Contabilidade de Custos Francisco Lorentz, Msc.

Contabilidade de Custos

Profº Francisco Lorentz

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CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço. Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos: a) Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período. Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como consequência da fabricação e venda de seus produtos. Nessa época, as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais, e conseqüentemente os únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada. Como consequência do crescimento das organizações, da intensificação da concorrência e da crescente escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. Além disso, as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes. É, então, imprescindível, para qualquer empresa ter um sistema de custos, ainda mais numa economia capitalista e concorrencial como a nossa. É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória, sem o conhecimento dos custos do modo mais real possível. Nesse sentido, as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização, desde que apropriadamente organizadas, resumidas e relatadas, constituem uma ferramenta administrativa da mais alta relevância. Assim, as informações de custos transformam-se, gradativamente, num verdadeiro sistema de informações gerenciais, de vital importância para a administração das organizações empresariais. Essas informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões, bem como para o planejamento e controle das atividades empresariais. FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição dos custos, sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais: a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques. b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa. c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões. Em resumo, a Contabilidade de custos, fornece informações para: 1 - A determinação dos custos dos fatores de produção; 2 - A determinação dos custos de qualquer natureza; 3 - A determinação dos custos dos setores de uma organização 4 - A redução dos custos dos fatores de produção, de qualquer atividade da empresa; 5 -À Administração, quando esta deseja tomar uma decisão, estabelecer planos ou solucionar problemas especiais; 6 - O levantamento dos custos dos desperdícios, do tempo ocioso dos operários, da capacidade ociosa do equipamento, dos produtos danificados, do trabalho necessário para conserto, dos serviços de garantia dos produtos;

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7 - A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento, isto é, quando as despesas de manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento; 8 - A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos, do lote econômico de compra e da época de compra; 9 - estabelecimento dos orçamentos; 10 - A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços. CONTABILIDADE FINANCEIRA (GERAL) X CONTABILIDADE DE CUSTOS Contabilidade Financeira (Geral) A Contabilidade Financeira surgiu com o desenvolvimento do comércio. Seu objetivo fundamental é o controle do patrimônio da empresa e suas variações, que são resultantes da Apuração do Resultado das atividades mercantis (lucro ou prejuízo). A Contabilidade Financeira se concentra nos demonstrativos dirigidos ao público externo (acionistas, credores etc.), que são guiados pelos Princípios Fundamentais de Contábilidade. Contabilidade de Custos Com o advento da Revolução Industrial e a conseqüente proliferação das empresas industriais, a contabilidade viu-se as voltas com o problema de adaptar os procedimentos de apuração do resultado em empresas comerciais (que apenas revendiam mercadorias compradas de outrem) para as empresas industriais, que adquiriam matérias-primas e utilizavam fatores de produção para transformá-las em produtos destinados à venda. A solução natural para o problema foi usar o mesmo esquema para apuração do resultado, substituindo o item “Compras” pelo pagamento dos fatores que entraram na produção: matéria-prima consumida, salário dos trabalhadores da produção, energia elétrica e combustíveis utilizados, enfim, todos os gastos que foram efetuados na atividade Industrial e que foram denominados de Custos de Produção. O ramo da Contabilidade que controlava estes gastos passou a chamar-se de Contabilidade de Custos. A Contabilidade de Custos mensura e relata informações financeiras e não financeiras relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização. Ela fornece informação tanto para a Contabilidade Financeira quanto para a Contabilidade Gerencial.
Revolução Industrial Séc. XVIII

ARTESÕES

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

INDÚSTRIAS

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

Estoques na atividade comercial O comerciante se limita a revender as mercadorias adquiridas com essa finalidade. O controle dos estoques na empresa comercial é relativamente simples. Basta que se verifique, mediante inventário periódico ou por meio de controles permanentes, o valor de aquisição dos bens em estoque. Com esse recurso, podemos também controlar o custo das mercadorias vendidas e, assim, apurar o resultado. Na apuração do custo das mercadorias vendidas, podemos utilizar o sistema de inventário periódico ou o sistema de inventário permanente. No sistema de inventário periódico, o CMV só é apurado ao fim de um período determinado, normalmente ao fim de cada exercício social: CMV = Estoque Inicial + Compras - Estoque Final No sistema de inventário permanente, o CMV é apurado em cada venda. De forma simplificada, a apuração do resultado na empresa comercial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas ( - ) CMV Lucro Bruto ( - ) Despesas operacionais: - de vendas 10.000,00 (6.000,00) 4.000,00 200,00

Estoques na atividade industrial O industrial fabrica os produtos que destina à venda.00) 3.00 (1.administrativas 1. Custo dos Produtos Vendidos.000.000. a apuração do resultado na empresa industrial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas 20. Ou seja. Os valores correspondentes a aluguéis.800.00 .000. sendo apropriada ao resultado dentro do período de competência da despesa. os impostos não recuperáveis. Os gastos não relacionados à compra das mercadorias não fazem parte do seu valor de aquisição. .) Despesas operacionais: . corresponde às matérias-primas utilizadas. corresponde ao valor dos fatores de produção aplicados aos produtos comercializados em determinado período.000.00 ( . A forma mais simples de se calcular o CMV é através da seguinte equação: CMV = EI + Compras – EF Na atividade comercial permanecem em estoque apenas os valores de aquisição das mercadorias ainda não vendidas.000.00 .00) Lucro bruto 6.financeiras Lucro líquido 300. A despesa de salários de uma empresa comercial. em virtude das vendas.00 As mercadorias vendidas e entregues aos clientes têm o valor de aquisição registrado como custo das mercadorias vendidas: Mercadorias em Estoques Ciclo de negociação das Empresas Comerciais: CMV Compra Mercadorias Estoca Mercadorias Vende Mercadorias Estoque de Mercadorias – são as mercadorias compradas que ainda não foram vendidas. por exemplo. são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos.de vendas 2. necessários à fabricação dos produtos vendidos. De forma simplificada.200. Na empresa industrial é necessário controlar os fatores que são aplicados à produção (material direto. não é incorporada ao estoque. as mercadorias são baixadas dos estoques pelo valor que foram adquiridas – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). mão-deobra direta e gastos gerais de fabricação).00) Lucro líquido 1. Em regra.administrativas .00 ( .financeiras 1.000.000.) CPV (14.00 500. O CPV representa o custo dos produtos que foram transferidos para os clientes. agregando à matéria-prima uma série de insumos.00 (4. comissões de vendas. o seguro do frete. o frete.00 O CPV. salários etc. juros. dos estoques de produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. mesmo que nesse período não tenham sido realizadas vendas de mercadorias. depreciação.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 4 . mão-de-obra direta e gastos gerais de fabricação (ou custos indiretos de fabricação). honorários. embalagens e outros materiais diretos.200. para se determinar o valor dos estoques de produtos em elaboração. tais como o preço pago pela mercadoria. Ao serem vendidas. são estocados apenas os gastos necessários à aquisição das mercadorias.

= Lucro Líquido do Exercício . mas ainda não estão totalmente acabados.Estoque de Matérias-primas – são matérias-primas em estoques aguardando para serem utilizadas no processo produtivo. abatimentos e impostos) = Receita Líquida de Vendas e Serviços (-) CMV (EI + Compras – EF) = Lucro Bruto Operacional (-) Despesas Operacionais * Com Vendas * Financeiras Líquidas * Administrativas Outras receitas e despesas operacionais = Lucro/Prejuízo Líquido Operacional Outras Receitas e outras Despesas = Resultado do Exercício antes da CSSL e IR (-) Provisão para CSSL (-) Provisão para IR = Lucro Líquido antes das participações (-) Participações de Debêntures. Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos: Estoque Inicial de Produtos Industriais (em elaboração e acabados) + Custo de Produção do Período (Matéria-Prima consumida.PRIMAS ESTOCA MATÉRIAS-PRIMAS PRODUZ ESTOCA PRODUTOS ACABADOS VENDE PRODUTOS ACABADOS .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 5 Matérias-primas Produtos em Elaboração Produtos Acabados CPV Ciclo de negociação das Empresas Industriais COMPRA MATÉRIAS. Empregados.Estoque de Produtos em Processo/Elaboração – são produtos que foram iniciados. Administradores e partes beneficiárias.Estoque de Produtos Acabados – são produtos que foram terminados seu ciclo de produção. Energia Elétrica. Combustíveis e demais custos) – Estoque final de Produtos Industriais (em elaboração e acabados). . . Salários dos Operários.638/07 e MP nº 449/08) Empresa Comercial Receita Bruta de Vendas e Serviços (-) Deduções (devoluções de vendas. mas ainda não foram vendidos. CPV = EIPE + EIPA + CPP –EFPE – EFPA Demonstração do Resultado do Exercício (com as alterações da Lei nº 11.

por meio do controle dos custos de produção.gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros. Podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria-prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante. durante o período em que os produtos forem mantidos em estoque. Investimento . entretanto. no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento. Pode ser um investimento. uma vez que estes não implicam a entrega de ativos. ou seja. o seu valor corresponderá aos seguintes custos. de seu desaparecimento ou de sua desvalorização são especificamente chamados de investimentos. às vezes. apenas os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos. Assim. de seu consumo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 6 Empresa Industrial Faturamento Bruto (-) IPI s/ Faturamento = Receita Bruta de Vendas (-) Deduções = Receita Líquida de Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Bruto Operacional É a Contabilidade de Custos quem apura o CPV. necessários à sua produção: Matéria-prima consumida + Embalagem e outros materiais diretos utilizados + Mão-de-obra direta aplicada + Gastos gerais de fabricação (demais gastos envolvidos no processo produtivo) TERMINOLOGIA UTILIZADA EM CONTABILIDADE DE CUSTOS A área de custos possui terminologia própria que. Exemplos: Gasto com Mão-de-obra Aquisição de Mercadorias para revenda Aquisição de Matéria-prima Aquisição de Máquinas e equipamentos Energia Elétrica Aluguel Só existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou serviço.sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. dependendo da intenção que levou a sociedade à aquisição. são controladas pela Contabilidade Financeira (Comercial) da empresa. as ações adquiridas de outras empresas são gastos classificados como investimentos circulantes ou permanentes. despesa ou perda. custo ou despesa. como custo dos produtos vendidos. Na atividade industrial permanecem em estoque os valores de aquisição das matériasprimas e demais fatores de produção aplicados na fabricação dos produtos mantidos em estoque. integram os estoques de produtos os salários. Todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são "estocados" nos Ativos da empresa para baixa ou amortização quando de sua venda. financeiras etc. São apropriados ao resultado. mas são conceitos distintos. As receitas e as despesas de vendas. . muitas vezes é utilizada de forma equivocada. Caracteriza-se pela entrega de numerário. vale dizer. o aluguel. Se um produto fabricado permanecer em estoque. em desembolso. Não estão aqui incluídos todos os sacrifícios com que a entidade acaba por arcar. enquanto os produtos não forem vendidos. a depreciação. administrativas.pagamento resultante de aquisição do bem ou serviço. Gasto . o seguro e demais gastos aplicados à produção. Conceito extremamente amplo e que se aplica a todos os bens e serviços recebidos/prestados. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). Pode se transformar em custo. a máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente. já que não são incluídos o custo de oportunidade ou os juros sobre o capital próprio. Note que o gasto implica. Desembolso .

Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento (Ativo Circulante). entretanto. são considerados da mesma natureza que as DESPESAS são jogadas diretamente contra o resultado do período. alguns gastos muitas vezes não se transformam em despesas (por exemplo. em termos genéricos. Cada componente que fora custo no processo de produção agora. surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Pode-se. nem sempre é fácil distinguir CUSTOS e DESPESAS. O Custo é também um gasto. Todos os Custos que são ou foram gastos se transformam em despesas quando da entrega dos bens ou serviços a que se referem. no momento de sua utilização na fabricação de um bem. Logo. esse gasto adicional com essas embalagens extras são DESPESAS (são realizadas após o ciclo de produção do produto). As despesas representam saídas de recursos. já que fica ativado até sua venda. que imediatamente se tornou um investimento durante sua estocagem. um investimento (especificamente). terrenos que não são depreciados) ou se transformam quando vendidos. segundo Eliseu Martins. Observações: todo o produto vendido e todo o serviço ou utilidade transferidos provocam despesas. que se transforma numa despesa no momento do reconhecimento da receita quando trazida pela venda. Custo ou despesa para o adquirente é o preço para o vendedor. causando redução no patrimônio líquido. para fabricação de um produto ou execução de um serviço. Manutenção das Máquinas e Equipamentos de produção. A energia elétrica utilizada na fabricação de um item qualquer é gasto (na hora de seu consumo) que passa imediatamente para custo.valor estabelecido e aceito pelo vendedor para transferir a propriedade de um bem ou para prestar um serviço. Gerencialmente não se faz . outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda fazem a “via sacra” completa passando por investimento. torna-se despesa. a partir daí. propor uma regra simples do ponto de vista didático: todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto são CUSTOS. A Energia Elétrica é um gasto que quando consumido. 6 ou 8 sabonetes. são despesas. sem passar pela fase de custo. Despesa . no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços). por sua vez. as perdas normais de matérias-primas na produção industrial. Custo e Despesa não são a mesma coisa ! Usaremos o termo “custo”. Exemplos: salários e encargos do pessoal de vendas e administrativo. depreciação dos equipamentos do escritório etc.é um gasto não intencional decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade normal da empresa. aluguéis e seguros do prédio da administração. são custos (realizados no âmbito do processo produtivo – este é vendido somente embalado). Por exemplo: gastos com embalagem individual de sabonetes. e assim ficou durante o tempo de sua Estocagem. Exemplo: enchentes. Logo. isto é. custo e despesa. é de novo um investimento. integram o Custo de Produção do Período. Depreciação das Máquinas e Equipamentos de produção. por exemplo. referindo-se à produção de bens. desabamentos. para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. na baixa. Exemplo: a mercadoria adquirida pela loja comercial provoca um gasto (genericamente). rigorosamente correto. o significado mais correto seria Despesa.Gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. se a empresa resolve vender em embalagens com 4. Definição de Preço . só que reconhecido como tal. A máquina provocou um gasto em sua entrada. e quando consumido se tornou Custo. Perda . Em termos práticos. onde se enquadram. Este. Costuma-se chamar de Custo dos Produtos Vendidos/Custo dos Serviços Prestados/Custo das Mercadorias Vendidas e assim faz–se aparecer na Demonstração de Resultados. tornado investimento e parceladamente transformado em custo à medida que é utilizada no processo de produção.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 7 Custo . sem transitar pela fase de investimento. passa imediatamente para Custo. Porém. como custo. Este gasto só é reconhecido como custo no momento de utilização dos fatores de produção. Muitos gastos são automaticamente transformados em despesas. No primeiro caso. o nome Custo das Mercadorias Vendidas não é. Exemplo: aparas de chapas de aço. sem que aparecesse nenhum custo associado a ela. obsoletismo de estoques.gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. energia elétrica do escritório. Exemplos: Matéria-Prima: foi um gasto na aquisição. Salários do pessoal da produção. No segundo caso. todas as despesas são ou foram gastos. sinistros etc.

que é uma receita para o vendedor. cola. O preço e o custo podem ser iguais. Mão-de-obra Compreende os gastos com o pessoal envolvidos na produção da empresa industrial. Materiais de Embalagem: são os materiais destinados a acondicionar ou embalar os produtos. Exemplos: OBJETO DE CUSTO ILUSTRAÇÃO PRODUTO Uma bicicleta de 21 marchas . Esses materiais são aplicados juntamente com a matéria-prima. Definição de Receita . embalagens) . Materiais Secundários: são os materiais que entram em menor quantidade na fabricação do produto. em uma indústria de massas alimentícias caixas ou sacos plásticos etc. para uma indústria de massas alimentícias são: ovos. aluguéis. os gestores sempre desejam saber quanto custa uma determinada coisa. para uma indústria de confecções são: botões. o custo é menor e o preço é a maior porque contém o lucro. Materiais Os materiais utilizados na fabricação podem ser classificados em: Matérias-primas: são os materiais principais e essenciais que entram em maior quantidade na fabricação do produto. serviços de terceiros. englobando salários. telefones e comunicações etc. fechos etc. um custo no ato de sua aplicação na produção e uma despesa no ato da venda do produto que ela integra. Gastos Gerais de Fabricação ou Custos Indiretos de Fabricação. em uma indústria de móveis de madeira podem ser caixas de papelão. pequenas peças para reposição. Compreendem os demais gastos necessários para a fabricação dos produtos. materiais complementares. um novo produto. Custo se define como um recurso sacrificado ou de que se abre mão para um determinado fim (sempre voltado para a área de produção). antes que eles saiam da área de produção. manutenção.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 8 distinção entre custo e despesa. é o nome técnico que designa a finalidade para a qual os custos estão sendo apurados. que embalam os móveis desmontados. um serviço etc.Mão de obra Direta e Indireta) . zíperes. um desembolso no ato do pagamento que pode ser a vista ou a prazo. manteiga. lubrificantes etc). o preço sob a ótica do vendedor e o custo sob a ótica do comprador. complementando-a ou até mesmo dando o acabamento necessário ao produto. refeições e estadas. verniz. em uma indústria de confecções caixas ou sacos plásticos. outras nomenclaturas a respeito dos materiais secundários como: materiais auxiliares. seguros diversos. açúcar etc. consideraremos todos esses materiais como secundários.Gastos Gerais de Fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (energia elétrica. Para guiar decisões. para uma indústria de massas alimentícias é a farinha etc. ainda. materiais de acabamento etc. Isto significa dizer que objeto de custo é qualquer coisa para a qual se deseja uma mensuração de custo. Podemos encontrar. como por exemplo. Exemplo: A matéria prima. encargos sociais. é para o comprador um gasto com investimento no ato da compra. 13º Salário. os componentes de custo industrial podem ser resumidos em três elementos: . Definição de objeto de custo ou objeto de custeio Como já tivemos oportunidade de mencionar. Os materiais secundários para uma indústria de móveis de madeira são: pregos. A matéria-prima para uma indústria de móveis de madeira é a madeira. Para efeito didático. material secundário. manutenção da fábrica.Mão-de-obra (MOD / MOI . linha etc. Chamamos essa coisa de OBJETO DE CUSTO. materiais acessórios. material de limpeza. telefone. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Basicamente. dobradiças. seguros etc. essas subdivisões poderão ser utilizadas.Materiais (matéria prima. para uma indústria de confecções é o tecido. óleos e lubrificantes para as máquinas.a receita de um bem é o seu preço de venda multiplicado pela quantidade vendida e a receita de vários bens é o somatório das multiplicações dos diferentes preços de venda pelas respectivas quantidades vendidas. energia elétrica. Os materiais de embalagem. Considerando-se apenas o vendedor. depreciação. seguros. Férias. como por exemplo: aluguéis. fermento. Dependendo do interesse da empresa. uma nova máquina.

devido à dificuldade de cálculo. sendo o critério mais utilizado. o custo médio. Sua correta determinação no início e no fim do período contábil é essencial para uma apuração adequada do lucro líquido do exercício. são considerados materiais indiretos. no depósito de produtos acabados da empresa. através da NF e as saídas são feitas através de Requisição de material. Estoque de Materiais: os estoques de materiais podem ser classificados em: Materiais Diretos: compreendem a matéria prima e outros que possam ser perfeitamente identificados ao objeto de custo. Estoques de Produtos Acabados: essa conta representa o saldo dos produtos disponíveis para venda em estoque. o Custo dos Produtos Fabricados é o custo que efetivamente ocorreu sobre as unidades que foram totalmente acabadas naquele período. As Fases (contas) do Estoque (Ativo) são: Matéria-Prima Produtos em Elaboração Produtos Acabados Material de Consumo Mercadoria para Revenda Material para Embalagem Importação em andamento Provisão de estoque obsoleto (redutora) Provisão para ajuste ao valor de mercado (redutora) Devem ser programados Inventários Periódicos e Anuais. em fabricação. Todos os itens são registrados através de código de produto. CPA = EIPE + CPP . os produtos que ainda não estão acabados para serem vendidos. sendo que as diferenças verificadas devem ser analisadas e justificadas através de relatórios gerenciais. Pode permanecer alguma parcela ainda em elaboração no final do período. mas. CPP = MD (EI + C – EF) + MOD + CIF Custo da Produção Acabada ou Custos dos Produtos Fabricados: nem sempre o total de custos aplicados na produção durante o período é totalmente transformado em produtos acabados. Estoques de Produtos em Elaboração: o saldo da conta estoque de produtos em elaboração ou estoque de produtos em processo representam o valor dos produtos em processo. Resumindo. Corresponde ao Custo de Produção do Período ou Custo Fabril: é a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica em determinado período. Materiais Indiretos: são os materiais empregados na fabricação do produto.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 9 SERVIÇO PROJETO ATIVIDADE DEPARTAMENTO Um vôo Rio-SP Um avião montado pela embraer para a FAB Um teste para determinar o nível de qualidade de um lote de televisores Um departamento (manutenção) Controle de estoques Os estoques representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira da maioria das companhias industriais e comerciais. Todas entradas são feitas quando da chegada do material ao almoxarifado. O Custo dos Produtos Fabricados ou Custo dos Produtos Acabados é resultante do custo fabril somado à parcela do Custo Fabril do período anterior ainda não transformado (no período atual chama-se EIPE) diminuído da parcela desse mesmo Custo Fabril que não se transformou (EFPE). quanto à quantidade utilizada em cada produto fabricado.EFPE . Mão-de-Obra Direta (MOD) e Custos Indiretos de Fabricação (CIF) ou Gastos Gerais de Fabricação (GGF). Fases do Produto até Custo: Estoque de Matéria -Prima Produto em Elaboração (incluiu demais custos de produção) Produto Acabado (matéria-prima + demais custos de produção) Custo de Produtos Vendidos Custos de Produção – Podem ser separados em: Material Direto (MD).

Fluxograma da Apuração do Resultado Industrial Materiais diretos consumidos (MD. rateio esse sempre arbitrário.EFPA Outros conceitos utilizados na contabilidade de custos Custos Primários – são os custos principais do produto em si. entretanto. a matéria-prima e a mão-de-obra Direta. é comum encontrarmos uma única administração. surge daí a prática de se ratear o gasto geral da administração. pela dificuldade prática de uma divisão científica. uma série de problemas aparece pelo fato de não ser possível a separação de forma clara e objetiva. Como nós já citamos: os gastos relativos ao processo de produção são CUSTOS. Pode conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram acabadas no presente período. Ou seja. Custos de transformação: corresponde a soma de todos os custos de produção. a separação entre custos e despesas é fácil. ou seja. teoricamente. Por exemplo. Representam os primeiros custos a ocorrerem no processo produtivo.). sem a separação da que realmente pertence à fabrica. Somente devem ser “separados” e/ou “diferenciados” entre custos e despesas valores que sejam significativos e que vão influenciar sobremaneira o processo. CPV = EIPA + CPA .EF Mão de obra direta (MOD) GGF ou CIF Custo de Produção do Período ou Custo Fabril + EIPE Custos dos Produtos Acabados ou Custo dos Produtos Fabricados + EIPA (-) EFPA (-) EFPE Custos dos Produtos Vendidos Separação entre custos e despesas O professor Eliseu Martins cita em seu livro que. Representam esses Custos de Transformação o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado item. embalagens compradas etc. às vendas e aos financiamentos são DESPESAS. Normalmente. constitui-se da mão-de-obra apropriada e dos custos indiretos de fabricação.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 10 Custo dos Produtos Vendidos – é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora estão sendo vendidos. a divisão é . e os relativos à administração. exceto os relativos a matériasprimas e outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação pela empresa (componentes adquiridos prontos. MP etc) EI + C . Na prática. parte para despesa e parte para custo.

Em suma. Como tentativa de solução ou pelo menos de simplificação. que representa 67% dos gastos totais da empresa. b) valores relevantes. o melhor critério é tratá-los totalmente como despesa. Se. ou Almoxarifado. idem. ficando ativados por esse montante. que efetua aquisições tanto para a área de produção quanto para a administração. tornando-se despesa por seu montante integral (Conservadorismo também). que numa eventual divisão teriam sua parte maior considerada como despesas. b) A Contabilidade Industrial é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos nos setores de produção e venda. algumas regras básicas podem ser seguidas: a) valores irrelevantes dentro dos gastos totais da empresa não devem ser rateados. Até aí. e por essa razão tem. Os mesmos problemas existem para outros setores. etc. deve ser tratada como despesa. mas nem sempre é da mesma maneira simples a verificação de onde eles terminam. a administração é centralizada. etc). os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria como noutra. por outro lado. Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem e esta é ativada num estoque à parte. só devem ser rateados e ter uma parte atribuída aos custos de produção e outra às despesas do período. seu gasto total de funcionamento dividido parte para despesa (Contabilidade Financeira) e parte para custo (Contabilidade de Custos). os valores relevantes que visivelmente contêm ambos os elementos e podem. Logo. A partir desse momento. os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente. CUSTOS Produtos Acabados DESPESAS VENDAS Por exemplo. a) A Contabilidade de Custos é a área da Contabilidade que trata dos gastos incorridos na produção de bens e serviços. etc. porém repetitivos a cada período. Onde terminam os custos de produção? É bastante fácil a visualização de onde começam os custos de produção. o gasto com o Departamento de Pessoal for de 0. EXERCÍCIOS 1) Indique se as afirmações estão certas ou erradas. . ou simplesmente em porcentagens fixadas pela Diretoria.3% dos gastos totais. então seu custo total inclui o de seu acondicionamento. Se. que engloba a Contabilidade Financeira e a de Custos. Por exemplo. Como isso é praticamente impossível e já que é extremamente arbitrário qualquer critério de rateio (porcentagem prefixada. exemplificativamente. todos os gastos serão tratados como despesas necessárias para a realização da venda. ser divididos nos dois grupos. o mais indicado é seu tratamento como despesa no período em que foram ocorridos. por critérios não excessivamente arbitrários. ou com base nos demais gastos. Ou também o Departamento de Contabilidade. vendas. por haver comumente um único departamento que cuida tanto do pessoal da fábrica como do pessoal da administração. Como a embalagem só é aplicada após as vendas. c) valores cujo rateio é extremamente arbitrário devem ser evitados para apropriação aos custos (idem). faz-se a divisão de seu gasto total em custo e despesa. Outros exemplos mais específicos: gasto com o Departamento de Recursos Humanos ou Pessoal. proporcionalidade com a folha de pagamento. dever-se-á tratá-lo como despesa integralmente. Por exemplo. Manutenção.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 11 feita em função da proporcionalidade entre número de pessoas na fábrica e fora dela. sem rateio para a fábrica (Conservadorismo e Materialidade). a apropriação dos honorários da diretoria só seria relativamente adequada se houvesse um apontamento do tempo e esforço que cada diretor devotasse ao processo de administração e vendas e ao de produção. 2/3 destes gastos ficariam como despesas. todos os gastos são custos. tais como Departamento de Compras. incluindo a da produção. numa eventual distribuição. É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. às vezes. que presta serviços à produção e também ao resto da empresa. dependendo de sua aplicação. quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades. A regra é simples. bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. seu custo terminou quando do término de sua produção. não devem também ser rateados..

mão-de-obra direta e custos indiretos já aplicados na fabricação desses produtos. d) A Contabilidade de Custos é aplicada ao setor de produção. b) O custo das mercadorias vendidas de uma empresa comercial é correspondente ao valor de aquisição das mercadorias que foram vendidas e entregues ao cliente. d) Salários dos funcionários do departamento de vendas. b) Na atividade industrial. a) A Contabilidade de Custos controla o custo dos fatores de produção. 4 . são apropriados ao resultado os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos e entregues aos clientes. b) O seguro dos equipamentos de produção é custo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 12 c) A Contabilidade de Serviços é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos na prestação de serviços. podem ser determinados os valores dos estoques de produtos em elaboração.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. 3. e) As indústrias possuem um elevado grau de imobilizações. dos produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. d) A energia elétrica consumida no setor de produção é um custo. c) Os salários dos vendedores são custos. depreciação. inclusive frete. seguro do frete e impostos recuperáveis. a) Na atividade industrial. 6. a) Salários dos operadores das máquinas de fabricação. . a despesa de salários dos vendedores não é incorporada ao valor de aquisição das mercadorias. 2. Podemos identificar como funções principais da contabilidade de custos: a) a avaliação dos estoques e o cálculo das participações dos acionistas b) o auxílio ao controle e à tomada de decisões no processo administrativo c) o levantamento do balanço patrimonial e a avaliação de estoques d) colocar o contador em papel de destaque e aumentar o lucro empresarial e) a apuração dos custos e despesas das atividades de produção e comercialização 7. a) Na empresa comercial. os valores dos aluguéis. d) Na atividade comercial. e) Na atividade comercial. e) Os honorários da diretoria do departamento de administração são custos. depreciação. c) Integram os estoques da indústria os salários. enquanto os produtos correspondentes não forem vendidos e entregues aos clientes. os estoques podem ser controlados mediante sistema de inventário permanente ou periódico. b) Depreciação das máquinas de fabricação. c) Honorários do diretor industrial e respectivos encargos sociais. c) Na atividade comercial. c) Os estoques de produtos em elaboração e acabados correspondem às matérias-primas utilizadas. d) O CPV representa o custo dos produtos que permanecem em estoque ao fim de um determinado período.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. embalagens e outros materiais diretos. juros e comissões dos vendedores são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos. e) A Contabilidade de Custos controla os custos e despesas dos diversos departamentos de uma empresa industrial.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. b) Por meio da Contabilidade de Custos. e) As receitas e despesas das empresas industriais são controladas pela Contabilidade Comercial. são registrados como valor de aquisição dos estoques de mercadorias os gastos necessários à compra. a) A depreciação dos equipamentos da fábrica é custo.Marque a alternativa correta.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. 5. são mantidos nos estoques os valores das matérias-primas utilizadas e dos demais fatores de produção. e) Energia elétrica consumida pelas máquinas de fabricação. aluguel e demais gastos de produção.Indique a alternativa que não representa custo. d) O frete sobre vendas é custo.

um bem: a) de renda. e) fixo. . 14. a) A contabilidade gerencial tem por objetivo adaptar os procedimentos de apuração do resultado das empresas comerciais para as empresas industriais. d) seguro da fábrica. produzindo bens de venda 11 . d) O objetivo básico da contabilidade gerencial é o de fornecer à administração instrumentos que a auxiliem em suas funções gerenciais. (Perito – SSP) Um componente do Ativo Permanente se transforma em custo ou despesa: a) pela depreciação. c) fixo.Não integram o custo de produção das indústrias os valores correspondentes a: a) matérias-primas utilizadas na produção b) materiais indiretos utilizados na produção c) despesas de vendas dos produtos d) mão-de-obra aplicada à produção e) gastos gerais de fabricação dos produtos 9. despesa. b) fixo. 10. Deterioração de matéria prima em razão de greve dos operários. Colocou anúncio no jornal desta semana. d) de renda. 13 . se é: custo. d) somente pela depreciação.(AFC / ESAF) Entre as afirmativas seguintes. d) fixo de renda. produzindo bens de venda. apenas uma está incorreta.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 13 8. Comprou matéria prima a prazo. investimento. amortização ou exaustão. porque é utilizado mais tempo que o bem de renda. Assinale-a. é bem: a) do ativo diferido. mas só vai pagar no fim do mês. (Eletrobrás – 2007) O único valor considerado como custo na Contabilidade de Custos de empresa manufatureira é o desembolso em: a) propaganda. e) de venda. produzindo bens de renda. Energia elétrica da fábrica consumida este mês. c) depreciação do automóvel do presidente da empresa. o custo da mão-de-obra e os demais custos indiretos de fabricação. e) O custo pode ser entendido como o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.(AFTN / ESAF) Máquina destinada à produção de calçados é. 12. fornecendo os dados de custos para auxílio ao controle e para a tomada de decisões. b) A contabilidade de custos presta duas funções dentro da contabilidade gerencial. c) pelo registro pelo seu valor d custo ou mercado. e) dividendos pagos.(AFTN / ESAF) Um apartamento. c) numerário. adquirido e alugado por empresa industrial. b) comissões de vendas. b) fixo. c) Os custos de produção reúnem o custo do material direto. b) pelo pagamento à vista ou a prazo. Transferiu a matéria prima do almoxarifado para a fábrica para iniciar a produção. “Perda” normal de matéria prima no processo de fabricação.Assinale com um ‘X’ a classificação correta de cada fato. desembolso ou perda: Fato Gasto Custo Desp Invest Desemb Perda Pagou a fatura do anúncio que colocou no jornal deste fim de semana. para a indústria calçadista. Obsoletismo de estoques de materiais.

... d) R$ 500..... 16....00 e R$ 230...000. b) Custo do Material Direto .. 19 ...... (ESAF) Em relação à terminologia utilizada pela Contabilidade de Custos....000 $5... R$ 580........ extraídas de escrituração de uma empresa industrial..000.. c) Custo do Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação......000 $8..00.. c) Investimentos não são gastos......Mão-de-Obra: Disponível (total) Apropriada (Direta) 3 – Outros Custos Indiretos 4 – Produtos em Elaboração: Estoque Inicial Estoque Final 5 – Produtos Acabados: Estoque Inicial Estoque Final $10.000..... Assinale a alternativa correta: a) Material Direto + Mão-de-Obra Direta = Custo de Fabricação... com a intenção de sua venda posterior.. Observe as informações abaixo....00 Indireta.. e) R$ 580.. Compõem o chamado Custo Primário: a) Custo do Material Direto + Custo de Mão-de-Obra Direta............ d) Mão-de-Obra Direta + Custo Primário = Custo Total..000.... c) R$ 700. de forma involuntária ou fortuita....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 14 15.. os valores de: a) R$ 700.00 Seguro da Fábrica ................. b) Mão-de-Obra Direta + Gastos de Fabricação = Custo Primário...000.. R$ 500.. 17................00..000..............00 e R$ 400..00.00...00 O custo de fabricação.000... R$ 580.000. 18......00.00 e R$ 400................ e) Custos são os gastos que a empresa incorre para a comercialização dos produtos...000 2 .. relativas a um determinado período de produção: Materiais requisitados do almoxarifado: Diretos........ R$ 300.000 $5..000..000.......00......000...00.000.00..000....000 $2.. d) Perdas são sacrifícios ocorridos na produção......00 e R$ 120....... e) Custo Primário + Gastos Gerais de Fabricação = Custo de Fabricação.00 Indiretos........000.00 Mão-de-Obra apontada: Direta..000 $3..... d) Custo da Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação.........000....000....000 $1.. R$ 30.....00 e R$ 230.000.... R$ 20. R$ 200.000 Estoque final $2.. uma vez que se trata de ativos adquiridos pela empresa que somente são depreciados lentamente..........00 Depreciação das máquinas .....000..... R$ 500..000...... R$ 40.. R$ 350..00.. é correto afirmar: a) Gastos são custos ou despesas que a empresa incorre para realizar a produção e vendê-la...... R$ 50....... e) Custo do Material Direto e Indireto + Gastos Gerais de Fabricação........ c) Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação = Custo Total..000..000/00 Aluguel da Fábrica..........................Custo de Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação.......... b) R$ 580.00...... b) Despesas são gastos incorridos com a produção de bens e serviços......Observe os dados abaixo e calcule o que se pede: 1 – MPD: Compras $10....... o custo primário e o custo de transformação têm.....000...000 Estoque Inicial $1.... respectivamente..000 ......... R$ 60...

000.00 e b) R$ 25. b) objetividade. No período.00 810.500. 20 No mês de agosto de 2003 uma indústria apresentou as seguintes informações: Aquisição de Novo Equipamento Industrial Compras de Matéria-Prima Depreciação de Máquinas Industriais Depreciação de Móveis e Utensílios do Escritório Energia Elétrica da Fábrica Mão-de-Obra Direta Mão-de-Obra Indireta Materiais Indiretos Consumidos na Fábrica Receita de Vendas Salário de Vendedores Salários Administrativos Seguros da Fábrica Estoques Finais Matéria-Prima Produtos em Processo Produtos Acabados R$ R$ R$ Julho 90. R$ 1. podemos dizer que: a) o custo de transformação foi de R$ 12. a fábrica vendeu 70% da produção. registrou as despesas de mão-de-obra direta à base de 60% dos materiais consumidos.000.000.600.00 .00 1.00 e c) R$ 21. R$ 1.000.000.000.00 O Custo com Materiais Diretos. O gerente ao efetuar a alocação dos custos aos produtos.161.00 3.00 9. Sabendo-se que toda a produção iniciada foi concluída.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 15 a) Custo da Produção do Período: ________________________________________________ b) Custo dos Produtos Acabados: _________________________________________________.143.00 R$ 54.00 1.00 e) o custo do período foi de R$ 20.000.500.400.215.00 72.113.00 1. Seu presidente necessita saber o custo exato da produção de cada um dos produtos.00 112.100.200. c) Custo dos Produtos Vendidos____________________________________________________.000. para o ano fiscal de 2. d) conservadorismo. c) consistência.000. d) o custo primário foi de R$ 17.00 18.600. c) o custo por absorção foi de R$ 14.00 e realizou despesas de R$ 3.00 e d) R$ 18. R$ 1.00 1.00 27.900.000. iniciando o período produtivo. (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 23 e 24. 22 (AFC) A Fábrica de Sorvetes Spuma. d) Calcule o Custo Primário________________________________________________________.006.00 . Ao fazer seu planejamento.500.000.000.165.900.280. A Cia. (TCE PI – FGV) A Cia Itapuã fabrica produtos de vestuário. estabelece como meta os seguintes saldos: .00. o Custo Fabril e respectivamente: a) R$ 33.00 22.600.00. e) competência.00 180.000.900.000.00 21.00 com vendas. e) Calcule o Custo de Transformação______________________________________________.125.900.666.500.280. não leva em consideração os gastos com o cafezinho servido aos funcionários após o almoço.00 Agosto 72.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 98.00 72.000. Atenas utiliza duas unidades de matéria-prima para cada unidade acabada. aplicou custos indiretos estimados em R$ 6.129.900.00.00 900.00 .000.137. R$ 1.500.400.900.00. na qual usara 90% dos materiais comprados.00 b) o custo por absorção foi de R$ 14.00 R$ 54.00 e o Custo de Produtos Vendidos de uma indústria são R$ R$ R$ R$ 1.00 1. Este procedimento está relacionado à seguinte convenção contábil: a) materialidade.00 . adquiriu materiais no valor de R$ 10.800.

no período.000 40.000 unidades durante o ano fiscal de 2006. d) matéria Prima.000 unidades.000 134.000 27.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 16 Itens Saldo Inicial em unidades Matéria-prima 30.000 b)) 450.000 28.000 II.000 300.000 (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 25 a 27 No mês de janeiro de 2006.000 Produtos em processo 10.000 26.000 d) 201. Custos primários no mês: a)) 501.000 e) 665.000 b) 681.000 e) 743.000 c) 673.000 b) 1.000 b) 499. dos relatórios de produção da Cia. Movimentos ocorridos no período (valores em R$): Itens Compra de matéria-prima Mão-de-obra direta utilizada Custos indiretos de fabricação ocorridos III. Custo das unidades vendidas em janeiro: a) 697.000 Saldo Final 117.000 Produtos acabados 70.000 c) 489.000 23.000 e) 520. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. o número de unidades de matéria prima que deverá adquirir será: a) 1.000 b) 665.000 10. e) custos primários e custos de fabricação fixos.000 235.000 124.000 c) 460.000 c) 1. (ICMS/SP/2006) Na terminologia de custos.000 d) 657.000 e)) 810. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta.000 d) 990. . Valor dos inventários de início e final do mês (valores em R$): Itens Unidades acabadas Unidades em processo Matéria-prima Saldo Inicial 125. b) mão-de-obra direta e materiais diretos.000 e) 199. Total de custos de produção no mês de janeiro: a) 501.000 251. Informações adicionais: A empresa aplica Custos indiretos de fabricação a uma taxa de 60% da Mão-de-obra direta. 25.010.000 24 Para que a empresa venda 480. a quantidade de unidades que deverá produzir no decorrer desse período é: a) 440.000 d)) 681.000 Valor 191.000 175.020. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. Albion foram extraídas as seguintes informações: I.000.000 Saldo Final em unidades 40.000 c)) 673. Os excesso ou sub-aplicação dos CIF serão apropriados no final do exercício.000 d) 480. Se a empresa planeja produzir 400.

Gasto/Custo. c) 27. 19*** a) 24. Gasto/Custo.000.1 Classificação dos custos em relação ao produto A maior questão com relação aos custos é saber quando eles têm um relacionamento direto ou indireto com um determinado objeto de custo. se determinada empresa só fabrica um tipo de produto (não havendo variação de qualidade ou de tamanho ou qualquer outra) ou executa somente um tipo de serviço. Complementando. O aluguel de um galpão pode ser classificado como custo direto se. todos os custos podem ser classificados como diretos. Observações importantes: .000.000. Gasto/Despesa/Perda.000. mas é de tão pequeno valor que não compensaria o trabalho de associá-lo a cada produto. Gasto/Despesa. e) 15. todos os seus CUSTOS são DIRETOS. Genericamente. Gasto/Custo. portanto. apenas um tipo de produto for elaborado. Exemplos: cola e verniz na indústria de móveis. CUSTOS DIRETOS – são aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados. um serviço.Se a empresa produz somente UM produto. Todo custo cuja parcela pertencente a uma função de custo possa ser separada e medida no momento da sua ocorrência classifica-se como direto. salários dos chefes de supervisão de equipes de produção. gastos com limpeza da fábrica. Gasto/Despesa/Perda. mas que não podem ser identificados com este de maneira economicamente viável (custo efetivo). uma atividade ou um órgão da empresa. Com isso. Mão-de-obra direta. CLASSIFICAÇÕES E NOMENCLATURAS DE CUSTOS 2. aluguel da fábrica. os custos diretos são aqueles que podem ser apropriados diretamente a uma função de acumulação de custos. b) 25. Assim. . porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação. Complementando. energia elétrica das máquinas quando é possível saber quanto foi consumido na produção de CADA produto. são os custos que estão relacionados a um determinado objeto de custo e que podem ser identificados de maneira economicamente viável (custo efetivo). Gasto/Investimento. são os custos que só são apropriados INDIRETAMENTE aos produtos. Exemplos: Matéria-prima direta.000. só vão existir custos diretos para essa empresa. uma ordem de produção. um centro de custo. O parâmetro utilizado para as estimativas é chamado de BASE ou CRITÉRIO de rateio. CUSTOS INDIRETOS – são os custos que dependem de cálculos. classificaremos os custos em relação ao produto em DIRETO e INDIRETO. são os CUSTOS que estão relacionados a um determinado objeto de custo. Casos Especiais Em algumas condições especiais. seja esta função um produto. neste local. sendo tratado como indireto (Materialidade e Conservadorismo). Exemplos: depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto. rateios ou estimativas para serem apropriados em diferentes produtos. energia elétrica que não pode ser associada ao produto.Às vezes o custo é direto por natureza.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 17 GABARITO 01 05 06 10 14 18 22 26 CECCE CCCCC B B A D A D 02 06 07 11 15 19 23 27 CCEEE ECECC D A E *** E C 03 07 08 12 16 20 24 28 CCCEC CCCEE C D A D B C 04 08 09 13 17 21 25 CCCEC CEECE D ** A A A 13** Gasto /Despesa/Desembolso. . material de embalagem (dentro do processo produtivo). d) 17.

as mesmas contas que antes foram classificadas em Custos Diretos e Indiretos. Por exemplo. Estas classificações também poderão ser utilizadas para as DESPESAS. Alguns autores ainda utilizam a classificação de Custos SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. o caso do aluguel da fábrica que pode ser renegociado semestralmente. que não guardam qualquer relação com o volume de atividade. salários de vigias. Eles permanecem inalterados em relação ao volume da produção. na quantidade produzida pela empresa no período (leva sempre em consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo). Outro exemplo seria o dissídio coletivo da categoria de trabalhadores que não está envolvida diretamente no processo produtivo. Representação gráfica: Custo Fixo em termos Totais: R$ CF Q Custos Fixos em termos unitários: R$ CFu Q . mas nada impede que esses custos sofram reajustes em determinados meses em função da política econômica do país. salário de supervisores. Outros exemplos: imposto predial do prédio da fábrica. dentro de uma certa faixa. Independente do volume de produção (dentro da faixa que interessa) a empresa arcará com esse custo. Exemplos: aluguel da fábrica. Note que os CUSTOS FIXOS são fixos em relação ao nível de produção. prêmio de seguros. depreciação de equipamentos da fábrica. agora serão classificadas em Custos Fixos e Variáveis. salário de porteiros.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 18 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS EM RELAÇÃO À PRODUÇÃO (VOLUME) Para estudo do comportamento dos custos. Resumindo: os CUSTOS FIXOS são custos de estrutura da empresa. Essa classificação ocorre em função do comportamento dos elementos de custo em relação às mudanças que possam ocorrer no volume de produção. ou seja. Eliseu Martins prefere mencionar aos custos que se enquadram nesta última classificação em: custos que tem uma parcela fixa e uma parcela variável. Os CUSTOS FIXOS são aqueles cujos valores são os mesmos quaisquer que seja o volume de produção da empresa (dentro de uma faixa que interessa de acordo com o orçamento). CUSTOS FIXOS e VARIÁVEIS Nesta classificação os custos são estudados em função das variações que podem ocorrer no volume de atividade.

000 240. quebra de máquinas etc. Caso haja ociosidade por motivos de falta de material. é classificada como CUSTO VARIÁVEL DIRETO. Exemplos: energia elétrica. o aluguel de um novo galpão. custo da mão-de-obra direta não se confunde com o valor TOTAL da folha de pagamento paga à produção. Observação: existem correntes que defendem que a mão-de-obra direta seria. quanto maior a produção. precisará aumentar suas condições de trabalho.20.40. vigias etc. maior será o consumo. esse tempo não utilizado será transformado em Custo Indireto FIXO.001 .000 40.000 60. materiais secundários. eles sobem para uma plataforma onde permanecem constantes até chegar a um ponto crítico de volume da atividade.80.000 20. O professor Eliseu Martins cita que a mão-de-obra direta. um custo fixo. aumentando sua produção e venda para 150. Ou seja. Caso essa empresa queira ampliar os seus negócios. nesse momento. dentro de limites normais. salários dos operários. matérias-primas. Outro exemplo: Volume de Produção 0 . Exemplo: Supondo que uma determinada empresa. ocorrendo de forma anormal. aquisição de alguns equipamentos (gerando assim a depreciação). contratar mais supervisores.000 480. esse tempo será transferido para PERDA do período.000 unidades do produto. fabricando 100. menor será o consumo. Portanto.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 19 Observação: alguns Custos Fixos se apresentam sob a forma de degraus. em termos totais: . embalagens.60. a ser rateado aos diversos produtos. opere com 50 % da sua capacidade instalada. quanto menor a produção. Representação Gráfica do Custo Variável.000 360. independente das horas trabalhadas ou do volume de produção. como por exemplo. São também chamados de SEMI-FIXOS. isto é. aquela que é apontada perfeitamente no processo produtivo. Caso a ociosidade seja de valor relevante. pois a legislação brasileira garante uma percepção salarial mínima.001 . hoje.000 Q Os CUSTOS VARIÁVEIS são aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. de energia.000 Representação gráfica: R$ CF Quantidade Necessária de Supervisores 1 2 3 4 Custo em R$ (Salários + Encargos) 120.001. Corresponde aquela mão-de-obra que foi apontada diretamente na fabricação dos produtos. eles permanecem constantes até certo ponto do volume da atividade (faixa de produção ou faixa relevante) e. também. depreciação dos equipamentos quando esta for em função das horas/máquinas trabalhadas ou quantidades produzidas etc.000 unidades de um determinado produto. FAIXA RELEVANTE: é a banda do nível ou volume normal de atividade em que há um relacionamento específico entre o nível de atividade ou volume e o custo em questão.

É o caso. o esquema básico da contabilidade de custos se resume a: a. por exemplo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 20 CVt R$ Q Representação gráfica do Custo Variável em termos Unitários: R$ CVu Q Existe ainda a classificação dos custos em SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. c. rateio dos custos indiretos. apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos. às DESPESAS. conta de água etc. e mais um valor por cópia (parte variável). tudo em relação à quantidade de produtos que são comercializados. . Observação Importante: necessário se torna mencionar que a classificação em Fixos e Variáveis tem uma distinção fundamental com relação à classificação em Diretos e Indiretos: esta última se aplica somente a CUSTOS. mas que existirá. Assim. parte fixa da remuneração dos vendedores etc) e Variáveis (comissão de vendedores. já que a caldeira não pode esfriar. entretanto. do volume de produção da empresa. Estes são custos que variam com o nível de produção. na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período. mesmo que nenhuma cópia seja tirada. mas que. da Energia Elétrica da fábrica. gasto com combustível para aquecimento de uma caldeira que varia de acordo com o nível de atividade. quando nada se produza. perfeitamente. As Despesas Administrativas serão sempre classificadas como DESPESAS FIXAS. Outros exemplos: aluguel de copiadoras na qual se cobra uma parcela fixa. podemos ter despesas de vendas Fixas (propaganda. portanto. como cita o Professor Eliseu Martins. tem uma parcela fixa e uma parcela variável. Mas a de Fixo e Variável também se aplica. separação entre custos e despesas. As despesas financeiras seguem as mesmas regras das Despesas Administrativas. salários da administração das vendas. GRÁFICO CLÁSSICO DOS CUSTOS TOTAIS (CT) Valor CT CV Quantidade Esquema básico da contabilidade de custos Nesse ponto. mesmo que seja num valor mínimo. b. por exemplo. embora o total da conta dependa do número de Kwh consumidos e. despesas de entregas etc).

000 5.000 90.000 350.000 15.000 85.000 5.000 10.000 15.000 350.000 40.000 140.000 70.000 60.000 60.000 85.000 120.000 90.000 50.000 .000 45.025. telefones e telex Material de consumo do escritório Total 120.000 40.000 5.Contabilidade de Custos CUSTOS CUSTOS INDIRETOS CUSTOS DIRETOS Profº Francisco Lorentz DESPESAS 21 RATEIO PRODUTO A PRODUTO B PRODUTO C CPV VENDAS RESULTADO DO EXERCÍCIO Exemplo: Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X: Gastos Comissão de vendedores Salários da fabrica Matéria-prima consumida Salários da administração Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Despesas financeiras Honorários da diretoria Honorários diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Despesas de entrega Correios.000 10.000 710.000 $ 80.000 5.000 70.000 1. telefones e telex Material de consumo do escritório Total dos gastos Passo 1: Separação entre custos e despesas $ Custos de Produção: Salários da fabrica Matéria-prima consumida Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Materiais diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Total Despesas Administrativas: Salários da administração Honorários da diretoria Correios.

000 202.000 40. Custos Salários Matéria-prima Depreciação Seguros Materiais diversos Energia elétrica Manutenção Total Produto A 22.000 LEMBRETE: CONTABILIZAÇÃO DOS CUSTOS MATÉRIA PRIMA: é debitada pelas aquisições e creditada pelas requisições quando do início da produção.938 225.351 23.71% 168.000 115.000 50. PRODUTOS ACABADOS: é debitada pelo valor dos produtos que ficaram prontos e creditada pelo Custo dos Produtos Vendidos quando os mesmos são comercializados. Não serão alocadas aos produtos.000 41.64% 100.000 10. mas os custos indiretos. Teremos então: Custo Produtos Custos Diretos Custos Indiretos Total A 115.00% 93.000 75.65% 34.000 710. Sabe-se que neste exemplo parte da mão-de-obra e da energia elétrica é direta e outra parte indireta.000 41. PRODUTOS EM ELABORAÇÃO: é debitada pelas matérias-primas requisitadas. Passo 2: Apropriação dos custos diretos aos produtos Suponhamos que nossa empresa fabrique três produtos: A.000 Os custos diretos já estão alocados aos produtos. ainda precisarão ser alocados aos produtos. B e C e mantenha um controle do consumo de custos diretos utilizados em cada produto.000 As despesas que totalizaram $ 315.711 245. a alocação dos custos indiretos aos produtos será proporcional ao que cada um já recebeu de custos diretos. no valor de $ 225.65% 34.000 45. Passo 3: Apropriação dos custos indiretos aos produtos No exemplo.000 60.000 350.938 710. pelo valor da mão-deobra direta e pelos valores dos CIF’s consumidos durante a produção.000 Indiretos 30.000 140.000 15. é creditada pela transferência dos produtos prontos para a conta Estoque de Produtos Acabados.64% 100.000 Totais 120.000 18.000 125.000 85.000 70.000 50.000 20.000 23.351 B C Totais 202.000 168.000 Produto B 47.000 168.000 135.000 7.000 60.00% 295.000 225.000 485.71% 53.000 70.000 15.000.711 77.000 Produto C 21.000 10.000 serão contabilizadas diretamente no resultado do período. .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 22 Despesas de Vendas: Comissão de vendedores Despesas de entrega Total Despesas Financeiras: Despesas financeiras Total 80.

.... ao mesmo tempo..000 Matéria-prima consumida na produção: $ 40.... nos diferentes tipos de roupa "X".... "Y" e "Z". indistintamente... em pequenas indústrias de confecções... Classifique os gastos abaixo em Despesa (De).... Apure os totais dos custos e das despesas da Empresa MM S....... perfeitamente apontada aos diversos produtos ) salário do supervisor da fábrica ) embalagem dentro do processo produtivo ) gastos de alimentação do pessoal da fábrica ) transporte do pessoal da fábrica ) material de limpeza da fábrica FIXO VARIÁVEL 4 ..A.......500 Energia elétrica consumida na produção...$30..000 Depreciação de máquinas da fábrica..000 Mão-de-obra dos operários.. $3.. Considerando-se a apuração de custo ao nível de cada produto diferente.. ( ) Salário do Supervisor de uma seção que se ocupa apenas do produto "X". ( ) Embalagem plástica. sendo uma embalagem para cada unidade.$ 6.. ( ) Taxa de água e esgoto paga periodicamente por empresa produtora dos produtos "X"....... "Y" e "Z"......Assinale a classificação mais adequada para os seguintes custos: CUSTOS INCORRIDOS Desgaste dos pneus dos ônibus de uma empresa de turismo Salários e encargos sociais do pessoal da segurança de uma indústria petroquímica Asfalto consumido em uma pavimentadora de vias públicas Depreciação do prédio de uma fábrica de armas Pólvora utilizada em uma fábrica de fogos de artifício Cacau....... ( ) Energia consumida para manter forno permanentemente aquecido a uma determinada temperatura... ( ) Depreciação (linha reta) de equipamento de informática utilizado no controle geral dos estoques de uma indústria que elabora os produtos "X" e "Y". ( ) Água consumida na higiene pessoal dos empregados.. se esses custos são DIRETOS (D) ou INDIRETOS (I)........ $110.. "Y" e "Z". camisetas diferentes "X" e "Y" na seção de expedição.. onde se produzem os diferentes tipos de produtos "X"... $25.... ( ) Salário do supervisor da fábrica onde são produzidos os produtos "X" e "Y".......... de acordo com os gastos apresentados a seguir: Salários da administração...000 Propaganda. Fixos (F) e Variáveis (V): 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) salário do eletricista de manutenção da fábrica ) depreciação de veículos da administração ) consumo de aço numa indústria metalúrgica ) salário dos vendedores ) comissão dos vendedores ) salário de vigilante da fábrica ) salário dos operários da fábrica. ocupados na elaboração dos produtos "X" e "Y"..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 23 EXERCÍCIOS 1.........000 Comissões aos vendedores. preencher os espaços entre os parênteses com as letras "D" para Custo direto ou "I" para Custo indireto.. $ 90....... açúcar e leite utilizado em uma fábrica de sorvetes .. Custo (C).. 3.. ao mesmo tempo.... ( ) Aluguel mensal de um galpão para depósito dos produtos "X" e "Y"... "Y" e "Z".... apenas com a marca da empresa...000 Frete (para entrega de produtos vendidos) $4...... ( ) Linha utilizada.... ( ) Aluguel mensal de uma fábrica onde é produzido apenas o produto "X". ( ) Embalagem (caixa de papelão) envolvendo..000 2....... envolvendo diferentes camisetas "X".

Observe os dados abaixo.....000...................... Encargos de Depreciação......................00..... Está correta a seguinte afirmativa: a) os custos variáveis unitários diminuem quando aumenta a produção.. d) custo direto variável.. b) custo indireto fixo.....00 80...00 50...........00 • Mão-de-obra Indireta . 8.............00..00 Os custos fixos dessa empresa.....000..00 • Aluguel do Escritório de Vendas.....................000.000........000.... c) gastos gerais de fabricação.......00...00 • Comissões sobre vendas....000. R$ 80....00 27. Em relação a custos...Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 24 Madeira utilizada em uma fábrica de caixotes Aluguel do prédio de uma clínica dentária 5...................000.................000.00 30.........00....00 • Salários dos Vendedores .......... Uma empresa restringiu a sua linha de produção a um único produto......000.. c) custo direto fixo....00 • Matéria-prima consumida .......... Energia elétrica (fábrica)....... Mão-de-Obra Direta.... c) os custos fixos unitários decrescem à medida que a quantidade produzida diminui................... 7..... d) custo de transformação... R$ 540... 9......................... Aluguéis de fábrica ..000..... R$ 20..... b) os custos fixos unitários diminuem na mesma proporção da redução da produção............. R$ 60..................000.........100...... em razão inversa.. pela diluição dos custos fixos....000. b) 207.. 11 E 12 DEVEM SER RESOLVIDAS COM BASE NESTES GASTOS DA EMPRESA INDUSTRIAL BETA: • Encargos com Depreciação de Móveis e Utensílios .00 ...000.................... Material de Embalagem ...... à medida que o volume da produção aumenta............ Produtos Acabados em estoque são: a) custo das mercadorias vendidas. d) 237..............000.........000....... no período considerado....... c) os custos fixos totais decrescem na mesma proporção em que o volume produzido diminui................... 6.. b) os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida. e) despesa operacional........... R$ 120......... R$ 160......................... R$ 2..........00..000.00 1...............................00 • Encargos com Depreciação de Máquinas da Produção........ e) os custos variáveis unitários crescem na mesma proporção em que o volume produzido aumenta............ R$ 140.. independentemente do volume da atividade fabril..500.... representativos dos custos de uma empresa industrial (fábrica de calçados): CONTAS Matéria-Prima.00 • Outros gastos gerais de fabricação............. Assim sendo.. e) o custo industrial unitário............00 100.000.000......... AS QUESTÕES DE NÚMEROS 10. de conformidade com a quantidade produzida.............. tende a afastar-se do custo variável unitário......000........... é correto afirmar: a) os custos fixos totais mantêm-se estáveis................ a energia elétrica gasta na sua fábrica será considerada: a) custo indireto variável......... e) 287..... R$ 300. atingiram o valor de (em R$): a) 80........ c) 180.......... d) os custos fixos unitários variam em proporção inversa às variações do volume produzido....000........... Administração da fábrica........ d) os custos variáveis unitários crescem ou decrescem... b) ativos........ e) custo de produção....

e) 40.00..000. em R$: a) 104... os estoques são avaliados em função do custo: a) De mercado. UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE Nº 13 A 16.000.. c) em julho de 19X0. c) Diretos... b) em junho de 19X0.000. e) nem lucro.000. em maio de 19X0. c) 40.000... no mês seguinte.000. d) Corrente e) ajustado. d) um prejuízo de R$ 8...000.00.00.. c) um lucro de R$ 8..00....000.000.00.00...00...00. No Custeio por Absorção. e) 540. d) CT = 40..000.. c) 760...00 10.00.00. d) 500...00 e 900.00 + 50 Q. Essa matéria-prima deverá ser assim computada no custo de produção: a) em maio de 19X0..000.00.000. pelo seu valor total.00..00.000.. 11. apropria-se aos produtos apenas os custos: a) Indiretos.00 e 50.00.000. O custo fixo unitário e o custo variável unitário de se produzir a milésima unidade de X são.00........ d) 80.. pelo seu valor total..00. e) 960. d) De produção.. e a outra metade....00 + 90 Q....000..00 e 900..00. As despesas fixas e variáveis no período foram.000. respectivamente (em R$): a) 100.200 unidades de X.000.. nem prejuízo. O custo total de produção correspondente à fabricação de 800 unidades de X é..00 Q.000.......00. Uma empresa industrial. Os custos diretos no período totalizaram (em R$): a) 540. R$ 220..00 e 50.. b) CT = 50 Q. e) 300... e) em agosto de 19X0...000.....00 e 920.... 14. c) 160... 15.. 19.. respectivamente..00. c) CT = 40.00. c) Histórico.. R$ 600...000...00 • O preço de venda de X é de R$ 90... b) 90.000. b) 420.00..00 e 90. d) 160. e) CT = 40.. em R$: a) 40... Caso a companhia produza e venda 1.00. b) 40.. Armazenou-a em seu almoxarifado. 16. pelo seu valor total. pelo seu valor total......00 • Custo fixos associados à produção de X: R$ 40.. O valor dos custos indiretos foi (em R$): a) 280.000.....00... A empresa Gama S/A apresenta os seguintes custos para a fabricação de seu produto X • Custo variável unitário: R$ 50...000... ela terá: a) uma receita total de vendas de R$ 100..00.. d) metade em junho e metade em julho de 19X0.000...000...000. imediatamente após cada requisição.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 25 • ICMs sobre Vendas .. b) 800...00 • Material de Embalagem utilizado na Produção .. d) 940..00.. b) 140.000.00..000..00. 12..000.000. b) um custo total de produção de R$ 108. comprou matéria-prima para pagamento em 90 dias.00..00 e 50. utilizando-a na sua produção. b) Fixos.000.. O custo total de produção de X (CT) pode ser representado pela função (Q significa a quantidade produzida e vendida): a) CT = 50 + 40..00.00. de onde retirou metade da quantidade adquirida..000.000.....00 e 960.000..... d) 40..00 por unidade.....00 e 40.... e) 90..000...... 17. c) 460.000..000. .000. R$ 40... 13.. e)Variáveis 18.00 e 940..000.. Para fins fiscais.... em junho de 19X0.. b) De reposição.. c) 64..00 • Mão-de-obra Direta .000...

c) A mão-de-obra indireta é um custo fixo.100. 25. b) O aluguel da fábrica é um custo fixo. c) os salários pagos aos operários lotados na fábrica são considerados custos de produção. e) a apropriação dos custos indiretos ao custo de um produto se dá a partir da relevância das vendas do produto no faturamento da empresa.700.100. cujo tempo pode ser identificado com a unidade produzida.00 e 16.00. passando a ser denominados custos variáveis.00 e 11.100.00 Custos dos Produtos Vendidos R$ 38.00 e 15.00 e 15. respectivamente: a) R$ 12. é correto afirmar que: a) os custos variáveis se alteram na exata proporção de aumento ou diminuição das vendas.100. e) de reposição. d) primário.700.500. embalagens e outros materiais que não são identificados com a unidade produzida. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. c) R$ 30.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 26 20. c) O seguro da fábrica é custo indireto.200. e) o custo variável por unidade tende a permanecer constante dentro de certo nível de produção e de tempo. e) A matéria-prima utilizada na produção é custo indireto. e) R$ 14.800.000.00 Produção acabada no período R$ 40. e) O seguro da fábrica é custo fixo. assim como os encargos trabalhistas e previdenciários decorrentes. b) variável. e) aluguel da fábrica. d) A manutenção da fábrica é custo indireto. 22 -(Eletronorte) Dentre as alternativas abaixo assinale a INCORRETA: a) material direto pode ser conceituado como matérias-primas. d) Os custos fixos são custos diretos. e) Um aumento da quantidade produzida reduz o custo fixo por unidade.900.00 e 12. d) R$ 12.00 Custos de Fabricação do período R$ 37. 21 -(Eletronorte) Observe os dados de uma indústria relativos a um período de produção: Estoque inicial de produtos em processo R$ 15. 27.00. b) As embalagens representam custo indireto. d) com exemplo de custo indireto tem-se o imposto municipal sobre a propriedade predial e territorial urbana. (MPAS) Estando uma empresa operando abaixo do seu limite de capacidade.000.00. d) mão-de-obra. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. b) mão-de-obra direta é aquela paga a empregados que trabalham diretamente no produto.00 Estoque inicial de produtos prontos R$ 14. b) materiais. a) A depreciação dos equipamentos de produção é um custo fixo.200. 23 -(Eletrobrás) É contabilizado como custo fixo: a) consumo de energia. a) Os custos fixos por unidade não variam.00 Os estoques finais de produtos em processo e de produtos prontos apontaram os seguintes valores. quanto mais se fabrica um determinado produto. c) matéria-prima. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. d) Os materiais indiretos utilizados na produção são custos fixos. . b) os custos fixos passam a ter relação direta com o volume da produção a partir de determinada variação. a) O aluguel da fábrica é custo indireto. b) R$ 15. c) os custos indiretos não podem ser economicamente identificados com as unidades produzidas. 26.00. mais o seu custo unitário total diminuiu. c) Uma redução da quantidade produzida provoca o aumento do custo fixo unitário. d) os gastos com combustíveis e energia elétrica não contribuem para a formação do custo de um produto.100. 28.00. Isto ocorre exclusivamente em relação ao custo: a) fixo. 24 -(MPE-RJ) Com relação aos custos de produção. b) Um aumento na quantidade produzida não altera o custo fixo unitário.700. c) direto.

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a) Os CV totais de produção aumentam proporcionalmente à quantidade produzida, em razão direta. b) Os custos variáveis unitários não se alteram, qualquer que seja o volume de produção. c) Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, qualquer que seja a quantidade produzida. d) Os custos fixos unitários variam na razão inversa da quantidade produzida. e) Os custos industriais unitários (custos variáveis unitários + custos fixos unitários), pela diluição dos custos fixos unitários, tendem a ser aproximar-se dos custos variáveis unitários, à medida que o volume de produção aumenta. 29. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. a) Os custos semi-fixos se mantêm quase fixos, mas reagem, timidamente, ao ritmo da produção. b) Os custos semivariáveis sofrem alteração significativa quanto há variação na quantidade produzida, mas não variam de forma proporcional ao volume de produção. c) Numa fábrica em que parte da energia elétrica seja consumida quando a indústria não está produzindo e a outra parte, mais significativa, seja relativa ao volume de produção, a energia consumida é custo semifixo. d) No caso da manutenção da fábrica, se a parcela mais significativa é fixa, havendo pequena variação em razão da quantidade produzida, ela será semivariável. e) Em termos práticos, os custos tendem a ser divididos em fixos e variáveis, uma vez que sua divisão em semifixos e semivariáveis é mais trabalhosa e menos objetiva. 01 05 09 13 17 21 25 29 * B D C D A CECCE CCEEC 02 06 10 14 18 22 26 * A B D C A CCCEC 03 07 11 15 19 23 27 GABARITO 04 * 08 D 12 B 16 D 20 D 24 E 28 EECEC * B D C A C CCCCC

01) Custos= 163.500; Despesas: 145.000; 02) I, I, D, I, I, I, D, I, I, D, I; 03) 1.CIF, 2. DF, 3. CDV, 4. DF, 5. DV, 6. CIF, 7. CDV, 8. CIF, 9. CDV, 10. CIF, 11. CIF, 12. CIF; 04) Variável, Fixo, Variável, Fixo, Variável, Variável, Variável, Fixo. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Material direto As matérias-primas, os componentes adquiridos prontos, as embalagens e os outros materiais diretos utilizados no processo de produção são apropriados aos produtos e serviços por seu valor histórico de aquisição. Podemos dividir todos os problemas existentes numa empresa com relação a material em três campos: a) avaliação qual o montante a atribuir quando vários lotes são comprados por preços diferentes, como tratar os impostos incidentes sobre as vendas, contabilização de sucatas etc. b) controle como distribuir as funções de compra, pedido, recepção e uso por pessoas diferentes, como desenhar as requisições e planejar seu fluxo, como fazer inspeção para verificar o efetivo consumo nas finalidades para as quais foram requisitados etc.; e c) programação quanto comprar, quando comprar, fixação de lotes econômicos de aquisição, definição de estoques mínimos de segurança etc. O uso das matérias-primas na produção envolve várias etapas, desde a sua aquisição até o consumo direto na produção. COMPRAS ESTOQUES CONSUMO AVALIAÇÃO Custo do Material Direto - é o custo de qualquer material diretamente identificável com o produto e que se torne parte integrante dele. Exemplo: matéria-prima, embalagens, entre outros que sejam perfeitamente identificados aos produtos. O custo de material é obtido por meio da seguinte fórmula: MD = EI + C - EF

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Onde: MD = materiais diretos EI = estoque inicial C = compras EF = estoque final Os materiais indiretos, ou secundários, têm o mesmo tratamento em termos de avaliação e baixa no estoque. O registro das compras será feito pelo valor constante na nota fiscal. O valor a ser registrado será líquido, isto é, deduzido dos impostos recuperáveis e acrescido dos fretes e seguros. Ex: COMPRAS BRUTAS - IMPOSTOS – DEVOLUÇÕES – ABATIMENTOS – DESCONTOS INCODICIONAIS + FRETES E SEGUROS = COMPRAS LÍQUIDAS Ao serem requisitadas para a produção, as matérias primas serão avaliadas conforme o critério adotado: - PEPS - primeiro que entra e primeiro que sai - UEPS - Último que entra e primeiro que sai (*) - Preço médio móvel ou Custo Médio (*) A legislação vigente não admite a utilização do critério UEPS. Caso a indústria não utilize o inventário permanente, a apuração do custo dessas matérias-primas é efetuada pelo método do Inventário Periódico (*CMP=EI + C – EF) – equivalente ao PEPS no inventário permanente. *CMP= Custo das Matérias Primas. Critérios para avaliação dos estoques (baixa do estoque por consumo ou venda de produtos prontos) Preço Específico - quando é possível fazer a determinação do preço específico de cada unidade em estoque, pode-se dar baixa em cada venda, por esse valor; com isto, no estoque final, seu valor será a soma de todos os custos específicos de cada unidade ainda existente. Tal tipo de apropriação de custo, entretanto, somente é possível em alguns casos, onde a quantidade, ou o valor, ou a própria característica da mercadoria o permite (isto é feito, por exemplo, no comércio de carros usados). Na maioria das vezes não é possível ou economicamente conveniente a identificação do custo específico de cada unidade. PEPS – com base nesse critério, daremos baixas no custo da seguinte maneira: o Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. Assim, à medida que ocorrerem saídas para a produção vamos dando baixa a partir das primeiras compras, o que equivaleria ao raciocínio de que sai primeiro as primeiras unidades compradas, permanecendo nos estoques as mercadorias de aquisição mais recentes. Por este critério avaliamos os estoques pelo custo das últimas aquisições. Com isso, o custo das matérias-primas aplicadas à produção (MP) fica onerado pelas primeiras compras, daí o nome do método PEPS - primeiro que entra é o primeiro que sai. Este método de avaliação dos estoques, quando comparado com os demais métodos, ocasiona as seguintes situações, conforme a economia com preços crescentes, estáveis ou decrescentes: numa economia inflacionária, isto é, com preços crescentes, produz estoque final maior do que os outros métodos; numa economia de preços constantes (inflação zero), os métodos se comportam, teoricamente, de forma semelhante; e numa economia deflacionária, isto é, com preços decrescentes, o método PEPS produz estoque final menor do que os outros métodos. UEPS – a Última a Entrar é a Primeira a Sair. O método UEPS funciona de modo inverso ao PEPS, isto é, o estoque é avaliado pelos preços de aquisição mais antigos e o custo das saídas para a produção é onerado pelas últimas compras. Daí o nome UEPS, o último que entra é o primeiro que sai. Numa economia inflacionária, este método em comparação com os demais, ocasionará no primeiro ano, um custo de matérias-primas maior. A legislação fiscal não aceita o UEPS como método de avaliação de estoques, pois tende a diminuir o lucro, o que ocasionaria diminuição do Imposto Sobre a Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro. A propósito, os únicos métodos aceitos pela legislação fiscal são o PEPS e MPM, este último somente se houver controle permanente de estoques, pois se não houver controle permanente de estoques, é obrigatório o uso do método PEPS. Média Ponderada Móvel (MPM) – Chama-se Ponderada Móvel, pois o valor médio de cada unidade em estoque altera-se pela compra de outras unidades por um preço diferente. Assim, ele será calculado dividindo-se o custo total do estoque pelas unidades existentes. Este método permite a avaliação dos estoques pelo preço médio ponderado. Ele é chamado de média ponderada porque a cada unidade comprada com preço diferente do

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constante do estoque o custo médio existente sofre alteração em seu valor. Assim, evita-se os extremos que ocorrem ao se avaliar os estoques pelo método PEPS ou pelo método UEPS. Por esse critério, os estoques são avaliados pelo custo de aquisição, apurado a cada entrada de mercadorias, ponderado pelas quantidades adquiridas e pelas anteriormente existentes, isto é, a cada aquisição se faz a média ponderada dos estoques. Média Ponderada Fixa (MPF) - Saliente-se, inicialmente, que este método de avaliação dos estoques não é permitido pela legislação do IR e tão-pouco se amolda aos princípios fundamentais de contabilidade. Ele consiste em se efetuar a média do custo pelo somatório de todas as aquisições do período e dividi-lo pela quantidade das aquisições do período, obtendo-se, desta forma, o custo unitário médio mensal. Assim, o método apura o valor médio das compras por períodos de um mês independentemente da data de aquisição, isto é, verifica-se o custo total das compras mais o custo do estoque inicial do mês, divide-se a soma, assim obtida, pelas unidades adquiridas no período mais as unidades existentes no início do período e teremos, então, o custo médio ponderado fixo mensal. Ao final do período (mês), toma-se o total das quantidades requisitadas no período, independente da data de saída, e multiplica-se pelo custo médio encontrado na coluna das entradas, obtendo-se desta forma o custo da matéria-prima aplicada à produção. Perdas de Estoques – Legislação Fiscal LEGISLAÇÃO FISCAL (RIR/99) Art. 291. Integrará também o custo o valor (Lei nº 4.506, de 1964, art. 46, incisos V e VI): I - das quebras e perdas razoáveis, de acordo com a natureza do bem e da atividade, ocorridas na fabricação, no transporte e manuseio; II - das quebras ou perdas de estoque por deterioração, obsolescência ou pela ocorrência de riscos não cobertos por seguros, desde que comprovadas: a) por laudo ou certificado de autoridade sanitária ou de segurança, que especifique e identifique as quantidades destruídas ou inutilizadas e as razões da providência; b) por certificado de autoridade competente, nos casos de incêndios, inundações ou outros eventos semelhantes; c) mediante laudo de autoridade fiscal chamada a certificar a destruição de bens obsoletos, invendáveis ou danificados, quando não houver valor residual apurável. Mão-de-obra Conceito: A mão-de-obra compreende o trabalho do homem aplicado direta ou indiretamente na fabricação dos produtos. O custo de mão-de-obra não corresponde, apenas, aos gastos com salários, mas engloba todos os gastos com o pessoal envolvido na produção: aqueles decorrentes da folha de pagamento, como os encargos sociais e trabalhistas (salários, décimo terceiro salário, férias, contribuições de previdência, contribuição para o FGTS, seguro contra acidentes do trabalho, gratificações etc.), e também os demais gastos com o pessoal, como assistência médica e social, transportes, viagens e estadas, lanches e refeições etc. Classificação: A mão-de-obra pode ser DIRETA ou INDIRETA: A mão-de-obra Direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, que pode ser facilmente identificada em relação aos produtos, desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho, como por exemplo, o salário do torneiro mecânico, do tecelão, do carpinteiro, os quais trabalham diretamente na transformação das matérias-prima. Compreende os gastos com pessoal que trabalha diretamente na fabricação dos produtos. A mão-de-obra Indireta compreende os gastos com pessoal que trabalha na empresa sem interferir diretamente na fabricação dos produtos. Sempre que não for possível identificar o gasto com pessoal em relação às unidades produzidas, esse gasto será considerado Mão de Obra Indireta. Como exemplo de mão-de-obra Indireta, podemos citar: salário dos supervisores da fábrica, dos chefes de seção, dos faxineiros, dos eletricistas e mecânicos que fazem manutenção nas máquinas e equipamentos industriais etc. Esse pessoal não age diretamente na fabricação deste ou daquele produto, porém os serviços que prestam beneficiam toda a produção em conjunto, sendo, portanto necessário que esses gastos sejam rateados, por critérios estimados ou arbitrados, para os diversos produtos fabricados. Mão-de-obra Direta: Custo Fixo ou Variável? Mesmo que a remuneração do operário seja contratada por hora, o que ocorre com o seu pagamento no fim do mês? A legislação trabalhista brasileira, diferente de inúmeros outros países, garante um mínimo de 220 horas de trabalho por mês. Mesmo que só tenha trabalhado metade disso, mas se teve à disposição da empresa todo o tempo exigido contratual e legalmente, fará jus àquele mínimo. O contrato acabou por produzir um gasto fixo mensal com esse operário. Será por isso a Mão-de-obra Direta um custo fixo também?

Contabilização dos gastos gerais de fabricação A maior parte dos GGF não tem relação direta com os produtos fabricados. os referidos gastos. e aqueles economicamente inviáveis de medição de consumo. água. Portanto. conseqüentemente. Gastos gerais de fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) Os GGF compreendem todos os gastos decorrentes do processo de fabricação que não correspondam à mão de obra e aos gastos com materiais. o custo de Mão-de-obra Direta varia com a produção. evidentemente terá que ser rateada (dividida) para cada produto. que não são possíveis medir ou quantificar o consumo nos produtos. registram-se os gastos com a folha de pagamento nas contas da mão-de-obra Indireta para registrar. combustíveis. praticamente todos os demais custos são tratados como indiretos. que não integram fisicamente os produtos.). mão-de-obra indireta. por exemplo.Representam o terceiro elemento de custo. e de forma direta. faz-se a contabilização do rateio para cada produto separadamente. . Esse agrupamento contempla todos os elementos de custos que não têm medição de consumo nos produtos. esse tempo não utilizado será transformado em custo indireto para rateio à produção. Se. por corresponder a Custo Indireto de Fabricação. nos seus produtos. energia elétrica. quebra de máquinas etc. os CIF/GGF vêm aumentando sua participação nos custos totais das empresas e. como ocorreu com a contabilização da mão-de-obra Direta. materiais secundários. . energia elétrica. mas a Mão-deobra Direta não. depreciação. . pois ocorrem mensalmente e independem do volume produzido. outros materiais. combustíveis e lubrificantes. houver uma ociosidade por razões tais como falta de material. benefícios a empregados. O procedimento mais correto é que esses gastos sejam apropriados mensalmente. Depois. imposto predial. Tendo em vista o Regime Contábil da Competência. Com a redução gradativa do custo da mão-de-obra direta pela eliminação de postos de trabalho e sua substituição por atividades automatizadas. tenham ou não sido pagos (mais uma vez o Fato Gerador). seguro contra incêndios etc. Composição dos custos indiretos de fabricação Podemos subdividir em três grupos os custos indiretos: a) materiais indiretos: correspondem aos materiais auxiliares empregados no processo de produção. Contabilização da Mão-de-obra indireta (MOI): A mão-de-obra Indireta.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 30 Convém aqui distinguirmos entre o que seja custo de Mão-de-obra Direta e gastos com Folha de Pagamento. e por isso mesmo são apropriados por intermédio de rateios. por qualquer razão. b) mão-de-obra indireta: corresponde à mão-de-obra que não trabalha diretamente na transformação da matéria-prima em produto ou da qual não há condições de apontar o tempo gasto nos produtos. Portanto. No caso acima. por outro lado. aluguéis. E isso devido ao fato de só poder ser considerada como Mão-de-obra Direta a parte relativa ao tempo realmente utilizado no processo de produção.Representam a utilização dos outros recursos da fábrica: equipamentos. esses gastos devem ser incorporados ao Custo da Produção do Período em que forem gerados (Fato Gerador). O fato gerador ocorreu no mês de julho.. a folha é um gasto fixo (pelo menos quando não excede às 220 horas). Os GGF mais comuns são: aluguel da fábrica. grandes acidentes etc. Exceto a matéria-prima e a mão-de-obra direta. custo de Mão-de-obra Direta não se confunde com valor total pago à produção. Em obediência a esse Princípio Fundamental de Contabilidade. tais fatos ocorrerem de forma anormal e o valor envolvido for muito alto será esse tempo transferido diretamente para perda do período (como no caso de greve prolongada. Exemplo: Energia elétrica referente ao mês de julho que será paga no 2º dia do mês de agosto. em conjunto. c) outros custos indiretos: todos os demais custos indiretos incorridos na fábrica. Alguns autores costumam utilizar a nomenclatura de CIF se referindo a todos os CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO. Também são chamados de Custos Indiretos de Fabricação (CIF). adotando-se para isso alguma base de rateio. dentro de limites normais. instalações. lubrificantes. de trabalhar diretamente o produto. Só se caracteriza como tal a utilizada diretamente sobre o produto. Essa distinção é de absoluta importância para inúmeras finalidades. Inicialmente. de energia. Se. esse tempo ocioso ou usado em outras funções deixa de ser classificado como Mão-de-obra Direta. Se alguém deixa. mesmo aos operários diretos.Todos os custos de fabricação que não podem ser diretamente mensurados a cada produto. devem ser apropriados no mês em que forem gerados. manutenção etc. . enquanto a Folha relativa ao pessoal da própria produção é fixa.

Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 31 Representação gráfica da Integração da Contabilidade Geral com a Contabilidade de Custos Contas da Contabilidade Geral Caixa/Bancos/Contas a Pagar Materiais Folha de Pgto.Limpeza .200.00 (=) Valor total da nota fiscal R$ 1. Pessoal da Fábrica Demais Gastos de Fabricação: .Combustíveis .00 ICMS destacado da Nota Fiscal R$ 170. Acabados Depreciação Acumulada Depreciação do prédio. assinale a alternativa que contém o valor que poderá ser computado no custo das referidas Matérias-Primas (em R$): . Máquinas e equipamentos da fábrica Custos dos Produtos Vendidos EXERCÍCIOS 1.Aluguéis .00 (+) IPI R$ 200. cuja nota fiscal continha os seguintes dados: Valor das matérias-primas R$ 1.000. Despesas Antecipadas Contas da Contabilidade de Custos Material Direto Produtos em Elaboração Mão de Obra Direta Salários e encargos do pessoal diretamente ligados à produção GGF ou CIF Mão-de-obra Indireta Demais Gastos Seguros da Fábrica Prod. A Companhia Beta adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos.00 Sabendo-se que o IPI e o ICMS são impostos recuperáveis para a empresa.Energia .etc.Manutenção .

..200 unidades V . adquiridas e utilizadas em abril/X0. 3.00. nesse mesmo mês de abril/X0........ assinale a alternativa que contém o valor das matérias-primas....... R$ 240...75 cada uma II . a ser apropriado nesse mesmo mês aos custos de produção (em R$): a) 664..030.....00 Valor do IPI.. b) 830.050.00...000....00..Compras: item l -12.......75 cada uma III .. o fluxo de matéria-prima durante o ano foi o seguinte: I ......... c) 840.......000 unidades a R$ 2.5....... Matérias-Primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos: a) Dados da Nota Fiscal de aquisição: Valor das matérias-primas . PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE Nº 2 E 3..00 b) A empresa pagou frete das matérias-primas até o seu estabelecimento..00 c) No mês de abril X0.. a empresa utilizou 40% dessas matérias-primas na fabricação de seus produtos.. 2.00...3.00..000 unidades a R$ 0..00.. d) 976...000 unidades IV ...... R$ 340..000 unidades a R$ 1.. e) 420..00.. devolvidas ao almoxarifado pela fábrica: item 2 ..50 unidades . Supondo-se a inexistência de estoque inicial de matérias-primas e de produtos em 01-04-X0 e que. b) 760.3.. 4.000 unidades a R$ 1..75 cada uma item 3 .. b) 830...00 Valor do ICMS destacado da nota .2..00.4... em 01-04-X0.....00.112......6...Saldo inicial: item l .170.8.00. d) 1..... c) 1.00 cada uma item 3 .. Sabendo-se que. R$ 2.Entregas à produção: item l .... c) 556..00. apenas o ICMS é recuperável para a empresa..R$ 200.. d) 488.000 unidades item 3 ....... devolvidas aos fornecedores: item l ....200. Numa determinada empresa industrial. assinale a alternativa que contém a parcela do custo dos produtos vendidos relativa às matérias-primas utilizadas (em R$): a) 1.. e) 1.00 cada uma item 2 . a empresa vendeu 50% dos produtos fabricados..00.00. OBSERVE O SEGUINTE: A indústria Brasília adquiriu.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 32 a) 630...Matérias-primas excedentes. e) 1..500 unidades item 2 ... dos tributos referidos..000 unidades a R$ 2..........00..Matérias-primas defeituosas......00.

.. e) 15..000... Na área fabril de uma empresa. Qual das seqüências. c) 980...00. constituída por um prédio. A Cia Gama adquiriu 100 kg de determinada matéria-prima para fabricação de certo produto... O valor líquido das compras de material foi de (em R$): a) 3.. 9...00 • Produtos Acabados 237. R$ 800..00.........50. R$ 1........ e) 330. R$ 8.. ocorreram os seguintes custos: • depreciação do prédio . se o IPI e o ICMS são recuperados na venda do produto final é (em R$): a) 830. b) 37........000... R$ 330..087......00 327.. R$ 17.. c) 208......Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 33 Efetuadas essas operações..000. b) 900.. como eventos patrimoniais em uma indústria.... no processo produtivo... d) 657.. 5.......00.468. b) compra-produção-venda-armazenagem. d) 2.170... e) armazenagem-produção-compra-venda..050..... ligam-se a fatos cuja ordem de formação ou constituição...832.. b) 799..000..00 • Lucro bruto nas vendas..50... PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES N° 7 A 10 l .. b) 1.500.505... CONSIDERE OS SEGUINTES DADOS. d) 1.... b) 607.000........00 • Produtos em Fabricação 520.. d) 327......... O valor total debitado no período à conta Produtos em Fabricação foi de (em R$): a) 277..........00 IPI incluso no preço pago ao fornecedor..127... d) compra-armazenagem-venda-produção..00....00.......00....00...ESTOQUES: Inicial Final • Materiais 188..00..00.00.........00 • Produção acabada do período.... é seqüencial. c) 1..00 II .. o total dos gastos gerais de fabricação debitado ao período foi de (em R$): a) 261.00........ 6.. d) 22. o saldo final da conta Matérias-Primas na escrituração da referida empresa foi de (em R$): a) 37..50... 10. b) 258.. R$ 7...00... e) 469...00.. R$ 7. R$ 3.00 O valor do custo por quilo a considerar como valor dessa matéria-prima. e) 2. Considerando que os gastos com mão-de-obra direta totalizam R$ 69.....505......... c) 37. d) 657..00 327......00... 11......... O valor das vendas líquidas realizadas no período foi de (em R$): a) 2.00.. R$ 110....00.......00.. 8.00 • iluminação do prédio.....50..... c) armazenagem-compra-venda-produção....00......00.012...OUTRAS INFORMAÇÕES: • Requisição de materiais para fabricação ....00 Frete e Seguro sobre compras..00.. e) 1.00...00 . como componentes do custo..087................000...287.....00 7....00 5.... pode-se considerar como natural ou lógica? a) compra-armazenazem-produção-armazenagem.. c) 796.000.. As contas de Matérias-primas e Materiais Indiretos de Fabricação (ou Custos Indiretos).00.000. e) 277.00.... tendo com isso os seguintes gastos: Valor devido ao fornecedor ...00 Juros a pagar pelo financiamento obtido para efetuar a compra da matéria-prima ...00 ICMS incluso no preço pago ao fornecedor.00.....00.... R$ 10..268.00..00.. c) 1.

......... R$ 8... Assinale a alternativa que contém o valor dos gastos gerais de fabricação debitados na conta Produtos em Elaboração (em R$): a) 37..00 a Salários a Pagar 15..... pagos e a pagar.... R$ 8.00 Neste mês.No total dos custos acima mencionados estão incluídos todos os gastos gerais de fabricação no período.............. nas proporções: a) 25% e 75%...................00 a Diversos a Caixa 5...........R$ 5....000....000.........000........000...00.....................................00 • Mão-de-obra.....00 • Matérias-primas ..........000....000.......00 Indireta......00 • Mão-de-Obra: Direta.....000.000......00 b) Diversos a Mão-de-Obra Gastos Gerais de Fabricação 12....................00 20.00 Sabendo-se que: 1) .......... e) 37.............000...00 • Gastos gerais de fabricação .... b) 45...... R$ 8.................5% e 62..........000................Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 34 • imposto predial.................. .....000............000............. c) 30..000.. Uma empresa fabril tem. as seguintes contas..........00...00.. c) 75% e 25%...5%...................... 12.000.00 • Produtos em elaboração..........000.... entre outras............. foi rateado entre Mão-de-Obra Direta e Mão-de-Obra Indireta... R$ 7...... e) 40..000.. foram efetuados os seguintes lançamentos: a) Mão-de-Obra 20..... R$ 40........... respectivamente............. d) 33.....................................000...................... cujos saldos referentes ao início de certo mês são: • Caixa...00 • Produtos acabados ............................. R$ 0..000......... b) 40% e 60%..000.Não houve encargos sociais neste período....R$ 5.....000...................... R$ 30.00 • Seguro de incêndio do prédio (parcela incorrida no período).....00 Produtos cm Elaboração 8.......R$ 8.....000.............000............. R$ 15.............. no mês........ 2) ..00....00..........00 • Salários a pagar . d) 50% e 50%.00 • Custo dos produtos vendidos ..........00 O total dos salários...... R$ 7.....

900.00 .000 unidades. • Seguro de Acidentes do Trabalho: 2%. • Sistema S + INCRA: 5. a) Diversos a Diversos Materiais R$ 6. Entende-se como Mão-de-Obra Indireta.00 R$ 10. adquiriu uma partida de material préindustrializados para uso industrial. debitando-se a conta Almoxarifado. o da última unidade a entrar no estoque como sendo a primeira a sair.00 Fretes e Seguros R$ 200. contribuinte de IPI e ICMS. pagando-se. ou seja. • Férias: 30 dias. IPI 12% frete e seguros 2% do preço. A Fábrica de Pré-moldados. c) aumento do custo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 35 13.8% a) R$ 5. debitando-se as contas representativas do pagamento ou da apropriação dessas despesas. 16. do salário de operário contratado por R$ 3.Fábrica. apenas 10% da compra mais frete e seguros. Emitida a nota fiscal 1xxx3. b) aumento do resultado líquido. Ao se admitir um processo inflacionário. A operação foi realizada a prazo. d) R$ 6.0218/hora. conforme o caso. d) relativa à administração dos escritórios.000.9123/hora.00 a Caixa R$ 1. e) R$ 5.50.000.00 R$ 10. considerando os seguintes dados: • Mês de 220 horas. c) por outras despesas indiretas de fabricação. d) aumento dos investimentos.00 ICMS a Recuperar R$ 1. 14. os gestores da Cia Tal adotam o método UEPS. supervisão e programação e controle da produção. d) pelas despesas de seguros. taxas e assemelhados. ICMS 17%. no ato. por hora. • Dias de duração do ano: 365. debitando-se a conta Produtos em Elaboração. • Ausências ao trabalho justificadas (Remuneradas): 5 dias.7831/hora. e) pelo total das despesas gerais de fabricação ocorridas no período. • Contribuição para o INSS: 20%. preço unitário R$ 2. prevenção de acidentes. b) R$ 5. 17.000.00 IPI a Recuperar R$ 1. e) diminuição das despesas operacionais.200.700. b) pela mão-de-obra indireta incorrida. ( Contador RJ) – Tendo por objetivo a apuração de custos.00/hora. • FGTS: 8%. c) R$ 4.4343/hora.00 a Fornecedores R$ 9.9351/hora. • Feriados e dias santificados: 8 dias. • Domingos: 52 dias. debitando-se as contas Caixa ou Contas a Pagar. Calcule o custo total. contabilidade geral e apoio à Diretoria. b) responsável pelas vendas dos produtos fabricados. debitando-se a conta Folha de Pagamento . impostos. Na movimentação de contas que registram o processo industrial. c) relativa à manutenção. a conta Custos Indiretos de Fabricação é creditada: a) pelos materiais indiretos saídos do almoxarifado. aquela: a) que diz respeito ao pessoal que trabalha e atua estritamente ligado ao produto que está sendo fabricado. a adoção de tal método provocará: a) diminuição do custo. dela constavam: quantidade 4. 15. na Contabilidade de Custos. e) Direta utilizada na comercialização dos produtos fabricados pela empresa. Assinale o lançamento correto para contabilizar a operação.000.

136.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 36 b) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.00 a Caixa R$ 1.200.500.700.despesas acessórias/fretes R$ 240. exigindo entrega em domicílio.400.00 R$ 11.00 a Matéria-Prima R$ 1.00 d) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.00 . Os fretes não sofreram tributação.080.00 c) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.320.260.700.300.400.00 R$ 11.00 a Fornecedores R$ 10.00 a Fornecedores R$ 10.00 a Fornecedores R$ 10.260.IPI 10% .136.00 IPI a Recuperar R$ 1.00 d) b) Produtos em Processos Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 IPI a Recuperar R$ 1.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 e) Diversos a Diversos Materiais R$ 9.400.00 R$ 11.400.preço unitário R$ 8.00 e) Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.140.320.400.080. c) a) Produtos em Processo Produtos em Processo a Matéria Prima R$ 2.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 R$ 11.896.00 a Caixa R$ 1.700.300.00 IPI a Recuperar R$ 1. Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é contribuinte tanto do IPI como do ICMS. (AFC) A Industrialzinha Ltda.200.400.400.quantidade 500 unidades .376.400.896.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 a Matéria-Prima R$ 1.00 R$ 11.00 . assinale o lançamento correto para contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar histórico).00 a Caixa R$ 1.00 a Fornecedores R$ 10.00 R$ 11.700. mesmo que onerosa.200. adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto.700.00 R$ 11.00 No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção.00 Fretes e Seguros R$ 200. A nota fiscal dessa compra espelhou os seguintes dados: .00 R$ 11.ICMS 17% .320.00 a Caixa R$ 1.00 18.

000.000.Estoque Final de Matérias-primas: R$ 7.00.000. no total. c) primários. dedicada ao comércio de equipamentos de ginástica. 22.00 .Estoque Inicial de produtos acabados: R$ 11.MOD do período: R$ 6. dentro do próprio período.Estoque Inicial de Matérias-primas: R$ 5. FORTALEZA S/A adquiriu 100 novas unidades de halteres de 5kg. (NCE-UFRJ) Em Contabilidade de Custos. de 35% das aquisições de matérias-primas.00 24.00 .000.00 d) R$ 34. (ICMS/RJ 2007) A empresa FORTALEZA S/A. e 5 unidades de halteres de 7kg por R$ 40.000. (Contador RJ) Para responder a questão considere os saldos apurados nos livros contábeis da Cia. d) despesas gerais de produção.Custos Indiretos de Fabricação Incorridos no período: R$ 5. por R$ 280. quando houver necessidade de utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação.000.00 .00 .000.000.000. Os dados da nota fiscal de aquisição eram os seguintes: No final do período. b) variáveis. de onde extrai calcário para produção de cimento. c) gasto.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 37 19.000.00 e) R$ 29. d) desembolso.00 O custo dos produtos vendidos é de: a) R$ 40.00 cada unidade.000.00 c) R$ 32.00. d) variável.00 .000.00 . c) indireto.000. Os gastos com os serviços contratados serão apropriados. o custo será incluído como: a) imputado. no total.500. Sabe-se que a empresa comercial FORTALEZA S/A é contribuinte do ICMS mediante movimentação econômica.Estoque Inicial de Produtos em Elaboração: R$ 3. a FORTALEZA S/A vendeu 80 unidades de halteres de 5kg por R$ 30.000.000.000. e) custo de veículos. b) custo da matéria-prima. contribuinte do IR com base no lucro real. e 6 unidades de halteres de 7kg avaliadas.Matérias-primas adquiridas no período: R$ 20. . começou o período com o estoque de mercadorias composto por 20 unidades de halteres de 5kg avaliadas.000. 23. b) custo.000. em relação à produção de cimento. 21.00 b) R$ 30. A opção que apresenta a nomeação do salário pago em empregado da produção: a) despesa. Os Custos que não são facilmente identificáveis com os produtos e são apropriados com base em rateios são chamados de : a) fixos. (ESAF) Uma fábrica de cimento contrata empresa de transporte coletivo para transportar seu pessoal para trabalhar em sua jazida. e) diretos.000.000.000.00 .000. Alfa relacionados abaixo: . por R$ 120. ou cada vez que houver o uso de estimativas ao invés de medição direta.Estoque Final de Produtos Acabados: R$ 6. e) identificado.00 cada unidade. b) segregado.000.00 . c) custo de serviços de terceiros.Devoluções.000. 20. d) indiretos.000.000. e) investimento. como: a) custo de mão-de-obra. e não é contribuinte do IPI.500. No início do período.Estoque Final de Produtos em Elaboração: R$ 2. Considerando apenas as informações apresentadas e que a FORTALEZA S/A avalia seu estoque pelo Custo .

em valores arredondados: a) 1. e) 1. c) 436.00. U e T representam. Nos três últimos trimestres apurou o seguinte: . Custo Unitário e Custo Total em Reais. em qual dos critérios de avaliação dos estoques o Resultado Bruto Operacional será maior? c) Primeiro que entra primeiro a) Média ponderada móvel.00 b) 664.424.317.17.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 38 Médio Ponderado Móvel. o valor do custo das mercadorias vendidas nesse período é.307. e) 476. que sai.33 25 DIA 01 02 03 04 05 ENTRADAS Q U T 12 10.00. 26 (ICMS/SP/2006) Uma Empresa. e) Método de preço específico. Quantidade. isto é. assinale o valor a ser encontrado no lugar do último ponto de interrogação. que sai.00. que sofreu 4 movimentações no período de 01 a 05 de certo mês.00 ? Q SAÍDAS U T Q 8 ? 15 ? ? SALDO U T 80.00 120. Q.0 ? (3) (2) ? ? ? ? 190.00. respectivamente. 27 . Sabendo-se que as devoluções são relativas ao movimento do mesmo mês. d) 1.00 ? ? ? ? ? ? Na ficha (acima apresentada) de estoque de matéria-prima de uma empresa industrial.00. Com base nessas informações.446. (ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial é monoprodutora. tem o movimento de seus estoques conforme os dados abaixo. d) 608. o valor do custo total do saldo no dia 05 (em R$): a) 704. b) Último que entra primeiro d) Média ponderada fixa. inserida em um contexto de economia inflacionária em que os preços são sempre crescentes ao longo dos períodos.323. b) 1.00 640. c) 1.45.00 38.67.

00. a) Maior que $48. maior será o número de custos diretos e. quanto mais baixo for o nível de apuração. sem possibilidade de segregação da parcela deste custo pertencente a cada um dos produtos.00. Esses valores devem estar distribuídos entre os diferentes produtos ou funções dos quais se deseja apurar o custo e devem ser conhecidos e estarem disponíveis no final do período de apuração do custo. Se o critério adotado não for bem consistente. o número de horas de máquinas.000. O que se procura ao definir uma base de rateio é minimizar tais distorções. Dificuldades para estabelecer as bases de rateio A dificuldade que se encontra para alocar custos indiretos reside na definição das bases de rateio a serem utilizadas.00. ou seja. Utilize o método maior-menor para classificar os custos entre fixos e variáveis e determine o custo total de fabricação do quarto trimestre para uma produção total de 6.000. Geralmente são utilizados em menores quantidades e necessitam OBRIGATORIAMENTE de uma base ou critério de rateio para serem apropriados aos produtos.500 unidades. o custo indireto deve guardar estreita correlação com os dados escolhidos como base de rateio (causa x efeito). e) Menor ou igual a $45.000. b) Entre $47. o resultado de custos ficará por certo deficiente para atender aos fins que se propõe. ao contrário. Ou.01 e $48. se a apuração de custo for em nível de Departamento e estes dois produtos pertencerem apenas a um único Departamento. GABARITO 01 B 05 A 09 C 13 D 17 D 21 B 25 B 02 06 10 14 18 22 26 C B E C D B C 03 07 11 15 19 23 27 E E B E C E B 04 08 12 16 20 24 B B B C D C CUSTOS INDIRETOS: Critérios de Rateio de CIF – Departamentalização – Taxa de Aplicação de CIF Os Custos Indiretos são aqueles que não há como fazer a associação direta dos custos aos produtos fabricados. Algumas considerações Desejando-se apurar custos em nível de produto diferente. d) Entre $45. quanto mais elevado for o nível hierárquico de apuração. ainda. enquanto outros. geralmente. este custo passará a ser classificado como direto ao departamento. Entende-se por CRITÉRIO DE RATEIO ou BASE DE RATEIO como uma divisão PROPORCIONAL pelos valores de uma base conhecida. alguns produtos podem ficar subavaliados. maior será o número de custos indiretos. aqueles itens que não são economicamente viáveis fazer o seu controle. será classificado como indireto. c) Entre $46. • não houve variação de preços no período. o número de horas de mão-de-obra direta. Porém. Distorções na Alocação O número de unidades produzidas.00.01 e $46.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 39 Sabe-se que: • a empresa apura o custo total de fabricação pelo custeio por absorção. pois é uma tarefa que envolve aspectos subjetivos e arbitrários. A melhor base de rateio para determinado custo é aquela que se supõe que o custo ocorra na mesma proporção dela.00. todos eles sempre relacionados diretamente com o volume da .000. Portanto.000. um custo que é comum a dois produtos.01 e $47. superavaliados. o valor da matéria-prima direta e outros. • a empresa controla seus estoques permanentemente e os avalia pelo método PEPS. é rateado pelo metro quadrado ocupado por cada departamento ou linha de produção.000. Tendo em vista que o montante dos custos indiretos será absorvido pela produção por qualquer base que se venha a ser empregada.000.000. Exemplos: o imposto predial da fábrica.

As parcelas dos custos indiretos destinados a cada função diferente ficaram muito distorcidas e. a quantidade de custos indiretos aumentou demasiadamente em relação aos diretos e os conceitos antigos de rateá-los por dados que privilegiam o volume de produção deixaram de refletir a realidade. utilizando-se das técnicas mais avançadas. a alocação das suas parcelas fica muito aleatória. necessita de uma base de rateio para apropriação aos produtos. de que o produto de maior volume de produção deveria ser o mais penalizado com as cargas de custos indiretos. quanto à qualidade e à eficiência dos produtos. no intuito de simplificar esta rotina. uma alocação inadequada provoca distorções muito significativas. ou seja. Materiais indiretos o dado que serve melhor como base de rateio é o valor da matéria-prima porque se entende que a sua aplicação nos diferentes produtos é em função do consumo de matéria-prima direta. Assim como nas máquinas a combustível. Após um estudo muito analítico de cada custo e uma unanimidade dos responsáveis de cada área ou atividade. Energia elétrica (força) . procurando aproximar-se daquilo que seria o custo perfeito. provocaram um deslocamento significativo dos custos. Depreciações . normalmente. cadeiras. ao contrário de hoje. O que precisa ficar bem claro é que todo e qualquer critério que venha a ser empregado deve ser escolhido em função de uma base que represente uma relação lógica. pode se adotar um critério de rateio que englobe grupos de custos indiretos. as empresas têm de diversificar cada vez mais o número de itens da sua produção para atender a estas exigências aumentando. Supervisão . precisa-se ter coerência na escolha dessa. é que o Supervisor está encarregado na produção e na supervisão de diversos produtos e .o dado mais indicado para a base de rateio é a “potência das máquinas elétricas”. Esta sistemática provocava muitas distorções. No entanto. A razão dessa escolha é supor-se que a medida que o produto ou função de custo absorve mais mão-de-obra.Just in Time. Nos tempos atuais. carteiras e mesas de madeira. significativamente. o TQC . o número de produtos diferentes produzidos. como o JIT . Com isto. O que ocorre. Exemplos de custos indiretos e bases de rateio. Bases Mais Adequadas de Rateio Com o desenvolvimento dos processos de produção. como conseqüência. o consumo de combustível é em funcão da potência de cada máquina. praticamente eliminando os tempos entre as etapas de produção. Combustíveis .significa a remuneração devida ao pessoal que chefia um grupo de pessoas.Total Quality Control. bem como da sua maior adaptação aos hábitos e comodidades de cada usuário. como custo indireto. Como por exemplo. Qualquer base que venha a ser utilizada por certo permitirá que se chegue ao custo dos produtos. eram os dados mais comumente usados como base de rateio. que melhor serve como base de rateio deste custo é a “potência das máquinas a combustão”. muito simplista. Sem uma análise mais acurada da forma de ocorrência de cada um dos diferentes custos indiretos e nem da efetiva participação de cada uma das funções de custos naquele custo indireto. a fim de não serem obtidos resultados distorcidos. Cada custo indireto deve ter a sua ocorrência analisada em função da unidade de acumulação de custos e. . tendo em vista que a depreciação é conseqüência do valor de aquisição do imobilizado. maior o consumo de energia. A melhor base de rateio para este custo é o valor da mão-de-obra direta apropriada a cada tipo de produto diferente ou a cada função diferente de custo. escolhido o dado que melhor possa refletir o rateio daquele custo a cada uma das unidades de acumulação de custos. que permitem a execução de uma variedade muito grande de produtos com alto grau de eficiência e qualidade. tendo em vista o raciocínio. fazem com que o custo de cada uma destas funções não exprima o seu verdadeiro valor. vejamos o VERNIZ numa pequena fábrica de bancos. só então.o valor do imobilizado é o dado que melhor serve como base de rateio deste custo. Assim. o número de empregados em cada linha de produção também é uma base aceita. cuja matéria-prima direta é a madeira e o valor consumido é normalmente proporcional à área que deve ser envernizada.o dado. a distribuição inadequada de pequeno valor não provocava distorções significativas. a modernização dos processos de produção. porque quanto mais potente for a máquina. mais combustível ela vai consumir. com automatização das diversas etapas dos processos produtivos. entre os disponíveis. quanto maior a potência. Devido às exigências cada vez maiores do mercado. tendo em vista que os custos indiretos ganharam maior relevância. neste caso. entre outros. também requer mais supervisão. aumentando o valor dos custos indiretos com redução dos demais. desde a encomenda de matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 40 produção. novos conceitos estão sendo usados para a escolha dos dados mais adequados para uso como base de rateio dos custos indiretos.

Administração Geral da Fábrica etc. Em outras situações podem existir diversos Centros de Custos dentro de um mesmo Departamento. poderão existir alterações artificiais no resultado. Mas. Departamento e Centro de Custos Na maioria das vezes um Departamento é um Centro de Custos. Função de custo significa unidade de acumulação de custos. que realizam atividades homogêneas. Esse conceito que liga a atribuição de cada Departamento à responsabilidade de uma pessoa dará origem a uma das formas de uso da Contabilidade de Custos como forma de controle (custo por responsabilidade). Por viverem esses Departamentos para a prestação de serviços a outros Departamentos. Manutenção. deveria haver. Alimentação . Diz-se unidade mínima administrativa porque sempre há um responsável para cada Departamento ou. Os Departamentos de Serviços (impropriamente chamados às vezes de Não-produtivos e também conhecidos por Auxiliares) geralmente não têm seus custos apropriados diretamente aos produtos. Pintura. pois estes não passam por eles. notamos que podem ser divididos em dois grandes grupos: os que promovem modificações sobre o produto diretamente e os que nem recebem o produto. pode representar um órgão. Transporte de pessoal . o número de pontos de luz instalados em cada setor. ou seja. o resultado do período aparecerá. aqueles são os que atuam sobre o produto e são conhecidos por Departamentos de Produção. pode também ocorrer sob a forma de homens apenas e. Isso porque os Custos Indiretos não apropriados sobre os itens estocados teriam sido apropriados aos outros que foram vendidos e. Almoxarifado.usa-se como base de rateio para este custo o dado “área ocupada”. têm seus custos transferidos para os que deles se beneficiam. Por exemplo: Forjaria. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Departamento é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos. Montagem. também. Outras Observações Caso toda a produção de um período for vendida nesse mesmo período. Caso os produtos estocados no fim do período tenham sido “beneficiados” pela modificação do critério de rateio e tenham por isso recebido menos Custos Indiretos do que recebiam antes. parte da produção fica estocada (produtos em elaboração e produtos acabados) e com isso. maior será a parcela do custo de alimentação incidente sobre o produto ou função de custo. Os Departamentos de Produção (também conhecidos por Produtivos) têm seus custos transferidos para os produtos. porque se considera que quanto maior o número de empregados ocupados. nele são acumulados os Custos Indiretos para posterior alocação aos produtos (Departamentos de Produção) ou a outros Departamentos (Departamentos de Serviços).área ocupada é o dado mais adequado como base de rateio deste custo. pelo menos teoricamente. uma Ordem de Serviço. Quanto maior a área ocupada na fabricação dos produtos. interessa-nos mais visualizar o Departamento como um conjunto que. estariam classificados como Despesas (Custo dos Produtos Vendidos) no resultado. Para o campo de Custos para Avaliação de Estoque (foco inicial deste trabalho).a base de rateio será o dado “número de empregado”. o produto que ocupa a maior área recebe a maior parcela do custo e o que ocupa a menor área recebe a menor parcela do custo. Cromeação. Outra base seria. já que estes passam inclusive fisicamente por eles.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 41 Energia elétrica (iluminação) . Refinaria. por um montante menor do que aquele que seria apresentado caso não tivesse havido alteração. considerando-se que o valor do aluguel é por área e portanto. assim. também só de máquinas. uma Ordem de Produção. o efeito dos Custos Indiretos sobre os produtos não seria ponto sensível na avaliação do resultado global da empresa. enquanto os segundos. também. Verificando esses exemplos. que desenvolve atividades homogêneas. Esquema de Contabilização de Custos – Departamentalização .é usado o mesmo dado do anterior. apesar de na maioria das vezes ser constituído por homens e máquinas. que vivem basicamente para execução de serviços e não para atuação direta sobre o produto. mais energia elétrica será consumida para a sua iluminação. representada por homens e máquinas (na maioria dos casos). Aluguéis . na grande maioria dos casos. pelo menos. um processo produtivo ou mesmo um produto. são conhecidos por Departamentos de Serviços. e como tal. um departamento.

000 Totais 1.000 120.000 Supervisão da fábrica 100.000 No entanto.000 30.000 Acabamento 70.5 400 100 Total % HM 400 40 200 20 400 40 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 42 Exemplo 1: A empresa Alfa S/A produz três tipos de produtos.000 Totais Deverão ser alocados os seguintes custos indiretos: Custos Indiretos $ Depreciação de equipamentos 200.000 Total 200.000 Energia elétrica 300. Veja a distribuição dos custos indiretos aos departamentos produtivos: Custos Indiretos Depreciação Manutenção Energia Supervisão Outros Custos Ind.000 Indiretos 460.000 Total 1. ao se analisar com mais cuidado o processo de produção.000 40.000 .000 200.000 450.000 A 300.000 Manutenção de equipamentos 350. Veja a hora-máquina de cada produto nos departamentos por onde passaram: Produtos A B C Totais Corte % HM 100 33.000 450.000 150. A.000 1.000 30. B e C.000 300.000 130.000 40.000 100 Note que agora o critério de rateio dos CIFs será o das horas-máquina de cada departamento por onde os produtos passaram. Esta disparidade é devido ao fato de que os gastos não são uniformes entre os setores nos quais são produzidos os produtos A.000 30.250. Para este novo cálculo deverão ser considerados os custos apropriados a cada um dos setores.150.67 300 100 Montagem % HM 50 16.5 150 37.000 100.000 1.000 Outros custos indiretos 200.000 C 1. Total Corte 100.000 530.33 300 100 Acabamento % HM 250 62.000 60.000 230.000 550.150.000 350.67 250 83.000 910.400.000 Como a maior parte dos custos indiretos é relativo aos equipamentos. B e C.000 20.000 B 450. Veja: Produtos HM % A 400 40 B 200 20 C 400 40 Total 1. Alocou aos produtos os seguintes custos diretos: Produtos Custos Diretos 500.000 50.000 460.33 200 66. verifica-se que existe uma disparidade no cálculo dos custos de cada produto.000 300.000 200.000 Total 960.000 100 Portanto o mapa de custos ficaria desta forma: Custos A B C Diretos 500. e nem estes possuem o mesmo tratamento em cada setor por onde passam. decidiu-se fazer a alocação dos CIFs aos produtos pelo critério das horas-máquina utilizadas em cada produto.000 200.000 Montagem 30.250.000 2.150.

250 331. Valor total dos serviços prestados ao congênere RECÍPROCO .67 300.MELHOR BASE DE RATEIO DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS PARA OS DE PRODUÇÃO (Visão do profº Eliseu Martins) .33 149.995 37.000 Note que os custos totais de cada produto mudaram. PASSO A PASSO E RECÍPROCO DIRETO.000 1.000 150. Foster e Datar) DIRETO.150.000 $ 450. Uma vez alocados os custos de um departamento de apoio.605 70. Determinação da seqüência Percentagem do suporte total prestada ao congênere.33 124.150 Produto C % $ 83. nenhum custo subseqüente deste é alocado ou a ele retorna. mesmo que tenha prestado serviço ao departamento que estiver distribuindo seus custos. .605 300.150 331.DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE PRODUÇÃO AOS PRODUTOS: proporcionalmente aos benefícios recebidos de cada departamento. deverá ser levada em consideração a participação de cada produto em cada departamento.150.CUIDADO COM AS ALOCAÇÕES REFLEXIVAS: o departamento de serviço que distribuir os seus custos não recebe mais parcelas.PROPORCIONALMENTE .000 Sem Departamentalização 518.50 206.605 Produto B % $ 66. .HIERARQUIZAÇÃO: escolher o departamento de serviço que terá primeiro os seus custos distribuídos aos demais.000 1.000 550.755) Distribuição dos custos comuns aos departamentos . de acordo com a ordem em que alocação passo a passo deve ser efetuada (hierarquização). ALOCAÇÃO DIRETA O mais utilizado. Faz a alocação dos custos de cada departamento de apoio diretamente aos departamentos operacionais.245 Total % 100 100 100 Total 1. Métodos de alocação do custo dos departamentos de apoio para os de produção (Visão dos profº Horngren.000 460.50 343.005 62.150 (128.750 518. Veja: Critério A B C 460.ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS PARA ESCOLHA DA MELHOR BASE DE RATEIO: analisar a composição dos custos para melhor escolha da base de rateio.850 16.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 43 Agora. .67 25. PASSO A PASSO (SEQÜENCIAL OU EM CASCATA) Este método leva em conta o reconhecimento dos serviços prestados pelos departamentos de apoio e requer a classificação (em ordem seqüencial) dos departamentos de apoio. Ignora os serviços prestados entre os departamentos de apoio.150 300.245 Com Departamentalização Diferença 58.150. Veja a nova distribuição dos custos indiretos aos produtos: Departamentos Corte Montagem Acabamento Total Produto A % $ 33.000 230.

00 624.2MF 2.1 x $240. Etapas 1. Resolução do sistema de equações simultâneas para obtenção dos custos recíprocos de cada departamento de apoio.000 + 0.2 ($624.316.000.8 x $240.00 (716. na sua integralidade. (1) MF = $600.000 + $11.000 100 600.082 SI = $116.00 EXEMPLOS ALOCAÇÃO DIRETA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.816) = 24.3 x $624.40 Para Maquinaria (0.082) = $240.60 240.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 44 Faz a alocação dos custos por via da inclusão explícita dos serviços mútuos prestados por todos os departamentos de apoio.60 Para Maquinaria (0. MF = $600.1 ($116.000 400. nas alocações de custos dos departamentos de apoio.224.816.000 + 0.2 x $624.082) = 187.081.600 20 2.00) 148.02MF 0.000 + (0.5 x $624.2MF)) MF = $600.1SI (2) SI = $116.80 Para Montagem (0.000 116.898.082 MF = $624.1 x $240.000 200.600 + 0.082.98MF = $624. Expressão dos custos dos departamentos de apoio e das relações recíprocas em forma de equação linear.000 + 0.652.816) = 24.000 Sist Info Máquinas Montagem Total . Sist.081.000 100 1.000 50 8. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.816. Alocação dos custos recíprocos de cada departamento de apoio a todos os outros departamentos (apoio e operacionais) com base nas proporções de utilização (total de serviços prestados a todos os departamentos) Sistemas de Informação Para Mnt da fábrica (0.400 30 4.082) = 124. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 1.600 80 200 10 2.00 864.082) = 312.816 3.00 Manutenção da fábrica Para Sist Info (0.000 + 0.041. Permite incorporar relações interdepartamentais.816) = 192.60 Para Montagem (0.000 1.898.

000 116.000 1.000 1. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 600.000 1. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.000 116.000 103.778 789.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .000 1.000 (600.400 30 4. Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.000 120.316. devemos primeiramente alocar os custos do departamento de manutenção (maior percentagem e maior valor total).000 50 8.889 Total 1.000) - Sist Info 116.889 587.000 180.000 100 600.000 (600.000 100 Total 1.000 375.000 400.000 225.111 728.600 20 2.000 (116.316.316.000 209.000 26.222 2.000 (236.000) 1.000 12.316.000 500.778 200 10 Montagem 200.000 1.316. Sist.000 575.316.000 1.000 300.000) - Máquinas 400.000) Sist Info 116.000 580.000 200.316.600 80 Máquinas 400.000 236.111 Montagem 200.000 Pela classificação em ordem seqüencial dos departamentos de apoio.000 625.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 45 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total ALOCAÇÃO SEQUENCIAL 600.222 526.

000 1.316.872 236 536.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 46 ALOCAÇÃO RECÍPROCA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.000 400.2 1.000 1.316.000 180.000 500.316.2) 2 2 779.000 1.316.000 (600.656 141.000 1.316.2 536.000 300.316.000 1.000 120.720) 94.4 (94) 9 (9) 0.400 472 535.873 3 779.000 236.600 80 Máquinas 400.000 1.2 (2) 0.600 23.776 779.600 (23.720 (4.880 3.000 1.720 4.876 1. Sist.122 536.000 1.000 100 Total 1.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .800 7.600 11.800 768.4 2. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total 600.122 0.316.877 779.316.316.000 1.000 200.080 775.600 20 2.000 116.000 580.798 75.117 5 200 10 Montagem 200.600) 472 472 (472) Sist Info 116.316.000) 4.000 1.122 0.000 188.108 9.400 30 4.800 535.000 1.877 536.000) 23.316.600 523.000 23.000 (236.2 536.2 (0.4 94 9.000 50 8. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.000 100 600.6 779.6 779.

1 ($116.2MF)) MF = $600.98MF = $611.000 + (0.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 47 Utilizando a fórmula (1) MF = $600. As taxas predeterminadas de CIF têm por finalidade normalizar os custos aplicados à produção em um período.082) = $240. .1SI (2) SI = $116.000 + 0. Ou então.2MF MF = $600.041 24. Isso só é possível apenas quando encerrado cada período contábil (geralmente mensal). Pela utilização dessa taxa racionaliza-se a distribuição dos CIF durante todo o período de fabricação .816) Máquinas 400.653 779. Se quisermos fazer o acompanhamento do custo de cada produto durante o mês. Além disso. mas sempre considerados conhecidos os custos e a produção realizada.082 (624.816 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 624. existem as férias coletivas.082 536.correta apropriação dos custos indiretos.464.041 512. DETERMINAÇÃO MAIS PRECISA DO CUSTO DOS PRODUTOS CONSEQÜÊNCIA: TAXA DE APLICAÇÃO DE CUSTOS INDIRETOS OU TAXAS PREDETERMINADAS DE CIF Até este momento foram discutidos problemas relativos à apropriação dos Custos Indiretos.02MF 0. já que poderemos ir acompanhando os Custos Diretos medidos durante o próprio processo de produção.600 MF = $624.877 Montagem 200.816 (240.123 Total 1. não podendo descarregar tais itens como despesas ou apropriá-las a um mínimo de bens produzidos. .816 240.816) 1.000 + 0.000 312.082 SI = $116.082) 1. ficaremos obrigados a esboçar algumas estimativas.225 192.082 (24. Essa taxa de aplicação é conseqüência da estimativa de produção e dos custos para um dado exercício. e nesses casos temos a necessidade de distribuir esses custos à produção toda do ano.340.316. mas só poderemos efetuar a apropriação correta dos indiretos após conhecermos os valores totais do mês e também a quantidade de produtos elaborados.225 587.000 VANTAGENS DA DEPARTAMENTALIZAÇÃO .2($624. alguns custos indiretos não ocorrem homogeneamente durante o período.000 + 0.melhor controle dos gastos.898 (124.000 + 0. É comum encontrarmos empresas que têm a quase totalidade da manutenção preventiva realizada em certas épocas do ano.000 + $11.000 187.600 + 0.082) Sist Info 240.diminui a arbitrariedade dos critérios de rateio.

.. 3º Passo: estimativa dos CIF´s Fixos.......... Se houvessem outros dados poderia ser escolhida uma outra base.... . Assim.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 48 dos produtos.... trabalha-se com estimativas de custos indiretos de produção. Feitas todas as estimativas........ 4º Passo: definição da forma de distribuição e rateio dos CIF dos departamentos de serviços aos departamentos de produção.. 5º Passo: definição do critério de apropriação dos CIF dos Departamentos de Produção aos produtos......000h = R$ 55.........000...00 Então. é calculada a taxa de CIF a ser aplicada durante o período........... 15.R$ 825...... Empresas departamentalizadas: CÁLCULO DA TAXA PREDETERMINADA 1º Passo: estimativa dos volumes de atividades de cada departamento..00 Nesse exemplo será rateado os Custos Indiretos de Fabricação orçados pelo total de Mão-de-obra prevista para esse ano.. aplica-se a taxa de R$ 55.........................00 Custos Indiretos de fabricação orçado (total)........00 de CIF.. 3º Passo: estimativa dos custos variáveis de cada departamento.... Cálculo taxa : CIF Volume do critério de rateio Exemplo: As estimativas de custos e produção do Departamento ALFA-BRAVO são as seguintes para o ano de 20x2: Produção anual (em horas de mão-de-obra).. Para operacionalizar esse critério é necessário que se estimem: a) a produção do período.000 x R$ 35........000 h Custos indiretos variáveis: por hora = R$ 35...R$ 300. As diferenças deverão ser apuradas e rateadas para a conta de Produtos em Elaboração.......000.. a partir da previsão do volume de produção..... para cada hora apontada de mão-de-obra nos produtos (valores reais)... em função do critério de rateio escolhido.. 2º Passo: estimativas dos custos fixos de cada departamento. custos reais só se conhecem ao final do período.... como já foi estudado.. Cálculo da taxa predeterminada 1º Passo: estimar o volume de produção no período (uma vez que os CIF´s variáveis dependem deste volume).. 4º Passo: cálculo da taxa predeterminada de CIF para aplicação à produção............R$ 525........ ajustando aqueles custos que ficaram subavaliados ou superavaliados...00 Custos Indiretos Fixos no ano.. Estoque de Produtos Acabados e para o Custo dos Produtos Vendidos............. No final do período..... c) os custos indiretos variáveis dessa produção.....000......... b) os custos indiretos fixos para o período... ou seja....00 / 15.... respeitando a quantidade de produtos que se pretenda fabricar.. comparam-se os CIF aplicados com os CIF reais.....00 no ano = 15... 2º Passo: estimativa dos CIF´s variáveis..000....... O cálculo da Taxa de Aplicação de CIF é: R$ 825. VANTAGENS 1) Saber o valor dos custos incorridos durante o processo produtivo..00 ... Consiste em efetuar uma estimativa de qual será o valor destes num determinado período de produção e utilizar este gasto pré-estimado para apurar o custo da produção do período.

Para apropriar corretamente os Custos Indiretos de Fabricação. Variação a Maior D: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV C: Variação dos CIF´S Variação a Menor D: Variação do CIF C: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV EXERCÍCIOS 1ª QUESTÃO 1. respectivamente. a) b) c) d) 2. Bancos etc. Produtos Acabados ou CPV. D: CIF Aplicado C: Variação dos CIF´S D: Variação dos CIF´S C: CIF (que foram efetivamente incorridos) Obs: Se os CIF Aplicados forem maiores que os Reais. Estabelecer alguma relação causal entre eles e os produtos em elaboração. saldo devedor. se for o inverso. conforme a porcentagem da produção do período que esteja semi-elaborada.000 unidades mensais de determinado produto. a crédito e a débito de uma conta denominada VARIAÇÃO DOS CIF´S. é necessário: Conhecer a quantidade de produtos elaborados. em contra-partida em Contas a Pagar. CONTABILIZAÇÃO 1) À medida que os produtos são transferidos de departamento (se for o caso) ou sendo elaborados. evitando distorções durante o exercício. com crédito na Conta CIF Aplicados: D: Produtos em Elaboração ou Conta Departamental C: CIF Aplicados 2) Os CIF´s efetivamente incorridos serão debitados à (s) respectiva (s) conta (s). conforme sua natureza. seria possível determinar os custos dos produtos e fixar preços de vendas. Quantificar os produtos em processo e elaborados. a conta dos Departamentos ou dos Produtos em Processo (Elaboração) será debitada pelo valor predeterminado dos CIF´s. para fabricar 1. tal conta terá saldo credor. Uma empresa. Caixa. acabada ou vendida.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 49 2) os CIF´s são homogêneos durante o período. a taxa serviria para “normalizar” aplicação dos CIF´s. 3) para fins de concorrências públicas. as contas de CIF Aplicados e CIF reais (incorridos) serão encerradas. havendo sazonalidades. realiza os seguintes gastos: . CIF Aplicados > CIF Reais Superavaliação Situação favorável CIF Aplicados < CIF REAIS subavaliação Situação desfavorável 4) A conta Variação dos CIF´S será encerrada contra Produtos em Processo (Elaboração). 3) No final do exercício. Determinar os totais dos custos indiretos do mês.

com as mesmas instalações e com a mesma mão-de-obra. por mês. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida. Apresentou em seu registro contábil em out/20X3. o seguinte: .000 Produto B 94. c) $ 1. Diretos Total CIF Custo Total Quantidade Produzida Custo Unitário Produto A 110. o custo por unidade produzida corresponderá a: a) $ 900. de conformidade com a quantidade produzida. a) b) c) d) e) Em relação a custos.000 105.000 20. 4. A empresa Delta Sete Ltda. b) $ 833.00 3. independentemente do volume da atividade fabril.000 3. produz dois tipos de cadeira: cadeira giratória e cadeira fixa.A.200 unidades desse produto.000 1.500 Totais 204. d) $ 966. ou seja.00.00.000 8.000 15.000 35. pela diluição dos custos fixos. Em agosto de 200X.000 200. a empresa apresentou os seguintes dados: Matéria-prima AS Matéria-prima BS Mão-de-obra direta Energia direta Total C. tende a afastar-se do custo variável unitário. faça o rateio dos CIF proporcionalmente às horas trabalhadas.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 50 Gastos do período Matéria-prima Mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta Custos diversos $ 400. todos os demais custos permaneceriam inalterados em seu total.000 100. é uma empresa que fabrica armações em aço para a construção civil. é correto afirmar: Os custos fixos totais mantêm-se estáveis. 2.000 Se a empresa produzir 1. à medida que o volume da produção aumenta.000 160. industria moveleira. em razão inversa. (Critérios de rateio) Anote na coluna da direita um critério de rateio indicado para os gastos relacionados na coluna da esquerda: Exemplos de gastos Depreciação das máquinas e equipamentos industriais Mão-de-obra indireta Material indireto Depreciação do edifício industrial Aluguel do prédio da fábrica 2ª QUESTÃO: Arte & Aço S. com exceção da matéria-prima. O custo industrial unitário. Calcule também os custos unitários de cada produto.000 300. Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem.000 5. e) $ 950.33. Os custos fixos unitários decrescem na razão direta da quantidade produzida.500 700.000.000 55.000 895 Critério de rateio mais indicado Sabendo que para produzir ‘A’ foram utilizadas 300h e para produzir ‘B’ foram utilizadas 200h.

$ 520 Cadeira Fixa $ 780 CIF totais .00 Manutenção de equipamentos $ 600. 30 hm Produto C ..00 Outros custos indiretos $ 400.800. sabendo-se que: Custos diretos Custos indiretos: Produto A $ 1. 50 hm TOTAL 125 hm Devido à grande preponderância de Custos Indiretos ligados a equipamentos (depreciação..600.000 28. decide-se então fazer a distribuição aos diversos produtos (e aos departamentos) com base no tempo de horas-máquina que cada um leva para ser feito. sem a departamentalização e com departamentalização.100..00 Total $ 1.600 Distribuição de horas/máquina por setor Corte Produto A 15 10 20 Produto B 15 15 Produto C 25 15 10 Total 40 40 45 Os CIF estão assim distribuídos aos setores ( $ ) Corte Montagem Depreciação de equipamentos 120 80 Manutenção de equipamentos 140 300 Energia elétrica 80 120 Outros CIF 120 160 Total 420 660 Sem Departamentalização Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total .00 Depreciação de equipamentos $ 400.00 Produto C $ 700.$8.00 Produto B $ 1. energia)..00 Energia elétrica $ 200. Montagem Acabamento Total 45 30 50 125 Acabamento Total 200 400 160 600 40 200 120 400 520 1..$ 12..$7.300 3. 45 hm Produto B .000 15...300 12.000 Mão-de-obra Direta Custos Indiretos Custo Total 520 780 1. sabendo que o critério de rateio dos custos indiretos é proporcional à mãode-obra utilizada.000 Calcule o custo total de cada produto.00 Total $ 2.000 8... Calcule os custos totais dos produtos abaixo. Giratória Fixa Totais Material Direto 7.000. manutenção.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 51 Material Direto: Cadeira Giratória .000 Cadeira Fixa .. .00 Horas/máquinas trabalhadas por produto: Produto A.000 MOD: Cadeira Giratória .

Montagem $ 3. A dobradiça (15.000.000.000 à estamparia.000 $420. ¼ para a montagem e o restante para a furação.000 $ 392.000 $ 734. Almoxarifado. $ 12. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Os custos da Administração Geral da Fábrica são distribuídos aos demais Departamentos à base da área ocupada.000 $1.000 à Montagem.000 à Manutenção e $ 68. A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de Produção e o rateio é feito à base da produção total de cada um. $ 211. $588. 40%.000 $ 314. Manutenção. Energia Elétrica $ 360. $ 4. $7. O aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral da Fábrica. $ 17.000 à Administração da Fábrica.000. Estamparia.000 u no mês) passa apenas pela estamparia e pela furação e a Fechadura (4. Montagem. $ 8.000 u) passa por todos os departamentos.000 .000. O Almoxarifado distribui seus custos: ½ para a estamparia.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 52 Com Departamentalização Distribuição dos Custos Indiretos Corte Produto A Produto B Produto C Total Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total Montagem Acabamento Total 4 –Os custos indiretos de fabricação da Cia. 25% e 35% do total.000. $ 25.000 à Furação.008. a Montagem e a furação produziram. A energia consumida foi distribuída da seguinte maneira: Estamparia $ 180. a Furação 30% e o restante é utilizado igualmente pelo Almoxarifado e pela Manutenção.000 $ 706. respectivamente. Materiais Indiretos $ 60. A distribuição dos custos indiretos da Estamparia e da Furação aos respectivos produtos é feita na mesma proporção que o material direto. O total de Mão-de-obra Indireta foi assim apropriado: 40.000.000.000. $ 50. $ 100. $ 11.500.500.000. Os custos diretos do mês foram: Dobradiça Fechadura Total Matéria-prima Mão-de-obra Direta Total Pede-se: a) Elaborar o mapa de rateio dos Custos indiretos de produção. Almoxarifado. e Administração Geral da Fábrica. a Montagem 15%. a estamparia ocupa 35% da área total. $ 20.000.000 $ 1. Manutenção.000 e Administração Geral da Fabrica.000 $ 980. RATEIO PRIMÁRIO (já realizado) Os materiais indiretos utilizados foram apropriados por meio de requisições de cada departamento: Estamparia. b) Informar os custos totais. $ 10.000 ao Almoxarifado: $ 12.000. Furação. $ 33. Furação.000. A empresa produz Dobradiças e Fechaduras.714. Mão-de-obra Indireta. $ 30.000. Dobra e Fecha foram os seguintes durante o mês de fevereiro de 20X1: Aluguel $ 240.

000 871.000 240.000.000 180. durante a apuração do custodos produtos do mês.00 21.00 MO Direta CIF Total Estamparia 12.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 53 Rateio dos Custos indiretos de Fabricação: Custos Ind Mat Ind Energ Elet MO Ind Aluguel Total Dist Adm Geral Soma Dist Mant Soma Dist Almox CIF Toal Depto Prod P R O D Fech Dobr Total CUSTOS TOTAIS Mat-prima Fechaduras Dobradiças Total 5.500 Almox 7.00 22.000 20.000.000.00 190.500 Montagem 3.000.00 540.000. Industrial Tamoio S/A.000.000 50.000 133.000.00 9.00 90.000 Total 60.00 Produto Produto Total dos custos direto 400.000 343. chegou aos seguintes números. (BNDES) O Gerente de Custos da Cia.00 230.000 Furação 4.000 12.000 40.00 B 120. em reais: Produto Custos A Matéria-prima Mão-de-obra direta Energia Elétrica direta Soma 80.00 C 200.000.000 360.000 40.000 Adm Geral 25000 10.00 50.500 100.000 35.000.00 120.000.500 33.000 30.000.000 11.000.000 232.000.00 18.000 211.00 47.00 23.000.000 240.000 68.000 .000 87.000 17.000.000.000 Mnt 8.

proporcionalmente às horas trabalhadas para esse centro: 80 horas para a Produção. Pequeno Médio Grande 15.000.000. seria: a) 49. d) R$ 885. e) 396. pode-se afirmar que o custo total do Produto C.00 c) 325.00. em maio de 2007.000. Almoxarifado e Controle de Qualidade.00 c) 55.000. é: a) 180. O total de gastos da Manutenção a ratear foi R$ 4.250. em que são consumidos R$ 900.00.000.000.00 18.000.00 de custos fixos. 48 horas para o Almoxarifado e 32 horas para o Controle de Qualidade. A parcela da Manutenção rateada para o Centro de Controle de Qualidade foi de: a) R$ 916. (Eletronorte) Na contabilidade de Custos por Absorção de uma empresa X.00 BASE DE RATEIO Área Área Máquinas R$ Máquinas R$ Nº máquinas Empregados Hora de MOI Produção . b) 247. em reais. em reais.667.00 4. apresentou os seguintes números: Custos fixos: CUSTOS Aluguel de Fábrica Força e Luz Depreciação Seguro Manutenção Superintendência MOI Material Indiretos Distribuição dos Critérios de rateio: VALOR 4. Dados para as questões 07 e 08. e) R$ 960.00.000.00 no mês. c) 315.00 11.000 25.500. b) R$ 916.00.000. A indústria Real tem uma linha de produção de três modelos de um de sus produtos.000.000 R$ 25.00 R$ 12.00 b) 265.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 54 Sabendo-se que os custos indiretos usualmente alocados aos produtos por meio rateio.800.00 R$ 27. o valor dos custos fixos totais.00 7.00.00 R$ 28.00 d) 61.00.000 10.000.00. A linha de produção apresentou a seguinte informação.000.00 150. é: a) 170.00.00 e) 450. d) 342.00 R$ 16.000 no período de apuração.00 e) 67.000.000. Mantendo o mesmo critério de rateio dos custos fixos totais pelo custo total de MOD.00 38. (Petrobrás) Sabendo-se que a Indústria Real procede ao rateio dos custos fixos pelo custo total de mão-deobra direta. A empresa.00.000.00 55.500.00 10.00. 9 -(Inea) A Cia.00.000.00 b) 54. (Petrobrás) Admita que a Indústria Real venda o modelo médio do produto por R$ 110. 8. alocado ao modelo grande. em reais.000.500. c) R$ 942.00 6.00 R$ 22. os custos de Manutenção são rateados para os centros de Custos de Produção. o lucro por unidade vendida do modelo médio.00 d) 355. com base no custo da matéria-prima.000. totalizaram o valor de R$ 250.000. do período produtivo: Modelo do Produto Produção unidade Matéria-Prima por Mão-de-obra direta por unidade unidade.000.00. Industrial Sol Nascente S/A costuma ratear seus custos fixos aos produtos pelo critério de departamentalização.

240 e 360 hm para cada tipo de produto.00 90 90 1. A taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação. gastos indiretos de fabricação unitário planejado de R$ 10.000.000.000. d) matéria-prima. e) de transformação e de conversão. ou seja. A classificação que se faz.00 30 30 200 60.00 b) 1. b) custo imputado. c) custo comum.00. 11. (AFC) A empresa Fabricante S/A produz os itens Alfa.00. gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3. foram concluídas a produção de 300 unidades. Horas Produção 60 05 15 120 0 20 15. 12. R$ 250. mão-de-obra direta unitária R$ 22. será. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000. A empresa aplica Gastos Indiretos de Fabricação baseado nas horas máquinas.000 120 15 15 400 100 20 20 300 120 120.00 d) 1. Com base nessas informações. b) mão-de-obra direta e materiais diretos. d) inventariáveis e não-inventariáveis. foi. b) o custo unitário de Alfa foi de R$ 310. proveniente do rateio realizado para todos os departamentos.00 Máquina R$ 40.00. e) o custo total do período foi de R$ 36. em R$: a) 15. d) o custo unitário de Beta foi de R$ 430.00 b) 17.000 60.00 c) 19. b) diretos e indiretos. podem ser classificados de diversas formas. em reais. e) custos primários e custos de fabricação fixos.000 85.50 e) 22. Capricórnio tem planejado para o exercício de 2007 os seguinte dados na área de produção: horas máquinas projetadas anual 240.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 55 Deptº de Serviço Base Área M2 Nº Máquina Empregados MOI.00. em quantidades rigorosamente iguais de Alfa. respectivamente. (TCM SP) Os custos.00 c)1. c) o custo unitário de cada um dos três produtos foi de R$ 370.00.200 205. 14.00.00.00 05 05 50 0 30 75. . para o exercício de 2007.500.00. c) controláveis e não-controláveis.600. d) custo empatado.00 e) 1.100. 10. e) custo de transformação.000.00 140. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. exceto os custos relativos a matérias-primas e outros materiais eventuais adquiridos e utilizados sem nenhuma modificação pela entidade (como componentes adquiridos prontos. de: a) 800. Beta e Delta.00. embalagens compradas etc).00. Beta e Delta.000 A parcela do aluguel de fábrica alocada ao departamento de pintura.000 ADM Controle Transporte Usinagem Pintura Secagem 160. revela um custo denominado de: a) custo primário. O custo a ratear entre os três produtos totaliza R$ 36. (ICMS SP) A Cia. segundo o comportamento dos custos em relação ao volume de produção (considera a relação entre o valor total de um custo e o volume de atividade numa unidade de tempo) é aquela que segrega custos em: a) fixos e variáveis. Com o consumo de 120. para fins de controle gerencial.200.00 d) 21. pode-se afirmar que: a) o custo unitário de Delta foi de R$ 250.00. O rateio é baseado nas horas-máquina (hm) trabalhadas para cada um deles.00 13. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta. O custo direto unitário também foi o mesmo para cada tipo de produto.00 15 15 130 0 Deptº de produção Total 450 550. (TCM SP) A soma dos custos de produção. (TCM SP) Na terminologia de custos.

000.00 GABARITO 1) Custo Unitário: A= R$ 660.00 17 – ICMS/SP/2006 A Cia.900.00.00 e 135.00 b) 125. mão-de-obra direta unitária R$ 22. Gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3.00 19. enfrenta forte sazonalidade nas vendas e produção.676.00 e 162. o custo unitário.900.320.500.384.340. d) a variação total de custos indicando se foi favorável ou desfavorável. A empresa KI-DELÍCIA. A seguir os dados referentes à produção do período: Custos Indiretos (R$) Fixos Variáveis Volume (em horas) Orçado 3. A empresa aplica Gastos indiretos de fabricação baseados nas horas máquinas.00.000.00. C= R$ 1. B=R$ 1.000.00 e 156.50 c) 149. em R$.50 e) 22. 16 (ICMS/SP 2006) Com base nos dados contidos acima. em R$.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 56 15. B= R$ 500. 3) Custos Totais sem a Departamentalização: A= R$ 1. se já estimassem as 19.00.00 e 126. Gastos indiretos de fabricação unitário projetado de R$ 10.00 d) 21.00 . b) a taxa que seria prevista. dos produtos A e B são.000.980.00 5. A Taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação para o exercício 2007 será. c) o valor dos Custos Indiretos de Produção aplicados no período. respectivamente: a) 120.000.00. 2) Total de Custos Cadeira Giratória: R$ 12.00 c) 19.00 e) 150.900.00.000 Real 3.00 7.600.00 b) 17. a) 15. produtora de sorvetes.00.000h de trabalho.25 d) 145. a empresa acabou trabalhando mais do que o previsto.000.00.00 e 125. Em virtude do intenso verão registrado em determinado período. Capricórnio tem planejado para o exercício 2007 os seguintes dados na área de produção: Horas Máquinas projetadas anual 240. Total de Custos Cadeira Fixa: R$ 15.00 16.000 Pede-se calcular: a) taxa de aplicação de Custos Indiretos de Produção utilizada no período.00.

090 871. 13) A . (587.000 CIF 50.000) x 19. direta ou indiretamente identificados com algum objeto de custeio. no decorrer de dezembro. 6) C . B= R$ 1.00 constará do Ativo como “PRODUTOS EM ELABORAÇÃO”.000 + 3. Se um exercício terminar e o produto estiver ainda sendo fabricado.000).50 x 19.61.00 (11.000)/ 19. R$ 587. são requisitados materiais diretos no valor $ 120.00. Os dois sistemas básicos de acumulação de custos são: por ordem de produção ou por encomenda e o por processo ou produção contínua.325.000 250.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 57 Custos Totais com Departamentalização: A= R$ 1.500. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda).500. conforme já tenha sido realizada ou não a receita.000) b.000 No Balanço de 31. R$ 549. 12) A .. 9) B .12. 8) A . o saldo da conta será totalmente classificado como PRODUTOS EM ELABORAÇÃO.12.000. o saldo da conta relativa à ordem de produção será transferida para PRODUTOS ACABADOS ou CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS.000 734. O saldo da conta ficará assim: OP Nº 01 MD 120. .000 MOD 80. são rateados os CIF e a OP nº 101 recebe o equivalente a $ 50.50 (9.090 2.398.0131 ((5.00 e houve um apontamento da Mão-de-Obra Direta de $ 80. em 05.400. Nesse tipo de atividade.585.420. Existem casos em que se utilizam os dois processos. 7) B . Esse sistema misto chama-se de Híbrido Diferenças entre custo por ordem e custo por processo A distinção entre o custeamento por ordem e o por processo está relacionada com o tipo de atividade produtiva exercida pela empresa: produção por ordem ou produção contínua.000.000 480.00. 14) E 15) a.162.56. 4 CUSTOS TOTAIS Mat-prima MO Direta Total CIF Fechaduras Dobradiças Total 392. a organizá-los de forma que possam contribuir para o desenvolvimento de informações que se destinam ao atendimento de alguma necessidade gerencial diferente ou especial.910 1.000.83. No final de dezembro. 10) B. uma encomenda de duas máquinas de corte por parte de Metalúrgica SÓCHAPAS. Cada pedido tem características especiais de tamanho. A encomenda é registrada na Ordem de Produção nº 101 e. R$ 1. o saldo de $ 250.000 5) C .000 980.000 / 16.500.000 420. 11) C . Esta conta só pára de receber custos quando a ordem estiver encerrada.000 314. C= R$ 1. 17) A PRODUÇÃO POR ORDEM E PRODUÇÃO CONTÍNUA Os Sistemas de Acumulação de custos destinam-se a coletar os dados de custos.900.186.400.500 – 9. de capacidade e de outros atributos que o torna praticamente único (diferente dos demais).000) d.00.000 588..000.910 390.X0.000 1. PRODUÇÃO POR ORDEM A produção por ordem ocorre quando a empresa programa a sua atividade produtiva a partir de encomendas específicas de cada cliente.000 / 16. R$ 11.162.X0.653. Uma vez pronto.000) 16) E. c. Exemplo: A industria de máquinas e equipamentos LorentzMaq recebeu.762. para entregar no prazo de três meses.

A cada Ordem de Produção (OP). somente quando a OP é terminada pode-se saber o custo efetivo de fabricação. calculadas por meio de critérios de rateio. explosivos. .caso a empresa seja departamentalizada. .gráficas.assistência técnica de veículos automotores.000.000. As principais características do sistema de acumulação de custos por ordem de produção são: . segundo ordens específicas de fabricação.00 $ 50. .identifica a produção de lotes diferentes de produtos durante o processo de fabricação. . .estaleiros. Exemplos de ramos de negócios que se utiliza o sistema de acumulação de custos por ordem de produção (OP) ou serviço (OS): . Apropriação dos custos às OP As matérias primas e os demais materiais diretos são apropriados com base nas requisições emitidas pelos diversos departamentos. No sistema de produção por ordem cada elemento de custo é acumulado separadamente. . Caso não seja imediata. ou seja.a ordem de produção é utilizada para acumular os custos com os materiais diretos. transferidos às ordens de produção completadas.000.empresa de engenharia especializada na construção de alto-fornos para as indústrias siderúrgicas.000. .transportes especializados de produtos químicos. com contrapartida de PRODUTOS ACABADOS. o saldo da OP nº 101 será encerrado com contrapartida de CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS. . .00 $ 150. As ordens de produção (OP) As OP são emitidas para se dar início à execução da produção de determinada unidade ou lote de produto. é atribuído um código que identifica o trabalho ou o serviço a ser executado. representam o estoque de produtos em elaboração. ou de Serviço (OS). emitidas pela área industrial ou de serviços. . . posteriormente. Material Direto: Mão de Obra Direta: Rateio dos CIF: $ 200.é usado em indústrias cuja produção é intermitente e cujos produtos (ou lotes) podem ser perfeitamente identificados no processo de fabricação.00 $ 400. ao se encerrar a OP nº 101. não completadas. isso ocorre principalmente em relação à produção não padronizada e não repetitiva. . O termo ordem de serviço (OS) é utilizado pelas empresas de serviços e segue a mesma metodologia das ordens de produção.00 E o saldo da conta.as ordens de produção em aberto. é de $ 650.fabricantes de piscinas. a OP nº 101 recebe os seguintes valores. podendo utilizar fatores de produção que se alterem de acordo com as especificações do produto ou serviço encomendado.00. mão-de-obra aplicada e as parcelas correspondentes aos custos indiretos de fabricação. Elas acompanham os produtos em cada etapa do processo fabril até o estágio de acabamento.construção civil (obras do governo ou prédios industriais).fábrica de móveis por encomenda. . os CIF são registrados nas contas departamentais e. durante todo o processo de fabricação dos produtos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 58 Em X1. Se a entrega ao cliente for imediata.as ordens de produção são emitidas e seus custos são acumulados para cada produto ou lote fabricado.empresas de projetos de arquitetura e engenharia. . derivados de petróleo etc.000. .fábrica de equipamentos de grande porte.empresas de consultoria e de auditoria. É caracterizado pela fabricação ou realização específica de produtos e serviços diferenciados. .

A empresa produz para estoque e não para atender encomendas específicas para clientes.00 C = Produtos em Elaboração. Como a produção é contínua... no manuseio e transporte etc...O. que é aplicado a empresas de produção contínua. Supondo que o valor dessa perda seja de R$ 15... entre outros..).000. Um outro procedimento. cores diversas. Quando as perdas forem relativas a ocorrências anormais e esporádicas.. quando o produto está pronto. Materiais danificados Perdas Normais dentro do processo produtivo São sobras de materiais no processo produtivo que normalmente não são passíveis de recuperação física. apresentou os seguintes dados ao final do mês outubro: Estoque inicial de produtos em elaboração e de produtos acabados Custo de Produção do Período relativo ao produto “W” M. São exemplos de produção contínua..000 . é acumular essa perda dentro dos Custos Indiretos e no final do período ratear aos diversos produtos ou OP. com degelo automático ou sem. R$ 15.. Direto M.. a indústria têxtil. elas não são fruto de encomenda prévia por parte dos compradores e sim da experiência do setor de vendas da empresa no tocante ao perfil do mercado consumidor.000.00 PRODUÇÃO CONTÍNUA A produção contínua ocorre quando a empresa faz produção em série (ou “em massa”) de um produto ou linha de produtos. mapas ou outros relatórios de apontamento do tempo de mão-de-obra gasto em cada OP. a de produtos farmacêuticos e a de aço.. os quais já estão misturados com outras matérias primas. No custeamento por processo. geladeiras com 240 litros ou 320 litros.000 kg de ácido. Nas indústrias química e petroquímica ocorrem perdas por evaporação.. Direta CIF rateado 0 80. etc.... segundo Eliseu Martins.00. ocasionando a Perda. como acontece com as contas relativas às ordens de produção. encontra-se na fase intermediária para a produção final de uma cera para polir. como Perdas Eventuais (caso seja relevante o montante da perda)... Há fluxo contínuo de produtos em elaboração.. observando a relação custo x benefício. fabricante do Produto “W”. No processo de fervura ocorrem indícios de possível explosão do tanque.. Exemplo: A Cia. sendo todo o material em processo escoado. BRASIL... se para a produção de um saco de 60 kg de fertilizantes souber-se..R$ 15.. de antemão.000. produtos acabados e produtos vendidos. os custos são acumulados em contas representativas dos produtos ou linha de produtos. até a retirada por especialistas a fim de evitar problemas ambientais. o custo do produto acabado deve incluir essa perda no cômputo dos custos desse produto..... misturas inadequadas de matérias-prima.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 59 A mão-de-obra direta deve respaldar-se em fichas. a contabilização será: D = Perdas Eventuais.600 200. perdas que não são economicamente recuperáveis. Nas indústrias de plásticos os resíduos são incinerados ou mantidos em depósitos de lixo especiais.. Exemplo: Uma indústria química está processando um lote de 5... estas contas nunca são encerradas. Os produtos são geralmente padronizados e embora possam existir diferenças entre eles (por exemplo..400 69. pelas experiências anteriores... Essas perdas normais devem ser incluídas dentro do processo produtivo... o valor dos materiais envolvidos deve ser debitado diretamente aos resultados do período (DESPESA). que serão utilizados 63 kg de matéria-prima (perda de 5%). Por exemplo.. Os CIF que não puderem ser identificados a cada OP.000 50. deverão ser rateados de acordo com os critérios de rateio já estudados.

portanto.000). Entretanto. Então.000 unidades de “W” foram iniciadas no período e que.000 135. A porcentagem de 75% referida anteriormente foi calculada dividindo-se o total de unidades acabadas (600) pela produção do período em equivalente de produtos acabados (produção equivalente).75 ou 75% . se quisermos saber o custo médio de produção das unidades acabadas no período teremos que recorrer ao conceito de “EQUIVALENTE DE PRODUÇÃO” (ou “PRODUÇÃO EQUIVALENTE”) Dentro do exemplo da Cia BRASIL.00) pelo número de unidades iniciadas (1. que tende a ser mais heterogênea no tempo do que a produção contínua.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 60 Da produção do período. em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200.000 = 150.000 Tanto no sistema de custo por ordem quanto no de processo. foi de 800 unidades: 600 800 = 0.000 (75% de 200 000) Custo de Produtos Vendidos 135. embora sempre seja tecnicamente mais correta a primeira opção. A PRODUÇÃO EQUIVALENTE No exemplo da Cia BRASIL.000 (correspondente a 400 x 50% x $ 250). embora esse recurso seja provavelmente mais empregado na produção por ordem. obtendo-se um “custo médio” de $ 200. foram produzidas 600 unidades acabadas e 400 semi-acabadas. já que 400 x 50% = 200.000 200. 75% foi acabado Foram vendidos 90% dos produtos acabados Os razonetes ficariam: Prod.000 Prod.000) 15. ao final deste. os custos indiretos podem ser rateados com ou sem a Departamentalização. nos referimos um tanto vagamente ao fato de 75% da produção estar acabada no período. Acabados “W” Ei = 0 Produção acabada no Período 135. o saldo de PRODUTOS EM ELABORAÇÃO ficaria de $ 50. 600 estão totalmente acabadas e 400 estão produzidas pela metade. totalizando 800 acabadas. ou seja.00 por unidade. nesse caso estar-se-ia atribuindo o mesmo custo médio a uma unidade totalmente pronta e a uma unidade semi-elaborada.000 150. suponhamos que 1. por que valor creditaremos PRODUTOS EM ELABORAÇÃO com correspondente débito em PRODUTOS ACABADOS? Uma primeira aproximação seria dividir o Custo de Produção do Período ($ 200. Como será determinado o custo das 600 unidades acabadas. Em ambos os sistemas podem ser utilizadas taxas pré-determinadas de aplicação dos Custos Indiretos. O mais correto seria efetuar-se o seguinte raciocínio: se 400 unidades estão acabadas pela metade.000 = 250 = 800 Produção Equivalente de unidades acabadas O valor debitado a PRODUTOS ACABADOS seria: 600 unidades acabadas x $ 250 = $ 150. elas são equivalentes a 200 unidades acabadas.000 E. no período. que equivalem a 200 acabadas. Entretanto.000.000 (90% de 150.000 150. O custo médio verdadeiro seria: Custo de Produção do Período $ 200.000 50.

000. DIRETO MOD CIF Custo Médio Total Custo Médio do item 80.620 E1= (1) .800 63. Nesse caso. já que as unidades apresentam diferentes graus de acabamento em relação a cada um deles: Material Direto. suponhamos que a engenharia de produção informe o contador de Custo que as 400 unidades iniciadas e não acabadas já receberam totalmente a aplicação de materiais diretos. Item do Custo M. Em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200. a produção equivalente será diferente para cada item do custo.000 1000 50. A produção equivalente será: 600 unidades acabadas + 400 unidades acabadas em 60% = 600 + (400 x 60%) = 840 CIF Será: 600 acabadas + 400 acabadas em 50% = 600 + (400 x 50%) = 800 O custo médio por item de custo será calculado dividindo-se o custo de cada item pela sua produção equivalente e o custo médio unitário será o somatório dos custos médios dos itens.580 (2) (90% de 136.800 Prod. Então todas as 1.200) 13.200 (1) 63. DIRETO 400 unidades 100% acabadas = 400 x 100% x 80 = 32. estão 60% acabadas em relação à mão-de-obra direta (verificação pelo apontamento) e 50% acabadas em relação aos CIF (já que o critério de rateio destes últimos é o número de horas-máquinas trabalhadas e as unidades não terminadas receberam metade do número de horas/máquinas das prontas). Mão de Obra Direta.000 unidades iniciadas são consideradas 100% acabadas em relação a este item e produção equivalente será 1.000 MOD 400 unidades 60% acabadas = 400 x 60% x 60 = 14.400 TOTAL Os razonetes ficariam assim: Prod. As unidades prontas e as em elaboração já receberam totalmente a aplicação dos materiais.400 840 69.400 CIF 400 unidades 50% acabadas = 400 x 50% x 87 = 17.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 61 Produção equivalente com diferentes graus de acabamento em relação aos componentes do custo Ainda dentro do caso de Cia BRASIL.600 800 = 227 = 80 = 60 = 87 A transferência das 600 unidades para produtos acabados será pelo valor de: 600 x $ 227 = 136.200 E o estoque de produtos em elaboração será: M. Acabados “W” 0 136.000 136.000 200.200 122.200 136.

apropriação de custos diretos e indiretos e critérios de avaliação de estoques de produtos em processo e acabados. b) Despesa do período. 5. Estão corretas as sentenças: a) I e III. d) Determinação da empresa. São exemplos de atividades com sistema de produção contínua: a) empresa de telefonia e indústria naval. acumulam-se os custos até o término da ordem ou encomenda. Um fator que determina as características de um sistema de custeio (por Ordem ou por Processo) é: a) Característica da atividade. enquanto os custos diretos dependem de critérios de rateios. c) construção civil e indústria química. b) II e IV. c) III e IV. 4.Produção por ordem consiste na produção de um bem ou serviço de forma contínua ao longo do tempo. o uso do método UEPS .Na Produção Contínua. 2. b) Os custos indiretos são normalmente alocados aos produtos com base em medições objetivas. d) Investimento total. e) Custo de estocagem. III . e) indústrias pesadas e de saneamento. em relação ao método PEPS . e) I e IV. e) Pagamento de horas extras.último a entrar é o primeiro a sair . c) Em períodos inflacionários. Quando ocorre a perda de todas as unidades de uma ordem inteira.(INSS / UnB) Julgue os itens a seguir. os custos são apropriados e reportados por período de tempo.Na Produção por Ordem. d) empresas de energia e montadoras. 3.leva a uma superavaliação dos estoques de final de período e a um aumento de valor do resultado.Assinalar a alternativa correta: 1. II . c) Perda do período. Observar as sentenças a seguir: I .primeiro a entrar é o primeiro a sair. e informe a alternativa correta: a) As refinarias de petróleo e as indústrias de produtos químicos e de cimento são tipicamente atividades que utilizam o sistema de custos por ordens.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 62 (2) CPV 122. seu custo deve ser contabilizado como: a) Custo de produção. normalmente sujeitos a críticas e contestações. b) escritórios de auditoria e petroleiras. b) Relevância do patrimônio.Produção em série caracteriza-se pela elaboração do mesmo bem ou serviço de forma não continuada por um longo período. . d) II e III. relacionados a custos por ordens e por processo continuo. IV .580 Exercícios QUESTÃO 1 . mesmo passando por vários períodos. c) Negociação com sindicato.

200.00 R$ 50. (INSS / UnB) Acerca de produção por ordem e produção contínua. interessa.300.000. de valor relevante. para apropriação como retificação das receitas em cada período.01 estavam em andamento às seguintes ordens de produção Ordem Prod.00 R$ 135. que as referidas ordens geraram.300. respectivamente.00 d) R$184.000.00 R$ 40.00 e R$ 580.00 Mão-de-obra R$ 28.850.500.00 R$ 297. b) Nas linhas de produção por encomenda.000.350.000. do ponto de vista contábil. matérias-primas. Em 31. todavia.800.000. respectivamente.000. Obra R$ 12.00 M. a) As empresas de telefonia. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. pode-se afirmar. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda).000. e que os produtos são isentos de tributação.200.00 Total R$ 62. Prima R$ 30.00 e foram apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra.000. Do ponto de vista administrativo. 6.00 b) R$ 174. de energia elétrica e petroquímica.00 e RS 140. Sabendo-se que as Ordens 001 e 002 foram concluídas em fevereiro e foram faturadas aos clientes por R$ 350.00 CIF R$ 20. e informe a alternativa incorreta.000.000.800. o procedimento mais correio é a baixa direta desse custo para perda do período em que o fato ocorre sem a acumulação aos novos custos de reelaboração da ordem.00 R$ 477. c) Havendo danificação e perda de uma ordem de produção inteira ou em estado adiantado de produção. Lucro Bruto no valor de: a) R$ 150.00 R$100.00 R$190. .000. permitindo uma avaliação mais adequada dos resultados pela gerência. são clássicos exemplos de produção por processo.00 Em fevereiro de 2001 os gastos com matéria-prima e mão-de-obra foram de: Ordem Produção 001 002 003 Total Matéria-Prima R$ 45. julgue os itens a segui. nas suas atividades operacionais de prestação de serviço ou industriais.00 R$ 144. com certeza. d) As perdas normais dos processos produtivos devem ser separadas contabilmente.800.000.00 R$ 50.00 R$ 64.250.(INSS / ESAF) A empresa Tarefeoir Ltda.00 e) R$169. Nesse tipo de atividade.400. Nesse caso. os custos indiretos são acumulados nos diversos departamentos para depois serem alceados aos produtos.01. 001 002 Mat. o tratamento contábil mais adequado é a baixa direta para perda do período.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 63 d) É possível acontecer à danificação de uma ordem de produção em estado avançado de fabricação. fabrica seu principal produto por encomendas antecipadas. as máquinas.00 Os custos indiretos de fabricação no mês de fevereiro de 2001 totalizaram R$ 225.00 e R$ 130. 7 .00 c) R$ 190.000. Assinale a alternativa incorreta: a) As linhas de produção contínua ou por processos caracterizam-se pela produção rotineira de produtos similares.00 TESTES 1. b) Tanto na produção por ordem como na produção contínua.000.00 e R$148. A apuração só ocorre quando do encerramento de cada ordem.000. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de fabricação dos mesmos produtos.000.00 e R$ 173.00 e R$125.000. um relatório em que seja deduzido esse montante perdido do resultado obtido na encomenda ou ordem. mão-de-obra etc.

c) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela fabricação de produtos ou serviços diferenciados. portanto. c) Na linha de produção por encomenda. d) As OP são emitidas no início da produção de determinada unidade ou lote de produtos e acompanham tais produtos em cada etapa do processo de industrialização. O problema está na definição. mão-de-obra etc. apropriados proporcionalmente aos custos desse fator produtivo. não é possível a permanência de produtos em elaboração. . a) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. b) Supondo que o total do custo com a matéria-prima gasta pela produção no mês fosse de $ 760. Os custos indiretos que não puderem ser identificados com as diversas OP devem ser apropriados com base nos diversos critérios de rateios. 3. que se alteram de acordo com as especificações do cliente. O responsável pela apuração dos custos obteve as seguintes informações relacionadas ao estágio de conclusão das unidades em processo no final do mês: • houve aplicação de 80% das matérias-primas necessárias para a conclusão de todas as unidades em processo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 64 c) O sistema de custeio para a produção contínua e o sistema de custeio por encomenda foi a resposta da contabilidade de custos para a solução do problema da acumulação dos custos nos processos produtivos. os procedimentos operacionais e os processos de manufatura da empresa. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de produção dos mesmos produtos. o total dos custos indiretos no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. sempre que possível. matérias-primas. os custos indiretos devem ser identificados e apropriados às Ordens de Produção (OP) específicas. b) A produção de cimento é um exemplo de linha de produção por encomenda. Assinale a alternativa incorreta: a) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela produção rotineira de produtos similares. do estágio em que o produto se encontra. c) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. ou seja.000. Com base nas informações a seguir. c) No final de cada mês. Pode-se afirmar com relação às Ordens de Produção (OP): a) As requisições de matérias-primas e outros materiais que são utilizados em cada OP não precisam de aprovação dos responsáveis pela produção e controle dos estoques. qual o coeficiente de equivalência de produção que deve ser usado. o total do custo com a mão-de-obra no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. não há necessidade de conhecer os sistemas adotados para a acumulação de custos nos diversos períodos e para os diversos produtos ou serviços. b) Na linha de produção contínua ou por processos. sendo. é fundamental o conhecimento da estrutura organizacional. utilizando o sistema de custeamento por produção contínua para acumulação de seus gastos de fabricação.000 foram totalmente concluídas até o final do mês. Os custos indiretos de fabricação têm estreita relação com o consumo de matérias-primas. o custo das matérias-primas para cada unidade seria equivalente a $ 200. as máquinas.200 unidades completas.marque a (s) correta (s). Em determinado mês iniciou a produção de 4. 4. na prática. todas as OP devem ser encerradas. d) O sistema de custeio para a produção contínua é uma das ferra-mentas para a correta avaliação da eficácia e eficiência da produção em cada departamento.000 unidades do produto. 2. das quais 3. 5. • será necessária a aplicação de mais 40% das horas de mão-de-obra para a conclusão de todas as unidades em processo. d) Na implantação de um sistema de custos. assinale as alternativas corretas: Uma indústria produz um único produto. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) Na implantação de um sistema de acumulação de custos.400 unidades completas. visto que as indústrias que produzem por encomenda só se preocupam com os custos de materiais e de mão-de-obra. b) Os custos indiretos de produção não devem ser apropriados às OP. ALTERNATIVAS . até o estágio de acabamento. isto é. visto gerar informações que podem ser utilizadas como medidas e parâmetros de desempenho. d) O mecanismo para cálculo da equivalência de produção não apresenta dificuldades conceituais.

foi iniciada a produção de 1.000. responda as questões 8 e 9 7 8.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 65 d) Supondo que o total do custo com a mão-de-obra no mês seja de $ 540. O quadro abaixo reproduz o total dos custos de produção incorridos no período e o grau de acabamento das 200 unidades remanescentes em elaboração.00 300. supusemos que os Materiais Diretos (MD) e Mão-de-obra Direta (MOD) pudessem sempre ser identificados com os produtos fabricados e que os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) pudessem ser atribuídos aos produtos através de um critério de rateio que refletisse o fluxo efetivo de tais gastos que fossem incorporados às unidades acabadas.000.00 GRAU DE ACABAMENTO DOS PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 100% 80% 50% a) Pode-se afirmar que. o valor a ser transferido no mês para a conta de Produtos Acabados será de (em R$): R. . das quais 800 foram acabadas no período.Vine utiliza o sistema de custeamento por processo. o custo da mão-de-obra para cada unidade seria equivalente a $ 150. 6. Num determinado mês. CUSTO CONJUNTO Até o presente momento. no final do mês. por tipo de custo: TIPO DE CUSTO Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta Custos Indiretos de Fabricação TOTAL DOS CUSTOS INCORRIDOS (R$) 500. o saldo da conta Produtos em Elaboração corresponderá a (em R$): R.: ____________________________________________________________________________________ (ICMS/SP 2006): Com as informações a seguir.000. Vine citado na pergunta anterior.: ____________________________________________________________________________________ b) No caso da Cia.00 900. em que não havia estoque inicial de Produtos em Elaboração.000.000 unidades do produto X. A Cia.

para designar objetos metálicos inutilizados pelo uso ou oxidação. ou conjuntos. Os produtos resultantes. após certo processamento. Os subprodutos são aqueles que tem uma importância secundária. ou seja. antes do ponto de separação. não têm mercado garantido de comercialização e sua venda.000 Custo separável $500 Prod. O petróleo é um insumo que. patinho. após passar pelo forno de coque. a priori. vísceras. CONCEITO DE CO-PRODUTOS. em relação ao(s) produto(s) principal(ais). os chifres e os cascos do boi. Outros exemplos: A produção de coque. coxão mole. Sucatas1 (ou resíduos ou sobras} são produtos que emergem da produção (seja conjunta ou não) que. em termos de vendas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 66 Entretanto. • unidade física. emergem mais de uma espécie ou qualidade do produto. Este tipo de fabricação. Existem diversas formas de fazer essa mensuração. O problema é determinar a parcela específica que cada produto. alcatrão bruto e gás. Os diferentes tipos de carne que são obtidos nos frigoríficos são exemplos de co-produtos. tornam-se perfeitamente identificados. . alcatra.000 Custo Conjunto $ 4. X1 R = $6. é bastante incerta. irá receber do custo conjunto. são denominados ou de co-produtos ou subprodutos. uns podem ter maior volume. quando se tornam individualmente identificáveis.e do qual resulta uma multiplicidade de produtos é chamado de produção conjunta. desde que estes sejam significativos para a Cia. SUBPRODUTOS E SUCATAS Co-produtos ou produtos conjuntos são os produtos resultantes de um processo de produção conjunta. e seus custos. benzol. sulfato de amônia. Y2 R = $ 7. existem processos industriais em que as coisas não são tão claras. X2 R = $ 9. Observe que aqui ela o empregada numa conotação mais ampla. permite a fabricação de nafta. contrafilé. Y1 R = $ 5. após o ponto de separação. resulta em vários produtos: o próprio coque. os produtos. outros menor. do fluxo comum do processo produtivo. Considere o seguinte exemplo: Prod. Os produtos conjuntos incorrem em custos que são comuns. em que há uma série de custos que não são facilmente atribuíveis aos produtos resultantes. • valor realizável líquido. cujo faturamento é considerado significativo para a empresa. os subprodutos são os ossos. não se podendo estabelecer. por exemplo. o vinhoto. rabo. Na usina de açúcar. e as três mais comuns são: • valor de venda após o ponto de separação. A partir do ponto de separação. gasolina e outros produtos. só que seu faturamento é ínfimo em relação aos produtos principais. etc) e armazenar as peças resultantes em câmaras frigoríficas até sua venda aos comerciantes.000 Custo separável $ 2. O carvão. que se caracteriza por um fluxo comum de produção até certo ponto denominado de ponto de cisão ou ponto de separação . E importante ressaltar que uma das características dos subprodutos que os diferencia das sucatas é de que têm condições de comercialização normais: a sua venda é praticamente certa. portanto. na qual o carvão é a matéria-prima original. se ela ocorrerá ou não. conforme a importância que suas vendas tenham para a empresa industrial.000 Ponto de separação 1 A palavra sucata c utilizada. Os co-produtos também são denominados de produtos principais. cuja atividade consiste em abater o boi comprado dos pecuaristas. na linguagem comum. E importante ressaltar que nem todos os co-produtos precisam ter faturamentos iguais. como sinónimo de ferro velho. Produtos conjuntos são dois ou mais produtos fabricados conjuntamente até o ponto de separação. no frigorífico. cortá-lo seguindo as diferentes espécies de carne (filé mignon.000 Prod. No frigorífico. em estado normal ou com defeitos ou estragos. E o caso da atividade industrial em que. É o que ocorre.000 Prod. tendo em vista a importância de suas vendas para o faturamento global da empresa.

074 $ 1. etc).000 para uma receita total de $ 11. ou seja. o produto X1 terá uma receita de venda de $ 6. o processo desse produto eleva essa receita para $ 9. Produto X1 Y1 Total Venda $ 6. Como o custo desse processamento é de $ 2.000. conforme os números apresentados no exemplo anterior. Caso a empresa decida vender o produto X1.000.000.000 = $ 7.818 4. caracterizam-se por ter um mercado de comercialização tão normal quanto o dos produtos principais da empresa.000 6. imposto.000 ou 55% do total.000 500 VRL 7. o valor de realização líquida será dado por $ 9.500 13.000. Nesse caso. a decisão de processar mais eleva o lucro da empresa em $ 1. O método indicado para os subprodutos é atribuir aos seus estoques uma estimativa de custo que é chamada de Valor Líquido de Realização.000. ( = ) Valor Líquido de Realização . com um custo de $ 2.000 Valor Realizável Liquido . essa alocação deve ser deixada de lado. conforme já foi mencionado. Entretanto. apesar de o valor de mercado ser maior.000 7.Nesse método. seu processamento. seu valor no faturamento é tão pequeno que não compensa o esforço de atribuir-se custos aos seus estoques. Considere uma situação de "vender ou processar mais" do produto X1.000 Percentagem 55% 45% 100% Custo conjunto $ 2.Deve-se considerar o valor de realização dos produtos obtidos após o ponto de separação e deduzir os custos que serão incorridos para essa realização.000 .$ 2. o custo a ser alocado para o filé seria proporcional a seu peso.000. No caso do produto X1. uma receita incremental de $ 3. a forma como foram alocados os custos conjuntos não interferiu no processo decisório.000 Custo separável 2.000 Unidade Física . é preciso ter cuidado para não utilizar uma unidade física que provoque distorções: o uso de quilo para separar o custo da carne. a alocação do custo conjunto não depende da decisão da empresa de processar ou não o produto X1. Custo conjunto e processo decisório E importante notar que a alocação do custo conjunto é feita para fins de demonstração do resultado.926 $ 4. faz elevar a receita para $ 9 mil pela venda do produto X2.182 $ 1. fretes.000 $ 5. conforme demonstra a tabela a seguir. pois tais custos não são relevantes para a gerência. Venda X2 Y2 Total 9.Nesse caso.000 11. Nesse caso.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 67 Valor de Venda após o Ponto de Separação . AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES DOS SUBPRODUTOS Os subprodutos. Nesse caso. Nesse método. Para a finalidade do processo decisório.000. ( .) Despesas necessárias para a venda (comissões de vendedores. irá obter uma receita de $ 6. Este valor corresponde à fórmula seguinte: Valor estimado da venda do subproduto ( .500 Percentagem 52% 48% 100% Custo conjunto $ 2.) Custos de processamento para colocar o subproduto em condições de venda. nesse caso. deve-se obter o valor de mercado do produto obtido imediatamente após o ponto de separação.

Seu custo fica incorporado automaticamente às unidades boas. ocupando cada um deles posição relevante no mercado. Se ocorrer a venda.00 por quilo.00 O estoque de 1.000 1.00 500.00 170.000 quilos do subproduto e sabe-se que o preço de mercado deste é de R$ 500. Caixa / Bancos / Duplicatas a Recolher a Receita de Venda de Sucatas (Outras Receitas Operacionais).00 130.00 200. por representar uma recuperação de uma parcela do custo de produção dos produtos principais: Estoque de Subprodutos a Custos Conjuntos 130. A contabilização do estoque é feita à crédito da conta Custos Conjuntos. b) subprodutos. não têm garantia alguma de que serão vendidas. não são avaliados para fins de estoques. d) Os custos dos subprodutos devem aparecer como Receita Bruta Operacional para a apuração do Lucro Bruto Operacional. e) produtos intermediários.000.000 x x 500. . QUESTÃO 2 – Assinale a alternativa correta: a) Subprodutos e resíduos não são incluídos no Plano de Contas. está sujeito à incidência de ICMS no valor de R$ 170.000.000 = = 1. TRATAMENTO CONTÁBIL DAS SUCATAS As sucatas. geralmente.00. e) Co-produto e subproduto são expressões sinônimas.00. normalmente. Este subproduto. no grupo de Estoques.00 Quando se efetuar o processamento adicional.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 68 Exemplo: A Cia.000 quilos de Y é avaliado em R$ 130. dá-se baixa no estoque e credita-se a diferença na conta de ICMs a Recolher.. porque se trata. resultaram 1.00 200.00 por unidade. no final do período.000. cujo processo de fabricação gera o subproduto Y. c) produtos primários. Os cálculos seriam (em R$): Valor estimado da venda de Y = (-) Custo do processamento adicional (-) Despesa de ICMS (=) Valor Líquido de Realização 1. debita-se Estoque de Subprodutos pelos respectivos custos. do processo produtivo da Cia. dos quais a empresa. A Cia. b) Subprodutos e resíduos são produtos secundários e sucatas. obtém receitas através da sua comercialização.000. Ocorrendo a venda pelo preço de R$ 500.000.00 x 170. deve sofrer um processamento adicional que gera custos estimados em torno de R$ 200. ABC fabrica o produto X. do ponto de vista da empresa que os produz são denominados: a) co-produtos. o produto da venda será registrado a crédito de uma conta de resultado operacional.000. Por ser sua venda um evento incerto e aleatório. de valores baixos. d) produtos secundários.00 por quilo. Exercícios QUESTÃO 1 – Quando dois ou mais produtos são produzidos simultaneamente como resultado da mesma operação em que não há uma maneira positiva de determinar o valor do custo aplicável a cada um deles. pois seu valor é irrelevante. para poder ser comercializado. No mês de junho. ao contrário dos subprodutos. c) As sucatas não devem aparecer. para cada quilo vendido de Y.

cujos demais dados se encontram no quadro a seguir: Produtos A B C Preço unitário de venda $600 $260 $800 Produção (kg) 300 600 1. em relação ao valor de venda dos produtos principais. $ 95. $ 221. isto é. $ 96.51. III. $ 703.77.67.00 referentes à produção dos produtos A. b) subprodutos. B e C. diretos e indiretos são levados em consideração na avaliação dos estoques.51. $ 164.33.77. são denominados: a) perdas produtivas.63. $ 506.49. (D) se somente as afirmativas II e IV forem corretas.83. $ 96. $ 293. e) perdas improdutivas. pelo valor líquido de realização. d) $ 219.200 Receita total $ 180. respectivamente: $ 221.83. contabilmente. QUESTÃO 4 – A empresa LCT apresenta custos conjuntos no valor de $ 820. Os custos inventariáveis são os custos associados à aquisição e conversão de materiais e de todos os insumos em produtos destinados à venda. $ 38. que nascem de forma normal durante o processo produtivo.17 c) $ 380.40. (B) se somente as afirmativas I. CUSTEIO VARIÁVEL E CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custeio significa “método de apropriação de custos”. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita Não-Operacional”. $ 506.23 QUESTÃO 5 – Com base na questão anterior. II. quando os produtos são vendidos. $ 703. Neste capítulo será abordado o Método de Custeio por Absorção e Custeio Variável ou Direto. o lucro bruto de A. c) $ 219.40. c) sucatas.37. Esses dois métodos diferem apenas em um aspecto conceitual: se os custos de fabricação fixos. (C) se somente as afirmativas II e III forem corretas.000. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II forem corretas. b) $ 220. QUESTÃO 6 (ICMS/RJ 2007) Analise as afirmativas a seguir: I.63.23 a) $ 379.37. deles se espera a geração esporádica de receita que é relevante para a entidade. IV.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 69 QUESTÃO 3 – Os itens de produção.67. $ 95. $ 38.000 $ 960. $ 293. II e IV forem corretas. sendo seu valor irrelevante para a entidade. e cuja venda é aleatória. $ 164. pode-se afirmar que os custos conjuntos unitários dos produtos A. Esses custos são primeiramente registrados como um ativo e subseqüentemente se transformam em despesa.000 $ 156. B e C será respectivamente de: a) $ 220.49.60. porém não possuem mercado definido. . (E) se somente a afirmativa III for correta. B e C alcançaram.000 Tendo em vista que a empresa utiliza o Método do Valor de Mercado para distribuir seus custos conjuntos aos produtos. Os co-produtos são todos os produtos secundários.60.33. d) co-produtos. b) $ 379. Os subprodutos são avaliados. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para a entidade.17 d) $ 380.

por meio das técnicas de rateio já estudadas. comerciais e financeiras não eram relevantes. Por esse método. pois todos os esforços estavam concentrados na produção. Entretanto. variáveis e fixos. Esse método foi derivado do sistema alemão. o estoque “absorve” todos os custos de fabricação. quando da venda desses produtos. O objetivo principal deste método de custeio é apurar o custo de uma unidade do produto fabricado. Os custos unitários são necessários para custear inventários. orientar a tomada de decisão. julgou-se necessário segregar as despesas dos custos e apropriá-las diretamente ao resultado do exercício. Os processos de rateio podem apresentar alto grau de arbitrariedade e subjetividade na distribuição dos custos comuns. CUSTEIO POR ABSORÇÃO O Custeio por Absorção consiste na apropriação de TODOS os custos (sejam eles fixos ou variáveis) à produção do período. Custeio variável é o método de custeio de estoque em que todos os custos de fabricação variáveis são considerados custos inventariáveis. Vão direto para o resultado como despesa. todos os gastos do período (custos e despesas) eram apropriados à produção do período. ou seja. Naquela época. além de ter a sua implementação facilitada pela não exigência de segregação dos custos em fixos e variáveis. O avanço da tecnologia e a diversificação da produção vêm abalar conceitos já alicerçados e promover a busca de novos caminhos. com relação à apropriação dos custos aos produtos. A distinção principal no custeio por absorção é entre custos e despesas. Todos os custos fixos são excluídos dos custos inventariáveis: eles são custos do período em que ocorreram. pois atende plenamente aos Princípios Fundamentais de Contabilidade (competência dos exercícios). A sociedade tem se confrontado com recentes e grandes transformações. constar nos demonstrativos financeiros e para determinar o lucro líquido do período (através da apuração dos Custos dos Produtos Vendidos). O custeio por absorção apresenta a especial vantagem de estar de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as leis tributárias. e sim direto na conta de Apuração do Resultado do Exercício. Mas afinal o que leva a maioria dos empresários a adotar o Custeio por Absorção? A facilidade do método e a importância da mensuração do custo unitário são fatores que se destacam. desenvolvido no início do século XX. Críticas ao método de Custeio por Absorção O ambiente empresarial atual é altamente dinâmico e encontra-se em contínua modificação. são considerados custos inventariáveis. estarão ativados nos estoques destes produtos. A separação é importante porque as despesas não são apropriadas à produção. as despesas administrativas. Com base nesse novo ambiente empresarial. utilizou o Método de Custeio por Absorção. O Custeio por absorção encontrou sua utilidade em épocas quando a mão-de-obra direta e a matériaprima consistiam nos principais fatores de produção e existia um número limitado de produtos. certamente dividirá o seu espaço com outros métodos mais eficazes que cumprem melhor o objetivo maior da informação contábil. que não tenham sido vendidos. a explicação parece transcender a disciplina contábil. isto é. com o desenvolvimento e modernização das diversas economias mundiais. Os custos dos produtos vendidos terão tratamento idêntico. Dentro dessa nova perspectiva o Método de Custeio por Absorção. Os conceitos e sistemas de Contabilidade de Custos continuam tratando as operações industriais como se elas estivessem sendo executadas como no passado. que já faz parte das discussões e questionamentos. Os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados. Tudo que se estudou até esse ponto. MÉTODO DE CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL . as despesas administrativas passaram a representar importante parcela dos gastos empresariais. O novo cenário que se desenha a cada dia tem a mudança como única certeza. Este método de custeio é o único aceito pela legislação do Imposto de Renda. conhecido como RKW.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 70 Custeio por absorção é o método de custeio do estoque no qual todos os custos de fabricação. Apresenta como desvantagem o fato de que os custos dos produtos não são mensuráveis objetivamente. No entanto.

000 Custos Variáveis Unitários: Materiais diretos: $ 2. O método de Custeio Variável (esta nomenclatura é melhor de ser utilizada) também é conhecido como Custeio Marginal ou Custeio por Contribuição.00 Custos Fixos por ano: Despesas Fixas: $ 30. o conceito da Margem de Contribuição. maciçamente.00 = $ 7. Solução: Custeio por Absorção Total dos Custos Variáveis: $ 2. a mão-de-obra apontada e a parte variável dos Custos Indiretos de Fabricação. sendo encerrados diretamente contra o resultado do período. por utilizar. Os custos fixos.00 Despesas variáveis: $ 3.00 Com base nos dados acima.00 Outros Custos Variáveis: $ 1. observe o gráfico abaixo: Após a verificação do quadro acima. não são considerados como Custos de Produção e sim como DESPESAS.000. Desse modo.00 + $ 4.000. determine o custo unitário pelo método do Custeio por Absorção e pelo Método de Custeio Variável. Esses custos são geralmente os materiais diretos utilizados. Antes de prosseguir.00 $ 10. fabricante de apenas um produto. tem a seguinte estrutura de custos: Número de unidades produzidas no ano: 6. pelo fato de existirem mesmo que não haja produção.00 + $ 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 71 O Custeio Variável ou Direto é um tipo de custeamento que consiste em considerar como CUSTO DE PRODUÇÃO DO PERÍODO apenas os Custos Variáveis incorridos.00 Custos Fixos: $ 30.00 Mão-de-obra direta: $ 4.00 . logo abaixo será resolvido um estudo completo das diferenças entre os métodos de custeio Variável e por Absorção: Cálculo do Custo Unitário A Cia FCS. o CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS e os ESTOQUES FINAIS DE PRODUTOS EM ELABORAÇÃO e PRODUTOS ACABADOS só conterão custos variáveis.000.

...............000 = $12....................................000.............00 Estoque Final de Produtos: 1................00 + $ 1................. ( $ 15..000u x $ 3.......000.............000u x $ 20.... $ 15................ TODOS os custos de produção..........000 u x $ 12...000 u x $ 7............00 6......... sejam fixos ou variáveis........00 = $ 7........................00 de diferença no resultado do Custeio por Absorção.............................................000 u x $ 12... $ 100............................00) Fixas..........000...000..........00.................000...............00 Custo Unitário = 6..............000.....................................................000u não comercializadas) está ativada como ..............00.....00.............. sem passar pelo Custo dos Produtos Vendidos...000 x $ 7..... são incluídos no cálculo do custo unitário do produto. $ 40...00........00) Lucro Líquido Operacional..........................000...000u x $ 3.......... $ 100................................ $ 10......00 = $ 12............( $ 10.....00 = $ 7................................................000................. As despesas serão jogadas diretamente na conta de Apuração do Resultado..........................................00 (-) Custos Fixos...( $ 30........000....00) Lucro Líquido Operacional...00 Análise das diferenças Analisando os resultados por cada critério. dando continuidade ao exemplo anterior: Estoque Inicial de produtos: 0 Unidades produzidas no período: 6............ Já no Custeio Variável o custo unitário seria calculado da seguinte forma: Custo Unitário: $ 2......000......000u Observando o cálculo acima..000 Unidades vendidas: 5.......00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5..00 + $ 30....00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável: Receita de Vendas: 5......00 $ 10......00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5.............000.... no custeio por Absorção.........00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5......00 Estoque Final de Produtos: 1..000............000........ em comparação com o Custeio Variável.......Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 72 Despesas Variáveis: Despesas Fixas: $ 3............... chega-se às seguintes conclusões: Os $ 5.........00 ) (-) Despesas Fixas...................................000u x $ 20.......($ 60........................00..000.......................000...........000 Unidades em estoque no final do período: 1.......................00 ) = Lucro Bruto Operacional.00 Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção: Receita de Vendas: 5....00 + $ 4.........................000u x $ 7.....................00) (-) Despesas Variáveis 5......( $ 35..................................( $ 10.00 Os Custos Fixos serão jogados diretamente na conta de apuração do resultado e somente os Custos Variáveis farão parte do Custo dos Produtos Vendidos....... significa que parte do Custos Fixos (com relação as 1..000 Preço de venda unitário: $ 20............00) Margem de Contribuição...........000...000.......00 .......( $ 15............ $ 50.................. Comparação do resultado entre os métodos de custeio (por Absorção e Variável) Observe os dados abaixo...

... $ 10....( $ 10...( $ 15.......... enquanto que no Custeio Variável todos os Custos Fixos são descarregados na conta de Apuração do Resultado e os estoques só contêm.000u): Receita de Vendas: 5..................000.............................000...00.....................00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5......000..000........00........................000u = $ 10...00) Margem de Contribuição...............00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5...000u não comercializadas)........00) Lucro Líquido Operacional... por isso são chamados de Custos Estruturais.................00 ) = Lucro Bruto Operacional.....000.... Por quê? Os custos fixos ocorrem independente da produção....000u.........000......000u x $ 20..........00........ Os estoques continuam com parte dos custos fixos (ativados).................000................ Por esse motivo que o Custeio por Absorção não é indicado para as tomadas de decisões............000u x $ 3..............000u): Receita de Vendas: 5... agora......000u................. já que os custos variáveis unitários não se alteram............. O Estoque Final no Custeio por Absorção está a maior em $ 5...000..................................................000u x $ 20......... no custeio por absorção o Custo Unitário diminui e no Custeio Variável permanece o mesmo........000......... Custos Variáveis.00) Fixas............000.. $ 25.............000..............................000 u x $ 10.....00 Analisando mais uma vez as diferenças.00..........000u x $ 7..000..........00 = $ 50... Cálculo do Custo unitário pelo método de Custeio por Absorção: 10............. aumentou em relação ao anterior..00 Estoque Final de Produtos: 5....00 + $ 1.......00) Lucro Líquido Operacional.......................... Caso tudo que se produza no período for comercializado NÃO VAI EXISTIR diferença entre os resultados de cada método.........00 = $ 7...000.......................( $ 35......................00 (-) Custos Fixos..........00) (-) Despesas Variáveis 5. O que acontecerá com o custo unitário em cada método? Supondo..........00 Estoque Final de Produtos: 5........000 u para 10.. ( $ 15. Mas.... $ 50...............00 + $ 4.....000 u x $ 10................00 + $ 30...... ainda.................00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável (com nível de produção 10.... $ 100......... supondo que o gerente resolva aumentar a produção de 6....( $ 30............ face ao menor Custo Fixo por unidade produzida....00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5.000u x $ 3..................00 ....00 = $ 35..... Mas a empresa vendeu as mesmas unidades no período.............00 face a mesma explicação do parágrafo anterior: parte dos custos fixos está ativada (relativos as 1........... aumentando-se a produção.......... face a inexistência de estoque final............... é menor que se tivesse no nível de produção de 6... diminui-se o Custo Fixo Unitário por produto...................... por que não existe uma relação inversa entre os Custos ........00.... .........000 10......... quanto maior a produção............ $ 50... chega-se a seguinte conclusão: o resultado pelo método de Custeio por Absorção.......... Em conseqüência.................000....... Já no Custeio Variável.00 ) (-) Despesas Fixas...................... $ 100........($ 50............. melhor utiliza-se a planta fabril................. agora.......Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 73 Estoque de Produtos.. na sua composição..... que a estrutura de custos permaneça a mesma e as unidades comercializadas continuem no mesmo patamar................. Comparando o resultado através de uma nova Demonstração de Resultado verifica-se que: Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção ( com nível de produção 10.............. o custo unitário....00 Cálculo do Custo Unitário pelo Custeio Variável: $ 2... Já no Custeio Variável o resultado continua o mesmo............( $ 10......000................ o custo unitário continua o mesmo.....000 u x $ 7...............000u x $ 7...000..........00 Comparando os resultados................................

Abaixo segue um quadro comparativo entre os métodos de custeio: Custeio Variável Classifica os custos em fixos e variáveis Debita ao objeto de custeio. objetivamente. Por não estarem vinculados a nenhum produto específico ou a uma unidade de produção. Sua filosofia básica está de acordo com os princípios de contabilidade.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 74 Variáveis e o nível de produção. Sua filosofia básica contraria os princípios de contabilidade. além dos critérios de rateio. cujo custo está sendo apurado.é uma ferramenta melhor para a tomada de decisões dos administradores. É um método administrativo. o rateio. principalmente o da competência e o da realização da receita. Basta verificar que a simples modificação do critério pode fazer um produto não rentável passar a ser rentável e. a arbitrariedade (quando se produz mais de um produto e esses custos sejam indiretos). o valor dos custos fixos a ser distribuído a cada produto depende. Vantagens e Desvantagens do Método de Custeio Variável Do ponto de vista decisorial. Os defensores do Método de Custeio Variável apóiam-se. alertando. sem a respectiva aceitabilidade pelo mercado. eles sempre são distribuídos aos produtos por meio de critérios de rateio. é um dos motivos por não ser aceito pela legislação fiscal para fins de valoração de estoques. que. os custos diretos. a parcela fixa da parcela variável. fiscal. indiretos. para a tomada de decisão. isto não está correto. Pior que isso. gerencial. do volume da produção. Assim. gerando. aqueles que tem uma parcela fixa e variável. já que são quase sempre repetitivos e independentes dos diversos produtos e unidades. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção. não vinculam cada custo a cada produto. em relatórios internos das organizações. somente. É o método mais indicado para a tomada de decisão. pois nem sempre é possível separar. pode-se citar: . em maior ou menor grau. o volume de produção. verifica-se que o Custeio Variável tem condições de propiciar muito mais rapidamente informações vitais para a empresa. O uso do Custeio por Absorção pode levar a decisões errôneas sobre a produção face à arbitrariedade dos critérios de rateio e a distribuição dos Custos Fixos a produção do período. o resultado final é menor do que no Custeio por Absorção. Esse. existe uma relação direta: quanto maior a produção. também. é claro. sobre os Custos Mistos. por abandonar os custos fixos e tratá-los contabilmente como se fossem despesas. apenas os custos que são variáveis em relação ao parâmetro escolhido como base. Finalmente. externo. mais atrapalha que ajuda. em três argumentos principais: Os Custos Fixos. o rateio é mais ou menos lógico. Diferença entre a receita e todos os custos incorridos na fabricação do objeto de custeio. na verdade. Apresenta a margem operacional. Todavia. Custeio por Absorção Não há preocupação por essa classificação Debita ao objeto de custeio. qualquer decisão em base de custo deve levar em conta. muito pelo contrário. Os Custos Fixos podem ser encarados como encargos necessários para que a empresa tenha condições de produzir. Como vantagens desse Critério. por melhores que sejam os critérios. tendo em vista um aumento de produção. Com isso. As desvantagens são mínimas. basicamente. A maioria dos rateios é feita por meio da utilização de fatores. É um método legal. menor recolhimento de impostos. . assim.impede que aumentos de produção que não correspondam a aumento de vendas distorçam o resultado. Apresenta a contribuição marginal. principalmente o da Competência dos Exercícios. fixos e variáveis. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de vendas. Em termos de avaliação de estoque. por sua própria natureza. o custo de um produto pode variar em função da variação de quantidade produzida de um outro produto. interno. maiores serão os custos variáveis. que contém. cujo custo está sendo apurado. nem pelos Auditores Independentes (Auditoria Externa). existem independentemente da fabricação ou não de determinado produto ou do aumento ou redução (dentro de certa faixa) da quantidade produzida. também o resultado medido dentro do seu critério parece ser mais informativo à administração. O Administrador que não conheça essa relação de custos pode ser enganado face um aumento IRREAL no resultado da empresa. Mas esse método fere aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. e não como encargos de um produto específico. . também. Mas nada impede a utilização desse método para fins gerenciais.

Logo. Independente da quantidade produzida (respeitando um intervalo relevante) os CFt permanecerão os mesmo. dentro de um intervalo relevante. ECONÔMICO E FINANCEIRO Revisão de tópicos Em aulas anteriores aprendemos as diferenças entre Custos Fixos e Custos Variáveis. Qual seria o CFu ? Dividindo o valor dos Custos Fixos pela quantidade produzida. decisões.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 75 O custeio variável destina-se a auxiliar. as Depreciações. Foi estudado.00 p/ u. ao contrário do CFu: quanto maior a produção. .000. imposto predial.600u.600u = $ 0. Se no terceiro período a produção for de 1. O CFu será de $ 1. Custos Variáveis variam proporcionalmente ao volume da produção. Agora o CFu diminuiu. equipamentos e imóvel. também.000u = $ 1. Por exemplo: uma indústria fabrica um único produto: sabão “Y”. seguro das instalações. a O custeio por absorção destina-se a auxiliar a gerência gerência no processo de planejamento e de tomada de no processo de determinação da rentabilidade e de avaliação patrimonial. Nesse ponto será estudado o Ponto de Equilíbrio ou Break-even-point.000 unidades.00 / 1. diminuiu a produção. o volume de produção e vendas). Antes de iniciar será importante fazer algumas observações.00 / 1. Custos Variáveis são os custos que variam no total proporcionalmente às mudanças no nível de produção ou atividade.00 / 500u = $ 2.000. Por definição. que o método de Custeio por Absorção tem por finalidade apropriar todos os custos. à produção do período.00 por unidade No segundo período a produção passou a ser de 500u. O Ponto de Equilíbrio é o ponto no qual a receita total de vendas se iguala aos custos e despesas totais.625 p/ u. amortiza-se os CF aos produtos e. com isso. aumentou os CFu. tem-se: $ 1.000. Mas os Custos Fixos Unitários (CFu). independente do volume de produção (dentro de um intervalo relevante). apropria à produção do período somente os custos variáveis. A produção no período é de 1.00. Os Custos Fixos Totais (CFt) se comportam de modo constante. em relação ao volume de produção. RELAÇÃO CUSTO-VOLUME-LUCRO: PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL. os Custos Variáveis (CV) tem uma relação direta com o volume de produção e as Despesas Variáveis (DV) tem uma relação direta com o volume de vendas (tomando por parâmetro. salário de supervisor. enquanto que o método de Custeio Variável ou Direto. a matéria-prima utilizada na fabricação do sabão. a matéria-prima aplicada em um processo produtivo. menor será o CFu. como por exemplo.000. E as Despesas Fixas (DF) são fixas em relação ao volume de vendas. citada no exemplo anterior. E o comportamento desses Custos e Despesas em termos unitários? Como se comportam? $ CFt CFu $ q q Observando os gráficos anteriores. como por exemplo. Os Custos Fixos (CF) são constantes. tem seus valores ajustados de acordo com o volume de produção. Os CFt permanecem o mesmo. maior será o CFu. respectivamente. Seus CFt no período são de $ 1. caso a produção diminua. compostos de Depreciação de máquinas. melhor se utiliza a planta fabril. terá seu valor unitário constante (dentro também de um intervalo relevante) enquanto que seu valor total será proporcional ao volume de produção. na fábrica de sabão. Por exemplo. sejam eles fixos ou variáveis. aplicada na produção. sobretudo. A mesma interpretação pode ser dada para as Despesas Fixas em comparação com o volume de vendas. verifica-se o comportamento dos Custos Fixos. o CFu será de: $1. Custos Fixos são aqueles custos que não variam em proporção com o volume de produção (dentro de um intervalo relevante).

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: é encontrada pela diferença entre a Receita (Vendas) e os Custos e Despesas Variáveis. vendas diretas ou por meio de revendedores. A análise das relações Custo/Volume/Lucro é um instrumento utilizado para projetar o lucro que seria obtido a diversos níveis possíveis de produção e vendas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 76 Nível de atividade Custo Unitário 10. renovação de equipamento.000 u 10.00 20.000 50. destinam-se a desenvolver informações que auxiliam a gerência no desempenho de suas funções de planejamento e de tomada de decisão. Embora tanto o planejamento. despesas e custos variáveis e fixos. a que preço vender. É o excesso da receita de vendas sobre os custos e despesas variáveis. como as decisões.000 200.000 CVu q q Os conceitos aqui abordados serão de suma importância para estudo da relação custo/volume/lucro. MC = V – ( CV + DV ) Sendo: MC = Margem de Contribuição V = Vendas CV = Custo Variável DV = Despesa Variável . quanto deve ser gasto em propaganda e promoção. que influenciam os resultados: receitas.00 5. A separação das despesas e dos custos. bem como a classificação em fixos e variáveis.000 $ CVt Custo Total 100. através dela. seja baseado no curto prazo. vendedor eclético ou vendedor específico. Dentre as diversas decisões que o administrador deve tomar destacam-se: fazer ou comprar. pode-se estabelecer qual a quantidade mínima que a empresa deverá produzir e vender para que não incorra em prejuízo.000 u 10. O Administrador. presentes nas atividades. no seu processo decisório. Ela é baseada no Custeio Variável e. grandes armazéns centrais ou pequenos depósitos. O instrumento que os contadores e administradores usam correntemente para obter essas interações e sua influência nos resultados é a análise das relações Custo x Volume x Lucro.000 u 10. depara-se sempre com duas ou mais alternativas. volumes de produção e de vendas. bem como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda. o conceito do Custeio Variável fornece meios para que a Contabilidade de Custos e as gerências de qualquer nível e de qualquer segmento possam visualizar as interações existentes entre alguns fatores significativos. assistência técnica direta ou mediante agentes autorizados. nos custos (variáveis ou fixos) ou em ambos. mix de vendas etc. distribuição direta ou via transportadores.

Custos variáveis.. onde os custos e despesas se mantenham no mesmo patamar.000. é o valor que ajudará amortizar os Custos e Despesas Fixos. ou seja.( CVu + DVu) Sendo: MCu = Margem de Contribuição Unitária CVu = Custo Variável Unitário DVu= Despesa Variável Unitária PVu = Preço de Venda Unitário Demonstração do Resultado VENDAS (-) Custos e Despesas Variáveis = MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) Custos e Despesas Fixos = RESULTADO ANTES DO IR (-) IR e CSSL = LUCRO DO EXERCÍCIO ÍNDICE DE MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: A margem de contribuição também pode ser expressa em porcentagem. Margem de contribuição: $ 1. .. ou seja. possibilitam uma análise das diversas tendências dos custos. Pode ser calculada. Despesas variáveis.000.000. os valores podem aumentar.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 77 A Margem de Contribuição é o valor oriundo da diferença entre as Vendas e todos os gastos variáveis.00 $ 400. muito embora não sendo este aumento proporcional ao nível de atividade ou produção.000. A linearidade do PE é válida num intervalo que interessa..000 = 40 % RELAÇÃO CUSTO/VOLUME/LUCRO O custos ou despesas são fixos dentro de um determinado limite. O planejamento dos lucros.000 / 1.00 $ 200. Após os limites. O índice de margem de contribuição indica a porcentagem de cada unidade monetária de vendas disponível para cobrir os custos fixos e propiciar lucro para empresa. facilitando a interpretação e o comportamento dos diferentes níveis operacionais.. Índice de margem de contribuição: VENDAS – CUSTOS E DESPESAS VARIÁVEIS VENDAS Vendas..000. sendo utilizado na cobertura dos Custos Fixos para proporcionar um Lucro. como por exemplo: Ponto de Equilíbrio Preço de Venda Mínimo Viabilização de um Projeto PONTO DE EQUILÍBRIO (PE): é o ponto do nível da atividade da empresa onde surge a igualdade entre os Custos e Despesas Totais com a Receita Total. oferece informações detalhadas. oscilando dentro de uma atividade estabelecida. também. bem como o total controle dos custos. A Relação Custo/Volume/Lucro é uma eficiente técnica que.000.. resumindo.00 $ 400... em valores unitários: MCu= PVu .0 Índice de margem de contribuição: 400.

00. O Custo Variável é proporcional às quantidades produzidas e aumenta de $ 20. Exemplo: Unidades Produzidas 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Custo Fixo $ 40 40 40 40 40 40 40 40 40 Custo Variável $ 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Custo Total $ 40 60 80 100 120 140 160 180 200 Receita de Vendas $ 0 28 56 84 112 140 168 196 224 Lucro ou Prejuízo $ (40) (32) (24) (16) (8) 0 8 16 24 Pelo exemplo. abaixo desse ponto. Ao atingir o Ponto de Equilíbrio.q) = CT + DT (CF +DF + CVu. aparece lucro correspondente à MCu vezes as quantidades comercializadas acima do PE. Quando a empresa comercializa 5 unidades atinge o seu ponto de equilíbrio. a empresa incorrerá em prejuízo. a empresa não apresenta nem Lucro nem Prejuízo. O Custo Total não aumentará na mesma proporção dos Custos Variáveis em virtude dos Custos Fixos. Vendas menos Custo Total (CT) representa Lucro ou Prejuízo. Daí para frente. o ponto da atividade em que não há lucro nem prejuízo.00 por unidade produzida.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 78 PE RT (PVu.q) O Ponto de Equilíbrio representa a quantidade mínima que a empresa terá que comercializar para cobrir seus gastos. a empresa conseguirá lucros. pela diminuição da atividade. o Custo Fixo independe da produção e da venda. Se a empresa não conseguir vender nenhum de seus produtos o prejuízo corresponderá aos CF + DF totais dessa empresa. Vendendo menos do que cinco unidades a empresa incorrerá em prejuízo. permanece constante e com um valor de $ 40. pelo aumento da atividade. a partir desse ponto. Gráfico do Ponto de Equilíbrio: Á R EA D E LU C R O RT CT Y PE Á R EA P R EJ U ÍZ O PE e m v alo r CV CT CF PE e m v o lu m e X Onde: CF = Custo Fixo CT = Custo Total CV = Custo Variável RT = Receita Total .q + DVu . isto é.

050. Exemplo: Custos Fixos previstos = $ 6. foi feito o seguinte desenvolvimento através de um raciocínio lógico: PE CT = DT= DVu x Q + DF Substituindo esses parâmetros na fórmula: PVu x Q = CVu x Q + CF+ DVu x Q + DF PVu x Q – CVu x Q – DVu x Q = CF + DF Q= ou PEq = CF + DF MCu Isto pode ser intuitivamente entendido.00 X 1.00 = 19. Para saber o valor da Receita de Vendas no PE. CF + DF PVu – CVu – DVu RT = CT + DT RT= PVu x Q .700. enquanto à esquerda encontra-se a área do prejuízo.275.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 79 À direita do Ponto de Equilíbrio encontra-se a área do lucro.350.376. contanto que se consiga apropriar uma parcela do custo fixo total a cada produto (o que não deixaria de ser dificultoso). é necessário vender tantas unidades de produto quantas forem necessárias para.376.129. quando a empresa produzir mais de um.270 u Comprovando o resultado obtido da seguinte forma: 6. se os custos fixos independem do volume de atividade.270 X 15.00 = 19.752.275.376. O ponto de Equilíbrio é alcançado num número tal de unidades vendidas igual ao quociente entre custos + despesas fixos (CF + DF) e a diferença entre preço unitário de venda e custos + despesas variáveis unitários [PVu – (CVu + DVu )].00 Ponto de Equilíbrio = 6. A fórmula em quantidades permite alcançar ou calcular o ponto de equilíbrio de cada produto. basta multiplicar as quantidades encontradas no do PE pelo PVu. através da margem ganha em cada uma delas [PVu – (CVu + DVu )].376.10) = 1.275.350.00 1.00 Custo Unitário Variável = $ 10. pois.00 (parte fixa) + [ 10. resultando num lucro zero (ponto de ruptura).00 + 12.00 ⇒ o valor total das vendas é igual ao valor total dos custos.129. Ponto de Equilíbrio = ( em unidades) Custos + Despesas Fixos MCu Para se chegar a fórmula anterior.00 Preço de venda unitário = $ 15. que corresponde a MCu.350.050.350 / (15 .270] = 6. a empresa cobrir os custos e despesas fixos.

consegue uma taxa líquida de 10% a. ao invés de no seu próprio negócio.000.000. Fórmula: CF + DF MCu Uma outra forma de se fazer o cálculo do PE seria utilizando o valor da MCu em termos percentuais. O PEE será obtido quando a soma da Margem de Contribuição totalizar um valor que cobrirá todos os Custos e Despesas fixos mais o valor correspondente ao Custo de Oportunidade.. ou seja.00 / 0.00 . PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO (PEE) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescida de uma remuneração mínima sobre o capital investido pela empresa.000.00 por mês CV + DV = $ 6. com a aplicação no mercado financeiro.00 MCu% = 2.000.000.00 Em receita = $ 5.00 /u Qual o PEC em receita ? MCu = $ 8.00 ao ano.000.000. Para se determinar o ponto de equilíbrio contábil são levados em conta todos os custos e despesas fixas contábeis relacionadas com o funcionamento da empresa.00 = 2.000.000.000.000. aos vários níveis possíveis de atividades.25 = $ 20.000. no preço de vendas e na distribuição relativa de linhas de produtos vendidos.00 = 25 % PEC = $ 4. vai ser $ 1.000.00 / 0.000.500 u PEC = . Esta remuneração mínima corresponde à taxa de juros do mercado multiplicada pelo Capital Investido e é denominada de CUSTO DE OPORTUNIDADE. tantos fixos quanto variáveis.000.000. * avaliar a lucratividade associada aos diversos níveis possíveis de vendas. PEE = CF + DF + Custo de Oportunidade (Retorno mínimo s/ PL) MCu Logo. Aplicando esse dinheiro no mercado financeiro.000.00 /u Preço de Venda: $ 8.00 / 8.00 = $ 2.$ 6.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 80 PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL (PEC) É a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos.000.25= $ 16.000.00.000. Exemplo: CF + DF = $ 4.000. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior. no volume de vendas.000.00 + $ 1.00 O PEC pode ser utilizado para: * determinar o nível de atividades necessárias para cobrir todas as despesas e custos. PEE em quantidade será de: $ 4. é o ponto de vendas onde a receita total de vendas se iguala ao total dos custos e despesas. O Custo de Oportunidade representa a remuneração que a empresa obteria se aplicasse seu capital no mercado financeiro.a.000. ou seja. Foi o que nós estudamos de ponto de equilíbrio até o momento.000. * facilitar a análise dos efeitos sobre a lucratividade decorrente de alterações nas despesas e custos fixos e variáveis.00 $ 2. O Custo de Oportunidade dessa empresa.000. Vamos supor que a empresa em estudo tenha um capital de $ 10.000.

000.600 u $ 2. mas estará economicamente perdendo.000. $ 800.00 Caso a empresa esteja obtendo um volume intermediário entre 2. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior.00 se levar em conta que não se conseguiu todos os recursos necessários para o pagamento da amortização da dívida. Assim.900. por não estar conseguindo recuperar o valor do juro do capital investido.000.000.00. Ou seja.600 u MARGEM DE SEGURANÇA OPERACIONAL Representa a diferença entre as quantidades apresentadas no PE e as quantidades que a empresa pretende vender.000.000.00 PEF em receita = $ 3. os encargos financeiros desse empréstimo estejam inclusos nas Despesas Fixas. vamos supor que dentro dos custos e despesas fixos 20% correspondam a depreciação. Conclui-se que.25 = $ 20. Representa a quantidade de vendas necessárias para cobrir os gastos desembolsáveis.000.00 de vendas totais. É o espaço que a empresa tem para fazer lucros após o PE.000. quanto não operacionais. se considerar só as operações.000.00 Em receita seria de: $ 5.800. tanto operacionais. é o nível de produção e vendas em que o saldo de caixa é igual a zero.00 A empresa nesse nível de atividade estará conseguindo equilibrar-se financeiramente.000 e as 2. Exemplo: Supondo que a empresa em estudo fez um empréstimo de $ 8. em cada período. financeiramente. e.00 / 0. estará com um Resultado Contábil de $ 1.000. haverá um PEE quando houver um lucro contábil de $ 1.00 = 1.$ 800.000. estará obtendo resultado contábil positivo.000.000. O PEF será alcançado quando a empresa comercializar as seguintes quantidades: PEF = $ 4. + Amort. se a empresa operar na faixa de 2. Corresponde às quantidades que .00. Econômico de $ 100.000.500 unidades.000.000. os $ 3.000. Logo.00 $ 2.000.000.000. Assim. PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO (PEF) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. contabilmente.Deprec.25 = $ 12. Preço de Venda . Financeiro de $ 1. Financ. Financeiro Deficitário em $ 100. por exemplo. já que não estará conseguindo recuperar-se da parcela “consumida” do seu ativo imobilizado.00 .000.000.00 para somar a seus recursos próprios a fim de conseguir melhor operar.00. ou seja. que a amortização desse empréstimo seja em parcelas anuais de $ 2.00.200.00 / 0.200. a empresa precisa obter. os encargos de depreciação são excluídos no cálculo do PEF por não representarem desembolso para a empresa.000. mais essa parcela de $ 2. PE FINANCEIRO PE(f) = Custos Fixos + Desp.Custos e despesas variáveis = 2.200. o resultado for superior a esse retorno.00 de desembolso para cobrir os CF e DF. Supondo.000.000.800.000. ainda.200. por exemplo.00 + $ 2. e mais. Logo.550u.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 81 Conclui-se que o verdadeiro lucro da atividade será obtido quando. Fixas . Uma outra utilização do PEF seria computando as parcelas financeiras de desembolso obrigatório no período que não estejam computadas nos custos e despesas.100.000. o PEF será de: PEF = $ 3.00.00.00. mas estará com um prejuízo contábil de $ 800.

A margem de contribuição de cada "pacote" de produtos seria de 3 x $1 mais 1 x $2. Suponhamos que a combinação planejada seja de três unidades de A para cada unidade de B. as relações de custo volume lucro também serão alteradas. Caso seja feito algum rateio entre esses custos comuns aos produtos. A Margem de Segurança pode ser calculado pela seguinte fórmula: MS = Nesta fórmula. = Quantidade Vendida Q. = Quantidade de Equilíbrio Sempre que o Negócio estiver operando acima do seu Ponto de Equilíbrio.000 unidades.000 _______________ MS = = 0.V. maior a capacidade de lucro da empresa. seria estimar as quantidades a serem vendidas por todos os produtos. $5. ou seja. a sua Margem de Segurança será: 10. $1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 82 são comercializadas acima do PE.Q. calcular uma margem de contribuição média e dividir os custos fixos por essa margem de contribuição média. ____________ Q. Quando se consegue identificar os custos fixos a cada produto (CF identificado). . Quando os administradores escolhem uma combinação de vendas.50 10. Uma forma de se calcular esse PE. Se as proporções da combinação se alterarem.5.000 unidades se só fosse vendido o produto B.000 unidades. Em empresas com muitos produtos.25. os símbolos representam: Q. segundo o Professor George Guerra Leone. EFEITOS DA COMBINAÇÃO DE VENDAS (Mix de Vendas) A análise de custo-volume-lucro até o momento concentrou-se numa única linha de produtos. Por exemplo. . o numerador será positivo e menor que o denominador. a combinação de vendas é um fator importante no cálculo de um ponto de equilíbrio geral da empresa. ela pode ser expressa num gráfico de ponto de equilíbrio ou num gráfico de L/V. Um outro cálculo seria por um método de média ponderada: Q. Mas quase sempre existirão os CF que serão comuns a todos os produtos.V.V. menor este risco.E. haverá sempre um grau de arbitrariedade e o resultado poderá ficar distorcido.000 .000.000 unidades se só fosse vendido o produto A e de só 50.E. maior o risco de o Negócio entrar em prejuízo caso não consiga o seu volume de vendas. fortalecendo a certeza de que a empresa não incorrerá em prejuízos. como estudamos em aulas anteriores. A margem de contribuição média por unidade de produto seria $5 : 4 unidades de cada pacote. O ponto de equilíbrio seria de 100. admitindo-se receitas e custos médios para uma determinada combinação. Quanto maior a margem de segurança operacional. Quanto mais próximo de 1 a Margem de Segurança. Logo: 0 < MS > 1 Quanto mais próximo de zero estiver a Margem de Segurança. ou seja. Exemplo: o Ponto de Equilíbrio é 5. Mas as dificuldades na prática são muito grandes. Portanto. fica mais fácil calcular o PE. suponhamos que uma empresa com dois produtos tenha uma margem de contribuição unitária de $1 para o produto A e $2 para o produto B e que os custos fixos sejam de $ 100.000 Limitações ao uso do Ponto de Equilíbrio A maior limitação da utilização do PE seria quando a empresa produzir e vender mais de um produto. se o Negócio estiver vendendo 10.

........... R$ 24......... Gama apresentou os seguintes custos e despesas relativos ao mês em que iniciou suas atividades: .000 unidades (sendo 60.....Matérias-primas..Mão-de-Obra Direta (MOD) .00 .......000.... c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada... em uma mesma linha de produção....000... na apuração do custo de produção.. utilizando-se a taxa linear de 10% ao ano... considerando todos os custos envolvidos...25 = 80.... R$ 4....Aluguel do imóvel da fábrica ....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 83 Produtos A B Vendas planejadas 3 1 4 Pesos ¾ ¼ MC unitária $1 $2 Média ponderada $0........ todos os custos incorridos no período.... ao contrário do custeio variável... c) o método de custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja feita pelo critério do custo médio ponderado.. e) a diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que este admite a avaliação dos estoques por método diferente do custo médio ponderado.... R$ 4....(AFTN / ESAF) É correto afirmar que: a) o método de custeio variável agrega os custos fixos ao custo de produção pelo emprego de critérios variáveis de rateio.... entre outros.. d) para efeito de apuração de resultados industriais é indiferente qual o método de custeio adotado... b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto.000 unidades de A e 20...75 $0............(AFTN / ESAF) A atribuição de todos os gastos de fabricação aos produtos é determinada pela seguinte forma de custeio: a) de realização c) direto e) por absorção b) variável d) estimado 02........000.800. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade..00 .....000 : $1.. seja o variável ou por absorção.000.. inclusive os da administração geral. 03...... R$ 12................50 $1...Energia elétrica consumida pelas máquinas .... R$ 36.. na hipótese de se manter a mesma combinação seria: $100.... de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa..00 .......Depreciação dos equipamentos de fabricação. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva.... QUESTÃO 2 – TESTES UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE 1 A 6: A Cia. julgue os itens que se seguem... a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis... b) o método de custeio por absorção leva em conta.00 .25 O ponto de equilíbrio....00 .000 de B) Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa correta: 01......(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão...

.00 Custos e Despesas Variáveis por unidades: ... e) R$ 6.....000..00....307....00. as administrativas são consideradas fixas e as de vendas. A empresa iniciou a produção de 260 unidades no período. variáveis. R$ 6...00..000... 6....Mão-de-Obra Direta e Indireta.200.. Das unidades acabadas..000...00 e R$ 8..00 e R$ 8.00 .... e) 19...00 e R$ 6.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 84 ...000. utilizando-se o custeio por absorção e o custeio variável.....000...000.000.. c) R$ 19...... O lucro líquido...00 ....66...000..... b) R$ 7...Despesas com Vendas . O estoque final de produtos em elaboração será. 190 foram vendidas ao preço unitário de R$ 500.. Em relação às despesas....... R$ 25. respectivamente..........00 e R$ 9.00 c) R$ 8... .Impostos e Seguros da fábrica . e) 80..000...384....00 e R$ 8... R$ 3.. a: a) 170.. A Cia... b) 12.00.....000.....00....00.... R$ 18...000.000.000.00..00 e R$ 34.... d) 166..........69 e R$ 11..00.............. energia elétrica e materiais indiretos.......00 . 4. 2.00 c R$ 9.... será...Materiais Indiretos ... COM BASE NOS DADOS A SEGUIR. respectivamente.......000..00....... b) 100. de: a) R$ 6... O estoque final de produtos acabados será..00......... RESPONDA AS QUESTÕES DE Nº 7 A 12.000.000..000.200. e) R$ 6.........92. em unidades.....00 b) R$ 8....00. Copacabana apresenta os seguintes saldos..000..000.. d) R$ 8.. R$ 8..Mão-de-Obra Indireta (MÓI). R$ 7.. b) 150....... respectivamente.076.000.000.62 e R$ 6......... 3.00...00.... são considerados variáveis os relativos a matérias-primas....000.. e) 240..00..00 e R$ 4.00 e R$ 9...307........00.. b) R$ 9.. c) 200... o lucro bruto corresponderá a (em R$): a) 11. O ponto de equilíbrio (break-even point) da companhia corresponde.... em seus livros contábeis e registros auxiliares de custos: Custos e Despesas fixos durante o ano: .. No Custeio por Absorção...000.00.. utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: d) R$12..00... 5...00.00 . c) 8.Despesas com Vendas .538.69 e R$12.... R$ 7.00 . d) 200..Depreciação de Equipamentos .384.00...........000.....200.. com grau de acabamento de 50%....000.....000..200..Despesas Administrativas......000. d) 36..00 ...00 e R$ 9. R$ 70.. c) 300.. mão-de-obra direta..... d) R$ 12.00.... c) R$ 8.000.... No custeio variável... ....00 Dos elementos do custo..000.... a margem de contribuição unitária corresponde a (em R$): a) 180.00.800..200... 1... das quais 40 permaneciam em processo no final do mês...46: e) R$ 7.62 e R$ 5.200...00 e R$ 8... utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: a) R$ 6.000..00. a) R$12..

.00 R$ 120..000... quantas unidades devem ser produzidas e vendidas por ano? a) 200..00 .. 8...00 ..Outros Custos e Despesas .000.00.550.. b) 255.Materiais Diretos ...00.00 60% Y R$ 200...00.000.00... e) 100.500.000. Para se atingir o Ponto de Equilíbrio......00....00 a) 2...00... 7...00..00...... e) 100..00.750.. Foram obtidas as seguintes informações adicionais em seu departamento de custos: PREÇO DE CUSTOS E DESPESAS PROPORÇÃO PRODUTOS VENDA VARIÁVEIS UNITÁRIOS DE VENDAS X R$ 120....... 13..... c) 3. Seus custos e despesas fixos anuais importam em R$ 1... c) 375.00.00.000.....00....000.00........000.. e) 100.00...000... b) 600..00...... Se a taxa de juros de mercado for de 20% ao ano e o patrimônio líquido da companhia corresponder a R$ 200.000.000.. Caso a empresa queira obter um lucro de 25% sobre as receitas totais.....00. 9.000.000.000... R$ 30...... 10...550. c) 93.........00...Comissões de Vendedores . e) 400..000. R$ 450.00. d) 200.. b) 800. b) 165.......000.000..000. d) 120.. c) 200.... ABC tem dois produtos em sua linha de fabricação: X e Y.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 85 .. e) 200.00 R$ 70.500.00 ..... R$ 105... quantas unidades deve produzir e vender durante o ano? a) 150.800.000.000.. b) 600...00 40% Supondo-se que a combinação de vendas permaneça constante no ano... o ponto de equilíbrio da companhia equivale a (em R$): e) 1.Embalagens ... 12. c) 355. O lucro obtido de 25% é de (em R$): a) 200...200.........00.....000.000.... d) 75. c) 300. R$ 15.000...... b) 62.. o ponto de equilíbrio econômico será de (em R$): a) 300. ..00...00.... d) 187.......000. b) 3.. e) 100.....00.. 11. A Cia.00. O valor da receita no Ponto de Equilíbrio é de (em R$): a) 300. d) 4..00 O preço de venda de cada unidade é de R$ 1.00......... O ponto de equilíbrio financeiro da companhia é (em R$): a) 200. d) 300..600.600. d) 750.....00....000...00.000.....00.. c) 255.....

e lucro de R$ 345.00. 14.000. é necessário conhecer a margem de contribuição. respectivamente.00 no custeio por absorção. a empresa manteve os custos variáveis correspondentes a 40% do preço de venda praticado. Uma empresa pode operar no limite de sua capacidade instalada ou abaixo dela. verificamos algumas de suas aplicações.00) = $ 29. Se não houver limitação na capacidade de produção. o mais rentável será o produto cuja margem de contribuição unitária.00 700. No fechamento do mês foram apurados os seguintes resultados líquidos finais: Lucro de R$ 348.400.00.00 c) 130. 2. 15 (ICMS/SP 2006) Uma empresa calcula os custos de seus produtos utilizando dois métodos: o método do custeio por absorção e o método do custeio variável.000.00 Custos variáveis unitários totais (C = A + B) 1.500.00 Preço de venda unitário (D) 1.00 e) 150. Havendo limitação na capacidade produtiva.00 no custeio variável. Com base nos dados seguintes.00 b) 120.000 unidades totalmente acabadas. líquido dos tributos sobre as vendas. a)) 100. pois apresenta maior margem de contribuição unitária.000.00. mas não atentamos ao problema decorrente da existência de diversos fatores que.00 1.000.00 500.00. limitam a capacidade de produção da empresa.000. ao preço unitário de venda de $ 5. 40.00 O produto mais rentável é o A. Desse modo.200.00.900.000. PEC: ____________________________.00.600. se uma indústria fabrica os produtos A e B e opera com capacidade ociosa: Produto A Produto B Custos diretos variáveis unitários (A) 800. 12.750.20.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 86 14 A Indústria de Bebidas KAI KAI produziu e vendeu em abril o total de 100. aos custos variáveis unitários e aos custos fixos totais foram. se uma indústria fabrica os produtos A e B e sofre limitação das horas de que pode dispor em sua linha de produção: .00. por produto ou pelo fator que representa o “gargalo” da produção. Durante o mês. apresentar maior valor.000 unidades.C) 900.00 LIMITAÇÃO DA CAPACIDADE PRODUTIVA Ao comentarmos a grande importância do conceito de margem de contribuição.70 Despesas fixas (incluso depreciação de $ 9. em R$. dividida pelo fator que limita a capacidade de produção. a fim de maximizar o resultado.00 Custos indiretos variáveis unitários (B) 200.00 Outros Custos Fixos = $ 30.00 1.00 Depreciação = $ 70.00. Os Estoques iniciais eram “zero”. bem como trabalhar com outros fatores que limitem sua produção. MCU: ___________________________. a produção do mês foi de 8.000.80 Outros custos variáveis = $ 0. 14.00 Margem de contribuição unitária (E = D . 17. Para cada caso. os custos de produção foram: Matéria-prima = $ 1. Para atingir esses valores de resultado. 48. 52.600.000. os valores correspondentes ao preço de venda unitário.000 litros de vinho. naturalmente.00. chamados “gargalos”. 50.20 Mão-de-obra apontada = $ 0. foram vendidas no mês 6.00 Despesas variáveis de vendas = $ 0.000. PEF: ____________________________. o produto mais rentável será o que apresentar maior margem de contribuição por unidade. 15.00 Pede-se: 1. 52.900.00 2.00 d) 125.30 Mão-de-obra indireta = $ 19. Exemplificando. 3.00.

00. MOD $ 20/h $ 20/h Segundo o Diretor de Marketing. R$ 15. se o fator de limitação for o número de horas de produção. sobre esses preços ela paga comissões de 5% aos vendedores. o mais adequado é que a indústria dê prioridade à fabricação do produto B. Produto A 900. a apropriação dos custos fixos aos produtos produz distorções que podem afetar o processo de tomada de decisões. em uma mesma linha de produção.00 de margem unitária).0 hora 700.00 1. Os custos variáveis são os seguintes: A B 4 kg/un. produz-se 1. o mercado consome.5 = 1.050.5 unidade de B (700. 2 h/un. de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa.00 Produto B 700. se forem alocados em proporção ao que cada produto utilizar do fator de limitação da capacidade produtiva. os custos fixos produzem valores finais de lucros unitários válidos para o processo de tomada de decisão. respectivamente.00 de margem unitária). Matéria-prima $ 4/Kg $ 4/Kg 2.00 Isto significa que enquanto a margem de contribuição unitária de A é de 600.5 hora 600. considerando todos os custos envolvidos.000 por período. julgue os itens que se seguem. o mais rentável. APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS FIXOS COM BASE NO FATOR DE LIMITAÇÃO Como regra. B e C. no máximo. Entretanto. havendo limitação na capacidade produtiva. Desse modo. Pede-se calcular: a) O valor do resultado máximo num período em que houver apenas 360Kg de matéria-prima disponíveis para a produção: ___________________________________________________________ QUESTÃO 3 : (ICMS/RJ 2007) Determinada empresa industrial produz e vende somente três produtos diferentes: A. a de B é de Em resumo.5 h/un.00 e R$ 20.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 87 Margem de contribuição unitária (A) Tempo de produção por unidade (B) Margem de contribuição dividida pelo tempo de produção (C = A / B) 700. os quais são normalmente vendidos por R$ 10. . a apropriação dos custos fixos produzirá resultados válidos para o processo de tomada de decisão se for realizada com base nas horas de produção utilizadas.00 x 1.00.(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva. Os custos e despesas fixos são de 44. inclusive os da administração geral. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade. 100 unidades de cada produto da empresa por período. enquanto se produz uma unidade de A (900. entre outros. 2 kg/un.00. c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada.00 1. Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa incorreta: 01. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis. Como está sofrendo limitações quanto ao tempo disponível de produção. QUESTÃO 2 – A empresa K B S/A produz dois produtos (A e B) cujos preços de venda – líquidos de tributos – são $120 e $80. b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto.00 por hora. respectivamente.

21. além de despesas variáveis correspondentes a 10% da receita. a empresa Grasse produziu 100 unidades do produto X e 90 unidades do produto Y.776.768. A empresa incorre em custos fixos mensais (comuns aos dois produtos) de R$ 9. 100 unidades e 10 unidades. e) R$ 12. pelo custeio por Absorção (utilizando-se as horas totais de mão-de-obra direta como critério de rateio). A empresa industrial Grasse fabrica e vende 2 tipos de perfume: X e Y.00 e a taxa da mão-de-obra R$ 3. é: a) R$ 5. O quilo da matéria-prima custa R$ 2.458. 1. respectivamente. em agosto próximo passado.00/h. está com o estoque muito baixo – só se dispõe de 700kg desse recurso. 100 unidades e zero unidade.160.400.00. devem ser produzidas. 300 unidades e 72 unidades. R$ 8. Sabe-se que no almoxarifado há 45 unidades da mercadoria A e 78 unidades da mercadoria C. Sabe-se que a matéria-prima e a mão-de-obra direta podem ser utilizadas indistintamente nos dois produtos. que cada unidade do produto B consome 3kg da matéria-prima X e que cada unidade do produto C consome 5kg da matéria-prima X. 2. 100 unidades e 150 unidades. B e C. b) R$ 13.00. Considere. Para se maximizar o resultado da empresa neste período. despesas fixas administrativas e de vendas no valor de R$ 350. sendo o produto X ao preço unitário de R$ 150 e o produto Y por R$ 250.82. O gerente da produção sabe que cada unidade do produto A consome 2kg da matéria-prima X. salvo a disponibilidade de matérias-primas.00. O gerente de produção procurou a equipe de compras e verificou que não é viável adquirir mais matériasprimas até o fim deste mês.60.97. c) R$ 11. Considerando que a única decisão viável diz respeito ao volume a ser produzido.67. d) R$ 10. que em agosto os estoques iniciais estavam vazios e que a empresa vendeu 80 unidades de cada produto. A empresa ainda incorre em custos fixos de R$ 400.) a) zero unidade e 76.75kg de matéria-prima por unidade e 2h de mão-de-obra direta por unidade. b) R$ 14. respectivamente – valores arredondados.000. prontas para serem vendidas. e) 220 unidades. para setembro. em valores arredondados. pois. que só se dispõe de 60kg da matéria-prima Y.00.00 por mês. Admitindo que. QUESTÃO 3 (ICMS/RJ 2007) O enunciado a seguir se refere às questões de números 1 a 3. a) zero unidade. d) R$ 13. respectivamente: d) 200 unidades. das mercadorias A.00 por mês. (Perfume X e Perfume Y. em função da greve dos transportadores. O gerente de produção verificou com a equipe de vendas que a demanda mensal pelos produtos da empresa tem se mantido em 220 unidades do produto A.400 e em despesas fixas mensais de R$ 4.909.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 88 Os custos variáveis unitários dos produtos A.007. Constatou-se.760. ainda este mês. 3. determine quantas unidades de cada produto deverão ser produzidas e vendidas a fim de a empresa industrial Grasse apurar o maior lucro possível em setembro.7 unidades b) 10 unidades e 70 unidades .39. O gerente da produção constatou. Considere que. c) 175 unidades. comissão variável aos vendedores de 3% da receita auferida.560. c) R$ 13. B e C costumam ser R$ 6. foi: a) R$ 20.00.00. que a matéria-prima X. ainda. ainda. além de 4kg da matéria-prima Y (que é exclusiva do produto C). embora não haja qualquer unidade da mercadoria B. com o responsável pelo almoxarifado. O resultado que a empresa industrial Grasse apurou em agosto próximo passado. 100 unidades do produto B e 150 do produto C. e) R$ 16. ao passo que a fabricação do produto Y consome 10kg de matéria-prima por unidade e 3h de mãode-obra direta por unidade. A fabricação do produto X consome 2. comum aos três produtos. todas as variáveis de agosto próximo passado permanecem válidas (inclusive a demanda: 80 unidades de cada produto). 100 unidades e 150 unidades b) 175 unidades.538. O ponto de equilíbrio contábil da empresa industrial Grasse.00 e R$ 15. a empresa industrial Grasse só dispõe de 605kg dessa matéria-prima.

Há três tipos básicos de Custo–Padrão: a) Ideal. c) Corrente. portanto. ainda. de eficiências no uso e na qualidade dos insumos. levando-se em consideração as características tecnológicas do processo produtivo de cada um. a) 1 = 10. 3 = 30 c) 1 = 20. 2 e 3. Custo-Padrão Estimado . 2 = 25. dentro de condições ideais de qualidade dos materiais. a quantidade e os preços dos insumos necessários para a produção e o respectivo volume desta.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 89 c) 100 unidades e 33 unidades d) 80 unidades e 38. que: • a empresa não tem como aumentar as suas disponibilidades de recursos produtivos no próximo mês. 3 = 30 e) 1 = 26.5 CUSTO-PADRÃO Custo – Padrão é um custo estabelecido pela empresa como meta para os produtos de sua linha de fabricação. • a empresa incorre em despesas variáveis equivalentes a 20% da receita de cada produto. 3 = 0 b) 1 = 20. 3 = 27. apresenta muita dificuldade de ser alcançado. Observe os dados desses produtos: Sabe-se que os recursos são onerosos e limitados. Determine quantas unidades a empresa precisa produzir e vender de cada produto no próximo mês para maximizar seu resultado nesse próximo mês. • a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados. precisa gerenciar essas restrições.5 unidades e) 60 unidades e 44 unidades QUESTÃO 4 (ICMS/RJ 2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende três produtos: 1. 2 = 25. 2 = 0. 3 = 30 d) 1 = 20. • a empresa não tem como aumentar as demandas dos produtos no próximo mês. 2 = 10.6. Custo-Padrão Ideal É um custo determinado da forma mais científica possível pela Engenharia de Produção da empresa. b) Estimado. 2 = 25. conforme a tabela a seguir: Sabe-se.

para fixar o Corrente. a empresa terá diante de si um quadro adequado para determinar de que forma poderá cortar custos e aumentar a sua lucratividade. Custo Real É o custo efetivo incorrido pela empresa num determinado período de produção. se pagou preço adequado por estes materiais.00 100. etc). a empresa.00 - Como pode-se perceber das definições acima. a variação (diferença) ai ocorrida será considerada DESFAVORÁVEL. ao contrário do Ideal.00 VARIAÇÕES R$ FAVORÁVEL DESFAVORÁVEL 23. o Custo-Padrão é um instrumento muito poderoso par que a empresa tenha controle sobre os seus custos. se a produtividade da mão de obra poderia ser melhorada. Se ocorrer o contrário. ao detectar as ineficiências. Observe o quadro abaixo: CUSTOS R$ REAL PADRÃO 123. Quantidade Produzida etc. a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. inexistência de mão de obra especializada e outras similares. uma vez que o custo efetivo foi maior que o estabelecido como meta para a empresa. H/H. Se o Custo Real for superior ao Custo-Padrão. leva em consideração as deficiências que reconhecidamente existem mais que não podem ser sanadas pela empresa. se os preços pagos pelos insumos poderiam ser menores. pode descobrir se está utilizando um volume maior de materiais do que deveria. se produtividade da mão de obra está aumentando ou diminuindo. Por outro lado. Além disso. Custo-Padrão Corrente Situa-se entre o Ideal e o Estimado. se esta havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar. Este tipo de Custo-Padrão pode ser considerado como um objetivo de curto e médio prazos da empresa e é o mais adequado para fins de controle. sem qualquer preocupação de se avaliar se ocorreram ineficiências na produção (por exemplo.0022.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 90 É aquele determinado simplesmente através de uma projeção. Comparações CUSTO PADRÃO X CUSTO REAL VARIAÇÕES SE: CUSTO REAL > PADRÃO . Ao contrário deste último. uma vez que a empresa apresentou custo menor do que estabelecido como meta. pelo menos a curto e médio prazos.) CVu x Volume + CF Volume . ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custo. o que é talvez o mais importante. de uma média dos custos observados no passado.00 150. a variação será considerada como FAVORÁVEL.00 128. etc. tais como às relativas a materiais comprados de terceiros. comparando os que deveriam ser (Custo-Padrão) com os que efetivamente ocorreram (Custo Real). para o futuro.variação FAVORÁVEL FIXAÇÃO DO PADRÃO PADRÃO DE MATERIAIS Quantidade Física x Quantidade monetária PADRÃO DE MOD Estimativa de Horas x Custo da MOD p/ unidade PADRÃO DE CIF Parte Fixa Parte Variável Geralmente a taxa de absorção dos CIF é feita com base no volume (H/M. se o nível de desperdício dos materiais poderia ser diminuído. Desta comparação.variação DESFAVORÁVEL CUSTO REAL < PADRÃO . o Custo Real ser inferior ao Custo Padrão.

020.000 .000 310. O.200 foram vendidas no período (vendas correspondentes a 80% do que foi fabricado).CIF: $ 300.000 10.Material Direto: $ 100 x 4.Mão de Obra Direta: $ 310.000 .000 u = $ 70 x 4. através de relatórios especiais.000 320. não há necessidade de o Custo-Padrão servir de base para os lançamentos contábeis da empresa. sendo que 3.000.000 + 10. XPTO tem seguintes Custos – Padrão por unidade para fabricação do seu produto X: .000 (Desfavorável) Caso o controle fosse feito pela contabilidade.000 + 20.000 + 20.000 Os Custos-Padrão totais referentes à produção de 4.000 20.000 $ 280. EXEMPLO A Cia.000. A produção de X foi de 4.000 $ 320. Para atingir este objetivo. Entretanto.000 10.Mão de Obra Direta: $ 80 x 4.000 $ 1. Direta 310.000.000 Se a empresa fizesse o controle extra-contábil.000 .Material Direto: $ 410. A comparação entre o Custo Real e o Padrão pode ser feita de forma extracontábil. Existem várias maneiras de se fazer isso e estas formas de custeamento são denominadas de Custeio Padrão.000 300.000 410.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 91 CUSTEIO PADRÃO Pelo exposto no item precedente. ficou claro que a maior utilidade de Custo-Padrão é servir como parâmetro para o CONTROLE dos Custos Reais e como instrumento para a empresa detectar suas ineficiências.000 (Desfavorável) TOTAL 1.000 unidades foram: . há empresas que preferem controlar as variações entre o Custo Real e Padrão na própria contabilidade.Mão de Obra Direta (MOD): $ 80 $ 70 Não havia estoques de Produtos em Elaboração e de Produtos Acabados no início do período.000 u = = $ 400.000 .000 unidades totalmente acabadas. o lançamento seria: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (debitados pelo padrão) D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO D VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C ESTOQUE DE MATERIAL (pela saída do material-valor real) C FOLHA DE PAGAMENTO (pela apropriação da MOD-valor real) C CIF (pela apropriação dos CIF – valor real) 1. No final do período.000 280.000 u = . Direto 410.000 400.000 (Desfavorável) M. o contador de Custo faria o seguinte relatório: ITEM DE CUSTO CUSTO REAL CUSTO PADRÃO VARIAÇÃO M.000 (Favorável) CIF 300. Uma das formas de Custeio Padrão consiste em se registrar todos os custos pelos seus valores-padrão nas contas referentes aos Produtos em Elaboração e controlar as variações entre o Real e o Padrão em contas especiais.Material Direto (MD): $ 100 . os Custos Reais levantados foram: .020.10.000 1.000 $ 1.

000 (4) 16.000 4. 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 1.000 20. A transferência de Produtos em Elaboração para Produtos Acabados também se faz pelo Padrão. se desfavorável.000 No final do período.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 4.000 200.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1.000 800.000 (3) CPV (3) 800.000 (4) 16.000 1. são devedoras. De fato: CUSTO DA PRODUÇÃO DO PERÍODO = CUSTO DA PRODUÇÃO ACABADA. DIRETO (1) 10.000 VARIAÇÃO DO CIF (1) 20. credoras. Devedor 310.000 (2) VARIAÇÃO DO M.000 300.000. 4) D CPV D PRODUTOS ACABADOS D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1.000 10.000 O mesmo ocorrendo com a transferência de Produtos Acabados para o Custo dos Produtos Vendidos: 3) D CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (80% dos Produtos Acabados) C PRODUTOS ACABADOS 800.000 10. Se favoráveis. DIRETO S. .000.000 10.000.000 10.000. as contas de VARIAÇÕES são encerradas na proporção de 80% contra o CPV e 20% contra PRODUTOS ACABADOS.000 816.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 92 Note que as contas de VARIAÇÕES.000 (1) (4) 410.000 (1) ESTOQUE DE M.000 800.000 (4) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10. Inicial CIF Débitos do Período = 300.000 1.000 20.000 Observe que os saldos finais das contas de CPV e PRODUTOS ACABADOS coincidem com o saldo que seria obtido se todos os custos fossem contabilizados pelos valores reais e não pelos padrão.000.000 204.

Assim.000 (1) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.000 800.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 8.000. os lançamentos seriam: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIREITA C ESTOQUE DE MATERIAL C FOLHA DE PAGAMENTO C CIF 1.000 10.000).$ 2.000 10. Devedor 310.000.000 10.000 (3) 2.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 93 410.000 (1) 410.000. Esta diferença será lançada à crédito de PRODUTOS ACABADOS (20% X $ 10. os lançamentos de encerramento das contas de VARIAÇÃO serão feitos a crédito de PRODUTOS ACABADOS e do CPV.000 (2) VARIAÇÃO DO M.000 1.000 10.000.000 800.000. DIRETO S.000 1.000 198.000 10.000 (1) ESTOQUE DE M.000 ATENÇÃO: Caso a variação TOTAL fosse favorável (CUSTO REAL menor que o PADRÃO).020.000 0 (204.000 270.000 (+) ESTOQUE INICIAL DE PRODUTOS ACABADOS (-) ESTOQUE FINAL DE PRODUTOS ACABADOS (20% do Custo da Produção Acabada) (=) CPV (80% do Custo da Produção Acabada) 1.000) 816. se o CIF real fosse de $ 270.000 (4) VARIAÇÃO DO CIF (1) 10.000 1. inferior em $ 10.000 (4) .000 2.000.000 .000 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 3) D CPV C PRODUTOS ACABADOS 4) D VARIAÇÕES DO CIF D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C CPV C PRODUTOS ACABADOS Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1.000 200.000 10.000 10.000 = $ 8.000.000 10.000 310.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1.000 410.000 310. Inicial CIF Débitos do Período = 270.000 ) e do CPV (80% x $ 10. no exemplo citado.000 300. Nesse caso.000 10.000.000 800. o Custo Real seria de $ 990. DIRETO (1) 10.000 ao Custo-Padrão.000 270.

00 = $ 5. pode descobrir se está utilizando um volume maior de material do que deveria. a empresa apurou um Custo Real equivalente a $115.000. Caso não tivessem ocorrido variações nos preços. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custos.000. A VARIAÇÃO TOTAL do Custo Real em relação ao Padrão foi de: $ 115. esta comparação é que vai permitir à empresa controlar os seus custos e detectar eventuais ineficiências na produção. entre outras.100 unidades. Como já enfatizamos.500.000 unidades (Quantidade Padrão = Quantidade Real) Uma outra parcela deve ser atribuída à VARIAÇÃO DA QUANTIDADE.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 94 CPV (3) 800.00 . se a produtividade está aumentando ou diminuindo.00) não coincide com a VARIAÇÃO TOTAL ($ 15.000 792.500.000 8. Custo-Padrão da Matéria-Prima = $ 100 x 1000 u = $ 100. sendo $ 500. a divergência entre o Real e o Padrão seria: 100 unidades x $ 100. a divergência entre o Custo Real e o Padrão seria: $ 5.00 .000 (4) ANÁLISE DAS VARIAÇÕES A análise das razões das diferenças entre o Custo Real e o Padrão é a parte mais importante do uso do Custeio Padrão para fins de CONTROLE. se pagou o preço adequado pelos materiais.00) com a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE ($ 10.000. Período: mensal.00.$ 100.00 Quantidade da matéria-prima a ser utilizada para o nível de produção previsto: 1.00 (desfavorável) Uma parcela dessa Variação Total deve ser atribuída à VARIAÇÃO DO PREÇO. cuja decomposição mostrou que: Preço efetivo pago por unidade: $ 105. Suponhamos que uma empresa tenha fixado o seguinte Custo-padrão para a Matériaprima utilizada na fabricação de seu produto: Preço previsto por unidades: $ 100.00 (diferença de preço entre o Preço Real e o Padrão) (VARIAÇÃO DO PREÇO) x 1.00 = $ 15. Caso não tivesse havido variação das quantidades.500.500.00). se está havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar.00 Encerrado o período de produção.00 $ 10.000 unidades.000. Real e a Padrão) (Preço Padrão = Preço Real) (VARIAÇÃO DA QUANTIDADE) Entretanto a soma da VARIAÇÃO DO PREÇO ($ 5.00 Quantidade efetivamente utilizada para o nível de produção previsto: 1.00.00 (diferença entre a Qde. Finalidade: identificar a natureza das variações.000. suas causas e seus responsáveis e usá-las para a tomada de decisões corretivas. A empresa.

A diferença entre os dois tipos de Custo engloba a VARIAÇÃO DO PREÇO.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 95 inferior a esta última. Esta última corresponde à multiplicação da diferença de preço ($ 5. a quantidade será 1. pela VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. a área do retângulo hachurado corresponde à multiplicação do Preço-Padrão pela Quantidade Padrão.00 VARIAÇÃO DE QUANTIDADE: 100 x $ 100.00 mais caro do que o preço-padrão dos Materiais.00 VARIAÇÃO TOTAL = $ 15.000 = $ 5.00.000. por convenção.00 x 1. Este é o processo de CONTROLE: fixa uma meta.500.500.000.00 Obs. Nesse caso. Para compreender porque ela ocorre. ao Custo Real. No caso da MÃO DE OBRA DIRETA. Esta diferença de $ 500.00) pela diferença de quantidade (100 unidades). teríamos: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. se a Variação Mista for considerada. portanto. a análise das VARIAÇÕES tem mais um complicador. foi considerada a quantidade real. Alguns contadores preferem não trabalhar com a VARIAÇÃO MISTA. A verdadeira utilidade do CUSTO-PADRÃO vai se revelar no momento em que se começa a analisar as causas. a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE e VARIAÇÃO MISTA.00 é denominada de VARIAÇÃO MISTA. verifica se ela foi atingida e. a análise das VARIAÇÕES é similar a dos MATERIAIS DIRETOS. quais as razões que justificam isto. com a única diferença de que a VARIAÇÃO DE QUANTIDADE das horas trabalhadas previstas é chamada de VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA e a VARIAÇÃO DE PREÇO do custo horário da MOD é denominado VARIAÇÃO DE TAXA. Em relação aos CIF. já que o Departamento de Compras provavelmente só aceitará ser responsabilizado pela VARIAÇÃO DE PREÇO e o Departamento de Produção. No entanto.00.100 = Real VARIAÇÃO MISTA CUSTO PADRÃO Padrão = 1000 Quantidade A área hachurada corresponde ao Custo-Padrão de $ 100. A área do retângulo maior.000.: Neste cálculo.000 unidades (padrão) e a fórmula será: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5.00 = $ 10. De fato. as VARIAÇÕES são assim definidas: VARIAÇÕES DE PREÇO = Diferença de Preço x Quantidade Real VARIAÇÃO DE QUANTIDADE = Diferença de Quantidade x Preço Padrão No exemplo analisado.100(*) = $ 5. caso não tenha sido. o Departamento de Produção explicar por que foram utilizadas 100 unidades a mais de matériaprima para fabricar a produção prevista. Os CIF fixos por unidade têm que se projetados dividindo-se os valores previstos dos CIF por um volume de produção . O departamento de Compras terá que explicar por que comprou $ 5. em virtude de não se poder eleger nenhum responsável por ela. conforme demonstrado anteriormente. tanto da VARIAÇÃO DO PREÇO quanto da VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. veja o gráfico a seguir: Preço Real = $ 105 VARIAÇÃO DE PREÇO Padrão = $ 100 VARIAÇÃO DA QUANTIDADE 1.00 x 1.

As variações podem ser favoráveis. (PR – PP) x QP] PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE PREÇO Oscilações do preço do mercado. Fixado o padrão e posto em prática. este será comparado com os custos reais de matéria-prima. são os resultados obtidos da comparação entre o custo real e o custo padrão. Compras não programadas ou emergenciais. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação e poderá ser observada a variação ocorrida em cada um desses três fatores de produção. obsoleto. Variação de mão de obra Da mesma forma que material. que é denominada VARIAÇÃO DE VOLUME. corretiva e ineficaz. há outra causa de divergência entre o Custo Real e Padrão. Estimativa deficiente dos padrões fixados. Estas precisam ser analisadas antes de se tomarem medidas para as correções. incluí-la na variação de PREÇO: (PR – PP) x QR [quando quiser considerar a variação mista. Em outras palavras. desfavoráveis. na maior parte dos casos. c) Mão de obra não especializada. Se a produção real for diferente da que serviu de base para calcular os CIF fixos por unidade. Costuma-se. quando o custo real for menor que o padrão. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE QUANTIDADE a) Maquinário desgastado. as variações de mão de obra são calculadas com o uso das fórmulas abaixo: Variação de Taxa (Salário) ( TR – TP ) X HP = VARIAÇÃO DE TAXA . quando o custo real for maior que o padrão. b) Manutenção. na prática. Ineficiência do pessoal da área de compras. Variação de material As variações de quantidade e preço são calculadas mediante a aplicação das seguintes fórmulas: Variação de Preço ( PR – PP ) X QP = VARIAÇÃO DE PREÇO Variação de Quantidade Onde: PR = Preço Real ( QR – QP ) X PP = VARIAÇÃO DE QUANTIDADE PP = Preço padrão QP = Quantidade Padrão QR= Quantidade Real Variação Mista (VM) quando há variação no preço e na quantidade do insumo: (QR – QP) x (PR – PP) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 96 esperado. d) Má qualidade do material e) Estimativa deficiente dos padrões fixados. VARIÂNCIA Compreende-se como variação ou variância qualquer afastamento de uma variável em relação a um parâmetro pré-estabelecido. Falta de planejamento financeiro. então. A capacidade administrativa de um gerente pode ser medida através das variações que seu departamento incorre em um determinado período.

a tarefa de cálculo das variações dos CIF’s é mais complexa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 97 Variação de Eficiência (Tempo) ( HR – HP ) X TP = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: TR = Taxa salarial real TP = Taxa salarial padrão HP = Horas padrão HR= Horas reais Variação Mista (VM) quando há variação de taxa e de eficiência: (HR – HP) x (Tx R – Tx P) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. Oscilação do preço da mão de obra Política de remuneração inadequada. Estimativa deficiente dos padrões fixados. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE EFICIÊNCIA Paralisação anormal das máquinas. A variância orçamentária reflete maior ou menor volume de gastos comparado com a importância do CIF orçado. incluí-la na variação de taxa: (Tx R – Tx P) x HR = PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE TAXA Uso de mão de obra não qualificada para a tarefa. a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) Comparando os resultados. o custo-padrão atinge o seu grande papel de instrumento de controle.CIF ORÇADO = VARIAÇÃO DE ORÇAMENTO Variação de Capacidade ( HO – HR ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE VOLUME Variação de Eficiência . Estimativa deficiente dos padrões fixados. Falta de treinamento adequado aos operários. na prática. Oscilações sazonais em mão de obra emergencial. Costuma-se. Taxa de Absorção CIF Orçado Base de Volume = TAXA DE ABSORÇÃO Variação de Orçamento CIF REAL . Sobretempos devidos ao material ou a operações imperfeitas. uma vez que resulta do jogo simultâneo do orçamento da despesa e do orçamento da produção. é indispensável ter presente a variabilidade eventual dos três elementos: a capacidade utilizável. de capacidade e de eficiência. Falta de motivação. As variações do CIF são três: orçamentária. A variância de eficiência representa a diferença entre o número de horas empregadas para fabricar certo volume e o número de horas-padrão que foi fixado para esse mesmo volume. Ao se estabelecer o quociente ou medida-padrão do CIF para o cálculo do custo-padrão. A variância da capacidade representa maior ou menor utilização da capacidade da fábrica em função das horas trabalhadas quando comparadas com as horas estimadas para o período. ao procurar conhecer as razões que fizeram aparecer às variações e tentar corrigi-las. o orçamento da despesa e o volume de produção atingível. Variação dos custos indiretos de fabricação Diferentemente do material e da mão de obra.

Outra abordagem sobre a Variação dos CIF: Obs: análise somente pelo valor unitário.se a produção for MAIOR do que a prevista.CIF orçados diferentes do REAL.volume afeta os cálculos. . g) Excesso dos gastos em relação às necessidades normais VARIAÇÕES DA CAPACIDADE h) Estimativas incorretas de programação. CF por unidade será MENOR (variação FAVORÁVEL). CF por unidade será maior (variação DESFAVORÁVEL). i) Paralisações devidas a causas anormais VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA j) Anormalidades no fluxo e no abastecimento do material.Ambos os fatores. quanto teriam sido eles com a produção real? . . PARTE FIXA CIF PARTE VARIÁVEL Formulação do Padrão: CFt orçado + CVu orçado x Volume (base) Volume (base) Onde: CFt = Custo Fixo Total CVu: Custo Variávei Unitário * Base/Volume: utilizado para a atribuição dos CIF aos produtos. particularmente.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 98 ( HR – HP ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: HO = Horas orçadas HR = Horas reais HP = Horas padrão PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DOS CIF’S VARIAÇÕES DO ORÇAMENTO f) Estimativa incorreta dos gastos. Problemas a serem considerados: . k) Maior ou menor rendimento do trabalho em termos de horas de mão de obra absorvidas. .Volume Real diferente do Volume Padrão. .se a produção for MENOR do que a prevista. dos CF por unidade. Variação de Volume (VV): . VARIAÇÕES VOLUME Se não houvesse nenhuma variação nos custos propriamente ditos.

No processo de custeio-padrão. 2. . . e) Todas as fases. . tendem a se tornar rígidos ou inflexíveis. . quanto a preços de venda e políticas de produção. cabe à área de Contabilidade de Custos: d) Tomar medidas corretivas. Por custo padrão.a demarcação dos elementos controláveis e incontroláveis das variâncias é uma tarefa extremamente difícil. d) Gerencial. c) Geral. Como desvantagens (entendem-se limitações) do custo-padrão podemos relacionar as seguintes: . já que isto se assemelha a medir as atividades através de critérios elásticos. mesmo em períodos de tempo relativamente curtos. . b) A empresa terá os melhores recursos a sua disposição. .Os padrões de custo podem ser um importante instrumento para a avaliação do desempenho. c) Avaliar as variações. b) Societária.os padrões. c) Controle. entendem-se: a) todos os gastos aplicados na obtenção de produtos para serem comercializados e/ou consumidos na produção. CIF real (unitário) – CIF que deveria ter ocorrido no volume real (unitário) Vantagens e desvantagens do custo-padrão Podemos ressaltar algumas vantagens no uso do custo-padrão. d) O custo-padrão ideal é muito prático. a) Elaborar os padrões. Exercícios QUESTÃO 1 – Assinalar a alternativa correta: 1. d) Programação. 3.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 99 CFP ajustado ao volume real unitário – CFP unitário = CUSTOS Medir a variação no valor dos CIF. 4. b) Execução.quando os padrões são alterados freqüentemente. O custo-padrão deve ser utilizado na fase de: a) Planejamento. 5. sua eficácia para a aferição do desempenho é enfraquecida. A elaboração de um custo-padrão corrente parte do pressuposto de que: a) Algumas ineficiências são inevitáveis. Quando os padrões são realistas e atingíveis. muitas vezes. tais como: . e) Ele é o que realisticamente deverá ocorrer.No sistema de custo-padrão produzem-se relatórios que tornam possível um controle mais rápido das operações por parte da administração. e) Avaliar os desempenhos. e são utilizados apropriadamente eles podem incentivar os indivíduos a se desempenhar com mais eficiência. b) Apurar as variações.Constitui os custos-padrão um poderoso auxílio ao trabalho de elaboração e acompanhamento dos orçamentos. c) A média de custo do passado é um número válido. O custo-padrão atende aos preceitos da Contabilidade: a) Financeira. e) Tributária.Os custos-padrão constituem instrumento valioso para apoio às decisões.

para cada unidade produzida.00. com a utilização dos melhores e mais baratos re-cursos de produção.000. foi de 100 horas acima do número previsto. Assinale a alternativa incorreta: Entende-se por custo-padrão corrente o que seria o custo ideal de produção de bens e serviços. c) A variação de taxa.00. Com base nessas informações. foram produzidas 620 unidades.00. contribuindo para o aumento da eficácia e eficiência da empresa. foi desfavorável. No mesmo período. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da matéria-prima.00 para cada quilo. deve haver envolvimento do pessoal da controladoria. a variação do tempo da mão-de-obra direta. e) os custos calculados e contabilizados de acordo com o critério de custeio por absorção. e) Custo-padrão maior em $ 100.10 abaixo do valor-padrão. O valor da variação total entre o custo-padrão e o custo real foi de: d) Custo-padrão menor em $ 10. O custo-padrão de uma empresa para a mão-de-obra direta para cada unidade produzida é: 20 horas à taxa horária de $ 6. O custo-padrão é um excelente instrumento de controle das atividades produtivas e operacionais de uma indústria. Uma significativa e anormal variação favorável não deve ser objeto de preocupação do Analista de Custos. foi favorável. visto serem os responsáveis pelos controles e pelas compras das mercadorias. A variação entre o custo real e o custo padrão: a) nula. d) desfavorável em R$ 3. para cada unidade produzida é: 10 quilos ao preço de $ 60. Durante o mês. a) b) c) d) 8. O sistema de custo-padrão pode ser implantado em empresas prestadoras de serviços.510 quilos. e) desfavorável em R$ 15. havia gasto 20% a mais de material que o previsto. a variação do custo de mão-de-obra direta por unidade de tempo foi de $ 0. em certo período.00.00.00. para cada unidade produzida. aquele custo conseguido em uma situação de laboratório. para produzir uma unidade de determinado produto. incluindo os estudos do tempo e dos movimentos relativos a cada operação. constatou que.000. 6.800.00 por hora. foram produzidas 620 unidades. Uma empresa que trabalha com custos-padrão previu que gastaria 5 kg de matéria-prima.00. d) Nenhuma das anteriores.710 horas.00. a um custo de R$ 15. d) os custos determinados previamente/ baseados em cálculos analíticos sobre os processos produtivos.802. . c) favorável em R$ 15.00. para um total de 12. para cada unidade produzida. 11. (AFRF) Numa empresa fabril que trabalha com custo-padrão. sendo que o total gasto com a matéria-prima A foi de $ 365. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da mão-de-obra direta. O custo-padrão de uma empresa para o consumo da matéria-prima A. Ao final do período. para o total de 6. c) Custo-padrão maior em $ 10. ou seja. Com base nessas informações. da produção e de outros departamentos e setores da empresa.000.00.10. a) Custo-padrão maior em $ 110.000. embora tivesse economizado 20% no preço do material.000 horas.00/kg. Uma das vantagens da implantação do custo-padrão é permitir a constatação de falhas nos processos produtivos. c) os custos totais de fabricação incorridos em um determinado mês. 7. que foi de 1. foi desfavorável em $ 3. b) Custo-padrão menor em $ 110. Durante o mês. 9.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 100 b) todos os gastos que uma empresa aplicou na obtenção de um padrão na contabilidade de custos. b) A variação de eficiência. Na implantação de um sistema de custo-padrão. sendo que o total de salários e encargos foi de $ 78. Sempre que a empresa produzir além do volume padrão ocorrem variações nos padrões de consumo da matéria-prima. a) b) c) d) Assinale a alternativa correta: As variações de preços das matérias-primas são de responsabilidade dos funcionários do almoxarifado. que foi de $ 1. para cada unidade produzida.000.00. foi desfavorável em $ 7. b) favorável em R$ 3. 10.

foi desfavorável em $ 30. b) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 650. no processo produtivo. serão necessárias.30/kg. que são realizadas dentro de condições normais de fabricação. Todas as anteriores. serão necessárias. pode-se afirmar que: a) para uma saída de 2. a uma taxa real de $ 1. quantidade comprada: 13. uma vez que ele utiliza experiências simuladas. Assinale a alternativa correta: a) no consumo de 4. Foram produzidas 2. 15.200 kg de matéria-prima. para o padrão. preço de compra: $ 0. • Horas trabalhadas: 600 horas.35/kg. registradas e controladas por medições de natureza operacional e relacionadas à estatística. É um custo planejado para determinado período.00. para cada unidade produzida. foi realizada uma economia de 1.000 $ 9. supervisores e demais funcionários da produção irão esforçar-se ao máximo para atingir ou superar as metas do custo-padrão. 12 Assinale a alternativa incorreta: O uso.000 $13. o custo-padrão deve levar em consideração as metas de eficiência e eficácia da empresa. 16. de máquinas e equipamentos obsoletos. Não observa cada fator de produção. em relação aos padrões. a fim de verificar os desvios resultantes de sua comparação com o Custo Histórico. principalmente se os padrões forem fixados tendo parâmetros exeqüíveis de produção e se houver um bom sistema de avaliação e remuneração para os mais competentes e dedicados à empresa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 101 b) c) d) a) b) c) d) A variação de quantidade da matéria-prima.000 kg. d) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 750.000 $ 12. Uma empresa que produz copos de cerveja de alumínio possui a seguinte estimativa de custo-padrão quanto à matéria-prima a ser utilizada na produção. visto que deve servir como instrumento de avaliação e melhoria contínua. preço: $ 0. (Exame de Suficiência do CFC/2000) O conceito de custo-padrão: Não é baseado em princípios científicos. 13 a) b) c) d) 14.000 kg. sem adequada manutenção.00 desfavorável. Em sua elaboração e implantação. • Tempo-padrão de mão-de-obra por copo produzido: 0.50. b) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 favorável. A variação de preço. • Quantidade de 2 kg por copo produzido.10.000 kg. d) para uma saída de 2.500 u. pode resultar em variações desfavoráveis na quantidade das matérias-primas.30 h.500 u. c) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 desfavorável.000 Custe real $ 17. 700 horas de mão-de-obra.60/h.500 . para o padrão. atualizado o mesmo apenas para indexar o preço de venda do produto. O resultado das análises das variações entre o custo-padrão e o custo real deve ser de conhecimento apenas da Diretoria.500 u. 780 horas de mão-de-obra.500 $ 14. para cada unidade produzida. taxa-padrão por hora: $ 1. analisando cada fator de produção em condições normais de fabricação. É baseado na indexação do Custo Histórico. • Quantidade de matéria-prima utilizada no período: 4. c) a variação de uso do material é considerada $ 400 favorável.Analise os dados a seguir referentes à produção: Custo padrão Materiais diretos Mão-de-obra Custos indiretos de fabricação $ 20. Com base nos dados relativos à mão-de-obra. foi favorável em $ 38.00 desfavorável. na eficiência da mãode-obra e na variação de volume. Os operários.

Não havia o mesmo cuidado em relação ao rateio dos custos indiretos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 102 Informações adicionais: Venda de 75% das unidades produzidas.000 negativa. d) $ 31.625.50 Tomando como base as informações contidas no quadro acima. Informações adicionais: • Durante o exercício foram produzidas 2. Os custos indiretos totalizaram $ 6.000.00 Custo real 2.400.5 horas R$ 5. consumindo-se 3.000. em R$.000.000.300.00 R$ 55. b) $ 31. $ 28. $ 10.125. o estoque final de matéria-prima. respectivamente.000. O preço médio pago pelo papelão foi de $ 4. Itens Capacidade instalada Consumo de horas p/unidade Taxa horária Produção planejada Produção real Total de gastos planejados Total de gastos reais Custo padrão 15.000.625.000 favorável. $ 10.000.000.0 m 2 min $ 5.000 por mês. o estoque final de produtos acabados e o lucro líquido apurado no período foram respectivamente de: a) $ 32. É correto afirmar: a) o custo real médio das 2.000 favorável e $ 600.20/m2.000.ACTIVITY BASED COSTING (ABC) No chamado ambiente tradicional de produção.000. Nesse cenário. devido a sua falta de representatividade em relação aos demais custos.19/m e o da mão-de-obra direta $ 22/h.300.000. 2. normalmente.000 caixas. que vigorou na maioria das empresas até a década de 70.000 negativa b) 5. . $ 10.875.599. $ 28. e) 20. c) a variação a ser atribuída ao departamento de compras é de $ 3. Ao final do mês.000 negativa.125. $ 0. o valor da variação de ociosidade.000 caixas.000 horas 3 horas R$ 4. foi a) 5.875.000 positiva. possui o seguinte custopadrão: Quantidade Custo unitário Papelão Fita adesiva Mão-de-obra direta 1.000 negativa. b) a variação de matéria-prima a ser atribuída à produção é de $ 26.000. $ 10. CUSTEAMENTO POR ATIVIDADES .A. O valor dos custos dos produtos vendidos.00 por caixa.000. $ 11. Nessa linha de embalagens. os principais fatores de produção eram a matéria-prima e a mão-de-obra e. c) 10. $ 10.325. a preocupação dos gestores de custos era a de apropriar adequadamente os custos diretos aos produtos e centros de responsabilidade.000 unidades 4.900.00/m2 $ 0.431. receita apurada na venda: $ 60. d) a variação de eficiência e de taxa de mão-de-obra foram de $ 50.000 horas de mão-de-obra direta. A empresa Yanes S. fabrica caixas de sapato. $ 29.000.050 m de fita adesiva e 75.00 5. o da fita.000.875.325. Nível de produção mensal de 2.000.500 m2 de papelão. $ 29. apurou uma variação de ociosidade de mão-de-obra direta. os custos indiretos representavam parcela irrelevante do custo total. c) $ 45.7 m2 1. 18 (ICMS/SP 2006) Uma empresa utiliza em sua contabilidade o sistema de Custo Padrão. $ 11. $ 10. estoque inicial de matéria-prima: $ 28.000 caixas é de $ 13.30/m $ 30/h por unidade Os custos indiretos de fabricação representam $ 6. 17. estoque final de produtos em elaboração: 0.000 unidades R$ 60. d) 15.000.

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Eram aceitáveis tais procedimentos, visto serem pequenas as possíveis distorções, no custo total, decorrentes de possíveis rateios inadequados dos custos indiretos. No entanto, as empresas foram forçadas a migrar para um novo ambiente de produção. A necessidade de modernização para enfrentar a concorrência fez com que houvesse grandes investimentos na automação e informatização dos processos produtivos. Simultaneamente, a participação da mão-de-obra foi constantemente reduzida, substituída gradativamente por máquinas e robôs. No atual cenário empresarial de acirrada competição global e crescente guerra de preços, os empresários são obrigados a adotar novas tecnologias para aumentar a competitividade de suas empresas, com uma enorme preocupação no aprimoramento de seus produtos e processos e, simultaneamente, na eliminação dos desperdícios. Os conhecidos sistemas de custeios convencionais não estavam preparados para atender a essa necessidade de novas informações gerenciais, principalmente com relação ao tratamento e análise, classificação, registro contábil e apropriação aos produtos dos custos indiretos de fabricação. É importante ressaltar a exigência quanto à melhor alocação dos custos indiretos. A grande diversidade de produtos e modelos fabricados na mesma planta fabril que vem ocorrendo nos últimos tempos, principalmente em alguns setores industriais, dificulta essa alocação. Daí a importância de um tratamento adequado na alocação dos CIF aos produtos, pois os mesmos graus de arbitrariedade e de subjetividade eventualmente tolerados no passado podem provocar hoje enormes distorções. Então surgiu o Método de Custeio ABC – Activity-Based Costing para tentar resolver os problemas das alocações dos CIF aos produtos. Os divulgadores desse método foram os professores da Harvard Business Scholl Robert S. Kaplan e Robin Cooper. Definição O Custeio ABC é uma técnica de controle e alocação de custos que permite: - identificar as atividades e os processos existentes nos setores produtivos de uma organização industrial ou prestadora de serviços; - identificar, analisar e controlar os custos envolvidos nessas atividades e processos; - atribuir os custos aos produtos, tendo como parâmetros a utilização dos direcionadores (ou geradores) de custos e atividades. O objetivo principal deste método é a alocação racional dos gastos indiretos aos bens e serviços produzidos, proporcionando um controle mais apurado dos gastos da empresa e melhor suporte nas decisões gerenciais. Esse método de custeio pode ser aplicado em qualquer ramo de atividade, ou seja, não está restrito somente as indústrias. O Custo Baseado em Atividades (ABC) é uma metodologia que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos. O ABC é um sistema de custeio baseado na análise das atividades significativas desenvolvidas dentro da empresa. O centro de interesse do sistema concentra-se nos gastos indiretos. O objetivo imediato do sistema é a atribuição mais rigorosa de gastos indiretos aos bens ou serviços, permitindo um controle mais efetivo desses gastos e oferecendo melhor suporte às decisões gerenciais. O pressuposto do ABC é que os recursos (fatores produtivos) são consumidos pelas suas atividades e não pelos produtos que ela fabrica. Os produtos são conseqüências das atividades efetuadas pela empresa para fabricá-los e comercializá-los. O método de custeio ABC estará em condições de apresentar resultados mais precisos sempre que: - a empresa utilizar grande quantidade de recursos indiretos em seu processo; - a empresa tenha significativa diversificação em produtos, processos de produção e clientes. Segundo Cooper e Kaplan (1991), as empresas que implantam o ABC usam três métodos para estimar os custos que ocorrem na execução das atividades. O método mais simples agrega os gastos em todos os recursos destinados àquela atividade particular, tais como "setup" de máquinas ou emissão de ordens de compra, e divide esse dispêndio total pelo número de vezes que a atividade foi realizada (nº de "setups", n° de ordens de compras). O segundo método utiliza a duração dos direcionadores de custos, isto é, o tempo requerido para a realização de cada atividade, na alocação das despesas indiretas aos produtos, como por exemplo, o tempo em horas ou minutos na execução do "setup". É mais preciso que o anterior, porém mais dispendioso. Os benefícios de uma maior precisão na medição das atividades consumidas deverão ser balanceados com um custo mais elevado na coleta de dados. O terceiro, e o mais preciso dos métodos, consiste em medir diretamente os recursos consumidos em cada ocorrência da atividade. Pode-se, por exemplo, medir todos os recursos usados para uma determinada modificação de engenharia ou para um trabalho específico de manutenção. A duração dos direcionadores assume que as despesas são proporcionais ao tempo total que a atividade é executada.

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Processo: cadeia de atividades interdependentes, relacionadas entre si, necessárias para gerar um produto ou serviço. Exemplos: - processo de seleção e recrutamento de mão-de-obra; - processo de montagem de automóveis; - processo de compras; - processo de vendas; - processo de contas a pagar; - processo de emissão e cobrança de boletos das mensalidades de uma Universidade; - processo de montagem de bicicletas etc. Função: conjunto de atividades com um fim comum dentro de uma empresa. As funções correspondem aos centros de custos e de despesas estabelecidos no organograma da empresa. Um processo pode ser desenvolvido com base em diversas funções. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Montagem Função Pintura Função Acabamento As funções podem ser produtivas, auxiliares, administrativas, comerciais ou financeiras. Atividade: conjunto de tarefas necessárias para o atendimento das metas das funções. É qualquer evento necessário para o processo e que consome recursos da empresa ou da entidade. É uma combinação de recursos humanos, materiais tecnológicos e financeiros para produzir bens e serviços. É composto por um conjunto de tarefas necessárias ao seu desempenho. o As atividades são necessárias para a concretização de um processo. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Pintura Função Montagem Função Acabamento Atividades: Atividades: Atividades: - Acoplamento das rodas - Montagem de rodas - Preparo da superfície - Acoplamento do guidão - Montagem de quadros - Aplicação sulface - Montagem do banco e acessórios - Montagem de guidão - Pintura na cor principal Atividades do Departamento de Suprimentos: - selecionar e treinar compradores; - selecionar e contatar fornecedores; - efetuar coletas e cotações de preços; - digitar e enviar os pedidos de compras; - acompanhar o atendimento dos pedidos; - verificar a execução das compras e baixar os pedidos atendidos; - efetuar as estatísticas e relatórios de compras etc. Atividades do Departamento de Tornearia e Solda - cortar e dobrar as chapas; - tornear as peças; - soldar etc. Atividades do processo de cobrança das mensalidades de uma Universidade: - emitir boletos; - remeter para cobrança bancária; - recebimento das listagens de recebimentos; - relacionar inadimplentes etc. Direcionador de custos: forma como as atividades consomem recursos. Serve para custear as atividades. Demonstra a relação entre o recurso consumido e as atividades. O direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade e, conseqüentemente, da existência de seus custos. Por exemplo, como a atividade “Montagem de Quadro” consome recursos? São exemplos de direcionadores de custos: quantidade de horasmáquina necessárias para o beneficiamento de uma peça; quantidade de mudança nos moldes e chapas da estamparia; quantidade de requisições de matérias-primas ou componentes; quantidade de alunos de uma universidade etc. Direcionador de atividades: forma como os produtos ou serviços consomem atividades. Serve para custear os produtos ou serviços. É o fator que determina a ocorrência de um processo. Como os processos exigem

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atividades para serem realizados, deduz-se que o custo de um processo é o resultado da somatória do custo das atividades consumidas por processo. Por exemplo, como os produtos consomem a atividade “montagem de quadro”? Exemplos: quantidade de peças beneficiadas para determinado produto; quantidade de peças estampadas; quantidade de matérias-primas ou componentes consumidos no processo; quantidade de alunos matriculados. Algumas observações A rigor, há que se distinguir dois tipos de direcionadores: os de primeiro estágio, também chamados de “direcionadores de recursos” e os de segundo estágio, chamados de “direcionadores de atividades”. O primeiro identifica a maneira como as atividades consomem recursos e serve para custear as atividades, ou seja, demonstra a relação entre os recursos gastos e as atividades. Os direcionadores de recursos devem responder as seguintes perguntas: o que é que determina ou influencia o uso deste recurso pelas atividades? Ou como é que as atividades se utilizam desses recursos? O segundo identifica a maneira como os produtos “consomem” atividades e serve para custear produtos ( ou outros custeamentos), ou seja, indica a relação entre as atividades e os produtos. Por exemplo: o número de inspeções feitas nas diferentes linhas de produção define a proporção em que a atividade Inspecionar Produção foi consumida pelos produtos. Vantagens do Método de Custeio ABC O custeamento baseado em atividades, como instrumento de controle gerencial, apresenta diversas vantagens quando comparado com os critérios de custos tradicionais. São exemplos: - o sistema ABC somente utiliza critérios de rateio como última alternativa no que consiste na atribuição de gastos indiretos às atividades, ou seja, o critério de rateio é utilizado unicamente nos casos em que não for possível a atribuição de custo para determinada atividade; - identifica os “direcionadores” de custos, que facilita a identificação de custos desnecessários, que não agregam valor; - atribui os custos indiretos aos produtos de maneira coerente com a utilização de recursos consumidos para a execução das necessárias atividades. Um dos benefícios obtidos com o ABC é o de permitir uma melhoria nas decisões gerenciais, pois se deixa de ter produtos "subcusteados" ou "supercusteados" permitindo-se a transparência exigida na tomada de decisão empresarial, que busca, em última análise, otimizar a rentabilidade do negócio. Implantação do Custeio ABC O primeiro passo para implantação do custeio ABC é identificar as atividades relevantes dentro de cada departamento. Nesse ponto, pode ocorrer de a empresa já possuir uma estrutura contábil que faz a apropriação de custos por Centro de Custos ou Centro de Atividades, o que irá possibilitar adaptações importantes. O segundo passo é a atribuição dos custos às atividades. O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. Devem incluir salários com os respectivos encargos sociais, materiais, depreciação, energia, uso das instalações etc. A primeira fonte de dados para custear as atividades é o razão geral da empresa. Em alguns casos é necessário, também, solicitar estudos da área de engenharia e realizar entrevistas com os responsáveis pelos departamentos ou processos e até com quem executa a atividade. A atribuição de custos às atividades deve ser feita da forma mais criteriosa possível, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: alocação direta; rastreamento por meio dos direcionadores de custos e atividades; e rateio. A alocação direta faz-se quando existe em uma identificação clara, direta e objetiva de certas atividades. Podem ocorrer com salários, depreciações, viagens, material de consumo, matéria-prima etc. O rastreamento é uma alocação com base na identificação da relação de causa e efeito entre a ocorrência da atividade e a geração dos custos. Essa relação é expressa mediante os direcionadores de custos. Uma característica da relação de causa e efeito, para entendermos melhor, é que quanto maior o uso, maiores os custos totais. A relação de causa e efeito é bem explicada quando foi estudado os Custos Variáveis. Quanto mais se consumir na produção, maiores serão os custos totais variáveis; quanto menos produzir, menores serão esses custos. O rateio é realizado apenas quando não há a possibilidade de utilizar nem a alocação direta, nem o rastreamento. O terceiro passo é fazer a identificação dos direcionadores de custos e de atividades. O que distingue o ABC do sistema tradicional de custos é a maneira como ele atribui os custos aos produtos. Portanto, o grande desafio, ou seja, a verdadeira “arte” do ABC está na escolha dos direcionadores de custos.

o direcionador a ser utilizado é o número de pedidos de compra de material. Observe o exemplo abaixo. admitindo-se que os pedidos são homogêneos.600 Total 57.000 Controlar Produção 13.000 Total 28.200 Total 46. Departamentos Compras Levantamento dos Custos de Atividades Atividades Custos ($) Comprar Materiais 16.350 Movimentar Materiais 16. o direcionador escolhido foi o número de fornecedores para cada .350 Programar Produção 16. Há casos em que os pedidos têm características muito diferentes uns dos outros.000 Despachar Produtos 32.Contabilidade de Custos 106 Profº Francisco Lorentz O quarto passo seria a atribuição dos custos aos produtos e / ou aos departamentos. tal como o tempo gasto por pedido.850 Cortar 29.000 Desenvolver Fornecedores 12. Para a atividade Desenvolver Fornecedores.200 Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Levantamento dos Direcionadores de Atividades Departamentos Atividades Direcionadores Comprar Materiais N° de Pedidos Compras Desenvolver Fornecedores N° de Fornecedores Receber Materiais N° de Recebimentos Almoxarifado Movimentar Materiais N° de Requisições Programar Produção N° de Produtos Administração da Produção Controlar Produção N° de Lotes Cortar Tempo de Corte Corte e Costura Costurar Tempo de Costura Acabar Tempo de Acabamento Acabamento Despachar Produtos Apontamento de Tempo Para a atividade Comprar Materiais. Conhecidos os custos das atividades e os direcionadores de custos e de atividades.600 Acabar 14. referente aos departamentos e principais atividades desenvolvidas: Levantamento das Atividades Relevantes dos Departamentos Departamentos Atividades Compras Comprar Materiais Desenvolver Fornecedores Almoxarifado Receber Materiais Movimentar Materiais Administração da Produção Programar Produção Controlar Produção Corte e Costura Cortar Costurar Acabamento Acabar Despachar Produtos É importante observar que para cada atividade devemos atribuir o respectivo custo e um direcionador.850 Total 29. já que o "número de pedidos" não representa o esforço requerido. nesse momento faz-se a atribuição dos custos aos produtos e/ou aos departamentos. deve se procurar outra medida de atividade.000 Costurar 28. Nestes casos.000 Receber Materiais 12. por meio de cálculos.000 Total 28.

teremos como direcionador um levantamento do tempo gasto com os despachos através do preenchimento de relatório de tempo gasto pelo funcionário. o fator que determina o custo de uma atividade ou objeto de custo. calcule o custo unitário de produção de cada produto utilizando a metodologia do custeio baseado em atividades: Volume de produção Material direto Mão-de-obra direta PRODUTO X 10. é denominado de: a) processo. c) atividade. e) critério de rateio. o direcionador é o número de recebimentos. A atividade Controlar a Produção terá como direcionador o número de lotes produzidos.Contabilidade de Custos 107 Profº Francisco Lorentz item de material (que é facilmente identificável com o produto). QUESTÃO 2 Com base nos dados abaixo. revelando a causa do custo. Admitiu-se que o esforço exigido desta atividade estava relacionado ao número de lotes produzidos.000 unidades $15 p/ unidade $10 p/ unidade PRODUTO Y 12. também facilmente identificável com os produtos.000 12.000 $321.000 CUSTO UNITÁRIO PRODUTO X:____________________________________________ CUSTO UNITÁRIO PRODUTO Y:____________________________________________ .200 $261. Para as atividades Cortar. chegou-se à conclusão de que a melhor medida de saída desta atividade era o número de itens de produtos a programar. Poderia ser também o peso de cada requisição. b) direcionador. os direcionadores são os tempos gastos em cada produto para que a atividade seja efetuada.000 unidades $20 p/ unidade $15 p/ unidade Os custos indiretos somaram no período $321. Para a atividade Despachar Produtos. se um produto possui mais fornecedores do que outro este produto "recebe" mais custo desta atividade do que um produto que possua menos fornecedores.400 10.200 e se referiam às seguintes atividades: ATIVIDADE CUSTO DA ATIVIDADE DIRECIONADOR DE CUSTO Recuperação de produtos defeituosos Controle de qualidade Total $60. portanto.000 2. d) objeto de custo.(TCM SP) No custeio baseado em atividades (ABC – Activity Based Cost). a serem controlados.000 1. A atividade Movimentar Materiais será direcionada aos produtos conforme o número de requisições do departamento de produção ao Almoxarifado.400 22. Programar a Produção será direcionada de acordo com o número de linhas de produtos. EXERCÍCIOS Questão 1 . Para a atividade Receber Materiais.200 Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida No período foram registrados os seguintes dados físicos em relação aos direcionadores de custos: DIRECIONADOR DE CUSTO PRODUTO X PRODUTO Y TOTAL Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida - 1. No caso. Costurar e Acabar. Assim.

234. conforme segue: Desconsidere qualquer tributo e qualquer informação não apresentada neste enunciado. a empresa apresentou os seguintes dados: O lucro bruto total de cada produto é: a) Padrão = $139. produz e vende dois tipos de produtos. No último período.00. com base nas informações apuradas para fins do custeio baseado em atividade.294.678.Contabilidade de Custos 108 Profº Francisco Lorentz QUESTÃO 3(ICMS/RJ/2008) A Subs Ltda. c) Padrão = $82. Luxo = ($25. respectivamente.00.126. b) Padrão = $100. d) Padrão = $89. a) $10/unidade e $16/unidade c) $42/unidade e $62/unidade e) $46/unidade e $57/unidade b) $36/unidade e $41/unidade d) $32/unidade e $46/unidade .00 e) Padrão = $93.450.00 QUESTÃO 4(ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: X e Y.00.490.458. Luxo = $38.00. Luxo = $35.00.120. incorrido nesse período.789. Luxo = $20.00). Luxo = $30. Para a avaliação do resultado por produtos utiliza o custeio baseado em atividades. Sabe-se que os gastos com matéria-prima e com mão-de-obra são: Determine o custo unitário do produto X e do produto Y. a empresa produziu 400 unidades de X e 350 unidades da Y.359. No último mês analisado.00.00.

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