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Contabilidade de Custos Francisco Lorentz, Msc.

Contabilidade de Custos

Profº Francisco Lorentz

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CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço. Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos: a) Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período. Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como consequência da fabricação e venda de seus produtos. Nessa época, as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais, e conseqüentemente os únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada. Como consequência do crescimento das organizações, da intensificação da concorrência e da crescente escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. Além disso, as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes. É, então, imprescindível, para qualquer empresa ter um sistema de custos, ainda mais numa economia capitalista e concorrencial como a nossa. É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória, sem o conhecimento dos custos do modo mais real possível. Nesse sentido, as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização, desde que apropriadamente organizadas, resumidas e relatadas, constituem uma ferramenta administrativa da mais alta relevância. Assim, as informações de custos transformam-se, gradativamente, num verdadeiro sistema de informações gerenciais, de vital importância para a administração das organizações empresariais. Essas informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões, bem como para o planejamento e controle das atividades empresariais. FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição dos custos, sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais: a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques. b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa. c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões. Em resumo, a Contabilidade de custos, fornece informações para: 1 - A determinação dos custos dos fatores de produção; 2 - A determinação dos custos de qualquer natureza; 3 - A determinação dos custos dos setores de uma organização 4 - A redução dos custos dos fatores de produção, de qualquer atividade da empresa; 5 -À Administração, quando esta deseja tomar uma decisão, estabelecer planos ou solucionar problemas especiais; 6 - O levantamento dos custos dos desperdícios, do tempo ocioso dos operários, da capacidade ociosa do equipamento, dos produtos danificados, do trabalho necessário para conserto, dos serviços de garantia dos produtos;

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7 - A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento, isto é, quando as despesas de manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento; 8 - A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos, do lote econômico de compra e da época de compra; 9 - estabelecimento dos orçamentos; 10 - A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços. CONTABILIDADE FINANCEIRA (GERAL) X CONTABILIDADE DE CUSTOS Contabilidade Financeira (Geral) A Contabilidade Financeira surgiu com o desenvolvimento do comércio. Seu objetivo fundamental é o controle do patrimônio da empresa e suas variações, que são resultantes da Apuração do Resultado das atividades mercantis (lucro ou prejuízo). A Contabilidade Financeira se concentra nos demonstrativos dirigidos ao público externo (acionistas, credores etc.), que são guiados pelos Princípios Fundamentais de Contábilidade. Contabilidade de Custos Com o advento da Revolução Industrial e a conseqüente proliferação das empresas industriais, a contabilidade viu-se as voltas com o problema de adaptar os procedimentos de apuração do resultado em empresas comerciais (que apenas revendiam mercadorias compradas de outrem) para as empresas industriais, que adquiriam matérias-primas e utilizavam fatores de produção para transformá-las em produtos destinados à venda. A solução natural para o problema foi usar o mesmo esquema para apuração do resultado, substituindo o item “Compras” pelo pagamento dos fatores que entraram na produção: matéria-prima consumida, salário dos trabalhadores da produção, energia elétrica e combustíveis utilizados, enfim, todos os gastos que foram efetuados na atividade Industrial e que foram denominados de Custos de Produção. O ramo da Contabilidade que controlava estes gastos passou a chamar-se de Contabilidade de Custos. A Contabilidade de Custos mensura e relata informações financeiras e não financeiras relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização. Ela fornece informação tanto para a Contabilidade Financeira quanto para a Contabilidade Gerencial.
Revolução Industrial Séc. XVIII

ARTESÕES

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

INDÚSTRIAS

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

Estoques na atividade comercial O comerciante se limita a revender as mercadorias adquiridas com essa finalidade. O controle dos estoques na empresa comercial é relativamente simples. Basta que se verifique, mediante inventário periódico ou por meio de controles permanentes, o valor de aquisição dos bens em estoque. Com esse recurso, podemos também controlar o custo das mercadorias vendidas e, assim, apurar o resultado. Na apuração do custo das mercadorias vendidas, podemos utilizar o sistema de inventário periódico ou o sistema de inventário permanente. No sistema de inventário periódico, o CMV só é apurado ao fim de um período determinado, normalmente ao fim de cada exercício social: CMV = Estoque Inicial + Compras - Estoque Final No sistema de inventário permanente, o CMV é apurado em cada venda. De forma simplificada, a apuração do resultado na empresa comercial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas ( - ) CMV Lucro Bruto ( - ) Despesas operacionais: - de vendas 10.000,00 (6.000,00) 4.000,00 200,00

) CPV (14. necessários à fabricação dos produtos vendidos. embalagens e outros materiais diretos.00 .financeiras 1. depreciação.00) 3. os impostos não recuperáveis.000.000. Custo dos Produtos Vendidos. são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos. o frete.00 (4. salários etc.200. corresponde ao valor dos fatores de produção aplicados aos produtos comercializados em determinado período. em virtude das vendas.00) Lucro líquido 1. juros.00 As mercadorias vendidas e entregues aos clientes têm o valor de aquisição registrado como custo das mercadorias vendidas: Mercadorias em Estoques Ciclo de negociação das Empresas Comerciais: CMV Compra Mercadorias Estoca Mercadorias Vende Mercadorias Estoque de Mercadorias – são as mercadorias compradas que ainda não foram vendidas. Os valores correspondentes a aluguéis. agregando à matéria-prima uma série de insumos. as mercadorias são baixadas dos estoques pelo valor que foram adquiridas – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).000.administrativas . não é incorporada ao estoque. O CPV representa o custo dos produtos que foram transferidos para os clientes. a apuração do resultado na empresa industrial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas 20. A forma mais simples de se calcular o CMV é através da seguinte equação: CMV = EI + Compras – EF Na atividade comercial permanecem em estoque apenas os valores de aquisição das mercadorias ainda não vendidas. sendo apropriada ao resultado dentro do período de competência da despesa.000. para se determinar o valor dos estoques de produtos em elaboração. De forma simplificada. por exemplo. são estocados apenas os gastos necessários à aquisição das mercadorias. Ou seja.00 ( .de vendas 2. honorários. Na empresa industrial é necessário controlar os fatores que são aplicados à produção (material direto. Ao serem vendidas. Estoques na atividade industrial O industrial fabrica os produtos que destina à venda.) Despesas operacionais: . . tais como o preço pago pela mercadoria.00 O CPV.00 500.000.00 ( . o seguro do frete. dos estoques de produtos acabados e do custo dos produtos vendidos.financeiras Lucro líquido 300. corresponde às matérias-primas utilizadas.000.administrativas 1. comissões de vendas. Os gastos não relacionados à compra das mercadorias não fazem parte do seu valor de aquisição. mão-de-obra direta e gastos gerais de fabricação (ou custos indiretos de fabricação). Em regra.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 4 . mesmo que nesse período não tenham sido realizadas vendas de mercadorias. A despesa de salários de uma empresa comercial.800.00 . mão-deobra direta e gastos gerais de fabricação).000.200.00 (1.00) Lucro bruto 6.

Empregados. CPV = EIPE + EIPA + CPP –EFPE – EFPA Demonstração do Resultado do Exercício (com as alterações da Lei nº 11. Energia Elétrica. Combustíveis e demais custos) – Estoque final de Produtos Industriais (em elaboração e acabados). = Lucro Líquido do Exercício . mas ainda não estão totalmente acabados. .Estoque de Produtos Acabados – são produtos que foram terminados seu ciclo de produção. abatimentos e impostos) = Receita Líquida de Vendas e Serviços (-) CMV (EI + Compras – EF) = Lucro Bruto Operacional (-) Despesas Operacionais * Com Vendas * Financeiras Líquidas * Administrativas Outras receitas e despesas operacionais = Lucro/Prejuízo Líquido Operacional Outras Receitas e outras Despesas = Resultado do Exercício antes da CSSL e IR (-) Provisão para CSSL (-) Provisão para IR = Lucro Líquido antes das participações (-) Participações de Debêntures. Administradores e partes beneficiárias.Estoque de Produtos em Processo/Elaboração – são produtos que foram iniciados.PRIMAS ESTOCA MATÉRIAS-PRIMAS PRODUZ ESTOCA PRODUTOS ACABADOS VENDE PRODUTOS ACABADOS . mas ainda não foram vendidos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 5 Matérias-primas Produtos em Elaboração Produtos Acabados CPV Ciclo de negociação das Empresas Industriais COMPRA MATÉRIAS.638/07 e MP nº 449/08) Empresa Comercial Receita Bruta de Vendas e Serviços (-) Deduções (devoluções de vendas.Estoque de Matérias-primas – são matérias-primas em estoques aguardando para serem utilizadas no processo produtivo. . Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos: Estoque Inicial de Produtos Industriais (em elaboração e acabados) + Custo de Produção do Período (Matéria-Prima consumida. Salários dos Operários.

Gasto .sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer.gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros. enquanto os produtos não forem vendidos. Assim. muitas vezes é utilizada de forma equivocada. a depreciação. às vezes.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 6 Empresa Industrial Faturamento Bruto (-) IPI s/ Faturamento = Receita Bruta de Vendas (-) Deduções = Receita Líquida de Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Bruto Operacional É a Contabilidade de Custos quem apura o CPV. apenas os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos. vale dizer. integram os estoques de produtos os salários. já que não são incluídos o custo de oportunidade ou os juros sobre o capital próprio. Se um produto fabricado permanecer em estoque. Desembolso . Todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são "estocados" nos Ativos da empresa para baixa ou amortização quando de sua venda. durante o período em que os produtos forem mantidos em estoque. entretanto. custo ou despesa. . o seu valor corresponderá aos seguintes custos. ou seja. Investimento . As receitas e as despesas de vendas. Não estão aqui incluídos todos os sacrifícios com que a entidade acaba por arcar. como custo dos produtos vendidos. a máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente. Na atividade industrial permanecem em estoque os valores de aquisição das matériasprimas e demais fatores de produção aplicados na fabricação dos produtos mantidos em estoque. Conceito extremamente amplo e que se aplica a todos os bens e serviços recebidos/prestados. administrativas. no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).pagamento resultante de aquisição do bem ou serviço. despesa ou perda. em desembolso. São apropriados ao resultado. Podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria-prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante. o aluguel. uma vez que estes não implicam a entrega de ativos. de seu consumo. as ações adquiridas de outras empresas são gastos classificados como investimentos circulantes ou permanentes. Exemplos: Gasto com Mão-de-obra Aquisição de Mercadorias para revenda Aquisição de Matéria-prima Aquisição de Máquinas e equipamentos Energia Elétrica Aluguel Só existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou serviço. Caracteriza-se pela entrega de numerário. mas são conceitos distintos. Note que o gasto implica. por meio do controle dos custos de produção. dependendo da intenção que levou a sociedade à aquisição. necessários à sua produção: Matéria-prima consumida + Embalagem e outros materiais diretos utilizados + Mão-de-obra direta aplicada + Gastos gerais de fabricação (demais gastos envolvidos no processo produtivo) TERMINOLOGIA UTILIZADA EM CONTABILIDADE DE CUSTOS A área de custos possui terminologia própria que. Pode ser um investimento. o seguro e demais gastos aplicados à produção. de seu desaparecimento ou de sua desvalorização são especificamente chamados de investimentos. financeiras etc. Pode se transformar em custo. são controladas pela Contabilidade Financeira (Comercial) da empresa.

é de novo um investimento. todas as despesas são ou foram gastos. que imediatamente se tornou um investimento durante sua estocagem. obsoletismo de estoques. custo e despesa. são despesas. 6 ou 8 sabonetes. Custo ou despesa para o adquirente é o preço para o vendedor. Salários do pessoal da produção. Exemplo: aparas de chapas de aço. sinistros etc. isto é. Exemplo: a mercadoria adquirida pela loja comercial provoca um gasto (genericamente). Logo. a partir daí. tornado investimento e parceladamente transformado em custo à medida que é utilizada no processo de produção. Depreciação das Máquinas e Equipamentos de produção. A Energia Elétrica é um gasto que quando consumido. Costuma-se chamar de Custo dos Produtos Vendidos/Custo dos Serviços Prestados/Custo das Mercadorias Vendidas e assim faz–se aparecer na Demonstração de Resultados. torna-se despesa. Despesa . aluguéis e seguros do prédio da administração. energia elétrica do escritório. entretanto. sem transitar pela fase de investimento. um investimento (especificamente). Pode-se. causando redução no patrimônio líquido. Definição de Preço . segundo Eliseu Martins. em termos genéricos. surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Custo e Despesa não são a mesma coisa ! Usaremos o termo “custo”. Exemplo: enchentes. sem passar pela fase de custo. o nome Custo das Mercadorias Vendidas não é. propor uma regra simples do ponto de vista didático: todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto são CUSTOS. As despesas representam saídas de recursos. No primeiro caso. já que fica ativado até sua venda. Exemplos: Matéria-Prima: foi um gasto na aquisição. Observações: todo o produto vendido e todo o serviço ou utilidade transferidos provocam despesas. desabamentos. no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços). por exemplo. A máquina provocou um gasto em sua entrada. nem sempre é fácil distinguir CUSTOS e DESPESAS. rigorosamente correto. integram o Custo de Produção do Período.é um gasto não intencional decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade normal da empresa. Logo. Por exemplo: gastos com embalagem individual de sabonetes.valor estabelecido e aceito pelo vendedor para transferir a propriedade de um bem ou para prestar um serviço. Porém. Este. Exemplos: salários e encargos do pessoal de vendas e administrativo. sem que aparecesse nenhum custo associado a ela. passa imediatamente para Custo. esse gasto adicional com essas embalagens extras são DESPESAS (são realizadas após o ciclo de produção do produto). O Custo é também um gasto.gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. Cada componente que fora custo no processo de produção agora. no momento de sua utilização na fabricação de um bem. as perdas normais de matérias-primas na produção industrial. Perda . para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. o significado mais correto seria Despesa. depreciação dos equipamentos do escritório etc. são considerados da mesma natureza que as DESPESAS são jogadas diretamente contra o resultado do período. se a empresa resolve vender em embalagens com 4. terrenos que não são depreciados) ou se transformam quando vendidos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 7 Custo . onde se enquadram. alguns gastos muitas vezes não se transformam em despesas (por exemplo. referindo-se à produção de bens. Este gasto só é reconhecido como custo no momento de utilização dos fatores de produção. No segundo caso. A energia elétrica utilizada na fabricação de um item qualquer é gasto (na hora de seu consumo) que passa imediatamente para custo. como custo. para fabricação de um produto ou execução de um serviço. Muitos gastos são automaticamente transformados em despesas. só que reconhecido como tal. Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento (Ativo Circulante). outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda fazem a “via sacra” completa passando por investimento. que se transforma numa despesa no momento do reconhecimento da receita quando trazida pela venda. Em termos práticos. por sua vez.Gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. Gerencialmente não se faz . Todos os Custos que são ou foram gastos se transformam em despesas quando da entrega dos bens ou serviços a que se referem. e assim ficou durante o tempo de sua Estocagem. na baixa. e quando consumido se tornou Custo. Manutenção das Máquinas e Equipamentos de produção. são custos (realizados no âmbito do processo produtivo – este é vendido somente embalado).

Considerando-se apenas o vendedor. que embalam os móveis desmontados. para uma indústria de confecções são: botões. materiais complementares. materiais de acabamento etc. que é uma receita para o vendedor. açúcar etc. Materiais Os materiais utilizados na fabricação podem ser classificados em: Matérias-primas: são os materiais principais e essenciais que entram em maior quantidade na fabricação do produto. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Basicamente. é para o comprador um gasto com investimento no ato da compra. antes que eles saiam da área de produção. energia elétrica. em uma indústria de móveis de madeira podem ser caixas de papelão. os componentes de custo industrial podem ser resumidos em três elementos: . como por exemplo. em uma indústria de massas alimentícias caixas ou sacos plásticos etc. Gastos Gerais de Fabricação ou Custos Indiretos de Fabricação. englobando salários. é o nome técnico que designa a finalidade para a qual os custos estão sendo apurados. cola. O preço e o custo podem ser iguais. Isto significa dizer que objeto de custo é qualquer coisa para a qual se deseja uma mensuração de custo. óleos e lubrificantes para as máquinas.Mão de obra Direta e Indireta) . embalagens) . para uma indústria de confecções é o tecido. Esses materiais são aplicados juntamente com a matéria-prima. um serviço etc. serviços de terceiros. encargos sociais. A matéria-prima para uma indústria de móveis de madeira é a madeira. os gestores sempre desejam saber quanto custa uma determinada coisa. material secundário. um custo no ato de sua aplicação na produção e uma despesa no ato da venda do produto que ela integra. seguros diversos. fechos etc.Gastos Gerais de Fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (energia elétrica. Chamamos essa coisa de OBJETO DE CUSTO. o preço sob a ótica do vendedor e o custo sob a ótica do comprador. essas subdivisões poderão ser utilizadas. verniz. manutenção.Materiais (matéria prima. consideraremos todos esses materiais como secundários. seguros etc. para uma indústria de massas alimentícias são: ovos. Definição de Receita . Férias. Materiais Secundários: são os materiais que entram em menor quantidade na fabricação do produto. materiais acessórios. depreciação.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 8 distinção entre custo e despesa. Custo se define como um recurso sacrificado ou de que se abre mão para um determinado fim (sempre voltado para a área de produção). em uma indústria de confecções caixas ou sacos plásticos. Podemos encontrar. Para guiar decisões. zíperes. telefone. um desembolso no ato do pagamento que pode ser a vista ou a prazo. pequenas peças para reposição. Definição de objeto de custo ou objeto de custeio Como já tivemos oportunidade de mencionar. Exemplos: OBJETO DE CUSTO ILUSTRAÇÃO PRODUTO Uma bicicleta de 21 marchas . Os materiais secundários para uma indústria de móveis de madeira são: pregos. material de limpeza. complementando-a ou até mesmo dando o acabamento necessário ao produto. aluguéis. outras nomenclaturas a respeito dos materiais secundários como: materiais auxiliares. um novo produto. Para efeito didático. para uma indústria de massas alimentícias é a farinha etc. manutenção da fábrica. Compreendem os demais gastos necessários para a fabricação dos produtos. seguros. uma nova máquina. Os materiais de embalagem. Exemplo: A matéria prima. manteiga. Materiais de Embalagem: são os materiais destinados a acondicionar ou embalar os produtos. o custo é menor e o preço é a maior porque contém o lucro.a receita de um bem é o seu preço de venda multiplicado pela quantidade vendida e a receita de vários bens é o somatório das multiplicações dos diferentes preços de venda pelas respectivas quantidades vendidas. Dependendo do interesse da empresa. ainda. refeições e estadas. 13º Salário. telefones e comunicações etc. dobradiças. Mão-de-obra Compreende os gastos com o pessoal envolvidos na produção da empresa industrial. fermento. lubrificantes etc). linha etc. como por exemplo: aluguéis.Mão-de-obra (MOD / MOI .

os produtos que ainda não estão acabados para serem vendidos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 9 SERVIÇO PROJETO ATIVIDADE DEPARTAMENTO Um vôo Rio-SP Um avião montado pela embraer para a FAB Um teste para determinar o nível de qualidade de um lote de televisores Um departamento (manutenção) Controle de estoques Os estoques representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira da maioria das companhias industriais e comerciais. são considerados materiais indiretos. Todas entradas são feitas quando da chegada do material ao almoxarifado.EFPE . Mão-de-Obra Direta (MOD) e Custos Indiretos de Fabricação (CIF) ou Gastos Gerais de Fabricação (GGF). Estoques de Produtos em Elaboração: o saldo da conta estoque de produtos em elaboração ou estoque de produtos em processo representam o valor dos produtos em processo. Todos os itens são registrados através de código de produto. As Fases (contas) do Estoque (Ativo) são: Matéria-Prima Produtos em Elaboração Produtos Acabados Material de Consumo Mercadoria para Revenda Material para Embalagem Importação em andamento Provisão de estoque obsoleto (redutora) Provisão para ajuste ao valor de mercado (redutora) Devem ser programados Inventários Periódicos e Anuais. mas. Resumindo. quanto à quantidade utilizada em cada produto fabricado. Corresponde ao Custo de Produção do Período ou Custo Fabril: é a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica em determinado período. Pode permanecer alguma parcela ainda em elaboração no final do período. no depósito de produtos acabados da empresa. Sua correta determinação no início e no fim do período contábil é essencial para uma apuração adequada do lucro líquido do exercício. o custo médio. Estoques de Produtos Acabados: essa conta representa o saldo dos produtos disponíveis para venda em estoque. devido à dificuldade de cálculo. através da NF e as saídas são feitas através de Requisição de material. sendo o critério mais utilizado. sendo que as diferenças verificadas devem ser analisadas e justificadas através de relatórios gerenciais. o Custo dos Produtos Fabricados é o custo que efetivamente ocorreu sobre as unidades que foram totalmente acabadas naquele período. em fabricação. Fases do Produto até Custo: Estoque de Matéria -Prima Produto em Elaboração (incluiu demais custos de produção) Produto Acabado (matéria-prima + demais custos de produção) Custo de Produtos Vendidos Custos de Produção – Podem ser separados em: Material Direto (MD). CPP = MD (EI + C – EF) + MOD + CIF Custo da Produção Acabada ou Custos dos Produtos Fabricados: nem sempre o total de custos aplicados na produção durante o período é totalmente transformado em produtos acabados. CPA = EIPE + CPP . Estoque de Materiais: os estoques de materiais podem ser classificados em: Materiais Diretos: compreendem a matéria prima e outros que possam ser perfeitamente identificados ao objeto de custo. O Custo dos Produtos Fabricados ou Custo dos Produtos Acabados é resultante do custo fabril somado à parcela do Custo Fabril do período anterior ainda não transformado (no período atual chama-se EIPE) diminuído da parcela desse mesmo Custo Fabril que não se transformou (EFPE). Materiais Indiretos: são os materiais empregados na fabricação do produto.

). MP etc) EI + C . e os relativos à administração. às vendas e aos financiamentos são DESPESAS. embalagens compradas etc. Fluxograma da Apuração do Resultado Industrial Materiais diretos consumidos (MD. Por exemplo. constitui-se da mão-de-obra apropriada e dos custos indiretos de fabricação. sem a separação da que realmente pertence à fabrica. surge daí a prática de se ratear o gasto geral da administração. Representam os primeiros custos a ocorrerem no processo produtivo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 10 Custo dos Produtos Vendidos – é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora estão sendo vendidos. Ou seja. exceto os relativos a matériasprimas e outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação pela empresa (componentes adquiridos prontos. a divisão é .EF Mão de obra direta (MOD) GGF ou CIF Custo de Produção do Período ou Custo Fabril + EIPE Custos dos Produtos Acabados ou Custo dos Produtos Fabricados + EIPA (-) EFPA (-) EFPE Custos dos Produtos Vendidos Separação entre custos e despesas O professor Eliseu Martins cita em seu livro que. Somente devem ser “separados” e/ou “diferenciados” entre custos e despesas valores que sejam significativos e que vão influenciar sobremaneira o processo. Pode conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram acabadas no presente período. Como nós já citamos: os gastos relativos ao processo de produção são CUSTOS. CPV = EIPA + CPA . rateio esse sempre arbitrário. Custos de transformação: corresponde a soma de todos os custos de produção. é comum encontrarmos uma única administração. entretanto. teoricamente. Na prática. ou seja. Representam esses Custos de Transformação o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado item. a matéria-prima e a mão-de-obra Direta.EFPA Outros conceitos utilizados na contabilidade de custos Custos Primários – são os custos principais do produto em si. parte para despesa e parte para custo. pela dificuldade prática de uma divisão científica. Normalmente. uma série de problemas aparece pelo fato de não ser possível a separação de forma clara e objetiva. a separação entre custos e despesas é fácil.

então seu custo total inclui o de seu acondicionamento. Como tentativa de solução ou pelo menos de simplificação. tais como Departamento de Compras. a) A Contabilidade de Custos é a área da Contabilidade que trata dos gastos incorridos na produção de bens e serviços. CUSTOS Produtos Acabados DESPESAS VENDAS Por exemplo. numa eventual distribuição. etc. por critérios não excessivamente arbitrários. algumas regras básicas podem ser seguidas: a) valores irrelevantes dentro dos gastos totais da empresa não devem ser rateados. por outro lado. tornando-se despesa por seu montante integral (Conservadorismo também). Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem e esta é ativada num estoque à parte. EXERCÍCIOS 1) Indique se as afirmações estão certas ou erradas. às vezes. que engloba a Contabilidade Financeira e a de Custos. porém repetitivos a cada período. por haver comumente um único departamento que cuida tanto do pessoal da fábrica como do pessoal da administração. Por exemplo. ou simplesmente em porcentagens fixadas pela Diretoria. que numa eventual divisão teriam sua parte maior considerada como despesas. deve ser tratada como despesa. mas nem sempre é da mesma maneira simples a verificação de onde eles terminam. faz-se a divisão de seu gasto total em custo e despesa. Como a embalagem só é aplicada após as vendas. Se. Em suma. proporcionalidade com a folha de pagamento. os valores relevantes que visivelmente contêm ambos os elementos e podem. ser divididos nos dois grupos. vendas. dever-se-á tratá-lo como despesa integralmente. todos os gastos são custos. Por exemplo. que efetua aquisições tanto para a área de produção quanto para a administração.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 11 feita em função da proporcionalidade entre número de pessoas na fábrica e fora dela. ficando ativados por esse montante. incluindo a da produção. não devem também ser rateados. Os mesmos problemas existem para outros setores.. sem rateio para a fábrica (Conservadorismo e Materialidade). Como isso é praticamente impossível e já que é extremamente arbitrário qualquer critério de rateio (porcentagem prefixada. todos os gastos serão tratados como despesas necessárias para a realização da venda. os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria como noutra. A regra é simples. ou Almoxarifado.3% dos gastos totais. o mais indicado é seu tratamento como despesa no período em que foram ocorridos. seu gasto total de funcionamento dividido parte para despesa (Contabilidade Financeira) e parte para custo (Contabilidade de Custos). o gasto com o Departamento de Pessoal for de 0. Ou também o Departamento de Contabilidade. b) A Contabilidade Industrial é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos nos setores de produção e venda. idem. . exemplificativamente. 2/3 destes gastos ficariam como despesas. que presta serviços à produção e também ao resto da empresa. bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. a administração é centralizada. ou com base nos demais gastos. É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. etc. o melhor critério é tratá-los totalmente como despesa. c) valores cujo rateio é extremamente arbitrário devem ser evitados para apropriação aos custos (idem). Outros exemplos mais específicos: gasto com o Departamento de Recursos Humanos ou Pessoal. Onde terminam os custos de produção? É bastante fácil a visualização de onde começam os custos de produção. Se. só devem ser rateados e ter uma parte atribuída aos custos de produção e outra às despesas do período. Logo. b) valores relevantes. Até aí. a apropriação dos honorários da diretoria só seria relativamente adequada se houvesse um apontamento do tempo e esforço que cada diretor devotasse ao processo de administração e vendas e ao de produção. os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente. dependendo de sua aplicação. e por essa razão tem. etc). que representa 67% dos gastos totais da empresa. A partir desse momento. Manutenção. seu custo terminou quando do término de sua produção. quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades.

a) Na empresa comercial. d) O CPV representa o custo dos produtos que permanecem em estoque ao fim de um determinado período. c) Honorários do diretor industrial e respectivos encargos sociais. e) Os honorários da diretoria do departamento de administração são custos. a) Na atividade industrial. b) Depreciação das máquinas de fabricação. depreciação. inclusive frete. d) Salários dos funcionários do departamento de vendas. a) A Contabilidade de Custos controla o custo dos fatores de produção. podem ser determinados os valores dos estoques de produtos em elaboração.Indique a alternativa que não representa custo. a) Salários dos operadores das máquinas de fabricação. seguro do frete e impostos recuperáveis. e) As indústrias possuem um elevado grau de imobilizações. 4 . 3. enquanto os produtos correspondentes não forem vendidos e entregues aos clientes. são apropriados ao resultado os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos e entregues aos clientes.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. c) Integram os estoques da indústria os salários. d) A energia elétrica consumida no setor de produção é um custo. c) Os estoques de produtos em elaboração e acabados correspondem às matérias-primas utilizadas. c) Na atividade comercial. e) Energia elétrica consumida pelas máquinas de fabricação. e) A Contabilidade de Custos controla os custos e despesas dos diversos departamentos de uma empresa industrial. os valores dos aluguéis. b) Por meio da Contabilidade de Custos. b) Na atividade industrial. 2. b) O custo das mercadorias vendidas de uma empresa comercial é correspondente ao valor de aquisição das mercadorias que foram vendidas e entregues ao cliente.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 12 c) A Contabilidade de Serviços é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos na prestação de serviços. d) A Contabilidade de Custos é aplicada ao setor de produção. a) A depreciação dos equipamentos da fábrica é custo. dos produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. b) O seguro dos equipamentos de produção é custo. mão-de-obra direta e custos indiretos já aplicados na fabricação desses produtos. embalagens e outros materiais diretos. são registrados como valor de aquisição dos estoques de mercadorias os gastos necessários à compra. 6. e) As receitas e despesas das empresas industriais são controladas pela Contabilidade Comercial. Podemos identificar como funções principais da contabilidade de custos: a) a avaliação dos estoques e o cálculo das participações dos acionistas b) o auxílio ao controle e à tomada de decisões no processo administrativo c) o levantamento do balanço patrimonial e a avaliação de estoques d) colocar o contador em papel de destaque e aumentar o lucro empresarial e) a apuração dos custos e despesas das atividades de produção e comercialização 7. . os estoques podem ser controlados mediante sistema de inventário permanente ou periódico. d) Na atividade comercial. d) O frete sobre vendas é custo. depreciação. e) Na atividade comercial. juros e comissões dos vendedores são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos. aluguel e demais gastos de produção. a despesa de salários dos vendedores não é incorporada ao valor de aquisição das mercadorias.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. c) Os salários dos vendedores são custos.Marque a alternativa correta.Indique se as afirmações estão certas ou erradas.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. são mantidos nos estoques os valores das matérias-primas utilizadas e dos demais fatores de produção. 5.

. fornecendo os dados de custos para auxílio ao controle e para a tomada de decisões. b) pelo pagamento à vista ou a prazo. b) fixo. apenas uma está incorreta. desembolso ou perda: Fato Gasto Custo Desp Invest Desemb Perda Pagou a fatura do anúncio que colocou no jornal deste fim de semana. 14. d) seguro da fábrica.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 13 8. o custo da mão-de-obra e os demais custos indiretos de fabricação.(AFTN / ESAF) Máquina destinada à produção de calçados é. e) dividendos pagos. porque é utilizado mais tempo que o bem de renda. c) numerário. 12. produzindo bens de venda 11 . e) de venda. 13 . produzindo bens de venda. é bem: a) do ativo diferido. investimento. d) O objetivo básico da contabilidade gerencial é o de fornecer à administração instrumentos que a auxiliem em suas funções gerenciais. despesa. mas só vai pagar no fim do mês. d) somente pela depreciação. Comprou matéria prima a prazo. para a indústria calçadista. Energia elétrica da fábrica consumida este mês. d) fixo de renda.Assinale com um ‘X’ a classificação correta de cada fato.(AFTN / ESAF) Um apartamento. c) depreciação do automóvel do presidente da empresa. e) fixo. a) A contabilidade gerencial tem por objetivo adaptar os procedimentos de apuração do resultado das empresas comerciais para as empresas industriais. b) fixo. produzindo bens de renda. d) de renda. c) pelo registro pelo seu valor d custo ou mercado. b) comissões de vendas. Deterioração de matéria prima em razão de greve dos operários.Não integram o custo de produção das indústrias os valores correspondentes a: a) matérias-primas utilizadas na produção b) materiais indiretos utilizados na produção c) despesas de vendas dos produtos d) mão-de-obra aplicada à produção e) gastos gerais de fabricação dos produtos 9. Obsoletismo de estoques de materiais.(AFC / ESAF) Entre as afirmativas seguintes. 10. amortização ou exaustão. Transferiu a matéria prima do almoxarifado para a fábrica para iniciar a produção. (Eletrobrás – 2007) O único valor considerado como custo na Contabilidade de Custos de empresa manufatureira é o desembolso em: a) propaganda. se é: custo. c) Os custos de produção reúnem o custo do material direto. e) O custo pode ser entendido como o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. (Perito – SSP) Um componente do Ativo Permanente se transforma em custo ou despesa: a) pela depreciação. um bem: a) de renda. adquirido e alugado por empresa industrial. Colocou anúncio no jornal desta semana. b) A contabilidade de custos presta duas funções dentro da contabilidade gerencial. c) fixo. “Perda” normal de matéria prima no processo de fabricação. Assinale-a.

..00 e R$ 400.. d) Mão-de-Obra Direta + Custo Primário = Custo Total.00 O custo de fabricação..........00. Compõem o chamado Custo Primário: a) Custo do Material Direto + Custo de Mão-de-Obra Direta.. relativas a um determinado período de produção: Materiais requisitados do almoxarifado: Diretos.000...000..000..... 18....00.......000... Assinale a alternativa correta: a) Material Direto + Mão-de-Obra Direta = Custo de Fabricação.... R$ 20.... b) Custo do Material Direto ..........Custo de Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação..............000..... R$ 30.......00 Seguro da Fábrica .... R$ 580.00..... R$ 350....................00.000 2 . R$ 580.... c) Investimentos não são gastos... 19 .... R$ 200... c) Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação = Custo Total. d) R$ 500...000...000..00 e R$ 230....00 Indireta............ b) Despesas são gastos incorridos com a produção de bens e serviços.....000 $3.............000 $2.. b) Mão-de-Obra Direta + Gastos de Fabricação = Custo Primário...........000.....00 e R$ 400. c) Custo do Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação.Mão-de-Obra: Disponível (total) Apropriada (Direta) 3 – Outros Custos Indiretos 4 – Produtos em Elaboração: Estoque Inicial Estoque Final 5 – Produtos Acabados: Estoque Inicial Estoque Final $10.. uma vez que se trata de ativos adquiridos pela empresa que somente são depreciados lentamente............ R$ 500............000.00 Indiretos.000.. 17................00 Mão-de-Obra apontada: Direta....000.000 Estoque Inicial $1.......000 . R$ 50....... R$ 300......000......000 $1. de forma involuntária ou fortuita..000.... respectivamente.000.. o custo primário e o custo de transformação têm.... b) R$ 580.00 e R$ 230...000 $5.000 $8..00 Depreciação das máquinas .....00... e) Custo Primário + Gastos Gerais de Fabricação = Custo de Fabricação......... os valores de: a) R$ 700...000. d) Custo da Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação........000/00 Aluguel da Fábrica..00 e R$ 120... Observe as informações abaixo.. extraídas de escrituração de uma empresa industrial. c) R$ 700...Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 14 15.000.... com a intenção de sua venda posterior.Observe os dados abaixo e calcule o que se pede: 1 – MPD: Compras $10............00..... é correto afirmar: a) Gastos são custos ou despesas que a empresa incorre para realizar a produção e vendê-la......000.... R$ 40. e) Custo do Material Direto e Indireto + Gastos Gerais de Fabricação.00.....000.....00..000. (ESAF) Em relação à terminologia utilizada pela Contabilidade de Custos.. R$ 60.......000 Estoque final $2.000.....000 $5.......... d) Perdas são sacrifícios ocorridos na produção......000..00. 16.... e) Custos são os gastos que a empresa incorre para a comercialização dos produtos............00.. R$ 500..... e) R$ 580...

00 9. não leva em consideração os gastos com o cafezinho servido aos funcionários após o almoço. b) objetividade.000.00 27.00 72. registrou as despesas de mão-de-obra direta à base de 60% dos materiais consumidos.000. c) Custo dos Produtos Vendidos____________________________________________________.000.900.000. o Custo Fabril e respectivamente: a) R$ 33.00 . na qual usara 90% dos materiais comprados.000.00.00 810.666.00 e o Custo de Produtos Vendidos de uma indústria são R$ R$ R$ R$ 1.400.600.00 1.129.280.000.00 1.000.000.500.00.900. d) conservadorismo.113.00 180.00 900. (TCE PI – FGV) A Cia Itapuã fabrica produtos de vestuário.00 1.600.00 .00 R$ 54.00 .000.500.00 72. d) o custo primário foi de R$ 17.000. d) Calcule o Custo Primário________________________________________________________. para o ano fiscal de 2. estabelece como meta os seguintes saldos: .00 1.00 112. c) o custo por absorção foi de R$ 14.00 e c) R$ 21.137.00 3.006. Este procedimento está relacionado à seguinte convenção contábil: a) materialidade. R$ 1.000.00 1.400.000. A Cia.161. iniciando o período produtivo.000.00.00 e b) R$ 25.00 Agosto 72.00 O Custo com Materiais Diretos.600.00 21.215. a fábrica vendeu 70% da produção.000.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 98.500.800. R$ 1.00 b) o custo por absorção foi de R$ 14.00. Sabendo-se que toda a produção iniciada foi concluída.00 22.00 com vendas.900. Ao fazer seu planejamento.00 R$ 54.143.000.00 . R$ 1.00 e realizou despesas de R$ 3. e) competência. No período.00 e d) R$ 18. c) consistência. Seu presidente necessita saber o custo exato da produção de cada um dos produtos.500. 20 No mês de agosto de 2003 uma indústria apresentou as seguintes informações: Aquisição de Novo Equipamento Industrial Compras de Matéria-Prima Depreciação de Máquinas Industriais Depreciação de Móveis e Utensílios do Escritório Energia Elétrica da Fábrica Mão-de-Obra Direta Mão-de-Obra Indireta Materiais Indiretos Consumidos na Fábrica Receita de Vendas Salário de Vendedores Salários Administrativos Seguros da Fábrica Estoques Finais Matéria-Prima Produtos em Processo Produtos Acabados R$ R$ R$ Julho 90.200. Atenas utiliza duas unidades de matéria-prima para cada unidade acabada. podemos dizer que: a) o custo de transformação foi de R$ 12.900.100.000. O gerente ao efetuar a alocação dos custos aos produtos.00 e) o custo do período foi de R$ 20. 22 (AFC) A Fábrica de Sorvetes Spuma. adquiriu materiais no valor de R$ 10.165.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 15 a) Custo da Produção do Período: ________________________________________________ b) Custo dos Produtos Acabados: _________________________________________________.00 18.900. (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 23 e 24. aplicou custos indiretos estimados em R$ 6. e) Calcule o Custo de Transformação______________________________________________.280.500.125.900. R$ 1.

000 10. Total de custos de produção no mês de janeiro: a) 501. b) mão-de-obra direta e materiais diretos.000 d) 657.020. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta.000 Produtos em processo 10.000 d) 990. 25. Informações adicionais: A empresa aplica Custos indiretos de fabricação a uma taxa de 60% da Mão-de-obra direta.000 26.000 134.000 235.000 251.000 unidades. o número de unidades de matéria prima que deverá adquirir será: a) 1.000 e)) 810.000 unidades durante o ano fiscal de 2006.000 b) 665.000.000 Saldo Final em unidades 40. e) custos primários e custos de fabricação fixos.000 Valor 191.000 e) 665. dos relatórios de produção da Cia. Custo das unidades vendidas em janeiro: a) 697.000 40.000 c) 460. d) matéria Prima.000 23.000 e) 520. Albion foram extraídas as seguintes informações: I.000 b) 1. Valor dos inventários de início e final do mês (valores em R$): Itens Unidades acabadas Unidades em processo Matéria-prima Saldo Inicial 125.000 28. Os excesso ou sub-aplicação dos CIF serão apropriados no final do exercício.000 b)) 450.000 b) 681.000 b) 499.000 d) 201. no período.000 300.000 c) 1.000 e) 743.000 Saldo Final 117. (ICMS/SP/2006) Na terminologia de custos. Se a empresa planeja produzir 400.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 16 Itens Saldo Inicial em unidades Matéria-prima 30. Custos primários no mês: a)) 501.000 c) 489.000 124.000 e) 199.000 II. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 24 Para que a empresa venda 480.000 27.000 c) 673.000 d)) 681.000 d) 480. . a quantidade de unidades que deverá produzir no decorrer desse período é: a) 440.010. Movimentos ocorridos no período (valores em R$): Itens Compra de matéria-prima Mão-de-obra direta utilizada Custos indiretos de fabricação ocorridos III.000 175.000 Produtos acabados 70. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 c)) 673.000 (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 25 a 27 No mês de janeiro de 2006.

mas que não podem ser identificados com este de maneira economicamente viável (custo efetivo). Exemplos: depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto.000.1 Classificação dos custos em relação ao produto A maior questão com relação aos custos é saber quando eles têm um relacionamento direto ou indireto com um determinado objeto de custo. sendo tratado como indireto (Materialidade e Conservadorismo).000. Observações importantes: . Complementando. se determinada empresa só fabrica um tipo de produto (não havendo variação de qualidade ou de tamanho ou qualquer outra) ou executa somente um tipo de serviço. .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 17 GABARITO 01 05 06 10 14 18 22 26 CECCE CCCCC B B A D A D 02 06 07 11 15 19 23 27 CCEEE ECECC D A E *** E C 03 07 08 12 16 20 24 28 CCCEC CCCEE C D A D B C 04 08 09 13 17 21 25 CCCEC CEECE D ** A A A 13** Gasto /Despesa/Desembolso. Exemplos: cola e verniz na indústria de móveis. todos os custos podem ser classificados como diretos. são os custos que estão relacionados a um determinado objeto de custo e que podem ser identificados de maneira economicamente viável (custo efetivo).000. Genericamente. gastos com limpeza da fábrica. Complementando. Gasto/Custo. Gasto/Despesa/Perda. mas é de tão pequeno valor que não compensaria o trabalho de associá-lo a cada produto. Mão-de-obra direta. rateios ou estimativas para serem apropriados em diferentes produtos. seja esta função um produto. e) 15. Gasto/Custo. só vão existir custos diretos para essa empresa. CLASSIFICAÇÕES E NOMENCLATURAS DE CUSTOS 2. Gasto/Investimento. são os CUSTOS que estão relacionados a um determinado objeto de custo. Exemplos: Matéria-prima direta. todos os seus CUSTOS são DIRETOS. porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação. um serviço.Se a empresa produz somente UM produto. Casos Especiais Em algumas condições especiais. uma atividade ou um órgão da empresa.000. c) 27. são os custos que só são apropriados INDIRETAMENTE aos produtos.000. CUSTOS INDIRETOS – são os custos que dependem de cálculos. Todo custo cuja parcela pertencente a uma função de custo possa ser separada e medida no momento da sua ocorrência classifica-se como direto. os custos diretos são aqueles que podem ser apropriados diretamente a uma função de acumulação de custos. Gasto/Despesa. Com isso. Gasto/Custo. apenas um tipo de produto for elaborado. .Às vezes o custo é direto por natureza. energia elétrica das máquinas quando é possível saber quanto foi consumido na produção de CADA produto. energia elétrica que não pode ser associada ao produto. 19*** a) 24. classificaremos os custos em relação ao produto em DIRETO e INDIRETO. d) 17. O aluguel de um galpão pode ser classificado como custo direto se. portanto. salários dos chefes de supervisão de equipes de produção. um centro de custo. material de embalagem (dentro do processo produtivo). aluguel da fábrica. CUSTOS DIRETOS – são aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados. Gasto/Despesa/Perda. b) 25. Assim. O parâmetro utilizado para as estimativas é chamado de BASE ou CRITÉRIO de rateio. neste local. uma ordem de produção.

mas nada impede que esses custos sofram reajustes em determinados meses em função da política econômica do país. Independente do volume de produção (dentro da faixa que interessa) a empresa arcará com esse custo. Outros exemplos: imposto predial do prédio da fábrica. depreciação de equipamentos da fábrica. Outro exemplo seria o dissídio coletivo da categoria de trabalhadores que não está envolvida diretamente no processo produtivo. agora serão classificadas em Custos Fixos e Variáveis. o caso do aluguel da fábrica que pode ser renegociado semestralmente. Estas classificações também poderão ser utilizadas para as DESPESAS. Resumindo: os CUSTOS FIXOS são custos de estrutura da empresa. Note que os CUSTOS FIXOS são fixos em relação ao nível de produção. dentro de uma certa faixa. salário de supervisores. salários de vigias. ou seja. CUSTOS FIXOS e VARIÁVEIS Nesta classificação os custos são estudados em função das variações que podem ocorrer no volume de atividade. prêmio de seguros. Eliseu Martins prefere mencionar aos custos que se enquadram nesta última classificação em: custos que tem uma parcela fixa e uma parcela variável. que não guardam qualquer relação com o volume de atividade. Por exemplo. na quantidade produzida pela empresa no período (leva sempre em consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo). Eles permanecem inalterados em relação ao volume da produção. Representação gráfica: Custo Fixo em termos Totais: R$ CF Q Custos Fixos em termos unitários: R$ CFu Q . salário de porteiros. Os CUSTOS FIXOS são aqueles cujos valores são os mesmos quaisquer que seja o volume de produção da empresa (dentro de uma faixa que interessa de acordo com o orçamento). Alguns autores ainda utilizam a classificação de Custos SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. Essa classificação ocorre em função do comportamento dos elementos de custo em relação às mudanças que possam ocorrer no volume de produção. Exemplos: aluguel da fábrica. as mesmas contas que antes foram classificadas em Custos Diretos e Indiretos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 18 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS EM RELAÇÃO À PRODUÇÃO (VOLUME) Para estudo do comportamento dos custos.

40. aumentando sua produção e venda para 150. fabricando 100. aquisição de alguns equipamentos (gerando assim a depreciação). hoje. vigias etc.001. é classificada como CUSTO VARIÁVEL DIRETO. depreciação dos equipamentos quando esta for em função das horas/máquinas trabalhadas ou quantidades produzidas etc.20. Outro exemplo: Volume de Produção 0 . Caso a ociosidade seja de valor relevante.80.60. custo da mão-de-obra direta não se confunde com o valor TOTAL da folha de pagamento paga à produção.001 .000 360. Exemplo: Supondo que uma determinada empresa.000 60. nesse momento. esse tempo será transferido para PERDA do período. Caso haja ociosidade por motivos de falta de material. de energia. esse tempo não utilizado será transformado em Custo Indireto FIXO.001 .000 unidades do produto.000 40. aquela que é apontada perfeitamente no processo produtivo. maior será o consumo. eles sobem para uma plataforma onde permanecem constantes até chegar a um ponto crítico de volume da atividade. FAIXA RELEVANTE: é a banda do nível ou volume normal de atividade em que há um relacionamento específico entre o nível de atividade ou volume e o custo em questão. opere com 50 % da sua capacidade instalada. Representação Gráfica do Custo Variável. precisará aumentar suas condições de trabalho. salários dos operários. menor será o consumo. independente das horas trabalhadas ou do volume de produção. embalagens. isto é. Exemplos: energia elétrica. Observação: existem correntes que defendem que a mão-de-obra direta seria.000 Q Os CUSTOS VARIÁVEIS são aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. dentro de limites normais. como por exemplo. o aluguel de um novo galpão.000 240. Caso essa empresa queira ampliar os seus negócios. eles permanecem constantes até certo ponto do volume da atividade (faixa de produção ou faixa relevante) e. quanto maior a produção. a ser rateado aos diversos produtos. em termos totais: . matérias-primas.000 480. quanto menor a produção. também.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 19 Observação: alguns Custos Fixos se apresentam sob a forma de degraus.000 20. materiais secundários.000 Representação gráfica: R$ CF Quantidade Necessária de Supervisores 1 2 3 4 Custo em R$ (Salários + Encargos) 120. um custo fixo.000 unidades de um determinado produto. pois a legislação brasileira garante uma percepção salarial mínima. O professor Eliseu Martins cita que a mão-de-obra direta. São também chamados de SEMI-FIXOS. Ou seja. Corresponde aquela mão-de-obra que foi apontada diretamente na fabricação dos produtos. ocorrendo de forma anormal. quebra de máquinas etc. Portanto. contratar mais supervisores.

Assim. mas que existirá. c. separação entre custos e despesas. já que a caldeira não pode esfriar. Observação Importante: necessário se torna mencionar que a classificação em Fixos e Variáveis tem uma distinção fundamental com relação à classificação em Diretos e Indiretos: esta última se aplica somente a CUSTOS. mesmo que seja num valor mínimo. . salários da administração das vendas. rateio dos custos indiretos. do volume de produção da empresa. gasto com combustível para aquecimento de uma caldeira que varia de acordo com o nível de atividade. perfeitamente. mesmo que nenhuma cópia seja tirada. por exemplo. As despesas financeiras seguem as mesmas regras das Despesas Administrativas. apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos. e mais um valor por cópia (parte variável). quando nada se produza. por exemplo. despesas de entregas etc). o esquema básico da contabilidade de custos se resume a: a. embora o total da conta dependa do número de Kwh consumidos e. da Energia Elétrica da fábrica. É o caso. Mas a de Fixo e Variável também se aplica. b. entretanto.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 20 CVt R$ Q Representação gráfica do Custo Variável em termos Unitários: R$ CVu Q Existe ainda a classificação dos custos em SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. às DESPESAS. As Despesas Administrativas serão sempre classificadas como DESPESAS FIXAS. tudo em relação à quantidade de produtos que são comercializados. na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período. portanto. parte fixa da remuneração dos vendedores etc) e Variáveis (comissão de vendedores. tem uma parcela fixa e uma parcela variável. podemos ter despesas de vendas Fixas (propaganda. Estes são custos que variam com o nível de produção. mas que. conta de água etc. Outros exemplos: aluguel de copiadoras na qual se cobra uma parcela fixa. como cita o Professor Eliseu Martins. GRÁFICO CLÁSSICO DOS CUSTOS TOTAIS (CT) Valor CT CV Quantidade Esquema básico da contabilidade de custos Nesse ponto.

000 140.000 120.000 45.000 90.000 70.000 10.000 70.000 350.000 5.000 85.000 40.000 15.000 .000 5.000 5.000 10.000 60.000 15.000 $ 80.025.000 50.000 90. telefones e telex Material de consumo do escritório Total 120.Contabilidade de Custos CUSTOS CUSTOS INDIRETOS CUSTOS DIRETOS Profº Francisco Lorentz DESPESAS 21 RATEIO PRODUTO A PRODUTO B PRODUTO C CPV VENDAS RESULTADO DO EXERCÍCIO Exemplo: Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X: Gastos Comissão de vendedores Salários da fabrica Matéria-prima consumida Salários da administração Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Despesas financeiras Honorários da diretoria Honorários diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Despesas de entrega Correios.000 1.000 350.000 60.000 85.000 710.000 40.000 5. telefones e telex Material de consumo do escritório Total dos gastos Passo 1: Separação entre custos e despesas $ Custos de Produção: Salários da fabrica Matéria-prima consumida Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Materiais diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Total Despesas Administrativas: Salários da administração Honorários da diretoria Correios.

PRODUTOS ACABADOS: é debitada pelo valor dos produtos que ficaram prontos e creditada pelo Custo dos Produtos Vendidos quando os mesmos são comercializados. pelo valor da mão-deobra direta e pelos valores dos CIF’s consumidos durante a produção.000 60. Passo 3: Apropriação dos custos indiretos aos produtos No exemplo.000 Produto B 47.000 350.000 168.000 As despesas que totalizaram $ 315. .000 125.65% 34.000 20.00% 295.000 225.000 50.000 Indiretos 30.000 45.00% 93.000 41. ainda precisarão ser alocados aos produtos.000 115. é creditada pela transferência dos produtos prontos para a conta Estoque de Produtos Acabados.000 70.000 60.000 85.000 Produto C 21.000 168.000 202. B e C e mantenha um controle do consumo de custos diretos utilizados em cada produto.000 15.000.351 B C Totais 202.71% 53.000 23.000 18.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 22 Despesas de Vendas: Comissão de vendedores Despesas de entrega Total Despesas Financeiras: Despesas financeiras Total 80. a alocação dos custos indiretos aos produtos será proporcional ao que cada um já recebeu de custos diretos. Sabe-se que neste exemplo parte da mão-de-obra e da energia elétrica é direta e outra parte indireta. PRODUTOS EM ELABORAÇÃO: é debitada pelas matérias-primas requisitadas.000 485. Custos Salários Matéria-prima Depreciação Seguros Materiais diversos Energia elétrica Manutenção Total Produto A 22.64% 100.711 245.000 41.000 50. mas os custos indiretos.000 40.000 10.938 225. Teremos então: Custo Produtos Custos Diretos Custos Indiretos Total A 115.711 77.000 15.000 10.000 Os custos diretos já estão alocados aos produtos. Não serão alocadas aos produtos.64% 100.000 140.000 serão contabilizadas diretamente no resultado do período.000 710.65% 34.351 23.000 Totais 120.000 7.000 LEMBRETE: CONTABILIZAÇÃO DOS CUSTOS MATÉRIA PRIMA: é debitada pelas aquisições e creditada pelas requisições quando do início da produção.938 710.71% 168.000 75.000 70. Passo 2: Apropriação dos custos diretos aos produtos Suponhamos que nossa empresa fabrique três produtos: A.000 135. no valor de $ 225.

..Assinale a classificação mais adequada para os seguintes custos: CUSTOS INCORRIDOS Desgaste dos pneus dos ônibus de uma empresa de turismo Salários e encargos sociais do pessoal da segurança de uma indústria petroquímica Asfalto consumido em uma pavimentadora de vias públicas Depreciação do prédio de uma fábrica de armas Pólvora utilizada em uma fábrica de fogos de artifício Cacau... ( ) Linha utilizada..... ( ) Aluguel mensal de uma fábrica onde é produzido apenas o produto "X".. ocupados na elaboração dos produtos "X" e "Y".... em pequenas indústrias de confecções.. ( ) Salário do supervisor da fábrica onde são produzidos os produtos "X" e "Y". ( ) Água consumida na higiene pessoal dos empregados.$ 6.........Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 23 EXERCÍCIOS 1.. "Y" e "Z".A..... nos diferentes tipos de roupa "X"..000 Matéria-prima consumida na produção: $ 40... $110...... 3... se esses custos são DIRETOS (D) ou INDIRETOS (I).. $ 90...000 Comissões aos vendedores...000 Depreciação de máquinas da fábrica. indistintamente......... "Y" e "Z".. "Y" e "Z". ( ) Energia consumida para manter forno permanentemente aquecido a uma determinada temperatura..000 Mão-de-obra dos operários.. "Y" e "Z".. Fixos (F) e Variáveis (V): 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) salário do eletricista de manutenção da fábrica ) depreciação de veículos da administração ) consumo de aço numa indústria metalúrgica ) salário dos vendedores ) comissão dos vendedores ) salário de vigilante da fábrica ) salário dos operários da fábrica. sendo uma embalagem para cada unidade...... perfeitamente apontada aos diversos produtos ) salário do supervisor da fábrica ) embalagem dentro do processo produtivo ) gastos de alimentação do pessoal da fábrica ) transporte do pessoal da fábrica ) material de limpeza da fábrica FIXO VARIÁVEL 4 .. ao mesmo tempo.... envolvendo diferentes camisetas "X". Apure os totais dos custos e das despesas da Empresa MM S... apenas com a marca da empresa......000 Propaganda.. $3... Considerando-se a apuração de custo ao nível de cada produto diferente. ( ) Salário do Supervisor de uma seção que se ocupa apenas do produto "X". $25..... ( ) Depreciação (linha reta) de equipamento de informática utilizado no controle geral dos estoques de uma indústria que elabora os produtos "X" e "Y"...000 2...500 Energia elétrica consumida na produção...... ( ) Embalagem plástica. camisetas diferentes "X" e "Y" na seção de expedição.. ( ) Taxa de água e esgoto paga periodicamente por empresa produtora dos produtos "X"...... preencher os espaços entre os parênteses com as letras "D" para Custo direto ou "I" para Custo indireto............. ao mesmo tempo.. Custo (C). ( ) Embalagem (caixa de papelão) envolvendo..$30..000 Frete (para entrega de produtos vendidos) $4..... de acordo com os gastos apresentados a seguir: Salários da administração.. ( ) Aluguel mensal de um galpão para depósito dos produtos "X" e "Y"..... onde se produzem os diferentes tipos de produtos "X"......... Classifique os gastos abaixo em Despesa (De)... açúcar e leite utilizado em uma fábrica de sorvetes ....

... 9....00 • Mão-de-obra Indireta ....00 • Aluguel do Escritório de Vendas... b) os custos fixos unitários diminuem na mesma proporção da redução da produção...00 • Comissões sobre vendas......00 Os custos fixos dessa empresa.......... R$ 540. e) despesa operacional.. Assim sendo................100...000..00...00 50...... Encargos de Depreciação.................. Aluguéis de fábrica . R$ 20.... b) os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida..000............ d) custo de transformação...000....000...00 30. atingiram o valor de (em R$): a) 80............ R$ 120..............000.......000......................000......... a energia elétrica gasta na sua fábrica será considerada: a) custo indireto variável....... c) gastos gerais de fabricação.............. R$ 140...000............00 100.................................... Material de Embalagem ..............00.. é correto afirmar: a) os custos fixos totais mantêm-se estáveis... d) os custos fixos unitários variam em proporção inversa às variações do volume produzido.000. Está correta a seguinte afirmativa: a) os custos variáveis unitários diminuem quando aumenta a produção......000.. R$ 2.... Uma empresa restringiu a sua linha de produção a um único produto.000............ R$ 80.........00 • Matéria-prima consumida ... tende a afastar-se do custo variável unitário............00 • Outros gastos gerais de fabricação.00 ...... b) custo indireto fixo.................................... em razão inversa........ c) 180..000........... 7..................000. R$ 160.000...... c) os custos fixos unitários decrescem à medida que a quantidade produzida diminui.......... de conformidade com a quantidade produzida...........000...........00 27.000......... R$ 60. Em relação a custos.. b) 207. representativos dos custos de uma empresa industrial (fábrica de calçados): CONTAS Matéria-Prima..... Mão-de-Obra Direta. Energia elétrica (fábrica). e) o custo industrial unitário........ no período considerado...... d) custo direto variável....00..... independentemente do volume da atividade fabril...000.................. e) custo de produção.......... e) 287...............000........ e) os custos variáveis unitários crescem na mesma proporção em que o volume produzido aumenta...................................................... d) os custos variáveis unitários crescem ou decrescem... c) custo direto fixo............. Produtos Acabados em estoque são: a) custo das mercadorias vendidas...00 80.00 • Encargos com Depreciação de Máquinas da Produção......... Observe os dados abaixo. 8................. à medida que o volume da produção aumenta.. AS QUESTÕES DE NÚMEROS 10.................00 1. d) 237..............00...00 • Salários dos Vendedores ....... pela diluição dos custos fixos.... R$ 300....000........00..500... 6...... 11 E 12 DEVEM SER RESOLVIDAS COM BASE NESTES GASTOS DA EMPRESA INDUSTRIAL BETA: • Encargos com Depreciação de Móveis e Utensílios . b) ativos.. Administração da fábrica.000.........Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 24 Madeira utilizada em uma fábrica de caixotes Aluguel do prédio de uma clínica dentária 5......... c) os custos fixos totais decrescem na mesma proporção em que o volume produzido diminui...............

.00. em maio de 19X0. b) CT = 50 Q.. O valor dos custos indiretos foi (em R$): a) 280.00 por unidade.000.00...000.. e) nem lucro. respectivamente (em R$): a) 100. Uma empresa industrial. em junho de 19X0.... comprou matéria-prima para pagamento em 90 dias.. Para fins fiscais.. 17.00 e 50.... e) CT = 40. b) em junho de 19X0.00 10.000... 13. d) 40.00.00 • Custo fixos associados à produção de X: R$ 40.000..000. Os custos diretos no período totalizaram (em R$): a) 540.. os estoques são avaliados em função do custo: a) De mercado. d) De produção...... d) metade em junho e metade em julho de 19X0....00 e 960.00 • Material de Embalagem utilizado na Produção .. O custo fixo unitário e o custo variável unitário de se produzir a milésima unidade de X são.000....000...000..00. Armazenou-a em seu almoxarifado....... d) 940.000..000. c) 760.200 unidades de X....00.. c) um lucro de R$ 8.....00..00.. e) 540..00. d) CT = 40.000.. pelo seu valor total..000..00. O custo total de produção correspondente à fabricação de 800 unidades de X é. R$ 600. 19.00.... UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE Nº 13 A 16.000..... utilizando-a na sua produção. b) 140. e)Variáveis 18... 14.000.. e) 90. 12. pelo seu valor total.00..000... R$ 40. d) 500. c) 64.000. b) 90. imediatamente após cada requisição.....000...000.00...00 e 900. b) 800..000.... c) Diretos.00 + 90 Q.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 25 • ICMs sobre Vendas .00.000.00 Q.00 • Mão-de-obra Direta . em R$: a) 40... b) um custo total de produção de R$ 108..... 15...000.00 e 40...00.00..000...00... nem prejuízo. Caso a companhia produza e venda 1.. d) um prejuízo de R$ 8.. b) De reposição.00.00 e 50..000. d) 80.000.00 e 90.000.. de onde retirou metade da quantidade adquirida...00 + 50 Q. e) 300.00..000.. No Custeio por Absorção. c) CT = 40...... c) Histórico. A empresa Gama S/A apresenta os seguintes custos para a fabricação de seu produto X • Custo variável unitário: R$ 50. respectivamente.00 e 50..00. As despesas fixas e variáveis no período foram... O custo total de produção de X (CT) pode ser representado pela função (Q significa a quantidade produzida e vendida): a) CT = 50 + 40... 16..000..000..00 • O preço de venda de X é de R$ 90..00 e 920.. d) 160. e a outra metade. c) 40....... em R$: a) 104... e) 40.00. b) 40.00. b) Fixos.000.00 e 900.000. b) 420... pelo seu valor total.000.000. e) em agosto de 19X0... Essa matéria-prima deverá ser assim computada no custo de produção: a) em maio de 19X0.000. d) Corrente e) ajustado..00 e 940. pelo seu valor total. ela terá: a) uma receita total de vendas de R$ 100.. c) 460. no mês seguinte......000....00.000.00. c) em julho de 19X0.00...000...000.00.00...000.00...... apropria-se aos produtos apenas os custos: a) Indiretos..000....00.00.00. e) 960.000...000. R$ 220. 11. c) 160..

d) os gastos com combustíveis e energia elétrica não contribuem para a formação do custo de um produto. c) matéria-prima.000. d) primário. b) O aluguel da fábrica é um custo fixo. e) a apropriação dos custos indiretos ao custo de um produto se dá a partir da relevância das vendas do produto no faturamento da empresa.100. e) O seguro da fábrica é custo fixo. d) Os custos fixos são custos diretos. assim como os encargos trabalhistas e previdenciários decorrentes. e) A matéria-prima utilizada na produção é custo indireto. c) Uma redução da quantidade produzida provoca o aumento do custo fixo unitário. b) os custos fixos passam a ter relação direta com o volume da produção a partir de determinada variação. (MPAS) Estando uma empresa operando abaixo do seu limite de capacidade. c) os custos indiretos não podem ser economicamente identificados com as unidades produzidas. e) aluguel da fábrica.00 Produção acabada no período R$ 40. c) O seguro da fábrica é custo indireto.00. e) R$ 14.00 Custos de Fabricação do período R$ 37. e) Um aumento da quantidade produzida reduz o custo fixo por unidade. quanto mais se fabrica um determinado produto. 21 -(Eletronorte) Observe os dados de uma indústria relativos a um período de produção: Estoque inicial de produtos em processo R$ 15. b) materiais.100.200. a) Os custos fixos por unidade não variam. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. 27. d) Os materiais indiretos utilizados na produção são custos fixos. 22 -(Eletronorte) Dentre as alternativas abaixo assinale a INCORRETA: a) material direto pode ser conceituado como matérias-primas.00 e 15.00.700. e) de reposição.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 26 20.00 Os estoques finais de produtos em processo e de produtos prontos apontaram os seguintes valores. a) A depreciação dos equipamentos de produção é um custo fixo.800.00 e 12.00. Isto ocorre exclusivamente em relação ao custo: a) fixo. passando a ser denominados custos variáveis. c) A mão-de-obra indireta é um custo fixo. cujo tempo pode ser identificado com a unidade produzida. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. Indique se as alternativas estão certas ou erradas.00 e 11. b) mão-de-obra direta é aquela paga a empregados que trabalham diretamente no produto.900. b) Um aumento na quantidade produzida não altera o custo fixo unitário.700. c) R$ 30. d) R$ 12. c) os salários pagos aos operários lotados na fábrica são considerados custos de produção. 24 -(MPE-RJ) Com relação aos custos de produção. d) mão-de-obra. . é correto afirmar que: a) os custos variáveis se alteram na exata proporção de aumento ou diminuição das vendas.00 e 15. e) o custo variável por unidade tende a permanecer constante dentro de certo nível de produção e de tempo.00 Estoque inicial de produtos prontos R$ 14. b) variável.100. b) As embalagens representam custo indireto. 23 -(Eletrobrás) É contabilizado como custo fixo: a) consumo de energia.000. 28. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. d) A manutenção da fábrica é custo indireto. a) O aluguel da fábrica é custo indireto.00 Custos dos Produtos Vendidos R$ 38.00 e 16. 25. embalagens e outros materiais que não são identificados com a unidade produzida. c) direto.700. b) R$ 15.00.100.00. respectivamente: a) R$ 12.500. 26. mais o seu custo unitário total diminuiu. d) com exemplo de custo indireto tem-se o imposto municipal sobre a propriedade predial e territorial urbana.100.200.

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a) Os CV totais de produção aumentam proporcionalmente à quantidade produzida, em razão direta. b) Os custos variáveis unitários não se alteram, qualquer que seja o volume de produção. c) Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, qualquer que seja a quantidade produzida. d) Os custos fixos unitários variam na razão inversa da quantidade produzida. e) Os custos industriais unitários (custos variáveis unitários + custos fixos unitários), pela diluição dos custos fixos unitários, tendem a ser aproximar-se dos custos variáveis unitários, à medida que o volume de produção aumenta. 29. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. a) Os custos semi-fixos se mantêm quase fixos, mas reagem, timidamente, ao ritmo da produção. b) Os custos semivariáveis sofrem alteração significativa quanto há variação na quantidade produzida, mas não variam de forma proporcional ao volume de produção. c) Numa fábrica em que parte da energia elétrica seja consumida quando a indústria não está produzindo e a outra parte, mais significativa, seja relativa ao volume de produção, a energia consumida é custo semifixo. d) No caso da manutenção da fábrica, se a parcela mais significativa é fixa, havendo pequena variação em razão da quantidade produzida, ela será semivariável. e) Em termos práticos, os custos tendem a ser divididos em fixos e variáveis, uma vez que sua divisão em semifixos e semivariáveis é mais trabalhosa e menos objetiva. 01 05 09 13 17 21 25 29 * B D C D A CECCE CCEEC 02 06 10 14 18 22 26 * A B D C A CCCEC 03 07 11 15 19 23 27 GABARITO 04 * 08 D 12 B 16 D 20 D 24 E 28 EECEC * B D C A C CCCCC

01) Custos= 163.500; Despesas: 145.000; 02) I, I, D, I, I, I, D, I, I, D, I; 03) 1.CIF, 2. DF, 3. CDV, 4. DF, 5. DV, 6. CIF, 7. CDV, 8. CIF, 9. CDV, 10. CIF, 11. CIF, 12. CIF; 04) Variável, Fixo, Variável, Fixo, Variável, Variável, Variável, Fixo. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Material direto As matérias-primas, os componentes adquiridos prontos, as embalagens e os outros materiais diretos utilizados no processo de produção são apropriados aos produtos e serviços por seu valor histórico de aquisição. Podemos dividir todos os problemas existentes numa empresa com relação a material em três campos: a) avaliação qual o montante a atribuir quando vários lotes são comprados por preços diferentes, como tratar os impostos incidentes sobre as vendas, contabilização de sucatas etc. b) controle como distribuir as funções de compra, pedido, recepção e uso por pessoas diferentes, como desenhar as requisições e planejar seu fluxo, como fazer inspeção para verificar o efetivo consumo nas finalidades para as quais foram requisitados etc.; e c) programação quanto comprar, quando comprar, fixação de lotes econômicos de aquisição, definição de estoques mínimos de segurança etc. O uso das matérias-primas na produção envolve várias etapas, desde a sua aquisição até o consumo direto na produção. COMPRAS ESTOQUES CONSUMO AVALIAÇÃO Custo do Material Direto - é o custo de qualquer material diretamente identificável com o produto e que se torne parte integrante dele. Exemplo: matéria-prima, embalagens, entre outros que sejam perfeitamente identificados aos produtos. O custo de material é obtido por meio da seguinte fórmula: MD = EI + C - EF

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Onde: MD = materiais diretos EI = estoque inicial C = compras EF = estoque final Os materiais indiretos, ou secundários, têm o mesmo tratamento em termos de avaliação e baixa no estoque. O registro das compras será feito pelo valor constante na nota fiscal. O valor a ser registrado será líquido, isto é, deduzido dos impostos recuperáveis e acrescido dos fretes e seguros. Ex: COMPRAS BRUTAS - IMPOSTOS – DEVOLUÇÕES – ABATIMENTOS – DESCONTOS INCODICIONAIS + FRETES E SEGUROS = COMPRAS LÍQUIDAS Ao serem requisitadas para a produção, as matérias primas serão avaliadas conforme o critério adotado: - PEPS - primeiro que entra e primeiro que sai - UEPS - Último que entra e primeiro que sai (*) - Preço médio móvel ou Custo Médio (*) A legislação vigente não admite a utilização do critério UEPS. Caso a indústria não utilize o inventário permanente, a apuração do custo dessas matérias-primas é efetuada pelo método do Inventário Periódico (*CMP=EI + C – EF) – equivalente ao PEPS no inventário permanente. *CMP= Custo das Matérias Primas. Critérios para avaliação dos estoques (baixa do estoque por consumo ou venda de produtos prontos) Preço Específico - quando é possível fazer a determinação do preço específico de cada unidade em estoque, pode-se dar baixa em cada venda, por esse valor; com isto, no estoque final, seu valor será a soma de todos os custos específicos de cada unidade ainda existente. Tal tipo de apropriação de custo, entretanto, somente é possível em alguns casos, onde a quantidade, ou o valor, ou a própria característica da mercadoria o permite (isto é feito, por exemplo, no comércio de carros usados). Na maioria das vezes não é possível ou economicamente conveniente a identificação do custo específico de cada unidade. PEPS – com base nesse critério, daremos baixas no custo da seguinte maneira: o Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. Assim, à medida que ocorrerem saídas para a produção vamos dando baixa a partir das primeiras compras, o que equivaleria ao raciocínio de que sai primeiro as primeiras unidades compradas, permanecendo nos estoques as mercadorias de aquisição mais recentes. Por este critério avaliamos os estoques pelo custo das últimas aquisições. Com isso, o custo das matérias-primas aplicadas à produção (MP) fica onerado pelas primeiras compras, daí o nome do método PEPS - primeiro que entra é o primeiro que sai. Este método de avaliação dos estoques, quando comparado com os demais métodos, ocasiona as seguintes situações, conforme a economia com preços crescentes, estáveis ou decrescentes: numa economia inflacionária, isto é, com preços crescentes, produz estoque final maior do que os outros métodos; numa economia de preços constantes (inflação zero), os métodos se comportam, teoricamente, de forma semelhante; e numa economia deflacionária, isto é, com preços decrescentes, o método PEPS produz estoque final menor do que os outros métodos. UEPS – a Última a Entrar é a Primeira a Sair. O método UEPS funciona de modo inverso ao PEPS, isto é, o estoque é avaliado pelos preços de aquisição mais antigos e o custo das saídas para a produção é onerado pelas últimas compras. Daí o nome UEPS, o último que entra é o primeiro que sai. Numa economia inflacionária, este método em comparação com os demais, ocasionará no primeiro ano, um custo de matérias-primas maior. A legislação fiscal não aceita o UEPS como método de avaliação de estoques, pois tende a diminuir o lucro, o que ocasionaria diminuição do Imposto Sobre a Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro. A propósito, os únicos métodos aceitos pela legislação fiscal são o PEPS e MPM, este último somente se houver controle permanente de estoques, pois se não houver controle permanente de estoques, é obrigatório o uso do método PEPS. Média Ponderada Móvel (MPM) – Chama-se Ponderada Móvel, pois o valor médio de cada unidade em estoque altera-se pela compra de outras unidades por um preço diferente. Assim, ele será calculado dividindo-se o custo total do estoque pelas unidades existentes. Este método permite a avaliação dos estoques pelo preço médio ponderado. Ele é chamado de média ponderada porque a cada unidade comprada com preço diferente do

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constante do estoque o custo médio existente sofre alteração em seu valor. Assim, evita-se os extremos que ocorrem ao se avaliar os estoques pelo método PEPS ou pelo método UEPS. Por esse critério, os estoques são avaliados pelo custo de aquisição, apurado a cada entrada de mercadorias, ponderado pelas quantidades adquiridas e pelas anteriormente existentes, isto é, a cada aquisição se faz a média ponderada dos estoques. Média Ponderada Fixa (MPF) - Saliente-se, inicialmente, que este método de avaliação dos estoques não é permitido pela legislação do IR e tão-pouco se amolda aos princípios fundamentais de contabilidade. Ele consiste em se efetuar a média do custo pelo somatório de todas as aquisições do período e dividi-lo pela quantidade das aquisições do período, obtendo-se, desta forma, o custo unitário médio mensal. Assim, o método apura o valor médio das compras por períodos de um mês independentemente da data de aquisição, isto é, verifica-se o custo total das compras mais o custo do estoque inicial do mês, divide-se a soma, assim obtida, pelas unidades adquiridas no período mais as unidades existentes no início do período e teremos, então, o custo médio ponderado fixo mensal. Ao final do período (mês), toma-se o total das quantidades requisitadas no período, independente da data de saída, e multiplica-se pelo custo médio encontrado na coluna das entradas, obtendo-se desta forma o custo da matéria-prima aplicada à produção. Perdas de Estoques – Legislação Fiscal LEGISLAÇÃO FISCAL (RIR/99) Art. 291. Integrará também o custo o valor (Lei nº 4.506, de 1964, art. 46, incisos V e VI): I - das quebras e perdas razoáveis, de acordo com a natureza do bem e da atividade, ocorridas na fabricação, no transporte e manuseio; II - das quebras ou perdas de estoque por deterioração, obsolescência ou pela ocorrência de riscos não cobertos por seguros, desde que comprovadas: a) por laudo ou certificado de autoridade sanitária ou de segurança, que especifique e identifique as quantidades destruídas ou inutilizadas e as razões da providência; b) por certificado de autoridade competente, nos casos de incêndios, inundações ou outros eventos semelhantes; c) mediante laudo de autoridade fiscal chamada a certificar a destruição de bens obsoletos, invendáveis ou danificados, quando não houver valor residual apurável. Mão-de-obra Conceito: A mão-de-obra compreende o trabalho do homem aplicado direta ou indiretamente na fabricação dos produtos. O custo de mão-de-obra não corresponde, apenas, aos gastos com salários, mas engloba todos os gastos com o pessoal envolvido na produção: aqueles decorrentes da folha de pagamento, como os encargos sociais e trabalhistas (salários, décimo terceiro salário, férias, contribuições de previdência, contribuição para o FGTS, seguro contra acidentes do trabalho, gratificações etc.), e também os demais gastos com o pessoal, como assistência médica e social, transportes, viagens e estadas, lanches e refeições etc. Classificação: A mão-de-obra pode ser DIRETA ou INDIRETA: A mão-de-obra Direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, que pode ser facilmente identificada em relação aos produtos, desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho, como por exemplo, o salário do torneiro mecânico, do tecelão, do carpinteiro, os quais trabalham diretamente na transformação das matérias-prima. Compreende os gastos com pessoal que trabalha diretamente na fabricação dos produtos. A mão-de-obra Indireta compreende os gastos com pessoal que trabalha na empresa sem interferir diretamente na fabricação dos produtos. Sempre que não for possível identificar o gasto com pessoal em relação às unidades produzidas, esse gasto será considerado Mão de Obra Indireta. Como exemplo de mão-de-obra Indireta, podemos citar: salário dos supervisores da fábrica, dos chefes de seção, dos faxineiros, dos eletricistas e mecânicos que fazem manutenção nas máquinas e equipamentos industriais etc. Esse pessoal não age diretamente na fabricação deste ou daquele produto, porém os serviços que prestam beneficiam toda a produção em conjunto, sendo, portanto necessário que esses gastos sejam rateados, por critérios estimados ou arbitrados, para os diversos produtos fabricados. Mão-de-obra Direta: Custo Fixo ou Variável? Mesmo que a remuneração do operário seja contratada por hora, o que ocorre com o seu pagamento no fim do mês? A legislação trabalhista brasileira, diferente de inúmeros outros países, garante um mínimo de 220 horas de trabalho por mês. Mesmo que só tenha trabalhado metade disso, mas se teve à disposição da empresa todo o tempo exigido contratual e legalmente, fará jus àquele mínimo. O contrato acabou por produzir um gasto fixo mensal com esse operário. Será por isso a Mão-de-obra Direta um custo fixo também?

No caso acima. instalações. Composição dos custos indiretos de fabricação Podemos subdividir em três grupos os custos indiretos: a) materiais indiretos: correspondem aos materiais auxiliares empregados no processo de produção. de trabalhar diretamente o produto. Portanto. por qualquer razão. e aqueles economicamente inviáveis de medição de consumo. combustíveis. Se. O procedimento mais correto é que esses gastos sejam apropriados mensalmente. tais fatos ocorrerem de forma anormal e o valor envolvido for muito alto será esse tempo transferido diretamente para perda do período (como no caso de greve prolongada. benefícios a empregados. imposto predial. água. esse tempo ocioso ou usado em outras funções deixa de ser classificado como Mão-de-obra Direta.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 30 Convém aqui distinguirmos entre o que seja custo de Mão-de-obra Direta e gastos com Folha de Pagamento. outros materiais. . . e de forma direta. Em obediência a esse Princípio Fundamental de Contabilidade. b) mão-de-obra indireta: corresponde à mão-de-obra que não trabalha diretamente na transformação da matéria-prima em produto ou da qual não há condições de apontar o tempo gasto nos produtos. Se. Tendo em vista o Regime Contábil da Competência. manutenção etc. materiais secundários. Esse agrupamento contempla todos os elementos de custos que não têm medição de consumo nos produtos. evidentemente terá que ser rateada (dividida) para cada produto. lubrificantes. custo de Mão-de-obra Direta não se confunde com valor total pago à produção. esses gastos devem ser incorporados ao Custo da Produção do Período em que forem gerados (Fato Gerador). tenham ou não sido pagos (mais uma vez o Fato Gerador). Os GGF mais comuns são: aluguel da fábrica. devem ser apropriados no mês em que forem gerados. conseqüentemente. Contabilização dos gastos gerais de fabricação A maior parte dos GGF não tem relação direta com os produtos fabricados. esse tempo não utilizado será transformado em custo indireto para rateio à produção. por corresponder a Custo Indireto de Fabricação. energia elétrica. O fato gerador ocorreu no mês de julho. quebra de máquinas etc. pois ocorrem mensalmente e independem do volume produzido. Gastos gerais de fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) Os GGF compreendem todos os gastos decorrentes do processo de fabricação que não correspondam à mão de obra e aos gastos com materiais. Alguns autores costumam utilizar a nomenclatura de CIF se referindo a todos os CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO. . depreciação. . faz-se a contabilização do rateio para cada produto separadamente. nos seus produtos. Se alguém deixa. que não são possíveis medir ou quantificar o consumo nos produtos. o custo de Mão-de-obra Direta varia com a produção. por exemplo. registram-se os gastos com a folha de pagamento nas contas da mão-de-obra Indireta para registrar. Essa distinção é de absoluta importância para inúmeras finalidades. dentro de limites normais. energia elétrica. combustíveis e lubrificantes. os referidos gastos. mesmo aos operários diretos. aluguéis. que não integram fisicamente os produtos. grandes acidentes etc. Exemplo: Energia elétrica referente ao mês de julho que será paga no 2º dia do mês de agosto. Só se caracteriza como tal a utilizada diretamente sobre o produto. Portanto.. a folha é um gasto fixo (pelo menos quando não excede às 220 horas). como ocorreu com a contabilização da mão-de-obra Direta. e por isso mesmo são apropriados por intermédio de rateios. seguro contra incêndios etc. Também são chamados de Custos Indiretos de Fabricação (CIF). houver uma ociosidade por razões tais como falta de material.Todos os custos de fabricação que não podem ser diretamente mensurados a cada produto. mas a Mão-deobra Direta não. de energia. por outro lado. os CIF/GGF vêm aumentando sua participação nos custos totais das empresas e.Representam a utilização dos outros recursos da fábrica: equipamentos. em conjunto.).Representam o terceiro elemento de custo. Inicialmente. Com a redução gradativa do custo da mão-de-obra direta pela eliminação de postos de trabalho e sua substituição por atividades automatizadas. Contabilização da Mão-de-obra indireta (MOI): A mão-de-obra Indireta. praticamente todos os demais custos são tratados como indiretos. E isso devido ao fato de só poder ser considerada como Mão-de-obra Direta a parte relativa ao tempo realmente utilizado no processo de produção. mão-de-obra indireta. enquanto a Folha relativa ao pessoal da própria produção é fixa. c) outros custos indiretos: todos os demais custos indiretos incorridos na fábrica. Exceto a matéria-prima e a mão-de-obra direta. Depois. adotando-se para isso alguma base de rateio.

Máquinas e equipamentos da fábrica Custos dos Produtos Vendidos EXERCÍCIOS 1.200.Aluguéis .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 31 Representação gráfica da Integração da Contabilidade Geral com a Contabilidade de Custos Contas da Contabilidade Geral Caixa/Bancos/Contas a Pagar Materiais Folha de Pgto. assinale a alternativa que contém o valor que poderá ser computado no custo das referidas Matérias-Primas (em R$): .Manutenção .00 ICMS destacado da Nota Fiscal R$ 170.Limpeza .Combustíveis .00 (=) Valor total da nota fiscal R$ 1.000.etc. Acabados Depreciação Acumulada Depreciação do prédio. A Companhia Beta adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos.Energia . Pessoal da Fábrica Demais Gastos de Fabricação: . cuja nota fiscal continha os seguintes dados: Valor das matérias-primas R$ 1. Despesas Antecipadas Contas da Contabilidade de Custos Material Direto Produtos em Elaboração Mão de Obra Direta Salários e encargos do pessoal diretamente ligados à produção GGF ou CIF Mão-de-obra Indireta Demais Gastos Seguros da Fábrica Prod.00 Sabendo-se que o IPI e o ICMS são impostos recuperáveis para a empresa.00 (+) IPI R$ 200.

000 unidades IV ..... b) 760.....00.000...... d) 976.00 cada uma item 2 .. 4. apenas o ICMS é recuperável para a empresa......00.000 unidades a R$ 0.00. c) 1... Matérias-Primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos: a) Dados da Nota Fiscal de aquisição: Valor das matérias-primas .. assinale a alternativa que contém o valor das matérias-primas..... R$ 340...... dos tributos referidos.170...75 cada uma item 3 ..000 unidades a R$ 1.... 2...75 cada uma III ..00.4..Compras: item l -12. Sabendo-se que. d) 1.030.... o fluxo de matéria-prima durante o ano foi o seguinte: I .Matérias-primas excedentes..050...00.00. Numa determinada empresa industrial...000 unidades a R$ 2.......00.3. devolvidas ao almoxarifado pela fábrica: item 2 ..500 unidades item 2 ...5.8. e) 1... OBSERVE O SEGUINTE: A indústria Brasília adquiriu. a empresa utilizou 40% dessas matérias-primas na fabricação de seus produtos..00........ nesse mesmo mês de abril/X0..200 unidades V .. R$ 240... adquiridas e utilizadas em abril/X0. c) 556. em 01-04-X0.200... d) 488.....000 unidades a R$ 1.00 b) A empresa pagou frete das matérias-primas até o seu estabelecimento.Saldo inicial: item l . assinale a alternativa que contém a parcela do custo dos produtos vendidos relativa às matérias-primas utilizadas (em R$): a) 1... Supondo-se a inexistência de estoque inicial de matérias-primas e de produtos em 01-04-X0 e que.. b) 830..000 unidades item 3 .2....00 c) No mês de abril X0... PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE Nº 2 E 3...00 Valor do ICMS destacado da nota .112...00 cada uma item 3 ..00.000 unidades a R$ 2.R$ 200... devolvidas aos fornecedores: item l .........00 Valor do IPI.....Entregas à produção: item l .Matérias-primas defeituosas..00.....3......00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 32 a) 630..... e) 420. c) 840..... R$ 2..00.00... 3.. a ser apropriado nesse mesmo mês aos custos de produção (em R$): a) 664....... a empresa vendeu 50% dos produtos fabricados.6.50 unidades ..00...75 cada uma II ..00. e) 1. b) 830..

. O valor líquido das compras de material foi de (em R$): a) 3.. c) 1... A Cia Gama adquiriu 100 kg de determinada matéria-prima para fabricação de certo produto...... b) 900.000..00.ESTOQUES: Inicial Final • Materiais 188....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 33 Efetuadas essas operações...........00...050.......... d) 1. constituída por um prédio.00.00 IPI incluso no preço pago ao fornecedor.....00. d) 327.... R$ 7... c) 1.............. R$ 7...00.00.........00 Juros a pagar pelo financiamento obtido para efetuar a compra da matéria-prima ......00 Frete e Seguro sobre compras.00.... d) 657.00.505.. 10.......OUTRAS INFORMAÇÕES: • Requisição de materiais para fabricação ..00 II .. R$ 1...000....00... d) 657...... 9. c) 980.... é seqüencial......... R$ 3. R$ 330..000.. no processo produtivo.00.. e) 15. o saldo final da conta Matérias-Primas na escrituração da referida empresa foi de (em R$): a) 37...087...170..00.00.012...000.......00............ R$ 110.00..... 8... c) 37..000... se o IPI e o ICMS são recuperados na venda do produto final é (em R$): a) 830...00.....00 327.00 • Lucro bruto nas vendas. ocorreram os seguintes custos: • depreciação do prédio .... b) 258..832...00 ICMS incluso no preço pago ao fornecedor. Qual das seqüências.468. Na área fabril de uma empresa. Considerando que os gastos com mão-de-obra direta totalizam R$ 69..50.....00......... pode-se considerar como natural ou lógica? a) compra-armazenazem-produção-armazenagem.....50.00. e) 277.. R$ 800.00...00 7.... c) 796...00. d) compra-armazenagem-venda-produção.....00 5.00... 11..50.127... PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES N° 7 A 10 l ..... O valor total debitado no período à conta Produtos em Fabricação foi de (em R$): a) 277........ 5.... d) 2.000..... e) 469.000.00 • iluminação do prédio. b) compra-produção-venda-armazenagem. e) 2....00 327..00 • Produtos em Fabricação 520.000. c) 208..00........ e) armazenagem-produção-compra-venda...00..00 • Produtos Acabados 237.00 O valor do custo por quilo a considerar como valor dessa matéria-prima. ligam-se a fatos cuja ordem de formação ou constituição. R$ 8.. como componentes do custo...............00...00 .. tendo com isso os seguintes gastos: Valor devido ao fornecedor ..500....087..00. O valor das vendas líquidas realizadas no período foi de (em R$): a) 2..00..... R$ 10. 6. o total dos gastos gerais de fabricação debitado ao período foi de (em R$): a) 261...... e) 1. b) 799... b) 1......50. d) 22..268. R$ 17. CONSIDERE OS SEGUINTES DADOS...00.... como eventos patrimoniais em uma indústria.00.. b) 37..00 • Produção acabada do período.287.... c) armazenagem-compra-venda-produção.. b) 607. e) 330.505.. As contas de Matérias-primas e Materiais Indiretos de Fabricação (ou Custos Indiretos).

.............000.....00 Sabendo-se que: 1) ...............000.................00 • Matérias-primas .........000....00.. cujos saldos referentes ao início de certo mês são: • Caixa...........000....00 • Produtos acabados .......00 O total dos salários....00 • Gastos gerais de fabricação .........000............ R$ 8.00 a Diversos a Caixa 5. R$ 7.....00 • Salários a pagar .....00... d) 50% e 50%..00..000. d) 33............ e) 40....... b) 40% e 60%............. Uma empresa fabril tem......................... R$ 30.....5% e 62..00 b) Diversos a Mão-de-Obra Gastos Gerais de Fabricação 12....R$ 5.... foi rateado entre Mão-de-Obra Direta e Mão-de-Obra Indireta.........R$ 5................ nas proporções: a) 25% e 75%.........000.............Não houve encargos sociais neste período........000......00 • Custo dos produtos vendidos ...................... respectivamente.000.............No total dos custos acima mencionados estão incluídos todos os gastos gerais de fabricação no período................................000...............................00 • Seguro de incêndio do prédio (parcela incorrida no período)....00 • Produtos em elaboração...... foram efetuados os seguintes lançamentos: a) Mão-de-Obra 20................000..000.. R$ 15.......... Assinale a alternativa que contém o valor dos gastos gerais de fabricação debitados na conta Produtos em Elaboração (em R$): a) 37.....R$ 8.....000.... c) 30........................... 12. as seguintes contas....00 Indireta..............00 20..... entre outras........00 a Salários a Pagar 15..000..... 2) ..... R$ 8.. R$ 7.000......Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 34 • imposto predial.00 Neste mês.............00 • Mão-de-obra.....000..........5%............................000............ R$ 0............... R$ 40.........00 Produtos cm Elaboração 8......00 • Mão-de-Obra: Direta............. R$ 8...00...... e) 37................. pagos e a pagar..000...000..........00.. ...000. c) 75% e 25%...000.......000.... b) 45.. no mês..........

contabilidade geral e apoio à Diretoria. adquiriu uma partida de material préindustrializados para uso industrial.4343/hora. d) R$ 6. por hora. taxas e assemelhados. debitando-se a conta Almoxarifado.00 Fretes e Seguros R$ 200. do salário de operário contratado por R$ 3. d) aumento dos investimentos. aquela: a) que diz respeito ao pessoal que trabalha e atua estritamente ligado ao produto que está sendo fabricado. c) R$ 4.00 R$ 10. ou seja. e) pelo total das despesas gerais de fabricação ocorridas no período. debitando-se as contas Caixa ou Contas a Pagar. a adoção de tal método provocará: a) diminuição do custo. Entende-se como Mão-de-Obra Indireta.00 .000. os gestores da Cia Tal adotam o método UEPS.00 IPI a Recuperar R$ 1. d) pelas despesas de seguros.9351/hora. ( Contador RJ) – Tendo por objetivo a apuração de custos. dela constavam: quantidade 4. 14. d) relativa à administração dos escritórios. contribuinte de IPI e ICMS. • FGTS: 8%.50. conforme o caso. e) diminuição das despesas operacionais. e) R$ 5. prevenção de acidentes. preço unitário R$ 2.000. c) por outras despesas indiretas de fabricação. ICMS 17%. Emitida a nota fiscal 1xxx3. c) aumento do custo. apenas 10% da compra mais frete e seguros.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 35 13. na Contabilidade de Custos. a) Diversos a Diversos Materiais R$ 6. considerando os seguintes dados: • Mês de 220 horas. • Contribuição para o INSS: 20%. supervisão e programação e controle da produção. • Domingos: 52 dias. Ao se admitir um processo inflacionário. A Fábrica de Pré-moldados. 17. b) responsável pelas vendas dos produtos fabricados.7831/hora. no ato.00 a Caixa R$ 1.0218/hora. 16. b) R$ 5. • Dias de duração do ano: 365.200. debitando-se as contas representativas do pagamento ou da apropriação dessas despesas.00 R$ 10.00 ICMS a Recuperar R$ 1. • Seguro de Acidentes do Trabalho: 2%. • Férias: 30 dias.00/hora.700. b) aumento do resultado líquido. debitando-se a conta Folha de Pagamento . IPI 12% frete e seguros 2% do preço. A operação foi realizada a prazo.8% a) R$ 5.900. pagando-se. c) relativa à manutenção. Assinale o lançamento correto para contabilizar a operação.000 unidades. • Feriados e dias santificados: 8 dias. impostos.00 a Fornecedores R$ 9. debitando-se a conta Produtos em Elaboração. 15.Fábrica.000. a conta Custos Indiretos de Fabricação é creditada: a) pelos materiais indiretos saídos do almoxarifado. e) Direta utilizada na comercialização dos produtos fabricados pela empresa.000. Calcule o custo total. b) pela mão-de-obra indireta incorrida. o da última unidade a entrar no estoque como sendo a primeira a sair.9123/hora. • Sistema S + INCRA: 5. • Ausências ao trabalho justificadas (Remuneradas): 5 dias. Na movimentação de contas que registram o processo industrial.

c) a) Produtos em Processo Produtos em Processo a Matéria Prima R$ 2.00 R$ 11.quantidade 500 unidades .despesas acessórias/fretes R$ 240.080.260.00 a Fornecedores R$ 10.00 R$ 11.376.200. mesmo que onerosa.500.00 18.136.00 .400.00 a Caixa R$ 1.00 R$ 11.700. assinale o lançamento correto para contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar histórico).00 e) Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.320. (AFC) A Industrialzinha Ltda.400.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 36 b) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.320.ICMS 17% .400.00 a Matéria-Prima R$ 1.700.700. A nota fiscal dessa compra espelhou os seguintes dados: .00 a Caixa R$ 1.00 e) Diversos a Diversos Materiais R$ 9.00 d) b) Produtos em Processos Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.00 ICMS a Recuperar R$ 1.400.00 a Caixa R$ 1. Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é contribuinte tanto do IPI como do ICMS.00 d) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.00 IPI a Recuperar R$ 1.700.896.320.00 c) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.300.00 IPI a Recuperar R$ 1.preço unitário R$ 8.400.00 a Matéria-Prima R$ 1.300.260.896. Os fretes não sofreram tributação.400.700.00 a Fornecedores R$ 10.00 Fretes e Seguros R$ 200.00 No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção.00 R$ 11.400.00 R$ 11.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 ICMS a Recuperar R$ 1.140.00 R$ 11.00 a Caixa R$ 1.IPI 10% .00 R$ 11.00 IPI a Recuperar R$ 1.00 a Fornecedores R$ 10.200.00 .00 a Fornecedores R$ 10. adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto.400.080.200.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 R$ 11.136. exigindo entrega em domicílio.

Os Custos que não são facilmente identificáveis com os produtos e são apropriados com base em rateios são chamados de : a) fixos. Os gastos com os serviços contratados serão apropriados. b) custo da matéria-prima. no total.000.00 .00 cada unidade.MOD do período: R$ 6. b) variáveis. 23.00 c) R$ 32. e) custo de veículos.000. 22. (Contador RJ) Para responder a questão considere os saldos apurados nos livros contábeis da Cia.000. no total. em relação à produção de cimento. de 35% das aquisições de matérias-primas. b) segregado. No início do período.000. e) identificado.000. (ICMS/RJ 2007) A empresa FORTALEZA S/A.00 .000. c) gasto. como: a) custo de mão-de-obra. b) custo. quando houver necessidade de utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação.000. (ESAF) Uma fábrica de cimento contrata empresa de transporte coletivo para transportar seu pessoal para trabalhar em sua jazida.Devoluções. Os dados da nota fiscal de aquisição eram os seguintes: No final do período.000. e 5 unidades de halteres de 7kg por R$ 40.00 . A opção que apresenta a nomeação do salário pago em empregado da produção: a) despesa. d) despesas gerais de produção.Matérias-primas adquiridas no período: R$ 20.000.Estoque Inicial de produtos acabados: R$ 11. e) investimento.00 .00 24.Estoque Final de Produtos em Elaboração: R$ 2.00 O custo dos produtos vendidos é de: a) R$ 40.000.Estoque Inicial de Produtos em Elaboração: R$ 3.00 . dentro do próprio período.Estoque Inicial de Matérias-primas: R$ 5.Estoque Final de Matérias-primas: R$ 7. .000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 37 19.000. por R$ 280.000.00.000. (NCE-UFRJ) Em Contabilidade de Custos.000.Estoque Final de Produtos Acabados: R$ 6. Sabe-se que a empresa comercial FORTALEZA S/A é contribuinte do ICMS mediante movimentação econômica.000. d) variável. Considerando apenas as informações apresentadas e que a FORTALEZA S/A avalia seu estoque pelo Custo . d) desembolso. FORTALEZA S/A adquiriu 100 novas unidades de halteres de 5kg.500.000.00 e) R$ 29. e) diretos.00 .00 . contribuinte do IR com base no lucro real. dedicada ao comércio de equipamentos de ginástica.500. 21.000. c) primários. c) custo de serviços de terceiros.00 b) R$ 30. c) indireto.00.000.000.00 d) R$ 34.000. e 6 unidades de halteres de 7kg avaliadas.000. o custo será incluído como: a) imputado.000.000.000. e não é contribuinte do IPI. 20. de onde extrai calcário para produção de cimento.Custos Indiretos de Fabricação Incorridos no período: R$ 5. ou cada vez que houver o uso de estimativas ao invés de medição direta.00 .00 cada unidade. por R$ 120. Alfa relacionados abaixo: . começou o período com o estoque de mercadorias composto por 20 unidades de halteres de 5kg avaliadas. a FORTALEZA S/A vendeu 80 unidades de halteres de 5kg por R$ 30. d) indiretos.000.

67. e) 1.317. Q. assinale o valor a ser encontrado no lugar do último ponto de interrogação. que sai. o valor do custo das mercadorias vendidas nesse período é. e) 476. que sai.424.323.00. que sofreu 4 movimentações no período de 01 a 05 de certo mês. d) 608.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 38 Médio Ponderado Móvel. 27 . b) Último que entra primeiro d) Média ponderada fixa.00. o valor do custo total do saldo no dia 05 (em R$): a) 704.446. c) 1. inserida em um contexto de economia inflacionária em que os preços são sempre crescentes ao longo dos períodos. Quantidade. b) 1.45.00 38. Sabendo-se que as devoluções são relativas ao movimento do mesmo mês.00. Com base nessas informações. tem o movimento de seus estoques conforme os dados abaixo.00. Custo Unitário e Custo Total em Reais. respectivamente. d) 1. e) Método de preço específico.33 25 DIA 01 02 03 04 05 ENTRADAS Q U T 12 10. c) 436. em qual dos critérios de avaliação dos estoques o Resultado Bruto Operacional será maior? c) Primeiro que entra primeiro a) Média ponderada móvel. (ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial é monoprodutora.00 ? Q SAÍDAS U T Q 8 ? 15 ? ? SALDO U T 80.307. em valores arredondados: a) 1.17.00.00 120.00 ? ? ? ? ? ? Na ficha (acima apresentada) de estoque de matéria-prima de uma empresa industrial. Nos três últimos trimestres apurou o seguinte: .00 640. 26 (ICMS/SP/2006) Uma Empresa. isto é. U e T representam.0 ? (3) (2) ? ? ? ? 190.00 b) 664.

quanto mais elevado for o nível hierárquico de apuração.01 e $47. O que se procura ao definir uma base de rateio é minimizar tais distorções. Se o critério adotado não for bem consistente. Exemplos: o imposto predial da fábrica. o número de horas de máquinas. GABARITO 01 B 05 A 09 C 13 D 17 D 21 B 25 B 02 06 10 14 18 22 26 C B E C D B C 03 07 11 15 19 23 27 E E B E C E B 04 08 12 16 20 24 B B B C D C CUSTOS INDIRETOS: Critérios de Rateio de CIF – Departamentalização – Taxa de Aplicação de CIF Os Custos Indiretos são aqueles que não há como fazer a associação direta dos custos aos produtos fabricados.00. maior será o número de custos indiretos. todos eles sempre relacionados diretamente com o volume da . c) Entre $46. e) Menor ou igual a $45.01 e $48.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 39 Sabe-se que: • a empresa apura o custo total de fabricação pelo custeio por absorção. superavaliados. o número de horas de mão-de-obra direta.00.01 e $46. Esses valores devem estar distribuídos entre os diferentes produtos ou funções dos quais se deseja apurar o custo e devem ser conhecidos e estarem disponíveis no final do período de apuração do custo. o custo indireto deve guardar estreita correlação com os dados escolhidos como base de rateio (causa x efeito). maior será o número de custos diretos e. este custo passará a ser classificado como direto ao departamento. Entende-se por CRITÉRIO DE RATEIO ou BASE DE RATEIO como uma divisão PROPORCIONAL pelos valores de uma base conhecida. Geralmente são utilizados em menores quantidades e necessitam OBRIGATORIAMENTE de uma base ou critério de rateio para serem apropriados aos produtos. b) Entre $47. pois é uma tarefa que envolve aspectos subjetivos e arbitrários.000.000. sem possibilidade de segregação da parcela deste custo pertencente a cada um dos produtos.000. geralmente. a) Maior que $48.00. Algumas considerações Desejando-se apurar custos em nível de produto diferente. Portanto. • não houve variação de preços no período. ou seja. quanto mais baixo for o nível de apuração.500 unidades. Dificuldades para estabelecer as bases de rateio A dificuldade que se encontra para alocar custos indiretos reside na definição das bases de rateio a serem utilizadas. Utilize o método maior-menor para classificar os custos entre fixos e variáveis e determine o custo total de fabricação do quarto trimestre para uma produção total de 6. enquanto outros. Porém.000. ao contrário.00. ainda. Ou. aqueles itens que não são economicamente viáveis fazer o seu controle. • a empresa controla seus estoques permanentemente e os avalia pelo método PEPS. é rateado pelo metro quadrado ocupado por cada departamento ou linha de produção.000. se a apuração de custo for em nível de Departamento e estes dois produtos pertencerem apenas a um único Departamento. o valor da matéria-prima direta e outros. um custo que é comum a dois produtos. o resultado de custos ficará por certo deficiente para atender aos fins que se propõe. será classificado como indireto. d) Entre $45. Distorções na Alocação O número de unidades produzidas.00.000. Tendo em vista que o montante dos custos indiretos será absorvido pela produção por qualquer base que se venha a ser empregada. alguns produtos podem ficar subavaliados.000. A melhor base de rateio para determinado custo é aquela que se supõe que o custo ocorra na mesma proporção dela.

Como por exemplo. Supervisão . que permitem a execução de uma variedade muito grande de produtos com alto grau de eficiência e qualidade.significa a remuneração devida ao pessoal que chefia um grupo de pessoas. a fim de não serem obtidos resultados distorcidos. provocaram um deslocamento significativo dos custos. cuja matéria-prima direta é a madeira e o valor consumido é normalmente proporcional à área que deve ser envernizada. significativamente. entre os disponíveis. de que o produto de maior volume de produção deveria ser o mais penalizado com as cargas de custos indiretos. Energia elétrica (força) . no intuito de simplificar esta rotina. procurando aproximar-se daquilo que seria o custo perfeito. é que o Supervisor está encarregado na produção e na supervisão de diversos produtos e . Sem uma análise mais acurada da forma de ocorrência de cada um dos diferentes custos indiretos e nem da efetiva participação de cada uma das funções de custos naquele custo indireto. ao contrário de hoje. Com isto. como conseqüência. a quantidade de custos indiretos aumentou demasiadamente em relação aos diretos e os conceitos antigos de rateá-los por dados que privilegiam o volume de produção deixaram de refletir a realidade.o valor do imobilizado é o dado que melhor serve como base de rateio deste custo. tendo em vista que a depreciação é conseqüência do valor de aquisição do imobilizado. escolhido o dado que melhor possa refletir o rateio daquele custo a cada uma das unidades de acumulação de custos. Assim. Nos tempos atuais. vejamos o VERNIZ numa pequena fábrica de bancos. necessita de uma base de rateio para apropriação aos produtos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 40 produção. porque quanto mais potente for a máquina. normalmente. carteiras e mesas de madeira. também requer mais supervisão. maior o consumo de energia. uma alocação inadequada provoca distorções muito significativas. cadeiras. O que ocorre. Após um estudo muito analítico de cada custo e uma unanimidade dos responsáveis de cada área ou atividade. como custo indireto. aumentando o valor dos custos indiretos com redução dos demais. Depreciações . o número de empregados em cada linha de produção também é uma base aceita.o dado. . As parcelas dos custos indiretos destinados a cada função diferente ficaram muito distorcidas e. Assim como nas máquinas a combustível. O que precisa ficar bem claro é que todo e qualquer critério que venha a ser empregado deve ser escolhido em função de uma base que represente uma relação lógica. bem como da sua maior adaptação aos hábitos e comodidades de cada usuário. Bases Mais Adequadas de Rateio Com o desenvolvimento dos processos de produção. como o JIT . Combustíveis . neste caso. Esta sistemática provocava muitas distorções. que melhor serve como base de rateio deste custo é a “potência das máquinas a combustão”. entre outros. Exemplos de custos indiretos e bases de rateio. tendo em vista o raciocínio. A razão dessa escolha é supor-se que a medida que o produto ou função de custo absorve mais mão-de-obra. fazem com que o custo de cada uma destas funções não exprima o seu verdadeiro valor. A melhor base de rateio para este custo é o valor da mão-de-obra direta apropriada a cada tipo de produto diferente ou a cada função diferente de custo. pode se adotar um critério de rateio que englobe grupos de custos indiretos. só então. quanto à qualidade e à eficiência dos produtos. praticamente eliminando os tempos entre as etapas de produção. utilizando-se das técnicas mais avançadas. a distribuição inadequada de pequeno valor não provocava distorções significativas. Devido às exigências cada vez maiores do mercado. o número de produtos diferentes produzidos. eram os dados mais comumente usados como base de rateio. a alocação das suas parcelas fica muito aleatória. Cada custo indireto deve ter a sua ocorrência analisada em função da unidade de acumulação de custos e. o TQC . No entanto. Qualquer base que venha a ser utilizada por certo permitirá que se chegue ao custo dos produtos. quanto maior a potência. as empresas têm de diversificar cada vez mais o número de itens da sua produção para atender a estas exigências aumentando. desde a encomenda de matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente. muito simplista. tendo em vista que os custos indiretos ganharam maior relevância. novos conceitos estão sendo usados para a escolha dos dados mais adequados para uso como base de rateio dos custos indiretos. a modernização dos processos de produção. o consumo de combustível é em funcão da potência de cada máquina. Materiais indiretos o dado que serve melhor como base de rateio é o valor da matéria-prima porque se entende que a sua aplicação nos diferentes produtos é em função do consumo de matéria-prima direta. precisa-se ter coerência na escolha dessa. mais combustível ela vai consumir. ou seja.o dado mais indicado para a base de rateio é a “potência das máquinas elétricas”. com automatização das diversas etapas dos processos produtivos.Just in Time.Total Quality Control.

Montagem. Para o campo de Custos para Avaliação de Estoque (foco inicial deste trabalho). Esse conceito que liga a atribuição de cada Departamento à responsabilidade de uma pessoa dará origem a uma das formas de uso da Contabilidade de Custos como forma de controle (custo por responsabilidade). Os Departamentos de Produção (também conhecidos por Produtivos) têm seus custos transferidos para os produtos. pelo menos. Alimentação . Administração Geral da Fábrica etc.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 41 Energia elétrica (iluminação) . Diz-se unidade mínima administrativa porque sempre há um responsável para cada Departamento ou.usa-se como base de rateio para este custo o dado “área ocupada”. aqueles são os que atuam sobre o produto e são conhecidos por Departamentos de Produção. Transporte de pessoal . Função de custo significa unidade de acumulação de custos. que vivem basicamente para execução de serviços e não para atuação direta sobre o produto. pelo menos teoricamente. pode representar um órgão. Outras Observações Caso toda a produção de um período for vendida nesse mesmo período. Departamento e Centro de Custos Na maioria das vezes um Departamento é um Centro de Custos. pois estes não passam por eles. pode também ocorrer sob a forma de homens apenas e. uma Ordem de Serviço. ou seja. por um montante menor do que aquele que seria apresentado caso não tivesse havido alteração. são conhecidos por Departamentos de Serviços. e como tal. Mas. parte da produção fica estocada (produtos em elaboração e produtos acabados) e com isso. também. Aluguéis . Os Departamentos de Serviços (impropriamente chamados às vezes de Não-produtivos e também conhecidos por Auxiliares) geralmente não têm seus custos apropriados diretamente aos produtos. assim. Cromeação. Manutenção. considerando-se que o valor do aluguel é por área e portanto. enquanto os segundos. o resultado do período aparecerá.área ocupada é o dado mais adequado como base de rateio deste custo. também. também só de máquinas. Esquema de Contabilização de Custos – Departamentalização . Isso porque os Custos Indiretos não apropriados sobre os itens estocados teriam sido apropriados aos outros que foram vendidos e. interessa-nos mais visualizar o Departamento como um conjunto que. maior será a parcela do custo de alimentação incidente sobre o produto ou função de custo. um departamento.é usado o mesmo dado do anterior. que desenvolve atividades homogêneas. uma Ordem de Produção. que realizam atividades homogêneas. Por viverem esses Departamentos para a prestação de serviços a outros Departamentos. estariam classificados como Despesas (Custo dos Produtos Vendidos) no resultado. Almoxarifado. Caso os produtos estocados no fim do período tenham sido “beneficiados” pela modificação do critério de rateio e tenham por isso recebido menos Custos Indiretos do que recebiam antes. representada por homens e máquinas (na maioria dos casos). apesar de na maioria das vezes ser constituído por homens e máquinas. Por exemplo: Forjaria. Outra base seria. Quanto maior a área ocupada na fabricação dos produtos. um processo produtivo ou mesmo um produto. têm seus custos transferidos para os que deles se beneficiam. já que estes passam inclusive fisicamente por eles. o número de pontos de luz instalados em cada setor. porque se considera que quanto maior o número de empregados ocupados. nele são acumulados os Custos Indiretos para posterior alocação aos produtos (Departamentos de Produção) ou a outros Departamentos (Departamentos de Serviços). notamos que podem ser divididos em dois grandes grupos: os que promovem modificações sobre o produto diretamente e os que nem recebem o produto. Verificando esses exemplos. mais energia elétrica será consumida para a sua iluminação. Pintura. poderão existir alterações artificiais no resultado. deveria haver.a base de rateio será o dado “número de empregado”. Em outras situações podem existir diversos Centros de Custos dentro de um mesmo Departamento. Refinaria. na grande maioria dos casos. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Departamento é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos. o produto que ocupa a maior área recebe a maior parcela do custo e o que ocupa a menor área recebe a menor parcela do custo. o efeito dos Custos Indiretos sobre os produtos não seria ponto sensível na avaliação do resultado global da empresa.

B e C.000 1.000 100 Portanto o mapa de custos ficaria desta forma: Custos A B C Diretos 500.5 150 37.33 200 66.000 Acabamento 70.000 1.400.000 Manutenção de equipamentos 350.000 200.250.000 50.250.000 450. verifica-se que existe uma disparidade no cálculo dos custos de cada produto.000 350.33 300 100 Acabamento % HM 250 62.000 120.000 30. Para este novo cálculo deverão ser considerados os custos apropriados a cada um dos setores.67 250 83.150.000 .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 42 Exemplo 1: A empresa Alfa S/A produz três tipos de produtos.000 B 450.000 300. B e C. Total Corte 100. e nem estes possuem o mesmo tratamento em cada setor por onde passam.000 Totais Deverão ser alocados os seguintes custos indiretos: Custos Indiretos $ Depreciação de equipamentos 200.000 200.000 Energia elétrica 300.67 300 100 Montagem % HM 50 16.000 Totais 1. A.000 910.000 40.000 60.150.000 550.000 100.000 300. Veja a distribuição dos custos indiretos aos departamentos produtivos: Custos Indiretos Depreciação Manutenção Energia Supervisão Outros Custos Ind.000 100 Note que agora o critério de rateio dos CIFs será o das horas-máquina de cada departamento por onde os produtos passaram. Esta disparidade é devido ao fato de que os gastos não são uniformes entre os setores nos quais são produzidos os produtos A.000 No entanto.000 Outros custos indiretos 200.000 530.000 30.000 460.000 Total 960.000 Supervisão da fábrica 100. Veja a hora-máquina de cada produto nos departamentos por onde passaram: Produtos A B C Totais Corte % HM 100 33.000 30.000 Indiretos 460.000 230.000 2.5 400 100 Total % HM 400 40 200 20 400 40 1.000 450. Veja: Produtos HM % A 400 40 B 200 20 C 400 40 Total 1.000 Como a maior parte dos custos indiretos é relativo aos equipamentos.150.000 130. Alocou aos produtos os seguintes custos diretos: Produtos Custos Diretos 500.000 A 300.000 Total 1.000 40.000 20.000 150.000 200. decidiu-se fazer a alocação dos CIFs aos produtos pelo critério das horas-máquina utilizadas em cada produto. ao se analisar com mais cuidado o processo de produção.000 Total 200.000 C 1.000 Montagem 30.

150. PASSO A PASSO E RECÍPROCO DIRETO.50 206.245 Com Departamentalização Diferença 58. mesmo que tenha prestado serviço ao departamento que estiver distribuindo seus custos.245 Total % 100 100 100 Total 1.000 1.150 (128.150 331. Veja: Critério A B C 460.755) Distribuição dos custos comuns aos departamentos .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 43 Agora.000 1.000 Note que os custos totais de cada produto mudaram. Veja a nova distribuição dos custos indiretos aos produtos: Departamentos Corte Montagem Acabamento Total Produto A % $ 33.PROPORCIONALMENTE .67 25.50 343.000 $ 450. Métodos de alocação do custo dos departamentos de apoio para os de produção (Visão dos profº Horngren.CUIDADO COM AS ALOCAÇÕES REFLEXIVAS: o departamento de serviço que distribuir os seus custos não recebe mais parcelas.000 230.000 150.67 300.605 Produto B % $ 66. . Faz a alocação dos custos de cada departamento de apoio diretamente aos departamentos operacionais.005 62.750 518.150 300.150. Foster e Datar) DIRETO. deverá ser levada em consideração a participação de cada produto em cada departamento. ALOCAÇÃO DIRETA O mais utilizado.250 331.ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS PARA ESCOLHA DA MELHOR BASE DE RATEIO: analisar a composição dos custos para melhor escolha da base de rateio.605 300.HIERARQUIZAÇÃO: escolher o departamento de serviço que terá primeiro os seus custos distribuídos aos demais. Uma vez alocados os custos de um departamento de apoio.150 Produto C % $ 83.605 70. .33 149.850 16.995 37. nenhum custo subseqüente deste é alocado ou a ele retorna. Ignora os serviços prestados entre os departamentos de apoio.000 460. . Valor total dos serviços prestados ao congênere RECÍPROCO . Determinação da seqüência Percentagem do suporte total prestada ao congênere.DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE PRODUÇÃO AOS PRODUTOS: proporcionalmente aos benefícios recebidos de cada departamento.000 Sem Departamentalização 518. de acordo com a ordem em que alocação passo a passo deve ser efetuada (hierarquização).150. PASSO A PASSO (SEQÜENCIAL OU EM CASCATA) Este método leva em conta o reconhecimento dos serviços prestados pelos departamentos de apoio e requer a classificação (em ordem seqüencial) dos departamentos de apoio.MELHOR BASE DE RATEIO DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS PARA OS DE PRODUÇÃO (Visão do profº Eliseu Martins) .33 124.000 550.

082) = 312.000 + (0.082) = 124.316.041.000 + 0.600 + 0.2MF)) MF = $600. Permite incorporar relações interdepartamentais.60 240.00 (716.082) = 187. nas alocações de custos dos departamentos de apoio.98MF = $624.1SI (2) SI = $116.5 x $624. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto. Resolução do sistema de equações simultâneas para obtenção dos custos recíprocos de cada departamento de apoio.652.816.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 44 Faz a alocação dos custos por via da inclusão explícita dos serviços mútuos prestados por todos os departamentos de apoio.816) = 24.00 624.80 Para Montagem (0.1 ($116.224.898.600 80 200 10 2.081.082.600 20 2.816) = 192.00) 148. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 1.00 Manutenção da fábrica Para Sist Info (0.00 864.000 + 0.60 Para Maquinaria (0. Sist.816) = 24.816 3.000.082 SI = $116.8 x $240.000 + 0.000 116.000 100 1.081.000 200.02MF 0.3 x $624.000 + $11.816.40 Para Maquinaria (0.1 x $240.000 + 0.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .000 1. na sua integralidade.2 x $624.00 EXEMPLOS ALOCAÇÃO DIRETA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto. Alocação dos custos recíprocos de cada departamento de apoio a todos os outros departamentos (apoio e operacionais) com base nas proporções de utilização (total de serviços prestados a todos os departamentos) Sistemas de Informação Para Mnt da fábrica (0.082) = $240.898. Expressão dos custos dos departamentos de apoio e das relações recíprocas em forma de equação linear.2MF 2.60 Para Montagem (0.000 100 600. (1) MF = $600. MF = $600.2 ($624.1 x $240.082 MF = $624. Etapas 1.400 30 4.000 50 8.000 400.

000 580.000) 1.000) - Sist Info 116.000 180.000 1.316.222 526. Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.000 500.000 225.778 200 10 Montagem 200.000 12.316.222 2.000 300.000 1.000 116.000 575.000 1.000 200.600 80 Máquinas 400.000 625.000 100 600.000) Sist Info 116.000 100 Total 1.111 728.111 Montagem 200.000) - Máquinas 400.000 1.000 (600.000 236.000 120.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .000 (116.316.316. devemos primeiramente alocar os custos do departamento de manutenção (maior percentagem e maior valor total).400 30 4.000 1.316.000 (600.000 (236.000 1. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 600. Sist.778 789.889 587.000 Pela classificação em ordem seqüencial dos departamentos de apoio.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 45 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total ALOCAÇÃO SEQUENCIAL 600.889 Total 1.000 209.000 103.316.000 400.000 375.000 116. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.000 50 8.600 20 2.316.000 26.

000) 23.4 2.4 (94) 9 (9) 0.122 0.316.2 1.000) 4.316.000 300.656 141.872 236 536.720) 94.2 536.873 3 779.798 75.877 779.400 30 4.600 23.6 779.600) 472 472 (472) Sist Info 116.800 7.000 400.000 1.000 50 8.000 1.4 94 9.880 3.316.000 1.720 (4.000 1.000 200.6 779.600 523. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.720 4. Sist.600 20 2.316.316.2 (0.000 1.000 580.000 (236.800 535.316.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 46 ALOCAÇÃO RECÍPROCA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total 600.000 1.000 116.316.000 1.600 11.600 80 Máquinas 400.400 472 535.000 120.000 180.776 779.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .000 1.000 (600.2 536.316.122 0.000 188.2 (2) 0.122 536.108 9.316.000 1.000 1.000 100 600.117 5 200 10 Montagem 200.2) 2 2 779.316.000 23.000 236.000 500.000 1.800 768.876 1.877 536.000 100 Total 1.316.600 (23.080 775.

000 + 0.2($624.000 187.123 Total 1.000 + 0.02MF 0.melhor controle dos gastos. É comum encontrarmos empresas que têm a quase totalidade da manutenção preventiva realizada em certas épocas do ano. DETERMINAÇÃO MAIS PRECISA DO CUSTO DOS PRODUTOS CONSEQÜÊNCIA: TAXA DE APLICAÇÃO DE CUSTOS INDIRETOS OU TAXAS PREDETERMINADAS DE CIF Até este momento foram discutidos problemas relativos à apropriação dos Custos Indiretos.082) 1.340.816) 1. As taxas predeterminadas de CIF têm por finalidade normalizar os custos aplicados à produção em um período. Além disso. Se quisermos fazer o acompanhamento do custo de cada produto durante o mês.816 240.diminui a arbitrariedade dos critérios de rateio.2MF MF = $600. não podendo descarregar tais itens como despesas ou apropriá-las a um mínimo de bens produzidos. Ou então.000 VANTAGENS DA DEPARTAMENTALIZAÇÃO .041 24. ficaremos obrigados a esboçar algumas estimativas.2MF)) MF = $600.082 536.000 + 0.000 + 0.082 (24.225 192.600 + 0. já que poderemos ir acompanhando os Custos Diretos medidos durante o próprio processo de produção. .877 Montagem 200. Pela utilização dessa taxa racionaliza-se a distribuição dos CIF durante todo o período de fabricação .041 512. Essa taxa de aplicação é conseqüência da estimativa de produção e dos custos para um dado exercício.082 (624.600 MF = $624. mas sempre considerados conhecidos os custos e a produção realizada.816 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 624.464.1SI (2) SI = $116.082 SI = $116.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 47 Utilizando a fórmula (1) MF = $600.082) = $240. mas só poderemos efetuar a apropriação correta dos indiretos após conhecermos os valores totais do mês e também a quantidade de produtos elaborados.898 (124.000 312.082) Sist Info 240.1 ($116.000 + (0. existem as férias coletivas.225 587.816) Máquinas 400. Isso só é possível apenas quando encerrado cada período contábil (geralmente mensal).000 + $11.653 779. alguns custos indiretos não ocorrem homogeneamente durante o período. e nesses casos temos a necessidade de distribuir esses custos à produção toda do ano.316.98MF = $611.correta apropriação dos custos indiretos. .816 (240.

.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 48 dos produtos. Consiste em efetuar uma estimativa de qual será o valor destes num determinado período de produção e utilizar este gasto pré-estimado para apurar o custo da produção do período.R$ 300. As diferenças deverão ser apuradas e rateadas para a conta de Produtos em Elaboração.000. Assim... 2º Passo: estimativas dos custos fixos de cada departamento....... Feitas todas as estimativas..........000... 3º Passo: estimativa dos CIF´s Fixos....000h = R$ 55.... 2º Passo: estimativa dos CIF´s variáveis.000 x R$ 35.. como já foi estudado.. Se houvessem outros dados poderia ser escolhida uma outra base...... 3º Passo: estimativa dos custos variáveis de cada departamento..... Para operacionalizar esse critério é necessário que se estimem: a) a produção do período... respeitando a quantidade de produtos que se pretenda fabricar. No final do período... é calculada a taxa de CIF a ser aplicada durante o período...... 4º Passo: definição da forma de distribuição e rateio dos CIF dos departamentos de serviços aos departamentos de produção.R$ 825. para cada hora apontada de mão-de-obra nos produtos (valores reais).............. em função do critério de rateio escolhido..00 no ano = 15. ..........000 h Custos indiretos variáveis: por hora = R$ 35....00 Custos Indiretos Fixos no ano......... ou seja. 15.00 Nesse exemplo será rateado os Custos Indiretos de Fabricação orçados pelo total de Mão-de-obra prevista para esse ano....... c) os custos indiretos variáveis dessa produção.. ajustando aqueles custos que ficaram subavaliados ou superavaliados.......... aplica-se a taxa de R$ 55...... Cálculo da taxa predeterminada 1º Passo: estimar o volume de produção no período (uma vez que os CIF´s variáveis dependem deste volume)..........000... trabalha-se com estimativas de custos indiretos de produção. 5º Passo: definição do critério de apropriação dos CIF dos Departamentos de Produção aos produtos.. O cálculo da Taxa de Aplicação de CIF é: R$ 825.00 Custos Indiretos de fabricação orçado (total)................00 Então....... b) os custos indiretos fixos para o período........ Empresas departamentalizadas: CÁLCULO DA TAXA PREDETERMINADA 1º Passo: estimativa dos volumes de atividades de cada departamento....... comparam-se os CIF aplicados com os CIF reais......000.R$ 525. 4º Passo: cálculo da taxa predeterminada de CIF para aplicação à produção........... Estoque de Produtos Acabados e para o Custo dos Produtos Vendidos.. custos reais só se conhecem ao final do período...00 ......... a partir da previsão do volume de produção...00 / 15.00 de CIF............... Cálculo taxa : CIF Volume do critério de rateio Exemplo: As estimativas de custos e produção do Departamento ALFA-BRAVO são as seguintes para o ano de 20x2: Produção anual (em horas de mão-de-obra). VANTAGENS 1) Saber o valor dos custos incorridos durante o processo produtivo.......

Bancos etc. é necessário: Conhecer a quantidade de produtos elaborados. se for o inverso. a) b) c) d) 2. as contas de CIF Aplicados e CIF reais (incorridos) serão encerradas. com crédito na Conta CIF Aplicados: D: Produtos em Elaboração ou Conta Departamental C: CIF Aplicados 2) Os CIF´s efetivamente incorridos serão debitados à (s) respectiva (s) conta (s). realiza os seguintes gastos: . Para apropriar corretamente os Custos Indiretos de Fabricação. para fabricar 1. D: CIF Aplicado C: Variação dos CIF´S D: Variação dos CIF´S C: CIF (que foram efetivamente incorridos) Obs: Se os CIF Aplicados forem maiores que os Reais. a conta dos Departamentos ou dos Produtos em Processo (Elaboração) será debitada pelo valor predeterminado dos CIF´s. a taxa serviria para “normalizar” aplicação dos CIF´s. Uma empresa. seria possível determinar os custos dos produtos e fixar preços de vendas. acabada ou vendida. Quantificar os produtos em processo e elaborados. 3) No final do exercício. CONTABILIZAÇÃO 1) À medida que os produtos são transferidos de departamento (se for o caso) ou sendo elaborados. Caixa. a crédito e a débito de uma conta denominada VARIAÇÃO DOS CIF´S. conforme sua natureza. havendo sazonalidades. 3) para fins de concorrências públicas. Variação a Maior D: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV C: Variação dos CIF´S Variação a Menor D: Variação do CIF C: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV EXERCÍCIOS 1ª QUESTÃO 1. evitando distorções durante o exercício.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 49 2) os CIF´s são homogêneos durante o período. tal conta terá saldo credor. respectivamente. em contra-partida em Contas a Pagar. conforme a porcentagem da produção do período que esteja semi-elaborada. saldo devedor.000 unidades mensais de determinado produto. Determinar os totais dos custos indiretos do mês. Produtos Acabados ou CPV. Estabelecer alguma relação causal entre eles e os produtos em elaboração. CIF Aplicados > CIF Reais Superavaliação Situação favorável CIF Aplicados < CIF REAIS subavaliação Situação desfavorável 4) A conta Variação dos CIF´S será encerrada contra Produtos em Processo (Elaboração).

de conformidade com a quantidade produzida. Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem.000 3. tende a afastar-se do custo variável unitário. c) $ 1.000 5. 2.000 895 Critério de rateio mais indicado Sabendo que para produzir ‘A’ foram utilizadas 300h e para produzir ‘B’ foram utilizadas 200h. Em agosto de 200X. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida.00. o custo por unidade produzida corresponderá a: a) $ 900. d) $ 966.00. A empresa Delta Sete Ltda. por mês. ou seja.000 20.000 35.500 700.000 Se a empresa produzir 1. com exceção da matéria-prima.000 Produto B 94.200 unidades desse produto. todos os demais custos permaneceriam inalterados em seu total.000 8.500 Totais 204.000 15.00 3. à medida que o volume da produção aumenta. O custo industrial unitário.000 100. em razão inversa. Calcule também os custos unitários de cada produto.000 1. e) $ 950. a) b) c) d) e) Em relação a custos.000 105.00. com as mesmas instalações e com a mesma mão-de-obra.000 300. é correto afirmar: Os custos fixos totais mantêm-se estáveis. produz dois tipos de cadeira: cadeira giratória e cadeira fixa. o seguinte: . industria moveleira.000. Os custos fixos unitários decrescem na razão direta da quantidade produzida. pela diluição dos custos fixos.A.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 50 Gastos do período Matéria-prima Mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta Custos diversos $ 400.33. a empresa apresentou os seguintes dados: Matéria-prima AS Matéria-prima BS Mão-de-obra direta Energia direta Total C.000 55.000 160. b) $ 833. Apresentou em seu registro contábil em out/20X3. independentemente do volume da atividade fabril. Diretos Total CIF Custo Total Quantidade Produzida Custo Unitário Produto A 110. faça o rateio dos CIF proporcionalmente às horas trabalhadas. (Critérios de rateio) Anote na coluna da direita um critério de rateio indicado para os gastos relacionados na coluna da esquerda: Exemplos de gastos Depreciação das máquinas e equipamentos industriais Mão-de-obra indireta Material indireto Depreciação do edifício industrial Aluguel do prédio da fábrica 2ª QUESTÃO: Arte & Aço S. 4. é uma empresa que fabrica armações em aço para a construção civil.000 200.

00 Depreciação de equipamentos $ 400.$ 12. energia)..000. 50 hm TOTAL 125 hm Devido à grande preponderância de Custos Indiretos ligados a equipamentos (depreciação. decide-se então fazer a distribuição aos diversos produtos (e aos departamentos) com base no tempo de horas-máquina que cada um leva para ser feito..100.000 MOD: Cadeira Giratória . 45 hm Produto B . Calcule os custos totais dos produtos abaixo.600.00 Total $ 2..000 Mão-de-obra Direta Custos Indiretos Custo Total 520 780 1.00 Produto C $ 700.000 Cadeira Fixa ..000 8.00 Horas/máquinas trabalhadas por produto: Produto A. sem a departamentalização e com departamentalização. Giratória Fixa Totais Material Direto 7.000 15. manutenção.000 Calcule o custo total de cada produto... 30 hm Produto C .600 Distribuição de horas/máquina por setor Corte Produto A 15 10 20 Produto B 15 15 Produto C 25 15 10 Total 40 40 45 Os CIF estão assim distribuídos aos setores ( $ ) Corte Montagem Depreciação de equipamentos 120 80 Manutenção de equipamentos 140 300 Energia elétrica 80 120 Outros CIF 120 160 Total 420 660 Sem Departamentalização Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total . sabendo-se que: Custos diretos Custos indiretos: Produto A $ 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 51 Material Direto: Cadeira Giratória . .000 28.$7.800.00 Produto B $ 1.00 Energia elétrica $ 200..00 Outros custos indiretos $ 400..$ 520 Cadeira Fixa $ 780 CIF totais .. sabendo que o critério de rateio dos custos indiretos é proporcional à mãode-obra utilizada. Montagem Acabamento Total 45 30 50 125 Acabamento Total 200 400 160 600 40 200 120 400 520 1.300 12..00 Manutenção de equipamentos $ 600.300 3.$8..00 Total $ 1.

Estamparia. Materiais Indiretos $ 60.000 à Montagem. Mão-de-obra Indireta.000 $ 980. a Montagem 15%.000 $ 734. Energia Elétrica $ 360. $ 33. $ 100.000. a estamparia ocupa 35% da área total. $588.000.000 $ 314.000 à Furação. $ 17.000. A empresa produz Dobradiças e Fechaduras.000 . Montagem $ 3. respectivamente.000 $420. Furação.000 $ 392.000. a Furação 30% e o restante é utilizado igualmente pelo Almoxarifado e pela Manutenção. RATEIO PRIMÁRIO (já realizado) Os materiais indiretos utilizados foram apropriados por meio de requisições de cada departamento: Estamparia. 40%. b) Informar os custos totais. $ 30.000 à estamparia. O Almoxarifado distribui seus custos: ½ para a estamparia. Manutenção. Montagem. $ 8. e Administração Geral da Fábrica. $ 4. $ 25. $ 10. Almoxarifado. $ 12.000 à Manutenção e $ 68. Almoxarifado.500.000 u no mês) passa apenas pela estamparia e pela furação e a Fechadura (4. a Montagem e a furação produziram. $ 211.000. $ 50. $7. A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de Produção e o rateio é feito à base da produção total de cada um.000. 25% e 35% do total.000 ao Almoxarifado: $ 12. ¼ para a montagem e o restante para a furação.000 $1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 52 Com Departamentalização Distribuição dos Custos Indiretos Corte Produto A Produto B Produto C Total Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total Montagem Acabamento Total 4 –Os custos indiretos de fabricação da Cia.000 $ 1.000.000 e Administração Geral da Fabrica. $ 20.000.714. A distribuição dos custos indiretos da Estamparia e da Furação aos respectivos produtos é feita na mesma proporção que o material direto. Furação. A energia consumida foi distribuída da seguinte maneira: Estamparia $ 180.000.000. Manutenção. A dobradiça (15.000 u) passa por todos os departamentos. Dobra e Fecha foram os seguintes durante o mês de fevereiro de 20X1: Aluguel $ 240. $ 11. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Os custos da Administração Geral da Fábrica são distribuídos aos demais Departamentos à base da área ocupada. O total de Mão-de-obra Indireta foi assim apropriado: 40.000.500. Os custos diretos do mês foram: Dobradiça Fechadura Total Matéria-prima Mão-de-obra Direta Total Pede-se: a) Elaborar o mapa de rateio dos Custos indiretos de produção.000 à Administração da Fábrica.000.008.000. O aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral da Fábrica.000 $ 706.

000 240. durante a apuração do custodos produtos do mês. Industrial Tamoio S/A.000 180.500 33.000.00 21.000.00 50.000 11.000 40.000 17.000 232.000 Mnt 8.500 100.500 Almox 7.000.000.000 40.000 .000 50.000.00 B 120.000 12.000.00 9.000. em reais: Produto Custos A Matéria-prima Mão-de-obra direta Energia Elétrica direta Soma 80.000 68.00 190.000. chegou aos seguintes números.00 47.000 240.500 Montagem 3.000 Furação 4.00 90.00 540.000 343.000 Total 60.00 Produto Produto Total dos custos direto 400.000.000 871.00 23.000 35.000 87.000.00 22.00 230.000 30.000.00 120.000.00 C 200.000.000 Adm Geral 25000 10.000.000 133.000 211.000.000 20.000 360.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 53 Rateio dos Custos indiretos de Fabricação: Custos Ind Mat Ind Energ Elet MO Ind Aluguel Total Dist Adm Geral Soma Dist Mant Soma Dist Almox CIF Toal Depto Prod P R O D Fech Dobr Total CUSTOS TOTAIS Mat-prima Fechaduras Dobradiças Total 5.000. (BNDES) O Gerente de Custos da Cia.00 18.00 MO Direta CIF Total Estamparia 12.

00 BASE DE RATEIO Área Área Máquinas R$ Máquinas R$ Nº máquinas Empregados Hora de MOI Produção .00.000.00 c) 55. do período produtivo: Modelo do Produto Produção unidade Matéria-Prima por Mão-de-obra direta por unidade unidade.00 e) 67. c) 315.000.000. o valor dos custos fixos totais.00. b) 247. d) 342. em reais.00 b) 54. é: a) 180.667.00 11.00 R$ 22.000. os custos de Manutenção são rateados para os centros de Custos de Produção. Pequeno Médio Grande 15.00 no mês.000.800.000 10. e) R$ 960.00 6. Mantendo o mesmo critério de rateio dos custos fixos totais pelo custo total de MOD. proporcionalmente às horas trabalhadas para esse centro: 80 horas para a Produção.00 38. totalizaram o valor de R$ 250.00 de custos fixos.00 7.00 b) 265.00.00. o lucro por unidade vendida do modelo médio. A parcela da Manutenção rateada para o Centro de Controle de Qualidade foi de: a) R$ 916.00 R$ 12.00.00 18. A linha de produção apresentou a seguinte informação. em reais. (Eletronorte) Na contabilidade de Custos por Absorção de uma empresa X. Almoxarifado e Controle de Qualidade. A empresa.00 4.500.00.000.000. em que são consumidos R$ 900. em reais.000.00 R$ 28.00 d) 61.000 no período de apuração. com base no custo da matéria-prima.00 R$ 16.000 R$ 25. (Petrobrás) Admita que a Indústria Real venda o modelo médio do produto por R$ 110.000.00 R$ 27. 48 horas para o Almoxarifado e 32 horas para o Controle de Qualidade.00. b) R$ 916.00 e) 450.00. c) R$ 942.00 55. O total de gastos da Manutenção a ratear foi R$ 4.000.000. (Petrobrás) Sabendo-se que a Indústria Real procede ao rateio dos custos fixos pelo custo total de mão-deobra direta.00.250. é: a) 170.000.00 10. alocado ao modelo grande.000.000. seria: a) 49. apresentou os seguintes números: Custos fixos: CUSTOS Aluguel de Fábrica Força e Luz Depreciação Seguro Manutenção Superintendência MOI Material Indiretos Distribuição dos Critérios de rateio: VALOR 4.00.00 d) 355. Dados para as questões 07 e 08. pode-se afirmar que o custo total do Produto C.500.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 54 Sabendo-se que os custos indiretos usualmente alocados aos produtos por meio rateio. A indústria Real tem uma linha de produção de três modelos de um de sus produtos.000.000.000.000.00 150.00. 8.00.000 25. 9 -(Inea) A Cia.000.500.000. Industrial Sol Nascente S/A costuma ratear seus custos fixos aos produtos pelo critério de departamentalização.00 c) 325. em maio de 2007. e) 396. d) R$ 885.

mão-de-obra direta unitária R$ 22. exceto os custos relativos a matérias-primas e outros materiais eventuais adquiridos e utilizados sem nenhuma modificação pela entidade (como componentes adquiridos prontos. Capricórnio tem planejado para o exercício de 2007 os seguinte dados na área de produção: horas máquinas projetadas anual 240.00 30 30 200 60. de: a) 800.000 A parcela do aluguel de fábrica alocada ao departamento de pintura. O custo a ratear entre os três produtos totaliza R$ 36. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. c) custo comum. d) matéria-prima.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 55 Deptº de Serviço Base Área M2 Nº Máquina Empregados MOI.00 d) 21.00.00. A classificação que se faz.00 e) 1.00. em reais.000.000. gastos indiretos de fabricação unitário planejado de R$ 10. (TCM SP) A soma dos custos de produção.600. (TCM SP) Na terminologia de custos. respectivamente. proveniente do rateio realizado para todos os departamentos.000 ADM Controle Transporte Usinagem Pintura Secagem 160.100.00 Máquina R$ 40. para o exercício de 2007. (TCM SP) Os custos. d) custo empatado.000 60. O custo direto unitário também foi o mesmo para cada tipo de produto. (AFC) A empresa Fabricante S/A produz os itens Alfa.00 13.00 b) 1. Beta e Delta.00 c) 19. será. Horas Produção 60 05 15 120 0 20 15. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000. foram concluídas a produção de 300 unidades. e) o custo total do período foi de R$ 36.00 d) 1.00 90 90 1. d) inventariáveis e não-inventariáveis. O rateio é baseado nas horas-máquina (hm) trabalhadas para cada um deles.00. revela um custo denominado de: a) custo primário. embalagens compradas etc). b) diretos e indiretos.00 05 05 50 0 30 75.00.00. b) o custo unitário de Alfa foi de R$ 310.50 e) 22. e) de transformação e de conversão. Com base nessas informações.000 85. e) custos primários e custos de fabricação fixos. foi.00 b) 17. ou seja.00. 14.000. gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta.00.00.200 205.000 120 15 15 400 100 20 20 300 120 120. pode-se afirmar que: a) o custo unitário de Delta foi de R$ 250. em R$: a) 15.00 15 15 130 0 Deptº de produção Total 450 550.000. 10. A taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação.200. podem ser classificados de diversas formas. Beta e Delta.00. c) o custo unitário de cada um dos três produtos foi de R$ 370. A empresa aplica Gastos Indiretos de Fabricação baseado nas horas máquinas. b) mão-de-obra direta e materiais diretos. b) custo imputado. para fins de controle gerencial.00. em quantidades rigorosamente iguais de Alfa. Com o consumo de 120. 240 e 360 hm para cada tipo de produto. c) controláveis e não-controláveis.00 140. 11. 12. e) custo de transformação.500. (ICMS SP) A Cia.00 c)1. d) o custo unitário de Beta foi de R$ 430. . segundo o comportamento dos custos em relação ao volume de produção (considera a relação entre o valor total de um custo e o volume de atividade numa unidade de tempo) é aquela que segrega custos em: a) fixos e variáveis. R$ 250.

A empresa aplica Gastos indiretos de fabricação baseados nas horas máquinas. B= R$ 500.676.00. se já estimassem as 19.00 e) 150. a) 15.00. em R$. C= R$ 1. B=R$ 1.00 e 125.00. 3) Custos Totais sem a Departamentalização: A= R$ 1. o custo unitário.00. dos produtos A e B são.50 c) 149.00 e 126.000 Pede-se calcular: a) taxa de aplicação de Custos Indiretos de Produção utilizada no período.320.900.50 e) 22.00. Total de Custos Cadeira Fixa: R$ 15. d) a variação total de custos indicando se foi favorável ou desfavorável.900.00. 2) Total de Custos Cadeira Giratória: R$ 12. a empresa acabou trabalhando mais do que o previsto. 16 (ICMS/SP 2006) Com base nos dados contidos acima.00 e 135. c) o valor dos Custos Indiretos de Produção aplicados no período. enfrenta forte sazonalidade nas vendas e produção.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 56 15.500.00 b) 125.000 Real 3. Capricórnio tem planejado para o exercício 2007 os seguintes dados na área de produção: Horas Máquinas projetadas anual 240.000.00 c) 19.00 16.00 GABARITO 1) Custo Unitário: A= R$ 660.000.25 d) 145.000. Gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3. em R$.00 e 156. mão-de-obra direta unitária R$ 22.900.000. A Taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação para o exercício 2007 será.00. b) a taxa que seria prevista.384. Em virtude do intenso verão registrado em determinado período. produtora de sorvetes.00.00 7.00 b) 17.000h de trabalho.00 . respectivamente: a) 120.340.00 17 – ICMS/SP/2006 A Cia.000.980.00.00 d) 21.600.00 e 162. A seguir os dados referentes à produção do período: Custos Indiretos (R$) Fixos Variáveis Volume (em horas) Orçado 3. A empresa KI-DELÍCIA. Gastos indiretos de fabricação unitário projetado de R$ 10.00.000.00 19.00 5.

000 980.900.000)/ 19. 4 CUSTOS TOTAIS Mat-prima MO Direta Total CIF Fechaduras Dobradiças Total 392.000) x 19.00 (11. 14) E 15) a. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda). o saldo da conta relativa à ordem de produção será transferida para PRODUTOS ACABADOS ou CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS. 9) B . no decorrer de dezembro.500 – 9.000 480.000. A encomenda é registrada na Ordem de Produção nº 101 e. 8) A . B= R$ 1.500. R$ 549.56. para entregar no prazo de três meses.000) d.000 250. 17) A PRODUÇÃO POR ORDEM E PRODUÇÃO CONTÍNUA Os Sistemas de Acumulação de custos destinam-se a coletar os dados de custos. Existem casos em que se utilizam os dois processos.000 / 16.762. são requisitados materiais diretos no valor $ 120.000. direta ou indiretamente identificados com algum objeto de custeio. a organizá-los de forma que possam contribuir para o desenvolvimento de informações que se destinam ao atendimento de alguma necessidade gerencial diferente ou especial. Os dois sistemas básicos de acumulação de custos são: por ordem de produção ou por encomenda e o por processo ou produção contínua.000 5) C .162. R$ 587.400. No final de dezembro. Se um exercício terminar e o produto estiver ainda sendo fabricado.83.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 57 Custos Totais com Departamentalização: A= R$ 1..162. 10) B.186. o saldo de $ 250.12.000 MOD 80. de capacidade e de outros atributos que o torna praticamente único (diferente dos demais).653.400.000) 16) E.000 588.000 1. o saldo da conta será totalmente classificado como PRODUTOS EM ELABORAÇÃO.000 + 3.420. em 05. Cada pedido tem características especiais de tamanho.500.000. Uma vez pronto.0131 ((5. O saldo da conta ficará assim: OP Nº 01 MD 120.325. R$ 1.910 1. (587. são rateados os CIF e a OP nº 101 recebe o equivalente a $ 50. R$ 11.00 e houve um apontamento da Mão-de-Obra Direta de $ 80.000.000 734. conforme já tenha sido realizada ou não a receita.398.000 CIF 50. Exemplo: A industria de máquinas e equipamentos LorentzMaq recebeu. Esta conta só pára de receber custos quando a ordem estiver encerrada.000) b.000 314. 6) C . uma encomenda de duas máquinas de corte por parte de Metalúrgica SÓCHAPAS.00.500.00.X0. 7) B . 13) A .585. .000 No Balanço de 31.090 2. Esse sistema misto chama-se de Híbrido Diferenças entre custo por ordem e custo por processo A distinção entre o custeamento por ordem e o por processo está relacionada com o tipo de atividade produtiva exercida pela empresa: produção por ordem ou produção contínua.50 x 19.50 (9.000 420. PRODUÇÃO POR ORDEM A produção por ordem ocorre quando a empresa programa a sua atividade produtiva a partir de encomendas específicas de cada cliente.00 constará do Ativo como “PRODUTOS EM ELABORAÇÃO”. 11) C . C= R$ 1.12.000)..090 871. Nesse tipo de atividade.000 / 16.00.X0. c.61.910 390. 12) A .

É caracterizado pela fabricação ou realização específica de produtos e serviços diferenciados. . representam o estoque de produtos em elaboração.fábrica de móveis por encomenda. ou seja.identifica a produção de lotes diferentes de produtos durante o processo de fabricação. As principais características do sistema de acumulação de custos por ordem de produção são: . somente quando a OP é terminada pode-se saber o custo efetivo de fabricação.empresas de consultoria e de auditoria.caso a empresa seja departamentalizada. o saldo da OP nº 101 será encerrado com contrapartida de CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS.fábrica de equipamentos de grande porte.00.assistência técnica de veículos automotores.000.000. Elas acompanham os produtos em cada etapa do processo fabril até o estágio de acabamento.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 58 Em X1. . os CIF são registrados nas contas departamentais e. derivados de petróleo etc. é atribuído um código que identifica o trabalho ou o serviço a ser executado. calculadas por meio de critérios de rateio.00 E o saldo da conta. não completadas. . com contrapartida de PRODUTOS ACABADOS. . .fabricantes de piscinas. durante todo o processo de fabricação dos produtos. Exemplos de ramos de negócios que se utiliza o sistema de acumulação de custos por ordem de produção (OP) ou serviço (OS): . é de $ 650. . . podendo utilizar fatores de produção que se alterem de acordo com as especificações do produto ou serviço encomendado.000. Se a entrega ao cliente for imediata. isso ocorre principalmente em relação à produção não padronizada e não repetitiva. ou de Serviço (OS). ao se encerrar a OP nº 101.00 $ 400.construção civil (obras do governo ou prédios industriais).00 $ 150. . O termo ordem de serviço (OS) é utilizado pelas empresas de serviços e segue a mesma metodologia das ordens de produção.000. explosivos.empresas de projetos de arquitetura e engenharia. posteriormente. No sistema de produção por ordem cada elemento de custo é acumulado separadamente. .a ordem de produção é utilizada para acumular os custos com os materiais diretos.as ordens de produção em aberto. segundo ordens específicas de fabricação. a OP nº 101 recebe os seguintes valores. . . .000.as ordens de produção são emitidas e seus custos são acumulados para cada produto ou lote fabricado. Material Direto: Mão de Obra Direta: Rateio dos CIF: $ 200. A cada Ordem de Produção (OP).transportes especializados de produtos químicos. Apropriação dos custos às OP As matérias primas e os demais materiais diretos são apropriados com base nas requisições emitidas pelos diversos departamentos. Caso não seja imediata.00 $ 50. transferidos às ordens de produção completadas. .é usado em indústrias cuja produção é intermitente e cujos produtos (ou lotes) podem ser perfeitamente identificados no processo de fabricação. mão-de-obra aplicada e as parcelas correspondentes aos custos indiretos de fabricação. . .gráficas.estaleiros. As ordens de produção (OP) As OP são emitidas para se dar início à execução da produção de determinada unidade ou lote de produto. emitidas pela área industrial ou de serviços.empresa de engenharia especializada na construção de alto-fornos para as indústrias siderúrgicas. .

. Exemplo: Uma indústria química está processando um lote de 5. a indústria têxtil.000. que é aplicado a empresas de produção contínua. mapas ou outros relatórios de apontamento do tempo de mão-de-obra gasto em cada OP.. Direta CIF rateado 0 80. Por exemplo.. os custos são acumulados em contas representativas dos produtos ou linha de produtos. pelas experiências anteriores. até a retirada por especialistas a fim de evitar problemas ambientais. a contabilização será: D = Perdas Eventuais..... o custo do produto acabado deve incluir essa perda no cômputo dos custos desse produto.. Como a produção é contínua. com degelo automático ou sem. apresentou os seguintes dados ao final do mês outubro: Estoque inicial de produtos em elaboração e de produtos acabados Custo de Produção do Período relativo ao produto “W” M. encontra-se na fase intermediária para a produção final de uma cera para polir.. Os produtos são geralmente padronizados e embora possam existir diferenças entre eles (por exemplo. Direto M. No processo de fervura ocorrem indícios de possível explosão do tanque. No custeamento por processo... os quais já estão misturados com outras matérias primas. observando a relação custo x benefício..O.. ocasionando a Perda.000 50. Exemplo: A Cia. se para a produção de um saco de 60 kg de fertilizantes souber-se. segundo Eliseu Martins.R$ 15.000 kg de ácido. geladeiras com 240 litros ou 320 litros. fabricante do Produto “W”......). Quando as perdas forem relativas a ocorrências anormais e esporádicas..000.00 PRODUÇÃO CONTÍNUA A produção contínua ocorre quando a empresa faz produção em série (ou “em massa”) de um produto ou linha de produtos... perdas que não são economicamente recuperáveis. de antemão. cores diversas. Materiais danificados Perdas Normais dentro do processo produtivo São sobras de materiais no processo produtivo que normalmente não são passíveis de recuperação física.. R$ 15. Supondo que o valor dessa perda seja de R$ 15...600 200. produtos acabados e produtos vendidos. estas contas nunca são encerradas.. que serão utilizados 63 kg de matéria-prima (perda de 5%).00. elas não são fruto de encomenda prévia por parte dos compradores e sim da experiência do setor de vendas da empresa no tocante ao perfil do mercado consumidor.000 .. A empresa produz para estoque e não para atender encomendas específicas para clientes.. Nas indústrias química e petroquímica ocorrem perdas por evaporação. sendo todo o material em processo escoado.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 59 A mão-de-obra direta deve respaldar-se em fichas. etc. Os CIF que não puderem ser identificados a cada OP. deverão ser rateados de acordo com os critérios de rateio já estudados. quando o produto está pronto. é acumular essa perda dentro dos Custos Indiretos e no final do período ratear aos diversos produtos ou OP. entre outros. no manuseio e transporte etc. como Perdas Eventuais (caso seja relevante o montante da perda).... o valor dos materiais envolvidos deve ser debitado diretamente aos resultados do período (DESPESA). Nas indústrias de plásticos os resíduos são incinerados ou mantidos em depósitos de lixo especiais. misturas inadequadas de matérias-prima.. como acontece com as contas relativas às ordens de produção.. BRASIL. Um outro procedimento.. Essas perdas normais devem ser incluídas dentro do processo produtivo. a de produtos farmacêuticos e a de aço. Há fluxo contínuo de produtos em elaboração.00 C = Produtos em Elaboração..000. São exemplos de produção contínua.400 69....

totalizando 800 acabadas. portanto. Acabados “W” Ei = 0 Produção acabada no Período 135.000 Prod.000 (correspondente a 400 x 50% x $ 250). foram produzidas 600 unidades acabadas e 400 semi-acabadas.000 E. o saldo de PRODUTOS EM ELABORAÇÃO ficaria de $ 50. obtendo-se um “custo médio” de $ 200. A porcentagem de 75% referida anteriormente foi calculada dividindo-se o total de unidades acabadas (600) pela produção do período em equivalente de produtos acabados (produção equivalente).000 135.000 = 250 = 800 Produção Equivalente de unidades acabadas O valor debitado a PRODUTOS ACABADOS seria: 600 unidades acabadas x $ 250 = $ 150.000) 15. por que valor creditaremos PRODUTOS EM ELABORAÇÃO com correspondente débito em PRODUTOS ACABADOS? Uma primeira aproximação seria dividir o Custo de Produção do Período ($ 200. os custos indiretos podem ser rateados com ou sem a Departamentalização. em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200. já que 400 x 50% = 200.000 150. 600 estão totalmente acabadas e 400 estão produzidas pela metade. no período.000 150.000). nesse caso estar-se-ia atribuindo o mesmo custo médio a uma unidade totalmente pronta e a uma unidade semi-elaborada. nos referimos um tanto vagamente ao fato de 75% da produção estar acabada no período. suponhamos que 1.000 = 150. Então.000 unidades de “W” foram iniciadas no período e que.00 por unidade.000 (90% de 150. 75% foi acabado Foram vendidos 90% dos produtos acabados Os razonetes ficariam: Prod. embora sempre seja tecnicamente mais correta a primeira opção. Como será determinado o custo das 600 unidades acabadas. O custo médio verdadeiro seria: Custo de Produção do Período $ 200. ao final deste.000 50. A PRODUÇÃO EQUIVALENTE No exemplo da Cia BRASIL.000 200.000 Tanto no sistema de custo por ordem quanto no de processo. que equivalem a 200 acabadas. Em ambos os sistemas podem ser utilizadas taxas pré-determinadas de aplicação dos Custos Indiretos. que tende a ser mais heterogênea no tempo do que a produção contínua. O mais correto seria efetuar-se o seguinte raciocínio: se 400 unidades estão acabadas pela metade.00) pelo número de unidades iniciadas (1.000. Entretanto. ou seja. elas são equivalentes a 200 unidades acabadas. Entretanto. foi de 800 unidades: 600 800 = 0.000 (75% de 200 000) Custo de Produtos Vendidos 135.75 ou 75% . embora esse recurso seja provavelmente mais empregado na produção por ordem.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 60 Da produção do período. se quisermos saber o custo médio de produção das unidades acabadas no período teremos que recorrer ao conceito de “EQUIVALENTE DE PRODUÇÃO” (ou “PRODUÇÃO EQUIVALENTE”) Dentro do exemplo da Cia BRASIL.

Nesse caso. suponhamos que a engenharia de produção informe o contador de Custo que as 400 unidades iniciadas e não acabadas já receberam totalmente a aplicação de materiais diretos.800 63.000 1000 50.000 136.000.400 TOTAL Os razonetes ficariam assim: Prod.200 (1) 63.580 (2) (90% de 136.200 E o estoque de produtos em elaboração será: M. As unidades prontas e as em elaboração já receberam totalmente a aplicação dos materiais. A produção equivalente será: 600 unidades acabadas + 400 unidades acabadas em 60% = 600 + (400 x 60%) = 840 CIF Será: 600 acabadas + 400 acabadas em 50% = 600 + (400 x 50%) = 800 O custo médio por item de custo será calculado dividindo-se o custo de cada item pela sua produção equivalente e o custo médio unitário será o somatório dos custos médios dos itens.620 E1= (1) .600 800 = 227 = 80 = 60 = 87 A transferência das 600 unidades para produtos acabados será pelo valor de: 600 x $ 227 = 136.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 61 Produção equivalente com diferentes graus de acabamento em relação aos componentes do custo Ainda dentro do caso de Cia BRASIL. já que as unidades apresentam diferentes graus de acabamento em relação a cada um deles: Material Direto. DIRETO 400 unidades 100% acabadas = 400 x 100% x 80 = 32.000 unidades iniciadas são consideradas 100% acabadas em relação a este item e produção equivalente será 1.800 Prod. Mão de Obra Direta.200) 13. DIRETO MOD CIF Custo Médio Total Custo Médio do item 80.400 CIF 400 unidades 50% acabadas = 400 x 50% x 87 = 17.000 MOD 400 unidades 60% acabadas = 400 x 60% x 60 = 14. Item do Custo M.200 122. a produção equivalente será diferente para cada item do custo. Então todas as 1.400 840 69. Em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200. estão 60% acabadas em relação à mão-de-obra direta (verificação pelo apontamento) e 50% acabadas em relação aos CIF (já que o critério de rateio destes últimos é o número de horas-máquinas trabalhadas e as unidades não terminadas receberam metade do número de horas/máquinas das prontas). Acabados “W” 0 136.200 136.000 200.

acumulam-se os custos até o término da ordem ou encomenda. c) III e IV. seu custo deve ser contabilizado como: a) Custo de produção. d) II e III. c) Negociação com sindicato. c) Em períodos inflacionários. b) Relevância do patrimônio. em relação ao método PEPS .(INSS / UnB) Julgue os itens a seguir.580 Exercícios QUESTÃO 1 .Na Produção por Ordem. Quando ocorre a perda de todas as unidades de uma ordem inteira. Observar as sentenças a seguir: I . d) Investimento total. d) Determinação da empresa. normalmente sujeitos a críticas e contestações. b) escritórios de auditoria e petroleiras.Produção em série caracteriza-se pela elaboração do mesmo bem ou serviço de forma não continuada por um longo período. e) indústrias pesadas e de saneamento. Estão corretas as sentenças: a) I e III.Produção por ordem consiste na produção de um bem ou serviço de forma contínua ao longo do tempo. mesmo passando por vários períodos.Assinalar a alternativa correta: 1. apropriação de custos diretos e indiretos e critérios de avaliação de estoques de produtos em processo e acabados. . e) Pagamento de horas extras. 2. c) Perda do período. Um fator que determina as características de um sistema de custeio (por Ordem ou por Processo) é: a) Característica da atividade. d) empresas de energia e montadoras. 4. b) Os custos indiretos são normalmente alocados aos produtos com base em medições objetivas. 5. 3. e) I e IV. c) construção civil e indústria química.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 62 (2) CPV 122. enquanto os custos diretos dependem de critérios de rateios. b) Despesa do período. II .leva a uma superavaliação dos estoques de final de período e a um aumento de valor do resultado. relacionados a custos por ordens e por processo continuo. b) II e IV. III . IV . São exemplos de atividades com sistema de produção contínua: a) empresa de telefonia e indústria naval. o uso do método UEPS . e) Custo de estocagem. e informe a alternativa correta: a) As refinarias de petróleo e as indústrias de produtos químicos e de cimento são tipicamente atividades que utilizam o sistema de custos por ordens.Na Produção Contínua.primeiro a entrar é o primeiro a sair.último a entrar é o primeiro a sair . os custos são apropriados e reportados por período de tempo.

00 b) R$ 174. interessa.00 R$ 135. 7 . com certeza.00 c) R$ 190.00 R$ 50.00 R$ 50.00 TESTES 1.00 e RS 140.200.00 R$ 477.000.00 R$ 297.800.000.00 R$ 40. Prima R$ 30. e que os produtos são isentos de tributação. Lucro Bruto no valor de: a) R$ 150.000. (INSS / UnB) Acerca de produção por ordem e produção contínua. Nesse caso.850. respectivamente.300.350. c) Havendo danificação e perda de uma ordem de produção inteira ou em estado adiantado de produção.00.00 Total R$ 62. pode-se afirmar.300. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de fabricação dos mesmos produtos.00 R$ 144. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo.00 M.00 e R$ 130.00 R$100. do ponto de vista contábil.000.000. A apuração só ocorre quando do encerramento de cada ordem.000. Assinale a alternativa incorreta: a) As linhas de produção contínua ou por processos caracterizam-se pela produção rotineira de produtos similares. nas suas atividades operacionais de prestação de serviço ou industriais. de valor relevante.00 e R$148.800.01. Nesse tipo de atividade. julgue os itens a segui. fabrica seu principal produto por encomendas antecipadas. todavia. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda). a) As empresas de telefonia. o procedimento mais correio é a baixa direta desse custo para perda do período em que o fato ocorre sem a acumulação aos novos custos de reelaboração da ordem.00 Em fevereiro de 2001 os gastos com matéria-prima e mão-de-obra foram de: Ordem Produção 001 002 003 Total Matéria-Prima R$ 45.000.000. b) Nas linhas de produção por encomenda. para apropriação como retificação das receitas em cada período. b) Tanto na produção por ordem como na produção contínua. d) As perdas normais dos processos produtivos devem ser separadas contabilmente. os custos indiretos são acumulados nos diversos departamentos para depois serem alceados aos produtos. mão-de-obra etc.00 CIF R$ 20. 001 002 Mat. Sabendo-se que as Ordens 001 e 002 foram concluídas em fevereiro e foram faturadas aos clientes por R$ 350.000. Do ponto de vista administrativo. as máquinas. são clássicos exemplos de produção por processo.500. matérias-primas.800. que as referidas ordens geraram.00 Os custos indiretos de fabricação no mês de fevereiro de 2001 totalizaram R$ 225.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 63 d) É possível acontecer à danificação de uma ordem de produção em estado avançado de fabricação. um relatório em que seja deduzido esse montante perdido do resultado obtido na encomenda ou ordem.01 estavam em andamento às seguintes ordens de produção Ordem Prod. de energia elétrica e petroquímica. Em 31.000.00 R$ 64.000.00 e R$125.00 e R$ 173. respectivamente.000.000.00 Mão-de-obra R$ 28. 6.00 e) R$169.00 e foram apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra. e informe a alternativa incorreta.250.00 R$190.00 d) R$184. permitindo uma avaliação mais adequada dos resultados pela gerência.(INSS / ESAF) A empresa Tarefeoir Ltda.00 e R$ 580. o tratamento contábil mais adequado é a baixa direta para perda do período. .400.200. Obra R$ 12.000.000.000.

O problema está na definição. b) Supondo que o total do custo com a matéria-prima gasta pela produção no mês fosse de $ 760. o total do custo com a mão-de-obra no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. . mão-de-obra etc. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. • será necessária a aplicação de mais 40% das horas de mão-de-obra para a conclusão de todas as unidades em processo. 3.000 unidades do produto. não há necessidade de conhecer os sistemas adotados para a acumulação de custos nos diversos períodos e para os diversos produtos ou serviços. c) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela fabricação de produtos ou serviços diferenciados. que se alteram de acordo com as especificações do cliente. 2. o custo das matérias-primas para cada unidade seria equivalente a $ 200. ou seja. visto que as indústrias que produzem por encomenda só se preocupam com os custos de materiais e de mão-de-obra. d) As OP são emitidas no início da produção de determinada unidade ou lote de produtos e acompanham tais produtos em cada etapa do processo de industrialização. sempre que possível. portanto. d) O mecanismo para cálculo da equivalência de produção não apresenta dificuldades conceituais. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de produção dos mesmos produtos.000. do estágio em que o produto se encontra. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) Na implantação de um sistema de acumulação de custos. Os custos indiretos de fabricação têm estreita relação com o consumo de matérias-primas. b) A produção de cimento é um exemplo de linha de produção por encomenda. sendo. 4.200 unidades completas. Pode-se afirmar com relação às Ordens de Produção (OP): a) As requisições de matérias-primas e outros materiais que são utilizados em cada OP não precisam de aprovação dos responsáveis pela produção e controle dos estoques. a) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. d) Na implantação de um sistema de custos. matérias-primas. os procedimentos operacionais e os processos de manufatura da empresa. o total dos custos indiretos no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. c) Na linha de produção por encomenda. b) Na linha de produção contínua ou por processos. todas as OP devem ser encerradas. Em determinado mês iniciou a produção de 4.000 foram totalmente concluídas até o final do mês.400 unidades completas. das quais 3. isto é. c) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. 5. d) O sistema de custeio para a produção contínua é uma das ferra-mentas para a correta avaliação da eficácia e eficiência da produção em cada departamento. as máquinas. ALTERNATIVAS . é fundamental o conhecimento da estrutura organizacional. qual o coeficiente de equivalência de produção que deve ser usado. c) No final de cada mês. Com base nas informações a seguir. apropriados proporcionalmente aos custos desse fator produtivo. os custos indiretos devem ser identificados e apropriados às Ordens de Produção (OP) específicas. até o estágio de acabamento. b) Os custos indiretos de produção não devem ser apropriados às OP. visto gerar informações que podem ser utilizadas como medidas e parâmetros de desempenho. O responsável pela apuração dos custos obteve as seguintes informações relacionadas ao estágio de conclusão das unidades em processo no final do mês: • houve aplicação de 80% das matérias-primas necessárias para a conclusão de todas as unidades em processo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 64 c) O sistema de custeio para a produção contínua e o sistema de custeio por encomenda foi a resposta da contabilidade de custos para a solução do problema da acumulação dos custos nos processos produtivos. utilizando o sistema de custeamento por produção contínua para acumulação de seus gastos de fabricação. assinale as alternativas corretas: Uma indústria produz um único produto. não é possível a permanência de produtos em elaboração.marque a (s) correta (s). Assinale a alternativa incorreta: a) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela produção rotineira de produtos similares. Os custos indiretos que não puderem ser identificados com as diversas OP devem ser apropriados com base nos diversos critérios de rateios. na prática.

o custo da mão-de-obra para cada unidade seria equivalente a $ 150. CUSTO CONJUNTO Até o presente momento. A Cia.000 unidades do produto X. supusemos que os Materiais Diretos (MD) e Mão-de-obra Direta (MOD) pudessem sempre ser identificados com os produtos fabricados e que os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) pudessem ser atribuídos aos produtos através de um critério de rateio que refletisse o fluxo efetivo de tais gastos que fossem incorporados às unidades acabadas. em que não havia estoque inicial de Produtos em Elaboração. . Num determinado mês.00 300. Vine citado na pergunta anterior. 6.000. O quadro abaixo reproduz o total dos custos de produção incorridos no período e o grau de acabamento das 200 unidades remanescentes em elaboração.: ____________________________________________________________________________________ (ICMS/SP 2006): Com as informações a seguir. foi iniciada a produção de 1. por tipo de custo: TIPO DE CUSTO Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta Custos Indiretos de Fabricação TOTAL DOS CUSTOS INCORRIDOS (R$) 500.00 900. responda as questões 8 e 9 7 8. no final do mês.000.Vine utiliza o sistema de custeamento por processo.000.000. o valor a ser transferido no mês para a conta de Produtos Acabados será de (em R$): R. das quais 800 foram acabadas no período.: ____________________________________________________________________________________ b) No caso da Cia. o saldo da conta Produtos em Elaboração corresponderá a (em R$): R.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 65 d) Supondo que o total do custo com a mão-de-obra no mês seja de $ 540.00 GRAU DE ACABAMENTO DOS PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 100% 80% 50% a) Pode-se afirmar que.

não têm mercado garantido de comercialização e sua venda. emergem mais de uma espécie ou qualidade do produto. no frigorífico. Produtos conjuntos são dois ou mais produtos fabricados conjuntamente até o ponto de separação. se ela ocorrerá ou não. No frigorífico. Este tipo de fabricação. desde que estes sejam significativos para a Cia. E o caso da atividade industrial em que. em que há uma série de custos que não são facilmente atribuíveis aos produtos resultantes. benzol. não se podendo estabelecer. Os subprodutos são aqueles que tem uma importância secundária. sulfato de amônia. vísceras. são denominados ou de co-produtos ou subprodutos. é bastante incerta. Outros exemplos: A produção de coque. ou conjuntos. contrafilé.e do qual resulta uma multiplicidade de produtos é chamado de produção conjunta. existem processos industriais em que as coisas não são tão claras. • unidade física. • valor realizável líquido.000 Ponto de separação 1 A palavra sucata c utilizada. Os produtos conjuntos incorrem em custos que são comuns. em relação ao(s) produto(s) principal(ais). após certo processamento. X2 R = $ 9. por exemplo.000 Custo Conjunto $ 4. Na usina de açúcar. outros menor. portanto.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 66 Entretanto. para designar objetos metálicos inutilizados pelo uso ou oxidação. Os co-produtos também são denominados de produtos principais. A partir do ponto de separação. E importante ressaltar que nem todos os co-produtos precisam ter faturamentos iguais. resulta em vários produtos: o próprio coque. cuja atividade consiste em abater o boi comprado dos pecuaristas. rabo. Observe que aqui ela o empregada numa conotação mais ampla. e seus custos. gasolina e outros produtos. alcatra. tendo em vista a importância de suas vendas para o faturamento global da empresa. Considere o seguinte exemplo: Prod. em termos de vendas. coxão mole. como sinónimo de ferro velho. que se caracteriza por um fluxo comum de produção até certo ponto denominado de ponto de cisão ou ponto de separação . Y1 R = $ 5. permite a fabricação de nafta. Os diferentes tipos de carne que são obtidos nos frigoríficos são exemplos de co-produtos. O carvão. CONCEITO DE CO-PRODUTOS. Existem diversas formas de fazer essa mensuração. conforme a importância que suas vendas tenham para a empresa industrial. e as três mais comuns são: • valor de venda após o ponto de separação. . após o ponto de separação. só que seu faturamento é ínfimo em relação aos produtos principais. Os produtos resultantes. os produtos. O problema é determinar a parcela específica que cada produto. SUBPRODUTOS E SUCATAS Co-produtos ou produtos conjuntos são os produtos resultantes de um processo de produção conjunta. Y2 R = $ 7. os chifres e os cascos do boi. na qual o carvão é a matéria-prima original. os subprodutos são os ossos. tornam-se perfeitamente identificados. É o que ocorre. após passar pelo forno de coque. irá receber do custo conjunto. o vinhoto. patinho. quando se tornam individualmente identificáveis. a priori. ou seja.000 Prod.000 Custo separável $500 Prod. alcatrão bruto e gás. O petróleo é um insumo que. Sucatas1 (ou resíduos ou sobras} são produtos que emergem da produção (seja conjunta ou não) que. E importante ressaltar que uma das características dos subprodutos que os diferencia das sucatas é de que têm condições de comercialização normais: a sua venda é praticamente certa. X1 R = $6. antes do ponto de separação. uns podem ter maior volume. na linguagem comum. cortá-lo seguindo as diferentes espécies de carne (filé mignon. do fluxo comum do processo produtivo.000 Prod. etc) e armazenar as peças resultantes em câmaras frigoríficas até sua venda aos comerciantes. em estado normal ou com defeitos ou estragos.000 Custo separável $ 2. cujo faturamento é considerado significativo para a empresa.

deve-se obter o valor de mercado do produto obtido imediatamente após o ponto de separação.000 $ 5.Nesse método.Deve-se considerar o valor de realização dos produtos obtidos após o ponto de separação e deduzir os custos que serão incorridos para essa realização.000. Nesse caso. seu processamento.000 Unidade Física .000 ou 55% do total. ( .926 $ 4.000.000 .000 Custo separável 2. a alocação do custo conjunto não depende da decisão da empresa de processar ou não o produto X1. a forma como foram alocados os custos conjuntos não interferiu no processo decisório. etc). o produto X1 terá uma receita de venda de $ 6. o valor de realização líquida será dado por $ 9. AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES DOS SUBPRODUTOS Os subprodutos.000 = $ 7.000. a decisão de processar mais eleva o lucro da empresa em $ 1.000 7.000.074 $ 1.182 $ 1. nesse caso.500 Percentagem 52% 48% 100% Custo conjunto $ 2. conforme os números apresentados no exemplo anterior.$ 2. é preciso ter cuidado para não utilizar uma unidade física que provoque distorções: o uso de quilo para separar o custo da carne. Para a finalidade do processo decisório. Entretanto. o processo desse produto eleva essa receita para $ 9.000 Valor Realizável Liquido . seu valor no faturamento é tão pequeno que não compensa o esforço de atribuir-se custos aos seus estoques.000. No caso do produto X1.Nesse caso.000 11. Nesse método.000. Venda X2 Y2 Total 9. Nesse caso.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 67 Valor de Venda após o Ponto de Separação . Produto X1 Y1 Total Venda $ 6. Custo conjunto e processo decisório E importante notar que a alocação do custo conjunto é feita para fins de demonstração do resultado. pois tais custos não são relevantes para a gerência. imposto. Nesse caso.000. O método indicado para os subprodutos é atribuir aos seus estoques uma estimativa de custo que é chamada de Valor Líquido de Realização.) Despesas necessárias para a venda (comissões de vendedores. ou seja.000 Percentagem 55% 45% 100% Custo conjunto $ 2. Este valor corresponde à fórmula seguinte: Valor estimado da venda do subproduto ( . essa alocação deve ser deixada de lado.000 para uma receita total de $ 11. ( = ) Valor Líquido de Realização . com um custo de $ 2. uma receita incremental de $ 3. conforme já foi mencionado.) Custos de processamento para colocar o subproduto em condições de venda. conforme demonstra a tabela a seguir.000 500 VRL 7. fretes. irá obter uma receita de $ 6. Considere uma situação de "vender ou processar mais" do produto X1. Como o custo desse processamento é de $ 2. faz elevar a receita para $ 9 mil pela venda do produto X2. Caso a empresa decida vender o produto X1.818 4.000 6. o custo a ser alocado para o filé seria proporcional a seu peso. apesar de o valor de mercado ser maior.500 13. caracterizam-se por ter um mercado de comercialização tão normal quanto o dos produtos principais da empresa.

00 por unidade. dá-se baixa no estoque e credita-se a diferença na conta de ICMs a Recolher. pois seu valor é irrelevante.00. Exercícios QUESTÃO 1 – Quando dois ou mais produtos são produzidos simultaneamente como resultado da mesma operação em que não há uma maneira positiva de determinar o valor do custo aplicável a cada um deles. A contabilização do estoque é feita à crédito da conta Custos Conjuntos. debita-se Estoque de Subprodutos pelos respectivos custos. Por ser sua venda um evento incerto e aleatório. dos quais a empresa. não têm garantia alguma de que serão vendidas. ABC fabrica o produto X.000. do processo produtivo da Cia.000. Seu custo fica incorporado automaticamente às unidades boas. Ocorrendo a venda pelo preço de R$ 500. Caixa / Bancos / Duplicatas a Recolher a Receita de Venda de Sucatas (Outras Receitas Operacionais).000. e) Co-produto e subproduto são expressões sinônimas. no grupo de Estoques.000 quilos do subproduto e sabe-se que o preço de mercado deste é de R$ 500. e) produtos intermediários.. normalmente. não são avaliados para fins de estoques. porque se trata. do ponto de vista da empresa que os produz são denominados: a) co-produtos. para poder ser comercializado. c) produtos primários. . Se ocorrer a venda.00 por quilo.000 x x 500.00 130. para cada quilo vendido de Y. c) As sucatas não devem aparecer. Os cálculos seriam (em R$): Valor estimado da venda de Y = (-) Custo do processamento adicional (-) Despesa de ICMS (=) Valor Líquido de Realização 1.000.00 500.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 68 Exemplo: A Cia.00 x 170. resultaram 1. ao contrário dos subprodutos. no final do período. o produto da venda será registrado a crédito de uma conta de resultado operacional. TRATAMENTO CONTÁBIL DAS SUCATAS As sucatas.00 por quilo. obtém receitas através da sua comercialização. d) Os custos dos subprodutos devem aparecer como Receita Bruta Operacional para a apuração do Lucro Bruto Operacional. No mês de junho. está sujeito à incidência de ICMS no valor de R$ 170. d) produtos secundários. b) Subprodutos e resíduos são produtos secundários e sucatas. QUESTÃO 2 – Assinale a alternativa correta: a) Subprodutos e resíduos não são incluídos no Plano de Contas.000 1.000. ocupando cada um deles posição relevante no mercado.00 Quando se efetuar o processamento adicional.000.00 200.000 = = 1. A Cia.00 200.000 quilos de Y é avaliado em R$ 130. deve sofrer um processamento adicional que gera custos estimados em torno de R$ 200.00.00 O estoque de 1. Este subproduto. geralmente. cujo processo de fabricação gera o subproduto Y. por representar uma recuperação de uma parcela do custo de produção dos produtos principais: Estoque de Subprodutos a Custos Conjuntos 130. b) subprodutos. de valores baixos.00 170.

63.33. d) $ 219.23 QUESTÃO 5 – Com base na questão anterior. (D) se somente as afirmativas II e IV forem corretas.200 Receita total $ 180. cujos demais dados se encontram no quadro a seguir: Produtos A B C Preço unitário de venda $600 $260 $800 Produção (kg) 300 600 1. B e C.49. III. $ 293.63.60.83. d) co-produtos.37. $ 164.60. $ 38. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para a entidade. pode-se afirmar que os custos conjuntos unitários dos produtos A. b) subprodutos. $ 221. (C) se somente as afirmativas II e III forem corretas.77. b) $ 220. Esses dois métodos diferem apenas em um aspecto conceitual: se os custos de fabricação fixos. Os custos inventariáveis são os custos associados à aquisição e conversão de materiais e de todos os insumos em produtos destinados à venda. pelo valor líquido de realização. $ 38.40.67. contabilmente. em relação ao valor de venda dos produtos principais. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II forem corretas. c) sucatas. e cuja venda é aleatória. B e C alcançaram. deles se espera a geração esporádica de receita que é relevante para a entidade. $ 506. Os co-produtos são todos os produtos secundários. $ 95. o lucro bruto de A. quando os produtos são vendidos.49. respectivamente: $ 221.37. que nascem de forma normal durante o processo produtivo. diretos e indiretos são levados em consideração na avaliação dos estoques.17 c) $ 380. $ 96. e) perdas improdutivas. Neste capítulo será abordado o Método de Custeio por Absorção e Custeio Variável ou Direto.000 Tendo em vista que a empresa utiliza o Método do Valor de Mercado para distribuir seus custos conjuntos aos produtos. (E) se somente a afirmativa III for correta. CUSTEIO VARIÁVEL E CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custeio significa “método de apropriação de custos”. $ 703. $ 96.83.23 a) $ 379.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 69 QUESTÃO 3 – Os itens de produção. QUESTÃO 4 – A empresa LCT apresenta custos conjuntos no valor de $ 820. QUESTÃO 6 (ICMS/RJ 2007) Analise as afirmativas a seguir: I. são denominados: a) perdas produtivas. c) $ 219.00 referentes à produção dos produtos A. IV. (B) se somente as afirmativas I. Esses custos são primeiramente registrados como um ativo e subseqüentemente se transformam em despesa.51. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita Não-Operacional”.51. $ 293.33. II e IV forem corretas. porém não possuem mercado definido.40. $ 506.17 d) $ 380.000 $ 960. sendo seu valor irrelevante para a entidade. Os subprodutos são avaliados. $ 95. $ 164. b) $ 379.67.000. B e C será respectivamente de: a) $ 220. $ 703.000 $ 156.77. . isto é. II.

desenvolvido no início do século XX. utilizou o Método de Custeio por Absorção. isto é. e sim direto na conta de Apuração do Resultado do Exercício. estarão ativados nos estoques destes produtos. pois atende plenamente aos Princípios Fundamentais de Contabilidade (competência dos exercícios). comerciais e financeiras não eram relevantes. O custeio por absorção apresenta a especial vantagem de estar de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as leis tributárias. Os conceitos e sistemas de Contabilidade de Custos continuam tratando as operações industriais como se elas estivessem sendo executadas como no passado. CUSTEIO POR ABSORÇÃO O Custeio por Absorção consiste na apropriação de TODOS os custos (sejam eles fixos ou variáveis) à produção do período. Críticas ao método de Custeio por Absorção O ambiente empresarial atual é altamente dinâmico e encontra-se em contínua modificação. Tudo que se estudou até esse ponto. ou seja. Os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados. MÉTODO DE CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL . as despesas administrativas passaram a representar importante parcela dos gastos empresariais. certamente dividirá o seu espaço com outros métodos mais eficazes que cumprem melhor o objetivo maior da informação contábil. com o desenvolvimento e modernização das diversas economias mundiais. Por esse método. por meio das técnicas de rateio já estudadas. Todos os custos fixos são excluídos dos custos inventariáveis: eles são custos do período em que ocorreram. conhecido como RKW. que não tenham sido vendidos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 70 Custeio por absorção é o método de custeio do estoque no qual todos os custos de fabricação. O Custeio por absorção encontrou sua utilidade em épocas quando a mão-de-obra direta e a matériaprima consistiam nos principais fatores de produção e existia um número limitado de produtos. Naquela época. com relação à apropriação dos custos aos produtos. Entretanto. Os custos unitários são necessários para custear inventários. A separação é importante porque as despesas não são apropriadas à produção. O avanço da tecnologia e a diversificação da produção vêm abalar conceitos já alicerçados e promover a busca de novos caminhos. Os custos dos produtos vendidos terão tratamento idêntico. Mas afinal o que leva a maioria dos empresários a adotar o Custeio por Absorção? A facilidade do método e a importância da mensuração do custo unitário são fatores que se destacam. além de ter a sua implementação facilitada pela não exigência de segregação dos custos em fixos e variáveis. variáveis e fixos. Com base nesse novo ambiente empresarial. que já faz parte das discussões e questionamentos. Este método de custeio é o único aceito pela legislação do Imposto de Renda. Esse método foi derivado do sistema alemão. A distinção principal no custeio por absorção é entre custos e despesas. todos os gastos do período (custos e despesas) eram apropriados à produção do período. julgou-se necessário segregar as despesas dos custos e apropriá-las diretamente ao resultado do exercício. Custeio variável é o método de custeio de estoque em que todos os custos de fabricação variáveis são considerados custos inventariáveis. No entanto. Dentro dessa nova perspectiva o Método de Custeio por Absorção. O objetivo principal deste método de custeio é apurar o custo de uma unidade do produto fabricado. A sociedade tem se confrontado com recentes e grandes transformações. o estoque “absorve” todos os custos de fabricação. as despesas administrativas. Apresenta como desvantagem o fato de que os custos dos produtos não são mensuráveis objetivamente. Os processos de rateio podem apresentar alto grau de arbitrariedade e subjetividade na distribuição dos custos comuns. Vão direto para o resultado como despesa. são considerados custos inventariáveis. O novo cenário que se desenha a cada dia tem a mudança como única certeza. constar nos demonstrativos financeiros e para determinar o lucro líquido do período (através da apuração dos Custos dos Produtos Vendidos). pois todos os esforços estavam concentrados na produção. orientar a tomada de decisão. quando da venda desses produtos. a explicação parece transcender a disciplina contábil.

observe o gráfico abaixo: Após a verificação do quadro acima. maciçamente.00 + $ 1.000 Custos Variáveis Unitários: Materiais diretos: $ 2.000.00 $ 10. Os custos fixos. o conceito da Margem de Contribuição.00 Com base nos dados acima. não são considerados como Custos de Produção e sim como DESPESAS. o CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS e os ESTOQUES FINAIS DE PRODUTOS EM ELABORAÇÃO e PRODUTOS ACABADOS só conterão custos variáveis. Esses custos são geralmente os materiais diretos utilizados.00 Custos Fixos: $ 30. por utilizar.000. O método de Custeio Variável (esta nomenclatura é melhor de ser utilizada) também é conhecido como Custeio Marginal ou Custeio por Contribuição. a mão-de-obra apontada e a parte variável dos Custos Indiretos de Fabricação.00 Custos Fixos por ano: Despesas Fixas: $ 30.00 Outros Custos Variáveis: $ 1. tem a seguinte estrutura de custos: Número de unidades produzidas no ano: 6. Antes de prosseguir. Desse modo. determine o custo unitário pelo método do Custeio por Absorção e pelo Método de Custeio Variável.00 = $ 7. logo abaixo será resolvido um estudo completo das diferenças entre os métodos de custeio Variável e por Absorção: Cálculo do Custo Unitário A Cia FCS.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 71 O Custeio Variável ou Direto é um tipo de custeamento que consiste em considerar como CUSTO DE PRODUÇÃO DO PERÍODO apenas os Custos Variáveis incorridos.00 . sendo encerrados diretamente contra o resultado do período.00 Mão-de-obra direta: $ 4. fabricante de apenas um produto.00 Despesas variáveis: $ 3. pelo fato de existirem mesmo que não haja produção.000.00 + $ 4. Solução: Custeio por Absorção Total dos Custos Variáveis: $ 2.

.....................00 Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção: Receita de Vendas: 5.. sem passar pelo Custo dos Produtos Vendidos......................000u x $ 20............................ são incluídos no cálculo do custo unitário do produto.................000.....( $ 10........000............................. $ 15...................000...........000.......000...Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 72 Despesas Variáveis: Despesas Fixas: $ 3...........000u não comercializadas) está ativada como ........00 ...................00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5........000..000 = $12......00 = $ 12..............000.........00 + $ 1.........................................000.....................00 = $ 7........00 $ 10..................... $ 100..000............ $ 10...000.......................................00 + $ 30..00 ) = Lucro Bruto Operacional...................( $ 10....00 Custo Unitário = 6...................00 ) (-) Despesas Fixas............( $ 35......................00.........................00...000 Unidades vendidas: 5....000u x $ 7..............00) Fixas... chega-se às seguintes conclusões: Os $ 5....00.. TODOS os custos de produção.................00 = $ 7.............................. em comparação com o Custeio Variável............................00 de diferença no resultado do Custeio por Absorção.....................000 u x $ 12.....000..........00 6..000...000. no custeio por Absorção............................................00 (-) Custos Fixos..000u x $ 3................................................00) Margem de Contribuição............. $ 100..........................000...........00 Estoque Final de Produtos: 1...............( $ 30..00 Estoque Final de Produtos: 1........000 u x $ 12......................00 + $ 4.000u x $ 20...........00) Lucro Líquido Operacional..000u x $ 3.......000 Preço de venda unitário: $ 20....00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5.............000u Observando o cálculo acima...... Comparação do resultado entre os métodos de custeio (por Absorção e Variável) Observe os dados abaixo............. As despesas serão jogadas diretamente na conta de Apuração do Resultado..($ 60................ Já no Custeio Variável o custo unitário seria calculado da seguinte forma: Custo Unitário: $ 2............000.........................00... $ 50...........00 Análise das diferenças Analisando os resultados por cada critério....00 Os Custos Fixos serão jogados diretamente na conta de apuração do resultado e somente os Custos Variáveis farão parte do Custo dos Produtos Vendidos......................000 Unidades em estoque no final do período: 1.. dando continuidade ao exemplo anterior: Estoque Inicial de produtos: 0 Unidades produzidas no período: 6.....................00........000 x $ 7..........( $ 15.000 u x $ 7..00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5..00) (-) Despesas Variáveis 5.....00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável: Receita de Vendas: 5.... ( $ 15. sejam fixos ou variáveis............... $ 40.00) Lucro Líquido Operacional...... significa que parte do Custos Fixos (com relação as 1........000.....000...............................

...... $ 50...000u x $ 3. O que acontecerá com o custo unitário em cada método? Supondo.................. Caso tudo que se produza no período for comercializado NÃO VAI EXISTIR diferença entre os resultados de cada método....00) (-) Despesas Variáveis 5...... aumentou em relação ao anterior................................ Por esse motivo que o Custeio por Absorção não é indicado para as tomadas de decisões..........................00........ por que não existe uma relação inversa entre os Custos ..000 u x $ 10.........00 Cálculo do Custo Unitário pelo Custeio Variável: $ 2................. ( $ 15.000... ainda.... supondo que o gerente resolva aumentar a produção de 6......................00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5............00 Analisando mais uma vez as diferenças.......... quanto maior a produção........000u x $ 20........................... Os estoques continuam com parte dos custos fixos (ativados)........................000...... Custos Variáveis.......00) Lucro Líquido Operacional...............................00......( $ 30............000... já que os custos variáveis unitários não se alteram......000u x $ 7.. $ 10...................000.................000.....00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável (com nível de produção 10...00 + $ 1.. face ao menor Custo Fixo por unidade produzida.00 = $ 50.. Mas a empresa vendeu as mesmas unidades no período.................000u): Receita de Vendas: 5. o custo unitário.......... chega-se a seguinte conclusão: o resultado pelo método de Custeio por Absorção....... Comparando o resultado através de uma nova Demonstração de Resultado verifica-se que: Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção ( com nível de produção 10......000u = $ 10.....................000......000..........($ 50.............. no custeio por absorção o Custo Unitário diminui e no Custeio Variável permanece o mesmo.................. agora...... aumentando-se a produção....00 = $ 7......000............. $ 50.....00 Estoque Final de Produtos: 5..............................000.........................................( $ 10........00 .......................................... por isso são chamados de Custos Estruturais.000.. $ 100. Cálculo do Custo unitário pelo método de Custeio por Absorção: 10.........00 ) = Lucro Bruto Operacional............ enquanto que no Custeio Variável todos os Custos Fixos são descarregados na conta de Apuração do Resultado e os estoques só contêm......... agora..........000u..... face a inexistência de estoque final...00.........000 u x $ 10......00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5.....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 73 Estoque de Produtos....000u não comercializadas).... Em conseqüência........ O Estoque Final no Custeio por Absorção está a maior em $ 5.. $ 100......00 = $ 35.00 + $ 30.... .....00.....00) Margem de Contribuição.............. Já no Custeio Variável o resultado continua o mesmo.......000u...................00 + $ 4.............. Mas...............000 10....00) Fixas.............................00) Lucro Líquido Operacional...........................( $ 10...000..00 face a mesma explicação do parágrafo anterior: parte dos custos fixos está ativada (relativos as 1............000 u x $ 7..000u x $ 3.....00 Comparando os resultados...... Já no Custeio Variável.000...........( $ 15.................00 (-) Custos Fixos....... na sua composição...000u x $ 7.000........000 u para 10............... é menor que se tivesse no nível de produção de 6.000.... $ 25.000....000u x $ 20......................... o custo unitário continua o mesmo.. Por quê? Os custos fixos ocorrem independente da produção.......................000u): Receita de Vendas: 5................000.......... diminui-se o Custo Fixo Unitário por produto. que a estrutura de custos permaneça a mesma e as unidades comercializadas continuem no mesmo patamar.............................00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5........00..( $ 35....................00 ) (-) Despesas Fixas.....00 Estoque Final de Produtos: 5...... melhor utiliza-se a planta fabril...

Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de vendas. cujo custo está sendo apurado. o resultado final é menor do que no Custeio por Absorção. também. Sua filosofia básica está de acordo com os princípios de contabilidade. não vinculam cada custo a cada produto. principalmente o da Competência dos Exercícios. pois nem sempre é possível separar. Mas esse método fere aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. gerando. Como vantagens desse Critério. pode-se citar: . Basta verificar que a simples modificação do critério pode fazer um produto não rentável passar a ser rentável e. também o resultado medido dentro do seu critério parece ser mais informativo à administração. em três argumentos principais: Os Custos Fixos. É um método legal. o volume de produção. em relatórios internos das organizações. O uso do Custeio por Absorção pode levar a decisões errôneas sobre a produção face à arbitrariedade dos critérios de rateio e a distribuição dos Custos Fixos a produção do período. aqueles que tem uma parcela fixa e variável. também. a arbitrariedade (quando se produz mais de um produto e esses custos sejam indiretos). além dos critérios de rateio. . interno. tendo em vista um aumento de produção. qualquer decisão em base de custo deve levar em conta. Assim. por sua própria natureza. alertando. mais atrapalha que ajuda. indiretos. na verdade. o custo de um produto pode variar em função da variação de quantidade produzida de um outro produto. basicamente. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção. Finalmente. sobre os Custos Mistos. os custos diretos. existe uma relação direta: quanto maior a produção. Abaixo segue um quadro comparativo entre os métodos de custeio: Custeio Variável Classifica os custos em fixos e variáveis Debita ao objeto de custeio. o rateio é mais ou menos lógico. em maior ou menor grau. Em termos de avaliação de estoque. Custeio por Absorção Não há preocupação por essa classificação Debita ao objeto de custeio. muito pelo contrário. Os Custos Fixos podem ser encarados como encargos necessários para que a empresa tenha condições de produzir. principalmente o da competência e o da realização da receita. É o método mais indicado para a tomada de decisão. sem a respectiva aceitabilidade pelo mercado. menor recolhimento de impostos. Vantagens e Desvantagens do Método de Custeio Variável Do ponto de vista decisorial. e não como encargos de um produto específico.é uma ferramenta melhor para a tomada de decisões dos administradores.impede que aumentos de produção que não correspondam a aumento de vendas distorçam o resultado. o rateio. Mas nada impede a utilização desse método para fins gerenciais. verifica-se que o Custeio Variável tem condições de propiciar muito mais rapidamente informações vitais para a empresa. cujo custo está sendo apurado. é claro. . isto não está correto. Com isso. objetivamente. eles sempre são distribuídos aos produtos por meio de critérios de rateio. fixos e variáveis. a parcela fixa da parcela variável. por abandonar os custos fixos e tratá-los contabilmente como se fossem despesas. Por não estarem vinculados a nenhum produto específico ou a uma unidade de produção. Sua filosofia básica contraria os princípios de contabilidade. apenas os custos que são variáveis em relação ao parâmetro escolhido como base. Os defensores do Método de Custeio Variável apóiam-se.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 74 Variáveis e o nível de produção. que contém. Pior que isso. já que são quase sempre repetitivos e independentes dos diversos produtos e unidades. que. é um dos motivos por não ser aceito pela legislação fiscal para fins de valoração de estoques. para a tomada de decisão. A maioria dos rateios é feita por meio da utilização de fatores. fiscal. somente. do volume da produção. maiores serão os custos variáveis. Diferença entre a receita e todos os custos incorridos na fabricação do objeto de custeio. existem independentemente da fabricação ou não de determinado produto ou do aumento ou redução (dentro de certa faixa) da quantidade produzida. o valor dos custos fixos a ser distribuído a cada produto depende. As desvantagens são mínimas. Esse. gerencial. Todavia. externo. Apresenta a contribuição marginal. nem pelos Auditores Independentes (Auditoria Externa). Apresenta a margem operacional. por melhores que sejam os critérios. O Administrador que não conheça essa relação de custos pode ser enganado face um aumento IRREAL no resultado da empresa. assim. É um método administrativo.

Logo. ao contrário do CFu: quanto maior a produção. E as Despesas Fixas (DF) são fixas em relação ao volume de vendas. A mesma interpretação pode ser dada para as Despesas Fixas em comparação com o volume de vendas. as Depreciações. como por exemplo. Custos Variáveis variam proporcionalmente ao volume da produção. como por exemplo. aumentou os CFu. melhor se utiliza a planta fabril. Independente da quantidade produzida (respeitando um intervalo relevante) os CFt permanecerão os mesmo. Por exemplo: uma indústria fabrica um único produto: sabão “Y”. Por exemplo. Custos Variáveis são os custos que variam no total proporcionalmente às mudanças no nível de produção ou atividade. Agora o CFu diminuiu.000u = $ 1. apropria à produção do período somente os custos variáveis. à produção do período.000.000. E o comportamento desses Custos e Despesas em termos unitários? Como se comportam? $ CFt CFu $ q q Observando os gráficos anteriores.00 / 1. aplicada na produção. o volume de produção e vendas). salário de supervisor. Os CFt permanecem o mesmo. a matéria-prima utilizada na fabricação do sabão. Mas os Custos Fixos Unitários (CFu). Se no terceiro período a produção for de 1. a O custeio por absorção destina-se a auxiliar a gerência gerência no processo de planejamento e de tomada de no processo de determinação da rentabilidade e de avaliação patrimonial. em relação ao volume de produção. a matéria-prima aplicada em um processo produtivo. verifica-se o comportamento dos Custos Fixos. diminuiu a produção.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 75 O custeio variável destina-se a auxiliar. compostos de Depreciação de máquinas. Antes de iniciar será importante fazer algumas observações. caso a produção diminua. respectivamente. seguro das instalações. os Custos Variáveis (CV) tem uma relação direta com o volume de produção e as Despesas Variáveis (DV) tem uma relação direta com o volume de vendas (tomando por parâmetro.00 p/ u. Seus CFt no período são de $ 1.00.00 / 500u = $ 2.00 por unidade No segundo período a produção passou a ser de 500u.000 unidades. ECONÔMICO E FINANCEIRO Revisão de tópicos Em aulas anteriores aprendemos as diferenças entre Custos Fixos e Custos Variáveis. A produção no período é de 1.625 p/ u. O CFu será de $ 1. Custos Fixos são aqueles custos que não variam em proporção com o volume de produção (dentro de um intervalo relevante).000. com isso. que o método de Custeio por Absorção tem por finalidade apropriar todos os custos. decisões. amortiza-se os CF aos produtos e. sobretudo. .600u. Por definição. dentro de um intervalo relevante. imposto predial.600u = $ 0. sejam eles fixos ou variáveis. enquanto que o método de Custeio Variável ou Direto. tem-se: $ 1. citada no exemplo anterior. tem seus valores ajustados de acordo com o volume de produção. independente do volume de produção (dentro de um intervalo relevante). equipamentos e imóvel. Os Custos Fixos (CF) são constantes. O Ponto de Equilíbrio é o ponto no qual a receita total de vendas se iguala aos custos e despesas totais. também. RELAÇÃO CUSTO-VOLUME-LUCRO: PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL. maior será o CFu. Qual seria o CFu ? Dividindo o valor dos Custos Fixos pela quantidade produzida. Os Custos Fixos Totais (CFt) se comportam de modo constante. terá seu valor unitário constante (dentro também de um intervalo relevante) enquanto que seu valor total será proporcional ao volume de produção. o CFu será de: $1.000.00 / 1. Nesse ponto será estudado o Ponto de Equilíbrio ou Break-even-point. menor será o CFu. na fábrica de sabão. Foi estudado.

000 u 10.000 CVu q q Os conceitos aqui abordados serão de suma importância para estudo da relação custo/volume/lucro. Ela é baseada no Custeio Variável e. Embora tanto o planejamento. despesas e custos variáveis e fixos. vendas diretas ou por meio de revendedores. nos custos (variáveis ou fixos) ou em ambos. destinam-se a desenvolver informações que auxiliam a gerência no desempenho de suas funções de planejamento e de tomada de decisão. distribuição direta ou via transportadores. pode-se estabelecer qual a quantidade mínima que a empresa deverá produzir e vender para que não incorra em prejuízo. quanto deve ser gasto em propaganda e promoção. vendedor eclético ou vendedor específico.000 $ CVt Custo Total 100. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: é encontrada pela diferença entre a Receita (Vendas) e os Custos e Despesas Variáveis. presentes nas atividades. MC = V – ( CV + DV ) Sendo: MC = Margem de Contribuição V = Vendas CV = Custo Variável DV = Despesa Variável . mix de vendas etc. O Administrador. através dela. que influenciam os resultados: receitas. volumes de produção e de vendas. renovação de equipamento. bem como a classificação em fixos e variáveis.00 20.000 200. a que preço vender.000 50.000 u 10. A separação das despesas e dos custos.000 u 10. A análise das relações Custo/Volume/Lucro é um instrumento utilizado para projetar o lucro que seria obtido a diversos níveis possíveis de produção e vendas. como as decisões. bem como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 76 Nível de atividade Custo Unitário 10. É o excesso da receita de vendas sobre os custos e despesas variáveis. grandes armazéns centrais ou pequenos depósitos. seja baseado no curto prazo. assistência técnica direta ou mediante agentes autorizados. o conceito do Custeio Variável fornece meios para que a Contabilidade de Custos e as gerências de qualquer nível e de qualquer segmento possam visualizar as interações existentes entre alguns fatores significativos. O instrumento que os contadores e administradores usam correntemente para obter essas interações e sua influência nos resultados é a análise das relações Custo x Volume x Lucro. Dentre as diversas decisões que o administrador deve tomar destacam-se: fazer ou comprar. no seu processo decisório.00 5. depara-se sempre com duas ou mais alternativas.

resumindo.. possibilitam uma análise das diversas tendências dos custos. Custos variáveis.. Após os limites....000 / 1.. onde os custos e despesas se mantenham no mesmo patamar.000. em valores unitários: MCu= PVu . os valores podem aumentar. sendo utilizado na cobertura dos Custos Fixos para proporcionar um Lucro.000 = 40 % RELAÇÃO CUSTO/VOLUME/LUCRO O custos ou despesas são fixos dentro de um determinado limite. muito embora não sendo este aumento proporcional ao nível de atividade ou produção. Índice de margem de contribuição: VENDAS – CUSTOS E DESPESAS VARIÁVEIS VENDAS Vendas. Despesas variáveis. também. . como por exemplo: Ponto de Equilíbrio Preço de Venda Mínimo Viabilização de um Projeto PONTO DE EQUILÍBRIO (PE): é o ponto do nível da atividade da empresa onde surge a igualdade entre os Custos e Despesas Totais com a Receita Total.( CVu + DVu) Sendo: MCu = Margem de Contribuição Unitária CVu = Custo Variável Unitário DVu= Despesa Variável Unitária PVu = Preço de Venda Unitário Demonstração do Resultado VENDAS (-) Custos e Despesas Variáveis = MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) Custos e Despesas Fixos = RESULTADO ANTES DO IR (-) IR e CSSL = LUCRO DO EXERCÍCIO ÍNDICE DE MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: A margem de contribuição também pode ser expressa em porcentagem. Margem de contribuição: $ 1. Pode ser calculada. O índice de margem de contribuição indica a porcentagem de cada unidade monetária de vendas disponível para cobrir os custos fixos e propiciar lucro para empresa.00 $ 400.. ou seja. facilitando a interpretação e o comportamento dos diferentes níveis operacionais. ou seja.0 Índice de margem de contribuição: 400.. bem como o total controle dos custos. O planejamento dos lucros. oscilando dentro de uma atividade estabelecida.000.000.00 $ 400.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 77 A Margem de Contribuição é o valor oriundo da diferença entre as Vendas e todos os gastos variáveis.000. A Relação Custo/Volume/Lucro é uma eficiente técnica que.000. A linearidade do PE é válida num intervalo que interessa. é o valor que ajudará amortizar os Custos e Despesas Fixos. oferece informações detalhadas.000.00 $ 200.

o ponto da atividade em que não há lucro nem prejuízo.00 por unidade produzida. Vendas menos Custo Total (CT) representa Lucro ou Prejuízo. aparece lucro correspondente à MCu vezes as quantidades comercializadas acima do PE.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 78 PE RT (PVu. Gráfico do Ponto de Equilíbrio: Á R EA D E LU C R O RT CT Y PE Á R EA P R EJ U ÍZ O PE e m v alo r CV CT CF PE e m v o lu m e X Onde: CF = Custo Fixo CT = Custo Total CV = Custo Variável RT = Receita Total . Quando a empresa comercializa 5 unidades atinge o seu ponto de equilíbrio.q) = CT + DT (CF +DF + CVu. o Custo Fixo independe da produção e da venda.q + DVu . a empresa incorrerá em prejuízo. Vendendo menos do que cinco unidades a empresa incorrerá em prejuízo. Exemplo: Unidades Produzidas 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Custo Fixo $ 40 40 40 40 40 40 40 40 40 Custo Variável $ 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Custo Total $ 40 60 80 100 120 140 160 180 200 Receita de Vendas $ 0 28 56 84 112 140 168 196 224 Lucro ou Prejuízo $ (40) (32) (24) (16) (8) 0 8 16 24 Pelo exemplo. a partir desse ponto. abaixo desse ponto. Daí para frente. Ao atingir o Ponto de Equilíbrio. pela diminuição da atividade. Se a empresa não conseguir vender nenhum de seus produtos o prejuízo corresponderá aos CF + DF totais dessa empresa. permanece constante e com um valor de $ 40. a empresa não apresenta nem Lucro nem Prejuízo. isto é. O Custo Total não aumentará na mesma proporção dos Custos Variáveis em virtude dos Custos Fixos.q) O Ponto de Equilíbrio representa a quantidade mínima que a empresa terá que comercializar para cobrir seus gastos.00. a empresa conseguirá lucros. pelo aumento da atividade. O Custo Variável é proporcional às quantidades produzidas e aumenta de $ 20.

Exemplo: Custos Fixos previstos = $ 6. contanto que se consiga apropriar uma parcela do custo fixo total a cada produto (o que não deixaria de ser dificultoso). quando a empresa produzir mais de um. A fórmula em quantidades permite alcançar ou calcular o ponto de equilíbrio de cada produto. enquanto à esquerda encontra-se a área do prejuízo.275.129.00 X 1. O ponto de Equilíbrio é alcançado num número tal de unidades vendidas igual ao quociente entre custos + despesas fixos (CF + DF) e a diferença entre preço unitário de venda e custos + despesas variáveis unitários [PVu – (CVu + DVu )].350.00 Custo Unitário Variável = $ 10. através da margem ganha em cada uma delas [PVu – (CVu + DVu )].00 (parte fixa) + [ 10.00 + 12. resultando num lucro zero (ponto de ruptura).752.00 = 19.00 Ponto de Equilíbrio = 6.050. se os custos fixos independem do volume de atividade.00 ⇒ o valor total das vendas é igual ao valor total dos custos.376.050. Ponto de Equilíbrio = ( em unidades) Custos + Despesas Fixos MCu Para se chegar a fórmula anterior.10) = 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 79 À direita do Ponto de Equilíbrio encontra-se a área do lucro.275. foi feito o seguinte desenvolvimento através de um raciocínio lógico: PE CT = DT= DVu x Q + DF Substituindo esses parâmetros na fórmula: PVu x Q = CVu x Q + CF+ DVu x Q + DF PVu x Q – CVu x Q – DVu x Q = CF + DF Q= ou PEq = CF + DF MCu Isto pode ser intuitivamente entendido.270 u Comprovando o resultado obtido da seguinte forma: 6. pois.270 X 15.00 = 19. basta multiplicar as quantidades encontradas no do PE pelo PVu.00 1. Para saber o valor da Receita de Vendas no PE.00 Preço de venda unitário = $ 15.129.350 / (15 .270] = 6. é necessário vender tantas unidades de produto quantas forem necessárias para. que corresponde a MCu.376.376.700.275.350.376.350. CF + DF PVu – CVu – DVu RT = CT + DT RT= PVu x Q . a empresa cobrir os custos e despesas fixos.

O Custo de Oportunidade representa a remuneração que a empresa obteria se aplicasse seu capital no mercado financeiro.00 / 0.000.000.00 / 0. * avaliar a lucratividade associada aos diversos níveis possíveis de vendas.000.000. consegue uma taxa líquida de 10% a. tantos fixos quanto variáveis.000.00 MCu% = 2.000.00 / 8.00 O PEC pode ser utilizado para: * determinar o nível de atividades necessárias para cobrir todas as despesas e custos. com a aplicação no mercado financeiro.00. Para se determinar o ponto de equilíbrio contábil são levados em conta todos os custos e despesas fixas contábeis relacionadas com o funcionamento da empresa.000.000. Exemplo: CF + DF = $ 4. no volume de vendas. * facilitar a análise dos efeitos sobre a lucratividade decorrente de alterações nas despesas e custos fixos e variáveis. Esta remuneração mínima corresponde à taxa de juros do mercado multiplicada pelo Capital Investido e é denominada de CUSTO DE OPORTUNIDADE.000. no preço de vendas e na distribuição relativa de linhas de produtos vendidos. O Custo de Oportunidade dessa empresa.25= $ 16.00 = 2.000.00 /u Qual o PEC em receita ? MCu = $ 8.000.00 + $ 1. Fórmula: CF + DF MCu Uma outra forma de se fazer o cálculo do PE seria utilizando o valor da MCu em termos percentuais.00 Em receita = $ 5. é o ponto de vendas onde a receita total de vendas se iguala ao total dos custos e despesas.000. PEE em quantidade será de: $ 4.000. PEE = CF + DF + Custo de Oportunidade (Retorno mínimo s/ PL) MCu Logo.00 = 25 % PEC = $ 4. Foi o que nós estudamos de ponto de equilíbrio até o momento.000. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior.00 por mês CV + DV = $ 6.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 80 PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL (PEC) É a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos.000.000.000..000.000.00 = $ 2.000.a. O PEE será obtido quando a soma da Margem de Contribuição totalizar um valor que cobrirá todos os Custos e Despesas fixos mais o valor correspondente ao Custo de Oportunidade. Aplicando esse dinheiro no mercado financeiro.00 . ao invés de no seu próprio negócio.000.000. ou seja.00 ao ano. ou seja.000. vai ser $ 1.00 /u Preço de Venda: $ 8.500 u PEC = . aos vários níveis possíveis de atividades.25 = $ 20.000. PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO (PEE) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescida de uma remuneração mínima sobre o capital investido pela empresa.$ 6. Vamos supor que a empresa em estudo tenha um capital de $ 10.000.00 $ 2.000.

contabilmente.000.200.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 81 Conclui-se que o verdadeiro lucro da atividade será obtido quando. Assim. Logo.00 de vendas totais. Financeiro Deficitário em $ 100. por exemplo. por não estar conseguindo recuperar o valor do juro do capital investido.000.00. em cada período.900.00. Exemplo: Supondo que a empresa em estudo fez um empréstimo de $ 8. Assim. a empresa precisa obter.00 $ 2.550u.00 / 0. Corresponde às quantidades que .00. os $ 3. e.00 de desembolso para cobrir os CF e DF.00 Em receita seria de: $ 5.000.200.000. é o nível de produção e vendas em que o saldo de caixa é igual a zero.Deprec. ou seja. estará obtendo resultado contábil positivo.00.00. Supondo.000. o resultado for superior a esse retorno.00 Caso a empresa esteja obtendo um volume intermediário entre 2.25 = $ 20.00 A empresa nesse nível de atividade estará conseguindo equilibrar-se financeiramente. já que não estará conseguindo recuperar-se da parcela “consumida” do seu ativo imobilizado. os encargos financeiros desse empréstimo estejam inclusos nas Despesas Fixas.000.000.800.00.000.200.000.00 = 1. o PEF será de: PEF = $ 3. Econômico de $ 100.25 = $ 12.000.000. Financ. por exemplo.000.000. É o espaço que a empresa tem para fazer lucros após o PE.000 e as 2.800.000. $ 800. se a empresa operar na faixa de 2. Preço de Venda .000. Conclui-se que.000.000. PE FINANCEIRO PE(f) = Custos Fixos + Desp.200.00.00 se levar em conta que não se conseguiu todos os recursos necessários para o pagamento da amortização da dívida. haverá um PEE quando houver um lucro contábil de $ 1.000.00 . Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior. os encargos de depreciação são excluídos no cálculo do PEF por não representarem desembolso para a empresa.000. Uma outra utilização do PEF seria computando as parcelas financeiras de desembolso obrigatório no período que não estejam computadas nos custos e despesas.00 PEF em receita = $ 3.000. mas estará economicamente perdendo. e mais.000. se considerar só as operações. Fixas . mas estará com um prejuízo contábil de $ 800.000.Custos e despesas variáveis = 2. ainda.00 para somar a seus recursos próprios a fim de conseguir melhor operar.600 u MARGEM DE SEGURANÇA OPERACIONAL Representa a diferença entre as quantidades apresentadas no PE e as quantidades que a empresa pretende vender.000. financeiramente. PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO (PEF) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa.000.600 u $ 2. Financeiro de $ 1. que a amortização desse empréstimo seja em parcelas anuais de $ 2. O PEF será alcançado quando a empresa comercializar as seguintes quantidades: PEF = $ 4.000.00 / 0. quanto não operacionais.100.00 + $ 2. vamos supor que dentro dos custos e despesas fixos 20% correspondam a depreciação. estará com um Resultado Contábil de $ 1. tanto operacionais. + Amort. Ou seja. Logo. Representa a quantidade de vendas necessárias para cobrir os gastos desembolsáveis. mais essa parcela de $ 2.000.000.500 unidades.$ 800.

. Por exemplo. ____________ Q. Suponhamos que a combinação planejada seja de três unidades de A para cada unidade de B.000 unidades. as relações de custo volume lucro também serão alteradas. Se as proporções da combinação se alterarem. Quando se consegue identificar os custos fixos a cada produto (CF identificado). O ponto de equilíbrio seria de 100. EFEITOS DA COMBINAÇÃO DE VENDAS (Mix de Vendas) A análise de custo-volume-lucro até o momento concentrou-se numa única linha de produtos. calcular uma margem de contribuição média e dividir os custos fixos por essa margem de contribuição média. suponhamos que uma empresa com dois produtos tenha uma margem de contribuição unitária de $1 para o produto A e $2 para o produto B e que os custos fixos sejam de $ 100. Um outro cálculo seria por um método de média ponderada: Q. se o Negócio estiver vendendo 10.V. Mas as dificuldades na prática são muito grandes. $1. Logo: 0 < MS > 1 Quanto mais próximo de zero estiver a Margem de Segurança. seria estimar as quantidades a serem vendidas por todos os produtos. menor este risco. Mas quase sempre existirão os CF que serão comuns a todos os produtos. ou seja. ela pode ser expressa num gráfico de ponto de equilíbrio ou num gráfico de L/V. A margem de contribuição de cada "pacote" de produtos seria de 3 x $1 mais 1 x $2. $5. Uma forma de se calcular esse PE. Exemplo: o Ponto de Equilíbrio é 5. fica mais fácil calcular o PE.50 10.000 unidades se só fosse vendido o produto B.E.25. os símbolos representam: Q.5. a sua Margem de Segurança será: 10. A Margem de Segurança pode ser calculado pela seguinte fórmula: MS = Nesta fórmula. maior o risco de o Negócio entrar em prejuízo caso não consiga o seu volume de vendas. Quanto maior a margem de segurança operacional.000 . ou seja.000 unidades se só fosse vendido o produto A e de só 50. o numerador será positivo e menor que o denominador. = Quantidade Vendida Q. como estudamos em aulas anteriores. A margem de contribuição média por unidade de produto seria $5 : 4 unidades de cada pacote. . admitindo-se receitas e custos médios para uma determinada combinação.000 _______________ MS = = 0. a combinação de vendas é um fator importante no cálculo de um ponto de equilíbrio geral da empresa. Em empresas com muitos produtos. Quanto mais próximo de 1 a Margem de Segurança. Portanto. fortalecendo a certeza de que a empresa não incorrerá em prejuízos.E. maior a capacidade de lucro da empresa. Caso seja feito algum rateio entre esses custos comuns aos produtos.000.000 unidades. haverá sempre um grau de arbitrariedade e o resultado poderá ficar distorcido. = Quantidade de Equilíbrio Sempre que o Negócio estiver operando acima do seu Ponto de Equilíbrio. segundo o Professor George Guerra Leone.V. Quando os administradores escolhem uma combinação de vendas.000 Limitações ao uso do Ponto de Equilíbrio A maior limitação da utilização do PE seria quando a empresa produzir e vender mais de um produto.Q.V.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 82 são comercializadas acima do PE.

50 $1... R$ 4.. d) para efeito de apuração de resultados industriais é indiferente qual o método de custeio adotado. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade..000 : $1....00 ... R$ 24... entre outros. R$ 36.25 O ponto de equilíbrio.Aluguel do imóvel da fábrica .. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis..... d) Quando não há limitação na capacidade produtiva..000............00 .000 de B) Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa correta: 01......... seja o variável ou por absorção.(AFTN / ESAF) A atribuição de todos os gastos de fabricação aos produtos é determinada pela seguinte forma de custeio: a) de realização c) direto e) por absorção b) variável d) estimado 02... b) o método de custeio por absorção leva em conta............ ao contrário do custeio variável....... c) o método de custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja feita pelo critério do custo médio ponderado. 03.(AFTN / ESAF) É correto afirmar que: a) o método de custeio variável agrega os custos fixos ao custo de produção pelo emprego de critérios variáveis de rateio.25 = 80.... utilizando-se a taxa linear de 10% ao ano. b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto.800.......... c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada........... em uma mesma linha de produção........... inclusive os da administração geral...... considerando todos os custos envolvidos.....75 $0....Matérias-primas..00 .00 .......00 ....(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão. Gama apresentou os seguintes custos e despesas relativos ao mês em que iniciou suas atividades: ...Depreciação dos equipamentos de fabricação... R$ 12..000...000..000.... de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa........... e) a diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que este admite a avaliação dos estoques por método diferente do custo médio ponderado...000 unidades (sendo 60.. na apuração do custo de produção....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 83 Produtos A B Vendas planejadas 3 1 4 Pesos ¾ ¼ MC unitária $1 $2 Média ponderada $0....Mão-de-Obra Direta (MOD) ....Energia elétrica consumida pelas máquinas ..... todos os custos incorridos no período...... julgue os itens que se seguem.... na hipótese de se manter a mesma combinação seria: $100.... R$ 4..000 unidades de A e 20.. QUESTÃO 2 – TESTES UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE 1 A 6: A Cia.

. R$ 7. das quais 40 permaneciam em processo no final do mês.00 e R$ 8... utilizando-se o custeio por absorção e o custeio variável.. b) R$ 7.307...00... A empresa iniciou a produção de 260 unidades no período....Despesas com Vendas .... o lucro bruto corresponderá a (em R$): a) 11.......00 e R$ 8. No custeio variável.....00 ..200........00 Custos e Despesas Variáveis por unidades: .... mão-de-obra direta...00. e) 19... são considerados variáveis os relativos a matérias-primas......00.. Em relação às despesas..200...62 e R$ 6.000. b) 100... c) 200.00 c) R$ 8... respectivamente..00 e R$ 8..... energia elétrica e materiais indiretos. R$ 6........307......69 e R$ 11.....00 e R$ 6... utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: d) R$12.... c) R$ 19...... COM BASE NOS DADOS A SEGUIR.000..........00.. 4.. ........Despesas Administrativas..00 c R$ 9...000.538..00..Depreciação de Equipamentos ... com grau de acabamento de 50%.000... R$ 7...000. b) 12.... a margem de contribuição unitária corresponde a (em R$): a) 180.... e) 80.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 84 . R$ 70.. O estoque final de produtos em elaboração será....00 .. as administrativas são consideradas fixas e as de vendas.00....00 e R$ 8.....00.000.000. R$ 25.....000..... O lucro líquido....... R$ 18..076.000..000. 6.. a: a) 170.. d) 166.00.....00 e R$ 9. d) 200............000...00 .. d) 36. 3.....000. b) 150.000..Mão-de-Obra Indireta (MÓI). respectivamente..000....92.... em unidades.. e) 240.000...00 ........00.....Despesas com Vendas ..00 e R$ 9.. c) 300......000. em seus livros contábeis e registros auxiliares de custos: Custos e Despesas fixos durante o ano: ..00. b) R$ 9.000.....000...000.00.....000.66.. 2....00..69 e R$12. R$ 8. . c) R$ 8......000......00..Impostos e Seguros da fábrica . d) R$ 12.....00 Dos elementos do custo....000...000. de: a) R$ 6..00 b) R$ 8.384..000.200.00.......00.000... será.. respectivamente.....00.. A Cia.000. O ponto de equilíbrio (break-even point) da companhia corresponde...000.200... O estoque final de produtos acabados será....00. e) R$ 6... 190 foram vendidas ao preço unitário de R$ 500.000.00 e R$ 9...00 e R$ 34.... 1. a) R$12.00.......200...200.... R$ 3.Materiais Indiretos ..62 e R$ 5.. variáveis.... utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: a) R$ 6.....46: e) R$ 7..Mão-de-Obra Direta e Indireta.384.........000.... d) R$ 8. 5.. c) 8...000.. Copacabana apresenta os seguintes saldos.00 e R$ 4..00. e) R$ 6..00 .800... Das unidades acabadas.00 .00.. RESPONDA AS QUESTÕES DE Nº 7 A 12. No Custeio por Absorção.00......00.

...000...000...000.. c) 355. e) 100.00..600.00 O preço de venda de cada unidade é de R$ 1...000.. Caso a empresa queira obter um lucro de 25% sobre as receitas totais...........000.000. 13...000.00. Seus custos e despesas fixos anuais importam em R$ 1. quantas unidades deve produzir e vender durante o ano? a) 150...000. ABC tem dois produtos em sua linha de fabricação: X e Y..00.........000. R$ 30....000..00. 7. c) 300....00 R$ 70...00 60% Y R$ 200... 8. A Cia... b) 255..... .500...00...00... b) 800......00.. 9.00..000...750........Materiais Diretos ...... e) 100. e) 100.00. d) 300.. c) 255..00... b) 62....800.... b) 600...00.00 ...000..00.. e) 400. 10.00.00. c) 200.....00...00 R$ 120.. b) 3.... b) 165.000..000. c) 3... e) 200......00...000..00.00.000...Embalagens .00.. d) 200...00 ...00. O ponto de equilíbrio financeiro da companhia é (em R$): a) 200. 12..... R$ 15.Comissões de Vendedores .. R$ 450..200.00..00 . c) 375.. Para se atingir o Ponto de Equilíbrio.... R$ 105... d) 120.00 40% Supondo-se que a combinação de vendas permaneça constante no ano....... Se a taxa de juros de mercado for de 20% ao ano e o patrimônio líquido da companhia corresponder a R$ 200. c) 93. O valor da receita no Ponto de Equilíbrio é de (em R$): a) 300.550..000..000..600...... O lucro obtido de 25% é de (em R$): a) 200.... Foram obtidas as seguintes informações adicionais em seu departamento de custos: PREÇO DE CUSTOS E DESPESAS PROPORÇÃO PRODUTOS VENDA VARIÁVEIS UNITÁRIOS DE VENDAS X R$ 120...... o ponto de equilíbrio da companhia equivale a (em R$): e) 1. d) 75..000.000..00..... o ponto de equilíbrio econômico será de (em R$): a) 300.550....00. e) 100.. b) 600.500..000.. d) 4...000...000....00....00. d) 750.00.Outros Custos e Despesas ...Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 85 .....00 a) 2.. quantas unidades devem ser produzidas e vendidas por ano? a) 200....000....000.. d) 187.. 11.00.

00 500. apresentar maior valor. se uma indústria fabrica os produtos A e B e sofre limitação das horas de que pode dispor em sua linha de produção: . 2.00. 52.900. PEF: ____________________________. naturalmente. o produto mais rentável será o que apresentar maior margem de contribuição por unidade.000.20 Mão-de-obra apontada = $ 0.00 Margem de contribuição unitária (E = D . a produção do mês foi de 8. a empresa manteve os custos variáveis correspondentes a 40% do preço de venda praticado. Com base nos dados seguintes.400.30 Mão-de-obra indireta = $ 19.000 unidades totalmente acabadas. 52.C) 900.00 c) 130. foram vendidas no mês 6. e lucro de R$ 345.000.00 1.00 Custos variáveis unitários totais (C = A + B) 1.80 Outros custos variáveis = $ 0. em R$.00 no custeio variável.00 700.00 LIMITAÇÃO DA CAPACIDADE PRODUTIVA Ao comentarmos a grande importância do conceito de margem de contribuição.00 no custeio por absorção. 15 (ICMS/SP 2006) Uma empresa calcula os custos de seus produtos utilizando dois métodos: o método do custeio por absorção e o método do custeio variável.00. se uma indústria fabrica os produtos A e B e opera com capacidade ociosa: Produto A Produto B Custos diretos variáveis unitários (A) 800.000. 12. MCU: ___________________________. Para cada caso.00. Se não houver limitação na capacidade de produção.00 Despesas variáveis de vendas = $ 0.00.00.00 Preço de venda unitário (D) 1. Durante o mês.000.00 Custos indiretos variáveis unitários (B) 200. por produto ou pelo fator que representa o “gargalo” da produção.00.00. 40. 48.20.000. pois apresenta maior margem de contribuição unitária. PEC: ____________________________. a fim de maximizar o resultado. Desse modo. Havendo limitação na capacidade produtiva. aos custos variáveis unitários e aos custos fixos totais foram.00 b) 120. líquido dos tributos sobre as vendas. 15.00 d) 125.000. ao preço unitário de venda de $ 5.900.600. chamados “gargalos”. os valores correspondentes ao preço de venda unitário. limitam a capacidade de produção da empresa.00 Pede-se: 1.00 Depreciação = $ 70. Uma empresa pode operar no limite de sua capacidade instalada ou abaixo dela. bem como trabalhar com outros fatores que limitem sua produção.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 86 14 A Indústria de Bebidas KAI KAI produziu e vendeu em abril o total de 100.600.00.00 Outros Custos Fixos = $ 30.750. respectivamente.000 unidades. mas não atentamos ao problema decorrente da existência de diversos fatores que. 3.000.00 O produto mais rentável é o A. No fechamento do mês foram apurados os seguintes resultados líquidos finais: Lucro de R$ 348. 17. 14.00 e) 150. dividida pelo fator que limita a capacidade de produção. 50.00) = $ 29.500. Os Estoques iniciais eram “zero”.00 1.00. os custos de produção foram: Matéria-prima = $ 1.200. o mais rentável será o produto cuja margem de contribuição unitária. 14. é necessário conhecer a margem de contribuição. Para atingir esses valores de resultado.70 Despesas fixas (incluso depreciação de $ 9.000 litros de vinho.000.00 2.00. a)) 100.000. verificamos algumas de suas aplicações. Exemplificando.

Pede-se calcular: a) O valor do resultado máximo num período em que houver apenas 360Kg de matéria-prima disponíveis para a produção: ___________________________________________________________ QUESTÃO 3 : (ICMS/RJ 2007) Determinada empresa industrial produz e vende somente três produtos diferentes: A. Os custos variáveis são os seguintes: A B 4 kg/un. MOD $ 20/h $ 20/h Segundo o Diretor de Marketing. 2 h/un.5 unidade de B (700. Desse modo. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva. se o fator de limitação for o número de horas de produção. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis. o mais adequado é que a indústria dê prioridade à fabricação do produto B.00 1. Entretanto. a apropriação dos custos fixos aos produtos produz distorções que podem afetar o processo de tomada de decisões.00 Isto significa que enquanto a margem de contribuição unitária de A é de 600. R$ 15. de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa. 100 unidades de cada produto da empresa por período. QUESTÃO 2 – A empresa K B S/A produz dois produtos (A e B) cujos preços de venda – líquidos de tributos – são $120 e $80. em uma mesma linha de produção. inclusive os da administração geral. Produto A 900. . julgue os itens que se seguem. APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS FIXOS COM BASE NO FATOR DE LIMITAÇÃO Como regra. respectivamente. enquanto se produz uma unidade de A (900.00 e R$ 20. B e C. produz-se 1.00. se forem alocados em proporção ao que cada produto utilizar do fator de limitação da capacidade produtiva.0 hora 700.00 x 1. o mercado consome. o mais rentável.5 = 1.5 h/un.00 1. considerando todos os custos envolvidos. Matéria-prima $ 4/Kg $ 4/Kg 2. Os custos e despesas fixos são de 44.00. b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto. a apropriação dos custos fixos produzirá resultados válidos para o processo de tomada de decisão se for realizada com base nas horas de produção utilizadas.00 por hora. no máximo.000 por período. os custos fixos produzem valores finais de lucros unitários válidos para o processo de tomada de decisão.00 Produto B 700. Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa incorreta: 01. Como está sofrendo limitações quanto ao tempo disponível de produção. entre outros. sobre esses preços ela paga comissões de 5% aos vendedores. c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada.(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 87 Margem de contribuição unitária (A) Tempo de produção por unidade (B) Margem de contribuição dividida pelo tempo de produção (C = A / B) 700.5 hora 600. respectivamente. havendo limitação na capacidade produtiva.00 de margem unitária).050. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade. 2 kg/un. os quais são normalmente vendidos por R$ 10.00 de margem unitária). a de B é de Em resumo.00.

909.21. d) R$ 13. b) R$ 13. O gerente de produção verificou com a equipe de vendas que a demanda mensal pelos produtos da empresa tem se mantido em 220 unidades do produto A. e) R$ 16. A fabricação do produto X consome 2.00 por mês. Considere. que em agosto os estoques iniciais estavam vazios e que a empresa vendeu 80 unidades de cada produto. além de 4kg da matéria-prima Y (que é exclusiva do produto C).776. em função da greve dos transportadores. sendo o produto X ao preço unitário de R$ 150 e o produto Y por R$ 250.60.007. O gerente da produção sabe que cada unidade do produto A consome 2kg da matéria-prima X. 2. além de despesas variáveis correspondentes a 10% da receita. A empresa incorre em custos fixos mensais (comuns aos dois produtos) de R$ 9. a empresa Grasse produziu 100 unidades do produto X e 90 unidades do produto Y. comum aos três produtos. 100 unidades e 150 unidades. Sabe-se que a matéria-prima e a mão-de-obra direta podem ser utilizadas indistintamente nos dois produtos. B e C costumam ser R$ 6. respectivamente. A empresa industrial Grasse fabrica e vende 2 tipos de perfume: X e Y. das mercadorias A.00.97.768. 100 unidades e 150 unidades b) 175 unidades. 100 unidades e 10 unidades. em agosto próximo passado. O gerente de produção procurou a equipe de compras e verificou que não é viável adquirir mais matériasprimas até o fim deste mês. respectivamente – valores arredondados.00. R$ 8. A empresa ainda incorre em custos fixos de R$ 400.400.00 e R$ 15. d) R$ 10. ainda. foi: a) R$ 20. pois.760.67. Sabe-se que no almoxarifado há 45 unidades da mercadoria A e 78 unidades da mercadoria C. Considere que. a) zero unidade. e) R$ 12.) a) zero unidade e 76. Considerando que a única decisão viável diz respeito ao volume a ser produzido.00.00/h. QUESTÃO 3 (ICMS/RJ 2007) O enunciado a seguir se refere às questões de números 1 a 3. 100 unidades e zero unidade.7 unidades b) 10 unidades e 70 unidades . respectivamente: d) 200 unidades. está com o estoque muito baixo – só se dispõe de 700kg desse recurso. que cada unidade do produto B consome 3kg da matéria-prima X e que cada unidade do produto C consome 5kg da matéria-prima X. Para se maximizar o resultado da empresa neste período. c) R$ 11. determine quantas unidades de cada produto deverão ser produzidas e vendidas a fim de a empresa industrial Grasse apurar o maior lucro possível em setembro. despesas fixas administrativas e de vendas no valor de R$ 350. prontas para serem vendidas.400 e em despesas fixas mensais de R$ 4. que só se dispõe de 60kg da matéria-prima Y. ao passo que a fabricação do produto Y consome 10kg de matéria-prima por unidade e 3h de mãode-obra direta por unidade. O quilo da matéria-prima custa R$ 2. e) 220 unidades. pelo custeio por Absorção (utilizando-se as horas totais de mão-de-obra direta como critério de rateio). embora não haja qualquer unidade da mercadoria B.160. devem ser produzidas. c) 175 unidades.458. todas as variáveis de agosto próximo passado permanecem válidas (inclusive a demanda: 80 unidades de cada produto). que a matéria-prima X. é: a) R$ 5.538.82. 1. em valores arredondados. (Perfume X e Perfume Y. 3. c) R$ 13. 100 unidades do produto B e 150 do produto C. O gerente da produção constatou.00. O ponto de equilíbrio contábil da empresa industrial Grasse.00. salvo a disponibilidade de matérias-primas. Admitindo que. B e C. com o responsável pelo almoxarifado.000. para setembro.00 e a taxa da mão-de-obra R$ 3. Constatou-se.560.75kg de matéria-prima por unidade e 2h de mão-de-obra direta por unidade.39.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 88 Os custos variáveis unitários dos produtos A.00. ainda este mês.00 por mês. comissão variável aos vendedores de 3% da receita auferida. ainda. b) R$ 14. a empresa industrial Grasse só dispõe de 605kg dessa matéria-prima. O resultado que a empresa industrial Grasse apurou em agosto próximo passado. 300 unidades e 72 unidades.

2 = 25. 2 = 10. 2 = 25. 2 e 3. 3 = 30 c) 1 = 20. que: • a empresa não tem como aumentar as suas disponibilidades de recursos produtivos no próximo mês.5 CUSTO-PADRÃO Custo – Padrão é um custo estabelecido pela empresa como meta para os produtos de sua linha de fabricação. • a empresa não tem como aumentar as demandas dos produtos no próximo mês. de eficiências no uso e na qualidade dos insumos. dentro de condições ideais de qualidade dos materiais. Há três tipos básicos de Custo–Padrão: a) Ideal.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 89 c) 100 unidades e 33 unidades d) 80 unidades e 38. precisa gerenciar essas restrições. 3 = 27. Custo-Padrão Estimado . Determine quantas unidades a empresa precisa produzir e vender de cada produto no próximo mês para maximizar seu resultado nesse próximo mês. • a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados.5 unidades e) 60 unidades e 44 unidades QUESTÃO 4 (ICMS/RJ 2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende três produtos: 1. b) Estimado. a quantidade e os preços dos insumos necessários para a produção e o respectivo volume desta. apresenta muita dificuldade de ser alcançado. Observe os dados desses produtos: Sabe-se que os recursos são onerosos e limitados. • a empresa incorre em despesas variáveis equivalentes a 20% da receita de cada produto. 2 = 25. Custo-Padrão Ideal É um custo determinado da forma mais científica possível pela Engenharia de Produção da empresa. ainda. a) 1 = 10. conforme a tabela a seguir: Sabe-se. 2 = 0. levando-se em consideração as características tecnológicas do processo produtivo de cada um. portanto. 3 = 30 d) 1 = 20. 3 = 0 b) 1 = 20.6. 3 = 30 e) 1 = 26. c) Corrente.

de uma média dos custos observados no passado.0022. leva em consideração as deficiências que reconhecidamente existem mais que não podem ser sanadas pela empresa. Por outro lado. Se ocorrer o contrário.00 150. H/H. se os preços pagos pelos insumos poderiam ser menores. para fixar o Corrente.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 90 É aquele determinado simplesmente através de uma projeção. Desta comparação. pelo menos a curto e médio prazos. Quantidade Produzida etc. sem qualquer preocupação de se avaliar se ocorreram ineficiências na produção (por exemplo. Custo-Padrão Corrente Situa-se entre o Ideal e o Estimado. a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. pode descobrir se está utilizando um volume maior de materiais do que deveria. Este tipo de Custo-Padrão pode ser considerado como um objetivo de curto e médio prazos da empresa e é o mais adequado para fins de controle. etc).00 VARIAÇÕES R$ FAVORÁVEL DESFAVORÁVEL 23.00 - Como pode-se perceber das definições acima.variação DESFAVORÁVEL CUSTO REAL < PADRÃO . se produtividade da mão de obra está aumentando ou diminuindo. tais como às relativas a materiais comprados de terceiros. o Custo-Padrão é um instrumento muito poderoso par que a empresa tenha controle sobre os seus custos. Custo Real É o custo efetivo incorrido pela empresa num determinado período de produção. ao contrário do Ideal. comparando os que deveriam ser (Custo-Padrão) com os que efetivamente ocorreram (Custo Real). se pagou preço adequado por estes materiais. o que é talvez o mais importante. se esta havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar.00 100.00 128. para o futuro.variação FAVORÁVEL FIXAÇÃO DO PADRÃO PADRÃO DE MATERIAIS Quantidade Física x Quantidade monetária PADRÃO DE MOD Estimativa de Horas x Custo da MOD p/ unidade PADRÃO DE CIF Parte Fixa Parte Variável Geralmente a taxa de absorção dos CIF é feita com base no volume (H/M.) CVu x Volume + CF Volume . Ao contrário deste último. a empresa terá diante de si um quadro adequado para determinar de que forma poderá cortar custos e aumentar a sua lucratividade. uma vez que a empresa apresentou custo menor do que estabelecido como meta. a variação (diferença) ai ocorrida será considerada DESFAVORÁVEL. o Custo Real ser inferior ao Custo Padrão. se o nível de desperdício dos materiais poderia ser diminuído. inexistência de mão de obra especializada e outras similares. Além disso. Comparações CUSTO PADRÃO X CUSTO REAL VARIAÇÕES SE: CUSTO REAL > PADRÃO . se a produtividade da mão de obra poderia ser melhorada. a empresa. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custo. uma vez que o custo efetivo foi maior que o estabelecido como meta para a empresa. a variação será considerada como FAVORÁVEL. etc. Se o Custo Real for superior ao Custo-Padrão. ao detectar as ineficiências. Observe o quadro abaixo: CUSTOS R$ REAL PADRÃO 123.

000 300. o lançamento seria: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (debitados pelo padrão) D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO D VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C ESTOQUE DE MATERIAL (pela saída do material-valor real) C FOLHA DE PAGAMENTO (pela apropriação da MOD-valor real) C CIF (pela apropriação dos CIF – valor real) 1.000.000 (Favorável) CIF 300. Uma das formas de Custeio Padrão consiste em se registrar todos os custos pelos seus valores-padrão nas contas referentes aos Produtos em Elaboração e controlar as variações entre o Real e o Padrão em contas especiais.000 1.000 $ 280. Direta 310.000 20. A produção de X foi de 4.000 unidades foram: . XPTO tem seguintes Custos – Padrão por unidade para fabricação do seu produto X: .Material Direto: $ 410. há empresas que preferem controlar as variações entre o Custo Real e Padrão na própria contabilidade.000 310.000 10.000 u = . através de relatórios especiais. Entretanto. Direto 410.000 + 20. EXEMPLO A Cia.000 10.000 u = $ 70 x 4.000 410.000 u = = $ 400.000 .020. No final do período.000 $ 1.10.000.000 (Desfavorável) M.CIF: $ 300.000 320.000 + 20.000 + 10.000 Se a empresa fizesse o controle extra-contábil.200 foram vendidas no período (vendas correspondentes a 80% do que foi fabricado).Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 91 CUSTEIO PADRÃO Pelo exposto no item precedente. o contador de Custo faria o seguinte relatório: ITEM DE CUSTO CUSTO REAL CUSTO PADRÃO VARIAÇÃO M. Para atingir este objetivo.000 280. os Custos Reais levantados foram: .Mão de Obra Direta (MOD): $ 80 $ 70 Não havia estoques de Produtos em Elaboração e de Produtos Acabados no início do período.000. ficou claro que a maior utilidade de Custo-Padrão é servir como parâmetro para o CONTROLE dos Custos Reais e como instrumento para a empresa detectar suas ineficiências. Existem várias maneiras de se fazer isso e estas formas de custeamento são denominadas de Custeio Padrão.000 400.Material Direto: $ 100 x 4.Mão de Obra Direta: $ 310. O.000 (Desfavorável) TOTAL 1.020.000 .000 . não há necessidade de o Custo-Padrão servir de base para os lançamentos contábeis da empresa.000 .000 $ 320. A comparação entre o Custo Real e o Padrão pode ser feita de forma extracontábil. sendo que 3.000 (Desfavorável) Caso o controle fosse feito pela contabilidade.000 $ 1.000 unidades totalmente acabadas.Mão de Obra Direta: $ 80 x 4.000 Os Custos-Padrão totais referentes à produção de 4.Material Direto (MD): $ 100 .

000 (3) CPV (3) 800.000 (1) ESTOQUE DE M.000 (4) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.000 20. Devedor 310.000.000.000. 4) D CPV D PRODUTOS ACABADOS D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1. De fato: CUSTO DA PRODUÇÃO DO PERÍODO = CUSTO DA PRODUÇÃO ACABADA.000 Observe que os saldos finais das contas de CPV e PRODUTOS ACABADOS coincidem com o saldo que seria obtido se todos os custos fossem contabilizados pelos valores reais e não pelos padrão.000 204.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 92 Note que as contas de VARIAÇÕES.000 (4) 16.000 20.000 1.000 10.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 VARIAÇÃO DO CIF (1) 20.000 800.000 816. 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 1.000 200.000 4.000 O mesmo ocorrendo com a transferência de Produtos Acabados para o Custo dos Produtos Vendidos: 3) D CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (80% dos Produtos Acabados) C PRODUTOS ACABADOS 800.000 10.000 No final do período. . A transferência de Produtos em Elaboração para Produtos Acabados também se faz pelo Padrão. DIRETO (1) 10.000 4.000. DIRETO S. as contas de VARIAÇÕES são encerradas na proporção de 80% contra o CPV e 20% contra PRODUTOS ACABADOS.000 800.000 10. Se favoráveis. se desfavorável.000 10.000 (4) 16. são devedoras.000 (1) (4) 410.000 1.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1. credoras.000. Inicial CIF Débitos do Período = 300.000 (2) VARIAÇÃO DO M.000 300.

000 800.000 1.000 (4) VARIAÇÃO DO CIF (1) 10.000). Assim.000.000 270.000 (2) VARIAÇÃO DO M.000 10.000 10.020.000 270. se o CIF real fosse de $ 270.000 (4) . inferior em $ 10.000 = $ 8.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1.000 410.$ 2.000 10.000 .000 ) e do CPV (80% x $ 10.000) 816.000. DIRETO (1) 10.000 ao Custo-Padrão. no exemplo citado. o Custo Real seria de $ 990.000 1. DIRETO S. os lançamentos de encerramento das contas de VARIAÇÃO serão feitos a crédito de PRODUTOS ACABADOS e do CPV.000.000.000 10.000 10. Devedor 310.000 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 3) D CPV C PRODUTOS ACABADOS 4) D VARIAÇÕES DO CIF D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C CPV C PRODUTOS ACABADOS Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1.000 10.000 (1) 410.000 (1) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.000 (3) 2.000 ATENÇÃO: Caso a variação TOTAL fosse favorável (CUSTO REAL menor que o PADRÃO).000 0 (204.000 800.000. Inicial CIF Débitos do Período = 270.000. Nesse caso.000 310.000 10.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 93 410.000 310.000 2.000 300.000 10.000 10. os lançamentos seriam: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIREITA C ESTOQUE DE MATERIAL C FOLHA DE PAGAMENTO C CIF 1.000 (+) ESTOQUE INICIAL DE PRODUTOS ACABADOS (-) ESTOQUE FINAL DE PRODUTOS ACABADOS (20% do Custo da Produção Acabada) (=) CPV (80% do Custo da Produção Acabada) 1.000 1. Esta diferença será lançada à crédito de PRODUTOS ACABADOS (20% X $ 10.000.000 800.000 200.000.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 (1) ESTOQUE DE M.000 8.000 198.

ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custos. A VARIAÇÃO TOTAL do Custo Real em relação ao Padrão foi de: $ 115.000 unidades.00 (diferença de preço entre o Preço Real e o Padrão) (VARIAÇÃO DO PREÇO) x 1.00 $ 10.000 792.00 Quantidade efetivamente utilizada para o nível de produção previsto: 1. Caso não tivesse havido variação das quantidades. esta comparação é que vai permitir à empresa controlar os seus custos e detectar eventuais ineficiências na produção. se pagou o preço adequado pelos materiais.00).000. suas causas e seus responsáveis e usá-las para a tomada de decisões corretivas.00 Encerrado o período de produção.00) não coincide com a VARIAÇÃO TOTAL ($ 15.$ 100.500.000. A empresa.100 unidades.00 (diferença entre a Qde. a divergência entre o Real e o Padrão seria: 100 unidades x $ 100.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 94 CPV (3) 800.000 8.00. Suponhamos que uma empresa tenha fixado o seguinte Custo-padrão para a Matériaprima utilizada na fabricação de seu produto: Preço previsto por unidades: $ 100.000 unidades (Quantidade Padrão = Quantidade Real) Uma outra parcela deve ser atribuída à VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. cuja decomposição mostrou que: Preço efetivo pago por unidade: $ 105. se está havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar. entre outras.00 (desfavorável) Uma parcela dessa Variação Total deve ser atribuída à VARIAÇÃO DO PREÇO.500. Período: mensal.000 (4) ANÁLISE DAS VARIAÇÕES A análise das razões das diferenças entre o Custo Real e o Padrão é a parte mais importante do uso do Custeio Padrão para fins de CONTROLE. Real e a Padrão) (Preço Padrão = Preço Real) (VARIAÇÃO DA QUANTIDADE) Entretanto a soma da VARIAÇÃO DO PREÇO ($ 5.00.00 = $ 15. pode descobrir se está utilizando um volume maior de material do que deveria. se a produtividade está aumentando ou diminuindo. Caso não tivessem ocorrido variações nos preços. Como já enfatizamos. Custo-Padrão da Matéria-Prima = $ 100 x 1000 u = $ 100.000.500.500.000.00 .000. a empresa apurou um Custo Real equivalente a $115. Finalidade: identificar a natureza das variações.00 .00 = $ 5. a divergência entre o Custo Real e o Padrão seria: $ 5.00) com a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE ($ 10. sendo $ 500.00 Quantidade da matéria-prima a ser utilizada para o nível de produção previsto: 1.

ao Custo Real. a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE e VARIAÇÃO MISTA. A área do retângulo maior. por convenção.500.000. o Departamento de Produção explicar por que foram utilizadas 100 unidades a mais de matériaprima para fabricar a produção prevista.100(*) = $ 5.00 mais caro do que o preço-padrão dos Materiais. A verdadeira utilidade do CUSTO-PADRÃO vai se revelar no momento em que se começa a analisar as causas. quais as razões que justificam isto. a análise das VARIAÇÕES é similar a dos MATERIAIS DIRETOS. verifica se ela foi atingida e.100 = Real VARIAÇÃO MISTA CUSTO PADRÃO Padrão = 1000 Quantidade A área hachurada corresponde ao Custo-Padrão de $ 100. O departamento de Compras terá que explicar por que comprou $ 5.00 = $ 10.: Neste cálculo. veja o gráfico a seguir: Preço Real = $ 105 VARIAÇÃO DE PREÇO Padrão = $ 100 VARIAÇÃO DA QUANTIDADE 1.00 Obs. a análise das VARIAÇÕES tem mais um complicador. a quantidade será 1.000.000 unidades (padrão) e a fórmula será: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. se a Variação Mista for considerada.00. portanto.000. com a única diferença de que a VARIAÇÃO DE QUANTIDADE das horas trabalhadas previstas é chamada de VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA e a VARIAÇÃO DE PREÇO do custo horário da MOD é denominado VARIAÇÃO DE TAXA. Os CIF fixos por unidade têm que se projetados dividindo-se os valores previstos dos CIF por um volume de produção .00 x 1. Para compreender porque ela ocorre. em virtude de não se poder eleger nenhum responsável por ela. Este é o processo de CONTROLE: fixa uma meta. já que o Departamento de Compras provavelmente só aceitará ser responsabilizado pela VARIAÇÃO DE PREÇO e o Departamento de Produção. Nesse caso.00 x 1. Esta última corresponde à multiplicação da diferença de preço ($ 5. De fato. No entanto. teríamos: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 95 inferior a esta última. as VARIAÇÕES são assim definidas: VARIAÇÕES DE PREÇO = Diferença de Preço x Quantidade Real VARIAÇÃO DE QUANTIDADE = Diferença de Quantidade x Preço Padrão No exemplo analisado. No caso da MÃO DE OBRA DIRETA. Esta diferença de $ 500. a área do retângulo hachurado corresponde à multiplicação do Preço-Padrão pela Quantidade Padrão. pela VARIAÇÃO DA QUANTIDADE.00 é denominada de VARIAÇÃO MISTA. Em relação aos CIF.00. caso não tenha sido. Alguns contadores preferem não trabalhar com a VARIAÇÃO MISTA.00 VARIAÇÃO DE QUANTIDADE: 100 x $ 100. foi considerada a quantidade real. A diferença entre os dois tipos de Custo engloba a VARIAÇÃO DO PREÇO. conforme demonstrado anteriormente.00) pela diferença de quantidade (100 unidades).000 = $ 5. tanto da VARIAÇÃO DO PREÇO quanto da VARIAÇÃO DA QUANTIDADE.500.00 VARIAÇÃO TOTAL = $ 15.

quando o custo real for menor que o padrão. Se a produção real for diferente da que serviu de base para calcular os CIF fixos por unidade. este será comparado com os custos reais de matéria-prima. há outra causa de divergência entre o Custo Real e Padrão. incluí-la na variação de PREÇO: (PR – PP) x QR [quando quiser considerar a variação mista. b) Manutenção. (PR – PP) x QP] PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE PREÇO Oscilações do preço do mercado. corretiva e ineficaz. c) Mão de obra não especializada. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE QUANTIDADE a) Maquinário desgastado. A capacidade administrativa de um gerente pode ser medida através das variações que seu departamento incorre em um determinado período. Compras não programadas ou emergenciais. Fixado o padrão e posto em prática. então.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 96 esperado. Estas precisam ser analisadas antes de se tomarem medidas para as correções. que é denominada VARIAÇÃO DE VOLUME. Ineficiência do pessoal da área de compras. são os resultados obtidos da comparação entre o custo real e o custo padrão. Variação de material As variações de quantidade e preço são calculadas mediante a aplicação das seguintes fórmulas: Variação de Preço ( PR – PP ) X QP = VARIAÇÃO DE PREÇO Variação de Quantidade Onde: PR = Preço Real ( QR – QP ) X PP = VARIAÇÃO DE QUANTIDADE PP = Preço padrão QP = Quantidade Padrão QR= Quantidade Real Variação Mista (VM) quando há variação no preço e na quantidade do insumo: (QR – QP) x (PR – PP) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. As variações podem ser favoráveis. d) Má qualidade do material e) Estimativa deficiente dos padrões fixados. na maior parte dos casos. VARIÂNCIA Compreende-se como variação ou variância qualquer afastamento de uma variável em relação a um parâmetro pré-estabelecido. Estimativa deficiente dos padrões fixados. obsoleto. as variações de mão de obra são calculadas com o uso das fórmulas abaixo: Variação de Taxa (Salário) ( TR – TP ) X HP = VARIAÇÃO DE TAXA . na prática. desfavoráveis. Falta de planejamento financeiro. Costuma-se. Em outras palavras. quando o custo real for maior que o padrão. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação e poderá ser observada a variação ocorrida em cada um desses três fatores de produção. Variação de mão de obra Da mesma forma que material.

Oscilação do preço da mão de obra Política de remuneração inadequada. na prática. Oscilações sazonais em mão de obra emergencial. Falta de motivação. uma vez que resulta do jogo simultâneo do orçamento da despesa e do orçamento da produção. ao procurar conhecer as razões que fizeram aparecer às variações e tentar corrigi-las. Estimativa deficiente dos padrões fixados. As variações do CIF são três: orçamentária. Estimativa deficiente dos padrões fixados. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE EFICIÊNCIA Paralisação anormal das máquinas. o orçamento da despesa e o volume de produção atingível.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 97 Variação de Eficiência (Tempo) ( HR – HP ) X TP = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: TR = Taxa salarial real TP = Taxa salarial padrão HP = Horas padrão HR= Horas reais Variação Mista (VM) quando há variação de taxa e de eficiência: (HR – HP) x (Tx R – Tx P) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. Ao se estabelecer o quociente ou medida-padrão do CIF para o cálculo do custo-padrão. é indispensável ter presente a variabilidade eventual dos três elementos: a capacidade utilizável. incluí-la na variação de taxa: (Tx R – Tx P) x HR = PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE TAXA Uso de mão de obra não qualificada para a tarefa. a tarefa de cálculo das variações dos CIF’s é mais complexa. a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) Comparando os resultados. Falta de treinamento adequado aos operários. Taxa de Absorção CIF Orçado Base de Volume = TAXA DE ABSORÇÃO Variação de Orçamento CIF REAL . Variação dos custos indiretos de fabricação Diferentemente do material e da mão de obra. A variância de eficiência representa a diferença entre o número de horas empregadas para fabricar certo volume e o número de horas-padrão que foi fixado para esse mesmo volume. Sobretempos devidos ao material ou a operações imperfeitas. A variância da capacidade representa maior ou menor utilização da capacidade da fábrica em função das horas trabalhadas quando comparadas com as horas estimadas para o período.CIF ORÇADO = VARIAÇÃO DE ORÇAMENTO Variação de Capacidade ( HO – HR ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE VOLUME Variação de Eficiência . A variância orçamentária reflete maior ou menor volume de gastos comparado com a importância do CIF orçado. o custo-padrão atinge o seu grande papel de instrumento de controle. Costuma-se. de capacidade e de eficiência.

i) Paralisações devidas a causas anormais VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA j) Anormalidades no fluxo e no abastecimento do material. k) Maior ou menor rendimento do trabalho em termos de horas de mão de obra absorvidas. g) Excesso dos gastos em relação às necessidades normais VARIAÇÕES DA CAPACIDADE h) Estimativas incorretas de programação.CIF orçados diferentes do REAL. Variação de Volume (VV): . VARIAÇÕES VOLUME Se não houvesse nenhuma variação nos custos propriamente ditos. CF por unidade será maior (variação DESFAVORÁVEL).se a produção for MENOR do que a prevista. . Outra abordagem sobre a Variação dos CIF: Obs: análise somente pelo valor unitário.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 98 ( HR – HP ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: HO = Horas orçadas HR = Horas reais HP = Horas padrão PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DOS CIF’S VARIAÇÕES DO ORÇAMENTO f) Estimativa incorreta dos gastos. . quanto teriam sido eles com a produção real? .se a produção for MAIOR do que a prevista. . CF por unidade será MENOR (variação FAVORÁVEL). dos CF por unidade. .Volume Real diferente do Volume Padrão. Problemas a serem considerados: . particularmente. PARTE FIXA CIF PARTE VARIÁVEL Formulação do Padrão: CFt orçado + CVu orçado x Volume (base) Volume (base) Onde: CFt = Custo Fixo Total CVu: Custo Variávei Unitário * Base/Volume: utilizado para a atribuição dos CIF aos produtos.volume afeta os cálculos.Ambos os fatores.

No processo de custeio-padrão. entendem-se: a) todos os gastos aplicados na obtenção de produtos para serem comercializados e/ou consumidos na produção. . b) Execução. b) Apurar as variações. CIF real (unitário) – CIF que deveria ter ocorrido no volume real (unitário) Vantagens e desvantagens do custo-padrão Podemos ressaltar algumas vantagens no uso do custo-padrão. . b) Societária. cabe à área de Contabilidade de Custos: d) Tomar medidas corretivas. . 3. muitas vezes. mesmo em períodos de tempo relativamente curtos. d) O custo-padrão ideal é muito prático.os padrões. 5.Constitui os custos-padrão um poderoso auxílio ao trabalho de elaboração e acompanhamento dos orçamentos. d) Gerencial.No sistema de custo-padrão produzem-se relatórios que tornam possível um controle mais rápido das operações por parte da administração. c) Geral. A elaboração de um custo-padrão corrente parte do pressuposto de que: a) Algumas ineficiências são inevitáveis. O custo-padrão deve ser utilizado na fase de: a) Planejamento.Os padrões de custo podem ser um importante instrumento para a avaliação do desempenho. . quanto a preços de venda e políticas de produção. Como desvantagens (entendem-se limitações) do custo-padrão podemos relacionar as seguintes: . b) A empresa terá os melhores recursos a sua disposição.a demarcação dos elementos controláveis e incontroláveis das variâncias é uma tarefa extremamente difícil. tais como: . c) Avaliar as variações. e) Todas as fases. d) Programação. O custo-padrão atende aos preceitos da Contabilidade: a) Financeira. c) Controle. tendem a se tornar rígidos ou inflexíveis. e) Avaliar os desempenhos. Exercícios QUESTÃO 1 – Assinalar a alternativa correta: 1. c) A média de custo do passado é um número válido. sua eficácia para a aferição do desempenho é enfraquecida. a) Elaborar os padrões. .quando os padrões são alterados freqüentemente. 2. e são utilizados apropriadamente eles podem incentivar os indivíduos a se desempenhar com mais eficiência.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 99 CFP ajustado ao volume real unitário – CFP unitário = CUSTOS Medir a variação no valor dos CIF. já que isto se assemelha a medir as atividades através de critérios elásticos. . Por custo padrão. e) Tributária.Os custos-padrão constituem instrumento valioso para apoio às decisões. e) Ele é o que realisticamente deverá ocorrer. 4. Quando os padrões são realistas e atingíveis.

00.000. ou seja. sendo que o total de salários e encargos foi de $ 78. 10. em certo período.00. Uma empresa que trabalha com custos-padrão previu que gastaria 5 kg de matéria-prima. que foi de $ 1. 11.000. a) Custo-padrão maior em $ 110. c) os custos totais de fabricação incorridos em um determinado mês. incluindo os estudos do tempo e dos movimentos relativos a cada operação. Uma significativa e anormal variação favorável não deve ser objeto de preocupação do Analista de Custos. foi desfavorável. Durante o mês. para um total de 12.710 horas. foi desfavorável em $ 3. Ao final do período. a variação do tempo da mão-de-obra direta.510 quilos.10. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da mão-de-obra direta. 9. embora tivesse economizado 20% no preço do material. O custo-padrão de uma empresa para a mão-de-obra direta para cada unidade produzida é: 20 horas à taxa horária de $ 6.00. A variação entre o custo real e o custo padrão: a) nula. visto serem os responsáveis pelos controles e pelas compras das mercadorias.000.00. Durante o mês. e) os custos calculados e contabilizados de acordo com o critério de custeio por absorção. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da matéria-prima. aquele custo conseguido em uma situação de laboratório. b) A variação de eficiência. foram produzidas 620 unidades.00.00. O valor da variação total entre o custo-padrão e o custo real foi de: d) Custo-padrão menor em $ 10. para cada unidade produzida.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 100 b) todos os gastos que uma empresa aplicou na obtenção de um padrão na contabilidade de custos. b) Custo-padrão menor em $ 110.00.000. foi de 100 horas acima do número previsto. O sistema de custo-padrão pode ser implantado em empresas prestadoras de serviços. Uma das vantagens da implantação do custo-padrão é permitir a constatação de falhas nos processos produtivos. O custo-padrão de uma empresa para o consumo da matéria-prima A. foi favorável. c) A variação de taxa. que foi de 1. Com base nessas informações. c) Custo-padrão maior em $ 10. para cada unidade produzida.800.00 para cada quilo. com a utilização dos melhores e mais baratos re-cursos de produção. deve haver envolvimento do pessoal da controladoria. para cada unidade produzida é: 10 quilos ao preço de $ 60. Sempre que a empresa produzir além do volume padrão ocorrem variações nos padrões de consumo da matéria-prima.00.00 por hora. havia gasto 20% a mais de material que o previsto.000 horas. para o total de 6. foram produzidas 620 unidades. da produção e de outros departamentos e setores da empresa. e) desfavorável em R$ 15. b) favorável em R$ 3. c) favorável em R$ 15. No mesmo período. d) os custos determinados previamente/ baseados em cálculos analíticos sobre os processos produtivos. a variação do custo de mão-de-obra direta por unidade de tempo foi de $ 0. Assinale a alternativa incorreta: Entende-se por custo-padrão corrente o que seria o custo ideal de produção de bens e serviços. . O custo-padrão é um excelente instrumento de controle das atividades produtivas e operacionais de uma indústria. Com base nessas informações. Na implantação de um sistema de custo-padrão. para cada unidade produzida.00. a um custo de R$ 15. a) b) c) d) 8. contribuindo para o aumento da eficácia e eficiência da empresa. para produzir uma unidade de determinado produto. 6. para cada unidade produzida. d) desfavorável em R$ 3. e) Custo-padrão maior em $ 100. sendo que o total gasto com a matéria-prima A foi de $ 365. a) b) c) d) Assinale a alternativa correta: As variações de preços das matérias-primas são de responsabilidade dos funcionários do almoxarifado. foi desfavorável em $ 7.00/kg.000. d) Nenhuma das anteriores.10 abaixo do valor-padrão. (AFRF) Numa empresa fabril que trabalha com custo-padrão.802. constatou que.00. 7.

000 $ 9. Com base nos dados relativos à mão-de-obra. 16. d) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 750.500 u.000 $13. pode-se afirmar que: a) para uma saída de 2. atualizado o mesmo apenas para indexar o preço de venda do produto.30/kg. c) a variação de uso do material é considerada $ 400 favorável.00.500 u. d) para uma saída de 2.35/kg. analisando cada fator de produção em condições normais de fabricação. 700 horas de mão-de-obra. supervisores e demais funcionários da produção irão esforçar-se ao máximo para atingir ou superar as metas do custo-padrão. serão necessárias.200 kg de matéria-prima. Não observa cada fator de produção.500 $ 14.000 Custe real $ 17. • Quantidade de matéria-prima utilizada no período: 4.00 desfavorável. serão necessárias. na eficiência da mãode-obra e na variação de volume.60/h.Analise os dados a seguir referentes à produção: Custo padrão Materiais diretos Mão-de-obra Custos indiretos de fabricação $ 20. preço de compra: $ 0. Foram produzidas 2. para cada unidade produzida. O resultado das análises das variações entre o custo-padrão e o custo real deve ser de conhecimento apenas da Diretoria. para cada unidade produzida.000 $ 12.500 . b) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 favorável. 780 horas de mão-de-obra.50. no processo produtivo. principalmente se os padrões forem fixados tendo parâmetros exeqüíveis de produção e se houver um bom sistema de avaliação e remuneração para os mais competentes e dedicados à empresa. Em sua elaboração e implantação. sem adequada manutenção.000 kg. foi realizada uma economia de 1. Assinale a alternativa correta: a) no consumo de 4. registradas e controladas por medições de natureza operacional e relacionadas à estatística. para o padrão. 12 Assinale a alternativa incorreta: O uso. foi desfavorável em $ 30. para o padrão. c) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 desfavorável.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 101 b) c) d) a) b) c) d) A variação de quantidade da matéria-prima. • Tempo-padrão de mão-de-obra por copo produzido: 0. • Quantidade de 2 kg por copo produzido. É um custo planejado para determinado período. A variação de preço.500 u. (Exame de Suficiência do CFC/2000) O conceito de custo-padrão: Não é baseado em princípios científicos. preço: $ 0. de máquinas e equipamentos obsoletos. a fim de verificar os desvios resultantes de sua comparação com o Custo Histórico. É baseado na indexação do Custo Histórico. o custo-padrão deve levar em consideração as metas de eficiência e eficácia da empresa.000 kg. a uma taxa real de $ 1.30 h. visto que deve servir como instrumento de avaliação e melhoria contínua. em relação aos padrões.000 kg. uma vez que ele utiliza experiências simuladas. pode resultar em variações desfavoráveis na quantidade das matérias-primas. foi favorável em $ 38. b) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 650. Uma empresa que produz copos de cerveja de alumínio possui a seguinte estimativa de custo-padrão quanto à matéria-prima a ser utilizada na produção. Os operários. • Horas trabalhadas: 600 horas. que são realizadas dentro de condições normais de fabricação. quantidade comprada: 13.10. Todas as anteriores. taxa-padrão por hora: $ 1. 13 a) b) c) d) 14. 15.00 desfavorável.

$ 11.000 negativa.20/m2.000. . respectivamente.500 m2 de papelão.000 negativa.5 horas R$ 5.000 unidades 4. A empresa Yanes S. o da fita.000 horas de mão-de-obra direta. em R$. $ 28.000 por mês. devido a sua falta de representatividade em relação aos demais custos. o estoque final de produtos acabados e o lucro líquido apurado no período foram respectivamente de: a) $ 32. o valor da variação de ociosidade. Informações adicionais: • Durante o exercício foram produzidas 2.000.000 unidades R$ 60. Nessa linha de embalagens.000. $ 11. que vigorou na maioria das empresas até a década de 70.000.A. O valor dos custos dos produtos vendidos.000 negativa. 18 (ICMS/SP 2006) Uma empresa utiliza em sua contabilidade o sistema de Custo Padrão. $ 10.000 positiva.125. foi a) 5. Itens Capacidade instalada Consumo de horas p/unidade Taxa horária Produção planejada Produção real Total de gastos planejados Total de gastos reais Custo padrão 15. $ 0.000 horas 3 horas R$ 4.000. $ 29.000.875.000. 2. c) a variação a ser atribuída ao departamento de compras é de $ 3.875.431.000.400. e) 20. o estoque final de matéria-prima.875. estoque final de produtos em elaboração: 0. os custos indiretos representavam parcela irrelevante do custo total.30/m $ 30/h por unidade Os custos indiretos de fabricação representam $ 6.625. b) a variação de matéria-prima a ser atribuída à produção é de $ 26. $ 10.300.000 negativa b) 5. É correto afirmar: a) o custo real médio das 2.000.000 caixas.00 Custo real 2. d) $ 31. normalmente.00 por caixa.000. c) 10. $ 10.000. Nesse cenário. $ 29.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 102 Informações adicionais: Venda de 75% das unidades produzidas.00 R$ 55.125. $ 28. fabrica caixas de sapato.050 m de fita adesiva e 75. receita apurada na venda: $ 60. d) a variação de eficiência e de taxa de mão-de-obra foram de $ 50.7 m2 1.325. $ 10.900.19/m e o da mão-de-obra direta $ 22/h.50 Tomando como base as informações contidas no quadro acima.00/m2 $ 0.ACTIVITY BASED COSTING (ABC) No chamado ambiente tradicional de produção.000 caixas é de $ 13. b) $ 31.325. c) $ 45. $ 10.000.000.000 favorável. CUSTEAMENTO POR ATIVIDADES . consumindo-se 3. os principais fatores de produção eram a matéria-prima e a mão-de-obra e. estoque inicial de matéria-prima: $ 28. apurou uma variação de ociosidade de mão-de-obra direta.300.000. a preocupação dos gestores de custos era a de apropriar adequadamente os custos diretos aos produtos e centros de responsabilidade.00 5. O preço médio pago pelo papelão foi de $ 4. d) 15. $ 10. Não havia o mesmo cuidado em relação ao rateio dos custos indiretos.000. Ao final do mês.000 favorável e $ 600.000 caixas.599. Nível de produção mensal de 2.000. possui o seguinte custopadrão: Quantidade Custo unitário Papelão Fita adesiva Mão-de-obra direta 1. 17.000.0 m 2 min $ 5. Os custos indiretos totalizaram $ 6.625.

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Eram aceitáveis tais procedimentos, visto serem pequenas as possíveis distorções, no custo total, decorrentes de possíveis rateios inadequados dos custos indiretos. No entanto, as empresas foram forçadas a migrar para um novo ambiente de produção. A necessidade de modernização para enfrentar a concorrência fez com que houvesse grandes investimentos na automação e informatização dos processos produtivos. Simultaneamente, a participação da mão-de-obra foi constantemente reduzida, substituída gradativamente por máquinas e robôs. No atual cenário empresarial de acirrada competição global e crescente guerra de preços, os empresários são obrigados a adotar novas tecnologias para aumentar a competitividade de suas empresas, com uma enorme preocupação no aprimoramento de seus produtos e processos e, simultaneamente, na eliminação dos desperdícios. Os conhecidos sistemas de custeios convencionais não estavam preparados para atender a essa necessidade de novas informações gerenciais, principalmente com relação ao tratamento e análise, classificação, registro contábil e apropriação aos produtos dos custos indiretos de fabricação. É importante ressaltar a exigência quanto à melhor alocação dos custos indiretos. A grande diversidade de produtos e modelos fabricados na mesma planta fabril que vem ocorrendo nos últimos tempos, principalmente em alguns setores industriais, dificulta essa alocação. Daí a importância de um tratamento adequado na alocação dos CIF aos produtos, pois os mesmos graus de arbitrariedade e de subjetividade eventualmente tolerados no passado podem provocar hoje enormes distorções. Então surgiu o Método de Custeio ABC – Activity-Based Costing para tentar resolver os problemas das alocações dos CIF aos produtos. Os divulgadores desse método foram os professores da Harvard Business Scholl Robert S. Kaplan e Robin Cooper. Definição O Custeio ABC é uma técnica de controle e alocação de custos que permite: - identificar as atividades e os processos existentes nos setores produtivos de uma organização industrial ou prestadora de serviços; - identificar, analisar e controlar os custos envolvidos nessas atividades e processos; - atribuir os custos aos produtos, tendo como parâmetros a utilização dos direcionadores (ou geradores) de custos e atividades. O objetivo principal deste método é a alocação racional dos gastos indiretos aos bens e serviços produzidos, proporcionando um controle mais apurado dos gastos da empresa e melhor suporte nas decisões gerenciais. Esse método de custeio pode ser aplicado em qualquer ramo de atividade, ou seja, não está restrito somente as indústrias. O Custo Baseado em Atividades (ABC) é uma metodologia que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos. O ABC é um sistema de custeio baseado na análise das atividades significativas desenvolvidas dentro da empresa. O centro de interesse do sistema concentra-se nos gastos indiretos. O objetivo imediato do sistema é a atribuição mais rigorosa de gastos indiretos aos bens ou serviços, permitindo um controle mais efetivo desses gastos e oferecendo melhor suporte às decisões gerenciais. O pressuposto do ABC é que os recursos (fatores produtivos) são consumidos pelas suas atividades e não pelos produtos que ela fabrica. Os produtos são conseqüências das atividades efetuadas pela empresa para fabricá-los e comercializá-los. O método de custeio ABC estará em condições de apresentar resultados mais precisos sempre que: - a empresa utilizar grande quantidade de recursos indiretos em seu processo; - a empresa tenha significativa diversificação em produtos, processos de produção e clientes. Segundo Cooper e Kaplan (1991), as empresas que implantam o ABC usam três métodos para estimar os custos que ocorrem na execução das atividades. O método mais simples agrega os gastos em todos os recursos destinados àquela atividade particular, tais como "setup" de máquinas ou emissão de ordens de compra, e divide esse dispêndio total pelo número de vezes que a atividade foi realizada (nº de "setups", n° de ordens de compras). O segundo método utiliza a duração dos direcionadores de custos, isto é, o tempo requerido para a realização de cada atividade, na alocação das despesas indiretas aos produtos, como por exemplo, o tempo em horas ou minutos na execução do "setup". É mais preciso que o anterior, porém mais dispendioso. Os benefícios de uma maior precisão na medição das atividades consumidas deverão ser balanceados com um custo mais elevado na coleta de dados. O terceiro, e o mais preciso dos métodos, consiste em medir diretamente os recursos consumidos em cada ocorrência da atividade. Pode-se, por exemplo, medir todos os recursos usados para uma determinada modificação de engenharia ou para um trabalho específico de manutenção. A duração dos direcionadores assume que as despesas são proporcionais ao tempo total que a atividade é executada.

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Processo: cadeia de atividades interdependentes, relacionadas entre si, necessárias para gerar um produto ou serviço. Exemplos: - processo de seleção e recrutamento de mão-de-obra; - processo de montagem de automóveis; - processo de compras; - processo de vendas; - processo de contas a pagar; - processo de emissão e cobrança de boletos das mensalidades de uma Universidade; - processo de montagem de bicicletas etc. Função: conjunto de atividades com um fim comum dentro de uma empresa. As funções correspondem aos centros de custos e de despesas estabelecidos no organograma da empresa. Um processo pode ser desenvolvido com base em diversas funções. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Montagem Função Pintura Função Acabamento As funções podem ser produtivas, auxiliares, administrativas, comerciais ou financeiras. Atividade: conjunto de tarefas necessárias para o atendimento das metas das funções. É qualquer evento necessário para o processo e que consome recursos da empresa ou da entidade. É uma combinação de recursos humanos, materiais tecnológicos e financeiros para produzir bens e serviços. É composto por um conjunto de tarefas necessárias ao seu desempenho. o As atividades são necessárias para a concretização de um processo. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Pintura Função Montagem Função Acabamento Atividades: Atividades: Atividades: - Acoplamento das rodas - Montagem de rodas - Preparo da superfície - Acoplamento do guidão - Montagem de quadros - Aplicação sulface - Montagem do banco e acessórios - Montagem de guidão - Pintura na cor principal Atividades do Departamento de Suprimentos: - selecionar e treinar compradores; - selecionar e contatar fornecedores; - efetuar coletas e cotações de preços; - digitar e enviar os pedidos de compras; - acompanhar o atendimento dos pedidos; - verificar a execução das compras e baixar os pedidos atendidos; - efetuar as estatísticas e relatórios de compras etc. Atividades do Departamento de Tornearia e Solda - cortar e dobrar as chapas; - tornear as peças; - soldar etc. Atividades do processo de cobrança das mensalidades de uma Universidade: - emitir boletos; - remeter para cobrança bancária; - recebimento das listagens de recebimentos; - relacionar inadimplentes etc. Direcionador de custos: forma como as atividades consomem recursos. Serve para custear as atividades. Demonstra a relação entre o recurso consumido e as atividades. O direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade e, conseqüentemente, da existência de seus custos. Por exemplo, como a atividade “Montagem de Quadro” consome recursos? São exemplos de direcionadores de custos: quantidade de horasmáquina necessárias para o beneficiamento de uma peça; quantidade de mudança nos moldes e chapas da estamparia; quantidade de requisições de matérias-primas ou componentes; quantidade de alunos de uma universidade etc. Direcionador de atividades: forma como os produtos ou serviços consomem atividades. Serve para custear os produtos ou serviços. É o fator que determina a ocorrência de um processo. Como os processos exigem

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atividades para serem realizados, deduz-se que o custo de um processo é o resultado da somatória do custo das atividades consumidas por processo. Por exemplo, como os produtos consomem a atividade “montagem de quadro”? Exemplos: quantidade de peças beneficiadas para determinado produto; quantidade de peças estampadas; quantidade de matérias-primas ou componentes consumidos no processo; quantidade de alunos matriculados. Algumas observações A rigor, há que se distinguir dois tipos de direcionadores: os de primeiro estágio, também chamados de “direcionadores de recursos” e os de segundo estágio, chamados de “direcionadores de atividades”. O primeiro identifica a maneira como as atividades consomem recursos e serve para custear as atividades, ou seja, demonstra a relação entre os recursos gastos e as atividades. Os direcionadores de recursos devem responder as seguintes perguntas: o que é que determina ou influencia o uso deste recurso pelas atividades? Ou como é que as atividades se utilizam desses recursos? O segundo identifica a maneira como os produtos “consomem” atividades e serve para custear produtos ( ou outros custeamentos), ou seja, indica a relação entre as atividades e os produtos. Por exemplo: o número de inspeções feitas nas diferentes linhas de produção define a proporção em que a atividade Inspecionar Produção foi consumida pelos produtos. Vantagens do Método de Custeio ABC O custeamento baseado em atividades, como instrumento de controle gerencial, apresenta diversas vantagens quando comparado com os critérios de custos tradicionais. São exemplos: - o sistema ABC somente utiliza critérios de rateio como última alternativa no que consiste na atribuição de gastos indiretos às atividades, ou seja, o critério de rateio é utilizado unicamente nos casos em que não for possível a atribuição de custo para determinada atividade; - identifica os “direcionadores” de custos, que facilita a identificação de custos desnecessários, que não agregam valor; - atribui os custos indiretos aos produtos de maneira coerente com a utilização de recursos consumidos para a execução das necessárias atividades. Um dos benefícios obtidos com o ABC é o de permitir uma melhoria nas decisões gerenciais, pois se deixa de ter produtos "subcusteados" ou "supercusteados" permitindo-se a transparência exigida na tomada de decisão empresarial, que busca, em última análise, otimizar a rentabilidade do negócio. Implantação do Custeio ABC O primeiro passo para implantação do custeio ABC é identificar as atividades relevantes dentro de cada departamento. Nesse ponto, pode ocorrer de a empresa já possuir uma estrutura contábil que faz a apropriação de custos por Centro de Custos ou Centro de Atividades, o que irá possibilitar adaptações importantes. O segundo passo é a atribuição dos custos às atividades. O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. Devem incluir salários com os respectivos encargos sociais, materiais, depreciação, energia, uso das instalações etc. A primeira fonte de dados para custear as atividades é o razão geral da empresa. Em alguns casos é necessário, também, solicitar estudos da área de engenharia e realizar entrevistas com os responsáveis pelos departamentos ou processos e até com quem executa a atividade. A atribuição de custos às atividades deve ser feita da forma mais criteriosa possível, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: alocação direta; rastreamento por meio dos direcionadores de custos e atividades; e rateio. A alocação direta faz-se quando existe em uma identificação clara, direta e objetiva de certas atividades. Podem ocorrer com salários, depreciações, viagens, material de consumo, matéria-prima etc. O rastreamento é uma alocação com base na identificação da relação de causa e efeito entre a ocorrência da atividade e a geração dos custos. Essa relação é expressa mediante os direcionadores de custos. Uma característica da relação de causa e efeito, para entendermos melhor, é que quanto maior o uso, maiores os custos totais. A relação de causa e efeito é bem explicada quando foi estudado os Custos Variáveis. Quanto mais se consumir na produção, maiores serão os custos totais variáveis; quanto menos produzir, menores serão esses custos. O rateio é realizado apenas quando não há a possibilidade de utilizar nem a alocação direta, nem o rastreamento. O terceiro passo é fazer a identificação dos direcionadores de custos e de atividades. O que distingue o ABC do sistema tradicional de custos é a maneira como ele atribui os custos aos produtos. Portanto, o grande desafio, ou seja, a verdadeira “arte” do ABC está na escolha dos direcionadores de custos.

000 Total 28.200 Total 46. o direcionador escolhido foi o número de fornecedores para cada .600 Total 57. Conhecidos os custos das atividades e os direcionadores de custos e de atividades.350 Movimentar Materiais 16.000 Total 28.350 Programar Produção 16. Há casos em que os pedidos têm características muito diferentes uns dos outros. por meio de cálculos. admitindo-se que os pedidos são homogêneos. Departamentos Compras Levantamento dos Custos de Atividades Atividades Custos ($) Comprar Materiais 16.Contabilidade de Custos 106 Profº Francisco Lorentz O quarto passo seria a atribuição dos custos aos produtos e / ou aos departamentos.000 Receber Materiais 12.000 Costurar 28.850 Cortar 29. Para a atividade Desenvolver Fornecedores. já que o "número de pedidos" não representa o esforço requerido. nesse momento faz-se a atribuição dos custos aos produtos e/ou aos departamentos. Observe o exemplo abaixo. deve se procurar outra medida de atividade. referente aos departamentos e principais atividades desenvolvidas: Levantamento das Atividades Relevantes dos Departamentos Departamentos Atividades Compras Comprar Materiais Desenvolver Fornecedores Almoxarifado Receber Materiais Movimentar Materiais Administração da Produção Programar Produção Controlar Produção Corte e Costura Cortar Costurar Acabamento Acabar Despachar Produtos É importante observar que para cada atividade devemos atribuir o respectivo custo e um direcionador. o direcionador a ser utilizado é o número de pedidos de compra de material.600 Acabar 14.000 Controlar Produção 13.200 Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Levantamento dos Direcionadores de Atividades Departamentos Atividades Direcionadores Comprar Materiais N° de Pedidos Compras Desenvolver Fornecedores N° de Fornecedores Receber Materiais N° de Recebimentos Almoxarifado Movimentar Materiais N° de Requisições Programar Produção N° de Produtos Administração da Produção Controlar Produção N° de Lotes Cortar Tempo de Corte Corte e Costura Costurar Tempo de Costura Acabar Tempo de Acabamento Acabamento Despachar Produtos Apontamento de Tempo Para a atividade Comprar Materiais. tal como o tempo gasto por pedido. Nestes casos.000 Despachar Produtos 32.850 Total 29.000 Desenvolver Fornecedores 12.

c) atividade. Para as atividades Cortar.000 2. b) direcionador. a serem controlados.000 CUSTO UNITÁRIO PRODUTO X:____________________________________________ CUSTO UNITÁRIO PRODUTO Y:____________________________________________ .400 10. calcule o custo unitário de produção de cada produto utilizando a metodologia do custeio baseado em atividades: Volume de produção Material direto Mão-de-obra direta PRODUTO X 10. Para a atividade Receber Materiais.Contabilidade de Custos 107 Profº Francisco Lorentz item de material (que é facilmente identificável com o produto). se um produto possui mais fornecedores do que outro este produto "recebe" mais custo desta atividade do que um produto que possua menos fornecedores. é denominado de: a) processo. o fator que determina o custo de uma atividade ou objeto de custo. No caso. o direcionador é o número de recebimentos. teremos como direcionador um levantamento do tempo gasto com os despachos através do preenchimento de relatório de tempo gasto pelo funcionário.000 1.000 $321. chegou-se à conclusão de que a melhor medida de saída desta atividade era o número de itens de produtos a programar. Poderia ser também o peso de cada requisição.000 12. também facilmente identificável com os produtos.200 $261. Costurar e Acabar. Programar a Produção será direcionada de acordo com o número de linhas de produtos. EXERCÍCIOS Questão 1 . A atividade Controlar a Produção terá como direcionador o número de lotes produzidos.000 unidades $20 p/ unidade $15 p/ unidade Os custos indiretos somaram no período $321. e) critério de rateio.000 unidades $15 p/ unidade $10 p/ unidade PRODUTO Y 12.(TCM SP) No custeio baseado em atividades (ABC – Activity Based Cost). A atividade Movimentar Materiais será direcionada aos produtos conforme o número de requisições do departamento de produção ao Almoxarifado. revelando a causa do custo.200 e se referiam às seguintes atividades: ATIVIDADE CUSTO DA ATIVIDADE DIRECIONADOR DE CUSTO Recuperação de produtos defeituosos Controle de qualidade Total $60. QUESTÃO 2 Com base nos dados abaixo. Admitiu-se que o esforço exigido desta atividade estava relacionado ao número de lotes produzidos. Assim.200 Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida No período foram registrados os seguintes dados físicos em relação aos direcionadores de custos: DIRECIONADOR DE CUSTO PRODUTO X PRODUTO Y TOTAL Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida - 1.400 22. portanto. Para a atividade Despachar Produtos. os direcionadores são os tempos gastos em cada produto para que a atividade seja efetuada. d) objeto de custo.

678. Luxo = ($25. b) Padrão = $100. Luxo = $20.00.490. Para a avaliação do resultado por produtos utiliza o custeio baseado em atividades.234.789. Luxo = $35. a) $10/unidade e $16/unidade c) $42/unidade e $62/unidade e) $46/unidade e $57/unidade b) $36/unidade e $41/unidade d) $32/unidade e $46/unidade . d) Padrão = $89.00 QUESTÃO 4(ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: X e Y.359.00.00. Luxo = $38.00 e) Padrão = $93. produz e vende dois tipos de produtos. No último mês analisado.00.00). Sabe-se que os gastos com matéria-prima e com mão-de-obra são: Determine o custo unitário do produto X e do produto Y.126.458.120. conforme segue: Desconsidere qualquer tributo e qualquer informação não apresentada neste enunciado. com base nas informações apuradas para fins do custeio baseado em atividade.00. a empresa produziu 400 unidades de X e 350 unidades da Y.Contabilidade de Custos 108 Profº Francisco Lorentz QUESTÃO 3(ICMS/RJ/2008) A Subs Ltda. c) Padrão = $82.00.00.294.450. a empresa apresentou os seguintes dados: O lucro bruto total de cada produto é: a) Padrão = $139. respectivamente. No último período. incorrido nesse período. Luxo = $30.

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