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Compensações da Miopia

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ESCOLA SECUNDÁRIA DO PADRÃO DA LEGUA

Ano Lectivo 2009/2010

3º A

TEMA

COMPENSAÇÕES DA MIOPIA

Prova de Aptidão Profissional | Evandro Gabriel

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Escola Secundária do Padrão da Légua (402412)

Preâmbulo

Relatório da Prova de Aptidão Profissional apresentado à escola Secundaria do Padrão da Légua para conclusão do curso profissional de Técnico de Ótica Ocular, de acordo com o consagrado na portaria 550/C, de 25de Maio, com as alterações introduzidas pela portaria 797/2006, de 7 de Junho.

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Agradecimentos:
A realização deste trabalho não teria sido possível sem o contributo de muitos, a quem presto os meus sinceros agradecimentos:  À Escola Secundaria do Padrão da Légua que forneceu as instalações e os meios para a realização deste trabalho;  À professora de Português e diretora de turma, Fátima Velásquez pela ajuda gramatical e linguística fornecida;  Ao Diretor de curso, Professor Jaime Lucas, pelo apoio dado para a realização do projeto;  Ao meu orientador da Prova de Aptidão Profissional, Professor Miguel Costa, pela orientação e ajuda concedido ao desenvolvimento do projeto;  Ao Dr. Álvaro Martins, da ótica AllainAfflelou de Matosinhos pelo seu apoio e colaboração do desenvolvimento do projeto;  À professora Mónica Plasencia, pela ajuda na escolha do meu tema;  Aos meus colegas de turma, Cláudia e Filipe pela ajuda prestada e todos os alunos que se dispuseram ao rastreio visual.

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Índice
Preambulo Agradecimentos Índice Índice de imagem Introdução I Parte teórica -O olho -Estrutura do olho -Constituintes do olho -Exames necessários para o diagnóstico da miopia -Erro Refrativo Miopico -Classificação da miopia -Diferentes tipos de miopia -Compensações da miopia 2 Parte Teórica -Introdução -Dados Recolhidos -Classificação e contagem da miopia -Percentagem de certezas -Conclusão do rastreio Conclusão Glossário Bibliografia pag.32 pag.33 pag.34 pag.35 pag.36 pag.37 pag.39 pag.40 pag.8 pag.9 pag.10 pag.15 pag.19 pag.19 pag.19 pag.21 pag.1 pag.2 pag.3 pag.5 pag.6

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Índice de imagens
Imagem 1 - Globo Ocular Imagem 2 - Córnea Imagem 3 – Íris e Pupila Imagem 4 - Cristalino Imagem 5 – Retina Imagem 6 – Ponto Cego Imagem 7 – Nervo Óptico Imagem 8 – Esclerótica Imagem 9 – Músculos Externos Imagem 10 – Sistema Lacrimal Imagem 11 – Auto-Refratometro Imagem 12 – Oftalmoscópio Imagem 13- Retinoscopio Imagem 14 – Queratometro Imagem 15 – Optotipos Imagem 16 – Foróptero Imagem 17 – Lentes Divergentes Imagem 18 – Lentes nas Armações Imagem 19 – Córnea Imagem 20 – Ortoqueratologia Imagem 21 – Funcionamento da Lente Noturna pag. 9 pag. 10 pag. 11 pag. 11 pag.12 pag.13 pag. 13 pag. 13 pag.14 pag.14 pag.15 pag. 16 pag. 16 pag. 16 pag. 17 pag. 18 pag. 21 pag. 22 pag. 24 pag. 28 pag.29

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Introdução

O globo ocular é o órgão do corpo humano responsável pela visão, e este, desempenha o mais importante meio de recolha de dados, sendo por isto, um dos mais importantes para uma boa qualidade de vida. Porem este órgão nem sempre funciona nas perfeitas condições, podendo assim apresentar alguns defeitos refrativos que impedem a pessoa de ver normalmente. Neste trabalho, tenho o objetivo de dar a conhecer um dos defeitos refrativos mais comuns nas populações, que é a miopia, identificar e explicar as formas mais comuns de compensações conhecidas (Lentes oftálmicas, lentes de contato e lentes de uso noturno).

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I Parte Teórica

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O olho
O globo ocular, com cerca de 25 milímetros de diâmetro, é o responsável pela captação da luz reflectida pelos objetos à nossa volta. Essa luz atinge em primeiro lugar a nossa córnea, que é um tecido transparente que cobre a nossa íris como o vidro de um relógio. No seu caminho, a luz passa agora através do humor aquoso, penetrando no globo ocular pela pupila, atingindo imediatamente o cristalino que funciona como uma lente de focagem, convergindo então os raios luminosos para um ponto focal sobre a retina. Na retina, mais de cem milhões de células fotossensíveis transformam a luz em impulsos eletroquímicos, que são enviados ao cérebro pelo nervo óptico. No cérebro, mais precisamente no córtex visual ocorre o processamento das imagens recebidas pelo olho direito e esquerdo, fazendo a fusão das imagens completando então nossa sensação visual. O olho humano é um órgão da visão, no qual uma imagem ótica do mundo externo é produzida e transformada em impulsos nervosos e conduzida ao cérebro. Ele é formado pelo globo ocular e seus diversos componentes. Basicamente restringe-se a uma lente positiva (convergente) de alto poder refractivo e é formado pela córnea, com +44,00 D e o cristalino com +14,00 D num total de +58,00 D. O seu comprimento, no sentido ântero-posterior, é de 24 mm. Entenda-se que estes dados são médios e naturalmente existem variações. Os raios luminosos, paralelos, vindos do infinito, penetram no olho pela pupila, convergem (com o poder dióptrico positivo) encontrando-se na retina, mais precisamente na fóvea central, que é circundada pela mácula, proporcionando assim visão nítida, o que ocorre com os olhos de visão normal, conhecida como "emétropes".

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Estrutura do olho
O olho é um órgão duplo e simétrico localizado em cavidades ósseas da parte anterior do crânio, denominadas órbitas. O globo ocular tem uma forma esférica, mas aplanada no sentido vertical, com um diâmetro que nos adultos pode chegar aos 24,5 mm. É formado por três camadas concêntricas e composto por uma série de estruturas que controlam a passagem dos raios luminosos provenientes do exterior, com vista a projetá-los sobre uma membrana sensível aos estímulos luminosos, onde são formadas as imagens posteriormente elaboradas pelo cérebro.

Figura 1- Globo Ocular

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Constituintes Do Olho
Córnea: É a parte saliente e anterior do globo ocular, protuberante e visível. É totalmente transparente e, juntamente com a esclerótica, forma o invólucro externo do globo ocular. Tem uma curvatura acentuada (cerca de +44,00 dioptrias, em média), a sua espessura central é de 0,6mm e a espessura periférica é de 1,3mm, o seu diâmetro médio é de 12mm, podendo variar de 11mm a 12,5mm. A curvatura da córnea não é esférica. A grande maioria das córneas tem uma superfície tórica, ou seja, na direção vertical tem uma curvatura ligeiramente mais acentuada do que na direção horizontal. Estas diferenças de curvatura podem estar situadas em diversas direções, originando-se daí a maior parte dos astigmatismos. Por outro lado, esta curvatura vai se aplanando, à medida que se afasta da zona ótica central – com 6mm. de diâmetro – tendo a córnea portanto uma superfície asférica. A córnea cobre a íris e a pupila, por onde a luz passa. Esta parte do olho (córnea) tem a forma aproximada de uma lente negativa e o seu raio interno é menor do que o raio externo. A sua espessura central é muito pequena. Tendo 0,6mm., possuindo 6 camadas que são: Epitélio (a camada externa), Bowman (a meio externa), Estroma (a do meio), Descemet (a meio interna), Endotélio (a camada interna).
Imagem 2 - Córnea

É portanto a córnea um elemento de suma importância no sistema dióptrico do aparelho visual, pois com a sua curva acentuada, é o principal meio de convergência que faz com que os raios paralelos, que vem do infinito, convirjam e cheguem juntos à fóvea central.

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Íris: É o colorido do olho. Trata-se de uma membrana de forma circular, com 12mm de diâmetro com uma abertura circular, no centro, chamada "pupila", cujo diâmetro médio é de 4,4mm. (em ambiente interno). A pupila tem uma aparência preta mas é totalmente transparente e toda a luz que incide no olho passa através dela (diafragma de entrada).

Imagem 3 – Íris e pupila

A íris fica localizada entre a córnea e o cristalino. Ela funciona como se fosse uma espécie de diafragma de máquina fotográfica. Quando exposta a muita luminosidade, diminui sua abertura central, e ao contrário, quando exposta a pouca luminosidade, dilata-se, aumentando o tamanho da pupila. A sua função é controlar a entrada de luz no olho e tem papel preponderante na acuidade visual. Humor Aquoso: trata-se de uma substância semi-líquida, transparente, semelhante a uma gelatina incolor. Esta substância preenche a câmara anterior do olho e, pela sua pressão interna, faz com que a córnea se torne protuberante. O humor aquoso é renovado lenta e constantemente e o seu excesso é escoado pelo canal de Schlemn. Quando este canal entope, o olho fica com excessiva pressão, sendo uma das causas do glaucoma, doença que danifica a fóvea central, podendo causar cegueira parcial ou total. Cristalino: Corpo aproximadamente biconvexo, em forma de lente, transparente, com um poder dióptrico de perto de +14,00 D, localizado logo atrás da íris, entre a câmara anterior e a câmara posterior do olho. A função principal do cristalino é permitir a visão nítida em todas as distâncias. Quando se olha para perto, o cristalino torna-se mais convergente, aumentando o seu poder de refração e quando Imagem 4 - Cristalino se olha para longe, torna-se menos convergente, diminuindo seu poder dióptrico. Isso faz com que a visão seja nítida em todas as distâncias. O cristalino é uma lente que, através da sua variação dióptrica, conhecida como acomodação, torna possível a visão nítida, para perto, para longe e para todas as distâncias. Esta capacidade de acomodar diminui, à medida que os anos passam, até que surge a presbiopia.

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Músculo Ciliar: Promove a acomodação, feita pelo cristalino, é o músculo ciliar, que o circunda, através de pequenos ligamentos muscular. Corpo Vítreo: É também conhecido como " Humor Vítreo ". É uma substância totalmente transparente, semelhante ao humor aquoso, mais viscoso e preenche internamente o globo ocular, fazendo com que tome a forma aproximada de uma esfera, com a protuberância da córnea. Coróide: Trata-se de uma membrana conjuntiva, localizada entre a esclerótica e a retina que liga o nervo óptico à ora serrata e nutre a retina. Também conhecida como "úvea" e é assim chamada porque é toda entrecortada de vasos sanguíneos, numa verdadeira trama de pequenos capilares que envolvem o globo ocular, tornando a câmara posterior um local escuro, condição importante para uma boa visão. Quando se observa a pupila, tem-se a impressão de ela ser preta mas é apenas a câmara posterior que é escurecida pela coróide, dando a falsa impressão da pupila ser preta.

Retina: É a camada que envolve internamente ¾ do globo ocular e tem papel importantíssimo na visão. Ela é composta de milhares de células sensíveis à luz, conhecidas como fotossensoras. Estas células são conhecidas como: Cones (pertinentes à visão a cores) e Bastonetes (são os que proporcionam a visão em preto e branco e visão noturna).
Imagem 5 – Retina

A retina, na sua área periférica, oferece uma acuidade visual de apenas 1/10 ou 20/200 que é uma visão deficiente, obtida quando se vê somente a maior letra do quadro de optotipos.

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Fóvea Central: Fica localizada no fundo da retina, ligeiramente para o lado temporal e seu tamanho é de 3mm. de largura por 2mm. de altura. Como se nota é bem pequena e é nela onde há o encontro focal dos raios paralelos que penetram no olho. A fóvea é de suma importância para a visão pois a acuidade visual, nela obtida, e de 10/10 ou 20/20 (um inteiro), ou 100%, ou seja, a visão normal de uma pessoa emetrope. Fora da fóvea a Imagem 6 – Ponto Cego acuidade visual vai gradativamente perdendo a eficiência, à medida que a concentração de cones se vai reduzindo. Basicamente a fóvea é composta de três cones: um para a cor verde, outro para azul e outro para a vermelha (sistema RGB em que funcionam todos os dispositivos visuais). Ponto cego: O ser humano tem um pequeno ponto cego no olho. Fica localizado no fundo da retina. Está situado ao lado da fóvea e é o ponto que liga a retina ao nervo óptico. Estranhamente é desprovido de visão. Na figura ao lado é representado pelo ponto amarelo.

Nervo óptico: É um grupo de fibras nervosas, de forma tubular, com algumas artérias, que conduz as imagens captadas pela retina e fóvea, para o córtex cerebral. O seu ponto de ligação com a retina é o ponto cego do olho.
Imagem 7 – Nervo Óptico

Esclerótica: Também conhecida como esclera. É a parte “Branca do Olho " e trata-se de uma camada que envolve externamente o globo ocular.

Imagem 8 – Esclerótica

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Músculos externos: Também conhecidos como "extrínsecos". Os globos ocular tem os seus movimentos conduzidos pelos músculos externos. Quatro destes músculos são chamados de "recto" e são os seguintes: Recto superior (responsável pela movimentação do globo para cima), Recto Inferior (responsável pela movimentação do globo para baixo), Recto Interno (responsável pela movimentação do globo para o lado nasal) e Recto Externo (responsável pela movimentação do globo para o lado temporal). Imagem 9 – Músculos Externos Outros dois músculos são conhecidos como oblíquos: Oblíquo superior e Oblíquo inferior, ambos responsáveis pelos movimentos rotativos do olho.

Lágrimas
As lágrimas não são compostas apenas de água. Numa gota pode haver mais e 60 combinações proteicas, além de minerais e substâncias bactericidas, que protegem o olho de infeções. Quando pestanejamos, as lágrimas banham os olhos, conservando a córnea húmida. O fluido é drenado pelo canto interno do olho para um saco lacrimal e daí para o nariz.

Imagem 10 – Sistema lacrimal

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Exames necessários para o diagnóstico da miopia
Os exames realizados visam fornecer informações aos júris sobre características dos equipamentos usados em estabelecimentos comerciais de Ótica e Lentes de Contato, tais como descrição das suas aplicações e outras informações úteis a ter em conta.

Maquinas utilizadas
Auto-refratometro Oftalmoscópio Retinoscópio Queratômetro T a b e l a de Optotipos Luminosos C a i x a de Provas de lentes côncavas, cilíndricas e convexas Foróptero

Auto-refratometro- O sistema mede uma área mais ampla da retina ao permitir as medições através das pequenas pupilas desde 2 mm de diâmetro. O alvo do anel fora do centro pode cobrir áreas que podem estar oclusas pela pequena pupila. As utilidades deste equipamento são: Medições Refrativas Exatas e Confiáveis e medições de Espessura da Córnea. Aparelho utilizado para medir a acuidade visual e verificar o graduação aproximado do paciente. Não é necessario fazer dilatacão pupilar para este exame. Rápido e indolor.

Imagem 11 – Auto-Refratometro

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Oftalmoscópio - Instrumento com que se examina a parte interior do olho. Descoberto em 1851 Por Hermann Ludwig Van Helmholtz, é um aparelho que se destina a iluminar o fundo do olho para exame da retina. Os oftalmoscópios modernos tal qual o instrumento em questão, trazem no seu cabeçote Imagem 12 – Oftalmoscópio uma variedade de lentes esféricas que são empregadas como Lupa Focalizadora, que é selecionada de acordo com a distância de exame. São ainda dotados de um filtro verde, destinado a permitir a observação do fundo do olho sem os raios vermelhos, evidenciando certas alterações na retina que não seriam percebidas com luz natural. RetinoscópioInstrumento destinado a verificações de refração ocular objetiva, conhecida por Esquiascopia, isto é, verificação da graduação da ametropia e sua classificação através de lentes de ensaio da Caixa de Prova, conferidas por medidas específicas com o Projetor de Optotipos ou com a Tabela de Optotipos. Inventado por Copeland, é uma evolução da régua de Esquiascopia e constitui-se de cabo, luva, cabeçote, Imagem 13- Retinoscopio lâmpada, lente e espelho. Esse instrumento, diferente do Oftalmoscópio, aplica-se apenas a medições da acuidade visual Queratometro – Esse instrumento (que se assemelha a um microscópio convencional) destina-se a determinar o raio de curvatura, tanto da face anterior da córnea, quanto das faces anterior e posterior das lentes de contato, bem como sua potência e toricidade (raios de curvatura irregulares) em qualquer eixo angular (qualquer direção).Em Contatologia, aplica-se ainda na verificação da adaptação das lentes de contato, pois permite a verificação da integridade da superfície córneolacrimal e o acompanhamento das suas possíveis alterações no decorrer da adaptação. A avaliação com o Oftalmômetro é que permitirá a escolha do raio de curvatura da lente de contato a ser adaptada.
Imagem 14 – Queratometro

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Tabela de Optotipos Luminosos – Equipamento composto de uma tabela de plástico acondicionada em caixa também de plástico ou de madeira, iluminada a partir de seu interior, Apresenta letras e/ou outros símbolos gráficos que permitem a avaliação subjetiva da acuidade visual. Modernamente, essas tabelas são substituídas pelos Projetores de Optotipos. Em Ótica, o seu emprego destina-se a testes preliminares de acuidade visual, medindo a percentagem visual em comparação com um olho emétrope. Em Contatologia, é essencial no cálculo do valor dióptrico da lente, pela comparação na escala Bi-cromatico (cores verde e vermelho) evidentemente a partir da graduação prescrita. Imagem 15 – Optotipos

Caixa de Provas – Equipamento que consiste numa caixa onde são acondicionadas lentes esféricas, cilíndricas positivas e negativas, filtros coloridos e prismas. Tais lentes, possuem graduação até 3 D incrementos de 0,25 D em 0,25D e acima deste valor utiliza-se em 0,5 D em 0,5 D Modernamente, tal equipamento é substituído pelo Refrator Eletrônico, ou Refratômetro de Greens, o qual, embora seja bastante mais prático devido a rapidez e facilidade com que se faz a troca de lentes corretoras inpedindo a acomodação do cristalino, possui a desvantagem de acumular lentes, provocando pequena diferença em força dióptrica devido a influência de espessura. Além disso, o Refratômetro permanece imóvel, sem proporcionar ao paciente a oportunidade simular as condições com as quais ele faz maior uso da visão. A Caixa de Provas, por outro lado, oferece uma refração ocular bastante artesanal, mas não invalida o resultado final que se torna muito mais fiel, pois o paciente pode se mover com a “Armação de Provas”, simulando as suas condições de trabalho, detalhe muito importante no exame de refração ocular, principalmente no que se refere à visão de perto. Os exames optométricos destinam-se à aferição da graduação do paciente, resultando na prescrição e fabrico de lentes oftálmica. Em Contatologia, permite o cálculo do valor dióptrico da lente, a partir da graduação prescrita (sobre-refração), sendo também imprescindível na verificação final das lentes de contato.

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Foróptero eletroativo – serve para medir a prescrição de visão de um paciente. O foróptero eletroativo inclui uma série de lentes eletroativas individualmente endereçáveis. As lentes têm um poder óptico tanto positivo quanto negativo. Quando é aplicado um potencial elétrico através da lente. Cada lente fornece um poder ótico que é parte de um poder ótico em rede da série de lentes, quando um paciente visualiza através do foróptero. O poder ótico do foróptero pode ser ajustado de forma incremental alterando a distribuição do potencial elétrico através das diferentes lentes da série para fornecer poder ótico crescente ou decrescente até que o paciente obtenha um nível desejado de nitidez e tenha sido determinada uma prescrição de visão.

Imagem 16 – Foróptero

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Erro Refrativo Miopico

Distorção caracterizada pela formação da imagem antes da retina. A miopia é atribuída a problemas no desenvolvimento embrionário ou do crescimento. Numerosos casos podem ser devidos a herança genética. Os indivíduos com miopia apresentam baixa acuidade visual para longe e, para poderem compensar a deficiência, comprimem as pálpebras para melhorar a imagem desfocada e difusa. A sua visão para perto é geralmente boa.

Classificação da miopia
     Muito Baixo - Até 1,00D Baixa -> 1,25 até 3,00D Média -> 3,25 até 6,00D Alta -> 6,25 até 9,00D Muito Alta -> 9,25D

Diferentes tipos de miopia

Axial - comprimento do eixo ântero-posterior do olho e maior que o normal.

A miopia axial ocorre se o comprimento do globo ocular é mais do que o comprimento médio, de cerca de 24 mm. Neste caso, a razão entre o comprimento do olho (dimensão ântero-posterior) para a altura / largura do olho (dimensão transversal) é maior que 1,0. Cerca de 1 mm de comprimento corresponde a - 3,0 D. Existem várias formas de miopia axial:  Miopia simples (às vezes chamado de miopia escolar), que normalmente começa na idade 10 – 12 anos, fica normalmente abaixo de - 6 D e continua a ser bastante estável após a idade de 20 anos. Sem defeitos estruturais do olho.

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Miopia progressiva benigna até 12 D, que muitas vezes é estabilizado por volta dos 30 anos de idade. Provavelmente provocada por defeitos estruturais bioquímicos do olho, que pode ser diagnosticados. Miopia maligna, que não pára de progredir. Pode atingir valores até - 30 D, com graves consequências, que podem levar à cegueira. Defeitos estruturais bioquímicos do olho que podem ser diagnosticada. Miopia patológica, se houver independente do erro de refração. alterações patológicas no olho,

  

Refractiva - há aumento do índice de refração dos meios transparentes Patológica, degenerativa e progressiva - causada por distúrbios de tiróide e por sarampo, podendo provocar o descolamento da retina. Conata - o indivíduo já nasce míope. Espasmódica, transitória ou pseudomiopia - aparece em indivíduos emetropes, após leituras prolongadas, ou como resultado de diabetes, do uso de certos medicamentos, de contusões oculares, etc., e desaparece após a eliminação das causas (com correcção da taxa de glicose, suspensão da medicação, diminuição da leitura, etc.). Noturna - é quando o olho se ajusta no escuro ou quando há pouca luz, ou devido à falta de contraste da imagem. À noite a miopia pode atingir valores de até cerca de - 4,0 D, sendo mais típico com valores à volta de 1,0 D. Pode ser de especial importância para os jovens condutores. À noite, numa experiencia com pessoas com idades entre 16 e 25 anos, 38% tinham miopia noturna de - 0,75 D ou mais, e 4% - 2,50 D ou mais. Especial - ocorre quando não há objetos para fixar. De curvatura - Aparece associado ao queratocone (na córnea), á microfacia e ao lenticone (do cristalino). Senil - aparece quando há mudança de refração devido à idade avançada e à flacidez dos tecidos oculares.

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Compensações da miopia
Os tratamentos mais comuns para a miopia são o uso de óculos corretores e de lentes de contato (que melhoram a amplitude do campo visual do míope) ou, ainda, a utilização de lentes de contato noturnas, que molda a topografia da córnea, aplanando-a, assim tirando potência do olho tornando-o praticamente emetrope.

Lentes oftálmicas
O míope tem no olho uma excessiva convergência do cristalino. Isso leva a imagem a formar-se antes da retina. Para corrigir o problema do míope usamos lentes divergentes/ lentes côncavas. Lente divergente Quando um feixe de raios de luz, paralelos ao eixo principal, incide numa lente divergente, ele emerge divergindo os raios de luz. Prolongando os raios divergentes, estes se interceptam no ponto F' denominado foco imagem da lente. O foco objeto F da lente divergente é obtido pelo prolongamento dos raios incidentes. Os óculos são um "instrumento" versátil, prático e económico. O único inconveniente dos óculos é a limitação imposta para o exercício de algumas atividades profissionais e desportivas, além da redução do campo visual e dos reflexos do indivíduo, nomeadamente nos casos de miopia elevada. Quanto mais elevada for a miopia, mais espessas são as lentes nos bordos e mais pesadas.
Imagem 17 – Lentes Divergentes

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Lentes nas armações Quanto maior a dioptria, mais baixas serão as bases externas. Dependendo da graduação do usuário, é necessário fabricar lentes com curvaturas fora de padrão para garantir uma montagem segura ou então abrir as hastes da armação. Em qualquer uma das opções escolhidas, o usuário corre sério risco de ficar insatisfeito com o serviço: primeiro pode perder qualidade visual, segundo pode ficar insatisfeito com o resultado estético em função do ajuste da armação não corresponder àquele que foi visto na loja, já que os óculos perdem sua curvatura original, chegando às vezes a ficarem deformados.

Imagem 18 – Lentes nas armações

Obs: exemplo baseado em montagem real, onde o cliente ficou insatisfeito com o resultado.

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Lentes de contato

Como atuam as lentes de contato:

A córnea está em contato com o meio ambiente, protegida pelas pálpebras e pelas lágrimas que a cobrem, lubrificam, e protegem quimicamente. A lente de contato flutua sobre esta camada de lágrima permitindo que a mesma circule entre a lente e a córnea fornecendo assim a respiração celular (intercambio de oxigeno com o ar).

Para adaptar uma lente de contato é necessário conhecer perfeitamente a curvatura da córnea e a ametropia do olho. A curvatura e potência da córnea determinam-se mediante aparelhos especialmente desenhados para isto com atrás já mencionei. Com esses dados a lente é solicitada ao fabricante e o laboratório confecionará a curvatura e potência necessárias.

Ao colocar uma lente perfeitamente esférica sobre uma córnea irregular (astigmática ou com deformações como no caso do queratocone), a lágrima que se intercala entre a lente e córnea corrige estas irregularidades. Isto ocorre principalmente com lentes de contato rígidas. Quando as deformações corneais são pequenas, podem ser adaptadas as lentes hidrófilas (gelatinosas). Existem lentes hidrófilas (tóricas) especiais para quem tem astigmatismo.

A córnea é irregular, e entre esta e a lente de contato está a lágrima que "regulariza" a superfície corneal. O resultado final é uma lente cuja superfície anterior corresponde à face anterior da lente de contato, a superfície posterior é a face posterior da córnea, formada por três elementos distintos que são a lente, a lágrima e a córnea.

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Ao ter neutralizado a irregularidade corneal, neutraliza-se igualmente o astigmatismo. Ao contrário do que ocorre algumas vezes com os óculos, usando a lente de contato como compensação ótica, a mesma não ocasiona o aumento, ou redução da imagem, já que a lente está colocada sobre a córnea.

Imagem 19 – Córnea

No caso da miopia é a diminuição. Uma vez que com a diminuição da distancia vertex o tamanho da imagem retiniana se mantém igual ao tamanho da imagem original. Como a lente acompanha os movimentos oculares, a correcção ótica é óptima, independentemente da posição. Desta forma pode ser evitado todo o tipo de aberrações.

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Historial das lentes de contato
Lentes Corneanas A grande alteração no campo da contatologia só viria em 1947, quando o norteamericano Kevin Touhy trabalhou com lentes de plástico menores que as utilizadas ate então, utilizando polimetilmetacrilato. Essas lentes eram do tamanho da cornea, e o seu desenho foi sendo aperfeiçoado, ao longo dos anos, por outros pesquisadores, como Butterfield (EUA) e Sohnges (Alemanha), que introduziu as lentes microcorneanas, ou seja, com um diâmetro total menor que o da córnea. Durante os anos 50 e 60, as lentes microcorneanas sofreram alterações que permitiram melhorar a renovação do filme lacrimal que fica sob a lente. Os fabricantes, baseados nos conhecimentos mais atualizados sobre o metabolismo corneano, dedicavam-se a fabricar lentes mais finas (menos espessura central) e de diâmetro menor. Nesta época, era corrente a ideia de que a lente de contato não deveria cobrir mais do que dois terços do diâmetro total da córnea, a fim de não interferir demasiadamente no metabolismo corneano. Uma vez que a córnea, não sendo um tecido vascularizado, obtém o oxigénio por contato direto com o ar. Para a perfeita estabilização, as lentes eram adaptadas com uma curva-base mais apertada que a curva k.

Lentes de contato hidrofilicas ou hidrofilas

Por volta de 1950, o professor Otto Wichterle, do Instituto de química macro molecular de Praga, na República Checa, fez varias experiencias com hidrogeis (solução de consistência gelatinosa) para uso médico, como implantes de lentes, por exemplo.

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Um dos hidrogeis aprovados foi o hidroxietimetacrilato (HEMA) - que começou a ser testado também na fabricação de lentes de contato. Enquanto o PMMA era impermeável à passagem de gases e absorvia somente 1.5% de agua, o HEMA podia absorver de 30 a 85% de agua, de acordo com seu peso, tornando-se macio e confortável. Essa qualidade de liquido permitia a passagem de moléculas de oxigénio até a córnea, o que supria as suas necessidades metabólicas mais imediatas. As lentes hidrofilicas (que absorvem bem a água), também chamadas de gelatinosas, foram-se aperfeiçoando até que o material chegou aos Estados Unidos. Lá, uma empresa especializada em patentes adquiriu os direitos do processo de centrifugação na sua fabricação e vendeu-os para a Bausch & Lomb, como sub-licenças para fabricar lentes de HEMA pelo processo de torneamento. A grande diferença entre os dois processos está na centrifugação, que age na deposição do material: os monómeros, na forma líquida, são injetados num molde, da quantidade do material injetado e da velocidade de rotação. No processo de torneamento, o pedaço de HEMA é desbastado e polido quando ainda está seco. Terminado o processo de manufatura, a lente é limpa de possíveis resíduos tóxicos, deixados pelos líquidos impregnados no polimento, e hidratada. Nesse momento a lente absorve o total de agua previsto, geralmente cerca de 38% para lentes de uso diário e de 55%, ou mais, para lentes de uso prolongado. Obs: Tentou-se fabricar algumas lentes de contato de silicone, que, teoricamente, se apresentava como um excelente material. A silicone, cuja confecção necessita do método de prensagem e moldagem, permite a passagem de moléculas de gases, é macio e confortável. O que inviabilizou o silicone, no campo da contatologia, foi o facto de repelir a água.

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Algumas dicas sobre Lentes de Contato A graduação da lente de contato não é a mesma usada nos óculos, as características da lente são obtidas através da realização de um novo exame. É necessário obter a curvatura da córnea, portanto não comprar lentes em farmácias ou por internet. Todas as lentes devem ter um movimento ao pestanejar. O usuário de lentes de contato deve ter sempre uns óculos para ser utilizado no período em que não estiver a usar a lente. Um não substitui o outro. As lentes de uso prolongado não garantem a durabilidade de um ano. Significa que oferecem maior oxigenação ou transmissibilidade, mas não se deve dormir com elas. O uso das lentes de contato em ambientes com ar condicionado pode secar as lentes. Quando estiver no computador não esqueça de pestanejar, a maioria das pessoas fixa o olhar no monitor e esquece que a pestanejo realiza a renovação do filme lacrimal. Existe a lágrima artificial, que é própria para ser usada quando se sentir o olho seco. Não use colírios indevidamente. As lentes devem ser limpas diariamente. A desproteinização deve ser realizada semanalmente (quando for utilizada a pastilha enzimática), ou diariamente junto com a solução própria para a desinfecção, no estojo em que se acondicionam as lentes. Torne a limpeza das lentes um hábito diário. Os produtos especiais, destinados a cada tipo de lente, deverão ser indicados pelo seu Ótico, Optometrista, Contatólogista.

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Ortoqueratologia
O Tratamento utiliza lentes especiais, permeáveis ao gás, que durante o sono exercem o Tratamento Refractivo sobre a superfície da córnea, aplanando-a, o que oferece ao paciente uma visão nítida durante todo o dia pois os raios luminosos que incidem sobre a mesma vão divergir mais em comparação ao normal antes do tratamento, diminuindo a potência do olho e compensando a miopia. Ao acordar quando se retiram as lentes de contacto, a córnea que recebeu o Tratamento Refractivo faz com que os raios luminosos foquem sobre a retina oferecendo uma Visão natural para todo o dia.

Imagem 20 – Ortoqueratologia

Iluminação

As novas lentes não são capazes de garantir plena visão se as condições no ambiente de trabalho conspiram contra a saúde dos olhos. Essa é a preocupação da ergoftalmologia, área que envolve médicos, oftalmologistas, psicólogos e até arquitectos. Salas mal iluminadas ou focos de luz no campo de visão alteram o ritmo de abertura das pupilas, gerando cansaço e fadiga dos músculos dos olhos. Há ambientes ainda mais perigosos, principalmente onde existem gases tóxicos como amoníaco e solventes, que irritam os olhos. Actualmente, a luz azul é a mais preocupante, presente nas fortes lâmpadas de halogéneo metálico, utilizadas em supermercados e copiadoras, pode causar degeneração macular. A doença, comum em idosos, escurece o campo central da visão, levando à cegueira.

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Como funciona a lente

COMO FUNCIONA A LENTE As lentes são usadas durante a noite, quando moldam a córnea do míope 1 - Miopia A imagem forma-se antes da retina. Má visão de longe 2 - Visão normal A luz passa pela córnea e forma imagem na retina Com a lente O filme de lágrimas que normalmente protege os olhos é usado pela lente para se apoiar nos olhos e moldar a córnea. A lágrima entra pelas bordas, acumula-se nas curvas reversas e pressiona a córnea. Com o olho mais curto, a miopia é corrigida 1 - Por onde entra a lágrima 2 - Lágrima 3 - Lente
Imagem 21 – Funcionamento da lente noturna

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Exemplo: O estudante Marcelo Resende, de 15 anos, tem 2,5 dioptrias de miopia e joga pólo aquático. Até descobrir as novas lentes, só identificava o adversário pela cor da touca. ''Não via ninguém'', confessa o rapaz, que não se adaptou às lentes convencionais. Há seis meses dispensou os óculos - que ficavam sempre esquecidos em casa e adoptou a novidade. ''Só me lembro que tenho miopia quando vou dormir'', comemora. Estudos que garantem credibilidade à nova tecnologia. A lente utiliza as lágrimas naturais dos olhos para moldar a córnea, corrigindo a miopia de até 4D - o que representa de 70% a 80% dos casos - e até 1,5D de astigmatismo. Feita de material permeável, permite que o olho ''respire'' durante o sono. Como liberta o paciente de utiliza-la durante o dia, é ideal para pessoas que praticam desportos, não se adaptam à lente tradicional ou não podem fazer a cirurgia. Mede 11 milímetros de diâmetro e não incomoda porque durante o sono a pessoa não pestaneja. A visão perfeita pode surgir logo na primeira manhã após o uso das novas lentes ou despontar apenas seis meses depois do início do tratamento. Algumas pessoas, no entanto, jamais alcançam o resultado esperado. ''Por enquanto, é preciso experimentar em cada paciente para ver se funciona e em quanto tempo ocorre a adaptação'', explica o oftalmologista Nilo Holzchuh, que conduz o trabalho. Segundo os estudos submetidos à Food and Drug Administration (FDA) para aprovação do produto nos Estados Unidos, o tempo de boa visão depois de retiradas as lentes vária de cinco a 60 horas. Não houve relatos de complicações.

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2 Parte Teórica

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Introdução

O despiste vai proporcionar um aconselhamento personalizado com vista à prevenção e compensação de defeitos refractivos do foro optométrico e oftalmológico. Determinar o número de alunos ao acaso da ESPL que tem ametropias e em particular miopia. Proporcionar uma base de dados das ametropias para análise prática dos resultados. Este rastreio não substitui o papel que o oftalmologista/optometrista tem.

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DADOS
Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 OD / OE -0.25-2.50 5 / -0.25-2.50 0 -0.50-1.25 170 / -1.00 0.00-0.75 5 / +0.25-0.75 5 +1.50-0.50 175 / +1.00 +0.25-0.75 25 / -14.75-3.00 10 -1.25 / -0.75-0.25 5 0.00 / 0.00 -1.50 / -1.00 -0.25 20 / +0.25-0.25 40 -0.75 / -1.00-0.25 65 -1.50-0.25 20 / -1.25-0.25 170 -1.50-0.25 20 / -1.25-0.25 170 -0.25 180 / -0.25-0.25 55 +0.25 / +0.25-0.75 75 -0.50-0.25 5 / +0.50-0.50 35 -2.00-0.50 120 / -2.50-0.75 30 -0.50 / 0.00-0.75 5 +0.50-0.50 25 / +0.50-0.75 20 -0.75 / -1.00-0.25 65 -0.25-0.25 130 / -0.25 -0.25-0.25 165 / +0.25-0.75 25 -3.00-2.25 10 / -2.50-3.00 180 -4.00-0.75 175 / -4.25-0.75 90 -0.25-0.50 10 / -0.50 -0.25-0.25 120 /0.00 -0.50 90 +0.25-0.25 0 / +0.25-0.25 50 +0.25-0.50 150 / +0.25-0.75 35 -0.75-0.25 90 / -0.75-0.50 85 0.00 / -0.25-0.25 25 -0.75-0.50 170 / -0.50-1.00 20 -0.75-0.50 170 / -1.00-0.25 70 0.00 /0.00 -0.25 10 -0.25-0.50 100 / -0.50-0.50 50 0.00-0.50 110 / +0.25-1.25 80 -0.50-0.50 50 / -1.00 -0.50-0.25 175 / -0.25-0.50 35 -0.50 25 / +0.50-0.25 130 -0.50-0.50 175 / -0.25 -0.75-0.75 165 / -0.25-1.00 5 +0.50 / 0.00 +0.25-0.50 180 / +0.25-0.75 0 OD / OE 90 / 90 100 / 90 100 / 100 90 / 50 90 / 60 80 / 80 70 / 90 90 / 90 90 / 90 70 / 80 90 / 90 90 / 90 80 / 90 100 / 100 90 / 80 90 / 100 90 / 100 100 / 90 70 / 80 100 / 100 90 / 90 90 / 70 100 / 90 80 / 80 90 / 80 90 / 90 90 / 90 100 / 80 100 / 90 90 / 90 90 / 100 90 / 100 90 / 100 90 / 90 90 / 100 90 / 90 100 / 90 90 / 100 80 / 90 100 / 90 90 / 90 Tipo de compensação OD / OE Óculos -2.00 180 / -2.00 180 Óculos Nada Óculos 0.00-0.25 175 / 0.00-0.25 170 Nada Nada Nada Nada Nada Óculos Óculos Óculos -0.75 / -0.50 Utiliza LC Óculos Óculos Óculos Óculos Nada Nada Nada Nada -3.75-3.00 10 / -3.00-2.75 180 LC -3.75-1.25 0 / -4.50-0.50 90 Nada Nada Nada Nada Nada Nada Com LC Nada Nada Nada Nada Nada Nada Nada LC -1.50 / -1.50 Nada Nada Nada

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OD 39 31 30 38 36 23 2 21 13 28 20 33 25 16 35 12 11 24 15 1 19 10 17 8 22 6 29 5 -0.75-0.75 165 -0.75-0.50 170 -0.75-0.50 170 -0.50-0.50 175 -0.50-0.25 175 -4.00-0.75 175 -0.50-1.25 170 -0.25-0.25 165 0.00-0.25 180 -0.75-0.25 90 -0.25-0.25 130 -0.25-0.50 100 -0.25-0.25 120 -2.00-0.50 120 -0.50-0.50 50 -1.50-0.25 20 -1.50-0.25 20 -0.25-0.50 10 -0.50-0.25 5 -0.25-2.50 5 -0.75 -0.75 -0.50 -1.50 -3.00-2.25 10 -1.25 0.00 +0.25-0.75 25

OE -0.25-1.00 5 -1.00-0.25 70 -0.50-1.00 20 -0.25 -0.25-0.50 35 -4.25-0.75 90 -1.00 +0.25-0.75 25 -0.25-0.25 55 -0.75-0.50 85 -0.25 -0.50-0.50 50 0.00 -0.50 90 -2.50-0.75 30 -1.00 -1.25-0.25 170 -1.25-0.25 170 -0.50 +0.50-0.50 35 -0.25-2.50 0 -1.00-0.25 65 -1.00-0.25 65 0.00-0.75 5 -1.00 -2.50-3.00 180 -0.75-0.25 5 -0.25-0.25 25 -14.75-3.00 10

Obs: Só foram considerados as graduações míopes.

Classificação da miopia
Muito Baixa: de -0,25 até -1,00 Baixa: de -1,25 até -3,00 Média: de -3,25 até -6,00 Alta: de -6,25 até -9,00 Muito Alta: a partir de -9,25

OD 18 6 1 0 0

OE 18 4 1 0 1

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Percentagem de certeza

OD Media Mínimo e máximo 90% 70% à 100%

OE 88.53659 50% à 100%

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Algumas conclusões tiradas com a recolha de dados.

Rastreio realizado a 41 pessoas voluntarias. A margem de acerto que o Auto-Refratometro assume é em media é de 90% para o olho direito e de 88.53% para o olho esquerdo. Relativamente a classificação da miopia e os dados recolhidos pode-se identificar que: para o olho direito, houve 18 casos muitos baixos, 6 casos baixos e 1 caso médio de miopia. Para o olho esquerdo, registou-se 18 casos muitos baixos, 4 casos baixos, 1 caso médio e 1 caso muito alto de miopia. Das 41 pessoas rastreadas, cerca de 15 utiliza algum tipo de compensação ocular. Quatro pessoas que utilizam lentes de contato e 11 que utilizam óculos. Todos os casos de hipermetropia não foram Considerados.

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Conclusão Final
Concluo que, com este trabalho, a grande maioria das pessoas necessitam de compensações oculares, mas nem todas as pessoas conhecem os seus defeitos refrativos. Pois cada pessoa necessita de fazer um exame à visão mesmo sem sintomas aparentes ou casos familiares. Este trabalho serve para orientar e dar uma noção global das formas mais comuns de como compensar a miopia e das partes do olho que mais influenciam na nossa visão.

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GLOSSÁRIO No contexto dos exames e com o objetivo único de auxiliar na compreensão, entendem os peritos a necessidade das seguintes definições: Acomodação – Regulação automática do foco do olho, pelo cristalino, que se torna mais espesso ou mais fino, graças aos músculos que o repuxam, sob o comando do sistema nervoso autónomo. Ametropia – Distúrbio dos poderes de refração do olho, que produz Hipermetropia, Miopia ou Astigmatismo (a=contra; metro=medida; pia=visão). Astigmatismo – Deformação da córnea, provocando um desvio de imagem. Correção: uso de lentes cilíndricas, por não serem as imagens recebidas pela retina no formato adequado. Ambliopia – Imprecisão de visão sem lesão orgânica perceptível do olho. Dioptria – Medida de convergência de uma lente, igual ao inverso da distância focal, expressa em metros. Dióptrica – Parte da física que estuda a refração da luz Dioptro – Toda superfície que separa dois meios de densidades diferentes. Emetropia – Olho com visão normal, isto é, possui o foco-objeto no mínimo, com o foco imagem na retina, sem qualquer esforço de acomodação. Específico – Relativo à, ou próprio de espécie, exclusivo, especial. Exclusivo – Que exclui, põe a margem ou elimina, privativo, restrito. Hipermetropia (ou “olho-curto” ou hiperopia) – Defeito da visão onde as imagens se formam depois da retina. Caracteriza-se pela falta de visão de perto. Correção: Uso de lentes convergentes, que aproximam as imagens para junto da retina. Miopia (ou “olho longo”) - Defeito da visão onde as imagens se formam antes da retina.(do grego, mio=comprido; ops=visão, ou seja, olho comprido em relação ao foco visual). Caracteriza-se pela visão curta, ou seja o míope só enxerga de perto. Correção: Uso de lentes divergentes, que afastam as imagens fazendo-as coincidir com a retina. Oftalmologia – Ramo da medicina que estuda os olhos e suas doenças. Oftalmoratia – Qualquer doença ocular. Optometria – Medida da acuidade visual ou medida da refração ocular. Optometrista – Especialista em optometria Presbiopia (ou Presbiopsia) – Vista cansada. Na Presbiopia o indivíduo também não possui visão de perto, mas, neste caso é decorrente da diminuição de amplitude de acomodação, isto é, o cristalino não possui suficiente acomodação para focalizar na visão de perto. A perda de acomodação, embora tenha início a partir do nascimento, e se faz sentir por

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volta dos 40 anos, podendo se apresentar precoce se o indivíduo já for hipermétrope, ou se retarda, se for míope. Privativo – Que exprime privação, peculiar, próprio, particular. Refração – Modificação da forma ou da direção de uma onda que, passando através de uma interface que separa dois meios (dióptro), tem, em cada um deles diferentes velocidades de propagação. Refração Ocular – O exame de refração ocular pode ser objetivo ou subjetivo. O exame de refração ocular objetivo é conhecido por Retinoscopia de faixa ou Esquiascopia (do grego skios=sombra; skopein=ver), isto é, a medição da refração através de instrumentos adequados, enquanto, na refração subjetiva, o indivíduo é quem acusa sua melhor condição de acuidade visual. Refratar – Quebrar ou desviar a direção.

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Anexos

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Autorização

Eu__________________________________ encarregado (a) de educação do aluno(a) ___________________________________ Nº___ turma____, Autorizo/não autorizo a comparência de meu educando (a) ao rastreio visual que se realizará no dia____________ com carácter informativo para despistes refrativos no âmbito da realização de uma parte prática para um projeto final do curso profissional.

Encarregado de educação ____________________

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Requerimento

Ao cuidado da diretora da Escola Secundaria do Padrão da Légua, Professora Isabel Morgado Venho por este mês requerer a utilização do espaço escolar para a realização de um rastreio visual com o objetivo de conclusão da parte prática da Provo de Aptidão Profissional (PAP) do aluno Evandro Magno P. S. Gabriel nº7 do 3º ano do Curso Técnico de Ótica Ocular. Para este fim o orientador professor Miguel Ângelo, com a concordância da escola, disponibiliza a trazer todos os equipamentos necessários para a realização da atividade. Pede deferimento.

Aluno: Professor orientador:

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Bibliografia Internet
http://www.prof2000.pt/users/isabelf/correc.htm (correcções) http://www.miopia.com.br/ (geral) (Lentes

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG67925-6014,00.html noturnas) http://www.croosp.org.br/work/profissional/index2.html (lentes de contato) http://www.guiaoptico.com.br/noticias/lcontato.asp (lentes de contato)

http://translate.google.com/translate?hl=ptBR&langpair=en|pt&u=http://www.agingeye.net/myopia/1.4.php (tipos de miopia) http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/tipos-de-lentes/tipos-de-lentes-2.php (lentes oftálmicas) http://www.mediphacos.com/br/img/catalogos/MediconXTRA.pdf (lentes de contato) http://sadato.hypermart.net/weblog/regenerando_o_nervo_optico.html/05/2006 ótico) (nervo

http://www.zonaoptica.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=90&Itemid= 90 (ortoquerotologia) http://www.if.ufrgs.br/tex/fis01183/applets/DivergingLenses.html (lentes oftálmicas) www.estig.ipbeja.pt/~fmc/Docs/lentes.doc (Lentes oftálmicas) http://www.sofisica.com.br/conteudos/Otica/Lentesesfericas/divergentes.php (lentes oftálmicas)

Livro
Fernando Dome, Estevão. Estudo do olho humano aplicado a optometria 3ª edição, senac São Paulo Senac, Lentes – Oficio e benefícios, senac nacional.Brasil

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