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O Tigre que Fugiu do Lobo Matilha Nehalem 2

O Tigre que Fugiu do Lobo

Matilha Nehalem 2

Viktor Carsten tem sido um solitário por toda a sua vida adulta. Após testemunhar a morte dos seus pais, ele não tem pressa para se apaixonar por medo de que vai perdê-lo, também. Uma noite fora bebendo e dançando o leva a uma coisa que ele estava tentando evitar, seu companheiro.

“Corre!” foi a última palavra que a mãe de Shane Pickett proferiu a ele antes de morrer, e está funcionando desde então. Shane ser um raro shifter tigre branco faz dele um produto valioso para os caçadores, e por causa disso ele não pode se dar ao luxo de formar vínculos ou ficar em um lugar por muito tempo, mas tudo isso muda quando ele se move para Silver Creek. Ele finalmente criou uma vida que não quer desistir e encontra o companheiro de que ele não pode viver sem.

Quando o passado de Shane vem bater à sua porta, cabe a Viktor resgatar o seu companheiro, mas ele vai chegar a tempo?

Viktor Carsten tem sido um solitário por toda a sua vida adulta. Após testemunhar a morte

Capítulo Um

Enquanto caminhava pelas portas duplas, ele podia sentir o pulsar forte no seu peito. Uma onda de calor aqueceu a sua pele, atraindo-o mais perto. A grande sala estava cheia de homens. Alguns estavam dançando, e o resto de pé conversando em pequenos grupos. Viktor respirou fundo, inalando o cheiro de suor no ar.

Muitos homens com tantos aromas diferentes. Um sorriso dividiu o seu rosto.

― Puta merda é o céu na terra, ― disse Viktor com um sorriso.

Enquanto caminhava na direção do bar, seus olhos devoraram a paisagem. Homens em todas as formas balançavam ao ritmo errático da música. Eles pareciam tão despreocupados entregando-se a atmosfera do clube. A experiência do passado ensinou a Viktor que, a esta hora da noite e em um lugar como este, os homens pulando já tinham perdido todas as suas inibições. A presa perfeita para o que Viktor tinha em mente.

Ele chamou o garçom e pediu uma cerveja. Enquanto esperava ele se virou para descansar as costas contra o bar. O DJ mudou para uma música diferente, e ele observava enquanto a multidão dançava um com o outro ao mesmo tempo. Mas a esta hora estavam bêbados ou drogados com algum tipo de droga que iria prejudicar os seus corpos humanos, mas por que Viktor se importaria? Enquanto ele tivesse o seu pau chupado ou o prazer de foder um destes corpos dispostos, ele não poderia dar uma merda para o que acontecia com eles depois.

O barman bateu-lhe no ombro e Viktor virou para pegar a cerveja de

sua mão. Seus dedos se tocaram, e o homem deu a Viktor um sorriso

malicioso. Viktor levantou o

queixo em

reconhecimento e em seguida,

lentamente tomou um gole da garrafa. Ele manteve o olhar do outro homem e

fez um show ao lamber a borda.

O barman estava hipnotizado por Viktor, mas saiu do transe quando outro garçom esbarrou nele enquanto passava. Viktor riu enquanto o homem tropeçou quando ele voltou a trabalhar. Ele gostava de brincar com as outras pessoas. Será que ele queria o homem que estava lhe servindo as bebidas? Por que não? Um traseiro disposto era tão bom quanto o próximo.

Viktor voltou a sua atenção para a pista de dança. Ele tomou outro gole da sua bebida e deixou a sua mente vagar junto com o ritmo da música. Ele precisava relaxar. As últimas semanas tinham testado a sua paciência até o limite.

Fazia cinco semanas desde que seu irmão tinha sido levado.

Caçadores de lobisomens haviam capturado Erik só depois de atirar em Viktor, no seu irmão Devon, e em seu melhor amigo, Josef. Eles o pegaram de volta uma semana depois, mas para fazer isso tiveram de sequestrar um dos filhos do caçador, Aiden. Para piorar uma situação já estressante, Aiden acabou por ser companheiro do seu irmão mais velho Devon.

Felizmente tudo acabou bem para todos eles. Eles têm Erik volta, e Devon manteve o seu companheiro. Além disso, eles agora tinham um espião no conselho dos caçadores. O pai de Aiden decidiu ficar para ajudar a mantê- los seguros. Ele só estava fazendo isso para beneficiar o seu filho, mas Viktor aceitaria a ajuda extra. Foi um inferno quando Erik foi levado. Ele já perdeu seus pais para os caçadores. Ele não queria perder uma das coisas mais preciosas na sua vida, Erik.

Viktor bebeu o resto da sua cerveja. O álcool não tinha o mesmo

efeito sobre os lobos como tinha sobre os homens. Ele teria que beber um

barril antes de sentir qualquer efeito

do álcool.

Mas

ele gostava do sabor,

então não se importava se teria esse efeito entorpecido no seu corpo.

Saindo do bar, Viktor foi em direção à pista de dança. Sua altura o fazia maior do que a maioria dos ocupantes.

Como se os seres humanos pudessem saber que ele não era como eles, abriam caminho. Mais da metade olhou para ele de cima a baixo, de boca aberta.

Eles queriam um pedaço dele, e Viktor era mais do que feliz em ter um homem a cada vez, ou talvez dois ou três.

Um homem confiante foi até ele. Viktor agarrou o homem em torno dos quadris e o fez girar para colocar as costas dele no peito de Viktor. Ele dobrou os joelhos para acomodar a baixa estatura do homem e esfregou seu pênis semiduro contra a curva superior da bunda do estranho. O homem arqueou as costas, se empurrando para ter mais contato com Viktor.

Viktor riu, bagunçando o cabelo do homem. Era como tirar doce de uma criança. Viktor sabia que era atraente. Através dos anos homens suficientes atestaram esse fato. Ele era convencido? Talvez, mas desde que todos se divertissem, estava tudo bem.

A música mudou novamente, uma mais lenta neste momento. O homem em seus braços se virou para encará-lo. Viktor passou a mão pelas

costas do homem até que ele pudesse pegar um punhado do negro cabelo sedoso do homem na sua mão. Ele puxou para trás até que o homem expos o seu pescoço. Viktor sorriu quando o homem fez exatamente como ele queria.

Ele inclinou a

cabeça para baixo para

a

macia

pele.

E quando ele estava

prestes a lamber ao longo do pulso do homem, um cheiro almiscarado doce, chegou ao seu nariz.

Viktor se levantou

em

toda sua estatura

e

olhou

em

volta. Não

poderia ser. ― Ei, amante, tudo bem? ― o homem em seus braços perguntou.

Olhando para baixo, recuperando os seus pensamentos, ele percebeu que ainda tinha seus braços em volta do outro homem. Ele olhou para a multidão mais uma vez, e o cheiro bateu-lhe no rosto. A quem o cheiro pertencia estava perto, e não era o homem em seus braços.

― Não, não é

― Viktor se afastou do homem. Ele podia ouvir o

mas

ele

não

se

... outro homem amaldiçoando-o enquanto ele se afastava,

importou. Algo mais importante deveria ser encontrado nesta multidão.

Viktor empurrou a multidão de pessoas que estavam dançando e conversando. Alguns tentaram agarrá-lo e atrair a atenção de Viktor para eles. Tolos humanos. Viktor sentiu vontade de rir na cara deles.

Ele estava prestes a desistir quando uma figura dançando sozinho na pista de dança chamou a sua atenção. Um homem com cabelo preto curto balançava ao ritmo da música. Suas mãos estavam para cima, como se estivesse sendo puxado, ao som da batida.

Viktor chegou mais perto, tentando dar uma olhada melhor. Os olhos do homem estavam fechados como se tivesse enfeitiçado. Seus quadris se moveram sinuosamente de um lado a outro sem se importar com as outras pessoas ao seu redor.

Viktor pensou que o homem parecia sexo em movimento.

O homem usava uma calça jeans muito apertada. Como ele era capaz de respirar Viktor não sabia e não se importava, porque ele olhou em volta, uma bunda firme muito bonita. A regata branca que ele usava parecia brilhar no escuro por causa da iluminação da pista de dança, fazendo Viktor se aproximar.

Incapaz de controlar-se, Viktor aproximou-se por trás do estranho.

O homem não vacilou. Continuou dançando como se não percebesse que Viktor estava lá, e ele não podia aceitar isso.

Viktor afundou seus dedos nos quadris do homem e o puxou até que suas costas estavam contra o peito de Viktor. O homem era uns bons cinco centímetros mais baixo do que os seus 1.88, mas isso não o incomodou.

Viktor gostava de estar no controle. Ele queria dominar dentro e fora do quarto.

O homem hesitou por um único minuto. Após aquele breve momento ele voltou para sua dança erótica. Ele esfregava a sua bunda contra o pau, agora muito ereto, situado entre as coxas de Viktor. Viktor rosnou baixo e envolveu as suas mãos como uma barra de metal contra o peito do homem. Ele baixou a cabeça para o estranho e respirou o mais delicioso cheiro. Era como mel e baunilha com uma pitada de pimenta. Viktor não achava que já tinha cheirado algo tão maravilhoso.

O homem empurrou até Viktor soltar o seu agarre, deixando cair os braços para os lados ele se virou e ficou peito a peito com Viktor. As luzes

piscaram

e

se

tornou

difícil

de

ver,

mas

Viktor era

um

lobo com

visão

excelente, com ou sem uma boa iluminação.

 
 

Feche

os

olhos,

― disse

o homem

em voz baixa.

Seus

olhos

cintilaram em um azul brilhante, lembrando a Viktor de safiras.

Viktor fez o que lhe foi dito. Ele podia sentir o calor refletido pelo corpo do outro homem. A música pegou o ritmo, e uma leve brisa roçou sua pele. Algo não estava bem Viktor abriu os olhos e viu que o homem tinha ido embora. Ele girou em um círculo à procura do seu homem misterioso com o perfume inebriante.

Uma trilha leve guiou em direção ao bar, então de volta para a pista de dança. O homem estava fazendo-o andar em círculos. Mas ele não sabia com quem estava lidando. Um lobo sempre conseguia sua presa.

O cheiro de baunilha ficou mais forte enquanto ele caminhava em direção à parte de trás do clube em direção aos banheiros. Homens circulavam dentro e fora do estreito corredor. Ele fez o seu caminho e viu o homem com um braço apoiado contra a porta. Ele usou a mão livre e com um dedo chamou Viktor para se aproximar. Impotente para fazer qualquer outra coisa, Viktor continuou andando.

Quando ele se aproximou o homem abriu a porta do banheiro e se dirigiu para uma cabine vazia. A sala estava lotada. Os sons de beijos, sucção e sexo ecoou nos cantos apertados do banheiro.

Só acrescentando ao desejo de Viktor.

O homem entrou na última cabine, e Viktor o seguiu. Não havia muito espaço, e eles foram obrigados a ficar peito a peito. Um brilho selvagem flamejava nos olhos do homem. Suas feições eram viris, mas delicadas. Seu nariz era reto e um pouco empinado, e Viktor não podia falar, mas pensava que isso só o tornava mais atraente. Viktor queria saber tudo sobre este homem e guardar na memória.

Viktor sacudiu fortemente a cabeça. Ele nunca se sentiu assim sobre seus encontros. Isso era tudo o que era. Outro homem a quem mostrar suas proezas sexuais.

Mas

alguma coisa na

parte

de trás

do seu cérebro

o chamou de

mentiroso. Havia mais sobre este estranho do que um aleatório colega de foda.

― Eu acho que você me pegou. ― O homem olhou para Viktor e bateu os seus longos cílios. ― E agora?

Ah

as

possibilidades. Viktor trouxe a mão direita e envolveu seus

dedos ao redor do pescoço do menor homem. ― Agora acho que tenho uma coleira e uma guia para que isso não aconteça de novo, pequeno. ― Ele podia sentir sob a ponta dos dedos o pulso do homem acelerar.

Esse é um compromisso muito grande para alguém

que você

acabou de conhecer. ― O homem levantou uma sobrancelha para ele.

― Talvez, mas você tem algo que eu quero. ― Viktor se inclinou para frente, seu cabelo longo caindo em torno do seu rosto.

É

mesmo? E

o

que

seria

isso?

o pequeno ninfeto

disse

provocando.

Os olhos de Viktor foram dos lábios para os olhos do homem e fez isso novamente.

O que eram palavras quando ele poderia mostrar a ele?

O homem engasgou quando Viktor trouxe a sua boca com força sobre os maleáveis e suaves lábios. Ele forçou a sua língua no céu úmido da boca do homem. O homem não parecia se importar. Ele abriu e deixou a sua língua para duelar com Viktor. Viktor chupava a língua e poderia provar um pouco de chiclete de morango. Ele rosnou e puxou o homem mais perto.

Sem perder

tempo, o outro

homem foi

para

a fivela

do

cinto de

Viktor, e depois baixou as suas calças. Dedos quentes deixaram livre o latejante pênis de Viktor. Ele deixou o homem brincar com o seu comprimento, mas não era suficiente. Viktor queria mais.

Viktor agarrou as mãos do homem e puxou-as para cima. Ele deu um suspiro animado quando Viktor o virou de frente para a porta e segurou as mãos menores do homem para cima. Ele usou a mão livre para desfazer a calça do homem.

― Não se mova, ― Viktor sussurrou asperamente. Ele apertou o pulso do homem com força antes de deixar ir. Seu pênis doía, e pré-sêmen pingava da ponta. A necessidade de estar dentro deste homem empurrou os limites do autocontrole.

Ele caiu de joelhos e puxou a calça do homem para baixo em suas

coxas.

Ele se inclinou para frente e mordeu de leve, sem romper a pele, no firme globo da bunda do homem. Viktor ouviu-o uivar, mas ele não disse para parar ou se afastou. Ele lambeu ao longo da marca vermelha e deixou uma marca ao lado da mordida.

O homem se levantou na ponta dos pés e empurrou contra a boca de Viktor. Ele sorriu enquanto trazia o traseiro firme próximo ao seu rosto e massageava os músculos. Enquanto massageava, ele abriu as bochechas expondo o buraquinho rosa que ele tão desesperadamente queria entrar. Soprou através da entrada do homem, e ele empurrou e choramingou.

Viktor cuspiu no desejoso buraco e depois lambeu ao longo do vinco. O homem amaldiçoou e empurrou mais para trás. ― Você gosta disso? ― Viktor perguntou enquanto ele continuou a provocar a pequena abertura. ― Oh Deus, sim ― disse o homem sem fôlego. ― Não pare.

― Não planejo isso, bebê. ― Viktor levantou-se e bateu duro na bunda do homem. Ele empurrou e gritou. Viktor correu os dedos ao longo da

marca vermelho-vivo, deleitando-se em ver a marca da sua mão florescendo na pele suave e bronzeada.

Viktor alcançou o bolso de trás para retirar um preservativo e um pacote de lubrificante. Lobos não podiam pegar doenças humanas, mas quando tinha sexo com humanos, era melhor seguir conforme as regras.

Sem camisinha sem sexo, como um dos seus ex-parceiros sexuais havia dito a ele.

Ele rasgou o invólucro com os dentes e em seguida, rolou para baixo no seu comprimento. Após, ele abrir o lubrificante e revestir os seus dedos. Suavemente passou os dedos sobre a entrada do homem, e Viktor viu quando o homem deixou sua cabeça cair para frente para descansar na porta. Os braços estavam esticados acima da cabeça, e seus dedos se enroscaram em torno do topo da porta do box do banheiro.

Um dedo depois dois exploraram a abertura do homem. Ele tesourou os seus dedos dentro com pressa. Os músculos do homem apertaram, mas quanto mais Viktor mexia mais relaxado ele se tornou.

Viktor levantou-se e passou os dedos cobertos de lubrificante sobre o seu comprimento.

Ele alinhou o seu pênis depois parou. ― Eu vou te foder tão bem, que você vai implorar por mais.

― Confiante ― o homem olhou por cima do ombro. ― Eu gosto disso, mas vamos ver se o seu pau pode fazer o que a sua boca acabou de dizer.

Viktor empurrou para frente, sem parar, até que ele estava enterrado profundamente até as bolas no calor sedoso do homem. Como esperado, o homem gritou e lutou contra a invasão. Viktor deu-lhe apenas um momento para se acostumar com a sua grossa circunferência, e após começou a se

mover. Seus dedos apertavam forte as suaves laterais do homem. Ele ficou parado, deixando Viktor ter o seu caminho.

Suor irrompeu em todo o seu corpo. O ar no banheiro estava cheio de sexo e suor, e Viktor acelerou os seus movimentos.

Ele levantou a camisa do outro homem, expondo mais da sua pele bronzeada. Os olhos de Viktor pousaram em uma tatuagem no ombro do homem. Parecia pele de tigre. Preto, mas sem um padrão específico.

― Mais forte. ― o homem resmungou. ― Me dê.

Não querendo decepcionar, Viktor empurrou os quadris para frente com força suficiente para fazero seu amante bater na porta. Viktor afastava rapidamente e empurrava para frente de novo e de novo. Suas bolas apertaram, e Viktor podia sentir o seu orgasmo doendo para ser liberado.

 

Passando

a

mão

em

torno

do

corpo do

homem, Viktor agarrou o

pênis dele com a mão. Líquido escorria da ponta, e Viktor o usou para deslizar

no

pau

duro. Antes

que ele soubesse,

o homem

disparou longos jatos de

sêmen.

 

Os músculos ao redor do seu pênis começaram a pulsar. Viktor puxou o homem mais perto e levou a mão coberta de sêmen até os seus lábios e lambeu o líquido de gosto salgado. O sabor o fez ir mais forte, sem qualquer sutileza. O homem ficou parado e deixou Viktor bater no seu corpo. Alguns golpes mais e Viktor atirou a sua liberação no preservativo. Seu corpo estremeceu enquanto o seu pau esvaziava no fundo deste homem.

Muito gentilmente Viktor se soltou e jogou o preservativo no vaso

sanitário.

 

O outro homem se virou para o lado para que ele pudesse puxar as

calças

para cima. Viktor manteve

os olhos

no seu amante enquanto

ele

colocava suavemente o seu pênis na sua calça. Havia algo além do cheiro atraente sobre este homem que arrepiou os cabelos da sua nuca. ― Mas o que é isso? O homem foi para destrancar a porta, e a mão de Viktor o impediu. ― Aonde você vai?

― Estou com sede. ― Ele tirou os dedos de Viktor do seu braço. ― E você me deve uma bebida.

― Eu devo, eu? ― Viktor colocou um dedo no cinto do homem e o puxou para perto. ― E por que isso?

― Porque eu deixei você me foder. ― O homem piscou. ― Agora vamos, menino grande.

O homem agarrou a mão de Viktor, e levou-o para fora do banheiro.

Viktor seguiu-o como um cachorrinho. Isto não era típico do estilo de Viktor. Depois que o negócio era feito, ele ia embora, mas esse estranho era diferente. Era diferente porque este homem sexy era seu companheiro.

Então é assim que você trata o seu companheiro? Encontra em um bar e o fode em um banheiro sujo? Devon estava certo. Você é um bastardo filho da puta.

A voz interior de Viktor soou incrivelmente como a do companheiro do seu irmão, Aiden. O homem só tinha chegado a um mês, mas ainda assim o cara pegava no pé de Viktor sobre tudo. Ou ele não estava sendo bom o suficiente, ou social, ou que ele precisava mostrar interesse em algo mais do que aonde ele ia enfiar o seu pau. Aiden disse que se ele não mudasse as suas maneiras ele ia acabar sozinho. Esse pensamento assustou Viktor. Ele não queria estar sozinho para sempre. Era apenas mais conveniente no momento.

E agora ele encontrou a pessoa para ser seu em um maldito clube noturno e transou com ele sem ao menos saber o seu nome. Talvez Devon estivesse certo. Ele era um bastardo.

As luzes se apagaram, e um efeito estroboscópio começou. O agarre do estranho em seus dedos começou a deslizar, e Viktor viu-se cercado por corpos dançantes. Ele empurrou e empurrou o seu caminho através da parede de corpos à procura do seu companheiro, mas ele não o viu. Viktor farejou o ar e seguiu a trilha até a entrada principal.

Saindo no ar fresco da noite, Viktor procurou em torno da frente do clube. O cheiro começou a desaparecer na brisa, e Viktor andou mais rápido tentando pegar um traço de algo, qualquer coisa.

Viktor girou em círculos procurando, mas o cheiro se foi assim como o seu companheiro.

Capítulo Dois

Shane manteve um ritmo constante, de vez em quando olhando por cima do ombro para se certificar de que ele não tinha sido seguido. Ele deu um suspiro de alívio quando viu o seu prédio. Ele acelerou os passos e não parou até chegar ao segundo andar. Uma vez que ele estava em segurança dentro do seu apartamento, Shane lentamente começou a relaxar.

Pensamentos do homem do clube correram

por

sua mente

em

câmera lenta. Seu cabelo longo, olhar intimidador, e um corpo feito para foder

era tudo sobre o que Shane podia pensar. Ele nunca soube o nome do homem, mas era melhor assim.

No minuto em

que o homem

entrou no clube,

Shane o sentiu.

O

cheiro de bosque era forte, e Shane tinha sido atraído por ele.

Ele viu o homem enquanto ele flertava com o barman e então quando ele dançou com o outro homem. Ciúme o fez ver vermelho, mas Shane não tinha em sua vida lugar para lidar com um companheiro. Ele tinha a si mesmo para se preocupar, e se ele tivesse que se levantar e sair a qualquer momento, ele não teria ninguém o retardando.

Shane culpou os seus instintos de tigre para querer ficar sozinho. Tigres tipicamente ficavam sozinhos. Tornava caçar a sua presa mais fácil. Somente filhotes ficavam com a mãe, mas só até eles serem capazes de cuidar de si mesmos. A natureza humana de Shane ansiava por companheirismo, mas o seu tigre o lembrou do que poderia acontecer se ele deixasse alguém saber o seu segredo. Shane não era só um tigre, mas um tigre branco. Uma rara espécie shifter. A maioria da sua espécie tinha sido morta por sua pele. Mesmo os tigres selvagens brancos eram raros, portanto, um caçador não se importava se na metade do tempo o tigre fosse ou não humano. Enquanto eles conseguissem o que queriam, eles não se preocupavam com esse fato nem um pouco.

Verificando a fechadura da porta mais uma vez, Shane foi olhar pela janela. Não havia qualquer sinal do homem misterioso ou mais ninguém do lado de fora. Shane fechou as cortinas, então se dirigiu ao banheiro para lavar o rosto e escovar os dentes. Quando terminou a sua rotina noturna, subiu na cama. Ele não conseguia parar de pensar no seu companheiro, e começou a se perguntar se ele era forte o suficiente para deixá-lo ir.

Shane virou e olhou fixamente para a parede. Tudo o que ele sabia sobre a sua espécie era o que a sua mãe lhe disse, e agora ela tinha ido. Ele

sabia

o

básico,

mas

não

sabia

as

consequências

de

se

negar

ao

seu

companheiro. Era em momentos como este que ele realmente sentia falta da sua mãe.

Shane mudou-se para Silver Creek, há alguns meses. Ele trabalhava no pequeno café na rua, e ele não poderia estar mais feliz. Pela primeira vez nos últimos três anos, ele se sentia seguro. Segurança era algo que as pessoas tinham como garantido, mas não Shane. Ele estava sozinho, sem ninguém para ajudá-lo ou defendê-lo quando o problema aparecesse, e Shane preferia desse jeito. Se Shane tinha aprendido alguma coisa, era que era melhor não confiar em ninguém, mas apenas em si mesmo. Talvez se ele tivesse pensado dessa forma há três anos, a sua mãe ainda poderia estar viva.

Logo antes de Shane fazer dezoito anos a sua mãe os levou a uma pequena cidade nos arredores de San Antonio. Ele nunca conheceu o seu pai, e ser mãe solteira tinha sido difícil para ela, mas ela fez o que tinha que fazer para mantê-los seguros. Isso significava se mudar assim que os caçadores os rastreavam. San Antonio tinha uma bela natureza preservada aonde poderiam mudar e correr sem medo de serem baleados. Mas ainda tinham que ser cuidadosos para não serem vistos.

Sua mãe conseguiu um emprego em um pequeno restaurante. Os proprietários eram um belo casal mais velho que não tinham filhos próprios e receberam Shane e a sua mãe de braços abertos. Era como ser parte de uma família real. Shane estava feliz e o mais importante, sua mãe estava.

Depois de alguns meses a sua mãe conheceu um homem chamado Winston. Ele era agradável e a tratava como uma rainha. Winston aceitou Shane. Às vezes Shane se sentiu estranho quando era deixado sozinho com Winston, mas ele apenas achou que era por que não cresceu com uma figura paterna por perto.

Winston vivia em Austin e vinha nos fins de semana para visitar.

Shane nunca tinha visto a sua mãe tão feliz. Depois de viver sozinha por tanto tempo Shane sentia que a sua mãe merecia isso, então ele manteve suas preocupações sobre Winston para si mesmo. O homem parecia bonito por fora, mas houve momentos em que ele olhar para Shane com um olhar enlouquecido que o fazia desconfortável. Ele sempre procurou desculpas para tocá-lo e, eventualmente, Shane saia quando Winston vinha visitar. Ele não queria que a sua imaginação hiperativa custasse a sua mãe a chance de encontrar o amor.

Sua mãe e Winston estavam juntos há cerca de seis meses, quando Shane fez 18. Ele tinha feito planos para ir acampar sexta-feira nas montanhas com os seus amigos após sair da escola. Ele deixou o seu material de acampamento em casa e quando a aula terminou ele foi para casa para pegar as suas coisas.

Ainda era cedo, então Shane achou que ele não se encontraria com Winston, mas quando chegou em casa ele estava lá, esperando. Shane colocou um sorriso no rosto e deu respostas rápidas a todas as perguntas de Winston. Quando ele ia sair Winston entrou na frente, bloqueando o seu caminho para fora.

Winston deu um passo para frente e depois outro até que ele teve Shane encostado contra a parede. Quando Shane tentou afastá-lo, o homem mais velho apenas riu e prendeu os braços de Shane atrás das costas.

― Eu estava procurando por você por um tempo muito longo, ― Winston sussurrou na sua orelha. ― Lembro-me de quando você era apenas um filhote, mas agora você é um homem, e eu não tenho mais que sentir culpa.

― Sentir culpa sobre o que? ― Sua voz tremeu.

― Querer você. ― Winston lambeu ao longo da orelha de Shane. Ele

tentou se afastar, mas

Winston era

muito forte

Os

homens com quem

trabalho concordaram em me dar você se eu entregar

a

sua mãe.

Eles

precisam de mais fêmeas para procriar a sua espécie. A raiva aumentou em Shane e ele foi capaz de empurrar Winston a

distância.

― Você é um caçador? ― A palavra era como sujeira na sua boca. ― Ela se preocupa com você. ― Esse era o plano. ― Winston se aproximou. ― Eu nunca a quis, só

você.

Winston o

derrubou

no chão

e

tentou

beijá-lo, mas Shane lutou

contra os seus avanços,

mas

não adiantou. Mesmo sendo um shifter

não

ajudou o fato de que ele ainda era um adolescente que não tinha a sua força

total.

Ele podia sentir o pênis ereto de Winston pressionado no seu quadril, e bílis subiu na sua garganta, ameaçando deixá-lo doente.

― O que esta acontecendo aqui? ― Sua mãe gritou da porta.

Winston levantou-se e puxou Shane junto com ele.

Ele tinha

um

braço em volta do pescoço de Shane em um punho de ferro. ― Maravilhoso, você está em casa. Meus amigos estarão aqui por você a qualquer momento.

― Que história é essa? ― Shane observava os olhos da sua mãe

saltarem

dele

para Winston. Ele

viu quando

ela

percebeu. ―

Você

é

um

caçador.

 

― Eu prefiro cientista. Uma lágrima escapou dos olhos da sua mãe, e Shane podia sentir a

sua dor.

 

Eles

estavam correndo por tanto

tempo

e

nunca tinham

 

sido

capturados até agora.

― Shane, querido, saiba que eu sempre vou te amar. ― Ela começou a andar lentamente em direção a eles.

Shane só podia olhar para ela. Ela estava dizendo adeus, mas ele não sabia por quê.

Tudo aconteceu tão rápido, sua mãe atacando, mudando no ar.

Winston empurrou Shane no chão e puxou uma arma. Um tiro ecoou, em seguida, o som dos seus corpos batendo no chão ecoou nos seus ouvidos. Shane se levantou rapidamente e correu para a sua mãe.

Ela tinha levado um tiro no peito, mas não a impediu de rasgar a garganta de Winston primeiro. Ele estava morto no chão. Seus olhos sem vida olhando para o nada.

― Oh, Deus, mãe, não! ― Shane gritou enquanto ela mudou de volta. Sangue reunido em torno da ferida. O mais profundo vermelho que ele já tinha visto derramava do seu corpo para pintar o chão.

― Está tudo bem, querido. ― Ela começou a tossir. Sangue escorria do canto da sua boca. Você está seguro, e isso é tudo o que importa. Agora vá antes de alguém chegue aqui. Não deixe que meu sacrifício seja em vão. ― Ela tentou rir, mas saiu mais como um chiado. ― Eu amo você, Shane. Nunca se esqueça disso.

― Eu também te amo, mãe ― Shane sussurrou suavemente em seu quarto escuro. Cada memória era tão viva na sua mente como no dia em que aconteceu. Em um piscar de olhos ele perdeu tudo. E desde então ele vinha correndo.

Sua mente voltou para o homem no clube, e Shane começou a se perguntar se ele precisava começar a correr por uma razão diferente.

― Porra, caralho, porra! ― Viktor gritou quando ele bateu a mão no volante. Ele procurou

― Porra, caralho, porra! ― Viktor gritou quando ele bateu a mão no volante. Ele procurou fora do clube por 30 minutos, em seguida, voltou para dentro por outros 40, mas não conseguiu encontrar qualquer vestígio do seu companheiro. Era como se ele nunca tivesse estado lá.

Viktor ligou o seu pisca-pisca e tomou a estrada escura que levava à

sua casa.

Ele compartilhava a casa com os seus dois irmãos, seu melhor amigo, e agora com o companheiro do seu irmão mais velho, Aiden. As luzes estavam apagadas, então ele seria capaz de entrar sem ser visto. Ele não tinha vontade de discutir o problema do seu companheiro ter desaparecido com nenhum deles. Se eles descobrissem que ele fodeu o seu companheiro em um banheiro sujo, e conseguiu perder ele, eles nunca iriam deixá-lo viver em paz. Ele tinha visto o suficiente de decepção em seus olhos através dos anos. Ele não precisa de outra dose disso hoje à noite.

Ele estacionou o seu caminhão e foi até a porta da frente.

Viktor

destrancou a porta e fechou-a. Correu até as escadas e foi direto para o seu

quarto. Ficou pronto para a cama em seguida, subiu sob os lençóis limpos. Olhando o relógio, Viktor viu que era depois das duas da manhã, e

ele teria que se levantar em menos de cinco horas para o trabalho. Se ele se atrasasse, Devon iria chutar o seu traseiro falando sobre responsabilidade e

como ele não levava

as

coisas

a sério.

A

Construção Carsten e Filhos era

localizada na mesma propriedade que a sua casa, portanto, a viagem para o escritório não era tão longa.

Seu irmão mais velho Devon e o seu amigo de infância Josef dirigiam e adquiriam trabalho para a empresa, enquanto Viktor visitava os locais de trabalho. Ele garantia que os suprimentos eram entregues aos trabalhadores e que tudo era bem executado. Viktor realmente gostava do seu trabalho. Ele não estava enfiado em uma mesa todos os dias e tinha que passar a maior parte do seu tempo fora.

Eles fizeram

um monte de negócios de restauração nas cidades

vizinhas, e o novo trabalho que eles obtiveram consistia principalmente de construir novas casas ao redor da área. O norte do estado de New York era

uma bela paisagem e agora todos os jovens da cidade queriam um pedaço do bolo.

Eles queriam enormes casas construídas como casas de férias que eles poderiam ficar três vezes por ano. Nas contas de Viktor era um desperdício, mas dinheiro era dinheiro.

Os minutos no relógio passavam, mas Viktor ainda não conseguia dormir. O sorriso perverso que o seu companheiro usava insultando-o. Viktor quase podia sentir o calor da pele do seu companheiro, a maciez dos seus lábios enquanto ele o beijou. Mas assim como as imagens desapareceram assim fez seu companheiro. Ele deixou o único homem que ele não quis se livrar escapar através dos seus dedos.

Se Viktor pensasse muito, ele acharia engraçado. Todos os homens que ele tinha tido ao longo dos anos e nenhum o fez pensar duas vezes sobre se encontrar novamente. Então o único que ele quis fugiu dele.

E para piorar, Viktor se sentiu usado. Como um pedaço de carne que o homem pegou.

É bem feito pra você. Todos aqueles homens que você usou ao longo dos anos. Era tempo de alguém lhe dar uma boa dose do seu próprio veneno.

― Oh cale-se, ― Viktor murmurou no seu travesseiro enquanto ele

rolava.

Ele achou estranho que a sua voz interior parecia muito com Aiden.

O companheiro do seu irmão veio morar com eles em circunstâncias incomuns. Ele e Josef sequestraram o homem enquanto eles procuravam por Erik. O pai de Aiden era um dos caçadores que participaram do sequestro do seu irmão mais novo então eles pegaram Aiden. Parecia justo no momento, e nenhum deles sabia que Aiden acabaria por ser companheiro de Devon.

Viktor ainda se sentia um pouco culpado pela forma que ele tratou o cara, mas ele tinha estado louco de preocupação com o seu irmão. Ninguém poderia culpá-lo por suas ações, e ele estava agradecido porque Aiden o ter perdoado. E por alguma razão que ele desconhecia Aiden constantemente metia o nariz o tempo todo nos negócios de Viktor. Ele via Viktor como um projeto que precisava ser corrigido. Viktor não queria ser consertado ou salvo. Ele era um produto do que os caçadores fizeram. Eles mataram os seus pais e ainda continuavam a caçar a sua espécie. Sua incapacidade de confiar nos outros e a sua atitude fria era autopreservação. Viktor não gostava de ser uma vítima, e maldito fosse se ele se sentiria indefeso novamente.

O vento uivava fora da sua janela, soando como uma canção de

ninar.

Fadiga finalmente começou a domina-lo. Viktor se deitou de costas e esticou os braços para o lado. O sol sairia em breve, e com alguma sorte ele pensaria em uma maneira de encontrar o seu companheiro. Se Viktor era algo, ele era persistente.

Capítulo Três

O despertador soou muito cedo naquela manhã. Viktor saiu da cama e foi para o banheiro tomar um banho quente.

Ele rolou na cama a noite toda. Sua mente não tinha sido capaz de desligar. Pensamentos sobre o seu pequeno companheiro sexy o manteve meio duro a noite toda. E não havia maneira dele dormir confortavelmente nessa condição.

Uma vez vestido, Viktor desceu. Ele podia ouvir vozes na cozinha enquanto ele se aproximava. Skyler estava fazendo o café da manhã. O lobo estava com a matilha desde que ele era criança. Igual a Josef, Skyler era um amigo de infância.

Aiden estado lendo um livro, provavelmente, tentando recuperar o atraso no seu estudo, porque ele se recusou a ir na noite anterior. Desde que Aiden e Devon acasalaram, eles pareciam coelhos no cio. Viktor agradeceu ao Senhor porque Aiden não poderia engravidar. Senão haveria crianças por toda a fodida casa.

Viktor foi direto para a cafeteira e resmungou um olá quando Skyler o cumprimentou. Sua cabeça e o seu corpo doíam. Ele precisava desse primeiro copo de café fumegante antes mesmo que ele pudesse começar a funcionar.

Enquanto ele fez o seu caminho para a mesa, ele podia sentir os olhos de Devon sobre ele, mas não reconheceu a presença do seu irmão. Viktor tinha se levantado a tempo e estava pronto para ir. Não havia uma merda que Devon poderia dizer.

― Cara, você parece uma merda, ― disse Josef entre as mordidas das suas panquecas. ― Quando você chegou na noite passada? Viktor trouxe a sua xícara de café aos lábios e tomou um gole.

― Obrigado pelo elogio. ― Ele deu a Josef o dedo do meio. ― E eu não tenho que responder a isso. Sou um homem crescido.

― Ele chegou por volta de duas da manhã. ― Devon continuou a olhar para ele. ― É melhor não deixar essas noites afetarem o seu trabalho.

― E afetou alguma vez? ― Viktor disse com os dentes cerrados. Ele odiava quando o seu irmão o tratava como um filho. Enquanto Viktor cuidasse das suas responsabilidades Devon não tinha o direito de falar.

― Bem, raio de sol, esta sua boa disposição não ajuda em nada. Só porque você apareceu na hora certa não significa que você está lá.

― Como? ― Viktor olhou fixamente para o seu irmão. Se ele estava lá como ele poderia não estar lá? ― De que diabos você está falando?

― O que estou dizendo que é melhor você trabalhar na sua atitude. ― Devon se inclinou sobre a mesa e apontou o dedo no rosto de Viktor. ― Eu tive mais queixas dos funcionários sobre a sua atitude do que eu posso contar. Só porque você está tendo um dia de merda não lhe dá o direito de descontar nas outras pessoas.

Raiva deixou as mãos de Viktor tão tensas, e a caneca que ele estava segurando quebrou, derramando o café sobre a mesa. ― Desculpe, eu não ser tão perfeito quanto você, irmão mais velho.

― Não tem nada a ver em ser como eu. Tem tudo a ver com o fato de que você não se importa com nada.

Viktor se levantou da sua cadeira. Seu irmão tinha ido longe demais. Ele se preocupava com um monte de coisas. Não era culpa dele que ele tinha

uma raiva dentro dele que o consumia no dia a dia. Ele não conseguia explicar a si mesmo muito menos tentar explicar isso para o seu irmão. Devon pensou que ele era uma decepção e às vezes Viktor concordou com a avaliação.

― Parem com isso, vocês dois. ― Aiden puxou Devon de volta na sua cadeira. ― Devon, deixe o Viktor em paz. Ele é um adulto. Se você tem algo relacionado ao trabalho para discutir com ele, você pode fazer isso de uma forma mais respeitosa. ― Aiden voltou para o seu livro. ― Você não fala com Josef dessa forma.

Um sorriso curvou o lábio superior Viktor. ― Obrigado, Aiden. ― Tire esse sorriso do seu rosto ― disse Aiden sem levantar os olhos

do livro.

― Aiden está certo, ― Devon disse depois que alguns minutos se passaram. ― Eu sinto muito em estar na sua cola o tempo todo Viktor, mas você tem que me ajudar aqui.

Havia sinceridade nos olhos de Devon que mais uma vez o fez se sentir um lixo por desapontar uma das poucas pessoas na sua vida, que ele

realmente

amava. ―

Eu

vou tentar

mais

forte,

Devon.

desapontar você. ― E ele não queria.

Eu

não quero

― Isso é tudo o que posso pedir. ― Devon sorriu para ele antes que voltasse a comer o seu café da manhã.

Skyler correu para limpar a bagunça que Viktor tinha feito, e deixou um prato cheio com comida. A visão fez o seu estômago roncar. O cheiro doce de panquecas e ovos chegou o seu nariz, e ele começou a comer.

Todo mundo ficou em silêncio enquanto comiam, desfrutando do trabalho duro de Skyler.

Ele tinha apenas se levantado da mesa para colocar o seu prato na pia da cozinha quando um grito cheio de dor rasgou o ar. Era baixo e áspero.

― Quando ele vai parar com essa depressão? ― Skyler expressou o que todos estavam pensando.

Dê-lhe alguma folga.

― Aiden

se levantou

e

foi

para

a

porta

traseira. Viktor o seguiu e estava atrás dele olhando para o seu irmão mais novo enrolado em uma bola no quintal. ― Ele encontrou o seu companheiro, mas não pode estar com ele. ― Aiden olhou por cima do ombro para olhar para Skyler. ― É um sentimento terrível ter que ficar sem a outra metade da sua alma.

As palavras de Aiden bateram em Viktor no intestino como um soco. Levou tudo nele para não choramingar a sua perda. Ele encontrou o seu companheiro e então o perdeu. Será que ele se tornou uma concha de uma pessoa como o seu irmão havia se tornado?

― Não é como se eles nunca fossem ficar juntos. ― Skyler zombou enquanto ele carregava a máquina de lavar louça. ― Ele tem apenas 16. É contra a lei ele ser intimo com o seu companheiro.

― Depois, há o fato de que o cara é um caçador, também ― disse Devon ao lado de Viktor. Ele nunca ouviu seu irmão se levantar. ― Eu gostaria de saber quando ele virá para o nosso irmão mais novo.

Viktor gostaria, também. O companheiro de Erik foi um dos humanos caçadores que sequestraram ele há quatro semanas. Não importa o quão duro Viktor queria odiar o cara, ele não podia. Brandon manteve os outros caçadores de entregar Erik para o conselho e matou um colega caçador quando o homem ameaçou atirar em Erik. Não seria a primeira escolha de Viktor para um companheiro para o seu irmão, mas Brandon obviamente cuidava de Erik, e isso é tudo o que importava.

Nas últimas quatro semanas, quando Erik não estava na escola, ele

ficava

em

forma de

lobo.

Ele passou mais

tempo como lobo do que como

humano. Horas passavam quando ninguém sabia aonde ele tinha ido, e Viktor muitas vezes se perguntou se ele estava escapando para ver Brandon.

Brandon, junto com o pai de Aiden, ficou com os caçadores. Eles ajudaram a manter os outros caçadores longe da sua propriedade e os mantiveram informados sobre o que conselho dos caçadores estava fazendo. Enquanto Brandon fosse um caçador, ele não poderia estar com Erik. Seria muito arriscado para ambos. A questão da idade de Erik era um obstáculo que poderia ser superada em um par de anos, mas Brandon ser um caçador era outro desafio completamente diferente.

― Ok, pessoal, eu estou saindo. ― Devon beijou Aiden nos lábios e de brincadeira socou Viktor. ― Eu tenho uma pré-proposta em Silver Creek.

― Sério? ― Viktor perguntou. ― Que tipo de trabalho?

― O prédio da biblioteca pública. Tem mais de cem anos de idade e

precisa de muito trabalho no exterior.

Os

tijolos estão arruinados, e a

argamassa caiu totalmente em alguns pontos. Será um trabalho enorme se eu conseguir isso. ― Parece legal. ― Viktor seguiu o seu irmão para fora pela porta da

frente.

― Bem, eu estou indo para ver a casa de Matthews. O pavimento está sendo colocado.

Eles se despediram e seguiram seus caminhos separados. Viktor

dirigia

pela cidade

e seguiu

para

o

leste

em

direção a propriedade de

Matthews.

A

casa era

gigantesca e construída bem longe da estrada.

Sr.

Matthews era um cirurgião plástico famoso em Nova York e tinha essa casa

construída para os finais de semana. Eles tiveram que construir uma pista de pouso na parte de trás da propriedade. Sr. Matthews tinha uma licença de

piloto e voaria para cá quando quisesse. Viktor pensou que deveria ser bom ser tão rico. Ele poderia fazer o que quisesse, quando quisesse.

Mas o Sr. Matthews não era como as outras pessoas ricas que Viktor tinha conhecido.

O homem

não

falava com

eles

ou tratava-os

como

algo

que

encontrou embaixo do sapato. Ele era muito profissional e reservado.

Enquanto ele pagasse a Construção Carsten

e Filhos

no

prazo, Viktor não

poderia se importar menos, se o homem nunca falasse uma palavra com ele.

Quando chegou na casa os caras já estavam lá. Ele se lembrou do que Devon disse sobre os funcionários reclamando sobre ele. Ele tinha que ser bom ou melhor do que ele tinha sido. Só porque ele era uma bagunça não significava que estes homens tinham que sofrer. Os cinco trabalhadores que estavam nesse projeto eram todos humanos e não tinham conhecimento de que eles trabalhavam para um lobo. E Viktor supôs que não era justo despejar os seus problemas ou raiva sobre eles.

Ele saiu do carro e falou com o capataz. Ele seguiu o homem mais velho enquanto ele apontou coisas diferentes em que tinham trabalhado e as coisas que ainda precisavam ser feitas. Na parte de trás da casa, além da pista de pouso, havia uma densa

floresta.

O vento aumentou, e um perfume na brisa pegou Viktor de surpresa, e ele imediatamente parou. Baunilha e mel.

Viktor virou à esquerda e à direita, tentando pegar o cheiro de novo, mas ele se foi. Era tão fraco que ele começou a pensar que tinha imaginado.

― Viktor, tudo bem?

Ele olhou para o bosque ao redor mais uma vez e então se virou para o outro homem. ― Sim, está tudo bem.

Eles terminaram a vistoria, e enquanto ele estava voltando para seu caminhão, o seu telefone tocou. ― Olá?

― Ei, Viktor, me desculpe incomodá-lo, mas meu carro não liga, e eu não quero chamar Devon por que ele tem que ir a Silver Creek, ― Aiden disse.

Então pegue emprestado o carro

de Skyler

ou

Erik.

― Viktor

destravou a fechadura da sua porta e subiu na cabine.

― Eu gostaria, mas Erik já saiu para a escola, e Skyler saiu logo depois que vocês saíram para ir fazer compras. Vamos, Viktor, ― lamentou Aiden ao telefone. ― Eu vou me atrasar para a aula.

Viktor suspirou pesadamente e ligou o motor. ― Tudo bem, eu vou estar ai em cerca de 20 minutos. Esteja pronto para ir quando eu chegar.

― Obrigado, obrigado, obrigado ― Aiden cantou as Estarei pronto.

palavras. ―

Na viagem de volta para a casa Viktor procurava ao lado das estradas na esperança de que ele iria ver o seu companheiro. Era um tiro no escuro, mas ele poderia jurar que ele sentiu o perfume exótico do homem. Seu pau se contraiu com a memória.

Quanto mais próximo de casa, mais o seu entusiasmo começou a desvanecer sobre ver o seu companheiro. Se o seu companheiro vivesse perto dele, Viktor teria percebido isso antes.

Ele parou na entrada e buzinou. Aiden veio correndo para fora. Ele pulou no caminhão e fechou a porta. Aiden fazia psicologia na Universidade em

Silver Creek. Silver Creek

era

a

maior cidade nestas bandas, e era

principalmente por causa da faculdade. A viagem levou uns bons 30 minutos de onde eles viviam em Nehalem, mas Viktor não se importava de fazer esse trajeto. Silver Creek tinha uma boa vida noturna, e a cidade era grande o suficiente para que ele pudesse se movimentar sem ser visto e ter o luxo de

escolher entre um grande grupo de amantes em potencial. Homens jovens e viris. Deus sabia como ele amava alunos de faculdade. Eles gostavam de festejar e não ligavam para o resto.

― Obrigado novamente por ter vindo me pegar. ― A voz de Aiden tirou Viktor dos seus pensamentos. ― Eu vou ligar para Devon e dizer para ele ficar na cidade para me dar uma carona para casa.

― Sem problema. ― Viktor olhou para o relógio no painel.

― Você não vai se atrasar? ― Ele foi o mais rápido que pôde, mas o tempo parecia voar quando havia algum lugar que ele tinha que estar.

― Não, ficarei bem. Minha aula vai começar daqui a uma hora. Eu só queria chegar cedo para participar de um grupo de estudo.

― Ainda assim, eu conheço a estrada como a palma da minha mão, e você estará lá a tempo. ― Viktor pisou mais fundo no acelerador.

― Viktor, posso perguntar uma coisa? Ele olhou para Aiden depois voltou para a estrada. ― Claro.

― Por que você age como se você não se importasse com nada? Quero dizer, todos nós sabemos que você ama os seus irmãos, por isso sei que é possível você sentir emoções. ― Aiden se apressou para explicar. ― Mas, além disso, você parece tão infeliz o tempo todo.

Viktor teve que parar de revirar os olhos. Aiden estava estudando para se tornar um psicólogo, e ele sempre quis estudar ele. Ele deixava Viktor louco.

― Aiden, eu vi um monte de merda na minha vida, e isso pode mudar uma pessoa. ― Era verdade. Se ele tivesse que adivinhar por que ele fingia que não precisava de ninguém, seria por se sentir impotente quando

seus pais foram assassinados. Ele não queria ter que precisar de ninguém, e pulando de um parceiro de cama para outro o manteve no caminho certo.

Não se apaixone e não fique grudado. Ele tinha o suficiente para se preocupar quando se tratava dos seus irmãos e amigos íntimos. Ele não queria adicionar mais alguém para a lista.

Você diz simplesmente respondeu.

isso, mas

Devon

e

Erik

não

são assim,

― Aiden

― Devon é um maníaco por controle, e Erik está tão mentalmente frágil o garoto não consegue ficar em forma humana por mais do que algumas horas por dia. ― Viktor não queria gritar com Aiden, mas todos eles foram danificados de alguma forma. Perder os pais e viver com constante medo de que caçadores iriam encontrá-los tinha cobrado o seu preço.

― Eu não estou dizendo que eles são perfeitos, mas eles tentam. Devon diz que Erik era um garoto bem ajustado muito antes do sequestro, e temos fé de que ele voltará a ser como era antes. ― Viktor ficou tenso quando sentiu os dedos de Aiden sobre o seu braço. ― Mas você, eu não sei, você é diferente, Viktor. ― Aiden deu um sorriso triste, e Viktor odiava a sua pena. ― Eu estou sempre aqui se você precisar conversar.

O ar na cabine estava carregado de emoção, e Viktor sentiu como se estivesse sufocando. Estava na sua natureza tentar se libertar e fugir quando se sentia preso, mas isso era diferente. Ele não podia fugir do seu medo ou de Aiden. Aiden o perdoou por sequestra-lo e pelo espancamento. Por alguma razão este homem queria ajudá-lo e viu potencial aonde outros julgavam uma causa perdida. Viktor não evitaria a única pessoa que queria ajudá-lo.

― Obrigado, Aiden. ― Viktor estacionou na frente da biblioteca de Silver Creek. O colégio era apenas alguns quarteirões de distância, de modo que a caminhada não seria muito para Aiden. ― Mas até que no seu nome

tenha escrito doutor na frente, não tente ser o meu psicanalista. Você pode me foder mais do que eu já estou.

― Você não está fodido, apenas um pouco bruto. Aiden riu quando ele saiu do caminhão.

Viktor não vacilou

quando Aiden deu

a

volta

na caminhonete

e

abraçou-o pela cintura. Com braços instáveis o abraçou de volta. ― Como você pode gostar de mim depois de tudo o que eu fiz? ― Ele odiava perguntar, mas ele precisava saber como essa pessoa tinha um coração tão bom.

― Você só fez o que qualquer outra pessoa teria feito no seu lugar.

Não posso culpar você por isso. ― Aiden deu um passo para trás e colocou a

sua mochila no ombro. ― Agora

estou de

folga para

encontrar o meu

companheiro, talvez convencê-lo a me comprar um café ou algo assim. Você quer se juntar a nós?

― Não, vocês aproveitem a tarde. Eu tenho coisas a fazer.

Viktor disse adeus e observou enquanto Aiden entrava em segurança no edifício. Ele entrou de volta no seu caminhão e saiu pela rua.

Ele poderia ter tirado alguns minutos para gastar com o seu irmão e o seu companheiro, mas vendo Aiden e Devon juntos só o faria querer mais seu companheiro. Parte de Viktor perguntou se ele e o homem sem nome da noite passada poderiam ser tão felizes como eram o seu irmão e Aiden.

Ele queria acreditar que seriam, mas parte dele esteve alertando-o para manter distância. Para não ir procurar o homem que havia criado raízes no seu corpo e alma. Porque, quando ele se fosse, porque todos sempre iam, iria doer muito, e ele não sabia se seria capaz de se recuperar dessa perda.

Capítulo Quatro

Às 10 da manhã o rush estava começando a perder o ritmo. Shane trabalhava no turno matutino, e ele adorava. A maioria das pessoas detestam a massa de pessoas que correm pelas portas às 07h00 para obter a sua dose diária de cafeína, mas Shane não. Sua natureza de fácil convivência e a capacidade de se mover rápido mantinha os clientes satisfeitos. Ele trabalhava no Café Bean há dois meses, mas a maioria dos frequentadores o conhecia pelo nome. Eles conversam com ele enquanto preparava os seus pedidos, e isso fazia Shane se sentir necessário. Ele não descobriu a cura do câncer ou qualquer coisa, mas ele se sentia valorizado pelo seu trabalho.

O proprietário do café era uma doce senhora mais velha chamada Margie. Ela o ajuda a abrir a loja de manhã, mas a artrite a impedia de ajudar a fazer a variedade de cafés com leites especiais e pães que eles oferecem, mas isso não incomodava Shane, no mínimo. Ele realmente gostava de passar um tempo com ela.

Quando ele

chegou a Silver Creek,

dois

meses, ele entrou

na

cidade com a sua mochila e 20 dólares no bolso. Depois que a sua mãe

morreu, ele vagava de cidade em cidade trabalhando em bicos aqui e ali. Mas quando ele viu a placa branca e marrom pintada à mão do estabelecimento ele teve a sensação de que finalmente encontrou um lugar que iria recebê-lo.

Graças a Deus que estava olhando para ele, havia um sinal de ajuda

pendurado na janela. Ele entrou e pediu o cargo. Margie conversou com ele e

lhe ofereceu

o emprego

no local.

Ela

tinha um

jeito

suave, e com suas

palavras, fala mansa e toques amorosos, Shane estava derramando seu coração para ela em poucos minutos antes de começar o trabalho. Ele não deu

detalhes específicos, mas disse-lhe que a sua mãe tinha morrido alguns anos atrás e ele mudou-se de cidade em cidade desde então.

Margie ouviu e não o julgou por ser um vagabundo. Ela disse que ele não iria se sentir perdido e que Shane tinha encontrado uma casa aqui em Silver Creek. O apartamento que ele alugou ficava em um dos edifícios de Margie e ela deu-lhe um grande desconto no aluguel. Ele não poderia ter sido mais grato por tê-la conhecido. Sua generosidade ajudou a provar a Shane que nem tudo nesse mundo era ruim.

― Ei, Margie. ― Shane chamou. ― Sim, querido. ― Margie disse.

― Eu estou indo colocar o lixo para fora. ― Ele aproximou-se por trás dela e deu-lhe um beijo na bochecha. ― Eu já volto.

Margie bateu-lhe na mão e sorriu para ele. ― Estarei aqui. Eu não tenho outro lugar para ir.

― Senhorita Margie, não minta para mim. ― Shane brincou com ela. ― Eu vi você mais no telefone nas últimas semanas do que todo o tempo em que eu trabalhei aqui. Eu sei que você está escondendo um homem em algum lugar aqui na cidade.

Shane gostava de brincar com ela, mas ele já sabia quem ela estava vendo. Ele podia sentir o cheiro do homem em suas roupas toda manhã quando vinha trabalhar. Aparentemente, ela passava um tempo com o xerife aposentado de Silver Creek. Diziam que eles foram namorados no ensino médio, mas quando ela se afastou, ele se casou com outra mulher, e Margie acabou se casando com um homem que conheceu na faculdade. Como ambos eram viúvos agora, eles eram livres para namorar. Shane sempre tinha um sorriso bobo no rosto, quando pensava o quão romântico foi ao se encontrarem novamente. Podem chamá-lo de manteiga derretida, mas ele era

um tolo apaixonado, mesmo quando ele não queria incluí-lo na sua vida. Ele queria que os outros fossem felizes.

― Você tem seus segredos, meu querido, e eu tenho os meus. ― Margie piscou para ele sobre os seus papéis.

Shane riu enquanto pegava os sacos de lixo e se dirigia para a porta dos fundos.

Ele abriu a porta e escorou uma caixa na frente para não deixá-la fechar. Shane abriu a tampa da lixeira e jogou os sacos dentro. Ao terminar ele fechou a lixeira.

Ele estava tirando o pó das mãos no avental quando sentiu alguém o observando. Os cabelos no seu braço se levantaram, enviando um aviso. Ele já sentiu isso antes, e significava uma coisa. Eles o encontraram.

Shane manteve a cabeça baixa e lentamente se virou de lado sem deixar muito óbvio que ele sabia que alguém o estava observando.

Ele cheirou

o

ar com

muito cuidado.

Tigres tinham

um

senso de

cheiro acima da média, mas com os diferentes aromas de café do The Bean,

ele não conseguia decifrar nada.

Muito lento e tão naturalmente quanto pôde, Shane caminhou de volta para a porta. Ele chutou a caixa para dentro e a fechou.

Com a porta trancada atrás dele, ele esperou. Normalmente, quando os caçadores o encontravam eles atacavam dentro de segundos para não perderem Shane. Uns bons minutos se passaram, e ninguém arrombou a porta. Tudo estava quieto.

O sino que pendia sobre a porta da frente soou fazendo Shane gritar. Ele começou a rir da sua própria insensatez. Três anos foragido o fizeram duvidar de cada pequena coisa, tornando um hábito difícil de largar.

― Shane, querido ― Margie chamou por ele. ― Temos um cliente. Shane afastou-se da porta e voltou para frente do café.

― O que posso fazer por você? ― ele perguntou enquanto lavava as mãos na pia. Quando ninguém respondeu, Shane se virou, enxugando as mãos na toalha, e olhou para o homem parado na frente dele. ― Posso arranjar-lhe alguma coisa? ― ele disse lentamente.

― Oh, sim. ― O homem sacudiu a cabeça. ― Eu sinto muito. ― Ele pigarreou. ― Você tem tantas opções. ― O homem sorriu para ele do outro lado do balcão, e Shane sorriu de volta.

― Sim, nós temos! ― Shane se virou para olhar o cardápio escrito à mão pendurado na parede. ― O que você gosta? Algo diferente, um pouco fora da sua zona de conforto, ou uma xícara de um confiável café velho?

Eu

sou

tão

óbvio,

não

é?

As

bochechas

do homem se

avermelharam, e ele baixou os olhos para o balcão.

 

Ah,

não. Você só parece um pouco sobrecarregado. ― Shane

tranquilizou o homem. O homem lentamente

olhou

para cima,

e

seus olhos

castanhos

olharam para Shane, não deixando ele desviar o olhar. O homem era bonito, alto, moreno, como um jogador de futebol em sua melhor forma. E não importa o quão atraente Shane pensava que este homem era, ele não tinha

comparação com o loiro, alto e musculoso que conheceu no bar na noite anterior, seu companheiro.

― E vou querer um copo de café regular hoje. ― O homem encolheu os ombros. ― Talvez amanhã eu seja mais ousado.

― Tudo bem, soa como um plano. ― Shane pegou um copo e se dirigiu para a cafeteira. ― Então, você é novo na cidade?

― Pode-se dizer que sim. ― O homem pegou um lugar na bancada alta. ― Eu mudei há uma semana. Finalmente terminei de desempacotar, e agora estou explorando o meu novo ambiente.

Shane se virou e colocou o copo em frente ao homem. ― Eu sou novo, também, e devo dizer que Silver Creek é uma cidade que você vai se apaixonar. Onde estão as minhas maneiras? ― Shane estendeu a mão. ― Meu nome é Shane.

Dakota. ― o homem disse agarrando a mão de Shane. ― Eu

estou vendo definitivamente

o

apelo

de Silver

Creek.

― Dakota

muito

levemente acariciou o seu polegar sobre os nós dos dedos de Shane.

Uma estranha sensação agitou a barriga de Shane. Dakota estava flertando com ele, não havia dúvida sobre isso, e talvez em qualquer outro momento, ele estaria disposto a responder a essa atração, mas ele não podia. Ele tinha a sensação que estava traindo o seu companheiro. Um companheiro que ele nem sabia o nome.

Shane procurou as palavras certas para dizer, mas não podia bater boca no trabalho. Os sinos soaram sobre a porta da frente o salvando de ter que dizer qualquer outra coisa. Dakota largou a sua mão e levantou-se.

― Foi bom conhecer você, Shane. ― Ele colocou alguns dólares na bancada. ― Eu tenho certeza que vou vê-lo novamente.

― Você também, Dakota. ― Shane deu um pequeno aceno. ― Vejo você por aí.

Ele rapidamente depositou o dinheiro na caixa registradora e soltou o ar que estava segurando. Shane nunca deixou outros avanços dos homens sacudi-lo antes. Ele podia supor que tinha algo a ver com ele encontrar o seu companheiro.

Destino estúpido!

Shane fechou a gaveta de dinheiro um pouco mais duro do que ele pretendia, e sacudiu a máquina na bancada.

― Está tudo bem?

A voz do homem soou familiar. Um pouco mais profundo, mas o tom subjacente era o mesmo. Shane virou-se lentamente para enfrentar os recém- chegados. Ele respirou com alívio. O homem que olhava para ele tinha a aparência semelhante ao seu companheiro, mas não era ele. Na verdade, ele estava de mãos dadas com outro homem, que estava olhando para o menu.

― Sim, claro. ― Shane zombou internamente da sua preocupação. ― O que posso fazer para os senhores hoje? ― Seus olhos vagavam de volta para os dois homens de mãos dadas. Eles estavam se tocando com tanta facilidade sem importar com quem os viu. Os dois homens começaram a falar um com o outro, Shane olhou de volta para os seus rostos. O loiro alto olhava com amor para o seu namorado, Shane invejava o homem.

― Eu vou ter um chocolate quente com aroma de abóbora e um pedaço de pão de banana. O que você quer, Devon?

― Chocolate quente com aroma de abóbora? ― O homem mais alto arqueou uma sobrancelha para o rapaz. ― Isso soa horrível.

― Oh cala a boca. Estou morrendo de fome, é de férias. ― O homem sorriu para o seu namorado. ― Faz-me entrar no espírito.

Shane riu enquanto preparava o pedido. Ele podia ouvir as suas brincadeiras lúdicas atrás, e Shane teve que admitir que era engraçado. Eles provocavam um ao outro, mas nunca ferindo o sentimento do outro. Era fofo e bonito.

Ele entregou os pedidos, e os dois homens sentaram em uma mesa perto da janela da frente. Shane terminou de guardar os pacotes de açúcar e os guardanapos, em seguida foi limpar as bancadas.

Enquanto ele trabalhava, ele manteve seus ouvidos abertos para a conversa dos dois homens. Ele não queria escutar, mas ele estava curioso sobre o par. Ele aprendeu que o homem mais alto era chamado de Devon e o menor de Aiden. Aiden estudava em Universidade Hemsworth. E, aparentemente, Devon trabalhava na construção civil e estava começando um trabalho na antiga biblioteca do outro lado da rua. Shane pensou que era uma coisa boa. O maldito edifício estava desmoronando um pedaço de cada vez.

O alarme do forno apitou, e Shane correu atrás do balcão para tirar os muffins de Margie lá de dentro antes de queimarem.

O cheiro doce de canela e açúcar encheu o café. Shane foi colocá-los na vitrine quando o som de um telefone começou.

Ele viu Devon pegar o seu telefone para fora do seu bolso. ― Merda ... é Viktor. Eu tenho que resolver isso, querido.

Aiden acenou para o seu namorado. ― Eu estou bem. Vá. Eu tenho aula em dez minutos de qualquer maneira.

― Tudo bem, obrigado. ― Devon se inclinou sobre a mesa e beijou Aiden direto na boca. ― Vejo você em algumas horas após as aulas. Eu estarei esperando por você lá na frente.

― Eu mal posso esperar. ― Aiden deu em Devon mais uma bicotinha nos lábios, em seguida, Devon virou e saiu pela porta da frente.

Porra

Shane desejou que pudesse ter uma relação assim. Ele daria

... qualquer coisa para ter um relacionamento assim. ― Ele é bonito, né? O som da voz de Aiden o tirou da sua auto piedade. ― Ah?

― Ah, vamos lá! ― Aiden pulou em uma das banquetas. ― Eu vi você olhando. Eu não tenho ciúmes, nem nada. Mas você tem que concordar que é um pedaço quente de traseiro que o homem tem.

Os olhos de Shane se arregalaram pela franqueza de Aiden. Eles tinham acabado de se conhecer, e esse cara estava discutindo a gostosura do seu namorado com um completo estranho.

― Não fique tão ofendido. Eu não estou!

― Eu nunca conheci ninguém como vocês antes. ― Shane apoiou os cotovelos sobre a bancada de vidro e olhou para Aiden. ― Vocês são tão abertos com o seu relacionamento.

― Hum, nem todo mundo aceita dois homens estarem juntos, mas quem se importa. Fodam-se eles. ― Aiden bateu com a mão na bancada. ― Estamos apaixonados, e eu vou ser amaldiçoado se vou me esconder. ― Ele apontou por cima do ombro. ― Como eu disse, você viu o meu namorado? Ele é quente!

Shane

não

podia parar

as

gargalhadas

que saíram. Seus

lados

começaram a doer. ― Sim, você tem todos os motivos para se orgulhar e mostrar o seu homem.

estranho

― Obrigado. ― Aiden cruzou os braços sobre o peito. ― Então ... qual é o seu nome?

... ― Shane. ― Ele ofereceu a sua mão a Aiden. ― Sou Aiden, e o gato era Devon.

Shane apenas acenou com a cabeça. Ele não quis dizer a Aiden que

sabia os

seus nomes. Ele

teria

dado

um fora

ao mostrar

o quanto

sua

audição era excelente,

além

de

que

escutar

a conversa

dos

outros

é

simplesmente rude.

― Bem, é um prazer te conhecer, Aiden.

― Você também, Shane. ― O sorriso de Aiden era contagiante, e Shane não podia deixar de sorrir de volta tão radiante quanto o outro homem. ― Eu tenho a sensação de que vamos nos tornar bons amigos.

É mesmo?

Por

que isso?

― Shane

deu

a

Aiden

um

olhar

engraçado. Ele não estava em trios ou algo bizarro assim.

 

Esta

é

a

primeira vez

que

eu

vim

a

este

café

que

eu tenha

adorado. Pão de banana é o melhor que eu já provei. ― Aiden inclinou-se sobre o balcão e sussurrou ― Mas não diga ao meu amigo, Skyler, isso. Ele perderá totalmente a sua mente.

― Eu juro. ― Ele não sabia se já encontrou o homem em questão, mas ele esperava para ver Aiden novamente. Aiden era engraçado e fez Shane se sentir como a sua idade. Ao longo dos últimos três anos fugindo, ele se sentia velho e ressentido.

Ah,

merda! ― Aiden resmungou olhando

para

o relógio.

É

melhor eu correr. Eu tenho três minutos para ir para a aula. ― Ele virou-se e

agarrou o seu chocolate quente e bebeu o restante em um gole só.

Quando Aiden terminou, ele tinha um bigode de chocolate escuro em seu lábio superior. Shane balançou a cabeça enquanto contornava o balcão para ficar na frente de Aiden. Ele passou os polegares para limpar o chocolate. Aiden arregalou os olhos e uma respiração escapou dos seus lábios.

― Relaxe, Aiden. ― Shane riu. ― Eu não estou dando em cima de você, mas você tem um bigode pornô dos anos setenta enfeitando o seu lábio superior. Eu não penso que você quer ir andando pela cidade com isso. Além disso, você pode atrair insetos.

― Ah! ― Aiden sorriu. ― Obrigado. ― Quando chegou à porta Aiden se virou. ― Vejo você depois, Shane.

Shane acenou quando Aiden saiu do café. Ele esperava vê-lo mais

tarde.

Shane não tinha um monte de amigos, e Aiden era um cara legal, fácil de conversar, e engraçado como o inferno. Talvez se Shane fizesse alguns amigos, ele não desejaria tanto o seu companheiro. Valia a pena tentar.

Capítulo Cinco

Lar,

doce

lar.

Viktor disse

a

si

mesmo

enquanto

ele

estacionava. Era depois das seis, e o sol já se pôs dando lugar a noite. Todas

as luzes da casa estavam acesas, e sem dúvida todos se reuniram na cozinha para jantar.

Viktor desligou o motor e olhou para a casa por um momento. Eles

viviam nesta casa nos últimos dez anos. Eles fizeram esta casa depois que os

seus pais tinham sido assassinados. Mas depois de conhecer

o

seu

companheiro na outra noite, Viktor não podia deixar de sentir que algo estava

faltando.

O

lugar

que

tinha sido

o

seu refúgio

seguro

não

parecia tão

reconfortante.

 
 

Enquanto

caminhava pelo

caminho de pedra

para

a varanda

da

frente, viu uma grande massa cinzenta deitada sobre a grama triste, olhando para a noite estrelada.

Erik. Viktor se dirigiu para o seu irmão e sentou-se ao lado dele. Ele esticou as pernas na frente dele e apoiou sobre os cotovelos.

― Então. ― Ele olhou do céu de volta ao seu irmão. ― O que está acontecendo, filhote?

Erik soltou um latido suave e balançou a cabeça. Ele não fez nenhum movimento para mudar de volta para falar. Viktor odiava ver o seu irmão tão triste, mas não havia nada que pudesse fazer para consertar o problema. Ele tinha 16 anos era jovem demais para participar de um acasalamento com um homem mais velho. Erik teria que encontrar uma forma de lidar com os seus problemas. Em dois anos, ele poderia reivindicar por todos os meios o seu companheiro. A parte mais difícil seria esperar, e Viktor entendia disso. Inferno, ele esperou 29 anos para encontrar o seu companheiro. Não muito, mas o suficiente.

― Erik, você não pode ficar assim para sempre. Brandon não quer isso para você. ― Viktor não era o mais paciente dos indivíduos, mas pelo seu irmão ele ia tentar. ― Eu vi o jeito que ele olhou para você. Ele quer que você aproveite a vida mesmo sem ele. ― Viktor sentou e cruzou as pernas debaixo dele. ― Você é muito jovem, Erik. Não deixe que a sua tristeza o consuma. ― Ele balançou a cabeça. ― Deixe-me dizer-te, isso vai comê-lo vivo até que não sobre nada.

O ar ao redor de Erik começou a brilhar seguido pelo som de ossos estalando. Ele sorriu quando os olhos azuis bebê de Erik olharam para ele.

― Mas dói, Vik. ― Erik soou tão ferido e perdido. Às vezes o amor dói. É assim que sabemos que ainda somos

humanos, mesmo quando os outros pensam que somos apenas animais. ― Viktor tirou a camisa de flanela e entregou a Erik. Uma vez que Erik a vestiu, Viktor passou um braço em torno do seu ombro e o puxou para perto. ― Está tudo bem estar triste, Erik, mas você não pode deixar a tristeza governar você.

― Você deixa governar. ― Uma lágrima correu pelo rosto de Erik, e sua voz falhou.

Viktor respirou fundo. Ele não queria

que

Erik adquirisse os seus

hábitos de ninhada. Erik era jovem e tinha toda a sua vida pela frente. Sentado ao redor deprimido só vai torná-lo tão amargurado quanto ele. Viktor não desejava isso para a vida de ninguém.

― Você está certo. ― disse Viktor honestamente. ― Mas você não precisa ser, além de que não desejo que você siga os meus passos. Você é gentil e inteligente. Merece muito mais da vida do que estar sentado e a deixando passar por você. Quando chegar a hora, Brandon vai querer um homem, não um garoto perdido.

― Eu sou um homem. ― disse Erik enxugando as lágrimas.

― Sim, e ainda é uma criança. ― brincou Viktor. Ele bagunçou o cabelo loiro de Erik.

Erik deu um tapa na sua mão, mas começou a rir. O som era música para os ouvidos de Viktor.

Viktor levantou e puxou Erik pela sua mão. ― Vamos jantar com a família. Tenho certeza de que estão esperando por nós. ― Ele passou o braço em torno de Erik e levou-o para a casa.

― Eu estou indo vestir algumas roupas. ― disse Erik entrando na casa. Viktor viu quando ele subindo correndo as escadas. Erik não ia conseguir estar com Brandon durante a noite, mas ele esperava que aprendesse a lidar com a falta. Dois anos, não era muito tempo, e Erik tinha outras coisas para ocupar o seu tempo. Ele tinha escola, a equipe de atletismo. Se Erik utilizasse o seu tempo a angústia nem seria notada.

Sons alegres vinham da cozinha, e ele caminhou nessa direção. Os cheiros deliciosos de frango frito se espalhava pela casa, e o seu estômago soltou um rugido alto.

Entrando na cozinha, ele viu Aiden sentado no colo de Devon rindo de alguma coisa. Ele revirou os olhos. O par estava tão açucarado que beirava ao nojo. Se ele não estivesse com tanta fome poderia ter perdido o apetite.

Skyler estava no fogão, colocando o purê de batatas em uma tigela grande para levar para a mesa. Viktor começou a salivar quando olhou o frango com crosta dourada.

Ele caminhou em

direção

à

mesa com

os

olhos no grande prato.

Ignorando Skyler quando ele disse oi. Viktor estava em uma missão.

― Aqui, Skyler, deixe-me ajudá-lo. ― disse Aiden.

Quando Aiden passou, o vento trouxe uma brisa. Viktor parou em seu caminho. Um leve aroma de baunilha e mel fez cócegas no seu nariz. Ele se virou e analisou Aiden enquanto ele estava conversando com o Skyler. Seus pés o levaram para Aiden. Quanto mais perto ele ficava mais rápido andava. Aiden gritou tão alto quando foi encurralado contra os armários, principalmente quando Viktor cheirava ao longo do pescoço do companheiro do seu irmão. O cheiro era fraco, mas estava lá e ele nunca tinha cheirado isso em Aiden antes. Mas por que agora?

― Viktor. ― Aiden disse tentando empurrá-lo de volta. ― Devon!

Viktor agarrou Aiden pelo pulso e cheirou ao longo da sua mandíbula.

Seu nariz se contraiu

mais

próximo aos

lábios de Aiden, aonde

o

cheiro era mais forte. ― Meu! ― rosnou.

― Viktor. ― Devon gritou. Ele podia sentir o seu irmão puxando seus ombros, mas Viktor não poderia deixar ir. Ele podia cheirar o seu companheiro.

― Solte-me. Incapaz de controlar-se, Viktor puxou Aiden e rosnou para Devon. Devon pôs as mãos para cima. ― Irmão, acalme-se.

Viktor podia sentir seus dentes alongando e suas garras saindo. Suas ações não estavam fazendo sentido, mesmo para ele. Ele não sentia atração por Aiden, mas esse cheiro saindo de Aiden era do seu companheiro.

― Viktor, por favor, deixe-me ir. ― Aiden implorou.

Respirando fundo e muito lentamente Viktor freou o seu lobo, e o seu corpo voltou ao humano. Viktor afrouxou o aperto em Aiden e virou o homem para encará-lo. Se Aiden tinha o cheiro do seu companheiro sobre ele, claro que entrou em contato com o homem. Para o cheiro ter deixado essa marca, seu companheiro tocou em Aiden.

Sinto

muito,

mas.

Viktor

não

quis

mencionar

o

seu

companheiro, porque a sua família iria fazer um grande negócio disso, mas ele tinha que obter respostas. ― Onde é que você foi hoje depois que eu saí?

Aiden se afastou dele e caminhou para o abraço de Devon. ― Eu estava com Devon.

Viktor,

o

que

está

acontecendo aqui? ― Devon

perguntou

colocando Aiden atrás dele. ― Eu sei que você nunca prejudicaria Aiden, e eu

sei que você não sente atração por ele.

― Eiii. ― Aiden gritou. ― Eu estou bem aqui. ― Com as mãos nos quadris e batendo o pé.

― Eu só preciso saber com quem ele entrou em contato hoje. ― disse Viktor persistente. ― Por quê? ― Devon estreitou os olhos ― E por que você disse

meu?

Merda! Viktor fechou os olhos. Devon não era estúpido. É claro que

ele descobriria. ― Porque

― Bom ...

― Viktor olhou em volta para os rostos ansiosos.

... ele cheira o meu companheiro.

― Não brinca. ― Devon disse olhando entre Aiden e Viktor. ― Mas

como?

― Eu não sei. É por isso que estou perguntando a ele. ― Viktor focou em Aiden. Seus olhos continuavam olhando para os lábios Aiden, onde o cheiro era o mais forte. ― Você não beijou outro homem, não é? ― Ciúmes saíram das palavras.

― Você beijou alguém? ― Devon se virou para o seu companheiro.

Que

...

o

que?

Não.

― Aiden

jogou as

mãos

no

ar.

perderam as suas mentes de merda?

― Vocês

― Você cheira como ele. ― Viktor apontou para a boca de Aiden. ― Logo acima do lábio superior.

Aiden ficou em silêncio por um momento, e Viktor queria gritar com o homem. Então, como se uma luz tivesse acendido na sua cabeça, os olhos de Aiden se arregalam. ― Shane.

― O cara da loja de café? ― Devon perguntou. ― Você o beijou? ― Não, imbecil. Ele limpou o meu bigode de chocolate. ― Como é? ― Viktor balançou a cabeça. Ninguém estava fazendo

sentido.

― Depois que você me deixou, hoje, eu me encontrei com Devon. Tivemos algum tempo para matar antes da minha primeira aula, então fomos

a um pequeno café. É onde Shane trabalha. Começamos a conversar, e ele é super agradável. ― Aiden virou-se para Devon. ― E quando eu ia sair, ele

usou

os

dedos para limpar o chocolate quente

que estava

no

meu lábio

superior. Nada sexual, eu juro. ― Aiden ergueu a palma da mão esquerda no

ar.

Shane. Viktor repetia o nome do homem na sua cabeça. Ele gostou do som dele.

― Eu acredito em você, querido. ― Devon puxou Aiden para um beijo. ― Mas o que eu não acredito é que Viktor tem um companheiro.

― Obrigado! ― Skyler disse, emocionado, ao lado de Viktor. ― Isso é a coisa mais estranha de toda esta situação.

Todos voltaram os seus olhares curiosos sobre ele. Viktor tentou engolir, mas sua garganta ficou seca. Ele sabia o nome de seu companheiro e aonde encontrá-lo. Mas ele também guardava o seu segredo.

― Quando e onde você conheceu Shane? ― Aiden perguntou. Viktor se afastou do armário e se sentou à mesa.

Ele não tinha vontade de discutir quando e como ele encontrou o seu companheiro. Tudo o que ele sabia sobre o homem era como ele era sexy e o seu corpo era o tão bom para ele beijar. Não são informações que queria divulgar à sua família. Além disso, ele não tinha certeza se queria reivindicar Shane. O homem já provou que ele iria fugir, então por que Viktor iria correr atrás de um homem que não quer ser pego? Viktor não precisa de mais nenhuma mágoa na sua vida.

― Não é da sua conta. ― Viktor pegou o prato de frango. ― Não importa de qualquer maneira. Eu nem sabia o seu nome até cinco minutos atrás, então vamos deixar quieto.

― Você não vai reivindicar o seu companheiro? ― Devon perguntou não compreendendo o porque. Viktor pensou que de todas as pessoas, Devon iria entender, mas parece que o amor deu um curto-circuito na sua memória.

― Devon, eu nem o conheço muito bem. O conheci ontem à noite, mas então ele me abandonou. ― Viktor encolheu os ombros. ― Eu só não acho

que eu e Shane estamos destinados a ficar juntos. ― Ele estava prestes a comer o seu frango quando o pedaço de carne foi arrancado de sua mão. ― Ei!

Você,

cabeça

dura, idiota!

Skyler bateu

nele.

Você

o

conheceu no Sin Clube na noite passada, não foi?

 

Então?

― Viktor pegou

outro

pedaço de

frango, mas Aiden

arrancou dele. ― Mas que merda!?

 

Por favor,

não

me

diga

que você

ficou

com

ele,

então,

o

abandonou como você costuma fazer,

hã?

― Devon

disse

como

se fosse

doloroso perguntar.

Viktor pensou sobre isso, e ele não iria, ou então ele pensou que não iria. Ele gostava de Shane. Eles eram companheiros. Mas o medo de perder alguém que amava o manteve preso. Ele não queria lidar com isso agora.

― Não. ― ele disse para apaziguá-los.

― Então, qual é o seu plano? Porque você sabe que não pode correr dele, Viktor. ― Devon sentou ao seu lado dele.

― Boa pergunta. ― Ele gostava

porra ...

de Shane. Talvez eles

... pudessem trabalhar num arranjo de algum tipo. Um aonde Shane namorava com ele e ele não fugisse. Além disso, ele ia se aproximar de Shane para garantir isso. Ele não podia confiar na seu companheiro escorregadio para não fugir, Viktor queria mantê-lo. Ele tinha que proteger Shane, ora, porque ele amava o merdinha.

Oh

merda.

Viktor

sussurrou,

então

baixou

a

cabeça

descansando o queixo no peito. ― Como não reivindicá-lo se eu já amo Shane?

Ele não sabia nada sobre o homem.

― Você precisa ir falar com ele, ver o que acontece. ― Devon disse. ― A necessidade de estar com o seu companheiro só vai ficar mais forte até que tudo o que você pode pensar é nele. Você não tem que sofrer assim.

― Você não acha que eu sei disso? ― Viktor pegou a faca e jogou-a na parede. A lâmina perfurou a madeira e a alça se destacou. ― Devon, ele fugiu de mim. ― Ele apontou um dedo no seu peito. ― Não o contrário. É óbvio que ele não me quer, então por que eu deveria deixá-lo quebrar o meu coração? Eu não vou dar a ele a chance de me rejeitar. ― A sala ficou em silêncio com a sua confissão.

― Como você pode ser tão egoísta? ― A voz de Erik em lágrimas quebrou o silêncio na sala. ― Você pode estar com o seu companheiro, mas você não está o escolhendo? Eu daria tudo para estar com o meu, mas eu não posso. E olhe você. ― Erik fez um gesto na direção de Viktor. ― Nem se importa com ele. Eu daria tudo para estar no seu lugar. ― Com isso Erik saiu da cozinha. A porta da frente bateu quando ele saiu.

Seu irmão mais novo tinha todo o direito de estar com raiva dele. Erik sabia o que era ter um companheiro sem poder acasalar. E aqui estava ele de braços cruzados sem fazer nada para reivindicar o dele.

― Viktor. ― Devon disse gentilmente. ― Eu sei que você está com medo de que vai perder o seu companheiro como perdemos mamãe e papai, mas o que aconteceu com eles não podia ser evitado. Você está deixando o seu companheiro ir embora de algo que você pode evitar. ― Devon cutucou seu braço e sorriu. ― Não deixe a sua chance de felicidade ir embora.

Viktor olhou nos olhos de seu irmão e acenou com a cabeça. ― Você está certo, mas como faço para convencer Shane?

Aiden saiu de trás de Devon. ― Se ele está se sentindo como eu fiquei, ele provavelmente está sentindo a sua falta. Ele trabalha no Café Bean.

É o café do outro lado da rua da biblioteca. Eu acho que você deve ir falar com ele. Ver o que acontece.

Viktor dirigiu-se para a porta. Ele estava prestes a caminhar para fora da cozinha, mas virou. ― Obrigado. ― Isso era tudo o que poderia dizer.

Ele estava fora em um flash. Um uivo magoado soou à distância, e ele parou. Viktor olhou para o quintal, mas não viu o seu irmão. Fez a única

coisa que poderia

pensar. ― Você estava

certo,

Erik,

e

eu

vou fazer

isso

direito. Não perca a fé em mim, irmãozinho.

Não houve uivo de resposta, mas Viktor esperava que o seu irmão tivesse escutado. Ele entrou no seu caminhão e correu para a estrada. Com o canto dos olhos, viu um rastro cinza correndo ao lado do seu caminhão. Erik. Ele diminuiu a sua velocidade até quase parar.

Viktor

sorriu

enquanto

olhava

no

espelho

retrovisor.

Ele

não

precisava ouvir as palavras para entender o que Erik dizia. Ele só esperava que

sorte fosse o suficiente.

Capítulo Seis

Ele quebrou todos os limites de velocidade de Nehalem para Silver Creek, mas Viktor fez em tempo recorde. Estacionou o seu caminhão ao lado do meio-fio do outro lado da rua do café.

Ele prendeu a respiração quando viu Shane em pé na frente da janela escrevendo algo sobre o vidro. Viktor sorriu ao ver o olhar sério no rosto do

seu companheiro tentando fazer o seu melhor para escrever as palavras de forma que as pessoas ao passarem fossem capazes de ler o que ele escreveu. A língua de Shane estendeu para o lado enquanto ele movia a sua mão. Quando terminou deu um passo para trás e sorriu para a sua obra.

O olhar alegre no rosto de Shane fez Viktor sorrir ainda mais duro. Suas bochechas estavam começando a doer de tanto manter o

sorriso.

Shane se virou, e Viktor viu uma mulher mais velha de pé atrás dele. Ela deve ter dito algo engraçado porque Shane começou a rir, com a cabeça inclinada para cima em direção ao teto. Viktor achou o seu companheiro tão jovem quando ele ria assim. Na noite anterior, não houve tempo para o humor, e ele estava começando a se arrepender disso. Viktor teria gostado de ter a magnitude da felicidade de Shane por um minuto.

A senhora apagou as luzes do edifício. Viktor viu quando Shane saiu pra fora com a mulher, deu-lhe um abraço, e depois a ajudou a entrar no seu carro. Shane ficou lá acenando enquanto ela dirigia pela rua.

Shane olhou

para

a

direita,

olhou para a esquerda, em seguida,

começou a atravessar a rua.

Viktor deslocou ao redor do carro e viu o seu companheiro vagar pela rua sem preocupação. Certo, Shane não era um homem muito grande, o que irritou Viktor era ver o seu companheiro ser tão descuidado com a sua segurança. Era preciso que Viktor avisasse a Shane dos perigos de andar sozinho e nunca fazê-lo durante a noite de qualquer jeito.

Não querendo perde-lo, Viktor entrou no seu caminhão. Se Shane fosse mais longe do que ele podia ver, então ele iria sair do seu veículo e seguir a pé. Mas ele não precisou fazer isso. Shane caminhou até a varanda da

frente de um prédio antigo de apartamentos. Viktor viu o seu companheiro entrar.

Viktor saltou do seu caminhão e correu pela calçada. Ele vigiaria o prédio, à espera de Shane acender uma luz. Ele não precisou esperar muito tempo. Uma luz acendeu no segundo andar. Ele esperou para ver se Shane apareceria na janela.

Em sua mente ele tentou formular um plano para conquistar o seu companheiro. Mas nada veio à mente. Nem mesmo uma forma decente de contar para Shane que eles eram companheiros. Viktor nunca tinha sido um cara do tipo romântico. Quando ele estava com tesão procurava um homem para transar. Nunca, jamais, ele teve quaisquer noções preconcebidas de amar. Viktor tinha aceitado que nunca ia encontrar o amor há muito tempo, e ele estava feliz com esse arranjo, até agora.

A luz no apartamento de Shane acendeu. Era um pouco depois das sete, muito cedo para ir para a cama. Viktor manteve os olhos em frente a entrada à espera de ver Shane sair a qualquer minuto, e assim Viktor estaria

pronto. Ele queria apenas

se aproximar

de Shane

e

o

convidar

para um

encontro. Isso era fácil. Se o que Aiden disse estivesse correto, talvez Shane

ficasse feliz

em vê-lo,

até

porque ele não poderia

tirar

Viktor

fora

da

sua

mente.

Viktor olhou para o relógio. Alguns minutos se passaram e nada de Shane sair.

O que ele poderia fazer?

Jogando a precaução para o vento, ele atravessou a rua. Ele tinha uma sensação de que algo não estava certo. Ao se aproximar do prédio, um vento forte veio do beco ao lado do edifício, e ele fez uma pausa. Uma mistura de baunilha e mel com uma forte dose de café encheu o seu nariz.

Viktor correu

para

o

beco

e

foi

recebido

por uma

alta cerca

de

madeira. Ele dobrou os joelhos e saltou sobre a barreira.

Às

vezes, ser um shifter

era

bom. Aterrissou facilmente do outro

lado. Atrás do edifício dava para um campo aberto, que levava para a floresta.

Ele seguiu

o cheiro

de Shane através

do

campo e parou quando

chegou à borda arborizada. Viktor fechou os olhos e respirou fundo.

Os cheiros de árvores, sujeira e animais selvagens chegaram até ele. Mas por baixo dos aromas fortes ele cheirou Shane.

O

que ele poderia

estar fazendo

na floresta, porra?

― Viktor

rapidamente tirou as roupas e as colocou perto de uma grande árvore. Ele

poderia cobrir mais terreno em forma de lobo. Ursos e coiotes haviam sido

localizados nesta área,

e esses foram apenas

os animais que haviam sido

relatados. O que Shane estava pensando ao andar sozinho na floresta?

Sua mudança veio rápida, e em um minuto ele estava correndo. Ele seguiu a trilha de Shane, até que ele se viu no meio da floresta.

Viktor não entendia, mas se perguntava como Shane chegou até aqui a esta velocidade. As árvores eram tão densas e nem todas as folhas tinham caído no chão. Era negro como breu aqui. Se Viktor não fosse um lobo, ele provavelmente teria se perdido.

Viktor continuou a correr mantendo os olhos e ouvidos abertos para qualquer sinal de Shane. Parando no topo de uma colina, Viktor parou um momento para recuperar o fôlego. Ele estava correndo por uns bons trinta minutos sem nenhum sinal de Shane.

Um estrondo veio no chão abaixo dele. Viktor piscou e abriu melhor os olhos. O que ele viu parecia irreal. Um grande tigre branco jantando um veado. O animal era tão grande em comparação com o veado.

O pobre animal não teve a menor chance.

Viktor sentou lá maravilhado com a destreza desta criatura. Por que era um tigre, melhor ainda, um tigre branco em Nova York? Tigres não eram da área.

O tigre

não

pegou o cheiro

de

Viktor ainda,

então ele se moveu

lentamente para baixo do morro. Quanto mais perto ele vinha mais forte cheiro de Shane era. Ele olhou freneticamente de um lado para outro tentando ver se Shane estava em algum lugar sangrando até a morte.

Ele podia ouvir o tigre ronronando enquanto comia o veado. Quando ele começou a se mover Viktor deitou de barriga e não moveu um músculo.

O animal estava perto e tinha o seu tamanho em forma de lobo, mas o tigre tinha a boca cheia de dentes afiados. Muito mais mortal do que os seus.

O tigre andou graciosamente,

até que chegou

a uma corrente

de

água. Ele inclinou a cabeça para baixo começou a limpar-se.

Viktor aproveitou a oportunidade para se aproximar ainda mais. O fluxo mascarava qualquer ruído que ele fazia. Quanto mais perto ele chegava, mais ele podia sentir o cheiro de Shane na pele do tigre. Se ele tivesse sorte o animal o levaria a Shane.

Viktor tropeçou para frente nas pequenas pedras alinhadas ao longo do riacho. O tigre olhou para cima, rugiu, então correu seguindo a corrente até o morro do outro lado.

Viktor se equilibrou e foi atrás do animal.

O tigre continuou a rugir enquanto corria. Viktor pensou que isso era uma técnica para assustá-lo, mas não deu certo. Este animal tinha o seu companheiro ou no mínimo entrou em contato com ele. Ele queria Shane de volta e seria condenado se deixasse esta besta fugir.

Doente

de jogar

um

jogo

de gato

e

rato,

por falta

de palavras

melhores, Viktor subiu o terreno acima do tigre. Uma vez que ele conseguiu pulou no gato e o rolando da colina e abordou o tigre para o chão. Ele assobiou e bateu nele conforme eles rolavam mais para baixo do morro.

Quando finalmente pararam o tigre estava em frente a ele.

O

vento

o tinha nocauteado,

e

pela

aparência do tigre estava

sofrendo os mesmos efeitos. Viktor estava lá, tentando recuperar o fôlego.

― Que diabos é isso?

Viktor rolou para o lado e viu Shane, nu, com os joelhos apoiados no

chão. Não parando para pensar muito forma humana.

sobre isso

Viktor mudou

de volta

à

― Oh meu Deus! ― Ele não podia acreditar em seus olhos. ― Você é um gato de merda.

Doente de jogar um jogo de gato e rato, por falta de palavras melhores, Viktor subiu

Shane trabalhou

até

mais

tarde

do

que

o habitual.

Bem,

ele

realmente

não considerou trabalhar. Mas Margie trouxe o jantar,

e

ele

a

ajudou a preparar a massa para os pães, muffins, e bolos para o dia seguinte.

Eles terminaram

a noite com muitos

especial de amanhã na janela da frente.

pedidos depois que ele escreveu

o

Ele a acompanhou até o carro e disse boa noite. Ao chegar em casa ele estava muito elétrico para se sentar e assistir TV. Margie tinha tentado alguns novos sabores de expressos e Shane tomou amostras demais. Ele precisava queimar a energia em excesso.

O edifício de apartamentos aonde vivia era rodeado por florestas não desenvolvidas. Ele deu uma visualizada pela área, quando ele se mudou para Silver Creek, e tudo era tão lindo. Além disso, ele estava tão próximo à cidade, que a caça não era permitida. Isso era música para os ouvidos de um shifter.

Shane saiu pra a sua corrida. Ele tirou as suas roupas, mudou, em seguida, correu até que podia sentir a queimadura nos seus músculos. Depois de um tempo ele encontrou um lugar confortável para esperar sua presa e então caçar. Um cervo de médio porte brincava em torno na grama, e ele aproveitou, impossibilitando o animal imediatamente. Uma vez que Shane comeu a sua caça, ele foi à beira da água para se limpar.

O cheiro atingiu o seu nariz muito antes do som de deslocamento de rocha sob o morro acima. Certo o cheiro do animal era fraco, mas sabia que tinha algo atrás dele. Depois de um dia de trabalho no café, um pouco de descanso e depois de limpar o nariz do cheiro do grão de café forte.

Shane se virou para ver um lobo branco grande. Fazendo o que era natural para um shifter fazer, ele correu. Ele estava certo da sua morte e não queria entrar em uma briga com o lobo. Ele teria cortes e arranhões depois, e

realmente

não

tinha vontade de explicar

eles

a

Margie no trabalho

no

dia

seguinte.

Sendo um shifter não era tão romântico como os livros e os filmes mostravam. Eles poderiam ser mortos de ferimentos a bala. Não precisava de

algo extravagante como prata ou ferro para fazer

o

golpe

mortal.

Eles

poderiam desenvolver câncer ou morrer em um acidente de carro. Eles não

eram invencíveis.

A única diferença entre os seres humanos e os shifters era que um shifter poderia se transformar em um animal de uma espécie além de que eles saram mais rápido do que um humano.

Ele pensou que perdeu

o

lobo

chato até

que

o

atacou de

cima.

Conforme rolavam pelo barranco, ele bateu com a pata no lobo e tentou soltar, mas a picada não o deixou ir.

Eles pararam com um baque duro. Shane estava lá tentando respirar após a queda.

Depois de algumas respirações um cheiro muito atraente e familiar encheu o nariz de Shane.

Ele rolou e mudou rapidamente à sua forma humana. Se um raio

caísse agora, ele não estaria tão surpreso. O cheiro

vindo

do lobo era

um

perfume que ele nunca esqueceria. Era o homem do bar. Reconhecimento iluminou os olhos do lobo e ele mudou também. ― Oh meu Deus! Você é um gato de merda. Que, o que Shane soltou uma risada amarga. ― Gato? Você fala

sério? ― Shane acenou pela resposta do homem. ― Bem, você é um cachorro.

― Bom

não exatamente, mas ora ele foi chamado apenas de um gato. Havia

... uma grande diferença entre um gato doméstico normal e um tigre.

― Tudo bem, isso saiu errado. ― O homem ficou de pé e caminhou em direção a ele.

Os olhos de Shane foram imediatamente para o pau meio-duro

saltando entre as pernas do homem em cada passo que ele dava. Ele estava relaxado, a pele não distendida de excitação, mas tão magnífico. A outra noite no clube, ele não conseguiu olhar muito bem para o equipamento do homem,

mas agora

uau

agora ele teve um show completo e era agradável. Não ...

... pensando melhor era mais do que agradável, era espetacular.

...

― Se você continuar olhando para mim desse jeito não tenho certeza se vou ser capaz de me controlar. ― O homem brincou enquanto ajoelhava ao lado de Shane com um brilho maligno em seus olhos.

Shane dolorosamente tirou os olhos da virilha do homem.

Era indelicado depois de tudo olhar tão descaradamente. Ele passou a mão pelo seu cabelo, então limpou pelo seu rosto. Ele tinha que parar de pensar em sexo, porque o homem que ele fodeu ontem à noite, o homem que era o seu companheiro predestinado, simplesmente era um shifter também. Quais eram as chances?

― Quem é você? ― A primeira é o nome para saber como chamar este homem.

― Oh, bebê, eu acho que você sabe quem eu sou. ― Ele arrastou levemente os dedos pelo rosto de Shane. Shane inclinou-se para o quente,

toque suave. Ele não pode evitar.

Você

gozou

com

o

meu

pênis

profundamente dentro você. E amou cada minuto. Foi um balde de água gelada jogada sobre a sua ereção.

― Como eu disse. ― Shane empurrou a mão do homem a distância. ― Quem é você? Qual é o seu nome.

― Viktor em seus braços.

...

Viktor Carsten. ― Viktor sentou ao lado dele e relaxou

― Viktor. ― Repetindo o nome soando mais como um ronronar. ― Eu gostei desse nome.

― Obrigado, Shane.

Os olhos de Shane se arregalaram. Ele não tinha dado o seu nome a

Viktor, ainda. ― Como

...

como você sabe?

Não fique tão assustado.

― Viktor

riu.

― Você conheceu

o

companheiro do meu irmão no seu café hoje mais cedo, Aiden. Ele me disse o seu nome.

― Isso explica tudo. ― Shane bateu a palma da mão na testa. ― O loiro alto é o seu irmão. Eu sabia que não estava ficando louco. Vocês caras são parecidos, não idênticos. ― Shane olhou para o chão e murmurou ― Eu não fiquei atraído por ele como eu sou por você.

― Agradeço a Deus por isso. Eu detestaria ter que rasgar a garganta do meu próprio irmão.

Shane riu da piada de Viktor, mas manteve a sua atenção no chão. O que aconteceria agora? Será que ele deixaria Viktor reivindicá-lo ou correria de novo?

Ei.

Ele

olhou para

cima quando os dedos fortes

de Viktor

levantaram o seu queixo. ― Nem pense nisso. Se você correr, eu vou atrás.

Não importa aonde você vá, eu sempre vou te encontrar.

Shane olhou para longe. Sua mãe lhe disse quando era uma criança que os olhos eram uma janela para a alma, e que os Shane não escondiam nada.

Não querendo ter esta conversa no chão sujo, ele se levantou.

Eles precisavam conversar, e ele precisava de uma xícara de chá, talvez com uma dose de uísque, para ter essa conversa. ― Vamos voltar para o meu apartamento. Nós precisamos conversar.

Capítulo Sete

Shane sugeriu mudar e correr de volta para a clareira que entraram na mata. Levaria menos tempo do que andar em seus pés humanos.

Quando chegaram à árvore aonde deixaram as roupas, mudaram de volta a forma humana e se vestiram. Viktor seguiu Shane através do campo, depois para a abertura na cerca. Ele levou o seu companheiro para trás do prédio e entraram. Viktor não disse uma palavra, apenas seguiu em silêncio, o que fez Shane se arrepiar. Quando chegou na porta da frente, abriu-a e entrou.

Ele deixou cair

as

chaves sobre

a mesa e atravessou

a sala

para

acender uma lâmpada. Quando ele olhou para Viktor, o homem ficou olhando a

sua volta, e Shane se perguntou o que ele estava pensando. Como o seu apartamento era através dos olhos do seu companheiro?

Ele olhou para o sofá de segunda mão que Margie tinha lhe dado, e a mesa de café. Não era muito, mas era seu. Não importa o que Viktor pensava, Shane estava orgulhoso do seu pequeno apartamento.

Ele tinha um teto sobre a sua cabeça e comida na barriga. Isso era muito melhor do que algumas pessoas tinham.

Gostaria de algo

para beber,

água, leite,

chá?

Shane

não

esperou por Viktor responder. Ele foi até a cozinha, encheu a chaleira com

água e colocou-a no fogo. ― Eu vou querer o mesmo que você.

Shane estava de costas para Viktor, mas sentiu quando o homem parou atrás dele. Calor passou através da roupa de Viktor e aqueceu as suas costas.

Shane preparou as bebidas nervoso, com Viktor tão perto dele. Ele colocou um saco de chá em cada caneca depois jogou água quente. ― Eu juro que eu não vou fugir. ― Ele se virou e entregou a caneca para Viktor.

― Não custa nada ser cuidadoso com você. Você é rápido. ― Viktor sorriu para ele, e agarrou a mão de Shane, levando-o de volta para o sofá.

Quando ambos estavam sentados, Viktor voltou o seu olhar para ele. ― Então, o que o levou a Silver Creek?

Essa foi uma pergunta fácil. Shane limpou a garganta. ― Depois que a minha mãe morreu três anos atrás, eu não tinha outro lugar para ir, então eu viajei de cidade em cidade, até que encontrei uma que gostei.

― Sinto muito ouvir isso. ― Viktor pôs a mão na coxa de Shane. ― Meus pais foram assassinados por caçadores quando eu estava com 19 anos. Eu gostaria de dizer que a dor diminui com o tempo, mas isso não acontece. É um vazio que nunca vai ser preenchido.

― Caçadores ― Shane repetiu essa palavra. Caçadores mataram os seus pais, eles mataram a minha mãe também. Isso significava que os caçadores viviam em Silver Creek? Seu coração começou a bater forte. Ele não tinha visto ninguém suspeito, mas isso não significava nada. Caçadores pareciam como todo mundo.

― Ei, calma, Shane. ― Viktor tentou acalmar ele.

― Acalmar-me, ― Shane se levantou tão rápido que o seu chá caiu para o lado. ― Há caçadores aqui. Eu preciso sair da cidade.

― Pare, ― Viktor disse com firmeza. Mesmo assim, Shane continuou a correr no apartamento, Viktor

― Pare, ― Viktor disse com firmeza. Mesmo assim, Shane continuou a correr no apartamento, Viktor agarrou-o pelos ombros. ― Shane, pare, Silver Creek é segura.

― Como você pode dizer isso? ― Shane gritou, enquanto tentava soltar-se das mãos de Viktor. ― Caçadores mataram os seus pais. Como você pode dizer com absoluta certeza que é seguro?

― O pai de Aiden está no conselho dos caçadores. Ele mantém o controle sobre a sua localização e orienta-os longe de nós. Se os caçadores chegarem à cidade, ele nos informa e ficamos escondidos até que eles saiam.

Shane começou a relaxar. ― O pai de Aiden é um caçador?

Viktor riu enquanto abraçava o seu companheiro. Com pesar Viktor se afastou de Shane e sentou-o de volta no sofá. Ele explicou como Erik tinha sido sequestrado por caçadores.

Eles o levaram para o estudarem, e quando eles tivessem acabado com ele, planejavam matá-lo. Mas uma chave foi jogada na sua cela porque um dos caçadores acabou por ser o companheiro de Erik.

Erik tinha sumido há uma semana, e não houve jeito de encontrá-lo. Após uma pequena pesquisa, localizamos um dos caçadores envolvido no ataque. Phillip Stefano. Viktor, com ajuda de Josef, invadiram a casa. Eles não esperavam encontrar Aiden em casa, mas aproveitaram a oportunidade que estava diante deles. Eles levaram Aiden como moeda de troca para obter Erik

de volta. Mas as coisas não saíram como planejaram. Aiden acabou sendo companheiro de Devon, e isso complicou um pouco as coisas.

No final, porém Aiden ficou com Devon, e o pai de Aiden começou a aceitar o acasalamento deles. Ele havia planejado se aposentar da caça, mas decidiu que seria melhor ficar para que ele pudesse manter Devon e o resto do bando seguro, mas mais importante ainda era manter o seu único filho seguro também.

― Assim, vivendo em Silver Creek é provavelmente um dos lugares mais seguros de se viver. ― Realmente? ― A incerteza na voz do seu companheiro feriu o seu

coração.

― Sério! ― Viktor inclinou-se e roçou os lábios na testa de Shane. Viktor entendeu a reação de Shane para os caçadores. Ele não queria que ele revivesse quaisquer memórias dolorosas, mas ele tinha que saber o que aconteceu com o seu companheiro. ― Bebê, como a sua mãe morreu? Shane puxou as pernas e abraçou elas. Ele descansou a cabeça sobre os joelhos e depois de um momento virou-se para olhar para Viktor.

― Eu nunca conheci meu pai. Minha mãe cuidava de mim, e por causa do medo dos caçadores nos movíamos constantemente, antes de completar dezoito anos, nos mudamos para uma cidade linda apenas fora de San Antonio. Alugamos uma casa, e minha mãe encontrou um emprego, e havia uma floresta protegida e preservada aonde podíamos correr, era perfeito. ― Lágrimas brilhavam nos olhos do seu companheiro. ― A vida era melhor do que jamais havia sido. Eu senti que finalmente encontramos nosso lugar. ― Shane enxugou uma lágrima. ― Isso foi até a minha mãe conhecer Winston. Eles começaram a namorar, e ela estava tão feliz, deus ela estava tão feliz. Eu nunca a tinha visto assim antes.

Mas

...

Viktor podia

sentir algo

sobre

este homem

que

preocupou o seu companheiro. Eu recebia vibrações estranhas a respeito dele. Sempre que

estávamos a sós ele encontrava qualquer razão para me tocar, e ele olhava

para mim o tempo todo. ―

Por

que

você não

disse

a

sua mãe?

Os

dedos de Viktor

estalaram quando ele apertou o seu punho.

― Como eu poderia? Ela pensou que estava apaixonada. E na época eu pensei que estava imaginando coisas. Não havia um homem ao redor de nós, então eu culpei isso. Eventualmente, eu apenas o evitava e funcionou por um tempo.

― O que aconteceu? ― Viktor pôs a mão na nuca de Shane e fez uma leve massagem nos nós rígidos.

― Era meu aniversário, e alguns amigos da escola tinham planejado me levar para acampar. Eu fui para casa direto da escola na sexta-feira para arrumar a minha bolsa. Quando cheguei lá, Winston estava esperando por mim. Ele disse como ele me queria por tanto tempo e como eles me prometeram a ele se entregasse a minha mãe. ― Shane começou a chorar. ― Ele forçou-se sobre mim. Tentei lutar com ele, mas ele era forte.

Viktor pegou Shane e colocou-o no seu colo. Lágrimas saíam do seu companheiro, Shane chorou tanto que ele mal podia respirar. Viktor o balançou para frente e para trás falando suavemente, palavras de amor.

Minha mãe chegou em

casa e parou Winston.

Ele

riu

dela

e

zombou dela por amá-lo. Ela perdeu o controle quando ela ouviu o seu plano para mim. ― Shane fez uma pausa respirando fundo. ― Tudo aconteceu tão rápido, ela mudou e atacou para ele. Winston puxou uma arma e deu um tiro antes que a minha mãe arrancasse a sua garganta, mas foi o suficiente. Antes

de morrer, ela me disse que me amava e para eu fugir. Assim eu fiz, e eu estive correndo desde então.

― Oh, cara Shane e beijou suas

...

― Viktor colocou as mãos em cada lado do rosto de

pálpebras

fechadas.

Ela

parecia ser

uma

mulher

notável. Eu gostaria de tê-la encontrado. Tenho-lhe uma dívida de gratidão.

― Por que? ― Shane resmungou.

― Por te trazer a este mundo e sacrificar a vida dela para salvar a sua. ― Ele falou a verdade. A mulher deu-lhe o seu companheiro, e ele ficaria

grato a ela até os seus últimos dias. Shane passou os braços em volta do seu pescoço e puxou Viktor até a sua boca. Viktor aceitou o convite silencioso e apertou os lábios nos do seu companheiro. O beijo começou lento. Apenas carícias com a boca aberta, de lábios contra lábios, com pouca força. Era doce.

Então Shane ficou mais agressivo, companheiro.

e

Viktor

seguiu

o

exemplo

do

seu

Ele mordiscou o lábio inferior de Shane e serpenteou a sua língua para dentro, e o seu companheiro começou a ofegar. Viktor lambeu o seu caminho para a quente caverna, absorvendo o gosto do seu companheiro. As mãos de Shane puxaram a sua camisa até que estava aberta até a metade do peito. Ele quebrou o beijo e puxou a sua camisa para fora do caminho. Enquanto os olhos de Shane viajavam ao longo do seu peito, Viktor empurrou o seu companheiro até que ele estava deitado de costas. Ele empurrou a camisa de Shane para cima e abaixou a cabeça para beijar ao longo do corpo do seu companheiro. A pele bronzeada ficou corada quando Viktor brincou com os mamilos de Shane com a língua.

Tantas emoções corriam pelo seu corpo e a única coisa que Viktor queria, era fazer amor com Shane. Viktor sentou-se, puxando Shane para ele, e Shane colocou as suas pernas em torno da cintura de Viktor.

Shane vivia num estúdio, então a cama estava a apenas alguns metros de distância. Viktor espalmou a bunda de Shane e levantou tropeçando em direção a cama queen-size. Quando as suas pernas bateram na estrutura da cama de metal ele jogou Shane e subiu em cima dele.

Viktor se manteve beijando Shane, até quando a necessidade de ar forçou-o a para de beijá-lo. Ele se atrapalhou com as calças de Shane, até conseguir empurrar a sua mão dentro. Shane gemeu quando Viktor segurou o comprimento duro do seu pênis na mão. Viktor deu um puxão áspero para cima e para baixo, em seguida, se afastou.

― Roupas fora agora ― ordenou, e começou tirando a sua própria.

Shane olhou para ele com os olhos arregalados enquanto lutava para remover a sua calça. Depois de algumas tentativas, Shane foi capaz de puxar a sua calça jeans livre e ficou com as pernas abertas deitado e começou a acariciar o seu pênis lentamente, provocando Viktor.

Viktor rosnou quando ele viu o seu companheiro dando prazer a si mesmo. Ele queria estar fazendo isso. Porra! Ele queria estar fazendo tantas coisas com Shane, ele subiu na cama, como o predador que ele era, e lentamente rondou mais perto. Ele baixou a cabeça para beliscar as pernas nuas de Shane. Ele pairou sobre o pênis ereto de Shane, e lambeu a ponta, e uma gota de pré-sêmen pingou da ponta. Viktor rapidamente lambeu-a por não querer desperdiçar nem uma gota. Shane tinha um gosto salgado e doce, como um pretzel com cobertura.

Ele precisava de muito mais. Viktor engoliu o comprimento de Shane na sua garganta, não parando até que o seu queixo roçou nas bolas de Shane. Shane gritou e arqueou as costas fora da cama. Seus dedos seguravam

firmemente no cabelo longo de Viktor, mas

não

o parou. Viktor lambeu

e

chupou, o belo pênis de Shane com seus lábios e língua. Ele traçou a parte

inferior, deixando a língua acompanhar as veias

pesadas. Seu

pau duro

começou a doer por raspar no cobertor sobre a cama e a necessidade pura, de foder o seu companheiro.

Você tem

alguma coisa?

Viktor olhou

ao

redor

da

sala

procurando por um tubo de lubrificante. ― Sob o meu travesseiro. ― Disse Shane.

Viktor aproximou-se da cabeça de Shane até que a cabeça de seu pau encostasse na boca de Shane. ― Chupa-me ― , ordenou Viktor.

Shane lambeu os lábios e então com lambidas ágeis e duras, ele aspirou e puxou. O corpo de Viktor começou a tremer. Ele alcançou debaixo do travesseiro, e sua mão roçou o pequeno tubo. Viktor olhou as fronhas, e uma ideia formou-se na sua mente. Ele queria ver Shane confinado, incapaz de se mover enquanto Viktor lhe dava o melhor orgasmo da sua vida.

“Você não pode fazer isso com o seu companheiro!” sua voz interior o repreendeu. Mas Viktor queria ver as marcas vermelhas na pele de Shane. Seria como uma marca que quando desaparecesse, dava-lhe razão para fazer isso de novo e de novo.

― Está tudo bem? ― A voz suave de Shane perguntou.

Viktor olhou para baixo para ver os olhos redondos de Shane olhando para ele. Ele não tinha percebido que ele parou de balançar os seus quadris na boca de Shane. Ele escorregou para baixo até que ele montou os quadris de Shane.

Seus olhos ficavam indo do travesseiro para as mãos de Shane que descansavam nas coxas de Viktor. Shane seguiu o seu olhar, e como se estivesse lendo a sua mente, esticou os braços acima da cabeça. ― Faça isso.

Não

tendo

um

segundo

pensamento,

e

ele

tirou

a

fronha do

travesseiro.

Ele olhou

para

Shane

deixou suas

garras estenderem-se e

cortaram o material de algodão para baixo do centro. Os olhos de Shane se

arregalaram. Viktor arrancou um pedaço com os dentes, e Shane olhando, fascinado, o tempo todo.

Ele estava prestes a amarrar o pano em torno do pulso de Shane, mas tinha algumas dúvidas.

― Você tem certeza? ― Ele perguntou. ― Sim ― Shane disse sem fôlego.

Viktor enrolou o material macio ao redor dos pulsos de Shane, e em seguida deu um nó. Shane fechou as mãos e testou a ligação. Seus olhos estavam vidrados, e ele balançou os quadris contra a bunda de Viktor.

Viktor

virou-se

e

se

ajoelhou ao

lado

do

corpo de Shane.

Seu

companheiro ficava rodando de um lado para outro amassando os lençóis. Shane choramingou quando Viktor arrastou uma garra estendida no seu peito sem pelos. Viktor amava a imagem devassa de Shane, implorando para ser tocado.

― Por favor. ― Shane falou com tal necessidade. Em qualquer outro tempo Viktor teria feito seu amante esperar, mas ele não queria que Shane esperasse, seu companheiro não era como todos os outros.

Eles eram companheiros, e Viktor queria amar Shane tão bem até que os seus olhos rolassem para trás.

Com reflexos rápidos

Viktor deitou

Shane e

puxou-o de joelhos.

Shane empurrou a bunda para trás, em direção a ele, oferecendo a Viktor tudo o que tinha para dar. Viktor agarrou as bochechas da bunda de Shane e apertou os músculos em provocação. Ele lambeu o seu vinco, até que ele alcançou a sua pequena abertura. Viktor rodou a sua língua, uma vez, duas vezes e depois puxou para trás. Ele agarrou o lubrificante e colocou o gel transparente na sua mão.

Shane manteve os braços esticados acima da cabeça, como se estivesse tocando a cabeceira da cama. Seus quadris balançavam de um lado para outro esperando por Viktor para preenchê-lo. Viktor não perdeu tempo, ele cobriu o seu pênis com líquido escorregadio, e em seguida, ele massageou o buraco de Shane.

Viktor esfregou a ponta arredondada bulbosa para cima e para baixo, sentindo cada salto tenso do corpo do seu companheiro. Shane começou a rugir tentando empurrar para trás, espetando-se no membro duro de Viktor, e cada vez Viktor recuava um pouco mais.

Sentindo que ele tinha jogado o suficiente, Viktor guiou o seu pênis para a entrada apertada e musculosa de Shane, que gemeu alto mas não se afastou, mas começou a empurrar de forma agressiva, ameaçando fazer com que Viktor gozasse prematuramente.

Quando ele estava todo dentro de Shane, ele descansou o seu peito sobre as costas suadas do seu companheiro. Ele correu os dedos até os lados de Shane depois para baixo nos braços, até que ele passou os dedos ao redor do pulso de Shane.

― Você é fodidamente perfeito ― disse Viktor lambendo ao longo da orelha de Shane.

Com estocadas rasas

Viktor fodia Shane agradável

e

lento.

A

sensação de veludo liso das paredes internas de Shane era diferente de tudo o que ele havia sentido antes. Ele poderia se perder dentro do seu companheiro tanto mental como fisicamente. Viktor empurrava para frente com mais força a cada impulso no interior de Shane. Shane virou a cabeça para o lado e tentando falar algo, mas as palavras não saíam. Viktor lambeu ao longo do seu rosto enquanto ele fodia o seu companheiro.

Viktor queria olhar nos olhos de Shane quando o seu companheiro gozasse. Puxando o seu pênis para fora do buraco de Shane, ele pediu ao seu

companheiro que ficasse de frente para ele. Shane fez e puxou os seus joelhos até o peito mostrando o seu buraco piscando, se contorcendo para Viktor preenchê-lo.

Não esperando um momento mais Viktor subiu no corpo de Shane e num impulso difícil e duro, entrou em Shane novamente. Shane gritou para o teto.

Viktor viu o prazer nos olhos do seu companheiro e chegou entre eles e pegou o pau de Shane e o massageou ao mesmo tempo em que batia nele com os seus quadris.

Shane começou a ronronar, e o seu queixo caiu. Viktor viu os afiados dentes pontiagudos de um branco brilhante. Shane tinha parcialmente mudado quando se aproximava da sua libertação. Viktor continuou se movendo, e seu aperto nos quadris de Shane começaram a vacilar. Ele estava perto, mas queria que Shane gozasse primeiro.

Antes

que ele

percebesse, Shane rugiu a sua libertação e sêmen

quente espirrou em seu peito e na mão de Viktor. O cheiro era como uma droga para o corpo e alma de Viktor. Ele começou a se mover mais rápido e mais rápido.

Seus dedos começaram se transformando em garras e os seus dentes alongaram na sua boca. Era o seu lobo querendo o controle. Querendo reivindicar o seu companheiro. Viktor inclinou-se cobrindo o corpo de Shane com o seu, usando uma mão para manter as mãos de Shane acima da cabeça e a outra para agarrar o queixo de Shane. Ele inclinou a cabeça do seu companheiro para o lado, para morder e completar a reivindicação.

― Por favor não me morda ― veio a voz enfraquecida de Shane. Viktor empurrou-se para cima e olhou para baixo, para o seu companheiro. Medo irradiava das profundezas azuis. Shane estava com medo. Mas de quê?

Seu corpo se movia por conta própria, mas Viktor sustentou o olhar de Shane. Ele não podia acreditar que Shane não queria que ele o reivindicasse.

Batendo mais forte no corpo mole de Shane, ele avançou mais duas vezes. Suas bolas apertadas no seu corpo e o seu sêmen entrou no corpo de Shane. Ele continuou a balançar para frente, seu esperma escorria, encharcando o cobertor.

Quando ele tinha terminado Viktor rolou para o lado, e em seguida deitou-se de costas. Ele olhou para o teto, tentando organizar os seus pensamentos. Ter relações sexuais com Shane o fez esquecer tudo e qualquer coisa, mas agora que a névoa na sua cabeça começou a limpar as palavras de Shane, “não me morda” estavam em replay no seu cérebro.

― Viktor? ― Ele olhou para cima. Shane sentou-se e arrancou a fronha com os seus dentes afiados.

― Sim? ― Isso foi tudo o que ele poderia dizer. Ele estava ferido. Shane não queria levar a sua marca. Sendo acasalado era como uma medalha de honra. Ele ficaria feliz em usar a marca de Shane. Bem, isso se tigres deixassem uma marca de acasalamento. Ele sabia que outros shifters existiam, mas ele nunca encontrou um. As perguntas que ele poderia fazer ao seu companheiro seriam intermináveis.

Não fique bravo comigo. Eu sou

o

rosto

― A voz de Shane sumiu

... nas mãos. Viktor sentou-se quando ouviu os

quando ele enterrou

soluços, vindo do seu companheiro. Ele tirou as mãos de Shane e olhou para

os seus olhos vermelhos, olhos cheios de lágrimas.

 

Mas Viktor ainda não tinha palavras

para o seu companheiro.

porque

Shane

estava

chorando

não

quis

dizer

que

Viktor

não

estava

machucando também.

― Eu apenas não estou pronto para isso ainda. ― Shane se arrastou para o colo de Viktor. ― Não fique bravo comigo. Eu só preciso de algum tempo para me acostumar com tudo isso.

Ele podia ouvir a honestidade nas palavras de Shane. Viktor envolveu os seus braços ao redor de Shane e o embalou. Seus corpos estavam pressionados tão juntos, ele temia que o sêmen pegajoso no estômago do seu companheiro os grudaria juntos. Não seria má ideia, mas um homem precisava de um pouco de liberdade.

Está tudo bem, Shane.

E

estava.

Shane tinha passado por

muita coisa e Viktor também, mas ele teve mais tempo para chegar a termos

com a sua perda.

Ele ainda tinha problemas de confiança, mas ele estava indo fazer um esforço válido para colocar fé no seu companheiro.

― Eu lhe dou o tempo que for preciso. Shane inclinou-se para olhar para ele. ― Você quer dizer isso? ― De Coração, ― Viktor sorriu. ― Agora vamos tomar um banho. Ele levantou-se com Shane em seus braços para em seguida, colocar

o homem

em seus

pés.

― Estou pensando em dormir, minha pele precisa

respirar, e entre o nosso suor e a sua porra, eu me sinto como uma bagunça pegajosa.

Shane sorriu para ele, então

se virou,

pegou

a

mão

de Viktor,

e

levou-o para o banheiro. O banho deles durou até a água quente acabar. Viktor lavou o seu companheiro primeiro e depois a si mesmo. Eles foram de volta para a cama aonde Shane jogou o cobertor molhado com sêmen no chão. Eles eram shifters e a sua temperatura corporal era um pouco maior do que o dos seres humanos, por isso eles não precisavam dos cobertores.

Shane puxou o lençol e fez sinal para Viktor entrar primeiro. Uma vez que Viktor subiu na cama, Shane entrou atrás dele e encostou-se do seu lado. Viktor correu os dedos pelos cabelos de Shane distraidamente aonde a sua cabeça repousava sobre o peito de Viktor.

Isso era bom. Viktor poderia começar a se acostumar com isso. Ele nunca abraçava depois de uma foda. Alguns homens tentaram, mas Viktor sempre conseguiu afastá-los o suficiente para fazer a sua saída. Ele nunca quis passar suas noites com apenas um homem, mas as coisas mudaram agora. Shane tinha entrado na sua vida de forma inesperada, e Viktor ia passar cada dia falando para o seu companheiro que eles eram bons juntos e que nada iria acontecer com eles, pois Viktor não estava indo a lugar nenhum.

Capítulo Oito

A sala ficou mais clara quando o sol se ergueu no céu. Shane bocejou e tentou se virar e esticar-se, mas algo quente e muito sólido estava contra as suas costas. Shane virou a cabeça ao redor para ver o rosto de Viktor enterrado no seu pescoço. Ele ainda estava dormindo, e metade do seu rosto estava coberto pelo seu longo cabelo loiro-claro.

― Hey. ― Shane cutucou o peito de Viktor com o cotovelo, mas Viktor apenas respondeu com um grunhido abafado e apertou os seus braços. ― Viktor, me solte, tenho que ir ao banheiro.

O carinho era doce e tudo, mas a situação tornou-se urgente. ― Oh, desculpe. ―Viktor disse com um bocejo. ― Você é tão suave e quente, eu não quero te soltar. ― É doce, mas eu vou molhar a cama, se você não me deixar ir ao

banheiro.

Resmungando Viktor o soltou.

Shane saltou da cama e se dirigiu correndo ao banheiro. Quando ele voltou seu companheiro estava deitado de costas, com os braços por trás da sua cabeça. Numa imagem de relaxamento total, Viktor, mesmo com o cabelo desgrenhado e o rosto enrugado de sono, ainda era a coisa mais sexy que Shane já viu. Ele se perguntou como conseguiu ter a sorte de conhecê-lo.

Então,

qual

é

o

plano para

hoje?

― Viktor perguntou quando

Shane voltou para a cama e deitou sobre o peito do seu companheiro.

― Bem, é sábado, e eu tenho o dia de folga. ― Shane deu um beijo no centro do peito do seu companheiro. ― Então, eu não me importaria de ficar na cama o dia todo com você ― Shane disse com a voz mais sedutora que conseguiu reunir.

Ele sentou-se e montou nos quadris de Viktor.

― Por mais que eu adoraria fazer isso, eu gostaria de levá-lo para conhecer a minha família.

― Família, ― Shane levantou uma sobrancelha para a palavra. Ele conheceu Aiden e Devon no outro dia, mas eles vão tratá-lo de forma diferente ao saber que ele era companheiro de Viktor? O companheiro que não permitiu que o seu irmão o reivindicasse.

― Sim, eles mandaram uma mensagem enquanto você estava no banheiro. Eles estavam preocupados com você e comigo, então eu tive que

explicar o que aconteceu. ― Viktor esfregou as mãos de cima para baixo em Shane.

― Preocupado comigo? Por quê? ― Eles mal o conheciam. Por que eles deveriam se importar com o que acontecia com ele? Shane não entendeu como isso era possível. Ele só tinha a sua mãe, e ela significava o mundo para ele e ele para ela.

Eu

sou

uma

espécie de

idiota

às

vezes.

Eu

acho

que

eles

pensaram que eu teria descontado minhas frustrações em você. Eu sou um

pouco de mau humorado ― Viktor riu.

― Bem, se as suas ações de ontem à noite são como você gostaria de descontar as suas frustrações em mim, então eu estou nisso a qualquer hora. ― Shane balançou os seus quadris para cima e para baixo contra o eixo de Viktor. A família de Viktor pensava que ele iria machucar Shane parecia ridículo para ele. Ele não conhecia Viktor há muito tempo, mas ele sabia que o homem nunca iria machucá-lo.

Os dedos de Viktor agarraram os seus quadris com força, parando os movimentos de Shane.

― Qual é o problema? ― Shane fez beicinho. ―

Nada, mas se começarmos com isso, nunca vamos sair desta

cama, e eu prometi

aos meus irmãos. ― Viktor sentou-se e afastou-se de

Shane.

Hoje

é

seu

único

dia

de

folga ou

você está

de folga domingo

também?

 

― Eu tenho o fim de semana inteiro livre. ― Shane seguiu Viktor fora da cama e começou a recolher as suas roupas, ― Margie contrata estudantes do ensino médio para trabalhar nos finais de semana desde que eu trabalhe de segunda a sexta-feira.

― Grande, então arrume uma mala, vou levar você hoje à noite, e trago você de volta para casa, na noite de domingo. ― Viktor disse isso como se a sua decisão fosse definitiva.

Shane parou o processo de puxar a camiseta e apenas olhou para o seu companheiro. ― Você pelo menos vai me perguntar? Ou você apenas acha que mandando é como este acasalamento vai funcionar?

― Primeiro, nós não estamos acasalados, ― Viktor brincou, mas Shane não pode deixar que o seu queixo começasse a tremer e lágrimas enchessem seus olhos.

― Ah, querido, eu sinto muito. Eu estava apenas brincando. Eu não tive a intenção de fazer você chorar. ― Viktor caminhou até ele e passou os braços na cintura de Shane. ― Por favor, venha ficar o fim de semana comigo?

Shane respondeu com um aceno de cabeça. ― Eu adoraria ― disse ele em voz baixa.

Viktor o beijou

nos

lábios, e

em seguida

se virou

e pegou

a

sua

camisa no chão. Shane observou como Viktor se movia, não parecendo ter se perturbado pelos eventos da noite anterior. Talvez ele realmente estivesse bem com Shane querendo esperar. Uma vez que eles estavam vestidos, Viktor pegou o saco de Shane enquanto caminhavam para o seu caminhão. Ele estava estacionado a poucos quarteirões acima do seu apartamento. O sol brilhava, mas havia uma brisa fresca da manhã. O vento não estava em cima deles antes do inverno. Shane não podia esperar para correr na neve. Sua mãe e ele sempre viveram em climas quentes. Ela não era uma fã de clima frio ou neve, por isso ele nunca tinha visto a real, branca e macia neve.

― Então, aonde você mora, Viktor? ― Shane perguntou pulando no lado do passageiro do caminhão de Viktor.

― Meus irmãos e eu vivemos numa cidade a cerca de 30 minutos daqui, Nehalem ― Viktor fechou a porta e ligou o motor. ― Nós nos mudamos para lá depois que nossos pais morreram.

Na saída da cidade Viktor parou num restaurante fast-food e pegou alguns sanduíches e café. Eles falaram um pouco sobre os seus irmãos e seus amigos que viviam na propriedade, mas eles não falaram uma palavra sobre a noite passada. Shane pensou que era melhor.

Eles conversaram com facilidade, riram e brincaram como se eles se conhecessem há anos. Foi perfeito. Viktor saiu da estrada principal e se dirigiu mais profundamente na floresta, tinha apenas uma estrada a que eles estavam, separando a vista arborizada. Shane olhou para fora da janela para admirar a paisagem. Grandes árvores se alinhavam na estrada, com suas folhas em tons de vermelho e dourado. Mesmo com o zumbido do motor ele podia ouvir os pássaros cantando à distância e o pio ocasional de uma coruja.

Ele abriu a janela e sentiu o cheiro da grama e das folhas. A brisa fresca entrou através da janela, e Shane fechou os olhos, maravilhado com a brisa fria.

Ele podia ver o porquê de Viktor e os seus irmãos viviam tão longe da cidade. Eles tinham a sua privacidade e uma abundância de território arborizado para correr.

― Aqui estamos. ― Viktor virou o caminhão até um caminho longo. ― Lar doce lar.

A

casa era

enorme.

Ela tinha dois andares

de altura

e largura.

A

varanda cercava a casa, acrescentando um apelo rústico. A casa era de uma cor verde oliva profundo e a madeira escura. Parecia quente e convidativa, e Shane não podia esperar para ver o interior. ― É linda ― disse Shane quando ele olhou para a casa.

Viktor encolheu os ombros. ― Ele está em casa.

Viktor parou o caminhão na entrada, e eles saíram. Shane virou em círculos olhando a casa e a quantidade interminável de floresta ao redor deles. Ele poderia facilmente viver aqui.

Ainda não! Shane balançou a cabeça em seus pensamentos. Sim, ele gostava da casa e da localização e até mesmo do seu companheiro, mas ele ainda tinha aquela pequena voz dentro dele que lhe disse, para manter um pé fora da porta. Se caçadores os acharem ele teria que sair de novo. Com companheiro ou sem companheiro.

Ouvindo um

latido

alto

ele

se

virou. Ah, merda!

Um grande lobo

cinzento veio ao encontro deles, quando os alcançou saltou, e Viktor pegou o animal no ar, mas ele já não era um lobo. Seu companheiro tinha os braços cheios de outro homem, e pelo que parecia era um dos irmãos de Viktor.

Estou tão

orgulhoso

de você

disse

o homem nu enquanto

abraçava Viktor. Shane viu os irmãos se abraçarem com uma espécie de inveja. Ele nunca teve irmãos, apenas sua mãe, e agora ela se foi, ninguém

sentiria falta dele quando ele não estivesse por perto. Ninguém para abraçá-lo quando ele chegasse em casa.

― Eu disse para você não desistir de mim. ― Viktor colocou o seu irmão para baixo.

― Erik, este é Shane. ― Shane, eu estou tão feliz em conhecê-lo.

Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa Erik envolveu-o em seus braços e lhe deu um apertão forte. Shane não tinha o costume de estranhos, abraçando-o, mas foi bom. Foi um abraço genuíno sem motivo por trás disso.

Depois que alguns segundos se passaram, Shane fez a sua boca

trabalhar.

― Prazer em conhecê-lo também, ― e abraçou Erik de volta. Shane olhou para Viktor, seu companheiro ficou lá sorrindo.

A porta da frente se abriu e Aiden, Devon, e outro homem pisaram na varanda. Erik o largou e correu até os degraus da frente. Ele gritou por cima do ombro, que ele estaria de volta depois que colocasse algumas roupas.

Aiden

desceu as escadas

e deu-lhe

um

abraço rápido.

Se

eu

soubesse que você era companheiro de Viktor, eu teria dito alguma coisa.

― Ei, está tudo bem. ― Ele baixou o olhar e corou. ― Viktor e eu nos encontramos em condições muito estranhas, então não se sinta mal.

― De qualquer forma, estou feliz que é você. ― Aiden deu um passo para trás para ficar ao lado de Devon.

Sim, esse

é

meu irmão.

― Devon

piscou para

Viktor e

seu

companheiro revirou os olhos. ― Muito charmoso.

― Foda-se ― disse Viktor e começou a rir. Shane agarrou a mão de Viktor e olhou para o seu companheiro com os olhos curiosos.

― Eu não quero você de outra maneira.

Viktor inclinou-se e beijou-o nos

lábios, Shane

sorriu,

nunca se

cansava dos beijos de Viktor ou do carinho que ele oferecia.

― Então você é um tigre? ― um homem que Shane não conhecia perguntou.

O

homem

olhou

para

ele

como

se

esperasse

que

Shane

se

transformasse num tigre ali mesmo no local. Afastando-se de Viktor, Shane

respondeu. ― Sim. Um tigre branco.

― Este é Skyler, mãe da casa residente. ― Viktor apontou para o homem. ― E uma dor na bunda.

― Vamos ver o que você diz que quando você quiser jantar, burro inteligente ― Skyler estalou. Ele se virou para Shane com um sorriso. ― Um tigre branco? Acabei de ler um artigo sobre as espécies no reino animal que são realmente raros, é o mesmo para shifters?

― Sim, o meu tipo é muito raro. Eu só conheci um outro, que era a minha mãe, mas ela morreu há alguns anos atrás. ― Shane fechou a boca antes que ele deixasse escapar o seu passado sórdido.

― Eu sinto muito ouvir isso ― disse Devon. ― Mas você nos tem agora, tigre, lobo, não importa somos uma família aqui.

― Obrigado. ― Shane podia sentir a garganta começa a apertar. Esses homens nem mesmo o conhecia, e estavam prontos para aceitar Shane, em sua família e em sua casa. Ele nunca conheceu pessoas como estas antes. Sua bondade o fez querer derramar suas entranhas sobre a sua vida e confessar que ele impediu Viktor de ter reivindicado ele. Mas se conteve por medo de que eles o rejeitassem por rejeitar Viktor.

Eles entraram e sentaram-se na sala de estar. Erik voltou para a sala com um milhão de perguntas. O jovem lobo como os outros nunca tinham visto outro shifter que não fosse um lobo, então Shane era uma anomalia para eles.

Shane sentou e conversou com a família de Viktor por horas e não percebeu quanto tempo havia se passado até que o seu estômago começou a rosnar. E não pode escondê-lo dos outros. Sendo lobos, exceto Aiden, eles poderiam ouvir.

― Eu vou fazer o almoço ― disse Skyler e levantou-se. Aiden pediu licença e foi ajudar a Skyler.

― Eu estou indo para ir ver o meu e-mail. Estou esperando os planos para a biblioteca em Silver Creek ser aprovado. ― Devon levantou-se, prometendo voltar para o almoço, e saiu da sala.

― Bem, eu estou indo para ir ajudar Aiden e Sky. ― Erik pulou do sofá com a energia de um adolescente.

― É bom vê-lo feliz novamente ― disse Viktor depois que Erik saiu

da sala.

Shane lembrou-se que Viktor

disse

que

Erik

encontrou

o

seu

companheiro, mas não podia estar com ele. ― O que você acha que levou a mudança de atitude? ― Foi a primeira vez que ele encontrou Erik, mas ele parecia com qualquer outro menino da sua idade. Mesmo sendo um shifter, encontrar seu companheiro apenas para ser separado dele deve ser uma merda, mas o garoto parecia estar aceitando bem.

Não

tenho

tanta

certeza,

 

disse

Viktor,

sentando-se e

esfregando as mãos

pelo rosto.

Mas

eu

estou fodidamente grato. Ele é

muito jovem para ter toda essa pressão em

cima dele.

Erik

é jovem,

inteligente e extremamente atlético. As chances estão todas a seu favor, exceto que ele é um lobo. Eu só queria que ele não tivesse encontrado o seu companheiro ainda. ― Viktor disse, apontando para onde Erik tinha acabado de sair. ― O garoto tem apenas 16, e quanto mais velho ele fica, mais difícil vai ser. E para ser honesto, eu não sei o que Brandon planejou.

― Você acha que ele não vai aceitar Erik? ― Shane não gostaria que ninguém, fizesse o mesmo que ele estava fazendo para Viktor.

― Eu não sei. Se ele não fizer, eu sempre posso rasgar sua garganta ― Viktor disse com uma seriedade em seu tom que disse a Shane que ele realmente faria.

― Só o tempo vai dizer, certo? ― Shane se levantou e estendeu a mão para Viktor. ― Vamos ajudar a sua família com o almoço.

As palavras fluíram tão facilmente que ele não percebeu que ele disse até que as palavras saíram. Ele tentou continuar caminhando, mas Viktor puxou a sua mão, trazendo-o de volta para ficar de frente para Victor.

― Família? ― Viktor perguntou com as sobrancelhas levantadas com o início de um pequeno sorriso em seus lábios. ― Eles já cresceram em você.

― Não faça disso um grande negócio ― Shane xingou.

Viktor balançou a cabeça.

Com

um sorriso

tão grande que

Shane

podia ver todos os seus dentes. ― Eu não disse uma palavra.

Skyler chamou para o almoço, e Shane correu para não ter que dizer mais nada. Quanto mais tempo ele estava em torno desses homens, mais ele se sentia como parte desta família. Ele só podia supor que tinha de ser uma coisa de acasalamento. Uma vez que um shifter encontra o seu companheiro, as famílias crescem ficam mais perto uns dos outros.

Após o almoço Viktor teve que ajudar Devon com algumas coisas de trabalho, coisas que Shane perdeu o interesse em ouvir quando Viktor tentou explicar para ele. Shane resolveu ficar com Aiden, Skyler, e Erik. Skyler fez um pouco de pipoca, e foram para a sala de TV, uma vez dentro da grande sala sem janelas Shane entendeu porque a sala foi chamada assim. A TV de tela plana era a maior que já tinha visto, estava pendurada no centro da parede. Grandes cadeiras reclináveis ficavam na frente da tela, lembrava uma sala de cinema, em menor escala, mas não por muito.

Quando o filme acabou, Shane ajudou a preparar o jantar. Erik queria bife, assim Skyler planejou fazer para o prato principal. Shane fez a salada enquanto Aiden descascavas o milho.

Erik se fez confortável, sentando no balcão, enchendo a cara com

cookies.

 

― O que foi isso? ― Aiden perguntou. Shane olhou para cima de

cortar

um abacate

para

olhar ao

redor.

Ele ouviu

um

ping

de

alguém

recebendo uma mensagem de texto. ― Oh, sou eu. ― Erik pulou o balcão e saiu da cozinha.

― O que está acontecendo com ele? ― Skyler perguntou quando Erik voltou para a cozinha. ― Ele tem estado todo triste por um mês, e agora ele todo despreocupado novamente. O que foi que aconteceu?

Shane olhou para Aiden e Skyler. Ele não tinha nada para comparar em relação à condição de Erik antes de hoje.

― Não tenho certeza,

mas, ele está levando o telefone ao redor

como uma tábua de salvação desde que voltou hoje. Ele esteve fora toda a

noite e Devon teria estrangulado a merda fora dele se Viktor e Shane não tivessem chegado.

Shane tinha mordido um pedaço de tomate e quando escutou o que ele disse engasgou.

― Erik esteve fora a noite toda? Quando ele chegou em casa? ― Onde um garoto de 16 anos e um shifter lobo, que tinha um companheiro, estaria toda a noite?

― Cara, você está bem? ― Aiden correu para o seu lado.

― Sim. ― Shane tomou um gole de água que Aiden colocou na sua mão. Ele devolveu o copo depois que ele tomou outro gole. ― Será que Erik faz muito isso?

― O que? Ficar fora durante toda a noite? Aiden olhou para Skyler. ― Não desde que eu cheguei aqui. Skyler?

― Não, esse garoto é tão comportado. Você sabe como cada família tem um? Bem esse seria Erik.

― Você não está pensando

― Shane parou para afirmar o óbvio.

... Ele queria que os dois homens tirasse as próprias conclusões. Shane ser um

estranho era mais fácil para ele descobrir.

― Oh meu Deus! ― Aiden gritou. ― Devon perderia a sua maldita mente se Brandon tocar em Erik antes do tempo. Ele é menor de idade.

― Eu não estou dizendo que ele fez alguma coisa ― Shane correu dizendo. ― Talvez eles estejam passando um tempo juntos, tentando se conhecerem melhor uns aos outros. Se isso ajuda Erik a lidar com a separação, então qual é o mal nisso?

― Shane está certo ― Skyler concordou. ― Pelo que o seu pai diz, Brandon é um dos bons.

― Ainda assim, eu não gosto de Erik manter as coisas escondidas de nós. ― Aiden voltou para continuar descascando o milho e não disse mais uma palavra.

Skyler olhou para

Shane e encolheu

os ombros. Devon

e Viktor

voltaram logo antes do jantar estar terminado.

Erik caminhou alguns minutos após eles entrarem, seu telefone

celular guardado no

bolso

de

trás

da calça.

Shane

olhou para

o garoto

interrogativamente,

mas

que

conselho

ele

poderia

dar?

Usar

bastante

lubrificante? Erik estava com 16. Ele iria fazer o que ele queria e não havia

como pará-lo.

E

não

era

da conta

dele,

ou

dos

irmãos de Erik ficarem

no

caminho. Brandon e Erik eram companheiros, assim, eventualmente, eles estariam fazendo as coisas que não deveriam estar fazendo agora de qualquer

maneira. Não que Shane concordasse que um homem mais velho ficar

envolvido sexualmente

com

um

menor de

idade, mas

o

destino era

uma

cadela, e tratado de maneira pobre Erik com o golpe muito cedo na sua vida.

Depois do jantar, ele, Aiden, e Skyler sentaram-se enquanto Devon,

Erik, e Viktor lavavam os pratos do jantar. Os irmãos trabalhavam em um

ritmo confortável

um

com

o

outro.

Eles

riam

e brincavam enquanto

trabalhavam. Olhando para eles

Shane nunca teria

imaginado que estes três

homens tinham perdido os pais tragicamente como eles tinham. A perda de seus pais e o tempo tinha feito a sua ligação crescer mais forte, e mais uma vez Shane se viu invejando o trio.

Uma vez que a cozinha estava limpa e com a aprovação de Skyler, todos eles saíram pela porta dos fundos.

A lua não estava cheia, mas lançava um brilho suave na terra. Um

vento

frio

soprou no

lacrimejarem.

rosto

de

Shane,

fazendo com que

os

seus olhos

― Todo mundo se lembra das linhas da propriedade que eu mapeei? ― Shane viu como os outros homens concordaram com a cabeça. ― Bom. Fiquem dentro dessas linhas. Shane, fique com Viktor. Ele vai impedi-lo de sair da nossa propriedade.

Shane assentiu. Ele entendeu e respeitou os perigos que, como shifters, temos que lidar numa base diária. A coisa mais importante era sermos capazes de nos mover sem sermos vistos pelos olhos do público.

― Bem, eu estou voltando para dentro ― Aiden anunciou. ― Eu vou estar na cama quando você voltar. ― Ele chegou e beijou Devon na boca.

― É melhor você estar me esperando nu. ― Devon deu um tapa lúdico na bunda de Aiden.

― Obtenham um quarto ― disse Skyler com um tom de desgosto. Shane riu quando ele tirou a roupa. Shifters não eram seres modestos. Era natural para eles estarem nus. Shane concentrou-se para a transformação. A sensação de cócegas correu por todo o seu corpo quando o seu pelo cresceu, e ele sentiu o estiramento leve da dor enquanto seus ossos cresciam e surgiam novos ângulos para fazer seu tigre sair.

Quando terminou, e olhou para

os outros.

Quatro lobos estavam

olhando para

ele.

Eles

não

tinham

visto

outros

shifters

antes,

mais,

juntamente com o fato de que ele era de uma raça rara, assim ele pôde entender a sua curiosidade.

Viktor trotou para ele e o cutucou com o focinho. Shane lambeu com a sua língua áspera o nariz de Viktor. Seu companheiro rosnou baixo e se aproximou.

Uma série de latidos altos rasgou o ar, e eles foram correr.

Shane correu ao lado do seu companheiro. Viktor era pouco maior do que o tigre de Shane, e foi capaz de correr mais rápido do que ele, mas Shane ganhava dele pelo entusiasmo.

Quando Viktor ficou muito à frente,

Shane

soltou um

rugido que

sacudiu as árvores. Viktor virou e começou a persegui-lo novamente. Shane saltou ao redor das raízes das árvores que saíam a partir do solo e dos

pequenos arbustos para ficar longe do seu companheiro. Eles brincaram de perseguição até que um uivo alto chamou a sua atenção.

Viktor fez sinal com a cabeça para Shane segui-lo. Eles correram de volta para a casa. Erik e Skyler foram os últimos a voltarem.

Shane se deslocou e antes que pudesse se levantar, Viktor mudou

caindo sobre ele. Os olhos de Shane caíram

para

o

eixo inchado

do

seu

companheiro. Ele olhou para cima e puro desejo ardia nos olhos azuis cobalto

de Viktor

isso

enviou um

frio

pela sua espinha.

Seu

pênis

começou a

responder, e ele estava com vergonha de se levantar.

― Tudo bem, rapazes ― disse Devon indo para a porta. ― Vou vê-lo na parte da manhã, Shane.

Os outros disseram boa noite e Shane ainda não se moveu do chão. Viktor estendeu a mão para ele, e Shane pegou. Ele puxou Shane em seu peito, e quando a pele nua encontrou pele nua, Shane gemeu e levantou uma perna para cima e para baixo esfregando na parte externa da coxa de Viktor.

― Eu quero você ― disse Viktor começando a beijar ao longo da sua mandíbula.

― Eu também, mas não aqui. ― Shane se afastou. ― Vamos para o seu quarto, aonde nós podemos estar sozinhos.

Estou triste com isso. perdeu o fôlego.

― Viktor o beijou lentamente,

e Shane

Shane seguiu o seu companheiro com ele conduzindo-o de volta para a casa. Eles poderiam ter feito isso aqui fora, mas ele acabou de conhecer a família de Viktor e ele não queria dar um show que eles poderiam provocá-lo mais tarde.

Viktor caminhou lentamente até as escadas, e foi uma tortura para

Shane.

Ele queria sentir as mãos e boca de Viktor na sua pele, e em seguida, seu pau pesado empurrando no seu corpo.

Viktor foi até uma porta na metade do corredor. Ele puxou Shane

para dentro, ele

foi

de bom

grado.

Ele

beijou Viktor como

se

a

sua

vida

dependesse disso. Suas línguas se enfrentaram pelo controle. Shane estava

cheio de intenções

para deixar

Viktor executar

o

show, mas

ele

estava

sobrecarregado com as emoções de fácil aceitação da família do seu

companheiro. Tudo combinado causaram a Shane ter a sua mente em uma coisa, foder Viktor. E sorte dele que o seu companheiro estava tão ansioso.

Capítulo Nove

A noite veio e se foi, e o dia estava quase no fim quando Viktor, com o coração pesado, levou o seu companheiro pela porta da frente em meio as despedidas dos seus irmãos e amigos, para o seu caminhão. Shane tinha que estar no trabalho cedo na manhã seguinte, e Viktor não queria ser um pau e pedir a seu companheiro do trabalho que ele amava, de modo que ele nunca teria que sair da casa de Viktor ou da sua vista.

Shane era muito independente, era compreensível. Ele tinha estado por conta própria desde que ele completou dezoito anos, e foram três anos que Shane cuidava de si mesmo, não confiando em outras pessoas.

Viktor era assim

até

que ele

conheceu Shane. Tudo o que Viktor

queria agora era fazer mudanças para a sua vida melhorar. Ele não queria mais deixar o ódio e o medo do desconhecido consumi-lo. Shane era como um farol de esperança, e Viktor nunca deixaria o seu companheiro para baixo. Ele precisava ser digno de Shane.

Você continua dizendo companheiro, mas não é real, ainda. Continue tentando garoto você, meu amigo, mas você é delirante. Não importa o quanto você o ame, ele ainda tem um pé para fora da porta, pronto para fugir.

― Cale-se ― disse Viktor murmurou para si mesmo. Sua consciência batia a merda fora da sua psique, e tudo o que Viktor queria fazer era jogar a

toalha. Sim, Shane não iria deixar ele o reivindicar como na primeira noite ou nas três vezes desde então. Mas tudo teria o seu tempo. Para Shane era necessário entender que Viktor não iria deixá-lo. Uma vez que o seu companheiro tivesse tranquilidade para entender isso, seria maravilhoso. ― Você está falando comigo? ― Shane perguntou jogando a bolsa na parte de trás do caminhão. ― Hã? ― Viktor parou de abrir a porta para olhar sobre o capô para

Shane.

― Você acabou de dizer cale-se. Você está falando comigo ou com você mesmo? ― Shane piscou o olho, então pulou no caminhão. ― Minha mãe sempre disse que não há problema em falar com você enquanto você não responder a si mesmo de volta.

― Nossa, obrigado. ― Viktor se inclinou sobre o console central e beijou o seu companheiro. ― Mas para responder a sua pergunta eu estava falando comigo mesmo. Eu acho que só ando pensando muito é tudo.

Ele deu ré no carro e fez a volta. Shane não disse uma palavra até chegar a estrada. ― Pensando sobre o quê?

Viktor olhou para da estrada para o seu companheiro depois de volta. ― Não é realmente importante. ― Era, mas ele já havia dito a Shane que ele esperaria o tempo que fosse necessário para que o seu companheiro permitisse a Viktor reivindicá-lo. Ele não poderia voltar atrás na sua palavra, mas estava ficando cada vez mais difícil ser compreensivo, quanto mais tempo passava com Shane.

Ele

estava

apaixonado

por

Shane,

mas

com

muito

medo

de

pronunciar as três pequenas palavras por medo de que o seu companheiro

fugiria correndo. Shane soltou um suspiro exasperado.

― Deve ser importante o suficiente para você falar sozinho. ― Shane olhou para ele, e Viktor podia ver o seu olhar de aço a partir do canto do olho.

Sabendo que Shane não iria deixar a conversa para depois, porque ao longo do dia de ontem ele aprendeu que Shane não deixaria nada passar, ele tinha que dizer alguma coisa. Mastigando o interior da sua bochecha, Viktor tentou formular a melhor resposta, sem prejudicar Shane.

― Você realmente quer saber? ― Sim, ― Shane disse, irritado. ― Eu realmente quero saber.

Viktor puxou o caminhão para o lado da estrada, desligou o motor e virou-se para olhar para o seu companheiro. Não era o seu local ideal para ter esse tipo de conversa, mas era aqui ou lugar nenhum.

― É sobre você não me deixar reivindicá-lo. ― Shane revirou os olhos e soltou um gemido. ― Eu sei que eu disse que ia esperar, mas quanto tempo eu tenho que esperar Você não sente o mesmo por mim?

― Como você pode dizer isso? ― Shane bateu com a mão no peito como se estivesse chocado.

Viktor não era um homem paciente, e Shane evitar a questão apenas

arrepiava a sua pele

― Eu não sei, talvez porque você continua evitando a

questão. Cada vez que fazemos amor você me recusa o que está no meu direito dado por Deus para fazer. ― Viktor bateu com o punho de frustração contra o volante. ― Eu ficaria feliz em aceitar a sua marca, mas você nem mesmo me perguntou se eu queria. Como você acha que isso me faz sentir?

― Eu deveria saber. ― Shane virou em seu assento para olhar pelo para-brisa dianteiro. Ele cruzou os braços sobre o peito, e Viktor poderia ver que o homem estava mal se segurando de raiva. ― Você disse que ia me dar um tempo e esperaria o tempo que fosse preciso. Eu acho que a sua palavra

não significa nada. Apenas me leve para casa. Eu preciso de algum espaço longe de você, agora.

Os lábios de Viktor desenharam uma linha fina ele virou a chave, e acelerou um pouco demais o caminhão. Cascalho voou quando ele acelerou na estrada.

― Com prazer ― Nem mais uma palavra foi dita até que ele parou ao lado do edifício de apartamentos de Shane.

Ele começou a sair, mas Shane levantou a mão e disse ― Não se preocupe.

Ele observou o seu companheiro subir os degraus da frente, não olhando para trás. Shane estava chateado, e era tudo culpa de Viktor, mas o que ele deveria fazer? Ele foi o único a sentir a ligação de acasalamento? Será que Shane mentiu sobre sentir a ligação, com ele?

Todos os cenários possíveis de porque Shane estava relutante em confirmar o seu acasalamento, corriam desenfreados como uma debandada em sua mente. Viktor poderia entender os temores de Shane, mas, eventualmente, ele teria que passar por cima deles ou passaria o resto da sua vida sozinho e condenando Viktor ao mesmo destino.

Todo o caminho para casa Viktor lutou contra o impulso de virar a sua caminhonete e ir pedir desculpas para Shane. Se o seu companheiro precisava de mais tempo, ele lhe daria com prazer, o tempo que Shane

precisasse para tê-lo em

sua vida.

Mas

no

final, ele

segurou-se, dando o

espaço que Shane precisava. Uma boa noite de sono poderia trazer um bom dia para se conversar. Se ele voltasse agora ele poderia dizer alguma coisa que ele viria a se arrepender.

Shane revirou-se a noite toda. Toda vez que ele fechava os olhos, via Viktor com o

Shane revirou-se a noite toda. Toda vez que ele fechava os olhos, via Viktor com o seu longo cabelo loiro em torno do seu rosto, com o vento soprando e o seu corpo forte brilhando com o suor do sexo. A forma como os olhos de Viktor perdiam o foco antes dele gozar, banhando o corpo de Shane em calor quente.

― Droga, ― Shane resmungou. Ele jogou para trás o seu lençol e saiu da cama. A rigidez no seu pau doía a cada passo que dava. Ele ainda tinha uma hora antes do despertador tocar, mas ele não estava com disposição para continuar deitado.

Depois que Viktor o deixou na noite passada, Shane foi ficando louco. Ele não estava propositadamente protelando a mordida de acasalamento, foi

...

foi só

...

Shane balançou a cabeça, tentando encontrar uma desculpa razoável para os seus pés frios. Os medos muito reais que ele tinha há poucos dias não soavam tão convincentes agora. Viktor tinha provado através de palavras e ações que ele era um cara correto. Fora o desabafo de ontem que o pegou de surpresa, mas Shane não podia culpá-lo pelo confronto.

Eles não se conheciam há muitos dias, cinco para ser exato, mas isso foi tudo o que levou. Quando dois companheiros se encontravam, era como se alguém detonasse uma bomba de amor. Quanto mais o tempo passava, mais agressivo, a necessidade de reivindicar se tornaria.

Ele sentia isso também. Viktor não percebia, mas ele queria. Shane queria morder profundamente o ombro musculoso de Viktor, aonde o pescoço e o ombro se tocavam. Ele queria provar o fluxo de sangue doce na sua língua, quando saia do corpo do seu companheiro. Então, quando tudo foi dito e feito, ele gostaria de encontrar o prazer em ver a cicatriz no pescoço do seu companheiro para o resto das suas vidas. Nada poderia se comparar a isso. Mas ele tinha que deixar sua bagunçada cabeça melar tudo.

Shane terminou de se preparar e se dirigiu para o trabalho. Margie já estava lá quando ele chegou. Ele estampou um sorriso e começou a sua rotina de trabalho da manhã.

O tempo todo ele estava tendo um debate interno sobre o que fazer. Ele precisava se desculpar com Viktor e ele precisava corrigir a coisa toda da reivindicação. A necessidade de marcar Viktor ficava mais forte a cada minuto.

Ele percebeu que outros shifters ao virem Viktor sem a marca não saberiam que ele estava acasalado, esse pensamento levou-o a ver vermelho. A dor nas suas gengivas o avisou para se acalmar ou o seu tigre assumiria e caçaria o seu companheiro, e no processo assustaria Margie, a pessoa que o tinha tratado como família desde que se mudou para a cidade.

Margie virou o sinal de aberto, e o rush da manhã entrou pela porta. Ele fez xícara após xícara de café expresso, café puro, café com leite e chocolate quente enquanto Margie telefonava para os clientes.

Um jovem casal entrou, e Shane não conseguiu tirar os olhos deles. Eles compartilhavam inocentes beijinhos roubados enquanto esperavam ser atendidos. Suas mãos estavam tão apertadas como se eles estivessem com medo de que algo iria separá-las. O homem olhou para a sua amada, e seus olhos estavam cheios de admiração e lealdade para a sua namorada.

Os olhos de Shane começaram a encher de água. Ele queria o que os dois tinham, e ele já encontrou. Ele só precisava chamar Viktor e fazer isso direito. Eles mereciam ser tão felizes como o casal de pé diante dele.

Ele decidiu que no primeiro intervalo ligaria para Viktor e diria a ele como estava arrependido e que estava pronto para ser reivindicado por ele.

Shane respirou um pouco mais fácil, e ele voltou a trabalhar. Um peso de três toneladas foi tirado dos seus ombros, e ele se sentiu mais leve.

A multidão da manhã diminuiu, e Shane estava de costas voltada para o próximo cliente que veio através das portas. Ele disse uma saudação e que ele estaria com ele em apenas um momento. Ele jogou o pano na pia e se virou para ajudar o cliente.

― Ei, Shane, certo? ― Era o homem do outro dia. ― Sim, sou eu. ― Shane apertou a mão oferecida. ― Dakota?

― Você se lembrou ― O homem sorriu para a sua capacidade de lembrar o seu nome.

― É claro ― Shane respondeu simplesmente. O homem era novo na cidade, e se lembrou de Shane, que queria que o homem se sentisse à vontade e aceito na comunidade de Silver Creek. ― O que eu posso fazer por você hoje?

Dakota ficou em silêncio apenas olhando para ele por um minuto, e Shane começou a se contorcer da seriedade do olhar do outro homem.

― Eu vou tentar o café com maçã temperado com canela ― Dakota soltou a sua mão, e Shane deu um passo para trás.

― Tentando algo novo pelo que vejo ― disse Shane. Ele soltou a respiração que ele estava segurando e foi pegar um copo e enchê-lo até a borda. Ele não entendia o que o olhar de Dakota disse-lhe, mas tinha o homem

que tomar uma pausa. ― Bem, alguém que eu conhecia disse que eu precisava ser mais ousado. ― Ele deu de ombros. ― Então por que não começar com a escolha do café?

― Quem era? ― Shane manteve a conversa fácil.

― Meu parceiro. ― Dakota disse e tomou um gole da sua caneca. ― Ele costumava montar o meu traseiro por eu ser muito cauteloso. Disse que a vida era curta, e eu precisava viver a minha vida como se todo dia, fosse o último.

― Soa como um bom conselho. ― Shane não tinha perdido o uso do passado. Sua natureza solidária havia lhe estendido a mão para consolar Dakota. ― O que aconteceu com ele? Se você não se importa que eu pergunte.