calor latente existente na água. o trabalho dos Brāhmaṇas. Bhaga e Tvaṣṭṛ. que convoca os deuses para a cerimônia. das ocasiões no qual o fogo constituía um elemento essencial da adoração dos hindus. não é narrada muito explicitamente. ou a má interpretação de um fenômeno natural que parece ter causado uma grande impressão. também. Personificado como um deus. de gado. de noções hindus. Como o fogo do sacrifício. Varuṇa. O Sol. bastante palpável. O significado desse mito é. o Purohita. nota. o sol não ocupa aquele lugar de destaque. o concessor de vitória. naturalmente. ou surge. Mitra. dotado de poder e esplendor infinitos. no entanto.

dessa doença. se isso não for um enxerto não autorizado sobre o tronco original.62. ferimentos e morte. ou como resultado de ação vulcânica submarina. com demasiada rapidez. como quando ele é dito ter elevado o sol.15 A deificação de Indra é mais consistente. nota 1. a metamorfose sugira alguma analogia entre ele e Júpiter-Amon. ou. o que pode ter dado origem à lenda mais moderna de ele ter curado Sāmba. e eles não transmitem muito notavelmente reconhecimento expressivo da sua supremacia. Como Agni e Indra. reconhece uma diferença de grau na relativa dignidade dos deuses. para os autores dos Sūktas. também. na adoração hindu. Alguns dos atributos dele são. Nas versões do conflito encontradas em obras posteriores. obviamente. embora. referências alegóricas à localidade do firmamento. O texto do Veda. Como Agni. meras figuras de linguagem. é representada como combatendo Indra com todos os atributos de um inimigo pessoal. o concessor de vitória para seus adoradores. um Asura. entre o céu e a terra. a linguagem de fato e ficção é suscetível de ser misturada e confundida na descrição desse conflito. Sūrya ou Savitṛ. e fixado as constelações no céu. [pág. 15 Veja a lenda de Aurva. o destruidor dos inimigos dos ritos religiosos. 8. embora uma lenda seja concebida para responder pelas últimas. pertence à parte poética da personificação. ser mais vasto do que o céu e a terra. ele é o dador de bênçãos temporais para seus adoradores. Nève. ele é o possuidor e doador de riquezas. mutilação. individualmente. De outro. ele é a fonte de luz. ou dos sacerdotes ou dos deuses. Um mito popular o representa. e tê-los separado. e nos poemas heroicos e Purāṇas. Ele é uma personificação dos fenômenos do firmamento. até que são atacadas e atravessadas pelo raio de Indra. Viṣṇu Purāṇa 3. a alegoria original é perdida de vista completamente. e que tem o efeito de inspirá-lo com entusiasmo e coragem. da tradução em português de 2012]. personificada como um demônio chamado Ahi ou Vṛtra. que se refere a ele na forma de um carneiro. e o destruidor das cidades dos Asuras. ocupa um lugar muito menos visível. Essa propriedade é descrita metaforicamente como um conflito com as nuvens. É dito que ele é curador de lepra. daquele caráter de bravura pessoal derivado da sua derrota metafórica de Vṛtra. como é dito às vezes. o qual parece ser mais especialmente apropriado para ele. em uma passagem notável no primeiro livro. . do que poderíamos antecipar a partir da magnificência visível desse luminar. porque ele não tem funções incongruentes a cumprir. nenhuma explicação muito satisfatória é dada. na descida das chuvas fertilizantes. apenas três Sūktas dirigidos a ele. movendo-se.7). como o descobridor e salvador das vacas. o caráter guerreiro de Indra em outras ocasiões. e o concessor de todas as bênçãos temporais. no primeiro livro. O Sol. quando originalmente unidos (1. e de garantir o triunfo daqueles que ele favorece. e Vṛtra se torna um personagem real. e como sofrendo. e ele é descrito especialmente na forma de deus das batalhas. ou rei dos Asuras. filho de Kṛṣṇa. e a nuvem. Sua participação nas guerras de tribos e príncipes. ou na forma de ar inflamável. Como em todas as alegorias. Essa disputa com as nuvens parece ter sugerido. quando adorado devotamente. por sete – significando os sete dias da semana. sem dúvida. Ele é representado como de olhos dourados e mãos douradas. particularmente na qualidade de mandar chuva. e da adoração dele por nações vizinhas. em uma carruagem puxada por dois cavalos de patas brancas. e surge. Nós temos. que são relutantes em se desfazer dos seus estoques de água.30 da superfície da água. e quando propiciado pelo suco Soma. Cap. e até mesmo em sua idade. que trava uma guerra duvidosa com o rei dos deuses. 245. como observado pelo Sr. que tinham sido roubadas por um Asura chamado Paṇi ou Bala. e da ação real da eletricidade da atmosfera. na batalha.

de Rudras. o significado de quais filiações não é muito claro. uma parte importante da adoração é desfrutada por um grupo declaradamente subordinado a Indra – envolvendo uma alegoria óbvia – os Maruts. um hino para si próprio. são os três períodos do curso do sol – sua ascensão. e diz-se que a lua se move pelo comando dele. são frequentemente tratados como os atendentes e aliados de Indra. o que é. ou até mesmo com o Universo. mas alguns deles são abordados individualmente. não parecem ser muito precisas. evidentemente. em qual caso ela é. é muito comumente ligado ao seu nome. Pouco é falado dos Ādityas coletivamente. seja alegórico. sem dúvida. também. ou associado com Varuṇa e Aryaman. Introdução ao vol. o caráter de mãe dos deuses. no entanto. Isso pode ter sugerido a lenda. O comentador diz que ele é um deus que preside o dia. em todos os quais não temos traço da posição que lhe é atribuída. também. originalmente. Eles são chamados de filhos de Pṛśni. mas também é dito. são especialmente os filhos de Aditi. alegórica. aos jovens. Nós temos. – Veja Burnouf. afasta o mal. isso. p. aos menores. o que o Sr. nessa parte do Veda. é dito que ele é o Isso é expressamente afirmado desse modo por Durgācārya. e ele sustenta a luz no alto. um dispensador de água. em seu comentário sobre o Nirukta. principalmente em associação com Indra – com quem ele é identificado por comentadores do Veda. em Vāyu. e há pouca dúvida de que os três passos. mas sem sucesso. Os Maruts. As noções nutridas sobre Varuṇa. além da sua conexão com o sol. tem. na mesma estrofe. ele concede riqueza. embora não seja muito pior do que outras explicações do nome que os comentaristas têm sugerido. parece não ter nenhuma base melhor do que uma etimologia proposta do nome – "Não (mā) chore (rodīh)" – que é meramente fantasiosa. Em uma passagem muito obscura.16 Mitra nunca é abordado sozinho: ele aparece entre os Viśvedevas (ou deuses coletivamente). e se tornaram imortais por adorarem Agni. 3 do Bhāgavata Purāṇa. anunciado que eles eram. identificada. de explicação fácil. e o comentador diz que ele preside o crepúsculo. com a Terra. um deus do vento. ele conhece o rumo dos navios. e. embora. (1.27. Aryaman nunca é citado sozinho. Varuṇa ocupa um lugar muito mais visível nos hinos: é dito que ele é um deus que preside a noite. ou aquele que deu três passos ou passadas. e. Entre os deuses menores. de fato. absurda como ela é. e protege o gado. 22. e auxiliando e estimulando os esforços dele. que ele conhece o vôo das aves e a sucessão periódica dos meses. de soberano das águas. uma metáfora óbvia. Rājā ou Samrāṭ. em algumas ocasiões. Pūṣan. nessa qualidade. aqui mencionados. ou Sóis menores.13). ou Terra. cujo principal propósito é pedir a proteção dele em uma viagem. provavelmente. O título de rei ou monarca. e. também. ele é chamado de senhor da luz. e sua natureza feroz e impetuosa. em conjunto com Varuṇa. na mitologia posterior. Os Ādityas. também. é dito dele. É. mais usualmente. mas ele é mencionado como Trivikrama. mas pouco é dito sobre ele. e a última. especialmente contra ladrões. no primeiro livro. que tem. Não há hino separado para Viṣṇu.31 proclamando veneração aos grandes deuses. Eles são. são representações figurativas de fenômenos físicos. Com Mitra. e aos velhos. Colebrooke pensou que pode ter formado a base da lenda purânica do Avatāra anão. permanecendo no oceano. expressando a ação do vento sobre o fogo. ou Ventos. que são naturalmente associados ao firmamento. unidos a ele na batalha com Vṛtra. com Agni. em geral. com Mitra e Varuṇa: nós temos um texto identificando-o com o sol. mas nenhuma alusão à noção de Avatāras ocorre no Veda. culminação e ocaso. O comentador se esforça para ligar a história da origem deles com aquela narrada nos Purāṇas. 16 . e torna amplo o caminho do sol. associados. pelo contrário. as constelações são chamadas de seus atos sagrados. mortais. Sua participação na produção de chuva. e. ou filhos de Rudra. além de ser mencionado ocasionalmente. que.

ou de inimigos ou de doenças. com muito mais frequência do que qualquer um dos anteriores (exceto os Maruts). como afirmam algumas autoridades. puxado por burros. como sua mãe. objetos de louvor. que eles têm o mar (Sindhu). permitindo-lhes frustrar ou superar seus inimigos. o Āditya. no entanto. muitas alvoradas. ligados. tanto quanto podemos compreender seu caráter a partir das estrofes ocasionais dirigidas a ele. A única explicação da qual isso é suscetível é. pois eles são os médicos dos deuses. com o atributo adicional de presidir a prece. auxiliando-os em suas necessidades. bem como a surpresa. ou sol. Ele é chamado. não são explanadas muito distintamente nessa parte do Veda. com o sol forma uma parte natural da adoração solar: vários hinos são endereçados a ela. em qualquer grau notável. dependentes de. ou solar. de fato. ou antes. concedendo benefícios para seus adoradores. segundo a mitologia ulterior. se não inebriantes. do que à celeste. mas Indra também o é. cuja linguagem não envolve mistério. pouco mais do que uma repetição do Soma Maṇḍala do Ṛc. naturalmente. como luminares divinos. Eles são chamados de Dasras – destruidores. embora incluindo certas divindades femininas e objetos insensíveis. mas é ditada pelas propriedades óbvias da manhã. chamados de Nāsatyas – em quem não há falsidade. Isso. ao omitir a adoração dos planetas. viajando em um carro de três rodas e triangular. em qual período eles devem ser adorados com libações de suco Soma. Brahmaṇaspati. da qual eles não parecem ter participado com o sol. A conexão da aurora personificada. As propriedades características dessa divindade. ou melhor. também. o caráter é incerto. que a descoberta das propriedades estimulantes. Em um lugar é dito. em diversas passagens. são os dois Aśvins – os filhos do Sol. portanto. por suas façanhas. Agni não parece ter quaisquer múltiplos subordinados. mas pode-se duvidar se ele compartilha. Semideuses que são. ou Uṣas. também. Indra e Savitṛ. a Asclepias acida. A grande importância atribuída ao suco dessa planta é uma parte singular do antigo ritual hindu: ele é suficientemente proeminente mesmo nessa parte do Ṛg Veda. como as portas do salão de sacrifício. e esse é. e eles pertencem. As constelações nunca são mencionadas como objetos de veneração ou culto. têm seus respectivos partidários. mas de cuja origem nós não temos tal lenda no Veda. e. é verdade. O Sabeísmo dos hindus – se pode ser assim chamado – é completamente diferente daquele dos caldeus. mas é explicado que isso sugere a sua identidade. e livrando-os da dificuldade e do perigo. Eles são. aplicados à planta Soma. talvez. Eles são. De Rudra. ao brilho do sol. são consideradas personificações de Agni. no entanto. que se erguem. sem dúvida. igualmente. do suco fermentado da planta deve ter excitado em mentes simples. bonitos. com o sol e a lua. as quais. e são citados como os precursores da alvorada. ou Uṣasas. daquela ferocidade e ira que pertencem ao Rudra de uma data posterior. de matador de heróis. seus dirigentes. no entanto. o deleite. ao se familiarizarem pela primeira vez com seus efeitos. é. embora a lua pareça ser ocasionalmente indicada sob o nome Soma – especialmente quando citada como dissipando escuridão –o nome e a adoração são. mais à mitologia heroica. exceto nas deificações muito anômalas chamadas Āprīs. e como se envolvendo com uma variedade de transações humanas. Eles são representados como sempre jovens.32 deus. parece ser identificável com Agni. não raro descritas pitorescamente e poeticamente. aparentemente. totalmente diferente de qualquer adoração da lua ou dos planetas. tanto quanto avançamos até agora. Tenta-se afastar pela prece os efeitos da ira dele sobre homens e . de um modo muito menos duvidoso. Seus assuntos parecem estar mais na terra do que no céu. mas quase todo o Sāma Veda é dedicado ao seu louvor. real ou personificada. do oceano. e identificáveis com. que preside a terra.

no texto. Como observado acima.5. também. Das outras personificações divinas que ocorrem nesse primeiro livro os detalhes são muito poucos para autorizar qualquer generalização incriticável. de acordo com o comentador. com o último. e nos Purāṇas. e afirma que existe só um deus. e da variedade de suas funções”. e instrutora dele na realização de sacrifício. são chamados de filhos dele. não literalmente. mas meramente como a agregação dos deuses em outra parte mencionados separadamente. ou Indra. são os seguidores de Indra. evidentemente. Vāyu ou Indra. a planta Soma. mas são apenas citadas. e o sol. que “todos os deuses são apenas partes de um ātman.4. mas nós temos o nome aplicado. A noção de uma alma do mundo pertence. e de coisas inanimadas. não aparecem. Se os autores deles nutriam qualquer crença em um criador e governante do universo certamente não aparece a partir de qualquer passagem encontrada até agora. Os Viśvadevas. e Sūrya. a um período muito posterior à composição dos Sūktas. Até agora. no entanto. Nós podemos. Não há nada. e essa relação o igualaria a Indra.33 animais. 1. são adoradores de Agni. concordar em aceitar a afirmação de Yāska. mas o que isso significa requer maior elucidação. o ‘terrível Agni’. que há. ou alma. – podemos separar todas as formas em duas. citando. Agni. que mal podemos pensar que eles foram inspirados por qualquer sentimento profundo de veneração ou de fé. e podemos nos contentar. Nós verificamos desse modo que a maioria. sendo os mesmos que os Maruts. e dador de felicidade. ao mesmo tempo. que é chamado lá (1. a Grande Alma (Mahān Ātmā). subservientes à diversificação de seus louvores por causa da imensidão e variedade de seus atributos”.115. chamados Rudras. Varuṇa. em apoio dessa doutrina. sem que nada seja narrado a respeito delas. no Veda. – para justificar a outra afirmação de Yāska. ou fogo. os objetos da adoração primitiva dos hindus – o fogo. Há. em uma passagem. . – limitando a nossa negação à presente porção do Ṛc. em um hino dedicado exclusivamente a esse deus (1. no céu. como a classe específica que é citada por Manu. no entanto. Divindades femininas fazem seu aparecimento. por enquanto. se aplica apenas ao Sol. expressivas de sua grandeza. mas não há fundamento para isso. de cada um dos quais há muitas denominações. mas ele é. ou pelas personificações alegóricas mais óbvias.1) de ‘a alma de tudo o que se move ou que é imóvel’. portanto. provavelmente. e não maligno e irascível. Daivata Kāṇḍa. Indra. da noite. e nós não temos. invocado como sábio e generoso. Rudra pode ser identificado com Indra. Agni e Indra. ou firmamento. Algumas delas são como toda religião imaginativa cria: personificações da terra. também. de forma inequívoca. e suas características peculiares são. o criador da fertilidade.27. de fato.17 A Anukramaṇikā vai mais longe. A única exceção é a de Iḷā. ou que a adoração de tais elementos 17 Nirukta.10). a Agni. O termo denota. sua presidência sobre plantas medicinais e remoção de doenças – atributos de um deus benevolente. até mesmo o sol – são abordados em linguagem tão evidentemente ditada por atributos físicos palpáveis. do mar. e o resto. uma passagem que. entretanto. ou deuses universais. a considerar Rudra como uma forma ou denominação do fogo. se não todos os deuses citados nos hinos do Ṛc – até onde os do primeiro Aṣṭaka se estendem – são resolúveis em três: Agni. materiais suficientes sobre os quais construirmos qualquer teoria sobre seus atributos e caráter. – como o sol é apenas uma manifestação do fogo. portanto. mas. sem dúvida. Ou. os Maruts. nessa parte do Veda. ser compreendida figurativamente. que é chamada de filha de Manus. uma expressão que deve. e. em outra. no firmamento. na terra. que. em seu próprio lugar. Mitra. “três deuses: Agni. uma classe de deuses inferiores. o céu. ou Ventos.

100. no texto do Veda. .34 simples e manifestos os contemplava de qualquer outro ponto de vista que não símbolos do poder de um criador. e como expressões de antagonistas religiosos e políticos.64. mas os dois termos são usados constantemente. nesse aspecto. dotados de mais do que atividade intelectual comum e agudeza de percepção. e impedir seu progresso – com pouco proveito. porque a adoção de um mês intercalado. respeitável. Eles eram um povo manufatureiro. pelo menos comparativamente. eles eram um povo marítimo e mercantil. no período da composição dos hinos. ao pedir vida longa – quando o adorador pede cem invernos (himas). um homem rico ou respeitável. mas temos comerciantes descritos como se apertando energicamente a bordo de navios. que são encontradas nos hinos. uma tribo mais civilizada. porque os Árias mereciam o auxílio de Indra. abuso de conjetura para identificar os Dasyus com as tribos nativas da Índia. significa um ladrão. parece. um povo agrícola. diante de cujo raio as numerosas cidades. ter sido um povo de pele clara. Eles devem. nós podemos agora considerar qual grau de luz essa parte do Veda reflete sobre a condição social e política deles. especialmente a cevada (1. e. há pouca dúvida.56. são citados. também. os últimos são os Āryas: a raça Ária. de alguns estudiosos eminentes. também. possivelmente ao longo do Sindhu ou Indo. mas eles eram. como é evidenciado por suas súplicas por chuva abundante e pela fertilidade da terra. Dasyu. e Ārya. uma benção que provavelmente não seria desejada pelos nativos de um clima quente (1.14). se recusando a adotar o cerimonial dos Árias. mas intrusa. e não é sustentada por quaisquer afirmações mais positivas. em mais de uma ocasião. Eles parecem. especialmente como procedentes de homens de talento e observação evidentes. também. frustrada por um naufrágio (1. eram um povo nômade e pastoral. nós devemos entender pela expressão Dasyu. e pela menção de produtos agrícolas. mas tenta perturbá-los. os trabalhos do carpinteiro.25. a derrubada de cujas numerosas cidades é tantas vezes falada. um assaltante.18) que Indra dividiu os campos entre seus amigos de cor branca. a qual se repete tão frequentemente. o que é mais notável. e que é muitas vezes definida significar aquele que não só não executa ritos religiosos. portanto. como contrastados um com o outro. e a fabricação de ouro e de armaduras de ferro.23. porque é dito (1. não requerendo. e os hindus devem ter se distribuído para o litoral. por causa de lucro (1. depois de destruir as tribos nativas bárbaras. Essa opinião parece se basear unicamente nas frequentes solicitações de alimentos. é mencionada (1. já que essas. dos Dasyus foram destruídas. e temos uma expedição naval contra uma ilha estrangeira. ou aldeias.8). com o objetivo de ajustar os anos solar e lunar um ao outro. até certo ponto. feito um progresso considerável.116). atrás de seus inimigos bárbaros. e cidades. e aldeias. ou que eles eram um povo do norte.15). pois a arte da tecelagem. Um povo pastoral eles podem ter sido. Que eles tinham se expandido de um lugar mais ao norte. em linguagem posterior. é tornado provável por causa da expressão peculiar utilizada. e valendo-se de todas as oportunidades para atacá-los. para levar seu gado. Por mais extravagantes que sejam as expressões. para Cutch e Gujarat. ou Ariana. e invasores estrangeiros da Índia. nós mal podemos imaginá-las terem sido proferidas a sério. Não apenas os Sūktas são familiarizados com o oceano e seus fenômenos. que os hindus. em um grau ainda maior. Que os hindus não eram nômades é evidente a partir das repetidas alusões às moradias fixas. e nós dificilmente podemos supor que eles tenham estado. portanto. ou hindu. perturbar seus ritos.2). Deixando a questão da religião original dos hindus para investigação ulterior. e de cavalos e gado. ter feito algum avanço em cálculo astronômico. e incomodar seus realizadores. ou continente (dvīpa). antes que eles pudessem ter se empenhado em navegação e comércio. Tem sido uma noção favorita. A civilização deve ter. talvez.

a qual ocorre.10. e todo o corpo dos personagens heroicos e purânicos. Na forma neutra. foi traduzido pelo Sr. ou seres (pañca kṣitayaḥ). não é explícita de modo algum.1). Asiatic Researches. ou Purāṇas. Uns poucos são idênticos. pois Viś. temos este verso: "Sua boca tornou-se um sacerdote (brâmane). exerce as funções do sacerdócio. Vol.7): "Se vocês. Indra e Agni. assim denominado. Brâmane. nos Sūktas do Ṛg Veda. Brâmane é encontrada. portanto. embora. ou louvor.108. segundo a tradição. Brahmā ocorre como o louvador. mas mesmo isso mal pode ser considerado como decisivo. ou alimento sacrifical. e personificações. uma inferência necessária. preservação (1. até aqui. Sempre que mencionada coletivamente. Que o último precedeu os primeiros por um vasto intervalo é. lá. ou de um Rājā [príncipe]. no oitavo Aṣṭaka. alguma vez se deleitaram [na casa de] um brâmane. mas a nomenclatura evidentemente pertence a um período anterior à construção das dinastias do Sol e da Lua. e a bárbara.35 Nós não temos nenhuma indicação específica da condição política dos hindus. que preside o cerimonial de um sacrifício (1. no qual as quatro castas são especificadas por nome. A partir desse estudo dos conteúdos do primeiro livro do Ṛg Veda. ocorre. Brahma geralmente implica oração. ou classes. descritos como em hostilidade uns com os outros. possivelmente as principais leis e distinções da sociedade. e diferem daqueles dos poemas heroicos e Purāṇas. e personalidades do Veda. é.15). 7. seu braço foi tornado um soldado (kṣatriya). um sinônimo de homem em geral. nem parte. todos os deuses mais populares. e a condição das províncias da Índia ocupada pelos hindus era. distinguindo-a da casta militar (1. pois. sua coxa foi transformada em um lavrador (vaiśya). mas em qual sentido é questionável. e a lenda usual da origem delas a partir de Brahmā. naturalmente. – Colebrooke sobre as Cerimônias Religiosas dos Hindus. ou como o sacerdote específico. sejam Brāhmaṇas. antes que um parecer final possa ser pronunciado. mas Sāyaṇa. Vaiśya e Śūdra. e uma condição de sociedade muito diferentes daquelas que encontramos em todas as outras autoridades escriturais dos hindus. é dito que a humanidade é separada em cinco tipos. ou. sem dúvida. às vezes. em um lugar. nem aquela de Vaiśya. Itihāsas (ou poemas heroicos). e em nenhum dos casos implica necessariamente um brâmane por casta. nenhuma alusão às quais.18 Mais pesquisas são necessárias. no entanto. ou recitador do hino (1. não têm lugar. as distinções de casta. um kṣatriya por nascimento. é indiscutivelmente evidente que os hinos que o compõem representam uma forma de culto religioso. Há uma frase que é a favor de considerar o brâmane como o membro de uma casta. Kṣatriya. muitos dos quais são peculiares ao Veda. portanto. Colebrooke. que os sacerdotes oficiantes podiam não ser brâmanes torna-se evidente a partir da parte tida por Viśvāmitra no sacrifício de Śunaḥśepa. O comentador explica que esse termo denota as quatro castas. a linguagem dos Sūktas – do primeiro Aṣṭaka. 18 . Upaniṣads. Várias noções. pelo menos.80. 251. foram adotadas e transmitidas para os períodos posteriores. Nós não encontramos as denominações Kṣatriya ou Śūdra em nenhum texto do primeiro livro. cinco homens. exceto a especificação de diversos nomes de príncipes. Os príncipes citados são. a mesma que continuou a ser até a conquista muçulmana – dividida em partes entre os principados insignificantes. mencionada. ou. que. p.1). embora. expressa as impressões recebidas da sua própria época. Sobre um assunto de primordial importância na história da sociedade hindu. com modificações importantes. dos seus pés surgiu o homem servil (śūdra)".105. Um hino que ocorre em uma parte subsequente do Veda. mas a grande massa do ritual. não raro. então venham para cá". ou Niṣāda. na sua forma masculina. sob príncipes pequenos e disputantes. embora algumas questões muito importantes ainda precisem ser respondidas. literalmente. pois o imenso e complicado mecanismo de toda No Puruṣa Sūkta. sem dúvida.

e os Purāṇas provavelmente não são meras invenções. portanto. e outros. eu tomei conhecimento por intermédio do Dr. o Sāṃkhya. Se os hinos da Saṃhitā são genuínos – e não há razão por que eles não deveriam ser. as peças de teatro. Kātyāyana. pelo menos. provavelmente. Isso nos levaria. além do qual temos todo o corpo filosófico e literatura vêdica. tanto civis quanto religiosas. ao sétimo. Os próprios Sūktas são. são encontradas nos Sūtras litúrgicos. Isso nos levará à mesma era que aquela que foi previamente calculada. Essas obras eram. e a formação de principados poderosos. mil anos não seria um intervalo muito longo para as condições alteradas que são descritas nas composições mais antigas e nas mais recentes. contemporâneas dos aforismos litúrgicos. e. um sistema de ecletismo compilado das Upaniṣads. independente do Veda. também. então o curso de eventos. sociais e políticas que. composições de vários períodos – como podemos concluir de evidências internas – e estavam. declaradamente. que parece ser o sistema mais antigo. que o Brāhmaṇa exibe. Agora. após o que vêm os Brāhmaṇas. como muitas das tradições genealógicas e históricas preservadas pelo Rāmāyaṇa. ou cerca de doze ou treze séculos AEC. embora atribuídas a nomes de celebridades antigas – Jaimini e Vyāsa. possivelmente. ou oitavo. desse modo. obras de autores aos quais uma grande antiguidade é atribuída – Āpastamba. nem Rāma. organização. nós não podemos colocar Manu abaixo do quinto. Considerações deduzidas do progresso provável da literatura hindu são calculadas para confirmar esse ponto de vista da distância que separa a época do Veda daquela dos escritos posteriores. ou sexto. Dos Sūtras filosóficos. conjeturando que as prováveis datas dos poemas heroicos são aproximadamente o terceiro século AEC. os Vedānta Sūtras sendo. em Manu. no intervalo. uma leve sugestão de que opiniões budistas estavam começando a exercer uma influência sobre as mentes dos homens – na admissão que a maior das virtudes é a abstinência de dano aos seres vivos – o que faria suas leis posteriores ao sexto século AEC. Manu não cita Avatāras. a partir de dados . Há. talvez. regras para a aplicação das passagens citadas nos Brāhmaṇas para cerimônias religiosas. Depois dos Brāhmaṇas vêm os Sūtras. destinadas a explicar e esclarecer a filosofia e as práticas do Veda. Nós temos. admitido ser muito anterior ao crescimento do culto deles como estabelecido no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. e não podemos admitir menos de quatro ou cinco séculos para a composição e circulação dos hinos. a expansão dos hindus pela Índia. levar a uma aproximação da era do primeiro. evidentemente. uma sucessão de escolas envolvidas na coleta. que citam os Brāhmaṇas como suas autoridades. o Mahābhārata. caindo no esquecimento. cuja cosmogonia é. mas a Pūrva e Uttara Mīmāṃsās são. e são. todos desconhecidos da Saṃhitā. se há alguma sombra de verdade nas partes históricas do Rāmāyaṇa e do Mahābhārata – e deve haver alguma. Colebrooke. e é. então. é. e a ocorrência daquelas mudanças importantes. os poemas. consequentemente. posteriores às Upaniṣads. e remodelação delas. do Sāṃkhya e do Vedānta. são igualmente indicativos do lapso de séculos entre a composição dos Sūktas e a data das primeiras obras que são posteriores às grandes mudanças religiosas.36 a literatura e mitologia dos hindus deve ter tido um desenvolvimento lento e gradual. necessariamente posteriores à Saṃhitā e ao Brāhmaṇa. mas podem ter tido suas bases na realidade. reconhecidamente. para a época do Brāhmaṇa. tinham ocorrido. O Sr. citando seus conteúdos de um modo que prova que a sua compilação coletiva tinha se tornado extensivamente corrente e era facilmente identificável. e. Mas. No entanto. a origem e a sucessão das dinastias reais. todos esses escritos são mais antigos que Manu. pelo menos. Müller. e muitas de cujas leis. antes de eles serem reunidos nas Saṃhitās. nem Kṛṣṇa.

a parte seguinte do comentário é uma análise gramatical do texto. embora os termos Coleção. ou deuses. um patrono generoso da literatura hindu. Sāyaṇa prefacia cada Sūkta por uma especificação do seu autor. Pareceu-me. ou através do seu próprio conhecimento. A primeira parte constitui a base da tradução inglesa. segundo o sistema de Pāṇini. ou Sūtras. não se pretende nada mais que conjetura. uma justificativa. porque ele coloca a sua agregação. sem dúvida. a partir de uma compilação de manuscritos. e a terceira parte é uma explicação sobre a acentuação das várias palavras. para nos guiar. pelo Dr. 8. compiladas sob vantagens peculiares. Além dessas divisões do seu comentário. e com as quais eles. e ela pode estar longe da verdade. também. . Eu tenho. ou de partes dele. vii. e muitas obras importantes são atribuídas a eles – não só escólios sobre as Saṃhitās e os Brāhmaṇas dos Vedas. cujos aforismos. e Vol. ou melhor.19 Tudo isso deve. a aplicação do hino. Rājā de Vijayanagara no séc. contribuíram com seu próprio trabalho e erudição. Adhyāya. um conhecimento do seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. Capítulo. mas obras originais sobre gramática e lei. Ao propor as datas acima. por manter as denominações originais das divisões do Veda como Saṃhitā. quatorze séculos AEC. Vol. de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. indicadas por seus títulos apenas. em atribuir uma data muito remota à maioria. porque as cerimônias são. Prefácio. 20 Sāyaṇa Ācārya era o irmão de Mādhava Ācārya. ele tinha. O texto que serviu para a seguinte tradução compreende os Sūktas do Ṛg Veda e o comentário de Sāyaṇa Ācārya. pois. ou Saṃhitā. ocasionalmente. publicados. 283. portanto. no entanto. ou Ṛṣi. aos ritos religiosos nos quais eles devem ser repetidos. Ambos os irmãos são célebres como estudiosos. A primeira interpreta o texto original. são citados. e seus detalhes peculiares não podem ser determinados sem uma investigação mais trabalhosa do que a importância ou interesse do assunto me pareceu demandar. Aṣṭaka. sem dúvida. portanto. talvez. uma data não muito distante da que é aqui sugerida. nem épocas fixas. Ṛg-Veda. ou estrofes. que. preenche qualquer elipse. e deve ter estado em posse. daria aos Sūktas uma antiguidade maior. e. Anuvāka. se alguma lenda é brevemente mencionada. da estrutura rítmica dos vários Ṛcas. ou daquele dos seus assistentes. não temos marcos dignos de confiança. o traduz para um sânscrito mais moderno. Suas obras foram. Palestra. do deus. sem dúvida. se não uma desculpa. Sūkta e Varga. principalmente. Nós não podemos estar muito errados. Hino. Livro. que eles se utilizaram dos meios que sua situação e influência lhes garantiam. narra-a em detalhes. ao lidarmos com a cronologia hindu. o fato sendo. p. se não a todos. ser recebido com grande reserva. Maṇḍala. e em considerar que eles estão entre os registros mais antigos existentes do mundo antigo. questionada. em vez de tentar expressá-las por meio de equivalentes em inglês. a quem ele é endereçado. e do Viniyoga. Eu fui incapaz de fazer uso dessa última parte da descrição. pois. nem história comparativa. o primeiro-ministro de Vīra Bukka Rāya. que oferecer. os Sūktas do Ṛg Veda. 7. pelo ensino tradicional. desde os tempos mais primitivos. XIV. no entanto. e empregaram os brâmanes mais eruditos que puderam atrair para Vijayanagara nas obras que levam o nome deles. embora a interpretação de Sāyaṇa possa ser. Os escólios de Sāyaṇa sobre o texto do Ṛg Veda compreendem três partes distintas. dos quais ele deu uma descrição em sua Introdução. 483.37 astronômicos. e Seção pudessem ter sido usados como 19 20 Asiatic Researches. Müller. Círculo. e são intraduzíveis. e são merecidamente tidas na mais alta estima. Essas duas últimas partes são puramente técnicas.

A descrição dos diferentes tipos será encontrada no Essay on Sanskrit and Prakrit Prosody [Ensaio sobre Prosódia Sânscrita e Prácrita]. Eu também especifiquei a métrica que é usada em cada Sūkta a fim de mostrar a variedade que prevalece. fossem admissíveis. no décimo volume das Asiatic Researches [Pesquisas Asiáticas]. e somente os representei em caracteres romanos. WILSON. . portanto. seu significado convencional sendo prontamente lembrado. de um modo geral. e seu uso poderia ter levado a impressões errôneas. H.38 substitutos. e. contudo eles em nenhuma circunstância expressavam exatamente o significado dos originais. Eu considerei aconselhável. H. Eu não receio que qualquer grande inconveniente será sentido por causa do uso dessas designações originais. Colebrooke. 1º de julho de 1850. tratar os termos originais como se eles fossem nomes próprios. do Sr.

Alimento. e que são solicitados a conceder alimentos. insinuações ocasionais da esperança de felicidade após a morte ocorrem. cujo poder e benevolência são glorificados. que é. Os pormenores que são narrados de Agni são pouco mais que repetições daqueles atribuídos a ele no Primeiro Aṣṭaka. e três a Vāyu. quinze séculos. Existem alguns hinos nesse livro que evidentemente implicam um enxerto recente do . e os principais objetivos de cada prece e hino são as coisas boas da vida atual. por meio do fogo. alguns dos objetos são seres humanos. as supostas divindades de um Sūkta cada.] A publicação do texto da segunda divisão do Ṛg Veda pelo professor Müller fornece autoridade segura para a continuação da tradução. seis são dirigidos aos Aśvins.12). entre uma variedade de personificações. agora oferecida ao público. e sem o qual ele teria sido provavelmente retirado do prelo: pouco interesse na obra tem sido manifestado nesse país. embora os Vedas possam ser indispensáveis para um conhecimento exato dos conceitos religiosos do mundo antigo. enquanto para Indra sozinho ou com outras divindades. ou filhos divinizados de Sudhanvan. especialmente. Grama. e. como derivável a partir do Veda. na sua maior parte individualmente. sob o mesmo patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais. gado. embora consista em pouco mais que o oferecimento. é confirmado pelos novos dados fornecidos no presente volume. e os Ṛbhus. portanto. ela é patriarcal e doméstica. Os principais objetos de culto individual são os mesmos que no volume anterior. e o Sol. de manteiga clarificada e de suco da planta Soma. que logo serão citados mais detalhadamente. que é o herói de dois Sūktas. como Pitu. que são chamados para estarem presentes. são designados trinta e nove. o resto é distribuído. com os ventos ou os Maruts. Água. sobre a religião e mitologia dos povos da Índia e sua condição social. cada um tendo um hino. sob o qual o volume precedente apareceu. três. cujo desagrado e ira são afastados por meio de prece. as façanhas dele que são citadas são aquelas que foram detalhadas previamente. A adoração é a do fogo e dos elementos. para quem um hino é endereçado. no mínimo. que é a vítima do sacrifício Aśvamedha. trinta são dedicados a Agni em sua própria forma ou manifestações subordinadas. aos Aśvins (2. como o Rājā Svanaya. como Rudra. algumas das quais são divinas. enquanto que os incidentes lendários são relativamente escassos. nem insistentes. Varuṇa. antes do cristianismo. seus atendentes. cuja proteção contra inimigos e infortúnios é implorada. riquezas. dos demais hinos. Savitṛ. pode-se dizer o mesmo dos hinos dirigidos a Indra. e posteridade para os indivíduos que realizam o culto. cinco a Mitra e Varuṇa. e das instituições primevas dos hindus. a Aurora dois.13. são dedicados ao Cavalo. como. alguns do total são fantasiosos. dos cento e dezoito hinos do Segundo Aṣṭaka. mas é celebrada através da ação de um grupo de sacerdotes bastante imponente. Agastya e sua esposa que são os interlocutores em um. Céu e Terra. O ponto de vista que foi adotado na introdução ao volume anterior. por exemplo. cinco a Bṛhaspati e Brahmaṇaspati. cinco aos Viśvedevas. Viṣṇu tem dois. ou em cujo nome ele é realizado. até mesmo em uma proporção ainda mais envolvente.39 Introdução ao Segundo Aṣṭaka [Que vai do Hino 122 do Primeiro Livro ao Hino 6 do Terceiro Livro. a linguagem de panegírico geral sendo muito mais difusa nesse Aṣṭaka do que no primeiro. aos deuses. contados com muito menos detalhes. ao passo que dois hinos. os Ādityas e Pūṣan. mas menos delas são especificadas. mas não são frequentes. e algumas foram atribuídas no livro anterior a outros agentes.

aludindo. como os de dividir as nuvens e enviar a chuva. Varuṇa.2-4).33. Savitṛ. e um hino apenas é dedicado a Brahmaṇaspati. é representado como o recurso especial das pessoas em dívida. mas com menor copiosidade e distinção.9). mas isso parece ser pouco mais do que um conceito etimológico. o primeiro. ele seja citado como distinto. Aryaman e Viṣṇu. uma inovação da qual o Ṛṣi Agastya parece ter sido o autor. .181. tem apenas um hino endereçado a ele. de fato. Há apenas um hino dirigido aos Ādityas coletivamente. e que não foi efetuada sem oposição por parte dos adoradores de Indra sozinho (1. os Maruts são. cap. eles são considerados mitologicamente como nascidos no firmamento e no céu (1. personificações mitológicas dos primeiros. embora. com alguma inconsistência. que é função dele efetuar a geração da humanidade.30. o último. Brahmaṇaspati é nesse Aṣṭaka identificado com Bṛhaspati. geralmente consideradas personificações das métricas do Veda. o principal atributo citado é ele definir o dia e distingui-lo da noite.155. tanto feroz quanto benigno. Varuṇa. e ele é designado como médico dos médicos (2. e recuperar as vacas roubadas (2. e vários dos seus feitos são repetidos. embora associado com ele (2. porque é dito que entre as ervas estão aquelas que Manu escolheu. ou preces dos Vedas (2.165-172). mas ele é cantado indiscriminadamente com Brahmaṇaspati.190.24. mas também se diz que ele é de cor branca 1 [Vana Parva.28). de acordo com a lenda como narrada no Mahābhārata. mas isso pode ser um equívoco do comentador. Com relação também à sua presidência sobre as plantas medicinais. o Sol.1).2) e manejar o raio (2. que são mencionados repetidamente. e também – o que está em harmonia com seu antigo caráter – chefe ou o mais excelente senhor dos mantras. pode ser meramente figurativo como ligado ao fato de ele presidir a oração. também. embora isto seja dado a entender vagamente. mas os principais deuses da classe são separadamente os temas de outros hinos. às sementes das plantas que Manu. ou companhias de divindades. diz-se. Rudra é descrito. e a administração de medicamentos. com o sol e a lua. segundo o comentador.23. por seus atributos de mandar chuva (1.40 culto dos Maruts sobre o de Indra. em um lugar. ou sacerdote familiar dos deuses.4).24. presente e futuro. 186]. ocorre uma passagem digna de nota. no qual Bṛhaspati é citado apenas incidentalmente em versos isolados de hinos para Indra.4).6). em alguns dos seus atributos. como em uma ocasião anterior. bem como no primeiro Livro. e Purohita. no Primeiro Livro. muito provavelmente. além de ser caracterizado pelos mesmos atributos que aqueles ligados a ele anteriormente. Os Aśvins são descritos do mesmo modo como no Primeiro Aṣṭaka. seu atributo de pai. por qualidades bastante incompatíveis. podem ser destinados a alegorizar o passado. chamado de filhos de Rudra. gerar. mas seu campo de ação específico é aqui também a tutela das plantas medicinais. o substantivo sendo derivado da raiz sū. é idêntico a Indra. aparece como idêntico ao Tempo (1. ou para os Viśvedevas. como no primeiro livro. Tem mais dados da aparência de Rudra do que o usual.1 levou com ele em seu navio na época do dilúvio. e em um lugar eles são chamados de netos do céu. em qual qualidade seus três passos. ou daquelas que foram reduzidas da riqueza à pobreza (2. ele também é chamado de marido ou protetor das esposas dos deuses. ou sendo. ou de estrofes dispersas. quando tratado separadamente. e ambos recebem mais honra do que no Livro anterior. ou criador. e esse oferece menos informações do que as que se encontram nos três Sūktas dos quais ele é o deus. que é denominado o senhor dos Gaṇas. ele também. sendo identificados.12). Às vezes é dito que ele é moreno ou fulvo. como Mitra. é idêntico a Indra. aqui.

não é sustentada 2 [Curse of Kehama. e pela aplicação indeterminada da maior parte deles. é meramente fantasioso. porque o instituidor de um sacrifício é comumente associado com uma só esposa em sua celebração. 1810. ou Brahma. ele está armado de arco e flechas. àquele posto são ficções de uma data posterior. depois de cem celebrações. à Grama.126. embora também possam ser antigos. porque Dīrghatamas se casa com as dez filhas do Rājā. Existem vários hinos. pelo menos em geral. é a glorificação do Sol. mas seu propósito geral. embora às vezes indicado obscuramente. Isso também fornece provas da prevalência da poligamia naquela época primitiva. não apoiadas pelo Veda. O Hino ao Pitu (1. Ele também é chamado de pai dos Maruts. De acordo com o índice. é o patrono ou deus.179). o modelo dos muitos atos semelhantes de generosidade real que são narrados nos poemas heroicos e Purāṇas. Quanto aos dois últimos versos do segundo dos Svanaya Sūktas (1. filho de Bhāvayavya. no entanto. somente aquela casada primeiro é considerada a Mahiṣī. No entanto há pouco em tudo isso exceto sua ferocidade para identificá-lo com o Rudra dos Purāṇas. Robert Southey. Dīrghatamas.191). bem como das alianças de famílias das tribos reais e religiosas. alguns dos quais merecem atenção. as informações que ocorrem geralmente estão de acordo com aquelas do Aṣṭaka anterior.41 (2. notável por sua extensão incomum de cinquenta e dois versos. O rito como descrito nos Purāṇas foi trazido à poesia inglesa na Maldição de Kehama2. porém. com cujo estilo ele concorda melhor do que com o do Ṛc. Dos indivíduos restantes do panteão vêdico. como um pássaro de bom presságio (2.8). Os mais peculiares e marcantes. e ao universo (1. é um pouco obscuro e místico. Sāyaṇa julga que transmite os dogmas principais da Filosofia Vedānta. ou perdiz. embora esse tenha um maior ar de antiguidade. e ao Sol (1. e fornecem. esses dois hinos não forem composições de uma época posterior. e não necessitam de observação. registram a generosidade de um príncipe hindu para com o Ṛṣi.164.187). O mesmo pode ser dito dos dois hinos ao Kapiñjala. que aparecem nessa parte. e no Aśvamedha. A multiplicidade de esposas pode ter sido um privilégio dos Ṛṣis – se. apesar de um pouco fora do lugar. as filhas de Rājas sendo casadas com Ṛṣis santos. são os dois dos quais o Aśvamedha.42). ou rainha. de fato. ou ao próprio tempo. contudo. ou a unidade e a universalidade do espírito. bastante corretamente de acordo com as autoridades seguidas por Southey. como antídotos para o veneno de criaturas venenosas. Pode-se duvidar. essas estrofes são dirigidas aos Viśvedevas. contudo. é o tema. O Hino à Água. de um caráter particular. mas o principal objetivo da cerimônia – a deposição de Indra do trono de Svarga. que o Aśvamedha deve ser celebrado por um monarca desejoso de domínio universal. ou militares e bramânicas. por casamento. e alheios ao significado mais antigo dos Vedas. aparentemente. e ele expressa noções que ainda são familiares na crença popular. nutrição ou alimento. Todos os versos desse Sūkta se encontram também no Atharva Veda. A intenção geral dele é. especificada positivamente pela autoridade competente com a qual o texto não oferece nada incompatível. embora quatro denominações de mulheres sejam especificadas como as esposas do Rājā. e a elevação do sacrificador.2). dos hinos contidos nesse Aṣṭaka. Os dois hinos. eles são óbvias incongruências. O mesmo pode ser suspeitado do Sūkta que registra o diálogo entre Agastya e Lopamudrā (1. se isso era praticado em toda parte. dos quais o Rājā Svanaya.] . ele tem barriga lisa e queixo belo. e é brilhante com ornamentos dourados.33.6-7). até a doutrina dos Brāhmaṇas. como idêntico às divisões de tempo. e apresenta vários termos para cujo significado não há outra autoridade além do comentador. Um Sūkta. ou sacrifício de um cavalo.

importada de alguma região estrangeira. entretanto. tal como consta no Yajush. O segundo dos dois Sūktas relativos ao mesmo sacrifício trata menos de fatos que o primeiro.] 3 . é também incontestável. Como ordenado pelo Ṛg Veda. embora isso seja possível. e os sacerdotes principais.162). 216). e especialmente cavalos. mas como ele é detalhado no Yajur Veda.. como concluído anteriormente. dessas impurezas repugnantes no Ṛg Veda. que aqueles fragmentos eram cozidos. como na proteção do cavalo por Arjuna. os últimos também eram oferecidos pelos Massagetas ao Sol (Idem. como aparece no Ṛg Veda.42 por esses hinos. o objetivo do rito parece ser não mais do que. é corroborado pelas várias indicações [Veja a tradução em português do Aśvamedha Parva: “eles fizeram Draupadi de grande inteligência . que o corpo era cortado em fragmentos é igualmente claro (1. embora ele seja autoridade para práticas suficientemente rudes. enquanto em outros. embora o seu reconhecimento de qualquer modo seja expressivo da barbárie existente.3 a mesma cerimônia que aquela do Rāmāyaṇa. cujos detalhes e objetivos foram logo aumentados e distorcidos grosseiramente. a aquisição de riqueza e posteridade. ela tem um caráter mais bárbaro. onde ele é nada mais do que o meio de obtenção de um filho por Daśaratha que não tinha filhos. embora ele possa ter sido revivido posteriormente no tempo dos Sūtras e dos poemas heroicos. e isso pode ter sido uma relíquia de um período pré-vêdico. e de fato impossível. ou posteridade. dificilmente pode ser considerado como constituindo um elemento integrante do sistema arcaico de culto hindu. Aśvamedha Parva). 26. menos poético. Outros detalhes que são encontrados nos Sūtras. embora as expressões possam ser entendidas de forma diferente. e é mais ou menos místico. sentar perto do animal dividido”. Que o cavalo deve ser de fato imolado não admite discussão. Que essa não era a condição dos hindus na data da composição da maior parte dos Vedas. em parte fervidos e em parte assados. embora breve. como a infinita multiplicação de vítimas. especialmente no papel desempenhado por Draupadī.. em vários elementos essenciais. não mais do que no Rāmāyaṇa. no qual o Aśvamedha do Mahābhārata tem um lugar intermediário. I. ocorre entre a rainha e as mulheres que a acompanhavam ou atendiam. um diálogo. como um passo em direção ao qual a rainha principal. sendo. eram comumente sacrificadas (Heródoto. e nenhuma dúvida razoável pode ser nutrida de que o antigo ritual dos hindus autorizava o sacrifício de um cavalo. e tais que hindus respeitáveis da geração atual acharão difícil de acreditar que fazem parte das revelações incriadas de Brahmā. 22. mas não há nada nele que seja incompatível com uma imolação verdadeira. e na seção Aśvamedha do Śatapatha Brāhmaṇa. Kauśalyā. Nós não encontramos nenhum vestígio. ainda há pouca razão para duvidar de que parte da carne era comida pelos assistentes. não têm autorização do nosso texto. a partir do que pode ser inferido que eles pertencem a um período diferente. ao mesmo tempo deve ser observado que esses dois hinos são os únicos no Ṛc que se relacionam especialmente com o assunto. Como a solenidade aparece no Ṛc. e mais detalhadamente nos Sūtras de Kātyāyana (Aśvamedha 1-210). é tolo e obsceno no mais alto grau. o rito. e no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. e no segundo Hino Aśvamedhika do Ṛc há vários indícios de que a vítima era consagrada especialmente à divindade solar. e parte oferecida como uma oferenda queimada aos deuses. IV. onde vítimas animais. e. é orientada a se deitar a noite toda em contato muito próximo com o cavalo morto: de manhã. como explicado nos Sūtras. ela seja aquela do Padma e outros Purāṇas (Mahābh. no poema. o objetivo é o mesmo que aquele do Rāmāyaṇa.71). como é habitual com outros ritos. o qual. e que o rito estava caindo ou tinha caído em desuso. quando a rainha é libertada dessa proximidade repulsiva. possivelmente da Cítia. e.

embora não descrito muito claramente. ladrões são mencionados frequentemente.164. Indra é representado repetidamente como o destruidor. de viajantes e de Sarais. não eram susceptíveis de serem puras invenções mitológicas.139. e o uso da agulha. cotas de malha. contudo as observações e menções inequívocas do oceano são tão frequentes e precisas quanto a provar além de dúvida que ele era conhecido familiarmente e navegado ocasionalmente. e embora não tenhamos as alusões aos comerciantes por mar que ocorrem no primeiro Aṣṭaka. com relação às leis de propriedade. como no caso das cidades dos Asuras. e parece que elas apareciam fora de casa em público. de instrumentos musicais. Nós temos também o conhecimento de remédios e antídotos. Reveses de fortuna.2).8). é dito que os refrescos são fornecidos para os Maruts. por inferência do abandono de crianças recém-nascidas (2. e estivessem localizados principalmente no Panjab e ao longo do Indo. armas de ataque.166. Parece. institutos e vícios da vida civilizada. e os bárbaros como a quinta. Nem tal palavra como śūdra é usada. a noção deve ter sido derivada do que realmente existia: prapathas.43 espalhadas e incidentais que estão dispersas através desse Aṣṭaka também. embora. como aqueles familiarizados com as formas de discurso ou como os apropriados repetidores de hinos (1. ou os ventos. do que nós também temos menção (1.] . como se fosse pretendido designar os últimos como especialmente de cor escura (1. ou mês intercalado.4 Em suas vilas ou cidades nós encontramos existentes as artes. a questão da instituição de castas ainda permanece indeterminada.8). os Árias e Dasyus sejam contrastados. parece. formam o tema principal de mais de um Sūkta. a fabricação de carros.7). nesse caso. De alguns dos vícios da condição civilizada. Todas essas informações. embora os comentadores expliquem invariavelmente que as cinco classes de seres vivos. Nós temos também algo muito parecido com uma especificação de brâmanes. não indicam qualquer privilégio exclusivo.1). além disso. que são mencionadas frequentemente. antes de se tornar uma figura. tornam indiscutível que os hindus da era vêdica tinham mesmo chegado a um estágio avançado de civilização. é verdade que na passagem em que eles são citados (1.126. O termo kṣatriya não ocorre neste livro. sem dúvida. bem como das cidades dos Asuras. eles não tivessem se espalhado tão longe para o leste.29. sobre nascimentos secretos. ornamentos de ouro. Então. pouco ou nada diferindo daquela na qual eles foram encontrados pelos gregos na invasão de Alexandre. e há indicações de Rājas hostis ao ritual que não teriam. indicam as quatro castas. e. mas estavam reunidos em vilas ou cidades.45). o uso de metais preciosos (1. que filhas tinham direitos a uma parte da herança paterna (1. Nós temos menção. mas. ciências. Eles não eram. e ser reduzido à pobreza a partir de um estado de opulência. dívidas e devedores são aludidos mais de uma vez. incluindo repetidas alusões à sétima estação. não apenas de Rājas. das quais. Se esse era o caso.167.9). e o cálculo das divisões de tempo até uma extensão mínima. portanto. e embora a ideia seja tornada confusa com aquela de obrigações morais. nós temos provas na observação sobre mulheres comuns (1. embora sejam apenas observadas brevemente e incidentalmente. e ainda mais do sistema 4 [Pois lá é dito: “Que as nossas cidades nunca decaiam”. porém. pertencido à ordem militar reconhecida.130. no entanto.124. que mulheres participavam de sacrifícios nós já vimos. a prática da medicina.4). principalmente por meio de comparação ou ilustração. tão bárbaros. embora. O mesmo estado avançado de civilização pode ser inferido do grau de perfeição ao qual a construção gramatical da língua tinha sido levado. como no primeiro livro. ou choltris. ou lugares fornecidos para o descanso deles. mas de enviados e arautos. aqueles para os Maruts devem ter tido seus protótipos na terra. As expressões. os árias eram ainda mais prováveis de serem similarmente localizados. contudo a dívida deve se originar em fato.

mas em seus fatos. para mim os versos do Veda. então referindo-me a ele mesmo. e. de qualquer modo eu reconheço com gratidão o valor do seu auxílio. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. mas as suas discrepâncias em uma passagem de menos do que confusão comum podem ser consideradas como testemunho da utilidade ou mesmo da necessidade de um intérprete competente. que vão da pág. e em algumas raras passagens. foi seguido o mesmo princípio adotado para a tradução do primeiro. e pode ser de alguma utilidade para os estudantes do texto. Langlois.44 elaborado de composição métrica da qual ocorrem muitos exemplos. bem como ao comentário de Mahīdhara sobre versos paralelos similares na Vājasaneyī Saṃhitā do Yajur. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. Londres. uma referência fácil a tais passagens sendo agora colocada ao nosso alcance pelo excelente Índice Comparativo dos Hinos dos Quatro Vedas. Weber. a passagem foi normalmente citada nas anotações. Na tradução no texto. 5 [Controvérsias à parte. porque fornece o guia mais seguro através das complexidades e obscuridades do texto. ocasionalmente. e também tenho sempre aludido à tradução do Professor Benfey daquelas passagens do Ṛc que são repetidas no Sāma Veda. 17 de outubro de 1854. sem qualquer tentativa de dar à tradução um caráter poético ou retórico. Wilson. H. Embora eu nem sempre possa concordar com a versão do texto do Sr. como nós temos em Sāyaṇa Ācārya. dos quais os Sūktas atribuídos ao Ṛṣi Parucchepa (Hinos 127-139) proporcionam tais exemplos notáveis. sociais e religiosos. editada pelo professor Weber. exceto em seu ritmo.] . e sem ele eu não teria ousado tentar uma tradução do Ṛg Veda. eu faço minhas essas últimas palavras de Wilson. o comentário de Sāyaṇa Ācārya foi invariavelmente consultado e quase sempre seguido fielmente. embora eu não possa alegar ter sempre lutado com sucesso com as dificuldades inerentes do original. a interpretação desse comentador muito competente foi questionada. ___________________ Os acentos são ocasionalmente omitidos ou colocados fora de lugar.] Os vários tradutores concordam razoavelmente bem no fim. a tarefa de tradução foi facilitada em algum grau. mas o estudante de sânscrito não terá dificuldade em corrigi-los. uma breve observação das quais pode eventualmente contribuir para uma avaliação justa da arduidade do empreendimento. embora ele possa não ser infalível. Whitney. [Aqui eu omito as observações e exemplos a respeito da dificuldade da tradução. todavia eu pensei que era meu dever me referir à tradução dele. para permitir que o estudante forme uma conclusão independente. Com essas e outras ferramentas.5 H. XXIX da Introdução ao vol. XIX até a pág. 2 do Ṛg Veda por Wilson. e onde até a ajuda dele falhou em remover toda a incerteza. Ao traduzir o texto do segundo Aṣṭaka. e uma conformidade tão próxima ao texto quanto possível foi visada. e publicado no segundo volume da Indische Studien do Dr. compilados pelo Sr. mas apenas sobre os motivos mais fortes.

alguns dos seus hinos sendo mais indo-europeus que hindus. vitória em batalha. De acordo com essa crença esses livros sagrados têm sido preservados e transmitidos com o máximo cuidado reverente de geração em geração. e representando a condição dos árias antes do seu estabelecimento final na Índia." – F. devocional. poeta inspirado ou vidente. em preces por saúde. Essas são o Ṛgveda. de Agni ou Deus do Fogo. Desses hinos há mais de mil. o todo formando um vasto corpo de literatura sagrada em verso e prosa. a outra o Brāhmaṇa contendo instruções detalhadas para a realização das cerimônias nas quais os Mantras deviam ser usados. ou à mesma escola ou família de Ṛṣis sendo colocados juntos. os hinos atribuídos ao mesmo Ṛṣi.45 Prefácio da Primeira Edição (Griffith) "O que pode ser mais tedioso que o Veda.. e os poderes malévolos da escuridão e os demônios da seca que impediam a chuva do céu. e enquanto reunirmos em bibliotecas e museus as relíquias das eras antigas. os Ṛṣis ou poetas sagrados a quem os hinos são atribuídos sendo apenas videntes inspirados que os viram ou receberam por meio da visão diretamente do Criador Supremo. do Sol. Dentro dessas divisões os hinos são geralmente organizados mais ou menos na ordem dos deuses aos quais eles são endereçados. expositiva e teosófica. onde eles eram usados inicialmente na adoração do Pai do Céu. o suco deificado usado para derramar oblações para os Deuses. vida longa. da Aurora. Veda. contudo. Esses quatro Vedas são considerados como de origem divina e como tendo existido desde toda a eternidade.. o primeiro lugar naquela longa lista de livros que contêm os registros do ramo ariano da humanidade pertencerá para sempre ao Ṛgveda. o Sāmaveda. e depois deles aqueles em honra de outras divindades ou objetos divinizados de adoração. Cada um desses quatro Vedas é dividido em duas partes distintas. significando literalmente conhecimento. o Yajurveda e o Atharvaveda. cerimonial. o que pode ser mais interessante. uma o Mantra contendo prece e louvor. Enquanto o homem continuar a ter algum interesse na história da sua raça. e explicações sobre as lendas ligadas a eles. Agni e Indra são os Deuses invocados mais frequentemente. e na celebração da sempre renovada guerra entre o benevolente Indra manejador do trovão. Max Müller Esta obra é uma tentativa de tornar de fácil acesso para todos os leitores de inglês uma tradução dos Hinos do Ṛgveda que. e acompanharam o grande exército de imigrantes arianos em sua marcha a partir da Terra dos Sete Rios para o Oceano Índico e a Baía de Bengala. em seguida vêm os dirigidos a Indra. O Nono Livro é dedicado quase totalmente a Soma. o mais importante. e dessas o Ṛgveda – assim chamado porque sua Saṃhitā ou coleção de mantras ou hinos consiste em Ṛcas ou versos destinados à recitação em voz alta – é o mais antigo. A Saṃhitā do Ṛgveda é uma coleção de hinos e canções trazidos pelos ancestrais remotos dos atuais hindus dos seus lares antigos nas margens do Indo. o defensor especial dos arianos. filhos. é o nome dado a certas obras antigas que formaram a base da fé religiosa primitiva dos hindus. enquanto objetivando especialmente fidelidade precisa à letra e ao espírito do original. uma vez que sabemos que ele é a primeira palavra falada pelo homem ariano?" "O Veda tem um interesse duplo: ele pertence à história do mundo e à história da Índia . organizados em dez Maṇḍalas. será tão legível e inteligível quanto a natureza do assunto e outras circunstâncias permitirem. Círculos ou Livros de acordo com uma tradição antiga do que nós devemos chamar de autoria. e libertação dos grilhões do pecado. e o Décimo forma um tipo de . e o mais geralmente interessante. riqueza. gado. Os Hinos para Agni geralmente vêm primeiro. e.

Mas parece impossível determinar. que certo calendário vêdico foi composto no décimo quarto século antes da era cristã. especialmente nos hinos dirigidos à aurora.. acontecimentos. 3 [Patos: o patético expresso na fala. e como regra encontramos poucos símiles ou metáforas grandiosas". "As razões. nós encontramos o povo indiano estabelecido nas fronteiras do noroeste da Índia. Ṛṣis ou videntes antigos e recentes ou modernos são citados. Weber. e até além do Panjāb. o Mahābhārata. ou nos Salmos de Davi. a esposa de Śiva. Na ausência de qualquer evidência direta. enquanto na época de Périplo (veja Lassen. e que como esse calendário deve ter sido preparado depois da organização do Ṛgveda e da inclusão do hino mais moderno. tem sido questionada. a partir do qual ele continuaria. e em algumas raras passagens. o Rāmāyaṇa. não pode haver dúvida razoável da grande antiguidade da Ṛgveda Saṃhitā. O professor Cowell. também. etc. No primeiro Hino do Livro 1. diz o professor Wilson. a data do hino mais antigo pode ser levada para trás. que. 1878. "A poesia do Ṛgveda é singularmente deficiente naquela simplicidade e patos3 natural ou sublimidade que procuramos naturalmente nas canções de um período primitivo da civilização. e alguns estudiosos recentes consideram que os cálculos dele são de um caráter muito vago e não produzem qualquer data definida desse tipo. mas esses nunca são mantidos por muito tempo. pode ser traçada nas partes mais antigas dos escritos vêdicos quase passo a passo... Indische Alterthumskunde [Arqueologia Indiana]. como por exemplo. alguns milhares de anos. Se relacionarmos a isso a primeira informação razoavelmente correta sobre a Índia que temos de uma fonte grega. ii. pudesse ter sido convertido ao bramanismo!" Eu devo pedir aos meus leitores europeus para não esperarem encontrar nesses hinos e canções a poesia sublime que eles encontram em Isaías ou Jó. no entanto" (para citar o professor Weber1) "pelas quais estamos totalmente justificados em considerar a literatura da Índia como a literatura mais antiga da qual registros escritos em uma ampla escala têm sido transmitidos a nós são estas: – nas partes mais antigas da Ṛgveda Saṃhitā. é provavelmente o documento literário mais antigo existente. A linguagem e estilo da maioria dos hinos é excepcionalmente artificial . "os versos do Veda. por exemplo. as opiniões dos estudiosos variam e devem continuar a variar com relação à época dos Hinos do Ṛgveda. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. ou da expansão mais adiante do bramanismo para o sul. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. mas em seus fatos. além do Sarasvatī e pelo Hindustão até o Ganges. no Panjāb. 192) o próprio ponto mais ao sul do Deccan já tinha se tornado a base do culto de Gaurī. habitada por tribos selvagens e vigorosas.46 apêndice de materiais peculiares e variados. entretanto. Ocasionalmente encontramos afloramentos excelentes de poesia. O pior defeito de todos. que viveu no segundo século EC. Qual série de anos. Indische Studien [Estudos Indianos]. na Coleção 1 2 The History of Indian Literature. isto é. n. em escritos. Trübner's Oriental Series.] . talvez. A expansão gradual do povo a partir desses locais em direção ao leste. Os escritos do período seguinte. ii. a partir de cálculos astronômicos. o do épico.2 fica claro que no tempo desse escritor a bramanização do Hindustão já estava completa. como. deve necessariamente ter passado antes que esse trecho enorme da região. com algo próximo à certeza. de séculos. no Kubhā. A correção da conclusão de Colebrooke.. alguma data para a composição dos hinos. Que como embaixador de Seleuco residiu por algum tempo na corte de Chandragupta. e da recentemente descoberta literatura assíria. consistem em relatos dos conflitos internos entre os próprios conquistadores do Hindustão. "Para mim". exceto em seu ritmo. diz. e há outra evidência interna de que alguns hinos são mais antigos que outros. ou Kopen em Kabul. 150. Seus relatórios estão preservados para nós principalmente na Indica de Arriano. por Albrecht Weber. com a exceção dos monumentais registros e rolos de papiro egípcios. Independentemente da evidência fornecida pela tradição indiana. de Megástenes. sociais e religiosos". Colebrooke chegou à conclusão.

O grande interesse do Ṛgveda é. que segue o texto da esplêndida edição de seis volumes de Max Müller. que. assim a história comparativa das religiões do mundo seria impossível sem o estudo do Veda. mas também uma maior liberdade de julgamento e uma maior amplitude de visão e de percepções históricas..] 5 [Essa frase se encontra na nota 2 da pág. J. O Professor Wilson – cuja tradução é mais propriamente uma versão da paráfrase de Sāyaṇa – estava firmemente convencido que ele tinha um "conhecimento de seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu.. Liberdade de julgamento estava faltando ao conhecimento sacerdotal. e consistente com o contexto. 4 [Essas observações de Muir com vários exemplos se encontram no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. pelo ensino tradicional. que "o comentador está evidentemente confuso". que foi Primeiro Ministro na corte do Rei de Vijaynagar – no que é hoje o Distrito de Bellary no [antigo estado de] Madras [atualmente Karnataka] – no décimo quarto século da nossa era. celtas. Visto que qualquer diferença no ritual lhes parecia inconcebível e acreditava-se que as formas atuais existiam desde o início do mundo. Com relação às qualificações de Sāyaṇa como um interpretador do Veda há. Aqui eram necessárias não apenas qualificações muito diferentes para interpretação. e as crenças e práticas religiosas lançam uma torrente de luz sobre as religiões de todos os países europeus antes da introdução do cristianismo. Como a ciência da filologia comparativa mal poderia ter existido sem o estudo do sânscrito. uma monotonia que alcança seu clímax no Nono Livro que consiste quase totalmente em invocações de Soma Pavamāna. ou havia. As próprias qualidades.. não podemos desejar guias melhores do que esses comentadores. eles estão na sua própria área. 2. Por outro lado. os tratados sobre teogonia e culto. como o Dr. 1866. mais histórico que poético.] . tão exatos em todos os aspectos.47 considerada como um todo. pág. o Professor Roth – o autor da parte vêdica do grande St. vol. teutônicas. o professor Wilson nas notas da sua tradução admite que ele "ocasionalmente falhou em encontrar em Sāyaṇa um guia perfeitamente satisfatório". e que muitas vezes parece como se tivessem escrito mais para nós estrangeiros do que para seus próprios alunos sacerdotais que cresceram em meio a essas concepções e impressões. Londres.. do mesmo modo os deuses. os tornavam condutores inadequados a respeito daquele domínio muito mais antigo e situado diferentemente. e com outras passagens nas quais a mesma palavra ou palavras ocorrem. e deve ter estado em posse [. entretanto. enquanto na Índia ninguém jamais tinha tido qualquer concepção de desenvolvimento histórico. nunca se cansam de repetir o que disseram antes frequentemente. Porém. é a monotonia intolerável de um grande número de hinos. Petersburg Lexicon – diz em seu prefácio daquela obra: "tanto quanto diz respeito a um dos ramos da literatura vêdica. eles procuraram o seu idioma comum nos hinos vêdicos também. nova série. enquanto até a aparência de uma concepção errônea possa surgir. O caso. que faziam daqueles comentadores guias excelentes para uma compreensão dos tratados teológicos. é parcialmente baseada na obra do grande comentador Sāyaṇa. A minha tradução. e a interpretação dele foi seguida sempre que ela pareceu racional. Como em sua linguagem original vemos as raízes e rebentos das línguas gregas e latinas.. de fato. Muir4 ressaltou. Aqui .] de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. que seguem seus textos palavra por palavra. é bem diferente quando os mesmos homens assumem a tarefa de interpretar as antigas coleções de hinos .5 e que suas explicações são obscuras. desde os tempos mais primitivos". os mitos. ou o suco Soma deificado em processo de filtragem e purificação. eslavas. 144 do quarto volume da Ṛgveda Saṃhitā por Wilson. Como o assim chamado sânscrito clássico era perfeitamente familiar para eles. 391 e seguintes. um conflito de opinião entre os estudiosos europeus.. O Comentário de Sāyaṇa foi consultado e considerado cuidadosamente para o sentido geral de cada verso e para o significado de cada palavra.

Londres. compreendia as expressões do Veda melhor do que qualquer interpretador europeu. pág. por J. O professor Benfey diz: "Todo aquele que tem estudado cuidadosamente as interpretações indianas está ciente de que absolutamente nenhuma tradição contínua se estendendo a partir da composição do Veda até sua explanação por estudiosos indianos pode ser aceita. não pode possivelmente levar a um resultado correto". 2. contudo as suas noções escolásticas nunca o permitiriam aceitar a livre interpretação que o estudo comparativo desses documentos veneráveis impõe sobre o estudioso imparcial. poemas associados a elas. quaisquer outros auxílios além daqueles que. os autores dos Niruktas ainda mais recentes foram enganados por ficções etimológicas.] 6 . portanto. essencialmente. os hinos dos Ṛṣis antigos. ainda estão à nossa disposição. 303 e seguintes. etc. Como os sistemas mitológicos e clássicos reconhecidos da sua própria época lhes pareciam variedades inatacáveis e reveladas. Mahīdhara.. como H. nós não acreditamos. fórmulas e talvez. e ambos contribuíram para desencaminhar por meio da sua autoridade os comentadores posteriores e mais sensíveis. que Sāyaṇa. Devemos. também. mas pensamos que um interpretador europeu consciencioso pode entender o Veda muito melhor e mais corretamente do que Sāyaṇa. de fato. Além desses vestígios de tradição. ou por uma pessoa sozinha . e possuíam sabedoria muito maior do que as gerações seguintes . o emprego do discurso clássico. por exemplo. tais como Sāyaṇa. na sua maior parte. nova série. O dever duplo de intérprete e lexicógrafo desse modo recaiu sobre nós. Onde Sāyaṇa não tem autoridade para iludi-lo seu comentário é racional em todos os casos. por meio de uma justaposição de todas as passagens que são cognatas em dicção ou conteúdos – um caminho fatigante e trabalhoso. que devem ser avaliados como muito escassos. a partir da qual quando muito a compreensão de alguns detalhes pode ter sido resgatada e transmitida aos tempos posteriores por meio de práticas litúrgicas e palavras. Wilson. enquanto não faltam estudiosos que consideram como o dever de um interpretador consciencioso do Veda traduzir em conformidade com Sāyaṇa. mas procurar o sentido que os próprios poetas colocaram em seus hinos e expressões. mas são meramente um daqueles auxílios dos quais o último se valerá para a execução da sua tarefa indubitavelmente difícil. pelo contrário. Um simples procedimento etimológico.. Não consideramos que a nossa principal tarefa é chegar àquela compreensão do Veda que era corrente na Índia alguns séculos atrás. Consequentemente. eles deviam necessariamente (assim pensavam os comentadores) ser detectáveis naquele ponto central de revelação. no qual nem os comentadores nem os tradutores nos precederam. vol.. Muir [Art. Por isso consideramos que os escritos de Sāyaṇa e dos outros comentadores não estabelecem uma regra para o interpretador.6 O Professor Max Müller diz: "Como os autores dos Brāhmaṇas estavam cegos pela teologia. que. Nunca ocorreu a ninguém fazer a nossa compreensão dos livros hebraicos do Antigo Testamento depender do Talmude e dos Rabinos. 1866. uma tarefa que não é para ser efetuada de primeira. vivido em comunicação familiar com os Deuses. IX do Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. sem dar atenção às dez ou vinte passagens nas quais ela ocorre. portanto. H.. Nós temos. os interpretadores do Veda mal tinham. praticado como deve ser por aqueles que buscam adivinhar o sentido de uma palavra somente a partir da consideração da passagem diante deles. que tinham. e a investigação gramatical e etimológica On the Interpretation of the Veda. entre os genuínos vestígios poéticos de antiguidade vêdica e suas interpretações uma longa ruptura em tradição deve ter intervindo. descobrir por nós mesmos os reais vestígios daqueles antigos poetas". nos esforçado para seguir o caminho prescrito pela filologia para derivar dos próprios textos o significado que eles contêm.48 eles imaginaram que os patriarcas da religião indiana deviam ter sacrificado da mesma maneira.

que nós possuímos – uma vantagem que. as obras do Sr. Mas independentemente de todas as ajudas específicas.49 lexicográfica de palavras. então. 7 Idem. as concepções. as carências. Wallis. alguns falecidos. No máximo. mas essa vantagem é quase totalmente superada pela comparação que somos capazes de estabelecer com o Zend. Petersburg Dictionary é de fato um monumento de erudição triunfante. John Muir e ao Sr. Nós podemos ser gratos a ele por alguma ajuda real. diz ele. e comparação entre palavras e passagens similares. preservaram. ou chegar mais perto do significado que os Ṛṣis deram aos seus próprios hinos. contexto. "Sem a vasta informação". contudo mesmo esse defensor leal dos comentadores indianos "não pode ser totalmente isento (como o Dr. o professor H. não seria eclipsada pela interpretação deles". O comentário de Sāyaṇa sempre manterá um valor próprio – até seus erros são frequentemente interessantes – mas as explicações dele não devem nem por um momento barrar o progresso do conhecimento. J. Pelo auxílio constante e muito valioso em meu trabalho eu sou profundamente grato às obras de muitos estudiosos ilustres. Ludwig. dos povos antigos e canções populares. Ele ridiculariza a afirmação que um estudioso europeu pode compreender o Veda mais corretamente que Sāyaṇa. mas um estudo muito mais amplo e mais profundo é necessário para compreender o verdadeiro significado desses hinos antigos. e provavelmente utilizarei mais futuramente. Grassmann. Eu sou grato a Sāyaṇa. ainda vivos. enquanto. Cowell da sua edição do quinto volume da tradução de Wilson da Ṛg-Veda Saṃhitā: "Essa obra não pretende oferecer uma tradução completa do Ṛg Veda. O grandioso St. e Monier Williams.7 Uma opinião muito diferente sobre o valor dos comentadores indianos era defendida e expressada pelo professor Goldstücker. Max Müller. e alguns. . é parcialmente baseada no comentário de Sāyaṇa. mesmo se os indianos devessem mais detalhes do que eles de fato devem. e ao Dr. eles encontraram alguma ajuda em materiais preservados em dialetos locais. corrigido e ajustado pela probabilidade razoável. Esse ponto de vista é em si mesmo interessante e de um valor histórico. como representados por Sāyaṇa. Muir diz e mostra) de certa tendência herética de se desviar na prática das interpretações de Sāyaṇa". mas não vamos esquecer a dívida que temos com os estudiosos modernos. e. sem sua sabedoria. e que nós podemos fazer (embora aqui devamos naturalmente proceder com cautela e prudência) com as línguas cognatas ao sânscrito – uma comparação que já forneceu muitos auxílios para um entendimento mais claro dos Vedas. "que aqueles comentadores revelaram para nós – sem seu método de explicar o texto mais obscuro – em uma palavra. H. todos os quais eu tenho lido com prazer e proveito. e não posso deixar de mencionar Siebenzig Lieder des Ṛgveda [Setenta Canções do Ṛgveda] por Geldner e Kaegi. Wilson. Eu também tenho consultado. a vantagem para a compreensão do todo nos é garantida pela familiaridade (extraída de relatos análogos) com a vida. o método de interpretação indiano se torna em toda a sua essência um totalmente falso. Benfey. A minha tradução. por outro lado. à tradição. e ele iniciou uma nova era na interpretação do Ṛg-Veda". tantos séculos mais tarde. Bergaigne e do Dr. B. Oldenberg. felizmente. devido ao preconceito com o qual ele escolhe conceber as circunstâncias e ideias antigas que se tornaram bastante estranhas a ele. especialmente os da Alemanha. Der Ṛgveda. A última citação que eu farei com relação a esse assunto é do prefácio do professor E. meu primeiro guia para os hinos do Ṛgveda. nós ainda nos encontraríamos nas portas externas da antiguidade hindu". mas apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. Weber. ao meu venerável Mestre. por Kaegi. aos professores Roth. a partir do seu próprio ponto de vista religioso. e Hymns from the Ṛgveda pelo Professor Peterson de Bombaim.

Em parte como forma de defesa contra a tentação constante de parafrasear e expandir. e em parte na esperança de preservar. de Bergaigne. às vezes. Eu dificilmente posso esperar que o meu trabalho encontre a aceitação dos pânditas e estudiosos indianos. algumas das quais são extremamente simples e outras comparativamente complexas e elaboradas. cada um contendo oito. de Weber. Os Hinos estão compostos em várias métricas. foi mostrar até certo ponto a forma externa original dos Hinos por apresentá-los em hemistíquios e versos proporcionais silabicamente. no Livro 1. Não é provável que algum argumento abale essa crença. entretanto. a quem eles têm sido ensinados a considerar como infalível. O estudante que lê alemão e francês irá. além disso. cinco. os meus motivos para publicar essa obra são principalmente estes: não há no momento uma tradução completa do Ṛgveda em inglês. de Muir. perfeição. que eles de qualquer forma darão crédito aos líderes e aos . Todos os estudiosos modernos reconhecerão que muitos hinos são tão difíceis de entender quanto o oráculo mais obscuro. Como a interpretação dos livros mais difíceis do Antigo Testamento e dos Poemas Homéricos. ou ao Der Ṛgveda de Kaegi. Para concluir. logicamente. preservaram". e duas ou mais métricas diferentes são encontradas frequentemente no mesmo Hino. Manning. como Benfey e os tradutores dos Setenta Hinos fizeram com uma parte do Ṛgveda. Em outros versos eu não tentei reproduzir ou imitar o ritmo ou métrica do original: tal tarefa. ou finalidade para os resultados aos quais sua pesquisa os tem levado. consultar a grande obra Der Ṛgveda de Ludwig e os Etudes sur La Religion Vedique. como representados por Sāyaṇa. e palavras cujo significado só podemos adivinhar. à Ancient and Mediaeval India da Sra. ou. do qual uma tradução inglesa apareceu recentemente. requereria mais tempo e trabalho do que eu poderia dispensar para o propósito. semi-hemistíquios ou linhas. embora imperfeitamente. ou tentei fazer. se uma explicação mais simples e mais popular for necessária. e ainda menos frequentemente. quatro ou mais de doze. a medida sendo iâmbica nos versos de oito e doze sílabas e trocáica nos de onze sílabas. até agora. Nada menos do que um método de estudo semelhante àquele ao qual os líderes da escola moderna de interpretação vêdica têm dedicado a metade de suas vidas permitirá que eles vejam com nossos olhos e aceitem o nosso ponto de vista. Os versos ou estrofes consistem em três ou mais – geralmente três ou quatro – Pādas. não revelam nenhum sentido. como o professor Max Müller diz. e Grassmann com quase toda a Coleção.50 Porém. [120] mostra nove variedades distintas no mesmo número de versos. Os versos que consistem em três ou quatro linhas octossilábicas são toleravelmente bem representados pela métrica comum octossilábica ou dímetro iâmbico que eu usei. a versão do Professor Wilson – da qual os últimos dois volumes só apareceram recentemente – sendo "apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. de Max Müller. visto que ouso me desviar amplamente e frequentemente de Sāyaṇa. o preço dos seis volumes de Wilson – acima de noventa rúpias – põe o livro além do alcance da grande maioria dos leitores da Índia. um Hino. se atingível algum dia. e. algo da forma dos Hinos. onze ou doze sílabas. mas as quatro últimas são regulares. Eu confio. mas raramente. eu traduzi cada verso por um verso proporcional silabicamente ao original e geralmente dividido em hemistíquios correspondentes. Para mais informações com relação ao Ṛgveda o leitor inglês é encaminhado à History of Ancient Sanskrit Literature. igualmente na explicação do Veda o êxito completo. não se deve supor que os estudantes e intérpretes europeus do Veda clamam algo como infalibilidade. de modo que. supondo que sua realização seja possível. há versos inteiros que. por exemplo. e History of Indian Literature. poderá ser obtido somente pelos labores de gerações de estudiosos. Com relação à quantidade as primeiras sílabas da linha não são estritamente definidas. Original Sanskrit Texts. Tudo o que eu fiz.

25 de Maio de 1889. G. da edição original de quatro volumes. Kotagiri. Kotagiri. R. T.51 seguidores dessa escola moderna pela profunda devoção à antiga literatura indiana e a devida admiração pelos grandes estudiosos indianos que a têm explicado. e reconhecerão que esses estudiosos modernos – embora os pontos de vista deles possam parecer errados – estão trabalhando sinceramente e unicamente para encontrar e proclamar o espírito e a verdade dos registros literários mais antigos e venerados que são a herança do homem ariano. T. R. Nota: A Segunda Edição da minha tradução é na maior parte uma reimpressão em uma forma mais compacta e mais barata. Griffith. H. H. Nilgiri. . 15 de Outubro de 1896. com algumas correções e outras melhorias no texto e comentário.

porque ele oferece a sua própria substância. Śākapūṇi. e nī. o sacrifício não obstruído8 do qual tu és. Na terra. a maioria das quais é. sempre vigilantes para arruinar um ato de culto. Varga 1. obviamente. o sentido de dar sendo atribuído ao mesmo radical. aqui. o filho de Viśvāmitra.4 o ministrante. por todos os lados. o sacerdote que oferece a oblação. o sacerdote que dirige ritos familiares. Primeiro Adhyāya. diariamente. coletivamente. ir. ele é invocado (nīyate) o principal (agra) dos deuses. também facultativamente traduzido como ‘generoso’. Nessas derivações. 6. pois lá você encontra o texto metricamente restaurado. Anuvāka 1. Mārjālīya. 7. seguramente chega aos deuses. A métrica 2 é Gāyatrī.11 1 Uma grande variedade de etimologias é inventada para explicar o significado do termo Agni. conceder ao doador (da oblação). ‘doador’. livre de dano ou interrupção por Rākṣasas. 10 A Identificação de Aṅgiras com Agni. com os deuses. 8. veja a lista com as breves descrições delas no final do livro. Agni (Wilson) (Primeiro Aṣṭaka. Āhavanīya. o radiante. aplicados aos Ṛṣis. corpo. Varga 2. e a multiplicadora da humanidade. leste. Eu glorifico Agni. resplandecente.52 Hino 1. 1 o Ṛṣi ou autor é Madhucchandas. sul e norte. de manhã e à noite. 3. e outros. a partir de agra. porque declaram a existência de professores mais antigos e hinos mais antigos. oeste. ele foi o primogênito dos deuses (sa vā esho’gre devatānām ajāyata). de fato.Viṣṇu Purāṇa [livro 1. liderar. Veja também o Nirukta de Yāska. ele é o primeiro dos deuses (prathamo devatānām). mas cujo sentido expressa as noções nutridas a respeito do seu caráter e funções. as letras sendo mudadas arbitrariamente para ag. por Karen Thomson e Jonathan Slocum. ou glossário. irregularmente. que deve ser celebrado por sábios antigos e modernos. Aṅgiras 10. como ‘o brilhante. Que aquele Agni. e visite o site utexas.] 3 Agni é chamado de Purohita. De ti. o sumo sacerdote do sacrifício. Ele é.5 que oferece a oblação (para os deuses).] 8 Isto é. maus espíritos. Agni. em função. com o negativo prefixado (aknopayati). Aṅgiras. no céu. o deriva da raiz knu. o obtentor de conhecimento.3 o divino. imaginária.html (consultado em 01/08/2013). ungir. das hostes de deuses. ser adicionado. o que. e dah. talvez. Através de Agni o adorador obtém aquela afluência que aumenta dia a dia. 7. são dignos de nota. 7. 7 Os termos ‘antigos e recentes’. devem ser acesos nos quatro pontos cardeais. chamados. também é explicado como alguém que reside no céu ou firmamento. o protetor dos sacrifícios. Qualquer bem que tu possas. é contada no Mahābhārata. anj. 216. Agni é composto. venha para cá. 91 da versão em português. aqueles que são em outra parte chamados de Prajāpatis . da raiz nī. Outro compilador de um glossário. Sūkta I) O primeiro Sūkta ou Hino é endereçado a Agni . um sacerdote ministrante. Gārhapatya e Āgnīdhrīya. aquele. Agni. no uso comum. Nós nos aproximamos de ti. ou. 9 Isso se refere aos fogos que. com homenagem reverencial em nossos pensamentos.] . aquele que não poupa o combustível. 7 conduza os deuses para cá. Vana-parva [cap. sendo derivado de div. 5. renomado. aumentando em tua própria residência.6 e é o possuidor de grande riqueza. ou que invoca ou convoca as divindades para a cerimônia. cap. Que Agni. 14. 4 Deva. e divino. ele é o líder (agraṇī ). 1. respectivamente. ele que é verdadeiro. Ele também é derivado de anga. ou sábios. 5 Ṛitvij. ou porque ele é um dos fogos sagrados nos quais oblações são primeiro (puras) oferecidas (hita). o constante iluminador da verdade. brilhar. que é a fonte de fama. pág. significa um deus. chamado Sthūlāṣṭhīvin. queimar. no acendimento do fogo sacrifical. deriva a palavra destas raízes: i.edu/cola/centers/lrc/RV/RV01. Agni. em um sacrifício. o oferecedor de oblações. 2 [Para entender mais sobre as métricas. 419 da versão em português. 4. pág. radiante’. e ni.9 o protetor. é normalmente explicado. embora não em pessoa. O autor de um Nirukta. nas passagens na qual ocorre no Veda. 2. É dito que os antigos Ṛṣis são Bhṛgu. principal [ou primeiro]. reverterá para ti. 6 Hotṛ.

53 9. Que Agni. para o homem piedoso. sê para nós de fácil acesso. o Sacerdote de mente sapiente.16 7.] 17 Lei Eterna. Agni. 6. ministro do sacrifício. e onde o fogo aumenta pelas oblações derramadas nele. Tudo no universo que é concebido como mostrando regularidade de ação pode ser dito ter a ṛtá como seu princípio. ó Agni. que dá riqueza em profusão. que acompanham a aquisição e aumento de riqueza. ó Agni. Toda bênção. Sê para nós de aproximação fácil. A palavra usada para denotar a concepção da ordem do mundo é ṛtá. Índice ◄►Hino 2 (Wilson) ____________________ Hino 1. Agni.12 o sacerdote escolhido.] 15 Aṅgiras. Através de Agni o homem obterá riqueza. venha para cá com os deuses. dos devotos cujas oblações ele carrega para os deuses. A mais rica em heróis. Índice ◄►Hino 2 (Griffith) ____________________ 11 Isto é. Agni é o deus do fogo. Essa. cujo ritual é o modelo que os sacerdotes posteriores devem seguir.17 Radiante. repleta de fama e filhos valorosos. os simbólicos primeiros sacrificadores. Trazendo-te reverência 8. 12 . aqui um nome de Agni. tu concederás para teu adorador. ó Aṅgiras” – Idem. 16 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Qualquer bem que tu queiras dar. Regente de sacrifícios. assim como o pai para seu filho. e ele é o recompensador mais generoso. o mais gloriosamente grandioso. que apresenta os hinos para os Deuses. 14 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Através de Agni que nós ganhemos riqueza e prosperidade dia a dia. Todas as riquezas estão à disposição dele. 5. são filhos e dependentes corajosos. Agni. dissipador da noite. fartura aumentando dia a dia. A ti. convidando-os com o som das suas chamas crepitantes e levando-os para o lugar do sacrifício. 13 Os heróis aqui citados.” Hymns from the Rigveda. 3.13 gloriosa. verdadeiro. como um pai é para seu filho: está sempre presente conosco. 2. Agni é digno de ser louvado por videntes contemporâneos como pelos antigos. nós vimos dia a dia com prece. Agni. aquele presente se torna real. guardião da Lei Eterna. o mensageiro e mediador entre a terra e o céu. O Hotar. Deus. na câmara na qual o culto ao fogo é realizado. Crescente em tua própria morada. diretamente e indiretamente. 9. Aṅgiras. para o nosso bem. fica conosco para a nossa felicidade. Eu louvo Agni. sim. O Deus. e leva para eles as oblações dos adoradores deles. o sacrifício perfeito que tu cercas por todos os lados Vai de fato até os deuses.15 é de fato a tua verdade. Os Aṅgirases parecem ter sido considerados como uma raça de seres superiores entre Deuses e homens. Agni (Griffith) 1. Ele trará os Deuses para cá.14 4.

que possam trazer glória e a grande bem-aventurança de descendência valente. a Indra e Vāyu conjuntamente. . Realmente. De acordo com o Sr. o brilhante. o divino ministrante do sacrifício. ambos. e a obtenham das montanhas de Gilan e Mazenderan. e três. ó Agni. embora eles afirmem que a planta não é encontrada na Índia. Fica conosco para a nossa felicidade. as gotas (do suco Soma) esperam vocês dois. Venham para cá. e a muitos (outros que te convidam) para beber o suco Soma. que o deus venha para cá com os deuses. ó (deus) que brilha na escuridão. 7. Desse modo. das nove estrofres das quais o Hino consiste. três são endereçadas a Vāyu. com alimento (para nós). 1. permanecendo no rito sacrifical. digno de ser louvado calorosamente pelos Ṛṣis antigos e pelos atuais. com nossa prece. 2 Supõe-se que Vāyu diz: ‘Eu beberei a libação’. o maior concessor de tesouros. até que tenha passado pelo processo de fermentação. Eu magnifico Agni. Venham. sê de fácil acesso para nós. Varga 3. teus adoradores te louvam com preces sagradas. nós nos aproximamos dia a dia. Isso é certificado por numerosas expressões nos hinos seguintes. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. o Hom dos Parses. a métrica. 2. a Asclepias ácida ou Sarcostema viminalis. como um pai é para seu filho. tendo derramado o suco Soma. Agni. Vāyu (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Madhucchandas. Gāyatrī. aquele de fato vai até os deuses. Stevenson. 32. e da área de Yezd. Vāyu. evidentemente. crescendo em tua própria casa. tua fala aprovadora2 chega ao dador (da libação). ADHYĀYA 1. ó Aṅgiras. trazendo adoração a ti – 8. belo de se ver. Vento. 3. o guardião de Ṛta. em sacrifícios. vocês estão cientes dessas libações. ele não é usado. Que alguém obtenha através de Agni riqueza e bem-estar dia a dia. aproxima-te. De ti. a Mitra e Varuṇa. Indra e Vāyu. o Hotṛ pensativo. 5. rapidamente. (então). de um sabor ácido suave e natural. 9. todo sacrifício e culto que tu cercas por todos os lados. e conhecendo a época (adequada). o Purohita. ó Agni. Vāyu. – Introduction to Translation of the Sāma-Veda. Indra e Vāyu. 5. Ele é. ele que é verdadeiro e o mais esplendidamente renomado. Agni. Vāyu. HINO 1. o sacerdote Hotṛ. 2. que ele conduza os deuses para cá. para cá.54 Hino 1. Que Agni. aquele (trabalho) realmente é teu. 6. Essas libações1 estão preparadas para ti. essas libações são derramadas (para vocês). Bebe delas. 4. Índice ◄►Hino 12 (Oldenberg) ____________________ Hino 2. 1. – Roxburg ii. ouve a nossa invocação. AṢṬAKA I. 3. 4. Que és o rei de todo culto. VARGA 1–2. 1 Essas Somas são libações do suco da planta Soma. que produz para expressão um abundante suco leitoso. e se tornado uma forte bebida alcoólica. três. Todo bem tu farás para teu adorador. ó Agni.

8 Libações do suco da Soma. e então oferecido em libações para os Deuses ou bebidos pelos brâmanes. 7 Vāyu: Deus do vento. depois de mais pressão. no Veda. os cantores glorificam A ti. Sábios Mitra e Varuṇa. p. aludindo à existência limitada das divindades. Biographies of Words. que no vale Harirud é dita ter o nome de hum. de modo que nós devemos abandonar a esperança de determinar o lar original dos árias por meio do habitat da planta Soma”. porque eles são possuidores de vigor varonil. etc. para ti essas gotas de Soma 8 foram preparadas.10 3.. 5 Como identificados com o sol. Esse termo é aplicado frequentemente a seres divinos: ele é usualmente explicado. 9 Os dias corretos para sacrifícios. 10 Ukthas. o momento exato para o início de ritos sacrificais. por ambos os quais as suas qualidades estimulantes eram supostamente muito apreciadas. 7. é dito que Mitra e Varuṇa causam chuva. Vāyu. em chuvas. provavelmente a Ephedra distachya. tua corrente penetrante vai até o adorador. e Varuṇa. ricos em saque! 3 Narā. venham para o rito do sacrificador. Vocês notam bem libações. 4. ou Planta da Lua. Espalhando-se ao longe em busca da dose de Soma. Nesse lugar. um homem. 354.55 6. líder ou guia. 455). dita ser a Asclepias Ácida ou Sarcostema Viminalis. incluídos entre os doze Ādityas. louvores recitados ou falados. homens. mas pode ser duvidado se ele não transmite o sentido de homem ou mortal. ou. em oposição aos versos que são cantados ou entoados. despida de suas folhas. Joseph Bornmuller. como netṛ. em seu sentido comum. descem novamente. significa. depois do que ele era misturado com farinha. de onde. 9. . ele é dito ser aplicável a Indra e Vāyu. 6 Ṛtāvṛdhau: Ṛta normalmente significa verdadeiro ou verdade. Varuṇa. A planta era colhida à luz da lua em certas montanhas. condensando-se na atmosfera. do regente das águas: mas eles estão. com seus hinos de louvor.) “O Dr. ambos. As gotas estão ansiando por ambos. indiretamente. vocês conectam esse rito perfeito com sua verdadeira (recompensa). um botânico que reside há muito tempo em Kerman. Os vapores assim erguidos. – os realizadores em comum do ato de conceder água (à terra). Mitra e Varuṇa. pelo comentador. pois desse modo. Essas. Vāyu e Indra.5 8. Conhecendo os dias. Vocês nasceram para o benefício de muitos. Indra-Vāyu. é um nome do sol. Varga 4. ou como Ādityas. talvez. também.6 dispensadores de água. escuta o nosso chamado. (Quarterly Review. Apêndice III. Aitchison afirmou recentemente que a Soma deve ser a Ephedra pachyclada. Essa suposição é confirmada pelo Dr. feito fermentar. Índice ◄►Hino 3 (Wilson) ____________________ Hino 2.9 com suco Soma derramado. 5. tornem próspero o nosso sacrifício. venham por nossas iguarias oferecidas. e yahma. aumentadores de água. sabendo ou observando a hora do romper do dia. mas que observa que diferentes variedades de Ephedra são encontradas da Sibéria até a Península Ibérica. 2. 4 Mitra. por produzirem evaporação. huma. os talos tendo sido lá esmagados pelos sacerdotes eram borrifados com água e colocados em uma peneira ou filtro. e então levada para o lugar do sacrifício. Essa planta famosa permaneceu não identificada até recentemente (veja Max Müller. Belo Vāyu. Vāyu e Indra. de vigor puro. vocês são o refúgio de multidões. 3 a conclusão será rapidamente (alcançada) pela cerimônia. e aumentem a nossa força. que identifica a planta Soma com alguma espécie de Ephedra. Vāyu. No. Bebe delas. Outubro de 1894.7 vem. o devorador de inimigos. Vāyu (Griffith) 1. Eu invoco Mitra4. o suco ácido gotejava em um recipiente chamado Droṇa. mas. dual de Nara. foram derramadas. água e sacrifício.

de acordo com ṛtá. 1. ADHYĀYA 1. AṢṬAKA I. 3. Tornam completo: por conceder o rogo do adorador. 9. destruidor de inimigos. Ó Indra e Vāyu. venham para cá por causa das nossas oferendas. Vem para cá.12 Vocês têm obtido seu poder imenso. eles que conhecem os dias de festa. 12 Através da Lei: isto é. nos deem força eficiente. pois as gotas (de Soma) anseiam por vocês. Ó Indra e Vāyu. 13 Isto é. Ó Vāyu. Índice ◄►Hino 3 (Griffith) ____________________ Hino 2. ou manteiga que foi fervida vagarosamente e então permitida esfriar. 6. Heróis. e Varuṇa. Vāyu e Indra. desse modo eu faço a minha oração. Esses dois sábios. vocês que aumentam a justiça e aderem à justiça. A manteiga então é usada para propósitos culinários e também oferecida em sacrifício para os Deuses. através da Lei.11 8. ó Vāyu. de domínio amplo. Ó Vāyu. Mitra e Varuṇa. Que tornam completo o rito alimentado com óleo. fortes por nascimento. Ó Vāyu e Indra. Índice ◄►Hino 6 (Müller) ____________________ Alimentado com óleo: realizado com ghṛtam (a moderna ghī) e manteiga clarificada. dotado de força sagrada. com oblações de manteiga jogadas no fogo. 5. os dias ou estações corretos para cada sacrifício. Concedam-nos a força que opera bem. 14 Isto é. vocês que são ricos em saque. Do modo correto. Eu chamo Mitra. venham logo em direção ao que o espremedor de Soma preparou. de força sagrada. que destrói todos os inimigos. a Lei eterna ou ordem perpétua do universo. 7. vocês obtiveram grande sabedoria. e Varuṇa. os adoradores te celebram com hinos. Veja a nota 17 do Hino 1. 11 . para beber o Soma. amantes e apreciadores da Lei. ó homens! 7.56 Então. 14 8. Eu chamo Mitra. de domínio amplo. Mitra-Varuṇa. os poderosos. essas (libações de Soma) são derramadas. rápido. Nossos sábios. bebe deles! Ouve o nosso chamado! 2. VARGA 3-4. 4. Mitra e Varuṇa. que ambos realizam uma oração acompanhada por oferendas de óleo. venham então rapidamente para cá! 6. vocês percebem as libações. ó Mitra e Varuṇa. de amplo alcance. tu belo! Esses Somas estão prontos.13 e prepararam o Soma. tua corrente satisfatória vai até o adorador. 9. aproximem-se da obra do sacrificador. Vāyu (Müller) MAṆḌALA I. HINO 2. venham depressa para cá. essa é minha oração.

e nessa libação aceita o nosso alimento (oferecido). 10. Veloz Indra. mas que tem direito. 3 Dasrā. destruidores. a ser recitado no culto dos Viśvedevas. ilumina todas as mentes. três são endereçadas aos Aśvins. Aśvins. que também pode ser traduzido como ‘grandes comedores’. e três. dotados de juventude e beleza perpétuas. Deuses universais. mas eles também formam uma classe.7 a purificadora.1 apreciadores de atos virtuosos. com mãos esticadas. 4. a Vāgdevatā. e (em sua própria forma). 12. Que os Deuses universais de movimento rápido. gerados durante a metamorfose dele como um cavalo (aśva). 7. três. a instrutora dos honrados. depois de ter suas raízes cortadas. ou de inimigos. Aśvins. espremidas pelos dedos (dos sacerdotes). Varga 5. Índice ◄►Hino 4 (Wilson) ____________________ 1 Os Aśvins são os dois filhos do Sol. aproxima-te. 5 Os Viśvedevas são. e aceita as preces do sacerdote. ou terceto. que são livres de decadência. vagamente aplicados a divindades em geral.2 aceitem. Essas libações. 8. Eles são os heróis de muitas lendas nos Purāṇas. e portadores (de riquezas). Varga 6. Das doze estrofes. vem para cá para as preces (do sacerdote). com os corcéis fulvos. como os raios solares vêm. concessores (de recompensas). estão desejosas de ti. as iguarias sacrificais. pelas ações dela. a concessora de alimento. a recompensadora do culto com riqueza. ehimāyāsaḥ. ou oblação de manteiga clarificada. na maioria dos ritos sacrificais. 6 desprovidos de malícia. diligentemente. aos Viśvedevas. a cota na solenidade. 2 Purubhujā. e apreciado pelos sábios. seja atraída. aceitem o sacrifício. sempre puras. 2. por nossas iguarias oferecidas. cuja posição e caráter são citados imperfeitamente.3 livres de inverdade. oniscientes. de esplendor magnífico. 9. mas de ainda mais nesse Veda. 1. 4 A erva sagrada Kuśa (Poa cynosuroides). Que os Deuses universais. A enumeração das ações extraordinárias deles é o assunto especial dos Hinos 116 e 117. 5. destruidores de inimigos. aqui. enquanto ele oferece a libação. ou de doenças. a Sarasvatī. É mais do que provável que a origem e o significado do termo estivessem esquecidos quando Sāyaṇa escreveu. 3. Aśvins. Sarasvatī. Nessa e nas duas estrofes seguintes. para o nosso rito. venham para a libação do adorador. os derramadores de chuva. conectando-os com os elementos. Que Sarasvatī. percebido pela compreensão. a Indra. deusa da fala. é derramada. com mentes não desviadas. a inspiradora daqueles que se deleitam na verdade. venham para a libação. O caráter médico dos Aśvins é uma tradição vêdica. alguns dos atributos deles são especificados. que formam um tṛca. dotados de fortaleza. 6 A palavra original é incomum. líderes na vanguarda de heróis. Sarasvatī manifesta. tem aceitado o nosso sacrifício. e sobre ela a libação de suco Soma. venham para as libações misturadas borrifadas sobre a grama sagrada 4 cortada. O comentador o explica por ‘aqueles que obtiveram conhecimento universalmente’. 7 Sarasvatī é.5 protetores e sustentadores de homens. três. 11. e médicos dos deuses. às vezes. é espalhada sobre o vedī ou altar. guias (de devoção). um rio poderoso. abundantes em atos poderosos. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos como nos dois Hinos precedentes. as nossas orações. 6. para os dias. de braços longos. ouçam. Indra. vem para cá. . Indra. como em outros lugares.57 Hino 3.

5. Muir. 11 Isto é. que a brilhante Sarasvatī13 deseje. Ó Indra maravilhosamente brilhante. Nāsatyas. 11 5. que é explicada por Bohtlingk e Roth como ‘multiforme ou versátil como uma cobra. Ó Viśvedevas. Ela ilumina todo pensamento piedoso. que têm mãos ágeis. Ó Aśvins. espremidas cuidadosamente pelos sacerdotes. Com amor ansioso. 8. por sua luz. nós não estejamos de acordo de nenhuma maneira quanto à concepção do caráter deles. essas libações anseiam por ti. I: ‘Seguintes na ordem são os deuses cuja esfera é o céu. dizem alguns. Ó Aśvins. Incitado pelo cantor santo. vem. O. 11. 7. faz o grande oceano ser conhecido. que em suas carruagens se apressam para frente antes da alvorada. ela brilha através de todos os pensamentos’. ou como a vida. nosso sacrifício.58 Hino 3. dizem outros. que protegem. o outro sendo então chamado de Dasra. dizem outros. embora. Rica em vantagens. uma posição perfeitamente distinta no grupo inteiro das divindades vêdicas da luz. a inundação poderosa. 6.9 Aceitem o alimento sacrifical. p. 234. Senhor dos Cavalos Baios. 4. inspiradora de todo pensamento bondoso. ‘Dia e Noite’. Vol. contudo. desses os Aśvins são os primeiros a chegar. Aproxima-te. em direção às preces. Sarasvatī. Aproximem-se da oferenda de bebida de seu adorador. têm. O professor Roth fala deste modo sobre esses deuses: ‘Os dois Aśvins. Texts [Original Sanskrit texts on the origin and history of the people of India. J. 14 Benfey traduz: ‘Sarasvatī. senhores do esplendor. S. aceita nosso rito 12. ó Indra. mostrando a mesma variedade de cor e forma’. 338. Vol.12 intrépidos. rápidos no trabalho. Incitadora de todas as músicas agradáveis. Ela parece ter sido para os antigos indianos o que o Ganges (o qual é citado só duas vezes no Ṛgveda). ó heróis dignos do nosso louvor. aceitem a bebida sagrada. Os Viśvedevas. desprovidos de malícia. são suas essas libações com grama cortada. 10.14 Índice ◄►Hino 4 (Griffith) ____________________ 8 Os Aśvins parecem ter sido um enigma até para os mais antigos comentadores indianos. realizadores de atos sagrados’. venham para cá rapidamente para a bebida. 9 Mãos ágeis: mãos esticadas e rápidas para pegar as oferendas. É dito que Nāsatya é o especificamente o nome de um dos Aśvins. 2. ‘fazedor de milagres’. 10 Nāsatyas: ‘não falsos’. apressando-te. S. 9. Deleita-te em nossa libação. 3. Quem então são esses Aśvins? ‘Céu e Terra’. portadores. – ela ilumina com sua luz. Ó Viśvedevas. Eles são os primeiros portadores da luz no céu da manhã. como os antigos interpretadores do Veda. vem. p. Sarasvatī. Indra. enriquecida com hinos. recompensam e sustentam os homens.8 ricos em tesouro. 13 Sarasvatī é celebrada como um rio e como uma deusa. Ele compreende o ‘grande oceano’ como o universo. Aceitem nossas canções com pensamento poderoso. 12 Ehimāyāsaḥ parece ser outra forma de ahimāyāsaḥ.. Do sacerdote que derrama libação. Yāska se refere a eles deste modo no Nirukta XII. para as preces. e preparam o caminho para ela’. apressado pela música. 5. Texts. dizem os escritores lendários. . ricos em atos prodigiosos. Purificadas desse modo por dedos excelentes. Venham vocês cujos caminhos são vermelhos com chama. O. ‘o Sol e a Lua’.. que mudam de forma como serpentes.10 operadores de milagre. Aśvins (Griffith) 1. Como vacas leiteiras se apressam para seus estábulos. their religion and institutions]. ‘Dois reis. Muir. J. tornou-se para os descendentes deles. ou talvez ‘destruidor’ (dos maus).

se Indra estiver satisfeito. também. kratu significando karma. No primeiro sentido. Índice ◄►Hino 5 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. não nos ignores. 6. ato. 2 . tu te tornaste o matador dos Vṛtras. a graça do sacrifício. que os homens (nos felicitem). o aperfeiçoador do ato.4 8.6 tu defendes o guerreiro em batalha. que é desejado perguntar se o Hotṛ é adequado para seu dever. 6 Dos inimigos. Vai. Sūkta I) O Ṛṣi e a métrica continuam inalterados . e pergunta a ele (sobre a aptidão) do erudito (sacerdote que recita o louvor dele). que é o protetor da prosperidade. Canta para aquele Indra. 5 Śatakratu. e bebe da libação.5 desse (suco Soma). alimento (sacrifical). adorador. de acordo com o comentador. Aqui. conhecimento. de fato. como realizador deles. que és) o concessor de riquezas é. Nós te reconhecemos no meio dos honrados. dos quais o Asura Vṛtra era o chefe. ele aumentará os rebanhos do devoto. O próprio Hotṛ deve ordenar isso. um nome de Indra. Destruidor de inimigos. o realizador de bons atos. Indra (Wilson) (Anuvāka 2. 7. exclamem: ‘Partam. A satisfação de (ti. vem aos nossos ritos (diários). para revelar (-te a outros). Varga 7. nós temos fraseologia elíptica. o poderoso. o que permeia (todo rito de libação). 9. ao sábio e incólume Indra. para a obtenção. A noção está representada muito elipticamente. é explicado por Sāyaṇa: aquele que está conectado com cem (muitos) atos. O original é ‘não fales além de nós’. Que nós sempre permaneçamos na felicidade (derivada da graça) de Indra. o Hino é endereçado a Indra. Indra. Śatakratu. ou prajnā. ritos religiosos. o amigo do oferecedor da libação. ó difamadores. (a causa da) doação de gado. 1. o sentido completo é fornecido pelo comentador. Śatakratu. Vem a nós. (para o oferecedor). de riquezas. Tendo bebido. daqui e de todo outro lugar (onde ele é adorado)’. 3 A injunção é endereçada ao Yajamāna (o sacrificador). Nós oferecemos a ti. Oferece a Indra. Dia a dia nós invocamos o fazedor de boas obras. que o alto cargo de Indra é obtenível por meio de cem Aśvamedhas.59 Hino 4. para nossa proteção. o suco que está presente (nas três cerimônias). Que os nossos ministros.2 4. o poderoso em batalha. que estão mais próximos a ti. o favorito (daquele Indra) que dá felicidade. Bebedor do suco Soma. 4 Esses epítetos do suco Soma seriam um tanto ininteligíveis sem a ajuda do comentador. 1 3. 10. como uma boa vaca leiteira (é chamada pelo ordenhador) para a ordenha. que concede a melhor (das bênçãos) aos teus amigos. o alegrador da humanidade. a palavra pode ser a fonte da ficção purânica. 2. ou ele pode ser interpretado como ‘dotado de grande sabedoria’. realizando zelosamente o culto dele. ou como objeto deles.3 5. Varga 8. que nossos inimigos digam que nós somos prósperos.

11 8. Pipru. (se eu o tenho louvado corretamente ou não). ou obstrutores. bebeste isso e foste o matador de Vṛtras. – J. Śatakratu. Para que nós fiquemos familiarizados com a tua benevolência mais secreta: Não nos negligencies.. alegrador de homens. recompensas generosas na forma de gado e outros bens para aqueles que o cultuam. armados do seu lado. chamados por uma variedade de nomes como Vṛttra. os inimigos. graça do sacrifício. nós possamos ganhar riqueza. Para o Rápido traze o rápido. resistir ao ataque dos deuses’. Deus de atos maravilhosos. Indra. Nós te fortalecemos. todo o nosso verdadeiro povo nos chamar de bemaventurados. o poderoso rio de riqueza. Vai para o sábio Invicto. Que para o Amigo dá asas e alegria. também. Ou se. desse modo: “A intoxicação de ti. 10. 95. 6. os opressores. Sim. Tu. 9. Original Sanskrit Texts. A euforia produzida por beber o suco fermentado oferecido em libações estimula suas energias marciais e o dispõe a distribuir.12 tu Ajudas o guerreiro na luta.10 7. ‘partam para outro lugar. amigo diligente de quem derrama o suco. Ahi. são ‘os poderes hostis na atmosfera que prendem malevolamente os tesouros aquosos nas nuvens. com toda variedade de artilharia celestial. Idem. vem para cá. V. Muir. sim. pergunta a Indra. que é melhor que teus amigos. Śatakratu. – universityofhumanunity. Vem para nossas libações. Uraṇa.] 10 O sentido geral desse e dos dois versos anteriores parece ser este: Indra é o melhor amigo e protetor.] 9 [Como na nota acima: “Vá até ele e pergunte sobre mim. e enquanto nós desfrutarmos da amizade e da proteção dele nós não nos importaremos de modo algum com as injúrias dos ímpios que zombam do nosso culto fiel. Vocês que servem Indra e ninguém mais’. (consultado em 08/2013). Namuci. porque ele flui rapidamente e porque ele faz Indra se apressar para a solenidade. O suco Soma que alegra homens ou heróis e acompanha ou agracia o sacrifício também é chamado de rápido. a ti o poderoso em luta. Para ele. Indra (Griffith) 1. [Sāyaṇa interpreta a última frase do verso. 11 O Rápido: Indra. Śuṣna. 4. tu bebedor de Soma! O rico êxtase do Único concede vacas. para esse Indra cantem sua canção. etc. de acordo com Vladimir Yatsenko. Para que. a quem o suco alegra e manda rapidamente para o sacrifício. nós chamamos o fazedor de ações justas 7 Para nosso auxílio dia a dia. o inteligente. Indra é especialmente o senhor do Soma e seu principal bebedor. mas em vão. – ao inteligente e incólume Indra que dá aos teus amigos (os sacerdotes) a melhor riqueza”.org. Se os homens que zombam de nós falarem. 2. Esses demônios da seca. Ele.8 3. de suas riquezas ilimitadas.. etc. hábil em música. Índice ◄►Hino 5 (Griffith) ____________________ 7 Indra. o rico. Como uma boa vaca para aquele que ordenha.60 Hino 4. ainda que nós possamos permanecer sob os cuidados de Indra. é de fato concessora de vacas”. tentam. bebe do Soma. 8 . O Amigo é Indra.9 5. Śambara. 12 Os Vṛtras.

61 Hino 5. te tornaste subitamente de vigor aumentado. Que ele esteja conosco. nas quais residem todas as propriedades viris. Indra (Wilson) (Sūkta II) O deus. o senhor de muitas bênçãos. 7. que és o objeto de louvores. oferecendo louvores. uma conclusão a qual há motivo para hesitar admitir. os hinos (do Ṛc) têm-te magnificado: que os nossos louvores de magnifiquem. nessa e outras passagens onde Sāyaṇa insere a designação de outros Vedas – o Sāma e o Yajush. Que Indra. 1 . que ele venha a nós com alimento. o protetor desimpedido. e cantem. 8. Indra. cujos inimigos. entre os deuses). 3. 10. louvem respectivamente Indra. que esses sucos Soma penetrantes entrem em ti: que eles sejam propícios para a tua (obtenção de) inteligência superior. repetidamente. Ṛṣi. para a realização dos nossos objetivos. Índice ◄►Hino 6 (Wilson) ____________________ O comentador fornece esses detalhes. o derrotador de muitos inimigos. Tu. 6. Varga 10. que ele esteja conosco. mas. Indra. – deve ser observado que a exatidão das adições dele envolve a existência anterior daqueles Vedas. pelo menos aos hinos do Ṛc nos quais se supõe que eles são citados. sentem-se. 9. e (mantendo) superioridade em idade (ou principalidade. são derramados para a satisfação do bebedor de libações. Os cantos (do Sama)1 têm-te magnificado. que ele esteja conosco. não deixes os homens nos fazerem mal. para a obtenção de riquezas. ó Śatakratu. desfrute dessas múltiplas iguarias (sacrificais). não esperam os corcéis dele atrelados ao seu carro. misturados com coalhos. Esses sucos Somas puros. 1. por beberes a libação. 4. e métrica. inalterados. em combates. Indra. os louvores de Indra. Apressem-se para cá. para a aquisição de conhecimento. 2. amigos. que és o objeto de louvores. Quando a libação é derramada. Varga 9. Cantem para aquele Indra. Tu és poderoso: afasta a violência. realizador de boas obras. 5.

4 10. À visão de cuja carruagem e cavalos todos os inimigos fogem. estas gotas puras. 3 . estimulam e fortalecem os Deuses para atos de heroísmo. crescido de uma vez à força perfeita. Os Somas misturados com a coalhada. 3. assim como seus hinos de louvor. Ó. Ó Indra. o Sábio. sentem-se: cantem sua música para Indra.2 trazendo hinos de louvor. aceita essas mil iguarias. Índice ◄►Hino 6 (Griffith) ____________________ 2 O chamado é dirigido aos sacerdotes ministrantes. tu que amas música. 4. Indra. Indra forte. Que ele fique ao nosso lado na nossa necessidade e na abundância para o nosso bemestar: que ele se aproxime de nós com sua força. cujo socorro nunca falha. Indra. e os nossos louvores. venham para cá. para a apreciação dele. que nenhum homem fira nossos corpos. o excelente Senhor dos tesouros. cantem sua música. 6. Os nossos cânticos de louvor. 9. Indra (Griffith) 1. por preeminência. Assim que te fortaleçam as canções que cantamos. Cujo par de cavalos castanhos atrelados em batalhas os inimigos em guerra não desafiam:3 para ele. têm te fortalecido. amante da música. Onde todos os poderes viris residem.62 Hino 5. Para ele. mantém A matança longe de nós. ó Śatakratu. Perto do bebedor de Soma chegam. 7. Indra. 4 As oblações dos adoradores. com suco Soma derramado. 8. o mais rico dos ricos. Companheiros. Tu. 5. nasceste para beber o suco Soma. Ó Indra. pois tu podes. que esses Somas penetrantes entrem em ti: Que eles possam trazer bem-aventurança para ti. 2.

3. As três primeiras e últimas estrofes são endereçadas a Indra. novamente. mas as alusões justificam a especificação do comentador: os ventos conduzem Indra. e forma ao informe. 2. – que ele (nos) dê riqueza. acompanhados pelo destemido Indra. para obter superioridade. junto com os irrepreensíveis. as vacas são representadas como recuperadas à força por Indra. . vem para cá. com os raios da manhã. Varga 11. 3 Os Maruts não são citados no texto. Mortais. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica continuam. ou o firmamento. pois. o indestrutível (fogo). os amáveis grupos (dos Maruts). com a ajuda da cadela Saramā. ‘os seres vivos dos três mundos’ é a explicação do comentador. Associado com os Maruts transportadores. ou Ventos. Os circunstanciados (habitantes dos três mundos) 1 associam com (Indra). 8. 9. de os Asuras chamados Paṇis terem roubado as vacas dos deuses. circundante (tropa de Maruts). (os Maruts). ou do céu acima. e as luzes que brilham no céu. realmente. Eles (os quadrigários) atrelam ao carro dele seus dois corcéis desejáveis. Indra. que são célebres. ou sem. ou. Esse rito é realizado em adoração ao poderoso Indra. 2 4. com a ajuda dos Maruts. e as escondido em uma caverna. 4 Alusão é feita aqui a uma lenda. de cor castanho-avermelhada. que. no sono. e que trazem o comandante. identificado com o sol. e conscientes do poder de conceder riqueza. chamou os Maruts para ajudá-lo. nesse rito. ou do vasto firmamento. Em outras passagens. Os recitadores de louvores louvam os poderosos (a tropa de Maruts). e de esplendor igual. Um diálogo entre ela e os ladrões é apresentado. 5 (ambos) regozijantes. de modo semelhante como eles glorificam o conselheiro (Indra). dá percepção ao inconsciente. 6. cujos raios matutinos pode-se dizer que reanimam aqueles que tinham estado mortos. que se dirigem para o céu. 1. aqueles que têm nomes invocados em ritos sagrados.4 Varga 12. o instigaram a retomar sua condição de embrião (nas nuvens).63 Hino 6. vocês devem seu nascimento (diário a esse Indra). seja da região do céu. aos Maruts. o poderoso (Sol). no qual ela os concilia. é feita aqui a um combate entre Indra e Vṛtra. intrépidos. 7. 5. Portanto. como em seu útero. tu. onde elas foram descobertas por Indra. Que vocês sejam vistos. é dito. nas quais a chuva se reúne novamente. Nós invocamos Indra. Maruts. Depois disso. que é frequentemente citada. Índice ◄►Hino 7 (Wilson) ____________________ 1 O texto tem somente ‘aqueles que estão permanecendo em volta’. 2 Indra é aqui. e Indra. Indra. descobriste as vacas escondidas na caverna. de acordo com algumas versões. (o sacerdote) recita seus louvores integralmente. ou da esfera solar. dos Aṅgirasas. 5 Alusão. durante a noite. 10. Os deuses que tinham ido ajudar o primeiro foram afugentados pelos cães de Vṛtra. em outro lugar. para uma agregação de nuvens.3 tendo visto a chuva prestes a ser engendrada. as restantes. os viajantes de lugares de acesso difícil. – ele venha dessa região terrestre. o movente (vento). colocados em ambos os lados. com.

o Corcel vermelho. 3. ó homens! onde não havia forma. Se for aceito que maryāḥ. 6. se livraram da condição de bebês não nascidos. Vem desse lugar. o Poderoso. Ó homens! é talvez apenas uma exclamação expressiva de admiração.] 10 Isto é. do céu acima da terra. Nasceste em conjunto com as Auroras. Índice ◄►Hino 7 (Griffith) ____________________ 6 Esses provavelmente são os Maruts. 10. o Sol. 8 Tu. Provavelmente o Sol. podem se aplicar a esses Deuses considerados como uma hoste ou companhia e nascidos em um nascimento.10 ó Viajante. Bravos. Encontraste as vacas mesmo na caverna. Em ambos os lados do carro eles unem os dois cavalos baios estimados por ele. Indra. Ou do firmamento espaçoso.7 as luzes são brilhantes no céu. embora no número singular. 7 . iguais em seu brilho. homens. isto é. 2. com os Deuses da Tempestade. Que tu possas realmente ser visto vindo ao lado do destemido Indra: Ambos alegres. a partir daqui. 7. Posteriormente eles.9 5. assumindo nomes sacrificais. O muito famoso. quer dizer os Maruts. como é seu costume. e forma. 9. O sacrificador clama. Tu. 11 Indra. da terra. os derrubadores do que é firme. fazendo luz onde não havia luz. 8. Com as hostes bem amadas de Indra. Indra (Griffith) 1. carregadores do Comandante. nasceste. as irrepreensíveis. os companheiros constantes de Indra.8 4. fulvos. Adorando assim como eles desejam.64 Hino 6. Indra nós procuramos para dar-nos ajuda.11 ou para baixo a partir da luz do céu: Nossos cânticos de louvor todos anseiam por isso. com quem Indra é conectado frequentemente. cantores louvam a ele que encontra riqueza. fazendo. Tu. as palavras tu. acelerando para o céu. Aqueles que estão em volta6 dele enquanto ele se move arreiam o brilhante. 9 [Veja a nota 13.

7. o glorioso (Indra). ou da luz do céu. De lá. Aqueles que permanecem em volta dele enquanto ele se move adiante arreiam o (corcel) brilhante vermelho12. 4. de um embrião ou de um recém-nascido. ou de acima da terra. com os impecáveis. Indra é considerado como o deus do dia brilhante. que podem carregar o herói.65 Hino 6. cujo nome manteve por muito tempo seu sentido puramente apelativo de tempestades. Esse parece ser todo o significado da lenda posterior que os Maruts. e cujos companheiros são os Maruts. ou do grande firmamento. encontraste mesmo em seu esconderijo os brilhantes (dias ou nuvens). 2. ou deuses da tempestade. Que tu. vem para cá. HINO 6. de acordo com seu costume. as auroras. Depois disso eles (os Maruts). Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. como os Ṛbhus. mas vieram a ser deificados por suas obras. Eles atrelam à carruagem em cada lado os dois baios favoritos dele (de Indra). 1. cujo corcel é o sol. e de esplendor igual. 8. ou os dias em si. os valentes. (hoste de Maruts). Tu. os castanhos. Os cantores piedosos (os Maruts). possas realmente ser vista vindo junto com Indra. Como auxiliares de Indra nessa batalha. ó Indra. ó homens! onde não havia forma. ou que as tempestades irrompem do ventre do céu. Tu que criaste luz onde não havia luz. o grandioso. as luzes resplandecem no céu. alcançaram sua posição como divindades ao lado de Indra. têm gritado em direção ao dador de riqueza. 3. os cantores todos anseiam por isso. 5. como o poeta expressa. ó viajante (Indra). que são representados como resgatados no final de cada noite pelo poder de Indra. por sua própria vontade. o destemido: vocês dois são fazedores de alegria. que rompem até mesmo a fortaleza. 9. os Maruts. . e forma. ou do céu. 10. com os velozes Maruts. Nós pedimos a ajuda de Indra daqui. ADHYĀYA 1. apressados (Maruts) o sacrificador clama. literalmente. 14 As vacas brilhantes são aqui as vacas da manhã. ou. nasceste junto com as alvoradas.13 obtendo seu nome sagrado. logo que Indra surge para lutar contra o demônio das trevas. Com as amadas hostes de Indra. assumiram novamente a forma de bebês recém-nascidos. 13 A idéia de que os Maruts assumiram a forma de um garbha. Índice ◄►Hino 19 (Müller) ____________________ 12 O poeta começa com uma descrição um tanto abrupta de um nascer do sol. não eram originalmente deuses. eles assumiram seu nome sagrado. VARGA 11-12. serve apenas para expressar que eles nasceram.14 6. AṢṬAKA I.

O derramador de chuva.] qualquer referência ao Yajush ou ao Sāma. aos textos do Yajush. ‘com o Bṛhat Sāma’. literalmente. é mais similar ao Ṛc. 2 Assim o comentador explica o termo do texto. Varga 14. Indra invencível. 9. A frase não é de recorrência infrequente. aqueles que oram. ou classes de homens. também) devidos a Indra. só porque ele tinha ligado as expressões anteriores com os outros dois Vedas. o que mistura todas as coisas.2 o manejador do raio. por riqueza limitada. Indra. – bárbaros ou aqueles que não têm casta. o mundo). embora ele o interprete como ‘os Udgātṛs. abre essa nuvem. elevou (ou. para removê-la. O último termo é explicado etimologicamente.66 Hino 7. (eles são. para tornar todas as coisas visíveis. com preces. em um verso do Ṛc. Índice ◄►Hino 8 (Wilson) ____________________ 1 O comentador fornece a especificação dos vários Vedas. A última parte da passagem também pode ser traduzida como: ‘ele (o sol) animou a montanha (isto é. mais os niṣādas. querendo dizer. uma oração. 4. nós não temos absolutamente nada no original. concessor de todos os desejos. e sobre as cinco (classes)4 dos habitantes da terra. o que faz trovejar. hiraṇyaya. confirmada pelo termo seguinte. ele pensa. nos protege. 4 O texto tem. que estás em todos os lugares entre os homens. e manejador do raio contra nossos inimigos. como arha é um sinônimo de mantra. ou feito de ouro. Ele é aplicado. investe homens com sua força. e. arkebhir arkiṇaḥ. O primeiro termo. (os sacerdotes do Yajush) com textos. todas em uma fase muito inferior de civilização. dourado. como diz o comentário. elevou o sol no céu 3. Eu não conheço louvor adequado para ele. por vāṇībhih. ‘com textos ou palavras’. [na nota 1 do hino 5. 10. que ocorre. Todos os louvores excelentes que são dados às outras divindades. com Sāmas a serem cantados’. pode ser aplicado tanto aos cantores quanto aos recitadores das orações. com estrofes’: mas isso não é necessariamente limitado a esse sentido. vaiśyas e śūdras. os recitadores do Ṛc. 1. e é dito usualmente que implica as quatro castas: brâmanes. Nós chamamos por ti. significa apenas cantores. como um touro (defende) um rebanho de vacas. provavelmente. como os Gonds. o sempre complacente. que governa sozinho sobre homens. Varga 13. ghāthinah. Como já se observou. as tribos nativas da Índia. uma interpretação. Indra. sobre os cinco homens. ou louvam. sobre riquezas. e o termo vāṇīh. Com relação aos Adhvaryus. e Bhils dos dias atuais. . com seus dois corcéis que são atrelados pela palavra dele. Derramador de chuva. – (nosso) aliado. implica a anterioridade dos dois primeiros ao último. aparentemente sem qualquer ligação gramatical. 6. ou sacerdotes do Yajush. de fato. Kholes. Tu és sempre complacente com nossos desejos. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. pañca ksitīnām. 8. com seus raios’. Indra. o senhor poderoso. ‘Aqueles do Ṛg Veda. por bṛhatā. Indra. A frase seguinte. 7. a Indra com orações. como antes. Os cantores (do Sāma) glorificam Indra com canções. 3. aqueles que são adequados para habitações ( nivāsārhāṇām). Que ele seja exclusivamente nosso. vem. em batalhas abundantes em saque. pelo comentador.1 2. o ricamente enfeitado. o sentido pode ser. o Ṛṣi e a métrica. colocou) o sol no céu. Indra. – Indra. – aparentemente. Nós invocamos Indra por grande riqueza. kṣatriyas. (canções). 3 O mundo sendo envolvido em escuridão por Vṛtra. com defesas insuperáveis. e carregou a nuvem com águas (abundantes). bṛhat. Indra. 5.

3. em cada esforço meu. a fonte de vitória.67 Hino 7. Indra (Griffith) 1. 3. Na grande batalha nós invocamos Indra. ó Indra. 7. Indra na luta menor. Indra. O Soberano irresistível: 9. que ele possa ser. 2. Por sua causa de cada lado nós chamamos Indra para longe de outros homens: Nosso. Com ajudas terríveis. vastos como os céus. Mas a expressão parece querer dizer somente os povoados ou tribos arianas. 8. tu sempre generoso. Assim como o touro conduz os rebanhos. para nossa proteção. Indra ergueu o Sol alto no céu. Índice ◄►Hino 8 (Griffith) ____________________ Hino 8. como antes. sempre. e Purus. de modo que ele possa ver longe: Ele rompeu a montanha5 pelas vacas. Indra. a Indra recitadores com seus louvores. 2. 6. Varga 15. 5. Eu não encontro louvor digno dele. os louvores de Indra armado com o trovão se erguem. 4. Benfey explica isso como ‘todo o mundo habitado’. Descerra. seja (enfrentando-os) corpo a corpo. e não de outros. que os fortes (exércitos) dele sejam. O amigo que curva seu raio em demônios. onde milhares de despojos são obtidos. Sūkta I) O deus. a que humilha inimigos. riqueza. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos. 5 A massa de nuvens densas em forma de montanha. ou a cavalo. nosso herói viril. Ajuda-nos. A Indra os cantores com elogios. Não havia distinções de casta quando o hino foi composto. ele conduz o povo com seu poder. sempre protegidos por ti. As cinco tribos ou povoados eram provavelmente a confederação dos Turvaśas. Ṛṣi. Yadus. 5. e (ajudados por) heróis lançadores de mísseis. Indra (Wilson) (Anuvāka 3. riquezas. Contigo como nosso aliado. muito abundante. Indra. 1. Que magnitude sempre pertença ao portador do raio. o dourado. Indra tem sempre perto dele seus dois cavalos baios e carro jungidos por palavra. têm glorificado. o armado com o trovão. e não os habitantes nativos da região. 4. traze. as vacas são as águas. 10. Ainda mais alto. agradável. nós possuímos uma arma ponderosa. 6 . ó terrível. aquela nuvem. Druhyus. tu irresistível. Indra. Para nós. sim. Poderoso é Indra. Anus. A Indra os coros. e métrica. e a raça quíntupla 6 Dos que habitam sobre a terra. Indra que governa com domínio único homens. e supremo. lutas. com a qual nós podemos conquistar totalmente os nossos oponentes. Defendidos por ti. nós somos capazes de superar (nossos inimigos) organizados em tropas. nas lutas.

4. De fato. Contigo. como aliado. grande. ó Indra. 8. Que ele possa beber o suco Soma. ser traduzida desse modo: “como as abundantes águas (ou torrentes) dos topos das montanhas. Que nós conquistemos nossos inimigos em combate. Indra. as palavras de Indra para seu adorador são verdadeiras. – e os sábios que estão desejosos de inteligência. as protetoras de todo adorador como eu. Realmente. com um cavalo. 5. Índice ◄►Hino 9 (Griffith) ____________________ 7 A frase poderia. cresce como um oceano. traze riqueza que dá alegria. Ajudados por ti. Indra. 7.7 8. são amparos que ajudam imediatamente Um adorador como eu. que vêm como heróis para a luta. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos na batalha corpo a corpo. 7. que bebe o suco Soma abundantemente. 10. Sāyaṇa explica que significa lutando a cavalo. como o oceano. a riqueza do vencedor que sempre conquista. Ou cantores que amam pensamentos santos. Indra. (obtêm seus desejos).” 8 Com o carro: árvatā. como os abundantes fluidos do palato. que louvores e elogios sejam cantados para Indra. grandeza seja dele. o que faz trovejar. diversas. com heróis atiradores de mísseis. Como amplas torrentes a partir da abóbada celeste. (e está sempre) úmida. sim. Indra. ou para a obtenção de filhos.8 3. literalmente. Realmente. para serem respeitadas: (elas são) como um ramo (carregado de fruto) maduro. Todo homem que recorre a Indra. Sua barriga. Ajudados por ti com o carro. também. Mas cavalos parecem ter sido usados em guerra só como puxadores de carruagens. Que ajuda aqueles a obterem filhos. Poderoso é Indra. 2. cresce. Assim também é a excelência dele.68 6. tuas glórias são. vigorosa. Indra (Griffith) 1. 9. o armado com o trovão. quando usado contra inimigos. 9 E conquistar todos os nossos inimigos em combate. em todos os tempos. rica em gado. . que nós possamos erguer o raio. como Um ramo maduro para o adorador. para ser nosso auxílio. Grande como o céu se estende seu poder 6. 9. A mais excelente. 10. 9 O raio aqui citado é o sacrifício o qual. seus louvores cantados e recitados devem ser desejados e repetidos para Indra. bebendo os mais profundos goles de Soma. é uma arma tão poderosa quanto o raio de Indra. – em batalha. Assim são suas dádivas encantadoras. concessoras de vacas. Pois realmente teus poderes imensos. de modo que ele possa beber o suco Soma. A barriga de Indra. Índice ◄►Hino 9 (Wilson) ____________________ Hino 8. Varga 16. supremo.

riqueza além dos limites ou cálculo. que és para ser reverenciado por toda a humanidade2. e outros tipos de grãos. simplesmente ‘aqueles carros tendo provisões’. e o composto pode denotar igualmente ‘o de nariz belo’. do alimento. ofereçam a (bebida) estimulante e eficaz para o regozijante Indra. o sacrificador glorifica a vasta destreza de Indra. teus. Indra. Varga 17. o que se dirige (ao local do sacrifício). inesgotável. cevada. e banqueteia-te com todas as iguarias e libações. Indra. Indra. e riqueza adquirida de mil maneiras. pois nós somos zelosos e renomados. 1. como arroz. 2. o realizador de todas as coisas. Nós temos. 7. o morador de (uma mansão eterna). no texto. 5. a partir do lugar de sua produção. Índice ◄►Hino 10 (Wilson) ____________________ 1 Suśipra. tu. Concede-nos. carroças ou carroções. Ṛṣi. Eu tenho dirigido a ti. sê vitorioso (sobre teus inimigos). como Sāyaṇa o explica: ‘que está unido com todos os homens’. Opulento Indra. Mas śipra significa a mandíbula inferior. e. A libação estando preparada. daí. Varga 18. Indra (Wilson) (Sūkta II) Deus. para a preservação da nossa propriedade. o derramador (de bênçãos). 3 9. os mesmos. ou o queixo. louvores que têm chegado a ti. seguramente. 2 . O epíteto é. concede-nos grande renome. 3. 8. sem a amplificação generosa do comentador. e métrica. pois o bastante. riquezas preciosas e multiformes. encoraja-nos nesse rito para a obtenção de riqueza. ‘ó você que é todos os homens’. fica satisfeito com essas preces animadoras. Com libações derramadas repetidamente. (vem) para esses ritos (com os deuses). é tão conciso e elíptico a ponto de ser ininteligível. aqueles artigos de alimento que são transportados em carros. literalmente. Indra. o poderoso. e aqueles (artigos) de alimento (que são trazidos do campo) em carroças. de toda vida. Indra. o objeto de versos sagrados. glorificando-o com nossos louvores.69 Hino 9. o protetor (de seus adoradores). 3 O original desse hino. 4. a fonte do gado. e os quais tu tens aprovado. significando. Indra com o belo queixo1. poderoso em força. o senhor da riqueza. Indra. 6. 10. diz Sāyaṇa. e mais do que o bastante são. ou. Nós chamamos. como de muitos outros. Coloca diante de nós. Vem.

abundância em gado e em força. o forte.70 Hino 9. Indra (Griffith) 1.4 5. Concede. 7. 3. Dá-nos grande fama. 10. de face bela. Que dure pelo nosso tempo de vida. Ó Senhor de todos os homens. Vem. E se elevado insatisfeitas. nós chamamos Indra. digna do nosso desejo. que cria todas as coisas. regozija-te nos elogios que alegram. estimulados a isso nós queremos riqueza ambiciosamente. 9. Protetor. o suco vigoroso que alegra para ele O Deus que torna feliz. o Senhor dos Tesouros de riqueza. 8. poderoso em tua força. residente por cada libação. Glorificando com canções louváveis aquele que vem em nosso auxílio. o Senhor Guardião. Pois o poder supremo é só teu. Indra. Manda para nós recompensa múltipla. 2. Para Indra despejemos o suco. 6. Indra. o homem piedoso Canta alto um hino fortalecedor. Indra. concede riquezas outorgando milhares. Músicas têm se derramado para ti. . Índice ◄►Hino 10 (Griffith) ____________________ 4 Isto é. ó mais esplêndido. Presentes nesses oferecimentos de bebida. aqueles Bons frutos da terra levados para casa em carroças. Ao sublime Indra. Indra. com preces sempre novas. E gloriosa. 4. ó Indra. Ó Indra. sem se extinguir. e delicia-te com o suco em todos os banquetes Soma. fama extensa e grandiosa.

4 Vasu. no topo do qual eles se equilibram. responde aos nossos hinos. 5. Manejador do raio. 10. que és digno de louvor. conhece o objetivo (de seu adorador). literalmente. a minha súplica. o cantor dos hinos do Sāma: arkiṇaḥ é explicado. 7. como se ele fosse (as palavras de) um amigo. ‘como pessoas ambiciosas elevam sua família à importância social’. deve ser repetido para Indra. como envolvendo o reconhecimento prévio do Sāma Veda. 2 O original tem somente ‘subindo de cume a cume’. já foi mencionada. responde (às nossas preces). a causa de progresso. abre as pastagens das vacas6. bebe a libação. por ti alimento é (produzido). . e seguramente perfeito. permite que o gado produza grande quantidade de leite. responde (aos nossos louvores).7 encantado. ou sacerdote assim denominado. generosamente. pois ele. e é explicada similarmente pelo comentador. colhida) nos cumes da montanha2 e. os Brāhmaṇas1 te erguem no alto. por fornecer pasto abundante. Manda para nós. o que repele muitos inimigos. A frase conclusiva. e fornece (ampla) riqueza. quando destruindo teus inimigos. em teu coração. 9. por riqueza. os recitadores dos Ṛcas louvam a ti. como aquele que manda chuva. é hábil (para nos proteger). O hino. 8. Nós recorremos a Indra. denotar o Udgātṛ. o derramador (de bênçãos). generoso derramador (de bênçãos). e o mesmo que o Hotṛ de um sacrifício. como antes. Vem rapidamente. ‘aqueles que empregam a métrica Gāyatrī’. ‘eles têm te erguido. 6 Indra. e (concede-nos abundante) alimento. abundante. tendo atrelado teus corcéis de crina longa. mantém perto de ti esse meu hino. fertiliza os campos. brahmāṇah.4 (para esse nosso rito). vigorosos. O primeiro termo. prolonga a vida que merece louvor: faze a mim. isso pode ser traduzido. para o nosso sacrifício. que eles têm erguido Indra. prontamente. em todos os lugares. Indra (Wilson) (Sūkta III) O deus e Ṛṣi são os mesmos. 6. 3. ou combustível para o fogo. o que o comentador completa por observar que isso é dito do Yajamāna. também. Ó tu cujos ouvidos ouvem todas as coisas. para ouvir nossos louvores. dotado abundantemente (de posses). Śatakratu. 5 Śakra é um sinônimo comum de Indra. como vanśa significa. Vem. que Śakra5 fale (com bondade) para nossos filhos e para nossos amigos. Varga 19. Indra. o poderoso Indra. Indra. Céu e terra são incapazes de suportar-te. Os cantores (do Sāma) te louvam. e os outros Brâmanes.3 aproxima-te. e bem condicionados. ouve. os meus louvores. que sou um Ṛṣi. sê propício. uma façanha não incomum na Índia. 2. usado aqui como sinônimo de Indra. por sua amizade. bebedor do Soma. o derramador (de dádivas. mantém. e. como um poste de bambu’. por força perfeita. uma família. 1 Essa estrofe é bem semelhante à primeira estrofe do sétimo hino. Nós te conhecemos. que realizou muitos atos de culto (com a planta Soma. Varga 20. os recitadores do Ṛc. a métrica é a usual Anuṣṭubh. gāyatriṇa. ‘preenchendo suas circunferências’. é explicado como ‘o doador original ou causa de habitações’. é dito. O terceiro termo. de fácil obtenção. como saltadores levantam uma vara de bambu. significando ‘o poderoso’. por Sāyaṇa. O comentador diz. é bastante obscura. Tu podes comandar as águas do céu. é explicado como o Brahmā de um sacrifício. 11. Indra. 3 Literalmente. como um poste de bambu. e é usado aqui como um epíteto. filho de Kuśika. (portanto).71 Hino 10. Indra. ou. ou outros artigos necessários para a cerimônia. que vai para a montanha coletar a planta Soma para esmagar. Indra. A objeção à explicação do primeiro. que confere riqueza. 4. o ouvinte do nosso chamado em batalhas. vacas. nós invocamos a proteção lucrativa mil vezes maior de ti. 1. vem com a tropa (de Maruts). Vasu.

12 10.13 bebe nossa libação com prazer. 7 . Amante da música. A ele. em tua disposição irada. que tens vida longa. estando desejoso de um filho igual a Indra. canta em aprovação. Índice ◄►Hino 11 (Wilson) ____________________ Hino 10. e dá-nos riqueza. aqueles que falam a palavra de louvor te magnificam. Esse epíteto Kauśika. 4. e o Carneiro se apressa com sua tropa. Conquista para nós as águas do céu. 9 O Carneiro (vṛṣṇíḥ) é Indra. O céu e a terra juntos não te contêm. E. responde à música. erguendo-se cada vez mais alto. Ó Indra. em batalhas ouvinte do nosso clamor. ele nos ajudará. é aqui aplicado a Indra como sendo o Deus principal ou especial da família do vidente. Indra. Que esses nossos louvores estejam. Fácil de desviar e afastar.8 Indra observa esse desejo dele. 10 O despojo mencionado no Ṛgveda consiste principalmente em bovinos. Índice ◄►Hino 11 (Griffith) ____________________ Em todas as genealogias purânicas. ó Śatakratu. em todas as ocasições. Arreia teu par de fortes cavalos baios. 6. Ó Indra. 5. Pois Indra. que essas nossas músicas te cerquem por todos os lados. Prolonga a nossa vida de novo. ó armado com o trovão11 8. e. e. os quais com a ajuda de Indra são facilmente desviados e afastados do inimigo que os possui. para fortalecer a ele que doa livremente. sendo agradáveis para ti. contudo não demorando a chegar ao sacrifício. bebedor de Soma. cujos corpos enchem as circunferências. e. filho de Kuśika. quando ele nos der riqueza. em volta de ti. Indra nasceu como o filho de Gāthī. 13 Kuśika era o pai ou o avô de Viśvāmitra que era o pai do poeta ou vidente desse hino. Que Śakra tenha satisfação em nossa amizade e libações. Os sacerdotes te ergueram no alto.10 Abre o estábulo do gado. que afirma que Kuśika. 9.9 3. o Gādhi dos Purāṇas. digno de louvor. adotou uma vida de continência. a ele nós buscamos por amizade. 14 Imortal.72 12. 7. em recompensa do que. como um poste. e faze o vidente ganhar mil presentes. 12 Esse provavelmente é o vājra ou raio que é o associado e aliado inseparável de Indra. Para Indra um hino de louvor deve ser recitado. nós invocamos o auxílio que dá mil vezes mais. de crina longa. Indra (Griffith) 1. e envia-nos vacas em abundância. 11 Abre a nuvem densa que mantém a água aprisionada. 2. para explicar sua aplicação a Indra. Ouve. Quando ele subiu de cume a cume e considerou a tarefa penosa. De ti o mais poderoso. faze a nossa oração ter sucesso. que eles deem alegria (para nós). toma para ti prontamente as minhas canções.14 que elas sejam deleites queridos por ti. e torna próspero esse nosso sacrifício. o filho de Kuśika é o sábio Viśvāmitra. é o despojo dado por ti. Filho de Kuśika. Indra. Vem para cá. Os cantores te louvam com hinos. o filho de Iṣīratha. 12. que esse meu louvor chegue mais perto até do que teu amigo. a ele por riqueza e poder heroico. Nós sabemos que tu és o mais poderoso de todos. clama. ele é Śakra. e seu rebanho ou tropa são os Maruts. 11. o meu chamado. Fortalecendo a ti de vida prolongada. que vão rapidamente para o sacrifício. tu cuja audição é penetrante. Bom Indra. 8 [Veja a nota 2. e fertiliza nossos campos com chuva. vem ouvir os nossos cânticos de louvor.] Ludwig pensa que isso se refere a Indra. Sāyaṇa cita a lenda dada no Índex (Anukramaṇikā).

73 Hino 11. o protetor dos virtuosos. e os deuses a quem ele tinha oprimido não mais temeram. o sustentador de todos os atos pios. o conquistador. para os recitadores de hinos. cujas dádivas são (calculadas aos) milhares. Indra cercou a caverna com seu exército. eram os soldados de Vala. 2. As antigas liberalidades de Indra. já citada [no hino 6. o astuto Śuṣṇa. Todos os nossos louvores magnificam Indra. o manejador do raio. herói. com toda a sua força. outrora mencionados como ladrões de gado. 1 o mais valente dos guerreiros que lutam em carruagens. eu venho novamente. colocaria um fim. que és digno de louvor. sempre sábio. Na lenda. Indra nasceu o destruidor de cidades. 3. suas proteções. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é. o senhor do alimento. como a chuva. por meio de estratagemas. abriste a caverna de Vala. Tu mataste.2 que tinha escondido lá o gado. celebrando (a tua generosidade). Concede a eles alimento (abundante). Indra. calor ou seca. é dito que os Paṇis. nós não temos medo. o inconquistado. no qual Indra. era um Asura. manejador do raio.3 os sábios conhecem essa tua (grandeza). ainda. Indra. Encorajados por tua amizade. sempre jovem. nota 4]. exsicador (ou dessecador): a causa da secagem ou definhamento dos seres. Varga 21. 3 Śuṣṇa é descrito como um Asura morto por Indra: mas esse é. 5. Índice ◄►Hino 12 (Wilson) ____________________ 1 Um modo vago de indicar a difusão universal de Indra como o firmamento. Tu. Indra. e recuperou o gado. Śuṣṇa significa secador. 8. evidentemente. de força ilimitada. enquanto oferecendo essa libação. Os realizadores do rito se aproximam de ti. o filho de Madhucchandas. 7. o regente do mundo. apreciador dos fortes. 1. quando eles te obtiveram (como aliado deles). mas glorificamos a ti. e as escondeu em uma caverna. 6. Indra. pois eles conhecem (tua munificência). abundância em alimento e gado. e os verdadeiros ladrões que as esconderam na caverna. Vala. a métrica é Anuṣṭubh. que roubou as vacas dos deuses. 4. Os recitadores de hinos sagrados louvam. extenso como o oceano. ou até mais. mas o Ṛṣi agora se chama Jetṛ. 2 . nunca estarão faltando para aquele que oferece. a ti. um assassinato metafórico. de acordo com o comentador. o louvado por muitos. (Atraído) por tuas recompensas.

Indra! tu derrotaste com teus poderes maravilhosos. o próprio Senhor da Força. Fortes em tua amizade. até Indra. 7. Indra. O astuto Śuṣṇa. Esmagador de fortes. ele nasceu Sustentador de cada rito sagrado. faze proezas dignas de louvor ainda maior. as quais são consideradas como os fortes ou fortalezas de V ṛtra e dos outros poderes hostis do ar. 7 Isto é. Ou isso pode significar. pelas tuas recompensas vim ao rio6 dirigindo-me a ti Amante de canções. seu auxílio salvador. tu rompeste a caverna de Vala5 rica em vacas. 5. Nós te glorificamos com louvores. As dádivas de Indra. Eu. e livres de terror te ajudaram. ou o próprio Vṛtra sob outro nome. Indra (Griffith) 1. sim. Senhor. aqui os cantores ficam e testemunham a ti mesmo. o conquistador nunca conquistado. manteve a luz e as águas aprisionadas em nuvens escuras. Nossas músicas de louvor têm glorificado a Indra que governa por seu poder. o que faz trovejar. nós não temos medo. Senhor de força e poder. o sábio. Todas as canções sagradas têm engrandecido a Indra extenso como o oceano.4 o jovem. 4. 2. Senhor do trovão. de força imensurável. que roubou as vacas dos Deuses e as escondeu em uma caverna. O melhor dos guerreiros conduzidos em carros. Indra.7 8. muito exaltado. 4 . 5 Vala é o irmão de Vṛtra. Os sábios viram esse teu feito: agora vai além dos elogios deles. o rio ou o oceano de generosidade. faze durar os elogios deles. Os Deuses vieram pressionando ao teu lado. Cujas dádivas preciosas vêm aos milhares. nunca falham Quando para os cantores de louvor ele dá a bênção de riqueza abundante em vacas. 6 Isto é. ainda mais abundantemente. isto é.74 Hino 11. Índice ◄►Hino 12 (Griffith) ____________________ Destruidor ou quebrador das nuvens que retêm a chuva. 6. 3. Herói. desde a antiguidade.

o sempre jovem e sábio. seja tirado do fogo doméstico. o Ṛṣi é Medhātithi. Resplandecente Agni. incita-os. Senhor da Casa. sobre a grama sagrada. Pāvaka5. o sábio. 2. no qual a oblação é derramada. o senhor dos homens. desejosos de oblação: senta-te.6 10. Gāyatrī. 3 Rākṣasas. O comentador cita o Taittirīya Brāhmaṇa. isto é. se aproxima de Agni. o mensageiro dos deuses. cuja boca é (o veículo) de oblações. consome nossos adversários. 1 . traze para cá os deuses para a erva sagrada cortada. Varga 22. Agni (Wilson) (Anuvāka 4. 8. para as nossas oblações. usada para o propósito. Uśanas. o filho de Kavi. Como tu cumpres o dever de mensageiro. Agni. o radiante. literalmente. Sê propício. Agni (Griffith) 1. aquela da Premna spinosa.1 o invocador deles. 4 Isto é. ou aceso por atrito. 5 Um nome do fogo. 9. o arauto. o aperfeiçoador desse nosso rito. Índice ◄►Hino 13 (Wilson) ____________________ Hino 12. Agni. Louvado com nosso mais novo hino. no sacrifício. a métrica. 4. 2 O original tem somente ‘sendo nascido’. 12. Agni. o carregador de oferendas. o mensageiro dos deuses. 2. em confirmação dessa função. Nós escolhemos Agni. 5.75 Hino 12. ou um fogo. 3. e deves ser adorado. mestre de toda riqueza. o possuidor de todas as riquezas. quando o adorador se aproxima dos fogos Āhavanīya e Gārhapatya combinados. é aceso por Agni. com eles. 1. brilhando com radiância pura. invocado por oblações de manteiga clarificada. (Os oferecedores de oblações) chamam.4 Varga 23.3 6. 11. o fogo Āhavaniya. o observador da verdade. sê satisfeito por esse nosso louvor. gerado2 (por atrito). o filho de Kaṇva. o removedor de doença. Nós escolhemos Agni. Sūkta I) O deus abordado é Agni. Agni. é aceso pela aplicação de outro fogo. Bem hábil nesse nosso sacrifício. para aquele que. Com chamados eles sempre invocam Agni. Agni. Tu és o invocador deles para nós. 7. o amado de muitos. Agni. o purificador. Agni. a fonte de progênie. sendo produzido artificialmente pela fricção de dois pedaços de um tipo específico de madeira. concede-nos riqueza e alimento. para oferecer a oblação. traze para cá os deuses para o nosso sacrifício. que são defendidos por maus espíritos. o guardião da residência (do sacrificador). Louvemos. o mensageiro. e carregado com todas as invocações dos deuses. sê o protetor daquele oferecedor de oblações que adora a ti. Agni. Resplandecente Agni. 6 Esse verso deve ser repetido. ‘o purificador’. oferecendo oblações para a satisfação dos deuses. com suas invocações. o brilhante. sendo o mensageiro dos Asuras. o portador de oferendas.

ó Agni. Ó Purificador. brilhante. 5. 10 Pāvaka. Agni. senhor dos presentes sacrificais. portador de oferendas. Radiante. para aquele que espalha a erva sagrada. como seu mensageiro. pela chama refulgente. Ó Agni. purificador. 10. ó Agni. Traze os Deuses para cá. ADHYĀYA 1. muito amado. por todas as invocações dos Deuses. Louvemos Agni o sábio. (deus) resplandecente. 3. Ó tu. o deus que afasta a doença. 8. contra os feiticeiros. Agni e Agni novamente eles chamaram constantemente com suas invocações. 3. 11. visto que tu. tu és nosso Hotṛ. Nós escolhemos Agni como nosso mensageiro. nascido. HINO 12. queima Nossos inimigos a quem os demônios protegem. Desperta-os.9 Presta culto a ti o mensageiro. como o Hotṛ desse sacrifício. O Deus que afasta aflição. VARGA 22–23. Para a nossa oblação. Desperta os Deuses dispostos. cujos caminhos são sempre verdadeiros. o jovem. 12. 9 O rico patrocinador ou instituidor do sacrifício. Agni.76 Portador de oblação. Louvemos Agni no sacrifício. 1. Usada para derramar a manteiga sacrifical no fogo. 2. Índice ◄►Hino 13 (Griffith) ____________________ Hino 12. Sê o protetor. 4. Senta-te com os deuses na Barhis. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. digno de ser magnificado. queima contra os maldosos. cuja boca é a colher sacrifical. Senhor. Agni. os dispostos. o amado de muitos. Por Agni Agni é inflamado. pelo fogo o fogo é aceso). Senta-te na grama sagrada com os Deuses. Ó Agni. Louvado desse modo pela nossa mais nova canção de louvor traze opulência para nós. cumpres o dever de mensageiro. quando nascido. o sábio. de um dono de alimentos sacrificais que adora a ti.10 favorece-o. 7 que carrega O presente: a concha8 é sua boca. o muito sábio. Tu és nosso arauto. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. AṢṬAKA I. o Senhor dos clãs. Senhor da Casa. 7. cujas ordenanças para o sacrifício são verdadeiras. o sábio. 6. 8. ó Deus. o portador de oferendas. 6. 7. ó Agni. 4. traze os Deuses. Mostra satisfação nesse nosso louvor. 8 . conduze os deuses cá para aquele que espalhou a Barhis (grama sacrifical). Por Agni Agni é aceso (ou. Assim. Agni. 7 Jovem: como recém-nascido cada vez que o fogo é produzido. 5. com heróis como nossos filhos. o dono da casa. Agni. o jovem. Aquele que com presente sagrado chama alegremente Agni para o festim dos Deuses. 9. quando fores como mensageiro. traze para o nosso sacrifício. digno de louvor. E alimentos. sê a defesa forte daquele que. para quem o óleo sagrado é derramado. o possuidor de tudo. o Sábio.

para esse sacrifício. e sacrifica. aqui. ó purificador. no Nighaṇṭu. Napāt ocorre. todos.7 as aumentadoras do sacrifício. que és Tanūnapāt. as portas do salão de sacrifício. a décima primeira. 3. o segundo membro é considerado como ad. nesse nosso sacrifício. As Āprīs são. ou na qual Agni) é a aparência da ambrosia. que destrói. que come. nesse lugar. de acordo com outra etimologia. a oitava. o sacrifício deve ser feito hoje. 8 De acordo com o significado comum de nakta e uṣas. 1. Assim. sacerdotes eruditos. a décima. e que convida Agni para o banquete dos deuses. amṛita significando a manteiga clarificada borrifada sobre a grama. ó Agni. – apenas onze. napāt. 10. 5. mas. ou. a décima segunda. duas formas do fogo. a nona. para o homem que é rico em alimento sacrifical. Sv āhā. para a alimentação deles. Sábio (Agni). (que és) Īḷita. certamente. geralmente. através de todas as nossas invocações dos deuses. para o nosso sacrifício e nossa comida. ou o imortal Agni. (até agora) não adentradas. nesse composto. purificador resplandecente. Eu invoco as adoráveis noite e alvorada8 para se sentarem sobre a erva sagrada. que és Susamiddha. 3 Tanūnapāt: o devorador de manteiga clarificada (tanūnapa).5 traze os deuses para cá. também é um nome de Agni. Sê misericordioso. mas. que presidem aqueles períodos. Eu invoco o amado Narāśaṁsa. Eles são. aos quais o nome geral Āprī é aplicado. ditas serem personificações de Agni. Tvaṣṭṛ. ou objetos deificados.2 invocador. traze os deuses para cá para os oferecedores da nossa oblação. 5 ‘O adorado’. a sexta. sejam abertas. 6. Mas elas. 4.3 oferece. e Bharatī. 7 As portas do aposento no qual a oblação é para ser oferecida. Elogiado desse modo por nós com o nosso novo hino Gāyatra. em uma carruagem de movimento rápido. 1 Varga 24. com na prefixado. 6 É dito que Barhis. o nosso sacrifício de bom sabor para os deuses. Varga 25. 7. na qual (na qual grama. mas o Hino é dirigido a uma variedade de divindades. 2 ‘O completamente aceso’. m anhã e noite. 2. dois sacerdotes divinos ou deificados. 1 . – omitindo um dos nomes do fogo.6 bem amarrada junto (em feixes). As primeiras cinco estrofes cantam várias formas de Agni. Que as portas brilhantes. o oferecedor de oblações. enumeradas como doze. hoje. pois tu és o invocador instituído pelos homens. traze-nos abundância de alimentos e homens valentes. Espalhem. o consumidor da sua própria substância (tānu) ou combustível. às vezes. que não preserva. Vanaspati. Agni.4 o de língua doce. Agni. Narāśaṁsa. as deusas I ḷā. purificador. amṛita-darśanam. 11. e borrifada com manteiga clarificada. a grama sagrada. a imagem da ambrosia. Agni com teu esplendor luminoso está satisfeito.77 9. ou pā. com esse nosso louvor. 12. O significado duplo permeia a frase conclusiva. conduze os deuses para cá para nós. pois. denotam. 4 Aquele a quem homens (narāh) louvam (śansanti). Āprīs (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. segundo o comentador. que preserva. como um sinônimo de filho ou prole. Sarasvatī. Índice ◄►Hino 13 (Oldenberg) ____________________ Hino 13. a sétima. – o último. considerados como identificáveis ou conectados com Agni.

chamadas de três chamas de fogo personificadas. para o instituidor de um sacrifício. 13 Isto é. 14 Tanūnapāt. traze os deuses para cá. para que eles possam celebrar esse nosso sacrifício. Sarasvatī. 14 apresenta. Eu chamo as adoráveis Noite e Alvorada para que elas se sentem na grama sagrada Nesse nosso sacrifício solene. os sábios. Índice ◄►Hino 14 (Wilson) ____________________ Hino 13. Mahī. a deusa da eloquência. 15 ‘Louvor dos Homens’ é um dos nomes místicos de Agni. Realizem o sacrifício transportado através de Svāhā12 para Indra. igualmente. Iḷā. O caro Narāśaṁsa. 10 Tvaṣṭṛ. Espalhem. Como deusas. 7.78 8. Agni. 10. Sacerdote. Agni (Griffith) 1. geralmente uma grande árvore. 17 De acordo com Sāyaṇa. Que as três deusas imperecíveis. bem aceso. Onde o Imortal17 é contemplado. na casa do adorador. Ele é. e aqui é dito ser um Agni. que ajudam o rito. assim chamado porque o fogo é às vezes autogerado.11 a nossa oblação para os deuses. 8. a terceira.15 de língua doce. também. e esposa de Brahmā. sinônimo de palavra. como personificações de Agni. um dos doze Ādityas. concessoras de alegria. também pode ser identificada com Agni.10 que ele seja. traze os Deuses para aquele que oferece presentes sagrados. ou a manteiga clarificada ou Agni o Deus. Os dois Invocadores18 eu convido. o artífice dos deuses. e sábios invocadores (dos deuses). considerado como o primeiro instituidor de sacrifícios e cerimônias religiosas. Eu chamo os dois eloquentes. como a exclamação usada ao derramar a oblação no fogo. como se o combustível e a queima dele fossem considerados como sendo o mesmo. é chamada de a esposa de Bharata. . no sistema popular. 2. e ele parece possuir alguns atributos dessa natureza nos Vedas. além disso. 12.9 sentem-se sobre a grama sagrada. 9. um dos Ādityas: mas essas personificações mitológicas são de um período pós-vêdico. é a terra. na devida ordem. pelo comentador. divino Vanaspati. Oferece. purificador. como no relâmpago. como sempre. 6. Para o sacrifício hoje e agora. exclusivamente. eu Invoco para esse nosso sacrifício. 3. divinos e de linguagem agradável 9 É dito que Mahī é um sinônimo de Bharatī. aqui. Um texto do Veda é também citado. ó Sábio. que eles se regalem. glorificado. em teu carro mais ligeiro. e não necessariamente derivado de outro fogo. 12 Svāhā [Salve! Bênção!]. como se depreende a partir de uma passagem análoga onde os nomes se encontram Iḷā. Iḷā. 16 Manu é o homem por excelência. a noiva de Viṣṇu. ó sábios. a primeira. que atribui a ele a disposição das formas de animais em pares. Portanto eu chamo os deuses para cá. Que sejam abertas as Portas Divinas. 11 Senhor das florestas. o dador de oblações. nosso. elas são. ou produzido por atrito. e que o verdadeiro conhecimento seja (a recompensa) do doador. dito ser um Agni. Sarasvatī é. designadas. divinos. 11. Doce para o paladar. 4. ou o homem representante e pai da raça humana. a erva sagrada que pinga com óleo. Bharatī. Essas são. nosso sacrifício aos deuses hoje. sendo chamado de o fabricante do vaso ou concha sacrifical original. Filho de Ti mesmo. infalíveis. Eu invoco o principal e multiforme Tvaṣṭṛ. Agni. Manu16 te nomeou como Sacerdote.13 Adora-os. é identificado com Viśvakarma. Esse é um nome de Agni que ocorre frequentemente. Outras derivações fantasiosas são dadas. Sarasvatī. 5.

6. as três deusas que dão conforto. utente de todas as formas à vontade: Que ele seja nosso e só nosso. HINO 13. Religion Védique. o artista ideal. 3. Tu és o Hotṛ instituído por Manus22. Índice ◄►Hino 14 (Griffith) ____________________ Hino 13. para traduzir mais literalmente. Veja Bergaigne. 1. Espalhem. ó Deus. Estando bem aceso. que ele seja só nosso. versado em todos os dispositivos extraordinários e admiráveis. Mahī. v. as deusas lindamente enfeitadas. Eu invoco aqui nesse sacrifício a Noite e a Alvorada. o mais antigo nascido. o senhor da floresta (vanaspati) invocado nesse verso Āprī só pode ser o poste sacrifical (yūpa) ao qual a vítima era amarrada antes de ser morta. serenas. Com Svāhā prestem o sacrifício para Indra na casa do ofertante: Eu chamo os Deuses para cá. Soberano da Floresta.20 três deusas que trazem deleite. Que as divinas portas se abram. ADHYĀYA 1. Ó magnificado Agni! Conduze os deuses para cá em um carro de movimento rápido. 21 O Hefesto. O yūpa é chamado de vanaspati no Ṛg-Veda (3. 5 seq. ó sábio. de língua de mel. o artesão divino. que o alimento sacrifical vá. na grama. Eu invoco os dois Hotṛs divinos. que hoje. para que ele possam se banquetear. Tvaṣṭar21 eu chamo. ou Vulcano. ou.19 Sarasvatī.79 Para celebrar esse nosso sacrifício. do panteão indiano. Que o esplendor do doador seja o mais notável. cujo verso (ou superfície) está borrifada com manteiga. 12. 9. bem como nos textos vêdicos mais modernos (por exemplo. 9. 4. 464. que não se unam. 8. que agora o sacrifício possa prosseguir. Ó árvore23. Sarasvatī. 8). Tvaṣṭṛ de todas as formas para vir para cá. 1). VARGA 24–25. 11. ou Varuṇa e Āditya. Hino Āprī (Oldenberg) MAṆḌALA I. do alimento sacrifical. ó Agni. Tanūnapāt! faze o nosso sacrifício rico em mel e leva-o para os deuses hoje. I. nos traze para cá os deuses para o homem rico em alimento sacrifical. ‘instituído por Manus’. ou Agni e Varuṇa. ó homens meditativos. 18 . aos deuses. 5. E que o doador seja renomado. p. 2. Taittirīya Saṃhitā. A History of Ancient Sanskrit Literature. 6. Parece incerto quem são esses dois invocadores ou sacerdotes. Que eles possam realizar esse sacrifício para nós. o preparador. Sentem-se. se sentarão na grama sacrifical. 23 Parece-me evidente que a árvore. Deus. as que não falham. o amado. 20 ‘A grande’ (deusa). Veja M. purificador. 10. para que elas possam se sentar sobre essa nossa grama sacrifical. AṢṬAKA I. não por homens. também uma deusa da fala. 10. ó Hotṛ. Iḷā ('Nutrição'). se Agni ou Āditya. o mais hábil dos artífices. os sábios de línguas belas. 3. na qual a aparência da imortalidade (é vista). 6. Eu chamo aqui o principal. e Mahī ('a Grandiosa'). na devida ordem a grama sacrifical. 11. Müller. 7. dita ser idêntica a Bhāratī. e realiza o sacrifício. Eu invoco aqui nesse sacrifício Narāśaṁsa. I. as aumentadoras de Ṛta. 22 Manurhita. 19 Iḷā: a deusa da fala sagrada e ação. Iḷā. apresenta essa nossa oferta para os Deuses.

caindo em gotas. Os sacerdotes sábios. mas o comentador limitaria o termo. Agni.6 bebe. ao sentido de sábios. Sacrifica. Vāyu. Agni. e para nossos louvores. de acordo com o comentador. Vem. 5. com todos esses deuses. e Bhaga. o doce suco Soma. ou os discípulos. ou. Mitra. e por meio delas. deve ser inserido não é explicado. de costas lustrosas3 e arreados à vontade. com tua língua. de língua brilhante.80 12. desejosos da proteção (dos deuses). 3 As costas deles brilhando com. te glorificam. assim como a classe de Ādityas. e oferecendo ornamentos. no momento da libação. Tu.7 à tua carruagem.4 dá a eles. 11. Rohits. 7. 9. 1. 1 . da (esfera) brilhante do sol. e (tu) oferece sacrifício. para” é fornecido pelo comentário. Que aqueles objetos de veneração e de louvor bebam. e a tropa de Maruts. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica não mudam. para nossa adoração. 10. designado. aqui. doces. especificados individualmente. Vem. 5 todas as divindades. Pūṣan e Bhaga são formas do Sol. ghee. Vāyu e as glórias de Mitra. 6 Com os raios. Varga 26. faze aqueles objetos de veneração. (participantes da oferenda). Mitra. 2. 2 “Sacrifica. 8. oferecendo oblações. como o invocador (dos deuses). Para esse lugar eu chamo os deuses. Os Kaṇvas propriamente denotam os descendentes. estás presente em sacrifícios. Que os corcéis que te transportam. Que o sábio invocador (dos deuses) traga para cá. ou coletados em conchas. Ofereçam o sacrifício com a palavra Svāhā para Indra na casa do sacrificador. com Indra. Agni. com os deuses. 6. Agni. para Indra. ou manteiga clarificada: diz o comentário. Por todos vocês esses sucos são derramados. 5 Literalmente: do brilho do Sol. pelo homem. Varga 27. as várias formas de Mitra. ou de sacerdotes oficiantes. o preceptor espiritual dos deuses. Agni sapiente. 4 Patnīvatah: tendo suas esposas. do suco Soma. Bṛhaspati. estimulantes. 7 Elas são chamadas de Rohits. junto com suas esposas. tragam os deuses para beber o suco Soma. satisfatórios. Os Kaṇvas1 te chamam. para beber o suco Soma. traze os deuses para cá. com a qual os cavalos são alimentados. Une. A maioria desses já ocorreu. Com todos os deuses. tuas éguas velozes e poderosas. Índice ◄►Hino 26 (Oldenberg) ____________________ Hino 14. e louvam tuas façanhas. divino Agni.2 4. o que pode significar vermelho. ou de. para beber do suco Soma. aumentadores de atos piedosos. ou Sóis. ou Ādityas. O Nighaṇṭu define o termo como o nome dos cavalos de Agni. tendo espalhado a grama sagrada. Oferece essa nossa libação. Agni. 12. Agni. Porque Vṛhaspati ou Bṛhaspati. mas o Hino é endereçado aos Viśvedevas. que despertam com a alvorada. do Ṛṣi Kaṇva. Agni. os Ādityas. 3. Pūṣan. pois o verso contém apenas os nomes no caso objetivo. nos doze meses do ano. Agni.

tendo espalhado a grama. ó de língua brilhante.12 Faze-os beberem o hidromel. Adorados. V.. vem para cá com os deuses. v. 8 . Agni.. Que eles. 15 Manu: veja o Hino 13. 5. V. Os filhos de Kaṇva desejosos de ajuda te adoram. mas os eternos sustentadores dessa vida luminosa. As gotas de hidromel que repousam na taça. Muir – Original Sanskrit Texts. eternidade ou a eterna. e é também designado como o Purohita da comunidade divina’. 272. fazendo alusão evidente aos doze meses. se nós queremos descobrir seu caráter mais antigo. nem aurora. 14 Todos os deuses. 5. nem estrelas. as Baias. que existe. e os protege contra os maus. e que forma a essência deles. Agni. jungidos com pensamento e gotejando óleo sagrado. e esplendores de Mitra. Para beber o Soma. citado por Muir. Os Kaṇvas te invocaram. 56. veja o Hino 3. eles. ó Agni. 6. os fortalecedores da Lei. faze-os (virem) com suas consortes. Que os corcéis velozes que te carregam.10 Ādityas. ‘Lá (no mais alto céu) residem e reinam aqueles Deuses que têm em comum o nome de Ādityas. ó Deus. 11. o suco Soma agradável. Ordenado por Manu15 como nosso Sacerdote. Roth. com suas Damas. Os Ādityas. Indra. ‘alternando com Brahmaṇaspati é o nome de um deus em quem a ação do adorador sobre os deuses é personificada.11 e a hoste Marut. e até naquela dos poemas heroicos. tu tens assento. une-os. portanto não correspondem de nenhuma maneira com alguma das formas nas quais a luz é manifestada no universo. bebe. p. Bṛhaspati.9 Bhaga. as flamejantes: Com elas traze os Deuses para cá. com Vāyu. e é um guia em estradas e jornadas. Com todos os deuses. n. Agni. eternos. 7. O elemento eterno e inviolável no qual os Ādityas residem. Agni. 3.8 Mitra. Arreia as Éguas Vermelhas ao teu carro. vê o universo inteiro. 16. é considerado como o concessor de riqueza. o Senhor bondoso e protetor. Para vocês são derramados esses sucos que alegram e divertem. cantam canções de louvor a ti.. Por isso ele aparece como o arquétipo dos sacerdotes e da classe sacerdotal. Eles são os seres invioláveis. J. o Sacerdote sábio invocador13 trará Todos os Deuses que despertam com o amanhecer. Visvedevas (Griffith) 1. Ele é o suplicante.81 Índice ◄►Hino 15 (Wilson) ____________________ Hino 14. é a luz celestial. 11 Ādityas. abandonar as concepções que. 12 Isto é. em uma época posterior. Agni. foram nutridas a respeito dessas divindades. e os adora. ou Viśvedevas. 4. Original Sanskrit Texts. 4. 13 Agni. Vāyu. em todo rito: Consagra esse nosso sacrifício. entretanto. n. Com oferendas e todas as coisas preparadas. Bṛhaspati. tragam os deuses para a dose de Soma. que chama os Deuses. De acordo com essa concepção eles eram doze deuses do Sol. Agni. é o elemento que os sustenta e é sustentada por eles.. imperecíveis. 12. De longe. que merecem adoração e louvor bebam com tua língua O hidromel em sacrifício solene. 2. vem.14 com Indra. 9. do reino de luz do Sol. Eles não são nem sol. Em posição ele é um deus solar. Mas para o período mais antigo nós devemos considerar firmemente a significação primária do nome deles. 10 Bhaga. nem lua. Aditi. Pūṣan. ó Cantor. os deuses dessa luz. Nós devemos. 10. 9 Pūṣan é um deus que protege e multiplica o gado e as posses humanas em geral. para o nosso serviço e nossas músicas Com todos esses deuses. por trás de todos esses fenômenos’. 8. o sacerdote que intercede com os Deuses em nome dos homens. por assim dizer.

9 junto com as Ṛtus. em alguma ocasião.7 8.8 Apressem-se. eficaz. organiza-os em três lugares. literalmente: ‘da riqueza bramânica. em nosso sacrifício.’ mas o primeiro termo é explicado como um recipiente caro ou opulento. para o salão de oferenda). com os Ṛtus. Neṣṭṛ é outro nome de Tvaṣṭṛ. o suco Soma. sua função seja segurar alguma concha. Draviṇodas. (Agni). em um sacrifício. Varga 28. porque dele é dito: “a relação é a concha que tem as sobras”. o segundo. um sexto do ano hindu. da taça do Neṣṭṛ. chamada de uma oferenda com suco Soma. com alguma divindade mais familiarmente conhecida. Agni. recomenda nosso sacrifício para os deuses: bebe. do sacrifício. Índice ◄►Hino 16 (Wilson) Ṛtu é. Maruts. o primeiro é dito ser a cerimônia primária ou essencial. Concessor de recompensas. 7. do vaso sacrifical: consagrem o rito. – ou nos três fogos acesos em sacrifícios. ao meio-dia e ao pôr do sol. Draviṇodas. em cada estrofe.6 nos sacrifícios primários e secundários. segurando pedras5 em suas mãos. que é um dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios. com as Ṛtus. brilhantes com fogos sacrificais. é dito. que é. como a Ukthya. 10. Que Draviṇodas nos dê riquezas das quais se ouça falar. 5. 11. cultua os deuses. como o Agniṣṭoma. 1. 12. desejosos de riqueza.3 decora-os. com Ṛtu. Ṛtu (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. 1 2 . do vaso precioso do Brāhmaṇa. bebam. com Ṛtu. e participante. 2. e lá permaneçam. uma estação. o deus é Ṛtu 1. (Os sacerdotes). Que as gotas satisfatórias entrem em ti. Bebe o suco Soma.82 Índice ◄►Hino 15 (Griffith) ____________________ Hino 15. ou de força (draviṇa). Dākṣiṇa. 7 No adhvara e nos yajñas. pela quarta vez. realizadores de atos virtuosos. do sacrifício. como o dador (das) de riqueza. Indra. aceitantes. relativo ao Brāhmaṇāchchhansī. 4 O texto obscuro é. em nome do adorador deles. Varga 29. ofereçam a oblação. ou no qual a parte não gasta é removida. 9 Isto é.ao amanhecer. bebam a bebida doce. personificado como uma divindade. 6. com Ṛtu. louvam o divino (Agni). a função do Neṣṭṛ. o Āhavanīya. por ele ter assumido. associado. com Ṛtu. pois tu és possuidor de riquezas. aqui. Draviṇodas deseja beber. 3. Nós as pedimos para os deuses. e partam. pois vocês são generosos. portanto sê um benfeitor para nós. 4. por quem tua amizade é ininterrupta. propícios a atos virtuosos. . correspondendo. propriamente. Aśvins. Neṣṭṛ. com Ṛtu. Draviṇodas já foi celebrado em quatro estrofes. 3 Ou nas três cerimônias diárias. 5 Para esmagar a planta Soma. e o último. as cerimônias modificadas. ou vaso. 6 Draviṇodas é um epíteto ou título de Agni. em outra parte. e Gārhapatya. na segunda divisão de quatro. ao Brahmā na primeira: e. Mitra e Varuṇa. 8 Um dos dezesseis sacerdotes oficiantes. no qual a oferenda é apresentada. bebe. traze os deuses para cá. e não perturbado (por inimigos). 9. bebe com Ṛtu. talvez. ou sacerdote assim denominado. estejam presentes. sendo identificado com o fogo doméstico.4 depois de Ṛtu. (sacerdotes. Indra. nós te adoramos. Já que. mas é.2 com tua esposa.

sê Um Doador generoso para nós. Agni. bebe o suco Soma com Ṛtu. Bebe Soma. e partam. Agni sendo o quarto na invocação (Indra. 8. que derrama no fogo a libação para os Maruts. é o laço da tua amizade. ou nós podemos traduzir com Ludwig. Bebam do cálice do Purificador. que com Ṛtus aceitam o sacrifício. Os espremedores de Soma. que se estabeleçam lá. Com Ṛtu vocês chegaram ao rito. 2. da generosidade do Brāhmaṇa: não dissolvido. 4. 9.10 Maruts. Ó Indra. Ele. Traze os Deuses. 11 . 3. Em sacrifícios louvam o Deus. – um Poder que ninguém engana –. Ó Neṣṭar. 11. te honramos com as Ṛtus. Mitra. Que o Dador de riqueza conceda a nós riquezas que serão muito famosas. bondoso Doador. coloca-os nos três locais indicados. 12. 10. depois dos Ṛtus. ansiosos por riqueza. Pois tu és aquele que dá riqueza. através do fogo doméstico. Essas coisas nós ganhamos. e bebe com Ṛtu. Agni).83 ____________________ Hino 15. Maruts. Ó Indra. com Ṛtu beberia ávido da taça do Neṣṭar. Circunda-os. Com Ṛtu. como Draviṇodās ou concessor de riqueza. vocês cujos caminhos são firmes. com Ṛtu. entre os deuses. pois vocês dão presentes preciosos. Apressem-se.11 Concessor de Riqueza. Índice ◄►Hino 16 (Griffith) ____________________ 10 O recipiente sacrifical do Potar. que as gotas que animam Afundem profundamente. 12 O gārhapatya é o fogo sagrado mantido perpetuamente pelo chefe de família. bebe com Ṛtu. foi até agora celebrado em quatro estrofes em vez do usual tṛca ou terceto. ó Aśvins brilhantes com chamas. Agni. ou Purificador. com tua Dama aceita nosso sacrifício. o fogo a partir do qual fogos para propósitos sacrificais são acesos. louvam o Concessor de riqueza no rito. santifiquem O rito. o Concessor de Riqueza. ‘Como nós em quatro lugar’. guia o sacrifício: Adora os deuses para o homem piedoso. 7. cujos atos são puros.12 Tu. 5. 6. Ṛtu (Griffith) 1. Como nós esta quarta vez. Varuṇa. Bebam o hidromel. Tvaṣṭar. deem sua oferenda.

Aqui estão as gotas de suco Soma espremidas na grama sagrada: Bebe delas. 3. para aumentar teu poder. como um veado sedento. 2 . Vem. para cá. com teus corcéis de crina longa.2 Varga 31. Indra. Indra (Griffith) 1. para o qual a libação está preparada: bebe. Como o gaura. Vem para essa nossa canção de louvor. para reabastecer teu vigor. [Veja a nota 4. seguramente. no sacrifício seguinte. Esses sucos Somas gotejantes são derramados na erva sagrada. Que esse nosso hino excelente. Indra para beber o suco Soma. em uma carruagem de movimento rápido. dito ser uma espécie de veado. para a nossa libação. Indra. Indra nós chamamos de manhã cedo. (te façam manifesto). 2.] 3 Sāyaṇa entende que isso se refere aos sacerdotes. se dirige. nós o invocamos. e vem para esse nosso sacrifício. Indra. realiza nosso desejo. nós invocamos Indra para beber o suco Soma. do meio-dia. 5. bebe a libação derramada. que são brilhantes como sóis. Indra no decorrer do sacrifício. nós te glorificamos. imersos em manteiga clarificada. tocando teu coração. no rito matutino.3 2. Índice ◄►Hino 17 (Wilson) ____________________ Hino 16. 6. 1 Embora não citada mais particularmente. Que teus Cavalos Baios tragam a ti. Aqui estão os grãos borrifados com óleo: que os velozes Cavalos Baios tragam para cá Indra sobre seu carro mais ligeiro. Meditando profundamente. com teus Corcéis de crina longa. por isso. 5. para toda cerimônia onde a libação é vertida. que (os sacerdotes) radiantes como o sol. o destruidor de inimigos. Indra. seja agradável para ti. uma espécie de búfalo. 8. 9. Bebe-os. o Forte. para ele nós derramamos a bebida. Nós invocamos Indra. para regozijo (dele). 6. onde esses grãos (de cevada crestada). para beber o suco Soma. para a libação derramada por ti Bebe dela como um veado4 sedento. concessor de desejos. 3. e vespertina. Indra. Nós te chamamos quando o suco é derramado. 1.1 4. ‘Bebe como um búfalo sedento’ seria talvez uma versão mais estritamente correta. para beber o suco Soma. Indra (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. para cá para beber a dose de Soma Aqueles. que teus corcéis te tragam para cá. o deus é Indra. 4. estão espalhados (sobre o altar). nós te chamamos. a especificação implica a adoração matutina. ó Indra. e. Śatakratu. 4 Como um Gauro (Bos Gaurus). A libação sendo derramada. Indra. Vem para cá. Que os corcéis dele transportem Indra. 7. Varga 30. com (a doação de) gado e cavalos.84 Hino 16. Aceita esse nosso louvor.

Indra e Varuṇa. Indra-Viṣṇu. Então bebe o suco Soma espremido. Mitra-Varuṇa. concedam rapidamente felicidade para nós. o matador de Vṛtra. de acordo com nossos desejos. as (louvações) misturadas dos nossos (sacerdotes) honrados (estão preparadas). chegando ao teu coração. mais excelente. Indra-Varuṇa (Griffith) 1. e as empilhamos. 3. Indra-Bṛhaspati. há abundância. Varga 33. Guardiões da humanidade. 5. deuses. Para cada dose de suco espremido Indra. Eu peço ajuda dos Senhores Supremos. Indra o Herói e Varuṇa o Rei são abordados conjuntamente como um deus dual. guardiões da humanidade. Indra-Soma. Nós os desejamos sempre perto de nós.1 que Os dois favoreçam um de nós como eu. Realiza. de Indra-Varuṇa. ó Śatakratu. Indra é um doador entre os doadores de milhares. Pois vocês estão sempre prontos. 2. vai. pois nossas mentes são devotadas a vocês dois. a conceder proteção. 7. – aquele louvor conjunto que vocês. Eu busco a proteção dos dois governantes soberanos. Indra e Varuṇa. Através da proteção deles nós desfrutamos (de riquezas). Que eles. Varga 32. (aceitando. Índice ◄►Hino 17 (Griffith) ____________________ Hino 17. Indra-Pūṣan. ao apelo de um ministro como eu. Bem recebido por ti seja esse nosso hino. ambos. todos os nossos desejos com cavalos e gado. por opulência múltipla. 1 . de acordo com seu desejo. Indra e Varuṇa (Wilson) (Sūkta VI) Métrica e Ṛṣi. 9. 6. As (libações) misturadas dos nossos ritos religiosos. Com pensamentos santos nós cantamos teu louvor. Façam-nos vitoriosos (sobre nossos inimigos). Indra e Varuṇa. 8. Indra-Agni.) dignificam. Varuṇa deve ser louvado entre aqueles que são dignos de louvor. Índice ◄►Hino 18 (Wilson) ____________________ Hino 17. Os mais proeminentes dos outros deuses duais são Agni-Soma. 8. e. 3.85 7. como antes. com riqueza. Indra e Varuṇa. Dyaus-Pṛthivī e Soma-Rudra. Beber o Soma em busca de deleite. 9. vocês sempre vêm com socorro pronto ao apelo De todo cantor como eu. 4. Que nós estejamos (incluídos) entre os doadores de alimento. Indra-Vāyu. nos favoreçam consequentemente. conjuntamente. 2. Que o louvor fervoroso que eu ofereço a Indra e Varuṇa chegue a vocês dois. Indrāvaruṇa. ainda. ó Indra-Varuṇa. Eu chamo vocês dois. Satisfaçam. 1. Satisfaçam-nos com riqueza. Indra e Varuṇa.

Ó Indra-Varuṇa. Brahmaṇaspati. Adi. o amigo de Indra. 4 Propriamente. do texto do Veda. o adquiridor de riquezas. participantes da benevolência De vocês que dão força generosamente. o imediato (concessor de recompensas). Ó Indra-Varuṇa. 4. em um grau específico.5 1 O comentador não nos fornece relato da posição ou funções desse deus. e Soma protegem nunca perece. 9. ou. 104. As primeiras cinco estrofes são dirigidas a Brahmaṇaspati. Por meio da proteção deles que nós ganhemos grande suprimento de riqueza. curar doença. Tu. Varga 35. Ele ser. o deus do Brahman. e no Vāyu Purāṇa. uma criada do rei Kalinga. 1. 5. Indra e Dakṣiṇā. e. associado. ele é. Roth dele. . é duvidoso. a qual. ligado com a oração aparece mais inteiramente em uma passagem subsequente. deixa a ele Agni como seu arquétipo. Índice ◄►Hino 18 (Griffith) ____________________ Hino 18. seja favorável a nós. Protege-nos. o extraordinário. Agni é. e vocês. o caridoso. especialmente. Soma. ao mesmo. de um modo especial. ele permeia a associação dos nossos pensamentos. o comentador sobre Manu. Ó Indra-Varuṇa. 63 e seguintes. Brahmaṇaspati. compartilha das mesmas oblações.3 protejam aquele homem do pecado. com Indra e Soma. aqui. de modo que nenhuma crítica caluniosa de um homem malevolente possa nos atingir. Brahmaṇaspati. 5. 37. cap. Brahmaṇaspati (Wilson) (Anuvāka 5. o mestre ou protetor (Pati) da assembleia (sadas). 7.1 torna o oferecedor da libação ilutre entre os deuses. Eu solicito inteligência de Sadasaspati4. São Poderes que merecem o maior louvor. de Agni. de acordo com algumas afirmações. um nome de Agni.2 2. que chegue a vocês o elogio amável que eu ofereço. Ele é o amigo ou associado de Indra. Hino 40. 2. 8. e ele ser associado com Indra e Soma. 4. uma noção. não são propriedades específicas dele. visto que. na quinta. e. 2 Kakṣīvat era o filho de Dīrghatamas com Uśij. por nossas canções que buscam conquistar vocês para nós mesmos. e promover nutrição. mas se ele deve ser considerado como uma personificação distinta.] 3 Dakṣiṇā é o presente feito aos brâmanes na conclusão de algum rito religioso. [A história é encontrada em português no Mahābhārata. com eles e Dakṣiṇā. ou Narāśaṁsa. Que ele. Brahmaṇaspati. entre os doadores de milhares. Indra e Varuṇa. como o deus da prece sagrada. O homem generoso a quem Indra. 7. como Kakṣīvat. o desejável. e. 6. o aumentador do alimento. o Ṛg-veda é suposto proceder dele. enquanto o torna distinto deles. Sūkta I) A métrica e o Ṛṣi são como nos precedentes. e a nona. segundo Medhātithi. ou como uma forma modificada de uma daquelas já reconhecidas. 6. Varga 34. o curador de doenças. dignos de glorificação. seja nossa. na quarta. acumulada O suficiente e ainda de sobra. 3. v. nessa ocasião. Que nós sejamos participantes dos poderes. no entanto. Elogio conjunto que vocês dignificam. Sem cuja ajuda o sacrifício até do sábio não é concluído. agnim īḷe. antes. que é opulento.86 Nós almejamos tê-los mais perto de nós. talvez. foi sugerida por sua abertura com o hino para Agni. A etimologia justificará a definição do Dr. deem-nos imediatamente sua ajuda que acolhe. o filho de Uśij. Ele dar riqueza. as três seguintes são endereçadas a Sadasaspati. aqui personificado como uma divindade feminina. a vocês por riqueza em muitas formas eu chamo Continuamente nos mantenham vitoriosos.

O rico. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. 7. do adorável Amigo de Indra que dá Sabedoria. e com a visão do espírito tenho contemplado Agni no céu. ele leva o sacrifício à sua conclusão. foi um renomado Ṛṣi ou vidente. prospera. 5 . O rápido. Ele era nos tempos antigos o Dionísio ou Baco indiano. diz o professor Whitney. Nunca é prejudicado o herói mortal a quem Indra. de acordo com Ludwig. A grande antiguidade desse culto é atestada pelas referências a ele encontradas ocorrendo no Avesta persa’. porque dhī significa ou buddhi. Original Sanskrit Texts. compreensão. 7 Kakṣīvān. Nossa voz de louvor vai até os deuses. 11 O significado parece ser: por meio da minha invocação e louvor eu tenho alcançado os Deuses. e radiante como os céus. logo percebeu que esse líquido (o suco Soma) tinha o poder de elevar os espíritos. Protejam esse mortal do perigo. de acordo com Sāyaṇa. o mais amplamente famoso Por assim dizer o Sacerdote Familiar10 do céu.8 que dá riqueza. Brahmaṇaspati. dotando aqueles em quem ele entrava com poderes divinos. 10 Sádmamakhasam. ou filho de Uśij. Veja Muir. Ele faz a oblação prosperar. ‘cuja religião inteira era uma adoração dos poderes e fenômenos extraordinários da natureza. Do maravilhoso Senhor da Assembleia. Dakṣiṇā. Eu tenho visto Narāśaṁsa 6. Ele sem o qual nenhum sacrifício. Ó Brahmaṇaspati. Índice ◄►Hino 19 (Wilson) ____________________ Hino 18. Eu tenho visto Narāśaṁsa. Brahmaṇaspati. aumenta fartura. ‘O povo ário de mente simples’. ou ‘os objetos de nossos atos virtuosos’. da família de Pajra. 6 Esse já ocorreu (no Hino 13. mesmo do homem sábio. Ó Brahmaṇaspati. ‘como alguém que lutou para ganhar lugar no céu’. ou tem o significado vêdico de karma. eu tenho me aproximado em oração. ele promove o progresso do sacrifício. V. ele o mais resoluto. E Soma9 inspiram benevolentemente. chamado de Auśija. ‘radiante como os céus’. e o autor de vários dos hinos do Ṛgveda. sob a influência do qual o indivíduo ficava disposto a. Igual a Kakṣīvān Auśija. e produzir um frenesi temporário. e confirma a aplicação de Sadasaspati e Brahmaṇaspati ao mesmo deus. Soma. torna glorioso aquele que espreme Soma. o mais renomado.7 2. o processo de prepará-la tornou-se um sacrifício sagrado. 9. o mais resoluto.11 Índice ◄►Hino 19 (Griffith) ____________________ Dhīnāṃ yogham invati. 258. não deixes um ataque violento cair sobre nós Preserva-nos. a planta que proporcionava isso se tornou para eles o rei das plantas. Não deixes a maldição do inimigo. 4.87 8. Brahmaṇaspati. e Indra. como sempre. 5. o curador de doença. Ele recompensa o oferecedor da oblação. que encontraram nele algo divino: ele era para a sua compreensão um deus. tu. 9. (através dele) nossa invocação chega até os deuses. 3. ato. 3) como um nome de Agni. 8. 9 O Deus que representa e anima o suco da planta Soma. e capaz de. atos além dos poderes naturais dele. Ele incita a série de pensamentos. 8 Isto é. – que ele esteja conosco continuamente. o que pode significar ‘ele permeia a associação de nossas mentes’. 6.

Que se propagam (pelo firmamento). e terríveis em sua forma. vem com aqueles Maruts 5. e. Vem. poderosos. vem com os Maruts. 9. Que espalham as nuvens. 2. Agni. com os Maruts. Agni e os Maruts são as divindades.88 Hino 19. vem com os Maruts. Vem. ó Poderoso: Ó Agni. vem. de formas terríveis. Agni. Que são divindades que residem no céu radiante acima do sol. A esse sacrifício auspicioso para beber a dose láctea tu és chamado. Agni. vem com aqueles Maruts 7. Varga 36. vem. com os Maruts. e desprovidos de malignidade. com os Maruts. Agni. vem com aqueles Maruts. 3. 4. com os Maruts. junto com os raios (do sol). . Agni. Muitos textos atribuem aos Maruts. 5. Vem. a principal ação na queda da chuva. Brilhantes. Eu derramo o doce suco Soma. Índice ◄►Hino 20 (Wilson) ____________________ Hino 19. vem. que conhecem a imensa região do ar: Ó Agni. não conquistados pela força: Ó Agni. Que com seus raios brilhantes se espalham sobre o oceano com poder 1 2 Pelo termo ‘todos’ deve-se entender as sete tropas de Maruts. que cantam sua canção. com os Maruts. vem. vem com aqueles Maruts 8. Todos os Deuses desprovidos de malícia. com os Maruts. vem. Os terríveis. com os Maruts. ou ventos. 4. (como) antigamente.2 vem. Agni. Nenhum homem mortal. Fervorosamente tu és chamado para esse rito perfeito. nenhum Deus. Maruts (Griffith) 1. com os Marus. Agni. com sua força. e enviam chuva. supera o teu poder mental. Que são todos1 divinos. 1. devoradores de seus inimigos: Ó Agni. e são insuperáveis em força. Que espalham nuvens sobre o céu. e são devoradores dos malevolentes. Agni. agitam o oceano. Nem deus nem homem tem poder sobre um rito (dedicado) a ti que és poderoso. 2. Agni. para tu beberes. Varga 37. Ó Agni. que sabem (como causar a descida) das grandes águas. 8. 3. Agni. e agitam o oceano (com ondas). 6. acima da esfera da abóbada luminosa do firmamento: Ó Agni. Que são violentos. com os Maruts. Que estão colocados como divindades no céu. vem com aqueles Maruts 6. 7. para beber o suco Soma. longe sobre o mar revolto: Ó Agni. Agni e Maruts (Wilson) (Sūkta II) A métrica e o Ṛṣi são os mesmos. que são possuidores de grande riqueza. Que são brilhantes.

eu derramo o hidromel misturado com Soma: Ó Agni. Eles que se movem rapidamente com seus dardos (relâmpagos) sobre o mar com poder. ‘um gole de leite’. 5 A denominação viśve devā. ó Agni! 6. Por isso Wilson: ‘Que são violentos e mandam chuva’. com os Maruts vem para cá. ó Agni! 9. Nem deus de fato. mas o Soma era geralmente misturado com leite. e ‘eles que conhecem’ quer dizer simplesmente ‘eles que residem’ no grande céu. com os Maruts vem para cá. Eles que no céu estão entronizados como deuses. na luz do firmamento. mais corretamente. Eu derramo para ti para teu primeiro gole.7 inconquistáveis pela força. Mas arkā só recebeu esse significado de água no sistema de interpretação artificial começado inicialmente pelos autores dos Brāhmaṇas. 9 Pūrvapīti. com os Maruts vem para cá.4 os Viśve Devas.8 com os Maruts vem para cá. está além do teu poder. sem ódio. e o céu. ó Agni! 4. ó Agni! 7.6 com aqueles Maruts vem para cá. 4 O céu ou firmamento é a própria residência dos Maruts.9 o doce (suco) de Soma. ADHYĀYA 1. para ser teu primeiro gole. ou. ó Agni! 8. Índice ◄►Hino 20 (Griffith) ____________________ Hino 19. com os Maruts vem para cá.5 sem malícia. todos os deuses juntos. Eles que conhecem o grande céu. HINO 19. 9. o primeiro gole. AṢṬAKA I. Os fortes que cantam sua canção. 8 Se o mar revolto é para ser considerado como o oceano ou como o ar depende da ideia que nós temos da cosmografia mais antiga dos Ṛṣis vêdicos. o firmamento. ó Agni! Índice ◄►Hino 37 (Müller) ____________________ Ghopīthā é explicado por Yāska e Sāyaṇa como ‘beber do Soma. ó Agni! 5. VARGA 36-37. ó Agni! 2. Para ti. No último verso do nosso hino é dito que a libação oferecida a Agni e aos Maruts consiste em Soma. de formas terríveis. Eles que são brilhantes. com os Maruts vem para cá. 6 Sem perfídia ou fraude. vem com os Maruts. poderosos. e devoradores de inimigos. 1. 3 . Tu és chamado a esse sacrifício auspicioso para um gole de leite.’ Eu mantive o sentido literal da palavra.3 com os Maruts vem para cá. vem com aqueles Maruts. o poderoso. Os poetas vêdicos geralmente distinguem entre os três mundos: a terra. tropas de deuses. Eles que agitam as nuvens através do mar revolto. ó Agni! 3. é aplicada frequentemente aos Maruts. que tinham perdido todo o conhecimento do significado natural dos hinos antigos. sugere ao mesmo tempo a prioridade do deus a quem ele é dado. com os Maruts vem para cá. 7 Sāyaṇa explica arkā como água. nem mortal.89 Ó Agni. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I.

e uma vaca que produz leite. fazer. 3 [Os Aśvins. provavelmente. nós estamos totalmente familiarizados com a história e caráter dos Ṛbhus. 8 Conforme Āśvalāyana.1 2. 1. mas o comentador interpreta o último como jāyamānāya. através de penitência. 5 Isto é. Supõe-se que eles residem na esfera solar. em geral. e o significado do verbo implica formação mecânica. respectivamente chamados Ṛbhu.9 7. Continuação do Anuvāka 5. para o oferecedor da libação. Os Ṛbhus eram os três filhos de Sudhanvan. é o carpinteiro ou artesão dos deuses. da doutrina que homens podem se tornar deuses. Que eles. as quais eram certas de obter os objetos pedidos. 6 De acordo com o comentador: não encontrando oposição em todos os atos. o concessor de riquezas. ou tendo nascimento. ou não. fazer mecanicamente. tornou-se um deles. e concluam os três vezes sete sacrifícios. dos quais é somente dito que eles eram homens virtuosos que. Os Ṛbhus dividiram em quatro a nova concha. Ṛbhus (Wilson) (Segundo Adhyāya. uma classe de divindades. um descendente (a Nīti-mañjarī diz um filho) de Aṅgiras. A origem e ações deles são. para que cada um pudesse ter a sua parte. e o primeiro como devasanghāya. endereçado aos mortais deificados chamados Ṛbhus. deem. . no verso anterior. pelos sábios. dele. à (classe de) divindades que têm nascimento. antes referência a alguma inovação nos objetos de libação.] 4 Takṣan. eles tornaram a concha quádrupla. O mesmo pode ser dito de ele chamar os Ṛbhus de discípulos de Tvaṣṭṛ. ou aceitaram. Vibhu.8 Varga 2. acompanhado pelos Maruts. portanto.5 dotados de retidão. com Bṛhaspati e os Viśvedevas. que ele é um deus cujo dever. é carpintaria. 7 Akrata. Ṛbhus. mas. proferindo preces infalíveis. e intitulados. literalmente. os cavalos que são atrelados pelas palavras dele. em uma data antiga. Os Ṛbhus podem ter sido os primeiros a tentar a representação corpórea desses suplementos de Indra e dos Aśvins. 2 O sentido parece ser que eles permearam. tem sido endereçado. Lá é dito que eles fizeram isso mentalmente. O ato atribuído a eles. de fazer de uma concha quatro. têm tomado parte no sacrifício realizado com atos sagrados. da Universidade de Louvain. também. 5. e bem sucedidos6 (em todos os atos virtuosos). junto com Ṛbhu. com relação aos deuses. (ou vespertino). junto com Indra. literalmente. Assim. se apropriaram. atakṣan. sejam simbólicos. usavam poderes sobre-humanos. e. 6.4 4.3 um carro veloz e que se move universalmente. Através de sua assídua realização de boas obras eles obtiveram divindade. Ṛbhus. Eles construíram. tem. eles esculpiram os cavalos de Indra. junto com os Ādityas. obtiveram deificação. e Vāja.2 3. ‘ao nascimento divino ou brilhante’. não como antes. e há uma identificação vaga deles com os raios do sol.10 1 Devāya janmane. as libações oferecidas no terceiro sacrifício diário. como também nas notas de Sāyaṇa nessa e outras passagens similares. Esse hino. através da eficácia dos seus mantras verdadeiros ou infalíveis. de kṛ. na mitologia purânica. eles cinzelaram. no texto. Os Ṛbhus. com suas próprias bocas. e obtiveram o direito de receber louvor e adoração. Varga 1. narradas na Nīti-mañjarī. os Ṛbhus.90 Hino 20. do que à mera multiplicação das colheres de madeira usadas para derramar o suco Soma. para os Nāsatyas. como citado por Sāyaṇa. o trabalho do divino Tvaṣṭṛ. não há tal qualificação. como antes. mentalmente. movidos por nossas orações. como eles aparecem em diferentes partes dos Ṛg Veda. então Sāyaṇa diz. ou fabricaram. – Essai sur le mythe des Ribhavas. Se ele tem autoridade vêdica de um tipo mais decisivo que a alusão do texto não aparece. Sūkta III) Métrica e Ṛṣi. o sacrifício oferecido com os usuais utensílios e observâncias. muitas coisas preciosas. os sucos estimulantes são oferecidos a vocês. sendo nascido. Graças à erudição e esforço de Félix Nève. isto é. chegando a um sacrifício que os Ṛbhus celebravam. A Nīti-mañjarī diz que Agni. para Indra. coletivamente. e junto com os brilhantes Ádityas. em vez de atakṣan. são oferecidas para Indra. 9 Tvaṣṭṛ. por causa do nome do mais velho. eles demonstram a admissão. Eles que criaram. Vibhu. e Vāja. mas. fizeram7 jovens seus pais (idosos). nesse verso.

fizeram Seu Pai e Mãe12 jovens novamente. 1b. Eles que para Indra. Sendo mortais. sete cerimônias nas quais manteiga clarificada é derramada no fogo. 5. [veja em 3. honestos. por meio de seus atos piedosos eles obtiveram uma parte dos sacrifícios com os deuses. a cada um Deem riqueza. sete sacrifícios. 4. e uma compreende a classe Agniṣṭoma. ares vitais. como classificados em três categorias: uma classe consiste no Agnyādheya. Concedam-nos riqueza. Para o Povo Celestial essa canção de louvor que dá riqueza profusamente Foi feita por cantores com seus lábios. 3.13 sim.] 12 Céu e Terra. Os Ṛbhus com orações eficazes. 11 Adhārayanta. com sua mente. 2. eles possuíam. medianas. Índice ◄►Hino 21 (Wilson) ____________________ Hino 20. e sua adição está em harmonia com outros textos. para si mesmos. ele possuíam 11 (uma existência mortal). com trabalho constante. Com os Ādityas. O comentador completa com prāṇān. concedam três vezes sete ricos tesouros.91 8. como significando melhores. Juntos alcançaram suas gotas que alegram com Indra cercado pelos Maruts. eles obtiveram imortalidade. com os Reis. 13 Ou o ‘três vezes sete’ pode se referir a rátnāni. Como Sacerdotes ministrantes eles possuíram. O comentador considera que trih pode ser aplicado a coisas preciosas. formaram cavalos atrelados por uma palavra. Índice ◄►Hino 21 (Griffith) ____________________ 10 Trirā sāptāni. satisfeitos com nossos elogios. Eles fizeram para os dois Nāsatyas um carro leve que se move de todas as maneiras: Eles formaram uma vaca que produz néctar. a ele que derrama três vezes sete libações. renovam e restauram à juventude. 60. por atos piedosos eles ganharam. A concha sacrifical. Oferecedores (de sacrifícios). 8. uma parte no sacrifício com os deuses. Eles compartilharem de sacrifícios é. piores. é tudo o que o texto diz: o que eles possuíam não é especificado. feita recentemente pela mão do Deus Tvaṣṭar – Quatro conchas vocês fizeram dela. os quais eles. 7. na qual libações de suco Soma são a oferenda característica. nos quais alimentos cozidos são oferecidos aos Viśvedevas e outros. Obtiveram por meio de obras o sacrifício. também. vida. ou desfrutavam. como deuses das estações. Ṛbhus (Griffith) 1. . afirmado repetidamente. 6. uma classe consiste nos Pākayajñas. ou a sāptāni.

nos mandem felicidade.3 Que os devoradores sejam desprovidos de filhos.2 para a dose de Soma. os bebedores de Soma. – bebedores do suco Soma. Que aqueles dois. tornem os Rākṣasas inócuos. Indra e Agni. Indra e Agni. venham para cá. 3. Eu invoco Indra e Agni. Indra-Agni (Griffith) 1. Louvem. nós os convidamos para vir para essa libação que está pronta aqui. para quem nós desejamos oferecer nosso louvor. e guardiões da assembleia. Eu chamo para cá Indra e Agni. que são poderosos. copiosos bebedores do suco Soma. O significado não está claro. Indra e Agni nós convidamos. pela fama De Mitra. no lugar que fornece conhecimento (das consequências de atos). Que eles que são. Índice ◄►Hino 22 (Griffith) ____________________ 1 Abordados conjuntamente como um deus dual. Indra e Agni. Indra e Agni. demônios que vagam à noite. o Hino é endereçado a Indra e Agni. 4. Por esse sacrifício infalível vocês sejam tornados vigilantes. para estarem presentes no rito onde a libação é preparada. Varga 3. 2. Indrāgni. isto é. Ambos são os principais bebedores de Soma. perturbando sacrifícios e homens devotos. No lugar onde o que está oculto será dado a conhecer. 3. e que os devoradores (de homens) sejam desprovidos de descendência. Cantem louvores a eles em canções sagradas. 1. ambos.92 Hino 21. Mitra parece ser considerado o guardião do mundo. Deuses fortes. 3 Os Rākṣasas. homens. 4. Indra e Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e métrica os mesmos. Nós chamamos os dois que são ferozes (para seus inimigos). Índice ◄►Hino 22 (Wilson) ____________________ Hino 21. Indra e Agni. 5. lá no lugar de vista ampla 4 Indra e Agni. esmaguem os demônios. – para o benefício do nosso amigo (o instituidor do rito). 5. venham até nós. Glorifiquem. Indra e Agni. e os louvem com hinos. Indra e Agni. poderosos senhores da nossa assembleia. e nos concedam felicidade.1 nós estamos ansiosos por sua canção de louvor. 2. para beber a libação. por meio dessa sua veracidade. iludindo e até devorando seres humanos. e geralmente hostis à tribo ária. que é no céu (Svarga)’. e glorifiquem Indra-Agni nos ritos sagrados. Nós invocamos Indra e Agni. (aceitem a libação). Vigiem. 2 . 4 Sāyaṇa explica ‘no lugar que preeminentemente torna conhecida a experiência dos resultados (das ações). 6. em sacrifícios. os enfeitem (com ornamentos). 6. ó homens.

ou. para beberem o suco Soma. porque napāt é usado frequentemente. 8. ninguém tinha cortado as asas delas. um dos Ādityas. 11. o iluminador dos homens. comumente. para nossa proteção. pode. Aśvins. madhumatī e sūnṛtāvatī. à Terra somente. Mimikṣatam. e Tvaṣṭṛ. traze para cá. venham para cá. associados para o sacrifício da manhã.5 as protetoras da humanidade. indo para lá em seu carro. Nós invocamos Savitṛ. 4. Varuṇa. Varga 4. Que as deusas. ambos.2 para me proteger. a décima quinta. Aśvins e Outros (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. lá. geralmente. Não está claro como isso é para ser feito com o chicote. para beber desse suco Soma. Que eles. as esposas (dos deuses). A residência do oferecedor da libação não se encontra muito longe de vocês. conforme Ādityāj jāyate vṛṣṭi – a chuva nasce do sol. a Agni . 2 Savitṛ é. nesse sentido. É dito que a lenda é narrada no Kauṣītaki Brāhmaṇa. o Hino consiste em vinte e uma estrofes. Nós invocamos os dois Aśvins. Os sacerdotes Adhvaryu. às deusas. as duas seguintes.93 Hino 22. 2. 1 . e chicoteando alto. traze para cá as amáveis esposas dos deuses. 1. Hotrā. Aśvins. pois ele é o concessor de riquezas. as duas seguintes. explicados como molhado e alto. pode significar discurso. que é para ser escolhida ou preferida. assim que foi recebida por Sūrya. Savitṛ. a deusa da fala. Bhāratī. Eu chamo Savitṛ.4 Varga 6. e as seis últimas. cortou a mão que a tinha aceitado impropriamente. um chicote. em qual caso. coletivamente. Aśvins. Sūrya perde ambas as mãos. Ó Agni. 3. misturem intimamente o suco da Soma.3 para nossa proteção. mas o Sol é antes o pai. no Veda. a Viṣṇu. e Agni. que são. a décima primeira. os melhores dos aurigas. aos Aśvins. ele designará a posição dos adoradores. ou um epíteto da seguinte: ele é interpretado por varaṇīyā. quatro. 9. as esposas dos deuses estando na forma de aves. É dito que a alusão a ele sugere apenas que os Aśvins devem vir rapidamente. vão significar doce e verídico. vendo-o naquela posição. por aquele. que não é amigo da água. a Savitṛ. Dhiṣaṇā. Varūtrī. ‘De mão dourada’ é interpretado como ‘aquele que dá ouro para o devoto’. também. significar ‘com aquele’. Sentem-se. do que a progênie. Varga 5. Vigoroso Agni. Os sacerdotes que tinham dado a oblação concederam a Sūrya uma mão de ouro. É muito duvidoso se Varūtrī é um nome próprio. 5 Achinnapatrāḥ. Napāt é usado aqui em seu sentido literal ‘que não nutre’. e com completa felicidade. às espos as de Indra. A única explicação dada pelo comentador é que. a décima segunda. que viajam em um carro excelente. ou kaśā. – venham com tal discurso. 3 Pode-se julgar que apāṃ napātam significa ‘filho das águas’. que são dirigidas a uma variedade de divindades. nos favoreçam com proteção. – venham com aquele seu chicote. ambos. Nós desejamos celebrar seu culto. mas as seca por meio de seu calor. Sūrya se encarregou do ofício do Ṛitvij. cujas asas não são cortadas. Tayā. divinos. mexam1 o sacrifício com seu chicote que está molhado com a espuma (de seus cavalos). de fato. Glorifiquem Savitṛ. das águas. mas se colocou na posição do Brahmā. e quatro. Bhāratī. 4 Hotrā é chamada de esposa de Agni. 6. amigos. 5. ou por meio de uma lenda vêdica: Em um sacrifício realizado pelos deuses. deve ser adorado por nós. deram a ele a oblação chamada Prāśitra. 7. um sinônimo do Sol. o de mão dourada. Dhiṣaṇā é um sinônimo de Vāc ou Vāgdevī. 10. e provem a libação. ao Céu e à Terra. e chegam ao céu. a qual. mas. Despertem os Aśvins. ou a invocação personificada. o dispensador de diversas riquezas que garantem lar. de Bharata.

como citados pelo comentador. sempre vigilantes. ou que permeia. e para beber o suco Soma. 9 O preservador de todo o mundo. respectivamente. glorifiam amplamente aquela que é a suprema posição de Viṣṇu. Yakṣas e Apsaras é o antarikṣa. o empecilho do pecado daqueles que habitam a terra. mantendo. Muir – Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. 18. e nossa morada.8 e o (mundo) inteiro foi colhido na poeira da (pegada) dele. 7. 7 Sāyaṇa explica Viṣṇu como Parameśvara. foi na terra. até agora. e ele cita a Vājasaneyi Saṃhitā VII. 19. ‘contemplam o posição mais elevada de Viṣṇu fixa no céu. Vejam as obras de Viṣṇu. de acordo com Aurṇavābha. culminação e pôr.16) para mostrar que o orbe do sol (aqui representado por Viṣṇu) é chamado de ‘olho’. Os sábios sempre contemplam aquela posição suprema de Viṣṇu. 20.V. ou do anão. o preservador. parece-me. o mundo. a atmosfera. Varga 7. originalmente. desse modo reconhecendo o atributo principal e distintivo de Viṣṇu. no entanto. que se estende no céu’. “Mahīdhara traduz. Viṣṇu percorreu esse (mundo): três vezes seu pé ele plantou. e no céu. Mas a passagem é obscura. 380. pelas quais o adorador tem realizado votos (pios). e o comentador lá explica que eles significam a presença de Viṣṇu nas três regiões: terra. portanto. 66. e nos encham de nutrição. Os comentadores não concordam sobre o significado da frase ‘três vezes seu pé ele plantou’. ajudado pelas sete métricas. Vāyu e Sūrya – fogo. vento. no qual Viṣṇu atravessou os três mundos em três passos. as águas que parecem ghee desses dois. de Agni. daquele corpo luminoso. De acordo com os Taittirīyas.V. Que os deuses nos protejam (daquela parte) da terra de onde Viṣṇu. Varuṇānī. Índice ◄►Hino 23 (Wilson) ____________________ A esfera dos Gandharvas. 13. ou firmamento entre o céu e a terra. com o nascer.6 15. 42 (= R. no firmamento.1) e XXXVI. os deuses. ar e céu. o orbe do sol. através de seus atos virtuosos. ‘Os sábios’.] 6 . ou (omitindo a partícula que denota semelhança) ‘aquele olho. N. 8 Isso parece mais ainda uma alusão ao quarto Avatāra. e Agnāyī.S. usando as sete métricas do Veda como seus instrumentos. Que o grande céu e a terra estejam satisfeitos em misturar esse sacrifício (com seus próprios orvalhos). corretamente. como um olho’. 2 (1869). ‘como um olho estendido no céu claro’. no céu meridiano.10 21. Ele é o ilustre amigo de Indra. Terra. ou. Sāyaṇa crê que o texto se refere ao Trivikrama Avatāra. para nossa prosperidade. 14. De acordo com Śākapūṇi. na montanha do leste. Eu chamo para cá Indrāṇī. o soberano supremo. subjugaram a terra invencível. alegórica. nas formas. pág. em seu comentário do próximo verso. dá-nos felicidade. e seus três passos. e esses podem ter sido enxertos subsequentes sobre a tradição original dos três passos de Viṣṇu. Não pode haver dúvida que a expressão era. Os sábios. Esta construção também é adotada por Benfey em sua versão do hino. desse modo identificando Viṣṇu com o Sol. considerado como o lugar comum ou de ligação entre ambos. andou três passos. com Viṣṇu em sua dianteira. e na montanha do oeste. e sol. de acordo com Mahīdhara. é a explicação de Sāyaṇa. Alusão é feita aos três passos de Viṣṇu na Vājasaneyi Saṃhitā do Yajur Veda.9 o que não pode ser prejudicado. Os sábios provam. andou. atos virtuosos. por meio disso. que significa aquele que entra em. livre de espinhos. Viṣṇu. 16. O trecho ‘nos protejam da terra’ significa. sê de ampla extensão. e diligentes em louvor. como o olho percorre o céu.94 12.” J. e que ela serviu como base do mito purânico do Avatāra Vāmana ou anão. embora nenhuma menção seja feita do rei Bali. (residindo) na região permanente dos Gandharvas.7 17.115. 24 (= R. 10 [Esse último trecho. e. 1. de acordo com o comentário.

Que o Céu e a Terra. para beber o Soma. louvem o Filho das Águas Savitar: Nós estamos ansiosos por seus modos sagrados. embora invocado frequentemente com Indra. Seu chicote11 está pingando com mel. Sua água rica em seiva. os melhores Dos aurigas. Os Deuses sejam bondosos para nós. é belo. traze para cá para nós as cônjuges solícitas dos Deuses. no Veda às vezes identificado com. traze para cá as Esposas deles. 14 ‘Ela que é’ para ser escolhida. Aśvins e Outros (Griffith) 1. é um nome do Sol. Para que ele nos envie auxílio. orvalhem para nós nosso sacrifício. nunca é afirmado que ele é superior a eles. Agni o mais jovem. 19 Esse Deus não está colocado no Veda na categoria principal de divindades. 5. 18 Embora em épocas posteriores os Gandharvas sejam considerados como uma classe.13 Varūtrī. Venham para cá. Vāyu e os Ādityas. com asas não cortadas.14 Dhiṣaṇā. 15. 8. 14. distribuidor de recompensa maravilhosa e de riqueza. 1: esse hino inteiro é uma glorificação desse chicote extraordinário. Veja o Atharva-veda IX. a excelente. 13 O Discurso ou Prece Sagrada. e Agnāyī16 eu convido para cá. 17 A chuva fertilizante mandada pelo Céu e pela Terra. cuja habitação é o céu. explicados como denotando 11 . 13. com asas inteiras15 que elas possam vir a nós Com grande proteção e com ajuda. Rudra. e cheios de deleite Salpiquem com ele o sacrifício. mesmo a partir do lugar de onde Viṣṇu19 caminhou O madhukaṣā ou chicote de mel dos Aśvins é talvez a brisa estimulante da manhã. 2.18 Os cantores provam através de canções sagradas. 6. Ó Agni. deusas. E Tvaṣṭar. Sem espinho sê tu. Nós chamamos os dois Aśvins. Varuṇa. 4. E nos nutram plenamente com alimentos. 16 Respectivamente as consortes de Indra. o Par Poderoso. para beber o suco Soma. Indrāṇī. Hotrā. ó terra. da chuva agradável e outras dádivas excelentes que são mandadas para baixo a partir dos reinos acima pelos grandes pais Céu e Terra. estende-te ampla diante de nós como uma morada: Concede-nos abrigo amplo e seguro. 12. O ponto que o distingue dos outros deuses vêdicos é principalmente a sua caminhada pelos céus. 10.95 Hino 22. isto é. Ele conhece. Para a felicidade. Para minha proteção eu invoco Savitar12 de mão dourada. é a casa Daquele que oferece suco Soma. Varuṇānī. Ele é comumente designado como ‘o Gandharva celestial’. os Deuses levados em um carro nobre. no Ṛgveda mais do que um raramente é mencionado. Bhāratī. como recompensa por seus hinos.17 lá no lugar fixo do Gandharva. Despertem o Par Aśvin que junge seu carro de manhã cedo: que eles Se aproximem para beber esse suco Soma. 9. e. Varuṇa e Agni. Esposas de Heróis. e cujo dever especial é proteger o Soma divino. Savitar. o qual os deuses obtêm através da permissão dele. 12 Savitar. 16. não muito longe. para auxílio. e ele é até descrito em um lugar como celebrando o louvor de Indra e derivando seu poder daquele Deus. como um Deus. Que dá bons presentes. 3. rápidas como aves cujas asas não foram cortadas. 7. 15 Literalmente. o lugar. ó Aśvins. Nós chamamos a ele. Aśvins. A Savitar que olha para os homens. e às vezes distinto de. que alcançam os céus. os Maruts. Como vocês vão para lá em seu carro. amigos. e sentem-se. a qual ele é dito fazer em três passos. Sūrya. 11. a ser elogiado por nós. O significado parece ser: os cantores sagrados desfrutam. o gerador ou vivificador.

e o todo Foi colhido no pó da pegada dele. ou como designando as três posições diárias do sol. deu três passos. relâmpago e o sol. daí em diante Estabelecendo seus altos decretos. 21. três vezes seu pé ele plantou. pelas quais o amigo de Indra. Deixou seus santos caminhos serem vistos. o Guardião. ou a terra foi formada a partir da poeira dos seus passos. Olhem as obras de Viṣṇu. em seu nascer. Os amantes da música sagrada. Por todo esse mundo Viṣṇu caminhou. Os príncipes21 sempre contemplam aquele lugar mais sublime onde Viṣṇu está. 19. iluminam. glorificam com seus louvores.96 Pelas sete regiões da terra! 17. os patrocinadores ricos do sacrifício. Essa. culminação e pôr. 20. Viṣṇu. sempre vigilantes. os cantores. . 22 Isto é. 22 Índice ◄►Hino 23 (Griffith) ____________________ a manifestação tripla da luz na forma de fogo. Colocado como se fosse um olho no céu. a posição mais sublime de Viṣṇu. aliado próximo.20 18. 20 Viṣṇu era tão poderoso que o pó erguido por seu passo envolveu o mundo inteiro. ele a quem ninguém engana. 21 Os Sūris.

líderes (de homens). Sempre que. vocês aceitam uma (oferenda) auspiciosa. – ouçam todos as minhas invocações. as seis6 (estações). a Mitra e Varuṇa. ou de acordo com o comentador. 11. e o último verso e uma metade. têm mil olhos1. sete e meia. Eu invoco Mitra e Varuṇa. Nós chamamos Mitra e Varuṇa. – que têm Pṛśni como sua mãe. e nos façam felizes.97 Hino 23. na estrofe dezenove. De acordo com Sāyaṇa. Anuṣṭubh. é aplicado ele. 2 Mitra e Varuṇa estão incluídos entre os Ādityas. são os encorajadores de atos virtuosos. a Pūṣan. para beber desse suco Soma. Pūṣan resplandecente e de movimento (rápido). e são senhores de luz verdadeira.3 o benfeitor. Que Varuṇa seja o nosso protetor especial. a Indra e aos Maruts. 7. – dos quais Indra é o chefe. que eles nos tornem os mais opulentos. três. ou em um lugar de difícil acesso. a métrica das primeiras dezoito estrofes é Gāyatrī. como (aquele) dos conquistadores. que são ferozes. e bebe deles. Nós chamamos todos os divinos Maruts. 12. 15. Que os Maruts. colocado em uma caverna. às Águas. é dito. Isso é. na enumeração vêdica dos oito filhos de Aditi. destruam Vṛtra: que o mal não prevaleça contra nós. ou por ele ser repleto de constelações. é. a Agni. para a preservação deles. e têm a terra (de muitas cores) como sua mãe.2 Varga 9. para beber o suco Soma. conectadas com as gotas (do suco Soma). e. propriamente. nos protejam em todos os lugares. Vāyu. Esses sucos Soma. Indra e Vāyu. nas restantes. Vāyu e Outros (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é. 5. como (um homem traz de volta) um animal que estava perdido. Pura Uṣṇih. Pratiṣṭhā. aqui. fique satisfeito. Divinos Maruts. Pṛśni é a terra de muitas cores. Varga 8. De modo semelhante ‘rápidos como o pensamento’. ou céu em geral. junto com o poderoso e associado Indra. ou sóis mensais. 3 Os Maruts são chamados de Pūṣarātayaḥ. são derramados. Nós chamamos Indra. Doadores generosos. céu. como (um lavrador) ara (a terra) repetidamente. 1. Indra e Vāyu. embora oculto. somente por causa da construção gramatical. três. que Mitra nos proteja com todas as defesas. e de força pura. 4. três. ainda. embora igualmente no plural. em combinação com a grama sagrada matizada. 9. com palavra verdadeira. para indicar sua expansibilidade. O resplandecente Pūṣan encontrou o real (suco Soma). com seus associados. 5 A frase é guhā hitam. ele tem trazido para mim. compreendida literalmente. ou do céu personificado. . de que modo não é especificado. No Nighaṇṭu. 4 Pṛśnimātaraḥ. dos quais Pūṣan é doador ou benfeitor. traze do céu o suco (Soma). Nós chamados os dois deuses que residem no céu. na vigésima primeira. em nenhum lugar isso é dito de Vāyu. que são rápidos como pensamento. Pṛśni é um sinônimo de firmamento. De fato. Em alguns textos. afirmado de Indra. escondido em um lugar secreto. para beber o suco Soma. então o grito dos Maruts se espalha com exultação. O Hino consiste em vinte e quatro estrofes. Vem. nascidos do relâmpago brilhante. 2. acompanhado pelos Maruts. 13. a Indra e Vāyu. que. 8. provavelmente. Que ele. as duas seguintes. o filho de Kaṇva. fortes e portadores de bênçãos. Os sábios chamam. e. Varga 10. é uma lenda purânica. conforme oferecidos. 14. e Pūṣan. então três. 3.5 espalhado entre a erva sagrada. aos Viśvedevas. por cevada. 4 para beber o suco Soma. 6. tornando-se presentes no sacrifício. Medhātithi. e são protetores de atos virtuosos. sucessivamente. aplicável apenas a Vāyu. 1 A atribuição de mil olhos a Indra. 10. ele ocorre como um nome do Sol. como Rosen mostra. das quais a primeira é endereçada a Vāyu.

Agni. os senhores do pensamento. estão nas águas’. desse modo (banhado). 6 7 . Os cantores. mas isso era incompatível com a ordem para louvar as águas. ou águas. Ambayah. sejam auspiciosas para o nosso rito. 21. para (o bem do) meu corpo. Que aquelas águas que são contíguas ao Sol. Que ambos nos tornem extremamente ricos. nós chamamos para beber o suco Soma. 20. nós invocamos Para beber desse nosso suco Soma. as doses oferecidas. de modo que os deuses possam conhecer o (sacrifício) desse meu (empregador). para que eu possa contemplar o sol por muito tempo. 2. um rito religioso. as hostes Marut que Indra lidera.8 sejam diligentes na glorificação delas. 5. Soma declarou para mim: 9 ‘Todos os medicamentos. 17. A presidência de Soma sobre as plantas medicinais é. Que Varuṇa seja a nossa principal defesa. Ofereçamos oblações aos (rios) correntes. 6. 23. significa especialmente no Veda pensamento sagrado. aproxima-te. Vāyu e Outros (Griffith) 1. que Mitra nos proteja com todos os auxílios.10 4. conhecidos como deuses de poder consagrado. Indra. e a interpretação é defendida por um texto que chama os brâmanes presentes de divindades: ‘Essas divindades. tirem todo pecado que seja encontrado em mim. 3. 10 Dhī. prece. ou pronunciei imprecações (contra homens santos). um sacrifício. ou (tenho falado) mentira. Agni. Nós chamamos para beber o suco Soma. cercado pelos Maruts. 22.98 Varga 11. chamam Indra e Vāyu. Índice ◄►Hino 24 (Wilson) ____________________ Hino 23. residindo nas águas. concede-me vigor. Águas. deuses. 16. que ele Se satisfaça em união com sua tropa. pela ajuda deles. Eu hoje entrei nas águas: nós nos misturamos com a essência delas. 24. se eu fiz mal (intencionalmente). possam conhecê-lo. qualificando o leite (das vacas) com doçura. Senhores da luz brilhante da Lei. Indra e Vāyu. progênie. 8. velozes como a mente. interpretado como o Ṛitvij e outros brâmanes. Mitra eu chamo. e vida. atribuída a ele. com os Ṛṣis. Os de mil olhos. as relacionadas (águas) fluem pelos caminhos (do sacrifício). Ambos os Deuses que tocam o céu. 8 O termo é devāh. devoção. Ambrosia se encontra nas águas. com vigor. nas águas há ervas medicinais. Mitra e Varuṇa. tragam à perfeição todos os medicamentos que dissipam doença. divinos (sacerdotes). seis: o comentador completa com ‘as estações’. esses sucos foram misturados com leite. Bebe. distribuidores das dádivas de Pūṣan. são os brâmanes’. Deuses. Mães7 para nós que estamos desejosos de sacrificar. 7. Eu chamo as águas divinas nas quais nosso gado bebe. Portanto. assim como Agni. e aquelas com as quais o Sol está associado. pensamento. e Varuṇa. 18. e Indra. aproxima-te. Aqueles que pela Lei mantêm a Lei. A entrada de Agni nas águas é citada em muitos lugares. o benfeitor do universo. 19. Fortes são os Somas. As águas contêm todas as ervas curativas. 9 Para Medhātithi. Varga 12. o autor do hino. que estão (presentes) perceptivelmente. e enche-me. Ele foi. que pode significar mães. Vāyu.11 O texto tem somente ṣaṭ. Águas. portanto. geralmente.

Pūṣan o Brilhante encontrou o Rei. e aquelas com as quais o Sol está unido. as chuvas. Índice ◄►Hino 24 (Griffith) ____________________ Pūṣan é o guardião dos rebanhos e manadas e da propriedade em geral. Irmãs de ministrantes sacerdotais. porque elas são misturadas com os ingredientes da libação de Soma.21 conhecem. 13. a referência é à fuga de Agni. nas Águas há bálsamo curativo. vem. a bebida que confere imortalidade. Nascidos do relâmpago alegre. Aterradora vem a voz trovejante dos Maruts. dá progênie e longevidade. Nas águas – Soma20 me disse isso – habitam todos os bálsamos que curam. E que ele traga devidamente para mim as seis16 ligadas estreitamente. derrubem Vṛtra. E Agni. Agni. guia até nós. consideradas como as aliadas próximas dos sacerdotes. e os Maruts para beber o Soma. 15. Aṅgiras. Veja 3. Nós chamamos os Deuses Universais. primavera. 20. Sejam rápidos. com os Ṛṣis. verão. ó Homens. 18. a dar-lhes louvor.13 Repousando em grama de muitas cores. 23. Ó Agni. e Vasiṣṭha. Deusas. quando vocês avançam para a vitória. 21. 9. rico em leite. que os Maruts nos protejam em todos os lugares Que eles sejam benevolentes para nós. 10. Atri. Isto é: ó Maruts heroicos. 24. a ambrosia grega. abundem com remédios para manter meu corpo a salvo de males. 11 12 . Ao longo de seus caminhos as Mães18 seguem. Misturando sua doçura com o leite. Katru. 22.4. vocês deuses.14 oculto e escondido em uma caverna. As Águas detêm todos os medicamentos. 16 As seis estações. 21 Talvez isso signifique os sete Ṛṣis: Marīci.12 12. Pois os Filhos de Pṛśni são extremamente fortes. o suco que inspira os atos mantenedores do mundo dos Deuses. outono. Eu chamo as Águas. Como um animal perdido. Ó Águas. 19. e Indra. 13 Soma. 18 As Águas. os Deuses Devem me conhecer assim como eu sou. nas quais o nosso gado mata a sede. tudo de mal que eu fiz. através dessas gotas. Qualquer que seja o pecado encontrado em mim. Enche-me de esplendor. Amṛta19 se encontra nas Águas. Pulastya. e à sua umidade nós chegamos. Que as Águas reunidas perto do Sol. 15 Em um lugar de difícil acesso. 20 Soma é especialmente o senhor das plantas medicinais. 11. As Águas eu tenho procurado hoje. Oblações para os Rios sejam dadas. 17 Isto é: que essa libação o induza a trazer. 14. Pulaha.17 Como alguém que ara com bois traz grãos. inverno. como aquela dos conquistadores. brilhante Pūṣan. tirem isso de mim.9. aquele que abençoa todos. ó deuses generosos Não deixem que o perverso nos controle. aquele que suporta o céu. 16. De modo que eu possa ver o sol por muito tempo. etc. Com o conquistador Indra como aliado. Se eu menti ou jurei falsamente. Águas.99 Ouçam todos vocês meu clamor. 14 Soma. 19 Néctar. Favoreçam esse nosso sacrifício. os orvalhos.15 Que repousa em grama de muitos matizes. e cobre-me com teu esplendor. 17.

mas. pois Viśvāmitra ensina a ele. lá. nas quais ela é Gāyatrī. Sūkta I) Esse é o primeiro de uma série de sete Hinos que constituem essa seção. como uma oferenda para Varuṇa. Ele tem um filho. Vol. de acordo com o texto de Schlegel. o homem-animal (ou vítima). pela repetição da qual. após o que ele recorreu a Agni. e deixa a intenção de um verdadeiro sacrifício aberta à dúvida. ‘De quem’ (kasya) também pode ser traduzido como ‘de Brahmā’. e Śunaḥśepa está prestes a ser sacrificado quando.3 para que eu possa ver novamente meu pai e minha mãe? 2. 3 Aditi. Rosen duvida que os hinos tenham alguma referência à intenção de sacrificar Śunaḥśepa: mas a linguagem do Brāhmaṇa não deve ser mal interpretada. ou estaca. Ele não tem filhos. o restante. mas o último também afirma que ele propiciou Indra por meio de Ṛcas. através da versão dela apresentada no Rāmāyaṇa. com Ajīgarta. no Veda. atribuídos a Śunaḥśepa.4 a primeira divindade dos imortais. para que ele possa nos dar à grande Aditi. e se refere. como sua autoridade. um de cujos nomes. É óbvio que essa história foi derivada do Veda. o rei adia o sacrifício. e a de alguns dos discípulos dele. Rohita recusa submissão. e passa vários anos na floresta. Ao mesmo tempo. em todos os detalhes. o filho de Ajīgarta. uma prece. chamado de filho do Ṛṣi Ṛcīka. O Dr. como o Bhāgavata o chama. Ele. dele. finalmente. lá. a Varuṇa. ele chega ao lago Puṣkara. de acordo com o de Gorresio. e implora sua ajuda. aqui quer dizer ‘terra’. p. Śunaḥśepa. No Viṣṇu Purāṇa [pág.5 nós solicitamos (nossa) parte de ti. um dos sacerdotes oficiantes. afirmando que Prajāpati disse a ele (Śunaḥśepa): ‘Recorre a Agni. um mantra. e também Devarāta. Vamos chamar o nome auspicioso de Agni. no Aitareya Brāhmaṇa. para Ambarīṣa. a Savitṛ.100 Hino 24. um Ṛṣi. e o mais velho de todos os filhos dele. é Ka. nas quais ele se torna o filho adotado de Viśvāmitra. de tempos em tempos. como o puruṣapaśu. por seu pai. Varuṇa e Outros (Wilson) (Anuvāka 6. ele apela aos deuses. rei de Ayodhyā. mas vai munir-se de uma faca com a qual matá-lo. Mas isso diz respeito a circunstâncias subsequentes. Schlegel. – A história de Śunaḥśepa tem sido conhecida. 316 da versão em português]. a Agni. sugerir a oposição dele. até Rohita chegar à adolescência. encontra. Savitṛ sempre protetor. Manu também alude à história (X. quando seu pai comunica a ele a sorte à qual ele estava destinado. pelo conselho de Viśvāmitra. nós devemos invocar o nome auspicioso?2 Quem nos dará à grande Aditi. por estudantes de sânscrito. ou ‘de Prajāpati’. quando amarrado ao yūpa. a Bhaga. 249. na estaca. aos sacrifícios humanos. O Bhāgavata segue o Aitareya e Manu. também. e é. dois gāthās. ou o último dos três. para assumir o lugar de Rohita. de acordo com Sāyaṇa. porque foi para proteger a si mesmo e sua família de perecer de fome. 1. A barganha é concluída. o segundo. ou dado por Deus. que é o mais próximo dos deuses’. de Hariśchandra. possivelmente. A história é contada. O Aitareya Brāhmaṇa forneceu ao comentador as circunstâncias que ele narra como ilustrativas da série de hinos nessa seção. 2 Supostamente proferido por Śunaḥśepa. há algum tempo. chamado Rohita. 4 Uma passagem do Aitareya Brāhmaṇa é citada pelo comentador. deve ser admitido que a linguagem dos Sūktas é um pouco duvidosa. I. e é vendido por cem vacas. onde ele vê Viśvāmitra. em grande infortúnio. como uma vítima para um sacrifício humano. Indra é induzido a vir e libertá-lo. ele é chamado de filho de Viśvāmitra. A parte de Viśvāmitra na lenda pode. e aprende. Na estrada. 105). ao Bahvṛcha Brāhmaṇa. mas o Rājā se chama Hariśchandra. ou de qual divindade dos imortais. quando Varuṇa reclama sua vítima. por consequência. sob vários pretextos. onde é dito que Ajīgarta não incorreu em crime por abandonar seu filho para ser sacrificado. mantras do Ṛg Veda. citadas. 63. e chama o Rājā. porque Ajīgarta não somente amarra seu filho à estaca. 3. 1 A métrica é Triṣṭubh. Ele é. ao chamar Śunaḥśepa de filho de Ajīgarta. e para que eu possa ver de novo meu pai e minha mãe. 61. os três seguintes. De quem. Gorresio. e adora Varuṇa para obter um filho. exceto nas estrofes três. e o persuade a entregar seu segundo filho. finalmente. longe de casa. libertado. de modo semelhante. – que és o senhor da afluência. Varga 13. cap. pelas outras autoridades. O primeiro verso é dirigido a Praj āpati. quatro e cinco. livro 1. 1 . prometendo sacrificar a ele seu primogênito. aqueles dos quais que se recusaram a reconhecer sua superioridade em idade sendo amaldiçoados a se tornarem os fundadores de várias tribos bárbaras ou proscritas. Kullūka Bhaṭṭa cita o filho Śunaḥśepa.

14. ó rei. que és o possuidor de riqueza. como as fontes de existência. Esse é um significado incomum da palavra: mas mal seria decoroso chamar Varu ṇa de Asura. os raios (da qual) estão apontados para baixo. O real Varuṇa. ou tua destreza. não tires nossa existência. apanhado e amarrado à árvore10 de três pés. os pés. no alto. o comentador preenche ‘vida’. enquanto sua base está acima. que é interpretado como ‘acostumado a rejeitar o que é indesejado’. abrangente e profunda. aqui. significa o poste sacrifical. pelo conselho. Varuṇa. Teus. é dito. – um pedido um tanto irreconciliável com a suposta situação difícil na qual Śuna ḥśepa se encontra. solta. a faixa superior. Varga 15. por libertação. Essas constelações. resplandecente. à noite. sua permanência no antarikṣa. chamou o filho de Aditi. Que eles se tornem concentrados em nós. Śunaḥśepa. que fluem incessantemente. Mantém longe de nós Nirṛti. 9. 5 . que estão voando (pelo ar). Que tua proteção. Varuṇa. para mim. jogar. nós tentamos desviar tua ira com prostrações. ou. colocadas no alto. a ligadura que prende a cabeça. através da proteção de ti. que ele solte as amarras dele. 7 8. ‘Eu peço essa’. Varuṇa. mas por riquezas. 10 É dito que árvore. 11. Esse (teu louvor) eles repetem para mim de dia e de noite: esse conhecimento fala ao meu coração. A adição pode ser questionada. se refeririam a ele em seu caráter de um Āditya. solicitação é feita a Savitṛ.101 4. – (pelo qual) viajar em seu curso diário. não. que o real Varuṇa. Que o real Varuṇa. sustenta. pelo menos.6 tua força física. 7. eu te imploro por essa9 (vida) que o instituidor do sacrifício solicita com oblações. Nirṛti é a divindade do pecado. 9 O texto tem apenas. nem (são capazes de suportar tua) ira. nós seremos libertados do pecado. pode ser notado.11 sábio e ilustre. Essas aves. com oblações. 6. Varuṇa. através da perfeição em teu culto. 8 De acordo com Sāyaṇa. com sacrifícios. de vigor puro. não obtiveram. que são visíveis à noite. no entanto. e vão para outro lugar de dia. esteja (conosco). 7 As características aqui atribuídas a Varuṇa. são cem e mil medicamentos. Aquele que evita infortúnio. 5. nem essas águas. e nos liberta de qualquer pecado que nós possamos ter cometido. e sua ação de segurar um feixe de raios. Índice ◄►Hino 25 (Wilson) ____________________ Nessa e nas duas estrofes seguintes.12 Assim.8 com olhares inamistosos. e a cintura. Que ele a quem o acorrentado Śunaḥśepa invocou. está presente entre nós. como livre de inveja ou censura. o identificariam mais propriamente com o sol. 6 É dito que Savitṛ encaminha Śunaḥśepa a Varuṇa. concede um pensamento a nós: muito louvado. Nós somos assíduos em atingir o ápice da riqueza. e (por ordem dele) a lua se move. O real Varuṇa. Louvando-te com prece (sincera). não é desprender de amarras reais. 10. 15. 13. e mitiga os males que nós temos cometido. de acordo com Sāyaṇa. mas sua correção é confirmada pela expressão conclusiva ‘não tires nossa vida’. 12 Significando. são os atos sagrados imperturbados de Varuṇa. Varga 14. não desdenhoso. sábio e irresistível. nos liberte. Que ele seja o que repele tudo o que aflige o coração. e tem direito a elogios. de fato fez amplo o caminho do sol. de Agni. e a inferior. 11 O texto tem Asura. Aquela riqueza que tem sido mantida em tuas mãos. um tipo de tripé. da raiz as. uma pilha de luz. filho de Aditi. o liberte. (permanecendo) no (firmamento) sem base. nem (os temporais) de vento. 12. superam tua velocidade. mas daquelas do pecado. – um caminho para percorrer no (espaço) ínvio. O resultado. a do meio.

8. por nossa parte nós viemos – 4. Pela tua proteção que nós possamos chegar ao auge da afluência. 14 As riquezas que o distribuidor de riquezas. O rei Varuṇa fez um caminho espaçoso. 13 . altamente elogiada antes que qualquer reprovação tenha caído sobre ela. O professor Max Müller (Trans. nem os montes. isso também o pensamento do meu próprio coração repete. teu adorador almeja isso com sua oblação. Riqueza. 5. Ele nos restaurará à poderosa Aditi. mas o Infinito visível. a qual Bhaga distribuiu para nós. cuja base está no alto. V. Quem agora é ele.17 e durante a noite a Lua se move em esplendor. Muir. 45. pode ser aludido. 12. Onde não havia caminho ele o fez colocar sua pegada. De dia e de noite essa única coisa me dizem. Sāyaṇa explica Aditi no texto como Terra. de cujo nome auspicioso nós podemos nos lembrar? Quem nos restaurará à poderosa Aditi.. como impecabilidade. e a explicação de Sāyaṇa ‘a massa ou pilha de luz’ parece forçada e artificial.15 Seus raios. ‘Essas palavras (Quem nos restaurará à poderosa Aditi?) podem ser compreendidas como faladas por alguém em perigo de morte. que ele. Sāyaṇa a chama de pāpadevatā. A ti. Varuṇa. mas talvez o antigo mito da árvore do mundo. A atividade dele se mostra preeminentemente no controle dos fenômenos mais regulares da natureza. A conexão parece ser: Não temam: as leis de Varuṇa são invioláveis. Benfey. Veja Wallis. não tomes a nossa vida de nós. Para onde partem de dia as constelações que brilham à noite. 97. Rei. e as constelações reaparecerão devidamente. a divindade do pecado. mantém erguido o tronco da Árvore na região desprovida de base.14 6. concedeu para nós.. além do céu’. 17 Varuṇa é o chefe dos senhores da ordem natural. de seu nome auspicioso vamos nos lembrar. Tira de nós até o pecado que cometemos. a deusa da morte e corrupção. Sorte ou Fortuna. além das nuvens. o primeiro entre os Imortais. 15 Vānasya stūpam no texto parece significar ‘o tronco da árvore’. profundos e de grande alcance também sejam teus favores. 9. Cosmology of the Ṛgveda. 10. não o Infinito como o resultado de um longo processo de raciocínio abstrato. que rezava para ser permitido ver de novo a face da natureza. que nos ajuda continuamente. Roth. 3. 11. em tuas mãos. e afastou tudo o que aflige o espírito. Manda a Destruição16 para longe.. que está colocada. ó Rei. livre de todo ódio. e fiquem ocultos. como significando céu e terra. um caminho para o Sol viajar nele. Agni. de poder sagrado. I. nos liberte. fica aqui e não fiques zangado. o Deus. ó tu Vasto Soberano. Eu peço isso de ti com minha prece de adoração. um deus ou deusa antiga. que reduzem a fúria selvagem do vento.. Bhaga. Que eles afundem profundamente dentro de nós. ó Savitar. é na realidade o primeiro nome inventado para expressar o Infinito.13 para que eu possa ver meu Pai e minha Mãe? 2. para muito longe de nós. Varuṇa e Outros (Griffith) 1. Tampouco as águas que fluem para sempre. Que ele para quem Śunaḥśepa orou acorrentado. A frase não é clara.102 Hino 24. Se nós entendermos o pai e a mãe a quem o suplicante está ansioso para contemplar. de modo que eu possa ver meu Pai e minha Mãe. mil. 230) diz que ‘Aditi. 7. a fonte de vida. 16 Nirṛti é a Decadência ou Destruição personificada. o espaço infinito além da terra. o Senhor das coisas preciosas. p. como liberdade ou segurança. no alto no céu acima de nós? As leis sagradas de Varuṇa permanecem não enfraquecidas. fluem para baixo. Varuṇa. Cem bálsamos são teus. of the Ṛgveda. Original Sanskrit Texts. o Soberano Varuṇa. qual Deus entre os Imortais. Nunca aquelas aves que voam pelo ar atingiram teu domínio elevado ou teu poder ou espírito. seria ainda mais provável que Aditi devesse ser compreendida como significando a natureza’.

que me seguram. solta as amarras dos pecados cometidos por nós. 20 Que nós pertençamos a Aditi: Que nós sejamos devolvidos à liberdade e ao desfrute da natureza. Asura19 sábio. Desamarra os laços. 18 19 . Amarrado a três pilares Śunaḥśepa capturado fez sua súplica desse modo ao Āditya.18 A ele que o Soberano Varuṇa liberte. ó Varuṇa. nunca enganado. 14. oblações. divino. Com reverências. desata os laços de cima. desata as amarras que o prendem. Asura: um ser incorpóreo. sacrifícios. ó Varuṇa. o Ahura avéstico. espiritual. do meio. tu Rei de domínio extenso. sábio.20 ó tu Āditya. 15. um dos filhos de Aditi.103 13. Assim na tua santa lei que nós sejamos feitos impecáveis pertencer a Aditi. nós tentamos evitar tua ira. Índice ◄►Hino 25 (Griffith) ____________________ O Āditya é Varuṇa. e de baixo.

a quem inimigos não ousam ofender. entre a (divina) progênie. divino Varuṇa. como se o ofertante. o mês suplementar. ou subordinadamente. desfiguramos diariamente teu culto por imperfeições. 18. e prolongue nossas vidas. e do excelente. adicionalmente. A expressão é obscura. – ele. Varga 16. ou intercalado. do ano hindu lunissolar é aludido. 4. que o décimo terceiro. vento. como indicativa do uso simultâneo dos anos solares e lunares nesse período. Vamos. Quando. nem os opressores da humanidade.104 Hino 25. conhece os doze meses e suas produções. 16. Não nos faças os objetos de morte. 13. 10. Ele. e do método de ajustar um ao outro. mas. que conhece o caminho das aves que voam pelo ar. 2 . seu corcel cansado. Varuṇa veste seu (corpo) bem nutrido usando armadura dourada. Que aquele sábio filho de Aditi nos mantenha. o guia (de homens). a métrica é Gāyatrī. 2. para nós. Varuṇa. 12. O mesmo pode ser dito da fraseologia usada no verso 18. que conhece o caminho do vasto. assim nós. Através dele o sábio contempla todas as maravilhas que foram. nem os iníquos (ousam desagradar). Varga 19. o aceitador de ritos sagrados. como o gado volta aos pastos. e especialmente. 11. aceita a (oblação) apreciada. em conexão com a precedente. que é visto por muitos. como um cocheiro. para o nosso bem. Eu tenho visto a ele cuja aparência é agradável para todos. Visto que todas as pessoas cometem erros. 15. ‘que conhece os doze meses’. sendo propícios ao doador e celebrador desse rito religioso. Varuṇa (Wilson) (Sūkta II) O Hino é endereçado por Śunaḥśepa a Varuṇa. residindo no oceano. através da tua indignação fatal. proclamar que a minha oferenda foi preparada. 5. produzido. aquele que observa muitos? 1 Varga 17. feitas. 3 Isso parece como se a pessoa de Varuṇa fosse representada por uma imagem. Minhas tranquilas (meditações) voltam ao desejo de vida. 3 de onde os raios (refletidos) são espalhados em volta. e que conhece aqueles que residem acima. todos os nossos dias. o fazedor de bons atos. em ligação com o ano’. para exercer domínio supremo (sobre eles). 3. ou serão. Varuṇa. e que você. 6. nós não podemos duvidar da correção da conclusão do comentador. 1 O contemplador de muitos. nós traremos para cá Varuṇa. conhece (também. sentou-se. para a nossa felicidade. 1. ele tem aceitado esses meus louvores. juntos. e aquele que é produzido complementarmente. Varga 18. 8. no caminho correto. eu tenho visto a carruagem dele sobre a terra. Ele. Um (ser) divino. eminente em força. 17. do gracioso. 7.) o rumo dos navios. Que conhece o que é upa. ‘aquele décimo terceiro ou mês adicional que é produzido por si mesmo. através da ira de ti muito desagradado. Que tem distribuído alimento ilimitado para a humanidade. Ele. como aves pairam em volta de seus ninhos.2 9. Ele que. 14. Meus pensamentos sempre se voltam para ele. aceitando os ritos (oferecidos a ele). por meio dos nossos louvores. Compartilhem (Mitra e Varuṇa) da (oblação) comum. A passagem é importante. Nós acalmamos tua mente.

11. empenhados apenas na obtenção de riqueza. para sermos destruídos por ti em ira. Liberta-nos das amarras superiores. o que tem acontecido. Para ganhar tua misericórdia. Soberano do oceano. para ser apaziguado. Müller. E o que será feito futuramente. ele. ele conhece as doze luas com sua prole:7 Ele conhece a lua de nascimento posterior. faze-nos. ó Varuṇa. Ele conhece o caminho do vento. ó Deus. Ele conhece os navios que se encontram nele. senta-se entre o seu povo. esta com alegria ambos5 aceitam em comum: eles nunca desapontam O adorador sempre fiel. 12. Que aquele Āditya. que és possuidor de sabedoria. 8 Mensageiros ou anjos. 536. Varuṇa. brilhas sobre céu e terra. Ouve e responde (às minhas preces). senta-se lá para governar a todos. 3. 21. Isto é. Esta. Eles fogem4 de mim desanimados. com (promessa de) prosperidade. 10. Quando nós traremos. eu tenho apelado a ti. elevado e poderoso. 6 Varuṇa é Rei do ar e do oceano. Toda lei tua. Ele conhece os deuses que residem acima. 20. como nós somos homens. mas a passagem é muito obscura. 7 Isto é. Ele. felizes. Ouve. provavelmente o resto dos Ādityas. Fiel à sua santa lei. O mais sábio. 14. esperando por proteção. Não nos dês como vítimas para a morte. Como as aves do ar para seus ninhos. os doze meses com os dias que são sua progênie. Seus espiões8 são encontrados sentados em volta. o vento vasto. essa minha prece. Nem aqueles cujas mentes estão empenhadas no mal. O Deus que os inimigos não ameaçam. os meus inimigos. Ele sabe o caminho das aves que voam pelo céu. para que nós possamos viver. 9. e. e todo o mundo. hoje. 13. 4. Tu. Varuṇa. Varuṇa. o perspicaz Varuṇa? 6. A estrofe quebra a conexão entre as estrofes 5 e 7. Índice ◄►Hino 26 (Wilson) ____________________ Hino 25. o último sendo frequentemente considerado idêntico ao primeiro. ele contempla todas as coisas maravilhosas. Mitra e Varuṇa.105 19. 5 . muito sábio. o Herói. usando armadura de ouro. 2. fiel à santa lei. Dia após dia nós violamos. Porque Mitra é inserido assim subitamente não está claro. 7. Varuṇa. Varuṇa (Griffith) 1. e é provavelmente uma interpolação. está vestido em um manto brilhante. como o Cocheiro retém seu cavalo amarrado. 5. com hinos nós atamos teu coração. Senhor do guerreiro poderoso. faça bons caminhos para nós todos os nossos dias: Que ele prolongue nossas vidas para nós. 4 Aparentemente. A History of Ancient Sanskrit Literature. À tua ira violenta quando insatisfeito.6 8. nem aqueles que tiranizam os homens. Veja M. desamarra as centrais e as de baixo. Observando de lá. p.

Ele que dá glória para a humanidade. 16. Ansiando pelo Uno de visão ampla. tu és o Rei da Terra e do Céu Ouve. porque meu hidromel 9 é trazido: semelhante ao sacerdote Tu comes o que é apreciado por ti. Tu. 17. meus pensamentos se movem em direção a ele. enquanto tu segues teu caminho. eu vi seu carro acima da terra:10 Ele aceitou essas minhas canções. és o Senhor de tudo. 10 . 19. Agora eu vi aquele a quem todos podem ver. Liberta-nos da amarra superior. desata a amarra do meio. ouve este meu apelo: tem misericórdia de nós neste dia Ansiando por ajuda eu implorei a ti. 21. Índice ◄►Hino 26 (Griffith) ____________________ 9 Ou mel (mádhu). e desamarra Os laços de baixo. 18. para que eu possa viver. visível para o olho mental dos adoradores dele. 20. ó Deus sábio. Eu vi Varuṇa. não glória que é incompleta. Varuṇa. a libação de suco Soma. Como vacas se movem para seus pastos. Dando-a aos nossos próprios corpos.106 15. Falemos juntos uma vez mais.

107 Hino 26. oferecido a ti. seguramente. em oblação repetida e abundante. 3. possuidores de fogos sagrados. 4. Senhor dos poderes prósperos. assume tuas vestimentas (de luz). 3 O Hotṛ nascido antes de nós. assume tuas vestes. oramos a ti. Varuṇa. de fato. 7 Agni. que nós sejamos. e com nossa amizade. Agni (Wilson) (Sūkta III) O suposto autor ou recitador é Śunaḥśepa. 1 Aryaman é um Āditya. que fica no lugar do pai. como um parente para um parente. se refere à força necessária para friccionar os bastões.5 E oferece esse nosso sacrifício. possuidores de fogos sagrados. Amigo excelente por seu amigo. 1. têm se encarregado da nossa oblação. Agni. ou a partir do fogo doméstico ou por atrito repetido. 3. 4. Que se sentem aqui os destruidores de inimigos. 6. Ó Agni. o mais jovem. parente. e esse nosso louvor.3 fica satisfeito com esse nosso sacrifício. Parente por parente. escolhido por nós. Manuṣah.2 5. Senta-te.4 aceita esse nosso sacrifício. através da nossa palavra divina. Varga 20. 7. e oferece esse nosso sacrifício. Que Varuṇa. Mitra. Índice ◄►Hino 27 (Wilson) ____________________ Hino 26. como um pai amável para um filho. a métrica é Gāyatrī. e amigo de seu adorador. seja benevolente para nós. Como os brilhantes (sacerdotes). Agni (Griffith) 1. com todos os teus fogos. 8. como antes. uma forma do sol mensal. 10. 2. Tu. o escolhido. torna-te nosso sacerdote ministrante. como nosso Sacerdote. Que o senhor dos homens. sempre a ser escolhido. Sacrificador precedente. é o mesmo que Manu. que ele preside o crepúsculo. como um amigo para um amigo. mutuamente (as fontes de felicidade) para ambos. filho da força. e ouve esses teus louvores. com fogos sagrados. seja benevolente. 2 .6 através dos nossos hinos. o Prajāpati. 9. 4 É dito que esse epíteto. como eles fizeram no sacrifício de Manus. Senhor do sustento. daqui em diante. também. o sacerdote sacrificante. amados por ti. Como homens. Mitra e Aryaman1 sentem-se sobre a nossa grama sagrada. Porque aqui um Pai7 adora por seu filho. de acordo com Sāyaṇa. (envolvido) com radiância. que os louvores da humanidade sejam. Tudo o que nós oferecemos. que. o Hino é endereçado a Agni. 2. (para nós mesmos e para ti). Aryaman. 5 Cobre-te com tua veste de chamas. Ó digno de oblação. a qualquer outra divindade é. e nos concede alimento (abundante). (Propiciado) por melodias brilhantes. como aplicável a Agni. sempre vigoroso Agni. Varga 21. assim nós. és. sobre a nossa grama sagrada. É dito. de modo a gerar fogo. Agni. diz o comentador. Imortal Agni. de Manus. 6 Continuamente renovado para sacrifício.

1. com fogos brilhantes. Senta-te. ó Filho da Força. com 3. com fogos brilhantes. ó (deus) sacrifical. 9 Agni é o pai. e então realiza esse culto para nós. de bom fogo). nós oramos a ti. Que Varuṇa. 4. Com todos os Agnis (isto é. ó Imortal. 6.108 5. 7. E que haja entre nós louvores mútuos dos mortais. 10. sentem-se na nossa grama sacrifical como eles se sentaram na de Manu. e ouve essas preces. 9. triunfantes com riquezas. adorados com fogos brilhantes. Pois sempre que nós sacrificamos constantemente a esse ou àquele deus. quando possuidores de um bom Agni. Tudo o que nós sacrificamos nesse procedimento perpétuo para Deus e Deus. por exemplo. ó Imortal. o senhor do clã. 2. deus mais vigoroso. por sacrificar obtém (bênçãos) para o filho. com tua roupa (de luz). e nós nos consideramos possuidores de um bom Agni. AṢṬAKA I.11. que nós sejamos estimados (por ele). ó jovem (filho) da força. ó Agni. o amigo eleito para o amigo. Hotṛ eleito. O pai. o concessor de alegria. em ti somente o alimento sacrifical é oferecido. senhor de todo vigor. têm nos dado riqueza excelente. Com todos os teus fogos. o mortal cujo sacrifício ele realiza. ou ‘Que nós obtenhamos toda bem-aventurança através dos (sábios) pensamentos de Agni’. Os Deuses. Ó Hotṛ antigo. 10. Mitra. nos têm concedido riqueza preciosa Assim.8: ‘Que nós obtenhamos todas as bênçãos de Agni por nossas preces’. está satisfeito com essa nossa amizade também. excelente Que nós sejamos. 8 . Índice ◄►Hino 27 (Oldenberg) ____________________ Manmabhiḥ pode significar possivelmente ‘com teus (sábios) pensamentos’. Índice ◄►Hino 27 (Griffith) ____________________ Hino 26. com tua palavra que vai para o céu. E nesse nosso discurso. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 5. de fato. 8. Pois os deuses. ó Agni. Aquele presente é oferecido em ti. com todos os teus fogos). (e dos imortais). através dos nossos pensamentos (devotos)8. 8. ó Agni. como nosso Hotṛ desejável. VARGA 20–21. Veste-te. E. que os elogios dos homens mortais Pertençam a nós e a ti igualmente. 9. Que ele seja o nosso querido Senhor familiar. HINO 26. aceita esse sacrifício e essa prece. ADHYĀYA 2. encontra satisfação nesse nosso sacrifício. alegra-te nesse nosso rito e amizade: Ouve bem essas nossas canções. Aryaman. possuidores de um bom Agni (isto é. estimados por ele. Que ele seja estimado por nós. Sacerdote. o filho. 7. compare. Ó Mensageiro antigo. 9 o companheiro para o companheiro. 3. agradável e. 6.

que vais a todos os lugares. como antes. mostrando a composição mais recente desse Sūkta. subjugador de inimigos. . veneração aos novos. Obtém. Ninguém jamais será o vencedor desse teu adorador. 7.3 Varga 23. anuncia. Chitrabhānu. sempre merecerá e receberá (alimento). esteja satisfeito com nosso rito. essa nossa oferenda. seja propício para nós. 12. Que ele. e derrame (bênçãos). Que o vasto Agni. 7 ‘Como um homem rico’ é o texto inteiro. veneração aos antigos!8 Nós adoramos (todos) os deuses. com nossos hinos. 3 No supremo. protege-nos sempre. 6. seja o concessor (de dádivas). de perto ou de longe. pois notória é a bravura dele. exceto na última estrofe. (propiciado) pelos sacerdotes. de bandeira de fumaça.109 Hino 27. deus. para os deuses. pelo conselho de Agni. mais novos versos Gāyatrī. (Eu continuarei) a me dirigir a ti. 2 Ghāyatraṃ navyāṃsam. e os Viśvedevas são abordados. nos conduza. que se move em todos os lugares velozmente. o senhor dos homens. no meio. aquele que tem brilho extraordinário ou variado. dos homens que procuram nos prejudicar. Índice ◄►Hino 28 (Wilson) ____________________ 1 A comparação é somente ‘nós louvamos a ti como um cavalo com uma cauda’. (pois tu espalhas nossos inimigos). 1. que é adorado por todos os homens. Veneração aos grandes deuses. no qual a métrica é Triṣṭubh. Tu. o filho da força. Varga 22. 2 5. 8 É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. Agni. e esses nossos mais novos hinos. como um cavalo (que espanta moscas) com sua cauda. Tu sempre derramas (recompensas) sobre o dador (de oblações). 4. Que ele. 1 2. 11. 8. que o comentador explica: ‘ao feroz ou cruel Agni’. ilimitável. Agni. krūrāyāgnaye. com cavalos. o alimento que se encontra no céu e no ar. o de raios brilhantes.5 entra na oblação. através da batalha. veneração aos menores. 13. o invocador e mensageiro dos deuses. proteges em batalhas. 3.6 Varga 24. O adorador oferece louvação agradável ao terrível (Agni). O mortal a quem tu. e nos conceda alimento.4 és o distribuidor de riquezas. tanto quanto somos capazes. resplandecente. nos ouça. a quem tu incitas a combater. Que eu não omita o louvor das divindades mais antigas. 6 O texto em ‘a Rudra’ (Rudrāya). e nos concede a riqueza que está sobre a terra. e métrica. Que Agni. que ele. 4 Um denominativo comum de Agni. como as ondas de um rio são divididas por ilhas interjacentes. o senhor soberano dos sacrifícios. para nós. Jarābodha. 5 Ele que é despertado (bodha) por louvor (jarā). como um príncipe7 (escuta aos bardos). com louvores. 10. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. O comentador sugere todo o restante da comparação. Agni. e do fim são as expressões vagas do texto: sua designação apropriada é derivada do comentário. para a conclusão do sacrifício que beneficia toda a humanidade. os detalhes são fornecidos pelo comentador. 9.

Senhor de toda vida. nos estimule para a força e pensamento santo. que anda longe. próximo. Uma parte da força que está no meio. 13. adorados especialmente em funerais. Agni a bandeira dos Deuses. 12 Jarābodha parece se referir ao Ṛṣi ou poeta do hino. os poderosos e os menores. 5. 3. são dez em número. Veja Pischel. p. Vedische Studien. Agni (Griffith) 1. seja nosso. 7. Ou a palavra pode significar vermelho. Glória aos Deuses. 8. de perto. seja quem for. os mais jovens e os mais velhos!15 Vamos. 12. Dá-nos uma parte da força mais elevada. ó Resplandecente. como Sāyaṇa o explica. têm direito a oferendas diárias. 4. de bandeira de fumaça. ou. por causa do estalido ou rugido de suas chamas. anuncia afavelmente essa nossa oblação para os Deuses. além disso. 9. . se nós tivemos o poder. onduladas e movidas pelo vento. E essa nossa mais nova canção de louvor. é aqui um nome de Agni. É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. ó Deuses. ou Fogo. Agni. prestar adoração a Deus: nenhuma oração melhor do que essa. semelhante a um corcel de cauda longa. como nós diríamos. 11 Os sacerdotes que cantam hinos de louvor em um sacrifício. e. E com os cantores11 ganhe os despojos. aquele que notifica a eles. 13 Rudra: o Rugidor. brilhante. A ele. Poderoso: Mais que isso. 10 Sindhu: o Indus. 55 e seguintes. não são mais explicadas em nenhum lugar. segundo as leis de Manu. excelentemente brilhante.14 Refulgente. 14 Que como uma bandeira reúne os Deuses. de longe. sempre Protege-nos do homem pecaminoso. 1. pelo conselho de Agni. poder muito glorioso é dele. glória aos Deuses. são comparadas à cauda flutuante do cavalo. ou o Berrador. Índice ◄►Hino 28 (Griffith) ____________________ 9 Agni. Que o Filho da Força.9 Senhor Supremo dos ritos sagrados. grandioso. É senhor de força infinita aquele homem a quem tu proteges na luta. por causa da sua impetuosidade. uma parte da força que está abaixo. ninguém pode vencer. Agni. assim como as ondas do Sindhu. Ajuda. esse elogio a Rudra. ou a palavra pode significar qualquer rio. provavelmente. Ó Agni. tu que conheces louvor. como uma tropa ou classe separada de Deuses. Os Viśvedevas.110 Hino 27. que traz grande felicidade. anjos. Com culto eu te glorificarei. e suas chamas longas. com grande abundância. Que esse nosso Deus. 2. 10 tu Fluis rápido em direção ao adorador. ou isso pode ser interpretado como ‘o arauto dos Deuses’. 6. ou incitas para o combate. não a Agni. ou deuses universais. mais velhos e mais novos. e a expressão pode significar. 10. Como algum Senhor rico de homens que ele. 11. é comparado a um cavalo. reconheçam. nos ouça por meio dos nossos louvores. ilimitado.13 a ele Adorável em toda casa. Que derrama suas dádivas como chuva. 15 Essas distinções de Deuses maiores e menores.12 esse trabalho. Que aquele que reside com toda a humanidade nos conduza com corcéis de guerra através da luta. Tu distribuis dádivas. ó Agni.

um epíteto frequente de Agni. ninguém o alcançará. 7. Agni de luz brilhante. 16 17 . 19 A última parte desse verso oferece alguma dificuldade. o de bandeira de fumaça. 13. a quem tu ajudas nas competições. como os versos seguintes mostram. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. o auspicioso.19 Índice ◄►Hino 31 (Oldenberg) ____________________ Viśvacarṣaṇi. rico em esplendor. ó deuses. aqui se refere ao herói mortal protegido por Agni. AṢṬAKA I ADHYĀYA 2. que reside no mundo mais alto e no intermediário). Quem quer que ele possa ser. o imensurável. HINO 27. Ó deus de esplendor brilhante. como o rico senhor de um clã. Deixa-nos partilhar de toda a recompensa que é a mais elevada e que é média (isto é. O mortal. 2. ó Agni. que eu não caia vítima da maldição de meu superior. nosso filho da força. Que ele (o homem). ó Agni. se torne um ganhador. com a ajuda de seus sacerdotes. 3. Ó Garābodha! Realiza essa (tarefa) para toda casa:17 uma bela canção de louvor para o venerável Rudra. a quem tu proteges em batalhas. que ele. Que ele. 12 a lê desse modo: ‘Que. ele dominará nutrimento constante. muito próximo. 5.18 11. Viśe-viśe pode possivelmente depender de yajñiyāya. Agni. 1. V. Desse modo protege-nos sempre. o rei do culto. 9. 8. reverência aos menores! Reverência aos novos. 4. E que tu possas. venha a ser generoso para nós. seja de perto ou de longe. anunciar para os deuses essa nossa mais nova canção Gāyatra eficiente. 12. Que ele nos ouça. ajuda-nos com a riqueza que está mais próxima. 6.16 vença a corrida com seus cavalos. Tu fluis imediatamente na direção do doador generoso na onda do rio. se nós pudermos. eu não negligencie o louvor dos maiores’. Reverência aos grandes. tu és o distribuidor. de modo que nós teríamos que traduzir: ‘Administra essa tarefa: uma bela canção de louvor a Rudra que é venerável para toda casa’. do mortal que procura nos prejudicar.111 Hino 27. nos incite a pensamentos virtuosos e à força. conhecido entre todas as tribos. 10. tu que tens uma vida plena. o estandarte dos deuses. ó conquistador (Agni)! Sua força é gloriosa. Muir. por conta dos nossos hinos. Que ele. procedendo em seu caminho amplo. Com reverência eu cultuarei a ti que tens cauda longa como um cavalo. VARGA 22–24. Ó deuses. reverência aos velhos! Vamos sacrificar aos deuses. o grandioso. 18 Rudra é aqui uma designação de Agni.

6 como o vento sopra gentilmente diante de ti. 7 Esse verso é endereçado. colocado. ó Almofariz. tal sendo o termo usado no texto. Traze os restos do suco Soma nos pratos. ou para a pele (charma) na qual ela é derramada. Quando eles amarram a vara de bater (com uma corda). e assim espremer o suco. como o tambor de uma tropa vitoriosa. 4 Em batedura. ao almofariz e pilão. depois que a libação foi oferecida. – tipicamente. (no rito) no qual a dona de casa repete saída e entrada na (câmara sacrifical). encontrado na casa de todo agricultor. mais propriamente. em lugar de almofariz. 7. para Indra. lançá-no na Pavitra. um recipiente pesado de madeira. 8. as duas seguintes. geralmente. servindo como um tipo de filtro. ou para Hariśchandra. uma grande árvore. (um Prajāpati).112 Hino 28. o bastão é movido por uma corda passada em volta de seu cabo e em volta de um poste plantado no solo. ó Amofariz. As extremidades da corda sendo puxadas para trás e para frente. espalha-o sobre as folhas da erva Kuśa. que são abordados. 1. 2 Ādhiṣavaṇyā. tendo-o trazido. Se. e é recebido em um tipo de jarro. de fato. – o comentador diz. 4. Indra. que é explicada. os nossos sucos doces (Soma). As primeiras quatro estrofes são endereçadas a Indra. 3. geralmente. ou em um saco de couro. Veja o hino 13. por metonímia. – tão (largos quanto os) quadris (de uma mulher). Vocês dois senhores da floresta. prepara o suco Soma. Indra. ‘movendo para cima e para baixo’. na Índia. o droṇakalaśa. etc. não os próprios utensílios. 2. emite (nesse rito). de madeira pesada. ou sobras. Senhor da floresta. ou antes. é filtrado por um coador feito de pelo de cabra. ou certo deus assim chamado: nenhum nome se encontra no texto.5 tu estás presente em toda casa. – ou o sacerdote ministrante. nota 11. a métrica das seis primeiras estrofes é Anuṣṭubh. 6 Vanaspati. ao almofariz doméstico. com libações adequadas. reconhece e compartilha das efusões do almofariz.7 Índice ◄►Hino 29 (Wilson) 1 A pedra. 5 O almofariz é. Indra. (no rito) no qual os dois pratos2 para conter o suco. como os cavalos de Indra triturando aos grãos. as instruções se referem ao resíduo. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. concessores de alimento. Não está muito claro o que ele deve fazer. divirtam-se. pelas mãos do batedor. Aparentemente. de som alto. De acordo com Sāyaṇa. dão ao bastão um movimento rotatório em meio ao leite. talvez. diz o comentador. 6. se não efetivamente. no verso 8. Indra. das três últimas. Aqui. Stevenson. depois de expressão. de forma agradável. De acordo com o Sr. Indra. Utensílios de sacrifício. para o Adhiṣavaṇa (ou a libação derramada). como ‘entrando e saindo do salão’ (śālā). como um eixo. – através das quais o suco cai sobre um lençol. preparem. em algum recipiente. as duas seguintes. significar duas ou três folhas de erva Kuśa. . Gāyatrī. (Wilson) (Sūkta V) Śunaḥśepa é o Ṛṣi. 9. o pilão de pedra. ele deve colocar o que sobra. e assim produzem a separação de suas partes componentes. um som forte. desse modo. é aquele que é usado para esmagar as plantas Soma. o suco Soma. Varga 25. – são empregados. e coloca o resíduo sobre a pele de vaca. apachyava e upachyava. em lugar de almofariz e pilão. feito da pele da vaca. são as divindades que presidem o almofariz e o pilão. talvez. a Hariśchandra. mas. para a bebida de Indra. contido nas páteras ou pratos. nesse verso. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. mas. no comentário da Yajur Veda Saṃhitā. Varga 26. 4 como rédeas para conter (um cavalo). conforme a pedra de base larga1 é erguida para espremer o suco Soma. 3 reconhece e compartilha das efusões do almofariz. 5. com referência ao pilão. sobre uma carroça – e. para o suco Soma. aqui. dois pratos rasos ou páteras. devesse ser. 3 O comentador explica os termos do texto. O pilão usado em triturar ou debulhar grãos é. no entanto. para receber e despejar o suco Soma. e a nona é de uma distribuição mista. e.

tu és colocado para trabalhar. 4. como com rédeas para guiar um cavalo. ambos velozes. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Aqui emite teu som mais claro. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. 8. Ó Indra. 6. Provavelmente isso se refere aos dois pratos mencionados acima. Almofariz. Lá onde a pedra de base larga erguida no alto para espremer os sucos. 7. Vocês Soberanos da Floresta. 9. etc. Ó Indra. Quando o prato superior é erguido para receber o suco dos talos de Soma a abertura entre os dois é como a boca de um cavalo quando ele mastiga grama suculenta. Ó Indra. um sendo usado como um recipiente e o outro como uma tampa.9 vocês esticam mandíbulas largas. para reter o suco os pratos8 da prensa são colocados. Onde.113 ____________________ Hino 28. com prensas rápidas espremam hoje o Suco Soma doce para a bebida de Indra. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. ó Almofariz. ó Utensílios Sacrificais. E na pele de boi coloca os resíduos. 3. alto como o tambor dos conquistadores. Índice ◄►Hino 29 (Griffith) ____________________ 8 Dois pratos rasos. como quadris largos. Ó Indra. 9 . Se de fato em cada casa. 5. Lá onde a mulher observa e inclina o constante subir e descer do pilão. 2. eles amarram o bastão de bater com cordas. (Griffith) 1. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Ó Soberano da Floresta. Como dois cavalos baios mastigando ervas. Pega em canecas o que resta: derrama o Soma no filtro. Melhores dos concessores de força. como o vento sopra suave na tua frente. para Indra espreme o suco Soma para que ele possa beber. Indra. Onde.

de riqueza ilimitada. 2. Portanto. dura para sempre. fiquem despertos. Tua benevolência. tendo um nariz ou mandíbula inferior ou queixo. Índice ◄►Hino 30 (Wilson) ____________________ Hino 29. 4. É dito. Ó Indra. de riqueza ilimitada. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Olhando uma para a outra. Que duas fêmeas são indicadas é deduzível de os epítetos estarem no número dual e gênero feminino. Ó Indra. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. 4. o poderoso. ó mais rico. Aquieta adormecido. ó herói. Indra (Griffith) 1. e todo gênio gentil desperte. que os espíritos hostis durmam. 4 Nuvantaṃ pāpayāmuyā. 3. Que aqueles que são nossos inimigos durmam. o par que olha uma para a outra. no Brāhmaṇa.3 Indra. de riqueza ilimitada. Ó Senhor da Força. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. 3. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Śunaḥśepa 1 continua a ser o recitador. 1 2 . literalmente. isto é. que te louva com tal discurso dissonante. destrói esse asno. (nosso adversário). Indra. Faze adormecer (as duas mensageiras fêmeas de Yama).114 Hino 29. tendo um belo nariz ou queixo proeminente. O comentador acrescenta: ‘Portanto ele é chamado de asno. 5. Indra. com rumo tortuoso. Indra. para não acordar mais. que é da natureza de insulto. sempre verdadeiro. o deus é Indra. Śiprin. embora nós estejamos totalmente desesperançados. de riqueza ilimitada. nunca despertando. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. embora nós sejamos indignos. Varga 27. a métrica. que elas durmam. pois zurra ou profere sons insuportáveis de ouvir’. Herói. mata cada um que nos causa dano. desça longe na floresta. cujas mandíbulas são fortes. 1. 3 O texto é muito elíptico e obscuro. de riqueza ilimitada. Ele é. Que a brisa (adversa). enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. 2. Indra. literalmente: ‘Ponha para dormir as duas que se observam mutuamente. que Śunaḥśepa foi instruído pelos Viśvedevas a recorrer a Indra. belo2 e poderoso senhor do alimento. Ó Indra. Destrói cada um que nos insulta. de riqueza ilimitada. ó mais rico. 7. de riqueza ilimitada. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. ó mais rico. Indra. Indra. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. não sendo despertadas’. Paṅkti. Veraz bebedor do suco Soma. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. grandes feitos são teus. e o comentador as chama – sob qual autoridade não é declarado – de duas mensageiras fêmeas de Yama.4 e. que elas durmam. 6. Indra. que são nossos amigos. Ó bebedor de Soma. e aqueles. louvando com esse discurso.

6. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Ó Indra. Muito distante na floresta caia a tempestade em uma rota circular!5 Ó Indra. Essa passagem pode talvez significar. Mata cada difamador. ó mais rico. ó mais rico. e destrói aquele que nos prejudica em segredo. ó Indra. ó mais rico.115 Ó Indra. A palavra kuṇḍṛṇācī. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Destrói esse asno. 5 . significa em outro lugar certa espécie de animal. ó mais rico. que zurra para ti em tons dissonantes. Índice ◄►Hino 30 (Griffith) ____________________ Que o ciclone ou tempestade gaste sua fúria na floresta. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Ó Indra. 7. um lagarto segundo Sāyaṇa. 5. ‘que o vento caia na floresta com a kuṇḍṛṇācī’. o que quer que isso seja. e não se aproxime de nós. que eu interpretei de acordo com Sāyaṇa.

que ele. (concede a) nós. e com alimento (abundante). como as rotações das rodas de um carro giram em torno do eixo. 3. 7. 9. ou a alvorada personificada. para a nossa defesa nesse conflito. Tu te aproximas dela. (bênçãos) aos teus adoradores. Eu invoco o homem (Indra). no qual ela é Pādanicṛt.4 15. de vacas. sendo acumuladas para a satisfação do poderoso Indra. 13. O comentador preenche com gavām. disponível em linguistics. e] 1 no verso dezesseis. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Hino é atribuído a Śuna ḥśepa. Que assim seja. e que vacas robustas e ricas em leite sejam nossas. e de mil destiladas. 11. manejador do raio.3 que algum deus tal como tu és. Em toda ocasião. aos Aśvins.116 Hino 30. apresentado por si mesmo. uma variedade de Gāyatrī. A métrica é Gāyatrī. para (lugares) baixos. 2. Que ele que é (o recebedor) de cem (libações) puras. a Uṣas. como (eles giram) o eixo das rodas (de um carro). ó amigo. que estamos desejosos de alimento. como água.2 12. no oceano. nós.php?person=18.berkeley. tu concedes a eles. o protetor das residências. ou rebanho. das vinte e duas estrofes que o compõem. Ó Dhṛṣṇu. (para ser favorável) para teus adoradores. pois. teus amigos. venha (para o rito). que prosperidade genuína seja (a recompensa daquele) que te oferece louvação. Se ele ouvir nossa súplica. Indra. e bebedores do suco Soma. manejador do raio. Varga 30. Nós imploramos a ti. (abundância de vacas) com mandíbulas proeminentes. Varga 29. que nós tenhamos (alimento abundante). regozijante junto conosco. Nós conversaremos por outras questões. três. e três. tudo o que nós desejamos. ou dinâmico. 10. Todas as quais (as libações). como amigos. nosso amigo. como água. 8. em toda batalha. Ergue-te. com as quais nós possamos ser felizes. 3 O resoluto. como o eixo no qual elas revolvem. para a nossa defesa. como o eixo (gira) com os movimentos da carroça. – a ti.] 2 A expressão no texto é śipriṇīnāṃ. – um nome de Indra. 6. de fato. e acrescenta samūhah. que tu farás. o mais poderoso Indra. venha até nós. que visita muitos adoradores. como um pombo de sua (companheira) prenhe. que é poderoso e de cem sacrifícios. Varga 28. no qual ela é Triṣṭubh. a quem meu pai invocava antigamente. Tal riqueza. a esperança de que bênçãos provenham da adoração. provavelmente. com gotas (de suco Soma). tu aceitas nossa prece. genitivo plural do feminino śipriṇī. 1. 4 O verso inteiro é muito elíptico e obscuro. bebedor do suco Soma. exceto [no verso 11. conceda prontamente. satisfazer esse seu Indra. quando solicidado. 14. aceitante de louvor. que és preferido e chamado por todos. tendo um nariz ou uma mandíbula. com numerosas dádivas. que teus adoradores desejam. por tua graça. como um poço (é enchido com água). Śatakratu. ou firme. Bebedor do suco Soma. Indra. senhor da afluência. dezesseis são endereçadas a Indra. nós chamamos. e é inteligível somente por causa das adições abundantes do comentador.edu/people/person_detail. Śatakratu. Vamos. 4. uma multidão.5 1 [De acordo com Griffith e Gary Holland. consultado em 06/2013. second edition. Indra. Desse modo. como nosso amigo. 5. Essa libação é (preparada) para ti. de seu antigo lugar de residência. . por essa razão. Veja Rig Veda: A Metrically Restored Text with an Introduction and Notes. O significado pretendido é. estão contidas na barriga dele. Herói.

uma carruagem dourada foi dada a ele.9 Índice ◄►Hino 31 (Wilson) ____________________ Hino 30. com seus corcéis que mastigam. pelo ar. sua carruagem. é imperecível: ela viaja. Uṣā. Uṣas. que poder e alegria Sejam daquele que canta o louvor a ti. como o mar.11 ele deu espaço dessa maneira Dentro de sua barriga. ou sua divindade. mas parece preferível manter a denominação original. atrelada por ambos igualmente. Indra sempre ganhou riquezas (de seus inimigos). 19. imortal? A quem. 8. nos deu. Várias passagens parecem indicar que Uṣā ou Uṣas é o período imediatamente anterior à aurora. 3. no comentário. e mil das misturadas com leite Fluírem. Se ele nos ouvir que ele venha com ajuda de mil tipos. nos hinos atribuídos a ele. ‘É como o eixo. 22. de fato. Śunaḥśepa. Que deixa cem das doses puras. brilhante (Uṣas).8 que és satisfeita por louvor. venham para cá. Senhor de Cem Poderes. pouca conexão com a lenda narrada no Rāmāyaṇa e outras autoridades. aproxima-te. Vocês têm uma roda no topo da sólida (montanha).6 17. não há nada em comum entre os dois. enchamos completamente com gotas de Soma seu Indra como um poço. com essas iguarias. 6. 7 Não há explicação desse mito. levanta para nos prestar auxílio nessa luta13 Em outras também vamos concordar. Senhor das Bênçãos. [pág. filha do céu personificado. de muitas cores. Essa repetição da comparação é mais obscura do que na estrofe anterior. relincham e bufam: ele. O mais generoso. No Viṣṇu Purāṇa [pág. O comentador define ‘os atos’ como os movimentos do carro ou vagão. e o amanhecer é Vyuṣta. 8 A alvorada. Filha do céu. e. Nós. há. e perpetua nossa riqueza. tu afetas? 21. 11 Isto é.7 20. eles estejam perto. Aśvins. isto é. 4. – akṣaṃ na śacībhiḥ. deve ser confessado que. 6 Conforme o Brāhmaṇa. exceto com relação ao tempo. porque. Isso é teu. 12 Essa libação de Soma é para ti somente. 196 da versão em português]. Rosen traduz o nome como Aurora. Ele. 18. 5 . assim como para baixo para um lugar profundo.117 Varga 31. Aśvins. até ele. como um pombo se dirige à sua companheira: Tu aprecias também essa nossa oração. a alegria arrebatadora. Difusiva. enquanto a outra gira no céu. o mais poderoso de todos. Em cada necessidade. uma carruagem dourada. Quando para o forte. é chamada de noite. 10 Śatakratu. 198. 13 O hino é uma oração por ajuda em uma batalha vindoura.10 2. contudo. o passa de novo para os Aśvins. Dasras. Por Indra. Senhor dos Cem Poderes. último parágrafo]. Ele pode estar conectado com a noção purânica da única roda da carruagem do sol. 7. o estimulante suco Soma. uma palavra de derivação similar como Uṣas. 5. com provisões carregadas em muitos corcéis. o generoso. 9 Aqui nós nos despedimos de Śunaḥśepa. Ó Herói. (que sua residência) seja repleta de gado e de ouro. satisfeito. nós não conhecemos (teus limites). poderosa. – Viṣṇu Purāṇa. buscando força. Dasras. na maior parte. ou distantes. Indra (Griffith) 1.12 Tu te aproximas. o abundante em atos. elogiado em hinos. como um presente. em cada batalha nós chamamos como amigo para nos socorrer Indra. 16. pelos atos’. qual mortal desfruta de ti.

no caso vocativo. 11. 19 Aparentemente o Sol. desfruta de ti? Onde tu amas? A quem. Moves o eixo com tua força. ou incitas. que manejas o trovão. concordando com bebedor de Soma. O significado de śipriṇīnāṃ no texto é muito incerto. ou Manhã. a partir de uma possível forma de śipriṇī. Como tu. é a filha do Céu personificado. exercida por causa das preces dos adoradores. Śatakratu. e resfólegam alto Indra sempre ganhou grandes tesouros. amigo das nossas damas de traços adoráveis. Porque nós temos a ti em nossos pensamentos estejas perto ou longe. com força permanente ricos em cavalos e em vacas E ouro. tu moves. Vem para cá. A expressão moves. E manda riquezas para nós. de homens. Deus bondoso para aqueles que cantam teu louvor. De cor vermelha e semelhante a uma égua mosqueada. O carro de ouro pedido é riqueza abundante. 22. com as quais. bebedor de Soma. No alto da testa do Touro19 uma roda da carruagem vocês sempre mantêm. Eu chamo a ele poderoso para resistir. e têm sido interpretadas de modo variado. o eixo do carro. Com Indra que deleites esplêndidos sejam nossos. relincham. Sua carruagem atrelada por ambos igualmente. amigo. Aśvins. 20 Nós somos lembrados do antigo mito grego de Aurora e Titono (Eos e Tithonus). 14. Ludwig sugere ‘protegido com capacete’. Viaja. 20. ó filha do Céu. ó muito invocado. armado com o trovão. nós nos regozijemos. tu Amigo dos cantores.14 A ti a quem meu pai invocava antigamente. Venham. no oceano. Nós oramos a ti. Dyaus. pretende demonstrar a grande força de Indra. O carro de ouro dado a Indra é o hino. Índice ◄►Hino 31 (Griffith) ____________________ 14 O Deus tutelar da nossa família. desse modo. ó amigo. por assim dizer.15 e dos nossos amigos bebedores de Soma. ó radiante. ó Alvorada imortal. a qual eu sigo. o eixo. Corajoso. e sugere śipriṇīvan. rico em todas as dádivas preciosas. tu vais?20 21. 18 O oceano de ar. 18. 12. o Herói da nossa casa antiga. implícita. parece ser a mais simples e a melhor. ou Dyu. ó Aśvins. 16 As linhas dessa e da estrofe seguinte referentes ao eixo e à carruagem ou carro são um pouco obscuras.16 15. Mas o significado não é muito claro. 10.118 E tudo o que fortalece. Ó bebedor de Soma. ó vocês de atos maravilhosos. com esses teus fortalecedores. e nós vamos também recebê-lo. por assim dizer. Benfey considera que a palavra significa mulheres bonitas. ricos em todas as coisas que fortalecem. vocês de atos poderosos.18 19. Com cavalos que mastigam. Roth considera que a leitura é defeituosa. Wilson segue Sāyaṇa [veja o verso correspondente acima]. U ṣas. ricos em alimentos. e os Aśvins o precedem em seu percurso em volta do céu. A outra gira em volta do céu. Que seja assim. 9. o qual é a parte mais firme e mais forte do carro.17 17. Alvorada. 16. Qual mortal. 13. imortais. 17 O hino de fato termina com a estrofe anterior. A explicação de Ludwig. De modo que. age Para ajudar a realização de cada anseio como nós desejamos. O carro dos Aśvins permanece na cabeça dele ou na frente dele. ao nosso chamado. concordando com viśām. rogado. Um carro de ouro ele cujas obras são maravilhosas recebeu de nós. 15 . tu agracias e contentas teus louvadores.

Agni. o Ṛṣi é Hiraṇyastūpa. N. ele foi o primeiro. o filho de Aṅgiras. 6 O fogo é usado primeiro para acender o fogo Āhavanīya.2 para o benefício de todo o mundo. ou ansioso. 375. (que te adora). Céu e terra tremem (pelo teu poder). o primeiro e principal Aṅgiras. Varga 32. dos dois bastões. para todos os homens. primeiro concedes luz. 1 . Tu. 3 Dvimātā. como contados nos Purāṇas. ou de duas mães. que és louvado. Tu. no combate. na melhor imortalidade. ou. – sapiente. o aumentador da prosperidade (do teu adorador): tu deves ser convocado. o criador de dois. Tu. nesse verso. destróis. céu e terra. 4.5 fazendo homenagem a ti. isto é. por meio dos fracos. que. então. eles sendo. de acordo com o comentador. Vasu. o filho de Soma.6 5. De acordo com Sāyaṇa. aquele mortal. Preservem-nos. os sábios. Que nós melhoremos o ato por uma nova prole (dada por ti). Àquele que compreende totalmente a invocação e faz a oblação. Não há explicação da origem atribuída. por alimento diário. Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. 2. mas a frase é apenas: ‘fazendo mais bem a ele que fez bem’. o filho de duas mães. ornas a adoração dos deuses. Agni (Wilson) (Anuvāka 7. décima sexta e décima oitava estrofes estão na métrica Triṣṭubh. que está muito desejoso. Agni. 2. por causa de riqueza. o Gārhapatya. que. 2 (1869). em aprovação desse culto. és o derramador (de desejos). eles te levam. Agni. significa ‘de muitos tipos’. Muir. 5 A ação de Purūravas. 7 O significado não está muito claro. podem ser aludidos aqui. – tu. junto com os deuses. por ambos os nascimentos. e seu emprego na forma de três fogos sacrificais. pág.149. para a obtenção de bípedes e quadrúpedes. foste o primeiro Aṅgiras Ṛṣi:1 uma divindade. na geração de fogo por atrito. Quando tu és libertado por atrito de teus pais. excelentemente sábio. 4. nada mais do que os carvões ou brasas do fogo sacrifical. isto é. por nós. torna-te manifesto para o adorador. [“De acordo com Sāya ṇa. então.4 tu mais do que recompensaste Purūravas. A expressão é. tu guias o homem que segue caminhos impróprios para atos que são adequados para corrigi-lo. 310-311 da versão em português]). e. Tu. no rito para o qual o sacerdote foi designado. para o uso do homem. o resto. é adicionado”. Compare dvijanmā em 1. para o oeste (do altar). na luta de heróis (agradável para eles) como riqueza amplamente espalhada.119 Hino 31. o filho de Budha. céu e terra. Tu suportaste o fardo. A oitava. Agni.S. inteligente. Agni. anunciaste o céu para Manu. e. ele interpreta ou ‘nascido a partir de dois pedaços de madeira’. aos Maruts. em Jagatī. 8. 2 Vibhu. preeminente sobre o vento. tu. Agni. então. os Maruts de armas brilhantes foram gerados. aludindo aos diferentes fogos de um sacrifício. no primeiro lugar.7 felicidade e sustento. e 1. 1. (Viṣṇu Purāṇa. Varga 33. 3. tu foste o amigo auspicioso das divindades. ou ‘por fricção e o subsequente rito de consagração’. – J. primeiro. de acordo com o Brāhmaṇa. [págs. múltiplo. o provedor de sustento. O comentador diz. Tu sustentas.] 4 É dito que Agni explicou para Manu que o céu devia ser alcançado por meio de atos virtuosos. Tu. enquanto na segunda passagem um terceiro sentido de ‘nascido do céu e da terra’. os que discernem tudo.140. 6. adoraste os veneráveis (deuses). de acordo com o comentador. Agni. para o leste. os poderosos.3 e repousando de várias maneiras. 7. Sūkta I) O Hino é endereçado a Agni. como sendo o progenitor de todos os Aṅgirasas. que é desejoso (de criaturas) de ambos os tipos de nascimento. Em teu rito. tu concedes ao sábio. quando a concha é erguida. Agni. torna ilustre o realizador do rito.

14 De modo semelhante como antigos patriarcas. Tu deves ser procurado. que és o defensor de atos pios. 14. Sê favorável ao oferecedor da oblação. e dota-nos de compreensão correta. 12 Que ilumina os quatro pontos cardeais. Agni. Aṅgiras e Yayāti fizeram antigamente. Frequentes passagens nos Vedas atribuem a Iḷā a primeira instituição de regras de realização de sacrifícios. Tu. que somos opulentos. 18. como armadura bem costurada. desperta-nos. o general vivo do mortal Nahuṣa. como o protetor e encorajador daqueles que oferecem oblações adequadas. tu aprecias. Agni. o inofensivo. instruis o discípulo. o benevolente. até que a perplexidade foi removida por Agni determinar o sul. Agni. em tua mente. também. O homem que mantém iguarias seletas em sua residência.12 resplandeces. tu te fazes visível para os mortais. – Viṣṇu Purāṇa. cap. em tua presença. concedes todas as riquezas.11 que é sempre assíduo em tua adoração. 1].8 e concedendo a nós (progênie) incorporada. com tuas bênçãos. Agni. para a (segurança do rito) ininterrupto. Agni. caps. (residindo) na proximidade de (teus) pais. que foi elevado ao céu. centenas e milhares de tesouros pertencem a ti. Varga 34. e no Anusasana. como um Indra. Portanto. porque ele fala de seu neto. 11-17. para o salão de sacrifício. Tu és o defensor do gado. Irrepreensível Agni.120 9. e. filho de Purūravas. 13 É dito que isso alude a uma lenda na qual os deuses. 11. realiza o sacrifício de vida. de acordo com nosso conhecimento. regala (seus convidados). perdoa-nos essa nossa negligência. [Essa história de Nahuṣa se encontra em dois lugares no Mahābhārata: no Udyoga. [livro 4. e (defines) os pontos do horizonte. Tu.] 10 Iḷā.9 eles fizeram de Iḷā10 a instrutora de Manus. tu és o realizador (do objetivo dos ritos). Tu. – que estás próximo. a prece do teu adorador. estavam perdidos para determinar os pontos cardeais. até que foi derrubado de lá por sua arrogância. que te moves (para receber oblações). 16. a qual nós fazemos de acordo com nossa habilidade. tu defendes por todos os lados o homem que dá presentes (para os sacerdotes). Os deuses antigamente fizeram de ti. com elas. imune à injúria. leva-nos à opulência. Agni. esse caminho no qual nós temos nos perdido. que és onisciente. vai. assegurando alimento (abundante).14 Traze para cá os personagens divinos. que és digno de ser louvado. Nahuṣa era o filho de Āyus. 9 . tu és nosso protetor. Índice ◄►Hino 32 (Wilson) ____________________ 8 É dito que aqui os pais são céu e terra. Tu. protege a nós. Varga 35.13 15. tu és o dador de vida para nós: nós somos teus parentes. pois tu. se dirigiam para diferentes lugares onde sacrifícios eram celebrados. 10. prospera através dessa nossa oração. e. que sempre precisa de proteção. os corpos (dos nossos filhos). 11 Nós devemos concluir que esse hino foi composto pelo autor em sua velhice. auspicioso Agni. como Manus. e é o retrato do céu. tu és chamado de o protetor bem intencionado do adorador. Agni. Puro Agni. caps. és favorável a nós. 17. 99-100. e oferece a eles (sacrifício) agradável. e acompanhado por bons homens. um deus vigilante entre os deuses. filha do Manu Vaivasvata. desejas (que o adorador possa adquirir) aquela riqueza excelente que é necessária para o sacerdote recomendado por muitos. 13. ou antigos reis. Agni. – como o protetor do adorador. para o filho do meu filho. que oferece a oblação a ti. 12. Agni de quatro olhos. senta-os sobre a grama sagrada. quando o filho do meu pai nasceu. pretendendo oferecer um sacrifício.

Segundo a tua ordenança sagrada os Maruts. Ó Terra e Céu. Auspicioso! 10. sínodo ou assembleia sacrifical. Agni. guardião de elevados decretos. repousando em muitos lugares. 25 O vidhāta. 5. Que nós melhoremos o rito com nova execução. parece ter sido considerado como um refúgio inviolável.1 como levando o oculto Agni para Bh ṛgu. está atento para o nosso bem. 3. espalhado por toda a existência. e. dia a dia. tu iluminaste primeiro nosso povo. ó infalível! Os Aṅgirases são a família sacerdotal mais importante mencionada nos Vedas. 27 O Sūri.22 eles te levam primeiro para o leste. 21 Purūravas: filho de Budha. e os deuses são chamados de filhos dele. nos protejam.121 Hino 31. ainda mais piedoso.17 Surgido de duas mães. 26 Deuses e homens. que Agni realiza. o homem nobre ou eminente que institui e paga as despesas do sacrifício.60. Agni (Griffith) 1. cumpres como um Sábio a santa lei dos Deuses. Tu. Tu. É dito que ele é o pai de Yama. tu és nossa Providência. Por glória. Tu. o Deus do Vento. altamente elogiado. matas na guerra muitos pelas mãos de poucos.28 a Providência do cantor: todas as coisas boas tu tens semeado para ele. Agni. mil tesouros. 28 Concessor de filhos. depois. oito em número. Vasu!20 tremeram na escolha do sacerdote: a carga tu carregaste. 22 Isto é. Ó Agni. Ó Agni. e ao príncipe27 concedes alimento abundante. Agni. ó Previdente! que anda em maus caminhos. 4. a ser invocado por aquele que ergue a concha. em volta. 9. 7. 6. Formador de corpos. É dito que ele instituiu os três fogos sacrificais. extremamente forte. um Deus entre os Deuses. tu foste. Em ti. foste revelado primeiro. 2.16 nasceram. Agni. mandou o trovão o precursor da chuva. o amigo auspicioso dos Deuses. por causa do homem vivo. Para Mātariśvan18 tu. foste o primeiro Aṅgiras.15 um Vidente. 8. com todos os deuses. Agni. 18 Mātariśvan: o nome de um ser divino descrito em 1. Agni tu fizeste o céu trovejar para a humanidade. a personificação de todas as manifestações da luz. tu mesmo um Deus. Conhecendo bem a oblação com a palavra que santifica. quando os heróis lutam por despojos nos quais os homens se lançam. Agni. 15 16 . ele parece ser o Deus da luz do dia e do sol da manhã. Céu e Terra. 24 A exclamação Vaṣaṭ: que ele (Agni) a leve (para os Deuses). Os Vasus como uma classe de deuses. com suas lanças brilhantes. As lanças dos Maruts ou Deuses da Tempestade são os lampejos de relâmpago. 23 Isto é. eram a princípio personificações de fenômenos naturais. se encontram cem. para o piedoso Purūravas. 19 ‘O brilhante’. torna famoso o nosso cantor para que ele possa ganhar para nós grande quantidade de riquezas. para recompensá-lo. para o oeste. tu elevas o homem mortal à maior imortalidade. usada no momento de derramar o óleo sacrifical ou manteiga clarificada no fogo. Ó Agni irrepreensível deitado no colo de teus Pais. tu. e identificado por Sāyaṇa com Vāyu. sábio. tu salvas na assembleia25 quando procurado até aquele. Agni. ativos através da sabedoria.24 unindo todos os que vivem. rico em bons heróis. sábios. 20 Vasu (bom): usado frequentemente como um nome ou epíteto de Agni. nosso Pai: nós somos teus irmãos e Tu és nossa fonte de vida. tu adoraste Deuses poderosos. o melhor e mais antigo Aṅgiras. produzido e separado dos bastões de fogo. és um Touro23 que faz a nossa provisão aumentar. e para Vivasvān19 através do teu poder nobre interior. Tu mesmo que ansiando por ambas as raças26 dás-lhes grande bem-aventurança.21 Quando tu és rapidamente libertado de teus pais. tu. 17 A santa lei dos deuses: sacrifício para os Deuses.

poderoso para o mundo inteiro. Tu és chamado de Pai. os deuses fizeram o primeiro Vivo para o homem vivo. Perdoa. Agni. tu és um guardião cuidadoso para o homem piedoso. ó Agni. o filho das duas mães. sê fortalecido. como Ludwig sugere. o mais sábio.122 11. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ADHYĀYA 2. nós rogamos.32 é o modelo do céu. 17. Agni obtiveste para o sacerdote que louva alto a maior riqueza. vivo. (que és) o primeiro Aṅgiras Ṛṣi. quando ele trouxe sua doação para ganhar segurança. A personificação da prece. nasceram. mostra bondade em sua casa. a oração feita por nós de acordo com nosso poder e conhecimento. para Yayāti. aplicaste a lei dos deuses. protegendo incessantemente em teu caminho santo. Leva-nos. 30 . e a nós mesmos. Índice ◄►Hino 32 (Griffith) ____________________ Hino 31. é considerado como o gerador ou pai de Agni. para o céu. Digno de ser reverenciado. ó Agni. Agni. Ou isso pode significar. repousando em todos os lugares para (o uso do) vivo. 14. que cuidas dos devotos. 31 Esse Filho é o próprio Agni. Traze para cá a hoste celestial e senta-os aqui sobre a grama sagrada. para os simples tu ensinas conhecimento. desse modo Aṅgiras! puro Agni! vem para o nosso salão. ajudando nossas vacas a produzir. como um dos primeiros introdutores do fogo sacrifical e dos ritos de culto. que te aproximas e que inspiras os mortais. preserva os nossos ricos patrocinadores com teus auxílios. como armadura bem costurada tu proteges por todos os lados o homem que dá recompensa para os sacerdotes.33 Aṅgiras. 32 Provavelmente. Hiraṇyastūpa. 16. de Manu. te tornaste como deus o amigo bondoso dos deuses. Aquele que.29 Eles fizeram de Iḷā30 a professora dos filhos dos homens. Como antigamente para Manus. o maior Aṅgiras. 29 Um dos grandes progenitores da raça humana. alguém que oferece alimento e hospitalidade para um ser humano. 13. que. o primeiro. Tu. amplamente desviado. os Maruts com lanças brilhantes. um ofertante aos vivos. AṢṬAKA I. sensato. 18. A ti. ó Agni. e oferece o que eles querem. ó Agni. cuidando até dos fracos. ó Agni. 12. ativos em sua sabedoria. e. o Ṛṣi do hino. Agni. Senhor da casa de Nahuṣa. e Iḷā professora das regras de culto divino na época mais antiga quando Agni nasceu primeiramente na terra como fogo sacrifical. tu estás aceso. Tu. de quatro olhos! para aquele que está desarmado. portanto. à riquezas crescentes. um sábio. Segundo a tua lei os sábios. O significado do verso é que Agni foi nomeado sacerdote. o nṛyajña. quando um Filho 31 nasceu para o pai da minha linhagem. HINO 31. 33 Um rei famoso. este nosso pecado. 2. com alimento agradável. Deus. o objeto de desejo de um homem. 15. alguém que oferece um sacrifício que transporta o sacrificador imediatamente. Tu és guardião da nossa semente. 1. um dos filhos de Nahuṣa. é o filho ou descendente de Aṅgiras. caro Amigo e Pai. dota-nos com tua graça que concede força. VARGA 32–35. Por essa nossa oração. Com coração afeiçoado tu aceitas até a oração do homem pobre. Tu. e a primeira professora das regras de sacrifício. adoração do homem. – o caminho que temos trilhado.

zelando incessantemente por tua lei. ó Vasu. sê o criador do corpo e protetor para o cantor. Quando tu és libertado pelo poder de teus pais. tu. (tu) que sendo tu mesmo sedento dás felicidade para ambas as raças (deuses e homens). Um erro semelhante em relação à palavra pradiś ocorre várias vezes no texto do Ṛg-Veda. ó Agni. ó Agni. 36 Eu acho que os quadrantes do mundo não têm nada a fazer aqui. Tu. ó deus. os quadrantes do mundo. ó Agni. Tu. . em tua companhia no sacrifício. ó Agni. que. quando o prêmio (ou o despojo) está cercado (rodeado por todos os lados). de modo que ele possa prosperar sem perigo. Os quatro olhos do guardião divino parecem significar que ele pode olhar em todas as direções. Aquele que coloca comida agradável (diante dos sacerdotes). versos 10-11. no colo de teus pais. ajuda o glorioso cantor a ganhar prêmios. ó deus que habita entre todas as tribos. Tu és chamado de guardião e pai até dos fracos. Tesouros centuplicados. 35 Agni deve proteger o homem que não tem aljava. Tu.34 7. multiplicados por mil se reúnem em ti. sendo tu mesmo um grande benfeitor. protege com teus guardiões. és o primeiro a convidar os clãs. portanto. os deuses têm feito para o vivo como o primeiro vivo. A ti. 9. Que nós realizemos nosso trabalho com a ajuda do jovem ativo (Agni). Eu proponho traduzir o texto corrigido: ‘Tu instruis os simples. e talvez também que ele tem o poder de ver demônios maus invisíveis. Eles têm feito (da deusa) Iḷā a professora de homens (manuṣa)." etc. como o primeiro. ó Agni. Tu tens suportado a carga. levas adiante o homem que segue caminhos tortuosos. no momento decisivo para a obtenção do prêmio. proteger a si mesmo. ó irrepreensível. 8. 5. Tu. mesmo com poucos companheiros matas muitos inimigos na batalha. na luta de heróis. Tu. Os dois mundos tremeram em (tua) eleição como Hotṛ. em glória dia a dia. o guardião da lei. matas. Tu. ganhas para o adorador amplamente renomado aquela propriedade que é desejável e excelente. Tu. nós somos teus parentes. para Vivasvat. Tu. ele (residirá) ilustre no céu. pela tua sabedoria elevada. és aceso de quatro olhos. ó Agni. ó belo. Tu. 35 Tu aceitas em tua mente o hino até do pobre que tem feito oferendas. veja 10. que és rico em heróis. sempre vigilante. derramas toda riqueza. Tu. para o beneficente Purūravas. um deus entre deuses. Tu. o que não pode ser enganado.14. tu que na luta de heróis. o touro. como o protetor mais próximo para o sacrificador que está sem (mesmo) uma aljava. Tu. tens feito o céu ribombar para Manu. ó Agni. e que não pode. (deus) de vigor único. 13. proteges de todos os lados como armadura bem costurada o homem que dá taxas sacrificais. tu que és rápido no sacrifício. aos nossos generosos doadores e a nós mesmos. que conhece tudo sobre a oferenda e (o sacrifício realizado com) a palavra Vaṣaṭ. tu instrues os simples. conhecendo bem os (divinos) mandamentos’. deves ser louvado pelo sacrificador que ergue a colher. Tu és o dador de força. ó Agni. ó venerável! Tu és o protetor dos amigos e parentes e das vacas. 10. és nosso guardião. o maior sábio. manténs aquele mortal na mais elevada imortalidade. Tu. ó Agni. que os faz confortáveis em sua casa. quando nasce um filho do meu pai. 36 15. tens sacrificado aos grandes (deuses). 12. que mata (vítimas) vivas. ó Agni. e alegria para os ricos. 14.123 3. Os cães de guarda de Yama também têm quatro olhos. tu és nosso pai. 6. Tu. Ó Céu e Terra! Abençoem-nos junto com os deuses. ó Agni. te tornarás manifesto para Mātariśvan. tu. ó Agni. mas que em vez de pra diśah devemos ler (com Ludwig) pradiśah. o aumentador de prosperidade. eles te guiaram para cá antes e depois novamente. ó Agni. louvado por nós. 4. 34 O professor Max Müller traduz este verso: "Tu salvas o homem que seguiu o caminho errado no auge da batalha. 11. o senhor do clã de Nahuṣa.

Perdoa. essa nossa falha. Que nós sejamos unidos com tua benevolência. por Aṅgiras. tu és o intenso. Sê magnificado. que fazes dos mortais Ṛṣis. como para os antigos. Índice ◄►Hino 36 (Oldenberg) ____________________ 37 Compare com 3. o protetor. 43. por Yayāti em teu assento (sacerdotal). v. (olha misericordiosamente para) esse caminho do qual nós temos nos desviado. 18. que concede força. através desse encantamento que nós fazemos para ti com nossa habilidade ou com nosso conhecimento. ó Agni.37 17. ó Agni.124 16. 5: ‘Tu me farás um Ṛṣi depois que eu tiver bebido Soma?’ . coloca-os sobre a grama sacrifical. vem para cá. Como tu fizeste por Manus. e sacrifica para a adorada (hoste). o pai daqueles que oferecem Soma. Agni. Tu és o companheiro. E leva-nos adiante para coisas melhores. conduze para cá a tropa dos deuses. ó brilhante.

e umedece os campos. ele diz. assim jaz Ahi. Indra. ou obstruído por. É dito que ele é vyanśa. Não tendo nem mão nem pé. foram rompidas pela queda de Vṛtra. e. desse modo confundindo coisas com pessoas. – ele não escapou do contato do destino dos inimigos (de Indra). o firmamento. e em outros versos. 2 Nos Tṛkadrukas. 6 O texto tem somente. e afastar a escuridão. a partir do que. ‘ele moeu os rios’. é meramente uma narrativa alegórica da produção de chuva. ou influência atmosférica ou elétrica. como vacas (se apressando) em direção a seus bezerros. como alguém emasculado que finge virilidade ele desafiou Indra. uma nuvem. 100. Eu declaro os antigos atos heroicos de Indra. com ele. pode-se dizer que Indra é o pai do sol e do dia. com o Mahābhārata (Vana Parva. O inimigo de Indra esmagou as (margens dos) rios. então Vṛtra. tinha obstruído. como é feito ainda mais violentamente em um verso seguinte. o herói poderoso. golpeou a primogênita das nuvens. 5 Nós temos. 8. Com seu imenso raio destruidor. em uma disputa literal entre Indra e um Asura. as quais Vṛtra.1 2. Impetuoso como um touro. 1 Nesse e nos Sūktas subsequentes. Indra atingiu o sombrio Vṛtra mutilado. jacente sobre essa terra. nós temos uma ampla elucidação do significado original da lenda de Indra matando Vṛtra. com seu raio. A linguagem dos Ṛcas não é sempre clara o suficiente. convertida. e abertura é dada à chuva. os três sacrifícios chamados Jyotiṣ. Ahi está prostrado debaixo dos pés das águas. o destruidor de muitos. Como os troncos de árvores são derrubados pelo machado. também em outros Parvas). . em seu ombro como montanha. Eles são. o Hino é endereçado a Indra. as águas correntes se apressaram velozmente em direção ao oceano. metaforicamente. ou chefe dos Asuras. as quais. mas ela nunca se aproxima daquele modo inadequado de personificação. no Nighaṇṭu. Nenhuma outra descrição deles se encontra no comentário. 6 7. e confunde representação metafórica e literal. Ahi e Vṛtra. trancado em. 3 tu destruíste as ilusões dos enganadores. ambos os nomes. que o atingiu. a qual então desce à terra. que deleitam as mentes (dos homens). 1. tornou-se o tema de amplificação extravagante pelos compiladores dos Purāṇas. pela inundação causada pela descida da chuva. isto é. adormeceu. 4 Por dissipar as nuvens. o raio. fluem sobre ele. 3 A primeira nuvem formada. tendo uma parte ou. que buscou refúgio na montanha. 5 prostrado na terra. às vezes também chamado de Ahi. separado. Gauh e Ayu.2 Maghavan pegou seu dardo. desafiou Indra. Tvaṣṭṛ afiou seu raio que rodopia longe.4 5. onde é dito que ele não tem nem pés nem mãos. o dispersador de inimigos. Visto que. nada para obscurecer a atmosfera. os quais o que faz trovejar realizou. 6. Varga 37. aqui. é nada mais que a acumulação de vapor condensado. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. nos Vedas. como se inigualado. 4. apresentados como sinônimos de megha. Ele rompeu a nuvem. As águas. o comentador preenche com ‘as margens’. e. ele bebeu o suco Soma: ele bebeu a libação no sacrifício triplo. não deixando inimigo. aparentemente. ambos. Indra. uma nuvem. com muitos membros mutilados. ele lançou as águas para baixo (para a terra). ele partiu a nuvem. o qual. Vṛtra. O arrogante Vṛtra. produzindo o sol. então. ele abriu à força (um caminho) para as torrentes da montanha.125 Hino 32. ou figurativamente. com o raio. 3. cap. a alvorada. pelos escritores purânicos. começando. ou flui pelos rios. Varga 36. isto é. tu não deixaste um inimigo (para se opor a ti). divide a massa agregada. tu dividiste a primogênita das nuvens. como um rio (irrompe através de) suas (margens) destruídas. um membro. por seu poder.

e Maghavan triunfou. 10. e Gaṇḍakī. e se escondendo em um lago. como uma vaca com seu bezerro. O inimigo de Indra adormeceu por uma longa escuridão. 10 Aludindo.11 13. 26. 11. a esposa de Kaśyapa. sobre outros (ataques). Em um lugar no Mahābhārata. pensando que ele tinha cometido um pecado. Sindhu.126 9. – e. (Veja o Viṣṇu Purāṇa. Quando o medo12 entrou. (disparados por Vṛtra). o manejador do raio. fugiu para uma grande distância. Assim a mãe estava em cima. 2. os sete rios são chamados de Vasvokasārā. em outro. e Jambūnadī. Desses. É dito que Dāsa é um nome de Vṛtra.10 tu libertaste os sete rios para fluir. quando Indra atingiu a parte inferior dela com seu dardo. a uma lenda de Indra ter bebido uma libação preparada por Tvaṣṭṛ. o suco Soma. como o cavalo chicoteia com sua cauda. Sītā. como a cauda de um cavalo. Sarayū. mas. Paruṣṇī. com o Sindhu. 12 O comentador sugere que esse medo era a incerteza se ele devia ou não destruir Vṛtra. o Paruṣṇī é identificado com o Irāvatī. é dito. III. Gangā. ou de Danu. nos Purāṇas. 14. o Ārjīkīyā. para o oeste. por teu raio. como o destruidor de todas as coisas. Indra é representado como temendo a bravura de seu inimigo. A enumeração original de sete parece ser aquela que deu origem às especificações dos Purāṇas. nós temos dez rios. nem a chuva que ele derramou. as esposas do destruidor. A mãe de Vṛtra estava inclinada sobre seu filho. tu ficaste (furioso). mas. – Nir. e. que. ou de todos os atos sagrados. As águas levam o corpo sem nome de Vṛtra. também morto por Indra. Sītā. ele abrange todas as coisas (dentro dele). Algo semelhante a isso é. para se livrar das moscas. e o Bhāgīrathī. 12. chamados Nalinī. como a circunferência compreende os raios de uma roda. que vão para o leste. nem o raio. – que. Asiknī. e Hlādinī. Nalinī. Livro 2. herói. nunca repousam. e Dānu7 adormeceu (com seu filho).8 guardadas por Ahi. sugerido em outras passagens do texto. Indra. alarmado. 8 . também. Vitastā. para o sul. Vṛtra foi criado por Tvaṣṭṛ. ficaram obstruídas. 9 Tu resgataste as vacas. Yamunā. que outro destruidor dele tu procuraste. [cap. e mãe dos Dāvanas ou Titãs. era Triśiras. em sete rios. como as vacas por Paṇi. depois da morte de seu filho. Pāvanī. como um falcão (veloz)? 15. pág. 11 Segundo uma lenda purânica. O Brāhmaṇa e o Taittirīya são citados. Em um texto citado e comentado por Yāska. também. Sarasvatī. por matar Vṛtra. e Suṣomā. Yamunā. feriram Indra. e Sindhu. Quando o sozinho Vṛtra resplandecente retornou o golpe (que tinha sido infligido). Pāvanī. Então Indra. quando ele e Ahi lutaram. tu ganhaste. Gomatī. Ārjīkīyā. como afirmando que Indra. Sutudrī. depois de matar Vṛtra. Plakṣagā. para vingar o qual. do gado de chifre e sem chifre. Indra. cortar ou destruir. 164 da versão em português]). As águas. Rathasthā. Marudvṛdhā. de acordo com uma lenda purânica. 9 Nós tivemos esse símile antes. com o Vipāś. o Cakṣu. Nem o relâmpago nem o trovão. daí a lenda purânica. em teu coração. Índice ◄►Hino 33 (Wilson) ____________________ 7 Dānu é derivada de do. chamados Gangā. lançado no meio das correntezas que nunca param. em sua descida. e o filho embaixo. o Ganges se dividiu. tu atravessaste noventa e nove rios. ou o próprio Ganges. e o Suṣomā. como ele permanece o monarca dos homens. Gangā. tornou-se o soberano de tudo o que é móvel ou imóvel. quando prestes a matar Ahi. Varga 38. Dāsapatnīh. Indra abriu a caverna que as tinha confinado.

3. Indra. dando vida ao Sol e Alvorada e Céu.17 18 Então. O Dragão jaz sob os pés das torrentes que Vṛtra com sua grandeza tinha cercado. tomando coragem. como um guerreiro fraco insensato. e fendeu os canais das torrentes das montanhas. a arma irresistível’. e vencido os feitiços dos encantadores. 7. 17 [O último trecho segundo Macdonell: ‘e frustrado todos os ardis de maquinadores astutos’. Como vacas mugindo as águas descendo em fluxo rápido deslizaram para baixo. 6. o filho estava embaixo e como uma vaca ao lado de seu bezerro jaz Danu. As águas levam embora o corpo sem nome de Vṛtra: o inimigo de Indra afundou em escuridão permanente. Ele significa. tu tinhas matado o primogênito dos dragões. guardadas por uma serpente.14 2. para o oceano. fluem acima dele. assim Vṛtra jaz com membros separados espalhados. Lá como ele jaz. Dāsa é um nome comum aplicado no Veda a certos seres maus ou demônios. um dos habitantes não-ários da Índia. quando ele tinha golpeado Vṛtra. 16 O rico e pródigo. o manejador do Trovão. os primeiros que ele realizou.21 as águas ficaram como vacas mantidas pelo ladrão. Ele. esmagou na queda as fortificações quebradas.2. 1. abriu a caverna onde as correntes de água tinham sido presas. o grande Herói impetuoso matador de muitos.Sanskrit-English Dictionary). também. e feriu de morte aquele primogênito dos dragões. Então a força da mãe de Vṛtra foi humilhada: Indra lançou seu raio mortal contra ela. Quando. Maghavan16 pegou o trovão como sua arma. os primeiros três dias da cerimônia Abhiplava. Emasculado. segundo Sāyaṇa. e é citado em 1. contudo alegando vigor viril. um selvagem. literalmente a serpente. 13 Ahi.] 15 Trikadrukeṣu. como um rio rompendo a barragem. o pior dos Vṛtras. 9. Guardadas por Ahi estavam as servas dos Dāsas. 22 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Cercadas por demônios. 8. Flutuando no meio de correntes incessantes que fluem adiante sem descanso para sempre.18. tu não encontraste um inimigo para oferecer resistência a ti. 4. Indra com seu próprio trovão grandioso e mortal cortou Vṛtra.] 18 Os feitiços dos encantadores: poderes mágicos ou sobrenaturais atribuídos a Vṛtra e seus aliados. e 4. nos Tṛkadrukas. que o feriu com seu raio entre os ombros.22 23 Mas ele.103. o inimigo de Indra. na terra assim jaz o Dragão prostrado.127 Hino 32. hostis a Indra e aos homens. Indra (Griffith) 1. não aguentando o choque das armas. 19 [Essa primeira frase segundo Macdonell: ‘Indra matou Vṛtra e um pior do que Vṛtra. as águas ficaram como vacas capturadas por Paṇi’. com o raio. um bárbaro.] 21 Servas dos Dāsas: no poder de Vṛtra e seus aliados. Sem pés e sem mãos ele ainda desafiou Indra. desafiou Indra. Senhor Generoso. quando o machado as derrubou.2. ele escolheu o Soma e em três copos15 sagrados bebeu o suco.19 Como troncos de árvores. [Esse último trecho segundo Macdonell: ‘e perfurou as cavernas das altas montanhas’ – Hymns from the Rigveda. Ele. (de acordo com Monier Williams . Vyaṃsa significa literalmente ‘o sem ombros’. Eu te declararei os atos varonis de Indra. em pedaços.] 20 [Aqui Macdonell acrescenta: ‘como junco quebrado’.101.] 14 . A mãe estava acima. 5. Impetuoso como um touro. Ele matou o Dragão.13 então descobriu as águas. Ele matou o Dragão situado na montanha: Tvaṣṭar moldou seu dardo celestial de trovão. Vyaṃsa.9.20 as águas. 11. 10.

Noventa e nove é usado indefinidamente em lugar de um grande número. granizo ou nevoeiro que tinham se espalhado em torno dele: Quando Indra e o dragão lutaram na batalha. 27 [‘viste como vingador da serpente’ – Macdonell.26 13. Deus sem um segundo. tu. quando. De nada lhe valeu raio. golpeou teu raio. ó Indra. trovão. alguém que negocia e trafica).27 Indra. das criaturas domesticadas e de chifres. que o temor possuiu teu coração quando tu o tinhas matado. 14.128 12. tu ganhaste o Soma. contendo tudo como raios dentro da borda da roda. ó Indra. o manejador do Trovão.] 26 Segundo o professor Max Müller. Que. como deus não ajudado’. como um falcão atemorizado através das regiões. tu libertaste para fluir os Sete Rios.25 Tu ganhaste de volta o rebanho.] 28 Essa fuga de Indra é citada frequentemente. Paruṣṇī. É dito que ele fugiu pensando que ele tinha cometido um grande pecado ao matar Vṛtra. destruindo teus inimigos tão facilmente quanto um cavalo espanta moscas com sua cauda. Índice ◄►Hino 33 (Griffith) ____________________ O ladrão: paṇi (literalmente. Maghavan obteve a vitória para sempre. um homem ímpio que dá pouco ou nada para os Deuses. na lança dele empalado. os cinco rios do Panjab (Vitastā. tu cruzaste noventa e nove rios correntes?28 15. 24 Isto é. Indra é o Rei de tudo o que se move e que não se move. Quem tu viste para vingar o Dragão. Śutudrī) e o Sarasvatī. Lassen e Ludwig colocam o Kubhā no lugar do citado por último. 25 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Uma cauda de um cavalo tu te tornaste. Vipāś. significa um avaro. o Indus. Uma cauda de cavalo tu foste24 quando ele. um mesquinho. Asiknī. Sobre todos os homens vivos ele governa como Soberano. e como um epíteto dos demônios que roubam vacas e as escondem em cavernas de montanha. 23 . A palavra é usada também como o nome de uma classe de demônios invejosos que vigiam tesouros.

2 4. ele abrange. mas eles ficaram próximos. 3 Vṛtra. Indra. de nãosacrificadores. e recebeste os louvores do adorador. como se significando as tribos incivilizadas da Índia. alegra nossas mentes: por isso ele nos concederá perfeito conhecimento dessa riqueza. nesse e no verso seguinte. – significando Indra. pereceram. também identificando os seguidores de V ṛtra com as tribos que não tinham adotado. mas. feroz. atacando(-o) sozinho. aparentemente. (a qual consiste) em gado. de acordo com o Brāhmaṇa: “De fato. Indra (Wilson) (Terceiro Adhyāya. Venham. senhor dos corcéis. os Sanakas. 1. fugiram. aqui. embora com auxiliares (os Maruts) à mão. ó Senhor. Indra. senhor. (Os partidários de Vṛtra) enfrentaram o exército do irrepreensível (Indra): homens de vidas santas o encorajaram. Eu voo. e concessor de riqueza. De fato. também.7 9. investindo o universo com tua magnitude. 2. podem ser os Aṅgirasas. como os emasculados lutando com homens. quando ele nasce no leste. Poderoso Indra. para dar coragem a ele. afasta os Rākṣasas. Enfeitados com ouro e jóias. 5 Os seguidores de Vṛtra são chamados por esse nome. Ele é chamado de rico porque. inflexível. desprovido de malícia. é a divindade. aqui. Indra. com rostos desviados. – tu. que nos concedes riqueza abundante. Eles também são chamados. é dito. eles fugiram por caminhos íngremes. eles foram se espalhando pelo perímetro da terra. eles chorassem ou rissem.5 que negligenciavam o sacrifício. 8 1 Arya. como um falcão para seu ninho querido. tu mataste o bárbaro3 rico com teu (raio) adamantino. que são dissipadas pelo nascer do sol. dono. Os que negligenciam o sacrifício. mas. Ou os ‘homens’. da terra e do firmamento. eles não triunfaram sobre Indra: ele os dispersou com o sol (nascente). 8. aqui. Indra. dizendo: ‘Golpeia. Tu destruíste o ladrão (tendo-o arrastado) do céu. vamos nos dirigir a Indra. dentro dele. Literalmente. Indra. a ele que é invencível. 4 Percebendo o iminente poder de destruição múltipla do teu arco. aqui explicado como svāmin. mestre. 4 Conforme o Brāhmaṇa. O comandante da hoste inteira amarrou sua aljava (em suas costas): o senhor 1 conduz o gado (para a residência) de quem ele quer. com hinos excelentes. Varga 2. esse sendo um significado do termo. (para recuperar nosso gado roubado). 7 Nós voltamos. (eles desapareceram. todas as oblações. o Dasyu. como antes. 6 Espalhados diante dele. a métrica é Triṣṭubh. glorificando-te e oferecendo oblações. 3. lutando com os sacrificadores. no limite mais distante do céu. ‘não sejas para nós um paṇi’. à alegoria. as sombras da noite.) quando tu sopraste os que desrespeitam a religião para fora do céu. como um mercador. 6. como tu desfrutas do céu e da terra. não tires vantagem de nós. empenhados em oferecer libações para Indra por nove meses. todos os deuses. Continuação do Anuvāka 7. não exija demais de seus adoradores.129 Hino 33. de acordo com o Vājasaneyīs. todo o conhecimento. 7. Hiraṇyastūpa. pois ele. Pede-se que Indra não negocie duramente. aparentemente. e encorajaram o primeiro. tu sopraste para longe o ladrão com as preces que são repetidas em nome daqueles que não as compreendem. mostra-te um herói’. Tu os destruíste. o sol. glorificando. ou eram hostis ao ritual dos Vedas. eles. em direção àquele Indra que deve ser chamado. 5. poderosos como eles eram. Os Maruts que acompanhavam Indra não atacaram Vṛtra. É dito que os seguidores de Vṛtra são. por seus adoradores. cientes (de sua inferioridade). literalmente. um ladrão. Indra. usado em contraste com Arya. Sūkta III) O Ṛṣi é. Varga 1. homens cujas práticas eram recomendáveis. 6 Kṣitayo navaghvāḥ. em batalha.” 2 . um comerciante.

(por) matá-lo. fundador de um Gotra. Os Dasyus são também uma classe de demônios. ordenhou as águas da escuridão. mesmo andando com teus ajudantes. 4. grato pelos louvores dele. 13. Índice ◄►Hino 34 (Wilson) ____________________ Hino 33. o inimigo que te desafiava em batalha. 11 Gavyántaḥ. que têm permanecido por longo tempo (em inimizade) contra nós. ‘Vṛtra o ladrão’. um bárbaro. não sejas negociante conosco. ou preces dessa descrição. O segundo. mataste. e. ou a nuvem. Tu mataste com teu raio o rico Dasyu. ou Śvitrya. mas (Vṛtra) cresceu. quando adormecido nas cavernas da terra. Inflige dores fortes àqueles de mente hostil. uma família. protegeste Kutsa. ser protegidos por. ele amarra a aljava: ele afasta o gado daquele inimigo. cujos pensamentos estavam sempre dirigidos para ele. o derramador. Reunindo grande fartura de riquezas. com sua (lança) afiada e excelente ele destruiu as cidades deles. do gado? 2. com seu raio fatal e poderoso. Tu. então Intra. ou fortalecido para soprar para longe ou dispersar os seguidores de Vṛtra. Indra. A arma de Indra caiu sobre seus adversários. literalmente buscando ou ávidos por vacas. isto é. o filho de Śvitrā (por tua graça) ergueu-se. e às vezes a palavra significa um selvagem. As águas fluíram. ou até como filho dele. O primeiro. aqueles instituidores de sacrifícios que somente repetem os mantras sem compreender seu significado devem. tu defendeste o excelente Daśadyu. o filho excelente de Śvitrā. quando combatendo por suas terras. Maghavan. e encorajado (por ti) quando imerso em água. Ele é o suposto autor de vários hinos. 8 Isto é.12 sozinho. literalmente. Venham. 3. nuvens ou escuridão. Quando as águas não desceram sobre as extremidades da terra. ‘ressecamento’. o retentor da chuva fertilizante. Indra! Muito longe do chão do céu em todas as direções. Eu voo para o invisível Dador de riqueza como o falcão voa para o seu ninho querido. Indra libertou (as águas) obstruídas por (Vṛtra). e é citado em outra parte como o amigo particular de Indra. Em meio a todo o seu exército. porque ela retém a umidade necessária para a fertilidade. é aplicado a Vṛtra. literalmente. e matou o cornudo secador (do mundo). com seu brilho. aqueles mantras. todavia. . para fornecer o alimento de Indra. Indra. 10 É dito que Kutsa é um Ṛṣi. ele então atingiu Vṛtra com seu raio. e não cobriram aquela concessora de afluência com suas produções. Indra é para ser incentivado. alegrou sua mente.130 10. Maghavan. de acordo com o comentador. com rapidez e força iguais. ou escola religiosa. o pó dos cascos dos teus corcéis subiu ao céu. os antigos sem ritos13 fugiram para a destruição. envolvido em combate.10 15. 12 Segundo Sāyaṇa. saque ou riqueza consistindo principalmente em gado. Com os mais belos hinos de louvor adorando Indra.9 Tu. Tu protegeste. ‘secagem’. e com mantras. pegou seu raio e. matou Vṛtra. a quem aqueles que o louvam devem invocar em batalha. mas ele parece ter sido um guerreiro. o mais poderoso. 14. com teu raio. ávidos por saque11 vamos procurar Indra: ele aumentará ainda mais seu cuidado que nos guia. Daśadyu também é chamado de Ṛṣi. no meio dos (rios) navegáveis: então Indra. ‘tendo chifres’ o comentador explica ‘equipado com armas como os chifres de touros e búfalos’. Varga 3. se lhe aprouver. Indra (Griffith) 1. O Indestrutível não nos dotará com o conhecimento perfeito dessa riqueza. inimigos de deuses e homens. 11. 9 Śṛṅghiṇam * śuṣṇam. para ser novamente sustentado por homens. 12. ou devem colher o benefício de. O mesmo pode ser dito de Śvaitreya. o filho de uma mulher chamada Śvitrā.

10. Indra. cercados por todos os lados pela tua grandeza. 18 O significado de ‘cornudo’ ou ‘com seu chifre’ é simplesmente ‘poderoso’. eles não derrotaram Indra: os espiões deles ele cercou com o Sol da manhã.21 Eles ficaram lá por muito tempo antes que a tarefa fosse concluída. 7. Eles. 21 O significado de tugryāsu no texto não está claro. regulando o culto dos deuses. Violenta sobre seus inimigos caiu a arma de Indra. Maghavan. Ele com seu raio desferiu golpes em Vṛtra. Eles que permeavam o limite mais extremo da Terra não subjugaram com seus encantos o Concessor de Prosperidade: Indra. 20 Isto é. e venceu. e o filho de Śvitrā levantou-se novamente para a conquista. e aqueles que não adoram com aqueles que adoram. mas amável. Veja Benfey. como na poesia hebraica. quando tu. no limite mais extremo do céu. fez do trovão seu aliado. o Touro. e protegeste o corajoso Daśadyu quando ele lutou. 19 Isto é. o atingiu para sempre com sua arma mais forte. Índice ◄►Hino 34 (Griffith) ____________________ Os seguidores de Vṛtra. Eles chorassem ou rissem. mataste teu inimigo combatente com teu raio. 14 Aquele que permanece firme em combate. aqui aparentemente identificados com as tribos nativas que não tinham adotado. como o símbolo da força. Eles enfrentaram em luta o exército dos irrepreensíveis: então os Navagvas 15 empregaram todo o seu poder. 15 O nome de uma família mitológica frequentemente associada com aquela de Aṅgiras.131 5. com seu touro impetuoso19 ele partiu as fortalezas deles em pedaços. 13 . O Dasyu tu queimaste do céu. 12. 16 Isto é. cientes. sthātar. 6. etc. e com sua luz ordenhou vacas a partir da escuridão. Adornados com sua variedade de ouro e jóias.16 11. Orient und Occident. atingiu a nuvem com seu relâmpago. A palavra no texto. Benfey traduz ‘entre as filhas de Tugra’. As águas fluíram de acordo com sua natureza. Sāyaṇa o explica por ‘nas águas’. Lutando com fiéis devotos. por caminhos íngremes. Senhor feroz dos Cavalos Baios. 8. Embora eles se apressassem. o Persistente. em meio às casas de Tugra. como emasculados lutando com homens.14 sopraste da terra e do céu e do firmamento os ímpios. Tu. ó Maghavan. 13. 14. e saudaste a oração daquele que derrama o suco e te louva. 48. e o Petersburg Lexicon considera que ele significa ‘entre as famílias dos Tugryans’. fugiram de Indra. dispersos. o raio impetuoso. 15. cumprindo todo o seu propósito. com toda a tua força e rapidez. 17 Sāyaṇa diz que Ilībiśa é Vṛtra ‘que dorme em cavernas da terra’. parece corresponder exatamente ao Stator latino (Júpiter Stator). ou que eram hostis ao ritual dos Vedas. Indra quebrou os castelos fortes de Ilībiśa.17 e Śuṣṇa com seu chifre18 ele cortou em pedaços. Indra! com rostos desviados. e fez as torrentes leitosas de chuvas fertilizantes fluírem. os sem ritos se viraram e fugiram. e descrita como tomando parte nas batalhas de Indra. Provavelmente um dos demônios confederados é aludido. A poeira dos cavalos pisoteando subiu para o céu. tu os destruíste. ele invadiu as correntes navegáveis tendo se tornado poderoso. I. o chifre sendo usado. assim tu com sacerdotes sopraste para longe o Dasyu. Então Indra. ó Indra. tu ajudaste Kutsa a quem amaste. ó Indra. Como tu desfrutas do céu e da terra. eles estenderam sobre a Terra um véu que cobre. com seu espírito concentrado. O novilho brando20 de Śvitrā. tu foste o dono do tesouro dos inimigos. tu ajudaste em combate pela terra. filho forte. 9.

ou de percorrer igualmente os céus.9 a oblação tripla está preparada. dia a dia. com todos os tipos de coisas boas. e aqueles do firmamento. dirijam-se. bile e muco. e a terra. 1 Vasto é seu veículo. Três vezes nos concedam. usados para conter e derramar o suco Soma. 6 Aqueles em quem não há (na) inverdade (asatya). Erguendo-se acima dos três mundos. nos três sacrifícios diários. e o homem que é bem disposto em direção a nós. – uma lenda não encontrada nos Purāṇas. (Permitam-se serem) detidos pelos sacerdotes eruditos. 7. repousem no (leito) triplo de grama sagrada sobre a terra. é dito. e. três vezes nos concedam (recompensas) gratificantes. Três são as (rodas) sólidas da sua carruagem portadora de abundância. se. por seu movimento rápido ou irregular. eles tiverem medo de cair. para o triplo (lugar de sacrifício). que está estabelecido de noite e de dia. diz serem vento. nesse hino. os quais o comentador. e nos instruam em conhecimento triplo. Três vezes hoje borrifem a oblação com doçura. vocês defendem o sol no céu.2 três são as colunas3 colocadas (sobre ela) para apoio. quando eles foram ao casamento de Venā com Soma. Nesse lugar. 4. Deem ao meu filho a prosperidade de Śanyu. para corpos (vivos). 5 O texto tem somente tridhātu. exceto na nona e décima segunda estrofes. no qual os passageiros podem segurar. os medicamentos do céu. Aśvins. o firmamento. como (Indra derrama) chuva. preservem três vezes os nossos intelectos. como todos os deuses (a) conheceram. Venham. e aqueles da terra. Três vezes. 8 Gangā e os outros rios são aqui considerados como as mães da água que flui em suas correntes. Aśvins (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. 3 Postes colocados de pé sobre o corpo do carro. e três vezes por dia. a amada de Soma. a métrica é Jagatī. Sábios Aśvins. ou carro. sua união é como aquela do (dia) brilhante e (noite) orvalhosa. do altar. de manhã e à noite. Varga 4. 8. alimento. com os sete rios-mãe. 5. Aśvins. 1.132 Hino 34. respectivamente apropriados para oblações de ghee. meio-dia e pôr do sol. Nāsatyas6 conduzidos em carro. A filha do sol subiu em seu carro de três rodas. 2. como também sua munificência. e libações de Soma’. estejam presentes conosco três vezes hoje. para sacrifícios animais. (que forma o altar). Aśvins. 7 O texto tem somente ‘para os três. criado pelos Aśvins. 9 Três tipos de jarros. o agregado de três humores.7 como o ar vital. 3. três vezes derramem sobre nós alimento. e três vezes. de ser tripathagāh. ou cântaros.5 Varga 5. – no amanhecer. nela.8 Os três rios estão prontos. conforme escritores médicos. visitem a nossa residência.4 Apreciadores de (ervas) saudáveis. vocês viajam três vezes por noite. é feita aos três sacrifícios diários. 2 É dito que os Aśvins encheram seu ratha. . Três vezes em um dia inteiro vocês corrigem as falhas (de seus adoradores). três vezes. que devem ser adorados três vezes. 6. nas quais ela é Triṣṭubh. – ou à faculdade de todas as divindades. 4 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. Aśvins. três vezes nos concedam riquezas. o Hino é endereçado aos Aśvins. aproximem-se três vezes do rito divino. Aśvins. três vezes nos concedam prosperidade. sobre o número ‘três’. três vezes. 1 Nós temos uma diversidade de variações cantadas. nos concedam alimento concessor de força. quando acompanhante de Venā. três vezes se dirijam àquele que merece sua proteção. alusão.’ o comentador acrescenta: ‘altares. preservem o bem-estar dos três humores (do corpo).

em todos os três sacrifícios diários. Senhores do Esplendor. mas o comentador sugere uma classificação diferente. um asno. por proteção. 11 . Três vezes.13 venham. Onde. 10 O vértice do carro é na frente. O texto tem rāsabha. 15 como todos sabem. ó Aśvins.133 9. três vezes auxiliem nossos pensamentos. certamente. concedam a ele. Nāsatyas. Savitṛ envia. Três são os pilares fixados sobre ele para apoio: três vezes vocês viajam por noite. pois a filha do Sol16 subiu em seu carro de três rodas. composta dos oito Vasus. [pág. e nota 27. doze Ādityas. onze Rudras. que estão no céu’. três vezes por dia. 13 Essa é a autoridade para a usual enumeração purânica de trinta e três divindades. à noite. identificada com Sūryā. e ao raiar do dia. com bocas que apreciam o sabor doce. Estejam conosco por vigor em batalha. 4. Aśvins.139. Aśvins. tragam para nós. 6. Três vezes no mesmo dia. Nāsatyas. Venham. Índice ◄►Hino 35 (Wilson) ____________________ Hino 34. 2. Nāsatyas. 136. Conduzidos em seu carro que percorre os três mundos. ó Aśvins. da versão em português]). estão as três rodas do seu carro triangular?10 Onde. três vezes nos concedam fama. Três vezes. nos concedam os medicamentos celestes.11. com as três vezes onze divindades. e estejam sempre conosco. com esse hino. Prajāpati. 15 Soma aqui é a Lua. nós nos aferramos: vocês devem ser atraídos para perto de nós pelos sábios. a base é a parte de trás. ó Aśvins. ou a repetição tripla de onze divindades. Aśvins. De acordo com o Nighaṇṭu. borrifem três vezes hoje o nosso sacrifício com Hidromel. afluência presente. Aśvins (Griffith) 1. 11.12 brilhando com manteiga clarificada. um sinônimo de gardabha. Prolonguem nossas vidas. 12 Sugerindo que os Aśvins devem ser adorados. Vocês que observam estejam conosco hoje mesmo três vezes:14 sua generosidade se estende ao longe. A lista é. Bebam o suco. lá. como a um manto no inverno. que viaja atrás da amada de Soma. (para trazer vocês) para o rito. Venham. as três fixações e estacas (do toldo)? Quando o poderoso asno11 será ajoujado. sua amada é Jyotsnā ou Kaumudi o Luar. e Vaṣaṭkāra (Viṣṇu Purāṇa. 16 Sūryā que é chamada de a consorte dos Aśvins. para o sacrifício. Graça e saúde e força concedam ao meu filho. nos tragam o que nos fará felizes. a luz emprestada do Sol. ó deuses que banem a escassez. 12. Aśvins. Três vezes. ó Aśvins. nos concedam prosperidade. há um par deles: ‘Dois asnos são os corcéis dos Aśvins’. e sua rota. 14 Isto é. Três vezes. no amanhecer. três vezes os da terra e três vezes aqueles que as águas possuem. tripla proteção. seu carro extraordinário. beber a oblação. A oblação é oferecida. nos tragam riqueza abundante: três vezes na assembleia dos deuses. 5. Eu invoco vocês dois. ajudem três vezes triplamente o homem que bem merece a sua ajuda. A vocês. apaguem nossas falhas. de acordo com o texto: ‘Vocês onze divindades. ouvindome. 3. detenham nossos inimigos. reconhecidamente baseada em textos vêdicos. três vezes ao povo justo. acompanhada por progênie (masculina). três vezes nos enviem fartura de alimentos de modo que nunca mais falte. Três são as pinas em seu carro portador de mel. Antes da alvorada. veja 1. formando três ângulos. para que vocês possam vir para o sacrifício? 10. E três vezes nos concedam fartura de alimentos com força abundante. Três vezes venham à nossa casa.

Tornem longos os nossos dias de vida. ó Nāsatyas. com sete Correntes Mãe. 9. 8. antes do amanhecer do dia. Três vezes. Nāsatyas? 10. nos tragam prosperidade presente com descendência nobre. Nāsatyas. venham. vocês viajam ao redor da Terra. para o nosso sacrifício. venham. Conduzidos em carro. onde estão os três lugares firmemente presos a ele? Quando vocês unirão o asno poderoso que o puxa.134 7. venham: o presente sagrado é oferecido. três são os jarros. Três vezes vocês devem ser adorados dia a dia por nós: três vezes. com os três vezes onze deuses. para trazê-los para o nosso sacrifício. Onde estão as três rodas do seu carro triplo. para beber do Hidromel. ó Nāsatyas. ó Aśvins. ó Aśvins. ó Aśvins. venham aos três. estejam sempre conosco. de várias cores. Venham. Savitar envia. que vocês sejam nossos auxiliares onde os homens ganham os despojos. ó Aśvins. e movendo-se acima do céu vocês protegem a abóboda celeste fixada firme por dias e noites. Conduzidos em seu carro triplo. 12. a oferta tripla está preparada. seu carro. como o ar vital para corpos. Eu clamo a vocês que me ouvem por proteção. Três são os mundos. e apaguem todos os nossos pecados: afastem os nossos inimigos. repleto de óleo. 11. de longe. bebam o suco doce com lábios que conhecem bem a doçura. Índice ◄►Hino 35 (Griffith) ____________________ .

ou firmamento. água. amṛta tendo. portanto. O deus do Hino inteiro é Savitṛ. fica próximo.3 Os (corpos luminosos) imortais4 dependem de Savitṛ. embora Savit ṛ e Sūrya sejam o mesmo. 7. Os cavalos de Savitṛ são aqui chamados de śyāva. um sinônimo de raśmi. o resto. 3. o loka intermediário. ascendendo do nascer do sol até o meridiano. subiu em sua carruagem que permanece próxima. Três são as esferas. que traz descanso para o mundo. no Nighaṇṭu. despertando mortal e imortal. viajam. concedendo ao ofertante da libação riquezas desejáveis. bem dirigido. Onde. de asu. o comentador acrescenta ‘a lua e constelações’. concessor de vida. por proteção. Varga 7. como um carro. os sete rios. no verso três. se adorado à noite. Ele tem iluminado os oito pontos do horizonte. alternando radiância. antarikṣa. está Sūrya? Quem sabe para qual esfera os raios dele se estenderam? 8. duas estão na proximidade de Savitṛ. mas. 1. esteja presente (no sacrifício). um raio. 9. viaja entre as duas regiões de céu e terra. ou. eles foram chamados de ‘brancos’. ou fantasmas. Suparṇa.1 digno de adoração. afugentando Rākṣasas e Yātudhānas. Os homens e todas as regiões estão sempre na presença do divino Savitṛ. eu chamo. o divino Savitṛ viaja em sua carruagem dourada. tendo o poder (de dispersar) a escuridão do mundo. significa ‘os marrons’. afasta doenças. na Triṣṭubh. pois o deus. as três regiões dos seres vivos. Primeiro eu chamo Agni. Que o afluente Savitṛ de mão dourada. que dá. se aproxima do sol. têm manifestado luz para a humanidade. um pode ir até o outro. eu chamo o divino Savitṛ. e ra. concessor de vida. e equipada com jugos dourados. 3 É dito que as esferas ou lokas que se encontram no caminho imediato do sol são céu e terra. ar vital. para a minha preservação. Savitṛ de mão dourada. o presente deve ser.5 profundamente trêmulo. mas. e então declinando. Seus corcéis de patas brancas. Varuṇa e Noite estão incluídos. Mitr a. que alegra. eu chamo Noite. uma leva os homens à residência de Yama. ‘as chuvas’. 5 Suparṇa. no primeiro verso.6 e cobre o céu com trevas. 6 O comentador se esforça para explicar isso. 2 . 4. o bem alado é. Que aquele que conhece (a grandeza de Savitṛ) a declare. em outra acepção. o primeiro e nono versos estão na métrica Jagatī. 1 Isto é. contemplando os (vários) mundos. Agni. que orienta bem. um de seus epítetos. 10. contudo eles são duas formas diferentes. O adorável Savitṛ de muitos raios. Girando pelo firmamento escurecido. Varga 6. decorada com muitos tipos de ornamentos dourados. e. como um significado. pelo qual os pretāh. 4 O texto tem somente amṛtā. que tudo vê. removendo todos os pecados. 5. por observar que.135 Hino 35. propriamente. com relação à sua divindade. um nome próprio. de uma distância. agora. 2. portanto. asura. Savitṛ (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. é descrito como a estrada para o reino de Yama. 6. por proteção. o soberano dos mortos. é aqui explicado como ‘concessor de vida’. a menos que o cantor do hino se contradiga. O divino Savitṛ viaja por um caminho ascendente e descendente. tem iluminado as três regiões. Mitra e Varuṇa.2 arreados ao seu carro com um jugo dourado. o que. como divindades subordinadas ou associadas. ele vem para cá. do pino do eixo. ele viaja com dois cavalos brancos. ‘os imortais’. Que Savitṛ de olho dourado venha para cá.

são livres de poeira. todos os seres têm seu lugar para sempre. Der Mythus des Yama. Existem três céus. Varuṇa. 10 O Imortal e Divino. tendo poder e força. protege-nos do mal nesse dia. o Asura de mão dourada. 11 Uma classe de demônios ou maus espíritos. eu apelo a Savitar o Deus para nos ajudar. têm manifestado luz para todos os povos. o lar dos heróis. O eixo central é o símbolo da estabilidade. 11. teus antigos caminhos sem poeira estão bem estabelecidos na região média do ar. 8 . ou o céu do dia e o céu da noite. (Vindo) por aqueles caminhos. eu invoco Mitra. Em sua carruagem adornada com pérolas. com dois Baios brilhantes. Onde está Sūrya agora. perspicaz. Afasta doença. Eu invoco a Noite. 2. Aquele de muitos raios. Veja J. mas mais especialmente praticantes de feitiçaria. 9 Suparṇáḥ. Agni eu invoco primeiro para a nossa prosperidade. vem por esses caminhos tão propícios para viajar. 9.8 firme. 3. Savitar vem.7 próximos: no mundo de Yama é um. e bem colocados no firmamento. Savitar o santo. Avançando por todo o firmamento escuro. protege-nos hoje. 4. adorável. três regiões desérticas e os Sete Rios. repousam coisas imortais: aquele que sabe disso que ele declare isso aqui. 10. Teus caminhos. o Líder Gentil. dois de Savitar. Como em um eixo central. e nos abençoa. louvado em hinos ao anoitecer. o Deus da distância longínqua. Savitar (Griffith) 1. fáceis de serem percorridos. o Deus subiu. Ehni. onde se encontra alguém para nos dizer para qual esfera celestial seu raio vagou? 8. um epíteto ou um nome do Sol. Trazido em sua carruagem dourada ele vem. Savitṛ. p. o Deus que contempla toda criatura. e espalha o céu brilhante pela região escura. Ele.11 o Deus está presente. que dá descanso a toda a vida movente. Índice ◄►Hino 36 (Griffith) ____________________ 7 Céu e terra.136 11. Savitar de mão dourada. imponente. Asura10 de tremor profundo. 5. com lança de ouro. de patas brancas. Ó Savitar. para regiões escuras. muito parecidos com os Rākṣasas. Assim os Deuses permanecem impassíveis. Que ele. Deus Savitar o de olho dourado vem para cá. ao contrário dos mortais que partem para o reino de Yama. manda o Sol se aproximar de nós. mantendo sua posição inalterada pela revolução das rodas. Líder Bondoso. segue seu caminho entre a terra e o céu. Puxando o carro de jugo de ouro seus Baios. de várias cores. são preparados de antigamente. Rechaçando Rākṣasas e Yātudhānas. Ó Deus. todos os homens. não afetados pela morte ou mudança. 115. 6. em viagem. e afasta de nós toda angústia e tristeza. 7. colocando para descansar o imortal e o mortal. Deus. Índice ◄►Hino 36 (Wilson) ____________________ Hino 35. O Deus se move pelo caminho ascendente. o Divino. ele viaja. de asa forte. dando tesouros excelentes para aquele que adora. Seu brilho iluminou oito pontos da Terra.9 tem iluminado as regiões. venha para cá até nós com sua ajuda e proteção. fala conosco. para nos ajudar aqui. Mantidos no colo de Savitar. Savitar. o descendente.

Kaṇva. e que deve. 2. De acordo com o Sr. Os raios daquele Agni. quando chamado. vitoriosos sobre seus inimigos. 5. o Ṛṣi do décimo segundo Sūkta e seguintes. Adorável e excelente Agni. com o Yūpa. e do firmamento. exaltamos. Tu. Agni. Que Agni. O Neṣṭṛ. estão incluídos entre os dezesseis. através de ti. [‘Um Ṛṣi muito famoso. 8. tomar o lugar do Yajamāna. o mensageiro e invocador dos deuses. provavelmente. na décima terceira e décima quarta estrofes. identificado. que és tal (como descrito). dito pertencer à família de Aṅgiras’. seja um benfeitor para Kaṇva. 5. Varga 10. pois tu és devotado aos deuses. Varga 9. 11. Agni (Wilson) (Anuvāka 8. exceto o último. A métrica dos versos ímpares é Bṛhatī. tendo o primeiro e o terceiro p ādas iguais. a métrica dos versos pares é chamada de Satobṛhatī. agregadas em ti.3 deteve. Nós escolhemos a ti. e sê nosso protetor. mataram Vṛtra. todas. Portador de oblações. a ele nós. o Adhvaryu. que são muitas pessoas. espalham teus raios em volta. Varga 8. o aumentador de vigor.) algum outro adorador deteve. Generoso dador de alimento. a quem. brilham preeminentemente. que prepara os materiais para a oblação. a ele esses nossos hinos. ao poderoso Agni. tocam os céus. e. e Aryaman te acendem. cujo filho tinha sido antes apresentado como Medhātithi. que adoram os deuses. O Udgātṛ. 3. acendem Agni (com oblações). Essa enumeração omite um dos principais realizadores. 4. 6. – para o benefício de vocês. que canta o Sāma. ou Yajamāna. 10. Vigoroso e auspicioso Agni. Nós imploramos. ou quarta parte da estrofe. que repete os hinos do Ṛc. tendo doze sílabas no terceiro pāda. hoje. Nós recorremos a Agni. – a quem outros (Ṛṣis) também louvam. a quem Indra deteve. – Griffith. (junto contigo). Agni. que a derrama no fogo. Stevenson. que guarda a porta. 7. pois tu és poderoso. Toma o teu lugar. Homens. com (sete)2 sacerdotes ministrantes. riqueza universal. agora ou em qualquer outro momento. que és dotado de todo o conhecimento. 2. o guardião doméstico da humanidade. Agni. a morada (de criaturas vivas). sê favorável a nós. Os outros. Mitra. 3. 6. o antigo mensageiro deles. Os (deuses) destruidores. nós te adoramos. doador de riqueza. que recita as fórmulas do Yajush. 9. O Potṛ. Desse modo o devoto te adora. Sūkta I) O Ṛṣi é Kaṇva. a quem Kaṇva fez mais brilhante que o sol. As ações boas e duráveis que os deuses realizam estão. De acordo com outro texto: ‘os sete sacerdotes principais derramam a oblação’. Oferecendo oblações. 7. um epíteto de Kaṇva. transporta-a para os deuses poderosos. 4. e do céu. que supervisiona o todo. ou poste sacrifical. As chamas de ti.] O comentador completa com ‘os sete’. qualquer oblação que possa ser oferecida em ti. como um cavalo que relincha em um conflito por gado. és o concessor de deleite. 1. eles fizeram da terra. 1 2 . 3 Medhyātiti. o deus é Agni. brilhante com teu próprio esplendor. aqui. Agni. sobre a grama sagrada. Resplandece. tu.137 Hino 36. que és poderoso e eterno. e a quem (agora. O Rakṣas. é. possuidor de riqueza. aqui. bem disposto em direção a nós. acompanhado por veneráveis (medhya) convidados (atithi). o anfitrião de convidados piedosos. emite a fumaça movente e graciosa. os sete sacerdotes ou assistentes no Soma-yāga são: 1. (tu és aquele) a quem os deuses mantiveram por causa de Manu. 1 o filho de Ghora. O Hotṛ. O instituidor. Os deuses Varuṇa. o invocador e mensageiro dos deuses. com hinos sagrados. O homem que te oferece oblações obtém. O Brahmā.

15. 3. de modo que nós passemos (pelo mundo). com uma maça. o Senhor de muitas famílias que servem devidamente os deuses. é dito aqui ser identificado com o yūpa. Bṛhadratha. . o Onisciente. As chamas de Agni são luminosas. 13. como (a louça do oleiro). 2. Ereto. Manu te reteve. Os homens ganharam Agni. destrói todo espírito maligno. e o homem que nos ataca com armas afiadas. de longe. (para dar) luz para as várias raças da humanidade. Turvaśa. para a nossa proteção. dador de alimento. Permanece ereto. nós rogamos a Agni. Tu és o senhor de provisões notáveis. para os deuses. Aquele homem mortal que tem derramado oferendas para ti. Yadu e Ugrādeva. completa nossos tesouros. te adoramos. protege-nos. assim como o (sábio que tem) a hoste dos santos. Turvaśa pode ser outra leitura de Turvasu. pelo qual nós te invocamos com unguentos. Aryaman. que. esse verso e o seguinte devem ser recitados. e saciado com oblações. ganha através de ti toda riqueza. com uma maça. brilhaste por Kaṇva. do pecado. pelo conhecimento. sim. Agni. pois tu és grandioso. o comentador completa com ‘a cerâmica’. 17. Agni (Griffith) 1. das pessoas citadas nesse verso. Com palavras emitidas em hinos sagrados. a ele a quem os outros também louvam. 6 Nada mais é dito. Sê hoje nosso Auxiliar de espírito benevolente em nossos atos de força. Os Deuses acendem a ti seu mensageiro antigo. destrói totalmente nossos inimigos. a ti. tu. não prevaleça contra nós. e. e (todo outro) adorador (que recorre a ele) em busca de riquezas. são amarradas. 16. com os raios ardentes. ou poste ao qual as vítimas. Surgido por causa de sacrifício. da raça lunar. e do (homem) malévolo que não oferece donativos. e daqueles que procuram nos matar. como o divino Savitṛ. Ereto. seguramente e totalmente. 5 O texto tem somente ghanā. em tais ocasiões. era o filho de Yatāti. Faze-nos felizes. e. Mitra. pois a amizade dos deuses é obtenível através de ti. ó excelente. – Varuṇa. consome os poderosos espíritos do mal. tu és o concessor de alimento.6 19. a quem homens reverenciam. além de que eles eram Rājarṣis. em um sacrifício de animais. protege-nos de (animais) nocivos. terríveis. e não são confiáveis. Nós chamamos. 4. na hora de erguer o poste. o que prende o ladrão.5 que alguém que é hostil a nós. e Turvīti. leva nossa riqueza (de oblações). junto com Agni. protege-nos contra maus espíritos. Agni é solicitado para concessão de poder (afluência). Que Agni. como ereto. de acordo com Asvalāyana. A ti como o nosso mensageiro nós escolhemos. ó Agni.138 12. 4 Agni. ele que faz a força deles abundar: nós. e sacerdotes (oferecendo oblações). que não fazem doações. As chamas de ti o poderoso estão espalhadas extensamente ao redor: teu esplendor alcança o céu. com oblações. como o nosso Sacerdote. para que nós possamos viver. ele tem protegido nossos amigos. com Yadu. e todos os outros nossos adversários. Agni. Agni. Sempre. Varga 11. Índice ◄►Hino 37 (Wilson) ____________________ Hino 36. sábios reais. erguenos no alto. ele tem concedido prosperidade a Kaṇva. Vigoroso e muitíssimo resplandecente Agni.4 14. poderosas. 20. traga para cá Navavāstva. 18.

A ele. com unguentos e com sacerdotes.139 5. e depois. Senhor da Casa. segundo o ponto de vista vêdico.11 14. o mais vigoroso. 8 O poderoso Agni. o primeiro.8 invocado. ó Agni. protege-nos do iníquo malicioso. 9. Mitra. de longe. mensageiro dos homens. esses nossos cânticos de louvor. quem quer que ele possa ter sido. Tu. e o último. Protege-nos. de quem Kaṇva. forte como um touro e impetuoso como um cavalo de guerra. como Mitra (e Varuṇa) favoreceu’. Yadu. adora nossos Deuses.7 6. Não deixes o homem que conspira contra nós no meio da noite. com os quais o poste era ungido. Portador de oferendas. mata com tua chama todo demônio devorador. Nesse dia. Benfey e Ludwig consideram que ela significa. e eles traduzem respectivamente ‘Agni e Mitra protegiam’. . os deuses ordenaram por causa de Manu. Agni. amigos. entretanto se referir aos ornamentos – outra significação da palavra – usados pelos sacerdotes ministrantes. o vidente de vinte e oito hinos dos livros 8 e 9. e talvez também para fortalecer sua prece por um apelo aos espíritos de heróis mortos. a quem Medhyātithi. 13 Turvaśa e Yadu são citados juntos frequentemente como epônimos de tribos daqueles nomes. e ‘Agni. Digno de alimento sagrado. Agni. Senhor Divino. tu com luz imponente. melhor Sacerdote sacrificante. brilha. 15. Mitra e Varuṇa. Em ti. reunidas. para proteger o lar atacado pelos Dasyus ou ladrões. Essa palavra pode. à direita e à esquerda. ‘Indra e algum outro adorador’. Consequentemente ele considera que añjibhiḥ significa ‘com unguentos’. eram amarradas.13 por meio de Agni. de quem Medhyātithi9 fez a fonte de riqueza. Agni.10 11. traze Navavāstva e Bṛhadratha. isto é. como ereto. Agni tem dado poder heroico para Kaṇva. rubra e bela de se ver. Ereto como concessor de força nós te chamamos em voz alta. se encontram em ti. a ele. tu que tens fogo como os dentes. O Touro glorioso. em um sacrifício animal. 12 Sāyaṇa toma mitrā no texto como mitrāṇi. Todas as leis superiores imutáveis estabelecidas pelos deuses. pois tu és poderoso. conforme Sāyaṇa. 9 Medhyātithi: Sāyaṇa considera essa palavra como um epíteto de Kaṇva [veja a nota 3]. exaltam: seus poderes brilham preeminentes. os dois Mitras. 8. 10 Vṛṣan e Upastuta: traduzidos por Wilson. 11 Agni. 17. do demônio. 12. Ergue-nos no alto para que possamos caminhar e viver: desse modo tu deves pronunciar nossa adoração em meio aos Deuses. 16. e fizeram do céu e da terra e do firmamento uma grande morada. para que possamos ter filhos heroicos. Ereto. é identificado por Sāyaṇa com o poste sacrifical ao qual as vítimas. louvado Agni! solta a fumaça. porque tu és grandioso. O poeta parece rezar pelo retorno de Navavāstva. Senta-te. Derruba tal como com uma maça. Mas ela parece ser nome de um Ṛṣi da família de Kaṇva. Permanece ereto para nos prestar ajuda. ficou ao lado de Kaṇva: o Corcel relinchou alto em disputas por vacas. golpeia o perverso. 18. porque tu tens afinidade com os deuses. Turvaśa. Agni. todo presente sagrado é oferecido. e felicidade: Agni tem ajudado nossos amigos. Agni. A ele. a quem Kaṇva acendeu para seu rito. 10. Faze a nossa riqueza perfeita. a quem. prevalecer sobre nós. porque aqueles dão força aos Deuses e os tornam aptos a cumprirem seus deveres. o Auspicioso. tem ajudado Upastuta a ganhar. Nos salva daquele que deseja nos ferir ou matar. nem qualquer inimigo. eleva-te como Savitar o Deus. ó Agni. Os homens acendem Agni com seus presentes sacrificais. melhor animador dos Deuses. ajudou seu favorito Kaṇva em batalha. Vṛtra eles derrotaram e mataram. Dele em seu próprio esplendor brilhante o devoto se aproxima em adoração. 13. Turvīti. 7. 7 A preservação do mundo inteiro depende. Nós chamamos Ugradeva. preserva-nos da dificuldade desagradável. para subjugar o inimigo. benevolente. são também aparentemente os nomes de dois outros Ṛṣis. O Mais Vigoroso. dos sacrifícios oferecidos pelos homens. e Vṛṣan e Upastuta. Tu governas como um Rei sobre força amplamente famosa: sê bom para nós.12 tem ajudado Medhyātithi. vitoriosos sobre os inimigos. és um Sacerdote animador.

a quem o povo reverencia. Assim. para não serem aproximadas. Tu és o Hotṛ alegre e o chefe de família. Com oblações os homens acendem Agni. eles abriram espaço amplo para sua habitação. Que o valoroso (Agni). Destruindo o inimigo. se torne brilhante ao lado da Kaṇva. teus raios tocam o céu. 2. tendo superado todas as falhas. dependem. o possuidor de tudo.” Max Müller. ao vigoroso Agni que pertence a muitos povos. A ele esses hinos. 9. tu. Toma teu assento. depois de ter recebido as oblações. o rei. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. estrelas. o deus mais jovem. Ó Agni.140 19. AṢṬAKA I. a quem os deuses colocaram aqui para Manu como o melhor realizador do sacrifício. ó bom! 3. Aquela nutrição de Agni tem brilhado a quem Medhyātithi e Kaṇva têm acendido em nome de Ṛta. ó Agni. alimentado com óleo. 20. os adoradores de fato se aproximam com reverência.16 eles (vitoriosamente) passaram pelo Céu e a Terra e as águas. As chamas de ti. tens convivência com os deuses. ó portador de oferendas. Os deuses.14 consome cada demônio devorador. Varuṇa. 4. justo ganhador de despojos. Em ti. rico em alimento sacrifical. emite tua fumaça bela e vermelha. Índice ◄►Hino 37 (Griffith) ____________________ Hino 36. sê aqui hoje benevolente para nós. Sacrifica então. com palavras bem faladas. acendem a ti. aos deuses para que nós possamos ser ricos em homens valentes. tu que és benevolente para nós hoje e depois. deus santo. Enche (-nos de) riqueza. que os deuses têm feito. O mortal. Rākṣasas e maus espíritos que praticam feitiçaria. para toda a raça dos homens: Surgido da Lei. Consome para sempre todos os demônios e feiticeiros. Nós te escolhemos. Tem piedade de nós. por Kaṇva tu tens brilhado. Brilha. tu és grande. 16 A palavra 'inimigo' (Vṛtra) faz alusão ao nome do demônio conquistado por Indra. Aryaman. tais como sol. 12. que ele relinche como um corcel em batalhas. Os homens têm colocado Agni (no altar) como aumentador de força. o antigo mensageiro. que és grande. a ele nós exaltamos. a quem Kaṇva e Medhyātithi. o mensageiro dos clãs. 14 15 .15 6. ó glorioso! 10. como o deus Savitṛ. ADHYĀYA 3. que te adora. VARGA 8–11. 1. relâmpagos. Mitra. tu que te diriges muito excelentemente aos deuses. se espalham em volta. todo o alimento sacrifical é oferecido. quando nós com nossos adoradores e com unguentos te chamamos em emulação (com outras pessoas). ó Agni. ó Agni. ganha através de ti todos os prêmios. HINO 36. Levanta-te em linha reta para nos abençoar. Manu te estabeleceu uma luz. Que possamos adorar-te. ou seja. Tu és senhor sobre saque glorioso. Agni. Tu. 11. As chamas de Agni cheias de esplendor e de poder são terríveis. 13. ó Agni. 8. Em ti todas as leis firmes que os deuses fizeram estão compreendidas. Nós imploramos. 7. “Em ti todas as obras eternas estão unidas. Dele. pois tu. como nosso mensageiro e como nosso Hotṛ. um ajudante em nossa luta por ganho. o vencedor de prêmios. o Abençoado. tu és grande. a quem Vṛṣan e Upastuta (adoraram). ó dependente de ti mesmo. a quem outras pessoas (também) magnificam. 5. aos clãs que adoram os deuses.

15. e os aliados dos Yātus.17 Que nós permaneçamos corretos para que possamos andar e viver. Que Agni. assim como com uma maça. Permanecendo reto. O mortal que faz (suas armas) muito afiadas à noite. como uma luz para todas as pessoas. As chamas de Agni são impetuosas e violentas. do avarento. a quem as raças humanas cultuam. todos os maus espíritos. conduza Navavāstva. Bṛhadratha e Turvīti. e aquele que nos engana. ó Agni. elas são terríveis e não devem ser suportadas. Através de Agni nós chamamos de longe para cá Turvaśa. Descobre nossa adoração entre os deuses. 18. que aquele impostor não governe sobre nós. Manu te estabeleceu. protege-nos do mal com teu esplendor. Agni (abençoou) Upastuta na aquisição (de riqueza). queima todo demônio necrófago. Mitra e Varuṇa) abençoaram Medhyātithi. Sempre queima os feiticeiros. Agni ganhou abundância em heróis. que ataca túmulos e se alimenta de cadáveres. ó deus de mandíbulas de fogo. cresceste forte.] . os avaros em todas as direções. Yadu e Ugradeva. ó deus mais vigoroso com esplendor brilhante! 16. 19. Agni e os dois Mitras (ou seja. 17. nascido de Ṛta. Tu resplandeceste com Kaṇva. Índice ◄►Hino 44 (Oldenberg) ____________________ 17 [Ghoul: espírito dos contos orientais. Salva-nos daquele que nos prejudica ou tenta matar-nos. livra-nos do mal. do feiticeiro. Salva-nos. 20. Atinge.141 14. tu. ó Agni. Agni prosperidade (para Kaṇva). nossa força contra o Dasyu.

4 Devattaṃ brahma. Ele considera que as vacas são as nuvens. Onde quer que os Maruts passem. Maruts (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kaṇva. com sons. e cuja força foi nutrida pelo (desfrute de) leite. Celebrem. Eu ouço o estalo dos chicotes nas mãos deles. gritos de guerra. céu e terra). Varga 14. segundo o comentador. Quem é o líder principal entre vocês. revigorem a humanidade. todos ouvem (o barulho) deles. o tejas. Eles impelem. 6 Uma coluna forte. como o topo (de uma árvore)? 7. retentora de chuva. isto é. 5 A passagem é breve e obscura. a métrica é Gāyatrī. 3 Vāśībhih. o rasa. pois a montanha de muitos cumes é despedaçada (diante de vocês). 14. Kaṇvas. Que. temendo sua aproximação feroz e violenta. 6. e o leite. (para beber). Eles são os geradores de fala. 11. com gritos apavorando o exército do inimigo. Dirijam a oração dada por deus4 àqueles que são sua força. que nós possamos viver nossa vida inteira. ou palavras. A cuja aproximação impetuosa a terra treme. A frase é anarvāṇaṃ. ou do leite. com armas. que tem sido aumentada em ou por. agitadores do céu e da terra. Estável é seu local de nascimento (o firmamento). Louvem a força esportiva e irresistível dos Maruts. deem animação às nuvens. nasceram autoluminosos. em sua rota. que nasceram entre vacas. 1. voz. – a qual é explicada: seu vigor. derivado de. Vāśī é um sinônimo de vāch. 9.5 Varga 13. de acordo com o comentador. 10. os poderosos. 8. plantou um (pilar)6 firme.1 a força reunida dos Maruts. 15. e que não pode ser diminuída. ou. mas é o śardhas. obtida a partir da graça ou instrução dos deuses. um cavalo. extraordinariamente inspirando (coragem) na luta. A oferenda está preparada para a sua satisfação. o qual seria um epíteto bastante ininteligível. ou força. Arvan é. por medo (de seus inimigos). a chuva. ou. 5. para dar estabilidade à residência. Maruts. como um monarca enfraquecido. que o comentador explica como 'sem o filho de um irmão'. que abalam tudo em volta. Varga 12. como vocês têm vigor. 13.3 e enfeites. no Nighaṇṭu. a prece ou oração que recomenda a oblação. eles espalham as águas. sábios ou sacerdotes. Índice ◄►Hino 38 (Wilson) Kaṇvas pode significar os membros do gotra (a família. alegres. não exercida sobre. com seus (veículos) velozes. eles enchem o caminho de clamor. o Hino é endereçado aos Maruts . Venham rapidamente. sem cavalos. possuidores de reputação brilhante. simplesmente. até seus joelhos. e abrem com força (os úberes para derramar) o leite”. 3.142 Hino 37. 4. cuja carruagem é puxada por cervos. e ser sem cavalos seria aplicável aos Maruts. Langlois tem “que reinam entre as vacas (celestes). O chefe de família. porém as aves (são capazes) de sair (da esfera de) sua mãe: pois sua força é (dividida) em todos os lugares entre duas (regiões. – jambhe rasasya vāvṛdhe. eles estimulam o (gado) mugindo a entrar (na água). As oferendas dos Kaṇvas estão preparadas. dos Maruts. nós somos seus (adoradores). em sua acepção usual. O Sr. 1 2 . foi aumentado (ou) em desfrute ou na barriga. a energia. diante deles. a nuvem longa. em seus cursos. 2. Fiquem satisfeitos com eles. levados por veados pintalgados. 12. ou leite. fala. os destruidores de inimigos.2 mas brilhantes em seu carro. vasta. ou escola) de Kaṇva.

Ó Maruts. Agora cantem o hino dado por Deus para sua exultante tropa Marut. vocês têm derrubado homens na terra. Ele se fortaleceu porque bebeu da chuva. 8 . Os violentamente vigorosos. Nós somos seus servos sempre. é deles. 8. Sim. E esses. Venham rápido com corcéis velozes. Aqueles que. ó abaladores da terra e do céu. os Cantores. Diante deles.9 em suas corridas têm ampliado os limites. 10. 13. os Filhos. Tudo está preparado para o seu deleite. os fortes. Isto é. espadas e ornamentos brilhantes. Para viver tanto quanto a vida possa durar. Eles por cujos avanços a terra. quando todos são tão poderosos seria supérfluo perguntar quem é o mais poderoso. Alegres. 9. 9 Os Maruts de voz alta. para seu grupo de Maruts inatacáveis. Lanças. nasceram juntos. nos caminhos que eles seguem. Vocês que os agitam como a bainha de uma roupa?8 7. treme em terror em seus caminhos. 10 Os Maruts se espalharam pelo céu e fizeram cair tanta chuva que as vacas nos pastos estão na água até os joelhos. como se estivesse próximo. ó Kaṇvas. 2. como sua força é grande. Quem é o mais poderoso de vocês. resplandecentes em seu carro. 3. Ouve-se. o estalo dos chicotes que eles seguram. com os cervos pintalgados. Assim vocês têm feito as montanhas caírem. Louvem ao Touro entre as vacas. ampla e inesgotável.10 11. Heróis. eles conversam no caminho: Alguém os ouve enquanto eles falam? 14. Cantem. força. autoluminosos.7 pois ele é o grupo esportivo dos Maruts. De modo que as vacas devem andar afundadas até os joelhos. Longa. 4.143 ____________________ Hino 37. Forte é o seu nascimento: eles têm vigor para emergir de sua Mãe. 15. 6. como um senhor dos homens enfraquecido pela idade. 5. Índice ◄►Hino 38 (Griffith) ____________________ 7 O grupo de Deuses da Tempestade preeminente entre as nuvens como um touro é entre as vacas. Maruts (Griffith) 1. quando. até duas vezes o suficiente. pois vocês têm adoradores entre os filhos de Kaṇva Que vocês se regozijem entre eles completamente. 12. À sua aproximação o homem se segura diante do furor da sua ira: A montanha de juntas escarpadas cede. Eles obtêm glória em seu caminho. eles derramam essa prole da nuvem. Enquanto os Maruts passam.

como parece. e eles falam no mesmo hino. VARGA 12-14. Venham rápido em seus corcéis velozes! Há adoradores de vocês entre os Kaṇvas: vocês podem se regozijar bem entre eles. autoluminosos. eu ouço o que os chicotes em suas mãos dizem. ou seja. e o comentador está perfeitamente certo. 14 Nós também poderíamos traduzir: "Aqui. no entanto.15 as vacas tiveram que andar afundadas até os joelhos. embora o comentador explique a palavra claramente como ‘sem um inimigo’. no mesmo verso. O fato é que. an-arvan nunca significa ‘sem cavalos’. eles impelem adiante o belo (carro) na estrada. vocês têm feito os homens tremerem. que nasceram juntos. a tradição posterior na Índia declarou-se a favor de cervos manchados. e os enfeites brilhantes o relâmpago. Sāyaṇa está perfeitamente ciente do significado original de pṛṣatī. ou. 10." 15 A expressão que os Maruts ampliaram ou alargaram as cercas de sua pista de corridas (RV. é o mais forte entre vocês aqui. AṢṬAKA I. e significavam originalmente. 12 Os cervos manchados (pṛṣatī) são os reconhecidos animais dos Maruts. Nós sempre somos seus servos. Seu nascimento é forte de fato: há força para emergir de sua mãe. vocês agitadores do céu e da terra. por perto. A escola lendária. 8. treme de medo em seus caminhos. Índice ◄►Hino 38 (Müller) ____________________ Wilson traduz anarvāṇaṃ como ‘sem cavalos’. em traduzir a palavra como ‘sem um inimigo’. tendo pṛṣats como seus cavalos. mas sempre ‘sem dano’ ou ‘livre de inimigos’. diz ele. Os poetas vêdicos. para a hoste esportiva de seus Maruts. para que nós possamos viver. como nuvens. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. À sua aproximação o filho do homem se detém. e incólumes11 – 2. Quem. 13 As lanças e adagas dos Maruts significam os raios. com tal força como a sua. 7. quando vocês os agitam como a bainha de um traje? 7. os enfeites brilhantes. Celebrem o touro entre as vacas (a tempestade entre as nuvens). a escola etimológica como linhas de nuvens de muitas cores. no entanto. alargaram as cercas em suas corridas. as nuvens de chuva. 40. 9. são chamados às vezes de pṛṣat-asvāh. dotados de energia e força terríveis. brilhantes em seus carros. com cavalos malhados. no que diz respeito ao sentido. com os cervos pintalgados (as nuvens). Conforme os Maruts passam. pois é a hoste esportiva dos Maruts. Isso se torna ainda mais claro a partir do próximo verso.13 3.12 as lanças.144 Hino 37. ele cresceu porque ele provou a chuva. a queda de tanta chuva que as vacas tiveram que caminhar até os joelhos na água. 15. 4. 11. ADHYĀYA 3. no Ṛg-Veda. eles conversam no caminho: alguém os ouve? 14. quase perto. A última frase expressa o resultado dessa corrida.14 4. como um rei grisalho. quando eles os estalam em suas mãos. ó Kaṇvas. HINO 37. 6. dos gamos e dos cavalos dos Maruts. os toma como cervos com manchas brancas. 7). há vigor duas vezes o suficiente para isso. ou melhor. eles ganham esplendor em seu caminho. e afastaram as nuvens de todos os horizontes. E esses filhos. Ó Maruts. os punhais. vocês têm feito as montanhas tremerem. ó homens. os cantores. Cantem. 11 . De fato há o bastante para o seu júbilo. Eu ouço seus chicotes. Eles por cujas corridas a terra. mais que isso. Os Maruts. Eles fazem essa longa e vasta chuva incessante cair em seus caminhos. de fato. 13. admitiam ambas as idéias. 5. 1. Cantem a prece dada por deus para a tropa selvagem de seus Maruts. só pode significar que eles varreram todo o céu. a nuvem retorcida fugiu por causa de sua ira violenta. 12. ou ‘sem oposição’. 58. até a totalidade da vida. Eles. 3.

e o belo Mitra. Não deixem que o muito poderoso e indestrutível Nirṛiti1 nos destrua: que ele pereça. Ao rugido dos Maruts. Varga 16. 1 2 . – como uma mãe vaca que berra por seu bezerro. filhos de Prisni. daí. com progresso desobstruído. Maruts. Profiram o verso que está em suas bocas. Aqueles que são de. Onde aqueles (que te cultuam) gritam (para vocês) como gado? 3. 12. toda residência da terra (treme). Que seu adorador nunca seja indiferente a vocês. Índice ◄►Hino 39 (Wilson) ____________________ Ele é. criados por Rudra. ao longo dos rios belamente represados. por meio de uma nuvem carregada de água. com mãos fortes. 10. 9. e seus dedos bem hábeis (para segurar as rédeas). 11. Maruts. Que as pinas de suas rodas sejam firmes. os brilhantes e vigorosos Maruts. brilhantes. Varga 15. 2 mandam chuva. vocês estão (no momento)? Quando sua chegada ocorrerá? Passem do céu. De fato. Brahmaṇaspati. com voz afinada para louvor. deuses e métrica continuam os mesmos. não da terra. ou. 13.3 Agni. Maruts (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. ou pertencentes a. Proclamem. tremem. (sacerdotes). se tornem mortais. e seu panegirista se torne imortal. quando vocês nos pegarão por ambas as mãos. inundam a terra. 8. por isso. que seus carros e seus corcéis sejam firmes. dignos de louvor. Rudra. Varga 17. que gostam de louvores. como um pai faz com seu filho? 2. 6. chamado de um deus da raça Rākṣasa. Onde. 7. o espalhem. estão seus novos tesouros? Onde. Que vocês. com nossos (maus) desejos. que eles sejam exaltados por esse nosso culto. Glorifiquem a hoste de Maruts. aqui. 1. e por quem a grama sagrada é cortada. a chuva é libertada pelos Maruts. Onde. 3 O senhor do mantra (ou prece). do alimento sacrifical. também. habilitados para adoração. e. de fato. todas as suas (dádivas) auspiciosas? 4. – de modo que ele não trilhe o caminho de Yama. na nossa presença. Eles espalham escuridão sobre o dia. – e. sem vento. 15. – como um cervo (nunca é indiferente) ao pasto. venham. Maruts. 5. como uma nuvem espalhando chuva: cantem o hino medido. e os homens. explicado como: criados ou protegidos por Rudra.145 Hino 38. O relâmpago ribomba. sobre o deserto. suas (riquezas) valiosas? Onde. 14.

portanto. Que nenhuma praga destrutiva6 sobre praga difícil de ser conquistada. Maruts. o derrube: Que todas. Max Müller. 11. 6 Nirṛitiḥ. Como uma vaca o relâmpago muge e segue. 6. Forma em tua boca o hino de louvor. Maruts (Griffith) 1. louvável. e é até chamado de marutsakhā. seu filhote. como um pai querido ao seu filho. Nem ele seguiria pelo caminho de Yama. ao som da sua voz essa morada terrena treme. fossem mortais. Max Müller. Max Müller. Deuses. Agni9 o Senhor da Oração. e como tal ele é invocado junto com os Maruts em outras passagens. o sacerdote e purohita dos Deuses e homens. expande-te11 como uma nuvem de chuva Canta o elogio medido. vocês os filhos que Pṛśni teve. a sua prosperidade? Onde todas as suas sublimes bem-aventuranças? 4. à hoste dos Maruts. Com a nuvem de chuva carregada de água. Então seu adorador nunca seria odiado como um animal selvagem5 na área do pasto. Que sejam firmes as pinas de suas rodas. para quem a erva sagrada é cortada? 2. 8. com seus corcéis de cascos fortes. apressem-se. e não vêm para a terra? Ou. Brahmaṇaspati e Bṛhaspati são. Índice ◄►Hino 39 (Griffith) ____________________ 4 Talvez.146 Hino 38. eles os ferozes e poderosos Filhos de Rudra mandam sua Chuva sem vento8 até nos lugares desertos. 11 Endereçado ao poeta do hino. 13. Porque vocês ficam no céu. 10 Parece melhor. pecado. o amigo dos Maruts. Quando eles inundam a terra eles espalham escuridão mesmo de dia. 14. Onde as suas mais novas graças são mostradas? Onde. os Cantores’. as nuvens. 7. 9. 9 Agni é invocado frequentemente junto com os Maruts. não soprada para longe. 8 Chuva constante. que penetra no solo. Agora para onde? Para qual meta vocês vão. firmes seus cavalos e seus carros. melodiosa. E que suas rédeas também sejam bem ajustadas. Ó Maruts. .7 se afastem de nós. no céu. Ó Maruts. E agora? Quando vocês nos tomarão por ambas as mãos. i. com Sāyaṇa. como Max Müller sugere. ambos. e Imortal aquele que canta seu louvor. atribuir brahmaṇaspatim a Agni do que.10 Aquele que é belo como Mitra.37. os Filhos. Quando sua corrente de chuva foi libertada. 40. A canção dos Maruts é a música ou canto dos ventos. de acordo com Ludwig: ‘Onde se alimentam as vacas que devem fornecer leite e manteiga para o sacrifício para vocês? Onde é o lugar no qual deve ser oferecido sacrifício a vocês?’ 5 Ou. o vento geralmente cessando logo que a chuva pesada começa a cair. variedades de Agni. ‘onde permanecem seus rebanhos?’ isto é. Convida para cá com essa música. 10. ó Maruts. De fato. I. 5. 15.10: ‘E esses.12 vigorosa: Que os fortes residam aqui conosco. Cantem glória à hoste Marut. sem impedimentos em seus cursos. ao longo dos rios brilhantes represados. 7 Ganância. E cada homem que nela habita oscila. Se. com a seca. para o louvor. e não na terra? Onde as suas vacas se divertem?4 3. 12. 12 Como em 1. indesejado como um cervo em um pasto familiar ou prado reservado para as vacas. como mãe.

que suas rédeas sejam bem moldadas. 23 e também 8. assim como uma nuvem envia chuva”. os homens cambalearam para frente. brilhante como o sol. na não pode ser deixado aqui sem tradução.4 e 1. 9. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. 7. Ludwig traduz. 12.147 Hino 38. Realmente eles são terríveis e poderosos. e é melhor tomar mitram como amigo.15. os gloriosos. e me sinto justificado em fazê-lo por outras passagens onde a mesma ou uma ideia semelhante é expressa. ele segue como uma mãe segue atrás de seu filhote. agora? Quando vocês (nos) pegarão como um pai querido pega seu filho por ambas as mãos. para os quais a erva sagrada tem sido podada? 2. que é como um amigo. 1-2. ou que leva a Yama. 15. 13.52. Maruts em seus corcéis de cascos fortes que nunca cansam vão atrás daquelas brilhantes (as nuvens). juntamente com a ganância. Se vocês. como um cervo em um pasto.17 Que eles sejam magnificados aqui entre nós. então. 11. É dito lá de um patrocinador que só ele é um rei. os carros. doando centenas e milhares". não na terra? Onde suas vacas estão passando o tempo? 3. como 1. Onde estão agora? Em que missão vocês estão indo. os seus cavalos. o brilhante. 16 A segunda frase é obscura. como o governante dos mortos. Então seu adorador nunca seria indesejado. ó Maruts? Onde estão as bênçãos? Onde estão todos os prazeres? 4. 1. fossem mortais. .19. quando a chuva (dos Maruts) foi libertada. Que nenhum pecado após outro. nos domine. os terríveis. Agni. Pronuncia para sempre com tua voz para louvar o Senhor da oração. 8. nem ele seguiria o caminho de Yama. 44. 18. quando eles encharcam a terra.15 14. e seu adorador um imortal13 – 5. isto é. 19. VARGA 15-17. Além disso.14 6. 18. tanto quanto eu sei. então o poeta seria mais generoso com o deus do que o deus é com ele: veja 7. Um verso semelhante ocorre 8. O relâmpago muge como uma vaca. que ele se afaste. 17 Outras passagens. que todos os outros em volta do rio Sarasvatī são apenas reis pequenos. 8. no céu. invocado junto com os Maruts. Que suas pinas sejam fortes. Sāyaṇa traduz: “Que o coro dos sacerdotes faça um hino de louvor. Então por causa dos brados dos Maruts sobre todo o espaço da terra. Onde estão suas mais novas graças. que eles o proferiram ou expandam. 14 O caminho de Yama só pode ser o caminho seguido primeiro por Yama. HINO 38. Índice ◄►Hino 39 (Müller) ____________________ 13 Eu acho melhor conectar os versos quarto e quinto. Mesmo de dia os Maruts criam escuridão com a nuvem carregada de água. 8. Adora a hoste dos Maruts. Forma um hino em tua boca! Expande-te como a nuvem!16 Canta uma canção de louvor. isto é. 14. até mesmo ao deserto os Rudriyas trazem chuva que nunca é secada. O que. 32. que ainda estão trancadas. ‘belo como Mitra'. ADHYĀYA 3. os musicais. mostram que a concepção dos Maruts como cantores era familiar para os Ṛṣis Vêdicos. que se o deus fosse o poeta e o poeta o deus. difícil de ser conquistado. 10. 25-26. e o poeta acrescenta: "Que ele se espalhe como uma nuvem com a chuva. 15 Mitra nunca é. AṢṬAKA I. 21. filhos de Pṛśni. ó deuses.

então vocês fazem seu caminho através da floresta (árvores) da terra. com auxílios protetores completos. o veado vermelho. de longe. 7. que. e Satobṛhatī. rapidamente. e não aparece o que é para ser feito com o jugo. praṣṭir vahati rohitaḥ. Vão. divinos Maruts. 6. Varga 19. por causa da nossa progênie. defendam (o sacrificador) Kaṇva. significando ‘aqueles possuidores de intelecto (chetas) superior (pra)’. Varga 18. o nome pode ser somente um epíteto. 1 . instigado por vocês. com toda a sua progênie. como aqueles inebriados. no texto. mas a construção do original é obscura. quando vocês demolem o que é estável. soltem sua ira. nos atacar. Quando. como a luz (desce do céu).148 Hino 39. que fazem (todas as coisas) tremerem. Nós então temos. nos versos ímpares. atrelados a um carro. retirem dele alimento. nenhum adversário seu é conhecido acima nos céus. 9. vocês desfrutam de vigor intato. é outra espécie de veado. filhos de Rudra. e. nós recorremos à sua ajuda. sem qualquer concordância gramatical. e força. (vocês são atraídos)? 2. que seja sua a força que merece louvor. firmes em resistir a eles. É dito que praṣṭi é um tipo de jugo. para humilhar (seus inimigos). e os homens ficam alarmados. Destruidores de inimigos. abaladores (da terra). Se qualquer adversário. para nossa proteção. Eles fazem as montanhas tremerem. venham a nós. pṛṣatīh. 8. não (a força) de um mortal traiçoeiro. a métrica é Bṛhatī. nem (existe algum) sobre a terra. 3. como os relâmpagos (trazem) a chuva. 1. Índice ◄►Hino 40 (Wilson) ____________________ Os cervos pintalgados. Venham. o cervo vermelho. para onde vocês quiserem.2 que devem ser adorados sem reserva. no meio de três cavalos. quando vocês espalham o que é pesado. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e deuses são os mesmos. Maruts líderes. Que sua força coletiva seja exercida rapidamente. O sentido pode ser algo semelhante àquilo que é apresentado na tradução. Vocês atrelaram os cervos pintalgados à sua carruagem. vocês dirigem seu (vigor) terrível para baixo. Prachetasas. 2 Ou. sobre o inimigo colérico dos Ṛṣis. até o tímido Kaṇva. nos pares. Que suas armas sejam fortes para afugentar (seus) inimigos. e sua ajuda. pela adoração de quem. 10. e dos desfiladeiros das montanhas. eles despedaçam as árvores da floresta. ou outros animais. Maruts. pelo louvor de quem. rude e antigramatical. como vocês vieram antigamente. unido entre eles. leva ou puxa o carro. ou por homens. como uma flecha.1 o firmamento ouve sua chegada. Rudras. vahati. vocês possuem força não diminuída: Maruts. 4. são sempre especificados como os corcéis dos Maruts. (ajuda a) puxar o carro. Doadores generosos. Rohita. mas a palavra permanece sozinha. Maruts. aparentemente. 5. o comentador diz.

5. como uma chama. deuses com toda a sua comitiva. 4. para desafiar agora mesmo. eles rasgam em pedaços os reis das florestas. Até a própria Terra ouviu quando vocês se aproximaram. e através das fissuras das rochas. Heróis. Maruts (Griffith) 1. 4 ‘junto com sua raça’. ó Generosos.3 Para quem vocês vão. que a força. Vocês uniram ao seu carro os cervos pintalgados. Índice ◄►Hino 40 (Griffith) ____________________ 3 ‘Nessa passagem nós devemos considerar medida. 7. portanto ser representado como olhando em torno em busca da chuva’. abaladores da terra. a quem. Müller. um veado vermelho puxa como um líder. Vocês têm força incólume. Avante. que é lançada adiante para medir a distância de um objeto. perfeito. venham a nós com plena ajuda protetora. é seu poder.149 Hino 39. não no sentido abstrato. Quando o que é forte vocês derrubam. 3. não como a força de um mortal enganoso. Max Müller. Ó Maruts. M. Que suas armas sejam fortes para afastar seus inimigos. agora por causa do amedrontado Kaṇva. 9. Destruidores de seus inimigos. ó Maruts. Eles fazem as montanhas balançarem e oscilarem. de longe. e com os auxílios que são seus. 5 ‘O relâmpago precede a chuva. como nos tempos antigos. sua rota é através das árvores da floresta da terra. e pode. Se algum inimigo monstruoso. e os homens ficaram muito aterrorizados. vocês. Acabem com ele por nós com seu poder e com sua força. têm protegido Kaṇva perfeitamente. Venham a nós com sua ajuda. portanto. Sim. . Ó Rudras. movidos pela sabedoria de quem.4 seja sua. enviado por vocês ou mandado pelos mortais nos ameaçarem. nós desejamos seu auxílio rapidamente para esse nosso trabalho. Quando. abaladores da terra. que parecem com suas armas golpear as árvores e as montanhas quando eles mesmos ainda estão distantes’. Maruts. contra o inimigo irado do poeta mandem um inimigo como um dardo. mas como uma linha de medição. Maruts. ó Maruts. que elas sejam firmes para resistência. extremamente glorioso deve ser seu poder guerreiro. 8. Müller. pelo plano de quem? 2. nenhum inimigo de vocês é encontrado no céu ou na terra. 6. mantida nesse vínculo. movam-se. vocês lançam sua medida adiante. como relâmpagos buscam a chuva. os veneráveis e sábios. Ó Rudras. e giram por todos os lados toda coisa pesada. Porque vocês.5 10. M. como criaturas ébrias com vinho. uma imagem perfeitamente aplicável aos Maruts.

Ó Rudras. e giram por toda parte o que é pesado. Grandes árvores da floresta são chamadas de reis ou senhores da floresta. ó Maruts. HINO 39. lançam para frente a sua medida. vocês carregam força completa. ele pode ser desafiado? 5. com todas as suas graças. Que suas armas sejam firmes para atacar. Pois vocês. com toda a sua tribo. de longe. agora por causa do atemorizado Kaṇva. ADHYĀYA 3.8 até a Terra ouviu sua aproximação. Quando vocês derrubam o que é firme. nem na terra.150 Hino 39. 6. eles despedaçam os reis da floresta. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. 7. privem-no de poder. poder completo. Maruts. fortes também para resistir. 10. não aquele do mortal enganador. que eu traduzo como ‘medida’. 7. Venham a nós com auxílio. têm protegido Kaṇva totalmente. AṢṬAKA I. Qualquer demônio. através das fendas das rochas. como loucos. 28: “Quando o líder vermelho puxa ou conduz os cervos manchados deles na carruagem”. como outrora. ó homens. 1. Vocês uniram os cervos pintalgados aos seus carros. e os homens ficaram amedrontados. pelo plano de quem? Em direção a quem vocês vão. como relâmpagos (vão em busca da) chuva. junto com sua raça! Ó Rudras. VARGA 18-19. 9. 3. Eles fazem as rochas tremerem. 8. Maruts perseguidores e sábios. Índice ◄►Hino 43 (Müller) ____________________ Mā'na. Maruts. para quem. ó abaladores (do mundo). vocês passam através das árvores da terra. Venham até nós. nós desejamos sua ajuda rapidamente para a nossa tribo. é explicado por Sāyaṇa no sentido de força. ó deuses. abaladores (da terra)? 2.6 como uma rajada de fogo. como uma flecha. 4. que nos ataca. Enviem. é pela sabedoria de quem. 6 7 . Quando vocês assim.7 Venham. Nenhum inimigo real de vocês é conhecido no céu. incitado por vocês ou incitado por homens. de força e de suas graças. Doadores generosos. ó devoradores de inimigos! Que o poder seja seu. portanto. 8 Compare com 8. Que seja seu o poder mais glorioso. contra o inimigo irado dos poetas um inimigo. um vermelho puxa como um líder.

Vamos recitar. 4 Esse atributo o identificaria com Indra. Brahmaṇaspati. a deusa da fala. aquela prece venturosa e perfeita em sacrifícios. nesse hino. estejam próximos. Brahmaṇaspati proclama a prece sagrada na qual os deuses Indra. e (repleto) de oferendas apresentadas respeitavelmente. a filha de Manu. 4. 3 Manoh putrī. nós apelamos a ti. 7. 2. o Ṛṣi é.1 Devotados aos deuses. que a deusa. ele mantém sua posição.2 se aproxime de nós. 4 não há encorajador nem desencorajador dele em uma grande batalha ou em uma pequena. faladora da verdade. em qual caráter ele aparece por todo esse hino. desejarem (ouvir) essa prece. no momento de perigo. Brahmaṇaspati (Wilson) (Sūkta V) O deus é Brahmaṇaspati. de coisas preciosas. presentes. Que Brahmaṇaspati se aproxime de nós. 3. e instituidora de sacrifícios. Varga 21.151 Hino 40. 2 Devī * sūnṛtā. Varuṇa. pois ele tem uma residência (cheia). internamente. a métrica. e. ele é associado com os Maruts. que aquele que os louva obtenha riqueza. sê um participante da libação. deuses. Índice ◄►Hino 41 (Wilson) ____________________ Em uma passagem anterior. Quem (exceto Brahmaṇaspati. pela riqueza abandonada (pelo inimigo). então tudo o que está para ser falado chegará até vocês. não recebendo nenhum. (para o salão de sacrifício). infligindo muito dano. produzindo corcéis excelentes e vigor notável. embora Indra seja. 6. armado com o raio. Brahmaṇaspati apareceu como uma forma de Agni (Hino 18). também. que os deuses (afugentem) todo adversário. uma forma de Sarasvatī. O homem celebra a ti. Varga 20. na forma de amante da verdade. Generosos Maruts. a mesma que no anterior. Maruts. por ele nós adoramos I ḷā. Ergue-te. com os sacerdotes. ainda. filho da força. Kaṇva. Se vocês. Associado com as reais (divindades). 5. por quem a grama sagrada cortada é espalhada? O dador de oblações procedeu. 1 .) pode se aproximar do homem que é devotado aos deuses. líderes. citado separadamente. nos conduzam ao sacrifício que é benéfico para o homem. Indra.3 acompanhada por bravos guerreiros. Aquele que oferece ao (sacerdote) ministrante riqueza adequada para ser aceita desfruta de abundância inesgotável. ele mata (o inimigo). 1. 8. De fato. Mitra e Aryaman têm feito sua residência. Que Brahmaṇaspati concentre sua força.

segundo Sāyaṇa. Ele amplia seu poder nobre. Que Brahmaṇaspati se aproxime. que Sūnṛtā5 a Deusa venha. falada na terra. está com eles. como a voz do superintendente da prece. os Deuses. amante da humanidade. 4. seu eco nas alturas do céu’. Se vocês. deuses! recitemos esse hino. 6. 3. diz Sāyaṇa. Quem se aproximará do devoto? Quem do homem cuja sagrada grama é cortada? O ofertante com seu povo avança mais e mais: ele enche sua casa com coisas preciosas. ninguém subjuga. 2.152 Hino 40. é por uma bela transferência posta em contato com a prece a qual. 5 6 . levanta-te: nós. a anterior ao sacrifício e a posterior ao sacrifício. inigualável. por assim dizer. especialmente uma libação sagrada que vem entre a Prayāja e a Anuyāja. com reis ele mata. encontra. Original Sanskrit texts. V. alimento sacrifical. 7. bolo de arroz. 5. aceitam com benevolência essa palavra. Por ele nós oferecemos alimento sagrado7 que concede heróis. 8 ‘O professor Roth observa: O trovão é a voz dele (de Brahmaṇaspati). 8. a oferenda preliminar e a final. inigualável e que conquista facilmente. ó Heróis. leite coalhado. todo mortal te chama em busca de ajuda quando despojos de batalha esperam por ele. venham até nós. Brahmaṇaspati. pág. Uma oferenda de grãos. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. os Maruts. Ó Maruts. Muir. Em luta grande ou menor ninguém o detém. rogamos a ti.9 Índice ◄►Hino 41 (Griffith) ____________________ Sūnṛtā (Agradabilidade) é. Que eles que dão boas dádivas. Nota. Agora Brahmaṇaspati fala em voz alta8 o hino solene de louvor. que traz felicidade. por assim dizer. além disso. que ela obtenha toda bem-aventurança de vocês. homens que servimos a Deus. A voz do trovão. no qual Indra e Varuṇa. Mitra. Ludwig aplica a expressão ao sacrificador devoto que é dito estar armado. 279. Aryaman. Ó Brahmaṇaspati. e que os Deuses tragam para esse rito que dá o presente quíntuplo6 o Herói. mesmo em meio a temores ele permanece seguro. 7 Íḷā ou Íḍā. 9 Significando. fizeram sua morada. Aquele que dá uma recompensa nobre ao sacerdote ganha fama que nunca diminuirá. com o raio de Brahmaṇaspati. que esse homem que os adora profundamente obtenha abundância de bons cavalos e poder de herói. ou uma libação. Ó Filho de Força. o mais rápido. a Deusa da Fala (Vāgdevatā) na forma de amante da verdade. – o manejador do raio. e assim identificando-o com Indra. Indra. e coalhadas. Que nós em assembleias sagradas. mingau.

guias. aquele que não tem o arremesso dos dados ou das conchas está em expectativa ansiosa com receio de que seja contra ele. Os reis (Varuṇa. 3. em um de seus atributos. e filhos como ele mesmo. todo homem desse tipo. 6. meus amigos. . aos Ádityas. livre do mal. pois os três deuses. são. mas teme falar mal (de alguém). como um jogador teme (seu adversário) que segura os quatro (dados). e são representantes do sol. Aryaman (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é Kaṇva. Isto é. Ādityas. Varuṇa e Aryaman? 8. Varga 23. obtém toda riqueza valiosa. as três do meio. para vocês.153 Hino 41. Mitra e Aryaman.) destroem primeiro as fortalezas deles. o homem a quem eles defendem das pessoas mal-intencionadas. dirigindo-se ao sacrifício. que o sacrifício ao qual vocês vêm por um caminho reto aconteça. Ādityas. o hino pode ser considerado como totalmente endereçado aos Ādityas. Como. até a queda’. as três primeiras e as três últimas estrofes são endereçadas a Varuṇa. o significado é fornecido pelo comentador. 2. 2 até eles serem jogados. nós recitaremos louvor (digno) da vasta glória de Mitra. Varuṇa. também. Pois ele (o adorador). o caminho é acessível e livre de espinhos. a salvo de dano. citados separadamente. Índice ◄►Hino 42 (Wilson) ____________________ 1 De fato. em três meses do ano. para vocês. com a ajuda de Yāska: ‘de um jogador segurando quatro dados’. O homem a quem os sábios Varuṇa. 1 a métrica é Gáyatrí. a esposa de Kaśyapa. isto é. prospera. 1. como se (coletada) pelos próprios braços dele. não gosta. 4. Sāyaṇa diz ‘quatro conchas cauri’. 2 O texto tem somente: ‘ele pode ter medo de alguém que segura quatro. Varga 22. Ādityas. Eu não denuncio a vocês aquele que ataca ou insulta o homem devotado aos deuses: eu antes propicio vocês com riqueza oferecida. 7. Mitra. nenhuma oblação indigna está preparada para vocês aqui. onde dois homens estão jogando juntos. e então os inimigos daqueles (que os adoram). eles eram os filhos de Aditi. e põem de lado as más ações deles. etc. 5. Aquele mortal (a quem vocês favorecem). 9. Aquele a quem eles suprem abundantemente (com riquezas). Mitra e Aryaman protegem subjuga rapidamente (seus inimigos). para a sua satisfação.

Bergaigne (La Religion Vedique. ou de jogo ou do destino. ganha riqueza e todas as coisas preciosas. protegem. Como. livre de dano. 7. e que ‘os quatro’ são Varuṇa. Ādityas. 5. E filhos próprios também. Aquele mortal. Os excelentemente sábios. nós vamos preparar o louvor de Aryaman e de Mitra. Bhaga e Aryaman. 4. Mitra. fácil para aquele que busca a Lei: Nele não há nada para enfurecer vocês. Ādityas. vocês heróis guiam pelo caminho direto – Que aquele se aproxime do seu pensamento. Sem espinhos. Ludwig afirma que não há referência a dados. ou insulta: Somente com hinos eu chamo vocês para perto. 3. meus amigos. Mitra. Índice ◄►Hino 42 (Griffith) ____________________ 3 Benfey pensa que ‘o que segura os quatro (dados)’ é Deus que tem em suas mãos e decide os destinos do homem. Varuṇa. com os quais ele captura e pune os perversos. Ele prospera sempre.154 Hino 41. Eu não aponto para vocês um homem que ataca os piedosos. Aryaman (Griffith) 1. A quem eles protegem de todo inimigo. a quem eles. até que caiam. Que ele não goste de falar palavras más: mas tema Aquele que segura todos os quatro3 Dentro de sua mão. Aryaman. Glorioso alimento de Varuṇa? 8. como com as mãos cheias. Qual sacrifício. Nunca é prejudicado aquele a quem os deuses Varuṇa. Os Reis afastam para longe dele os seus problemas e os seus inimigos. sempre não subjugado. 2. 158) é de opinião que as cordas ou laços de Varuṇa. . 6. são indicados. III. E o conduzem com segurança durante a aflição. 9. Mitra. O homem devoto quando ele possui esses quatro como amigos deve temer soltá-los. enriquecem. é o caminho.

enche-nos (de riqueza). enche nossas barrigas. 6. 2. também. Pūṣan. um enganador. O fato de ele ser chamado de filho da nuvem não é incompatível com seu caráter de terra personificada como um homem. 2 [Em vez de ‘filho da nuvem’ Macdonell lê ‘filho da libertação’. conduze-nos do começo ao fim da estrada. conduze-nos por um caminho fácil. geralmente. concede a nós riquezas que possam ser distribuídas generosamente. pelo comentador. de pūṣ. saiba como cumprir sua função de nos dar proteção’. sabe. isto é. terra. aquele que nutre o mundo. estimulanos (com energia). como nos proteger nessa (viagem). 10.] 3 Nesse e nos dois versos seguintes. Pūṣan. para além da estrada. Índice ◄►Hino 43 (Wilson) ____________________ Pūṣan é. que não haja calor extremo pelo caminho. e bem equipado com armas douradas. Afasta-o para longe. Ele é descrito. o ato ou obrigação’. sobre o (corpo) pernicioso daquele malicioso ladrão de ambos. ele é um dos doze Ādityas. nós pedimos de ti aquela proteção com a qual tu encorajaste os patriarcas. 1 1. como a divindade presidente da terra. nos apontar (o caminho que nós não devemos seguir). Leva-nos onde há forragens abundantes. 9. 2 deus. que és possuidor de toda prosperidade.3 8. nutrir. Se um (adversário) cruel. Pūṣan sagaz e belo. Filho da nuvem. Por todo o hino. um ladrão. aqui. afasta-o da estrada. ele é o deus que preside especialmente as estradas ou jornadas. ou viagem. ‘nessa ocasião. como um nome feminino. sabe como nos proteger nessa (viagem). a terra era a essência da água. o estorvador da nossa jornada. o deus é Pūṣan. e. (o que está presente e o que está ausente). mas o louvamos com hinos. de acordo com outros textos do Veda. um sinônimo do sol. – Hymns from the Rigveda. 5. com teus pés. 7. como um tipo de refrão. Pūṣan. no entanto. sabe como nos proteger nessa (viagem). como antes. Varga 24. nós rogamos ao belo (Pūṣan) por riquezas. De acordo com o teor do hino. Pisa. a terra nasceu da água.155 Hino 42. um ladrão. 3. a repetição de uma frase. em qual caso ele parece ser sinônimo de prithivī. Pūṣā ocorre. Pūṣan é masculino. quem quer que ele seja. Leva-nos além dos nossos oponentes. segue à nossa frente. também. Sê favorável para nós. ou alguém que tem prazer na maldade. 1 . Varga 25. Pūṣan. dá-nos (todas as coisas boas). Portanto tu. Nós não criticamos Pūṣan. isto é. A expressão é ‘conheça. Pūṣan (Wilson) (Sūkta VII) Ṛṣi e métrica. Pūṣan. nós temos um exemplo do que não é infrequente. 4. porque. remove o perverso (obstrutor do caminho). ele é.

Muir não a repete da mesma forma nos três versos. [nós veremos esse significado apenas na tradução de Wilson]. à conexão próxima entre a nutrição da terra. repetida em três versos. – Muir. ó Pūṣan. Tem misericórdia de nós. Pūṣan. 7. sacia-nos totalmente. Esmaga com teu pé e pisoteia o tição do perverso. 8. V. estimula-nos." – Muir. mostra-nos teu poder’. mostra em nós teu poder’. a conceder seus desejos. faze o nosso caminho agradável e belo de se trilhar. o varg [ou warg] sueco e norueguês. o sentido da qual é o seguinte: "Eu acredito que isso se refere a uma prática que nós ainda encontramos entre os bárbaros. 3.] 9 [Daqui Muir continua: ‘que nenhum novo incômodo (obstrua o nosso) caminho’. 175. presenteia.] 10 [‘9. Desse modo.6 5. seja ele quem for’. Deus nascido da nuvem. e por golpes infligidos sobre suas imagens. de pensar que eles se vingam desse modo. p. [J. i. Que está à espera para nos ferir.10 10. 175. Original Sanskrit texts. Nós procuramos o Poderoso em busca de riqueza. atribui outro sentido à frase em 6. o melhor manejador da espada7 dourada. que significa não só lobo. enche nossas barrigas’. através de insultos. encontra poder para isso. Ó Pūṣan. nos alimenta e revigora. Encurta nossos caminhos.156 Hino 42. Original Sanskrit texts. Macdonell lê: ‘Desse modo.] 7 [machado – Macdonell. Leva-nos para prados ricos em grama. Que espreita nas imediações do caminho que tomamos. e onde ele a explica como ‘o filho de Prajāpati. Pisa com teus pés sobre a arma ardente daquele patife enganador.] 11 [O professor Benfey remete aqui a uma nota anterior dele mesmo no RV.] 8 [Essa última frase. no entanto. o ladrão de coração astuto: Afugenta-o para longe da estrada. Além de todos os perseguidores nos leva. 6. Sábio Pūṣan. nós reivindicamos de ti agora a ajuda com a qual Tu favoreceste nossos antepassados antigamente.11 a ele nós magnificamos com cânticos de louvor. da nossa estrada o lobo. Pūṣan.55. (do pecado. afasta a obstrução do caminho Segue diante de nós. Mas no Ṛgveda. que na criação emite de si mesmo todas as criaturas’.8 8. quem quer que ele possa ser.16.” Veja Muir. e mesmo entre povos parcialmente civilizados. encontra poder para isso. e a nuvem que dá a chuva necessária. talvez. – Muir.4. Muir diz:] “Vimuco napāt. ou ‘Desse modo. nesse lugar ele a lê desse modo: ‘obtém força para nós aqui’. O Comentador indiano. 4. segundo Sāyaṇa). Operador de Milagres. onde ela se repete. nota 272. O professor Benfey segue Sāyaṇa in loco em considerar que isso significa ‘filho da nuvem’.4 2. encontra poder para isso.15.] 4 .5 o lobo mau inauspicioso. Dá. 9. ou. mas também um homem ímpio perverso. Ó Pūṣan. 6 [‘4. se isso não for realizado. e talvez vimuco napāt possa significar a mesma coisa.1. Faze riquezas fáceis de serem obtidas. pág.9 não envies em nosso caminho nenhum calor prematuro. que é um dos deveres específicos de Pū ṣan. Ó Pūṣan. Pūṣan é chamado de vimocana. concede. Pūṣan (Griffith) 1. Afasta. onde o hino inteiro está traduzido. 8. de acreditar que eles podem obrigar seus deuses. sacia. Não temos censura para Pūṣan. 5 Vṛka. Senhor de toda prosperidade. o libertador. lança – Muir. Índice ◄►Hino 43 (Griffith) ____________________ Em relação. 41. Aquele de língua dupla.

o poderoso Rudra. o mais generoso. nossos carneiros. e os últimos três versos. e é consequentemente traduzida dessa forma por Wilson. Que concede felicidade obtida facilmente para nossos corcéis. Pelo qual a terra possa (ser induzida a) conceder as dádivas de Rudra2 para o nosso gado. que satisfaz como ouro. a métrica do último verso é Anuṣṭubh. Rudra (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é o mesmo. o encorajador de hinos. libação. identificando-o desse modo com o princípio destrutivo. 9. Soma. O que vamos cantar para Rudra. a lua. Que Aditi6 possa conceder a graça de Rudra ao nosso povo. Ou ela pode significar ‘surgidos da água’. nosso povo. Rudra. que nossos inimigos. exceto na forma composta. 8. do resto. forte. nossas águas. Soma. Que os adversários de Soma. possuidor de medicamentos que concedem deleite. . sendo confundida com Soma. ao contrário. pode agir de modo que Rudriya possa ser obtido.4 5. Pelo qual Mitra. 6. há alguma confusão de objetos aqui. no salão de sacrifício.5 Índice ◄►Hino 44 (Wilson) ____________________ Hino 43. 6 Sāyaṇa diz que Aditi aqui significa a terra. presidindo especialmente as plantas medicinais. que é de uso corrente. Mas não há nada. nascido. 3. concede-nos prosperidade mais do que (suficiente para) cem homens. e nossa progênie. e lāṣa. Nós pedimos a felicidade de Śanyu3 de Rudra. ou presidido por. Rudra (Griffith) 1. tu os observa (empenhados em) te enfeitar. 4.157 Hino 43. o provedor de habitações. também. como abhilāṣa. 1. Quando nós podemos repetir um hino muito agradável para o sábio. Que Mitra e que Varuṇa. Indra. O significado de Rudriya. e Rudra. muito generoso. estando satisfeitos. Varga 26. de acordo com o comentador. uma palavra incomum. 4 Jalāṣabheṣajam. Gāyatrī. ele aparece como um deus beneficente. 1 a terceira es trofe é endereçada a Mitra e Varuṇa. 1 Segundo o comentador. 3 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. não nos prejudiquem: cuida de nós. Benfey explica a passagem por ‘impecabilidade’ e Ludwig a considera como uma divindade masculina significando o próprio Rudra. que Rudra possam se lembrar de nós. quando. é medicamento relacionado com. para confirmar tal identificação. na dianteira deles. aquele que tem medicamentos que conferem deleite. e muito alimento gerador de força. deseja-se. tem consideração por teus súditos. todos os vegetais dependendo da água. excelentemente sábio. Varga 27. a Soma. ou Śiva. o protetor dos sacrifícios. de ja. para seu crescimento. e moras em uma residência excelente. nossos homens. o deus é Rudra. e todos os deuses. que és imortal. no hino. nossas ovelhas. com alimento (abundante). nossas mulheres. 2 É dito que Aditi aqui significa a terra que. possam nos mostrar (benevolência). que faz todos chorarem no fim dos tempos’. nossas vacas Nosso gado e nossos descendentes. Que será mais apreciado pelo seu coração? 2. e Varuṇa. o melhor dos deuses. Soma. felicidade. 7. nada mais é contado sobre ele. Que é brilhante como Sūrya. Rudra significa ‘aquele que faz chorar. que é (estimado) em nossos corações? 2. 3. e nossas vacas. 5 Aparentemente.

que fosse muito bem-vindo ao seu coração – 2. Filhos de ti Imortal. Ele brilha em esplendor como o Sol. 9. para as mulheres. 5. Ó Soma. VARGA 26-7. Provavelmente o povo das colinas que interfere com a colheita da planta Soma a qual deve ser buscada lá. para os homens. 5. em seu centro. AṢṬAKA I. 11 Ludwig considera Aditi aqui como um nome de Rudra. de hinos e remédios balsâmicos. não deixes que aqueles que perseguem e prejudicam nos derrubem. o melhor entre os Deuses. e sua proteção. da mesma raiz que Indra. ‘O verso inteiro é difícil. 3. 6. 8. riqueza. 4. no lugar mais alto da santa lei. possivelmente uma adição posterior’. todos os deuses reunidos. lembra-te daqueles que te honram. grande glória de forte virilidade. por saúde. que Rudra nos ouçam. Que ele traga saúde para o nosso cavalo. Que ele conceda saúde7 aos nossos cavalos. 8 . O excelente. 8. 4.158 Sim. nos ajuda com recompensa! 9. o imortal. o senhor dos sacrifícios de animais. O que nós poderíamos dizer para Rudra. Max Müller.9 dá-nos uma porção de força.10 Índice ◄►Hino 44 (Griffith) ____________________ Hino 43. Para Rudra o Senhor do sacrifício. bem-estar aos nossos carneiros e ovelhas. que é o melhor Vasu entre os deuses. Rudra (Müller) MAṆḌALA I. no lugar mais alto da lei. e de Soma que é identificado com ela. 7. ponto central. ‘o que faz chover’. Soma! chefe. Aos homens. 1. ‘Gota’. Todos os seres que são teus. no lugar onde o sacrifício é devidamente realizado. as vacas. ó Indu. Ó Soma. Que malignidades não nos impeçam. um nome da Lua como concessora de chuva. cuida deles. O grande renome dos chefes poderosos. ó Soma. ama a esses. e os amigos. 6. e às vacas. e todos os Maruts unidos. o sábio. HINO 43. Aquele que brilha como o sol brilhante. para os homens. Nós oramos por alegria e saúde e força. designa para nós a glória de uma centena de homens. refulgente como ouro brilhante ele é. 10 Isto é. nem aqueles que perturbam Soma. bem-estar para o carneiro e a ovelha.8 Indu. em seu cume. Dá-nos. o mais poderoso. o mais generoso. o senhor das canções. e para a vaca! 7. que Varuṇa. Senhor e guardião do gado. De modo que Mitra. ADHYĀYA 3. e como o ouro. De modo que Aditi11 possa trazer a cura de Rudra para o gado. a felicidade de uma centena de homens. 9 Literalmente. ó Soma. Soma! reconhece esses como teus servidores. Índice ◄►Hino 64 (Müller) ____________________ 7 Aqui Rudra aparece como Paśupati. às mulheres. o possuidor de medicamentos curativos. Nós imploramos a Rudra.

o veículo de sacrifícios. e adhvara. Agni. sacrifício.4 Varga 30. portador de oblações. o filho de Kaṇva. Isto é. 13. Associado com Uṣas e os Aśvins. Svadhvara. 11. Sūkta I) Praskaṇva. 5. 6. tu és o associado do homem colocado no leste (do altar). Varga 28. compreende (os nossos desejos) e. Que Mitra e Aryaman.3 e Agni. a métrica é Bṛhatī. traze para cá rapidamente os deuses sapientes. também. o invocado universalmente. Pois tu. e cumpres a missão para os deuses. Savitṛ. acendem aquele que sopra as oferendas queimadas. 1. o amado de muitos. como os vagalhões ressonantes do oceano. Agni. Varga 29. os deuses. o derramador de luz. ao Ṛṣi do hino. ao fogo Āhavanīya. o preservador. para beber o suco Soma. faze homenagem ao homem divino. sobre a grama sagrada. Agni. o invocador. Agni. Agni é o deus. a partir da alvorada. e conhecedor de todas as coisas geradas. o melhor e mais jovem (dos deuses). (por nós). bom. o mensageiro (dos deuses). o onisciente. és o mensageiro aceito dos deuses. o mensageiro. Quando. de su. 8. traze. és o protetor dos sacrifícios das pessoas. hoje. em nome do adorador. apreciador de amigos. Agni (Wilson) (Anuvāka 9. digno de adoração. com uma habitação excelente. para o doador (da oblação). 1 2 . Nós escolhemos. Uṣas. como Manus colocou a ti. que és livre de morte. muito sábio. 2. o de bandeira de fumaça. que despertam com a manhã. 9. e (outros) deuses que se movem cedo. que és imortal. que despertam ao amanhecer. que és o instrumento do sacrifício. hoje. hoje.159 Hino 44. que conhece todos os que são nascidos. Os Kaṇvas. 4. o sacerdote ministrante. Satobṛhatī. nos versos ímpares. Resplandecente Agni. visível para todos. tu és o protetor (das pessoas) nas aldeias. o destruidor (de inimigos). então tuas chamas rugem. o hóspede (do homem). os deuses. é o Ṛṣi. traze para cá. Agni. Praskaṇva.) na alvorada seguinte à noite. imortal. Agni. nos pares. cujas chamas deleitam. que pode também significar o sacerdote familiar. Traze para cá. concede a nós alimento abundante e revigorante. que é amigável para o homem que oferece (oblações). aos Aśvins e Uṣas (a alvorada). tu estás presente. o concessor de residências. que és chamado universalmente. o sacrificador. Jovem Agni. o transportador de oblações. 12.1 7. 3 Bhaga é um dos Ādityas. 4 Purohita. com todos os deuses acompanhantes portadores de oblações. em um sacrifício.2 (traze para cá. e és louvado. o sacrificador. de acordo com o comentador. Agni. e o mensageiro (dos deuses). Objeto de ritos sagrados. equivalente. sustentador imortal do universo. tu tens resplandecido depois de muitas alvoradas precedentes. riqueza de muitos tipos. 10. derramando libações. como o Purohita. Nós te colocamos. mas os dois primeiros versos são endereçados. com ouvidos aguçados. e que contemplam o sol. Eu louvo Agni ao romper do dia. 3. Todas as pessoas acendem a ti. permitindo que Praskaṇva viva uma vida prolongada. o protetor do culto do adorador ao romper do dia. eu louvarei a ti. Tu. que és chamado por muitos. ouve-me. os Aśvins. Agni. Bhaga. que ele vá (para trazer) as outras divindades. sentem-se no sacrifício. Agni.

e com Uṣas. 2. Agni. Que Mitra. ouçam nosso louvor. nesse dia para beberem o suco Soma. os Aśvins. implícito. preservador. hóspede ricamente adorado. bebam o suco Soma. ó Deus mais jovem. 3. Pois. precioso para os homens que oferecem presentes. com os Aśvins. visível para todos. com Soma derramado. Agni Jātavedas. Agni. amado por muitos. de língua de mel. ao romper do dia a glória dos ritos sacrificais. Pois os homens. 6. Agni. ó Agni. realizador do rito. Conhecedor de todos os seres criados. sentem-se sobre a erva sagrada. à noite. Bhaga. Concordante com os Aśvins e com a Alvorada6 concede-nos força heroica e fama grandiosa.9 dirigindo-se cedo ao nosso rito. Agni. Agni. Tu resplandeces. 13. A ele o mais nobre e o mais jovem. o auriga do sacrifício. a ele. 8 Ou do Sindhu. e são encorajadores de sacrifício. o Deus que sopra oblação. Dize coisas boas para teu adorador. Tu és nosso auxílio na luta em batalha. de bandeira de fumaça. Imortal. eu glorificarei. eu peço ao amanhecer que ele traga os deuses para nós. Invocador. Conhecido pelos seres criados. Então Agni. com toda a tua comitiva de Deuses acompanhantes. 9 E Varuṇa. o veloz mensageiro imortal. 7 O homem representante e pai da raça humana e o primeiro instituidor de cerimônias religiosas. carregador de oferendas. te acendem como possuidor de tudo e como Sacerdote. traze para cá com toda a velocidade os Deuses. Índice ◄►Hino 45 (Wilson) ____________________ Hino 44. Uṣas e Savitar. 5. Traze os deuses que acordam ao alvorecer. 2. 4. eterno mantenedor do mundo. o grande sacerdote supremo no sacrifício. Senhor do sacrifício e mensageiro dos homens tu és. 11. 3. Possuidor de sabedoria. 5. a palavra significando ou aquele rio (o Indus) em especial. rugem alto. a Manhã personificada. o próprio Agni. Agni (Griffith) 1. que veem a luz. ó rico em luz. Possuidor de todas as criaturas. como as ondas do rio8 que ressoam ao longe. 5 Jātavedas é um epíteto comum de Agni. homenageia a Hoste Celestial. que têm línguas de fogo. os Kaṇvas acendem a ti. tuas chamas. muito invocado. Aryaman. Como mensageiro nós escolhemos hoje Agni. 7. Ouve. que Varuṇa realizador de ritos. o Amigo do homem. tão abundantemente adorado. que tens ouvidos para ouvir. tu fazes a missão deles como seu amigo mais próximo. Sacerdote ministrante. Hábil em ritos auspiciosos. digno de alimento sagrado. Quando. hoje para aquele que dá oblações traze os deuses que despertam com o amanhecer. 12. Imortal Jātavedas. o significado do qual é explicado de cinco modos: 1. o excelente a quem muitos amam. ou qualquer rio ou reunião de águas em geral. ó Agni. então. . os excelentemente sábios. A ti. Que os munificentes Maruts. 4. Espalhador de luz. 10.5 tu presente fulgurante de muitos tons da Alvorada. 9. como o Sacerdote Supremo dos Deuses. Agni. 8. E.160 14. após alvoradas anteriores. concedendo a Praskaṇva dias de vida prolongados. Pois tu és portador de oferenda e mensageiro amado. Possuidor de riquezas. Como Manu. 6 A deusa Uṣas. o melhor em sacrifício.7 nós te estabeleceremos. sábio excelente. Ao amanhecer do dia.

12 11. então as chamas de Agni brilham como as ondas estrondosas do Sindhu. imortal Jātavedas. ó Deus santo. Tu és o guardião das aldeias. Pois tu és o mensageiro aceito. vamos te colocar (no altar) como Manus fez. 7. Os Kaṇvas. VARGA 28–30. Agni. 13. Quando tu. Agni. 2. 10. 12. portanto. os dois Aśvins. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. és o senhor do culto. o portador do alimento sacrifical. Índice ◄►Hino 45 (Griffith) ____________________ Hino 44. com os dois Aśvins e Uṣas. de língua de mel. inflamam a ti.10 ouçam o nosso louvor. ó alimento no qual tudo vive. 9. para que ele possa ir até os deuses. bebam o suco Soma.. ao amanhecer (do dia). tu és o sacerdote-chefe humano nos sacrifícios’. o auriga do culto. juntamente com os deuses conduzidos (em seus carros) que te acompanham. o mensageiro dos clãs. o melhor. o melhor recebedor de oferendas. o sacerdote-chefe. faze uma homenagem para a hoste dos deuses. [Aqui o tradutor omite a palavra. Imortal. ó carregador do alimento sacrifical. o sábio sacerdote. Que Varuṇa. Prolongando a vida de Praskaṇva. Unido com os dois Aśvins e com a Alvorada nos concede abundância de heróis valentes. o protetor imortal. o Vasu. HINO 44. os Maruts de língua de fogo. Eu te louvarei.] 12 O professor Max Müller traduz: 'Tu és o guardião das aldeias. o Hotṛ possuidor de tudo. ó Agni. que és grande como Mitra. Os clãs acendem a ti. 6. o amado de muitos. o Purohita. 10 Que consomem o sacrifício por meio das chamas de língua de fogo de Agni.. o embelezador de sacrifícios. os deuses providentes: 8. AṢṬAKA I. o portador de alimento sacrifical. o mensageiro imortal veloz. conduze para cá rapidamente. ao romper da aurora traze riqueza esplêndida. partes em tua missão como mensageiro no meio deles. para que eles possam beber Soma. traze para cá hoje os deuses que despertam com a aurora. Como tu. para ser o realizador do sacrifício. para o adorador. Agni. Que Mitra e Aryaman sentem-se na grama sacrifical. o melhor recebedor de oferendas.11 é luz. de aspecto semelhante ao sol. ADHYĀYA 3. ao amanhecer do dia. visível para todos. cuja . tendo espremido Soma. Agni. Ó Agni. ó Agni. ó Deus mais jovem. Eu glorifico ao amanhecer do dia Agni Jātavedas. e grande glória. ó melhor realizador de adoração. que doam generosamente. Savitṛ. o convidado mais vigoroso. Que aqueles que fortalecem a Lei. bem-vindo para pessoas piedosas. Agni muito invocado. Agni. Nós escolhemos hoje como o nosso mensageiro Agni. Bhaga. (no final) da noite. 11 . cuja bandeira é a fumaça. ó Deus. para que ele possa chegar à velhice. 4. com teus ouvidos atentos. observando em nota que significado dela é incerto.161 14. o melhor sacrificador. o Purohita dos deuses. o mantenedor da Lei. a Alvorada. 5. Sê de fala gentil para aquele que louva a ti. ouve-me. tu pertences aos homens nos sacrifícios. eles que vêm para a cerimônia no início da manhã. rico em esplendor! tu brilhaste após as alvoradas anteriores. (e traze para cá) hoje os deuses que despertam com o amanhecer. 3. o Hotṛ. 1.

os Rudras. também. como tu ouviste aquelas de Priyamedha. Que Varuṇa. todos. 18. aqui significa um ser divino em conexão com os deuses enumerados. com invocações conjuntas. de Atri. 17.4 Varga 31. onze Anuyājas. e ahnyam. não por libações de Soma. os deuses que se movem de manhã. chama esses. beba o Soma. para compartilhar do (alimento sacrifical). Os realizadores de grandes cerimônias. Agni. nesse nosso rito. 3 O comentador. sob a autoridade do Nirukta III. adora os Vasus. Agni. De fato. mas. Agni. de trinta e três divindades cada. 7. hoje. traze para cá as trinta e três divindades. para (a proteção deles). vasto e brilhante Agni. realizador de atos solenes. ou qualquer outro ser (vivo) surgido de Manu. oblíquo ou indireto. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te chamam em busca de proteção. Priyamedha pode ser o mesmo que Priyavrata. cujas leis são firmes. de cabelo brilhante. que incluem algum ser deificado. os Ādityas. os filhos dos homens chamam a ti. Senhor dos corcéis vermelhos. Adora. têm invocado. que são chamados. o que ouve rapidamente. bebam-no. 1 . Eles são. ouve a invocação de Praskaṇva. brilhante. que. Os sacerdotes (sábios). exceto na última estrofe e na metade da anterior. o filho do Manu Svāyambhuva. ou bebedores do suco Soma. ou (outro) ser deificado. 8. em meio às solenidades. os deuses perspicazes são concessores de recompensas para o oferecedor (de oblações). segundo o comentador. de Ṛta. eles que dão chuva. de onze Prayājas. de Somapās. 10. 9. de Virūpa. 1. e onze Upayājas. de Ṛṣis. 2 Nós tivemos esses citados em uma ocasião anterior (Hino 34. os oferecedores de sacrifícios aceitáveis. quando eles celebram a oblação da parte do indivíduo que a oferece. Deuses generosos. para beber o suco Soma. propiciado por nossos louvores. Hino 13). Invocado por oblações. de uma forma ou natureza divina. Jana. Os sábios têm te colocado. diurno. 5. Que os Maruts. devatārūpa. que és amado por muitos. como o pai de Ilā. que devem ser propiciados por oblações de manteiga clarificada. evidentemente. mantenedor de residências. Agni. coloca aqui. e a outra. – outro homem. dador de recompensas. Agni (Wilson) (Sūkta II) O deus e Ṛṣi são os mesmos. Agni. o ser deificado presente. sacrificando bem. o doador de vasta riqueza. de acordo com o Aitareya Brāhmaṇa. de Aṅgiras. pois ele foi espremido ontem. com libações derramadas de suco Soma. Gerado da força. de língua de fogo. os aumentadores. este é o suco Soma. pouco mais que personificações de sacrifícios. e oferecido no seguinte. e nós temos um Virūpa entre os primeiros descendentes do Manu Vaivasvata. 2.1 2. o sacerdote ministrante.2 3. uma composta daqueles especificados antes. aquele suco que é espremido no dia anterior. em (seus) sacrifícios. o amplamente renomado. Varga 32. – de tiras. conhecedor de todos os que nascem. Agni. é o Manu do Veda. 4 Tiro ahnyam é dito ser o nome do suco Soma preparado dessa maneira. para levar a oblação (para os deuses). a métrica é Anuṣṭubh. Atri e Aṅgiras são sempre enumerados entre os Prajāpatis. e borrifando água. Janaṃ manujātaṃ.162 14. nota 13). há duas classes. como o invocador. têm convocado a ti. (o mesmo que Āprīs.3 4. um homem nascido de Manu. ouçam o meu louvor. 6. doador de alimento abundante. unido com os dois Aśvins e com a Alvorada! Índice ◄►Hino 45 (Oldenberg) ____________________ Hino 45. sobre a grama sagrada. concessor de recompensas. com resplandecência pura.

A ti. Os cantores com Soma espremido te fizeram. estão prontos para ouvir os adoradores: traze-os para cá. a hoste celestial. Agni! aqui. VARGA 31–32. Deuses generosos. procria as hostes divinas’. 6 .6 que conhecem ritos auspiciosos. cujos cavalos são chamas de fogo. traze aqueles Trinta e Três Deuses. Traze com invocações conjuntas. Como Priyamedha antigamente foi ouvido. os Rudras.8 coloca aqui hoje sobre a grama sagrada os Deuses Que vêm de manhã cedo.5 todos os Que surgem de Manu. 5 Três classes de deuses que compõem quase todo o número dos trinta e três deuses citados na próxima estrofe. ó Jātavedas.7 que amas música. tu de fama muito extraordinária. 2. Aṅgiras. 10 Em relação aos deuses aqui considerados como descendentes de Manu. Ouve. 3. ADHYĀYA 3. ó Agni. os deuses que compreendem dão ouvidos ao adorador. Agni. HINO 45. ó Agni. aos Vasus. 6. bebam esse que foi espremido antes de ontem.163 Índice ◄►Hino 46 (Wilson) ____________________ Hino 45.53. Sacrifica aqui. ó Agni. a hoste do céu. quando eles trazem a oferenda sagrada. Os cantores têm estabelecido em seus ritos como o Arauto e Sacerdote Ministrante. ouve ao chamado de Praskaṇva. para beber o suco Soma.9 Índice ◄►Hino 46 (Griffith) ____________________ Hino 45. doador generoso de recompensas. 4. 1. Agni. o mais amplamente famoso. 9 Preparado dois dias antes para que o suco pudesse fermentar antes de ser usado. aos Rudras. Os deuses sábios. Aqui está o Soma. 7. Manu aparece aqui como o Prajāpati.6: ‘torna-te Manu. 2. Filho da Força. para ser o portador de suas oferendas. Esses elogios. amado por muitos. 5. Ó Agni. o progenitor dos Deuses assim como dos homens. invocado com o óleo sagrado. compare especialmente 10. Bom. Senhor dos Corcéis Vermelhos. à descendência de Manu10 que asperge Ghṛta. tu que amas nossos louvores. AṢṬAKA I. e aos Ādityas. grande em ato. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que derramam suas bênçãos. o melhor para encontrar riqueza. te apressar para o banquete.11 assim ouve a invocação de Praskaṇva. Virūpa. tu. Ó Jātavedas. 9. ó senhor dos cavalos vermelhos. Agni. à hoste (divina) que recebe bons sacrifícios. Agni (Griffith) 1. os trinta e três. pelos quais os filhos de Kaṇva te chamam em seu auxílio. Grande luz para o adorador mortal. Os filhos de Priyamedha peritos em louvor sublime pediram ajuda A Agni que com chama fulgurante é o Soberano de todos os ritos sagrados. os Ādityas. 10. generoso. ó senhor de leis respeitadas. 7 Agni. como tu ouviste Virūpa e Aṅgiras. em suas casas Os homens chamam a ti cujo cabelo é chama. Adora os Vasus. 3. 8 Feito ou gerado por fricção forte. ‘aceso através de agitação a uma chama’. Como tu tens ouvido Priyamedha e Atri. 8. Atri. rápido para ouvir.

sentar-se aqui hoje em nossa grama sacrifical. Veja 1. os videntes de muitos hinos do Ṛgveda. 10. que eu traduzi como um nome próprio. no esforço pelo dia. ‘louvar’: ‘os Priyamedhas com hinos poderosos’. O sábio que espremeu Soma te fez te apressar para cá para o banquete (que é oferecido aos deuses). querido por muitos. Atri e Virūpa são Ṛṣis famosos. Os sacerdotes têm te estabelecido. que foi mantido durante a noite.1. 11 . ó Agni. em nome do adorador mortal. Esse é o Soma. Possivelmente ele é derivado da raiz kar. pode ser um adjetivo pertencente a Priyamedhāh.12 os Priyamedhas têm invocado para a sua proteção o senhor do culto. para transportar o alimento sacrifical. as pessoas nos clãs chamam a ti. ó Agni. bom (Agni). Aṅgiras já foi mencionado. faze os deuses que vêm de manhã. 6. Agni com seu esplendor brilhante. 9.6. a hoste divina. 7. o maior adquirente de riqueza. 5.164 4. Índice ◄►Hino 58 (Oldenberg) ____________________ Priyamedha. Ó feito da força. cuja glória é a mais brilhante. bom (Agni). Ó tu. como seu Hotṛ. ó Agni. ó deuses que dão chuva. trazendo grande luz e alimento sacrifical. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te invocam para sua proteção. 8. ó Vasu. o mais amplamente estendido. com invocações conjuntas. Ó Mahikerus. Bebam (o Soma). e traze a hoste divina. Sacrifica. 12 Mahikeravah. o ministrante. o de cabelos radiantes. Ó Agni. com ouvidos atentos. para beber o Soma. para quem oblações de Ghṛta são derramadas.

Visto que sua carruagem segue. Varga 34. o esplendor do corpo luminoso se tornou visível. guias. compartilhem do suco Soma entusiasmante. mais vasto que o céu. que vocês dois bebam (a libação) e nos concedam felicidade. como antes. Varga 35. Aśvins. Que são divinos. Seu navio. venham para cá. coabitantes com seu adorador. por meio da sua proteção irrepreensível. seus louvores são proclamados (por nós). e que vocês fiquem satisfeitos com as oblações oferecidas à noite. O comentador explica que a escuridão significa aquela da pobreza. Aśvins. Venham. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. as gotas (do suco Soma) são espremidas para o seu culto. Literalmente. são nascidos do oceano. causa de residência no lugar dos rios. seu carro. É dito que o sol e a lua. tendo dissipado a escuridão (da escassez). A amada Uṣas.165 Hino 46. Causadores de felicidade. Sem alguma adição desse tipo. o sol (surgiu) como ouro. e.1 dispostos dispensadores de prosperidade. dissipa a escuridão do céu. o sol. 1. na opinião de alguns. (puxada) por seus corcéis. para na costa. 5. para nos levar sobre um oceano de preces. filhos do oceano. os Aśvins são o mesmo que o sol e a lua. Kaṇvas. nasceram do oceano. 9. Que Uṣas siga o brilho da sua aproximação. o que nutre.2 7. atrelem. (Aśvins). 3 Essa estrofe inteira é muito elíptica e obscura. 14. aceitando os nossos louvores. o protetor e observador do rito (solene). nutre (os deuses) com a nossa oblação. até agora não vista. e concessores de residências. Varga 33. (perguntem isso aos Aśvins): (Como) os raios (do sol procedem) do céu? (Como) o amanhecer (surge) na região das águas? Onde vocês desejam manifestar seus próprios corpos?3 10. onde vocês desejam colocar forma própria?’ Sāyaṇa a preenche. o que anima suas mentes. 8. 2 O original tem apenas ‘dissipem a escuridão’. ela corre: ‘Raios do céu. e. como o comentador afirma. Kaṇvas. de aparência agradável. 6. a métrica é Gāyatrī. 2. eu louvo grandemente a vocês. Aśvins circundantes. Houve luz para iluminar o alvorecer. (em recompensa de) atos virtuosos. concedam-nos aquele alimento revigorante que nos satisfaça. seria impossível extrair algum significado de tal passagem. como com Manus. 15. saciados com o gozo do suco Soma. e (aceitem) a nossa adoração. 13. consequentemente. os deuses são os Aśvins. Índice ◄►Hino 47 (Wilson) ____________________ 1 Sindhumātarā. Aśvins. 4. . acima no céu glorioso. (o evaporador) das águas. Um caminho apropriado foi feito para o sol ir além do limite (da noite). Nāsatyas. 3. como um navio. 12. sua carruagem (espera na terra). 11. para beber do suco Soma. Aśvins. O adorador reconhece toda bênção que ele recebe dos Aśvins. o fogo brilhou com chamas escurecidas.

6 Senhor da Casa. Aśvins (Griffith) 1.5 poderosos para salvar descobridores de riquezas. Altamente. 12 Vivasvān: o ‘Brilhante’. O cantor do louvor deles espera qualquer graça que os Aśvins concedam. 190. e a terra é a margem de cá. 10 O ramo é provavelmente o fogo sacrifical. Nāsatyas. 9 As gotas. Levem em consideração os nossos hinos. o suco Soma foi preparado para uma libação para vocês. Chefes! com oblações os alimenta totalmente. 4. 9. auspiciosos. Filhos do Oceano. nota 307. querida Filha do Céu. 4 . e ele é chamado muitas vezes de Senhor e Guardião da casa ou família. pensando em nossas palavras: Bebam corajosamente do suco Soma. Compare: ‘Os outros fogos são de fato teus ramos’ (1. Seus corcéis gigantes se apressam pela região toda em chamas.] 5 Prole do oceano celestial.11 12. estão preparadas. eu exalto o seu louvor. A luz veio para iluminar o ramo. 7. O ar ou atmosfera é o oceano entre o céu e a terra. como para Manu antigamente. amante do oceano.12 venham.59. O vasto navio8 do céu é seu. ó Deuses com pensamento profundo que descobrem riqueza. diz Sāyaṇa. Ele.10 o Sol apareceu como se fosse ouro: E com sua língua iluminou o escuro. Veja 10. 2. e dos Aśvins. Uṣas ou Aurora.2. Kaṇvas. concedam proteção. 3. e agora a sua carruagem chegou à terra e ao lugar onde. Agora a Manhã4 resplandece com sua primeira luz. um nome do céu da manhã personificado. Aśvins. 13. Que salvam quando o Soma os alegra. atrelem o carro. personificada como uma Deusa. com o hino. [Muir diz que nesse verso ela é chamada de ‘a amada do Céu’ (priyā Divaḥ). generoso. É dito que a oblação já chegou ao céu onde os Aśvins a receberão.17. junto com esse hino. e o céu e o lugar dos rios parecem aqui ser paralelismos. Bebam das nossas libações. na margem do oceano sua carruagem espera Gotas. com luz contínua. 5. 6 Evidentemente Agni e não o Sol. Original Sanskrit Texts. Concedam a nós. 8 Aritram. Onde vocês manifestarão sua forma?9 10. V. Quando seu carro voa com cavalos alados. 6. 15. Ó Aśvins circundantes. e a riqueza ou tesouro.1). 11. parece forçada e não natural. A paráfrase de Sāyaṇa. O epíteto ‘escuro’ pode se referir ao obscurecimento do fogo pela luz do sol ou pela fumaça. ambos os pares de expressões significando a mesma coisa. 11 O sacrifício é o caminho que leva os Deuses do céu à terra. o vigilante. e o caminho através do céu é feito visível pelo fogo sacrifical ou pela luz do dia. um veículo na forma de um barco. O caminho do sacrifício foi feito para viajar para o objetivo mais distante: O caminho do céu se manifestou. ó Par Aśvin. pág. as gotas estão no céu.7 8. Nos leve através da escuridão. Manu. Entrem no navio desses nossos hinos para trazê-los para a margem de cá Ó Aśvins. a Alvorada segue o brilho do seu caminho: Aprovem com raios os nossos ritos solenes. a atmosfera. a qual Wilson seguiu. Venham para o Soma e ao nosso louvor. ó Dois Aśvins. Ó residentes com Vivasvān. uma força que. a riqueza está no lugar das águas. A conexão de Agni com a água é aludida frequentemente. Ele é considerado o pai de Yama. Vocês já têm o barco de nossas canções para levá-los pelo céu. ou libação de Soma.166 Hino 46. 7 O poeta parece convidar os Aśvins a atrelarem sua carruagem para parte da jornada e para irem encontrar esse hino que os levará como em um navio pelo céu. 14.

aproximemse.3 na qual vocês sempre têm levado riqueza para o doador (da oferenda). pág. ou do firmamento ou do céu além. do dador da oferenda. Venham. Aśvins.2 assim tragam para nós as riquezas que muitos cobiçam. Aśvins oniscientes. a graça do sacrifício. os deuses são os Aśvins. triangular. Nāsatyas. os chamam. em seu carro. Nós chamamos. ou perto. esse suco Soma muitíssimo doce está preparado para vocês. Ouçam com benevolência a invocação deles. 10. colocados na grama sagrada empilhada três vezes. Aśvins (Wilson) (Quarto Adhyāya. é a explicação que nós tivemos antes. Satobṛhatī. como vocês trouxeram. encorajadores de sacrifício. o filho de Divodāsa (Idem. um na linha solar (Viṣṇu Purāṇa. e concedam riquezas para o doador. Nós temos dois príncipes de nome Sudāsa nos Purāṇas. Varga 2. o filho de Pijavana. Os ilustres Kaṇvas. e são portadores de riquezas. bebam esse suco Soma muitíssimo doce. na lunar. com hinos cantados e recitados. envolvida ou coberta pelo sol. pelos três mundos’. para estarem presentes em nosso rito. isto é. para beber o doce suco Soma. 5. e passando. Vocês nunca beberam o suco Soma na residência preferida dos Kaṇvas? Varga 1. Belos Aśvins. 4. 1. Sūkta IV) O Ṛṣi é Praskaṇva. dos pares. a métrica dos versos ímpares. concedendo alimento ao doador virtuoso e generoso (da oferenda). os tragam. orvalhem o sacrifício com o suco doce. 3 Literalmente: de pele de sol. como aqueles com os quais vocês protegeram Kaṇva.167 Com auxílios que ninguém possa interromper. apreciadores de atos virtuosos. encorajadores de sacrifícios. Bṛhatī. Aśvins. ou semelhante a ele em brilho. portadores de riquezas. sentem-se na grama sagrada. 6. fartura para Sudās. 8. 2 Sudās é chamado de um Rājā. Continuação do Anuvāka 9. para estarem presentes. Índice ◄►Hino 47 (Griffith) ____________________ Hino 47. venham até nós. pág. com sua carruagem vestida de sol. O comentador propõe aqui uma interpretação um pouco diferente. com os raios do sol. com seu carro de três colunas. e triangular. 2. . nos protejam. 299 [da versão em português]. Guias (dos homens). e o outro. em seu carro bem construído. bebam o suco Soma. Bebam-no de expressão de ontem. encorajadores de sacrifício. Nāsatyas. Que seus corcéis. vocês que têm aspectos agradáveis. 9. Com auxílios desejados. 3. Venham.1 Os Kaṇvas repetem seu louvor no sacrifício. vocês residam longe. sem obstrução. os muito afluentes Aśvins. e apresentaria os termos desse modo: ‘tendo três ligamentos ondulantes de madeira. com libações derramadas. Aśvins. Índice ◄►Hino 48 (Wilson) ____________________ 1 Com um carro com três postes. 348). 7. para a nossa proteção. hoje.

Os filhos de Kaṇva. Aśvins. Venham. 8. Concedendo alimento a ele que age e oferece corretamente. de acordo com Sāyaṇa. respondendo. ó Nāsatyas.36. os tragam para as nossas libações aqui. venham junto com os raios de sol. bebam esse suco Soma doce. Pois vocês sempre têm bebido o suco Soma na casa bemamada dos Kaṇvas.18. trazidos em seu carro que roda ligeiramente. ó Senhores do Esplendor.18. bebam o suco Soma. vocês que fortalecem a Lei. 3. trazido em seu carro cheio de tesouros. 10. ó de atos prodigiosos. em seu carro enfeitado com um dossel brilhante como o sol. para vocês que fortalecem a Lei esse mais doce Soma foi derramado. 6 A tribo ou família que recebeu o nome do chefe assim chamado. Ó Aśvins. Bebam esse espremido ontem e deem riqueza a quem o oferece.3. mencionado frequentemente no Ṛgveda. Trazidos em seu carro cheio de riquezas venham hoje até aquele que oferece. 7. na grama empilhada três vezes borrifem com o suco doce o sacrifício. 9. possam nos socorrer. Índice ◄►Hino 48 (Griffith) ____________________ 4 Veja 7. Ó Aśvins. Veja 1. Com elogios7 e cânticos de louvor nós os chamamos até nós. ó Aśvins. 5 . 2. onde vocês sempre trazem riquezas para o adorador. para beber o agradável suco de Soma. vocês deram a Sudās4 alimento abundante. sobre a grama sagrada. para vocês no sacrifício os Kaṇvas enviam a oração. esforçando-se em direção ao céu. então agora nos concedam a riqueza que muitos anseiam. de bela forma. é cantada pelos sacerdotes Sāma. sobre seu carro triplo de três assentos. 4.168 Hino 47. 5. que seus corcéis. Aśvins oniscientes. os chamam com doses de suco Soma derramadas. Aśvins. Ó Poderosos.5 se vocês estão longe ou perto de Turvaśa. sentem-se. para que eles. ouçam benevolentemente o seu chamado. 6. enquanto a canção Stoma (stotram). ao que no Brāhmaṇa é chamado de Śastram (a ser recitado pelo Hotar). ó Aśvins. seja do céu ou do mar.6 venham até nós. Aśvins (Griffith) 1. Chefes. Mantenham-nos.5-25. Veja 1.3. 7 Ukthébhiḥ. ornamentos de sacrifício. Nāsatyas. com aquelas ajudas com as quais vocês protegeram Kaṇva cuidadosamente. Então. os mais ricos. Venham. ó reforçadores da santa lei.

Uṣas. e. tu apareceste. aceita os nossos louvores. 2. Que ela apareça hoje. Uṣas. e ela vem gloriosamente sobre o homem. de muitos tipos. 3. que ela seja visível. Uṣas. o comentário completa com ‘mandam navios’. não conhece atraso. oferecendo oblação. o comentador preenche. 12. Ela anima os diligentes. filha do céu. muita felicidade.2 4. Varga 5. agradáveis. pois eles. ‘com muitos raios de luz’ é o que é pretendido pelas muitas carruagens da alvorada. como uma mãe de família. 14. o alento e vida de todas (as criaturas) repousam em ti. com ‘as divindades do amanhecer’. 3 Ela solta questionadores. a alvorada personificada. Repletas de cavalos. a diretora (dos deveres domésticos).169 Hino 48. sem um substantivo. (À chegada dela) todo bípede se agita. Rosen completa com ‘horas matutinas’. e tu mesma concede a nós alimento excelente e revigorante. fala-me palavras gentis. do firmamento. amanhece sobre nós com alimento abundante. Todos os seres vivos a adoram. a quem os sábios antigos invocavam por proteção e por alimento. aceita o alimento (sacrifical) o qual. Essa Uṣas auspiciosa tem atrelado (seus veículos) de longe. 1. . vão para as casas daqueles que são seus respectivos benfeitores. ouve a nossa invocação. difusora de luz. vem até nós. Aurora (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. traze para a cerimônia os piedosos. Visto que. e manda clientes (para seus patronos). portanto. como se fossem muitas. diz Sāyaṇa. diariamente. e ela acorda os pássaros. Difusora de luz. todos os dias. traze. vem. A divina Uṣas residiu (no céu. e dissipando a escuridão. e dispersa os que absorvem (a umidade). tu (radiante) com luz pura. manda-nos a afluência da riqueza. todos os deuses. derramadora de orvalhos. Uṣas. concessoras de todo tipo de fartura. 3 e. portadora do que é bom. Varga 3. 11. te louvam. amanhece sobre nós com riquezas. (satisfeita) por nossas oferendas. 4 Talvez. a excitadora de carruagens que são atreladas por causa da chegada dela. nutrindo (a todos). Brilha em volta. quando tu chegas os homens sábios dirigem suas mentes para atos de caridade. Varga 4. com cem carruagens. solicitadores. Concessora de alimento. Dos mais sábios desses homens Kaṇva proclama a fama. desse modo. 10. e facilmente obteníveis. amanhece sobre nós com abundância (de gado). Que aquela Uṣas. acima do nascer do sol. tendo se levantado de manhã cedo. a métrica é a mesma que no anterior. antigamente). nos conceda riquezas desejáveis. para beberem o suco Soma. todos. levando todas (as criaturas) transientes à decadência. existe entre a raça humana. Uṣas. à tua ascensão as aves que se elevam nos ares não mais suspendem (seu voo). que. ou Aurora. cujos raios brilhantes auspiciosos são visíveis por toda parte. 2 O texto é: ‘como aqueles desejosos de riqueza para o oceano’. deusa bondosa. com esplendor que anima. no feminino plural. ela ilumina o mundo. 9. Uṣas. 7. Uṣas. repletas de vacas.4 8. com teu carro amplo. 1 Esses três epítetos estão. 5. 6. junto com gado e cavalos. a afluente filha do céu afugenta os malevolentes. mas o Hino é endereçado a Uṣas. como aqueles que estão desejosos de riqueza (mandam navios) para o oceano. Adorável Uṣas. 13. trazendo-nos. portadora de alimento. 1 (as divindades da manhã) são possuidoras do tanto que é necessário para as habitações (dos homens). possuidora de riqueza extraordinária.

ela agita todas as criaturas que têm pés. Traze. hoje. e faz voar as aves do ar. Aqui Kaṇva. brilha inimigos e inimizades para longe. 7. despertando toda vida. Uṣas. amanhece com riquezas. os piedosos para os ritos sagrados. ó Uṣas. 3. 12. após tua manifestação os pássaros que voaram não mais descansam. manda-nos as riquezas dos grandes. sendo o que és. têm frequentemente se apressado para nos iluminar. dá-nos. ouve. 9. Porque em ti se encontra o alento e vida de todo ser vivo. ó Uṣas. ó Senhora da Luz. força digna de elogio e poder de herói. o nosso chamado. Excelente. deusa.6 trazendo cavalos e vacas. Filha do Céu. Filha do Céu. Excelente! tu apareces à vista. para que eles possam beber o nosso suco Soma. 10. trazendo para nós grande abundância de felicidade excelente. com alimento. Aurora (Griffith) 1. a Filha do Céu. Uṣas. gado e alimento. Trazida em teu carro sublime. conforme ela se aproxima. ela faz a luz.7 4. Para encontrar seu olhar todas as criaturas vivas se curvam. concessoras das bênçãos de toda riqueza. Ó Uṣas. Generosa. Amanhece com grande glória. Essa Aurora atrelou seus corcéis à distância. Amanhece sobre nós com prosperidade. Ela envia os ocupados. desperta para mim os sons da alegria. canta alto as glórias dos nomes dos heróis – dos príncipes8 que. 8 Os príncipes são os ricos patrocinadores ou instituidores de sacrifício. ela não conhece atraso enquanto ela emerge. com toda fama que confunde inimigos. 5 Os pontos leste e oeste do horizonte. desse modo. Uṣas amanheceu. e agora amanhecerá. a Deusa. têm fixado seu pensamento nela. Aurora auspiciosa. Adorável Uṣas. cada um para a sua atividade. e com gado abundante. avança em seu caminho até os Homens. abriste os dois portões do céu com luz. 2. dadora de sustento. dirigem seus pensamentos para doações generosas. ó Uṣas. ó Uṣas. Como uma boa mãe de família Uṣas vem cuidando de tudo atentamente. a opulenta. tu de riqueza maravilhosa. 5. que leva carros adiante. As Auroras dos dias anteriores. e. 6. além do nascer do Sol. Deusa. todos os deuses. e. Ó rica em opulência. Senhora da Luz. Índice ◄►Hino 49 (Wilson) ____________________ Hino 48. que arcam com todos os gastos e remuneram os sacerdotes. 8. conduzida em cem carruagens ela.170 15. 11. chefe da linhagem de Kaṇva. visto que tu. conforme tu te aproximas. obtém tu mesma a força que entre os homens é extraordinária. Ó Uṣas. 6 . Brilha sobre nós com tua luz radiante. associa-nos com riqueza grande e multiforme. nos concede vacas e cavalos. 7 A aproximação da Aurora coloca carros ou carroças em movimento do mesmo modo como ela faz navios ou barcos que estavam ancorados durante a noite se moverem para o mar aberto. aqueles que como sacerdotes cantam louvores a ti. os quais. quando. Elas. como os buscadores de glória no oceano. Traze do firmamento. 16. e radiante em nossos ritos solenes.5 concede-nos uma habitação espaçosa e segura.

171 13. todos os quadrúpedes e bípedes se agitam. iluminas o universo brilhante com teus raios. tu rica em despojos e riqueza. até o devoto oferecedor da libação. Índice ◄►Hino 49 (Griffith) ____________________ Hino 49. Varga 6. 3. cujos raios auspiciosos são vistos resplandecentes em volta. e as aves aladas voam em bando por toda parte. o esplendor que subjuga todos. Tu. a quem os Ṛṣis dos tempos antigos invocavam para sua proteção e sua ajuda. vem. 15. 1 2 . desejosos de riqueza. ó Uṣas leve para se mover – Com ele. Que corcéis vermelhos2 te levem para a casa daquele que derrama o suco Soma. a força. Traze-nos a riqueza abundante. belas em forma. assim nos concede uma morada ampla e livre de inimigos. as nuvens vermelho-escuras que acompanham o amanhecer. Uṣas. Uṣas brilhante. tal como tu és. têm chamado com canções sagradas. 3. surgindo com teus raios de luz. desde os limites do céu. quando teus momentos retornam. Tu. responde com benevolência aos nossos cânticos de louvor. Poderosa. te louvam com seus hinos. iluminas todo o reino radiante. ó Filha do Céu. 14. Índice ◄►Hino 50 (Griffith) ____________________ Conforme o Nighaṇṭu. vacas púrpuras. 16. Justamente de cima do reino brilhante do céu vem. a métrica é Anuṣṭubh. de forma bela. como tu és. dissipando a escuridão. 1. Uṣas. Que Uṣas. por caminhos auspiciosos. de além da brilhante (região do) firmamento. 2. a riqueza que o trabalho fácil possa obter. 4. Uṣas. por caminhos auspiciosos. os Kaṇvas. nos conceda grandes riquezas. de todas as coisas boas. Uṣas. ajuda os homens de fama nobre hoje. Uṣas. na ampla e bela carruagem na qual tu viajas. vem. Uṣas de cor branca. a partir da tua chegada bípedes e quadrúpedes (estão em movimento). Índice ◄►Hino 50 (Wilson) ____________________ Hino 49. os veículos da manhã. enviada de toda forma. 4. O comentador explica aruṇápsavaḥ como as vacas púrpuras. A ti. desejosos de riqueza. Aurora (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e divindade são os mesmos. a revigorante comida copiosa. e em volta as aves aladas voam em bandos de todos os limites do céu. com generosidade e com luz brilhante. dá-nos alimento com vacas. que as (vacas) púrpuras1 te levem para a residência do oferecedor do suco Soma. 2. Uṣas. hoje. isto é. filha do céu. Ó Deusa. Poderosa. Aurora (Griffith) 1. ó Uṣas. como tu com luz abriste hoje as portas gêmeas do céu. os veículos da manhã. O carro no qual tu sobes. os Kaṇvas.

o deus é Sūrya. Seus raios iluminadores observam os homens em sucessão. 9. que é o criador da verdade ou luz espiritual. e a cor amarela (do meu corpo). nós podemos ter uma alusão a um sol espiritual. Tu te ergues na presença dos Maruts. Com aquela luz com a qual tu. ou lepra. que permite que todos os seres atravessem o oceano da existência. o Ṛṣi. 2. 6 Aqui. é a mudança externa da cor da pele. É dito que Sūrya. Sāya ṇa também explica a passagem inteira metafisicamente. 4. por se dedicarem a deveres religiosos nesse mundo. (À aproximação) do Sol que ilumina tudo. harimānam. As primeiras nove estrofes estão na métrica Gāyatrī. caindo sobre um espelho colocado na entrada de um aposento. o curou de uma enfermidade cutânea. 6. erguendo-te hoje. de modo que ele pode ser visto por todos (os mundos). Sūrya divino e difusor de luz. em teu carro. Sūrya. Observando a luz surgindo acima da escuridão. é dito. que é visto por todos os que desejam a emancipação final. são vistos na forma de constelações. O culto especial do sol. entre os deuses. aqueles que. cor verde ou amarela. 4 O texto tem ‘diante dos homens ou povos dos deuses’. ou as formas visíveis das pessoas virtuosas depois da morte. as estrelas em geral. que. chegam a Svarga. ainda.4 tu te ergues na presença da humanidade. um antídoto para veneno. até para a lua e os planetas. 2 Sāyaṇa diz que.172 Hino 50. 7. e subindo para o mais alto céu. as últimas quatro. tu és a fonte de luz. ou os asterismos lunares. e contemplando tudo o que tem nascimento. isto é.2 tu és visível para todos. dedicado ao sol. que remove pecados. Os sete cavalos são os dias da semana: os sete raios podem expressar o mesmo. de acordo com o Smṛti. 8. ultrapassaste a todos em velocidade. e vem com elas autoatreladas. os Maruts. louvado com hinos desse modo por Praskaṇva. com a noite. Sūrya (Wilson) (Sūkta VII) Praskaṇva é. 5. 202 yojanas na metade de um piscar de olhos. e dão luz a ele. o sol se move 2. Tu atravessas o vasto espaço etéreo. são considerados como as residências dos deuses.6 11. os quais. como ladrões. as constelações 1 partem. e a aproximação do sol significa reunião com o espírito supremo. Radiante com luz benevolente. de acordo com Sāya ṇa. em outro texto vêdico. significa o pecado. 3 Jyotiṣkṛt. ó Sol. é considerada como curativa de doenças. de modo semelhante como os raios do sol. à noite. que cura doenças. são assim designados. 10. 1. é dito. A escuridão. com as devidas formalidades. de cabelo brilhante. O Sol uniu as sete éguas que puxam sua carruagem com segurança. o sol. e de modo a ser visto na presença de toda a (região) do céu. pois eles. a luz excelente. na época 1 . e o meio de obter felicidade atual e libertação final. 3.7 Nakṣatrā. o que purifica e defende do mal. dando luz para todas as coisas. nós nos aproximamos do Sol divino. teus sete corcéis5 conduzem a ti. Consequentemente. olhas para esse mundo portador de criaturas. remove a enfermidade do meu coração.3 tu brilhas por toda parte no firmamento inteiro. Śaunaka chama o par de versos de mantra. medindo dias e noites. Varga 8. 7 Hṛdroga pode também significar azia ou indigestão. Seus corcéis mantêm no alto o divino Sol onisciente. como fogos ardentes. isto é. Varga 7. Tu. da qual os raios do sol são refletidos. se encontram em uma substância aquosa. 5 Os quais podem também significar os sete raios. Esse verso e os dois seguintes constituem um tṛca ou grupo de três versos. na Índia. da qual ele estava sofrendo. na Anuṣṭubh. de acordo com diferentes textos. Aquelas constelações são os corpos luminosos daqueles que praticam atos religiosos. identificando o sol com o espírito supremo. e que torna tudo luminoso por meio da luz da mente. a repetição dos quais. são refletidos para o interior. novamente. por icterícia ou em moléstias biliares.

de modo que todos possam olhar para ele. ó Sūrya. aqui aludidos. 11. 10. 9. Aqui toda a luz para ser contemplada. Sūrya. Com aquele mesmo olho teu com o qual tu olhas o brilhante Varuṇa. de um caráter antigo. Tu vais até as hostes de deuses. em seu interessante Mémoire sur l’Inde. originando-se com as noções primitivas dos atributos de Sūrya.10 Como chamas de fogo que queimam e resplandecem. Sūrya. tira de mim essa minha cor amarela. têm brilhado de longe através das muitas casas dos homens”.] 14 Os sete cavalos que puxam seu carro. vendo todas as coisas que têm nascimento. ou para a (árvore) Haritāla. as filhas do carro. 13 [Éguas baias – Macdonell. Iluminando todo o reino radiante. Contemplando a luz mais elevada acima da escuridão nós nos aproximamos De Sūrya. ó rico em amigos. Seus raios brilhantes o mantêm no alto. 9 O inimigo aqui indicado é a enfermidade ou doença.8 13.] 12 Varuṇa: a palavra é. Esse Āditya ergueu-se. seus raios. com o cabelo radiante. 5. Sūrya remove a doença do meu coração.12 Sobre a atarefada raça de homens. ele segue adiante. Surgindo nesse dia. como ladrões. 12. Deus entre os Deuses. de data antiga. Sūrya atrelou as Sete puras brilhantes. 10 [Essa primeira frase Macdonell lê: “Seus feixes de luz. 4. e era então. 3. pois eu sou incapaz de resistir ao meu inimigo. subindo ao céu mais elevado.14 com essas.11 6. com todo (o seu) poder. Ou vamos transferir essa minha amarelidão para as árvores Haritāla. – Hymns from the Rigveda. 8 Assim o comentador interpreta o hāridrava do texto. Reinaud. Sete Cavalos Baios13 atrelados ao teu carro te conduzem. . são chamados de filhas da carruagem. O número sete faz referência aos sete dias da semana. tu medes nossos dias com teus raios. Rápido e todo belo és tu.173 12. Sua própria equipe estimada. a luz que é a mais excelente. As constelações vão embora. 8. de modo que eles possam ver a luz celestial’. de lepra. Diante do Sol que tudo vê. Mas não existe uma árvore assim chamada. destruindo o meu adversário. Atravessando o céu e o extenso ar.15 das primeiras incursões dos muçulmanos.9 Índice ◄►Hino 51 (Wilson) ____________________ Hino 50. hāridrava. e aplicada a Sūrya. que atribuía àquele corpo luminoso a cura de Sāmba. sem dúvida. é narrado integramente pelo Sr. Seus raios precursores são vistos de longe refulgentes sobre o mundo dos homens. e os quais. Para papagaios e estorninhos vamos dar o meu tom amarelado. Sol. o filho de Kṛṣṇa. O hino é. um pó vegetal amarelo. Haritāla mais comumente significa pigmento amarelo.] 11 [A última frase por Macdonell: ‘para todos. tu vens até aqui para a humanidade. Sūrya (Griffith) 1. 2. usada aqui como uma designação (aquele que envolve). criador da luz. como intimamente conectados com ela. Deus. como Sāyaṇa ressalta. Vamos transferir a cor amarela (do meu corpo) para os papagaios. haritāladruma. ó tu que enxergas longe. do começo ao fim. junto com seus raios de luz. Sāyaṇa a explica como ‘aquele que afasta o mal’. para os estorninhos. 7. o Deus que conhece tudo o que vive.

entre os romanos. Dando o meu inimigo na minha mão.). II. não me deixes ser vítima do meu inimigo.174 13. as pessoas com icterícia eram chamadas de ‘icterici’. . Dizia-se que o pássaro morria em lugar do paciente. uma das muitas variedades dos estornídeos ou família dos estorninhos. Com todo o seu vigor conquistador esse Āditya ergueu-se no alto. de acordo com Plínio (H. por causa da noção fantasiosa de que a doença era curada por olhar para o icterus. A amarelidão mencionada nesse verso é provavelmente a cor da pele na icterícia. Para papagaios e estorninhos: similarmente.] A palavra hāridrava é explicada no Petersburg Lexicon como certa ave amarela.N. xxx. Índice ◄►Hino 51 (Griffith) ____________________ 15 [Veja a nota 8.

tu destruíste Śambara. e. 4. Tu. Animem. isto é. tu mostraste o caminho para Atri. como alguém que faz uma injúria. tu destruíste as cidades de Pipru. Tu abriste o receptáculo das águas. Ou meṣa pode ser traduzido como ‘vitorioso sobre inimigos’. em batalhas que mataram os Dasyus. conhecimento. a um sacrifício solenizado por Medhātithi. um Asura. Indra (Wilson) (Anuvāka 10. que é Ahi. ou sóis. em linguagem comum. sobre o grande Arbuda. por causa do gozo de prosperidade. o tesouro do malévolo. explicado como uma nuvem. os Asuras.2 (Indra). para o benefício da humanidade. em defesa de Atithigva. o matador. 6 O termo é gotra. com teus pés. tu pisaste. um inimigo. quebrador de montanha. por teus estratagemas. como Śakra. dos descendentes de Aṅgiras. A partir de um texto citado do Yajur-Veda. Os protetores e amparadores Ṛbhus. Ṛjiśvan. desprezando Agni.7 tu tens concedido riqueza. que atormenta seus adversários por cem portas. referindo-se a uma lenda na qual é narrado que Indra chegou. e iluminando o firmamento.175 Hino 51. para obter um filho que se parecesse com Indra. o deus se tornou filho dele. de um adorador a quem eles oprimiam. 7 Por vários meios ou artifícios. os últimos disseram arrogantemente: ‘Não vamos oferecer sacrifício para ninguém’. aquele carneiro. e os Vajasaneyis relatam que. significa.13 É dito que Aṅgiras. um Dāvana. nas (pelejas) destruidoras de ladrões. e defendeste bem Ṛjiśvan. em lutas fatais com Śuṣṇa. o que humilha seus inimigos. Adorem o poderoso e sábio Indra. visto que ele era o mesmo que tudo isso. alguém que descende de Danu. como os raios de luz. sob o nome de Savya. fama. para Vimada. dar. hostil ou maligno. sê valente’. que é alegrado por hinos. 11 De acordo com os Kaushítakís. na montanha. 12 Pipru é chamado de Asura. e é um oceano de riqueza.3 se apressaram para a presença de Indra. 2 Tyaṃ meṣaṃ. ou para o benefício. na forma de um carneiro. Gotrabhid. com o raio. por isso. Tu abriste a nuvem6 para os Aṅgirasas. tu retiveste. humilhaste os enganadores que ofereciam oblações às suas próprias bocas. – ladrões ou bárbaros. como um nome de Indra. fizeram as oblações às suas próprias bocas. 3 É dito que os Ṛbhus aqui significam os Maruts. o resto. o ato foi realizado por causa das preces. ou um rebanho de gado. é um dos doze Ādityas. no comentário. 8 Vimada é chamado. 5. o Hino é endereçado a Indra. explicado como hantṛ. tendo realizado culto. 10 Vṛtra. com alimento. dasyuhatyeshu. como aplicado ao gado. 4 Indra. desde tempos remotos tu nasceste para a destruição dos opressores. Bhagavan. ‘Na montanha’ significa a residência de Indra. riqueza ‘adequado para generosidade’. que é adorado por muitos. quando todos os deuses o tinham abandonado. 6. com louvores. ou. 9 Parvate dānumad vasu. alimento e prosperidade. Indra. ofereceram oblações para eles mesmos.5 3. – yantras.11 benigno para os homens. é dito. 1 . 8 tu estás manejando teu raio em defesa de um adorador envolvido em combate. Tu defendeste Kutsa.10 tu tornaste o sol visível no céu. 1. Varga 9. portanto ele era chamado de Ahi. o destruidor. o realizador de cem atos religiosos. de Maharṣi. quando houve uma disputa entre os deuses e os Asuras. 5 Eles exclamaram: ‘Golpeia. à recuperação das vacas roubadas por Paṇi. 1 o filho de Aṅgiras. por quem Indra foi ajudado e encorajado. de movimento gracioso. 2. na Jagatī. ou ele pode ser um epíteto de vasu. cujos bons atos se espalharam. os dois últimos versos estão na métrica Triṣṭubh. 9 quando tu tinhas matado Vṛtra. Sūkta I) O Ṛṣi é Savya. e bebeu o suco Soma.12 Varga 10. e por eles palavras encorajadoras foram proferidas. de dānu. Ahi parece ser a personificação de todos os benefícios deriváveis de sacrifício. ele alude. Dānumat é explicado variadamente. Em todo caso.4 imbuído de vigor.

e de ter.14 reprimindo aqueles que não realizam ritos religiosos. 19 É dito que os Pajras são os mesmos que os Aṅgirasas. para apaziguá-lo. por sua intensidade. Louvor pelos Pajras19 é (tão estável) quanto a ombreira de uma porta. para levar embora a pilha de oferendas acumuladas. é sabido. O Aitareya Brāhmaṇa o chama de príncipe da linhagem de Manu. repleto (de energia). Ela é detalhada no Bhāgavata e Padma Purāṇas. com Svadhā. 13 . 9. e como afirmado pelo comentador. gado. as tribos incivilizadas da Índia. em sua aflição. e a ser chamado também de Divodāsa. enquanto os Dasyus são aqueles que não observam cerimônias religiosas. carruagens. os Āryas. O Ṛṣi Cyavana se casou com a filha dele. 15 10. Varga 11. o rei das montanhas. para que ele possa ajudar os virtuosos. a jovem Vṛcayā17 para o idoso Kakṣīvat. O comentador diz. sê tu. Se Uśanas aguçasse o teu vigor por meio do dele. Śuṣṇa. são aqueles que praticam ritos religiosos. enquanto louvando-o. a tribo respeitável ou civilizada. ele sobe (em seu carro). e punindo aqueles que se afastam do culto dele. para (compartilhar do) alimento sacrifical. Indra permanece. Sukratu. que és poderoso. feroz. como se depreende a partir desse e do verso seguinte.18 Todas essas tuas proezas devem ser recitadas em teu culto. idoso ou adolescente. o céu e a terra. que o raio está depositado em tuas mãos. Quando Indra está satisfeito com hinos aceitáveis. se apaixonado por ela. 20 Ou isso pode ser traduzido como ‘que está desejoso de possuir’. humilhando os que negligenciam atos sagrados.176 7. que os corcéis atrelados pela vontade. por nós. em favor daqueles que estão presentes (com seu louvor). Nenhuma notícia sobre ela é encontrada em outros lugares. Assim como tu te deleitaste no que foi preparado (no sacrifício de) Śāryāta. com a velocidade da mente. Indra tem sido recorrido. 12. Tu subiste em tua carruagem prontamente. Indra. e tem subjugado as extensas cidades de Śuṣṇa. Kutsa nós tivemos antes. Indra. a filha de Vṛṣaṇaśva. Eu estou desejoso de louvar todas as tuas façanhas. no qual Indra e os Aśvins estavam presentes. a tua vontade se deleita em beber o suco Soma. te levem. a medula ou essência da terra. provavelmente. Diferencia entre os Árias e aqueles que são Dasyus. levou consigo os (materiais de sacrifício) acumulados. todo o vigor está totalmente concentrado. e são hostis àqueles que as fazem. uma nova oferenda foi preparada. Indra. Indra. para beber as libações. louvando-te. e riqueza. 13. 14 Os Árias. como tu és satisfeito por meio dos sucos Soma vertidos. Em ti. (nos sacrifícios) de outros. 17 É dito que Vṛcayā foi dada para Kakṣīvat na cerimônia de Rājasūrya. 8. e a esposa de Himavat. então teu poder apavoraria. 16 Śāryāta era um Rājarṣi – de acordo com o comentador – da linhagem de Bhṛgu. puxado por corcéis que corcoveiam mais e mais obliquamente. e um sacrifício solene foi celebrado na ocasião. Śambara e Arbuda são designados como Asuras. sendo. pelo que Indra ficou furioso. Vamra. que é possuidor20 de cavalos. O comentador cita essa história do Kauṣītaki Brāhmaṇa. em uma torrente. obriga-os a se submeterem ao realizador de sacrifícios. que um Ṛṣi chamado Vamra tirou vantagem da ausência de Indra de um sacrifício. É dito que Atithigva significa o hospitaleiro. foste Menā.16 Está satisfeito com elas. Tu. O termo é um patronímico. mas não aparece se ele é o mesmo que o Divodāsa dos Purāṇas. e. ainda não subjugadas pelos seguidores dos Vedas. significando filho ou descendente de Śaryāti. está presente. 11. e oferecendo libações. 14. da (nuvem) passageira. A Menā dos Purāṇas é uma das filhas dos Pitṛs. e se espalhando pelo céu. em favor daqueles que os cumprem. – esperando tais doações do instituidor da cerimônia. Cyavana se apropriou da parte da oblação destinada aos Aśvins. Corta toda a bravura do inimigo. Amigo do homem. 18 O Brāhmaṇa é citado para uma história singular de o próprio Indra ter se tornado Menā. Desse modo tu obténs fama imperecível no céu. o encorajador do sacrificador. Tu deste. a filha de Vṛṣaṇaśva. como o nome de um Ṛṣi. o dador de riquezas. posteriormente. em cerimônias que te deem satisfação. que era o quarto filho do Manu Vaivasvata. ele extrai as águas. 15 O texto aqui é obscuro: ‘Vamra destruiu as coleções’.

o tesouro é a chuva fertilizante. 5. Veja 1. (concedida) por ti.’ Nessa versão mada tem geralmente sido traduzida como êxtase. Indra. ou alegria selvagem. como não indigno dos próprios deuses.177 15. diz o professor Max Müller. 23 A nuvem escura que mantém as águas aprisionadas.24 e abriste um caminho para Atri25 por cem portas. ou [veja a nota 2]. cercado em volta por força. nesse conflito. que enche o ar. de coração de herói. Essa adoração é oferecida ao derramador de chuva. Indra. entusiasmo.2. mais ainda. o possuidor de energia verdadeira. o mais generoso para o nosso bem. como um estado no qual o guerreiro e o poeta fariam suas melhores realizações. O alemão rausch é o mais próximo do sânscrito mada.22 e sobre Śatakratu veio o grito alegrador que o incitou adiante para a vitória. Tu abriste as prisões das águas. apressando-se em êxtase. Veja 1. Aqui a referência é a um carneiro de combate. se torna evidente. Indra o libertou do cativeiro. tu desde os tempos antigos nasceste para matar os Dasyus. um demônio da seca. te chamavam ou te ofereciam acima ou por sobre o ombro. mostrando a ele cem modos de escapar. 6. Tu descobriste o estábulo das vacas23 para os Aṅgirases.10. o qual não tem algo oprobrioso misturado com ele. 25 Um Ṛṣi geralmente enumerado com os Aṅgirases entre os Prajāpatis ou progenitores dos homens. Com poder extraordinário tu sopraste para longe os demônios feiticeiros. 4. o mar de riqueza. deleite. Vimada também era um Ṛṣi dos tempos antigos. livraste o Sol que tinha sido escondido por Vṛtra. o poderoso.28 Tu.29 e ajudaste Ṛjiśvan quando os Dasyus foram mortos. 22 . tu na montanha apreendeste o tesouro26 rico em dádivas. digno de cânticos de louvor. Indra. as fortalezas dele são as nuvens que retêm a chuva. é a personificação do calor excessivo antes das chuvas.1. Quando alegrados pelas doses de Soma. com poderes celestiais aqueles que te invocavam de brincadeira. ‘o Secador’. por muitos heróis. demoliste as fortalezas de Pipru. ergueste o Sol no céu27 para todos verem. 24 Uma antiga família sacerdotal. ‘a dificuldade em representar o pensamento vêdico em inglês. Tu salvaste Kutsa quando Śuṣṇa foi derrotado. Alegrem com canções aquele Carneiro21 que muitos homens invocam. 27 De acordo com Sāyaṇa.6. e residamos em uma (habitação) próspera. Como auxiliares os hábeis Ṛbhus ansiavam por Indra forte para salvar.30 21 Aquele carneiro famoso. tu. 3. aparentemente uma antiga expressão proverbial aplicada àqueles que em vez de sacrificarem para os Deuses colocavam a oblação planejada em suas próprias bocas. Quando tu tinhas matado com poder o dragão Vṛtra. Que nós sejamos auxiliados. pois nós não temos uma palavra poética para expressar um estado elevado de excitação mental produzido por beber o suco intoxicante da Soma e outras plantas. fazendo teu raio dançar na luta do sacrificador. Cujos atos benevolentes para os homens se espalharam amplamente como os céus: cantem louvores a ele o sábio. Indra. para Atithigva deste Śambara como uma presa. 30 Śuṣṇa. 2. 26 A montanha é a nuvem. ‘Aqui novamente’. Para Vimada tu tens concedido alimento e riqueza. Até o poderoso Arbuda tu esmagaste. Indra (Griffith) 1. 29 Pipru é um dos demônios do ar. ou qualquer outro idioma moderno. o auto-resplandecente. Śambara e Arbuda são demônios similares da atmosfera. 28 Literalmente. enquanto nos tempos antigos aquele estado de excitação era celebrado como uma bênção dos deuses. Índice ◄►Hino 52 (Wilson) ____________________ Hino 51.

34 Ó de alma de herói. Em 1. e ele partiu em pedaços as fortalezas bem construídas de Śuṣṇa. Tu. Quando Indra se regozijou35 com Kāvya Uśanā. o sacerdote que cortou e espalhou a erva sagrada para os Deuses. ó Indra. aparece no Veda como o amigo especial de Indra. Que nós e todos os heróis.18. 38 Um Ṛṣi. 15. O poder que Uśanā produziu para ti com poder parte ambos os mundos em pedaços em sua grandeza e com força. 9. fiéis a Indra e aos Deuses. Aqui. o Doador. ‘o poder’ significa o raio que conquista. com os príncipes. 11. quando tu estás satisfeito com homens cujo Soma flui. embora em outros lugares a fabricação dele seja atribuída a Tvaṣṭar. Vamra quando glorificou destruiu as pilhas reunidas do ainda crescente que podia alcançar o céu. Para o idoso Kakṣīvān. verdadeiramente grande e forte. firme como um batente. 12. 39 O hino parece ter sido endereçado a Indra por auxílio em uma batalha vindoura. também. os cavalos de Vāta. 37 Isto é. vacas e cavalos. e os Dasyus são os povos originais e hostis da Índia. e os últimos são os maus e ímpios. O amparo do homem bom em sua necessidade é Indra.33 10. também chamado de Kāvya ou filho de Kavi. ele monta seus corcéis que guinam cada vez mais largamente. todos esses teus atos são o meu deleite em festivais. 33 A segunda metade da estrofe é ininteligível. o adorador fiel. carros. filha de Vrsanśva. o filho de Uśij. Diferencia bem Árias31 e Dasyus. Conhecido é o raio que se encontra em teus braços: arranca com ele toda a bravura viril do nosso inimigo. atrelados pelo pensamento. todas essas tuas façanhas devem ser contadas em festas Soma.38 espremedor de Soma. Para ele. Indra é o único Senhor da riqueza. esse louvor é proferido. quanto tu estás alegre com o Soma oferecido por teus adoradores tu realizas as tuas façanhas mais gloriosas. Todo o poder e força estão reunidos estritamente em ti. o Poderoso. hábil em canção. 8.] 34 O Ṛṣi Uśanā. 36 Doses de suco Soma.37 13. punindo os bárbaros os entrega para aquele cuja grama está espalhada. tu deste a jovem Vṛcayā.39 ó Indra. Índice ◄►Hino 52 (Griffith) ____________________ 31 Os Āryas são. . a princípio. foste Menā. Indra. o povo que fala a linguagem do Veda. Veja 1. Mais tarde. amante de riquezas. Tu sobes no teu carro em meio a fortes goles de Soma: Śāryāta te trouxe aquelas36 nas quais tu tens prazer. destruindo por meio dos Fortes aqueles que não têm força. os primeiros são os povos verdadeiros e leais. 32 Isto é. tu te ergues à glória incontestável no céu.1. muito sábio. sob o teu cuidado. [Veja a nota 15.178 7. louvado entre os Pajras.121. teu espírito generoso se alegra em beber suco Soma. 14.12 é dito que ele deu para Indra o seu raio: ‘O raio que Kāvya Uśanā te deu antigamente’. neste combate. têm te levado à fama enquanto tu estás cheio de poder.32 Sê o forte incentivador do sacrificador. o auto-resplandecente. Indra entrega os sem lei para o homem piedoso. 35 Bebeu o Soma estimulante. O Forte disparou seu raio com a torrente rápida de chuva. estejamos.

388). 2. em meio às torrentes. como também pela versão da história encontrada na Nīti-mañjarī. por Agni. a lenda pode dever sua origem. como autoridade para o último nome. Eu imploro a Indra. estimulado pelo alimento sacrifical. um dos heróis do Shāh-nāma. o precederam. primeiro. e então infligiu lesões semelhantes em si mesmo. ou tampa. Colebrooke citou essa história brevemente. a fonte da felicidade. convertendo o último em uma deificação. . com mente dirigida à adoração religiosa. do qual o mais novo. 216. O comentador. quando ele estava velho e cego. de onde ele foi libertado pelas mesmas divindades. o sábio recitou. e. É a essa proeza que o fato de Indra romper as defesas do Asura Bala é comparado. um nome que ocorre em um texto do Ṛc. vol.2 1 Veja a nota 2 do hino 51. peito e braços. os secadores de umidade.II. Indra. jogando-o no fogo. então. Ele. O Sr. Roth. e. VIII. Nessa aflição. A identidade de Trita e Traitana. através das coberturas (do poço). como rios se precipitam em declives. na água. Varga 12. caiu nele. Tritaḥ pode significar triplo ou tríplice. diz que Agni jogou as cinzas das oferendas queimadas na água. e tentaram destruí-lo. junto com sacerdotes eruditos. p. após o que. aparece em outra parte. É dito que três irmãos. ou defesas.179 Hino 52. A lenda é contada pelo comentador. ele rezou para todos os deuses libertarem-no. com muitas orações. Depois desses acontecimentos. e da antiga tradição persa. enchem o oceano. p. O Dr. Aquele Indra a quem. significa uma circunferência. vol. Additions. Em retribuição. de onde surgiram sucessivamente Ekata. pois ele é o concessor de alimento abundante: 4. um dos escravos. seguindo os Taittirīyas. mas isso não aparece na narrativa. A história é narrada de um modo um pouco diferente na Nīti-mañjarī. chegaram a um poço. Seus aliados. Traitana. – Zeitschrift der D. na situação da morte de Vṛtra. cresceu em vigor. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. Dvita e Trita. tinha matado Vṛtra que obstruía os rios. . Roth pensa que Trita é o mesmo que Traitana. como um corcel veloz. do resto. no entanto. aquele Indra a quem os Maruts. colocadas sobre o altar. feriu-o na cabeça. fazendo a frase: ‘como através das coberturas triplas’. mas ele as atravessou com facilidade. como os rios da mesma natureza. que é alegrado pelo suco Soma. tendo coberto o topo com uma roda de carroça. que. eles o jogaram no poço. do que ele morreu. Trita tendo. ele permaneceu firme. portanto chamados de Āptyas. em louvor dos Aśvins. e estava derramando as águas. – o qual acelera. – a ele eu invoco. O professor Lassen parece disposto a adotar essa identificação. que se deleita no alimento sacrifical. de onde ele foi salvo pelos Aśvins. ao considerar tritaḥ como um nome próprio. o mais generoso Indra. e a própria estrofe citada. Paridhi. 9). às três folhas da qual. o termo do texto. lutando contra o retentor da chuva. em um sentido muito diferente daquele que ele deu. 5. tirou água e a deu para seus irmãos. para impedir sua saída. e. tornaram-se insubordinados. animados (por libações). (hino 105. e os Asuras empilharam coberturas sobre a entrada dele. rompeu as defesas de Bala. a quem cem adoradores ao mesmo tempo são assíduos em louvar. e. o deixaram no poço. mas com sua precisão habitual. uma cobertura circular. e confirmada por outras passagens do texto. que está expandido do começo ao fim do orvalhoso (firmamento). e. Ekata. a fim de remover ou esfregar os resíduos de uma oblação de manteiga clarificada. para se apropriarem da propriedade dele. a métrica do décimo terceiro e décimo quinto versos é Triṣṭubh. que é vitorioso sobre seus inimigos. como fez Trita. se apressando até ele. Trita. 3. Dvita e Trita foram três homens produzidos em água. para subir no carro. e de formas não distorcidas. 1. estavam viajando em um deserto. sendo afligidos pela sede. Morgenländischen Gesellschaft. as libações borrifadas sobre a grama sagrada reabastecem. Quando Indra. dotado de mil meios de proteger (seus devotos). acompanharam. pela graça deles.1 que faz o céu conhecido. a forma Zend de Feridún. Jagatī. Diz-se que os escravos de Dīrghatamas.Indische Alterthumskunde. como uma montanha. é explicada. ido tirar água de um poço. no céu. Adorem bem aquele carneiro. Ekata. O Sr. como auxiliares. ou filhos da água. que são desimpedidos. eram. Dvita e Trita. ele efetuou sua fuga. na Nīti-mañjarī. – em direção ao sacrifício. . pelo Dr. em uma ocasião subsequente. para a minha proteção. ele imagina que ele seja o original do Thraetona. Langlois está mais correto. a função propriamente dita da erva sagrada. o hino no qual o 2 . ainda não foi estabelecida. em seu relato do Ṛgveda (Asiatic Researches. v.

o comentador acrescenta Sāma. em tuas mãos. 6. nesse (combate). (libertaste) as águas. 4 Bhuvaḥ pratimānaṃ. Indra. e entre o último e Feridún. também. o obstrutor do céu e da terra. quando guerreando. veja. 5 Senhor ou protetor da grande (região) na qual se encontram os agradáveis deuses. aparentemente. talvez. no que os aliados dele (os Maruts).5). te imitaram em júbilo. do Sr. com os céus. essa terra tivesse dez vezes (sua extensão). chegam a ti como regatos (fluem para) um lago. de quem. tua fama se espalhou longe. tendo obstruído as águas. desejoso de ir até o homem. Todos os deuses. Tu és o modelo da terra estendida. Burnouf. 11. (1. combatentes pelos homens. pelo menos com relação a esse hino. mataste Vṛtra. a palavra Trita. de Indra tem oito ângulos. e teu raio. em um verso do Ṛc. O céu forte foi lacerado pelo medo. tanto quanto os céus.158. tu moldaste a terra para a nossa preservação. cortou a cabeça de Vṛtra. assim ele a atingiu. Segundo o Aitareya Brāhmaṇa. de quem as águas do céu não alcançaram o limite. foste inspirado por (beber) o (suco Soma) derramado. encontrou admissão como um numeral. Indra. fizeste tudo mais (que não tu mesmo) dependente (de ti). pegaste. 13. Os Maruts te adoraram. Veja os ‘Études sur les Textes Zends’. (seus adversários não têm igualado a destreza).) em tua força. Indra. seu peito e ombros”. O primeiro termo. nessa batalha. Indra. Journal Asiatique. Do mesmo modo como o escravo Traitana feriu sua cabeça. Uma alusão ao Sāma. Indra. que. os atos de heroísmo realizados por teu poder se espalhariam amplamente. com entusiasmo despertado. (seguro. repousava na região acima do firmamento. e ascendente para o céu.6 Índice ◄►Hino 53 (Wilson) ____________________ verso ocorre: “Não deixem as águas maternas me engolirem. de acordo com o comentador. realizador de atos sagrados. de si mesmo. tu abarcas o firmamento e o céu. Varga 14. tua bravura foi renomada. 10. com teu raio. tua bravura seria igualmente renomada. ao clamor daquele Ahi. tu és o símbolo do vigor. Maghavan. Tu. Abril de 1845. a face do amplamente estendido Vṛtra. visto que os escravos atacaram este (velho homem) decrépito. incentivaram Indra (a destruí-lo). lâminas. Indra de mente firme. ou. eles. sozinho. de magnitude similar e igual poder inconcebível. o vajra. Tvaṣṭṛ aumentou teu vigor apropriado: ele afiou teu raio com força avassaladora. nos Livros Zend. Os hinos. indicaria a anterioridade do primeiro. – tu. Quando. 8. Mesmo que. teu raio de ferro. 3 O texto tem somente Bṛhat. 15. . e. com tua magnitude tu enches todo o firmamento: em verdade. além do limite do firmamento vastamente estendido.3 autoiluminador.180 Varga 13. pode haver pouca relação entre Trita e Traitana.5 De fato. Se essa interpretação estiver correta. igualmente. 12. em sua energia. (guardiões) do céu. a contramedida da terra. e fizeste o sol visível no céu. também como um nome próprio. 6 O texto tem somente ‘com o matador (ou arma) que tem ângulos’. quando tu. ou raio. que te glorificam. tu tinhas atingido. os adoradores) recitaram o hino adequado do Bṛhat (Sāma). concessor de força. Indra. tu. Por medo (de Vṛtra. de quem o céu e a terra não atingiram a amplitude. 9. 14. não há nenhum outro como tu. e vivificadores da humanidade. no entanto. e os homens se multiplicassem todos os dias. contra o retentor das chuvas. ainda. com teus corcéis. quando tu atingiste a face de Vṛtra com teu (raio) angular e fatal. e.4 tu és o senhor do vasto (Svarga) frequentado por deuses. 7. permanecendo. isto é. no Glossário da edição de Benfey do Sāma-Veda.

fiéis à humanidade. 10. 3. 13 [Veja mais a respeito de Tṛta no artigo de] Macdonell no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland (1893). 7. mil vezes protetor. enchem totalmente como o mar. e forjou teu raio de poder irresistível. Assim como uma montanha de base firme. Veja 1. e os homens que moram nela se multiplicassem dia a dia. o doador mais generoso. pois ele se satisfaz com o suco. Tu. por ajuda. em teu próprio poder inerente. Art. 5.51. irremovível. tu cujo poder está ligado com teus Cavalos Baios. 9. se regozijaram na luz. na alegria selvagem do Soma. matando Vṛtra o retentor da torrente delas. tinhas derrotado Vṛtra. seria famoso: ele se tornou vasto como o céu em majestade e poder. fazendo torrentes fluírem em direção ao homem. A quem aqueles que fluem no céu. 12. sobre a grama sagrada. fizeste a terra para ser o exemplo da tua força: abarcando mar e luz tu chegaste ao céu. pelo rugido do Dragão cambaleou para trás em terror quando.10 radicado na luz. Veja o verso 4. o obstrutor da chuva se encontrava na mais baixa profundidade do ar. Com medo eles14 elevaram o hino sublime auto-resplandecente. 7 Aquele guerreiro famoso. o úbere (do céu) significa as nuvens dadoras de chuva. 2. tua força guerreira resplandeceu. de forma reta. eu chamo. Tvaṣṭar deu ainda mais força para a tua força própria. 12 Seus aliados constantes. quando. ele. como Deus do firmamento. Indra (Griffith) 1. assim como Tṛta13 fendeu as cercas de Vala.1. ousado por causa dos goles de Soma. Esplendor te cercou. sobre o limite desse ar e do céu. tu seguravas em teus braços o raio de metal. Então o próprio Céu. Indra. X. Indra. e puseste no céu o Sol para todos verem. Porque ele retém até os retentores. Indra. eficaz e que dá louvor. forçou as nuvens. Ó Indra. cortou com força a cabeça de Vṛtra. 10 Ūdhan. Quando. – o Carro o qual como um corcel forte se apressa ao chamado.9 estendido sobre a nuvem carregada. armado com o trovão. o tirano da terra e do céu. 11. Os hinos que te engrandecem. Quando os ajudantes de Indra. 8 . sobre as quais Indra. 4. quando em alegria selvagem ele lutou com aquele que parou a chuva. Quando Indra. invencíveis. 14 Os adoradores de Indra com medo de Vṛtra. os Maruts. seus ajudantes12 aceleraram como correntes velozes descendo uma ladeira. lutando pelo bem dos homens. seus próprios assistentes. cresceu em força imensa. que leva para o céu. com atividade qualificada. o poderoso. o partiu completamente. está estendido como uma cobertura. – ao lado daquele Indra quando ele derrotou Vṛtra ficaram seus ajudantes. quando Indra. 11 de caráter nobre. 8. Indra com pensamento. ó Indra. Em direção a ele. se regozijando nos goles de suco Soma. poderosos. Eu glorifico aquele Carneiro7 que descobre a luz do céu. 6. teu raio. tu lançaste teu trovão sobre as mandíbulas de Vṛtra difícil de ser contido. Com hinos que eu mova para cá Indra para me ajudar.181 Hino 52. cujos cem de caráter nobre8 partem com ele. Maghavan. fortalecido em êxtase pelos sábios. 9 ‘O retentor entre os retentores’ é provavelmente o conquistador que detém os demônios que obstruem a chuva. de coração valente. 11 Os estimulantes goles de suco. chegam a ti assim como os córregos de água fluem para baixo e enchem o lago. os Maruts. ainda aqui o teu poder conquistador. se essa terra se estendesse adiante dez vezes.

Os Maruts cantaram teu louvor nesse combate. em verdade não há outro como tu. com tua arma pontiaguda. e em ti todos os Deuses se alegraram. Cuja amplitude o céu e a terra não atingiram. e ninguém mais. 15. mas essa e similares mudanças súbitas de pessoas são comuns no Veda. o teu raio mortal. – não. o firmamento. quando em alegria ele luta16 contra o retentor da chuva: tu. o Mestre do céu sublime com todos os seus heróis poderosos. Índice ◄►Hino 53 (Griffith) ____________________ 15 16 O oceano aéreo. 14. fizeste todas as coisas na devida ordem. Dito de Indra. Nós esperaríamos ‘tu lutas’.182 13. Tu és a contrapartida da terra. . Indra. atingiste a face de Vṛtra. cujos limites as águas do ar15 nunca alcançaram. tu encheste toda a região com a tua grandeza: sim. Quando tu.

teus amigos mais afortunados. novamente. e os sessenta mil e noventa e nove seguidores deles. Tūrvayāṇa. de gado. embora nós tenhamos um Suśravas entre os Prajāpatis no Vāyu Purāṇa. pela tua graça divina. 3. pelo qual ele (o deus) tem adquirido riquezas rapidamente.1 8. de gado. Sozinho. Indra. Os dois primeiros são os nomes de Asuras. tu és um amigo para os nossos amigos. Nós te adoramos. 3 10. no Brāhmaṇa. no final do sacrifício. e Āyu4 sujeitos ao poderoso.183 Hino 53. de cevada. filhos excelentes e uma vida longa e próspera. mataste. Ele aparece. cidade após cidade. o realizador de grandes feitos. Sábio e resplandecente Indra. (o ser) de muitas eras. Aquele que humilha (adversários). 5. tu vais de batalha em batalha. Tu. Com teu associado que prostra inimigos (o raio). nem eles aparecem nos Purāṇas. e. aquelas libações e oblações (que foram oferecidas a ti. (satisfeito) por nossas libações. A esse Indra nós louvamos. traze-as para nós. tu. o filho de Purūravas. juntos. 11. Indra. mas o nome. na residência do adorador. e brilhantes por toda parte. como (um ladrão) carrega apressadamente (a propriedade) do adormecido. com teu poder. Indra. aqui. Aqueles que eram teus aliados (os Maruts. pela causa de Atithigva. e Ṛjiśvan era um Rājā. ao matares Vṛtra). protegeste Suśravas. pela roda da tua carruagem que não pode ser ultrapassada. do resto. nós não recebemos ajuda do Bhāṣya [comentário]. 2. Protegidos pelos deuses. porque possuímos. 6. por tua assistência. a fonte de destreza. Protetor dos virtuosos. tu demoliste as cem cidades de Vaṅgṛida. embora jovem. e de cavalos. quando sitiadas por Ṛjiśvan. Tu mataste Karañja e Parṇaya com tua lança brilhante reluzente. o enganador chamado Namuci. desfrutemos.2 9. ele não aparece como um rei. que nós nos tornemos possuidores de riqueza e de alimento. os vinte reis de homens. Índice ◄►Hino 54 (Wilson) ____________________ Namuci é chamado de Asura. e destróis. sem o final sibilante. nós permanecemos. Varga 16. o mestre e protetor da riqueza. Vaṅgṛida é chamado de Asura. Que nós.) te trouxeram alegria. as riquezas que estão espalhadas em volta são conhecidas como tuas: tendo-as reunido. subjugando nosso adversário. Varga 15. com teu auxílio. com energias agradáveis para muitos. renomado Indra. 1 2 . 3 Aqui. e livrados de inimigos por Indra. que avançaram contra Suśravas. e. Jagatī. tu não desapontas os desejos (endereçados a ti). sem ajuda. por tua causa. Atithigva nós tivemos antes. 4 Pode ser que esse seja Āyus. ou descendente de Danu. de longe. 4. por essas libações. não impedido por inimigos. Propiciado por essas oferendas. que nós prosperemos. o principal em generosidade. Tu fizeste Kutsa. Atithigva. é Āyu. afasta a pobreza com gado e cavalos. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. 7. te concederam deleite. Nós sempre oferecemos louvor apropriado ao poderoso Indra. Tu. como um Dāvana. Tu. destruíste os dez mil obstáculos contrários àquele que te louvava e que te oferecia oblações. és o dador de cavalos. a métrica da décima e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. quanto tu. derrotaste. Indra. A lenda não é purânica. Suśravas. vitorioso (sobre teus inimigos). de alimento abundante. Nós não temos detalhes adicionais. Louvor mal expressado não é apreciado entre os munificentes. 1. não desapontes a expectativa do adorador que confia em ti. Indra.

Tu mataste Karañja. mas é aqui representado. no verso seguinte. 9 ‘Aquele que não liberta (as águas do céu)’. Tu segues de luta em luta intrepidamente. Indra. Indra. Bem satisfeito com essas chamas brilhantes e com essas gotas de Soma. para ti. com teu amigo8 que faz o inimigo se curvar. desfrutando por tua graça de vida longa e feliz e com grande quantidade de heróis. brilhando até o céu. são ditos serem reis. Coleta dele. o poderoso. riqueza e alimento fartos. e Tūrvayāṇa. esses nomes talvez denotem o mesmo indivíduo. 7 Incontáveis demônios semelhantes a Vṛtra. Com Indra dispersando o Dasyu através dessas gotas.33. Tu fizeste Kutsa. 4. Tu. Indra. 8 O raio. ó Indra. Nós apresentaremos louvor auspicioso ao Poderoso. 3.10 10. sujeitos a esse Rei. a força dos heróis. outro demônio da seca. 2. (em 1. que vieram em tropas para lutar com o desamparado Suśravas. nossos hinos a Indra na morada de Vivasvān. poderoso. daqui por diante permaneçamos teus amigos muito prósperos.6 aqueles que dão riqueza para homens não aceitam louvor desprezível. Doador de cavalos. na marcha muito gloriosa de Atithigva. 10 Suśravas. 5. doador. Indra não deriva vantagem daqueles que são remissos em seus deveres religiosos. ajudante do homem desde os tempos antigos. 6. 11. rica em cavalos. que não desapontas a esperança. como um favorito de Indra.9 8. que possamos obter a Deusa Providência. Indra (Griffith) 1.12 o jovem. rico em grandes feitos. A ti nós glorificamos. nós cantamos esse louvor. ó Indra. 9. Que nós obtenhamos. que nós obtenhamos comida abundante. 12 Suśravas. quando Ṛjiśvan os sitiou.7 tu irresistível em teu poder. doador de cevada. Amigo dos nossos amigos. Que nós. 7. ó Conquistador. como tal. 11 Kutsa foi mencionado. livres do ódio deles. destruindo castelo após castelo aqui com força. de vacas.184 Hino 53. junto com Atithigva e Āyu. ó Indra. doses de Soma. Parṇaya. Āyu. o representante do divino Vivasvān. protegidos pelos deuses. Essas nossas libações que inspiram força. e traze para nós: não desapontes a esperança de quem ama e canta para ti. tu destruíste os cem fortes de Vaṅgṛida.5 pois ele tem riqueza jamais encontrada naqueles que parecem dormir. te alegraram na luta com Vṛtra. Inflexível. tu és Senhor e guarda da riqueza. ou Tūrvayāṇa. derrotaste os duas vezes dez Reis de homens. esse tesouro espalhado em volta é conhecido como teu. mataste de longe o traiçoeiro Namuci. quando tu mataste para o cantor com grama cortada dez mil Vṛtras. com força superior gloriosa. tu muito afamado. tu. Ou námyā pode significar ‘com Nami’ como teu aliado. 6 .14). fonte especial de gado. Senhor Herói.11 Atithigva. Índice ◄►Hino 54 (Griffith) ____________________ 5 O lugar do sacrificador. Tu protegeste Suśravas com socorro e Tūrvayāṇa com tua ajuda. afasta a nossa pobreza com sementes e vacas. Com a roda do carro que ultrapassa a todos. como castigado por ele. o mais esplêndido. ó Indra. com sessenta mil e noventa e nove seguidores.

inigualável em sua sabedoria. a mente firme está concentrada em sua própria firmeza. um dos filhos de Yayāti. o último aparece depois. e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. Veja o hino 61. oitava.185 Hino 54. e. 1. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. (o instituidor da cerimônia). tu demoliste as noventa e nove cidades (de Śambara). que te oferecem oblações. (o que tu queres). Indra. pois ele. Como (é possível) que a terra não fique cheia de terror? 2. realiza os nossos desejos. Maghavan. Yadu. nona. Ofereçam adoração ao sábio e poderoso Śakra. o que repele inimigos. Visto que tu. sacia teu apetite com eles. que é o emissor de chuvas. recita hinos (em honra dele).2 7. Que esses bebedores do suco Soma se tornem iguais a ele. a nuvem estava dentro da barriga de Vṛtra. 6. aumentam a tua vasta força e teu vigor varonil. junto com as oferendas que ele apresenta. da linhagem de Vayya. de quem. hoje. e contidos em conchas. Índice ◄►Hino 55 (Wilson) ____________________ Desses nomes. mas Indra precipitou todas as águas que o obstrutor tinha escondido. o apreciador dos virtuosos. em sucessão. fixa tua mente na riqueza que é para ser dada (para nós). Ofereçam preces entusiasmantes ao grande e ilustre Indra. 8. Bebe-os. estão preparados para ti. promove sua própria prosperidade. que. Turvaśa pode ser o Turvasu dos Purāṇas. Esses copiosos sucos Soma. que é de grande renome. Turvaśa. que é obedecido por seus corcéis. a esses conflitos iníquos. tens derramado a chuva sobre a fronte da brisa (vento) e (sobre a cabeça) do (sol) que matura e absorve. a métrica da sexta. o dador de chuva. o raio afiado de fulgor brilhante contra os Asuras reunidos. é citado. a essa iniquidade. 10. Não nos incites. com mente exultante e determinada. e subjugadora de inimigos. tu mataste Śambara. Glorificando o ouvinte Indra. por sua generosidade. então. Narya e Turvīti são desconhecidos. (concede a nós) força notável. nos mantém em afluência. para baixo para os ocos (da terra). tu lançaste. enquanto oferecendo oblações a Indra. o derramador (de bênçãos). cuida daqueles que são sábios. e Turvīti. como um Ṛṣi. espremidos com pedras. Yadu. das outras sete. v. está se apressando para cá. crescente. de gritos altos. pois eles. Inigualável em seu poder. 3. pelo ato pio. Tu tens gritado. e nos abastece com riqueza das qual procedem progênie e alimento excelentes. porque outro. Tu tens abalado o topo do céu vasto. Varga 17. eles são a bebida de Indra. quem te impedirá de fazer. no combate inevitável. Para ele o generoso Indra faz as nuvens derramarem chuva do céu. 9. pronuncia seu louvor. louvem a ele que purifica o céu e a terra com seu poder irresistível.1 Tu protegeste as carruagens e cavalos deles. Jagatī. 1 . reputação crescente. destemido. dotado de uma mente resoluta e inalterada? Varga 18. pois o limite da tua força não é para ser superado. 11. A escuridão obstruiu o fluxo das águas. 11. 2 O comentário fornece esse nome. Concede a nós. por tua natureza resoluta. Tu protegeste Narya. 4. 5. ou que. e. e tens feito as águas dos rios rugirem. Aquela pessoa eminente.

a abóbada que impedia o fluxo das águas: no lado oco de Vṛtra a nuvem de chuva estava escondida. puxado adiante por dois Cavalos Baios: um Touro. que oferece oblações livres e promove a Lei. 5 Céu. Canta hinos de louvor a Śakra. Portanto. que com uma recompensa generosa recebe com agrado hinos de louvor: para ele flui a corrente abundante abaixo do céu. ou Diespiter. um Carro é ele. ter realizado as funções atribuídas o primeiro Deus. varonil. 8 Algum chefe ou Ṛṣi assim chamado. ousado. Indra. com seu poder arrojado.7 5. afiado e de dois gumes. tu forçaste para baixo na cabeça do vento os suprimentos que Śuṣṇa mantinha confinados. e Júpiter.3 Tu com grito feroz fizeste as matas e os rios rugirem: os homens não correram em multidões juntos em seu medo? 2. Maghavan. Lá a escuridão permaneceu. Indra. Nesse lugar Sāyaṇa identifica Dyaus com Indra. Alta glória tem o Asura. por ti mesmo golpeaste através de Śambara. pois ninguém pode compreender o limite da tua força. através do trabalho deles. concede-nos riqueza e alimentos com descendência nobre. nomes idênticos em origem a Zeus. quando. Os cumes do alto céu tu fizeste tremer. Índice ◄►Hino 55 (Griffith) ____________________ O verbo. Indra como o Dyaus supremo. V. que não se encontra no texto. Um senhor herói é ele. então fixa a tua mente em conceder tesouro. incita. o faz mestre do céu e da terra. para baixo de encostas íngremes. que aumentam o poder senhorial. que. O Deus que é representado no Veda como o consorte da Terra e o progenitor dos Deuses é chamado de Dyaus ou Dyaus-pitar.8 Turvaśa e Yadu. 9. para essa luta angustiante. 33. é suprido por Sāyaṇa.186 Hino 54. ou Zeus Pater. 3. 3 . glória que aumenta felicidade.6 composto de força. 8. Seu poder é inigualável. dá-nos grande influência e força que conquista povos. Tu ajudaste Narya. o Corajoso. O significado parece ser: não nos forces. 6 O Divino. incomparável é sua sabedoria. tu demoliste os noventa e nove castelos. sejam alguns que bebem o Soma. Assim dá-nos. Original Sanskrit Texts. qualificando Turvaśa. os nomes dados ao Deus supremo dos gregos e romanos. salva nossos príncipes. Não nos incites. o Rei de um povo poderoso. um Touro extremamente forte em força. Śatakratu! Tu ajudaste cavalo e carro na batalha final. Bebe-os e satisfaze com eles teu anseio. a força heroica firme de ti o Doador. que parece. tu guerreaste com teu raio. a um conflito no qual nós possamos ter a ti como nosso oponente. valente com suco que alegra.4 Senhor da força e poder. com um rugido que enche as florestas. em épocas posteriores. 10. cuja mente resoluta tem domínio independente. um nome de Indra. ou a palavra pode ser um adjetivo. Preserva nossos patronos ricos. Indra (Griffith) 1. 7 Os demônios da atmosfera que usam encantamentos ou poderes sobrenaturais em seus conflitos com Indra. ó Indra. os sucos espremidos em pedra contidos em conchas. louva e magnifica a Indra que te ouve. tu. contra os feiticeiros em bandos. e Turvīti o filho de Vayya. 11. chefes. corrente de água seguindo após corrente de água. para ti são esses copos de bebida abundante de Indra. Quando. quem terá o poder de impedir a ti firme e de alma ansiosa de fazer ainda nesse dia o que tu fizeste antigamente? 6. 4. Veja Muir. 4 ‘O Poderoso’. aqueles. Canta ao sublime Dyaus5 uma canção outorgante de força. 7. Mas Indra atingiu os rios que o obstrutor retinha.

4. para o benefício de seus adoradores. destruindo as residências bem construídas dos Asuras. que tua mente se incline a conceder nossos desejos. como antes. ou. 3. o guerreiro. 2. se expandindo como a terra. tu governas sobre aqueles que são possuidores de grande riqueza. 6. para beber do suco Soma. sempre deseja louvor por sua bravura. 5. O sol e as constelações foram obscurecidos pela mesma nuvem que detinha as águas agregadas. ele é o encorajador daqueles que desejam cultuar (a ele). teus membros estão envolvidos por (façanhas) gloriosas. 3 ‘Como poços’ é todo o símile. A amplitude de Indra era mais vasta que o (espaço do) céu. Varga 20. 2 ele. o atormentador (dos inimigos) daqueles homens (que o adoram). para (o bem do) homem. tu. Ele. recita seu louvor. formidável e o mais poderoso. desfrutando da sua proteção. Indra. 8. Bebedor do suco Soma. 7. 2 . pode ser. em teus membros. riqueza inesgotável. em volume. ele. com seus poderes de abrangência ou coleta. Tu seguras. Nós sabemos que esse deus supera todos os outros em força: o orgulhoso Indra tem primazia sobre todos os deuses. Indra. por sua vastidão. Tu. a terra não era comparável a ele. Quando ele lança seu dardo fatal. Teus quadrigários são hábeis em dominar (teus corcéis). Ambicioso de renome.1 como o oceano (recebe os rios). ele proclama seu belo vigor entre os homens. de fato. em tuas mãos. estão muitos feitos heroicos. (impetuoso. 1. Indra (Wilson) (Sūkta V) Deus e Ṛṣi. o guerreiro. que teus corcéis estejam presentes (no nosso sacrifício). Jagatī. (inimigos) astuciosos podem prevalecer sobre ti. ele avança. ele tem sido.187 Hino 55. como poços3 (são cercados por aqueles que vêm em busca de água). quando o rico oferecedor de oblações.) como um touro. por causa de suas façanhas. é glorificado por sábios (adoradores) na floresta. Varga 19. Indra. nem. sempre. a métrica. renomado (Indra). e libertando os corpos luminosos (celestiais) do esconderijo. se engaja em muitos conflitos. como um touro (seus chifres). Indra. compreende as águas muito espalhadas com suas faculdades abrangentes. que permanece no firmamento. Indra. com bravura esmagadora. tens força irresistível em teu corpo. ele é o concessor de seus desejos (para aqueles que solicitam a ele). o realizador de bons atos. ele afia seu raio. permite que as águas fluam. por agudeza. Índice ◄►Hino 56 (Wilson) ____________________ 1 Ele compreende. ouvinte de preces. cada um imediatamente tem fé no resplandecente Indra. no estilo elíptico usual do texto: a amplificação é do comentário. não tens (atingido) a nuvem para (o teu próprio) divertimento.

o poderoso Indra. de modo a curvar. o macho. 5. Embora mesmo esse amplo espaço do céu e a terra tenham se espalhado. Tu dominas. ele manda. Ele é um Touro amigável. o forte Soma é delicioso. e os homens têm fé em Indra. ele destrua com grande poder as habitações feitas com habilidade. que o teu coração se incline a doar. Tu trazes em ambas as mãos tesouro que nunca se acaba. Indra. e com força aumentada na terra. maghávā também significa o rico instituidor de um sacrifício.188 Hino 55. o Resplandecente. todos os tipos de grande poder viril.148. como poços cercados pelos sacerdotes ministradores. pode também significar o forte Soma. ser elogiado por poder. Ainda que. desse modo ele recebe os rios espalhados por todos os lados em sua ampla largura. I. Ele se porta como um touro para beber suco Soma. e no verso seguinte como às vezes mandando aflição. Índice ◄►Hino 56 (Griffith) ____________________ 4 Como o punidor dos maus. Bebedor de Soma.7 um Touro a ser desejado quando Maghavan emite sua voz auspiciosamente. Indra (Griffith) 1. até aquela montanha famosa. os mais qualificados para puxarem a rédea.5 2. um adorador. Consequentemente o professor Max Müller traduz a passagem: ‘O forte Soma é agradável. causando aflição aos homens. p. 7 Maghavan. como Guerreiro desde os tempos antigos. mas geralmente abençoando os homens com luz e com chuva agradável. aquele Famoso em seu corpo detém poder invencível. nem a terra podem ser iguais a Indra em grandeza. Part. Porém vṛśā. não te desviam do caminho. Aqueles teus quadrigários. em teus membros muitos poderes residem. Veja Vedic Hymns. Assim como o oceano de água. 6 Isso parece ser uma alusão à vida na floresta dos brâmanes. o Forte. quando ele manifesta aos homens seu próprio poder auspicioso de Indra. ó tu que ouves louvor. quando ele lança seu raio. é aqui representado em sua disposição benevolente. traze teus Baios para cá. situado na vanguarda. e deseja. 3. Terrível e muito poderoso. o dardo da morte. as correntes de água fluírem para seu adorador. o forte. ele faz as luzes do céu brilharem seguras. forte. Contudo. Somente ele na floresta6 é louvado por adoradores. mas amável. Indra. 5 . para que o Soma possa ser misturado com l%ite. 7. 8 Nesse verso Indra é representado como um Deus terrível. o touro. por assim dizer. Como um touro afia seus chifres. O mais notável entre os deuses é ele por poder de herói. Ó Indra. e dhenā significa vaca assim como voz. o Guerreiro em sua força vigorosa incita com seu poder grandes batalhas para a humanidade. 4. quando o sacrificador traz a vaca em segurança’. demasiadamente sábio. desejoso de glória. como um touro.8 6. de fato. 4 ele afia seu raio por agudeza. por cada ação árdua. 8. nem o céu. os velozes raios de sol.

fazendo-os gritar alto (de dor). Seus adoradores. a chuva que sustenta (o mundo). consistindo em ferro. nesse período. de acordo com o comentador. isto é. mandaste para baixo. – com a qual. que. sobre os reinos da terra. animado (pelo suco Soma). tu expeliste as águas (das nuvens). supre com dificuldade a insuficiência do texto. ou ídolo. e inflige castigo severo aos seus inimigos. com vigor resoluto. Quando tu. também. . através dos diferentes quadrantes do céu. 1. – (tão ardentemente) quanto um cavalo (se aproxima de) uma égua. o protetor do sacrifício solene. poderoso Indra. tu te envolveste em combate. e sugerindo. Ascendam rapidamente. inteiriça. Ébrio (pelo suco Soma).2 ele. Ele é rápido em ação. o supressor do maligno. mas o adjetivo samā. Ṛṣi. Tendo parado sua carruagem dourada. destrutivo Indra. e mandaste para baixo um oceano de águas. O voraz (Indra) tem se levantado. sua bravura impecável e destrutiva brilha em (combate) varonil. e métrica. mostrando o uso de cotas de malha. como mulheres (sobem) uma montanha. O último pode ser ou. então. e com (bravura) exultante. 5. quando estimulado (pelo suco Soma). 2 Āyasah. mataste Vṛtra. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Deus. – para compartilhar das libações copiosas (contidas) nas conchas (sacrificais). distribuíste as águas imperecíveis e sustentadoras de vida. (em navios. cujo corpo é defendido por uma armadura de ferro. por ti (adorador dele) em busca de proteção. Tu. 4. como uma imagem.189 Hino 56. como (mercadores) cobiçosos de ganho apinham o oceano. 2.) em uma viagem. vestido em (armadura) de ferro.3 Varga 21.1 3. Índice ◄►Hino 57 (Wilson) ____________________ 1 O comentador aqui. uma representação da pessoa de Indra. – como mulheres sobem uma colina. parece requerer a primeira. inteira. como no anterior. – como o pico de uma montanha (à distância). esplêndida e de bons cavalos. lançou o astuto Śuṣṇa na prisão e em grilhões. (anteriormente) escondidas. e esmagaste Vṛtra por meio de uma rocha sólida. ele (capaz de atos heroicos) se ocupa com a bebida. 6. – aquele Indra que é feito mais poderoso. trazendo oblações. com um hino ao poderoso Indra. com uma pedra ou uma lança. também. por teu poder. do céu. resiste à escuridão. estão se aglomerando em volta (dele). e poderoso. Força divina acompanha – como o sol a alvorada. para colher flores. 3 Samayā pāṣyā.

Tu. as canções de louvor que seguem orientação fluem completas. Tu seguraste com tua força o sustentador do céu. seu poder brilha em batalha varonil.6 Até ele. como brilha um pico de montanha. unido com Cavalos Baios. 5. as canções de louvor amoroso. com poder. com o qual Indra mantém a ordem. Indra. grandioso é ele. Para as libações plenas deste homem4 realizadas em conchas. Quando a Deusa Força. feito de āyas. Ele para seu carro dourado. ele5 se ergueu. então ele. não manchado com poeira. acompanha Indra como o Sol acompanha a Alvorada. que com sua força inabalável mata a escuridão. o Senhor do poder. Para ele. como um cavalo para encontrar a égua. que fortalece para grandes feitos.9 feroz mesmo contra os fortes. Indra (Griffith) 1. 6 Samudrá. Índice ◄►Hino 57 (Griffith) ____________________ 4 O instituidor do sacrifício. levanta a poeira no ar. como aqueles que buscam ganho vão em companhia para o mar. qualquer grande reunião de águas.11 Indra. na guerra ganhadora de luz. ferro ou outro metal. 7 Uma assembleia para culto dos deuses. 6. com alegria e triunfo. irremovível. acorrentou firmemente o astuto Śuṣṇa em grilhões. ascendem as amorosas. 2. tu mataste Vṛtra e trouxeste torrentes de chuva. 10 Por Soma. e a versão (baseada principalmente na de Grassmann) que eu ofereço é meramente uma substituta provisória.190 Hino 56. 5 . Eu acho a estrofe ininteligível.8 3. não necessariamente o mar ou oceano. ávido.7 como para uma colina. na alegria arrebatadora.12 tu que és poderoso também nos lugares da Terra. 9 O raio. Quando tu. em êxtase. 12 Talvez o raio. e bebe do suco Soma. 8 Isto é. a região do ar firmemente. 11 Travada com os demônios do ar em busca da chuva e da luz que acompanha a dispersão das nuvens. libertaste as águas. de lado a lado. veloz. 4. e quebraste inteiramente as barreiras de pedra de Vṛtra. feita mais forte por ti10 por ajuda. Vitorioso. o poder da assembleia santa. satisfeito com o suco. fixaste na estrutura do céu. com velocidade. com o qual o de ferro.

ninguém além de ti recebe os nossos louvores. 2.1 3. 5. isto é. e por quem fartura amplamente difundida é descoberta (para seus adoradores). nós somos aqueles que. Nós somos teus. não dormia sobre a montanha. 1. . e enviaste as águas que estavam confinadas nela. as oblações do sacrificador (fluíam). como água (caindo) para um lugar profundo. Magnífica é tua destreza. Índice ◄►Hino 58 (Wilson) ____________________ 1 Ou contra o lado de Vṛtra. nos aproximamos de ti. Eu ofereço louvor especial ao mais generoso. De fato. agora oferece a oblação. os desejos desse teu adorador. Bela Uṣas. a nuvem ampla e pesada em fragmentos. Fica satisfeito (com o nosso discurso). o opulento. Indra. O vasto céu tem reconhecido o teu poder. Aceitante de louvor. só tu possuis todo o poder. Maghavan. ele não parou. cujo brilho característico.191 Hino 57. os mesmos . e que a tudo sustenta o tem impelido para cá e para lá. Muitíssimo louvado e o mais opulento Indra. Tu. como (um quadrigário conduz) seus cavalos (em várias direções). essa terra tem se inclinado por causa da tua energia. 6. Varga 22. quando o lançando (contra o inimigo). Todo o mundo. Indra. Indra (Wilson) (Sūkta VII) Deus. pois o raio dourado fatal de Indra. como a terra (aprecia) suas criaturas. para fluírem (à vontade). o que faz trovejar. para o formidável Indra digno de louvor. Ṛṣi e métrica. confiando (na tua benevolência). despedaçaste. o muito poderoso e majestoso Indra. estava concentrado na tua adoração. (em busca de) alimento (sacrifical). até que tivesse cumprido a sua função. 4. célebre. cuja impetuosidade irresistível é como (o avanço) das águas descendo um precipício. para manter a força (deles). o excelente. Realiza. nesse rito. com teu raio.

Para ele. como cavalos baios. Senhor sublime da riqueza sublime. com teu raio partiste em pedaços essa ampla nuvem maciça. te procurará. Teus. Por ti3 o céu sublime mediu sua força: a ti e ao teu poder essa terra tem se curvado. para dar-lhes força. destruidor feito de ouro. agora tragam presentes com reverência nesse ritual. Índice ◄►Hino 58 (Griffith) ____________________ 2 Quando a nuvem carregada de relâmpagos está repousando sobre a montanha. elogiado por muitos. o desejo desse teu adorador. 4. se espalhou amplamente para todos os que vivem. ó Indra. ó Maghavan. para adoração. energia e luz de Indra. Indra. . tu tens. como a Aurora brilhante. Tu. eu trago o meu hino. nós somos teus. todo o poder vitorioso. 5. Para ele. por renome. realmente poderoso e forte. o terrível. que tens o trovão como tua arma. quando o bem-amado2 parece repousar sobre a colina. foi criado. 6. 3. como as águas descendo uma ladeira. Grande é teu poder. Cujo ser. – cuja generosidade que não pode ser detida.192 Hino 57. Tu enviaste para baixo as correntes de água obstruídas para que elas pudessem fluir. Agora todo esse mundo. o mais digno de louvor sublime. teu para sempre. 2. o raio de Indra. 3 O céu tem tomado o teu poder como um modelo para o próprio poder dele. Indra (Griffith) 1. – as libações do ofertante como correntes de água para o abismo. o mais generoso. Realiza. Amante de louvor. excelentemente rico! somos nós que confiando na tua ajuda nos aproximamos de ti. como a terra ama todas as suas criaturas. para se mover com velocidade. ama esse nosso hino. mais ninguém a não ser tu recebe o nosso louvor. de fato. os homens rezam para Indra para que ele possa descarregar sua artilharia celestial e trazer a chuva.

Agni. Quando. tu avanças rapidamente. Agni de arma de chama e incitado pela brisa. aceita as oblações que são oferecidas sucessivamente. mas em escuridão. imortal Agni. em um volume de fogo. sê prosperidade. Varga 23. ele possa ser aplicado a ambos. Agni. 3 Esse é um título muito singular de Agni. a métrica dos primeiros cinco versos é Jagatī. o portador de oblações. procedendo) por caminhos adequados. 7. como o invocador dos deuses. e que deves ser estimado como um amigo afetuoso. Varga 24. Os Bhṛgus. venha (a nós) rapidamente de manhã. entre a madeira. Índice ◄►Hino 59 (Wilson) ____________________ 1 O firmamento existia. 2 Divyāya janmane. Agni (Wilson) (Anuvāka 11. que é rico com atos justos. que sacrificas para o homem. como um touro entre as árvores da floresta. louvado por seus adoradores. aquele Agni. A chama do (elemento) que consome se espalha como um corcel (veloz). o Ṛṣi. combinando seu alimento (com sua chama). que preside as oblações. honrado pelos Rudras e os Vasus. atacando a umidade não exalada (das árvores) com toda a sua força. o invocador dos deuses. com oblações. e rugindo ruidosamente. 3. dos últimos quatro. e que é o doador de todas as riquezas. e todos. Filho do alimento. Nodhas. e ruge como uma (nuvem) ribombante no alto do céu. até o fogo. com oblações. a quem os sete sacerdotes invocadores convidam. O gerado pela força. torná-lo visível. Excitado pelo vento. eu peço dele prosperidade. em seu sentido correto de possuidor de riquezas. Que Agni. 5. e admirado como uma carruagem entre os homens. sobe na madeira seca. por causa de um nascimento divino. entre os homens. estacionários ou moventes. surge rapidamente. na floresta. filho de Gotama. como um touro. Agni penetra facilmente. teu venerador do pecado. .2 cuidaram de ti. imperecível e ferozmente resplandecente Agni. e é o distribuidor de riquezas. identificado com a luz. 4. Agni que brilhas favoravelmente. (Então. 6.3 para os ricos (ofertantes de oblações). e é um sinônimo comum de Indra. quando ele é o invocador dos deuses e o mensageiro (do adorador). felicidade ininterrupta. no sacrifício. que é o mais digno de culto em sacrifícios. 8. Sūkta I) O deus é Agni. de modo que pode ser dito que Agni o fez ou o criou. ele fez o firmamento. que és o invocador (dos deuses). Filho da força. Imperecível Agni. Maghavan. com guardas de ferro. Agni que brilhas variadamente. concede para teus adoradores. sê um refúgio para aquele que te louva. por serem nascidos como deuses. enquanto ele flutua adiante. e cultua (os deuses). e devorando-o rapidamente. Triṣṭubh. protege do pecado aquele que te louva. 1. embora. 9. o teu caminho é enegrecido.1 2. como um tesouro precioso. nessa ocasião. com suas chamas e (intensidade) difusiva. protege. têm medo dele.193 Hino 58. O imortal e resplandecente Agni. Eu adoro. o convidado (bem vindo) em sacrifícios. avança triunfante (contra todas as coisas).

ele se espalha avidamente através da madeira seca. 9 Porque leva para os Deuses as oblações dos adoradores deles. sentado como Sumo Sacerdote. 10 As sete línguas parecem ser as chamas semelhantes a línguas que Agni usa para consumir as oblações. o Arauto. para o cantor. Preto é teu caminho. mas ao fogo que desobstrui a selva conforme os novos colonizadores avançam para dentro do território. a ti. enriquecido com a oração. teus adoradores.5. já que ele. mensageiro de todos os Vasus. 5 . Filho da Força.10 a quem os sacerdotes elegem no culto solene. 8 Uma das famílias sacerdotais mais eminentes dos tempos mais antigos. com força brilhante rugindo para o ar eterno. coisas fixas e coisas moventes tremem diante dele enquanto ele passa velozmente. com ondas brilhantes! quando como um touro tu avanças ansioso para as árvores. 6 Com manteiga clarificada. 4. 9. belo. Com dentes de chama. 6. 8. Nunca se torna fraco o Imortal. como um tesouro. rapidamente. como um Amigo auspicioso para o Povo Celestial.56. 7 A descrição de Agni nesse verso e no seguinte se aplica. Colocado alto no lugar acima de todos aqueles Vasus. Agni. Concede. ele corre através da madeira. os Rudras fazem. um refúgio sem uma falha hoje para nós.6 brilham como um cavalo: ele rugiu e gritou alto como as alturas do céu? 3. com fortalezas de ferro protege do perigo o homem que te louva. Esse ato é atribuído a Indra em 1. um abrigo. Filho da Força. imortal.7 5. triunfante como um touro entre o rebanho de vacas. Senhor Generoso. armado com suas línguas em lugar de foices. Filho da Força. tu rico em amigos.4 Nos caminhos mais excelentes ele mediu o ar. acelerando como um carro em direção aos homens.11 Índice ◄►Hino 59 (Griffith) ____________________ 4 Vivasvān é o céu da manhã e a personificação do sacrificador dos Deuses. àqueles que vivem. Nunca decaindo. Brilhante. Senhor das riquezas.194 Hino 58. Protege o cantor do infortúnio.5 ele com oblação chama para o serviço dos deuses. Incitado pelo vento ele se espalha através da madeira seca como ele quer. apanhando seu alimento apropriado. Sê um refúgio. Agni (Griffith) 1. Agni. imutável. como um arauto e convidado digno de escolha. eu sirvo com alimento saboroso. 11 O hino termina com o refrão que conclui também os hinos 1. venha logo e cedo. com um rugido poderoso. Ó Agni. conduzido pelo vento. ó Agni. para aqueles que adoram. não ao fogo sacrifical. tornou-se mensageiro de Vivasvān. 2. quando ele é aspergido. o Sacrificador mais hábil de sete línguas. o Arauto. Que ele. o Deus sem demora dá bênçãos desejáveis. Os Bhṛgus8 te estabeleceram entre a humanidade para os homens. Agni.9 7. eu peço riquezas. fácil de invocar. Suas costas. 60 e 61.

(impulsionado) pelas conchas sacrificais. entre os Āyus. Pegando seu próprio alimento o sempiterno. a quem as sete conchas (dos sacerdotes). o conquistador de riquezas. com sua foice. Ele que tem mandíbulas de fogo. 8. 5864. Agni! protege do infortúnio aquele que te louva. avanças de modo sedento sobre as varas de madeira.13 rugindo ruidosamente. doador generoso.15 Índice ◄►Hino 59 (Oldenberg) ____________________ 12 Literalmente. ele brilha como um corredor com suas costas. o Hotṛ. resplandece na floresta14 como um touro forte (avança) no rebanho. No mundo divino ele convida (os deuses) com o alimento sacrifical. grande como Mitra. 13 . o imortal sentado como Hotṛ. então o que é móvel e imóvel (e) os (pássaros) alados temem. ó Agni. 15 O último Pāda é a conclusão permanente dos hinos de Nodhas. Os Bhṛgus te colocaram entre os homens. Quando tu. teu percurso. AṢṬAKA I. 1. tornou-se o mensageiro de Vivasvat. ó deus que nunca envelhece. entre o combustível. venha rapidamente de manhã. ó resplandecente. os Vasus fizeram dele seu Purohita. que és fácil de invocar para as pessoas. Quando ele procede com seu jorro de luz para a atmosfera imperecível. sê proteção. 2. o deus no devido tempo revela bênçãos desejáveis. 3. que dá riqueza pela nossa prece. 5. um amigo encantador como Mitra para o povo divino! 7. para o generoso. Sê um abrigo para aquele que te glorifica. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 6. O imortal nascido da força nunca se cansa. agitado pelo vento. que és belo como um tesouro. 14 Isto é.195 Hino 58. os adoradores escolhem como Hotṛ. Filho da força. o administrador de todos os tesouros. ó Agni. o melhor sacrificador nos ritos. a ti o Hotṛ. ADHYĀYA 4. Eu adoro com bom ânimo Agni. quando ele. como um touro. concede hoje proteção perfeita para nós que te magnificamos. Agni! protege do perigo com fortalezas de ferro aquele que te louva. Logo que os Rudras. com ondas ígneas. suas costas brilham como um cavalo de corrida. Ele passa pelo ar nos melhores caminhos. Quando ele foi borrifado (com ghee). e eu rogo por riqueza. VARGA 23–24.12 Trovejante ele rugiu como o topo do céu. 4. HINO 58. Agitado pelo vento ele se espalha entre os galhos levemente. se torna preto. avançando como um carro entre os clãs. 1. voraz (Agni) permanece nos gravetos querendo beber. O significado é: com suas chamas que são afiadas como uma foice. Que ele. que é considerado como o Ṛṣi de toda a coleção. o convidado excelente. ó filho do vigor! 9.

um panegirista. sendo imortais. nesse verso. louva. por assim dizer. o vaidyuta. .2 2. de ti: mas todos eles se regozijam. isto é. nas ervas. tua magnitude superou aquela do vasto céu. e o umbigo da terra. para os deuses. como o elemento principal. como aqui indicado. para o filho deles. o fogo ou calor natural do estômago. e mandou chuva (sobre a terra). Agni. Agni. o instituidor do rito presente. Vaiśvānara. Vaiśvānara. 4 O texto tem só manuṣya. como o difusor de luz múltipla. O Agni Vaiśvānara matou o ladrão (das águas). ou entre os homens.196 Hino 59. Tu. é todos os homens. ou. todos. como o instituidor do primeiro sacrifício. Vaiśvānara. com muitos elogios. e deve ser adorado. a qual separa todas as divindades em três. 4). firmemente fixado no solo. Agni. na forma de Vaiśvānara. o umbigo da terra. o falador da verdade. e nara. Quaisquer outros fogos que possa haver. numerosos. na forma de luz. em batalha. ou ao yajamāna. como um bardo. 5. novamente.6 7. como o oferecedor de cem. e aqueles três. VII. como sua principal fonte de sustento. a cabeça do céu. um fogo comum a toda a humanidade. É dito que Agni é a cabeça do céu. o deus. tornou-se o soberano da terra e do céu. Tesouros foram depositados em Agni Vaiśvānara. ‘como um homem’. Purūṇītha. uma identificação não inconsistente com a teogonia vêdica. O termo āryāya pode se aplicar a Manu. e que guia a todos. 1. e os sustenta. por donativo. Śatavani é assim chamado. és o umbigo dos homens. Eu exalto a grandeza daquele derramador de chuva a quem os homens celebram como o matador de Vṛtra. eles são apenas ramificações. Todos os deuses te produziram. ou bardo.7 Índice ◄►Hino 60 (Wilson) ____________________ 1 Vaiśvānara. 7 Esses são nomes vêdicos. Agni (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Nodhas. em um. ou o Sol (Nirukta. de viśva. um homem. Céu e terra se expandiram. 2 Isto é. em oferendas de iguarias nutritivas. o relâmpago ou fogo elétrico. 5 Essa parte da frase é do comentador. suporta a viga principal ou telhado de uma casa. Agni. 1 a métrica é Triṣṭubh. Tu és o soberano de todos os tesouros que existem nas montanhas. o filho de Śatavani. e o Sol. a riqueza (levada pelos Asuras). o qual é um elemento principal na digestão. um bandī.3 3. – Fogo. que conhece todos os que nascem. em ti. e perfurou a nuvem (obstrutora). Varga 25. isto é. sacrifícios: seu filho tem o patronímico Śātavaneya. que recita os louvores de um príncipe ou grande homem. Mas o comentador diz que nós devemos compreender Vaiśvānara. 4. para o sábio venerável. realmente vigoroso. como o Agni do firmamento. como os raios (de luz) permanentes no sol. 6 Nós temos Vaiśvānara aqui evidentemente identificado com Indra.4 muitas preces antigas e prolixas endereçadas a Vaiśvānara de movimento gracioso. de acordo com o comentador. 3 Esse é o primeiro verso de um Tṛca. tu recuperaste. como um pilar ou poste. tu és o monarca dos homens descendentes de Manu. como uma coluna bem cravada. nas águas. por sua magnitude. Ar. para ser recitado na cerimônia a ser observada no dia do equinócio.5 6. O sacrificador experiente recita. Vaiśvānara.

sendo considerados como similares àqueles do funcionário terreno.15 filho de Śatavani. de fato. em Agni. assim são os louvores do Filho delas. 11 As chamas.197 Hino 59.8 das pessoas. tu trouxeste conforto para os Deuses em batalha. nas ervas. muito brilhante. 4. 14 Os descendentes do Ṛṣi Bharadvāja. e beneficiando todos os homens ários [ou arianos]. sustentando os homens como um pilar fundado profundamente. os tesouros estão em Vaiśvānara. Vaiśvānara. Vaiśvānara. Índice ◄►Hino 60 (Griffith) ____________________ 8 Um nome de Agni. teus ramos.11 5. Os outros fogos são. Como no sol raios firmes estão fixados para sempre.9 hábil. sacerdote invocador. O nome não ocorre novamente. Vastos como o céu e a terra. ó Jātavedas Vaiśvānara. com centenas de louvores por Purūṇītha. entre a humanidade. Mesmo o céu grandioso. Agni é identificado com Indra. Como as grandes metades do Mundo. tu és o Soberano.10 ele é o Arauto. Vaiśvānara. e nada é sabido a respeito dele. comum a. 10 Os deveres do Hotar celestial. 7. tem muitos consortes jovens. são os louvores oferecidos ao filho deles Agni. Pūru sendo considerado como o progenitor deles. os Deuses produziram a ti. As façanhas geralmente atribuídas a Indra são aqui atribuídas a Agni. 6. provavelmente o instituidor do sacrifício. Vaiśvānara. os Imortais todos se regozijam em ti. residente com.14 é celebrado. verdadeiramente poderoso. santo entre os Bharadvājas. 3. 12 Os homens em geral. celestial. De todas as riquezas nas colinas. 2. para agir. não alcançou a tua grandeza. 15 Um rei desse nome. os quais constituem o mundo. nas águas. Tu és o centro. 9 . como um homem. A fronte do céu. Tu és o Rei das terras onde os homens estão estabelecidos. ó Agni. Agni (Griffith) 1.13 partiu Śambara de lado a lado e despedaçou suas barreiras. para ser uma luz para o Ārya. ou arauto. Agora eu contarei a grandeza do herói a quem os filhos de Pūru12 seguem como o matador de Vṛtra: Agni Vaiśvānara derrubou o Dasyu. o centro da terra. um Deus. excelente. 13 O demônio que parava a chuva. isto é. Agni tornou-se o mensageiro da terra e do céu. diz Sāyaṇa. habitando por seu poder com todos os homens. o mais viril.

ele tornou-se o administrador dos dois mundos. 20 Ou. 4. Tu és o rei das tribos humanas. como um pilar suporta o telhado. Como no sol os raios estão fixos firmemente. ADHYĀYA 4. 17 . para ser uma luz para o Ārya.1: [“Grande luz. nas ervas. Vaisvânara. é louvado) entre os Bharadvājas. um deus. Os outros Agnis (os outros fogos) são na verdade os teus ramos. para o verdadeiramente forte. HINO 59. 6. assim. a sustenta”]. – de todos esses tu és o rei. com pleno crescimento excelente ele ergueu e. A ti. A tua grandeza. A cabeça do céu. como é conhecido. que deve ser adorado. o sūnuḥ rodasyoḥ. ‘o umbigo’. em Agni Vaiśvānara todos os tesouros foram estabelecidos.11. Deixe-me agora proclamar a grandeza do touro a quem os Pūrus adoram como o destruidor de inimigos. derrubou a arena (aérea) e cortou Śambara. o deus mais vigoroso. novos (louvores) para Vaiśvānara. o brilhante.1: ‘os imortais não se divertem sem ti’. ó Agni. estendendo-se por sua grandeza sobre todos os domínios. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. VARGA 25.198 Hino 59. no domicílio de Purūṇītha Śātavaneya. os deuses engendraram. Em ti todos os imortais se deleitam. 3. 18 Compare com 4. 5. 19 A incompletude da construção e da métrica mostra que o texto do primeiro Pāda está corrompido. rico em encanto. Literalmente. ó Vaiśvānara. 1. (Os tesouros) que residem nas montanhas. com suas bênçãos centuplicadas.16 Vaiśvānara! Tu és o centro17 dos estabelecimentos humanos.5. como o matador de Vṛtra. 7. Agni Vaiśvānara. ó Jātavedas. e entre os homens. ultrapassou até o grande céu. tendo matado o Dasyu. (nós trazemos) louvores – múltiplos (louvores) para ele que está unido com o sol.19 como um Hotṛ. Índice ◄►Hino 60 (Oldenberg) ____________________ 16 Compare com 7. Agni. o umbigo da terra é Agni.18 2. tu por meio de luta ganhaste amplo espaço para os deuses. Como os dois grandes mundos para seu filho. como uma coluna de apoio tu manténs os homens.20 Agni Vaiśvānara. como um homem hábil. nas águas. é o filho dos dois mundos. AṢṬAKA I. está desperto (ou.

e aqueles que são mortais. o protetor das (nossas) residências. o mensageiro (dos deuses) de movimento rápido. – o altar. a parte onde elas vão sentar. entre os homens. 2 Como antes [em 1. 4 Os sacerdotes conduzem o Yajamāna para o local onde o fogo foi preparado.11 o bom Protetor. que o comentador explica como. na hora da batalha. o Deus do Vento. e o guardião dos tesouros (nessa) mansão. talvez. como um cavalo. não parece ser justificada por textos do Ṛgveda. foi colocado (sobre o altar). O vento trouxe Agni para o sábio Bhṛgu. ou dos dois pedaços de madeira. A explicação de Mātariśvan como Vāyu. 3 O texto tem somente ubhayāsaḥ. o concessor de residências. Que a nossa mais nova celebração chegue diante daquele Agni. ‘ambos’. como o senhor das riquezas. ou respiração. a métrica. de manhã. como um amigo (rāti): alguns traduzem como ‘um filho’. alguém não (a) amigo (rāti). nascidos da linhagem de Gotama. com suas mãos. o deus é Agni. ou no interior do corpo humano. o senhor dos homens. trazendo oblações. que como o mensageiro de Vivasvān traz do céu Agni que tinha estado escondido até agora. O sânscrito mais moderno confirma o primeiro sentido.2 (para ser para ele) por assim dizer. que é de língua doce. foi colocado.7 Que ele que adquiriu riqueza por ritos sagrados venha para cá. Mātariśvan trouxe. te louvamos.5 a quem os homens. Triṣṭubh. ou deuses e homens. – aqueles que devem ser desejados (os deuses). como (um cavaleiro esfrega) um cavalo. Veja Muir. Varga 26. é gerado do ar: mas esse ar é o ar vital. e distribuidor (de benefícios desejados). V. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é o mesmo. Original Sanskrit texts. embora ele tenha perdido o termo original básico. o iluminador de sacrifícios. o Sacerdote glorioso9 para Bhṛgu. antes do romper do dia.10 Bandeira do sacrifício. 1.4 3. o desejável. ele o preserva no composto arāti. ou do céu e da terra. isto é. como um presente. – de modo semelhante como as pessoas prestes a montar em um cavalo esfregam. e Agni. para assegurar sucesso.1 o célebre Vahni. os descendentes de Manus. 8 Um ser divino ou semidivino. o invocador (dos deuses). rapidamente. o protetor cuidadoso (de seus devotos). varrendo.6 4. 6 Para fazer oferendas queimadas. o portador de oblações. Índice ◄►Hino 61 (Wilson) ____________________ Hino 60. porque. 1 . pois esse invocador venerável (dos deuses). é dito. como no texto rātim Bhṛigūṇām. friccionando a ti. para Bhṛgu. 5.199 Hino 60.12 o enviado que se move rapidamente. Agni (Griffith) 1. pelos sacerdotes oficiantes. e é para ser gerado no coração.31. um tesouro precioso. 204. 7 O texto tem somente esfregando. ou os sacerdotes ministrantes e seu empregador. o Yajamāna. antes que o sol estivesse no céu. de acordo com o comentador. Nós. o filho de dois pais. Ambos (deuses e homens) 3 são os adoradores de seu soberano. 2. Que ele seja hostil (para os nossos inimigos). é dito ser produzido no coração. ou antes. a ti. Agni. sacrificando e oferecendo oblações a ele. (sobre o altar). Como se fosse um grande tesouro Mātariśvan8 trouxe. 5 Agni. Agni. – o filho dos Bhṛgus. portanto. um inimigo. o excelente. escovando o lugar do fogo para a oferenda queimada. pelo Adhvaryu. produzem. filho de dois nascimentos.2]. o purificador. como um amigo. com (hinos) aceitáveis.

5. os Uśijs18 oferecendo alimento sacrifical. alcance a ele cuja língua. 57 e seguintes. chegue a ele o de língua de mel (Agni). 12 Nascido do céu e da terra e novamente dos dois bastões de fogo. 3. para fazer-te brilhar como homens tratam de um cavalo de corrida de manhã. 11 Anunciador do sacrifício por meio de suas chamas crepitantes. os deuses que são adorados. o senhor dos tesouros. enriquecido com a oração. Bom para a humanidade. o Vasu foi estabelecido entre os homens. Índice ◄►Hino 65 (Oldenberg) ____________________ 9 Agni.200 2. Que ele. 16 Atiçando-te. o senhor dos clãs. com os nossos pensamentos (piedosos). Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 18 Sobre usīj (‘o disposto’). ó Agni. Senhor da Casa. Senhor da Casa. com seu forte empenho. os Āyus. e os mortais. mesmo em seu nascimento. nascido do coração. nascido do nosso coração. 13 Por provar as libações doces. o veloz premiado. criaram. Deuses e homens obedecem à ordem desse Soberano. Ordenador. adorável com os homens. 4. 3. O chefe da antiga família sacerdotal que tem esse nome. o ansioso Purificador foi colocado entre os homens como Sacerdote digno de escolha. o famoso. 5. Índice ◄►Hino 61 (Griffith) ____________________ Hino 60. a quem os sacerdotes humanos em nosso estabelecimento. Mātariśvan trouxe (Agni) para Bhṛgu como um presente precioso como riqueza. de nascimento duplo. ADHYĀYA 4. homens. como o Senhor guardião das riquezas. Como sacerdote. esfregando-te como (eles esfregam) um cavalo de corrida veloz que ganha o prêmio. o mestre familiar da casa na casa: Agni tornou-se o senhor do tesouro dos tesouros. ele toma o seu lugar antes do romper manhã.17 o transportador. quando ele é consagrado. 1. o purificador. Que aquele que dá riqueza pela nossa prece venha rapidamente de manhã. venha logo e cedo. cuja permissão deve ser pedida. Como tal. 2. Que Agni seja nosso amigo. 10 . veja Bergaigne. VARGA 26. os homens que anseiam e adoram. mais recente. O Uśij. 17 O nascimento celestial e o terrestre de Agni. geraram oferecendo satisfação. o mensageiro pronto e imediatamente bem sucedido.14 abastecido com iguarias saborosas. O Hotṛ (Agni) sentou-se antes do amanhecer entre os clãs. Assim nós. como denotando os sacerdotes míticos que estabeleceram primeiro Agni e sacrificaram como os primeiros. 4. enfeitando-te16 como um cavalo. Que o nosso louvor auspicioso. o farol do sacrifício. 13 A quem sacerdotes mortais. o melhor Hotṛ entre os clãs. te louvamos. é doce como mel. ó Agni. Que o nosso louvor novo e belo. protetor das riquezas da residência. Ambos seguem seu comando. I. 15 Os descendentes de Gotama. AṢṬAKA I. nós Gotamas15 te exaltamos com hinos. os Gotamas. o realizador de culto. HINO 60. homens da família à qual o Ṛṣi do hino pertence. 14 Pela agitação rápida do bastão de fogo.

o ladrão do que é belo. 3 O termo do texto é Viṣṇu. Eu ofereço (oblações. ou realizou. o sacrifício. como um carpinteiro constrói um carro. e aha. aceitáveis como) alimento (para o faminto. Com referência a esse significado. 2. Para aquele Indra. com palavras de louvor puras e poderosas. o órgão da fala. Tvaṣṭṛ afiou o raio de ação boa. o grandioso. o senhor antigo. 5. Ou ele pode significar sacrifício. a riqueza acumulada dos Asuras. hino. Eles dois não superam a tua vastidão. ou penetrou em. 6 O comentador diz. depois do que ele permaneceu escondido atrás de sete passagens difíceis. ou os dias de preparação iniciatória para o rito. de fato. para celebrar o heroico. Viṣṇu. perfurou. pois pela colisão mútua das nuvens a chuva é gerada.1 como (um homem atrela) um cavalo (a um carro). ultrapassa aquela do céu. eu entoo (para ele) exclamações que podem ser eficazes para derrotar (meus inimigos). 4. é dito. ele (Indra). para a batalha. chama para a batalha. como alimento (para um homem faminto). como sempre. para ele que tem direito a elogio. – adoração que é aceitável. e oblações que são agradáveis. a qual é um pouco obscura. o sábio. que é ainda mais obscura: “Esse Varāha. Outros (também) adoram Indra. 3. não se empenhou em combate com nenhum inimigo indigno. 7. uma bênção. e desimpedido Indra. 1. Varga 28. O último é definido como o instrumento de invocação. aplicado a Indra. como aquele que permeia o mundo inteiro. na mente. e da terra.5 dirigiram seus hinos. as esposas dos deuses. ou atraiu. o derrotador (de seus inimigos). com qual (arma) fatal o soberano poderoso e subjugador de inimigos cortou os membros de Vṛtra. na destruição de Ahi. hábil em conflito. 9. o matou”. é dada uma explicação diferente do texto. além das sete colinas. no coração. e devorando as iguarias agradáveis (oferecidas) nos três sacrifícios (diários) os quais são dedicados ao criador (do mundo). 2 Ele pode ser chamado dessa maneira porque tudo no mundo procede da chuva. e do firmamento. 6 Ārkaṃ juhvā. o concessor (de coisas boas). tendo pegado os tufos da grama sagrada. no Nighaṇṭu. 5 As esposas dos deuses são a Gāyatrī e outras métricas dos Vedas personificadas. para exaltar a ele que é o exemplo (de todos). enfrentando. obter alimento. 2 ele. vigoroso. e perfurado as sete colinas. em qual condição ele roubou. por causa de alimento. rápido. – louvores bem merecidos. uma exclamação alta. por isso. (?) aprecia. e concessor de alimento Indra. munificente. Indra. Eu preparo louvores para ele.3 roubou os maduros (tesouros dos Asuras). aquele que permeia o universo. o primeiro significa. ou passado pelos sete dias de iniciação. ou louvor em métrica. com minha boca. a riqueza dos Asuras. ele chama as nuvens para a batalha. e na compreensão. tendo atravessado os sete desfiladeiros difíceis. Bebendo rapidamente as libações. de vara. à altura de toda façanha. Eu ofereço adoração àquele poderoso. 6. o destruidor das cidades (dos Asuras). de alvo certo. Para propiciar aquele Indra. Essa explicação é apoiada por uma citação do Taittirīya.201 Hino 61. 4 Varāha. e oblações excelentes para o sábio Indra. Ele abarca os extensos céu e terra. o Ṛṣi e a métrica são os mesmos como no precedente. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra.) para aquele Indra. um dia. nuvem. significa o sacrifício (yajña) personificado. eu combino louvor com elocução. o lançador do raio. e. Eu ofereço. Varga 27. Indra. o autoirradiante em sua residência. digno de louvor. 4 8. A magnitude dele. perfurou a nuvem. Àquele Indra as mulheres. 1 . de fato. (de modo que o condutor) pode. um dos sinônimos de megha.

o comentador acrescenta. ou trinchadores. por medo do aparecimento dele. manejando suas armas em batalha. Indra (Griffith) 1. aqui e ali. ele mesmo. Indra. Talvez a palavra seja vikretārah. Em um período subsequente. lança teu raio contra esse Vṛtra. os rios se divertem. (gor na): o comentador fornece o resto. Pelo poder dele. Varga 29. de manhã. A expressão é notável. O nome de um Ṛṣi que. eu trago a minha canção de louvor como iguarias saborosas. os descendentes de Gotama têm oferecido.7 12. de movimento ligeiro e dotado de força. ele. visto que ele abriu (um caminho para eles. que és o senhor (de todos). 3. ganhando luz do céu. único (vitorioso sobre seus inimigos). Estabelecendo sua supremacia. os membros de animais. – (como açougueiros retalham) uma vaca. De qualquer maneira. então. vendedores de carne. Vṛtra. como o artífice molda um carro para o homem que precisa dele. para assegurar a tua presença. Para ele eu formo um louvor. como oblação. seja rapidamente (abençoado). (concede a ele) alimento. vikartārah. nasceu como o filho do rei. prefere (receber) daqueles (que o louvam). que. e senhor de riqueza múltipla. 2.9 16. os cantores têm enfeitado seus louvores com coração e mente e espírito. repetidamente. cortadores. a ti. louvando. isso prova que nenhum horror era ligado à noção de um pedaço de carne.8 de modo que as chuvas possam brotar dele. Que Nodhas. como de uma vaca’. 15. todo comovente. com meus lábios a minha adoração. ele enfrenta e destrói seus inimigos. ou o senhor de bons (su) cavalos (aśva).202 10. e concedendo uma (recompensa) para o dador (da oblação). Por medo dele. rapidamente. Indra tomou o partido do último. meu hino auspicioso para o Vitorioso. nos tempos antigos. estando desejoso de um filho. as montanhas estáveis (estão imóveis). o absorvedor (de umidade). o céu e a terra tremem. 13. Indra defendeu o sacrificador virtuoso Etaśa. eu ofereço. Louvor. 9 A lenta relata que um rei chamado Svaśva. A ele esse louvor é oferecido. como vacas (recuperadas de ladrões). O texto tem. o poder preservador daquele amado Indra. forte e altamente exaltado. Índice ◄►Hino 62 (Wilson) ____________________ Hino 61. e profiro em voz alta a minha canção. – como homens mundanos.10 – louvores para ele que ouve alegremente os nossos louvores. o Doador mais generoso. quando lutando com Sūrya. cortou em pedaços. por seu vigor. muitíssimo excelente. embora possa não ser muito claro o que significa o termo usado por Sāyaṇa. 11. digno de louvor. em alguma disputa entre ele e o Ṛṣi Etaśa. e as águas fluam (sobre a terra). e. tinha sido imerso em água: Indra o levou para a terra seca. as antigas façanhas daquele Indra de movimento rápido. um hino bem formado. 14. o filho de Svaśva. Que ele que tem adquirido riqueza por meio de atos pios venha para cá. entre os hindus. e libertou as águas que preservam. açougueiros. 4. com vigor. rápido. o qual ele. e. Para ele.) com seu raio. preces oferecidas muito especialmente para Indra. consenciente (com os desejos) do dador da oblação. Indra. Proclamem. o de movimento rápido. dividem. com seu raio. eu ofereço. Para ele mesmo. adorou Sūrya. Concede a eles todo tipo de afluência. 7 8 . para o sábio Indra. forneceu um lugar de descanso para Turvīti. quando. 10 E ordena que ele seja feito. os trinchadores de carne. para exaltar com cânticos de invocação e com hinos belos o Senhor. que atrelas corcéis. ‘corta em pedaços os membros de Vṛtra. Indra. que é o Senhor de antigamente. preces de eficácia. com novos hinos. e separa as juntas dele. Para Indra. meu pensamento para o irresistível.

sim. seu adorador. 12. através do esplendor impetuoso dele. 20 Louvores e sacrifício têm sido oferecidos a Indra.19. ele com ira impetuosa abate os inimigos. com raio oblíquo. firmes. 13.98. escolhe.9-10. no Journal of the Royal Asiatic Society. Macdonell sobre os Estudos Mitológicos do Ṛgveda. juntos. Aditi. golpeando – o vasto. para agradar aquele Indra. A. 14 O estoque de chuva do demônio. visto que com seu raio ele os cercou por todos os lados. Desse modo. o poderoso com o que atinge. com minha língua eu enfeito. de modo que as torrentes de chuva possam seguir. 12 . A minha versão corrigida dessa estrofe eu devo ao artigo do Prof. celestial. sim. 14. Para ele.32.5. Indra ajudou Etaśa. por glória. dividido em partes.20 16. vitorioso. Usando seu poder e favorecendo aquele que venerava. que junges Cavalos Baios. para a batalha. Assim. O que atinge: o raio ou relâmpago. aprovado por todos os homens. 17 A nuvem pesada na qual Vṛtra estava envolvido. Sim. Concede atenção a elas. para Turvīti. enriquecido com a prece. lutando na competição de cavalos com Sūrya. 15. Indra. Consortes dos deuses. surge. famoso em toda parte. Logo que. 13 o grande Viṣṇu tinha bebido a libação.2-3. Indra.18 teceram elogios. desenvolveu-se em sua casa. os feitos dele. Janeiro. ele fez um vau. Cantem com novos louvores suas façanhas feitas outrora. quando ele matou o dragão. tremem por pavor.17 8. Tais louvores e sacrifício levaram Indra a ajudar Etaśa. as montanhas fixas. o meu hino. ganhe rapidamente força heroica. com coração inclinado à generosidade. o secador das águas. destruidor dos castelos. também. nas libações de sua mãe. as Damas. para reverenciar o herói. 1895. e todo o céu e a terra. como se fosse um cavalo. Que Nodhas. mas Um mais forte15 trespassou o javali selvagem.10. Doador generoso. 11. que lhe deu Soma para beber assim que ele nasceu. e 7. Vasto. espremedor de Soma. como vacas aprisionadas.14 as iguarias cozidas. 13 A mãe de Indra. o mais habilmente forjado. Veja 8. dele que se move rapidamente.16 atirando através da montanha. 19 O Ṛṣi ou vidente do hino. com o qual ele atingiu as partes vitais de Vṛtra. A. não superam. Rompe as juntas dele.48. Veja 2.12 7. 18 Provavelmente isso significa as Águas Celestiais. ele saqueou. com teu amplo poder. Os acepipes saborosos. venha logo e cedo. a magnitude dele supera a magnitude da terra. Os rios procederam. Veja 3.66. ar e céu. 9. Ele mesmo possui tudo mais. Para ele mesmo Tvaṣṭar forjou o raio. contra esse Vṛtra lança teu raio de trovão.19 sempre elogiando a proteção desse Amigo querido. Índice ◄►Hino 62 (Griffith) ____________________ 11 As fortalezas dos demônios atmosféricos da seca. como de um boi. os castelos da nuvem que aprisiona a chuva. adornadas com toda beleza. O poderoso céu e a terra ele envolveu: a tua grandeza o céu e a terra. Quando ele. lançando suas armas em batalha. de fato. para Indra.11 6.203 5. que governa sozinho sobre muitos. auto-resplandecente. Através da sua própria força Indra com raio de trovão cortou em pedaços Vṛtra. Que ele. na disputa dele com Sūrya e seus cavalos. Ele deixou as torrentes seguirem livres. quando. por amor de glória. Agora para ele dessas coisas tem sido dado o que ele. ele. 3. para ti. 10.3. com movimento impulsivo. 15 Indra o mais poderoso. de voz alta e forte para a batalha. 16 O feroz demônio Vṛtra. os Gotamas trouxeram suas orações para agradar-te.

são de duas classes. que não pode ser alcançado por meio de violência. com o gado. Varga 2. que deve ser venerado. como o sol no augusto e muitíssimo excelente firmamento. Ele. O gracioso Indra nutriu o céu e a terra. de acordo com uma interpretação. e aqueles que os conduzem por dez. a nuvem frutificante divisível.Sāma. proclamaram sua alegria em alta voz. – aquele que não é alcançável por esforço. o primeiro. e o segundo. Triṣṭubh. através dele. ou influenciado. ao vasto e mais poderoso Indra. aquilo que produz fruto.1 pois. e resgatou as vacas. Ou as três palavras podem ser consideradas como substantivos. Indra. os Aṅgirasas. tu apavoraste. tal como os Rathantaras.204 Hino 62. que deves ser satisfeito com um hino laudatório e de boa pronúncia pelos sete sacerdotes. 6. um cântico próprio para ser cantado em voz alta. ou faz os grãos crescerem por meio da sua chuva. Indra (Wilson) (Quinto Adhyāya. na medida em que ele tem reabastecido os quatro rios6 de água doce. como sempre. além de eles serem o Ganges e outros. tu tens dissipado a escuridão com a alvorada e com os raios do sol. e que requere a inserção de susādhya. Poderoso Indra. o protetor ou mestre (pati) dos grandes (bṛhatām). nesse lugar. uma nuvem. Varga 1. O último é explicado aqui como nuvem. ele diz. significa cantar ou entoar os Ṛcas. Continuação do Anuvāka 11. Outras etimologias são sugeridas.2 Então Bṛhaspati3 matou o devorador. 7 O termo ayāsya confundiu o comentador. suas façanhas são as mais gloriosas. e vala. aparentemente. adorando-o. um Asura. Ofereçam.7 mas (é facilmente propiciado por) aqueles que o louvam com hinos sagrados. Isso é contrastado. espalhados sobre a superfície da terra. por tua voz. phaliga. por seus adoradores. e similares. partiu em duas as eternas e unidas (esferas do céu e da terra). a métrica. (com preces) de eficácia. e os deuses. mas elas são ainda menos satisfatórias. ela concordou em fazer isso somente sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. – os deuses. adri significando. que são geralmente consideradas partes do Sāma Veda. para não ser conquistado em batalha: por isso Rosen o traduziu como invictus. todos os quais estavam apavorados pela voz ou trovão de Indra. 5 Ādriṃ . como no último. Mas o comentador compreende que Sāma. sejam empenhados por nove meses. 1 . com o que se segue. louvado pelos Aṅgirasas. 4. e reconhecendo as pegadas. Ele cita o Nirukta (XI.valaṃ. esforço. e o deus. e outras preces. a veneração mais sincera.’ melhor do que ‘por nove’. Vamos repetir uma prece para o célebre líder de todos. 6 Nenhuma especificação desses quatro é dada. 2. Ele pode ser derivado de yāsa. 7.5 5. 3 Bṛhaspati é aqui usado como um sinônimo de Indra. 4 e. 19) para a confirmação disso. para trazê-lo para a cerimônia. sacerdotes. fácil de ser alcançado. mas a interpretação de Yāska da palavra navagvā é duvidosa. Sūkta V) O Ṛṣi é Nodhas. Nós meditamos. o que Indra prometeu. que. É dito que os sete sacerdotes são Medhātithi e outros Ṛṣis da família de Aṅgiras. aquilo que é para ser dividido pelo raio. pois navagati pode significar ‘aquele cujo curso ou condição é novo. com os Aṅgirasas. 3. Quando a busca foi iniciada por Indra e os Aṅgirasas. uma montanha. recuperaram o gado (roubado). ou por dez. isto é. por louvores. tu tens fortalecido as fundações da região etérea. A expressão é āṅghūṣyaṃ . um Sāma adequado para ser recitado alto. Destruidor de inimigos. Saramā assegurou alimento para seus filhotes. – aqueles que conduzem sacrifícios por nove meses. em um discurso aceitável para aquele Indra poderoso e digno de louvor. 1. 4 Sāyaṇa identifica os sacerdotes (vipras). Os feitos daquele airoso Indra são muito admiráveis.phaligam . os nossos antepassados. 2 Quando Indra desejou que a cadela Saramā partisse em busca do gado roubado. desejosos de proteção (segura). tu tens endireitado as elevações da terra. como Aṅgiras.

de manhã. o comentário compreende isso como somente seu uso em atos de culto ou homenagem. Belo Indra. os piedosos que estão desejosos de ritos sagrados. 13. o leite maduro e lustroso. Indra. um dos primeiros instituidores de cerimônias religiosas. com veneração. 8 e. Enriquece-nos. 9. o filho de Gotama. e resoluto. as mentes deles aderem a ti. os heróis gritaram com as vacas em triunfo. e incansáveis praticam. para nós. a alvorada. 12 Bṛhaspati ou Brahamaṇaspati é o Senhor da Prece. Quando Indra e os Aṅgirases desejaram. que existes sempre. mas aos descendentes dos Aṅgirases. A lenda diz que Saramā concordou em partir em busca do gado roubado sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. Desde uma época remota os dedos contíguos. Poderoso Indra. 2. o céu e a terra. chamado de mudrā. demasiado poderoso. 11. Ao grandioso tragam grande adoração. Que ele que adquiriu riquezas por meio de atos virtuosos venha para cá.11 Bṛhaspati perfurou a montanha. desde um período remoto. 10 As nuvens de chuva. Varga 3. e és o guia seguro (de todos). não mutáveis. e o obtém’. oração. (Noite e alvorada) de cor variada.8.12 encontrou o gado. Indra (Griffith) 1. encontraram o gado. com seus membros luminosos.205 8. que atrelas teus corcéis (ao teu carro). tu que és diligente em ação. 11 É dito que Saramā. como as esposas (dos deuses). que são os cães de guarda de Yama o Deus dos Mortos. muitos milhares de atos de devoção (para Indra). as irmãs protetoras cultuam a ele que não tem desonra. Cantemos glória ao herói muito afamado que deve ser louvado com hinos belos pelo cantor. sejam pretas ou vermelhas. certos entrelaçamentos e gesticulações que acompanham a prece. és ilustre. . com (todas as) suas energias. 12. 10. Índice ◄►Hino 63 (Wilson) ____________________ Hino 62. A oração trespassa o objeto de seu desejo. Veja 1. em suas revoluções. atualmente. portanto’ como observa o professor Roth. como esposas afetuosas a um marido carinhoso.) produzes. Tu. Que a prática não é totalmente moderna torna-se óbvio a partir das pinturas das cavernas de Ajanta. com a qual o Deus rompe o esconderijo do inimigo. ‘brahma. 8 Isso parece sugerir que os dedos eram empregados na realização do que é. Sārameyas. Poderoso Indra. com seus membros escuros. através de quem os nossos antepassados. e aqueles que são sábios. que deves ser louvado com hinos sagrados.10 3. mas sempre jovens. 9 Do mesmo modo que Aṅgiras. Ludwig é de opinião que a palavra ‘prole’ no texto não se refere aos filhotes de Saramā. dedicado a boas obras. O filho da força. Como Aṅgiras9 nós ponderamos sobre um louvor que alegra para aquele que ama música. compôs. rapidamente. – a noite. Saramā encontrou provisão para sua prole. realizando os gestos com os dedos. o que se supõe significar que Saramā é a Aurora que recupera os raios do Sol que foram levados pela noite. por teus atos. Nodhas. diligente em atos virtuosos. várias das pessoas das quais estão. a cadela de caça de Indra e mãe dos dois cães chamados pelo nome da mãe deles. dentro de vacas ainda imaturas. Tu. se dirigem a ti. (Indra. assíduo em boas obras. um cântico de louvor para aquele extraordinariamente forte. perseguiu e recuperou as vacas roubadas pelos Pa ṇis.72. esse novo hino. nascidas repetidamente. Belo Indra. ou os raios de luz que vêm depois da efusão de chuva. mantém sua antiga amizade (por seu adorador). alternadamente. ‘É. evidentemente. os Aṅgirases. aqueles que estão ansiosos por riquezas. cantando louvores e conhecendo bem os lugares. têm percorrido. as riquezas que têm há muito tempo sido mantidas em tuas mãos não sofreram perda nem diminuição. (endereçado) a ti.

as riquezas que as tuas mãos têm segurado desde os tempos antigos não acabaram nem diminuíram. com os mais novos louvores têm acelerado em direção a ti. com os Navagvas.206 4. Louvado pelos Aṅgirases. o Filho18 com poder mantém sua amizade perfeita. moldou essa nova oração para ti Eterno. venha logo e cedo. 6. tens espalhado os altos cumes da terra. 12. grito alto. 11. perto de onde o céu se curva. tu. 14 Fluindo para o distante horizonte. [Uma tradução aproximada: ‘Ó. com condutores velozes. Tu. conquistado por hinos laudatórios. Como esposas ansiosas se unem ao seu marido ansioso. e raios. o mais potente. ó Senhor. Seus caminhos. assim una os nossos hinos a ti. diferentes em cor. Tu nas vacas cruas. Ó poderoso Indra. Líder infalível. tu. a Noite com seus membros negros. com Daśagvas. Deus Forte. 13 .19 de cor preta ou vermelha. o filho de Gotama. Pensamentos antigos. Tu és esplêndido. ó Poderoso. Eles são chamados de condutores velozes porque seguem rapidamente a trilha das vacas roubadas. 17 Noite e Manhã. ó Indra.13 5. Índice ◄►Hino 63 (Griffith) ____________________ Os sete cantores são provavelmente os próprios Aṅgirases. e fixado firmemente a região embaixo do céu. enriquecido com a oração. Este é o ato mais digno de toda a honra. Continuamente nascidas de novo. 22 Indra. gibt weisse milch die rothe kuh’. 16 Bhaga é aqui o Deus Supremo. divino. que atrelas os Corcéis Fulvos. os Navagvas e os Daśagvas também são os Aṅgirases ou seus aliados sacerdotais. dissipaste as trevas.15 sempre unido. ele separou antigamente o Par antigo. com a Alvorada. Nodhas. provês o leite maduro de cor branca brilhante. diga-me como é que é branco o leite da vaca vermelha’. Indra. Que. 10. despedaçaste a montanha. Para muitos milhares de obras sagradas as Irmãs 21 sevem o Senhor orgulhoso22 como esposas e matronas. e rugido. Indra.20 conectados antigamente. buscando riqueza. Rico em boas ações. 7. 21 Um nome que ocorre frequentemente dos dedos quando empregados em atos de culto. com adoração. A cor do leite também é contrastada com aquela das vacas. maduro ou cozido em seus úberes. a mais bela maravilha do Operador de Prodígios. sábio. Śakra.] 20 Os rumos da Noite e da Manhã. sete cantores. Incansável. 18 Indra. hábil em operação. wie geht es zu. Que ele. cada uma de sua maneira. 15 Céu e Terra. 9. Grito médio. Vala é o demônio que mantém as vacas aprisionadas. como na cantiga infantil alemã citada por Zimmer: ‘O sage mir. tu. elas com grande poder preservam os estatutos imortais. inflexível: fortalece-nos com poder. o Par tem viajado em alternância em volta do céu e da terra desde os tempos antigos.14 ele fez quatro rios fluírem cheios de ondas que carregam água doce. a Aurora com membros de esplendor. com o raio laceraste o obstrutor Vala. No mais alto céu como Bhaga. 8. o Sol. as Damas jovens. 19 As vacas são chamadas de cruas como contrastadas com o leite morno. ó Senhor do Poder.16 ele o fazedor de maravilhas estabeleceu as duas Damas17 e a terra e o céu. permanecem incólumes. 13. destruidor de inimigos.

não é em seu próprio nome. Tu. Varga 5.207 Hino 63. por tuas energias. 7. e mataste Śuṣṇa. e quando. ajudaste o jovem e ilustre Kutsa. o subjugador de inimigos. ó rei. 1. sustentaste. De acordo com o significado aparente de Dasyu. no conflito cerradamente aglomerado e concessor de riquezas. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. quando tu fazes a água fluir por toda parte. 6. herói munificente. Concede-nos vários tipos de alimento. seja sempre concedida. 4. (eles têm sido) proferidos. e. guerreando em nome de Purukutsa. e. 2 . 8. glorificado por muitos. a riqueza de Anhu. Louvores têm sido proferidos para ti. deus. digna de ser desfrutada (por guerreiros) em combate. como antes. e as montanhas. por toda a terra. com reverência. rapidamente. no mesmo relato (hino 51). Indra. alimento abundante. o que humilha e ataca (teus inimigos). herói. – bárbaro ou alguém não-hindu. realizador de atos não desejados. indiferente àqueles que são contrários a ele. Indra. 3. mas em defesa de seus amigos e adoradores. e Anhu. aludido na estrofe anterior. 5. tu (adquiriste) quando tu mataste Vṛtra. Aumenta. o céu e a terra. 5 tu aniquilaste as sete cidades. trazido (para cá) por teus corcéis. mas nenhuma informação adicional é dada no comentário. 9. o amigo do homem. poderoso Indra. Indra. manejador do raio. de rei. – pelo qual. na guerra. divino Indra. e a deste para ele. 2. (para ti). e métrica. Que essa tua ajuda. em si mesmo. por Sudās. Varga 4. tu afugentaste os Dasyus3 em batalha. (quando nós estamos expostos) à aversão (dos nossos inimigos). de fato. Que ele que adquiriu riquezas por atos virtuosos venha para cá.2 no combate mortal e travado de perto. Tu. Então. como com uma maça. 4 Mesmo que hostil a ele. ele faz atos não desejados pelos inimigos dele. tremeram. que não desejas ferir nenhum (mortal) resoluto. todas as criaturas. 5 Purukutsa é chamado de Ṛṣi. Índice ◄►Hino 64 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. tu atrelas teus cavalos que se movem de vários modos. Indra é. assim como tu és. destrói nossos inimigos. – (de modo que ele possa ser tão copioso) quanto água. destróis as numerosas cidades deles. tu nos concedes (existência). o chefe dos Ṛbhus. Isto é. com o qual. teu adorador coloca teu raio em tuas mãos. como se (ela fosse um tufo) de grama sagrada. o melhor de todos os seres.4 abre todos os quadrantes (do horizonte) para os cavalos de nós que te louvamos. tu és o poderoso que. que conquistas facilmente (teus inimigos). Sudās. pelos filhos de Gotama. e todas as outras coisas vastas e sólidas. Indra. 3 Os Dasyus são descritos como os inimigos de Kutsa. tu cortaste. Os homens te invocam. Indra. manejador do raio. como os (trêmulos) raios do sol. 1 tu atacas teus inimigos. Indra. de Asura. emissor de chuva e manejador do raio. e. Quando. de manhã. Esses nomes ocorreram antes. tornando-te manifesto (na hora de) temor. como no caso de Kutsa. sempre te saciando (com oblações). por medo de ti. para nós. se ele empreende a destruição deles. – Kutsa seria um príncipe que teve parte ativa na subjugação das tribos originais da Índia. o animaste a (adquirir) tal (renome) como aquele que.

6. 1. Aquele que faz Trovejar. quando. Abre a pista de corridas para os nossos cavalos. Ó Indra.12 Traze-nos de forma nobre riquezas abundantes. ó Indra. Indra. circundante. Chefe acima dos três seres semidivinos que por suas boas obras se elevaram à imortalidade e divindade. Índice ◄►Hino 64 (Griffith) ____________________ 6 Os louvores do adorador fortalecem Indra. Essa tua ajuda. Tu és o Poderoso. tu derrubaste os inimigos e muitos castelos. Facilmente. Rei. 4. ou talvez tribos selvagens. enriquecido com a oração. venha logo e cedo. mesmo na ira do mortal mais forte. Quando os teus dois Baios viajantes tu puxaste para cá.8. Herói. e o incitam à realização de façanhas gloriosas. 7 . mata. Isso tu fazes. 5. Veja 1. Tu és leal. com louvor pelos teus Cavalos Baios. 8 Foi mencionado antes como o protegido de Indra. 4. Por isso os homens te chamam. e não és ferido. Veja 1. 33. vencedor. e por necessidade. Quando.2. dirigidas a ti.112. 8.11 nos alimenta com alimento variado abundante como água – alimento com o qual. é um epíteto aplicado ao Sol também. no conflito concessor de luz.20. nota. ó Indra. ao lado dele. 7.7. ó Indra. ó Indra. por Sudās. Guerreando por Purukutsa10 tu. trouxeste ganho para Pūru. Que. Sudās (veja 1. e à carruagem dos Aśvins. com poder tu terrificaste a terra e o céu. em vontade irresistível. tu fazes o próprio vigor fluir para nós para sempre. 9 Demônios hostis.51. 3.8 com cavalo e carro mataste Śuṣṇa em combate. Veja 1. com o qual.208 Hino 63.14 e 1. ó Herói.6) e Pūru são reis ou chefes de clãs. Sāyaṇa explica. quando. 2. esses tu desafias. tu esmagaste Vṛtra. 11 Parijman. em seu medo de ti. 9. Orações foram feitas por Gotamas. teu adorador6 colocou em teus braços o trovão. para o jovem e glorioso Kutsa. 10 Um favorito de Indra e dos Aśvins. quando nasceste. como grama tu os arrancaste. Que ele.174. Indra. armado com o Trovão! os nossos inimigos. todas as montanhas firmemente fixadas e as criaturas monstruosas se agitaram como poeira diante de ti. 6. Indra (Griffith) 1. Deus que te moves em volta de nós. tu és o Senhor dos Ṛbhus. com vitória fácil tu dilaceraste os Dasyus9 em sua habitação distante. ó Indra. tu favoreceste. no tumulto da batalha. 12 Esse é claramente o sentido das palavras como elas são. tu de grande alma. forte em ação.52. armado com o Trovão! demoliste os sete castelos.7 heroico. sempre devia ser implorada em atos de força em combate. como com uma maça. ó Divino. ó Muito Invocado. Tu.47. como um amigo. ‘com reverência a ti ligado com teus cavalos baios’.

Rudras jovens. de som alto. ou corcéis. como sacerdotes. e cujo poder é fatal em sua fúria. trovejante e inesgotada. do céu ou da terra. e de formas terríveis. Satvānah é explicado como Parameśvarasya bhūtagaṇah. (para proteger o sacrificador) contra interrupção. Oferece. que são eficazes em ritos sagrados. exceto no último verso. eles impelem. deixando um amplo espaço para explicação.1 difusores de gotas de chuva. belos e vigorosos. 4. seguram. os conquistadores de seus inimigos. propõe outro significado: ‘como uma carruagem que passa por cima e esmaga gravetos e palhas no caminho’. e de movimento rápido. 3. eu profiro os louvores concebidos em minha mente. Maruts. no qual ela é Triṣṭubh. na estrada’. destrutivos daqueles que não cultuam (os deuses). 6. a nuvem que se move rapidamente. que são bondosos para os homens. visível como (uma bela) forma. vocês fazem ressoar o céu e a terra (em sua chegada). quando vocês põem vigor em suas (éguas) vermelhas. e que são líderes (de homens). Eles nasceram. com seus antílopes. encantando (seus adoradores).209 Hino 64. 2. com elas e sua própria força. vocês. Sāyaṇa. 2 Pṛṣatībhih. Os munificentes Maruts espalham as águas nutritivas. e imóveis como montanhas. 5. os filhos de Rudra. aqueles emitentes de chuva e que amadurecem frutos. (guirlandas) brilhantes em seus peitos. Nodhas. Como cavalariços guiam para frente um cavalo. agitam todas as substâncias. em sacrifícios. 8. Eles são Satvāno na. destruindo (seus inimigos). 10. e. Enriquecendo seu adorador. por sua chuva. com rodas douradas. (e fluem facilmente) como as águas. Os mais sábios Maruts rugem como leões. louvor sincero à companhia dos Maruts. cuja arma (de ataque) é Indra. 1. Sereno. limpos do pecado. derrubam as árvores em seu caminho). lanças são carregadas em seus ombros. Vastos. ou ocorre. eles com seu poder criam os ventos e os relâmpagos. por elegância. que são oniscientes. portanto. agitando as nuvens. do céu. 11. dignos de adoração. os deuses são os Maruts. como elefantes. os oniscientes são graciosos como o cervo pintalgado. em suas mãos. poderosos como maus espíritos. e borrifam a terra com a água. eles têm colocado. com os cervos pintalgados. eles nasceram. eles trazem adiante. combinados com a força. por sua força. coabitantes com a riqueza. de brilho resplandecente. e a ordenham. Aumentadores de chuva. a flecha. que estão separados em tropas. possuidores de conhecimento. eles estão desejosos de conceder (os desejos do adorador). a métrica é Jagat ī. e. sua (glória) senta em carruagens providas de assentos. que são os vāhanas. de bravura infinita. dos Maruts. de progresso desimpedido. ‘como aquilo que é produzido. Varga 7. que repelem inimigos.2 e suas armas. radiantes como sóis. líderes. a manteiga clarificada. Varga 6. Os Maruts. ou como o encantador relâmpago. de força mortal em sua ira. 9. devoradores de inimigos. como elefantes3 (em uma manada. 3 Āpathyo na. eles vêm. e imperecíveis. que são heróis. as nuvens à parte. e com as mãos postas. coletivamente. Os circundantes e agitadores Maruts ordenham úberes celestes. Varga 8. e purificando (a todos). derrubam as florestas. 1 . Eles enfeitam seus corpos com vários ornamentos. 7. literalmente. – a tropa de demônios que acompanha Parameśvara ou Śiva. como montanhas em estabilidade. Maruts (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é o mesmo.

o grupo dos Maruts que destroem inimigos. eles têm se desenvolvido. que dão força. derramam água. ou Deuses da Tempestade.11 É dito que os Maruts são adorados no terceiro ou cerimonial vespertino. e ele prospera. Que eles que adquiriram riqueza por meio de atos virtuosos venham para cá. Maruts. 14. Índice ◄►Hino 65 (Wilson) ____________________ Hino 64. os Touros do Céu. de formas terríveis como gigantes. Que nós criemos tal filho. acompanhadas por posteridade.8 matadores de demônios. e sempre vagando em torno enchem a terra totalmente com leite. 3. 7 Ou de Dyu ou Dyaus. eles nasceram juntos. de mente sábia prepara a água que tem poder em rituais solenes.6 para os Maruts traze um presente puro. matadores das nuvens que não dão chuva. Jovens Rudras. 8 Os Maruts. da terra e do céu. Eles vêm à luz. 2. 13. atacantes espontâneos (de seus inimigos).9 que nunca envelhecem. O leite é a doce chuva fertilizante. é suprido pelo comentário. é uma frigideira. visitantes do salão de oferenda. em seu significado comum. ó Nodhas. as frases finais autorizam a adição. Traze para a tropa varonil. o aniquilador (de seus adversários). e sempre crescentes. mas aqui ela pode significar qualquer recipiente sacrifical. Maruts. 4 . por cem invernos. Eu enfeito minhas canções como alguém de mão hábil. os jovens de Rudra.210 honrados com sacrifícios.7 divinos. As lanças10 em seus ombros trituram em pedaços. os filhos de Rudra. purificam tudo. ele adquire alimento. eles fazem os ventos. recorrem ao levantador de poeira e poderoso grupo de Maruts. recebendo libações de recipientes sagrados. riquezas. de acordo com o texto. filho. ilustre. sábia e majestosa. são os filhos de Rudra. Maruts (Griffith) 1. um filho). e que a tudo discerne. resplandecendo brilhantemente assim como sóis. supera rapidamente todos os homens em força. eles fazem os relâmpagos com seus poderes. – (riquezas) calculadas às centenas e aos milhares. concedam para seus ricos (adoradores. Os agitadores inquietos drenam os úberes do céu. espalhando gotas de chuva. 6 O Ṛṣi ou vidente do hino endereça essa linha para si mesmo. Eles fazem tremer todos os seres com sua força imensa. e mortificantes para nossos inimigos. 4. como montanhas. rapidamente. 15. os Homens do Céu. livres de mancha e mácula. riquezas duráveis. 12. e examinam tudo. são os lampejos de relâmpago. e. 9 Isto é. – “Eles (os sacerdotes) derramam o suco Soma no recipiente”. Deem-nos. por beleza em seus peitos eles amarram suas correntes de ouro. (Sacerdotes). com sua proteção. 10 As lanças. com seus homens. Ṛjīṣiṇaṃ abhiṣunvanti. o digno de elogio. invencível em batalha. O homem a quem vocês defendem.4 e derramando (benefícios). até os mais fortes. Ṛjīṣiṇaṃ. com seus cavalos. ele realiza o culto necessário. Nós invocamos. subversores dos que são estáveis. 5 Putra. assim como seus outros ornamentos brilhantes. de manhã. por si mesmos. eles mesmos imóveis. e utilizadores de armas brilhantes. irresistíveis. o capturador de riquezas. 5. Os que rugem alto. com louvor. 11 Os úberes do céu: as nuvens cheias. Com ornamentos brilhantes eles se enfeitam para exibição.5 eminente por boas obras. e tal neto. os Grandiosos. devoradores do inimigo. os purificadores. para obter prosperidade. Maruts.

13 com fúria de serpentes por seu poder. vigorosos. incansáveis. 9.16 venha logo e cedo. Então. tesouro com seus homens. Sobre os assentos. vocês planam rapidamente em seu caminho. brilhante. a que nunca falha. os brilhantes. ó Maruts.211 6. de modo que possa chover: eles ordenham a fonte trovejante. com poder extraordinário e maravilhosamente brilhante. traduz como ‘derramadores de água’.15 os Ativos. sempre crescente? Que ele. 16 Ou. Potentes. como o professor Max Müller observa. 7. 14 O significado de vṛṣakhādayaḥ é incerto. 8. que favorecem o homem. ‘Adoráveis’ é sugestão do professor Max Müller. eles colocaram a flecha em seus braços. Ele ganha despojos com seus corcéis. O último hemistíquio é o refrão usual dos hinos atribuídos a Nodhas. 15. impetuosos. ou rico por causa do hino justamente recitado. Automoventes. armados com fortes anéis de homens. Eles guiam. conhecida de todos os homens. invocado por muitos adoradores. os rápidos. em vez de ‘combatentes’ o qual ele apresenta em sua tradução. mas o khādi parece ter sido um anel usado no braço e no pé. sobre os carros o relâmpago se encontra visível como luz. vocês saúdam a terra e o céu. são belos como antílopes. em geral. Ele pode também ter sido usado como uma arma. 12. de poderes infinitos. Ó Maruts. A progênie de Rudra nós invocamos com a oração. 15 O significado de vaninaṃ é incerto. A música do vento e da tempestade sendo considerada como a canção de louvor dos Maruts. filho e descendentes. eles. como os discos de borda afiada são usados pelos Sikhs. por mil. 13 . de acordo com Sāyaṇa. a qual na mesma linha é chamada de fonte ou poço. heróis. Índice ◄►Hino 65 (Griffith) ____________________ 12 A nuvem de chuva. com ira de serpentes por força. os Maruts com lanças brilhantes fazem todas as coisas oscilarem. Como os elefantes selvagens vocês consomem as florestas quando vocês assumem a sua força entre as chamas vermelhas brilhantes. cantores de voz alta. morando no lar da riqueza. que resiste a ataques – multiplicada por cem. possuidores de tudo. que traz riqueza. Wilson. eles derrubam os firmes. Heróis que marcham em companhias. 10. Os Maruts generosos com a abundância de leite caindo preenchem completamente as águas que são úteis em ritos solenes. sendo dito que vana significa água. Sāyaṇa. dotados de vigor potente. para os adoradores deem força gloriosa invencível em batalha. Senhores de todas as riquezas. vocês nos darão riqueza durável. agitando a escuridão com lanças e cervos pintalgados. ‘transmite o significado de forte. combinados como sacerdotes. fertilização’. 14. de suas carruagens. 13. fortes por si mesmos como montanhas. Extremamente sábios eles rugem poderosamente como leões. por assim dizer. Mas o significado das palavras assim traduzidas não é claro. 11. Ludwig sugere ‘residentes nas florestas’. ó Maruts. abundante em homens. durante uma centena de invernos. louvável. ele de fato em força supera todos os homens. Ao forte grupo de Maruts nos apegamos em busca de felicidade. Que nós criemos bem. o homem a quem vocês protegem com sua ajuda. e eu a adoto por ora. enriquecido com a oração. Vṛṣa. Benfey e Max Müller dão outras interpretações. os adoráveis. os caçadores do céu. o Cavalo Forte12 adiante. embora possivelmente com a ideia implícita de produção de chuva. rápidos. Maruts. Eles que com pinas douradas fazem a chuva aumentar impulsionam as grandes nuvens como viajantes no caminho. ele ganha força honrosa e prospera.14 os arqueiros.

Quando os Maruts são chamados de Rudrasya maryāh. cantores. em passagens como essa. mas também nos pés dos Maruts. agitam as nuvens. o leite fértil (das nuvens). 8. mas se derivado de khad. os matadores do demônio. as lanças em seus ombros trituram em pedaços. eles borrifam a terra por toda parte com leite (chuva). Eles se enfeitam com ornamentos brilhantes para uma exibição admirável. dotados de poderes. ou seja. Vocês que marcham em companhias. Há uma arma famosa na Índia. ó Maruts. 6. AṢṬAKA I. Roth traduz por anel. 9. os touros altos de Dyu18 (céu). que é lançado de uma grande distância. são matadores das nuvens. com efeito fatal. um aro com bordas afiadas. os arqueiros. morder. 54. Os Maruts. Sāyaṇa evidentemente adivinha e propõe dois significados. – vocês mastigam florestas. isso também. cuja ira por força é como a ira de serpentes. e é certo que esses khādis podiam ser vistos não só nos braços e ombros. VARGA 6-8. como elefantes selvagens. Eu preparo canções. eles nasceram juntos por si mesmos. eles cuja ira por força é como a ira de serpentes. 2. como um sacerdote hábil. 5. (contudo) deslizando rapidamente para frente. o chakra ou disco. poderosa em sacrifícios. Como os leões eles rugem. Em várias passagens onde ocorre khādi. a personificação é sempre preservada. eles derrubam o que é firme. os divinos. os jovens varonis de Rudra. ó Nodhas. os amigos do homem. 19 Abhog-ghanah. 59. prepara a água. os impecáveis. Os generosos Maruts derramam água. Eles são rápidos. poderosa em sacrifícios. cheios de projetos terríveis. de tais nuvens que não produzem chuva.20 eles. quando vocês assumiram seus poderes entre as chamas vermelhas. cercados por riqueza. na terra e no céu.17 uma oferenda pura. matadores do demônio. com seus cervos pintalgados (nuvens de chuva) e com suas lanças (relâmpagos) eles incitam os companheiros juntos. visível como luz. os Maruts com suas lanças brilhantes fazem (tudo) oscilar. Eles parecem guiar por todos os lados o cavalo poderoso. 17 A primeira linha é endereçada pelo poeta para ele mesmo. Para a hoste varonil. os sábios. 18 . se Dyu deve ser tomado como o céu ou como uma divindade personificada. Os Rudras jovens. os oniscientes. espalhando gotas de chuva. 56. os alegres. os que rugem. Eles que conferem poder. como viajantes na estrada. eles são belos como antílopes. que com os aros dourados de suas rodas aumentam a chuva. 13. até os mais fortes. 10. deve ser traduzido os filhos de Dyu (3. 19 cresceram irresistíveis como montanhas. Os touros de Dyu é uma expressão mais primitiva e mais vigorosa para o que nós devemos chamar de os ventos fertilizantes do céu. 4. Eles derrubam com sua força todos os seres. aqueles que nunca envelhecem. puros e brilhantes como sóis. homens de bravura infinita armados com anéis fortes. os homens de Dyu. ele pode originalmente ter significado algum tipo de arma. Portanto. É difícil dizer. 7. a nuvem. À noite. arma ou alimento. Os abaladores ordenham os úberes celestiais (nuvens). eles ordenham a fonte trovejante. os Maruts sábios. 1). pegaram a seta em seus punhos. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. poderosos. sábio em sua mente. 20 Em vṛṣa khādi o significado de khādi não é claro de modo algum.212 Hino 64. HINO 64. para os Maruts traze. eles se movem por si mesmos. Oniscientes. 3. e não os filhos do céu. Fortes eles são. ADHYĀYA 5. como gigantes. eu penso. 6). 5. incansáveis. 11. incessante. 1. o relâmpago permanece. fortes em si mesmos como montanhas. se os mesmos seres são chamados de Divah maryāh. heróis. de belo esplendor. os devoradores de inimigos. saúdam o céu e a terra! Nos assentos em seus carros. ele parece ser um ornamento em vez de uma arma. em seus peitos que eles prenderam (correntes de) ouro por beleza. os filho de Rudra (7. para fazer chover. Eles nascem. eles fizeram ventos e relâmpagos por meio de seus poderes.

tais como Agni ou Indra. Apeguemo-nos por causa da felicidade à forte companhia dos Maruts. Essa. do que em um hino para os Maruts. os ativos. Ele ganha despojos com os seus cavalos. O mortal a quem vocês. 22 Rico em preces. eles foram chamados de ṛjīṣiṇ.21 13. Vocês irão então. ele adquire sabedoria honrosa. como os Maruts são invocados na terceira libação. os puros. se esforçar. Nós devemos suprir śardha. ó Maruts. Agora. Mas é muito mais provável que os Maruts fossem invocados na terceira libação porque originalmente eles eram chamados de ṛjīṣiṇ pelos poetas vêdicos. invocado por muitos adoradores. 21 . e foram designados consequentemente para a terceira libação em sacrifícios. derivado de ṛjīṣa. 23 A última frase termina seis dos hinos atribuídos a Nodhas. Vamos alimentar nossos amigos e parentes durante cem invernos. que resiste a todos os ataques? – Riqueza multiplicada por cem e por mil.213 12. conhecida de todos os homens. e que é usado novamente para a terceira libação. 14. esse ṛjīṣiṇ sendo derivado de ṛjīṣa e ṛjīṣa de ṛj. durável. protegeram. é a opinião dos comentadores indianos. 15. nos conceder riqueza. louvável. os impetuosos. ele de fato supera as pessoas em força através de sua proteção. passaram a ser considerados como os bebedores de ṛjīṣa. o rápidos. Nós invocamos com prece os filhos de Rudra. ó Maruts. a fim de obter uma palavra coletiva no masculino singular. Deem. brilhante. e ele prospera. sempre aumentando? – Que ele que é rico em preces22 (a hoste dos Maruts) chegue cedo e logo!23 Índice ◄►Hino 85 (Müller) ____________________ Ṛjīṣiṇ. que adquire riqueza. os adoráveis. Ela é mais adequada em um hino endereçado a divindades individuais. o Soma fermentado e transbordante. para nossos senhores força gloriosa. abundante em homens. invencível em batalha. tesouros com os seus homens. ansiar. impetuosos. Assim. Maruts. os poderosos. por serem chamados de ṛjīṣiṇ. porque bebem em sua última libação o suco feito do ṛjīṣa. Ṛjīṣa é o que resta da planta-Soma depois que ela foi uma vez espremida. os Maruts. pelo menos. os caçadores do céu. isto é.

o primeiro pode significar o aumento de frutos ou recompensas desejadas. assim Agni cria. pelas pegadas. Algumas das comparações admitem várias interpretações. [Oldenberg os divide todos em dez. as águas se avolumaram (para esconder a ele). a busca se estendeu por todos os lugares. como por exemplo. ou ao oco da árvore Aśvattha. eles têm somente cinco. É dito que o primeiro termo. e semelhantes. e corta os pelos da terra. que era muito aumentado por louvor. enquanto. visto que. quando escondido em um buraco (das águas). Parāśara. ele se ampliou. como uma montanha. e.214 Hino 65. entrou nas águas. se aplica à profundidade das águas. vasto como a terra. ele restaura. Todos os deuses que têm direito a culto sentam perto de ti. ele é como um cavalo incitado a uma investida em batalha. de fato. no útero das águas. filho de Śakti. despertado na alvorada. de acordo com os Taittirīyas: “Ele. por assim dizer. em ambos os quais Agni se escondeu por uma época. Agni. e as levas para os deuses. ele percorre os bosques. Agni é o comedor e o soberano do alimento. produtivo (de alimento vegetal).5 5. o filho de Vasi ṣṭha. encantador como água. 2. no texto. O Agni aqui aludido é o fogo da digestão. 1 Varga 9. ou têm dez estrofes cada. Agni (Wilson) (Anuvāka 12.4 Quem pode detê-lo? 4. por suas operações. como Soma. Agni é agradável como nutrição. como a consequência de sacrifícios com fogo. 1. Índice ◄►Hino 66 (Wilson) ____________________ 1 Cada estrofe é dividida em metade. – a ti. As divindades firmes e plácidas te seguiram. a consciência aos homens. como um cisne sentado. de romā pṛthivyāḥ. capins. que reclamas oblações. chamados. 5 Os frutos.3 3. e como águas correntes. Os deuses seguiram os rastros do fugitivo. Ele é parente amável das águas. ocultandose. e a terra se tornou como o céu. . geralmente. ligados aos objetos de comparação.2 como um ladrão (que roubou) um animal. a métrica é chamada de Dvipadā Virāṭ.] 2 Guhā catantaṃ. 3 Um peixe revelou para os deuses onde Agni tinha se escondido. quando excitado pelo vento. assim Soma é o alimento. ele consome a floresta.” 4 Os epítetos são. ele é um criador. 6 nascido das águas (onde ele espreitava. ou extrai delas. a fonte de alimento sacrifical. de acordo com o Vājasaneyi Yajush: Visto que há alimento e alimentador. embora igualmente aplicáveis a Agni. ‘uma caverna’. 6 De modo semelhante como Soma cria ou faz crescer plantas úteis. e o alimentador é Agni. os deuses desejaram um mensageiro para ele. e sua luz (se espalhou) ao longe. Sūkta I) O deus é Agni. arbustos. o Ṛṣi. o calor do estômago. como um Rājā (destrói seus inimigos). veja a nota 16. flores.) como um animal com membros enrolados. no texto. Ele respira em meio às águas. como um irmão para suas irmãs. e estava manifestado. a sua qualidade nutritiva. e cada um dos dois pādas é considerado como formando uma estrofe completa: por isso é dito que esse hino e os cinco seguintes são daśarca. um peixe o descobriu.

9 3. Índice ◄►Hino 66 (Griffith) ____________________ 7 Esse e os oito hinos seguintes são geralmente difíceis. Os Deuses se aproximaram dos caminhos da Lei Sagrada. a Lei ordenada para sempre. 11 Isto é. e a levas para os deuses. como ele mantém sua posição por cobrar contribuições dos ricos. como uma colina frutífera. poderosa.11 Quando através da floresta.12 5. Parente como um irmão para suas irmãs correntes de água. sábios. um rio saudável. 12 Grama e arbustos. nascido nobremente no útero. brilhando muito. 15 Como o Soma deificado. levando com ele o sacrifício como um ladrão leva uma vaca. As águas alimentam com louvor o Bebê crescente. os quais os incêndios florestais destroem.14 Um Sábio como Soma. de fato Agni corta o cabelo da terra. entre os homens ele acorda de manhã. ele come as florestas como um Rei come os ricos.15 surgido a partir da Lei. Os deuses seguiram Agni que tinha fugido. A caverna escura é a profundidade das águas nas quais Agni se escondeu. 8 . e não raro ininteligíveis. Como um cisne sentado no lago ele arqueja. como uma grande morada. 13 Após sua rápida fuga para as águas nas quais ele se escondeu. ou algum grande rio. a base da Lei. avançando como o Sindhu. 10 O Indus. houve uma reunião vasta como o próprio céu. eles te rastrearam como um ladrão à espreita na caverna escura com uma vaca roubada.8 a ti que reclamas adoração. ele cresceu como uma criatura jovem. Como alimento agradável. Resolutos.215 Hino 65. 13 o mais sábio em mente. 2. ele se espalha. 14 Na hora do sacrifício matinal. lá perto de ti se sentaram todos os Santos. Como um corcel incitado a correr em carreira veloz.10 quem pode deter o seu curso? 4. incitado pelo vento.7 Agni (Griffith) 1. 9 O lugar de sacrifício.

Ele escreve: "Eu preferiria parīṣṭi.16 AṢṬAKA I. 1. 18 Nós temos aqui o mito bem conhecido do oculto Agni descoberto pelos deuses.216 Hino 65. juntos seguiram a ti (Agni). não de quarenta. (Ele é) o parente dos rios. era área de reconhecimento”. VARGA. que desperta ao amanhecer. eles seguiram a ti que aceitas e levas adoração (aos deuses). como uma ampla morada. Como boa sorte. como as corredeiras do Sindhu – quem pode detê-lo? 7. impulsionado pelo vento. por meio de pegadas. ou seja. Quando ele se espalhou pelas florestas. os deuses em busca. como se segue um ladrão pelo animal. . Eu dei lá as minhas razões para considerar que cada verso é composto de vinte sílabas. é atribuída a Parāśara Śāktya. como um irmão de suas irmãs. tira a riqueza) dos ricos. 9. Os sábios seguiram unanimemente por tuas pegadas. Índice ◄►Hino 66 (Oldenberg) ____________________ 16 A autoria de toda a coleção. 8. No colo. Todos os deuses veneráveis se sentaram (reverentemente). 1. (Ele é) muito famoso por seu poder mental. Um realizador de culto como Soma. sem dúvida.17 A ti que te ocultas em segredo como um ladrão com um animal (que ele roubou) – que atrelaste adoração e levaste adoração – 2. Ele come as florestas como um rei (come.19 4. 9. ele que pertence aos clãs. reconhecimento. perto de ti”.20 como o rio refrescante. as águas nutrem a criança excelente com louvor. ADHYĀYA 5. Sentado nas águas ele silva como um cisne. 19 A opinião do professor Max Müller sobre essa frase difere da minha. HINO 65. como um animal jovem. Agni corta o cabelo da terra. brilhando à distância. Os 'sábios' (dhīrāḥ) são. a terra. o deus nascido de Ṛta. Esses hinos são dirigidos exclusivamente a Agni. ‘Houve busca na terra como no céu’. como a colina fértil. busca. 20 O significado é que Agni produz nutrição para todos os seres como uma montanha fertiliza a região pelas águas que descem dela.18 Todos (os deuses) dignos de adoração se sentaram (com reverência) perto de ti. Os deuses seguiram as leis de Ṛta. estendendo-se ao longe. 10. Mas pariṣṭi parece significar uma corrida de um lado para outro. 5. 95 e seguintes. 17 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução para os versos 1 e 2: “Os sábios (deuses). veja sobre essa métrica o meu Prolegomena. quando escondido. Como um cavalo de corrida incitado adiante na corrida. a ele que é bem nascido. no ventre de Ṛta. como o céu. 3. Houve uma abrangência como o céu (engloba) a terra. 65-73. 6. A maior parte deles (65-70) é composta na métrica Virāj. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. literalmente.

e futura. janitva. segundo Yāska. ele (nutre as pessoas) como a cevada. ele protege a propriedade. passada. como arroz. Ele oferece segurança como uma casa agradável. É dito que jāta significa todos os seres existentes. 1 Como o realizador de um sacrifício cuida para que nada arruíne o rito. ambos são idênticos a Agni. 21. Índice ◄►Hino 67 (Wilson) ____________________ Hino 66. os raios se misturam (com o brilho) visível no céu. como o próprio filho. tudo o que nascerá. que a deu para um marido mortal. a entregou ao Gandharva Viśvávasu. Como o olhar do Sol. de brilho inatingível. como a respiração. como uma vaca produtora de leite. Agni (Wilson) (Sūkta II) Deus. Agni. Ou pode ser aplicado a ele como um dos gêmeos (yama). 3. aqui. como o Sol que examina tudo. é como um sacrificador vigilante. como um exército enviado (contra um inimigo). Como um Vidente louvando. que é puro e radiante.1 ele é um ornamento para todos (na câmara sacrifical). como um corcel6 amigável ele nos concede poder. presente. ele a transferiu para Agni. que. com esplendor extraordinário. e semelhantes. como Yama. os mesmos. ele é o conquistador de homens (hostis). isto é. Varga 10. como rios de água corrente. o Conquistador dos homens. da adoração com fogo. Essa estrofe inteira é comentada similarmente no Nirukta X.217 Hino 66. Agni (Griffith) 1. e métrica. yama. 4 A esposa tendo uma parte principal em oblações ao fogo. 1. Quando ele brilha.2 Ele é o amante das donzelas. e concedeu a ela riqueza e progênie. ou como uma carruagem dourada entre os homens. ou de coisas imóveis. por causa da dependência de toda a existência. é completada. ele é como um Ṛṣi. famoso entre o povo. resplandecente em batalha. como um pássaro veloz.4 5. que é como riqueza maravilhosa. 2. invocações incitadas por mentes purificadas por oferendas de coisas móveis.3 o marido das esposas. ou como a flecha de ponta brilhante de um arqueiro. tem somente seu significado etimológico: ‘aquele que dá o objeto desejado para os adoradores’. uma vaca que produz seu leite. como uma mulher em uma residência. aqueles que vão existir. 2 De acordo com o comentador. Como uma mansão segura. Ou. como Yama. como Yama. Agni. 5 como vacas se apressam para seus estábulos. Vamos nos aproximar daquele brilhante Agni com oferendas animais e vegetais. que é a vida. Ele apavora (seus adversários). 2. por causa do nascimento simultâneo de Indra e Agni. de Soma. ele é como o branco (sol). como um corcel carregador de cavaleiro. Ṛṣi. consome as florestas. Agni. 4. como riqueza de tipo variado. tendo obtido – não aparece como – uma donzela. Ele tem lançado suas chamas em volta (para todas as direções). como grãos amadurecidos. como um filho bem comportado. 3 Porque elas deixam de ser donzelas quando a oferenda ao fogo. o louvador (dos deuses). uma lenda é aludida. 6 Como um cavalo de guerra que ajuda a ganhar despojos em batalha. puro e refulgente em direção à floresta ele acelera. animais. 5 Assim o comentador explica os termos carāthā e vasatyā. é tudo o que nasce. a parte essencial da cerimônia nupcial. em qual sentido ele é um sinônimo de Agni. como o ar vital. . eminente entre as pessoas (devotas). desse modo Agni o defende de interrupção por Rākṣasas.

ele é como um (cavalo)10 branco entre as pessoas. Semelhante a um veloz takvan9 (Agni) pega a madeira. 5. como Agni representando a manhã.218 3. Semelhante à riqueza excelente. impetuosa nas lutas. como uma esposa em uma cama.8 5. enfeitado com ouro. Como um Ṛṣi proferindo gritos (sagrados). VARGA 10. 11 O professor Max Müller interpreta o gêmeo que nasceu. como força eterna. Como um exército que é enviado adiante ele mostra sua veemência.134. 8. Índice ◄►Hino 67 (Oldenberg) ____________________ 7 A oferenda para Agni sendo uma parte essencial da cerimônia religiosa de casamento. AṢṬAKA I. um conquistador de homens. um substantivo. As vacas mugiram com a visão do sol. semelhante ao próprio filho 2.12 9. cuidando de cada um como uma senhora em casa. Com chama insaciável. como a flecha de ponta afiada de um arqueiro. são as auroras. Veja a nota de Max Müller em 1. A ele levam todos os seus caminhos. 7. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. (felicidade) suficiente para todos. e o gêmeo que vai nascer. 4. significando ‘branco’. Agni concede vigor. Rel. 12 As donzelas. śveta. ou as preces? Veja Bergaigne. como um carro. mestre da vida presente e futura. Ele enche de terror como um dardo disparado. assim como uma flecha de um arqueiro com ponta de chama. brilhante quando ele resplandece. 6.5. 9 e seguintes. como em muitas passagens. como [Agni representando] a noite. 1. Nós devemos fornecer. HINO 66. 3. e eu não vejo nenhuma razão pela qual esse não possa ser aquele substantivo com o qual śveta está mais frequentemente combinado no Ṛg Veda. louvado entre os clãs. tudo o que se move e nós. como cevada madura. luminoso e brilhante. como uma vaca leiteira. Quando o brilhante (Agni) resplandeceu. muito provavelmente. semelhante ao sopro vital. II. semelhante ao brilho do sol. Ele a cuja chama os homens não se acostumam. chegamos a ele que foi aceso. esbranquiçado em meio às pessoas. 10 A palavra aqui é um adjetivo. como o leite. o amante das donzelas7 e o Senhor das mães de família. ressoando para a batalha. como uma carruagem com ornamentos dourados. As mulheres são as conchas sacrificais que se aproximam Agni. Védique. ADHYĀYA 5. 10. em cujo culto a esposa do sacrificador tem uma parte importante. o marido de esposas. Índice ◄►Hino 67 (Griffith) ____________________ Hino 66. 8 . agradável como uma herdade. que nós alcancemos o Deus aceso como vacas sua casa à noite. aquele que vai nascer é o outro gêmeo11 – amante de donzelas. 9 Nós não sabemos qual animal o takvan é. por causa de uma residência. Filhos sendo especialmente o presente de Agni. Como a corrente do Sindhu ele tem levado adiante as (águas) que fluem para baixo. ou as oferendas de ghee. Ele lança as chamas para baixo como inundações o seu aumento: os raios se elevam até o belo local do céu. e nada mais. como um cavalo de corrida bem cuidado. Aquele que nasce é um gêmeo. Como as vacas vão para seus estábulos. que é como a própria mente. 4. Ele mantém a segurança.

ele sempre clama obediência como um Rei. ele encheu os deuses de temor. aparentemente. Ele. uma área árida ou acidentada imprópria para pastagem. 3 Guhā ghuhaṃ gāḥ. o que recebe aquelas oferecidas aos Rākṣasas. Vitorioso na floresta. três Agnis: Havyavāh ou Havyavāhana. ele era o Sacerdote. Ele. a fonte de conhecimento e de todo o sustento. como o Não Nascido. então reconhecem Agni.219 Hino 67. e temendo que ela pudesse cair. Homens cheios de compreensão o encontram lá.1. alarmados pela obliquidade da região do sol. os mantenedores de ações. cuida dos lugares que são agradáveis para animais. Agradável como a paz. bênção como a energia mental. indubitavelmente. quando eles recitaram as preces concebidas no coração. que as transporta para os Pitṛs. honrando Agni (primeiro). Agni deve ser adorado primeiro. protege os locais que o gado ama. em quem se encontra todo o sustento. ou. aquele que transporta oblações para os deuses. . 2 De acordo com os Taittirīyas.3 4. a vida de todos. e o qual Agni pode. sustentaram-na no alto com as métricas do Veda. ele promete afluência. e em seguida usado em quaisquer ritos sacrificais. Agni (Wilson) (Sūkta II) O mesmo deus. 1 Havyavāh. e com afirmação efetiva fixou o céu. 3. 5.5 Amigo entre os homens. Como o ainda não nascido (sol). próspero como um realizador (de boas) obras. e métrica. que ele. Agni (Griffith) 1. 4 adoram a ele que implanta as virtudes (peculiares) delas nas ervas.6 encheu os Deuses de temor. 3. Veja 1. – um ato aqui atribuído a Agni. quando eles cantam preces formadas em seu coração. considerado como o Deus Supremo. o amigo do homem. Varga 11. aqui usado geralmente.2 Agni. Assim.8 tu. Índice ◄►Hino 68 (Wilson) ____________________ Hino 67. Os sábios. Aquele que conhece Agni. 2. 6 Oculto na profundidade escura das águas. além dos fogos usuais.65. toda a riqueza (sacrifical). o invocador dos deuses. carregador de oferenda.7 sustenta a ampla terra. e Saharakṣas. agachado na caverna. em sua mão. e ele é então colocado em uso. propriamente. o transportador de oblações. como um Rājā favorece um homem competente. 4 Ao construir uma casa. realizando adoração. aqueles que. 5 Subjugando o combustível e reduzindo-o a cinzas. Bondoso como um defensor. Guhā aqui significa. 2. portanto. repetem os louvores deles. cheio de pensamento. 7 O Sol. Levando. como o mantenedor da verdade. é. para eles.1 seja propício. Agni protege seu adorador. Ó Agni. primeiro é oferecido culto ao edifício. continuam. (os deuses). os deuses. tendo em sua mão toda a força varonil. assim como eles fazem com uma residência. o carregador de oblações para os deuses. chamuscar impune. como diz o comentário. 1. ele mantém a terra e o firmamento. (permanece) no domicílio das águas. como progênie em seus pais. Os líderes. escondido nas cavernas. o Veda reconhecendo. dirige-te (para os lugares) onde não há pasto. tens ido de toca em toca. e sustenta o céu com preces verdadeiras. um lugar inadequado para pasto. Kavyavāh. e se escondendo nas cavernas (das águas). aquele que se aproxima dele. Ṛṣi. Nascido nas florestas. e que. ou Espíritos dos Mortos.

etc. Como o bode11 (sustenta) a terra. 8.. Tendo tomado em suas mãos todos os poderes viris. o mantenedor da verdade ou do sacrifício. 6. o de vida plena. 14 O poeta passa do plural para o singular. III. não queimes os lugares onde o gado encontra refúgio e alimento. Bergaigne. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. VARGA 11. dentro de cada mãe fértil e de cada bebê que ela carrega. Agni.220 4. Lá os homens pensativos o encontram. e dentro das crianças. de fato para esses ele anuncia grande prosperidade. 41. 5. Aquele que cresce poderosamente nas ervas. por assim dizer. 4.). Religion des Veda. que flui para a humanidade de acordo com as leis eternas de Ṛta. Os sábios o fizeram como se construindo um assento. 3. por atrito. um amigo entre os homens.9 – aqueles que o libertam. tu que tens uma vida plena. que ele (Agni) seja um Hotṛ bondoso. ghee. um assento. aquele que se aproximou da corrente de Ṛta13 – 8. 164. um portador de oferendas. 9 Ou. no lar das águas. Aquele que viu a ele o oculto. O esplendor no lar das águas. e dentro da grama brotando – 10. Índice ◄►Hino 68 (Griffith) ____________________ Hino 67. ele exige obediência como um rei.12 ele sustém o céu por meio de suas palavras eficazes. 82. Ó Agni. sábio. o imperecível. 5. ADHYĀYA 5. H. 7. Vitorioso nas florestas. – para ele os sábios construíram. Aquele que cresce com poder dentro das plantas. 11 Sobre o bode mítico [traduzido como ‘O Não Nascido’ por Wilson e Griffith] cujo ofício é sustentar os mundos. 10. 10. Aquele que o conhece residindo em sua toca. AṢṬAKA I. 21. isto é. tu tens ido de cova em cova. veja 1. quando eles recitaram as palavras que eles formaram em seu coração. a vida de todos os homens. 12 Por ‘terra’ o texto tem duas palavras diferentes. 9. prestando serviço a Ṛta. 6.O. 10 O libertam. para ele. Aqueles que o trazem para fora. 6.10 prestando ritos sagrados. assim ele sustenta a terra. como Sāyaṇa explica. Como boa paz. Protege os queridos passos do gado. . ele fez os deuses temerem. 72. Índice ◄►Hino 68 (Oldenberg) ____________________ 8 Como tu sabes por experiência quão agradável é encontrar um lugar de refúgio seguro. kṣāṃ e pṛthivīṃ. como sabedoria auspiciosa. HINO 67. 13 A corrente de Ṛta parece significar a corrente de bênçãos (como chuva.14 ele então indica riquezas. dos bastões de fogo. quando sentado em seu esconderijo. e se aproximou da corrente da Lei Sagrada. 2. 1.

então todos (os teus adoradores) realizam a cerimônia sagrada. vivo. 4 Agni. 2. móveis ou imóveis. Todos os homens são alegres em teu poder. e ele que se deleita na câmara sacrifical encheu o céu com constelações. todas as obras eles têm realizado. ele sobe ao céu. divindade verdadeira. Agni abre. 4. conhecendo (os pensamentos do adorador). Misturando. compreendendo as virtudes de todas essas (substâncias). a partir da madeira seca. por louvarem a ti. Todos realmente compartilham da tua Divindade enquanto eles mantêm. presentes para ti. que se lembra de ti. tu nasces. Eles desejam (de ti) força geradora em seus corpos.221 Hino 68. (por atrito).5 A quem quer que traga oblação. isso pode ser traduzido como ‘ele sozinho supera as glórias de todos esses deuses’. revelando noites e tudo o que fica parado ou se move. o mundo.. composto e coisas móveis e imóveis.4 inquieto. o comando da Lei. Forte é a ideia da Lei. com hinos que chegam a ti. o senhor das posses deles. ele estimula a todos. diante deles. como filhos (obedientes às ordens) de um pai. imperturbados. Agni. 5 Eu não posso elaborar nada do primeiro hemistíquio. 3. concede riquezas àquele que te oferece oblações. 3 como o invocador (dos deuses). Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi. ele contemplam (todas as coisas). devorando e fundindo com suas chamas e fumaça os elementos das oblações as quais ele leva para os deuses. Abundante em alimento. Apressando-se para obedecer aos comandos de Agni. Agni (Griffith) 1. associados com a própria prole excelente deles. oblações (são oferecidas) a ele que tem ido (ao sacrifício). 1 Isto é. Louvores são endereçados a ele que tem se dirigido (à solenidade). Quanto. (e para ele) todas (as pessoas devotas) têm realizado os ritos (costumeiros). 3 Com a humanidade. tu és. tesouros que são as portas do sacrifício. etc.2 2. concede riqueza. 1. 2 . Ou. 5. ascende para o céu. ó Deus. e. em si mesmo somente. Varga 12. que és imortal. de fato. e. divino Agni. O portador (de oblações). que vivo da madeira seca tu nasces. de fato. Índice ◄►Hino 69 (Wilson) ____________________ Hino 68. ou que deseja (ser capaz de oferecê-las). Tu resides com os descendentes de Manu. 3. misturando-as (com outros ingredientes). radiante entre os deuses. nele está todo o sustento. (Agni). eles celebram o culto dele. inalterados. em seus modos habituais. a Lei eterna. e cobre (com luz) todas as coisas. porque ele o único Deus é preeminente em grandeza entre todos esses outros Deuses. e obtêm. 1 e as próprias noites. para ele.

Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que a ‘semente’ seja Agni. tu que és o conhecedor. um hino pertencente. servindo Ṛta de modo adequado. o Amigo da Casa.72. de imortalidade. Os homens têm filhos por seu desejo. é o mestre de todas essas riquezas. Aquele que se senta como o Hotṛ entre filhos de Manu: ele. que os buscadores são os deuses que procuram Agni. Eles todos obtiveram o nome de divindade. Ele. 8 Ele. rico em alimentos. então todos (deuses e homens) ficaram satisfeitos com a tua sabedoria. o Deus Supremo. Os homens anseiam por filhos7 para prolongar a linhagem deles. As instigações de Ṛta. 5. 5. como o Sol. abre sua riqueza como portas: ele. abriu as portas da riqueza. Parece provável. Eles ansiavam juntos pela semente em seus corpos. 3.6 de todos esses tesouros somente ele é o Senhor. Quando apenas ele o deus. AṢṬAKA I. Ele revelou as noites e o que fica parado e se move – 2. que é o amigo e guardião de toda casa em seu caráter de fogo doméstico. de todos esses deuses abarcou (os outros) por sua grandeza.222 4. Índice ◄►Hino 69 (Oldenberg) ____________________ 6 Todos os homens arianos. àquele que te adora ou que presta serviço a ti. Sentado como Sacerdote com a progênie de Manu. o Criador. à coleção de Parāśara. 7 . 1. O chefe de família (Agni) decorou o céu com estrelas. É mostrado no segundo verso daquele hino (veja abaixo). 10. na verdade. como o nosso hino. Agni. Eles tinham prazer na vontade dele. o pensamento de Ṛta: todos eles realizaram as obras daquele de vida plena. VARGA 12. 9. portanto. fez o céu e o enfeitou com estrelas.9 e os sábios eram concordantes entre si em suas mentes. HINO 68. 7. e não são desapontados em sua esperança. 9 Alguma luz é lançada sobre esse verso obscuro pelo hino 1. nasceste vivo da (madeira) seca. 6. 8.8 enfeitou a abóbada do céu com estrelas. Cozinhando (as oblações) o veloz se aproximou do céu. 4. Índice ◄►Hino 69 (Griffith) ____________________ Hino 68. Concede riqueza. Ele. como filhos (têm prazer na vontade) de seu pai. ADHYĀYA 5. ó Deus. os rápidos que ouviram seu comando. que é rico em alimentos. Quando tu. como a recompensa da sua adoração fiel de Agni. Zelosamente aqueles que ouvem sua ordem realizam o desejo dele como filhos obedecem ao comando de seu pai.

e. como um filho. logo que manifestado. 2 Isto é. como o transportador de oblações. esplêndido. com os Maruts. como o oferecedor. é o iluminador (de todos). como cavalo de batalha animado.3. (Seus raios). 3 tu afugentas os intrusos. o humilde. uṣo na jārah. junto com outros homens. como um filho (recém) nascido. ao passo que ele é filho deles. o protetor. contudo seu Filho tu eras. Agni. Branco brilhante (Agni). ó Agni. ele supera homens (opositores). e o judicioso Agni é o concessor de sabor ao alimento. ajudado por seguidores como tu mesmo. 2. como o úbere das vacas (dá doçura ao leite). assumes todas as qualidades celestiais (deles). se (tais espíritos) perturbarem o teu culto. (5. Agni (Wilson) (Sūkta V) O mesmo que o anterior. com uma aplicação metafórica. daquela divindade. Agni é assim chamado por fazer seu aparecimento como fogo sacrifical no primeiro romper do dia. entre a humanidade. o extintor da alvorada. ou dos deuses. como o (sol). Quaisquer seres (divinos) que eu possa.1). Índice ◄►Hino 70 (Wilson) ____________________ Hino 69. espalhando felicidade. ser usadas em seu sentido literal. de oferendas sacrificais. O sábio. o Sábio. 1. como amante da Alvorada. abrem as portas (da câmara sacrifical) e. como o extintor da alvorada. senta benevolente no meio da casa. 3. então. o causador de decadência. ele senta na câmara sacrifical. 1 . ou natureza. 5. levando a oblação espontaneamente. Agni.1 2. todos. com poder tu os circundaste: Pai dos Deuses. aqui. Pode-se dizer que Agni. como o brilho do radiante (sol). tu te tornas Mitra quando aceso”. 5 O Sol e Agni são chamados de amantes de Uṣas ou Aurora. 4 Essa frase é.5 ele encheu os dois mundos unidos6 como com a luz do céu. ou dos sacerdotes (ritvijām). Varga 13. ou homens. o último sendo explicado por jarāyitṛ. Ele espalha alegria em uma residência. 4 o concessor de residências.223 Hino 69. O sol oblitera a alvorada por seu brilho superior. invocar (para a cerimônia). dá sustento paterno aos deuses. o humilde. tu. 3 Com iguais líderes. isto é. 7 o sabor doce do alimento. considere (os desejos) desse (seu adorador). e seu mensageiro. para eles. Tu. ele se torna da forma. como um concessor de bem-aventurança a ser atraído para os homens. Convidado (para a cerimônia). como um homem benevolente. 6 Céu e terra unidos em uma única concepção dual. assim como no primeiro verso. Que Agni. ao comando deles. permeaste todo o mundo com atos devotos. provavelmente. Brilhante. e enche unidos (o céu e a terra com luz). pois. como no texto: “Tu nasces como Varuṇa. que é possuidor de luz múltipla. sendo (ambos) o pai e o filho dos deuses. Devānāṃ pitā putraḥ san. isto é. mas as expressões devem. e de forma reconhecível. que discerne como o úbere da vaca. A passagem também é explicada. Quando nasceste. se espalham pelo céu visível. Agni (Griffith) 1. Que (os espíritos malignos) nunca interrompam aqueles ritos nos quais tu deste a (esperança de) recompensa para as pessoas (que os celebram).2 4.

ou os corcéis que puxam espontaneamente a carruagem da Alvorada. o mais adorável. 8. ele leva o povo adiante. na casa. 3. com teus companheiros. tu tens realizado as tuas obras. acompanhado pelos heróis. que ele se lembre de mim. (ele é) como o úbere das vacas. com heróis. 2.12 7. 6.8 4. Índice ◄►Hino 70 (Oldenberg) ____________________ 7 Agni discerne e seleciona os sabores doces das oblações do mesmo modo como o úbere de uma vaca seleciona e assimila os sucos doces da grama e ervas para a produção de leite. 10 O amante da Aurora é aqui o Sol. flamejante. Como o amante da Alvorada. Este é teu motivo de orgulho. (todos os inimigos). (ele é) a doçura do alimento11 – 4. AṢṬAKA I. sentado no meio. Quando tu escutaste esses heróis.9 abrem as portas: todos eles ascendem para o belo lugar do céu. que Agni então ganhe tudo através do poder Divino. ADHYĀYA 5. 10. 1. 11 Veja em 5. ele é encantador em casa. 9 Ou. satisfeito. Ninguém transgride essas tuas leis sagradas quando tu tens concedido audiência para esses comandantes aqui. como um cavalo forte. HINO 69. VARGA 13. Todos eles gritaram pelo aspecto do sol. Transportando (a ele) eles abriram por si mesmos as portas (do céu). Nascido na residência como um filho encantador. Logo que tu nasceste tu te distinguiste pelo teu poder mental. 12 Talvez devatvā seja um instrumental. de forma familiar: que ele (desse modo) preste atenção nesse (sacrificador). como a luz do céu. como Ludwig o toma. 6. (sempre) judicioso. seus raios levando a oblação por sua própria vontade. conhecido como colorido como a manhã. e unido com os heróis rechaçaste a desgraça. 5. Eles.10 ele tem. 9. ninguém transgride aquelas tuas leis. espalhando luz. Aquele de fato é o teu ato extraordinário. como o amante da Aurora. enchido os dois (mundos do Céu e da Terra). tu derrotaste com teus iguais.” . que. 8 O significado do segundo hemistíquio não é claro.224 3. Quando eu chamar (para o sacrifício) os clãs que residem na mesma habitação com os heróis. que tu mataste. ele tem vagado através dos clãs. Índice ◄►Hino 70 (Griffith) ____________________ Hino 69. sendo o filho dos deuses tu te tornaste o pai deles. Como uma criança quando nasce. que Agni então obtenha todos os poderes divinos. chamamos. levando por si mesmos. Como o amante da Aurora resplandecente e brilhante. para não ser extraviado. (Agni é) um adorador (dos deuses). Brilhante. Neste caso nós teremos que traduzir: “Que Agni pelo seu divino poder obtenha tudo. nunca insensato. como um cavalo de corrida que é bem cuidado. 5. que estão voltados um para o outro. Como um amigo bondoso para os homens. 7. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Quando os homens e eu.

e conheces a origem de deuses e homens. dentro das florestas. o Arauto que repousa na luz. como então especialmente brilhante e luminoso. – tendo. A quem muitas alvoradas e noites. Agni (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. que deve ser aproximado por meditação. conhecendo bem os atos que são endereçados às divindades. Agni. sacrifícios a ti. tem sido propiciado. os homens recebem recompensas de ti.1 e dentro de todas as coisas móveis ou imóveis. 3 Isto é. Agni (Griffith) 1. do calor natural ou artificial. 4. Índice ◄►Hino 71 (Wilson) ____________________ Hino 70. Nós pedimos (alimento) abundante. para aquele Agni. 2 Kṣapāvat. todas as coisas móveis e imóveis aumentam. os devotos. Agni é o Senhor das riquezas para o homem que lhe serve prontamente com cânticos sagrados. 2. em muitos lugares. ou na mansão. investido com a verdade. diferentes. a quem muitas (manhãs) e noites de diversos matizes aumentam. que é como alguém que tem sucesso (em seus empreendimentos). como o invocador (dos deuses). Ele que é o germe das águas. como antes. e realizando atos virtuosos. que é brilhante em combates. etc. que és onisciente. até na rocha e na casa: Imortal. nascido na Lei. ou possuindo. o germe interno de calor e vida. confere excelência ao nosso gado valioso. receba toda oblação que nós oferecemos. todos os quais dependem. Agni. que está dentro das águas. ele cuida de toda a humanidade. para existência. 1 Ele é o garbha. 5. como (filhos) de um pai idoso. todas as coisas que se movem e ficam paradas. e parece um adversário temível. (seja. o senhor da noite. a quem. imortal. o germe de todas as coisas que não se movem e que se movem. Agni. Que nós. e da raça do homem mortal. a quem. ou o significado pode ser ‘obtenha todo presente’. para nós. – ele foi obtido. nas águas. e (aqueles que regulam) o nascimento da raça humana. – a ele. 4. Oferecendo. .2 concede riquezas para (o adorador) que o cultua com hinos sagrados. Protege esses seres com pensamento cuidadoso.3 – ele. tornam forte. Varga 14. 3. Agni. permeia todos os ritos sagrados. (Eles oferecem oblações) na montanha. 6. que Agni com luz bela permeie cada ato. esteja presente e regule todos os nossos atos de culto. o embrião. protege todos esses (seres que residem) sobre a terra. 2. etc. que é como um guerreiro lançando um dardo. 3.. um amigo). e adquire (o que ele deseja). tornando efetivas todas as nossas obras santas.225 Hino 70. o observador das leis celestes dos Deuses. e tornando todos os atos (religiosos produtivos) de recompensa. Agni. e que todos os homens nos tragam tributo aceitável. e está bondosamente sentado no rito sagrado. conhecendo as raças de Deuses e de homens. ganhemos muito alimento por meio da oração. a noite. e brilha com luz pura. 1. como um (príncipe) benevolente entre seu povo. o germe das florestas. (Que Agni).

48.4 (Ele é) como um protetor dos clãs. por assim dizer. a riqueza de um pai idoso. HINO 70. tu que conheces o nascimento dos deuses e dos homens. 61. Agni. os pobres. Pois ele. às árvores tu tens concedido excelência. Ele que compreende as leis divinas e o nascimento da raça humana. 7. A tradução seria: "Todos os homens têm trazido tributo a ti. impetuoso em disputas. Tu pões valor em nossas vacas e bosques: todos trarão tributo para nós para a luz. tem sido adorado com sucesso (pelos sacrificadores humanos). Ludwig propõe ler duroṇām: ‘dentro da pedra é a sua morada’. Que todos os homens nos tragam tributo no sol. e o filho do que se move.226 5. ó conhecedor. Ele. como um arqueiro poderoso. 6. Ele a quem muitas noites (e alvoradas). Veja 2. I. como alguém habilidoso e ousado. 5. ele que é de boa vontade. Índice ◄►Hino 71 (Griffith) ____________________ Hino 70. (Ele é) como um homem ávido que vai direto (para o seu objetivo). podem aumentar. que é o filho das águas. 1. Índice ◄►Hino 71 (Oldenberg) ____________________ 4 Ou: até na rocha (eles têm feito homenagem) para ele. 6. Protege. 3. desse modo ele brilha em batalha. o deus impregnado por Ṛta – 8. como um vingador temível. 9. Eles têm (te) levado para lugares diferentes. Veja Bergaigne. . 10) do que para os adoradores humanos? Possivelmente nós deveríamos mudar svaḥ ṇaḥ (svar ṇaḥ do Saṃhitāpāṭha) para svarṇaḥ. um vingador feroz. tenhamos sucesso em muitos pensamentos (piedosos). Os homens têm te servido em muitos e diversos lugares. AṢṬAKA I. 1. VARGA 14. Mesmo na rocha (eles têm feito homenagem) a ele. Às vacas. Que nós. Como um arqueiro corajoso. 116. Em muitos lugares os homens têm te adorado. Aquele Hotṛ que se sentou no sol.5 10. ele que de fato realiza todas as suas obras. compartilhando. ADHYĀYA 5. Que Agni com seu esplendor puro obtenha tudo – 2. o filho do que fica parado. em sua residência. como filhos (dividem) a propriedade de um pai idoso. 5. 5 Não é mais provável que o tributo fosse trazido para Agni (veja 5. esses seres. ó herói-sol!" 6 Esse verso possivelmente pode ser uma adição posterior. o filho das árvores. o imortal. em suas diferentes formas. 1. Recherches sur l'Histoire de la Samhitâ. 4. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 1. 4. (se mostra como um) protetor da terra (senhor) das riquezas para o homem que o satisfaz com (orações) bem pronunciadas. e na habitação (humana)? Eu acredito que nós devemos fornecer um verbo do qual o dativo asmai dependa. a quem o que se move e o que fica parado (aumenta).

(com gesticulações). que a missão de um enviado a um príncipe estrangeiro é um reconhecimento da superioridade do último. 6. o emblema do dia. 2. (a alvorada). Quando o ar vital difuso3 excita Agni. Os dedos contíguos. por seus louvores (de Agni). nos cinco ares assim denominados. Que aquele a quem tu mandas com seu carro para a batalha retorne com riqueza. Assim. como em um diálogo entre eles. derrotaram os Asuras”. o indicador ou causador do dia ser conhecido. 2 . e te oferece uma oblação.’” 4 Jenya. e as vacas (que tinham sido roubadas). nós não temos nenhuma sobra para outros. no rito da manhã”. do culto do Fogo. Varga 16. aumentado de duas maneiras. e honram a ele.5 5. os Asuras e Rākṣasas. repulsaram. Varga 15. estando alarmados. e sustentando os deuses e homens por meio de suas oferendas. 1. ser nascido. e como o melhor). e ser traduzido como ‘vitorioso’. Todas as iguarias (sacrificais) se concentram em Agni. ou Vento. desejando isso diariamente. Que aquela faculdade (digestiva de Agni). de acordo com o comentador. Agni (Wilson) (Sūkta VII) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. Os nossos antepassados. e tendo detido a flecha. pois eu. Quando (o adorador) te acende na própria residência dele. dividido (vihṛta). torna os nossos desejos conhecidos para os deuses. como um príncipe que se tornou um amigo envia um embaixador para seu (conquistador) mais poderoso. seja concedida ao devoto e ilustre protetor dos sacerdotes. na câmara sacrifical). e obtiveram dia acessível. como os sete grandes rios fluem para o oceano. 8. imitando Bhṛgu. no sacrifício matutino. no Aitareya Brāhmaṇa. mas é dito que aqui ele significa o ar vital principal (mukhyaprāṇa). os Aṅgirasas. manda atrás dele uma flecha ardente a partir do seu arco terrível. por isso devotos opulentos preservam os fogos dele. que tem direito à honra. e o instituidor do rito. o Sol. Agni.227 Hino 71. isto é. como esposas amam seus próprios maridos. se não na criação. (e finalmente) radiante. aumentas os meios de sustento dele. sustento (a vida). se retira. conquistar. tendo me tornado quíntuplo. eles fizeram do culto dele a fonte de riqueza. e o deus concede luz para sua própria filha. como a fonte de força viril. (então) luminosa. o satisfazem (com oblações oferecidas). pelo som. que. 6 Isto é. mas a métrica é Triṣṭubh. a qual tem relação com o alimento. Eles fizeram. 3 Mātariśvan é um nome comum de Vāyu. a qual é (a princípio). portando eles chamam Agni de todos os deuses. o ávido (Rakṣas). porque. tu. Livres de todo (outro) desejo. O nosso alimento não é comido por nossos parentes. de Jana. um caminho para o vasto céu. os primeiros.7 e que 1 Ketu. Essa estrofe e a anterior são confirmativas da parte tida pelos Aṅgirasas na organização. e praticam os direitos dele. (como mediano. ele se torna brilhante e manifesto4 em toda mansão. eles vão à sua presença. que conheces (todas as coisas). tendo despertado Agni. tu. escura. “os deuses e os Asuras uma vez estavam envolvidos em combate. Eles guardaram a ele (Agni. como os raios de luz (são assíduos no serviço) da alvorada. Quando (o adorador) oferece uma oblação para seu grande e ilustre protetor. para nós. entraram no fogo.2 4. amando o afetuoso Agni. tendo feito dele seu escudo. e o colocado diante deles. o arqueiro. (Paṅi). “os deuses. o persuade a realizar a função de mensageiro. assíduos na adoração dele. Agni. 5 Isso expressa uma noção ainda corrente entre as nações do Oriente. Āditya.1 (Āditya).6 portanto. 7. citado pelo comentador: “Para eles disse o ar Ariṣṭa: ‘Não fiquem surpresos. de acordo com os Taittirīyas. com ele em sua vanguarda. te reconhecendo. ou pode ser derivado de ji. amedrontaram o devorador forte e audaz. 3. mas Agni.

Pensa em mim. ser aberta. fizeram por meio de prece e oração a nuvem semelhante à montanha. o vigor derivado do agni digestivo. se espalhem pela terra. o tem agitado. ou calor e umidade. e o instigue (para atos de culto). Os nossos antepassados com louvores rebentaram até a fortaleza firmemente estabelecida. e sua filha pode ser Uṣas ou Aurora. luz. ao mesmo tempo. 10 As nuvens iluminadas pela aproximação da Alvorada. o caminho do céu. enquanto com alimento doce a raça dos deuses eles fortalecem. 11 Os Aṅgirases sacerdotais. são os guardiões da preciosa ambrosia do nosso gado. pois tu és conhecedor do passado.228 Agni nasça. Agni (Griffith) 1. tornaram seu serviço12 produtivo. e o Deus lançou seu esplendor em sua filha. ‘que fogo e água. escura. 10. O arqueiro corajosamente atirou nele sua flecha. as irmãs de um lar9 o têm incitado adiante. se Mātariśvan ou Agni. impecável. quando a passagem irá significar. os primeiros instituidores do culto religioso. a montanha. ou traz o culto que tu amas diariamente. . para a geração de grãos’. eles vêm. irrompendo à visão. nem está claro em quem a flecha foi atirada. sozinho. não ansiando por alguma coisa. 12 A adoração de Agni. então os dividindo entre os fiéis ansiosos. e radiante avermelhada. 9 Os dedos que o servem por acender o fogo. como em uma missão para um Soberano maior. vigoroso e inteligente. tu de poder duplo aumentas sua substância: que aquele a quem tu incitas encontre riquezas. e ele em toda casa se tornou brilhante e nobre. como (seu) filho robusto.13 muito difundido. Eles restabeleceram a ordem.12. eles nos forneceram dia. 8 Agni. sim. sinal do dia. raios da manhã. assim a decadência enfraquece (o meu corpo). a ele. 9. 13 O ser divino ou semidivino que trouxe Agni para Bhṛgu. Índice ◄►Hino 72 (Wilson) ____________________ Hino 71. O Deus pode ser Dyaus. etc.11 com bramido. Todas as iguarias sacrificais servem Agni como os Sete Rios15 poderosos buscam o oceano. Amando o Afetuoso. Do mesmo modo como a luz (corre pelo) céu. que percorre. Todo aquele que tem chamas para ti dentro da residência dele. Eles fizeram para nós um caminho para alcançar o céu alto. O Sol. Quem é o arqueiro. é. Agni. o poderoso Pai.32. 5. 3. tu que conheces. com mãos generosas. assim como do presente. a nossa amizade ancestral. assim como as vacas10 amam a manhã. como Bhṛgu eu tenho ido como seu companheiro. 15 Veja 1. 2. os Aṅgirases. senhor de todos os tesouros. Quando o homem verteu suco para o Céu. 7. Pelos nossos irmãos o nosso alimento não foi descoberto:16 encontra com os Deuses proteção para nós. Mitra e Varuṇa.14 6. é incerto. os dois reis. 7 Isto é. os mais ativos. de cor brilhante. Visto que Mātariśvan. que mantinha a chuva aprisionada.8 como esposas seus maridos. 14 Esse verso é muito obscuro. Não desfaças. 4. com a velocidade do pensamento. antes que aquela fonte de destruição (prevaleça). O sentido do primeiro hemistíquio parece ser que quando oblações foram oferecidas para Dyaus ou Céu Agni resplandeceu livre da noite circundante. Ou retas pode ser traduzido como ‘água’. ele soube e se libertou do abraço apertado.

ou correntes de ghṛta ou semelhantes. que são livres de sede. 17 . Talvez isso queira dizer Indra que vem acompanhado pela hoste vigorosa de Maruts. 9. a rocha por seus gritos. AṢṬAKA I. As irmãs têm se regozijado na (deusa) escura e na vermelha.' O prof. 18 Se o texto está correto. debilita o corpo: protege-me antes que aquele mal se aproxime. O deus dirigiu seu poder impetuoso contra sua filha. protegem o néctar precioso em nosso gado. obtém entre os deuses bondade para nós. Nossos pais. ó Agni. se aproximam da tribo dos deuses. fortalecendo-os por lhes oferecerem prazer.18 como vacas na alvorada gloriosamente brilhante. 5. Max Müller propõe a tradução: ‘A nossa riqueza não é conhecida pelos nossos parentes. Ó Agni. eles obtiveram o dia e o sol e o brilho da aurora. como os sete rios jovens (fluem) para o oceano. a Noite e a Aurora. permanece incerto. Agni. romperam até as fortalezas resistentes por meio de seus hinos. As carinhosas (mulheres) têm excitado (amorosamente) seu amante. o nobre. 2. mas dependemos de Agni e dos outros Deuses. 16 Isto é. Quando Mātariśvan o tinha produzido por atrito. não rompas a nossa amizade ancestral. as efetivas. como nuvens reunidas. o conhecedor se aproximou furtivamente das (vacas) pintadas. como para um rei mais poderoso. Somente aquele que como o pensamento procede rapidamente em sua jornada. 10. ou oferece dia-a-dia adoração ao afetuoso. o semelhante a Bhṛgu assumiu o cargo de mensageiro (para o mortal). os Aṅgiras. portanto. Quando a luz encheu o Senhor dos homens17 por aumento.229 8. Varuṇa e Mitra. que foi levado a muitos lugares. 20 Nessa passagem o poeta me parece dizer: 'Nós não temos parentes fortes que possam acrescentar brilho à nossa força. Desse modo. Quando ele tinha criado seiva para o grande pai Céu.20 Tu. A nossa força não brilha a partir de parentes. 7. as ‘irmãs’ podem ser os dez dedos que geram Agni por atrito ou as correntes de água entre as quais Agni cresce. dotado do conhecimento mais profundo. estando ligado a ele. Eles fundaram a Ṛta. chegou a todas as casas. A velhice. então. Todo alimento vai para Agni. HINO 71. Sábio como tu és. duas vezes mais a força do homem que te adora em sua casa. nós não podemos apoiá-los como deveríamos’.19 6. Eles abriram para nós o caminho do grande céu. 4. segundo Sāyaṇa. 3. O arqueiro atirou ferozmente uma flecha nele. Em seguida. o avermelhado. Índice ◄►Hino 72 (Griffith) ____________________ Hino 71. como esposas de um mesmo ninho (casa). que procuram obter (riqueza). Aumenta. o seu próprio marido. isto é. direto do céu desce a umidade límpida. 19 Esse verso difícil evidentemente trata do incesto que o pai Dyaus cometeu com sua filha. Por que é dito que essas irmãs se deleitam na deusa escura e na deusa brilhante. que sabes disso. ADHYĀYA 5. Que ele a quem tu incitas seja unido com riquezas. eles colocaram em movimento esse pensamento. Agni trouxe à luz e encheu de vitalidade a hoste impecável vigorosa e bem proporcionada. VARGA 15–16. adquire tu força para nós. 1. ele. Os Reis com mãos belas. é sempre Senhor das Riquezas. O sacrificador. as (preces) amplamente propagadas dos pobres. nós não procuramos por nossos parentes em busca de alimentos. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. o Sol.

governa sozinho sobre toda a riqueza. 72.12 e seguintes. ó Agni. que vigiam a amada ambrosia nas vacas. o esperma brilhante caiu do céu (ou do deus Dyaus).31. embora isso me pareça menos provável. Aquele que percorre os caminhos rapidamente como o pensamento. (Há) os dois reis Mitra e Varuṇa com as mãos graciosas.21 Quando o esplendor forte alcançou o senhor dos homens para incitá-lo. Pensa (em nós).230 8. Índice ◄►Hino 72 (Oldenberg) ____________________ 21 O poeta retorna aqui ao mito do qual ele havia falado no verso 5. A velhice prejudica a aparência (dos homens) como uma nuvem (cobre o sol ou o céu). Essa pode ser a tropa dos sete Ṛṣis.22 9. Veja 3. o Sol. Agni produziu e promoveu a hoste impecável. 4. que és um sábio possuidor de conhecimento. 10. da nossa amizade paterna. antes que essa maldição (nos alcance). bem-intencionada. jovem. Ou os Maruts são aludidos (veja abaixo.1-5. Não te esqueças. 22 .1.4).

significando os ritos dos Vedas. etc. sempre provê. obtiveram corpos celestiais. Agni. ele as faz presentes. de nema. ‘o mortal’. nas oferendas sacrificais. provavelmente. distinta de Agni e dos deuses elementares. segundo a escola Taittirīya. 3 Os hinos dos deuses são endereçados a Agni. chamado de Rudra. eles trocaram seus corpos perecíveis. e cientes dos atos dele. 2. – e é. e são. que concede rapidamente (àqueles que o louvam) todos os (presentes) dourados. à qual. Agni (Wilson) (Sūkta VIII) Ṛṣi. ‘o compartilhador da metade’.1 Agni é o senhor das riquezas. Anyādṛś. segurando. Agni. Os Maruts são. os puros (Maruts) adoraram a ti. Sammitah. e se refere a alguma lenda. em um sentido figurativo. Rudro’gnih. Os deuses. etc. Visto que. uma metade. sete pratos são colocados na cerimônia Agnicayana. a ele mesmo. móvel ou estacionário. em todos os sacrifícios. perguntando.2 4. Tādṛś. ou: os Pākayajñas. e outros. relata que.. e estava em todos os lugares em volta. (alimento) que alivia a aflição. aqueles nos quais algum tipo de alimento é oferecido. aqui. a outra metade vai para todos os deuses. 6 Os deuses. eles pararam no último belo (esconderijo) de Agni. desejando a ele que era (querido) para nós como um filho. Aqueles que devem ser adorados (os deuses). e foi. e tudo o que (pertence a eles). pelos quais o céu deve ser alcançado. pois Rudra é Agni. Esses são organizados em três classes. e. Mas a expressão é obscura. Todos esses estão contidos em Agni. os Haviryajñas. e os não confundidos (Maruts). associado com śaśvata. Portanto. O criador é chamado de Vedhas. Mitah. Indra tem direito. constituíram o sacrifício. muitas coisas boas para os homens. 1. a qual não foi preservada. 7 Passos secretos ou misteriosos. como antes. Isso parece como se uma primeira causa fosse reconhecida. ou aplicáveis. para a subsistência dos homens. (igualmente) puro. o encontraram em seu retiro excelente. Descobrindo o furto. de fato. 4 O texto tem somente martah. e recuperaram seu tesouro à força. 5 Aqui. e outros. 7 e. entre os vastos céu e terra. Por essa participação. a parte principal dos quais é a libação do suco Soma. Agni. e os Somayajñas. Agni chorou (arodīt) pela perda. te adorado. ao verem seu amigo. protege o gado deles. descobrindo-te. portanto. o compartilhador de metade da oblação. se sentaram. e. Pūrṇamāsa. Pratidṛś.3 A tropa de mortais4 (Maruts). portanto. se apropria das preces endereçadas ao eterno criador. 6. Atyagniṣṭoma. que és conhecedor de todas as coisas a serem conhecidas. Varga 17. com igual afeto.6 Varga 18. têm conhecido os três vezes sete ritos místicos contidos em ti. o comentador preenche com Marudgaṇah. abandonaram o resto dos seus corpos em sacrifício. (por Agni). e alcançaram o céu.231 Hino 72. prestaram adoração reverente a ti. Darśa. recitaram (hinos) dedicados a Rudra. do ramo Taittirīya do Yajush. o eterno. por imortais. é dito. com suas esposas. porque eles não podem ser celebrados sem fogo. não o descobriram. com Agni. Seguros. embora. eles sejam identificados com ela. nós temos somente o epíteto nemadhitā. Homa. (Homens devotos) competentes para oferecer sacrifícios. Agni arrebatou a riqueza que os primeiros tinham escondido. também. aqueles nos quais manteiga clarificada é oferecida. com (Indra). cada um composto de sete. como no Āgnyādheya. como no Aupāsana. com eles. vagando a pé.. de joelhos. Todos os imortais. por isso. como o Agniṣṭoma. os puros. O comentador completa com Maruts. – geralmente um nome de Brahmā. 3. e eles são respectivamente invocados pelos nomes Īdṛś. 7. portanto eles adquiriram nomes dignos (de serem repetidos) em sacrifícios. Oprimidos pela fadiga. de serem protegidos.5 sabendo onde Agni estava se escondendo. A lenda que é citada. durante uma batalha entre os deuses e os Asuras. etc. 2 O texto tem somente śucayaḥ. Vaiśvadeva. Desse modo tu serás o diligente 1 Isto é. – mortais deificados. em explicação. chamados de Rudriyā. como os Ṛbhus. os deuses perseguiram o ladrão. por quem. em suas mãos. por três anos. com manteiga clarificada. . 5. sendo regenerados. os deuses.

e Indra enviou Saramā na busca. Agni (Griffith) 1. reconheceram as portas da (caverna onde) o tesouro (de seu gado). concedendo continuamente todas as bênçãos imortais. eles chegaram ao mais alto lar fascinante de Agni. 13 Rudra aqui é um nome de Agni. por ti Saramā descobriu o leite abundante das vacas. Tornando-os conhecidos aos espaçosos céu e terra. 10. aos Ādityas. pelos quais eles viajam. se espalharam em todas as direções. e as tuas chamas brilhantes. O sol. desde que os Ādityas. serviram a ti o muito puro por três estações de outono.10 Agni é agora o senhor do tesouro dos tesouros. Tu tens sido alimentado. ainda é nutrido. Cansados. que os Deuses realmente não encontraram Agni – embora ele estivesse visível em sua forma terrena – até que eles chegaram ao verdadeiro conhecimento filosófico do Deus como ele é. Então os imortais vieram do céu. quando propiciado por oblações com fogo. estava escondido. a progênie de Manus. Porque com óleo sagrado os Puros. (Agni. ele humilha os poderes superiores de cada ordenador sábio. A ideia aqui é. . certos atos sagrados. 4. 11 A fuga de Agni e sua procura pelos Deuses já foram citadas antes (1. os santos revelaram os poderes de Rudra. (Os oferecedores de oblações) têm colocado. Aditi. por ti os sacerdotes. como rios correndo. 8 Essas circunstâncias são declaradas. ou agente. e nascidos nobremente eles dignificaram seus corpos. com o qual o homem. junto com seus filhos poderosos. o querido Bebê que ainda está à nossa volta. nesse (Agni). com sua magnitude. 9 Isto é. se esforçou.13 O grupo mortal. seguindo o rastro dele. por ti. Agni pode ser considerado como o principal causador dos incidentes. embora Agni conceda dádivas muito boas para os homens. Índice ◄►Hino 73 (Wilson) ____________________ Hino 72.14 discernindo à distância.12 portanto. instituíram todos (os ritos sagrados). Por isso. com oblações). nutrido pelas oferendas queimadas. Agni. projetando uma estrada para a imortalidade.65. no texto. etc. por ti. (são dirigidos. é capacitado para enviar a chuva que abastece os rios.11 3. mas a conclusão da elipse é consistente com as noções correntes. 2. os quais asseguravam. como Ludwig observa. os A ṅgirasas recuperaram seu gado.’. absolutamente. e os deuses perceberam isso. Os Deuses infalíveis todos à procura não encontraram a ele. conhecendo os caminhos entre (a terra e o céu). sem qualquer referência ao instrumento. (e se regozijaram). eles mesmos obtiveram nomes sagrados para culto. sua posição no céu. encontrou Agni colocado na posição mais elevada.1). 10 O sentido parece ser que. e mensageiro dos deuses. 12 Durante três anos. através do conhecimento obtido por meio de sacrifícios sagrados. 8. e as duas porções de manteiga clarificada que são os dois olhos (do sacrifício). O comentador preenche com ‘Agni. Os sete rios puros que fluem do céu. Agni.232 portador de oblações.8 9. Ludwig observa que o período de três anos em conexão com votos religiosos ou cerimônias é mencionado em outra parte também. quando levado por Bala. que os impediam de cair. Agni. as chamas dele são às vezes terrivelmente destrutivas. Embora segurando muitos presentes para os homens. as honras graciosas (da cerimônia). ou. para sustentar (o mundo). dedicados. aquela imortalidade o caminho da qual eles tinham feito ou projetado.) hábeis em sacrifícios. assim chamados por não terem sido originalmente imortais. 14 Os Maruts. 9 e a mãe terra.

Aditi é a Natureza infinita. os bem-nascidos formaram seus próprios corpos. 1. pela realização desses sacrifícios eles asseguram a queda da chuva na estação apropriada. rudriyāh: 'os veneráveis Rudriyas (isto é.19 eles deram a ele o presente de glória bela. 18 A Ave é o Sol. Tu. 2. cansando-se. e seus grandes Filhos. Agni tornou-se o senhor dos tesouros. embora permanecendo ao redor de nós. prestaram culto ajoelhando-se para ele adorável.18 ficaram no poder. eles preservam o Amṛta:16 protege tu a vida de todas as suas plantas e gado. 22 Eu sigo o Padapāṭha que tem rudriyā. Amigo encontrando proteção nos olhos de seu próprio amigo. Saramā encontrou a prisão firmemente construída do gado17 pelo qual a raça humana ainda é sustentada. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. te tornaste um enviado nunca cansado. com seus cônjuges. Eles se aproximaram. e assim estão contidas em Agni. Aditi. plur. perceberam e descobriram Agni estabelecido no lugar mais alto. carregador de oferendas. o brilhante. profundamente hábil nos caminhos dos Deuses. a mãe vasta. Agni. etc. Agora eles fluem como rios colocados em movimento: eles conheceram os cavalos vermelhos20 descendo. 8. Agni. cheios de bom pensamento. O bezerro significa Agni. Conhecendo a Lei.3. 4. para ser o sustento da Ave. belo lugar de permanência de Agni. Ele diminuiu (ou seja.62. ele que tem nas mãos todo o poder viril. Os atentos (deuses)..21 Todos os imortais inteligentes quando procurando não encontraram o bezerro. Eles que se aproximaram de todas as operações nobres fazendo um caminho que leva à vida imortal. 7. conhecedor das obras dos homens. e seus grandes Filhos são os Ādityas. os adoráveis apresentaram seus poderes como Rudra. eles tornaram seus próprios os corpos os quais eles castigaram. ó Agni. 15 Os ritos secretos ou misteriosos pelos quais o céu deve ser alcançado. AṢṬAKA I. 19 O Sol e a Lua. concordantes. 9. . concordantes. Logo que os seres santos tinham descoberto as três vezes sete coisas místicas contidas dentro de ti. Adquirindo (ou. oferendas de vários tipos. Quando os Deuses imortais fizeram ambos os olhos do céu. organizados em três classes de sete. com Ghṛta por três outonos. HINO 72.233 5. suco Soma.22 Os mortais. Índice ◄►Hino 73 (Griffith) ____________________ Hino 72. VARGA 17–18. atingiram o mais alto. 16 O néctar ou bebida dos Deuses.15 com essas. 20 Os raios do Sol. Tu. 17 Veja 1. discerniram as portas das riquezas. ele assumiram nomes veneráveis. superou) a sabedoria de muitos adoradores. seguindo os passos dele. manteiga clarificada. ele que reuniu todos (os poderes da) imortalidade. Quando os brilhantes tinham prestado serviço a ti. alimento. explorando) por si mesmos os dois grandes mundos. quando (os seres) estavam em discórdia. ADHYĀYA 5. 3. nos tens enviado boa comida em sequência constante para a nossa subsistência. 21 Aqui nós temos novamente o mito de Agni escondido que os deuses procuram. Mas possivelmente nós podemos ter o nom. os sete rios poderosos do céu. Maruts) lançaram-se para frente’. 6. Todas essas oferendas requerem fogo. 10.

portanto. 8. Veja o meu Prolegomena. Conhecendo. 28 Não é necessário mudar o texto. Ele supre jvālāh ou toma aruṣīh como éguas. 27 O sol e a lua? Essa explicação muito natural dificilmente irá ser modificada por causa de passagens como a seguinte (Śatapatha Brāhmaṇa I. 369. 6. Eles. 56. 38): "Estes são os dois olhos do sacrifício. – O assunto parece ser as correntes de libações sacrificais. 7. 25 O significado parece ser que. 6. eu creio. distribui presentes na devida ordem. outro amigo vigiava em lugar do primeiro. aquelas que são dirigidas para baixo. ó Agni.26 com seus filhos. sempre que a atenção de um dos amigos relaxava. 9. as ordens estabelecidas das residências (humanas). ó Agni’. Eu tomo. tu te tornaste o mensageiro incansável. ‘Aquelas que são direcionadas para baixo' não podem ser as libações de ghṛta e semelhantes que as madrugadas veem? – O prof. Quando os adoráveis (deuses) descobriram os três vezes sete passos secretos (ou lugares) estabelecidos em ti. Saramā encontrou o forte estábulo das vacas das quais os clãs humanos recebem sua nutrição. eles concordemente guardaram com eles a imortalidade. 29 Ambas as expressões. no entanto. As vermelhas podem ser as auroras.24 Abandonando seus corpos eles os fizeram deles próprios. 'as vermelhas' e 'aquelas que são dirigidas para baixo'. Então eles se precipitam para baixo como correntezas libertadas. A Terra se expandiu largamente com eles que são notáveis em sua grandeza.29 Índice ◄►Hino 73 (Oldenberg) ____________________ 23 Provavelmente os mortais. Mas essas não podem ser chamadas de ‘direcionadas para baixo’. Conhecendo os caminhos que os deuses seguem. 24 . O venerável é Agni. 3. que a hipótese adhāh kṣaranti (eles fluem para baixo). veja 5. preparando (para si mesmos) um caminho para a imortalidade. Quando os imortais criaram os dois olhos do céu. 10. um substantivo como um nominativo. são femininas.25 6. o outro como um acusativo. Max Müller traduz: ‘As pessoas reconheceram as (tuas) éguas vermelhas para baixo. o (único) amigo despertando quando o (outro) amigo fechava os olhos. viram do céu os sete jovens (rios) e as portas das riquezas.28 As vermelhas têm reconhecido. ó Agni. o portador de oferendas.27 eles colocaram belo esplendor nele (Agni). que assumiram todos os poderes de seu próprio domínio. p. para que eles possam viver. não seria muito improvável. Sendo da mesma opinião eles23 se aproximaram reverentemente dele de joelhos. que sabiam o caminho correto e estavam cheios de boas intenções. 26 O pássaro parece ser Agni. nota 1. as (oblações de manteiga chamadas) Ājyabhāgas”.234 5. para o repouso do pássaro. Protege tu o gado e o que permanece firme e o que se move. a mãe Aditi. Junto com suas esposas eles veneraram o venerável.

resplandecente Agni. e que nossos filhos. 9. trouxeram. deus e métrica são os mesmos. Ele. compartilhando o esplendor dele. Tu. sê o portador de riquezas. e. os filhos deles. em ti.2 é a fonte da felicidade. Agni. solicitando a boa vontade dele. despojos dos nossos inimigos. assim Agni é o mesmo em todos os sacrifícios realizados com fogo. com úberes cheios. obtenham alimento (farto). é o dador de alimento. que. permanece na terra. que nós ganhemos.235 Hino 73. As vacas. aqui e no futuro. (para a devida observância dos ritos sagrados). em mente e coração. a quem tu tens guiado (para a realização de sacrifícios). protege. como o (Sol) divino. como um convidado bem vindo. (seus devotos). Agni. em todos os combates. que os eruditos (que te louvam) e te oferecem (oblações). na proximidade da montanha. Varga 20. Na presença dele os homens se sentam. (Os deuses). o termo do texto. 8. eles fizeram a noite e a manhã de diferentes cores. assim Agni. em suas residências. confiaram a ti. 5. e o firmamento. como um príncipe. Que nós. sapiente Agni. – oferecendo parte deles aos deuses. como riqueza patrimonial. como alma. essencialmente. Agni. Varga 19. como as instruções de alguém versado em escritura. Agni (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi. por meio dos (nossos) cavalos. Enchendo o céu e a terra. . Defendidos. que nós destruamos os cavalos (dos nossos inimigos). vivam por cem invernos. que é como o Sol Divino. ele traz prosperidade para a casa do adorador. 2. Os rios. para (a obtenção de) renome. Como a natureza. constantemente aceso. têm fluído de uma distância. o alimento (sacrifical). por (nossos) homens. Ele deve ser sempre estimado. é o mantenedor do universo. é a principal causa de felicidade. 2 Como a alma é a base e fonte de toda a felicidade. (seu leite. Que esses nossos louvores. a ti. nos tornemos opulentos. e. como um sacerdote oficiante. 4. abundante alimento (sacrifical). por ti. e. 6. sejam agradáveis para ti. Tal como tu és. que têm direito a culto. é explicado como rūpa ou svarūpa. como uma sombra (protetora). ele parece) uma esposa irrepreensível e amada. que veio ao salão de sacrifício). como o principal agente do sacrifício. e herdeiros de riqueza ancestral. 10.) para ser bebido. e oferecem. Ele. (cercado por) amigos fiéis. Agni. em batalhas. adquiram vida longa. como um filho na residência do pai. 3. (com teu esplendor). tu proteges o mundo inteiro. – ou preta e púrpura. que conhece a verdade (das coisas). os homens deles. (para o nosso benefício). pedindo a tua benevolência. por causa de riquezas. a mesma em todas as modificações da terra. mortais. os homens te preservam. forma ou natureza peculiar. 7. em quem se encontra toda a existência. ele repousa na câmara sacrifical. a parte deles do alimento (sacrifical) para os deuses. Índice ◄►Hino 74 (Wilson) ____________________ 1 Amati. ou qualquer outro elemento. Que teus adoradores opulentos. ele é um diretor. 1.1 ele é inalterável. e (em pureza. – oferecendo. instruídos. por suas ações. em lugares seguros. amando (Agni. Como essa é. por (nossos) filhos. Que nós sejamos competentes para reter tua riqueza que sustenta bem.

Que nós tenhamos poder para manter teus corcéis de riquezas. Ele que concede alimento. de uma distância os rios4 fluíram juntos para a rocha. que ele seja portador de riquezas. 6.7 10. torne próspera a residência do servo dele. de mente verdadeira protege com seu poder todos os atos de vigor. ó Agni. apresentando aos deuses sua parte por glória. 7 Isto é. glorificado por muitos. sejam agradáveis para ti em teu coração e espírito. Índice ◄►Hino 74 (Griffith) ____________________ 3 As vacas cujo leite é usado nos vários sacrifícios oferecidos de acordo com a ordenança eterna. como Sacerdote. 7. contigo. Tu encheste a terra e o céu e a região do meio do ar. homens com homens. como heróis que se sentam à cabeceira da mesa. como Savitar o Deus. amado como um convidado que repousa em aposento agradável – que ele. isto é. Que possamos obter despojos do nosso inimigo em batalha. em assentamentos seguros. 4. Ajudados por ti. 8 Reter por nós teus corcéis que trazem riqueza. e colocaram juntos os tons pretos e roxos.236 Hino 73. senhores da riqueza transmitida por nossos pais. têm crescido com úberes carregados. assim. 4 . 8. pedindo a tua benevolência. As vacas da santa lei. A ti. 5. e que os nossos príncipes vivam cem invernos. que possamos conquistar corcéis com corcéis. como o alento que dá alegria. 2. Que teus adoradores ricos ganhem alimento. que os homens ricos que instituem os nossos sacrifícios vivam até a maior idade geralmente concedida aos homens.3 nos enviadas pelo Céu. A água usada em sacrifício a qual flui ou é levada para a rocha ou pedra com a qual o suco Soma é espremido.6 9. recebem as oblações que os fortalecem para a realização dos grandes feitos que lhes trazem glória. heróis com heróis. Ele que reside na terra como um rei cercado por amigos fiéis. Que esses nossos hinos de louvor. – todos devem se esforçar para conquistá-lo. como a instrução de um homem sábio.8 depositando em ti o dom da glória enviado por Deus. os Santos ganharam glória no céu. Que nós e aqueles que adoram sejamos os mortais os quais tu. e segues o mundo inteiro como uma sombra. ó Agni. como esplendor. mugindo alto. Agni (Griffith) 1. Agni. 5 Pela graça de Agni os Santos. 6 Afastando a angústia. como um Deus que sustenta a tudo. que repousam em segurança. Nele eles têm colocado esplendor em abundância: querido para todos os homens. Ele que. os nossos homens servem sempre aceso em cada habitação. Ordenador. solicitando o favor dele. como a sombra de uma grande rocha ou árvore afasta o calor opressivo do sol. como uma dama irrepreensível querida para seu marido. continuar a receber e manter as riquezas que tu mandas. verdadeiro. ó Agni. e os príncipes que trazem oblação obtenham vida longa.5 Eles fizeram a Noite e a Alvorada de cores diferentes. 3. ó Agni. os Deuses imortais. levas em direção às riquezas. e guia corretamente. Agni. como riquezas patrimoniais.

15 Como sudhur e sudhura são epítetos de cavalos. tendo preenchido os dois mundos (Céu e Terra) e o ar. que és rico em todo alimento. 2. Que os doadores generosos. um protetor das riquezas. que estás constantemente aceso na casa. 97. Aquele que dá vigor como riqueza adquirida pelos pais. Que nós sejamos capazes de controlar a ti. o verdadeiro tornou-se precioso como o sopro vital. 2. estavam exuberantes com seus úberes cheios. E que nós. A combinação das duas metáforas explica a expressão curiosa sudhurah rāyah. 21. ADHYĀYA 5. com nossos heróis os heróis (dos nossos inimigos). diante dos deuses. As três primeiras partes são quase idênticas a 3. adorador (dos deuses). ó Agni. 2. os homens. obtendo uma parte (rica). 48. Mas Agni não é apenas um cavalo. Suplicando proteção de ti. 14 A última parte é idêntica à segunda em 10. 12. Índice ◄►Hino 74 (Oldenberg) ____________________ 9 A primeira parte é idêntica à quarta em 9. atribuídas pelo Céu. 5. ó Agni. como heróis que se sentam na frente e sob abrigo. como um rei que fez por si mesmo amigos (valentes). Eles têm colocado nele rico esplendor. Max Müller. Como uma sombra tu acompanhas o mundo inteiro. 4. que possuindo todo descanso vive na terra como um deus. HINO 73. sejamos os mortais a quem tu promoves à riqueza. os adoráveis (deuses) ganharam glória no céu. e digno de ser procurado. ó Agni. com nossos homens. Lá as expressões se referem a Soma. 139.15 adquirindo a glória que os deuses nos atribuíram. Que esses hinos.11 5. 10. pl. para a tua mente e coração. Os rios implorando o favor (dos deuses) de longe irromperam pelo meio da rocha com suas torrentes. 8. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Que nós. Ele que. Eles fizeram a Noite e a Alvorada de diferentes formas.9 protege com seu poder mental todos os assentamentos. protegidos por ti.). que é satisfeito (por adoração) como um convidado que descansa confortavelmente. 1. AṢṬAKA I. 3. A ti. ó Agni. 12 Aryah também pode ser nom. (Agni) cruzou o lugar (sacrifical) do adorador como um Hotṛ. sejam agradáveis para ti. 1. os homens têm adorado em suas residências seguras.13 6. 13 ‘Que nós ganhemos em batalhas o saque do inimigo.237 Hino 73. 10 . VARGA 19–20. etc. o poeta naturalmente poderia dizer. conquistemos com nossos cavalos corredores os cavalos corredores.14 9. ó Agni. sendo verdadeiro como o deus Savitṛ. ele também é riqueza (2. como uma esposa irrepreensível amada por seu marido – 4. Sendo donos das riquezas que seus pais conquistaram. Sê tu possuidor de toda a vida. ó Agni. que os ricos12 que dão presentes (para nós) obtenham um período de vida completo. louvado por muitos. como esplendor impetuoso. que é um bom guia como a instrução de um sábio. o protetor das riquezas’. 7. para que nós possamos obter glória. 55. e significar ‘(nós) os pobres’. As vacas leiteiras mugidoras de Ṛta. obtenham nutrição. Que nós ganhemos em batalhas o saque daquele que não doa.10 (Agni). Max Müller. nossos doadores generosos e nós mesmos. eles uniram a cor preta e a vermelha (à Noite e à Alvorada). 11 ‘Sê tu. que os nossos ricos (doadores) cheguem a uma centena de invernos. a riqueza bem atrelada. śakema sudhūrah yamam te. deixando de lado uma parte para os deuses para a glória delas’.

Para cá traze esses deuses para a nossa louvação e para provar Esses presentes oferecidos. 9. a métrica. Quando nós partimos para o sacrifício. (O sacrificador). o matador de Vṛtra. em cuja casa tu és o mensageiro dos deuses. vamos repetir uma prece para Agni. Índice ◄►Hino 75 (Wilson) ____________________ Hino 74. Traze para cá. existindo desde antigamente. tu estás desejoso de conceder. Que. em carnificina. tem preservado sua casa para o adorador.3 tu Filho da Força. brilhante e concessora de vigor. Varga 21. A ele em cuja casa um emissário tu amas provar seus presentes oferecidos. 4. 5. para o oferecedor (de oblações) para os deuses. 3. Quando. Veja 1. embora audível. filho da força. o relincho dos cavalos da tua carruagem de movimento (rápido). por ti. Que nos ouve mesmo quando longe. que nos ouve de longe. Agni pode aqui ser identificado com Indra. Vṛtra pode ser aqui entendido como um inimigo em geral. Que os homens louvem Agni. A ele. 6. Apressando-nos para o sacrifício. e cujo sacrifício tu tornas aceitável. 8. Gotama. seu deus. vamos recitar um hino para Agni.1 e o ganhador do saque em muitas batalhas.6. Suas oferendas. Gāyatrī. Agni (Griffith) 1. e provido de alimento. 7. Sūkta I) O deus é Agni. ele mesmo que mata Vṛtra. agora permanece na tua presença. em tua missão de embaixador tu partes não é ouvido som de corcel ou esforço do teu carro. 2. cuja oferenda tu transportas para o sustento deles. em uma missão dos deuses. para o sacrificador. Agni. Aṅgiras. o Ṛṣi. Agni (Wilson) (Anuvāka 13. os homens chamam de afortunado em seu sacrifício. desde os tempos antigos. ou. 2. como um oferecedor (de oblações). Varga 22. e sua grama sagrada. os deuses (para receber) nosso louvor. todos os homens chamam de feliz em seu Deus.238 Hino 74. A ele. radiante Agni. Agni pode ser identificado com Indra.1. E que os homens digam. tem preservado a riqueza. 6. logo que gerado. sem timidez. De fato. ampla (riqueza). nasceu Agni. e nossas oblações para seu sustento. Agni. não é ouvido. Aṅgiras. 5. Que. quando os homens malevolentes estão reunidos. divino Agni. 1 2 . tendo sido protegido. Agni. E fortaleces seu sacrifício. suas oblações. Quando tu vais. 3. Aquele que estava antigamente sujeito a um superior. 1. filho de Rahūga ṅa. 3 Um nome de Agni.2 ele Que ganha riqueza em cada luta. quando as pessoas se reuniam. 4. 7. ó de brilho belo.

4. Deus. 1. ADHYĀYA 5. o adorador. E tu ganhas. e possuidor de uma boa Barhis (ou grama sacrifical). E força esplêndida. Ele que. quando as tribos humanas se reuniam (em batalha). que ganha o prêmio em todas as batalhas’. superior. a grande bem-aventurança de heróis fortes. Nenhum ruído dos cavalos da carruagem em movimento é ouvido de modo algum. 9. ó Aṅgiras. 8. ó Agni. Índice ◄►Hino 75 (Griffith) ____________________ Hino 74.. 7. Seguindo adiante para o sacrifício. 9. o matador de inimigos (ou. ganha a vantagem sobre aquele está à frente. tu concedes dos Deuses. O homem em cuja casa tu és um mensageiro. um amigo dos deuses. 3. para que nós possamos glorificá-los. heroica. os deuses. vamos repetir uma oração para Agni que nos ouve. Ajudado por ti. ele esteja longe ou conosco – 2. HINO 74. ó resplandecente. o principal em. Tal homem o povo chama de um doador de boas oblações. preservava sua casa para o adorador. Índice ◄►Hino 75 (Oldenberg) ____________________ 4 Eu deixei sem tradução a palavra obscura snīhitīṣu. o ofertante vai em frente. Tu. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. AṢṬAKA I. 6. para o adorador. ó Agni. de modo que eles venham ansiosamente.. ó Deus. ó Agni. E que as pessoas digam ‘Nasce Agni. ó filho da força. forte. e para cujo alimento sacrifical tu vais avidamente para te banquetear. brilhante. VARGA 21–22. protegido por ti o corredor torna-se destemido. Quando. Parece que a palavra significa algum tipo de poderes hostis. para as oferendas sacrificais.4 . ileso. quando tu partes em tua missão de mensageiro. ele segue adiante: Agni.239 8. um após outro. E tu deves conduzi-los para cá. dos deuses. que está atrás. o matador de Vṛtra). para aquele que oferece presentes. para cuja adoração tu concedes poder extraordinário – 5. . Agni.

o seu bem amado Amigo tu és. HINO 75. 5. nós podemos endereçar (a ti) uma prece aceitável e gratificante. Derramando nossas oferendas na tua boca. aceitando nossas oblações em tua boca. ó maior Aṅgiras. Traze-os. Aceita alegremente o nosso discurso mais amplamente sonoro. como antes. ofereces o alimento sacrifical (aos deuses). Índice ◄►Hino 76 (Griffith) ____________________ Hino 75. 3. propiciatório dos deuses. é teu parente? Quem é digno de te oferecer sacrifício? Quem. para nós. da humanidade. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 2. Agni (Griffith) 1. Agni o mais sábio. (celebra) um grande sacrifício. de fato. 2. de muito benefício. 2. chefe dos Aṅgirasas. deus e métrica. O parente. A nossa oração preciosa. o melhor adorador.240 Hino 75.1 Adora. Um amigo a quem amigos podem suplicar. Quem. tu que. Índice ◄►Hino 76 (Wilson) ____________________ Hino 75. traze os deuses para o sacrifício poderoso. Agni. Quem. ó mais sábio e melhor Aṅgiras. 1. Escuta o nosso mais sincero discurso. está presente na tua própria residência. e onde tu repousas? 1 [O verso quatro das outras versões está ausente aqui. ó Agni. para a tua casa. o alimento mais delicioso para os deuses. Varga 23. AṢṬAKA I. Traze para nós Mitra. entre nós. para nós. é teu parente. o mais agradável para os deuses. és tu? E onde tu resides? 4. Agni. Agni. ó Agni? Quem realiza adoração a ti? Quem és tu. Agni. Mitra e Varuṇa. dos homens? Quem é teu servo digno? Dependente de quem? Quem és tu? 4. Quem é teu parente entre os homens. Agni (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi. todos os deuses. esse hino tendo quatro em vez de cinco versos na versão de Wilson. Agora. Varuṇa. 1. 3. na tua boca. Aceita o nosso hino de som mais alto. uma oração agradável para ti e bem sucedida. E então. E que nós então pronunciemos para ti. ADHYĀYA 5. nós recitaremos para ti. VARGA 23. 3.] . adora. Agni.

ó Agni. 2 com os corcéis dele. Senta-te aqui. cumpre a função de Hotṛ. Agni. no sacrifício do santo Manus. senta-te. nosso líder. 5. na tua própria casa. Sacrifica para os deuses. assim. por sacrifícios. Agni. (oferece as oblações) hoje com uma concha que alegra. Sacrifica por nós para Mitra e Varuṇa. és o parente. e sê o protetor dos nossos sacrifícios contra interrupção. Varga 24. sê. 4. Traze para cá o guardião do suco Soma. ou de Potṛ. Sacrifica. seus dois corcéis. invocador (dos deuses). invocador veraz dos deuses. senta-te como Hotar. mas o deus é indicado por haribhyām. que és o transportador (de oblações). Qual aproximação da mente. para que tu possas cultuar os deuses para a grande satisfação deles. e tu. com os deuses. para cá. O último nome não se encontra no texto. 3 Indra. Traze com seus Baios o Senhor do Soma:3 aqui há boas-vindas alegres para o Doador Generoso. Índice ◄►Hino 76 (Oldenberg) ____________________ Hino 76. 2 . um sábio entre sábios. Agni. Tu. Agni. obteve o teu poder? Com qual intento nós podemos te oferecer (oblações)? 2. Agni (Wilson) (Sūkta III) Ṛṣi e deus como antes. que és digno de culto. com um hino produtivo de progênie (para o adorador). adoraste os deuses com oblações. e nos desperta. Consome totalmente os Rākṣasas. a métrica é Triṣṭubh. tu. Que o todo-expansivo céu e a terra te defendam. 3. (Indra). Eu invoco (a ti). a ti pode ser realizada para o nosso bem? O que cem encômios podem (efetuar)? Quem. Índice ◄►Hino 77 (Wilson) ____________________ Hino 76. ó Agni. (um sacrifício conforme a) a grande Ṛta. para que nós possamos mostrar hospitalidade para o concessor de prosperidade. Vem para cá. Somapatiṃ. pois tu és irresistível. Como a mente pode se aproximar para agradar-te. tu que és o depositário e gerador de riquezas. também. Agni (Griffith) 1. ó Agni. Agni? Qual hino de louvor nos trará a maior bênção? Ou quem ganhou o teu poder através de sacrifícios? Ou com qual propósito nós devemos trazer-te oferendas? 2. Como. Que o Céu e a Terra. afasta as maldições dos nossos sacrifícios. Vem. 1 Na câmara onde oferendas queimadas são feitas.241 4. que é um nome bastante incomum de Indra. Agni. 3. os onipenetrantes. 5.1 sê nosso precursor. um amigo deve ser magnificado por seus amigos. o amigo querido ('Mitra') dos homens. te amem: adora os deuses para obter para nós o favor deles. Queima todos os Rākṣasas. com tuas chamas. 1. tu que nunca foste enganado.

levando-te (para o nosso sacrifício) com a minha boca. leva Agni ao seu sacrifício. 5 . 5. Sê um doador e um pai de riquezas. O Purificador (Potar) e o Ofertante ou Invocador (Hotar) são dois dos dezesseis sacerdotes oficiantes. ó Agni.10 um sábio com os sábios. VARGA 24. o sacerdote ou portador de oblações. ó Hotṛ altamente verdadeiro. então. um sábio com os Sábios. 4. agora. uma oferenda especialmente agradável para os Deuses. foi invocado com um hino que trará a bênção de filhos. AṢṬAKA I. adora hoje com concha concessora de alegria. Tua é a tarefa de Purificador e Ofertante:5 nos desperta. por meio de suas canções. 8 Puraḥ-etā. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 9 eu te chamo para cá. 11 A concha significa a chama de Agni. 5. Como com oferenda do Manus6 sacerdotal tu adoraste os Deuses.7 Índice ◄►Hino 77 (Griffith) ____________________ Hino 76. Nós preparamos hospitalidade para ele. e tu deves te sentar aqui com os deuses. Vem para cá. 7 Isto é. Homem. 6 Outra forma da palavra Manu. Concessor e Produtor de Riqueza. 9 O sacerdote humano.11 Índice ◄►Hino 77 (Oldenberg) ____________________ 4 Agni. Tu Sacerdote com lábio e voz que nos trazem filhos foste chamado. Queima todos os feiticeiros. o bom doador. com a concha sacrifical usada para derramar o óleo sagrado ou manteiga clarificada no fogo. o grande ancestral do ser humano. Com palavras que obtêm prole. ó Agni. ADHYĀYA 5. ó venerável. ou seja. senta-se aqui como um Hotṛ. ‘aquele que precede alguém’. mais agradável para ti? Ou quem ganhou para si mesmo a tua sabedoria por sacrifícios? Ou com quais pensamentos nós podemos te adorar? 2. Torna-te nosso líder que não pode ser enganado. com a boca.242 4.4 Senta-te aqui com os Deuses. com seus dois cavalos baios. assim. Qual súplica é para o gosto da tua mente? Qual pensamento (piedoso) pode ser. Como tu executaste sacrifício para os deuses com o alimento sacrifical do sábio Manu. Agni. E traze para cá o senhor do Soma (Indra). 1. ó Agni. torna-te um protetor dos sacrifícios contra imprecações. 10 Manus é aqui um nome próprio. 3.8 Que o Céu e a Terra. HINO 76. realiza o sacrifício hoje. te protejam. o Invocador mais sincero. literalmente. ó Agni. com a tua concha sacrifical que dá alegria. Oferece o sacrifício aos deuses para que eles possam ser muito benevolentes para nós. Realiza o serviço de um Hotṛ e de um Potṛ. os todo-abrangentes.

aceite nosso louvor e culto. Como nós faremos oblação para Agni? Qual hino. o comentador explica a primeira como o matador ou extirpador de tudo. que é o principal diretor de sacrifícios. e perfeito. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. ele obtém nutrição (para si mesmo). e os adora com reverência. um homem. Tragam-no com reverência para cá. Pois ele é poder mental. . Agni (Griffith) 1. etc. fiel à Lei. em ritos sagrados. junto com o alimento sacrifical. – aquele Agni que é imortal. e. 4.3 As tribos árias piedosas em sacrifícios se dirigem primeiro a ele que é quem faz prodígios. e se aproximam de Agni de boa aparência. (presente) entre os homens. Pois ele é o realizador de ritos. 1. Desse modo Agni. os conhece plenamente bem e os adora em espírito. ele é o doador de riqueza inatingível. 5. Que Agni. transporta oblações para os deuses? 2. como antes. e por quem o alimento sacrifical tem sido preparado. afirmando que as letras m e n estão invertidas. e o destruidor de inimigos. pois Agni. agitem os nossos pensamentos com vigor. ele é o destruidor e reanimador (de todas as coisas). um arauto em meio aos homens.243 Hino 77. quando ele se dirige aos deuses. ele é o que traz. repetem o nome dele primeiro. incitados por suas riquezas. o realizador de sacrifícios. que são dotados de força. o Herói mais varonil. conhece aqueles (que devem ser adorados). Varga 25. com louvores. 1 A expressão do texto é manasā. traz os deuses como o melhor dos sacrificadores? 2. o celebrador de sacrifícios. e observador da verdade. imortal. é recitado para ele o refulgente? Que. 1 3. com oblações. mas o comentador lê namasā. 3. e por quem todas as coisas são conhecidas. o Arauto. como amigo. Índice ◄►Hino 78 (Wilson) ____________________ Hino 77. ‘com reverência’. tem sido louvado com hinos pelos virtuosos descendentes de Gotama. que é o invocador dos deuses. e que. e que aqueles que são afluentes com grande riqueza. 4. fiel à Lei. o produtor. que é agradável para os deuses.4 cuja força é a mais potente. pois Agni. amado pelos Deuses. aceite com amor nossos hinos e nossa devoção. Então que os senhores generosos. e a última. da parte do homem. estejam desejosos de oferecer adoração. como um amigo. Destruidor de inimigos.2 e. Para eles ele tem dado o brilhante suco Soma para beber. quando ele busca os deuses para os mortais. Todos os homens que reverenciam os deuses. satisfeito por nossa devoção. Tragam para cá. ‘com a mente’. e o invocador (dos deuses). 3 Riqueza. a extraordinária. Quais (oblações) nós podemos oferecer para Agni? Qual louvor é endereçado ao luminoso (Agni). Que Agni. observador da verdade. 2 As palavras são marya e sādhu. o mais auspicioso em sacrifícios. a ele que é o mais constante em sacrifícios.

Índice ◄►Hino 78 (Oldenberg) ____________________ 4 Ricos patrocinadores cujos presentes encorajarão e fortalecerão as devoções dos sacerdotes. de modo que Agni possa convidar os deuses .244 5. se dirigem a ele. e que ele (o mortal ou Agni) possa estar atento. que. os clãs ários. o luminoso. o Hotṛ. Como nós devemos sacrificar para Agni? Quais palavras. por nossa devoção. o mais valoroso dos homens. 5.5 3. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.” 6 O professor Max Müller traduz essa parte deste modo: ‘como um amigo. ele obtém crescimento. o melhor sacrificador. fiel à Ordem. venha com ajuda por nossas palavras.. foi louvado pelos Gotamas sacerdotais. Ele. triunfante com riquezas.. ADHYĀYA 5. o maravilhoso. VARGA 25. que ele esteja atento em sua mente. como Mitra. Que aquele Agni. agradáveis para o Deus. e que ele possa realizar o sacrifício. leva os deuses até os mortais? 2. Que ele aumente neles esplendor e vigor. Agni. têm incitado constantemente as nossas preces. ansiando pelos deuses. tem sido glorificado pelos Gotamas sacerdotais. Tragam para cá pela adoração o Hotṛ que é o mais benéfico em sacrifícios e justo. o justo Jātavedas. Desse modo Agni Jātavedas. sendo imortal e justo. HINO 77. Índice ◄►Hino 78 (Griffith) ____________________ Hino 77. 5 . Pois ele é sabedoria. Quando Agni se dirige aos deuses em nome do mortal. AṢṬAKA I. 1. como ele quer. ele é o auriga de uma enorme riqueza’. o conhecedor. Que ele aumente o esplendor e força deles.. ele é direto. como o primeiro nos sacrifícios.6 Portanto. observador. concentrados no prêmio. e (pela devoção) daqueles doadores generosos mais poderosos que. ele se tornou o auriga dos misteriosos.. De acordo com o professor Max Müller: “Tragam para cá o Hotṛ . ganha crescimento de acordo com seu desejo. 4. etc. ele é viril. Assim. devem ser dirigidas a ele.

245 Hino 78. Índice ◄►Hino 79 (Griffith) ____________________ Hino 78. A ti. repetidamente. Ó Jātavedas. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e deus são os mesmos. Conhecedor e contemplador de tudo o que existe. nós te exaltamos. ADHYĀYA 5. Varga 26. forte e rápido. nós Gotamas te exaltamos com canção sagrada por causa das tuas glórias. Gotama. Nós exaltamos. com (hinos) laudatórios. a métrica é Gāyatrī. Os descendentes de Rahūgaṅa têm recitado louvores agradáveis para Agni. 2 Mantras é acrescentado pelo comentador. aquele (Agni) a quem Gotama. AṢṬAKA I. 4 Aqui novamente Agni é identificado com Indra. com a nossa música. o texto tem somente dyumnaih. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Como tal.2 2. HINO 78. o melhor dos matadores de Vṛtra. 4. 3. adora com louvor. como tu és. de modo semelhante como Aṅgiras fez. com (hinos) laudatórios. assim como tu és. repetidamente. afirmando que o plural é usado apenas honorificamente. nós oferecemos adoração. 3 Do mesmo modo que Aṅgiras. 1. 4. com (hinos) laudatórios. A ti. Agni (Griffith) 1. A ti. cantamos: Nós te louvamos por tuas glórias. 3. 5. com (hinos) laudatórios. . o dador de alimento abundante. ou aqueles que manifestam o mérito de Agni. repetidamente. desejoso de riquezas. os filhos de Rahūgaṅa. nós os Gotamas te (louvamos). Ó Jātavedas. Índice ◄►Hino 79 (Wilson) ____________________ Hino 78. repetidamente. com (hinos) laudatórios. Nós te invocamos. desejando riqueza. Agni. a ti que és o destruidor de Vṛtra. e que afugentaste os Dasyus. 5. Uma canção agradável para Agni nós. VARGA 26. no plural. Gotama 1 te celebra. 2. ‘com brilhantes’. – nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. 1. nós te exaltamos. um dos primeiros realizadores de sacrifício. o comentador a limita ao sentido do singular.4 a ti que te livras dos nossos inimigos Dasyu: Nós te louvamos por tuas glórias. nós o exaltamos. 1 A palavra é Gotamāh. adora com sua canção: Nós te louvamos por tuas glórias. com louvor. como Aṅgiras3 chamamos a ti o melhor ganhador do despojo: Nós te louvamos por tuas glórias. que resides entre todas as tribos.

Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. 4. 1. Agni. pessoas. e. as nuvens trovejam. que. e o concessor de residências. o deus do primeiro é o Agni da região do meio. Brilhante Agni. afugenta (todos os perturbadores do rito). de Vṛtra). Nós te chamamos. por ti mesmo. o deus d os outros tercetos é Agni. Agni (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é o mesmo. Varuṇa. riquezas que afastem a pobreza. .3 para (o desfrute da) água. ou uma parte do Sāma. de acordo com um nome comum de Agni. 3 Ou usos. e anīka. 2. Os (raios) caindo. mas prajāh. por perfurar as nuvens. Agni. como Aṅgiras fez. de puru. O deus de cabelo dourado Agni é o agitador das nuvens. muitos. e semelhantes. 4 Purvaṇīka. assim como tu és. ou relâmpago. Varga 28.5 8. Gāyatrī. quando a chuva é derramada. a métrica d o primei ro deles é Triṣṭubh.2 que. 5. mas isso é dito. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Gotama. toma parte na produção de chuva. sincero: não há substantivo. lavar. (Nós adoramos a) ti. A aurora não participa na operação. estão concentradas em seus próprios trabalhos. ou progênie.1 como (pessoas) honestas. em sua manifestação de relâmpago. o resplandecente Agni. que é sábio. Agni de aspecto afiado. de dia ou de noite. A chuva desce. e. filho da força. perfuram a membrana (que envolve). 5 Gāyatra. Quando esse (o relâmpago. 3. providas de alimento. dos dois últimos. quando isso é feito. que lanças os Dasyus para longe – nós te louvamos. Aryaman. – como beber. e que não possam ser tiradas (de nós). então Mitra. 2 Satyāḥ. Ó tu cuja boca (arde) com muitas (chamas). segundo o comentador. em todos os combates (com nossos inimigos). no útero da nuvem. senhor do alimento e do gado. face ou boca: as chamas são compreendidas. e os circundantes (tropa de Maruts). Índice ◄►Hino 79 (Oldenberg) ____________________ Hino 79. e o conduz. deve ser louvado por nossos hinos. para) que a riqueza que fornece alimento possa ser nossa! 6. 3. destrói completamente os Rākṣasas.4 brilha (de modo propício. que sejam desejáveis (para todos). acompanhados pelos moventes (Maruts). assim chamada. Agni. ou a métrica Gāyatrī. verdadeiro. Gotama desejoso de riquezas exalta a ti. o fogo etéreo ou elétrico. Varga 27. Nós os Rahūgaṅas recitamos um discurso afetuoso para Agni. Ele. golpeiam contra (a nuvem). deves ser louvado. o derramador preto de chuva rugiu. de língua de chama. como tu és. (propiciado) pela recitação do hino métrico. em todos os ritos. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. em seu caráter geral. não para depreciar a excelência de Uṣas. o hino consiste em quatro T ṛcas. guarda-nos com a tua proteção. Uṣṇih. As manhãs não sabem (das chuvas). pelos modos mais diretos.) nutre o mundo com o leite da chuva. resplandece com um brilho esplendoroso. tal como tu és. é suprida pelo comentário. (o aguaceiro) vem. do segundo. com (gotas) encantadoras e sorridentes. em alta voz com (canções cheias de) esplendor. se banhar. mas para acentuar aquela de Agni. tu que conheces tudo o que existe. Concede-nos. Agni. ou (teus servos). Jvālājihva. com sua canção.246 2. ou tercetos. 7. dá-nos sustento abundante. 5. o maior ganhador de saque. 1 Agni. 4. o maior destruidor de inimigos (ou. se movendo com a velocidade do vento.

oferece. Concede-nos. 7. conduzindo pelos caminhos mais diretos da Ordem. Dá-nos.) com hinos sagrados. desejando felicidade oferece tuas canções compostas com cuidado Para Agni de chamas pontiagudas. Invencível em todas as nossas lutas. Agni de mil olhos. Agni. Sahasrākṣa. Agni. mas Sāyaṇa o interpreta como ‘tendo chamas incontáveis’. Com gotas que abençoam e parecem sorrir ele vem: as águas caem. digna da nossa escolha. Gotama. 7 Agni é mencionado aqui como em suas três formas: o Sol de cabelo dourado. com boa compreensão. perto ou longe. o qual identifica Agni com Indra. tu que és o senhor da riqueza em vacas. e (nos) sustentando por toda a vida. conhecendo bem a manhã. Agni. como damas ilustres. grande renome. e sê tu. 11. riqueza. Adorável em todos os nossos ritos. 3. desejoso de prosperidade. ó Jātavedas. para que nós possamos viver. Índice ◄►Hino 80 (Wilson) ____________________ Hino 79. 10. pela tua graça riqueza que dá sustentação para toda a nossa vida. Que caia o homem. 8. Parijman enchem totalmente o couro onde se encontra a pedra de prensagem inferior. Puramente refulgente. trabalhadoras ativas. Traze-nos riqueza que sempre conquista. Parijman. Agni (Griffith) 1. e (louvado.247 9. contra os Rākṣasas. tu de muitas formas. ó Agni.6 que vê tudo. verdadeiras. o relâmpago serpentiforme. pereça. 8 Isto é. 11. afugenta para longe os Rākṣasas: A tradução literal do epíteto do texto. Ó Agni. Concede-nos. tu cujos dentes são afiados. ele (o invocador dos deuses. concedendo alegria. Agni. 9. brilhando por ti mesmo. Ele no espaço do ar tem cabelos dourados. aceso. é nesse lugar o Vento tempestuoso. Teus lampejos bem alados tornam-se fortes em sua forma. para nós. É dito que ele conhece a manhã por ser reaceso para sacrifício no amanhecer. como a tempestade avançando. riqueza. Quando ele vai fluindo com o leite da adoração. Filho de Força. por nós. Tua graça. a rica oferenda sacrifical. quando o Touro Preto berrou8 em volta de nós. 12. Quando o grande hino é cantado. 12. o circundante. e o fogo doméstico para propósitos religiosos e uso comum. quando as nuvens escuras de chuva trovejaram. O significado exato da última metade da segunda linha é obscuro. 10. (propício) para o nosso progresso.7 2. ó Agni. Varuṇa. o Viajante. Ele. Queima. para Agni de chamas afiadas. Ó Agni. Aryaman. de mil olhos. expulsa os Rākṣasas. 9 Quando ele vai até os deuses com o leite da adoração.) celebra o louvor deles. de noite e quando a manhã irrompe. com a tua ajuda. e é comparado a uma mãe de família ativa por causa de seu emprego para propósitos domésticos. Agni. Ó Gotama. uma serpente furiosa. 6 .9 4. que aquele que nos prejudica. preces e louvores puros. bom e sábio. Mitra. Afiado e rápido Agni. 6. os deuses mandam chuva abundante. para o nosso sustento. 5. favorece-nos. brilha radiantemente sobre nós. as nuvens proferem seu trovão. que nos ataca de perto ou de longe: Reforça-nos e nos torna prósperos. deve ser exaltado em nossa música: Brilha.

Isto é. grande glória.11 está acelerando (pelo ar) como o vento. Ou elas poderiam ser entendidas como as auroras. AṢṬAKA I. que se expande com o leite de Ṛta. 12 As águas? Ou as auroras? 13 Parjanya. e tem piedade de nós para que nós possamos viver. como o fogo do relâmpago. Agni. 6. caia. Traze-nos riqueza. excelente e invencível em todas as batalhas. brilha para nós para que as riquezas possam ser nossas. ó Agni. que reside entre todas as tribos. ao romper da aurora. arauto digno de louvores. Agni. Por teus avanços os (pássaros) belamente alados foram menosprezados. ó Agni. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que é para ser magnificado por palavras (virtuosas). enchem a bolsa de couro (a nuvem) no útero da (atmosfera) inferior. por tua bondade. 8. quando aqui (tudo isso aconteceu). Que aquele que tenta nos prejudicar. a qual possa ser sempre vitoriosa. aparece o relâmpago. ADHYĀYA 5. Quando eles conduziram a ele. sempre ativas e verdadeiras. 15 Não parece provável para mim que upara signifique aqui a pedra de prensagem inferior. a nuvem trovejante. com as tuas bênçãos. 14 As mulheres podem ser as pancadas de chuva. Agni. queima contra os feiticeiros. perto ou longe. 3. 11 . que és senhor dos despojos. Índice ◄►Hino 94 (Oldenberg) ____________________ 10 O professor Max Müller observa com relação a essa parte: quando o céu envia a chuva. ele que anda em torno da Terra.14 As névoas voam. HINO 79. Reinando à noite por teu próprio poder. concede-nos.12 2. 1. ele que é como as (deusas) gloriosas. VARGA 27–28. Agni.15 4. um sábio. Abençoa-nos. Ó Gotama. quando a nossa canção Gāyatra é apresentada (para ti). ó Deus de dentes afiados. riqueza que possa durar toda a vida. 10. as nuvens trovejam.10 a cobra rugidora. o filho jovem da força.248 Ele canta. Dá-nos. o observador brilhantemente resplandecente da aurora. então Aryaman. Estando aceso. O Hotṛ louvável (Agni) é glorificado. traze canções para Agni de chama afiada. nos caminhos mais retos de Ṛta. Ele veio como se com as (mulheres) generosas sorridentes. e. desejoso da graça dele. 9. 7. Leva-nos somente para o progresso. ó Jātavedas. ó (deus) de muitas faces. rico em vacas. 12. Mitra e Varuṇa. ó Agni. Agni de mil olhos. 11. o touro preto 13 urrou. afugenta os Rakṣas. 5. tu a quem reverência é devida em todas as nossas orações. um Vasu. O de cabelos dourados no espaço da atmosfera. Índice ◄►Hino 80 (Griffith) ____________________ Hino 79. apresenta palavras purificadas.

das cerimônias da assembleia. vinte7 cantaram hinos (em seu louvor). Ahi da terra. 8. e dois funcionários denominados Sadasya e Śamitṛ. tornando manifesto seu próprio domínio ou supremacia. a tua força. Indra o atingiu. mas o deus é Indra. 5 Colocado em lugar de qualquer número indefinido. Indra conduzido em nuvem. manifestando tua própria soberania. quando derramado. foi mostrada nos céus. O primeiro termo geralmente significa adorando. Varga 31. o Yajamāna e sua esposa. 5. destrói homens. tua bravura é indiscutível. tu expulsaste. Vṛtra não intimidou Indra com seu tremor. ou seu clamor. de fato. prakaṭayam: svasya svāmitvam prakaṭayam.] 7 Os dezesseis sacerdotes empregados em um sacrifício. manifestando sua própria soberania. juntos. não do culto. Indra. manifestando tua própria soberania. Varga 29. Teu raio não pode falhar. a força de Vṛtra. Mata Vṛtra. 3. e manifestando sua própria soberania. cem (sábios) o glorificam repetidamente. com a qual. 6 [O mesmo como na nota acima. visto que tu. tu mataste Vṛtra por tua destreza. e do céu. Apressa-te.) enfrentaste. tua força. diretores. grande é sua coragem. manifestando tua própria soberania. libertando as águas para fluir. o queixo do tremente Vṛtra. no templo. Indra. Indra. 4. 1 O Brahmā. manifestando tua própria soberania. Mil6 mortais o adoraram. que foi trazido pelo falcão. Esse céu e a terra tremeram. manifestando tua própria soberania. subjuga. 6. com sua força. Poderoso manejador do raio. ataca. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é Gotama. quando. por teu vigor. então.3 (do céu). manifestando tua própria soberania. te animou.4 manifestando tua própria soberania. 11. exultante. Indra superou. sustentadora de vida. o raio de ferro de muitos gumes caiu sobre ele. enfrentando-o. provavelmente. 9. golpeou. mas nada mais a respeito desse incidente ocorre. tendo as asas de um falcão. o que faz trovejar. Assim. e. em tua força. ganha as águas. com seu raio de cem gumes. ele libertou as águas. A força está depositada em teus braços. 1. manifestando tua própria soberania. 13. 10. a métrica é Paṅkti. mas o comentador apresenta. tu derrubaste Vṛtra do céu. aquele que faz trovejar. honrando. 3 O comentador diz que ele foi trazido do céu pela Gāyatrī. e o estimulante suco Soma (tinha sido bebido). manifestando sua própria soberania. Tu cortaste Vṛtra a partir da terra. de modo que. Aquele suco Soma extremamente estimulante. quando o sacerdote1 tinha te exaltado dessa maneira (por meio de louvor). deseja fornecer os meios de sustento para seus amigos. Teus raios se espalharam amplamente sobre noventa e nove rios: 5 notável é tua destreza. como seu equivalente.2 2. (Indra) manifestando sua própria soberania. 4 O comentário diz que Vṛtra tinha assumido a forma de um veado. com habilidade (superior).249 Hino 80. mataste aquele cervo enganador. por causa da tua ira. O furioso Indra. 7. com teu raio. tendo matado Vṛtra. 2 . com seu raio. (Agora) solta a chuva limitada pelo vento. a oblação é erguida. acompanhado pelos Maruts. como antes . determinada a matar Ahi. manejador do raio. que o comentador interpreta como o Brâmane. O refrão dessa e de todas as outras estrofes desse hino é arcann anu svarājyam. Varga 30. 12. manifestando tua própria soberania. Quando tu (Indra. Vṛtra e o raio (que ele lançou).

Avança. manejador do raio. pois tu com tua força insuperável mataste o animal traiçoeiro. Indra. e a força está estabelecida em teus braços. pela tua fúria. 4.8 em sua força? Pois nele os deuses têm concentrado riquezas. Indra. Indra. e libertou as águas desobstruídas para correr. um dos demônios da seca. bateu impetuoso nas costas do tremente Vṛtra. o golpeaste. expulsaste pela força o Dragão10 da terra. é um Ṛṣi famoso. suas oblações e seus hinos eram.11 alegrou a ti. tu derrubaste Vṛtra das torrentes. ou o pai Manus. todos. Dadhyac. enquanto se regozijando no suco. 7. avançando no inimigo. Manus sendo o progenitor de toda a humanidade. Louvam-no mil de uma só vez. louvando o teu próprio domínio imperial. 9 . Ao teu grito. até Tvaṣṭṛ tremeu de medo. – poder com poder mais forte. Do mesmo modo como antigamente. Desse modo no Soma. 8 A expressão é muito elíptica. manifestando sua própria soberania. ko vīryā paraḥ. louvando o teu próprio domínio imperial.93. 10. residindo) longe. tremeram. e. 9.250 14. subsequentemente. ele matou Vṛtra e libertou as torrentes. O comentador completa a sentença como no texto. ó Trovejador. é tua força: para Vṛtra. Nós não conhecemos. manifestando tua própria soberania. 8. poder invicto é teu. Indra. trazida pelo Falcão. 12 O demônio Vṛtra. ou Dadhyac9 se empenhassem. ocorre mais de uma vez. Tu golpeaste Vṛtra da terra. louvando o teu próprio domínio imperial. Centenas têm cantado alto para ele. congregados naquele Indra. móveis ou imóveis. A poderosa dose de Soma derramando-se. a menção de quem. Essa foi a sua façanha valorosa. teu raio de trovão não é impedido. Que essas águas que nutrem a vida fluam acompanhadas pela hoste Marut. ou Dadhīci. 11 É dito que o Soma foi trazido do céu por um falcão. louvando o seu próprio domínio imperial.12 louvando o teu próprio domínio imperial. Indra. Ao longe sobre noventa grandes rios13 os teus raios foram lançados amplamente. vinte gritam o hino de louvor. Índice ◄►Hino 81 (Wilson) ____________________ Hino 80. o filho de Atharvan. 6. busca a prosperidade para os amigos. louvando o seu próprio domínio imperial. sendo. louvando o teu próprio domínio imperial. grandioso. para Indra a oração tem sido exclamada. o mais poderoso armado com o trovão. manifestando sua própria soberania. 5. 10 A grande serpente Ahi. 16. todas as coisas. é o teu poder de herói. 3. 13 As muitas águas obstruídas por Vṛtra. 15. assim. O furioso Indra com seu raio de trovão. louvando o seu próprio domínio imperial. Quem (conhece a ele. Indra (Griffith) 1. Com o raio de cem juntas Indra o golpeou nas costas. enfrenta o inimigo. A coragem. louvando o teu próprio domínio imperial. Compare com 1. que em tua força. em alegria selvagem o Brahman te exaltou: Tu. e poder.6. em qualquer ato de culto que Atharvan. Aquele que faz trovejar. Manuṣ pitā. 2. louvando o seu próprio domínio imperial. com toda a certeza. do céu. literalmente: que – com vigor – longe. Lançador da Pedra. sê valente. Indra derrotou o poder de Vṛtra. o onipresente Indra. faze as águas tuas. e veneração.

15 O refrão: ‘louvando o seu próprio domínio imperial’ não está sempre em conexão sintática com o verso do qual ele forma a conclusão. Sim. Quando com o trovão tu fizeste teu dardo e Vṛtra se encontrarem em guerra. em nosso conhecimento. louvando o teu próprio domínio imperial. 16. louvando o teu próprio domínio imperial. o teu poder. como antigamente. Manus ou Manu é o progenitor da humanidade. quando. Dadhyac14 realizavam. nele. . ó Armado com o Trovão. a prece e louvor deles juntos naquele Indra se reúnem. louvando o seu próprio domínio imperial. Quando no teu grito. louvando o seu próprio domínio imperial. 12. força e poder. Sobre ele aquele raio de ferro caiu violentamente com suas mil pontas. alguém que ultrapasse Indra em sua força. perspicácia. Mas Vṛtra não amedrontou Indra com seu tremor ou seu rugido de trovão. louvando o seu próprio domínio imperial. até mesmo esse grande Par de Mundos tremeu de pavor pela tua ira. 14. até Tvaṣṭar estremeceu pela tua ira e tremeu de medo por causa de ti. tu mataste Vṛtra com tua força. louvando o teu próprio domínio imperial. os deuses têm acumulado virilidade.251 11. Indra. Não há. todas as coisas fixas e móveis estremeceram. Continuamente. foi estabelecido firme no céu. 13. qualquer rito que Atharvan. Dadhyac é filho dele. desejoso de matar o Dragão. Manus pai de todos. o que faz trovejar. cingido de Maruts. 15.15 Índice ◄►Hino 81 (Griffith) ____________________ 14 Atharvan é o sacerdote que inicialmente obteve fogo e ofereceu Soma e preces para os Deuses. ó Indra.

embora ‘aumenta’ seja a tradução literal de pravardhate. para (a nossa) prosperidade. tem sido aumentado. com as duas mãos. Indra. como antes. Varga 1. . Indra. aumenta’. e dirigimos a ti nossos desejos. Atrela teus cavalos. ela expressa seu significado apenas incompletamente. Continuação do Anuvāka 13. que devolve para o dador (de oblações) o alimento que é apropriado para mortais. temível (para inimigos). se torna mais forte e poderosa. herói. tu dás (riquezas) para o adorador que te oferece oblações. nosso protetor. da libação derramada. quando recebendo frequente alegria (por causa das nossas libações). 5. que é abundante. cuidam (das oblações) que podem ser compartilhadas por todos. e enriquecer o outro. para (o aumento da nossa) força e bem-estar. Ninguém semelhante a ti jamais nasceu. O justo realizador de atos (virtuosos) é o doador de rebanhos de gado para nós. 9.1 Nós o invocamos em grandes conflitos. és uma hoste. portanto. o protetor. Sūkta VIII) O Ṛṣi. Indra. obtendo vigor por meio de louvor. De aparência agradável. o matador de Vṛtra. Distribui tua prosperidade. assim como nos pequenos. Pois tu. sabes quais são as riquezas daqueles homens que não fazem oferendas. 8. Ele encheu o espaço da terra e do firmamento. tu és o exaltador dos humildes. pois tua riqueza é abundante. a riqueza passa para o vitorioso. Desfruta. 2. Pega. em força e satisfação.252 Hino 81. para que tu possas destruir um. tuas criaturas. 4. 1. pela (adoração dos) homens. Tu. Essas. ou nascerá. Indra. (com sua glória). para que eu possa obter (uma parte) das tuas riquezas. ele empunha o raio de ferro em suas mãos contíguas. Poderoso através de sacrifício. Indra: tu tens mantido o universo. muitas centenas (de tipos) de tesouro: afia (os nossos intelectos). Sê. em afluência. os que humilham o orgulho (do inimigo). A noção é bastante clara. conceda (esse alimento) para nós. Quando surge a batalha. isto é. ó herói. Indra. Que ele nos defenda em batalhas. Varga 2. e possuindo corcéis (brilhantes). traze-nos opulência. 6. tu és o concessor de muitos saques. ele fixou as constelações no céu. partilhando do alimento sacrifical. 7. Indra tem aumentado sua força. Indra (Wilson) (Sexto Adhyāya. deus e métrica. Nós sabemos que tu (és) o possuidor de vastas riquezas. senhor de todos. 3. junto conosco. mas. Que Indra. Índice ◄►Hino 82 (Wilson) ____________________ 1 O comentador explica isso. tendo um belo queixo. Traze a riqueza deles para nós. Coloca-nos. – ‘uma divindade.

Fortalecendo até os fracos. Torna-nos perspicazes. ninguém como tu. Atrela os teus Baios que correm selvagemente.253 Hino 81. a ti nós enviamos os desejos dos nossos corações: sê. 4. a riqueza dos homens que não oferecem presentes: traze para nós aquela riqueza deles. forneça a sua ajuda para nós. sublime. a ele. 6. Índice ◄►Hino 82 (Griffith) ____________________ 2 3 Os sacerdotes ministrantes que exaltam e fortalecem com oblações. Ele. ele tem se desenvolvido em força. à alegria e força. tu és dador de abundantes despojos. Ele encheu a atmosfera terrestre e pôs as luzes no céu. mantêm para ti tudo o que é digno da tua escolha. Distribui – abundante é a tua riqueza – para que eu possa compartilhar da tua generosidade. em cada momento de êxtase nos dá rebanhos de vacas. Revigora-te. faze-nos ricos. 2. como Senhor. e nos traze riqueza. Tu. Descobre tu. Que ele que dá para o ofertante o alimento sustentador de homens do inimigo. terrível. Tu cresceste poderoso sobre todos. o matador de Vṛtra. Reúne em ambas as tuas mãos para nós tesouros de muitas centenas de tipos. Teus adoradores aqui. 3. tu dás ampla riqueza ao ofertante. o saque é colocado diante do corajoso. nascerá. de fato. de queixo forte. nós invocamos em batalhas sejam grandes ou pequenas: que ele seja o nosso apoio em atos de poder. Nós sabemos que tu és Senhor de grande riqueza. Quando guerra e batalhas estão em andamento. 7. Senhor dos Cavalos Baios. Poderoso através da sabedoria. Essas pessoas. o nosso Protetor. 5. Herói. Indra. Indra (Griffith) 1. Indra. A quem tu matarás e a quem enriquecerás? Ó Indra. 8. Herói.3 Indra. Ninguém como tu jamais nasceu. és um guerreiro. 9. Os homens2 têm elevado Indra. de coração honrado. . tu ajudas o sacrificador. como ele quer. portanto. com o suco derramado em busca de generosidade e de força. ele nas mãos unidas por causa de glória empunhou seu raio de ferro.

Glorificado dessa maneira. na qual ela é Jagatī.2 Rapidamente. cheio de tesouro. Os sábios luminosos em si mesmos têm te louvado com o hino mais recente deles. Aproxima-te. agora. Agora. Realizador de muitos atos (sagrados). um prato ou pátera cheio de hariyojana. atrela teus cavalos rapidamente. Portanto. Maghavan. cheio de nutrição. Maghavan. e suco Soma. em tua carruagem. e têm se regozijado. junge teus dois Cavalos Baios. Como tu nos fizeste cheios de alegria e nos deixas solicitar-te. 2. 6. o rico e generoso. não sejas o contrário daquele deus auspicioso que tu tens sido sempre para nós. 3 Indra. Indra. 3. e concede gado. Maghavan. Ouve com benevolência nossas músicas. Portanto. Indra (Griffith) 1. e que fornece o recipiente cheio da mistura de suco Soma e grãos. Indra. Ele em verdade subirá no carro poderoso que encontra as vacas. Indra. junge teus dois Cavalos Baios. não sejas diferente (do que tu tens sido até agora). em direção àqueles que desejam a tua presença. (Teus adoradores) têm comido o alimento que tu tens dado. Desse modo. 2. vem agora com o carro fartamente carregado de acordo com nosso desejo. Indra. tu és solicitado com ele. 4. Indra. manejador do raio. 5. ou outro grão. Varga 3. Eu arreio teus corcéis de crina longa com preces (sagradas). a métrica é Paṅkti. dirige-te. Índice ◄►Hino 83 (Wilson) ____________________ Hino 82. 1 2 . Indra. Agora. exceto na última estrofe. junge teus dois Cavalos Baios. sábios autoiluminados têm te glorificado com pensamentos louváveis. que teus corcéis sejam atrelados à esquerda e à direita. toma as rédeas em tuas mãos. Indra. até a tua amada esposa. Maghavan. Os sucos derramados e excitantes têm animado a ti. atrela teus cavalos. Que ele suba naquela carruagem que derrama (bênçãos). (em teu carro).3 não sejas negligente. regozija-te. 3. 1. e têm tremido através dos (corpos) preciosos deles.254 Hino 82. atrela teus cavalos rapidamente. Pātraṃ hāriyojanaṃ. Eles4 têm comido bem e se regozijado. que olhas benignamente (para todos). atrela teus cavalos rapidamente. o que atrela os Corcéis Fulvos. os amigos têm surgido e ido embora. junge teus dois Cavalos Baios. que pensa sobre a tigela bem cheia. quando alegrado pelo alimento (sacrifical). nós reverenciaremos a ti que és tão belo de se olhar. Nós te louvamos. Parte. Indra (Wilson) (Sūkta IX) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. Isto é. atrela teus cavalos.1 Visto que tu tens nos inspirado com discurso correto. de acordo com Sāyaṇa. Agora. Louvado desse modo por nós. Rapidamente. e ouve os nossos louvores. 4 Os adoradores. o nome de uma mistura de cevada frita. com tua esposa. 4. dirige-te. e.

e é próspero: pois. Que. permanece (empenhado) no teu culto. Mas isso significa. nós encontramos colocações forçadas. para iluminar o caminho para a caverna onde as vacas estavam escondidas’. e então. e (outros) animais. composta de cavalos. (o adoraram) com um rito muito sagrado. Quem é levado? E para onde? A concha. por meio de sacrifícios. pelas adições do comentador. ‘os deuses levam aquele que é satisfeito. 3 Ājani. como diz o comentador. aproxima-te da tua amada Esposa. Tu tens associado. é dito. para a concha sacrifical. 1 . junge teus dois Cavalos Baios. Indra. e alusões elípticas e obscuras. palavras de louvor sagrado com ambos (o grão e a manteiga da oblação). o caminho (do gado roubado). além disso. poder auspicioso é concedido. Com os quais no êxtase do suco. os instituidores (da cerimônia). que olham para baixo. As doses de suco excitante derramadas te alegram: tu. 5. ou mesmo possuir. (e reside) em uma mansão onde há cavalos. Varga 4. de modo que (o sacrificador). assim eles (os deuses) olham para baixo (para ela). são acrescentados pelo comentário. o que faz trovejar. Índice ◄►Hino 83 (Griffith) ____________________ Hino 83. Atharvan descobriu primeiro. então o sol brilhante. Na frase seguinte. comentário acrescenta ‘desce para a terra’. com fogo aceso. O homem que é bem protegido. como noivos (anseiam por suas noivas). e deseja por eles. imperturbado. ‘os deuses’. pois não é muito inteligível como as águas deveriam conceder. mas parece preferível compreender o prefixo vi em seu sentido de privação. De modo semelhante como as águas brilhantes fluem para a concha sacrifical. como é habitual nas métricas mais elaboradas. pelo comentador ‘as fontes de conhecimento excelente’. Desse modo avaḥ paśyanti. (para o altar). Enriquece-o com bens abundantes. Com a prece sagrada eu uno teu par de Baios de crina longa: vem para cá. 6. é o primeiro que vai para (aquela onde há) vacas. assim como a noiva ou donzela. 2. Os deuses a transportam. 2 Nessa estrofe. Agora. para o oceano. para o sacrificador. ‘eles olham para baixo’. o altar. Indra (Wilson) (Sūkta X) Ṛṣi e deus como antes.3 Atharvan recuperou o gado. teus Corcéis sejam atrelados à direita e esquerda. por (movimentos) progressivos. como noivos se deleitam’. Indra. o alimento sacrifical. bem satisfeitos ao verem-na cheia com a libação planejada. O mesmo caráter de brevidade e obscuridade permeia todo o hino. ou por movimentos progressivos. 1. tem somente ‘como luz difusa’. a métrica é Jagat ī. Kāvya Āpo * vicetasaḥ.2 3. 4. colocados juntos em conchas. é tornado específico por acrescentar devāḥ. eles. tens te regozijado com Pūṣan e tua Esposa.255 5. ‘o sol apareceu. nós temos. transformadas imperfeitamente em algo inteligível. tu os seguras em ambas as tuas mãos. cheia com a oblação. e oferecidos conjuntamente para ti. e estão impacientes para desfrutar dela. Senhor dos Cem Poderes. pela libação. ou em uma direção leste. O texto. obtiveram toda a riqueza de Paṇi. O epíteto é explicado. como os rios inconscientes1 fluem. derramando oblações (para ti). nasceu. desejosos que lhes seja apresentada. o apreciador de atos virtuosos. por teus cuidados. inteligência. Indra. como a luz difusa (desce para a terra). Os Aṅgirasas prepararam primeiro (para Indra). e vacas. de todas as direções.

se a pedra (que espreme o suco Soma) soa como o sacerdote que repete o hino. Sāyaṇa a explica como os grãos e a manteiga da oblação. Ludwig a traduz: ‘Busquemos obter por meio de sacrifício a imortalidade que surgiu de Yama’.4 Vamos adorar o imortal (Indra). Se a erva sagrada é cortada (para o rito) que traz bênçãos. quando a pedra ressoa como se fosse um cantor hábil em louvor. 3. 6 O demônio avaro que retém a chuva. contudo. os deuses levam o homem piedoso até eles: como pretendentes eles se deleitam com quem ama oração. Quando a erva sagrada é aparada para auxiliar o trabalho auspicioso. Veja 1. Veja Ehni. Os homens juntos encontraram a riqueza acumulada de Paṇi. teu poder traz bênção para o sacrificador que derrama presentes. As Águas celestiais não se aproximam da taça sacerdotal: elas somente olham para baixo e veem o quão longe o ar está expandido.5 Não contido ele habita e prospera em tua lei. guardião da Lei. Índice ◄►Hino 84 (Griffith) ____________________ Com Indra. 7 Para o Sol nascente percorrer. e a profusão de cavalos e de vacas. se o sacerdote repete o (verso) sagrado. 4. surgiu o Sol amoroso. em todas essas ocasiões. e o último. 2. Uśanā Kāvya8 conduziu o rebanho diretamente para cá. somente que Uśanas era da família de Bhṛgu. talvez significando. 62. que participava da cerimônia. cujos fogos foram acesos através de boas ações e sacrifícios. p. homem e mulher. A palavra aparentemente significa aqui o oferecedor do sacrifício e sua esposa. bem protegido pela tua ajuda.10. Indra. o qual também identifica Kāvya com Uśanas. 5 O texto tem somente mithunā.256 (Uśanas) estava associado com ele. 6. que nasceu para reprimir (os Asuras). ou o hino faz a sua voz de louvor soar para o céu. o homem mortal. Indra se regozija. 9 O sentido da última metade do segundo verso é obscuro. Primeiro os Aṅgirases ganharam força vital para si mesmos. Indra (Griffith) 1. com Bhṛgu. 4 . Atharvan primeiro através de sacrifícios planejou os caminhos. Der Mythus des Yama.9 6. Bênção louvável tu tens colocado sobre o par que te serve com concha erguida. 8 Um célebre Ṛṣi antigo. Yama parece aqui representar o Sol nascente. – Indra de fato se deleita quando esses se aproximam dele. como as águas de todos os lados vistas claramente de longe enchem totalmente o Sindhu. no sacrifício (brilhante).7 então. 5. Índice ◄►Hino 84 (Wilson) ____________________ Hino 83.51. segue em primeiro lugar na riqueza de cavalos e de vacas. um casal.6 o gado. de acordo com o comentário. Com a mais ampla riqueza tu o enches. Vamos honrar com oferendas o nascimento do imortal Yama.

o décimo nono verso está na Bṛhatī. 13. aproxima-te. O suco Soma foi espremido. 4. que é de bravura irresistível. rapidamente. Ó!1 8. para ti. te ultrapassou. Indra (Wilson) (Sūkta XI) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. 5. permanecendo (em seus estábulos). na Gāyatrī. perguntando o que havia acontecido com ele. residindo conforme. tua mente em direção a nós. 12. Nesse lugar a história contada pelo comentador também difere um pouco. propriamente. Que os cavalos dele tragam Indra. Ofereçam culto. aquelas vacas malhadas diluem o suco Soma com seu leite. Indra. mas a métrica é diversificada. Varga 5. sobe na tua carruagem. ou de acordo com. Varga 6. ninguém é igual a ti em força. por causa de beleza. quando ele tinha ido para Svarga. com seu pé. e se nada dele tinha sido deixado para trás. Que a energia te sacie (pela libação). prestem adoração à força superior dele. na Uṣṇih. elas estão expectantes da soberania dele. as três seguintes. imortal. 7. como uma planta espinhosa. Quando. As vacas brancas bebem do suco Soma doce. 2 O texto tem kṣumpa. literalmente. – permanecendo (em seus estábulos). Ele narra que. os Asuras eram intimidados e tranquilizados pela aparência dele. de quem é dito que seus ossos formaram o raio de Indra. as três próximas. Bebe. tendo preparado libações. eles cobriram a terra inteira. não há ninguém melhor auriga do que tu. na métrica Satobṛhatī. Indra. recitem hinos (em seu louvor). 11. uma vez. embora de bons cavalos. Quando ele pisará. como nós teremos oportunidade subsequente para notar (Hino 116). O texto é vasvīr anu svarājyam. 1.257 Hino 84. vivia. por meio de seu som. mas ele é. dirigem o raio destrutivo dele contra os inimigos dele. filho de Atharvan. 3. Indra. as três seguintes. também chamado Dadhīca ou Dadhīci é um sábio renomado em lenda purânica. 4 Dadhyac. na câmara de sacrifício. foi informado de que a cabeça de cavalo com a qual ele tinha. e o vigésimo. pois teus cavalos foram atrelados por oração. na Paṅkti.4 Esse verso e os dois seguintes terminam com o termo não conectado aṅga. as vacas leiteiras. o qual o comentador interpreta como ‘rápido’. elas celebram suas muitas façanhas. ninguém. o potente que humilha (teus inimigos). que as gotas vertidas o alegrem. na Triṣṭubh. como se sobre uma cobra enrolada?2 Quando Indra ouvirá os nossos louvores? Ó! 9. com os ossos de Dadhyac. e. se regozijam.3 Varga 7. essa libação excelente. seu próprio domínio. enquanto Dadhyac. matou noventa vezes nove Vṛtras. ensinado o 1 . Matador de Vṛtra. estimulante. mas. Indra. as gotas de qual (bebida) transparente fluem na tua direção. sobre o homem que não oferece oblações. permanecendo (em seus estábulos). Aquelas vacas inteligentes reverenciam a bravura dele com a adoração (de seu leite). como o sol enche o firmamento com seus raios. mais comumente. e as próximas três. – como um exemplo para posteriores (adversários). 2. A história parece ter variado da lenda vêdica original. Indra concede força formidável para aquele que o adora. Indra. Desejosas do contato dele. tu atrelas teus cavalos. para os louvores e sacrifícios de sábios e de homens. uma interjeição de chamado. Ele que sozinho dá prosperidade ao homem que lhe oferece oblações é o soberano indiscutível. explicado. Ó! 10. As primeiras seis estrofes estão na medida Anuṣṭubh. elas estão expectantes da soberania dele. que constitui o refrão do terceto. associadas com o generoso Indra. Que a pedra (que esmaga a Soma) atraia. Indra. assim derramado. 6. para Indra. 3 Esse. que são amadas por Indra. é bastante obscuro. elas estão expectantes da soberania dele.

e é com relação àquele que a luz dela é derivada do sol. brilhantes. frustrou os nove vezes noventa (ou oitocentos de dez) estratagemas ou artifícios dos Asuras ou Vṛtras. empenhado em oferecer oblações.6 17. compondo “Prajāpati combina. de fato. abaladores. Quem atrela. cuja ira é insuportável. com os ossos da caveira. que pisam nos corações (de inimigos). seu corpo. O significado da estrofe é. é um raio do sol (aquele chamado Suṣumṇa) que ilumina a lua. Poderoso Indra. as divindades que os presidem. 25) acrescenta ‘os raios do sol’. mas ninguém sabia onde. que presidem sacrifícios’. seu elefante. Não há outro concessor de felicidade. Os (raios solares) encontraram. isto é. Concessor de residências. Por isso. 7 Ṛtubhirdhruvebhiḥ. em vez de Indra. Quem louva o fogo (sacrifical. nos limites de Kurukṣetra. no qual Ṛtu pode ter seu sentido comum de ‘estação’. mas isso pode ser lido dhūtayah. Assim é dito “os raios de sol são refletidos de volta no orbe aquoso brilhante da lua”. e sê favorável ao mortal (que te adora). em cujas bocas há flechas. 6 Outra interpretação pode ser atribuída a esse verso. – que a lua brilhava somente por refletir a luz do sol. oferecidas na concha. não deixes teus benefícios. animadoras do coração. a luz de Tvaṣṭṛ. assim como de dia”. como no texto ‘As Ṛtus são os principais sacrifícios’. Indra. 8 alguma vez serem prejudiciais para nós. de acordo com o comentador. também. sua propriedade. e desse modo dissipa a escuridão à noite. e. entra na lua. 5 O texto tem somente ‘eles encontraram’. nessa ocasião. Tvaṣṭṛ é aqui usado em lugar do sol. isto é. ou seu povo? 18. que ele está perto? Que necessidade há de alguém importunar Indra por causa do seu filho. Desejando a cabeça do cavalo escondida nas montanhas. assistências. e gāh por palavras do Veda. Índice ◄►Hino 85 (Wilson) ____________________ Madhuvidyā para os Aśvins. e favorecido pelos deuses. que somos familiarizados com preces. um dos Ādityas. Quem parte. IV. hoje. de acordo com estações constantes? 7 Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida? Qual sacrificador. benefícios. (por medo de inimigos.258 14. . como explicado de outra maneira.5 Varga 8. – conhecido pelos autores dos Vedas. que são felicidade (para amigos)? (O sacrificador) que louva sua (realização de seus) deveres obtém vida (longa). e que é. 15. 6. quando Indra está perto)? Quem é prejudicado (por seus inimigos)? Quem está apavorado? Quem está ciente que Indra está presente? Quem. 8 Ūtayah. além de ti. essenciais. Busca foi feita por ela. não deixes tua tesouraria. aparentemente. ou. ele a encontrou em Śaryaṇāvat. emitidas da boca. à lança do carro (de Indra) seus corcéis vigorosos e radiantes. Amigo da humanidade. também. eu recito teu louvor. De acordo com o Nirukta II. Ou a passagem pode significar ‘oferecidas pelas divindades chamadas Ṛtus. conhece Indra completamente? 19. e produtivas de felicidade: o adorador que realiza o objetivo de tais preces obtém vida”. em vez de quem. em vez de cavalos. 16. os Maruts. 20. oculta na mansão da lua movente. hoje. agitadores. e ela foi encontrada no lago Śaryaṇāvat. o comentador. sendo um dos Ādityas. continuava existente em algum lugar. ou Ventos. “o brilho solar. ou. a qual trata de traduzir kah por Prajāpati. está presente. aceso por Indra)? Ou o adora com oblações de manteiga clarificada. traze para nós. e. escondido pela noite. Indra. com a carga do sacrifício as palavras que são efetivas. todos os tipos de riquezas. Indra matou os Asuras. a expressão obscura de um fato astronômico. seguindo Yāska (Nir. a quem o hino é endereçado.

se tornam as estrelas com as quais Indra mata os demônios da escuridão. Aquele que com o suco Soma preparado em meio a muitos honra a ti. procurando a cabeça do cavalo. 15 Um lago dito ser nos limites do distrito chamado Kurukṣetra. O Soma foi espremido para ti. 11. honrando o poder vitorioso dele. como uma erva daninha. A lenda vêdica. citados frequentemente no Veda e descritos como uma espécie de cavalo divino. sobe no teu carro. extremamente sábias. perto da moderna Delhi. As gotas derramadas o tornaram alegre. teus Cavalos Baios foram atrelados por prece. que por causa de esplendor se regozijam próximas ao lado do poderoso da Indra. e aceito por ele em libação. ou unido com. 15. ele e seu pai sendo considerados os primeiros fundadores do sacrifício. o leite delas. Isto é. as vacas brilhantes11 bebem. 14. As vacas leiteiras estimadas por Indra lançam o raio mortífero dele. parece ter estado ligada em sua origem com aquela dos Dadhikrās. de fato. como o Sol enche o ar com raios. Com os ossos dele ou. no lugar onde o sacrifício. tu atrelas teus corcéis. alegradora.12 boas em sua própria supremacia. vem. Indra. excelente. O significado do refrão desse terceto (versos 10. 11. ó Indra. Então realmente eles reconheceram a forma essencial do Touro de Tvaṣṭar. Aquele que sozinho concede ao homem mortal que oferece presentes. e o incita a lutar com os demônios. com a voz dela. é realizado. 10 . Indra (Griffith) 1.10 5. que foi modificada e ampliada em épocas posteriores. ninguém com bons cavalos te alcançou. boas em sua própria supremacia. isto é. provavelmente uma personificação do Sol da manhã em seu curso rápido. – Indra. realmente ganha por meio disso um poder extraordinário. Ele. recitem para ele seus elogios solenes. elas seguem rigorosamente suas muitas leis para obter para si mesmas preeminência adequada. Dadhyac pode ser a antiga Lua cujos ossos.14 encontrou em Śaryaṇāvān15 o que ele procurava. Esta libação derramada. Que o vigor de Indra te encha completamente. os ossos dessa cabeça de cavalo. Com os ossos de Dadhyac13 como suas armas. 2. Rios do brilhante9 têm fluído para ti aqui na base da santa Lei. 13 Dadhyac. O suco Soma assim derramado. Indra quando oferecido a. Quando ele pisoteará. Dadhīca. 12 As vacas. era um Ṛṣi filho de Atharvan. 6. 8. 12) não é muito claro. Indra matou os Vṛtras ou demônios que impediam a chuva. com certeza. e que está próximo a. ou Lei Eterna. exalta e fortalece Indra. 10. 12. Ele é descrito como tendo a cabeça de um cavalo dada a ele pelos Aśvins. Indra. 9 Suco Soma.259 Hino 84. quando ele morre. 4. 7. doce para o paladar. Indra ouvirá nossos cânticos de louvor? 9. não há melhor auriga: ninguém te superou em teu poder. boas em sua própria supremacia. é Indra. 14 As nuvens da manhã. 11 O leite puro e brilhante que absorve ou bebe o suco Soma com o qual ele é misturado. 3. Seu par de Corcéis Fulvos traz Indra de poder sem oposição para cá para as canções de louvor dos Ṛṣis e sacrifício realizado por homens. imortal. 13. Ousado. ou. bebe. o soberano de poder irresistível. Que. Quando. em uma forma mais recente. como diz a lenda. matou noventa e nove Vṛtras. Cantem glória agora a Indra. distante entre as montanhas. ordenado por ṛtá. a qual foi posteriormente cortada por Indra. Almejando o toque dele as vacas malhadas misturam o Soma com seu leite. Indra. o homem que não tem presente para ele? Quando. Com veneração.16 aqui na mansão da lua. prestem reverência ao seu poder supremo. a pedra de prensagem atraia a tua atenção para cá. o mais poderoso. convertidos em um raio. Matador de Vṛtra. irresistível no ataque.

Ó Maghavan. 20. as brilhantes noites de lugar chegavam. riqueza e corpo. não há confortador além de ti. que representam os sentimentos do homem que institui o sacrifício. depois das chuvas. bom Senhor. e os Povos?18 18. e distribui para nós. perfuradores de corações. 17 Os sacerdotes zelosos e incansáveis. sua família. de fato abençoas o homem mortal. o conhece perfeitamente?19 19. Índice ◄►Hino 85 (Griffith) ____________________ 16 Uma expressão obscura para o Sol. com concha cultua em épocas determinadas? Para quem os Deuses trazem oblação rapidamente? Qual ofertante. 20. Quem foge? Quem sofre? Quem teme? Quem conhece Indra presente. Tu como um Deus. seguindo Sāyaṇa: ‘Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida?’ Isso seria bastante inteligível.260 16. Quem atrela hoje à lança da Ordem os corcéis fortes e impetuosos17 de espírito que não pode ser reprimido. Indra perto de nós? Quem manda bênção sobre sua descendência. ó mais poderoso. com bocas armadas com flechas. 18 A resposta a essas questões é. eu falo minhas palavras para ti. em nenhum momento. Indra. 19 A segunda linha desse verso é traduzida por Wilson. As palavras dos sacerdotes são as flechas com as quais suas bocas estão armadas. os sacerdotes. 17. O sentido do verso pode ser que quando. . e concessores de saúde? Viverá por longo tempo aquele que paga ricamente o serviço deles. Não deixes as tuas dádivas copiosas. tu amante da humanidade. favorecido pelos Deuses. Quem com oferenda e óleo derramado honra Agni. os homens reconheciam que a luz era emprestada do Sol. para cá todas as riquezas dos homens. que estão atrelados à lança da carruagem da Ordem ou empenhados na realização de sacrifício ordenada pela Lei Eterna.41. não deixes a tua ajuda salvadora nos faltar. Veja os Hinos do Atharva-veda. mas homa (oblação) mal pode suportar a interpretação forçada desse modo sobre ela.

Varga 9. dourado. que são os condutores (da chuva). a fonte de chuva. sobre o largo assento de grama sagrada. com ornamentos luminosos. 1. eles o têm inspirado com vigor. com suas mãos (cheias de coisas boas). Quando os filhos da terra2 se embelezam com ornamentos. a vaca. iniciados pelos deuses. e de aspecto impressionante. Os Maruts. Heróis. 10. o Ṛṣi. Maruts (Wilson) (Anuvāka 14. Maruts. 4 Aruṣa é o termo do texto. 8.) como aves. venham. 5 Dhamanto vāṇaṃ. de modo semelhante. Maruts. eles cresceram (em poder). a chuva segue o vento. Aqui eles são chamados de gomātarah. ambos sendo. tendo. incapazes de serem derrubados. glorificando a ele (Indra.5 têm conferido. – ‘o radiante’.4 e umedecem a terra. Gotama. e se regalem com o alimento sacrifical doce. venham. (rapidamente. Sentem-se.261 Hino 85. os filhos de Rudra. que são adorados dignamente. os filhos de Rudra estabeleceram sua residência no céu. os (Maruts) de movimento rápido têm se envolvido em batalhas. eles mantiveram o poço no alto. isto é. pelas quais eles promovem o bem-estar da terra e do céu. (dádivas) desejáveis (para o sacrificador). molhados. Confiantes em sua própria força. para (fornecer) alimento. sob aquele símbolo – equivalente a Pṛśni na estrofe anterior.3 4. como sua mãe. brilham com várias armas. 3 Isto é. ou aspergidos com água sagrada pelos deuses. Todos os seres temem os Maruts. Jagatī. eles se deleitam em sacrifícios. incumbidos do dever de mandar chuva. Ele matou Vṛtra. em seus corpos. O comentador explica vāṇaṃ como uma flauta. para que ele possa realizar grandes feitos em guerra. talvez. os tragam (para cá). como príncipes. Eles. atrelam os cervos pintalgados aos seus carros. os filhos de Pṛśni adquiriram soberania. e. que estão partindo. Indra empunha o raio bem feito. uma vīṇā com cem cordas. e se sentem sobre a grama agradável e sagrada. movendo-se velozmente. de muitas lâminas. Por seu poder. Sūkta I) Os deuses são os Maruts. o qual pode ser aplicar ao sol ou ao Agni do relâmpago. 3. as gotas caem do (sol) radiante. a métrica do quinto e décimo segundo versos é Triṣṭubh. que planam sem obstáculos. com água. eles brilham resplandecentes. Maruts.1 obtiveram grandiosidade. Eles. Dhamanta ‘soprando’. vocês atrelam os cervos às suas carruagens. Varga 10. 7.) que merece ser glorificado. 5. um tipo de harpa eólica. eles chegaram ao céu por sua grandeza. 1 2 . impelindo a nuvem adiante. Os munificentes Maruts. e partiram a montanha que obstruía seu caminho. por quem Viṣṇu defende (o sacrifício) que concede todos os desejos e confere deleite. do resto. como uma pele. uma residência espaçosa. e fizeram (para si mesmos). rápidos como o pensamento. 2. Que seus corcéis de passos rápidos. Quando. um instrumento de sopro. eles são aqueles que planam (pelo ar). se aplicaria melhor a uma flauta. Como heróis. 6. se enfeitam como mulheres. eles mantêm afastado todo adversário. e enviou um oceano de água. Ukṣitāsah. Que eles. como combatentes. eles são os que derrubam (montanhas). soprando sua flauta. e os fazedores de boas obras. como homens ansiosos por alimento. que moem (as rochas sólidas). as águas seguem o caminho deles. quando alegrados pelo suco Soma. o qual o habilidoso Tvaṣṭṛ moldou para ele. 9. a terra.

fazedores de atos poderosos.262 11. Diante dos Maruts toda criatura tem medo: os homens15 são como Reis.11 derrubando com sua força até o que nunca é derrubado. satisfazendo o desejo do sábio com (águas) mantenedoras de vida. Filhos da Vaca. levaram um poço. andaram até o firmamento e fizeram sua ampla morada. seguindo seus rastros. vocês. 13 Na grama sagrada cortada e espalhada para os Deuses. de Pṛśni ou da nuvem sob esse símbolo. Eles levaram de través o poço para o lugar (onde o Muni estava). estando sedento. 12. 5. ó Maruts. por isso. os Rudras8 estabeleceram sua morada no céu. Quando Viṣṇu salvou o Soma 14 que traz alegria selvagem. em seu caminho. a abundância flui para baixo. eles afugentam todo adversário do seu caminho. ó Maruts. são os filhos de Rudra e P ṛśni. a nós. rezou para os Maruts em busca de alívio. Avancem com seus braços. como uma pele. 10 As nuvens derramam abundância. Que seus corcéis que planam rápido os tragam para cá com suas asas velozes. têm feito o céu e a terra aumentar e crescer: em sacrifícios eles se deleitam. Quaisquer bênçãos (que estejam espalhadas) pelos três mundos. Índice ◄►Hino 86 (Wilson) ____________________ Hino 85. 6. de onde surge prosperidade. as torrentes avançam da nuvem tempestuosa vermelha escura. para o eremitério dele. e borrifaram a água sobre o sedento Gotama. a terra ou a nuvem pintada. os filhos que Pṛśni teve. para a luta. e os Maruts. Aqueles que estão resplandecendo. os companheiros de Indra. Quando. e. (Hino 116). 11 As lanças resplandecentes são os lampejos de relâmpago. 7. eles vestiram glória. 14 Viṣṇu preparou o Soma e o levou para Indra. no alimento agradável. 12 É dito que o carro dos Maruts é puxado por cervos pintalgados ou antílopes. 6 . Maruts (Griffith) 1. e em seus membros belos colocam seus ornamentos de ouro. concedam ao doador (da oblação). ó Maruts. alusão é feita a uma lenda na qual é narrado que o Ṛṣi Gotama. relacionado com os Aśvins. e estejam em seu dom. ou Deuses da Tempestade. Maruts. Concedamnas. corredores velozes.16 terríveis de se ver. os Maruts se sentaram como pássaros em sua amada grama sagrada. os Filhos de Rudra. Esse feito é. e nos deem. vocês que resplandecem com suas lanças. Quando. 6 Os (Maruts) variadamente radiantes vão em seu socorro. 7 Os Maruts. 8 Os filhos de Rudra. a tropa que envia a chuva. Quando. a chuva fertilizante desce. Sentem-se na grama. que. 8. Fortes em sua força inata à grandeza eles cresceram. 2. Quando vocês atrelaram aos seus carros os cervos pintalgados. 9 Isto é. poderosos Guerreiros. a terra com inundações de água. Nessa e na próxima estrofe. que se dirige a vocês com adoração. os fortes e selvagens. Crescidos à sua força perfeita eles atingiram grandeza. sentaram-se com ele para desfrutar do suco. subsequentemente.7 os Maruts. 3. Em verdade como heróis desejosos de luta eles avançam. como combatentes que procuram fama eles têm lutado em guerra. Cantando sua canção de louvor e gerando poder. e umedecem.13 um assento largo foi feito para vocês: deleitem-se. como mulheres. também. incitando o raio. concessores de tudo o que é bom. riquezas. tinham atrelado aos seus carros os cervos pintalgados12 rápidos como pensamento.10 4. de longe.9 eles brilham em trajes luminosos. 15 Os Maruts.

18 Brilhando com luz variada eles vêm a ele com ajuda: eles com seu poder realizaram o desejo do sábio. com mil gumes. o fato sendo que onde nós. e dividiram a nuvem em dois embora ela fosse extremamente forte. os brilhantes colocam armas brilhantes em seus corpos. como uma pele na qual a água é mantida e a partir da qual ele é derramada. VARGA 9-10. ó Heróis. era originalmente que as tempestades. 18 O Ṛṣi para quem o hino é revelado. devemos usar a mesma pessoa que a do verbo principal. Quando vocês tinham atrelado os cervos pintalgados na frente de seus carros. riqueza com filhos nobres. Os Maruts. as hostes valorosas. Doadores generosos. então as correntes do (cavalo) vermelho avançam: como uma pele21 com água eles molham a terra. Quando Tvaṣṭar de mão hábil formou o raio. – quando. e. – 5. e forçou o fluxo de água para fora. 10. em uma frase relativa. de fato fizeram o céu e a terra crescer. deem-nas três vezes mais para o homem que oferta. com sua força vigorosa empurraram o poço17 no alto. isto é. 2. 1. Quando vocês. Eles. rápidos como o pensamento. dourado. eles. Índice ◄►Hino 86 (Griffith) ____________________ Hino 85. ADHYĀYA 6. bênção. 3. que ocorre com muita frequência. Quando esses filhos da vaca (Pṛśni) se adornam com enfeites resplandecentes. fazendo tremer até mesmo o que é inabalável pela força. avançam. ó Maruts. AṢṬAKA I. 19 O significado dessa frase. os Maruts. 20 A transição súbita da terceira para a segunda pessoa não é incomum nos hinos vêdicos. A própria nuvem sendo chamada de pele por poetas vêdicos (1. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. da nuvem. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. os filhos poderosos de Rudra em seu caminho. a abundância (chuva) flui ao longo dos caminhos deles. Estendam as mesmas bênçãos a nós. como uma pele. e despejaram a fonte para o sedento Gotama. 16 Isto é. Eles guiaram a nuvem transversa dirigida para cá. as torrentes liberadas pelos Maruts.19 eles. Aqueles que resplandecem como esposas e companheiros de jugo. 11. como um reservatório de água. Quando crescidos. ó Maruts. os poetas vêdicos usam frequentemente a terceira. umedecem a terra com água.20 os poderosos. aos seus carros.263 9. Enquanto cantando sua canção e aumentando sua força. atrelaram os cervos pintalgados. Indra o recebeu para realizar feitos heroicos. por afastarem as nuvens escuras. Deem-nos. faziam a terra e o céu parecerem maiores e mais amplos. se deleitam nos sacrifícios. eles obtiveram grandeza. moldado muito habilmente. guerreiros. emitindo sua voz. fortalecimento. arremessando a pedra (raio) na luta. Ele matou Vṛtra. 12. Eles afugentam todo adversário. na alegria selvagem do Soma fizeram suas façanha gloriosas. isto é. Ela depois toma um sentido mais geral de aumento. 17 . 3) torna a comparação ainda mais natural. que brilham com suas lanças. os fortes e selvagens. 21 Os correntes do (cavalo) vermelho. 129. os Rudras estabeleceram sua sede no céu. – 4. ou os próprios Maruts. Aqui a nuvem. HINO 85. os filhos de Pṛśni têm se vestido de beleza.

aqui denotando uma nuvem. 11. Emitindo sua voz27 os generosos Maruts realizaram. frequentemente também o artífice e criador. de acordo com Sāyaṇa. eles derramaram a fonte para o sedento Gotama. seus feitos gloriosos. 24 Viṣṇu. Que os que planam velozmente. com os braços cheios de presentes. 8. isto é. dourado.23 7. o trabalhador dos deuses. eles fizeram sua ampla sede. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. realizaram o desejo do sábio. eles entraram no firmamento. concedam-nas três vezes mais para o homem que presenteia! Estendam o mesmo para nós. Tal interpretação. eles fenderam a rocha (nuvem). 27 Dhamantah vāṇaṃ é traduzido por Sāyaṇa como tocando lira. Maruts. como combatentes ávidos por glória eles têm lutado em batalhas. mas não há autoridade para vāṇa significando lira ou flauta no Veda. Como heróis realmente sedentos de luta eles avançam por todos os lados. Eles empurraram o poço (nuvem) transversalmente nesse caminho. eles cresceram com poder. O alimento doce é Soma. os Maruts se sentaram como pássaros em seu altar amado. Fortes em si mesmos. os cavalos de asas rápidas os tragam para cá! Venham com seus braços!22 Sentem-se na pilha de grama. como reis. enquanto bêbedos de Soma. Todos os seres temem os Maruts. 22 23 . 25 Tvaṣṭar. Alegrem-se. ele matou Vṛtra. por Benfey como tocando flauta. cujo personagem nos hinos do Veda é muito diferente daquele assumido por ele em períodos posteriores da religião Hindu. especialmente a última. 12. ó heróis. e forçou para fora corrente de água. 10. Os Maruts com belo esplendor se aproximam dele com ajuda. embora forte. eles. 26 Avata. ó Maruts! Deem-nos. da sua própria maneira. Quando o inteligente Tvaṣṭar25 tinha formado o raio bem-feito. um poço. Quando Indra foi abandonado por todos os deuses. Viṣṇu veio em seu socorro. Como os Maruts. de mil gumes. no alimento doce. aqui deve ser tomado como o amigo e companheiro de Indra. ele ajudou Indra em sua batalha contra Vṛtra e na conquista das nuvens. Indra o pega para realizar seu feitos varonis. eles são homens terríveis de se ver. Quando Viṣṇu24 salvou o Soma extasiante. riqueza com filhos heroicos! Índice ◄►Hino 86 (Müller) ____________________ Com seus braços. Por seu poder eles empurraram o poço26 no alto.264 6. seria muito apropriada. um assento largo foi feito para vocês. 9.

8. Sim. afugentem todo (inimigo) devorador. vitoriosos sobre todos os homens. 5. se moverá Em um estábulo rico em vacas. é provido dos protetores mais hábeis. 9. Possuidores de vigor verdadeiro. 4. têm afiado. Varga 11. o ‘sem’ é acrescentado pelo comentador. 7.265 Hino 86. Atakṣata. Maruts. ou animado.) por muitos anos. vocês bebem (a libação). Maruts. Pois.3 4. nós temos oferecido a vocês. Ó Maruts. Maruts. Sobre a grama sagrada desse herói Soma é derramado em ritos diários: Louvor e alegria são cantados em voz alta. nos dias estabelecidos. mostrem-nos a luz pela qual nós ansiamos. desejoso de (seu favor). 1 A expressão é ‘com sacrifícios ou’. que o homem cuja oferenda vocês aceitam seja sempre próspero. através da ajuda amorosa dos deuses rápidos. que devem ser adorados especialmente. por meio das oferendas deles. gigantes do céu. 5. descendo do céu. se tornará o rico possuidor de muitas vacas. ó Maruts mais adoráveis. 1. em muitos outonos. o homem forte para quem vocês concederam dar um sábio. O homem em cuja mansão. no sacrifício. 3. nós Temos oferecido o nosso sacrifício. 2 . Que os Maruts. têm excitado. sejam conhecedores dos desejos daquele que os louva. e a alegria deles (é estimulada). (oblações. Tem os melhores dos guardiões aquele homem em cuja morada vocês bebem. 10. portadores de oblações. 6. resplandecentes Maruts. ouçam (os louvores) desse (seu adorador). Ó Maruts. Maruts. 3. 3 Ou seja. a métrica é Gāyatrī. a ele que supera todos os homens: que seja dele a força que chega até o Sol. Índice ◄►Hino 87 (Wilson) ____________________ Hino 86. e o hino é repetido. Desfrutando da proteção de vocês que veem todas as coisas. isto é. Honrados com sacrifício ou com a adoração dos hinos dos sábios. ouçam o chamado. 6. Afortunado será aquele mortal. vocês têm mostrado seu poder. Maruts (Griffith) 1. E que ele por quem sacerdotes ministrantes têm afiado 2 a sapiente (tropa de Maruts) caminhe entre pastos lotados de gado. Dissipem a escuridão que oculta. com o brilho (do qual) vocês têm destruído os Rākṣasas. e que (alimento) abundante seja obtido por aquele que os glorifica. e labuta em seu serviço. Que os fortes Maruts ouçam a ele. 7. 2. A libação é derramada para o (grupo de) heróis. ouçam a invocação dos louvores do adorador com ou (sem) 1 sacrifícios. Varga 12. Maruts (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi e deuses os mesmos. 2. Possuidores de vigor verdadeiro.

louvor e alegria são cantados. ele de fato tem os melhores guardiões. O desejo do coração daquele que ama. Ó vocês de força verdadeira. Ó heróis verdadeiramente fortes. Índice ◄►Hino 87 (Griffith) ____________________ Hino 86. afastem de nós todo demônio devorador. 10. façam isso manifesto com poder! Atinjam o demônio com seu raio! 10. ele viverá em um estábulo rico em gado. Sim. portanto significava originalmente um ogro com dentes ou mandíbulas grandes. 8. ó Maruts. AṢṬAKA I. que significa attrin. Ó vocês de força verdadeira. 4. ó Maruts que afugentam. 8. pelas graças dos deuses velozes (os deuses da tempestade). ó (filhos) poderosos dos céus. Ocultem a escuridão horrenda. Ó Maruts. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. temos sacrificado em muitas colheitas. façam isso manifesto por sua grandeza: golpeiem O demônio com seu raio. 2. é um dos muitos nomes atribuídos aos poderes da escuridão e injúria. Vocês que são propiciados por sacrifícios ou pelas orações do sábio. o homem poderoso para quem vocês concederam um sábio. e. destruam todo demônio de presa.266 Cujas oferendas vocês transportam. aquele homem em cuja habitação vocês bebem (o Soma).5 Criem a luz pela qual nós ansiamos. um devorador’. Ele é derivado de atra. VARGA 11-12. Escondam a escuridão horrenda. como as nuvens de chuva flutuantes passam sobre o sol. ó homens de força verdadeira. Pois nós. 7. A ele que os poderosos Maruts ouçam. 9. a ele que supera todos os homens. – Max Müller. aquele mortal cujas oferendas vocês levam. ouçam o chamado. 6. 1. 5 . ou do desejo do suplicante. vocês conhecem a labuta daquele que canta seu louvor. Vocês que tomam conhecimento do suor daquele que os louva. HINO 86. ADHYĀYA 6. 5. que quer dizer dente ou mandíbula. ó Maruts! 3. No altar desse homem forte (aqui) Soma é derramado em sacrifícios diários. ‘Atrin.4 9. Façam a luz pela qual nós almejamos! Índice ◄►Hino 87 (Müller) ____________________ 4 Do suplicante que ama e reza para vocês. Que seja abençoado.

os mais amados. a uma parte da efusão da ṛjīṣa. Quando. inconstantes. sempre jovem. e. de grito alto. significa uma frigideira. ‘tendo a cor de mel’. impetuosos. Portanto despejem sobre seu adorador a chuva de cor de mel. ele acrescenta. irredutíveis. ativos. 6. uns poucos apenas em número. nas libações do Soma. são visíveis (no céu). 2. eles adquiriram nomes que devem ser recitados em sacrifícios. pois. têm sido participantes satisfeitos do (alimento sacrifical). alegres. 5. na terceira cerimônia diária. Nós declaramos.4 impecáveis. visto que eles ficaram ao lado.5 como os céus com estrelas. Quando eles reúnem (as nuvens). como certos raios do sol. por nosso nascimento de nosso antigo pai. inseparáveis1 participantes da oblação vespertina. ou. movendo-se rapidamente. os Maruts sendo chamados dessa maneira porque eles têm direito. métrica Jagat ī. eles demonstram seu poder inerente. então. levada por cervos. eles derramam (as águas). dotados de grande força. mas aqui o comentador parece considerá-lo como um sinônimo de Soma. como uma esposa (cujo marido está ausente). no uso comum. 1 Sempre associados em tropas. são os protetores desse nosso rito. eles se tornaram possuidores de uma posição adequada e apropriada para os Maruts. 4 Por tornarem ricos seus adoradores. Ou o termo pode significar. e envolvidos por energia. Maruts (Griffith) 1. e livres de medo. o qual não é explicado muito claramente. cheios de força.2 adorados constantemente. os mais valorosos. ao longo de certo caminho (do céu). 3 Madhuvarṇa. sendo igualmente pura ou transparente. 1. que são genuínos libertadores do débito. Abordados com louvores. Índice ◄►Hino 88 (Wilson) ____________________ Hino 87. Vocês. vocês reúnem as (nuvens) moventes que passam. ‘os adquirentes ou recebedores dos sucos’. eles têm se apresentado com ornamentos brilhantes. eles têm derramado (chuva) voluntariamente. e líderes (das nuvens). nunca humilhados. (os Maruts). Ṛjīṣa. ou no culto vespertino. imóveis. O termo é ṛjīṣiṇaḥ. e agitando (as rochas sólidas). armados com armas brilhantes. Varga 13. que a língua (de louvor) acompanha a manifestação (invocação dos Maruts). louvados com hinos pelos sacerdotes. para o bom trabalho. para o bem-estar (da humanidade). 2 . Maruts (Wilson) (Sūkta (III) Ṛṣi e deuses como antes. senhores dessa (terra). a terra treme por causa dos seus movimentos impetuosos. voando. Aniquiladores (de adversários). 4. Combinando-se com os raios solares. como aves. nas partes mais próximas (do firmamento). Cantores sonoros. de acordo com o comentador. Maruts. A tropa de Maruts é automovente. por seus adornos corporais.3 3.267 Hino 87. e derramadores de chuva. encorajando Indra no conflito. entrando em colisão com seus carros.

até agora só poucos em número. Armados com suas espadas. os cantores. alegres. Automovente é aquele grupo jovem.10 – 5 ‘Refere-se aos Maruts. Eles. e você derramam a fertilidade (chuva) como mel para aquele que os louva. . abaladores de tudo. nos despenhadeiros vocês amontoam a nuvem movente. VARGA 13. 3. tu descobres o pecado. rugindo alto. – Max Müller. 1. Maruts. Nós falamos pela nossa linhagem desde o nosso Pai primordial. 5. serás protetora dessa prece. por isso ela exerce domínio.7 quando nos caminhos (celestes) eles atrelam (seus cervos) em busca da vitória. Quando. Derramem abundância. poucos somente. com os seus cavalos pintados. Eles os alegres. como se estivesse enfraquecida. Esplendores eles ganharam por glória. então os barris (nuvens) em seus carros pingam em todos os lugares. eles possuíram o próprio lar amado dos Maruts. se agita. ó Maruts. eles que usam anéis brilhantes. Vithurā ' ocorre várias vezes no Ṛg-Veda. a hoste viril ajudará essa prece. 6. 4. como pássaros. quando em seus caminhos eles jungem seus carros para a vitória. e irrepreensível. descobridora de pecado: assim tu. que são representados como surgindo gradualmente ou apenas mostrando-se. como as cinco estrelas no céu’. tu és sem defeito. raios eles obtiveram. os mais amados e mais viris. 5. mas nunca no sentido de viúva.8 move-se por si só. Portanto. investida de poderes. nós vimos antes. os inalteráveis. 2. armados com lanças brilhantes. mas cavalos para os seus carros. vocês são como pássaros em qualquer caminho que seja. eles mesmos admiram seu poderio. Quando vocês viram seu caminho através das fendas. os que agitam (as nuvens) têm eles próprios glorificado a grandeza deles. impetuosos e não temendo a ninguém. desse modo ele tem domínio senhoril. os impetuosos. [Hino 37. para aquele que canta o seu louvor. e homens para celebrar seu louvor. a nossa língua sai à visão do Soma. como os céus com as estrelas. em qualquer estrada que seja. A terra em suas corridas treme como se fraca e cansada. eles haviam se juntado a Indra na labuta do combate. com lanças brilhantes. 7 Não há autoridade para a explicação de vithurā'-iva de Sāyaṇa. 4. a nossa língua. gritando.9 quando os cantores (os Maruts) se juntaram a Indra em atos. dotado de força e poder. AṢṬAKA I. 3. HINO 87. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Tu realmente és verdadeira.] 9 O suco Soma inspira o poeta com eloquência. Dotados de vigor e poder superior. só então eles receberam seus nomes sagrados. 8 Que os Maruts não têm apenas pṛṣatīs. Hoste Forte. As nuvens em todos os lugares derramam chuva sobre os seus carros. Por causa das acelerações deles a terra treme. a terra treme como uma viúva. têm se enfeitado com seus ornamentos brilhantes.268 2. e nós somos guiados pela tradição recebida dos nossos ancestrais. nota 12. os que nunca recuam.6 Quando. 6 O suco Soma nos inspira. Verdadeira és tu. com cavalos malhados. os que rugem. quando nós vemos o Soma. só então eles obtiveram seus nomes sacrificais. de cor de mel. Aquela comitiva jovem (dos Maruts). Índice ◄►Hino 88 (Griffith) ____________________ Hino 87. ADHYĀYA 6. Nós falamos conforme a maneira do nosso velho pai.

e se estabeleceram no que se tornou posteriormente conhecido como o seu próprio domínio. eles obtiveram raios. o que significa que naquele momento eles se tornaram o que são. e destemidos. a menos que nós o tomemos como uma continuação do verso anterior. Esses Maruts.269 6. obtiveram esplendores por sua glória. não só isso. e homens para celebrá-los. o seu próprio lugar entre os deuses que são invocados no sacrifício. acelerando juntos. 11 O significado desse verso conclusivo não é muito claro. eles encontraram o domínio amado dos Maruts. Foi dito lá que os Maruts obtiveram seus nomes sagrados depois de terem se juntado a Indra em seu trabalho. Tendo assim obtido o seu verdadeiro caráter e um lugar entre os deuses.11 Índice ◄►Hino 88 (Müller) ____________________ 10 Os Maruts obtiveram honras divinas somente como uma recompensa por ajudarem Indra em sua batalha com o demônio Vṛtra. . pode-se dizer que eles ganharam ao mesmo tempo esplendor e adoradores para cantar seus louvores. armados com punhais. armados com belos anéis.

como aves. para vocês. armados com lanças. Os dias se passaram em volta de vocês e voltaram. e. carregadores de carros. fulvos. (filhos de Gotama). Maruts. ó anelantes. Maruts. bem armadas. 4 Vārkāryāṃca devīm. adoradores abastados enriquecem a pedra (que mói a planta Soma). ressoando com doces canções. Esse hino é conhecido como o mesmo que aquele o qual Gotama recitou. Maruts. Esse é aquele louvor. fulvos que aceleram seus carros. Voem para nós com os alimentos mais nobres. 3. 1 Veja a nota 6 do hino 85. algum peã ou canção de triunfo pertencente aos Gotamas’. 3. desçam. Índice ◄►Hino 89 (Wilson) ____________________ Hino 88.2 A terra eles têm atingido com a borda da roda do carro. e deram esplendor ao rito para o qual água era essencial.4 Os Gotamas fazendo sua oração com cânticos empurraram para cima a tampa do poço para beber a água. ó de grande poder. Triṣṭubh. (e nos tragam) alimento farto. Prastārapaṅkti.270 Hino 88. Como eles agitam florestas. 3 4. 6. o qual. (hábeis para ganhar) domínio. armados com armas de ferro. a métrica da primeira e última estrofes. eles sulcam a terra com as rodas das suas carruagens. em seus carros carregados de raios. Maruts (Griffith) 1. eles têm colocado a pedra em movimento. 2. Para qual glorificador (dos deuses) eles se dirigem. visto que (vocês colocaram) alimentos em nossas mãos. Brilhante como ouro é aquele que segura o raio. – M. Dias felizes sobrevieram a vocês. 1. de movimento rápido. para o benefício dele? Brilhantes como (ouro) polido. 3 Os homens têm espremido o suco Soma e oferecido libações para vocês. Com seus corcéis de cor vermelha ou. Müller. como antes. como pássaros. eles vêm por glória. Fazedores de boas obras. ó Maruts muito poderosos e bemnascidos. [Veja a nota 8. O portador do trovão ou raio é Indra. Venham para cá. (para vocês) eles promovem sacrifícios grandiosos. por acaso. Por beleza vocês têm espadas sobre seus corpos. as (armas) ameaçadoras se encontram em seus corpos. ergueram no alto o poço (fornecido) para a sua residência. quando ele os viu sentados em suas carruagens de rodas douradas. Por sua causa. com suas carruagens brilhantes. Virāḍrūpā. 2. Varga 14. Maruts bem nascidos. (oferecendo) oblações com hinos sagrados. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e divindade.] 2 . 4. glorifica cada um de vocês. assim que eles possam animar nossos espíritos. sem dificuldade. condizente (com os seus méritos). Maruts. com versos sagrados. em seu (louvor). O discurso do sacerdote agora os glorificou. com seus cavalos vermelhos. alados com cavalos. ‘A suposição mais provável é que vārkāryā era o nome dado a algum hino famoso. da quinta. do restante.1 5. Maruts. atreladas a corcéis. Venham. quando sedentos. e destruindo seus inimigos mais poderosos. para trás. para essa prece e para esse culto solene. acelerando para lá e para cá. como (árvores) altas. e armados com o raio. Os filhos de Gotama.

Aquele que detém o machado 6 é brilhante como ouro. 1. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. e esse rito sagrado. Nenhum hino como esse jamais foi conhecido antes o qual Gotama cantou diante de vocês. como a voz de alguém que ora. os Gotamas. quando ele os viu em rodas douradas. 6. a qual é aqui. O levantamento da tampa do poço para beber significa que eles obtiveram chuva a partir da nuvem. vocês poderosos! 2. – com o aro da roda do carro eles têm atingido a terra. HINO 88. 6 . que os Gotamas há muito são devotados aos Maruts. representada como um poço coberto. empurraram para cima a tampa do poço (a nuvem) para beber. ó Maruts. continuadas no verso seguinte. 6. esse último particularmente. Em direção a vocês essa dose refrescante do Soma se apressa. que eles incitem nossas mentes como eles agitam as florestas. como antes. Índice ◄►Hino 114 (Müller) ____________________ 5 Esse verso é muito obscuro.271 5. se Indra for aqui inferido. onde é dito que o presente hino é como aquele que Gotama compôs quando viu os Maruts ou falou deles como javalis com presas de ferro. a espada ou o raio. quando sobre suas rodas douradas ele viu vocês. Maruts.5 Índice ◄►Hino 89 (Griffith) ____________________ Hino 88. ó Maruts. AṢṬAKA I. ou. e alados com cavalos! Voem para nós como aves. ó Maruts. os vigorosos (entre vocês) agitam a pedra7 (para destilar Soma). 3. Nenhum hino desse tipo jamais foi conhecido como esse que Gotama cantou para vocês. pode ser. ressoando com belas canções. ó Maruts bem-nascidos. de volta para essa prece. VARGA 14. Eles vêm gloriosamente em seus cavalos vermelhos. Em seus corpos há adagas por beleza. Dias se passaram em volta de vocês e voltaram. no nosso caso. 7 A agitação da pedra pode ser a agitação da pedra para destilar o Soma celestial ou a chuva. Por vocês mesmos. Venham para cá. em outras palavras. pode ser. javalis avançando por todos os lados com presas de ferro. em seus cavalos fulvos que aceleram seus carros. 8 O sentido da linha inteira parece ser que muitos dias se passaram para os Maruts. fazendo oração com canções. Esse discurso reconfortante avança ressoando em direção a vocês. 4. ou. Ou. uma vez dirigido a eles por Gotama. com o seu melhor alimento. ADHYĀYA 6. javalis selvagens avançando por todos os lados com presas de ferro.8 ó falcões. abastecidos com lanças. e. 5. uma idéia frequentemente recorrente nos hinos do Veda. em seus carros carregados com relâmpagos. como o discurso de um suplicante: ele correu livremente das nossas mãos como nossos discursos estão acostumados a fazer. bem como para o famoso hino. Eu sigo a tradução de Max Müller que é ‘em grande parte conjetural’. Ela se apressa livremente das nossas mãos como essas libações costumam fluir.

4 Tārkṣya é um patronímico. 5 Isso pode ser afirmado de todas as divindades. no Vāyu Purāṇa. a circunferência de uma roda. porque elas recebem oblações através da boca de Agni. cercando os perversos com seus laços. Nós chamamos aquele senhor dos seres vivos. É duvidoso se nós temos alguma referência ao veículo de Viṣṇu. – Bhaga. Mas Ariṣṭanemi ocorre. Ele é chamado. cujos corcéis são cervos pintalgados. da sexta. 1 A maioria desses. significando filho de Tṛkṣa. Garuḍa. 5 observadores (de todos). Que os deuses. Garutman. como uma divindade no céu. a classe de Maruts. e que a bondosa Sarasvatī nos conceda felicidade. desça sobre nós. guarde o nosso bem-estar. secar. não se afastando de nós. e destruidoras (de inimigos) venham para nós de todos os quadrantes. porque manda chuva e. ou. 2. Mas o comentador aqui também explica as funções deles: Bhaga e Mitra são Ādityas. das últimas três. Os Aśvins são assim chamados ou por terem cavalos. que nós obtenhamos a amizade dos deuses. para o aumento das nossas riquezas. estejam sempre conosco. 3. Varuṇa é nomeado a partir de vṛi. mas o hino é dirigido aos Viśvedevas. o filho de Tṛkṣa. A métrica das primeiras cinco estrofes. Soma. cap. – que todos os deuses venham para cá para a nossa preservação. Aryaman. Aśvins. Que o vento sopre para nós o medicamento agradável. circundar. que ouve muito louvor.272 Hino 89. como ar. para a nossa proteção. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. Nenhuma outra especificação é dada. o senhor do dia. Asridh. que Pūṣan. Dakṣa. ele é. Indra. ocorreram antes. (estabelecidos) na língua de Agni. o outro. aquele medicamento que os Aśvins. que deve ser propiciado por meio de ritos religiosos. são qualificados para aplicar. Que Indra.3 o (transportem para nós). e da sétima. 2 Bheṣajaṃ. o primeiro pode significar. Como Pūṣan sempre tem sido o nosso defensor. Gotama. Que os Maruts. 304 e 306 da versão em português. de sridh. e. no texto. Soma é duplo: a planta assim chamada na terra. Aryaman é o sol. Que a graça benevolente dos deuses (seja nossa). também.2 que a mãe terra. é o nome do patriarca Kaśyapa: o mesmo faz de Tārkṣya um sinônimo de Aruṇa. Nós os invocamos com um texto antigo. e que os deuses estendam nossos dias à longevidade. Asridh. vv. Mitra. que a generosidade dos deuses. de acordo com Yāska. que são os filhos de Pṛśni. Varga 16. 4. Que obras auspiciosas. frequentadores de sacrifícios. Varga 15. – cuja roda da carruagem é desimpedida. que. os Aśvins. ou. 7. . ouçam (o nosso pedido). ou por permearem todas as coisas. como os médicos dos deuses. Varuṇa. não molestadas. especialmente. e radiantes como o sol. Aditi. e o último é. e. e são causadoras de prazer o (tragam para nós). assim que ele (continue) o tranquilo guardião do nosso bem-estar. 6. capaz de criar o mundo. e a lua. que devem ser meditados. págs. guarde o nosso bem-estar.] como o nome de um Prajāpati. Virāṭsthānā. 5.1 4. que o pai céu. com luz. guarde o nosso bem-estar. como sempre. que as pedras que espremem o suco Soma. Aditi é a mãe dos deuses. de acordo com o comentador. Dakṣa é chamado de Prajāpati. aquele protetor das coisas imóveis. é Jagat ī. como antes. de Ariṣṭanemi – aquele que tem armas (nemi) ilesas ou irresistíveis (ariṣṭa). e o céu. 54 e 111. ou vida.4 de armas sem mácula. 3 A terra é chamada dessa maneira porque ela produz todas as coisas necessárias à vida. a alvorada personificada. não secante. de modo que a passagem pode significar Ariṣṭanemi. que sempre favorece os honestos. sem obstáculos. [parte 2. para o nosso progresso. indiretamente nutre todas as coisas. que conhece todas as coisas. que Tārkṣya. que se movem graciosamente. mas nos concedendo proteção dia a dia. aqui incluídos entre os Viśvedevas. ele é o criador (Hiraṇyagarbha) difundido entre as criaturas que respiram ou vivem. um com umidade. segundo algumas autoridades. o senhor da noite. 1. isto é. Triṣṭubh. portanto. imutável.

De acordo com Yāska. 2. Aditi é mãe. empenhados em seus louvores. e vitoriosos.6 10. crianças. Gandharvas (incluindo as Apsaras). nota 4. Varuṇa. desimpedidos. não nos deixem nos tornarmos tão fracos e débeis a ponto de sermos. 7 Aditi. auspiciosa. Aditi é as cinco classes de homens. que desça sobre nós a generosidade dos deuses justos. deuses. e diferentemente na nota 6. é um Āditya considerado no Veda como concessor de prosperidade e como instituindo ou presidindo o amor e o casamento. com membros firmes e corpos (sadios). Aditi é todos os deuses. Asuras e Rakṣasas. Serpentes. pode. 13 O Senhor da Prece. e nosso Pai Céu. 4. Que o vento sopre em direção a nós aquele remédio agradável.273 8. significando literalmente ‘a independente’ ou ‘a indivisível’. 9. “Aditi é louvada como idêntica ao universo”. não intervenham. o Mestre de toda riqueza.] é dito que as cinco classes de homens são as quatro castas e os párias. que Indra nos torne prósperos: que Pūṣan nos torne prósperos. Aryaman. Nós os chamamos para cá com um hino do tempo antigo. . [hino 7. nunca enganados. Bhaga.11 e as pedras concessoras de alegria que espremem o suco da Soma. o hino declara o poder de Aditi (Nir. Aditi. Ilustre por toda parte. ou. desfrutemos. Deuses. 9 Bhaga. que vocês. Que Tārkṣya12 com aros das rodas ilesos nos torne prósperos: que Bṛhaspati13 nos dê prosperidade. Gandharvas. Aditi7 é o céu. por quem nossos espíritos almejam. nossos guardiões dia a dia incessantes em seus cuidados. Isso também é interpretado como cinco classes de seres. Júpiter. com os nossos ouvidos. que Pūṣan possa promover o aumento da nossa riqueza. Visto que cem anos foram estabelecidos (para a vida do homem). Que a graça auspiciosa dos Deuses seja nossa. 11 Pitā Dyaus = Pater Zeus. o que é bom. ou. pai e filho. Nós invocamos por ajuda aquele que reina supremo. e Pitṛs. IV. 23). Que nós ouçamos. e precisarmos do cuidado paterno dos nossos próprios filhos. 5. significar ou a terra ou a mãe dos deuses. de modo que nossos filhos se tornem nossos pais. com os nossos olhos. ouçam isso. Que Sarasvatī. Homens. conceda felicidade. 12 Geralmente descrito como um cavalo divino e provavelmente a personificação do Sol. Deuses. os Aśvins. portanto às vezes associado com Prajāpati. Aśvins. conforme Sāyaṇa. Soma.10 Mitra. por infligirem enfermidade em nossos corpos. o Senhor de tudo o que fica parado ou se move. que nós vejamos. A amizade dos deuses nós temos procurado devotamente: assim que os deuses prolonguem a nossa vida para que nós possamos viver.9 o amigável Dakṣa. no meio da nossa existência passageira. objetos de sacrifício. Viśvedevas (Griffith) 1. que a Terra nossa Mãe o dê. 7. enumerado por Yāska entre os deuses da esfera mais elevada. 8 Como citado antes. 10 Dakṣa é um poder criativo associado com Aditi e. 3. nosso defensor e nosso guarda infalível para o nosso bem. Aditi é o firmamento. que nós. Índice ◄►Hino 90 (Wilson) ____________________ Hino 89. deuses. como se encontra no Nirukta III.8 Aditi é geração e nascimento. que os Deuses possam estar sempre conosco para o nosso benefício. o período de vida concedido pelos deuses. 6 Isto é. inspirador da alma. 6. Pitṛs. o que é bom. aqui. Que poderes auspiciosos venham a nós de todos os lados. ou. segundo o comentador. por assim dizer.

Cem outonos15 estão diante de nós. Não interrompam no meio o nosso período de vida fugaz. Com membros e corpos firmes que nós. 9. Aditi é a Mãe e o Pai e o Filho. que nós com os nossos ouvidos ouçamos o que é bom. ó Santos. Aditi é os homens de cinco classes.274 7. ó Deuses. dentro de cujo prazo vocês levam nossos corpos à decadência. Aditi é tudo o que nasceu e nascerá. Aditi é todos os Deuses. Os Maruts. sábios. em cujo espaço de tempo os nossos filhos se tornam pais. cuja língua é Agni. Deuses. 10. – que todos os deuses venham para cá para a nossa proteção. que recebem oblações através de Agni ou fogo. e com os nossos olhos vejamos o que é bom. levados por cavalos malhados. 15 . Aditi é o ar. Filhos de Pṛśni. que visitam ritos sagrados frequentemente.14 brilhantes como o Sol. Considerada como a duração natural da vida humana. 16 A Infinita. por sua vez. glorificando-os. Índice ◄►Hino 90 (Griffith) ____________________ 14 Ou seja. 8. atinjamos o período de vida atribuído pelos Deuses. Aditi16 é o céu. Natureza Infinita. movendo-se em glória.

os rios trazem (águas) doces. Que Mitra seja propício para nós. que são imortais. Que Vanaspati seja possuidor de doçura para conosco. o mesmo é o caso na versão seguinte desse hino. com seu poder Guardam eternamente as leis sagradas. Pois eles são os distribuidores de riqueza (no mundo inteiro). 2. aniquilando os nossos inimigos. e 8 podem ser lidos como ‘doce’ ou ‘doçura’.1 regozijando-se com os deuses. Que o adorável Indra. Que a noite e a manhã sejam encantadoras. Deuses Imortais para os homens mortais. enriqueçam nossos hinos com vacas. 4 [Todos os adjetivos dos versos 6. 3. os Deuses a serem adorados. 8. Varga 18. Pūṣan. 7. – e Aryaman. Viśvedevas (Griffith) 1. 1 É dito que Aryaman é o sol. 3 O termo do texto é evayāvaḥ. Que eles nos concedam proteção. e Mitra nos guiem. e Bhaga. 5. Os ventos trazem doces (recompensas) para o sacrificador. cumprem suas funções todos os dias. ou o deus que está em toda parte. os Maruts.] 2 . na qual ela é Anuṣṭubh. a métrica é Gāyatrī. que o gado seja doce para nós. Viṣṇu. e. sejam propícios para nós. Que eles demarquem o nosso caminho para a felicidade.4 9. Abençoem-nos com toda prosperidade. 7. Pūṣan. (em direção aos nossos desejos). que Aryaman. pelo comentador. a nós mortais. Índice ◄►Hino 91 (Wilson) ____________________ Hino 90. em sua função de separar o dia da noite. Indra. E Bhaga. os Maruts. exceto na última estrofe. Pūṣan. 5. felicidade. Sim. que o céu protetor seja agradável para nós. ele que conhece. que Indra e Bṛhaspati sejam propícios para nós. tornemnos prósperos. o qual é explicado. que a região da terra seja cheia de doçura. 2. que o sol seja imbuído de suavidade. não iludidos. 4. Pois eles são distribuidores de riquezas. Viṣṇu. Que Varuṇa e o sábio Mitra nos guiem. por caminhos diretos. Que Varuṇa com orientação direta. Afugentando os nossos inimigos. vocês que seguem seu rumo.275 Hino 90. 4. nunca negligentes.2 Maruts. 1. que Varuṇa. concedam. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e os deuses são os mesmos. Varga 17. Que eles. dirijam nossos caminhos de modo (que eles possam levar) à obtenção de boas dádivas. por eles andarem a cavalo (evaih). 3. É dito que Viṣṇu é aquele que permeia. que Viṣṇu de passos largos seja propício para nós. 6. e. como a tropa de Maruts. E Aryaman em harmonia com os Deuses. Pūṣan.3 tornem os nossos ritos revigorantes para o nosso gado. Que as ervas produzam doçura para nós.

Os ventos sopram coisas doces. caminhando sobre ou percorrendo os três mundos. Amável seja o nosso Pai Céu para nós. Que Mitra seja benevolente para nós. Agradável seja a noite e agradáveis as alvoradas. e Viṣṇu do passo largo formidável. 8. assim que as plantas sejam doces para nós.5 Índice ◄►Hino 91 (Griffith) ____________________ 5 Como o Sol. e Varuṇa e Aryaman: Indra. e Bṛhaspati sejam gentis. Que a árvore alta seja cheia de doces para nós. 7. 9. agradável a atmosfera terrestre.276 6. os rios derramam coisas doces para o homem que cumpre a Lei. e cheio de coisas agradáveis o Sol: Que as nossas vacas leiteiras sejam afáveis para nós. .

o senhor das plantas. dos brâmanes. Tu. Soma. és percebido completamente pela nossa compreensão. por causa da parte essencial que desempenha nele. Soma. aproxima-te. Soma. Varga 19. o soberano dos virtuosos. por tuas bênçãos. Soma (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é. Familiarizados com hinos. 1 [Indu: Griffith. Soma. Gotama. para que ele possa desfrutar. nós te exaltamos com louvores. Cresce. a décima sétima. tens sido bem nutrido pelas oferendas sacrificais. Defende-nos. o deus é Soma. Pela tua orientação. Tu. protege-nos do pecado. como homens em suas próprias residências. ‘o protetor (pati). tu és o sacrifício santo. ainda. como o aumentador do nosso rito. Uṣṇih. da quinta à décima sexta estrofe. e viver. Tu. Sat pode ser explicado. tu nos guias ao longo de um caminho correto. Dotado de todas as tuas glórias (que são mostradas) por ti no céu. 2. 6. como Aryaman. e sê. ilustre 2 Soma. para nós. real Soma. 4. Veja abaixo. e livre de ira.] Ou real (rājan) Soma. nas montanhas. 11. 3 Satpatistvaṃ rājota. 12. 4 Soma pode ser considerado como identificável com sacrifício. o removedor de doença. a métrica é Gāyatrī. e (és notável) por tua grandeza. Soma. Varga 21. àquele que te adora. Aceitando esse nosso sacrifício. Protege-nos. Tu. também. aproxima-te. o resto. o concessor de bem-estar. Indra. é grandiosa e profunda. um amigo excelente. tu és o purificador (de todos). tu. Tu. por afeição. e conheces todas as coisas.3 ou mesmo o matador de Vṛtra. sê nosso amigo. nas águas. segundo o comentador. seja velho ou jovem. ou o rei (rājā). bem disposto para conosco. nós não morreremos. 14. és o fazedor do bem por meio de atos sagrados. como o amado Mitra. 10. Tu concedes. tua glória. o guia dos homens. tu és poderoso. 15. O sábio experiente elogia o mortal que. 7. 8. divino Soma. és o protetor. Soma. Soma. 2 . satisfeito com nosso serviço. esse nosso louvor. Soma. Teus atos são (como aqueles) do real Varuṇa. Soma. o conhecedor de riquezas. Soma. tu és o aumentador de todos. 3. o aumentador de nutrição. na terra. O amigo de alguém como tu nunca pode perecer. tu és o derramador (de benefícios). como brâmane. tu. sê nosso protetor com aqueles auxílios que são fontes de felicidade para o doador (de oblações).4 Varga 20. reside alegremente em nossos corações. que és benigno. de todos os que buscam nos prejudicar. prosperidade. Se tu quiseres. 5. 9. Triṣṭubh. te glorifica. por tuas energias. Soma. compondo a frase. amante de louvor. és vida para nós. 1 os nossos pais virtuosos obtiveram bem-estar entre os deuses. Varga 22.277 Hino 91. 1. Sê diligente no fornecimento de alimento (para nós). Soma. 16. aceita nossas oblações. 13. da calúnia. como gado em pastos novos. nas plantas. Sê para nós. Que vigor chegue a ti de todos os lados.

6 distribuíram entre os deuses a sua quota de tesouro. com luz. Nós nos regozijamos. – Com todas essas. Que os sucos leitosos fluam em volta de ti. uma porção de riqueza. a Asclepias ácida. ao longo do caminho mais reto tu és nosso líder. bem satisfeito e não com raiva. e que é uma honra para seu pai. 4. nesse hino. o qual alude à função de dissipar a escuridão por meio da luz. 5. Poucas passagens indicam a primeira distintamente.43. estando plenamente nutrido.8. sim. Àquele que cumpre a lei. 7. Soma (Griffith) 1. Exultante Soma. 19. um amigo. a Lua. Para aquele que oferece (oferendas) Soma dá uma vaca leiteira. tu tens dissipado. e as vacas. Divino e potente Soma. Com todas as tuas glórias na terra. 6 Outro nome de Soma.) em combate. Soma. Teus são os eternos estatutos do Rei Varuṇa. proporciona. 18. Tu. por teu discernimento és o mais sábio.278 17. adorável. a escuridão. com tua mente brilhante. o que transporta (para além das dificuldades). no céu. tens gerado todas essas ervas. Tu. triunfante entre hostes. para nós. a nós. e vitorioso. tu tens estendido o vasto firmamento. 22. concede. 3. evidentemente. e um filho que é competente em afazeres de qualquer natureza. nas plantas e nas águas. grande confusão. o não-destruidor de progênie. ó Soma. Soma. 7 As tuas leis são as mesmas porque as leis de Varuṇa têm sua origem em ti. Veja 1. talvez. acompanhado por heróis valentes. que és concessor de bem-estar. a água. assíduo em culto. o outorgante de céu. Soma. 5 Há. 21. hábil em assuntos domésticos. por tua orientação.5 Índice ◄►Hino 92 (Wilson) ____________________ Hino 91. nossas oferendas. Defende-nos (dos nossos inimigos. Nossos antepassados sábios. entre Soma. Soma. nota 9. aqui identificado com a Lua que ensina aos homens as épocas apropriadas nas quais adorar os Espíritos dos Mortos ou Antepassados divinizados. ó Soma. tu dás felicidade. guia dos mortais. que o nosso sacrifício seja envolvido por todas elas. és o Senhor dos heróis. o verso vinte e dois. que ocupa uma residência brilhante. Soma. contemplando-te. Tu. o preservador da força. como Aryaman. que oferendas sacrificais e vitalidade sejam concentradas no destruidor de inimigos. o Rei. tu matador de Vṛtra: Tu és energia auspiciosa.7 nobre e profunda. invencível em batalha. que seja teu desejo que nós possamos viver e não possamos morrer: Senhor das plantas amante de louvor tu és. Quaisquer das tuas glórias que (os homens) cultuem com oblações. 23. e. E. 20. Tu. 2. Indu. és preeminente por sabedoria. tanto velho quanto jovem. Tu és supremo acima da coragem de (qualquer um dos) dois oponentes (mútuos). Soma. Varga 23. que nós prosperemos. célebre na sociedade. aceita. forte por tuas energias e possuidor de tudo. um cavalo veloz. exceto. é tua glória. sê. Todo-puro tu és como Mitra o amado. 6. Soma. nas montanhas. e Soma. Bem supridos com alimento. Vem para as nossas mansões. nascido entre sacrifícios. cresce com todas as plantas que se entrelaçam. ó Soma. por glórias tu és glorioso. . renomado. o concessor de chuva. para a nossa imortalidade. tu és poderoso por todos os teus poderes e grandeza. E energia para que ele possa viver. que nenhum (adversário) te aborreça. iguarias excelentes no céu. ó real Soma.

e com luz tu tens dissipado as trevas. Que ninguém te impeça: tu és o Senhor da bravura. crescendo para a imortalidade. grande através de todos os teus raios de luz. salvador em batalhas. e poderes. Para aquele que adora Soma dá a vaca leiteira. Enriquecedor. Ó Soma. 15. por todos os lados daquele que nos ameaça: nunca deixa O amigo de alguém como tu ser prejudicado. 21. 9. para o adorador. ó Soma. vem. E fica perto para nos tornar prósperos. poupando os valentes. muitíssimo famoso.279 8. com as nossas canções sagradas: Vem até nós. bem abrigado. 9 . Soma. Índice ◄►Hino 92 (Griffith) ____________________ 8 O próprio Soma. Protege-nos. nascido em meio a hinos. e vigor imenso subjugador de inimigos. Soma. 10 Através de todos os teus talos [ou filamentos. essas vacas leiteiras. de acordo com Ludwig que considera Soma como a planta. Com aqueles auxílios encantadores que tu tens. Soma.11 e essas águas correntes. uma glória para seu pai. 20.10 e sê Um Amigo de mais fama ilustre para nos tornar prósperos. da angústia: Sê para nós um Amigo bondoso. De todos os lados que poderes vigorosos se unam em ti: Permanece no lugar de reunião da força. sê o ponto central e fonte de todo o poder. 16. Aquelas das tuas glórias que com oblações derramadas os homens honram. A ele o Sábio poderoso8 favorece. 10. – Com eles mesmos nos protege. protetor com tropas de heróis. tornando próspera a nossa propriedade. um corcel veloz e um homem de conhecimento ativo. Invencível em luta. guarda do nosso acampamento. vem. Bem-hábeis em discurso nós te magnificamos. que todas ela envolvam a nossa adoração. ganhador de luz e água. Deus Soma. com teu Espírito Divino. torna-te grande. 23. protege-nos. em ti nós nos regozijaremos. o homem mortal que na tua amizade tem prazer. sê. ó Soma o que mais alegra. ó Soma. 19. como vacas leiteiras nos prados cobertos de grama.9 17. tu tens gerado. Torna-te. Fornece para ambos os lados na luta por despojos. um bom amigo para nós. ou todas as finas fibras da planta]. Rei Soma. hábil em deveres domésticos. para as nossas casas. 13. ó mais benevolente. ó Soma: ganha as maiores glórias para ti no céu. para reunião de conselho. obtém para nós uma porção de riquezas. Doador de riqueza. 11. Deus. O espaçoso firmamento tu tens expandido. 18. vencedor. adequado para assembleia sagrada. 22. curador de doença. sê feliz em nossos corações. Aceita esse nosso sacrifício e esse nosso louvor. Salva-nos da censura caluniosa. descobridor de riqueza. vitorioso. Soma. 12. Tu. Em ti que nutrientes suculentos estejam unidos. Soma. Isto é. Como um homem jovem em sua própria casa. ó Soma. todas essas. 14. 11 O leite que deve ser misturado com o suco Soma. ó Soma. Soma. Essas ervas.

‘como um barbeiro’. Varga 24. em vez da personificação singular. como antigamente. 7. 6 Com o aparecimento da alvorada. ela tem consumido. 7. as mães 2 (da terra) radiantes e que se adiantam. para o nosso deleite. literalmente. quando a tradução seria “Uṣas mostra graça. – os quais tu. Uṣas. concede-nos alimento. como sacerdotes consagram o alimento sacrifical em sacrifícios. e. ou possuir. assim os raios da alvorada se espalham pelo céu. Uṣas devolve a consciência (dos seres vivos). como o gado se apressa para seus pastos. para o generoso. a última. As líderes femininas (da manhã) iluminam. ela se apressa para o leste. o qual é endereçado aos Aśvins. ‘criadoras de luz’. 3 Arcanti. dissipa a escuridão. de raios brilhantes. e para o adorador que oferece libações. e as vozes dos homens. Triṣṭubh. como guerreiros polindo suas armas. são ouvidos novamente. e. – como guerreiros4 (com suas armas brilhantes. 2. cultuam. é a frase do texto. associado com progênie e dependentes. 4. exceto no último terceto. e. na vanguarda da batalha). 5 Nṛtūrivā. aquela riqueza abundante que concede fama. ela sorri. XII. 4 O texto tem somente ‘como guerreiros’. iluminando todas as coisas. derramando luz sobre todo o mundo. para obter favor. A filha do céu espera o glorioso sol. mas. como uma dançarina” (peśāṃsi vapate). Essas divindades da manhã. o plural é usado apenas honorificamente. Aurora (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é Gotama. os gritos de vários animais e pássaros. a primeira significando ou escuridão ou elegância. como um barbeiro (corta o cabelo). com armas brilhantes. as divindades que presidem a manhã. 8. Uṣas corta as (trevas) acumuladas. posteridade. Que eu obtenha. ou cortar. as divindades da alvorada têm restaurado. a métrica dos primeiros quatro versos é Jagat ī. Brilhando luminosa. 1 . isto é. (quando satisfeita) por hinos e sacrifícios sagrados. – trazendo todo tipo de alimento para o realizador de boas obras. a escuridão. a incitadora de vozes agradáveis. 3 com seu esplendor inerente. Nirukta. Os raios purpúreos projetaram-se prontamente para cima. encantadora em seu esplendor.280 Hino 92. do restante. e a dadora de alimento. como uma vaca entrega seu úbere (para o ordenhador). as partes mais remotas (do céu). 5 ela desnuda seu peito. a divindade é U ṣas (a Aurora).1 espalharam luz (sobre o mundo). 5. a consciência (das criaturas sencientes). Ela consagra sua beleza. dos últimos seis. segundo o comentador. elas viajam diariamente. 2 Ou mātṛi pode significar simplesmente autora. Nós cruzamos a fronteira da escuridão. em sua trajetória. O comentador explica a comparação: “Como eles se espalham. ou se estender. de acordo com Yāska. Varga 25. elas tornam manifesta a luz na parte leste do firmamento.6 é louvada pelos descendentes de Gotama. e. eles atrelaram (ao seu carro) as vacas vermelhas e facilmente atreladas. têm acompanhado o sol glorioso. como uma aduladora. significando. que és repleta de riqueza. Uṣas. e eminente por cavalos e gado. 3. A luz brilhante dela é vista primeiro em direção (ao leste). 1. ou nṛtū pode significar uma dançarina. tropas de escravos. os céus: mas o termo é usado no sentido de se expandir sobre. Nós temos o termo uṣasaḥ. ela se espalha e dissipa a escuridão densa. mostras. e é caracterizada por cavalos. com um esforço simultâneo. A filha brilhante do céu. no plural. Uṣṇih. 6. ao longo da frente da ordem de batalha. criadora. antes da chegada do sol”.

Uṣas. ou desaparecimento. teus corcéis purpúreos. 10. sua carruagem para a nossa residência. da noite.281 9. 17. de fala verdadeira. que têm mandado luz adorável do céu11 para o homem. ela brilha com luz. Ela ouve a fala de todos dotados de pensamento. como a esposa de um caçador cortando e dividindo as aves. identificados com o sol e a lua. como a noiva do Sol. e traze para nós todas as coisas boas. despertados na alvorada. 18. nascida repetidas vezes. Ela é vista associada com os raios do sol. expandindo-se com seu resplendor. 11 Os Aśvins são. a qual contém gado e ouro. nos tragam força.7 Varga 26. Uṣas. 11. de fato. literalmente. para beber o suco Soma. Jāra. às vezes. desimpedindo cerimônias sagradas. A afluente e adorável Uṣas tem lançado seus raios amplamente. 8 . de outro modo. os destruidores de inimigos. aparece aqui. extensa. possuidora de alimento. dirijam. – que são concessores de felicidade. hoje. sobre essa (cerimônia). desgasta a vida de um mortal. os quais devem ser realizados à luz do dia. destruidores de inimigos. tendo iluminado o mundo inteiro. fazendo da noite a irmã da manhã. como água corrente. significando o causador da decadência. é explicado como Sūrya. se estende. atrela. como no texto. possuidora de vacas e cavalos. tragam para cá. Svasāraṃ é o único termo no texto. o Sol. 15. mas explicado por vyādhastrī.8 Consumindo as eras da raça humana. favorecendo. Ela tem sido vista iluminando os limites do céu. Varga 27. Índice ◄►Hino 93 (Wilson) ____________________ 7 Como uma śvaghnī. como a esposa de um matador de cães. – sentados em uma carruagem dourada. e levando ao desaparecimento aquela (noite) que se retira espontaneamente. ou oferendas para os deuses. ritos divinos. 16. – e se espalha. 10 Não prejudicando. – como (um vaqueiro conduz) o gado (para o pasto). em direção ao oeste. traze-nos aquela riqueza diversa pela qual nós possamos sustentar filhos e netos. os divinos Aśvins. Luminosa Uṣas. A divina e antiga Uṣas. 14. e brilhante com cores imutáveis. acordando todas as criaturas vivas para seus trabalhos. hoje. Que os corcéis. explicado como svayam eva sarantīm. O comentador acrescenta noite. Aśvins. 9 Yoṣā jārasya. A divina (Uṣas). – ‘partindo por sua própria vontade’. Possuidora de alimento. isto é. com intenções favoráveis. ou depois da alvorada. Aśvins. nós poderíamos compreendê-lo em seu sentido usual de ‘irmã’. que é para nos trazer prosperidade.9 12.10 13.

] 19 [amante. Macdonell. a filha do céu estende seu brilho”.23 Despertando para o movimento todos os seres vivos. todas as coisas para o adorador que derrama o suco.21 Aurora. [Macdonell lê: “Criando luz para todo o mundo. visível com vacas e cavalos. Os Gotamas têm louvado a radiante Filha do céu. Dirigindo seus olhares para todo o mundo. a Aurora descerra a escuridão. Criando luz para todo o mundo de vida. 8. Anciã dos Dias. suas teias de luz está tecendo”. Aurora.] 25 “Sāyaṇa toma śvaghnī por ‘a esposa de um caçador’. que espreme e oferece libações de suco Soma. Benfey toma vijaḥ por ‘dados’ e explica a parte da frase como denotando um jogador esperto que manipula os dados por raspá-los.] 16 O poste ou pilar sacrifical. fáceis de serem atreladas. nascida novamente repetidas vezes.] 18 [“A Aurora irrompendo.282 Hino 92. A frase vijaḥ iva ā mināti se repete 13 . [líder de ricas dádivas.12 2. Como heróis que preparam suas armas para a guerra. tropas de escravos. 17 [“Como alguém unge o poste em sacrifícios. Aurora (Griffith) 1. assim ela descobre seu peito. Idem. a Deusa brilha. Macdonell lê de frente para o olho de Sūrya.25 12 As Auroras.] 21 Das aves. que eu ganhe aquela riqueza. Ó tu que resplandeces em glória extraordinária. do mesmo modo como as vacas deixam o curral ou estábulo no qual elas tinham estado trancadas. em filhos bravos. a líder do encanto das vozes agradáveis.18 Ela como uma aduladora19 sorri em luz por glória. incitado adiante por tua força. Macdonell. que acabaram de dar nascimento ao dia. Ela.15 5. Nós atravessamos o limite dessa escuridão. estendendo-se amplamente com seu olhar brilhante em direção ao oeste.. e vijaḥ por ‘aves’. 3. que se espalha e afasta o monstro sombrio. A Deusa desgasta a vida dos mortais.20 7.16 a Filha do Céu obteve seu esplendor maravilhoso. a Aurora abriu os portões da escuridão como quando vacas irrompem de seus estábulos”. Nós vimos o esplendor do seu brilho. com suas nuvens vermelhas. Essas Auroras ergueram sua bandeira.] 20 [para mostrar benevolência. a Aurora irrompendo novamente traz percepção clara. 14 Isto é. logo que ele é aberto de manhã cedo.] 23 [Em vez de com seu olhar brilhante em direção ao oeste. as Mães Vacas. sim. Dama auspiciosa. trazendo descanso para o devoto generoso. As nuvens vermelhas da manhã. como uma dançarina. na metade leste do ar elas espalharam sua luz brilhante. Rapidamente os raios de luz púrpura subiram. era ungido pelos sacerdotes.22 muito afamada por cavalos. 15 O significado. Elas cantam sua música como mulheres ativas em suas tarefas.14 4. elas vêm para frente vermelhas brilhantes em cor. as Vacas Vermelhas13 eles atrelaram. e homens recentemente despertados.. elas alcançaram seu brilho fulgurante. expressado muito obscuramente com uma zeugma rude ou elipse. enfeitando sua beleza com as mesmas vestes. Idem. como as vacas seu estábulo. com suas nuvens brilhantes.] 22 [aliados. Idem.17 6. Idem. Como tintas que enfeitam o Poste em sacrifícios. renomada e ampla. e de face bela despertou para nos alegrar. abriu ou emergiu da escuridão que a cercava. ao qual as vítimas eram amarradas.24 10. tu nos concedes força com progênie e homens. As Auroras trouxeram percepção distinta como antes: de tons vermelhos. Hymns from the Rigveda. veste seus trajes bordados: como uma vaca entrega seu úbere. outros animais. 9.] 24 [O último trecho por Macdonell: “Ela despertou a voz de cada pensador”. é: a Alvorada. como um hábil caçador cortando aves em pedaços. ao longo do seu caminho comum para cá de longe. ela compreende a voz de cada adorador.

a Dama brilha com todo o esplendor do seu amante. 14. ó Aurora. 26 Diminuindo os dias das criaturas humanas. com abundância de cavalos e de vacas Brilha sobre nós neste dia. 186. Muir. atrela ao teu carro teus corcéis purpúreos. como um rio corre suas águas. 27 O Sol. ‘um importunador’. causa radiante de sons agradáveis.28 ela é contemplada visível com os raios do sol. dirijam unânimes Seu carro para a nossa casa rica em vacas e ouro. tão incertas são suas explicações!” – J. 16. A brilhante. que trouxeram o hino do céu. onde Sāyaṇa toma vijaḥ por udvejakaḥ.283 11. trazidos em caminhos de ouro. com adequação pelo menos igual. A expressão pode se aplicar. Tu. a Abençoada resplandece estendendo seus raios como vacas. 15. Índice ◄►Hino 93 (Griffith) ____________________ em 2. [Macdonell lê: “Como apostas reduzidas por um jogador hábil”. 13.27 12. 18. 17. para beber Soma. os cavalos dos Aśvins.] 26 A noite. 28 Sempre obediente à Lei Eterna ou ordem divina do universo. Nunca transgredindo os mandamentos divinos. Original Sanskrit Texts. Ó Aurora enriquecida com ampla riqueza. Ó Aśvins magníficos em ação. 29 De acordo com Sāyaṇa. aos sacerdotes que se levantam ao romper do dia para realizar os sacrifícios matinais. uma luz que dá luz ao homem. . ambos os Deuses dadores de saúde e operadores de milagres. Ó Aurora enriquecida com ritos sagrados.5. Ela apareceu revelando os limites do céu: para muito longe ela rechaça sua irmã. tragam força para cá para nós. Vocês. auspiciosamente. Ó Aśvins. Para cá que aqueles que acordam ao amanhecer29 tragam. E então traze para nós todas as alegrias. V. concede-nos o presente maravilhoso Com o qual nós possamos sustentar filhos e os filhos dos filhos.12.

2 Pela destruição de Vṛtra. e concedam. força (para realizar) ritos religiosos. do restante. Vocês mataram a prole de Bṛsaya. protetores prósperos e diligentes. Agni e Soma. e defendam de todo mal. aquela façanha de vocês. 11. concedam. de três. claramente. a métrica das três primeiras estrofes é Anuṣṭubh. compartilhem da oblação oferecida.4 tornando-se vastos através de louvor. sejam bem nutridas. cuidem dos nossos cavalos. consequentemente. saúde e isenção de mal. derramadores (de desejos). juntos. e chamados por uma invocação comum. Soma foi trazido de Svarga. Agni e Soma. fornecendo (leite que produz manteiga para) oblações. Agni-Soma (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi é Gotama. agindo juntos. derramadores (de desejos). O filho de Tvaṣṭṛ é Vṛtra. 5 O termo é simplesmente devatrā. a nuvem envolvente. Deem para nós. e a ação de Agni e Soma na morte dele é explicada por identificá-los com os dois ares vitais Prāṇa e Apāna. à força. também. ou escuridão reunida. que somos muito ricos. Agni e Soma. 7. sejam benevolentes para nós. 4. ou fardo. vocês tornaram o mundo amplo. de bramanicídio foi incorrido por Indra. abundância de gado com força perfeita. e bons cavalos. do topo da montanha. Agni e Soma. Jagatī ou Triṣṭubh. 3 A imputação. Agni e Soma. o vento trouxe um de vocês do céu. Isso se parece muito com uma lenda purânica. estejam satisfeitos com essas nossas oblações. ouçam favoravelmente essa minha invocação. Agni e Soma. isto é. aqui chamado de Asura. 8. sejam propícios. dotados de riqueza igual. e que as nossas vacas. ao matar Vṛtra. da imputação notória. deem ampla (recompensa) para aquele que oferece para vocês dois essa manteiga clarificada. da oitava. na forma de um falcão. por toda a vida dele. o qual afirma que Agni e Soma são aqueles que são os dois reis dos deuses. a separação dos quais de Vṛtra foi a causa aproximada da morte dele. pois vocês têm sido (sempre) os principais dos deuses. Uma de caráter mais vêdico é. àquele que dirige essa prece para vocês dois. aquele que. alusões alegóricas ao primitivo uso do fogo e da planta Soma em cerimônias religiosas. as águas deles estavam. e tornem o nosso sacrifício produtivo de riqueza. por oblações ao fogo. os deuses são Agni e Soma. que era um brâmane. pela qual vocês levaram as vacas que eram o alimento de Paṇi. e as árvores. Outro texto é citado. protejam o sacrifício dele. têm mantido essas constelações no céu. com a mente devotada aos deuses. fiquem satisfeitos. e libações do suco Soma. e deem felicidade ao doador (da oblação). Gāyatrī. 1 .5 10. quando realizando um sacrifício. 9. para o benefício de muitos. pelo desejo de Bhṛgu. compartilhem dos nossos louvores. para (a realização de) sacrifício. vocês libertaram os rios que tinham sido poluídos. para o sacrificador. e. Essas são. Agni e Soma. Triṣṭubh. as mulheres. Agni e Soma. Varga 29. os adora com manteiga clarificada e oblações: concedam ao homem empenhado (em devoção) extrema felicidade. começando com a nona. 12. Agni e Soma. 5. É dito que Bṛsaya é um sinônimo de Tvaṣṭṛ.3 6. 2. 3. mas qual culpa ele transferiu para os rios. o sol foi permitido aparecer no céu. Agni e Soma. no topo do Monte Meru. Vocês dois. e venham até nós. aceitem cortesmente os meus hinos. o qual tinha caído neles. é (bem) conhecida por nós. impróprias para terem qualquer parte em ritos sagrados. é dito. apresentada: os rios foram poluídos pelo corpo morto de Vṛtra. com progênie. Varga 28. Agni e Soma. Agni e Soma. 4 A lenda relata que Vāyu trouxe Agni do céu. até que elas foram purificadas por Agni e Soma. um falcão carregou o outro.284 Hino 93. que aquele que oferece a vocês a oblação de manteiga clarificada desfrute de força perfeita. por Gāyatrī.1 e vocês adquiriram o único corpo luminoso (o sol2). 1.

com coração dedicado a Deus. vocês encontraram a luz. Agni e Soma. e o Falcão trouxe Soma da montanha ou nuvem. 9 Mātariśvan. de Paṇi. De maldição e de opróbrio. Agni e Soma. Um de vocês Mātariśvan trouxe do céu. 11 Os ricos chefes de família que instituem os sacrifícios. toda a sua vida. Agni e Soma. Concedam-nos boa proteção e auxílio bondoso: concedam saúde e riquezas ao sacrificador. aceitem os nossos hinos: Juntos estejam entre os Deuses. isto é. juntos. 4. Agni e Soma. Índice ◄►Hino 94 (Griffith) ____________________ Ou. Agni-Soma. Provem. unidos em operação vocês estabeleceram as luzes brilhantes no céu. O homem que honra a vocês hoje. para perto de nós. Agni. ó Agni-Soma.11 e façam os nossos ritos sagrados serem bem sucedidos. aceitem-na. 8. o Falcão arrancou o outro da montanha. 2. 7. Agni e Soma. os dois deuses formando um deus dual. aumento de vacas e cavalos nobres.7 o alimento dele. 5. Mātariśvā. famosa é aquela sua destreza com a qual vocês roubaram as vacas. Agni e Soma. e tornem próspero aquele que oferece presentes. E venham. Agni-Soma (Griffith) 1. com este hino. Vocês fizeram a descendência de Bṛsaya8 perecer. Agni e Soma. 6. 9. trouxe Agni ou fogo do céu. essa oblação preparada. e que ela os agrade. preservem-no do perigo. companheiros de riqueza. com filhos. que fornecem leite para ser misturado com o suco Soma. para aquele que os adora com o óleo sagrado Façam resplandecer uma ampla recompensa.10 Outorguem poder para nós e para os nossos patrocinadores ricos. 10. 6 7 . Recuperaram as vacas (as nuvens de chuva. ouçam benevolentemente o meu chamado. ágnīṣomāv. 3. 12. – protejam seu sacrifício. vocês libertaram os rios que estavam presos em grilhões. Deem-lhe força heroica. desfrutará de grande força. cuidem bem dos nossos cavalos. ou. e que sejam gordas as nossas vacas que produzem oblações. Soma. Agni e Soma.6 o Par poderoso. no caso nominativo. diz Sāyaṇa. 8 O nome de um demônio ou inimigo selvagem. Invocados juntos. 10 Isto é. Agni e Soma. fiquem satisfeitos com essas oferendas trazidas para vocês. a única luz para muitos.285 Índice ◄►Hino 94 (Wilson) ____________________ Hino 93. Aceitem de forma amistosa o meu hino.9 Fortalecidos por prece sagrada Agni e Soma fizeram para nós um amplo espaço para sacrificar. ou raios de luz) que o demônio avaro tinha levado e escondido. 11. deem ao sacrificador grande felicidade. Agni e Soma. Poderosos. de Svarga no topo do Monte Meru. O homem que oferece óleo sagrado e oferendas queimadas para vocês. Aquele que com óleo e oblação derramada honra.

os maus e os ímpios. por nascimento. por tua amizade. 1. Agni. compreendam e cumpram as minhas palavras. Varga 30. isto é. e bípedes e quadrúpedes são avivados pelos raios dele. 5 Pūrva. e. além da escuridão da noite. associado. ou sacerdote invocador. por tua amizade. Agni. ele é o Hotṛ. nós construímos. pelo comentador. Agni. nós oferecemos oblações. ou o Maitrāvaruṇa. divino Agni. ele é o Praśāstṛ. por tua amizade. ou Purohita pode ser o mesmo que o Brahmā de uma cerimônia. poderia se pensar que nós tínhamos. seu realizador.3 Desse modo familiarizado com todas as funções sacerdotais. Não nos deixes sofrer dano. Sūkta I) O Ṛṣi é Kutsa. tu és superior à alvorada. 6. e então provê um (caminho) fácil para o sacrificador que te louva. a fonte da) força. Agni. reside livre de agressão. isto é. Termina completamente o rito. todos os que são inimigos. cujo dever é ordenar aos outros sacerdotes o que fazer. através de ti. segundo o comentador: Protege-nos. Tu vês. na frente de. Todos os deuses são aqui considerados como apenas partes ou membros de Agni. – sendo. geralmente chamado de recitador do Yajush. 1 . 9. e onisciente.5 que as nossas denúncias subjuguem os perversos. Deuses. principal: de outro modo. Agni. brilhas como se estivesses próximo. Varga 31. Que nós sejamos capazes de te acender. 4 Devā. por tua amizade.4 que a carruagem do oferecedor da oblação seja a principal. se espalham por toda parte. Não nos deixes sofrer dano. 3. como (um artífice faz) um carro. Não nos deixes sofrer dano. O comentador explica isso como mukhya. tu realizas perfeitamente o rito. Para ele que é digno de louvor. Essa última oração é o refrão de todas as estrofes exceto das duas finais: sakhye mā riṣāmā vayaṃ tava. o filho de Aṅgiras. Aperfeiçoa o rito. na metade posterior da última. com nossas mentes. Agni. Agni. Vence. e igual por todos os lados. as preservadoras da humanidade. por tua amizade. e. por tua amizade. com tuas (armas) fatais. e quando realizar suas funções. uma alusão a corridas de carruagem. 7. Não nos deixes sofrer dano. Ele é o Adhvaryu. e a pobreza nunca se aproxima dele. Jagatī. ou. Aquele por quem tu sacrificas realiza (seus objetivos). e iluminando (o mundo à noite). 8. Não nos deixa sofrer dano. embora distante. para prolongar nossas vidas. – aqui definido. o que Bṛhaspati é para os deuses. Não nos deixes sofrer dano. tu és o principal (apresentador da oferenda). por tua amizade.286 Hino 94. o deus é Agni. 3 Agni é aqui identificado com os principais dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios solenes. Não nos deixes sofrer dano. o diretor (das cerimônias). a métrica das duas últimas estrofes é Triṣṭubh. 2 Os filhos de Aditi. Suas (chamas) geniais. pois. Tu és de forma graciosa. quando empenhada na adoração dele. por tua amizade. 5. 4. ele é o Potṛ. como o apresentador das oferendas. Brilhando com esplendor variado. Tu és o sacerdote sacrificante ou o invocador.2 pois nós os amamos. todos os deuses. o sacerdote familiar. Agni. Agni. com os deuses em geral. Feliz é a nossa compreensão. Agni (Wilson) (Anuvāka 15. Não nos deixes sofrer dano. esse hino. Traze para cá os Ādityas. para os homens. – Que nós não sejamos prejudicados em. com diferentes divindades. ou por. lembrando-nos de ti nas sucessivas épocas (de culto). e desfruta de (riqueza. Nós trazemos combustíveis. perto ou longe. e o Purohita familiar ou hereditário. ele prospera.1 2. tua amizade. os deuses compartilham das oblações oferecidas. por tua amizade. em três partes da oitava estrofe. ou o sacerdote assim chamado. aqui. do resto. Não nos deixes sofrer dano.

Em ti os Deuses comem a oferenda apresentada. O sentido pode ser também: boa. e o céu. 6 7 . (brilhante) Agni. (a floresta) é de fácil acesso para ti. em sua assembleia. sofrer danos. que és gracioso no sacrifício. Que nós estejamos presentes na tua mais espaçosa câmara de sacrifício. indivisível Agni. ou o rio Indus. Esses são pedidos para honrar.6 nos encorajem. 13. Pelo teu rugido até as aves ficam apavoradas. ou perpetuar. Agni. por tua amizade. concedes isenção de pecado. Varga 32. por tua amizade. com duas exceções. Agradável é para ti. és o amigo especial dos deuses. Não nos deixes sofrer dano. ou os rios correntes coletivamente. preservar. 15. pois nós ansiamos por eles.9 Para o bem. com prosperidade que inclui progênie. permanece sem um inimigo. possuidor de riquezas. quando tuas chamas. e para as tuas carruagens. a preservem para nós. Varuṇa e Aditi foram citados antes.1.44. ganha poder heroico. por ti. és louvado (pelos sacerdotes). Agni (Griffith) 1. Não nos deixes. Agni. Não nos deixes. rápidos como o vento. e que Mitra. Abaixo de Svargaloka. se espalharam em todas as direções. nessa ocasião prolonga a nossa existência. Não nos deixes. 14.287 10. O homem para quem tu sacrificas prospera. Pṛthivī e Div são a terra e o céu personificados. Que esse (teu adorador) desfrute do apoio de Mitra e Varuṇa. 2. Divino Agni. Quando tu atrelas os cavalos brilhantes vermelhos. 12. Agni. és o confirmador de todas as riquezas. A segunda linha desse verso termina os hinos seguintes. quando tu és aceso em tua própria residência. tu. o infortúnio nunca se aproxima dele. (Habitantes da região) abaixo (dos céus). consumindo a grama. na tua amizade. Veja 1. Que nós tenhamos o poder de acender-te. Mitra. ou identificada com. na tua amizade. qualquer bênção que tenha sido pedida. Aditi.10 é esse cuidado nosso. Agni. Agni. e isso pode significar o oceano. propiciado por libações. Agni. Agni. e. 16. a terra. ao teu carro. Para Jātavedas8 digno do nosso louvor nós construiremos com a nossa mente este elogio como se fosse um carro.7 Índice ◄►Hino 95 (Wilson) ____________________ Hino 94. ou no antarikṣa. Por Sindhu se deve entender a divindade que preside. Varuṇa. Ele se torna forte. Não nos deixes sofrer dano. (Afortunado é o adorador) para quem. que sabes o que é boa sorte. ou firmamento. e tu envolves as árvores da floresta com uma bandeira de fumaça. por tua amizade. – a quem tu associas com força auspiciosa. traze para cá os Ādityas. 11. sofrer danos. Não nos deixes. Então. Tu. teu rugido é como aquele de um touro. 9 Como um carpinteiro constrói um carro ou carroça. e que as suas mentes novamente (sejam bondosas) para nós. o oceano. 3. tu dás recompensas e riquezas para o adorador. 8 Agni. até o hino cento e cinco. 10 Entre aqueles que se reuniram para adorá-lo. sofrer dano por tua amizade. Agni. Extraordinária é a fúria dos Maruts. tu. Não nos deixes. a água corrente. Realiza os nossos pensamentos. Não nos deixes sofrer dano. Que ele seja (enriquecido). muito satisfeito. sofrer dano por tua amizade. na tua amizade. é a providência dele ou cuidado amável de nós. (assíduo) em todas as obras piedosas. sofrer danos. significando. ou auspiciosa.

e que o nosso hino prevaleça sobre os homens de coração mau. e a Terra e o Céu aceite essa nossa prece.13 belo em sacrifício. na tua amizade. 6. De forma encantadora tu és. 12. Agni. 5. na tua amizade. Agni convence Mitra e Varuṇa a mandarem a chuva e protege os homens da fúria dos Deuses da Tempestade. Agni. igual por todos os lados. Conhecendo todo o trabalho sacerdotal tu o aperfeiçoas. na tua amizade. as tuas faíscas voam amplamente para longe.288 4. na tua amizade. Agni. 16. na tua amizade. que seja o principal o carro daquele que derrama libações. Não nos deixes. acelerados pelo vento. Sábio. sofrer danos. 12 .12 extraordinária é a ira dos Maruts quando eles descem. Ele tem o Poder de acalmar Mitra e Varuṇa. 14. os guardiões do povo. e Mitra. teu rugido era como aquele de um touro. aceso em tua própria residência. 13 O melhor da classe de deuses chamados Vasus. Ouçam esse nosso discurso e o façam prosperar bem. 9. Agni. Não nos deixes. invocado com Soma tu ressoas muitíssimo benigno. Não nos deixes. na tua amizade. Então. sofrer danos. sofrer danos. o arauto magnífico da Aurora. com filhos e riqueza. Agni. tu fulguras brilhantemente como se ao alcance da mão. concedes liberdade de todo pecado com inteireza perfeita. Não nos deixes. purificador. Ser Eterno. Agni. Realiza o nosso pensamento de modo que nós possamos prolongar nossas vidas. Agni. 8. Nós traremos combustíveis e prepararemos oferendas queimadas. Tu com chamas de bandeira de fumaça atacas árvores da floresta. Deuses. que nós sejamos aqueles para quem tu. Quando ao teu carro tu atrelaste dois corcéis vermelhos e dois corcéis rubros. consumindo a grama. Tu és o Apresentador e o principal Invocador. Dessa maneira. Não nos deixes. sofrer danos. na tua amizade. Esta é tua graça que. Sê benevolente. sofrer danos. sofrer danos. estejam próximos ou muito longe. Ó Deus. Deus. Não nos deixes. na tua amizade. Não nos deixes. Então ao cantor dá caminho livre para o sacrifício. 13. Não nos deixes. Poderoso és tu. grande Sumo Sacerdote por nascimento. o Vasu dos Vasus. Agni. Não nos deixes. Que Varuṇa. Agni. Então pelo teu rugido as próprias aves ficam apavoradas. quando. tu dás riqueza e tesouro para o adorador. Sob a tua proteção mais ampla que nós vivamos. na tua amizade. sofrer danos. Os ministros11 dele se movem adiante. sofrer danos. lembrando de ti em cada festival sucessivo. sofrer danos. na tua amizade. é fácil para ti e o teu carro passarem. e Aditi e Sindhu. tu que conheces toda boa fortuna. Agni. 15. sofrer danos. tu vês até mesmo através da escuridão da noite. 7. Índice ◄►Hino 95 (Griffith) ____________________ 11 Os raios de luz. 11. prolonga aqui os dias de nossa existência. a quem tu com força excelente vivificas. sofrer danos. 10. Agni. demônios devoradores. Senhor de grandes riquezas. tu Diretor. protegendo quadrúpede e bípede com seus raios. na tua amizade. Tu és um Deus. ou ‘o bom entre os bons’. Não nos deixes. embora longe. que os corações deles sejam voltados para nós novamente. Atinge com tuas armas aqueles de palavras e pensamentos maus. Não nos deixes. Agni. tu és o magnífico Amigo dos Deuses.

tu resplandeces mesmo quando longe como relâmpago. é o mesmo sacerdote que é mais comumente designado como o Maitrāvaruṇa. eles estejam perto ou longe. Quando tu atrelas ao teu carro os dois cavalos rubros. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. grande esplendor da aurora. ó sábio. 4. em conjunto com Marutāṃ. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Ele desvia misteriosamente a ira dos Maruts. 'junção'. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. por exemplo. literalmente. Golpeia para longe com tuas armas aqueles que nos amaldiçoam. propriamente falando. ó Deus. HINO 94. 8. Todos os sacerdotes mencionados aqui (com exceção do Purohita. enumerados. ADHYĀYA 6.15 o Potṛ. 9. 7. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. os quais o vento impele adiante. Que nós sejamos capazes de te acender.289 Hino 94. 2. embora naturalmente o Purohita pudesse atuar como um Ṛtvij. Nós temos enviado adiante com mente pensativa este cântico de louvor. 15 O Praśāstṛ (ou Upavaktṛ). 10. por sua luz noturna as criaturas caminham. despertando a tua atenção em cada junção14 (do mês). e o teu rugido é como aquele de um touro.17 Sê misericordioso para conosco. Traze para cá os Ādityas." . então tu moves as árvores com a tua bandeira de fumaça. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ó deuses. Tu és o Adhvaryu e o antigo Hotṛ. Tu que és belo. vermelhos. Auxilia no avanço das nossas orações para que nós possamos viver. 3. parece se referir aqui às junções do mês. Que a mente deles seja novamente (como era antes). Ele é forte.16 Conhecendo os deveres de cada sacerdote tu dás sucesso. 12. veja a nota seguinte) pertencem ao antigo sistema dos ‘sete Hotṛs’. mesmo através da escuridão da noite. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. os (pássaros) alados também temem o barulho. Tu és o brilhante. os malignos. Nesse caso. de heḷaḥ. Pois bem-aventurado é o seu cuidado por nós em sua companhia. nenhuma angústia toma conta dele. AṢṬAKA I. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 5. E quando as tuas faíscas que consomem grama estão espalhadas. VARGA 30–32. ao número dos sacerdotes oficiantes no sacrifício (ṛtvijaḥ). Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. (Ele é) o pastor dos clãs. 6. em 2. E faze um bom caminho para o sacrifício daquele que te louva. 16 O Purohita ou sacerdote familiar não pertence. Os deuses comem o alimento sacrifical que é oferecido em ti. Ele faz Mitra e Varuṇa obterem bebida refrescante. como uma carruagem para o digno Jātavedas. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Que a nossa maldição supere os mal-intencionados. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. de aparência semelhante por todos os lados. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Tu vês. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ‘o comandante’. as de dois pés e as de quatro pés. o nascido Purohita. o Praśāstṛ. 1. todos os demônios necrófagos. 1. Que a carruagem daquele que espreme Soma permaneça na dianteira. 14 Pārvan. 11. Então tudo vai bem contigo e com teus carros. Nós vamos trazer combustíveis e preparar presentes sacrificais para ti. a tradução seria: "Ele misteriosamente afasta a ira de Mitra e Varuṇa e dos Maruts a fim de que (os homens) possam obter bebida refrescante. Torna prósperas as nossas orações. Prospera aquele para quem tu realizas o sacrifício. Aceitem (ó deuses) essa prece e a façam prosperar. pois nós ansiamos por eles. 2. ele permanece intocado. os dias sacrificais da mudança da lua e da lua cheia (os sacrifícios-pārvaṇa). 17 Os genitivos Mitrasya Varuṇasya podem ser entendidos como dependentes. ele adquire abundância de heróis.

tu que sabes (como conceder) felicidade. ó possuidor de bela riqueza. quando aceso na tua própria casa.18 tens prazer em conceder impecabilidade na saúde e na riqueza. que Aditi. o Sindhu. e alimentado com Soma. amigo. como a concessora de liberdade de vínculos. Ó Agni. Que nós estejamos sob a tua proteção mais abrangente. a Terra e o Céu nos concedam isso!19 Índice ◄►Hino 95 (Oldenberg) ____________________ 18 Agni é chamado aqui pelo nome de Aditi. um maravilhoso Mitra (ou seja. 19 O último hemistíquio é a conclusão regular dos hinos de Kutsa. bem-vindo no sacrifício. tu és despertado. Que nós sejamos daqueles a quem tu. Essa é a tua (natureza) gloriosa que. 15. Tu dás tesouros e riqueza ao adorador. . prolonga a nossa vida aqui. 16. Tu és o deus dos deuses. e a quem tu queres estimular com força gloriosa e com abundância de progênie. com uma evidente alusão à deusa Aditi. o mais misericordioso. o qual é o significado original de Aditi.290 13. dos deuses). ó Deus! Que Mitra e Varuṇa. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ó Aditi. Tu és o Vasu dos Vasus. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 14.

é dito: “Oblações oferecidas no fogo ascendem ao sol. Sūkta II. os grãos. por meio da ação dos ventos. aqui. – o que está muito em desacordo com a afirmação preliminar. Em um. em um estado embrionário. ou ondulante. a partir da chuva. Continuação do Anuvāka 15.7 poderoso e sábio. a qual é atribuída à ação do calor natural. ou relâmpago. no firmamento. das águas tortuosas.1 revolvem. preta e branca. até que fique escuro.6 O germe de muitas (águas). e nasce. Aparecendo entre elas (as águas). as dez regiões do espaço. as quais geram o fogo elétrico. deve ser adorado ao anoitecer. a humanidade”. 2. como também referido em sua própria personificação. ou pico. o recebedor de oblações. 4 4. em sucessão. consequentemente. A ele elas conduzem (para todas as residências). pode-se dizer que ele é o distribuidor do tempo e espaço. ou o sol. na forma do sol. [e. É dito que o dia é a mãe do fogo. aproximando-se do leão.) O deus é Agni. através do vento. . O comentador diz que as Dez são.)3 de aspecto afiado. 1 Virūpe. Desse modo o sol está no útero da noite. isto é. a métrica. na forma de relâmpago. 2 Essa estrofe é interpretada um pouco diferentemente. Qual de vocês discerne o oculto5 Agni? Um filho. como o sol. pode ser considerado como o filho das águas reunidas nas nuvens. Nós devemos. de manhã. Triṣṭubh. distinto Agni. dividindo as estações do ano. o qual aparece na periferia da chuva disposta desigualmente. de natureza diversa. Agni nasce no oceano. um no firmamento. como um embrião nos bastões. no lado. – um é no oceano. em sucessão regular. 6 Agni. brilhante entre os homens.2 inerente (em todos os seres. esse Agni embrião. 7 Pensa-se que Agni ergue-se. a partir do oceano. como relâmpago. Não parece haver qualquer objeção ao uso metafórico do significado literal da palavra ‘leão’.291 Hino 95. e cada um. Varga 1. um no céu. 8 Acima. ou o puro e simples Agni. como um embrião nas nuvens. para seus próprios propósitos. ou. Hari. deve então ser adorado. tendo os atributos da alvorada. As Dez vigilantes e jovens geram. nas florestas. é dito. é o relâmpago. Dois períodos. e indicando os pontos do horizonte. de diferentes cores. e em todas as coisas fixas e móveis. a chuva é produzida por causa do sol. sendo manifestado de manhã. considerar que Agni é tratado como idêntico a Hari. o calor natural existente nas águas. 3. em uma acepção. ou noite e dia. 5. embora não perceptível para os sentidos. no céu. que o Agni do hino é aquele que tem direito a uma parte da oblação matutina. ele gera suas mães por meio de oblações. e é dito que ele gera aquelas águas por meio das oblações que ele transporta. Em seu caráter de sol. ou nascido. na qualidade da faculdade digestiva. e. para sugerir sua habilidade de suportar ou ser dominado. e não está totalmente manifestado. e. ele formou. o Ṛṣi é Kutsa. cores. Agni. Agni (Wilson) (Sétimo Adhyāya. em outra acepção. de manhã. ou ele pode ser o puro. 3 Vibhṛtram. que cai das nuvens. e por consequência. Eles contemplam três lugares do nascimento dele. por assim dizer. ou o sol. 5 Calor latente. o Agni é aquele dotado das propriedades da aurora.9 eles lhe prestam honras. ou brilha. 4 Como fogo submarino. portanto. o qual está então. brilhando à noite.] os dez dedos. Hari é o recebedor de oblações. no outro. 1. os quais geram Agni através do ar do atrito. quando o radiante Agni nasce. ou o Agni que tem direito a uma parte da oblação matutina. – regulando as estações. o resplandecente luminoso (Agni) cresce. respectivamente nutre um filho. depositado em todas as criaturas. ele sai do oceano. Agni.8 espalhando seu próprio renome. no Smṛti. assim como. o brilhante Agni é contemplado. Ambos (céu e terra) ficam alarmados. o quadrante leste. e. universalmente renomado. aqui. erguendo-se acima dos flancos das águas ondulantes. para o benefício das criaturas terrenas. 9 Siṃham o comentador considera como aplicável a Agni.

e o sábio sustentador (de todas as coisas) varre a fonte 11 (das chuvas. para (assegurar) alimento para nós que somos possuidores de riqueza. no ar. 11. O brilho vasto e vitorioso de ti. pelo céu. no firmamento. ou os dois pedaços de madeira friccionados juntos para produzir chama. e a criança que cada um alimenta por vez é Agni. 5. e então o bebê recém-nascido é levado para lá e para cá para acender os vários fogos sacrificais. ou a Lua. das chuvas. Índice ◄►Hino 96 (Wilson) ____________________ Hino 95. os anuais. 13 Os Dois são Dia e Noite. e. Quem de vocês conhece esse Oculto?16 A Criança por sua própria natureza produziu suas mães. enfeitando o céu e a terra (com brilho). em uma torrente. trabalha (em seus deveres). 10. o oceano. 11 . Ele reúne todos os (artigos de) alimentos no estômago. como vacas mugindo (seguem seus bezerros) pelos caminhos (que eles seguiram). permanece temporariamente nos recentemente surgidos pais12 (dos grãos). belo. 12 O texto tem somente ‘nos novos pais’. Ele tira. 10 Ambos pode. que tens sido acendido por nós. de natureza divina. a terra. do seio das águas ele sai. 8. 15 Em seu caráter de Sol ele governa especialmente no leste. para esse fim. Ambos os auspiciosos10 (dia e noite. geram Agni pelo atrito dos bastões de fogo.) o servem. ele estende seus braços. derivadas de suas (chuvas) maternas. Agni (Griffith) 1. ou fonte. Quando ele nasceu ambos os mundos de Tvaṣṭar17 ficaram amedrontados: eles se voltam para ele e reverenciam o Leão. ou mães. Visível. isto é. 17 Céu e Terra. sugerir céu e terra. Aditi. e estabeleceu e regula as estações do ano. 2. resplandece. Três diferentes locais de seu nascimento eles honram. com aquelas águas puras.14 vigilantes e jovens. ou firmamento. Agni. fulgente entre os homens com esplendor inerente. brilhante e de belo resplendor é aquele com o outro. permeia o firmamento. e veste (a terra) com vestimentas novas. 14 Os dedos. protege-nos com todas as tuas glórias não diminuídas e protetoras. à noite. Sāyaṇa toma tvaṣṭuḥ como um epíteto de Agni. Ele faz as águas fluírem. como o Sol de dia e o Fogo. produziram essa criança conduzida para diversos quadrantes. Governando no leste das regiões terrestres. como a base. sendo impregnados pelo Agni terreno. a (umidade) essencial. e produzem alimento. sábio e poderoso. nesse verso e no seguinte. que és o purificador. 6. O germe de muitos. Budhna é o termo. no céu e nas águas. ele cresce em brilho inato erguido do regaço das águas ondeantes. com as águas moventes. Varuṇa.15 4. de onde uma concentração de luz é espalhada amplamente pelo deus alegre. 3. ele tem estabelecido as estações na sua ordem. chamados de filhas do artista dos Deuses por causa da habilidade e velocidade com as quais eles realizam seu trabalho. Associado. As dez filhas de Tvaṣṭar. formados pelo artista divino representado como o Criador. à direita (do altar). Como o sol. nos oṣadhis. e que Mitra. ele inunda a terra. Agni. e. também. Um tem um Bebê Divino de cor dourada. a quem (os sacerdotes). o preservem para nós. crescendo com o combustível que nós temos suprido. Para belas metas viajam os Dois13 de aparência diversa: cada um em sucessão nutre uma criança. o poderoso. os quais amadurecem depois das chuvas. ungem.292 Varga 2. para o antarikṣa. e o céu. 9. de tudo. etc. 16 Agni latente nas águas. 7. Elas levam por toda parte a ele cujas chamas são muito aguçadas. ou os cereais. como duas criadas. Ele tem sido o senhor da força entre os poderosos. com seu brilho). nas florestas. e o formidável Agni. ele assume uma forma excelente e resplandecente.

Agni. cuidam dele: como vacas mugindo eles o procuram da maneira deles. Com a outra ele é visto luminoso. Ele faz dele uma forma mais nobre de esplendor. ADHYĀYA 7. um no céu. Permanecendo no lado direito do altar. evidentemente. 4. HINO 95. 23 Tudo isso é a razão pela qual os homens se reúnem para adorar os Deuses. Em lugares secos ele faz riacho. 25 As dez mulheres jovens são os dedos que produzem o fogo pelo atrito das madeiras. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.27 O germe de muitas (mães). 24 As duas mulheres são. Na região leste. os sacerdotes o ungem com oferendas de manteiga clarificada. que é dotado de seu próprio esplendor.28 18 Céu e Terra. eles ungem com suas oblações. e se move entre as novas gramas recém brotando. ele se esforça apreendendo as duas extremidades do mundo. Aceso por nós nos protege. enfeitando-o em sua casa com leite e águas. 2. Que Varuṇa. 26 Possivelmente nós devemos corrigir káh idam vah ninyám. AṢṬAKA I. e Mitra. 1. portanto brilha para nós auspiciosamente por glória. O bezerro é Agni. 19 . a Noite e a Aurora (veja 1. e torrente. Os Dois auspiciosos. cheio de esplendor excelente. com todos os teus auxílios autoluminosos não diminuídos.127. Duas (irmãs) de diferentes formas vagueiam juntamente. Como Savitar20 ele estica seus braços com poder. Ele arranca de todos um manto brilhante. VARGA 1–2. Ele é o Senhor do Poder entre os poderosos. de suas Mães21 ele faz sair novo traje. elas transportam por toda parte entre os homens. Extensamente através do firmamento se espalha triunfante a força muito resplandecente de ti o Poderoso. um nas águas. e Aditi e Sindhu. A tradução seria: "Quem entre vocês compreendeu esse segredo? – o segredo que um bezerro deve dar à luz vacas. 21 As Águas. 9. a ele. De acordo com Sāyaṇa o Sol se chama Savitar antes de nascer. 20 O Sol. cuja aparência brilhante à noite é contrastada aqui com seu esplendor mais pálido de dia (veja 1. Ele. Uma e a outra amamenta o bezerro. Todas as coisas antigas dentro do seu estômago ele reúne. purificador Agni. 22 Agni. Eles celebram seus três nascimentos: um no mar. sim. O Sábio22 adorna as profundezas do ar com sabedoria: essa é a assembleia23 onde os Deuses são adorados. As dez incansáveis mulheres jovens25 produziram esse amplamente expandido germe de Tvaṣṭṛ. à direita. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Alimentado com o nosso combustível.5). perseguindo um bom objetivo. movendo-se por sua própria força. o brilhante. se adianta do colo das ativas. 10. 8. o grande vidente. 11. o de face afiada (Agni). movendo-se de acordo com seu costume.18 como mulheres.19 7.5).24 Com uma (o bezerro) é dourado.96.293 6. Índice ◄►Hino 96 (Griffith) ____________________ Hino 95. dominante ele determina as estações dos moradores da terra pelo seu poder atual. e inunda a terra com as correntes de água que reluzem. e Sūrya a partir do seu nascimento até seu ocaso. 3. terrível. e curso de rio. Quem dentre vocês compreendeu esse (deus) oculto?26 O bezerro por si mesmo tem dado nascimento a suas mães.

permanecendo ereto no colo das (águas) que fluem para baixo. estando unido com as vacas. que. Com suas correntes de água brilhantes ele alcança a terra. o relâmpago). portanto. 28 Isto é. o alicerce resplandecente do búfalo. 30 As vacas naturalmente significam os alimentos sacrificais provenientes da vaca. ó Agni. Ele tornou-se o senhor de todos os poderes. Ambos (Céu e Terra) fugiram com medo do (filho de) Tvaṣṭṛ.294 5. 32 O significado parece ser que no fogo sacrifical todos os deuses se reúnem. verso 2) considerado como idêntico ao pai dele. tais como leite e manteiga. ó purificador.31 Essa foi a reunião entre os deuses. O significado deve ser. sendo fortalecido por combustível. Agni. uma inundação. como Savitṛ. 31 O sujeito parece ser a prece que purifica. 10. Ele ergue seus braços muitas vezes.33 Agni! Estando aceso nos protege com todos os teus guardiões não enganados que são dotados do próprio esplendor deles. que Aditi. Ambos o afagam. 29 Isto é. como Agni nasce das águas. ele a quem eles ungem com presentes sacrificais do lado direito.32 9. o fogo nasce das águas. por assim dizer. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 96 (Oldenberg) ____________________ 27 Em minha opinião. mas voltando eles acariciam o leão. Ele assume sua aparência feroz que está acima (ou seja. Tudo o que é antigo ele recebe em sua barriga.30 as águas em seu lugar. 33 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução: “Teu grande esplendor gira em torno do firmamento. 6. Ele o terrível pressionando em limites ambas as alas (do seu exército). 7. o filho de Tvaṣṭṛ (veja acima. o assento firme do forte (búfalo)”. A prece purifica o âmago do vidente. O belo (menino Agni) cresce visivelmente nelas em sua própria glória. e assim aumenta o esplendor dele. Agni. Ele ergue sua vestimenta brilhante por si mesmo sozinho. assim. O espaço amplo cerca a tua base. o bezerro é Agni. as nuvens emitem água. Ele se move por todos os lados dentro da grama nova brotando. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. Ele dá novas roupas para suas mães. como duas mulheres gentis. as mães são as águas. – nós podemos tentar interpretar o pensamento do poeta – envia a sua fumaça para o céu. . 8. por causa de glória. um curso de rio. 11. Que Mitra e Varuṇa. as águas nascem de Agni. No solo seco ele produz um córrego. como vacas mugindo eles têm se aproximado dele da sua própria maneira. Desse modo.29 quando ele nasceu. o Sindhu. A fumaça é carregada nas nuvens.

dão nutrição. as águas e voz o fazem amigo deles. o preservem para nós. o chefe4 (dos deuses). e de tudo o que nascerá. combinados juntos. apagando mutuamente a cor um do outro. Os deuses mantêm Agni. o oceano. e era antigamente. ou como Dravi ṇo dā. 7. acompanhado por progênie. Desse modo. que Draviṇodā nos conceda uma vida longa. 2 . como o dador de riqueza (sacrifical). mas ou em seu caráter geral. O comentador diz que. o receptáculo de tudo o que nasceu. Agni. 5 Agni. preservando a imortalidade deles. Aproximando-se dele. (como também de todos os) que estão vindo à existência. combinado. A noite e o dia. e o céu. com chuva e com som. 3 O comentador diz que Āyu é outro nome de Manu. crescendo com o combustível (que nós temos suprido). Agni. Os deuses mantêm Agni. O que significa a progênie dos Manus não está muito óbvio. Aditi. – a ele os deuses. a prole do alimento. 4 O termo é prathama. o habitante do firmamento. e que Mitra. Varga 4.295 Hino 96. para uma criança. instrua os meus filhos no caminho correto. o sustentador de (todos os homens). o realizador de sacrifícios. que todos os homens adorem Agni. a residência das riquezas. Os deuses mantêm Agni. mas isso parece significar simplesmente a humanidade. radiante. logo que nasce.3 e permeia. 3. que Draviṇodā nos conceda (uma porção) daquela que é estacionária. ele criou a progênie dos Manus. que és o purificador. Gerado pela força. Os deuses mantêm Agni. se apropria. o concessor de Svarga. 6. aquele que nutre com benefícios abundantes. 8. brilha entre o céu e a terra. Como o transportador de oblações. o diretor do sacrifício. como o dador de riqueza (sacrifical). mas a riqueza é aquela do sacrifício. – que agora é. os céus e o firmamento. o termo é draviṇodā. e propiciado por louvores. o protetor da humanidade. Índice ◄►Hino 97 (Wilson) ____________________ 1 O Agni aludido é o fogo etéreo ou elétrico. e o preservador de tudo (o que) existe. o concessor de riqueza. o realizador dos desejos (do homem) que recorre a ele. 4. ele criou toda a prole de Manu. em sua produção.5 que. que é satisfeito por oblações. com esplendor que envolve tudo. o concessor de dádivas contínuas. 1 e os deuses o mantêm. 5. como o dador de riqueza (sacrifical). a terra. sendo louvado com hinos por Manu. o qual o comentador interpreta como mukhya. 9. o concessor de riquezas. Varga 3. mantêm. 1.2 2. chefe. de fato. A fonte de opulência. como o dador de riqueza (sacrifical). ou abundância de manteiga clarificada. – como o dador de riqueza (sacrifical). o progenitor do céu e da terra. como o dador de riqueza (sacrifical). – o primeiro. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica como antes. Que Draviṇodā nos conceda (uma porção) de riqueza móvel. para assegurar alimento para nós que somos possuidores de riqueza. das oferendas dos sábios. o deus é Agni. como o dador de riqueza (sacrifical). a quem eles nutrem com as oblações oferecidas durante a sua continuação. Que Agni. resplandece. Os deuses mantêm Agni. (Propiciado) pelo hino laudatório primitivo de Āyu. que Draviṇodā nos dê alimento. Varuṇa.

Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. 7. fala.6 veja! imediatamente tomou para si mesmo toda a sabedoria. 6. ADHYĀYA 7. Pelo antigo chamado de Āyu9 ele por sua sabedoria deu a toda essa progênie dos homens a existência deles. Dourado: como o Sol. Grassmann por ‘oferendas sacrificais’. 1. e que o Doador de Riqueza nos envie longura de dias. 4. e Mitra. 7 . 2. Aquele Mātariśvan10 rico em fortuna e em tesouro.31. VARGA 3–4. e. Dhiṣaṇā’. e Aditi e Sindhu.296 Hino 96. reunidas amamentam uma mesma criança:11 Dourado entre o céu e a terra ele brilha. Filho da Força. 11 Agni (veja 1. mudando a cor uma da outra. bem cuidado. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Sendo nascido pela força12 do modo antigo. Ele do modo antigo gerado pela força. 6 Produzido pela agitação violenta dos bastões de fogo. que o Doador de Riqueza nos conceda riqueza com heróis. O guarda do nosso povo. proteção do que existe e do que existirá futuramente. o progenitor da humanidade. As águas e a Dhiṣaṇā13 têm promovido o amigo (Mitra). considera que ela significa vāk. 3. Alimentado com o nosso combustível. ou a Deusa do Desejo. lugar de reunião de tesouros. Que o Doador de Riqueza nos conceda alimento com prole. O suco Soma contido na dhiṣáṇā. pela luz refulgente. 8. 8 Antes que ele fosse visível para os homens. 10 Geralmente o nome do ser divino que trouxe Agni do céu (veja 1. o Doador Constante. Agora e antigamente o lar da prosperidade. Agni (Griffith) 1. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. ó povo ário. brilha muito para nós auspiciosamente por glória. Dhiṣáṇā pode ser explicada de outra maneira.8). o Pai da terra e do céu. que concede os desejos do suplicante: preservando-o como a sua própria vida imortal. Ludwig a traduz por ‘desejo. Agni purificador. Que Varuṇa. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. dito por Sāyaṇa ser outro nome de Manu. As águas e a taça7 o tornaram amigável. 9. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. conquistador de luz. Índice ◄►Hino 97 (Griffith) ____________________ Hino 96. Que o Doador de Riqueza nos conceda riquezas vitoriosas. como o principal realizador de sacrifício adorado e sempre labutando.95. a quem elas nutrem com a oblação oferecida pelos homens. 9 Pelo convite de Āyu (homem vivo). Louvem a ele. Fonte de riqueza. ou taça. Os Deuses possuíam8 o concessor de riqueza Agni. dito por Sāyaṇa significar nesse lugar o próprio Agni. o céu e as águas. bandeira de sacrifício. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. 5. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. veja! ele (Agni) assumiu imediatamente todas as qualidades de um sábio.1). encontra um caminho para a sua prole. que é seguido por Wilson. AṢṬAKA I. a mansão do que nasce e do que nasceu dantes. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Noite e Aurora. Sāyaṇa. HINO 96.

o dador de riqueza. como incitando Indra e os deuses à generosidade com os homens. encontrou um caminho para (sua) prole. I. Dhiṣaṇā era um instrumento sacrifical usado principalmente. Ele. ‘com o olhar irradiante’.14 pela sabedoria de Āyu15 ele gerou esses filhos dos homens. como recebendo oferendas. ó Agni. Noite e Aurora. (Ele é) a base da riqueza. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. sem dúvida. e para o fogo sacrifical. mas é identificado com ele em várias passagens. Desse modo nós temos uma deusa Dhiṣaṇā que usa o aspecto de uma deusa da riqueza. Ele. o Sindhu.18 o senhor da prosperidade abundante. ‘voltadas uma para a outra’.19 O pedaço de ouro20 brilha entre o Céu e a Terra. o cumpridor de propósito. 30. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Que Mitra e Varuṇa. como o concessor de riqueza. Mātariśvan. pelo atrito das madeiras. pretendia aludir ao nome de Vivasvat. 22 [Idêntico ao 1. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. 6. Que o dador de riqueza (nos presenteie com riqueza) unida com homens fortes. ao mesmo tempo. 8. 13. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. Mas ao apresentar essa tradução nós não devemos esquecer que o poeta. nós estamos justificados. a morada ou suporte) do que nasce e do que vai nascer. 59 e seguintes. de acordo com o significado original. o progenitor dos dois mundos.22 Desse modo. em traduzir vivasvatā cakṣasā. o mensageiro de Vivasvat. o filho da força. Ela é invocada como uma das Gnas [ou cônjuges dos deuses] em 1. 9. veja Bergaigne. ó purificador. era comparada a esse suporte das pedras de prensagem e do Soma. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 97 (Oldenberg) ____________________ 12 Isto é. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. O dador de riqueza deve nos conceder vida longa. 5. amamentam um bezerro unidamente. o suporte de tudo. e o Céu e a Terra foram então considerados como os dois Dhiṣaṇās. que destroem constantemente a aparência uma da outra. Agni. Esse suporte era considerado produzindo o Soma para Indra. 4. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. como fortalecendo Indra. o pastor e guardião do que existe e do muito que vem a existir. 22. 95. Os clãs ários magnificaram a ele como o primeiro realizador de sacrifícios. 20 O ouro também é Agni.21 o farol de sacrifício. Pela antiga Nivid. relacionado de perto com Manu. 14 Nivids eram as fórmulas solenes de invocação. 15 Sobre Āyu como um dos ancestrais míticos da humanidade. mas não exclusivamente. por causa de glória. 139. o pastor dos clãs. 11. consequentemente.297 2. Eu não tenho dúvida que. A fim de proteger a imortalidade deles. o que reúne todos os bens. na prensagem da Soma. como se esforçando adiante. a terra (ou seja. nos presenteie com riqueza rapidamente. 7. 17 Agni parece ser chamado de Bharata como pertencente ao povo dos Bharatas. Que (Agni). ele que encontrou o sol. 18 Mātariśvan. 16 Uṣas é chamada de vivasvatī em 3. mas eu penso que ele era uma espécie de suporte sobre o qual as pedras de prensagem repousavam. 19 Literalmente. 3. 10 com Hotrā e Bhāratī. era originalmente distinto de Agni. que trouxe o fogo do céu para a terra. o pai de Yama. o pássaro. a Terra. O dador de riqueza (deve nos conceder) alimento junto com heróis valentes. 3. os deuses têm mantido a ele. que Aditi. Eu não me arrisco a determinar a natureza exata desse instrumento.17 o concessor de chuva forte. Finalmente. 21 O primeiro Pāda é idêntico àquele em 10. Um suporte semelhante pode ter sido usado para o recipiente que contém a água sacrifical. que é agora e que era antigamente o domicílio da riqueza. o Bharata. Religion Védique. sendo fortalecido por combustível.] 13 . Com seu olhar irradiante16 (ele tem gerado) o céu e as águas.

Que o nosso pecado seja arrependido. Que a luz dele afaste o nosso pecado. 8. por riqueza nós sacrificamos a ti. (para a margem oposta). Tu. (por repetirmos o teu louvor. pereça". Kutsa. portanto que nós. entre esses teus adoradores. tu és triunfante em todos os lugares. O melhor adorador de todos esses que ele seja. e desça sobre nossos adversários. Transporta-nos." ou. 5. em um navio. 1. a métrica é Gāyatrī. 4. o Ṛṣi do hino. ó Agni. Varga 5. 7. que o nosso pecado seja arrependido. 4. Que a luz dele afaste o nosso pecado. seja arrependido. Agni. por boas estradas. teus. 1 O comentador propõe duas interpretações: "Que o nosso pecado desapareça de nós. (De modo semelhante como. nossos chefes que sacrificam. Que o nosso pecado seja arrependido. para o nosso bem-estar. cuja face está virada para todos os lados. 3 Que ele. Nós te adoramos. Agni. Que o nosso pecado seja arrependido. e que os chefes de família que instituíram esse sacrifício sejam similarmente distintos. 2. Kutsa) é o panegirista preeminente. Que a luz dele afaste o nosso pecado. por campos agradáveis. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. "Que o nosso pecado. De modo que teus adoradores e nós. 3. Como os raios de esplendor sempre conquistadores de Agni vão para todos os lados.2 Que o nosso pecado seja arrependido. por casas agradáveis. 2. 5. Que o nosso pecado. .) obtenhamos posteridade.1 Revela riquezas para nós. Já que as chamas vitoriosas de Agni penetram universalmente. e por riquezas. nas pessoas da nossa posteridade". Que o nosso pecado seja arrependido. seja preeminente entre aqueles que celebram teus louvores. Que o nosso pecado seja arrependido. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Afugentando com luz o nosso pecado. isto é.298 Hino 97. Agni. Que o nosso pecado seja arrependido. como fogo puro. como se em uma embarcação. envia nossos adversários. em nossos filhos possamos viver. dos mais notáveis. Agni (Griffith) 1. 6. Tu. 2 "Que nós nasçamos sucessivamente. assim que os nossos encomiastas (de ti) sejam os mais notáveis. o deus. através do oceano. 3. Visto que teus adoradores (são abençoados com descendentes). Índice ◄►Hino 98 (Wilson) ____________________ Hino 97. 6. és nosso defensor. Tua face está voltada para todos os lados. faze brilhar riqueza sobre nós. Por campos formosos. ou aquele do qual a pureza é o atributo. Que a luz dele afaste o nosso pecado. afetado pela aflição. cuja face está virada para todos os lados.3 Que a luz dele afaste o nosso pecado.

de fato. essas partes são fornecidas pelo refrão. os senhores generosos. VARGA 5. 8. AṢṬAKA I. – todos iniciando com as palavras pra yat – as principais partes da frase estão faltando. e quando através de ti nós podemos nos multiplicar com prole. – afastando o mal com a tua luz – 5. Que a luz dele afaste o nosso pecado. 8. no entanto." Mas agha não é exatamente pecado. ‘que ele afaste o mal’. e por riqueza. (ó deus). brilha sobre nós com riqueza – afastando o mal com a tua luz.5 Quando ele permanece adiante como o mais glorioso entre eles. Nesse verso. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. p. HINO 97.299 7. 5 . Leva-nos. Como em um navio. nos leva através do mar para o nosso benefício. Quando os raios do poderoso Agni partem para todos os lados. nos leva para além dos inimigos como em um navio. 6 ‘Entre eles’ parece significar ‘entre os senhores generosos’. (ó deus). Índice ◄►Hino 98 (Griffith) ____________________ Hino 97. bem como nos versos 4 e 5. 2. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Ó tu cuja face olha em todas as direções. – afastando o mal com a tua luz. – afastando o mal com a tua luz.6 e quando os nossos senhores generosos se distinguem – afastando o mal com a tua luz – 4. para além das forças hostis. Agni. 'afastando o mal' significa. cuja face está voltada para todos os lugares. Ansiando por campos ricos. cuja face está voltada para todos os lugares. Agni. Quanto ao significado. naturalmente. por um caminho livre. – afastando o mal com a tua luz. Leva-nos sobre o (mal) para o bem-estar. – afastando o mal com a tua luz – 6. Índice ◄►Hino 98 (Oldenberg) ____________________ 4 Lanman (Sanskrit Reader. como através de um rio com um barco – afastando o mal com a tua luz. 1. nós sacrificamos. 3. Pois tu. 7. Afastando o mal4 com tua luz. ADHYĀYA 7. cercas (o mundo) por toda parte. Quando através de ti. 363) traduz: "Afasta com chamas nosso pecado. como com um barco.

o oceano. presente. é dito que. como antes. Que seja esta tua verdade. o deus é ou Vaiśvānara. tem permeado todas as ervas. a terra e o céu. em contato com. ou nihita. Que Varuṇa. Agni. todos os homens. 4 Um epíteto de Agni ou Fogo como presente com. Logo que gerado dessa (madeira). HINO 98. que Vaiśvānara com energia. para a vida futura. que essa (tua adoração seja acompanhada) por (resultado) real. colocado. e se misturam com eles. ou.2 2. como a causa da sua chegada à madureza. possivelmente. e que Mitra e Varuṇa. presente. ele é o Rei supremo sobre todas as coisas vivas. 3. 1 Vaiśvānara significa ou aquele que governa sobre todos (viśva) os homens (nara). Índice ◄►Hino 99 (Wilson) ____________________ Hino 98. comum a. Que nós permaneçamos constantemente na graça de Vaiśvānara:4 sim. e presente na terra. explicado por sanspṛṣṭa. AṢṬAKA I. – que o Agni Vaiśvānara. através de oblações. 2. contra os nossos inimigos. Agni (Griffith) 1. ou o puro (śuddha) Agni.300 Hino 98. ou que conduz a eles (nara) para outra região. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. os preservem para nós! Varga 6. e Mitra. e. – ou para o céu. a métrica é Triṣṭubh. Agni está em contato com. . Aditi. Surgido daqui para a vida5 ele olha para esse Todo. 2 Ou como o calor combinado com o brilho solar. Que Agni. ele inspeciona o universo. na terra. ou. ele é o augusto soberano de todos os seres. 5 Produzido a partir desses dois araṇis ou bastões de fogo. 1. Vaiśvānara tem rivalidade com Sūrya. 3. ao nascer do sol. para conosco: que riqueza em grande abundância se reúna em volta de nós. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. na mesma proporção em que os raios solares descem para a terra. Vaiśvānara. nos guarde. Índice ◄►Hino 99 (Griffith) ____________________ Hino 98. VARGA 6. presente em tudo. de fato. que está presente na energia. no sol. nas ervas. ADHYĀYA 7. nos proteja dia e noite dos inimigos. que está presente3 no céu. e Aditi e Sindhu.1 pois. Agni presente no céu. ou presente. – ele tem impregnado todas as plantas que crescem no solo. ou beneficiando. ou presente. ele acompanha o sol nascente. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. através da pira funerária. 3 Pṛṣṭa. os raios do fogo terrestre ascendem. no céu. no fogo sagrado e doméstico. ou plantas anuais. dia e noite. Que nós continuemos nas graças de Vaiśvānara. e que. na terra. Vaiśvānara. que tesouros preciosos nos sirvam.

301

1. Que nós vivamos na graça de (Agni) Vaiśvānara. Ele realmente é um rei, levando todos
os seres para a glória. Assim que nasce aqui ele olha para todo esse mundo. Vaiśvānara se
une com o Sol.
2. Agni que tem sido procurado e almejado no Céu, que tem sido procurado na Terra, ele
que tem sido procurado, entrou em todas as ervas. Que Agni Vaiśvānara, que tem sido
fortemente procurado, nos proteja do mal de dia e de noite.
3. Vaiśvānara! Que essa seja tua verdade: que riqueza e doadores generosos nos atendam!
Que Mitra e Varuṇa, que Aditi, o Sindhu, a Terra e o Céu nos concedam isso!
Índice ◄►Hino 99 (Oldenberg)

____________________

Hino 99. Agni (Wilson)
(Sūkta VI)
O Ṛṣi é Kaśyapa, o filho de Marīci; e o Hino, composto de uma única estrofe, na métrica
Triṣṭubh, é endereçado a Agni, como J ātavedas. 1
Varga 7.

1. Nós oferecemos oblações de Soma para Jātavedas. Que ele consuma a riqueza
daqueles que sentem inimizade contra nós; que ele nos conduza acima de todas as
dificuldades. Que Agni nos leve, como em um barco sobre um rio, para além de toda
maldade.
Índice ◄►Hino 100 (Wilson)

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Hino 99. Agni

(Griffith)

1. Vamos espremer a Soma para Jātavedas: que ele queime a riqueza das pessoas malintencionadas. Que Agni nos leve através de todos os nossos problemas, através da aflição,
como em um barco através do rio.
Índice ◄►Hino 100 (Griffith)

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Hino 99. Agni (Oldenberg)
MAṆḌALA I. HINO 99.
AṢṬAKA I, ADHYĀYA 7, VARGA 7.

1. Vamos espremer Soma para Jātavedas.2 Que ele queime a propriedade do avarento. Que
ele, Agni, nos leve através de todos os problemas, através de todas as dificuldades, como
através de um rio com um barco.
Índice ◄►Hino 127 (Oldenberg)
1

Não há nada extraordinário nesse Sūkta, exceto sua brevidade, ele consistindo em uma única estrofe.
Essa é uma das passagens muito raras nas quais Agni, estando sozinho e não acompanhado por Indra ou os Maruts etc.,
é mencionado como bebendo Soma. Parece que esse verso não foi composto para o sacrifício Soma comum, mas para
uma ocasião especial.
2

302

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Hino 100. Indra (Wilson)
(Sūkta VII)
O deus é Indra; os Ṛṣis são os Vārṣāgiras, – ou cinco filhos de Vṛṣāgir, 1 um Rājā, – que eram
Rājarṣis, ou sábios reais, citados individualmente na décima sétima estrofe; a métrica é
Triṣṭubh.
Varga 8.

1. Que ele, que é o derramador de desejos; que é coabitante com (todas as) energias,
o soberano supremo sobre o vasto céu e a terra, aquele que envia água, e que deve
invocado em batalhas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
2. Que ele, cuja trajetória, como aquela do sol, não é para ser alcançada; que, em toda
batalha, é o matador de seus inimigos, o intimidador2 (de oponentes); que, com seus amigos
de movimento rápido, (os ventos) é o mais generoso (dos doadores); – que Indra, associado
com os Maruts, seja nossa proteção.
3. Que ele, cujos raios, poderosos e inalcançáveis, emitem luz, como aqueles do sol,
ordenhando (as nuvens); ele, que é vitorioso sobre seus adversários, triunfante por suas
energias valorosas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
4. Ele é o mais rápido entre os rápidos,3 o mais generoso entre os generosos, um amigo
com amigos, venerável entre aqueles que clamam veneração, e preeminente entre aqueles
dignos de louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
5. Poderoso com os Rudras, como se com seus filhos; vitorioso em batalhas sobre seus
inimigos; e mandando para baixo, com seus coabitantes (as águas, as quais são produtivas
de) alimentos, – Indra, associado com os Maruts, sê nossa proteção.
Varga 9.
6. Que ele, o repressor de ira (hostil), o criador da guerra, o protetor dos bons, o
invocado por muitos, compartilhe, com nosso povo, hoje, a (luz do) sol.4 Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
7. A ele seus aliados, os Maruts, incentivam em batalha; a ele os homens consideram como
o preservador da propriedade deles; ele sozinho preside todo ato de culto. Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
8. A ele, um líder (para a vitória), seu adoradores recorrem, em disputas de força, por
proteção e por riqueza; porque ele concede a eles a luz (da vitória), na escuridão
desnorteante (da batalha).5 Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
9. Com sua mão esquerda ele reprime os malignos; com sua direita, ele recebe as oferendas
(sacrificais); ele é o dador de riquezas, (quando propiciado) por alguém que celebra o seu
louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
10. Ele, junto com seus auxiliares, é um benfeitor; ele é reconhecido rapidamente por todos
os homens, hoje, por meio das carruagens dele; por suas energias varonis ele é vitorioso

[Literalmente ‘o de voz forte’ ou ‘com a voz do Touro’.] Nós não temos menção de Vṛṣāgir e seus filhos nos Purāṇas.
[Literalmente ‘o que faz murchar’.]
3
Aṅghirobhir aṅghirastamah, ‘o mais Aṅgiras dos Aṅgirasas’, o que se pode pensar que se refere aos Ṛṣis assim chamados,
mas o comentador o deriva de ang, ir, e explica Aṅgirasah por gantārah, seguidores; ‘aqueles que seguem rapidamente’.
4
Supõe-se que os Vārṣāgiras dirigem essa prece a Indra para que eles possam ter a luz do dia, na qual atacar seus
inimigos, e recuperar o gado que tinha sido levado embora por eles, ou para que a luz possa ser retirada dos seus
oponentes.
5
A expressão jyotish, ‘luz’, e chittamasi, ‘na escuridão do pensamento’, pode, também, ser aplicada mais literalmente, e
expressar a esperança de que Indra dará a luz do conhecimento à escuridão da compreensão.
1
2

303

sobre (adversários) indisciplinados. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
Varga 10.
11. Invocado por muitos, ele vai para a batalha, com seus parentes, ou com
(seguidores) não da sua família; ele garante o (triunfo) daqueles que confiam nele, e dos
filhos e netos deles. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
12. Ele é o manejador do raio, o matador de ladrões, temível e feroz, conhecedor de muitas
coisas, muito louvado, e poderoso, e, como o suco Soma, inspirador das cinco classes de
seres com vigor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
13. Seu raio arranca gritos (dos seus inimigos); ele é o que manda boas águas, brilhante
como (o corpo luminoso) do céu, o que faz trovejar, o promotor de atos beneficentes; a ele
dádivas e riquezas acompanham. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
14. Que ele, de quem a excelente medida (de todas as coisas), através de força,6
eternamente e em todo lugar nutre céu e terra, propiciado por nossos atos, nos leve para
além (do mal). Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
15. Nem deuses, nem homens, nem águas, alcançaram o limite da força daquele (deus)
beneficente; pois ele supera o céu e a terra com seu poder (destruidor de inimigos). Que
Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
Varga 11.
16. Os corcéis vermelhos e pretos, – de membros longos, bem ajaezados, e
celestiais, e atrelados, bem satisfeitos, ao jugo da carruagem na qual o derramador de
benefícios é transportado, para o enriquecimento de Ṛjrāśva, – são reconhecidos entre as
tropas humanas.
17. Indra, derramador (de benefícios), os Vārṣāgiras, – Ṛjrāśva, e seus companheiros,
Ambarīṣa, Sahadeva, Bhayamāna, e Surādhas, – dirigem a ti esse louvor propiciatório.
18. Indra, que é invocado por muitos, acompanhado pelos moventes (Maruts), tendo atacado
os Dasyus e os Śimyus,7 os matou com seu raio; o que faz trovejar então dividiu os campos
com seus amigos de cor branca,8 e resgatou o sol, e libertou a água.
19. Que Indra seja, diariamente, nosso protetor; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento (abundante); e que Mitra e Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu,
o preservem para nós!
Índice ◄►Hino 101 (Wilson)

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6

Śavasā mānam, o distribuidor de todas as coisas, através de seu poder. Ou isso pode significar que ele é o protótipo de
tudo o que é dotado de força.
7
O comentário explica esses como ‘inimigos’ e Rākṣasas; mas eles, mais provavelmente, designam tribos ainda não
subjugadas pelos hindus vêdicos, ou arianos.
8
Esses, segundo o comentador, são os ventos, ou Maruts; mas por que eles deveriam ter uma parte do território do
inimigo parece duvidoso. A alusão é, mais provavelmente, destinada aos amigos terrenos, ou adoradores, de Indra, que
eram brancos em comparação com as tribos mais escuras da região conquistada.

304

Hino 100. Indra (Griffith)
1. Que ele que tem seu lar com a força, o Poderoso, o Rei Supremo da terra e do vasto céu,
Senhor do poder verdadeiro, a ser invocado em batalhas, – que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
2. Cujo caminho é inalcançável como o de Sūrya; ele em cada luta é o forte matador de
Vṛtra, O Mais Poderoso com seus Amigos em seus próprios cursos. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
3. Cujos caminhos9 partem em sua grande força irresistível, ordenhando, por assim dizer, a
umidade fecundante do céu. Com força viril triunfante, subjugador de inimigos, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
4. Entre os Aṅgirases ele era o principal, um Amigo com amigos, poderoso em meio aos
poderosos. Adorador entre adoradores, honrado o maior dos cantores. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
5. Forte com os Rudras10 como com seus próprios filhos, em batalha varonil conquistando
seus inimigos, com seus companheiros próximos fazendo atos de glória, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
6. Aquele que humilha o orgulho, excitador do conflito, o Senhor dos heróis, Deus invocado
por muitos, que ele nesse dia ganhe com nossos homens a luz do sol.11 Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
7. Sua ajuda o fez mais animado na batalha, o povo fez dele o guardião do seu conforto. Ele
é o Senhor Único de cada serviço sagrado.12 Que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso
auxílio.
8. A ele o Herói, em grandes dias de proezas, heróis em busca de ajuda e despojos devem
se dirigir. Ele encontrou luz mesmo na escuridão cegante. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
9. Ele com sua mão esquerda detém até mesmo os poderosos, e com sua mão direita coleta
os despojos. Mesmo com os humildes ele adquire riquezas.13 Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
10. Com tropas a pé e carros ele ganha tesouros; ele é bem conhecido hoje por todas as
pessoas. Com poder valoroso ele subjuga aqueles que o odeiam. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
11. Quando em seus caminhos com parentes ou com estranhos ele se apressa para a luta,
invocado por muitos, para ganho de águas e de filhos e netos, que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
12. Terrível e feroz, matador de demônios, manejador do trovão, com conhecimento
ilimitado, louvado com hinos por centenas, poderoso, em força como Soma, guardião dos
Cinco Povos,14 que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.

Pánthāsaḥ, caminhos, é explicado como ‘raios’ por Sāyaṇa. Indra é aqui representado como o Deus da luz e da chuva.
Os Maruts, filhos de Rudra o principal Deus da Tempestade. Eles são os companheiros próximos ou associados fiéis de
Indra, que os considera não como seus iguais, mas como seus filhos.
11
O hino é dirigido a Indra em busca de auxílio em uma batalha que se aproxima. Sāyaṇa diz que os Vārṣāgiras rezam para
que eles possam ter a luz do dia e para que os inimigos deles lutem no escuro.
12
Indra é considerado o auxiliador e encorajador deles em batalha e seu protetor na paz. Ele também preside todos os
atos de culto, e como tal recompensa aqueles que o servem.
13
Isto é, não só o forte, mas também o homem fraco adquire riquezas com a ajuda dele.
14
Das cinco classes de seres, segundo Sāyaṇa, ou seja, Deuses, Gandharvas, Apsarases, Asuras e Rākṣasas. Provavelmente
as cinco tribos árias são aludidas. Veja 1.7.9.
9

10

305

13. Ganhando a luz, para cá ruge seu trovão como a poderosa voz impressionante do Céu.
Ricos presentes e tesouros sempre o acompanham. Que Indra, cercado pelos Maruts, seja
nosso auxílio.
14. Cujo lar eterno através da força dele o cerca por todos os lados, seu louvor, a terra e o
céu,15 que ele, satisfeito com nosso serviço, nos salve. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
15. O limite de cujo poder nem Deuses por Divindade, nem homens mortais alcançaram,
nem mesmo as Águas. Ele supera a Terra e o Céu em vigor. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
16. A égua vermelha e fulva, de marca de chama, de posição elevada, celestial que, para
levar riquezas a Ṛjrāśva, puxava pela lança a carruagem atrelada com garanhões, alegre,
entre as hostes de homens era notada.16
17. Os Vārṣāgiras para ti, ó Indra, o Poderoso, cantam esse louvor para te agradar, Ṛjrāśva
com seus companheiros, Ambarīṣa, Surādhas, Sahadeva, Bhayamāna.
18. Ele, muito invocado, matou Dasyus e Śimyus,17 segundo seu costume, e os abateu com
setas. O poderoso que faz trovejar, com seus amigos de cor clara,18 ganhou a terra, a luz do
sol, e as águas.
19. Que Indra seja sempre o nosso protetor, e não postos em perigo que nós ganhemos os
despojos. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa
prece.
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15

A Terra e o Céu, a residência dele, são sua canção de louvor eterna porque eles foram estabelecidos e regulados por
ele. Essa é a explicação de Ludwig desse verso obscuro.
16
Os epítetos nessa estrofe são considerados por Ludwig como nomes dos seis cavalos com os quais Ṛjrāśva se dirigiu
para a batalha e venceu. Os últimos quatro versos do hino parecem ter sido adicionados depois da vitória.
17
Homens de tribos nativas hostis.
18
Explicados por Sāyaṇa como os brilhantes Maruts, significam provavelmente os invasores arianos como contrários às
tribos de pele escura do território.

306

Hino 101. Indra (Wilson)
(Sūkta VIII)
O Ṛṣi é Kutsa, o filho de Aṅgiras; o deus, Indra; a métrica das primeiras sete estrofes é Jagat ī;
das últimas quatro, Triṣṭubh.
Varga 12.

1. Ofereçamos adoração, com oblações, a ele que é satisfeito (por louvor); que, com
Ṛjiśvan, destruiu as esposas grávidas de Kṛṣṇa.1 Desejosos de proteção, nós chamamos,
para se tornar nosso amigo, a ele, que é o derramador (de benefícios), que segura o raio em
sua mão direita, acompanhado pelos Maruts.
2. Nós invocamos, para ser nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts; a ele
que, com ira crescente, matou o mutilado Vṛtra, e Śambara, e o iníquo Pipru,2 e que extirpou
o inabsorvível Śuṣṇa.3
3. Nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts;
cujo grande poder (permeia) céu e terra; em cujo serviço Varuṇa e Sūrya são constantes; e
cujo comando os rios obedecem.
4. Que é o senhor de todos os cavalos e gado; que é independente; que, propiciado por
adoração, é constante em todo ato; e que é o matador do obstinado que se abstém de fazer
libações: nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
5. Que é o senhor de todas as criaturas que se movem e respiram; que, primeiro, recuperou
as vacas (roubadas), para o Brahman;4 e que matou os Dasyus humilhados: nós invocamos,
para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
6. Que deve ser invocado pelos bravos e pelos tímidos, pelos derrotados e pelos vitoriosos,
e a quem todos os seres colocam diante deles, (em seus ritos): nós invocamos, para se
tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
Varga 13.
7. O radiante Indra procede (pelo firmamento), com a manifestação dos Rudras; 5
através dos Rudras, a fala se propaga com celeridade mais expansiva, e louvor glorifica o
renomado Indra: a ele, acompanhado pelos Maruts, nós chamamos, para se tornar nosso
amigo.
8. Acompanhado pelos ventos, dador de riqueza verdadeira, se tu podes ficar satisfeito (em
residir) em uma mansão imponente ou residência humilde, vem ao nosso sacrifício.
Desejosos da tua presença, nós te oferecemos oblações.
9. Desejosos de ti, Indra, que és possuidor de força excelente, nós derramamos, para ti,
libações; desejosos de ti, que és alcançado por meio de oração, nós te oferecemos
oblações. Portanto, tu, que és possuidor de cavalos, senta-te, com prazer, sobre a grama
sagrada, acompanhado pelos Maruts, nesse sacrifício.

É dito que Ṛjiśvan é um rei, o amigo de Indra, e Kṛṣṇa, um Asura, que foi morto junto com suas esposas, de modo que
ninguém da posteridade dele pudesse sobreviver. Veja em 1.130.8, nota, e 4.16.13, nota. Kṛṣṇa, o negro, pode ser outro
nome para Vṛtra, a nuvem escura; ou nós podemos ter, aqui, outra alusão aos aborígenes de pele escura.
2
Śambara e Pipru são, ambos, chamados de Asuras. O último é também chamado de avrata, que não realiza, ou que se
opõe, aos vratas, ou ritos religiosos.
3
Śuṣṇam aśuṣaṃ, o secador; que é sem ser secado, que não pode ser absorvido.
4
Brahmaṇe, isto é, para Aṅgiras, ou os Aṅgirasas que, segundo o comentador, eram da casta bramânica. Várias passagens
concordam em afirmar que as vacas foram roubadas dos Aṅgirasas; e Aṅgiras não pode ser identificado com Brahmā. O
termo usado, portanto, muito provavelmente denota um brâmane.
5
Indra é dito aqui ser radiante, por identidade com o sol; e os Rudras, serem os mesmos que os Maruts, em seu caráter
de ares vitais, ou prāṇāh.
1

307

10. Regozija-te, Indra, com os corcéis que são da tua natureza, abre as tuas mandíbulas;
abre largamente a tua garganta, (para beber o suco Soma); que teus cavalos tragam a ti,
que tens um belo queixo, (para cá); e, bondoso para nós, sê satisfeito por nossas oblações.
11. Protegidos por aquele destruidor (de inimigos) que é unido, em louvor, com os Maruts,
nós podemos receber sustento de Indra; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o
céu, o preservem para nós.
Índice ◄►Hino 102 (Wilson)

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Hino 101. Indra (Griffith)
1. Cantemos, com oblação, louvemos a ele que alegra, que com Ṛjiśvan dispersou a raça
escura.6 Ávidos por auxílio, a ele o forte cuja mão direita empunha o raio, a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
2. Indra, que com ira triunfante derrotou Vyaṁsa, e Śambara e Pipru o iníquo; que extirpou
Śuṣṇa7 o insaciável, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
3. Ele cuja grande obra de poder viril é o céu e a terra, e Varuṇa e Sūrya mantêm sua lei
sagrada; Indra, cuja lei os rios seguem conforme eles fluem, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
4. Ele que é o Senhor e Mestre dos cavalos e vacas, honrado – o firme e seguro – em todo
ato sagrado; Matador até do forte que não derrama oferenda, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
5. Ele que é o Senhor de todo o mundo que se move e respira, que para o Brahman 8
primeiro antes de tudo encontrou as Vacas; Indra que derrubou os Dasyus aos seus pés, – a
ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
6. A quem os covardes e os homens valentes de guerra devem invocar, invocado por
aqueles que conquistam e por aqueles que fogem; Indra, a quem todos os seres dirigem seu
pensamento constante, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
7. Refulgente na região dos Rudras ele prossegue, e com os Rudras através do amplo
espaço acelera a Dama.9 O hino de louvor exalta a Indra muito famoso: – a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
8. Ó cercado por Maruts, se tu te deleitas no mais imponente local de reunião ou humilde
habitação, vem de lá para o nosso rito, verdadeiro concessor de benção: por amor a ti nós
preparamos oblações.
9. Nós, ansiosos por ti, forte Indra, esprememos Soma, e, ó tu, procurado com oração,
temos feito oferendas. Agora, nesse sacrifício, com todos os teus Maruts, na grama sagrada,
ó Deus conduzido por parelha, regozija-te.
10. Alegra-te com os teus próprios Cavalos Baios, Indra, abre as tuas mandíbulas e que os
teus lábios estejam abertos. Tu com a bela face, que teus Cavalos Baios te tragam: bondoso
para nós, fica satisfeito com a nossa oblação.
11. Guardas do acampamento cujos louvadores são os Maruts, que nós, através de Indra,
obtenhamos nós mesmos o espólio.10 Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o
Céu aceitem essa nossa prece.
6

Os aborígenes morenos que se opunham aos árias ou arianos.
Vyaṁsa, e Śambara, Pipru e Śuṣṇa são nomes dos demônios da seca.
8
Segundo Sāyaṇa, que recuperou para os Aṅgirases as vacas que tinham sido levadas pelos Paṇis. Veja 1.32.11.
9
Ludwig sugere que Rodasī, a esposa de Rudra, é aludida, e refere-se ao mito alemão antigo da Noiva do Vento.
10
Que nós que somos os guardiões do acampamento ou do novo povoado, louvados e favorecidos pelos Maruts,
ganhemos os despojos. As palavras marutstotrasya vṛjanasya são um pouco obscuras.
7

308
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Hino 102. Indra (Wilson)
(Sūkta IX)
O Ṛṣi e o deus, como no último; a métrica das primeiras dez estrofes é Jagat ī; da última,
Triṣṭubh.
Varga 14.

1. Eu dirijo a ti, que és poderoso, esse hino excelente; pois a tua mente tem sido
satisfeita pelo meu louvor. Os deuses têm alegrado sucessivamente aquele Indra vitorioso
com o poder (do louvor), por causa de prosperidade e riqueza.
2. Os sete rios exibem a glória dele: céu, e terra e firmamento mostram a forma visível dele.
O sol e a lua, Indra, fazem suas revoluções, para que nós possamos ver, e tenhamos fé no
que nós vemos.
3. Maghavan, envia tua carruagem, e nos traze riqueza, – aquele carro vitorioso o qual,
Indra, que és muito louvado por nós, em tempo de guerra, nós nos alegramos de ver em
batalha. Maghavan, concede felicidade para aqueles que são devotados a ti.
4. Que nós, tendo a ti como nosso aliado, derrotemos nossos adversários em todo combate.
Defende nossa parte; torna riquezas facilmente obtidas por nós; enfraquece, Maghavan, o
vigor dos nossos inimigos.
5. Muitos são os homens que te chamam em busca da tua proteção. Sobe em teu carro,
para trazer riqueza para nós, pois a tua mente, Maghavan, é tranquila, e determinada a
vencer.
Varga 15.
6. Teus braços são os obtentores de gado; tua sabedoria é ilimitada; tu és o mais
excelente, o concessor de cem auxílios em todo rito. O criador da guerra, Indra, é
incontrolável; o símbolo da força; portanto, os homens que desejam riqueza o invocam de
vários modos.
7. O alimento, Maghavan, (que é para ser dado, por ti), para os homens, pode ser mais do
que o suficiente para uma centena, ou para mais, até, do que mil. Grande louvor tem
glorificado a ti, que não tens limite, em consequência do que tu destróis teus inimigos.
8. Forte como uma corda trançada duas vezes, tu és o símbolo da força, protetor dos
homens, tu és mais do que capaz de sustentar as três esferas, os três luminares,1 e todo
esse mundo dos seres, Indra, que, desde o nascimento, sempre tens sido sem rival.
9. Nós invocamos a ti, Indra, o principal entre os deuses. Tu tens sido o vitorioso em
batalhas. Que Indra coloque em primeiro lugar, na batalha, essa nossa carruagem, que é
eficiente, impetuosa, e a que extirpa (todos os obstáculos).2
10. Tu conquistas, e não reténs os despojos. Em conflitos pequenos e sérios nós te
fortalecemos, feroz Maghavan, para nossa defesa. Portanto, inspira-nos, nos nossos
desafios.
11. Que Indra seja o nosso defensor diariamente; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento farto; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu, o
preservem para nós.
Índice ◄►Hino 103 (Wilson)

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1

Os três fogos; ou, o sol no céu, o relâmpago no ar, e o fogo (sagrado ou doméstico,) na terra.
Ou os epítetos podem ser aplicados a putra, um filho, implícito, – que Indra nos dê (um filho), um oferecedor de
louvores, cheio de sabedoria, e o subjugador de inimigos, e (nos dê) também, uma carruagem a principal em batalha.
2

309

Hino 102. Indra (Griffith)
1. Para ti o Poderoso eu trago esse poderoso hino, pois o teu desejo tem sido satisfeito pelo
meu louvor. Em Indra, sim nele vitorioso através de sua força, os deuses se regozijaram em
banquete e quando o Soma fluiu.
2. Os Sete Rios3 levam a glória dele por toda parte, e o céu e o firmamento e a terra exibem
a forma agradável dele. O Sol e a Lua em mudança alternada seguem seu curso, de modo
que nós, ó Indra, possamos ver e possamos ter fé.
3. Maghavan, concede-nos aquele mesmo carro para nos trazer despojos, o teu carro
conquistador no qual nós nos alegramos no choque do combate. Indra, a quem os nossos
corações louvam muito na guerra, concede proteção, Maghavan, para nós, que te amamos
profundamente.
4. Encoraja o nosso lado em todas as lutas: que nós, contigo como nosso aliado, vençamos
a tropa do inimigo. Indra, concede-nos alegria e felicidade; quebra, ó Maghavan, o vigor dos
nossos inimigos.
5. Pois aqui de várias maneiras esses homens que invocam a ti, possuidor de tesouros,
cantam hinos para ganhar o teu auxílio. Sobe no carro para que tu possas trazer despojos
para nós, pois, Indra, a tua mente fixa obtém a vitória.
6. Seus braços ganham vacas, seu poder é ilimitado, em cada ato o melhor, com cem
auxílios, o que desperta o ruído da batalha é Indra: ninguém pode rivalizar com ele em força
poderosa. Por isso, ávidas pelos despojos, as pessoas o invocam.
7. Tua glória, Maghavan, supera cem, sim, mais do que cem, de mil entre o povo; a grande
taça4 tem te inspirado ilimitadamente: de modo que tu podes matar os Vṛtras, quebrador de
fortes!5
8. Do teu grande poder há uma contraparte tripla, as três terras,6 Senhor dos homens, e os
três reinos de luz.7 Acima desse mundo, Indra, tu tens te desenvolvido: tu és sem inimigo,
por natureza, desde os tempos antigos.
9. Nós te invocamos primeiro entre os Deuses: tu te tornaste um poderoso Conquistador em
combate. Que Indra encha de vitalidade o coração desse nosso cantor, e torne o nosso
carro impetuoso, o principal em ataque.
10. Tu tens prevalecido, e não retido os despojos, em batalhas insignificantes ou naquelas
de grande importância. Nós te fazemos forte, o Poderoso, para nos socorrer: inspira-nos,
Maghavan, quando nós desafiamos o inimigo.
11. Que Indra sempre seja o nosso protetor, e não expostos ao perigo que nós possamos
ganhar o saque. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa
nossa prece.
Índice ◄►Hino 103 (Griffith)

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3

Os principais rios na proximidade dos mais antigos povoados arianos. Veja 1.32.12.
O recipiente que contém o estimulante suco Soma, ou a própria libação poderosa.
5
Os fortes são os castelos de nuvens dos demônios do ar que Indra destrói com seu relâmpago: ‘as nuvens cujas torres
moventes compõem os bastiões da tempestade’. Shelley, Witch of Atlas.
6
Talvez a terra, a atmosfera, e o céu.
7
Ou, de acordo com Sāyaṇa, os três fogos ou fogo em três formas, [nota 1]. Veja também 1.105.5.
4

310

Hino 103. Indra (Wilson)
(Sūkta X)
O Ṛṣi e o deus, como antes; a métrica, Triṣṭubh.
Varga 16.

1. Os sábios eram antigamente possuidores desse teu poder supremo, Indra, como
se ele estivesse presente com eles, 1 – uma luz do qual brilha sobre a terra; a outra, no céu;
e ambos estão em combinação um com o outro;2 como bandeira (se mistura com bandeira,)
em batalha.
2. Ele sustenta, e tem expandido, a terra. Tendo atingido (as nuvens), ele libertou as águas.
Ele matou Ahi; ele perfurou Rauhiṇa; ele destruiu, com sua destreza, o mutilado (Vṛtra).3
3. Armado com o raio, e confiante em sua força, ele continuou a destruir as cidades dos
Dasyus. O que faz trovejar, reconhecendo (os louvores do teu adorador), lança, por causa
dele, a tua flecha contra o Dasyu, e aumenta a força e glória do Ārya.4
4. Maghavan, possuidor de um nome que deve ser glorificado, oferece, para aquele que o
celebra, essas eras (rotantes) do homem. 5 O que faz trovejar, o que dispersa (seus
inimigos), partindo, para destruir os Dasyus, obteve um nome (famoso por) bravura
(vitoriosa).
5. Vejam isso, o vasto e extenso (poder de Indra), tenham confiança na destreza dele. Ele
recuperou o gado; ele recuperou os cavalos, as plantas, as águas, as florestas.
Varga 17.
6. Nós oferecemos a libação de Soma para ele que é o realizador de muitas proezas,
o melhor (dos deuses), o derramador (de benefícios), o possuidor de força verdadeira, o
herói que, mantendo o respeito pela riqueza, a tira daquele que não realiza sacrifícios, –
como um salteador (de um viajante), – e procede (para dá-la) para o sacrificador.
7. Tu realizaste, Indra, um feito glorioso, quando tu despertaste o adormecido Ahi com teu
raio. Então as esposas (dos deuses), os Maruts, e todos os deuses, imitaram a tua
exultação.
8. Visto que, Indra, tu mataste Śuṣṇa, Pipru, Kuyava, e Vṛtra, e destruíste as cidades de
Śambara, portanto que Mitra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu nos concedam o que
(nós desejamos).
Índice ◄►Hino 104 (Wilson)

____________________

1

O termo é parācaih, o qual é bastante duvidoso.
É dito que o sol e o fogo são, igualmente, o brilho de Indra. De dia, o fogo está combinado com o sol; à noite, o sol está
combinado com o fogo.
3
Ahi e Vṛtra, em ocasiões anteriores, têm sido considerados como sinônimos; aqui eles são distintos, mas significando,
muito provavelmente, apenas nuvens formadas diferentemente. Rauhiṇa, chamado de Asura, é, com toda a
probabilidade, algo do mesmo tipo, – uma nuvem púrpura, ou vermelha.
4
Nós temos, aqui, o Dasyu e o Ārya colocados em oposição; um, como o adorador, o outro, como o inimigo do adorador.
Dāsīh, como o adjetivo de purah, cidades, é explicado ‘dos, ou pertencentes aos, Dasyus’. A menção de cidades indica um
povo não totalmente bárbaro, embora o termo possa designar vilas ou aldeias.
5
Mānuṣemā yughāni, ‘esses yugas mortais’; Kṛta, Treta, etc., segundo o comentador, os quais Indra desenvolve
sucessivamente, no caráter do sol.
2

311

Hino 103. Indra

(Griffith)

1. Aquele teu maior poder de Indra6 está distante: o que se encontra aqui os sábios
possuíam antigamente. Um está sobre a terra, o outro no céu, e ambos se unem como
bandeira com bandeira em batalha.
2. Ele estendeu a ampla terra e a fixou firmemente, atingiu com seu raio e libertou as águas.
Maghavan com sua pujança derrubou Ahi, despedaçou Rauhiṇa7 e matou Vyaṁsa.
3. Armado com seu raio e confiando em sua destreza ele vagou quebrando as fortalezas dos
Dāsas.8 Lança o teu dardo, conhecendo,9 Trovejador, no Dasyu; aumenta o poder e a glória
do Ārya, Indra.
4. Para aquele que ensinou desse modo essas raças humanas, Maghavan, tendo um título
digno de fama, o que faz trovejar, aproximando-se para matar os Dasyus, deu a ele mesmo
o nome de Filho por glória.10
5. Vejam essa riqueza abundante que ele possui, e coloquem sua confiança no vigor de
herói de Indra. Ele encontrou o gado, e ele encontrou os cavalos, ele encontrou as plantas,
as florestas e as águas.
6. Para ele, o verdadeiramente forte, cujas façanhas são muitas, para ele o Touro forte
vamos derramar o Soma. O herói, vigiando como um ladrão na emboscada, segue
repartindo as posses dos ímpios.
7. Tu fizeste bem aquele ato heroico, ó Indra, ao despertar com teu raio o adormecido Ahi.
Em ti, encantado, as Damas divinas11 se regozijaram, os Maruts velozes e todos os deuses
estavam alegres,
8. Porque tu derrotaste Śuṣṇa, Pipru, Vṛtra e Kuyava,12 e os fortes de Śambara, ó Indra. Que
Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece.
Índice ◄►Hino 104 (Griffith)

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6

Benfey explica esse verso como significando: o poder de Indra está dividido de certo modo: uma parte dele é possuída
pelos sábios que por meio dos seus hinos, sacrifícios e libações do suco Soma dão a ele poder total para realizar seus
grandes feitos.
7
Rauhiṇa, dito ser um demônio é, como os outros demônios da seca, uma nuvem púrpura escura que retém a chuva.
8
Ou Dasyus, os habitantes não arianos da terra.
9
Isto é, distinguindo o ariano do bárbaro.
10
O significado desse verso parece ser, como Ludwig diz, que Indra, ao se preparar para matar os Dasyus, tornou-se, por
assim dizer, um filho para o adorador devoto que proclamou seus grandes feitos para os homens.
11
As consortes dos deuses.
12
Significando, provavelmente ‘causando más colheitas’, é o nome de outro dos demônios da seca.

a espuma. 9. Já que a rota que leva à residência do Dasyu 4 foi vista por nós. como livres do pecado. Os rios Añjasī. As façanhas dele são aludidas obscuramente. por si mesmo. para teu assento: apressa-te para sentar sobre ele – como um cavalo relinchando (se apressa para o seu estábulo). deus e métrica. em nós. dá. não firas aqueles que são capazes (apenas de rastejar) sobre seus joelhos. Indra (Wilson) (Sūkta XI) Ṛṣi. O altar foi erguido. – alguém que vaga por toda parte para fazer mal aos outros. e deixando os teus corcéis livres. O herói cresce. Derramador (de benefícios). Que ele rapidamente as guie no caminho. Presente na água. 1. Kuliśī. conduze-nos para grande riqueza: não nos envies.312 Hino 104. . Por isso. que ele era um dos chefes dos bárbaros. como um libertino joga riqueza fora. pelas águas. e é renomado (no mundo inteiro). Índice ◄►Hino 105 (Wilson) ____________________ 1 Em breve chamado de Kuyava. (para pedir) sua proteção. Não nos firas. o sustentam com suas águas. Indra. Incita. que elas sejam afogadas nas profundezas do rio Śiphā. dia e noite. tu que és invocado por muitos. que. possivelmente. De membros vastos. e. Varga 18. Indra. – como uma vaca conhece o caminho para o seu estábulo. Varga 19. não nos prives dos prazeres que são queridos por nós. e Vīrapatnī. que gostas muito do suco Soma: ele está preparado: bebe dele. a nossa prole por nascer. quando invocado. – afrouxando as rédeas. (defende-nos) dessa violência repetida: não nos rejeites. comida e bebida aos famintos. afluente Śakra. 6. veneração pelo sol.1 conhecendo a riqueza de outros. de ay. para uma residência privada de recursos. Indra. 8. Vem à nossa presença. e o rio Śiphā não é encontrado em outro lugar. ouve-nos como um pai (ouve as palavras de seus filhos). 2. e por aqueles que são dignos do louvor dos seres vivos. 4 De Kuyava. As duas esposas de Kuyava se banham com a água. Essas pessoas vieram até Indra.3 agradando-o com sua substância. Indra. enquanto ainda no útero. – portanto. na época de sacrifício. alarga o teu estômago. como antes. 5. Maghavan. (O Asura). ele leva. não nos abandones. 3. Não prejudiques a nossa prole. a leva. Indra. significando. eu medito em ti: nesse (teu poder) a nossa confiança foi colocada. 3 Nenhum desses é encontrado nas listas purânicas. por si mesmo. para o teu divertimento. 2 O comentador diz que aya é um apelativo de Kuyava. seguir. 4. segundo o comentário. A morada do errante2 (Kuyava) estava oculta (no meio) da água. te levam. Não prejudiques. Eles têm chamado a ti. 7. Que os deuses contenham a ira do destruidor. pois a nossa confiança está no teu poder imenso. com as águas antigamente (levadas). e tragam para a nossa solenidade aquele que afasta o mal.

9 ‘A esposa do herói’. Kuliśī e Vīrapatnī. como tal.313 Hino 104. e. se banham em leite. Indra. no orgulho insolente de suas riquezas. Isso os parentes dele que vive ao nosso lado têm controlado: o Herói governa e se apressa adiante com rios antigos. e reputação. para amplas riquezas. Hall ressaltou. Solta os teus Corcéis velozes. Nessa água que foi levada as duas esposas de Kuyava se banham. 3. Sāyaṇa dá outras explicações da expressão. Agora nós. eles têm te chamado de amante de Soma: aqui está o suco espremido. ocorre. das águas. que são representadas como conquistadas por Indra. 6 Talvez um nome dado pelos arianos a um dos chefes não-arianos. Maghavan. Benfey crê que ela é uma descrição de massas de nuvens sucessivas. os nossos filhos.10 ele procurou a residência. O Dāsa. Kuyava.49.5 e que eles possam levar o nosso povo a um destino venturoso. liberta os teus Cavalos que te trazem rapidamente para perto à noite e de manhã. Benfey considera que a água espumante significa a chuva fertilizante. Indra (Griffith) 1. as nossas esposas com nossos bebês por nascer. como um epíteto de Sarasvatī a Deusa. e possivelmente ela pode aqui significar o rio Sarasvatī. 2. que conhece a riqueza dos outros a leva por si mesmo. e explica: com esses (os três rios mencionados em seguida). Ele aparentemente significa aqui um chefe da tribo nãoariana a quem os suplicantes estão indo atacar. não nos abandones: não roubes as alegrias nas quais nós nos deleitamos. O altar foi feito para tu repousares: vem como um corcel ofegante e senta-te. 13 Isto é. e estando presente nas águas ele leva a água com a espuma. Poderoso. invocado. eu considero. Amplamente espaçoso. que manda a chuva como antes. em ti como tal temos confiado: leva-nos. têm leite em suas águas.8 Añjasī. Ambas as esposas de Kuyava6 têm se banhado em leite: que elas sejam afogadas no fundo do Śiphā. Ó Indra invocado por muitos. o herói (Indra) do vizinho Āyu (mortal?) não fica fixo lá. Bebe dele por êxtase. 6.9 deleitando-o. em casa não despreparada11 dá-nos comida e bebida quando famintos. O sentido parece ser que a amizade de Indra. não nos jogues fora como um esbanjador faz com seu tesouro. 5 . A explicação de Ludwig é: enquanto o pobre ariano que pode somente desejar a riqueza que ele não possui não tem nem a água comum na qual se lavar. 7 Sāyaṇa diz que Śiphā é o nome de um rio. e explica: o Asura. [Nota da edição de 1889. lança espuma no meio das águas. explicado por Sāyaṇa como o demônio destruidor. Indra. as de trás pressionando as da frente. 5. 7.7 4. Benfey considera que os nomes são personificações femininas de nuvens. ouve-nos como um Pai. como uma vaca que conhece seu estábulo.13 9.7. imediatamente com as primeiras (ondas) ele se põe em movimento e escapa.12 Não arranques a nossa prole não nascida. Logo que rastros desse Dasyu foram descobertos. como aquela que conhece a sua casa. forte Senhor dos Despojos! os nossos recipientes com a vida que está dentro deles. como o Dr. 8. Aquele que tem só desejo como sua posse lança sobre si mesmo. em 6. dá-nos uma parte da luz solar. despeja-o dentro de ti. 10 Isto é. Vem até nós. Agora pensa em nós. Não prejudiques os nossos descendentes ainda por nascer: a nossa confiança está no teu imenso poder de Indra. pôs um fim na insolência de Kuyava. O significado dos três rios na segunda linha é obscuro. Não nos mates. 11 Isto é. 12 Provavelmente. ou demônio. em uma casa bem suprida e equipada.] Essa estrofe é muito obscura. as esposas do inimigo. 8 A primeira linha desse verso é ininteligível para mim. impecabilidade. Esses homens vieram a Indra em busca de assistência: ele não virá rapidamente nesses caminhos? Que os deuses contenham a fúria do Dāsa. Ludwig separaria nābhiḥ em na ābhiḥ.

Contudo tristezas me assaltam. de acordo com o comentador. Eu rogo ao primeiro (dos deuses). 1.4 que nós nunca estejamos em falta (de um filho). Céu e terra. por Trita. conforme um texto citado: “Por meio de um filho. no fundo do poço. que ele se torne o meu mensageiro. o primeiro. 6 (de modo que) nós possamos vencer os malignos? Céu e terra. e. 6. Varga 21. Śatakratu. 397). e relate (a minha condição para os outros deuses). para torná-las mais aderentes. a atenção (benigna) de Varuṇa? Onde está o caminho do poderoso Aryaman. um homem conquista os mundos. saibam isso de mim’.7 Céu e terra. agora. 4. Varga 20. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta XII) O Hino é endereçado aos Vi śvedevas. dos deuses’. conforme outro texto: ‘Agni é a boca. Onde. exclui dele todos os objetos visíveis. 6 É explicado que aqui Varuṇa significa ‘obstrutor do mal’. – embora teu adorador. a sua mentira? Onde. 3 O texto tem somente ‘céu e terra. 7. exceto no oitavo verso. ‘como um rato rói. estejam conscientes dessa (minha aflição). ou ‘estejam cientes dessa minha aflição’. As vigas (do poço se fecham) ao meu redor. a partir da união deles. nota 2. progênie é gerada. e que são.5 o objeto de sacrifício. onde ela é Mah ābṛhatī Yavamadhyā. Agni. Ou isso pode ser traduzido. e no último. sua cauda. que estão presentes nos três mundos. ou por Kutsa. onde. o qual. 4 Por falta de posteridade. – como um rato (rói) as linhas (de um tecelão). 8. A lua de movimento gracioso1 se apressa pela região central no céu. como as esposas rivais (de um marido). que essa (minha ascendência). Ou ela pode significar ‘conectada com o raio de sol chamado Suparṇa’. onde ela é Triṣṭubh. isto é. por conta disso (8. Onde. A prática de engrossar fios com amido nós notamos através de Manu. não há mundo (loka) para alguém que não tem filhos”. eu sou aquele que antigamente recitava (seu louvor). Céu e terra. de todos os deuses o produzido por primeiro. estejam conscientes dessa (minha aflição).3 2. ‘aquele que reprime inimigos’. 2 Isso se refere à suposta posição de Trita. de acordo com Sāyaṇa. 5 Agni. a antiga invocação (que eu enderecei) a vocês? Céu e terra. foram molhadas em água de arroz. śobhanapatana. no céu. habilitados para libações de suco Soma. estejam conscientes dessa (minha aflição). ou lambe. 1 . está a sua verdade? Onde. 5. permanecendo acima. tendo acabado de molhá-la em óleo ou banha’. está a sua observância da verdade? Onde. que residem na luz do sol. A última o comentador explica. inquietações me consomem. raios dourados brilhantes (os meus olhos) não veem seu lugar de permanência. apetecíveis para os ratos. o motivo de alegria (para seus progenitores). Deuses. no hino 52. em nome dele. 7 As quais. Candramāh * suparṇah. tal como Trita antecipa para ele mesmo. deuses. estejam conscientes dessa (minha aflição). ou ‘prestem atenção nesse meu hino’. como um lobo (que cai sobre) um veado sedento. ou elegantemente. estejam conscientes da (minha aflição).2 Céu e terra. nunca seja excluída (dele). estejam conscientes dessa (minha aflição). Deuses. está a tua antiga benevolência? Qual novo ser agora a possui? Céu e terra. portanto. Céu e terra. Deuses. e Aryaman. quando a libação era derramada. estejam conscientes dessa (minha aflição). estando coberto. a métrica é Paṅkti. estejam conscientes dessa (minha aflição). onde a lei requere que o tecido devolvido seja mais pesado que o fio dado. veja a história de Trita. 3. a que segue bem. a combinação com o qual dá à lua sua luz. Aqueles que buscam riqueza a obtêm: a esposa desfruta (da presença de) seu marido.314 Índice ◄►Hino 105 (Griffith) ____________________ Hino 105.

Mas pode-se duvidar se ele pode ter propriamente tal interpretação. mortais. como citado por Sāyaṇa. 17. e traduz a passagem: ‘Os raios do sol impedem a lua de aparecer. Aqueles que são os sete raios (do sol). para devorar Trita. Céu e terra. Que ele. o vento. e apah como o firmamento. 15 Pois os deuses dependem. De acordo com Yāska. Os raios do sol permanecem no centro circundante do céu: eles repelem o lobo. declaradamente. Os Taittirīyas substituem. mas que foi detido pelo brilho dos raios solares. (pelo qual) os rios incitam adiante as águas. mas o sentido mais comum é uma estrada. um sábio entre os deuses. 11 Aludindo. Um significado de panthāh é apresentado como um epíteto de āditya. e o sol difunde sua (luz) constante. a Lua. estejam conscientes dessa (minha aflição). todos. estabelecido no nosso rito. Bṛhaspati. Aryaman. identificando os raios solares com os sete ares vitais que permanecem no espírito dominante. 9 Āptya. Trita. Céu e terra. aquele sempre em movimento. estejam conscientes dessa (minha aflição). (levantando-se nas patas traseiras). estejam conscientes dessa (minha aflição). está implícita. Céu e terra. à prática mística de contemplar a região umbilical. 12 O comentador diz que Bala. e essa interpretação é corroborada por textos que representam o sol como o caminho para o céu. neles está o meu umbigo expandido. caído no poço. 13 Brahmā kṛṇoti varuṇah. não o consideram. . 10 É dito que eles são. segundo o Śāṭyāyana Brāhmaṇa. deuses. 11. para existência. embora obscuramente. aludindo. voltem (rapidamente). ‘o ato que é da natureza de preservação’. O sol. são. e o Relâmpago. Varuṇa realiza o rito de preservação. 16. na região planetária. Mas ele não é explicado dessa maneira no comentário. Céu e terra. Céu e terra. que liberta muitos do pecado. Tu. a lua. 10. corretamente. como um carpinteiro16 cujas costas se arqueiam (com inclinação fica ereto a partir de seu trabalho). um lobo fulvo me viu seguindo meu caminho. avançou sobre mim. ou. 14 Asau yaḥ panthā ādityo divi pravācyaṃ kṛtaḥ. como a base da alma. se torne o nosso verdadeiro (amparo). 18. e. e ele os louva por sua libertação (do poço). e a inserção do t é uma anormalidade. Rosen o traduz como domicílio.15 mas vocês.14 não deve ser desconsiderado. Varuṇa. – Aqueles que estão livres de mácula seguem pela porta do sol. ‘força’. em suas respectivas esferas. tendo em conjunto levado rapidamente as minhas orações para os deuses. 13.9 sabe que (isso é assim). tal patronímico de apa seria. no qual o comentador parece compreendê-lo. instalado na nossa (solenidade). que tem direito a louvação. o sol. O primeiro é aqui explicado rakṣaṇarūpam karma. 8 Não está muito claro o que quer dizer o termo nābhi.11 Céu e terra. estejam conscientes dessa (minha aflição). (a ele o repetidor de louvor) dirige o louvor. ou. no firmamento’. que é. 12. Que os cinco derramadores (de benefícios). estejam conscientes dessa (minha aflição). cruzando as grandes águas. ou de ficar visível. āpya. o Sol. luminosos. invoca os deuses. como (no sacrifício de) Manus. Certa vez. explicado apām putrah. Vento. em lugar do relâmpago. 15. pois esses. no firmamento. ó deuses. a partir do caminho. os nakṣatras. como Sūryadvāreṇa te virajāh prayānti. talvez. tendo me visto. pois. no céu. é aquela tua relação (com os deuses). o filho das águas. Aquele novo (vigor)12 louvável e elogiado está estabelecido em vocês. como admitido pelo comentador. de (todo o) seu coração. – da qual ukthya. Agni. brilhando em Svarloka. que regula as estações nas quais sacrifícios são oferecidos. e Savitṛ. estejam conscientes dessa (minha aflição). por vocês. ele interpreta vṛka como a lua. é um epíteto. Indra. o fogo. estejam conscientes dessa (minha aflição). de acordo com outros textos. Céu e terra. adora (os deuses). na terra. que és o mais sábio. Fogo. Varga 22. à história de um lobo. um caminho. que estava prestes a atravessar um rio a nado. e o relâmpago. feito o caminho no céu. Digna de louvor.315 9. seja o invocador dos deuses. é dito.8 Trita.10 que residem no centro do céu expandido. o sol. Agni. 14. Céu e terra. e lhes ofereça oblações. filho das águas.13 Nós desejamos a ele. como no sacrifício de Manus. ouve (a súplica). como satatagāmī. Varga 23. louvável. por socorro. como o guia do nosso caminho. e o sentido comum de nābhi é umbigo. estejam conscientes dessa (minha aflição). indiretamente do sol. nas nuvens. ou asterismos. Que aquele sábio e generoso Agni.

Qual é o seu firme suporte da Lei? O olho do observador Varuṇa? Como nós podemos passar os ímpios no caminho do poderoso Aryaman? 22 Notem essa minha aflição. Notem essa minha aflição. tendo visto as constelações seguindo pelo caminho do céu.3. [“As águas simbolizam a soma universal das virtualidades: são a fonte e origem. Onde está a antiga lei divina? Quem é o seu novo difusor agora? Notem essa minha aflição. superemos os nossos inimigos em batalha. não prestando atenção a Trita no poço. a lua. Eu peço o último 20 do sacrifício. .17 Viśvedevas (Griffith) 1. como ratos devoram os fios do tecelão. ele com as belas asas19 no céu. Ó Śatakratu. Journal of the Royal Asiatic Society. Aditi. 1893. Varuṇa. Por essa recitação que nós. ambos dão e recebem a bênção do amor. o oceano. 22 Provavelmente a via láctea. ó Terra e Céu. Veja 1. a terra e o céu. o cantor do teu louvor. ó Terra e Céu. Ó deuses que têm seu lar lá nos três reinos lúcidos do céu. tornando-nos possuidores de Indra. O lobo. como sendo reproduzido continuamente. e apenas é tornado inteligível pelas adições do comentário. e 460. precedem toda forma e sustentam toda criação”. e unir mā sakṛt. Ó Deuses. 5. firmamento. ó Terra e Céu. O Sagrado e o Profano. Como enviado. Que nunca nos falte alguém como o doce Soma. ó Terra e Céu. Ele é dirigido aos Viśvedevas em nome de Tṛta que tinha sido aprisionado em um poço.33. 6. Ó relâmpagos com suas rodas douradas. fazedor do mês. No entanto. – Ludwig. um adorador fiel. a fonte da nossa felicidade. Perto de seu marido se aferra a esposa. Agni. e fortes com progênie multiplicada. O sentido geral das questões nesse e nos dois versos anteriores é: não há mais qualquer distinção entre certo e errado? Não há governo moral no mundo? Se há. que aquela luz nunca caia da sua posição no céu. A passagem admite uma tradução totalmente diferente. 3. Dentro das águas18 corre a Lua. Notem essa minha aflição. ó Terra e Céu. porque eu. considerada como o caminho do céu. 24 O significado de śiśnā explicado desse modo por Sāyaṇa é incerto. 422. estava ūrdhvābhimukha (de pé na presença ereto).5.] 19 O Sol. 18 No oceano de ar. e que Mitra. 17 Esse hino é atribuído ou a Tṛta ou a Kutsa. e mentira? Onde está o meu antigo apelo a vocês? Notem essa minha aflição. veja Macdonell. o reservatório de todas as possibilidades de existência. uniu-se com uma delas. 7. Como esposas rivais por todos os lados vigas circundantes23 me oprimem muito. ó Terra e Céu. E. nesse (pedido).21 o que vocês consideram verdade. ó Terra e Céu. em māsakṛt. preocupações agudas devoram a mim. Eu sou o homem que cantou antigamente muitos louvores completos quando Soma fluiu. Notem essa minha aflição. sou permitido sofrer essa miséria imerecida? 23 Segundo Sāyaṇa. as paredes do poço no qual Tṛta estava confinado. Certamente os homens anseiam e obtêm seu desejo. nota 2. é citado às vezes como triplo. sejam benevolentes para nós. como o carpinteiro. por interpretar vṛka como a lua. 16 O sentido da comparação não é muito claro. além disso. e céu. eu uma vez.316 19.24 Notem essa minha aflição. Eliade. os homens não encontram o seu lugar permanente. Porém.52. 21 O mundo é dividido em terra. 20 O mais recente ou mais jovem dos deuses. e cada um desses. A linha volta a ocorrer em 10. 8. ó Terra e Céu. 2. em abraços entrelaçados. Julho. 4. ele divulgará isso. Notem essa minha aflição. Índice ◄►Hino 106 (Wilson) ____________________ Hino 105. inquietações torturantes me consomem como o lobo ataca o cervo sedento. É dito que ele. pp.

traze os Deuses para o sacrifício. ó Terra e Céu. 10. e que conhece a origem divina da raça humana. “O significado do termo como aplicado ao próprio mundo natural se conecta com a alternância de dia e noite. 11. 32 O Senhor da Prece. 17. é o ponto central através do qual eu e todos os membros da minha família somos conectados e mantidos juntos. Notem essa minha aflição. como um carpinteiro33 cujas costas estão se arqueando agachou-se e lançou-se para longe. provavelmente. Notem essa minha aflição. Que Varuṇa. 19. como um carpinteiro inclinando-se sobre sua obra até que suas costas se arqueiem. 18. tendo levado juntos rapidamente os meus louvores aos Deuses. ou o movimento constante da chuva em sua queda do céu e dos rios ao longo de seus cursos. Notem essa minha aflição. vocês não o veem. e Aditi e Sindhu. dali a minha casa e família se estende. não deve ser ultrapassado. Onde aqueles sete raios25 estão brilhando. Aquele chamado dele Bṛhaspati32 ouviu e libertou-o da angústia. Notem essa minha aflição. e Mitra. feito para ser altamente glorificado. p. Cosmology of the Ṛgveda. A corrente dos rios é a Lei. 28 As estrelas.” Wallis. 25 . Essa última aplicação da palavra pode ter determinado seu sentido especial de ‘água’ na linguagem posterior. 29 Escuridão ou eclipse da Lua. com todos os nossos heróis vencer na batalha. 26 Tṛta Āptya: um ser místico que reside na parte mais remota dos céus. é aquela afinidade que tu tens com Deuses. 27 As estrelas de alguma constelação. Firme é esse hino de louvor feito recentemente. 14. 16. semelhante a um homem como um sacerdote Agni o mais sábio transportará rapidamente para os Deuses as nossas oblações. ó Agni. 30 Lei (ṛtám). Notem essa minha aflição. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. porque a existência deles depende dele como regulador das estações nas quais sacrifícios são oferecidos a eles.317 9. No alto na ascensão central do céu estão colocados aqueles Pássaros de belas asas. 13. quando eu estava seguindo meu caminho. apela aos deuses para socorrê-lo. que como pecadores não o contemplam ou compreendem corretamente. ou o culto de Agni. ó Terra e Céu. diz Sāyaṇa. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. a passagem regular do sol pelos céus. Que aqueles cinco Touros27 que ficam totalmente no alto no meio do imenso céu. Notem essa minha aflição. ó Deuses. Através dessa nossa canção que nós possamos. arqueando suas costas ou contraindo seus membros. 31 De acordo com Benfey. quando enterrado no poço. o caminho da verdade. Agni com seus raios brilhantes. Índice ◄►Hino 106 (Griffith) Do sol. ordem eterna. Segundo Ludwig o caminho do Sol entre os trópicos é aludido. e adequado para ser recitado. retornem. Ele. Varuṇa faz a oração sagrada. 15. Para ele que encontra o caminho nós oramos. Notem essa minha aflição. Que o culto sagrado surja novamente. ó Terra e Céu. ordem eterna. Esse Tṛta Āptya26 conhece bem. ó Terra e Céu. como no verso 12. Os Deuses. 93. Aqui sentado. Digna de louvor. Aquele caminho do Sol31 no céu. 33 A comparação não é muito clara. 12. Tṛta. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. Notem essa minha aflição. Notem essa minha aflição. ó Deuses. como Ludwig sugere. ó Terra e Céu.30 a Verdade é a luz do Sol estendida. Deus entre os Deuses. Isto é. não devem desconsiderar o caminho do Sol. e manifesta-se por irmandade. Menos ainda os homens podem desconsiderá-lo. justiça. ó Terra e Céu. Ó mortais. Notem essa minha aflição. Ela aparentemente significa que o lobo rastejou para longe. inteligente. Ele no coração revela seu pensamento.28 De volta de seu caminho eles impelem o lobo29 porque ele iria atravessar as águas agitadas. Senta-te aqui como um homem: o mais sábio. Um lobo avermelhado me viu uma vez. aliados com Indra. os raios são as chamas de Agni. diz Sāyaṇa. Mas.

mas o termo é explicado. como no texto traduzido. 3 Śaṃ yor yat te manur hitaṃ. que são generosos. no comentário. no qual ela é Triṣṭubh. Filhos de Aditi.195. como uma carruagem de um desfiladeiro. para socorrê-lo. nos livrem de todo o pecado.3 Que eles. Sejam. o matador de inimigos. e que eles. venham. Agni é aludido. sempre confere felicidade a nós. a causa da felicidade em combates. e concessores de residências.318 ____________________ Hino 106. e concessores de residências.5 Que eles. com todas (as suas tropas). Viśvedevas (Wilson) (Anuvāka 16. como uma carruagem de um desfiladeiro. Que a deusa Aditi. a ele que é o purificador. que são generosos. 1 2 . (também. promotoras de sacrifícios.2 Que eles. jogado em um poço. que são generosos. invocou. com Trita. Kutsa. Que os Pitṛs. nos livrem de todo o pecado.) O Ṛṣi é Kutsa. Que eles. Indra. 4 Kutsa aqui se identifica. e concessores de residências. aparentemente. Incitando a ele que é o louvado dos homens. que são generosos. 5. com os deuses. Índice ◄►Hino 107 (Wilson) ____________________ Que são os Agniṣvāttas e outros. ou bênção.) com nossos louvores. exceto no último verso. o encorajador de boas obras. céu e terra. ou propriedades) que foi colocada neles por Manu. como uma carruagem de um desfiladeiro. ou pode ser Trita. Nós invocamos. nos proteja. o Hino é endereçado aos Viśvedevas. o poder dos Maruts. como uma carruagem de um desfiladeiro. Pūṣan é citado. e Aditi. e ele é interpretado dessa maneira. ato. é karma. 3. para a batalha. para a nossa preservação. para nós. nós solicitamos. como uma carruagem de um desfiladeiro. Mitra. e concessores de residências. nos livrem de todo o pecado. nos livrem de todo o pecado. a métrica é Jagatī. Sūkta I. e de quem os deuses são a progênie. Varga 24. na segunda. As duas são explicadas. o que pode ser traduzido como ‘o marido de Śacī’. Agni. Varuṇa. É dito que. Bṛhaspati. 6. 1. pelo comentador. e concessores de residências. que são generosos. nos protejam. na primeira parte de frase. (para estar presente) nesse rito. 3. como uma carruagem de um desfiladeiro. e concessores de residências.4 o Ṛṣi. 4. e que as duas divindades. Mas o sentido mais usual de śacī. que são generosos. ou rito. nos protejam. Nós pedimos aquela faculdade de (aliviar a dor e afastar o perigo). como uma carruagem de um desfiladeiro. (o sol. e que o guardião radiante.) seja vigilante para a nossa proteção. nos livrem de todo o pecado. aqui. Veja Manu. – o bem. Indra. pelo comentador. e que eles. 5 Śacīpati. nos livrem de todo o pecado. no Veda. implantada em ti por Manu. e que eles.1 que são fáceis de serem louvados. 7. e o destruidor de heróis. 2. nos livrem de todo o pecado. daquelas duas (coisas. que são generosos. como ‘o deus que nutre’. e concessores de residências.

Vasus beneficentes. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. 8 Céu e Terra.319 Hino 106. nos salvem de toda angústia. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. nós oramos com hinos. 6. Ao poderoso Narāśaṁsa. Vasus6 beneficentes. Os Manes ou espíritos dos ancestrais falecidos. Varuṇa e Agni e a hoste Marut e Aditi.10 governante sobre os homens. 7. Índice ◄►Hino 107 (Griffith) ____________________ 6 Vasus. Que Aditi a Deusa nos proteja com os deuses: que o Deus protetor nos defenda com cuidado incessante. Vasus beneficentes. Mitra. e Mitra. 2. em conquistas do inimigo. Indra o matador de Vṛtra. nos salvem de toda angústia. Vasus beneficentes. originalmente significando ‘os bons’. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. 10 O Deus que nutre homens e rebanhos e manadas. ‘o Louvor dos Homens’. e usado às vezes. 4.9 fortalecendo seu poder. nos salvem de toda angústia. nos salvem de toda angústia. nos salvem de toda angústia. 3. como nesse caso. Vasus beneficentes. que fortalecem a Lei. 5. para ajudar. Caído no poço11 o Ṛṣi Kutsa chamou. para designar os Deuses em geral. Por auxílio nós chamamos Indra. a Pūṣan. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. e as duas Deusas. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. 9 Um nome místico de Agni. Que Varuṇa. e Aditi e Sindhu. Kutsa é o Ṛṣi a quem o hino é atribuído. faze-nos sempre um caminho fácil: nós desejamos aquela benção que tu tens para homens em repouso e agitação. 11 Talvez figurativamente em lugar de ‘em aflição’. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Venham Ādityas para a nossa prosperidade completa. ó Deuses. Viśvedevas (Griffith) 1.8 as Mães dos Deuses. 7 . Senhor do poder e da força. Bṛhaspati. nos salvem de toda angústia. tragam alegria para nós. Que os mais gloriosos Pais7 nos ajudem. Vasus beneficentes. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil.

a métrica. venham para cá. que Savitṛ.320 Hino 107. os deuses. Índice ◄►Hino 108 (Griffith) ____________________ 1 Isto é. e Aditi e Sindhu. a terra e o céu o preservem (para nós). nos concedam aquele alimento (que nós pedimos). Aditi. Varga 25. ou Maruts com seus ventos e tempestade. (venham e) nos deem felicidade. o oceano. Ādityas. Que o seu favor seja dirigido para cá. Varuṇa. Que o nosso sacrifício dê satisfação aos deuses. Ādityas. 3. que Agni. os Maruts. os Viśvedevas. Que Varuṇa e Indra. Glorificados pelas canções de louvor dos Aṅgirases. e Aditi. Viśvedevas (Griffith) 1. Maruts com Maruts. com os ares vitais. e Mitra. sejam benevolentes. Que Indra. 3. . com seus tesouros. para a nossa proteção: que Indra. Índice ◄►Hino 108 (Wilson) ____________________ Hino 107. de modo a serem uma fonte abundante de afluência para os pobres. e que as suas boas intenções sejam dirigidas para nós. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. que Varuṇa. Agni. que estão a ser louvados pelos hinos dos Aṅgirasas. 2. Aryaman. Que Varuṇa. 2. e seja o nosso melhor salvador das dificuldades. todos os Maruts juntos.1 Aditi com Ādityas nos concedam abrigo. que os deuses venham até nós com sua proteção. Que os deuses. Triṣṭubh. Que Indra com seus poderes. que Aryaman. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kutsa. Savitar achem agradável esse nosso louvor. 1. e que Mitra. com os Ādityas. O sacrifício obtém a aceitação dos Deuses: estejam dispostos misericordiosamente para conosco.

quaisquer benefícios (que vocês tenham derramado). como sua bebida. o segundo. malévolos. – as quais eles erguem. em sua própria residência. Varga 27. sentados juntos. de onde quer que vocês possam estar. central. naquela de um brâmane. Anus e Pūrus. quaisquer amizades antigas e afortunadas (que vocês tenham contraído. vocês estão entre homens que são inofensivos. e bebam da libação derramada. – sendo. – os nomes das tribos ou famílias bem conhecidas nos Purāṇas. Se. ou superior do mundo. tendo respiração. vocês alguma vez se deleitaram (com libações). 8. 5. Turvaśa. no entanto. Recebam (sua parte) da libação. em conformidade com as explicações do comentador. – suficiente para os seus desejos. Bebam da libação derramada. para ser totalmente satisfeito pelos objetos de desejo. Aqui. eu primeiro prometi (a vocês a libação). 2 então. visto que.321 Hino 108.1 espargindo a manteiga clarificada das conchas. a métrica é Triṣṭubh. Anu. . descendentes dos cinco filhos de Yayāti. vocês estão na região inferior. com a qual adquirir conhecimento e realizar atos religiosos. tirânico. Indra e Agni. respectivamente. Adi. ou aqueles que recebem os frutos (dos bons atos). e muito fundo em profundidade. e testemunhem a fé sincera com a qual. e bebam do suco Soma derramado. similarmente nomeados. mas a interpretação parece ser um refinamento desnecessário. 2 Yad brahmaṇi rājani vā. venham. ainda. Druhyus. de onde quer que vocês possam estar. vocês foram aliados (na ocasião da morte dele). derramadores de benefícios. os epítetos no número dual: o comentador fornece o Adhvaryu e seu sacerdote assistente. 6. pareceriam. por prāṇair yuktah. escolhendo vocês dois. Venham. kāmaih pūrayitavyah. com todos eles). matadores de Vṛtra. adoráveis Indra e Agni. ofensivo. Varga 26. Kutsa. 3 Os termos assim traduzidos. de onde quer que vocês possam estar. (atraídos) pelos estimulantes sucos Soma borrifados por toda parte. venham diante de nós. Portanto. Indra e Agni. Vasto como é o universo inteiro em extensão. que esse Soma seja. derramadores de benefícios.3 então. Indra e Agni. venham para cá. Indra e Agni. um homem da segunda casta. Se. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é. que se dirige a Indra e Agni. por upadravecchu. venham para cá. e bebam da libação derramada. e Pūru. 2. Os significados podem ser sustentados pela etimologia das palavras. para a nossa satisfação. e bebam do suco Soma derramado. 9. Turvaśas. no texto. – e espalhando a grama sagrada (sobre o altar). mais propriamente. ou vida. (Mahābhārata. Quaisquer feitos heróicos que vocês tenham realizado. venham para cá. Vocês tornaram famosos seus nomes associados. indicar nomes próprios. os dois (sacerdotes ficam ao lado). ou militar. Indra e Agni. ou naquela de um príncipe. [cap. Os derramadores de benefícios. 75. são os dois sentados juntos (no altar). 4. O primeiro é explicado como um Brahman que é um instituidor diferente de um sacrifício. por hinsaka. em seu carro. não ofensivo. 7. ou aqueles que vivem (para cumprir os deveres da vida). Yadus. 3. desse mesmo modo. pág. derramadores de benefícios. Os fogos estando acesos. 1 Nós temos somente. pois o suco Soma está preparado pelos sacerdotes. Druhyu. – aproximem-se. 1. como Kṣattriye. Indra e Agni. – aquele carro extraordinário que ilumina todos os seres. Se. Yadu é explicado por ahinsaka. e bebam da libação derramada. quaisquer formas (que vocês tenham criado). ou tirânicos. 167 da versão em português]).

ou no céu. com Druhyus. para cá. Se com os Yadus. derramadores de benefícios. contudo. ou na terra. Assim vocês chegaram a essa minha verdadeira convicção. na central. ó Senhores Poderosos. ó Indra-Agni. 5. ó Senhores Poderosos. e bebam da libação derramada. ó matadores de Vṛtra. ou com príncipe ou brâmane. de onde quer que vocês possam estar. 4. 5 [Veja a nota 3. no meio do céu. Indra-Agni. bebendo profundamente da libação. derramadores de benefícios. profundo como ele é. Varuṇa. Indra e Agni. ó Poderosos. venham para cá. os laços de amizade antigos e auspiciosos. quando os fogos são devidamente acesos. o poderoso Soma. Santos. 11. As bravas façanhas que vocês fizeram. venham para cá. venham para cá. mesmo de lá.5 Indra-Agni! Mesmo de lá. 7. 6 Na terra. Indra-Agni. Desse modo. Se vocês se regozijam em sua residência. e bebam libações do Soma que flui. Se. com sua superfície que se estende longe. Pois vocês ganharam juntos um nome abençoado: sim. no ar. despejem. ‘para quem a grama sagrada foi espalhada’. 6. as formas e proezas poderosas que vocês exibiram. Embora. ó Senhores Poderosos. vocês estão no céu. 4 [Veja a nota 1. vocês estão residindo na terra mais alta. com um objetivo vocês se esforçaram.4 Atraídos pelo forte suco Soma derramado à nossa volta.7. e que Mitra. Indra e Agni. 13. traduzindo-os respectivamente por ‘honrados’. vocês estão na região superior. venham para cá. Como eu disse antes quando escolhendo vocês. e mostrem sua graça. venham. ‘em direção a quem as conchas foram erguidas’. feito para o seu consumo até que a sua alma esteja saciada. venham. venham para cá. ou na mais alta. nas montanhas. sentados aqui juntos. com conchas levantadas. Tão vasto quanto todo esse mundo é em sua extensão. Aditi. Indra e Agni. espalhando a erva sagrada. 3. tomem o seu lugar e venham juntos até nós. e bebam libações do Soma que flui.6 Mesmo de lá. [nota 6]. ou nas águas. no nascer do sol. Se. vocês permanecem. ou na mais baixa. ou inferior do mundo. a terra e o céu a preservem para nós. nas ervas. – por causa desses bebam do Soma que flui. Indra e Agni. Turvaśas. vocês possam estar animados pelo seu próprio esplendor. Ou a referência pode ser à imaginária divisão tripla da terra. 12. Índice ◄►Hino 109 (Wilson) ____________________ Hino 108. Anus. concedam a nós todos (os tipos de) riqueza. a palavra terra sendo usada livremente como esfera ou mundo. Se. de onde quer que vocês possam estar. e bebam libações do Soma que flui. na batalha nós devemos lutar com Asuras por esse Soma. Pūrus. Indra-Agni (Griffith) 1. e beberam libações do Soma que flui. ó Indra-Agni. derramadores de benefícios. ó.9. e também em] 1. central.] Benfey atribui os epítetos duais a Indra e Agni. 2. e bebam da libação derramada. que olha em volta para todas as coisas vivas. ó Indra e Agni. 10. e bebam a libação do Soma que flui. de onde quer que vocês possam estar. Então Indra-Agni. 8. e bebam da libação derramada. Indra e Agni. na central.322 10. o oceano. Ambos permanecem adornados. 9. . desse modo que esse Soma seja. vocês estão residindo na terra mais baixa. Naquele carro mais extraordinário de vocês. Se. Indra e Agni.

de lājā. VI. e censura o recebimento de dinheiro. que o céu. como equivalente a uma venda. de sya. 5. fiquem alegres. Vijāmātṛ. 2. Mesmo de lá. com um novo hino. Indra e Agni. é dito (Nirukta. 2 O syāla. que ele é o marido de uma noiva comprada. uma indicação de uma condição diferente das leis de casamento. A palavra é derivada.3 desejando a sua presença. tendo aproveitado ao máximo a nossa libação. venham para cá. fala divina. a qual condena a aceitação de qualquer coisa. para a sua felicidade. que são espalhados. vocês superam todos os homens (em magnitude): vocês são mais vastos que a terra. 4. sentados nesse sacrifício. e bebam libações do Soma que flui. como parentes e familiares. ou comprar. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. estão perto. Se. destruidores de inimigos. os (adoradores). como na interpretação desse estrofe. sua esposa. para a sua satisfação. que têm cavalos. que faz presentes a ela por afeição. vocês sobrepujam todas as outras coisas existentes. o que é. que as montanhas. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. Varga 28. venham para cá. (para ouvir essa adoração). 1. – matrarūpā. (quando vocês estavam presentes) na divisão do tesouro (entre os adoradores). eu compus esse hino para vocês. grãos fritos. e misturem (a libação) com doçura nas águas. Assim solicitando e pedindo por descendentes dotados do vigor de seus progenitores. gerando filhos. O prefixo vi indica. como prescrita por Manu. Indra e Agni. deuses e métrica. que o vijāmātṛ é o asusamāpta. quando o Sol subiu ao meio do céu. 13. Indra e Agni. 11. na forma de prece. e bebam libações do Soma que flui. a libação de Soma. na minha mente. como eu ofereço a vocês uma libação. e Aditi e Sindhu. Eu soube. A compreensão clara que vocês me deram (não é dada) por ninguém mais. Indra e Agni. por Yāska. ó Indra-Agni Mesmo de lá. Indra e Agni. venham rapidamente. belos braços. e bebam libações do Soma que flui.51 e 53). no Veda. que os rios. ó Senhores Poderosos. na cerimônia de casamento. e que é. Eu tenho ouvido. 3 Devī dhiṣaṇā. (Veja as Leis de Manu. Indra e Agni. louvam Indra e Agni. desejoso de riqueza. além de um presente cortês. ganhem para nós todos os tipos de riqueza. anunciando o meu desejo por sustento. 12. um genro (jāmātṛ) que não é possuidor das qualificações requeridas pelos Vedas. e (assim dotado). pelo irmão da noiva. Se vocês estão no céu. nas montanhas. venham para cá. e Mitra. Varga 29. Índice ◄►Hino 109 (Griffith) ____________________ Hino 109. Nós temos. o que implica. que vocês são doadores mais munificentes do que um noivo indigno. Atendendo aos chamados. na terra. 3. ó Indra-Agni. Vocês dois. sobre a grama sagrada. eu me dirijo a vocês. portanto. nas ervas. eu considero vocês. portanto. ou nas águas. ó Senhores Poderosos. Que nós nunca interrompamos a longa linha (de posteridade). o noivo não realizado. 9). de fato. e mãos graciosas. Que Varuṇa. foram os mais vigorosos na destruição de Vṛtra. (por beberem a libação derramada). Assim. Esse reconhecimento. o irmão da donzela. como no último . A prece sagrada. segundo o comentador. oferece para ambos. ó Senhores Poderosos. uma cesta de joeirar. 6.1 ou o irmão de uma noiva. obrigado a conciliar seu sogro por meio de presentes generosos. 3. vocês se deliciam com alimento. 1 .2 Portanto. pelo pai de uma donzela. e lā. na hora da batalha. que vocês dois. por Yāska. ou incompleto. do ato de receber dinheiro pela noiva está em desacordo com o teor geral da lei de casamento. e eles dois.323 Mesmo de lá. Observadores de todas as coisas. de acordo com alguns. aqui. pagar por.

ó Aśvins. 8. em busca de parentes. Sobrepujando todos os homens onde eles gritam para a batalha. brilhem também sobre nós. destruidores de cidades. protejam-nos. Ansiando por bem-estar eu olhei em volta. 11 [Veja a nota 4. protejamnos com seus poderes. 3. 5. Indra-Agni (Griffith) 1. Para vocês a taça divina. 10 Aqui chamados para realizar os deveres do Adhvaryu e seu sacerdote assistente. Que aqueles raios do sol. vocês Dois superaram a terra e o céu em grandeza. misturar a doçura. protejam-nos nos combates. Para Indra-Agni as gotas fortes8 são alegres. 2. eu faço para vocês esse novo hino. e a deem para nós. O irmão da donzela dá a ela ricos presentes por afeição natural. isto é. não vamos quebrar ou interromper a longa série de ritos religiosos observados pelos nossos ancestrais e continuados até a nossa época. ou pretendente. e deleitem-se com o suco. Índice ◄►Hino 110 (Wilson) ____________________ Hino 109.10 apressem-se. Então lhes oferecendo essa dose de Soma. Com mãos auspiciosas e braços belos. 6 O genro indigno ou defectivo. Aditi. não vamos cortar ou romper a longa linha de posteridade. borrifem-no com doçura nas águas. ó Indra-Agni. e todas as coisas além deles. Indra e Agni. para o qual os virtuosos procedem pelo caminho da luz. perto da vasilha que recebe o suco. etc. o Soma estimulante. como Sāyaṇa explica. nesse lugar. 4. que não tem. 5 Sapitvam é explicado como sahaprāptavyam sthānam. Indra e Agni. Vocês são maiores que rios e que montanhas. vocês cujos braços manejam o trovão: Indra e Agni. Indra e Agni. a terra e o céu. quando Vṛtra caiu e quando o saque foi dividido. Nenhuma providência exceto a sua somente está comigo: então eu fiz para vocês esse hino por auxílio. vocês sempre ativos. Indra-Agni. portanto. é obrigado a obter o consentimento do seu futuro sogro por meio de presentes generosos. 9 Isto é. é indicado o brilho de Indra e Agni.] O significado da linha pode ser que a adoração de Indra e Agni é o grande laço que mantinha unidos os ancestrais do Ṛṣi.4 pelos quais os nossos antepassados alcançaram. Vocês. sejam propícios para essa (nossa prece). Tragam riqueza e a deem. manejadores do raio. pelos raios do sol. em espírito. Pois eu ouvi que vocês dão riqueza mais livremente do que um genro indigno6 ou o irmão da esposa.5 uma região celestial. como Yāska explica.324 7. Por louvar ao último. 7 Isto é. Agora que esses sejam de fato os mesmos raios de sol11 com os quais os nossos pais foram unidos antigamente. e que Mitra. com água para ser oferecida a Indra e Agni. pois aqui no colo da taça9 estão ambas as pedras de espremer. Tragam riqueza. sobre a grama espalhada. trovejadores. o mundo de Brahmā. Varuṇa. as qualificações necessárias. de acordo com o comentador. ou de irmãos. Ou. eram os mais poderosos. . espreme o Soma alegremente para deleitá-los. juntos. Indra-Agni. Indra e Agni são louvados também. 6. 7. ou Soma. nos deem prosperidade. 8 Isto é. o oceano. Sentem-se nesse sacrifício. eu soube. como idênticos ao sol. Indra e Agni. Não vamos romper os laços:7 com essa prece nós nos esforçamos para ganhar os poderes dos nossos antepassados. 4 É dito que. mas pedir e obter ‘descendentes dotados do vigor de seus progenitores’. um lugar a ser alcançado em conjunto. por meio de seus atos.

que estavam entre os meus antepassados. na Jagatī. o restante. brilhantes como o sol. vocês. evidentemente.325 8. como Kutsa é filho de Aṅgiras. – que não pode ser escondido. Savitṛ. como Rosen o compreende. para a sua máxima satisfação. e desejando (compartilhar do) alimento sacrifical entre os deuses. 1 . através (das oferendas) de alimento (sacrifical). os Ṛbhus. Ṛbhus (Wilson) (Sūkta V) Esse hino é endereçado aos Ṛbhus. Varga 31. Associados com os sacerdotes. que os Ṛbhus são os raios do sol. como em uma passagem anterior. Savitṛ. Que Varuṇa. o Ṛṣi é Kutsa. e Aditi e Sindhu. quando vocês chegaram a ele. a oitava e a nona estrofes estão na métrica Triṣṭubh. por meio de doações de alimento e de riqueza. tendo igualado a velocidade do protetor (do universo. de fato. por causa do que eles obtiveram imortalidade. Ṛbhus. derivado de sū. se retiraram para a floresta. era um descendente de Aṅgiras. como com uma concha. vocês chegaram ao salão (sacrifical) do adorador. e o hino melodioso é recitado em seu louvor. o suco Soma é suficiente para todos os deuses. o nosso defensor.4 residindo no firmamento. repartiram a única concha sacrifical.5 ascenderam para a região do céu.1 pela plenitude das suas (devoções) concluídas. Louvados pelos espectadores. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. assim é Kutsa. nós oferecemos. o pai dos Ṛbhus. Quando. O mais excelente Ṛbhu é. ‘para os chefes do firmamento’. portanto. vocês tornaram quádrupla. através da sua proteção. vieram a ser conectado