Você está na página 1de 88
2 RECORDAR, TAMBÉM É RECONSTUIR! .. COLECÇÃO DE APONTAMENTOS CADERNO N.º 36 Documentos para a História
2
RECORDAR,
TAMBÉM
É
RECONSTUIR! ..
COLECÇÃO DE APONTAMENTOS
CADERNO N.º 36
Documentos para a História
do
Edição
Património:
Geogràfico, Monumental, Cultural,
Social, Politico, Económico e Desportivo
Séc. XIII – Séc. XIX
SALVATERRA DE MAGOS
A TOPONOMIA DA
VILA
 

3

– ATRAVÉS DOS

TEMPOS ! ..

 

O Autor

JOSÉ GAMEIRO

 

(José Rodrigues Gameiro)

RECORDAR,

TAMBÉM

É

RECONSTUIR! ..

COLECÇÃO DE APONTAMENTOS CADERNO N.º 36

Documentos para a História do

Património:

2ª Edição
Edição

Geogràfico, Monumental, Cultural, Social, Politico, Económico e Desportivo

Séc. XIII Séc. XIX

SALVATERRA DE MAGOS

4

Toponomia da Vila Através dos Tempos! ...

**************

Edição: Gameiro, José Rodrigues Autor: José Gameiro

Formato: PDF

Editado: Blogue - http.www.blogs.historiadesalvaterra.blogs.sapo.pt Ano: 2010

O MEU CONTRIBUTO

Ao longo dos séculos, a religião, força militar e a política, sempre tiveram em cada época, destas coisas dar, ou mudar os nomes às ruas das urbes!

4 Toponomia da Vila – Através dos Tempos! ... ************** Edição: Gameiro, José Rodrigues Autor: José
 

Os

feitos

de

cada

cidadão, merecedor dessa

memória

futura,

decerto

são

dos

bons

exemplos

dados.

 

5

Em

Portugal, as grandes localidades,

depressa adoptaram este simbolismo, nos

seus espaços habitados, sobressaindo as ruas

e praças.

A vila de Salvaterra de Magos, durante

muitos séculos esteve

confinada a pouco

mais de 7 ruas e alguns largos - espaços vazios de moradias, onde as propriedades da

casa real,

ficavam na

orla dessas

vias

de

trânsito público. O povo dava grande importância, à conotação toponímica, com

nomes ligados à religião

católica,

daí

algumas das ruas de

Salvaterra de

Magos,

terem nomes de santos, como: Santo

António e São Paulo.

Com

o

decorrer

do tempo, gerações

ainda existem, que falam, tão embevecidos

da sua rua, por nelas considerarem a sua habitação, ou o seu nascimento, ligando-as à

sua entidade pessoal.

Por imperativos do

terramoto de 1909, a vila de Salvaterra de

6

Magos, teve de alargar o seu espaço urbano e, depressa abarcou outras identificações para as suas novas artérias, já então

concluídas

no

novo

regime

republicano,

acabado de surgir no país, em 1910.

Nos últimos

anos

a

toponímia da vila,

sofreu grande transformação, pois foram substituídos nomes, que duravam à séculos.

O factor político,

deu

alento aos autarcas

que foram passando pelo município, para uma outra mudança, foi a revolução dos

cravos, em 25 de Abril de 1974, pois até aí as mudanças eram quase inexistentes. As placas toponímicas, de ferro esmaltado

a

azul,

do início

do século

XX,

e

as

mais

recentes em pedra, colocadas nas

ruas

da

vila, omitem juntando ao nome, um pequeno

dado

biográfico

do escolhido,

aliás

uma

norma que se vê nas grandes cidades e, aqui

em Salvaterra de Magos, tem sido descurado, e seria a melhor maneira de dar

7

a conhecer, perpetuando a vida e obra do

homenageado,

especialmente

dos

filhos

desta terra. Assim, nesta segunda edição, foi aproveitado para rever a anterior, publicada

em 2007, aumentando o que por ventura se

tornou

possivel

actualizar,

além

de

pretender-se

remediar

a

falta

de

identificação bibiográfíca e respectivos fotos

da toponínia

Março: 2010

O Autor

JOSÉ GAMEIRO

(José Rodrigues Gameiro)

8

A ORIGEM E TOPONOMIA DA VILA ATRAVÉS DOS TEMPOS! ...

A fundação da vila junto da margem sul do rio Tejo, onde as terras eram de grande riqueza para a actividade rural, canalizava predominantemente a população para a agricultura. Tendo sido escolhido a sua implantação muito próximo da margem do rio Tejo, era no seu espaço politico/administrativo um concelho feudal que ao tempo do seu primeiro Foral, doado por D.Dinis, em 1295, O aparecimento de Salvaterra de Magos, como povoação, está como tantas outras envolta num mistério, que os contos/lendas se encarregaram de lhe atribuir uma origem que para muitos é fidigna. Certo é, que no Foral de D. Dinis, se fala em Salvaterra, e entre os locais (sítios) que lhe davam relevância no ambito do desenvolvimento concelhio, existia Magos.

Uns atribuem a este sítio o acrescento do nome,

Salvaterra

de Magos, outros atribuem, que

... serviu de guarida aos bruxose adivinhos”, que para aqui foram enviados, como castigo, outros ainda diziam que as suas terras eram férteis em ervas para chás como: S. Roberto, e Salva, - que nasciam a esmo, nos terrenos da Coutadinha, estando esta conutada com o seu nome (salva+terra). Uns olhos de água (nascentes), nas terras da Ameixoeira, eram apreciados, porque muito leves,

9

ajudavam na cura da doença da edropsia. Com tantos atributos, e com as regalias que lhe foram concedidos ao longo dos séculos, esta vila tinha grande peso na economia de Portugal. A própria legislação fiscal de 1455, de D. João V, decerto veio acrescentar influência teve no seu alargamento urbanistico, tal como os outros Forais de D. Manuel I e D. Fernando.

A existência do paço real na vila, trazia-lhe

grande movimento, mesmo através da “sangria” de

águas que sendo aberta com empenho real, veio a

receber o nome de vala real. Depressa atraiu a corte e aqui foi construído um pequeno paço real, que para a época também teve uma reserva de Coutada, onde a Falcoaria era uma forma de passarem aqui longos dias, especialmente na Primavera. Aquela, e a Casa da Ópera mais tarde, também ocupavam a realeza e seus convidados estrangeiros.

O seu perimetro urbano, confinava-se apenas a uma povoação que tinha sete ruas, situação que durou séculos; Rua S. António, Rua Direita, Rua

S. Paulo, Rua do Pinheiro, Rua de Água e Rua do Calvário. Todas elas, vinham para sul, em direcção à Igreja Matriz. A Rua do Arneiro, um pouco mais afastada para poente.

A Rua do Calvário, tinha lá no seu fundo

uma

grande cruz de pedra, enquanto a Rua do Pinheiro, teve o seu nome devido à existência de uma árvore, daquele tipo, isolada das que se encontravam encostradas no matagal da vila.

10

No séc.

XVIII,

a Gazeta

de Lisboa,

não

tratava de informar os seus leitores, do dia-a-dia dos despachos da chancelaria régia, como periodicamente dava conta das novidades do que se passava lá fora, mesmo na toponímica de uma pequena urbe na Holanda.

Os estrangeiros, que visitavam Portugal, e por aqui paravam em Salvaterra, a convite da corte, assistindo às caçadas e brincos de toiros, não deixavam de dar novidades, nos momentos de “convivio de sala” do que se ia passando na Europa, onde a autorização de nomes de pessoas nas ruas das grandes e pequenas povoações, era uma prática para melhor serem identificadas as familias ali moradoras. Os que tinham morrido heróicamente em batalhas, e aqueles que se salientavam na cultura, ou mesmo que tivessem praticado um acto de filantropia, podiam passar a ter o seu nome guardado para sempre numa rua, normalmente na terra, onde nasceram.

Em Portugal, segundo um mapa de 1788,

conta que das suas primitivas sete ruas, três

continuam com nomes de santos S. António/ou rua de Baixo, Rua de S. Paulo e Largo de S. Sebastião, esta tinha um pequeno Hospital.

Nesta

geografia

da

vila,

mostra

uma

urbanização com novos arruamentos - Rua Jogo da Bola, Azinhaga das Oliveiras, Rua das Cozinhas, Trav. Forno Vidro, Trav. do Secretário e Rua de Monturos. Esta última dava acesso a um vazedouro público, no topo da vila.

11

Em 1883, foi aberta (melhorada), a estrada da Ponte da Peteja à Palhota, na distância de 578,81 m, cujo processo data de 10 de Março daquele ano. Este grande caminho, deu origem mais tarde, a partir da Capela da Misericórdia, à avenida que recebeu o nome José Luis Brito Seabra. Em 1890, com várias obras na vila, foi construído um novo jardim público, murado com vedação em ferro, junto foi construído um espaço para mercado diário de venda de frutas, hortaliças e peixe fresco. O Pelourinho em pedra, existente naquele lugar foi retirado. Melhorado o recinto do Fontenário, que desde séculos recebia o nome da rua ali próxima S. António. Aproveitando a àgua, que sobrava da sua corrente constante, esta passou a ser enviada a céu aberto, através de uma calha de telhas, pela Trav. do Secretário, para um grande Tanque em pedra de lioz, que passou a bebedouro de manadas de gado que passavam na vila.

Ao largo envolvente do Jardim, com a câmara a norte e a capela a sul, foi dado o nome Dr. Oliveira Feijão (1) Quando do terramoto de 1909, tendo a vila de Salvaterra de Magos, sofrido graves danificações nas suas moradias, muita da população foi alojada em barracas, situação que durou muitos meses. Por empenho do lavrador,Gaspar da Costa Ramalho, benemérito de Salvaterra de Magos, que agregando numa

grande

campanha

de

solidariedade um vasto

(1)Médico e lavradador na zona de Santarém, visitava Salvaterra

com assiduedade, nas festas das ferras de gado, nesta vila. * In

A

12

Freguesia da Várgea (Concelho de Santarém) * Pág 285 / 289 * António Miguel Ascensão Nunes (José Vargeano) 2005

grupo de outros cidadãos da terra, passando a apoiar aquela gente carenciada de bens.

Feita nova urnanização, novas ruas tiveram os toponímos - Rua Nova de S. Paulo, Rua Trás-da- Igreja, Rua Marquês de Pombal, Rua Conde de Arcos (estes últimos protagonistas no romance de Rebelo da Silva), e Dr. Gregório Fernandes, médico cirurgião, nascido em Salvaterra de Magos, que ocupou uma artéria já conhecida como Rua do Hospital, pois o desaparecido, em 1909, ficava ali muito próximo, no Largo S. Sebastião. Uma grande Horta, foi aberta, para alimentar a população carenciada, tendo com o decorrer dos anos o povo a conhecê-la pela “Horta do Sopas”, nome do seu primeiro hortelão.

Em 1910, instituído o regime republicano, em Portugal, os novos administradores municipais, logo se apressaram a substituir muitos dos nomes existentes, por pessoas que se destacaram na implantação do novo sistema politico. Chapas toponimicas, de esmalte azul com as letras em branco, passaram a ser uma norma no país, também em Salvaterra de Magos, tiveram lugar. Em 1913, a vila tinha um novo hospital e uma escola primária construída, sob a responsabilidade do jornal “O Século”, e em 1920, um grupo de entusiastas da festa brava, construiu uma praça de toiros, que depois ofereceu também

13

à Misericordia, local, tal como já tinha feito Gaspar Costa Ramalho, com o hospital. Existindo ao fundo da rua do Calvário, um grande Cruzeiro, cuja cruz foi removida para o cemitério local, por volta de 1920. Naquele grande caminho. em 1945, um grande envestimento em Salvaterra, foram iniciadas, os grandes canteiros para relva e flores, e árvores em fila, de ambos os lados, contemplavam os seus cerca de 900 metros de comprimento. Recebeu o toponimo de Avenida:

Vicente Lucas de Aguiar, antigo presidente da câmara municipal, que após a sua morte foi enterrado no cemitério existente junto da capela real. A avenida passou a ser a via de maior transito e, na sua entrada o ex-libris, Praça de Toiros, uma construção emblemática da vila.

Logo após a revolução de Abril de 1974, e com a mudança de alguns nomes nas ruas, a avenida passou a ser conhecida por: Dr. Roberto Ferreira da Fonseca, distinto médico, nascido em Salvaterra e, seu presidente da câmara municipal, por duas vezes. As ruas passaram a ostentar; Dr. Machado Santos, Dr. Miguel Bombarda, Alm. Candido dos Reis. A nova Rua Conde dos Arcos, depressa passou a Rua Elias Garcia. A Rua da Azinhaga, teve o nome de Manuel Arriaga, mas por pouco tempo, foi substituído pelo salvaterrense, Porfirio Neves da Silva, que foi lavrador e antigo presidente da câmara municipal.

No Largo S. Sebastião, que até ao terramoto existia um pequeno hospiral, o grande espaço recebeu uma urbanização, e em 1936/37, ali foram construidos um Fontanário e uma Escola. As ruas paralelas, passaram a ter os toponímos: José Luis

14

Seabra, há muito

construída,

e

Dr.

António

Ferrerira Roquette, esta sendo de pequeno curso,

era avenida, memorizava um membro da genelogia do 1º Barão de Salvaterra.

Por volta de 1945, numa pequena rua, que liga a Rua Luis de Camões (Rua Direita), com a Cândido

dos Reis (Rua de Baixo) é colocado o toponímo Trav. do Forno. Seria uma lembrança do forno, de pão, que ali existiu, e que vinha de séculos e tinha deixado de laborar. Em memória dos portugueses que tombaram no conflito da I guerra mundial (1914 - 1918). Com o decorrer dos anos tem sido

abreviado com o nome “Largo dos Combatentes”. Com as homenagens nacionais, atribuídas ao Alm. Gago Coutinho, a Rua do Charco, junto à Horta do Sopas, passou a ter o nome deste herói nacional, no campo da aviação. Em 1788, era uma abertura de arruamento, o Matadouro, estava ali perto, entroncava em ruas, que a levam a norte, à Roda dos Enjeitados e Fonte do Arneiro. Dois séculos depois, recebeu o nome Rua Martires da Pátria, pois era conhecida por “Rua da familia do José Monteiro”. Dali estava o acesso a pequenas construções de casas, onde familias carenciadas viviam os Quartos da vila. Mais de meio século volvido, em 1974, com a revolução dos capitães de Abril, novas mudanças foram operadas. A Rua de Àgua, passou a ter o nome de, João António Ramalho Almeida, o nome do Gen. Humberto Delgado, substituiu Porfirio Neves da Silva. O vereador da cultura à epoca, Joaquim Mário Antão, teve grande influência nestas decisões, como também na Rua Padre Cruz, que inicia a entrada ao bairro do Pinhal da Vila. A E.N.118,

15

que na primeira metade do século XX, passou a dividir a vila, na parte mais a sul, onde já exstia o cemitério da freguesia, construído em 1885, por força das novas leis, que terminaram com os registos paroquiais. Esta grande via de transito, mesmo em frente à praça de toiros, volta na volta, é alvo de obras, pois é ali a entrada da vila. O espaço é alterado com arranjos urbanísticos desde 1945, data do seu primeiro embelezamento, pois é um terreno apetecível para os autarcas locais, darem nas vistas! Entre muitas outras, já lá foram construídas zonas ajardinadas separadoras de trânsito, um sistema eléctrico de semáforos, cópia do que se usava em todo o país, na prevenção dos acidentes rodoviários. Em 1996, um novo estudo, pedido por Dr. José Gameiro dos Santos, presidente da câmara, ao arquitecto Flávio Barbini, técnico italiano, ao serviço so municipio, levava à construção de duas placas separadoras de trânsito, o que mostraria duas fontes artificiais. De inicio o povo lhe chamou as “ tijelas” da câmara.Tempos depois, a nova presidente, Ana Ribeiro, dá ao local nova urbanização Uma retunda, com uma decoração emblemática do Ribatejo. Um campino, cavalo e touro. Foi inaugurada em 18 de Outubro de 2002, com festejos. Algumas da ruelas, como as travessas de João Gomes, Bilbau e das Amoreiras, sendo muitas antigas na toponimia de Salvaterra, pouco ou nada existe dando conta da sua origem na vila. A Rua Conde dos Arcos, esteve pouco tempo, dando lugar a Elias Garcia. A rua em frente ao novo edificio hospitalar, inaugurado na avenida principal da vila, ficou com o seu nome. A Trav. do Secretário, deve ter recebido este topónimo,

16

julga-se ter existido ao alguma naquela quarteirão manuelino, alguma instalação do paço real.

16 julga-se ter existido ao alguma naquela quarteirão manuelino, alguma instalação do paço real.
16 julga-se ter existido ao alguma naquela quarteirão manuelino, alguma instalação do paço real.
16 julga-se ter existido ao alguma naquela quarteirão manuelino, alguma instalação do paço real.

17

17
17
17

18

18 .
18 .

.

19

19

20

 

A

ORIGEM

DA

TOPONOMIA,

NO

DESENVOLVIMENTO

DA

URBANIZAÇÃO

DA VILA DE SALVATERRA

DE MAGOS

RUA CÂNDIDO DOS REIS (Rua S. António)

SANTO

ANTÓNIO

20 A ORIGEM DA TOPONOMIA, NO DESENVOLVIMENTO DA URBANIZAÇÃO DA VILA DE SALVATERRA DE MAGOS RUA

Santo António de Lisboa, nasceu em Lisboa a 15 de Agosto de 1191 1195?, de sobrenome incerto

21

mas batizado como Fernando S. António de Pádua 13 de Junho de 1231. Foi conhecido com um doutor da Igreja que viveu na viragem dos séc. XII e XIII. Primeiramente foi frade Agostiniano, no Covento de São Vicente de Fora, em Lisboa, indo posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde aprofundou os seus estudos religiosos através da leitura da Biblia e da leitura Patristica, cientifica e clássica. Tornou-se Franciscano em 1220, viajando muito,viveu inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França. No ano de 1221 fez parte do Capitulo Geral da Ordem de Assis a convite do próprio Francisco o fundador, que o convidou também a pregar contra ao Albigenses em França. Foi transferido para Bolonha e de seguida para Pádua, onde morreu aos 36 (ou 40) anos. A sua fama de santidade levou-o a ser canonizado pela Igreja Católica, pouco depois de falecer. Enquanto vivo, sendo vasto o seu conhecimento, depois de canonizado, tanto em Portugal como em Itália, tem muitos devotos, especialmente em Lisboa, como seu padroeiro e casamenteiro, pois os seus devotos acreditam serem por ele abençoados. Em Portugal, muitas cidades e vilas, no séc.XIII, usaram a sua toponimia Salvaterra de Magos, também o fez, numa das suas primeiras ruas.

****************

CÂNDIDO DOS REIS

O Almirante Carlos Cândido dos Reis - Em 1 de

Outubro de 1870,

é

promovido a

22

guarda-marinha, tendo sido alvo de promoções desde que iniciou a sua carreira como voluntário, aos 17 anos de idade. Deixou a marinha, reformado em Julho de 1909, tendo recebido a

condecoração de “Grau de Oficial de da Ordem de

Avis e a de Cavaleiro da Torre e Espada” pelos

feitos ao longo da sua carreira de militar. Foi desde muito novo um adepto republicano, tendo participado contra o regime monarquico e dado contributo à Carbonária e da ideologia anticlerical. Como politico, não foi tanto propagandista, mas destacou-se como conspirador, embora tenho sido eleito como deputado republicano em 1910, esteve no golpe que fracassou em 28 de Janeiro de 1908. Esteve inactivo um periodo de tempo, voltou à luta como organizador da revolta de 5 de Outubro de 1910. Após várias esitações, o golpe acabou por triunfar., dando origem ao novo regime republicano.

****************

23

23 ************* RUA LUIS DE CAMÕES (Rua Direita) Desde o séc. XIII, nas primeiras sete ruas

*************

RUA LUIS DE CAMÕES (Rua Direita)

23 ************* RUA LUIS DE CAMÕES (Rua Direita) Desde o séc. XIII, nas primeiras sete ruas

Desde

o

séc.

XIII,

nas

primeiras sete ruas que a vila de Salvaterra de Magos tinha, a rua

Direita,

era

uma artéria, que

saindo numa construção recta desde a vala real/capela da misericórdia até à Igreja Matriz, lhe

dava o nome.

No séc.

XX, foi substituído

o

seu nome pelo

toponímo de Luis de Camões. Este estava no prolongamento da Rua Marquês de Pombal, que passou a usá-lo por inteiro.

***********

24

LUIS VAZ DE CAMÕES

25

Pouco se sabe com certeza

sobre

a

sua

vida.

Aparentemente nasceu em Lisboa, a data do seu nascimento é incerta (10 de Junho 1580?). Filho de uma família da pequena nobreza. Sobre a sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem,

25 Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, a data

terá recebido uma sólida educação nos moldes

clássicos,

dominando o latim e conhecendo

a literatura. Consta que estudou na Universidade

de Coimbra. A sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de D. João III,

onde iniciou a sua carreira

como poeta

lírico

e

envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias,

além de levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-

se

que,

por

conta

de

um

amor frustrado, se

autoexilou em África alistado como militar, onde

perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal,

feriu um

servo

do Paço

e

foi preso.

Perdoado,

partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso

várias

vezes, combateu ao lado das forças

portuguesas e escreveu a

sua obra mais

26

conhecida, Os Lusíadas tendo-a publicado de volta à pátria.Recebeu uma pequena pensão do rei D. Sebastião, pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter. Logo após

26 conhecida, Os Lusíadas tendo-a publicado de volta à pátria.Recebeu uma pequena pensão do rei D.

a sua morte a sua obra lírica foi reunida numa coletânea Rimas, tendo também deixado obras de teatro cómico.

Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que a sua obra recebia, mas pouco depois de falecer a sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. Luis de

27

27 Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos

Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade da sua pátria e é uma referência para toda a comunidade lusófona internacional. Hoje a sua fama está solidamente estabelecida e é considerado um dos grandes vultos literários da tradição ocidental, sendo traduzido para várias línguas e tornando-se objeto de uma vasta quantidade de estudos críticos

27 Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos

* * *

RUA MACHADO SANTOS ( Rua S. Paulo)

28

Saulo de Tarso, por ter nascido nesta cidade, era cidadão romano, antes da conversão perseguia os primeiros descipulos de Jesus Cristo, em terras de Jerusalém, juntando- se aos outros discipulos, foi um dos doze Apóstolos do Cristianismo. A sua santidade pela religião católica, que viveu intensamente e por ela foi mártir, em Roma, sendo reconhecido pela Igreja como Santo S.Paulo, segundo escritos, foi um dos grandes influentes escritores do cristianismo primitivo, tendo algumas cartas incluídas no Novo Testamento, que compõe a Biblia. No séc. XIII, D. João de Soalhães, bispo de Lisboa, um ano depois do rei D. Dinis, 1295, ter atribuído o Foral a Salvaterra, mandou erguer a Igreja Matriz nesta vila. A povoação passou A ter S. Paulo, como órago.

28 Saulo de Tarso, por ter nascido nesta cidade, era cidadão romano, antes da conversão perseguia

****************

MACHADO SANTOS

António Maria de Azevedo Machado dos Santos/ ou António Machado Santos,

28 Saulo de Tarso, por ter nascido nesta cidade, era cidadão romano, antes da conversão perseguia
28 Saulo de Tarso, por ter nascido nesta cidade, era cidadão romano, antes da conversão perseguia

Nasceu em Lisboa a 10

de Janeiro

de

1875

faleceu a 19 de Outubro

de

1921,

foi

militar

e

politico.

Considerado

um

dos fundadores da

29

República Portuguesa, pelo empenho com que se bateu na Revolução de 5 de Outubro de 1910. Ainda antes já se tinha juntado à Carbonária.afirmando-se como um conspirador inveterado. Presente em todos movimentos conspitarivos que procederam à queda do regime monárquico, distinguindio-se na Revolta de 28 de Janeiro de 1908. Sendo jovem e de aspecto romântico, exerceu um importante papel de coordenação operacional do movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910, A imprensa, catapultou-o para o papel de herói da Rotunda e pai da República. A sua incontestável heroicidade, principalmente quando organizou e manteve, perante o aparente fracasso da revolução, a resistência no alto da

29 República Portuguesa, pelo empenho com que se bateu na Revolução de 5 de Outubro deg ime monárquico, distinguindio-se na Revolta de 28 de Janeiro de 1908. Sendo jovem e de aspecto romântico, exerceu um importante papel de coordenação operacional do movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910, A imprensa, catapultou-o para o papel de herói da Rotunda e pai da República. A sua incontestável heroicidade, principalmente quando organizou e manteve, perante o aparente fracasso da revolução, a resistência no alto da avenida da Liberdade,está bem patente nos relatos da época e no seu próprio relatório dos acontecimentos. Já no regime republicano, foi eleito à Assembleia Constituinte de 1911, sendo dos primeiros a manifestar sinais de desencanto face ao andamento da política na República, a qual se afastava rapidamente dos ideais de pureza republicana dos seus defensores iniciais. Fundou então o jornal O Intransigente , que dirige, no qual expressa o seu desencanto. Entrou " id="pdf-obj-27-11" src="pdf-obj-27-11.jpg">

avenida

da

Liberdade,está bem patente nos relatos da época e no seu próprio relatório dos acontecimentos. Já no regime republicano, foi eleito à Assembleia Constituinte de 1911, sendo dos primeiros a manifestar sinais de desencanto face ao andamento da política na República, a qual se afastava rapidamente dos ideais de pureza republicana dos seus defensores iniciais. Fundou então o jornal O Intransigente, que dirige, no qual expressa o seu desencanto. Entrou

30

em várias revoltas, mesmo dentro do regime que ajudou a instituir e ajudou Sidónio Pais, ao poder. Em 1919, durante a Monarquia do Norte, voltou a salvar o regime republicano, contra um grupo de revoltosos acampados na Serra de Monsanto.

30 em várias revoltas, mesmo dentro do regime que ajudou a instituir e ajudou Sidónio Pais,

Foi feito Grande-Oficial da Ordem de Avis, em 11 de Março. Antes de se retirar da vida politica, lança o Partido da Federação Republicana, onde pretende continuar a sua intervenção civica/politica. Morre assassinado na noite de 19 de Outubro de 1921, vitima dos seus pares, que tão longamente se devotara. Foi vice-almirante, agraciado com a Grã- Cruz.

++ + + +

RUA MIGUEL BOMBARDA (Dr) (Rua do Pinheiro)

30 em várias revoltas, mesmo dentro do regime que ajudou a instituir e ajudou Sidónio Pais,

Naquela zona onde se viria erguer o Paço Real, no inicio

31

da povoação de Salvaterra de Magos, para sul, eram visíveis mato e pinhal. Havia uma pequena ruela, de serventia às cozinhas, situação, em 1788, ainda registada num mapa. Em transversal iniciava-se uma outra, que no meio, isolado havia um Pinheiro. Este mesmo desaparecido continuou durante séculos a a dar- lhe o nome as gerações mais antigas, a meados do séc. XX, ainda a identificava como tal.

****************

MIGUEL BOMBARDA

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1851, Estudou em Lisboa, na escola médico-cirúrgicaonde de

Lisboa, onde se formou, tendo defendido a tese

“Delirio das Perseguições”. Teve o primeiro

emprego, naquela instituição, em 1880, onde lecionou por largos anos a cadeira de fisiologia e histologia, em 1903 passou para a cadeira de fisiologia geral e histologia. Nestas funções deu um importante contributo para a reforma dos estudos médicos. Colaborou igualmente com

instituição, tendo contribuído para a construção do seu edificio, e para aquisição de material cieníifico. Dedicou-se especialmente às enfermidades do sistema nervoso, tendopor esse motivo, sido convidado para dirigir o Hospital de Rilhafoles, posição que começou a ocupar em 1892, tendo reorganizado e melhorado esta instituição, tendo aberto um curso livre de psiquiatria, em 1896. Um curso livre de psiquiatria. Ao longo da sua vida exerceu outros cargos, publicou livros e deixou vários escritos.

32

Na carreira politica, iniciou a actividade em 1908, como deputado, adjudicado a Ferreira do Amaral, então Presidente do Conselho de tendências lberais e anticlericais, declarou-se abertamente como republicano, e começou a colaborar nos planos para uma revolução para derrubar a Monarquia. No entanto, no próprio dia em que se iniciou a revolução em 3 de Outubro de 1910, foi assassinado no seu gabinete, no Hospital de Ribafoles, por um doente mental. Uma década antes, em 1901, fundou a Junta Liberal, e em 1909, foi membro do Comité Revolucionário.

AV. JOSÉ LUIS DE BRITO SEABRA (Rua do Arneiro)

Quando o Foral doado pelo rei D. Dinis, em 1295, nele consta que Salvaterra, tinha sete ruas. Uma delas era a Rua da Azinhaga. No mapa da vila de 1788, esta rua, tinha uma função escoar as águas das chuvas, para o rio Tejo. Ali, ao lado existe a fonte do Arneiro, cuja nascente de água vinha dos lados do Convento, e abastecia a população. A sua construção data de 1711, segundo a data inscrita na frontaria.

JOSÉ LUIS DE BRITO SEABRA

32 Na carreira politica, iniciou a actividade em 1908, como deputado, adjudicado a Ferreira do Amaral,

Após

o

terramoto

de

1090,

o

pequeno

hospital

da

vila,

no

33

Largo de S. Sebastião, ficou destruído. Com as obras de limpeza e urbanização todo aquele espaço, desde o Celeiro da Vala/ Rua Jogo da Bola, até ao Palácio da Falcoaria, recebeu o toponímo de José Luis de Brito Seabra. Nascendo em Salvaterra de Magos a 30 de Agosto de 1845 e falecendo em Valada, em 27 de Junho de 1893. Cresceu em Salvaterra, junto de sua mãe, no Palacete que a ela pertencia. José Luis Seabra, foi lavrador, ganadero e teve grande actividade na área do criação de gado bravo, tendo sido sócio fundador do real Club Tauromáchico Portuguez, criado em 23 de Fevereiro de 1895. No campo politico, teve acção meritória como presidente da câmara municipal de Salvaterra de Magos, e como tal ascendeu a membro da Junta Geral do Distrito de Santarém. Os Seabras do Ribatejo, fazem parte de uma geneologia, que entrou em Portugal, no séc. XII, vindo dos norte de Espanha, cujos progenitores eram conhecidos seabritas.

33 Largo de S. Sebastião, ficou destruído. Com as obras de limpeza e urbanização todo aquele
33 Largo de S. Sebastião, ficou destruído. Com as obras de limpeza e urbanização todo aquele

34

34 RUA MÁRTIRES DA PÁTRIA Numa via sem nome, que entroncava na Rua Porfirio Neves da

RUA MÁRTIRES DA PÁTRIA

Numa via sem nome, que entroncava na Rua Porfirio Neves da Silva e dava acesso à Roda dos Enjeitos, apenas conhecida pela “Rua da familia do José Monteiro”, este viveu de 1896-1919. foi-lhe dado o toponómo Rua Mártires da Pátria. Dando acesso aos Quartos da vila (pequenas construções de casas, onde familias carenciadas viviam),no lado sul, já no séc. XVIII, ali existia o matadouro do paço real. O terreno continuou descampado, serviu para alojar

34 RUA MÁRTIRES DA PÁTRIA Numa via sem nome, que entroncava na Rua Porfirio Neves da

35

as construções de um hospital,

uma

praça de

toiros

e

um

edificio para

casa do povo.

A feiras

anual,

realizou-se

naqueles

terrenos

durante

muitos anos.

O

campo

de

futebol,

e

a

feira,

deixaram aquele espaço,

no inicio da segunda

metade do

séc. XX,

com

destino à

Horta do

Loureiro.

 
35 as construções de um hospital, uma praça de toiros e um edificio para casa do
****** ****** *****
******
******
*****

QUARTOS DA VILA

35 as construções de um hospital, uma praça de toiros e um edificio para casa do

36

RUA GREGÓRIO FERNANDES (Dr.) (Trav do Hospital)

No Mapa de Salvaterra, do ano de 1788, aparece

a Trav. do Hospital, uma ruela,

dando acesso à

Rua do Calvário chegava ao Largo de S.

Sebastião, onde havia o pequeno hospital da vila.

*****************

GREGÓRIO FERNANDES

Nasceu

em

Salvaterra

de

Magos, no dia 4 de Janeiro de 1849, na casa onde se encontra uma lápida que, os seus

conterrâneos,

em

preito

de

36 RUA GREGÓRIO FERNANDES (Dr.) (Trav do Hospital) No Mapa de Salvaterra, do ano de 1788,

homenagem, ali mandaram colocar em 1913. Outra homenagem para recordar este vulto da ciência portuguesa, foi feita em 1971, numa proposta do então vereador da câmara de

Salvaterra de Magos, José Teodoro Amaro, em

atribuir

o

seu

nome,

á

Escola Secundária

inaugurada naquele ano. Muito jovem foi para Lisboa, onde fez os primeiros estudos no Colégio de Santo Agostinho. Seguidamente no Porto, fez os preparatórios na Academia Politécnica,

voltando

a

Lisboa,

para Escola Médica, onde

concluiu o seu curso, com grande brilho e distinção, defendendo tese no ano de 1873, tendo

então 24 anos de idade.

Estudioso e inteligente,

andou sempre na vanguarda da ciência médica praticada na época e, publicou vários trabalhos, entre os quais, a “Patogenia da Febre Traumática” Glaucoma” e “ Recessão do Joelho”.

37

37 Este último trabalho relatando uma intervenção altamente apreciada, pois foi ele o primeiro cirurgião a

Este último trabalho relatando uma intervenção altamente apreciada, pois foi ele o primeiro cirurgião a realizar em Portugal, mas o seu maior êxito foi alcançado em 1892, com uma extracção Útero ovariana“, operação cirúrgica que, nunca até aquela data se tinha feito. Operação, que lhe mereceu os maiores louvores, tanto dos seus colegas portugueses, como do resto da Ciência Médica Mundial.

Semelhantes

operações,

feitas

em

Viana

(Áustria), Paris e Londres, não lograram tão bons

resultados.

Este ilustre mestre da ciência médica, que foi incontestavelmente um figura luminária da cirurgia portuguesa desempenhou o cargo de cirurgião extraordinário do hospital de S. José e, foi director da enfermaria de S. Francisco que, tem hoje o seu nome.

Acumulou o cargo

de delegado

de

Saúde de

Lisboa

e,

o

de

presidente

da

Sociedade

das

Ciências

Médicas.

Sob

a

sua

orientação

foi

38

construído

o

Sanatório

de

Santa

Ana

(Parede/Oeiras), para 60 crianças afectadas pela

tuberculose óssea.

Naquele edifício também foi

38 construído o Sanatório de Santa Ana (Parede/Oeiras), para 60 crianças afectadas pela tuberculose óssea. Naquele

construído um espaço para albergar 20 idosos afectados por doenças cardiovasculares, bem como, igual número de camas para cancerosos,

de harmonia com as prescrições testamenteiras da grande benemérita, a sua doente D. Amélia Biester.

No decorrer da construção recebeu grandes dissabores, mas acabou por ver realizada a obra consoante a vontade daquela ilustre senhora. Dotado de grande probidade de carácter moral, aliada a uma bondade sem limites, Gregório Fernandes, a todos os a que a ele recorriam, sem distinção de classes, tratava com a maior solicitude, sem nunca olhar a retribuição.

Os pobres em especial, nele encontravam um amigo generoso e prestavel, até porque se privava

39

de dias de folga dos seus afazeres em Lisboa, e vinha até Salvaterra, consultar graciosamente os seus conterrâneos, até porque se privava dos dias de folga, e todas as quintas-feiras, vinha de Lisboa, até Salvaterra, consultava-os graciosamente. Muitos dos mais ilustres médicos da sua geração, como: Sousa Martins, Boaventura Martins Pereira, Serrano, Bombarda e outros, lhe pediam conselho para os casos mais graves dos seus doentes.

Este homem, modesto que, foi um espelho de virtudes, faleceu aos 57 anos de idade, no dia 24 de Junho de 1906 na sua casa de Lisboa após,

uma intervenção cirúrgica.

Pena

 

é

que,

a

ingratidão dos novos tempos em plena

democracia - tenha retirado o seu nome do edifício

escolar que, foi inaugurado com

o

seu nome,

nesta

vila

ribatejana,

quando

outras

terras

continuam mantendo o nome daqueles que são

suas referências.

RUA HUMBERTO DELGADO (Gen) (Manuel de Arriaga - Porfirio Neves da Silva)

MANUEL DE ARRIAGA

A Azinhaga, era uma das sete

vias

de comunicação

mencionadas na urbanização da

vila.

39 de dias de folga dos seus afazeres em Lisboa, e vinha até Salvaterra, consultar graciosamente

40

No mapa de Salvaterra de magos, do ano de 1788, continuava mencioná-la. Após a impntação em Portugal do regime republicado, os novos autarcas, deram à rua o nome de Manuel de Arriaga ( Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue). Nasceu na na cidade da Horta, em 8 de Julho de 1840 e

faleceu em Lisboa a 5 de Março de 1917,

Foi

advogado, professor, escritor e politico. Foi membro destacado do da geração doutrinária do republicanismo, Grande orador, foi um destacado ideólogo do Partido Republicano Português. Em 24 de Agosto de 1911, tornou-se o primeiro presidente eleito da República Portuguesa,

sucedendo na chefia do estado a Teófilo de Braga. Foi obrigado a demitir-se em 29 de Maio de1915.

Com

esta

situação,

também

em

Salvaterra,

depressa foi substituído na toponimia, e deu lugar a Porfirio Neves da Silva, nascido na vila e no seu tempo de lavrador, tinha propriedades em Salvaterra e concelhos vizinhos, o que faziam dele um lavrador rico e respeitado. Tinha sido presidente da câmara municipal EM 1907, no lugar de Administrador Interino, e em vários anos serviu

a Misercicórdia local.

HUMBERTO DA SILVA DELGADO:

Nasceu

em

S.

Simão de Brogueira (Torres

Novas) a 15 de Maio de 1906. Major aviador do

corpo do Estado Maior, foi escritor e politico. Teve um percurso militar desde 1922 até que foi opositor ao regime salazarista do estado novo,,

40 No mapa de Salvaterra de magos, do ano de 1788, continuava mencioná-la. Após a impntação

41

onde se candidatou às eleições presidenciais. Foi derrotado em 1959, vitima de represálias , pediu asilo politico ao Brasil, estando depois exilado naquele país. Atraído a uma embuscada, Humberto Delgado foi morto na fronteira espanhola em Vilanueva del Fresno em 13 de Fevereiro de 1965, por um grupo de agentes da Pide, liderados por Rosa Casaco,

41 onde se candidatou às eleições presidenciais. Foi derrotado em 1959, vitima de represálias , pediu

O agente Casemiro Monteiro, assassiinou-o, bem como a sua secretária Arajaryr Campos. A Assembleia da República, em 19 de Julho de 1988, decidiu que fosse feita a transladação dos restos mortais de Humberto Delgado para o Panteão nacional. A cerimónia aconteceu em 5 de Outubro de 1990, data que assinalava os 80 anos da implantação da república portuguesa e nessa mesma altura o então General, foi elevado a Marchal a titulo postumo da força aérea.

42

+ + + + + + + + + + + + + + +
+ + + + + + + +
+ + + + + + +

RUA JOSE RODRIGUES DIOGO (Padre)

Naquele ano de 1945, era um dia de Verão, chegou a Salvaterra de Magos, um jovem padre que vinha ocupar o cargo da paróquia local. Tinha pouca experiência paroquiana, pois havia deixado o seminário, onde foi educado sobe as mais rígidas regras usadas nos finais do séc. XIX.

O entusiasmo era grande, depressa como pastor, ao serviço da sua causa, a Igreja Católica,

apercebeu-se

das

grandes

carências

do

seu

“rebanho”, pois

a guerra tinha deixado ficar as

suas mazelas. O padre José Rodrigues Diogo,

suas mazelas. O padre José Rodrigues Diogo ,

nascido

em

Seiça

(Ourém)

para os lados de Torres Novas,

em

1919,

foi

com algum

desespero que viu

a forma

de

viver

destas

gentes

da

Lezíria

43

ribatejana. Os seus 26 anos de idade, deram-lhe muitas forças e com a sua fé, começou a pensar em dar melhores condições de vida às famílias, especialmente do povo rural, que na sua maioria vivia em barracas, num terreno arenoso, junto ao cemitério da vila e, que nos finais do séc. XIX, ainda pertencia ao pinhal da vila, restos da que foi sua Coutada Real.

A fome acompanhada de uma forma de viver, onde as crianças na sua maioria não iam à escola, pois eram encaminhadas para os trabalhos do campo, logo nos primeiros anos de vida o trabalho da grade. Em 1947, o padre José Diogo, iniciava a sua obra, com a criação do Centro de Assistência Social que, o governo legaliza através de um despacho da secretaria de estado da segurança social.

Recebeu de D. Maria Carolina Rebelo de Andrade, a oferta de um edifício, na rua Cândido dos Reis, onde é instalado aquele centro, com a sua creche. Depressa conseguiu o apoio de algumas pessoas castas da terra e, mesmo do concelho, para a oferta de cereais destinados às refeições, que começou a distribuir, através da recém criada “Sopa dos Pobres”. No entanto o seu grande objectivo era a construção de um bairro social, afim de acabar com as barracas - uma forma de habitação, considerada desumana para as famílias poderem viver com dignidade.

Quem se debruçar no estudo, da actividade do Centro Paroquial de Bem-estar Social, entidade que sucedeu à Sopa dos Pobres, e Centro de

44

Assistência Social, poderá encontrar um trabalho de grande humanismo, onde muitos paroquianos colaboraram ao longo dos anos, através da Fábrica da Igreja de Salvaterra de Magos.

Em 1956, uma nova obra social dá os primeiros passos - O Património dos Pobres. O seu aparecimento, cria um fundo de doações e legados destinados à construção de habitações sociais na Paróquia de Salvaterra de Magos, que veio a comportar 150 casas, em dois bairros a que foram dados os nomes de: S. Paulo. e S. José, com rendas de valor social O Lavrador e médico veterinário, José de Menezes, com sua esposa, Maria de Lurdes Vinagre, naturais da terra, grandes proprietários, e Manuel da Silva Valente, oferecem terrenos, para tão importante obra social.

A obra social, do Padre José Diogo, chegou ao fim em Salvaterra de Magos, com o arranque dos

trabalhos da construção de um moderno edifício materno-infantil (creche). O autor deste Apontamento, convidado em 1969, pelo padre Diogo para integrar a direcção da Fábrica da Igreja (Centro Paroquial), com Refino Morais Andrade, bem sabemos das grandes dificuldade porque passou a direcção da Fábrica da Igreja, em levar a bom termo as suas obras em curso.

O padre Diogo, viu-se na necessidade de fazer várias deslocações ao estrangeiro, para junto das comunidades religiosos e não só, angariar algumas verbas para satisfazer compromissos financeiros assumidos. Em outros projectos esteve

45

empenhado, como: A cresche paroquial na vila de Salvaterra de Magos, a construção das Igrejas Foros de Salvaterra, Marinhais, Glória do Ribatejo e Granho. O Escutismo, levou-o a juntar a juventude de Salvaterra, e fazer nascer em 1964, o Agrupamento local.

Anos antes da sua morte, o executivo
Anos
antes
da
sua
morte,
o
executivo

da

câmara municipal, prestou em 1979, justa homenagem a este homem da igreja católica, que, tudo fez em prol do bem-estar do povo de Salvaterra,. Foi dado o seu nome, a uma nova rua

que aberta para acesso aos bairros sociais

e

Misericórdia da vila. A população de Foros

de

Salvaterra, incluindo o lugar da Várgea Fresca, em

preito

de homenagem, rogaram-lhe

em

27

de

Março de 1989,

que após

a

sua morte viesse a

repousar no cemitério local, o que aceitou.

Aos 77 anos de idade, veio a falecer em Fátima, onde estava recolhido, e foi sepultado em campa rasa no dia 25 de Abril de 1987

.RUA CENTRO PAROQUIAL

46

46 O padre José Diogo, que entre outras obras da Igreja, cujo destino era o apoio

O padre

José Diogo, que

entre

outras obras da Igreja, cujo destino

era o apoio às familias carenciadas, criou também esta Centro

Paroquial.

Ao

comemorar o seu

50º aniversário entendeu o

município,

atribuir-lhe

o

galardão

máximo do concelho - a Medalha de Mérito Municipal “Grau Ouro”, pelos serviços prestados com diploma aprovado

em deliberação de câmara municipal, no dia 8 de Outubro de 1997, além de ser atribuído o seu nome a uma artéria da urbanização do pinhal da

vila que, passou a ”Rua Centro Paroquial”.

46 O padre José Diogo, que entre outras obras da Igreja, cujo destino era o apoio
46 O padre José Diogo, que entre outras obras da Igreja, cujo destino era o apoio

AV. ROBERTO FERREIRA DA FONSECA (Dr.) Rua do Calvário/Av. Vicente Lucas de Aguiar)

CAlVÁRIO:

Sabe-se

que

no

decorrer

dos

séculos,

era uma grande artéria

46 O padre José Diogo, que entre outras obras da Igreja, cujo destino era o apoio

47

que passando no meio da vila, dava azo a um movimento de trânsito, especialmente de manadas de gado. Vindo da Vala real, no seu termo a sul, existia um Cruzeiro em Pedra. Também aí nos tterrenos próximos, em local existiam três Moínhos, O mapa de Salvaterra, datado de 1788, disso nos dá conta. A cruz, em parte foi mudada em 1920, para o cemitério local, tendo sido destruídos os Moínhos, para no local ser construída a Praça de Toiros,, que em 1920 foi inaugurada.

VICENTE LUCAS DE AGUIAR:

Pouco foi encontrado da genelogia deste antigo presidente da câmara de Salvaterra, no entanto o autor deste apontamento, quando das obras, em terreno no antigo cemitério da vila, junto da capela real, encontrou uma pedra tumular onde estavam depositados os seus restos mortais. Na abertura da avenida, que foi rua do calvário, o toponímo foi colocado em sua memória, como homenagem à sua passagem pela municipalidade, e outras actividades que desempenhou,, na Misericórdia local.

48

A Saudosa Memória de Nosso Presado Marido Pai e Sogro Vicente Lucas d`Aguiar ****** Sua Mulher,
A Saudosa Memória
de
Nosso Presado Marido
Pai e Sogro
Vicente Lucas d`Aguiar
******
Sua Mulher, Filhas e
Genro
18 de Setembro de 1889

ROBERTO FERREIRA DA FONSECA (Dr.)

Nasceu

em

Salvaterra de Magos, descendente da antiga e conceituada familia Roberto, que teve na vila uma grande actividade na agricultura e criação

de gado. Entre os irmãos, foi o único que escolher ser médico. Depois dos estudos secundários, foi para

Inglaterra,

onde

se

formou

na especialidade

urulogia.

Foi interno dos hospitais de Lisboa,

e

com consultório

na sua terra natal,

apioava os

indegentes seus concidadãos doentes, com

consultras,

tal como fazia com a Santa Casa de

Misericórdia,

onde

prestou

serviço

a

titulo

gracioso, o que fez durante anos.

Foi por duas

vezes presidente da câmara Municial de Salvaterra

de Magos. O executivo camarário, em 1980, entendeu atribuir a toponímia à maior avenida da vila.

***********

TRAV. DA AZINHAGA

49

49 A Trav da Azinhaga é uma pequena ruela, que faz a ligação com a actual

A

Trav

da

Azinhaga

é uma

pequena ruela, que faz a ligação com a actual rua Humberto

Delgado com

a

Av José Luis

Brito Seabra.

Em tempos, como consta no mapa

de 1788,

a primeira tinha o nome de Azinhaga

das

Oliveiras e

a

segunda

rua

do

Arneiro, de

permeio existia um pequeno espaço, onde estava

a roda dos enjeitados.

Com

o

decorrer

dos

tempos, esta pequena artéria, na década de 30 do

49 A Trav da Azinhaga é uma pequena ruela, que faz a ligação com a actual

séc.XX., esteve como cenário de u conto literário,

que passou a fazer parte da história cultural da vila

– nela existia a Taberna da “Anunciada”, uma

pequena tasca, ponto de encontro, da gente urbana da vila, espacialmente ao cair da tarde, onde se jogava entre ouros interténs, o chinqilho. Um dia esteve envolvida num conto, cujo autor:

José Amaro, lhe deu o nome o último dia do lobo em Salvaterra. No seu pequeno espaço ainda se vê o pequeno casario, como que a lembrar as habitações do séc.XIX.

50

+ + + + + +

+ + + + + + +

BAIRRO DA CHESAL

Enquanto durava a odisseia do Pe. José Diogo,

surgiu em 1977, um grupo de entusiastas com a

iniciativa

de

constituir

uma

Habitação”.

Constituiu-se

em

“Cooperativa

Comissão

de

Pró-

Cooperativa de Habitação, e fizeram circular um comunicado convidando a população (especialmente os necessitados de casa) a ins- creverem-se na organização. Diversos contactos já havidos com o presidente da câmara, levam a

crer que haveria êxito na iniciativa.

No

ano

seguinte, em 21 de Julho de 1978, no notário da

vila

de

Salvaterra

de

Magos,

foi

assinada a

escritura da constituição da CHESAL - Cooperativa de Habitação Económica de Salvaterra de Magos, SCARL. Foram seus autorgantes: Mário Ferreira Duarte, José António

Ferreira da Silva e Manuel Pedro Pinto Pereira.

“Tendo a Comissão Instaladora, realizado há uns

dias antes a Assembleia-geral para eleição dos Corpos Directivos, onde foram eleitos, os

associados; Assembleia-geral Presidente: José Manuel Gameiro dos Santos, Maria Manuela Gonçalves Cheney e Maria Otília Assunção. Direcção Presidente, Mário Ferreira Duarte; Secretário, Fernando Garcia Conde; Tesoureiro, José António Ferreira Silva. Vogais Maria José Viegas Hipólito; Elias Manuel Guerreiro; Manuel Silva Caniço e José Manuel Ferreira. Conselho Fiscal João Alfredo Oliveira; Arménio Andrade; Maria José Rita de Assunção .

51

51 Depois de uma primeira fase de difícil implantação, o dinamismo de alguns elementos da Comissão

Depois de uma primeira fase de difícil implantação, o dinamismo de alguns elementos da Comissão Instaladora, ultrapassou obstáculos de monta e depressa se chegou aos 100 inscritos. Localizado o projecto da Chesal, numa vasta área de terreno, com cerca de 4 hectares, na zona da “ Coutadinha” a obra numa fase inicial começou com 156 casas de habitação, zonas verdes, incluindo uma área arborizada, zonas comerciais e parques para automóveis, além de instalações sociais, bem como 175 garagens. Uns meses depois realizou-se nos paços do concelho de Salvaterra, uma grande cerimónia pública, com a distribuição das primeiras chaves

RUA 31 DE JANEIRO * RUA 25 DE ABRIL (Rua das Cozinhas)

De

inicio

quando da

implantação

do

regime

republicano em Portugal, em 1910, a onde de mudanças de toponímos, também teve em Salvaterra o seu tempo.

51 Depois de uma primeira fase de difícil implantação, o dinamismo de alguns elementos da Comissão

52

O antigo caminho que dava acesso ao paço real, era conhecido suas cozinhas, e isso lhe deu o nome que vinha de séculos. A meio tinha os grandes galinheiros que abasteciam os paço Logo após a implantação da república, em 1910, os republicanos salvaterrense, apressaram-se a mudar alguns nomes da vila. Esta velha artéria, recebeu o nome 31 de Janeiro, vinha

52 O antigo caminho que dava acesso ao paço real, era conhecido suas cozinhas, e isso
52 O antigo caminho que dava acesso ao paço real, era conhecido suas cozinhas, e isso

memorizar

aquele

dia,

em

que

uma

revolta

republicana em 1891, teve como alvo o ultimato

britânico do ano anterior.

A partir

daí foi

uma

artéria com grande movimento na nova urbanização da vila. A construção, em 1936, de

um

novo

e moderno edificio, que

o filantropo

Gaspar Ramalho, custeou e ofereceu aos

bombeiros da terra, para seu quartel.

Um edificio

para Mercado Diário, também ali foi construído, em 1957, e o edificio do CTT, foi inaugurado em

1964.

Com

o

regime

democrático,

vindo

da

revolta

dos

militares em 1974, os novos autarcas por volta de 1980, dividiram esta rua ( 31 de Janeiro, ficou do outro lado da Av. Dr. Roberto Fonseca), e o troço que vinha daquela avenida, para o Largo dos Combatentes, recebeu o toponímo Rua 25 de Abril.

53

****

TRAV. DO FORNO DE VIDRO

O

conhecimento

que

houve em Salvaterra de

Magos, um Forno de Vidro, vem de séculos.

Pouca

documentação

está disponivel, ou não está ao alcance de um

53 **** TRAV. DO FORNO DE VIDRO O conhecimento que houve em Salvaterra de Magos, um

qualquer interessado. Se nos reportar-mos às pesquisas divulgadas por

Sousa Viterbo, aprecia-se que nos

séc. XV -

séc.XVII, uma

parte da história do vidro em

Portugal, que leva dos

finais da idade média a

principios da idade moderna. Naquele documento existe uma referência que interessa a Salvaterra,

diz-nos que uma carta de previlégio passada por D. Afonso V, a favor do vidreiro João Rodrigues

Vadilho,

residente em Palmela . Pela lista de

Viterbo, verifica-se que no séc. XV,

e no

seguinte,

vários mestres vidreiros exerciam

actividade,

em

Lisboa,

Palmela, Salvaterra de

Magos, Santarém, Coina, Alcochete, e Asseiceira.

Em 1484, o rei D. João II,

determinou que em

Portugal se não pudesse estabelecer qualquer

fábrica

de vidrossem conhecimento de Diogo

Fernandes, vidreiro no Côvo, Oliveira de Azemeis

54

54 Por volta de 1953, o autor deste texo, andava na escola, percorria diáriamente esta artéria.

Por volta de 1953, o autor deste texo, andava na escola, percorria diáriamente esta artéria. Um dia um grupo de homens destruia uma casa de rés/chão construída em adobos ( terra de aluvião), pertença da familia Henriques Lino, lavradores nesta vila. Nesse espaço foi construído um edificio de primeiro andar. Nas terras, que foram da casa, o rapazio encontrou muitos botões feitos de ossos (alguns de 4 e 2 buracos), de pequeno e médio tamanho.

Anos mais tarde,

jornal

em que

era

em 2000,

estando no JVT,

Secretário da Redacção, foi

chamado pelo seu amigo, José Durão Lino,

descendente daquela familia,

vivendo

naquele

prédio, fazendo algumas obras num quintal e

55

arrecadações daquela construção, encontrou vários pedaçõs de vidros branco/transparente e de várias cores. Mais não foi encontrado naquele local.

***********

TRAV. DO FORNO:

Existiu, até 1934 na travessa, que liga a então rua Direita, com a Rua de S. António, um forno de pão. Naquele forno o padeiro de nome Ramalho, que durante anos explorou aquele género de abastecimento comunitário, tinha fechado, pois abriu um forno próprio na Rua do Pinheiro, a que deu o nome “Padaria Aurora”. A forma comunitária que já era conhecido no séc. XIX, deixou de se fazer. O povo ali entregava farinha; de frigo, aveia, milho e outros cereais., em troca recebia pães. Era um hábito, uma forma comunitária igualmente usada no povoado da Glória, método ainda recentemente visto. De Foros de Salvaterra, naquele tempo, ainda vinham amiúdas vezes fazer as suas trocas. Escasseava a sua presença, as novas familias lá iam construíndo na sua habitação, um anexo para forno próprio, que fazia cozedura de quinze em quinze dias. A população da vila, estava

55 arrecadações daquela construção, encontrou vários pedaçõs de vidros – branco/transparente e de várias cores. Mais
55 arrecadações daquela construção, encontrou vários pedaçõs de vidros – branco/transparente e de várias cores. Mais

56

aderindo à mudança para o abastecimento diária, nas novas padarias, que abriam com caracteristicas indústriais. Um dos filhos, daquele padeiro, de nome Joaquim Hipólito Ramalho, que aprendeu desde menino, a arte de amassar farinha naquele forno, também foi trabalhar por conta própria numa padaria que acabava construir. Um outro de nome, Filipe Hipólito Ramalho, ficou com a instalção da loja, na rua direita, para ali começar nova vida como comerciante de mercearias. Adaptou as instalações e nelas juntou

também a habitação. Na década de 40,
também a habitação.
Na década
de
40,

foi

colocada naquela pequena artéria uma toponímia “Trav do Forno”, tal como o grande portão em madeira existem sendo uma restia do que foi o forno de pão comunitário da vila.

+ + + + +

7 7 7 7

+

+ + +

57

TRAV. DAS ESTEIRAS

57 TRAV. DAS ESTEIRAS Não se sabe a causa do nome primitivo desta pequena artéria, que

Não se sabe a causa do nome primitivo desta pequena artéria,

que está no cruzamento entre a Rua Cândido dos Reis, e a estrada do Rossio da Vila. A sua existência, segundo apurou o autor, seus bisavós maternos, ali viveram em habitação própria, que já vinha de familia. Seu avô (materno), ali nasceu em 1898. Ouvia-se na familia, que ali tinha vivido um campino, que como todos eles tinham uma inclinação de artesão, trabalhando uma erbácia, de nome Tabuaça, na construção de esteiras. Depois de recolhida, era seca à sombra durante algumas

semanas, até que ficava com uma cor “amarelo

palha”. Enquanto durava a feitura da esteira, as tabuaças eram molhadas e depois estendidas ao

sol para uma secagem, ficavando resistentes e

duravam anos

As esteiras - eram estrados,

.. colocados no chão servindo de camas, muito usadas, pelas gentes do campo, quando estavam dias fora de casa. Os campinos enquanto guardavam o gado nas pastagens, guardavam-nas enroladas com as mantas lobeiras em cima dos cavalos, na parte de trás do assento. De algum registo nesta pequena via, era a existência, ainda no dobrar do séc. XX. mesmo à ponta existia uma taberna, do José Maria Ferreira “Zé Caramelo(1) que explorava junto ao negócio de galináceos que mandava em grandes cestos de

58

madeira para Lisboa, através do caminho de ferro, via estação de Muge.

(1)Pai do escritor José Maria Silva Ferreira (Silva Ferreira)

+ + + + ****** + + + +
+ + + +
******
+
+ + +

TRAVESSA DO MARTINS

58 madeira para Lisboa, através do caminho de ferro, via estação de Muge. (1) – Pai

Esta pequena ruela vinha de

séculos, outros

antigos

catálogos

geográficos

da

vila,

davam conta da sua existência,

tal como

o mapa

de 1788,

que

59

nos tem vindo a servir de apoio. Não tinha nome, mas com o sismo de 1909, todas as casas

da zona sofreram os seus efeitos, com destruição total, ou de muitas elas. Nos trabalhos de limpeza, as terras da Trav. do Martins, foram colocadas na zona do Moinho de Arroz, junto à vala.

59 nos tem vindo a servir de apoio. Não tinha nome, mas com o sismo de

Certo é, que ali existia uma antiga Botica, mais tarde Farmácia do Martins, pertença de Henrique José Martins, natural de Muge. Homem dinâmico, que pertenceu a vários executivos municipais, Misericórdia de Salvaterra, e aqui desempenhou um cargo de representante da Legião Portuguesa.

*********

********

RUA DO ROSSIO

Na povoação de Salvaterra de Magos, no seu lado Nascente, mesmo encostado à urbanização de pequeno
Na
povoação de Salvaterra de
Magos,
no
seu
lado Nascente,
mesmo encostado à urbanização
de
pequeno
casario,
tinha
um
terreno de cota muito baixa
(fazendo
um
grande
rebaixo
de
terra)
onde
passava uma pequena vala -
para escoar as

60

águas que vinham algumas delas das terras dos Foros, o destino era a vala real. Em 1892, um grande investimento foi ali feito, trabalhos em estacaria deram solidez à estrada,

cuja obra começou junto à escola primária “ o

século”, foi substituída a escadaria da Capela

Real, (com elevação da cota do pavimento) e veio a terminar nos acessos à ponte da vala real. Alguns eucaliptos e Choupos foram plantados no local. Daí em diante teve o toponímo Rua do Rossio

60 águas que vinham algumas delas das terras dos Foros, o destino era a vala real.

61

61
61

62

RUA SALGUEIRO MAIA (Cap.)

Corria o ano de 1997, estava na presidência da câmara municipal de Salvaterra, José Manuel Gameiro dos Sanros, a nova Urbanização a Vila, entre a Rua Padre Cruz e a EN 114-3, estava a ficar completa de construções. O executivo camarário decidiu pelo arranjo das Ruas do Centro Paroquial e Rua Capitão Salgueiro. A inauguração desta, foi feita com uma cerimónia simples, com com grande empenho, pois nela esteve presente além do antigo presidente da câmara e da Junta de Freguesia; António Moreira, José Luis Borrego. Não deixou de responder ao convite com a sua presença a viúva de Fernando José Salgueiro Maia. Depois da bande música ter tocado alguns acordes, e o lançamento de alguns foguetes, foi descerrada toponímia daquele capitão de Abril de

1974

62 RUA SALGUEIRO MAIA (Cap.) Corria o ano de 1997, estava na presidência da câmara municipal
62 RUA SALGUEIRO MAIA (Cap.) Corria o ano de 1997, estava na presidência da câmara municipal
62 RUA SALGUEIRO MAIA (Cap.) Corria o ano de 1997, estava na presidência da câmara municipal
62 RUA SALGUEIRO MAIA (Cap.) Corria o ano de 1997, estava na presidência da câmara municipal

63

RUA PADRE CRUZ

63 RUA PADRE CRUZ Por volta de 1973, era vereador na câmara municipal de Salvaterra, José
 

Por

volta

de

1973,

era

vereador na câmara municipal

de

Salvaterra,

José

Teodoro

Amaro. Pessoa com

conhecimentos

na

construção,

depressa motivou o executivo,

num

projecto

de

urbanização

nos

terrenos

conhecidos

por

pinhal da vila. Terreno que mostrava ainda restos de uma vasta zona de barracas, onde ali durante anos viveram familias pobres, especialmente de

origem rural.

63 RUA PADRE CRUZ Por volta de 1973, era vereador na câmara municipal de Salvaterra, José
63 RUA PADRE CRUZ Por volta de 1973, era vereador na câmara municipal de Salvaterra, José

Anos depois um outro vereador, Joaquim Mário Antão, pessoa que na época muito dinamizou o enriquecimento cultural do municipio salvaterrense. Estando a entrada, daquela nova urbanização que se formava a sul de Salvaterra, propês e foi aceite a toponímia do Padre Cruz (Francisco Rodrigues da Cruz, nascendo em Alcochete em 29 de Julho de 1859 e falecendo em Lisboa no dia 1 de Outubro de 1948 O Padre Cruz, ficom conhecido Apóstolo da Caridade.

64

.

RUA NATÉRCIA RITA DUARTE ASSUNÇÃO

Um dia veio de Rabat (Marrocos), para onde

tinha

ido

com o marido Manuel Duarte

Assunção,

ensinar

português.

Aqui

em

Salvaterra, se fixou com a familia, na década de

40

do

séc.

XX.

Destacou-se,

no ensino

primário, com muita dedicação, as suas aulas, eram um centro de sabedoria que transitiu a centenas de alunos que tiveram a sorte de serem preparados por Natércia Rita Assunção. Já reformada, depois de mais

64 . RUA NATÉRCIA RITA DUARTE ASSUNÇÃO Um dia veio de Rabat (Marrocos), para onde tinha

de 40 anos de praticar o ensino, um dia em 1986, antigos alunos de várias gerações prestaram-

lhe uma justa homenagem.

Os poderes

autárquicos, associaram-se e colocaram a sua toponímia , na artéria que passa em frente do grande centro escolar da vila.

RUA JOSÉ HENRIQUES LINO (Engº)

64 . RUA NATÉRCIA RITA DUARTE ASSUNÇÃO Um dia veio de Rabat (Marrocos), para onde tinha

José Henriques

Lino,

e

seu

irmão

Francisco,

eram

filhos do

conceituado

lavrador

Francisco

Ferreira

Lino.

seus

filhos.

José

Lino,

Este no ano de 1939, era já um benemérito e

disso transmitiu

a

estudou e licenciou-se em Agronomia. Como

65

Engenheiro foi professor

na

Escola

de

Regentes Agricolas de Santarém.

A Familia entre muitas terra de agricultura, vvia na Òmnia, um grande propriedade, ali junto à estrada da Peteja. José H. Lino, foi bemérito da Misiricórdia Local, era na sua Adega, na Av. que se procedia aos leilões dos Cortejos de Oferendas, para aquela instituição de caridade de Salvaterra de Magos. Um dia, o executivo camaário teve em mãos o grande projecto de construir uma grande escola secundária (Escola Gregório Fernandes), uma necessidade no concelho. Na falta de terreno, negociou com a familia Lino, e da Ómnia, foi retirado um terreno, para a construção da escola. Anos mais tarde, com o alargar do Parque Escolar, um outro edifício foi construído, a que foi dado o nome do Prof. António Lopes. A rua de acesso a esta nova urbanização, foi dado o toponímo José Henriques Lino.

65 Engenheiro foi professor na Escola de Regentes Agricolas de Santarém. A Familia entre muitas terra

66

.

JARDINS

LARGOS

E

FONTANÁRIOS

67

Jardim da Praça da República

67 Jardim da Praça da República O vasto Largo, Dr. Oliveira Feijão, no final do século

O

vasto Largo, Dr. Oliveira

Feijão, no final do século XIX, era um espaço emblemático, pois era o único na vila e, disso nos dá conta uma planta da vila, quando

das obras que recebeu,

para

a

construção do

jardim

público,

deixando de existir a escadaria em frente ao edifício municipal, que dava acesso da Igreja Matriz à Fonte de Santo António.

O jardim público, cuja construção era semelhante a um outro existente, na vila de Almeirim, murado a meio metro de altura, tinha vedação em ferro, em cima de lajes em pedra de lioz.

67 Jardim da Praça da República O vasto Largo, Dr. Oliveira Feijão, no final do século

Nos últimos anos da década de 40, do séc. XX, a residência paroquial, foi construída naquela praça, com frente ao portão principal do jardim, que tinha um bonito portão de entrada, construído em ferro, suportado por duas colunas em pedra e, pegado a si o mercado diário da terra. Este espaço público de Salvaterra de Magos,

68

tornou-se uma curiosidade fotográfica, no primeiro quartel do século XX, sendo agora uma saudade.

As suas fotos reproduzidas em quantidade fazem a decoração em tudo quando é lugar público, especialmente em cafés e salas de restaurantes.

Após a revolução republicana, de

1910,

o

largo

mudou de nome, e passou para Praça da República. No seu terreno, passa um subterrâneo, que transportava um caudal de água, que alimentava a Fonte de Santo António., que estava encostada em forma de meia-lua, à parede em pleno largo de Santo António (espaço que ligava a rua do mesmo nome à antiga capela real).

A destruição da construção original do jardim

e

mercado, verificou-se em 1957, para dar lugar a uma

nova urbanização ajardinada.

Jardim do Largo Combatentes

Situado num grande espaço térreo no centro de Salvaterra de Magos, mesmo ali em frente ao edifício

escolar “ O Século”, passou a ser conhecido pelo jardim

do Lopes, ou do Ribatejano. A sua urbanização como

jardim

público,

ronda o

ano de

1957, pois

até

aí,

no

local

apenas

existiam

algumas

árvores,já

 

de

idade avançada, e

o terreno

era

de

argila

com

pequena

pedra

redonda

(saibro).

recebeu

calçada

68 tornou-se uma curiosidade fotográfica, no primeiro quartel do século XX, sendo agora uma saudade. As

O seu espaço, ocupado com um quadrado, cujo chão

portuguesa,

para

além

da

relva,

69

sustentava canteiros de flores, nas quatro épocas do ano. O abastecimento da rede pública de electricidade à vila, em 1951, trouxe a possibilidade, de aí serem colocados, quatro candeeiros de grande altura, construídos em cimento, de configuração redonda

Avenida Dr. Roberto Ferreira Fonseca

Tal como aconteceu junto à capela, no lado Norte do jardim público, junto ao edifico municipal a escadaria, que dava ligação à Igreja Matriz, deixou de existir, para dar lugar a uma via de trânsito.

69 sustentava canteiros de flores, nas quatro épocas do ano. O abastecimento da rede pública de

Vinte cinco anos depois, um grande investimento

urbanístico, trouxe à rua do Calvário, a dimensão de avenida, com os seus grandes canteiros para relva e

flores, onde as

árvores

em fila,

de ambos

os lados,

contemplavam os seus cerca de 900 metros de comprimento.

Recebeu o nome de Avenida: Vicente Lucas de Aguiar, antigo presidente da câmara municipal, passou a ser a via de maior transito e, na sua entrada existe a bonita Praça de Toiros, construção emblemática da vila.

Logo após a revolução de Abril de 1974, e com a mudança de alguns nomes nas ruas, a avenida passou a ser conhecida por: Dr. Roberto Ferreira da Fonseca,

70

distinto médico, nascido em Salvaterra, e seupresidente da câmara municipal, por duas vezes.

A Fonte do Arneiro

Vem de séculos a existência desta Fonte, com uma construção abobada e escadaria em pedra de lioz.

70 distinto médico, nascido em Salvaterra, e seupresidente da câmara municipal, por duas vezes. A Fonte

Passou por períodos

de anos, em que a zona
de anos,
em
que
a
zona

envolvente, esteve descuidada. Por volta de 1985, o terreno de acesso, e o próprio Fontanário, que ainda deita água através de duas bicas, receberam obras de conservação.

70 distinto médico, nascido em Salvaterra, e seupresidente da câmara municipal, por duas vezes. A Fonte

O autor, junto à roda de pedra, na Fonte do Arneiro Ano: 2000

O vereador da cultura, Joaquim Mário Antão, com um pequeno projecto urbanístico, alindou o espaço ajardinando-o, sendo colocada ali uma roda de pedra, como padrão emblemático, do existente ainda nos anos 30, recordando a roda dos enjeitados.

71

Jardim do Bairro da Chesal

71 Jardim do Bairro da Chesal Com a construção do primeiro núcleo de casas, da Cooperativa

Com a construção do primeiro núcleo de casas, da Cooperativa

Habitacional

de

Salvaterra de Magos, nos anos 70, do séc. XX, que ocupou uma parte dos terrenos da Antiga Coitadinha, sendo destruído o que restava de um Moinho de Vento, ali foram apareceram vários espaços ajardinados.

Jardim do Cemitério

Numa grande zona de terreno, envolvente ao campo santo, da freguesia de Salvaterra, por volta de 1980, foi programado construir uma área de jardim. Ali foi criado um sítio verde e plantadas muitas árvores. Estas cerca de 20 anos depois, a relva e o arvoredo (1), davam ao local um bonito espaço ajardinado.

71 Jardim do Bairro da Chesal Com a construção do primeiro núcleo de casas, da Cooperativa

Máquina derrubando as àrvores . 1999

72

No entanto, num dos lados foram cortadas as árvores e tudo foi alterado, dando lugar a um novo acrescento ao cemitério da vila.

Jardim da Capela da Misericórdia

O terramoto de 1909, destruiu o que ainda restava da Albergaria/hospital da Misericórdia de Salvaterra e, em 1962, no local restava ainda duas paredes (à frente e atrás) pegadas à capela. Já em 1957, o Dr. José Cardador, tinha fotografado a pedra alusiva a esta casa de saúde, que se encontrava na da frente, junto à porta.

72 No entanto, num dos lados foram cortadas as árvores e tudo foi alterado, dando lugar

Jardim da Capela em 2000

72 No entanto, num dos lados foram cortadas as árvores e tudo foi alterado, dando lugar

Pedra em Mármore , foto de 1957

A família da casa agrícola Oliveira e Sousa, resolveu urbanizar aquele espaço em jardim, ficando a sua manutenção a cargo do município local. A pedra de

73

mármore, foi colocada

na

parede

trás,

que

foi

aproveitada como muro e, colocada na porta, um gradeamento em ferro.

CONSTRUÇÕES

PATRIMÓNIO

DO

URBANISTICO DA VILA

74

74 Azulejo - antigo Paço Real * Séc. XVIII

Azulejo - antigo Paço Real

* Séc. XVIII

75

75 Edificio Municipal – Séc. XVIII * Ano 1999

Edificio Municipal Séc. XVIII * Ano 1999

75 Edificio Municipal – Séc. XVIII * Ano 1999
75 Edificio Municipal – Séc. XVIII * Ano 1999

76

Igreja Matriz Séc. XII * Capela Misericórdia

76 Igreja Matriz – Séc. XII * Capela Misericórdia Capela do antigo Paço real – Séc.

Capela do antigo Paço real Séc. XVIII * Ano 1999

77

77 Chamiés das Cosinhas do extinto Paço Real – Séc. XVIII * Ano 1964 Edificio Falcoaria

Chamiés das Cosinhas do extinto Paço Real Séc. XVIII * Ano 1964

77 Chamiés das Cosinhas do extinto Paço Real – Séc. XVIII * Ano 1964 Edificio Falcoaria

Edificio Falcoaria Séc. XIII * Ano 1997

78

78 Edificio Falcoaria – Séc. XVIII – Recuperado Ano 1999

Edificio Falcoaria Séc. XVIII Recuperado Ano 1999

79

79 Palacete Barão Salvaterra . Meados Séc. XVII Casa Apalaçada – Gaspar Ramalho Inicio Séc. XX

Palacete Barão Salvaterra . Meados Séc. XVII

79 Palacete Barão Salvaterra . Meados Séc. XVII Casa Apalaçada – Gaspar Ramalho Inicio Séc. XX

80

80 Casa Apalaçada – Familia Oliveira e Sousa – Inicio Séc. XX Casa Apalaçada – António

Casa Apalaçada Familia Oliveira e Sousa Inicio Séc. XX

80 Casa Apalaçada – Familia Oliveira e Sousa – Inicio Séc. XX Casa Apalaçada – António

Casa Apalaçada António Jorge Cavalho Final Séc. XIX

81

81 Fontanário Antigo Largo S. Sebastião - Construção 1936 Fontanário – Depois de “Mutilado” com pintura

Fontanário Antigo Largo S. Sebastião - Construção 1936

81 Fontanário Antigo Largo S. Sebastião - Construção 1936 Fontanário – Depois de “Mutilado” com pintura

Fontanário – Depois de “Mutilado” com pintura * Ano 1998 * Junto Luis Palma, esteve na sua construção

82

BIBLIOGRAFIA:

Anais de Salvaterra José Estevam - Edição

  • 1958 * Salvaterra de Magos Vila Histórica no

Coração do Ribatejo José Gameiro Edições; 1985 e 1992 * Comunicação Social - Avulsa * Revista “A Hora” – Ano de 1939 *

Revistas Publicações Anuais da CMSM * Jornal Vale do Tejo JVT 2002

FOTOS USADAS:

Pág. 14 Largo Frente Praça Toiros /EN 119 1978

* Pág. 14 - Obras colocação de semáfaros 1985 * Pág. 14 Colocação de semáfaros * Pág. 15 Colocação de semafaros 1985 * Pág. 15 Obras

construção de palacas

redondas (Tijelas) 1997 *

Pág. 15 Inauguração Retunda 1992 * Pág. 20

Palacete Barão Salvaterra 1957 * Pág. 20 Falacete Familia Lapa * Pág. 22 Casa Rua Luis Camões 1999 * Pág. 23 Entrada Rua Luis Camões

  • 2007 Pág. 23 Capela Misericórdia 1960 * Pág. 25

Entrada Rua Machado Santos 1957 * Pág. 26 -

Entrada Rua Machado Santos 2007 * Pág. 30 Palacete construído António Jorge Carvalho 1920,

Foto 2002 * Pág. 30 Fonte do Arneiro 1985 * Pág. Pág. 31 - Entrada Rua Mártires da Pátria

  • 2009 * Pág. 32-

Casas nos Quartos 1964 * Pág.

32 - Mulher, nos Quartos abrindo porta 2009 * Pág. 33 Casa onde nasceu Gregório Fernandes

2009

*

Pág.

34 Novo Pav. Rua Gregório

Fernandes 2009 * Pág. 37 Entrada Rua Humberto Fernandes 2009 * Pág. 38 Portal séc. XVIII Foto 2009 * Pág. 41 Obras Rua Padre Cruz 1985 * Pág. 42 Obras abertura Rua

83

Centro Paroquial

*

Pág.

42

Pav.

Rua Centro

Paroquial *

Pág.

44

-

Obras Antigo Cemitério

(Capela real)

Jazigo Familia

Brito

*

Pág.

44

Capa de Vicente Lucas de Aguiar * Pág. 45 Entrada Trav. Azinhaga 2009 * Pág. 47 Jardim Chesal * Pág. 48 Antigo Quartel Bombeiro 2009 * Pág. 48 Edificio CTT 2009 * Pág. 50 Casa

antiga Frav.

Forno Vidro

2000

*

Pág.

50 José

Durão Lino, mostrando pedaços de vidro 2000 * Pág. 50 Corredor Casa Forno Vidro * Pág. 52 Eurico Borrego e Manuel Martins, junto Portão entrada Forno (Pão) * Pág. 52 - Eurico Borrego e Manuel Martins (Sarol), mostrando a 2ª porta rua Luis Camões onde era vendido o pãp * Pág. 54 Rua das Esteiras 2009 * Pág. 56 Campo do Rossio 1960, * Pág. 57 Estrada do Rossio Novo Pav * Pág. Antigas casa (Oficinas) Entrada

Estrada do Rossio Lado Capela * Pág. 57

Obras Nova Biblioteca

*Pág. 58 Inauguração

Busto D. Dinis * Pág. 61 Empregado Câmara, José Gameiro Cantante, em frente ao Portão do Jardim 1955 * Pág. 62 Vista do Jardim

Combatentes * Pág. Praça Toiros 1964

63

Vista Avenida Largo

* Pág. 64 Fonte do Arneiro

depois de obras 1985 * Pág. 64 - Fonte do Arneiro 2009 Pág. 64 José Gameiro ( O autor) visita a Roda de Pedra * Pág. 65 Jardim da Chesal * Pág. 65 Máquin abatendo árvores Cimetério alargado 1999 * Pág. 66 Jardim da Capela

Misericórdia

*

Pág.

66 Portal

em

Pedra,

foi

pertença da Albergaria da Capela Misericórdia

********************

84

84

85

85

86

86

87

87

88

88

89