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UNIDADE 5

COMANDO E CONTROLE PNEUMÁTICO

INTRODUÇÃO

O Homem, na busca de superar suas dificuldades quanto À realização de trabalhos


que empreguem força e movimento não compatível com o ser humano, utiliza-se das
diversas formas de energia disponível na natureza. Um dos meios mais práticos e versáteis
de energia disponível é a fluida. Dentre os tipos de energia fluida conhecidos tomamos por
objeto de estudo, neste momento, a Pneumática.

d A palavra “Pneumática” provém da expressão pneuma, do antigo grego, que significa


fôlego (respiração), vento e humanidade. Nos dias atuais, trata especificamente do ar
de controle.

d Todos os gases são facilmente compressíveis, e é esta propriedade que mais os


diferencia dos líquidos como meio de transmissão de energia.

" Exemplos:
O comportamento de um gás, ao transmitir energia, pode ser entendido facilmente,
analisando-se os exemplos a seguir:

d Se pegarmos uma bomba comum de bicicleta, puxarmos o cabo para fora e cobrirmos
com o dedo a saída, o ar no interior comportar-se-á de forma muito semelhante a uma
mola; um peso colocado sobre o cabo oscilará para cima e para baixo.

d Se colocarmos um corpo razoavelmente pesado sobre uma mesa e empurrarmos com


o cabo da bomba, ainda com a saída fechada, notar-se-á que o êmbolo entra ou sai à
medida que varia o atrito do corpo contra a mesa.

d Sacudir para cima e para baixo o cabo da bomba não produzirá nenhum aquecimento
apreciável; mas, se a bomba for usada continuamente para forçar a saída de ar sobre
pressão, ela acabará ficando bastante quente, assim como o ar que a deixa.

d Por outro lado, ao se esvaziar um pneu de bicicleta, o ar que sai dará a sensação de
estar bastante frio. Pode mesmo tornar a válvula tão fria, que fará aparecer uma
camada de gelo.

Um pouco de História

Os primeiros estudos sobre emprego do ar de controle são encontrados nos


trabalhos de Filom, de Bizâncio, e de Herão, de Alexandria. Mas, as primeiras aplicações
do ar comprimido ocorreram por volta do ano 2.500 a.C. em “foles” e mais tarde, também, foi
utilizado em equipamentos de mineração, em usinas siderúrgicas e em órgãos musicais.

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Porém, a aplicação da pneumática na indústria, passou a ocorrer sistematicamente
somente em meados do século XIX em ferramentas de perfurar, “correio” de tubos, em
locomotivas e outros dispositivos acionados por ar comprimido.

Por volta de 1920, começou a ser empregado como ar de controle na automatização


e racionalização dos processos de trabalho, tendo se acentuado a partir de 1950.

Nos primeiros sistemas de comando automatizado, empregavam-se as válvulas


pneumáticas, as quais eram controladas manualmente, agindo o operador humano como
detector, controlador e elo de realimentação.

d Isto é, o homem verificava a necessidade de ação, executava a necessária correção e,


tendo observado o resultado de suas ações, manipulava os controles adequadamente.

Em seguida, veio o uso de controladores pneumáticos de processo, e se descobriu


que um controlador acionado a ar, em conjunto, com uma válvula moduladora que se abria
em proporção à pressão aplicada, constituía uma forma adequada de controlar temperatura,
pressão e vazão em sistemas complexos.

Com a evolução tecnológica surgiu a aplicação de comando e controle pneumático


baseado nas funções lógicas, semelhante à atuação do computador, em máquinas e
instalações industriais, geralmente executando movimentos físicos definidos. Com controle
programado, cada operação é executada de acordo com um plano predeterminado, que
estabelece a posição exata em que cada operação deve começar e terminar. Os comandos
podem ser armazenados num eixo com ressaltos (cames), num tambor rotativo, em cartões
perfurados e na memória de computador, por meio de programas específicos (software).

Há, entretanto, muitas aplicações nas quais é impossível prever exatamente quando
ocorrerá cada operação e quanto tempo durará. Por isso, o controle pneumático de
máquinas e instalações industriais é geralmente feito de forma seqüencial, em que o fim
de cada passo fornece um comando para o início do passo seguinte.

d Os elementos atuantes de um sistema de controle inteiramente pneumático consiste,


geralmente, em cilindros, válvulas de controle direcional e válvulas-piloto. Um
grupo de elementos fornece o sinal de comando pneumático a partir do ponto de
operação e, em sistemas complexos, um outro grupo interpreta os comandos e fornece
a energia para ação de trabalho do(s) cilindro(s).

Nos dias atuais, o sinal de partida, parada e de realimentação do sistema de


comando/controle pneumático pode ser pneumática, elétrica ou eletrônica por meio de
controlador lógico programável (CLP). Essa prática emprega componentes padronizados de
grande confiabilidade.

5.1 AR DE CONTROLE
A bordo dos navios o ar comprimido é utilizado para dar partida no motor principal e
nos motores auxiliares, para fazer limpezas, para acionar máquinas pneumáticas e como
meio de energia nos sistemas de controle automático denominado de ar de controle.

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5.1.1 Fundamentos Físicos

A superfície terrestre é totalmente cercada por uma camada de ar. Este ar, que é de
interesse vital, é uma mistura gasosa da seguinte composição:

(dióxido de carbono, ar-


gônio, hidrogênio, neô-
Nitrogênio + Oxigênio + nio, hélio, criptônio e
xenônio.

com aproximadamente com aproximadamente Outros componentes


78% do volume; 21% do volume, e químicos

Você sabia?

d Como todos os gases, o ar de controle não tem uma forma definida, ou seja, ele se
adapta á forma do ambiente em que foi confinado. O ar se deixa comprimir, mas tende
sempre a se expandir.

O comportamento físico dos gases, na concepção que temos hoje, é o resultado das
investigações iniciadas em 1787, pelo francês Jacques Alexandre Cesar Charles e
formalizadas, em 1802, por outro francês, Joseph-Luis Gay-Lussac, que resumiu em uma
única expressão, conhecida como equação geral dos gases.

d A pressão de uma amostra gasosa é diretamente proporcional à


temperatura na escala absoluta.

d O volume de uma amostra gasosa é diretamente proporcional à


temperatura na escala absoluta.

d Equação geral dos gases.

5.1.2 Propriedades do Ar de Controle

As mais importantes propriedades do ar de controle são:

A - Positivas

a.1 - Quantidade – O ar esta disponível em quantidades ilimitadas, em quase todos


os lugares;

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a.2 - Transporte – O ar de controle é facilmente transportável por tubulações,
mesmo para grandes distâncias. Não há necessidade de preocupação com o
retorno do ar;
a.3 - Armazenamento – O ar pode ser armazenado em reservatório e,
posteriormente, tirado de lá, por meio de tubulações ou transportando no
reservatório;
a.4 - Temperatura – O trabalho realizado com o ar de controle é insensível às
oscilações da temperatura. Isto garante um funcionamento seguro em
situações térmicas extremas;
a.5 - Segurança – Não existe o perigo de explosão ou incêndio. Portanto, não são
necessárias custosas proteções contra explosões.
a.6 - Limpeza – O ar de controle é limpo. O ar que eventualmente escapa da
instalação não polui o ambiente. Essa limpeza é uma exigência, por exemplo,
nas indústrias alimentícias, têxteis e químicas;
a.7 - Construção dos elementos - Os elementos de trabalho são de construções
simples, o que implica um custo vantajoso;
a.8 - Velocidade - O ar de controle é um meio de trabalho rápido, permitindo que os
elementos de trabalho alcance altas velocidades. Por exemplo, a velocidade de
trabalho dos cilindros pneumáticos oscila entre 1 – 2 m/s;
a.9 - Regulagem – As velocidades e forças de trabalho dos elementos que
trabalham com ar de controle são reguláveis sem escala, e;
a.10 -Seguro contra sobrecarga – Elementos e ferramentas a ar comprimido são
carregáveis até a parada total e, portanto, seguro contra sobrecarga.

B - Negativas

b.1 - Preparação - O ar de controle requer uma boa preparação. Impurezas e


umidade devem ser evitadas, pois provocam desgaste nos elementos
pneumáticos.
b.2 - Compressibilidade – Não é possível manter uniformes e constantes as
velocidades dos pistões mediante ar de controle.
b.3 - Forças – O ar de controle é econômico somente até uma determinada força,
limitado pela pressão normal de trabalho de 700 KPa. (7 bar), e também pelo
curso e velocidade. O limite está fixado entre 20,00 a 30,00 N (2000 a 3000
Pa.).
b.4 - Escape de ar – O escape de ar é ruidoso. Com o desenvolvimento de
silenciadores, este problema foi solucionado.
b.5 - Custo - As instalações de ar de controle tornam esse tipo de energia muito
cara. Porém, o alto custo de energia é compensado pela grande rentabilidade
do ciclo de trabalho.

5.2 TRATAMENTO DO AR COMPRIMIDO

5.2.1 Produção de ar comprimido

É quase impossível manter a tubulação de ar comprimido livre de sujeira, umidade


ou condensação. Assim, para se ter um ar comprimido de boa qualidade, as instalações

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devem possuir os seguintes componentes: filtro de aspiração, resfriadores intermediário
e posterior, e secador. Podemos ver, na figura 5.1, um sistema adequado de produção e
tratamento do ar comprimido para se utilizado em sistema de comando/controle.

Fig. 5.1 – Esquema simples do sistema de produção e tratamento de ar comprimido.

a) FILTRO - Um filtro apropriado colocado no lado da aspiração do compressor evita a


entrada de impurezas.

b) COMPRESSOR - O compressor comprime o ar para permitir sua utilização. Uma vez


atingida a pressão prevista, o compressor se desliga automaticamente, entrando em
funcionamento novamente quando a pressão no reservatório atinge níveis abaixo dos
desejados.

c) RESFRIADOR - Tem a função de resfriar o ar aquecido pela compressão e, ao mesmo


tempo, eliminar boa parte da umidade (condensado) por condensação. O resfriador
posterior serve para eliminar partículas estranhas de água, evitar acidentes causados
pela explosão de mistura ar/óleo e, também, eliminar a maior quantidade de óleo
queimado.

d) PURGADOR (Separador) - É dotado de defletores que fazem o ar percorrer um caminho


sinuoso a fim de eliminar a umidade, que escorre para uma câmara inferior a fim de ser
drenada, manual ou automaticamente.

e) RESERVATÓRIO - Armazena o ar e compensa as flutuações de pressão na rede,


evitando pulsações. Tem a função também de retirar a umidade através de um dreno
inferior.

f) SECADOR - É um subsistema com finalidade específica de retirar a umidade do ar de


controle. Por este processo é possível reduzir o percentual de água até 0,001 g/m³.

g) VÁLVULA REGULADORA DE PRESSÃO – Regula a pressão de ar na linha de


distribuição.

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5.2.2 Métodos de tratamento de ar comprimido

d Na sua composição, além do oxigênio, nitrogênio e um pequeno percentual de outros


gases, o ar contém partículas sólidas, vapores de hidrocarbonetos variados e vapor
de água.

Quando o compressor aspira, e comprimindo o ar atmosférico, faz aparecer


umidade em forma de vapores de água ( o condensado ).

d O condensado, se não for eliminado, pode causar alguns inconvenientes, tais como:
corrosão nas tubulações, nos elementos de controle e comando, nas máquinas,
entupimento dos orifícios e mau funcionamento do sistema, dentre outros.

No caso de o condensado atingir os elementos pneumáticos, não se pode garantir o


perfeito funcionamento desses elementos, pois:

d Partículas estranhas sólidas como: sais, poeiras, ferrugem e outros resíduos,


influenciam negativamente no funcionamento das instalações pneumáticas.

d Resíduos de óleo do compressor, em contato com o ar de controle, formam uma


mistura gasosa de ar e óleo que pode provocar explosões à temperatura acima de
80 °C.

Portanto, é muito importante um controle crítico da umidade contida no ar


comprimido.

A quantidade de umidade depende, em primeiro lugar, da umidade relativa do ar, que


por sua vez depende da temperatura e condições atmosféricas. Por essa razão é importante
sabermos utilizar o diagrama de ponto de orvalho.

Para uma utilização simples e prática é necessário definirmos as expressões


técnicas a seguir:

a) Umidade absoluta – é quantidade de água contida em 1 m³ de ar.


b) A quantidade de saturação – é a quantidade máxima de água admitida em 1
m³ de ar a uma temperatura determinada.
c) Umidade relativa (ponto de orvalho) – é a relação entre a umidade relativa e a
quantidade de saturação.

" Exemplos:

d De acordo com a curva do ponto de orvalho, com uma temperatura de 20°C a


quantidade de água em 1 m³ de ar é de 17,3 gramas.

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Fig. 5.2 – Curva do ponto de orvalho.

5.2.2.1 Resfriamento do Ar

A água livre em um sistema de ar é extremamente indesejável, pois pode causar


aríete hidráulico, ferrugem e estrangulamento de válvulas. Já o óleo atua como um
isolante térmico eficiente. As paredes em contato com o ar devem ser mantidas limpas para
que o resfriamento seja eficiente.

Você sabia?

d A quantidade de umidade que o ar pode absorver depende apenas do volume e da


temperatura, e não tem nenhuma relação com a pressão.

d O resfriamento entre estágios se destina à aumentar a eficiência.

d A razão principal do resfriamento posterior à compressão é remover o máximo de


umidade quanto possível antes que o ar passe a rede de distribuição.

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" Exemplos:
d Quando o ar a 50% de umidade é comprimido a, digamos, um oitavo do seu
volume original, ele satura (chega a 100% de umidade) a 2 atmosferas, desde
que a temperatura permaneça constante, e, depois deste ponto, o excesso de
água é depositado na forma líquida, de modo que, no final, foram depositados
três quartos do conteúdo original de umidade.

d Na prática, é claro, o ar se aquece ao ser comprimido, e, assim, é capaz de absorver


mais água do que quando se resfria.

Fig. 5.3 – Resfriador de ar.

Se o ar de controle for resfriado logo que deixa o compressor, a maior parte da


umidade pode ser eliminada antes que o ar passe a tubulação; se ele ainda estiver morno, a
umidade formará uma névoa nas paredes do tubo e será arrastada pela corrente de ar.

Para compressores pequenos, em geral se considera suficiente o resfriamento


natural, como, por exemplo, circulação de ar envolta de uma serpentina com aletas ou fazer
o ar de controle circular por uma tubulação instalada pelo lado de fora de uma parede
voltada para o norte.

Instalações maiores geralmente justificam a utilização de um resfriador final, que é


um trocador de calor tubular (figura 5.4) onde a água passa entre tubos, no sentido
ascendente, e o ar flui para baixo. No fundo, um purgador de flutuação elimina a água e o
óleo depositados.

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5.2.2.2 Reservatório de Ar

O reservatório de ar de controle (ampola de ar), conectado após o compressor,


serve para melhorar a qualidade do ar de controle nos seguintes aspectos:

d estabilizar e nivelar as oscilações da rede durante o consumo de ar;

d esfriar o ar de controle, graças às notáveis superfícies do reservatório; e

d separar a umidade em forma de água.

d Após o reservatório, o ar de controle flui através das tubulações até alcançar os


outros componentes de tratamento de ar comprimido ou o elemento utilitário.

d Antes de entrar em cada circuito pneumático, o ar de controle deverá ser tratado


mais uma vez. Uma pré-filtragem separa do ar de controle as gotas maiores de
água e óleo

5.2.2.3 Secagem do Ar

Para certas aplicações, é essencial que o ar esteja mais seco do que o que se pode
conseguir com filtragem mecânica, e é então necessário reduzir o ponto de orvalho ao valor
estipulado. A redução do conteúdo de umidade abaixo de 100% é relativamente cara. Um
método é resfriar o ar até uma temperatura comparável com o conteúdo de umidade
requerido, mas isso raramente é feito hoje em dia. O processo mais popular é usar um
absorvente, como silício na forma de gel.

Você sabia?

d Absorver significa fixar, na sua massa sólida ou líquida, uma substância gasosa.
Em uma instalação de ar de controle, geralmente há dois absorvedores de umidade.
Ambos são equipados com aquecedores, e o que não está sendo usado é mantido
aquecido, com um pequeno fluxo de ar que retira a umidade e descarrega na atmosfera.

d O calor (Q) necessário para reativar o gel é a soma do calor latente da


água evaporada (q1) e as perdas de calor para a atmosfera (q2) na
temperatura de cerca de 300ºF (Q = q1 + q2).

Na entrada do secador, o ar de controle assume um movimento de rotação. A fim de


evitar que as paredes internas dos secadores fiquem sujas e oleosas, deve-se instalar um
pré-filtro para separar partículas maiores de impurezas e óleo.

Os principais processos de secagem são:


a) secagem por absorção;
b) secagem por adsorsão (regeneração);
c) secagem a frio.

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A) Secagem por Absorção

d É um procedimento químico, no qual uma massa secante, colocada no recipiente de


secagem, mistura-se com as gotas de água existentes no ar e deposita-se no fundo do
recipiente.

Para manter um consumo mínimo do


elemento, deverá ser mantida uma
temperatura do ar na entrada em torno de
293º K (20º C). O processo de absorção
oferece as seguintes vantagens:
a) instalações simples;
b) desgastes mecânicos reduzidos (não
há partes móveis); e
c) nenhum consumo de energia extra.

Fig. 5.4 – Secador para o processos de absorção.

B ) Secagem por Adsorsão

Este processo é também denominado de “secagem por regeneração”.

Fig. 5.5 – Sistema de secagem por adsorção.

d É um processo físico, baseado na propriedade que alguns corpos sólidos possuem de


fixar substâncias em sua superfície.

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O material secante, que tem a propriedade de adsorver umidade do ar de controle,
mais conhecido é a “silicagel”. Ela tem forma granulada e é composta por quase 100% de
dióxido de silício.

d O processo de regeneração da silicagel é bastante simples, soprando ar quente em


sentido contrário ao da secagem, consegue-se dele tirar a umidade do mesmo.

Na maior parte dos casos, colocam-se dois secadores em paralelo e, enquanto um


está em processo de secagem, o outro esta em fase de regeneração e vice-versa. A
capacidade de adsorsão da silicagel é limitada, e em condições normais deve ser
substituída a cada 2 ou 3 anos.

C) Secagem a Frio

Este Processo baseia-se na propriedade de o ar de controle esfriado a uma


temperatura abaixo do ponto de orvalho produzir condensação.

dA secagem do ar ocorre da
seguinte maneira: o ar com-
primido vindo do compressor
e, por isso, quente flui primei-
ramente por um trocador de
calor ar-ar, onde é pré-esfri-
ado pelo ar seco e frio, pro-
veniente do sistema de refri-
geração e, em conseqüência,
a água e partículas de o óleo
que existam no ar são sepa-
radas.

Fig. 5.6 – Sistema de secagem a frio.

d ar de controle pré-esfriado entra no segundo trocador de calor, que possui uma


serpentina por onde circula um fluido refrigerante. Neste ponto, o ar é refrigerado a uma
temperatura de aproximadamente 274,7ºK ou 1,7ºC. e novamente são separadas água e
partículas de óleo.

d ar de controle seco retorna à primeira parte do secador, entra pelo lado secundário e
assume a tarefa de pré-esfriar o ar de controle que flui pelo lado primário.

5.2.2.4 Pré-aquecimento do Ar

d O motivo principal do pré-aquecimento em instalações fixas é evitar temperaturas


excessivamente baixas devido ao resfriamento por expansão, que poderiam levar à
formação de gelo.

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Quando se dispõe do calor residual, pode-se usá-lo com vantagem para o
aquecimento do ar, desde que o aquecedor esteja imediatamente antes do ponto de
consumo. Porém, a forma mais adequada de aquecimento do ar é utilizar um trocador de
calor tubular a vapor.

5.2.3 Filtros de Ar de Controle

Nos sistemas atuais, o ar encontra-se geralmente à temperatura ambiente e à


pressão de linha, enquanto que a água a ser removida é uma fina suspensão no ar. Para
alcançar o máximo de eficácia é comum usar um filtro para cada máquina ou circuito de
comando/controle pneumático, o qual deve ser montado imediatamente após a conexão à
linha de alimentação.

O filtro pode ser montado como componente simples (figura 5.7), em conjunto com
o regulador de pressão (figura 5.8), ou ainda como unidade de conservação (figura
5.10), ou seja, em conjunto com o regulador de pressão e um lubrificador por borrifo de
óleo.

Depois de deixar o filtro, o ar não deve conter água excedente, mas ainda estará a
100% de umidade, e as condições de fluxo inevitavelmente farão cair a pressão, de
modo que a umidade relativa pode cair a algo menos que 100% no ponto de utilização. Se
houver uma válvula redutora, a umidade cairá ainda mais, e, se houver presença de água, o
ar será capaz de reabsorver a água presente.

Um filtro de ar convencional é essencialmente um separador de água e opera


segundo um princípio completamente diferente do de um filtro, digamos, de óleo hidráulico.
Sua eficiência depende do posicionamento das vias de fluxo e do elemento filtrante.

Você sabia?

d Num filtro de óleo, o elemento filtrante é projetado para impedir a passagem de


partículas indesejáveis, desde que os poros do elemento sejam suficientemente
pequenos.

d Um filtro de ar, baseia-se nas diferenças em viscosidade e densidade entre ar e


água, e não é de forma alguma impermeável à água.

Funcionamento

d No filtro mostrado na figura 5.7, o ar penetra pelo topo, dirigindo-se para baixo,
acompanhando as laterais do recipiente, passando por placas defletoras (1),
adquirindo um movimento circular. A idéia é fazer com que as partículas de água e de
materiais sólidos se dirijam à parede do recipiente (2) pelo efeito centrífugo. Quando
a direção do fluxo de ar se inverte, essas partículas ficam depositadas no fundo,
enquanto o ar flui para cima em direção a saída.

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d Quaisquer partículas de água remanescentes são retiradas pelo elemento filtrante (3)
localizado no centro. Este elemento é normalmente feito de material poroso
sintetizado, cuja porosidade varia de 30 a 70 µm. Esses poros, em forma de labirinto,
separam a água enquanto o ar passa, e a água escorre para o fundo do recipiente.

d Observa-se que o ar ainda está a 100% de umidade, e só pode recolher ou absorver


mais água se estiver se deslocando a uma velocidade suficiente para mantê-la contra
a força de gravidade.

d Periodicamente, deve-se fazer uma limpeza dos elementos filtrantes para retirar as
impurezas que ficam retidas. Em caso contrário, a vazão de ar será seriamente
comprometida.

Fig. 5.7 – Filtro de ar comprimido.

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5.2.3.1 Filtro de Ar e Regulador de Pressão Juntos

Nesta unidade (figura 5.8), o ar de controle flui da mesma forma como foi descrito
para o filtro anterior e, ao passar pelo elemento filtrante, encontra o regulador de pressão.

A regulagem da pressão ocorre da seguinte maneira:

d A membrana (8), forçada por um lado pela pressão de ar secundária e pelo outro lado
pela força da mola (9) ajustada pelo parafuso (10), produz uma força que equilibra o
sistema. Se a pressão de ar primária for superior à força de equilíbrio, a junta (6) é
pressionada contra a sede da válvula, impedindo admissão de ar de controle para o lado
secundário. Se a pressão secundária diminuir abaixo do valor do equilíbrio, a força da
mola (9) provoca um afastamento da junta (6) do assento, e o ar de controle pode
passar livremente até que restabeleça o equilíbrio. Para evitar vibração na válvula, é
prevista uma mola de amortização (5). Os orifícios de escape devem estar sempre
livres.

Fig. 5.8 – Filtro de ar e regulador de pressão.

5.2.3.2 Dreno Automático do Condensado

É empregado para evitar freqüentes intervenções manuais, quando no sistema de ar


de controle ocorre com freqüência acúmulo de impurezas e excesso de condensado.

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d O condensado passa do copo (10) por
meio do orifício (9) até a sede do êmbolo
entre duas juntas de vedação (8) e (8a).
Com o acúmulo do condensado, o
flutuador (2) se eleva, até que seja
alcançado um determinado nível de
condensado, que provoca a abertura do
no assento (1). Com essa abertura, o ar
de controle flui e alcança o tubo (3),
deslocando para direita o êmbolo (4) e
com ele a junta (8), deixando escoar
livremente o condensado (7).

d Com o nível do condensado baixando, o


flutuador (2) desce e o assento (1) é
fechado. Através do orifício (6), o ar de
controle sai livremente, a mola de
Fig. 5.9 – Purgador (dreno) automático de
pressão (5) recoloca o êmbolo (4) na condensado.
posição inicial, e a junta (8) fecha o
dreno do condensado.

5.2.3.3 Unidade de Conservação

A unidade de conservação é formada por um filtro de ar, um regulador de pressão


com manômetro e um lubrificador (figura 5.11).

dO ar comprimido atravessa o filtro, chegando ao regulador de pressão. Do regulador,


onde o ar é regulado para manter uma pressão desejada constante, o ar alcança o
lubrificador.

d Por que deve haver lubrificação do ar comprimido?

" Para que as peças móveis dos elementos pneumáticos sejam suficiente e
continuamente lubrificadas.

d Como é feita essa lubrificação?

" Por intermédio de um lubrificador adiciona-se na corrente de ar comprimido uma


certa quantidade de óleo lubrificante. O próprio ar comprimido, já lubrificado, se
encarrega de levar a lubrificação às peças internas dos equipamentos
pneumáticos.

Uma grande vantagem de adicionar o óleo neste ponto é que ele não pode formar uma
emulsão com a água depositada, como tende a acontecer com o óleo proveniente do
compressor. A colocação do filtro local garante que a umidade livre, presente no ar que
penetra na ferramenta, seja desprezível.

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O lubrificado de ar trabalha segundo o princípio de Venturi.

dA diferença de pressão ∆P
entre a pressão antes do
bocal nebulizador e a pres-
são no ponto de estrangu-
lamento do bocal, será apro-
veitada para sugar óleo de
um reservatório e, misturá-lo
com o ar em forma de ne-
blina.
Fig. 5.10 – Princípio de Venturi aplicado ao lubrificador de ar de
controle.

Fig. 5.11 – Unidade de conservação.

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5.2.4 Válvulas de Pressão

Em todas as instalações são observadas as seguintes características:


a) existe uma pressão de trabalho ideal e uma pressão mínima de funcionamento;
b) há constante oscilações da pressão;
c) pressão muito elevada, que produz grandes perdas de energia e um desgaste
antecipado dos componentes internos dos elementos pneumático; e
d) pressão baixa, que é economicamente desvantajosa, visto que diminui o
rendimento do trabalho.

Por esses motivos, é necessário que existam válvulas reguladoras de pressão de ar


para cada tipo de aplicação pneumática, as quais podem ser:

a - válvula reguladora de pressão;


b - válvula limitadora de pressão; e
c - válvula de seqüência.
Neste momento vamos estudar apenas a válvula reguladora de pressão. As outras
serão estudadas na seção 5.6.1.

5.2.4.1 Válvula Reguladora de Pressão

Essa válvula tem a tarefa de manter a pressão de trabalho sem que haja variações,
mesmo com a pressão oscilante da rede de alimentação. A pressão de entrada mínima deve
ser maior que a pressão de saída.

Elas podem ser encontradas com compensação de vazão, também denominada


com orifício de escape (figura 5.12) e sem compensação de vazão ou sem orifício de
escape (figura 5.13).

a) Válvula Reguladora de pressão com compensação de vazão (figura 5.12)

Neste tipo é possível compensar uma sobrepressão secundária. O excesso de


pressão no lado secundário, além da pressão pré-ajustada, é eliminado através do orifício
de escape.

Funcionamento

d O diafragma (1), preso a haste da válvula (4), sofre por um lado a pressão primária do
ar de controle que flui pela entrada do regulador e atua no O’ring (5), e pelo outro lado
atua a força de a ação de uma mola (2) ajustada manualmente pelo volante (3). A força
resultante desse sistema deve alcançar um estado de equilíbrio.

d Obs. Os orifícios de escape não devem ser fechados, por nenhum motivo.

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d Se a pressão secundária supera o
valor previsto, por exemplo, por causa
do efeito de forças externas sobre os
elementos de trabalho, ou por uma
regulagem mais baixa da mola de
pressão (2), a haste da válvula (4)
será deslocada do assento da válvula
(8) e o ar de controle do lado
secundário fluirá através do orifício de
escape (9) para o exterior, até
restabelecer a pressão prevista.

d Em casos de grandes vazões na


saída, para evitar uma queda na
pressão secundária, o orifício de
compensação (7) reduz a pressão
que age no diafragma (1), garantindo
uma grande passagem de fluxo. Para
evitar vibrações, foi previsto um Fig. 5.12 – Válvula reguladora de pressão com
amortecedor (6). compensação de vazão.

b) Válvula Reguladora de pressão sem compensação de vazão (figura 5.13)

A desvantagem desta válvula é que na parte central da membrana não existe o


orifício de escape e, portanto, o ar em excesso na saída não pode escapar para a
atmosfera.

Funcionamento

d Por meio do parafuso de ajuste (2) é


tensionada a mola (8) juntamente com o
diafragma (3), que atua no pino do obturador
(6), encostado no outro lado do diafragma, que
por sua vez, atua no obturador (5), regulando
uma maior ou menor passagem de ar do lado
primário para o secundário.

d Se do lado secundário não houver passagem


de ar, a pressão cresce e força o diafragma
(3) contra a mola (8). Desta forma, a mola (7)
pressiona o conjunto pino do obturador (5) e
obturador (6) para baixo, e a passagem de ar Fig. 5.13 – Válvula reguladora de pressão sem
é fechada. orifício de escape.

Somente quando houver demanda de ar pelo lado secundário é que o ar comprimido


do lado primário voltará a fluir.

220
5.2.5

REGULADOR DE
VISCOSIDADE (CCM).
C- alarme
FA/28

TP
SS.3

30V001
SIST. PRINCIPAL SBTO.15.43 SBTO.6.1
P/AS UNIDADES DE AR COMPRIMIDO. a CCM SBTO.06.21 28V001
MISTURADORAS 30V002 VER SEÇÃO 2.05.
CAIXA DE CONTROLE
DE O.C. P/MCASs VÁLVULAS VISUAL DE DESCARGA
VER SEÇÃO 2.17. 30V003 PNEUMÁTICAS DE ÓLEO.
(COMPARTIMENTO COMPARTIMENTO DO
SIST. DE AR DE DO GÁS INERTE). AR CONDICIONADO. ACESSO A CASA
SERVIÇOS GERAIS VER SEÇÃO 3.16. VER SEÇÃO 3.12. CCC DE BOMBA AR.
VER SEÇÃO 3.18.

SBTO SBTO SBTO SBTO SBTO SBTO SBTO SBTO


.20.8 .20.9 25.17 06.20 15.40 15.41 15.45 15.42

ABBO.32.8
SS.5 alarme
VENTILAÇÃO DE BB
C
a FLAPS
DESUMIDIFICADOR TP REGULADOR DE
DE AR. VISCOSIDADE (Local)
L-painel de FA/31
controle
FLAPS
SBTO
AMPOLA DE 6.8
AR DE
AABO.32.3 CONTROLE AABO AABO AABO SBTO SBTO SBTO SBTO SBTO SBTO SBTO

221
32.4 32.5 32.6 6.2 6.3 6.4 6.5 6.6 6.7 6.9
FLAPS

F FA/32
AABO.32. 7
TRAVADA NA POSIÇÃO
T Vc FLAPS
FECHADA
Distribuição de Ar de Controle nos Navio

VENTILAÇÃO DE BE
VÁLV. TERMOSTÁTICA SEPARADOR VÁLVULA DE DESCARGA FILTRO DE
DE CONTROLE DO ÓLEO-ÁGUA CONTROLE DE DE EFLUENTES DESCARGA DAS FECHAMENTO DOS FLAPS
SBTO.15.39 AQUECEDOR DE O.C. DO SISTEMA NÍVEL DO TQ. PARA O BOMBAS DE DE VENTILAÇÃO DA PRAÇA
DO MCP. DE ESGOTO CASCATA DE INCINERADOR LUBRIFICAÇÃO DE MÁQUINAS.
VER SEÇÃO 2.27. DO PORÃO. OBSERVAÇÃO. VER SEÇÃO 3.15. PRINCIPAL.

Fig. 5.8 – Sistema típico de ar de controle de navio.


VER SEÇÃO 3.02. VER SEÇÃO VER SEÇÃO 2.22.
SBTO.25.18 2.02.

SBTO.6.10 SBTO. SBTO.6.14 SBTO.6.15 REGULADOR DE SBTO.6.16 SBTO.6.17 SBTO.15.44


6.11 VISCOSIDADE(CCM)
O.C. P/ MCP
SBTO.
6.11
PURIFICADOR DE PURIFICADOR DE FILTRO DE MANÔMETRO
SBTO.
ÓLEO DIESEL E ÓLEO LUBRIFICANTE. DESCARGA
6.12
PURIFICADOR DE VER SEÇÃO 3.04. DAS BOMBAS
T Vc
ÓLEO PESADO(2) SBTO Ã DE RECALQUE
5.2.5.1 Exercício Proposto

1 ) De acordo com o que foi estudado até o momento, analise a instalação de ar


comprimido do navio que estiver embarcado ou de um que possa visitar, dando
atenção especial ao sistema de ar de controle.

d Tome como exemplo o análise do sistema de desumificador de ar do navio Nilza,


descrito a seguir.

" Exemplo de um sistema desumidificador de Ar de Controle de um Navio:


A unidade desumificadora compõe-se basicamente de um sistema de refrigeração,
que opera com freon R-12, e de um trocador de calor. Remove a umidade, poeira e o óleo
do ar de controle. As partículas são eliminadas por filtragem. A umidade é removida,
resfriando-se o ar até o ponto de orvalho. O condensado é drenado.

d Preparação da Unidade

a - Verificar se óleo do cárter do seu compressor está a nível de serviço.

b - Verificar se as correias de acionamento do compressor estão tencionadas


corretamente.

d Nota – As válvulas 32V070 e 32V071 deverão ser totalmente abertas e depois fechadas
½ volta a fim de permitir a operação do manômetro e do mano-vacuômetro. Para
operação normal a válvula 32V072 deverá ser totalmente aberta, a fim de fechar a
conexão de recarga de freon.

d Operação da Unidade

a - No grupo demarrador n.º 1, fechar o disjuntor.

b - No painel de controle local, fechar o disjuntor, a luz indicadora da energia acenderá, e a


operação será controlada automaticamente.

d Verificações Durante a Operação

a - Verificar se a pressão de descarga do compressor está dentro da faixa normal de


operação 6,0 a 11 Kg/cm2.

b - Verificar se a pressão de aspiração do compressor está no intervalo compreendido


entre 0,1 e 2,0 Kg/cm2.

c - Verificar a válvula 32V070 de aspiração do compressor. Em operação normal, essa


válvula deverá ficar úmida; se estiver coberta de gelo, será necessário um ajuste na
válvula de expansão 32V073.

d - Verificar o nível do óleo do compressor.

e - Verificar se há ruídos anormais.

222
f - Observar se as correias de acionamento do compressor não estão deslizando.

g - Verificar o estado de limpeza da colmeia do condensador.

h - Observar o período de troca da sílica-gel do secador.

d Parada da Unidade

a - Fechar a válvula CA068V de entrada de ar no desumidificador.

b - No painel local, pressionar o botão de parada e abrir o disjuntor.

d Dispositivo de Segurança

Os seguintes dispositivos foram instalados no sistema a fim de proteger a unidade


desumidificadora de ar:

a - um termostato pára o compressor, quando a temperatura de saída do ar do evaporador


cai para 5ºC e parte o mesmo quando alcança 7ºC;

b - um pressostato pára o compressor, quando a pressão de aspiração cai par 0,1 Kg/cm2 e
parte o mesmo quando alcança 1,5 Kg/cm2;

c - um pressostato pára o compressor quando a pressão de descarga atinge 14,0 Kg/cm2. A


partida do compressor deverá ser feita manualmente, rearmando-se o disjuntor e
pressionando-se o botão de partida;

d - um termostato com alarme de temperatura alta na saída do ar de controle do


desumidificador.

223
CA112V
VER 2. 6. 1
SISTEMA DE AR
DE CONTROLE TA
TS
H
CA113V

CA067V

CA074V
CA068V

TS

CA069V
CA003V

224
28V017

VER 2. 6. 1 VER 2. 5. 1
SISTEMA DE AR SISTEMA DE AR
DE CONTROLE DE CONTROLE
32V073

PS PS

Fig. 5.14 – Sistema desumidificador de ar de controle de um navio.


32V070 32V071 AR DE
RESFRIAMENTO

RESERVATÓRIO
CONDENSADOR DE
COMPRESSOR LÍQUIDO
AST SECADOR
P
32V072
5.3 ELEMENTOS DOS CIRCUITOS PNEUMÁTICOS

5.3.1 Características dos Circuitos Pneumáticos

Os circuitos pneumáticos empregam energia do ar comprimido para executar o


trabalho e são constituídos por elementos interligados, de forma adequada, por meio de
tubos.

Os componentes dos circuitos pneumáticos são classificados como elemento:

a - emissor de sinal;

b - de comando; e

c - de trabalho.

Eles se destinam a assegurar que a distribuição de ar ao cilindro ou aos cilindros


seja feita no momento exato. A figura 5.15 ilustra esses elementos.

O elemento de trabalho, em sua maioria, é um cilindro com êmbolo, o qual


executa um movimento de translação quando se introduz alternadamente, nas câmaras,
ar comprimido.

Os elementos emissores de sinais e os de comando são denominados válvulas


de controle direcional. A denominação “válvula” é válida, considerando-se que é a
linguagem empregada internacionalmente para esse tipo de construção.

De acordo com a Norma DIN/ISO1219 e conforme a recomendações da Comissão


Européia de Transmissões Óleo-Hidráulicas e Pneumáticas (CETOP), as válvulas são
definidas como:

d Elementos de comando para partida, parada e direção ou regulagem.


As válvulas regulam também a pressão ou vazão do fluido armazenado em um
reservatório ou movimentado por uma bomba. Segundo suas funções elas se subdividem
em 5 grupos:

1. válvulas de Controle Direcionais (VCD);


2. válvulas de Bloqueio;
3. válvulas de Controle de Pressão;
4. válvulas de Controle de Fluxo (vazão); e
5. válvulas de Fechamento.

225
Fig. 5.15 – Estrutura dos elementos dos circuitos pneumáticos.

5.3.2 Designação dos Elementos Pneumáticos

Para designar os elementos pneumáticos ou identificar uma ligação correta entre


eles, faz-se uso de um dos seguintes métodos:

a) designação/identificação por algarismos;

b) designação/identificação por letras.

5.3.2.1 Designação por Algarismo

A Norma ISO 5.599 recomenda que as numerações sejam feitas conforme


demonstrado na tabela 5.1, a seguir. Mas existem várias possibilidades de representação
através de algarismos, que são encontradas nos circuitos pneumático e eletropneumático.

226
d Um tipo de designação/identificação muito empregada consiste em designar o elemento
por um número de grupo e de um sistema de numeração corrente no interior do
grupo.

" Por exemplo: Elemento número 12, grupo 4


Divisão de grupos:

• Para todos os elementos do abastecimento de energia. Grupo 0:

• Para designação das diversas cadeias de comando (normalmente um Grupo 1, 2, 3....:


número de grupo por cilindro).

Sistemas por numeração corrente:


• Identificação do elementos de trabalho. 0

• Identificação do elementos de comando. 1

• Todos os elementos que influenciam o avanço do elemento de


(números pares) 2, 4, ....
trabalho.
• Todos os elementos que influenciam o retorno. (números impares) 3, 5, ....

• Identificação dos elementos que ficam entre o elemento de comando e


01, 02...:
o elemento de trabalho, p. ex. válvulas de fluxo.

As figuras 5.16 e 5.17 mostra a correspondência das designações com os elementos.

d Entretanto, ressalta-se, que esta correspondência unívoca a cada grupo ou ao avanço


ou retorno de um elemento de trabalho não pode ocorrer sempre. Em comandos mais
complexos, existem, na maioria das vezes, sobreposições, i. e., sinais de um elemento
agem sobre diversos grupos.

Fig. 5.16 – Designação/identificação por número.

227
5.3.2.2 Designação Por Letras

Este tipo de designação é aplicado principalmente no desenvolvimento metódico de


esquemas, onde há necessidade de operações de cálculo ou onde as relações podem ser
efetuadas de modo mais simples e de fácil supervisão através de letras.

d Elementos de trabalhos são designados por letras maiúsculas, elementos de sinais


ou chaves fim de curso com letras minúsculas.

Fig. 5.17– Designação/identificação por letra.

" Observação - As chaves fim de curso (elementos de sinal) são influenciadas pela
haste do cilindro que os aciona. As figuras 5.16 e 5.17 mostra esta
correspondência.

• Designação dos elementos de trabalho (cilindros). A,B,C,.

• Designações das chaves fim de curso acionadas na posição final traseira dos cilindros a, b, c,
A, B, C,...

• Designações das chaves fim de curso acionadas na posições final dianteira dos a1,b1,c1,
cilindros A, B, C, ...

d Convém chamar atenção sobre o fato de que existe a possibilidade, analogamente à


eletricidade, de utilizar uma combinação de algarismos e letras para a designação dos
elementos.

d Nos manuais da FESTO, nas ligações das válvulas, as vias são identificadas com letras
maiúsculas conforme Norma DIN, ou por números conforme Norma ISO. A tabela a
seguir demonstra essa forma de identificação.

228
TIPO DE LIGAÇÃO DIN ISO

• Linha de alimentação (entrada) ou de pressão P 1

• Vias para utilização (saídas) A, B, C, D 2, 4, 6

• Escapes (exaustão) R, S, T 3, 5, 7

• Linhas de comando (pilotagem) Z, Y, X 12, 14, 17

5.3.3 Simbologia dos Elementos dos Circuitos Pneumáticos

d Neste momento, vamos estudar os principais símbolos empregados para os elementos


dos circuitos pneumáticos, por entendermos ser muito importante que todos os
profissionais que lidam com sistemas pneumáticos demonstre segurança na leitura e
interpretação dos circuitos pneumáticos. E a forma mais fácil de adquirir esse
conhecimento é familiarizar-se com esses símbolos.

Os símbolos indicam somente a função desempenhada pelos elementos, e não a


sua construção interna, a qual estudaremos mais adiante. A seguir veremos os principais
símbolos empregados.

5.3.3.1 Simbologia das Válvulas de Controle Direcional

Cada tecnologia apresenta propriedades e características básicas bastante


determinadas dos elementos, cujo conhecimento é indispensável para o projeto de circuitos
capazes de funcionar.

Na Pneumática, deve-se pensar na diversidade de estrutura dos elementos, por


exemplo nas propriedades construtivas das válvulas, como válvulas de esfera, válvulas de
assento e nas propriedades resultantes como o comportamento de comutação (gradativo ou
por impulsos), força de acionamento, comportamento de vazão (um único sentido ou
ambos), etc.

Para o projeto de esquemas existem as mais diversas possibilidades. Um fato,


entretanto, é comum a todos: podem ser compostos a partir de determinados circuitos
fundamentais fixos. Isto significa que o conhecimento destes circuitos fundamentais é
indispensável. E estes mostram as possibilidades de utilização e campos de aplicação dos
elementos individuais.

Todos os equipamentos devem ser representados no esquemas na posição inicial de


comando. Caso isto não seja possível ou caso não se proceda desta maneira, é necessário
fazer uma observação.

Quando válvulas com posição normal forem desenhadas em estado acionado, isto
deve ser indicado, por exemplo, por meio de seta ou, em caso de chave fim de curso,
desenho do ressalto.

229
Definição das posições segundo DIN 24300

d Posição normal: posição de comando ocupada pelas partes móveis da válvulas,


quando esta não estiver ligada ( para válvulas com existência de reposicionamento)

d Posição inicial: posição que as partes móveis da válvulas ocupam após a sua
montagem em uma instalação e ligação da pressão da rede e com a qual o programa
de comutação previsto inicia.

• As posições das válvulas são representadas por meio de


quadrados.
Fig. 5-18a

• O número de quadrados unidos indica o número de


posições que uma válvula pode assumir. Exemplo, duas
posições. Fig. 5-18 b

• Válvula com três posições de comando. Posição central


= posição de repouso.
Fig. 5-18 c

O funcionamento é representado simbolicamente dentro dos quadros:

• As linhas indicam as vias de passagem. As setas indicam


o sentido do fluxo.
Fig. 5.19a

• Os bloqueios são indicados dentro dos quadrados com


traços transversais. Fig. 5.19b

• A união de via dentro de uma válvula é simbolizada por um


ponto. Fig. 5.19c

• As conexões (entrada e saída) serão caracterizadas por


traços externos e o número de traços indica o número de
vias. Fig. 5.19d

O triângulo é o símbolo que representa a via de escape (exaustão).

• Escape livre (sem conexão). Fig. 5.19e

• Escape dirigido (com conexão).


Fig. 5.19f

As VCDs são identificadas em função do número de vias (conexões) e do número


das posições de comando. A simbologia empregada é demonstrada nas figuras 5.20(a) até
5.20(l).

dO primeiro número indica a quantidade de vias e o segundo número indica a


quantidade das posições de comando da válvula. As conexões de pilotagem não são
consideradas como vias.

230
DENOMINAÇÃO POSIÇÃO SÍMBOLO

VCD de 2 vias e 2 posições (2/2). Fechada.

Fig. 5.20 a

VCD de 2 vias e 2 posições (2/2). Aberta.

Fig. 5.20 b

VCD de 3 vias e 2 posições (3/2). Fechada.

Fig. 5.20 c

VCD de 3 vias e 2 posições (3/2). Aberta.

Fig. 5.20 d

VCD de 3 vias e 3 posições (3/3). Centro fechado.


Fig. 5.20 f

Uma via em pressão.


VCD de 4 vias e 2 posições (4/2).
Uma via em exaustão.
Fig. 5.20 g

VCD de 4 vias e 3 posições (4/3). Centro fechado.


Fig. 5.20 h

VCD de 4 vias e 3 posições (4/3). Centro aberto para exaustão.


Fig. 5.20 i

VCD de 5 vias e 2 posições (5/2). Uma via de pressão.


Dois orifícios de escape.
Fig. 5.20 j

VCD de 5 vias e 3 posições (5/3). Três posições de fluxo.

Fig. 5.20 k

VCD de 5 vias e 4 posições (5/4). Quatro posições de fluxo.

Fig. 5.20 l

Tipos de Acionamento

De acordo com as normas técnicas, os símbolos dos elementos de acionamento são


desenhados horizontalmente no lado dos retângulos. Normalmente no retângulo da

231
esquerda, representa-se o avanço e no retângulo da direita o retorno. O acionamento das
válvulas, dependendo da necessidade do projeto, pode ser feito como demostrado na
simbologia a seguir.

TIPO DE SIMBOLOS
ACIONAMENTO

Geral Botão Alavanca Pedal

MUSCULAR

Carne Mola Rolete Rolete escamoteável (gatilho)

MECÂNICO

Por Por Por pressão Por acréscimo de Por decréscimo de


acréscimo de decréscimo diferencial pressão na válvula pressão na válvula
pressão de pressão de pré-comando de pré-comando
(positivo) (negativo) (servopiloto (servopiloto-
PNEUMÁTICO
positivo) negativo)

Eletroímã (bobina solenóide) Solenóide com dois enrola- Solenóide com dois
com um enrolamentos ativos mentos ativos no mesmo enrolamentos ativos em
ELÉTRICO sentido sentido contrário

Por solenóide e válvula de pré-comando Por solenóide ou válvula de pré-


pneumático comando
COMBINADO

Fig. 5.21 – Tipos de acionamentos das VCD.

" Exemplo1:

• Válvula de controle direcional de 3 vias, 2 posições,


acionada por alavanca, retorno por mola e escape
dirigido.

Fig. 5.22a

" Exemplo2:

• Válvula de controle direcional de 4 vias, 2 posições,


comandada por servopiloto-positivo e escape livre.

Fig. 5.22b

232
5.3.3.2 Simbologia das Válvulas de Bloqueio

▪ Válvula de retenção sem mola


Fig. 5-23a

▪ Válvula de retenção com mola


Fig. 5.23b

▪ Válvula de retenção comandada


Fig. 5.23c

▪ Válvula alternadora (elemento lógico


OU)
Fig. 5.23d

▪ Válvula de escape rápido

Fig. 5.23e

▪ Válvula de simultaneidade (elemento


E)
Fig. 5.23f

5.3.3.3 Simbologia das Válvulas de Pressão

▪ Válvula limitadora de pressão regulável (alívio)

Fig. 5.24a

▪ Válvula de seqüência regulável com escape

Fig. 5.24b

▪ Válvula reguladora de pressão sem orifício de


escape
Fig. 5.24c

▪ Válvula reguladora de pressão com orifício de


escape
Fig. 5.24d

233
5.3.3.4 Simbologia das Válvula de Fluxo

▪ Válvula de fluxo com estrangulamento constante


Fig. 5.25a

▪ Válvula de diafragma com estrangulamento


constante
Fig. 5.25b

▪ Válvula reguladora de fluxo com estrangulamento


regulável nos dois sentidos
Fig. 5.25c

▪ Válvula reguladora de fluxo com acionamento


manual

Fig. 5.25d

▪ Válvula reguladora de fluxo com acionamento por


rolete e retorno por mola
Fig. 5.25e

▪ Válvula reguladora de fluxo unidirecional com


retorno livre
Fig. 5.25f

▪ Válvula reguladora de fluxo unidirecional com


diafragma e retorno livre
Fig. 5.25g

5.3.3.5 Simbologia de Elementos de Transmissão de Energia

▪ Válvula de fechamento.
Fig. 5.26a

▪ Silenciador.
Fig. 5.26b

▪ Reservatório pneumático (acumulador). Fig. 5.26c

▪ Filtro.

Fig. 5.26d

▪ Separador de água com dreno manual.

Fig. 5.26e

234
▪ Separador de água com dreno
automático.
Fig. 5.26f

▪ Filtro com separador de água com dreno


automático.
Fig. 5.26g

▪ Secador de ar.

Fig. 5.26h

▪ Lubrificador.
Fig. 5.26i

▪ Unidade de conservação.
Fig. 5.26j

▪ Resfriador (refrigerador).

Fig. 5.26k

5.3.3.6 Simbologia dos Cilindros Pneumáticos

▪ Cilindro de simples ação com


retorno por força externa.
Fig. 5.27a

▪ Cilindro de simples ação com


retorno por mola.
Fig. 5.27b

▪ Cilindro de dupla ação com haste


de êmbolo unilateral.
Fig. 5.27c

▪ Cilindro de dupla ação com haste


de êmbolo passante.
Fig. 5.27d

235
▪ Cilindro diferencial com haste de
êmbolo reforçada.

Fig. 5.27e

▪ Cilindro de dupla ação com


amortecimento regulável em
ambos os lados.

Fig. 5.27f

5.4 VÁLVULAS DE CONTROLE DIRECIONAL (VCD)

As VCDs são empregadas para fazer a distribuição do ar de controle. Seu


funcionamento é semelhante ao das válvulas de distribuição de vapor das antigas
máquinas alternativas a vapor, ou seja, uma VCD comunica alternadamente a fonte de ar
de controle a cada uma das câmaras do cilindro e, ao mesmo tempo, assegura um escape
do ar contido na outra câmara.

d Os tipos mais comuns de VCD possuem saídas binárias, isto é, ou um ou zero.


São válvulas de duas posições que permanecem em uma posição até que seja
aplicado um sinal na direção oposta (de comutação).

d Quando a válvula estiver na sua posição de repouso normalmente fechada, dizemos


que ela é NF e quando estiver normalmente aberta, dizemos que é NA. Em inglês NF é
igual a NC e NA é igual a NO.

5.4.1 Características de Construção

As características de construção das válvulas determinam sua vida útil, força de


acionamento, possibilidade de ligação e tamanho. Segundo a construção, temos os
seguintes tipos:

a) válvulas de sede: a1 - Válvulas de sede esférica;

a2 - Válvulas de sede prato;

b) válvulas corrediças: b1 - Corrediça longitudinal (carretel);

b2 - Corrediça plana longitudinal ( comutador); e

b3 - Corrediça giratória (disco).

236
5.4.2 Válvulas de Sede

As válvulas de sede também são denominadas de válvulas de assento. Destacam-se


as seguintes características:

a - São de construção simples;


b - para vedação dos orifícios (vias), geralmente emprega-se um elastômetro
(borracha) como elemento vedante;

c - possuem poucas peças de desgaste;


d - tem uma longa vida útil;
e - são robustas e insensíveis a sujeira;
f - a força de acionamento é relativamente alta, pois é necessário vencer a força da
mola de retorno e a pressão do ar comprimido que age sobre a área do elemento
de vedação.

Em função do elemento vedante estás válvulas, classificam-se em:

a) válvulas de esfera;

b) válvula de prato; e

c) válvula de cone.

5.4.2.1 Válvulas de Sede Tipo Esfera.

A s válvulas de sede esférica se caracterizam por suas reduzidas dimensões e por


sua simplicidade. E o acionamento pode ser realizado por meio manual ou mecânico.

Funcionamento

Neste tipo de válvula uma mola força a esfera


contra a sede evitando que o ar comprimido passe da via
de pressão (P) para a via de trabalho (A). Acionando-se a
válvula, afasta-se a esfera da sede. Para isto, é
necessário vencer a força da mola e a força do ar
comprimindo.

SÍMBOLO – Fig. 5-28b.

Identificação: VCD de 2 posições (aberta e fechada), 2


vias, pois há um orifício de entrada e um de saída (P e
Fig. 5.28a – Válvula de sede esférica.
A), normalmente aberta (NA), acionamento por cames e
retorno por mola.

237
Se for construído um canal de exaustão passando pela haste de acionamento, as
válvulas de esfera podem ser empregadas também como válvulas direcionais de 3/3 vias.

d No exemplo ao lado temos uma


válvula de controle direcional (VCD)
de 3 vias, pois há um orifício de
entrada, um de saída e um de
escape (P, A e R), 2 posições
(aberta e fechada), NF acionamento
mecânico por cames e retorno por
mola.

SÍMBOLO – Fig. 5.29b.

Fig. 5.29a – Válvula de sede esférica 3/3 vias.

5.4.2.2 Válvula de Sede Tipo Prato

d O princípio estabelecido para a sede de prato é de que um pequeno movimento do


prato libera uma grande área para o fluxo do ar.
d As válvulas de sede de prato possuem um tempo de comutação curto e podem
ser de prato único ou de prato duplo.

Fig. 5.30a - Válvula de sede tipo prato único– VCD 3/2 Fig. 5.30b – Válvula de sede tipo prato duplo –
vias NA. VCD 3/2 vias NF.

SÍMBOLO – Fig. 5.30c. SÍMBOLO – Fig. 5.30d.

238
Exaustão cruzada

Em algumas válvulas que possuem movimento lento, pode ocorrer que, ao ser
acionada, sejam interligados, num campo limitado, todos os três orifícios (vias): P (1), A (2)
e R (3) o que provoca um escape livre de um grande volume de ar, sem que seja
aproveitado para o trabalho. A isso denominamos de “exaustão cruzada”. A válvula
mostrada na fig. 5.30b é um exemplo.

Para evitar exaustão cruzada são construídas válvulas de sede de prato único .
Segundo este princípio não existe perda de ar quando de uma comutação lenta. A fig. 5.31
ilustra uma válvula desse tipo.

Funcionamento das válvulas de sede de prato único (sem cruzamento)

" No exemplo da figura 5.3, temos uma válvula de 3 vias, pois tem uma via de
entrada (P), uma via de saída (A) e uma via de escape (R), 2 posições de
comando (fechada e aberta) é normalmente fechada (NF), o acionamento é
mecânico por cames e o retorno é por mola.

" Na posição de repouso, a via P está bloqueada pelo prato e a via A comunicando-
se com a via R. Dizemos então que esta em escape ou exaustão.

" Havendo um pequeno acionamento do cames é fechado primeiro a passagem de


A para R (escape), pois essa via é vedada pela haste do cames. Empurrado ainda
mais o cames, o prato afasta-se da sede, abrindo a passagem P para A; o retorno
se dá por meio da mola.

Fig. 5.31a – Válvula de sede tipo prato 3/2 vias, Fig. 5.31b - Válvula de sede tipo prato 3/2 vias,
NF– Posição Repouso. NF– Posição Acionada.

Identificação: VCD 3/2 vias, NF, acionamento por cames e SÍMBOLO – Fig. 5.31c
retorno por mola

d As válvulas direcionais de 3/2 vias são utilizadas para comandar cilindros de ação
simples ou como emissores de sinal para pilotar válvulas de comando.

239
Um outro exemplo de válvula sede tipo prato 3/2 vias é a normalmente aberta
(NA), mostrada na figura 5.32.

" Nesta, na posição de repouso há comunicação da via P com a via A, por esta
razão dizemos que esta aberta;

" ao ser acionada, é fechada primeiramente a ligação P Î A, com um prato e


posteriormente é ligada as vias A Î R através de um segundo prato. Uma mola
retorna o cames com os dois pratos para posição inicial.

Fig. 5.32a - Válvula de sede tipo prato 3/2 vias, NA


– Posição Repouso. Fig. 5.32b - Válvula de sede tipo prato 3/2 vias,
NA – Posição Acionada.
SÍMBOLO – Fig. 5.32c
" Identificação: VCD 3/2 vias, NA, acionamento
mecânico por cames, retorno por mola e escape livre.

Combinando duas válvulas de 3/2 vias, construídas com sede de prato, obtemos
uma válvula direcional de 4/2 vias, sendo uma válvula em posição inicial fechada e a outra
em posição inicial aberta (figura 5.33a e b).

d Esta válvula é livre de exaustão cruzada.


d As VCD 4/2 vias são usadas em comando de cilindro de dupla ação, como mostrado
na figura 5.67 (elemento 1.1).

" Nas válvulas de 4 posição e 2 vias, como a da fig. 5.33a e b, na posição de


repouso, estão abertas as vias de 1 para 4 e de 2 para 3.

" Ao serem acionados simultaneamente os dois cames, serão fechadas as vias de 1


para 4 e de 2 para 3. Empurrando-se ainda mais os cames até que os pratos
desloquem a mola de retorno, serão comutadas as vias de 1 para 2 e de 4 para 3.

240
Fig. 5.33a - Válvula de sede tipo prato 4/2 vias, NA – Fig. 5.33b - Válvula de sede tipo prato 4/2 vias, NA
Posição Repouso. – Posição Acionada.

SÍMBOLO – Fig. 5.33c.


" Identificação: VCD 4/2 vias, NA, acionamento por
cames, retorno por mola e escape livre.

Uma outra variante de válvula de sede tipo prato de 3/2 vias é mostrada no exemplo
da figura 5.34. Na verdade o que muda, em relação a da figura 5.31a é o tipo de
acionamento que passa a ser por ar de controle.

Fig. 5.34a - VCD de sede tipo prato com


acionamento por ar – Posição Repouso.
Fig. 5.34b - VCD de sede de prato com
acionamento por ar – Posição Acionada.

" Identificação: VCD 3/2 vias, NF, acionamento por ar de SÍMBOLO – Fig. 5.34c

comando, retorno por mola e escape livre.

241
" Neste exemplo, na posição de repouso, não há pressão de ar de comando na via
Z, então a via P esta bloqueada e a via A comunica-se com a via R.

" Na posição acionada, haverá pressão de ar de comando na via Z, que desloca o


pistão de comando, o qual fecha a via R e aciona o prato, que libera a
comunicação da via p com a via R. Cessada a ação do ar de comando, uma mola
empurra o conjunto para posição de repouso.

" Exemplo 2

d Uma outra VCD com princípio de sede de prato de 3/2 vias pilotada por ar é ilustrada na
figura 5.35. A pressão mínima de acionamento é de 120 Kpa (1,2 bar); a pressão de
trabalho é de 600 Kpa ( 6 bar). A faixa de pressão está entre 120 Kpa a 800 Kpa ( 1,2 a
8 bar). A vazão nominal Qn é de 100 l/min.

Fig. 5.35a - VCD de sede tipo prato 3/2 vias, NF e Fig. 5.35b - VCD de sede tipo prato 3/2 vias, NF e
com membrana – Posição de repouso. com membrana – Posição acionada.

" Funcionamento: A pressão de comando na conexão Z


SIMBOLO – Fig. 5.35c.

aciona uma membrana ligada ao pistão de comutação,


afastando o prato de sua sede, comunicando-se, assim,
as vias P com A e fechando a via R. Cessada a
pressão de ar na conexão Z, uma mola empurra o
pistão para a posição inicial, fechando a via P e
comunicando as vias A com R.

5.4.2.3 Válvula Direcional Tipo Assento Flutuante

As válvulas baseadas no princípio de assento flutuante são do tipo biestável, ou


seja, são comutadas por impulsos alternados, ou melhor, mantêm a posição de comando
até receber um novo impulso. A figura 5.36 exemplifica uma VCD 5/2 vias baseada nesse
princípio.

242
Fig. 5.36a – VCD tipo assento flutuante - Posição
repouso.
Fig. 5.36b – VCD tipo assento flutuante – Posição
acionada.

" Funcionamento - O pistão de comando desloca-se como SIMBOLO – Fig. 5.36c.


no sistema de corrediça, ao ser submetido à pressão. No
centro do pistão de comando encontra-se um prato com
anel vedante, o qual seleciona as vias de trabalho A e B,
com a via de entrada P de pressão. A exaustão é feita
através das vias R e S. É uma VCD 5/2 vias, pilotada por
ar.

5.4.2.4 Válvula de Controle Direcional de Sede de Prato


Servocomandada

dO sistema de servocomando é empregado para reduzir a força de atuação em


válvulas direcionais com comando mecânico.

Seu emprego depende da força de acionamento requerida para a válvula. Em


válvulas de 1/8” a pressão de serviço fica em torno de 600Kpa (6 bar) e força de
acionamento resulta num valor de 1,8N (0,180 Kp).

Funcionamento:

d A válvula piloto é alimentada por meio de uma pequena passagem com o canal de
alimentação P. Acionando a alavanca do rolete, abre-se a válvula de servocomando. O
ar comprimido flui para a membrana e movimenta o prato da válvula principal para
baixo.

d A comutação da válvula é feita da seguinte forma: primeiro, fecha-se a via de A para R,


depois, abre-se a via de P para A.

d O retorno é feito após soltar-se a alavanca do rolete. Isto provoca o fechamento da


passagem do ar para a membrana, e posterior exaustão.

d Uma mola repõe o pistão de comando da válvula principal na posição inicial.

243
Fig. 5.37b - VCD de sede de prato,
Fig. 5.37a - VCD de sede de prato, acionada
acionada por rolete com servocomando, 3/2
por rolete com servocomando, 3/2 vias NF.
vias NF. Posição acionada.
Posição de repouso.

" VCD de 3 vias, 2 posições, acionamento por rolete,


SÍMBOLO – Fig. 5.37c.

servocomandada, normalmente fechada (NF) e retorno


por mola.

Este tipo de válvula pode ser utilizada como válvula normalmente fechada (figura 5-
37) ou aberta (figura 5-38). É necessário apenas intercambiar as vias P e R e deslocando
em 180° o cabeçote de acionamento.

Fig. 5.38a - VCD de sede de prato, acionada por Fig. 5.38a - VCD de sede de prato, acionada por
rolete com servocomando, 3/2 vias NA. Posição de rolete com servocomando, 3/2 vias NA. Posição
repouso. acionada.

" Válvulas direcional de 3/2 vias, acionamento por


SÍMBOLO Fig. 5.38c.

rolete, servocomandada, NA e retorno por mola.

244
Em válvulas direcionais servocomandadas de 4/2 vias serão, através da válvula
piloto, acionadas simultaneamente duas membranas e dois pistões de comando que
comunicam as vias de ligação. A força de acionamento não se altera; é de 1,8 N (0,180 Kp).

Fig. 5.39b - VCD de sede de prato, acionada por


Fig. 5.39a - VCD de sede de prato, acionada por
rolete com servocomando, 4/2 vias NA. Posição
rolete com servocomando, 4/2 vias NA. Posição de
acionada.
repouso.

" VCD de 4 vias 2 posições, acionamento por rolete,


SÍMBOLO Fig. 5-39c

servocomandada, e retorno por mola. Designação


por número.

5.4.3 Válvulas Corrediças

Os diversos pontos de ligação das válvulas corrediças serão interligados e fechados


por pistões corrediços, comutadores corrediços ou discos giratórios.

5.4.3.1 Válvula Corrediça Longitudinal

Fig. 5.40a – VCD tipo corrediça longitudinal, 5/2 vias.


Posição de repouso. Fig. 5.40b – VCD tipo corrediça longitudinal, 5/2 vias.
Posição acionada.

" VCD de 5 vias, 2 posições, pilotada por ar,


SÍMBOLO Fig. 5-40c.

normalmente para a posição de repouso.

245
As principais características destas válvulas são:

a - Este tipo de válvula tem como elemento de comando um pistão que


seleciona as ligações mediante seu movimento longitudinal.

b - A força de acionamento é pequena, pois não é necessário vencer a pressão


do ar ou da mola, ambas inexistentes (como nos princípios de sede esférica
e de prato).

c - Neste tipo de válvulas são possíveis todos os tipos de acionamento: manual,


mecânico, elétrico e pneumático. O mesmo é válido também para o retorno à
posição inicial.

d - O curso é relativamente mais longo do que as válvulas de assento assim


como os tempos de comutação.

d A vedação neste tipo de válvula corrediça é a conhecida vedação “metal sobre metal”,
da hidráulica.

É bastante problemática; por isso, requer um perfeito ajuste da corrediça no corpo


da válvula. A folga admitida não deve ser maior do que 0.002 a 0,004 mm. Uma folga maior
provocaria grandes vazamentos internos. Para maior eficiência empregam-se três tipos de
vedação, conforme mostradas nas figuras 5.43 a, b e c:

Fig. 5.41 a – VCD tipo corrediça longitudinal, 5/2 vias. Vedação com anéis O-Ring.

Fig. 5.41b - VCD tipo corrediça longitudinal, 5/2 vias. Vedação com guarnições
duplas tipo copo montadas no pistão (dinãmico).

246
Fig. 5.41c - Vedação com guarnições duplas com anéis O-Ring
montadas no corpo da válvula (estático).

As aberturas das vias para passagem de ar podem ser distribuídas na circunferência


da bucha do pistão, evitando assim danificações dos elementos vedantes, conforme é
mostrado nas figuras 5.41 a, b e c.

Fig. 5.42a – VCD tipo corrediça de acionamento


manual. Posição de repouso. Fig. 5.42b – VCD tipo corrediça de acionamento
manual. Posição acionada.

" Por deslocamento da bucha, serão comunicadas as vias SÍMBOLO - Fig. 5.42c.
de P para A ou de A para R. Esta válvula, de construção
simples, é utilizada como válvula de fechamento
(alimentação geral) antes da máquina ou do dispositivo
pneumático. É uma VCD de 3 vias por 2 posições,
acionamento manual e normalmente fechada.

5.4.3.2 Válvula Corrediça Plana Longitudinal

Esta construção tem para comutação um pistão de comando. A seleção das ligações
é feita por uma corrediça plana adicional. A corrediça se ajusta automaticamente pela
pressão do ar e pela mola montada. As câmaras de ar são vedadas por anéis O-Ring
montados no pistão de comando; não existem furos na camisa do pistão, que poderiam
provocar danificação na vedação.

247
Fig. 5.43a – VCD tipo corrediça plana longitudinal Fig. 5.43b – VCD tipo corrediça plana longitudinal
pilotada por ar, 4/2 vias. Posição de repouso. pilotada por ar, 4/2 vias. Posição de acionada.

d A comutação é feita por impulso pneumático. Mediante um breve SÍMBOLO - Fig. 5.43c.
sinal pneumático na ligação de comando Y, a corrediça une P com
B e A com R. Outro sinal do lado Z liga P com A e B com R. Não
havendo ar para comando, a válvula permanece em posição
estável até que seja dado outro sinal do lado oposto
(comportamento biestável).

5.4.3.3 Comando por Impulso Bilateral de Pressão:

Uma outra forma de comandar uma válvula corrediça plana longitudinal é por alívio
de pressão (impulso negativo). A figura 5.44 ilustra este tipo.

Fig. 5.44a – VCD tipo corrediça plana longitudinal de Fig. 5.44b – VCD tipo corrediça plana longitudinal
4/2 vias. Comando por alívio bilateral de pressão. de 4/2 vias. Comando por alívio bilateral de
Posição de repouso. pressão. Posição acionada.

Neste tipo de válvula existe equilíbrio de forças, visto que, SÍMBOLO - Fig. 5.44c
havendo ar comprimido na via P, ambos os lados do pistão de
comando também ficam sob pressão. Para isso, existem em ambos
os lados do pistão de comando pequenos orifícios, os quais estão
ligados com o canal P.

248
Funcionamento

d Não havendo ar de comando no canal Y, a pressão cai deste lado e, existindo ar de


comando no canal Z, haverá uma pressão maior, que empurra o pistão de comando para
o lado despressurizado. Desta forma, a via P será ligada com a via B, e a via de trabalho
A com o escape R.

d Após fechar o canal de comando Y, a pressão aumenta outra vez nesta câmara, e o
pistão permanece em sua posição até que, por abertura do canal de comando Z, ocorra
uma comutação em direção contrária. Isto resulta numa comunicação da segunda via de
trabalho A com a via P e da via B com a via R.

A instalação de um circuito pneumático com estas válvulas fica simples e econômica,


porém não é muito seguro, porque, no caso de rompimento de uma tubulação da válvula,
ela será automaticamente invertida. Comandos e exigências suplementares não podem ser
solucionados em todos os casos. Em diferentes comprimentos de tubulação de comando
(volume), pode suceder, ao ligar a energia, uma comutação falsa. Para garantir uma
comutação perfeita, é necessário manter o volume da câmara tão pequeno quanto possível.
A figura 5.67 ilustra um circuito pneumático que emprega este tipo de válvula.

5.4.3.4 Válvula Corrediça Giratória

Estas válvulas são geralmente de acionamento manual ou por pedal, visto que é
difícil adaptar outro tipo de acionamento a elas. São fabricadas geralmente como válvulas
direcionais de 3/3 vias ou 4/3 vias. Mediante o deslocamento rotativo de duas corrediças,
pode ser feita a comunicação dos canais entre si.

Fig. 5.45b
Fig. 5.45a

Fig. 5.45c Fig. 5.45d

249
d Observando-se as figuras, verifica-se que, na posição SÍMBOLO - Fig. 5.45e
central, todos os canais estão bloqueados. Por essa razão o
êmbolo do cilindro pode parar em qualquer posição do seu
curso, porém essas posições intermediárias não podem ser
fixadas com exatidão. Devido à compressibilidade do ar
comprimido, ao variar a carga, a haste também varia sua
posição.

Fig. 5.45 – VCD tipo corrediça giratória de 4/3 vias. Comando por alavanca. Posição central fechada.

Prolongando os canais das corrediças, consegue-se um outro tipo de posição central


(posição central em exaustão), como é demonstrado na figura 5.64.

Fig. 5.46b
Fig. 5.46a

Fig. 5.46c
Fig. 5.46d

dA figura 5.46e mostra, na posição central, as vias A e B SÍMBOLO - Fig. 5.46e


conectadas com escape. Nesta posição, o êmbolo do cilindro
pode ser movido por força externa, até a posição de ajuste.

d Exemplo de aplicação desta válvula pode ser visto na figura


5.65.

5.4.4 Valores de Vazão nas Válvulas

A queda de pressão e vazão em válvulas pneumáticas são fatores importantes para


o usuário. Por esta razão os elementos pneumáticos trazem o valor da vazão nominal (Qn).
A escolha do elemento adequado depende de:

250
a - volume e velocidade de cilindro;
b - número de comandos necessários;
c - queda de pressão admissível.

5.5 VÁLVULAS DE BLOQUEIO


São elementos que bloqueiam a passagem de ar, preferencialmente em um só
sentido e permitindo a passagem livre em direção contrária. A pressão do lado de entrada
atua sobre o elemento vedante e permite, com isso, uma vedação perfeita da válvula.

5.5.1 Válvula de Retenção

Esta válvula impedem completamente a passagem em uma direção; em direção


contrária, o ar flui com a mínima queda de pressão. O fechamento em um sentido pode ser
feito por esfera, placa ou membrana.

SÍMBOLO

Fig. 5.47c
Fig. 5.47a - Sentido de fluxo bloqueado. Fig. 5.47b – Sentido de fluxo livre.

Fig. 547 – Válvula de retenção.

5.5.2 Válvula Alternadora (OU)

Também chamada válvula de comando duplo, ou dupla retenção, ou elemento


lógico OU (em inglês igual a OR).

Esta válvula possui duas entradas 12 e 14, e uma saída 2. Quando o ar comprimido
entra em 12, a esfera bloqueia a entrada 14, e o ar circula de 12 para 2. Em sentido
contrário, quando o ar circula de 14 para 2, a entrada 12 fica bloqueada. Quando um dos
lados de um cilindro ou de uma válvula entra em exaustão, a esfera permanece na posição
em que se encontrava antes do retorno do ar.

SÍMBOLO

Fig. 5.48c.

Fig. 5.48a – Fluxo pela entrada 14. Fig. 5.48b – Fluxo pela entrada 12.

Fig. 5.48 - Válvula Alternadora ou elemento lógico OU.

251
d Esta válvula seleciona sinais emitidos por válvulas de “sinais” provenientes de diversos
pontos e impede o escape de ar por uma segunda válvula.

d Se um cilindro ou uma válvula de comando devem ser acionados de dois ou mais


lugares, é necessária a utilização desta válvula (alternadora).

5.5.3 Válvula Reguladora de Fluxo Unidirecional

Também é conhecida como “válvula reguladora de velocidade”, pois é utilizada para


a regulagem da velocidade de trabalho nos cilindros pneumáticos. Nesta válvula, a
regulagem do fluxo é feita somente em uma direção. Uma válvula de retenção fecha a
passagem numa direção, e o ar pode fluir somente através da secção regulável. Em sentido
contrário, o ar passa livre através da válvula de retenção aberta.

d Para os cilindros de dupla ação, podem ser empregadas para regular a velocidade de
avanço e a de retorno do êmbolo.

d As válvulas reguladoras de fluxo unidirecional devem ficar o mais próximo possível dos
cilindros.

SÍMBOLO

Fig. 5.49c.
Fig. 5.49a – Fluxo bloqueado. Fig. 5.49b – Fluxo regulado.

Fig. 5.49 Válvula reguladora de fluxo unidirecional.

Este tipo de válvula pode ser montada diretamente no cilindro. Neste caso, utiliza
como obturador um elemento semi-esférico que executa a mesma função da membrana
(diafragma), do modelo anterior. A figura a seguir ilustra essa outra opção.

252
Fig. 5.50a - Regulagem da saída de ar no cilindro.
Fig. 5.50b – Regulagem da entrada de ar no cilindro.

Regulagem da entrada de ar (regulagem primária):

Neste caso, as válvulas reguladoras de fluxo unidirecional são montadas de modo


que o estrangulamento seja feito na entrada do ar para o cilindro. O ar de retorno pode fluir
para atmosfera pela válvula de retenção. Ligeiras variações de carga na haste do pistão,
provocadas, por exemplo, ao passar pela chave fim de curso, resultam em grandes
diferenças de velocidade do avanço. Por esta razão, a regulagem na entrada é utilizada
unicamente para cilindros de simples ação ou de pequeno volume.

Regulagem da saída de ar (regulagem secundária):

Neste caso, o ar de alimentação entra livremente no cilindro, sendo estrangulado o ar


de saída. Com isso, o êmbolo fica submetido a duas pressões de ar. Esta montagem da
válvula reguladora de fluxo unidirecional melhora muito a conduta do avanço, razão pela
qual a regulagem em cilindros de dupla ação deve ser efetuada na saída do ar da câmara
do cilindro.

Em cilindros de pequeno diâmetro (pequeno volume) ou de pequeno curso, a


pressão no lado da exaustão não pode aumentar com suficiente rapidez, sendo
eventualmente obrigatório o emprego conjunto de válvulas reguladoras de fluxo unidirecional
para a entrada e para a saída do ar das câmaras dos cilindros, a fim de se conseguir a
velocidade desejada.

5 . 5 . 3 . 1 V á l v u l a R e g u l a d o r a de Fluxo U n i d i r e c i o n a l c o m A c i o n a m e n t o
Mecânico

São utilizadas quando houver necessidade de alterar a velocidade do êmbolo de um


cilindro, de simples ação ou dupla ação, durante o seu trajeto.

253
SÍMBOLO

Fig. 5.51c

Fig. 5.51a – VRU em repouso. Fig. 5.51b – VRU acionada.

Fig. 5.51 - Válvula reguladora de fluxo unidirecional com acionamento mecânico regulável rolete

d A regulagem da velocidade inicial é conseguida por meio de um parafuso. Um


came, que força o rolete para baixo, regula a secção transversal de passagem.

d Para os cilindros de dupla ação, podem ser utilizadas como amortecimento de


fim de curso. Antes do avanço ou recuo se completar, a massa de ar é
sustentada por um fechamento ou redução da secção transversal da exaustão.
Esta aplicação se faz quando for recomendável um esforço no amortecimento de
fim de curso. Em sentido contrário, o ar desloca uma vedação do seu assento e
passa livremente.

5.5.4 Válvula de Escape Rápido

Esta válvula é usada para aumentar a velocidade de retorno dos êmbolos dos
cilindros, principalmente em cilindros de simples ação. Ela evita que o ar de escape seja
obrigado a passar por uma canalização longa e de diâmetro pequeno até a válvula de
comando. O mais recomendável é colocar o escape rápido diretamente no cilindro ou então
o mais próximo possível do mesmo.

A válvula é dotada de uma conexão de pressão P, uma conexão de escape R. O ar


flui até a saída A. Quando a pressão em P deixa de existir, o ar, que agora retorna pela
conexão A, movimenta a membrana de vedação contra a conexão P, provocando seu
bloqueio. Dessa forma, o ar pode escapar por R rapidamente para a atmosfera. A figura
5.52 a e b ilustra esta válvula.

254
SÍMBOLO

Fig. 5.52c

Fig. 5.52 a – Posição de trabalho. Fig. 5.52b – Posição de exaustão.

Fig. 5.52 - Válvula de escape rápido.

5.5.5 Válvulas de Simultaneidade

Esta válvula é também chamada de elemento lógico E ( em inglês é AND). É


utilizada como elemento de segurança em circuitos pneumáticos com comandos de
bloqueio, em funções de controle e operações lógicas.

b Ela possui duas entradas X e Y e uma de saída A. O ar comprimido pode passar


unicamente quando houver pressão em ambas as entradas.

SÍMBOLO

Fig. 5.53b

Fig. 5.53a - Válvula de simultaneidade ou elemento lógico E.

b Um sinal de entrada em X ou Y impede o fluxo para A, em virtude do desequilíbrio


das forças que atuam sobre a peça móvel.

b Quando existe uma diferença de tempo dos sinais de pressão, o último sinal é a que
chega à saída.

b Se os sinais de entrada são de pressões diferentes, a maior pressão bloqueia um


lado da válvula, e a pressão menor chega até a saída A.

255
Fig. 5.53c - Válvula de simultaneidade - Sinal de Fig. 5.53d - Válvula de simultaneidade - Sinal de
pressão em Y. pressão em X.

5.5.6 Válvula Limitadora de Pressão

Estas válvulas são utilizadas, sobretudo, como válvula de segurança (válvula de


alívio). Não permitem um aumento da pressão no sistema, acima da pressão máxima
ajustada. Alcançada na entrada da válvula o valor máximo da pressão, abre-se a saída e o
ar escapa para atmosfera. A válvula permanece aberta até que a mola, após a pressão ter
caído abaixo do valor ajustado, volte a fechá-la.

5.5.7 Válvula de Seqüência

d O funcionamento é muito similar ao da válvula SÍMBOLO


limitadora de pressão.

d Abre-se a passagem quando é alcançada uma


pressão superior à ajustada pela mola. Quando no
comando Z é atingida uma certa pressão pré-
ajustada, o êmbolo aciona uma válvula 3/2 vias, de Fig. 5.54
maneira a estabelecer um sinal de saída A

5.5.8 Válvulas de Fluxo

Estas válvulas tem influência sobre a quantidade (vazão) de ar comprimido que flui
por uma tubulação; a vazão será regulada em ambas as direções do fluxo. Os principais
tipos são:
a) válvula reguladora de vazão com estrangulamento regulável (figura 5.55a);
b) válvula reguladora de vazão com estrangulamento constante. Nesta válvula, o
comprimento do estrangulamento é maior do que o diâmetro; e
c) válvula reguladora de fluxo com acionamento mecânico e retorno por mola.

256
SÍMBOLO

Fig. 5.55b
Fig. 5.55a - Válvula reguladora de vazão com estrangulamento regulável.

5.5.9 Válvulas de Fechamento

São válvulas que abrem e


fecham a passagem do fluxo, sem
escalas. Uma utilização simples é
como torneira/ registro. A figura 5.56
ilustra este tipo de válvula.

Fig. 5.56 – Válvula de fechamento: reta e angular.

5.5.10 Combinações de Válvulas

Bloco de comando pneumático

Funcionamento:

d As duas válvulas distribuídas 3/2


(válvulas 1 e 2) são ligadas ao
orifício de alimentação P. Ao
acionar a válvula 2, o ar piloto
chega até a câmara do comando
Y, deslocando o pistão,
comunicando as vias P com A e
B com S.

d Se for acionada a válvula 1,


ocorrerá o inverso. A via P
comunica-se com B e a via A
com R.

Fig. 5.57a – Bloco de comando.

d Caso essa válvula seja atuada à distância e não diretamente nela, o sinal é dado em Z
ou em Y através das válvulas alternadoras. O processo dentro da válvula é o mesmo da
atuação direta.

257
d No bloco de comando estão ligadas duas válvulas reguladoras de fluxo. Com elas pode-
se regular o fluxo do ar nas saídas R e S.

" Exemplo:
Usando este bloco de comando em um cilindro de ação dupla, podem ser
executados movimentos individuais ou oscilantes. A figura 5.57b ilustra a aplicação.

Fig. 5.57b – Circuito de comando pneumático com bloco de comando.

Acionamento pneumático com comutação retardada (temporizador)

Esta unidade consiste em uma válvula direcional de 3/2 vias, com acionamento
pneumático, de uma válvula reguladora de fluxo e um reservatório de ar.

Temporizador normalmente fechado

Fig. 5.58a – Posição de repouso. Fig. 5.58b – Posição acionada.


Fig. 5.58 Temporizador (normalmente fechado).

258
Funcionamento:

d O ar de alimentação entra na válvula pelo orifício P. O ar de


comando entra na válvula pelo orifício Z e passa através de
uma reguladora de fluxo unidirecional. Conforme o ajuste da
válvula, passa uma quantidade maior ou menor de ar por
unidade de tempo para o depósito de ar, incorporado.
Fig. 5.58c

d Alcançada a pressão necessária de comutação, o êmbolo de comando afasta o prato do


assento da válvula dando passagem de ar de P para A. O tempo de formação da
pressão no reservatório corresponde ao retardo da válvula.

d Para que a válvula temporizadora retorne à sua posição inicial, é necessário exaurir o ar
do orifício Z. O ar do reservatório escapa através da válvula reguladora de fluxo; o piloto
da válvula direcional fica sem pressão, permitindo que a mola feche a válvula,
conectando a saída A com o escape R.

Temporizador (normalmente aberto).

Esta válvula também é uma combinação de válvulas, integrada por uma válvula de
3/2 vias, uma válvula reguladora de fluxo unidirecional e um reservatório de ar. A válvula
direcional 3/2 vias é uma válvula normalmente aberta.

Funcionamento:

SÍMBOLO

Fig. 5.59c

Fig. 5.59a – Posição de repouso. Fig. 5.59b – Posição acionado.

Fig. 5.59 Temporizador normalmente aberto.

d Também neste caso, o ar de comando entra em Z; uma vez estabelecida no reservatório


a pressão necessária para o comando, é atuada a válvula de 3/2 vias. Devido a isso, a
válvula fecha a passagem P para A . Nesse instante o orifício A entra em exaustão com
R. O tempo de retardo corresponde também ao tempo necessário para estabelecer a
pressão no reservatório.

d Caso seja retirado o ar de Z, a válvula de 3/2 vias voltará à sua posição inicial.

259
Em ambos os temporizadores, o tempo de retardo normal é de 0 a 30 segundos.
Este tempo pode ser prolongado com depósito adicional. Se o ar é limpo e a pressão
constante, podem ser obtidas temporizações exatas.

5.6 COMANDO E CONTROLE ELÉTRICO


O comando e controle elétrico de válvulas pneumáticas, graças aos controladores
lógicos programáveis (CLP), é hoje em dia, a técnica predominante, principalmente nos
navios da Marinha Mercante. Em relação aos outros meio de comando tem as seguintes
vantagens:

d é mais fácil usar fiação elétrica do que tubulação e, se as distâncias forem apreciáveis, a
operação pode ser mais rápida;

d também é possível executar esquemas muito mais elaborados ou complexos;


Os componentes principais são:

d válvulas acionadas por solenóides, também denominadas válvulas eletromagnéticas, as


quais constituem a base de todos os circuitos;

d interruptoresde limite, ou microcomutadores MAS, que servem para detectar o


movimento do êmbolo do cilindro, sem que haja o contato físico com a peça em
movimento;

d relés, que interpretam os sinais em todos os circuitos, com exceção dos mais simples, e
controlam os solenóides;

d outros componentes, como intervaladores e comutadores de pressão.


No circuito elétrico, a tensão de alimentação é retirada através de um interruptor de
isolamento, de um transformador de redução, que fornece uma voltagem segura para os
solenóides e comutadores. A lâmpada-piloto indica quando o circuito está ligado.

5.6.1 Válvulas Eletromagnéticas

Estas válvulas são utilizadas quando há necessidade do sinal de comando partir de


um timer elétrico, de uma chave fim de curso elétrica, de um pressostato ou de
controladores eletrônicos como o CLP, em virtude, principalmente, da distância entre a
central de controle (CCM) e o elemento atuador ser relativamente grande e o tempo de
comutação da válvula direcional ser curto. São mais conhecidas como válvulas solenóides.

As válvulas solenóides dividem-se em válvulas de comando direto e indireto


(servocomando). As de comando direto são usadas apenas para pequenas secções de
passagem. Para passagens maiores são usadas as válvulas de comando indireto.

260
Fig. 5.60a – VCD de acionamento por solenóide, Fig. 5.60b – VCD de acionamento por solenóide, 3/2
3/2 vias NF– Posição de repouso – vias NF– Posição acionada

Quando energizada a bobina, o induzido é puxado para SÍMBOLO


cima contra a mola. O resultado é a interligação das vias P e A
e o fechamento da via R pela extremidade superior do induzido.
Cessando o acionamento da bobina, a mola pressiona o
induzido contra a sede inferior da válvula e interrompe a ligação
de P para A e comunica a via A com R, permitindo o ar de
trabalho escapar. Esta válvula tem cruzamento de ar de
Fig. 5.60c
exaustão e o tempo de atuação é curto.

d Se ambas as solenóides forem ligadas ao mesmo tempo, a válvula principal não se


move.

d Qualquer uma das válvulas só precisa ser energizada momentaneamente.


d Caso se use somente uma válvula solenóide (figura 5.60 a), o retorno será por mola ou
pressão de ar, e neste caso a solenóide deverá ser energizada continuamente, a menos
que se possa providenciar um pulso de ar de retorno.

5.6.2 Válvulas Solenóides com Servocomando

Caracterizam-se pela construção do conjunto eletromagnético ser de tamanho


reduzido. Elas são formadas de duas válvulas: a válvula solenóide com servo, de medidas
reduzidas, e a válvula principal, acionada pelo ar do servo.
Funcionamento

d Na posição de repouso o núcleo da bobina está pressionado por uma mola contra a
sede da válvula piloto e da alimentação de ar (P), na válvula principal deriva uma
passagem para a sede da válvula de servocomando.

261
Fig. 5.61b - VCD de acionamento por solenóide, 4/2
Fig. 5.61a - VCD de acionamento por solenóide, 4/2 vias. Posição acionada.
vias. Posição de repouso.

SÍMBOLO
d VCD de 4 vias 2 posições, acionamento por solenóide e
servocomando e retorno por mola.

Fig. 5.61c

d Quando acionada ocorre a excitação da bobina, o induzido se ergue e o ar flui para o


pistão de comando da válvula principal, afastando o prato da sede. Havendo a mudança
de posição, o ar comprimido pode fluir de P para A, sem que ocorra cruzamento de
exaustão, pois a via de exaustão R foi fechada no mesmo instante da mudança de
posição.

d Em válvulas direcionais de 4/2 vias, ocorre, simultaneamente, uma inversão. O lado


fechado se abre e o lado aberto se fecha. Ao desenergizar a bobina, uma mola
pressiona o induzido sobre a sede e fecha a via do ar piloto. O pistão de comando da
válvula principal será recuado por uma mola na posição inicial.

262
5.7 CIRCUITOS PNEUMÁTICOS FUNDAMENTAIS
O conhecimento adquirido até o momento, relativo às qualidades do ar comprimido, à
simbologia dos elementos pneumáticos e às características das válvulas, permite nos
dedicar ao estudo de diversos circuitos pneumáticos e eletricopneumático.

Aspectos importantes nos circuitos pneumáticos:

d As canalizações devem ser, sempre que possível, desenhadas de modo retilíneo e sem
cruzamentos, no que, em comandos de volume não muito grande, as canalizações de
trabalho podem ser contínuas e as de comandos pontilhadas.
d No esquema acabado, podem ser representados ainda designações de conexões,
dados técnicos dos equipamentos, valores de ajuste e outros.
d Estrutura do esquema segundo a cadeira de comando.
d Fluxo de sinais de baixo para cima.
d Alimentação de energia de baixo para cima.
d A disposição física dos elementos não é considerada.
d Os cilindros e válvulas distribuidoras devem ser desenhados, se possível
horizontalmente.
d A posição dos elementos de sinais deve ser indicada por meio de um traço de
marcação.
d Em caso de emissão de sinal apenas em um sentido, dispor uma seta junto ao traço de
marcação.
d Decompor o comando global em cadeias de comando individuais.
d Desenhar as cadeias, sempre que possível, na seqüência do transcurso do movimento
lado a lado.
d Representar os equipamentos em posição inicial de comando.
d Desenhar as canalizações, sempre que possível, de modo retilíneo e sem cruzamentos.

5.7.1 Comando Direto

Nos problemas apresentados a seguir, vamos desenhar o circuito pneumático,


descrever a ação de comando ou de controle e citar as características principais.

Cilindro de Simples Ação

Existem várias maneiras de montar circuitos de comando direto para cilindro de


simples ação. Na figura 5.62 e 5.63 demonstramos a solução para dois problemas.

" Problema 1: A haste de um cilindro de simples ação deve executar um trabalho


quando acionado o botão de uma válvula de comando pneumático. Caso o botão
deixe de acionado, a haste do cilindro retorna para a posição de repouso.

263
Descrição do funcionamento

d Ao acionar a botoeira da VCD 1.1, comunica-se a via P


com a via A e o ar sob pressão atua no êmbolo do
cilindro 1.0, fazendo com que o mesmo se desloque
para executar o trabalho por meio de sua haste. Ao
liberar a botoeira da VCD 1.1, por ação da mola, a
válvula retorna à posição de repouso, bloqueando a
Fig. 5.62 - Comando direto de cilindro
de simples ação, com VCD 3/2 vias.
passagem de ar e comunicando a via A com a via R.
Desta forma por ação da mola do cilindro 1.0, o êmbolo
recua expulsando o ar da câmara do cilindro.

" Problema 2: A haste de um cilindro de simples ação deve executar um trabalho


quando receber um sinal de comando pneumático. Caso haja uma interrupção do
sinal, a haste do cilindro deve parar em qualquer posição.

Descrição do funcionamento

d Na posição central, P e A estão bloqueados.

d Ao acionar a alavanca para vante a via P


comunica-se com a via A, e o pistão do cilindro
1.0 movimenta-se para executar o trabalho.

d Acionando a alavanca para ré, a via A


comunica-se com a via R, e o ar de trabalho
escapa para a atmosfera e o pistão retorna à
Fig. 5.63 - Comando direto de um cilindro de posição de repouso.
simples ação com VCD de 3/3 vias, posição
central fechada, acionamento por alavanca.

Comando Direto de um Cilindro de Dupla Ação

" Problema 3: A haste de um cilindro de dupla ação deve retornar e avançar mediante
sinal de comando pneumático alternado.
Neste caso pode-se utilizar tanto uma válvula de 4/2 vias (figura 5.64) como também
uma de 5/2 vias. Na utilização de uma válvula de 5 vias, existe a possibilidade de serem
utilizados os escapes para os cursos de avanço e de retorno separadamente, o que
permitiria regular a velocidade de trabalho.

Como uma VCD de 4/2 vias é composta de duas funções de 3 vias, podem também
ser utilizadas duas válvulas de 3 vias para executar o mesmo comando. Neste tipo de
comando, existe a possibilidade de obter sobreposições desejadas.

264
Fig. 5-63
Descrição do Funcionamento

d Ao ser acionada a botoeira da VCD, ela muda de posição e


comunica a via 1 (de pressão) com a via 2 de saída
fazendo com que o pistão do cilindro se desloque
executando o trabalho. Ao retirar a ação de sobre a
botoeira a mola que estava comprimida se expande e
muda a posição da válvula para repouso, ou seja comunica
a via 2 com a via 3 (escape livre) e a via 1 (pressão) com a
via 4 (saída) acionando o pistão no percurso de retorno.

" Problema 4: A haste de um cilindro deve avançar, ao ser acionada uma válvula com
atuação manual, ou opcionalmente também através de um pedal.

Descrição do funcionamento
d Na posição central, as vias P, A e B estão
bloqueadas. Ao acionar a alavanca para
vante, a via P comunica-se com a via A; a
via B com a via R; e o pistão do cilindro 1.0
movimenta-se para executar o trabalho.

d Acionando-se a alavanca para a posição


intermediária, as vias P, A e B ficam
bloqueadas, e o pistão para na posição em
que estiver.
d Acionando-se a alavanca para ré, a via A
Fig. 5.64 - Comando de um cilindro de dupla ação comunica-se com a via R, o ar de trabalho
feito por meio de uma VCD de 4/3 vias, posição
central fechada, acionamento por alavanca.
escapa para a atmosfera, a via P comunica-
se com a B e o pistão retorna à posição de
repouso.

" Problema 5: Neste exemplo, na posição central, as vias A e B estão em exaustão. Isto
significa que ambas as câmaras do cilindro estão sem pressão, permitindo a
movimentação do pistão por força externa.
Descrição do funcionamento
d Ao se ,acionar a alavanca para vante, a via P
comunica-se com a via A, a via B com a via
R e o pistão do cilindro 1.0 movimenta-se
para executar o trabalho.

d Acionando-se a alavanca para a posição


intermediária, a via A comunica-se com a via
B e a R, o ar de trabalho escapa para a
Fig. 5.65 - Comando de um cilindro de dupla ação
feito por meio de uma VCD de 4/3 vias, posição atmosfera, e o pistão pára na posição em que
central comunicada com a via de escape, estiver, porém pode ser movimentado por
acionamento por alavanca.
força externa.

265
5.7.2 Comando Indireto

" Problema 7: Comando indireto de um cilindro de ação simples.


Este tipo de comando, apresentado na figura 5.66, é vantajoso, principalmente para
cilindros de grandes volumes e com longas tubulações de ar de comando. Visto que, ao
colocar uma válvula distribuidora de ar para o cilindro, é necessário que suas características
de construção sejam correspondentes às dimensões do cilindro. Desta maneira as
tubulações entre esta válvula e o cilindro podem ser bastante curtas, diminuindo o espaço
morto e, assim também, pode ser mantido pequeno o consumo de ar. Por outro lado o
trajeto entre elemento de sinal e elemento de comando pode ser transposto por uma
tubulação de comando de pequena secção transversal, fazendo com que haja um ganho de
tempo de comutação.

Descrição do funcionamento

Acionando-se a botoeira da VCD 1.2,


comunica-se as vias P com A, permitindo que o ar
comprimido atue, pela conexão Z, no pistão de
comando da VCD 1.1, deslocando o prato da válvula
contra a mola de retorno. Os orifícios P e A serão
interligados e o pistão do cilindro 1.0 executará o
trabalho. Deixando de acionar a botoeira da VCD
1.2, ocorrerá a exaustão do sinal de comando Z, o
pistão de comando será recolocado na posição
inicial por intermédio da mola. O prato fecha a via de
P para A e o ar da via de trabalho A escapa de
forma dirigida através de R. Fig. 5.66 - Esquema de comando indireto.

" Problema 8 : Comando indireto de um cilindro de ação dupla .


Neste circuito (figura 5.67), desaparece a possibilidade do comando direto. As
válvulas 1.2 e 1.3 estariam em condições de mover o êmbolo para frente e para trás em
conexão direta com o cilindro. Em cada posição final, entretanto, o êmbolo estaria sem
pressão e desta maneira não estaria fixo.

Convém ainda chamar atenção sobre o fato de que o presente tipo de comando
também é chamado de comando por impulsos. O elemento de comando, neste caso, é uma
válvula que é comutada em ambos os lados por acréscimo de pressão. Basta, neste caso,
um impulso para levar a válvula para uma outra posição de comando na qual é mantida por
forças de retenção ( por exemplo: atrito).

Denomina-se este tipo de válvula também de “válvula de impulso” (válvula com


comportamento de memória).

266
Descrição do funcionamento

d Mantendo-se acionada a botoeira


da VCD 1.2, comunica-se a via P
com A, permitindo que o ar
comprimido atue, pela conexão Z,
no pistão de comando da VCD 1.1,
deslocando a corrediça da válvula e
interligando as vias P e A. Então, o
ar de comando atua no pistão do
cilindro 1.0 que se deslocará
executando o trabalho.

Fig. 5.67 Esquema de comando por impulso positivo.

" Problema 9 : Comando indireto de um cilindro de ação dupla por alívio bilateral de
pressão (impulso negativo).
Descrição do funcionamento

d Havendo pressão de ar, o pistão do


cilindro 1.0 permanecerá parado, pois
haverá um equilíbrio de pressão nas
câmaras da VCD 1.1., mantendo
comunicada a via P com B e A com R.
Acionando-se a botoeira da VCD 1.3,
comunica-se as vias A com R,
permitindo que o ar comprimido da
câmara da conexão Z da VCD 1.1
escape, criando uma pressão menor
neste lado a qual permite a corrediça da
Fig. 5.68 Esquema de comando por impulso negativo.
válvula deslocar-se interligando as vias
P com A e B com R. Então, o ar
comprimido atua no pistão do cilindro
1.0, que se deslocará executando o
trabalho.

267
5.8 EXERCÍCIOS PROPOSTOS

Analise as propostas apresentadas a seguir e desenhe cada um dos circuitos


correspondentes.

1. O êmbolo de um cilindro de simples ação deve avançar por acionamento de uma


botoeira e retornar imediatamente à posição final após a liberação.

2. Uma porta deve ser aberta pelo trabalho executado por um cilindro de ação dupla,
comandado por uma botoeira.

3. O êmbolo de um cilindro de ação simples de grande volume ( grande diâmetro, curso


longo) deve avançar após o acionamento de uma válvula e retornar à posição final a
liberação desta válvula.

4. Pretende-se comandar um cilindro de ação dupla através de duas válvulas, V1 e V2, de


maneira que o êmbolo avance no acionamento da válvula V1 e permaneça em sua
posição final, mesmo após a liberação de V1, até que seja dado o sinal contrário para o
retorno através de V2.

5. Como no exercício proposto em 4, porém, deseja-se utilizar, em lugar do cilindro de


ação dupla, um de ação simples e, em geral, apenas válvulas com retorno por mola.

6. O êmbolo de um cilindro de ação dupla, após alcançar o final de seu curso de avanço,
deve acionar o seu próprio comando de retorno, se a botoeira da válvula que comanda
o avanço não estiver mais acionada.

7. Um cilindro de ação dupla deve ser comandado de maneira que o êmbolo execute
movimento oscilatório (vai-e-vem) de uma posição final à outra até que seja introduzido
o sinal contrário. O cilindro então deve parar na posição final traseira.

8. Pretende-se torna possível o avanço e o retorno da haste do êmbolo de um cilindro de


ação dupla através de teclado. O êmbolo deverá ser retido em qualquer posição
intermediária através da liberação do botão correspondente e, se possível, manter-se
nesta posição por atuação pneumática.

9. A velocidade do êmbolo de um cilindro de simples ação deve ser ajustável para o


avanço e retorno separadamente.

10. Um cilindro de dupla ação deve ser comandado, de maneira que o avanço possa ser
acionado ou através de um botão manual ou pedal, porém apenas se ao mesmo tempo
existir um sinal de retorno através de uma chave fim de curso adicional. O retorno deve
efetuar-se automaticamente, porém apenas em caso de existência de informação de
retorno. Se a informação de retorno não existir, os elementos de sinal devem emitir um
sinal acústico no acionamento.

268
11. A haste de êmbolo de um cilindro de dupla ação deve avançar através de um sinal de
partida manual e ser comutada na posição final. O retorno apenas deve efetuar-se, caso
na posição final exista pressão máxima no interior do cilindro.

12. Por meio o acionamento de um botão manual, o êmbolo de um cilindro de dupla ação
deve avançar, permanecer na posição final dianteira durante um certo tempo ajustável
e, em seguida, retornar por ação própria.

13. Através do acionamento de um botão pretende-se comandar alternadamente o avanço


e o retorno de um cilindro de dupla ação.

269
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