Liderança e motivação na gestão escolar segundo os pressupostos da teoria da liderança situaciona

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA CLAUDETE SILVA DOS SANTOS VALMIR ROGÉRIO E SILVA VÂNIA

DE OLIVEIRA SÁTIRO

LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO NA GESTÃO ESCOLAR SEGUNDO OS PRESSUPOSTOS DA TEORIA DA LIDERANÇA SITUACIONAL

2007

CLAUDETE SILVA DOS SANTOS VALMIR ROGÉRIO E SILVA VÂNIA DE OLIVEIRA SÁTIRO

LIDERANÇA E MOTIVAÇÃO NA GESTÃO ESCOLAR SEGUNDO OS PRESSUPOSTOS DA TEORIA DA LIDERANÇA SITUACIONAL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, como requisito para a obtenção do título de especialista em Gestão e Organização da Escola.

Maceió 2007

DEDICATÓRIA

[Dedicamos este trabalho aos nossos familiares, por todo carinho e apoio].

AGRADECIMENTOS Somos infinitamente gratos a Deus por sua presença constante em nossas vidas. Aos colegas de turma por firmarmos uma amizade que com certeza será vindoura. A todos que colaboraram para a realização desse trabalho. .

" Blaine Lee ."O líder que exercita o poder com honra trabalhará de dentro para fora. começando por si próprio.

Sistema de Ensino Presencial Conectado. É importante que as organizações educacionais busquem uma mudança que permita a prática dessas competências. desenvolvendo suas ações. de apoio sócio-emocional dado pelo líder e do nível de maturidade dos subordinados no desempenho de uma tarefa. Monografia (Gestão e Organização da Escola) . . passa a exigir competências que estimulem o auto-gerenciamento e. 29 folhas. educação. Apresenta os conceitos de liderança situacional. Para tanto. 2007. Palavras-chave: liderança. gestão escolar. Valmir Rogério e. Claudete Silva dos. maturidade. pois é preciso que haja um ambiente favorável para que o Líder possa conduzir as pessoas. motivação. SÁTIRO. centra-se no compartilhamento de tarefas para obtenção de objetivos comuns ao grupo. tornem as equipes autônomas e empreendedoras. O presente trabalho busca através de um estudo de campo. poder. apresentando conceitos de liderança. qual o papel e a responsabilidade do líder. Universidade Norte do Paraná. junto às suas abordagens. liderança situacional. quais suas competências. Vânia de Oliveira. oferece ao gestor uma oportunidade de melhorar a eficácia do grupo. antes voltado simplesmente para a execução das tarefas. 2007.SANTOS. Liderança e motivação na gestão escolar segundo os pressupostos da teoria da liderança situacional. por conseguinte. O modelo da liderança situacional baseado na inter-relação entre a quantidade de orientação e direção. motivação. SILVA. Maceió. RESUMO A transformação vivenciada atualmente nas escolas com a gestão democrática. desenvolver um estudo relacionado à teoria da liderança situacional. o papel do gestor.

SUMÁRIO .

o modo como se tem sentido a liderança educacional e as relações com a conquista da autonomia. Para que isto ocorra é preciso que sejamos capazes de construir coletivamente uma relação de diálogo. Mas no processo educacional é complexo porque há uma heterogeneidade de personalidades. principalmente no seio escolar. por estarem acostumados a serem dirigidos.INTRODUÇÃO Desde os tempos mais remotos. onde exista uma efetiva troca de saberes. O objetivo deste trabalho é avaliar a influência da liderança na gestão escolar com base nos pressupostos da teoria da liderança situacional de BLANCHARD & HERSEY (1986). ambas situadas no município de Rio Largo-AL. Tratamos aqui de assuntos relacionados à liderança fornecendo reflexões sobre sua natureza. pais. interesses e expectativas. mas. nas primeiras tentativas do ser humano de conviver em grupo. nem todos os indivíduos estão preparados para uma real autonomia. Educador e educando diferem quanto à motivação. onde cada um dos envolvidos tenha o seu momento de fala. Por este motivo. já existia a figura do líder. escola e sociedade requer a real participação de cada uma das partes envolvidas. desde o nascimento o homem já está habituado a obedecer aos mais velhos. variáveis e difíceis. avós e aos professores até o término de sua vida escolar. políticas e sociais. A justificativa maior para este trabalho é o fato reconhecido que a relação entre família. o pensar coletivo e a resolução de problemas de modo participativo. Foi adotada a metodologia de pesquisa de campo. Refletiremos também sobre a importância das relações humanas numa gestão escolar que conta com a presença de um gestor líder. Liderar é preciso. sentindo constantemente grande dificuldade quando necessitam tomar uma decisão importante. conteúdos experienciais. necessidades. possibilitaram ao homem uma profunda reflexão sobre o trabalho em grupo. não impossíveis de trabalhar. As constantes mudanças ocorridas neste final de século. A construção dessa relação implica na necessidade de termos um gestor escolar que tenha a . Além disso. de várias dimensões humanas. que tomará por base a realidade apresentada numa escola da rede pública estadual e outra da rede privada.

Evidentemente que as escolas cujos diretores praticam um estilo de gestão consultivo e que buscam as opiniões do coletivo criam um ambiente muito mais eficaz. Um líder inteligente utiliza sua maturidade emocional para construir uma cultura de respeito mútuo entre as pessoas. motivando assim os participantes do processo na busca de objetivos comuns. não ordena como chefe. é instaurar a ação coletiva. observamos que nenhuma liderança pode ser imposta. sabendo selecionar idéias criativas e participativas. nas atitudes de um bom gestor. que possa influenciar pessoas fazendo-as empenhar-se voluntariamente em objetivos comuns ao grupo. A participação do líder junto às atividades. Deve ainda ter um comportamento voltado à orientação. . participando do processo de forma que venha subsidiar. A auto-realização profissional também é uma conquista da liderança. análises e reflexão para a construção dos trabalhos prioritariamente deve contemplar o acompanhamento de forma sistemática. mais aumenta a sua responsabilidade. Resumindo. acompanhada de pesquisas bibliográficas. que possua o desejo de escutar o que está sendo expresso. pais. Saber ouvir é uma arte. O verdadeiro líder. É respeitar a capacidade e a iniciativa do pessoal que compõe o quadro humano da instituição de ensino. Um outro aspecto relativo à liderança é que quanto mais comprometido for o líder. bem como a flexibilidade para aceitar idéias que podem ser diferentes das suas. discussões. a capacitação.capacidade de liderar eficazmente. fazendo-as crescer e produzir. está um código de valores. e acompanhar os trabalhos junto ao grupo. as informações e o planejamento. alunos professores. orientar. organizando as ações da escola. Implicitamente. cumprindo a missão moral. o espírito de equipe no interior da escola. inspirando confiança e transmitindo segurança aos seus subordinados. e colocar em prática o que ouvimos. o verdadeiro gestor é aquele que. nesse sentido. e trabalhar a maturidade dentro do grupo. Partimos para uma análise envolvendo comunidade. é ponto crucial a comunicação. Ser gestor-líder é ser alguém que sugere. Valores como o comprometimento. pode ajudar muito no desenvolvimento profissional. corpo técnico e os funcionários da escola. Exercer a liderança. através de seus próprios méritos. conquista a liderança. desenvolvendo no grupo segurança e confiança pelos liderados. Ao analisarmos as questões que envolvem a liderança. registramos que para a gestão escolar eficaz.

foram abordados os procedimentos metodológicos empregados nesta pesquisa. O terceiro capítulo apresenta a análise dos dados obtidos. . foram utilizados métodos de observação direta e questionário para sondagem de características do líder. O primeiro capítulo traz os pressupostos teóricos que norteiam essa pesquisa. dando enfoque para a conceituação de liderança e motivação na gestão escolar. para tanto. dentro da linha teórica adotada. Nas considerações finais foi feita uma síntese dos resultados obtidos em nossa pesquisa. avaliando o perfil dos lideres nas instituições analisadas. segundo a teoria da liderança situacional. No segundo capítulo.Este trabalho está dividido em três capítulos e uma conclusão.

  . Avaliar se a relação entre os segmentos família.OBJETIVOS Objetivo Geral: Avaliar a influência da liderança e motivação do gestor escolar para um melhor rendimento da escola como um todo e sua interação com a família e sociedade.  Objetivos específicos: Avaliar a relação entre os gestores analisados e os pressupostos da teoria da liderança situacional. escola e sociedade encontrado nas escolas analisadas propicia o cumprimento do objetivo maior da educação de fornecer aos alunos saberes para que se tornem cidadãos críticos e reflexivos.

CAPÍTULO 1. Essa falta de liderança não se restringe a área educacional. uma dimensão essencial da liderança. prover. neste capítulo. desenvolver um referencial teórico que poderá auxiliar os gestores escolares e administradores em geral a entender as motivações que geram determinados comportamentos por parte dos seus funcionários como também. prever e modificar comportamentos futuros. sem dúvida. organizar. criar condições favoráveis ao aproveitamento dos alunos. LIDERANÇA Em toda parte há uma constante procura por pessoas que tenham a capacidade necessária para liderar eficazmente. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O estudo da liderança e motivação procura responder a complexas questões sobre a natureza humana. Administradores intervêm apenas de maneira indireta no trabalho dos professores. é preciso que o diretor vá além. vemos no nosso dia-a-dia certa dificuldade dos indivíduos envolvidos de descrever com clareza o que é a liderança . mas ocorre igualmente no governo. nas igrejas e em todas as outras formas de organização humana. não estamos falando da falta de pessoas para preencher cargos administrativos. acompanhar e avaliar planos. Para que transformações na qualidade do ensino ocorram. Reconhecendo a importância do elemento humano para uma gestão e organização escolar eficaz. Envolve gerenciar recursos financeiros. 1. Porém isso não basta para fazer com que uma escola se aperfeiçoe e mude. tentaremos. Administrar é. Diante de tantas discussões. através das técnicas de liderança. nas fundações. Falamos sobre a falta de pessoas que queiram assumir funções significativas de liderança em nossa sociedade e sejam capazes de exercê-las com competência. que atue como líder e influencie diretamente o comportamento profissional dos educadores. nas empresas.1. programar. facilitar. visando obter resultados positivos dentro dos objetivos traçados no seu plano de gestão. Quando lamentamos a falta de líderes em nossa sociedade. na medida do possível.

Adotamos nesse trabalho o conceito de liderança descrito em RUFINO (2006) por estar em harmonia com os referenciais teóricos dessa pesquisa e por descrever a liderança de maneira mais ampla: [.. em um ou outro momento da vida. um colega. Assim. não importando se esta última é o chefe. Leia-se por atitude qualquer estímulo. subalterno. O ato de influenciar e servir são meios utilizados para o objetivo máximo da liderança que é o desenvolvimento do ser (RUFINO. mas como uma habilidade que pode ser desenvolvida e exercitada a cada dia.. On line). MOTIVAÇÃO As pessoas apresentam diferenças entre si não só pela sua capacidade. seja exemplos. Alegações de que a liderança é um dom dado por Deus para algumas pessoas são muito comuns. pela motivação. quer suas atividades se refiram a uma organização política ou à familia. mas também por sua vontade de fazer as coisas.] um processo de ressonância entre dois seres que lhes permitem alcançarem o desenvolvimento a partir da atitude de um deles. Um dos pontos principais da teoria situacional é o fato da liderança não ser considerada como um dom. não devemos supor que somente uma pessoa procura influenciar o comportamento de outra. . 1. a primeira é o líder potencial e a segunda o liderado potencial. o líder. Em toda situação em que alguém procura influenciar o comportamento de outro indivíduo ou grupo. isto é. valores. dos liderados e de variáveis situacionais. quando esta definição mensiona líder ou liderado. amigo ou parente. todos tentam exercer liderança. 2006. há liderança. Para BLANCHARD & HERSEY (1986) liderança é o processo de influenciar as atividades de um indivíduo ou de um grupo para a consecução de um objetivo numa dada situação.2. o que faz essas pessoas predestinadas a liderar. conceitos ou o próprio ato em si. Cumpre lembrar que. Observamos que essa definição não faz menção a qualquer tipo particular de organização.e motivação. Desta definição podemos depreender que o processo de liderança é uma função do líder.

conversando. eram transferíveis de uma situação para outra. Isso levanta algumas questões importantes. que podem ser conscientes ou subconscientes. problemas familiares e. Resumindo. Provocam e mantêm as atividades e determinam a orientação geral do comportamento das pessoas. essa visão .A motivação das pessoas depende da intensidade dos seus motivos. Por exemplo. estamos sempre fazendo alguma coisa: andando. dormindo.3. como a força física ou a amabilidade. Todos nós por vezes nos perguntamos: Por que fiz isso? Nossa mente nem sempre vê conscientemente a razão das nossas ações. comendo. Como nem todas as pessoas possuem essas qualidades. somente aquelas que as tinham eram consideradas líderes potenciais. A qualquer momento podemos decidir passar de uma atividade ou conjunto de atividades para outra. Os motivos são os porquês do comportamento. desejos ou impulsos vindos do indivíduo e dirigidos para objetivos. na suposição de que havia certas características. Nem sempre as pessoas têm consciência dos seus objetivos. quando um professor se irrita facilmente com os alunos sem motivo aparente. trabalhando etc. os motivos ou necessidades são as molas propulsoras da ação. Como seres humanos. influenciá-lo de maneira positiva para naquele momento resolver a situação. como stress. Por que as pessoas se envolvem em certas atividades. a partir desse diagnóstico prévio. Julgava-se que as qualidades pessoais inerentes ao indivíduo. A LIDERANÇA SITUACIONAL Durante muito tempo a visão mais comum no estudo da liderança concentrou-se predominantemente nos traços de liderança. Consequentemente. como a inteligência. cansaço físico ou mental. em muitos casos realizamos mais de uma atividade simultaneamente. que eram essenciais para uma liderança eficaz. 1. e não em outras? Por que mudam de atividades? Como poderá um gestor entender. Nosso comportamento geralmente é motivado pelo desejo de alcançar algum objetivo. prever e até controlar as atividades de seus funcionários em dado momento? Para isso. compete ao gestor conhecer os motivos que geraram tal comportamento. cabe ao gestor saber que motivos ou necessidades das pessoas originam determinada ação em dado momento. Os motivos podem ser definidos como necessidades.

dependendo do nível de maturidade das pessoas que o mesmo deseja influenciar. persuadir.4. Num contexto geral.das coisas parecia questionar a validade do treinamento de pessoas para assumir posições de liderança. e não alguma hipotética habilidade ou potencialidade inata ou adquirida de liderança. há mais estímulo para a possibilidade de treinar as pessoas a adaptar os estilos de comportamento dos líderes às mais diversas situações. 1. A Teoria Situacional surgiu diante da necessidade de um modelo significativo na área de liderança. educacional. ESTILOS DE LIDERANÇA Na Teoria Situacional existem quatro estilos de liderança: determinar. A ênfase recai sobre o comportamento dos líderes e dos membros dos seus grupos e as diferentes situações. O enfoque da teoria situacional é o comportamento tal como é observado. teríamos condições de distinguir os “predestinados” líderes dos liderados. Observe o quadro a seguir: . Se fossemos capazes de identificar e medir essas qualidades de liderança. o líder que se comporta de um determinado modo ao tratar individualmente os membros do seu grupo e de outro quando se dirigir a este como um todo. Com essa ênfase no comportamento e no ambiente. onde defini-se a maturidade como a capacidade e a disposição das pessoas de assumir a responsabilidade de dirigir seu próprio comportamento. Portanto. compartilhar e delegar. governamental ou militar e até mesmo na vida familiar. ela pode ser aplicada em qualquer tipo de organização. entende-se como Liderança Situacional. Estes estilos formam uma combinação de comportamento de tarefa e de relacionamento. estabelecendo objetivos e definindo os papéis das pessoas que são dirigidas pelo líder. do treinamento e do desenvolvimento. Acredita-se que a maioria das pessoas pode aumentar sua eficácia em funções de liderança através da educação. quer se trate de uma organização empresarial.

A maturidade divide-se em duas dimensões: maturidade de trabalho e maturidade psicológica.htm. esse desenvolvimento deve ser realizado ajustando-se o comportamento de liderança. mas Compartilh não estão dispostas a fazer o que o líder quer. devemos mensurar o que é maturidade numa abordagem situacional. referindo-se ao conhecimento e à capacidade técnica. Disponível em: http://www. não são seguras de si. A maturidade psicológica refere-se à disposição ou motivação para fazer alguma coisa. Alexandre Rodrigues et al. a capacidade e a experiência necessária para executarem certas tarefas sem direção da parte de outros. As pessoas com alta maturidade de trabalho numa determinada área tem o conhecimento. Sistemas e Métodos) – Faculdades Integradas Campos Salles. Pessoas que não tem nem capacidade nem vontade de assumir a responsabilidade de fazer algo. Monografia (Curso de Organização. Fonte: MEDEIROS. Acesso em 25 mar. As pessoas que possuem alta maturidade psicológica julgam que a responsabilidade é importante. Na Liderança Situacional está implícita a idéia de que o líder deve ajudar os liderados a amadurecer até o ponto em que sejam capazes e estejam dispostos a fazê-lo. A maturidade de trabalho está relacionada com a capacidade de fazer alguma coisa. São Paulo. A maior parte da direção a ser tomada neste estilo ainda é dada pelo líder. quando e onde devem executar vá rias tarefas. Para maturidade entre moderada e alta. São psicologicamente maduros.maurolaruccia. como. Este estilo Determinar caracteriza-se pelo fato de o líder definir as funções e especificar o que as pessoas devem fazer. podem ocorrer algumas mudanças. 2000. O líder e o liderado participam juntos da tomada de decisão.br/trabalhos/lider2. Para maturidade alta. Liderança. Pessoas que não tem capacidade e sentem disposição para assumir responsabilidades. 2007. tem confiança em si mesmas e sentem-se bem nesse aspecto do seu trabalho. sendo o papel principal do líder facilitar a tarefa e a comunicação. Para maturidade entre baixa e moderada. por não estarem seguras de si ar mesmas. mas ainda não possuem as Persuadir habilidades necessárias.Quadro 1 – Estilos de liderança Para maturidade baixa. . As pessoas possuem capacidade. não necessitando de uma comunicação acima do normal ou de um comportamento de apoio. As pessoas têm capacidade e disposição para assumir Delegar responsabilidades. Independente do nível de maturidade do indivíduo ou grupo. Está ligada à confiança em si mesmo e ao empenho.adm. Tendo em vista que o estilo de liderança a ser adotado por determinado líder depende do nível de maturidade das pessoas que o mesmo deseja influenciar.

. tais como execução de tarefas desagradáveis. repreensão ou até a demissão. o gestor precisa entender que com a abertura da escola para uma atuação maior da comunidade e com a concepção de uma escola pautada na gestão democrática. essas bases são definidas conforme abaixo: Poder de coerção: baseia-se no temor. Um líder com alto poder de competência facilita o comportamento de trabalho dos demais. ser retirado por força de lei ou negociação. PODER Antes de tudo. (BLANCHARD & HERSEY. Normalmente quanto mais elevada for a posição.5. assim se dá a relação entre liderança e poder: [. Seu poder é finito e transitório. Um líder com alto poder coercitivo induz ao cumprimento de suas ordens. consequentemente o gestor escolar de hoje tem apenas uma quantidade limitada de poder. isto é. O poder que dispõe pode. liderança é simplesmente qualquer tentativa de influenciar. 1986.. Poder de competência: baseia-se na experiência. em virtude do cargo que ocupa na organização. Portanto.1. pois se estiver nas mãos dele. tanto maior será o poder de legitimidade. De acordo com a linha da pesquisa. o poder é o recurso que permite um líder influenciar os outros ou conseguir a sua submissão. um outro profissional. . porque a desobediência poderá acarretar punições. Poder de legitimidade: baseia-se na posição ocupada pelo líder. p. em breve o terá. muito provavelmente um dos seus subordinados. Esse respeito induz ao cumprimento dos desejos do líder. habilidade e conhecimento que o líder possui e que através de respeito influencia os outros. Um líder com alto poder de legitimidade induz ao cumprimento de suas ordens ou influencia o comportamento dos outros porque esses percebem que ele. tem o direito de esperar que seus desejos sejam realizados. enquanto o poder do líder é o seu potencial de influência.] a liderança se define como o processo de influenciar as atividades de um indivíduo ou grupo para a consecução de um objetivo numa dada situação. ainda.218) Segundo a teoria situacional existem sete bases de poder. identificadas como possíveis meios para influenciar com sucesso o comportamento de outros indivíduos.

Um líder com alto poder de referência geralmente é estimado e admirado pelos outros por causa da sua personalidade. Essa estima. de promoção ou de reconhecimento. admiração e identificação com o líder influencia os outros.Poder de recompensa: baseia-se no poder do líder de recompensar os outros. Esta base de poder influencia as pessoas porque estas necessitam de tais informações e desejam estar a par das coisas. Poder de conexão: baseia-se nas conexões do líder com pessoas importantes ou influentes dentro ou fora da organização. que acreditam que o cumprimento das suas ordens lhes trará incentivos em termos de salário. Poder de informação: baseia-se na posse ou acesso. porque querem obter favores ou evitar as ameaças da conexão influente. . Um líder com alto poder de conexão induz outras pessoas a cumprir os seus desejos. Poder de referência: baseia-se nas características pessoais do líder. por parte do líder a informações consideradas importantes pelos outros.

A escola funciona no período diurno. e apenas um possui nível superior já concluído. funciona com salas de aula que comportam muito bem vinte e cinco alunos em média. tendo como unidade mantenedora a Secretaria Executiva de Educação do Estado. o mesmo acontece se comparecerem a escola sem uniforme. é comum observarmos turmas com quantidade superior a quarenta crianças. Estado de Alagoas. no município de Rio Largo.1. vôlei. no entanto. METODOLOGIA 2. . cidade localizada a 30 km de distância de Maceió. ginástica rítmica. Os alunos são responsabilizados caso cheguem atrasados. Há. professores e demais funcionários. Os alunos têm à sua disposição vários tipos de atividades extra curriculares como balé. ficando registrado em sua agenda pessoal. a atuação de um monitor na instituição. um terço deles está tentando ingressar na universidade. futebol de salão. A referida instituição é de pequeno porte e faz parte dum conjunto de quatro escolas estaduais que assistem aos munícipes ofertando ensino fundamental de 1ª a 4ª série. LOCAL A escola pertencente à rede pública estadual está situada na zona rural. no Loteamento Santa Maria. próximo ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. atendendo apenas no período diurno. tem um espaço físico privilegiado. capital do Estado de Alagoas. como por pais. O quadro de professores que compõe a escola apresenta-se da seguinte forma: dois professores estão cursando nível superior.CAPÍTULO 2. sendo a graduação critério obrigatório para admissão. bairro Mata do Rolo. O corpo docente da escola é todo composto por profissionais com nível superior. com o agravante das salas não possuírem ventilação adequada. na cidade de Rio Largo. No aspecto estrutural. Tratando-se de uma escola particular as regras comumente são acatadas. tanto pelos alunos. A Escola da rede privada de ensino está situada à Avenida Fernando Afonso Collor de Melo. A clientela que a freqüenta é de classe média. ainda. a escola revela um quadro crítico. karatê. com salas amplas e quadra poli-esportiva. judô.

Os estudos foram . os critérios de escolha dos sujeitos da pesquisa foram: um gestor escolar da rede pública estadual e um gestor escolar da rede privada. maceioense. O primeiro informante tem faixa etária de 43 anos. como: comportamento do gestor em relação aos docentes. Observamos critérios que foram previamente definidos. é branco. formados em pedagogia. residente no bairro do Tabuleiro do Pinto. e reside na cidade de Rio Largo há mais de 15 anos. sendo uma da rede pública estadual que está situada na zona rural do município de Rio Largo. comportamento do gestor em relação à comunidade onde as escolas estão inseridas. O segundo informante. no ano dessa pesquisa. como também na rede pública estadual. do sexo feminino. 2. Está exercendo o cargo de diretor pela segunda vez. rio-larguense. comportamento do gestor em relação aos discentes. numa escola pública da rede estadual de ensino e assumiu a função por meio de eleição direta entre funcionários. Antes de dirigir a escola o referido informante exercia o cargo de professor na mesma instituição de ensino.2. Estado de Alagoas. gestor da escola da rede privada. comportamento do gestor em relação ao pessoal que compõe o quadro administrativo. esta última situada na área urbana da cidade.2. comportamento do gestor em relação aos pais. SUJEITOS Partindo do enfoque da liderança e motivação na gestão escolar segundo os pressupostos da teoria da liderança situacional. além de fazer parte da equipe pedagógica da 12ª Coordenadoria Regional de Educação do Estado de Alagoas. tem faixa etária de 40 anos. alunos. do sexo feminino. onde trabalha há 24 anos. é branco. PROCEDIMENTOS A metodologia apresentada nesta monografia constitui-se através de dados que foram coletados em pesquisa de campo. entre duas escolas. ambos de nível superior. Atua na educação há 22 anos.3. não só na rede privada. segundo os preceitos da teoria da liderança situacional. pais e comunidade escolar. e outra da rede privada. e que exerçam o cargo de gestor escolar no município de Rio Largo.

Para garantir a representatividade das amostras que compõem o corpus desta pesquisa. minimizando os entraves do chamado paradoxo do observador. . pautados na observação. O referido questionário foi composto de dez perguntas abertas com o objetivo de averiguar a concepção de liderança e motivação e como isso é desenvolvido em sua prática. elaboramos. Cabe ressaltar ainda que as observações foram feitas de forma discreta e sem intervenções. utilizando as técnicas de coleta de dados descritas em TARALLO (1990). principalmente. ainda.realizados de forma sistemática e. a coleta de dados realizada através de um questionário (ver apêndices) em que os gestores educacionais responderam por escrito.

O líder é alguém que constrói a função. Todos esses fatores dificultam ainda mais a atuação do gestor-líder na escola. Líder indica o dirigente. reprovação e evasão escolar. É substancialmente um estimulador. a pessoa que controla as operações. ANÁLISE DOS DADOS O Resultado obtido na análise dos dados desse Trabalho de Conclusão de Curso vem de uma observação realizada in loco em duas escolas. como as grandes taxas de analfabetismo. bem como de questionários feitos com os gestores escolares existentes nas referidas escolas. se caracterizam como relações de desprezo pelo bem público e falta de autonomia. as contradições da sociedade sempre afloram nos interesses antagônicos de classe. porque os problemas são com freqüência os efeitos colaterais de nossos êxitos. a desqualificação crescente dos profissionais da educação. É o centro operativo de várias relações e funções. Portanto. Contudo. a pessoa-vetor. essa é uma projeção infantil. a repara quando necessário e a aperfeiçoa. . Centro operativo não significa que é um indivíduo que se coloca sobre os outros e comanda.CAPÍTULO 3. e os grupos sociais inevitavelmente expressam seus conflitos em torno de questões específicas. o enfrentamento das diversas manifestações ideológicas torna-se imperativo na construção coletiva da função social da escola. sabe-se. projetos de sociedade e idéias. mas observa-se que muitos desses problemas persistem até hoje. Ficou claro em nossa análise que a escola encontra-se numa perspectiva de mudança que ainda não conseguiu dar subsídios para a implantação de uma política de liderança. Nos valores de um líder deve emanar a consciência da compreensão. portanto que o líder é sem dúvida um estimulador que visa o sucesso do grupo. uma da rede pública estadual e outra da rede privada. Ele é o homem que dá impulso de progresso. o sucateamento da rede física. pois. Observa-se. embora a escola institucionalmente esteja comprometida com a reprodução do capital no seu modo atual de desenvolvimento. além de tratamento das questões educacionais com base em relações clientelistas que. Achava-se que os antigos problemas do âmbito educacional tinham sido extintos. a manutenção de uma sociedade capitalista não impede aos sujeitos se oporem a interesses hegemônicos.

também foi observado o poder de referência entre as características do gestor.1. para que possam ajudar seus colaboradores. de pensamento. o gestor apresentou traços mais predominantes do poder de legitimidade. O gestor influenciava os funcionários de apoio a realizar determinadas tarefas. traços do poder de recompensa. aquele eleito como gestor terá seu poder legitimado diante dos demais funcionários da escola. Quanto ao estilo de liderança. 2007. aceitação e implementação (PAGLIUSO & BEZERRA. pelo bom trabalho exercido pelo gestor quando na condição de professor. segundo as observações. nesse aspecto. o gestor se valia do estilo de liderança . pois estes últimos já estão habituados com o sistema de mudança da direção escolar em ciclos bianuais. geralmente não relacionadas às suas atribuições. exploração.3. devem ser pacientes e entender que as mudanças não ocorrem da noite para o dia e que as pessoas passam por um ciclo de mudança que compreende negação. o que é natural na relação entre o gestor da escola pública e seus subordinados. ainda assim está arraigada a conceitos errôneos que dificultam o processo de influência e mudança desenvolvimento na equipe escolar por parte do gestor. implantado no Estado de Alagoas. também. Assim sendo. Segundo PAGLIUSO & BEZERRA (2007). Foi apresentado. resistência inicial. como agentes dessa mudança. que garante a liberdade de expressão. Em menor monta. de criação e de organização coletiva na escola. quando se tratava da relação entre os funcionários de suporte administrativo. p. ESCOLA PÚBLICA A Escola da rede pública de ensino. dando-lhes em troca alguns dias de folga ou valores em dinheiro. apesar de já estar introduzida na gestão democrática. Em relação ao tipo de poder. assim deve proceder o líder em relação ao processo de mudança na educação: Os líderes devem entender o processo de mudança e atuar como facilitadores e catalisadores ou seja.20). devem ser os primeiros a aceitar e implementar as mudanças. Os professores da escola eram levados a atender suas ordens devido à experiência do gestor. claramente observado durante nossa estadia na instituição de ensino.

pois havia maior afinidade entre professores e gestão escolar. funcionários e alunos acatar a decisão dos mesmos. cabendo aos professores. facilitando a tomada de decisão conjunta. 2007. que visa primordialmente aprovação e lucros. mesmo havendo funcionários que se mostraram com alto grau de maturidade psicológica e de trabalho.determinar. onde as decisões partem prioritariamente através dos donos da instituição. Tal situação dificulta a tomada de posição do gestor e o exercício de sua liderança. Trata-se de um projeto tradicional. p. Oriundo desse temor gerado pelo poder de coerção dos proprietários da escola.05). a partir de seu comportamento ético e transparente. Já com a equipe pedagógica. ESCOLA PRIVADA A escola da rede privada de ensino mostrou-se pautada numa visão autoritária. o poder do líder sedimenta-se no chamado poder de conexão. comunicação e análise. também sobre influencia do poder exercido pelos proprietários do estabelecimento de ensino. o estilo predominante era o compartilhar. tendo em vista que o contato direto com os proprietários induz ao cumprimento de suas ordens . A organização voltada para a excelência busca o engajamento de todos os líderes. para que eles possam sensibilizar todos os demais colaboradores da organização (PAGLIUSO & BEZERRA. 3. Isso é que estimula as pessoas a buscarem a excelência.2. tanto que em algumas situações os proprietários devem ser consultados para depois haver um posicionamento por parte da gestão escolar. pois o gestor ao mesmo tempo em que exerce o poder. de suas habilidades de planejamento. A presença do poder de coerção é notável entre todos os funcionários. pois segundo PAGLIUSO & BEZERRA (2007): O exercício da liderança pressupõe que a Direção sirva de exemplo para todos. As relações de poder apresentadas na escola particular se mostraram bastante peculiares. inclusive o próprio gestor sofre tal influência.

na prática. através de um espaço de vivência democrática. com a descentralização de poderes. Os mecanismos democráticos constituídos para essa vivência. a gestão democrática. 3. LIDERANÇA E EDUCAÇÃO As observações apontam que. provocando a nítida separação entre representação e participação política. que é voltada para um projeto coletivo de escola. sem visibilidade quanto à função política. concentrado no minimalismo da democracia liberal. vêm assumindo um fim em si mesmo. mobilizado e capaz de lutar por seus direitos. o que facilita que suas determinações sejam acatadas. enquanto espaço plural de negociação de acordos e conflitos. está apenas no plano das intenções. Os poderes de informação e competência também se mostraram presentes nas nossas observações na escola da rede privada. pois estes pensam que com isso podem evitar problemas ou obter algum favor. O fortalecimento dela. tais como o Conselho Escolar e as eleições de diretores. Tais poderes são fruto do cargo exercido pelo gestor junto à equipe pedagógica da 12ª Coordenadoria Regional de Educação e de sua vasta experiência como professor e coordenador pedagógico. nas escolas do município de Rio Largo. . tem distanciado a escola de uma prática ampliada de democracia. O que poderia estar sendo consubstanciado através do exercício da cidadania. tem se mostrado. portanto crítico. competitivo.3.por parte dos demais funcionários. voltado para a construção do sujeito coletivo. exaltando o cidadão individualista. por conseguinte. o que. ainda não amadureceu na prática social das referidas escolas.

o que se manifesta nas instituições escolares. de instrumentos democratizantes abre perspectivas para que um processo de democratização substantiva possa vir a se instalar. como já mencionamos. desconhecem que a participação conjunta nas tomadas de decisão é uma aprendizagem que. seria necessário também. tendo como referencial teórico a Teoria da Liderança Situacional. participarem das decisões escolares. Assim. acertos. um meio e não um fim em si mesmo. de fato. dentre as quais se evidenciam: pensar criativamente. Neste sentido. Quase sem distinção. alegam que todos devem se envolver. para tanto. analisar informações e proposições diversas. no cotidiano que vivenciam na escola. para que isto ocorra. um redirecionamento das medidas de políticas pautadas pelo gerencialismo eficaz ainda se mostra difícil de acontecer. de forma contextualizada: expressar idéias com . neste quadro. uma vez que o objetivo final da gestão é a aprendizagem efetiva e significativa dos alunos. A liderança e motivação na gestão escolar é uma dimensão. por meio de sua função social. e que compete à escola desenvolver essa aprendizagem cívico-cultural. funções que se atritam com os princípios da gestão gerencial. alegam também. assumindo erros. atropelos e riscos. Mas. a falta de preparo cultural para. Não podemos desconhecer que a cultura de liderança e motivação é ainda muito incipiente na sociedade brasileira. requer o efetivo exercício da mesma. tendem a repetir o discurso dominante sobre a incapacidade de tomar decisões por grande parte dos brasileiros. de modo que. que as escolas estivessem atentas à sua função social de formação para a cidadania e para a solidariedade. muito embora a existência. capaz de possibilitar condições para a formação e o exercício crítico da participação política.CONSIDERAÇÕES FINAIS Nosso objetivo inicial nesse Trabalho de Conclusão de Curso era avaliar a influência da liderança e motivação do gestor escolar para um melhor rendimento da escola como um todo e sua interação com a família e sociedade. um enfoque de atuação. Desse modo. os sujeitos pesquisados em ambas as escolas. desenvolvam as competências que a sociedade demanda. contraditoriamente. porém. conforme procuramos demonstrar ao longo dessa pesquisa. ao tratarem do compartilhamento do poder de decisão.

adquiram conhecimentos úteis e aprendam a trabalhar com informações de complexidades gradativas e contraditórias da realidade social. tanto oralmente. Portanto. econômica. pelo modo como nela se trabalha. para se compreender os fatores impeditivos da construção de um modelo de gestão escolar de caráter democrático. o sentido e o significado de suas instancias democratizantes e. como por escrito. o processo de gestão escolar deve estar voltado para garantir que os alunos aprendam sobre o seu mundo e sobre si mesmos em relação a esse mundo. também. seu poder de liderança e motivação. aos problemas educacionais e sociais. dentre outros aspectos. a escola ainda é uma instituição sobre a qual se precisa escrever. Esperamos que nosso trabalho possa trazer alguns esclarecimentos sobre o quanto é substancial a presença do gestor-líder. Com esta demanda. esperamos ter evidenciado que. Por isso. ser capaz de tomar decisões fundamentadas e resolver conflitos. empregar a aritmética e a estatística para resolver problemas. não é suficiente entendermos apenas os seus aspectos administrativos e burocráticos.clareza. a relação desse modelo com a função central da escola. mas na escola como um todo: pela maneira como a mesma é organizada e como funciona. pensar e debater incansavelmente. O aluno não aprende apenas na sala de aula. Empecilhos da estrutura social. pelas ações globais que promove. o caráter educativo desse modelo de gestão. Em síntese. a partir desse entendimento. . que é o trabalho pedagógico. pelo modo como as pessoas nela se relacionam e como a escola se relaciona com a comunidade. política e científica. para o desenvolvimento educacional. É necessário entendermos. políticas educacionais e realidade cultural travam seu amadurecimento e fortalecimento. o sentido de educação e de escola se torna mais complexo e requer cuidados especiais. não obstante a riqueza das diversas teorias elaboradas no campo da educação. como condição para o exercício da cidadania responsável. pela atitude expressa em relação às pessoas. dentre muitas outras competências necessárias para a prática da cidadania responsável.

REFERÊNCIAS BALERINI. 2004. 1995. A pesquisa sociolingüística. Harvey. RUFINO. Liderança integrativa. Paul. James C. AMANA: HUNTER.htm. HERSEY. Antônio Tadeu. ROBBINS. . São Paulo: Ática. 1990. Paulo de Castro.jsp? pagina=membros_espaco_aberto_corpo&idColuna=2302&idColunista=9366. Fernando.maurolaruccia. José Divaldo. O Monge e o executivo: Uma história sobre a essência da Liderança. Psicologia para administradores: a teoria e as técnicas da liderança situacional. São Paulo: EPU.adm.br/trabalhos/lider2. Liderança: o fim das cartilhas. Rio de Janeiro: Ed. Monografia (Curso de Organização. Liderança situacional: os vários papéis do líder. 3ª. Disponível em: http://www. Disponível em: http://www.1997. 2007.br/membros. PAGLIUSO. 2000. São Paulo: Fundação Nacional da Qualidade. Apostila: Desenvolvimento e educação. ed. 12 ed. Acesso em 25 mar. Alexandre Rodrigues et al.administradores.catho. BLANCHARD. Porque as equipes não funcionam? 10ª ed.br/gestao/index. Sérgio Queiroz. e ampl. MOSCOVICI. Rio de Janeiro: J. Disponível em: http://www. São Paulo. ver.com. 1986. Liderança.com. Acesso em 16 abr.Campus.phtml?combo_ed=95&secao=200. Olímpio. Kenneth H. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. Fela. BRAUE. MEDEIROS. 2002. Sistemas e Métodos) – Faculdades Integradas Campos Salles. FINLEY Michael. 2007. Cristina. Cadernos de Excelência: Liderança. Rio de Janeiro: Sextante. BEZERRA. TARALLO. Acesso em 16 abr. 2007. 2007.

APÊNDICES Questionário aplicado nas entrevistas aos gestores escolares 1. se um pai se exceder dentro da escola? 8. Você vê. Como você interviria nessa situação? 5. o que você faz para melhorar essa situação? 7. A Secretaria de Educação pede para você comunicar um fato aos professores que você sabe que irá desagradá-los. o que faz para envolvê-las num projeto da escola? 4. quando chega ao seu local de trabalho como se comporta? 2. Para você. pode iniciar um processo de mudança na escola? . dentro da escola. Que tipo de posicionamento você toma. Suponha que existam duas professoras que não conseguem se quer conviver. O gestor. o que você faz para mudar esse quadro? 6. sozinho. O vigia ultimamente anda insatisfeito e não trata as crianças como deveria. Como você resolve essa questão? 3. o que é a liderança? 10. que o quadro administrativo anda um tanto descuidado. Se você estiver com problemas de ordem pessoal. O que você entender por motivação? 9. Você observa que o coordenador pedagógico está desatento em relação as suas atribuições dentro da escola.

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