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Conheça quem mantém a temperatura do motor do seu carro sob controle!

Válvula termostática (termostato)

Como funciona:
Utiliza uma cera expansiva derivada do petróleo, calibrada conforme especificação original da
montadora do veículo. Com o aumento da temperatura, sua expansão dentro do termoelemento
provoca o deslocamento do pino de inox, comprimindo a mola e possibilitando a abertura da
válvula e a passagem do líquido para o radiador.

Localização:
Geralmente próxima do motor e da mangueira superior que sai do radiador.

Funções importantes:
Proporcionar um aquecimento rápido ao motor (a válvula se mantém fechada
quando motor está frio).
Após a abertura da válvula, manter o motor trabalhando dentro dos limites de temperatura a que foi
projetado para:
- Evitar o atrito e prolongar a vida útil do motor;
- Atingir o máximo de torque e potência;
- Evitar o excesso de consumo de combustível;
- Evitar maiores .índices de poluentes.

Cuidados:
Utilize sempre no sistema de arrefecimento, o líquido a base de etileno-glicol.
Este, além de aumentar o ponto de ebulição da água e evitar corrosão no sistema, mantém a
válvula sempre lubrificada prolongando sua vida útil.

O constante hábito de completar com água o sistema de arrefecimento (radiador ou reservatório de


expansão) em postos de gasolina, dilui a concentração do etileno-glicol. Atente para o
abastecimento excessivo de água no sistema de arrefecimento. Isto pode significar vazamento em
alguma parte do sistema e deve ser reparado.

O veículo com injeção eletrônica não deve ficar sem a Válvula Termostática, pois isso faz com que
o motor trabalhe mais frio. Através de um sinal enviado pelo Sensor de Temperatura (Plug
Eletrônico) ao computador (ECM - Módulo da Injeção Eletrônica) a mistura ar/combustível ser.
Enriquecida ocasionando falhas, consumo excessivo e aumento na emissão de poluentes.
É o chamado motor afogado.

Peça ao mecânico para sempre utilizar no reparo uma junta ou anel de vedação novo.

Solicite uma revisão de funcionamento da Válvula Termostática de seu veículo


a cada 30.000 Km.

Interruptor Térmico

Como funciona:
Utiliza um disco bimetálico calibrado conforme especificação original da montadora do veículo.
Com o aumento da temperatura, a deformação do disco provoca o deslocamento do pino,
acionando os contatos e ligando a ventoinha, a lâmpada ou o alarme.

Localização:
Ventoinha: junto ao radiador.
Lâmpada-alarme: diversos locais do motor.

Funções importantes:
Ligar e desligar a ventoinha para esfriar o líquido dentro do radiador. Isso se faz necessário quando
o fluxo de ar externo não é suficiente para esfriá-lo, pois o veículo não está em movimento. (ex.:
congestionamento)

Ligar e desligar a lâmpada ou alarme localizado no painel de instrumentos informando um


superaquecimento.

Cuidados:
Qualquer sintoma de excesso de temperatura, estacione em local seguro e desligue o motor
imediatamente.

Solicite uma revisão de funcionamento do Interruptor Térmico de seu veículo a cada 30.000 Km.

Plug eletrônico – Sensor de temperatura

Como funciona:
Utiliza um componente cerâmico chamado termistor, que diminui sua resistência ôhmica com o
aumento da temperatura do líquido de arrefecimento. Este sinal elétrico . enviado ao painel através
do sensor e ao computador da injeção eletrônica através do plug eletrônico.

Localização:
Geralmente próximos da válvula termostática e do cabeçote do motor.

Funções importantes:
Monitorar qualquer variação de temperatura do motor indicando através do ponteiro do painel de
instrumentos (sensor) ou ao módulo da injeção eletrônica (plug eletrônico).

A indicação correta da temperatura . fundamental para se evitar o superaquecimento, economizar


combustível e emitir menos poluentes.

Cuidados:
Verifique sempre o sensor ou plug correto para o modelo do seu veículo.

Qualquer sintoma de excesso de temperatura, estacione em local seguro e desligue o motor


imediatamente.

Solicite uma revisão de funcionamento do Sensor de Temperatura ou do Plug


Eletrénico de seu veículo a cada 30.000 Km.

Cuidados Gerais

Utilize sempre o líquido de arrefecimento especificado e na proporção correta (Conforme o Manual


do Proprietário).

Verifique semanalmente o nível do líquido no radiador ou no reservatório de expansão sempre com


o motor frio.

Faça a manutenção preventiva do sistema de arrefecimento a cada 30.000 km ou uma vez por ano
Sensor de Temperatura do Líquido de Arrefecimento - CTS
O conhecimento do princípio de funcionamento e das particularidades que o envolvem é imprescindível na
realização de seu teste

Sensor de Temperatura do Líquido de


Arrefecimento - CTS
Presente na maioria dos veículos injetados, o sensor de
temperatura do líquido de arrefecimento - CTS (Coolant
Temperature Sensor) é facilmente reconhecido pelos
profissionais da reparação. Porém, o conhecimento do
princípio de funcionamento e das particularidades que o
envolvem é imprescindível na realização de seu teste
O CTS é constituído de um resistor sensível à temperatura (termistor) do tipo NTC (Negative
Temperature Coefficient ). Sua resistência elétrica se altera com a variação da temperatura do
líquido de arrefecimento do motor. A UCE através de um circuito interno, alimenta o sensor com
uma tensão de referência de aproximadamente 5 volts VDC. O sinal do sensor corresponde a
queda de tensão provocada pelo elemento resistor. Quando o motor está frio a resistência elétrica
do CTS é alta; portanto a tensão (queda de tensão) medida pela UCE é alta*. Com o motor
aquecido, a resistência do elemento sensor é baixa, por isso é medida uma baixa* tensão entre o
sensor e a massa.
A UCE utiliza a informação da temperatura do líquido de arrefecimento principalmente para fazer os
cálculos da massa de ar admitida e do avanço da ignição. Além disso, em alguns veículos como o
pálio 1.3 16v (motor fire), Ford Ka e Fiesta 1.0/1.3 (motor Endura), o sinal do CTS é utilizado pela
UCE para o controle do ventilador de arrefecimento (ventoinha). Em outros como o Kadett EFI
(álcool) para o comando do sistema de partida a frio.
Grande parte dos sensores de temperatura - CTS, possuem um único resistor NTC que informa as
variações de temperatura para a UCE. Porém alguns sensores como o do Gol MI 1.0, possuem dois
elementos sensores (independentes) na mesma carcaça. Um para a UCE e o outro para o painel de
instrumentos.
Na maioria dos sistemas de injeção eletrônica caso ocorram problemas no circuito do sensor de
temperatura (circuito aberto ou curto-circuito), a UCE assume um valor fixo Pré-programado
(normalmente próximo a 100ºC) para o parâmetro temperatura do motor (recovery**).

* Vide a tabela do sinal do CTS em função da temperatura do motor da dica - 1.


** Recovery: Procedimento utilizado pelas centrais eletrônicas (UCEs) de sistemas de injeção
digitais para substituir o valor enviado pelo sensor danificado (em curto-circuito ou circuito
aberto) por um valor pré-programado.
Nos sistemas MOTRONIC MP 9.0 (Gol 1000 mi 8V) e IAW 1AVS (Gol / Parati 1000 mi 16V), por
exemplo, quando a UCE detecta falha no circuito do sensor de temperatura da água-CTS (em
curto-circuito ou circuito aberto), grava o código de defeito em sua memória e assume a
temperatura de 100ºC como padrão. Portanto se o CTS for desligado, o veículo continuará
funcionando (com um rendimento um pouco inferior) até que o proprietário leve-o a uma
oficina especializada.

Testando um sensor de temperatura do líquido de arrefecimento - CTS


Na realização do teste de um sensor de temperatura do líquido de arrefecimento, observe os
seguintes detalhes:
• Certifique-se da boa condição da carga da bateria e alimentaçãoda UCE;
• Verifique a qualidade do líquido de arrefecimento e o bom estadode funcionamento dos
componentes do sistema;
• Sangre o sistema de arrefecimento. A formação de bolhasde ar em contato com o sensor de
temperatura da água provoca falhas nofuncionamento do motor e no acionamento da “ventoinha”;
• Retire o sensor de temperatura da água e limpar sua carcaça.
• Meça a tensão de alimentação do sensor e oaterramento de seu circuito.
• O sinal do sensor deve ser medido em tensão de corrente contínuaVDC. A chave de ignição deve
estar ligada. O teste só podeser considerado conclusivo se for efetuado no momento em que
houver falha.

Dica - 1 - Exemplo de teste do sensor de temperatura do líquido de arrefecimento -


CTS dos sistemas Motronic mp 9.0 e iaw 1avs (que equipam os veículos gol/parati
MI 1.0 16 v e gol MI 1.0 8v).
Dica - 2 - Cuidado com inversões entre conectores.
No dia-a-dia é comum que profissionais desatentos provoquem falhas no funcionamento
do motor invertendo:
• O conector do CTS com o da válvula de ar adicional - VAS no tempra16v ( até 94).
• O conector do CTS com o do sensor de detonação nos veículosVolkswagen MI 1.6/1.8 e 2.0.

Dicas MTE-Thomson: Arrefecimento


Temperatura sob controle?
Mas o que é isso?

O motor do seu veículo gera muito calor devido a explosão do combustível dentro dele. Este calor
deve ser controlado, senão o motor pode fundir. Para que isto não ocorra, existe o sistema de
arrefecimento.

Sistema de arrefecimento
É um sistema complexo que controla toda a temperatura do motor.
Assim ele terá maior durabilidade, menor desgaste e atrito, maior
economia de combustível, menos manutenção, emitirá menos
poluentes e aumetará seu desempenho.

O que compõe o sistema de arrefecimento?

• Líquido de arrefecimento – água + aditivo


• Válvula termostática – controla o fluxo do líquido para o radiador
• Radiador – diminui a temperatura do líquido
• Ventoinha – auxilia o radiador a diminuir a temperatura do líquido
• Interruptor térmico - liga e desliga a ventoinha
• Mangueiras – liga o motor ao radiador levando o líquido de arrefecimento
• Bomba d´àgua – envia o líquido para o todo o sistema
• Sensores de temperatura – indica a temperatura do motor no painel do veículo e ao computador
da injeção eletrônica

É verdade que o líquido de arrefecimento é tão importante quanto o óleo do motor?

Sim, sem dúvida?

A falta do líquido ou o uso de um fora das especificações pode fundir o motor por excesso de
temperatura. O líquido de arrefecimento deve ser trocado a cada 30.000 km ou uma vez por ano!

E os outros componentes?

Todos devem ser checados e inspecionados uma vez por ano e caso tenham problemas, devem
ser substituídos. Você sabia que em uma inspeção veicular realizada em 2248 veículos, o sistema
de arrefecimento foi o campeão dos problemas?
82,2% dos veículos necessitam de um reparo no Sistema de Arrefecimento.
Fonte FACISC (Federação das Associações Comerciais e Industriais de SC)

O que devo fazer, então?


Simples! Procure tratar o Sistema de Arrefecimento “Preventivamente” e não “Corretivamente”,
você já ouviu falar em “Medicina Preventiva?”
Pois é...o mesmo conceito pode ser aplicado ao seu carro com a “Manutenção Preventiva”!
Consulte o profissional reparador Certificado ASE ou os Postos Autorizados THOMSON-CAR e
veja as vantagens!

Fica mais barato a manutenção preventiva do que a corretiva?


Veja o quadro abaixo:
*Custo anual
**Valores médios Janeiro/2005 sem a mão-de-obra para veículo popular 1.0

Outros cuidados importantes:

Verifique o nível do líquido de arrefecimento uma vez por semana.


Nunca coloque outro líquido que não seja o especificado.
Nunca inspecione o sistema quando ele estiver quente, pois há grande risco de queimaduras.
Troque o líquido uma vez por ano.
Sempre faça a manutenção preventiva do sistema de arrefecimento em uma oficina especializada
ou nos postos autorizados THOMSON-CAR.
Pesquisas indicam, “Água enferrujada” no radiador desvaloriza o carro na hora da revenda.
Cuidado com o Sistema de Arrefecimento! Siga a orientação de um profissional reparador da sua
oficina e do fabricante dos produtos, eles nunca irão deixar você de cabeça quente
DE QUEM É A CULPA?

Entenda mais como funciona o seu motor de popa

Sistema de refrigeração

O sistema de refrigeração é compostos de bomba d’água, que é responsável pelo fornecimento de água às partes
quentes do motor (bloco e cabeçote), válvulas de pressão, que são responsáveis em manter a pressão da água
mesmo em baixa velocidade e os termostatos que são responsáveis pela manutenção da temperatura do motor,
que é o nosso assunto nesta matéria.

O seu motor “tosse” na lenta? Faz muita fumaça na lenta mesmo depois de ter trocado a marca do óleo por uma de
melhor qualidade? O seu motor morre ou perde potência logo após a arrancada? As velas do seu motor ficam
“babadas” se você andar muito tempo em baixa velocidade? O motor toca o alarme de super aquecimento em baixa
velocidade? Se sua resposta for SIM para todas as perguntas, isto significa que o seu termostato não está
funcionando perfeitamente.

Então a culpa é do termostato? Vamos retira-lo!

É muito comum ouvir que os termostatos são para paises frios, e que aqui sendo um país quente não havia
necessidade do uso do termostato, alias ele seria até prejudicial ao motor, pois manteria a temperatura do motor
muito elevada, por isso o termostato deve ser retirado. Engano de quem pensa assim, pois a função do termostato
é manter a temperatura do motor em uma faixa determinada (definida pelo fabricante), independente da
temperatura externa. O que acontece de diferente entre um motor no nordeste e outro no sul, é que o no sul vai
demorar mais tempo para atingir a temperatura ideal de funcionamento do que o motor no nordeste, mas a
temperatura interna será sempre a mesma, pois o termostato, que é uma válvula de alívio se abrirá de acordo com
a temperatura da água interna do motor.

O termostato é em muitos casos Ignorado, Retirado ou mal entendido, mas o funcionamento do termostato é
primordial, para o desempenho, consumo e durabilidade do motor.

O termostato ou válvula termostática se abre pela dilatação de uma cera, localizada internamente do termostato,
que ao atingir uma certa temperatura (máxima) empurra uma mola que abre uma válvula e faz com que a água
passe com maior volume e resfrie o motor, mas se retrairá quando a temperatura do motor atingir uma outra certa
temperatura (mínima) fazendo com que a mola se expanda e feche a válvula.
Se o motor não atinge a temperatura ideal, ficando abaixo do especificado, o motor consumirá mais combustível,
perderá potência e queimará mais óleo, pois o combustível pulverizado na câmara de combustão se liquefará e não
queimará, sendo necessário mais combustível para se obter uma queima ideal, este excesso de combustível, vai
“lavar” o motor e sairá pela descarga, como a descarga é um local quente, aí vai queimar e sairá em forma de
fumaça, e o restante não queimado sairá pela descarga na água, criando uma mancha de combustível. Estes
sintomas são típicos de motores sem termostato.
Mas porque foi retirado?

Em muitos casos o termostato é retirado por um erro de diagnóstico, pois o motor deveria estar trabalhando muito
quente e tocando o alarme de temperatura, sem o termostato o motor funciona “bem” e não toca o alarme, mas o
problema pode estar no termostato ou não.

O termostato pode ficar travado ou entupido, mas o sistema de refrigeração pode estar com problema, desde um
rotor com defeito ou uma carcaça da bomba d’água rachada até um entupimento das passagens internas do motor
por sal! Sal? Sim sal! Se o motor não for adoçado corretamente e os anodos de sacrifício não estiverem aterrados, e
o bloco do motor sendo de alumínio em contato com a água salgada, criará uma corrosão que resultará em sal de
alumínio, este sal vai se depositar onde a temperatura é mais elevada, que é no cabeçote, e virará uma pedra de
sal que é conhecida como cristal de sal, quando o cristal se forma não há água que dilua o cristal, e por isso a água
não consegue passar e o motor super aquece. E a culpa vai para o termostato...

Como saber se o termostato está funcionando bem!

Primeiro, é preciso saber qual é a faixa de temperatura do motor.


Ex: Johnson 225hp faixa de 56.ºC até 67.ºC. o que significa isso? O termostato irá se abrir completamente a 67.ºC
e estará completamente fechado a 56.ºC.
Segundo medir com auxilio de um termômetro (pirômetro) o(s) cabeçote(s) bem perto da válvula termostática.
Faça a medição em lenta para ver se o motor atinge a temperatura máxima e depois saia com motor e ande em
giro alto por alguns minutos, diminua, desligue o motor, retire o capô e meça novamente.

Más e o “XIXI”?

O indicador de circulação de água, popularmente conhecido como “XIXI”, só indica que a água está circulando, não
é responsável ou resultado da refrigeração. O indicador foi colocado para que o cliente saiba que a bomba d’água
está mandando água para o motor, pois se o “XIXI” parar em baixo giro, significa um rotor está com uma ou mais
palhetas quebradas ou uma carcaça rachada. E tem gente que culpa o termostato...

A inspeção dos termostatos é feita nas revisões periódicas do motor, se o seu mecânico não tem o hábito de faze-
lo, troque de mecânico. Porque se não trocar de mecânico aí a culpa não é do termostato e sim SUA