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Agrupamento de escolas Dr. Azevedo Neves João Ramos 12º1 Nº5 1
Agrupamento de escolas Dr. Azevedo Neves João Ramos 12º1 Nº5 1

Agrupamento de escolas Dr. Azevedo Neves

Agrupamento de escolas Dr. Azevedo Neves João Ramos 12º1 Nº5 1
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Agrupamento de escolas Dr. Azevedo Neves João Ramos 12º1 Nº5 1

João Ramos 12º1 Nº5

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Agrupamento de escolas Dr. Azevedo Neves João Ramos 12º1 Nº5 1
Agrupamento de escolas Dr. Azevedo Neves João Ramos 12º1 Nº5 1
II III I V V  Distribuição anual da disciplina  Léxico de expressões usados
II III I V V  Distribuição anual da disciplina  Léxico de expressões usados

II

II III I V V  Distribuição anual da disciplina  Léxico de expressões usados 
II III I V V  Distribuição anual da disciplina  Léxico de expressões usados 
III
III

IV

II III I V V  Distribuição anual da disciplina  Léxico de expressões usados 

V

II III I V V  Distribuição anual da disciplina  Léxico de expressões usados 
II III I V V  Distribuição anual da disciplina  Léxico de expressões usados 

Distribuição anual da disciplina Léxico de expressões usados Como elaborar um trabalho escrito

Agrupamento de Escolas EB 2,3/S Dr. Azevedo Neves Ano lectivo 2009/2010 PSICOLOGIA B – 12

Agrupamento de Escolas EB 2,3/S Dr. Azevedo Neves Ano lectivo 2009/2010

PSICOLOGIA B – 12ºANO

DISTRIBUIÇÃO ANUAL

 

1º Período

Nº aulas previstas (90 min)

A ENTRADA NA VIDA

ANTES DE MIM: A genética, o cérebro e a cultura.

22

EU COM OS OUTROS: As relações precoces e as relações interpessoais.

10

 

Avaliação

5

 

Total

37

 

2º Período

Nº aulas previstas (90 min)

A ENTRADA NA VIDA

 

EU COM OS OUTROS: As relações precoces e as relações interpessoais.

10

EU NOS CONTEXTOS: O modelo ecológico do desenvolvimento.

6

EU. A mente e a integração das dimensões cognitiva, emocional e conativa.

12

 

Avaliação

5

 

Total

33

 

3º Período

Nº aulas previstas (90 min)

A ENTRADA

NA VIDA

EU. A mente e a integração das dimensões cognitiva, emocional e conativa

8

A PROCURA DA MENTE

 

PROBLEMAS E CONCEITOS TEÓRICOS ESTRUTURADORES DA PSICOLOGIA.

Do mentalismo do séc. XIX ao mentalismo do séc. XXI.

8

A PSICOLOGIA APLICADA.

A Psicologia Aplicada em Portugal.

5

 

Avaliação

5

 

Total

26

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves Ano Lectivo 2009/2010 PSICOLOGIA – 12º 01 E 02
EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves
Ano Lectivo 2009/2010
PSICOLOGIA – 12º 01 E 02

LÉXICO DE EXPRESSÕES VERBAIS QUE PODEM SURGIR NOS TESTES OU PROVAS

Onde se lê «algo» dever-se-á sempre entender este termo em sentido amplo: da coisa material à abstracta (ideia, conceito, noção, etc.).

Analisar – Decompor um todo em partes (p.ex.: um texto, uma ideia, etc.).

Avaliar – Julgar, atribuir um valor a algo, justificando porque assim se julga e/ou atribui esse valor.

Caracterizar – Dar relevo a aspectos particulares para que uma ideia, conceito ou algo se torne o mais inconfundível possível e simultaneamente melhor conhecido.

Clarificar – Atribuir características que permitam um conhecimento mais claro, isto é, menos equívoco.

Classificar – Organizar em grupos e classes um conjunto de elementos diferentes e dispersos.

Comentar – Interpretar criticamente um texto, uma ideia, figura, etc., relacionando os diversos elementos para tornar claro, a outros, determinada mensagem.

Comparar – Examinar simultaneamente duas ou mais ideias, aspectos ou coisas para conhecer semelhanças e diferenças.

Concluir – Tirar consequências de algo que antecede, por exemplo, causas de efeitos ou vice-versa.

Confrontar – Estabelecer um paralelo entre, pelo menos, dois aspectos diferentes de uma mesma coisa ou de diferentes coisas, identificando aspectos que os tornam mais definidos.

Criticar – Julgar algo, após análise, justificando o ponto de vista pessoalmente defendido.

Decompor – Separar ou dividir distinguindo especificamente algo que faz parte de um todo já anteriormente organizado ou existente.

Deduzir – Concluir ou inferir uma ideia como consequência de outra mais geral.

Definir – Dizer o que algo é ou em que consiste, demarcando com precisão os seus limites ou extensão.

Demonstrar – Provar com raciocínio convincente ou fundamentado.

Descrever – Expor com minúcia os aspectos característicos ou particulares de algo.

1
1

Distinguir – Separar especificamente elementos que permitam identificar claramente coisas diferentes ou iguais.

Elucidar – Tornar claro, esclarecer determinado assunto, caso, ideia, etc. ( esclarecer).

Enumerar – Relatar, enunciar uma a uma, cada parte de um todo ou conjunto.

Equacionar – Reduzir uma questão, aparentemente complexa, a termos ou esquemas mais simples e compreensíveis.

Esclarecer – Diluir ou eliminar dúvidas ( elucidar).

Exemplificar – Ilustrar através de factos, ideias, casos ou imagens algo que se explicou ou vai explicar.

Explicar – Tornar compreensível, a outrem, algo, desenvolvendo-o o suficiente para o efeito pretendido ( explicitar).

Explicitar – Tornar algo mais evidente, isto é, claro e compreensível ( explicar).

Formular – Organizar e expor com rigor uma ideia, conceito,

Identificar – Reconhecer e dar um nome, ideia, características adequadas ou próprias a algo.

Indicar – Mencionar breve, mas correctamente, algo dando-o a conhecer ou entender.

Interpretar – Explicar, comentar, esclarecer, com maior ou menor liberdade pessoal, ideias, conceitos, relações,

Justificar – Provar, demonstrar, explicar com argumentos claros e convincentes uma ideia, tese,

Operacionalizar – Resolver problemas ou operações previamente formuladas as quais, geralmente, obedecem a um código de regras pré-estabelecidas.

Problematizar – Mostrar como uma questão, aparentemente simples ou resolvida, não o é ou está tal como aparenta.

Provar – Demonstrar rigorosamente, com razões, factos, testemunhos, documentos, etc., a verdade ou falsidade de uma afirmação ou negação, tese ou antítese, realidade ou ilusão de algo.

Reconhecer – Verificar, confirmar a verdade ou falsidade, pertinência ou não de algo que previamente se julga conhecido.

Relacionar – Confrontar, estabelecer relações entre as coisas, ideias diferentes.

Sintetizar – Reduzir um todo às suas partes ou elementos fundamentais, sistematizando-as num novo todo ( resumir).

2

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves Ano Lectivo 2009/2010 PSICOLOGIA B – 12º 1/2 COMO ELABORAR

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves

Ano Lectivo 2009/2010

PSICOLOGIA B – 12º 1/2

COMO ELABORAR UM TRABALHO ESCRITO

Já elaboraste vários trabalhos escritos, quer individualmente, quer em grupo.

Vamos recordar e aprofundar alguns aspectos.

Para a elaboração de um trabalho, há regras que têm de ser respeitadas. Num trabalho deve constar:

1- Capa

2- Índice

3- Introdução

4- Desenvolvimento

5- Conclusão

6- Bibliografia

7- Anexos (nem todos os trabalhos têm anexos)

O primeiro passo a dar é a escolha do tema - por ti, pelo grupo, ou até por sugestão do(a)

professor(a).

Seguidamente, estabelecerás um plano relativo aos assuntos que irás tratar (por vezes, o plano inicial é reformulado ou alterado).

De acordo com esse plano, irás procurar informações em livros, enciclopédias, jornais, revistas, documentários filmados (ou outros meios audiovisuais), visitas de estudo efectuadas, testemunhos orais, (entrevistas ou inquéritos a pessoas).

Ao fazeres essas consultas, convém elaborar fichas, por autor ou por assuntos.

Feitas as fichas bibliográficas, deves efectuar uma leitura orientada das obras (artigos de jornal, revistas, livros, etc), tentando responder a uma série de questões, previamente formuladas, e elaborando fichas de leitura.

1. Capa

Pode ser simples, com desenhos, gravuras ou fotografias (conforme a tua imaginação ou gosto pessoal).

No entanto, para uma correcta apresentação, dela farão parte os seguintes elementos:

• Nome da Escola

• Ano lectivo em que foi elaborado

• Disciplina ou área a que se destina

• Título do Trabalho

• Identificação do(s) autor(es), (nome do aluno ou alunos que colaboraram no trabalho), número, turma e ano

• Data em que foi elaborado (local, mês, ano)

Ex:

EB 2,3/SECUNDÁRIA DR. AZEVEDO NEVES

Ano Lectivo 2009/2010

PSICOLOGIA B

12º10 – Nº1

As emoções e os processos cognitivos

Asdrúbal dos Santos Tenório

Damaia,

Setembro de 2009

2.

Índice

No índice deves escrever o nome das partes que constituem o trabalho.

À frente de cada uma escreves o número da página onde se inicia o assunto.

Antes da indicação de cada assunto, poderás colocar um número romano (I, II, III

de um capítulo ou de um tema mais geral, ou um número árabe, (1, 2, 3, um aspecto desse capítulo, ou então: 1; 1.1; 1.2; 2; 2.1; 2.2., etc.

), se se tratar

se disser respeito a

)

Utilizando o editor de texto Word poderás ir definindo os títulos em Estilos e, realizado o trabalho, na página onde queres colocar o índice, em Referências, clicas em Índice.

Ex:

Índice

Introdução

3

I-

3

1.

4

2.

5

II-

7

1.

8

2.

10

3.

12

Conclusão

15

Bibliografia

16

3. Introdução

Na introdução, informarás o leitor sobre o tema que vais tratar e como o irás fazer. Podes ainda referir os motivos que te levaram a escolher o tema, as dificuldades que encontraste para estudar,

as vantagens da sua realização, etc.

Quem vai ler o teu trabalho, logo na introdução deverá ficar com uma ideia daquilo que irá encontrar. Deste modo, a introdução deverá conter sumariamente o que vais tratar e como o irás fazer.

Depois de acabares o trabalho, convém releres a introdução, para verificar se está de acordo com

o restante, se tens de acrescentar ou alterar alguns aspectos, para ficar de acordo com o desenvolvimento.

4.

Desenvolvimento

O desenvolvimento é a parte central do trabalho. Convém ser redigida com cuidado, tendo como

base os teus conhecimentos e as informações recolhidas através de vários meios e documentos.

Poderás formular questões, a que procurarás responder, dando a tua opinião fundamentada.

Poderás recorrer ainda a citações, ou seja, transcrever frases ou textos de autores. É importante que os textos transcritos apareçam destacados e sejam curtos. O que transcreveres deve ficar

sempre entre aspas: "

transcrição. Ao fazeres a transcrição, poderás ainda colocar um número entre (), ex: (1) e, ao fundo da página, em nota de rodapé, escreveres o mesmo número e, à frente, o nome do autor, obra e páginas. As notas também poderão ser colocadas no final do trabalho, imediatamente a

seguir ao texto e antes dos anexos.

Referirás logo o autor e a obra de onde é retirada a

".

O ideal é utilizar uma ferramenta mais automática, por exemplo, o editor de texto Word onde

deverás ir a Referências e clicar em Inserir Nota de Rodapé.

Ex:

"A música está constantemente presente na vida grega. E isso desde os poemas Homéricos. ( ) Até o guerreiro máximo, Aquiles, entretém os seus ócios a tocar lira" 1

(No editor de texto Word, a nota de rodapé surge automaticamente no fim da página, como podes verificar.)

O texto de desenvolvimento pode ser complementado com gráficos, quadros ou esquemas e

gravuras. Devem estar de acordo com o conteúdo do texto e ser explicados através de uma

legenda.

5. Conclusão

Deverá ser breve e nela resumirás as questões formuladas no início do trabalho, ou seja, farás uma síntese do assunto que desenvolveste.

1 PEREIRA, Maria Helena da Rocha – Estudos de História da Cultura Clássica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993, p. 643.

6. Bibliografia

Para a indicação da bibliografia há também regras.

Na lista bibliográfica, os autores deverão ficar por ordem alfabética de apelidos.

Os sites apontados ficam no fim da lista dos autores e deverão indicar a última data de consulta.

Pode-se seguir o modelo nome/obra ou o modelo nome/data. Assim, relativamente ao primeiro,

Deve indicar-se primeiro o último nome do autor (isto é, o apelido), em maiúsculas, seguido de vírgulas e do nome próprio, título da obra (em itálico ou sublinhado), local de edição, editora, volume e respectiva data. Tratando-se de três ou mais autores, para simplificar, pode indicar-se apenas o primeiro, seguido apenas de et al. (expressão latina que significa e outros) ou A.A.V.V. (autores vários).

Ex: ALDERBERT, Jacques et al. – História da Europa. Coimbra: Livraria Minerva, 1993.

Ex: FERREIRA, José – A Democracia na Grécia Antiga. Coimbra: Livraria Minerva, 1990.

Se a publicação não tiver autor definido, o título deverá ser escrito em letras maiúsculas.

Ex: REVISTA DE FILOSOFIA, n° 8 (mês e ano)

A seguir ao nome do autor, mencionarás o título da obra, o local de publicação, a editora e a data. Se não tiver data, escreverás s/d.

Ex: PEREIRA, Maria Helena da Rocha – Estudos de História da Cultura Clássica. Coimbra:

Fundação Calouste Gulbenkian, Volume I, 1980.

Quando se trata de um artigo inserido numa obra, num jornal ou revista indicar o nome do autor, título do artigo (entre « »), autor/coordenador da obra, título da publicação (em itálico), número da publicação, data e páginas (primeira e última).

Ex: DINIS, Alfredo – «Ética e identidade pessoal na perspectiva das ciências cognitivas» In:

Brotéria, 156:2 (2003) pp. 119-140.

Ex: SERRÃO, Daniel – «Eutanásia». In: ARCHER, Luís, BISCAIA, Jorge, OSSWALD, Walter,

RENAUD, Michel (Coord.) – Novos Desafios à Bioética. Porto: Porto Editora, 2001, pp. 249-

250.

Outros exemplos retirados de:

SILVEIRA DE BRITO, José Henrique – Introdução à Metodologia do Trabalho Científico. Braga: Publicações da Faculdade de Filosofia, UCP, 2001.

– Introdução à Metodologia do Trabalho Científico . Braga: Publicações da Faculdade de Filosofia, UCP, 2001.
– Introdução à Metodologia do Trabalho Científico . Braga: Publicações da Faculdade de Filosofia, UCP, 2001.

Relativamente ao segundo modelo, nome/data, apresentam-se os seguintes exemplos, partindo da bibliografia anterior:

os seguintes exemplos, partindo da bibliografia anterior: 7. Anexos Finalmente, colocam-se os anexos. Estes podem se

7. Anexos

Finalmente, colocam-se os anexos. Estes podem ser gravuras, fichas, inquéritos, entrevistas, esquemas, gráficos, etc.

Servem para completar e fundamentar as afirmações feitas ao longo do trabalho.

I III IV V  Genética  Ficha de Trabalho s Genética  Os casos
I III IV V  Genética
I
III
IV
V
 Genética

Ficha de Trabalho s Genética

Os casos de Phineas Gage e de Elliot

Cérebro

Evolução, Genética, Cérebro 1 Questões de Verdadeiro Falso

Evolução, Genética, Cérebro 2 Questões de Verdadeiro Falso

A Genética e o Comportamento Questões de escolha

múltipla O Cérebro Questões de escolha múltipla O Cérebro Questões de escolha múltipla

A Cultura e a sua importância no comportamento

A Cultura As crianças selvagens Será que já nascemos humanos

Síntese Cultura

A Cultura Questões de Verdadeiro-Falso

1ª Ficha de Avaliação (Novembro2009)

Correcção da 1ª Ficha de Avaliação (Novembro2009)

Ficha Formativa Novembro 2009

MatrizTeste12B Novembro 2009

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves Ano Lectivo 2009/2010 PSICOLOGIA B – 12º 1/2 Síntese Temática

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves

Ano Lectivo 2009/2010

PSICOLOGIA B – 12º 1/2

Síntese Temática

TEMA 1 — ANTES DE MIM: Genética

As características genéticas são transmitidas pelos cromossomas, que são estruturas que se encontram no interior das células.

Os cromossomas são constituídos por ADN, ácido desoxirribonucleico, e são os responsáveis pela transmissão da informação hereditária de geração em geração. Estão organizados aos pares.

O ADN é uma substância química constituída por quatro substâncias químicas: a adenina (A), a

timina (T), a citosina (C) e a guanina (G).

Os nucleótidos são as unidades básicas do ADN que, associados em cadeias sequenciais, definem as características das espécies.

O código genético é uma sequência de aminoácidos na molécula de ADN que possibilita a

transmissão das características hereditárias.

Os

características.

cromossomas

são

constituídos

por

vários genes

que

são

responsáveis

por

diferentes

Os genes são segmentos de ADN organizados em nucleótidos com uma determinada sequência.

É um segmento de um cromossoma com um código próprio que contém informação para

produzir uma característica determinada.

O genoma é o conjunto de genes que constituem o ser humano.

A meiose é um processo de divisão das células sexuais que ocorre durante a fecundação, e em

que o número de cromossomas se reduz para 23, assegurando deste modo os 46 cromossomas característicos da espécie humana.

Este processo de divisão é uma das condições da variabilidade genética.

De entre os vários tipos de genes, destacam-se, pelas suas características, os genes de desenvolvimento que, entre outras funções, planificam a construção do organismo, sendo fundamentais no processo de constituição da espécie e do indivíduo.

Designamos por hereditariedade específica a informação genética que é responsável pelas características comuns aos elementos de uma espécie.

A hereditariedade individual corresponde à informação genética que é responsável pelas

características de um indivíduo, tornando-o diferente de todos os outros.

O genótipo é o conjunto das determinações genéticas herdadas; é a colecção de genes recebidos

aquando da concepção.

O

fenótipo é o conjunto das características observáveis num indivíduo e que resulta da interacção

do

genótipo e do meio.

O

indivíduo é resultado da combinação dos factores hereditários e dos factores ambientais.

O

preformismo e a teoria da epigénese são duas perspectivas sobre o papel da hereditariedade e

do

meio na constituição e no comportamento dos seres humanos.

O

preformismo é uma teoria segundo a qual o embrião se desenvolve segundo as potencialidades

preexistentes no ovo. É uma teoria que privilegia os factores genéticos do desenvolvimento.

A teoria da epigénese demarca-se do preformismo ao afirmar a importância do meio ambiente.

No processo de desenvolvimento, ocorrem potencialidades que, não estando presentes no ovo, se

desenvolvem por efeito da acção do meio.

A filogénese e a ontogénese designam processos relativos ao desenvolvimento.

Designa-se por filogénese o conjunto de processos biológicos de transformação que explicam o aparecimento das espécies e a sua diferenciação. Reporta-se à história da espécie.

A ontogénese designa o desenvolvimento, a modificação do indivíduo, desde a fecundação até à

morte. Reporta-se à história individual.

A afirmação da existência de um programa genético nos seres humanos só pode aceitar-se se o

concebermos como um programa aberto : isto é, susceptível de se adaptar às influências do meio

ambiente.

O inacabamento biológico do ser humano, o tacto de ao nascer não apresentar as suas

competências desenvolvidas (é um ser prematuro), constitui uma vantagem: possibilita uma maior capacidade para aprender e se desenvolver.

A neotenia designa o inacabamento biológico do ser humano ao nascer, o que implica que a

infância humana seja tão longa: o processo de desenvolvimento continua após o nascimento.

O programa genético aberto, a prematuridade do ser humano e a consequente necessidade de

continuar a desenvolver-se após o nascimento constituem uma vantagem, porque possibilitam o

desenvolvimento de muitas capacidades e competências no contexto das interacções sociais.

Nome: EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves 2009/2010 PSICOLOGIA – 12 ºANO FICHA DE TRABALHO Grupo

Nome:

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves

2009/2010

PSICOLOGIA – 12 ºANO

FICHA DE TRABALHO

Grupo I

Turma:

Classifica cada uma das afirmações como Verdadeira ou Falsa

V

F

 

O

facto dos frangos só poderem ser filhos de um galo e de uma galinha, tal

1

como os ratos só poderem ser filhos de casais de ratos, é uma questão de hereditariedade individual.

 

Gene é um segmento de um cromossoma constituído de ADN e contêm toda

2

informação para produzir uma determinada característica orgânica no ser vivo.

a

3

A

evolução ontogenética refere-se à origem e evolução das espécies.

4

Fenótipo é o património hereditário de cada indivíduo.

5

Epigénese defende que o desenv. individual depende do programa genético.

6

Na adaptação ao meio, os seres mais fortes têm mais hipóteses de resistir.

7

Desde sempre o homem teve o aspecto anatómico e fisiológico que hoje tem.

8

As alterações no ecossistema nunca interferiram com o homem porque este

é

uma espécie resistente.

9

Filogénese é o desenvolvimento do indivíduo desde que nasce até que atinge a idade adulta.

10

É

mais fácil prever as condutas animais do que as humanas porque

sabemos por experiência como são as reacções dos homens.

11

A

neotenia diz respeito à manutenção na idade adulta de características

juvenis.

12

O

inacabamento do ser humano determina a diversidade de condutas.

13

As condutas animais são pré-programadas, específicas e instintivas, enquanto nos homens são aprendidas.

14

O

preformismo não privilegia os factores genéticos do desenvolvimento.

Grupo II

Indica claramente a LETRA da alternativa que consideras CORRECTA

1. O ADN é o suporte químico da informação genética que controla os processos vitais em todos

os organismos. Esta afirmação é:

A. Falsa, porque o ADN não é a unidade básica dos seres vivos.

B. Verdadeira, pois o ADN é um ácido nucleico importante no controlo celular.

C. Falsa, porque o ADN não interfere nos processos vitais, apenas é o responsável pela

transmissão cromossomática.

D.

Verdadeira, porque o ADN determina a sobrevivência dos seres vivos.

2.

O potencial genético que pode vir a ser influenciado por condições ambientais tem o nome de:

A.

Hereditariedade.

B.

Gene.

C.

Genótipo.

D.

Fenótipo.

3.

O desenvolvimento cerebral depende em absoluto da maturação e da programação genética.

Esta afirmação é:

A. Falsa, porque o nosso desenvolvimento depende unicamente dos estímulos ambientais.

B. Verdadeiras, porque todas as nossas mudanças biológicas são programadas geneticamente.

C. Verdadeira, porque o processo de maturação é uma simples actualização interna de

potencialidades.

D. Falsa, porque embora seguindo uma sequência geneticamente definida o desenvolvimento

depende em parte da estimulação ambiental.

4. A hereditariedade refere-se ao conjunto de características transmitidas pelos pais aos seus

filhos. Esta afirmação é:

A. Verdadeira, porque a hereditariedade consiste no processo de transmissão genética de

caracteres dos progenitores aos descendentes.

B. Falsa, porque a hereditariedade é um processo epigenético.

C. Verdadeira, porque os pais são portadores de genes responsáveis por todas as características morfológicas.

D. Falsa, porque os caracteres que transitam de pais para filhos sofrem a influência da

educação.

5.

A hereditariedade individual explica que:

A.

Herdamos um conjunto individual de genes provenientes dos nossos progenitores.

B.

Nos distinguimos de outros indivíduos da nossa espécie.

C.

Nos distinguimos de outros indivíduos de outras espécies.

D.

Dois indivíduos possam ser especificamente idênticos.

6.

Somos o resultado da nossa herança genética. Esta afirmação é:

A.

Falsa, porque o genótipo unicamente confere possibilidades de desenvolvimento.

B.

Verdadeira, porque as características de um indivíduo dependem do código genético.

C.

Falsa, porque somos o resultado da influência do meio.

Os casos de Phineas Gage e de Elliot

Phineas Gage era um funcionário dos caminhos-de-ferro americanos que viveu no século XIX. Em 1848, quando tinha 25 anos, teve um acidente que acabou por o tornar famoso: ao colocar explosivos para abrir caminho numa rocha, provocou uma explosão. A barra de ferro usada para empurrar os explosivos atravessa a cabeça, penetra no queixo, arranca-lhe o olho esquerdo e sai pela parte superior do crânio. Assistido num hospital, recupera acabando por sobreviver 12 anos. Para além de crises de epilepsia esporádicas, manteve as suas funções motoras bem como as capacidades intelectuais.

funções motoras bem como as capacidades intelectuais. Contudo, a sua personalidade sofreu alterações profundas.

Contudo, a sua personalidade sofreu alterações profundas. Antes do acidente era um homem calmo, educado, trabalhador. Depois, passou a apresentar comportamentos diferentes: irritava-se sempre que o contrariavam, era grosseiro, colérico. Acaba por perder o emprego deambulando pelas ruas de Nova Iorque e pelas cidades da Califórnia. A barra de ferro acompanhou-o sempre tendo sido enterrada com ele, em 1861, quando morre com 38 anos. O seu cérebro foi conservado no Museu da Escola Médica de Harvard e foi, na década de 90, objecto de estudo de um casal de investigadores portugueses: António e Hanna Damásio. Através de técnicas de simulação informática, reconstituíram as consequências do acidente constatando que as áreas responsáveis pelos movimentos e pela linguagem não tinham sofrido qualquer dano, o que explica que, quer a motricidade, quer a linguagem, não apresentassem qualquer anomalia. A zona verdadeiramente afectada era a que estava situada mesmo na fronte. Seria preciso explicar a relação entre esta zona e a personalidade.

As investigações

Os dois neurobiólogos vão comparar este acidente, vivido no século XIX, com um caso de um dos seus doentes:

Elliot. Este homem de 30 anos, devido a um tumor, teve de retirar uma parte do córtex. A sua personalidade sofreu grandes transformações, que se manifestavam sobretudo por uma grande indiferença afectiva. Face à sua família e amigos não demonstrava qualquer sentimento: nem amor, nem alegria, nem tristeza, nem ansiedade. Parecia também incapaz de gerir a sua actividade, podendo perder horas corn questões insignificantes ao mesmo

tempo que esquecia actividades importantes. António Damásio, face a estes sintomas, coloca a hipótese de as emoções e as capacidades de reflexão estratégica estarem relacionadas. Ao contrário do que Descartes defendia — as emoções opõem-se à razão -, Damásio defende que a emoção está intimamente relacionada com as escolhas racionais. Mais: a emoção pode ser um guia das nossas escolhas. O medo (emoção) de assumir determinados riscos torna-nos prudentes prevenindo, por exemplo, riscos económicos. Se uma pessoa não recear (emoção) entrar em conflito com o vizinho poderá transformar-se numa pessoa descontrolada.

A

partir das suas investigações sobre as lesões frontais, Damásio explica que as relações entre o córtex pré-frontal

e

as emoções se dão nos dois sentidos: o córtex apoia-se nas informações emocionais para tomar decisões

adaptadas. Por outro lado, tem um papel de inibidor das emoções. O córtex controla as nossas pulsões e impulsos impedindo-nos de reagir de forma desadequada a uma situação como, por exemplo, beber antes de conduzir um

automóvel, dizer o que nos apetece a uma pessoa de que não gostamos, etc.

“Não restam dúvidas de que a alteração da personalidade de Cage foi provocada por uma lesão

cerebral, circunscrita a um local específico. (

desgraça social é perturbadoramente semelhante. Alguns deles têm lesões cerebrais em consequência de tumores cerebrais, deferimentos na cabeça, ou de outras doenças do foro neurológico. Outros, no entanto, não tiveram qualquer doença neurológica e comportam-se como Gage por razões que têm a ver com os seus cérebros ou com a sociedade em que nasceram. Precisamos de compreender a natureza destes seres humanos cujas acções podem ser destrutivas, tanto para si próprios como para os outros, caso pretendamos resolver humanamente os problemas que eles colocam.”

Existem muitos Gage à nossa volta, indivíduos cuja

)

DAMÁS1O, A. - O Erro de Descartes. Lisboa: Europa-América, 1994, pp. 37-38.

Se ocorre uma ruptura entre o centro emocional - sistema límbico - e o córtex frontal, se a informação não se estabelece entre as duas áreas, estamos perante uma indiferença afectiva. Nestes casos, por exemplo, face à morte de uma pessoa que nos é próxima há uma indiferença: a situação é reconhecida do ponto de vista cognitivo, mas, como não há relação com a área emocional, não se manifesta qualquer sentimento. No caso de Phineas Gage e de Elliot, acontece o inverso: não há controlo sobre as emoções, decorrendo um comportamento impulsivo e descontrolado.

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves Ano Lectivo 2009/2010 PSICOLOGIA B – 12º 1/2 Síntese Temática

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves

Ano Lectivo 2009/2010

PSICOLOGIA B – 12º 1/2

Síntese Temática

TEMA 1 — ANTES DE MIM: Cérebro

O sistema nervoso é constituído fundamentalmente por dois tipos de células: os neurónios ou

células nervosas e as células gliais.

As células gliais, para além de fornecerem os nutrientes aos neurónios, controlam o seu desenvolvimento. Têm funções importantes no desenvolvimento e na comunicação cerebral.

Os neurónios são constituídos por três componentes: o corpo celular, as dendrites e o axónio.

Existem três tipos de neurónios: sensoriais (transmitem as mensagens da periferia para os centros nervosos), motores (transmitem as mensagens dos centros nervosos para a periferia) e os neurónios de conexão (interpretam as informações e elaboram as respostas).

A comunicação nervosa consiste em transmitir mensagens de um grupo de neurónios para outro

grupo. Dá-se o nome de impulso nervoso ou influxo nervoso à informação que circula entre os neurónios.

É através da sinapse - zona de interacção entre neurónios - que as mensagens são transmitidas.

As mensagens nervosas ocorrem por processos electroquímicos. A energia nervosa é de dois tipos: a que passa das dendrites pelo corpo celular para o axónio é eléctrica; ao nível da sinapse, pelo efeito dos neurotransmissores, passa a energia química.

Os neurotransmissores, emitidos pelo neurónio pré-sináptico, atravessam a fenda sináptica - espaço compreendido entre os neurónios - e são captados pelos receptores do neurónio pós- sináptico.

O sistema nervoso é constituído por um conjunto de estruturas que recebem a informação,

comunicam-na, coordenam-na e organizam os comportamentos.

Distinguem-se, geralmente, os mecanismos de recepção, que recebem a informação (os órgãos dos sentidos), os mecanismos de coordenação (o sistema nervoso central e periférico) e os mecanismos de reacção (os músculos e as glândulas).

O sistema nervoso central (SNC) é constituído pela espinal medula (que tem funções de

coordenação e de condução) e pelo encéfalo.

De entre as várias estruturas que constituem o encéfalo, o cérebro humano desempenha um conjunto de funções especializadas exclusivas dos seres humanos.

O cérebro está dividido em dois hemisférios, cobertos por uma camada de massa cinzenta, o

córtex cerebral, que são especializados em funções próprias - lateralização cerebral.

Apesar da especialização, os hemisférios direito e esquerdo funcionam de forma complementar.

Cada hemisfério é constituído por quatro lobos - frontal, parietal, occipital e parietal.

Nos lobos occipitais são processados os estímulos visuais que previamente passaram pelo tálamo. A área visual primária processa dados como a cor, distância, etc., que passam, depois para a área visual secundária onde ocorre a identificação dos objectos. Outras áreas do cérebro intervêm atribuindo significados às informações.

Os lobos temporais processam os estímulos auditivos: os sons são recebidos na área auditiva

primária e interpretados na área secundária ou de associação. É nesta zona que se situa a área de Wernicke, que tem um importante papel na produção do discurso e na compreensão do que os outros dizem.

Os lobos parietais são constituídos por duas zonas. Na zona anterior, o córtex somatossensorial

recebe os estímulos que vêm do ambiente, produzindo as sensações de temperatura, dor, do tacto, etc. As zonas mais sensíveis do corpo são as que ocupam mais área no córtex. Na área secundária, as informações recebidas são analisadas e interpretadas, possibilitando-nos, por exemplo, o reconhecimento dos objectos através do tacto.

Os

lobos frontais, que correspondem a cerca de 1/3 do volume total do cérebro, desempenham

um

conjunto de funções que, pela sua importância, levam a que muitos autores os considerem ser

"a

sede da humanidade".

O

córtex motor é responsável pelos movimentos dos músculos. As zonas que precisam de

produzir movimentos mais precisos e mais variados são as que ocupam mais área no córtex.

Por trás do córtex motor, fica situada uma zona designada por área de Broca, que é responsável pela linguagem falada, pela produção do discurso.

As áreas pré-frontais são responsáveis pelas funções intelectuais superiores: memória, pensamento reflexivo e imaginação. É aí que se processa a resolução de problemas, a tomada de decisões, a planificação, a capacidade de prever o efeito das nossas acções, etc.

É no córtex pré-frontal que se faz a coordenação entre as emoções e a capacidade de decidir. Esta

relação foi estudada por António e Hanna Damásio.

A especialização das várias áreas do cérebro em determinadas funções tem de se compreender à

luz do funcionamento sistémico do cérebro: as várias estruturas funcionam de modo integrado,

implicando-se umas às outras na concretização das diferentes funções.

Uma das provas deste funcionamento sistémico ocorre quando uma área lesionada deixa de exercer a sua função e unia outra área vizinha assume essa função perdida (função vicariante ou

de

suplência do cérebro).

 

O

cérebro

é

um

sistema

unitário,

que

trabalha

como

um

todo,

de

forma

interactiva,

caracterizando-se pela sua plasticidade.

Ainda que, ao nascer, o bebé tenha todas as áreas corticais formadas, o desenvolvimento cerebral continua a fazer-se de forma acelerada nos primeiros meses de vida.

A formação do cérebro não resulta de um programa preestabelecido: o meio tem um papel

decisivo no desenvolvimento cerebral, antes e após o nascimento.

O processo de desenvolvimento cerebral não se define apenas pelo aparecimento e

desenvolvimento de neurónios e de sinapses: dá-se também através da selecção de redes neuronais, que passa pela morte de neurónios e pela supressão de sinapses.

Este processo, que ocorre ao longo da vida, não está geneticamente determinado: depende das interacções com o meio e das experiências vividas pelo sujeito.

As conexões sinápticas são moldadas pelas experiências dos sujeitos, o que é uma das razões que

explica que gémeos homozigóticos não apresentem as mesmas redes neuronais.

O inacabamento do cérebro humano ao nascer e o lento processo de desenvolvimento pós-natal

(lentificação) vão constituir uma vantagem, ao possibilitar uma estimulação maior e mais prolongada do meio.

A diferente expressão genética não chega para explicar as diferenças individuais: os efeitos do

meio intra-uterino e as experiências ao longo da vida são elementos fundamentais para explicar o

processo de individuação.

É a imaturidade do cérebro humano e a sua plasticidade que vão proporcionar aos seres humanos

a possibilidade de desenvolverem um conjunto de capacidades que os distinguem dos outros

animais e de aprenderem ao longo da vida.

Esta plasticidade e esta flexibilidade, permitem uma adaptação ao meio mais eficaz e mais criativa. São a condição de aprendizagem ao longo da vida.

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves Ano Lectivo 2009/2010 PSICOLOGIA B – 12º 1/2 UNIDADE 1

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves

Ano Lectivo 2009/2010

PSICOLOGIA B – 12º 1/2

UNIDADE 1 - TEMA 1 – ANTES DE MIM

FICHA SOBRE EVOLUÇÃO, GENÉTICA E CÉREBRO

Assinala com verdadeiro ou falso, justificando a opção.

1.O bipedismo é uma característica circunstancial do ser humano.

R: Falso. O bipedismo é uma característica típica (permanente) do ser humano. É a sua forma de

locomoção específica. Nos outros animais é que é uma forma de locomoção circunstancial, esporádica

e sem continuidade.

2. O ser humano e os outros animais partilham uma semelhante capacidade de superação e de mudança.

R: Falso. Devido à nossa superior capacidade de aprendizagem e a sermos criações da cultura temos uma capacidade de adaptação e de superação muito maior. em nós um reduzido conjunto de comportamentos de base instintiva e estereotipada.

3. O que nos distingue dos restantes animais é sermos animais hiperespecializados.

R: Falso. Somos «generalistas». Somos advogados, engenheiros, arquitectos, médicos, sacerdotes, políticos, gestores, futebolistas, professores e muito mais. Inventamos profissões e ocupações de acordo com as exigências do meio e as nossas necessidades de satisfação e de realização. Não nos adaptamos a um determinado meio como uma chave se adapta a uma fechadura. Transformamos o meio mediante a nossa imaginação e as nossas capacidades de raciocínio e de reflexão. Em cada uma destas áreas especialistas mas isso só confirma que temos uma grande diversidade de interesses e de actividades. Os outros animais, dada a sua limitada capacidade de aprendizagem é que são hiperespecializados.

4. No ser humano o adquirido predomina sobre o inato.

R: Verdadeiro. Temos grande capacidade de aprendizagem porque temos de aprender quase tudo. Dependemos muito mais do que adquirimos por aprendizagem e transmissão social e cultural do que do que nos é dado biologicamente. Somos mais filhos do nosso engenho e da nossa incontrolável vontade de conhecimento do que da natureza. A evolução natural parece ter em nós muito menos peso do que a evolução cultural. Ao longo da história adaptação cultural prevaleceu em nós sobre a

adaptação biológica. Graças à cultura o homem pode adaptar – se modificando o seu próprio meio e não simplesmente ajustando – se a ele. Quando graças à cultura o ser humano modifica o seu meio de modo a torná – lo mais favorável no que respeita à satisfação das suas necessidades ou à sua sobrevivência, diz – se que a cultura tem uma função adaptativa. Trata – se de uma adaptação criativa

e inventiva.

5. Nascemos biologicamente incompletos e muito frágeis pelo que somos inferiores aos outros animais na capacidade de adaptação e de resposta aos problemas do meio.

R: Falso. Basta pensar que não nos limitamos a um nicho ecológico particular. Tanto vivemos em regiões em que o calor é intenso como em zonas do globo em que o frio nos obriga a inventar roupas e formas de aquecimento adequadas. Somos seres adaptáveis a uma grande diversidade de nichos ecológicos. Devido à nossa plasticidade e superior capacidade de aprendizagem, habitamos ambientes que vão desde o equador aos pólos desde as regiões tórridas e desérticas de 50 graus C até às gélidas atmosferas siberianas e árcticas desde o nível do mar até altitudes de mais de 3.500m. Somos a única espécie em que quase não traços de condutas inatas, que tem um acentuado gosto pela exploração do meio (a nossa curiosidade natural levou – nos a grandes viagens marítimas, terrestres e espaciais) e que tem muito maior capacidade de aprendizagem do que qualquer outra espécie.

Graças à cultura o homem pode adaptar – se modificando o seu próprio meio e não simplesmente ajustando – se a ele como é típico dos outros animais que têm um programa genético muito menos flexível. Quando graças à cultura o ser humano modifica o seu meio de modo a torná lo mais favorável no que respeita à satisfação das suas necessidades ou à sua sobrevivência, diz – se que a cultura tem uma função adaptativa.

6. Os filhos herdam dos pais um genótipo, isto é, um conjunto de predisposições genéticos que podem

expressar se adequadamente ou não, conforme a qualidade do meio em que o indivíduo vive e se

desenvolve. Logo, o fenótipo não é a actualização automática do genótipo.

R: Verdadeiro. No genótipo está contido o conjunto de informações genéticas que indicam a predisposição (ou potencialidade) para vir a ter um dado fenótipo. Este não é um simples resultado da transmissão hereditária porque a sua expressão é condicionadas pelo papel do meio (das nossas experiências e da nossa educação).

7. A espinal medula controla por si só duas funções: as funções condutora e coordenadora de actos e

movimentos.

R: Falso. A espinal medula controla por si só (sem depender da intervenção do cérebro) a coordenação de actos reflexos ou automáticos, por exemplo, para proteger a nossa integridade física. A função condutora de informação de e para o cérebro é uma função importante em que a espinal medula participa, mas que não assegura exclusivamente como parece óbvio.

8. Uma pessoa que consegue executar isoladamente cada elemento de uma sequência motora mas

não consegue ajustá los sequencialmente sofre de apraxia.

R: Verdadeiro. Uma lesão na área psicomotora pode dar origem à apraxia, incapacidade de organizar sequencial e de forma ajustada movimentos para atingir um dado objectivo como, por exemplo, vestir se. Cada elemento motor que constitui o movimento voluntário global é realizado (não há paralisia) mas fora da sequência ajustada ou correcta, isto é, isolado desta (vestir a roupa interior em último lugar, calçar os sapatos antes das meias e antes de vestir as calças).

9. A função vicariante do cérebro corresponde a uma substituição funcional que é possível mediante a implantação de tecidos cerebrais na região lesionada.

R: Falso. A função vicariante do cérebro corresponde a uma substituição funcional e não neurológica. Com efeito, a área lesionada permanece lesionada. O que acontece é que uma função perdida devido a lesão numa dada área pode ser recuperada ao ser substituída a área lesionada por uma outra, sobretudo uma área vizinha. Não se trata nem de uma regeneração das células nervosas da região lesionada (parece que os neurónios destruídos não podem ser substituídos por outros) nem de enxerto de células nervosas mas sim de uma substituição funcional efectuada por uma outra zona do cérebro.

10. Uma lesão grave na área visual secundária do córtex cerebral pode provocar cegueira cortical.

R: Falso. Uma lesão na área visual secundária (psicovisual) provoca agnosia visual, incapacidade de reconhecer e identificar o que se vê. Uma lesão provoca cegueira cortical (incapacidade de ver) se a lesão atingir toda a área visual primária, a que recebe as informações visuais. Ora aqui trata – se da área visual secundária ou psicovisual.

11. A surdez cortical corresponde à incapacidade de reconhecer os sons que ouvimos.

R: Falso. Uma coisa é a incapacidade de ouvir sons e outra a incapacidade de reconhecer os sons que ouvimos. A surdez cortical corresponde à incapacidade de ouvir. A área secundária ou psicoauditiva é responsável pelo reconhecimento e identificação dos sons. Lesionada essa área surge a agnosia auditiva, a incapacidade de atribuir significado aos sons que ouvimos, mesmo os mais familiares. Uma lesão na área auditiva primária provoca surdez cortical (incapacidade de ouvir).

12. Uma pessoa que é incapaz de organizar as diversas partes de um acto de forma ajustada sofre de

paralisia cortical.

R: Falso. A paralisia cortical corresponde à incapacidade de realizar qualquer movimento – tratando – se neste caso de movimentos finos e precisos de certos órgãos e membros. A área motora primária é responsável pelo desencadeamento de movimentos voluntários, pela execução de movimentos que exigem precisão. Uma lesão nesta área pode dar origem a paralisia ou a graves perturbações motoras, isto é, a incapacidade de controlar os movimentos. A apraxia é a incapacidade de organizar sequencialmente e de forma ajustada movimentos para atingir um dado objectivo como, por exemplo, vestir se. Cada elemento motor que constitui o movimento voluntário global é realizado (não há paralisia) mas fora da sequência ajustada ou correcta, isto é, isolado desta (vestir a roupa interior em último lugar, calçar os sapatos antes das meias e antes de vestir as calças).

13. O córtex pré – frontal é o lugar da inteligência e do pensamento, da consciência de si, da criação

artística, das questões sobre o sentido da vida e das decisões que organizam a nossa vida prática quotidiana.

R: Verdadeiro. É a ele que recorremos para resolver um complicado problema matemático, para planear uma viagem, para criar uma obra artística. Sem ele não teríamos doutrinas científicas, morais,

religiosas, jurídicas, nem inventos tecnológicos, nem produções artísticas e literárias. Mas isto ainda não esgota a riqueza invulgar do córtex pré frontal. Ele é o nosso centro emocional, o centro das decisões sem as quais a vida seria um impasse. O córtex pré frontal é o monitor do nosso comportamento emocional e afectivo.

14. A hereditariedade é o conjunto de potencialidades que um indivíduo de uma espécie recebe no

momento da concepção.

R: Verdadeiro. No momento da concepção é estabelecida a herança genética de um novo indivíduo. O zigoto contém todas as instruções que determinam uma aparência física única e a predisposição para certas características pessoais e capacidades físicas e mentais.

15. O sistema reticular activante é uma espécie de estação central por onde passam e são coordenadas as informações provenientes dos nossos sentidos (excepto o olfacto). As informações dos receptores sensoriais são encaminhadas para as regiões superiores do cérebro que estão relacionadas com a visão, o tacto, o paladar e a audição.

R: Falso. Estas funções são asseguradas pela estrutura subcortical denominada tálamo.

16. O tálamo é uma estrutura reguladora de funções homeostáticas.

R: Falso. As funções homeostáticas – que asseguram o equilíbrio do meio interno do organismo regulando a temperatura do corpo e outras necessidades como a fome e a sede – são funções especialmente associadas ao hipotálamo. No interior do hipotálamo grupos de neurónios que regulam a temperatura do corpo, a fome, a sede, o desejo sexual. É uma estrutura reguladora de grande parte das nossas necessidades biológicas.

17. Desempenhando um importante papel na formação de novas memórias e na sua retenção, o

tálamo é uma das zonas do cérebro mais afectadas pela doença de Alzheimer.

R: Falso. O hipocampo (e não o tálamo) é a área cerebral responsável pela formação e retenção de novas memórias.

Nota:

As questões 10, 11, 12, 13, 15, 16 e 17 são apenas informativas.

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves Ano Lectivo 2009/2010 PSICOLOGIA B – 12º 1/2 FICHA SOBRE

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves

Ano Lectivo 2009/2010

PSICOLOGIA B – 12º 1/2

FICHA SOBRE EVOLUÇÃO, GENÉTICA, CÉREBRO

Assinala com verdadeiro ou falso, justificando a opção.

1O fenótipo é o conjunto de características potenciais de um indivíduo.

R: Falso. O conjunto das características potenciais de um indivíduo tem o nome de genótipo.

2.O genótipo é equivalente ao fenótipo.

R: Falso. O fenótipo é o resultado da acção recíproca entre factores genéticos e factores

ambientais ao passo que o genótipo é o conjunto de genes que herdamos no momento da

concepção.

3. O fenótipo é o conjunto de características que se manifestam como resultado da interacção

genótipo meio.

R: Verdadeiro. O fenótipo reflecte o modo como, tendo em conta a influência dos factores ou

agentes ambientais, o potencial genético de um indivíduo se exprime. O fenótipo é constituído pelas características específicas e particulares que um indivíduo apresenta.

4. A hereditariedade específica é o conjunto de características comuns aos indivíduos de uma

espécie e que os diferencia de todos os outros indivíduos da mesma espécie.

R: Falso. A hereditariedade específica designa o conjunto de agentes genéticos responsáveis pela

transmissão das características que integrarão certos indivíduos numa espécie distinguindoos dos indivíduos de outras espécies. Distingue os indivíduos de uma espécie dos indivíduos de outras espécies mas não distingue entre si os indivíduos de uma mesma espécie.

A hereditariedade individual designa o conjunto de agentes genéticos responsáveis pela

transmissão de potencialidades que nos tornarão únicos, ou seja, diferentes de todos os outros

indivíduos da nossa espécie.

5.

O genótipo de que um indivíduo é dotado contém características específicas e individuais.

R:

Verdadeiro. Somos concebidos com um determinado património genético individual e

específico. No momento da concepção herdamos potencialidades e limitações que fazem de nós indivíduos da espécie humana nascemos geneticamente programados para falar – e que fazem de nós indivíduos diferentes de outros indivíduos da nossa espécie, exceptuando o caso dos gémeos monozigóticos. Por isso, nascemos indivíduos e nascemos humanos.

6.

A hereditariedade específica impede que nos sejam transmitidas características próprias de

outras espécies.

R: Verdadeiro. Estamos geneticamente programados para falar mas não para voar, grunhir e ladrar.

7. A neotenia significa que desde muito cedo manifestamos características adultas.

R: Falso. Significa que durante muito tempo manifestamos características juvenis como a curiosidade e o desejo de conhecer o mundo. Quando nascemos não temos capacidades ou competências desenvolvidas. Prematuridade.

8. Dizer que, enquanto indivíduos somos programados para aprender significa dizer que podemos

aprender tudo.

R: Falso. Apesar de termos uma capacidade de aprendizagem muito superior à dos outros animais nem várias vidas seriam suficientes para adquirir o imenso acervo de conhecimentos que a humanidade constituiu e continuará a constituir.

9.Dizer que o ser humano tem um programa genético aberto é dizer que é completamente determinado pelo meio, pela educação e pelos vários factores ambientais.

R: Falso. Ter um programa genético aberto às influências ambientais e sócio – educativas não quer de modo nenhum dizer que os nossos genes não exerçam qualquer influência e sejam anulados pelo meio. Sabemos que a nossa constituição genética condiciona o modo como podemos ser influenciados pelo meio. Um programa genético aberto é um programa cuja execução permite significativa influência do meio, da aprendizagem, da educação e da experiência. «Permite» quer dizer que é um programa que determina características psicológicas e comportamentais mas não de forma rígida e inflexível.

10. A hereditariedade específica significa que todos os indivíduos de uma espécie são dotados do

mesmo conjunto de genes.

R: Falso. Temos todos nós normalmente a mesma quantidade de genes mas do que se trata aqui é do seu tipo. Se todos os indivíduos de uma espécie fossem dotados do mesmo conjunto de genes seriam todos gémeos idênticos.

11. A manutenção da posição e do equilíbrio do corpo depende exclusivamente da área motora

do córtex.

R: Falso. Depende fundamentalmente do bom funcionamento do cerebelo.

12. O hipocampo regula os estados de vigília e de sono bem como os fenómenos da atenção e da

distracção.

R: Falso. Regular os estados de vigília e de sono bem como os fenómenos da atenção e da distracção é função do sistema reticular activante.

13.

Uma pessoa incapaz de se lembrar não do seu nome nem de eventos da infância mas sim de

algo que acaba de ler ou de ouvir sofre de uma lesão grave no tálamo.

R: Falso. Sofre de uma lesão grave no hipocampo que é a área cerebral responsável pela formação e retenção de novas memórias.

14. Uma pessoa que é incapaz de organizar as diversas partes de um acto motor de forma ajustada sofre de paralisia cortical.

R: Falso. Sofre de apraxia, lesão na área secundária do córtex motor.

15. A afasia de Wernicke sintoma de lesão nesta área consiste na incapacidade de falar ou na

produção de um discurso lento, difícil e mal articulado.

R: Falso. A incapacidade de falar ou a produção de um discurso lento, difícil e mal articulado é a afasia de Broca.

16. Uma pessoa com uma lesão grave na área de Broca é incapaz de compreender o que outra

pessoa diz.

R: Falso. Estes sintomas são sinal de uma lesão na área de Wernicke. Em termos gerais, a área de Broca permite falar com e para os outros enquanto a área de Wernicke permite que compreendamos o que os outros dizem ou nos dizem. A área de Broca permite falar. A área de Wernicke permite compreender e entender o que é dito.

17. A função vicariante do cérebro corresponde a uma substituição funcional que é possível

mediante a implantação de tecidos cerebrais na região lesionada.

R: Falso. A função vicariante do cérebro corresponde a uma substituição funcional e não neurológica. Com efeito, a área lesionada permanece lesionada. O que acontece é que uma função perdida devido a lesão numa dada área pode ser recuperada ao ser substituída a área lesionada por uma outra, sobretudo uma área vizinha. Não se trata nem de uma regeneração das células nervosas da região lesionada (parece que os neurónios destruídos não podem ser substituídos por outros) nem de enxerto de células nervosas mas sim de uma substituição funcional efectuada por uma outra zona do cérebro.

18. A neotenia exprime uma enorme plasticidade e flexibilidade do nosso património genético

que o torna aberto às influências culturais e ambientais.

R: Verdadeiro. A neotenia significa que devido a nascermos sem competências desenvolvidas (prematuridade) somos dotados de um programa genético aberto constituído por um conjunto de genes que não determinam de forma absolutamente rígida características e comportamentos. Dependemos muito mais do que adquirimos por aprendizagem e transmissão social e cultural do que do que nos é dado biologicamente. Somos mais filhos do nosso engenho e da nossa incontrolável vontade de conhecimento do que da natureza. A evolução natural parece ter em nós muito menos peso do que a evolução cultural.

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves Ano Lectivo 2009/2010 PSICOLOGIA B – 12º 1/2 UNIDADE 1

EB 2,3/Secundária Dr. Azevedo Neves

Ano Lectivo 2009/2010

PSICOLOGIA B – 12º 1/2

UNIDADE 1 - A ESPECIFICIDADE DO SER HUMANO TEMA 1 – ANTES DE MIM CAPITULO 3 – A GENÉTICA E O COMPORTAMENTO

QUESTÕES DE ESCOLHA MÚLTIPLA

1. O fenótipo é o conjunto:

A. Dos traços físicos que um indivíduo apresenta.

B. Dos traços de personalidade que um indivíduo manifesta.

C. Dos traços físicos e psicológicos que um indivíduo apresenta como resultado da determinação

genética. D. De características físicas e psicológicas que, como resultado da acção recíproca de factores genéticos e ambientais, um indivíduo realmente apresenta.

2.

O potencial genético que pode vir a ser influenciado por condições ambientais tem o nome de:

A.

Fenótipo.

B.

Genótipo.

C.

Hereditariedade.

D.

Gene.

3.

Dois indivíduos com a mesma constituição genética são:

A.

Gémeos.

B.

Gémeos dizigóticos.

C.

Gémeos gerados pela divisão celular de um mesmo ovo.

D.

Indivíduos que irão apresentar necessariamente o mesmo fenótipo.

4.

O desenvolvimento cerebral depende em absoluto da maturação e da programação genética.

Esta afirmação é:

A. Falsa, porque o nosso desenvolvimento cerebral depende unicamente dos estímulos ambientais.

B. Verdadeira, porque todas as nossas mudanças biológicas são programadas geneticamente.

C. Falsa, porque embora seguindo uma sequência geneticamente definida o desenvolvimento depende em parte da estimulação ambiental. D. Verdadeira, porque o processo de maturação é uma simples actualização interna de potencialidades.

5. A maturação é:

A. O processo de desenvolvimento orgânico e fisiológico que segue um programa geneticamente

determinado, alheio a influências ambientais.

B. O processo de desenvolvimento que cumpre potencialidades genéticas dependendo de um meio

favorável.

C. Um processo meramente endógeno.

6.

Na relação hereditariedade meio:

A.

A hereditariedade depende do meio.

B.

A hereditariedade delimita potencialidades e o meio favorece ou não a sua actualização.

C.

A hereditariedade nos potencialidades que se actualizarão independentemente da estimulação

ambiental.

D.

Devemos dizer que são factores independentes.

7.

A hereditariedade é:

A.

O conjunto de potencialidades que o indivíduo possui desde que nasce.

B.

O conjunto de potencialidades que herdamos no momento da concepção.

C.

Um genótipo particular.

D.

O factor que determina por si só o nosso desenvolvimento.

8.

Os gémeos verdadeiros têm o mesmo genótipo e o mesmo fenótipo. Esta afirmação é: