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Regiane Glashan - GESTAÇÃO - PARTO e PUERPÉRIO: Perguntas e Respostas ao Pé da Letra - Manual Informativo e prático

Regiane Glashan - GESTAÇÃO - PARTO e PUERPÉRIO: Perguntas e Respostas ao Pé da Letra - Manual Informativo e prático

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O manual elaborado pela Dra. Regiane Glashan e co- autoras comentam os principais assuntos sobre gestação, parto e purpério. Os principais cuidados em cada fase e a importância em realizar o curso de psicoprofilaxia e preparo para o parto Normal.
Manual bem intereçante.
O manual elaborado pela Dra. Regiane Glashan e co- autoras comentam os principais assuntos sobre gestação, parto e purpério. Os principais cuidados em cada fase e a importância em realizar o curso de psicoprofilaxia e preparo para o parto Normal.
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Tanos, Fernanda Q. N. Glashan, Regiane Q. Lelis. Maria A. Gestação e Parto: Perguntas e Respostas ao Pé da Letra

Todos os direitos reservados: proibida a reprodução integral ou parcial de qualquer forma ou qualquer meio sem a autorização dos autores.

3 Sumário Introdução_________________________________________________4 Porquê se preparar para o parto vaginal__________________________5 Gravidez de baixo risco_______________________________________6 Parto_____________________________________________________10 Parto normal_______________________________________________14 Pós Parto_________________________________________________22 Massagem perineal_________________________________________26 Parto humanizado__________________________________________29 Secreções vaginais durante a gestação e parto___________________31 E quanto ao bebê? – Vínculos ________________________________36 Prática de exercícios do assoalho pélvico________________________44 Referencias bibliográficas____________________________________47 Anotações________________________________________________48 Programa do Curso / Quem somos nós?________________________50

4 Introdução

Este guia informativo foi preparado para estimular a gestante ou a mulher que está se preparando para a engravidar, a dar a luz de modo natural e espontâneo, com maior liberdade de opção, manejo de seu próprio corpo e seguir suas vontades e o extinto natural de parir. Não queremos com esta proposta excluir ou desmerecer a atividade médica-obstétrica, pelo contrário, nada exclui a presença e o seguimento com o medico de confiança, mas a parceria com outros profissionais só aumenta a diversidade de opções e proporciona uma gravidez natural, saudável e prazerosa!

5 Porque se Preparar para o Parto Natural Para início de conversa... Procuramos adotar neste “livreto Informativo”, uma linguagem próxima, simples e de caráter informativo e elucidativo entre nossas (os) leitores, destacando assuntos algumas vezes polêmicos e outras vezes bastante simples, mas que causam dúvidas como por exemplo: parto vaginal ou cesariana, berçário ou alojamento conjunto, fazer ou não a episiotomia e outros. A enfermagem em reabilitação atua exatamente na prevenção de lacerações musculares durante o parto, prevenção de rupturas perineais importantes, disfunções perineais pós parto e auxilia na recuperação mais rápida da mãe! São realizados exercícios de alongamento e fortalecimento das musculaturas envolvidas no parto para que, no momento da expulsão do bebê, a musculatura se alongue bem e não rompa as fibras musculares! Durante o preparo desta musculatura, ou seja, ao longo da gestação, muitas vezes a episiotomia torna-se desnecessária e o médico não precisa fazer um “piquezinho” – pequeno corte” na entrada da vagina para facilitar a saída do bebê. Mas para que isso aconteça, a gestante deve possuir uma musculatura bem alongada e preparada para esse momento – o parto vaginal! É aí que a enfermagem em reabilitação entra! Preparando bem esta musculatura e dando ao médico a opção de realizar a episiotomia somente quando necessário. A enfermeira especializada também pode acompanhar a gestante durante o trabalho de parto, podendo orientá-la no que fazer, como respirar, que hora relaxar e que hora contrair o assoalho pélvico e ajudar em um alongamento a mais na musculatura perineal (em torno da vagina). Hoje, se houver uma boa preparação no pré-parto e a mãe não tiver nenhum tipo de intercorrência como o feto em posição errada ou uma bacia pequena para a passagem do bebê, muitos profissionais acreditam que não há necessidade de uma episiotomia no momento do parto! Se alguém quiser saber quais os exercícios, o que deve fazer exatamente e quando começar, ou tiver alguma dúvida - escrever no email: aglashan@uninet.com.br

6 GRAVIDEZ DE BAIXO RISCO Que tipos de cuidados ter durante a gestação? 1. Fazer um bom pré-natal com seu médico de confiança. 2. Fazer exercícios físicos conforme suas condições e orientação profissional. 3. Informar-se e estar atenta aos assuntos relativos ao pré parto, parto, pós parto. 4. Fazer um curso de preparação para o parto. 5. Concentrar-se e se possível diminuir o ritmo de atividades “pesadas”. 6. Aprender a ouvir sua intuição e necessidades, seu corpo e sua alma. 7. Trabalhar seus medos e angustias. 8. Acreditar em você e em seu filho, ter confiança na vida e na natureza. Quais os riscos para o bebê se a gestante é fumante? No cigarro existem mais de 4000 substancias tóxicas que são liberadas, sendo as mais importantes o monóxido de carbono, a nicotina, o alcatrão, o cianeto e metais pesados. A nicotina e o alcatrão são venenos potentes que compõem muitos inseticidas. Estas substâncias atravessam rapidamente a barreira placentária e reduzem o fluxo sanguíneo útero-placentário causando uma hipóxia (baixa de oxigênio) crônica além de reduzir a multiplicação celular do feto levando-o a um retardo de crescimento intrauterino, o que significa que ele não cresce em comprimento e nem ganha peso adequadamente. Quando a gestante fuma o feto pode ter seus batimentos cardíacos diminuídos. Diversos problemas gestacionais têm sido atribuídos ao tabagismo: abortos espontâneos, partos prematuros, diminuição dos movimentos fetais, mortes fetais, mortes neonatais, descolamento prematuro da placenta, placenta prévia, ruptura prematura da bolsa das águas, diminuição da qualidade e da quantidade de leite materno e outras doenças que podem ocorrer em um adulto fumante como diversos tipos de cânceres, hipertensão arterial e doenças pulmonares. É bom lembrar que a gestante não tabagista que convive com tabagistas corre os mesmos riscos que a tabagista.

7 Após quantos meses é aconselhável uma nova gestação após um parto? E um aborto? Não existe uma regra que determine qual é o melhor momento, mas seria bom que o filho mais velho já estivesse desmamado, o que em geral pode levar cerca de dois anos, pois, uma gestação associada à amamentação de uma outra criança é muito desgastante fisicamente para a mulher. Engravidar após um aborto vai depender se a mulher desenvolveu uma anemia decorrente do sangramento durante o processo de abortamento. Se isto ocorreu será melhor aguardar a normalização do hemograma para tentar engravidar novamente, do contrário poderá tentar nova gravidez após a primeira menstruação normal. Qual é alimentação aconselhada durante a gravidez? O ideal é uma alimentação balanceada e fracionada: comer em pequenas quantidades a cada 2 horas. Iniciar o dia com um bom café da manhã, com uma fruta ou suco natural, algum tipo de cereal, se possível integral (pão integral, granola, müsli, barrinhas de cereais...), dar preferência à coalhada ou iogurte natural (evitando os industrializados) ao invés do leite. Se quiser, pode tomar algo quente, chá sem cafeína, como camomila, erva doce, menta, maça, etc. (evite o chá mate, os chás pretos e o café). Duas horas após o café da manhã, deve-se fazer um lanche leve e não muito calórico como uma fruta, uma cenoura crua ou uma barrinha de cereal. Após duas horas vem o almoço que deve conter muitas verduras e legumes crus e cozidos, com pratos sempre coloridos, pois cada vitamina confere uma coloração ao alimento. As saladas devem ser regadas com azeite de oliva de boa qualidade (prensado a frio). Além disso, necessita de uma porção de proteína que pode ser proveniente da carne vermelha ou branca, do tofu (queijo de soja), ovos, queijos, grãos (feijão, lentilha, grão de bico, soja, etc), sementes (nozes, castanhas, amêndoas, gergelim, etc). Necessitase também de uma porção de carboidratos, como o arroz integral ou branco, a batata, o cará, o inhame, a mandioquinha, etc. Evite tomar líquidos durante o almoço e comer sobremesa, pois eles atrapalham a digestão dos alimentos. É bom salientar que a maior parte do almoço deve ser composta de verduras e legumes para auxiliar no transito intestinal. Entre o almoço e o jantar podemos ter um ou dois lanches, leves e poucos calóricos (frutas, sucos naturais etc...). O jantar deve acontecer até as 19 ou 20 horas e

8 deve ser mais leve do que o almoço, pois, a gestante não deve deitar-se com o estomago cheio para evitar refluxo. Antes de dormir pode comer uma fruta ou tomar um chá com uma torrada. Durante a gravidez as atividades sexuais podem ser mantidas mesmo quando próximo à data do parto? Durante a gravidez a gestante pode manter sua vida sexual ativa, desde que seja prazerosa para ela e não haja contra indicação médica/obstétrica. Tudo que é prazeroso para mãe também é prazeroso para o bebê. Não há riscos de machucar o bebê durante o ato sexual, pois ele está muito bem protegido dentro da bolsa das águas que está dentro do útero que está em seu ventre. Próximo ao período do parto a gestante também pode manter relações sexuais e é até interessante, pois a relação sexual nessa fase estimula as contrações uterinas que trabalham o colo do útero para o nascimento do bebê. As relações sexuais só devem ser evitadas quando a gestação apresentar algum problema como um sangramento, alguma infecção, trabalho de parto prematuro, etc. Qual é o perigo de um raio-X do tórax durante a gravidez? O risco de má formação no feto está relacionado ao nível de radiação a que ele é exposto. .As malformações em animais e humanos parecem aumentar na população que recebeu uma quantidade de radiação maior que 10 radiações, o RX de tórax,por exemplo, tem 0,008 radiações, ou seja, um único RX não deve causar nenhum problema.É claro que não aconselho ninguém a se expor a qualquer radiação durante a gestação, mas um RX de tórax ou RX de seios da face certamente não provocarão nenhum problema grave. É normal ter cólicas durante a gravidez? Por que elas acontecem? Sim, é comum a gestante ter cólicas principalmente no inicio da gravidez. Essas cólicas acontecem em decorrência do próprio crescimento uterino. Se as cólicas forem muito fortes pode não ser fisiológico e é melhor procurar atendimento médico. Quantas ultra-sonografias são aconselháveis durante a gestação, para que o feto não seja prejudicado?

9 Este exame não provoca mal ao feto, porém não há necessidade de realizar exames mensalmente. O ideal é realizar um exame no início da gestação para avaliar a idade gestacional. Outro com 20 semanas para avaliar a formação fetal. No final da gestação um outro ultra-som poderá ser realizado para avaliar o bem estar fetal. Este exame será realizado a critério médico. O que significa DHEG? Trata-se de Doença Hipertensiva Específica da Gravidez. Condição passível de acompanhamento e controle, mas que pode implicar em riscos materno-fetais. A falta de controle faz com que esta seja a primeira causa de morte materna no Brasil. Para tanto, o acompanhamento médico é fundamental e as orientações gerais podem ser efetuadas ambulatorialmente pelo enfermeiro. O que é e para que serve o exame de amniocentese? É um exame em que se coleta líquido amniótico por meio de punção da bolsa das águas. Este líquido pode ser analisado e indicar condições de saúde, maturidade, etc., do feto. É um exame que deve ser criteriosamente indicado pelo médico. Quais são os riscos para a gestante com mais de 40 anos que está grávida pela 1ª vez? Quais os cuidados a serem tomados? Acompanhamento pré-natal como para todas as demais mulheres e cuidados complementares conforme critério médico. Por que durante a gestação sente-se mais vontade de ir ao banheiro? A bexiga está anatomicamente aderida ao útero. À medida que o feto cresce, ele comprime a bexiga, então um pequeno volume de urina dentro dela dá a sensação de que ela já está cheia, e aí vem o desejo de urinar a quase toda hora. Não se preocupe, isto é normal.

10 PARTO

O que é o trabalho de parto? É um fenômeno materno, cuja dinâmica se caracteriza pela contração seguida de relaxamento da musculatura uterina que tem como objetivos promover a dilatação do colo uterino e a descida do bebê pelo canal vaginal. Quais as fases do trabalho de parto? No trabalho de parto temos a fase latente e após a fase ativa que se divide em período de dilatação, expulsão e dequitação da placenta. A fase latente é preparatória para a fase ativa. Nela temos contrações regulares ou não e inicia-se a dilatação. Seu transcurso é lento, levando em média 10 horas, mas em algumas mulheres pode durar dias. Neste período o colo do útero afina e chega a até 3 cm. de dilatação. Após esta fase entramos na fase ativa onde as contrações se intensificam e a dilatação ocorre com uma velocidade maior, em média ocorre 0,5 a 1 cm. de dilatação por hora até alcançar a dilatação total que são os 10 cm. Neste momento entramos na fase de expulsão que corresponde à descida da cabeça do bebê até seu desprendimento da vagina seguido por seu corpo. Após o nascimento do bebê temos a saída da placenta que pode sair imediatamente ou demorar 30 minutos para ser expelida. Quanto dura um trabalho de parto até o nascimento do bebê? Sem contar o tempo da fase latente o trabalho de parto dura em média, entre 12 e 16h no primeiro parto, 6 e 8h no segundo, 3 a 4h no terceiro. Não é uma regra, mas para uma grande parte das mulheres o tempo do trabalho de parto diminui a cada gestação. Quais são os tipos de parto? Falar em “tipos de parto” é ambíguo. O parto normal é aquele que ocorre via vaginal, mas pode ter muitas variações: pode acontecer no hospital, no domicílio ou na casa de parto; pode ser dentro da água; e em varias posições: como a de cócoras, de joelhos, de quatro, de lado, deitada, semireclinada e etc. A assistência ao parto normal também pode acontecer de varias

11 maneiras, desde as mais intervencionistas até as mais naturais. No primeiro caso utiliza-se ocitocina sintética (colocada no soro) para antecipar o parto, anestesia, episiotomia e tem o médico como condutor do nascimento. As formas mais naturais ocorrem sem intervenções médicas desnecessárias e a mulher é a protagonista e ativa. O parto cesariano é um parto cirúrgico e tem suas indicações médicas precisas. O que é a “medicalização” do parto? Utiliza-se de uma série de medicamentos para induzir, abreviar e muitas vezes promover analgesia durante o parto e pode contar com intervenções cirúrgicas quando necessário. O que é “parto ativo”? É aquele conduzido pela mulher e não pelo médico ou pelo protocolo hospitalar. É geralmente verticalizado, a mulher tem liberdade de movimento e é deixada à vontade para seguir as indicações de seu corpo. O Manifesto do Parto Ativo (1982), expressão do Movimento homônimo fundado por Janet Balaskas na Inglaterra, na década de 80, contempla dez pontos básicos: 1. Todos os partos que acontecem com liberdade são acompanhados de uma importante movimentação da mulher. [.] Não existe a melhor posição para um parto natural quando a gestante segue sues próprios instintos. 2. As estatísticas revelam que nos dias de hoje, em todas as partes do mundo, a maioria das mulheres tem seus filhos em alguma posição vertical ou agachada, geralmente com outra pessoa segurando-a [...]. 3. A maioria das mulheres ocidentais é confinada em hospitais na posição recumbente. Essa prática é desnecessária e ilógica [...]. 4. Estudos revelam desvantagens no uso da posição recumbente no momento do parto: a. A única posição que determina a compressão dos grandes vasos abdominais contra a coluna vertical é o decúbito dorsal (de costas); a compressão da grande artéria do coração (aorta descendente) pode levar ao sofrimento fetal por impedir o sangue de chegar à placenta e ao útero. A compressão da grande veia que traz o sangue de volta ao coração (veia cava) bloqueia o retorno venoso e contribui para a hipotensão e outros problemas circulatórios.

12 b. A posição recumbente (deitada de costas) não tira nenhum proveito da mobilidade da musculatura pélvica. Ignora a vantagem da flexão dos joelhos e da articulação coxofemoral, ou seja, o ângulo agudo que se forma quando o joelho se aproxima da caixa torácica (de cócoras) e que abre a pelve, sendo a posição onde os diâmetros da pelve alcançam sua abertura máxima.[...] c. Ficar deitada de costas sem nenhuma flexão do tronco implica que a disposição do útero desafie a força da gravidade [...]. É mais vantajoso fazer um bebê nascer descendo em direção à Terra do que empurrá-lo na linha horizontal [...]. d. Na posição deitada o parto acontece com uma distensão desigual do tecido perineal às custas da porção posterior, o que determina um aumento do risco de rotura perineal e de uma episiotomia, e certamente aumento o sofrimento e a dor. 5. As mudanças de posição são mais importantes que ficar em uma única, considerada a melhor, posição durante o trabalho de parto. Entretanto, a posição de cócoras é a que mais se aproxima das leis da natureza e é conhecida como a posição fisiológica [...] 6. Acreditamos, conforme sugestão de inúmeros estudos nos últimos 50 anos, que quando o parto é ativo temos [diversas] vantagens [relacionadas à continuidade do ritmo natural, às contrações uterinas, à dilatação, conforto para a mãe, etc.] [...]. 7. Depois de um Parto Ativo a mãe sente que ela deu à luz em vez de sentir que o bebê foi extraído dela. [...] 8. Assim como uma celebração familiar, o parto de uma criança é um acontecimento crucial e incerto, envolvendo um suspense quanto ao que vai acontecer. [...] O parto, na vida de qualquer mulher, é um acontecimento excepcional, como um 'cabo de guerra': de um lado, instinto; do outro, habilidade. [...] 9. Baseando-se nos resultados das pesquisas, em diversos estudos atualizados e no instinto ancestral é possível prever que certas mudanças relacionadas ao trabalho de parto e às posições de parto são inevitáveis na condução do

13 parto e na preparação das gestantes. [...] 10. Finalmente, não há dúvidas, para todas as mulheres que tiveram um Parto Ativo ou para quem assistiu muitos partos ativos e passivos, de que o Parto Ativo é mais fácil, mais seguro e mais recompensador tanto para a mãe como para o bebê. [...] (BALASKAS, 1993: 302-305)

14 PARTO NORMAL

Quais os benefícios do parto normal? · Permite a liberação de "coquetel do amor", conjunto de hormônios que conduzem o parto ao seu apogeu, o período expulsivo, atingindo o pique máximo de ocitocina. · A ocitocina no parto encontra-se em doses tais que nunca mais serão atingidas na vida da mulher, e proporciona as condições fisiológicas para a realização do vínculo mãebebê, que fundamenta a maternidade. · Propicia à mãe e ao bebê uma experiência de engrandecimento porque eles literalmente vivenciaram o parto. · O bebê está física e psicologicamente pronto para nascer, tem seus órgãos internos prontos para se adaptarem ao mundo externo, de alguma forma sabe que está nascendo, e, após o parto, está atento e alerta, pronto para reconhecer e se relacionar com sua mãe. Seu batimento cardíaco e sua respiração vão se acomodando à nova condição terrestre, sem violência ou pressa· A amamentação encontra-se favorecida e estimulada, uma vez que ela também depende da liberação de ocitocina. · A mãe está ativa, participativa, atenta, pronta e confiante, tendo melhores condições para desenvolver o vínculo com seu bebê. Quais as desvantagens do parto normal? O parto normal é um acontecimento imprevisível em todos os seus aspectos, nunca se sabe ao certo qual será a data, nem o horário em que ele acontecerá. A mulher também não sabe como vivenciará o processo de trabalho de parto, não sabe se sentirá muita dor, tem dúvidas a respeito de seu comportamento emocional durante o trabalho de parto. Enfim é preciso que ele aconteça para saber o que é, não esquecendo que o atendimento multi-profissional ‘a gestante facilita este momento, promovendo autoconfiança e amparo. Quais as vantagens do parto normal sobre a cesárea? · Menos intervenções (cada intervenção acarreta um risco). · Respeito pelo processo fisiológico do parto e maior qualidade do vínculo mãe-bebê,

15 com repercussões sobre o futuro da relação dos dois. · Quando o parto é respeitado em seu ritmo, maior é a satisfação da mulher. · Melhor é a recuperação da mãe no pós-parto. · Facilita a amamentação. Quais as vantagens e desvantagens da analgesia para mãe e para o bebê? Vantagens: · Em situações onde a parturiente encontra-se muito tensa e o trabalho de parto não progride, a analgesia promove um relaxamento que facilita a progressão do parto normal. · Diminui ou tira a dor, proporcionando um período de descanso para a parturiente retomar suas forças Desvantagens: · Pode prejudicar o andamento do trabalho de parto. · Diminui a atuação da mãe no trabalho de parto. · A mulher pode perder a sensação do nascimento da criança. · Só pode acontecer em ambiente hospitalar. · A instalação da analgesia implica em realizar outras intervenções como colocação de soro, ocitocina sintética, fórceps, etc. Quais os riscos para mãe e para o bebê num parto normal após uma cesárea? E duas, três, quatro cesárea...? O parto normal após uma única cesárea é totalmente aceitável e praticamente não oferece riscos maiores daqueles que uma mulher que nunca teve uma cesariana corre. A única ressalva é quando a incisão no útero da cesárea anterior foi no sentido longitudinal do útero, o que é um tipo de técnica cirúrgica em desuso. Após duas cesáreas a realização de um parto normal é discutível, pois a incidência de ruptura uterina por ocasião do trabalho de parto é maior e a decisão para a realização de um parto normal dependerá de alguns fatores como o tempo entre os dois partos, a espessura da parede uterina no período próximo ao parto, a experiência da equipe médica, o desejo da gestante, etc. Um parto normal após duas cesáreas deverá ser um parto absolutamente natural, não podendo ser utilizada a ocitocina sintética, nem a

16 analgesia, pois esta última pode mascarar o aparecimento da ruptura uterina. O ideal é que este parto seja acompanhado em ambiente hospitalar devido aos riscos existentes. Após mais do que 2 cesáreas realmente não é aconselhável tentar um parto via vaginal por aumentar imensamente os riscos de uma ruptura uterina, que podem levar ao óbito fetal e materno. Quais problemas a cesariana pode provocar numa próxima gestação? A gestação pós-cesárea pode apresentar problemas com a implantação da placenta que pode se fixar no local da cicatriz da(s) cesárea(s) anteriore(s), ficando muito baixa e provocando algum tipo de sangramento durante a gestação. Isso pode levar a um retardo de crescimento fetal por má nutrição, pré-maturidade, ruptura prematura das membranas, prolapso de cordão, maior sangramento no pós parto, etc. Outro risco é a implantação mais profunda da placenta nas camadas do útero podendo alcançar até a bexiga (placenta acreta, increta ou percreta) levando a dificuldades no momento de retirá-la, podendo em alguns casos chegar à histerectomia (retirada do útero) para a resolução do caso. Outro risco é a ruptura uterina ao entrar em trabalho de parto: quanto maior o número de cesáreas, maior será a chance de uma ruptura uterina. Por que é preciso esperar o cordão umbilical do bebê parar de pulsar para só depois cortá-lo? Deve-se esperar o cordão parar de bater antes de cortá-lo porque é preciso esperar um tempo para que o bebê se adapte à nova realidade sem sustos e traumas. Seus pulmões e sua circulação sanguínea cardíaca devem começar a funcionar sem violência. Quando se corta prematuramente o cordão, o bebê para não sufocar deve repentinamente abrir os pulmões que estão "grudados", como uma bexiga vazia. Acredita-se que a sensação que ele tem é de queimadura e dor. Enquanto o cordão bate, o bebê não corre perigo de sufocar, já que "respira" pelo cordão. Quais são as posições que a parturiente pode adotar para seu bebê nascer de parto normal? A mulher pode dar à luz em diversas posições. Aquela tradicional hospitalar, que é a posição ginecológica (deitada), é bastante confortável para os profissionais, porém não

17 é boa nem para a mãe, pois esta necessitará fazer muita força para que seu bebê nasça, nem para o bebê, porque, deitada sobre suas costas, o fluxo sanguíneo placentário fica diminuído, o que pode levar a um sofrimento fetal com necessidade de apressar o nascimento da criança. Na posição deitada lateralmente o aporte de oxigênio pela circulação útero-placentária não fica prejudicado. Nas posições verticalizadas (cócoras, semi-cócoras, semi-sentada, em pé, etc.), além do bom aporte de oxigênio para o feto, a força da gravidade se soma à força da contração uterina e à força realizada pela mãe, facilitando a descida do bebê, além disso, nesta posição os ossos da bacia encontram-se no melhor ângulo para a saída do feto. Nesta posição a chance de ocorrer uma laceração é bem menor. No entanto, não se preocupe em programar a melhor posição. Pois só no momento do parto saberá qual é a melhor, deixe-se guiar pelos seus instintos e adote a posição mais confortável. Você saberá e seu bebê te indicará o caminho, as escolhas deste momento devem ser de "sua autoria". Num parto normal de mãe infectada por HPV, e caso o bebê seja infectado, o que acontece com ele? A infecção pelo HPV não impede que a gestante tenha um parto normal, a única exceção é se a mulher tiver uma infecção pelo HPV avançada como um NIC III ou mais do que isto, neste caso o risco é materno, pois o parto normal pode amplificar a lesão do colo do útero. Porém se a paciente tiver verrugas externamente ou NIC I até NIC II não é fator impeditivo para parto normal, e o feto não se contamina no momento do parto. Em que circunstâncias é indicada á episiotomia? Antigamente a episiotomia era realizada rotineiramente, mas estudos recentes têm mostrado que ela não melhora o prognóstico da mãe. Problemas como incontinência urinária, ruptura do períneo, queda da bexiga ou do intestino estão relacionados com o número de gestações e não com o tipo de parto. Alguns estudos sugerem que a realização da episiotpomia está mais relacionada com lacerações retais, e a incontinência urinária parece aumentar quando se utiliza o fórceps. Atualmente tem se

18 utilizado a episiotomia quando há sofrimento fetal agudo no momento da expulsão, em fetos muito grandes ou quando existe fibrose importante na cicatriz de uma episiotomia prévia que impede a dilatação da vulva. Em caso de ruptura da bolsa de um bebê a termo, quanto tempo é seguro esperar pelo parto normal? O liquido amniótico é responsável pela proteção do feto contra infecções por microorganismos, portanto quando as membranas se rompem existe um risco elevado de infecção no bebê. Ao romper a bolsa das águas, dois eventos podem acontecer: ou a paciente entra em trabalho de parto nas primeiras horas ou entra num período de latência que pode ter duração variável. Nas gestações de termo, 80% das gestantes entram em trabalho de parto espontaneamente nas primeiras 24 horas. É desejável que a criança nasça neste período, podendo ultrapassar um pouco às 24 horas, sem apresentar riscos para o bebê. O que fazer quando há ruptura de bolsa e o trabalho de parto não começou ainda? Em primeiro lugar fique tranqüila, tome um bom e relaxante banho, faça uma meditação ou reze e aguarde. Avise o profissional que a acompanha. Se a bolsa se romper durante a noite procure relaxar e dormir bem, pois no dia seguinte terá um dia cheio e precisará estar descansada. Na manhã seguinte, ou, se a ruptura acontecer pela manhã, é bom caminhar bastante, tomar chá de gengibre com canela, massagear os mamilos, o ideal é que o parceiro faça esta estimulação, pois ela é mais potente, isto instiga a secreção de ocitocina, ter relação sexual é uma boa alternativa para estimular o início do trabalho de parto. Sobretudo acredite em sua natureza, acredite que a qualquer momento as contrações começarão. Geralmente os médicos esperam 12 horas para que o trabalho de parto se desencadeie, se isto não acontecer o trabalho de parto será induzido com ocitocina sintética. A homeopatia pode ajudar nos casos em que o trabalho de parto não se desencadeia espontaneamente. Quais são os fatores que causam a desaceleração intra-parto (DIP) e como ocorre?

19 O DIP, ou desaceleração intra-parto da freqüência cardíaca fetal, pode ser de 3 tipos. DIP I: desaceleração que acontece durante a contração uterina e é causada por reflexo vagal. A contração comprime a cabeça do feto e ocorre um reflexo no nervo vago que faz com que seu coração desacelere, assim que a contração vai terminando a freqüência cardíaca fetal volta ao normal. Este tipo de DIP não interfere no bem estar fetal. DIP II: Esta desaceleração ocorre depois que a contração terminou e é sinal de sofrimento fetal agudo, a placenta não está oxigenando adequadamente o feto podendo ocorrer um comprometimento do bem estar fetal. É claro que um único DIP II não precisa determinar a realização de uma cesariana. Se o feto tiver DIP II repetidos no inicio do trabalho de parto isto significará que não suportará o trabalho de parto, neste caso o melhor seria indicar uma cesariana. Se o DIP II aparecer no final do trabalho de parto podemos monitorar o coração do bebê e tentar o parto normal. Já no período expulsivo é muito comum o aparecimento do DIP II e não há necessidade de intervenções agressivas, provavelmente o médico ou a enfermeira obstétrica poderá realizar a episiotomia para acelerar o nascimento do bebê. Outro motivo para o aparecimento do DIP II é posição da mãe, se ela estiver deitada sobre suas costa poderá ter um DIP II e se mudar de posição o DIP II desaparecerá. DIP umbilical: este está relacionado à movimentação fetal e não tem relação com o prognóstico fetal.

O que se pode fazer para aliviar a dor do parto? O ideal é estar em ambiente agradável e tranqüilo. Para aliviar a dor no parto podemos utilizar massagens com óleos aromáticos, banhos de imersão ou de chuveiro, exercícios do assoalho pélvico e respirações assistidas, cromoterapia, acupuntura, eletro estimulação, aromaterapia, técnicas de respiração, relaxamento, moxabustão, bolsas de água quente, movimentação, etc.. Quais são os nomes das posições em que o bebê pode nascer? Quando o bebê está de cabeça para baixo a posição se denomina cefálico. Estando na posição cefálica sua cabeça pode ficar em duas posições para nascer: occipto-púbica,

20 quando ele está olhando para baixo ou occipto-sacro, quando ele está olhando para cima. O parto é mais fácil quando o bebê está olhando para baixo. Existem outras variedades de posição da cabeça do bebê que não permitem seu nascimento, são as posições obliquas ou transversas. Quando o bebê estiver nessa posição você ouvirá o profissional que a acompanha dizer que o bebê ainda não rodou. Movimentar a pelve, ficar de cócoras ou caminhar ajuda o bebê rodar a cabeça para a posição correta. Quando o bebê está sentado a posição se denomina pélvico e pode nascer de parto normal, porém este tipo de parto apresenta riscos e seu médico dará a devida atenção a esta intercorrência. Quando o bebê está deitado na barriga da mãe, a posição se denomina transverso, desta maneira o bebê não consegue nascer a não ser que seja realizada uma manobra para virar o bebê para a posição cefálico. Qual é o tipo certo da alimentação da gestante quando está entrando em trabalho de parto? A gestante pode comer aquilo que desejar, mas é claro que é bom evitar alimentos de difícil digestão, pois terá pela frente um esforço físico e possivelmente sentirá dores que poderão fazê-la vomitar se ainda tiver alimento no estômago. Geralmente a gestante não sente vontade de comer, nesse caso deve pelo menos ingerir líquidos como água de coco, gatorade, sucos naturais ou água para que se mantenha hidratada e com um mínimo de açúcar no sangue. Como a família pode ajudar durante o trabalho de parto? · Perturbar o menos possível. · Falar o menos possível. · Perguntar o menos possível. · Não ficar em cima para saber se nasceu. · Respeitar. · Silenciar. · Rezar. Como o pai pode participar do parto? · Acreditando no potencial da natureza feminina de sua mulher.

21 · Fazendo massagens nas costas, na altura dos quadris ou no lugar que ela sentir necessidade. · Caminhando com ela vagarosamente. · Chamando a atenção para os pontos de tensão para ajudá-la a relaxar. · Ajudando-a respirar durante e após cada contração. · Tentando agachar a cada contração, principalmente no final do trabalho de parto. · Levando-a para o chuveiro ou para o vaso sanitário e fazer-lhe companhia. · Oferecendo líquidos caso não seja contra-indicado devido a procedimento anestésico. · Sempre que a mulher sentir-se desencorajada, lembrá-la que irá conseguir, que já conseguiu chegar até ali e que certamente chegará no final. · Fazendo silêncio e proporcionando um ambiente aconchegante, acolhedor que favoreça a concentração (importantíssima). · Não permitir que ninguém a perturbe: protegê-la. Como fica o psicológico do pai? A questão fundamental para ser vivida no início da paternidade é a inclusão. No parto os homens têm a oportunidade de ultrapassar o sentimento de estar separado do processo. Na verdade, a mulher precisa de forma fundamental da integração com o pai desde o início da gravidez. Cada um faz a sua parte. O apoio emocional, a compreensão, a paciência, a calma são qualidades extremamente necessárias. É preciso que se olhe este momento como uma iniciação. O filho traz consigo esta exigência: saber abrir mão dos nossos desejos e olharmos o outro. Só assim não vamos nos sentir separados. O segredo é estar a serviço daquele novo ser e de sua mãe com amor no coração.

22 PÓS-PARTO Quais são as vantagens do alojamento conjunto para mãe e para o bebê? O sistema de alojamento conjunto pressupõe a permanência da mãe e do bebê por período integral no mesmo quarto. A vantagem consiste na oportunidade para a mãe e seu bebê afinarem os laços afetivos, o que facilita o processo de amamentação e conhecimento entre ambos, pois, cabe à mãe a tarefa de cuidar do bebê (banho, cuidados com o coto umbilical, amamentação). Além disso, poupa o recém-nascido da permanência em local fechado (berçários/Unidade Neonatal) que têm um alto risco de infecção e de intervenções desnecessárias, além de não ser um local afetivamente positivo, pois o bebê permanece sozinho, longe da única pessoa que instintivamente reconhece, a mãe. Quanto tempo demora a recuperação do parto normal? Após o parto normal, a recuperação é praticamente imediata para boa parte das mulheres, tão logo a mulher se sinta disposta, poderá levantar-se, andar, banhar-se, etc.. As alterações que ocorreram no corpo durante a gestação levam algum tempo para retornar às condições pré-gravídicas, mas isto não impede que a mulher leve uma vida normal. Ela não precisa de cuidados especiais como acontece no período póscirúrgico de uma cesariana. Amamentar o bebê também ajuda na recuperação, além do mais a ocitocina liberada pela amamentação faz com que o útero se contraia e retorne ao tamanho pré-grávidico rapidamente, reduzindo muito a perda de sangue. Este conjunto de fatores favorece a boa disposição da puérpera. Como é a recuperação se eu for submetida a episiotomia? A episiotomia/episiorrafia* (episiotomia suturada) na maioria das vezes não apresenta problemas, mas, em geral, a cicatrização costuma ser um pouco dolorosa, afinal ela é uma incisão cirúrgica no períneo e como toda incisão doe, pode infectar, abrir ou formar hematoma. Nos primeiros 7/10 dias, aproximadamente, os pontos deverão cair espontaneamente. No geral, a mulher, a cada dia, deverá apresentar menor desconforto na deambulação, evacuação, no posicionamento, etc..

23 Quanto demora a recuperação da cesárea? Após o parto, a paciente deverá permanecer deitada por pelo menos oito horas. Dependendo do tipo de anestesia não poderá usar travesseiro para evitar dor de cabeça. Enquanto estiver deitada permanecerá com soro e sonda vesical. Fará uso de diversas medicações para tirar a dor da cirurgia, estimular o funcionamento intestinal e a eliminação de gases Tomará também antibióticos para evitar infecções. A amamentação ficará prejudicada, pois o bebê terá que mamar com a mãe deitada, posição desaconselhada pelos pediatras por facilitar a otite no recém-nascido. Para levantar-se a primeira vez, a mulher necessitará de auxilio. Após 7/10 dias retornará ao médico para retirar os pontos. O uso de cinta (malha compressiva) no pós-cirúrgico dá maior segurança à paciente que normalmente tem a impressão que qualquer esforço como tossir ou espirrar pode romper os pontos. Durante os primeiros 30 dias a puérpera não deve realizar esforço com os músculos da região abdominal (varrer, carregar baldes, dirigir...) para evitar que se forme uma hérnia na incisão cirúrgica. Após este período a puérpera deverá iniciar lentamente suas atividades físicas e somente após 3 meses poderá realizar abdominais. Ainda devemos lembrar que a recuperação pode complicar-se com infecções, hematomas, rejeição de pontos, etc. O que a mulher pode fazer durante o resguardo e o que não? Após o parto normal, a mulher deverá respeitar o “movimento” do seu próprio corpo e retomar as atividades conforme suas condições. Os cuidados com a casa, com o(s) filho(s) podem ser continuados, evitando-se carregar peso desnecessário. As atividades do lar não oferecem riscos. Após a cesariana, a mulher deverá evitar esforços como varrer, carregar baldes, dirigir e levantar-se da cama ou de uma cadeira carregando seu bebê. A alimentação deverá ser rica em proteínas, vitaminas, fibras, etc. Não há restrições alimentares específicas, exceto a super-alimentação calórica. Amamentar exclusivamente com o leite do peito é bom para a retomada do peso pré-gravídico e também para a saúde do recém nascido. É mesmo necessário esperar os 40 dias antes de voltar a ter relações sexuais? Não existem regras para isso, apenas sabemos que a genitália sofre algumas

24 alterações durante o processo de parturição e, mesmo sem ter sofrido cortes/lacerações e suturas, a mucosa e a pele precisam de tempo para recuperar-se. No que se refere à recuperação dos órgãos internos, a ferida uterina deixada pelas saída da placenta vai cicatrizando pouco-a-pouco e o sinal de sua regeneração é a própria secreção que escoa do útero. Há quem recomende a quarentena visando dar este prazo para a recuperação destas estruturas. É verdade que após o parto normal a mulher não tem o mesmo prazer durante a relação sexual, uma vez que a vagina fica "dilatada"? Em primeiro lugar, o desejo sexual é algo muito pessoal, diferente para cada pessoa. Cada uma lida de forma diferente com o sexo. E como o sexo não é simplesmente físico, interferem nele nossas emoções, medos, cultura, educação, etc. A vagina - que não é um tubo de concreto por onde passa um bebê – possui elasticidade natural que pode e deve ser treinada com exercícios para o assoalho pélvico específicos. Ela se alarga durante a dilatação - para isso servem as contrações do parto - para depois voltar ao seu normal. A história da vagina alargada é um pré-conceito que fere o poder feminino de dar à luz, e serve para justificar as episiotomias, cirurgias que cortam a vagina, a vulva e os músculos ao redor para depois costurá-los bem estreitos de modo a promover o prazer do marido. Se a mulher ficar sem vontade de transar após o parto normal e tiver sofrido uma episiotomia é compreensível porque dói durante a penetração. Se não tiver passado por isso não tem a ver com o parto e sim com angústias e ansiedades que podem advir após o parto. Não se deve com isto entrar em desespero e sim conversar sobre o assunto com seu marido e caso haja necessidade, um profissional preparado para abordar o tema deve ser consultado. Quando é necessária a primeira visita ao pediatra? Nas maternidades o bebê geralmente receberá as primeiras vacinas e terá garantida a coleta de alguns exames protocolares (teste do pezinho e anemia falciforme, entre outras). O momento para a coleta, preferencialmente, não deve ser inferior a 48 horas de alimentação protéica (amamentação) e nunca superior a 30 dias, sendo o ideal entre o 3º e o 7º dia de vida. Se o parto foi domiciliar, a mulher deverá procurar o Serviço de Saúde nas Unidades

25 Básicas ou laboratório particular com pedido do pediatra para a coleta destes exames dentro do tempo preconizado. Se a criança não apresentar nenhum problema, o pediatra poderá ser procurado após 15 dias ou até o primeiro mês de vida para que seja dada continuidade ao acompanhamento do desenvolvimento do bebê.

26 Massagem Perineal

Quando pensamos em como se pode evitar a episiotomia no parto normal, raramente pensamos em alguma coisa além do que os médicos ou as enfermeiras podem fazer por nós. Há muita coisa que podemos fazer por nós mesmas! A massagem no períneo no período pré-natal tem se mostrado eficaz na prevenção da necessidade da episio e na diminuição das lacerações que a mulher pode ter durante o parto. Essa técnica é usada para ajudar no alongamento / flexibilidade e preparar a pele do períneo (parte de pele, músculos etc. entre a vagina e o ânus) para o parto. Essa massagem não vai apenas preparar o tecido do seu corpo, mas vai também permitir que você conheça e aprenda sobre as sensações do parto e como controlar esses poderosos músculos. Este conhecimento irá lhe auxiliar e preparar-lhe para dar à luz ao seu bebê. O conhecimento do que você sente nessa região do corpo vai lhe ajudar a manter-se relaxada e relaxar o períneo no parto e também durante outros exames vaginais que você tenha que fazer em sua vida. INSTRUÇÕES: - Encontre um lugar onde você possa se sentar e estar sozinha, ou com seu parceiro, ininterruptamente. - Tente ver seu períneo com ajuda de um espelho, note como ele é... Nem sempre será necessário um espelho para essa tarefa! - Você pode usar compressas com toalhas mornas no períneo por 10 minutos, ou usar um banho morno (de banheira, assento, ou chuveiro, em último caso), caso precise relaxar. - Lave suas mãos e peça ao seu companheiro para fazê-lo, caso ele vá lhe ajudar nas massagens. - Lubrifique seus dedos polegares e o períneo. Você pode usar muitos tipos de lubrificantes: KY Gel®, óleo de vitamina E, óleo vegetal puro (óleo de semente de uva é

27 uma boa indicação!) etc. - Coloque seus dedos polegares um pouco dentro de sua vagina, empurre-os para baixo e pressione para os lados. Você deve sentir um leve estiramento, formigamento, ou uma leve queimação, mas nada que seja dolorido. Mantenha esse movimento por 2 minutos ou até que região fique levemente adormecida. - Se você tem episiotomia ou lacerações prévias, esteja certa de prestar especial atenção ao tecido de cicatrização que, geralmente, não é tão estendível e onde a massagem deve ser feita mais intensamente, com cuidado. - Massageie em volta e por dentro da região mais externa da vagina e seus tecidos, onde ela se abre, e mantenha sempre a lubrificação. - Use seus polegares para puxar um pouco os tecidos, forçando-os a abrirem-se, imagine como seria se a cabeça do seu bebê estivesse fazendo esse movimento na hora do parto. - Se seu parceiro estiver fazendo a massagem, pode ser muito útil que ele use os polegares. A sensação pode ser mais bem percebida por você, mas não deixe de guiálo com suas sensações para que ele saiba qual a pressão que deve utilizar. Nessa massagem, quando ela está sendo feita pelas primeiras vezes, é comum que seja possível usar somente um dedo, até que a musculatura seja trabalhada e possa ser estendida. ATENÇÃO: 1. Evite mexer no ou abrir o orifício da uretra (logo acima da vagina) para evitar infecções urinárias ou irritação local. 2. Não faça massagens no períneo se você tiver lesões ativas de herpes (isso pode causar o aumento da área das lesões). 3. Você pode começar essas massagens em torno da 34a semana de gravidez. Se você já passou da 34a semana e ainda não começou, não desista! A massagem pode trazer-lhe benefícios ainda assim. Você pode fazê-la pelo menos uma vez por dia. 4. Lembre-se que a massagem sozinha não vai proteger seu períneo, mas ela é parte de um grande esquema. Escolher uma posição vertical para parir (de cócoras, de joelhos, sentada etc.) favorece a distribuição de pressão no períneo. Se você escolher

28 parir deitada de lado, isso também reduz muito a pressão no períneo. Deitada de costas, totalmente na horizontal, é a posição para parir em que há mais chances de se provocar lacerações e necessidade episiotomia.

29 PARTO HUMANIZADO

O que é um parto humanizado? É aquele fundamentado em: 1) assistência obstétrica baseada nas evidências científicas. 2) atendimento baseado na relação de parceria e respeito entre dois sujeitos. 3) visão do parto como fenômeno fisiológico. 4) parto conduzido pela mulher que segue seus instintos e necessidade - tem liberdade de movimento e expressão. Quem é o profissional humanizado? O médico e a enfermeira especializada humanizados são aqueles que estão atualizados cientificamente, que dão liberdade de escolha e de ação à mulher, que respeitam suas necessidades e que não fazem intervenções cirúrgicas desnecessárias. Qual a postura do médico no parto humanizado? Se ele for humanizado, ele terá a vocação do parteiro. Saberá que a primeira coisa a se fazer é não atrapalhar o processo de parto, porque qualquer intervenção desnecessária irá atrasar e complicar o parto. Terá competência e prontidão para agir quando for necessário. Caso contrário permitirá que o parto seja um evento feminino, conduzido pela mulher, com a participação de seu acompanhante. O que é humanização do parto e nascimento? Humanização não é uma nova rotina ou uma nova técnica, nem um novo lugar de parto. "Humanização" se enraiza no ser humano, numa nova visão do humano, do corpo feminino e do parto. Humanização significa que todos os envolvidos estão engajados como pessoas humanas inteiras, que se respeitam reciprocamente, agem com consciência e liberdade, assumem responsabilidades e têm conhecimentos fundamentados.

30 SESCREÇÕES VAGINAIS DURANTE A GESTAÇÃO E PARTO

Que tipos de secreções vaginais uma gestante pode apresentar? Durante a gestação e o trabalho de parto as mulheres podem apresentar secreções vaginais consideradas fisiológicas ou não a depender de suas características e época de aparecimento. Basicamente temos 4 tipos de perdas vaginais: 1. Corrimento vaginal 2. Sangramento 3. Tampão mucoso 4. Líquido amniótico

Como são as características de um corrimento vaginal fisiológico? A cavidade vaginal é como a cavidade oral, assim como temos saliva na boca, temos uma certa quantidade de corrimento na vagina, algumas mulheres têm mais e outras menos. Durante a gestação, a quantidade desta secreção fica aumentada e tem como característica ser esbranquiçada, com odor característico da vagina que não é desagradável como de peixe estragado, e também não é acompanhada de coceira. A gestante também não apresenta ardor ou dor na relação sexual. A coloração do corrimento deve ser observada quando está saindo e não quando estiver seco na calcinha, pois, ele oxida como uma maçã da qual retiramos a casca e fica amarelada. O aumento fisiológico da secreção vaginal pode aparecer desde o início da gestação.

Por que e quando um corrimento vaginal pode ser considerado não fisiológico? A vagina pode apresentar infecções e o resultado é a modificação das características do corrimento. Cada tipo de infecção confere uma particularidade à secreção vaginal como mostrarei a seguir: Candidíase vaginal: infecção bastante comum durante a gestação e tem como característica principal a coceira vaginal intensa, ardor vaginal para ter relação sexual e até na hora de tomar banho, vermelhidão da vulva, às vezes podem aparecer fissuras e

31 descamação na região vulvar. A secreção sai em grumos espessos brancos até esverdeados e o odor pode ser azedo. A cândida é um fungo que todas nós mulheres temos na vagina de forma assintomática, porém, na gestação a resistência imunológica fica diminuída para que a mulher não rejeite o feto e isto facilita a proliferação deste fungo, o que provoca estes sintomas de forma mais ou menos intensa. Vaginose bacteriana: secreção aumentada com odor fétido, o odor se intensifica principalmente após a relação sexual. Tem coloração discretamente acinzentada e pode ser acompanhada de coceira vaginal discreta. Trichomonas: Secreção vaginal abundante fétida, de coloração cinza esverdeada e espumosa, muito embora esta última característica seja difícil de ser observada pela própria paciente. Clamídia: Secreção vaginal amarelada como pus, dor profunda durante o ato sexual.

Por que devemos tratar estas infecções? Estas infecções devem ser tratadas devidamente pelo médico para evitar trabalho de parto prematuro ou ruptura prematura das membranas.

Sangramento vaginal durante a gestação sempre é sinal de perigo? Sangramento vaginal é sempre um sinal de alerta durante a gestação. O único momento em que pode ser considerado normal é durante o trabalho de parto, dependendo de algumas características. Quando o colo do útero começa a afinar e a dilatar ele pode sangrar de pequena a moderada quantidade e pode continuar sangrando durante todo o período de dilatação. Pode ocorrer perda de sangue vivo ou sangue coagulado.

É verdade que a placenta prévia pode sangrar? Se o sangramento estiver em quantidade igual ou superior a uma menstruação e for

32 indolor pode ser uma placenta prévia. O diagnóstico de placenta prévia atualmente não costuma ser surpresa, pois a maioria das gestantes realiza pelo menos um ultra-som durante a gravidez e assim sabe por antecedência que pode sangrar e que deve procurar serviço de saúde se isto acontecer.

Como é o sangramento do descolamento de placenta? Se o sangramento for acompanhado de uma contração ininterrupta e de dor, isto pode ser um descolamento de placenta e a paciente deve se dirigir a uma maternidade com urgência.

O que pode significar um sangramento no inicio da gestação? Sangramento no início da gestação pode ser uma ameaça de aborto ou um aborto em andamento. Se o sangramento for em pequena quantidade o ideal é fazer repouso, evitar relações sexuais e avisar o médico que a acompanha. Se o sangramento for abundante (maior que uma menstruação) a gestante deve procurar um serviço de saúde a fim de ser examinada.

Como podemos ter certeza do que está acontecendo quando temos um sangramento? Para se ter certeza do que está acontecendo quando ocorre um sangramento durante a gestação, o ideal é realizar um exame de ultra-som, com exceção daquele sangramento que acontece durante o trabalho de parto.

O que é o tampão mucoso? Tampão mucoso ou rolha de Schroeder é uma secreção espessa e opaca (como um catarro grosso) produzida pelas glândulas do colo do útero que oblitera (veda) o canal cervical e que tem o papel de proteger o feto no ambiente intra-uterino.

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Quando o tampão é eliminado? Quando o colo do útero começa a afinar e/ou a dilatar este tampão é eliminado e ele pode vir acompanhado de estrias de sangue vivo ou coagulado, portanto, pode sair esbranquiçado e espesso, mas pode também ter coloração avermelhada até marrom e espessa.

Quanto tempo pode demorar para o bebê nascer depois que o tampão é eliminado? A eliminação do tampão mucoso não significa que a paciente tenha entrado em trabalho de parto, ela pode estar nos pródromos ou simplesmente seu colo começou a amadurecer com as contrações de Braxton-Hicks podendo demorar dias ou até semanas para entrar em trabalho de parto.

Quais são as características do líquido amniótico numa gestação normal? O líquido amniótico está situado dentro da bolsa das águas onde o feto está mergulhado. Numa gestação normal a quantidade de líquido amniótico aumenta progressivamente até o termo e depois do termo começa decrescer. Sua aparência também se modifica ao longo da gestação. Em fetos imaturos o líquido tem aspecto de urina ou água de coco, transparente sem nenhum grumo, à medida que o bebe vai amadurecendo o líquido começa apresentar grumos brancos que vão aumentando de tal forma que quando o feto está com 40 semanas o líquido pode ficar mais espesso e esbranquiçado. O líquido amniótico tem odor semelhante ao de água sanitária ou ao da secreção do ejaculado do homem.

Por que ocorre a eliminação de mecônio com o bebê ainda dentro do útero? Quando existe uma diminuição do nível de oxigênio para o feto, pode ocorrer liberação do esfíncter anal com saída do conteúdo intestinal, que se chama mecônio. O meconio

34 tem coloração verde, portanto quando é eliminado dentro do útero acaba se misturando ao líquido amniótico que fica esverdeado.

Como o mecônio é avaliado? O mecônio misturado ao liquido amniótico pode resultar numa combinação mais fluida (mecônio fluido) o que significa que a quantidade de mecônio que foi liberada é pequena e que a quantidade de liquido amniótico está normal, o que significa que a diminuição da oxigenação foi suave. Quando essa mistura fica espessa (mecônio espesso ou “papa de ervilhas”) significa que houve maior saída de mecônio e a quantidade de líquido amniótico está reduzida, estes dois fatores implicam numa falta de oxigenação maior.

Quando uma paciente tem mecônio é necessário fazer cesariana? Se existe mecônio é preciso que o feto nasça, nem por isso é necessário que seja feita uma cesariana. Em mais da metade dos casos de presença de mecônio ele é fluido e os fetos suportam muito bem o trabalho de parto e evoluem para um parto normal. Quando existe mecônio espesso as chances do feto não agüentar o trabalho de parto são maiores, mesmo assim sempre é possível acompanhar a freqüência cardíaca fetal durante as contrações e enquanto ele não mostrar sinais de sofrimento (desacelerações cardíacas que persistem após o término da contração) podemos continuar esperando por um parto normal.

Os diferentes tipos de secreção vaginal podem sair ao mesmo tempo? As secreções vaginais podem sair separadamente ou nas combinações mais variadas: liquido amniótico com sangue; tampão mucoso com sangue; corrimento com sangue; liquido amniótico com mecônio e sangue e etc. As perdas vaginais durante a gestação sempre devem ser comunicadas a um profissional de saúde, pois, têm significados diferentes e importantes.

35 ... E QUANTO AO BEBÊ !?

Quais são as rotinas com o recém nascido que nasce em hospital? R: Na maioria dos hospitais, após o nascimento, o bebe será entregue ao neonatologista (pediatra). O RN é colocado em berço aquecido, aspirado-lhe a boca e as narinas, é secado e avaliado. Caso esteja bem, pode ser entregue à mãe ou seguir outras rotinas da maternidade. Poderá ser pesado e medido, identificado com pulseira com os seus dados, como peso, hora do nascimento, etc. É também pingado o colírio no olho do bebê (crede) e feita a injeção de vitamina K. Cada maternidade define suas rotinas, decidindo assim, quando mãe e bebe terão contato físico, e por quanto tempo. Das rotinas hospitalares existe alguma que poderia ser evitada? R: Sempre que falamos em rotinas não levamos em consideração características individuais dos bebês e de suas mães, que merecem ser reconhecidas e respeitadas. Sendo assim, as atividades voltadas aos cuidados com o RN podem ser definidas à partir das necessidades reconhecidas neste bebê específico e nesta mãe, e não rotinas universais. Temos modificado o uso de vitamina K intramuscular para a de via oral. O colírio que é pingado nos olhos do RN poderá não ser usado, conhecendo o perfil das bactérias que colonizam o corpo da mãe. E no caso o bebê desenvolva conjuntivite poderemos usá-lo quando e se necessário. Para alguns bebês é ótimo o banho na sala de parto. Para outros, não. A individualização da assistência é o principal caminho para a humanização e o rompimento com as rotinas, que servem mais para organizar o atendimento da maternidade e homogeneizar a forma como se trabalha lá. O que é APGAR? R: APGAR é o nome de uma médica anestesista que desenvolveu um sistema de avaliação do bem-estar dos recém-nascidos (RN) baseado em freqüência cardíaca, respiração, tônus muscular, irritabilidade reflexa e cor. Cada item vale dois pontos. A maior nota é 10. A partir de 7 considera-se que o bebê está bem. Esta nota é dada no 1º e 5º minutos de vida.

36 Qual o melhor momento para cortar o cordão umbilical? R: Consideramos que para o bebê, o cordão pode ser cortado quando os batimentos, as pulsações nele, cessam desde que não haja indicação para clampeamento precoce, como isoimunização Rh, risco de transmissão do HIV, e situações de risco para mãe ou bebe, quando estes necessitarão atendimento urgente. O que é icterícia e como detectá-la? R: Icterícia é uma alteração na coloração da pele do RN que é causada por um pigmento chamado bilirrubina, que normalmente é eliminado através do fígado para o tubo digestivo, saindo junto com as fezes. Pode ser natural ou se comportar de forma atípica, quando necessita tratamento. A necessidade de tratamento depende da intensidade, do peso de nascimento do bebê e de sua idade. Pode-se detectá-la pela observação da coloração da pele, ou de exames de transiluminação da pele, ou ainda pela dosagem no sangue. Algumas situações constituem fator de risco, como mães Rh - com o pai Rh +, mães com tipo sanguíneo O e bebes A, B. Outras situações são consideradas Como agravante, como hipoglicemia (falta de açúcar no sangue), asfixia no parto. Geralmente o comportamento é benigno, e a cura espontânea.

Por que alguns bebês precisam de banho de luz? R: Alguns bebês ficam com o nível de bilirrubina mais alto do que o esperado. Estes irão precisar de banho de luz como tratamento. A luz transforma a bilirrubina numa forma que poderá ser excretada pelo fígado no tubo digestivo, saindo com as fezes. Algumas vezes é possível saber o porquê dos níveis aumentados além do normal, e muitas vezes não. Você aconselha a fazer o teste do pezinho ainda no hospital? R: Acho que o exame do pezinho pode ser feito mais tarde, na 1ª semana de vida, quando o bebê estiver menos estressado com seu parto, desde que haja condições para a mãe retornar com uma semana de vida, e seja de comum acordo. Por que alguns médicos deixam os bebês em observação no berçário por algumas horas?

37 Quando os partos começaram a ser feitos dentro do hospital houve grande preocupação que os bebês e as mães ficassem bem e se criou uma classificação para os bebes baseada nos riscos que tinham de adoecerem. Chamava-se alto risco, médio risco e baixo risco. Os bebês ficavam em observação de 6 a 12 horas num berçário de normais. Recebiam água + glicose com 3 horas de vida e leite com 6 horas e eram examinados e liberados para ficarem com as mães, ou para irem mamar em horários pré-estabelecidos. Esse hábito se manteve em algumas instituições. A recomendação da OMS atual é a prática do Alojamento Conjunto Integral, desde o nascimento, para os bebês que nascem e estejam bem. Isto significa mãe e bebês juntos, desde o parto até a alta. No berçário existe alguma diferença entre os bebês que nascem de parto normal e de parto cesárea? Antigamente os bebês que nasciam de parto cesárea ficavam mais tempo em observação no berçário de bebês normais. Hoje, como não se orienta essa observação para os bebês normais, não há diferença. Ambos os bebês, os de cesárea e os de parto normal devem ficar com suas mães. Como avaliar se uma UTI Neonatal está em condições de cuidar de um bebê prematuro? Não acho fácil esta avaliação. Divido em pré-requisitos: · Recursos humanos: pessoal treinado e em número suficiente (às vezes as equipes são menores que a necessária para uma UTI). · Equipamento de qualidade que permita um cuidado qualificado. · Tecnologia apropriada, como por exemplo, método mãe canguru para prematuros. · Área física adequada. · Permissão para a presença da mãe e do pai durante a internação do bebê. Acho que minha resposta pode ser um tanto vaga para quem não é da área, mas podese solicitar estas informações junto à maternidade e tentar conversar com as mães dos bebês internados nela.

38 Em quais situações são necessários maiores cuidados com o recém nascido na sala de parto? Quando o bebê, durante o trabalho de parto, está com falta de oxigênio, de açúcar/glicose; poderá demonstrar isso apresentando alterações na freqüência cardíaca, do tipo desacelerações. Se a capacidade de se recuperar é boa, é sinal que sua vitalidade está mantida. O bebê está bem. Caso a capacidade de recuperação não seja boa, demonstra que o bebê poderá precisar de atendimento ao nascimento. Poderá necessitar de oxigênio, que será oferecido através de pressão nas vias aéreas do bebê. Quando o bebê faz cocô/mecônio dentro da barriga, poderá necessitar que este líquido com mecônio seja aspirado, seja removido de seus pulmões através da aspiração. O nascimento é a transição de uma situação na qual o bebê depende exclusivamente do corpo materno para desempenhar suas funções, para uma nova situação aonde deverá por si mesmo respirar e obter oxigênio, se alimentar e manter constante seu nível de glicose no sangue, e todas as transformações necessárias à vida extra-uterina. Sempre que houver dificuldades neste processo adaptativo, haverá necessidade de atuação do neonatologista. Gêmeos precisam receber cuidados maiores? Quais? Dentro do princípio que utilizamos para definir situação de risco, gêmeos poderão ser encaixados como bebês que poderão precisar de mais cuidados por poderem ser prematuros, por apresentarem crescimento desigual intra-uterino. Acho que também é bom lembrar que para as mães poderá ser mais difícil atender a mais de um bebê, o que por si só significaria maiores cuidados. Qual a diferença de tratamento, de um recém nascido em um hospital e o que nasce em casa? Acho que se o bebê é normal e não precisa de intervenções não há diferença. É sempre necessário pingar o colírio no bebê quando ele acaba de nascer? É uma lei que obriga que isto seja feito. Não é necessário do ponto de vista dos estudos científicos. O que temos feito, é que quando é possível, a mãe faz um exame para saber as bactérias que fazem parte da sua flora vaginal. Neste caso, não pingamos o

39 colírio, e se o bebê desenvolve inflamações nos olhos o usamos como tratamento. O motivo para existir esta lei é o “risco” de conjuntivite gonocócica, quando a gonorréia era freqüente. Por isso, atualmente não precisamos fazer uso do colírio rotineiramente. O recém nascido precisa tomar banho assim que nasce? Não é necessário que tome banho assim que nasce e se pudermos adiar o banho para mais tarde acho mais tranqüilo para o bebê. Quando este mostra sinais de stress ao nascimento e não melhora no colo da mãe, podemos dar um banho de imersão com o bebê enrolado em panos, na sala de parto, para relaxá-lo. Tentamos reproduzir o ambiente intra-uterino, usando água quente (36 ºC), movimentação restrita pelo pano enrolado, silencio e escuro. Mas caso esteja tudo bem, o melhor é o colo de mãe e amamentação na sala de parto. Como cuidar do umbigo do recém nascido? A parte do umbigo que se liga à pele, a geléia, deve ser limpa no banho com água e sabão e após, deve-se passar algodão molhado com álcool a 70%. Pode-se fazer a limpeza a cada troca de fraldas. É bom que o umbigo fique por fora da fralda. A cada quanto tempo é preciso amamentar um recém nascido? O bebê deve ser amamentado quando ele pede ou quando a mãe sente sinais no seu corpo que está na hora de amamentar. Chamamos de livre demanda. Geralmente os horários e os tempos das mamadas podem variar. Há dias com mais mamadas, sendo estas longas, outros com mamadas curtas. Não é comum que o bebê seja um reloginho no começo. De qualquer forma, a tendência do bebê é estabelecer um ciclo e um ritmo das mamadas, podendo este variar ao longo de seu crescimento. Eu diria que observamos comportamentos comuns a mais de um bebê, mas é muito difícil estabelecer um comportamento normal. Cada bebê tem seu jeito de ser e de mamar. Caso ele seja doente ou esteja passando por uma situação especial, como baixo ganho de peso, aí sim será necessário definir estes limites. Como dar banho no recém nascido? Que tipo de sabonete e xampu usar? Temos dado banho no bebê logo antes do horário em que esperamos que ele durma. Isso normalmente significa banho noturno. Envolvemos o corpo do bebê numa toalha, a

40 água deve ser farta, muita água, para podermos emergir o bebê. A temperatura deve se ajustar à estação do ano. Quando o objetivo é relaxamento mais calor é melhor (temperatura semelhante ao do corpo materno, 36 ºC). Após envolver o bebê, o banho começa na cabeça com qualquer xampu neutro. Depois fazemos a imersão do bebê enrolado na água e vamos tirando os panos aos poucos, lavando seu corpo. Devemos evitar dar banho com o bebê com a barriga para cima, com o bebê tendo seu braço na região da coluna torácica, forçando assim a coluna a uma extensão que gera mal-estar nos bebês. É melhor apoiá-lo no peito, com a barriga para baixo. Qual a melhor posição para deixar o bebê dormir? A observação do bem estar do bebê é importante para tentarmos entender se há e qual é a melhor posição para o bebê dormir. Caso ele não tenha sua preferência, temos procurado deixar o bebê de lado. Barriga para baixo tem sido associado a uma situação conhecida como Morte Súbita, que é pouco freqüente, mas grave, porém protegeria de aspiração de leite caso houvesse refluxo. Gostaria de dizer que quando o bebê estabelece uma preferência é difícil mudá-la, e isto deve ser valorizado. Alguns bebês que sofrem com seu refluxo, irão precisar dormir com a cabeça e tronco elevados, mais altos que o abdômen, para tentar reduzir este refluxo. Será necessário fazer um rolo com lençol que envolva o bebê, simulando um útero ao seu redor, para que este permaneça nesta posição. É comum as meninas recém nascidas terem corrimento? É muito comum que as meninas tenham uma secreção mucosa em pequena quantidade na vagina nos primeiros dias. Quando houver um corrimento, em grande quantidade e/ou com cheiro forte, é melhor ser vista pelo médico. Mas muco em pequena quantidade é normal. Pode haver presença de pequena quantidade de sangue junto com o xixi, geralmente visto na fralda. Um pequeno sangramento, como um fluxo menstrual também pode acontecer. Se estes forem auto-limitados, começam e terminam sem que haja necessidade de intervenção, são comuns e considerados normais.

41 Quais as posições são mais adequadas para amamentar? A mulher determina a melhor posição para amamentar, assim como para ganhar seu bebê. Como a amamentação é pouco freqüente, muitas mulheres não conhecem posições diferentes e acho muito importante que mostremos outras posições na maternidade, como posição invertida, cavalinho, bebê deitado sobre a mãe, etc. Na situação aonde há fissura/ferida na mama – ao mudar de posição, podemos gerar alívio pelo fato do bebê não manter a língua e os lábios sobre a ferida. Outra condição freqüente é a das mamadas noturnas, que são menos cansativas, ficando o bebê deitado na cama, ao lado ou sobre a mãe. Acho importante que a mulher experimente várias formas de posicionamento e faça sua opção. O que é melhor não comer durante a amamentação? Durante a amamentação a mãe deve manter seus hábitos alimentares e observar suas aversões e seus desejos alimentares. Na maioria das vezes não é possível fazer uma relação direta entre o que a mãe consome e a cólica no RN. Houve dois casos em que foi possível fazer esta relação: uma mãe que não gosta de feijão, porém, resolveu acrescentá-lo à dieta, visto que é rico em ferro. Com isso sua filha passou a ter “cólicas”; o desconforto abdominal da mãe se repetiu na filha. Outra situação, mãe e pai, ambos com histórico de alergia a leite de vaca: quando a mãe consumia leite ou derivados o filho apresentava “cólicas”, que melhoravam ao suspender o uso do leite e derivados. A maioria das culturas tem seus tabus a este respeito e é bom conhecê-los. Mas o mais importante é valorizar seus desejos e aversões. É verdade que bebês grandes precisam mamar mais? Alguns bebês quando nascem necessitam de um período de adaptação maior para se sentir bem, sem ter que depender do corpo de suas mães para receber oxigênio, calor, glicose, etc. No caso do bebê grande, o nascimento pode causar uma queda grande nos níveis de açúcar no sangue, o que gera hipoglicemia (falta de açúcar). Nos bebês grandes, caso seu tamanho se deva a uma oferta aumentada de açúcar na gravidez, as mamadas logo após o parto poderão protegê-los de uma possível falta de glicose. Isto pode acontecer também com bebês pequenos, prematuros, que sofreram asfixia.

42 Nestes bebês é solicitado o controle do dextro (avaliação de taxa de açúcar sanguíneo) para definir a necessidade de sua reposição através do leite ou de soroterapia.

43 Prática de Exercícios do Assoalho Pélvico Preparo e fortalecimento muscular: pré parto, durante o parto e pós parto – associados a respiração Objetivos dos exercícios propostos: 1) fortalecimento da musculatura perineal. 2) Coordenação do controle muscular pélvico associado a respiração durante as contrações do parto em busca do bem estar e controle da dor e ansiedade. 3) prevenção de prolápsos. 4) tratamento não medicamentoso de incontinência urinária. 5) tratamento não medicamentoso de incontinência anal. 6) melhora da sensibilidade regional durante o intercurso e obtenção de prazer. 7) redução de desconforto local em caso de algumas síndromes perineais ou pudendas dolorosas. Como realizar os exercícios? Seguir metodologia proposta durante o curso relacionadas com as práticas em: 1) sala de aula (de encontros). 2) prática domiciliar. 3) Uso de equipamentos e dispositivos indicados.

44 Vínculo mamãe e Bebê

Muito antes de seu nascimento e ainda no ambiente intra-uterino, tem início a formação do vínculo entre a futura mamãe e seu bebê. Trata-se de um processo de comunicação tão complexo quanto sutil e que torna possível esta troca íntima e profunda. O vínculo é de importância vital para o feto, pois precisa se sentir desejado e amado para propiciar a continuação harmoniosa e saudável de seu desenvolvimento. A formação do vínculo não é automática e imediata, pelo contrário, é gradativa e, portanto, necessita de tempo, compreensão e amor para que possa existir e funcionar adequadamente. É, também, fundamental para que possa compensar os momentos de preocupações e reveses emocionais maternos e que todos nós estamos sujeitos no cotidiano. Os conflitos emocionais da mãe são capazes de influenciar no feto ao ponto dele começar a elaborar progressivamente técnicas de defesa como dar pontapés, mexer-se mais ativamente, e que funcionam, para a sensibilidade materna, como um envio de mensagem de que está sendo perturbado. Se houver sintonia materno-fetal, imediatamente a futura mamãe capta esta mensagem e começa a passar a mão delicadamente em seu ventre, o que é percebido e decodificado pelo feto como atitude de compreensão, carinho e proteção, portanto, como tranqüilizadora. Com o decorrer do tempo, a experiência de desconforto transforma-se em emoção e tem início a formação de idéias sobre as intenções maternas em relação a si mesmo. Desta maneira, se a mãe for amorosa e tiver uma relação afetiva rica com seu bebê, contribuirá para que nasça uma criança confiante e segura de si. Assim também, se mães deprimidas ou ambivalentes que, por uma razão qualquer, privam o feto de seu amor e apoio, certamente favorecerão o estado depressivo e a presença de neuroses na criança e que podem ser constatados após o nascimento, pois sua personalidade foi estruturada num clima de medo e angústia.

45 Como o feto capta todas as emoções maternas, as que o fazem entrar em sofrimento como a ansiedade, temor e incertezas, provocam-lhe reações mais fortes e contínuas, enquanto que as de alegria e felicidade, por não alterarem o ambiente intra-uterino, permitem que seus movimentos permaneçam suaves e harmoniosos. O feto sente o que a mãe sente, até como uma atitude de solidariedade, porém, com intensidade diferente e sem a compreensão materna. As emoções negativas são percebidas como um ataque a si próprio. É fundamental lembrar que as preocupações passageiras e simples do cotidiano não lhe oferecem risco algum, pois sequer podem levar o organismo materno à produção de hormônios. O que o afeta e prejudica sobremodo são as situações que induzem à produção intensa e contínua de hormônios, como a ansiedade materna, que pode, inclusive provocar o estresse da mãe. Os acontecimentos graves e estressantes como perdas significativas ou situações que atingem a gestante diretamente, como brigas conjugais ou com pessoas mais próximas, são causas de grande sofrimento fetal e, muitas vezes, não há como evitá-los. Para diminuir os efeitos nocivos ao feto, a futura mamãe deve aumentar os períodos de descanso, oferecer-lhe apoio afetivo e conversar com ele, esclarecendo-o dos acontecimentos. Embora não haja compreensão das palavras, o feto capta o sentido do que lhe é dito e se tranqüiliza. Assim, o vínculo mãe-bebê não é quebrado. Assim sendo, se o vínculo materno-fetal não foi consolidado durante o período gestacional, há de se tentar nas horas e dias que sucedem ao nascimento, que é o período ideal na vida extra-uterina e, se necessário, com a ajuda de um profissional capacitado.

46 Referencias Bibliográficas Parto Ativo: guia prático para parto natural – Janet Balaskas – Ed Ground, 1995. Gravidez Natural – Janet Belaskas – Ed. Ground, 1999 Guia de atenção efetiva na gravidez e parto. Ed. Guanabara, 2004 Saúde natural para mulheres grávidas – Elizabeth Burch Feliz parto natural – Domingo Constanti Manual OMS – Assistência ao Parto Normal – Maternidade Segura – Ed.Organização Mundial da Saúde Urologia – Guias de medicina ambulatorial e hospitalar – UNIFESP/EPM – Marcos Dall’Oglio – Ed. Manole, 2005 http://www.guia dobebe.uol.com.br/psicgestante/ http://pregnancy.about.com/library/ http://www.singer.ch/geburt.htm http://www.bebebusca.com.br/ http://ced.ufsc.br/

47 Anotações

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Psicologia e Enfermagem Especializada Pré Parto – Parto – Pós Parto

49

Psicologia e Enfermagem Especializada – Pré, Parto, Pós Parto

Técnica de Relaxamento Progressivo Associado ‘a Respiração
Respiração: Coloque as mãos sobre as costelas e concentre-se nos seus movimentos de inspiração e expiração. Mantenha uma respiração rítmica e suave. Relaxe os ombros, solte os quadris, braços e a musculatura do rosto. Solte os músculos da testa, as pálpebras, as mandíbulas e sinta a língua solta dentro da boca. Agora procure insssspirar pelo nariz elevando a barriga, como se estivesse estufando-a e exxxxxxpirar lentamente pela boca com os lábios semi serrados. Repita esta manobra pelo menos 4 vezes. Relaxamento: Você fará contrações musculares orientadas conforme a baixo seguida de relaxamento de diversos grupos musculares, iniciando pelos membros, depois o tronco e a cabeça.

Deite-se de costas com os braços e pernas soltos e olhos fechados – respire pausadamente. 1- Dobre seus pés em direção ao seu corpo. Sinta a tensão, mantenha por alguns segundos e relaxe. 2- Estique seus pés, sinta a tensão nos músculos da barriga da perna, mantenha por alguns segundos e relaxe. 3- Aperte o calcanhar contra o apoio, sinta os músculos da perna contraídos e relaxe. 4- Contraia os músculos do bumbum, mantenha por alguns segundos e relaxe. 5- Expandir o abdome abaulando a barriga. Mantenha assim por alguns segundos e relaxe. 6- Contraia os músculos das costas como se quisesse se desprender do apoio. Mantenha assim por alguns segundos e relaxe. 7- Eleve os ombros na direção das orelhas, sinta a tensão e relaxe. 8- Erga os braços em direção ao teto. Mantenha assim por alguns segundos e relaxe. 9- Feche os olhos e aperte-os, Mantenha assim por alguns segundos e relaxe. 10- Franza as sobrancelhas, sinta a tensão nos músculos da testa e relaxe. 11- Aperte os lábios e mantenha assim por alguns segundos e relaxe. 12- Abra os olhos, olhe para o teto, para baixo, para os lados e relaxe. Relaxe e sinta este momento de tranqüilidade e harmonia. Fique deitada por alguns minutos e faça uma contagem regressiva a partir do 5 e levante-se vagarosamente.

50 Programa do Curso Módulo I 1) Introdução 2) Pré natal de baixo risco 3) Papel do companheiro na gestação 4) Atividade sexual 5) Desmistificando o parto 6) Desenvolvimento do feto 7) Fisiologia e anatomia da gestação 8) Desconforto na gravidez / postural / urinário 9) Alimentação na gravidez / prevenção de obstipação intestinal 10) Psicodinâmica na gravidez 11) Discussão aberta Módulo II – Parto 1) Existem diferenças entre o parto no Brasil e no mundo? 2) Tipos de parto 3) Fases do parto 4) Complicações no parto 5) Assoalho pélvico – fortalecimento – respiração (pré e pós parto) 6) Exercícios específicos do assoalho pélvico e posições – preparo para o parto 7) Massagem perineal 8) Episiotomia 9) Posições trabalho de parto / relaxamento, exercícios, respiração, massagem, banhos 10) Participação do pai ou acompanhante durante o inter parto 11) Terapias complementares na gestação e inter parto 12) Dor parto vs analgesia 13) Recepção recém nascido 14) Discussão aberta

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Módulo III 1) Amamentação – E se eu não puder amamentar? 2) Cuidados gerais com o bebê (higiene, sono, passeio) 3) Laço mãe e bebê 4) Relacionamento núcleo familiar (eu, bebê, esposo) e inter familiar 5) Recuperação pós parto (mamas, ferida cirúrgica, uso cinta, mobilidade, outros) e cuidados com o corpo em geral (alimentação e retorna as atividades físicas) 6) E eu como fico nesta história: segurança, conforto, carinho e lazer da puérpera 7) Existe depressão pós parto? – medos e angustias 8) Bebês especiais 9) Discussão aberta

Quem somos nós? Dra Fernanda. N. Tanos é psicóloga clínica, especialista em terapia comportamental cognitiva, terapia direcionada ao indivíduo – gestante - casal e família, orientação vocacional e transtornos alimentares. Dra. Regiane Q. Glashan é enfermeira habilitada em saúde pública, especialista em geriatria, reabilitação do assoalho pélvico, mestre, doutora e pós doutora em fisiologia pela UNIFESP/EPM com Curso de pós doutorado em disfunções do trato genitourinário pela Universidade de Pitsburgh – EUA, especialista em psicoterapia breve de orientação psicanalítica e capacitada em diversas técnicas complementares. Dra. Maria Alice Lelis é enfermeira habilitada em saúde pública, especialista em enfermagem clínica/cirúrgica, mestre e doutora em ciências urológicas pela UNIFESP/EPM. Contatos e solicitação de nosso material: aglashan@uninet.com.br

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Gestação e Parto: perguntas e respostas ao pé da letra OFICINA DO PARTO  Você tem medo do momento do Parto?  Você quer saber um pouco mais sem mitos sobre ele?  Você acredita que ter o parto natural dói?  Você já imaginou qual será sua sensação e emoção quando o bebê estiver deslizando pelo seu assoalho pélvico?  Você pode imaginar o que é o prazer de amamentar? Estas e outras respostas você encontrará em nossa Oficina do Parto Conteúdo das Oficinas * Movimento ativo pelo parto natural * Relação psicodinâmica mamãe – bebê – papai * Alimentação no período gestacional * Mobilidade durante a gestação * Como a mulher participa ativamente no parto natural * Seu corpo e a gravidez * Exercícios para o preparo do parto * Respiração como auxílio no parto * Terapias e práticas complementares (massagem, acupuntura, fitoterapia, homeopatia) * Sexualidade na gravidez * Trabalho de parto e agora? * Períodos do parto – como ajudar? * Alimentação durante o trabalho de parto – é possível? * Possíveis intercorrencias na gestação * Depois do parto – o que fazer? * Como lidar com a minha família e a chegada do bebê? * Amamentação – cuidados e como amamentar * Exercícios pós parto * Recuperação pós parto * Cuidados gerais com o bebê * Depressão pós parto – medos e angústias * ... E eu como fico nesta história? Encontros semanais de 2 horas de duração durante 6 semanas Local: Rua Castro Fafe, 236 - Centro – Atibaia Inscrições: tel. 4411 1033 / 4411 9021 com Sra. Gabriela ou Lurdes

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Organização: Dra. Fernanda Tanos – Psicóloga - Dra. Regiane Glashan - Enfermeira

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