O

Ṛg Veda
LIVRO 1
(Maṇḍala 1)
Traduzido para o inglês por:

H. H. Wilson
Primeiro Aṣṭaka. Segunda Edição – 1866
(Parte do) Segundo Aṣṭaka. Primeira Edição – 1854.
[Disponíveis em archive.org]*

Ralph T. H. Griffith
Segunda Edição – 1896
[Disponível em sacred-texts.com]

Incluindo 48 hinos por

Hermann Oldenberg – 1897
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

E 21 hinos por

Max Müller – 1891
[Disponível em archive.org e em sacred-texts.com]

Versões traduzidas para o português por

Eleonora Meier – 2013.

* Sites consultados em 2013.

→ Ir para o Índice Rápido.

2

Páginas de Título:

ṚG-VEDA SAṂHITĀ
___________
UMA COLEÇÃO DE

HINOS HINDUS ANTIGOS,
CONSTITUINDO

O PRIMEIRO AṢṬAKA,1 OU LIVRO
DO

ṚG-VEDA,
A MAIS ANTIGA AUTORIDADE PARA AS
INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS E SOCIAIS DOS HINDUS.

TRADUZIDO DO SÂNSCRITO ORIGINAL
____________________

POR H. H. WILSON, M.A., R.F.S.
Membro da Sociedade Asiática Real, das Sociedades Asiáticas de Calcutá e Paris, e da Sociedade Oriental
da Alemanha; Membro Estrangeiro do Instituto Nacional da França; Membro das Academias Imperiais de
Petersburgo e Viena, e das Academias Reais de Munique e Berlim; Ph. D. Breslau; M.D. Marburg, etc., e
Professor Boden de Sânscrito na Universidade de Oxford.

____________________
Publicada sob o patrocínio da Corte de Diretores DA COMPANHIA das Índias Orientais.

___________
SEGUNDA EDIÇÃO

___________

LONDRES
N. TRÜBNER & CO.,
TRAVESSA PATERNOSTER, 60.

1866

1

O primeiro Aṣṭaka, ou Oitavo, vai até o hino 121 do Primeiro Maṇḍala ou Livro.

3

OS

HINOS DO ṚGVEDA
TRADUZIDOS COM UM COMENTÁRIO POPULAR
POR

RALPH T. H. GRIFFITH, M.A., C.I.E.
ANTIGO REITOR DA UNIVERSIDADE DE BENARES E ANTIGO DIRETOR DE INSTRUÇÃO PÚBLICA NAS
PROVÍNCIAS DO NOROESTE E OUDH

____________________

SEGUNDA EDIÇÃO
COMPLETA EM DOIS VOLUMES
____________________

VOL. 1

BENARES
IMPRESSO E PUBLICADO POR E. J. LAZARUS & CO.

___________
1896

4

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XLVI

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

HERMANN OLDENBERG
PARTE II

HINOS A AGNI (MAṆḌALAS 1-5)
OXFORD
CLARENDON PRESS
1897
_______________________________________________________________________________________

OS

LIVROS SAGRADOS DO ORIENTE
VOL. XXXII

HINOS VÊDICOS
TRADUZIDOS POR

F. MAX MÜLLER
PARTE I
HINOS AOS MARUTS, RUDRA, VĀYU, E VĀTA
OXFORD
CLARENDON PRESS
1891

5

Prefácio
“Por meio da ajuda da história e dos Purāṇas o Veda pode ser interpretado; mas o
Veda teme alguém que tem menos informação do que deveria”. Essa afirmação é
encontrada na minha tradução do Mahābhārata traduzido por Ganguli (Adi; pág. 25).
Exatamente esse trecho foi divulgado a princípio com um erro, posteriormente corrigido
tendo como base o Vāyu Purāṇa (1.1.181), que diz: “O Veda teme aquele que é deficiente
em tradição, pensando ‘ele me danificará’”. Portanto, foi exatamente por temer ‘danificar o
Veda’ que apresento abaixo duas versões completas desse primeiro livro do Ṛg Veda,
além de alguns hinos traduzidos por outros dois estudiosos.
As diferentes versões do mesmo hino encontram-se uma abaixo da outra, para
facilitar sua comparação assim como seu possível entendimento. Elas têm semelhanças
esclarecedoras e diferenças significativas. Por primeiro está a tradução de Horace Hayman
Wilson, a primeira completa para o inglês (iniciada em 1850), que tem, seguindo o
comentário de Sāyaṇa, uma pequena introdução de cada hino especificando seu autor,
sua métrica ou método de versificação, e a quem o hino é dedicado; e várias notas
explicativas, das quais a maioria está incluída aqui, além da introdução completa do
primeiro Aṣṭaka, e de parte da introdução do segundo, que começa no Hino 122 do
primeiro Maṇḍala.
Em seguida vem a tradução de Ralph Thomas Hotchkin Griffith, que segue o texto
da edição de seis volumes de Max Müller, mas que também é parcialmente baseada na
obra de Sāyaṇa. Dela eu incluí aqui o prefácio e as notas explicativas dos termos e
expressões não totalmente esclarecidos, ou esclarecidos de modo diferente, na versão
antecedente.
Por último vêm alguns hinos traduzidos por Hermann Oldenberg e Friedrich Max
Müller (veja a lista abaixo1), publicados na série Sacred Books of the East (Livros Sagrados
do Oriente). Eles também possuem notas explicativas, das quais a minoria está incluída
aqui. Abaixo de cada hino há um link direto para o hino seguinte do mesmo autor e outro
para o Índice Rápido.
As poucas inclusões feitas por mim estão entre colchetes, especialmente nas notas
daqueles hinos que também foram traduzidos por A. A. Macdonell, em seu Hymns from the
Rigveda, Selected and metrically translated (Hinos do Rigveda, Selecionados e traduzidos
metricamente), de 1922.
Eu incluo aqui também a lista das métricas, que explica resumidamente aquelas que
aparecem no Ṛgveda, encontrada na versão de Griffith, além do Índice dos Sūktas (Hinos),
que especifica em tabela as divisões (Adhyāya, Anuvāka, etc.), os deuses aos quais os
hinos são endereçados, os autores dos hinos, o número de versos ou estrofes em cada
hino, e as métricas usadas na composição deles.
Eleonora Meier;
Joinville, 21 de novembro de 2013.

1

Hinos por Hermann Oldenberg: 1, 12, 13, 26, 27, 31, 36, 44, 45, 58, 59, 60, 65, 66, 67, 68, 69,
70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 127, 128, 140, 141, 142, 143, 144, 145,
146, 147, 148, 149, 150, 188, 189.
Hinos por Max Müller: 2, 6, 19, 37, 38, 39, 43, 64, 85, 86, 87, 88, 114, 134, 165, 166, 167, 168,
170, 171, 172.

6

Organização da Ṛgveda Saṃhitā
A tradição antiga dividiu a Ṛgveda Saṃhitā de duas maneiras diferentes. Elas são:
Método Aṣṭaka – Foi projetado para facilitar a memorização por distribuir um número
mais ou menos igual de mantras para cada seção.
Método Maṇḍala – Nesse método, o assunto é mais importante.
Desses dois esquemas, o esquema Maṇḍala-Sūkta (Livro-Hino) é mais popular.
As seguintes tabelas dão os detalhes de ambos os métodos: 1
Método Aṣṭaka
Aṣṭakas Adhyāyas Vargas
1
8
265
2
8
221
3
8
225
4
8
250
5
8
238
6
8
331
7
8
248
8
8
246

Mantras
1370
1147
1209
1289
1263
1730
1263
1281

Total

10.552

64

2024

Método Maṇḍala
Maṇḍalas
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Anuvākas
24
4
5
5
6
6
6
10
7
12

Sūktas
191
43
62
58
87
75
104
103
114
191

Versos
2006
429
617
589
727
765
841
1716
1108
1754

Total

85

1028

10.552

Os Maṇḍalas 1 e 10 foram acrescentados à coleção posteriormente: embora
contenham muito material que tem o mesmo nível linguístico e religioso das partes centrais
do Ṛgveda eles têm algum material mais recente e ‘popular’.
Os Maṇḍalas 2 a 7 são conhecidos como os ‘Livros Familiares’, são as partes mais
antigas e os livros mais curtos do Ṛgveda, cada um atribuído a uma diferente família de
bardos. As linhagens familiares são as seguintes: 2. Gṛtsamada, 3. Viśvāmitra, 4.
Vāmadeva, 5. Atri, 6. Bharadvāja e 7. Vasiṣṭha.

1

Fonte: Hindupedia.

7

O Maṇḍala 8 contém pequenas coleções atribuídas a poetas específicos ou a
famílias de poetas, e tem um caráter um tanto singular, incluindo os 11 hinos apócrifos
chamados Hinos Vālakhilya (8.49-59).
O Maṇḍala 9 só contém hinos dedicados a Soma Pavamāna (o Soma Purificador),
por isso também chamado de Soma Maṇḍala.
O Maṇḍala 10 é uma coleção de hinos a maioria escrita em linguagem mais
moderna, e contém alguns dos hinos mais conhecidos no ocidente, como o Hino da
Criação, o Hino do Homem entre outros.
A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de hinos
contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - HINOS

A imagem abaixo mostra o tamanho dos Maṇḍalas em termos do número de
versos contidos em cada Maṇḍala.

ṚGVEDA - VERSOS

E. M.

8

NOTA:
Como os próprios nomes ‘Hino’ (Sūkta) e ‘versos’ (ṛcas ou mantras) indicam, o
Ṛgveda deve ser cantado ou recitado. No entanto, em qualquer situação repetir algo sem
saber o significado não é aconselhável, e, mesmo que em diversos casos do Veda haja
vários sentidos atribuídos a uma estrofe, pelo menos existe alguma ideia a respeito do
assunto tratado.
Há ainda uma série de ocasiões e momentos nos quais os hinos e versos deveriam
ser cantados, e isso é tratado em outros textos como os Brāhmaṇas (Aitareya ou
Āśvalāyana e Kauṣītaki ou Śāṅkhāyana), o Ṛgvidhāna e outros.
Aqui você verá as versões em português de dois ou mais tradutores do Ṛg, e, para
ver os hinos em sua bela escrita devanāgarī e sua transliteração e ouvir como eles são
cantados um site excelente é o Site Of Sri Aurobindo & The Mother. O texto em sânscrito e
a transliteração também se encontram no site Sacred Texts.
Então saiba o significado, veja o hino em sua escrita original, ouça o canto e se lhe
aprouver treine cantá-lo, assim você terá uma experiência mais completa do Ṛg Veda.

E. M.

9
Conteúdo
Páginas de Título: ................................................................................................................................ 2
Prefácio .............................................................................................................................................. 5
Organização da Ṛgveda Saṃhitā............................................................................................................ 6
Introdução ao Primeiro Aṣṭaka............................................................................................................. 20
Introdução ao Segundo Aṣṭaka ............................................................................................................ 39
Prefácio da Primeira Edição (Griffith) .................................................................................................... 45
Hino 1. Agni (Wilson) ......................................................................................................................... 52
Hino 1. Agni (Griffith) ......................................................................................................................... 53
Hino 1. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................... 54
Hino 2. Vāyu (Wilson) ........................................................................................................................ 54
Hino 2. Vāyu (Griffith) ........................................................................................................................ 55
Hino 2. Vāyu (Müller) ......................................................................................................................... 56
Hino 3. Aśvins (Wilson)....................................................................................................................... 57
Hino 3. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................... 58
Hino 4. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 59
Hino 4. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 60
Hino 5. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 61
Hino 5. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 62
Hino 6. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 63
Hino 6. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 64
Hino 6. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller)............................................................... 65
Hino 7. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 66
Hino 7. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 67
Hino 8. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 68
Hino 9. Indra (Wilson) ........................................................................................................................ 69
Hino 9. Indra (Griffith)........................................................................................................................ 70
Hino 10. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 71
Hino 10. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 72
Hino 11. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 73
Hino 11. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 74
Hino 12. Agni (Wilson)........................................................................................................................ 75
Hino 12. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 75
Hino 12. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................. 76
Hino 13. Āprīs (Wilson)....................................................................................................................... 77
Hino 13. Agni (Griffith) ....................................................................................................................... 78
Hino 13. Hino Āprī (Oldenberg) ........................................................................................................... 79
Hino 14. Viśvedevas (Wilson) .............................................................................................................. 80
Hino 14. Visvedevas (Griffith) .............................................................................................................. 81
Hino 15. Ṛtu (Wilson) ......................................................................................................................... 82

10
Hino 15. Ṛtu (Griffith)......................................................................................................................... 83
Hino 16. Indra (Wilson) ...................................................................................................................... 84
Hino 16. Indra (Griffith) ...................................................................................................................... 84
Hino 17. Indra e Varuṇa (Wilson) ........................................................................................................ 85
Hino 17. Indra-Varuṇa (Griffith)........................................................................................................... 85
Hino 18. Brahmaṇaspati (Wilson)......................................................................................................... 86
Hino 18. Brahmaṇaspati (Griffith) ........................................................................................................ 87
Hino 19. Agni e Maruts (Wilson) .......................................................................................................... 88
Hino 19. Agni, Maruts (Griffith)............................................................................................................ 88
Hino 19. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................................... 89
Hino 20. Ṛbhus (Wilson) ..................................................................................................................... 90
Hino 20. Ṛbhus (Griffith)..................................................................................................................... 91
Hino 21. Indra e Agni (Wilson) ............................................................................................................ 92
Hino 21. Indra-Agni (Griffith) .............................................................................................................. 92
Hino 22. Aśvins e Outros (Wilson)........................................................................................................ 93
Hino 22. Aśvins e Outros (Griffith) ....................................................................................................... 95
Hino 23. Vāyu e Outros (Wilson).......................................................................................................... 97
Hino 23. Vāyu e Outros (Griffith) ......................................................................................................... 98
Hino 24. Varuṇa e Outros (Wilson)......................................................................................................100
Hino 24. Varuṇa e Outros (Griffith) .....................................................................................................102
Hino 25. Varuṇa (Wilson) ...................................................................................................................104
Hino 25. Varuṇa (Griffith) ..................................................................................................................105
Hino 26. Agni (Wilson).......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Griffith) ......................................................................................................................107
Hino 26. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................108
Hino 27. Agni (Wilson).......................................................................................................................109
Hino 27. Agni (Griffith) ......................................................................................................................110
Hino 27. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................111
Hino 28. Indra, etc. (Wilson) ..............................................................................................................112
Hino 28. Indra, etc. (Griffith)..............................................................................................................113
Hino 29. Indra (Wilson) .....................................................................................................................114
Hino 29. Indra (Griffith) .....................................................................................................................114
Hino 30. Indra (Wilson) .....................................................................................................................116
Hino 30. Indra (Griffith) .....................................................................................................................117
Hino 31. Agni (Wilson).......................................................................................................................119
Hino 31. Agni (Griffith) ......................................................................................................................121
Hino 31. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................122
Hino 32. Indra (Wilson) .....................................................................................................................125
Hino 32. Indra (Griffith) .....................................................................................................................127
Hino 33. Indra (Wilson) .....................................................................................................................129
Hino 33. Indra (Griffith) .....................................................................................................................130
Hino 34. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................132

11
Hino 34. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................133
Hino 35. Savitṛ (Wilson).....................................................................................................................135
Hino 35. Savitar (Griffith)...................................................................................................................136
Hino 36. Agni (Wilson).......................................................................................................................137
Hino 36. Agni (Griffith) ......................................................................................................................138
Hino 36. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................140
Hino 37. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................142
Hino 37. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................143
Hino 37. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................144
Hino 38. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................145
Hino 38. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................146
Hino 38. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................147
Hino 39. Maruts (Wilson) ...................................................................................................................148
Hino 39. Maruts (Griffith) ...................................................................................................................149
Hino 39. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) .....................................................................150
Hino 40. Brahmaṇaspati (Wilson) ........................................................................................................151
Hino 40. Brahmaṇaspati (Griffith) .......................................................................................................152
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Wilson) ...........................................................................................153
Hino 41. Varuṇa, Mitra, Aryaman (Griffith) ...........................................................................................154
Hino 42. Pūṣan (Wilson) ....................................................................................................................155
Hino 42. Pūṣan (Griffith) ....................................................................................................................156
Hino 43. Rudra (Wilson) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Griffith) ....................................................................................................................157
Hino 43. Rudra (Müller) .....................................................................................................................158
Hino 44. Agni (Wilson).......................................................................................................................159
Hino 44. Agni (Griffith) ......................................................................................................................160
Hino 44. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................161
Hino 45. Agni (Wilson).......................................................................................................................162
Hino 45. Agni (Griffith) ......................................................................................................................163
Hino 45. Agni (Oldenberg) .................................................................................................................163
Hino 46. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................165
Hino 46. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................166
Hino 47. Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................167
Hino 47. Aśvins (Griffith) ...................................................................................................................168
Hino 48. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................169
Hino 48. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................170
Hino 49. Aurora (Wilson) ...................................................................................................................171
Hino 49. Aurora (Griffith) ...................................................................................................................171
Hino 50. Sūrya (Wilson) .....................................................................................................................172
Hino 50. Sūrya (Griffith) ....................................................................................................................173
Hino 51. Indra (Wilson) .....................................................................................................................175
Hino 51. Indra (Griffith) .....................................................................................................................177

......................... Indra (Griffith) .............................196 Hino 59....................................... Indra (Wilson) ... Agni (Oldenberg) ..193 Hino 58.....................................................221 Hino 68...................217 Hino 66..................................................................205 Hino 63......186 Hino 55.................. Agni (Griffith) .......... Indra (Wilson) ....................................... Agni (Oldenberg) .............................................................................................181 Hino 53......... Agni (Griffith) ............................................................................................179 Hino 52.................................................. Agni (Wilson).............................................................190 Hino 57........ Indra (Griffith) ...........................................................................................................................................................................184 Hino 54............................................................................................................................................................ Agni (Oldenberg) ..............................................................................................................................221 Hino 68..............199 Hino 60............ Agni (Oldenberg) ..................................195 Hino 59......................216 Hino 66.... Indra (Griffith) ....194 Hino 58...............212 Hino 65............................................192 Hino 58.............................................................................................................................................................222 ................................................................209 Hino 64...........................................................................215 Hino 65.................................................................................................................199 Hino 60.............................................................................................................................................. Agni (Oldenberg) ..................................................................... Indra (Griffith) .... Indra (Wilson) .................... Maruts (Wilson) ........................................................................................................................................................................................................................................................................... Agni (Griffith) ............................................................................... Maruts (Griffith) ............................................................................................................183 Hino 53..................................................................................................................... Agni (Wilson)...................................................................................................................................................................................214 Hino 65......187 Hino 55.204 Hino 62............................220 Hino 68.................................................................................. Indra (Griffith) .................................................................................................. Agni (Wilson)..................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ............................................................................................................185 Hino 54........................................................................................................................................... Indra (Griffith) ......................................................... Agni (Wilson)........................................... Agni (Wilson)....................................................................................................................................210 Hino 64..... Agni (Oldenberg) ......................200 Hino 61..................................................................................................................197 Hino 59... Agni (Wilson)...............................219 Hino 67...............................................................................201 Hino 61..............................................................................................191 Hino 57.... Indra (Wilson) ....................................................... Indra (Wilson) .................................................................................. Agni (Oldenberg) ..............................................................................................................208 Hino 64............................................................................................................................207 Hino 63................................................................................................12 Hino 52......................................................................... Agni (Griffith) .. Indra (Griffith) ........................................198 Hino 60....202 Hino 62................. Indra (Wilson) .................................................................217 Hino 66................189 Hino 56.. Agni (Wilson)................. Indra (Wilson) ................................... Agni (Griffith) ............. Indra (Griffith) ...................................................188 Hino 56.....................................................................................................................................................219 Hino 67................................................................................................. Indra (Wilson) ........................................ Agni (Griffith) ................. Agni (Griffith) ........................................................218 Hino 67.................... Indra (Griffith) ..... Indra (Wilson) ...........

.. Indra (Wilson) .................................................................................................................................................................227 Hino 71................................ Agni (Griffith) ..............................238 Hino 74................................................................. Indra (Griffith) ............................................................... Agni (Griffith) ............................................................................... Agni (Oldenberg) .......................242 Hino 77............... Agni (Wilson)..............240 Hino 75........253 Hino 82................................... Agni (Wilson).........254 Hino 82. Agni (Oldenberg) .......................................................... Agni (Oldenberg) ............................ Agni (Oldenberg) .....................................................................................................................................232 Hino 72............................228 Hino 71...........236 Hino 73.................................................................241 Hino 76.......................................... Agni (Griffith) ................ Agni (Wilson)..255 Hino 83.................................................................................................. Agni (Wilson).....................................................................................................................................................................................................................................................................................................233 Hino 73....................................... Agni (Wilson)..............................................................225 Hino 70.................................... Indra (Wilson) .......................................................................................................................................................... Agni (Griffith) ..................245 Hino 78................................................................................................ Agni (Oldenberg) ........ Agni (Griffith) ..................243 Hino 77......................................................249 Hino 80..................................................................... Agni (Oldenberg) ................................................................................240 Hino 75...........................246 Hino 79.............................. Agni (Wilson).........241 Hino 76.... Agni (Oldenberg) .............................244 Hino 78.....245 Hino 78...... Agni (Griffith) ..................................... Indra (Wilson) ................................................................... Indra (Griffith) ................................ Agni (Oldenberg) ......................................247 Hino 79........................................................................................................................................................................................................................ Agni (Wilson).................................................................................................. Indra (Wilson) ......................223 Hino 69.............................231 Hino 72.............................................................................................................................254 Hino 83.........................................245 Hino 79.........225 Hino 70.....................................................................................................................................................................243 Hino 77..................................................................................................250 Hino 81.................252 Hino 81....................................................................223 Hino 69.................................................................................................................................... Agni (Wilson)........................................................................................................248 Hino 80......................................................................................................224 Hino 70....................................................................................................13 Hino 69......... Agni (Griffith) ...................................................................... Agni (Oldenberg) ................................................................................................. Agni (Wilson)....................................................237 Hino 74.........................................................................................................239 Hino 75...........................................226 Hino 71.................................................................................................. Indra (Wilson) ................................................................................................................ Indra (Griffith) .................................................................................229 Hino 72.......235 Hino 73.......................... Agni (Wilson)................ Agni (Oldenberg) .................................. Agni (Oldenberg) ........................................................................ Agni (Griffith) ............... Agni (Griffith) ...............................257 . Agni (Griffith) ...............................256 Hino 84.......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... Agni (Griffith) .................. Indra (Griffith) ..238 Hino 74..........................................................240 Hino 76................................................ Agni (Wilson)...................

.................................................................................301 Hino 99.299 Hino 98.........................301 Hino 100........298 Hino 97............................................................................................................................ Maruts (Griffith) ....270 Hino 88.......................................... Viśvedevas (Wilson) ......................................................................................................301 Hino 99...................................................................................................... Maruts (Wilson) ..................... Soma (Griffith) ........................271 Hino 89................................ Agni (Wilson)....................................................................................................................................286 Hino 94............ Agni (Griffith) ...................................................................................284 Hino 93....................... Agni (Oldenberg) ...........................................................................................262 Hino 85...............................................................................................................................................275 Hino 91.......................................................................... Agni (Griffith) ................................................................................................................................................................................... Maruts (Griffith) .................... Aurora (Griffith) .. Agni (Oldenberg) ........................................................................ Agni (Oldenberg) .........................................................................................................................................................................................259 Hino 85.................... Maruts (Wilson) .................................................... Indra (Wilson) ................................................... Agni (Wilson)...........302 .......................... Viśvedevas (Griffith) ..............277 Hino 91......267 Hino 87.................................................................................287 Hino 94............................. Soma (Wilson) ... Indra (Griffith) ........................ Agni-Soma (Griffith) ...........................................................................261 Hino 85..............................................296 Hino 97............................................................... Maruts (Griffith) .................................... Agni (Griffith) .........................................293 Hino 96........... Maruts (Wilson) ... Agni (Wilson)........................................ Maruts (Griffith) ................................................................................................................ Agni (Griffith) ..........................................................................267 Hino 87......... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .......................................................................................278 Hino 92.................................270 Hino 88..............................................................285 Hino 94......................................................................................................................................................300 Hino 99.............................................................................................................................................................................................................................................................................................300 Hino 98.................................................................... Agni (Oldenberg) .. Viśvedevas (Wilson) ...............14 Hino 84..........298 Hino 97..........................................................................................282 Hino 93..........................265 Hino 86................................................................................................................................................... Agni (Wilson)................................289 Hino 95.......................................................296 Hino 96.....................292 Hino 95................................................................................................................................................................................295 Hino 96..................................................... Agni (Griffith) .272 Hino 89...........................265 Hino 86..................................... Viśvedevas (Griffith) ...... Agni (Oldenberg) .........................300 Hino 98............................ Agni (Oldenberg) ............ Agni (Wilson)........................................................ Maruts (Wilson) ...........................................273 Hino 90..........................................................................................................................................................275 Hino 90..................... Agni-Soma (Wilson) ....................291 Hino 95...................................................266 Hino 87..280 Hino 92.................................................................................................................................263 Hino 86........................................................................................................... Agni (Wilson)...................................268 Hino 88.... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) .................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) . Agni (Griffith) ................................ Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ............................................................................................ Aurora (Wilson) ................................................................

..........................313 Hino 105.......................15 Hino 100............ Aśvins (Griffith) ................................................................................................................ Rudra (Griffith) ..............................................................................................................................................................312 Hino 104.........318 Hino 106.........................355 Hino 118...................................359 Hino 120......................324 Hino 110............. Rudra (Müller) .... Indra-Agni (Wilson) ........................ Ṛbhus (Griffith) ........................................................... Aurora (Griffith) ............................. Viśvedevas (Wilson) ............ Aśvins (Wilson) ............... Indra (Griffith) .......................................................................................................................................................................................................................310 Hino 103............... Aśvins (Griffith) .......................................321 Hino 108.......................................................................................................................................... Aśvins (Wilson) ..336 Hino 113............345 Hino 116........................................................................................................................................................................ Ṛbhus (Wilson) ............................................................ Indra-Agni (Griffith).................................................................................................................328 Hino 111..322 Hino 109....................................................................... Indra (Griffith) .......................................... Rudra (Wilson)........................................................ Aśvins (Wilson) ............................................................................................................. Indra-Agni (Griffith).................. Viśvedevas (Griffith) ................................341 Hino 114..................................320 Hino 107........................................356 Hino 119........................................... Viśvedevas (Wilson) ...........................344 Hino 116....................................................................................337 Hino 114...................................................316 Hino 106.............................360 ..............................................351 Hino 117......................... Sūrya (Griffith)............................................................353 Hino 118........................................................................ Viśvedevas (Griffith) .................. Aurora (Wilson)............................................................................................ Indra (Wilson) ................................................. Indra-Agni (Wilson) ............ Aśvins (Griffith) ...........325 Hino 110.........................................................................................................................................................................................................................................................................304 Hino 101............ Indra (Wilson) ......................................... Aśvins (Wilson) ....................................................................................................................................................................................... Indra (Wilson) ................320 Hino 108........................................................................................... Aśvins (Griffith) ..............................343 Hino 115............................... Viśvedevas (Griffith) .............348 Hino 117....................................... Ṛbhus (Griffith) .......... Indra (Wilson) ................................340 Hino 114...314 Hino 105..................................................................................................................................................... Aśvins (Wilson) ........................ Indra (Griffith) ........ Indra (Griffith) ..........................................................308 Hino 102...................................................................................... Aśvins (Griffith) ............................................................................ Sūrya (Wilson) ............................342 Hino 115....................................................357 Hino 120............................................................................................ Aśvins (Wilson) ...........................................................................................................................................................................................................307 Hino 102...............................309 Hino 103..........................328 Hino 112.......................................326 Hino 111..................306 Hino 101......................................................................................................................................... Indra (Griffith) .....311 Hino 104..................................................................... Viśvedevas (Wilson) ................................................ Ṛbhus (Wilson) .............................319 Hino 107...............................................................356 Hino 119..............................................................................................................................333 Hino 113................................329 Hino 112..................................................................................................................323 Hino 109................................................................................ Aśvins (Griffith) .......................................................

....... Svanaya (Wilson) ..................................................................409 Hino 138................................................. Mitra-Varuṇa (Wilson).... Aurora (Griffith) ..........................................361 Hino 121................ Viśvedevas (Wilson) ................................................................................ Svanaya (Griffith) ....................................................................................................................404 Hino 136....................................387 Hino 129............................. Agni (Oldenberg) ......................................................................... Indra (Griffith) ................................................................... Indra (Wilson) ........................................... Indra (Griffith) ... Indra-Vāyu (Griffith) .............................................. Vāyu (Wilson) ................................................................................................................367 Hino 123...................................................................................................376 Hino 126.......................................385 Hino 128...............398 Hino 133..................... Indra (Wilson) ...............................................................................................410 Hino 139................................. Bhāvayavya (Griffith) .............................................................................................. Pūṣan (Wilson)......................................407 Hino 137........................................... Aurora (Wilson)................................................................................411 Hino 139...............363 Hino 122................................. Indra (Griffith) ........ Vāyu (Müller) ............................................................................................. Indra (Griffith) .................. Agni (Griffith) ...........................................381 Hino 127.. Indra (Wilson) .............................................................................. Indra (Wilson) ......................... Viśvedevas (Griffith) ...................................390 Hino 130...............379 Hino 127.........................395 Hino 132..............................................................................................375 Hino 125.........................................................................................................................................................................................................................................................................................................373 Hino 125.........................................369 Hino 123..................372 Hino 124.....................377 Hino 126................................................................................. Mitra-Varuṇa (Wilson).....................400 Hino 134......................393 Hino 131.................................................................365 Hino 122........... Mitra-Varuṇa (Griffith) ..................392 Hino 131....402 Hino 135............................................................................................. Aurora (Wilson)..............................................................370 Hino 124......................................................................................16 Hino 121........................................................................................................................................................................................................................................................... Vāyu (Griffith)..................... Indra (Wilson) ........................................408 Hino 137.................................................................378 Hino 127............................................................................................................................................................................................................................................ Indra (Wilson) . Agni (Griffith) ............ Indra-Vāyu (Wilson) .................................................. Indra (Griffith) .........................401 Hino 134........................................................................................................................................................................................................................................403 Hino 135...................................................................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ......................................................................................................................................................399 Hino 134.......................................413 Hino 140................................................. Viśvedevas (Wilson) ...................................................................... Agni (Oldenberg) ............................................... Agni (Wilson) ...........406 Hino 136.......................................................................388 Hino 130.................................... Viśvedevas (Griffith) .........................................................396 Hino 133.......................................................................................386 Hino 129...415 ..... Bhāvayavya (Wilson) ...........382 Hino 128.................................................................................................... Agni (Wilson) ...............................................384 Hino 128...................................................................................................................................394 Hino 132.... Vāyu........... Pūṣan (Griffith) ... Agni (Wilson) .......... Indra (Griffith) ...........................................408 Hino 138......................................... Vāyu.................... Aurora (Griffith) ...................

...................................................................................................447 Hino 152.........................................444 Hino 150..........440 Hino 148........................433 Hino 145.................................. Āprīs (Wilson) ................................................................................................................................................................ Agni (Oldenberg) ..............421 Hino 141....442 Hino 149........... Agni (Oldenberg) ............................................. Agni (Wilson) ......................................................................452 Hino 155.........................436 Hino 146................................................ Agni (Oldenberg) .................................................... Mitra-Varuṇa (Wilson).....................................................................453 ................................ Agni (Griffith) ..........................................425 Hino 142...... Agni (Oldenberg) .............................. Agni (Oldenberg) ......................435 Hino 146.......................420 Hino 141................ Agni (Griffith) ................... Agni (Griffith) .................................451 Hino 155...........443 Hino 150............................................................................ Viṣṇu (Griffith) .....449 Hino 153........................................ Agni (Griffith) .......................... Agni (Wilson) ........ Agni (Griffith) ........440 Hino 148....... Viṣṇu-Indra (Griffith) ........ Agni (Wilson) .........................................................................................444 Hino 150...............................................................................................................................17 Hino 140.........................423 Hino 142.................................................438 Hino 147.......................... Agni (Oldenberg) ........................................... Āprīs (Griffith)..........................................................418 Hino 141...............................................................442 Hino 149................................................... Mitra-Varuṇa (Griffith) ................................................................................................................430 Hino 144.................. Mitra e Varuṇa (Wilson) ........................... Agni (Wilson) ................ Viṣṇu-Indra (Wilson).................................................................437 Hino 147.........................................................................................................................................................................................................449 Hino 154..................................................................................................... Hino Āprī (Oldenberg) .......434 Hino 145.................................................................................................... Mitra e Varuṇa (Griffith) ......................................................................................................................................................439 Hino 148............................................................................................................................................................................................................................................... Agni (Oldenberg) ............................ Mitra-Varuṇa (Wilson)........................................................................ Agni (Oldenberg) ..................................................................................................................................................................... Agni (Griffith) .............................445 Hino 151.....................................................432 Hino 144.................................................................................................................................... Agni (Oldenberg) ..........................444 Hino 151................................................................................................................................................................................................431 Hino 144.......438 Hino 147...........416 Hino 140..........................................................429 Hino 143............................... Agni (Wilson) .... Agni (Griffith) .................................. Viṣṇu (Wilson) .........................................434 Hino 145.......................................................................................................................................................................................... Agni (Griffith) ......................................................................................................................................446 Hino 152.........................................................................................................................................................448 Hino 153.........................................................................................................441 Hino 149.... Agni (Wilson) ........ Agni (Griffith) ...................................................... Agni (Wilson) ............................................................................. Agni (Wilson) ................. Agni (Wilson) ......................... Agni (Griffith) ....................................................................... Agni (Oldenberg) ...450 Hino 154..426 Hino 142............................................................................................. Mitra-Varuṇa (Griffith) ..............................................................427 Hino 143.................................................................................................................................................................430 Hino 143.............436 Hino 146................................

........461 Hino 160.......................................................................512 ..............492 Hino 166.. Maruts (Wilson) ......................... Indra...................................465 Hino 162............................................................. Indra.................................................................. Maruts (Griffith) .................................. Viṣṇu (Wilson) ............................................................. O Cavalo (Griffith) ..............................................................................470 Hino 163.............................................................................. Céu e Terra (Griffith) .............................. Diálogo entre Indra e seu Adorador...........................458 Hino 158.............497 Hino 167...............................................................................................474 Hino 164..........................................................................................462 Hino 160.................511 Hino 173.... Aśvins (Wilson) ...............................................................................................504 Hino 169.. Maruts (Griffith) ........................................................ Maruts (Wilson) .........................510 Hino 172...................................................................................................................................463 Hino 161........................ Aśvins (Griffith) .............. Aśvins (Wilson) ............ Indra............................................................................................... Maruts (Griffith) .......................509 Hino 171.................................................................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ........... Maruts (Wilson) ...................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ...........................................................................................................................................................................511 Hino 172...................................506 Hino 170................489 Hino 165....................499 Hino 167.. O Cavalo (Wilson) ........................... Indra.................................................462 Hino 161...............................................................................................................................................508 Hino 171......................... Indra (Wilson) ............................................... Céu e Terra (Wilson) .................................................505 Hino 169............. Viṣṇu (Griffith) ....................................................500 Hino 167................................455 Hino 157..................................................................................................................................................................................................................... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ...... Aos Maruts e Indra (Müller) ....... O Cavalo (Griffith) ......................................................................................................................................... Indra......507 Hino 170.........................490 Hino 165...457 Hino 158.............................. Ṛbhus (Wilson) .............................................................................................................................................................................467 Hino 162.....................................................................503 Hino 168............................................... Indra (Wilson) ..................................................................................................................................................................................................460 Hino 159................... Maruts (Griffith) ....................................................511 Hino 172....456 Hino 157..................................................................................................................................................18 Hino 156.......................................... Maruts (Griffith) .............................................. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ..................................................................496 Hino 166..................................................................... Aśvins (Griffith) ................................................495 Hino 166........... Maruts (Wilson) .................................. Viśvedevas (Wilson) .................454 Hino 156.......................502 Hino 168................501 Hino 168.................................................................................................. Céu e Terra (Griffith) ........................................................................................... Maruts (Wilson) .........473 Hino 163......... Indra....................................................................................................................459 Hino 159................ Maruts (Griffith) ................ O Cavalo (Wilson) .483 Hino 165.............................................................. Indra (Griffith) .............................................. Maruts (Wilson) ..................................... Ṛbhus (Griffith) ................. Viśvedevas (Griffith) ..507 Hino 170........................................................................................ Céu e Terra (Wilson) .... Maruts (Wilson) ......... Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) ...........................................476 Hino 164...... Agastya (Müller).............. Maruts (Griffith) ......................................509 Hino 171..................................................................

........................................530 Hino 183....................................539 Hino 187........................................................................................... Indra (Wilson) .......................................... Agni (Griffith) .................................................................................................................. Indra (Wilson) ..........................................558 Índice Rápido ...................517 Hino 175.548 Hino 191.....................................................................................................535 Hino 186.................................................529 Hino 183....................................................................................528 Hino 182.......................................................... Agni (Oldenberg) .... Indra (Griffith) ....... Aśvins (Wilson) ....................... Indra (Wilson) ...................................................................................................570 ... Aśvins (Griffith) .................................................. Indra (Wilson) .............................................................................................................................................................................................................................................................. Viśvedevas (Griffith) ...................................526 Hino 181...................521 Hino 178...545 Hino 189....................... Grama................................................................................................................................................................................ Aśvins (Griffith) ..................................................................................................................546 Hino 190...........................................................................................................................................................................................................................................543 Hino 189........................................................................................................................................... Indra (Griffith) ............................................................................. Indra (Griffith) .............544 Hino 189..................... Aśvins (Wilson) ... Louvor ao Alimento (Wilson)...................................... Aśvins (Griffith) ........................................................................................523 Hino 180.......................................................................519 Hino 177.........................................................................................531 Hino 184............................................................................................................................................................... Grama.......................... Rati (Wilson) .................................................................532 Hino 184.............................522 Hino 179.................................513 Hino 174........................537 Hino 187......... Sol (Griffith) ........................................................... Bṛhaspati (Wilson) .............................................................................................................................534 Hino 185........519 Hino 176............ Aśvins (Wilson) .......................... Céu e Terra (Griffith) ......................... Aśvins (Wilson) ............................536 Hino 186.......................................................................515 Hino 174..551 Métrica ........................................... Āprīs (Wilson) ........................................... Céu e Terra (Wilson) .................................... Agni (Wilson) .................521 Hino 179.......................................................542 Hino 188......................................................................547 Hino 190................................................................................ Rati (Griffith) ................533 Hino 185...................................... Indra (Griffith) ................................................549 Hino 191........................................ Sol (Wilson) ...................................................... Āprīs (Griffith)................................... Aśvins (Griffith) ...........................................................................................................19 Hino 173............................... Viśvedevas (Wilson) .........524 Hino 180....................... Indra (Wilson) ..................................................................................540 Hino 188................................. Água..... Água................................................................................................................................................................................516 Hino 175....................................... Indra (Griffith) .......553 Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1 ................. Louvor ao Alimento (Griffith) .........................................................................................527 Hino 182.............................518 Hino 176................................. Aśvins (Griffith) .............................................520 Hino 178.............................. Hino Āprī (Oldenberg) ............................................................................... Indra (Griffith) .......................................... Bṛhaspati (Griffith) ......................................................................................................................541 Hino 188.........................................................520 Hino 177............. Aśvins (Wilson) .......................................525 Hino 181....................................................................................................................................

nesse país. eu me encarreguei prontamente de completar meus labores e de publicar a tradução. de um texto acurado. O princípio seguido pelo Sr. se estende só até os três primeiros hinos da terceira preleção. também. de fato. e de todos os modos digna de confiança. e será falha do tradutor se ele não se beneficiar disso. Sr. em latim. todos. e feito algum progresso em sua execução. contribuído para o crédito do tradutor. porque essa já tinha sido realizada. A presente tradução possui. e são obteníveis. em inglês. mas eu não estava ciente. o que. e. e ele admitidamente procurou dar às passagens vagas e misteriosas do original uma interpretação clara. se estendendo por quatro Aṣṭakas. pelo Rev. especialmente como interpretada pelo Comentador nativo. a menos que sua linguagem seja preservada tanto quanto possa ser consistente com a inteligibilidade. Rosen. Rosen do primeiro livro é completa. Poderia. às vezes. a utilidade de uma tradução em inglês. mas pode-se pensar. quanto ao texto. impressões errôneas dos fatos e opiniões do hinduísmo primitivo podem ser produzidas. e que se desviou da sua fraseologia. como uma representante autêntica do original. mais ou menos defeituosos – do que se a versão tivesse sido feita a partir de uma edição cotejada cuidadosamente. que ele não foi suficientemente cauteloso em sua interpretação do texto. Rosen. ou seção. até agora.] Quando o patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais habilitou o Dr. Roer é igualmente limitada. embora tenha aumentado grandemente a dificuldade e mão-de-obra da tarefa e. Stevenson e pelo Dr. Ao converter o original para o inglês seu objetivo . sugere menor confiança na genuinidade do original – porque os manuscritos são. parando com duas seções. como toda rapidez conveniente. Embora realizada com profundo conhecimento e exatidão cuidadosa. Max Müller a empreender a sua inestimável edição do Ṛg Veda. e é mais valiosa como uma referência. Sr. a obra do Rev. Roer. A tradução é. Langlois é o oposto do adotado pelo Dr. também. mesmo antes de deixar a Índia. Uma tradução em francês. ou Aṣṭaka. e. O verdadeiro valor do original não se encontra tanto em seus méritos como composição literária quanto na ilustração que ele fornece do mais antigo sistema de culto religioso e organização social hindu. do Ṛg Veda. pelo menos. mas sua morte prematura interrompeu seus comentários. o sânscrito é convertido ao latim com tal fidelidade literal que a obra mal permite leitura contínua. a tradução do Dr. ou seguido. Langlois. Também deve ser observado que o Sr. ou Oitavo de livro. e a obra é destinada menos para leitores em geral do que para estudiosos de sânscrito e estudantes do Veda. parcialmente. tinha sido publicada recentemente em Paris. A publicação mais antiga. das oito que compõem o primeiro livro. pelo Sr. mais amplamente do que é recomendável. sobre suas predecessoras. por uma tradução inglesa. totalmente. Ogdóade. integralmente. foi manifestado um desejo que o aparecimento dela deveria ser acompanhado. que essa obra tinha sido iniciada. ou trinta e dois hinos. essas traduções não parecem excluir. Como eu tinha considerado por longo tempo tal trabalho. ser considerado pouco necessário repetir uma tradução do primeiro Aṣṭaka. ou metade do Veda. pelo falecido Dr.20 Introdução ao Primeiro Aṣṭaka [Que vai até o Hino 121 do Primeiro Livro ou Maṇḍala. Langlois fez sua tradução a partir das cópias manuscritas do Veda e seu comentário. Ao mesmo tempo. Nisso pode-se admitir que ele foi admiravelmente bem sucedido. Ambas as traduções foram publicadas na Índia. a vantagem. simples e inteligível. com dificuldade. subordinada a uma edição do texto o qual ela acompanha na mesma página. A tradução do Dr. Stevenson. quando me dediquei a publicar uma tradução inglesa. mais de uma vez.

370. breves. também. principalmente. religiosas ou civis. em busca de noções corretas das formas mais antigas e mais genuínas das instituições.2 Por causa do modo extensivo. e o Ātharvaṇa. Essas observações se aplicam às que são chamadas de Saṃhitās dos Vedas – o conjunto reunido. – dirigidos a diferentes divindades – cada um dos quais é atribuído a um Ṛṣi. Introdução. 1 2 . quando não emprestadas do Ṛc. no próprio Veda. das preces. nós devemos.1 e não há dúvida que o quarto. sendo composto. será verificado que ele compreende muitos dos hinos do Ṛc. p. em seu caráter geral ou em seu estilo: a linguagem indica claramente uma época diferente e posterior. embora aqueles que são dedicados ao mesmo deus às vezes sigam em uma ordem consecutiva. dos mesmos hinos. ou estrofes do Ṛg Veda. os Ṛcas. tem pouco em comum com os outros. nós somos. que limitam o número a três. portanto. o Yajush. mais especialmente. a maioria. e eles são. ou Yajur Veda. Tanto quanto. ou hinos. nem notícias das ocasiões nas quais eles devem ser empregados. 2. dos hindus. por um intervalo prolongado. dirigido a diferentes divindades. As preces. de datas diferentes. no qual os hinos do Ṛg Veda entram na composição dos outros três. Não há muita conexão nas estrofes das quais eles são compostos. De acordo com eles. o Atharva Veda pode ser considerado como um Veda. de Brāhmaṇa. p. com muito poucas exceções. um autor santo ou inspirado. são. edição de Müller. e organizados de nova maneira. o Sāman. ou preceitos relativos ao ritual. especialmente a uma Anukramaṇikā. “Pelos seguidores do Ātharvaṇa. hinos. gratos a autoridades independentes. um ritual. Ṛg Veda. assim como ao louvor e culto dos deuses. chamados Sūktas. 8. ou invocações. ou uma coleção de fórmulas litúrgicas. ou das cerimônias nas quais eles devem ser recitados. Vol. Dos outros três Vedas. do que como um dos quatro Vedas. e fórmulas litúrgicas das quais eles são compostos. Não há. ou Atharva Veda. chamadas. inferir sua anterioridade a eles. em sua maior parte. O Sāma Veda é pouco mais do que uma remodelação do Ṛc. é ao Ṛg Veda que devemos recorrer. embora ele se aproprie livremente do Ṛc. e o mesmo hino é. que acompanha cada Veda. dos quais quatro obras são geralmente enumeradas: o Ṛc. ser permissivelmente considerado antes como um complemento aos três. instruções para o uso e aplicação dos Sūktas. são numerosamente incluídas em sua própria Saṃhitā (ou coleção)”. O Ṛg Veda consiste em preces métricas. Esses hinos estão reunidos com pouca tentativa de arranjo metódico. e em prosa. em uma única coleção. as mais importantes autoridades dos brâmanes para sua religião e instituições são os Vedas. Essas são indicadas por escritores subsequentes nos Sūtras.21 tem sido aderir tão estritamente ao sânscrito original quanto a necessidade de ser inteligível permite. ou índice. Mantra e Colebrooke sobre os Vedas. e pelos deuses em cuja honra eles são compostos. – Asiatic Researches. ou Sāma Veda. talvez. e são aplicáveis à consagração dos utensílios e materiais da adoração cerimonial. o Veda consiste em duas partes componentes. Além das Saṃhitās. e. naturalmente. cada um tem suas características peculiares. O Yajur Veda difere do Ṛc por ser. se não exclusivamente. ou Atharva Veda. divididos em partes. e. nominalmente. embora eles tenham muito em comum. com a finalidade de serem cantados em diferentes ocasiões cerimoniais. chamadas. e sua maior importância para a história da religião hindu. Pode ser quase desnecessário informar ao leitor que as mais antigas. mesmo pelos reputados autores dos hinos. coletivamente. Ele pode. respectivamente. então. às vezes. algumas nos próprios Vedas. embora não separados. Na verdade. aparentemente. Muitas passagens podem ser encontradas em escritos sânscritos. a designação Veda inclui uma extensa classe de composições. a qual todos os escritores bramânicos chamam de parte integral do Veda. Sāyaṇa Ācārya.

Nenhum dos Brāhmaṇas foi publicado. Só uma pequena parte está impressa até o momento. uma coleção de regras para a aplicação dos Mantras. foram publicados. O Brāhmaṇa do Yajur Veda. a partir de materiais adequados. e uma edição do mesmo elaborada mais cuidadosamente. e um glossário amplo e índice. com uma tradução em alemão. portanto. e a Chāndogya Upaniṣad foi iniciada na mesma série. Das partes Brāhmaṇa do Ṛg Veda a mais interessante e importante é o Aitareya Brāhmaṇa. na forma na qual nós os temos. Sr. é suficientemente evidente que essa obra. em Berlim – cuja publicação tem sido. mas há ainda apenas uma perspectiva parcial e distante de nós termos o Brāhmaṇa publicado. determinar até que ponto o todo pode ser legitimamente considerado como uma parte constituinte do Veda. uma edição da parte Vājasaneyi do Yajur Veda foi iniciada. outro Brāhmaṇa desse Veda. de Göttingen. é de um tipo totalmente distinto da coleção de Mantras. ou tratados sobre a gramática do Veda. inculcando e descrevendo as práticas dele. simultaneamente com sua edição do texto do Yajur Veda. os tratados metafísicos e místicos chamados Upaniṣads. e. Weber. Os Brāhmaṇas do Sāma e do Atharva Vedas são poucos. O Aitareya Āraṇyaka. ele é. A partir de um exame cuidadoso do Aitareya Brāhmaṇa. com poucas exceções. com um excelente comentário de Sāyaṇa Ācārya. e é sua intenção completá-lo. no qual várias lendas notáveis são detalhadas. p. não são. 1844. e as partes suplementares desses dois Vedas são. portanto. também são os tratados sobre gramática. para serem repetidas em tais ocasiões. ou estrofes separadas. altamente ilustrativas da condição do bramanismo na época na qual ele foi composto. Roer. talvez. – pelo Dr. e os Sūtras. compartilha mais do caráter do Aitareya Brāhmaṇa. o todo constituindo um corpo de literatura vêdica cujo estudo forneceria ocupação para uma vida longa e laboriosa.5 Os textos das Saṃhitās dos Vedas estão em progresso. também. 4 Parte do primeiro Kāṇḍa do Śatapatha Brāhmaṇa foi publicada pelo Dr. de um terceiro. 22. nós estaremos bem supridos com a parte Mantra do Veda. Stevenson. mais especialmente. auxiliada generosamente pela Corte de Diretores. Com o tempo. Embora. na Mīmāṃsā: “O Brāhmaṇa e o Mantra são as duas partes do Veda: aquela parte que não é Mantra é Brāhmaṇa”: essa constitui a definição do último. manifestamente. foi publicada recentemente pelo Professor Benfey. e. chamados de Vedāṅgas. por Rammohun Roy. ou da Saṃhitā. Introdução. 3 . e. 5 Algumas das Upaniṣads mais curtas foram publicadas. citada por Sāyaṇa. Weber. “O nome Veda é aquele do Mantra e do Brāhmaṇa”. e dependentes dos Vedas em geral.22 Brāhmaṇa. a segunda. pelo Fundo de Tradução Oriental. sem dúvida. é mais místico e especulativo do que prático ou lendário. ritual.4 As Upaniṣads têm sido mais afortunadas em encontrar editores. mas suplementares a ele. porque. Mas esses não são partes do próprio Veda. permitidos. também.3 a primeira sendo os hinos e fórmulas agregados na Saṃhitā. do Ṛg Veda. astronomia. A Bṛhadāraṇyaka foi publicada pela Sociedade Asiática de Calcutá. além da presente edição do Ṛc. de uma data Como na Yajña Paribhāṣā de Āpastamba. O texto da Saṃhitā do Sāma Veda. sob a editoração do Dr. prosódia. instruções para a realização de ritos específicos. e pouco conhecidos. pelo menos. explicativos da origem e objetivo do rito. entonação. nem os Sūtras ou Prātiśākhyas. e comentários ou narrativas ilustrativas. Conectados com. com traduções. há os Prātiśākhyas. consistindo em quatorze livros. não são de muita importância. pertencentes a uma condição mental hindu totalmente diferente daquela da qual o texto dos Vedas surgiu e encorajou. e o significado de palavras obsoletas. e sermos. pouco é conhecido. Além dessas obras. ele tem extensão considerável. o Kauṣītaki. ou aforismos. de antiguidade considerável. e cinco das do Yajur foram publicadas pelo Sr. citações dos hinos. e uma tradução pelo Rev. 4 e p. e contém muitos assuntos interessantes. na Bibliotheca Indica deles. Poley: Berlim. o Śatapatha. alguns anos desde então. inteiramente genuínos.

e aceitando-os como ilustrações valiosas da aplicação dos hinos primitivos e textos da Saṃhitā. Uma subdivisão adicional dos Sūktas em Vargas. como já foi mostrado. subdividido em oito Adhyāyas ou Preleções. tal como é exemplificado no Veda. e o brâmane.49–59).99] em alguns. no qual esses elementos são abundantes. a distinção de castas plenamente estabelecida. de forma separada e individual. Embora reconhecendo. e parcialmente. É evidente. antes que tais citações mutiladas pudessem ser reconhecidas. por essa expressão. O outro plano classifica os Sūktas em dez Maṇḍalas. mostra que ele é de um caráter semelhante ao Aitareya. e nós podemos nos arriscar a afirmar. antes que o Brāhmaṇa pudesse ter sido compilado. No Ṛg Veda o número de Sūktas é algo acima de mil. subdivididos em pouco mais de cem Anuvākas. ou verificadas. muito antes de serem reunidos e organizados na ordem e conexão na qual eles são encontrados agora. ou ele pode ser até. os Sūktas.6 com pouco mais de dez mil estrofes. e que. Uma os divide entre oito Khaṇḍas (Porções) ou Aṣṭakas (Oitavos). cada um dos quais é. Os hinos são de extensão variada: em um ou dois casos. a data primitiva dos Brāhmaṇas. um Sūkta consiste numa única estrofe [1.552 versos]. . também. nós devemos confiar somente na última como um guia seguro. mas de uma estrofe isolada. kṣatriya. consequentemente provando que a Saṃhitā deve ter sido compilada e amplamente divulgada. as preces e hinos – agora reunidos como uma Saṃhitā – existiram. e devemos nos esforçar para transmitir uma noção mais precisa do que significa a designação. em oposição às afirmações consencientes de estudiosos e críticos bramânicos. que o grande corpo do ritual bramânico deve ter sido sancionado pela prática estabelecida. tanto quanto publicado. ou Parágrafos. o registro primitivo das crenças e práticas religiosas e das instituições arcaicas da sociedade hindu. todo o sistema de organização social desenvolvido. 1017 sem contar os hinos apócrifos ou ‘meio apócrifos’ chamados de Hinos Vālakhilya (8. vaiśya e śūdra citados repetidamente por suas denominações próprias. que foi tomada como o texto da seguinte tradução. de cerca de cinco estrofes cada. ou de forma contínua. reforçando a necessidade e eficácia delas por meio de textos e argumentos. pode ser considerado a fonte e o modelo de outras obras similarmente nomeadas. formando o início. na qual pouco ou nada do tipo aparece.23 muito posterior aos originais Sūktas. ou em qualquer parte da Saṃhitā. compreendendo. ou hinos. e discriminados por suas funções peculiares e posições relativas. e ilustrando sua origem e consequências por narrativas tradicionais e lendas populares. nem mesmo de um hino inteiro. ocorrendo em qualquer parte do hino. O exame superficial do Śatapatha Brāhmaṇa. com exceções pontuais. de várias 6 [1028. que nenhuma dessas obras tem o menor direito de ser considerada a contrapartida e contemporânea da Saṃhitā. ou Círculos. e estudada geralmente. novamente. e o Brāhmaṇa. de modo não conectado. de uma época posterior. Eles estão organizados de duas maneiras. porque o seu principal objetivo é a aplicação dos textos separados da Saṃhitā para a realização das principais cerimônias e sacrifícios dos brâmanes. por causa do modo no qual eles são citados – não sistematicamente. nas nossas investigações da condição mais antiga dos hindus. Além disso. nós encontramos. e 10. ou subseções. e de algumas das suas seções no manuscrito. De acordo com as tradições críveis dos hindus. apenas poucas frases sendo apresentadas. é comum a ambas as classificações. cuja invenção e circulação deve ter sido a obra do tempo – de um intervalo muito longo entre a Saṃhitā. no Brāhmaṇa. ou como parte integral do Veda. como no Código de Manu. ou completamente. talvez. mas separadamente. por aqueles a quem o Brāhmaṇa foi apresentado.

a Planta da Lua. do restante. como Gotama. ou personificações. e outro. por suas subdivisões – Adhyāyas e Vargas – muitas preleções. como se conclui a partir dos totais acima de mil hinos e dez mil estrofes. os deuses. isto é. do sexto. Dos 121 hinos contidos no primeiro Aṣṭaka. . ocasionalmente. por exemplo. Assim. de acordo com lendas mitológicas posteriores. e o deus adorado. com um índice dos conteúdos do Veda. de menor nota. da família de Aṅgiras. Essa organização tem sido considerada como a mais antiga e a mais original das duas. quatro. todos. ou deuses coletivos. Vasiṣṭha. endereçados a Soma. mas o maior número dos hinos nesse primeiro livro do Ṛc. ou fantasiosa. cerca de dez. como um. A divisão mais comum dos manuscritos é aquela em Aṣṭakas. talvez. ou parentes. trinta e sete são dirigidos a Agni. considerado de correção inquestionável. os do terceiro. por quem. Que eles são as 7 [Para detalhes veja o Índice dos Sūktas do Maṇḍala 1]. a Vāmadeva. em fraseologia bramânica. a outros. do quarto. tanto quanto foi averiguado até o momento. ele pode não ser. do sétimo. e de grande autoridade. que também especifica a métrica e o número de estrofes de cada hino. A maioria dos Ṛṣis são conhecidos das lendas dos Purāṇas. e onze aos Aśvins. como seu autor reputado. como observado acima. os amigos e seguidores de Indra. e quarenta e cinco. nos outros livros também. um Ṛṣi ou professor inspirado. do quinto. no qual um jogador reclama da sua má sorte. A inferência não é improvável. a serem aprendidas pelos estudiosos. a Vasiṣṭha e seus descendentes. vários hinos são atribuídos. mas nós somos ainda pouco qualificados para chegar a uma conclusão positiva. e em nenhum caso o princípio de classificação é manifestado inequivocamente a ponto de sugerir motivos razoáveis para um afastamento da prática estabelecida. A ausência de qualquer dependência óbvia dos Sūktas uns dos outros é suficientemente indicativa da sua origem separada e assistemática. do Fogo e do Firmamento. um hino é dirigido a um único deus. é. às vezes. no início da estação chuvosa. a Indra. ou associado com outros. Cada Sūkta tem. A alguns desses. a distribuição em Aṣṭakas sendo planejada para a conveniência da instrução. mas o número médio. seis dos dez ‘círculos’ compreendem hinos pelo mesmo indivíduo. os filhos do Sol. mas apreciaremos melhor o caráter de tais exceções aparentes quando chegamos a elas. no qual há uma descrição do renascimento das rãs. os hinos do segundo Maṇḍala são atribuídos a Gṛtsamada. são dedicados a Agni e Indra. um ou dois somente são atribuídos. várias das quais são peculiares aos Vedas. evidentemente. e cuja variedade e riqueza evidenciam uma cultura extraordinária de arranjo rítmico. o ditado incriado de Brahmā. O arranjo dos Sūktas por Aṣṭakas não parece depender de qualquer princípio fixo. e os demais. que têm nomenclatura bastante duvidosa. e. sempre. Kaṇva. apenas de existência imaginária. mas. para quem ele foi revelado.7 As divindades são várias. e. Bharadvāja. quatro. a divindades inferiores – uma distribuição que mostra inequivocamente o caráter elementar da religião. Em partes subsequentes do Veda ocorrem poucos hinos que parecem ter uma tendência poética.24 estrofes [mais de cinquenta]. visto que é de composição posterior ao texto. os hinos do nono Círculo são. filho de Śunahotra. mas. Os Ṛṣis do primeiro e dos três últimos Maṇḍalas são mais diversos. exceto quando mencionados incidentalmente no hino. ou lições. a dois. e. ao invés de religiosa. ou sua personificação deificada. ele foi originalmente visto. à Aurora personificada. Bharadvāja e. Em geral. doze são dirigidos aos Maruts. a Atri e seus filhos. os versos são distribuídos entre um número maior. Daquele por Maṇḍalas. nós estamos em dívida. sozinho. Os hinos estão compostos em uma grande variedade de métricas. Viśvāmitra e outros. aos Viśvedevas. ou Ventos. formando. a Viśvāmitra e seus filhos. Ele é um livro antigo. ou por membros de uma mesma família. os Vedas sendo. Pelos nomes dos Ṛṣis.

e adorando. dos autores dos próprios hinos. A realização desse objetivo é tradicionalmente atribuída ao filho do Ṛṣi Parāśara. visto que há pouca dúvida que os hinos foram ensinados. Há pouca dúvida. de que eles se estendem por um intervalo considerável. e de moldá-los em alguma forma consistente e permanente. os hinos. com o uso restrito da escrita – mesmo se a arte fosse conhecida naqueles tempos primitivos (um objeto de dúvida considerável) – e com o caráter do ensino sânscrito. e o número ao qual eles tinham se multiplicado. de comparações breves. Eles serem dirigidos ao mesmo deus é um teste menos equívoco de identidade. também. Isso é perceptível suficientemente a partir da sua construção: eles estão repletos de frases elípticas. uma pessoa de cronologia e existência bastante questionáveis. e nós encontramos alguns atribuídos a antigos Ṛṣis. não infrequentemente. que supõe-se que tenha vivido na época da grande guerra entre as famílias rivais de Kuru e Pāṇḍu. em muitos casos. sugeriram. também. como preservada pela Anukramaṇikā. porém. com as correspondentes dificuldades de recordá-los e ensiná-los. e a um período durante o qual nenhuma mudança de qualquer importância ocorreu na crença nacional.25 composições dos sábios patriarcais a quem eles são atribuídos é. as peculiaridades da linguagem. um desenvolvimento progressivo dos poderes de linguagem. evidente a partir de alusões que eles fazem ao nome do autor ou de sua família. por isso apelidado de Vyāsa. e que o conhecimento deles foi perpetuado pelo mesmo modo de instrução. o que poderia ter sido somente o efeito de refinamento longo e diligente. às vezes. deve ter sido indispensável para uma compreensão correta do significado dos Sūktas. a obscuridade do seu estilo. verbalmente. ou. possivelmente. para a exatidão da atribuição. provavelmente. As mesmas divindades são adoradas de um modo similar. e que somente ele é capacitado para preencher pela maior ou menor fidelidade com a qual as explicações tradicionais dos primeiros intérpretes de viva voz. mas essas indicações são de recorrência infrequente e devemos confiar. em geral. O relato que . porque é a mais em harmonia com a circulação desconexa e assistemática dos hinos. e eles. e a probabilidade é a favor de um instrutor oral. chegaram até o tempo dele. estava faltando. A grande variedade de métricas empregadas mostra. sem a assistência do comentador. talvez. e. a partir do momento da sua primeira comunicação. deificações específicas. ou de um comentador. foram compostos. pelos chefes de família. que não podem ser apreciadas sem aqueles detalhes adicionais que pode-se esperar que um professor vivo forneça. admitem uma diferença de data. e. transmitidas a ele por meio de uma série indefinida de instrutores precedentes. com uma ou duas exceções duvidosas – que são. em muitas passagens. possivelmente. interpolações. A explicação de um professor vivo. mesmo no tempo atual. de epítetos gerais. tanto quanto diz respeito ao seu significado geral. chegou um período no qual a antiguidade dos hinos. Finalmente. e de todos aqueles espaços em branco e deficiências que tornam o texto escrito dos Vedas ainda ininteligível. portanto. a percepção de que alguma autoridade venerável. à última das quais ele era ligado. para a melhoria progressiva da literatura dos brâmanes. a conveniência de resgatar os Sūktas dispersos e obsoletos do risco do esquecimento. até que seja explicada. de preferência. o Organizador. eles pertençam à mesma condição de crença. Além da evidência interna proporcionada pela diferença de estilo. dos quais a aplicação está longe de ser óbvia. ou que podem admitir explicação – não oferecem nada que seja contraditório ou incongruente. ou de escolas seguidoras de uma forma de culto semelhante. em diversas passagens. Kṛṣṇa Dvaipāyana. enquanto outros admitem serem de composição nova ou a mais nova. na tradição. embora. originalmente. sobre a qual suas crescentes alegações de santidade superior pudessem ser baseadas. no qual o estudo de livros é subordinado a explicações pessoais e tradicionais do professor. Isso é o mais notável.

Se as autoridades que professam detalhar a multiplicidade dessas compilações têm direito a toda confiança pode ser assunto de dúvida. dos poemas religiosos. agora traduzido – e que elas estão sujeitas à confirmação. zelo e competência. Viṣṇu Purāṇa. deve ser compreendido que elas são derivadas unicamente a partir do que está verdadeiramente diante de nós – o Primeiro Livro do Ṛg Veda. 3. em variedades de forma. e. portanto. É. e devem ter sido exercidos. e seria ainda mais indiscreto arriscar uma negativa. [pág. Das Saṃhitās do Ṛg Veda a única agora em uso é a atribuída a um professor chamado Vedamitra ou Śākalya. formaram um ramo importante e popular da literatura dos brâmanes. atribuídas a Vyāsa. até que o tenhamos examinado totalmente. lendas poéticas. 234 da tradução em português de 2012]. contendo os mesmos hinos e fórmulas dispostos em uma ordem diferente. porque elas desapareceram quase totalmente. levavam a marca de antiguidade. mas as tradições são concordantes e consistentes. sem dúvida. e estudo.26 normalmente é dado dos seus métodos mostra que a esfera de ação principal dele era a de supervisão – possivelmente sob o patrocínio do Rājā Yudhiṣṭhira. Estaria fora de lugar entrar em qualquer exame da questão aqui. mesmo naquele tempo. de acordo com as concepções do professor a respeito da sua sucessão histórica ou valor litúrgico. no entanto. e alguns sendo entoados ou cantados. e há pouca dúvida de que houve uma época na qual a reunião e classificação. são. Livro 3.8 A natureza exata dessas distinções não é conhecida muito satisfatoriamente atualmente. chamado de Yajur Preto e Yajur Branco – chegaram a quarenta e dois. Jaimini. Havia. o texto do Yajur. além dessas. alguns repetidos inaudivelmente. p.9 O interesse evidenciado na coleta e preservação dos seus hinos e fórmulas antigas é notável por eles terem. 4. várias Saṃhitās do Atharva Veda. aparentemente. depois do seu triunfo sobre os Kurus – e que várias outras pessoas eruditas. (não substância). de cada Saṃhitā. ou ramos. e as do Sāma Veda a vinte e quatro. Ao oferecer quaisquer opiniões sobre esses pontos. que nenhuma sanção desse tipo pode ser encontrada nele. também. além da observação que parece haver pouca evidência satisfatória para a tradição. vários dos Purāṇas sendo. mas elas consistiam. e teve uma sucessão de discípulos por quem a coleção original foi repetidamente subdividida e reorganizada. fornecido poucas características das instituições religiosas e sociais que. com extraordinária diligência. os hinos do Sāma. estudadas no mesmo número de escolas separadas. 8 . ou de acordo com as diferenças no modo de sua recitação – alguns sendo recitados audivelmente. ou à contradição. também. Cada um tornouse o professor de sua própria coleção. Vaiśampāyana. 9 A fundação da filosofia Vedānta. fábula mitológica. Várias leituras. e história tradicional. e determinado. atribuídos a outras pessoas. anterior ao surgimento da especulação filosófica. também. A tradição pode ter se originado no impulso dado ao cultivo geral da literatura sânscrita pela escola. os do Ātharvaṇa. embora não a tal ponto de afetar materialmente a identidade entre o original e seu descendente. de acordo com a evidência Colebrooke sobre os Vedas – Asiatic Researches. e Sumantu. parecem ter sido seguidas por diferentes escolas. os quais. estavam completamente desenvolvidas na data da compilação deles. e a compilação dos Itihāsas e Purāṇas. até que as Saṃhitās do Ṛg Veda chegaram a dezesseis ou vinte. foram empregadas para preparar cada respectiva Saṃhitā ou coleção. assim. havia inúmeras Śākhās. Paila foi designado para coletar os Sūktas do Ṛc. já familiarizadas com os hinos dos respectivos Vedas. de crítica vêdica. cap. Vol. 373. ou escolas. e negar sua sanção às características principais dos institutos bramânicos. pouco seguro arriscar qualquer afirmação positiva a respeito do sistema de crenças e práticas religiosas ensinadas no Ṛg Veda ou a condição da sociedade que prevalecia quando seus hinos foram compostos. de fato. através de um intervalo prolongado. as do Yajur Veda – distinguido como duplo. talvez. tanto quanto podemos julgar até agora. sem dúvida.

10 . Langlois. Que vítimas animais eram oferecidas em ocasiões específicas pode-se inferir de alusões breves e obscuras nos hinos do primeiro livro. nem qualquer referência a um lugar público de adoração. nota. são. por ora. em sua maioria. e. no qual sua presença é invocada. de um tipo temporal e pessoal – riqueza. necessariamente. embora raros. para a manutenção de um fogo permanente. que os homens preservavam o fogo constantemente aceso em suas residências (1. antes. e. pessoas que não professam a mesma fé religiosa. ou orações. pelo professor Burnouf e pelo Dr. Colebrooke. que foram traduzidas e publicadas por outros estudiosos de sânscrito. embora brevemente. se refere. às vezes. não parece ter tido. 6. dos primeiros. qualquer parte. É dito. As bênçãos pedidas são. pessoalmente. e o suco espremido e fermentado da Planta Soma. Roth. As últimas. o resíduo era bebido pelos assistentes. em uma câmara apropriada para o propósito. ou. prece e louvor. O poder. autoridades imperfeitas. a partir dela. e suas bênçãos. provavelmente. no chão. principalmente. 11 e é deduzível. Palestra 3. gado. ou hinos. ou façanhas do passado. e.8. às vezes. e é claro que o culto era totalmente doméstico. vitória sobre eles. nós temos dois hinos sobre a ocasião do Aśvamedha. embora as frequentes alusões ao acendimento ocasional da chama sagrada estejam bastante em desacordo com essa prática. necessariamente. dezesseis – pelos quais os diferentes ritos cerimoniais são realizados. Será suficiente. a vastidão. posteridade. ou Yajamāna. um sacrifício de um cavalo. mas não tão comumente. Mas essas são exceções. ou erva sagrada. na Kuśa.51. espalhada no chão. também sobre o autor. alimento. 11 No segundo Aṣṭaka. especialmente quando eles são representados como hostis à celebração de ritos religiosos. vacas e cavalos. a partir de algumas passagens. (Veja a Tradução do Sr.27 adicional que possa ser produzida. É verdade que nós temos um campo um pouco mais amplo para especulação. especialmente pelo Sr. na cerimônia. são recitadas e glorificadas. simbólicos.12 Há poucas indicações de uma esperança de imortalidade e de felicidade futura. mas elas não são nem frequentes nem. e. Hinos 5. a bondade. As primeiras são. ou recitador. às vezes. e por quem os Mantras. proteção contra inimigos. da prece.73. e as oferendas habituais podem ser consideradas como consistindo em manteiga clarificada e no suco da Planta Soma. às vezes. em outras palavras. e em aprovação do rito em sua honra. oferendas e libações: manteiga clarificada derramada no fogo. embora ele pareça ter sido. aspergido sobre o fogo. e. Langlois. e em partes separadas de outros livros. nos outros três livros. às divindades invocadas – de que maneira não aparece exatamente. A adoração que os Sūktas descrevem compreendem oferendas. e deduzirmos. às vezes. em alguns. portanto. algumas das conclusões mais importantes às quais ela parece levar. O adorador. que sacrifícios humanos não eram desconhecidos. no entanto. e até mesmo a beleza pessoal do deus abordado são descritos em melodias altamente laudatórias. no entanto.) 12 1.10 Não há menção de qualquer templo. por causa do seu estado parcial e isolado.4). às quais ela ocasionalmente. são recitados. em um lugar. a respeito da fé religiosa e mitológica do povo da Índia – cujos sentimentos e noções os Sūktas enunciam – e das circunstâncias da sua condição social. sete. A cerimônia acontece na casa do adorador. a generosidade. e. sua destruição. O Sūkta quase invariavelmente combina os atributos de prece e louvor. oferecido. pode ser observado que eles não parecem oferecer nada materialmente contrário ao teor do primeiro Aṣṭaka. traduzidos pelo Sr. ele é rogado a conceder bênçãos sobre a pessoa que instituiu a cerimônia. nos limitarmos à evidência à mão. em retribuição de quais encômios. e há uma variedade considerável de sacerdotes oficiantes – em alguns casos. em todos os casos. ou. em conchas. vida. e das libações e oblações que ele é solicitado a aceitar.

provavelmente. evidentemente. nos últimos dez séculos. de Kṛṣṇa. e o princípio vivificante da vegetação. O epíteto Kapardin. como ele está manifestado nos céus. uma forma ou de Agni ou de Indra. Os deuses adorados não são desconhecidos aos sistemas posteriores. também. O primeiro compreende o elemento do Fogo sob três aspectos: primeiro. e até destruição. para eles próprios. que indique qualquer potência especial na prece. Também não há o menor indício de outra característica importante do hinduísmo mais recente. p. Não há nada. Nós temos um Rudra. 1. ou a palavra pode ser uma interpolação. como simbolizada pela sílaba mística Om. ele parece ter sido quase exclusivamente adorado na Índia – a do Liṅga ou Falo.28 em geral. de Durgā. em satisfazer suas necessidades corpóreas. nunca ocorrem. mas como o calor da digestão e da vida. ele é descrito como o pai dos ventos. ou a combinação trina de Brahmā. que é aplicado a ele. em época posterior. nenhum outro epíteto aplicável a Śiva ocorre. ter alguma relação com um atributo característico de Śiva – o uso de seu cabelo em uma trança peculiar. Proteção contra os maus espíritos ( Rākṣasas) é. ou expiado. a Trimūrti. porém. pela qual a realização de austeridade por um período contínuo obriga os deuses a concederem a bênção desejada. 140. é de origem e identificação muito duvidosas. O tom no qual esses são solicitados indica uma tranquila confiança em sua concessão. Kapardin pode indicar a cabeça dele sendo cercada por chama radiante. é identificado com Śiva. Por exemplo. . e não existe a menor alusão à forma na qual. no entanto. A próxima questão é: quem são os deuses a quem os louvores e preces são dirigidos? E aqui encontramos. a esperança é pronunciada que esse último possa ser arrependido. como existe na atmosfera. mas que. como identificado com Agni. De qualquer forma. mesmo nos Purāṇas. também. em uma ou duas passagens. o 13 Creuzer. como um retorno pelos benefícios que se supõe que os deuses derivam das oferendas feitas a eles. Religions de l’Antiquité. como foi citado acima. de Rāma. terceiro. ou religioso. são benefícios de um caráter mais mundano e físico. Yama e seu ofício como soberano dos mortos são aludidos obscuramente. na forma de raio. e a possibilidade da sua obtenção por seres humanos exemplificada no caso dos semideuses chamados Ṛbhus – elevados. Os principais objetivos das preces. ou hino. ao passo que as divindades que são os grandes deuses – os Deuses Maiores – do período subsequente são ou totalmente não mencionados no Veda. pelo menos. solicitada. anunciadas claramente. que. embora. uma diferença marcante entre a mitologia do Ṛg Veda e a dos poemas heroicos e Purāṇas. Livro 1. Agni e Indra. e. segundo. pedidos para livrarem o fiel do pecado de todo tipo. não só como fogo culinário. parece. cap. em épocas posteriores.13 Os deuses principais do Veda são. mas o termo tem. como existe na terra. em um hino. a Trimūrti foi o primeiro elemento na fé dos hindus. Viṣṇu e Śiva. o sol. em alguns poucos casos. por sua devoção. e dos louvores que dão a eles maior energia e poder aumentado. de Kālī. ou são citados em um âmbito inferior e diferente. a aparência de Śiva. e. embora. no Veda. enquanto. ou meio do céu. Há pouca procura por benefícios morais. embora repleta de perigos. e a segunda foi o Liṅga. em tal penteado. como a luz. tanto quanto sabemos até agora. uma significação diferente – agora esquecida – embora ele possa ter sugerido. no Veda. mas eles lá cumprem funções muito subordinadas. Os nomes de Śiva. ódio à mentira e aversão ao pecado sejam manifestados. de modo a obrigar os deuses a cumprirem os desejos do adorador – nada daquela necessidade imposta que forma uma figura tão evidente e característica na mitologia hindu de uma data posterior. de Mahādeva. de fato. e os deuses são. e é. embora a imortalidade dos deuses seja reconhecida. ao posto de divindades. de acordo com a maior autoridade sobre as religiões da antiguidade.

de riqueza. A lenda de ele se esconder nas águas. e ele é venerado principalmente como o representante celestial do Fogo. também.14 Dos atributos de Agni. enquanto o ato de oferecer essas oblações é o dever de um filho. o sol não ocupa aquele lugar de destaque.72. e muitas divindades inferiores são consideradas meramente suas manifestações. é um Patriarca e Ṛṣi. que realiza o rito em nome do dono da casa. Ele é conhecido sob muitas e diferentes denominações. Se atentarmos mais particularmente aos atributos de Agni. ele é imortal. a Aṅgiras e seus descendentes. levando as invocações e as oferendas dos primeiros aos últimos. Agni é expressamente chamado de o primeiro e principal Aṅgiras (1.1). explicado em outra passagem. embora citada em mais de um lugar. Como o fogo do sacrifício. na liturgia vêdica. nota. com o Sol. como um pai. de gado. provavelmente. dotado de poder e esplendor infinitos. Mitra. em tempos posteriores – a emissão de chamas a partir 14 Veja a passagem do Mahābhārata citada em 1. de fato. bastante palpável. e com o eterno Vhedas (1. ou surge. naturalmente.31. bem como nos Purāṇas. O Sol. das ocasiões no qual o fogo constituía um elemento essencial da adoração dos hindus. . Varuṇa. o qual ele parece ter ocupado na dos antigos persas. ele viaja em um carro puxado por cavalos vermelhos. pelas oblações que ele leva para eles.1. atribuídos a ele. As alusões dos Sūktas podem ser uma indicação figurativa do calor latente existente na água. ele pode assumir a forma ou natureza de qualquer outro deus que seja invocado para um rito cerimonial. aparentemente. o que dá a entender claramente que essa família sacerdotal. ele é o servo dos homens e deuses. que nada mais são do que o Sol diversificado como presidindo cada mês do ano solar. é reconhecido e louvado com hinos como um deus. Aryaman. o identifica com Aṅgiras. encontraremos neles aquela confusão que pode ser esperada por causa dos vários personagens que ele desempenha. ou sacerdote.29 amanhecer. Os atos e atributos de outros deuses são. e suas manifestações são conhecidas como Ādityas. no Veda. como quando é dito que Agni é o filho do Vento. Mesmo assim. no entanto. Varuṇa. ou universalidade. de vida. evidentemente de uma antiguidade remota. Pūṣan. o significado é suficientemente óbvio: aqueles de um caráter físico falam por si mesmos.6. o trabalho dos Brāhmaṇas. Aṅgiras é. e o fundador de uma célebre família santa. daí devotos subsequentes preservaram seus fogos e praticaram seus ritos (1. ele é o Hotṛ.2). ou escola. em geral. e atribui a multiplicação. não raro.3). ou introduziu o culto com fogo. de alimentos. e. Personificado como um deus. como quando se diz que ele é tanto o pai quanto o filho dos deuses – nutrindo-os. o concessor de vitória. de saúde. O teor da lenda. como Viṣṇu. na qual se diz que os Aṅgirasas primeiro asseguraram Agni. como ela foi depois expandida nos Brāhmaṇas e poemas heroicos.71. O significado desse mito é. de noções hindus. é. por medo dos inimigos dos deuses. ele é a fonte e o difusor de luz. o Purohita.6). Mitra. em outro. desfrutando de juventude perpétua. Bhaga e Tvaṣṭṛ. Ele é identificado com Yama. incluindo vários dos nomes preservados nos Purāṇas. usado em lugar da repetição do nome Agni. aos membros da qual muitos dos hinos do Veda são atribuídos. igualmente sugere o último. e seu detalhamento mais minucioso é. ou sacerdote familiar. a ser praticado. por fim. e os corpos planetários. e a alegoria transmitida por outros. ou a má interpretação de um fenômeno natural que parece ter causado uma grande impressão. em um lugar (1. a alma de todos os seres móveis e imóveis. ou o expandiu e organizou nas várias formas nas quais ele veio. o destruidor e renovador de todas as coisas.1. que convoca os deuses para a cerimônia. não é narrada muito explicitamente. Uma curiosa série de alusões. que.

ou na forma de ar inflamável. na adoração hindu. 245. o destruidor dos inimigos dos ritos religiosos. 15 Veja a lenda de Aurva. nenhuma explicação muito satisfatória é dada. Nève. e ele é descrito especialmente na forma de deus das batalhas. reconhece uma diferença de grau na relativa dignidade dos deuses. para os autores dos Sūktas. como quando ele é dito ter elevado o sol. e de garantir o triunfo daqueles que ele favorece. o que pode ter dado origem à lenda mais moderna de ele ter curado Sāmba. e quando propiciado pelo suco Soma. e o concessor de todas as bênçãos temporais. Cap. na batalha. a metamorfose sugira alguma analogia entre ele e Júpiter-Amon. obviamente. pertence à parte poética da personificação. 8. Alguns dos atributos dele são. como o descobridor e salvador das vacas. e até mesmo em sua idade. que trava uma guerra duvidosa com o rei dos deuses. sem dúvida. É dito que ele é curador de lepra. e que tem o efeito de inspirá-lo com entusiasmo e coragem. e Vṛtra se torna um personagem real. [pág. ocupa um lugar muito menos visível. se isso não for um enxerto não autorizado sobre o tronco original. Sūrya ou Savitṛ. Nós temos. o qual parece ser mais especialmente apropriado para ele. como observado pelo Sr.7). porque ele não tem funções incongruentes a cumprir. particularmente na qualidade de mandar chuva. o caráter guerreiro de Indra em outras ocasiões. Viṣṇu Purāṇa 3. personificada como um demônio chamado Ahi ou Vṛtra. O Sol. Sua participação nas guerras de tribos e príncipes. ou como resultado de ação vulcânica submarina. referências alegóricas à localidade do firmamento. da tradução em português de 2012]. O texto do Veda. ou dos sacerdotes ou dos deuses. e o destruidor das cidades dos Asuras. e da adoração dele por nações vizinhas. do que poderíamos antecipar a partir da magnificência visível desse luminar. no primeiro livro. Um mito popular o representa. Nas versões do conflito encontradas em obras posteriores. ser mais vasto do que o céu e a terra. e nos poemas heroicos e Purāṇas. e surge. e eles não transmitem muito notavelmente reconhecimento expressivo da sua supremacia. nota 1. meras figuras de linguagem. a alegoria original é perdida de vista completamente. daquele caráter de bravura pessoal derivado da sua derrota metafórica de Vṛtra. ele é a fonte de luz. que se refere a ele na forma de um carneiro. um Asura. embora uma lenda seja concebida para responder pelas últimas. Ele é representado como de olhos dourados e mãos douradas. ferimentos e morte. movendo-se. é representada como combatendo Indra com todos os atributos de um inimigo pessoal. a linguagem de fato e ficção é suscetível de ser misturada e confundida na descrição desse conflito. Como em todas as alegorias. Essa propriedade é descrita metaforicamente como um conflito com as nuvens. em uma carruagem puxada por dois cavalos de patas brancas.62. com demasiada rapidez. Como Agni. e fixado as constelações no céu. e tê-los separado. ou rei dos Asuras.15 A deificação de Indra é mais consistente. e da ação real da eletricidade da atmosfera. filho de Kṛṣṇa. ele é o dador de bênçãos temporais para seus adoradores. .30 da superfície da água. como é dito às vezes. e a nuvem. entre o céu e a terra. na descida das chuvas fertilizantes. o concessor de vitória para seus adoradores. apenas três Sūktas dirigidos a ele. mutilação. dessa doença. De outro. que são relutantes em se desfazer dos seus estoques de água. Ele é uma personificação dos fenômenos do firmamento. ou. por sete – significando os sete dias da semana. Essa disputa com as nuvens parece ter sugerido. ele é o possuidor e doador de riquezas. até que são atacadas e atravessadas pelo raio de Indra. e como sofrendo. individualmente. embora. também. Como Agni e Indra. quando originalmente unidos (1. que tinham sido roubadas por um Asura chamado Paṇi ou Bala. em uma passagem notável no primeiro livro. quando adorado devotamente.

de explicação fácil. e a última. e se tornaram imortais por adorarem Agni. expressando a ação do vento sobre o fogo. mas ele é mencionado como Trivikrama. e protege o gado. ele conhece o rumo dos navios. e. Os Maruts. ele é chamado de senhor da luz. e o comentador diz que ele preside o crepúsculo. embora. As noções nutridas sobre Varuṇa. o que o Sr.16 Mitra nunca é abordado sozinho: ele aparece entre os Viśvedevas (ou deuses coletivamente). mortais. identificada. com Agni. são frequentemente tratados como os atendentes e aliados de Indra. e há pouca dúvida de que os três passos. em seu comentário sobre o Nirukta. de soberano das águas. mas nenhuma alusão à noção de Avatāras ocorre no Veda.27. uma metáfora óbvia. seja alegórico. é dito dele. O título de rei ou monarca. ou associado com Varuṇa e Aryaman. que são naturalmente associados ao firmamento. aos menores. as constelações são chamadas de seus atos sagrados. o que é.13). 16 . Colebrooke pensou que pode ter formado a base da lenda purânica do Avatāra anão. Os Ādityas. embora não seja muito pior do que outras explicações do nome que os comentaristas têm sugerido. o significado de quais filiações não é muito claro. e aos velhos. Introdução ao vol. é dito que ele é o Isso é expressamente afirmado desse modo por Durgācārya. mas também é dito. culminação e ocaso. nessa parte do Veda. ou Terra. além de ser mencionado ocasionalmente. unidos a ele na batalha com Vṛtra. Aryaman nunca é citado sozinho. Pūṣan. aqui mencionados.31 proclamando veneração aos grandes deuses. e torna amplo o caminho do sol. em Vāyu. Sua participação na produção de chuva. originalmente. mas alguns deles são abordados individualmente. em todos os quais não temos traço da posição que lhe é atribuída. parece não ter nenhuma base melhor do que uma etimologia proposta do nome – "Não (mā) chore (rodīh)" – que é meramente fantasiosa. Com Mitra. mais usualmente. ou até mesmo com o Universo. sem dúvida. absurda como ela é. é muito comumente ligado ao seu nome. Varuṇa ocupa um lugar muito mais visível nos hinos: é dito que ele é um deus que preside a noite. permanecendo no oceano. são especialmente os filhos de Aditi. também. cujo principal propósito é pedir a proteção dele em uma viagem. especialmente contra ladrões. uma parte importante da adoração é desfrutada por um grupo declaradamente subordinado a Indra – envolvendo uma alegoria óbvia – os Maruts. também. além da sua conexão com o sol. com a Terra. ou Ventos. isso. um hino para si próprio. e. também. na mesma estrofe. provavelmente. também. ou filhos de Rudra. O comentador se esforça para ligar a história da origem deles com aquela narrada nos Purāṇas. que tem. de fato. um dispensador de água. principalmente em associação com Indra – com quem ele é identificado por comentadores do Veda. Em uma passagem muito obscura. afasta o mal. Eles são chamados de filhos de Pṛśni. ou Sóis menores. ele concede riqueza. Não há hino separado para Viṣṇu. ou aquele que deu três passos ou passadas. anunciado que eles eram. que ele conhece o vôo das aves e a sucessão periódica dos meses. evidentemente. mas sem sucesso. mas pouco é dito sobre ele. É. Rājā ou Samrāṭ. e. alegórica. e diz-se que a lua se move pelo comando dele. de Rudras. pelo contrário. em algumas ocasiões. Eles são. no entanto. o caráter de mãe dos deuses. 3 do Bhāgavata Purāṇa. são representações figurativas de fenômenos físicos. 22. e. Nós temos. com Mitra e Varuṇa: nós temos um texto identificando-o com o sol. O comentador diz que ele é um deus que preside o dia. e auxiliando e estimulando os esforços dele. p. em qual caso ela é. (1. e sua natureza feroz e impetuosa. associados. e ele sustenta a luz no alto. na mitologia posterior. em conjunto com Varuṇa. nessa qualidade. – Veja Burnouf. são os três períodos do curso do sol – sua ascensão. que. tem. não parecem ser muito precisas. Isso pode ter sugerido a lenda. no primeiro livro. em geral. Entre os deuses menores. Pouco é falado dos Ādityas coletivamente. aos jovens. um deus do vento.

Eles são chamados de Dasras – destruidores. Tenta-se afastar pela prece os efeitos da ira dele sobre homens e . como sua mãe. que preside a terra. do suco fermentado da planta deve ter excitado em mentes simples. do que à celeste. se não inebriantes. auxiliando-os em suas necessidades. em qual período eles devem ser adorados com libações de suco Soma. Indra e Savitṛ. no entanto. de fato. mas quase todo o Sāma Veda é dedicado ao seu louvor. têm seus respectivos partidários. mais à mitologia heroica. real ou personificada. embora a lua pareça ser ocasionalmente indicada sob o nome Soma – especialmente quando citada como dissipando escuridão –o nome e a adoração são. tanto quanto avançamos até agora. dependentes de. naturalmente. seus dirigentes. ou solar. ao se familiarizarem pela primeira vez com seus efeitos. A grande importância atribuída ao suco dessa planta é uma parte singular do antigo ritual hindu: ele é suficientemente proeminente mesmo nessa parte do Ṛg Veda. muitas alvoradas. como as portas do salão de sacrifício. e identificáveis com. ligados. e. ou antes. pois eles são os médicos dos deuses. As constelações nunca são mencionadas como objetos de veneração ou culto. é verdade. A conexão da aurora personificada. que a descoberta das propriedades estimulantes. tanto quanto podemos compreender seu caráter a partir das estrofes ocasionais dirigidas a ele. exceto nas deificações muito anômalas chamadas Āprīs. aparentemente. puxado por burros. e esse é. como afirmam algumas autoridades. são os dois Aśvins – os filhos do Sol. no entanto. são consideradas personificações de Agni. As propriedades características dessa divindade. talvez. as quais. com muito mais frequência do que qualquer um dos anteriores (exceto os Maruts). também. pouco mais do que uma repetição do Soma Maṇḍala do Ṛc. mas é explicado que isso sugere a sua identidade. portanto. concedendo benefícios para seus adoradores. bonitos. por suas façanhas. e eles pertencem. como luminares divinos. com o sol forma uma parte natural da adoração solar: vários hinos são endereçados a ela. aplicados à planta Soma. Brahmaṇaspati. não raro descritas pitorescamente e poeticamente. ou melhor. De Rudra. Ele é chamado. e são citados como os precursores da alvorada. mas pode-se duvidar se ele compartilha. ou de inimigos ou de doenças. de um modo muito menos duvidoso. ao omitir a adoração dos planetas. ou sol. em diversas passagens. embora incluindo certas divindades femininas e objetos insensíveis. totalmente diferente de qualquer adoração da lua ou dos planetas. no entanto. mas Indra também o é. Eles são. Semideuses que são. Eles são representados como sempre jovens. bem como a surpresa. o Āditya. mas de cuja origem nós não temos tal lenda no Veda. Isso. viajando em um carro de três rodas e triangular. ou Uṣas. com o atributo adicional de presidir a prece. cuja linguagem não envolve mistério. chamados de Nāsatyas – em quem não há falsidade. o caráter é incerto. a Asclepias acida. Em um lugar é dito. A única explicação da qual isso é suscetível é. e livrando-os da dificuldade e do perigo. Seus assuntos parecem estar mais na terra do que no céu. e como se envolvendo com uma variedade de transações humanas. objetos de louvor. com o sol e a lua. sem dúvida. daquela ferocidade e ira que pertencem ao Rudra de uma data posterior. de matador de heróis. também. Agni não parece ter quaisquer múltiplos subordinados. Eles são. que se erguem.32 deus. O Sabeísmo dos hindus – se pode ser assim chamado – é completamente diferente daquele dos caldeus. o deleite. segundo a mitologia ulterior. em qualquer grau notável. permitindo-lhes frustrar ou superar seus inimigos. do oceano. da qual eles não parecem ter participado com o sol. ao brilho do sol. ou Uṣasas. que eles têm o mar (Sindhu). mas é ditada pelas propriedades óbvias da manhã. não são explanadas muito distintamente nessa parte do Veda. é. parece ser identificável com Agni. igualmente.

mas. Daivata Kāṇḍa. Nós verificamos desse modo que a maioria. sem que nada seja narrado a respeito delas. portanto. ou firmamento. são os seguidores de Indra. e essa relação o igualaria a Indra. até mesmo o sol – são abordados em linguagem tão evidentemente ditada por atributos físicos palpáveis. Como observado acima. no firmamento. ou Ventos. são adoradores de Agni. entretanto. com o último. que “todos os deuses são apenas partes de um ātman. mas são apenas citadas. mas meramente como a agregação dos deuses em outra parte mencionados separadamente. expressivas de sua grandeza. ou pelas personificações alegóricas mais óbvias. – podemos separar todas as formas em duas. e nos Purāṇas. são chamados de filhos dele. também. citando. uma passagem que. O termo denota. e podemos nos contentar. os Maruts. . em seu próprio lugar. mas o que isso significa requer maior elucidação. no Veda. que mal podemos pensar que eles foram inspirados por qualquer sentimento profundo de veneração ou de fé. e instrutora dele na realização de sacrifício. ou deuses universais. ao mesmo tempo. Das outras personificações divinas que ocorrem nesse primeiro livro os detalhes são muito poucos para autorizar qualquer generalização incriticável. sua presidência sobre plantas medicinais e remoção de doenças – atributos de um deus benevolente.115. a considerar Rudra como uma forma ou denominação do fogo. em uma passagem. concordar em aceitar a afirmação de Yāska.4. do mar. portanto. Agni e Indra. ser compreendida figurativamente. de cada um dos quais há muitas denominações. de forma inequívoca. também. de fato. evidentemente. mas não há fundamento para isso. invocado como sábio e generoso.5. em um hino dedicado exclusivamente a esse deus (1. – como o sol é apenas uma manifestação do fogo.1) de ‘a alma de tudo o que se move ou que é imóvel’. ou Indra. não aparecem.33 animais. não literalmente. – limitando a nossa negação à presente porção do Ṛc. se não todos os deuses citados nos hinos do Ṛc – até onde os do primeiro Aṣṭaka se estendem – são resolúveis em três: Agni. mas nós temos o nome aplicado. que é chamada de filha de Manus. uma expressão que deve. e o sol. Rudra pode ser identificado com Indra. uma classe de deuses inferiores. e não maligno e irascível. em apoio dessa doutrina. Não há nada. ou que a adoração de tais elementos 17 Nirukta. de acordo com o comentador. subservientes à diversificação de seus louvores por causa da imensidão e variedade de seus atributos”. a um período muito posterior à composição dos Sūktas. por enquanto. A única exceção é a de Iḷā. em outra. Se os autores deles nutriam qualquer crença em um criador e governante do universo certamente não aparece a partir de qualquer passagem encontrada até agora. que. o céu. Vāyu ou Indra. e suas características peculiares são. na terra. no texto. o ‘terrível Agni’. no céu. e. mas ele é. Agni. se aplica apenas ao Sol. e o resto. A noção de uma alma do mundo pertence.27. sem dúvida. Mitra. a Grande Alma (Mahān Ātmā). Varuṇa.10). Há. que é chamado lá (1. os objetos da adoração primitiva dos hindus – o fogo. Algumas delas são como toda religião imaginativa cria: personificações da terra. nessa parte do Veda. da noite. 1. materiais suficientes sobre os quais construirmos qualquer teoria sobre seus atributos e caráter. e afirma que existe só um deus. Nós podemos. a Agni. que há. – para justificar a outra afirmação de Yāska. ou fogo. chamados Rudras. e nós não temos. ou alma. a planta Soma. Os Viśvadevas. e de coisas inanimadas. e Sūrya. no entanto. como a classe específica que é citada por Manu. o criador da fertilidade. Divindades femininas fazem seu aparecimento. provavelmente. e dador de felicidade. Indra. Até agora. e da variedade de suas funções”. sendo os mesmos que os Maruts. no entanto.17 A Anukramaṇikā vai mais longe. “três deuses: Agni. Ou.

e que é muitas vezes definida significar aquele que não só não executa ritos religiosos. mas tenta perturbá-los. por causa de lucro (1. porque a adoção de um mês intercalado. Dasyu. o que é mais notável. mas os dois termos são usados constantemente.15).8). e nós dificilmente podemos supor que eles tenham estado. significa um ladrão.23. se recusando a adotar o cerimonial dos Árias. talvez. Eles parecem. em um grau ainda maior. no texto do Veda. Tem sido uma noção favorita. abuso de conjetura para identificar os Dasyus com as tribos nativas da Índia. não requerendo. ou Ariana. e impedir seu progresso – com pouco proveito. especialmente como procedentes de homens de talento e observação evidentes. já que essas. Eles eram um povo manufatureiro. e cidades. parece. no período da composição dos hinos.2). ao pedir vida longa – quando o adorador pede cem invernos (himas). também.25. porque os Árias mereciam o auxílio de Indra.34 simples e manifestos os contemplava de qualquer outro ponto de vista que não símbolos do poder de um criador. que são encontradas nos hinos. ou aldeias. especialmente a cevada (1. são citados. em mais de uma ocasião. dos Dasyus foram destruídas. há pouca dúvida. a derrubada de cujas numerosas cidades é tantas vezes falada. um povo agrícola. Essa opinião parece se basear unicamente nas frequentes solicitações de alimentos. e incomodar seus realizadores. nesse aspecto. ou continente (dvīpa). é mencionada (1. antes que eles pudessem ter se empenhado em navegação e comércio. frustrada por um naufrágio (1. e aldeias. e valendo-se de todas as oportunidades para atacá-los. e invasores estrangeiros da Índia. um homem rico ou respeitável. mas intrusa. possivelmente ao longo do Sindhu ou Indo. respeitável. Por mais extravagantes que sejam as expressões. e de cavalos e gado. nós devemos entender pela expressão Dasyu. portanto. e pela menção de produtos agrícolas.116). e os hindus devem ter se distribuído para o litoral. uma tribo mais civilizada. Um povo pastoral eles podem ter sido. pois a arte da tecelagem. eram um povo nômade e pastoral. ter feito algum avanço em cálculo astronômico. e temos uma expedição naval contra uma ilha estrangeira. e Ārya. feito um progresso considerável. até certo ponto. também. Não apenas os Sūktas são familiarizados com o oceano e seus fenômenos. Deixando a questão da religião original dos hindus para investigação ulterior. A civilização deve ter. nós podemos agora considerar qual grau de luz essa parte do Veda reflete sobre a condição social e política deles. mas eles eram. de alguns estudiosos eminentes. e.64. mas temos comerciantes descritos como se apertando energicamente a bordo de navios. também. em linguagem posterior. ou hindu. uma benção que provavelmente não seria desejada pelos nativos de um clima quente (1. porque é dito (1. para Cutch e Gujarat. e não é sustentada por quaisquer afirmações mais positivas.18) que Indra dividiu os campos entre seus amigos de cor branca. eles eram um povo marítimo e mercantil. portanto. que os hindus. os últimos são os Āryas: a raça Ária. para levar seu gado. e como expressões de antagonistas religiosos e políticos. nós mal podemos imaginá-las terem sido proferidas a sério. Que os hindus não eram nômades é evidente a partir das repetidas alusões às moradias fixas. depois de destruir as tribos nativas bárbaras. e a fabricação de ouro e de armaduras de ferro. como contrastados um com o outro. ter sido um povo de pele clara. . perturbar seus ritos. como é evidenciado por suas súplicas por chuva abundante e pela fertilidade da terra. Eles devem. a qual se repete tão frequentemente. diante de cujo raio as numerosas cidades. Que eles tinham se expandido de um lugar mais ao norte. ou que eles eram um povo do norte. pelo menos comparativamente. é tornado provável por causa da expressão peculiar utilizada.100. atrás de seus inimigos bárbaros.14). os trabalhos do carpinteiro.56. um assaltante. dotados de mais do que atividade intelectual comum e agudeza de percepção. com o objetivo de ajustar os anos solar e lunar um ao outro.

Uns poucos são idênticos. Upaniṣads. 7. é indiscutivelmente evidente que os hinos que o compõem representam uma forma de culto religioso. Brahma geralmente implica oração. no entanto. no oitavo Aṣṭaka. é. e personalidades do Veda. não têm lugar. Os príncipes citados são. mas em qual sentido é questionável. antes que um parecer final possa ser pronunciado.105. mas a grande massa do ritual. possivelmente as principais leis e distinções da sociedade. às vezes. muitos dos quais são peculiares ao Veda. pois Viś. portanto. que os sacerdotes oficiantes podiam não ser brâmanes torna-se evidente a partir da parte tida por Viśvāmitra no sacrifício de Śunaḥśepa. Kṣatriya. sua coxa foi transformada em um lavrador (vaiśya). literalmente. nem aquela de Vaiśya. a qual ocorre. Vol. e todo o corpo dos personagens heroicos e purânicos. as distinções de casta. seu braço foi tornado um soldado (kṣatriya). uma inferência necessária. Que o último precedeu os primeiros por um vasto intervalo é. Indra e Agni. a linguagem dos Sūktas – do primeiro Aṣṭaka. e a lenda usual da origem delas a partir de Brahmā. pois o imenso e complicado mecanismo de toda No Puruṣa Sūkta.15). dos seus pés surgiu o homem servil (śūdra)". e uma condição de sociedade muito diferentes daquelas que encontramos em todas as outras autoridades escriturais dos hindus. Brâmane. Há uma frase que é a favor de considerar o brâmane como o membro de uma casta. sejam Brāhmaṇas. e a condição das províncias da Índia ocupada pelos hindus era. não é explícita de modo algum. Vaiśya e Śūdra. descritos como em hostilidade uns com os outros. Brahmā ocorre como o louvador. foi traduzido pelo Sr. expressa as impressões recebidas da sua própria época. Um hino que ocorre em uma parte subsequente do Veda. que preside o cerimonial de um sacrifício (1. ou seres (pañca kṣitayaḥ). nem parte. Nós não encontramos as denominações Kṣatriya ou Śūdra em nenhum texto do primeiro livro. exceto a especificação de diversos nomes de príncipes. embora. 251. alguma vez se deleitaram [na casa de] um brâmane. todos os deuses mais populares. ou como o sacerdote específico. pelo menos. p. distinguindo-a da casta militar (1. nos Sūktas do Ṛg Veda. preservação (1. embora. Sobre um assunto de primordial importância na história da sociedade hindu. sem dúvida. Itihāsas (ou poemas heroicos). Brâmane é encontrada. e personificações. um kṣatriya por nascimento.7): "Se vocês. ou recitador do hino (1. ou de um Rājā [príncipe]. A partir desse estudo dos conteúdos do primeiro livro do Ṛg Veda. Colebrooke. um sinônimo de homem em geral. em um lugar. sem dúvida. e a bárbara. que. ou Purāṇas. na sua forma masculina. – Colebrooke sobre as Cerimônias Religiosas dos Hindus.35 Nós não temos nenhuma indicação específica da condição política dos hindus. portanto. naturalmente. Sempre que mencionada coletivamente. até aqui. foram adotadas e transmitidas para os períodos posteriores. no qual as quatro castas são especificadas por nome. e diferem daqueles dos poemas heroicos e Purāṇas. ou Niṣāda. Asiatic Researches.108. exerce as funções do sacerdócio. 18 .10. mas a nomenclatura evidentemente pertence a um período anterior à construção das dinastias do Sol e da Lua. embora algumas questões muito importantes ainda precisem ser respondidas. ou louvor. pois. ou. O comentador explica que esse termo denota as quatro castas. ocorre.18 Mais pesquisas são necessárias. a mesma que continuou a ser até a conquista muçulmana – dividida em partes entre os principados insignificantes. sob príncipes pequenos e disputantes. cinco homens. mas Sāyaṇa. mas mesmo isso mal pode ser considerado como decisivo. não raro. assim denominado. ou. com modificações importantes. segundo a tradição. Várias noções. nenhuma alusão às quais. mencionada. e em nenhum dos casos implica necessariamente um brâmane por casta.80. lá. ou alimento sacrifical. temos este verso: "Sua boca tornou-se um sacerdote (brâmane).1).1). Na forma neutra. então venham para cá". ou classes. é dito que a humanidade é separada em cinco tipos.

evidentemente. embora atribuídas a nomes de celebridades antigas – Jaimini e Vyāsa. nós não podemos colocar Manu abaixo do quinto. conjeturando que as prováveis datas dos poemas heroicos são aproximadamente o terceiro século AEC. todos desconhecidos da Saṃhitā. as peças de teatro. Isso nos levará à mesma era que aquela que foi previamente calculada. em Manu. citando seus conteúdos de um modo que prova que a sua compilação coletiva tinha se tornado extensivamente corrente e era facilmente identificável. eu tomei conhecimento por intermédio do Dr. uma sucessão de escolas envolvidas na coleta. independente do Veda. talvez. antes de eles serem reunidos nas Saṃhitās. Isso nos levaria. mil anos não seria um intervalo muito longo para as condições alteradas que são descritas nas composições mais antigas e nas mais recentes. são encontradas nos Sūtras litúrgicos. e é. Depois dos Brāhmaṇas vêm os Sūtras. Colebrooke. admitido ser muito anterior ao crescimento do culto deles como estabelecido no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. após o que vêm os Brāhmaṇas. e. e. também. Essas obras eram. ou cerca de doze ou treze séculos AEC. destinadas a explicar e esclarecer a filosofia e as práticas do Veda. e a formação de principados poderosos. necessariamente posteriores à Saṃhitā e ao Brāhmaṇa. cuja cosmogonia é. tinham ocorrido. caindo no esquecimento. provavelmente. desse modo. se há alguma sombra de verdade nas partes históricas do Rāmāyaṇa e do Mahābhārata – e deve haver alguma. o Sāṃkhya. e não podemos admitir menos de quatro ou cinco séculos para a composição e circulação dos hinos. e remodelação delas. ou sexto. Há. posteriores às Upaniṣads. que parece ser o sistema mais antigo. os Vedānta Sūtras sendo. então o curso de eventos. são igualmente indicativos do lapso de séculos entre a composição dos Sūktas e a data das primeiras obras que são posteriores às grandes mudanças religiosas. para a época do Brāhmaṇa. sociais e políticas que. Manu não cita Avatāras. declaradamente. a partir de dados . pelo menos. a origem e a sucessão das dinastias reais. Nós temos. mas podem ter tido suas bases na realidade. que citam os Brāhmaṇas como suas autoridades. Mas. e muitas de cujas leis. Kātyāyana. composições de vários períodos – como podemos concluir de evidências internas – e estavam. é. Dos Sūtras filosóficos. O Sr. ao sétimo. ou oitavo. portanto. mas a Pūrva e Uttara Mīmāṃsās são. reconhecidamente. então. organização. e a ocorrência daquelas mudanças importantes. a expansão dos hindus pela Índia. e outros. nem Kṛṣṇa. contemporâneas dos aforismos litúrgicos. pelo menos. obras de autores aos quais uma grande antiguidade é atribuída – Āpastamba. no intervalo. um sistema de ecletismo compilado das Upaniṣads. como muitas das tradições genealógicas e históricas preservadas pelo Rāmāyaṇa. Considerações deduzidas do progresso provável da literatura hindu são calculadas para confirmar esse ponto de vista da distância que separa a época do Veda daquela dos escritos posteriores. regras para a aplicação das passagens citadas nos Brāhmaṇas para cerimônias religiosas. o Mahābhārata. Os próprios Sūktas são. todos esses escritos são mais antigos que Manu. do Sāṃkhya e do Vedānta. possivelmente. além do qual temos todo o corpo filosófico e literatura vêdica.36 a literatura e mitologia dos hindus deve ter tido um desenvolvimento lento e gradual. uma leve sugestão de que opiniões budistas estavam começando a exercer uma influência sobre as mentes dos homens – na admissão que a maior das virtudes é a abstinência de dano aos seres vivos – o que faria suas leis posteriores ao sexto século AEC. No entanto. levar a uma aproximação da era do primeiro. e os Purāṇas provavelmente não são meras invenções. os poemas. nem Rāma. que o Brāhmaṇa exibe. Se os hinos da Saṃhitā são genuínos – e não há razão por que eles não deveriam ser. tanto civis quanto religiosas. consequentemente. Müller. e são. Agora.

vii. Livro. portanto. nem história comparativa. não temos marcos dignos de confiança. Palestra. preenche qualquer elipse. da estrutura rítmica dos vários Ṛcas. e Seção pudessem ter sido usados como 19 20 Asiatic Researches. 8. e. Pareceu-me. pelo Dr. sem dúvida. um conhecimento do seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. se alguma lenda é brevemente mencionada. que. quatorze séculos AEC. que oferecer. Capítulo. os Sūktas do Ṛg Veda.37 astronômicos. nem épocas fixas. Além dessas divisões do seu comentário. o fato sendo. Ṛg-Veda. e empregaram os brâmanes mais eruditos que puderam atrair para Vijayanagara nas obras que levam o nome deles. a partir de uma compilação de manuscritos. desde os tempos mais primitivos. e muitas obras importantes são atribuídas a eles – não só escólios sobre as Saṃhitās e os Brāhmaṇas dos Vedas. que eles se utilizaram dos meios que sua situação e influência lhes garantiam. ou Ṛṣi.19 Tudo isso deve. O texto que serviu para a seguinte tradução compreende os Sūktas do Ṛg Veda e o comentário de Sāyaṇa Ācārya. pelo ensino tradicional. Hino. publicados. ser recebido com grande reserva. XIV. segundo o sistema de Pāṇini. Suas obras foram. ou estrofes. porque ele coloca a sua agregação. p. Sāyaṇa prefacia cada Sūkta por uma especificação do seu autor. sem dúvida. e do Viniyoga. embora os termos Coleção. 283. 20 Sāyaṇa Ācārya era o irmão de Mādhava Ācārya. ocasionalmente. ou daquele dos seus assistentes. questionada. ou melhor. do deus. contribuíram com seu próprio trabalho e erudição. principalmente. Essas duas últimas partes são puramente técnicas. ao lidarmos com a cronologia hindu. e Vol. narra-a em detalhes. se não uma desculpa. Anuvāka. para nos guiar. Ao propor as datas acima. sem dúvida. e seus detalhes peculiares não podem ser determinados sem uma investigação mais trabalhosa do que a importância ou interesse do assunto me pareceu demandar. uma data não muito distante da que é aqui sugerida. Nós não podemos estar muito errados. em vez de tentar expressá-las por meio de equivalentes em inglês. ou através do seu próprio conhecimento. Círculo. também. no entanto. portanto. o traduz para um sânscrito mais moderno. Maṇḍala. Sūkta e Varga. a parte seguinte do comentário é uma análise gramatical do texto. e deve ter estado em posse. Eu tenho. porque as cerimônias são. Eu fui incapaz de fazer uso dessa última parte da descrição. e são intraduzíveis. Prefácio. 7. um patrono generoso da literatura hindu. e em considerar que eles estão entre os registros mais antigos existentes do mundo antigo. e com as quais eles. e são merecidamente tidas na mais alta estima. 483. Rājā de Vijayanagara no séc. pois. se não a todos. Os escólios de Sāyaṇa sobre o texto do Ṛg Veda compreendem três partes distintas. ou deuses. Vol. indicadas por seus títulos apenas. ou Sūtras. por manter as denominações originais das divisões do Veda como Saṃhitā. a quem ele é endereçado. embora a interpretação de Sāyaṇa possa ser. e ela pode estar longe da verdade. dos quais ele deu uma descrição em sua Introdução. mas obras originais sobre gramática e lei. compiladas sob vantagens peculiares. Ambos os irmãos são célebres como estudiosos. são citados. . de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. daria aos Sūktas uma antiguidade maior. ou de partes dele. Müller. e a terceira parte é uma explicação sobre a acentuação das várias palavras. o primeiro-ministro de Vīra Bukka Rāya. em atribuir uma data muito remota à maioria. talvez. A primeira interpreta o texto original. não se pretende nada mais que conjetura. Aṣṭaka. a aplicação do hino. ele tinha. no entanto. pois. cujos aforismos. aos ritos religiosos nos quais eles devem ser repetidos. A primeira parte constitui a base da tradução inglesa. uma justificativa. Adhyāya. ou Saṃhitā.

e. do Sr. e seu uso poderia ter levado a impressões errôneas. A descrição dos diferentes tipos será encontrada no Essay on Sanskrit and Prakrit Prosody [Ensaio sobre Prosódia Sânscrita e Prácrita]. tratar os termos originais como se eles fossem nomes próprios.38 substitutos. portanto. de um modo geral. Eu também especifiquei a métrica que é usada em cada Sūkta a fim de mostrar a variedade que prevalece. e somente os representei em caracteres romanos. seu significado convencional sendo prontamente lembrado. . 1º de julho de 1850. fossem admissíveis. Eu não receio que qualquer grande inconveniente será sentido por causa do uso dessas designações originais. no décimo volume das Asiatic Researches [Pesquisas Asiáticas]. H. H. WILSON. contudo eles em nenhuma circunstância expressavam exatamente o significado dos originais. Colebrooke. Eu considerei aconselhável.

cinco a Mitra e Varuṇa. por exemplo. Água. as supostas divindades de um Sūkta cada. e sem o qual ele teria sido provavelmente retirado do prelo: pouco interesse na obra tem sido manifestado nesse país. alguns do total são fantasiosos. agora oferecida ao público. sobre a religião e mitologia dos povos da Índia e sua condição social. Céu e Terra. insinuações ocasionais da esperança de felicidade após a morte ocorrem. cinco aos Viśvedevas. sob o qual o volume precedente apareceu. e que são solicitados a conceder alimentos. Alimento. ou em cujo nome ele é realizado. com os ventos ou os Maruts. como derivável a partir do Veda. como. Os pormenores que são narrados de Agni são pouco mais que repetições daqueles atribuídos a ele no Primeiro Aṣṭaka. de manteiga clarificada e de suco da planta Soma. e os Ṛbhus.] A publicação do texto da segunda divisão do Ṛg Veda pelo professor Müller fornece autoridade segura para a continuação da tradução. embora consista em pouco mais que o oferecimento. que logo serão citados mais detalhadamente. o resto é distribuído. entre uma variedade de personificações. a linguagem de panegírico geral sendo muito mais difusa nesse Aṣṭaka do que no primeiro. sob o mesmo patrocínio generoso da Corte de Diretores da Companhia das Índias Orientais. enquanto que os incidentes lendários são relativamente escassos. portanto. nem insistentes. as façanhas dele que são citadas são aquelas que foram detalhadas previamente. e o Sol. são dedicados ao Cavalo. cada um tendo um hino. riquezas. cinco a Bṛhaspati e Brahmaṇaspati. Grama. gado. os Ādityas e Pūṣan. e três a Vāyu.39 Introdução ao Segundo Aṣṭaka [Que vai do Hino 122 do Primeiro Livro ao Hino 6 do Terceiro Livro. Savitṛ. é confirmado pelos novos dados fornecidos no presente volume. mas não são frequentes. cujo poder e benevolência são glorificados. dos cento e dezoito hinos do Segundo Aṣṭaka. dos demais hinos. por meio do fogo. e posteridade para os indivíduos que realizam o culto. Viṣṇu tem dois. ela é patriarcal e doméstica. antes do cristianismo. O ponto de vista que foi adotado na introdução ao volume anterior. são designados trinta e nove. especialmente. e algumas foram atribuídas no livro anterior a outros agentes. trinta são dedicados a Agni em sua própria forma ou manifestações subordinadas. algumas das quais são divinas. seus atendentes. ao passo que dois hinos. seis são dirigidos aos Aśvins. que são chamados para estarem presentes.13. a Aurora dois. para quem um hino é endereçado. na sua maior parte individualmente. como Rudra. A adoração é a do fogo e dos elementos. aos Aśvins (2.12). Os principais objetos de culto individual são os mesmos que no volume anterior. no mínimo. cujo desagrado e ira são afastados por meio de prece. e das instituições primevas dos hindus. contados com muito menos detalhes. e. pode-se dizer o mesmo dos hinos dirigidos a Indra. alguns dos objetos são seres humanos. como o Rājā Svanaya. quinze séculos. Agastya e sua esposa que são os interlocutores em um. como Pitu. até mesmo em uma proporção ainda mais envolvente. três. que é a vítima do sacrifício Aśvamedha. e os principais objetivos de cada prece e hino são as coisas boas da vida atual. mas é celebrada através da ação de um grupo de sacerdotes bastante imponente. Existem alguns hinos nesse livro que evidentemente implicam um enxerto recente do . que é o herói de dois Sūktas. ou filhos divinizados de Sudhanvan. aos deuses. que é. Varuṇa. mas menos delas são especificadas. cuja proteção contra inimigos e infortúnios é implorada. embora os Vedas possam ser indispensáveis para um conhecimento exato dos conceitos religiosos do mundo antigo. enquanto para Indra sozinho ou com outras divindades.

e Purohita.12). mas com menor copiosidade e distinção.2-4). eles são considerados mitologicamente como nascidos no firmamento e no céu (1.23.4). os Maruts são.24. e ele é designado como médico dos médicos (2. porque é dito que entre as ervas estão aquelas que Manu escolheu. e a administração de medicamentos. que são mencionados repetidamente. de fato. Savitṛ.28). é idêntico a Indra. em alguns dos seus atributos. personificações mitológicas dos primeiros. às sementes das plantas que Manu. em um lugar. que é função dele efetuar a geração da humanidade. em qual qualidade seus três passos. ou de estrofes dispersas. ocorre uma passagem digna de nota. cap. diz-se. também. Há apenas um hino dirigido aos Ādityas coletivamente. e um hino apenas é dedicado a Brahmaṇaspati. mas os principais deuses da classe são separadamente os temas de outros hinos.1 levou com ele em seu navio na época do dilúvio.155. ele também é chamado de marido ou protetor das esposas dos deuses. .4). muito provavelmente. o principal atributo citado é ele definir o dia e distingui-lo da noite. e em um lugar eles são chamados de netos do céu. quando tratado separadamente. mas seu campo de ação específico é aqui também a tutela das plantas medicinais. ele também. ou daquelas que foram reduzidas da riqueza à pobreza (2. no qual Bṛhaspati é citado apenas incidentalmente em versos isolados de hinos para Indra. aqui. 186]. Tem mais dados da aparência de Rudra do que o usual.190. pode ser meramente figurativo como ligado ao fato de ele presidir a oração. ou criador. Rudra é descrito. ele seja citado como distinto. como Mitra. mas isso pode ser um equívoco do comentador. e também – o que está em harmonia com seu antigo caráter – chefe ou o mais excelente senhor dos mantras. é idêntico a Indra. é representado como o recurso especial das pessoas em dívida. ou preces dos Vedas (2. Brahmaṇaspati é nesse Aṣṭaka identificado com Bṛhaspati. Varuṇa. ou para os Viśvedevas. gerar. ou sacerdote familiar dos deuses. e que não foi efetuada sem oposição por parte dos adoradores de Indra sozinho (1. tanto feroz quanto benigno. o substantivo sendo derivado da raiz sū. ou sendo. geralmente consideradas personificações das métricas do Veda. como no primeiro livro. e recuperar as vacas roubadas (2. por seus atributos de mandar chuva (1. Varuṇa. embora isto seja dado a entender vagamente. e esse oferece menos informações do que as que se encontram nos três Sūktas dos quais ele é o deus. com alguma inconsistência.1). embora associado com ele (2. chamado de filhos de Rudra. como os de dividir as nuvens e enviar a chuva.33. tem apenas um hino endereçado a ele. como em uma ocasião anterior.181. e ambos recebem mais honra do que no Livro anterior.9). mas ele é cantado indiscriminadamente com Brahmaṇaspati. ou companhias de divindades. aludindo.30. por qualidades bastante incompatíveis. o Sol. que é denominado o senhor dos Gaṇas.2) e manejar o raio (2.24. o primeiro. Às vezes é dito que ele é moreno ou fulvo. sendo identificados. bem como no primeiro Livro. além de ser caracterizado pelos mesmos atributos que aqueles ligados a ele anteriormente.40 culto dos Maruts sobre o de Indra. Os Aśvins são descritos do mesmo modo como no Primeiro Aṣṭaka. uma inovação da qual o Ṛṣi Agastya parece ter sido o autor. presente e futuro.165-172). e vários dos seus feitos são repetidos. de acordo com a lenda como narrada no Mahābhārata. seu atributo de pai. o último. Com relação também à sua presidência sobre as plantas medicinais. Aryaman e Viṣṇu. podem ser destinados a alegorizar o passado. mas isso parece ser pouco mais do que um conceito etimológico.6). aparece como idêntico ao Tempo (1. mas também se diz que ele é de cor branca 1 [Vana Parva. segundo o comentador. embora. no Primeiro Livro. com o sol e a lua.

registram a generosidade de um príncipe hindu para com o Ṛṣi. De acordo com o índice. embora esse tenha um maior ar de antiguidade. A multiplicidade de esposas pode ter sido um privilégio dos Ṛṣis – se. nutrição ou alimento. especificada positivamente pela autoridade competente com a qual o texto não oferece nada incompatível. Dīrghatamas. somente aquela casada primeiro é considerada a Mahiṣī.41 (2. e ele expressa noções que ainda são familiares na crença popular. àquele posto são ficções de uma data posterior. de um caráter particular.33. A intenção geral dele é.126. esses dois hinos não forem composições de uma época posterior. contudo. à Grama. mas seu propósito geral. mas o principal objetivo da cerimônia – a deposição de Indra do trono de Svarga. Isso também fornece provas da prevalência da poligamia naquela época primitiva. depois de cem celebrações. notável por sua extensão incomum de cinquenta e dois versos. aparentemente. e a elevação do sacrificador.187). e apresenta vários termos para cujo significado não há outra autoridade além do comentador. O Hino ao Pitu (1. Ele também é chamado de pai dos Maruts. Os dois hinos.2). o modelo dos muitos atos semelhantes de generosidade real que são narrados nos poemas heroicos e Purāṇas. ele tem barriga lisa e queixo belo. de fato. não apoiadas pelo Veda. como um pássaro de bom presságio (2. eles são óbvias incongruências.191). Pode-se duvidar.] . alguns dos quais merecem atenção. ele está armado de arco e flechas. e é brilhante com ornamentos dourados. ou sacrifício de um cavalo. e no Aśvamedha. e ao Sol (1. filho de Bhāvayavya. que o Aśvamedha deve ser celebrado por um monarca desejoso de domínio universal. é o tema. ou militares e bramânicas. essas estrofes são dirigidas aos Viśvedevas. e alheios ao significado mais antigo dos Vedas. como idêntico às divisões de tempo. O mesmo pode ser suspeitado do Sūkta que registra o diálogo entre Agastya e Lopamudrā (1.8). as informações que ocorrem geralmente estão de acordo com aquelas do Aṣṭaka anterior. Os mais peculiares e marcantes. embora quatro denominações de mulheres sejam especificadas como as esposas do Rājā. é a glorificação do Sol. bastante corretamente de acordo com as autoridades seguidas por Southey. como antídotos para o veneno de criaturas venenosas. é um pouco obscuro e místico. No entanto há pouco em tudo isso exceto sua ferocidade para identificá-lo com o Rudra dos Purāṇas.164. se isso era praticado em toda parte. ou ao próprio tempo.179).42). é o patrono ou deus. Dos indivíduos restantes do panteão vêdico. Sāyaṇa julga que transmite os dogmas principais da Filosofia Vedānta. com cujo estilo ele concorda melhor do que com o do Ṛc. são os dois dos quais o Aśvamedha. contudo. porque Dīrghatamas se casa com as dez filhas do Rājā. no entanto. O mesmo pode ser dito dos dois hinos ao Kapiñjala.6-7). Existem vários hinos. Robert Southey. O Hino à Água. O rito como descrito nos Purāṇas foi trazido à poesia inglesa na Maldição de Kehama2. ou rainha. porém. que aparecem nessa parte. Todos os versos desse Sūkta se encontram também no Atharva Veda. dos hinos contidos nesse Aṣṭaka. não é sustentada 2 [Curse of Kehama. por casamento. Um Sūkta. as filhas de Rājas sendo casadas com Ṛṣis santos. ou Brahma. é meramente fantasioso. Quanto aos dois últimos versos do segundo dos Svanaya Sūktas (1. embora também possam ser antigos. dos quais o Rājā Svanaya. apesar de um pouco fora do lugar. 1810. pelo menos em geral. porque o instituidor de um sacrifício é comumente associado com uma só esposa em sua celebração. embora às vezes indicado obscuramente. e pela aplicação indeterminada da maior parte deles. ou a unidade e a universalidade do espírito. bem como das alianças de famílias das tribos reais e religiosas. ou perdiz. e ao universo (1. e fornecem. e não necessitam de observação. até a doutrina dos Brāhmaṇas.

Outros detalhes que são encontrados nos Sūtras. e os sacerdotes principais. os últimos também eram oferecidos pelos Massagetas ao Sol (Idem. no poema. e no segundo Hino Aśvamedhika do Ṛc há vários indícios de que a vítima era consagrada especialmente à divindade solar. onde vítimas animais. e especialmente cavalos. I. não mais do que no Rāmāyaṇa. como na proteção do cavalo por Arjuna. em parte fervidos e em parte assados. como concluído anteriormente. e mais detalhadamente nos Sūtras de Kātyāyana (Aśvamedha 1-210). é corroborado pelas várias indicações [Veja a tradução em português do Aśvamedha Parva: “eles fizeram Draupadi de grande inteligência . ela seja aquela do Padma e outros Purāṇas (Mahābh. como aparece no Ṛg Veda. O segundo dos dois Sūktas relativos ao mesmo sacrifício trata menos de fatos que o primeiro. embora isso seja possível. sendo. o qual. e é mais ou menos místico. IV. e isso pode ter sido uma relíquia de um período pré-vêdico. e parte oferecida como uma oferenda queimada aos deuses. especialmente no papel desempenhado por Draupadī. eram comumente sacrificadas (Heródoto. dificilmente pode ser considerado como constituindo um elemento integrante do sistema arcaico de culto hindu. ou posteridade. e de fato impossível. mas não há nada nele que seja incompatível com uma imolação verdadeira. 26. e nenhuma dúvida razoável pode ser nutrida de que o antigo ritual dos hindus autorizava o sacrifício de um cavalo. a partir do que pode ser inferido que eles pertencem a um período diferente. o objetivo é o mesmo que aquele do Rāmāyaṇa. dessas impurezas repugnantes no Ṛg Veda. 22. é também incontestável. Que essa não era a condição dos hindus na data da composição da maior parte dos Vedas. não têm autorização do nosso texto.162).71). embora ele possa ter sido revivido posteriormente no tempo dos Sūtras e dos poemas heroicos. é orientada a se deitar a noite toda em contato muito próximo com o cavalo morto: de manhã. embora breve. Nós não encontramos nenhum vestígio. como a infinita multiplicação de vítimas. menos poético. embora ele seja autoridade para práticas suficientemente rudes. 216). possivelmente da Cítia. ocorre entre a rainha e as mulheres que a acompanhavam ou atendiam. que aqueles fragmentos eram cozidos. em vários elementos essenciais. a aquisição de riqueza e posteridade. o objetivo do rito parece ser não mais do que. tal como consta no Yajush. ela tem um caráter mais bárbaro. como é habitual com outros ritos. Como a solenidade aparece no Ṛc.. e. enquanto em outros. e que o rito estava caindo ou tinha caído em desuso.. como um passo em direção ao qual a rainha principal. onde ele é nada mais do que o meio de obtenção de um filho por Daśaratha que não tinha filhos. e. entretanto. um diálogo. no qual o Aśvamedha do Mahābhārata tem um lugar intermediário. Kauśalyā. quando a rainha é libertada dessa proximidade repulsiva. ainda há pouca razão para duvidar de que parte da carne era comida pelos assistentes. e na seção Aśvamedha do Śatapatha Brāhmaṇa. embora as expressões possam ser entendidas de forma diferente. como explicado nos Sūtras. é tolo e obsceno no mais alto grau. que o corpo era cortado em fragmentos é igualmente claro (1. sentar perto do animal dividido”. e no Rāmāyaṇa e no Mahābhārata. mas como ele é detalhado no Yajur Veda. Como ordenado pelo Ṛg Veda. Que o cavalo deve ser de fato imolado não admite discussão.42 por esses hinos. ao mesmo tempo deve ser observado que esses dois hinos são os únicos no Ṛc que se relacionam especialmente com o assunto. Aśvamedha Parva). cujos detalhes e objetivos foram logo aumentados e distorcidos grosseiramente.] 3 . importada de alguma região estrangeira. o rito. embora o seu reconhecimento de qualquer modo seja expressivo da barbárie existente. e tais que hindus respeitáveis da geração atual acharão difícil de acreditar que fazem parte das revelações incriadas de Brahmā.3 a mesma cerimônia que aquela do Rāmāyaṇa.

126.] .130. ciências. e ser reduzido à pobreza a partir de um estado de opulência. e. ou mês intercalado. como no primeiro livro. por inferência do abandono de crianças recém-nascidas (2.1). e estivessem localizados principalmente no Panjab e ao longo do Indo. e o uso da agulha. não indicam qualquer privilégio exclusivo. como aqueles familiarizados com as formas de discurso ou como os apropriados repetidores de hinos (1. os Árias e Dasyus sejam contrastados. parece.124. pertencido à ordem militar reconhecida. sem dúvida.139. bem como das cidades dos Asuras. pouco ou nada diferindo daquela na qual eles foram encontrados pelos gregos na invasão de Alexandre. além disso. nesse caso. das quais. ladrões são mencionados frequentemente. e ainda mais do sistema 4 [Pois lá é dito: “Que as nossas cidades nunca decaiam”. Nem tal palavra como śūdra é usada. As expressões.7). e os bárbaros como a quinta. e há indicações de Rājas hostis ao ritual que não teriam.2). e o cálculo das divisões de tempo até uma extensão mínima. e embora a ideia seja tornada confusa com aquela de obrigações morais. embora sejam apenas observadas brevemente e incidentalmente. Indra é representado repetidamente como o destruidor.4 Em suas vilas ou cidades nós encontramos existentes as artes. ou lugares fornecidos para o descanso deles. eles não tivessem se espalhado tão longe para o leste. como no caso das cidades dos Asuras. e embora não tenhamos as alusões aos comerciantes por mar que ocorrem no primeiro Aṣṭaka. aqueles para os Maruts devem ter tido seus protótipos na terra. mas.8). no entanto. embora os comentadores expliquem invariavelmente que as cinco classes de seres vivos. indicam as quatro castas.45). ornamentos de ouro. a prática da medicina. o uso de metais preciosos (1. Então.29.43 espalhadas e incidentais que estão dispersas através desse Aṣṭaka também. institutos e vícios da vida civilizada. Eles não eram. sobre nascimentos secretos. é verdade que na passagem em que eles são citados (1. é dito que os refrescos são fornecidos para os Maruts. incluindo repetidas alusões à sétima estação. que são mencionadas frequentemente. mas de enviados e arautos. O termo kṣatriya não ocorre neste livro. porém. formam o tema principal de mais de um Sūkta.9). os árias eram ainda mais prováveis de serem similarmente localizados. ou os ventos. Parece. e parece que elas apareciam fora de casa em público. tornam indiscutível que os hindus da era vêdica tinham mesmo chegado a um estágio avançado de civilização. como se fosse pretendido designar os últimos como especialmente de cor escura (1. contudo a dívida deve se originar em fato. Nós temos também o conhecimento de remédios e antídotos. que mulheres participavam de sacrifícios nós já vimos. armas de ataque. não eram susceptíveis de serem puras invenções mitológicas. tão bárbaros. ou choltris.164. cotas de malha. Nós temos menção. dívidas e devedores são aludidos mais de uma vez. mas estavam reunidos em vilas ou cidades. a noção deve ter sido derivada do que realmente existia: prapathas. a fabricação de carros. contudo as observações e menções inequívocas do oceano são tão frequentes e precisas quanto a provar além de dúvida que ele era conhecido familiarmente e navegado ocasionalmente. embora não descrito muito claramente. portanto. com relação às leis de propriedade.4). embora. de viajantes e de Sarais. a questão da instituição de castas ainda permanece indeterminada.167. de instrumentos musicais. Se esse era o caso. embora.166. Nós temos também algo muito parecido com uma especificação de brâmanes. que filhas tinham direitos a uma parte da herança paterna (1. nós temos provas na observação sobre mulheres comuns (1. não apenas de Rājas. principalmente por meio de comparação ou ilustração.8). Reveses de fortuna. De alguns dos vícios da condição civilizada. Todas essas informações. do que nós também temos menção (1. O mesmo estado avançado de civilização pode ser inferido do grau de perfeição ao qual a construção gramatical da língua tinha sido levado. antes de se tornar uma figura.

Na tradução no texto. bem como ao comentário de Mahīdhara sobre versos paralelos similares na Vājasaneyī Saṃhitā do Yajur. e também tenho sempre aludido à tradução do Professor Benfey daquelas passagens do Ṛc que são repetidas no Sāma Veda. exceto em seu ritmo. que vão da pág. mas o estudante de sânscrito não terá dificuldade em corrigi-los. a passagem foi normalmente citada nas anotações. foi seguido o mesmo princípio adotado para a tradução do primeiro. Londres. H. uma referência fácil a tais passagens sendo agora colocada ao nosso alcance pelo excelente Índice Comparativo dos Hinos dos Quatro Vedas. e publicado no segundo volume da Indische Studien do Dr. embora eu não possa alegar ter sempre lutado com sucesso com as dificuldades inerentes do original. [Aqui eu omito as observações e exemplos a respeito da dificuldade da tradução. de qualquer modo eu reconheço com gratidão o valor do seu auxílio. XXIX da Introdução ao vol.44 elaborado de composição métrica da qual ocorrem muitos exemplos. e uma conformidade tão próxima ao texto quanto possível foi visada. então referindo-me a ele mesmo.] . porque fornece o guia mais seguro através das complexidades e obscuridades do texto. Ao traduzir o texto do segundo Aṣṭaka. editada pelo professor Weber. Embora eu nem sempre possa concordar com a versão do texto do Sr. mas em seus fatos. e. e pode ser de alguma utilidade para os estudantes do texto. mas as suas discrepâncias em uma passagem de menos do que confusão comum podem ser consideradas como testemunho da utilidade ou mesmo da necessidade de um intérprete competente. dos quais os Sūktas atribuídos ao Ṛṣi Parucchepa (Hinos 127-139) proporcionam tais exemplos notáveis. compilados pelo Sr. Whitney. Wilson. 17 de outubro de 1854. XIX até a pág. para mim os versos do Veda. 5 [Controvérsias à parte. 2 do Ṛg Veda por Wilson. e onde até a ajuda dele falhou em remover toda a incerteza. Langlois. ___________________ Os acentos são ocasionalmente omitidos ou colocados fora de lugar. e em algumas raras passagens. a interpretação desse comentador muito competente foi questionada. a tarefa de tradução foi facilitada em algum grau.5 H. eu faço minhas essas últimas palavras de Wilson. mas apenas sobre os motivos mais fortes. embora ele possa não ser infalível. o comentário de Sāyaṇa Ācārya foi invariavelmente consultado e quase sempre seguido fielmente. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. para permitir que o estudante forme uma conclusão independente. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. todavia eu pensei que era meu dever me referir à tradução dele. ocasionalmente. sem qualquer tentativa de dar à tradução um caráter poético ou retórico. sociais e religiosos. Com essas e outras ferramentas. e sem ele eu não teria ousado tentar uma tradução do Ṛg Veda. Weber. uma breve observação das quais pode eventualmente contribuir para uma avaliação justa da arduidade do empreendimento.] Os vários tradutores concordam razoavelmente bem no fim. como nós temos em Sāyaṇa Ācārya.

riqueza. o que pode ser mais interessante. o todo formando um vasto corpo de literatura sagrada em verso e prosa. contudo. em preces por saúde. ou à mesma escola ou família de Ṛṣis sendo colocados juntos. onde eles eram usados inicialmente na adoração do Pai do Céu. do Sol. de Agni ou Deus do Fogo. o mais importante. e na celebração da sempre renovada guerra entre o benevolente Indra manejador do trovão. vida longa.. e explicações sobre as lendas ligadas a eles. gado. enquanto objetivando especialmente fidelidade precisa à letra e ao espírito do original. e o mais geralmente interessante. o defensor especial dos arianos. De acordo com essa crença esses livros sagrados têm sido preservados e transmitidos com o máximo cuidado reverente de geração em geração. A Saṃhitā do Ṛgveda é uma coleção de hinos e canções trazidos pelos ancestrais remotos dos atuais hindus dos seus lares antigos nas margens do Indo. será tão legível e inteligível quanto a natureza do assunto e outras circunstâncias permitirem. cerimonial. o primeiro lugar naquela longa lista de livros que contêm os registros do ramo ariano da humanidade pertencerá para sempre ao Ṛgveda. e os poderes malévolos da escuridão e os demônios da seca que impediam a chuva do céu.. Desses hinos há mais de mil. filhos. Círculos ou Livros de acordo com uma tradição antiga do que nós devemos chamar de autoria. e depois deles aqueles em honra de outras divindades ou objetos divinizados de adoração. os hinos atribuídos ao mesmo Ṛṣi. Agni e Indra são os Deuses invocados mais frequentemente. o Sāmaveda. devocional. expositiva e teosófica. Esses quatro Vedas são considerados como de origem divina e como tendo existido desde toda a eternidade. Max Müller Esta obra é uma tentativa de tornar de fácil acesso para todos os leitores de inglês uma tradução dos Hinos do Ṛgveda que. uma o Mantra contendo prece e louvor. poeta inspirado ou vidente. é o nome dado a certas obras antigas que formaram a base da fé religiosa primitiva dos hindus. o Yajurveda e o Atharvaveda. organizados em dez Maṇḍalas. alguns dos seus hinos sendo mais indo-europeus que hindus. e acompanharam o grande exército de imigrantes arianos em sua marcha a partir da Terra dos Sete Rios para o Oceano Índico e a Baía de Bengala. a outra o Brāhmaṇa contendo instruções detalhadas para a realização das cerimônias nas quais os Mantras deviam ser usados. uma vez que sabemos que ele é a primeira palavra falada pelo homem ariano?" "O Veda tem um interesse duplo: ele pertence à história do mundo e à história da Índia . Essas são o Ṛgveda. significando literalmente conhecimento. o suco deificado usado para derramar oblações para os Deuses. Veda. da Aurora. vitória em batalha. e enquanto reunirmos em bibliotecas e museus as relíquias das eras antigas. O Nono Livro é dedicado quase totalmente a Soma. e dessas o Ṛgveda – assim chamado porque sua Saṃhitā ou coleção de mantras ou hinos consiste em Ṛcas ou versos destinados à recitação em voz alta – é o mais antigo. os Ṛṣis ou poetas sagrados a quem os hinos são atribuídos sendo apenas videntes inspirados que os viram ou receberam por meio da visão diretamente do Criador Supremo. e.45 Prefácio da Primeira Edição (Griffith) "O que pode ser mais tedioso que o Veda. Os Hinos para Agni geralmente vêm primeiro. em seguida vêm os dirigidos a Indra. Enquanto o homem continuar a ter algum interesse na história da sua raça. Dentro dessas divisões os hinos são geralmente organizados mais ou menos na ordem dos deuses aos quais eles são endereçados. e libertação dos grilhões do pecado. e representando a condição dos árias antes do seu estabelecimento final na Índia. e o Décimo forma um tipo de ." – F. Cada um desses quatro Vedas é dividido em duas partes distintas.

acontecimentos. Colebrooke chegou à conclusão. e da recentemente descoberta literatura assíria. Indische Studien [Estudos Indianos]. ou nos Salmos de Davi. pudesse ter sido convertido ao bramanismo!" Eu devo pedir aos meus leitores europeus para não esperarem encontrar nesses hinos e canções a poesia sublime que eles encontram em Isaías ou Jó. no Panjāb. Seus relatórios estão preservados para nós principalmente na Indica de Arriano. talvez. A correção da conclusão de Colebrooke. o do épico. Os escritos do período seguinte. por exemplo. é provavelmente o documento literário mais antigo existente. A expansão gradual do povo a partir desses locais em direção ao leste. diz o professor Wilson. Se relacionarmos a isso a primeira informação razoavelmente correta sobre a Índia que temos de uma fonte grega. e alguns estudiosos recentes consideram que os cálculos dele são de um caráter muito vago e não produzem qualquer data definida desse tipo. "A poesia do Ṛgveda é singularmente deficiente naquela simplicidade e patos3 natural ou sublimidade que procuramos naturalmente nas canções de um período primitivo da civilização. além do Sarasvatī e pelo Hindustão até o Ganges. as opiniões dos estudiosos variam e devem continuar a variar com relação à época dos Hinos do Ṛgveda. o Rāmāyaṇa. 3 [Patos: o patético expresso na fala. na Coleção 1 2 The History of Indian Literature. por Albrecht Weber. Trübner's Oriental Series. e de qualquer forma o seu principal valor não reside em sua fantasia. o Mahābhārata. parecem singularmente prosaicos para uma época tão antiga quanto a da sua provável composição. não pode haver dúvida razoável da grande antiguidade da Ṛgveda Saṃhitā. Ocasionalmente encontramos afloramentos excelentes de poesia. com a exceção dos monumentais registros e rolos de papiro egípcios... também. e como regra encontramos poucos símiles ou metáforas grandiosas". especialmente nos hinos dirigidos à aurora. e há outra evidência interna de que alguns hinos são mais antigos que outros. e que como esse calendário deve ter sido preparado depois da organização do Ṛgveda e da inclusão do hino mais moderno. 192) o próprio ponto mais ao sul do Deccan já tinha se tornado a base do culto de Gaurī. Indische Alterthumskunde [Arqueologia Indiana]. nós encontramos o povo indiano estabelecido nas fronteiras do noroeste da Índia. e até além do Panjāb. a partir do qual ele continuaria. no Kubhā. que. ou Kopen em Kabul. exceto em seu ritmo. isto é. mas esses nunca são mantidos por muito tempo. Qual série de anos.. O professor Cowell.] . com algo próximo à certeza. ou da expansão mais adiante do bramanismo para o sul. alguma data para a composição dos hinos. ii. deve necessariamente ter passado antes que esse trecho enorme da região.46 apêndice de materiais peculiares e variados. em escritos. No primeiro Hino do Livro 1.2 fica claro que no tempo desse escritor a bramanização do Hindustão já estava completa. Que como embaixador de Seleuco residiu por algum tempo na corte de Chandragupta. a partir de cálculos astronômicos. 150. Independentemente da evidência fornecida pela tradição indiana. que viveu no segundo século EC. enquanto na época de Périplo (veja Lassen. sociais e religiosos". de Megástenes. 1878. diz. no entanto" (para citar o professor Weber1) "pelas quais estamos totalmente justificados em considerar a literatura da Índia como a literatura mais antiga da qual registros escritos em uma ampla escala têm sido transmitidos a nós são estas: – nas partes mais antigas da Ṛgveda Saṃhitā. Ṛṣis ou videntes antigos e recentes ou modernos são citados. etc. a esposa de Śiva. O pior defeito de todos. mas em seus fatos. de séculos. Na ausência de qualquer evidência direta. "Para mim". entretanto.. A linguagem e estilo da maioria dos hinos é excepcionalmente artificial . a data do hino mais antigo pode ser levada para trás. Weber. como. tem sido questionada. "os versos do Veda. como por exemplo. Mas parece impossível determinar. habitada por tribos selvagens e vigorosas. consistem em relatos dos conflitos internos entre os próprios conquistadores do Hindustão. n. e em algumas raras passagens. "As razões. ii. pode ser traçada nas partes mais antigas dos escritos vêdicos quase passo a passo. alguns milhares de anos. que certo calendário vêdico foi composto no décimo quarto século antes da era cristã.

2. assim a história comparativa das religiões do mundo seria impossível sem o estudo do Veda. Liberdade de julgamento estava faltando ao conhecimento sacerdotal. Com relação às qualificações de Sāyaṇa como um interpretador do Veda há. os mitos. Porém. pág. O grande interesse do Ṛgveda é.5 e que suas explicações são obscuras. Por outro lado. tão exatos em todos os aspectos. eslavas. que "o comentador está evidentemente confuso". O Comentário de Sāyaṇa foi consultado e considerado cuidadosamente para o sentido geral de cada verso e para o significado de cada palavra. Petersburg Lexicon – diz em seu prefácio daquela obra: "tanto quanto diz respeito a um dos ramos da literatura vêdica.. 391 e seguintes. 4 [Essas observações de Muir com vários exemplos se encontram no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland.47 considerada como um todo. Muir4 ressaltou. ou o suco Soma deificado em processo de filtragem e purificação. A minha tradução. enquanto até a aparência de uma concepção errônea possa surgir. uma monotonia que alcança seu clímax no Nono Livro que consiste quase totalmente em invocações de Soma Pavamāna. enquanto na Índia ninguém jamais tinha tido qualquer concepção de desenvolvimento histórico. J. como o Dr. é bem diferente quando os mesmos homens assumem a tarefa de interpretar as antigas coleções de hinos . pelo ensino tradicional. o professor Wilson nas notas da sua tradução admite que ele "ocasionalmente falhou em encontrar em Sāyaṇa um guia perfeitamente satisfatório". Aqui eram necessárias não apenas qualificações muito diferentes para interpretação... que seguem seus textos palavra por palavra. e deve ter estado em posse [. que segue o texto da esplêndida edição de seis volumes de Max Müller. e consistente com o contexto. do mesmo modo os deuses. os tratados sobre teogonia e culto. 1866.] . Como a ciência da filologia comparativa mal poderia ter existido sem o estudo do sânscrito. mais histórico que poético. um conflito de opinião entre os estudiosos europeus. que. entretanto. é parcialmente baseada na obra do grande comentador Sāyaṇa. o Professor Roth – o autor da parte vêdica do grande St. que foi Primeiro Ministro na corte do Rei de Vijaynagar – no que é hoje o Distrito de Bellary no [antigo estado de] Madras [atualmente Karnataka] – no décimo quarto século da nossa era. As próprias qualidades. e que muitas vezes parece como se tivessem escrito mais para nós estrangeiros do que para seus próprios alunos sacerdotais que cresceram em meio a essas concepções e impressões. Visto que qualquer diferença no ritual lhes parecia inconcebível e acreditava-se que as formas atuais existiam desde o início do mundo. eles estão na sua própria área.] 5 [Essa frase se encontra na nota 2 da pág. Aqui . O Professor Wilson – cuja tradução é mais propriamente uma versão da paráfrase de Sāyaṇa – estava firmemente convencido que ele tinha um "conhecimento de seu texto muito além das pretensões de qualquer estudioso europeu. que faziam daqueles comentadores guias excelentes para uma compreensão dos tratados teológicos. eles procuraram o seu idioma comum nos hinos vêdicos também. os tornavam condutores inadequados a respeito daquele domínio muito mais antigo e situado diferentemente... nova série.. 144 do quarto volume da Ṛgveda Saṃhitā por Wilson. é a monotonia intolerável de um grande número de hinos. celtas. e a interpretação dele foi seguida sempre que ela pareceu racional. ou havia. e as crenças e práticas religiosas lançam uma torrente de luz sobre as religiões de todos os países europeus antes da introdução do cristianismo. e com outras passagens nas quais a mesma palavra ou palavras ocorrem. teutônicas. desde os tempos mais primitivos". não podemos desejar guias melhores do que esses comentadores. Como o assim chamado sânscrito clássico era perfeitamente familiar para eles.] de todas as interpretações que tinham sido perpetuadas. Como em sua linguagem original vemos as raízes e rebentos das línguas gregas e latinas. Londres. mas também uma maior liberdade de julgamento e uma maior amplitude de visão e de percepções históricas. O caso. de fato. vol. nunca se cansam de repetir o que disseram antes frequentemente.

eles deviam necessariamente (assim pensavam os comentadores) ser detectáveis naquele ponto central de revelação. Por isso consideramos que os escritos de Sāyaṇa e dos outros comentadores não estabelecem uma regra para o interpretador. mas são meramente um daqueles auxílios dos quais o último se valerá para a execução da sua tarefa indubitavelmente difícil. IX do Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. que. Um simples procedimento etimológico. como H. fórmulas e talvez. O dever duplo de intérprete e lexicógrafo desse modo recaiu sobre nós. Mahīdhara. praticado como deve ser por aqueles que buscam adivinhar o sentido de uma palavra somente a partir da consideração da passagem diante deles. Além desses vestígios de tradição. ainda estão à nossa disposição. por exemplo. na sua maior parte. que Sāyaṇa. não pode possivelmente levar a um resultado correto". poemas associados a elas. que tinham. compreendia as expressões do Veda melhor do que qualquer interpretador europeu. Nunca ocorreu a ninguém fazer a nossa compreensão dos livros hebraicos do Antigo Testamento depender do Talmude e dos Rabinos. por J. no qual nem os comentadores nem os tradutores nos precederam. pág. mas pensamos que um interpretador europeu consciencioso pode entender o Veda muito melhor e mais corretamente do que Sāyaṇa. contudo as suas noções escolásticas nunca o permitiriam aceitar a livre interpretação que o estudo comparativo desses documentos veneráveis impõe sobre o estudioso imparcial.48 eles imaginaram que os patriarcas da religião indiana deviam ter sacrificado da mesma maneira. nós não acreditamos. Muir [Art. a partir da qual quando muito a compreensão de alguns detalhes pode ter sido resgatada e transmitida aos tempos posteriores por meio de práticas litúrgicas e palavras. descobrir por nós mesmos os reais vestígios daqueles antigos poetas". e ambos contribuíram para desencaminhar por meio da sua autoridade os comentadores posteriores e mais sensíveis. também. portanto. os hinos dos Ṛṣis antigos. sem dar atenção às dez ou vinte passagens nas quais ela ocorre. Wilson. Não consideramos que a nossa principal tarefa é chegar àquela compreensão do Veda que era corrente na Índia alguns séculos atrás. uma tarefa que não é para ser efetuada de primeira. Londres. enquanto não faltam estudiosos que consideram como o dever de um interpretador consciencioso do Veda traduzir em conformidade com Sāyaṇa. o emprego do discurso clássico. Onde Sāyaṇa não tem autoridade para iludi-lo seu comentário é racional em todos os casos. de fato.] 6 . Devemos. etc. mas procurar o sentido que os próprios poetas colocaram em seus hinos e expressões. portanto.. que devem ser avaliados como muito escassos. 1866.6 O Professor Max Müller diz: "Como os autores dos Brāhmaṇas estavam cegos pela teologia. Nós temos. nos esforçado para seguir o caminho prescrito pela filologia para derivar dos próprios textos o significado que eles contêm. ou por uma pessoa sozinha . Consequentemente. Como os sistemas mitológicos e clássicos reconhecidos da sua própria época lhes pareciam variedades inatacáveis e reveladas.. H. essencialmente. e possuíam sabedoria muito maior do que as gerações seguintes .. 2. entre os genuínos vestígios poéticos de antiguidade vêdica e suas interpretações uma longa ruptura em tradição deve ter intervindo. vol. e a investigação gramatical e etimológica On the Interpretation of the Veda. nova série. tais como Sāyaṇa. 303 e seguintes. quaisquer outros auxílios além daqueles que. pelo contrário. O professor Benfey diz: "Todo aquele que tem estudado cuidadosamente as interpretações indianas está ciente de que absolutamente nenhuma tradição contínua se estendendo a partir da composição do Veda até sua explanação por estudiosos indianos pode ser aceita. os autores dos Niruktas ainda mais recentes foram enganados por ficções etimológicas. por meio de uma justaposição de todas as passagens que são cognatas em dicção ou conteúdos – um caminho fatigante e trabalhoso. os interpretadores do Veda mal tinham. vivido em comunicação familiar com os Deuses..

as obras do Sr. o método de interpretação indiano se torna em toda a sua essência um totalmente falso. todos os quais eu tenho lido com prazer e proveito. O grandioso St. Oldenberg. J. A minha tradução. . ao meu venerável Mestre. John Muir e ao Sr. e Monier Williams. Muir diz e mostra) de certa tendência herética de se desviar na prática das interpretações de Sāyaṇa". B. Weber. e alguns. sem sua sabedoria. e comparação entre palavras e passagens similares. que nós possuímos – uma vantagem que. devido ao preconceito com o qual ele escolhe conceber as circunstâncias e ideias antigas que se tornaram bastante estranhas a ele. meu primeiro guia para os hinos do Ṛgveda.49 lexicográfica de palavras. corrigido e ajustado pela probabilidade razoável. não seria eclipsada pela interpretação deles". ainda vivos. Der Ṛgveda. por Kaegi. e Hymns from the Ṛgveda pelo Professor Peterson de Bombaim. e ao Dr. tantos séculos mais tarde. Esse ponto de vista é em si mesmo interessante e de um valor histórico. eles encontraram alguma ajuda em materiais preservados em dialetos locais. ou chegar mais perto do significado que os Ṛṣis deram aos seus próprios hinos. Wilson. Max Müller. mesmo se os indianos devessem mais detalhes do que eles de fato devem. a vantagem para a compreensão do todo nos é garantida pela familiaridade (extraída de relatos análogos) com a vida. as concepções. H. 7 Idem. "Sem a vasta informação". como representados por Sāyaṇa. e. e ele iniciou uma nova era na interpretação do Ṛg-Veda". então. à tradição. Benfey. mas um estudo muito mais amplo e mais profundo é necessário para compreender o verdadeiro significado desses hinos antigos. as carências. o professor H. e que nós podemos fazer (embora aqui devamos naturalmente proceder com cautela e prudência) com as línguas cognatas ao sânscrito – uma comparação que já forneceu muitos auxílios para um entendimento mais claro dos Vedas. especialmente os da Alemanha. dos povos antigos e canções populares. Wallis.7 Uma opinião muito diferente sobre o valor dos comentadores indianos era defendida e expressada pelo professor Goldstücker. diz ele. a partir do seu próprio ponto de vista religioso. Grassmann. O comentário de Sāyaṇa sempre manterá um valor próprio – até seus erros são frequentemente interessantes – mas as explicações dele não devem nem por um momento barrar o progresso do conhecimento. Mas independentemente de todas as ajudas específicas. mas não vamos esquecer a dívida que temos com os estudiosos modernos. Nós podemos ser gratos a ele por alguma ajuda real. Eu também tenho consultado. contexto. Bergaigne e do Dr. Eu sou grato a Sāyaṇa. mas essa vantagem é quase totalmente superada pela comparação que somos capazes de estabelecer com o Zend. por outro lado. é parcialmente baseada no comentário de Sāyaṇa. No máximo. mas apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. e não posso deixar de mencionar Siebenzig Lieder des Ṛgveda [Setenta Canções do Ṛgveda] por Geldner e Kaegi. e provavelmente utilizarei mais futuramente. A última citação que eu farei com relação a esse assunto é do prefácio do professor E. Pelo auxílio constante e muito valioso em meu trabalho eu sou profundamente grato às obras de muitos estudiosos ilustres. Petersburg Dictionary é de fato um monumento de erudição triunfante. Ele ridiculariza a afirmação que um estudioso europeu pode compreender o Veda mais corretamente que Sāyaṇa. Ludwig. aos professores Roth. felizmente. alguns falecidos. nós ainda nos encontraríamos nas portas externas da antiguidade hindu". "que aqueles comentadores revelaram para nós – sem seu método de explicar o texto mais obscuro – em uma palavra. contudo mesmo esse defensor leal dos comentadores indianos "não pode ser totalmente isento (como o Dr. Cowell da sua edição do quinto volume da tradução de Wilson da Ṛg-Veda Saṃhitā: "Essa obra não pretende oferecer uma tradução completa do Ṛg Veda. enquanto. preservaram.

não revelam nenhum sentido. no Livro 1. foi mostrar até certo ponto a forma externa original dos Hinos por apresentá-los em hemistíquios e versos proporcionais silabicamente. se atingível algum dia. e. Nada menos do que um método de estudo semelhante àquele ao qual os líderes da escola moderna de interpretação vêdica têm dedicado a metade de suas vidas permitirá que eles vejam com nossos olhos e aceitem o nosso ponto de vista. às vezes. igualmente na explicação do Veda o êxito completo. se uma explicação mais simples e mais popular for necessária. algumas das quais são extremamente simples e outras comparativamente complexas e elaboradas. e duas ou mais métricas diferentes são encontradas frequentemente no mesmo Hino. quatro ou mais de doze. os meus motivos para publicar essa obra são principalmente estes: não há no momento uma tradução completa do Ṛgveda em inglês. e ainda menos frequentemente. supondo que sua realização seja possível. O estudante que lê alemão e francês irá. que eles de qualquer forma darão crédito aos líderes e aos . de modo que. ou. como Benfey e os tradutores dos Setenta Hinos fizeram com uma parte do Ṛgveda. e em parte na esperança de preservar. Não é provável que algum argumento abale essa crença. Em outros versos eu não tentei reproduzir ou imitar o ritmo ou métrica do original: tal tarefa. ou ao Der Ṛgveda de Kaegi. Para concluir. eu traduzi cada verso por um verso proporcional silabicamente ao original e geralmente dividido em hemistíquios correspondentes. mas raramente. requereria mais tempo e trabalho do que eu poderia dispensar para o propósito. Original Sanskrit Texts. Para mais informações com relação ao Ṛgveda o leitor inglês é encaminhado à History of Ancient Sanskrit Literature. até agora. Os versos ou estrofes consistem em três ou mais – geralmente três ou quatro – Pādas. de Max Müller. onze ou doze sílabas. o preço dos seis volumes de Wilson – acima de noventa rúpias – põe o livro além do alcance da grande maioria dos leitores da Índia. além disso. e History of Indian Literature. Tudo o que eu fiz. por exemplo. a medida sendo iâmbica nos versos de oito e doze sílabas e trocáica nos de onze sílabas. logicamente. do qual uma tradução inglesa apareceu recentemente. à Ancient and Mediaeval India da Sra. de Weber. ou tentei fazer. Os Hinos estão compostos em várias métricas. de Bergaigne. como o professor Max Müller diz. e palavras cujo significado só podemos adivinhar. cada um contendo oito. Como a interpretação dos livros mais difíceis do Antigo Testamento e dos Poemas Homéricos. algo da forma dos Hinos. Todos os estudiosos modernos reconhecerão que muitos hinos são tão difíceis de entender quanto o oráculo mais obscuro. e Grassmann com quase toda a Coleção. Eu confio. visto que ouso me desviar amplamente e frequentemente de Sāyaṇa. [120] mostra nove variedades distintas no mesmo número de versos. um Hino. a versão do Professor Wilson – da qual os últimos dois volumes só apareceram recentemente – sendo "apenas uma imagem fiel daquela fase específica da sua interpretação que os hindus medievais. perfeição. cinco. como representados por Sāyaṇa. Com relação à quantidade as primeiras sílabas da linha não são estritamente definidas. não se deve supor que os estudantes e intérpretes europeus do Veda clamam algo como infalibilidade. ou finalidade para os resultados aos quais sua pesquisa os tem levado. poderá ser obtido somente pelos labores de gerações de estudiosos. entretanto. Em parte como forma de defesa contra a tentação constante de parafrasear e expandir. Manning. Eu dificilmente posso esperar que o meu trabalho encontre a aceitação dos pânditas e estudiosos indianos. Os versos que consistem em três ou quatro linhas octossilábicas são toleravelmente bem representados pela métrica comum octossilábica ou dímetro iâmbico que eu usei. há versos inteiros que. a quem eles têm sido ensinados a considerar como infalível. de Muir. embora imperfeitamente. semi-hemistíquios ou linhas.50 Porém. preservaram". mas as quatro últimas são regulares. consultar a grande obra Der Ṛgveda de Ludwig e os Etudes sur La Religion Vedique.

. H. T. Griffith. Kotagiri. Nilgiri. G. T. 15 de Outubro de 1896. 25 de Maio de 1889.51 seguidores dessa escola moderna pela profunda devoção à antiga literatura indiana e a devida admiração pelos grandes estudiosos indianos que a têm explicado. R. da edição original de quatro volumes. com algumas correções e outras melhorias no texto e comentário. Kotagiri. e reconhecerão que esses estudiosos modernos – embora os pontos de vista deles possam parecer errados – estão trabalhando sinceramente e unicamente para encontrar e proclamar o espírito e a verdade dos registros literários mais antigos e venerados que são a herança do homem ariano. H. R. Nota: A Segunda Edição da minha tradução é na maior parte uma reimpressão em uma forma mais compacta e mais barata.

é normalmente explicado. principal [ou primeiro]. o que. venha para cá. que deve ser celebrado por sábios antigos e modernos. leste. ungir.6 e é o possuidor de grande riqueza. Agni. Ele é. em um sacrifício. Outro compilador de um glossário. 6. as letras sendo mudadas arbitrariamente para ag. com os deuses. resplandecente. em função. um sacerdote ministrante. anj. 91 da versão em português. também é explicado como alguém que reside no céu ou firmamento. ou porque ele é um dos fogos sagrados nos quais oblações são primeiro (puras) oferecidas (hita). pág. de manhã e à noite. respectivamente. 14. Agni.edu/cola/centers/lrc/RV/RV01. queimar. maus espíritos. no uso comum. porque ele oferece a sua própria substância. e visite o site utexas. porque declaram a existência de professores mais antigos e hinos mais antigos.4 o ministrante. 5. e ni. aumentando em tua própria residência. Agni (Wilson) (Primeiro Aṣṭaka. Primeiro Adhyāya. no céu. ele é o líder (agraṇī ). Eu glorifico Agni. e outros. o sumo sacerdote do sacrifício. Mārjālīya. aplicados aos Ṛṣis. 7. com homenagem reverencial em nossos pensamentos. sendo derivado de div. o radiante. como ‘o brilhante. ir. o filho de Viśvāmitra. liderar. chamados. livre de dano ou interrupção por Rākṣasas. por todos os lados. Gārhapatya e Āgnīdhrīya. com o negativo prefixado (aknopayati). Aṅgiras 10.3 o divino. cap. ou sábios. 3. irregularmente. corpo. oeste. renomado. obviamente.Viṣṇu Purāṇa [livro 1. sul e norte. ou. ou glossário. que é a fonte de fama. Ele também é derivado de anga. coletivamente. imaginária. Varga 1. o sacerdote que dirige ritos familiares. e dah. 4. o obtentor de conhecimento. É dito que os antigos Ṛṣis são Bhṛgu. O autor de um Nirukta.html (consultado em 01/08/2013). ele que é verdadeiro. o sacrifício não obstruído8 do qual tu és. Anuvāka 1. aqueles que são em outra parte chamados de Prajāpatis . Śākapūṇi.11 1 Uma grande variedade de etimologias é inventada para explicar o significado do termo Agni. pág. sempre vigilantes para arruinar um ato de culto. embora não em pessoa. 2 [Para entender mais sobre as métricas. 7 conduza os deuses para cá. Agni. talvez.] 8 Isto é. 7. 1. no acendimento do fogo sacrifical. Āhavanīya. veja a lista com as breves descrições delas no final do livro. aqui. da raiz nī. ‘doador’. Que Agni. brilhar. aquele. Sūkta I) O primeiro Sūkta ou Hino é endereçado a Agni . por Karen Thomson e Jonathan Slocum. Aṅgiras. também facultativamente traduzido como ‘generoso’. reverterá para ti. 5 Ṛitvij. 1 o Ṛṣi ou autor é Madhucchandas. devem ser acesos nos quatro pontos cardeais. ele é invocado (nīyate) o principal (agra) dos deuses. A métrica 2 é Gāyatrī. o oferecedor de oblações. Varga 2. mas cujo sentido expressa as noções nutridas a respeito do seu caráter e funções. e nī. o sacerdote que oferece a oblação. a maioria das quais é. 8. o deriva da raiz knu. deriva a palavra destas raízes: i. ele é o primeiro dos deuses (prathamo devatānām). radiante’. significa um deus. 216. a partir de agra. o sentido de dar sendo atribuído ao mesmo radical. chamado Sthūlāṣṭhīvin. e a multiplicadora da humanidade. Vana-parva [cap. Através de Agni o adorador obtém aquela afluência que aumenta dia a dia. é contada no Mahābhārata. ou que invoca ou convoca as divindades para a cerimônia. das hostes de deuses. 4 Deva. 7 Os termos ‘antigos e recentes’. Na terra. são dignos de nota. o protetor dos sacrifícios. de fato. Nessas derivações.] . e divino. ser adicionado.] 3 Agni é chamado de Purohita. pois lá você encontra o texto metricamente restaurado. 2. 6 Hotṛ.9 o protetor.52 Hino 1. ele foi o primogênito dos deuses (sa vā esho’gre devatānām ajāyata). 10 A Identificação de Aṅgiras com Agni. nas passagens na qual ocorre no Veda. De ti. 7. Agni é composto. Nós nos aproximamos de ti. 419 da versão em português. o constante iluminador da verdade. 9 Isso se refere aos fogos que. Que aquele Agni.5 que oferece a oblação (para os deuses). diariamente. seguramente chega aos deuses. conceder ao doador (da oblação). aquele que não poupa o combustível. Qualquer bem que tu possas. Veja também o Nirukta de Yāska.

o sacrifício perfeito que tu cercas por todos os lados Vai de fato até os deuses. O Hotar. aquele presente se torna real. diretamente e indiretamente. Através de Agni o homem obterá riqueza. o Sacerdote de mente sapiente. Tudo no universo que é concebido como mostrando regularidade de ação pode ser dito ter a ṛtá como seu princípio. Agni. repleta de fama e filhos valorosos. ó Agni. para o nosso bem. Índice ◄►Hino 2 (Wilson) ____________________ Hino 1. dos devotos cujas oblações ele carrega para os deuses. Crescente em tua própria morada. que acompanham a aquisição e aumento de riqueza. o mensageiro e mediador entre a terra e o céu. Agni (Griffith) 1.12 o sacerdote escolhido.” Hymns from the Rigveda. Ele trará os Deuses para cá. fartura aumentando dia a dia. 9. Essa. Agni. 5. A palavra usada para denotar a concepção da ordem do mundo é ṛtá. aqui um nome de Agni.] 15 Aṅgiras. Índice ◄►Hino 2 (Griffith) ____________________ 11 Isto é.14 4. O Deus. Eu louvo Agni. fica conosco para a nossa felicidade.53 9. tu concederás para teu adorador. verdadeiro. e onde o fogo aumenta pelas oblações derramadas nele. os simbólicos primeiros sacrificadores. convidando-os com o som das suas chamas crepitantes e levando-os para o lugar do sacrifício. 6. Agni é o deus do fogo.16 7. para o homem piedoso. A mais rica em heróis. Trazendo-te reverência 8. ó Agni. como um pai é para seu filho: está sempre presente conosco. Todas as riquezas estão à disposição dele. 13 Os heróis aqui citados. Sê para nós de aproximação fácil. Toda bênção. sim. 14 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Através de Agni que nós ganhemos riqueza e prosperidade dia a dia. sê para nós de fácil acesso.15 é de fato a tua verdade. ó Aṅgiras” – Idem. Agni. cujo ritual é o modelo que os sacerdotes posteriores devem seguir. assim como o pai para seu filho. Aṅgiras. dissipador da noite. e ele é o recompensador mais generoso. 12 . que apresenta os hinos para os Deuses. que dá riqueza em profusão.] 17 Lei Eterna. são filhos e dependentes corajosos. Agni é digno de ser louvado por videntes contemporâneos como pelos antigos. 3.13 gloriosa. A ti. e leva para eles as oblações dos adoradores deles. Deus. Que Agni. venha para cá com os deuses. 2. Agni. nós vimos dia a dia com prece. Os Aṅgirases parecem ter sido considerados como uma raça de seres superiores entre Deuses e homens. guardião da Lei Eterna. ministro do sacrifício. Regente de sacrifícios. na câmara na qual o culto ao fogo é realizado. 16 [Macdonell lê esse verso desta maneira: “Qualquer bem que tu queiras dar. o mais gloriosamente grandioso.17 Radiante.

Indra e Vāyu. o Purohita. a métrica. 6. trazendo adoração a ti – 8. 32. Desse modo. Vāyu. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 5. as gotas (do suco Soma) esperam vocês dois. Eu magnifico Agni. e da área de Yezd. ADHYĀYA 1. 1. todo sacrifício e culto que tu cercas por todos os lados. como um pai é para seu filho. que ele conduza os deuses para cá. que possam trazer glória e a grande bem-aventurança de descendência valente. com alimento (para nós). Realmente. teus adoradores te louvam com preces sagradas. – Roxburg ii. que o deus venha para cá com os deuses. que produz para expressão um abundante suco leitoso. digno de ser louvado calorosamente pelos Ṛṣis antigos e pelos atuais. 1 Essas Somas são libações do suco da planta Soma. 3. ó Aṅgiras. evidentemente. Ele é. 1. ele não é usado. em sacrifícios. Agni. Essas libações1 estão preparadas para ti. HINO 1. Que és o rei de todo culto. AṢṬAKA I. 3. o Hom dos Parses. . Que Agni. Vāyu. o divino ministrante do sacrifício. e três. ambos. aquele (trabalho) realmente é teu. crescendo em tua própria casa. e a obtenham das montanhas de Gilan e Mazenderan. com nossa prece. o maior concessor de tesouros. ouve a nossa invocação. essas libações são derramadas (para vocês). o guardião de Ṛta. três são endereçadas a Vāyu. de um sabor ácido suave e natural. Vāyu. 2 Supõe-se que Vāyu diz: ‘Eu beberei a libação’. tendo derramado o suco Soma. e se tornado uma forte bebida alcoólica. nós nos aproximamos dia a dia. o Hotṛ pensativo. 5. o sacerdote Hotṛ. 7. e a muitos (outros que te convidam) para beber o suco Soma. a Indra e Vāyu conjuntamente. sê de fácil acesso para nós. e conhecendo a época (adequada). De acordo com o Sr. Agni. para cá. das nove estrofres das quais o Hino consiste. permanecendo no rito sacrifical. Índice ◄►Hino 12 (Oldenberg) ____________________ Hino 2. 2.54 Hino 1. VARGA 1–2. tua fala aprovadora2 chega ao dador (da libação). Venham para cá. até que tenha passado pelo processo de fermentação. belo de se ver. ele que é verdadeiro e o mais esplendidamente renomado. a Mitra e Varuṇa. ó Agni. – Introduction to Translation of the Sāma-Veda. embora eles afirmem que a planta não é encontrada na Índia. (então). Stevenson. De ti. a Asclepias ácida ou Sarcostema viminalis. Todo bem tu farás para teu adorador. Vāyu (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Madhucchandas. 4. ó Agni. Isso é certificado por numerosas expressões nos hinos seguintes. 4. Bebe delas. rapidamente. Venham. aproxima-te. aquele de fato vai até os deuses. Gāyatrī. ó (deus) que brilha na escuridão. o brilhante. vocês estão cientes dessas libações. Varga 3. Vento. Fica conosco para a nossa felicidade. ó Agni. Que alguém obtenha através de Agni riqueza e bem-estar dia a dia. 2. três. 9. Indra e Vāyu.

e então oferecido em libações para os Deuses ou bebidos pelos brâmanes. Sábios Mitra e Varuṇa. . de onde. no Veda. líder ou guia. um homem. tornem próspero o nosso sacrifício. ou Planta da Lua. 3 a conclusão será rapidamente (alcançada) pela cerimônia. depois de mais pressão. Conhecendo os dias. indiretamente. em seu sentido comum. huma. e aumentem a nossa força. dual de Nara. ou como Ādityas. 5. o suco ácido gotejava em um recipiente chamado Droṇa. Indra-Vāyu. p. 4 Mitra. vocês são o refúgio de multidões. Vocês notam bem libações. vocês conectam esse rito perfeito com sua verdadeira (recompensa). incluídos entre os doze Ādityas. ambos.6 dispensadores de água.7 vem. (Quarterly Review.5 8. As gotas estão ansiando por ambos. louvores recitados ou falados. Vāyu e Indra.55 6. despida de suas folhas. em oposição aos versos que são cantados ou entoados. mas que observa que diferentes variedades de Ephedra são encontradas da Sibéria até a Península Ibérica. 4. Biographies of Words. Essas. por ambos os quais as suas qualidades estimulantes eram supostamente muito apreciadas. Essa suposição é confirmada pelo Dr. Essa planta famosa permaneceu não identificada até recentemente (veja Max Müller. com seus hinos de louvor. os cantores glorificam A ti.. do regente das águas: mas eles estão. também. – os realizadores em comum do ato de conceder água (à terra). descem novamente. 9 Os dias corretos para sacrifícios. de modo que nós devemos abandonar a esperança de determinar o lar original dos árias por meio do habitat da planta Soma”. Nesse lugar. aumentadores de água.9 com suco Soma derramado. feito fermentar. aludindo à existência limitada das divindades. depois do que ele era misturado com farinha. ricos em saque! 3 Narā. condensando-se na atmosfera. mas. dita ser a Asclepias Ácida ou Sarcostema Viminalis. Joseph Bornmuller. 10 Ukthas. escuta o nosso chamado. 7. mas pode ser duvidado se ele não transmite o sentido de homem ou mortal. Vocês nasceram para o benefício de muitos. foram derramadas. Vāyu. Belo Vāyu. Vāyu e Indra. que identifica a planta Soma com alguma espécie de Ephedra. Apêndice III. tua corrente penetrante vai até o adorador. provavelmente a Ephedra distachya. Outubro de 1894. 6 Ṛtāvṛdhau: Ṛta normalmente significa verdadeiro ou verdade. Mitra e Varuṇa. Os vapores assim erguidos. para ti essas gotas de Soma 8 foram preparadas. 2. Varga 4. Bebe delas. 354. água e sacrifício. 455). Índice ◄►Hino 3 (Wilson) ____________________ Hino 2. venham por nossas iguarias oferecidas. Espalhando-se ao longe em busca da dose de Soma. 8 Libações do suco da Soma. 9. os talos tendo sido lá esmagados pelos sacerdotes eram borrifados com água e colocados em uma peneira ou filtro. porque eles são possuidores de vigor varonil.10 3. sabendo ou observando a hora do romper do dia. No. ou. ele é dito ser aplicável a Indra e Vāyu.) “O Dr. pelo comentador. Vāyu (Griffith) 1. talvez. é um nome do sol. é dito que Mitra e Varuṇa causam chuva. que no vale Harirud é dita ter o nome de hum. de vigor puro. o devorador de inimigos. em chuvas. pois desse modo. significa. A planta era colhida à luz da lua em certas montanhas. homens. e yahma. por produzirem evaporação. o momento exato para o início de ritos sacrificais. Varuṇa. Aitchison afirmou recentemente que a Soma deve ser a Ephedra pachyclada. 5 Como identificados com o sol. 7 Vāyu: Deus do vento. Vāyu. um botânico que reside há muito tempo em Kerman. Esse termo é aplicado frequentemente a seres divinos: ele é usualmente explicado. e então levada para o lugar do sacrifício. Eu invoco Mitra4. venham para o rito do sacrificador. etc. e Varuṇa. como netṛ.

Que tornam completo o rito alimentado com óleo. e Varuṇa. Mitra e Varuṇa. que destrói todos os inimigos. de amplo alcance. Ó Vāyu. aproximem-se da obra do sacrificador. dotado de força sagrada. a Lei eterna ou ordem perpétua do universo. 12 Através da Lei: isto é. os adoradores te celebram com hinos. venham depressa para cá. Vāyu (Müller) MAṆḌALA I. VARGA 3-4. bebe deles! Ouve o nosso chamado! 2.13 e prepararam o Soma. amantes e apreciadores da Lei. tua corrente satisfatória vai até o adorador. de acordo com ṛtá. Eu chamo Mitra. essa é minha oração. Nossos sábios. venham logo em direção ao que o espremedor de Soma preparou. para beber o Soma. de domínio amplo.56 Então. Do modo correto. 9. 14 8. ó homens! 7. Vem para cá. Mitra-Varuṇa. vocês que são ricos em saque. Tornam completo: por conceder o rogo do adorador. ó Vāyu. HINO 2. tu belo! Esses Somas estão prontos. Concedam-nos a força que opera bem. rápido. 1. desse modo eu faço a minha oração. os dias ou estações corretos para cada sacrifício. eles que conhecem os dias de festa. Ó Indra e Vāyu. destruidor de inimigos. venham para cá por causa das nossas oferendas. vocês percebem as libações. Heróis. Veja a nota 17 do Hino 1. A manteiga então é usada para propósitos culinários e também oferecida em sacrifício para os Deuses.12 Vocês têm obtido seu poder imenso. 13 Isto é. através da Lei. pois as gotas (de Soma) anseiam por vocês. Ó Vāyu. venham então rapidamente para cá! 6. vocês obtiveram grande sabedoria. essas (libações de Soma) são derramadas. ADHYĀYA 1. AṢṬAKA I. 4. 9. Índice ◄►Hino 6 (Müller) ____________________ Alimentado com óleo: realizado com ghṛtam (a moderna ghī) e manteiga clarificada. 7. Índice ◄►Hino 3 (Griffith) ____________________ Hino 2. Mitra e Varuṇa. ou manteiga que foi fervida vagarosamente e então permitida esfriar. Ó Indra e Vāyu. ó Mitra e Varuṇa. com oblações de manteiga jogadas no fogo.11 8. fortes por nascimento. 5. 14 Isto é. de domínio amplo. os poderosos. Eu chamo Mitra. Ó Vāyu e Indra. Vāyu e Indra. 6. 11 . de força sagrada. nos deem força eficiente. e Varuṇa. vocês que aumentam a justiça e aderem à justiça. que ambos realizam uma oração acompanhada por oferendas de óleo. 3. Esses dois sábios.

espremidas pelos dedos (dos sacerdotes). que também pode ser traduzido como ‘grandes comedores’. Sarasvatī manifesta. conectando-os com os elementos. Eles são os heróis de muitas lendas nos Purāṇas. Aśvins. Que os Deuses universais de movimento rápido. ou de doenças. como em outros lugares. 2 Purubhujā. de braços longos. 8. a Indra. enquanto ele oferece a libação. Sarasvatī. destruidores de inimigos. estão desejosas de ti. mas que tem direito. Índice ◄►Hino 4 (Wilson) ____________________ 1 Os Aśvins são os dois filhos do Sol. Aśvins. 6 desprovidos de malícia.5 protetores e sustentadores de homens. Indra. aceitem o sacrifício. Que os Deuses universais. . com mentes não desviadas. a ser recitado no culto dos Viśvedevas. concessores (de recompensas). e médicos dos deuses. pelas ações dela. que formam um tṛca. sempre puras. a instrutora dos honrados. a cota na solenidade. por nossas iguarias oferecidas. a recompensadora do culto com riqueza. a inspiradora daqueles que se deleitam na verdade. venham para as libações misturadas borrifadas sobre a grama sagrada 4 cortada. 4 A erva sagrada Kuśa (Poa cynosuroides). para os dias. 7 Sarasvatī é. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos como nos dois Hinos precedentes. 6. vem para cá para as preces (do sacerdote). ilumina todas as mentes. é derramada. a Sarasvatī. aqui. vem para cá. 4. um rio poderoso. tem aceitado o nosso sacrifício. 2. aos Viśvedevas. É mais do que provável que a origem e o significado do termo estivessem esquecidos quando Sāyaṇa escreveu. vagamente aplicados a divindades em geral. guias (de devoção). venham para a libação do adorador. A enumeração das ações extraordinárias deles é o assunto especial dos Hinos 116 e 117. 12. e três. ou terceto. 9. e aceita as preces do sacerdote. aproxima-te. os derramadores de chuva. Essas libações. Nessa e nas duas estrofes seguintes. e nessa libação aceita o nosso alimento (oferecido). 3. e apreciado pelos sábios. oniscientes. para o nosso rito. líderes na vanguarda de heróis. Indra. ehimāyāsaḥ. mas de ainda mais nesse Veda. as nossas orações. abundantes em atos poderosos. gerados durante a metamorfose dele como um cavalo (aśva). diligentemente. 5. Varga 5. dotados de juventude e beleza perpétuas. que são livres de decadência. 3 Dasrā. 7. Aśvins. Das doze estrofes. seja atraída.1 apreciadores de atos virtuosos. ou oblação de manteiga clarificada. Que Sarasvatī. a concessora de alimento. as iguarias sacrificais. dotados de fortaleza. Varga 6.2 aceitem. ou de inimigos. é espalhada sobre o vedī ou altar. O comentador o explica por ‘aqueles que obtiveram conhecimento universalmente’. como os raios solares vêm. percebido pela compreensão. O caráter médico dos Aśvins é uma tradição vêdica. 6 A palavra original é incomum. depois de ter suas raízes cortadas. e (em sua própria forma). alguns dos atributos deles são especificados. 11. mas eles também formam uma classe. ouçam. 10. Veloz Indra. deusa da fala. cuja posição e caráter são citados imperfeitamente. e portadores (de riquezas). a Vāgdevatā. três.3 livres de inverdade. 1. com mãos esticadas. três. com os corcéis fulvos. venham para a libação. e sobre ela a libação de suco Soma. destruidores. às vezes.57 Hino 3. na maioria dos ritos sacrificais.7 a purificadora. de esplendor magnífico. Deuses universais. 5 Os Viśvedevas são. três são endereçadas aos Aśvins.

apressando-te. essas libações anseiam por ti. dizem os escritores lendários. que a brilhante Sarasvatī13 deseje. que têm mãos ágeis. Do sacerdote que derrama libação. ricos em atos prodigiosos. apressado pela música. que mudam de forma como serpentes. ó heróis dignos do nosso louvor. desses os Aśvins são os primeiros a chegar. nosso sacrifício. Quem então são esses Aśvins? ‘Céu e Terra’. Como vacas leiteiras se apressam para seus estábulos. O. . Eles são os primeiros portadores da luz no céu da manhã. p. O professor Roth fala deste modo sobre esses deuses: ‘Os dois Aśvins. 5.8 ricos em tesouro.58 Hino 3. portadores. 11 5. Aproximem-se da oferenda de bebida de seu adorador. Muir. 9. I: ‘Seguintes na ordem são os deuses cuja esfera é o céu. Aceitem nossas canções com pensamento poderoso. Indra. contudo. 13 Sarasvatī é celebrada como um rio e como uma deusa. ‘Dois reis. a inundação poderosa.. mostrando a mesma variedade de cor e forma’.. Ó Indra maravilhosamente brilhante. Incitadora de todas as músicas agradáveis. Vol. ‘fazedor de milagres’. Ela ilumina todo pensamento piedoso. J. venham para cá rapidamente para a bebida. Texts. Rica em vantagens. ela brilha através de todos os pensamentos’. para as preces. dizem outros. que é explicada por Bohtlingk e Roth como ‘multiforme ou versátil como uma cobra. têm. Deleita-te em nossa libação. faz o grande oceano ser conhecido. 6. 3. aceitem a bebida sagrada.14 Índice ◄►Hino 4 (Griffith) ____________________ 8 Os Aśvins parecem ter sido um enigma até para os mais antigos comentadores indianos. nós não estejamos de acordo de nenhuma maneira quanto à concepção do caráter deles. por sua luz. desprovidos de malícia. recompensam e sustentam os homens. S. embora. p. e preparam o caminho para ela’. ou como a vida. que em suas carruagens se apressam para frente antes da alvorada. Venham vocês cujos caminhos são vermelhos com chama. 7. como os antigos interpretadores do Veda. Aśvins (Griffith) 1. rápidos no trabalho. dizem alguns. – ela ilumina com sua luz. Incitado pelo cantor santo. Ela parece ter sido para os antigos indianos o que o Ganges (o qual é citado só duas vezes no Ṛgveda). É dito que Nāsatya é o especificamente o nome de um dos Aśvins. 14 Benfey traduz: ‘Sarasvatī. em direção às preces. 11. uma posição perfeitamente distinta no grupo inteiro das divindades vêdicas da luz. 234. inspiradora de todo pensamento bondoso. Purificadas desse modo por dedos excelentes. 338. 9 Mãos ágeis: mãos esticadas e rápidas para pegar as oferendas. Vol. aceita nosso rito 12. realizadores de atos sagrados’.12 intrépidos. O. 5. ‘o Sol e a Lua’.9 Aceitem o alimento sacrifical. Sarasvatī. ó Indra. Ó Viśvedevas. Os Viśvedevas. Nāsatyas. 4. their religion and institutions]. Senhor dos Cavalos Baios. Com amor ansioso. senhores do esplendor. Ó Aśvins. tornou-se para os descendentes deles. Muir. espremidas cuidadosamente pelos sacerdotes. vem. Ó Viśvedevas. 8. ou talvez ‘destruidor’ (dos maus). dizem outros. 10. ‘Dia e Noite’. são suas essas libações com grama cortada. vem. Aproxima-te. Ó Aśvins. Yāska se refere a eles deste modo no Nirukta XII.10 operadores de milagre. 12 Ehimāyāsaḥ parece ser outra forma de ahimāyāsaḥ. 11 Isto é. que protegem. Ele compreende o ‘grande oceano’ como o universo. Sarasvatī. Texts [Original Sanskrit texts on the origin and history of the people of India. o outro sendo então chamado de Dasra. enriquecida com hinos. J. 10 Nāsatyas: ‘não falsos’. S. 2.

alimento (sacrifical). para nossa proteção. 1. realizando zelosamente o culto dele. dos quais o Asura Vṛtra era o chefe. o favorito (daquele Indra) que dá felicidade. ou prajnā. 10. O próprio Hotṛ deve ordenar isso. Nós te reconhecemos no meio dos honrados. Nós oferecemos a ti. O original é ‘não fales além de nós’. 3 A injunção é endereçada ao Yajamāna (o sacrificador). Sūkta I) O Ṛṣi e a métrica continuam inalterados . 2 . e bebe da libação. Tendo bebido. Índice ◄►Hino 5 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. que os homens (nos felicitem). Bebedor do suco Soma. a palavra pode ser a fonte da ficção purânica. 4 Esses epítetos do suco Soma seriam um tanto ininteligíveis sem a ajuda do comentador. não nos ignores.3 5. Vai. também. Śatakratu. Canta para aquele Indra. Indra (Wilson) (Anuvāka 2. o Hino é endereçado a Indra. é explicado por Sāyaṇa: aquele que está conectado com cem (muitos) atos. o alegrador da humanidade. de fato. ó difamadores.4 8. Śatakratu. Que nós sempre permaneçamos na felicidade (derivada da graça) de Indra. 6 Dos inimigos. que estão mais próximos a ti.59 Hino 4. de riquezas. que és) o concessor de riquezas é. 5 Śatakratu.5 desse (suco Soma). Varga 8. nós temos fraseologia elíptica. A noção está representada muito elipticamente. a graça do sacrifício. A satisfação de (ti. Vem a nós. o aperfeiçoador do ato. conhecimento. se Indra estiver satisfeito. ele aumentará os rebanhos do devoto. vem aos nossos ritos (diários). Aqui. e pergunta a ele (sobre a aptidão) do erudito (sacerdote que recita o louvor dele). o poderoso em batalha. como uma boa vaca leiteira (é chamada pelo ordenhador) para a ordenha. que nossos inimigos digam que nós somos prósperos. como realizador deles. o realizador de bons atos. exclamem: ‘Partam. Dia a dia nós invocamos o fazedor de boas obras. que é desejado perguntar se o Hotṛ é adequado para seu dever. ritos religiosos. o que permeia (todo rito de libação). para a obtenção.6 tu defendes o guerreiro em batalha. (para o oferecedor). Oferece a Indra. No primeiro sentido. que é o protetor da prosperidade. adorador. 1 3. kratu significando karma. 9. que o alto cargo de Indra é obtenível por meio de cem Aśvamedhas. ao sábio e incólume Indra. o suco que está presente (nas três cerimônias). de acordo com o comentador. tu te tornaste o matador dos Vṛtras. o amigo do oferecedor da libação. Destruidor de inimigos. o sentido completo é fornecido pelo comentador. para revelar (-te a outros). daqui e de todo outro lugar (onde ele é adorado)’. o poderoso. ato. ou como objeto deles. (a causa da) doação de gado. 6. Que os nossos ministros. 2. que concede a melhor (das bênçãos) aos teus amigos. Indra. um nome de Indra.2 4. ou ele pode ser interpretado como ‘dotado de grande sabedoria’. Varga 7. 7.

] 10 O sentido geral desse e dos dois versos anteriores parece ser este: Indra é o melhor amigo e protetor. Vem para nossas libações. Vai para o sábio Invicto. e enquanto nós desfrutarmos da amizade e da proteção dele nós não nos importaremos de modo algum com as injúrias dos ímpios que zombam do nosso culto fiel. Para ele. vem para cá. bebe do Soma. desse modo: “A intoxicação de ti. 6. são ‘os poderes hostis na atmosfera que prendem malevolamente os tesouros aquosos nas nuvens. Vocês que servem Indra e ninguém mais’. Se os homens que zombam de nós falarem.60 Hino 4. – universityofhumanunity.11 8. Deus de atos maravilhosos. Para o Rápido traze o rápido. 11 O Rápido: Indra. Muir. o inteligente. de acordo com Vladimir Yatsenko. hábil em música. 8 . para esse Indra cantem sua canção. bebeste isso e foste o matador de Vṛtras. tu bebedor de Soma! O rico êxtase do Único concede vacas.10 7. Śatakratu. o poderoso rio de riqueza. todo o nosso verdadeiro povo nos chamar de bemaventurados. Índice ◄►Hino 5 (Griffith) ____________________ 7 Indra. Como uma boa vaca para aquele que ordenha. resistir ao ataque dos deuses’. A euforia produzida por beber o suco fermentado oferecido em libações estimula suas energias marciais e o dispõe a distribuir. ‘partam para outro lugar. amigo diligente de quem derrama o suco. ou obstrutores. o rico. Ou se. Tu. Uraṇa. tentam. chamados por uma variedade de nomes como Vṛttra. Para que. Śuṣna. Namuci. a quem o suco alegra e manda rapidamente para o sacrifício. Indra (Griffith) 1. sim. armados do seu lado.12 tu Ajudas o guerreiro na luta.. com toda variedade de artilharia celestial. graça do sacrifício. etc. alegrador de homens. que é melhor que teus amigos. nós possamos ganhar riqueza. os inimigos.9 5.org. Nós te fortalecemos. pergunta a Indra.8 3. – ao inteligente e incólume Indra que dá aos teus amigos (os sacerdotes) a melhor riqueza”. Que para o Amigo dá asas e alegria. 4.. 95. ainda que nós possamos permanecer sob os cuidados de Indra. é de fato concessora de vacas”. 12 Os Vṛtras. Ahi. Śatakratu. recompensas generosas na forma de gado e outros bens para aqueles que o cultuam. etc. O suco Soma que alegra homens ou heróis e acompanha ou agracia o sacrifício também é chamado de rápido. também. Indra. [Sāyaṇa interpreta a última frase do verso. – J. Śambara. a ti o poderoso em luta. Original Sanskrit Texts.] 9 [Como na nota acima: “Vá até ele e pergunte sobre mim. O Amigo é Indra. nós chamamos o fazedor de ações justas 7 Para nosso auxílio dia a dia. Ele. mas em vão. (consultado em 08/2013). de suas riquezas ilimitadas. 2. (se eu o tenho louvado corretamente ou não). porque ele flui rapidamente e porque ele faz Indra se apressar para a solenidade. Para que nós fiquemos familiarizados com a tua benevolência mais secreta: Não nos negligencies. os opressores. Sim. V. Pipru. Idem. 9. 10. Indra é especialmente o senhor do Soma e seu principal bebedor. Esses demônios da seca.

sentem-se. o protetor desimpedido. para a aquisição de conhecimento. que esses sucos Soma penetrantes entrem em ti: que eles sejam propícios para a tua (obtenção de) inteligência superior. Tu. o derrotador de muitos inimigos. e cantem. 4. pelo menos aos hinos do Ṛc nos quais se supõe que eles são citados. nessa e outras passagens onde Sāyaṇa insere a designação de outros Vedas – o Sāma e o Yajush. louvem respectivamente Indra. Indra (Wilson) (Sūkta II) O deus. que és o objeto de louvores. Indra. Indra. Quando a libação é derramada. Cantem para aquele Indra. amigos. entre os deuses). Que Indra. Os cantos (do Sama)1 têm-te magnificado. Tu és poderoso: afasta a violência. realizador de boas obras. uma conclusão a qual há motivo para hesitar admitir. que ele esteja conosco. Indra. que és o objeto de louvores.61 Hino 5. nas quais residem todas as propriedades viris. cujos inimigos. Esses sucos Somas puros. Índice ◄►Hino 6 (Wilson) ____________________ O comentador fornece esses detalhes. 2. os louvores de Indra. Que ele esteja conosco. o senhor de muitas bênçãos. 10. te tornaste subitamente de vigor aumentado. inalterados. para a realização dos nossos objetivos. 8. repetidamente. ó Śatakratu. 9. 1. Ṛṣi. 3. 1 . os hinos (do Ṛc) têm-te magnificado: que os nossos louvores de magnifiquem. em combates. Varga 9. – deve ser observado que a exatidão das adições dele envolve a existência anterior daqueles Vedas. que ele esteja conosco. desfrute dessas múltiplas iguarias (sacrificais). e (mantendo) superioridade em idade (ou principalidade. 7. misturados com coalhos. por beberes a libação. mas. para a obtenção de riquezas. que ele venha a nós com alimento. oferecendo louvores. Apressem-se para cá. e métrica. não esperam os corcéis dele atrelados ao seu carro. 6. são derramados para a satisfação do bebedor de libações. Varga 10. 5. não deixes os homens nos fazerem mal.

2 trazendo hinos de louvor. Ó Indra. para a apreciação dele.62 Hino 5. 4 As oblações dos adoradores. Companheiros. À visão de cuja carruagem e cavalos todos os inimigos fogem. cantem sua música. Ó Indra. Índice ◄►Hino 6 (Griffith) ____________________ 2 O chamado é dirigido aos sacerdotes ministrantes.4 10. o mais rico dos ricos. Ó. 3 . venham para cá. Indra. Assim que te fortaleçam as canções que cantamos. 9. amante da música. Os nossos cânticos de louvor. Indra forte. o Sábio. 8. pois tu podes. 4. Tu. tu que amas música. 3. e os nossos louvores. Que ele fique ao nosso lado na nossa necessidade e na abundância para o nosso bemestar: que ele se aproxime de nós com sua força. mantém A matança longe de nós. crescido de uma vez à força perfeita. sentem-se: cantem sua música para Indra. com suco Soma derramado. 5. por preeminência. aceita essas mil iguarias. 7. Indra (Griffith) 1. Perto do bebedor de Soma chegam. têm te fortalecido. 6. 2. Os Somas misturados com a coalhada. estas gotas puras. Indra. estimulam e fortalecem os Deuses para atos de heroísmo. Indra. nasceste para beber o suco Soma. que esses Somas penetrantes entrem em ti: Que eles possam trazer bem-aventurança para ti. cujo socorro nunca falha. que nenhum homem fira nossos corpos. Para ele. o excelente Senhor dos tesouros. Cujo par de cavalos castanhos atrelados em batalhas os inimigos em guerra não desafiam:3 para ele. Onde todos os poderes viris residem. ó Śatakratu. assim como seus hinos de louvor.

nesse rito. Nós invocamos Indra. Mortais. no qual ela os concilia. e as luzes que brilham no céu. – que ele (nos) dê riqueza. de os Asuras chamados Paṇis terem roubado as vacas dos deuses. dá percepção ao inconsciente. que. Associado com os Maruts transportadores. as restantes. pois. Em outras passagens. 5 (ambos) regozijantes. 4 Alusão é feita aqui a uma lenda. durante a noite. o movente (vento). como em seu útero. com os raios da manhã. ou Ventos. 1. 10. 6. e que trazem o comandante. o indestrutível (fogo). com a ajuda da cadela Saramā. acompanhados pelo destemido Indra. os amáveis grupos (dos Maruts). para uma agregação de nuvens. 3 Os Maruts não são citados no texto. Os circunstanciados (habitantes dos três mundos) 1 associam com (Indra). aqueles que têm nomes invocados em ritos sagrados. ‘os seres vivos dos três mundos’ é a explicação do comentador. Varga 11. Eles (os quadrigários) atrelam ao carro dele seus dois corcéis desejáveis. de cor castanho-avermelhada. o poderoso (Sol). e Indra. 2. no sono. 3.3 tendo visto a chuva prestes a ser engendrada. que se dirigem para o céu. descobriste as vacas escondidas na caverna. Um diálogo entre ela e os ladrões é apresentado.4 Varga 12. para obter superioridade. e as escondido em uma caverna. ou da esfera solar. . intrépidos. dos Aṅgirasas. as vacas são representadas como recuperadas à força por Indra. Portanto. identificado com o sol. cujos raios matutinos pode-se dizer que reanimam aqueles que tinham estado mortos. Maruts. e de esplendor igual. tu. é dito. de acordo com algumas versões. seja da região do céu. ou o firmamento. ou. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica continuam. ou do vasto firmamento. novamente. Os recitadores de louvores louvam os poderosos (a tropa de Maruts). 2 4. Índice ◄►Hino 7 (Wilson) ____________________ 1 O texto tem somente ‘aqueles que estão permanecendo em volta’. de modo semelhante como eles glorificam o conselheiro (Indra). Indra. com a ajuda dos Maruts. que são célebres. e conscientes do poder de conceder riqueza. chamou os Maruts para ajudá-lo. 5 Alusão. vem para cá. ou do céu acima. 5. Esse rito é realizado em adoração ao poderoso Indra. circundante (tropa de Maruts). (o sacerdote) recita seus louvores integralmente. com. o instigaram a retomar sua condição de embrião (nas nuvens). que é frequentemente citada. Indra. ou sem. (os Maruts). e forma ao informe.63 Hino 6. nas quais a chuva se reúne novamente. 2 Indra é aqui. Os deuses que tinham ido ajudar o primeiro foram afugentados pelos cães de Vṛtra. Depois disso. colocados em ambos os lados. aos Maruts. junto com os irrepreensíveis. mas as alusões justificam a especificação do comentador: os ventos conduzem Indra. – ele venha dessa região terrestre. é feita aqui a um combate entre Indra e Vṛtra. realmente. As três primeiras e últimas estrofes são endereçadas a Indra. vocês devem seu nascimento (diário a esse Indra). em outro lugar. 7. 9. Que vocês sejam vistos. os viajantes de lugares de acesso difícil. onde elas foram descobertas por Indra. 8.

Adorando assim como eles desejam. 8 Tu. isto é. 2.10 ó Viajante. 9. Ó homens! é talvez apenas uma exclamação expressiva de admiração. como é seu costume. o Sol. carregadores do Comandante. fazendo. Tu. 8. e forma. o Corcel vermelho. Ou do firmamento espaçoso. podem se aplicar a esses Deuses considerados como uma hoste ou companhia e nascidos em um nascimento. Com as hostes bem amadas de Indra. o Poderoso. se livraram da condição de bebês não nascidos. 7. 11 Indra.8 4. O sacrificador clama. Índice ◄►Hino 7 (Griffith) ____________________ 6 Esses provavelmente são os Maruts. fazendo luz onde não havia luz. iguais em seu brilho. quer dizer os Maruts. Nasceste em conjunto com as Auroras. Aqueles que estão em volta6 dele enquanto ele se move arreiam o brilhante. Posteriormente eles. 9 [Veja a nota 13. 6. homens.11 ou para baixo a partir da luz do céu: Nossos cânticos de louvor todos anseiam por isso. 10. acelerando para o céu. Indra (Griffith) 1. Tu. nasceste. cantores louvam a ele que encontra riqueza. Em ambos os lados do carro eles unem os dois cavalos baios estimados por ele. com quem Indra é conectado frequentemente. com os Deuses da Tempestade. ó homens! onde não havia forma. assumindo nomes sacrificais. embora no número singular. O muito famoso. a partir daqui. do céu acima da terra. os derrubadores do que é firme. Bravos. fulvos. Se for aceito que maryāḥ. as irrepreensíveis. as palavras tu. Indra.64 Hino 6. os companheiros constantes de Indra. Que tu possas realmente ser visto vindo ao lado do destemido Indra: Ambos alegres.9 5. 3. Indra nós procuramos para dar-nos ajuda. 7 . Encontraste as vacas mesmo na caverna. Vem desse lugar.7 as luzes são brilhantes no céu. da terra.] 10 Isto é. Provavelmente o Sol.

os cantores todos anseiam por isso.65 Hino 6. ó homens! onde não havia forma. que podem carregar o herói. não eram originalmente deuses. encontraste mesmo em seu esconderijo os brilhantes (dias ou nuvens). têm gritado em direção ao dador de riqueza. Nós pedimos a ajuda de Indra daqui. ou os dias em si. por sua própria vontade. e de esplendor igual. ADHYĀYA 1. as luzes resplandecem no céu. de um embrião ou de um recém-nascido. apressados (Maruts) o sacrificador clama. cujo nome manteve por muito tempo seu sentido puramente apelativo de tempestades. 8. ou do céu. (hoste de Maruts). 2. eles assumiram seu nome sagrado. 10. Indra é considerado como o deus do dia brilhante.13 obtendo seu nome sagrado.14 6. ou que as tempestades irrompem do ventre do céu. Os cantores piedosos (os Maruts). Índice ◄►Hino 19 (Müller) ____________________ 12 O poeta começa com uma descrição um tanto abrupta de um nascer do sol. 4. VARGA 11-12. ou do grande firmamento. Tu. cujo corcel é o sol. AṢṬAKA I. assumiram novamente a forma de bebês recém-nascidos. ó viajante (Indra). de acordo com seu costume. as auroras. ou de acima da terra. De lá. o glorioso (Indra). como o poeta expressa. Depois disso eles (os Maruts). Eles atrelam à carruagem em cada lado os dois baios favoritos dele (de Indra). Como auxiliares de Indra nessa batalha. os Maruts. que rompem até mesmo a fortaleza. literalmente. logo que Indra surge para lutar contra o demônio das trevas. mas vieram a ser deificados por suas obras. serve apenas para expressar que eles nasceram. vem para cá. 14 As vacas brilhantes são aqui as vacas da manhã. 1. Aqueles que permanecem em volta dele enquanto ele se move adiante arreiam o (corcel) brilhante vermelho12. possas realmente ser vista vindo junto com Indra. que são representados como resgatados no final de cada noite pelo poder de Indra. Tu que criaste luz onde não havia luz. Indra e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. com os velozes Maruts. 3. o grandioso. Com as amadas hostes de Indra. ou. ou da luz do céu. HINO 6. nasceste junto com as alvoradas. e forma. como os Ṛbhus. ó Indra. 13 A idéia de que os Maruts assumiram a forma de um garbha. Esse parece ser todo o significado da lenda posterior que os Maruts. os castanhos. ou deuses da tempestade. os valentes. 5. com os impecáveis. 7. 9. Que tu. . e cujos companheiros são os Maruts. o destemido: vocês dois são fazedores de alegria. alcançaram sua posição como divindades ao lado de Indra.

colocou) o sol no céu. implica a anterioridade dos dois primeiros ao último. Todos os louvores excelentes que são dados às outras divindades. ou feito de ouro. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. O derramador de chuva. elevou (ou. abre essa nuvem. Indra. pelo comentador. Indra. de fato. – aparentemente. Tu és sempre complacente com nossos desejos. para removê-la. querendo dizer. aqueles que são adequados para habitações ( nivāsārhāṇām). e carregou a nuvem com águas (abundantes). sobre riquezas. Indra. literalmente. dourado. para tornar todas as coisas visíveis. e é dito usualmente que implica as quatro castas: brâmanes. o Ṛṣi e a métrica. em um verso do Ṛc. – (nosso) aliado. pode ser aplicado tanto aos cantores quanto aos recitadores das orações. elevou o sol no céu 3. arkebhir arkiṇaḥ. que ocorre. todas em uma fase muito inferior de civilização. pañca ksitīnām. mais os niṣādas. 5. A última parte da passagem também pode ser traduzida como: ‘ele (o sol) animou a montanha (isto é. o ricamente enfeitado. O último termo é explicado etimologicamente. ele pensa. com defesas insuperáveis. e manejador do raio contra nossos inimigos. 10. aparentemente sem qualquer ligação gramatical. embora ele o interprete como ‘os Udgātṛs. significa apenas cantores. o mundo). Indra. por bṛhatā. ghāthinah. sobre os cinco homens. Varga 14.] qualquer referência ao Yajush ou ao Sāma. como diz o comentário. com seus raios’. ‘com textos ou palavras’. ou sacerdotes do Yajush. o que mistura todas as coisas. kṣatriyas. é mais similar ao Ṛc. 3 O mundo sendo envolvido em escuridão por Vṛtra. uma interpretação. só porque ele tinha ligado as expressões anteriores com os outros dois Vedas. nos protege.66 Hino 7. que governa sozinho sobre homens. uma oração. 9.2 o manejador do raio. a Indra com orações. Nós invocamos Indra por grande riqueza. como arha é um sinônimo de mantra. bṛhat. aqueles que oram. 6. A frase seguinte. vem. A frase não é de recorrência infrequente. Como já se observou. (canções). como um touro (defende) um rebanho de vacas. e sobre as cinco (classes)4 dos habitantes da terra. como antes. Varga 13. o que faz trovejar. 4 O texto tem. (os sacerdotes do Yajush) com textos. e. Que ele seja exclusivamente nosso. com estrofes’: mas isso não é necessariamente limitado a esse sentido. por vāṇībhih. ‘Aqueles do Ṛg Veda. 8. investe homens com sua força. ou classes de homens. com seus dois corcéis que são atrelados pela palavra dele. Os cantores (do Sāma) glorificam Indra com canções. Ele é aplicado. ‘com o Bṛhat Sāma’. 4. em batalhas abundantes em saque. . provavelmente. Índice ◄►Hino 8 (Wilson) ____________________ 1 O comentador fornece a especificação dos vários Vedas. aos textos do Yajush.1 2. (eles são. com preces. nós não temos absolutamente nada no original. Kholes. – bárbaros ou aqueles que não têm casta. [na nota 1 do hino 5. 2 Assim o comentador explica o termo do texto. confirmada pelo termo seguinte. O primeiro termo. o sempre complacente. as tribos nativas da Índia. o sentido pode ser. Indra. Com relação aos Adhvaryus. e o termo vāṇīh. hiraṇyaya. Nós chamamos por ti. – Indra. concessor de todos os desejos. Derramador de chuva. 1. e Bhils dos dias atuais. 7. Eu não conheço louvor adequado para ele. vaiśyas e śūdras. os recitadores do Ṛc. também) devidos a Indra. Indra. o senhor poderoso. por riqueza limitada. que estás em todos os lugares entre os homens. 3. ou louvam. Indra invencível. como os Gonds. com Sāmas a serem cantados’.

Ṛṣi. tu irresistível. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos. 6 . ele conduz o povo com seu poder. lutas. Com ajudas terríveis. Assim como o touro conduz os rebanhos. 1. sempre protegidos por ti. Contigo como nosso aliado. sim. Para nós. que ele possa ser. e não de outros. O amigo que curva seu raio em demônios. a que humilha inimigos. e métrica. Indra (Griffith) 1. e não os habitantes nativos da região. Druhyus. As cinco tribos ou povoados eram provavelmente a confederação dos Turvaśas. 5. têm glorificado. Indra (Wilson) (Anuvāka 3. 6. tu sempre generoso. Indra tem sempre perto dele seus dois cavalos baios e carro jungidos por palavra. Indra. Sūkta I) O deus. Ainda mais alto. 2. Benfey explica isso como ‘todo o mundo habitado’. Na grande batalha nós invocamos Indra. ó Indra. aquela nuvem. de modo que ele possa ver longe: Ele rompeu a montanha5 pelas vacas. nosso herói viril. 5 A massa de nuvens densas em forma de montanha. ou a cavalo. como antes. 3. sempre. Indra ergueu o Sol alto no céu. que os fortes (exércitos) dele sejam. Indra na luta menor. Ajuda-nos. Indra. 8. muito abundante. e supremo. agradável. 3. em cada esforço meu. Indra. e (ajudados por) heróis lançadores de mísseis. a fonte de vitória. Não havia distinções de casta quando o hino foi composto. o dourado. onde milhares de despojos são obtidos. a Indra recitadores com seus louvores. Mas a expressão parece querer dizer somente os povoados ou tribos arianas. 7. riquezas. A Indra os cantores com elogios. Defendidos por ti. e Purus. 2. Por sua causa de cada lado nós chamamos Indra para longe de outros homens: Nosso. Descerra.67 Hino 7. Poderoso é Indra. 10. traze. riqueza. 4. A Indra os coros. 4. o armado com o trovão. ó terrível. O Soberano irresistível: 9. com a qual nós podemos conquistar totalmente os nossos oponentes. seja (enfrentando-os) corpo a corpo. Yadus. os louvores de Indra armado com o trovão se erguem. nós somos capazes de superar (nossos inimigos) organizados em tropas. Que magnitude sempre pertença ao portador do raio. vastos como os céus. Índice ◄►Hino 8 (Griffith) ____________________ Hino 8. Indra que governa com domínio único homens. Anus. e a raça quíntupla 6 Dos que habitam sobre a terra. nós possuímos uma arma ponderosa. nas lutas. para nossa proteção. Indra. Varga 15. as vacas são as águas. 5. Eu não encontro louvor digno dele.

(e está sempre) úmida. vigorosa. o armado com o trovão. com heróis atiradores de mísseis. grandeza seja dele. como os abundantes fluidos do palato.68 6. sim. ou para a obtenção de filhos. Que nós conquistemos nossos inimigos em combate. Ajudados por ti. 8.7 8. Ajudados por ti com o carro. concessoras de vacas. De fato. Indra. 9 E conquistar todos os nossos inimigos em combate. Como amplas torrentes a partir da abóbada celeste. A mais excelente. Que ele possa beber o suco Soma. são amparos que ajudam imediatamente Um adorador como eu. Assim também é a excelência dele. (obtêm seus desejos). Contigo. 5. Varga 16. Assim são suas dádivas encantadoras. bebendo os mais profundos goles de Soma. Mas cavalos parecem ter sido usados em guerra só como puxadores de carruagens. quando usado contra inimigos. Por meio da qual nós possamos repelir nossos inimigos na batalha corpo a corpo. 10. como Um ramo maduro para o adorador. 7. como o oceano. Realmente. com um cavalo. 9. grande. que bebe o suco Soma abundantemente. Índice ◄►Hino 9 (Griffith) ____________________ 7 A frase poderia. o que faz trovejar. Grande como o céu se estende seu poder 6. Sāyaṇa explica que significa lutando a cavalo.” 8 Com o carro: árvatā. que vêm como heróis para a luta. as palavras de Indra para seu adorador são verdadeiras. Indra. Indra. também. 10. . para ser nosso auxílio. supremo. de modo que ele possa beber o suco Soma. Pois realmente teus poderes imensos. que louvores e elogios sejam cantados para Indra.8 3. – e os sábios que estão desejosos de inteligência. diversas. 9 O raio aqui citado é o sacrifício o qual. traze riqueza que dá alegria. 2. Todo homem que recorre a Indra. Que ajuda aqueles a obterem filhos. Ou cantores que amam pensamentos santos. tuas glórias são. Índice ◄►Hino 9 (Wilson) ____________________ Hino 8. como aliado. cresce. Sua barriga. Indra. literalmente. as protetoras de todo adorador como eu. ser traduzida desse modo: “como as abundantes águas (ou torrentes) dos topos das montanhas. Realmente. a riqueza do vencedor que sempre conquista. rica em gado. 9. que nós possamos erguer o raio. para serem respeitadas: (elas são) como um ramo (carregado de fruto) maduro. cresce como um oceano. em todos os tempos. A barriga de Indra. 4. ó Indra. seus louvores cantados e recitados devem ser desejados e repetidos para Indra. – em batalha. 7. Indra (Griffith) 1. é uma arma tão poderosa quanto o raio de Indra. Poderoso é Indra.

o protetor (de seus adoradores). sê vitorioso (sobre teus inimigos). glorificando-o com nossos louvores. Concede-nos. 3. 3 O original desse hino. Indra com o belo queixo1. de toda vida. (vem) para esses ritos (com os deuses). para a preservação da nossa propriedade. tu. do alimento. Opulento Indra. e riqueza adquirida de mil maneiras. a fonte do gado. aqueles artigos de alimento que são transportados em carros. e o composto pode denotar igualmente ‘o de nariz belo’. 5. 2. o morador de (uma mansão eterna). 3 9. Indra. Nós temos. Indra. e mais do que o bastante são. e os quais tu tens aprovado. Varga 17. no texto. o realizador de todas as coisas. concede-nos grande renome. e. 8. Nós chamamos. o sacrificador glorifica a vasta destreza de Indra. Indra. Indra. Varga 18. Índice ◄►Hino 10 (Wilson) ____________________ 1 Suśipra. simplesmente ‘aqueles carros tendo provisões’. A libação estando preparada. o objeto de versos sagrados. seguramente. teus. como Sāyaṇa o explica: ‘que está unido com todos os homens’. ou o queixo. o derramador (de bênçãos). Vem. a partir do lugar de sua produção. Indra (Wilson) (Sūkta II) Deus. Mas śipra significa a mandíbula inferior. fica satisfeito com essas preces animadoras. e banqueteia-te com todas as iguarias e libações. ‘ó você que é todos os homens’. significando. é tão conciso e elíptico a ponto de ser ininteligível. ou. riqueza além dos limites ou cálculo. pois nós somos zelosos e renomados. os mesmos. como de muitos outros.69 Hino 9. 2 . inesgotável. Eu tenho dirigido a ti. daí. Ṛṣi. como arroz. riquezas preciosas e multiformes. o senhor da riqueza. que és para ser reverenciado por toda a humanidade2. e outros tipos de grãos. 6. o poderoso. literalmente. sem a amplificação generosa do comentador. 1. ofereçam a (bebida) estimulante e eficaz para o regozijante Indra. pois o bastante. e aqueles (artigos) de alimento (que são trazidos do campo) em carroças. Indra. 7. poderoso em força. cevada. diz Sāyaṇa. 10. encoraja-nos nesse rito para a obtenção de riqueza. carroças ou carroções. louvores que têm chegado a ti. 4. Coloca diante de nós. Com libações derramadas repetidamente. Indra. O epíteto é. e métrica. o que se dirige (ao local do sacrifício).

Músicas têm se derramado para ti.70 Hino 9. digna do nosso desejo. Indra. Vem. Indra. o homem piedoso Canta alto um hino fortalecedor. Que dure pelo nosso tempo de vida. 9. 7. 6. o forte. regozija-te nos elogios que alegram. aqueles Bons frutos da terra levados para casa em carroças. ó Indra. o Senhor dos Tesouros de riqueza. Glorificando com canções louváveis aquele que vem em nosso auxílio. de face bela. Para Indra despejemos o suco. ó mais esplêndido. estimulados a isso nós queremos riqueza ambiciosamente. Indra (Griffith) 1. E se elevado insatisfeitas. Ó Senhor de todos os homens. Indra. poderoso em tua força. 4. Ao sublime Indra. sem se extinguir. abundância em gado e em força. que cria todas as coisas. e delicia-te com o suco em todos os banquetes Soma. Indra. com preces sempre novas. Concede. Dá-nos grande fama. nós chamamos Indra. 8. 2. o suco vigoroso que alegra para ele O Deus que torna feliz. Pois o poder supremo é só teu. Presentes nesses oferecimentos de bebida. o Senhor Guardião. .4 5. 10. 3. Protetor. Manda para nós recompensa múltipla. Índice ◄►Hino 10 (Griffith) ____________________ 4 Isto é. residente por cada libação. E gloriosa. Ó Indra. fama extensa e grandiosa. concede riquezas outorgando milhares.

O comentador diz. que sou um Ṛṣi. Indra. que confere riqueza. A frase conclusiva. o poderoso Indra. 1. O terceiro termo. ou combustível para o fogo. filho de Kuśika. os recitadores dos Ṛcas louvam a ti. como aquele que manda chuva. gāyatriṇa. responde aos nossos hinos. que realizou muitos atos de culto (com a planta Soma. bebe a libação.71 Hino 10. os recitadores do Ṛc. prontamente. o que o comentador completa por observar que isso é dito do Yajamāna. a métrica é a usual Anuṣṭubh. os meus louvores. e. de fácil obtenção. e o mesmo que o Hotṛ de um sacrifício. Nós te conhecemos. brahmāṇah. e seguramente perfeito. e é usado aqui como um epíteto. Vem rapidamente. o ouvinte do nosso chamado em batalhas. 8. ou. (portanto). 7. colhida) nos cumes da montanha2 e. 11.3 aproxima-te. responde (aos nossos louvores). abundante. a minha súplica. Vasu. generosamente. conhece o objetivo (de seu adorador). em teu coração. Manda para nós. é bastante obscura. Indra. vacas. como um poste de bambu. sê propício. mantém perto de ti esse meu hino. 1 Essa estrofe é bem semelhante à primeira estrofe do sétimo hino.7 encantado. pois ele. Manejador do raio. é dito. 4 Vasu. isso pode ser traduzido. por Sāyaṇa.4 (para esse nosso rito). Varga 19. uma família. o derramador (de bênçãos). e (concede-nos abundante) alimento. Indra. o cantor dos hinos do Sāma: arkiṇaḥ é explicado. ouve. mantém. 2 O original tem somente ‘subindo de cume a cume’. nós invocamos a proteção lucrativa mil vezes maior de ti. Vem. A objeção à explicação do primeiro. que eles têm erguido Indra. generoso derramador (de bênçãos). como envolvendo o reconhecimento prévio do Sāma Veda. no topo do qual eles se equilibram. como um poste de bambu’. os Brāhmaṇas1 te erguem no alto. por sua amizade. que vai para a montanha coletar a planta Soma para esmagar. o derramador (de dádivas. 4. Nós recorremos a Indra. Indra. literalmente. que Śakra5 fale (com bondade) para nossos filhos e para nossos amigos. 3 Literalmente. ‘eles têm te erguido. O hino. O primeiro termo. ‘aqueles que empregam a métrica Gāyatrī’. e bem condicionados. permite que o gado produza grande quantidade de leite. o que repele muitos inimigos. é hábil (para nos proteger). e fornece (ampla) riqueza. vem com a tropa (de Maruts). e os outros Brâmanes. ou sacerdote assim denominado. como saltadores levantam uma vara de bambu. Indra (Wilson) (Sūkta III) O deus e Ṛṣi são os mesmos. usado aqui como sinônimo de Indra. por fornecer pasto abundante. é explicado como o Brahmā de um sacrifício. ou outros artigos necessários para a cerimônia. como vanśa significa. 3. . tendo atrelado teus corcéis de crina longa. e é explicada similarmente pelo comentador. significando ‘o poderoso’. abre as pastagens das vacas6. a causa de progresso. 5 Śakra é um sinônimo comum de Indra. em todos os lugares. é explicado como ‘o doador original ou causa de habitações’. ‘como pessoas ambiciosas elevam sua família à importância social’. ‘preenchendo suas circunferências’. que és digno de louvor. fertiliza os campos. Indra. como antes. também. 6. já foi mencionada. 9. como se ele fosse (as palavras de) um amigo. para ouvir nossos louvores. por riqueza. vigorosos. responde (às nossas preces). deve ser repetido para Indra. Tu podes comandar as águas do céu. 2. bebedor do Soma. 5. 10. por ti alimento é (produzido). Varga 20. dotado abundantemente (de posses). uma façanha não incomum na Índia. quando destruindo teus inimigos. para o nosso sacrifício. prolonga a vida que merece louvor: faze a mim. Os cantores (do Sāma) te louvam. Śatakratu. denotar o Udgātṛ. Ó tu cujos ouvidos ouvem todas as coisas. Céu e terra são incapazes de suportar-te. 6 Indra. por força perfeita.

7.72 12. 9. Bom Indra. ele é Śakra. toma para ti prontamente as minhas canções. O céu e a terra juntos não te contêm. 11 Abre a nuvem densa que mantém a água aprisionada. Fácil de desviar e afastar. adotou uma vida de continência. Conquista para nós as águas do céu. de crina longa. 12. quando ele nos der riqueza. como um poste. em batalhas ouvinte do nosso clamor. 13 Kuśika era o pai ou o avô de Viśvāmitra que era o pai do poeta ou vidente desse hino. Os sacerdotes te ergueram no alto. 12 Esse provavelmente é o vājra ou raio que é o associado e aliado inseparável de Indra. e. que afirma que Kuśika. sendo agradáveis para ti.10 Abre o estábulo do gado. faze a nossa oração ter sucesso. Pois Indra. que esse meu louvor chegue mais perto até do que teu amigo. que essas nossas músicas te cerquem por todos os lados. 9 O Carneiro (vṛṣṇíḥ) é Indra. a ele nós buscamos por amizade. 10 O despojo mencionado no Ṛgveda consiste principalmente em bovinos. nós invocamos o auxílio que dá mil vezes mais. A ele. e. vem ouvir os nossos cânticos de louvor. a ele por riqueza e poder heroico. e seu rebanho ou tropa são os Maruts. em tua disposição irada. é aqui aplicado a Indra como sendo o Deus principal ou especial da família do vidente. Índice ◄►Hino 11 (Griffith) ____________________ Em todas as genealogias purânicas. Os cantores te louvam com hinos. Arreia teu par de fortes cavalos baios. Indra nasceu como o filho de Gāthī. e fertiliza nossos campos com chuva. clama. Nós sabemos que tu és o mais poderoso de todos.] Ludwig pensa que isso se refere a Indra. 2. contudo não demorando a chegar ao sacrifício. Que Śakra tenha satisfação em nossa amizade e libações. filho de Kuśika. ele nos ajudará. 5. digno de louvor. 7 . e faze o vidente ganhar mil presentes. erguendo-se cada vez mais alto. e dá-nos riqueza. 8 [Veja a nota 2. Para Indra um hino de louvor deve ser recitado. o meu chamado. tu cuja audição é penetrante. Prolonga a nossa vida de novo. Filho de Kuśika. e torna próspero esse nosso sacrifício. cujos corpos enchem as circunferências. Quando ele subiu de cume a cume e considerou a tarefa penosa. Ó Indra. o Gādhi dos Purāṇas.8 Indra observa esse desejo dele. Indra. os quais com a ajuda de Indra são facilmente desviados e afastados do inimigo que os possui. Índice ◄►Hino 11 (Wilson) ____________________ Hino 10. 14 Imortal. Ó Indra. é o despojo dado por ti. E. ó Śatakratu. De ti o mais poderoso. 6. e. e o Carneiro se apressa com sua tropa. 11. Que esses nossos louvores estejam. para explicar sua aplicação a Indra. 4. o filho de Iṣīratha.14 que elas sejam deleites queridos por ti. Fortalecendo a ti de vida prolongada. o filho de Kuśika é o sábio Viśvāmitra. em volta de ti. em todas as ocasições.9 3. Sāyaṇa cita a lenda dada no Índex (Anukramaṇikā). responde à música. que tens vida longa. aqueles que falam a palavra de louvor te magnificam. Ouve. estando desejoso de um filho igual a Indra.12 10. e envia-nos vacas em abundância. que vão rapidamente para o sacrifício. Esse epíteto Kauśika. canta em aprovação. Indra (Griffith) 1. Indra. Amante da música. para fortalecer a ele que doa livremente. que eles deem alegria (para nós). bebedor de Soma. Vem para cá. em recompensa do que.13 bebe nossa libação com prazer. ó armado com o trovão11 8.

o manejador do raio. Encorajados por tua amizade. enquanto oferecendo essa libação. para os recitadores de hinos. e recuperou o gado. abundância em alimento e gado. nós não temos medo. herói. Vala. 4. Os recitadores de hinos sagrados louvam.73 Hino 11. 6. Indra cercou a caverna com seu exército. já citada [no hino 6. com toda a sua força. suas proteções. sempre sábio. Na lenda. pois eles conhecem (tua munificência). evidentemente. abriste a caverna de Vala. colocaria um fim. ainda. Indra. Indra. (Atraído) por tuas recompensas. sempre jovem. cujas dádivas são (calculadas aos) milhares. outrora mencionados como ladrões de gado. o protetor dos virtuosos. Śuṣṇa significa secador. de acordo com o comentador. quando eles te obtiveram (como aliado deles). 1 o mais valente dos guerreiros que lutam em carruagens. calor ou seca. 2. era um Asura. eram os soldados de Vala. eu venho novamente. o louvado por muitos.2 que tinha escondido lá o gado. que és digno de louvor.3 os sábios conhecem essa tua (grandeza). Todos os nossos louvores magnificam Indra. Tu. ou até mais. de força ilimitada. o senhor do alimento. o inconquistado. um assassinato metafórico. e os deuses a quem ele tinha oprimido não mais temeram. o regente do mundo. Índice ◄►Hino 12 (Wilson) ____________________ 1 Um modo vago de indicar a difusão universal de Indra como o firmamento. como a chuva. mas glorificamos a ti. Indra. no qual Indra. 3. 3 Śuṣṇa é descrito como um Asura morto por Indra: mas esse é. e as escondeu em uma caverna. Indra. por meio de estratagemas. Varga 21. nunca estarão faltando para aquele que oferece. a ti. Indra nasceu o destruidor de cidades. 1. exsicador (ou dessecador): a causa da secagem ou definhamento dos seres. celebrando (a tua generosidade). 2 . manejador do raio. 8. As antigas liberalidades de Indra. extenso como o oceano. 7. mas o Ṛṣi agora se chama Jetṛ. Concede a eles alimento (abundante). Tu mataste. nota 4]. o filho de Madhucchandas. o sustentador de todos os atos pios. a métrica é Anuṣṭubh. apreciador dos fortes. o conquistador. 5. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é. que roubou as vacas dos deuses. Os realizadores do rito se aproximam de ti. é dito que os Paṇis. e os verdadeiros ladrões que as esconderam na caverna. o astuto Śuṣṇa.

o conquistador nunca conquistado. Senhor do trovão. Indra. 6. Indra (Griffith) 1. Esmagador de fortes. e livres de terror te ajudaram. o sábio. nunca falham Quando para os cantores de louvor ele dá a bênção de riqueza abundante em vacas.4 o jovem.74 Hino 11. Fortes em tua amizade. ou o próprio Vṛtra sob outro nome. nós não temos medo. o próprio Senhor da Força. faze durar os elogios deles. Nossas músicas de louvor têm glorificado a Indra que governa por seu poder. Os sábios viram esse teu feito: agora vai além dos elogios deles. Índice ◄►Hino 12 (Griffith) ____________________ Destruidor ou quebrador das nuvens que retêm a chuva. Ou isso pode significar. pelas tuas recompensas vim ao rio6 dirigindo-me a ti Amante de canções. manteve a luz e as águas aprisionadas em nuvens escuras. o rio ou o oceano de generosidade. 4 . tu rompeste a caverna de Vala5 rica em vacas. 3. as quais são consideradas como os fortes ou fortalezas de V ṛtra e dos outros poderes hostis do ar. Cujas dádivas preciosas vêm aos milhares. Nós te glorificamos com louvores. desde a antiguidade. faze proezas dignas de louvor ainda maior. 5. 4. O astuto Śuṣṇa. As dádivas de Indra. 2. Herói. Eu. isto é. 7. 7 Isto é. Senhor. Os Deuses vieram pressionando ao teu lado. muito exaltado. Todas as canções sagradas têm engrandecido a Indra extenso como o oceano. Senhor de força e poder. de força imensurável. até Indra. 5 Vala é o irmão de Vṛtra. ainda mais abundantemente. Indra. sim. que roubou as vacas dos Deuses e as escondeu em uma caverna. O melhor dos guerreiros conduzidos em carros. 6 Isto é.7 8. o que faz trovejar. seu auxílio salvador. ele nasceu Sustentador de cada rito sagrado. aqui os cantores ficam e testemunham a ti mesmo. Indra! tu derrotaste com teus poderes maravilhosos.

Resplandecente Agni. quando o adorador se aproxima dos fogos Āhavanīya e Gārhapatya combinados. o filho de Kavi. sendo o mensageiro dos Asuras. (Os oferecedores de oblações) chamam. o Ṛṣi é Medhātithi. o portador de oferendas. usada para o propósito. Com chamados eles sempre invocam Agni. o guardião da residência (do sacrificador). o sempre jovem e sábio. Varga 22. Agni (Wilson) (Anuvāka 4. para aquele que. Agni. Tu és o invocador deles para nós. em confirmação dessa função. brilhando com radiância pura. para oferecer a oblação. Pāvaka5. Índice ◄►Hino 13 (Wilson) ____________________ Hino 12. Nós escolhemos Agni. é aceso pela aplicação de outro fogo. Agni.3 6. ou um fogo. o aperfeiçoador desse nosso rito. no qual a oblação é derramada. concede-nos riqueza e alimento. isto é. literalmente. o senhor dos homens. o carregador de oferendas. Louvado com nosso mais novo hino. 7. Resplandecente Agni. Bem hábil nesse nosso sacrifício. o fogo Āhavaniya. gerado2 (por atrito). 3 Rākṣasas.4 Varga 23. o removedor de doença. 5 Um nome do fogo. a fonte de progênie. traze para cá os deuses para a erva sagrada cortada. ou aceso por atrito. sê o protetor daquele oferecedor de oblações que adora a ti. o observador da verdade. a métrica. Agni. que são defendidos por maus espíritos. 2 O original tem somente ‘sendo nascido’. o sábio. 5. Senhor da Casa. Agni. o mensageiro. oferecendo oblações para a satisfação dos deuses. Agni. se aproxima de Agni. Nós escolhemos Agni. Agni. Gāyatrī. 2. o radiante.75 Hino 12. e deves ser adorado. aquela da Premna spinosa. o brilhante. Agni. o mensageiro dos deuses. o amado de muitos. Como tu cumpres o dever de mensageiro. 8. 4. para as nossas oblações. desejosos de oblação: senta-te. Agni (Griffith) 1. e carregado com todas as invocações dos deuses. 3. seja tirado do fogo doméstico. invocado por oblações de manteiga clarificada. consome nossos adversários. o mensageiro dos deuses. O comentador cita o Taittirīya Brāhmaṇa. Uśanas. traze para cá os deuses para o nosso sacrifício. Louvemos. com eles. mestre de toda riqueza.1 o invocador deles. incita-os. 9. o purificador. com suas invocações. 12. 6 Esse verso deve ser repetido. no sacrifício. sê satisfeito por esse nosso louvor. o possuidor de todas as riquezas. 11.6 10. é aceso por Agni. sendo produzido artificialmente pela fricção de dois pedaços de um tipo específico de madeira. Agni. o arauto. 2. Sê propício. sobre a grama sagrada. cuja boca é (o veículo) de oblações. ‘o purificador’. o filho de Kaṇva. 1 . 4 Isto é. Sūkta I) O deus abordado é Agni. 1.

sê a defesa forte daquele que. Louvado desse modo pela nossa mais nova canção de louvor traze opulência para nós. o amado de muitos. 6. Agni e Agni novamente eles chamaram constantemente com suas invocações.76 Portador de oblação. 2. 8. Ó Purificador. como o Hotṛ desse sacrifício. Traze os Deuses para cá. 7 Jovem: como recém-nascido cada vez que o fogo é produzido. O Deus que afasta aflição. Mostra satisfação nesse nosso louvor. senhor dos presentes sacrificais. 1. Agni. conduze os deuses cá para aquele que espalhou a Barhis (grama sacrifical). 3. quando nascido. Desperta os Deuses dispostos. 12. o portador de oferendas. Agni. muito amado. 10 Pāvaka. Senhor. 7. Assim. Usada para derramar a manteiga sacrifical no fogo. 11. por todas as invocações dos Deuses. 4. o deus que afasta a doença. Louvemos Agni o sábio. Senta-te na grama sagrada com os Deuses. como seu mensageiro. os dispostos. o sábio. o jovem. pela chama refulgente. Radiante. o muito sábio. brilhante. 6. ó Agni. 4. Nós escolhemos Agni como nosso mensageiro. o dono da casa. HINO 12. o Sábio. Desperta-os. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. digno de ser magnificado. Louvemos Agni no sacrifício. cuja boca é a colher sacrifical. Por Agni Agni é inflamado. quando fores como mensageiro. VARGA 22–23. Agni. Agni. visto que tu. ó Agni. para aquele que espalha a erva sagrada. o sábio. AṢṬAKA I. Ó Agni. ó Deus. o possuidor de tudo. cujas ordenanças para o sacrifício são verdadeiras. 3. E alimentos. 9. de um dono de alimentos sacrificais que adora a ti. portador de oferendas. o Senhor dos clãs. Tu és nosso arauto. 9 O rico patrocinador ou instituidor do sacrifício. (deus) resplandecente. Aquele que com presente sagrado chama alegremente Agni para o festim dos Deuses. Ó tu. 7. Ó Agni. ó Agni. ADHYĀYA 1. Índice ◄►Hino 13 (Griffith) ____________________ Hino 12. traze para o nosso sacrifício. com heróis como nossos filhos. tu és nosso Hotṛ. traze os Deuses.9 Presta culto a ti o mensageiro. pelo fogo o fogo é aceso). Por Agni Agni é aceso (ou. Agni. queima contra os maldosos. purificador. 10. para quem o óleo sagrado é derramado. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. Para a nossa oblação. cumpres o dever de mensageiro.10 favorece-o. queima Nossos inimigos a quem os demônios protegem. contra os feiticeiros. o jovem. 8 . Senta-te com os deuses na Barhis. cujos caminhos são sempre verdadeiros. Sê o protetor. 8. 7 que carrega O presente: a concha8 é sua boca. digno de louvor. 5. nascido. Senhor da Casa. 5.

de acordo com outra etimologia. napāt. geralmente. a sexta. Sábio (Agni). nesse composto. 7. a décima. 5. – apenas onze.5 traze os deuses para cá. Que as portas brilhantes. 12. aqui.77 9. Sarasvatī. enumeradas como doze. que come. – omitindo um dos nomes do fogo. o segundo membro é considerado como ad. para o nosso sacrifício e nossa comida. nesse nosso sacrifício. Varga 25. como um sinônimo de filho ou prole. 2. Mas elas. 4 Aquele a quem homens (narāh) louvam (śansanti). Eu invoco as adoráveis noite e alvorada8 para se sentarem sobre a erva sagrada. amṛita significando a manteiga clarificada borrifada sobre a grama. ou. ou pā. todos. e Bharatī. as portas do salão de sacrifício. nesse lugar. 1. que preserva.3 oferece. a oitava. que és Susamiddha. 3. segundo o comentador. Agni com teu esplendor luminoso está satisfeito. mas. também é um nome de Agni. Índice ◄►Hino 13 (Oldenberg) ____________________ Hino 13. traze os deuses para cá para os oferecedores da nossa oblação.6 bem amarrada junto (em feixes). mas. ó purificador.4 o de língua doce. (até agora) não adentradas. pois. 11. – o último. duas formas do fogo. dois sacerdotes divinos ou deificados. ou na qual Agni) é a aparência da ambrosia. hoje. pois tu és o invocador instituído pelos homens. Eles são. a décima segunda. Sv āhā. que és Tanūnapāt. 3 Tanūnapāt: o devorador de manteiga clarificada (tanūnapa). traze-nos abundância de alimentos e homens valentes. aos quais o nome geral Āprī é aplicado. a imagem da ambrosia. As primeiras cinco estrofes cantam várias formas de Agni. o sacrifício deve ser feito hoje. na qual (na qual grama. a grama sagrada. 2 ‘O completamente aceso’. considerados como identificáveis ou conectados com Agni. o nosso sacrifício de bom sabor para os deuses. a décima primeira. que não preserva. mas o Hino é dirigido a uma variedade de divindades. e que convida Agni para o banquete dos deuses. as deusas I ḷā. Vanaspati. sejam abertas. sacerdotes eruditos. que presidem aqueles períodos. para a alimentação deles.7 as aumentadoras do sacrifício. 10. As Āprīs são. e borrifada com manteiga clarificada. a nona. ou objetos deificados. (que és) Īḷita. m anhã e noite. o oferecedor de oblações. para esse sacrifício. 1 . no Nighaṇṭu. ou o imortal Agni. às vezes. Elogiado desse modo por nós com o nosso novo hino Gāyatra. com esse nosso louvor. Espalhem. 5 ‘O adorado’. Tvaṣṭṛ. para o homem que é rico em alimento sacrifical. amṛita-darśanam. Agni. com na prefixado. ditas serem personificações de Agni. através de todas as nossas invocações dos deuses.2 invocador. 6. ó Agni. Agni. 8 De acordo com o significado comum de nakta e uṣas. 7 As portas do aposento no qual a oblação é para ser oferecida. Napāt ocorre. denotam. e sacrifica. o consumidor da sua própria substância (tānu) ou combustível. que destrói. conduze os deuses para cá para nós. Narāśaṁsa. 1 Varga 24. Sê misericordioso. Assim. purificador. em uma carruagem de movimento rápido. purificador resplandecente. 6 É dito que Barhis. O significado duplo permeia a frase conclusiva. certamente. 4. Āprīs (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. Eu invoco o amado Narāśaṁsa. a sétima.

10. Iḷā. 9. como a exclamação usada ao derramar a oblação no fogo. é a terra. Sarasvatī é. a deusa da eloquência.13 Adora-os. Essas são. como sempre. Sacerdote. Índice ◄►Hino 14 (Wilson) ____________________ Hino 13. como personificações de Agni. Onde o Imortal17 é contemplado. e ele parece possuir alguns atributos dessa natureza nos Vedas. Agni. 7. que atribui a ele a disposição das formas de animais em pares. e que o verdadeiro conhecimento seja (a recompensa) do doador. nosso. Sarasvatī. Que as três deusas imperecíveis. Que sejam abertas as Portas Divinas.78 8. 10 Tvaṣṭṛ. como no relâmpago. Portanto eu chamo os deuses para cá. divinos. Um texto do Veda é também citado. Espalhem. como se o combustível e a queima dele fossem considerados como sendo o mesmo. Manu16 te nomeou como Sacerdote. elas são. os sábios. e aqui é dito ser um Agni. 16 Manu é o homem por excelência. exclusivamente. 4. bem aceso. além disso. aqui. sendo chamado de o fabricante do vaso ou concha sacrifical original. 2. ó Sábio. também. traze os Deuses para aquele que oferece presentes sagrados.15 de língua doce. na devida ordem. Para o sacrifício hoje e agora. em teu carro mais ligeiro. ou produzido por atrito. 15 ‘Louvor dos Homens’ é um dos nomes místicos de Agni. para que eles possam celebrar esse nosso sacrifício. ou a manteiga clarificada ou Agni o Deus. 12 Svāhā [Salve! Bênção!]. também pode ser identificada com Agni. traze os deuses para cá. Agni. dito ser um Agni. 8. divinos e de linguagem agradável 9 É dito que Mahī é um sinônimo de Bharatī. 13 Isto é. O caro Narāśaṁsa. e sábios invocadores (dos deuses). geralmente uma grande árvore. 14 apresenta. 11 Senhor das florestas. a erva sagrada que pinga com óleo. Sarasvatī. igualmente. eu Invoco para esse nosso sacrifício. concessoras de alegria. um dos Ādityas: mas essas personificações mitológicas são de um período pós-vêdico. pelo comentador. Bharatī. nosso sacrifício aos deuses hoje. a primeira. e não necessariamente derivado de outro fogo. Filho de Ti mesmo. 6. glorificado. ou o homem representante e pai da raça humana. Eu chamo as adoráveis Noite e Alvorada para que elas se sentem na grama sagrada Nesse nosso sacrifício solene. é chamada de a esposa de Bharata. a noiva de Viṣṇu. para o instituidor de um sacrifício. purificador. Oferece. 11. Ele é. sinônimo de palavra. 14 Tanūnapāt. infalíveis. Como deusas. o artífice dos deuses. divino Vanaspati. Os dois Invocadores18 eu convido. como se depreende a partir de uma passagem análoga onde os nomes se encontram Iḷā. na casa do adorador. a terceira. 17 De acordo com Sāyaṇa. Realizem o sacrifício transportado através de Svāhā12 para Indra. 5.11 a nossa oblação para os deuses. ó sábios. 12. Agni (Griffith) 1. e esposa de Brahmā. considerado como o primeiro instituidor de sacrifícios e cerimônias religiosas.10 que ele seja. 3. assim chamado porque o fogo é às vezes autogerado. . Mahī. Outras derivações fantasiosas são dadas. Esse é um nome de Agni que ocorre frequentemente. um dos doze Ādityas. o dador de oblações. designadas. Doce para o paladar.9 sentem-se sobre a grama sagrada. é identificado com Viśvakarma. no sistema popular. Eu invoco o principal e multiforme Tvaṣṭṛ. Eu chamo os dois eloquentes. que ajudam o rito. Iḷā. que eles se regalem. chamadas de três chamas de fogo personificadas.

23 Parece-me evidente que a árvore. I. 10. utente de todas as formas à vontade: Que ele seja nosso e só nosso. ó Deus. Tvaṣṭar21 eu chamo. HINO 13. E que o doador seja renomado. se sentarão na grama sacrifical. as aumentadoras de Ṛta. 11. Sentem-se. Iḷā. 2. Que o esplendor do doador seja o mais notável. 6. cujo verso (ou superfície) está borrifada com manteiga. as três deusas que dão conforto. O yūpa é chamado de vanaspati no Ṛg-Veda (3. dita ser idêntica a Bhāratī. ou. 11. 1). VARGA 24–25.19 Sarasvatī. purificador. aos deuses. para traduzir mais literalmente. 18 . Que eles possam realizar esse sacrifício para nós. ou Agni e Varuṇa. Religion Védique. os sábios de línguas belas. Veja Bergaigne. Sarasvatī. as que não falham. v. o preparador. 1. para que elas possam se sentar sobre essa nossa grama sacrifical. Eu invoco aqui nesse sacrifício a Noite e a Alvorada.79 Para celebrar esse nosso sacrifício. o amado. 464. o senhor da floresta (vanaspati) invocado nesse verso Āprī só pode ser o poste sacrifical (yūpa) ao qual a vítima era amarrada antes de ser morta. não por homens. 9. Tanūnapāt! faze o nosso sacrifício rico em mel e leva-o para os deuses hoje. ó homens meditativos. ‘instituído por Manus’. do alimento sacrifical. do panteão indiano. ó sábio. apresenta essa nossa oferta para os Deuses. o mais hábil dos artífices. que hoje. 8). Eu invoco os dois Hotṛs divinos. que o alimento sacrifical vá. 9. AṢṬAKA I. 3. 21 O Hefesto. I. p. para que ele possam se banquetear. se Agni ou Āditya. 7. Tu és o Hotṛ instituído por Manus22. Veja M. Estando bem aceso. Espalhem. Ó árvore23. nos traze para cá os deuses para o homem rico em alimento sacrifical. Mahī. Hino Āprī (Oldenberg) MAṆḌALA I. 10. serenas. que agora o sacrifício possa prosseguir. Eu invoco aqui nesse sacrifício Narāśaṁsa. Iḷā ('Nutrição'). na grama. 19 Iḷā: a deusa da fala sagrada e ação. Ó magnificado Agni! Conduze os deuses para cá em um carro de movimento rápido. Soberano da Floresta. o mais antigo nascido. também uma deusa da fala. Eu chamo aqui o principal. o artesão divino. 8. Deus. 6. Taittirīya Saṃhitā. ADHYĀYA 1. 22 Manurhita. o artista ideal. Que as divinas portas se abram. que ele seja só nosso. 3. que não se unam. versado em todos os dispositivos extraordinários e admiráveis. e realiza o sacrifício. ó Hotṛ. Müller. ou Vulcano. 5. Parece incerto quem são esses dois invocadores ou sacerdotes. 20 ‘A grande’ (deusa). na qual a aparência da imortalidade (é vista). Tvaṣṭṛ de todas as formas para vir para cá.20 três deusas que trazem deleite. 6. bem como nos textos vêdicos mais modernos (por exemplo. ou Varuṇa e Āditya. as deusas lindamente enfeitadas. Índice ◄►Hino 14 (Griffith) ____________________ Hino 13. A History of Ancient Sanskrit Literature. na devida ordem a grama sacrifical. ó Agni. e Mahī ('a Grandiosa'). 5 seq. 4. 12. de língua de mel. Com Svāhā prestem o sacrifício para Indra na casa do ofertante: Eu chamo os Deuses para cá.

os Ādityas.2 4. Porque Vṛhaspati ou Bṛhaspati. com a qual os cavalos são alimentados. mas o comentador limitaria o termo. 5 Literalmente: do brilho do Sol. ou Sóis. Para esse lugar eu chamo os deuses. Varga 27. Agni. designado. Pūṣan. de acordo com o comentador. estás presente em sacrifícios. Agni.4 dá a eles. traze os deuses para cá. Agni. Agni. tendo espalhado a grama sagrada. tragam os deuses para beber o suco Soma. com tua língua. ou Ādityas. aqui. te glorificam. 6. Agni. Rohits. ou coletados em conchas. Mitra. Ofereçam o sacrifício com a palavra Svāhā para Indra na casa do sacrificador. deve ser inserido não é explicado. Mitra. o que pode significar vermelho. 8. 12. nos doze meses do ano. (participantes da oferenda). divino Agni. assim como a classe de Ādityas. com Indra. ghee. 3 As costas deles brilhando com. o doce suco Soma. Que o sábio invocador (dos deuses) traga para cá. Vem. de língua brilhante. Varga 26. com todos esses deuses. ou de. para beber o suco Soma. junto com suas esposas. 7. Pūṣan e Bhaga são formas do Sol. Agni. 1 . Viśvedevas (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica não mudam.7 à tua carruagem. 3. 10. A maioria desses já ocorreu. com os deuses. e por meio delas. de costas lustrosas3 e arreados à vontade. 6 Com os raios. Com todos os deuses. Os Kaṇvas1 te chamam. satisfatórios. e louvam tuas façanhas. Que os corcéis que te transportam. ou de sacerdotes oficiantes. oferecendo oblações. 4 Patnīvatah: tendo suas esposas. aumentadores de atos piedosos. Que aqueles objetos de veneração e de louvor bebam. 11. 2. pelo homem. e para nossos louvores. que despertam com a alvorada. para Indra. Os sacerdotes sábios. tuas éguas velozes e poderosas.80 12. para” é fornecido pelo comentário. mas o Hino é endereçado aos Viśvedevas. e a tropa de Maruts. desejosos da proteção (dos deuses). Vāyu. estimulantes. Vem. Tu. faze aqueles objetos de veneração. doces. pois o verso contém apenas os nomes no caso objetivo. especificados individualmente. ou os discípulos. ao sentido de sábios. 5 todas as divindades. 7 Elas são chamadas de Rohits. Os Kaṇvas propriamente denotam os descendentes. Bṛhaspati. para nossa adoração.6 bebe. e oferecendo ornamentos. 9. Por todos vocês esses sucos são derramados. Vāyu e as glórias de Mitra. caindo em gotas. para beber do suco Soma. O Nighaṇṭu define o termo como o nome dos cavalos de Agni. ou. Une. 1. 2 “Sacrifica. as várias formas de Mitra. 5. do Ṛṣi Kaṇva. Índice ◄►Hino 26 (Oldenberg) ____________________ Hino 14. Agni. ou manteiga clarificada: diz o comentário. e Bhaga. Oferece essa nossa libação. Agni. da (esfera) brilhante do sol. no momento da libação. do suco Soma. e (tu) oferece sacrifício. o preceptor espiritual dos deuses. como o invocador (dos deuses). Agni sapiente. Sacrifica.

eles. que merecem adoração e louvor bebam com tua língua O hidromel em sacrifício solene. foram nutridas a respeito dessas divindades. 11 Ādityas. tendo espalhado a grama. v. ‘alternando com Brahmaṇaspati é o nome de um deus em quem a ação do adorador sobre os deuses é personificada. 5. 4. Em posição ele é um deus solar. ou Viśvedevas. eternos.. jungidos com pensamento e gotejando óleo sagrado. que existe. é considerado como o concessor de riqueza. ó de língua brilhante. une-os. ó Deus. 14 Todos os deuses. as Baias. mas os eternos sustentadores dessa vida luminosa. por trás de todos esses fenômenos’. Para vocês são derramados esses sucos que alegram e divertem. do reino de luz do Sol. Que eles. Agni. 9. Agni. 2. Muir – Original Sanskrit Texts. Eles são os seres invioláveis. 4. os deuses dessa luz.81 Índice ◄►Hino 15 (Wilson) ____________________ Hino 14. n. fazendo alusão evidente aos doze meses. 10 Bhaga. entretanto. Agni. Para beber o Soma. Ordenado por Manu15 como nosso Sacerdote. bebe. Os Kaṇvas te invocaram. e os adora. Agni. J.. portanto não correspondem de nenhuma maneira com alguma das formas nas quais a luz é manifestada no universo.12 Faze-os beberem o hidromel. 6. Mas para o período mais antigo nós devemos considerar firmemente a significação primária do nome deles.. e os protege contra os maus. 3. o Senhor bondoso e protetor. o sacerdote que intercede com os Deuses em nome dos homens. 272. imperecíveis. Vāyu. p. n. faze-os (virem) com suas consortes. tragam os deuses para a dose de Soma. e que forma a essência deles. o suco Soma agradável. Adorados. o Sacerdote sábio invocador13 trará Todos os Deuses que despertam com o amanhecer. 12 Isto é. Com oferendas e todas as coisas preparadas. e esplendores de Mitra. com suas Damas. nem aurora. 8. 56. para o nosso serviço e nossas músicas Com todos esses deuses. com Vāyu. em todo rito: Consagra esse nosso sacrifício. ó Cantor. 5. abandonar as concepções que.8 Mitra. ‘Lá (no mais alto céu) residem e reinam aqueles Deuses que têm em comum o nome de Ādityas. Aditi. V. vê o universo inteiro. Original Sanskrit Texts. Os Ādityas. e até naquela dos poemas heroicos. é o elemento que os sustenta e é sustentada por eles. vem. Arreia as Éguas Vermelhas ao teu carro. se nós queremos descobrir seu caráter mais antigo. 12. tu tens assento. as flamejantes: Com elas traze os Deuses para cá. e é um guia em estradas e jornadas. Que os corcéis velozes que te carregam.. Os filhos de Kaṇva desejosos de ajuda te adoram. Nós devemos. vem para cá com os deuses.14 com Indra. citado por Muir. ó Agni. 13 Agni. Por isso ele aparece como o arquétipo dos sacerdotes e da classe sacerdotal. é a luz celestial. e é também designado como o Purohita da comunidade divina’. De acordo com essa concepção eles eram doze deuses do Sol. 11. por assim dizer. 10. em uma época posterior. Roth. Agni. 15 Manu: veja o Hino 13. 7. O elemento eterno e inviolável no qual os Ādityas residem. V.11 e a hoste Marut.10 Ādityas. os fortalecedores da Lei. As gotas de hidromel que repousam na taça. Agni. 16. veja o Hino 3. Com todos os deuses. nem lua. Indra. nem estrelas. que chama os Deuses. 8 . Visvedevas (Griffith) 1. eternidade ou a eterna. cantam canções de louvor a ti. Eles não são nem sol. Pūṣan. Bṛhaspati.9 Bhaga. Bṛhaspati. 9 Pūṣan é um deus que protege e multiplica o gado e as posses humanas em geral. Ele é o suplicante. De longe.

4 depois de Ṛtu. 4. 12. que é um dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios.8 Apressem-se. Draviṇodas. brilhantes com fogos sacrificais. é dito. Draviṇodas já foi celebrado em quatro estrofes. o primeiro é dito ser a cerimônia primária ou essencial. em nosso sacrifício. Draviṇodas. Varga 29. sua função seja segurar alguma concha. personificado como uma divindade. como o Agniṣṭoma. 3 Ou nas três cerimônias diárias. Neṣṭṛ. ou no qual a parte não gasta é removida. Agni. Que as gotas satisfatórias entrem em ti. o segundo. 5 Para esmagar a planta Soma. Mitra e Varuṇa. no qual a oferenda é apresentada. como o dador (das) de riqueza. segurando pedras5 em suas mãos. Ṛtu (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. 1 2 . Bebe o suco Soma. com Ṛtu. estejam presentes. desejosos de riqueza. o suco Soma. (Os sacerdotes). cultua os deuses.ao amanhecer. 5. louvam o divino (Agni). 6. (sacerdotes. relativo ao Brāhmaṇāchchhansī. eficaz. Maruts. o Āhavanīya. que é. talvez. 11. Já que. sendo identificado com o fogo doméstico. ou de força (draviṇa). 7. a função do Neṣṭṛ. Aśvins. pois vocês são generosos. as cerimônias modificadas. na segunda divisão de quatro. e participante. . bebe com Ṛtu. 9 Isto é. do vaso sacrifical: consagrem o rito. e não perturbado (por inimigos). ou sacerdote assim denominado. propriamente. correspondendo. em alguma ocasião. por ele ter assumido. com Ṛtu. mas é.7 8. do vaso precioso do Brāhmaṇa. um sexto do ano hindu. 1. ofereçam a oblação. 7 No adhvara e nos yajñas. em cada estrofe. chamada de uma oferenda com suco Soma. propícios a atos virtuosos. e lá permaneçam. ao meio-dia e ao pôr do sol. pois tu és possuidor de riquezas.9 junto com as Ṛtus. com Ṛtu. com Ṛtu. em um sacrifício. Indra. do sacrifício. literalmente: ‘da riqueza bramânica. Índice ◄►Hino 16 (Wilson) Ṛtu é. uma estação.82 Índice ◄►Hino 15 (Griffith) ____________________ Hino 15. do sacrifício. em outra parte. realizadores de atos virtuosos. Que Draviṇodas nos dê riquezas das quais se ouça falar. 8 Um dos dezesseis sacerdotes oficiantes. e Gārhapatya.3 decora-os. como a Ukthya. 9. Concessor de recompensas. em nome do adorador deles.6 nos sacrifícios primários e secundários. (Agni). com as Ṛtus. Dākṣiṇa. 6 Draviṇodas é um epíteto ou título de Agni. Nós as pedimos para os deuses. aceitantes. com os Ṛtus. Indra. traze os deuses para cá. bebam a bebida doce. bebam. aqui. associado. bebe. ou vaso. Varga 28.’ mas o primeiro termo é explicado como um recipiente caro ou opulento. o deus é Ṛtu 1. nós te adoramos. Neṣṭṛ é outro nome de Tvaṣṭṛ. recomenda nosso sacrifício para os deuses: bebe.2 com tua esposa. ao Brahmā na primeira: e. 4 O texto obscuro é. com Ṛtu. e o último. – ou nos três fogos acesos em sacrifícios. organiza-os em três lugares. 3. e partam. da taça do Neṣṭṛ. porque dele é dito: “a relação é a concha que tem as sobras”. com alguma divindade mais familiarmente conhecida. Draviṇodas deseja beber. portanto sê um benfeitor para nós. pela quarta vez. por quem tua amizade é ininterrupta. 2. para o salão de oferenda). 10.

louvam o Concessor de riqueza no rito. Bebam o hidromel. 8. o Concessor de Riqueza.10 Maruts. Essas coisas nós ganhamos. Apressem-se. te honramos com as Ṛtus. Com Ṛtu. 5. que derrama no fogo a libação para os Maruts. que com Ṛtus aceitam o sacrifício. Traze os Deuses. Ó Indra. 10. Circunda-os. 11. vocês cujos caminhos são firmes. ansiosos por riqueza. é o laço da tua amizade. Ó Neṣṭar. coloca-os nos três locais indicados. deem sua oferenda. o fogo a partir do qual fogos para propósitos sacrificais são acesos. bebe o suco Soma com Ṛtu. Maruts. bebe com Ṛtu. Que o Dador de riqueza conceda a nós riquezas que serão muito famosas. 6. Agni). e partam. guia o sacrifício: Adora os deuses para o homem piedoso. Ṛtu (Griffith) 1. com Ṛtu beberia ávido da taça do Neṣṭar.12 Tu. Tvaṣṭar. com Ṛtu. Agni. 3. Índice ◄►Hino 16 (Griffith) ____________________ 10 O recipiente sacrifical do Potar. 12 O gārhapatya é o fogo sagrado mantido perpetuamente pelo chefe de família. 2. que as gotas que animam Afundem profundamente. Varuṇa. entre os deuses. Ele. da generosidade do Brāhmaṇa: não dissolvido. ou nós podemos traduzir com Ludwig. cujos atos são puros. e bebe com Ṛtu. Agni. – um Poder que ninguém engana –.11 Concessor de Riqueza. que se estabeleçam lá.83 ____________________ Hino 15. Como nós esta quarta vez. Bebe Soma. 9. como Draviṇodās ou concessor de riqueza. depois dos Ṛtus. 12. Agni sendo o quarto na invocação (Indra. pois vocês dão presentes preciosos. Com Ṛtu vocês chegaram ao rito. Bebam do cálice do Purificador. 11 . com tua Dama aceita nosso sacrifício. santifiquem O rito. 7. bondoso Doador. Pois tu és aquele que dá riqueza. através do fogo doméstico. Ó Indra. Em sacrifícios louvam o Deus. 4. Os espremedores de Soma. ou Purificador. sê Um Doador generoso para nós. Mitra. ‘Como nós em quatro lugar’. ó Aśvins brilhantes com chamas. foi até agora celebrado em quatro estrofes em vez do usual tṛca ou terceto.

uma espécie de búfalo. Indra (Griffith) 1. para ele nós derramamos a bebida. que (os sacerdotes) radiantes como o sol. Que os corcéis dele transportem Indra. estão espalhados (sobre o altar).] 3 Sāyaṇa entende que isso se refere aos sacerdotes.2 Varga 31. como um veado sedento. para regozijo (dele). Vem. o deus é Indra. onde esses grãos (de cevada crestada). 5.1 4. 4 Como um Gauro (Bos Gaurus). nós invocamos Indra para beber o suco Soma. Como o gaura. por isso. concessor de desejos. do meio-dia. Śatakratu. Indra (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. Indra. Que esse nosso hino excelente. e vem para esse nosso sacrifício. 2. para a nossa libação. Varga 30. Meditando profundamente. seguramente. 4. Indra nós chamamos de manhã cedo. com teus corcéis de crina longa. Vem para cá. seja agradável para ti. nós te chamamos. nós te glorificamos. 8. no rito matutino. Nós invocamos Indra. Indra para beber o suco Soma. [Veja a nota 4. Aqui estão as gotas de suco Soma espremidas na grama sagrada: Bebe delas. Vem para essa nossa canção de louvor. que teus corcéis te tragam para cá. para reabastecer teu vigor. dito ser uma espécie de veado. Bebe-os. 9. o destruidor de inimigos. com teus Corcéis de crina longa. e vespertina. 1 Embora não citada mais particularmente. para aumentar teu poder. 3. tocando teu coração. para beber o suco Soma. Aqui estão os grãos borrifados com óleo: que os velozes Cavalos Baios tragam para cá Indra sobre seu carro mais ligeiro. e. 6. 3. nós o invocamos.84 Hino 16. para toda cerimônia onde a libação é vertida. para beber o suco Soma. para a libação derramada por ti Bebe dela como um veado4 sedento. que são brilhantes como sóis. 2 . 5. no sacrifício seguinte. ó Indra. 7. Indra. para cá. Esses sucos Somas gotejantes são derramados na erva sagrada. 6. Nós te chamamos quando o suco é derramado. realiza nosso desejo. a especificação implica a adoração matutina. com (a doação de) gado e cavalos. Indra. A libação sendo derramada. Que teus Cavalos Baios tragam a ti. em uma carruagem de movimento rápido. (te façam manifesto). o Forte. para o qual a libação está preparada: bebe. se dirige. Aceita esse nosso louvor.3 2. Índice ◄►Hino 17 (Wilson) ____________________ Hino 16. Indra no decorrer do sacrifício. ‘Bebe como um búfalo sedento’ seria talvez uma versão mais estritamente correta. Indra. Indra. para cá para beber a dose de Soma Aqueles. 1. Indra. bebe a libação derramada. imersos em manteiga clarificada.

2. Indra-Soma. vai. conjuntamente. as (louvações) misturadas dos nossos (sacerdotes) honrados (estão preparadas). e as empilhamos. com riqueza. Indra-Pūṣan. pois nossas mentes são devotadas a vocês dois. deuses. 1 . Beber o Soma em busca de deleite. Que o louvor fervoroso que eu ofereço a Indra e Varuṇa chegue a vocês dois.85 7. concedam rapidamente felicidade para nós. ó Śatakratu. Realiza. guardiões da humanidade. Nós os desejamos sempre perto de nós. Guardiões da humanidade. Indra-Varuṇa (Griffith) 1. ainda. como antes. Mitra-Varuṇa. a conceder proteção. 9. de Indra-Varuṇa. Dyaus-Pṛthivī e Soma-Rudra. Indra-Agni. Os mais proeminentes dos outros deuses duais são Agni-Soma. 8. vocês sempre vêm com socorro pronto ao apelo De todo cantor como eu. Indra e Varuṇa. Através da proteção deles nós desfrutamos (de riquezas). Para cada dose de suco espremido Indra.1 que Os dois favoreçam um de nós como eu. 1. 3. Então bebe o suco Soma espremido. 8. Índice ◄►Hino 18 (Wilson) ____________________ Hino 17. mais excelente. Eu chamo vocês dois. Indra-Bṛhaspati. 3. chegando ao teu coração. Indra e Varuṇa. Varga 33. Indrāvaruṇa. de acordo com nossos desejos. Que eles. 6. Indra o Herói e Varuṇa o Rei são abordados conjuntamente como um deus dual. 9. Eu busco a proteção dos dois governantes soberanos. Satisfaçam. ao apelo de um ministro como eu. 2. Com pensamentos santos nós cantamos teu louvor. Satisfaçam-nos com riqueza. Que nós estejamos (incluídos) entre os doadores de alimento. (aceitando. Indra é um doador entre os doadores de milhares. nos favoreçam consequentemente. Indra e Varuṇa (Wilson) (Sūkta VI) Métrica e Ṛṣi. Indra e Varuṇa. Façam-nos vitoriosos (sobre nossos inimigos). Indra-Vāyu. Varga 32. 4. 5. ambos. de acordo com seu desejo.) dignificam. todos os nossos desejos com cavalos e gado. Índice ◄►Hino 17 (Griffith) ____________________ Hino 17. e. Indra e Varuṇa. – aquele louvor conjunto que vocês. por opulência múltipla. Indra e Varuṇa. ó Indra-Varuṇa. há abundância. Eu peço ajuda dos Senhores Supremos. Indra-Viṣṇu. Pois vocês estão sempre prontos. Bem recebido por ti seja esse nosso hino. 7. o matador de Vṛtra. Varuṇa deve ser louvado entre aqueles que são dignos de louvor. As (libações) misturadas dos nossos ritos religiosos.

o comentador sobre Manu. o Ṛg-veda é suposto proceder dele. participantes da benevolência De vocês que dão força generosamente.3 protejam aquele homem do pecado. Tu. Adi. como Kakṣīvat. As primeiras cinco estrofes são dirigidas a Brahmaṇaspati. Ele ser. Brahmaṇaspati. a vocês por riqueza em muitas formas eu chamo Continuamente nos mantenham vitoriosos. Ele é o amigo ou associado de Indra. o imediato (concessor de recompensas). dignos de glorificação. foi sugerida por sua abertura com o hino para Agni. deixa a ele Agni como seu arquétipo. 1. 7. visto que. um nome de Agni. o aumentador do alimento. ele permeia a associação dos nossos pensamentos. o desejável. aqui personificado como uma divindade feminina. 104. e. com Indra e Soma. Hino 40. 6. que chegue a vocês o elogio amável que eu ofereço. e ele ser associado com Indra e Soma. 6.2 2. Sem cuja ajuda o sacrifício até do sábio não é concluído. o filho de Uśij. ou. em um grau específico. uma noção. especialmente. Por meio da proteção deles que nós ganhemos grande suprimento de riqueza. cap. curar doença. de Agni. como o deus da prece sagrada. ao mesmo. . antes. Brahmaṇaspati. ligado com a oração aparece mais inteiramente em uma passagem subsequente. talvez. A etimologia justificará a definição do Dr. Brahmaṇaspati. segundo Medhātithi. na quarta. o amigo de Indra. Que nós sejamos participantes dos poderes. Agni é. por nossas canções que buscam conquistar vocês para nós mesmos. Protege-nos. as três seguintes são endereçadas a Sadasaspati. Brahmaṇaspati (Wilson) (Anuvāka 5. Ó Indra-Varuṇa. Ele dar riqueza. ele é. Roth dele. e.86 Nós almejamos tê-los mais perto de nós. Elogio conjunto que vocês dignificam. 5. e vocês. de acordo com algumas afirmações. 2 Kakṣīvat era o filho de Dīrghatamas com Uśij. deem-nos imediatamente sua ajuda que acolhe.] 3 Dakṣiṇā é o presente feito aos brâmanes na conclusão de algum rito religioso. e Soma protegem nunca perece. enquanto o torna distinto deles. v. 4 Propriamente. 4. 3. mas se ele deve ser considerado como uma personificação distinta. aqui. ou Narāśaṁsa. na quinta. uma criada do rei Kalinga. 4. 8. São Poderes que merecem o maior louvor. 63 e seguintes. no entanto. 5. seja nossa. Indra e Varuṇa. com eles e Dakṣiṇā. Ó Indra-Varuṇa. do texto do Veda. Varga 34. seja favorável a nós. 7. e. é duvidoso. Sūkta I) A métrica e o Ṛṣi são como nos precedentes. Brahmaṇaspati. Indra e Dakṣiṇā. acumulada O suficiente e ainda de sobra. e no Vāyu Purāṇa.1 torna o oferecedor da libação ilutre entre os deuses. e a nona. Ó Indra-Varuṇa. e promover nutrição. O homem generoso a quem Indra. o caridoso. Soma. de um modo especial. agnim īḷe. 37. não são propriedades específicas dele. Que ele. nessa ocasião. Índice ◄►Hino 18 (Griffith) ____________________ Hino 18. Eu solicito inteligência de Sadasaspati4. entre os doadores de milhares. associado. [A história é encontrada em português no Mahābhārata. 2. a qual. o extraordinário. de modo que nenhuma crítica caluniosa de um homem malevolente possa nos atingir. o mestre ou protetor (Pati) da assembleia (sadas). compartilha das mesmas oblações. Varga 35. ou como uma forma modificada de uma daquelas já reconhecidas. o deus do Brahman. o curador de doenças. o adquiridor de riquezas. 9. que é opulento.5 1 O comentador não nos fornece relato da posição ou funções desse deus.

‘cuja religião inteira era uma adoração dos poderes e fenômenos extraordinários da natureza. 7. 3) como um nome de Agni. ou filho de Uśij. e capaz de. 10 Sádmamakhasam. o mais renomado. Veja Muir. do adorável Amigo de Indra que dá Sabedoria. Soma. torna glorioso aquele que espreme Soma. Ó Brahmaṇaspati. ato. ele o mais resoluto. 4. o curador de doença. 8 Isto é. e radiante como os céus. a planta que proporcionava isso se tornou para eles o rei das plantas. V. Não deixes a maldição do inimigo. Brahmaṇaspati. o mais resoluto. 6. Ele sem o qual nenhum sacrifício. Original Sanskrit Texts. Ó Brahmaṇaspati. o mais amplamente famoso Por assim dizer o Sacerdote Familiar10 do céu. Brahmaṇaspati. ou tem o significado vêdico de karma. 3. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. foi um renomado Ṛṣi ou vidente. sob a influência do qual o indivíduo ficava disposto a. Eu tenho visto Narāśaṁsa. O rápido. prospera. ‘radiante como os céus’. e o autor de vários dos hinos do Ṛgveda. Ele incita a série de pensamentos. que encontraram nele algo divino: ele era para a sua compreensão um deus. 5. 9. como sempre. dotando aqueles em quem ele entrava com poderes divinos. 7 Kakṣīvān. Ele recompensa o oferecedor da oblação. Igual a Kakṣīvān Auśija. 6 Esse já ocorreu (no Hino 13.7 2. 5 . 8. Ele era nos tempos antigos o Dionísio ou Baco indiano. ‘como alguém que lutou para ganhar lugar no céu’. chamado de Auśija. atos além dos poderes naturais dele. Nunca é prejudicado o herói mortal a quem Indra. 9. da família de Pajra. e produzir um frenesi temporário. Do maravilhoso Senhor da Assembleia.11 Índice ◄►Hino 19 (Griffith) ____________________ Dhīnāṃ yogham invati. Ele faz a oblação prosperar. o processo de prepará-la tornou-se um sacrifício sagrado. A grande antiguidade desse culto é atestada pelas referências a ele encontradas ocorrendo no Avesta persa’. ou ‘os objetos de nossos atos virtuosos’. 258. 9 O Deus que representa e anima o suco da planta Soma. diz o professor Whitney. ele leva o sacrifício à sua conclusão. ele promove o progresso do sacrifício. e confirma a aplicação de Sadasaspati e Brahmaṇaspati ao mesmo deus. O rico. porque dhī significa ou buddhi. Eu tenho visto Narāśaṁsa 6. não deixes um ataque violento cair sobre nós Preserva-nos. logo percebeu que esse líquido (o suco Soma) tinha o poder de elevar os espíritos. e Indra. Índice ◄►Hino 19 (Wilson) ____________________ Hino 18. e com a visão do espírito tenho contemplado Agni no céu. (através dele) nossa invocação chega até os deuses. o que pode significar ‘ele permeia a associação de nossas mentes’.8 que dá riqueza. 11 O significado parece ser: por meio da minha invocação e louvor eu tenho alcançado os Deuses. Dakṣiṇā. de acordo com Ludwig. tu. mesmo do homem sábio. Protejam esse mortal do perigo. Nossa voz de louvor vai até os deuses. aumenta fartura.87 8. compreensão. eu tenho me aproximado em oração. E Soma9 inspiram benevolentemente. – que ele esteja conosco continuamente. Brahmaṇaspati. de acordo com Sāyaṇa. ‘O povo ário de mente simples’.

acima da esfera da abóbada luminosa do firmamento: Ó Agni. Agni. vem com aqueles Maruts 6. 8. e terríveis em sua forma. supera o teu poder mental. vem com os Maruts. Nem deus nem homem tem poder sobre um rito (dedicado) a ti que és poderoso. com os Marus. e são insuperáveis em força. vem. Que com seus raios brilhantes se espalham sobre o oceano com poder 1 2 Pelo termo ‘todos’ deve-se entender as sete tropas de Maruts. com sua força. e desprovidos de malignidade. Varga 37. Que espalham nuvens sobre o céu. Todos os Deuses desprovidos de malícia. Agni. Agni. Que são brilhantes. 7. Varga 36. Agni e Maruts (Wilson) (Sūkta II) A métrica e o Ṛṣi são os mesmos. Vem. Índice ◄►Hino 20 (Wilson) ____________________ Hino 19. agitam o oceano. Que estão colocados como divindades no céu. Que se propagam (pelo firmamento). que sabem (como causar a descida) das grandes águas. com os Maruts. 9. vem com aqueles Maruts 7. vem. vem. ó Poderoso: Ó Agni. Agni. que são possuidores de grande riqueza. Agni. Maruts (Griffith) 1. Nenhum homem mortal. e agitam o oceano (com ondas). devoradores de seus inimigos: Ó Agni. vem com aqueles Maruts. Agni e os Maruts são as divindades. 3. 6. Agni. a principal ação na queda da chuva. poderosos. Brilhantes. ou ventos. e. Que espalham as nuvens. não conquistados pela força: Ó Agni. com os Maruts. Fervorosamente tu és chamado para esse rito perfeito. e enviam chuva. 2. . 4. Que são todos1 divinos. Ó Agni. 5. 4. para tu beberes. 3. Agni. para beber o suco Soma. Os terríveis. longe sobre o mar revolto: Ó Agni. Muitos textos atribuem aos Maruts. com os Maruts. junto com os raios (do sol). de formas terríveis. Agni. Agni. nenhum Deus. Agni. vem.2 vem. 1. vem com aqueles Maruts 8. Que são divindades que residem no céu radiante acima do sol. que cantam sua canção. com os Maruts. 2.88 Hino 19. (como) antigamente. vem com aqueles Maruts 5. com os Maruts. com os Maruts. Eu derramo o doce suco Soma. com os Maruts. vem com os Maruts. vem. e são devoradores dos malevolentes. com os Maruts. que conhecem a imensa região do ar: Ó Agni. Vem. A esse sacrifício auspicioso para beber a dose láctea tu és chamado. Vem. Que são violentos.

para ser teu primeiro gole. 9. VARGA 36-37. tropas de deuses. mais corretamente. 9 Pūrvapīti. está além do teu poder. e devoradores de inimigos.5 sem malícia. ó Agni! 3. de formas terríveis. e o céu. HINO 19. ó Agni! Índice ◄►Hino 37 (Müller) ____________________ Ghopīthā é explicado por Yāska e Sāyaṇa como ‘beber do Soma. 4 O céu ou firmamento é a própria residência dos Maruts. com os Maruts vem para cá. Eles que conhecem o grande céu. sugere ao mesmo tempo a prioridade do deus a quem ele é dado. e ‘eles que conhecem’ quer dizer simplesmente ‘eles que residem’ no grande céu. Eles que são brilhantes. com os Maruts vem para cá.4 os Viśve Devas. Para ti. 1. com os Maruts vem para cá.’ Eu mantive o sentido literal da palavra.3 com os Maruts vem para cá. com os Maruts vem para cá. sem ódio. Eu derramo para ti para teu primeiro gole.8 com os Maruts vem para cá. AṢṬAKA I. ó Agni! 6. 8 Se o mar revolto é para ser considerado como o oceano ou como o ar depende da ideia que nós temos da cosmografia mais antiga dos Ṛṣis vêdicos. Eles que se movem rapidamente com seus dardos (relâmpagos) sobre o mar com poder. ó Agni! 5. o poderoso. ADHYĀYA 1. ó Agni! 4.9 o doce (suco) de Soma. poderosos.89 Ó Agni. Por isso Wilson: ‘Que são violentos e mandam chuva’. Eles que no céu estão entronizados como deuses. vem com os Maruts.7 inconquistáveis pela força. o primeiro gole. Nem deus de fato. eu derramo o hidromel misturado com Soma: Ó Agni. é aplicada frequentemente aos Maruts. todos os deuses juntos. mas o Soma era geralmente misturado com leite. Eles que agitam as nuvens através do mar revolto. 5 A denominação viśve devā. que tinham perdido todo o conhecimento do significado natural dos hinos antigos. 7 Sāyaṇa explica arkā como água. com os Maruts vem para cá. ‘um gole de leite’. o firmamento. na luz do firmamento. nem mortal. ó Agni! 2. Os fortes que cantam sua canção.6 com aqueles Maruts vem para cá. No último verso do nosso hino é dito que a libação oferecida a Agni e aos Maruts consiste em Soma. Agni (o Deus do Fogo) e os Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. ou. com os Maruts vem para cá. ó Agni! 7. Mas arkā só recebeu esse significado de água no sistema de interpretação artificial começado inicialmente pelos autores dos Brāhmaṇas. ó Agni! 9. ó Agni! 8. 3 . Índice ◄►Hino 20 (Griffith) ____________________ Hino 19. Tu és chamado a esse sacrifício auspicioso para um gole de leite. Os poetas vêdicos geralmente distinguem entre os três mundos: a terra. 6 Sem perfídia ou fraude. vem com aqueles Maruts.

6 De acordo com o comentador: não encontrando oposição em todos os atos. antes referência a alguma inovação nos objetos de libação. Ṛbhus (Wilson) (Segundo Adhyāya. 5. e intitulados. com relação aos deuses. o trabalho do divino Tvaṣṭṛ. para Indra. as libações oferecidas no terceiro sacrifício diário. Varga 1. e. as quais eram certas de obter os objetos pedidos. os Ṛbhus. 5 Isto é. que ele é um deus cujo dever. no texto. mas. ‘ao nascimento divino ou brilhante’. 9 Tvaṣṭṛ. 8 Conforme Āśvalāyana.8 Varga 2. dos quais é somente dito que eles eram homens virtuosos que. mentalmente. é o carpinteiro ou artesão dos deuses. movidos por nossas orações. os cavalos que são atrelados pelas palavras dele. Os Ṛbhus. e obtiveram o direito de receber louvor e adoração. os sucos estimulantes são oferecidos a vocês. pelos sábios. narradas na Nīti-mañjarī. uma classe de divindades. com Bṛhaspati e os Viśvedevas. O mesmo pode ser dito de ele chamar os Ṛbhus de discípulos de Tvaṣṭṛ. têm tomado parte no sacrifício realizado com atos sagrados. são oferecidas para Indra. Que eles. muitas coisas preciosas. tem. Supõe-se que eles residem na esfera solar. junto com Indra. para os Nāsatyas. eles demonstram a admissão. não como antes. fazer mecanicamente. 3 [Os Aśvins. acompanhado pelos Maruts.4 4. endereçado aos mortais deificados chamados Ṛbhus. nesse verso. Esse hino. é carpintaria.10 1 Devāya janmane. ou fabricaram. Se ele tem autoridade vêdica de um tipo mais decisivo que a alusão do texto não aparece. mas o comentador interpreta o último como jāyamānāya. e Vāja. Os Ṛbhus podem ter sido os primeiros a tentar a representação corpórea desses suplementos de Indra e dos Aśvins. junto com os Ādityas. por causa do nome do mais velho. à (classe de) divindades que têm nascimento. mas. em geral. literalmente. A Nīti-mañjarī diz que Agni. em uma data antiga. – Essai sur le mythe des Ribhavas. através de penitência. através da eficácia dos seus mantras verdadeiros ou infalíveis.] 4 Takṣan. 6.9 7. Graças à erudição e esforço de Félix Nève. Sūkta III) Métrica e Ṛṣi. respectivamente chamados Ṛbhu. Eles construíram. dele. usavam poderes sobre-humanos. isto é. e junto com os brilhantes Ádityas. portanto. Assim. para o oferecedor da libação. provavelmente. no verso anterior. atakṣan. Continuação do Anuvāka 5. de fazer de uma concha quatro. na mitologia purânica.5 dotados de retidão. e há uma identificação vaga deles com os raios do sol. para que cada um pudesse ter a sua parte. eles cinzelaram. ou aceitaram. Ṛbhus. e bem sucedidos6 (em todos os atos virtuosos). proferindo preces infalíveis. da Universidade de Louvain. A origem e ações deles são. não há tal qualificação.90 Hino 20.1 2. como citado por Sāyaṇa. O ato atribuído a eles. chegando a um sacrifício que os Ṛbhus celebravam. ou tendo nascimento. Através de sua assídua realização de boas obras eles obtiveram divindade. tornou-se um deles.2 3. então Sāyaṇa diz. sejam simbólicos. sendo nascido. o concessor de riquezas. e o primeiro como devasanghāya. se apropriaram. da doutrina que homens podem se tornar deuses. um descendente (a Nīti-mañjarī diz um filho) de Aṅgiras. Eles que criaram. eles tornaram a concha quádrupla. eles esculpiram os cavalos de Indra. o sacrifício oferecido com os usuais utensílios e observâncias. e uma vaca que produz leite. ou não. 2 O sentido parece ser que eles permearam. Os Ṛbhus eram os três filhos de Sudhanvan. fazer. . do que à mera multiplicação das colheres de madeira usadas para derramar o suco Soma. (ou vespertino). como eles aparecem em diferentes partes dos Ṛg Veda. Vibhu. em vez de atakṣan. como antes. também. como também nas notas de Sāyaṇa nessa e outras passagens similares. obtiveram deificação. Lá é dito que eles fizeram isso mentalmente. literalmente. deem. junto com Ṛbhu. tem sido endereçado. 1. Vibhu. 7 Akrata. Ṛbhus. e Vāja. com suas próprias bocas. coletivamente. e concluam os três vezes sete sacrifícios. de kṛ. fizeram7 jovens seus pais (idosos). nós estamos totalmente familiarizados com a história e caráter dos Ṛbhus.3 um carro veloz e que se move universalmente. e o significado do verbo implica formação mecânica. Os Ṛbhus dividiram em quatro a nova concha.

13 Ou o ‘três vezes sete’ pode se referir a rátnāni. Juntos alcançaram suas gotas que alegram com Indra cercado pelos Maruts. 8. com os Reis. a cada um Deem riqueza. sete cerimônias nas quais manteiga clarificada é derramada no fogo. a ele que derrama três vezes sete libações. concedam três vezes sete ricos tesouros. Obtiveram por meio de obras o sacrifício. eles possuíam. ou a sāptāni. também. ele possuíam 11 (uma existência mortal). piores. formaram cavalos atrelados por uma palavra. 5.91 8. 6. Sendo mortais. nos quais alimentos cozidos são oferecidos aos Viśvedevas e outros. medianas. 1b. 11 Adhārayanta. Eles fizeram para os dois Nāsatyas um carro leve que se move de todas as maneiras: Eles formaram uma vaca que produz néctar. feita recentemente pela mão do Deus Tvaṣṭar – Quatro conchas vocês fizeram dela. renovam e restauram à juventude. como classificados em três categorias: uma classe consiste no Agnyādheya. Concedam-nos riqueza. como deuses das estações. na qual libações de suco Soma são a oferenda característica. para si mesmos. Índice ◄►Hino 21 (Wilson) ____________________ Hino 20. com sua mente. Eles que para Indra.] 12 Céu e Terra. uma parte no sacrifício com os deuses. Ṛbhus (Griffith) 1. Os Ṛbhus com orações eficazes. Para o Povo Celestial essa canção de louvor que dá riqueza profusamente Foi feita por cantores com seus lábios. 4. 7. . ou desfrutavam. e uma compreende a classe Agniṣṭoma. e sua adição está em harmonia com outros textos. O comentador considera que trih pode ser aplicado a coisas preciosas. [veja em 3. fizeram Seu Pai e Mãe12 jovens novamente. uma classe consiste nos Pākayajñas. Eles compartilharem de sacrifícios é. 2. A concha sacrifical. afirmado repetidamente. ares vitais. Com os Ādityas. Índice ◄►Hino 21 (Griffith) ____________________ 10 Trirā sāptāni. honestos. Oferecedores (de sacrifícios). satisfeitos com nossos elogios.13 sim. 60. sete sacrifícios. O comentador completa com prāṇān. Como Sacerdotes ministrantes eles possuíram. por meio de seus atos piedosos eles obtiveram uma parte dos sacrifícios com os deuses. por atos piedosos eles ganharam. com trabalho constante. eles obtiveram imortalidade. vida. como significando melhores. os quais eles. 3. é tudo o que o texto diz: o que eles possuíam não é especificado.

2 . Índice ◄►Hino 22 (Griffith) ____________________ 1 Abordados conjuntamente como um deus dual. Indra e Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e métrica os mesmos. 6. para quem nós desejamos oferecer nosso louvor. nos mandem felicidade. Que aqueles dois. No lugar onde o que está oculto será dado a conhecer. e que os devoradores (de homens) sejam desprovidos de descendência. Eu chamo para cá Indra e Agni. ambos. Louvem. por meio dessa sua veracidade. 4 Sāyaṇa explica ‘no lugar que preeminentemente torna conhecida a experiência dos resultados (das ações). Indra-Agni (Griffith) 1. perturbando sacrifícios e homens devotos. 5. nós os convidamos para vir para essa libação que está pronta aqui. iludindo e até devorando seres humanos. Indra e Agni. 4. Indra e Agni. Deuses fortes. Vigiem. para beber a libação. Cantem louvores a eles em canções sagradas. tornem os Rākṣasas inócuos. poderosos senhores da nossa assembleia. em sacrifícios. Indra e Agni nós convidamos. que é no céu (Svarga)’. Indra e Agni. os enfeitem (com ornamentos). o Hino é endereçado a Indra e Agni.1 nós estamos ansiosos por sua canção de louvor. e geralmente hostis à tribo ária. para estarem presentes no rito onde a libação é preparada. 6. 3. pela fama De Mitra. ó homens. Mitra parece ser considerado o guardião do mundo. O significado não está claro. Que eles que são. e os louvem com hinos. Nós invocamos Indra e Agni. no lugar que fornece conhecimento (das consequências de atos). 1. os bebedores de Soma. Indra e Agni. venham até nós.3 Que os devoradores sejam desprovidos de filhos. Glorifiquem. isto é. e glorifiquem Indra-Agni nos ritos sagrados. Indra e Agni. venham para cá. Ambos são os principais bebedores de Soma. Indra e Agni. 3 Os Rākṣasas. e nos concedam felicidade.2 para a dose de Soma. Varga 3. que são poderosos. e guardiões da assembleia. esmaguem os demônios. – bebedores do suco Soma. 2. Índice ◄►Hino 22 (Wilson) ____________________ Hino 21. copiosos bebedores do suco Soma. 5. homens. (aceitem a libação). demônios que vagam à noite. 2.92 Hino 21. Por esse sacrifício infalível vocês sejam tornados vigilantes. 4. Indrāgni. Indra e Agni. 3. lá no lugar de vista ampla 4 Indra e Agni. – para o benefício do nosso amigo (o instituidor do rito). Eu invoco Indra e Agni. Nós chamamos os dois que são ferozes (para seus inimigos).

cortou a mão que a tinha aceitado impropriamente. Vigoroso Agni. nos favoreçam com proteção. Os sacerdotes Adhvaryu. 3 Pode-se julgar que apāṃ napātam significa ‘filho das águas’. ao Céu e à Terra. pode. Hotrā. um dos Ādityas. que são. ou um epíteto da seguinte: ele é interpretado por varaṇīyā. venham para cá. ou por meio de uma lenda vêdica: Em um sacrifício realizado pelos deuses. Nós invocamos os dois Aśvins. para nossa proteção. a Savitṛ. É dito que a alusão a ele sugere apenas que os Aśvins devem vir rapidamente. Bhāratī. associados para o sacrifício da manhã. Que eles. traze para cá.93 Hino 22. Nós invocamos Savitṛ. do que a progênie. 3. o de mão dourada. ninguém tinha cortado as asas delas. misturem intimamente o suco da Soma. 8. 10. a décima segunda. um chicote. Mimikṣatam. mas se colocou na posição do Brahmā. mas o Sol é antes o pai. e chicoteando alto. pode significar discurso. mexam1 o sacrifício com seu chicote que está molhado com a espuma (de seus cavalos). deram a ele a oblação chamada Prāśitra. vendo-o naquela posição. ambos.3 para nossa proteção. 11. a deusa da fala. Aśvins. A residência do oferecedor da libação não se encontra muito longe de vocês. também. e quatro. que não é amigo da água. Varga 4. cujas asas não são cortadas. É muito duvidoso se Varūtrī é um nome próprio. Eu chamo Savitṛ. coletivamente. deve ser adorado por nós. amigos. comumente. É dito que a lenda é narrada no Kauṣītaki Brāhmaṇa. as duas seguintes. conforme Ādityāj jāyate vṛṣṭi – a chuva nasce do sol. Aśvins. para beberem o suco Soma. que viajam em um carro excelente. assim que foi recebida por Sūrya. a Viṣṇu. no Veda. Dhiṣaṇā é um sinônimo de Vāc ou Vāgdevī. que é para ser escolhida ou preferida. Aśvins. a Agni . 5. em qual caso. Varga 5. das águas. as duas seguintes. Varūtrī. 7. as esposas (dos deuses). Que as deusas. aos Aśvins. ele designará a posição dos adoradores. por aquele. Glorifiquem Savitṛ. ou kaśā. indo para lá em seu carro.2 para me proteger. Sentem-se. 4 Hotrā é chamada de esposa de Agni. e as seis últimas. 1. a qual. 2. 9. a décima primeira. 6. ou a invocação personificada. Sūrya se encarregou do ofício do Ṛitvij.5 as protetoras da humanidade. o Hino consiste em vinte e uma estrofes. os melhores dos aurigas. de fato. porque napāt é usado frequentemente. e com completa felicidade. significar ‘com aquele’. Tayā. Não está claro como isso é para ser feito com o chicote. geralmente. divinos. Nós desejamos celebrar seu culto. 5 Achinnapatrāḥ. que são dirigidas a uma variedade de divindades. traze para cá as amáveis esposas dos deuses. – venham com aquele seu chicote. o dispensador de diversas riquezas que garantem lar. às deusas. Varuṇa. nesse sentido. A única explicação dada pelo comentador é que. Bhāratī. de Bharata. Napāt é usado aqui em seu sentido literal ‘que não nutre’. ou. madhumatī e sūnṛtāvatī. e Agni. – venham com tal discurso. Dhiṣaṇā. um sinônimo do Sol. as esposas dos deuses estando na forma de aves. o iluminador dos homens. e Tvaṣṭṛ. explicados como molhado e alto. Aśvins e Outros (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e a métrica continuam. ambos. Os sacerdotes que tinham dado a oblação concederam a Sūrya uma mão de ouro. ‘De mão dourada’ é interpretado como ‘aquele que dá ouro para o devoto’. vão significar doce e verídico. 4. Despertem os Aśvins. mas as seca por meio de seu calor. Sūrya perde ambas as mãos. e provem a libação. pois ele é o concessor de riquezas. 2 Savitṛ é. 1 . lá. mas.4 Varga 6. quatro. às espos as de Indra. à Terra somente. Ó Agni. e chegam ao céu. Savitṛ. para beber desse suco Soma. a décima quinta.

ajudado pelas sete métricas. o soberano supremo. 20. subjugaram a terra invencível. 7. com Viṣṇu em sua dianteira. corretamente. Ele é o ilustre amigo de Indra. Vejam as obras de Viṣṇu. no céu meridiano.” J. N. no firmamento. no entanto. 13. 2 (1869).16) para mostrar que o orbe do sol (aqui representado por Viṣṇu) é chamado de ‘olho’. ar e céu. para nossa prosperidade. Mas a passagem é obscura. livre de espinhos.S.10 21. por meio disso. andou três passos. de Agni. Que os deuses nos protejam (daquela parte) da terra de onde Viṣṇu. culminação e pôr. alegórica. e sol. e no céu. considerado como o lugar comum ou de ligação entre ambos. que se estende no céu’. Terra.7 17. 9 O preservador de todo o mundo. ou (omitindo a partícula que denota semelhança) ‘aquele olho. o empecilho do pecado daqueles que habitam a terra. originalmente. na montanha do leste. e na montanha do oeste. no qual Viṣṇu atravessou os três mundos em três passos.] 6 . pelas quais o adorador tem realizado votos (pios). daquele corpo luminoso. Muir – Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. e nos encham de nutrição. e seus três passos. e Agnāyī. parece-me. (residindo) na região permanente dos Gandharvas. 24 (= R. o preservador. pág. vento. De acordo com os Taittirīyas. ou que permeia. sê de ampla extensão. que significa aquele que entra em. os deuses. Viṣṇu percorreu esse (mundo): três vezes seu pé ele plantou. O trecho ‘nos protejam da terra’ significa. ou. e ele cita a Vājasaneyi Saṃhitā VII. em seu comentário do próximo verso.6 15. ‘como um olho estendido no céu claro’. como o olho percorre o céu. De acordo com Śākapūṇi. e. Esta construção também é adotada por Benfey em sua versão do hino.8 e o (mundo) inteiro foi colhido na poeira da (pegada) dele. “Mahīdhara traduz. de acordo com Aurṇavābha. o orbe do sol. de acordo com Mahīdhara. 7 Sāyaṇa explica Viṣṇu como Parameśvara. 380. respectivamente. e que ela serviu como base do mito purânico do Avatāra Vāmana ou anão. como citados pelo comentador. a atmosfera. Viṣṇu. nas formas. Varuṇānī. Vāyu e Sūrya – fogo. Sāyaṇa crê que o texto se refere ao Trivikrama Avatāra.V. e para beber o suco Soma. atos virtuosos. Varga 7. Não pode haver dúvida que a expressão era. glorifiam amplamente aquela que é a suprema posição de Viṣṇu. Os sábios. é a explicação de Sāyaṇa. 66. embora nenhuma menção seja feita do rei Bali. portanto. Os sábios sempre contemplam aquela posição suprema de Viṣṇu. Yakṣas e Apsaras é o antarikṣa. usando as sete métricas do Veda como seus instrumentos.115. 16. de acordo com o comentário. sempre vigilantes. Índice ◄►Hino 23 (Wilson) ____________________ A esfera dos Gandharvas. e nossa morada. ou firmamento entre o céu e a terra. com o nascer. 14. desse modo reconhecendo o atributo principal e distintivo de Viṣṇu. e diligentes em louvor. andou. Alusão é feita aos três passos de Viṣṇu na Vājasaneyi Saṃhitā do Yajur Veda.1) e XXXVI. Os sábios provam. 19. as águas que parecem ghee desses dois. através de seus atos virtuosos. e o comentador lá explica que eles significam a presença de Viṣṇu nas três regiões: terra. 10 [Esse último trecho. foi na terra.V. ‘Os sábios’. ‘contemplam o posição mais elevada de Viṣṇu fixa no céu. 18. até agora. Eu chamo para cá Indrāṇī. dá-nos felicidade. Os comentadores não concordam sobre o significado da frase ‘três vezes seu pé ele plantou’. Que o grande céu e a terra estejam satisfeitos em misturar esse sacrifício (com seus próprios orvalhos). o mundo. como um olho’. desse modo identificando Viṣṇu com o Sol.94 12. mantendo. e esses podem ter sido enxertos subsequentes sobre a tradição original dos três passos de Viṣṇu. 8 Isso parece mais ainda uma alusão ao quarto Avatāra.9 o que não pode ser prejudicado. ou do anão. 1. 42 (= R.

Varuṇa. Agni o mais jovem. os melhores Dos aurigas. 15 Literalmente. é a casa Daquele que oferece suco Soma. distribuidor de recompensa maravilhosa e de riqueza. Aśvins. estende-te ampla diante de nós como uma morada: Concede-nos abrigo amplo e seguro. no Ṛgveda mais do que um raramente é mencionado. nunca é afirmado que ele é superior a eles. Sūrya. ó Aśvins. para beber o suco Soma. 4. e ele é até descrito em um lugar como celebrando o louvor de Indra e derivando seu poder daquele Deus. 13 O Discurso ou Prece Sagrada. a qual ele é dito fazer em três passos. e sentem-se. Varuṇānī. Que dá bons presentes.17 lá no lugar fixo do Gandharva. a ser elogiado por nós. 19 Esse Deus não está colocado no Veda na categoria principal de divindades. 18 Embora em épocas posteriores os Gandharvas sejam considerados como uma classe. Veja o Atharva-veda IX. louvem o Filho das Águas Savitar: Nós estamos ansiosos por seus modos sagrados. O ponto que o distingue dos outros deuses vêdicos é principalmente a sua caminhada pelos céus. E Tvaṣṭar. 3. como um Deus. e cujo dever especial é proteger o Soma divino. é belo. 1: esse hino inteiro é uma glorificação desse chicote extraordinário. que alcançam os céus. explicados como denotando 11 . o gerador ou vivificador. Varuṇa e Agni. e cheios de deleite Salpiquem com ele o sacrifício. 17 A chuva fertilizante mandada pelo Céu e pela Terra. 11. Aśvins e Outros (Griffith) 1. 2. Que o Céu e a Terra. Esposas de Heróis. Rudra. cuja habitação é o céu. com asas inteiras15 que elas possam vir a nós Com grande proteção e com ajuda. rápidas como aves cujas asas não foram cortadas. 14. 9.14 Dhiṣaṇā. 12 Savitar. traze para cá para nós as cônjuges solícitas dos Deuses. 15. o lugar. Bhāratī. Ele conhece. 16 Respectivamente as consortes de Indra. A Savitar que olha para os homens. Sua água rica em seiva. Ó Agni. o Par Poderoso. a excelente. 14 ‘Ela que é’ para ser escolhida. E nos nutram plenamente com alimentos. traze para cá as Esposas deles. isto é. 6. O significado parece ser: os cantores sagrados desfrutam. orvalhem para nós nosso sacrifício. Despertem o Par Aśvin que junge seu carro de manhã cedo: que eles Se aproximem para beber esse suco Soma. Para a felicidade. Vāyu e os Ādityas. amigos. Nós chamamos a ele. 8.18 Os cantores provam através de canções sagradas.95 Hino 22. ó terra. os Maruts. Sem espinho sê tu. Nós chamamos os dois Aśvins. Ele é comumente designado como ‘o Gandharva celestial’. os Deuses levados em um carro nobre. da chuva agradável e outras dádivas excelentes que são mandadas para baixo a partir dos reinos acima pelos grandes pais Céu e Terra. Para que ele nos envie auxílio. 16. é um nome do Sol. e às vezes distinto de. Os Deuses sejam bondosos para nós.13 Varūtrī. não muito longe. Seu chicote11 está pingando com mel. 12. 10. 7. embora invocado frequentemente com Indra. Como vocês vão para lá em seu carro. e. deusas. Savitar. para auxílio. para beber o Soma. com asas não cortadas. no Veda às vezes identificado com. mesmo a partir do lugar de onde Viṣṇu19 caminhou O madhukaṣā ou chicote de mel dos Aśvins é talvez a brisa estimulante da manhã. Para minha proteção eu invoco Savitar12 de mão dourada. 5. Hotrā. o qual os deuses obtêm através da permissão dele. Indrāṇī. e Agnāyī16 eu convido para cá. 13. Venham para cá. como recompensa por seus hinos.

Essa. daí em diante Estabelecendo seus altos decretos. três vezes seu pé ele plantou. e o todo Foi colhido no pó da pegada dele. pelas quais o amigo de Indra. Os príncipes21 sempre contemplam aquele lugar mais sublime onde Viṣṇu está. Colocado como se fosse um olho no céu. culminação e pôr. ele a quem ninguém engana. os cantores. aliado próximo. glorificam com seus louvores. 21. 21 Os Sūris. relâmpago e o sol. 19. ou a terra foi formada a partir da poeira dos seus passos. sempre vigilantes. 20. em seu nascer. deu três passos. ou como designando as três posições diárias do sol.96 Pelas sete regiões da terra! 17. a posição mais sublime de Viṣṇu. iluminam. Por todo esse mundo Viṣṇu caminhou. Viṣṇu. Olhem as obras de Viṣṇu.20 18. os patrocinadores ricos do sacrifício. . 22 Isto é. Os amantes da música sagrada. Deixou seus santos caminhos serem vistos. 22 Índice ◄►Hino 23 (Griffith) ____________________ a manifestação tripla da luz na forma de fogo. o Guardião. 20 Viṣṇu era tão poderoso que o pó erguido por seu passo envolveu o mundo inteiro.

têm mil olhos1. 7. 8. como (aquele) dos conquistadores. como (um lavrador) ara (a terra) repetidamente. céu. Doadores generosos. 6. Pura Uṣṇih. conforme oferecidos. então o grito dos Maruts se espalha com exultação. em nenhum lugar isso é dito de Vāyu. Nós chamamos Indra. Que Varuṇa seja o nosso protetor especial. escondido em um lugar secreto. que são rápidos como pensamento. embora oculto. e de força pura. Que os Maruts. De fato. e bebe deles. três. dos quais Pūṣan é doador ou benfeitor. colocado em uma caverna. a Indra e aos Maruts. para beber o suco Soma.5 espalhado entre a erva sagrada. que são ferozes. 9. 1 A atribuição de mil olhos a Indra. 12. sucessivamente. Nós chamamos Mitra e Varuṇa. ou sóis mensais. 10. na estrofe dezenove. a Indra e Vāyu. Indra e Vāyu. nascidos do relâmpago brilhante. Vāyu. a Pūṣan. com seus associados. Pratiṣṭhā. – dos quais Indra é o chefe. em combinação com a grama sagrada matizada. ou céu em geral. propriamente. embora igualmente no plural. Sempre que. compreendida literalmente. provavelmente. o filho de Kaṇva. e são senhores de luz verdadeira. O resplandecente Pūṣan encontrou o real (suco Soma).3 o benfeitor. 4. Medhātithi. de que modo não é especificado. Pṛśni é um sinônimo de firmamento. a Mitra e Varuṇa. De acordo com Sāyaṇa. para indicar sua expansibilidade. ou do céu personificado. Que ele. ele ocorre como um nome do Sol. e o último verso e uma metade. três. na enumeração vêdica dos oito filhos de Aditi. a métrica das primeiras dezoito estrofes é Gāyatrī. Em alguns textos. Os sábios chamam. aplicável apenas a Vāyu. somente por causa da construção gramatical. Divinos Maruts. aos Viśvedevas. 15. que eles nos tornem os mais opulentos.97 Hino 23. Isso é. 14. 2 Mitra e Varuṇa estão incluídos entre os Ādityas. acompanhado pelos Maruts. das quais a primeira é endereçada a Vāyu. para beber o suco Soma. como Rosen mostra. afirmado de Indra.2 Varga 9. e são protetores de atos virtuosos. aqui. Pṛśni é a terra de muitas cores. às Águas. e nos façam felizes. e Pūṣan. que. ele tem trazido para mim. ainda. é uma lenda purânica. 4 Pṛśnimātaraḥ. é aplicado ele. sete e meia. e têm a terra (de muitas cores) como sua mãe. fique satisfeito. 5. Vāyu e Outros (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é. Anuṣṭubh. vocês aceitam uma (oferenda) auspiciosa. as seis6 (estações). nos protejam em todos os lugares. Varga 8. Indra e Vāyu. Nós chamados os dois deuses que residem no céu. conectadas com as gotas (do suco Soma). e. 3. na vigésima primeira. 1. traze do céu o suco (Soma). Vem. 11. então três. – que têm Pṛśni como sua mãe. é. ou por ele ser repleto de constelações. ou em um lugar de difícil acesso. como (um homem traz de volta) um animal que estava perdido. junto com o poderoso e associado Indra. Pūṣan resplandecente e de movimento (rápido). 4 para beber o suco Soma. é dito. destruam Vṛtra: que o mal não prevaleça contra nós. são os encorajadores de atos virtuosos. Nós chamamos todos os divinos Maruts. 3 Os Maruts são chamados de Pūṣarātayaḥ. as duas seguintes. Esses sucos Soma. para a preservação deles. – ouçam todos as minhas invocações. para beber desse suco Soma. líderes (de homens). com palavra verdadeira. Eu invoco Mitra e Varuṇa. por cevada. três. tornando-se presentes no sacrifício. 13. e. 5 A frase é guhā hitam. fortes e portadores de bênçãos. De modo semelhante ‘rápidos como o pensamento’. 2. . a Agni. são derramados. No Nighaṇṭu. que Mitra nos proteja com todas as defesas. O Hino consiste em vinte e quatro estrofes. nas restantes. ou de acordo com o comentador. Varga 10.

que estão (presentes) perceptivelmente. aproxima-te. Eu hoje entrei nas águas: nós nos misturamos com a essência delas. Nós chamamos para beber o suco Soma. Que ambos nos tornem extremamente ricos. significa especialmente no Veda pensamento sagrado.11 O texto tem somente ṣaṭ. 18. 8 O termo é devāh. nós invocamos Para beber desse nosso suco Soma. 3. distribuidores das dádivas de Pūṣan. ou águas. A presidência de Soma sobre as plantas medicinais é. que Mitra nos proteja com todos os auxílios. deuses. as doses oferecidas. que pode significar mães. 9 Para Medhātithi. Eu chamo as águas divinas nas quais nosso gado bebe. as relacionadas (águas) fluem pelos caminhos (do sacrifício). cercado pelos Maruts. tirem todo pecado que seja encontrado em mim. mas isso era incompatível com a ordem para louvar as águas. Senhores da luz brilhante da Lei. atribuída a ele. Mitra e Varuṇa. pela ajuda deles. com vigor. A entrada de Agni nas águas é citada em muitos lugares. Ambayah. Indra. para que eu possa contemplar o sol por muito tempo. Indra e Vāyu. aproxima-te. 6 7 . Bebe. são os brâmanes’. um rito religioso. Ambos os Deuses que tocam o céu. Deuses. conhecidos como deuses de poder consagrado. e Varuṇa. interpretado como o Ṛitvij e outros brâmanes. Índice ◄►Hino 24 (Wilson) ____________________ Hino 23. devoção. 20. velozes como a mente. Que Varuṇa seja a nossa principal defesa. nós chamamos para beber o suco Soma. concede-me vigor. 6. Os de mil olhos. divinos (sacerdotes). residindo nas águas.98 Varga 11. estão nas águas’. se eu fiz mal (intencionalmente). desse modo (banhado). e enche-me. e Indra. Varga 12. o autor do hino. sejam auspiciosas para o nosso rito. 24. Agni. Mitra eu chamo. 16. 7. nas águas há ervas medicinais. qualificando o leite (das vacas) com doçura. prece. ou (tenho falado) mentira. As águas contêm todas as ervas curativas. 19. Ele foi. ou pronunciei imprecações (contra homens santos). Que aquelas águas que são contíguas ao Sol. com os Ṛṣis. portanto. Vāyu e Outros (Griffith) 1. Ofereçamos oblações aos (rios) correntes. Os cantores. de modo que os deuses possam conhecer o (sacrifício) desse meu (empregador). Aqueles que pela Lei mantêm a Lei. os senhores do pensamento. chamam Indra e Vāyu. pensamento.10 4. 22. 21. assim como Agni. e vida. 5. possam conhecê-lo. Águas. 17. seis: o comentador completa com ‘as estações’.8 sejam diligentes na glorificação delas. Águas. geralmente. Portanto. Soma declarou para mim: 9 ‘Todos os medicamentos. as hostes Marut que Indra lidera. 10 Dhī. 23. tragam à perfeição todos os medicamentos que dissipam doença. Fortes são os Somas. 2. para (o bem do) meu corpo. Ambrosia se encontra nas águas. 8. Mães7 para nós que estamos desejosos de sacrificar. o benfeitor do universo. Agni. que ele Se satisfaça em união com sua tropa. progênie. e a interpretação é defendida por um texto que chama os brâmanes presentes de divindades: ‘Essas divindades. um sacrifício. e aquelas com as quais o Sol está associado. Vāyu. esses sucos foram misturados com leite.

As Águas eu tenho procurado hoje. Águas. 10. derrubem Vṛtra. dá progênie e longevidade. Veja 3. primavera.99 Ouçam todos vocês meu clamor. Índice ◄►Hino 24 (Griffith) ____________________ Pūṣan é o guardião dos rebanhos e manadas e da propriedade em geral. e cobre-me com teu esplendor. Pūṣan o Brilhante encontrou o Rei. abundem com remédios para manter meu corpo a salvo de males.12 12. consideradas como as aliadas próximas dos sacerdotes. E Agni. os orvalhos. Amṛta19 se encontra nas Águas. outono. e Indra.17 Como alguém que ara com bois traz grãos. 24. Isto é: ó Maruts heroicos. 14. aquele que suporta o céu. 17 Isto é: que essa libação o induza a trazer. Aṅgiras. a dar-lhes louvor. Ó Agni.13 Repousando em grama de muitas cores. Ó Águas. o suco que inspira os atos mantenedores do mundo dos Deuses.4. através dessas gotas. vem. ó Homens. guia até nós. como aquela dos conquistadores. Misturando sua doçura com o leite. Com o conquistador Indra como aliado. As Águas detêm todos os medicamentos. e Vasiṣṭha.21 conhecem. 21 Talvez isso signifique os sete Ṛṣis: Marīci. 15. que os Maruts nos protejam em todos os lugares Que eles sejam benevolentes para nós. Que as Águas reunidas perto do Sol. 21. Pois os Filhos de Pṛśni são extremamente fortes. 17. 16 As seis estações. 22. Qualquer que seja o pecado encontrado em mim. 11 12 . Nós chamamos os Deuses Universais. ó deuses generosos Não deixem que o perverso nos controle. etc. Irmãs de ministrantes sacerdotais. a referência é à fuga de Agni. 16. quando vocês avançam para a vitória. Como um animal perdido. Katru.15 Que repousa em grama de muitos matizes. Sejam rápidos. tirem isso de mim. Eu chamo as Águas. 19 Néctar. 14 Soma. rico em leite. Pulastya. 9. os Deuses Devem me conhecer assim como eu sou. 19. Se eu menti ou jurei falsamente. porque elas são misturadas com os ingredientes da libação de Soma. Nas águas – Soma20 me disse isso – habitam todos os bálsamos que curam. e aquelas com as quais o Sol está unido.14 oculto e escondido em uma caverna. nas Águas há bálsamo curativo. E que ele traga devidamente para mim as seis16 ligadas estreitamente. e à sua umidade nós chegamos. 18 As Águas. 11. brilhante Pūṣan. Nascidos do relâmpago alegre. Atri. Enche-me de esplendor. com os Ṛṣis. 18. Deusas. a ambrosia grega. 13 Soma. 23. Aterradora vem a voz trovejante dos Maruts. verão. aquele que abençoa todos.9. 15 Em um lugar de difícil acesso. Pulaha. 20. Agni. 20 Soma é especialmente o senhor das plantas medicinais. Ao longo de seus caminhos as Mães18 seguem. vocês deuses. tudo de mal que eu fiz. a bebida que confere imortalidade. 13. as chuvas. inverno. nas quais o nosso gado mata a sede. e os Maruts para beber o Soma. Favoreçam esse nosso sacrifício. De modo que eu possa ver o sol por muito tempo. Oblações para os Rios sejam dadas.

quando Varuṇa reclama sua vítima. A parte de Viśvāmitra na lenda pode. de acordo com o de Gorresio. 61. e passa vários anos na floresta. citadas. é Ka. mantras do Ṛg Veda. na estaca. e se refere. ou ‘de Prajāpati’. o segundo.3 para que eu possa ver novamente meu pai e minha mãe? 2. Ele é. o rei adia o sacrifício. porque foi para proteger a si mesmo e sua família de perecer de fome. a Savitṛ. uma prece. e o persuade a entregar seu segundo filho. Varga 13. 1 . porque Ajīgarta não somente amarra seu filho à estaca. e também Devarāta. ‘De quem’ (kasya) também pode ser traduzido como ‘de Brahmā’. 1. prometendo sacrificar a ele seu primogênito. longe de casa. libertado. e a de alguns dos discípulos dele. o restante. Varuṇa e Outros (Wilson) (Anuvāka 6. Ele. e adora Varuṇa para obter um filho. e é vendido por cem vacas. um dos sacerdotes oficiantes. em todos os detalhes. lá. pois Viśvāmitra ensina a ele. dele. pelas outras autoridades. O primeiro verso é dirigido a Praj āpati. Rosen duvida que os hinos tenham alguma referência à intenção de sacrificar Śunaḥśepa: mas a linguagem do Brāhmaṇa não deve ser mal interpretada. pela repetição da qual. chamado Rohita. a Varuṇa. ao Bahvṛcha Brāhmaṇa. Na estrada. No Viṣṇu Purāṇa [pág. 249. mas o Rājā se chama Hariśchandra. Kullūka Bhaṭṭa cita o filho Śunaḥśepa. o homem-animal (ou vítima). 63. lá. sob vários pretextos. finalmente. O Aitareya Brāhmaṇa forneceu ao comentador as circunstâncias que ele narra como ilustrativas da série de hinos nessa seção. através da versão dela apresentada no Rāmāyaṇa. e deixa a intenção de um verdadeiro sacrifício aberta à dúvida. a Agni. e implora sua ajuda. como uma oferenda para Varuṇa. o filho de Ajīgarta. para Ambarīṣa. nas quais ele se torna o filho adotado de Viśvāmitra. quando seu pai comunica a ele a sorte à qual ele estava destinado. ou o último dos três. deve ser admitido que a linguagem dos Sūktas é um pouco duvidosa. 105). Savitṛ sempre protetor. de acordo com o texto de Schlegel. Gorresio. quatro e cinco. Ele tem um filho. aqueles dos quais que se recusaram a reconhecer sua superioridade em idade sendo amaldiçoados a se tornarem os fundadores de várias tribos bárbaras ou proscritas. Sūkta I) Esse é o primeiro de uma série de sete Hinos que constituem essa seção.5 nós solicitamos (nossa) parte de ti.100 Hino 24. e aprende. 1 A métrica é Triṣṭubh. Indra é induzido a vir e libertá-lo.4 a primeira divindade dos imortais. A história é contada. pelo conselho de Viśvāmitra. quando amarrado ao yūpa. aqui quer dizer ‘terra’. É óbvio que essa história foi derivada do Veda. nós devemos invocar o nome auspicioso?2 Quem nos dará à grande Aditi. de acordo com Sāyaṇa. mas o último também afirma que ele propiciou Indra por meio de Ṛcas. Manu também alude à história (X. sugerir a oposição dele. Mas isso diz respeito a circunstâncias subsequentes. um mantra. 316 da versão em português]. 3. Vol. por consequência. e é. Schlegel. um Ṛṣi. De quem. no Aitareya Brāhmaṇa. ele chega ao lago Puṣkara. a Bhaga. mas vai munir-se de uma faca com a qual matá-lo. – A história de Śunaḥśepa tem sido conhecida. como o puruṣapaśu. ou dado por Deus. Vamos chamar o nome auspicioso de Agni. finalmente. onde é dito que Ajīgarta não incorreu em crime por abandonar seu filho para ser sacrificado. atribuídos a Śunaḥśepa. cap. em grande infortúnio. de Hariśchandra. de modo semelhante. e Śunaḥśepa está prestes a ser sacrificado quando. nas quais ela é Gāyatrī. encontra. como sua autoridade. por estudantes de sânscrito. também. dois gāthās. com Ajīgarta. Ao mesmo tempo. até Rohita chegar à adolescência. ou de qual divindade dos imortais. p. I. afirmando que Prajāpati disse a ele (Śunaḥśepa): ‘Recorre a Agni. chamado de filho do Ṛṣi Ṛcīka. após o que ele recorreu a Agni. ou estaca. no Veda. por seu pai. ele apela aos deuses. para assumir o lugar de Rohita. e para que eu possa ver de novo meu pai e minha mãe. 4 Uma passagem do Aitareya Brāhmaṇa é citada pelo comentador. rei de Ayodhyā. os três seguintes. como uma vítima para um sacrifício humano. ele é chamado de filho de Viśvāmitra. possivelmente. de tempos em tempos. e o mais velho de todos os filhos dele. para que ele possa nos dar à grande Aditi. um de cujos nomes. 3 Aditi. como o Bhāgavata o chama. há algum tempo. exceto nas estrofes três. mas. 2 Supostamente proferido por Śunaḥśepa. livro 1. Rohita recusa submissão. aos sacrifícios humanos. ao chamar Śunaḥśepa de filho de Ajīgarta. – que és o senhor da afluência. A barganha é concluída. O Dr. e chama o Rājā. que é o mais próximo dos deuses’. Ele não tem filhos. onde ele vê Viśvāmitra. O Bhāgavata segue o Aitareya e Manu. Śunaḥśepa.

apanhado e amarrado à árvore10 de três pés. Aquela riqueza que tem sido mantida em tuas mãos. pelo conselho. e sua ação de segurar um feixe de raios. A adição pode ser questionada. sustenta. e nos liberta de qualquer pecado que nós possamos ter cometido. 6. Esse (teu louvor) eles repetem para mim de dia e de noite: esse conhecimento fala ao meu coração. que estão voando (pelo ar). que é interpretado como ‘acostumado a rejeitar o que é indesejado’. da raiz as. um tipo de tripé. Varga 15. jogar. nós tentamos desviar tua ira com prostrações. ‘Eu peço essa’. os pés. solta. e a cintura. Teus. o identificariam mais propriamente com o sol. mas por riquezas. 10. e tem direito a elogios. Varuṇa. eu te imploro por essa9 (vida) que o instituidor do sacrifício solicita com oblações. não é desprender de amarras reais. Varuṇa. a ligadura que prende a cabeça. aqui. por libertação. esteja (conosco). e vão para outro lugar de dia. ó rei.8 com olhares inamistosos. e (por ordem dele) a lua se move. ou tua destreza. não obtiveram. ou. nem (são capazes de suportar tua) ira.6 tua força física. de Agni. 13. Aquele que evita infortúnio. o liberte. e mitiga os males que nós temos cometido. nem essas águas. se refeririam a ele em seu caráter de um Āditya. significa o poste sacrifical. mas sua correção é confirmada pela expressão conclusiva ‘não tires nossa vida’. – um caminho para percorrer no (espaço) ínvio. Louvando-te com prece (sincera). não desdenhoso. não. de acordo com Sāyaṇa. e a inferior. como as fontes de existência. no entanto. Que o real Varuṇa. com oblações. o comentador preenche ‘vida’. não tires nossa existência. sua permanência no antarikṣa. Que eles se tornem concentrados em nós. 5. O real Varuṇa. (permanecendo) no (firmamento) sem base. 10 É dito que árvore. 7 8. solicitação é feita a Savitṛ. colocadas no alto. 14. 12. para mim. concede um pensamento a nós: muito louvado. Varga 14. uma pilha de luz. – um pedido um tanto irreconciliável com a suposta situação difícil na qual Śuna ḥśepa se encontra. 9. sábio e irresistível. 7 As características aqui atribuídas a Varuṇa. que o real Varuṇa.11 sábio e ilustre. Śunaḥśepa. que és o possuidor de riqueza. 6 É dito que Savitṛ encaminha Śunaḥśepa a Varuṇa. que são visíveis à noite. Essas aves. 11. 15. pode ser notado. de fato fez amplo o caminho do sol. abrangente e profunda. com sacrifícios. Esse é um significado incomum da palavra: mas mal seria decoroso chamar Varu ṇa de Asura. 7. Mantém longe de nós Nirṛti. através da perfeição em teu culto. 12 Significando. O resultado. Que tua proteção. nós seremos libertados do pecado. Essas constelações. à noite. os raios (da qual) estão apontados para baixo. está presente entre nós. Varuṇa. que ele solte as amarras dele. 5 . superam tua velocidade.101 4. são cem e mil medicamentos. nos liberte. de vigor puro. através da proteção de ti. é dito. 11 O texto tem Asura. – (pelo qual) viajar em seu curso diário. pelo menos. chamou o filho de Aditi. enquanto sua base está acima. mas daquelas do pecado. que fluem incessantemente. Nirṛti é a divindade do pecado. 9 O texto tem apenas. a do meio. filho de Aditi. Que ele a quem o acorrentado Śunaḥśepa invocou. Que ele seja o que repele tudo o que aflige o coração. resplandecente.12 Assim. são os atos sagrados imperturbados de Varuṇa. no alto. Índice ◄►Hino 25 (Wilson) ____________________ Nessa e nas duas estrofes seguintes. 8 De acordo com Sāyaṇa. a faixa superior. nem (os temporais) de vento. como livre de inveja ou censura. O real Varuṇa. Nós somos assíduos em atingir o ápice da riqueza. Varuṇa.

ó tu Vasto Soberano. Varuṇa. e as constelações reaparecerão devidamente. e a explicação de Sāyaṇa ‘a massa ou pilha de luz’ parece forçada e artificial. o primeiro entre os Imortais. é na realidade o primeiro nome inventado para expressar o Infinito. Original Sanskrit Texts. Que ele para quem Śunaḥśepa orou acorrentado. a divindade do pecado. Bhaga. pode ser aludido. Rei. 45. o Senhor das coisas preciosas. 15 Vānasya stūpam no texto parece significar ‘o tronco da árvore’. Varuṇa e Outros (Griffith) 1.13 para que eu possa ver meu Pai e minha Mãe? 2. profundos e de grande alcance também sejam teus favores. A frase não é clara. o Deus. Varuṇa. nos liberte. a fonte de vida. que nos ajuda continuamente. Que eles afundem profundamente dentro de nós. Ele nos restaurará à poderosa Aditi. Sāyaṇa a chama de pāpadevatā.17 e durante a noite a Lua se move em esplendor. concedeu para nós. de cujo nome auspicioso nós podemos nos lembrar? Quem nos restaurará à poderosa Aditi. V. a qual Bhaga distribuiu para nós. por nossa parte nós viemos – 4. Nunca aquelas aves que voam pelo ar atingiram teu domínio elevado ou teu poder ou espírito. A atividade dele se mostra preeminentemente no controle dos fenômenos mais regulares da natureza. fluem para baixo. para muito longe de nós. Pela tua proteção que nós possamos chegar ao auge da afluência. além do céu’. I. 3. mantém erguido o tronco da Árvore na região desprovida de base. livre de todo ódio. 8. e afastou tudo o que aflige o espírito. o espaço infinito além da terra. 17 Varuṇa é o chefe dos senhores da ordem natural. Veja Wallis. Sāyaṇa explica Aditi no texto como Terra. cuja base está no alto. qual Deus entre os Imortais. de seu nome auspicioso vamos nos lembrar. fica aqui e não fiques zangado.102 Hino 24. 230) diz que ‘Aditi. O rei Varuṇa fez um caminho espaçoso. que rezava para ser permitido ver de novo a face da natureza. De dia e de noite essa única coisa me dizem. 11. de modo que eu possa ver meu Pai e minha Mãe. A conexão parece ser: Não temam: as leis de Varuṇa são invioláveis. A ti. 97. seria ainda mais provável que Aditi devesse ser compreendida como significando a natureza’. Quem agora é ele. em tuas mãos. nem os montes. como liberdade ou segurança. Riqueza.. Manda a Destruição16 para longe. p. além das nuvens. O professor Max Müller (Trans.15 Seus raios. Roth. Sorte ou Fortuna. um deus ou deusa antiga. Cosmology of the Ṛgveda. que ele. mas o Infinito visível. 14 As riquezas que o distribuidor de riquezas. mas talvez o antigo mito da árvore do mundo. como impecabilidade. ó Savitar. Cem bálsamos são teus. Muir.. ‘Essas palavras (Quem nos restaurará à poderosa Aditi?) podem ser compreendidas como faladas por alguém em perigo de morte. Tira de nós até o pecado que cometemos. ó Rei. isso também o pensamento do meu próprio coração repete. Agni. 9. of the Ṛgveda. 16 Nirṛti é a Decadência ou Destruição personificada. não o Infinito como o resultado de um longo processo de raciocínio abstrato. no alto no céu acima de nós? As leis sagradas de Varuṇa permanecem não enfraquecidas. Se nós entendermos o pai e a mãe a quem o suplicante está ansioso para contemplar.14 6. Para onde partem de dia as constelações que brilham à noite. Benfey. 13 . a deusa da morte e corrupção. um caminho para o Sol viajar nele. como significando céu e terra. mil. 7.. teu adorador almeja isso com sua oblação. 12. 5. Eu peço isso de ti com minha prece de adoração. que reduzem a fúria selvagem do vento. Tampouco as águas que fluem para sempre. Onde não havia caminho ele o fez colocar sua pegada. que está colocada. 10. altamente elogiada antes que qualquer reprovação tenha caído sobre ela. não tomes a nossa vida de nós. de poder sagrado. o Soberano Varuṇa.. e fiquem ocultos.

divino. 15. um dos filhos de Aditi. solta as amarras dos pecados cometidos por nós. nós tentamos evitar tua ira. nunca enganado. espiritual. Índice ◄►Hino 25 (Griffith) ____________________ O Āditya é Varuṇa. Amarrado a três pilares Śunaḥśepa capturado fez sua súplica desse modo ao Āditya. Assim na tua santa lei que nós sejamos feitos impecáveis pertencer a Aditi. sacrifícios.103 13. Asura: um ser incorpóreo. tu Rei de domínio extenso. o Ahura avéstico. Asura19 sábio. Desamarra os laços. e de baixo. ó Varuṇa. 20 Que nós pertençamos a Aditi: Que nós sejamos devolvidos à liberdade e ao desfrute da natureza. 14. ó Varuṇa. que me seguram. oblações. 18 19 . do meio.20 ó tu Āditya. desata os laços de cima. Com reverências. sábio. desata as amarras que o prendem.18 A ele que o Soberano Varuṇa liberte.

como o gado volta aos pastos. ou subordinadamente. que o décimo terceiro. como se o ofertante. 12. juntos. 11. ele tem aceitado esses meus louvores. residindo no oceano. Ele.) o rumo dos navios. como indicativa do uso simultâneo dos anos solares e lunares nesse período. que é visto por muitos. para nós. 14. como aves pairam em volta de seus ninhos. A expressão é obscura. mas. Um (ser) divino. aceita a (oblação) apreciada. 4. 3 Isso parece como se a pessoa de Varuṇa fosse representada por uma imagem. por meio dos nossos louvores. Varuṇa (Wilson) (Sūkta II) O Hino é endereçado por Śunaḥśepa a Varuṇa. 18. como um cocheiro. 1. Meus pensamentos sempre se voltam para ele. e que você. 17. Compartilhem (Mitra e Varuṇa) da (oblação) comum. 8. e do excelente. e do método de ajustar um ao outro. o guia (de homens). produzido. 5. sentou-se. todos os nossos dias. 6. que conhece o caminho do vasto. do gracioso. Através dele o sábio contempla todas as maravilhas que foram. 10. para a nossa felicidade. ou intercalado. sendo propícios ao doador e celebrador desse rito religioso. divino Varuṇa. através da ira de ti muito desagradado. Varga 16. e aquele que é produzido complementarmente. desfiguramos diariamente teu culto por imperfeições. Nós acalmamos tua mente. – ele. Varuṇa. 3 de onde os raios (refletidos) são espalhados em volta. nem os iníquos (ousam desagradar). 3. em conexão com a precedente. ‘aquele décimo terceiro ou mês adicional que é produzido por si mesmo. a métrica é Gāyatrī. Eu tenho visto a ele cuja aparência é agradável para todos. conhece os doze meses e suas produções. Quando. Ele que. 2 . Vamos. Ele. através da tua indignação fatal. proclamar que a minha oferenda foi preparada. aquele que observa muitos? 1 Varga 17. para exercer domínio supremo (sobre eles). Varga 18. aceitando os ritos (oferecidos a ele). seu corcel cansado. Varuṇa.104 Hino 25. Que conhece o que é upa. nós não podemos duvidar da correção da conclusão do comentador. eu tenho visto a carruagem dele sobre a terra. 2. Que aquele sábio filho de Aditi nos mantenha. Varga 19. A passagem é importante. assim nós. nós traremos para cá Varuṇa. Que tem distribuído alimento ilimitado para a humanidade. 15. o mês suplementar. e prolongue nossas vidas. e especialmente. Ele. Minhas tranquilas (meditações) voltam ao desejo de vida. o aceitador de ritos sagrados. eminente em força. para o nosso bem. adicionalmente. entre a (divina) progênie. a quem inimigos não ousam ofender. feitas. do ano hindu lunissolar é aludido. ou serão. o fazedor de bons atos. 7. nem os opressores da humanidade.2 9. 16. no caminho correto. que conhece o caminho das aves que voam pelo ar. ‘que conhece os doze meses’. Visto que todas as pessoas cometem erros. Não nos faças os objetos de morte. O mesmo pode ser dito da fraseologia usada no verso 18. em ligação com o ano’. 13. e que conhece aqueles que residem acima. 1 O contemplador de muitos. conhece (também. vento. Varuṇa veste seu (corpo) bem nutrido usando armadura dourada.

Como as aves do ar para seus ninhos. Senhor do guerreiro poderoso. 13. Que aquele Āditya. usando armadura de ouro. eu tenho apelado a ti. Eles fogem4 de mim desanimados. Veja M. A estrofe quebra a conexão entre as estrofes 5 e 7. Esta. o último sendo frequentemente considerado idêntico ao primeiro. ó Deus. Varuṇa (Griffith) 1. Ele. 12. provavelmente o resto dos Ādityas. Observando de lá. Varuṇa. como nós somos homens. nem aqueles que tiranizam os homens. Müller. O mais sábio. os meus inimigos. Não nos dês como vítimas para a morte. Ele conhece os navios que se encontram nele. Ele conhece o caminho do vento. Ouve. esperando por proteção. 536. 10. Liberta-nos das amarras superiores. brilhas sobre céu e terra. os doze meses com os dias que são sua progênie. Para ganhar tua misericórdia. essa minha prece. e é provavelmente uma interpolação. mas a passagem é muito obscura. para ser apaziguado. para que nós possamos viver. 6 Varuṇa é Rei do ar e do oceano. muito sábio. empenhados apenas na obtenção de riqueza. o perspicaz Varuṇa? 6. 5. faze-nos. Nem aqueles cujas mentes estão empenhadas no mal. Varuṇa. faça bons caminhos para nós todos os nossos dias: Que ele prolongue nossas vidas para nós. Ele conhece os deuses que residem acima. como o Cocheiro retém seu cavalo amarrado. Toda lei tua. o Herói. o que tem acontecido. 3. Porque Mitra é inserido assim subitamente não está claro. Varuṇa. Varuṇa. À tua ira violenta quando insatisfeito. Ele sabe o caminho das aves que voam pelo céu. senta-se lá para governar a todos. está vestido em um manto brilhante. elevado e poderoso. que és possuidor de sabedoria. ele. 4 Aparentemente. com (promessa de) prosperidade. A History of Ancient Sanskrit Literature. ó Varuṇa. desamarra as centrais e as de baixo. E o que será feito futuramente. Dia após dia nós violamos. 8 Mensageiros ou anjos. para sermos destruídos por ti em ira. 20. Isto é. senta-se entre o seu povo. 7. 9. Índice ◄►Hino 26 (Wilson) ____________________ Hino 25. 7 Isto é. Fiel à sua santa lei. ele conhece as doze luas com sua prole:7 Ele conhece a lua de nascimento posterior. 14. Tu. Ouve e responde (às minhas preces). esta com alegria ambos5 aceitam em comum: eles nunca desapontam O adorador sempre fiel. e todo o mundo. Mitra e Varuṇa. o vento vasto. 4. 5 . Soberano do oceano. Seus espiões8 são encontrados sentados em volta.6 8. 21. p. hoje. com hinos nós atamos teu coração. e.105 19. Quando nós traremos. fiel à santa lei. 2. ele contempla todas as coisas maravilhosas. 11. felizes. O Deus que os inimigos não ameaçam.

Dando-a aos nossos próprios corpos. porque meu hidromel 9 é trazido: semelhante ao sacerdote Tu comes o que é apreciado por ti. e desamarra Os laços de baixo. ó Deus sábio. 16. a libação de suco Soma. 10 . Eu vi Varuṇa. enquanto tu segues teu caminho. 17. Liberta-nos da amarra superior. visível para o olho mental dos adoradores dele. 18. Tu. desata a amarra do meio. 21. Agora eu vi aquele a quem todos podem ver. 19. não glória que é incompleta. Falemos juntos uma vez mais. és o Senhor de tudo. Ele que dá glória para a humanidade. Índice ◄►Hino 26 (Griffith) ____________________ 9 Ou mel (mádhu). 20. meus pensamentos se movem em direção a ele. Como vacas se movem para seus pastos. Ansiando pelo Uno de visão ampla. eu vi seu carro acima da terra:10 Ele aceitou essas minhas canções.106 15. Varuṇa. para que eu possa viver. ouve este meu apelo: tem misericórdia de nós neste dia Ansiando por ajuda eu implorei a ti. tu és o Rei da Terra e do Céu Ouve.

Senhor dos poderes prósperos. Mitra e Aryaman1 sentem-se sobre a nossa grama sagrada. Tudo o que nós oferecemos. Agni. parente. 6 Continuamente renovado para sacrifício. 6. 7. 2 . e oferece esse nosso sacrifício. Ó Agni. Agni (Wilson) (Sūkta III) O suposto autor ou recitador é Śunaḥśepa. Varga 20. Amigo excelente por seu amigo. (Propiciado) por melodias brilhantes. o escolhido.2 5. sobre a nossa grama sagrada. como um parente para um parente. Ó digno de oblação. através da nossa palavra divina. É dito. também. 1 Aryaman é um Āditya. diz o comentador. 2. se refere à força necessária para friccionar os bastões. seguramente. Agni (Griffith) 1. e nos concede alimento (abundante). (para nós mesmos e para ti). 3. Sacrificador precedente. possuidores de fogos sagrados. Tu. é o mesmo que Manu. possuidores de fogos sagrados.4 aceita esse nosso sacrifício. ou a partir do fogo doméstico ou por atrito repetido. uma forma do sol mensal. Aryaman. Índice ◄►Hino 27 (Wilson) ____________________ Hino 26. que ele preside o crepúsculo.6 através dos nossos hinos. de acordo com Sāyaṇa. Como homens. como um amigo para um amigo.107 Hino 26. o Prajāpati. de modo a gerar fogo. 7 Agni. com todos os teus fogos. assim nós. em oblação repetida e abundante. têm se encarregado da nossa oblação. escolhido por nós.3 fica satisfeito com esse nosso sacrifício. com fogos sagrados. e esse nosso louvor. Senhor do sustento. Agni. filho da força. Que o senhor dos homens. como antes. como eles fizeram no sacrifício de Manus. Mitra. como nosso Sacerdote. Que se sentem aqui os destruidores de inimigos. oferecido a ti. oramos a ti. torna-te nosso sacerdote ministrante. Senta-te. amados por ti. de Manus. que os louvores da humanidade sejam. sempre vigoroso Agni. 10. Parente por parente. Como os brilhantes (sacerdotes). e com nossa amizade. e ouve esses teus louvores. que. o Hino é endereçado a Agni. 8. Manuṣah. 9. 4. 1. 5 Cobre-te com tua veste de chamas. 4. Varga 21. mutuamente (as fontes de felicidade) para ambos. Varuṇa. Imortal Agni. 3 O Hotṛ nascido antes de nós. assume tuas vestes. assume tuas vestimentas (de luz). a métrica é Gāyatrī. como um pai amável para um filho. que nós sejamos. Porque aqui um Pai7 adora por seu filho. daqui em diante. o mais jovem. 4 É dito que esse epíteto. seja benevolente para nós. que fica no lugar do pai. e amigo de seu adorador. a qualquer outra divindade é. sempre a ser escolhido. seja benevolente. 2. o sacerdote sacrificante. (envolvido) com radiância. 3. de fato. Que Varuṇa. és. como aplicável a Agni.5 E oferece esse nosso sacrifício.

Mitra. com todos os teus fogos). com fogos brilhantes. e ouve essas preces. através dos nossos pensamentos (devotos)8. Pois sempre que nós sacrificamos constantemente a esse ou àquele deus. nós oramos a ti. ó Imortal. o concessor de alegria. e nós nos consideramos possuidores de um bom Agni. Veste-te.108 5.8: ‘Que nós obtenhamos todas as bênçãos de Agni por nossas preces’. ADHYĀYA 2. ó Agni. e então realiza esse culto para nós. Índice ◄►Hino 27 (Griffith) ____________________ Hino 26. 9. 9 Agni é o pai. nos têm concedido riqueza preciosa Assim. encontra satisfação nesse nosso sacrifício. alegra-te nesse nosso rito e amizade: Ouve bem essas nossas canções. E. Ó Hotṛ antigo. 9. por exemplo. ó (deus) sacrifical. possuidores de um bom Agni (isto é. Os Deuses. com tua roupa (de luz). adorados com fogos brilhantes. 1. agradável e. com 3. Hotṛ eleito. 10. quando possuidores de um bom Agni. 7. estimados por ele. de fato. o filho. ó jovem (filho) da força. Ó Mensageiro antigo. 2. está satisfeito com essa nossa amizade também. Pois os deuses. por sacrificar obtém (bênçãos) para o filho. HINO 26. 4. aceita esse sacrifício e essa prece. AṢṬAKA I. de bom fogo). 8. triunfantes com riquezas. ou ‘Que nós obtenhamos toda bem-aventurança através dos (sábios) pensamentos de Agni’. 6. Aquele presente é oferecido em ti. Tudo o que nós sacrificamos nesse procedimento perpétuo para Deus e Deus. 7. Aryaman. Que ele seja o nosso querido Senhor familiar. deus mais vigoroso. ó Agni. ó Imortal. Senta-te. 10. O pai. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Que Varuṇa. ó Filho da Força. com fogos brilhantes. o amigo eleito para o amigo. 8. têm nos dado riqueza excelente. Sacerdote. E que haja entre nós louvores mútuos dos mortais. Com todos os teus fogos. senhor de todo vigor. com tua palavra que vai para o céu. E nesse nosso discurso. 9 o companheiro para o companheiro. excelente Que nós sejamos. ó Agni. o mortal cujo sacrifício ele realiza. VARGA 20–21. o senhor do clã. que nós sejamos estimados (por ele). sentem-se na nossa grama sacrifical como eles se sentaram na de Manu.11. como nosso Hotṛ desejável. que os elogios dos homens mortais Pertençam a nós e a ti igualmente. 6. 8 . compare. 5. Com todos os Agnis (isto é. Índice ◄►Hino 27 (Oldenberg) ____________________ Manmabhiḥ pode significar possivelmente ‘com teus (sábios) pensamentos’. em ti somente o alimento sacrifical é oferecido. Que ele seja estimado por nós. 3. (e dos imortais).

O comentador sugere todo o restante da comparação. 5 Ele que é despertado (bodha) por louvor (jarā). 2 5. para nós. resplandecente. 2 Ghāyatraṃ navyāṃsam. como antes. para a conclusão do sacrifício que beneficia toda a humanidade. dos homens que procuram nos prejudicar. no meio. Que ele. o filho da força. sempre merecerá e receberá (alimento). 7. aquele que tem brilho extraordinário ou variado. 4 Um denominativo comum de Agni. através da batalha. 11. Agni. que vais a todos os lugares. como um cavalo (que espanta moscas) com sua cauda. e derrame (bênçãos).109 Hino 27. com cavalos. Veneração aos grandes deuses. 8 É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. O mortal a quem tu. e do fim são as expressões vagas do texto: sua designação apropriada é derivada do comentário. Que ele. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. como um príncipe7 (escuta aos bardos). o de raios brilhantes.6 Varga 24. . e os Viśvedevas são abordados. para os deuses. Jarābodha. Índice ◄►Hino 28 (Wilson) ____________________ 1 A comparação é somente ‘nós louvamos a ti como um cavalo com uma cauda’. essa nossa oferenda.5 entra na oblação.3 Varga 23. Agni. Agni. 7 ‘Como um homem rico’ é o texto inteiro. mostrando a composição mais recente desse Sūkta. Chitrabhānu. 8. o invocador e mensageiro dos deuses. krūrāyāgnaye. 10. veneração aos antigos!8 Nós adoramos (todos) os deuses. Que o vasto Agni. o senhor dos homens. que é adorado por todos os homens. o alimento que se encontra no céu e no ar. O adorador oferece louvação agradável ao terrível (Agni). anuncia. pois notória é a bravura dele. Obtém. proteges em batalhas. que se move em todos os lugares velozmente. Varga 22. exceto na última estrofe. os detalhes são fornecidos pelo comentador. Tu. como as ondas de um rio são divididas por ilhas interjacentes. tanto quanto somos capazes. seja o concessor (de dádivas). de bandeira de fumaça. e nos concede a riqueza que está sobre a terra. com nossos hinos. subjugador de inimigos. que ele. (propiciado) pelos sacerdotes. 3 No supremo. veneração aos novos. ilimitável. e esses nossos mais novos hinos. deus. nos conduza. 6 O texto em ‘a Rudra’ (Rudrāya). mais novos versos Gāyatrī. 3. Tu sempre derramas (recompensas) sobre o dador (de oblações). a quem tu incitas a combater. Que eu não omita o louvor das divindades mais antigas. no qual a métrica é Triṣṭubh. 4. e nos conceda alimento. 13. seja propício para nós. protege-nos sempre. nos ouça. 1 2. com louvores. esteja satisfeito com nosso rito. 6. pelo conselho de Agni. e métrica. Que Agni. que o comentador explica: ‘ao feroz ou cruel Agni’. (pois tu espalhas nossos inimigos). (Eu continuarei) a me dirigir a ti. Ninguém jamais será o vencedor desse teu adorador. 9. de perto ou de longe. 1. veneração aos menores.4 és o distribuidor de riquezas. 12. o senhor soberano dos sacrifícios.

não são mais explicadas em nenhum lugar. e suas chamas longas. que traz grande felicidade. Veja Pischel. 10 Sindhu: o Indus. como Sāyaṇa o explica. 10. 3. provavelmente. têm direito a oferendas diárias. por causa da sua impetuosidade. 10 tu Fluis rápido em direção ao adorador. Tu distribuis dádivas. reconheçam. onduladas e movidas pelo vento. sempre Protege-nos do homem pecaminoso. os mais jovens e os mais velhos!15 Vamos. seja quem for. seja nosso. ou incitas para o combate. ilimitado. Agni (Griffith) 1. os poderosos e os menores. por causa do estalido ou rugido de suas chamas. brilhante. E com os cantores11 ganhe os despojos. não a Agni.13 a ele Adorável em toda casa. ou deuses universais. ou isso pode ser interpretado como ‘o arauto dos Deuses’. e a expressão pode significar. Glória aos Deuses. semelhante a um corcel de cauda longa. anjos. E essa nossa mais nova canção de louvor. 1. ou. Agni. ó Deuses. de perto. 6. É dito que Śunaḥśepa adora os Viśvedevas. Que o Filho da Força. nos ouça por meio dos nossos louvores. além disso.9 Senhor Supremo dos ritos sagrados. Os Viśvedevas. que anda longe. Vedische Studien. próximo. 12. ó Agni. Agni a bandeira dos Deuses. 12 Jarābodha parece se referir ao Ṛṣi ou poeta do hino. mais velhos e mais novos. anuncia afavelmente essa nossa oblação para os Deuses. Como algum Senhor rico de homens que ele. Agni. Que derrama suas dádivas como chuva. 4. Uma parte da força que está no meio. tu que conheces louvor. Dá-nos uma parte da força mais elevada. como nós diríamos. é aqui um nome de Agni. p. . Ou a palavra pode significar vermelho. uma parte da força que está abaixo. excelentemente brilhante. pelo conselho de Agni. assim como as ondas do Sindhu. com grande abundância. 55 e seguintes. esse elogio a Rudra. 5. Senhor de toda vida. Que esse nosso Deus. de longe. poder muito glorioso é dele. 2. 13 Rudra: o Rugidor.14 Refulgente. Ajuda. 13. É senhor de força infinita aquele homem a quem tu proteges na luta. é comparado a um cavalo. A ele. adorados especialmente em funerais. Índice ◄►Hino 28 (Griffith) ____________________ 9 Agni. 15 Essas distinções de Deuses maiores e menores. ó Resplandecente.12 esse trabalho. ou Fogo. são dez em número. ou a palavra pode significar qualquer rio. Que aquele que reside com toda a humanidade nos conduza com corcéis de guerra através da luta. e. Poderoso: Mais que isso. 14 Que como uma bandeira reúne os Deuses. grandioso. 7. nos estimule para a força e pensamento santo. ou o Berrador. de bandeira de fumaça. 11.110 Hino 27. prestar adoração a Deus: nenhuma oração melhor do que essa. 11 Os sacerdotes que cantam hinos de louvor em um sacrifício. Ó Agni. glória aos Deuses. como uma tropa ou classe separada de Deuses. se nós tivemos o poder. aquele que notifica a eles. 8. Com culto eu te glorificarei. ninguém pode vencer. 9. segundo as leis de Manu. são comparadas à cauda flutuante do cavalo.

1. aqui se refere ao herói mortal protegido por Agni. O mortal. de modo que nós teríamos que traduzir: ‘Administra essa tarefa: uma bela canção de louvor a Rudra que é venerável para toda casa’. Com reverência eu cultuarei a ti que tens cauda longa como um cavalo. que eu não caia vítima da maldição de meu superior. do mortal que procura nos prejudicar. nosso filho da força. Deixa-nos partilhar de toda a recompensa que é a mais elevada e que é média (isto é. 12 a lê desse modo: ‘Que. procedendo em seu caminho amplo. eu não negligencie o louvor dos maiores’. reverência aos menores! Reverência aos novos. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 5. conhecido entre todas as tribos.18 11. anunciar para os deuses essa nossa mais nova canção Gāyatra eficiente. o imensurável. que ele. Agni de luz brilhante. AṢṬAKA I ADHYĀYA 2. muito próximo. Desse modo protege-nos sempre. Que ele. 19 A última parte desse verso oferece alguma dificuldade. 9. como o rico senhor de um clã. Ó deus de esplendor brilhante. Que ele (o homem). ajuda-nos com a riqueza que está mais próxima. Muir. 4. 8. com a ajuda de seus sacerdotes. reverência aos velhos! Vamos sacrificar aos deuses. tu que tens uma vida plena.16 vença a corrida com seus cavalos. seja de perto ou de longe. venha a ser generoso para nós.19 Índice ◄►Hino 31 (Oldenberg) ____________________ Viśvacarṣaṇi. Reverência aos grandes. 18 Rudra é aqui uma designação de Agni. ó Agni. se nós pudermos. 13. a quem tu ajudas nas competições. HINO 27. o rei do culto. 7. ó Agni. nos incite a pensamentos virtuosos e à força. um epíteto frequente de Agni. o estandarte dos deuses.111 Hino 27. tu és o distribuidor. 3. ó conquistador (Agni)! Sua força é gloriosa. por conta dos nossos hinos. Ó deuses. que reside no mundo mais alto e no intermediário). Que ele nos ouça. o auspicioso. Que ele. Viśe-viśe pode possivelmente depender de yajñiyāya. ó deuses. V. VARGA 22–24. o de bandeira de fumaça. 12. como os versos seguintes mostram. 16 17 . ele dominará nutrimento constante. E que tu possas. Tu fluis imediatamente na direção do doador generoso na onda do rio. rico em esplendor. ninguém o alcançará. Agni. Quem quer que ele possa ser. a quem tu proteges em batalhas. o grandioso. se torne um ganhador. 10. 2. Ó Garābodha! Realiza essa (tarefa) para toda casa:17 uma bela canção de louvor para o venerável Rudra. 6.

no comentário da Yajur Veda Saṃhitā. lançá-no na Pavitra. dois pratos rasos ou páteras. para receber e despejar o suco Soma. desse modo. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. – através das quais o suco cai sobre um lençol. divirtam-se. colocado. ao almofariz doméstico. servindo como um tipo de filtro. Indra.6 como o vento sopra gentilmente diante de ti. 6. O pilão usado em triturar ou debulhar grãos é. encontrado na casa de todo agricultor. De acordo com Sāyaṇa. – são empregados. – tão (largos quanto os) quadris (de uma mulher). Indra. e assim espremer o suco. Senhor da floresta. concessores de alimento. Se. em lugar de almofariz. uma grande árvore. 7. 8. As extremidades da corda sendo puxadas para trás e para frente. 4 Em batedura. os nossos sucos doces (Soma). espalha-o sobre as folhas da erva Kuśa. a métrica das seis primeiras estrofes é Anuṣṭubh. o bastão é movido por uma corda passada em volta de seu cabo e em volta de um poste plantado no solo. ou certo deus assim chamado: nenhum nome se encontra no texto. . de forma agradável. sobre uma carroça – e. 3 O comentador explica os termos do texto. ó Almofariz. Indra. se não efetivamente. um som forte. Indra. um recipiente pesado de madeira. Aparentemente. contido nas páteras ou pratos. – ou o sacerdote ministrante. as duas seguintes. como um eixo. 3. em algum recipiente. as duas seguintes. que é explicada. (um Prajāpati). Utensílios de sacrifício. para a bebida de Indra. pelas mãos do batedor. Não está muito claro o que ele deve fazer. com libações adequadas. significar duas ou três folhas de erva Kuśa. com referência ao pilão. ó Amofariz. 9. no verso 8. 2 Ādhiṣavaṇyā. nota 11. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. a Hariśchandra. Varga 26. como ‘entrando e saindo do salão’ (śālā). de som alto. na Índia. conforme a pedra de base larga1 é erguida para espremer o suco Soma. devesse ser. de fato. preparem. emite (nesse rito). Gāyatrī. no entanto. por metonímia. aqui. etc. – o comentador diz. 2. Vocês dois senhores da floresta. que são abordados. para o Adhiṣavaṇa (ou a libação derramada). e assim produzem a separação de suas partes componentes. nesse verso. Traze os restos do suco Soma nos pratos. o suco Soma.5 tu estás presente em toda casa. 5 O almofariz é. dão ao bastão um movimento rotatório em meio ao leite. 4 como rédeas para conter (um cavalo). Indra. depois que a libação foi oferecida. ou sobras. ou para Hariśchandra. são as divindades que presidem o almofariz e o pilão. diz o comentador. e é recebido em um tipo de jarro. para Indra. prepara o suco Soma. mais propriamente. o pilão de pedra. para o suco Soma.7 Índice ◄►Hino 29 (Wilson) 1 A pedra. não os próprios utensílios. (no rito) no qual a dona de casa repete saída e entrada na (câmara sacrifical). As primeiras quatro estrofes são endereçadas a Indra. como o tambor de uma tropa vitoriosa. apachyava e upachyava. (no rito) no qual os dois pratos2 para conter o suco. e coloca o resíduo sobre a pele de vaca. de madeira pesada. – tipicamente. ele deve colocar o que sobra. o droṇakalaśa. Stevenson. (Wilson) (Sūkta V) Śunaḥśepa é o Ṛṣi. talvez. é filtrado por um coador feito de pelo de cabra. feito da pele da vaca. geralmente. as instruções se referem ao resíduo. ou para a pele (charma) na qual ela é derramada. 7 Esse verso é endereçado. 6 Vanaspati. reconhece e compartilha das efusões do almofariz. é aquele que é usado para esmagar as plantas Soma. em lugar de almofariz e pilão. 1. como os cavalos de Indra triturando aos grãos. e a nona é de uma distribuição mista. ou em um saco de couro. mas.112 Hino 28. 5. mas. 3 reconhece e compartilha das efusões do almofariz. ‘movendo para cima e para baixo’. Varga 25. das três últimas. talvez. Veja o hino 13. ou antes. tendo-o trazido. De acordo com o Sr. 4. Aqui. geralmente. e. depois de expressão. ao almofariz e pilão. tal sendo o termo usado no texto. Quando eles amarram a vara de bater (com uma corda).

bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. tu és colocado para trabalhar. 4. ambos velozes. 3. Ó Soberano da Floresta. como quadris largos. com prensas rápidas espremam hoje o Suco Soma doce para a bebida de Indra. 9 . bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Como dois cavalos baios mastigando ervas. Ó Indra. Onde. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. Quando o prato superior é erguido para receber o suco dos talos de Soma a abertura entre os dois é como a boca de um cavalo quando ele mastiga grama suculenta. Se de fato em cada casa. 6.9 vocês esticam mandíbulas largas. como o vento sopra suave na tua frente. 7. ó Almofariz. etc. Vocês Soberanos da Floresta. Ó Indra. Ó Indra. um sendo usado como um recipiente e o outro como uma tampa. alto como o tambor dos conquistadores. Ó Indra. 8. Pega em canecas o que resta: derrama o Soma no filtro. 2. Melhores dos concessores de força. bebe com sede ávida as gotas que o almofariz derrama. eles amarram o bastão de bater com cordas.113 ____________________ Hino 28. para reter o suco os pratos8 da prensa são colocados. 9. Almofariz. 5. Onde. Provavelmente isso se refere aos dois pratos mencionados acima. Lá onde a mulher observa e inclina o constante subir e descer do pilão. Indra. Aqui emite teu som mais claro. Lá onde a pedra de base larga erguida no alto para espremer os sucos. (Griffith) 1. E na pele de boi coloca os resíduos. ó Utensílios Sacrificais. como com rédeas para guiar um cavalo. Índice ◄►Hino 29 (Griffith) ____________________ 8 Dois pratos rasos. para Indra espreme o suco Soma para que ele possa beber.

de riqueza ilimitada. o deus é Indra. Herói. mata cada um que nos causa dano. Indra. Śiprin. Ó Indra. não sendo despertadas’. isto é. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. com rumo tortuoso. Olhando uma para a outra. O comentador acrescenta: ‘Portanto ele é chamado de asno. Que duas fêmeas são indicadas é deduzível de os epítetos estarem no número dual e gênero feminino. pois zurra ou profere sons insuportáveis de ouvir’. que Śunaḥśepa foi instruído pelos Viśvedevas a recorrer a Indra. Indra. de riqueza ilimitada. a métrica. destrói esse asno. ó mais rico. 7. que os espíritos hostis durmam. de riqueza ilimitada. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. e todo gênio gentil desperte. que são nossos amigos. embora nós sejamos indignos. cujas mandíbulas são fortes. de riqueza ilimitada. Portanto. 3 O texto é muito elíptico e obscuro. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. (nosso adversário). enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. 6. ó mais rico. 4. de riqueza ilimitada.3 Indra. Que aqueles que são nossos inimigos durmam. sempre verdadeiro. Aquieta adormecido. Ele é. Destrói cada um que nos insulta. É dito. que elas durmam. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Que a brisa (adversa). e aqueles. Índice ◄►Hino 30 (Wilson) ____________________ Hino 29. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Ó Indra. 4 Nuvantaṃ pāpayāmuyā. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. embora nós estejamos totalmente desesperançados. 1 2 . Indra. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. nunca despertando. 3. grandes feitos são teus. Veraz bebedor do suco Soma. para não acordar mais. que te louva com tal discurso dissonante. o poderoso. Ó bebedor de Soma. Indra. Indra. no Brāhmaṇa. o par que olha uma para a outra. Indra. belo2 e poderoso senhor do alimento. Indra (Griffith) 1. louvando com esse discurso. literalmente: ‘Ponha para dormir as duas que se observam mutuamente. Ó Indra. 2. ó mais rico. desça longe na floresta. 5. literalmente. que elas durmam. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Indra. e o comentador as chama – sob qual autoridade não é declarado – de duas mensageiras fêmeas de Yama. 1. enriquece-nos com milhares de vacas e cavalos excelentes. Ó Senhor da Força.4 e. Faze adormecer (as duas mensageiras fêmeas de Yama). de riqueza ilimitada. dura para sempre. 4.114 Hino 29. Varga 27. tendo um nariz ou mandíbula inferior ou queixo. tendo um belo nariz ou queixo proeminente. 2. Tua benevolência. fiquem despertos. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Śunaḥśepa 1 continua a ser o recitador. que é da natureza de insulto. 3. ó herói. de riqueza ilimitada. Paṅkti.

um lagarto segundo Sāyaṇa. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. Índice ◄►Hino 30 (Griffith) ____________________ Que o ciclone ou tempestade gaste sua fúria na floresta. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. A palavra kuṇḍṛṇācī. e destrói aquele que nos prejudica em segredo. 7. Ó Indra. 5 . 5. que eu interpretei de acordo com Sāyaṇa. Mata cada difamador. o que quer que isso seja. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. ó mais rico.115 Ó Indra. Destrói esse asno. ‘que o vento caia na floresta com a kuṇḍṛṇācī’. significa em outro lugar certa espécie de animal. 6. ó mais rico. Muito distante na floresta caia a tempestade em uma rota circular!5 Ó Indra. que zurra para ti em tons dissonantes. e não se aproxime de nós. dá-nos a esperança de belos cavalos e vacas Aos milhares. ó Indra. Ó Indra. ó mais rico. Essa passagem pode talvez significar. ó mais rico.

– um nome de Indra.berkeley. como as rotações das rodas de um carro giram em torno do eixo. nós chamamos. como água. 3 O resoluto. estão contidas na barriga dele. no qual ela é Triṣṭubh. Se ele ouvir nossa súplica. O significado pretendido é.4 15. apresentado por si mesmo. Nós conversaremos por outras questões. que estamos desejosos de alimento. que és preferido e chamado por todos. Eu invoco o homem (Indra). como amigos. que é poderoso e de cem sacrifícios. teus amigos. ou a alvorada personificada. 11. nós. com as quais nós possamos ser felizes. de fato. que tu farás. por essa razão. quando solicidado. como um pombo de sua (companheira) prenhe. e que vacas robustas e ricas em leite sejam nossas. Nós imploramos a ti. para a nossa defesa nesse conflito. tu aceitas nossa prece.] 2 A expressão no texto é śipriṇīnāṃ. 8. Herói. ou rebanho. e é inteligível somente por causa das adições abundantes do comentador. para a nossa defesa.2 12. 5. exceto [no verso 11. Indra. das vinte e duas estrofes que o compõem. Indra. nosso amigo. 4 O verso inteiro é muito elíptico e obscuro. que teus adoradores desejam. ó amigo. tudo o que nós desejamos. regozijante junto conosco. que visita muitos adoradores. e bebedores do suco Soma. 14. dezesseis são endereçadas a Indra. Veja Rig Veda: A Metrically Restored Text with an Introduction and Notes. no qual ela é Pādanicṛt. Todas as quais (as libações). com gotas (de suco Soma). 2. second edition. no oceano. e de mil destiladas. venha até nós. (bênçãos) aos teus adoradores. provavelmente. Ó Dhṛṣṇu. como nosso amigo. genitivo plural do feminino śipriṇī. Varga 30. a esperança de que bênçãos provenham da adoração.edu/people/person_detail. de vacas. ou dinâmico. como um poço (é enchido com água). Em toda ocasião. (abundância de vacas) com mandíbulas proeminentes. Desse modo. que nós tenhamos (alimento abundante). que prosperidade genuína seja (a recompensa daquele) que te oferece louvação. uma variedade de Gāyatrī. satisfazer esse seu Indra. como água. 13. O comentador preenche com gavām. Bebedor do suco Soma. Varga 29. de seu antigo lugar de residência. e acrescenta samūhah. 7. 6. aceitante de louvor. Ergue-te. por tua graça. a Uṣas. conceda prontamente. ou firme. em toda batalha. manejador do raio. que ele. 4.116 Hino 30. aos Aśvins. sendo acumuladas para a satisfação do poderoso Indra. (para ser favorável) para teus adoradores. 9. e com alimento (abundante). manejador do raio. como (eles giram) o eixo das rodas (de um carro). disponível em linguistics. pois.3 que algum deus tal como tu és. 3. – a ti. Essa libação é (preparada) para ti. tu concedes a eles. A métrica é Gāyatrī. Vamos. bebedor do suco Soma. venha (para o rito). como o eixo no qual elas revolvem. o protetor das residências. Tal riqueza. Indra. Varga 28. tendo um nariz ou uma mandíbula. com numerosas dádivas. . (concede a) nós. Que ele que é (o recebedor) de cem (libações) puras. para (lugares) baixos. e três. 1. a quem meu pai invocava antigamente. 10. senhor da afluência. Śatakratu. uma multidão. Śatakratu. Que assim seja. como o eixo (gira) com os movimentos da carroça. e] 1 no verso dezesseis.php?person=18. consultado em 06/2013. Tu te aproximas dela. o mais poderoso Indra. três. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Hino é atribuído a Śuna ḥśepa.5 1 [De acordo com Griffith e Gary Holland.

Se ele nos ouvir que ele venha com ajuda de mil tipos. ‘É como o eixo. no comentário. 9 Aqui nós nos despedimos de Śunaḥśepa. aproxima-te. Indra (Griffith) 1. como o mar. Aśvins. 5.117 Varga 31. eles estejam perto. e perpetua nossa riqueza. exceto com relação ao tempo. Difusiva. qual mortal desfruta de ti. Rosen traduz o nome como Aurora. Ele pode estar conectado com a noção purânica da única roda da carruagem do sol. satisfeito. de muitas cores. poderosa. Quando para o forte. Uṣas. isto é. como um pombo se dirige à sua companheira: Tu aprecias também essa nossa oração. mas parece preferível manter a denominação original. 7 Não há explicação desse mito. ou distantes. venham para cá. 12 Essa libação de Soma é para ti somente. 16. em cada batalha nós chamamos como amigo para nos socorrer Indra. porque. Uṣā. 4. pelo ar. com seus corcéis que mastigam. uma palavra de derivação similar como Uṣas. que poder e alegria Sejam daquele que canta o louvor a ti.8 que és satisfeita por louvor. 22. o estimulante suco Soma. (que sua residência) seja repleta de gado e de ouro. levanta para nos prestar auxílio nessa luta13 Em outras também vamos concordar. O mais generoso. 3. 198. até ele. 196 da versão em português]. Isso é teu. Śunaḥśepa. brilhante (Uṣas). Filha do céu. Que deixa cem das doses puras. 10 Śatakratu. Em cada necessidade. 19. 13 O hino é uma oração por ajuda em uma batalha vindoura. Ó Herói. pelos atos’. Dasras. o generoso. na maior parte. 6. o passa de novo para os Aśvins. enquanto a outra gira no céu. com provisões carregadas em muitos corcéis. Aśvins. O comentador define ‘os atos’ como os movimentos do carro ou vagão. não há nada em comum entre os dois. elogiado em hinos. último parágrafo]. 5 . Ele. Dasras. com essas iguarias. assim como para baixo para um lugar profundo. sua carruagem.10 2. há. uma carruagem dourada. nos deu. 8.11 ele deu espaço dessa maneira Dentro de sua barriga. buscando força. enchamos completamente com gotas de Soma seu Indra como um poço. contudo. atrelada por ambos igualmente.6 17.7 20. pouca conexão com a lenda narrada no Rāmāyaṇa e outras autoridades. nós não conhecemos (teus limites). Senhor das Bênçãos. de fato. e mil das misturadas com leite Fluírem. 7. Por Indra. ou sua divindade. No Viṣṇu Purāṇa [pág. – Viṣṇu Purāṇa. 11 Isto é. o abundante em atos. como um presente. Senhor dos Cem Poderes. nos hinos atribuídos a ele. Indra sempre ganhou riquezas (de seus inimigos). 8 A alvorada. imortal? A quem. filha do céu personificado. 18. tu afetas? 21. e o amanhecer é Vyuṣta. Nós. o mais poderoso de todos. relincham e bufam: ele. [pág. a alegria arrebatadora. uma carruagem dourada foi dada a ele.12 Tu te aproximas. deve ser confessado que. é imperecível: ela viaja. – akṣaṃ na śacībhiḥ. e. 6 Conforme o Brāhmaṇa. Várias passagens parecem indicar que Uṣā ou Uṣas é o período imediatamente anterior à aurora. Vocês têm uma roda no topo da sólida (montanha).9 Índice ◄►Hino 31 (Wilson) ____________________ Hino 30. Senhor de Cem Poderes. Essa repetição da comparação é mais obscura do que na estrofe anterior. é chamada de noite.

12. imortais. armado com o trovão. 14. e têm sido interpretadas de modo variado. 18 O oceano de ar. tu agracias e contentas teus louvadores. no oceano. Que seja assim. por assim dizer. e nós vamos também recebê-lo. relincham. Alvorada. amigo das nossas damas de traços adoráveis. 18. o Herói da nossa casa antiga. ó filha do Céu. 22. por assim dizer. 17 O hino de fato termina com a estrofe anterior. tu Amigo dos cantores. 9. 20 Nós somos lembrados do antigo mito grego de Aurora e Titono (Eos e Tithonus). Ludwig sugere ‘protegido com capacete’.15 e dos nossos amigos bebedores de Soma. ao nosso chamado. Eu chamo a ele poderoso para resistir. Dyaus. é a filha do Céu personificado. ó Aśvins. Ó bebedor de Soma. 16 As linhas dessa e da estrofe seguinte referentes ao eixo e à carruagem ou carro são um pouco obscuras. age Para ajudar a realização de cada anseio como nós desejamos. a qual eu sigo. o eixo do carro. concordando com viśām. com as quais. 15 . rico em todas as dádivas preciosas. Sua carruagem atrelada por ambos igualmente. 19 Aparentemente o Sol. Vem para cá. exercida por causa das preces dos adoradores. Qual mortal. 10. ó radiante. e os Aśvins o precedem em seu percurso em volta do céu. O carro de ouro pedido é riqueza abundante. desse modo. Como tu. o eixo. com esses teus fortalecedores. Benfey considera que a palavra significa mulheres bonitas. implícita. 20.17 17. No alto da testa do Touro19 uma roda da carruagem vocês sempre mantêm.18 19. Roth considera que a leitura é defeituosa. ó amigo. De cor vermelha e semelhante a uma égua mosqueada. Moves o eixo com tua força.16 15. ricos em todas as coisas que fortalecem. vocês de atos poderosos. a partir de uma possível forma de śipriṇī. 11. bebedor de Soma. Com cavalos que mastigam. Porque nós temos a ti em nossos pensamentos estejas perto ou longe. Com Indra que deleites esplêndidos sejam nossos. E manda riquezas para nós. ó Alvorada imortal. ou incitas. Venham. que manejas o trovão. O carro de ouro dado a Indra é o hino. A expressão moves. Deus bondoso para aqueles que cantam teu louvor. rogado. pretende demonstrar a grande força de Indra. O carro dos Aśvins permanece na cabeça dele ou na frente dele. Mas o significado não é muito claro. Śatakratu. parece ser a mais simples e a melhor. ou Dyu. 16. Corajoso. o qual é a parte mais firme e mais forte do carro. Wilson segue Sāyaṇa [veja o verso correspondente acima]. amigo. ó muito invocado.118 E tudo o que fortalece. concordando com bebedor de Soma. Viaja. de homens. ou Manhã. e sugere śipriṇīvan. 13. Índice ◄►Hino 31 (Griffith) ____________________ 14 O Deus tutelar da nossa família. tu moves. Um carro de ouro ele cujas obras são maravilhosas recebeu de nós. Aśvins. Nós oramos a ti. A explicação de Ludwig. O significado de śipriṇīnāṃ no texto é muito incerto. tu vais?20 21. ricos em alimentos. com força permanente ricos em cavalos e em vacas E ouro. De modo que. A outra gira em volta do céu. ó vocês de atos maravilhosos. desfruta de ti? Onde tu amas? A quem.14 A ti a quem meu pai invocava antigamente. U ṣas. nós nos regozijemos. no caso vocativo. e resfólegam alto Indra sempre ganhou grandes tesouros.

3 Dvimātā. 1 . em aprovação desse culto. para o uso do homem. eles sendo. então. significa ‘de muitos tipos’. ou ansioso. aos Maruts. que é desejoso (de criaturas) de ambos os tipos de nascimento. no rito para o qual o sacerdote foi designado. Tu. para a obtenção de bípedes e quadrúpedes. como contados nos Purāṇas. na melhor imortalidade. Tu. tu guias o homem que segue caminhos impróprios para atos que são adequados para corrigi-lo. 4. nada mais do que os carvões ou brasas do fogo sacrifical. Àquele que compreende totalmente a invocação e faz a oblação. podem ser aludidos aqui. os Maruts de armas brilhantes foram gerados. o filho de Aṅgiras. Agni. ou de duas mães. e. e seu emprego na forma de três fogos sacrificais. os que discernem tudo. aludindo aos diferentes fogos de um sacrifício. o criador de dois. em Jagatī. o filho de Soma. Agni. A oitava.5 fazendo homenagem a ti.119 Hino 31. então. ele interpreta ou ‘nascido a partir de dois pedaços de madeira’. 310-311 da versão em português]). céu e terra. de acordo com o comentador. Agni. pág. Em teu rito. inteligente. N. Céu e terra tremem (pelo teu poder). anunciaste o céu para Manu. Preservem-nos. Agni (Wilson) (Anuvāka 7. no primeiro lugar. O comentador diz. Agni. múltiplo. Vasu. eles te levam. (que te adora). o Gārhapatya.] 4 É dito que Agni explicou para Manu que o céu devia ser alcançado por meio de atos virtuosos. isto é.S. o filho de Budha. tu concedes ao sábio. por nós. o filho de duas mães. por alimento diário. 7 O significado não está muito claro. ou. como sendo o progenitor de todos os Aṅgirasas. os sábios. 8. para o leste.2 para o benefício de todo o mundo. e 1. céu e terra. de acordo com o comentador. Varga 32. preeminente sobre o vento. nesse verso. – J. excelentemente sábio. Sūkta I) O Hino é endereçado a Agni. 1. o resto. Agni. que és louvado. na geração de fogo por atrito. por ambos os nascimentos. [págs.140. junto com os deuses.7 felicidade e sustento.4 tu mais do que recompensaste Purūravas. enquanto na segunda passagem um terceiro sentido de ‘nascido do céu e da terra’. por causa de riqueza. 375. mas a frase é apenas: ‘fazendo mais bem a ele que fez bem’. Tu.6 5. Tu sustentas. 2. o primeiro e principal Aṅgiras. 7. então. o aumentador da prosperidade (do teu adorador): tu deves ser convocado. primeiro. 4. Agni. aquele mortal. que. Que nós melhoremos o ato por uma nova prole (dada por ti). Tu. 2. para o oeste (do altar). (Viṣṇu Purāṇa. – tu.149. foste o primeiro Aṅgiras Ṛṣi:1 uma divindade. Agni. tu. os poderosos. Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland. 2 Vibhu. Quando tu és libertado por atrito de teus pais. ou ‘por fricção e o subsequente rito de consagração’. Agni. torna ilustre o realizador do rito. Tu suportaste o fardo. na luta de heróis (agradável para eles) como riqueza amplamente espalhada. por meio dos fracos. dos dois bastões. no combate. 3.3 e repousando de várias maneiras. és o derramador (de desejos). o Ṛṣi é Hiraṇyastūpa. primeiro concedes luz. destróis. adoraste os veneráveis (deuses). tu foste o amigo auspicioso das divindades. 5 A ação de Purūravas. 6 O fogo é usado primeiro para acender o fogo Āhavanīya. Compare dvijanmā em 1. Varga 33. 2 (1869). de acordo com o Brāhmaṇa. que está muito desejoso. é adicionado”. [“De acordo com Sāya ṇa. quando a concha é erguida. ele foi o primeiro. isto é. Tu. ornas a adoração dos deuses. A expressão é. décima sexta e décima oitava estrofes estão na métrica Triṣṭubh. – sapiente. Muir. para todos os homens. e. Não há explicação da origem atribuída. que. 6. o provedor de sustento. De acordo com Sāyaṇa. torna-te manifesto para o adorador.

como Manus. imune à injúria. 9 . e no Anusasana. para o filho do meu filho. que foi elevado ao céu. até que foi derrubado de lá por sua arrogância. ou antigos reis. o benevolente. Aṅgiras e Yayāti fizeram antigamente.] 10 Iḷā. um deus vigilante entre os deuses. em tua mente. tu defendes por todos os lados o homem que dá presentes (para os sacerdotes). caps. Irrepreensível Agni. tu te fazes visível para os mortais. tu és nosso protetor. que somos opulentos. Tu. desperta-nos. a qual nós fazemos de acordo com nossa habilidade. que és o defensor de atos pios. 17. esse caminho no qual nós temos nos perdido. pretendendo oferecer um sacrifício. Tu. e (defines) os pontos do horizonte. [Essa história de Nahuṣa se encontra em dois lugares no Mahābhārata: no Udyoga. com tuas bênçãos. com elas. quando o filho do meu pai nasceu. também. 11.12 resplandeces. porque ele fala de seu neto. para o salão de sacrifício. Agni. Varga 34. 99-100. até que a perplexidade foi removida por Agni determinar o sul. Índice ◄►Hino 32 (Wilson) ____________________ 8 É dito que aqui os pais são céu e terra. cap. 12 Que ilumina os quatro pontos cardeais. pois tu. estavam perdidos para determinar os pontos cardeais. Portanto. 13 É dito que isso alude a uma lenda na qual os deuses.11 que é sempre assíduo em tua adoração. os corpos (dos nossos filhos). auspicioso Agni. Tu. Tu deves ser procurado. e acompanhado por bons homens. tu és o realizador (do objetivo dos ritos). e. concedes todas as riquezas. que te moves (para receber oblações). em tua presença. Agni. – que estás próximo. [livro 4. que oferece a oblação a ti. Agni. Agni. O homem que mantém iguarias seletas em sua residência. como o protetor e encorajador daqueles que oferecem oblações adequadas. e dota-nos de compreensão correta. como um Indra. desejas (que o adorador possa adquirir) aquela riqueza excelente que é necessária para o sacerdote recomendado por muitos. assegurando alimento (abundante). Tu. a prece do teu adorador. realiza o sacrifício de vida. centenas e milhares de tesouros pertencem a ti. e oferece a eles (sacrifício) agradável. 12. vai. Agni. para a (segurança do rito) ininterrupto. 11 Nós devemos concluir que esse hino foi composto pelo autor em sua velhice. de acordo com nosso conhecimento. leva-nos à opulência. Nahuṣa era o filho de Āyus. – Viṣṇu Purāṇa. Os deuses antigamente fizeram de ti. 16. e é o retrato do céu. senta-os sobre a grama sagrada. caps. e. Sê favorável ao oferecedor da oblação.120 9. que sempre precisa de proteção. (residindo) na proximidade de (teus) pais. Puro Agni. 10. o general vivo do mortal Nahuṣa. tu aprecias. – como o protetor do adorador. Tu és o defensor do gado.9 eles fizeram de Iḷā10 a instrutora de Manus. protege a nós. Frequentes passagens nos Vedas atribuem a Iḷā a primeira instituição de regras de realização de sacrifícios. 11-17. Agni. regala (seus convidados). que és digno de ser louvado. instruis o discípulo.14 Traze para cá os personagens divinos. Agni de quatro olhos. perdoa-nos essa nossa negligência. 13. o inofensivo. Agni. 14. 14 De modo semelhante como antigos patriarcas. 18. Varga 35. se dirigiam para diferentes lugares onde sacrifícios eram celebrados.13 15. prospera através dessa nossa oração. és favorável a nós.8 e concedendo a nós (progênie) incorporada. que és onisciente. filho de Purūravas. Agni. tu és chamado de o protetor bem intencionado do adorador. 1]. filha do Manu Vaivasvata. tu és o dador de vida para nós: nós somos teus parentes. como armadura bem costurada.

Tu. 5. Os Vasus como uma classe de deuses.17 Surgido de duas mães. 22 Isto é. 18 Mātariśvan: o nome de um ser divino descrito em 1. 9. ainda mais piedoso. Agni. 7. produzido e separado dos bastões de fogo. repousando em muitos lugares. para o piedoso Purūravas. Agni tu fizeste o céu trovejar para a humanidade. cumpres como um Sábio a santa lei dos Deuses. Por glória. Agni. foste o primeiro Aṅgiras. guardião de elevados decretos. tu adoraste Deuses poderosos. espalhado por toda a existência. rico em bons heróis. Céu e Terra. sábio. Conhecendo bem a oblação com a palavra que santifica. a personificação de todas as manifestações da luz. que Agni realiza. 6. com todos os deuses. As lanças dos Maruts ou Deuses da Tempestade são os lampejos de relâmpago. nos protejam.28 a Providência do cantor: todas as coisas boas tu tens semeado para ele. 28 Concessor de filhos. quando os heróis lutam por despojos nos quais os homens se lançam. o homem nobre ou eminente que institui e paga as despesas do sacrifício. tu iluminaste primeiro nosso povo. 19 ‘O brilhante’. 15 16 .60. um Deus entre os Deuses. tu és nossa Providência. tu elevas o homem mortal à maior imortalidade. 23 Isto é. altamente elogiado. tu mesmo um Deus. se encontram cem. Formador de corpos. 26 Deuses e homens. mandou o trovão o precursor da chuva. Agni. Agni. tu salvas na assembleia25 quando procurado até aquele. e ao príncipe27 concedes alimento abundante. 24 A exclamação Vaṣaṭ: que ele (Agni) a leve (para os Deuses). sínodo ou assembleia sacrifical. 27 O Sūri. Agni (Griffith) 1. 3. Ó Agni irrepreensível deitado no colo de teus Pais. foste revelado primeiro. 21 Purūravas: filho de Budha. eram a princípio personificações de fenômenos naturais.21 Quando tu és rapidamente libertado de teus pais. o Deus do Vento. com suas lanças brilhantes. 8. Tu. Segundo a tua ordenança sagrada os Maruts. torna famoso o nosso cantor para que ele possa ganhar para nós grande quantidade de riquezas. 20 Vasu (bom): usado frequentemente como um nome ou epíteto de Agni. Tu. 17 A santa lei dos deuses: sacrifício para os Deuses. sábios. usada no momento de derramar o óleo sacrifical ou manteiga clarificada no fogo. extremamente forte. tu foste. É dito que ele é o pai de Yama.16 nasceram. parece ter sido considerado como um refúgio inviolável. para recompensá-lo. e. por causa do homem vivo. e os deuses são chamados de filhos dele. ó Previdente! que anda em maus caminhos. Que nós melhoremos o rito com nova execução. oito em número. mil tesouros. Ó Agni. Agni.24 unindo todos os que vivem. a ser invocado por aquele que ergue a concha. Vasu!20 tremeram na escolha do sacerdote: a carga tu carregaste. e identificado por Sāyaṇa com Vāyu. Auspicioso! 10. ó infalível! Os Aṅgirases são a família sacerdotal mais importante mencionada nos Vedas. Em ti. és um Touro23 que faz a nossa provisão aumentar. 25 O vidhāta. dia a dia. tu. o amigo auspicioso dos Deuses. Agni. para o oeste. 4. matas na guerra muitos pelas mãos de poucos. Ó Agni.22 eles te levam primeiro para o leste. É dito que ele instituiu os três fogos sacrificais.15 um Vidente.121 Hino 31. nosso Pai: nós somos teus irmãos e Tu és nossa fonte de vida.1 como levando o oculto Agni para Bh ṛgu. Ó Terra e Céu. 2. ele parece ser o Deus da luz do dia e do sol da manhã. o melhor e mais antigo Aṅgiras. Agni. ativos através da sabedoria. Para Mātariśvan18 tu. tu. depois. e para Vivasvān19 através do teu poder nobre interior. está atento para o nosso bem. em volta. Tu mesmo que ansiando por ambas as raças26 dás-lhes grande bem-aventurança.

aplicaste a lei dos deuses. 12. ajudando nossas vacas a produzir. alguém que oferece alimento e hospitalidade para um ser humano. Traze para cá a hoste celestial e senta-os aqui sobre a grama sagrada. Digno de ser reverenciado. Agni. 2. o filho das duas mães. Senhor da casa de Nahuṣa. repousando em todos os lugares para (o uso do) vivo.122 11. 17. 15. vivo. dota-nos com tua graça que concede força.29 Eles fizeram de Iḷā30 a professora dos filhos dos homens. de quatro olhos! para aquele que está desarmado. 13. Aquele que. este nosso pecado. é o filho ou descendente de Aṅgiras. que. 14. que te aproximas e que inspiras os mortais. é considerado como o gerador ou pai de Agni. preserva os nossos ricos patrocinadores com teus auxílios. ativos em sua sabedoria. tu estás aceso. desse modo Aṅgiras! puro Agni! vem para o nosso salão. Leva-nos. sensato. ADHYĀYA 2. nasceram. Índice ◄►Hino 32 (Griffith) ____________________ Hino 31. Deus. A personificação da prece. caro Amigo e Pai. ó Agni. e a nós mesmos. como um dos primeiros introdutores do fogo sacrifical e dos ritos de culto. o primeiro. nós rogamos.33 Aṅgiras. (que és) o primeiro Aṅgiras Ṛṣi. 1. 33 Um rei famoso. 32 Provavelmente.32 é o modelo do céu. O significado do verso é que Agni foi nomeado sacerdote. Agni obtiveste para o sacerdote que louva alto a maior riqueza. como Ludwig sugere. Por essa nossa oração. um ofertante aos vivos. o nṛyajña. A ti. Tu. como armadura bem costurada tu proteges por todos os lados o homem que dá recompensa para os sacerdotes. Tu. quando um Filho 31 nasceu para o pai da minha linhagem. ó Agni. Perdoa. portanto. os deuses fizeram o primeiro Vivo para o homem vivo. VARGA 32–35. ó Agni. tu és um guardião cuidadoso para o homem piedoso. Com coração afeiçoado tu aceitas até a oração do homem pobre. Tu. quando ele trouxe sua doação para ganhar segurança. um sábio. um dos filhos de Nahuṣa. Agni. Tu és guardião da nossa semente. com alimento agradável. o maior Aṅgiras. mostra bondade em sua casa. Ou isso pode significar. alguém que oferece um sacrifício que transporta o sacrificador imediatamente. que cuidas dos devotos. e oferece o que eles querem. ó Agni. 30 . poderoso para o mundo inteiro. 18. à riquezas crescentes. sê fortalecido. cuidando até dos fracos. de Manu. e Iḷā professora das regras de culto divino na época mais antiga quando Agni nasceu primeiramente na terra como fogo sacrifical. Agni. amplamente desviado. a oração feita por nós de acordo com nosso poder e conhecimento. 16. protegendo incessantemente em teu caminho santo. e a primeira professora das regras de sacrifício. para os simples tu ensinas conhecimento. o mais sábio. Tu és chamado de Pai. 31 Esse Filho é o próprio Agni. o Ṛṣi do hino. adoração do homem. te tornaste como deus o amigo bondoso dos deuses. e. Segundo a tua lei os sábios. 29 Um dos grandes progenitores da raça humana. o objeto de desejo de um homem. HINO 31. para Yayāti. Como antigamente para Manus. Hiraṇyastūpa. os Maruts com lanças brilhantes. AṢṬAKA I. – o caminho que temos trilhado. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ó Agni. para o céu.

que. matas. que és rico em heróis. que conhece tudo sobre a oferenda e (o sacrifício realizado com) a palavra Vaṣaṭ. Tu. Tu. Tu. ó Agni. 6. 14. Um erro semelhante em relação à palavra pradiś ocorre várias vezes no texto do Ṛg-Veda. Eles têm feito (da deusa) Iḷā a professora de homens (manuṣa). 35 Agni deve proteger o homem que não tem aljava.34 7. ó Agni. 12. 9. zelando incessantemente por tua lei. ó Agni. conhecendo bem os (divinos) mandamentos’. tu és nosso pai. Quando tu és libertado pelo poder de teus pais. Tu tens suportado a carga. Tu. 8. tu que és rápido no sacrifício. e talvez também que ele tem o poder de ver demônios maus invisíveis. Tu. és o primeiro a convidar os clãs. 36 Eu acho que os quadrantes do mundo não têm nada a fazer aqui. ó Agni. portanto. proteges de todos os lados como armadura bem costurada o homem que dá taxas sacrificais. ó Agni. e que não pode. Ó Céu e Terra! Abençoem-nos junto com os deuses. tu. ó Agni. multiplicados por mil se reúnem em ti. proteger a si mesmo. 13. . os quadrantes do mundo. Tu. quando nasce um filho do meu pai. Os cães de guarda de Yama também têm quatro olhos. ó Agni. ó Agni. ó deus. 36 15. um deus entre deuses." etc. protege com teus guardiões. ele (residirá) ilustre no céu. no momento decisivo para a obtenção do prêmio. para o beneficente Purūravas. Os dois mundos tremeram em (tua) eleição como Hotṛ. pela tua sabedoria elevada. Tu. manténs aquele mortal na mais elevada imortalidade. 35 Tu aceitas em tua mente o hino até do pobre que tem feito oferendas. deves ser louvado pelo sacrificador que ergue a colher. louvado por nós. mesmo com poucos companheiros matas muitos inimigos na batalha. Eu proponho traduzir o texto corrigido: ‘Tu instruis os simples.123 3. veja 10. és aceso de quatro olhos. nós somos teus parentes. tu instrues os simples. e alegria para os ricos. levas adiante o homem que segue caminhos tortuosos. ó deus que habita entre todas as tribos. ó Agni. Tu. ó Agni. Tu. Tu és chamado de guardião e pai até dos fracos. versos 10-11. te tornarás manifesto para Mātariśvan. quando o prêmio (ou o despojo) está cercado (rodeado por todos os lados). Tu. ganhas para o adorador amplamente renomado aquela propriedade que é desejável e excelente. 4. tu. Que nós realizemos nosso trabalho com a ajuda do jovem ativo (Agni). A ti. (tu) que sendo tu mesmo sedento dás felicidade para ambas as raças (deuses e homens). ó venerável! Tu és o protetor dos amigos e parentes e das vacas. Tesouros centuplicados. Tu. o senhor do clã de Nahuṣa. que mata (vítimas) vivas. que os faz confortáveis em sua casa. na luta de heróis. tens feito o céu ribombar para Manu. no colo de teus pais. Aquele que coloca comida agradável (diante dos sacerdotes). sempre vigilante. derramas toda riqueza. ajuda o glorioso cantor a ganhar prêmios. ó belo. o que não pode ser enganado. o aumentador de prosperidade. sê o criador do corpo e protetor para o cantor. o maior sábio. aos nossos generosos doadores e a nós mesmos. Os quatro olhos do guardião divino parecem significar que ele pode olhar em todas as direções. 11. 34 O professor Max Müller traduz este verso: "Tu salvas o homem que seguiu o caminho errado no auge da batalha. o touro. de modo que ele possa prosperar sem perigo. tu que na luta de heróis. Tu. como o primeiro. em glória dia a dia. sendo tu mesmo um grande benfeitor. ó Agni. ó irrepreensível. como o protetor mais próximo para o sacrificador que está sem (mesmo) uma aljava. és nosso guardião. os deuses têm feito para o vivo como o primeiro vivo. tens sacrificado aos grandes (deuses). eles te guiaram para cá antes e depois novamente. Tu. em tua companhia no sacrifício. o guardião da lei. 10. 5. ó Vasu. Tu. mas que em vez de pra diśah devemos ler (com Ludwig) pradiśah. Tu és o dador de força. para Vivasvat.14. (deus) de vigor único. ó Agni. ó Agni.

Agni. 18. e sacrifica para a adorada (hoste). coloca-os sobre a grama sacrifical. Índice ◄►Hino 36 (Oldenberg) ____________________ 37 Compare com 3. como para os antigos.37 17. ó Agni. que fazes dos mortais Ṛṣis. Que nós sejamos unidos com tua benevolência. Tu és o companheiro. que concede força. Perdoa. 5: ‘Tu me farás um Ṛṣi depois que eu tiver bebido Soma?’ . (olha misericordiosamente para) esse caminho do qual nós temos nos desviado. por Aṅgiras.124 16. E leva-nos adiante para coisas melhores. por Yayāti em teu assento (sacerdotal). essa nossa falha. o protetor. conduze para cá a tropa dos deuses. Como tu fizeste por Manus. tu és o intenso. ó brilhante. o pai daqueles que oferecem Soma. 43. v. Sê magnificado. através desse encantamento que nós fazemos para ti com nossa habilidade ou com nosso conhecimento. ó Agni. vem para cá.

3 A primeira nuvem formada. apresentados como sinônimos de megha. a qual então desce à terra. divide a massa agregada. então Vṛtra. – ele não escapou do contato do destino dos inimigos (de Indra). Ahi e Vṛtra. adormeceu. com o raio. aqui. Gauh e Ayu. uma nuvem. cap. Varga 37. com muitos membros mutilados. tendo uma parte ou. os três sacrifícios chamados Jyotiṣ. o herói poderoso. uma nuvem. os quais o que faz trovejar realizou. é meramente uma narrativa alegórica da produção de chuva. 6 O texto tem somente. 5 Nós temos. . jacente sobre essa terra. 8. Vṛtra. que buscou refúgio na montanha. Como os troncos de árvores são derrubados pelo machado. ou flui pelos rios. 4. produzindo o sol. o Hino é endereçado a Indra. O arrogante Vṛtra. o raio. em seu ombro como montanha. não deixando inimigo. como vacas (se apressando) em direção a seus bezerros. convertida. 2 Nos Tṛkadrukas. a partir do que. que o atingiu. nós temos uma ampla elucidação do significado original da lenda de Indra matando Vṛtra. desse modo confundindo coisas com pessoas. 4 Por dissipar as nuvens. aparentemente. 3 tu destruíste as ilusões dos enganadores. tinha obstruído. o firmamento. Impetuoso como um touro. e abertura é dada à chuva. como alguém emasculado que finge virilidade ele desafiou Indra. separado. pelos escritores purânicos. Visto que. Nenhuma outra descrição deles se encontra no comentário. É dito que ele é vyanśa. ou figurativamente. com o Mahābhārata (Vana Parva. A linguagem dos Ṛcas não é sempre clara o suficiente. o comentador preenche com ‘as margens’. nada para obscurecer a atmosfera. por seu poder. Indra atingiu o sombrio Vṛtra mutilado. um membro. as quais Vṛtra. Ahi está prostrado debaixo dos pés das águas. o qual. às vezes também chamado de Ahi. Eles são.125 Hino 32. ambos os nomes. Indra. em uma disputa literal entre Indra e um Asura. ele partiu a nuvem. e umedece os campos. desafiou Indra. O inimigo de Indra esmagou as (margens dos) rios. ‘ele moeu os rios’. 1. ambos. como se inigualado.4 5. começando. Varga 36. tornou-se o tema de amplificação extravagante pelos compiladores dos Purāṇas. 100. Não tendo nem mão nem pé. As águas. e afastar a escuridão. isto é. 1 Nesse e nos Sūktas subsequentes. assim jaz Ahi. metaforicamente. e em outros versos. mas ela nunca se aproxima daquele modo inadequado de personificação. tu dividiste a primogênita das nuvens. o destruidor de muitos. e. a alvorada. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e a métrica são os mesmos. com seu raio. fluem sobre ele. Eu declaro os antigos atos heroicos de Indra. 5 prostrado na terra. no Nighaṇṭu. também em outros Parvas). e confunde representação metafórica e literal. as águas correntes se apressaram velozmente em direção ao oceano. ou obstruído por. e. ou influência atmosférica ou elétrica. 6 7. com ele. que deleitam as mentes (dos homens). tu não deixaste um inimigo (para se opor a ti). pela inundação causada pela descida da chuva. golpeou a primogênita das nuvens. Ele rompeu a nuvem. o dispersador de inimigos. ele lançou as águas para baixo (para a terra). como é feito ainda mais violentamente em um verso seguinte. como um rio (irrompe através de) suas (margens) destruídas. então. isto é. Tvaṣṭṛ afiou seu raio que rodopia longe. pode-se dizer que Indra é o pai do sol e do dia. as quais. ou chefe dos Asuras. trancado em. ele diz. Indra. foram rompidas pela queda de Vṛtra. é nada mais que a acumulação de vapor condensado.1 2. nos Vedas. 6. 3.2 Maghavan pegou seu dardo. onde é dito que ele não tem nem pés nem mãos. ele bebeu o suco Soma: ele bebeu a libação no sacrifício triplo. ele abriu à força (um caminho) para as torrentes da montanha. Com seu imenso raio destruidor.

tu ficaste (furioso). os sete rios são chamados de Vasvokasārā. o Ganges se dividiu. e mãe dos Dāvanas ou Titãs. Indra é representado como temendo a bravura de seu inimigo. Nalinī. Pāvanī. Algo semelhante a isso é. em teu coração. Vitastā. do gado de chifre e sem chifre. e Gaṇḍakī. também morto por Indra. Sarayū. é dito. 12 O comentador sugere que esse medo era a incerteza se ele devia ou não destruir Vṛtra. mas. como o cavalo chicoteia com sua cauda. Sutudrī. Yamunā.8 guardadas por Ahi. e. como a cauda de um cavalo. e se escondendo em um lago. Em um texto citado e comentado por Yāska. Nem o relâmpago nem o trovão. Indra. Índice ◄►Hino 33 (Wilson) ____________________ 7 Dānu é derivada de do. a uma lenda de Indra ter bebido uma libação preparada por Tvaṣṭṛ. sobre outros (ataques). que. – que. cortar ou destruir. as esposas do destruidor. pensando que ele tinha cometido um pecado. sugerido em outras passagens do texto. a esposa de Kaśyapa. que outro destruidor dele tu procuraste. quando Indra atingiu a parte inferior dela com seu dardo. ficaram obstruídas. 10. Em um lugar no Mahābhārata. quando prestes a matar Ahi. o manejador do raio. Indra abriu a caverna que as tinha confinado. 8 . A mãe de Vṛtra estava inclinada sobre seu filho. Sarasvatī. As águas levam o corpo sem nome de Vṛtra. e o Suṣomā. o Ārjīkīyā. o suco Soma. como a circunferência compreende os raios de uma roda. Marudvṛdhā. tu ganhaste. e Suṣomā. Desses. 11. chamados Gangā. de acordo com uma lenda purânica. – e. O inimigo de Indra adormeceu por uma longa escuridão. 11 Segundo uma lenda purânica. quando ele e Ahi lutaram. Plakṣagā. (Veja o Viṣṇu Purāṇa. Asiknī. em sua descida. Sītā. Gangā. que vão para o leste. como um falcão (veloz)? 15. lançado no meio das correntezas que nunca param. (disparados por Vṛtra). o Cakṣu. Gomatī. em sete rios. nem o raio. Indra. ele abrange todas as coisas (dentro dele). Então Indra. Livro 2. nem a chuva que ele derramou. depois de matar Vṛtra. As águas. e o filho embaixo. com o Sindhu. O Brāhmaṇa e o Taittirīya são citados. É dito que Dāsa é um nome de Vṛtra. e Maghavan triunfou. e Jambūnadī. – Nir. Yamunā. herói. 12. 26. [cap. Varga 38. como o destruidor de todas as coisas. e Sindhu. depois da morte de seu filho. também. Dāsapatnīh. para o oeste. nos Purāṇas. 2. mas. Sindhu. ou de Danu. Paruṣṇī. e Hlādinī. III. daí a lenda purânica. Pāvanī.11 13. Quando o sozinho Vṛtra resplandecente retornou o golpe (que tinha sido infligido). como afirmando que Indra. o Paruṣṇī é identificado com o Irāvatī. Sītā. ou o próprio Ganges. Vṛtra foi criado por Tvaṣṭṛ. chamados Nalinī. tu atravessaste noventa e nove rios.126 9.10 tu libertaste os sete rios para fluir. 10 Aludindo. e Dānu7 adormeceu (com seu filho). como ele permanece o monarca dos homens. 9 Tu resgataste as vacas. era Triśiras. como uma vaca com seu bezerro. para vingar o qual. 164 da versão em português]). para se livrar das moscas. pág. Assim a mãe estava em cima. e o Bhāgīrathī. Ārjīkīyā. para o sul. em outro. 14. A enumeração original de sete parece ser aquela que deu origem às especificações dos Purāṇas. por teu raio. como as vacas por Paṇi. por matar Vṛtra. feriram Indra. Rathasthā. também. nunca repousam. nós temos dez rios. ou de todos os atos sagrados. alarmado. tornou-se o soberano de tudo o que é móvel ou imóvel. 9 Nós tivemos esse símile antes. fugiu para uma grande distância. com o Vipāś. Quando o medo12 entrou. Gangā.

quando ele tinha golpeado Vṛtra. o inimigo de Indra. o pior dos Vṛtras. a arma irresistível’.] 18 Os feitiços dos encantadores: poderes mágicos ou sobrenaturais atribuídos a Vṛtra e seus aliados. Então a força da mãe de Vṛtra foi humilhada: Indra lançou seu raio mortal contra ela. nos Tṛkadrukas. um selvagem. Guardadas por Ahi estavam as servas dos Dāsas. Dāsa é um nome comum aplicado no Veda a certos seres maus ou demônios. 11. também. e 4. 3. 17 [O último trecho segundo Macdonell: ‘e frustrado todos os ardis de maquinadores astutos’. dando vida ao Sol e Alvorada e Céu. As águas levam embora o corpo sem nome de Vṛtra: o inimigo de Indra afundou em escuridão permanente.] 21 Servas dos Dāsas: no poder de Vṛtra e seus aliados. 10. 19 [Essa primeira frase segundo Macdonell: ‘Indra matou Vṛtra e um pior do que Vṛtra. contudo alegando vigor viril. 5.18. A mãe estava acima. um dos habitantes não-ários da Índia. tu tinhas matado o primogênito dos dragões. tu não encontraste um inimigo para oferecer resistência a ti. Emasculado. Lá como ele jaz.] 14 . Maghavan16 pegou o trovão como sua arma. na terra assim jaz o Dragão prostrado. Impetuoso como um touro. ele escolheu o Soma e em três copos15 sagrados bebeu o suco. [Esse último trecho segundo Macdonell: ‘e perfurou as cavernas das altas montanhas’ – Hymns from the Rigveda. O Dragão jaz sob os pés das torrentes que Vṛtra com sua grandeza tinha cercado. Ele matou o Dragão situado na montanha: Tvaṣṭar moldou seu dardo celestial de trovão. o manejador do Trovão. o grande Herói impetuoso matador de muitos. abriu a caverna onde as correntes de água tinham sido presas. guardadas por uma serpente. como um guerreiro fraco insensato. fluem acima dele. Sem pés e sem mãos ele ainda desafiou Indra. 13 Ahi. um bárbaro. e é citado em 1. os primeiros três dias da cerimônia Abhiplava. 8. 7. com o raio. 1. 22 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Cercadas por demônios. e feriu de morte aquele primogênito dos dragões. Vyaṃsa.14 2. Vyaṃsa significa literalmente ‘o sem ombros’. 9. Indra. quando o machado as derrubou. que o feriu com seu raio entre os ombros. Eu te declararei os atos varonis de Indra. Indra (Griffith) 1.9. não aguentando o choque das armas.101.13 então descobriu as águas.21 as águas ficaram como vacas mantidas pelo ladrão. Indra com seu próprio trovão grandioso e mortal cortou Vṛtra. os primeiros que ele realizou.20 as águas.] 20 [Aqui Macdonell acrescenta: ‘como junco quebrado’. Ele. Quando. assim Vṛtra jaz com membros separados espalhados. Flutuando no meio de correntes incessantes que fluem adiante sem descanso para sempre. desafiou Indra. e fendeu os canais das torrentes das montanhas.2. (de acordo com Monier Williams . Como vacas mugindo as águas descendo em fluxo rápido deslizaram para baixo.22 23 Mas ele. Ele matou o Dragão.127 Hino 32. esmagou na queda as fortificações quebradas. as águas ficaram como vacas capturadas por Paṇi’. 6. para o oceano. 4. Ele significa. segundo Sāyaṇa. 16 O rico e pródigo. em pedaços.2. Senhor Generoso. Ele. hostis a Indra e aos homens. o filho estava embaixo e como uma vaca ao lado de seu bezerro jaz Danu.103. e vencido os feitiços dos encantadores.19 Como troncos de árvores. tomando coragem.Sanskrit-English Dictionary).17 18 Então. literalmente a serpente.] 15 Trikadrukeṣu. como um rio rompendo a barragem.

granizo ou nevoeiro que tinham se espalhado em torno dele: Quando Indra e o dragão lutaram na batalha. Uma cauda de cavalo tu foste24 quando ele. tu ganhaste o Soma. 24 Isto é. um homem ímpio que dá pouco ou nada para os Deuses. A palavra é usada também como o nome de uma classe de demônios invejosos que vigiam tesouros. golpeou teu raio. De nada lhe valeu raio. quando. significa um avaro. Que.128 12. tu libertaste para fluir os Sete Rios. e como um epíteto dos demônios que roubam vacas e as escondem em cavernas de montanha. um mesquinho. Śutudrī) e o Sarasvatī. Maghavan obteve a vitória para sempre. Paruṣṇī. Vipāś. Sobre todos os homens vivos ele governa como Soberano. 25 [Essa frase segundo Macdonell: ‘Uma cauda de um cavalo tu te tornaste. trovão. Índice ◄►Hino 33 (Griffith) ____________________ O ladrão: paṇi (literalmente. 23 . o manejador do Trovão. o Indus. que o temor possuiu teu coração quando tu o tinhas matado. como deus não ajudado’. 27 [‘viste como vingador da serpente’ – Macdonell. como um falcão atemorizado através das regiões. tu. Quem tu viste para vingar o Dragão. Indra é o Rei de tudo o que se move e que não se move. contendo tudo como raios dentro da borda da roda.26 13. Noventa e nove é usado indefinidamente em lugar de um grande número.] 28 Essa fuga de Indra é citada frequentemente.25 Tu ganhaste de volta o rebanho. ó Indra. Asiknī. É dito que ele fugiu pensando que ele tinha cometido um grande pecado ao matar Vṛtra.27 Indra. os cinco rios do Panjab (Vitastā. das criaturas domesticadas e de chifres. ó Indra. na lança dele empalado.] 26 Segundo o professor Max Müller. alguém que negocia e trafica). destruindo teus inimigos tão facilmente quanto um cavalo espanta moscas com sua cauda. tu cruzaste noventa e nove rios correntes?28 15. Deus sem um segundo. Lassen e Ludwig colocam o Kubhā no lugar do citado por último. 14.

Pede-se que Indra não negocie duramente. glorificando. aqui. Indra. a métrica é Triṣṭubh. quando ele nasce no leste. todos os deuses. Venham. Tu destruíste o ladrão (tendo-o arrastado) do céu. ó Senhor. ou eram hostis ao ritual dos Vedas. todo o conhecimento. não exija demais de seus adoradores. mas. também. – tu. todas as oblações. da terra e do firmamento. dono.) quando tu sopraste os que desrespeitam a religião para fora do céu. tu sopraste para longe o ladrão com as preces que são repetidas em nome daqueles que não as compreendem. o sol. poderosos como eles eram. como antes. Eu voo. não tires vantagem de nós. dentro dele. Literalmente. o Dasyu. é a divindade. investindo o universo com tua magnitude. Varga 2. ele abrange. vamos nos dirigir a Indra. fugiram. nesse e no verso seguinte. glorificando-te e oferecendo oblações. pereceram. Ele é chamado de rico porque. um comerciante. (eles desapareceram. os Sanakas. (a qual consiste) em gado. a ele que é invencível. atacando(-o) sozinho. 6. embora com auxiliares (os Maruts) à mão. de acordo com o Vājasaneyīs. e concessor de riqueza. Indra. 6 Espalhados diante dele. – significando Indra. e recebeste os louvores do adorador. 3 Vṛtra. um ladrão. O comandante da hoste inteira amarrou sua aljava (em suas costas): o senhor 1 conduz o gado (para a residência) de quem ele quer. É dito que os seguidores de Vṛtra são. eles chorassem ou rissem. (para recuperar nosso gado roubado). mostra-te um herói’. podem ser os Aṅgirasas. Indra.7 9. como se significando as tribos incivilizadas da Índia. Sūkta III) O Ṛṣi é. mas eles ficaram próximos. como os emasculados lutando com homens. ‘não sejas para nós um paṇi’. dizendo: ‘Golpeia. como tu desfrutas do céu e da terra. aparentemente. cientes (de sua inferioridade). 7 Nós voltamos. aqui. de nãosacrificadores. aqui. também identificando os seguidores de V ṛtra com as tribos que não tinham adotado. 4 Conforme o Brāhmaṇa. literalmente. que nos concedes riqueza abundante. (Os partidários de Vṛtra) enfrentaram o exército do irrepreensível (Indra): homens de vidas santas o encorajaram. com hinos excelentes. Ou os ‘homens’.” 2 . Hiraṇyastūpa. Indra (Wilson) (Terceiro Adhyāya. inflexível. tu mataste o bárbaro3 rico com teu (raio) adamantino. senhor. 2. que são dissipadas pelo nascer do sol. eles fugiram por caminhos íngremes. mas. 5 Os seguidores de Vṛtra são chamados por esse nome. pois ele. homens cujas práticas eram recomendáveis. é dito. Eles também são chamados. alegra nossas mentes: por isso ele nos concederá perfeito conhecimento dessa riqueza. Os Maruts que acompanhavam Indra não atacaram Vṛtra. 4 Percebendo o iminente poder de destruição múltipla do teu arco. no limite mais distante do céu. em batalha. 7. empenhados em oferecer libações para Indra por nove meses. 1. aqui explicado como svāmin. à alegoria. afasta os Rākṣasas. como um falcão para seu ninho querido.5 que negligenciavam o sacrifício. 3. de acordo com o Brāhmaṇa: “De fato. as sombras da noite. 5. senhor dos corcéis. feroz. e encorajaram o primeiro. Os que negligenciam o sacrifício. eles. como um mercador. 8. para dar coragem a ele. Continuação do Anuvāka 7. desprovido de malícia. Indra. em direção àquele Indra que deve ser chamado. mestre. 6 Kṣitayo navaghvāḥ. Varga 1.2 4. aparentemente. lutando com os sacrificadores. Indra. Tu os destruíste. De fato.129 Hino 33. usado em contraste com Arya. esse sendo um significado do termo. por seus adoradores. Enfeitados com ouro e jóias. Poderoso Indra. eles não triunfaram sobre Indra: ele os dispersou com o sol (nascente). com rostos desviados. eles foram se espalhando pelo perímetro da terra. Indra. 8 1 Arya.

Reunindo grande fartura de riquezas. literalmente buscando ou ávidos por vacas. ávidos por saque11 vamos procurar Indra: ele aumentará ainda mais seu cuidado que nos guia. . grato pelos louvores dele. então Intra. ser protegidos por. ou fortalecido para soprar para longe ou dispersar os seguidores de Vṛtra. o pó dos cascos dos teus corcéis subiu ao céu. e com mantras. todavia. o filho de Śvitrā (por tua graça) ergueu-se. Indra! Muito longe do chão do céu em todas as direções. literalmente. que têm permanecido por longo tempo (em inimizade) contra nós. não sejas negociante conosco. 9 Śṛṅghiṇam * śuṣṇam. protegeste Kutsa. quando adormecido nas cavernas da terra. ou Śvitrya. ‘Vṛtra o ladrão’. se lhe aprouver. (por) matá-lo. o mais poderoso. Indra libertou (as águas) obstruídas por (Vṛtra). nuvens ou escuridão. o filho de uma mulher chamada Śvitrā. uma família. quando combatendo por suas terras. com seu raio fatal e poderoso. ordenhou as águas da escuridão. 11. Indra. Tu mataste com teu raio o rico Dasyu. um bárbaro. é aplicado a Vṛtra. fundador de um Gotra. mataste. isto é. e às vezes a palavra significa um selvagem. o retentor da chuva fertilizante. aqueles mantras. Tu protegeste. O segundo.9 Tu. Índice ◄►Hino 34 (Wilson) ____________________ Hino 33. ‘secagem’. do gado? 2. para ser novamente sustentado por homens. Ele é o suposto autor de vários hinos. Varga 3. e encorajado (por ti) quando imerso em água. com rapidez e força iguais. com sua (lança) afiada e excelente ele destruiu as cidades deles. envolvido em combate. Os Dasyus são também uma classe de demônios. os antigos sem ritos13 fugiram para a destruição. 4. 12 Segundo Sāyaṇa. Daśadyu também é chamado de Ṛṣi.10 15. para fornecer o alimento de Indra. ou devem colher o benefício de. saque ou riqueza consistindo principalmente em gado. 3. 13. literalmente. no meio dos (rios) navegáveis: então Indra.130 10. Maghavan. aqueles instituidores de sacrifícios que somente repetem os mantras sem compreender seu significado devem. O Indestrutível não nos dotará com o conhecimento perfeito dessa riqueza. matou Vṛtra. tu defendeste o excelente Daśadyu. ele então atingiu Vṛtra com seu raio. ou preces dessa descrição. Eu voo para o invisível Dador de riqueza como o falcão voa para o seu ninho querido. ‘ressecamento’. O mesmo pode ser dito de Śvaitreya. Indra (Griffith) 1. Quando as águas não desceram sobre as extremidades da terra. alegrou sua mente. ou escola religiosa. 11 Gavyántaḥ. 8 Isto é. com seu brilho. ‘tendo chifres’ o comentador explica ‘equipado com armas como os chifres de touros e búfalos’. o filho excelente de Śvitrā. pegou seu raio e. o derramador. Inflige dores fortes àqueles de mente hostil. de acordo com o comentador. ou a nuvem. 10 É dito que Kutsa é um Ṛṣi. Tu. As águas fluíram. 12. Indra é para ser incentivado. mas ele parece ter sido um guerreiro. 14. e é citado em outra parte como o amigo particular de Indra. e. e não cobriram aquela concessora de afluência com suas produções. o inimigo que te desafiava em batalha. cujos pensamentos estavam sempre dirigidos para ele. e matou o cornudo secador (do mundo). ou até como filho dele. inimigos de deuses e homens. mesmo andando com teus ajudantes. com teu raio. mas (Vṛtra) cresceu. Em meio a todo o seu exército. Indra. Maghavan. a quem aqueles que o louvam devem invocar em batalha. porque ela retém a umidade necessária para a fertilidade. A arma de Indra caiu sobre seus adversários.12 sozinho. Venham. Com os mais belos hinos de louvor adorando Indra. O primeiro. ele amarra a aljava: ele afasta o gado daquele inimigo.

regulando o culto dos deuses. dispersos. o Touro. fugiram de Indra. Indra. Violenta sobre seus inimigos caiu a arma de Indra. e aqueles que não adoram com aqueles que adoram. com toda a tua força e rapidez. Embora eles se apressassem. 15. com seu touro impetuoso19 ele partiu as fortalezas deles em pedaços. etc. eles não derrotaram Indra: os espiões deles ele cercou com o Sol da manhã. ó Indra. o Persistente. 48. tu foste o dono do tesouro dos inimigos. Eles. Índice ◄►Hino 34 (Griffith) ____________________ Os seguidores de Vṛtra. 12. cientes.16 11. O novilho brando20 de Śvitrā.131 5. e descrita como tomando parte nas batalhas de Indra. mataste teu inimigo combatente com teu raio. aqui aparentemente identificados com as tribos nativas que não tinham adotado. Senhor feroz dos Cavalos Baios. em meio às casas de Tugra. Benfey traduz ‘entre as filhas de Tugra’. 7. e fez as torrentes leitosas de chuvas fertilizantes fluírem. Adornados com sua variedade de ouro e jóias. 9. e o Petersburg Lexicon considera que ele significa ‘entre as famílias dos Tugryans’. As águas fluíram de acordo com sua natureza. 16 Isto é. 10. parece corresponder exatamente ao Stator latino (Júpiter Stator). tu ajudaste Kutsa a quem amaste. Eles enfrentaram em luta o exército dos irrepreensíveis: então os Navagvas 15 empregaram todo o seu poder. Então Indra.21 Eles ficaram lá por muito tempo antes que a tarefa fosse concluída. Lutando com fiéis devotos. cumprindo todo o seu propósito. eles estenderam sobre a Terra um véu que cobre. Ele com seu raio desferiu golpes em Vṛtra. e venceu. A poeira dos cavalos pisoteando subiu para o céu. no limite mais extremo do céu. e saudaste a oração daquele que derrama o suco e te louva. 19 Isto é. assim tu com sacerdotes sopraste para longe o Dasyu. e com sua luz ordenhou vacas a partir da escuridão. Veja Benfey. Orient und Occident. o atingiu para sempre com sua arma mais forte. filho forte. cercados por todos os lados pela tua grandeza. 17 Sāyaṇa diz que Ilībiśa é Vṛtra ‘que dorme em cavernas da terra’. Indra quebrou os castelos fortes de Ilībiśa. Eles que permeavam o limite mais extremo da Terra não subjugaram com seus encantos o Concessor de Prosperidade: Indra. 21 O significado de tugryāsu no texto não está claro. I. Eles chorassem ou rissem. fez do trovão seu aliado. o raio impetuoso. ele invadiu as correntes navegáveis tendo se tornado poderoso. Indra! com rostos desviados. Provavelmente um dos demônios confederados é aludido. como o símbolo da força. Tu. os sem ritos se viraram e fugiram. 14. por caminhos íngremes. Sāyaṇa o explica por ‘nas águas’. ó Maghavan. 6. como emasculados lutando com homens.17 e Śuṣṇa com seu chifre18 ele cortou em pedaços. ó Indra. o chifre sendo usado. ou que eram hostis ao ritual dos Vedas. Maghavan. Como tu desfrutas do céu e da terra. 8.14 sopraste da terra e do céu e do firmamento os ímpios. tu os destruíste. 13 . 13. e o filho de Śvitrā levantou-se novamente para a conquista. como na poesia hebraica. tu ajudaste em combate pela terra. mas amável. 20 Isto é. atingiu a nuvem com seu relâmpago. A palavra no texto. 15 O nome de uma família mitológica frequentemente associada com aquela de Aṅgiras. O Dasyu tu queimaste do céu. com seu espírito concentrado. 14 Aquele que permanece firme em combate. quando tu. sthātar. e protegeste o corajoso Daśadyu quando ele lutou. 18 O significado de ‘cornudo’ ou ‘com seu chifre’ é simplesmente ‘poderoso’.

como todos os deuses (a) conheceram. Varga 4. dirijam-se. e libações de Soma’. preservem três vezes os nossos intelectos. Nāsatyas6 conduzidos em carro. Aśvins (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo. – uma lenda não encontrada nos Purāṇas. aproximem-se três vezes do rito divino. vocês defendem o sol no céu. e. com os sete rios-mãe. por seu movimento rápido ou irregular. 3. Aśvins. e aqueles do firmamento. de manhã e à noite. se. – ou à faculdade de todas as divindades. como (Indra derrama) chuva. 8. e o homem que é bem disposto em direção a nós. e aqueles da terra. do altar. 5 O texto tem somente tridhātu. a métrica é Jagatī. ou carro. no qual os passageiros podem segurar. sua união é como aquela do (dia) brilhante e (noite) orvalhosa. diz serem vento. três vezes nos concedam (recompensas) gratificantes. de ser tripathagāh. ou de percorrer igualmente os céus. 1. criado pelos Aśvins. A filha do sol subiu em seu carro de três rodas. 1 Vasto é seu veículo. Aśvins. para sacrifícios animais. respectivamente apropriados para oblações de ghee. Aśvins. nas quais ela é Triṣṭubh. três vezes nos concedam riquezas. e três vezes por dia. Aśvins. e nos instruam em conhecimento triplo. 6 Aqueles em quem não há (na) inverdade (asatya).132 Hino 34. alimento. três vezes nos concedam prosperidade. 5. é feita aos três sacrifícios diários. 4 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. – no amanhecer. o Hino é endereçado aos Aśvins. preservem o bem-estar dos três humores (do corpo). 3 Postes colocados de pé sobre o corpo do carro. (Permitam-se serem) detidos pelos sacerdotes eruditos. o agregado de três humores. é dito. os quais o comentador.’ o comentador acrescenta: ‘altares. nesse hino. nos concedam alimento concessor de força. Três vezes hoje borrifem a oblação com doçura. três vezes se dirijam àquele que merece sua proteção. quando eles foram ao casamento de Venā com Soma.9 a oblação tripla está preparada. 7 O texto tem somente ‘para os três. três vezes derramem sobre nós alimento.4 Apreciadores de (ervas) saudáveis. o firmamento. ou cântaros. estejam presentes conosco três vezes hoje. conforme escritores médicos. meio-dia e pôr do sol. 1 Nós temos uma diversidade de variações cantadas. eles tiverem medo de cair. Sábios Aśvins. quando acompanhante de Venā. 9 Três tipos de jarros. três vezes. os medicamentos do céu. (que forma o altar). Nesse lugar. 7. para corpos (vivos). sobre o número ‘três’. nos três sacrifícios diários. 2 É dito que os Aśvins encheram seu ratha. exceto na nona e décima segunda estrofes. Aśvins. três vezes. com todos os tipos de coisas boas.5 Varga 5. e três vezes. Três vezes. Deem ao meu filho a prosperidade de Śanyu.8 Os três rios estão prontos. Três vezes em um dia inteiro vocês corrigem as falhas (de seus adoradores). Erguendo-se acima dos três mundos. Venham. que está estabelecido de noite e de dia. 2.7 como o ar vital. 4. Três vezes nos concedam. alusão.2 três são as colunas3 colocadas (sobre ela) para apoio. vocês viajam três vezes por noite. como também sua munificência. repousem no (leito) triplo de grama sagrada sobre a terra. e a terra. visitem a nossa residência. para o triplo (lugar de sacrifício). 8 Gangā e os outros rios são aqui considerados como as mães da água que flui em suas correntes. bile e muco. a amada de Soma. que devem ser adorados três vezes. . Três são as (rodas) sólidas da sua carruagem portadora de abundância. usados para conter e derramar o suco Soma. nela. 6. dia a dia.

ó Aśvins.12 brilhando com manteiga clarificada. ó Aśvins. Três vezes. 11. Estejam conosco por vigor em batalha. E três vezes nos concedam fartura de alimentos com força abundante. Antes da alvorada. detenham nossos inimigos. doze Ādityas. A vocês. ó Aśvins. para o sacrifício. 16 Sūryā que é chamada de a consorte dos Aśvins. a luz emprestada do Sol. 2. Eu invoco vocês dois. Graça e saúde e força concedam ao meu filho. com esse hino. Venham. Três vezes. três vezes auxiliem nossos pensamentos. ouvindome. onze Rudras. tragam para nós. 6. Três são as pinas em seu carro portador de mel. e sua rota. A oblação é oferecida. há um par deles: ‘Dois asnos são os corcéis dos Aśvins’. Três vezes. Aśvins. nós nos aferramos: vocês devem ser atraídos para perto de nós pelos sábios. apaguem nossas falhas.133 9. e Vaṣaṭkāra (Viṣṇu Purāṇa. Três vezes venham à nossa casa. O texto tem rāsabha. com as três vezes onze divindades. 3.13 venham. 13 Essa é a autoridade para a usual enumeração purânica de trinta e três divindades. à noite. lá. ó deuses que banem a escassez. Venham. 5. por proteção. A lista é. como a um manto no inverno. três vezes por dia. Aśvins (Griffith) 1. três vezes ao povo justo. Nāsatyas. afluência presente. Três vezes no mesmo dia. e nota 27. um sinônimo de gardabha. Vocês que observam estejam conosco hoje mesmo três vezes:14 sua generosidade se estende ao longe. que viaja atrás da amada de Soma. mas o comentador sugere uma classificação diferente. Senhores do Esplendor. Aśvins. com bocas que apreciam o sabor doce. as três fixações e estacas (do toldo)? Quando o poderoso asno11 será ajoujado. Onde. 12 Sugerindo que os Aśvins devem ser adorados. [pág. da versão em português]). nos concedam os medicamentos celestes. três vezes nos enviem fartura de alimentos de modo que nunca mais falte. 4. pois a filha do Sol16 subiu em seu carro de três rodas. Aśvins. seu carro extraordinário. tripla proteção. 136. ó Aśvins. Nāsatyas. em todos os três sacrifícios diários.139. ajudem três vezes triplamente o homem que bem merece a sua ajuda. e estejam sempre conosco.11. no amanhecer. três vezes nos concedam fama. de acordo com o texto: ‘Vocês onze divindades. Três são os pilares fixados sobre ele para apoio: três vezes vocês viajam por noite. nos tragam riqueza abundante: três vezes na assembleia dos deuses. Índice ◄►Hino 35 (Wilson) ____________________ Hino 34. 15 como todos sabem. borrifem três vezes hoje o nosso sacrifício com Hidromel. composta dos oito Vasus. um asno. Aśvins. Nāsatyas. 12. 15 Soma aqui é a Lua. veja 1. 10 O vértice do carro é na frente. formando três ângulos. De acordo com o Nighaṇṭu. a base é a parte de trás. concedam a ele. nos concedam prosperidade. 14 Isto é. estão as três rodas do seu carro triangular?10 Onde. e ao raiar do dia. 11 . Prajāpati. ou a repetição tripla de onze divindades. que estão no céu’. Conduzidos em seu carro que percorre os três mundos. reconhecidamente baseada em textos vêdicos. Bebam o suco. identificada com Sūryā. Savitṛ envia. acompanhada por progênie (masculina). Prolonguem nossas vidas. três vezes os da terra e três vezes aqueles que as águas possuem. certamente. Três vezes. (para trazer vocês) para o rito. para que vocês possam vir para o sacrifício? 10. beber a oblação. sua amada é Jyotsnā ou Kaumudi o Luar. nos tragam o que nos fará felizes.

venham aos três. Nāsatyas? 10. venham. antes do amanhecer do dia. Onde estão as três rodas do seu carro triplo. seu carro.134 7. Três são os mundos. ó Aśvins. Conduzidos em carro. venham: o presente sagrado é oferecido. Três vezes. ó Aśvins. para beber do Hidromel. e apaguem todos os nossos pecados: afastem os nossos inimigos. para trazê-los para o nosso sacrifício. ó Nāsatyas. ó Nāsatyas. com sete Correntes Mãe. de longe. estejam sempre conosco. Índice ◄►Hino 35 (Griffith) ____________________ . como o ar vital para corpos. Savitar envia. vocês viajam ao redor da Terra. Tornem longos os nossos dias de vida. Conduzidos em seu carro triplo. bebam o suco doce com lábios que conhecem bem a doçura. ó Aśvins. venham. ó Aśvins. 8. Três vezes vocês devem ser adorados dia a dia por nós: três vezes. para o nosso sacrifício. 11. 9. de várias cores. que vocês sejam nossos auxiliares onde os homens ganham os despojos. Eu clamo a vocês que me ouvem por proteção. Venham. nos tragam prosperidade presente com descendência nobre. onde estão os três lugares firmemente presos a ele? Quando vocês unirão o asno poderoso que o puxa. a oferta tripla está preparada. com os três vezes onze deuses. repleto de óleo. três são os jarros. Nāsatyas. e movendo-se acima do céu vocês protegem a abóboda celeste fixada firme por dias e noites. 12.

2 .2 arreados ao seu carro com um jugo dourado. e equipada com jugos dourados. Que aquele que conhece (a grandeza de Savitṛ) a declare. 4. a menos que o cantor do hino se contradiga. tem iluminado as três regiões. como um significado. é aqui explicado como ‘concessor de vida’. e ra. 1.3 Os (corpos luminosos) imortais4 dependem de Savitṛ. é descrito como a estrada para o reino de Yama. eu chamo. 5 Suparṇa. 1 Isto é. o que. o comentador acrescenta ‘a lua e constelações’. para a minha preservação. um nome próprio. Girando pelo firmamento escurecido. o presente deve ser. decorada com muitos tipos de ornamentos dourados. que traz descanso para o mundo. ou firmamento. um sinônimo de raśmi. na Triṣṭubh. que alegra. Varga 7. ele viaja com dois cavalos brancos. viaja entre as duas regiões de céu e terra. 6 O comentador se esforça para explicar isso. 9. Mitr a. o bem alado é. afugentando Rākṣasas e Yātudhānas. 5. que dá. Primeiro eu chamo Agni. concessor de vida. ‘as chuvas’. contemplando os (vários) mundos. afasta doenças. Varga 6. tendo o poder (de dispersar) a escuridão do mundo. Agni. está Sūrya? Quem sabe para qual esfera os raios dele se estenderam? 8. Savitṛ de mão dourada. portanto. removendo todos os pecados. 3. como divindades subordinadas ou associadas. ou fantasmas. subiu em sua carruagem que permanece próxima. no Nighaṇṭu.5 profundamente trêmulo. Seus corcéis de patas brancas. alternando radiância. ele vem para cá. amṛta tendo. fica próximo. antarikṣa. O adorável Savitṛ de muitos raios. Varuṇa e Noite estão incluídos. Mitra e Varuṇa. por proteção. um raio. propriamente. 4 O texto tem somente amṛtā. significa ‘os marrons’. 7. ar vital. viajam. 10. eles foram chamados de ‘brancos’.6 e cobre o céu com trevas. pelo qual os pretāh. eu chamo o divino Savitṛ. um de seus epítetos. as três regiões dos seres vivos. em outra acepção. ou. Suparṇa. no verso três. Os homens e todas as regiões estão sempre na presença do divino Savitṛ.1 digno de adoração. concessor de vida. contudo eles são duas formas diferentes. o loka intermediário. por proteção. com relação à sua divindade. 2. o divino Savitṛ viaja em sua carruagem dourada. esteja presente (no sacrifício). por observar que. agora. os sete rios. Os cavalos de Savitṛ são aqui chamados de śyāva. e. bem dirigido. se adorado à noite. asura. do pino do eixo. que orienta bem. no primeiro verso. o soberano dos mortos. Três são as esferas. 6. de asu. Que o afluente Savitṛ de mão dourada. um pode ir até o outro. Que Savitṛ de olho dourado venha para cá. mas. ascendendo do nascer do sol até o meridiano. duas estão na proximidade de Savitṛ. portanto. o resto. O deus do Hino inteiro é Savitṛ. despertando mortal e imortal. Ele tem iluminado os oito pontos do horizonte. 3 É dito que as esferas ou lokas que se encontram no caminho imediato do sol são céu e terra. eu chamo Noite. têm manifestado luz para a humanidade. ‘os imortais’. o primeiro e nono versos estão na métrica Jagatī. Savitṛ (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. água. concedendo ao ofertante da libação riquezas desejáveis. e então declinando. Onde. mas. embora Savit ṛ e Sūrya sejam o mesmo. que tudo vê. pois o deus. como um carro. O divino Savitṛ viaja por um caminho ascendente e descendente. se aproxima do sol.135 Hino 35. uma leva os homens à residência de Yama. de uma distância.

o Divino. dois de Savitar. Savitar. 10. 5. 10 O Imortal e Divino. Ó Deus. 11 Uma classe de demônios ou maus espíritos. muito parecidos com os Rākṣasas. Ele. Assim os Deuses permanecem impassíveis. são preparados de antigamente. Rechaçando Rākṣasas e Yātudhānas. Existem três céus. Avançando por todo o firmamento escuro. tendo poder e força. venha para cá até nós com sua ajuda e proteção. 9. teus antigos caminhos sem poeira estão bem estabelecidos na região média do ar. 6. são livres de poeira. manda o Sol se aproximar de nós. 11. (Vindo) por aqueles caminhos. 4. 7. o descendente. dando tesouros excelentes para aquele que adora. Teus caminhos. 3. imponente. em viagem. mas mais especialmente praticantes de feitiçaria. ele viaja. repousam coisas imortais: aquele que sabe disso que ele declare isso aqui. um epíteto ou um nome do Sol. eu invoco Mitra. todos os homens. eu apelo a Savitar o Deus para nos ajudar. fáceis de serem percorridos.8 firme. 115. com dois Baios brilhantes. Em sua carruagem adornada com pérolas. para nos ajudar aqui. e espalha o céu brilhante pela região escura. Como em um eixo central. não afetados pela morte ou mudança. vem por esses caminhos tão propícios para viajar. Der Mythus des Yama. protege-nos do mal nesse dia. Asura10 de tremor profundo. todos os seres têm seu lugar para sempre. o Deus da distância longínqua. Afasta doença. p. Savitṛ. colocando para descansar o imortal e o mortal. Savitar o santo. perspicaz. o Deus que contempla toda criatura. louvado em hinos ao anoitecer. Índice ◄►Hino 36 (Griffith) ____________________ 7 Céu e terra.136 11. o Líder Gentil. de asa forte.7 próximos: no mundo de Yama é um. o Deus subiu. Varuṇa. mantendo sua posição inalterada pela revolução das rodas. Líder Bondoso. de várias cores. 2. Deus. Eu invoco a Noite. fala conosco. Onde está Sūrya agora. de patas brancas. protege-nos hoje. e bem colocados no firmamento. três regiões desérticas e os Sete Rios. e nos abençoa. O eixo central é o símbolo da estabilidade. Ó Savitar. ao contrário dos mortais que partem para o reino de Yama. Que ele. Puxando o carro de jugo de ouro seus Baios. Savitar (Griffith) 1. Deus Savitar o de olho dourado vem para cá. 9 Suparṇáḥ. o lar dos heróis. para regiões escuras. têm manifestado luz para todos os povos. Savitar de mão dourada. Seu brilho iluminou oito pontos da Terra.11 o Deus está presente. Veja J. Ehni. adorável. onde se encontra alguém para nos dizer para qual esfera celestial seu raio vagou? 8.9 tem iluminado as regiões. O Deus se move pelo caminho ascendente. segue seu caminho entre a terra e o céu. Mantidos no colo de Savitar. Índice ◄►Hino 36 (Wilson) ____________________ Hino 35. Savitar vem. que dá descanso a toda a vida movente. 8 . Aquele de muitos raios. ou o céu do dia e o céu da noite. Trazido em sua carruagem dourada ele vem. e afasta de nós toda angústia e tristeza. com lança de ouro. Agni eu invoco primeiro para a nossa prosperidade. o Asura de mão dourada.

qualquer oblação que possa ser oferecida em ti. a quem Kaṇva fez mais brilhante que o sol. através de ti. o anfitrião de convidados piedosos. como um cavalo que relincha em um conflito por gado. agora ou em qualquer outro momento. aqui.) algum outro adorador deteve. O Brahmā. com (sete)2 sacerdotes ministrantes. As ações boas e duráveis que os deuses realizam estão. que guarda a porta. que és tal (como descrito). Os (deuses) destruidores. a morada (de criaturas vivas). identificado. hoje. a quem. e do céu. mataram Vṛtra. 3 Medhyātiti. Mitra. – Griffith. e. o invocador e mensageiro dos deuses. tomar o lugar do Yajamāna. tu. Oferecendo oblações. 1 2 . o Adhvaryu. 4. Essa enumeração omite um dos principais realizadores. 11.137 Hino 36. que adoram os deuses. 4. Vigoroso e auspicioso Agni. De acordo com outro texto: ‘os sete sacerdotes principais derramam a oblação’. tendo o primeiro e o terceiro p ādas iguais. 6. 9. o antigo mensageiro deles. com hinos sagrados. Desse modo o devoto te adora. Varga 9. que és poderoso e eterno. é. Nós imploramos. estão incluídos entre os dezesseis. ou quarta parte da estrofe. que supervisiona o todo. Agni (Wilson) (Anuvāka 8.3 deteve. O Rakṣas. A métrica dos versos ímpares é Bṛhatī. que repete os hinos do Ṛc. eles fizeram da terra. que prepara os materiais para a oblação. a ele nós. agregadas em ti. e do firmamento. 3. que são muitas pessoas. tocam os céus. ou Yajamāna. brilham preeminentemente. e Aryaman te acendem. – para o benefício de vocês. Os raios daquele Agni. Toma o teu lugar. Tu. Nós recorremos a Agni. os sete sacerdotes ou assistentes no Soma-yāga são: 1. O Neṣṭṛ. pois tu és devotado aos deuses. cujo filho tinha sido antes apresentado como Medhātithi. (tu és aquele) a quem os deuses mantiveram por causa de Manu. que canta o Sāma. aqui. és o concessor de deleite. transporta-a para os deuses poderosos. (junto contigo). O instituidor. 2. todas. Kaṇva. Adorável e excelente Agni. ou poste sacrifical. 3. Agni. 8. Resplandece. O Hotṛ. Portador de oblações. Generoso dador de alimento. que és dotado de todo o conhecimento.] O comentador completa com ‘os sete’. Os deuses Varuṇa. a métrica dos versos pares é chamada de Satobṛhatī. com o Yūpa. 2. 7. doador de riqueza. 5. e sê nosso protetor. – a quem outros (Ṛṣis) também louvam. possuidor de riqueza. Homens. riqueza universal. dito pertencer à família de Aṅgiras’. Agni. nós te adoramos. exaltamos. tendo doze sílabas no terceiro pāda. 1 o filho de Ghora. Nós escolhemos a ti. O Udgātṛ. pois tu és poderoso. quando chamado. na décima terceira e décima quarta estrofes. ao poderoso Agni. que recita as fórmulas do Yajush. 1. sobre a grama sagrada. exceto o último. sê favorável a nós. Stevenson. 7. que a derrama no fogo. bem disposto em direção a nós. a quem Indra deteve. acendem Agni (com oblações). brilhante com teu próprio esplendor. O homem que te oferece oblações obtém. Varga 8. o Ṛṣi do décimo segundo Sūkta e seguintes. Agni. Os outros. e que deve. De acordo com o Sr. vitoriosos sobre seus inimigos. acompanhado por veneráveis (medhya) convidados (atithi). [‘Um Ṛṣi muito famoso. um epíteto de Kaṇva. Sūkta I) O Ṛṣi é Kaṇva. o guardião doméstico da humanidade. 5. o aumentador de vigor. o mensageiro e invocador dos deuses. provavelmente. emite a fumaça movente e graciosa. seja um benfeitor para Kaṇva. a ele esses nossos hinos. espalham teus raios em volta. e a quem (agora. As chamas de ti. Que Agni. Varga 10. O Potṛ. 6. 10. Agni. o deus é Agni.

3. como o nosso Sacerdote. em tais ocasiões. de acordo com Asvalāyana. e. ele tem protegido nossos amigos. 6 Nada mais é dito. de modo que nós passemos (pelo mundo). brilhaste por Kaṇva. 13. ele tem concedido prosperidade a Kaṇva. e (todo outro) adorador (que recorre a ele) em busca de riquezas. e todos os outros nossos adversários. – Varuṇa. destrói totalmente nossos inimigos. pois tu és grandioso. Que Agni. Varga 11. 4. e Turvīti. e saciado com oblações.6 19. Aryaman. o comentador completa com ‘a cerâmica’. e o homem que nos ataca com armas afiadas. 16. 20. nós rogamos a Agni. poderosas. Com palavras emitidas em hinos sagrados. Permanece ereto. esse verso e o seguinte devem ser recitados. a quem homens reverenciam. com uma maça. e não são confiáveis.4 14. ó excelente. como ereto. é dito aqui ser identificado com o yūpa. Agni é solicitado para concessão de poder (afluência). o Onisciente. te adoramos. sim. Bṛhadratha. destrói todo espírito maligno. e sacerdotes (oferecendo oblações). da raça lunar. Sempre. completa nossos tesouros. Surgido por causa de sacrifício. junto com Agni. era o filho de Yatāti. Os homens ganharam Agni. seguramente e totalmente. e do (homem) malévolo que não oferece donativos. As chamas de ti o poderoso estão espalhadas extensamente ao redor: teu esplendor alcança o céu. na hora de erguer o poste. 18.5 que alguém que é hostil a nós. ou poste ao qual as vítimas. de longe. Turvaśa. pelo qual nós te invocamos com unguentos. sábios reais. Agni (Griffith) 1. assim como o (sábio que tem) a hoste dos santos. Turvaśa pode ser outra leitura de Turvasu. consome os poderosos espíritos do mal. Sê hoje nosso Auxiliar de espírito benevolente em nossos atos de força. a ele a quem os outros também louvam. Ereto. Manu te reteve. . Aquele homem mortal que tem derramado oferendas para ti. pelo conhecimento. a ti. tu és o concessor de alimento. Vigoroso e muitíssimo resplandecente Agni. Ereto. As chamas de Agni são luminosas. para os deuses. ó Agni. protege-nos contra maus espíritos. em um sacrifício de animais. além de que eles eram Rājarṣis. que não fazem doações. Nós chamamos. Os Deuses acendem a ti seu mensageiro antigo. o Senhor de muitas famílias que servem devidamente os deuses. Yadu e Ugrādeva. Tu és o senhor de provisões notáveis. são amarradas. e.138 12. 4 Agni. dador de alimento. 17. ele que faz a força deles abundar: nós. que. do pecado. Índice ◄►Hino 37 (Wilson) ____________________ Hino 36. Agni. e daqueles que procuram nos matar. para a nossa proteção. com uma maça. pois a amizade dos deuses é obtenível através de ti. com os raios ardentes. Mitra. o que prende o ladrão. 2. como (a louça do oleiro). não prevaleça contra nós. tu. para que nós possamos viver. das pessoas citadas nesse verso. erguenos no alto. com Yadu. protege-nos. Agni. protege-nos de (animais) nocivos. traga para cá Navavāstva. ganha através de ti toda riqueza. como o divino Savitṛ. Agni. 15. (para dar) luz para as várias raças da humanidade. 5 O texto tem somente ghanā. terríveis. A ti como o nosso mensageiro nós escolhemos. leva nossa riqueza (de oblações). com oblações. Faze-nos felizes.

amigos. os deuses ordenaram por causa de Manu. Agni. . golpeia o perverso. para que possamos ter filhos heroicos. em um sacrifício animal. Agni. 8 O poderoso Agni. rubra e bela de se ver. quem quer que ele possa ter sido. tu que tens fogo como os dentes. pois tu és poderoso. e felicidade: Agni tem ajudado nossos amigos. para proteger o lar atacado pelos Dasyus ou ladrões. 10. à direita e à esquerda. 12. 9.10 11. de longe. e fizeram do céu e da terra e do firmamento uma grande morada. 15. eram amarradas. isto é. Senhor Divino. e eles traduzem respectivamente ‘Agni e Mitra protegiam’. de quem Kaṇva. e depois. como Mitra (e Varuṇa) favoreceu’. A ele. 16. o vidente de vinte e oito hinos dos livros 8 e 9. ó Agni. Protege-nos. a quem Medhyātithi. os dois Mitras. Digno de alimento sagrado. O Touro glorioso. mata com tua chama todo demônio devorador. o mais vigoroso. Agni. Tu governas como um Rei sobre força amplamente famosa: sê bom para nós. 10 Vṛṣan e Upastuta: traduzidos por Wilson. tem ajudado Upastuta a ganhar. Senhor da Casa. Turvīti. Todas as leis superiores imutáveis estabelecidas pelos deuses. a quem. 7. para subjugar o inimigo. Os homens acendem Agni com seus presentes sacrificais. é identificado por Sāyaṇa com o poste sacrifical ao qual as vítimas. Portador de oferendas. reunidas. 18. Nos salva daquele que deseja nos ferir ou matar. porque aqueles dão força aos Deuses e os tornam aptos a cumprirem seus deveres. forte como um touro e impetuoso como um cavalo de guerra. e talvez também para fortalecer sua prece por um apelo aos espíritos de heróis mortos. Permanece ereto para nos prestar ajuda. Em ti. O Mais Vigoroso. ‘Indra e algum outro adorador’. vitoriosos sobre os inimigos. Ereto. conforme Sāyaṇa.11 14. Não deixes o homem que conspira contra nós no meio da noite.13 por meio de Agni. 11 Agni. O poeta parece rezar pelo retorno de Navavāstva. todo presente sagrado é oferecido. melhor animador dos Deuses. Ereto como concessor de força nós te chamamos em voz alta. eleva-te como Savitar o Deus. preserva-nos da dificuldade desagradável. és um Sacerdote animador. ficou ao lado de Kaṇva: o Corcel relinchou alto em disputas por vacas. Agni. benevolente. Essa palavra pode. segundo o ponto de vista vêdico. como ereto. nem qualquer inimigo. 7 A preservação do mundo inteiro depende. Faze a nossa riqueza perfeita. com os quais o poste era ungido. prevalecer sobre nós. Nesse dia. Mas ela parece ser nome de um Ṛṣi da família de Kaṇva. traze Navavāstva e Bṛhadratha. e ‘Agni. Mitra. e Vṛṣan e Upastuta. A ele. de quem Medhyātithi9 fez a fonte de riqueza. melhor Sacerdote sacrificante. 12 Sāyaṇa toma mitrā no texto como mitrāṇi.7 6. mensageiro dos homens. Ergue-nos no alto para que possamos caminhar e viver: desse modo tu deves pronunciar nossa adoração em meio aos Deuses. do demônio. o Auspicioso. protege-nos do iníquo malicioso. adora nossos Deuses. porque tu tens afinidade com os deuses. Consequentemente ele considera que añjibhiḥ significa ‘com unguentos’. Benfey e Ludwig consideram que ela significa. Turvaśa. 13 Turvaśa e Yadu são citados juntos frequentemente como epônimos de tribos daqueles nomes. brilha. 8. 9 Medhyātithi: Sāyaṇa considera essa palavra como um epíteto de Kaṇva [veja a nota 3]. Dele em seu próprio esplendor brilhante o devoto se aproxima em adoração. Agni. se encontram em ti. ajudou seu favorito Kaṇva em batalha. Vṛtra eles derrotaram e mataram. com unguentos e com sacerdotes. ó Agni. entretanto se referir aos ornamentos – outra significação da palavra – usados pelos sacerdotes ministrantes. Tu. porque tu és grandioso. Derruba tal como com uma maça. Mitra e Varuṇa. exaltam: seus poderes brilham preeminentes.139 5.8 invocado. dos sacrifícios oferecidos pelos homens. Nós chamamos Ugradeva. 13. o primeiro. louvado Agni! solta a fumaça. a ele. tu com luz imponente. são também aparentemente os nomes de dois outros Ṛṣis. e o último.12 tem ajudado Medhyātithi. a quem Kaṇva acendeu para seu rito. 17. Agni tem dado poder heroico para Kaṇva. esses nossos cânticos de louvor. Yadu. Senta-te.

todo o alimento sacrifical é oferecido. tu és grande. Tu és o Hotṛ alegre e o chefe de família. ó portador de oferendas. que te adora. As chamas de ti. Aquela nutrição de Agni tem brilhado a quem Medhyātithi e Kaṇva têm acendido em nome de Ṛta. sê aqui hoje benevolente para nós. ADHYĀYA 3. relâmpagos. Assim. deus santo. 4. um ajudante em nossa luta por ganho. que ele relinche como um corcel em batalhas. AṢṬAKA I. rico em alimento sacrifical. ó Agni. Dele. acendem a ti. se torne brilhante ao lado da Kaṇva. Tu. teus raios tocam o céu. a quem os deuses colocaram aqui para Manu como o melhor realizador do sacrifício. aos clãs que adoram os deuses. Enche (-nos de) riqueza. 2. Manu te estabeleceu uma luz.16 eles (vitoriosamente) passaram pelo Céu e a Terra e as águas. os adoradores de fato se aproximam com reverência. 14 15 . Consome para sempre todos os demônios e feiticeiros. Destruindo o inimigo. tu que te diriges muito excelentemente aos deuses. como o deus Savitṛ. ó Agni. o vencedor de prêmios. 1. 9. Com oblações os homens acendem Agni. Rākṣasas e maus espíritos que praticam feitiçaria. com palavras bem faladas. o possuidor de tudo.140 19. Índice ◄►Hino 37 (Griffith) ____________________ Hino 36. 12. ó Agni. tais como sol. ó bom! 3. o Abençoado.” Max Müller. Agni. 8. para não serem aproximadas. A ele esses hinos. Varuṇa. alimentado com óleo.14 consome cada demônio devorador. ou seja. VARGA 8–11. eles abriram espaço amplo para sua habitação. emite tua fumaça bela e vermelha.15 6. depois de ter recebido as oblações. a quem outras pessoas (também) magnificam. que és grande. a quem o povo reverencia. Aryaman. como nosso mensageiro e como nosso Hotṛ. As chamas de Agni cheias de esplendor e de poder são terríveis. o rei. por Kaṇva tu tens brilhado. quando nós com nossos adoradores e com unguentos te chamamos em emulação (com outras pessoas). 7. Que o valoroso (Agni). que os deuses têm feito. 5. ó glorioso! 10. O mortal. Em ti todas as leis firmes que os deuses fizeram estão compreendidas. Nós imploramos. para toda a raça dos homens: Surgido da Lei. o antigo mensageiro. tens convivência com os deuses. Os homens têm colocado Agni (no altar) como aumentador de força. tu és grande. pois tu. Toma teu assento. Sacrifica então. Levanta-te em linha reta para nos abençoar. ganha através de ti todos os prêmios. 16 A palavra 'inimigo' (Vṛtra) faz alusão ao nome do demônio conquistado por Indra. o mensageiro dos clãs. tendo superado todas as falhas. Mitra. ó dependente de ti mesmo. Que possamos adorar-te. 13. se espalham em volta. Brilha. ao vigoroso Agni que pertence a muitos povos. Nós te escolhemos. Tem piedade de nós. a quem Kaṇva e Medhyātithi. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 20. a ele nós exaltamos. tu. 11. dependem. “Em ti todas as obras eternas estão unidas. ó Agni. estrelas. aos deuses para que nós possamos ser ricos em homens valentes. Ó Agni. Os deuses. a quem Vṛṣan e Upastuta (adoraram). Tu és senhor sobre saque glorioso. Em ti. tu que és benevolente para nós hoje e depois. HINO 36. justo ganhador de despojos. o deus mais jovem.

Atinge. Índice ◄►Hino 44 (Oldenberg) ____________________ 17 [Ghoul: espírito dos contos orientais. que ataca túmulos e se alimenta de cadáveres. cresceste forte. As chamas de Agni são impetuosas e violentas. Através de Agni nós chamamos de longe para cá Turvaśa. e aquele que nos engana. 15.] . assim como com uma maça. Que Agni. Bṛhadratha e Turvīti. elas são terríveis e não devem ser suportadas. Permanecendo reto. Mitra e Varuṇa) abençoaram Medhyātithi. Sempre queima os feiticeiros. 20. ó Agni. do feiticeiro. e os aliados dos Yātus. ó deus mais vigoroso com esplendor brilhante! 16. que aquele impostor não governe sobre nós. O mortal que faz (suas armas) muito afiadas à noite. Salva-nos. ó deus de mandíbulas de fogo. Agni ganhou abundância em heróis.141 14. 18. a quem as raças humanas cultuam. Salva-nos daquele que nos prejudica ou tenta matar-nos. Tu resplandeceste com Kaṇva. Agni prosperidade (para Kaṇva). Manu te estabeleceu. do avarento. 19. tu. protege-nos do mal com teu esplendor. Yadu e Ugradeva. os avaros em todas as direções. Agni e os dois Mitras (ou seja. Descobre nossa adoração entre os deuses.17 Que nós permaneçamos corretos para que possamos andar e viver. todos os maus espíritos. livra-nos do mal. 17. conduza Navavāstva. nossa força contra o Dasyu. Agni (abençoou) Upastuta na aquisição (de riqueza). queima todo demônio necrófago. ó Agni. nascido de Ṛta. como uma luz para todas as pessoas.

Varga 14. ou escola) de Kaṇva. Maruts. e que não pode ser diminuída. que abalam tudo em volta. que o comentador explica como 'sem o filho de um irmão'. 12. céu e terra). 6 Uma coluna forte. ou leite. Ele considera que as vacas são as nuvens. a energia. Langlois tem “que reinam entre as vacas (celestes). 10. Kaṇvas. 6. eles estimulam o (gado) mugindo a entrar (na água). vasta. ou do leite. a prece ou oração que recomenda a oblação. em seus cursos. Estável é seu local de nascimento (o firmamento). 9. porém as aves (são capazes) de sair (da esfera de) sua mãe: pois sua força é (dividida) em todos os lugares entre duas (regiões. temendo sua aproximação feroz e violenta. por medo (de seus inimigos). de acordo com o comentador. Onde quer que os Maruts passem. isto é. a métrica é Gāyatrī. a chuva. revigorem a humanidade. Venham rapidamente. o Hino é endereçado aos Maruts . ou palavras. 13. segundo o comentador. não exercida sobre. o tejas. agitadores do céu e da terra. 2. A oferenda está preparada para a sua satisfação. sábios ou sacerdotes.142 Hino 37. levados por veados pintalgados. 14. que nasceram entre vacas. que nós possamos viver nossa vida inteira. Maruts (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kaṇva. os destruidores de inimigos. As oferendas dos Kaṇvas estão preparadas. plantou um (pilar)6 firme. dos Maruts. Eles impelem. simplesmente. ou.5 Varga 13. 5. 15.2 mas brilhantes em seu carro.3 e enfeites. Índice ◄►Hino 38 (Wilson) Kaṇvas pode significar os membros do gotra (a família. Eu ouço o estalo dos chicotes nas mãos deles. mas é o śardhas. derivado de. – jambhe rasasya vāvṛdhe. todos ouvem (o barulho) deles. Varga 12. cuja carruagem é puxada por cervos. extraordinariamente inspirando (coragem) na luta. como um monarca enfraquecido. a nuvem longa. 8. O Sr. Louvem a força esportiva e irresistível dos Maruts. e cuja força foi nutrida pelo (desfrute de) leite. 3 Vāśībhih. sem cavalos. ou força. possuidores de reputação brilhante. nasceram autoluminosos. retentora de chuva. pois a montanha de muitos cumes é despedaçada (diante de vocês). e o leite. gritos de guerra. 1. eles espalham as águas. diante deles. A cuja aproximação impetuosa a terra treme. Vāśī é um sinônimo de vāch. fala. Eles são os geradores de fala. Arvan é. (para beber). deem animação às nuvens. como vocês têm vigor.1 a força reunida dos Maruts. como o topo (de uma árvore)? 7. o rasa. Celebrem. ou. o qual seria um epíteto bastante ininteligível. os poderosos. com gritos apavorando o exército do inimigo. Que. com sons. com seus (veículos) velozes. alegres. em sua rota. A frase é anarvāṇaṃ. O chefe de família. no Nighaṇṭu. voz. que tem sido aumentada em ou por. Quem é o líder principal entre vocês. Fiquem satisfeitos com eles. Dirijam a oração dada por deus4 àqueles que são sua força. e abrem com força (os úberes para derramar) o leite”. obtida a partir da graça ou instrução dos deuses. para dar estabilidade à residência. 4 Devattaṃ brahma. em sua acepção usual. 3. – a qual é explicada: seu vigor. 11. eles enchem o caminho de clamor. foi aumentado (ou) em desfrute ou na barriga. 1 2 . um cavalo. nós somos seus (adoradores). 4. 5 A passagem é breve e obscura. até seus joelhos. e ser sem cavalos seria aplicável aos Maruts. com armas.

2. pois vocês têm adoradores entre os filhos de Kaṇva Que vocês se regozijem entre eles completamente. Lanças. 3. Os violentamente vigorosos. resplandecentes em seu carro. com os cervos pintalgados. treme em terror em seus caminhos. Tudo está preparado para o seu deleite. autoluminosos. 9 Os Maruts de voz alta. Heróis. Isto é. os fortes. 15.9 em suas corridas têm ampliado os limites. Aqueles que. ó Kaṇvas. o estalo dos chicotes que eles seguram. De modo que as vacas devem andar afundadas até os joelhos. À sua aproximação o homem se segura diante do furor da sua ira: A montanha de juntas escarpadas cede. até duas vezes o suficiente.143 ____________________ Hino 37. Cantem. Forte é o seu nascimento: eles têm vigor para emergir de sua Mãe. Nós somos seus servos sempre. Agora cantem o hino dado por Deus para sua exultante tropa Marut. Venham rápido com corcéis velozes. como um senhor dos homens enfraquecido pela idade. Ele se fortaleceu porque bebeu da chuva. Alegres. 8 . Maruts (Griffith) 1. E esses. 8. espadas e ornamentos brilhantes. 5. Louvem ao Touro entre as vacas. Sim. Diante deles. quando todos são tão poderosos seria supérfluo perguntar quem é o mais poderoso. nos caminhos que eles seguem. 6. ampla e inesgotável. 9. 13.10 11. para seu grupo de Maruts inatacáveis. como se estivesse próximo. 4. 10. quando. Eles por cujos avanços a terra.7 pois ele é o grupo esportivo dos Maruts. os Cantores. Vocês que os agitam como a bainha de uma roupa?8 7. Índice ◄►Hino 38 (Griffith) ____________________ 7 O grupo de Deuses da Tempestade preeminente entre as nuvens como um touro é entre as vacas. Ó Maruts. Longa. Assim vocês têm feito as montanhas caírem. nasceram juntos. Quem é o mais poderoso de vocês. Enquanto os Maruts passam. como sua força é grande. força. 12. eles derramam essa prole da nuvem. Eles obtêm glória em seu caminho. 10 Os Maruts se espalharam pelo céu e fizeram cair tanta chuva que as vacas nos pastos estão na água até os joelhos. Ouve-se. eles conversam no caminho: Alguém os ouve enquanto eles falam? 14. os Filhos. é deles. Para viver tanto quanto a vida possa durar. ó abaladores da terra e do céu. vocês têm derrubado homens na terra.

11 . ou ‘sem oposição’. mas sempre ‘sem dano’ ou ‘livre de inimigos’.12 as lanças. e afastaram as nuvens de todos os horizontes. 5. Sāyaṇa está perfeitamente ciente do significado original de pṛṣatī. 13. Os poetas vêdicos. com tal força como a sua. para que nós possamos viver. 1. há vigor duas vezes o suficiente para isso. eles impelem adiante o belo (carro) na estrada. 12 Os cervos manchados (pṛṣatī) são os reconhecidos animais dos Maruts. ou melhor. 58. Ó Maruts. ou seja. eu ouço o que os chicotes em suas mãos dizem. 7). embora o comentador explique a palavra claramente como ‘sem um inimigo’. 11. 8. como parece. Cantem a prece dada por deus para a tropa selvagem de seus Maruts. e significavam originalmente. Cantem. vocês têm feito os homens tremerem. no que diz respeito ao sentido. as nuvens de chuva. que nasceram juntos. 4. pois é a hoste esportiva dos Maruts. quando eles os estalam em suas mãos. 15. an-arvan nunca significa ‘sem cavalos’. com cavalos malhados. 14 Nós também poderíamos traduzir: "Aqui. como nuvens. Eles por cujas corridas a terra. ó Kaṇvas. eles ganham esplendor em seu caminho. treme de medo em seus caminhos. com os cervos pintalgados (as nuvens). para a hoste esportiva de seus Maruts. 13 As lanças e adagas dos Maruts significam os raios. O fato é que. ó homens. no mesmo verso. Quem. Seu nascimento é forte de fato: há força para emergir de sua mãe. Venham rápido em seus corcéis velozes! Há adoradores de vocês entre os Kaṇvas: vocês podem se regozijar bem entre eles. em traduzir a palavra como ‘sem um inimigo’. VARGA 12-14. no entanto. 6. A escola lendária. Eles. Isso se torna ainda mais claro a partir do próximo verso. ADHYĀYA 3. À sua aproximação o filho do homem se detém. 3. vocês têm feito as montanhas tremerem. Eu ouço seus chicotes. autoluminosos. os cantores. AṢṬAKA I. e incólumes11 – 2. quando vocês os agitam como a bainha de um traje? 7. quase perto. a tradição posterior na Índia declarou-se a favor de cervos manchados. admitiam ambas as idéias. Índice ◄►Hino 38 (Müller) ____________________ Wilson traduz anarvāṇaṃ como ‘sem cavalos’. os punhais. e eles falam no mesmo hino. e o comentador está perfeitamente certo. 9. a queda de tanta chuva que as vacas tiveram que caminhar até os joelhos na água. de fato. E esses filhos. por perto. vocês agitadores do céu e da terra. só pode significar que eles varreram todo o céu. Conforme os Maruts passam.14 4. e os enfeites brilhantes o relâmpago. De fato há o bastante para o seu júbilo." 15 A expressão que os Maruts ampliaram ou alargaram as cercas de sua pista de corridas (RV. A última frase expressa o resultado dessa corrida. dotados de energia e força terríveis. Celebrem o touro entre as vacas (a tempestade entre as nuvens). tendo pṛṣats como seus cavalos. mais que isso. os enfeites brilhantes. no Ṛg-Veda. Nós sempre somos seus servos. ou. os toma como cervos com manchas brancas. Eles fazem essa longa e vasta chuva incessante cair em seus caminhos.144 Hino 37. ele cresceu porque ele provou a chuva. são chamados às vezes de pṛṣat-asvāh. até a totalidade da vida. Os Maruts. 40. é o mais forte entre vocês aqui. como um rei grisalho. 12. brilhantes em seus carros. dos gamos e dos cavalos dos Maruts. a escola etimológica como linhas de nuvens de muitas cores.13 3.15 as vacas tiveram que andar afundadas até os joelhos. alargaram as cercas em suas corridas. 10. 7. a nuvem retorcida fugiu por causa de sua ira violenta. eles conversam no caminho: alguém os ouve? 14. no entanto. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. HINO 37. diz ele.

Glorifiquem a hoste de Maruts. 6. o espalhem. Proclamem. Índice ◄►Hino 39 (Wilson) ____________________ Ele é. 10. não da terra. Onde. e o belo Mitra. 1. também. quando vocês nos pegarão por ambas as mãos. Que as pinas de suas rodas sejam firmes. e seus dedos bem hábeis (para segurar as rédeas). ou pertencentes a. O relâmpago ribomba. Maruts. vocês estão (no momento)? Quando sua chegada ocorrerá? Passem do céu. na nossa presença. suas (riquezas) valiosas? Onde. 7. e. por isso. – e. 9. – como um cervo (nunca é indiferente) ao pasto. Varga 15. todas as suas (dádivas) auspiciosas? 4. 12. Aqueles que são de. dignos de louvor. os brilhantes e vigorosos Maruts. com mãos fortes. 5. e seu panegirista se torne imortal. do alimento sacrifical. (sacerdotes). Onde aqueles (que te cultuam) gritam (para vocês) como gado? 3. por meio de uma nuvem carregada de água. de fato. 11. 15. Varga 16. se tornem mortais. como um pai faz com seu filho? 2.3 Agni. estão seus novos tesouros? Onde. De fato. Eles espalham escuridão sobre o dia. deuses e métrica continuam os mesmos. Maruts (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. criados por Rudra. com progresso desobstruído. ou. 8. explicado como: criados ou protegidos por Rudra. – como uma mãe vaca que berra por seu bezerro. tremem. aqui. Maruts. Varga 17. com voz afinada para louvor. daí.145 Hino 38. chamado de um deus da raça Rākṣasa. inundam a terra. Ao rugido dos Maruts. como uma nuvem espalhando chuva: cantem o hino medido. Onde. Maruts. 14. a chuva é libertada pelos Maruts. habilitados para adoração. e por quem a grama sagrada é cortada. filhos de Prisni. sobre o deserto. Brahmaṇaspati. que gostam de louvores. toda residência da terra (treme). – de modo que ele não trilhe o caminho de Yama. venham. e os homens. 13. ao longo dos rios belamente represados. 3 O senhor do mantra (ou prece). Profiram o verso que está em suas bocas. brilhantes. Não deixem que o muito poderoso e indestrutível Nirṛiti1 nos destrua: que ele pereça. Que seu adorador nunca seja indiferente a vocês. sem vento. 1 2 . que eles sejam exaltados por esse nosso culto. com nossos (maus) desejos. Rudra. Que vocês. que seus carros e seus corcéis sejam firmes. 2 mandam chuva.

as nuvens.7 se afastem de nós. Nem ele seguiria pelo caminho de Yama. 15. Max Müller. com seus corcéis de cascos fortes. Onde as suas mais novas graças são mostradas? Onde. para o louvor. Maruts. os Cantores’. Que nenhuma praga destrutiva6 sobre praga difícil de ser conquistada. a sua prosperidade? Onde todas as suas sublimes bem-aventuranças? 4.10 Aquele que é belo como Mitra. seu filhote. Cantem glória à hoste Marut. Deuses. como um pai querido ao seu filho. vocês os filhos que Pṛśni teve. de acordo com Ludwig: ‘Onde se alimentam as vacas que devem fornecer leite e manteiga para o sacrifício para vocês? Onde é o lugar no qual deve ser oferecido sacrifício a vocês?’ 5 Ou. Agora para onde? Para qual meta vocês vão. E agora? Quando vocês nos tomarão por ambas as mãos. Forma em tua boca o hino de louvor. Brahmaṇaspati e Bṛhaspati são. ao som da sua voz essa morada terrena treme. Porque vocês ficam no céu. ó Maruts. A canção dos Maruts é a música ou canto dos ventos. expande-te11 como uma nuvem de chuva Canta o elogio medido. 11 Endereçado ao poeta do hino. 9. sem impedimentos em seus cursos. e não vêm para a terra? Ou. 8 Chuva constante. 6 Nirṛitiḥ. E cada homem que nela habita oscila. Quando sua corrente de chuva foi libertada. I. com a seca. 14.37. e Imortal aquele que canta seu louvor. variedades de Agni. Como uma vaca o relâmpago muge e segue. melodiosa. e é até chamado de marutsakhā. como Max Müller sugere. pecado. 8. Ó Maruts. De fato. fossem mortais. ambos. à hoste dos Maruts. que penetra no solo. . e não na terra? Onde as suas vacas se divertem?4 3. 7. 11. não soprada para longe. 5. Ó Maruts. Se.146 Hino 38. Maruts (Griffith) 1. Max Müller. atribuir brahmaṇaspatim a Agni do que. louvável. 12. e como tal ele é invocado junto com os Maruts em outras passagens. 13. o vento geralmente cessando logo que a chuva pesada começa a cair.10: ‘E esses. Que sejam firmes as pinas de suas rodas. 40. Agni9 o Senhor da Oração. 12 Como em 1. indesejado como um cervo em um pasto familiar ou prado reservado para as vacas. ‘onde permanecem seus rebanhos?’ isto é. ao longo dos rios brilhantes represados. 9 Agni é invocado frequentemente junto com os Maruts. 10 Parece melhor. Quando eles inundam a terra eles espalham escuridão mesmo de dia. firmes seus cavalos e seus carros. apressem-se.12 vigorosa: Que os fortes residam aqui conosco. eles os ferozes e poderosos Filhos de Rudra mandam sua Chuva sem vento8 até nos lugares desertos. Índice ◄►Hino 39 (Griffith) ____________________ 4 Talvez. Com a nuvem de chuva carregada de água. E que suas rédeas também sejam bem ajustadas. portanto. 7 Ganância. i. o sacerdote e purohita dos Deuses e homens. Convida para cá com essa música. Max Müller. com Sāyaṇa. o amigo dos Maruts. 10. Então seu adorador nunca seria odiado como um animal selvagem5 na área do pasto. os Filhos. no céu. 6. como mãe. para quem a erva sagrada é cortada? 2. o derrube: Que todas.

14 O caminho de Yama só pode ser o caminho seguido primeiro por Yama. Índice ◄►Hino 39 (Müller) ____________________ 13 Eu acho melhor conectar os versos quarto e quinto. quando eles encharcam a terra. Além disso.4 e 1. ó Maruts? Onde estão as bênçãos? Onde estão todos os prazeres? 4.17 Que eles sejam magnificados aqui entre nós. como 1. que é como um amigo. nos domine. que suas rédeas sejam bem moldadas. que eles o proferiram ou expandam. que todos os outros em volta do rio Sarasvatī são apenas reis pequenos. isto é. como o governante dos mortos. Então por causa dos brados dos Maruts sobre todo o espaço da terra. nem ele seguiria o caminho de Yama. Adora a hoste dos Maruts. Onde estão agora? Em que missão vocês estão indo. ó deuses. os terríveis. 14. mostram que a concepção dos Maruts como cantores era familiar para os Ṛṣis Vêdicos. assim como uma nuvem envia chuva”. 8.15 14. até mesmo ao deserto os Rudriyas trazem chuva que nunca é secada. ele segue como uma mãe segue atrás de seu filhote. então. os homens cambalearam para frente. na não pode ser deixado aqui sem tradução. e me sinto justificado em fazê-lo por outras passagens onde a mesma ou uma ideia semelhante é expressa. Um verso semelhante ocorre 8. Então seu adorador nunca seria indesejado. 10. O que.52. e é melhor tomar mitram como amigo. 32. Se vocês. não na terra? Onde suas vacas estão passando o tempo? 3. 11. Sāyaṇa traduz: “Que o coro dos sacerdotes faça um hino de louvor. difícil de ser conquistado. no céu. filhos de Pṛśni. ‘belo como Mitra'. VARGA 15-17. fossem mortais. 15. 21. os carros. 15 Mitra nunca é. 19. É dito lá de um patrocinador que só ele é um rei. o brilhante. . Agni. Mesmo de dia os Maruts criam escuridão com a nuvem carregada de água. 23 e também 8. 1-2. juntamente com a ganância. tanto quanto eu sei. que ele se afaste. 8.14 6. 12. os gloriosos. os musicais. 25-26. isto é. 9. 13. para os quais a erva sagrada tem sido podada? 2. Forma um hino em tua boca! Expande-te como a nuvem!16 Canta uma canção de louvor. Maruts em seus corcéis de cascos fortes que nunca cansam vão atrás daquelas brilhantes (as nuvens). Ludwig traduz. ou que leva a Yama. doando centenas e milhares". brilhante como o sol. ADHYĀYA 3.147 Hino 38. e seu adorador um imortal13 – 5. Pronuncia para sempre com tua voz para louvar o Senhor da oração. 17 Outras passagens. como um cervo em um pasto. O relâmpago muge como uma vaca. 18. HINO 38. 1. invocado junto com os Maruts. 7. que ainda estão trancadas. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. e o poeta acrescenta: "Que ele se espalhe como uma nuvem com a chuva. que se o deus fosse o poeta e o poeta o deus. 18. Realmente eles são terríveis e poderosos. quando a chuva (dos Maruts) foi libertada. 8.15. AṢṬAKA I. Que suas pinas sejam fortes.19. 16 A segunda frase é obscura. Onde estão suas mais novas graças. 44. Que nenhum pecado após outro. então o poeta seria mais generoso com o deus do que o deus é com ele: veja 7. agora? Quando vocês (nos) pegarão como um pai querido pega seu filho por ambas as mãos. os seus cavalos.

e Satobṛhatī. Se qualquer adversário. 7. 6. venham a nós. 9. é outra espécie de veado. até o tímido Kaṇva. Venham.2 que devem ser adorados sem reserva. abaladores (da terra). Que sua força coletiva seja exercida rapidamente. Que suas armas sejam fortes para afugentar (seus) inimigos. rapidamente. o veado vermelho. 3. vocês possuem força não diminuída: Maruts. soltem sua ira. É dito que praṣṭi é um tipo de jugo. a métrica é Bṛhatī. pṛṣatīh. como os relâmpagos (trazem) a chuva. vahati. vocês desfrutam de vigor intato. nem (existe algum) sobre a terra. com toda a sua progênie. Rudras. e. são sempre especificados como os corcéis dos Maruts. Rohita. praṣṭir vahati rohitaḥ. atrelados a um carro. Quando. sobre o inimigo colérico dos Ṛṣis. mas a palavra permanece sozinha. o comentador diz. Varga 18. nenhum adversário seu é conhecido acima nos céus. retirem dele alimento. nos pares. Nós então temos. quando vocês demolem o que é estável. que. instigado por vocês. 8. não (a força) de um mortal traiçoeiro. firmes em resistir a eles. e dos desfiladeiros das montanhas. como a luz (desce do céu). Maruts líderes. divinos Maruts. Vão. e os homens ficam alarmados. Doadores generosos. Vocês atrelaram os cervos pintalgados à sua carruagem.148 Hino 39. o cervo vermelho. leva ou puxa o carro. ou por homens. 5. Maruts. significando ‘aqueles possuidores de intelecto (chetas) superior (pra)’. e não aparece o que é para ser feito com o jugo. nos atacar. que seja sua a força que merece louvor. vocês dirigem seu (vigor) terrível para baixo. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi e deuses são os mesmos. ou outros animais. como uma flecha. pela adoração de quem.1 o firmamento ouve sua chegada. para nossa proteção. (ajuda a) puxar o carro. nós recorremos à sua ajuda. Varga 19. (vocês são atraídos)? 2. defendam (o sacrificador) Kaṇva. Maruts. 4. para onde vocês quiserem. com auxílios protetores completos. Índice ◄►Hino 40 (Wilson) ____________________ Os cervos pintalgados. 10. 1. pelo louvor de quem. unido entre eles. e força. no meio de três cavalos. nos versos ímpares. como aqueles inebriados. que fazem (todas as coisas) tremerem. O sentido pode ser algo semelhante àquilo que é apresentado na tradução. Prachetasas. mas a construção do original é obscura. por causa da nossa progênie. eles despedaçam as árvores da floresta. filhos de Rudra. quando vocês espalham o que é pesado. Eles fazem as montanhas tremerem. Destruidores de inimigos. e sua ajuda. como vocês vieram antigamente. sem qualquer concordância gramatical. aparentemente. 1 . rude e antigramatical. o nome pode ser somente um epíteto. de longe. então vocês fazem seu caminho através da floresta (árvores) da terra. para humilhar (seus inimigos). no texto. 2 Ou.

de longe. movam-se. ó Maruts. os veneráveis e sábios. e giram por todos os lados toda coisa pesada. não como a força de um mortal enganoso. vocês. Max Müller.3 Para quem vocês vão. Maruts (Griffith) 1. uma imagem perfeitamente aplicável aos Maruts. venham a nós com plena ajuda protetora. Quando. como nos tempos antigos. e através das fissuras das rochas. Índice ◄►Hino 40 (Griffith) ____________________ 3 ‘Nessa passagem nós devemos considerar medida. 4. Ó Maruts. Eles fazem as montanhas balançarem e oscilarem. Quando o que é forte vocês derrubam. portanto ser representado como olhando em torno em busca da chuva’. Vocês têm força incólume. abaladores da terra.149 Hino 39. Maruts. . M. contra o inimigo irado do poeta mandem um inimigo como um dardo. Destruidores de seus inimigos. que elas sejam firmes para resistência. Acabem com ele por nós com seu poder e com sua força. um veado vermelho puxa como um líder. deuses com toda a sua comitiva. 9. 7. mantida nesse vínculo. Vocês uniram ao seu carro os cervos pintalgados. agora por causa do amedrontado Kaṇva.5 10. extremamente glorioso deve ser seu poder guerreiro. é seu poder. vocês lançam sua medida adiante. enviado por vocês ou mandado pelos mortais nos ameaçarem. Müller. nós desejamos seu auxílio rapidamente para esse nosso trabalho. como relâmpagos buscam a chuva. têm protegido Kaṇva perfeitamente. eles rasgam em pedaços os reis das florestas. Porque vocês. que parecem com suas armas golpear as árvores e as montanhas quando eles mesmos ainda estão distantes’. que a força. 6. Heróis. ó Generosos.4 seja sua. não no sentido abstrato. 5. abaladores da terra. Ó Rudras. portanto. como uma chama. Que suas armas sejam fortes para afastar seus inimigos. perfeito. e pode. 3. pelo plano de quem? 2. nenhum inimigo de vocês é encontrado no céu ou na terra. Avante. Ó Rudras. 4 ‘junto com sua raça’. mas como uma linha de medição. 5 ‘O relâmpago precede a chuva. Se algum inimigo monstruoso. Müller. Sim. e com os auxílios que são seus. ó Maruts. M. que é lançada adiante para medir a distância de um objeto. sua rota é através das árvores da floresta da terra. Até a própria Terra ouviu quando vocês se aproximaram. para desafiar agora mesmo. Venham a nós com sua ajuda. movidos pela sabedoria de quem. 8. a quem. Maruts. como criaturas ébrias com vinho. e os homens ficaram muito aterrorizados.

Venham a nós com auxílio. e os homens ficaram amedrontados. Maruts. ó homens. ó devoradores de inimigos! Que o poder seja seu. lançam para frente a sua medida. Aos Maruts (Os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. que nos ataca. 1. como loucos. agora por causa do atemorizado Kaṇva. como relâmpagos (vão em busca da) chuva. nós desejamos sua ajuda rapidamente para a nossa tribo. poder completo. Quando vocês assim. Enviem. Vocês uniram os cervos pintalgados aos seus carros. com toda a sua tribo. abaladores (da terra)? 2. Quando vocês derrubam o que é firme. portanto. VARGA 18-19. Eles fazem as rochas tremerem. vocês passam através das árvores da terra. 8 Compare com 8. nem na terra. pelo plano de quem? Em direção a quem vocês vão. de força e de suas graças. contra o inimigo irado dos poetas um inimigo. e giram por toda parte o que é pesado. 10. 8. de longe. 7. ele pode ser desafiado? 5. Que suas armas sejam firmes para atacar. privem-no de poder. através das fendas das rochas. Que seja seu o poder mais glorioso. Qualquer demônio. incitado por vocês ou incitado por homens. com todas as suas graças. Nenhum inimigo real de vocês é conhecido no céu. Grandes árvores da floresta são chamadas de reis ou senhores da floresta. Venham até nós. AṢṬAKA I. ADHYĀYA 3. como outrora. ó abaladores (do mundo). é explicado por Sāyaṇa no sentido de força.8 até a Terra ouviu sua aproximação.6 como uma rajada de fogo. têm protegido Kaṇva totalmente. HINO 39. um vermelho puxa como um líder. Maruts perseguidores e sábios. ó deuses. Doadores generosos. 9. junto com sua raça! Ó Rudras. ó Maruts. Ó Rudras. Maruts. 3. como uma flecha. vocês carregam força completa. 6. Pois vocês. 28: “Quando o líder vermelho puxa ou conduz os cervos manchados deles na carruagem”. para quem. que eu traduzo como ‘medida’. fortes também para resistir.150 Hino 39. não aquele do mortal enganador. 4. eles despedaçam os reis da floresta.7 Venham. Índice ◄►Hino 43 (Müller) ____________________ Mā'na. 7. é pela sabedoria de quem. 6 7 .

4. ele mata (o inimigo). ele é associado com os Maruts. e (repleto) de oferendas apresentadas respeitavelmente. embora Indra seja. Maruts. armado com o raio. Se vocês. 3. Kaṇva. Ergue-te. Associado com as reais (divindades). a métrica. De fato. Brahmaṇaspati apareceu como uma forma de Agni (Hino 18). Varga 21. (para o salão de sacrifício). Varga 20. Brahmaṇaspati. internamente. 2. filho da força. que os deuses (afugentem) todo adversário. Generosos Maruts. por quem a grama sagrada cortada é espalhada? O dador de oblações procedeu. produzindo corcéis excelentes e vigor notável. a mesma que no anterior. desejarem (ouvir) essa prece. também. infligindo muito dano. pela riqueza abandonada (pelo inimigo). 8. citado separadamente. líderes. nos conduzam ao sacrifício que é benéfico para o homem. estejam próximos.3 acompanhada por bravos guerreiros. e. Índice ◄►Hino 41 (Wilson) ____________________ Em uma passagem anterior. em qual caráter ele aparece por todo esse hino. pois ele tem uma residência (cheia). uma forma de Sarasvatī. 4 Esse atributo o identificaria com Indra. Vamos recitar. ele mantém sua posição. faladora da verdade. sê um participante da libação. 6. O homem celebra a ti.151 Hino 40. Aquele que oferece ao (sacerdote) ministrante riqueza adequada para ser aceita desfruta de abundância inesgotável. 1. deuses. ainda. nesse hino.1 Devotados aos deuses. Brahmaṇaspati (Wilson) (Sūkta V) O deus é Brahmaṇaspati. Quem (exceto Brahmaṇaspati. que aquele que os louva obtenha riqueza. Que Brahmaṇaspati concentre sua força. 3 Manoh putrī. no momento de perigo. presentes. Mitra e Aryaman têm feito sua residência. o Ṛṣi é. por ele nós adoramos I ḷā. Brahmaṇaspati proclama a prece sagrada na qual os deuses Indra. então tudo o que está para ser falado chegará até vocês. na forma de amante da verdade.2 se aproxime de nós. 2 Devī * sūnṛtā. Indra. Varuṇa. Que Brahmaṇaspati se aproxime de nós. que a deusa. 1 . 4 não há encorajador nem desencorajador dele em uma grande batalha ou em uma pequena. e instituidora de sacrifícios.) pode se aproximar do homem que é devotado aos deuses. de coisas preciosas. 7. aquela prece venturosa e perfeita em sacrifícios. nós apelamos a ti. a deusa da fala. a filha de Manu. 5. não recebendo nenhum. com os sacerdotes.

inigualável e que conquista facilmente. A voz do trovão. leite coalhado. 7. Ludwig aplica a expressão ao sacrificador devoto que é dito estar armado. Que Brahmaṇaspati se aproxime. Em luta grande ou menor ninguém o detém. Ó Maruts. Original Sanskrit texts. a anterior ao sacrifício e a posterior ao sacrifício. Quem se aproximará do devoto? Quem do homem cuja sagrada grama é cortada? O ofertante com seu povo avança mais e mais: ele enche sua casa com coisas preciosas. Ó Brahmaṇaspati. Se vocês. 5 6 . 7 Íḷā ou Íḍā. Aryaman. 8. que traz felicidade. como a voz do superintendente da prece. mesmo em meio a temores ele permanece seguro. Aquele que dá uma recompensa nobre ao sacerdote ganha fama que nunca diminuirá. Brahmaṇaspati. Por ele nós oferecemos alimento sagrado7 que concede heróis. 3. 6. Mitra. o mais rápido. 279. por assim dizer. levanta-te: nós. 8 ‘O professor Roth observa: O trovão é a voz dele (de Brahmaṇaspati). com reis ele mata.152 Hino 40. falada na terra. especialmente uma libação sagrada que vem entre a Prayāja e a Anuyāja. deuses! recitemos esse hino. por assim dizer. Muir. a Deusa da Fala (Vāgdevatā) na forma de amante da verdade. encontra. Brahmaṇaspati (Griffith) 1. além disso. Ó Filho de Força. a oferenda preliminar e a final. que Sūnṛtā5 a Deusa venha. aceitam com benevolência essa palavra. Que eles que dão boas dádivas. – o manejador do raio. venham até nós. ou uma libação. está com eles. inigualável. e que os Deuses tragam para esse rito que dá o presente quíntuplo6 o Herói. é por uma bela transferência posta em contato com a prece a qual. todo mortal te chama em busca de ajuda quando despojos de batalha esperam por ele. que ela obtenha toda bem-aventurança de vocês. V. e assim identificando-o com Indra. 9 Significando. Ele amplia seu poder nobre. rogamos a ti. 4. os Deuses. homens que servimos a Deus. Nota. diz Sāyaṇa. mingau. 5. seu eco nas alturas do céu’. segundo Sāyaṇa. com o raio de Brahmaṇaspati. no qual Indra e Varuṇa. Uma oferenda de grãos. ó Heróis. alimento sacrifical. que esse homem que os adora profundamente obtenha abundância de bons cavalos e poder de herói. ninguém subjuga. fizeram sua morada. Indra.9 Índice ◄►Hino 41 (Griffith) ____________________ Sūnṛtā (Agradabilidade) é. Que nós em assembleias sagradas. Agora Brahmaṇaspati fala em voz alta8 o hino solene de louvor. amante da humanidade. e coalhadas. 2. pág. bolo de arroz. os Maruts.

mas teme falar mal (de alguém). 9. Varga 22. como se (coletada) pelos próprios braços dele. Mitra. eles eram os filhos de Aditi. Índice ◄►Hino 42 (Wilson) ____________________ 1 De fato. 4. para vocês. etc. Ādityas. a salvo de dano. Aquele mortal (a quem vocês favorecem). a esposa de Kaśyapa. Mitra e Aryaman. Varuṇa. são. 1 a métrica é Gáyatrí. obtém toda riqueza valiosa. 2 até eles serem jogados.) destroem primeiro as fortalezas deles. o caminho é acessível e livre de espinhos. 2 O texto tem somente: ‘ele pode ter medo de alguém que segura quatro. as três primeiras e as três últimas estrofes são endereçadas a Varuṇa. livre do mal. até a queda’. com a ajuda de Yāska: ‘de um jogador segurando quatro dados’. guias. dirigindo-se ao sacrifício. 7. nós recitaremos louvor (digno) da vasta glória de Mitra. todo homem desse tipo. que o sacrifício ao qual vocês vêm por um caminho reto aconteça. Ādityas. 1. Varga 23. Mitra e Aryaman protegem subjuga rapidamente (seus inimigos). Sāyaṇa diz ‘quatro conchas cauri’. Eu não denuncio a vocês aquele que ataca ou insulta o homem devotado aos deuses: eu antes propicio vocês com riqueza oferecida. Aryaman (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é Kaṇva. O homem a quem os sábios Varuṇa. Os reis (Varuṇa. as três do meio. onde dois homens estão jogando juntos. Isto é. Pois ele (o adorador). o hino pode ser considerado como totalmente endereçado aos Ādityas. para a sua satisfação. Aquele a quem eles suprem abundantemente (com riquezas). 2. aos Ádityas. o significado é fornecido pelo comentador. Varuṇa e Aryaman? 8. e então os inimigos daqueles (que os adoram). como um jogador teme (seu adversário) que segura os quatro (dados). aquele que não tem o arremesso dos dados ou das conchas está em expectativa ansiosa com receio de que seja contra ele. 3. citados separadamente. o homem a quem eles defendem das pessoas mal-intencionadas. isto é. também. e põem de lado as más ações deles. 6. em um de seus atributos. . em três meses do ano. e filhos como ele mesmo. nenhuma oblação indigna está preparada para vocês aqui. não gosta. Como.153 Hino 41. para vocês. pois os três deuses. Ādityas. 5. e são representantes do sol. meus amigos. prospera.

7. Mitra. nós vamos preparar o louvor de Aryaman e de Mitra. sempre não subjugado. 4. Os Reis afastam para longe dele os seus problemas e os seus inimigos. Os excelentemente sábios. até que caiam. Mitra. 5. Aryaman (Griffith) 1. 158) é de opinião que as cordas ou laços de Varuṇa. Ele prospera sempre. Bhaga e Aryaman. 3. protegem. Aryaman. meus amigos. é o caminho. 2. Glorioso alimento de Varuṇa? 8.154 Hino 41. ganha riqueza e todas as coisas preciosas. Varuṇa. livre de dano. Mitra. Que ele não goste de falar palavras más: mas tema Aquele que segura todos os quatro3 Dentro de sua mão. ou insulta: Somente com hinos eu chamo vocês para perto. Aquele mortal. enriquecem. fácil para aquele que busca a Lei: Nele não há nada para enfurecer vocês. Como. III. ou de jogo ou do destino. Bergaigne (La Religion Vedique. vocês heróis guiam pelo caminho direto – Que aquele se aproxime do seu pensamento. a quem eles. Ādityas. E o conduzem com segurança durante a aflição. Nunca é prejudicado aquele a quem os deuses Varuṇa. Qual sacrifício. como com as mãos cheias. A quem eles protegem de todo inimigo. Ludwig afirma que não há referência a dados. E filhos próprios também. Sem espinhos. 6. com os quais ele captura e pune os perversos. 9. Índice ◄►Hino 42 (Griffith) ____________________ 3 Benfey pensa que ‘o que segura os quatro (dados)’ é Deus que tem em suas mãos e decide os destinos do homem. e que ‘os quatro’ são Varuṇa. Eu não aponto para vocês um homem que ataca os piedosos. Ādityas. são indicados. O homem devoto quando ele possui esses quatro como amigos deve temer soltá-los. .

4. segue à nossa frente. como nos proteger nessa (viagem). a repetição de uma frase. Leva-nos onde há forragens abundantes. ele é o deus que preside especialmente as estradas ou jornadas. aquele que nutre o mundo. conduze-nos por um caminho fácil. de pūṣ. como um nome feminino. 2 deus. 9.] 3 Nesse e nos dois versos seguintes. conduze-nos do começo ao fim da estrada. 2. um ladrão. Pūṣan. pelo comentador. para além da estrada. que não haja calor extremo pelo caminho. O fato de ele ser chamado de filho da nuvem não é incompatível com seu caráter de terra personificada como um homem. saiba como cumprir sua função de nos dar proteção’. dá-nos (todas as coisas boas). 1 . concede a nós riquezas que possam ser distribuídas generosamente. 1 1. Leva-nos além dos nossos oponentes. (o que está presente e o que está ausente). sabe como nos proteger nessa (viagem). e. que és possuidor de toda prosperidade. quem quer que ele seja. como antes. sobre o (corpo) pernicioso daquele malicioso ladrão de ambos. – Hymns from the Rigveda. como um tipo de refrão.155 Hino 42. Pisa. 6. enche-nos (de riqueza). a terra nasceu da água. Ele é descrito. geralmente. Se um (adversário) cruel. como a divindade presidente da terra. Pūṣan. o estorvador da nossa jornada. De acordo com o teor do hino. a terra era a essência da água. Sê favorável para nós. sabe. 5. Filho da nuvem. nós pedimos de ti aquela proteção com a qual tu encorajaste os patriarcas. 7. remove o perverso (obstrutor do caminho). Pūṣan. isto é. Pūṣan é masculino. também. Pūṣā ocorre. um sinônimo do sol. terra. sabe como nos proteger nessa (viagem). e bem equipado com armas douradas. Varga 25. de acordo com outros textos do Veda. também. A expressão é ‘conheça. aqui. enche nossas barrigas. ou viagem. mas o louvamos com hinos. o deus é Pūṣan. ou alguém que tem prazer na maldade.3 8. afasta-o da estrada. isto é. Nós não criticamos Pūṣan. 2 [Em vez de ‘filho da nuvem’ Macdonell lê ‘filho da libertação’. Por todo o hino. um ladrão. Afasta-o para longe. Índice ◄►Hino 43 (Wilson) ____________________ Pūṣan é. ele é um dos doze Ādityas. nos apontar (o caminho que nós não devemos seguir). nós rogamos ao belo (Pūṣan) por riquezas. Pūṣan (Wilson) (Sūkta VII) Ṛṣi e métrica. um enganador. porque. com teus pés. o ato ou obrigação’. 3. nós temos um exemplo do que não é infrequente. nutrir. Portanto tu. no entanto. Varga 24. ‘nessa ocasião. 10. Pūṣan. estimulanos (com energia). Pūṣan sagaz e belo. ele é. Pūṣan. em qual caso ele parece ser sinônimo de prithivī.

1.4. Dá. e talvez vimuco napāt possa significar a mesma coisa.10 10. Leva-nos para prados ricos em grama.] 11 [O professor Benfey remete aqui a uma nota anterior dele mesmo no RV. talvez. Tem misericórdia de nós. 9. Afasta. nos alimenta e revigora. que significa não só lobo.4 2. Muir não a repete da mesma forma nos três versos. Original Sanskrit texts. Não temos censura para Pūṣan. o varg [ou warg] sueco e norueguês. que é um dos deveres específicos de Pū ṣan.] 7 [machado – Macdonell. Ó Pūṣan. – Muir. Encurta nossos caminhos. Sábio Pūṣan. nós reivindicamos de ti agora a ajuda com a qual Tu favoreceste nossos antepassados antigamente. o libertador. à conexão próxima entre a nutrição da terra. ó Pūṣan. Esmaga com teu pé e pisoteia o tição do perverso. Muir diz:] “Vimuco napāt. [nós veremos esse significado apenas na tradução de Wilson]. Pūṣan.11 a ele nós magnificamos com cânticos de louvor. de acreditar que eles podem obrigar seus deuses. nota 272. O professor Benfey segue Sāyaṇa in loco em considerar que isso significa ‘filho da nuvem’.] 4 . mostra em nós teu poder’. 6 [‘4. 7. concede. seja ele quem for’. o sentido da qual é o seguinte: "Eu acredito que isso se refere a uma prática que nós ainda encontramos entre os bárbaros. – Muir. 4. a conceder seus desejos. pág. e mesmo entre povos parcialmente civilizados. segundo Sāyaṇa). Original Sanskrit texts. Pūṣan. mas também um homem ímpio perverso. Pūṣan é chamado de vimocana.] 10 [‘9. o ladrão de coração astuto: Afugenta-o para longe da estrada. Nós procuramos o Poderoso em busca de riqueza. Faze riquezas fáceis de serem obtidas.15. O Comentador indiano. nesse lugar ele a lê desse modo: ‘obtém força para nós aqui’.6 5. Desse modo. presenteia. 6. Deus nascido da nuvem. (do pecado.5 o lobo mau inauspicioso. Ó Pūṣan. enche nossas barrigas’. encontra poder para isso. 8. sacia-nos totalmente. Aquele de língua dupla.156 Hino 42. faze o nosso caminho agradável e belo de se trilhar. Índice ◄►Hino 43 (Griffith) ____________________ Em relação.9 não envies em nosso caminho nenhum calor prematuro. Mas no Ṛgveda. [J. através de insultos. Operador de Milagres.8 8. que na criação emite de si mesmo todas as criaturas’. o melhor manejador da espada7 dourada.” Veja Muir. ou ‘Desse modo. ou.] 9 [Daqui Muir continua: ‘que nenhum novo incômodo (obstrua o nosso) caminho’.55. 5 Vṛka. atribui outro sentido à frase em 6. lança – Muir. 41. onde ela se repete. p. no entanto.16. onde o hino inteiro está traduzido. 175. se isso não for realizado. 175. da nossa estrada o lobo. V. i. Que está à espera para nos ferir. repetida em três versos. afasta a obstrução do caminho Segue diante de nós. e por golpes infligidos sobre suas imagens. Macdonell lê: ‘Desse modo. encontra poder para isso. estimula-nos. encontra poder para isso. Pūṣan (Griffith) 1. 3. e onde ele a explica como ‘o filho de Prajāpati. de pensar que eles se vingam desse modo.] 8 [Essa última frase. Além de todos os perseguidores nos leva. Que espreita nas imediações do caminho que tomamos. e a nuvem que dá a chuva necessária. Pisa com teus pés sobre a arma ardente daquele patife enganador. sacia. quem quer que ele possa ser. Ó Pūṣan. Senhor de toda prosperidade." – Muir. 8. mostra-nos teu poder’.

4 Jalāṣabheṣajam. com alimento (abundante).157 Hino 43. 6 Sāyaṇa diz que Aditi aqui significa a terra. do resto. quando. o protetor dos sacrifícios. 3. Rudra (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é o mesmo. o provedor de habitações. 3 É dito que Śanyu é o filho de Bṛhaspati. 3. que faz todos chorarem no fim dos tempos’. Rudra. deseja-se. e nossas vacas. o melhor dos deuses. Rudra (Griffith) 1. que nossos inimigos. não nos prejudiquem: cuida de nós. felicidade. identificando-o desse modo com o princípio destrutivo. e é consequentemente traduzida dessa forma por Wilson. Que concede felicidade obtida facilmente para nossos corcéis. Soma. Mas não há nada. sendo confundida com Soma. no hino. o deus é Rudra. ou presidido por. ou Śiva. Que Aditi6 possa conceder a graça de Rudra ao nosso povo. exceto na forma composta. estando satisfeitos. todos os vegetais dependendo da água. que Rudra possam se lembrar de nós. Varga 26. há alguma confusão de objetos aqui. e moras em uma residência excelente. 7. nossas águas. nada mais é contado sobre ele. ele aparece como um deus beneficente. Rudra significa ‘aquele que faz chorar. possam nos mostrar (benevolência). de acordo com o comentador. nascido. de ja. como abhilāṣa. o mais generoso. nossas vacas Nosso gado e nossos descendentes.4 5. Indra. Soma. Gāyatrī. Pelo qual a terra possa (ser induzida a) conceder as dádivas de Rudra2 para o nosso gado. presidindo especialmente as plantas medicinais. e Varuṇa. 9.5 Índice ◄►Hino 44 (Wilson) ____________________ Hino 43. 2 É dito que Aditi aqui significa a terra que. tem consideração por teus súditos. nossas ovelhas. possuidor de medicamentos que concedem deleite. também. nossas mulheres. Ou ela pode significar ‘surgidos da água’. Que é brilhante como Sūrya. 1 Segundo o comentador. e os últimos três versos. O significado de Rudriya. 5 Aparentemente. forte. que é de uso corrente. O que vamos cantar para Rudra. na dianteira deles. que é (estimado) em nossos corações? 2. nossos carneiros. 4. libação. e Rudra. Pelo qual Mitra. tu os observa (empenhados em) te enfeitar. . e nossa progênie. Soma. nossos homens. a métrica do último verso é Anuṣṭubh. 8. excelentemente sábio. a lua. concede-nos prosperidade mais do que (suficiente para) cem homens. pode agir de modo que Rudriya possa ser obtido. uma palavra incomum. o encorajador de hinos. o poderoso Rudra. e muito alimento gerador de força. 1. muito generoso. Que Mitra e que Varuṇa. que és imortal. Quando nós podemos repetir um hino muito agradável para o sábio. que satisfaz como ouro. nosso povo. e lāṣa. ao contrário. e todos os deuses. Varga 27. no salão de sacrifício. 6. é medicamento relacionado com. Benfey explica a passagem por ‘impecabilidade’ e Ludwig a considera como uma divindade masculina significando o próprio Rudra. para seu crescimento. a Soma. 1 a terceira es trofe é endereçada a Mitra e Varuṇa. Nós pedimos a felicidade de Śanyu3 de Rudra. Que os adversários de Soma. para confirmar tal identificação. aquele que tem medicamentos que conferem deleite. Que será mais apreciado pelo seu coração? 2.

4. em seu centro. cuida deles. que fosse muito bem-vindo ao seu coração – 2. ó Indu. Que ele traga saúde para o nosso cavalo. no lugar onde o sacrifício é devidamente realizado. que Rudra nos ouçam. Aquele que brilha como o sol brilhante. Soma! reconhece esses como teus servidores. 9. o senhor das canções. De modo que Mitra. e para a vaca! 7. AṢṬAKA I. e todos os Maruts unidos. 8 . Nós imploramos a Rudra. 5. por saúde. riqueza. nem aqueles que perturbam Soma. 9 Literalmente. ó Soma. 5. Nós oramos por alegria e saúde e força. VARGA 26-7. o sábio. todos os deuses reunidos. e de Soma que é identificado com ela. ponto central. a felicidade de uma centena de homens.8 Indu. HINO 43. de hinos e remédios balsâmicos. Dá-nos. para os homens. Todos os seres que são teus. Senhor e guardião do gado. Que ele conceda saúde7 aos nossos cavalos. ‘Gota’. 10 Isto é. para os homens. Índice ◄►Hino 64 (Müller) ____________________ 7 Aqui Rudra aparece como Paśupati. e sua proteção. da mesma raiz que Indra. 6. designa para nós a glória de uma centena de homens. para as mulheres. De modo que Aditi11 possa trazer a cura de Rudra para o gado. nos ajuda com recompensa! 9. o possuidor de medicamentos curativos. refulgente como ouro brilhante ele é. ó Soma. Ele brilha em esplendor como o Sol.10 Índice ◄►Hino 44 (Griffith) ____________________ Hino 43. em seu cume. no lugar mais alto da lei. as vacas. Rudra (Müller) MAṆḌALA I. 8. O que nós poderíamos dizer para Rudra. Soma! chefe. 11 Ludwig considera Aditi aqui como um nome de Rudra. ama a esses. ‘O verso inteiro é difícil. o mais poderoso. e às vacas. e como o ouro.9 dá-nos uma porção de força. Que malignidades não nos impeçam. e os amigos. 8. possivelmente uma adição posterior’. no lugar mais alto da santa lei. grande glória de forte virilidade. Provavelmente o povo das colinas que interfere com a colheita da planta Soma a qual deve ser buscada lá. o imortal. o senhor dos sacrifícios de animais. ‘o que faz chover’. 7. ADHYĀYA 3. Ó Soma. Aos homens. Filhos de ti Imortal. 6. bem-estar para o carneiro e a ovelha. Para Rudra o Senhor do sacrifício. O excelente. 1. às mulheres. que Varuṇa.158 Sim. o mais generoso. 4. Max Müller. bem-estar aos nossos carneiros e ovelhas. que é o melhor Vasu entre os deuses. o melhor entre os Deuses. 3. lembra-te daqueles que te honram. O grande renome dos chefes poderosos. Ó Soma. não deixes que aqueles que perseguem e prejudicam nos derrubem. um nome da Lua como concessora de chuva.

o invocador. Traze para cá. Sūkta I) Praskaṇva. também. então tuas chamas rugem. o destruidor (de inimigos).4 Varga 30. Bhaga. tu és o associado do homem colocado no leste (do altar). Resplandecente Agni. 12. (por nós). Agni. Agni. 11. 9. Os Kaṇvas. e (outros) deuses que se movem cedo. riqueza de muitos tipos. 5. o sacerdote ministrante. como o Purohita. que és livre de morte. como Manus colocou a ti. hoje. 8. cujas chamas deleitam. o filho de Kaṇva. de su. Que Mitra e Aryaman. e que contemplam o sol. visível para todos. o derramador de luz. que és chamado por muitos. 2. o melhor e mais jovem (dos deuses). traze para cá rapidamente os deuses sapientes. muito sábio. e o mensageiro (dos deuses). o onisciente. o amado de muitos. derramando libações. a partir da alvorada. 10. para o doador (da oblação). concede a nós alimento abundante e revigorante. Savitṛ. equivalente. Jovem Agni. ouve-me. e cumpres a missão para os deuses. o mensageiro. tu tens resplandecido depois de muitas alvoradas precedentes. com todos os deuses acompanhantes portadores de oblações. o mensageiro (dos deuses). o protetor do culto do adorador ao romper do dia. portador de oblações. o de bandeira de fumaça. aos Aśvins e Uṣas (a alvorada). tu és o protetor (das pessoas) nas aldeias. que pode também significar o sacerdote familiar. 1. Praskaṇva. que é amigável para o homem que oferece (oblações). Quando. de acordo com o comentador. para beber o suco Soma. o concessor de residências. bom. Uṣas. Tu. Isto é. com uma habitação excelente. imortal. os deuses.3 e Agni. Agni. que és chamado universalmente. Agni é o deus. que ele vá (para trazer) as outras divindades. faze homenagem ao homem divino. como os vagalhões ressonantes do oceano. eu louvarei a ti. és o protetor dos sacrifícios das pessoas. e conhecedor de todas as coisas geradas. és o mensageiro aceito dos deuses. Agni (Wilson) (Anuvāka 9. o preservador. nos pares. e és louvado.1 7. sustentador imortal do universo. Agni. acendem aquele que sopra as oferendas queimadas. o transportador de oblações. em um sacrifício. que és o instrumento do sacrifício. Todas as pessoas acendem a ti. 6.159 Hino 44. sentem-se no sacrifício. que conhece todos os que são nascidos. os Aśvins. Nós escolhemos. 3 Bhaga é um dos Ādityas. 3. Agni. o veículo de sacrifícios. hoje. ao Ṛṣi do hino. traze. permitindo que Praskaṇva viva uma vida prolongada. nos versos ímpares. 13. hoje. que és imortal. digno de adoração. Agni. Varga 28.) na alvorada seguinte à noite. apreciador de amigos. mas os dois primeiros versos são endereçados. com ouvidos aguçados. Agni. Agni. Associado com Uṣas e os Aśvins. Pois tu. tu estás presente. sacrifício. Satobṛhatī. traze para cá. o sacrificador. o hóspede (do homem). o sacrificador. 1 2 . sobre a grama sagrada. Svadhvara.2 (traze para cá. Objeto de ritos sagrados. 4 Purohita. Varga 29. é o Ṛṣi. compreende (os nossos desejos) e. os deuses. ao fogo Āhavanīya. e adhvara. 4. a métrica é Bṛhatī. o invocado universalmente. Agni. que despertam com a manhã. que despertam ao amanhecer. Eu louvo Agni ao romper do dia. em nome do adorador. Nós te colocamos.

8. 9. ó rico em luz. 11. 10. 6 A deusa Uṣas. os excelentemente sábios.9 dirigindo-se cedo ao nosso rito. Tu resplandeces. sentem-se sobre a erva sagrada. 5. Pois tu és portador de oferenda e mensageiro amado. Agni. eterno mantenedor do mundo. concedendo a Praskaṇva dias de vida prolongados. Pois. 6. 9 E Varuṇa. Conhecido pelos seres criados.7 nós te estabeleceremos. Agni. Possuidor de sabedoria. Índice ◄►Hino 45 (Wilson) ____________________ Hino 44. implícito. eu peço ao amanhecer que ele traga os deuses para nós. Imortal. a palavra significando ou aquele rio (o Indus) em especial. 7. Que Mitra. ó Agni. 8 Ou do Sindhu. 5. 5 Jātavedas é um epíteto comum de Agni. 4. ó Deus mais jovem. te acendem como possuidor de tudo e como Sacerdote. 3. Tu és nosso auxílio na luta em batalha. à noite.160 14. de bandeira de fumaça. Como mensageiro nós escolhemos hoje Agni. ou qualquer rio ou reunião de águas em geral. hoje para aquele que dá oblações traze os deuses que despertam com o amanhecer. tão abundantemente adorado. muito invocado. Pois os homens. Ao amanhecer do dia. o auriga do sacrifício. que têm línguas de fogo. o excelente a quem muitos amam. Agni. . com toda a tua comitiva de Deuses acompanhantes. que Varuṇa realizador de ritos. 7 O homem representante e pai da raça humana e o primeiro instituidor de cerimônias religiosas. amado por muitos. Conhecedor de todos os seres criados. Agni. Dize coisas boas para teu adorador. Então Agni. então. 13. que tens ouvidos para ouvir. Quando. Agni (Griffith) 1. de língua de mel. após alvoradas anteriores. Senhor do sacrifício e mensageiro dos homens tu és. o Amigo do homem. e são encorajadores de sacrifício. tuas chamas. ouçam nosso louvor. Ouve. hóspede ricamente adorado. como as ondas do rio8 que ressoam ao longe. Que os munificentes Maruts. Traze os deuses que acordam ao alvorecer. 2. o grande sacerdote supremo no sacrifício. Espalhador de luz.5 tu presente fulgurante de muitos tons da Alvorada. traze para cá com toda a velocidade os Deuses. Agni Jātavedas. os Aśvins. o veloz mensageiro imortal. o melhor em sacrifício. Sacerdote ministrante. Concordante com os Aśvins e com a Alvorada6 concede-nos força heroica e fama grandiosa. rugem alto. com os Aśvins. Como Manu. como o Sacerdote Supremo dos Deuses. bebam o suco Soma. Uṣas e Savitar. eu glorificarei. o Deus que sopra oblação. Aryaman. 2. Bhaga. com Soma derramado. Possuidor de riquezas. nesse dia para beberem o suco Soma. carregador de oferendas. Agni. A ele o mais nobre e o mais jovem. os Kaṇvas acendem a ti. sábio excelente. precioso para os homens que oferecem presentes. Agni. Hábil em ritos auspiciosos. E. Possuidor de todas as criaturas. homenageia a Hoste Celestial. o próprio Agni. 12. realizador do rito. e com Uṣas. o significado do qual é explicado de cinco modos: 1. a ele. preservador. Invocador. digno de alimento sagrado. 3. Imortal Jātavedas. que veem a luz. 4. A ti. ao romper do dia a glória dos ritos sacrificais. tu fazes a missão deles como seu amigo mais próximo. visível para todos. a Manhã personificada. ó Agni.

os deuses providentes: 8. ao amanhecer (do dia). faze uma homenagem para a hoste dos deuses. o Vasu. ó Deus. para que eles possam beber Soma. Imortal. ouve-me. ó Agni.11 é luz. bebam o suco Soma. 7. o auriga do culto. Tu és o guardião das aldeias. o sacerdote-chefe. 12. de aspecto semelhante ao sol. eles que vêm para a cerimônia no início da manhã. (e traze para cá) hoje os deuses que despertam com o amanhecer. traze para cá hoje os deuses que despertam com a aurora. para o adorador. o portador do alimento sacrifical. 6. ó Deus santo. imortal Jātavedas. Agni muito invocado.. o Purohita dos deuses. Que aqueles que fortalecem a Lei.12 11. 9. Sê de fala gentil para aquele que louva a ti. o convidado mais vigoroso. ao romper da aurora traze riqueza esplêndida. Agni. Índice ◄►Hino 45 (Griffith) ____________________ Hino 44. Pois tu és o mensageiro aceito. portanto. que és grande como Mitra. 13. e grande glória. que doam generosamente. o sábio sacerdote. 3. ó carregador do alimento sacrifical. 10. Agni. ó Agni. 4. cuja . ó alimento no qual tudo vive. tendo espremido Soma. para ser o realizador do sacrifício. Prolongando a vida de Praskaṇva. o mensageiro dos clãs. o melhor sacrificador. Os Kaṇvas. inflamam a ti. cuja bandeira é a fumaça. com teus ouvidos atentos. partes em tua missão como mensageiro no meio deles. Eu te louvarei. o protetor imortal. vamos te colocar (no altar) como Manus fez. Eu glorifico ao amanhecer do dia Agni Jātavedas. o melhor. tu és o sacerdote-chefe humano nos sacrifícios’. 2.10 ouçam o nosso louvor. o melhor recebedor de oferendas. (no final) da noite. rico em esplendor! tu brilhaste após as alvoradas anteriores. Agni.. para que ele possa ir até os deuses. o melhor recebedor de oferendas. a Alvorada. Como tu. Agni. para que ele possa chegar à velhice. o Hotṛ possuidor de tudo. Nós escolhemos hoje como o nosso mensageiro Agni. Ó Agni. os Maruts de língua de fogo. ó Deus mais jovem. Os clãs acendem a ti. juntamente com os deuses conduzidos (em seus carros) que te acompanham. o embelezador de sacrifícios. ADHYĀYA 3. Savitṛ. o mantenedor da Lei. o portador de alimento sacrifical. 1. o Hotṛ. HINO 44. 5. o mensageiro imortal veloz. com os dois Aśvins e Uṣas. AṢṬAKA I.] 12 O professor Max Müller traduz: 'Tu és o guardião das aldeias. Que Mitra e Aryaman sentem-se na grama sacrifical. [Aqui o tradutor omite a palavra. Agni. Que Varuṇa. o Purohita. tu pertences aos homens nos sacrifícios. bem-vindo para pessoas piedosas. ó melhor realizador de adoração. de língua de mel. Bhaga. Quando tu. Unido com os dois Aśvins e com a Alvorada nos concede abundância de heróis valentes. visível para todos.161 14. então as chamas de Agni brilham como as ondas estrondosas do Sindhu. os dois Aśvins. VARGA 28–30. observando em nota que significado dela é incerto. 10 Que consomem o sacrifício por meio das chamas de língua de fogo de Agni. 11 . ao amanhecer do dia. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. conduze para cá rapidamente. o amado de muitos. és o senhor do culto.

exceto na última estrofe e na metade da anterior. Gerado da força.162 14. adora os Vasus. 3 O comentador. de onze Prayājas. dador de recompensas. aqui significa um ser divino em conexão com os deuses enumerados. Varga 32. uma composta daqueles especificados antes. conhecedor de todos os que nascem. 7. sob a autoridade do Nirukta III. todos. têm invocado. Eles são. unido com os dois Aśvins e com a Alvorada! Índice ◄►Hino 45 (Oldenberg) ____________________ Hino 45. Hino 13). para levar a oblação (para os deuses). traze para cá as trinta e três divindades. Jana. Agni. Os realizadores de grandes cerimônias. os Ādityas. concessor de recompensas. 18. o que ouve rapidamente. bebam-no. doador de alimento abundante. de uma forma ou natureza divina. Priyamedha pode ser o mesmo que Priyavrata. Deuses generosos. chama esses. e nós temos um Virūpa entre os primeiros descendentes do Manu Vaivasvata. que incluem algum ser deificado. há duas classes. 4 Tiro ahnyam é dito ser o nome do suco Soma preparado dessa maneira. como o invocador. Janaṃ manujātaṃ. de Ṛta. de trinta e três divindades cada.2 3. 17. segundo o comentador. ou qualquer outro ser (vivo) surgido de Manu. não por libações de Soma. para beber o suco Soma. de Somapās. beba o Soma. e oferecido no seguinte. Senhor dos corcéis vermelhos. pouco mais que personificações de sacrifícios. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te chamam em busca de proteção. propiciado por nossos louvores. que és amado por muitos. Que Varuṇa. oblíquo ou indireto. de acordo com o Aitareya Brāhmaṇa. de Virūpa. – outro homem. e a outra. têm convocado a ti. e borrifando água. os deuses perspicazes são concessores de recompensas para o oferecedor (de oblações). aquele suco que é espremido no dia anterior. os deuses que se movem de manhã. de língua de fogo. Agni. de Ṛṣis.3 4. – de tiras. mantenedor de residências. que. o filho do Manu Svāyambhuva. os filhos dos homens chamam a ti. a métrica é Anuṣṭubh. 9. nota 13). de Aṅgiras. Os sábios têm te colocado. (o mesmo que Āprīs. que devem ser propiciados por oblações de manteiga clarificada.1 2. evidentemente. Os sacerdotes (sábios). de Atri. 1 . Agni. vasto e brilhante Agni. 2 Nós tivemos esses citados em uma ocasião anterior (Hino 34. o sacerdote ministrante. mas. eles que dão chuva. cujas leis são firmes. de cabelo brilhante. Agni. ouve a invocação de Praskaṇva. com resplandecência pura. diurno. realizador de atos solenes. o ser deificado presente. sacrificando bem. para (a proteção deles). Adora. 2. para compartilhar do (alimento sacrifical). com invocações conjuntas. 6. os aumentadores. os oferecedores de sacrifícios aceitáveis. quando eles celebram a oblação da parte do indivíduo que a oferece. é o Manu do Veda. De fato. Agni (Wilson) (Sūkta II) O deus e Ṛṣi são os mesmos. Que os Maruts. pois ele foi espremido ontem. um homem nascido de Manu. ou (outro) ser deificado. nesse nosso rito. 1. 8. em meio às solenidades. os Rudras. Agni. coloca aqui. o doador de vasta riqueza. 5. que são chamados. o amplamente renomado. brilhante. e onze Upayājas. e ahnyam. 10. também. com libações derramadas de suco Soma. devatārūpa. ou bebedores do suco Soma. em (seus) sacrifícios. ouçam o meu louvor. sobre a grama sagrada. como tu ouviste aquelas de Priyamedha. Agni. Invocado por oblações.4 Varga 31. Atri e Aṅgiras são sempre enumerados entre os Prajāpatis. onze Anuyājas. como o pai de Ilā. este é o suco Soma. hoje.

para ser o portador de suas oferendas. invocado com o óleo sagrado. 3. te apressar para o banquete. grande em ato. Aqui está o Soma. Agni.7 que amas música. os trinta e três. a hoste do céu. ó Agni. ó Agni. ó senhor dos cavalos vermelhos. Bom. 10. pelos quais os filhos de Kaṇva te chamam em seu auxílio. 6. e aos Ādityas. Os deuses sábios. Esses elogios. Os filhos de Priyamedha peritos em louvor sublime pediram ajuda A Agni que com chama fulgurante é o Soberano de todos os ritos sagrados. compare especialmente 10. Virūpa. 7. 3. Os cantores têm estabelecido em seus ritos como o Arauto e Sacerdote Ministrante. Ó Jātavedas. Aṅgiras. 2. 5. o mais amplamente famoso. rápido para ouvir.163 Índice ◄►Hino 46 (Wilson) ____________________ Hino 45. os Rudras. amado por muitos. o progenitor dos Deuses assim como dos homens. ouve ao chamado de Praskaṇva. Adora os Vasus. aos Vasus. o melhor para encontrar riqueza. procria as hostes divinas’. Agni! aqui. generoso. Sacrifica aqui. Os cantores com Soma espremido te fizeram. ADHYĀYA 3. AṢṬAKA I.6 que conhecem ritos auspiciosos. 1. aos Rudras. Traze com invocações conjuntas. 5 Três classes de deuses que compõem quase todo o número dos trinta e três deuses citados na próxima estrofe. em suas casas Os homens chamam a ti cujo cabelo é chama.11 assim ouve a invocação de Praskaṇva.8 coloca aqui hoje sobre a grama sagrada os Deuses Que vêm de manhã cedo. Manu aparece aqui como o Prajāpati. 6 . para beber o suco Soma. 10 Em relação aos deuses aqui considerados como descendentes de Manu. Senhor dos Corcéis Vermelhos. ó senhor de leis respeitadas. Agni (Griffith) 1. Agni. VARGA 31–32. ‘aceso através de agitação a uma chama’.9 Índice ◄►Hino 46 (Griffith) ____________________ Hino 45. Ouve. bebam esse que foi espremido antes de ontem. Grande luz para o adorador mortal. Como Priyamedha antigamente foi ouvido. A ti. Atri. ó Jātavedas. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. a hoste celestial. ó Agni. à descendência de Manu10 que asperge Ghṛta. Como tu tens ouvido Priyamedha e Atri. os deuses que compreendem dão ouvidos ao adorador. 4. Ó Agni. 7 Agni. como tu ouviste Virūpa e Aṅgiras. 9. tu que amas nossos louvores. os Ādityas. Deuses generosos.5 todos os Que surgem de Manu. cujos cavalos são chamas de fogo. 9 Preparado dois dias antes para que o suco pudesse fermentar antes de ser usado. que derramam suas bênçãos. quando eles trazem a oferenda sagrada. Filho da Força. doador generoso de recompensas. à hoste (divina) que recebe bons sacrifícios.53. tu de fama muito extraordinária. 2. 8 Feito ou gerado por fricção forte. Agni. tu. estão prontos para ouvir os adoradores: traze-os para cá. HINO 45.6: ‘torna-te Manu. traze aqueles Trinta e Três Deuses. 8.

que foi mantido durante a noite. Ó Agni. Aṅgiras já foi mencionado. 9.1. 11 . Ó Mahikerus. como seu Hotṛ. para transportar o alimento sacrifical. o de cabelos radiantes. Agni com seu esplendor brilhante. querido por muitos. 6. O sábio que espremeu Soma te fez te apressar para cá para o banquete (que é oferecido aos deuses). em nome do adorador mortal. Possivelmente ele é derivado da raiz kar. bom (Agni). no esforço pelo dia. e traze a hoste divina. Ó tu. ó Agni. os videntes de muitos hinos do Ṛgveda. Veja 1. a hoste divina. ‘louvar’: ‘os Priyamedhas com hinos poderosos’. Bebam (o Soma).164 4. 5. ó deuses que dão chuva. para quem oblações de Ghṛta são derramadas. 10. que eu traduzi como um nome próprio. Ó feito da força. trazendo grande luz e alimento sacrifical. Os sacerdotes têm te estabelecido. 8. o maior adquirente de riqueza. 12 Mahikeravah. ouve esses louvores com os quais os filhos de Kaṇva te invocam para sua proteção.6. sentar-se aqui hoje em nossa grama sacrifical. cuja glória é a mais brilhante. Índice ◄►Hino 58 (Oldenberg) ____________________ Priyamedha. Sacrifica. bom (Agni). ó Vasu. com invocações conjuntas. com ouvidos atentos. Esse é o Soma. Atri e Virūpa são Ṛṣis famosos. pode ser um adjetivo pertencente a Priyamedhāh. o mais amplamente estendido. as pessoas nos clãs chamam a ti.12 os Priyamedhas têm invocado para a sua proteção o senhor do culto. o ministrante. faze os deuses que vêm de manhã. ó Agni. ó Agni. para beber o Soma. 7.

Aśvins. o sol (surgiu) como ouro. saciados com o gozo do suco Soma. 11. tendo dissipado a escuridão (da escassez). na opinião de alguns. onde vocês desejam colocar forma própria?’ Sāyaṇa a preenche. Varga 35. Literalmente. os Aśvins são o mesmo que o sol e a lua. como o comentador afirma. (perguntem isso aos Aśvins): (Como) os raios (do sol procedem) do céu? (Como) o amanhecer (surge) na região das águas? Onde vocês desejam manifestar seus próprios corpos?3 10. Aśvins. (em recompensa de) atos virtuosos. 8. Que são divinos. Nāsatyas. ela corre: ‘Raios do céu.2 7. e. 4. por meio da sua proteção irrepreensível. 3. de aparência agradável. dissipa a escuridão do céu. o fogo brilhou com chamas escurecidas. A amada Uṣas. e. Kaṇvas. seus louvores são proclamados (por nós). e que vocês fiquem satisfeitos com as oblações oferecidas à noite. seu carro. concedam-nos aquele alimento revigorante que nos satisfaça.165 Hino 46. O adorador reconhece toda bênção que ele recebe dos Aśvins. venham para cá. o que anima suas mentes. Índice ◄►Hino 47 (Wilson) ____________________ 1 Sindhumātarā. Aśvins circundantes. eu louvo grandemente a vocês. Sem alguma adição desse tipo. o esplendor do corpo luminoso se tornou visível. atrelem. guias. . consequentemente. acima no céu glorioso. e (aceitem) a nossa adoração. 12. É dito que o sol e a lua. os deuses são os Aśvins. o que nutre. as gotas (do suco Soma) são espremidas para o seu culto. 2 O original tem apenas ‘dissipem a escuridão’. 5. mais vasto que o céu. seria impossível extrair algum significado de tal passagem. são nascidos do oceano. para nos levar sobre um oceano de preces. 2. Um caminho apropriado foi feito para o sol ir além do limite (da noite). até agora não vista. o protetor e observador do rito (solene). Visto que sua carruagem segue. como um navio. sua carruagem (espera na terra). Aśvins. O comentador explica que a escuridão significa aquela da pobreza. (Aśvins). coabitantes com seu adorador. Aśvins (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi. Varga 33. 9. compartilhem do suco Soma entusiasmante. nasceram do oceano. como antes. Kaṇvas. causa de residência no lugar dos rios. 1. Houve luz para iluminar o alvorecer. Que Uṣas siga o brilho da sua aproximação.1 dispostos dispensadores de prosperidade. Causadores de felicidade. 6. Seu navio. o sol. Venham. 15. Aśvins. aceitando os nossos louvores. para beber do suco Soma. a métrica é Gāyatrī. 13. Varga 34. como com Manus. 14. e concessores de residências. filhos do oceano. (puxada) por seus corcéis. nutre (os deuses) com a nossa oblação. que vocês dois bebam (a libação) e nos concedam felicidade. 3 Essa estrofe inteira é muito elíptica e obscura. (o evaporador) das águas. para na costa.

Nos leve através da escuridão. 190. Aśvins (Griffith) 1.6 Senhor da Casa. Filhos do Oceano. O cantor do louvor deles espera qualquer graça que os Aśvins concedam.12 venham. a atmosfera. ó Dois Aśvins. Veja 10.59. concedam proteção. [Muir diz que nesse verso ela é chamada de ‘a amada do Céu’ (priyā Divaḥ). uma força que. e o céu e o lugar dos rios parecem aqui ser paralelismos. 6. 5.2. Ó residentes com Vivasvān. 8 Aritram. ó Par Aśvin. 7. querida Filha do Céu. a qual Wilson seguiu. pensando em nossas palavras: Bebam corajosamente do suco Soma. Entrem no navio desses nossos hinos para trazê-los para a margem de cá Ó Aśvins. Seus corcéis gigantes se apressam pela região toda em chamas. um veículo na forma de um barco. 3. pág. A conexão de Agni com a água é aludida frequentemente. com o hino. 13. o vigilante. Agora a Manhã4 resplandece com sua primeira luz. Quando seu carro voa com cavalos alados. eu exalto o seu louvor. 14. e a terra é a margem de cá. atrelem o carro. 9 As gotas. amante do oceano. a riqueza está no lugar das águas. Kaṇvas.17. Uṣas ou Aurora. 9. o suco Soma foi preparado para uma libação para vocês.5 poderosos para salvar descobridores de riquezas.] 5 Prole do oceano celestial. na margem do oceano sua carruagem espera Gotas. e dos Aśvins. 12 Vivasvān: o ‘Brilhante’. V. e agora a sua carruagem chegou à terra e ao lugar onde. 11. e a riqueza ou tesouro.166 Hino 46. um nome do céu da manhã personificado. 15. Onde vocês manifestarão sua forma?9 10. junto com esse hino. 6 Evidentemente Agni e não o Sol. Manu. ambos os pares de expressões significando a mesma coisa. e ele é chamado muitas vezes de Senhor e Guardião da casa ou família. Que salvam quando o Soma os alegra. ou libação de Soma. Bebam das nossas libações. como para Manu antigamente.11 12. Compare: ‘Os outros fogos são de fato teus ramos’ (1. generoso. com luz contínua. 11 O sacrifício é o caminho que leva os Deuses do céu à terra. a Alvorada segue o brilho do seu caminho: Aprovem com raios os nossos ritos solenes. A paráfrase de Sāyaṇa.1). 2. e o caminho através do céu é feito visível pelo fogo sacrifical ou pela luz do dia. 4. Aśvins. as gotas estão no céu. Altamente.7 8. nota 307. 7 O poeta parece convidar os Aśvins a atrelarem sua carruagem para parte da jornada e para irem encontrar esse hino que os levará como em um navio pelo céu. Nāsatyas. personificada como uma Deusa. A luz veio para iluminar o ramo. 10 O ramo é provavelmente o fogo sacrifical. O ar ou atmosfera é o oceano entre o céu e a terra. Levem em consideração os nossos hinos. Concedam a nós. ó Deuses com pensamento profundo que descobrem riqueza. estão preparadas. parece forçada e não natural.10 o Sol apareceu como se fosse ouro: E com sua língua iluminou o escuro. Original Sanskrit Texts. Chefes! com oblações os alimenta totalmente. Ó Aśvins circundantes. Vocês já têm o barco de nossas canções para levá-los pelo céu. O caminho do sacrifício foi feito para viajar para o objetivo mais distante: O caminho do céu se manifestou. O epíteto ‘escuro’ pode se referir ao obscurecimento do fogo pela luz do sol ou pela fumaça. 4 . auspiciosos. É dito que a oblação já chegou ao céu onde os Aśvins a receberão. Venham para o Soma e ao nosso louvor. diz Sāyaṇa. Ele é considerado o pai de Yama. Ele. O vasto navio8 do céu é seu.

Venham. O comentador propõe aqui uma interpretação um pouco diferente. a métrica dos versos ímpares. é a explicação que nós tivemos antes. Bṛhatī. Belos Aśvins. e apresentaria os termos desse modo: ‘tendo três ligamentos ondulantes de madeira. fartura para Sudās. Varga 2. pág. e passando. bebam o suco Soma. 10. concedendo alimento ao doador virtuoso e generoso (da oferenda). Satobṛhatī. Com auxílios desejados. Nós chamamos. a graça do sacrifício. vocês que têm aspectos agradáveis. os tragam. hoje. orvalhem o sacrifício com o suco doce. o filho de Pijavana. 3. 2. os muito afluentes Aśvins. Os ilustres Kaṇvas. apreciadores de atos virtuosos. 8. dos pares. Bebam-no de expressão de ontem. Aśvins. em seu carro bem construído. isto é. o filho de Divodāsa (Idem. na lunar. 2 Sudās é chamado de um Rājā.2 assim tragam para nós as riquezas que muitos cobiçam. venham até nós. ou perto. e o outro. e triangular. em seu carro. ou semelhante a ele em brilho. os deuses são os Aśvins. pelos três mundos’. 348). envolvida ou coberta pelo sol. 9. aproximemse. vocês residam longe. encorajadores de sacrifício. como aqueles com os quais vocês protegeram Kaṇva. 1. para estarem presentes em nosso rito. Aśvins oniscientes. e concedam riquezas para o doador.3 na qual vocês sempre têm levado riqueza para o doador (da oferenda). encorajadores de sacrifício. Continuação do Anuvāka 9. sem obstrução. 4. ou do firmamento ou do céu além. para estarem presentes. pág. Índice ◄►Hino 48 (Wilson) ____________________ 1 Com um carro com três postes. do dador da oferenda. como vocês trouxeram. Venham. Guias (dos homens). Nāsatyas. para a nossa proteção.1 Os Kaṇvas repetem seu louvor no sacrifício. com libações derramadas. . colocados na grama sagrada empilhada três vezes. Que seus corcéis. Índice ◄►Hino 47 (Griffith) ____________________ Hino 47.167 Com auxílios que ninguém possa interromper. nos protejam. com sua carruagem vestida de sol. 3 Literalmente: de pele de sol. Vocês nunca beberam o suco Soma na residência preferida dos Kaṇvas? Varga 1. para beber o doce suco Soma. com os raios do sol. triangular. Nāsatyas. sentem-se na grama sagrada. com seu carro de três colunas. Sūkta IV) O Ṛṣi é Praskaṇva. Ouçam com benevolência a invocação deles. Nós temos dois príncipes de nome Sudāsa nos Purāṇas. Aśvins (Wilson) (Quarto Adhyāya. e são portadores de riquezas. esse suco Soma muitíssimo doce está preparado para vocês. com hinos cantados e recitados. 7. um na linha solar (Viṣṇu Purāṇa. os chamam. encorajadores de sacrifícios. portadores de riquezas. 299 [da versão em português]. Aśvins. 6. 5. bebam esse suco Soma muitíssimo doce. Aśvins.

ó de atos prodigiosos. 6. ó Aśvins. Os filhos de Kaṇva. sobre a grama sagrada.5-25. ó Senhores do Esplendor. esforçando-se em direção ao céu. para vocês que fortalecem a Lei esse mais doce Soma foi derramado. ó Aśvins. onde vocês sempre trazem riquezas para o adorador. Aśvins oniscientes. que seus corcéis. Chefes. venham junto com os raios de sol. ouçam benevolentemente o seu chamado. de acordo com Sāyaṇa. Aśvins. 4. Nāsatyas. bebam o suco Soma. Bebam esse espremido ontem e deem riqueza a quem o oferece. Trazidos em seu carro cheio de riquezas venham hoje até aquele que oferece. trazido em seu carro cheio de tesouros. os tragam para as nossas libações aqui.6 venham até nós. vocês que fortalecem a Lei.168 Hino 47. mencionado frequentemente no Ṛgveda.3. Com elogios7 e cânticos de louvor nós os chamamos até nós. Concedendo alimento a ele que age e oferece corretamente. Veja 1. 3. Então. trazidos em seu carro que roda ligeiramente. Ó Poderosos. respondendo. Ó Aśvins. sobre seu carro triplo de três assentos. sentem-se. 9. ornamentos de sacrifício.3. 10. 7 Ukthébhiḥ. 5.5 se vocês estão longe ou perto de Turvaśa.18. 6 A tribo ou família que recebeu o nome do chefe assim chamado. 5 . de bela forma. é cantada pelos sacerdotes Sāma. Pois vocês sempre têm bebido o suco Soma na casa bemamada dos Kaṇvas. para vocês no sacrifício os Kaṇvas enviam a oração. ó Nāsatyas. para beber o agradável suco de Soma. seja do céu ou do mar. então agora nos concedam a riqueza que muitos anseiam. Aśvins (Griffith) 1. ao que no Brāhmaṇa é chamado de Śastram (a ser recitado pelo Hotar). enquanto a canção Stoma (stotram).36. possam nos socorrer. em seu carro enfeitado com um dossel brilhante como o sol. com aquelas ajudas com as quais vocês protegeram Kaṇva cuidadosamente. para que eles. na grama empilhada três vezes borrifem com o suco doce o sacrifício. bebam esse suco Soma doce. 7.18. Mantenham-nos. Venham. Veja 1. Ó Aśvins. Índice ◄►Hino 48 (Griffith) ____________________ 4 Veja 7. os chamam com doses de suco Soma derramadas. Venham. Aśvins. os mais ricos. vocês deram a Sudās4 alimento abundante. 8. ó reforçadores da santa lei. 2.

7. Difusora de luz. e tu mesma concede a nós alimento excelente e revigorante. ‘com muitos raios de luz’ é o que é pretendido pelas muitas carruagens da alvorada. Essa Uṣas auspiciosa tem atrelado (seus veículos) de longe. Brilha em volta. possuidora de riqueza extraordinária. a quem os sábios antigos invocavam por proteção e por alimento. filha do céu. o comentador preenche. nos conceda riquezas desejáveis. e manda clientes (para seus patronos). te louvam.4 8. 9. manda-nos a afluência da riqueza. não conhece atraso. amanhece sobre nós com abundância (de gado). tu (radiante) com luz pura. 5. A divina Uṣas residiu (no céu. Uṣas. com cem carruagens. Ela anima os diligentes. Aurora (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi é o mesmo. a excitadora de carruagens que são atreladas por causa da chegada dela. 1 (as divindades da manhã) são possuidoras do tanto que é necessário para as habitações (dos homens). aceita os nossos louvores. diariamente. repletas de vacas. desse modo. 6. sem um substantivo. Rosen completa com ‘horas matutinas’. 4 Talvez. muita felicidade. trazendo-nos. nutrindo (a todos). diz Sāyaṇa. portadora de alimento. solicitadores. junto com gado e cavalos. . Todos os seres vivos a adoram. derramadora de orvalhos. mas o Hino é endereçado a Uṣas. todos os deuses. 1. de muitos tipos. 11. Uṣas. Uṣas.169 Hino 48. aceita o alimento (sacrifical) o qual. o alento e vida de todas (as criaturas) repousam em ti. a afluente filha do céu afugenta os malevolentes. existe entre a raça humana. com ‘as divindades do amanhecer’. fala-me palavras gentis. 2 O texto é: ‘como aqueles desejosos de riqueza para o oceano’. ela ilumina o mundo. Que ela apareça hoje. e ela acorda os pássaros. portadora do que é bom. Dos mais sábios desses homens Kaṇva proclama a fama.2 4. e dissipando a escuridão. Adorável Uṣas. tu apareceste. traze. e facilmente obteníveis. como aqueles que estão desejosos de riqueza (mandam navios) para o oceano. todos. que. e ela vem gloriosamente sobre o homem. com esplendor que anima. o comentário completa com ‘mandam navios’. 12. Visto que. 13. a diretora (dos deveres domésticos). e. Repletas de cavalos. para beberem o suco Soma. portanto. ouve a nossa invocação. a métrica é a mesma que no anterior. cujos raios brilhantes auspiciosos são visíveis por toda parte. concessoras de todo tipo de fartura. 1 Esses três epítetos estão. a alvorada personificada. 10. difusora de luz. acima do nascer do sol. vem até nós. 3 Ela solta questionadores. 3 e. Uṣas. como uma mãe de família. Varga 4. 2. no feminino plural. quando tu chegas os homens sábios dirigem suas mentes para atos de caridade. todos os dias. Que aquela Uṣas. deusa bondosa. Varga 3. pois eles. agradáveis. amanhece sobre nós com alimento abundante. como se fossem muitas. Concessora de alimento. 14. vem. (À chegada dela) todo bípede se agita. oferecendo oblação. Uṣas. traze para a cerimônia os piedosos. vão para as casas daqueles que são seus respectivos benfeitores. ou Aurora. à tua ascensão as aves que se elevam nos ares não mais suspendem (seu voo). e dispersa os que absorvem (a umidade). Uṣas. tendo se levantado de manhã cedo. 3. do firmamento. Varga 5. que ela seja visível. com teu carro amplo. (satisfeita) por nossas oferendas. amanhece sobre nós com riquezas. antigamente). levando todas (as criaturas) transientes à decadência. Uṣas.

o nosso chamado. 9.7 4. As Auroras dos dias anteriores. tu de riqueza maravilhosa. Índice ◄►Hino 49 (Wilson) ____________________ Hino 48. e. e radiante em nossos ritos solenes. Uṣas. despertando toda vida. aqueles que como sacerdotes cantam louvores a ti. canta alto as glórias dos nomes dos heróis – dos príncipes8 que. Ó Uṣas. a Deusa. obtém tu mesma a força que entre os homens é extraordinária. Trazida em teu carro sublime. todos os deuses. amanhece com riquezas. ela agita todas as criaturas que têm pés. Adorável Uṣas. 7. Generosa. ó Uṣas. 10. após tua manifestação os pássaros que voaram não mais descansam. gado e alimento. Aurora (Griffith) 1. 3. além do nascer do Sol. 7 A aproximação da Aurora coloca carros ou carroças em movimento do mesmo modo como ela faz navios ou barcos que estavam ancorados durante a noite se moverem para o mar aberto. chefe da linhagem de Kaṇva. associa-nos com riqueza grande e multiforme. 16. trazendo para nós grande abundância de felicidade excelente. ó Uṣas. dadora de sustento.6 trazendo cavalos e vacas. dá-nos. cada um para a sua atividade.170 15. 8 Os príncipes são os ricos patrocinadores ou instituidores de sacrifício. Deusa. a opulenta.5 concede-nos uma habitação espaçosa e segura. Amanhece sobre nós com prosperidade. 2. Elas. Senhora da Luz. concessoras das bênçãos de toda riqueza. ó Senhora da Luz. Filha do Céu. Aqui Kaṇva. Essa Aurora atrelou seus corcéis à distância. têm frequentemente se apressado para nos iluminar. Ela envia os ocupados. conforme tu te aproximas. e agora amanhecerá. ouve. ó Uṣas. conforme ela se aproxima. Brilha sobre nós com tua luz radiante. ela não conhece atraso enquanto ela emerge. e faz voar as aves do ar. dirigem seus pensamentos para doações generosas. Aurora auspiciosa. 8. Uṣas. 5. que arcam com todos os gastos e remuneram os sacerdotes. conduzida em cem carruagens ela. Traze. Amanhece com grande glória. Excelente. e. desperta para mim os sons da alegria. Ó Uṣas. 5 Os pontos leste e oeste do horizonte. Como uma boa mãe de família Uṣas vem cuidando de tudo atentamente. 6 . Excelente! tu apareces à vista. abriste os dois portões do céu com luz. ela faz a luz. e com gado abundante. Para encontrar seu olhar todas as criaturas vivas se curvam. hoje. desse modo. Traze do firmamento. os quais. Porque em ti se encontra o alento e vida de todo ser vivo. os piedosos para os ritos sagrados. ó Uṣas. 11. 12. quando. Uṣas amanheceu. têm fixado seu pensamento nela. manda-nos as riquezas dos grandes. Filha do Céu. sendo o que és. avança em seu caminho até os Homens. para que eles possam beber o nosso suco Soma. Ó rica em opulência. com toda fama que confunde inimigos. com alimento. força digna de elogio e poder de herói. como os buscadores de glória no oceano. visto que tu. deusa. brilha inimigos e inimizades para longe. a Filha do Céu. nos concede vacas e cavalos. 6. que leva carros adiante.

o esplendor que subjuga todos. tal como tu és. de forma bela. até o devoto oferecedor da libação. dissipando a escuridão. como tu com luz abriste hoje as portas gêmeas do céu. vem. a revigorante comida copiosa. a métrica é Anuṣṭubh. a força. O carro no qual tu sobes. Que Uṣas. por caminhos auspiciosos. 15. Uṣas. Poderosa. Uṣas. Aurora (Griffith) 1. as nuvens vermelho-escuras que acompanham o amanhecer. iluminas o universo brilhante com teus raios. Uṣas. surgindo com teus raios de luz. 4. ó Uṣas. e as aves aladas voam em bando por toda parte. Tu. 1 2 . 2. desde os limites do céu. Uṣas. ajuda os homens de fama nobre hoje. O comentador explica aruṇápsavaḥ como as vacas púrpuras. 1. te louvam com seus hinos. a quem os Ṛṣis dos tempos antigos invocavam para sua proteção e sua ajuda. tu rica em despojos e riqueza. a partir da tua chegada bípedes e quadrúpedes (estão em movimento). Uṣas.171 13. desejosos de riqueza. como tu és. ó Uṣas leve para se mover – Com ele. ó Filha do Céu. quando teus momentos retornam. com generosidade e com luz brilhante. 16. belas em forma. 3. Que corcéis vermelhos2 te levem para a casa daquele que derrama o suco Soma. dá-nos alimento com vacas. enviada de toda forma. os veículos da manhã. os Kaṇvas. os Kaṇvas. Uṣas brilhante. Uṣas. Uṣas de cor branca. Índice ◄►Hino 50 (Griffith) ____________________ Conforme o Nighaṇṭu. vem. cujos raios auspiciosos são vistos resplandecentes em volta. Índice ◄►Hino 50 (Wilson) ____________________ Hino 49. de além da brilhante (região do) firmamento. Traze-nos a riqueza abundante. 4. 2. iluminas todo o reino radiante. Índice ◄►Hino 49 (Griffith) ____________________ Hino 49. que as (vacas) púrpuras1 te levem para a residência do oferecedor do suco Soma. Tu. de todas as coisas boas. Aurora (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e divindade são os mesmos. responde com benevolência aos nossos cânticos de louvor. Varga 6. Justamente de cima do reino brilhante do céu vem. Poderosa. a riqueza que o trabalho fácil possa obter. os veículos da manhã. Ó Deusa. e em volta as aves aladas voam em bandos de todos os limites do céu. vacas púrpuras. isto é. têm chamado com canções sagradas. assim nos concede uma morada ampla e livre de inimigos. filha do céu. 14. A ti. hoje. na ampla e bela carruagem na qual tu viajas. desejosos de riqueza. por caminhos auspiciosos. nos conceda grandes riquezas. 3. todos os quadrúpedes e bípedes se agitam.

que. As primeiras nove estrofes estão na métrica Gāyatrī. Consequentemente. Sūrya (Wilson) (Sūkta VII) Praskaṇva é. o que purifica e defende do mal. Observando a luz surgindo acima da escuridão. o curou de uma enfermidade cutânea. pois eles. louvado com hinos desse modo por Praskaṇva. que é visto por todos os que desejam a emancipação final. e a aproximação do sol significa reunião com o espírito supremo. 10. na época 1 . 3 Jyotiṣkṛt. Tu atravessas o vasto espaço etéreo. 2. chegam a Svarga. 6 Aqui. as constelações 1 partem. É dito que Sūrya. Seus raios iluminadores observam os homens em sucessão. 5. entre os deuses. 9. e subindo para o mais alto céu. teus sete corcéis5 conduzem a ti. 2 Sāyaṇa diz que. e que torna tudo luminoso por meio da luz da mente. de cabelo brilhante. os Maruts. os quais. identificando o sol com o espírito supremo. na Anuṣṭubh. nós nos aproximamos do Sol divino. 5 Os quais podem também significar os sete raios. Aquelas constelações são os corpos luminosos daqueles que praticam atos religiosos. 3. em teu carro. ultrapassaste a todos em velocidade. por icterícia ou em moléstias biliares. Radiante com luz benevolente. que permite que todos os seres atravessem o oceano da existência. e o meio de obter felicidade atual e libertação final. são assim designados. da qual ele estava sofrendo. por se dedicarem a deveres religiosos nesse mundo. são vistos na forma de constelações. Sūrya divino e difusor de luz. o Ṛṣi. o sol se move 2. O Sol uniu as sete éguas que puxam sua carruagem com segurança. novamente. são refletidos para o interior. de acordo com diferentes textos. 202 yojanas na metade de um piscar de olhos. Varga 7. 4. erguendo-te hoje. aqueles que. significa o pecado. a repetição dos quais. ainda. que é o criador da verdade ou luz espiritual. olhas para esse mundo portador de criaturas. da qual os raios do sol são refletidos. A escuridão. se encontram em uma substância aquosa. é a mudança externa da cor da pele. são considerados como as residências dos deuses. Esse verso e os dois seguintes constituem um tṛca ou grupo de três versos. Sūrya. é considerada como curativa de doenças. caindo sobre um espelho colocado na entrada de um aposento. O culto especial do sol. cor verde ou amarela. e dão luz a ele. isto é. e contemplando tudo o que tem nascimento. remove a enfermidade do meu coração. 1. dedicado ao sol. de modo semelhante como os raios do sol. Os sete cavalos são os dias da semana: os sete raios podem expressar o mesmo. tu és a fonte de luz. o deus é Sūrya. de acordo com Sāya ṇa. com as devidas formalidades. as últimas quatro. de acordo com o Smṛti. Varga 8. Tu te ergues na presença dos Maruts. harimānam. ou os asterismos lunares. ó Sol. a luz excelente. como fogos ardentes.3 tu brilhas por toda parte no firmamento inteiro. Śaunaka chama o par de versos de mantra. 8. como ladrões. na Índia. as estrelas em geral. Com aquela luz com a qual tu. até para a lua e os planetas. que cura doenças. 7 Hṛdroga pode também significar azia ou indigestão. 4 O texto tem ‘diante dos homens ou povos dos deuses’. é dito. 6.2 tu és visível para todos.4 tu te ergues na presença da humanidade. 7. Seus corcéis mantêm no alto o divino Sol onisciente.172 Hino 50. que remove pecados. Tu. isto é. de modo que ele pode ser visto por todos (os mundos). nós podemos ter uma alusão a um sol espiritual. Sāya ṇa também explica a passagem inteira metafisicamente. é dito. em outro texto vêdico. com a noite. o sol. e de modo a ser visto na presença de toda a (região) do céu.6 11. ou as formas visíveis das pessoas virtuosas depois da morte. um antídoto para veneno.7 Nakṣatrā. e a cor amarela (do meu corpo). dando luz para todas as coisas. ou lepra. e vem com elas autoatreladas. medindo dias e noites. à noite. (À aproximação) do Sol que ilumina tudo.

o filho de Kṛṣṇa. de data antiga. do começo ao fim. vendo todas as coisas que têm nascimento. Ou vamos transferir essa minha amarelidão para as árvores Haritāla. Sūrya remove a doença do meu coração. Sete Cavalos Baios13 atrelados ao teu carro te conduzem. têm brilhado de longe através das muitas casas dos homens”. 4. como Sāyaṇa ressalta. Surgindo nesse dia. criador da luz. 7.14 com essas. como intimamente conectados com ela. ou para a (árvore) Haritāla. subindo ao céu mais elevado. Para papagaios e estorninhos vamos dar o meu tom amarelado. Sua própria equipe estimada. são chamados de filhas da carruagem. Tu vais até as hostes de deuses. O número sete faz referência aos sete dias da semana. 10 [Essa primeira frase Macdonell lê: “Seus feixes de luz. para os estorninhos.173 12. 12. junto com seus raios de luz. – Hymns from the Rigveda. haritāladruma.15 das primeiras incursões dos muçulmanos. Diante do Sol que tudo vê. e aplicada a Sūrya. Atravessando o céu e o extenso ar.] 11 [A última frase por Macdonell: ‘para todos. Sūrya atrelou as Sete puras brilhantes. e era então. as filhas do carro. 3.] 12 Varuṇa: a palavra é. Seus raios precursores são vistos de longe refulgentes sobre o mundo dos homens. 9 O inimigo aqui indicado é a enfermidade ou doença. tu vens até aqui para a humanidade. Iluminando todo o reino radiante. de lepra. sem dúvida. 8 Assim o comentador interpreta o hāridrava do texto. hāridrava. ó rico em amigos. Sūrya. Seus raios brilhantes o mantêm no alto. de modo que todos possam olhar para ele. de um caráter antigo.9 Índice ◄►Hino 51 (Wilson) ____________________ Hino 50. um pó vegetal amarelo. aqui aludidos. o Deus que conhece tudo o que vive. tu medes nossos dias com teus raios. é narrado integramente pelo Sr. 5. 11.8 13. . em seu interessante Mémoire sur l’Inde. destruindo o meu adversário. Deus entre os Deuses. Esse Āditya ergueu-se. usada aqui como uma designação (aquele que envolve). a luz que é a mais excelente. 2. Sūrya. pois eu sou incapaz de resistir ao meu inimigo. seus raios. ó tu que enxergas longe. com todo (o seu) poder. Sāyaṇa a explica como ‘aquele que afasta o mal’.10 Como chamas de fogo que queimam e resplandecem. 10. Sūrya (Griffith) 1. Deus. 8. ó Sūrya. com o cabelo radiante. 9. Reinaud. tira de mim essa minha cor amarela. Rápido e todo belo és tu. Haritāla mais comumente significa pigmento amarelo. de modo que eles possam ver a luz celestial’. como ladrões. Vamos transferir a cor amarela (do meu corpo) para os papagaios. 13 [Éguas baias – Macdonell.] 14 Os sete cavalos que puxam seu carro. As constelações vão embora.11 6. ele segue adiante. Contemplando a luz mais elevada acima da escuridão nós nos aproximamos De Sūrya. O hino é. Aqui toda a luz para ser contemplada.12 Sobre a atarefada raça de homens. Com aquele mesmo olho teu com o qual tu olhas o brilhante Varuṇa. e os quais. Mas não existe uma árvore assim chamada. originando-se com as noções primitivas dos atributos de Sūrya. Sol. que atribuía àquele corpo luminoso a cura de Sāmba.

Dando o meu inimigo na minha mão. Índice ◄►Hino 51 (Griffith) ____________________ 15 [Veja a nota 8. Para papagaios e estorninhos: similarmente.). uma das muitas variedades dos estornídeos ou família dos estorninhos.N. as pessoas com icterícia eram chamadas de ‘icterici’. de acordo com Plínio (H. entre os romanos. A amarelidão mencionada nesse verso é provavelmente a cor da pele na icterícia. xxx. por causa da noção fantasiosa de que a doença era curada por olhar para o icterus.174 13. Com todo o seu vigor conquistador esse Āditya ergueu-se no alto. não me deixes ser vítima do meu inimigo.] A palavra hāridrava é explicada no Petersburg Lexicon como certa ave amarela. Dizia-se que o pássaro morria em lugar do paciente. . II.

nas (pelejas) destruidoras de ladrões. alimento e prosperidade. 9 quando tu tinhas matado Vṛtra. Indra (Wilson) (Anuvāka 10. de Maharṣi. por causa do gozo de prosperidade. no comentário. quando todos os deuses o tinham abandonado. Ṛjiśvan. para o benefício da humanidade. 1 o filho de Aṅgiras. Ou meṣa pode ser traduzido como ‘vitorioso sobre inimigos’. Indra. Adorem o poderoso e sábio Indra. 6 O termo é gotra. por quem Indra foi ajudado e encorajado. com louvores. o tesouro do malévolo. ou um rebanho de gado. o realizador de cem atos religiosos. 4 Indra. Os protetores e amparadores Ṛbhus. ou para o benefício.2 (Indra). sobre o grande Arbuda. como os raios de luz.4 imbuído de vigor. que é Ahi. de movimento gracioso. à recuperação das vacas roubadas por Paṇi. fama. um Asura. portanto ele era chamado de Ahi. 6. 5. Tu abriste a nuvem6 para os Aṅgirasas. Bhagavan. e. e defendeste bem Ṛjiśvan. Gotrabhid. alguém que descende de Danu. é dito. 11 De acordo com os Kaushítakís. 8 Vimada é chamado. de um adorador a quem eles oprimiam. o resto. desprezando Agni. Dānumat é explicado variadamente. o destruidor. como aplicado ao gado. Tu defendeste Kutsa. um Dāvana. os últimos disseram arrogantemente: ‘Não vamos oferecer sacrifício para ninguém’. para Vimada. referindo-se a uma lenda na qual é narrado que Indra chegou.12 Varga 10. dos descendentes de Aṅgiras. sê valente’. 2. que é alegrado por hinos. tu retiveste. em linguagem comum. a um sacrifício solenizado por Medhātithi. que atormenta seus adversários por cem portas. dar. o que humilha seus inimigos. 1 .5 3. Ahi parece ser a personificação de todos os benefícios deriváveis de sacrifício. sob o nome de Savya.13 É dito que Aṅgiras. – ladrões ou bárbaros. ou sóis. ou. tu destruíste as cidades de Pipru.11 benigno para os homens. e é um oceano de riqueza. para obter um filho que se parecesse com Indra. o matador.7 tu tens concedido riqueza. 12 Pipru é chamado de Asura. 10 Vṛtra. 5 Eles exclamaram: ‘Golpeia. um inimigo. os Asuras.175 Hino 51. em lutas fatais com Śuṣṇa. e bebeu o suco Soma. que é adorado por muitos. conhecimento. 7 Por vários meios ou artifícios. na montanha. e iluminando o firmamento.10 tu tornaste o sol visível no céu. com teus pés. riqueza ‘adequado para generosidade’. fizeram as oblações às suas próprias bocas. isto é. 1. é um dos doze Ādityas. e os Vajasaneyis relatam que. humilhaste os enganadores que ofereciam oblações às suas próprias bocas. quebrador de montanha. Tu. o Hino é endereçado a Indra. com o raio. cujos bons atos se espalharam. 9 Parvate dānumad vasu. tendo realizado culto. tu mostraste o caminho para Atri. 2 Tyaṃ meṣaṃ. ele alude. hostil ou maligno. na Jagatī. dasyuhatyeshu. em batalhas que mataram os Dasyus. A partir de um texto citado do Yajur-Veda. os dois últimos versos estão na métrica Triṣṭubh. explicado como hantṛ. aquele carneiro. quando houve uma disputa entre os deuses e os Asuras. desde tempos remotos tu nasceste para a destruição dos opressores. com alimento. como Śakra. por isso. 3 É dito que os Ṛbhus aqui significam os Maruts. significa. ofereceram oblações para eles mesmos. tu destruíste Śambara.3 se apressaram para a presença de Indra. como alguém que faz uma injúria. como um nome de Indra. Em todo caso. explicado como uma nuvem. Animem. Sūkta I) O Ṛṣi é Savya. tu pisaste. o deus se tornou filho dele. ‘Na montanha’ significa a residência de Indra. o ato foi realizado por causa das preces. – yantras. de dānu. Tu abriste o receptáculo das águas. por teus estratagemas. e por eles palavras encorajadoras foram proferidas. Varga 9. ou ele pode ser um epíteto de vasu. em defesa de Atithigva. na forma de um carneiro. 4. visto que ele era o mesmo que tudo isso. 8 tu estás manejando teu raio em defesa de um adorador envolvido em combate.

que um Ṛṣi chamado Vamra tirou vantagem da ausência de Indra de um sacrifício. Cyavana se apropriou da parte da oblação destinada aos Aśvins. ele extrai as águas. Indra tem sido recorrido. obriga-os a se submeterem ao realizador de sacrifícios. 16 Śāryāta era um Rājarṣi – de acordo com o comentador – da linhagem de Bhṛgu. 11. enquanto louvando-o. Varga 11. humilhando os que negligenciam atos sagrados. 14 Os Árias. Śambara e Arbuda são designados como Asuras.176 7. puxado por corcéis que corcoveiam mais e mais obliquamente. e um sacrifício solene foi celebrado na ocasião. a tribo respeitável ou civilizada. levou consigo os (materiais de sacrifício) acumulados. repleto (de energia). para (compartilhar do) alimento sacrifical. O Aitareya Brāhmaṇa o chama de príncipe da linhagem de Manu. a filha de Vṛṣaṇaśva. e. que era o quarto filho do Manu Vaivasvata. 13. A Menā dos Purāṇas é uma das filhas dos Pitṛs. pelo que Indra ficou furioso. Em ti. Diferencia entre os Árias e aqueles que são Dasyus. em favor daqueles que estão presentes (com seu louvor). para levar embora a pilha de oferendas acumuladas. gado. O termo é um patronímico. louvando-te. Tu. é sabido.14 reprimindo aqueles que não realizam ritos religiosos. carruagens. em cerimônias que te deem satisfação. Desse modo tu obténs fama imperecível no céu. 15 10. a jovem Vṛcayā17 para o idoso Kakṣīvat. 8. 13 . Corta toda a bravura do inimigo. Indra. Tu deste. e oferecendo libações. em favor daqueles que os cumprem. 15 O texto aqui é obscuro: ‘Vamra destruiu as coleções’. O comentador cita essa história do Kauṣītaki Brāhmaṇa. Kutsa nós tivemos antes. ainda não subjugadas pelos seguidores dos Vedas. O comentador diz. Tu subiste em tua carruagem prontamente. Nenhuma notícia sobre ela é encontrada em outros lugares. como se depreende a partir desse e do verso seguinte. que é possuidor20 de cavalos. e a esposa de Himavat. sê tu. 17 É dito que Vṛcayā foi dada para Kakṣīvat na cerimônia de Rājasūrya. com Svadhā. da (nuvem) passageira. posteriormente. as tribos incivilizadas da Índia. enquanto os Dasyus são aqueles que não observam cerimônias religiosas. 19 É dito que os Pajras são os mesmos que os Aṅgirasas. em sua aflição. Quando Indra está satisfeito com hinos aceitáveis. e se espalhando pelo céu. Indra permanece. Louvor pelos Pajras19 é (tão estável) quanto a ombreira de uma porta. É dito que Atithigva significa o hospitaleiro. Amigo do homem. idoso ou adolescente. está presente. então teu poder apavoraria. foste Menā. no qual Indra e os Aśvins estavam presentes. ele sobe (em seu carro). Sukratu. como o nome de um Ṛṣi. O Ṛṣi Cyavana se casou com a filha dele. Śuṣṇa. por nós. te levem. e riqueza. que os corcéis atrelados pela vontade. e são hostis àqueles que as fazem. que o raio está depositado em tuas mãos. Assim como tu te deleitaste no que foi preparado (no sacrifício de) Śāryāta. feroz. Ela é detalhada no Bhāgavata e Padma Purāṇas. 9. uma nova oferenda foi preparada. para que ele possa ajudar os virtuosos. o rei das montanhas. para apaziguá-lo. (nos sacrifícios) de outros. e tem subjugado as extensas cidades de Śuṣṇa. 20 Ou isso pode ser traduzido como ‘que está desejoso de possuir’. – esperando tais doações do instituidor da cerimônia.16 Está satisfeito com elas. e de ter. Indra. que és poderoso. por sua intensidade. para beber as libações. são aqueles que praticam ritos religiosos. 18 O Brāhmaṇa é citado para uma história singular de o próprio Indra ter se tornado Menā. significando filho ou descendente de Śaryāti. o céu e a terra.18 Todas essas tuas proezas devem ser recitadas em teu culto. a tua vontade se deleita em beber o suco Soma. Indra. e a ser chamado também de Divodāsa. 14. com a velocidade da mente. o encorajador do sacrificador. como tu és satisfeito por meio dos sucos Soma vertidos. Se Uśanas aguçasse o teu vigor por meio do dele. Vamra. se apaixonado por ela. em uma torrente. e punindo aqueles que se afastam do culto dele. provavelmente. Indra. e como afirmado pelo comentador. mas não aparece se ele é o mesmo que o Divodāsa dos Purāṇas. sendo. o dador de riquezas. a medula ou essência da terra. a filha de Vṛṣaṇaśva. 12. Eu estou desejoso de louvar todas as tuas façanhas. os Āryas. todo o vigor está totalmente concentrado.

o mais generoso para o nosso bem.2. apressando-se em êxtase. Indra (Griffith) 1. Até o poderoso Arbuda tu esmagaste. como um estado no qual o guerreiro e o poeta fariam suas melhores realizações. o auto-resplandecente. com poderes celestiais aqueles que te invocavam de brincadeira. um demônio da seca. cercado em volta por força. 24 Uma antiga família sacerdotal.28 Tu. 4.29 e ajudaste Ṛjiśvan quando os Dasyus foram mortos. Como auxiliares os hábeis Ṛbhus ansiavam por Indra forte para salvar. o poderoso. se torna evidente. 3. ou qualquer outro idioma moderno. ‘Aqui novamente’. pois nós não temos uma palavra poética para expressar um estado elevado de excitação mental produzido por beber o suco intoxicante da Soma e outras plantas. te chamavam ou te ofereciam acima ou por sobre o ombro. Indra. Indra. que enche o ar.’ Nessa versão mada tem geralmente sido traduzida como êxtase. Índice ◄►Hino 52 (Wilson) ____________________ Hino 51. o possuidor de energia verdadeira. Quando tu tinhas matado com poder o dragão Vṛtra. diz o professor Max Müller. tu na montanha apreendeste o tesouro26 rico em dádivas. 25 Um Ṛṣi geralmente enumerado com os Aṅgirases entre os Prajāpatis ou progenitores dos homens. Aqui a referência é a um carneiro de combate. 30 Śuṣṇa. 27 De acordo com Sāyaṇa. Para Vimada tu tens concedido alimento e riqueza. digno de cânticos de louvor. 23 A nuvem escura que mantém as águas aprisionadas. é a personificação do calor excessivo antes das chuvas. Tu descobriste o estábulo das vacas23 para os Aṅgirases. Śambara e Arbuda são demônios similares da atmosfera. fazendo teu raio dançar na luta do sacrificador. livraste o Sol que tinha sido escondido por Vṛtra. por muitos heróis. 5. ou [veja a nota 2]. Essa adoração é oferecida ao derramador de chuva. Veja 1.1. Quando alegrados pelas doses de Soma. 28 Literalmente. as fortalezas dele são as nuvens que retêm a chuva. 29 Pipru é um dos demônios do ar. 2. para Atithigva deste Śambara como uma presa. tu. nesse conflito. Vimada também era um Ṛṣi dos tempos antigos. aparentemente uma antiga expressão proverbial aplicada àqueles que em vez de sacrificarem para os Deuses colocavam a oblação planejada em suas próprias bocas. 6.30 21 Aquele carneiro famoso.24 e abriste um caminho para Atri25 por cem portas. ou alegria selvagem. ‘a dificuldade em representar o pensamento vêdico em inglês. tu desde os tempos antigos nasceste para matar os Dasyus. 22 . entusiasmo.10. ‘o Secador’. Tu salvaste Kutsa quando Śuṣṇa foi derrotado. O alemão rausch é o mais próximo do sânscrito mada. mostrando a ele cem modos de escapar. Indra. como não indigno dos próprios deuses. Veja 1. o qual não tem algo oprobrioso misturado com ele. deleite. enquanto nos tempos antigos aquele estado de excitação era celebrado como uma bênção dos deuses. Que nós sejamos auxiliados.22 e sobre Śatakratu veio o grito alegrador que o incitou adiante para a vitória. e residamos em uma (habitação) próspera. de coração de herói. demoliste as fortalezas de Pipru. Cujos atos benevolentes para os homens se espalharam amplamente como os céus: cantem louvores a ele o sábio.177 15. Alegrem com canções aquele Carneiro21 que muitos homens invocam. Indra. o mar de riqueza.6. ergueste o Sol no céu27 para todos verem. mais ainda. Indra o libertou do cativeiro. Com poder extraordinário tu sopraste para longe os demônios feiticeiros. 26 A montanha é a nuvem. (concedida) por ti. Tu abriste as prisões das águas. o tesouro é a chuva fertilizante.

o Doador.37 13. O amparo do homem bom em sua necessidade é Indra. aparece no Veda como o amigo especial de Indra. Indra entrega os sem lei para o homem piedoso. o filho de Uśij. neste combate. tu deste a jovem Vṛcayā. Quando Indra se regozijou35 com Kāvya Uśanā. O poder que Uśanā produziu para ti com poder parte ambos os mundos em pedaços em sua grandeza e com força. verdadeiramente grande e forte. têm te levado à fama enquanto tu estás cheio de poder. destruindo por meio dos Fortes aqueles que não têm força.33 10. foste Menā. louvado entre os Pajras. 9. o adorador fiel. também. [Veja a nota 15. Mais tarde. Tu sobes no teu carro em meio a fortes goles de Soma: Śāryāta te trouxe aquelas36 nas quais tu tens prazer. firme como um batente. vacas e cavalos. Diferencia bem Árias31 e Dasyus. 11.38 espremedor de Soma. 39 O hino parece ter sido endereçado a Indra por auxílio em uma batalha vindoura. 35 Bebeu o Soma estimulante. 33 A segunda metade da estrofe é ininteligível. Que nós e todos os heróis.12 é dito que ele deu para Indra o seu raio: ‘O raio que Kāvya Uśanā te deu antigamente’. . ó Indra. filha de Vrsanśva. a princípio. estejamos. o povo que fala a linguagem do Veda.34 Ó de alma de herói. Índice ◄►Hino 52 (Griffith) ____________________ 31 Os Āryas são. os primeiros são os povos verdadeiros e leais. atrelados pelo pensamento.1. carros. quando tu estás satisfeito com homens cujo Soma flui. 32 Isto é. teu espírito generoso se alegra em beber suco Soma. O Forte disparou seu raio com a torrente rápida de chuva. todos esses teus atos são o meu deleite em festivais. o sacerdote que cortou e espalhou a erva sagrada para os Deuses. Vamra quando glorificou destruiu as pilhas reunidas do ainda crescente que podia alcançar o céu. e ele partiu em pedaços as fortalezas bem construídas de Śuṣṇa.178 7. quanto tu estás alegre com o Soma oferecido por teus adoradores tu realizas as tuas façanhas mais gloriosas. Em 1. o auto-resplandecente. Conhecido é o raio que se encontra em teus braços: arranca com ele toda a bravura viril do nosso inimigo. ele monta seus corcéis que guinam cada vez mais largamente. Para ele.121. Aqui. 37 Isto é.18. Todo o poder e força estão reunidos estritamente em ti. Tu. amante de riquezas. hábil em canção. 12. fiéis a Indra e aos Deuses. e os últimos são os maus e ímpios. tu te ergues à glória incontestável no céu. Para o idoso Kakṣīvān.] 34 O Ṛṣi Uśanā. muito sábio. também chamado de Kāvya ou filho de Kavi. sob o teu cuidado. e os Dasyus são os povos originais e hostis da Índia. Veja 1. embora em outros lugares a fabricação dele seja atribuída a Tvaṣṭar. 15. os cavalos de Vāta. 38 Um Ṛṣi. 14. 8.32 Sê o forte incentivador do sacrificador.39 ó Indra. o Poderoso. ‘o poder’ significa o raio que conquista. todas essas tuas façanhas devem ser contadas em festas Soma. esse louvor é proferido. com os príncipes. Indra. 36 Doses de suco Soma. Indra é o único Senhor da riqueza. punindo os bárbaros os entrega para aquele cuja grama está espalhada.

3. O Sr. – Zeitschrift der D. – em direção ao sacrifício. sendo afligidos pela sede. ou defesas. do que ele morreu. ido tirar água de um poço. se apressando até ele. 1. Trita. Dvita e Trita. É a essa proeza que o fato de Indra romper as defesas do Asura Bala é comparado. primeiro. O Dr. que se deleita no alimento sacrifical. Roth pensa que Trita é o mesmo que Traitana. ou filhos da água. que são desimpedidos. com mente dirigida à adoração religiosa. Indra (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. pelo Dr. mas ele as atravessou com facilidade. o termo do texto. Indra. A identidade de Trita e Traitana. É dito que três irmãos. como também pela versão da história encontrada na Nīti-mañjarī. no céu. Quando Indra. e. vol. vol. Trita tendo. Nessa aflição. a lenda pode dever sua origem. tinha matado Vṛtra que obstruía os rios. então. Eu imploro a Indra.1 que faz o céu conhecido. como uma montanha. ao considerar tritaḥ como um nome próprio. o precederam. animados (por libações). Aquele Indra a quem. mas com sua precisão habitual. pela graça deles. rompeu as defesas de Bala. Tritaḥ pode significar triplo ou tríplice. para impedir sua saída. a quem cem adoradores ao mesmo tempo são assíduos em louvar. A história é narrada de um modo um pouco diferente na Nīti-mañjarī. tornaram-se insubordinados. em um sentido muito diferente daquele que ele deu. colocadas sobre o altar. Ekata. o sábio recitou. Morgenländischen Gesellschaft. mas isso não aparece na narrativa. significa uma circunferência. as libações borrifadas sobre a grama sagrada reabastecem. um nome que ocorre em um texto do Ṛc. peito e braços. ainda não foi estabelecida. eram. seguindo os Taittirīyas. enchem o oceano. p. como os rios da mesma natureza. como rios se precipitam em declives.179 Hino 52. diz que Agni jogou as cinzas das oferendas queimadas na água. a fim de remover ou esfregar os resíduos de uma oblação de manteiga clarificada. do resto. jogando-o no fogo. a forma Zend de Feridún. 5. . dotado de mil meios de proteger (seus devotos). como autoridade para o último nome. como um corcel veloz. ele rezou para todos os deuses libertarem-no. – a ele eu invoco. junto com sacerdotes eruditos. o hino no qual o 2 . acompanharam. Ekata. portanto chamados de Āptyas. lutando contra o retentor da chuva. aquele Indra a quem os Maruts. 9). para subir no carro. . de onde ele foi libertado pelas mesmas divindades. Depois desses acontecimentos. que está expandido do começo ao fim do orvalhoso (firmamento). de onde ele foi salvo pelos Aśvins. tendo coberto o topo com uma roda de carroça. quando ele estava velho e cego. na água. em seu relato do Ṛgveda (Asiatic Researches. do qual o mais novo. chegaram a um poço. como auxiliares. um dos escravos. Roth. pois ele é o concessor de alimento abundante: 4. O Sr. p. tirou água e a deu para seus irmãos.Indische Alterthumskunde. que é alegrado pelo suco Soma. em louvor dos Aśvins. após o que. e estava derramando as águas. Langlois está mais correto. (hino 105. ele imagina que ele seja o original do Thraetona. Diz-se que os escravos de Dīrghatamas. fazendo a frase: ‘como através das coberturas triplas’. Ele. e. estavam viajando em um deserto. v. Dvita e Trita foram três homens produzidos em água. Seus aliados. na situação da morte de Vṛtra. e da antiga tradição persa. O comentador. e os Asuras empilharam coberturas sobre a entrada dele. Traitana. 216. VIII. em meio às torrentes. é explicada. uma cobertura circular. para se apropriarem da propriedade dele. Additions. e de formas não distorcidas. estimulado pelo alimento sacrifical. com muitas orações. na Nīti-mañjarī. através das coberturas (do poço). 2. 388). de onde surgiram sucessivamente Ekata. o deixaram no poço. os secadores de umidade. o mais generoso Indra. Dvita e Trita. cresceu em vigor. em uma ocasião subsequente. feriu-o na cabeça. para a minha proteção. e. convertendo o último em uma deificação. e então infligiu lesões semelhantes em si mesmo.II. e confirmada por outras passagens do texto. O professor Lassen parece disposto a adotar essa identificação. aparece em outra parte. Colebrooke citou essa história brevemente. a fonte da felicidade. no entanto. eles o jogaram no poço. um dos heróis do Shāh-nāma. às três folhas da qual. Paridhi. a métrica do décimo terceiro e décimo quinto versos é Triṣṭubh. e. Jagatī. . como fez Trita. ele efetuou sua fuga. Adorem bem aquele carneiro. por Agni. e a própria estrofe citada. e tentaram destruí-lo. Varga 12. A lenda é contada pelo comentador. a função propriamente dita da erva sagrada. que é vitorioso sobre seus inimigos.2 1 Veja a nota 2 do hino 51. que. Em retribuição. ele permaneceu firme. ou tampa. – o qual acelera. e. caiu nele.

Segundo o Aitareya Brāhmaṇa. com os céus. 4 Bhuvaḥ pratimānaṃ. quando tu.180 Varga 13. Abril de 1845. tu és o símbolo do vigor. de acordo com o comentador. (seguro. o obstrutor do céu e da terra. que.3 autoiluminador. Quando. 9. e.) em tua força. combatentes pelos homens. Veja os ‘Études sur les Textes Zends’. tua fama se espalhou longe. os atos de heroísmo realizados por teu poder se espalhariam amplamente. nessa batalha. pelo menos com relação a esse hino. – tu. (libertaste) as águas. do Sr. a face do amplamente estendido Vṛtra. essa terra tivesse dez vezes (sua extensão). repousava na região acima do firmamento. pode haver pouca relação entre Trita e Traitana. igualmente. incentivaram Indra (a destruí-lo). nos Livros Zend.4 tu és o senhor do vasto (Svarga) frequentado por deuses. 12. a contramedida da terra. Por medo (de Vṛtra. 8. 15. 13. Indra.6 Índice ◄►Hino 53 (Wilson) ____________________ verso ocorre: “Não deixem as águas maternas me engolirem. tu moldaste a terra para a nossa preservação. indicaria a anterioridade do primeiro. Os Maruts te adoraram. tendo obstruído as águas. seu peito e ombros”. 5 Senhor ou protetor da grande (região) na qual se encontram os agradáveis deuses. de Indra tem oito ângulos. eles. quando tu atingiste a face de Vṛtra com teu (raio) angular e fatal. assim ele a atingiu. te imitaram em júbilo. (seus adversários não têm igualado a destreza). Tvaṣṭṛ aumentou teu vigor apropriado: ele afiou teu raio com força avassaladora. a palavra Trita. encontrou admissão como um numeral. (1. Os hinos. ao clamor daquele Ahi. os adoradores) recitaram o hino adequado do Bṛhat (Sāma). desejoso de ir até o homem. Indra. 3 O texto tem somente Bṛhat. não há nenhum outro como tu. com teus corcéis. Tu. de magnitude similar e igual poder inconcebível. em um verso do Ṛc. com tua magnitude tu enches todo o firmamento: em verdade. (guardiões) do céu. isto é. 11. permanecendo. lâminas. pegaste. fizeste tudo mais (que não tu mesmo) dependente (de ti). e. de quem o céu e a terra não atingiram a amplitude. cortou a cabeça de Vṛtra. foste inspirado por (beber) o (suco Soma) derramado. O céu forte foi lacerado pelo medo. quando guerreando. tu abarcas o firmamento e o céu. nesse (combate). Journal Asiatique. mataste Vṛtra. e teu raio. e fizeste o sol visível no céu. o comentador acrescenta Sāma. também como um nome próprio. Varga 14. Uma alusão ao Sāma. Burnouf. Mesmo que. concessor de força. 7. talvez. e ascendente para o céu. de si mesmo. o vajra. que te glorificam. realizador de atos sagrados. de quem. ou. e vivificadores da humanidade.5). veja. tanto quanto os céus. no Glossário da edição de Benfey do Sāma-Veda. tua bravura seria igualmente renomada. ainda. 6. Do mesmo modo como o escravo Traitana feriu sua cabeça. no que os aliados dele (os Maruts). ou raio. teu raio de ferro. além do limite do firmamento vastamente estendido. . 14. e entre o último e Feridún. com teu raio. no entanto. Indra.158. O primeiro termo. Tu és o modelo da terra estendida. 10. tua bravura foi renomada. Indra de mente firme. com entusiasmo despertado. visto que os escravos atacaram este (velho homem) decrépito.5 De fato. tu. chegam a ti como regatos (fluem para) um lago. contra o retentor das chuvas. Indra. Maghavan. Indra. aparentemente. 6 O texto tem somente ‘com o matador (ou arma) que tem ângulos’. e os homens se multiplicassem todos os dias. em sua energia. também. em tuas mãos. sozinho. Se essa interpretação estiver correta. Indra. Todos os deuses. de quem as águas do céu não alcançaram o limite. tu tinhas atingido.

que leva para o céu. Os hinos que te engrandecem. 11. Com hinos que eu mova para cá Indra para me ajudar. teu raio. tu lançaste teu trovão sobre as mandíbulas de Vṛtra difícil de ser contido.1. o partiu completamente. Art. Indra. fizeste a terra para ser o exemplo da tua força: abarcando mar e luz tu chegaste ao céu. quando em alegria selvagem ele lutou com aquele que parou a chuva. sobre o limite desse ar e do céu. X. na alegria selvagem do Soma. 11 de caráter nobre. invencíveis. assim como Tṛta13 fendeu as cercas de Vala. 9. se regozijaram na luz. com atividade qualificada. Em direção a ele. cresceu em força imensa. o poderoso. e os homens que moram nela se multiplicassem dia a dia. sobre a grama sagrada. quando Indra. pois ele se satisfaz com o suco. poderosos. 11 Os estimulantes goles de suco. ainda aqui o teu poder conquistador. 7. Quando os ajudantes de Indra. tinhas derrotado Vṛtra. como Deus do firmamento. – o Carro o qual como um corcel forte se apressa ao chamado. sobre as quais Indra. Tvaṣṭar deu ainda mais força para a tua força própria. tu seguravas em teus braços o raio de metal. 4. 8. Veja o verso 4. eu chamo. o doador mais generoso. por ajuda. irremovível. quando. seus ajudantes12 aceleraram como correntes velozes descendo uma ladeira. de coração valente. e forjou teu raio de poder irresistível. Indra (Griffith) 1. seria famoso: ele se tornou vasto como o céu em majestade e poder. se essa terra se estendesse adiante dez vezes. 2. chegam a ti assim como os córregos de água fluem para baixo e enchem o lago. o obstrutor da chuva se encontrava na mais baixa profundidade do ar. de forma reta. Maghavan. Veja 1. cortou com força a cabeça de Vṛtra. Esplendor te cercou. matando Vṛtra o retentor da torrente delas. Indra.10 radicado na luz. e puseste no céu o Sol para todos verem. enchem totalmente como o mar. 10 Ūdhan. ele. 7 Aquele guerreiro famoso. 6. Quando. se regozijando nos goles de suco Soma. forçou as nuvens. ó Indra. fazendo torrentes fluírem em direção ao homem. Tu. 9 ‘O retentor entre os retentores’ é provavelmente o conquistador que detém os demônios que obstruem a chuva. 12. o tirano da terra e do céu. lutando pelo bem dos homens. os Maruts. – ao lado daquele Indra quando ele derrotou Vṛtra ficaram seus ajudantes. Assim como uma montanha de base firme. o úbere (do céu) significa as nuvens dadoras de chuva. em teu próprio poder inerente. Indra com pensamento. os Maruts. Com medo eles14 elevaram o hino sublime auto-resplandecente. armado com o trovão. 3. tu cujo poder está ligado com teus Cavalos Baios. A quem aqueles que fluem no céu. fortalecido em êxtase pelos sábios. eficaz e que dá louvor. 8 . 5. Quando Indra.51. Então o próprio Céu. Eu glorifico aquele Carneiro7 que descobre a luz do céu. Indra. Ó Indra. pelo rugido do Dragão cambaleou para trás em terror quando. está estendido como uma cobertura. 14 Os adoradores de Indra com medo de Vṛtra. ousado por causa dos goles de Soma. tua força guerreira resplandeceu. cujos cem de caráter nobre8 partem com ele. 10. seus próprios assistentes. 13 [Veja mais a respeito de Tṛta no artigo de] Macdonell no Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland (1893). Porque ele retém até os retentores.9 estendido sobre a nuvem carregada. mil vezes protetor. fiéis à humanidade. 12 Seus aliados constantes.181 Hino 52.

cujos limites as águas do ar15 nunca alcançaram. . Tu és a contrapartida da terra. Cuja amplitude o céu e a terra não atingiram. atingiste a face de Vṛtra. Os Maruts cantaram teu louvor nesse combate. Índice ◄►Hino 53 (Griffith) ____________________ 15 16 O oceano aéreo. em verdade não há outro como tu. 15. o teu raio mortal. o firmamento.182 13. e ninguém mais. Nós esperaríamos ‘tu lutas’. e em ti todos os Deuses se alegraram. quando em alegria ele luta16 contra o retentor da chuva: tu. – não. mas essa e similares mudanças súbitas de pessoas são comuns no Veda. Dito de Indra. Indra. com tua arma pontiaguda. o Mestre do céu sublime com todos os seus heróis poderosos. tu encheste toda a região com a tua grandeza: sim. 14. Quando tu. fizeste todas as coisas na devida ordem.

A esse Indra nós louvamos. Indra (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e o deus são os mesmos. Tu. o principal em generosidade. como um Dāvana. mas o nome. Que nós. Nós te adoramos. Índice ◄►Hino 54 (Wilson) ____________________ Namuci é chamado de Asura. cidade após cidade. Tu. juntos. porque possuímos. Louvor mal expressado não é apreciado entre os munificentes. Varga 16. quando sitiadas por Ṛjiśvan. Nós não temos detalhes adicionais. Indra. pela tua graça divina. os vinte reis de homens. Vaṅgṛida é chamado de Asura. derrotaste. tu não desapontas os desejos (endereçados a ti). de cevada. Atithigva. 2. mataste. com energias agradáveis para muitos. Indra. na residência do adorador. protegeste Suśravas. o mestre e protetor da riqueza. Varga 15. Propiciado por essas oferendas. 5. Jagatī. Indra. e os sessenta mil e noventa e nove seguidores deles. 3. traze-as para nós. Nós sempre oferecemos louvor apropriado ao poderoso Indra. afasta a pobreza com gado e cavalos. tu vais de batalha em batalha. pela causa de Atithigva. filhos excelentes e uma vida longa e próspera. (satisfeito) por nossas libações. Tu. sem ajuda. com teu poder. de longe. e de cavalos. ao matares Vṛtra). Os dois primeiros são os nomes de Asuras. 6. no Brāhmaṇa. que nós nos tornemos possuidores de riqueza e de alimento.2 9. desfrutemos. como (um ladrão) carrega apressadamente (a propriedade) do adormecido. de gado. vitorioso (sobre teus inimigos). de alimento abundante. aquelas libações e oblações (que foram oferecidas a ti. renomado Indra. Suśravas. 1 2 . e destróis. e brilhantes por toda parte. a fonte de destreza. aqui. sem o final sibilante. Tu fizeste Kutsa.) te trouxeram alegria. as riquezas que estão espalhadas em volta são conhecidas como tuas: tendo-as reunido. embora nós tenhamos um Suśravas entre os Prajāpatis no Vāyu Purāṇa. e. e Ṛjiśvan era um Rājā. 3 10. a métrica da décima e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. és o dador de cavalos. Indra. de gado. tu. Protetor dos virtuosos. te concederam deleite. quanto tu. destruíste os dez mil obstáculos contrários àquele que te louvava e que te oferecia oblações. e Āyu4 sujeitos ao poderoso. não impedido por inimigos. 11. com teu auxílio. que nós prosperemos. novamente. (o ser) de muitas eras. Protegidos pelos deuses. embora jovem. o filho de Purūravas. pela roda da tua carruagem que não pode ser ultrapassada. não desapontes a expectativa do adorador que confia em ti. Aqueles que eram teus aliados (os Maruts. e. e livrados de inimigos por Indra. Ele aparece. que avançaram contra Suśravas. por tua causa. ou descendente de Danu. Com teu associado que prostra inimigos (o raio). nós não recebemos ajuda do Bhāṣya [comentário]. subjugando nosso adversário. o realizador de grandes feitos. tu demoliste as cem cidades de Vaṅgṛida. nem eles aparecem nos Purāṇas.183 Hino 53. por tua assistência. Aquele que humilha (adversários). 3 Aqui. é Āyu. Sábio e resplandecente Indra.1 8. tu és um amigo para os nossos amigos. Tu mataste Karañja e Parṇaya com tua lança brilhante reluzente. teus amigos mais afortunados. o enganador chamado Namuci. pelo qual ele (o deus) tem adquirido riquezas rapidamente. no final do sacrifício. do resto. 1. nós permanecemos. A lenda não é purânica. 7. 4. por essas libações. Sozinho. Atithigva nós tivemos antes. 4 Pode ser que esse seja Āyus. ele não aparece como um rei. Indra. Tūrvayāṇa.

Amigo dos nossos amigos. 6. 11. Indra. afasta a nossa pobreza com sementes e vacas. a força dos heróis. de vacas. Coleta dele. Tu segues de luta em luta intrepidamente. quando tu mataste para o cantor com grama cortada dez mil Vṛtras. mataste de longe o traiçoeiro Namuci. doses de Soma. Indra.33.10 10. 7. são ditos serem reis. ó Indra. junto com Atithigva e Āyu. 5. doador. o poderoso. (em 1. ó Indra. nossos hinos a Indra na morada de Vivasvān. Āyu. esses nomes talvez denotem o mesmo indivíduo. fonte especial de gado. te alegraram na luta com Vṛtra. que possamos obter a Deusa Providência. com sessenta mil e noventa e nove seguidores. Tu fizeste Kutsa.14).11 Atithigva.6 aqueles que dão riqueza para homens não aceitam louvor desprezível. doador de cevada. com força superior gloriosa. Que nós obtenhamos. Índice ◄►Hino 54 (Griffith) ____________________ 5 O lugar do sacrificador. 9 ‘Aquele que não liberta (as águas do céu)’. rico em grandes feitos. Tu protegeste Suśravas com socorro e Tūrvayāṇa com tua ajuda. livres do ódio deles. esse tesouro espalhado em volta é conhecido como teu. Tu. 11 Kutsa foi mencionado. 12 Suśravas. tu és Senhor e guarda da riqueza. Bem satisfeito com essas chamas brilhantes e com essas gotas de Soma. o representante do divino Vivasvān. Indra (Griffith) 1. protegidos pelos deuses. 6 . na marcha muito gloriosa de Atithigva. que nós obtenhamos comida abundante. que vieram em tropas para lutar com o desamparado Suśravas. ó Indra. quando Ṛjiśvan os sitiou. com teu amigo8 que faz o inimigo se curvar. riqueza e alimento fartos. A ti nós glorificamos. Indra. para ti. mas é aqui representado. ajudante do homem desde os tempos antigos. Indra não deriva vantagem daqueles que são remissos em seus deveres religiosos. 9. 8 O raio. ó Indra. 3. brilhando até o céu. tu destruíste os cem fortes de Vaṅgṛida. como castigado por ele. e traze para nós: não desapontes a esperança de quem ama e canta para ti. rica em cavalos.12 o jovem. que não desapontas a esperança.7 tu irresistível em teu poder. nós cantamos esse louvor.5 pois ele tem riqueza jamais encontrada naqueles que parecem dormir. sujeitos a esse Rei. Inflexível. 2. como tal. ou Tūrvayāṇa. Parṇaya. Com Indra dispersando o Dasyu através dessas gotas. o mais esplêndido. Doador de cavalos. derrotaste os duas vezes dez Reis de homens. Senhor Herói. no verso seguinte. Ou námyā pode significar ‘com Nami’ como teu aliado. Essas nossas libações que inspiram força. como um favorito de Indra. e Tūrvayāṇa.184 Hino 53. Com a roda do carro que ultrapassa a todos. desfrutando por tua graça de vida longa e feliz e com grande quantidade de heróis. ó Conquistador. poderoso. 10 Suśravas. tu muito afamado.9 8. destruindo castelo após castelo aqui com força. Nós apresentaremos louvor auspicioso ao Poderoso. outro demônio da seca. Que nós. Tu mataste Karañja. 4. daqui por diante permaneçamos teus amigos muito prósperos. tu. 7 Incontáveis demônios semelhantes a Vṛtra.

2 7. (o que tu queres). de quem. Não nos incites. Turvaśa pode ser o Turvasu dos Purāṇas. é citado. cuida daqueles que são sábios. que te oferecem oblações. que é de grande renome. e Turvīti. então. tu demoliste as noventa e nove cidades (de Śambara). 1. pois ele. reputação crescente. quem te impedirá de fazer. 5. e décima primeira estrofes é Triṣṭubh. tu mataste Śambara. Tu protegeste Narya.1 Tu protegeste as carruagens e cavalos deles. 11. oitava. promove sua própria prosperidade.185 Hino 54. 9. pelo ato pio. a mente firme está concentrada em sua própria firmeza. de gritos altos. que é obedecido por seus corcéis. por tua natureza resoluta. pronuncia seu louvor. 8. o apreciador dos virtuosos. Yadu. o derramador (de bênçãos). Tu tens gritado. Bebe-os. e nos abastece com riqueza das qual procedem progênie e alimento excelentes. pois eles. a métrica da sexta. Indra. fixa tua mente na riqueza que é para ser dada (para nós). que. dotado de uma mente resoluta e inalterada? Varga 18. o dador de chuva. Narya e Turvīti são desconhecidos. Visto que tu. por sua generosidade. Varga 17. realiza os nossos desejos. Aquela pessoa eminente. Que esses bebedores do suco Soma se tornem iguais a ele. hoje. 4. eles são a bebida de Indra. nona. Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. sacia teu apetite com eles. e tens feito as águas dos rios rugirem. Jagatī. a nuvem estava dentro da barriga de Vṛtra. da linhagem de Vayya. Ofereçam adoração ao sábio e poderoso Śakra. espremidos com pedras. Ofereçam preces entusiasmantes ao grande e ilustre Indra. 10. Veja o hino 61. a essa iniquidade. aumentam a tua vasta força e teu vigor varonil. o que repele inimigos. enquanto oferecendo oblações a Indra. inigualável em sua sabedoria. (concede a nós) força notável. mas Indra precipitou todas as águas que o obstrutor tinha escondido. 11. Turvaśa. o raio afiado de fulgor brilhante contra os Asuras reunidos. 2 O comentário fornece esse nome. destemido. recita hinos (em honra dele). louvem a ele que purifica o céu e a terra com seu poder irresistível. das outras sete. pois o limite da tua força não é para ser superado. Concede a nós. 3. estão preparados para ti. Índice ◄►Hino 55 (Wilson) ____________________ Desses nomes. e. Para ele o generoso Indra faz as nuvens derramarem chuva do céu. 1 . o último aparece depois. Yadu. como um Ṛṣi. e. Esses copiosos sucos Soma. e contidos em conchas. A escuridão obstruiu o fluxo das águas. Como (é possível) que a terra não fique cheia de terror? 2. Maghavan. no combate inevitável. nos mantém em afluência. (o instituidor da cerimônia). v. que é o emissor de chuvas. com mente exultante e determinada. tens derramado a chuva sobre a fronte da brisa (vento) e (sobre a cabeça) do (sol) que matura e absorve. e subjugadora de inimigos. crescente. porque outro. junto com as oferendas que ele apresenta. Inigualável em seu poder. para baixo para os ocos (da terra). Tu tens abalado o topo do céu vasto. em sucessão. 6. Glorificando o ouvinte Indra. um dos filhos de Yayāti. a esses conflitos iníquos. ou que. está se apressando para cá. tu lançaste.

nomes idênticos em origem a Zeus. que não se encontra no texto. corrente de água seguindo após corrente de água. varonil. glória que aumenta felicidade. Seu poder é inigualável. Indra. sejam alguns que bebem o Soma. em épocas posteriores. a abóbada que impedia o fluxo das águas: no lado oco de Vṛtra a nuvem de chuva estava escondida.8 Turvaśa e Yadu. um nome de Indra. 11. salva nossos príncipes. com um rugido que enche as florestas. por ti mesmo golpeaste através de Śambara. ou a palavra pode ser um adjetivo. 5 Céu. 7. o faz mestre do céu e da terra. ou Diespiter. 7 Os demônios da atmosfera que usam encantamentos ou poderes sobrenaturais em seus conflitos com Indra. ousado. 4. a força heroica firme de ti o Doador. então fixa a tua mente em conceder tesouro. incita. e Júpiter. para ti são esses copos de bebida abundante de Indra. qualificando Turvaśa. 33. Assim dá-nos.6 composto de força. Indra (Griffith) 1. e Turvīti o filho de Vayya. Original Sanskrit Texts. Nesse lugar Sāyaṇa identifica Dyaus com Indra. 3. aqueles. os nomes dados ao Deus supremo dos gregos e romanos. tu. Um senhor herói é ele. contra os feiticeiros em bandos. com seu poder arrojado. Bebe-os e satisfaze com eles teu anseio. afiado e de dois gumes. é suprido por Sāyaṇa.186 Hino 54. 4 ‘O Poderoso’. 9. que aumentam o poder senhorial. Os cumes do alto céu tu fizeste tremer. Veja Muir. louva e magnifica a Indra que te ouve. Maghavan. um Carro é ele. O Deus que é representado no Veda como o consorte da Terra e o progenitor dos Deuses é chamado de Dyaus ou Dyaus-pitar. Portanto. dá-nos grande influência e força que conquista povos.7 5. que com uma recompensa generosa recebe com agrado hinos de louvor: para ele flui a corrente abundante abaixo do céu. os sucos espremidos em pedra contidos em conchas.3 Tu com grito feroz fizeste as matas e os rios rugirem: os homens não correram em multidões juntos em seu medo? 2. tu forçaste para baixo na cabeça do vento os suprimentos que Śuṣṇa mantinha confinados. 6 O Divino. quem terá o poder de impedir a ti firme e de alma ansiosa de fazer ainda nesse dia o que tu fizeste antigamente? 6. Canta hinos de louvor a Śakra. Alta glória tem o Asura. que oferece oblações livres e promove a Lei. Não nos incites. O significado parece ser: não nos forces. Indra. ter realizado as funções atribuídas o primeiro Deus. incomparável é sua sabedoria. um Touro extremamente forte em força. quando. que. através do trabalho deles. Mas Indra atingiu os rios que o obstrutor retinha. Canta ao sublime Dyaus5 uma canção outorgante de força. cuja mente resoluta tem domínio independente. Índice ◄►Hino 55 (Griffith) ____________________ O verbo. concede-nos riqueza e alimentos com descendência nobre. ó Indra. valente com suco que alegra. V. Indra como o Dyaus supremo. 3 . chefes. Quando. 8 Algum chefe ou Ṛṣi assim chamado. ou Zeus Pater. Tu ajudaste Narya.4 Senhor da força e poder. a um conflito no qual nós possamos ter a ti como nosso oponente. o Corajoso. para baixo de encostas íngremes. Lá a escuridão permaneceu. Śatakratu! Tu ajudaste cavalo e carro na batalha final. puxado adiante por dois Cavalos Baios: um Touro. 10. 8. tu demoliste os noventa e nove castelos. pois ninguém pode compreender o limite da tua força. que parece. o Rei de um povo poderoso. para essa luta angustiante. Preserva nossos patronos ricos. tu guerreaste com teu raio.

Ele. 8. ouvinte de preces. compreende as águas muito espalhadas com suas faculdades abrangentes. a terra não era comparável a ele. Indra (Wilson) (Sūkta V) Deus e Ṛṣi. destruindo as residências bem construídas dos Asuras. sempre. Varga 20. 7. para beber do suco Soma. como um touro (seus chifres). (impetuoso. que teus corcéis estejam presentes (no nosso sacrifício). estão muitos feitos heroicos. que tua mente se incline a conceder nossos desejos. 2 . como poços3 (são cercados por aqueles que vêm em busca de água). (inimigos) astuciosos podem prevalecer sobre ti. se expandindo como a terra. Indra. o guerreiro. a métrica.1 como o oceano (recebe os rios). ele avança. 4. por causa de suas façanhas. O sol e as constelações foram obscurecidos pela mesma nuvem que detinha as águas agregadas. com seus poderes de abrangência ou coleta. renomado (Indra). Nós sabemos que esse deus supera todos os outros em força: o orgulhoso Indra tem primazia sobre todos os deuses. Indra. 2. ele é o concessor de seus desejos (para aqueles que solicitam a ele). é glorificado por sábios (adoradores) na floresta. não tens (atingido) a nuvem para (o teu próprio) divertimento. para o benefício de seus adoradores. quando o rico oferecedor de oblações. Indra. recita seu louvor. Bebedor do suco Soma. riqueza inesgotável. nem. o atormentador (dos inimigos) daqueles homens (que o adoram). Teus quadrigários são hábeis em dominar (teus corcéis). tu.187 Hino 55. A amplitude de Indra era mais vasta que o (espaço do) céu. desfrutando da sua proteção. Tu. 3. cada um imediatamente tem fé no resplandecente Indra. pode ser. 5. 1. ele proclama seu belo vigor entre os homens. Índice ◄►Hino 56 (Wilson) ____________________ 1 Ele compreende. que permanece no firmamento. tens força irresistível em teu corpo. Jagatī. Indra. e libertando os corpos luminosos (celestiais) do esconderijo. Quando ele lança seu dardo fatal. ele afia seu raio. teus membros estão envolvidos por (façanhas) gloriosas. 2 ele. Tu seguras. 3 ‘Como poços’ é todo o símile. se engaja em muitos conflitos. por agudeza. em teus membros. sempre deseja louvor por sua bravura. como antes.) como um touro. para (o bem do) homem. o guerreiro. ou. de fato. Indra. o realizador de bons atos. tu governas sobre aqueles que são possuidores de grande riqueza. no estilo elíptico usual do texto: a amplificação é do comentário. em volume. por sua vastidão. Ambicioso de renome. formidável e o mais poderoso. em tuas mãos. com bravura esmagadora. 6. ele tem sido. permite que as águas fluam. Varga 19. ele. ele é o encorajador daqueles que desejam cultuar (a ele).

Tu trazes em ambas as mãos tesouro que nunca se acaba. ele faz as luzes do céu brilharem seguras. 5. maghávā também significa o rico instituidor de um sacrifício. como um touro. causando aflição aos homens. 7 Maghavan. desse modo ele recebe os rios espalhados por todos os lados em sua ampla largura. e dhenā significa vaca assim como voz. o poderoso Indra. um adorador. e deseja. Embora mesmo esse amplo espaço do céu e a terra tenham se espalhado. quando ele lança seu raio. o touro. como Guerreiro desde os tempos antigos. pode também significar o forte Soma. o forte. mas geralmente abençoando os homens com luz e com chuva agradável. todos os tipos de grande poder viril. Ainda que. ele manda. situado na vanguarda. que o teu coração se incline a doar. por cada ação árdua. ele destrua com grande poder as habitações feitas com habilidade. Como um touro afia seus chifres. para que o Soma possa ser misturado com l%ite.148. Part. O mais notável entre os deuses é ele por poder de herói. os mais qualificados para puxarem a rédea. I. desejoso de glória. nem o céu. 8 Nesse verso Indra é representado como um Deus terrível. Índice ◄►Hino 56 (Griffith) ____________________ 4 Como o punidor dos maus. p. Indra. Ele é um Touro amigável. até aquela montanha famosa. o Resplandecente.8 6. e no verso seguinte como às vezes mandando aflição. Porém vṛśā. Indra (Griffith) 1. não te desviam do caminho. 4 ele afia seu raio por agudeza. o forte Soma é delicioso. Ó Indra. aquele Famoso em seu corpo detém poder invencível. quando ele manifesta aos homens seu próprio poder auspicioso de Indra. Ele se porta como um touro para beber suco Soma. forte. Contudo. 8. é aqui representado em sua disposição benevolente. traze teus Baios para cá. Tu dominas. as correntes de água fluírem para seu adorador. e os homens têm fé em Indra.188 Hino 55. 7. demasiadamente sábio. como poços cercados pelos sacerdotes ministradores. de fato. o Forte. 4. Assim como o oceano de água. Consequentemente o professor Max Müller traduz a passagem: ‘O forte Soma é agradável. o Guerreiro em sua força vigorosa incita com seu poder grandes batalhas para a humanidade. os velozes raios de sol. o macho. em teus membros muitos poderes residem. de modo a curvar. Indra. e com força aumentada na terra.5 2. Bebedor de Soma. por assim dizer. 6 Isso parece ser uma alusão à vida na floresta dos brâmanes. nem a terra podem ser iguais a Indra em grandeza. o dardo da morte. quando o sacrificador traz a vaca em segurança’. 3. mas amável. Veja Vedic Hymns. Somente ele na floresta6 é louvado por adoradores. ó tu que ouves louvor. Terrível e muito poderoso.7 um Touro a ser desejado quando Maghavan emite sua voz auspiciosamente. ser elogiado por poder. 5 . Aqueles teus quadrigários.

fazendo-os gritar alto (de dor). trazendo oblações. 1. 4. tu te envolveste em combate. mas o adjetivo samā. como mulheres (sobem) uma montanha. distribuíste as águas imperecíveis e sustentadoras de vida. destrutivo Indra. através dos diferentes quadrantes do céu.1 3. cujo corpo é defendido por uma armadura de ferro. O último pode ser ou. 2. e com (bravura) exultante. supre com dificuldade a insuficiência do texto. sobre os reinos da terra. de acordo com o comentador. uma representação da pessoa de Indra. esplêndida e de bons cavalos. mataste Vṛtra.3 Varga 21. então. consistindo em ferro. que. com vigor resoluto. por ti (adorador dele) em busca de proteção. como (mercadores) cobiçosos de ganho apinham o oceano. Índice ◄►Hino 57 (Wilson) ____________________ 1 O comentador aqui. – como o pico de uma montanha (à distância). com uma pedra ou uma lança. Força divina acompanha – como o sol a alvorada. Ṛṣi. (em navios. do céu. Ébrio (pelo suco Soma). Seus adoradores. nesse período. 3 Samayā pāṣyā. – com a qual. – (tão ardentemente) quanto um cavalo (se aproxima de) uma égua. 6. como no anterior. parece requerer a primeira.) em uma viagem. – como mulheres sobem uma colina. estão se aglomerando em volta (dele). isto é. 2 Āyasah. também. Ascendam rapidamente. e esmagaste Vṛtra por meio de uma rocha sólida. a chuva que sustenta (o mundo). e poderoso. Tu. ou ídolo. o protetor do sacrifício solene. como uma imagem. tu expeliste as águas (das nuvens). por teu poder. Ele é rápido em ação.2 ele. e métrica. sua bravura impecável e destrutiva brilha em (combate) varonil. resiste à escuridão. O voraz (Indra) tem se levantado. quando estimulado (pelo suco Soma). inteiriça. inteira. ele (capaz de atos heroicos) se ocupa com a bebida. animado (pelo suco Soma). e mandaste para baixo um oceano de águas. para colher flores. Tendo parado sua carruagem dourada. vestido em (armadura) de ferro. mandaste para baixo. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Deus. e sugerindo. . (anteriormente) escondidas. o supressor do maligno. – para compartilhar das libações copiosas (contidas) nas conchas (sacrificais). lançou o astuto Śuṣṇa na prisão e em grilhões. com um hino ao poderoso Indra. poderoso Indra. e inflige castigo severo aos seus inimigos.189 Hino 56. também. 5. Quando tu. – aquele Indra que é feito mais poderoso. mostrando o uso de cotas de malha.

de lado a lado. fixaste na estrutura do céu. feita mais forte por ti10 por ajuda. Para as libações plenas deste homem4 realizadas em conchas. e bebe do suco Soma. com o qual Indra mantém a ordem. unido com Cavalos Baios. como um cavalo para encontrar a égua. veloz. ele5 se ergueu. 6 Samudrá. satisfeito com o suco. Quando tu. e a versão (baseada principalmente na de Grassmann) que eu ofereço é meramente uma substituta provisória.6 Até ele.12 tu que és poderoso também nos lugares da Terra. 10 Por Soma. ávido. Indra. o poder da assembleia santa. e quebraste inteiramente as barreiras de pedra de Vṛtra. feito de āyas. 7 Uma assembleia para culto dos deuses.11 Indra. com o qual o de ferro. que fortalece para grandes feitos. Para ele.8 3. não manchado com poeira. 5 . como aqueles que buscam ganho vão em companhia para o mar.7 como para uma colina. Ele para seu carro dourado. 6. o Senhor do poder. acorrentou firmemente o astuto Śuṣṇa em grilhões. 8 Isto é. 2. Tu seguraste com tua força o sustentador do céu. não necessariamente o mar ou oceano. a região do ar firmemente. levanta a poeira no ar. 5. em êxtase. como brilha um pico de montanha. então ele.9 feroz mesmo contra os fortes.190 Hino 56. que com sua força inabalável mata a escuridão. Indra (Griffith) 1. 9 O raio. com velocidade. ascendem as amorosas. as canções de louvor amoroso. Vitorioso. Tu. seu poder brilha em batalha varonil. grandioso é ele. qualquer grande reunião de águas. na alegria arrebatadora. 11 Travada com os demônios do ar em busca da chuva e da luz que acompanha a dispersão das nuvens. com poder. na guerra ganhadora de luz. 12 Talvez o raio. tu mataste Vṛtra e trouxeste torrentes de chuva. Quando a Deusa Força. as canções de louvor que seguem orientação fluem completas. com alegria e triunfo. irremovível. Eu acho a estrofe ininteligível. ferro ou outro metal. Índice ◄►Hino 57 (Griffith) ____________________ 4 O instituidor do sacrifício. libertaste as águas. 4. acompanha Indra como o Sol acompanha a Alvorada.

6. nós somos aqueles que. as oblações do sacrificador (fluíam). com teu raio. Tu. pois o raio dourado fatal de Indra. despedaçaste. e enviaste as águas que estavam confinadas nela. Ṛṣi e métrica. até que tivesse cumprido a sua função. e por quem fartura amplamente difundida é descoberta (para seus adoradores). nos aproximamos de ti. Todo o mundo. Magnífica é tua destreza. os mesmos . ele não parou. Indra. 2. Aceitante de louvor. Realiza. . como (um quadrigário conduz) seus cavalos (em várias direções). o excelente. 5. Indra. estava concentrado na tua adoração. Índice ◄►Hino 58 (Wilson) ____________________ 1 Ou contra o lado de Vṛtra. Eu ofereço louvor especial ao mais generoso. para manter a força (deles). cujo brilho característico. Varga 22. Nós somos teus. 1. ninguém além de ti recebe os nossos louvores. quando o lançando (contra o inimigo). e que a tudo sustenta o tem impelido para cá e para lá. só tu possuis todo o poder. não dormia sobre a montanha. o muito poderoso e majestoso Indra. o que faz trovejar. essa terra tem se inclinado por causa da tua energia. cuja impetuosidade irresistível é como (o avanço) das águas descendo um precipício. Bela Uṣas. como a terra (aprecia) suas criaturas. De fato. o opulento. para o formidável Indra digno de louvor. célebre. O vasto céu tem reconhecido o teu poder. Indra (Wilson) (Sūkta VII) Deus. isto é. 4. nesse rito. Maghavan. para fluírem (à vontade). confiando (na tua benevolência).1 3. (em busca de) alimento (sacrifical). os desejos desse teu adorador.191 Hino 57. Muitíssimo louvado e o mais opulento Indra. como água (caindo) para um lugar profundo. agora oferece a oblação. Fica satisfeito (com o nosso discurso). a nuvem ampla e pesada em fragmentos.

. como a terra ama todas as suas criaturas. ó Indra. quando o bem-amado2 parece repousar sobre a colina. como a Aurora brilhante. com teu raio partiste em pedaços essa ampla nuvem maciça. por renome. Por ti3 o céu sublime mediu sua força: a ti e ao teu poder essa terra tem se curvado. mais ninguém a não ser tu recebe o nosso louvor. para dar-lhes força. Indra (Griffith) 1. Tu. foi criado. Cujo ser. o terrível. destruidor feito de ouro. 3. teu para sempre. Indra. Para ele. nós somos teus. Realiza. de fato. como cavalos baios. Grande é teu poder. eu trago o meu hino. energia e luz de Indra. – as libações do ofertante como correntes de água para o abismo. para se mover com velocidade. tu tens. excelentemente rico! somos nós que confiando na tua ajuda nos aproximamos de ti. 3 O céu tem tomado o teu poder como um modelo para o próprio poder dele. Para ele. Índice ◄►Hino 58 (Griffith) ____________________ 2 Quando a nuvem carregada de relâmpagos está repousando sobre a montanha. o mais generoso. ama esse nosso hino. realmente poderoso e forte. todo o poder vitorioso. 4. 6. para adoração. Senhor sublime da riqueza sublime. Tu enviaste para baixo as correntes de água obstruídas para que elas pudessem fluir. o raio de Indra. elogiado por muitos. 5. agora tragam presentes com reverência nesse ritual. 2. o mais digno de louvor sublime. se espalhou amplamente para todos os que vivem. como as águas descendo uma ladeira. que tens o trovão como tua arma. o desejo desse teu adorador. Agora todo esse mundo. Amante de louvor. ó Maghavan. te procurará. Teus. – cuja generosidade que não pode ser detida. os homens rezam para Indra para que ele possa descarregar sua artilharia celestial e trazer a chuva.192 Hino 57.

Agni penetra facilmente. 8. atacando a umidade não exalada (das árvores) com toda a sua força. no sacrifício. como o invocador dos deuses. Maghavan. e ruge como uma (nuvem) ribombante no alto do céu. procedendo) por caminhos adequados. com suas chamas e (intensidade) difusiva. avança triunfante (contra todas as coisas). 4. torná-lo visível. na floresta. imortal Agni. Agni que brilhas variadamente. Os Bhṛgus. 6. Índice ◄►Hino 59 (Wilson) ____________________ 1 O firmamento existia.3 para os ricos (ofertantes de oblações). Filho da força. Triṣṭubh. 3 Esse é um título muito singular de Agni. Agni que brilhas favoravelmente. como um tesouro precioso. O gerado pela força. que é rico com atos justos. filho de Gotama. que preside as oblações. e que é o doador de todas as riquezas. 3. e rugindo ruidosamente. como um touro entre as árvores da floresta. protege do pecado aquele que te louva. venha (a nós) rapidamente de manhã. O imortal e resplandecente Agni. mas em escuridão. o convidado (bem vindo) em sacrifícios. combinando seu alimento (com sua chama). como um touro. e admirado como uma carruagem entre os homens. ele possa ser aplicado a ambos. que és o invocador (dos deuses). 9. Filho do alimento. aceita as oblações que são oferecidas sucessivamente. identificado com a luz. Agni. Quando. surge rapidamente. . louvado por seus adoradores. têm medo dele. Sūkta I) O deus é Agni. teu venerador do pecado.193 Hino 58. o teu caminho é enegrecido. e devorando-o rapidamente. (Então. em um volume de fogo. o invocador dos deuses. e cultua (os deuses). nessa ocasião. e todos. 2 Divyāya janmane. protege. sê um refúgio para aquele que te louva. Nodhas. imperecível e ferozmente resplandecente Agni. Imperecível Agni. Eu adoro. concede para teus adoradores. Agni (Wilson) (Anuvāka 11. Varga 24. com guardas de ferro. a métrica dos primeiros cinco versos é Jagatī. até o fogo. com oblações. A chama do (elemento) que consome se espalha como um corcel (veloz). eu peço dele prosperidade. que é o mais digno de culto em sacrifícios. 5. embora. estacionários ou moventes. Excitado pelo vento. felicidade ininterrupta. de modo que pode ser dito que Agni o fez ou o criou. e é um sinônimo comum de Indra. enquanto ele flutua adiante. a quem os sete sacerdotes invocadores convidam. Varga 23. com oblações. Agni de arma de chama e incitado pela brisa. o portador de oblações. em seu sentido correto de possuidor de riquezas. por serem nascidos como deuses. ele fez o firmamento. quando ele é o invocador dos deuses e o mensageiro (do adorador). sê prosperidade. dos últimos quatro. Que Agni.1 2. e que deves ser estimado como um amigo afetuoso. 1. aquele Agni.2 cuidaram de ti. entre os homens. honrado pelos Rudras e os Vasus. sobe na madeira seca. Agni. que sacrificas para o homem. e é o distribuidor de riquezas. por causa de um nascimento divino. o Ṛṣi. 7. entre a madeira. tu avanças rapidamente.

um abrigo. Concede. como um arauto e convidado digno de escolha. 8. tu rico em amigos. Agni. Nunca se torna fraco o Imortal. tornou-se mensageiro de Vivasvān. 6 Com manteiga clarificada. 10 As sete línguas parecem ser as chamas semelhantes a línguas que Agni usa para consumir as oblações. com força brilhante rugindo para o ar eterno.11 Índice ◄►Hino 59 (Griffith) ____________________ 4 Vivasvān é o céu da manhã e a personificação do sacrificador dos Deuses. imutável. o Arauto. apanhando seu alimento apropriado. armado com suas línguas em lugar de foices.5. Incitado pelo vento ele se espalha através da madeira seca como ele quer. Senhor Generoso. mas ao fogo que desobstrui a selva conforme os novos colonizadores avançam para dentro do território. Suas costas. eu sirvo com alimento saboroso. conduzido pelo vento.10 a quem os sacerdotes elegem no culto solene. com um rugido poderoso. 9. 4. Agni. venha logo e cedo. imortal.7 5. enriquecido com a oração. com ondas brilhantes! quando como um touro tu avanças ansioso para as árvores. Que ele. já que ele. Ó Agni. o Deus sem demora dá bênçãos desejáveis. Sê um refúgio. fácil de invocar. o Arauto. 8 Uma das famílias sacerdotais mais eminentes dos tempos mais antigos.9 7. para o cantor. um refúgio sem uma falha hoje para nós. Nunca decaindo. para aqueles que adoram. rapidamente.5 ele com oblação chama para o serviço dos deuses.6 brilham como um cavalo: ele rugiu e gritou alto como as alturas do céu? 3. 2. Agni. ó Agni. os Rudras fazem. o Sacrificador mais hábil de sete línguas. Filho da Força. Senhor das riquezas. Filho da Força. mensageiro de todos os Vasus. Preto é teu caminho. ele se espalha avidamente através da madeira seca. 5 . Agni (Griffith) 1. 60 e 61. não ao fogo sacrifical. com fortalezas de ferro protege do perigo o homem que te louva. Colocado alto no lugar acima de todos aqueles Vasus. 9 Porque leva para os Deuses as oblações dos adoradores deles. triunfante como um touro entre o rebanho de vacas. àqueles que vivem.56. como um tesouro. Esse ato é atribuído a Indra em 1. 6.4 Nos caminhos mais excelentes ele mediu o ar. Brilhante. Os Bhṛgus8 te estabeleceram entre a humanidade para os homens. belo. a ti. 7 A descrição de Agni nesse verso e no seguinte se aplica. Protege o cantor do infortúnio. teus adoradores. 11 O hino termina com o refrão que conclui também os hinos 1. como um Amigo auspicioso para o Povo Celestial. acelerando como um carro em direção aos homens. quando ele é aspergido. ele corre através da madeira.194 Hino 58. Filho da Força. Com dentes de chama. eu peço riquezas. coisas fixas e coisas moventes tremem diante dele enquanto ele passa velozmente. sentado como Sumo Sacerdote.

4. ó Agni. suas costas brilham como um cavalo de corrida. ele brilha como um corredor com suas costas. ADHYĀYA 4. doador generoso. Pegando seu próprio alimento o sempiterno. o convidado excelente. os adoradores escolhem como Hotṛ. avanças de modo sedento sobre as varas de madeira. VARGA 23–24.15 Índice ◄►Hino 59 (Oldenberg) ____________________ 12 Literalmente. se torna preto. a ti o Hotṛ. HINO 58. sê proteção. Quando ele procede com seu jorro de luz para a atmosfera imperecível. entre os Āyus. 14 Isto é. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que és belo como um tesouro. que dá riqueza pela nossa prece. 5. para o generoso. agitado pelo vento. o melhor sacrificador nos ritos. Que ele. Sê um abrigo para aquele que te glorifica. grande como Mitra. o imortal sentado como Hotṛ. 1. ó resplandecente. quando ele. com sua foice. que és fácil de invocar para as pessoas. Agitado pelo vento ele se espalha entre os galhos levemente. resplandece na floresta14 como um touro forte (avança) no rebanho. voraz (Agni) permanece nos gravetos querendo beber. tornou-se o mensageiro de Vivasvat.12 Trovejante ele rugiu como o topo do céu. Os Bhṛgus te colocaram entre os homens. Quando tu. 5864. 8. o Hotṛ. um amigo encantador como Mitra para o povo divino! 7. a quem as sete conchas (dos sacerdotes). Eu adoro com bom ânimo Agni. 2.195 Hino 58. então o que é móvel e imóvel (e) os (pássaros) alados temem. 1. O imortal nascido da força nunca se cansa. 6. (impulsionado) pelas conchas sacrificais. Quando ele foi borrifado (com ghee). com ondas ígneas. que é considerado como o Ṛṣi de toda a coleção. Agni! protege do infortúnio aquele que te louva. 3. ó Agni. venha rapidamente de manhã. 15 O último Pāda é a conclusão permanente dos hinos de Nodhas. 13 . o conquistador de riquezas. ó filho do vigor! 9. Agni! protege do perigo com fortalezas de ferro aquele que te louva. Filho da força. AṢṬAKA I. o administrador de todos os tesouros. Ele que tem mandíbulas de fogo. avançando como um carro entre os clãs. O significado é: com suas chamas que são afiadas como uma foice. Logo que os Rudras. como um touro. concede hoje proteção perfeita para nós que te magnificamos. o deus no devido tempo revela bênçãos desejáveis.13 rugindo ruidosamente. entre o combustível. teu percurso. ó deus que nunca envelhece. e eu rogo por riqueza. os Vasus fizeram dele seu Purohita. No mundo divino ele convida (os deuses) com o alimento sacrifical. Ele passa pelo ar nos melhores caminhos.

como uma coluna bem cravada. O Agni Vaiśvānara matou o ladrão (das águas). e mandou chuva (sobre a terra). novamente. Ar. tu és o monarca dos homens descendentes de Manu. Agni. 7 Esses são nomes vêdicos. ou. isto é. 4 O texto tem só manuṣya. como o instituidor do primeiro sacrifício. É dito que Agni é a cabeça do céu. Vaiśvānara. Agni. de ti: mas todos eles se regozijam. Agni. como o difusor de luz múltipla. sendo imortais. e aqueles três. louva. que conhece todos os que nascem. 5 Essa parte da frase é do comentador. Céu e terra se expandiram. como um pilar ou poste. nas ervas. eles são apenas ramificações. . para os deuses. o relâmpago ou fogo elétrico. como sua principal fonte de sustento. 1 a métrica é Triṣṭubh. nas águas. Tesouros foram depositados em Agni Vaiśvānara. o fogo ou calor natural do estômago. Eu exalto a grandeza daquele derramador de chuva a quem os homens celebram como o matador de Vṛtra. que recita os louvores de um príncipe ou grande homem. a cabeça do céu. Tu. na forma de Vaiśvānara. para o filho deles. Todos os deuses te produziram. o vaidyuta. 4. ou entre os homens. tua magnitude superou aquela do vasto céu. O sacrificador experiente recita. 2 Isto é. para o sábio venerável. como aqui indicado. e que guia a todos. tornou-se o soberano da terra e do céu. isto é. – Fogo. o umbigo da terra. a qual separa todas as divindades em três. um fogo comum a toda a humanidade.2 2. de viśva. Quaisquer outros fogos que possa haver. e os sustenta. por sua magnitude. o qual é um elemento principal na digestão. ou bardo. Purūṇītha. Vaiśvānara.5 6. na forma de luz. um homem. Agni (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Nodhas. o instituidor do rito presente. Mas o comentador diz que nós devemos compreender Vaiśvānara. nesse verso. todos. a riqueza (levada pelos Asuras). um panegirista. Varga 25. e nara. é todos os homens. e deve ser adorado. Tu és o soberano de todos os tesouros que existem nas montanhas. Vaiśvānara. o falador da verdade. como os raios (de luz) permanentes no sol. 1. como um bardo. um bandī. 6 Nós temos Vaiśvānara aqui evidentemente identificado com Indra. uma identificação não inconsistente com a teogonia vêdica. de acordo com o comentador.7 Índice ◄►Hino 60 (Wilson) ____________________ 1 Vaiśvānara. 4). em oferendas de iguarias nutritivas. e o umbigo da terra. tu recuperaste. realmente vigoroso. e perfurou a nuvem (obstrutora). por donativo. o deus. como o elemento principal. O termo āryāya pode se aplicar a Manu. para ser recitado na cerimônia a ser observada no dia do equinócio. em batalha. Agni. sacrifícios: seu filho tem o patronímico Śātavaneya. Vaiśvānara. 3 Esse é o primeiro verso de um Tṛca. suporta a viga principal ou telhado de uma casa. como o oferecedor de cem. és o umbigo dos homens. firmemente fixado no solo. como o Agni do firmamento.4 muitas preces antigas e prolixas endereçadas a Vaiśvānara de movimento gracioso.3 3. Śatavani é assim chamado. 5.6 7. ou ao yajamāna. ‘como um homem’. em ti. o filho de Śatavani. e o Sol.196 Hino 59. numerosos. ou o Sol (Nirukta. com muitos elogios. por assim dizer. em um. VII.

sendo considerados como similares àqueles do funcionário terreno. ó Jātavedas Vaiśvānara. teus ramos. Agni é identificado com Indra. Vaiśvānara. Os outros fogos são. Vastos como o céu e a terra. sustentando os homens como um pilar fundado profundamente. celestial. os Imortais todos se regozijam em ti. ó Agni. 6. como um homem.15 filho de Śatavani. assim são os louvores do Filho delas. o centro da terra.14 é celebrado. provavelmente o instituidor do sacrifício. para ser uma luz para o Ārya. 13 O demônio que parava a chuva. Pūru sendo considerado como o progenitor deles. 12 Os homens em geral. A fronte do céu. 7. comum a. com centenas de louvores por Purūṇītha. Tu és o centro. um Deus. Vaiśvānara. diz Sāyaṇa. Mesmo o céu grandioso. O nome não ocorre novamente. Agni tornou-se o mensageiro da terra e do céu.197 Hino 59.9 hábil. não alcançou a tua grandeza. Agni (Griffith) 1. muito brilhante. de fato. 2. para agir. 11 As chamas. e nada é sabido a respeito dele. excelente. 9 . Agora eu contarei a grandeza do herói a quem os filhos de Pūru12 seguem como o matador de Vṛtra: Agni Vaiśvānara derrubou o Dasyu. Índice ◄►Hino 60 (Griffith) ____________________ 8 Um nome de Agni. e beneficiando todos os homens ários [ou arianos]. entre a humanidade. isto é. Como no sol raios firmes estão fixados para sempre. 15 Um rei desse nome. residente com. Vaiśvānara. o mais viril. De todas as riquezas nas colinas. ou arauto. nas ervas.8 das pessoas. os quais constituem o mundo.10 ele é o Arauto. tu trouxeste conforto para os Deuses em batalha. 4. 14 Os descendentes do Ṛṣi Bharadvāja. tem muitos consortes jovens. 3. habitando por seu poder com todos os homens. nas águas. As façanhas geralmente atribuídas a Indra são aqui atribuídas a Agni. tu és o Soberano. são os louvores oferecidos ao filho deles Agni. em Agni. 10 Os deveres do Hotar celestial. Vaiśvānara. sacerdote invocador. santo entre os Bharadvājas. Como as grandes metades do Mundo. Tu és o Rei das terras onde os homens estão estabelecidos.13 partiu Śambara de lado a lado e despedaçou suas barreiras. os Deuses produziram a ti.11 5. verdadeiramente poderoso. os tesouros estão em Vaiśvānara.

é o filho dos dois mundos. nas águas. 17 . nas ervas. em Agni Vaiśvānara todos os tesouros foram estabelecidos.19 como um Hotṛ. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. VARGA 25. como um homem hábil. os deuses engendraram. Índice ◄►Hino 60 (Oldenberg) ____________________ 16 Compare com 7.18 2. o umbigo da terra é Agni. que deve ser adorado. como um pilar suporta o telhado. AṢṬAKA I. como o matador de Vṛtra. 20 Ou. derrubou a arena (aérea) e cortou Śambara. o brilhante. Como os dois grandes mundos para seu filho. o deus mais vigoroso. para ser uma luz para o Ārya. o sūnuḥ rodasyoḥ.1: ‘os imortais não se divertem sem ti’. Agni. – de todos esses tu és o rei. como é conhecido. ele tornou-se o administrador dos dois mundos. estendendo-se por sua grandeza sobre todos os domínios. 7. ADHYĀYA 4. ó Vaiśvānara. está desperto (ou. (nós trazemos) louvores – múltiplos (louvores) para ele que está unido com o sol. ó Jātavedas.198 Hino 59. ó Agni. tendo matado o Dasyu. com pleno crescimento excelente ele ergueu e. com suas bênçãos centuplicadas. 3. A cabeça do céu. 4. 1. Em ti todos os imortais se deleitam. (Os tesouros) que residem nas montanhas. ‘o umbigo’. HINO 59.11. como uma coluna de apoio tu manténs os homens. é louvado) entre os Bharadvājas. 6. 19 A incompletude da construção e da métrica mostra que o texto do primeiro Pāda está corrompido. 5. e entre os homens.1: [“Grande luz. Literalmente.16 Vaiśvānara! Tu és o centro17 dos estabelecimentos humanos. A tua grandeza. Como no sol os raios estão fixos firmemente. novos (louvores) para Vaiśvānara.5. rico em encanto. Agni Vaiśvānara. Deixe-me agora proclamar a grandeza do touro a quem os Pūrus adoram como o destruidor de inimigos. Os outros Agnis (os outros fogos) são na verdade os teus ramos. um deus. assim. no domicílio de Purūṇītha Śātavaneya. A ti. tu por meio de luta ganhaste amplo espaço para os deuses. Vaisvânara. 18 Compare com 4. ultrapassou até o grande céu. a sustenta”].20 Agni Vaiśvānara. para o verdadeiramente forte. Tu és o rei das tribos humanas.

6 Para fazer oferendas queimadas. (sobre o altar). ou dos dois pedaços de madeira. 4 Os sacerdotes conduzem o Yajamāna para o local onde o fogo foi preparado. 1. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é o mesmo. isto é.11 o bom Protetor. rapidamente. o mensageiro (dos deuses) de movimento rápido. com (hinos) aceitáveis.199 Hino 60.5 a quem os homens. o invocador (dos deuses). Índice ◄►Hino 61 (Wilson) ____________________ Hino 60.31. ou do céu e da terra. o Deus do Vento. e aqueles que são mortais. o excelente. e o guardião dos tesouros (nessa) mansão. e é para ser gerado no coração. 7 O texto tem somente esfregando. o desejável. 8 Um ser divino ou semidivino. Veja Muir. 1 . como um amigo (rāti): alguns traduzem como ‘um filho’. Que ele seja hostil (para os nossos inimigos). 204. antes que o sol estivesse no céu. produzem. é dito ser produzido no coração. não parece ser justificada por textos do Ṛgveda. – de modo semelhante como as pessoas prestes a montar em um cavalo esfregam. pois esse invocador venerável (dos deuses). pelos sacerdotes oficiantes. O sânscrito mais moderno confirma o primeiro sentido. que o comentador explica como. Ambos (deuses e homens) 3 são os adoradores de seu soberano.2 (para ser para ele) por assim dizer. ou respiração. ‘ambos’. escovando o lugar do fogo para a oferenda queimada.2]. Mātariśvan trouxe. como um amigo. que é de língua doce. Varga 26. entre os homens. e Agni. portanto. varrendo. ou deuses e homens. 5. alguém não (a) amigo (rāti). o protetor cuidadoso (de seus devotos). Como se fosse um grande tesouro Mātariśvan8 trouxe. O vento trouxe Agni para o sábio Bhṛgu. a parte onde elas vão sentar. Agni (Griffith) 1. filho de dois nascimentos. 2 Como antes [em 1. na hora da batalha. Triṣṭubh. antes do romper do dia. Agni. – o altar. a ti.12 o enviado que se move rapidamente. como um presente. o concessor de residências. o iluminador de sacrifícios. o Sacerdote glorioso9 para Bhṛgu. o senhor dos homens. sacrificando e oferecendo oblações a ele. embora ele tenha perdido o termo original básico. o purificador. porque. A explicação de Mātariśvan como Vāyu. foi colocado (sobre o altar).4 3. Que a nossa mais nova celebração chegue diante daquele Agni. como um cavalo. é gerado do ar: mas esse ar é o ar vital. Original Sanskrit texts. como (um cavaleiro esfrega) um cavalo.1 o célebre Vahni. o deus é Agni. V. 3 O texto tem somente ubhayāsaḥ. um tesouro precioso. é dito. o portador de oblações. Nós.7 Que ele que adquiriu riqueza por ritos sagrados venha para cá. o Yajamāna. de acordo com o comentador. ou os sacerdotes ministrantes e seu empregador. o filho de dois pais. pelo Adhvaryu. que como o mensageiro de Vivasvān traz do céu Agni que tinha estado escondido até agora. trazendo oblações. os descendentes de Manus. o protetor das (nossas) residências. a métrica. um inimigo. friccionando a ti. 5 Agni. como o senhor das riquezas. foi colocado. – aqueles que devem ser desejados (os deuses). para Bhṛgu. como no texto rātim Bhṛigūṇām. ou antes.6 4. ele o preserva no composto arāti. Agni.10 Bandeira do sacrifício. ou no interior do corpo humano. nascidos da linhagem de Gotama. talvez. 2. para assegurar sucesso. e distribuidor (de benefícios desejados). com suas mãos. te louvamos. de manhã. – o filho dos Bhṛgus.

Que o nosso louvor novo e belo. o senhor dos tesouros. homens. 10 . 12 Nascido do céu e da terra e novamente dos dois bastões de fogo. ó Agni. cuja permissão deve ser pedida.14 abastecido com iguarias saborosas.200 2. Mātariśvan trouxe (Agni) para Bhṛgu como um presente precioso como riqueza. Que o nosso louvor auspicioso. 18 Sobre usīj (‘o disposto’). Senhor da Casa. ADHYĀYA 4. ó Agni. O Uśij. como o Senhor guardião das riquezas.17 o transportador. geraram oferecendo satisfação. O chefe da antiga família sacerdotal que tem esse nome. 13 A quem sacerdotes mortais. ele toma o seu lugar antes do romper manhã. chegue a ele o de língua de mel (Agni). é doce como mel. VARGA 26. o mestre familiar da casa na casa: Agni tornou-se o senhor do tesouro dos tesouros. os Āyus. Deuses e homens obedecem à ordem desse Soberano. como denotando os sacerdotes míticos que estabeleceram primeiro Agni e sacrificaram como os primeiros. mais recente. os deuses que são adorados. enfeitando-te16 como um cavalo. 17 O nascimento celestial e o terrestre de Agni. 16 Atiçando-te. o farol do sacrifício. 11 Anunciador do sacrifício por meio de suas chamas crepitantes. os homens que anseiam e adoram. 3. I. O Hotṛ (Agni) sentou-se antes do amanhecer entre os clãs. quando ele é consagrado. os Uśijs18 oferecendo alimento sacrifical. homens da família à qual o Ṛṣi do hino pertence. alcance a ele cuja língua. te louvamos. 5. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. o purificador. adorável com os homens. Como tal. 14 Pela agitação rápida do bastão de fogo. o famoso. 1. Bom para a humanidade. o Vasu foi estabelecido entre os homens. o ansioso Purificador foi colocado entre os homens como Sacerdote digno de escolha. 5. o mensageiro pronto e imediatamente bem sucedido. 15 Os descendentes de Gotama. Índice ◄►Hino 61 (Griffith) ____________________ Hino 60. criaram. veja Bergaigne. 3. 4. o melhor Hotṛ entre os clãs. para fazer-te brilhar como homens tratam de um cavalo de corrida de manhã. 4. enriquecido com a oração. o realizador de culto. venha logo e cedo. Que ele. 13 Por provar as libações doces. o veloz premiado. protetor das riquezas da residência. 2. nascido do coração. Que Agni seja nosso amigo. o senhor dos clãs. Índice ◄►Hino 65 (Oldenberg) ____________________ 9 Agni. a quem os sacerdotes humanos em nosso estabelecimento. AṢṬAKA I. nós Gotamas15 te exaltamos com hinos. HINO 60. e os mortais. mesmo em seu nascimento. com seu forte empenho. com os nossos pensamentos (piedosos). nascido do nosso coração. Ordenador. os Gotamas. esfregando-te como (eles esfregam) um cavalo de corrida veloz que ganha o prêmio. Assim nós. Senhor da Casa. Ambos seguem seu comando. Como sacerdote. de nascimento duplo. 57 e seguintes. Que aquele que dá riqueza pela nossa prece venha rapidamente de manhã.

Indra (Wilson) (Sūkta IV) O deus é Indra. o concessor (de coisas boas). o destruidor das cidades (dos Asuras). para celebrar o heroico. 2 Ele pode ser chamado dessa maneira porque tudo no mundo procede da chuva. e concessor de alimento Indra. (?) aprecia. tendo pegado os tufos da grama sagrada. como um carpinteiro constrói um carro. ou penetrou em. Com referência a esse significado. ou atraiu. no Nighaṇṭu. eu combino louvor com elocução. o derrotador (de seus inimigos). a qual é um pouco obscura.) para aquele Indra. significa o sacrifício (yajña) personificado. 3 O termo do texto é Viṣṇu.1 como (um homem atrela) um cavalo (a um carro). chama para a batalha. eu entoo (para ele) exclamações que podem ser eficazes para derrotar (meus inimigos). e na compreensão. nuvem. à altura de toda façanha. além das sete colinas. 9. hábil em conflito. na mente. perfurou a nuvem. rápido. vigoroso. 6 O comentador diz. depois do que ele permaneceu escondido atrás de sete passagens difíceis. e oblações excelentes para o sábio Indra. por causa de alimento. 5. 4 8. e da terra. no coração. o matou”. e aha. e desimpedido Indra. como alimento (para um homem faminto). o sábio. A magnitude dele. a riqueza dos Asuras. 7. o senhor antigo. com minha boca. 4. Essa explicação é apoiada por uma citação do Taittirīya. por isso. Indra. Para propiciar aquele Indra. Varga 27. uma exclamação alta. Tvaṣṭṛ afiou o raio de ação boa. para exaltar a ele que é o exemplo (de todos). aquele que permeia o universo. aceitáveis como) alimento (para o faminto. o autoirradiante em sua residência. e do firmamento. perfurou. Outros (também) adoram Indra. O último é definido como o instrumento de invocação. hino. Bebendo rapidamente as libações. Eu ofereço (oblações. Para aquele Indra.3 roubou os maduros (tesouros dos Asuras). a riqueza acumulada dos Asuras. o primeiro significa. é dada uma explicação diferente do texto. de vara. (de modo que o condutor) pode. em qual condição ele roubou. ou os dias de preparação iniciatória para o rito. digno de louvor. Ou ele pode significar sacrifício. o grandioso. ou realizou. 2. Varga 28. – adoração que é aceitável. as esposas dos deuses. ultrapassa aquela do céu. enfrentando. Eles dois não superam a tua vastidão. e oblações que são agradáveis. um dia. 6. o sacrifício. e devorando as iguarias agradáveis (oferecidas) nos três sacrifícios (diários) os quais são dedicados ao criador (do mundo). para a batalha. para ele que tem direito a elogio. munificente. Ele abarca os extensos céu e terra. e perfurado as sete colinas. é dito. obter alimento. pois pela colisão mútua das nuvens a chuva é gerada. ele chama as nuvens para a batalha. Indra. de fato. não se empenhou em combate com nenhum inimigo indigno. 5 As esposas dos deuses são a Gāyatrī e outras métricas dos Vedas personificadas. 1. ou passado pelos sete dias de iniciação. tendo atravessado os sete desfiladeiros difíceis. Eu ofereço adoração àquele poderoso. o Ṛṣi e a métrica são os mesmos como no precedente. ele (Indra). que é ainda mais obscura: “Esse Varāha. o ladrão do que é belo. como sempre. Eu ofereço. 3. aplicado a Indra. o lançador do raio. e. 1 . 4 Varāha. o órgão da fala. ou louvor em métrica. com qual (arma) fatal o soberano poderoso e subjugador de inimigos cortou os membros de Vṛtra. 6 Ārkaṃ juhvā. com palavras de louvor puras e poderosas. como aquele que permeia o mundo inteiro. de fato. um dos sinônimos de megha. Viṣṇu. uma bênção. 2 ele. Eu preparo louvores para ele.5 dirigiram seus hinos. Àquele Indra as mulheres. – louvores bem merecidos. na destruição de Ahi.201 Hino 61. de alvo certo.

nos tempos antigos. vikartārah. como oblação.202 10. Para Indra.10 – louvores para ele que ouve alegremente os nossos louvores. como vacas (recuperadas de ladrões). cortou em pedaços. Indra defendeu o sacrificador virtuoso Etaśa. Indra. ‘corta em pedaços os membros de Vṛtra. os rios se divertem. Em um período subsequente. isso prova que nenhum horror era ligado à noção de um pedaço de carne. 15. o filho de Svaśva. como o artífice molda um carro para o homem que precisa dele. então. Proclamem. com seu raio. rápido. e senhor de riqueza múltipla. o comentador acrescenta. e. para assegurar a tua presença. as antigas façanhas daquele Indra de movimento rápido. – (como açougueiros retalham) uma vaca. ganhando luz do céu. a ti. Para ele eu formo um louvor. seja rapidamente (abençoado). em alguma disputa entre ele e o Ṛṣi Etaśa. ou trinchadores. 11. preces oferecidas muito especialmente para Indra. dividem. 13. prefere (receber) daqueles (que o louvam). por medo do aparecimento dele. 9 A lenta relata que um rei chamado Svaśva. visto que ele abriu (um caminho para eles. louvando. lança teu raio contra esse Vṛtra. o absorvedor (de umidade). único (vitorioso sobre seus inimigos). Indra tomou o partido do último. (concede a ele) alimento. todo comovente. e as águas fluam (sobre a terra). entre os hindus. os descendentes de Gotama têm oferecido. com novos hinos. Talvez a palavra seja vikretārah. A ele esse louvor é oferecido. Louvor. muitíssimo excelente. estando desejoso de um filho. açougueiros. e profiro em voz alta a minha canção. Varga 29. ele. eu ofereço. e concedendo uma (recompensa) para o dador (da oblação). digno de louvor. ele mesmo. o céu e a terra tremem. que atrelas corcéis. 7 8 . meu pensamento para o irresistível. um hino bem formado. Indra (Griffith) 1. tinha sido imerso em água: Indra o levou para a terra seca. (gor na): o comentador fornece o resto. embora possa não ser muito claro o que significa o termo usado por Sāyaṇa. e separa as juntas dele. quando. preces de eficácia. com meus lábios a minha adoração. de manhã. com vigor. Que ele que tem adquirido riqueza por meio de atos pios venha para cá. e. como de uma vaca’. Para ele mesmo. para o sábio Indra. Vṛtra. forte e altamente exaltado. os membros de animais. De qualquer maneira. forneceu um lugar de descanso para Turvīti.) com seu raio. os trinchadores de carne. o Doador mais generoso. de movimento ligeiro e dotado de força. vendedores de carne. Índice ◄►Hino 62 (Wilson) ____________________ Hino 61. Por medo dele. Pelo poder dele. 14. e libertou as águas que preservam. o qual ele. O nome de um Ṛṣi que. para exaltar com cânticos de invocação e com hinos belos o Senhor. quando lutando com Sūrya. – como homens mundanos. Para ele. repetidamente. Que Nodhas. por seu vigor. o poder preservador daquele amado Indra. que é o Senhor de antigamente. que. 10 E ordena que ele seja feito. manejando suas armas em batalha. 4. 2. que és o senhor (de todos). adorou Sūrya. as montanhas estáveis (estão imóveis). consenciente (com os desejos) do dador da oblação. O texto tem. o de movimento rápido. 3. os cantores têm enfeitado seus louvores com coração e mente e espírito. rapidamente.7 12. nasceu como o filho do rei. eu trago a minha canção de louvor como iguarias saborosas. Concede a eles todo tipo de afluência. eu ofereço. Indra. A expressão é notável. ele enfrenta e destrói seus inimigos. meu hino auspicioso para o Vitorioso. Indra. Estabelecendo sua supremacia. ou o senhor de bons (su) cavalos (aśva).8 de modo que as chuvas possam brotar dele.9 16. aqui e ali. cortadores.

através do esplendor impetuoso dele. Agora para ele dessas coisas tem sido dado o que ele. sim. lançando suas armas em batalha. o meu hino. os castelos da nuvem que aprisiona a chuva. de fato. como se fosse um cavalo.98. Para ele mesmo Tvaṣṭar forjou o raio. o poderoso com o que atinge. 16 O feroz demônio Vṛtra. e 7. 15 Indra o mais poderoso. 13. Indra. tremem por pavor. para ti. famoso em toda parte. por amor de glória. a magnitude dele supera a magnitude da terra.3. Concede atenção a elas. surge. não superam. auto-resplandecente. as montanhas fixas. ele. firmes. Assim. Vasto. também. 12 . como de um boi. Usando seu poder e favorecendo aquele que venerava. seu adorador. com coração inclinado à generosidade. contra esse Vṛtra lança teu raio de trovão. 11. 1895.18 teceram elogios. com movimento impulsivo. para Indra. para reverenciar o herói. Indra ajudou Etaśa. que governa sozinho sobre muitos.203 5. 3.32.12 7. 13 o grande Viṣṇu tinha bebido a libação. 13 A mãe de Indra. Ele deixou as torrentes seguirem livres. 9. quando.16 atirando através da montanha.14 as iguarias cozidas. Os rios procederam. vitorioso. Para ele. para a batalha. escolhe. as Damas. celestial.20 16. Sim. Os acepipes saborosos. na disputa dele com Sūrya e seus cavalos. os feitos dele. 12. O poderoso céu e a terra ele envolveu: a tua grandeza o céu e a terra. por glória. nas libações de sua mãe. desenvolveu-se em sua casa. Logo que.10. com teu amplo poder. Veja 3. ganhe rapidamente força heroica. venha logo e cedo. dele que se move rapidamente. Rompe as juntas dele.11 6. Desse modo. espremedor de Soma. golpeando – o vasto. Doador generoso. Índice ◄►Hino 62 (Griffith) ____________________ 11 As fortalezas dos demônios atmosféricos da seca. Tais louvores e sacrifício levaram Indra a ajudar Etaśa. 20 Louvores e sacrifício têm sido oferecidos a Indra. 19 O Ṛṣi ou vidente do hino. ele fez um vau. os Gotamas trouxeram suas orações para agradar-te. o secador das águas.48. 15. juntos. Ele mesmo possui tudo mais. Através da sua própria força Indra com raio de trovão cortou em pedaços Vṛtra. Veja 8.5. 14. de modo que as torrentes de chuva possam seguir. ar e céu.19.17 8. Consortes dos deuses. 18 Provavelmente isso significa as Águas Celestiais. ele saqueou. Indra.66. para agradar aquele Indra. sim. Janeiro. enriquecido com a prece. para Turvīti. Quando ele. 17 A nuvem pesada na qual Vṛtra estava envolvido. Aditi. O que atinge: o raio ou relâmpago. o mais habilmente forjado. A. com minha língua eu enfeito. A. A minha versão corrigida dessa estrofe eu devo ao artigo do Prof. lutando na competição de cavalos com Sūrya. destruidor dos castelos. que junges Cavalos Baios. ele com ira impetuosa abate os inimigos. Que Nodhas.19 sempre elogiando a proteção desse Amigo querido.9-10. Cantem com novos louvores suas façanhas feitas outrora.2-3. com o qual ele atingiu as partes vitais de Vṛtra. com raio oblíquo. adornadas com toda beleza. no Journal of the Royal Asiatic Society. aprovado por todos os homens. como vacas aprisionadas. e todo o céu e a terra. de voz alta e forte para a batalha. que lhe deu Soma para beber assim que ele nasceu. quando ele matou o dragão. Macdonell sobre os Estudos Mitológicos do Ṛgveda. Que ele. Veja 2. mas Um mais forte15 trespassou o javali selvagem. dividido em partes. 10. visto que com seu raio ele os cercou por todos os lados. 14 O estoque de chuva do demônio.

proclamaram sua alegria em alta voz. e os deuses. sacerdotes. tu tens dissipado a escuridão com a alvorada e com os raios do sol. os nossos antepassados. – aqueles que conduzem sacrifícios por nove meses. Continuação do Anuvāka 11. 4 Sāyaṇa identifica os sacerdotes (vipras). ou influenciado. de acordo com uma interpretação. É dito que os sete sacerdotes são Medhātithi e outros Ṛṣis da família de Aṅgiras.5 5. mas elas são ainda menos satisfatórias. partiu em duas as eternas e unidas (esferas do céu e da terra). ela concordou em fazer isso somente sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. tal como os Rathantaras. uma nuvem. a nuvem frutificante divisível. – os deuses. todos os quais estavam apavorados pela voz ou trovão de Indra. aquilo que produz fruto. – aquele que não é alcançável por esforço.phaligam . Ofereçam. pois navagati pode significar ‘aquele cujo curso ou condição é novo. como o sol no augusto e muitíssimo excelente firmamento. e outras preces. esforço. Vamos repetir uma prece para o célebre líder de todos.7 mas (é facilmente propiciado por) aqueles que o louvam com hinos sagrados. louvado pelos Aṅgirasas. como Aṅgiras. o protetor ou mestre (pati) dos grandes (bṛhatām). em um discurso aceitável para aquele Indra poderoso e digno de louvor. e reconhecendo as pegadas. O último é explicado aqui como nuvem. um Asura. 19) para a confirmação disso. 1 .’ melhor do que ‘por nove’. mas a interpretação de Yāska da palavra navagvā é duvidosa. aparentemente. A expressão é āṅghūṣyaṃ . Isso é contrastado. fácil de ser alcançado. Indra (Wilson) (Quinto Adhyāya. Saramā assegurou alimento para seus filhotes. um Sāma adequado para ser recitado alto. 2. e o segundo. nesse lugar. ou por dez.2 Então Bṛhaspati3 matou o devorador. Ou as três palavras podem ser consideradas como substantivos. Varga 2. para não ser conquistado em batalha: por isso Rosen o traduziu como invictus. ao vasto e mais poderoso Indra. Outras etimologias são sugeridas.204 Hino 62. Varga 1. Ele. 1. por seus adoradores. e vala. os Aṅgirasas. Indra. 4. 4 e. Ele cita o Nirukta (XI. ou faz os grãos crescerem por meio da sua chuva. que não pode ser alcançado por meio de violência. Mas o comentador compreende que Sāma. ele diz. e que requere a inserção de susādhya. Os feitos daquele airoso Indra são muito admiráveis. por louvores. que são geralmente consideradas partes do Sāma Veda. espalhados sobre a superfície da terra. sejam empenhados por nove meses.Sāma. 7. para trazê-lo para a cerimônia. suas façanhas são as mais gloriosas. aquilo que é para ser dividido pelo raio. adri significando. O gracioso Indra nutriu o céu e a terra. e resgatou as vacas. (com preces) de eficácia. a veneração mais sincera. por tua voz. 2 Quando Indra desejou que a cadela Saramā partisse em busca do gado roubado. o primeiro. Nós meditamos. isto é. Ele pode ser derivado de yāsa. além de eles serem o Ganges e outros. e similares. e aqueles que os conduzem por dez. Destruidor de inimigos. que. tu tens endireitado as elevações da terra.valaṃ. uma montanha. Triṣṭubh. um cântico próprio para ser cantado em voz alta. na medida em que ele tem reabastecido os quatro rios6 de água doce. como sempre. Poderoso Indra. tu apavoraste. 6. a métrica. significa cantar ou entoar os Ṛcas. o que Indra prometeu. como no último. que deve ser venerado. phaliga. 6 Nenhuma especificação desses quatro é dada. desejosos de proteção (segura). recuperaram o gado (roubado). 3 Bṛhaspati é aqui usado como um sinônimo de Indra. são de duas classes. 5 Ādriṃ . Quando a busca foi iniciada por Indra e os Aṅgirasas. 3. 7 O termo ayāsya confundiu o comentador. através dele. com os Aṅgirasas. que deves ser satisfeito com um hino laudatório e de boa pronúncia pelos sete sacerdotes. com o gado. tu tens fortalecido as fundações da região etérea. adorando-o. Sūkta V) O Ṛṣi é Nodhas. com o que se segue.1 pois. e o deus.

205 8. em suas revoluções. compôs. que deves ser louvado com hinos sagrados. e resoluto.) produzes. O filho da força. com (todas as) suas energias. Índice ◄►Hino 63 (Wilson) ____________________ Hino 62. as mentes deles aderem a ti. a cadela de caça de Indra e mãe dos dois cães chamados pelo nome da mãe deles. e o obtém’. 10. que existes sempre. através de quem os nossos antepassados. 12 Bṛhaspati ou Brahamaṇaspati é o Senhor da Prece. 2. um dos primeiros instituidores de cerimônias religiosas. Belo Indra. para nós. por teus atos. Que a prática não é totalmente moderna torna-se óbvio a partir das pinturas das cavernas de Ajanta. tu que és diligente em ação. ‘brahma. os Aṅgirases. Poderoso Indra. – a noite. aqueles que estão ansiosos por riquezas. portanto’ como observa o professor Roth. esse novo hino. 8 Isso parece sugerir que os dedos eram empregados na realização do que é. com seus membros escuros. mas aos descendentes dos Aṅgirases. alternadamente.12 encontrou o gado. Desde uma época remota os dedos contíguos. como as esposas (dos deuses). nascidas repetidamente. Veja 1. o filho de Gotama. A oração trespassa o objeto de seu desejo. Varga 3. dentro de vacas ainda imaturas. 9.11 Bṛhaspati perfurou a montanha. A lenda diz que Saramā concordou em partir em busca do gado roubado sob a condição que o leite das vacas fosse dado aos filhotes dela. (Indra. como esposas afetuosas a um marido carinhoso.10 3. és ilustre. que são os cães de guarda de Yama o Deus dos Mortos. o comentário compreende isso como somente seu uso em atos de culto ou homenagem. 11 É dito que Saramā. 13. perseguiu e recuperou as vacas roubadas pelos Pa ṇis. Nodhas. com veneração. e incansáveis praticam. encontraram o gado. Indra. rapidamente. oração. demasiado poderoso. cantando louvores e conhecendo bem os lugares. o que se supõe significar que Saramā é a Aurora que recupera os raios do Sol que foram levados pela noite. Indra (Griffith) 1. mas sempre jovens. o céu e a terra. (endereçado) a ti. os piedosos que estão desejosos de ritos sagrados. um cântico de louvor para aquele extraordinariamente forte.72. Poderoso Indra. Tu. Belo Indra. 8 e. 9 Do mesmo modo que Aṅgiras. 10 As nuvens de chuva. Quando Indra e os Aṅgirases desejaram. evidentemente. ‘É. (Noite e alvorada) de cor variada. certos entrelaçamentos e gesticulações que acompanham a prece. Como Aṅgiras9 nós ponderamos sobre um louvor que alegra para aquele que ama música. assíduo em boas obras. Sārameyas. e aqueles que são sábios. desde um período remoto. não mutáveis. chamado de mudrā. sejam pretas ou vermelhas. Ao grandioso tragam grande adoração. mantém sua antiga amizade (por seu adorador). que atrelas teus corcéis (ao teu carro). Que ele que adquiriu riquezas por meio de atos virtuosos venha para cá. 11. as riquezas que têm há muito tempo sido mantidas em tuas mãos não sofreram perda nem diminuição. Saramā encontrou provisão para sua prole. de manhã. as irmãs protetoras cultuam a ele que não tem desonra. a alvorada. os heróis gritaram com as vacas em triunfo. dedicado a boas obras. têm percorrido. com a qual o Deus rompe o esconderijo do inimigo. se dirigem a ti. o leite maduro e lustroso. atualmente. Tu. Ludwig é de opinião que a palavra ‘prole’ no texto não se refere aos filhotes de Saramā. e és o guia seguro (de todos). Enriquece-nos. com seus membros luminosos.8. ou os raios de luz que vêm depois da efusão de chuva. . Cantemos glória ao herói muito afamado que deve ser louvado com hinos belos pelo cantor. várias das pessoas das quais estão. realizando os gestos com os dedos. diligente em atos virtuosos. 12. muitos milhares de atos de devoção (para Indra).

cada uma de sua maneira. 18 Indra. ó Poderoso. os Navagvas e os Daśagvas também são os Aṅgirases ou seus aliados sacerdotais. ele separou antigamente o Par antigo. moldou essa nova oração para ti Eterno. 13 . gibt weisse milch die rothe kuh’. divino. e rugido. Como esposas ansiosas se unem ao seu marido ansioso. perto de onde o céu se curva. Eles são chamados de condutores velozes porque seguem rapidamente a trilha das vacas roubadas. permanecem incólumes. ó Indra. Que. maduro ou cozido em seus úberes. a mais bela maravilha do Operador de Prodígios. No mais alto céu como Bhaga. wie geht es zu. que atrelas os Corcéis Fulvos. a Aurora com membros de esplendor. 7. inflexível: fortalece-nos com poder. provês o leite maduro de cor branca brilhante. Seus caminhos. com os mais novos louvores têm acelerado em direção a ti. Tu nas vacas cruas. 21 Um nome que ocorre frequentemente dos dedos quando empregados em atos de culto. ó Senhor do Poder.] 20 Os rumos da Noite e da Manhã. com a Alvorada. Indra. como na cantiga infantil alemã citada por Zimmer: ‘O sage mir. [Uma tradução aproximada: ‘Ó. as Damas jovens. diferentes em cor. 15 Céu e Terra. diga-me como é que é branco o leite da vaca vermelha’. 9. o Par tem viajado em alternância em volta do céu e da terra desde os tempos antigos. venha logo e cedo. despedaçaste a montanha. ó Senhor. Vala é o demônio que mantém as vacas aprisionadas. tu. Tu és esplêndido. Pensamentos antigos. grito alto. 6. o Sol. Índice ◄►Hino 63 (Griffith) ____________________ Os sete cantores são provavelmente os próprios Aṅgirases. destruidor de inimigos. sete cantores. 8. com o raio laceraste o obstrutor Vala. Śakra. dissipaste as trevas. com adoração. A cor do leite também é contrastada com aquela das vacas. 17 Noite e Manhã. o filho de Gotama. 14 Fluindo para o distante horizonte. 12.206 4. Indra. 19 As vacas são chamadas de cruas como contrastadas com o leite morno. hábil em operação.15 sempre unido. Este é o ato mais digno de toda a honra. Louvado pelos Aṅgirases.16 ele o fazedor de maravilhas estabeleceu as duas Damas17 e a terra e o céu. tens espalhado os altos cumes da terra.20 conectados antigamente. sábio. e raios. Que ele. com condutores velozes. Deus Forte. 13. Líder infalível.13 5. assim una os nossos hinos a ti. Incansável. as riquezas que as tuas mãos têm segurado desde os tempos antigos não acabaram nem diminuíram. a Noite com seus membros negros. 22 Indra. com Daśagvas. tu. com os Navagvas. Ó poderoso Indra.14 ele fez quatro rios fluírem cheios de ondas que carregam água doce. Grito médio. Nodhas. tu. 10. conquistado por hinos laudatórios. Continuamente nascidas de novo. buscando riqueza. enriquecido com a oração. o Filho18 com poder mantém sua amizade perfeita. Tu. elas com grande poder preservam os estatutos imortais. Rico em boas ações. 11. Para muitos milhares de obras sagradas as Irmãs 21 sevem o Senhor orgulhoso22 como esposas e matronas. e fixado firmemente a região embaixo do céu. o mais potente.19 de cor preta ou vermelha. 16 Bhaga é aqui o Deus Supremo.

Tu. Concede-nos vários tipos de alimento. 1 tu atacas teus inimigos. ele faz atos não desejados pelos inimigos dele. destrói nossos inimigos. 2. na guerra. 1. trazido (para cá) por teus corcéis. emissor de chuva e manejador do raio. mas nenhuma informação adicional é dada no comentário. Indra. – Kutsa seria um príncipe que teve parte ativa na subjugação das tribos originais da Índia. o chefe dos Ṛbhus. tu nos concedes (existência). 7. Isto é. mas em defesa de seus amigos e adoradores. realizador de atos não desejados. – bárbaro ou alguém não-hindu. de rei. no mesmo relato (hino 51). todas as criaturas. Então. Indra (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. e as montanhas. e. como com uma maça. 2 . e mataste Śuṣṇa. a riqueza de Anhu. de manhã. Louvores têm sido proferidos para ti. Indra. e. e métrica. como os (trêmulos) raios do sol. tu atrelas teus cavalos que se movem de vários modos. – (de modo que ele possa ser tão copioso) quanto água. teu adorador coloca teu raio em tuas mãos. ajudaste o jovem e ilustre Kutsa. tornando-te manifesto (na hora de) temor. pelos filhos de Gotama. seja sempre concedida. manejador do raio. se ele empreende a destruição deles. 4 Mesmo que hostil a ele. Indra é. Indra. tu cortaste. o que humilha e ataca (teus inimigos). tu és o poderoso que. para nós. ó rei. 5 Purukutsa é chamado de Ṛṣi. Indra. poderoso Indra. e Anhu. Varga 4. deus. assim como tu és. que não desejas ferir nenhum (mortal) resoluto. o animaste a (adquirir) tal (renome) como aquele que. guerreando em nome de Purukutsa. 8. (eles têm sido) proferidos. tremeram. como no caso de Kutsa. herói. e a deste para ele. Indra. De acordo com o significado aparente de Dasyu. alimento abundante.4 abre todos os quadrantes (do horizonte) para os cavalos de nós que te louvamos. 4. o amigo do homem. 3. Quando. 5 tu aniquilaste as sete cidades. (para ti). de Asura.2 no combate mortal e travado de perto. manejador do raio. divino Indra. em si mesmo. 3 Os Dasyus são descritos como os inimigos de Kutsa. que conquistas facilmente (teus inimigos). Que ele que adquiriu riquezas por atos virtuosos venha para cá. com reverência. no conflito cerradamente aglomerado e concessor de riquezas. Indra. Que essa tua ajuda. quando tu fazes a água fluir por toda parte. Aumenta. o céu e a terra. Tu.207 Hino 63. destróis as numerosas cidades deles. o subjugador de inimigos. de fato. 5. rapidamente. herói munificente. indiferente àqueles que são contrários a ele. por toda a terra. tu (adquiriste) quando tu mataste Vṛtra. Varga 5. com o qual. 9. (quando nós estamos expostos) à aversão (dos nossos inimigos). – pelo qual. e todas as outras coisas vastas e sólidas. sempre te saciando (com oblações). como se (ela fosse um tufo) de grama sagrada. Os homens te invocam. por medo de ti. 6. glorificado por muitos. e quando. por tuas energias. digna de ser desfrutada (por guerreiros) em combate. por Sudās. sustentaste. e. Esses nomes ocorreram antes. o melhor de todos os seres. Índice ◄►Hino 64 (Wilson) ____________________ 1 Isto é. aludido na estrofe anterior. não é em seu próprio nome. tu afugentaste os Dasyus3 em batalha. Sudās. como antes.

esses tu desafias. em vontade irresistível. 9. Herói. tu favoreceste. como com uma maça. 9 Demônios hostis. 1.208 Hino 63. ‘com reverência a ti ligado com teus cavalos baios’. dirigidas a ti. como grama tu os arrancaste. Indra. Tu és o Poderoso. enriquecido com a oração.2. em seu medo de ti. e por necessidade. todas as montanhas firmemente fixadas e as criaturas monstruosas se agitaram como poeira diante de ti. ó Divino. venha logo e cedo. 5. tu de grande alma. 10 Um favorito de Indra e dos Aśvins. Veja 1. ó Indra. Orações foram feitas por Gotamas. com vitória fácil tu dilaceraste os Dasyus9 em sua habitação distante. como um amigo. ó Muito Invocado. para o jovem e glorioso Kutsa. armado com o Trovão! demoliste os sete castelos. 7. Veja 1. Ó Indra. Que. trouxeste ganho para Pūru.47. Indra (Griffith) 1. forte em ação. e à carruagem dos Aśvins.174. Índice ◄►Hino 64 (Griffith) ____________________ 6 Os louvores do adorador fortalecem Indra. 3. 4. Quando os teus dois Baios viajantes tu puxaste para cá. no conflito concessor de luz. Tu. 8 Foi mencionado antes como o protegido de Indra.51. com louvor pelos teus Cavalos Baios. Isso tu fazes. circundante. Aquele que faz Trovejar. 12 Esse é claramente o sentido das palavras como elas são. ao lado dele. Abre a pista de corridas para os nossos cavalos. por Sudās. vencedor. Quando. sempre devia ser implorada em atos de força em combate. tu fazes o próprio vigor fluir para nós para sempre. e o incitam à realização de façanhas gloriosas. mata. com poder tu terrificaste a terra e o céu. ó Indra. Sāyaṇa explica. é um epíteto aplicado ao Sol também. Que ele. 2. Chefe acima dos três seres semidivinos que por suas boas obras se elevaram à imortalidade e divindade. 4.11 nos alimenta com alimento variado abundante como água – alimento com o qual. Essa tua ajuda. 11 Parijman. tu esmagaste Vṛtra.20. quando nasceste. 8. Facilmente. tu derrubaste os inimigos e muitos castelos. tu és o Senhor dos Ṛbhus.6. nota. Tu és leal. Veja 1. Sudās (veja 1. Deus que te moves em volta de nós. Por isso os homens te chamam. ó Indra. ou talvez tribos selvagens.7 heroico. ó Indra. Indra. ó Herói.8 com cavalo e carro mataste Śuṣṇa em combate. armado com o Trovão! os nossos inimigos. 6. Guerreando por Purukutsa10 tu.7.8. ó Indra. com o qual.112. teu adorador6 colocou em teus braços o trovão.52. e não és ferido. 7 . quando. quando. Rei.14 e 1. no tumulto da batalha. 33. mesmo na ira do mortal mais forte.12 Traze-nos de forma nobre riquezas abundantes.6) e Pūru são reis ou chefes de clãs.

dos Maruts. por sua chuva. os deuses são os Maruts. e borrifam a terra com a água. em suas mãos. Eles são Satvāno na. eles têm colocado. na estrada’. belos e vigorosos. agitando as nuvens. 10. devoradores de inimigos. que são os vāhanas. encantando (seus adoradores). que são eficazes em ritos sagrados. derrubam as florestas. como elefantes3 (em uma manada.209 Hino 64. a manteiga clarificada. e de movimento rápido. e. Os circundantes e agitadores Maruts ordenham úberes celestes. e a ordenham. Os mais sábios Maruts rugem como leões. 2 Pṛṣatībhih. e. seguram. ou ocorre. de força mortal em sua ira. ou corcéis. como montanhas em estabilidade. deixando um amplo espaço para explicação. a métrica é Jagat ī. de bravura infinita. Sāyaṇa. que são bondosos para os homens. os conquistadores de seus inimigos. quando vocês põem vigor em suas (éguas) vermelhas. líderes. a flecha. propõe outro significado: ‘como uma carruagem que passa por cima e esmaga gravetos e palhas no caminho’. de brilho resplandecente. do céu ou da terra. ‘como aquilo que é produzido. Eles enfeitam seus corpos com vários ornamentos. com os cervos pintalgados. Como cavalariços guiam para frente um cavalo. 8.2 e suas armas. 3. 6. aqueles emitentes de chuva e que amadurecem frutos. Eles nasceram. por elegância. no qual ela é Triṣṭubh. – a tropa de demônios que acompanha Parameśvara ou Śiva. 1 . do céu. Nodhas. Os munificentes Maruts espalham as águas nutritivas. Satvānah é explicado como Parameśvarasya bhūtagaṇah. (para proteger o sacrificador) contra interrupção. combinados com a força. e purificando (a todos). de progresso desimpedido. eles nasceram. destrutivos daqueles que não cultuam (os deuses). Oferece. (e fluem facilmente) como as águas. as nuvens à parte. que são heróis. poderosos como maus espíritos. eles com seu poder criam os ventos e os relâmpagos. eles estão desejosos de conceder (os desejos do adorador). sua (glória) senta em carruagens providas de assentos. trovejante e inesgotada. que são oniscientes. 3 Āpathyo na. que estão separados em tropas. Rudras jovens. 4. que repelem inimigos. literalmente. eles trazem adiante. 1. coletivamente. a nuvem que se move rapidamente. coabitantes com a riqueza. eles vêm. destruindo (seus inimigos). visível como (uma bela) forma. Varga 6. e que são líderes (de homens). ou como o encantador relâmpago. e imperecíveis. Sereno. os oniscientes são graciosos como o cervo pintalgado. vocês fazem ressoar o céu e a terra (em sua chegada). derrubam as árvores em seu caminho). Os Maruts. com seus antílopes. (guirlandas) brilhantes em seus peitos. com elas e sua própria força. Maruts (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é o mesmo. os filhos de Rudra. dignos de adoração. Aumentadores de chuva. louvor sincero à companhia dos Maruts. em sacrifícios. e cujo poder é fatal em sua fúria. exceto no último verso. limpos do pecado. Varga 7. 11. eu profiro os louvores concebidos em minha mente. como elefantes. radiantes como sóis. Maruts. 7. agitam todas as substâncias. e imóveis como montanhas. Varga 8. vocês. de som alto. e de formas terríveis. 5. Vastos. eles impelem.1 difusores de gotas de chuva. possuidores de conhecimento. lanças são carregadas em seus ombros. Enriquecendo seu adorador. com rodas douradas. por sua força. cuja arma (de ataque) é Indra. portanto. 2. e com as mãos postas. como sacerdotes. 9.

e que a tudo discerne. 13. – (riquezas) calculadas às centenas e aos milhares. Eu enfeito minhas canções como alguém de mão hábil. (Sacerdotes). 12.5 eminente por boas obras. eles nasceram juntos. Maruts.11 É dito que os Maruts são adorados no terceiro ou cerimonial vespertino. rapidamente. e mortificantes para nossos inimigos. Com ornamentos brilhantes eles se enfeitam para exibição. 4. Jovens Rudras. riquezas. livres de mancha e mácula. 3. até os mais fortes.9 que nunca envelhecem. purificam tudo. devoradores do inimigo. Ṛjīṣiṇaṃ abhiṣunvanti. por cem invernos. espalhando gotas de chuva. ele realiza o culto necessário. 6 O Ṛṣi ou vidente do hino endereça essa linha para si mesmo. Eles fazem tremer todos os seres com sua força imensa. e ele prospera. é uma frigideira. em seu significado comum. Maruts.210 honrados com sacrifícios. ó Nodhas. 5 Putra. Maruts (Griffith) 1. 10 As lanças. e. são os filhos de Rudra.4 e derramando (benefícios). filho. de formas terríveis como gigantes. e examinam tudo. Ṛjīṣiṇaṃ. e utilizadores de armas brilhantes. os jovens de Rudra. O homem a quem vocês defendem. o digno de elogio. como montanhas. eles têm se desenvolvido. 7 Ou de Dyu ou Dyaus. Traze para a tropa varonil. ou Deuses da Tempestade. riquezas duráveis. 2. ele adquire alimento. os Grandiosos. O leite é a doce chuva fertilizante. com sua proteção. acompanhadas por posteridade.7 divinos. com louvor. os purificadores. Os que rugem alto. ilustre. por si mesmos. eles mesmos imóveis. as frases finais autorizam a adição. é suprido pelo comentário. e tal neto. que dão força. subversores dos que são estáveis. e sempre crescentes. eles fazem os ventos. são os lampejos de relâmpago. sábia e majestosa.6 para os Maruts traze um presente puro. As lanças10 em seus ombros trituram em pedaços. resplandecendo brilhantemente assim como sóis. derramam água. Maruts. 9 Isto é. matadores das nuvens que não dão chuva. com seus cavalos. Índice ◄►Hino 65 (Wilson) ____________________ Hino 64. atacantes espontâneos (de seus inimigos). de acordo com o texto. Que nós criemos tal filho. o capturador de riquezas. os filhos de Rudra. o aniquilador (de seus adversários). de mente sábia prepara a água que tem poder em rituais solenes. Eles vêm à luz. os Homens do Céu. Os agitadores inquietos drenam os úberes do céu. assim como seus outros ornamentos brilhantes. o grupo dos Maruts que destroem inimigos. concedam para seus ricos (adoradores. Nós invocamos. e sempre vagando em torno enchem a terra totalmente com leite. visitantes do salão de oferenda. Deem-nos. mas aqui ela pode significar qualquer recipiente sacrifical. por beleza em seus peitos eles amarram suas correntes de ouro. irresistíveis.8 matadores de demônios. – “Eles (os sacerdotes) derramam o suco Soma no recipiente”. recorrem ao levantador de poeira e poderoso grupo de Maruts. para obter prosperidade. com seus homens. Que eles que adquiriram riqueza por meio de atos virtuosos venham para cá. 5. supera rapidamente todos os homens em força. um filho). eles fazem os relâmpagos com seus poderes. de manhã. invencível em batalha. 15. os Touros do Céu. 14. 8 Os Maruts. 4 . da terra e do céu. 11 Os úberes do céu: as nuvens cheias. recebendo libações de recipientes sagrados.

durante uma centena de invernos. sempre crescente? Que ele. eles derrubam os firmes. por assim dizer. Que nós criemos bem. morando no lar da riqueza. ó Maruts. ‘transmite o significado de forte. 14 O significado de vṛṣakhādayaḥ é incerto. Automoventes. heróis. dotados de vigor potente. Sāyaṇa. 13.14 os arqueiros. vocês nos darão riqueza durável. Ó Maruts. ele de fato em força supera todos os homens. Sobre os assentos. que resiste a ataques – multiplicada por cem. Então. tesouro com seus homens. invocado por muitos adoradores. cantores de voz alta. embora possivelmente com a ideia implícita de produção de chuva. os adoráveis. por mil. 11. Potentes. Mas o significado das palavras assim traduzidas não é claro. Eles guiam. que favorecem o homem. em geral. vocês planam rapidamente em seu caminho. 13 . de modo que possa chover: eles ordenham a fonte trovejante. Ele pode também ter sido usado como uma arma. ó Maruts. incansáveis.15 os Ativos. o Cavalo Forte12 adiante. 15 O significado de vaninaṃ é incerto. a que nunca falha.13 com fúria de serpentes por seu poder. 14. abundante em homens. rápidos. ele ganha força honrosa e prospera. 12. mas o khādi parece ter sido um anel usado no braço e no pé. Maruts. impetuosos. os caçadores do céu. Extremamente sábios eles rugem poderosamente como leões. eles. eles colocaram a flecha em seus braços.16 venha logo e cedo. sendo dito que vana significa água. vigorosos. como os discos de borda afiada são usados pelos Sikhs. a qual na mesma linha é chamada de fonte ou poço. A progênie de Rudra nós invocamos com a oração. Ao forte grupo de Maruts nos apegamos em busca de felicidade. A música do vento e da tempestade sendo considerada como a canção de louvor dos Maruts. 7. Senhores de todas as riquezas. fortes por si mesmos como montanhas. traduz como ‘derramadores de água’. como o professor Max Müller observa. 8. que traz riqueza. fertilização’. Ludwig sugere ‘residentes nas florestas’. ou rico por causa do hino justamente recitado. em vez de ‘combatentes’ o qual ele apresenta em sua tradução. e eu a adoto por ora. filho e descendentes. com poder extraordinário e maravilhosamente brilhante. vocês saúdam a terra e o céu. com ira de serpentes por força. para os adoradores deem força gloriosa invencível em batalha. de acordo com Sāyaṇa. ‘Adoráveis’ é sugestão do professor Max Müller. 15. combinados como sacerdotes. 10. de poderes infinitos. agitando a escuridão com lanças e cervos pintalgados. o homem a quem vocês protegem com sua ajuda. são belos como antílopes. Ele ganha despojos com seus corcéis. Heróis que marcham em companhias. Como os elefantes selvagens vocês consomem as florestas quando vocês assumem a sua força entre as chamas vermelhas brilhantes. 16 Ou. Índice ◄►Hino 65 (Griffith) ____________________ 12 A nuvem de chuva. sobre os carros o relâmpago se encontra visível como luz. possuidores de tudo.211 6. de suas carruagens. Wilson. brilhante. Eles que com pinas douradas fazem a chuva aumentar impulsionam as grandes nuvens como viajantes no caminho. enriquecido com a oração. Vṛṣa. conhecida de todos os homens. os Maruts com lanças brilhantes fazem todas as coisas oscilarem. 9. Os Maruts generosos com a abundância de leite caindo preenchem completamente as águas que são úteis em ritos solenes. Benfey e Max Müller dão outras interpretações. O último hemistíquio é o refrão usual dos hinos atribuídos a Nodhas. os brilhantes. armados com fortes anéis de homens. louvável. os rápidos.

quando vocês assumiram seus poderes entre as chamas vermelhas. sábio em sua mente. cercados por riqueza. pegaram a seta em seus punhos. e é certo que esses khādis podiam ser vistos não só nos braços e ombros. 3. 8. eles são belos como antílopes. Fortes eles são. 6. ó Nodhas. cuja ira por força é como a ira de serpentes. 13.17 uma oferenda pura.212 Hino 64. Quando os Maruts são chamados de Rudrasya maryāh. o leite fértil (das nuvens). homens de bravura infinita armados com anéis fortes. Sāyaṇa evidentemente adivinha e propõe dois significados. se os mesmos seres são chamados de Divah maryāh. ele pode originalmente ter significado algum tipo de arma. Em várias passagens onde ocorre khādi. espalhando gotas de chuva. de belo esplendor. 19 Abhog-ghanah. ADHYĀYA 5. 54. puros e brilhantes como sóis. 5. Os touros de Dyu é uma expressão mais primitiva e mais vigorosa para o que nós devemos chamar de os ventos fertilizantes do céu. Como os leões eles rugem. 1. como um sacerdote hábil. (contudo) deslizando rapidamente para frente. 20 Em vṛṣa khādi o significado de khādi não é claro de modo algum. são matadores das nuvens. 18 . os oniscientes. os impecáveis. até os mais fortes. os touros altos de Dyu18 (céu). 4. eles cuja ira por força é como a ira de serpentes. que é lançado de uma grande distância. eles derrubam o que é firme. 7. o relâmpago permanece. se Dyu deve ser tomado como o céu ou como uma divindade personificada. Os Rudras jovens. em seus peitos que eles prenderam (correntes de) ouro por beleza. cheios de projetos terríveis. Eles são rápidos. Para a hoste varonil. deve ser traduzido os filhos de Dyu (3. poderosos. Eles nascem. Os Maruts. como gigantes. um aro com bordas afiadas. eles nasceram juntos por si mesmos. os Maruts com suas lanças brilhantes fazem (tudo) oscilar. na terra e no céu. ou seja. 56. ó Maruts. e não os filhos do céu. eu penso. É difícil dizer. os sábios. Eu preparo canções. com seus cervos pintalgados (nuvens de chuva) e com suas lanças (relâmpagos) eles incitam os companheiros juntos. eles fizeram ventos e relâmpagos por meio de seus poderes. aqueles que nunca envelhecem. dotados de poderes. eles se movem por si mesmos. Há uma arma famosa na Índia. os que rugem. incessante. agitam as nuvens. os matadores do demônio. Eles derrubam com sua força todos os seres. saúdam o céu e a terra! Nos assentos em seus carros. heróis. Vocês que marcham em companhias. poderosa em sacrifícios. arma ou alimento. Os abaladores ordenham os úberes celestiais (nuvens). 10. ele parece ser um ornamento em vez de uma arma. Roth traduz por anel. as lanças em seus ombros trituram em pedaços. a personificação é sempre preservada. mas também nos pés dos Maruts. 2. que com os aros dourados de suas rodas aumentam a chuva. 1).20 eles. 17 A primeira linha é endereçada pelo poeta para ele mesmo. cantores. os alegres. os homens de Dyu. os divinos. 9. isso também. os arqueiros. os Maruts sábios. Eles se enfeitam com ornamentos brilhantes para uma exibição admirável. os devoradores de inimigos. de tais nuvens que não produzem chuva. Eles parecem guiar por todos os lados o cavalo poderoso. mas se derivado de khad. eles borrifam a terra por toda parte com leite (chuva). incansáveis. visível como luz. para fazer chover. prepara a água. a nuvem. como elefantes selvagens. matadores do demônio. 5. VARGA 6-8. HINO 64. 6). 11. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. 19 cresceram irresistíveis como montanhas. poderosa em sacrifícios. os amigos do homem. Portanto. fortes em si mesmos como montanhas. com efeito fatal. morder. 59. em passagens como essa. o chakra ou disco. – vocês mastigam florestas. Eles que conferem poder. Oniscientes. os filho de Rudra (7. eles ordenham a fonte trovejante. os jovens varonis de Rudra. como viajantes na estrada. À noite. para os Maruts traze. Os generosos Maruts derramam água. AṢṬAKA I.

Mas é muito mais provável que os Maruts fossem invocados na terceira libação porque originalmente eles eram chamados de ṛjīṣiṇ pelos poetas vêdicos. a fim de obter uma palavra coletiva no masculino singular. que resiste a todos os ataques? – Riqueza multiplicada por cem e por mil. conhecida de todos os homens. Apeguemo-nos por causa da felicidade à forte companhia dos Maruts. Ele ganha despojos com os seus cavalos. Agora. sempre aumentando? – Que ele que é rico em preces22 (a hoste dos Maruts) chegue cedo e logo!23 Índice ◄►Hino 85 (Müller) ____________________ Ṛjīṣiṇ. nos conceder riqueza. eles foram chamados de ṛjīṣiṇ. e que é usado novamente para a terceira libação. que adquire riqueza. os Maruts. 21 . como os Maruts são invocados na terceira libação. Essa. ele de fato supera as pessoas em força através de sua proteção.21 13. passaram a ser considerados como os bebedores de ṛjīṣa. 15. ó Maruts. 14. Vamos alimentar nossos amigos e parentes durante cem invernos. derivado de ṛjīṣa. é a opinião dos comentadores indianos. os caçadores do céu. Deem. os poderosos. 22 Rico em preces. e ele prospera. os puros. protegeram. por serem chamados de ṛjīṣiṇ. O mortal a quem vocês.213 12. ele adquire sabedoria honrosa. Ela é mais adequada em um hino endereçado a divindades individuais. brilhante. o rápidos. pelo menos. Vocês irão então. tais como Agni ou Indra. os impetuosos. o Soma fermentado e transbordante. Assim. para nossos senhores força gloriosa. do que em um hino para os Maruts. ó Maruts. se esforçar. porque bebem em sua última libação o suco feito do ṛjīṣa. isto é. esse ṛjīṣiṇ sendo derivado de ṛjīṣa e ṛjīṣa de ṛj. Nós invocamos com prece os filhos de Rudra. e foram designados consequentemente para a terceira libação em sacrifícios. Nós devemos suprir śardha. os adoráveis. os ativos. ansiar. tesouros com os seus homens. Ṛjīṣa é o que resta da planta-Soma depois que ela foi uma vez espremida. 23 A última frase termina seis dos hinos atribuídos a Nodhas. abundante em homens. invencível em batalha. durável. louvável. impetuosos. invocado por muitos adoradores. Maruts.

a consciência aos homens. e estava manifestado. embora igualmente aplicáveis a Agni. Parāśara.2 como um ladrão (que roubou) um animal. como Soma. de acordo com o Vājasaneyi Yajush: Visto que há alimento e alimentador. 5 Os frutos. Agni é agradável como nutrição. Agni.) como um animal com membros enrolados.214 Hino 65. ele restaura. o Ṛṣi. ocultandose. Os deuses seguiram os rastros do fugitivo. ou ao oco da árvore Aśvattha. como a consequência de sacrifícios com fogo. assim Agni cria. quando escondido em um buraco (das águas). como um irmão para suas irmãs. Agni é o comedor e o soberano do alimento. como um Rājā (destrói seus inimigos). de romā pṛthivyāḥ. as águas se avolumaram (para esconder a ele). no útero das águas. 6 nascido das águas (onde ele espreitava. quando excitado pelo vento. veja a nota 16. e o alimentador é Agni. como um cisne sentado.5 5. flores. filho de Śakti. Agni (Wilson) (Anuvāka 12. 3 Um peixe revelou para os deuses onde Agni tinha se escondido. 1 Varga 9. e corta os pelos da terra. o calor do estômago. eles têm somente cinco. despertado na alvorada. ou têm dez estrofes cada. por assim dizer. os deuses desejaram um mensageiro para ele. ele é como um cavalo incitado a uma investida em batalha. como uma montanha.] 2 Guhā catantaṃ. vasto como a terra. e semelhantes. de acordo com os Taittirīyas: “Ele. um peixe o descobriu. o filho de Vasi ṣṭha. ‘uma caverna’. a métrica é chamada de Dvipadā Virāṭ. Índice ◄►Hino 66 (Wilson) ____________________ 1 Cada estrofe é dividida em metade. Todos os deuses que têm direito a culto sentam perto de ti. ligados aos objetos de comparação. capins. 6 De modo semelhante como Soma cria ou faz crescer plantas úteis. produtivo (de alimento vegetal). se aplica à profundidade das águas. que era muito aumentado por louvor. o primeiro pode significar o aumento de frutos ou recompensas desejadas. ele consome a floresta. por suas operações.” 4 Os epítetos são. ele é um criador. como por exemplo. em ambos os quais Agni se escondeu por uma época. É dito que o primeiro termo. enquanto. e como águas correntes. ele se ampliou. Ele é parente amável das águas. e sua luz (se espalhou) ao longe. a sua qualidade nutritiva.4 Quem pode detê-lo? 4. pelas pegadas. chamados. e. e a terra se tornou como o céu. entrou nas águas. encantador como água. geralmente. 1. . de fato. Ele respira em meio às águas. 2. O Agni aqui aludido é o fogo da digestão. assim Soma é o alimento. Sūkta I) O deus é Agni. arbustos. visto que. a busca se estendeu por todos os lugares. e cada um dos dois pādas é considerado como formando uma estrofe completa: por isso é dito que esse hino e os cinco seguintes são daśarca. que reclamas oblações. – a ti. no texto. e as levas para os deuses. Algumas das comparações admitem várias interpretações. ele percorre os bosques. ou extrai delas. no texto. a fonte de alimento sacrifical.3 3. [Oldenberg os divide todos em dez. As divindades firmes e plácidas te seguiram.

avançando como o Sindhu. incitado pelo vento. sábios. 13 o mais sábio em mente. como ele mantém sua posição por cobrar contribuições dos ricos.10 quem pode deter o seu curso? 4. 9 O lugar de sacrifício.12 5. Parente como um irmão para suas irmãs correntes de água. 11 Isto é. nascido nobremente no útero. um rio saudável. 2.15 surgido a partir da Lei. A caverna escura é a profundidade das águas nas quais Agni se escondeu. Os deuses seguiram Agni que tinha fugido. lá perto de ti se sentaram todos os Santos. ou algum grande rio. Resolutos. houve uma reunião vasta como o próprio céu. os quais os incêndios florestais destroem.215 Hino 65. levando com ele o sacrifício como um ladrão leva uma vaca. Os Deuses se aproximaram dos caminhos da Lei Sagrada.11 Quando através da floresta. 14 Na hora do sacrifício matinal. e não raro ininteligíveis. Índice ◄►Hino 66 (Griffith) ____________________ 7 Esse e os oito hinos seguintes são geralmente difíceis. a Lei ordenada para sempre. 10 O Indus. 8 .14 Um Sábio como Soma. Como um corcel incitado a correr em carreira veloz. de fato Agni corta o cabelo da terra. eles te rastrearam como um ladrão à espreita na caverna escura com uma vaca roubada. 15 Como o Soma deificado. ele cresceu como uma criatura jovem.9 3. ele come as florestas como um Rei come os ricos.7 Agni (Griffith) 1. ele se espalha. Como alimento agradável. Como um cisne sentado no lago ele arqueja. como uma grande morada. como uma colina frutífera. As águas alimentam com louvor o Bebê crescente. a base da Lei. entre os homens ele acorda de manhã. 13 Após sua rápida fuga para as águas nas quais ele se escondeu. poderosa.8 a ti que reclamas adoração. 12 Grama e arbustos. e a levas para os deuses. brilhando muito.

216 Hino 65. como a colina fértil. Ele come as florestas como um rei (come. (Ele é) o parente dos rios. era área de reconhecimento”. 5. Os 'sábios' (dhīrāḥ) são. Esses hinos são dirigidos exclusivamente a Agni. 9. Quando ele se espalhou pelas florestas. Como boa sorte. ‘Houve busca na terra como no céu’.19 4. como o céu. como as corredeiras do Sindhu – quem pode detê-lo? 7. o deus nascido de Ṛta. 18 Nós temos aqui o mito bem conhecido do oculto Agni descoberto pelos deuses. estendendo-se ao longe. Sentado nas águas ele silva como um cisne. 1. como um irmão de suas irmãs. 8. HINO 65. juntos seguiram a ti (Agni). veja sobre essa métrica o meu Prolegomena. Índice ◄►Hino 66 (Oldenberg) ____________________ 16 A autoria de toda a coleção. ou seja. por meio de pegadas. Eu dei lá as minhas razões para considerar que cada verso é composto de vinte sílabas. 95 e seguintes. 9. Os deuses seguiram as leis de Ṛta. 6. 10. sem dúvida. Os sábios seguiram unanimemente por tuas pegadas. VARGA. Como um cavalo de corrida incitado adiante na corrida. perto de ti”. no ventre de Ṛta. 19 A opinião do professor Max Müller sobre essa frase difere da minha. os deuses em busca. como um animal jovem. a terra. 17 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução para os versos 1 e 2: “Os sábios (deuses). No colo. Um realizador de culto como Soma. não de quarenta. Mas pariṣṭi parece significar uma corrida de um lado para outro. . impulsionado pelo vento. é atribuída a Parāśara Śāktya. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. quando escondido. 20 O significado é que Agni produz nutrição para todos os seres como uma montanha fertiliza a região pelas águas que descem dela. Houve uma abrangência como o céu (engloba) a terra. Agni corta o cabelo da terra. tira a riqueza) dos ricos. como se segue um ladrão pelo animal. literalmente. como uma ampla morada. A maior parte deles (65-70) é composta na métrica Virāj. a ele que é bem nascido. 65-73. eles seguiram a ti que aceitas e levas adoração (aos deuses). busca. brilhando à distância. reconhecimento. ADHYĀYA 5.16 AṢṬAKA I. (Ele é) muito famoso por seu poder mental.17 A ti que te ocultas em segredo como um ladrão com um animal (que ele roubou) – que atrelaste adoração e levaste adoração – 2. 1.18 Todos (os deuses) dignos de adoração se sentaram (com reverência) perto de ti. Todos os deuses veneráveis se sentaram (reverentemente). as águas nutrem a criança excelente com louvor. Ele escreve: "Eu preferiria parīṣṭi. ele que pertence aos clãs.20 como o rio refrescante. que desperta ao amanhecer. 3.

217 Hino 66. 21. Varga 10. como um filho bem comportado. Índice ◄►Hino 67 (Wilson) ____________________ Hino 66. ambos são idênticos a Agni. consome as florestas. ele (nutre as pessoas) como a cevada. desse modo Agni o defende de interrupção por Rākṣasas. 2 De acordo com o comentador. que. como a respiração. que é a vida. ele a transferiu para Agni. Como uma mansão segura.4 5. Agni. famoso entre o povo. da adoração com fogo. com esplendor extraordinário. yama. eminente entre as pessoas (devotas). em qual sentido ele é um sinônimo de Agni. os mesmos.3 o marido das esposas. tem somente seu significado etimológico: ‘aquele que dá o objeto desejado para os adoradores’. ele é como um Ṛṣi.2 Ele é o amante das donzelas. e semelhantes. Agni. Agni (Wilson) (Sūkta II) Deus. Ou pode ser aplicado a ele como um dos gêmeos (yama). como o próprio filho. ele é como o branco (sol). Quando ele brilha. Ou. uma lenda é aludida. o louvador (dos deuses). resplandecente em batalha. que é como riqueza maravilhosa. janitva. a parte essencial da cerimônia nupcial. de Soma.1 ele é um ornamento para todos (na câmara sacrifical). Agni (Griffith) 1. como um corcel6 amigável ele nos concede poder. a entregou ao Gandharva Viśvávasu. Agni. como o Sol que examina tudo. 5 Assim o comentador explica os termos carāthā e vasatyā. como uma vaca produtora de leite. Essa estrofe inteira é comentada similarmente no Nirukta X. e métrica. como arroz. invocações incitadas por mentes purificadas por oferendas de coisas móveis. 4. Vamos nos aproximar daquele brilhante Agni com oferendas animais e vegetais. como Yama. o Conquistador dos homens. 6 Como um cavalo de guerra que ajuda a ganhar despojos em batalha. puro e refulgente em direção à floresta ele acelera. uma vaca que produz seu leite. tendo obtido – não aparece como – uma donzela. que é puro e radiante. como Yama. 4 A esposa tendo uma parte principal em oblações ao fogo. . por causa da dependência de toda a existência. como rios de água corrente. 1 Como o realizador de um sacrifício cuida para que nada arruíne o rito. aqui. tudo o que nascerá. que a deu para um marido mortal. passada. segundo Yāska. animais. isto é. é tudo o que nasce. aqueles que vão existir. e concedeu a ela riqueza e progênie. ele protege a propriedade. como o ar vital. 5 como vacas se apressam para seus estábulos. ou como a flecha de ponta brilhante de um arqueiro. 1. presente. por causa do nascimento simultâneo de Indra e Agni. Ele oferece segurança como uma casa agradável. Ele apavora (seus adversários). 2. 2. Ele tem lançado suas chamas em volta (para todas as direções). é completada. como um pássaro veloz. 3. ele é o conquistador de homens (hostis). como riqueza de tipo variado. Como o olhar do Sol. como uma mulher em uma residência. os raios se misturam (com o brilho) visível no céu. É dito que jāta significa todos os seres existentes. como um exército enviado (contra um inimigo). como Yama. como grãos amadurecidos. Como um Vidente louvando. é como um sacrificador vigilante. e futura. 3 Porque elas deixam de ser donzelas quando a oferenda ao fogo. de brilho inatingível. ou como uma carruagem dourada entre os homens. Ṛṣi. ou de coisas imóveis. como um corcel carregador de cavaleiro.

semelhante ao sopro vital. 9 Nós não sabemos qual animal o takvan é. como um cavalo de corrida bem cuidado. 6. 10. Semelhante a um veloz takvan9 (Agni) pega a madeira. Ele mantém a segurança. tudo o que se move e nós. um substantivo. II. são as auroras. śveta. A ele levam todos os seus caminhos. 4. Semelhante à riqueza excelente. ele é como um (cavalo)10 branco entre as pessoas. Índice ◄►Hino 67 (Oldenberg) ____________________ 7 A oferenda para Agni sendo uma parte essencial da cerimônia religiosa de casamento. louvado entre os clãs. semelhante ao próprio filho 2. semelhante ao brilho do sol. 12 As donzelas. em cujo culto a esposa do sacrificador tem uma parte importante. significando ‘branco’. 8. brilhante quando ele resplandece. enfeitado com ouro. como a flecha de ponta afiada de um arqueiro. impetuosa nas lutas. assim como uma flecha de um arqueiro com ponta de chama. Veja a nota de Max Müller em 1. como um carro. e eu não vejo nenhuma razão pela qual esse não possa ser aquele substantivo com o qual śveta está mais frequentemente combinado no Ṛg Veda. como [Agni representando] a noite. o amante das donzelas7 e o Senhor das mães de família. As mulheres são as conchas sacrificais que se aproximam Agni. Ele a cuja chama os homens não se acostumam. Como um Ṛṣi proferindo gritos (sagrados). muito provavelmente. o marido de esposas. VARGA 10. ou as preces? Veja Bergaigne. Aquele que nasce é um gêmeo. que é como a própria mente. como força eterna. 3. Como as vacas vão para seus estábulos. Ele enche de terror como um dardo disparado.218 3. 5. 11 O professor Max Müller interpreta o gêmeo que nasceu.12 9. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. mestre da vida presente e futura. e o gêmeo que vai nascer. 9 e seguintes.5. Rel.8 5. Nós devemos fornecer. agradável como uma herdade.134. e nada mais. ou as oferendas de ghee. 10 A palavra aqui é um adjetivo. 4. As vacas mugiram com a visão do sol. Com chama insaciável. Como a corrente do Sindhu ele tem levado adiante as (águas) que fluem para baixo. como uma esposa em uma cama. Índice ◄►Hino 67 (Griffith) ____________________ Hino 66. Filhos sendo especialmente o presente de Agni. Agni concede vigor. como em muitas passagens. cuidando de cada um como uma senhora em casa. como o leite. por causa de uma residência. como Agni representando a manhã. que nós alcancemos o Deus aceso como vacas sua casa à noite. Como um exército que é enviado adiante ele mostra sua veemência. HINO 66. como cevada madura. luminoso e brilhante. ADHYĀYA 5. Védique. esbranquiçado em meio às pessoas. ressoando para a batalha. Quando o brilhante (Agni) resplandeceu. como uma vaca leiteira. 1. um conquistador de homens. como uma carruagem com ornamentos dourados. 7. chegamos a ele que foi aceso. AṢṬAKA I. Ele lança as chamas para baixo como inundações o seu aumento: os raios se elevam até o belo local do céu. 8 . aquele que vai nascer é o outro gêmeo11 – amante de donzelas. (felicidade) suficiente para todos.

que as transporta para os Pitṛs. Índice ◄►Hino 68 (Wilson) ____________________ Hino 67. em quem se encontra todo o sustento. os mantenedores de ações. o transportador de oblações. Ele.219 Hino 67. continuam. Ó Agni. próspero como um realizador (de boas) obras. ele encheu os deuses de temor. portanto. 2. ou Espíritos dos Mortos. Agni protege seu adorador. aqui usado geralmente. para eles. o que recebe aquelas oferecidas aos Rākṣasas. 5. realizando adoração. 4 adoram a ele que implanta as virtudes (peculiares) delas nas ervas. como diz o comentário. chamuscar impune. e que. 7 O Sol. os deuses. assim como eles fazem com uma residência. o invocador dos deuses. Vitorioso na floresta. Varga 11. Ele. três Agnis: Havyavāh ou Havyavāhana. Homens cheios de compreensão o encontram lá.2 Agni. e Saharakṣas. indubitavelmente. ou. Como o ainda não nascido (sol). além dos fogos usuais. aquele que transporta oblações para os deuses. 3. 5 Subjugando o combustível e reduzindo-o a cinzas. . Agni deve ser adorado primeiro. tens ido de toca em toca. alarmados pela obliquidade da região do sol. (os deuses). 4 Ao construir uma casa. repetem os louvores deles. Kavyavāh. escondido nas cavernas. considerado como o Deus Supremo. Os sábios. aqueles que. o carregador de oblações para os deuses. ele sempre clama obediência como um Rei. 1 Havyavāh. bênção como a energia mental. dirige-te (para os lugares) onde não há pasto. Assim. como o mantenedor da verdade. (permanece) no domicílio das águas. cuida dos lugares que são agradáveis para animais. Agni (Griffith) 1. que ele. Nascido nas florestas. 3.65. cheio de pensamento. ele mantém a terra e o firmamento. um lugar inadequado para pasto. honrando Agni (primeiro). protege os locais que o gado ama. ele promete afluência. Agradável como a paz. 2.1 seja propício. como o Não Nascido. 2 De acordo com os Taittirīyas. em sua mão. agachado na caverna. sustentaram-na no alto com as métricas do Veda. e em seguida usado em quaisquer ritos sacrificais. primeiro é oferecido culto ao edifício.1. Veja 1. como progênie em seus pais. carregador de oferenda. Agni (Wilson) (Sūkta II) O mesmo deus. aquele que se aproxima dele. Levando.7 sustenta a ampla terra. a fonte de conhecimento e de todo o sustento. 6 Oculto na profundidade escura das águas. como um Rājā favorece um homem competente.5 Amigo entre os homens. propriamente.8 tu. – um ato aqui atribuído a Agni. e ele é então colocado em uso. o amigo do homem. uma área árida ou acidentada imprópria para pastagem. Ṛṣi. toda a riqueza (sacrifical). 1. e métrica. quando eles cantam preces formadas em seu coração. e temendo que ela pudesse cair.6 encheu os Deuses de temor. e o qual Agni pode. a vida de todos. Os líderes. Aquele que conhece Agni.3 4. ele era o Sacerdote. então reconhecem Agni. aparentemente. o Veda reconhecendo. e sustenta o céu com preces verdadeiras. Guhā aqui significa. quando eles recitaram as preces concebidas no coração. e com afirmação efetiva fixou o céu. e se escondendo nas cavernas (das águas). 3 Guhā ghuhaṃ gāḥ. tendo em sua mão toda a força varonil. Bondoso como um defensor. é.

dos bastões de fogo. 164. Índice ◄►Hino 68 (Griffith) ____________________ Hino 67. 13 A corrente de Ṛta parece significar a corrente de bênçãos (como chuva. a vida de todos os homens. HINO 67. 6. o imperecível. VARGA 11. Aquele que cresce poderosamente nas ervas.O. 14 O poeta passa do plural para o singular. o de vida plena. Tendo tomado em suas mãos todos os poderes viris. 11 Sobre o bode mítico [traduzido como ‘O Não Nascido’ por Wilson e Griffith] cujo ofício é sustentar os mundos. um amigo entre os homens. AṢṬAKA I. Aquele que cresce com poder dentro das plantas. 9 Ou. tu que tens uma vida plena.14 ele então indica riquezas. 6. 6. 10 O libertam. quando sentado em seu esconderijo. 8. Aquele que viu a ele o oculto. Ó Agni. 82. quando eles recitaram as palavras que eles formaram em seu coração.10 prestando ritos sagrados. Como o bode11 (sustenta) a terra.. 3. 7. . O esplendor no lar das águas. 5. Como boa paz. Religion des Veda. 72. 21. III. que flui para a humanidade de acordo com as leis eternas de Ṛta. por assim dizer. e dentro da grama brotando – 10. prestando serviço a Ṛta. 10.). tu tens ido de cova em cova.9 – aqueles que o libertam. H.12 ele sustém o céu por meio de suas palavras eficazes. não queimes os lugares onde o gado encontra refúgio e alimento. Índice ◄►Hino 68 (Oldenberg) ____________________ 8 Como tu sabes por experiência quão agradável é encontrar um lugar de refúgio seguro. Agni. de fato para esses ele anuncia grande prosperidade. Protege os queridos passos do gado. como Sāyaṇa explica. o mantenedor da verdade ou do sacrifício. um portador de oferendas. sábio.220 4. assim ele sustenta a terra. para ele. isto é. 9. – para ele os sábios construíram. veja 1. kṣāṃ e pṛthivīṃ. e dentro das crianças. etc. que ele (Agni) seja um Hotṛ bondoso. e se aproximou da corrente da Lei Sagrada. Bergaigne. Os sábios o fizeram como se construindo um assento. ADHYĀYA 5. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. dentro de cada mãe fértil e de cada bebê que ela carrega. 2. 5. ele exige obediência como um rei. 12 Por ‘terra’ o texto tem duas palavras diferentes. 4. Lá os homens pensativos o encontram. 1. no lar das águas. Vitorioso nas florestas. 41. um assento. ghee. por atrito. Aquele que o conhece residindo em sua toca. 10. ele fez os deuses temerem. aquele que se aproximou da corrente de Ṛta13 – 8. Aqueles que o trazem para fora. como sabedoria auspiciosa.

1 e as próprias noites. isso pode ser traduzido como ‘ele sozinho supera as glórias de todos esses deuses’. que vivo da madeira seca tu nasces. a Lei eterna. 4 Agni.. Agni. 1 Isto é. 3 como o invocador (dos deuses). (por atrito). 3. nele está todo o sustento. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi. e cobre (com luz) todas as coisas. 3. móveis ou imóveis. 1. 4. (e para ele) todas (as pessoas devotas) têm realizado os ritos (costumeiros). Agni abre. Quanto. diante deles. divino Agni. ele contemplam (todas as coisas). presentes para ti. composto e coisas móveis e imóveis. tesouros que são as portas do sacrifício. como filhos (obedientes às ordens) de um pai. Ou.5 A quem quer que traga oblação. o mundo. concede riquezas àquele que te oferece oblações. concede riqueza. ó Deus. a partir da madeira seca. (Agni). Agni (Griffith) 1. devorando e fundindo com suas chamas e fumaça os elementos das oblações as quais ele leva para os deuses. divindade verdadeira. etc. de fato. 5. ou que deseja (ser capaz de oferecê-las). todas as obras eles têm realizado. Tu resides com os descendentes de Manu. O portador (de oblações). porque ele o único Deus é preeminente em grandeza entre todos esses outros Deuses. 2. Varga 12.4 inquieto. tu nasces. Louvores são endereçados a ele que tem se dirigido (à solenidade). em seus modos habituais. 2 . com hinos que chegam a ti. tu és. o senhor das posses deles. o comando da Lei. conhecendo (os pensamentos do adorador). para ele. Apressando-se para obedecer aos comandos de Agni. por louvarem a ti. Forte é a ideia da Lei. 3 Com a humanidade. ascende para o céu. ele estimula a todos.2 2. em si mesmo somente. ele sobe ao céu. que se lembra de ti. de fato. e. Misturando. Todos realmente compartilham da tua Divindade enquanto eles mantêm. imperturbados. revelando noites e tudo o que fica parado ou se move. Índice ◄►Hino 69 (Wilson) ____________________ Hino 68. oblações (são oferecidas) a ele que tem ido (ao sacrifício). então todos (os teus adoradores) realizam a cerimônia sagrada. vivo. Abundante em alimento. associados com a própria prole excelente deles. Todos os homens são alegres em teu poder. inalterados. Eles desejam (de ti) força geradora em seus corpos. compreendendo as virtudes de todas essas (substâncias).221 Hino 68. e obtêm. e ele que se deleita na câmara sacrifical encheu o céu com constelações. e. que és imortal. eles celebram o culto dele. radiante entre os deuses. 5 Eu não posso elaborar nada do primeiro hemistíquio. misturando-as (com outros ingredientes).

9 Alguma luz é lançada sobre esse verso obscuro pelo hino 1. ó Deus. servindo Ṛta de modo adequado. portanto.9 e os sábios eram concordantes entre si em suas mentes. Ele. à coleção de Parāśara. abriu as portas da riqueza. 5. que a ‘semente’ seja Agni.72. AṢṬAKA I. Eles tinham prazer na vontade dele. Concede riqueza. de imortalidade. Quando apenas ele o deus. 8 Ele. É mostrado no segundo verso daquele hino (veja abaixo). VARGA 12. fez o céu e o enfeitou com estrelas. 6. um hino pertencente. Sentado como Sacerdote com a progênie de Manu. HINO 68. que os buscadores são os deuses que procuram Agni. Cozinhando (as oblações) o veloz se aproximou do céu. como filhos (têm prazer na vontade) de seu pai. Índice ◄►Hino 69 (Griffith) ____________________ Hino 68. que é o amigo e guardião de toda casa em seu caráter de fogo doméstico. o Deus Supremo. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.222 4. Eles todos obtiveram o nome de divindade. 8. Quando tu. como o nosso hino. 5. como o Sol. ADHYĀYA 5. Parece provável. Agni. na verdade. As instigações de Ṛta. 9. 7. o Amigo da Casa. 3. é o mestre de todas essas riquezas. Os homens têm filhos por seu desejo. Os homens anseiam por filhos7 para prolongar a linhagem deles. àquele que te adora ou que presta serviço a ti. Eles ansiavam juntos pela semente em seus corpos.8 enfeitou a abóbada do céu com estrelas. como a recompensa da sua adoração fiel de Agni. O chefe de família (Agni) decorou o céu com estrelas. abre sua riqueza como portas: ele. nasceste vivo da (madeira) seca. 7 . 4.6 de todos esses tesouros somente ele é o Senhor. tu que és o conhecedor. Ele revelou as noites e o que fica parado e se move – 2. Zelosamente aqueles que ouvem sua ordem realizam o desejo dele como filhos obedecem ao comando de seu pai. que é rico em alimentos. Ele. 1. o Criador. os rápidos que ouviram seu comando. rico em alimentos. e não são desapontados em sua esperança. Aquele que se senta como o Hotṛ entre filhos de Manu: ele. o pensamento de Ṛta: todos eles realizaram as obras daquele de vida plena. Índice ◄►Hino 69 (Oldenberg) ____________________ 6 Todos os homens arianos. 10. de todos esses deuses abarcou (os outros) por sua grandeza. então todos (deuses e homens) ficaram satisfeitos com a tua sabedoria.

como no texto: “Tu nasces como Varuṇa. daquela divindade. para eles. Agni é assim chamado por fazer seu aparecimento como fogo sacrifical no primeiro romper do dia. Índice ◄►Hino 70 (Wilson) ____________________ Hino 69. junto com outros homens. levando a oblação espontaneamente.5 ele encheu os dois mundos unidos6 como com a luz do céu. ele supera homens (opositores). isto é. 3 Com iguais líderes.3. o extintor da alvorada. e de forma reconhecível. é o iluminador (de todos). (Seus raios). ou homens. espalhando felicidade. Quaisquer seres (divinos) que eu possa. O sol oblitera a alvorada por seu brilho superior. como o (sol). se (tais espíritos) perturbarem o teu culto. Tu. Que (os espíritos malignos) nunca interrompam aqueles ritos nos quais tu deste a (esperança de) recompensa para as pessoas (que os celebram).1). o Sábio. com uma aplicação metafórica. 4 o concessor de residências. senta benevolente no meio da casa. Ele espalha alegria em uma residência. ajudado por seguidores como tu mesmo. contudo seu Filho tu eras. 1. entre a humanidade. como o brilho do radiante (sol). Branco brilhante (Agni). 1 . e seu mensageiro. como um filho. assim como no primeiro verso. permeaste todo o mundo com atos devotos.2 4. como cavalo de batalha animado. Devānāṃ pitā putraḥ san. uṣo na jārah. (5. como um concessor de bem-aventurança a ser atraído para os homens. 5. e. A passagem também é explicada. e o judicioso Agni é o concessor de sabor ao alimento. como o transportador de oblações. isto é. aqui. 3 tu afugentas os intrusos. ó Agni. como amante da Alvorada. O sábio. 4 Essa frase é. o último sendo explicado por jarāyitṛ. 3. o causador de decadência. o humilde. e enche unidos (o céu e a terra com luz). Varga 13. pois. logo que manifestado. Agni. como o úbere das vacas (dá doçura ao leite). tu te tornas Mitra quando aceso”. 6 Céu e terra unidos em uma única concepção dual. Que Agni. como o oferecedor. ao comando deles. ou dos deuses. ser usadas em seu sentido literal. Agni. Agni (Wilson) (Sūkta V) O mesmo que o anterior. ou dos sacerdotes (ritvijām). Brilhante.223 Hino 69. 2. o protetor. com poder tu os circundaste: Pai dos Deuses. então. se espalham pelo céu visível. ele se torna da forma. ao passo que ele é filho deles. 5 O Sol e Agni são chamados de amantes de Uṣas ou Aurora. o humilde. 2 Isto é. mas as expressões devem. esplêndido. com os Maruts. Convidado (para a cerimônia). como o extintor da alvorada. abrem as portas (da câmara sacrifical) e. que discerne como o úbere da vaca. provavelmente. como um homem benevolente. Agni (Griffith) 1. tu. considere (os desejos) desse (seu adorador). Pode-se dizer que Agni. que é possuidor de luz múltipla. todos. como um filho (recém) nascido. dá sustento paterno aos deuses. de oferendas sacrificais. sendo (ambos) o pai e o filho dos deuses. invocar (para a cerimônia). Quando nasceste. 7 o sabor doce do alimento. ou natureza. ele senta na câmara sacrifical. assumes todas as qualidades celestiais (deles).1 2.

10 O amante da Aurora é aqui o Sol. Todos eles gritaram pelo aspecto do sol. ninguém transgride aquelas tuas leis. Quando os homens e eu. 10. ele leva o povo adiante. Logo que tu nasceste tu te distinguiste pelo teu poder mental. 8 O significado do segundo hemistíquio não é claro. 5. Como um amigo bondoso para os homens. Neste caso nós teremos que traduzir: “Que Agni pelo seu divino poder obtenha tudo. HINO 69. como Ludwig o toma. que Agni então ganhe tudo através do poder Divino. que. ou os corcéis que puxam espontaneamente a carruagem da Alvorada. (sempre) judicioso. para não ser extraviado. que ele se lembre de mim. 2.224 3. Índice ◄►Hino 70 (Griffith) ____________________ Hino 69. como um cavalo forte. tu derrotaste com teus iguais. 9. Quando tu escutaste esses heróis. levando por si mesmos. na casa. o mais adorável. 12 Talvez devatvā seja um instrumental. como um cavalo de corrida que é bem cuidado. 11 Veja em 5.” . AṢṬAKA I. de forma familiar: que ele (desse modo) preste atenção nesse (sacrificador). (ele é) a doçura do alimento11 – 4. Ninguém transgride essas tuas leis sagradas quando tu tens concedido audiência para esses comandantes aqui. Como o amante da Alvorada. satisfeito. 7. 3. como o amante da Aurora. flamejante. tu tens realizado as tuas obras. 8. Eles. seus raios levando a oblação por sua própria vontade. Como uma criança quando nasce. espalhando luz. 5. ele é encantador em casa. que Agni então obtenha todos os poderes divinos. como a luz do céu. Transportando (a ele) eles abriram por si mesmos as portas (do céu). sendo o filho dos deuses tu te tornaste o pai deles. 6. (todos os inimigos). Como o amante da Aurora resplandecente e brilhante. acompanhado pelos heróis. VARGA 13.9 abrem as portas: todos eles ascendem para o belo lugar do céu. Nascido na residência como um filho encantador. Índice ◄►Hino 70 (Oldenberg) ____________________ 7 Agni discerne e seleciona os sabores doces das oblações do mesmo modo como o úbere de uma vaca seleciona e assimila os sucos doces da grama e ervas para a produção de leite. que estão voltados um para o outro. (Agni é) um adorador (dos deuses). que tu mataste. 6. Este é teu motivo de orgulho. Aquele de fato é o teu ato extraordinário. (ele é) como o úbere das vacas. sentado no meio. nunca insensato. com teus companheiros. Quando eu chamar (para o sacrifício) os clãs que residem na mesma habitação com os heróis. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ADHYĀYA 5. conhecido como colorido como a manhã.10 ele tem. Brilhante. ele tem vagado através dos clãs. 9 Ou. e unido com os heróis rechaçaste a desgraça. com heróis.12 7.8 4. 1. chamamos. enchido os dois (mundos do Céu e da Terra).

1 Ele é o garbha. o embrião. como antes. ele cuida de toda a humanidade. dentro das florestas. – tendo. a quem. diferentes. . todas as coisas móveis e imóveis aumentam. tornam forte. que deve ser aproximado por meditação. e da raça do homem mortal.3 – ele.1 e dentro de todas as coisas móveis ou imóveis. 1. conhecendo bem os atos que são endereçados às divindades. 2. ou na mansão. Oferecendo. e (aqueles que regulam) o nascimento da raça humana. a quem muitas (manhãs) e noites de diversos matizes aumentam. imortal. até na rocha e na casa: Imortal. Agni (Griffith) 1. 3. a quem. para nós. Que nós. em muitos lugares. investido com a verdade. permeia todos os ritos sagrados. (Eles oferecem oblações) na montanha. confere excelência ao nosso gado valioso. ganhemos muito alimento por meio da oração. tem sido propiciado. etc. como o invocador (dos deuses). que está dentro das águas.. protege todos esses (seres que residem) sobre a terra. todas as coisas que se movem e ficam paradas. receba toda oblação que nós oferecemos. o Arauto que repousa na luz. Agni é o Senhor das riquezas para o homem que lhe serve prontamente com cânticos sagrados. esteja presente e regule todos os nossos atos de culto. 2. 2 Kṣapāvat. como então especialmente brilhante e luminoso. a noite. ou possuindo.2 concede riquezas para (o adorador) que o cultua com hinos sagrados. Agni. tornando efetivas todas as nossas obras santas. Índice ◄►Hino 71 (Wilson) ____________________ Hino 70. que Agni com luz bela permeie cada ato. e brilha com luz pura. 5. 4. o germe das florestas. os devotos. Nós pedimos (alimento) abundante. e realizando atos virtuosos. (seja. etc. como um (príncipe) benevolente entre seu povo. que é brilhante em combates. sacrifícios a ti. Varga 14. 4. 6. para aquele Agni. 3. como (filhos) de um pai idoso. o senhor da noite. os homens recebem recompensas de ti. (Que Agni). ou o significado pode ser ‘obtenha todo presente’. que é como alguém que tem sucesso (em seus empreendimentos). e conheces a origem de deuses e homens.225 Hino 70. Agni (Wilson) (Sūkta VI) Ṛṣi. – ele foi obtido. Ele que é o germe das águas. todos os quais dependem. e que todos os homens nos tragam tributo aceitável. do calor natural ou artificial. e adquire (o que ele deseja). o germe interno de calor e vida. nascido na Lei. e parece um adversário temível. 3 Isto é. Agni. o germe de todas as coisas que não se movem e que se movem. para existência. Agni. Agni. que és onisciente. que é como um guerreiro lançando um dardo. um amigo). nas águas. Protege esses seres com pensamento cuidadoso. e tornando todos os atos (religiosos produtivos) de recompensa. o observador das leis celestes dos Deuses. – a ele. A quem muitas alvoradas e noites. e está bondosamente sentado no rito sagrado. Agni. conhecendo as raças de Deuses e de homens.

5. Agni. um vingador feroz. como alguém habilidoso e ousado. ele que de fato realiza todas as suas obras. (Ele é) como um homem ávido que vai direto (para o seu objetivo). I. VARGA 14. impetuoso em disputas. em suas diferentes formas. Ele a quem muitas noites (e alvoradas). Em muitos lugares os homens têm te adorado. 7. ele que é de boa vontade. 10) do que para os adoradores humanos? Possivelmente nós deveríamos mudar svaḥ ṇaḥ (svar ṇaḥ do Saṃhitāpāṭha) para svarṇaḥ. Tu pões valor em nossas vacas e bosques: todos trarão tributo para nós para a luz. Os homens têm te servido em muitos e diversos lugares. Protege. Às vacas. às árvores tu tens concedido excelência. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. o filho das árvores. 1. e o filho do que se move. que é o filho das águas. podem aumentar. 61. 6. como um vingador temível. Aquele Hotṛ que se sentou no sol. o filho do que fica parado. HINO 70.226 5. 4. Pois ele. 116.4 (Ele é) como um protetor dos clãs. Que Agni com seu esplendor puro obtenha tudo – 2. Mesmo na rocha (eles têm feito homenagem) a ele. 9. ó conhecedor. A tradução seria: "Todos os homens têm trazido tributo a ti. compartilhando. como um arqueiro poderoso. Veja Bergaigne. Ele que compreende as leis divinas e o nascimento da raça humana. 1. tem sido adorado com sucesso (pelos sacrificadores humanos). Que nós. 1. Veja 2. (se mostra como um) protetor da terra (senhor) das riquezas para o homem que o satisfaz com (orações) bem pronunciadas. Ele. a quem o que se move e o que fica parado (aumenta). 5. Eles têm (te) levado para lugares diferentes. por assim dizer. em sua residência.5 10. o deus impregnado por Ṛta – 8. a riqueza de um pai idoso. Que todos os homens nos tragam tributo no sol. 4. Como um arqueiro corajoso. 1. esses seres. Recherches sur l'Histoire de la Samhitâ. AṢṬAKA I. o imortal. Índice ◄►Hino 71 (Griffith) ____________________ Hino 70. 48. desse modo ele brilha em batalha. Índice ◄►Hino 71 (Oldenberg) ____________________ 4 Ou: até na rocha (eles têm feito homenagem) para ele. 3. Ludwig propõe ler duroṇām: ‘dentro da pedra é a sua morada’. tenhamos sucesso em muitos pensamentos (piedosos). como filhos (dividem) a propriedade de um pai idoso. ó herói-sol!" 6 Esse verso possivelmente pode ser uma adição posterior. e na habitação (humana)? Eu acredito que nós devemos fornecer um verbo do qual o dativo asmai dependa. tu que conheces o nascimento dos deuses e dos homens. 5 Não é mais provável que o tributo fosse trazido para Agni (veja 5. . os pobres. ADHYĀYA 5. 6.

como a fonte de força viril. Varga 15. se não na criação. pois eu.5 5. do culto do Fogo. tendo me tornado quíntuplo. O nosso alimento não é comido por nossos parentes. aumentado de duas maneiras. de acordo com o comentador. mas é dito que aqui ele significa o ar vital principal (mukhyaprāṇa). 1. e obtiveram dia acessível. seja concedida ao devoto e ilustre protetor dos sacerdotes. Quando (o adorador) oferece uma oblação para seu grande e ilustre protetor. Agni. aumentas os meios de sustento dele. nos cinco ares assim denominados. e o instituidor do rito. 6 Isto é. tendo feito dele seu escudo. Todas as iguarias (sacrificais) se concentram em Agni. (Paṅi). repulsaram. e o colocado diante deles. Agni. no Aitareya Brāhmaṇa. e como o melhor). imitando Bhṛgu. tu. os Aṅgirasas. que conheces (todas as coisas). amando o afetuoso Agni. o satisfazem (com oblações oferecidas). como um príncipe que se tornou um amigo envia um embaixador para seu (conquistador) mais poderoso. o emblema do dia. um caminho para o vasto céu. tendo despertado Agni. 5 Isso expressa uma noção ainda corrente entre as nações do Oriente. citado pelo comentador: “Para eles disse o ar Ariṣṭa: ‘Não fiquem surpresos. ele se torna brilhante e manifesto4 em toda mansão. e sustentando os deuses e homens por meio de suas oferendas.6 portanto. mas Agni.2 4. o ávido (Rakṣas). como os sete grandes rios fluem para o oceano. e ser traduzido como ‘vitorioso’. e te oferece uma oblação. estando alarmados. te reconhecendo. isto é. os primeiros. no rito da manhã”. conquistar. o indicador ou causador do dia ser conhecido. como em um diálogo entre eles. Essa estrofe e a anterior são confirmativas da parte tida pelos Aṅgirasas na organização. 6. por isso devotos opulentos preservam os fogos dele. os Asuras e Rākṣasas. a qual é (a princípio). ou Vento. Livres de todo (outro) desejo.1 (Āditya). por seus louvores (de Agni). Assim. desejando isso diariamente. 2. Quando o ar vital difuso3 excita Agni. de acordo com os Taittirīyas. se retira. “os deuses e os Asuras uma vez estavam envolvidos em combate. o Sol. e honram a ele. manda atrás dele uma flecha ardente a partir do seu arco terrível. mas a métrica é Triṣṭubh. a qual tem relação com o alimento. Que aquele a quem tu mandas com seu carro para a batalha retorne com riqueza. sustento (a vida). (com gesticulações). 2 . portando eles chamam Agni de todos os deuses. na câmara sacrifical). Os dedos contíguos. 7. amedrontaram o devorador forte e audaz. o arqueiro. entraram no fogo. dividido (vihṛta). que. de Jana. Quando (o adorador) te acende na própria residência dele. Eles fizeram.’” 4 Jenya. torna os nossos desejos conhecidos para os deuses. ser nascido. derrotaram os Asuras”. como esposas amam seus próprios maridos. Eles guardaram a ele (Agni. que a missão de um enviado a um príncipe estrangeiro é um reconhecimento da superioridade do último. eles vão à sua presença. 3. o persuade a realizar a função de mensageiro. tu. pelo som. 8. Os nossos antepassados. 3 Mātariśvan é um nome comum de Vāyu. assíduos na adoração dele. (como mediano. Varga 16. para nós. (e finalmente) radiante. eles fizeram do culto dele a fonte de riqueza. que tem direito à honra.227 Hino 71. escura. Que aquela faculdade (digestiva de Agni). Āditya.7 e que 1 Ketu. (a alvorada). Agni (Wilson) (Sūkta VII) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. e tendo detido a flecha. e as vacas (que tinham sido roubadas). com ele em sua vanguarda. no sacrifício matutino. como os raios de luz (são assíduos no serviço) da alvorada. nós não temos nenhuma sobra para outros. (então) luminosa. e praticam os direitos dele. e o deus concede luz para sua própria filha. ou pode ser derivado de ji. “os deuses. porque.

11 com bramido. e o instigue (para atos de culto). Pelos nossos irmãos o nosso alimento não foi descoberto:16 encontra com os Deuses proteção para nós. 10. antes que aquela fonte de destruição (prevaleça). 7. os primeiros instituidores do culto religioso. impecável. assim como do presente. a nossa amizade ancestral. e radiante avermelhada. sozinho. Do mesmo modo como a luz (corre pelo) céu. são os guardiões da preciosa ambrosia do nosso gado. Não desfaças.12. senhor de todos os tesouros. o tem agitado. 2. luz. 9. Amando o Afetuoso. de cor brilhante. pois tu és conhecedor do passado. assim como as vacas10 amam a manhã. Todas as iguarias sacrificais servem Agni como os Sete Rios15 poderosos buscam o oceano. e sua filha pode ser Uṣas ou Aurora. Pensa em mim.32. ser aberta. não ansiando por alguma coisa. Eles fizeram para nós um caminho para alcançar o céu alto. Todo aquele que tem chamas para ti dentro da residência dele. sim. ‘que fogo e água. O Sol. com a velocidade do pensamento. 12 A adoração de Agni. 11 Os Aṅgirases sacerdotais. 3. é. ou calor e umidade. como (seu) filho robusto. é incerto. enquanto com alimento doce a raça dos deuses eles fortalecem. 7 Isto é. Agni. tu que conheces. Quem é o arqueiro. O sentido do primeiro hemistíquio parece ser que quando oblações foram oferecidas para Dyaus ou Céu Agni resplandeceu livre da noite circundante. 15 Veja 1. os dois reis. para a geração de grãos’. Ou retas pode ser traduzido como ‘água’. 9 Os dedos que o servem por acender o fogo. os Aṅgirases. assim a decadência enfraquece (o meu corpo). os mais ativos. o vigor derivado do agni digestivo. eles nos forneceram dia. 8 Agni. O Deus pode ser Dyaus. quando a passagem irá significar. então os dividindo entre os fiéis ansiosos. e ele em toda casa se tornou brilhante e nobre. Quando o homem verteu suco para o Céu. se Mātariśvan ou Agni. raios da manhã. fizeram por meio de prece e oração a nuvem semelhante à montanha. eles vêm. O arqueiro corajosamente atirou nele sua flecha. sinal do dia.14 6. 13 O ser divino ou semidivino que trouxe Agni para Bhṛgu.13 muito difundido. vigoroso e inteligente. ao mesmo tempo. Mitra e Varuṇa. a montanha. 10 As nuvens iluminadas pela aproximação da Alvorada. como em uma missão para um Soberano maior. etc. 5.228 Agni nasça. Os nossos antepassados com louvores rebentaram até a fortaleza firmemente estabelecida. que percorre. Eles restabeleceram a ordem. e o Deus lançou seu esplendor em sua filha. tornaram seu serviço12 produtivo. Índice ◄►Hino 72 (Wilson) ____________________ Hino 71. Agni (Griffith) 1. com mãos generosas. irrompendo à visão. 4. . tu de poder duplo aumentas sua substância: que aquele a quem tu incitas encontre riquezas. escura. as irmãs de um lar9 o têm incitado adiante. se espalhem pela terra. ele soube e se libertou do abraço apertado. ou traz o culto que tu amas diariamente. nem está claro em quem a flecha foi atirada. a ele. como Bhṛgu eu tenho ido como seu companheiro. o poderoso Pai. Visto que Mātariśvan. que mantinha a chuva aprisionada.8 como esposas seus maridos. o caminho do céu. 14 Esse verso é muito obscuro.

dotado do conhecimento mais profundo. é sempre Senhor das Riquezas. romperam até as fortalezas resistentes por meio de seus hinos. Somente aquele que como o pensamento procede rapidamente em sua jornada. Que ele a quem tu incitas seja unido com riquezas. nós não podemos apoiá-los como deveríamos’. ele. portanto. se aproximam da tribo dos deuses.20 Tu. os Aṅgiras. estando ligado a ele. AṢṬAKA I. ou correntes de ghṛta ou semelhantes. 4. segundo Sāyaṇa. direto do céu desce a umidade límpida. o avermelhado. chegou a todas as casas.18 como vacas na alvorada gloriosamente brilhante. As irmãs têm se regozijado na (deusa) escura e na vermelha. debilita o corpo: protege-me antes que aquele mal se aproxime. que são livres de sede. Eles fundaram a Ṛta.19 6. 5. Por que é dito que essas irmãs se deleitam na deusa escura e na deusa brilhante. HINO 71. Max Müller propõe a tradução: ‘A nossa riqueza não é conhecida pelos nossos parentes. Todo alimento vai para Agni. obtém entre os deuses bondade para nós. adquire tu força para nós. 1. 16 Isto é. o seu próprio marido. Quando ele tinha criado seiva para o grande pai Céu. Varuṇa e Mitra. as (preces) amplamente propagadas dos pobres. Quando a luz encheu o Senhor dos homens17 por aumento. isto é. Ó Agni. permanece incerto. não rompas a nossa amizade ancestral. O deus dirigiu seu poder impetuoso contra sua filha. a rocha por seus gritos. que sabes disso. as efetivas. O sacrificador. ó Agni. mas dependemos de Agni e dos outros Deuses. o conhecedor se aproximou furtivamente das (vacas) pintadas. o semelhante a Bhṛgu assumiu o cargo de mensageiro (para o mortal). a Noite e a Aurora. Índice ◄►Hino 72 (Griffith) ____________________ Hino 71. Eles abriram para nós o caminho do grande céu. 2. fortalecendo-os por lhes oferecerem prazer. então. VARGA 15–16. 9. Aumenta. Talvez isso queira dizer Indra que vem acompanhado pela hoste vigorosa de Maruts. eles colocaram em movimento esse pensamento. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ADHYĀYA 5. As carinhosas (mulheres) têm excitado (amorosamente) seu amante. 7. Agni. como os sete rios jovens (fluem) para o oceano. protegem o néctar precioso em nosso gado. o nobre. 19 Esse verso difícil evidentemente trata do incesto que o pai Dyaus cometeu com sua filha. que procuram obter (riqueza). 10. eles obtiveram o dia e o sol e o brilho da aurora. as ‘irmãs’ podem ser os dez dedos que geram Agni por atrito ou as correntes de água entre as quais Agni cresce. A velhice. A nossa força não brilha a partir de parentes. 17 . O arqueiro atirou ferozmente uma flecha nele. como nuvens reunidas. 20 Nessa passagem o poeta me parece dizer: 'Nós não temos parentes fortes que possam acrescentar brilho à nossa força.' O prof. Desse modo. Agni trouxe à luz e encheu de vitalidade a hoste impecável vigorosa e bem proporcionada. 3. que foi levado a muitos lugares. Quando Mātariśvan o tinha produzido por atrito. como para um rei mais poderoso. como esposas de um mesmo ninho (casa). Nossos pais. Os Reis com mãos belas. duas vezes mais a força do homem que te adora em sua casa. Sábio como tu és. nós não procuramos por nossos parentes em busca de alimentos. ou oferece dia-a-dia adoração ao afetuoso. o Sol.229 8. 18 Se o texto está correto. Em seguida.

12 e seguintes. Essa pode ser a tropa dos sete Ṛṣis.21 Quando o esplendor forte alcançou o senhor dos homens para incitá-lo. bem-intencionada. 72. embora isso me pareça menos provável. Veja 3. da nossa amizade paterna. Aquele que percorre os caminhos rapidamente como o pensamento. que és um sábio possuidor de conhecimento.230 8.31. A velhice prejudica a aparência (dos homens) como uma nuvem (cobre o sol ou o céu). antes que essa maldição (nos alcance). ó Agni. Índice ◄►Hino 72 (Oldenberg) ____________________ 21 O poeta retorna aqui ao mito do qual ele havia falado no verso 5.1-5.1. Pensa (em nós). o Sol.22 9. Ou os Maruts são aludidos (veja abaixo. que vigiam a amada ambrosia nas vacas. (Há) os dois reis Mitra e Varuṇa com as mãos graciosas. 4. governa sozinho sobre toda a riqueza. Agni produziu e promoveu a hoste impecável.4). jovem. o esperma brilhante caiu do céu (ou do deus Dyaus). 22 . Não te esqueças. 10.

ou: os Pākayajñas. Rudro’gnih. em suas mãos. se apropria das preces endereçadas ao eterno criador. e se refere a alguma lenda. 7 e. e recuperaram seu tesouro à força. como os Ṛbhus.6 Varga 18. como no Āgnyādheya. Por essa participação. Esses são organizados em três classes. os puros. em explicação. como antes. e são. O criador é chamado de Vedhas. te adorado. (Homens devotos) competentes para oferecer sacrifícios. perguntando. 6. e foi. Mitah. e estava em todos os lugares em volta. têm conhecido os três vezes sete ritos místicos contidos em ti. de joelhos.3 A tropa de mortais4 (Maruts). obtiveram corpos celestiais. portanto. e outros. e tudo o que (pertence a eles). – mortais deificados. protege o gado deles. 5. por três anos. Mas a expressão é obscura. chamados de Rudriyā. etc. Indra tem direito. segundo a escola Taittirīya. Vaiśvadeva. (alimento) que alivia a aflição. com manteiga clarificada. se sentaram. Agni. com (Indra). de nema. é dito. ou aplicáveis. o comentador preenche com Marudgaṇah. pelos quais o céu deve ser alcançado. para a subsistência dos homens. não o descobriram. e alcançaram o céu. Homa. eles pararam no último belo (esconderijo) de Agni. à qual. prestaram adoração reverente a ti. de serem protegidos.5 sabendo onde Agni estava se escondendo. os Haviryajñas. 1. como o Agniṣṭoma. muitas coisas boas para os homens. sendo regenerados. por quem. embora. e os não confundidos (Maruts). durante uma batalha entre os deuses e os Asuras. etc. Varga 17. com igual afeto. ele as faz presentes. 7 Passos secretos ou misteriosos. em todos os sacrifícios. . A lenda que é citada.231 Hino 72. com eles. sete pratos são colocados na cerimônia Agnicayana.1 Agni é o senhor das riquezas.. Sammitah. Os Maruts são. Pūrṇamāsa. a ele mesmo. a outra metade vai para todos os deuses. como no Aupāsana. cada um composto de sete. eles sejam identificados com ela. os puros (Maruts) adoraram a ti. com Agni. Anyādṛś. nós temos somente o epíteto nemadhitā. o compartilhador de metade da oblação. também. móvel ou estacionário. distinta de Agni e dos deuses elementares. Portanto. Agni arrebatou a riqueza que os primeiros tinham escondido. portanto. entre os vastos céu e terra. Todos os imortais. associado com śaśvata. provavelmente. pois Rudra é Agni. Desse modo tu serás o diligente 1 Isto é. Agni. 2 O texto tem somente śucayaḥ. constituíram o sacrifício. 3. Agni (Wilson) (Sūkta VIII) Ṛṣi.2 4. ‘o compartilhador da metade’. aqueles nos quais manteiga clarificada é oferecida. e os Somayajñas. que és conhecedor de todas as coisas a serem conhecidas. portanto eles adquiriram nomes dignos (de serem repetidos) em sacrifícios. 4 O texto tem somente martah. o encontraram em seu retiro excelente. de fato. Agni. relata que. Atyagniṣṭoma. descobrindo-te. ao verem seu amigo. os deuses. nas oferendas sacrificais. Tādṛś. aqui. Os deuses. e outros. que concede rapidamente (àqueles que o louvam) todos os (presentes) dourados. eles trocaram seus corpos perecíveis. 6 Os deuses. Isso parece como se uma primeira causa fosse reconhecida. 5 Aqui. e. Descobrindo o furto. abandonaram o resto dos seus corpos em sacrifício. desejando a ele que era (querido) para nós como um filho. chamado de Rudra. significando os ritos dos Vedas. Aqueles que devem ser adorados (os deuses). – e é. do ramo Taittirīya do Yajush. e eles são respectivamente invocados pelos nomes Īdṛś. vagando a pé. em um sentido figurativo. (por Agni).. ‘o mortal’. aqueles nos quais algum tipo de alimento é oferecido. e cientes dos atos dele. 3 Os hinos dos deuses são endereçados a Agni. e. Todos esses estão contidos em Agni. (igualmente) puro. segurando. O comentador completa com Maruts. com suas esposas. o eterno. 2. Pratidṛś. recitaram (hinos) dedicados a Rudra. a qual não foi preservada. porque eles não podem ser celebrados sem fogo. – geralmente um nome de Brahmā. sempre provê. Darśa. a parte principal dos quais é a libação do suco Soma. Agni chorou (arodīt) pela perda. por imortais. por isso. os deuses perseguiram o ladrão. 7. etc. uma metade. Seguros. Oprimidos pela fadiga. Visto que.

como Ludwig observa. por ti. Aditi.8 9. desde que os Ādityas. dedicados. por ti. e nascidos nobremente eles dignificaram seus corpos. A ideia aqui é. o querido Bebê que ainda está à nossa volta.11 3. Os Deuses infalíveis todos à procura não encontraram a ele. os A ṅgirasas recuperaram seu gado. as chamas dele são às vezes terrivelmente destrutivas. no texto. Tornando-os conhecidos aos espaçosos céu e terra. Agni. Embora segurando muitos presentes para os homens. com oblações). (Os oferecedores de oblações) têm colocado.13 O grupo mortal. Agni pode ser considerado como o principal causador dos incidentes. por ti Saramā descobriu o leite abundante das vacas. quando propiciado por oblações com fogo. 9 Isto é. se espalharam em todas as direções. (e se regozijaram). ele humilha os poderes superiores de cada ordenador sábio. concedendo continuamente todas as bênçãos imortais. 9 e a mãe terra. eles chegaram ao mais alto lar fascinante de Agni. O comentador preenche com ‘Agni. Por isso. ou agente.’. projetando uma estrada para a imortalidade. e os deuses perceberam isso. se esforçou. Índice ◄►Hino 73 (Wilson) ____________________ Hino 72. quando levado por Bala. para sustentar (o mundo). ainda é nutrido. junto com seus filhos poderosos. os santos revelaram os poderes de Rudra. através do conhecimento obtido por meio de sacrifícios sagrados. seguindo o rastro dele. O sol. Porque com óleo sagrado os Puros. e Indra enviou Saramā na busca. 10. reconheceram as portas da (caverna onde) o tesouro (de seu gado). Tu tens sido alimentado. Agni. 13 Rudra aqui é um nome de Agni. assim chamados por não terem sido originalmente imortais.10 Agni é agora o senhor do tesouro dos tesouros.65. (são dirigidos.1). 8 Essas circunstâncias são declaradas.) hábeis em sacrifícios. Ludwig observa que o período de três anos em conexão com votos religiosos ou cerimônias é mencionado em outra parte também. Então os imortais vieram do céu. como rios correndo. com sua magnitude. eles mesmos obtiveram nomes sagrados para culto. 2. sua posição no céu. encontrou Agni colocado na posição mais elevada. estava escondido. conhecendo os caminhos entre (a terra e o céu). instituíram todos (os ritos sagrados). e mensageiro dos deuses. (Agni. 14 Os Maruts. .232 portador de oblações. mas a conclusão da elipse é consistente com as noções correntes. com o qual o homem. Agni. absolutamente. que os impediam de cair. Agni (Griffith) 1. por ti os sacerdotes. as honras graciosas (da cerimônia). e as duas porções de manteiga clarificada que são os dois olhos (do sacrifício). certos atos sagrados. 10 O sentido parece ser que. a progênie de Manus. Os sete rios puros que fluem do céu. que os Deuses realmente não encontraram Agni – embora ele estivesse visível em sua forma terrena – até que eles chegaram ao verdadeiro conhecimento filosófico do Deus como ele é. e as tuas chamas brilhantes. 4.12 portanto. é capacitado para enviar a chuva que abastece os rios. aquela imortalidade o caminho da qual eles tinham feito ou projetado.14 discernindo à distância. serviram a ti o muito puro por três estações de outono. sem qualquer referência ao instrumento. nesse (Agni). 8. ou. Cansados. nutrido pelas oferendas queimadas. etc. aos Ādityas. 11 A fuga de Agni e sua procura pelos Deuses já foram citadas antes (1. 12 Durante três anos. pelos quais eles viajam. embora Agni conceda dádivas muito boas para os homens. os quais asseguravam.

. Ele diminuiu (ou seja. cansando-se. Eles se aproximaram. 20 Os raios do Sol. 16 O néctar ou bebida dos Deuses. perceberam e descobriram Agni estabelecido no lugar mais alto. AṢṬAKA I. e assim estão contidas em Agni. pela realização desses sacrifícios eles asseguram a queda da chuva na estação apropriada. 6. eles preservam o Amṛta:16 protege tu a vida de todas as suas plantas e gado. belo lugar de permanência de Agni. Todas essas oferendas requerem fogo. quando (os seres) estavam em discórdia. 19 O Sol e a Lua. Agni. com Ghṛta por três outonos. Mas possivelmente nós podemos ter o nom. 1. rudriyāh: 'os veneráveis Rudriyas (isto é. oferendas de vários tipos. manteiga clarificada.15 com essas. atingiram o mais alto. explorando) por si mesmos os dois grandes mundos. organizados em três classes de sete. VARGA 17–18. Amigo encontrando proteção nos olhos de seu próprio amigo. o brilhante. Agni tornou-se o senhor dos tesouros. Saramā encontrou a prisão firmemente construída do gado17 pelo qual a raça humana ainda é sustentada. plur.19 eles deram a ele o presente de glória bela. ó Agni. te tornaste um enviado nunca cansado. os adoráveis apresentaram seus poderes como Rudra. 10. 9. Quando os brilhantes tinham prestado serviço a ti. 7. Aditi é a Natureza infinita. concordantes. Conhecendo a Lei. discerniram as portas das riquezas. os sete rios poderosos do céu. Maruts) lançaram-se para frente’.62.. 4. 22 Eu sigo o Padapāṭha que tem rudriyā. 3. HINO 72.21 Todos os imortais inteligentes quando procurando não encontraram o bezerro. ele assumiram nomes veneráveis. seguindo os passos dele. Agni. nos tens enviado boa comida em sequência constante para a nossa subsistência. Os atentos (deuses). cheios de bom pensamento. eles tornaram seus próprios os corpos os quais eles castigaram. profundamente hábil nos caminhos dos Deuses. os bem-nascidos formaram seus próprios corpos. O bezerro significa Agni. embora permanecendo ao redor de nós. 2.22 Os mortais. suco Soma. 15 Os ritos secretos ou misteriosos pelos quais o céu deve ser alcançado. Logo que os seres santos tinham descoberto as três vezes sete coisas místicas contidas dentro de ti. alimento. 21 Aqui nós temos novamente o mito de Agni escondido que os deuses procuram. concordantes.3. ele que reuniu todos (os poderes da) imortalidade. 17 Veja 1. 18 A Ave é o Sol. e seus grandes Filhos são os Ādityas. carregador de oferendas. Índice ◄►Hino 73 (Griffith) ____________________ Hino 72. Adquirindo (ou. etc. e seus grandes Filhos. 8. para ser o sustento da Ave.233 5. ADHYĀYA 5. Agora eles fluem como rios colocados em movimento: eles conheceram os cavalos vermelhos20 descendo. Tu. Quando os Deuses imortais fizeram ambos os olhos do céu. com seus cônjuges. Tu.18 ficaram no poder. conhecedor das obras dos homens. Eles que se aproximaram de todas as operações nobres fazendo um caminho que leva à vida imortal. prestaram culto ajoelhando-se para ele adorável. superou) a sabedoria de muitos adoradores. Aditi. a mãe vasta. ele que tem nas mãos todo o poder viril. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.

28 Não é necessário mudar o texto. 38): "Estes são os dois olhos do sacrifício. – O assunto parece ser as correntes de libações sacrificais. a mãe Aditi. Ele supre jvālāh ou toma aruṣīh como éguas. Saramā encontrou o forte estábulo das vacas das quais os clãs humanos recebem sua nutrição. 8. Então eles se precipitam para baixo como correntezas libertadas. ó Agni. 29 Ambas as expressões. Conhecendo os caminhos que os deuses seguem. o (único) amigo despertando quando o (outro) amigo fechava os olhos. 9. tu te tornaste o mensageiro incansável. 27 O sol e a lua? Essa explicação muito natural dificilmente irá ser modificada por causa de passagens como a seguinte (Śatapatha Brāhmaṇa I. nota 1. veja 5.27 eles colocaram belo esplendor nele (Agni). portanto. 6. Eles. Max Müller traduz: ‘As pessoas reconheceram as (tuas) éguas vermelhas para baixo. Veja o meu Prolegomena. Quando os imortais criaram os dois olhos do céu. Mas essas não podem ser chamadas de ‘direcionadas para baixo’. aquelas que são dirigidas para baixo. viram do céu os sete jovens (rios) e as portas das riquezas.29 Índice ◄►Hino 73 (Oldenberg) ____________________ 23 Provavelmente os mortais. p. 369. Sendo da mesma opinião eles23 se aproximaram reverentemente dele de joelhos. as (oblações de manteiga chamadas) Ājyabhāgas”. que assumiram todos os poderes de seu próprio domínio. para o repouso do pássaro. 7. eles concordemente guardaram com eles a imortalidade. As vermelhas podem ser as auroras. 6. as ordens estabelecidas das residências (humanas). que sabiam o caminho correto e estavam cheios de boas intenções. A Terra se expandiu largamente com eles que são notáveis em sua grandeza. um substantivo como um nominativo. são femininas. para que eles possam viver. Junto com suas esposas eles veneraram o venerável. 3. preparando (para si mesmos) um caminho para a imortalidade. 'as vermelhas' e 'aquelas que são dirigidas para baixo'. Conhecendo. ó Agni. 10. outro amigo vigiava em lugar do primeiro. ‘Aquelas que são direcionadas para baixo' não podem ser as libações de ghṛta e semelhantes que as madrugadas veem? – O prof. Protege tu o gado e o que permanece firme e o que se move. Quando os adoráveis (deuses) descobriram os três vezes sete passos secretos (ou lugares) estabelecidos em ti.24 Abandonando seus corpos eles os fizeram deles próprios.26 com seus filhos. 25 O significado parece ser que. ó Agni’. distribui presentes na devida ordem. O venerável é Agni. que a hipótese adhāh kṣaranti (eles fluem para baixo). eu creio. o portador de oferendas. 24 .28 As vermelhas têm reconhecido. não seria muito improvável. Eu tomo. sempre que a atenção de um dos amigos relaxava.234 5.25 6. no entanto. 26 O pássaro parece ser Agni. 56. o outro como um acusativo.

como alma. assim Agni. e. Na presença dele os homens se sentam. e o firmamento. Defendidos. e. 2. (para o nosso benefício). a ti. Varga 20. pedindo a tua benevolência. e oferecem. ele repousa na câmara sacrifical. Que nós sejamos competentes para reter tua riqueza que sustenta bem.235 Hino 73. (seu leite. Tu. é o mantenedor do universo. – ou preta e púrpura. como as instruções de alguém versado em escritura. obtenham alimento (farto). como uma sombra (protetora). como um filho na residência do pai. Os rios. mortais. compartilhando o esplendor dele. Varga 19. essencialmente. os homens deles. . Tal como tu és. (Os deuses). por (nossos) filhos. solicitando a boa vontade dele. aqui e no futuro. 1. em ti. o termo do texto. 6. ele traz prosperidade para a casa do adorador. adquiram vida longa. (com teu esplendor). Como a natureza. Como essa é. por meio dos (nossos) cavalos. eles fizeram a noite e a manhã de diferentes cores. em mente e coração. é o dador de alimento. 9. vivam por cem invernos. como um convidado bem vindo. com úberes cheios. 2 Como a alma é a base e fonte de toda a felicidade. como o principal agente do sacrifício. como riqueza patrimonial. que nós ganhemos. Que nós. que. abundante alimento (sacrifical). nos tornemos opulentos. constantemente aceso. Agni. em suas residências. por suas ações. e que nossos filhos. como um sacerdote oficiante. Ele deve ser sempre estimado. e herdeiros de riqueza ancestral. que têm direito a culto. 8. sê o portador de riquezas. por (nossos) homens. amando (Agni. 5. em lugares seguros. em batalhas. tu proteges o mundo inteiro. deus e métrica são os mesmos. Que teus adoradores opulentos. protege. ou qualquer outro elemento. ele parece) uma esposa irrepreensível e amada. Agni. Agni. Que esses nossos louvores. As vacas. por ti. (cercado por) amigos fiéis. (seus devotos). e. 4. Ele. que veio ao salão de sacrifício). – oferecendo. para (a obtenção de) renome. e (em pureza. forma ou natureza peculiar. como o (Sol) divino. Índice ◄►Hino 74 (Wilson) ____________________ 1 Amati. por causa de riquezas. a quem tu tens guiado (para a realização de sacrifícios). que conhece a verdade (das coisas). Ele. que nós destruamos os cavalos (dos nossos inimigos). é explicado como rūpa ou svarūpa. (para a devida observância dos ritos sagrados). é a principal causa de felicidade. 7.2 é a fonte da felicidade. confiaram a ti. – oferecendo parte deles aos deuses. em quem se encontra toda a existência. permanece na terra. 3. a mesma em todas as modificações da terra.) para ser bebido. sejam agradáveis para ti.1 ele é inalterável. têm fluído de uma distância. os filhos deles. como um príncipe. assim Agni é o mesmo em todos os sacrifícios realizados com fogo. Agni (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi. na proximidade da montanha. 10. a parte deles do alimento (sacrifical) para os deuses. resplandecente Agni. sapiente Agni. os homens te preservam. ele é um diretor. Agni. que os eruditos (que te louvam) e te oferecem (oblações). instruídos. que é como o Sol Divino. Enchendo o céu e a terra. em todos os combates. o alimento (sacrifical). trouxeram. despojos dos nossos inimigos.

de mente verdadeira protege com seu poder todos os atos de vigor. mugindo alto. Que teus adoradores ricos ganhem alimento. sejam agradáveis para ti em teu coração e espírito. em assentamentos seguros. Que nós e aqueles que adoram sejamos os mortais os quais tu.6 9. como a instrução de um homem sábio. 5. amado como um convidado que repousa em aposento agradável – que ele. Que possamos obter despojos do nosso inimigo em batalha. Ele que. isto é. 2. ó Agni. que ele seja portador de riquezas. e os príncipes que trazem oblação obtenham vida longa. e que os nossos príncipes vivam cem invernos. 3. como o alento que dá alegria. e colocaram juntos os tons pretos e roxos. – todos devem se esforçar para conquistá-lo. ó Agni. como Savitar o Deus.236 Hino 73. 4. Que esses nossos hinos de louvor. A ti. 5 Pela graça de Agni os Santos. glorificado por muitos. e segues o mundo inteiro como uma sombra. 4 . que os homens ricos que instituem os nossos sacrifícios vivam até a maior idade geralmente concedida aos homens.3 nos enviadas pelo Céu. como Sacerdote. homens com homens. levas em direção às riquezas. como heróis que se sentam à cabeceira da mesa. Ele que concede alimento. ó Agni.7 10. Índice ◄►Hino 74 (Griffith) ____________________ 3 As vacas cujo leite é usado nos vários sacrifícios oferecidos de acordo com a ordenança eterna. de uma distância os rios4 fluíram juntos para a rocha. como esplendor. pedindo a tua benevolência. Tu encheste a terra e o céu e a região do meio do ar. recebem as oblações que os fortalecem para a realização dos grandes feitos que lhes trazem glória. continuar a receber e manter as riquezas que tu mandas. que possamos conquistar corcéis com corcéis. 6 Afastando a angústia. As vacas da santa lei. torne próspera a residência do servo dele. Agni. como riquezas patrimoniais. os Santos ganharam glória no céu. Ele que reside na terra como um rei cercado por amigos fiéis. Nele eles têm colocado esplendor em abundância: querido para todos os homens. Agni. Ajudados por ti. senhores da riqueza transmitida por nossos pais. como uma dama irrepreensível querida para seu marido. como um Deus que sustenta a tudo. os Deuses imortais. Que nós tenhamos poder para manter teus corcéis de riquezas. contigo. heróis com heróis. 8 Reter por nós teus corcéis que trazem riqueza. A água usada em sacrifício a qual flui ou é levada para a rocha ou pedra com a qual o suco Soma é espremido. solicitando o favor dele. 6. ó Agni.8 depositando em ti o dom da glória enviado por Deus. têm crescido com úberes carregados. Agni (Griffith) 1. os nossos homens servem sempre aceso em cada habitação. 7. verdadeiro. como a sombra de uma grande rocha ou árvore afasta o calor opressivo do sol. que repousam em segurança. 8. Ordenador. apresentando aos deuses sua parte por glória.5 Eles fizeram a Noite e a Alvorada de cores diferentes. 7 Isto é. assim. e guia corretamente.

13 6. nossos doadores generosos e nós mesmos. Sê tu possuidor de toda a vida. 5. como esplendor impetuoso. obtenham nutrição. AṢṬAKA I. 10.9 protege com seu poder mental todos os assentamentos. que os nossos ricos (doadores) cheguem a uma centena de invernos. os homens têm adorado em suas residências seguras.15 adquirindo a glória que os deuses nos atribuíram. ele também é riqueza (2. HINO 73. sendo verdadeiro como o deus Savitṛ. As três primeiras partes são quase idênticas a 3. Max Müller. diante dos deuses. ó Agni. a riqueza bem atrelada. atribuídas pelo Céu.). 8.10 (Agni). com nossos heróis os heróis (dos nossos inimigos). Índice ◄►Hino 74 (Oldenberg) ____________________ 9 A primeira parte é idêntica à quarta em 9. 48. Suplicando proteção de ti. Que nós ganhemos em batalhas o saque daquele que não doa. os homens. Lá as expressões se referem a Soma. Sendo donos das riquezas que seus pais conquistaram. um protetor das riquezas. As vacas leiteiras mugidoras de Ṛta. como um rei que fez por si mesmo amigos (valentes).237 Hino 73. 2. Eles têm colocado nele rico esplendor. adorador (dos deuses). conquistemos com nossos cavalos corredores os cavalos corredores. Que nós sejamos capazes de controlar a ti. 2. pl. 21. que é um bom guia como a instrução de um sábio. que estás constantemente aceso na casa. estavam exuberantes com seus úberes cheios. ó Agni. eles uniram a cor preta e a vermelha (à Noite e à Alvorada). sejam agradáveis para ti. Os rios implorando o favor (dos deuses) de longe irromperam pelo meio da rocha com suas torrentes. como heróis que se sentam na frente e sob abrigo. ó Agni. o verdadeiro tornou-se precioso como o sopro vital. Como uma sombra tu acompanhas o mundo inteiro. louvado por muitos. Mas Agni não é apenas um cavalo. 1. śakema sudhūrah yamam te. protegidos por ti. deixando de lado uma parte para os deuses para a glória delas’. 55. 13 ‘Que nós ganhemos em batalhas o saque do inimigo. 97. 10 . Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. que os ricos12 que dão presentes (para nós) obtenham um período de vida completo. 12. e digno de ser procurado. 14 A última parte é idêntica à segunda em 10. 4. ADHYĀYA 5. etc. VARGA 19–20. que é satisfeito (por adoração) como um convidado que descansa confortavelmente. 139. Que os doadores generosos. Max Müller. 12 Aryah também pode ser nom. Aquele que dá vigor como riqueza adquirida pelos pais. 1.11 5. ó Agni. ó Agni. 7. o protetor das riquezas’. Que esses hinos. A ti.14 9. para que nós possamos obter glória. ó Agni. e significar ‘(nós) os pobres’. sejamos os mortais a quem tu promoves à riqueza. 3. Eles fizeram a Noite e a Alvorada de diferentes formas. os adoráveis (deuses) ganharam glória no céu. obtendo uma parte (rica). E que nós. A combinação das duas metáforas explica a expressão curiosa sudhurah rāyah. como uma esposa irrepreensível amada por seu marido – 4. 11 ‘Sê tu. tendo preenchido os dois mundos (Céu e Terra) e o ar. com nossos homens. o poeta naturalmente poderia dizer. Que nós. para a tua mente e coração. que possuindo todo descanso vive na terra como um deus. 15 Como sudhur e sudhura são epítetos de cavalos. 2. que és rico em todo alimento. (Agni) cruzou o lugar (sacrifical) do adorador como um Hotṛ. Ele que.

embora audível.238 Hino 74. 9. Agni (Wilson) (Anuvāka 13. Que nos ouve mesmo quando longe. em uma missão dos deuses. todos os homens chamam de feliz em seu Deus. A ele.1 e o ganhador do saque em muitas batalhas. (O sacrificador). os homens chamam de afortunado em seu sacrifício. e nossas oblações para seu sustento. os deuses (para receber) nosso louvor. 2. A ele. brilhante e concessora de vigor. em tua missão de embaixador tu partes não é ouvido som de corcel ou esforço do teu carro. ó de brilho belo. Agni (Griffith) 1. vamos recitar um hino para Agni. desde os tempos antigos. o relincho dos cavalos da tua carruagem de movimento (rápido). 4. Que. Varga 21. Aṅgiras. 5. a métrica. Quando nós partimos para o sacrifício. 8. tendo sido protegido. 7. filho da força. vamos repetir uma prece para Agni. quando os homens malevolentes estão reunidos. 1. 1 2 . Vṛtra pode ser aqui entendido como um inimigo em geral. Agni. Apressando-nos para o sacrifício.1. 3 Um nome de Agni. Aṅgiras. nasceu Agni. tem preservado sua casa para o adorador. tem preservado a riqueza. e sua grama sagrada. cuja oferenda tu transportas para o sustento deles. De fato. não é ouvido. sem timidez. 6. ou. E fortaleces seu sacrifício. Sūkta I) O deus é Agni. 6. quando as pessoas se reuniam.6. 2. ele mesmo que mata Vṛtra. Para cá traze esses deuses para a nossa louvação e para provar Esses presentes oferecidos. seu deus. Que os homens louvem Agni. para o oferecedor (de oblações) para os deuses.3 tu Filho da Força. Gāyatrī. que nos ouve de longe. 7. o matador de Vṛtra. divino Agni. e cujo sacrifício tu tornas aceitável. agora permanece na tua presença. 5.2 ele Que ganha riqueza em cada luta. A ele em cuja casa um emissário tu amas provar seus presentes oferecidos. Varga 22. suas oblações. Agni. Quando tu vais. radiante Agni. Índice ◄►Hino 75 (Wilson) ____________________ Hino 74. Traze para cá. 3. e provido de alimento. Agni pode aqui ser identificado com Indra. filho de Rahūga ṅa. Agni. logo que gerado. em carnificina. como um oferecedor (de oblações). Quando. o Ṛṣi. Agni pode ser identificado com Indra. 4. tu estás desejoso de conceder. Que. em cuja casa tu és o mensageiro dos deuses. 3. E que os homens digam. ampla (riqueza). Aquele que estava antigamente sujeito a um superior. Suas oferendas. Veja 1. existindo desde antigamente. Gotama. para o sacrificador. por ti.

e possuidor de uma boa Barhis (ou grama sacrifical). ó Aṅgiras. E tu ganhas. que ganha o prêmio em todas as batalhas’. de modo que eles venham ansiosamente. 7. brilhante. ileso. o ofertante vai em frente. Deus. para o adorador. os deuses. quando tu partes em tua missão de mensageiro. protegido por ti o corredor torna-se destemido. ó Agni. heroica. ó Agni. Seguindo adiante para o sacrifício. E força esplêndida. AṢṬAKA I. Parece que a palavra significa algum tipo de poderes hostis. para aquele que oferece presentes. ó resplandecente. Índice ◄►Hino 75 (Oldenberg) ____________________ 4 Eu deixei sem tradução a palavra obscura snīhitīṣu. ele segue adiante: Agni.4 . para cuja adoração tu concedes poder extraordinário – 5. ó Deus. Tal homem o povo chama de um doador de boas oblações. O homem em cuja casa tu és um mensageiro. dos deuses. . forte. Agni.239 8. E tu deves conduzi-los para cá. superior. ele esteja longe ou conosco – 2. ó filho da força. ganha a vantagem sobre aquele está à frente. Ajudado por ti. 9. 9. E que as pessoas digam ‘Nasce Agni. ADHYĀYA 5. para que nós possamos glorificá-los. preservava sua casa para o adorador. Nenhum ruído dos cavalos da carruagem em movimento é ouvido de modo algum. Quando. o matador de inimigos (ou. VARGA 21–22. Ele que. que está atrás.. 8. um após outro. vamos repetir uma oração para Agni que nos ouve. Tu.. a grande bem-aventurança de heróis fortes. 3. para as oferendas sacrificais. 4. Índice ◄►Hino 75 (Griffith) ____________________ Hino 74. e para cujo alimento sacrifical tu vais avidamente para te banquetear. HINO 74. um amigo dos deuses. o adorador. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 6. ó Agni. quando as tribos humanas se reuniam (em batalha). tu concedes dos Deuses. o principal em. o matador de Vṛtra). 1.

A nossa oração preciosa. Agora. HINO 75.1 Adora. O parente. 1. propiciatório dos deuses. Quem é teu parente entre os homens. o alimento mais delicioso para os deuses. esse hino tendo quatro em vez de cinco versos na versão de Wilson. para a tua casa. Índice ◄►Hino 76 (Wilson) ____________________ Hino 75. 2. Agni (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi. Traze-os. e onde tu repousas? 1 [O verso quatro das outras versões está ausente aqui. ADHYĀYA 5. Agni. está presente na tua própria residência. és tu? E onde tu resides? 4. Índice ◄►Hino 76 (Griffith) ____________________ Hino 75. o melhor adorador. AṢṬAKA I. ó mais sábio e melhor Aṅgiras. 3. Mitra e Varuṇa. na tua boca. 3. Um amigo a quem amigos podem suplicar. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. ofereces o alimento sacrifical (aos deuses). Agni. 1. nós recitaremos para ti. E então. deus e métrica. tu que. é teu parente. nós podemos endereçar (a ti) uma prece aceitável e gratificante. o mais agradável para os deuses. para nós. dos homens? Quem é teu servo digno? Dependente de quem? Quem és tu? 4. Quem. ó Agni? Quem realiza adoração a ti? Quem és tu. E que nós então pronunciemos para ti. entre nós. Agni. 2. traze os deuses para o sacrifício poderoso. Aceita alegremente o nosso discurso mais amplamente sonoro. aceitando nossas oblações em tua boca. de fato. Aceita o nosso hino de som mais alto. Quem. 3. Varga 23. 2. Traze para nós Mitra. de muito benefício. para nós. é teu parente? Quem é digno de te oferecer sacrifício? Quem. Derramando nossas oferendas na tua boca. Agni o mais sábio. ó Agni. Agni. ó maior Aṅgiras. todos os deuses. Agni (Griffith) 1. como antes. o seu bem amado Amigo tu és. da humanidade. Escuta o nosso mais sincero discurso. (celebra) um grande sacrifício. adora. 5. VARGA 23. uma oração agradável para ti e bem sucedida. chefe dos Aṅgirasas. Varuṇa. Agni.] .240 Hino 75.

O último nome não se encontra no texto. Agni (Griffith) 1. invocador veraz dos deuses. Como a mente pode se aproximar para agradar-te. 2 com os corcéis dele. Agni. com os deuses. Agni. para que tu possas cultuar os deuses para a grande satisfação deles. te amem: adora os deuses para obter para nós o favor deles. Que o todo-expansivo céu e a terra te defendam. que és o transportador (de oblações). o amigo querido ('Mitra') dos homens. Consome totalmente os Rākṣasas. e nos desperta. com tuas chamas. adoraste os deuses com oblações. ó Agni. Agni. Traze para cá o guardião do suco Soma. seus dois corcéis. 1 Na câmara onde oferendas queimadas são feitas. tu. que é um nome bastante incomum de Indra. ou de Potṛ. ó Agni. mas o deus é indicado por haribhyām. tu que nunca foste enganado. Qual aproximação da mente. 3 Indra. Eu invoco (a ti). cumpre a função de Hotṛ. os onipenetrantes. Como. com um hino produtivo de progênie (para o adorador). 1. senta-te. (Indra). (um sacrifício conforme a) a grande Ṛta. Sacrifica para os deuses. por sacrifícios. a ti pode ser realizada para o nosso bem? O que cem encômios podem (efetuar)? Quem. senta-te como Hotar. Senta-te aqui. Índice ◄►Hino 76 (Oldenberg) ____________________ Hino 76. Varga 24. 3. Agni? Qual hino de louvor nos trará a maior bênção? Ou quem ganhou o teu poder através de sacrifícios? Ou com qual propósito nós devemos trazer-te oferendas? 2. invocador (dos deuses). Índice ◄►Hino 77 (Wilson) ____________________ Hino 76. pois tu és irresistível. e tu. ó Agni. 3. afasta as maldições dos nossos sacrifícios.1 sê nosso precursor. Traze com seus Baios o Senhor do Soma:3 aqui há boas-vindas alegres para o Doador Generoso. Agni (Wilson) (Sūkta III) Ṛṣi e deus como antes. Agni. também. sê. 5. és o parente. Queima todos os Rākṣasas. que és digno de culto. Somapatiṃ. 2 . Vem para cá. Vem. nosso líder. Agni. Sacrifica por nós para Mitra e Varuṇa. na tua própria casa. 4. no sacrifício do santo Manus. Tu. Que o Céu e a Terra. tu que és o depositário e gerador de riquezas. 5. obteve o teu poder? Com qual intento nós podemos te oferecer (oblações)? 2.241 4. assim. para cá. um amigo deve ser magnificado por seus amigos. um sábio entre sábios. a métrica é Triṣṭubh. (oferece as oblações) hoje com uma concha que alegra. para que nós possamos mostrar hospitalidade para o concessor de prosperidade. Sacrifica. e sê o protetor dos nossos sacrifícios contra interrupção.

leva Agni ao seu sacrifício. literalmente. Concessor e Produtor de Riqueza. agora.11 Índice ◄►Hino 77 (Oldenberg) ____________________ 4 Agni. 7 Isto é. uma oferenda especialmente agradável para os Deuses. VARGA 24. 6 Outra forma da palavra Manu. levando-te (para o nosso sacrifício) com a minha boca.4 Senta-te aqui com os Deuses. ó Agni. 5. o sacerdote ou portador de oblações. então. te protejam. Vem para cá.242 4. Agni.7 Índice ◄►Hino 77 (Griffith) ____________________ Hino 76. ó Hotṛ altamente verdadeiro.8 Que o Céu e a Terra.10 um sábio com os sábios. ó Agni. Qual súplica é para o gosto da tua mente? Qual pensamento (piedoso) pode ser. 11 A concha significa a chama de Agni. 1. Queima todos os feiticeiros. O Purificador (Potar) e o Ofertante ou Invocador (Hotar) são dois dos dezesseis sacerdotes oficiantes. e tu deves te sentar aqui com os deuses. Como tu executaste sacrifício para os deuses com o alimento sacrifical do sábio Manu. os todo-abrangentes. ADHYĀYA 5. torna-te um protetor dos sacrifícios contra imprecações. realiza o sacrifício hoje. Torna-te nosso líder que não pode ser enganado. um sábio com os Sábios. com a boca. Como com oferenda do Manus6 sacerdotal tu adoraste os Deuses. por meio de suas canções. o bom doador. 10 Manus é aqui um nome próprio. senta-se aqui como um Hotṛ. 9 eu te chamo para cá. 3. ‘aquele que precede alguém’. E traze para cá o senhor do Soma (Indra). mais agradável para ti? Ou quem ganhou para si mesmo a tua sabedoria por sacrifícios? Ou com quais pensamentos nós podemos te adorar? 2. adora hoje com concha concessora de alegria. ó venerável. Tu Sacerdote com lábio e voz que nos trazem filhos foste chamado. ó Agni. Com palavras que obtêm prole. HINO 76. o Invocador mais sincero. com seus dois cavalos baios. ó Agni. com a tua concha sacrifical que dá alegria. Oferece o sacrifício aos deuses para que eles possam ser muito benevolentes para nós. Homem. 4. 9 O sacerdote humano. Realiza o serviço de um Hotṛ e de um Potṛ. Nós preparamos hospitalidade para ele. Tua é a tarefa de Purificador e Ofertante:5 nos desperta. assim. AṢṬAKA I. foi invocado com um hino que trará a bênção de filhos. 5 . Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. com a concha sacrifical usada para derramar o óleo sagrado ou manteiga clarificada no fogo. ou seja. 5. Sê um doador e um pai de riquezas. o grande ancestral do ser humano. 8 Puraḥ-etā.

transporta oblações para os deuses? 2. ‘com a mente’. imortal. e o destruidor de inimigos.243 Hino 77. Então que os senhores generosos. 4. 4. um arauto em meio aos homens. Que Agni. é recitado para ele o refulgente? Que. o mais auspicioso em sacrifícios. quando ele se dirige aos deuses. 1 3. o Herói mais varonil. e se aproximam de Agni de boa aparência. como um amigo. e por quem todas as coisas são conhecidas. como antes. a ele que é o mais constante em sacrifícios.2 e. Varga 25. afirmando que as letras m e n estão invertidas. repetem o nome dele primeiro. e os adora com reverência. 1. Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. – aquele Agni que é imortal. (presente) entre os homens. um homem. ele obtém nutrição (para si mesmo). Pois ele é o realizador de ritos. Índice ◄►Hino 78 (Wilson) ____________________ Hino 77. quando ele busca os deuses para os mortais. 1 A expressão do texto é manasā. e perfeito. os conhece plenamente bem e os adora em espírito. ele é o destruidor e reanimador (de todas as coisas). o Arauto. Desse modo Agni.3 As tribos árias piedosas em sacrifícios se dirigem primeiro a ele que é quem faz prodígios. observador da verdade. Agni (Griffith) 1. Como nós faremos oblação para Agni? Qual hino. em ritos sagrados. amado pelos Deuses. mas o comentador lê namasā. pois Agni. que são dotados de força. e que aqueles que são afluentes com grande riqueza. que é o invocador dos deuses. com louvores. ele é o doador de riqueza inatingível. o comentador explica a primeira como o matador ou extirpador de tudo. 3. o celebrador de sacrifícios. 3 Riqueza. ele é o que traz. ‘com reverência’. que é o principal diretor de sacrifícios. 2 As palavras são marya e sādhu. etc. fiel à Lei. tem sido louvado com hinos pelos virtuosos descendentes de Gotama. que é agradável para os deuses. estejam desejosos de oferecer adoração. e que. Destruidor de inimigos. fiel à Lei. satisfeito por nossa devoção. como amigo. agitem os nossos pensamentos com vigor. 5. Para eles ele tem dado o brilhante suco Soma para beber. o produtor. da parte do homem. e observador da verdade. . Tragam para cá. e. o realizador de sacrifícios. Quais (oblações) nós podemos oferecer para Agni? Qual louvor é endereçado ao luminoso (Agni). aceite nosso louvor e culto. e por quem o alimento sacrifical tem sido preparado. Que Agni. incitados por suas riquezas. aceite com amor nossos hinos e nossa devoção. e a última. com oblações. pois Agni.4 cuja força é a mais potente. Pois ele é poder mental. Tragam-no com reverência para cá. Todos os homens que reverenciam os deuses. traz os deuses como o melhor dos sacrificadores? 2. conhece aqueles (que devem ser adorados). a extraordinária. junto com o alimento sacrifical. e o invocador (dos deuses).

o melhor sacrificador. se dirigem a ele. concentrados no prêmio. que ele esteja atento em sua mente. venha com ajuda por nossas palavras. etc. devem ser dirigidas a ele. como o primeiro nos sacrifícios. o mais valoroso dos homens. e (pela devoção) daqueles doadores generosos mais poderosos que. ele é o auriga de uma enorme riqueza’. tem sido glorificado pelos Gotamas sacerdotais. Ele. ele obtém crescimento. Tragam para cá pela adoração o Hotṛ que é o mais benéfico em sacrifícios e justo. Que ele aumente neles esplendor e vigor. como ele quer. Agni. Como nós devemos sacrificar para Agni? Quais palavras. AṢṬAKA I. sendo imortal e justo. e que ele (o mortal ou Agni) possa estar atento. Quando Agni se dirige aos deuses em nome do mortal. Assim. o justo Jātavedas. ansiando pelos deuses. Pois ele é sabedoria. De acordo com o professor Max Müller: “Tragam para cá o Hotṛ . HINO 77. 1. 5. ele é direto. Índice ◄►Hino 78 (Griffith) ____________________ Hino 77. 5 . ganha crescimento de acordo com seu desejo. observador. e que ele possa realizar o sacrifício. fiel à Ordem. ele é viril.244 5.. por nossa devoção. Que ele aumente o esplendor e força deles. 4.” 6 O professor Max Müller traduz essa parte deste modo: ‘como um amigo. como Mitra. leva os deuses até os mortais? 2. Desse modo Agni Jātavedas. ADHYĀYA 5. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. o maravilhoso. foi louvado pelos Gotamas sacerdotais. o Hotṛ.. de modo que Agni possa convidar os deuses .. têm incitado constantemente as nossas preces. o luminoso. ele se tornou o auriga dos misteriosos. VARGA 25. Índice ◄►Hino 78 (Oldenberg) ____________________ 4 Ricos patrocinadores cujos presentes encorajarão e fortalecerão as devoções dos sacerdotes. os clãs ários.. agradáveis para o Deus. o conhecedor.5 3. triunfante com riquezas. Que aquele Agni. que.6 Portanto.

3. nós o exaltamos. Nós te invocamos.245 Hino 78. aquele (Agni) a quem Gotama. o dador de alimento abundante. ADHYĀYA 5. repetidamente. 3. repetidamente. como Aṅgiras3 chamamos a ti o melhor ganhador do despojo: Nós te louvamos por tuas glórias. ou aqueles que manifestam o mérito de Agni. o melhor dos matadores de Vṛtra. com (hinos) laudatórios. Ó Jātavedas. nós oferecemos adoração. 1 A palavra é Gotamāh. Nós exaltamos. 5. 2 Mantras é acrescentado pelo comentador. a métrica é Gāyatrī. AṢṬAKA I. nós te exaltamos. Como tal. os filhos de Rahūgaṅa. o comentador a limita ao sentido do singular. com (hinos) laudatórios. . desejoso de riquezas. a ti que és o destruidor de Vṛtra. A ti. e que afugentaste os Dasyus. no plural. como tu és. Varga 26. 4. com (hinos) laudatórios. 1. Ó Jātavedas. cantamos: Nós te louvamos por tuas glórias. adora com louvor. afirmando que o plural é usado apenas honorificamente.2 2. com (hinos) laudatórios. forte e rápido. Agni. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi e deus são os mesmos. repetidamente. A ti. 4. Gotama. com (hinos) laudatórios. Índice ◄►Hino 79 (Wilson) ____________________ Hino 78. de modo semelhante como Aṅgiras fez. adora com sua canção: Nós te louvamos por tuas glórias. repetidamente. nós os Gotamas te (louvamos). – nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. ‘com brilhantes’. Índice ◄►Hino 79 (Griffith) ____________________ Hino 78. que resides entre todas as tribos. o texto tem somente dyumnaih. nós Gotamas te exaltamos com canção sagrada por causa das tuas glórias. Conhecedor e contemplador de tudo o que existe. Uma canção agradável para Agni nós. HINO 78. com a nossa música. 1. Os descendentes de Rahūgaṅa têm recitado louvores agradáveis para Agni. A ti. 2. Gotama 1 te celebra. assim como tu és. 4 Aqui novamente Agni é identificado com Indra. nós te exaltamos. com louvor. desejando riqueza. VARGA 26. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. 3 Do mesmo modo que Aṅgiras. um dos primeiros realizadores de sacrifício. Agni (Griffith) 1. 5.4 a ti que te livras dos nossos inimigos Dasyu: Nós te louvamos por tuas glórias.

5. Varga 28. riquezas que afastem a pobreza. 1 Agni. o derramador preto de chuva rugiu. (Nós adoramos a) ti. Ó tu cuja boca (arde) com muitas (chamas).5 8. . tal como tu és.) nutre o mundo com o leite da chuva. ou relâmpago. que lanças os Dasyus para longe – nós te louvamos. verdadeiro. em seu caráter geral. 4. ou tercetos. 1. providas de alimento. Varga 27. Agni. 4. o maior destruidor de inimigos (ou. – como beber. mas prajāh. 2 Satyāḥ. Uṣṇih. o deus do primeiro é o Agni da região do meio. Agni de aspecto afiado. guarda-nos com a tua proteção. se banhar. Jvālājihva. o fogo etéreo ou elétrico.246 2. como tu és. mas isso é dito. 7. que sejam desejáveis (para todos). em sua manifestação de relâmpago. mas para acentuar aquela de Agni. 3. e o conduz. Gotama. (propiciado) pela recitação do hino métrico. Quando esse (o relâmpago. Agni (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi é o mesmo. Gotama desejoso de riquezas exalta a ti. como Aṅgiras fez. de dia ou de noite.2 que. dos dois últimos. por ti mesmo. de acordo com um nome comum de Agni. quando isso é feito. filho da força. pessoas. resplandece com um brilho esplendoroso. ou a métrica Gāyatrī. O deus de cabelo dourado Agni é o agitador das nuvens. de Vṛtra). as nuvens trovejam. Agni. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. e. quando a chuva é derramada. afugenta (todos os perturbadores do rito). estão concentradas em seus próprios trabalhos. golpeiam contra (a nuvem). Nós os Rahūgaṅas recitamos um discurso afetuoso para Agni. tu que conheces tudo o que existe.4 brilha (de modo propício. e. sincero: não há substantivo. muitos. de língua de chama. toma parte na produção de chuva. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Aryaman. senhor do alimento e do gado.3 para (o desfrute da) água. então Mitra. Nós te chamamos. em alta voz com (canções cheias de) esplendor. Varuṇa. Nós te louvamos em alta voz com (canções cheias de) esplendor. em todos os ritos. deve ser louvado por nossos hinos. pelos modos mais diretos. o resplandecente Agni. ou uma parte do Sāma. Ele. em todos os combates (com nossos inimigos). dá-nos sustento abundante. A chuva desce. Agni. Os (raios) caindo. 2. e semelhantes. é suprida pelo comentário. para) que a riqueza que fornece alimento possa ser nossa! 6. o hino consiste em quatro T ṛcas. do segundo. se movendo com a velocidade do vento. 3. 3 Ou usos. de puru. o deus d os outros tercetos é Agni. no útero da nuvem. segundo o comentador. lavar. perfuram a membrana (que envolve). com (gotas) encantadoras e sorridentes. (o aguaceiro) vem. a métrica d o primei ro deles é Triṣṭubh. Gāyatrī. ou progênie. não para depreciar a excelência de Uṣas. deves ser louvado. 5. destrói completamente os Rākṣasas. face ou boca: as chamas são compreendidas.1 como (pessoas) honestas. que é sábio. e que não possam ser tiradas (de nós). e os circundantes (tropa de Maruts). e anīka. Brilhante Agni. e o concessor de residências. por perfurar as nuvens. acompanhados pelos moventes (Maruts). assim chamada. que. 5 Gāyatra. A aurora não participa na operação. o maior ganhador de saque. assim como tu és. com sua canção. Concede-nos. 4 Purvaṇīka. Agni. Índice ◄►Hino 79 (Oldenberg) ____________________ Hino 79. ou (teus servos). As manhãs não sabem (das chuvas).

por nós. Agni. é nesse lugar o Vento tempestuoso. Tua graça. e sê tu. Ó Gotama. Aryaman. ele (o invocador dos deuses. conhecendo bem a manhã. 8. que aquele que nos prejudica. grande renome. deve ser exaltado em nossa música: Brilha. de mil olhos. Ele no espaço do ar tem cabelos dourados. O significado exato da última metade da segunda linha é obscuro.247 9. É dito que ele conhece a manhã por ser reaceso para sacrifício no amanhecer. Agni (Griffith) 1. oferece. Parijman enchem totalmente o couro onde se encontra a pedra de prensagem inferior. 8 Isto é. Adorável em todos os nossos ritos. uma serpente furiosa. Ó Agni. 9 Quando ele vai até os deuses com o leite da adoração. de noite e quando a manhã irrompe. desejando felicidade oferece tuas canções compostas com cuidado Para Agni de chamas pontiagudas. Agni. Com gotas que abençoam e parecem sorrir ele vem: as águas caem. 6. contra os Rākṣasas. Parijman. para nós. perto ou longe. quando as nuvens escuras de chuva trovejaram. Agni. 10. Queima. riqueza. o qual identifica Agni com Indra. 12.6 que vê tudo. e (louvado. Teus lampejos bem alados tornam-se fortes em sua forma. 7 Agni é mencionado aqui como em suas três formas: o Sol de cabelo dourado. 3. quando o Touro Preto berrou8 em volta de nós. concedendo alegria. trabalhadoras ativas. mas Sāyaṇa o interpreta como ‘tendo chamas incontáveis’. brilha radiantemente sobre nós. (propício) para o nosso progresso. que nos ataca de perto ou de longe: Reforça-nos e nos torna prósperos. pereça. 5. Que caia o homem. e é comparado a uma mãe de família ativa por causa de seu emprego para propósitos domésticos. 6 . tu que és o senhor da riqueza em vacas.) celebra o louvor deles. ó Jātavedas. tu de muitas formas. 10. e o fogo doméstico para propósitos religiosos e uso comum. para Agni de chamas afiadas. pela tua graça riqueza que dá sustentação para toda a nossa vida. Puramente refulgente. 12. com boa compreensão. Invencível em todas as nossas lutas. ó Agni. a rica oferenda sacrifical. o Viajante. 9. Quando o grande hino é cantado. para que nós possamos viver. o relâmpago serpentiforme. brilhando por ti mesmo. as nuvens proferem seu trovão. como a tempestade avançando. desejoso de prosperidade. com a tua ajuda. riqueza. Varuṇa. 7. Quando ele vai fluindo com o leite da adoração. Concede-nos. 11. e (nos) sustentando por toda a vida. Dá-nos. bom e sábio.9 4. Traze-nos riqueza que sempre conquista. como damas ilustres. Concede-nos. Agni de mil olhos. conduzindo pelos caminhos mais diretos da Ordem. favorece-nos. para o nosso sustento. os deuses mandam chuva abundante. Agni. tu cujos dentes são afiados.7 2. Mitra. expulsa os Rākṣasas. 11. Ó Agni. digna da nossa escolha. preces e louvores puros. Gotama. Índice ◄►Hino 80 (Wilson) ____________________ Hino 79. Filho de Força. afugenta para longe os Rākṣasas: A tradução literal do epíteto do texto. ó Agni. Sahasrākṣa. o circundante.) com hinos sagrados. Afiado e rápido Agni. aceso. Ele. Agni. verdadeiras.

12. Ou elas poderiam ser entendidas como as auroras. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. um sábio. Agni. Traze-nos riqueza. rico em vacas. Ó Gotama. ele que é como as (deusas) gloriosas.15 4. ó Agni. O Hotṛ louvável (Agni) é glorificado. o observador brilhantemente resplandecente da aurora. Dá-nos. que se expande com o leite de Ṛta. concede-nos. quando aqui (tudo isso aconteceu). Que aquele que tenta nos prejudicar. Leva-nos somente para o progresso. Quando eles conduziram a ele. então Aryaman. 7. 11. o touro preto 13 urrou. 15 Não parece provável para mim que upara signifique aqui a pedra de prensagem inferior. e tem piedade de nós para que nós possamos viver. Índice ◄►Hino 80 (Griffith) ____________________ Hino 79. apresenta palavras purificadas. 8. Ele veio como se com as (mulheres) generosas sorridentes. excelente e invencível em todas as batalhas. 9. 6. por tua bondade. nos caminhos mais retos de Ṛta. ó Deus de dentes afiados. Estando aceso. a nuvem trovejante. Mitra e Varuṇa. Por teus avanços os (pássaros) belamente alados foram menosprezados. traze canções para Agni de chama afiada. quando a nossa canção Gāyatra é apresentada (para ti). afugenta os Rakṣas. sempre ativas e verdadeiras. perto ou longe. O de cabelos dourados no espaço da atmosfera. brilha para nós para que as riquezas possam ser nossas. ADHYĀYA 5.11 está acelerando (pelo ar) como o vento.14 As névoas voam.248 Ele canta. grande glória. AṢṬAKA I. Reinando à noite por teu próprio poder. que é para ser magnificado por palavras (virtuosas). desejoso da graça dele. tu a quem reverência é devida em todas as nossas orações. ó (deus) de muitas faces. Índice ◄►Hino 94 (Oldenberg) ____________________ 10 O professor Max Müller observa com relação a essa parte: quando o céu envia a chuva. 5. que és senhor dos despojos. um Vasu. 12 As águas? Ou as auroras? 13 Parjanya. ó Agni. caia. e. as nuvens trovejam. HINO 79.12 2. ele que anda em torno da Terra. Isto é. Abençoa-nos. queima contra os feiticeiros. Agni. 3. 14 As mulheres podem ser as pancadas de chuva. o filho jovem da força. VARGA 27–28. a qual possa ser sempre vitoriosa. 11 . 1. como o fogo do relâmpago. arauto digno de louvores. ao romper da aurora. ó Jātavedas. Agni de mil olhos.10 a cobra rugidora. riqueza que possa durar toda a vida. que reside entre todas as tribos. ó Agni. enchem a bolsa de couro (a nuvem) no útero da (atmosfera) inferior. Agni. Agni. com as tuas bênçãos. aparece o relâmpago. 10.

Assim. Aquele suco Soma extremamente estimulante. ele libertou as águas. acompanhado pelos Maruts. Poderoso manejador do raio. Teus raios se espalharam amplamente sobre noventa e nove rios: 5 notável é tua destreza. e. sustentadora de vida. Indra. a força de Vṛtra. determinada a matar Ahi. prakaṭayam: svasya svāmitvam prakaṭayam. com seu raio de cem gumes. mas o deus é Indra. juntos. manifestando tua própria soberania. (Agora) solta a chuva limitada pelo vento. manifestando tua própria soberania. o queixo do tremente Vṛtra. Varga 31. a oblação é erguida. Mata Vṛtra. manifestando tua própria soberania. 4. então. libertando as águas para fluir. Mil6 mortais o adoraram. que foi trazido pelo falcão. com a qual. tendo as asas de um falcão. visto que tu. Indra. Esse céu e a terra tremeram. manifestando sua própria soberania. honrando. destrói homens. Indra conduzido em nuvem. das cerimônias da assembleia. tu mataste Vṛtra por tua destreza. com sua força. de modo que.] 7 Os dezesseis sacerdotes empregados em um sacrifício. com habilidade (superior). tua força. e manifestando sua própria soberania. 6 [O mesmo como na nota acima. Indra superou. exultante. o que faz trovejar. manejador do raio. 1. que o comentador interpreta como o Brâmane.249 Hino 80.) enfrentaste. por teu vigor. o Yajamāna e sua esposa. ataca. como antes . ganha as águas. manifestando tua própria soberania. golpeou. Teu raio não pode falhar. tua bravura é indiscutível. quando derramado. como seu equivalente. 9. Indra (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é Gotama. provavelmente. mas nada mais a respeito desse incidente ocorre. manifestando tua própria soberania. manifestando tua própria soberania. 11. 3. tu expulsaste. manifestando tua própria soberania. mataste aquele cervo enganador. enfrentando-o. quando. Apressa-te. 7. tendo matado Vṛtra.2 2.4 manifestando tua própria soberania. A força está depositada em teus braços. Indra. 12. com teu raio. Varga 30. grande é sua coragem. Varga 29. O primeiro termo geralmente significa adorando. 2 . (Indra) manifestando sua própria soberania. em tua força. no templo. não do culto. a métrica é Paṅkti. 4 O comentário diz que Vṛtra tinha assumido a forma de um veado. Tu cortaste Vṛtra a partir da terra. Vṛtra e o raio (que ele lançou). Vṛtra não intimidou Indra com seu tremor. mas o comentador apresenta. 8. 1 O Brahmā. Quando tu (Indra. diretores. foi mostrada nos céus. 13. 5 Colocado em lugar de qualquer número indefinido. tu derrubaste Vṛtra do céu. ou seu clamor. manifestando tua própria soberania. o raio de ferro de muitos gumes caiu sobre ele. por causa da tua ira. e dois funcionários denominados Sadasya e Śamitṛ. O furioso Indra. manifestando sua própria soberania. com seu raio.3 (do céu). tornando manifesto seu próprio domínio ou supremacia. de fato. aquele que faz trovejar. te animou. Ahi da terra. vinte7 cantaram hinos (em seu louvor). a tua força. deseja fornecer os meios de sustento para seus amigos. e o estimulante suco Soma (tinha sido bebido). cem (sábios) o glorificam repetidamente. 3 O comentador diz que ele foi trazido do céu pela Gāyatrī. quando o sacerdote1 tinha te exaltado dessa maneira (por meio de louvor). 5. O refrão dessa e de todas as outras estrofes desse hino é arcann anu svarājyam. 10. subjuga. Indra o atingiu. e do céu. 6.

16. para Indra a oração tem sido exclamada. Tu golpeaste Vṛtra da terra. 4. teu raio de trovão não é impedido. Índice ◄►Hino 81 (Wilson) ____________________ Hino 80.250 14. tu derrubaste Vṛtra das torrentes. louvando o teu próprio domínio imperial. manifestando sua própria soberania. 11 É dito que o Soma foi trazido do céu por um falcão. com toda a certeza. Indra. o golpeaste. o filho de Atharvan. manifestando sua própria soberania. louvando o teu próprio domínio imperial. um dos demônios da seca. A coragem. 5. enquanto se regozijando no suco. – poder com poder mais forte. poder invicto é teu. 10 A grande serpente Ahi. Quem (conhece a ele. 15. literalmente: que – com vigor – longe. Indra derrotou o poder de Vṛtra. suas oblações e seus hinos eram. louvando o teu próprio domínio imperial. móveis ou imóveis. todos. Avança. e libertou as águas desobstruídas para correr. 8. Louvam-no mil de uma só vez. Manuṣ pitā. louvando o seu próprio domínio imperial. faze as águas tuas. assim. 6. A poderosa dose de Soma derramando-se. é um Ṛṣi famoso. todas as coisas.93. trazida pelo Falcão. 13 As muitas águas obstruídas por Vṛtra. a menção de quem. congregados naquele Indra. enfrenta o inimigo. 9 . Indra. ele matou Vṛtra e libertou as torrentes. o mais poderoso armado com o trovão. sê valente. avançando no inimigo. Centenas têm cantado alto para ele. Indra. até Tvaṣṭṛ tremeu de medo. e a força está estabelecida em teus braços. ou o pai Manus. pois tu com tua força insuperável mataste o animal traiçoeiro. em alegria selvagem o Brahman te exaltou: Tu. ocorre mais de uma vez. e veneração. Indra. ó Trovejador. e poder. residindo) longe. 8 A expressão é muito elíptica. Compare com 1. 7. Lançador da Pedra. Dadhyac. Nós não conhecemos. 3. 10. pela tua fúria. é o teu poder de herói. Indra (Griffith) 1. O furioso Indra com seu raio de trovão. é tua força: para Vṛtra. Manus sendo o progenitor de toda a humanidade. Aquele que faz trovejar.6. ou Dadhyac9 se empenhassem. em qualquer ato de culto que Atharvan. manejador do raio. louvando o teu próprio domínio imperial. Ao longe sobre noventa grandes rios13 os teus raios foram lançados amplamente. louvando o seu próprio domínio imperial. ou Dadhīci. Essa foi a sua façanha valorosa. Do mesmo modo como antigamente. grandioso. vinte gritam o hino de louvor. e. louvando o teu próprio domínio imperial. 9.11 alegrou a ti. sendo. o onipresente Indra. busca a prosperidade para os amigos. Indra. manifestando tua própria soberania. tremeram. ko vīryā paraḥ. expulsaste pela força o Dragão10 da terra. louvando o seu próprio domínio imperial. Ao teu grito. que em tua força. Desse modo no Soma. O comentador completa a sentença como no texto. louvando o seu próprio domínio imperial.12 louvando o teu próprio domínio imperial. do céu. Que essas águas que nutrem a vida fluam acompanhadas pela hoste Marut.8 em sua força? Pois nele os deuses têm concentrado riquezas. subsequentemente. Com o raio de cem juntas Indra o golpeou nas costas. 2. bateu impetuoso nas costas do tremente Vṛtra. 12 O demônio Vṛtra.

16. 15 O refrão: ‘louvando o seu próprio domínio imperial’ não está sempre em conexão sintática com o verso do qual ele forma a conclusão. a prece e louvor deles juntos naquele Indra se reúnem. Continuamente.15 Índice ◄►Hino 81 (Griffith) ____________________ 14 Atharvan é o sacerdote que inicialmente obteve fogo e ofereceu Soma e preces para os Deuses. como antigamente. força e poder. 12. até Tvaṣṭar estremeceu pela tua ira e tremeu de medo por causa de ti. os deuses têm acumulado virilidade. cingido de Maruts. Quando no teu grito. ó Indra. qualquer rito que Atharvan. Quando com o trovão tu fizeste teu dardo e Vṛtra se encontrarem em guerra. louvando o seu próprio domínio imperial. Dadhyac é filho dele. Manus pai de todos. Manus ou Manu é o progenitor da humanidade. nele. louvando o teu próprio domínio imperial. perspicácia. 13. foi estabelecido firme no céu. alguém que ultrapasse Indra em sua força. o que faz trovejar. Dadhyac14 realizavam. desejoso de matar o Dragão. todas as coisas fixas e móveis estremeceram. Não há. . Mas Vṛtra não amedrontou Indra com seu tremor ou seu rugido de trovão. 15. 14. louvando o teu próprio domínio imperial. tu mataste Vṛtra com tua força. ó Armado com o Trovão. Indra. o teu poder. louvando o seu próprio domínio imperial. até mesmo esse grande Par de Mundos tremeu de pavor pela tua ira.251 11. Sim. louvando o seu próprio domínio imperial. quando. Sobre ele aquele raio de ferro caiu violentamente com suas mil pontas. louvando o teu próprio domínio imperial. em nosso conhecimento.

és uma hoste. com as duas mãos. tu dás (riquezas) para o adorador que te oferece oblações. Varga 2. Pega. 5. nosso protetor. partilhando do alimento sacrifical. que é abundante. pela (adoração dos) homens. portanto. Quando surge a batalha. Nós sabemos que tu (és) o possuidor de vastas riquezas. mas. obtendo vigor por meio de louvor. tu és o concessor de muitos saques. ó herói. 3. Indra. .252 Hino 81. muitas centenas (de tipos) de tesouro: afia (os nossos intelectos). Ninguém semelhante a ti jamais nasceu. Tu. e possuindo corcéis (brilhantes). Continuação do Anuvāka 13. Sūkta VIII) O Ṛṣi. junto conosco. cuidam (das oblações) que podem ser compartilhadas por todos. embora ‘aumenta’ seja a tradução literal de pravardhate. temível (para inimigos). conceda (esse alimento) para nós. para que tu possas destruir um. Desfruta.1 Nós o invocamos em grandes conflitos. 7. deus e métrica. tem sido aumentado. Essas. Indra. Indra (Wilson) (Sexto Adhyāya. 6. Que Indra. Indra tem aumentado sua força. o protetor. se torna mais forte e poderosa. para que eu possa obter (uma parte) das tuas riquezas. em afluência. isto é. A noção é bastante clara. que devolve para o dador (de oblações) o alimento que é apropriado para mortais. pois tua riqueza é abundante. 2. aumenta’. senhor de todos. Atrela teus cavalos. da libação derramada. Indra. Indra. o matador de Vṛtra. os que humilham o orgulho (do inimigo). a riqueza passa para o vitorioso. ela expressa seu significado apenas incompletamente. Ele encheu o espaço da terra e do firmamento. ele fixou as constelações no céu. De aparência agradável. Traze a riqueza deles para nós. e enriquecer o outro. – ‘uma divindade. ou nascerá. Que ele nos defenda em batalhas. O justo realizador de atos (virtuosos) é o doador de rebanhos de gado para nós. Sê. Coloca-nos. assim como nos pequenos. Indra. Poderoso através de sacrifício. 4. traze-nos opulência. para (o aumento da nossa) força e bem-estar. herói. tendo um belo queixo. para (a nossa) prosperidade. ele empunha o raio de ferro em suas mãos contíguas. sabes quais são as riquezas daqueles homens que não fazem oferendas. Pois tu. Varga 1. como antes. e dirigimos a ti nossos desejos. quando recebendo frequente alegria (por causa das nossas libações). (com sua glória). 8. em força e satisfação. tuas criaturas. Indra: tu tens mantido o universo. tu és o exaltador dos humildes. 9. Distribui tua prosperidade. 1. Índice ◄►Hino 82 (Wilson) ____________________ 1 O comentador explica isso.

a ti nós enviamos os desejos dos nossos corações: sê. Indra (Griffith) 1. com o suco derramado em busca de generosidade e de força. Tu cresceste poderoso sobre todos. nascerá. Os homens2 têm elevado Indra. o saque é colocado diante do corajoso. mantêm para ti tudo o que é digno da tua escolha. és um guerreiro. Ninguém como tu jamais nasceu. terrível. Tu. Indra. Nós sabemos que tu és Senhor de grande riqueza. Herói. Poderoso através da sabedoria. Ele. nós invocamos em batalhas sejam grandes ou pequenas: que ele seja o nosso apoio em atos de poder. portanto. como Senhor. ele nas mãos unidas por causa de glória empunhou seu raio de ferro. A quem tu matarás e a quem enriquecerás? Ó Indra. o matador de Vṛtra. Reúne em ambas as tuas mãos para nós tesouros de muitas centenas de tipos. ele tem se desenvolvido em força. Quando guerra e batalhas estão em andamento. Torna-nos perspicazes. sublime. à alegria e força. 4. 8. 3. Ele encheu a atmosfera terrestre e pôs as luzes no céu.253 Hino 81. de fato. forneça a sua ajuda para nós. Senhor dos Cavalos Baios. Que ele que dá para o ofertante o alimento sustentador de homens do inimigo. Atrela os teus Baios que correm selvagemente. como ele quer. 5. . tu ajudas o sacrificador. ninguém como tu. Herói. 7. Teus adoradores aqui. a riqueza dos homens que não oferecem presentes: traze para nós aquela riqueza deles. em cada momento de êxtase nos dá rebanhos de vacas.3 Indra. de queixo forte. 9. Índice ◄►Hino 82 (Griffith) ____________________ 2 3 Os sacerdotes ministrantes que exaltam e fortalecem com oblações. Essas pessoas. tu dás ampla riqueza ao ofertante. o nosso Protetor. faze-nos ricos. Indra. Fortalecendo até os fracos. 2. Descobre tu. e nos traze riqueza. tu és dador de abundantes despojos. de coração honrado. 6. a ele. Distribui – abundante é a tua riqueza – para que eu possa compartilhar da tua generosidade. Revigora-te.

junge teus dois Cavalos Baios. Desse modo. Maghavan. Indra. 2.3 não sejas negligente. Agora. junge teus dois Cavalos Baios. cheio de tesouro. atrela teus cavalos rapidamente. junge teus dois Cavalos Baios. atrela teus cavalos. Que ele suba naquela carruagem que derrama (bênçãos). nós reverenciaremos a ti que és tão belo de se olhar. que olhas benignamente (para todos). Eu arreio teus corcéis de crina longa com preces (sagradas).254 Hino 82. Indra. 4. com tua esposa.1 Visto que tu tens nos inspirado com discurso correto. atrela teus cavalos. Realizador de muitos atos (sagrados). e têm tremido através dos (corpos) preciosos deles. exceto na última estrofe. Rapidamente.2 Rapidamente. atrela teus cavalos rapidamente. agora. que teus corcéis sejam atrelados à esquerda e à direita. e. Indra. Como tu nos fizeste cheios de alegria e nos deixas solicitar-te. não sejas diferente (do que tu tens sido até agora). os amigos têm surgido e ido embora. Portanto. Indra (Wilson) (Sūkta IX) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. Indra. Os sucos derramados e excitantes têm animado a ti. Varga 3. ou outro grão. 4 Os adoradores. Maghavan. o nome de uma mistura de cevada frita. a métrica é Paṅkti. Glorificado dessa maneira. e concede gado. Pātraṃ hāriyojanaṃ. sábios autoiluminados têm te glorificado com pensamentos louváveis. Ele em verdade subirá no carro poderoso que encontra as vacas. 3. junge teus dois Cavalos Baios. o rico e generoso. tu és solicitado com ele. de acordo com Sāyaṇa. 1 2 . regozija-te. dirige-te. 5. Portanto. e suco Soma. até a tua amada esposa. Aproxima-te. Isto é. Louvado desse modo por nós. não sejas o contrário daquele deus auspicioso que tu tens sido sempre para nós. Nós te louvamos. 2. 4. e que fornece o recipiente cheio da mistura de suco Soma e grãos. em direção àqueles que desejam a tua presença. Eles4 têm comido bem e se regozijado. na qual ela é Jagatī. Os sábios luminosos em si mesmos têm te louvado com o hino mais recente deles. Indra. Indra. cheio de nutrição. vem agora com o carro fartamente carregado de acordo com nosso desejo. atrela teus cavalos rapidamente. um prato ou pátera cheio de hariyojana. em tua carruagem. Maghavan. Agora. 6. dirige-te. toma as rédeas em tuas mãos. e ouve os nossos louvores. Ouve com benevolência nossas músicas. o que atrela os Corcéis Fulvos. e têm se regozijado. 1. quando alegrado pelo alimento (sacrifical). Índice ◄►Hino 83 (Wilson) ____________________ Hino 82. 3 Indra. (Teus adoradores) têm comido o alimento que tu tens dado. Indra. 3. Agora. Parte. (em teu carro). que pensa sobre a tigela bem cheia. manejador do raio. Indra (Griffith) 1. Maghavan.

o altar. pelas adições do comentador. bem satisfeitos ao verem-na cheia com a libação planejada. ‘os deuses’. pela libação. ou em uma direção leste. tem somente ‘como luz difusa’. Índice ◄►Hino 83 (Griffith) ____________________ Hino 83. e vacas. cheia com a oblação. O epíteto é explicado. é tornado específico por acrescentar devāḥ. Agora. (para o altar). composta de cavalos. que olham para baixo. para o sacrificador. comentário acrescenta ‘desce para a terra’. além disso. Indra (Wilson) (Sūkta X) Ṛṣi e deus como antes. como noivos (anseiam por suas noivas). Varga 4. para o oceano. de todas as direções. poder auspicioso é concedido. então o sol brilhante. junge teus dois Cavalos Baios. e estão impacientes para desfrutar dela. 2. desejosos que lhes seja apresentada. ou mesmo possuir. imperturbado. nós encontramos colocações forçadas. O mesmo caráter de brevidade e obscuridade permeia todo o hino. 1. e deseja por eles. Mas isso significa. obtiveram toda a riqueza de Paṇi. Quem é levado? E para onde? A concha. As doses de suco excitante derramadas te alegram: tu. ‘o sol apareceu. teus Corcéis sejam atrelados à direita e esquerda. são acrescentados pelo comentário. como os rios inconscientes1 fluem. para a concha sacrifical. tu os seguras em ambas as tuas mãos. por (movimentos) progressivos. para iluminar o caminho para a caverna onde as vacas estavam escondidas’. com fogo aceso. Na frase seguinte. é dito. Atharvan descobriu primeiro. inteligência. Com os quais no êxtase do suco. 6. nós temos. nasceu. a métrica é Jagat ī. Tu tens associado. De modo semelhante como as águas brilhantes fluem para a concha sacrifical. ‘os deuses levam aquele que é satisfeito. tens te regozijado com Pūṣan e tua Esposa. permanece (empenhado) no teu culto. Kāvya Āpo * vicetasaḥ. como diz o comentador. aproxima-te da tua amada Esposa. 2 Nessa estrofe. eles. 3 Ājani.2 3. Senhor dos Cem Poderes. pois não é muito inteligível como as águas deveriam conceder. o apreciador de atos virtuosos. colocados juntos em conchas. Indra. Enriquece-o com bens abundantes. Indra. ‘eles olham para baixo’. os instituidores (da cerimônia). mas parece preferível compreender o prefixo vi em seu sentido de privação. e alusões elípticas e obscuras. de modo que (o sacrificador). 4.255 5. palavras de louvor sagrado com ambos (o grão e a manteiga da oblação). como a luz difusa (desce para a terra). transformadas imperfeitamente em algo inteligível. ou por movimentos progressivos. e é próspero: pois. derramando oblações (para ti). Indra. é o primeiro que vai para (aquela onde há) vacas. O texto. o caminho (do gado roubado). 5. e (outros) animais. o alimento sacrifical.3 Atharvan recuperou o gado. Os Aṅgirasas prepararam primeiro (para Indra). e então. Os deuses a transportam. (o adoraram) com um rito muito sagrado. e oferecidos conjuntamente para ti. (e reside) em uma mansão onde há cavalos. assim eles (os deuses) olham para baixo (para ela). pelo comentador ‘as fontes de conhecimento excelente’. por meio de sacrifícios. O homem que é bem protegido. Desse modo avaḥ paśyanti. o que faz trovejar. assim como a noiva ou donzela. como noivos se deleitam’. Que. como é habitual nas métricas mais elaboradas. 1 . Com a prece sagrada eu uno teu par de Baios de crina longa: vem para cá. por teus cuidados.

Der Mythus des Yama. em todas essas ocasiões.10. os deuses levam o homem piedoso até eles: como pretendentes eles se deleitam com quem ama oração. Ludwig a traduz: ‘Busquemos obter por meio de sacrifício a imortalidade que surgiu de Yama’. Veja 1. Índice ◄►Hino 84 (Griffith) ____________________ Com Indra. 5 O texto tem somente mithunā. e o último. no sacrifício (brilhante). e a profusão de cavalos e de vacas. o homem mortal. Uśanā Kāvya8 conduziu o rebanho diretamente para cá. Sāyaṇa a explica como os grãos e a manteiga da oblação. o qual também identifica Kāvya com Uśanas. de acordo com o comentário. Quando a erva sagrada é aparada para auxiliar o trabalho auspicioso. 8 Um célebre Ṛṣi antigo. ou o hino faz a sua voz de louvor soar para o céu. como as águas de todos os lados vistas claramente de longe enchem totalmente o Sindhu. 7 Para o Sol nascente percorrer. um casal. guardião da Lei. Índice ◄►Hino 84 (Wilson) ____________________ Hino 83.4 Vamos adorar o imortal (Indra). Vamos honrar com oferendas o nascimento do imortal Yama. Indra (Griffith) 1. Indra. 6 O demônio avaro que retém a chuva. – Indra de fato se deleita quando esses se aproximam dele. 4. A palavra aparentemente significa aqui o oferecedor do sacrifício e sua esposa. 62.7 então. 4 . surgiu o Sol amoroso.256 (Uśanas) estava associado com ele. Primeiro os Aṅgirases ganharam força vital para si mesmos.9 6. 9 O sentido da última metade do segundo verso é obscuro. se o sacerdote repete o (verso) sagrado. homem e mulher. 2. que nasceu para reprimir (os Asuras). As Águas celestiais não se aproximam da taça sacerdotal: elas somente olham para baixo e veem o quão longe o ar está expandido. cujos fogos foram acesos através de boas ações e sacrifícios. Yama parece aqui representar o Sol nascente. Indra se regozija. Bênção louvável tu tens colocado sobre o par que te serve com concha erguida. segue em primeiro lugar na riqueza de cavalos e de vacas.5 Não contido ele habita e prospera em tua lei. p. Atharvan primeiro através de sacrifícios planejou os caminhos. Com a mais ampla riqueza tu o enches. com Bhṛgu. 5. talvez significando. quando a pedra ressoa como se fosse um cantor hábil em louvor. somente que Uśanas era da família de Bhṛgu. 3. se a pedra (que espreme o suco Soma) soa como o sacerdote que repete o hino. Se a erva sagrada é cortada (para o rito) que traz bênçãos. 6. Veja Ehni. bem protegido pela tua ajuda. que participava da cerimônia. contudo.51. Os homens juntos encontraram a riqueza acumulada de Paṇi.6 o gado. teu poder traz bênção para o sacrificador que derrama presentes.

6. e se nada dele tinha sido deixado para trás. Indra. como nós teremos oportunidade subsequente para notar (Hino 116). 4 Dadhyac. com seu pé. Varga 5. é bastante obscuro. As vacas brancas bebem do suco Soma doce. Indra. ensinado o 1 . também chamado Dadhīca ou Dadhīci é um sábio renomado em lenda purânica. Que a energia te sacie (pela libação). mas. as gotas de qual (bebida) transparente fluem na tua direção. Ó!1 8. Ó! 10. seu próprio domínio. mas a métrica é diversificada. 13. os Asuras eram intimidados e tranquilizados pela aparência dele. 3 Esse. 4. 2 O texto tem kṣumpa. Indra. Indra. Que a pedra (que esmaga a Soma) atraia. explicado. A história parece ter variado da lenda vêdica original. na Uṣṇih. – como um exemplo para posteriores (adversários). Aquelas vacas inteligentes reverenciam a bravura dele com a adoração (de seu leite). essa libação excelente. – permanecendo (em seus estábulos). prestem adoração à força superior dele. como uma planta espinhosa. O texto é vasvīr anu svarājyam. associadas com o generoso Indra. 5. por causa de beleza. tendo preparado libações. permanecendo (em seus estábulos). Indra. Varga 6. 12. o potente que humilha (teus inimigos). Ele narra que. não há ninguém melhor auriga do que tu. quando ele tinha ido para Svarga. mas ele é. o qual o comentador interpreta como ‘rápido’. para Indra. residindo conforme. matou noventa vezes nove Vṛtras. na métrica Satobṛhatī. Desejosas do contato dele. na Paṅkti. Quando ele pisará. por meio de seu som. imortal.3 Varga 7. perguntando o que havia acontecido com ele. que as gotas vertidas o alegrem. uma interjeição de chamado. uma vez. na câmara de sacrifício. recitem hinos (em seu louvor). te ultrapassou. para os louvores e sacrifícios de sábios e de homens. 7. Indra (Wilson) (Sūkta XI) O deus e o Ṛṣi são os mesmos. Indra concede força formidável para aquele que o adora. aproxima-te. como o sol enche o firmamento com seus raios. elas celebram suas muitas façanhas. ninguém é igual a ti em força. Que os cavalos dele tragam Indra. ou de acordo com. pois teus cavalos foram atrelados por oração. dirigem o raio destrutivo dele contra os inimigos dele. elas estão expectantes da soberania dele. na Gāyatrī. Quando. eles cobriram a terra inteira. tu atrelas teus cavalos. 1. que é de bravura irresistível. o décimo nono verso está na Bṛhatī. elas estão expectantes da soberania dele. Matador de Vṛtra. propriamente. rapidamente. Ele que sozinho dá prosperidade ao homem que lhe oferece oblações é o soberano indiscutível. as três próximas. mais comumente. O suco Soma foi espremido. e as próximas três. Indra. com os ossos de Dadhyac. para ti. As primeiras seis estrofes estão na medida Anuṣṭubh. embora de bons cavalos. assim derramado.257 Hino 84. 2. Bebe. ninguém. tua mente em direção a nós. literalmente. as três seguintes. Ofereçam culto. Nesse lugar a história contada pelo comentador também difere um pouco. enquanto Dadhyac. as vacas leiteiras. 11. vivia. foi informado de que a cabeça de cavalo com a qual ele tinha. 3. filho de Atharvan. sobre o homem que não oferece oblações. que constitui o refrão do terceto. aquelas vacas malhadas diluem o suco Soma com seu leite. e. de quem é dito que seus ossos formaram o raio de Indra. se regozijam. como se sobre uma cobra enrolada?2 Quando Indra ouvirá os nossos louvores? Ó! 9. que são amadas por Indra. na Triṣṭubh. as três seguintes. elas estão expectantes da soberania dele. permanecendo (em seus estábulos). sobe na tua carruagem.4 Esse verso e os dois seguintes terminam com o termo não conectado aṅga. e o vigésimo. estimulante.

Tvaṣṭṛ é aqui usado em lugar do sol. de acordo com estações constantes? 7 Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida? Qual sacrificador. – conhecido pelos autores dos Vedas. no qual Ṛtu pode ter seu sentido comum de ‘estação’. “o brilho solar. quando Indra está perto)? Quem é prejudicado (por seus inimigos)? Quem está apavorado? Quem está ciente que Indra está presente? Quem. Concessor de residências. O significado da estrofe é. com os ossos da caveira. – que a lua brilhava somente por refletir a luz do sol. Quem louva o fogo (sacrifical. e favorecido pelos deuses. 6. assistências. que são felicidade (para amigos)? (O sacrificador) que louva sua (realização de seus) deveres obtém vida (longa). ou. Por isso. não deixes tua tesouraria. em vez de cavalos. entra na lua. a expressão obscura de um fato astronômico. hoje. como explicado de outra maneira. em vez de Indra. De acordo com o Nirukta II. Indra matou os Asuras. 7 Ṛtubhirdhruvebhiḥ.5 Varga 8. mas ninguém sabia onde. de fato. a luz de Tvaṣṭṛ. ou seu povo? 18. 25) acrescenta ‘os raios do sol’. Não há outro concessor de felicidade. benefícios. que somos familiarizados com preces. (por medo de inimigos. está presente. e gāh por palavras do Veda. emitidas da boca. Indra. Quem parte. sua propriedade. frustrou os nove vezes noventa (ou oitocentos de dez) estratagemas ou artifícios dos Asuras ou Vṛtras. Os (raios solares) encontraram. e. é um raio do sol (aquele chamado Suṣumṇa) que ilumina a lua. Busca foi feita por ela. que ele está perto? Que necessidade há de alguém importunar Indra por causa do seu filho. nos limites de Kurukṣetra. seu corpo. aceso por Indra)? Ou o adora com oblações de manteiga clarificada. e ela foi encontrada no lago Śaryaṇāvat. agitadores. . animadoras do coração. traze para nós. Quem atrela. 5 O texto tem somente ‘eles encontraram’. e é com relação àquele que a luz dela é derivada do sol. hoje. não deixes teus benefícios. e produtivas de felicidade: o adorador que realiza o objetivo de tais preces obtém vida”. e sê favorável ao mortal (que te adora). mas isso pode ser lido dhūtayah. escondido pela noite. que pisam nos corações (de inimigos). sendo um dos Ādityas. Ou a passagem pode significar ‘oferecidas pelas divindades chamadas Ṛtus. as divindades que os presidem. 20. aparentemente. como no texto ‘As Ṛtus são os principais sacrifícios’. cuja ira é insuportável. Índice ◄►Hino 85 (Wilson) ____________________ Madhuvidyā para os Aśvins. que presidem sacrifícios’.258 14. eu recito teu louvor. 8 alguma vez serem prejudiciais para nós. assim como de dia”. a qual trata de traduzir kah por Prajāpati. em cujas bocas há flechas. também. nessa ocasião. a quem o hino é endereçado. Poderoso Indra. à lança do carro (de Indra) seus corcéis vigorosos e radiantes. em vez de quem. Assim é dito “os raios de sol são refletidos de volta no orbe aquoso brilhante da lua”. oculta na mansão da lua movente. também. ou Ventos. com a carga do sacrifício as palavras que são efetivas. de acordo com o comentador. 8 Ūtayah. 16. além de ti. continuava existente em algum lugar. isto é. ou. brilhantes. seu elefante. ele a encontrou em Śaryaṇāvat. e desse modo dissipa a escuridão à noite. empenhado em oferecer oblações.6 17. seguindo Yāska (Nir. essenciais. e que é. um dos Ādityas. compondo “Prajāpati combina. oferecidas na concha. todos os tipos de riquezas. e. Indra. 6 Outra interpretação pode ser atribuída a esse verso. Desejando a cabeça do cavalo escondida nas montanhas. 15. os Maruts. abaladores. isto é. Amigo da humanidade. conhece Indra completamente? 19. o comentador. IV.

irresistível no ataque. elas seguem rigorosamente suas muitas leis para obter para si mesmas preeminência adequada. Que o vigor de Indra te encha completamente. boas em sua própria supremacia. convertidos em um raio. que foi modificada e ampliada em épocas posteriores. como o Sol enche o ar com raios. se tornam as estrelas com as quais Indra mata os demônios da escuridão. não há melhor auriga: ninguém te superou em teu poder. no lugar onde o sacrifício. Com os ossos dele ou. Indra quando oferecido a. Com os ossos de Dadhyac13 como suas armas. As vacas leiteiras estimadas por Indra lançam o raio mortífero dele. 15. Esta libação derramada. Indra. Então realmente eles reconheceram a forma essencial do Touro de Tvaṣṭar. o homem que não tem presente para ele? Quando. 10. O significado do refrão desse terceto (versos 10. Cantem glória agora a Indra. Indra matou os Vṛtras ou demônios que impediam a chuva. com a voz dela. Indra (Griffith) 1. extremamente sábias. ou Lei Eterna. Matador de Vṛtra. parece ter estado ligada em sua origem com aquela dos Dadhikrās. 3. com certeza. 11. Quando ele pisoteará. O suco Soma assim derramado.16 aqui na mansão da lua. procurando a cabeça do cavalo. 8. Indra. 12. perto da moderna Delhi. doce para o paladar. Isto é. boas em sua própria supremacia. o soberano de poder irresistível. era um Ṛṣi filho de Atharvan. Ele. 11 O leite puro e brilhante que absorve ou bebe o suco Soma com o qual ele é misturado. a pedra de prensagem atraia a tua atenção para cá. é Indra. de fato. Ele é descrito como tendo a cabeça de um cavalo dada a ele pelos Aśvins. Rios do brilhante9 têm fluído para ti aqui na base da santa Lei. Ousado. realmente ganha por meio disso um poder extraordinário. ordenado por ṛtá. vem. em uma forma mais recente. 4. e que está próximo a. Que.12 boas em sua própria supremacia. 13 Dadhyac. como uma erva daninha. é realizado. – Indra. e aceito por ele em libação. tu atrelas teus corcéis.14 encontrou em Śaryaṇāvān15 o que ele procurava. quando ele morre. citados frequentemente no Veda e descritos como uma espécie de cavalo divino. 2.259 Hino 84. sobe no teu carro. 10 . 14. Com veneração. Indra ouvirá nossos cânticos de louvor? 9. Aquele que com o suco Soma preparado em meio a muitos honra a ti. a qual foi posteriormente cortada por Indra. 12) não é muito claro.10 5. distante entre as montanhas. ó Indra. As gotas derramadas o tornaram alegre. matou noventa e nove Vṛtras. exalta e fortalece Indra. isto é. o mais poderoso. 7. ele e seu pai sendo considerados os primeiros fundadores do sacrifício. Dadhīca. Seu par de Corcéis Fulvos traz Indra de poder sem oposição para cá para as canções de louvor dos Ṛṣis e sacrifício realizado por homens. imortal. como diz a lenda. bebe. ninguém com bons cavalos te alcançou. O Soma foi espremido para ti. 11. ou. e o incita a lutar com os demônios. A lenda vêdica. Aquele que sozinho concede ao homem mortal que oferece presentes. 15 Um lago dito ser nos limites do distrito chamado Kurukṣetra. Almejando o toque dele as vacas malhadas misturam o Soma com seu leite. 14 As nuvens da manhã. 6. 12 As vacas. honrando o poder vitorioso dele. excelente. recitem para ele seus elogios solenes. Dadhyac pode ser a antiga Lua cujos ossos. ou unido com. Quando. provavelmente uma personificação do Sol da manhã em seu curso rápido. os ossos dessa cabeça de cavalo. 9 Suco Soma. teus Cavalos Baios foram atrelados por prece. o leite delas. Indra. que por causa de esplendor se regozijam próximas ao lado do poderoso da Indra. 13. as vacas brilhantes11 bebem. alegradora. prestem reverência ao seu poder supremo.

para cá todas as riquezas dos homens. O sentido do verso pode ser que quando. As palavras dos sacerdotes são as flechas com as quais suas bocas estão armadas. bom Senhor. favorecido pelos Deuses. e concessores de saúde? Viverá por longo tempo aquele que paga ricamente o serviço deles. 20. 20. Quem atrela hoje à lança da Ordem os corcéis fortes e impetuosos17 de espírito que não pode ser reprimido. Ó Maghavan. 18 A resposta a essas questões é. e distribui para nós. Quem foge? Quem sofre? Quem teme? Quem conhece Indra presente. as brilhantes noites de lugar chegavam. riqueza e corpo. não há confortador além de ti. Tu como um Deus. com concha cultua em épocas determinadas? Para quem os Deuses trazem oblação rapidamente? Qual ofertante. em nenhum momento. com bocas armadas com flechas. 17 Os sacerdotes zelosos e incansáveis. depois das chuvas. eu falo minhas palavras para ti. e os Povos?18 18. ó mais poderoso. . os homens reconheciam que a luz era emprestada do Sol. sua família.41. tu amante da humanidade. que estão atrelados à lança da carruagem da Ordem ou empenhados na realização de sacrifício ordenada pela Lei Eterna. perfuradores de corações.260 16. Índice ◄►Hino 85 (Griffith) ____________________ 16 Uma expressão obscura para o Sol. os sacerdotes. 17. não deixes a tua ajuda salvadora nos faltar. que representam os sentimentos do homem que institui o sacrifício. mas homa (oblação) mal pode suportar a interpretação forçada desse modo sobre ela. 19 A segunda linha desse verso é traduzida por Wilson. Indra. seguindo Sāyaṇa: ‘Para quem os deuses trazem rapidamente (a riqueza) que foi pedida?’ Isso seria bastante inteligível. Indra perto de nós? Quem manda bênção sobre sua descendência. de fato abençoas o homem mortal. Não deixes as tuas dádivas copiosas. Quem com oferenda e óleo derramado honra Agni. o conhece perfeitamente?19 19. Veja os Hinos do Atharva-veda.

Os munificentes Maruts. com suas mãos (cheias de coisas boas). os filhos de Rudra. como príncipes. Maruts. isto é. Todos os seres temem os Maruts. incumbidos do dever de mandar chuva. Os Maruts. Varga 9. 1 2 . que são adorados dignamente. 3 Isto é. tendo. pelas quais eles promovem o bem-estar da terra e do céu. talvez.5 têm conferido. incapazes de serem derrubados. com água. o qual pode ser aplicar ao sol ou ao Agni do relâmpago.3 4. Sūkta I) Os deuses são os Maruts. Ele matou Vṛtra. Jagatī. a fonte de chuva. 3. de muitas lâminas. que planam sem obstáculos. 10. 4 Aruṣa é o termo do texto. Por seu poder.) como aves. – ‘o radiante’. eles são aqueles que planam (pelo ar). com ornamentos luminosos.1 obtiveram grandiosidade. um tipo de harpa eólica. uma residência espaçosa. como uma pele. para (fornecer) alimento. brilham com várias armas. rápidos como o pensamento. Varga 10. Heróis. venham. que estão partindo. os filhos de Rudra estabeleceram sua residência no céu. Sentem-se. ou aspergidos com água sagrada pelos deuses. dourado. se enfeitam como mulheres. atrelam os cervos pintalgados aos seus carros. Indra empunha o raio bem feito. e fizeram (para si mesmos). Ukṣitāsah. (rapidamente. 2. e de aspecto impressionante. para que ele possa realizar grandes feitos em guerra. os (Maruts) de movimento rápido têm se envolvido em batalhas. soprando sua flauta. Dhamanta ‘soprando’. 7. Quando os filhos da terra2 se embelezam com ornamentos. os filhos de Pṛśni adquiriram soberania. em seus corpos. a terra. sobre o largo assento de grama sagrada. a chuva segue o vento. e se regalem com o alimento sacrifical doce. Aqui eles são chamados de gomātarah. 8. a métrica do quinto e décimo segundo versos é Triṣṭubh. (dádivas) desejáveis (para o sacrificador).261 Hino 85. de modo semelhante. que são os condutores (da chuva).4 e umedecem a terra. eles mantêm afastado todo adversário. e se sentem sobre a grama agradável e sagrada. impelindo a nuvem adiante. a vaca. os tragam (para cá). Gotama. e partiram a montanha que obstruía seu caminho. eles cresceram (em poder). Maruts (Wilson) (Anuvāka 14. 5 Dhamanto vāṇaṃ. venham. por quem Viṣṇu defende (o sacrifício) que concede todos os desejos e confere deleite. molhados. e os fazedores de boas obras. iniciados pelos deuses. um instrumento de sopro. 6. eles se deleitam em sacrifícios. eles mantiveram o poço no alto. 9. o qual o habilidoso Tvaṣṭṛ moldou para ele. Maruts.) que merece ser glorificado. que moem (as rochas sólidas). 5. Que eles. as gotas caem do (sol) radiante. glorificando a ele (Indra. vocês atrelam os cervos às suas carruagens. Eles. eles brilham resplandecentes. O comentador explica vāṇaṃ como uma flauta. o Ṛṣi. sob aquele símbolo – equivalente a Pṛśni na estrofe anterior. e. movendo-se velozmente. Quando. como combatentes. se aplicaria melhor a uma flauta. eles o têm inspirado com vigor. como homens ansiosos por alimento. do resto. Eles. eles são os que derrubam (montanhas). Confiantes em sua própria força. Como heróis. e enviou um oceano de água. 1. ambos sendo. como sua mãe. eles chegaram ao céu por sua grandeza. as águas seguem o caminho deles. uma vīṇā com cem cordas. quando alegrados pelo suco Soma. Que seus corcéis de passos rápidos. Maruts.

vocês que resplandecem com suas lanças. 12 É dito que o carro dos Maruts é puxado por cervos pintalgados ou antílopes. a chuva fertilizante desce. concedam ao doador (da oblação). 2. e umedecem. e os Maruts. e estejam em seu dom.9 eles brilham em trajes luminosos. têm feito o céu e a terra aumentar e crescer: em sacrifícios eles se deleitam.7 os Maruts. Avancem com seus braços. Crescidos à sua força perfeita eles atingiram grandeza. os companheiros de Indra. subsequentemente. de Pṛśni ou da nuvem sob esse símbolo. 6 . em seu caminho. 8 Os filhos de Rudra. 6 Os (Maruts) variadamente radiantes vão em seu socorro. de longe. 3. 10 As nuvens derramam abundância. os Rudras8 estabeleceram sua morada no céu. estando sedento. e em seus membros belos colocam seus ornamentos de ouro. os fortes e selvagens. ó Maruts. Quando Viṣṇu salvou o Soma 14 que traz alegria selvagem. 15 Os Maruts.262 11. que se dirige a vocês com adoração. como combatentes que procuram fama eles têm lutado em guerra. Quaisquer bênçãos (que estejam espalhadas) pelos três mundos.11 derrubando com sua força até o que nunca é derrubado. relacionado com os Aśvins. Filhos da Vaca. 12. Maruts. (Hino 116). 5. tinham atrelado aos seus carros os cervos pintalgados12 rápidos como pensamento. no alimento agradável. Aqueles que estão resplandecendo. 8. alusão é feita a uma lenda na qual é narrado que o Ṛṣi Gotama. a tropa que envia a chuva. os Filhos de Rudra. e nos deem. que. fazedores de atos poderosos. os Maruts se sentaram como pássaros em sua amada grama sagrada. andaram até o firmamento e fizeram sua ampla morada. 11 As lanças resplandecentes são os lampejos de relâmpago.16 terríveis de se ver. eles vestiram glória. rezou para os Maruts em busca de alívio. Sentem-se na grama. como uma pele. ó Maruts. Esse feito é. para o eremitério dele. os filhos que Pṛśni teve. a terra com inundações de água. Que seus corcéis que planam rápido os tragam para cá com suas asas velozes. satisfazendo o desejo do sábio com (águas) mantenedoras de vida. 7 Os Maruts.13 um assento largo foi feito para vocês: deleitem-se. ou Deuses da Tempestade. 14 Viṣṇu preparou o Soma e o levou para Indra. sentaram-se com ele para desfrutar do suco. incitando o raio. seguindo seus rastros. Em verdade como heróis desejosos de luta eles avançam. Quando vocês atrelaram aos seus carros os cervos pintalgados. levaram um poço. 13 Na grama sagrada cortada e espalhada para os Deuses. como mulheres. e borrifaram a água sobre o sedento Gotama. Índice ◄►Hino 86 (Wilson) ____________________ Hino 85. e. Quando. Concedamnas. 6. Quando. 7. riquezas. a terra ou a nuvem pintada. Quando. vocês. a abundância flui para baixo. por isso. a nós. as torrentes avançam da nuvem tempestuosa vermelha escura. também. corredores velozes. Fortes em sua força inata à grandeza eles cresceram. Maruts (Griffith) 1. ó Maruts. concessores de tudo o que é bom. são os filhos de Rudra e P ṛśni. poderosos Guerreiros. de onde surge prosperidade. Nessa e na próxima estrofe.10 4. 9 Isto é. eles afugentam todo adversário do seu caminho. Cantando sua canção de louvor e gerando poder. Diante dos Maruts toda criatura tem medo: os homens15 são como Reis. Eles levaram de través o poço para o lugar (onde o Muni estava). para a luta.

2. e. faziam a terra e o céu parecerem maiores e mais amplos. ó Maruts. riqueza com filhos nobres. devemos usar a mesma pessoa que a do verbo principal. Quando esses filhos da vaca (Pṛśni) se adornam com enfeites resplandecentes. ou os próprios Maruts. aos seus carros. Enquanto cantando sua canção e aumentando sua força.263 9. – 5. Estendam as mesmas bênçãos a nós. os filhos poderosos de Rudra em seu caminho. o fato sendo que onde nós. as hostes valorosas. e despejaram a fonte para o sedento Gotama. da nuvem. como um reservatório de água. Ela depois toma um sentido mais geral de aumento. 17 . A própria nuvem sendo chamada de pele por poetas vêdicos (1. rápidos como o pensamento. Quando vocês tinham atrelado os cervos pintalgados na frente de seus carros. 16 Isto é. arremessando a pedra (raio) na luta.18 Brilhando com luz variada eles vêm a ele com ajuda: eles com seu poder realizaram o desejo do sábio. VARGA 9-10.19 eles. ó Maruts. Quando vocês. Doadores generosos. e forçou o fluxo de água para fora. 19 O significado dessa frase. fortalecimento. Indra o recebeu para realizar feitos heroicos. Eles. Quando Tvaṣṭar de mão hábil formou o raio. isto é. em uma frase relativa. se deleitam nos sacrifícios. era originalmente que as tempestades. 3. 10. na alegria selvagem do Soma fizeram suas façanha gloriosas. HINO 85. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Os Maruts. ó Heróis. como uma pele na qual a água é mantida e a partir da qual ele é derramada. com sua força vigorosa empurraram o poço17 no alto. guerreiros. por afastarem as nuvens escuras.20 os poderosos. avançam. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. fazendo tremer até mesmo o que é inabalável pela força. dourado. moldado muito habilmente. AṢṬAKA I. os Rudras estabeleceram sua sede no céu. 12. 20 A transição súbita da terceira para a segunda pessoa não é incomum nos hinos vêdicos. que ocorre com muita frequência. de fato fizeram o céu e a terra crescer. isto é. 129. com mil gumes. 21 Os correntes do (cavalo) vermelho. eles. Ele matou Vṛtra. Deem-nos. 1. ADHYĀYA 6. Aqueles que resplandecem como esposas e companheiros de jugo. Índice ◄►Hino 86 (Griffith) ____________________ Hino 85. deem-nas três vezes mais para o homem que oferta. as torrentes liberadas pelos Maruts. Eles guiaram a nuvem transversa dirigida para cá. eles obtiveram grandeza. 11. como uma pele. e dividiram a nuvem em dois embora ela fosse extremamente forte. 18 O Ṛṣi para quem o hino é revelado. emitindo sua voz. Aqui a nuvem. os brilhantes colocam armas brilhantes em seus corpos. 3) torna a comparação ainda mais natural. bênção. Eles afugentam todo adversário. – quando. os fortes e selvagens. a abundância (chuva) flui ao longo dos caminhos deles. os poetas vêdicos usam frequentemente a terceira. umedecem a terra com água. que brilham com suas lanças. atrelaram os cervos pintalgados. os filhos de Pṛśni têm se vestido de beleza. então as correntes do (cavalo) vermelho avançam: como uma pele21 com água eles molham a terra. – 4. Quando crescidos. os Maruts.

e forçou para fora corrente de água. Que os que planam velozmente. Como os Maruts. Todos os seres temem os Maruts. 27 Dhamantah vāṇaṃ é traduzido por Sāyaṇa como tocando lira. eles fenderam a rocha (nuvem). ele ajudou Indra em sua batalha contra Vṛtra e na conquista das nuvens. especialmente a última. 9. O alimento doce é Soma.264 6. por Benfey como tocando flauta. eles cresceram com poder. no alimento doce. seria muito apropriada. Emitindo sua voz27 os generosos Maruts realizaram. Maruts. eles são homens terríveis de se ver. enquanto bêbedos de Soma. de mil gumes. Quando Viṣṇu24 salvou o Soma extasiante. como reis.23 7. ó heróis. eles derramaram a fonte para o sedento Gotama. 24 Viṣṇu. os cavalos de asas rápidas os tragam para cá! Venham com seus braços!22 Sentem-se na pilha de grama. aqui deve ser tomado como o amigo e companheiro de Indra. ele matou Vṛtra. um poço. mas não há autoridade para vāṇa significando lira ou flauta no Veda. Tal interpretação. aqui denotando uma nuvem. Quando Indra foi abandonado por todos os deuses. 25 Tvaṣṭar. 12. 10. Os Maruts com belo esplendor se aproximam dele com ajuda. os Maruts se sentaram como pássaros em seu altar amado. da sua própria maneira. com os braços cheios de presentes. Fortes em si mesmos. o trabalhador dos deuses. Viṣṇu veio em seu socorro. riqueza com filhos heroicos! Índice ◄►Hino 86 (Müller) ____________________ Com seus braços. concedam-nas três vezes mais para o homem que presenteia! Estendam o mesmo para nós. seus feitos gloriosos. 11. Por seu poder eles empurraram o poço26 no alto. Eles empurraram o poço (nuvem) transversalmente nesse caminho. frequentemente também o artífice e criador. eles fizeram sua ampla sede. eles entraram no firmamento. 26 Avata. embora forte. realizaram o desejo do sábio. 8. eles. isto é. cujo personagem nos hinos do Veda é muito diferente daquele assumido por ele em períodos posteriores da religião Hindu. dourado. Como heróis realmente sedentos de luta eles avançam por todos os lados. Quando o inteligente Tvaṣṭar25 tinha formado o raio bem-feito. As proteções que vocês têm para aquele que os louva. Alegrem-se. um assento largo foi feito para vocês. ó Maruts! Deem-nos. como combatentes ávidos por glória eles têm lutado em batalhas. 22 23 . Indra o pega para realizar seu feitos varonis. de acordo com Sāyaṇa.

Varga 12. Índice ◄►Hino 87 (Wilson) ____________________ Hino 86. Desfrutando da proteção de vocês que veem todas as coisas. e labuta em seu serviço. Dissipem a escuridão que oculta. o homem forte para quem vocês concederam dar um sábio. a métrica é Gāyatrī. vocês bebem (a libação). e que (alimento) abundante seja obtido por aquele que os glorifica. Maruts. Possuidores de vigor verdadeiro. Ó Maruts. nos dias estabelecidos. nós temos oferecido a vocês. ouçam a invocação dos louvores do adorador com ou (sem) 1 sacrifícios. 6. portadores de oblações. Afortunado será aquele mortal. Maruts. A libação é derramada para o (grupo de) heróis. Possuidores de vigor verdadeiro. Maruts (Wilson) (Sūkta II) Ṛṣi e deuses os mesmos. ouçam (os louvores) desse (seu adorador). 3. e o hino é repetido. no sacrifício. Que os Maruts. e a alegria deles (é estimulada). se tornará o rico possuidor de muitas vacas. desejoso de (seu favor). 8. O homem em cuja mansão. ou animado. 2 . Sobre a grama sagrada desse herói Soma é derramado em ritos diários: Louvor e alegria são cantados em voz alta. Tem os melhores dos guardiões aquele homem em cuja morada vocês bebem. (oblações.3 4. 5. através da ajuda amorosa dos deuses rápidos. mostrem-nos a luz pela qual nós ansiamos. que devem ser adorados especialmente. Sim. gigantes do céu. a ele que supera todos os homens: que seja dele a força que chega até o Sol. 4. Pois. Maruts. 2. Varga 11. Maruts. 9. 5. vitoriosos sobre todos os homens. que o homem cuja oferenda vocês aceitam seja sempre próspero. é provido dos protetores mais hábeis. 7. 1. E que ele por quem sacerdotes ministrantes têm afiado 2 a sapiente (tropa de Maruts) caminhe entre pastos lotados de gado. 7. ó Maruts mais adoráveis. com o brilho (do qual) vocês têm destruído os Rākṣasas. vocês têm mostrado seu poder. sejam conhecedores dos desejos daquele que os louva. por meio das oferendas deles. o ‘sem’ é acrescentado pelo comentador. 2. resplandecentes Maruts. Ó Maruts. 3. têm excitado. afugentem todo (inimigo) devorador.) por muitos anos. descendo do céu. Maruts (Griffith) 1. em muitos outonos. Honrados com sacrifício ou com a adoração dos hinos dos sábios. 10. 1 A expressão é ‘com sacrifícios ou’. têm afiado. ouçam o chamado. Que os fortes Maruts ouçam a ele. 6. Atakṣata. se moverá Em um estábulo rico em vacas.265 Hino 86. 3 Ou seja. isto é. nós Temos oferecido o nosso sacrifício.

ó (filhos) poderosos dos céus. ele viverá em um estábulo rico em gado. ‘Atrin. Vocês que tomam conhecimento do suor daquele que os louva. Ó vocês de força verdadeira. que significa attrin. Ó heróis verdadeiramente fortes. 4. O desejo do coração daquele que ama. Ele é derivado de atra. aquele mortal cujas oferendas vocês levam. – Max Müller. Pois nós. ó Maruts que afugentam. façam isso manifesto com poder! Atinjam o demônio com seu raio! 10. ele de fato tem os melhores guardiões. pelas graças dos deuses velozes (os deuses da tempestade). façam isso manifesto por sua grandeza: golpeiem O demônio com seu raio. AṢṬAKA I.4 9. Vocês que são propiciados por sacrifícios ou pelas orações do sábio. 5 .5 Criem a luz pela qual nós ansiamos. VARGA 11-12. No altar desse homem forte (aqui) Soma é derramado em sacrifícios diários. Ó Maruts. portanto significava originalmente um ogro com dentes ou mandíbulas grandes. ouçam o chamado. 5. Índice ◄►Hino 87 (Griffith) ____________________ Hino 86. a ele que supera todos os homens. temos sacrificado em muitas colheitas. ó Maruts. 9. vocês conhecem a labuta daquele que canta seu louvor. Escondam a escuridão horrenda. 8. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. ADHYĀYA 6. 8. que quer dizer dente ou mandíbula. aquele homem em cuja habitação vocês bebem (o Soma). A ele que os poderosos Maruts ouçam. afastem de nós todo demônio devorador. e. é um dos muitos nomes atribuídos aos poderes da escuridão e injúria. 6. destruam todo demônio de presa. um devorador’. 1. ó Maruts! 3. 2. 10. Ó vocês de força verdadeira.266 Cujas oferendas vocês transportam. Ocultem a escuridão horrenda. o homem poderoso para quem vocês concederam um sábio. como as nuvens de chuva flutuantes passam sobre o sol. HINO 86. Façam a luz pela qual nós almejamos! Índice ◄►Hino 87 (Müller) ____________________ 4 Do suplicante que ama e reza para vocês. Sim. ó homens de força verdadeira. 7. louvor e alegria são cantados. ou do desejo do suplicante. Que seja abençoado.

inconstantes. Cantores sonoros. sempre jovem. A tropa de Maruts é automovente. impetuosos. de acordo com o comentador. Quando eles reúnem (as nuvens). a terra treme por causa dos seus movimentos impetuosos. os mais valorosos. irredutíveis. e. para o bem-estar (da humanidade). 1 Sempre associados em tropas. eles demonstram seu poder inerente. Maruts (Griffith) 1. e derramadores de chuva. eles adquiriram nomes que devem ser recitados em sacrifícios. Ou o termo pode significar. ao longo de certo caminho (do céu). 2.2 adorados constantemente. 1. e livres de medo. como aves. nas libações do Soma. que a língua (de louvor) acompanha a manifestação (invocação dos Maruts). por seus adornos corporais. Aniquiladores (de adversários).5 como os céus com estrelas. ou.4 impecáveis. alegres. inseparáveis1 participantes da oblação vespertina. nas partes mais próximas (do firmamento). ativos. têm sido participantes satisfeitos do (alimento sacrifical). e envolvidos por energia. Abordados com louvores. mas aqui o comentador parece considerá-lo como um sinônimo de Soma. Vocês. (os Maruts). Combinando-se com os raios solares. Portanto despejem sobre seu adorador a chuva de cor de mel. os mais amados. Ṛjīṣa. então. encorajando Indra no conflito. O termo é ṛjīṣiṇaḥ. sendo igualmente pura ou transparente. os Maruts sendo chamados dessa maneira porque eles têm direito. como uma esposa (cujo marido está ausente). 4. na terceira cerimônia diária. louvados com hinos pelos sacerdotes. voando. 3 Madhuvarṇa. no uso comum. e líderes (das nuvens). cheios de força. como certos raios do sol. visto que eles ficaram ao lado. imóveis. são visíveis (no céu). vocês reúnem as (nuvens) moventes que passam. eles têm se apresentado com ornamentos brilhantes. Quando. ‘tendo a cor de mel’. o qual não é explicado muito claramente. ele acrescenta. ‘os adquirentes ou recebedores dos sucos’. e agitando (as rochas sólidas). uns poucos apenas em número. 2 . Varga 13. senhores dessa (terra). a uma parte da efusão da ṛjīṣa. armados com armas brilhantes. Índice ◄►Hino 88 (Wilson) ____________________ Hino 87. são os protetores desse nosso rito. ou no culto vespertino. levada por cervos. para o bom trabalho. eles têm derramado (chuva) voluntariamente.3 3. 6. métrica Jagat ī. Nós declaramos. de grito alto. movendo-se rapidamente. pois. significa uma frigideira. dotados de grande força. nunca humilhados. eles derramam (as águas). 4 Por tornarem ricos seus adoradores. que são genuínos libertadores do débito. Maruts. por nosso nascimento de nosso antigo pai.267 Hino 87. eles se tornaram possuidores de uma posição adequada e apropriada para os Maruts. 5. Maruts (Wilson) (Sūkta (III) Ṛṣi e deuses como antes. entrando em colisão com seus carros.

os que nunca recuam. desse modo ele tem domínio senhoril.9 quando os cantores (os Maruts) se juntaram a Indra em atos.7 quando nos caminhos (celestes) eles atrelam (seus cervos) em busca da vitória. eles mesmos admiram seu poderio. Vithurā ' ocorre várias vezes no Ṛg-Veda. como as cinco estrelas no céu’. Hoste Forte. A terra em suas corridas treme como se fraca e cansada. vocês são como pássaros em qualquer caminho que seja. Automovente é aquele grupo jovem. 3. eles que usam anéis brilhantes. eles haviam se juntado a Indra na labuta do combate. os cantores. poucos somente. os que agitam (as nuvens) têm eles próprios glorificado a grandeza deles. com cavalos malhados. Índice ◄►Hino 88 (Griffith) ____________________ Hino 87. nota 12. HINO 87. serás protetora dessa prece. como os céus com as estrelas. impetuosos e não temendo a ninguém. 3. ó Maruts. os inalteráveis. quando em seus caminhos eles jungem seus carros para a vitória. Eles. descobridora de pecado: assim tu. a terra treme como uma viúva. [Hino 37. 4. 2. como pássaros. que são representados como surgindo gradualmente ou apenas mostrando-se. por isso ela exerce domínio. mas nunca no sentido de viúva. abaladores de tudo. Verdadeira és tu. tu descobres o pecado. armados com lanças brilhantes.] 9 O suco Soma inspira o poeta com eloquência. e nós somos guiados pela tradição recebida dos nossos ancestrais. mas cavalos para os seus carros. 1. 5. e você derramam a fertilidade (chuva) como mel para aquele que os louva. em qualquer estrada que seja. ADHYĀYA 6. os mais amados e mais viris. com lanças brilhantes. a hoste viril ajudará essa prece. Aquela comitiva jovem (dos Maruts). AṢṬAKA I. 6 O suco Soma nos inspira. dotado de força e poder. Portanto. os impetuosos. Tu realmente és verdadeira. gritando. 5. – Max Müller. até agora só poucos em número. a nossa língua. para aquele que canta o seu louvor. Nós falamos conforme a maneira do nosso velho pai. As nuvens em todos os lugares derramam chuva sobre os seus carros. investida de poderes. tu és sem defeito. se agita. Derramem abundância. só então eles receberam seus nomes sagrados.8 move-se por si só. Armados com suas espadas. Maruts. 6. nos despenhadeiros vocês amontoam a nuvem movente. de cor de mel. e irrepreensível.268 2. com os seus cavalos pintados. eles possuíram o próprio lar amado dos Maruts. a nossa língua sai à visão do Soma. 8 Que os Maruts não têm apenas pṛṣatīs. rugindo alto. . Quando. Por causa das acelerações deles a terra treme.6 Quando. quando nós vemos o Soma. alegres. 7 Não há autoridade para a explicação de vithurā'-iva de Sāyaṇa. e homens para celebrar seu louvor. Eles os alegres. nós vimos antes. 4. como se estivesse enfraquecida. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Esplendores eles ganharam por glória. raios eles obtiveram. têm se enfeitado com seus ornamentos brilhantes. Nós falamos pela nossa linhagem desde o nosso Pai primordial. então os barris (nuvens) em seus carros pingam em todos os lugares. Quando vocês viram seu caminho através das fendas.10 – 5 ‘Refere-se aos Maruts. VARGA 13. os que rugem. Dotados de vigor e poder superior. só então eles obtiveram seus nomes sacrificais.

acelerando juntos. Foi dito lá que os Maruts obtiveram seus nomes sagrados depois de terem se juntado a Indra em seu trabalho. armados com belos anéis.269 6. eles encontraram o domínio amado dos Maruts. e destemidos. eles obtiveram raios. . Tendo assim obtido o seu verdadeiro caráter e um lugar entre os deuses. e homens para celebrá-los. Esses Maruts. armados com punhais. não só isso. e se estabeleceram no que se tornou posteriormente conhecido como o seu próprio domínio. pode-se dizer que eles ganharam ao mesmo tempo esplendor e adoradores para cantar seus louvores. o que significa que naquele momento eles se tornaram o que são. o seu próprio lugar entre os deuses que são invocados no sacrifício. a menos que nós o tomemos como uma continuação do verso anterior. 11 O significado desse verso conclusivo não é muito claro.11 Índice ◄►Hino 88 (Müller) ____________________ 10 Os Maruts obtiveram honras divinas somente como uma recompensa por ajudarem Indra em sua batalha com o demônio Vṛtra. obtiveram esplendores por sua glória.

Maruts. Os filhos de Gotama.2 A terra eles têm atingido com a borda da roda do carro. ressoando com doces canções. [Veja a nota 8. Os dias se passaram em volta de vocês e voltaram. eles sulcam a terra com as rodas das suas carruagens. Maruts (Griffith) 1. Fazedores de boas obras. Müller. como (árvores) altas. Voem para nós com os alimentos mais nobres. Para qual glorificador (dos deuses) eles se dirigem. desçam. para trás. para o benefício dele? Brilhantes como (ouro) polido. Brilhante como ouro é aquele que segura o raio. Dias felizes sobrevieram a vocês. 2. Virāḍrūpā. (filhos de Gotama). – M. ó de grande poder. fulvos que aceleram seus carros. e deram esplendor ao rito para o qual água era essencial. em seu (louvor). 4 Vārkāryāṃca devīm. como antes. Maruts (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi e divindade. (e nos tragam) alimento farto. condizente (com os seus méritos). (hábeis para ganhar) domínio. por acaso. alados com cavalos. Como eles agitam florestas. como aves. 3. ó Maruts muito poderosos e bemnascidos. quando sedentos. 1. 4. assim que eles possam animar nossos espíritos. Esse hino é conhecido como o mesmo que aquele o qual Gotama recitou. 3 4. Prastārapaṅkti. acelerando para lá e para cá. O discurso do sacerdote agora os glorificou. algum peã ou canção de triunfo pertencente aos Gotamas’. e destruindo seus inimigos mais poderosos. 3 Os homens têm espremido o suco Soma e oferecido libações para vocês. armados com armas de ferro. ó anelantes. e armados com o raio. Maruts. adoradores abastados enriquecem a pedra (que mói a planta Soma).] 2 . ‘A suposição mais provável é que vārkāryā era o nome dado a algum hino famoso. para essa prece e para esse culto solene. (para vocês) eles promovem sacrifícios grandiosos. Esse é aquele louvor. Venham. 1 Veja a nota 6 do hino 85. do restante. para vocês. visto que (vocês colocaram) alimentos em nossas mãos. e. como pássaros. O portador do trovão ou raio é Indra. 2. Índice ◄►Hino 89 (Wilson) ____________________ Hino 88. em seus carros carregados de raios. Venham para cá. com seus cavalos vermelhos. fulvos. 3. Maruts bem nascidos.1 5. com suas carruagens brilhantes. atreladas a corcéis. 6. Maruts. sem dificuldade. glorifica cada um de vocês. (oferecendo) oblações com hinos sagrados. as (armas) ameaçadoras se encontram em seus corpos. Com seus corcéis de cor vermelha ou. Por beleza vocês têm espadas sobre seus corpos. da quinta. a métrica da primeira e última estrofes. quando ele os viu sentados em suas carruagens de rodas douradas.4 Os Gotamas fazendo sua oração com cânticos empurraram para cima a tampa do poço para beber a água. bem armadas. de movimento rápido. eles têm colocado a pedra em movimento. armados com lanças. com versos sagrados. o qual. Triṣṭubh. eles vêm por glória. Maruts.270 Hino 88. carregadores de carros. Por sua causa. Varga 14. Maruts. ergueram no alto o poço (fornecido) para a sua residência.

e alados com cavalos! Voem para nós como aves. Em direção a vocês essa dose refrescante do Soma se apressa. 6. ADHYĀYA 6. Eles vêm gloriosamente em seus cavalos vermelhos. Índice ◄►Hino 114 (Müller) ____________________ 5 Esse verso é muito obscuro. continuadas no verso seguinte. Nenhum hino desse tipo jamais foi conhecido como esse que Gotama cantou para vocês. ou. 7 A agitação da pedra pode ser a agitação da pedra para destilar o Soma celestial ou a chuva. Dias se passaram em volta de vocês e voltaram. Venham para cá. em seus cavalos fulvos que aceleram seus carros. 3. javalis avançando por todos os lados com presas de ferro. Em seus corpos há adagas por beleza. vocês poderosos! 2. O levantamento da tampa do poço para beber significa que eles obtiveram chuva a partir da nuvem. uma idéia frequentemente recorrente nos hinos do Veda. que os Gotamas há muito são devotados aos Maruts. a espada ou o raio. como a voz de alguém que ora. pode ser. que eles incitem nossas mentes como eles agitam as florestas. ressoando com belas canções. AṢṬAKA I. javalis selvagens avançando por todos os lados com presas de ferro. os Gotamas. ó Maruts. se Indra for aqui inferido. como antes. – com o aro da roda do carro eles têm atingido a terra. fazendo oração com canções. com o seu melhor alimento. 6. 5. em outras palavras. HINO 88. Por vocês mesmos.271 5. empurraram para cima a tampa do poço (a nuvem) para beber. no nosso caso. esse último particularmente.5 Índice ◄►Hino 89 (Griffith) ____________________ Hino 88. pode ser. Ela se apressa livremente das nossas mãos como essas libações costumam fluir. e esse rito sagrado. 4. Aquele que detém o machado 6 é brilhante como ouro. ó Maruts. 6 . ó Maruts. como o discurso de um suplicante: ele correu livremente das nossas mãos como nossos discursos estão acostumados a fazer. Aos Maruts (os Deuses da Tempestade) (Müller) MAṆḌALA I. Nenhum hino como esse jamais foi conhecido antes o qual Gotama cantou diante de vocês. a qual é aqui. bem como para o famoso hino. Esse discurso reconfortante avança ressoando em direção a vocês. VARGA 14.8 ó falcões. representada como um poço coberto. e. abastecidos com lanças. ou. 8 O sentido da linha inteira parece ser que muitos dias se passaram para os Maruts. Maruts. ó Maruts bem-nascidos. os vigorosos (entre vocês) agitam a pedra7 (para destilar Soma). Ou. uma vez dirigido a eles por Gotama. quando ele os viu em rodas douradas. 1. de volta para essa prece. quando sobre suas rodas douradas ele viu vocês. em seus carros carregados com relâmpagos. onde é dito que o presente hino é como aquele que Gotama compôs quando viu os Maruts ou falou deles como javalis com presas de ferro. Eu sigo a tradução de Max Müller que é ‘em grande parte conjetural’.

ou. Mas Ariṣṭanemi ocorre. ouçam (o nosso pedido). não molestadas. porque elas recebem oblações através da boca de Agni. Que o vento sopre para nós o medicamento agradável. Que os Maruts. e. que o pai céu. guarde o nosso bem-estar. estejam sempre conosco. Mitra. 54 e 111. 3 A terra é chamada dessa maneira porque ela produz todas as coisas necessárias à vida. Mas o comentador aqui também explica as funções deles: Bhaga e Mitra são Ādityas. o outro. secar. Soma. desça sobre nós. 4. guarde o nosso bem-estar. Gotama.272 Hino 89. Garutman. no texto. circundar.] como o nome de um Prajāpati. mas o hino é dirigido aos Viśvedevas.4 de armas sem mácula. 4 Tārkṣya é um patronímico. 2. . Dakṣa. Nós os invocamos com um texto antigo. aqui incluídos entre os Viśvedevas. é o nome do patriarca Kaśyapa: o mesmo faz de Tārkṣya um sinônimo de Aruṇa. 1 A maioria desses. de acordo com o comentador. que conhece todas as coisas. imutável. cap. que ouve muito louvor. ou por permearem todas as coisas. Como Pūṣan sempre tem sido o nosso defensor. aquele medicamento que os Aśvins. e radiantes como o sol. ocorreram antes. para o aumento das nossas riquezas. Indra. cercando os perversos com seus laços. Aditi. como sempre.3 o (transportem para nós). o senhor da noite. vv. (estabelecidos) na língua de Agni. e. 5 Isso pode ser afirmado de todas as divindades. Aryaman é o sol. como ar. não se afastando de nós. que nós obtenhamos a amizade dos deuses.2 que a mãe terra.1 4. Aśvins. Que obras auspiciosas. Virāṭsthānā. 5 observadores (de todos). Ele é chamado. com luz. e são causadoras de prazer o (tragam para nós). 3. de Ariṣṭanemi – aquele que tem armas (nemi) ilesas ou irresistíveis (ariṣṭa). porque manda chuva e. para o nosso progresso. não secante. Que os deuses. ele é o criador (Hiraṇyagarbha) difundido entre as criaturas que respiram ou vivem. de modo que a passagem pode significar Ariṣṭanemi. e que os deuses estendam nossos dias à longevidade. Soma é duplo: a planta assim chamada na terra. Que a graça benevolente dos deuses (seja nossa). – cuja roda da carruagem é desimpedida. ele é. e o último é. que Pūṣan. isto é. A métrica das primeiras cinco estrofes. como uma divindade no céu. que são os filhos de Pṛśni. portanto. segundo algumas autoridades. significando filho de Tṛkṣa. [parte 2. para a nossa proteção. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. ou. Os Aśvins são assim chamados ou por terem cavalos. a classe de Maruts. – que todos os deuses venham para cá para a nossa preservação. indiretamente nutre todas as coisas. é Jagat ī. 2 Bheṣajaṃ. guarde o nosso bem-estar. que Tārkṣya. 5. especialmente. também. Asridh. que se movem graciosamente. frequentadores de sacrifícios. Aditi é a mãe dos deuses. Varga 15. Que Indra. Varga 16. que devem ser meditados. os Aśvins. e destruidoras (de inimigos) venham para nós de todos os quadrantes. Dakṣa é chamado de Prajāpati. Nenhuma outra especificação é dada. no Vāyu Purāṇa. são qualificados para aplicar. como antes. Garuḍa. e que a bondosa Sarasvatī nos conceda felicidade. Aryaman. assim que ele (continue) o tranquilo guardião do nosso bem-estar. das últimas três. a alvorada personificada. que as pedras que espremem o suco Soma. Varuṇa. o primeiro pode significar. Nós chamamos aquele senhor dos seres vivos. capaz de criar o mundo. o senhor do dia. mas nos concedendo proteção dia a dia. como os médicos dos deuses. É duvidoso se nós temos alguma referência ao veículo de Viṣṇu. e da sétima. – Bhaga. ou vida. que deve ser propiciado por meio de ritos religiosos. e o céu. o filho de Tṛkṣa. 6. que. e a lua. da sexta. Varuṇa é nomeado a partir de vṛi. que a generosidade dos deuses. a circunferência de uma roda. 7. Triṣṭubh. sem obstáculos. de acordo com Yāska. Asridh. cujos corcéis são cervos pintalgados. aquele protetor das coisas imóveis. págs. 1. 304 e 306 da versão em português. que sempre favorece os honestos. um com umidade. de sridh.

e diferentemente na nota 6. Aditi é o firmamento. Nós invocamos por ajuda aquele que reina supremo.11 e as pedras concessoras de alegria que espremem o suco da Soma. “Aditi é louvada como idêntica ao universo”. aqui.] é dito que as cinco classes de homens são as quatro castas e os párias. auspiciosa. desimpedidos. que nós vejamos. Júpiter. os Aśvins. 2. Que Sarasvatī. Aśvins. 7. Ilustre por toda parte. Aditi é as cinco classes de homens.8 Aditi é geração e nascimento. e precisarmos do cuidado paterno dos nossos próprios filhos. não intervenham. Que Tārkṣya12 com aros das rodas ilesos nos torne prósperos: que Bṛhaspati13 nos dê prosperidade. 8 Como citado antes. Serpentes. enumerado por Yāska entre os deuses da esfera mais elevada. Nós os chamamos para cá com um hino do tempo antigo. Que poderes auspiciosos venham a nós de todos os lados. o Senhor de tudo o que fica parado ou se move. por assim dizer. que a Terra nossa Mãe o dê. com os nossos ouvidos. Soma. 9 Bhaga. é um Āditya considerado no Veda como concessor de prosperidade e como instituindo ou presidindo o amor e o casamento. Que nós ouçamos. 12 Geralmente descrito como um cavalo divino e provavelmente a personificação do Sol. ou. de modo que nossos filhos se tornem nossos pais. ou. 13 O Senhor da Prece. significar ou a terra ou a mãe dos deuses. que Pūṣan possa promover o aumento da nossa riqueza. Varuṇa. pode. como se encontra no Nirukta III. segundo o comentador. empenhados em seus louvores. nosso defensor e nosso guarda infalível para o nosso bem. significando literalmente ‘a independente’ ou ‘a indivisível’. 4. Índice ◄►Hino 90 (Wilson) ____________________ Hino 89. Deuses. com membros firmes e corpos (sadios). 23).6 10. Gandharvas (incluindo as Apsaras). portanto às vezes associado com Prajāpati. Gandharvas. o período de vida concedido pelos deuses. deuses. Homens. o hino declara o poder de Aditi (Nir. 11 Pitā Dyaus = Pater Zeus.273 8. 5. 10 Dakṣa é um poder criativo associado com Aditi e. objetos de sacrifício. 6 Isto é. Aditi7 é o céu. Visto que cem anos foram estabelecidos (para a vida do homem). não nos deixem nos tornarmos tão fracos e débeis a ponto de sermos. ouçam isso. Viśvedevas (Griffith) 1. .10 Mitra. Asuras e Rakṣasas. com os nossos olhos. e Pitṛs. 9. e nosso Pai Céu. que vocês. por quem nossos espíritos almejam. Aryaman. pai e filho. 7 Aditi. desfrutemos. crianças. o que é bom. Que a graça auspiciosa dos Deuses seja nossa. Isso também é interpretado como cinco classes de seres. nunca enganados. Pitṛs. A amizade dos deuses nós temos procurado devotamente: assim que os deuses prolonguem a nossa vida para que nós possamos viver. por infligirem enfermidade em nossos corpos. que Indra nos torne prósperos: que Pūṣan nos torne prósperos. Aditi é mãe. o que é bom. Aditi.9 o amigável Dakṣa. 3. 6. conceda felicidade. ou. deuses. Deuses. no meio da nossa existência passageira. nossos guardiões dia a dia incessantes em seus cuidados. [hino 7. Aditi é todos os deuses. que os Deuses possam estar sempre conosco para o nosso benefício. nota 4. conforme Sāyaṇa. Que o vento sopre em direção a nós aquele remédio agradável. De acordo com Yāska. que desça sobre nós a generosidade dos deuses justos. IV. inspirador da alma. e vitoriosos. o Mestre de toda riqueza. Bhaga. que nós.

9. 15 . atinjamos o período de vida atribuído pelos Deuses. Aditi é todos os Deuses. Os Maruts. glorificando-os. Aditi é o ar. Deuses. sábios. Filhos de Pṛśni. Índice ◄►Hino 90 (Griffith) ____________________ 14 Ou seja. por sua vez. ó Santos. Cem outonos15 estão diante de nós. 16 A Infinita. ó Deuses. em cujo espaço de tempo os nossos filhos se tornam pais.274 7. dentro de cujo prazo vocês levam nossos corpos à decadência. Não interrompam no meio o nosso período de vida fugaz. Natureza Infinita.14 brilhantes como o Sol. movendo-se em glória. e com os nossos olhos vejamos o que é bom. que visitam ritos sagrados frequentemente. levados por cavalos malhados. 8. Aditi é os homens de cinco classes. que recebem oblações através de Agni ou fogo. cuja língua é Agni. Aditi é tudo o que nasceu e nascerá. – que todos os deuses venham para cá para a nossa proteção. 10. Aditi é a Mãe e o Pai e o Filho. Aditi16 é o céu. Considerada como a duração natural da vida humana. que nós com os nossos ouvidos ouçamos o que é bom. Com membros e corpos firmes que nós.

E Bhaga. Viṣṇu. exceto na última estrofe. 3. ou o deus que está em toda parte. 4. por caminhos diretos. Índice ◄►Hino 91 (Wilson) ____________________ Hino 90. a nós mortais. que o céu protetor seja agradável para nós. que a região da terra seja cheia de doçura. Sim. ele que conhece. Que Vanaspati seja possuidor de doçura para conosco. que o gado seja doce para nós. Que o adorável Indra. que Aryaman. Que eles nos concedam proteção. a métrica é Gāyatrī. tornemnos prósperos. aniquilando os nossos inimigos. os Maruts. Afugentando os nossos inimigos. e Mitra nos guiem. 5. Deuses Imortais para os homens mortais. É dito que Viṣṇu é aquele que permeia. em sua função de separar o dia da noite.2 Maruts. E Aryaman em harmonia com os Deuses.] 2 . os Deuses a serem adorados. por eles andarem a cavalo (evaih). Que as ervas produzam doçura para nós. não iludidos. que Indra e Bṛhaspati sejam propícios para nós. com seu poder Guardam eternamente as leis sagradas. Abençoem-nos com toda prosperidade. Viśvedevas (Griffith) 1. 6. e 8 podem ser lidos como ‘doce’ ou ‘doçura’. Que Mitra seja propício para nós.4 9. 7. na qual ela é Anuṣṭubh. 2. 3 O termo do texto é evayāvaḥ. concedam. Que eles. 5. 3. Pois eles são os distribuidores de riqueza (no mundo inteiro). Varga 18.1 regozijando-se com os deuses.275 Hino 90. 1. 8. 4. enriqueçam nossos hinos com vacas. Que a noite e a manhã sejam encantadoras. (em direção aos nossos desejos). dirijam nossos caminhos de modo (que eles possam levar) à obtenção de boas dádivas. como a tropa de Maruts. 1 É dito que Aryaman é o sol. vocês que seguem seu rumo. felicidade. o mesmo é o caso na versão seguinte desse hino. Os ventos trazem doces (recompensas) para o sacrificador. Que Varuṇa com orientação direta. 7. que o sol seja imbuído de suavidade. os Maruts. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta VI) O Ṛṣi e os deuses são os mesmos. e Bhaga. sejam propícios para nós. Pūṣan. e. Pūṣan. – e Aryaman. o qual é explicado. que Varuṇa. que são imortais. Pūṣan. pelo comentador. Varga 17. os rios trazem (águas) doces. Pois eles são distribuidores de riquezas. Que eles demarquem o nosso caminho para a felicidade. Viṣṇu. nunca negligentes. cumprem suas funções todos os dias.3 tornem os nossos ritos revigorantes para o nosso gado. 4 [Todos os adjetivos dos versos 6. 2. Pūṣan. que Viṣṇu de passos largos seja propício para nós. Indra. e. Que Varuṇa e o sábio Mitra nos guiem.

e Varuṇa e Aryaman: Indra. Que Mitra seja benevolente para nós. . e Bṛhaspati sejam gentis. Que a árvore alta seja cheia de doces para nós. 8. Amável seja o nosso Pai Céu para nós. e Viṣṇu do passo largo formidável. Agradável seja a noite e agradáveis as alvoradas. assim que as plantas sejam doces para nós. e cheio de coisas agradáveis o Sol: Que as nossas vacas leiteiras sejam afáveis para nós. caminhando sobre ou percorrendo os três mundos. agradável a atmosfera terrestre.5 Índice ◄►Hino 91 (Griffith) ____________________ 5 Como o Sol. 7. Os ventos sopram coisas doces.276 6. 9. os rios derramam coisas doces para o homem que cumpre a Lei.

] Ou real (rājan) Soma. O sábio experiente elogia o mortal que. o removedor de doença. esse nosso louvor. Varga 19. O amigo de alguém como tu nunca pode perecer. 1 [Indu: Griffith. nós te exaltamos com louvores. 12. te glorifica. na terra. Sê diligente no fornecimento de alimento (para nós). nas águas. 15. Sat pode ser explicado. Soma.3 ou mesmo o matador de Vṛtra. Se tu quiseres. também. como gado em pastos novos. como o aumentador do nosso rito. 3. Veja abaixo. por tuas energias. Uṣṇih. 1. dos brâmanes. Indra. Soma. 7. ainda. compondo a frase. és o fazedor do bem por meio de atos sagrados. de todos os que buscam nos prejudicar. seja velho ou jovem. Soma. 9. como homens em suas próprias residências. protege-nos do pecado. Pela tua orientação. o concessor de bem-estar. Soma. o deus é Soma. tu és o derramador (de benefícios). tens sido bem nutrido pelas oferendas sacrificais. 14. Gotama. Soma. Protege-nos. Soma. 6. da quinta à décima sexta estrofe. reside alegremente em nossos corações. nas montanhas. 13. tu és o sacrifício santo. Tu. Soma. Dotado de todas as tuas glórias (que são mostradas) por ti no céu. Soma (Wilson) (Sūkta VII) O Ṛṣi é. Que vigor chegue a ti de todos os lados. àquele que te adora. por tuas bênçãos. o guia dos homens. Tu. tu és o purificador (de todos). divino Soma. tu nos guias ao longo de um caminho correto. Soma. satisfeito com nosso serviço. Teus atos são (como aqueles) do real Varuṇa. Tu concedes. Soma. para que ele possa desfrutar. sê nosso protetor com aqueles auxílios que são fontes de felicidade para o doador (de oblações). Aceitando esse nosso sacrifício. a métrica é Gāyatrī. o senhor das plantas. és percebido completamente pela nossa compreensão. Defende-nos. por causa da parte essencial que desempenha nele. 5. 2 . és o protetor. amante de louvor. tu. 2. aceita nossas oblações. Varga 22. e (és notável) por tua grandeza. Soma. segundo o comentador. Triṣṭubh. 1 os nossos pais virtuosos obtiveram bem-estar entre os deuses. és vida para nós. 3 Satpatistvaṃ rājota. a décima sétima. e sê. ilustre 2 Soma. Cresce. sê nosso amigo. e viver. tu. prosperidade. 4 Soma pode ser considerado como identificável com sacrifício. para nós. e livre de ira. Sê para nós. 8. um amigo excelente. e conheces todas as coisas. como Aryaman. nas plantas. o soberano dos virtuosos. Varga 21. ‘o protetor (pati). 16. ou o rei (rājā). Soma. tu és o aumentador de todos. tua glória. por afeição. da calúnia. 10. bem disposto para conosco. 4.277 Hino 91. real Soma. é grandiosa e profunda. o resto. Tu. Tu. que és benigno. Familiarizados com hinos. aproxima-te. Soma. o conhecedor de riquezas. tu és poderoso. 11. o aumentador de nutrição. como brâmane. como o amado Mitra. aproxima-te.4 Varga 20. Tu. nós não morreremos.

com tua mente brilhante. Tu és supremo acima da coragem de (qualquer um dos) dois oponentes (mútuos). Àquele que cumpre a lei. por tua orientação. tu tens estendido o vasto firmamento. Soma (Griffith) 1. que nós prosperemos. ao longo do caminho mais reto tu és nosso líder. Quaisquer das tuas glórias que (os homens) cultuem com oblações. nascido entre sacrifícios. o não-destruidor de progênie. nesse hino. Indu. 23. a escuridão. Soma. invencível em batalha. no céu. e vitorioso. tu és poderoso por todos os teus poderes e grandeza. E energia para que ele possa viver. ó Soma. evidentemente. um amigo. Divino e potente Soma. és preeminente por sabedoria. o que transporta (para além das dificuldades).) em combate. tu tens dissipado. Bem supridos com alimento. proporciona. 7. a nós. nas montanhas. 22. exceto. o concessor de chuva. bem satisfeito e não com raiva. Vem para as nossas mansões. sim. tu dás felicidade. que o nosso sacrifício seja envolvido por todas elas. hábil em assuntos domésticos. o qual alude à função de dissipar a escuridão por meio da luz. tens gerado todas essas ervas. aceita. por glórias tu és glorioso. o preservador da força. 7 As tuas leis são as mesmas porque as leis de Varuṇa têm sua origem em ti. e que é uma honra para seu pai. aqui identificado com a Lua que ensina aos homens as épocas apropriadas nas quais adorar os Espíritos dos Mortos ou Antepassados divinizados. nota 9. entre Soma. nas plantas e nas águas. ó real Soma. talvez. ó Soma. 5. Tu.5 Índice ◄►Hino 92 (Wilson) ____________________ Hino 91. és o Senhor dos heróis. e um filho que é competente em afazeres de qualquer natureza.278 17. Exultante Soma. renomado. 21. Que os sucos leitosos fluam em volta de ti. Teus são os eternos estatutos do Rei Varuṇa. grande confusão. Defende-nos (dos nossos inimigos. concede. forte por tuas energias e possuidor de tudo. Para aquele que oferece (oferendas) Soma dá uma vaca leiteira. Soma. que és concessor de bem-estar. a Lua. tu matador de Vṛtra: Tu és energia auspiciosa. a água. sê. Tu.6 distribuíram entre os deuses a sua quota de tesouro.43. acompanhado por heróis valentes. para nós. e Soma. 6. 5 Há. nossas oferendas. 3. 6 Outro nome de Soma. Soma. que ocupa uma residência brilhante. iguarias excelentes no céu. guia dos mortais. Soma. Tu. por teu discernimento és o mais sábio. é tua glória. assíduo em culto. como Aryaman. E. Soma. uma porção de riqueza. triunfante entre hostes.8. e. que seja teu desejo que nós possamos viver e não possamos morrer: Senhor das plantas amante de louvor tu és. Varga 23. 19. o Rei. e as vacas. que oferendas sacrificais e vitalidade sejam concentradas no destruidor de inimigos. Soma. contemplando-te. Soma. 18. Poucas passagens indicam a primeira distintamente. a Asclepias ácida. Com todas as tuas glórias na terra. ó Soma. com luz. Veja 1. . para a nossa imortalidade. cresce com todas as plantas que se entrelaçam. Tu. 20.7 nobre e profunda. 2. o verso vinte e dois. – Com todas essas. estando plenamente nutrido. Nossos antepassados sábios. 4. o outorgante de céu. Todo-puro tu és como Mitra o amado. adorável. célebre na sociedade. Nós nos regozijamos. que nenhum (adversário) te aborreça. um cavalo veloz. tanto velho quanto jovem.

Tu. 12. e com luz tu tens dissipado as trevas. 10 Através de todos os teus talos [ou filamentos. com teu Espírito Divino. sê feliz em nossos corações. 18. curador de doença. A ele o Sábio poderoso8 favorece. 23. Doador de riqueza. sê o ponto central e fonte de todo o poder. Torna-te.10 e sê Um Amigo de mais fama ilustre para nos tornar prósperos. E fica perto para nos tornar prósperos. 20. todas essas. Invencível em luta. vitorioso. protetor com tropas de heróis. De todos os lados que poderes vigorosos se unam em ti: Permanece no lugar de reunião da força. torna-te grande. crescendo para a imortalidade. sê. 10. o homem mortal que na tua amizade tem prazer. por todos os lados daquele que nos ameaça: nunca deixa O amigo de alguém como tu ser prejudicado. Rei Soma. da angústia: Sê para nós um Amigo bondoso. Enriquecedor. em ti nós nos regozijaremos. que todas ela envolvam a nossa adoração. 11. essas vacas leiteiras. Soma. 21. grande através de todos os teus raios de luz.9 17. um bom amigo para nós. vencedor. guarda do nosso acampamento. ganhador de luz e água. adequado para assembleia sagrada. ou todas as finas fibras da planta]. 9. para o adorador. Deus. para reunião de conselho. 19. Deus Soma. 9 . Isto é. obtém para nós uma porção de riquezas.279 8. Bem-hábeis em discurso nós te magnificamos. hábil em deveres domésticos. Para aquele que adora Soma dá a vaca leiteira. Essas ervas. Soma. ó mais benevolente. bem abrigado. salvador em batalhas. Soma. Ó Soma. ó Soma. descobridor de riqueza. tornando próspera a nossa propriedade. ó Soma. poupando os valentes. Soma. como vacas leiteiras nos prados cobertos de grama. Como um homem jovem em sua própria casa. ó Soma. Aquelas das tuas glórias que com oblações derramadas os homens honram. 14. – Com eles mesmos nos protege. e vigor imenso subjugador de inimigos. protege-nos. Salva-nos da censura caluniosa. 11 O leite que deve ser misturado com o suco Soma. 13. Fornece para ambos os lados na luta por despojos. um corcel veloz e um homem de conhecimento ativo. muitíssimo famoso. Aceita esse nosso sacrifício e esse nosso louvor. uma glória para seu pai. 16. Com aqueles auxílios encantadores que tu tens. Em ti que nutrientes suculentos estejam unidos.11 e essas águas correntes. Índice ◄►Hino 92 (Griffith) ____________________ 8 O próprio Soma. para as nossas casas. O espaçoso firmamento tu tens expandido. Que ninguém te impeça: tu és o Senhor da bravura. Protege-nos. Soma. ó Soma. vem. 22. nascido em meio a hinos. tu tens gerado. vem. de acordo com Ludwig que considera Soma como a planta. e poderes. Soma. com as nossas canções sagradas: Vem até nós. 15. ó Soma o que mais alegra. ó Soma: ganha as maiores glórias para ti no céu.

7. associado com progênie e dependentes. ‘criadoras de luz’. ou se estender. 8. 1. A filha do céu espera o glorioso sol. ela se espalha e dissipa a escuridão densa. literalmente. são ouvidos novamente. em vez da personificação singular. Que eu obtenha. Nirukta. As líderes femininas (da manhã) iluminam. têm acompanhado o sol glorioso. as divindades que presidem a manhã. assim os raios da alvorada se espalham pelo céu. Triṣṭubh. como o gado se apressa para seus pastos. e a dadora de alimento. 2. do restante. para o generoso. 4. cultuam. a incitadora de vozes agradáveis. como uma vaca entrega seu úbere (para o ordenhador). derramando luz sobre todo o mundo. Brilhando luminosa. ou cortar. quando a tradução seria “Uṣas mostra graça. (quando satisfeita) por hinos e sacrifícios sagrados. aquela riqueza abundante que concede fama. concede-nos alimento. no plural. e. segundo o comentador. 3. posteridade. as mães 2 (da terra) radiantes e que se adiantam. 1 . com armas brilhantes. – trazendo todo tipo de alimento para o realizador de boas obras.280 Hino 92. iluminando todas as coisas. Essas divindades da manhã. que és repleta de riqueza. a escuridão. – os quais tu. na vanguarda da batalha). a última. como uma dançarina” (peśāṃsi vapate). e para o adorador que oferece libações. 5. Varga 25. e eminente por cavalos e gado. o qual é endereçado aos Aśvins. os gritos de vários animais e pássaros. significando. 5 Nṛtūrivā. o plural é usado apenas honorificamente. 4 O texto tem somente ‘como guerreiros’. Nós cruzamos a fronteira da escuridão. antes da chegada do sol”. encantadora em seu esplendor. elas tornam manifesta a luz na parte leste do firmamento. Uṣas devolve a consciência (dos seres vivos). como antigamente. Uṣṇih. Nós temos o termo uṣasaḥ. mostras. ou possuir. de raios brilhantes. Uṣas corta as (trevas) acumuladas. as partes mais remotas (do céu). e é caracterizada por cavalos. e as vozes dos homens. Uṣas. elas viajam diariamente. criadora. dissipa a escuridão. ‘como um barbeiro’. ela se apressa para o leste. A luz brilhante dela é vista primeiro em direção (ao leste). e. as divindades da alvorada têm restaurado. ela tem consumido. 5 ela desnuda seu peito. e. Aurora (Wilson) (Sūkta VIII) O Ṛṣi é Gotama. a métrica dos primeiros quatro versos é Jagat ī. exceto no último terceto. para o nosso deleite. para obter favor. 6 Com o aparecimento da alvorada. 2 Ou mātṛi pode significar simplesmente autora. é a frase do texto. como guerreiros polindo suas armas. 3 com seu esplendor inerente. Os raios purpúreos projetaram-se prontamente para cima. 3 Arcanti. com um esforço simultâneo. e. em sua trajetória. Uṣas. Varga 24. A filha brilhante do céu. como uma aduladora. os céus: mas o termo é usado no sentido de se expandir sobre. como sacerdotes consagram o alimento sacrifical em sacrifícios. – como guerreiros4 (com suas armas brilhantes. mas. a divindade é U ṣas (a Aurora). O comentador explica a comparação: “Como eles se espalham. tropas de escravos. 7. dos últimos seis. ela sorri. ou nṛtū pode significar uma dançarina. 6. isto é. de acordo com Yāska. a primeira significando ou escuridão ou elegância.1 espalharam luz (sobre o mundo). Ela consagra sua beleza. como um barbeiro (corta o cabelo). eles atrelaram (ao seu carro) as vacas vermelhas e facilmente atreladas. ao longo da frente da ordem de batalha. XII. a consciência (das criaturas sencientes).6 é louvada pelos descendentes de Gotama.

ritos divinos. os destruidores de inimigos. os divinos Aśvins. extensa. nos tragam força. Ela é vista associada com os raios do sol. Luminosa Uṣas. possuidora de alimento. Varga 27. com intenções favoráveis. atrela. fazendo da noite a irmã da manhã. ou desaparecimento. como a esposa de um matador de cães. em direção ao oeste. Jāra. traze-nos aquela riqueza diversa pela qual nós possamos sustentar filhos e netos. – e se espalha. ou depois da alvorada. 11. hoje. dirijam. que têm mandado luz adorável do céu11 para o homem. 11 Os Aśvins são. mas explicado por vyādhastrī. como a esposa de um caçador cortando e dividindo as aves. identificados com o sol e a lua. 16. – ‘partindo por sua própria vontade’. Índice ◄►Hino 93 (Wilson) ____________________ 7 Como uma śvaghnī. ela brilha com luz. ou oferendas para os deuses. os quais devem ser realizados à luz do dia. explicado como svayam eva sarantīm. teus corcéis purpúreos.9 12. – como (um vaqueiro conduz) o gado (para o pasto). Svasāraṃ é o único termo no texto. desimpedindo cerimônias sagradas. nascida repetidas vezes. de fala verdadeira.281 9. nós poderíamos compreendê-lo em seu sentido usual de ‘irmã’. 17. tragam para cá. sobre essa (cerimônia). como a noiva do Sol. a qual contém gado e ouro. – sentados em uma carruagem dourada. 9 Yoṣā jārasya. Aśvins. Uṣas. para beber o suco Soma. hoje. Aśvins. A afluente e adorável Uṣas tem lançado seus raios amplamente. significando o causador da decadência. 15. destruidores de inimigos. Uṣas.10 13. da noite. 10 Não prejudicando.8 Consumindo as eras da raça humana. 8 . Ela tem sido vista iluminando os limites do céu. de fato. A divina e antiga Uṣas. se estende. – que são concessores de felicidade. e brilhante com cores imutáveis. Que os corcéis. favorecendo.7 Varga 26. possuidora de vacas e cavalos. às vezes. aparece aqui. expandindo-se com seu resplendor. O comentador acrescenta noite. tendo iluminado o mundo inteiro. isto é. A divina (Uṣas). de outro modo. despertados na alvorada. literalmente. como no texto. como água corrente. 10. Possuidora de alimento. é explicado como Sūrya. sua carruagem para a nossa residência. o Sol. 14. 18. que é para nos trazer prosperidade. e traze para nós todas as coisas boas. Ela ouve a fala de todos dotados de pensamento. acordando todas as criaturas vivas para seus trabalhos. desgasta a vida de um mortal. e levando ao desaparecimento aquela (noite) que se retira espontaneamente.

Dama auspiciosa. assim ela descobre seu peito.] 24 [O último trecho por Macdonell: “Ela despertou a voz de cada pensador”. A Deusa desgasta a vida dos mortais. outros animais. a Aurora descerra a escuridão.15 5.282 Hino 92. Aurora (Griffith) 1. tu nos concedes força com progênie e homens. enfeitando sua beleza com as mesmas vestes. Rapidamente os raios de luz púrpura subiram.20 7. em filhos bravos. Essas Auroras ergueram sua bandeira. elas vêm para frente vermelhas brilhantes em cor. Idem. as Mães Vacas. [líder de ricas dádivas. A frase vijaḥ iva ā mināti se repete 13 .] 22 [aliados. Idem. ao qual as vítimas eram amarradas. como uma dançarina. 8. Anciã dos Dias. a filha do céu estende seu brilho”. todas as coisas para o adorador que derrama o suco. ao longo do seu caminho comum para cá de longe. renomada e ampla.18 Ela como uma aduladora19 sorri em luz por glória. Macdonell.25 12 As Auroras. e homens recentemente despertados. abriu ou emergiu da escuridão que a cercava.] 18 [“A Aurora irrompendo. com suas nuvens vermelhas.. Hymns from the Rigveda. Ela. a Aurora irrompendo novamente traz percepção clara. Ó tu que resplandeces em glória extraordinária. do mesmo modo como as vacas deixam o curral ou estábulo no qual elas tinham estado trancadas. Idem.] 23 [Em vez de com seu olhar brilhante em direção ao oeste. que acabaram de dar nascimento ao dia. a líder do encanto das vozes agradáveis.22 muito afamada por cavalos. Criando luz para todo o mundo de vida. estendendo-se amplamente com seu olhar brilhante em direção ao oeste. e de face bela despertou para nos alegrar. [Macdonell lê: “Criando luz para todo o mundo.24 10. visível com vacas e cavalos. a Deusa brilha. com suas nuvens brilhantes. que eu ganhe aquela riqueza. que se espalha e afasta o monstro sombrio. fáceis de serem atreladas.] 19 [amante. Benfey toma vijaḥ por ‘dados’ e explica a parte da frase como denotando um jogador esperto que manipula os dados por raspá-los.] 20 [para mostrar benevolência. nascida novamente repetidas vezes. 9. é: a Alvorada. sim. suas teias de luz está tecendo”. incitado adiante por tua força. elas alcançaram seu brilho fulgurante.] 21 Das aves.12 2. como as vacas seu estábulo. 14 Isto é. logo que ele é aberto de manhã cedo. na metade leste do ar elas espalharam sua luz brilhante.. As nuvens vermelhas da manhã. as Vacas Vermelhas13 eles atrelaram.] 25 “Sāyaṇa toma śvaghnī por ‘a esposa de um caçador’. Nós atravessamos o limite dessa escuridão. As Auroras trouxeram percepção distinta como antes: de tons vermelhos. Elas cantam sua música como mulheres ativas em suas tarefas. Os Gotamas têm louvado a radiante Filha do céu. veste seus trajes bordados: como uma vaca entrega seu úbere.16 a Filha do Céu obteve seu esplendor maravilhoso. 17 [“Como alguém unge o poste em sacrifícios. Nós vimos o esplendor do seu brilho. Aurora.21 Aurora. ela compreende a voz de cada adorador. a Aurora abriu os portões da escuridão como quando vacas irrompem de seus estábulos”. e vijaḥ por ‘aves’. expressado muito obscuramente com uma zeugma rude ou elipse. tropas de escravos.17 6.14 4. Como heróis que preparam suas armas para a guerra. Macdonell lê de frente para o olho de Sūrya. trazendo descanso para o devoto generoso. 15 O significado. era ungido pelos sacerdotes. Como tintas que enfeitam o Poste em sacrifícios.] 16 O poste ou pilar sacrifical. Dirigindo seus olhares para todo o mundo. Idem. como um hábil caçador cortando aves em pedaços. 3.23 Despertando para o movimento todos os seres vivos. Macdonell. que espreme e oferece libações de suco Soma.

27 12. Ela apareceu revelando os limites do céu: para muito longe ela rechaça sua irmã. Original Sanskrit Texts. dirijam unânimes Seu carro para a nossa casa rica em vacas e ouro. Muir.28 ela é contemplada visível com os raios do sol. V. Para cá que aqueles que acordam ao amanhecer29 tragam. 29 De acordo com Sāyaṇa. Ó Aśvins. ó Aurora. concede-nos o presente maravilhoso Com o qual nós possamos sustentar filhos e os filhos dos filhos.] 26 A noite. Vocês. tão incertas são suas explicações!” – J. os cavalos dos Aśvins. E então traze para nós todas as alegrias. 27 O Sol. Nunca transgredindo os mandamentos divinos. A brilhante. trazidos em caminhos de ouro. 17. ambos os Deuses dadores de saúde e operadores de milagres. para beber Soma. como um rio corre suas águas. . com abundância de cavalos e de vacas Brilha sobre nós neste dia. Ó Aśvins magníficos em ação. a Dama brilha com todo o esplendor do seu amante. aos sacerdotes que se levantam ao romper do dia para realizar os sacrifícios matinais. atrela ao teu carro teus corcéis purpúreos. auspiciosamente. a Abençoada resplandece estendendo seus raios como vacas. onde Sāyaṇa toma vijaḥ por udvejakaḥ. com adequação pelo menos igual.283 11. Índice ◄►Hino 93 (Griffith) ____________________ em 2. causa radiante de sons agradáveis. [Macdonell lê: “Como apostas reduzidas por um jogador hábil”. 15. uma luz que dá luz ao homem. ‘um importunador’. 18. 16.5. que trouxeram o hino do céu. 14. 28 Sempre obediente à Lei Eterna ou ordem divina do universo. 13. 186.12. Tu. Ó Aurora enriquecida com ritos sagrados. tragam força para cá para nós. Ó Aurora enriquecida com ampla riqueza. A expressão pode se aplicar. 26 Diminuindo os dias das criaturas humanas.

aquele que. juntos. alusões alegóricas ao primitivo uso do fogo e da planta Soma em cerimônias religiosas. àquele que dirige essa prece para vocês dois. Agni e Soma. Agni e Soma. pois vocês têm sido (sempre) os principais dos deuses. da imputação notória. pelo desejo de Bhṛgu. para (a realização de) sacrifício. sejam benevolentes para nós. claramente. Agni e Soma. cuidem dos nossos cavalos. Vocês dois. saúde e isenção de mal. protejam o sacrifício dele. e libações do suco Soma. à força. a nuvem envolvente. compartilhem da oblação oferecida. e a ação de Agni e Soma na morte dele é explicada por identificá-los com os dois ares vitais Prāṇa e Apāna. e defendam de todo mal. por Gāyatrī. ouçam favoravelmente essa minha invocação. isto é. é dito. para o benefício de muitos. ou fardo. 3 A imputação. agindo juntos. Soma foi trazido de Svarga. 1. de três. Essas são. de bramanicídio foi incorrido por Indra. os deuses são Agni e Soma. vocês tornaram o mundo amplo. Agni e Soma. 4 A lenda relata que Vāyu trouxe Agni do céu. Gāyatrī. no topo do Monte Meru. Jagatī ou Triṣṭubh. e venham até nós. o vento trouxe um de vocês do céu. estejam satisfeitos com essas nossas oblações. um falcão carregou o outro. 4. ao matar Vṛtra. 3. têm mantido essas constelações no céu. pela qual vocês levaram as vacas que eram o alimento de Paṇi. sejam propícios. Varga 28. 1 . 7. começando com a nona. Agni e Soma.3 6. 2 Pela destruição de Vṛtra. 11. É dito que Bṛsaya é um sinônimo de Tvaṣṭṛ. Deem para nós.4 tornando-se vastos através de louvor. do restante. derramadores (de desejos). e deem felicidade ao doador (da oblação). 8. Outro texto é citado. protetores prósperos e diligentes. o qual afirma que Agni e Soma são aqueles que são os dois reis dos deuses. que aquele que oferece a vocês a oblação de manteiga clarificada desfrute de força perfeita. impróprias para terem qualquer parte em ritos sagrados. e chamados por uma invocação comum. e bons cavalos. Varga 29. as águas deles estavam. e. a separação dos quais de Vṛtra foi a causa aproximada da morte dele. compartilhem dos nossos louvores. Agni e Soma. também. o qual tinha caído neles. na forma de um falcão.284 Hino 93. 9. deem ampla (recompensa) para aquele que oferece para vocês dois essa manteiga clarificada. O filho de Tvaṣṭṛ é Vṛtra. Vocês mataram a prole de Bṛsaya. concedam. as mulheres. Agni-Soma (Wilson) (Sūkta IX) O Ṛṣi é Gotama. por oblações ao fogo. 5. mas qual culpa ele transferiu para os rios. Isso se parece muito com uma lenda purânica. apresentada: os rios foram poluídos pelo corpo morto de Vṛtra. da oitava. aquela façanha de vocês. e tornem o nosso sacrifício produtivo de riqueza. ou escuridão reunida. os adora com manteiga clarificada e oblações: concedam ao homem empenhado (em devoção) extrema felicidade. do topo da montanha. fornecendo (leite que produz manteiga para) oblações. por toda a vida dele. que somos muito ricos. com progênie. fiquem satisfeitos. com a mente devotada aos deuses.1 e vocês adquiriram o único corpo luminoso (o sol2). Agni e Soma. para o sacrificador. Triṣṭubh. até que elas foram purificadas por Agni e Soma. abundância de gado com força perfeita. consequentemente. Agni e Soma. derramadores (de desejos). o sol foi permitido aparecer no céu. sejam bem nutridas. quando realizando um sacrifício. Agni e Soma. e as árvores. é (bem) conhecida por nós.5 10. e concedam. aqui chamado de Asura. Uma de caráter mais vêdico é. e que as nossas vacas. Agni e Soma. Agni e Soma. força (para realizar) ritos religiosos. 12. a métrica das três primeiras estrofes é Anuṣṭubh. 5 O termo é simplesmente devatrā. 2. dotados de riqueza igual. aceitem cortesmente os meus hinos. Agni e Soma. que era um brâmane. vocês libertaram os rios que tinham sido poluídos.

Agni e Soma. 7.285 Índice ◄►Hino 94 (Wilson) ____________________ Hino 93. 3. famosa é aquela sua destreza com a qual vocês roubaram as vacas. 11 Os ricos chefes de família que instituem os sacrifícios. Aceitem de forma amistosa o meu hino. Concedam-nos boa proteção e auxílio bondoso: concedam saúde e riquezas ao sacrificador. Recuperaram as vacas (as nuvens de chuva. Agni e Soma. Provem. Agni e Soma. O homem que oferece óleo sagrado e oferendas queimadas para vocês. Agni e Soma. de Svarga no topo do Monte Meru. e que sejam gordas as nossas vacas que produzem oblações. com este hino.6 o Par poderoso. Poderosos. ou. ou raios de luz) que o demônio avaro tinha levado e escondido. e que ela os agrade. Agni e Soma. os dois deuses formando um deus dual. cuidem bem dos nossos cavalos. 10 Isto é. para perto de nós. que fornecem leite para ser misturado com o suco Soma. toda a sua vida. O homem que honra a vocês hoje. no caso nominativo. aceitem-na. Agni e Soma.9 Fortalecidos por prece sagrada Agni e Soma fizeram para nós um amplo espaço para sacrificar. Mātariśvā. Agni e Soma. trouxe Agni ou fogo do céu. 5.11 e façam os nossos ritos sagrados serem bem sucedidos. Agni-Soma. a única luz para muitos. Índice ◄►Hino 94 (Griffith) ____________________ Ou. Agni e Soma. com coração dedicado a Deus. Soma. 11. ágnīṣomāv. juntos. para aquele que os adora com o óleo sagrado Façam resplandecer uma ampla recompensa.7 o alimento dele. 8 O nome de um demônio ou inimigo selvagem. ouçam benevolentemente o meu chamado. deem ao sacrificador grande felicidade. 9. vocês libertaram os rios que estavam presos em grilhões. diz Sāyaṇa. isto é. Agni e Soma. Agni. 10. De maldição e de opróbrio. com filhos. e tornem próspero aquele que oferece presentes. Deem-lhe força heroica. Agni e Soma. Vocês fizeram a descendência de Bṛsaya8 perecer. essa oblação preparada. ó Agni-Soma. fiquem satisfeitos com essas oferendas trazidas para vocês. desfrutará de grande força. – protejam seu sacrifício. Agni-Soma (Griffith) 1. Invocados juntos. de Paṇi. aceitem os nossos hinos: Juntos estejam entre os Deuses. o Falcão arrancou o outro da montanha. E venham. preservem-no do perigo. 8. 4. Aquele que com óleo e oblação derramada honra. 9 Mātariśvan. Um de vocês Mātariśvan trouxe do céu. 6 7 . 2. 6. vocês encontraram a luz.10 Outorguem poder para nós e para os nossos patrocinadores ricos. unidos em operação vocês estabeleceram as luzes brilhantes no céu. e o Falcão trouxe Soma da montanha ou nuvem. companheiros de riqueza. 12. aumento de vacas e cavalos nobres.

por tua amizade. uma alusão a corridas de carruagem. nós construímos. Agni (Wilson) (Anuvāka 15. 3. 4. e quando realizar suas funções. e a pobreza nunca se aproxima dele. – sendo. Não nos deixes sofrer dano. ele prospera. por tua amizade. o deus é Agni. 1. Não nos deixes sofrer dano. do resto. ou Purohita pode ser o mesmo que o Brahmā de uma cerimônia. por tua amizade. – aqui definido. na frente de. e desfruta de (riqueza. ou sacerdote invocador. Nós trazemos combustíveis. Agni. Aperfeiçoa o rito. isto é. esse hino. 2 Os filhos de Aditi.2 pois nós os amamos. como (um artífice faz) um carro. para prolongar nossas vidas. com os deuses em geral. Agni. aqui. e o Purohita familiar ou hereditário. tu és o principal (apresentador da oferenda). Não nos deixes sofrer dano. pois. os deuses compartilham das oblações oferecidas. ele é o Hotṛ. ou por. ou o sacerdote assim chamado. tua amizade. tu realizas perfeitamente o rito. embora distante. para os homens.4 que a carruagem do oferecedor da oblação seja a principal. em três partes da oitava estrofe.286 Hino 94. e igual por todos os lados. a fonte da) força. Agni. cujo dever é ordenar aos outros sacerdotes o que fazer.5 que as nossas denúncias subjuguem os perversos.3 Desse modo familiarizado com todas as funções sacerdotais. Agni. ele é o Praśāstṛ. por tua amizade. e. seu realizador. 5. e iluminando (o mundo à noite). Agni. brilhas como se estivesses próximo. o diretor (das cerimônias). o filho de Aṅgiras. os maus e os ímpios. e então provê um (caminho) fácil para o sacrificador que te louva. isto é. Todos os deuses são aqui considerados como apenas partes ou membros de Agni. Não nos deixes sofrer dano. Sūkta I) O Ṛṣi é Kutsa. Agni. 3 Agni é aqui identificado com os principais dos dezesseis sacerdotes empregados em sacrifícios solenes. ou o Maitrāvaruṇa. nós oferecemos oblações. Termina completamente o rito. Brilhando com esplendor variado. por tua amizade. Que nós sejamos capazes de te acender. Para ele que é digno de louvor. 4 Devā. pelo comentador.1 2. por tua amizade. e onisciente. Vence. Traze para cá os Ādityas. compreendam e cumpram as minhas palavras. Ele é o Adhvaryu. Feliz é a nossa compreensão. com diferentes divindades. Tu és de forma graciosa. Essa última oração é o refrão de todas as estrofes exceto das duas finais: sakhye mā riṣāmā vayaṃ tava. segundo o comentador: Protege-nos. 1 . – Que nós não sejamos prejudicados em. Suas (chamas) geniais. por tua amizade. Não nos deixes sofrer dano. com nossas mentes. Não nos deixes sofrer dano. perto ou longe. principal: de outro modo. na metade posterior da última. Tu és o sacerdote sacrificante ou o invocador. 9. poderia se pensar que nós tínhamos. por nascimento. reside livre de agressão. como o apresentador das oferendas. Aquele por quem tu sacrificas realiza (seus objetivos). Deuses. todos os deuses. o sacerdote familiar. 6. 8. Agni. Não nos deixes sofrer dano. Não nos deixes sofrer dano. O comentador explica isso como mukhya. Não nos deixa sofrer dano. Varga 30. e. ou. além da escuridão da noite. Agni. 5 Pūrva. por tua amizade. quando empenhada na adoração dele. e bípedes e quadrúpedes são avivados pelos raios dele. com tuas (armas) fatais. divino Agni. lembrando-nos de ti nas sucessivas épocas (de culto). todos os que são inimigos. Varga 31. Tu vês. a métrica das duas últimas estrofes é Triṣṭubh. 7. geralmente chamado de recitador do Yajush. através de ti. ele é o Potṛ. por tua amizade. associado. se espalham por toda parte. tu és superior à alvorada. Jagatī. as preservadoras da humanidade. o que Bṛhaspati é para os deuses. Agni.

a terra. Agni (Griffith) 1. sofrer danos. propiciado por libações. – a quem tu associas com força auspiciosa. com prosperidade que inclui progênie. Pṛthivī e Div são a terra e o céu personificados. Varuṇa e Aditi foram citados antes. Então. pois nós ansiamos por eles.287 10. por tua amizade. és o confirmador de todas as riquezas. 13. Varga 32. (Afortunado é o adorador) para quem. sofrer dano por tua amizade. Agni. e que Mitra. Não nos deixes. és o amigo especial dos deuses. rápidos como o vento. O sentido pode ser também: boa.10 é esse cuidado nosso. Esses são pedidos para honrar. e que as suas mentes novamente (sejam bondosas) para nós. Agni. o oceano. e para as tuas carruagens. és louvado (pelos sacerdotes). ou o rio Indus. Agni. 12. que sabes o que é boa sorte. ou firmamento. 11. qualquer bênção que tenha sido pedida. Ele se torna forte. Agni. Tu. 6 7 . teu rugido é como aquele de um touro. na tua amizade. (a floresta) é de fácil acesso para ti. Aditi. 3. tu dás recompensas e riquezas para o adorador. Veja 1. até o hino cento e cinco. significando. por tua amizade. (brilhante) Agni. Por Sindhu se deve entender a divindade que preside. consumindo a grama. e tu envolves as árvores da floresta com uma bandeira de fumaça. permanece sem um inimigo. quando tu és aceso em tua própria residência. Abaixo de Svargaloka. ou auspiciosa. Mitra. por ti. Que nós estejamos presentes na tua mais espaçosa câmara de sacrifício. tu. 8 Agni. (Habitantes da região) abaixo (dos céus). ou no antarikṣa. ou os rios correntes coletivamente. Agni. Não nos deixes. muito satisfeito. ou perpetuar. Não nos deixes.1. em sua assembleia. ganha poder heroico. e o céu. Não nos deixes sofrer dano. 16. por tua amizade. na tua amizade.9 Para o bem. sofrer danos. com duas exceções. Não nos deixes.6 nos encorajem. Que ele seja (enriquecido). Varuṇa. preservar. Que esse (teu adorador) desfrute do apoio de Mitra e Varuṇa. (assíduo) em todas as obras piedosas. sofrer danos. Divino Agni. concedes isenção de pecado. traze para cá os Ādityas. tu. Não nos deixes sofrer dano. Que nós tenhamos o poder de acender-te. Extraordinária é a fúria dos Maruts. é a providência dele ou cuidado amável de nós. o infortúnio nunca se aproxima dele. 10 Entre aqueles que se reuniram para adorá-lo. Agni. Quando tu atrelas os cavalos brilhantes vermelhos.7 Índice ◄►Hino 95 (Wilson) ____________________ Hino 94. Em ti os Deuses comem a oferenda apresentada. sofrer dano por tua amizade. quando tuas chamas. 2. 15. e isso pode significar o oceano. ao teu carro.44. Agradável é para ti. Não nos deixes. nessa ocasião prolonga a nossa existência. possuidor de riquezas. Pelo teu rugido até as aves ficam apavoradas. 9 Como um carpinteiro constrói um carro ou carroça. Realiza os nossos pensamentos. ou identificada com. e. se espalharam em todas as direções. Para Jātavedas8 digno do nosso louvor nós construiremos com a nossa mente este elogio como se fosse um carro. Não nos deixes sofrer dano. O homem para quem tu sacrificas prospera. A segunda linha desse verso termina os hinos seguintes. Agni. na tua amizade. Agni. 14. a preservem para nós. indivisível Agni. que és gracioso no sacrifício. a água corrente.

12 . na tua amizade. Os ministros11 dele se movem adiante. concedes liberdade de todo pecado com inteireza perfeita. com filhos e riqueza. sofrer danos. Agni. na tua amizade. sofrer danos. é fácil para ti e o teu carro passarem. protegendo quadrúpede e bípede com seus raios. Agni. tu és o magnífico Amigo dos Deuses. e Mitra. Senhor de grandes riquezas. na tua amizade. 15. De forma encantadora tu és. na tua amizade. ou ‘o bom entre os bons’. Não nos deixes. na tua amizade. Tu és um Deus. Não nos deixes. Então ao cantor dá caminho livre para o sacrifício. 11. Agni. consumindo a grama. estejam próximos ou muito longe. purificador. Agni. sofrer danos. Não nos deixes. 16. Não nos deixes. na tua amizade.12 extraordinária é a ira dos Maruts quando eles descem. o Vasu dos Vasus. Poderoso és tu. sofrer danos. Não nos deixes. Agni. Deus. Então. invocado com Soma tu ressoas muitíssimo benigno. na tua amizade. Agni. Agni. sofrer danos. sofrer danos. Ele tem o Poder de acalmar Mitra e Varuṇa. 7. Atinge com tuas armas aqueles de palavras e pensamentos maus. igual por todos os lados. na tua amizade. sofrer danos. Ouçam esse nosso discurso e o façam prosperar bem. Deuses. demônios devoradores. teu rugido era como aquele de um touro. Sob a tua proteção mais ampla que nós vivamos. Agni. Quando ao teu carro tu atrelaste dois corcéis vermelhos e dois corcéis rubros. 8. as tuas faíscas voam amplamente para longe. sofrer danos. tu vês até mesmo através da escuridão da noite. Realiza o nosso pensamento de modo que nós possamos prolongar nossas vidas. Dessa maneira. Tu com chamas de bandeira de fumaça atacas árvores da floresta. aceso em tua própria residência. Conhecendo todo o trabalho sacerdotal tu o aperfeiçoas. 14. lembrando de ti em cada festival sucessivo. Não nos deixes. Agni. Não nos deixes.13 belo em sacrifício. Nós traremos combustíveis e prepararemos oferendas queimadas. 12. e Aditi e Sindhu. o arauto magnífico da Aurora. que seja o principal o carro daquele que derrama libações. Índice ◄►Hino 95 (Griffith) ____________________ 11 Os raios de luz. tu Diretor. Não nos deixes. Não nos deixes. os guardiões do povo. Tu és o Apresentador e o principal Invocador. que os corações deles sejam voltados para nós novamente. Agni. 5. 9. Não nos deixes. Agni convence Mitra e Varuṇa a mandarem a chuva e protege os homens da fúria dos Deuses da Tempestade. Agni. na tua amizade. acelerados pelo vento.288 4. 6. Então pelo teu rugido as próprias aves ficam apavoradas. 13. Esta é tua graça que. a quem tu com força excelente vivificas. na tua amizade. Ser Eterno. Agni. embora longe. 10. Ó Deus. tu dás riqueza e tesouro para o adorador. Sábio. Não nos deixes. e a Terra e o Céu aceite essa nossa prece. quando. prolonga aqui os dias de nossa existência. na tua amizade. tu fulguras brilhantemente como se ao alcance da mão. que nós sejamos aqueles para quem tu. tu que conheces toda boa fortuna. sofrer danos. Que Varuṇa. sofrer danos. grande Sumo Sacerdote por nascimento. sofrer danos. Sê benevolente. 13 O melhor da classe de deuses chamados Vasus. e que o nosso hino prevaleça sobre os homens de coração mau.

11. Todos os sacerdotes mencionados aqui (com exceção do Purohita. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. em 2. os quais o vento impele adiante. 3. tu resplandeces mesmo quando longe como relâmpago. Ele é forte. os dias sacrificais da mudança da lua e da lua cheia (os sacrifícios-pārvaṇa). as de dois pés e as de quatro pés. Aceitem (ó deuses) essa prece e a façam prosperar. 1. Que a carruagem daquele que espreme Soma permaneça na dianteira. ADHYĀYA 6. E faze um bom caminho para o sacrifício daquele que te louva. Ele faz Mitra e Varuṇa obterem bebida refrescante. Que a nossa maldição supere os mal-intencionados. 2. (Ele é) o pastor dos clãs. pois nós ansiamos por eles. Pois bem-aventurado é o seu cuidado por nós em sua companhia. 12." . ao número dos sacerdotes oficiantes no sacrifício (ṛtvijaḥ). Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Ele desvia misteriosamente a ira dos Maruts. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ele adquire abundância de heróis. Tu és o brilhante. 5. Auxilia no avanço das nossas orações para que nós possamos viver. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. vermelhos. por sua luz noturna as criaturas caminham. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 9. 16 O Purohita ou sacerdote familiar não pertence. 10. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. 4. 14 Pārvan. ó deuses. Nesse caso. VARGA 30–32. Nós vamos trazer combustíveis e preparar presentes sacrificais para ti. o Praśāstṛ. Traze para cá os Ādityas. despertando a tua atenção em cada junção14 (do mês). 1. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Que nós sejamos capazes de te acender. veja a nota seguinte) pertencem ao antigo sistema dos ‘sete Hotṛs’. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. nenhuma angústia toma conta dele.289 Hino 94. 17 Os genitivos Mitrasya Varuṇasya podem ser entendidos como dependentes. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. ele permanece intocado. como uma carruagem para o digno Jātavedas. 7. propriamente falando. 'junção'. ‘o comandante’. a tradução seria: "Ele misteriosamente afasta a ira de Mitra e Varuṇa e dos Maruts a fim de que (os homens) possam obter bebida refrescante. AṢṬAKA I. Tu que és belo. Nós temos enviado adiante com mente pensativa este cântico de louvor. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Tu és o Adhvaryu e o antigo Hotṛ. Torna prósperas as nossas orações. 8. 15 O Praśāstṛ (ou Upavaktṛ). Tu vês. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade.15 o Potṛ. embora naturalmente o Purohita pudesse atuar como um Ṛtvij. ó sábio. HINO 94. literalmente. Golpeia para longe com tuas armas aqueles que nos amaldiçoam. ó Deus. enumerados. Que a mente deles seja novamente (como era antes). os (pássaros) alados também temem o barulho. todos os demônios necrófagos. por exemplo. 6. os malignos. então tu moves as árvores com a tua bandeira de fumaça. e o teu rugido é como aquele de um touro. 2.16 Conhecendo os deveres de cada sacerdote tu dás sucesso. mesmo através da escuridão da noite. parece se referir aqui às junções do mês. E quando as tuas faíscas que consomem grama estão espalhadas. o nascido Purohita. em conjunto com Marutāṃ. é o mesmo sacerdote que é mais comumente designado como o Maitrāvaruṇa. Então tudo vai bem contigo e com teus carros.17 Sê misericordioso para conosco. grande esplendor da aurora. eles estejam perto ou longe. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. de heḷaḥ. Quando tu atrelas ao teu carro os dois cavalos rubros. Prospera aquele para quem tu realizas o sacrifício. de aparência semelhante por todos os lados. Os deuses comem o alimento sacrifical que é oferecido em ti.

. Essa é a tua (natureza) gloriosa que. tu és despertado. a Terra e o Céu nos concedam isso!19 Índice ◄►Hino 95 (Oldenberg) ____________________ 18 Agni é chamado aqui pelo nome de Aditi. e a quem tu queres estimular com força gloriosa e com abundância de progênie. prolonga a nossa vida aqui. e alimentado com Soma. Tu és o Vasu dos Vasus. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. tu que sabes (como conceder) felicidade. Tu és o deus dos deuses. 14. 15. ó Deus! Que Mitra e Varuṇa. 16. amigo. o mais misericordioso. 19 O último hemistíquio é a conclusão regular dos hinos de Kutsa. que Aditi. com uma evidente alusão à deusa Aditi. Que nós estejamos sob a tua proteção mais abrangente. o qual é o significado original de Aditi. Agni! Que nós não soframos dano na tua amizade. Tu dás tesouros e riqueza ao adorador. bem-vindo no sacrifício. Ó Agni. dos deuses).18 tens prazer em conceder impecabilidade na saúde e na riqueza. como a concessora de liberdade de vínculos. o Sindhu. ó possuidor de bela riqueza. um maravilhoso Mitra (ou seja. ó Aditi. Que nós sejamos daqueles a quem tu.290 13. quando aceso na tua própria casa.

no firmamento. o qual está então. o Agni é aquele dotado das propriedades da aurora. brilhante entre os homens. – um é no oceano. ou. no Smṛti. de diferentes cores. e não está totalmente manifestado. assim como. e cada um. isto é. preta e branca. Em um.) O deus é Agni. depositado em todas as criaturas.6 O germe de muitas (águas). a humanidade”.1 revolvem. ou o sol. de manhã. Agni nasce no oceano. como um embrião nas nuvens. Nós devemos. o quadrante leste. em sucessão. e indicando os pontos do horizonte. Varga 1. 1. Hari é o recebedor de oblações. 4 4. em sucessão regular. por assim dizer. ou o sol.2 inerente (em todos os seres. – regulando as estações. aproximando-se do leão. a qual é atribuída à ação do calor natural. na forma de relâmpago. as dez regiões do espaço. o brilhante Agni é contemplado. 9 Siṃham o comentador considera como aplicável a Agni. por meio da ação dos ventos. a chuva é produzida por causa do sol. esse Agni embrião. 5. no outro. 4 Como fogo submarino. e. – o que está muito em desacordo com a afirmação preliminar.] os dez dedos. universalmente renomado.)3 de aspecto afiado. no lado. e em todas as coisas fixas e móveis. é dito. de natureza diversa. 2. e é dito que ele gera aquelas águas por meio das oblações que ele transporta. deve então ser adorado. erguendo-se acima dos flancos das águas ondulantes. na qualidade da faculdade digestiva. quando o radiante Agni nasce. 3 Vibhṛtram. Hari. ou relâmpago. É dito que o dia é a mãe do fogo. Ambos (céu e terra) ficam alarmados. o recebedor de oblações. 3. ou nascido. [e. embora não perceptível para os sentidos. Desse modo o sol está no útero da noite. 7 Pensa-se que Agni ergue-se. Aparecendo entre elas (as águas). como relâmpago. distinto Agni. na forma do sol. através do vento. as quais geram o fogo elétrico. O comentador diz que as Dez são. e. das águas tortuosas. os quais geram Agni através do ar do atrito. pode ser considerado como o filho das águas reunidas nas nuvens. ou o puro e simples Agni. aqui. ou ondulante. aqui. 1 Virūpe. 5 Calor latente. e por consequência. ele gera suas mães por meio de oblações. Não parece haver qualquer objeção ao uso metafórico do significado literal da palavra ‘leão’. Agni. . o calor natural existente nas águas. como um embrião nos bastões. a partir da chuva. para sugerir sua habilidade de suportar ou ser dominado. no céu. nas florestas. e. que o Agni do hino é aquele que tem direito a uma parte da oblação matutina. em outra acepção. A ele elas conduzem (para todas as residências). ou o Agni que tem direito a uma parte da oblação matutina. ele formou. 6 Agni. Qual de vocês discerne o oculto5 Agni? Um filho. Dois períodos. os grãos.9 eles lhe prestam honras. 8 Acima. como também referido em sua própria personificação. é o relâmpago. ou ele pode ser o puro. cores.8 espalhando seu próprio renome. para o benefício das criaturas terrenas. Triṣṭubh. tendo os atributos da alvorada. é dito: “Oblações oferecidas no fogo ascendem ao sol. deve ser adorado ao anoitecer. ou brilha. ou pico. 2 Essa estrofe é interpretada um pouco diferentemente. Agni (Wilson) (Sétimo Adhyāya. Em seu caráter de sol. Agni. ou noite e dia. o Ṛṣi é Kutsa. para seus próprios propósitos. Sūkta II. consequentemente. o qual aparece na periferia da chuva disposta desigualmente. o resplandecente luminoso (Agni) cresce. e nasce. a métrica. que cai das nuvens. considerar que Agni é tratado como idêntico a Hari. em um estado embrionário.7 poderoso e sábio. pode-se dizer que ele é o distribuidor do tempo e espaço. até que fique escuro. Continuação do Anuvāka 15. portanto. Eles contemplam três lugares do nascimento dele. de manhã. a partir do oceano. um no céu. brilhando à noite. um no firmamento. dividindo as estações do ano. em uma acepção. As Dez vigilantes e jovens geram. respectivamente nutre um filho.291 Hino 95. sendo manifestado de manhã. ele sai do oceano. como o sol.

formados pelo artista divino representado como o Criador. os anuais. 7. ungem. Quando ele nasceu ambos os mundos de Tvaṣṭar17 ficaram amedrontados: eles se voltam para ele e reverenciam o Leão. Como o sol. e a criança que cada um alimenta por vez é Agni. ou os cereais. nesse verso e no seguinte. como o Sol de dia e o Fogo. brilhante e de belo resplendor é aquele com o outro. 11 . ou a Lua.14 vigilantes e jovens. Ele tem sido o senhor da força entre os poderosos. à direita (do altar). no ar. como vacas mugindo (seguem seus bezerros) pelos caminhos (que eles seguiram).292 Varga 2. resplandece. com as águas moventes. Budhna é o termo. à noite. e então o bebê recém-nascido é levado para lá e para cá para acender os vários fogos sacrificais. 10. pelo céu. que tens sido acendido por nós. Quem de vocês conhece esse Oculto?16 A Criança por sua própria natureza produziu suas mães. 12 O texto tem somente ‘nos novos pais’. fulgente entre os homens com esplendor inerente. Ele reúne todos os (artigos de) alimentos no estômago. 16 Agni latente nas águas. sábio e poderoso. Ele faz as águas fluírem. Varuṇa. 2. Visível. e veste (a terra) com vestimentas novas. Agni. 11. com seu brilho). em uma torrente. o poderoso.) o servem. ele estende seus braços. 15 Em seu caráter de Sol ele governa especialmente no leste. Ele tira. nos oṣadhis. Para belas metas viajam os Dois13 de aparência diversa: cada um em sucessão nutre uma criança. com aquelas águas puras. ele inunda a terra. 10 Ambos pode. 6. de tudo. ou fonte. e produzem alimento. no céu e nas águas. O germe de muitos. do seio das águas ele sai. Aditi. trabalha (em seus deveres). para o antarikṣa. nas florestas. Governando no leste das regiões terrestres. As dez filhas de Tvaṣṭar. ele tem estabelecido as estações na sua ordem. ou mães. e. de onde uma concentração de luz é espalhada amplamente pelo deus alegre. e estabeleceu e regula as estações do ano. ele assume uma forma excelente e resplandecente. para esse fim. e que Mitra. Agni. produziram essa criança conduzida para diversos quadrantes. geram Agni pelo atrito dos bastões de fogo. ou firmamento. ele cresce em brilho inato erguido do regaço das águas ondeantes. Três diferentes locais de seu nascimento eles honram. para (assegurar) alimento para nós que somos possuidores de riqueza. a terra. 3. 14 Os dedos. 5. sugerir céu e terra. 13 Os Dois são Dia e Noite. 17 Céu e Terra. enfeitando o céu e a terra (com brilho). e o céu. a (umidade) essencial. os quais amadurecem depois das chuvas. O brilho vasto e vitorioso de ti. permanece temporariamente nos recentemente surgidos pais12 (dos grãos). como a base. chamados de filhas do artista dos Deuses por causa da habilidade e velocidade com as quais eles realizam seu trabalho. como duas criadas. sendo impregnados pelo Agni terreno. 9. isto é. e o sábio sustentador (de todas as coisas) varre a fonte 11 (das chuvas. a quem (os sacerdotes). Índice ◄►Hino 96 (Wilson) ____________________ Hino 95. permeia o firmamento. crescendo com o combustível que nós temos suprido. e. Ambos os auspiciosos10 (dia e noite. etc. derivadas de suas (chuvas) maternas. Sāyaṇa toma tvaṣṭuḥ como um epíteto de Agni. Agni (Griffith) 1. Um tem um Bebê Divino de cor dourada. ou os dois pedaços de madeira friccionados juntos para produzir chama. Associado. Elas levam por toda parte a ele cujas chamas são muito aguçadas. de natureza divina. o preservem para nós. protege-nos com todas as tuas glórias não diminuídas e protetoras.15 4. que és o purificador. o oceano. no firmamento. também. e o formidável Agni. belo. das chuvas. 8.

e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. 2. Com a outra ele é visto luminoso. 3. movendo-se de acordo com seu costume.24 Com uma (o bezerro) é dourado. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. Permanecendo no lado direito do altar. Índice ◄►Hino 96 (Griffith) ____________________ Hino 95. Na região leste. enfeitando-o em sua casa com leite e águas. os sacerdotes o ungem com oferendas de manteiga clarificada. Em lugares secos ele faz riacho. dominante ele determina as estações dos moradores da terra pelo seu poder atual. Quem dentre vocês compreendeu esse (deus) oculto?26 O bezerro por si mesmo tem dado nascimento a suas mães. Duas (irmãs) de diferentes formas vagueiam juntamente.5).19 7. Todas as coisas antigas dentro do seu estômago ele reúne.28 18 Céu e Terra. 20 O Sol. Ele é o Senhor do Poder entre os poderosos. HINO 95. 1. AṢṬAKA I. 4. portanto brilha para nós auspiciosamente por glória. Alimentado com o nosso combustível. Eles celebram seus três nascimentos: um no mar. VARGA 1–2. e inunda a terra com as correntes de água que reluzem. movendo-se por sua própria força. e se move entre as novas gramas recém brotando. 25 As dez mulheres jovens são os dedos que produzem o fogo pelo atrito das madeiras.293 6.127. O Sábio22 adorna as profundezas do ar com sabedoria: essa é a assembleia23 onde os Deuses são adorados. e Mitra. à direita. com todos os teus auxílios autoluminosos não diminuídos. perseguindo um bom objetivo. e curso de rio. Ele arranca de todos um manto brilhante. ele se esforça apreendendo as duas extremidades do mundo.27 O germe de muitas (mães). e Sūrya a partir do seu nascimento até seu ocaso. e Aditi e Sindhu. O bezerro é Agni. 11. sim. terrível. Agni. Uma e a outra amamenta o bezerro. 22 Agni. Ele faz dele uma forma mais nobre de esplendor. cuidam dele: como vacas mugindo eles o procuram da maneira deles.96. o brilhante. Os Dois auspiciosos. a Noite e a Aurora (veja 1. se adianta do colo das ativas. evidentemente. que é dotado de seu próprio esplendor. 24 As duas mulheres são. o de face afiada (Agni). purificador Agni. As dez incansáveis mulheres jovens25 produziram esse amplamente expandido germe de Tvaṣṭṛ. e torrente. Como Savitar20 ele estica seus braços com poder. 9. De acordo com Sāyaṇa o Sol se chama Savitar antes de nascer. o grande vidente. 19 . um nas águas. Extensamente através do firmamento se espalha triunfante a força muito resplandecente de ti o Poderoso. 26 Possivelmente nós devemos corrigir káh idam vah ninyám. 21 As Águas. a ele. cheio de esplendor excelente. 8. Que Varuṇa. cuja aparência brilhante à noite é contrastada aqui com seu esplendor mais pálido de dia (veja 1. um no céu. A tradução seria: "Quem entre vocês compreendeu esse segredo? – o segredo que um bezerro deve dar à luz vacas. eles ungem com suas oblações.18 como mulheres. ADHYĀYA 7.5). Aceso por nós nos protege. Ele. 10. 23 Tudo isso é a razão pela qual os homens se reúnem para adorar os Deuses. elas transportam por toda parte entre os homens. de suas Mães21 ele faz sair novo traje.

O espaço amplo cerca a tua base. 8. sendo fortalecido por combustível. ó Agni. 10. Ele assume sua aparência feroz que está acima (ou seja. Agni. portanto. como Savitṛ. 32 O significado parece ser que no fogo sacrifical todos os deuses se reúnem. 28 Isto é. Ambos (Céu e Terra) fugiram com medo do (filho de) Tvaṣṭṛ. ele a quem eles ungem com presentes sacrificais do lado direito. o Sindhu.32 9. Ele se move por todos os lados dentro da grama nova brotando. No solo seco ele produz um córrego. tais como leite e manteiga. por causa de glória.294 5. O significado deve ser.33 Agni! Estando aceso nos protege com todos os teus guardiões não enganados que são dotados do próprio esplendor deles. por assim dizer. como vacas mugindo eles têm se aproximado dele da sua própria maneira. o alicerce resplandecente do búfalo. 31 O sujeito parece ser a prece que purifica. as nuvens emitem água. Com suas correntes de água brilhantes ele alcança a terra. ó purificador. Que Mitra e Varuṇa. 11. que Aditi. 6. e assim aumenta o esplendor dele. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. 29 Isto é. 33 O professor Max Müller propõe a seguinte tradução: “Teu grande esplendor gira em torno do firmamento. 7. um curso de rio. Desse modo. verso 2) considerado como idêntico ao pai dele. como duas mulheres gentis. as águas nascem de Agni. 30 As vacas naturalmente significam os alimentos sacrificais provenientes da vaca.31 Essa foi a reunião entre os deuses. uma inundação.29 quando ele nasceu. Ele ergue sua vestimenta brilhante por si mesmo sozinho. Ele ergue seus braços muitas vezes. estando unido com as vacas. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 96 (Oldenberg) ____________________ 27 Em minha opinião. Ele dá novas roupas para suas mães. Agni. permanecendo ereto no colo das (águas) que fluem para baixo. o relâmpago). – nós podemos tentar interpretar o pensamento do poeta – envia a sua fumaça para o céu. como Agni nasce das águas.30 as águas em seu lugar. Tudo o que é antigo ele recebe em sua barriga. o filho de Tvaṣṭṛ (veja acima. mas voltando eles acariciam o leão. assim. O belo (menino Agni) cresce visivelmente nelas em sua própria glória. Ele tornou-se o senhor de todos os poderes. Ele o terrível pressionando em limites ambas as alas (do seu exército). A prece purifica o âmago do vidente. o assento firme do forte (búfalo)”. o fogo nasce das águas. o bezerro é Agni. Ambos o afagam. A fumaça é carregada nas nuvens. . as mães são as águas. que.

e o preservador de tudo (o que) existe. Que Agni. o termo é draviṇodā. para assegurar alimento para nós que somos possuidores de riqueza. Agni. como o dador de riqueza (sacrifical). mas ou em seu caráter geral. das oferendas dos sábios. preservando a imortalidade deles. e propiciado por louvores. que és o purificador. apagando mutuamente a cor um do outro.3 e permeia. (como também de todos os) que estão vindo à existência. o progenitor do céu e da terra. Os deuses mantêm Agni. que todos os homens adorem Agni. as águas e voz o fazem amigo deles. Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi e a métrica como antes. – como o dador de riqueza (sacrifical). 2 . – que agora é. A fonte de opulência. Varuṇa. como o dador de riqueza (sacrifical). o concessor de riqueza. como o dador de riqueza (sacrifical). e que Mitra. o sustentador de (todos os homens). 3 O comentador diz que Āyu é outro nome de Manu. o concessor de riquezas. o habitante do firmamento.295 Hino 96. ele criou a progênie dos Manus. mantêm. 4. dão nutrição. e o céu. o qual o comentador interpreta como mukhya. Os deuses mantêm Agni. com chuva e com som. ou como Dravi ṇo dā. Os deuses mantêm Agni. a terra. o receptáculo de tudo o que nasceu. o realizador dos desejos (do homem) que recorre a ele. e de tudo o que nascerá.5 que. Varga 4. – a ele os deuses.2 2. 1 e os deuses o mantêm. para uma criança. chefe. 5. Aditi. o realizador de sacrifícios. Índice ◄►Hino 97 (Wilson) ____________________ 1 O Agni aludido é o fogo etéreo ou elétrico. O comentador diz que. 8. o preservem para nós. 5 Agni. acompanhado por progênie. Varga 3. Que Draviṇodā nos conceda (uma porção) de riqueza móvel. Gerado pela força. de fato. Como o transportador de oblações. o protetor da humanidade. Os deuses mantêm Agni. a prole do alimento. o concessor de dádivas contínuas. como o dador de riqueza (sacrifical). o oceano. combinado. Desse modo. 7. o diretor do sacrifício. instrua os meus filhos no caminho correto. ou abundância de manteiga clarificada. que Draviṇodā nos conceda (uma porção) daquela que é estacionária. os céus e o firmamento. como o dador de riqueza (sacrifical). O que significa a progênie dos Manus não está muito óbvio. 3. crescendo com o combustível (que nós temos suprido). sendo louvado com hinos por Manu. o deus é Agni. ele criou toda a prole de Manu. 4 O termo é prathama. em sua produção. A noite e o dia. que Draviṇodā nos conceda uma vida longa. o chefe4 (dos deuses). a quem eles nutrem com as oblações oferecidas durante a sua continuação. que é satisfeito por oblações. resplandece. mas isso parece significar simplesmente a humanidade. e era antigamente. aquele que nutre com benefícios abundantes. 6. combinados juntos. brilha entre o céu e a terra. como o dador de riqueza (sacrifical). mas a riqueza é aquela do sacrifício. se apropria. Agni. Aproximando-se dele. com esplendor que envolve tudo. Os deuses mantêm Agni. 1. logo que nasce. – o primeiro. radiante. que Draviṇodā nos dê alimento. o concessor de Svarga. a residência das riquezas. (Propiciado) pelo hino laudatório primitivo de Āyu. 9.

Dourado: como o Sol. 4. 2. e Aditi e Sindhu. 7 . que é seguido por Wilson. Ele do modo antigo gerado pela força. 3. 6 Produzido pela agitação violenta dos bastões de fogo.6 veja! imediatamente tomou para si mesmo toda a sabedoria. O suco Soma contido na dhiṣáṇā. conquistador de luz. ó povo ário. Agni purificador. Grassmann por ‘oferendas sacrificais’. 1. ou a Deusa do Desejo. 8 Antes que ele fosse visível para os homens. o céu e as águas. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. como o principal realizador de sacrifício adorado e sempre labutando. Alimentado com o nosso combustível. HINO 96. os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. reunidas amamentam uma mesma criança:11 Dourado entre o céu e a terra ele brilha. a quem elas nutrem com a oblação oferecida pelos homens. Que Varuṇa. e que o Doador de Riqueza nos envie longura de dias. ou taça. brilha muito para nós auspiciosamente por glória. VARGA 3–4. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza.1). 5. Os Deuses possuíam8 o concessor de riqueza Agni. a mansão do que nasce e do que nasceu dantes. Louvem a ele. o progenitor da humanidade. Agni (Griffith) 1. 7. bem cuidado. AṢṬAKA I. O guarda do nosso povo. Noite e Aurora. Que o Doador de Riqueza nos conceda riquezas vitoriosas. Que o Doador de Riqueza nos conceda alimento com prole. 11 Agni (veja 1. As águas e a taça7 o tornaram amigável. pela luz refulgente. Pelo antigo chamado de Āyu9 ele por sua sabedoria deu a toda essa progênie dos homens a existência deles. e. proteção do que existe e do que existirá futuramente. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Dhiṣáṇā pode ser explicada de outra maneira.31. o Pai da terra e do céu. dito por Sāyaṇa ser outro nome de Manu.95. e Mitra. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Sāyaṇa. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. 9 Pelo convite de Āyu (homem vivo).8). o Doador Constante. veja! ele (Agni) assumiu imediatamente todas as qualidades de um sábio. ADHYĀYA 7. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. que o Doador de Riqueza nos conceda riqueza com heróis. Ludwig a traduz por ‘desejo. dito por Sāyaṇa significar nesse lugar o próprio Agni. considera que ela significa vāk. bandeira de sacrifício. fala. 8. Fonte de riqueza. lugar de reunião de tesouros. Filho da Força. As águas e a Dhiṣaṇā13 têm promovido o amigo (Mitra). 9. Os Deuses possuíram o concessor de riqueza Agni. Dhiṣaṇā’. Agora e antigamente o lar da prosperidade. Aquele Mātariśvan10 rico em fortuna e em tesouro. Sendo nascido pela força12 do modo antigo. 10 Geralmente o nome do ser divino que trouxe Agni do céu (veja 1. mudando a cor uma da outra. encontra um caminho para a sua prole. 6. que concede os desejos do suplicante: preservando-o como a sua própria vida imortal. Índice ◄►Hino 97 (Griffith) ____________________ Hino 96.296 Hino 96.

que é agora e que era antigamente o domicílio da riqueza. nós estamos justificados. era originalmente distinto de Agni. o Bharata. como recebendo oferendas. 8. como se esforçando adiante. Pela antiga Nivid. a morada ou suporte) do que nasce e do que vai nascer. 14 Nivids eram as fórmulas solenes de invocação. pretendia aludir ao nome de Vivasvat. I. 22. Mātariśvan. 9. o pássaro.17 o concessor de chuva forte. o Sindhu. e o Céu e a Terra foram então considerados como os dois Dhiṣaṇās. ó Agni. 139. O dador de riqueza (deve nos conceder) alimento junto com heróis valentes. 21 O primeiro Pāda é idêntico àquele em 10. O dador de riqueza deve nos conceder vida longa. 30. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. (Ele é) a base da riqueza. brilha para nós com esplendor que dá prosperidade. Os clãs ários magnificaram a ele como o primeiro realizador de sacrifícios. que destroem constantemente a aparência uma da outra. 22 [Idêntico ao 1. Dhiṣaṇā era um instrumento sacrifical usado principalmente. o pastor dos clãs. que trouxe o fogo do céu para a terra. Ele. 4. 7. veja Bergaigne. Desse modo nós temos uma deusa Dhiṣaṇā que usa o aspecto de uma deusa da riqueza. como fortalecendo Indra. que Aditi.18 o senhor da prosperidade abundante.297 2. o dador de riqueza. Que (Agni). 95. consequentemente. Eu não tenho dúvida que. Com seu olhar irradiante16 (ele tem gerado) o céu e as águas. mas eu penso que ele era uma espécie de suporte sobre o qual as pedras de prensagem repousavam. o mensageiro de Vivasvat. em traduzir vivasvatā cakṣasā.22 Desse modo. os deuses têm mantido a ele. 11. ‘voltadas uma para a outra’. a Terra e o Céu nos concedam isso! Índice ◄►Hino 97 (Oldenberg) ____________________ 12 Isto é. encontrou um caminho para (sua) prole. como incitando Indra e os deuses à generosidade com os homens. era comparada a esse suporte das pedras de prensagem e do Soma. ao mesmo tempo. Ela é invocada como uma das Gnas [ou cônjuges dos deuses] em 1. nos presenteie com riqueza rapidamente. Esse suporte era considerado produzindo o Soma para Indra. o cumpridor de propósito.] 13 . por causa de glória. Que Mitra e Varuṇa. 19 Literalmente. Ele. na prensagem da Soma. ele que encontrou o sol. de acordo com o significado original. pelo atrito das madeiras. 17 Agni parece ser chamado de Bharata como pertencente ao povo dos Bharatas. A fim de proteger a imortalidade deles. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. o pai de Yama. como o concessor de riqueza. relacionado de perto com Manu. mas não exclusivamente. 3. sem dúvida.19 O pedaço de ouro20 brilha entre o Céu e a Terra. Que o dador de riqueza (nos presenteie com riqueza) unida com homens fortes. 18 Mātariśvan. o filho da força. 59 e seguintes. o pastor e guardião do que existe e do muito que vem a existir. Noite e Aurora. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. amamentam um bezerro unidamente. sendo fortalecido por combustível. 16 Uṣas é chamada de vivasvatī em 3. 3. a terra (ou seja. 10 com Hotrā e Bhāratī. Mas ao apresentar essa tradução nós não devemos esquecer que o poeta. ‘com o olhar irradiante’. Religion Védique. Um suporte semelhante pode ter sido usado para o recipiente que contém a água sacrifical. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza. Finalmente. o suporte de tudo. 15 Sobre Āyu como um dos ancestrais míticos da humanidade. 13. 20 O ouro também é Agni.21 o farol de sacrifício. a Terra. Agni. Eu não me arrisco a determinar a natureza exata desse instrumento. ó purificador. o que reúne todos os bens. o progenitor dos dois mundos. 6. e para o fogo sacrifical. mas é identificado com ele em várias passagens. Os deuses têm mantido Agni como o concessor de riqueza.14 pela sabedoria de Āyu15 ele gerou esses filhos dos homens. 5.

Visto que teus adoradores (são abençoados com descendentes). Índice ◄►Hino 98 (Wilson) ____________________ Hino 97. 4. que o nosso pecado seja arrependido. cuja face está virada para todos os lados. 2. ó Agni. portanto que nós. 1. 5.2 Que o nosso pecado seja arrependido. seja preeminente entre aqueles que celebram teus louvores. Transporta-nos. Varga 5. 2 "Que nós nasçamos sucessivamente. afetado pela aflição. Como os raios de esplendor sempre conquistadores de Agni vão para todos os lados. Kutsa) é o panegirista preeminente. Que o nosso pecado. Tua face está voltada para todos os lados. (para a margem oposta). Que a luz dele afaste o nosso pecado. Que a luz dele afaste o nosso pecado. a métrica é Gāyatrī. 3 Que ele. 7. como fogo puro. Agni. 6. Agni. 3. De modo que teus adoradores e nós.3 Que a luz dele afaste o nosso pecado. Por campos formosos. o Ṛṣi do hino. és nosso defensor. para o nosso bem-estar. o deus. em nossos filhos possamos viver. Que o nosso pecado seja arrependido. Agni. Agni (Griffith) 1. Nós te adoramos. 3. pereça". entre esses teus adoradores. (De modo semelhante como. em um navio. por boas estradas. 4. envia nossos adversários. e por riquezas. 2. assim que os nossos encomiastas (de ti) sejam os mais notáveis. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Que o nosso pecado seja arrependido. e desça sobre nossos adversários. por riqueza nós sacrificamos a ti. Afugentando com luz o nosso pecado. 6. cuja face está virada para todos os lados. por casas agradáveis. Que o nosso pecado seja arrependido. tu és triunfante em todos os lugares. ou aquele do qual a pureza é o atributo. faze brilhar riqueza sobre nós. Que o nosso pecado seja arrependido. Agni (Wilson) (Sūkta IV) O Ṛṣi é o mesmo.) obtenhamos posteridade." ou.298 Hino 97. 5. dos mais notáveis. através do oceano. Kutsa. 8. nas pessoas da nossa posteridade". Que o nosso pecado seja arrependido. como se em uma embarcação. seja arrependido. teus. e que os chefes de família que instituíram esse sacrifício sejam similarmente distintos. por campos agradáveis. 1 O comentador propõe duas interpretações: "Que o nosso pecado desapareça de nós. Que a luz dele afaste o nosso pecado. Tu. Que a luz dele afaste o nosso pecado. . nossos chefes que sacrificam. O melhor adorador de todos esses que ele seja. Já que as chamas vitoriosas de Agni penetram universalmente. Tu. Que o nosso pecado seja arrependido.1 Revela riquezas para nós. "Que o nosso pecado. isto é. (por repetirmos o teu louvor.

Ansiando por campos ricos. 2.5 Quando ele permanece adiante como o mais glorioso entre eles. VARGA 5. 8. cuja face está voltada para todos os lugares. HINO 97. Agni. Afastando o mal4 com tua luz.299 7. de fato. para além das forças hostis. naturalmente. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I. nós sacrificamos. 5 . Quando os raios do poderoso Agni partem para todos os lados. essas partes são fornecidas pelo refrão. os senhores generosos. 1. Que a luz dele afaste o nosso pecado. AṢṬAKA I. ‘que ele afaste o mal’. nos leva através do mar para o nosso benefício. 363) traduz: "Afasta com chamas nosso pecado. como através de um rio com um barco – afastando o mal com a tua luz. Agni. Como em um navio. – afastando o mal com a tua luz. 6 ‘Entre eles’ parece significar ‘entre os senhores generosos’. cuja face está voltada para todos os lugares. (ó deus). Pois tu. e por riqueza. – afastando o mal com a tua luz – 6. Índice ◄►Hino 98 (Oldenberg) ____________________ 4 Lanman (Sanskrit Reader. 7. cercas (o mundo) por toda parte. – afastando o mal com a tua luz. Quando através de ti. e quando através de ti nós podemos nos multiplicar com prole. Que a luz dele afaste o nosso pecado. (ó deus). brilha sobre nós com riqueza – afastando o mal com a tua luz." Mas agha não é exatamente pecado. Leva-nos. por um caminho livre. Índice ◄►Hino 98 (Griffith) ____________________ Hino 97.6 e quando os nossos senhores generosos se distinguem – afastando o mal com a tua luz – 4. p. bem como nos versos 4 e 5. Leva-nos sobre o (mal) para o bem-estar. Quanto ao significado. no entanto. ADHYĀYA 7. – todos iniciando com as palavras pra yat – as principais partes da frase estão faltando. 'afastando o mal' significa. 8. – afastando o mal com a tua luz – 5. nos leva para além dos inimigos como em um navio. Nesse verso. 3. Ó tu cuja face olha em todas as direções. – afastando o mal com a tua luz. como com um barco.

Agni (Griffith) 1.1 pois. 1. ele inspeciona o universo. 2 Ou como o calor combinado com o brilho solar. através da pira funerária. é dito que. como antes. Agni. . ele acompanha o sol nascente. e. 3. – ele tem impregnado todas as plantas que crescem no solo. ele é o Rei supremo sobre todas as coisas vivas. e se misturam com eles. 4 Um epíteto de Agni ou Fogo como presente com. ou que conduz a eles (nara) para outra região. que essa (tua adoração seja acompanhada) por (resultado) real. Que seja esta tua verdade. os preservem para nós! Varga 6. Aditi. 1 Vaiśvānara significa ou aquele que governa sobre todos (viśva) os homens (nara). Que nós permaneçamos constantemente na graça de Vaiśvānara:4 sim. na terra. Agni (Wilson) (Sūkta V) O Ṛṣi. Que nós continuemos nas graças de Vaiśvānara. ADHYĀYA 7. presente. Logo que gerado dessa (madeira). em contato com. para conosco: que riqueza em grande abundância se reúna em volta de nós. e Mitra. tem permeado todas as ervas. o deus é ou Vaiśvānara. todos os homens. através de oblações. comum a. ou presente. 5 Produzido a partir desses dois araṇis ou bastões de fogo. colocado. ou beneficiando. no sol. que Vaiśvānara com energia. ou. 2. Agni está em contato com. nos proteja dia e noite dos inimigos. 3 Pṛṣṭa. explicado por sanspṛṣṭa. AṢṬAKA I. nas ervas. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Vaiśvānara. ao nascer do sol. – que o Agni Vaiśvānara. ou nihita. na mesma proporção em que os raios solares descem para a terra. de fato. HINO 98. ou. e que. Surgido daqui para a vida5 ele olha para esse Todo. possivelmente. e presente na terra. dia e noite. VARGA 6. Que Varuṇa. Vaiśvānara tem rivalidade com Sūrya. que está presente na energia. Vaiśvānara. ou o puro (śuddha) Agni. que está presente3 no céu. Que Agni. ele é o augusto soberano de todos os seres. 3. – ou para o céu.300 Hino 98. no fogo sagrado e doméstico. na terra.2 2. contra os nossos inimigos. e Aditi e Sindhu. ou presente. a terra e o céu. que tesouros preciosos nos sirvam. os raios do fogo terrestre ascendem. Índice ◄►Hino 99 (Griffith) ____________________ Hino 98. ou plantas anuais. a métrica é Triṣṭubh. o oceano. como a causa da sua chegada à madureza. nos guarde. e que Mitra e Varuṇa. Índice ◄►Hino 99 (Wilson) ____________________ Hino 98. presente em tudo. Agni presente no céu. para a vida futura. no céu. presente. Agni (Oldenberg) MAṆḌALA I.

301

1. Que nós vivamos na graça de (Agni) Vaiśvānara. Ele realmente é um rei, levando todos
os seres para a glória. Assim que nasce aqui ele olha para todo esse mundo. Vaiśvānara se
une com o Sol.
2. Agni que tem sido procurado e almejado no Céu, que tem sido procurado na Terra, ele
que tem sido procurado, entrou em todas as ervas. Que Agni Vaiśvānara, que tem sido
fortemente procurado, nos proteja do mal de dia e de noite.
3. Vaiśvānara! Que essa seja tua verdade: que riqueza e doadores generosos nos atendam!
Que Mitra e Varuṇa, que Aditi, o Sindhu, a Terra e o Céu nos concedam isso!
Índice ◄►Hino 99 (Oldenberg)

____________________

Hino 99. Agni (Wilson)
(Sūkta VI)
O Ṛṣi é Kaśyapa, o filho de Marīci; e o Hino, composto de uma única estrofe, na métrica
Triṣṭubh, é endereçado a Agni, como J ātavedas. 1
Varga 7.

1. Nós oferecemos oblações de Soma para Jātavedas. Que ele consuma a riqueza
daqueles que sentem inimizade contra nós; que ele nos conduza acima de todas as
dificuldades. Que Agni nos leve, como em um barco sobre um rio, para além de toda
maldade.
Índice ◄►Hino 100 (Wilson)

____________________

Hino 99. Agni

(Griffith)

1. Vamos espremer a Soma para Jātavedas: que ele queime a riqueza das pessoas malintencionadas. Que Agni nos leve através de todos os nossos problemas, através da aflição,
como em um barco através do rio.
Índice ◄►Hino 100 (Griffith)

____________________

Hino 99. Agni (Oldenberg)
MAṆḌALA I. HINO 99.
AṢṬAKA I, ADHYĀYA 7, VARGA 7.

1. Vamos espremer Soma para Jātavedas.2 Que ele queime a propriedade do avarento. Que
ele, Agni, nos leve através de todos os problemas, através de todas as dificuldades, como
através de um rio com um barco.
Índice ◄►Hino 127 (Oldenberg)
1

Não há nada extraordinário nesse Sūkta, exceto sua brevidade, ele consistindo em uma única estrofe.
Essa é uma das passagens muito raras nas quais Agni, estando sozinho e não acompanhado por Indra ou os Maruts etc.,
é mencionado como bebendo Soma. Parece que esse verso não foi composto para o sacrifício Soma comum, mas para
uma ocasião especial.
2

302

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Hino 100. Indra (Wilson)
(Sūkta VII)
O deus é Indra; os Ṛṣis são os Vārṣāgiras, – ou cinco filhos de Vṛṣāgir, 1 um Rājā, – que eram
Rājarṣis, ou sábios reais, citados individualmente na décima sétima estrofe; a métrica é
Triṣṭubh.
Varga 8.

1. Que ele, que é o derramador de desejos; que é coabitante com (todas as) energias,
o soberano supremo sobre o vasto céu e a terra, aquele que envia água, e que deve
invocado em batalhas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
2. Que ele, cuja trajetória, como aquela do sol, não é para ser alcançada; que, em toda
batalha, é o matador de seus inimigos, o intimidador2 (de oponentes); que, com seus amigos
de movimento rápido, (os ventos) é o mais generoso (dos doadores); – que Indra, associado
com os Maruts, seja nossa proteção.
3. Que ele, cujos raios, poderosos e inalcançáveis, emitem luz, como aqueles do sol,
ordenhando (as nuvens); ele, que é vitorioso sobre seus adversários, triunfante por suas
energias valorosas; – que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
4. Ele é o mais rápido entre os rápidos,3 o mais generoso entre os generosos, um amigo
com amigos, venerável entre aqueles que clamam veneração, e preeminente entre aqueles
dignos de louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
5. Poderoso com os Rudras, como se com seus filhos; vitorioso em batalhas sobre seus
inimigos; e mandando para baixo, com seus coabitantes (as águas, as quais são produtivas
de) alimentos, – Indra, associado com os Maruts, sê nossa proteção.
Varga 9.
6. Que ele, o repressor de ira (hostil), o criador da guerra, o protetor dos bons, o
invocado por muitos, compartilhe, com nosso povo, hoje, a (luz do) sol.4 Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
7. A ele seus aliados, os Maruts, incentivam em batalha; a ele os homens consideram como
o preservador da propriedade deles; ele sozinho preside todo ato de culto. Que Indra,
associado com os Maruts, seja nossa proteção.
8. A ele, um líder (para a vitória), seu adoradores recorrem, em disputas de força, por
proteção e por riqueza; porque ele concede a eles a luz (da vitória), na escuridão
desnorteante (da batalha).5 Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
9. Com sua mão esquerda ele reprime os malignos; com sua direita, ele recebe as oferendas
(sacrificais); ele é o dador de riquezas, (quando propiciado) por alguém que celebra o seu
louvor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
10. Ele, junto com seus auxiliares, é um benfeitor; ele é reconhecido rapidamente por todos
os homens, hoje, por meio das carruagens dele; por suas energias varonis ele é vitorioso

[Literalmente ‘o de voz forte’ ou ‘com a voz do Touro’.] Nós não temos menção de Vṛṣāgir e seus filhos nos Purāṇas.
[Literalmente ‘o que faz murchar’.]
3
Aṅghirobhir aṅghirastamah, ‘o mais Aṅgiras dos Aṅgirasas’, o que se pode pensar que se refere aos Ṛṣis assim chamados,
mas o comentador o deriva de ang, ir, e explica Aṅgirasah por gantārah, seguidores; ‘aqueles que seguem rapidamente’.
4
Supõe-se que os Vārṣāgiras dirigem essa prece a Indra para que eles possam ter a luz do dia, na qual atacar seus
inimigos, e recuperar o gado que tinha sido levado embora por eles, ou para que a luz possa ser retirada dos seus
oponentes.
5
A expressão jyotish, ‘luz’, e chittamasi, ‘na escuridão do pensamento’, pode, também, ser aplicada mais literalmente, e
expressar a esperança de que Indra dará a luz do conhecimento à escuridão da compreensão.
1
2

303

sobre (adversários) indisciplinados. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
Varga 10.
11. Invocado por muitos, ele vai para a batalha, com seus parentes, ou com
(seguidores) não da sua família; ele garante o (triunfo) daqueles que confiam nele, e dos
filhos e netos deles. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
12. Ele é o manejador do raio, o matador de ladrões, temível e feroz, conhecedor de muitas
coisas, muito louvado, e poderoso, e, como o suco Soma, inspirador das cinco classes de
seres com vigor. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
13. Seu raio arranca gritos (dos seus inimigos); ele é o que manda boas águas, brilhante
como (o corpo luminoso) do céu, o que faz trovejar, o promotor de atos beneficentes; a ele
dádivas e riquezas acompanham. Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa
proteção.
14. Que ele, de quem a excelente medida (de todas as coisas), através de força,6
eternamente e em todo lugar nutre céu e terra, propiciado por nossos atos, nos leve para
além (do mal). Que Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
15. Nem deuses, nem homens, nem águas, alcançaram o limite da força daquele (deus)
beneficente; pois ele supera o céu e a terra com seu poder (destruidor de inimigos). Que
Indra, associado com os Maruts, seja nossa proteção.
Varga 11.
16. Os corcéis vermelhos e pretos, – de membros longos, bem ajaezados, e
celestiais, e atrelados, bem satisfeitos, ao jugo da carruagem na qual o derramador de
benefícios é transportado, para o enriquecimento de Ṛjrāśva, – são reconhecidos entre as
tropas humanas.
17. Indra, derramador (de benefícios), os Vārṣāgiras, – Ṛjrāśva, e seus companheiros,
Ambarīṣa, Sahadeva, Bhayamāna, e Surādhas, – dirigem a ti esse louvor propiciatório.
18. Indra, que é invocado por muitos, acompanhado pelos moventes (Maruts), tendo atacado
os Dasyus e os Śimyus,7 os matou com seu raio; o que faz trovejar então dividiu os campos
com seus amigos de cor branca,8 e resgatou o sol, e libertou a água.
19. Que Indra seja, diariamente, nosso protetor; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento (abundante); e que Mitra e Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu,
o preservem para nós!
Índice ◄►Hino 101 (Wilson)

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6

Śavasā mānam, o distribuidor de todas as coisas, através de seu poder. Ou isso pode significar que ele é o protótipo de
tudo o que é dotado de força.
7
O comentário explica esses como ‘inimigos’ e Rākṣasas; mas eles, mais provavelmente, designam tribos ainda não
subjugadas pelos hindus vêdicos, ou arianos.
8
Esses, segundo o comentador, são os ventos, ou Maruts; mas por que eles deveriam ter uma parte do território do
inimigo parece duvidoso. A alusão é, mais provavelmente, destinada aos amigos terrenos, ou adoradores, de Indra, que
eram brancos em comparação com as tribos mais escuras da região conquistada.

304

Hino 100. Indra (Griffith)
1. Que ele que tem seu lar com a força, o Poderoso, o Rei Supremo da terra e do vasto céu,
Senhor do poder verdadeiro, a ser invocado em batalhas, – que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
2. Cujo caminho é inalcançável como o de Sūrya; ele em cada luta é o forte matador de
Vṛtra, O Mais Poderoso com seus Amigos em seus próprios cursos. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
3. Cujos caminhos9 partem em sua grande força irresistível, ordenhando, por assim dizer, a
umidade fecundante do céu. Com força viril triunfante, subjugador de inimigos, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
4. Entre os Aṅgirases ele era o principal, um Amigo com amigos, poderoso em meio aos
poderosos. Adorador entre adoradores, honrado o maior dos cantores. Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
5. Forte com os Rudras10 como com seus próprios filhos, em batalha varonil conquistando
seus inimigos, com seus companheiros próximos fazendo atos de glória, – que Indra,
cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.
6. Aquele que humilha o orgulho, excitador do conflito, o Senhor dos heróis, Deus invocado
por muitos, que ele nesse dia ganhe com nossos homens a luz do sol.11 Que Indra, cercado
pelos Maruts, seja nosso auxílio.
7. Sua ajuda o fez mais animado na batalha, o povo fez dele o guardião do seu conforto. Ele
é o Senhor Único de cada serviço sagrado.12 Que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso
auxílio.
8. A ele o Herói, em grandes dias de proezas, heróis em busca de ajuda e despojos devem
se dirigir. Ele encontrou luz mesmo na escuridão cegante. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
9. Ele com sua mão esquerda detém até mesmo os poderosos, e com sua mão direita coleta
os despojos. Mesmo com os humildes ele adquire riquezas.13 Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
10. Com tropas a pé e carros ele ganha tesouros; ele é bem conhecido hoje por todas as
pessoas. Com poder valoroso ele subjuga aqueles que o odeiam. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
11. Quando em seus caminhos com parentes ou com estranhos ele se apressa para a luta,
invocado por muitos, para ganho de águas e de filhos e netos, que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
12. Terrível e feroz, matador de demônios, manejador do trovão, com conhecimento
ilimitado, louvado com hinos por centenas, poderoso, em força como Soma, guardião dos
Cinco Povos,14 que Indra, cercado pelos Maruts, seja nosso auxílio.

Pánthāsaḥ, caminhos, é explicado como ‘raios’ por Sāyaṇa. Indra é aqui representado como o Deus da luz e da chuva.
Os Maruts, filhos de Rudra o principal Deus da Tempestade. Eles são os companheiros próximos ou associados fiéis de
Indra, que os considera não como seus iguais, mas como seus filhos.
11
O hino é dirigido a Indra em busca de auxílio em uma batalha que se aproxima. Sāyaṇa diz que os Vārṣāgiras rezam para
que eles possam ter a luz do dia e para que os inimigos deles lutem no escuro.
12
Indra é considerado o auxiliador e encorajador deles em batalha e seu protetor na paz. Ele também preside todos os
atos de culto, e como tal recompensa aqueles que o servem.
13
Isto é, não só o forte, mas também o homem fraco adquire riquezas com a ajuda dele.
14
Das cinco classes de seres, segundo Sāyaṇa, ou seja, Deuses, Gandharvas, Apsarases, Asuras e Rākṣasas. Provavelmente
as cinco tribos árias são aludidas. Veja 1.7.9.
9

10

305

13. Ganhando a luz, para cá ruge seu trovão como a poderosa voz impressionante do Céu.
Ricos presentes e tesouros sempre o acompanham. Que Indra, cercado pelos Maruts, seja
nosso auxílio.
14. Cujo lar eterno através da força dele o cerca por todos os lados, seu louvor, a terra e o
céu,15 que ele, satisfeito com nosso serviço, nos salve. Que Indra, cercado pelos Maruts,
seja nosso auxílio.
15. O limite de cujo poder nem Deuses por Divindade, nem homens mortais alcançaram,
nem mesmo as Águas. Ele supera a Terra e o Céu em vigor. Que Indra, cercado pelos
Maruts, seja nosso auxílio.
16. A égua vermelha e fulva, de marca de chama, de posição elevada, celestial que, para
levar riquezas a Ṛjrāśva, puxava pela lança a carruagem atrelada com garanhões, alegre,
entre as hostes de homens era notada.16
17. Os Vārṣāgiras para ti, ó Indra, o Poderoso, cantam esse louvor para te agradar, Ṛjrāśva
com seus companheiros, Ambarīṣa, Surādhas, Sahadeva, Bhayamāna.
18. Ele, muito invocado, matou Dasyus e Śimyus,17 segundo seu costume, e os abateu com
setas. O poderoso que faz trovejar, com seus amigos de cor clara,18 ganhou a terra, a luz do
sol, e as águas.
19. Que Indra seja sempre o nosso protetor, e não postos em perigo que nós ganhemos os
despojos. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa
prece.
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15

A Terra e o Céu, a residência dele, são sua canção de louvor eterna porque eles foram estabelecidos e regulados por
ele. Essa é a explicação de Ludwig desse verso obscuro.
16
Os epítetos nessa estrofe são considerados por Ludwig como nomes dos seis cavalos com os quais Ṛjrāśva se dirigiu
para a batalha e venceu. Os últimos quatro versos do hino parecem ter sido adicionados depois da vitória.
17
Homens de tribos nativas hostis.
18
Explicados por Sāyaṇa como os brilhantes Maruts, significam provavelmente os invasores arianos como contrários às
tribos de pele escura do território.

306

Hino 101. Indra (Wilson)
(Sūkta VIII)
O Ṛṣi é Kutsa, o filho de Aṅgiras; o deus, Indra; a métrica das primeiras sete estrofes é Jagat ī;
das últimas quatro, Triṣṭubh.
Varga 12.

1. Ofereçamos adoração, com oblações, a ele que é satisfeito (por louvor); que, com
Ṛjiśvan, destruiu as esposas grávidas de Kṛṣṇa.1 Desejosos de proteção, nós chamamos,
para se tornar nosso amigo, a ele, que é o derramador (de benefícios), que segura o raio em
sua mão direita, acompanhado pelos Maruts.
2. Nós invocamos, para ser nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts; a ele
que, com ira crescente, matou o mutilado Vṛtra, e Śambara, e o iníquo Pipru,2 e que extirpou
o inabsorvível Śuṣṇa.3
3. Nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, que é acompanhado pelos Maruts;
cujo grande poder (permeia) céu e terra; em cujo serviço Varuṇa e Sūrya são constantes; e
cujo comando os rios obedecem.
4. Que é o senhor de todos os cavalos e gado; que é independente; que, propiciado por
adoração, é constante em todo ato; e que é o matador do obstinado que se abstém de fazer
libações: nós invocamos, para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
5. Que é o senhor de todas as criaturas que se movem e respiram; que, primeiro, recuperou
as vacas (roubadas), para o Brahman;4 e que matou os Dasyus humilhados: nós invocamos,
para se tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
6. Que deve ser invocado pelos bravos e pelos tímidos, pelos derrotados e pelos vitoriosos,
e a quem todos os seres colocam diante deles, (em seus ritos): nós invocamos, para se
tornar nosso amigo, Indra, acompanhado pelos Maruts.
Varga 13.
7. O radiante Indra procede (pelo firmamento), com a manifestação dos Rudras; 5
através dos Rudras, a fala se propaga com celeridade mais expansiva, e louvor glorifica o
renomado Indra: a ele, acompanhado pelos Maruts, nós chamamos, para se tornar nosso
amigo.
8. Acompanhado pelos ventos, dador de riqueza verdadeira, se tu podes ficar satisfeito (em
residir) em uma mansão imponente ou residência humilde, vem ao nosso sacrifício.
Desejosos da tua presença, nós te oferecemos oblações.
9. Desejosos de ti, Indra, que és possuidor de força excelente, nós derramamos, para ti,
libações; desejosos de ti, que és alcançado por meio de oração, nós te oferecemos
oblações. Portanto, tu, que és possuidor de cavalos, senta-te, com prazer, sobre a grama
sagrada, acompanhado pelos Maruts, nesse sacrifício.

É dito que Ṛjiśvan é um rei, o amigo de Indra, e Kṛṣṇa, um Asura, que foi morto junto com suas esposas, de modo que
ninguém da posteridade dele pudesse sobreviver. Veja em 1.130.8, nota, e 4.16.13, nota. Kṛṣṇa, o negro, pode ser outro
nome para Vṛtra, a nuvem escura; ou nós podemos ter, aqui, outra alusão aos aborígenes de pele escura.
2
Śambara e Pipru são, ambos, chamados de Asuras. O último é também chamado de avrata, que não realiza, ou que se
opõe, aos vratas, ou ritos religiosos.
3
Śuṣṇam aśuṣaṃ, o secador; que é sem ser secado, que não pode ser absorvido.
4
Brahmaṇe, isto é, para Aṅgiras, ou os Aṅgirasas que, segundo o comentador, eram da casta bramânica. Várias passagens
concordam em afirmar que as vacas foram roubadas dos Aṅgirasas; e Aṅgiras não pode ser identificado com Brahmā. O
termo usado, portanto, muito provavelmente denota um brâmane.
5
Indra é dito aqui ser radiante, por identidade com o sol; e os Rudras, serem os mesmos que os Maruts, em seu caráter
de ares vitais, ou prāṇāh.
1

307

10. Regozija-te, Indra, com os corcéis que são da tua natureza, abre as tuas mandíbulas;
abre largamente a tua garganta, (para beber o suco Soma); que teus cavalos tragam a ti,
que tens um belo queixo, (para cá); e, bondoso para nós, sê satisfeito por nossas oblações.
11. Protegidos por aquele destruidor (de inimigos) que é unido, em louvor, com os Maruts,
nós podemos receber sustento de Indra; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o
céu, o preservem para nós.
Índice ◄►Hino 102 (Wilson)

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Hino 101. Indra (Griffith)
1. Cantemos, com oblação, louvemos a ele que alegra, que com Ṛjiśvan dispersou a raça
escura.6 Ávidos por auxílio, a ele o forte cuja mão direita empunha o raio, a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
2. Indra, que com ira triunfante derrotou Vyaṁsa, e Śambara e Pipru o iníquo; que extirpou
Śuṣṇa7 o insaciável, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
3. Ele cuja grande obra de poder viril é o céu e a terra, e Varuṇa e Sūrya mantêm sua lei
sagrada; Indra, cuja lei os rios seguem conforme eles fluem, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
4. Ele que é o Senhor e Mestre dos cavalos e vacas, honrado – o firme e seguro – em todo
ato sagrado; Matador até do forte que não derrama oferenda, – a ele cercado pelos Maruts
nós invocamos para ser nosso Amigo.
5. Ele que é o Senhor de todo o mundo que se move e respira, que para o Brahman 8
primeiro antes de tudo encontrou as Vacas; Indra que derrubou os Dasyus aos seus pés, – a
ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
6. A quem os covardes e os homens valentes de guerra devem invocar, invocado por
aqueles que conquistam e por aqueles que fogem; Indra, a quem todos os seres dirigem seu
pensamento constante, – a ele cercado pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
7. Refulgente na região dos Rudras ele prossegue, e com os Rudras através do amplo
espaço acelera a Dama.9 O hino de louvor exalta a Indra muito famoso: – a ele cercado
pelos Maruts nós invocamos para ser nosso Amigo.
8. Ó cercado por Maruts, se tu te deleitas no mais imponente local de reunião ou humilde
habitação, vem de lá para o nosso rito, verdadeiro concessor de benção: por amor a ti nós
preparamos oblações.
9. Nós, ansiosos por ti, forte Indra, esprememos Soma, e, ó tu, procurado com oração,
temos feito oferendas. Agora, nesse sacrifício, com todos os teus Maruts, na grama sagrada,
ó Deus conduzido por parelha, regozija-te.
10. Alegra-te com os teus próprios Cavalos Baios, Indra, abre as tuas mandíbulas e que os
teus lábios estejam abertos. Tu com a bela face, que teus Cavalos Baios te tragam: bondoso
para nós, fica satisfeito com a nossa oblação.
11. Guardas do acampamento cujos louvadores são os Maruts, que nós, através de Indra,
obtenhamos nós mesmos o espólio.10 Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o
Céu aceitem essa nossa prece.
6

Os aborígenes morenos que se opunham aos árias ou arianos.
Vyaṁsa, e Śambara, Pipru e Śuṣṇa são nomes dos demônios da seca.
8
Segundo Sāyaṇa, que recuperou para os Aṅgirases as vacas que tinham sido levadas pelos Paṇis. Veja 1.32.11.
9
Ludwig sugere que Rodasī, a esposa de Rudra, é aludida, e refere-se ao mito alemão antigo da Noiva do Vento.
10
Que nós que somos os guardiões do acampamento ou do novo povoado, louvados e favorecidos pelos Maruts,
ganhemos os despojos. As palavras marutstotrasya vṛjanasya são um pouco obscuras.
7

308
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Hino 102. Indra (Wilson)
(Sūkta IX)
O Ṛṣi e o deus, como no último; a métrica das primeiras dez estrofes é Jagat ī; da última,
Triṣṭubh.
Varga 14.

1. Eu dirijo a ti, que és poderoso, esse hino excelente; pois a tua mente tem sido
satisfeita pelo meu louvor. Os deuses têm alegrado sucessivamente aquele Indra vitorioso
com o poder (do louvor), por causa de prosperidade e riqueza.
2. Os sete rios exibem a glória dele: céu, e terra e firmamento mostram a forma visível dele.
O sol e a lua, Indra, fazem suas revoluções, para que nós possamos ver, e tenhamos fé no
que nós vemos.
3. Maghavan, envia tua carruagem, e nos traze riqueza, – aquele carro vitorioso o qual,
Indra, que és muito louvado por nós, em tempo de guerra, nós nos alegramos de ver em
batalha. Maghavan, concede felicidade para aqueles que são devotados a ti.
4. Que nós, tendo a ti como nosso aliado, derrotemos nossos adversários em todo combate.
Defende nossa parte; torna riquezas facilmente obtidas por nós; enfraquece, Maghavan, o
vigor dos nossos inimigos.
5. Muitos são os homens que te chamam em busca da tua proteção. Sobe em teu carro,
para trazer riqueza para nós, pois a tua mente, Maghavan, é tranquila, e determinada a
vencer.
Varga 15.
6. Teus braços são os obtentores de gado; tua sabedoria é ilimitada; tu és o mais
excelente, o concessor de cem auxílios em todo rito. O criador da guerra, Indra, é
incontrolável; o símbolo da força; portanto, os homens que desejam riqueza o invocam de
vários modos.
7. O alimento, Maghavan, (que é para ser dado, por ti), para os homens, pode ser mais do
que o suficiente para uma centena, ou para mais, até, do que mil. Grande louvor tem
glorificado a ti, que não tens limite, em consequência do que tu destróis teus inimigos.
8. Forte como uma corda trançada duas vezes, tu és o símbolo da força, protetor dos
homens, tu és mais do que capaz de sustentar as três esferas, os três luminares,1 e todo
esse mundo dos seres, Indra, que, desde o nascimento, sempre tens sido sem rival.
9. Nós invocamos a ti, Indra, o principal entre os deuses. Tu tens sido o vitorioso em
batalhas. Que Indra coloque em primeiro lugar, na batalha, essa nossa carruagem, que é
eficiente, impetuosa, e a que extirpa (todos os obstáculos).2
10. Tu conquistas, e não reténs os despojos. Em conflitos pequenos e sérios nós te
fortalecemos, feroz Maghavan, para nossa defesa. Portanto, inspira-nos, nos nossos
desafios.
11. Que Indra seja o nosso defensor diariamente; e que nós, com rumo não desviado,
desfrutemos de alimento farto; e que Indra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu, o
preservem para nós.
Índice ◄►Hino 103 (Wilson)

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1

Os três fogos; ou, o sol no céu, o relâmpago no ar, e o fogo (sagrado ou doméstico,) na terra.
Ou os epítetos podem ser aplicados a putra, um filho, implícito, – que Indra nos dê (um filho), um oferecedor de
louvores, cheio de sabedoria, e o subjugador de inimigos, e (nos dê) também, uma carruagem a principal em batalha.
2

309

Hino 102. Indra (Griffith)
1. Para ti o Poderoso eu trago esse poderoso hino, pois o teu desejo tem sido satisfeito pelo
meu louvor. Em Indra, sim nele vitorioso através de sua força, os deuses se regozijaram em
banquete e quando o Soma fluiu.
2. Os Sete Rios3 levam a glória dele por toda parte, e o céu e o firmamento e a terra exibem
a forma agradável dele. O Sol e a Lua em mudança alternada seguem seu curso, de modo
que nós, ó Indra, possamos ver e possamos ter fé.
3. Maghavan, concede-nos aquele mesmo carro para nos trazer despojos, o teu carro
conquistador no qual nós nos alegramos no choque do combate. Indra, a quem os nossos
corações louvam muito na guerra, concede proteção, Maghavan, para nós, que te amamos
profundamente.
4. Encoraja o nosso lado em todas as lutas: que nós, contigo como nosso aliado, vençamos
a tropa do inimigo. Indra, concede-nos alegria e felicidade; quebra, ó Maghavan, o vigor dos
nossos inimigos.
5. Pois aqui de várias maneiras esses homens que invocam a ti, possuidor de tesouros,
cantam hinos para ganhar o teu auxílio. Sobe no carro para que tu possas trazer despojos
para nós, pois, Indra, a tua mente fixa obtém a vitória.
6. Seus braços ganham vacas, seu poder é ilimitado, em cada ato o melhor, com cem
auxílios, o que desperta o ruído da batalha é Indra: ninguém pode rivalizar com ele em força
poderosa. Por isso, ávidas pelos despojos, as pessoas o invocam.
7. Tua glória, Maghavan, supera cem, sim, mais do que cem, de mil entre o povo; a grande
taça4 tem te inspirado ilimitadamente: de modo que tu podes matar os Vṛtras, quebrador de
fortes!5
8. Do teu grande poder há uma contraparte tripla, as três terras,6 Senhor dos homens, e os
três reinos de luz.7 Acima desse mundo, Indra, tu tens te desenvolvido: tu és sem inimigo,
por natureza, desde os tempos antigos.
9. Nós te invocamos primeiro entre os Deuses: tu te tornaste um poderoso Conquistador em
combate. Que Indra encha de vitalidade o coração desse nosso cantor, e torne o nosso
carro impetuoso, o principal em ataque.
10. Tu tens prevalecido, e não retido os despojos, em batalhas insignificantes ou naquelas
de grande importância. Nós te fazemos forte, o Poderoso, para nos socorrer: inspira-nos,
Maghavan, quando nós desafiamos o inimigo.
11. Que Indra sempre seja o nosso protetor, e não expostos ao perigo que nós possamos
ganhar o saque. Que Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa
nossa prece.
Índice ◄►Hino 103 (Griffith)

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3

Os principais rios na proximidade dos mais antigos povoados arianos. Veja 1.32.12.
O recipiente que contém o estimulante suco Soma, ou a própria libação poderosa.
5
Os fortes são os castelos de nuvens dos demônios do ar que Indra destrói com seu relâmpago: ‘as nuvens cujas torres
moventes compõem os bastiões da tempestade’. Shelley, Witch of Atlas.
6
Talvez a terra, a atmosfera, e o céu.
7
Ou, de acordo com Sāyaṇa, os três fogos ou fogo em três formas, [nota 1]. Veja também 1.105.5.
4

310

Hino 103. Indra (Wilson)
(Sūkta X)
O Ṛṣi e o deus, como antes; a métrica, Triṣṭubh.
Varga 16.

1. Os sábios eram antigamente possuidores desse teu poder supremo, Indra, como
se ele estivesse presente com eles, 1 – uma luz do qual brilha sobre a terra; a outra, no céu;
e ambos estão em combinação um com o outro;2 como bandeira (se mistura com bandeira,)
em batalha.
2. Ele sustenta, e tem expandido, a terra. Tendo atingido (as nuvens), ele libertou as águas.
Ele matou Ahi; ele perfurou Rauhiṇa; ele destruiu, com sua destreza, o mutilado (Vṛtra).3
3. Armado com o raio, e confiante em sua força, ele continuou a destruir as cidades dos
Dasyus. O que faz trovejar, reconhecendo (os louvores do teu adorador), lança, por causa
dele, a tua flecha contra o Dasyu, e aumenta a força e glória do Ārya.4
4. Maghavan, possuidor de um nome que deve ser glorificado, oferece, para aquele que o
celebra, essas eras (rotantes) do homem. 5 O que faz trovejar, o que dispersa (seus
inimigos), partindo, para destruir os Dasyus, obteve um nome (famoso por) bravura
(vitoriosa).
5. Vejam isso, o vasto e extenso (poder de Indra), tenham confiança na destreza dele. Ele
recuperou o gado; ele recuperou os cavalos, as plantas, as águas, as florestas.
Varga 17.
6. Nós oferecemos a libação de Soma para ele que é o realizador de muitas proezas,
o melhor (dos deuses), o derramador (de benefícios), o possuidor de força verdadeira, o
herói que, mantendo o respeito pela riqueza, a tira daquele que não realiza sacrifícios, –
como um salteador (de um viajante), – e procede (para dá-la) para o sacrificador.
7. Tu realizaste, Indra, um feito glorioso, quando tu despertaste o adormecido Ahi com teu
raio. Então as esposas (dos deuses), os Maruts, e todos os deuses, imitaram a tua
exultação.
8. Visto que, Indra, tu mataste Śuṣṇa, Pipru, Kuyava, e Vṛtra, e destruíste as cidades de
Śambara, portanto que Mitra, Varuṇa, Aditi, o oceano, a terra e o céu nos concedam o que
(nós desejamos).
Índice ◄►Hino 104 (Wilson)

____________________

1

O termo é parācaih, o qual é bastante duvidoso.
É dito que o sol e o fogo são, igualmente, o brilho de Indra. De dia, o fogo está combinado com o sol; à noite, o sol está
combinado com o fogo.
3
Ahi e Vṛtra, em ocasiões anteriores, têm sido considerados como sinônimos; aqui eles são distintos, mas significando,
muito provavelmente, apenas nuvens formadas diferentemente. Rauhiṇa, chamado de Asura, é, com toda a
probabilidade, algo do mesmo tipo, – uma nuvem púrpura, ou vermelha.
4
Nós temos, aqui, o Dasyu e o Ārya colocados em oposição; um, como o adorador, o outro, como o inimigo do adorador.
Dāsīh, como o adjetivo de purah, cidades, é explicado ‘dos, ou pertencentes aos, Dasyus’. A menção de cidades indica um
povo não totalmente bárbaro, embora o termo possa designar vilas ou aldeias.
5
Mānuṣemā yughāni, ‘esses yugas mortais’; Kṛta, Treta, etc., segundo o comentador, os quais Indra desenvolve
sucessivamente, no caráter do sol.
2

311

Hino 103. Indra

(Griffith)

1. Aquele teu maior poder de Indra6 está distante: o que se encontra aqui os sábios
possuíam antigamente. Um está sobre a terra, o outro no céu, e ambos se unem como
bandeira com bandeira em batalha.
2. Ele estendeu a ampla terra e a fixou firmemente, atingiu com seu raio e libertou as águas.
Maghavan com sua pujança derrubou Ahi, despedaçou Rauhiṇa7 e matou Vyaṁsa.
3. Armado com seu raio e confiando em sua destreza ele vagou quebrando as fortalezas dos
Dāsas.8 Lança o teu dardo, conhecendo,9 Trovejador, no Dasyu; aumenta o poder e a glória
do Ārya, Indra.
4. Para aquele que ensinou desse modo essas raças humanas, Maghavan, tendo um título
digno de fama, o que faz trovejar, aproximando-se para matar os Dasyus, deu a ele mesmo
o nome de Filho por glória.10
5. Vejam essa riqueza abundante que ele possui, e coloquem sua confiança no vigor de
herói de Indra. Ele encontrou o gado, e ele encontrou os cavalos, ele encontrou as plantas,
as florestas e as águas.
6. Para ele, o verdadeiramente forte, cujas façanhas são muitas, para ele o Touro forte
vamos derramar o Soma. O herói, vigiando como um ladrão na emboscada, segue
repartindo as posses dos ímpios.
7. Tu fizeste bem aquele ato heroico, ó Indra, ao despertar com teu raio o adormecido Ahi.
Em ti, encantado, as Damas divinas11 se regozijaram, os Maruts velozes e todos os deuses
estavam alegres,
8. Porque tu derrotaste Śuṣṇa, Pipru, Vṛtra e Kuyava,12 e os fortes de Śambara, ó Indra. Que
Varuṇa, e Mitra, e Aditi e Sindhu, e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece.
Índice ◄►Hino 104 (Griffith)

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6

Benfey explica esse verso como significando: o poder de Indra está dividido de certo modo: uma parte dele é possuída
pelos sábios que por meio dos seus hinos, sacrifícios e libações do suco Soma dão a ele poder total para realizar seus
grandes feitos.
7
Rauhiṇa, dito ser um demônio é, como os outros demônios da seca, uma nuvem púrpura escura que retém a chuva.
8
Ou Dasyus, os habitantes não arianos da terra.
9
Isto é, distinguindo o ariano do bárbaro.
10
O significado desse verso parece ser, como Ludwig diz, que Indra, ao se preparar para matar os Dasyus, tornou-se, por
assim dizer, um filho para o adorador devoto que proclamou seus grandes feitos para os homens.
11
As consortes dos deuses.
12
Significando, provavelmente ‘causando más colheitas’, é o nome de outro dos demônios da seca.

Varga 18. Varga 19. Não prejudiques. 2 O comentador diz que aya é um apelativo de Kuyava. possivelmente. Derramador (de benefícios). Presente na água. que elas sejam afogadas nas profundezas do rio Śiphā. Não prejudiques a nossa prole. – alguém que vaga por toda parte para fazer mal aos outros. não firas aqueles que são capazes (apenas de rastejar) sobre seus joelhos. e. Vem à nossa presença. te levam. e o rio Śiphā não é encontrado em outro lugar. – portanto. 1. para uma residência privada de recursos. Indra. tu que és invocado por muitos. dá. ouve-nos como um pai (ouve as palavras de seus filhos). ele leva. Indra. conduze-nos para grande riqueza: não nos envies. e Vīrapatnī. dia e noite. (O Asura). na época de sacrifício. Kuliśī. afluente Śakra. Os rios Añjasī. de ay. a nossa prole por nascer. por si mesmo.3 agradando-o com sua substância. que. O herói cresce. . quando invocado. como livres do pecado. como antes. o sustentam com suas águas. e é renomado (no mundo inteiro). Índice ◄►Hino 105 (Wilson) ____________________ 1 Em breve chamado de Kuyava. e tragam para a nossa solenidade aquele que afasta o mal. 8. Incita. 3 Nenhum desses é encontrado nas listas purânicas. Maghavan. para o teu divertimento. – como uma vaca conhece o caminho para o seu estábulo. a leva. Já que a rota que leva à residência do Dasyu 4 foi vista por nós. significando. veneração pelo sol. comida e bebida aos famintos. 6. A morada do errante2 (Kuyava) estava oculta (no meio) da água. 3. Indra. que gostas muito do suco Soma: ele está preparado: bebe dele. Que ele rapidamente as guie no caminho. como um libertino joga riqueza fora. O altar foi erguido. Que os deuses contenham a ira do destruidor. a espuma. não nos abandones. eu medito em ti: nesse (teu poder) a nossa confiança foi colocada. pois a nossa confiança está no teu poder imenso. e deixando os teus corcéis livres. seguir. Indra. deus e métrica. Eles têm chamado a ti. 5. As duas esposas de Kuyava se banham com a água. com as águas antigamente (levadas). 7. Indra (Wilson) (Sūkta XI) Ṛṣi. (defende-nos) dessa violência repetida: não nos rejeites. – afrouxando as rédeas. e por aqueles que são dignos do louvor dos seres vivos. As façanhas dele são aludidas obscuramente. 2. (para pedir) sua proteção. para teu assento: apressa-te para sentar sobre ele – como um cavalo relinchando (se apressa para o seu estábulo). em nós. pelas águas.312 Hino 104. 4.1 conhecendo a riqueza de outros. que ele era um dos chefes dos bárbaros. alarga o teu estômago. Indra. 4 De Kuyava. Por isso. De membros vastos. 9. por si mesmo. não nos prives dos prazeres que são queridos por nós. enquanto ainda no útero. Não nos firas. Essas pessoas vieram até Indra. segundo o comentário.

] Essa estrofe é muito obscura. se banham em leite. as esposas do inimigo. dá-nos uma parte da luz solar. 8. 10 Isto é. A explicação de Ludwig é: enquanto o pobre ariano que pode somente desejar a riqueza que ele não possui não tem nem a água comum na qual se lavar. como uma vaca que conhece seu estábulo. que manda a chuva como antes.49. o herói (Indra) do vizinho Āyu (mortal?) não fica fixo lá. O significado dos três rios na segunda linha é obscuro. 3. explicado por Sāyaṇa como o demônio destruidor. como o Dr. imediatamente com as primeiras (ondas) ele se põe em movimento e escapa. Hall ressaltou. 5 . que conhece a riqueza dos outros a leva por si mesmo. despeja-o dentro de ti. 7 Sāyaṇa diz que Śiphā é o nome de um rio. Benfey considera que a água espumante significa a chuva fertilizante. 8 A primeira linha desse verso é ininteligível para mim. Solta os teus Corcéis velozes. 13 Isto é. em uma casa bem suprida e equipada. Benfey considera que os nomes são personificações femininas de nuvens. Ó Indra invocado por muitos. invocado. para amplas riquezas. eles têm te chamado de amante de Soma: aqui está o suco espremido. Aquele que tem só desejo como sua posse lança sobre si mesmo. Ambas as esposas de Kuyava6 têm se banhado em leite: que elas sejam afogadas no fundo do Śiphā. Amplamente espaçoso. ocorre. 11 Isto é. Indra (Griffith) 1.12 Não arranques a nossa prole não nascida. e. no orgulho insolente de suas riquezas. e explica: com esses (os três rios mencionados em seguida). Bebe dele por êxtase. Não prejudiques os nossos descendentes ainda por nascer: a nossa confiança está no teu imenso poder de Indra. forte Senhor dos Despojos! os nossos recipientes com a vida que está dentro deles. O altar foi feito para tu repousares: vem como um corcel ofegante e senta-te. lança espuma no meio das águas. 12 Provavelmente.7 4. como aquela que conhece a sua casa. e possivelmente ela pode aqui significar o rio Sarasvatī. que são representadas como conquistadas por Indra. como um epíteto de Sarasvatī a Deusa. ou demônio. 5. Não nos mates. em ti como tal temos confiado: leva-nos. O sentido parece ser que a amizade de Indra.313 Hino 104. 6 Talvez um nome dado pelos arianos a um dos chefes não-arianos. Nessa água que foi levada as duas esposas de Kuyava se banham. Benfey crê que ela é uma descrição de massas de nuvens sucessivas. Sāyaṇa dá outras explicações da expressão. Indra. Kuyava.8 Añjasī. Ele aparentemente significa aqui um chefe da tribo nãoariana a quem os suplicantes estão indo atacar. em 6. Vem até nós. Agora nós. 2. Maghavan. 7. impecabilidade. [Nota da edição de 1889. liberta os teus Cavalos que te trazem rapidamente para perto à noite e de manhã.9 deleitando-o. 9 ‘A esposa do herói’. Esses homens vieram a Indra em busca de assistência: ele não virá rapidamente nesses caminhos? Que os deuses contenham a fúria do Dāsa. Indra. Ludwig separaria nābhiḥ em na ābhiḥ. das águas.5 e que eles possam levar o nosso povo a um destino venturoso. não nos jogues fora como um esbanjador faz com seu tesouro. Kuliśī e Vīrapatnī. Poderoso. não nos abandones: não roubes as alegrias nas quais nós nos deleitamos. ouve-nos como um Pai. eu considero. as de trás pressionando as da frente. 6. como tal.7. O Dāsa. têm leite em suas águas.13 9. e reputação. Isso os parentes dele que vive ao nosso lado têm controlado: o Herói governa e se apressa adiante com rios antigos. em casa não despreparada11 dá-nos comida e bebida quando famintos. e estando presente nas águas ele leva a água com a espuma. e explica: o Asura. Agora pensa em nós. as nossas esposas com nossos bebês por nascer.10 ele procurou a residência. Logo que rastros desse Dasyu foram descobertos. pôs um fim na insolência de Kuyava. os nossos filhos.

foram molhadas em água de arroz. ou ‘estejam cientes dessa minha aflição’. 3. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta XII) O Hino é endereçado aos Vi śvedevas. quando a libação era derramada. no céu. e relate (a minha condição para os outros deuses). ‘como um rato rói. e Aryaman. portanto. Eu rogo ao primeiro (dos deuses). śobhanapatana. tendo acabado de molhá-la em óleo ou banha’. Onde. isto é. para torná-las mais aderentes. a antiga invocação (que eu enderecei) a vocês? Céu e terra. 5.2 Céu e terra. estejam conscientes dessa (minha aflição). que essa (minha ascendência). Deuses. Céu e terra. estejam conscientes dessa (minha aflição). como as esposas rivais (de um marido). habilitados para libações de suco Soma. está a sua verdade? Onde. estejam conscientes dessa (minha aflição). Céu e terra. Candramāh * suparṇah. estando coberto. estejam conscientes dessa (minha aflição). Ou ela pode significar ‘conectada com o raio de sol chamado Suparṇa’. conforme um texto citado: “Por meio de um filho. – embora teu adorador. e no último. 1 . A prática de engrossar fios com amido nós notamos através de Manu. que estão presentes nos três mundos. nunca seja excluída (dele).5 o objeto de sacrifício. Śatakratu. um homem conquista os mundos. nota 2. 1. 7. veja a história de Trita. e que são. por Trita. de acordo com o comentador. permanecendo acima. agora. raios dourados brilhantes (os meus olhos) não veem seu lugar de permanência. ou elegantemente. 5 Agni. inquietações me consomem. exceto no oitavo verso. estejam conscientes dessa (minha aflição).7 Céu e terra. ou por Kutsa. de todos os deuses o produzido por primeiro. a atenção (benigna) de Varuṇa? Onde está o caminho do poderoso Aryaman. A última o comentador explica. – como um rato (rói) as linhas (de um tecelão). 3 O texto tem somente ‘céu e terra.314 Índice ◄►Hino 105 (Griffith) ____________________ Hino 105. por conta disso (8. no hino 52. ou lambe. em nome dele. 8. ‘aquele que reprime inimigos’. Céu e terra. o primeiro. está a tua antiga benevolência? Qual novo ser agora a possui? Céu e terra. Aqueles que buscam riqueza a obtêm: a esposa desfruta (da presença de) seu marido. que ele se torne o meu mensageiro. tal como Trita antecipa para ele mesmo. como um lobo (que cai sobre) um veado sedento. onde ela é Mah ābṛhatī Yavamadhyā. o motivo de alegria (para seus progenitores). onde. Varga 20. a combinação com o qual dá à lua sua luz. 6 É explicado que aqui Varuṇa significa ‘obstrutor do mal’. que residem na luz do sol. Onde. saibam isso de mim’. não há mundo (loka) para alguém que não tem filhos”. 2 Isso se refere à suposta posição de Trita. onde ela é Triṣṭubh. dos deuses’. no fundo do poço. 397). deuses.4 que nós nunca estejamos em falta (de um filho). a sua mentira? Onde. 6 (de modo que) nós possamos vencer os malignos? Céu e terra. Contudo tristezas me assaltam. estejam conscientes dessa (minha aflição). Agni. Deuses. 6. Varga 21. está a sua observância da verdade? Onde. 4 Por falta de posteridade. sua cauda. exclui dele todos os objetos visíveis. progênie é gerada. conforme outro texto: ‘Agni é a boca. o qual. a métrica é Paṅkti. eu sou aquele que antigamente recitava (seu louvor). de acordo com Sāyaṇa. 4. ou ‘prestem atenção nesse meu hino’.3 2. Deuses. onde a lei requere que o tecido devolvido seja mais pesado que o fio dado. apetecíveis para os ratos. e. As vigas (do poço se fecham) ao meu redor. A lua de movimento gracioso1 se apressa pela região central no céu. estejam conscientes dessa (minha aflição). a que segue bem. Ou isso pode ser traduzido. estejam conscientes da (minha aflição). 7 As quais. a partir da união deles.

mas que foi detido pelo brilho dos raios solares. ouve (a súplica). que estava prestes a atravessar um rio a nado. estejam conscientes dessa (minha aflição). 13. e ele os louva por sua libertação (do poço). Varga 22. feito o caminho no céu. na terra. O sol. para devorar Trita. louvável. Bṛhaspati. Céu e terra. mas o sentido mais comum é uma estrada. pois esses. 9 Āptya. 10. Certa vez. seja o invocador dos deuses. ou. todos. à prática mística de contemplar a região umbilical. que liberta muitos do pecado. como o guia do nosso caminho. Aryaman.315 9. Céu e terra. estejam conscientes dessa (minha aflição). Varga 23. o Sol. o fogo.10 que residem no centro do céu expandido. e o sol difunde sua (luz) constante. é aquela tua relação (com os deuses). mortais. 13 Brahmā kṛṇoti varuṇah. Céu e terra. por vocês. corretamente.15 mas vocês. De acordo com Yāska. instalado na nossa (solenidade). de acordo com outros textos. 18. Que ele. a partir do caminho. ó deuses. os nakṣatras. Digna de louvor. 15 Pois os deuses dependem. estejam conscientes dessa (minha aflição). caído no poço. e lhes ofereça oblações. tendo me visto. a Lua. Céu e terra. que regula as estações nas quais sacrifícios são oferecidos. 12 O comentador diz que Bala. pois. Céu e terra. como Sūryadvāreṇa te virajāh prayānti. é dito. 16. tendo em conjunto levado rapidamente as minhas orações para os deuses. e traduz a passagem: ‘Os raios do sol impedem a lua de aparecer. voltem (rapidamente). 10 É dito que eles são.13 Nós desejamos a ele. . indiretamente do sol. estejam conscientes dessa (minha aflição).11 Céu e terra. o sol. em suas respectivas esferas. estejam conscientes dessa (minha aflição). um sábio entre os deuses. 14 Asau yaḥ panthā ādityo divi pravācyaṃ kṛtaḥ. 17. Agni. Aquele novo (vigor)12 louvável e elogiado está estabelecido em vocês. (levantando-se nas patas traseiras). O primeiro é aqui explicado rakṣaṇarūpam karma. como (no sacrifício de) Manus. Fogo. Os Taittirīyas substituem. o vento. (pelo qual) os rios incitam adiante as águas. para existência. na região planetária. 8 Não está muito claro o que quer dizer o termo nābhi. como um carpinteiro16 cujas costas se arqueiam (com inclinação fica ereto a partir de seu trabalho). no firmamento’. identificando os raios solares com os sete ares vitais que permanecem no espírito dominante. ou de ficar visível. āpya. Os raios do sol permanecem no centro circundante do céu: eles repelem o lobo. estabelecido no nosso rito. Trita. – da qual ukthya. como no sacrifício de Manus. Varuṇa. como a base da alma. como satatagāmī. Vento. segundo o Śāṭyāyana Brāhmaṇa. adora (os deuses). em lugar do relâmpago. é um epíteto. estejam conscientes dessa (minha aflição). como citado por Sāyaṇa. um lobo fulvo me viu seguindo meu caminho. são. o sol. ou asterismos. cruzando as grandes águas. aquele sempre em movimento. no qual o comentador parece compreendê-lo. (a ele o repetidor de louvor) dirige o louvor. 11. Céu e terra. como admitido pelo comentador. Um significado de panthāh é apresentado como um epíteto de āditya. um caminho. e o relâmpago. declaradamente. – Aqueles que estão livres de mácula seguem pela porta do sol. se torne o nosso verdadeiro (amparo). e. estejam conscientes dessa (minha aflição). Rosen o traduz como domicílio. no firmamento. 14.8 Trita. que és o mais sábio. ele interpreta vṛka como a lua. deuses. Mas pode-se duvidar se ele pode ter propriamente tal interpretação. 11 Aludindo. que é. talvez. a lua. à história de um lobo. que tem direito a louvação. invoca os deuses. e apah como o firmamento. por socorro. filho das águas. Mas ele não é explicado dessa maneira no comentário. de (todo o) seu coração. e a inserção do t é uma anormalidade. está implícita. Agni. nas nuvens. o filho das águas. tal patronímico de apa seria. Que aquele sábio e generoso Agni. e o sentido comum de nābhi é umbigo. no céu. 12. luminosos. avançou sobre mim. embora obscuramente. aludindo. Aqueles que são os sete raios (do sol). Céu e terra. explicado apām putrah. brilhando em Svarloka. e essa interpretação é corroborada por textos que representam o sol como o caminho para o céu. Varuṇa realiza o rito de preservação. 15. Indra.14 não deve ser desconsiderado. e Savitṛ. e o Relâmpago. Tu. ou. não o consideram. Que os cinco derramadores (de benefícios). estejam conscientes dessa (minha aflição). ‘força’. neles está o meu umbigo expandido.9 sabe que (isso é assim). ‘o ato que é da natureza de preservação’.

Ó deuses que têm seu lar lá nos três reinos lúcidos do céu. Notem essa minha aflição.33. ó Terra e Céu. e céu. veja Macdonell. superemos os nossos inimigos em batalha. nota 2. 21 O mundo é dividido em terra. Varuṇa. 20 O mais recente ou mais jovem dos deuses. as paredes do poço no qual Tṛta estava confinado. inquietações torturantes me consomem como o lobo ataca o cervo sedento. ó Terra e Céu. firmamento. o reservatório de todas as possibilidades de existência. como o carpinteiro. além disso. Notem essa minha aflição. ó Terra e Céu. precedem toda forma e sustentam toda criação”. 3. Eu sou o homem que cantou antigamente muitos louvores completos quando Soma fluiu. tendo visto as constelações seguindo pelo caminho do céu. Como enviado. Agni. fazedor do mês. uniu-se com uma delas. [“As águas simbolizam a soma universal das virtualidades: são a fonte e origem.316 19. a fonte da nossa felicidade. Ó relâmpagos com suas rodas douradas. 17 Esse hino é atribuído ou a Tṛta ou a Kutsa. A linha volta a ocorrer em 10. e que Mitra. ó Terra e Céu. que aquela luz nunca caia da sua posição no céu. – Ludwig. pp. 18 No oceano de ar. por interpretar vṛka como a lua. Certamente os homens anseiam e obtêm seu desejo.52. ó Terra e Céu. O Sagrado e o Profano. 4. e 460. Que nunca nos falte alguém como o doce Soma. ele divulgará isso. como sendo reproduzido continuamente. 22 Provavelmente a via láctea. preocupações agudas devoram a mim. O sentido geral das questões nesse e nos dois versos anteriores é: não há mais qualquer distinção entre certo e errado? Não há governo moral no mundo? Se há. a lua. 422.5. e apenas é tornado inteligível pelas adições do comentário. É dito que ele. Como esposas rivais por todos os lados vigas circundantes23 me oprimem muito. Dentro das águas18 corre a Lua. 5. os homens não encontram o seu lugar permanente. Onde está a antiga lei divina? Quem é o seu novo difusor agora? Notem essa minha aflição. nesse (pedido). Notem essa minha aflição. o cantor do teu louvor. em abraços entrelaçados. Journal of the Royal Asiatic Society. e cada um desses. A passagem admite uma tradução totalmente diferente. Eu peço o último 20 do sacrifício.24 Notem essa minha aflição. ó Terra e Céu. Eliade. é citado às vezes como triplo. 6. tornando-nos possuidores de Indra. Qual é o seu firme suporte da Lei? O olho do observador Varuṇa? Como nós podemos passar os ímpios no caminho do poderoso Aryaman? 22 Notem essa minha aflição. Porém. como ratos devoram os fios do tecelão.17 Viśvedevas (Griffith) 1. em māsakṛt. 16 O sentido da comparação não é muito claro. E. Por essa recitação que nós. e unir mā sakṛt.] 19 O Sol. e fortes com progênie multiplicada. eu uma vez. 7. 8. ó Terra e Céu. Veja 1. O lobo. e mentira? Onde está o meu antigo apelo a vocês? Notem essa minha aflição. ó Terra e Céu. o oceano. ambos dão e recebem a bênção do amor. No entanto. Notem essa minha aflição. Índice ◄►Hino 106 (Wilson) ____________________ Hino 105. 1893. a terra e o céu.3. Ele é dirigido aos Viśvedevas em nome de Tṛta que tinha sido aprisionado em um poço. Ó Deuses. Aditi. Perto de seu marido se aferra a esposa. um adorador fiel. Julho. não prestando atenção a Trita no poço. ele com as belas asas19 no céu. 2. sou permitido sofrer essa miséria imerecida? 23 Segundo Sāyaṇa. Ó Śatakratu. 24 O significado de śiśnā explicado desse modo por Sāyaṇa é incerto. considerada como o caminho do céu. . porque eu.21 o que vocês consideram verdade. estava ūrdhvābhimukha (de pé na presença ereto). sejam benevolentes para nós.

ordem eterna. Deus entre os Deuses. o caminho da verdade. traze os Deuses para o sacrifício.30 a Verdade é a luz do Sol estendida. “O significado do termo como aplicado ao próprio mundo natural se conecta com a alternância de dia e noite. aliados com Indra. 10. A corrente dos rios é a Lei. 19. Notem essa minha aflição.” Wallis. ordem eterna. Um lobo avermelhado me viu uma vez. 28 As estrelas.317 9. ó Terra e Céu. 14. Aquele chamado dele Bṛhaspati32 ouviu e libertou-o da angústia. Aqui sentado. Notem essa minha aflição. dali a minha casa e família se estende. Notem essa minha aflição. Notem essa minha aflição. 27 As estrelas de alguma constelação. e Mitra. ó Terra e Céu. ó Agni. Firme é esse hino de louvor feito recentemente. Tṛta. Ó mortais. Menos ainda os homens podem desconsiderá-lo. Cosmology of the Ṛgveda. ó Terra e Céu. No alto na ascensão central do céu estão colocados aqueles Pássaros de belas asas. 93. Notem essa minha aflição. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Ele. Mas. diz Sāyaṇa. Senta-te aqui como um homem: o mais sábio. Segundo Ludwig o caminho do Sol entre os trópicos é aludido. justiça. 11. não deve ser ultrapassado. ó Terra e Céu. ó Terra e Céu. arqueando suas costas ou contraindo seus membros. Notem essa minha aflição. 18. Ela aparentemente significa que o lobo rastejou para longe. 30 Lei (ṛtám). 31 De acordo com Benfey. quando enterrado no poço. Digna de louvor. 33 A comparação não é muito clara. Os Deuses. Para ele que encontra o caminho nós oramos. Onde aqueles sete raios25 estão brilhando. inteligente. tendo levado juntos rapidamente os meus louvores aos Deuses. ou o culto de Agni. ó Terra e Céu. Notem essa minha aflição. é aquela afinidade que tu tens com Deuses. 25 . é o ponto central através do qual eu e todos os membros da minha família somos conectados e mantidos juntos. retornem. Índice ◄►Hino 106 (Griffith) Do sol. com todos os nossos heróis vencer na batalha. Que o culto sagrado surja novamente. vocês não o veem. 13. Que aqueles cinco Touros27 que ficam totalmente no alto no meio do imenso céu. Através dessa nossa canção que nós possamos. Agni com seus raios brilhantes. provavelmente. feito para ser altamente glorificado. 12. e manifesta-se por irmandade. 26 Tṛta Āptya: um ser místico que reside na parte mais remota dos céus. quando eu estava seguindo meu caminho. e que conhece a origem divina da raça humana. 16. Varuṇa faz a oração sagrada. a passagem regular do sol pelos céus. p. Notem essa minha aflição. ó Deuses.28 De volta de seu caminho eles impelem o lobo29 porque ele iria atravessar as águas agitadas. 17. como no verso 12. ou o movimento constante da chuva em sua queda do céu e dos rios ao longo de seus cursos. porque a existência deles depende dele como regulador das estações nas quais sacrifícios são oferecidos a eles. os raios são as chamas de Agni. diz Sāyaṇa. Que Varuṇa. e Aditi e Sindhu. semelhante a um homem como um sacerdote Agni o mais sábio transportará rapidamente para os Deuses as nossas oblações. 32 O Senhor da Prece. e adequado para ser recitado. Notem essa minha aflição. como um carpinteiro33 cujas costas estão se arqueando agachou-se e lançou-se para longe. Essa última aplicação da palavra pode ter determinado seu sentido especial de ‘água’ na linguagem posterior. como um carpinteiro inclinando-se sobre sua obra até que suas costas se arqueiem. ó Terra e Céu. 15. 29 Escuridão ou eclipse da Lua. ó Terra e Céu. Notem essa minha aflição. Ele no coração revela seu pensamento. ó Terra e Céu. Isto é. não devem desconsiderar o caminho do Sol. Aquele caminho do Sol31 no céu. Esse Tṛta Āptya26 conhece bem. como Ludwig sugere. ó Deuses. que como pecadores não o contemplam ou compreendem corretamente. apela aos deuses para socorrê-lo. ó Terra e Céu.

nos livrem de todo o pecado.195. e concessores de residências. Agni. Mas o sentido mais usual de śacī.1 que são fáceis de serem louvados. Kutsa. Que eles. para a batalha. com os deuses. 1 2 . nos livrem de todo o pecado.2 Que eles. implantada em ti por Manu. o que pode ser traduzido como ‘o marido de Śacī’. venham. nos livrem de todo o pecado.) O Ṛṣi é Kutsa.3 Que eles. o encorajador de boas obras. 3 Śaṃ yor yat te manur hitaṃ. invocou.318 ____________________ Hino 106. ou propriedades) que foi colocada neles por Manu. 5. Incitando a ele que é o louvado dos homens. como uma carruagem de um desfiladeiro. Filhos de Aditi. exceto no último verso. nós solicitamos. nos livrem de todo o pecado. daquelas duas (coisas. como uma carruagem de um desfiladeiro. é karma. 5 Śacīpati. o poder dos Maruts. e concessores de residências. e ele é interpretado dessa maneira. e concessores de residências. e que as duas divindades. nos protejam. e concessores de residências. (o sol. e concessores de residências. As duas são explicadas.5 Que eles. ou bênção. para nós.) seja vigilante para a nossa proteção. a causa da felicidade em combates. Indra. Varga 24. Agni é aludido. (também. Sūkta I. 3. como ‘o deus que nutre’. o Hino é endereçado aos Viśvedevas. e que eles. que são generosos. Que a deusa Aditi. como uma carruagem de um desfiladeiro. Índice ◄►Hino 107 (Wilson) ____________________ Que são os Agniṣvāttas e outros. Pūṣan é citado. Nós pedimos aquela faculdade de (aliviar a dor e afastar o perigo). que são generosos. nos proteja. que são generosos. a métrica é Jagatī. 2. pelo comentador. no qual ela é Triṣṭubh. sempre confere felicidade a nós. com Trita. 4 Kutsa aqui se identifica. e que eles. 6. como uma carruagem de um desfiladeiro. na segunda. no Veda. que são generosos. e concessores de residências. Viśvedevas (Wilson) (Anuvāka 16. Bṛhaspati. a ele que é o purificador. Nós invocamos. Que os Pitṛs. com todas (as suas tropas). como uma carruagem de um desfiladeiro. ato. Veja Manu. jogado em um poço. e o destruidor de heróis. nos protejam. para socorrê-lo. nos livrem de todo o pecado. 7. nos livrem de todo o pecado. Varuṇa. – o bem. Mitra. para a nossa preservação. e Aditi. mas o termo é explicado. 3. ou pode ser Trita. que são generosos. promotoras de sacrifícios. o matador de inimigos. e que eles. que são generosos. (para estar presente) nesse rito. que são generosos. céu e terra. aparentemente.4 o Ṛṣi. e que o guardião radiante. aqui. Sejam. pelo comentador.) com nossos louvores. como no texto traduzido. É dito que. no comentário. Indra. e concessores de residências. como uma carruagem de um desfiladeiro. 4. ou rito. na primeira parte de frase. 1. nos livrem de todo o pecado. e de quem os deuses são a progênie. como uma carruagem de um desfiladeiro.

Mitra. a Pūṣan. Vasus beneficentes. 6. Varuṇa e Agni e a hoste Marut e Aditi. 3. Vasus beneficentes. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. 7. Indra o matador de Vṛtra. tragam alegria para nós. Que os mais gloriosos Pais7 nos ajudem. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. nós oramos com hinos. 9 Um nome místico de Agni. nos salvem de toda angústia. Os Manes ou espíritos dos ancestrais falecidos. 8 Céu e Terra. 10 O Deus que nutre homens e rebanhos e manadas. para designar os Deuses em geral.10 governante sobre os homens. Índice ◄►Hino 107 (Griffith) ____________________ 6 Vasus.319 Hino 106. Ao poderoso Narāśaṁsa. Venham Ādityas para a nossa prosperidade completa. nos salvem de toda angústia. em conquistas do inimigo. Vasus beneficentes. 4. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. nos salvem de toda angústia. Senhor do poder e da força. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. faze-nos sempre um caminho fácil: nós desejamos aquela benção que tu tens para homens em repouso e agitação. 11 Talvez figurativamente em lugar de ‘em aflição’. como nesse caso. para ajudar. que fortalecem a Lei. e Mitra.9 fortalecendo seu poder. nos salvem de toda angústia. 2. Vasus beneficentes. Vasus beneficentes. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. originalmente significando ‘os bons’. nos salvem de toda angústia. 7 . Kutsa é o Ṛṣi a quem o hino é atribuído. ó Deuses. nos salvem de toda angústia. Viśvedevas (Griffith) 1. Que Varuṇa. e usado às vezes. 5. e as duas Deusas.8 as Mães dos Deuses. ‘o Louvor dos Homens’. Assim como uma carruagem de um desfiladeiro difícil. Caído no poço11 o Ṛṣi Kutsa chamou. e Aditi e Sindhu. Bṛhaspati. Por auxílio nós chamamos Indra. Vasus6 beneficentes. Que Aditi a Deusa nos proteja com os deuses: que o Deus protetor nos defenda com cuidado incessante.

Varga 25. todos os Maruts juntos. a terra e o céu o preservem (para nós). que os deuses venham até nós com sua proteção. 2. Viśvedevas (Griffith) 1. Varuṇa. que Agni. nos concedam aquele alimento (que nós pedimos). e Mitra. com seus tesouros. Aditi. Que Indra com seus poderes. que Savitṛ. Que o nosso sacrifício dê satisfação aos deuses. e Aditi. e que Mitra. os deuses. que estão a ser louvados pelos hinos dos Aṅgirasas. Aryaman. sejam benevolentes.320 Hino 107. Índice ◄►Hino 108 (Griffith) ____________________ 1 Isto é. Que Varuṇa. com os Ādityas. o oceano. Que Varuṇa e Indra. 3. Maruts com Maruts.1 Aditi com Ādityas nos concedam abrigo. a métrica. que Varuṇa. os Viśvedevas. para a nossa proteção: que Indra. ou Maruts com seus ventos e tempestade. (venham e) nos deem felicidade. O sacrifício obtém a aceitação dos Deuses: estejam dispostos misericordiosamente para conosco. os Maruts. venham para cá. que Aryaman. Glorificados pelas canções de louvor dos Aṅgirases. Agni. e seja o nosso melhor salvador das dificuldades. Savitar achem agradável esse nosso louvor. de modo a serem uma fonte abundante de afluência para os pobres. Que Indra. e que as suas boas intenções sejam dirigidas para nós. Ādityas. Ādityas. 1. com os ares vitais. Que o seu favor seja dirigido para cá. Triṣṭubh. 3. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. Que os deuses. e Aditi e Sindhu. . 2. Índice ◄►Hino 108 (Wilson) ____________________ Hino 107. Viśvedevas (Wilson) (Sūkta II) O Ṛṣi é Kutsa.

4. Os fogos estando acesos. Indra e Agni. 2. Se. de onde quer que vocês possam estar. Portanto. . vocês foram aliados (na ocasião da morte dele). venham para cá. venham para cá. – os nomes das tribos ou famílias bem conhecidas nos Purāṇas. eu primeiro prometi (a vocês a libação). 3. em seu carro. Anus e Pūrus. naquela de um brâmane. Turvaśas. de onde quer que vocês possam estar. e bebam da libação derramada. Recebam (sua parte) da libação. para a nossa satisfação. ou tirânicos. os epítetos no número dual: o comentador fornece o Adhvaryu e seu sacerdote assistente. Indra e Agni. Quaisquer feitos heróicos que vocês tenham realizado. Druhyu. 75. ou superior do mundo. por upadravecchu. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta III) O Ṛṣi é. e bebam do suco Soma derramado. vocês estão entre homens que são inofensivos. Os significados podem ser sustentados pela etimologia das palavras. por hinsaka. 7. 2 Yad brahmaṇi rājani vā. (atraídos) pelos estimulantes sucos Soma borrifados por toda parte. adoráveis Indra e Agni. sentados juntos. Turvaśa. com a qual adquirir conhecimento e realizar atos religiosos. Adi. e Pūru. Yadu é explicado por ahinsaka. Vocês tornaram famosos seus nomes associados. Yadus. que se dirige a Indra e Agni. mais propriamente. venham diante de nós. não ofensivo.1 espargindo a manteiga clarificada das conchas. Bebam da libação derramada. quaisquer benefícios (que vocês tenham derramado). mas a interpretação parece ser um refinamento desnecessário. ou militar. Varga 26. 8. O primeiro é explicado como um Brahman que é um instituidor diferente de um sacrifício. (Mahābhārata. 6. 1 Nós temos somente. e bebam da libação derramada. derramadores de benefícios. quaisquer amizades antigas e afortunadas (que vocês tenham contraído. indicar nomes próprios. kāmaih pūrayitavyah. desse mesmo modo. Kutsa. 2 então. Anu. e muito fundo em profundidade. matadores de Vṛtra. 1. para ser totalmente satisfeito pelos objetos de desejo. Se. descendentes dos cinco filhos de Yayāti. respectivamente. em sua própria residência. quaisquer formas (que vocês tenham criado). derramadores de benefícios. similarmente nomeados. no texto. a métrica é Triṣṭubh. 3 Os termos assim traduzidos. ou aqueles que recebem os frutos (dos bons atos). central. – sendo. como Kṣattriye. o segundo. tendo respiração.3 então. e bebam da libação derramada. derramadores de benefícios. Indra e Agni. e testemunhem a fé sincera com a qual. – suficiente para os seus desejos. como sua bebida. pois o suco Soma está preparado pelos sacerdotes.321 Hino 108. ou naquela de um príncipe. pareceriam. Indra e Agni. em conformidade com as explicações do comentador. escolhendo vocês dois. com todos eles). por prāṇair yuktah. malévolos. são os dois sentados juntos (no altar). Aqui. – e espalhando a grama sagrada (sobre o altar). 9. Vasto como é o universo inteiro em extensão. – aquele carro extraordinário que ilumina todos os seres. ainda. ou aqueles que vivem (para cumprir os deveres da vida). no entanto. Varga 27. de onde quer que vocês possam estar. Se. um homem da segunda casta. [cap. vocês alguma vez se deleitaram (com libações). tirânico. pág. – aproximem-se. Indra e Agni. ou vida. venham para cá. Os derramadores de benefícios. Venham. 5. ofensivo. – as quais eles erguem. e bebam do suco Soma derramado. visto que. venham. Indra e Agni. 167 da versão em português]). vocês estão na região inferior. Druhyus. que esse Soma seja. os dois (sacerdotes ficam ao lado).

venham para cá. os laços de amizade antigos e auspiciosos. as formas e proezas poderosas que vocês exibiram. Indra e Agni. ou na terra. com sua superfície que se estende longe. 10. espalhando a erva sagrada. na batalha nós devemos lutar com Asuras por esse Soma. mesmo de lá. traduzindo-os respectivamente por ‘honrados’. vocês permanecem. com um objetivo vocês se esforçaram. quando os fogos são devidamente acesos. a palavra terra sendo usada livremente como esfera ou mundo. Indra-Agni. ó Indra e Agni. para cá. com conchas levantadas. venham para cá.9. o oceano. ou no céu. ou nas águas. Se vocês se regozijam em sua residência. Então Indra-Agni. na central. Aditi.5 Indra-Agni! Mesmo de lá. e que Mitra. concedam a nós todos (os tipos de) riqueza. ou com príncipe ou brâmane. profundo como ele é. Indra e Agni.7. e bebam da libação derramada. ó Indra-Agni. As bravas façanhas que vocês fizeram. derramadores de benefícios. Varuṇa. de onde quer que vocês possam estar. venham. Anus. ‘para quem a grama sagrada foi espalhada’. central. venham para cá. ou inferior do mundo. Índice ◄►Hino 109 (Wilson) ____________________ Hino 108.] Benfey atribui os epítetos duais a Indra e Agni. vocês possam estar animados pelo seu próprio esplendor. 5. 9. Santos. 11. nas ervas. 3. ó Poderosos. desse modo que esse Soma seja. venham para cá. na central. 8. e bebam da libação derramada. Ou a referência pode ser à imaginária divisão tripla da terra. e bebam a libação do Soma que flui. ou na mais baixa.6 Mesmo de lá. ou na mais alta. ó Senhores Poderosos. 13. Assim vocês chegaram a essa minha verdadeira convicção. de onde quer que vocês possam estar. vocês estão residindo na terra mais baixa. Se. que olha em volta para todas as coisas vivas. com Druhyus. vocês estão na região superior. 6. ó Senhores Poderosos. nas montanhas. Pūrus. 4 [Veja a nota 1. o poderoso Soma. – por causa desses bebam do Soma que flui. e também em] 1. tomem o seu lugar e venham juntos até nós. Se. 5 [Veja a nota 3. Indra e Agni. Indra e Agni. no meio do céu. 2. feito para o seu consumo até que a sua alma esteja saciada. 7. Como eu disse antes quando escolhendo vocês. venham. a terra e o céu a preservem para nós. venham para cá. Embora. Indra-Agni. ó Senhores Poderosos. derramadores de benefícios. vocês estão no céu. 12. despejem. derramadores de benefícios. Indra-Agni (Griffith) 1. Desse modo. Turvaśas. ‘em direção a quem as conchas foram erguidas’.4 Atraídos pelo forte suco Soma derramado à nossa volta. ó. e bebam da libação derramada. Ambos permanecem adornados. Pois vocês ganharam juntos um nome abençoado: sim. Se. no ar. e bebam libações do Soma que flui. [nota 6]. e bebam libações do Soma que flui. e bebam libações do Soma que flui.322 10. no nascer do sol. Indra e Agni. sentados aqui juntos. e mostrem sua graça. bebendo profundamente da libação. . 6 Na terra. Se. Tão vasto quanto todo esse mundo é em sua extensão. Naquele carro mais extraordinário de vocês. e beberam libações do Soma que flui. vocês estão residindo na terra mais alta. Se com os Yadus. 4. ó Indra-Agni. Indra e Agni. de onde quer que vocês possam estar. contudo. ó matadores de Vṛtra.

oferece para ambos. o irmão da donzela. na hora da batalha. portanto. e bebam libações do Soma que flui. no Veda. sentados nesse sacrifício. que os rios. como na interpretação desse estrofe. e a Terra e o Céu aceitem essa nossa prece. 3 Devī dhiṣaṇā. estão perto. venham para cá. por Yāska. do ato de receber dinheiro pela noiva está em desacordo com o teor geral da lei de casamento. na cerimônia de casamento. A palavra é derivada. Indra e Agni. e lā. Que Varuṇa. e (assim dotado).3 desejando a sua presença. A compreensão clara que vocês me deram (não é dada) por ninguém mais. ou nas águas. 3. Vocês dois. é dito (Nirukta. eu compus esse hino para vocês. que as montanhas. venham rapidamente. Assim solicitando e pedindo por descendentes dotados do vigor de seus progenitores. que têm cavalos. 13. Varga 29. na minha mente. os (adoradores). (para ouvir essa adoração). pelo irmão da noiva. desejoso de riqueza. como equivalente a uma venda. ou comprar. Observadores de todas as coisas. vocês se deliciam com alimento. sobre a grama sagrada. que faz presentes a ela por afeição. e Aditi e Sindhu. na terra. e que é. Nós temos. o que implica. Assim. Se. ganhem para nós todos os tipos de riqueza. de fato. 2. Indra e Agni. 4. 2 O syāla. fala divina. gerando filhos. com um novo hino. que o vijāmātṛ é o asusamāpta. portanto. aqui. como no último . 3. de lājā. nas ervas. que ele é o marido de uma noiva comprada. além de um presente cortês. VI. fiquem alegres. ou incompleto. vocês sobrepujam todas as outras coisas existentes. Atendendo aos chamados. A prece sagrada. Se vocês estão no céu. e bebam libações do Soma que flui. Vijāmātṛ.2 Portanto. eu me dirijo a vocês. Eu tenho ouvido. de acordo com alguns. e mãos graciosas. 5. – matrarūpā. quando o Sol subiu ao meio do céu. 6. eu considero vocês. pagar por. que são espalhados. ó Senhores Poderosos. venham para cá. um genro (jāmātṛ) que não é possuidor das qualificações requeridas pelos Vedas. que vocês são doadores mais munificentes do que um noivo indigno. Esse reconhecimento. O prefixo vi indica. destruidores de inimigos. e Mitra. como prescrita por Manu. que o céu. e eles dois. ó Indra-Agni. o que é. ó Senhores Poderosos. 1. a libação de Soma. Indra e Agni. belos braços. uma indicação de uma condição diferente das leis de casamento. Indra e Agni. Indra e Agni. Eu soube. Índice ◄►Hino 109 (Griffith) ____________________ Hino 109. Indra-Agni (Wilson) (Sūkta IV) Ṛṣi. foram os mais vigorosos na destruição de Vṛtra. (quando vocês estavam presentes) na divisão do tesouro (entre os adoradores).51 e 53). sua esposa. 11. para a sua felicidade. como eu ofereço a vocês uma libação. de sya. 9). Indra e Agni. uma cesta de joeirar. (Veja as Leis de Manu. e censura o recebimento de dinheiro. nas montanhas. que vocês dois. deuses e métrica. na forma de prece. para a sua satisfação. e bebam libações do Soma que flui. 1 . Varga 28. o noivo não realizado.323 Mesmo de lá. ó Indra-Agni Mesmo de lá. anunciando o meu desejo por sustento. louvam Indra e Agni. segundo o comentador. venham para cá. grãos fritos. obrigado a conciliar seu sogro por meio de presentes generosos. Mesmo de lá. vocês superam todos os homens (em magnitude): vocês são mais vastos que a terra. e misturem (a libação) com doçura nas águas. a qual condena a aceitação de qualquer coisa. pelo pai de uma donzela. (por beberem a libação derramada). tendo aproveitado ao máximo a nossa libação. como parentes e familiares. 12. ó Senhores Poderosos. Que nós nunca interrompamos a longa linha (de posteridade).1 ou o irmão de uma noiva. por Yāska.

e a deem para nós. borrifem-no com doçura nas águas. espreme o Soma alegremente para deleitá-los. Então lhes oferecendo essa dose de Soma. protejamnos com seus poderes. e deleitem-se com o suco. ou de irmãos. Vocês são maiores que rios e que montanhas. juntos. vocês sempre ativos. em busca de parentes. que não tem. eu faço para vocês esse novo hino. Indra e Agni são louvados também. sobre a grama espalhada. Indra e Agni. 7 Isto é. vocês Dois superaram a terra e o céu em grandeza. Tragam riqueza. Sentem-se nesse sacrifício. misturar a doçura. 9 Isto é. brilhem também sobre nós. ó Aśvins. Para Indra-Agni as gotas fortes8 são alegres. Varuṇa. e que Mitra. com água para ser oferecida a Indra e Agni. ou pretendente. 3. 11 [Veja a nota 4.4 pelos quais os nossos antepassados alcançaram. 10 Aqui chamados para realizar os deveres do Adhvaryu e seu sacerdote assistente. de acordo com o comentador.] O significado da linha pode ser que a adoração de Indra e Agni é o grande laço que mantinha unidos os ancestrais do Ṛṣi. Sobrepujando todos os homens onde eles gritam para a batalha. ó Indra-Agni. perto da vasilha que recebe o suco. .10 apressem-se. Por louvar ao último. Indra-Agni (Griffith) 1. Pois eu ouvi que vocês dão riqueza mais livremente do que um genro indigno6 ou o irmão da esposa. sejam propícios para essa (nossa prece). Indra-Agni. vocês cujos braços manejam o trovão: Indra e Agni. pois aqui no colo da taça9 estão ambas as pedras de espremer. nos deem prosperidade. é indicado o brilho de Indra e Agni. para o qual os virtuosos procedem pelo caminho da luz. Nenhuma providência exceto a sua somente está comigo: então eu fiz para vocês esse hino por auxílio. etc. quando Vṛtra caiu e quando o saque foi dividido. protejam-nos.5 uma região celestial. 4. Índice ◄►Hino 110 (Wilson) ____________________ Hino 109. como Yāska explica. Aditi. Para vocês a taça divina. ou Soma. destruidores de cidades. Com mãos auspiciosas e braços belos. Indra e Agni. Ansiando por bem-estar eu olhei em volta. isto é. pelos raios do sol. Não vamos romper os laços:7 com essa prece nós nos esforçamos para ganhar os poderes dos nossos antepassados. protejam-nos nos combates.324 7. não vamos quebrar ou interromper a longa série de ritos religiosos observados pelos nossos ancestrais e continuados até a nossa época. 5 Sapitvam é explicado como sahaprāptavyam sthānam. a terra e o céu. eram os mais poderosos. manejadores do raio. 8 Isto é. Que aqueles raios do sol. é obrigado a obter o consentimento do seu futuro sogro por meio de presentes generosos. e todas as coisas além deles. 8. as qualificações necessárias. o Soma estimulante. trovejadores. 7. mas pedir e obter ‘descendentes dotados do vigor de seus progenitores’. Ou. eu soube. Indra e Agni. nesse lugar. Tragam riqueza e a deem. como Sāyaṇa explica. o mundo de Brahmā. Agora que esses sejam de fato os mesmos raios de sol11 com os quais os nossos pais foram unidos antigamente. O irmão da donzela dá a ela ricos presentes por afeição natural. 2. 4 É dito que. Vocês. um lugar a ser alcançado em conjunto. Indra e Agni. o oceano. portanto. 6. não vamos cortar ou romper a longa linha de posteridade. por meio de seus atos. Indra-Agni. 5. 6 O genro indigno ou defectivo. como idênticos ao sol. em espírito.

Associados com os sacerdotes. Veja 1. como Rosen o compreende. Que nós. sendo ainda mortais. como em uma passagem anterior. Quando. e pode significar. brilhantes como o sol. para fazer (penitência). vocês chegaram ao salão (sacrifical) do adorador. de compartilhar das libações. 4 Como no texto: ‘Os Ṛbhus são os líderes do sacrifício’. o Ṛṣi é Kutsa. com conhecimento. embora. O mais excelente Ṛbhu é. nós oferecemos. assim é Kutsa. o nosso defensor. Ṛbhus. adquiriram imortalidade. Louvados pelos espectadores. salvem-nos em nossas batalhas. ainda imaturos (em sabedoria). portanto. na Jagatī. e Aditi e Sindhu. repartiram a única concha sacrifical. mas desejosos de desfrutar (das libações de Soma). a oitava e a nona estrofes estão na métrica Triṣṭubh. mas aqui nós temos. por meio de doações de alimento e de riqueza. Ṛbhus. o pai dos Ṛbhus. e realizando rapidamente os ritos sagrados. 1 . pode significar apenas o oferecedor de oblações. derrotemos as tropas daqueles que não oferecem oblações. 3. Que Varuṇa. era um descendente de Aṅgiras. o sol aludido. aqueles Ṛbhus que. 3 Tvaṣṭṛ. É dito. [nota 9]. como com uma concha. o suco Soma é suficiente para todos os deuses. 6. com uma arma afiada.4 residindo no firmamento. quando oferecido sobre o fogo. Ou o termo do texto pode ser conectado com aquele que o precede. através (das oferendas) de alimento (sacrifical). a manteiga clarificada designada. Que ele os conceda a nós. Para os líderes (de sacrifício). Deem. Varga 31. Ṛbhu. que os Ṛbhus são os raios do sol. não parece muito coerente chamá-los de seus parent