Contabilidade de Custos Francisco Lorentz, Msc.

Contabilidade de Custos

Profº Francisco Lorentz

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CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço. Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos: a) Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período. Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como consequência da fabricação e venda de seus produtos. Nessa época, as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais, e conseqüentemente os únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada. Como consequência do crescimento das organizações, da intensificação da concorrência e da crescente escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. Além disso, as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes. É, então, imprescindível, para qualquer empresa ter um sistema de custos, ainda mais numa economia capitalista e concorrencial como a nossa. É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória, sem o conhecimento dos custos do modo mais real possível. Nesse sentido, as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização, desde que apropriadamente organizadas, resumidas e relatadas, constituem uma ferramenta administrativa da mais alta relevância. Assim, as informações de custos transformam-se, gradativamente, num verdadeiro sistema de informações gerenciais, de vital importância para a administração das organizações empresariais. Essas informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões, bem como para o planejamento e controle das atividades empresariais. FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição dos custos, sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais: a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques. b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa. c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões. Em resumo, a Contabilidade de custos, fornece informações para: 1 - A determinação dos custos dos fatores de produção; 2 - A determinação dos custos de qualquer natureza; 3 - A determinação dos custos dos setores de uma organização 4 - A redução dos custos dos fatores de produção, de qualquer atividade da empresa; 5 -À Administração, quando esta deseja tomar uma decisão, estabelecer planos ou solucionar problemas especiais; 6 - O levantamento dos custos dos desperdícios, do tempo ocioso dos operários, da capacidade ociosa do equipamento, dos produtos danificados, do trabalho necessário para conserto, dos serviços de garantia dos produtos;

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7 - A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento, isto é, quando as despesas de manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento; 8 - A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos, do lote econômico de compra e da época de compra; 9 - estabelecimento dos orçamentos; 10 - A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços. CONTABILIDADE FINANCEIRA (GERAL) X CONTABILIDADE DE CUSTOS Contabilidade Financeira (Geral) A Contabilidade Financeira surgiu com o desenvolvimento do comércio. Seu objetivo fundamental é o controle do patrimônio da empresa e suas variações, que são resultantes da Apuração do Resultado das atividades mercantis (lucro ou prejuízo). A Contabilidade Financeira se concentra nos demonstrativos dirigidos ao público externo (acionistas, credores etc.), que são guiados pelos Princípios Fundamentais de Contábilidade. Contabilidade de Custos Com o advento da Revolução Industrial e a conseqüente proliferação das empresas industriais, a contabilidade viu-se as voltas com o problema de adaptar os procedimentos de apuração do resultado em empresas comerciais (que apenas revendiam mercadorias compradas de outrem) para as empresas industriais, que adquiriam matérias-primas e utilizavam fatores de produção para transformá-las em produtos destinados à venda. A solução natural para o problema foi usar o mesmo esquema para apuração do resultado, substituindo o item “Compras” pelo pagamento dos fatores que entraram na produção: matéria-prima consumida, salário dos trabalhadores da produção, energia elétrica e combustíveis utilizados, enfim, todos os gastos que foram efetuados na atividade Industrial e que foram denominados de Custos de Produção. O ramo da Contabilidade que controlava estes gastos passou a chamar-se de Contabilidade de Custos. A Contabilidade de Custos mensura e relata informações financeiras e não financeiras relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização. Ela fornece informação tanto para a Contabilidade Financeira quanto para a Contabilidade Gerencial.
Revolução Industrial Séc. XVIII

ARTESÕES

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

INDÚSTRIAS

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

Estoques na atividade comercial O comerciante se limita a revender as mercadorias adquiridas com essa finalidade. O controle dos estoques na empresa comercial é relativamente simples. Basta que se verifique, mediante inventário periódico ou por meio de controles permanentes, o valor de aquisição dos bens em estoque. Com esse recurso, podemos também controlar o custo das mercadorias vendidas e, assim, apurar o resultado. Na apuração do custo das mercadorias vendidas, podemos utilizar o sistema de inventário periódico ou o sistema de inventário permanente. No sistema de inventário periódico, o CMV só é apurado ao fim de um período determinado, normalmente ao fim de cada exercício social: CMV = Estoque Inicial + Compras - Estoque Final No sistema de inventário permanente, o CMV é apurado em cada venda. De forma simplificada, a apuração do resultado na empresa comercial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas ( - ) CMV Lucro Bruto ( - ) Despesas operacionais: - de vendas 10.000,00 (6.000,00) 4.000,00 200,00

administrativas . são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos.200.000. Os gastos não relacionados à compra das mercadorias não fazem parte do seu valor de aquisição.00 (4. mão-deobra direta e gastos gerais de fabricação).000. para se determinar o valor dos estoques de produtos em elaboração. sendo apropriada ao resultado dentro do período de competência da despesa. tais como o preço pago pela mercadoria.00 ( .200. necessários à fabricação dos produtos vendidos.) Despesas operacionais: . Na empresa industrial é necessário controlar os fatores que são aplicados à produção (material direto. salários etc. juros.000.00) Lucro bruto 6. De forma simplificada.00) 3.financeiras 1. mesmo que nesse período não tenham sido realizadas vendas de mercadorias. Ou seja. Estoques na atividade industrial O industrial fabrica os produtos que destina à venda. os impostos não recuperáveis.financeiras Lucro líquido 300. depreciação. Custo dos Produtos Vendidos. corresponde ao valor dos fatores de produção aplicados aos produtos comercializados em determinado período. mão-de-obra direta e gastos gerais de fabricação (ou custos indiretos de fabricação).00 ( .) CPV (14. . Os valores correspondentes a aluguéis.00 . Em regra. comissões de vendas.de vendas 2.00) Lucro líquido 1. A forma mais simples de se calcular o CMV é através da seguinte equação: CMV = EI + Compras – EF Na atividade comercial permanecem em estoque apenas os valores de aquisição das mercadorias ainda não vendidas.00 As mercadorias vendidas e entregues aos clientes têm o valor de aquisição registrado como custo das mercadorias vendidas: Mercadorias em Estoques Ciclo de negociação das Empresas Comerciais: CMV Compra Mercadorias Estoca Mercadorias Vende Mercadorias Estoque de Mercadorias – são as mercadorias compradas que ainda não foram vendidas. são estocados apenas os gastos necessários à aquisição das mercadorias. não é incorporada ao estoque.000.00 . o seguro do frete. as mercadorias são baixadas dos estoques pelo valor que foram adquiridas – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).000.00 O CPV. embalagens e outros materiais diretos. O CPV representa o custo dos produtos que foram transferidos para os clientes.00 500. corresponde às matérias-primas utilizadas. agregando à matéria-prima uma série de insumos.administrativas 1.00 (1.800. a apuração do resultado na empresa industrial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas 20. por exemplo. em virtude das vendas. honorários.000. o frete.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 4 . dos estoques de produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. A despesa de salários de uma empresa comercial. Ao serem vendidas.000.

mas ainda não foram vendidos. mas ainda não estão totalmente acabados. abatimentos e impostos) = Receita Líquida de Vendas e Serviços (-) CMV (EI + Compras – EF) = Lucro Bruto Operacional (-) Despesas Operacionais * Com Vendas * Financeiras Líquidas * Administrativas Outras receitas e despesas operacionais = Lucro/Prejuízo Líquido Operacional Outras Receitas e outras Despesas = Resultado do Exercício antes da CSSL e IR (-) Provisão para CSSL (-) Provisão para IR = Lucro Líquido antes das participações (-) Participações de Debêntures.Estoque de Matérias-primas – são matérias-primas em estoques aguardando para serem utilizadas no processo produtivo. Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos: Estoque Inicial de Produtos Industriais (em elaboração e acabados) + Custo de Produção do Período (Matéria-Prima consumida. Salários dos Operários. Combustíveis e demais custos) – Estoque final de Produtos Industriais (em elaboração e acabados).Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 5 Matérias-primas Produtos em Elaboração Produtos Acabados CPV Ciclo de negociação das Empresas Industriais COMPRA MATÉRIAS.638/07 e MP nº 449/08) Empresa Comercial Receita Bruta de Vendas e Serviços (-) Deduções (devoluções de vendas. .Estoque de Produtos Acabados – são produtos que foram terminados seu ciclo de produção.Estoque de Produtos em Processo/Elaboração – são produtos que foram iniciados. Energia Elétrica.PRIMAS ESTOCA MATÉRIAS-PRIMAS PRODUZ ESTOCA PRODUTOS ACABADOS VENDE PRODUTOS ACABADOS . Administradores e partes beneficiárias. CPV = EIPE + EIPA + CPP –EFPE – EFPA Demonstração do Resultado do Exercício (com as alterações da Lei nº 11. . Empregados. = Lucro Líquido do Exercício .

Todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são "estocados" nos Ativos da empresa para baixa ou amortização quando de sua venda. a depreciação. o aluguel. são controladas pela Contabilidade Financeira (Comercial) da empresa.pagamento resultante de aquisição do bem ou serviço. Investimento .sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. muitas vezes é utilizada de forma equivocada. de seu consumo. Se um produto fabricado permanecer em estoque. custo ou despesa. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). Não estão aqui incluídos todos os sacrifícios com que a entidade acaba por arcar. vale dizer. entretanto. apenas os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos. a máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente. São apropriados ao resultado. ou seja. já que não são incluídos o custo de oportunidade ou os juros sobre o capital próprio. de seu desaparecimento ou de sua desvalorização são especificamente chamados de investimentos. Pode se transformar em custo. Caracteriza-se pela entrega de numerário. durante o período em que os produtos forem mantidos em estoque. Desembolso . como custo dos produtos vendidos. Podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria-prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante. enquanto os produtos não forem vendidos.gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros. Exemplos: Gasto com Mão-de-obra Aquisição de Mercadorias para revenda Aquisição de Matéria-prima Aquisição de Máquinas e equipamentos Energia Elétrica Aluguel Só existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou serviço. integram os estoques de produtos os salários. às vezes.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 6 Empresa Industrial Faturamento Bruto (-) IPI s/ Faturamento = Receita Bruta de Vendas (-) Deduções = Receita Líquida de Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Bruto Operacional É a Contabilidade de Custos quem apura o CPV. despesa ou perda. financeiras etc. as ações adquiridas de outras empresas são gastos classificados como investimentos circulantes ou permanentes. em desembolso. administrativas. o seu valor corresponderá aos seguintes custos. dependendo da intenção que levou a sociedade à aquisição. As receitas e as despesas de vendas. o seguro e demais gastos aplicados à produção. Note que o gasto implica. Pode ser um investimento. Gasto . Assim. no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento. necessários à sua produção: Matéria-prima consumida + Embalagem e outros materiais diretos utilizados + Mão-de-obra direta aplicada + Gastos gerais de fabricação (demais gastos envolvidos no processo produtivo) TERMINOLOGIA UTILIZADA EM CONTABILIDADE DE CUSTOS A área de custos possui terminologia própria que. Conceito extremamente amplo e que se aplica a todos os bens e serviços recebidos/prestados. . mas são conceitos distintos. por meio do controle dos custos de produção. Na atividade industrial permanecem em estoque os valores de aquisição das matériasprimas e demais fatores de produção aplicados na fabricação dos produtos mantidos em estoque. uma vez que estes não implicam a entrega de ativos.

e quando consumido se tornou Custo. obsoletismo de estoques.valor estabelecido e aceito pelo vendedor para transferir a propriedade de um bem ou para prestar um serviço. A energia elétrica utilizada na fabricação de um item qualquer é gasto (na hora de seu consumo) que passa imediatamente para custo. como custo. Este. Porém. Por exemplo: gastos com embalagem individual de sabonetes. por sua vez. nem sempre é fácil distinguir CUSTOS e DESPESAS. Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento (Ativo Circulante).Gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. passa imediatamente para Custo. só que reconhecido como tal. Exemplos: salários e encargos do pessoal de vendas e administrativo. Perda . sinistros etc. entretanto. sem transitar pela fase de investimento. Despesa . para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Cada componente que fora custo no processo de produção agora. propor uma regra simples do ponto de vista didático: todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto são CUSTOS.gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. é de novo um investimento. alguns gastos muitas vezes não se transformam em despesas (por exemplo. Em termos práticos. por exemplo. Costuma-se chamar de Custo dos Produtos Vendidos/Custo dos Serviços Prestados/Custo das Mercadorias Vendidas e assim faz–se aparecer na Demonstração de Resultados. Manutenção das Máquinas e Equipamentos de produção. Salários do pessoal da produção. Exemplo: a mercadoria adquirida pela loja comercial provoca um gasto (genericamente). As despesas representam saídas de recursos. o significado mais correto seria Despesa. a partir daí. Muitos gastos são automaticamente transformados em despesas. Custo ou despesa para o adquirente é o preço para o vendedor. custo e despesa. Pode-se. Todos os Custos que são ou foram gastos se transformam em despesas quando da entrega dos bens ou serviços a que se referem. na baixa. depreciação dos equipamentos do escritório etc. e assim ficou durante o tempo de sua Estocagem. Logo. Logo. energia elétrica do escritório. O Custo é também um gasto. que imediatamente se tornou um investimento durante sua estocagem. desabamentos. sem passar pela fase de custo. causando redução no patrimônio líquido. referindo-se à produção de bens. que se transforma numa despesa no momento do reconhecimento da receita quando trazida pela venda. são custos (realizados no âmbito do processo produtivo – este é vendido somente embalado). Exemplos: Matéria-Prima: foi um gasto na aquisição. são considerados da mesma natureza que as DESPESAS são jogadas diretamente contra o resultado do período. já que fica ativado até sua venda. no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços). Definição de Preço . torna-se despesa. em termos genéricos. Este gasto só é reconhecido como custo no momento de utilização dos fatores de produção. terrenos que não são depreciados) ou se transformam quando vendidos. A máquina provocou um gasto em sua entrada. são despesas. 6 ou 8 sabonetes. rigorosamente correto. segundo Eliseu Martins. aluguéis e seguros do prédio da administração.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 7 Custo . Gerencialmente não se faz . Custo e Despesa não são a mesma coisa ! Usaremos o termo “custo”. se a empresa resolve vender em embalagens com 4. para fabricação de um produto ou execução de um serviço. outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda fazem a “via sacra” completa passando por investimento. Exemplo: enchentes. o nome Custo das Mercadorias Vendidas não é. No primeiro caso. A Energia Elétrica é um gasto que quando consumido. onde se enquadram.é um gasto não intencional decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade normal da empresa. as perdas normais de matérias-primas na produção industrial. No segundo caso. surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Observações: todo o produto vendido e todo o serviço ou utilidade transferidos provocam despesas. um investimento (especificamente). integram o Custo de Produção do Período. tornado investimento e parceladamente transformado em custo à medida que é utilizada no processo de produção. sem que aparecesse nenhum custo associado a ela. isto é. no momento de sua utilização na fabricação de um bem. Depreciação das Máquinas e Equipamentos de produção. Exemplo: aparas de chapas de aço. todas as despesas são ou foram gastos. esse gasto adicional com essas embalagens extras são DESPESAS (são realizadas após o ciclo de produção do produto).

complementando-a ou até mesmo dando o acabamento necessário ao produto. em uma indústria de móveis de madeira podem ser caixas de papelão. manutenção da fábrica. antes que eles saiam da área de produção. seguros diversos. Compreendem os demais gastos necessários para a fabricação dos produtos. verniz. seguros. os gestores sempre desejam saber quanto custa uma determinada coisa. dobradiças. aluguéis. um serviço etc. energia elétrica. materiais de acabamento etc. material secundário. um desembolso no ato do pagamento que pode ser a vista ou a prazo. encargos sociais. fermento.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 8 distinção entre custo e despesa. essas subdivisões poderão ser utilizadas. telefones e comunicações etc. o custo é menor e o preço é a maior porque contém o lucro. Os materiais secundários para uma indústria de móveis de madeira são: pregos. para uma indústria de confecções são: botões. para uma indústria de massas alimentícias é a farinha etc. outras nomenclaturas a respeito dos materiais secundários como: materiais auxiliares. Para efeito didático. serviços de terceiros. Férias. o preço sob a ótica do vendedor e o custo sob a ótica do comprador. linha etc. Podemos encontrar. Para guiar decisões. é para o comprador um gasto com investimento no ato da compra. fechos etc.Gastos Gerais de Fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (energia elétrica. seguros etc.Materiais (matéria prima. Esses materiais são aplicados juntamente com a matéria-prima. Mão-de-obra Compreende os gastos com o pessoal envolvidos na produção da empresa industrial.Mão de obra Direta e Indireta) . em uma indústria de confecções caixas ou sacos plásticos. embalagens) . Materiais Secundários: são os materiais que entram em menor quantidade na fabricação do produto. como por exemplo. Gastos Gerais de Fabricação ou Custos Indiretos de Fabricação. 13º Salário. em uma indústria de massas alimentícias caixas ou sacos plásticos etc. Exemplos: OBJETO DE CUSTO ILUSTRAÇÃO PRODUTO Uma bicicleta de 21 marchas . para uma indústria de confecções é o tecido. é o nome técnico que designa a finalidade para a qual os custos estão sendo apurados. material de limpeza. telefone. refeições e estadas. os componentes de custo industrial podem ser resumidos em três elementos: .Mão-de-obra (MOD / MOI . manteiga. englobando salários. O preço e o custo podem ser iguais. como por exemplo: aluguéis. Dependendo do interesse da empresa. que embalam os móveis desmontados. manutenção. lubrificantes etc). Custo se define como um recurso sacrificado ou de que se abre mão para um determinado fim (sempre voltado para a área de produção). zíperes. açúcar etc. Exemplo: A matéria prima. Os materiais de embalagem. Materiais de Embalagem: são os materiais destinados a acondicionar ou embalar os produtos.a receita de um bem é o seu preço de venda multiplicado pela quantidade vendida e a receita de vários bens é o somatório das multiplicações dos diferentes preços de venda pelas respectivas quantidades vendidas. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Basicamente. A matéria-prima para uma indústria de móveis de madeira é a madeira. Chamamos essa coisa de OBJETO DE CUSTO. Definição de Receita . um novo produto. um custo no ato de sua aplicação na produção e uma despesa no ato da venda do produto que ela integra. pequenas peças para reposição. depreciação. óleos e lubrificantes para as máquinas. para uma indústria de massas alimentícias são: ovos. materiais acessórios. uma nova máquina. ainda. que é uma receita para o vendedor. Materiais Os materiais utilizados na fabricação podem ser classificados em: Matérias-primas: são os materiais principais e essenciais que entram em maior quantidade na fabricação do produto. Isto significa dizer que objeto de custo é qualquer coisa para a qual se deseja uma mensuração de custo. Considerando-se apenas o vendedor. cola. materiais complementares. consideraremos todos esses materiais como secundários. Definição de objeto de custo ou objeto de custeio Como já tivemos oportunidade de mencionar.

Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 9 SERVIÇO PROJETO ATIVIDADE DEPARTAMENTO Um vôo Rio-SP Um avião montado pela embraer para a FAB Um teste para determinar o nível de qualidade de um lote de televisores Um departamento (manutenção) Controle de estoques Os estoques representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira da maioria das companhias industriais e comerciais. Fases do Produto até Custo: Estoque de Matéria -Prima Produto em Elaboração (incluiu demais custos de produção) Produto Acabado (matéria-prima + demais custos de produção) Custo de Produtos Vendidos Custos de Produção – Podem ser separados em: Material Direto (MD). Estoques de Produtos em Elaboração: o saldo da conta estoque de produtos em elaboração ou estoque de produtos em processo representam o valor dos produtos em processo. quanto à quantidade utilizada em cada produto fabricado. Estoques de Produtos Acabados: essa conta representa o saldo dos produtos disponíveis para venda em estoque. CPP = MD (EI + C – EF) + MOD + CIF Custo da Produção Acabada ou Custos dos Produtos Fabricados: nem sempre o total de custos aplicados na produção durante o período é totalmente transformado em produtos acabados. Todas entradas são feitas quando da chegada do material ao almoxarifado. Mão-de-Obra Direta (MOD) e Custos Indiretos de Fabricação (CIF) ou Gastos Gerais de Fabricação (GGF). são considerados materiais indiretos. Todos os itens são registrados através de código de produto. os produtos que ainda não estão acabados para serem vendidos. em fabricação. CPA = EIPE + CPP . através da NF e as saídas são feitas através de Requisição de material. sendo que as diferenças verificadas devem ser analisadas e justificadas através de relatórios gerenciais. Estoque de Materiais: os estoques de materiais podem ser classificados em: Materiais Diretos: compreendem a matéria prima e outros que possam ser perfeitamente identificados ao objeto de custo. o Custo dos Produtos Fabricados é o custo que efetivamente ocorreu sobre as unidades que foram totalmente acabadas naquele período. devido à dificuldade de cálculo. Pode permanecer alguma parcela ainda em elaboração no final do período. O Custo dos Produtos Fabricados ou Custo dos Produtos Acabados é resultante do custo fabril somado à parcela do Custo Fabril do período anterior ainda não transformado (no período atual chama-se EIPE) diminuído da parcela desse mesmo Custo Fabril que não se transformou (EFPE). mas. sendo o critério mais utilizado. Materiais Indiretos: são os materiais empregados na fabricação do produto. Corresponde ao Custo de Produção do Período ou Custo Fabril: é a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica em determinado período.EFPE . As Fases (contas) do Estoque (Ativo) são: Matéria-Prima Produtos em Elaboração Produtos Acabados Material de Consumo Mercadoria para Revenda Material para Embalagem Importação em andamento Provisão de estoque obsoleto (redutora) Provisão para ajuste ao valor de mercado (redutora) Devem ser programados Inventários Periódicos e Anuais. no depósito de produtos acabados da empresa. Sua correta determinação no início e no fim do período contábil é essencial para uma apuração adequada do lucro líquido do exercício. o custo médio. Resumindo.

uma série de problemas aparece pelo fato de não ser possível a separação de forma clara e objetiva. CPV = EIPA + CPA . Representam esses Custos de Transformação o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado item. Pode conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram acabadas no presente período. a separação entre custos e despesas é fácil. às vendas e aos financiamentos são DESPESAS.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 10 Custo dos Produtos Vendidos – é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora estão sendo vendidos. parte para despesa e parte para custo.). Como nós já citamos: os gastos relativos ao processo de produção são CUSTOS. MP etc) EI + C . Na prática. Somente devem ser “separados” e/ou “diferenciados” entre custos e despesas valores que sejam significativos e que vão influenciar sobremaneira o processo. rateio esse sempre arbitrário. exceto os relativos a matériasprimas e outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação pela empresa (componentes adquiridos prontos. e os relativos à administração. sem a separação da que realmente pertence à fabrica. Normalmente. embalagens compradas etc. constitui-se da mão-de-obra apropriada e dos custos indiretos de fabricação. surge daí a prática de se ratear o gasto geral da administração. a divisão é . Custos de transformação: corresponde a soma de todos os custos de produção. Por exemplo. teoricamente.EFPA Outros conceitos utilizados na contabilidade de custos Custos Primários – são os custos principais do produto em si.EF Mão de obra direta (MOD) GGF ou CIF Custo de Produção do Período ou Custo Fabril + EIPE Custos dos Produtos Acabados ou Custo dos Produtos Fabricados + EIPA (-) EFPA (-) EFPE Custos dos Produtos Vendidos Separação entre custos e despesas O professor Eliseu Martins cita em seu livro que. Ou seja. é comum encontrarmos uma única administração. a matéria-prima e a mão-de-obra Direta. ou seja. Fluxograma da Apuração do Resultado Industrial Materiais diretos consumidos (MD. Representam os primeiros custos a ocorrerem no processo produtivo. entretanto. pela dificuldade prática de uma divisão científica.

o gasto com o Departamento de Pessoal for de 0. vendas. e por essa razão tem. etc. sem rateio para a fábrica (Conservadorismo e Materialidade).3% dos gastos totais. Manutenção. mas nem sempre é da mesma maneira simples a verificação de onde eles terminam. EXERCÍCIOS 1) Indique se as afirmações estão certas ou erradas. b) valores relevantes. os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente. Como a embalagem só é aplicada após as vendas. Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem e esta é ativada num estoque à parte. dever-se-á tratá-lo como despesa integralmente. Por exemplo. ficando ativados por esse montante. que representa 67% dos gastos totais da empresa. etc. Ou também o Departamento de Contabilidade. ou simplesmente em porcentagens fixadas pela Diretoria. a) A Contabilidade de Custos é a área da Contabilidade que trata dos gastos incorridos na produção de bens e serviços. Como isso é praticamente impossível e já que é extremamente arbitrário qualquer critério de rateio (porcentagem prefixada. não devem também ser rateados. etc). todos os gastos são custos. numa eventual distribuição. porém repetitivos a cada período. bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. Os mesmos problemas existem para outros setores. quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades.. faz-se a divisão de seu gasto total em custo e despesa. os valores relevantes que visivelmente contêm ambos os elementos e podem. Por exemplo. tais como Departamento de Compras. por outro lado. os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria como noutra. por critérios não excessivamente arbitrários. ser divididos nos dois grupos. idem. que engloba a Contabilidade Financeira e a de Custos. que presta serviços à produção e também ao resto da empresa. Onde terminam os custos de produção? É bastante fácil a visualização de onde começam os custos de produção. . Até aí. algumas regras básicas podem ser seguidas: a) valores irrelevantes dentro dos gastos totais da empresa não devem ser rateados. exemplificativamente. todos os gastos serão tratados como despesas necessárias para a realização da venda. Se. Como tentativa de solução ou pelo menos de simplificação. Outros exemplos mais específicos: gasto com o Departamento de Recursos Humanos ou Pessoal. deve ser tratada como despesa. por haver comumente um único departamento que cuida tanto do pessoal da fábrica como do pessoal da administração. que numa eventual divisão teriam sua parte maior considerada como despesas. que efetua aquisições tanto para a área de produção quanto para a administração. É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. só devem ser rateados e ter uma parte atribuída aos custos de produção e outra às despesas do período. Se. então seu custo total inclui o de seu acondicionamento. CUSTOS Produtos Acabados DESPESAS VENDAS Por exemplo. o mais indicado é seu tratamento como despesa no período em que foram ocorridos. incluindo a da produção. a administração é centralizada. A partir desse momento. A regra é simples. às vezes. seu custo terminou quando do término de sua produção. 2/3 destes gastos ficariam como despesas. a apropriação dos honorários da diretoria só seria relativamente adequada se houvesse um apontamento do tempo e esforço que cada diretor devotasse ao processo de administração e vendas e ao de produção. tornando-se despesa por seu montante integral (Conservadorismo também). o melhor critério é tratá-los totalmente como despesa. c) valores cujo rateio é extremamente arbitrário devem ser evitados para apropriação aos custos (idem). Em suma. dependendo de sua aplicação. seu gasto total de funcionamento dividido parte para despesa (Contabilidade Financeira) e parte para custo (Contabilidade de Custos). proporcionalidade com a folha de pagamento. Logo. b) A Contabilidade Industrial é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos nos setores de produção e venda.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 11 feita em função da proporcionalidade entre número de pessoas na fábrica e fora dela. ou com base nos demais gastos. ou Almoxarifado.

e) Os honorários da diretoria do departamento de administração são custos. c) Os salários dos vendedores são custos. os estoques podem ser controlados mediante sistema de inventário permanente ou periódico. 2. a) Na empresa comercial. embalagens e outros materiais diretos. seguro do frete e impostos recuperáveis. c) Os estoques de produtos em elaboração e acabados correspondem às matérias-primas utilizadas. inclusive frete. depreciação. podem ser determinados os valores dos estoques de produtos em elaboração. a) A Contabilidade de Custos controla o custo dos fatores de produção. 4 . b) O seguro dos equipamentos de produção é custo. os valores dos aluguéis. a) Salários dos operadores das máquinas de fabricação. b) Por meio da Contabilidade de Custos.Indique se as afirmações estão certas ou erradas.Indique a alternativa que não representa custo. enquanto os produtos correspondentes não forem vendidos e entregues aos clientes.Marque a alternativa correta. .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 12 c) A Contabilidade de Serviços é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos na prestação de serviços. e) A Contabilidade de Custos controla os custos e despesas dos diversos departamentos de uma empresa industrial. d) A Contabilidade de Custos é aplicada ao setor de produção. d) A energia elétrica consumida no setor de produção é um custo. 5. c) Integram os estoques da indústria os salários. e) As indústrias possuem um elevado grau de imobilizações.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. a) A depreciação dos equipamentos da fábrica é custo.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. Podemos identificar como funções principais da contabilidade de custos: a) a avaliação dos estoques e o cálculo das participações dos acionistas b) o auxílio ao controle e à tomada de decisões no processo administrativo c) o levantamento do balanço patrimonial e a avaliação de estoques d) colocar o contador em papel de destaque e aumentar o lucro empresarial e) a apuração dos custos e despesas das atividades de produção e comercialização 7. e) Na atividade comercial. b) O custo das mercadorias vendidas de uma empresa comercial é correspondente ao valor de aquisição das mercadorias que foram vendidas e entregues ao cliente. juros e comissões dos vendedores são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos. a despesa de salários dos vendedores não é incorporada ao valor de aquisição das mercadorias. b) Depreciação das máquinas de fabricação. c) Honorários do diretor industrial e respectivos encargos sociais. e) Energia elétrica consumida pelas máquinas de fabricação. d) O CPV representa o custo dos produtos que permanecem em estoque ao fim de um determinado período. depreciação. dos produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. mão-de-obra direta e custos indiretos já aplicados na fabricação desses produtos. d) O frete sobre vendas é custo. são apropriados ao resultado os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos e entregues aos clientes. c) Na atividade comercial. b) Na atividade industrial. 6.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. d) Salários dos funcionários do departamento de vendas. a) Na atividade industrial. d) Na atividade comercial. e) As receitas e despesas das empresas industriais são controladas pela Contabilidade Comercial. são mantidos nos estoques os valores das matérias-primas utilizadas e dos demais fatores de produção. 3. são registrados como valor de aquisição dos estoques de mercadorias os gastos necessários à compra. aluguel e demais gastos de produção.

Comprou matéria prima a prazo.(AFTN / ESAF) Um apartamento. Assinale-a. Transferiu a matéria prima do almoxarifado para a fábrica para iniciar a produção. c) fixo. e) dividendos pagos. desembolso ou perda: Fato Gasto Custo Desp Invest Desemb Perda Pagou a fatura do anúncio que colocou no jornal deste fim de semana. (Eletrobrás – 2007) O único valor considerado como custo na Contabilidade de Custos de empresa manufatureira é o desembolso em: a) propaganda. se é: custo. c) pelo registro pelo seu valor d custo ou mercado.(AFTN / ESAF) Máquina destinada à produção de calçados é. b) comissões de vendas. o custo da mão-de-obra e os demais custos indiretos de fabricação. porque é utilizado mais tempo que o bem de renda. 12. fornecendo os dados de custos para auxílio ao controle e para a tomada de decisões. e) de venda.Assinale com um ‘X’ a classificação correta de cada fato. d) seguro da fábrica.Não integram o custo de produção das indústrias os valores correspondentes a: a) matérias-primas utilizadas na produção b) materiais indiretos utilizados na produção c) despesas de vendas dos produtos d) mão-de-obra aplicada à produção e) gastos gerais de fabricação dos produtos 9. b) pelo pagamento à vista ou a prazo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 13 8. produzindo bens de venda. a) A contabilidade gerencial tem por objetivo adaptar os procedimentos de apuração do resultado das empresas comerciais para as empresas industriais. Energia elétrica da fábrica consumida este mês. 13 . produzindo bens de venda 11 . 14. . b) fixo. para a indústria calçadista.(AFC / ESAF) Entre as afirmativas seguintes. Obsoletismo de estoques de materiais. adquirido e alugado por empresa industrial. d) de renda. c) numerário. Deterioração de matéria prima em razão de greve dos operários. d) fixo de renda. é bem: a) do ativo diferido. c) depreciação do automóvel do presidente da empresa. um bem: a) de renda. amortização ou exaustão. despesa. b) A contabilidade de custos presta duas funções dentro da contabilidade gerencial. produzindo bens de renda. 10. d) somente pela depreciação. mas só vai pagar no fim do mês. investimento. d) O objetivo básico da contabilidade gerencial é o de fornecer à administração instrumentos que a auxiliem em suas funções gerenciais. b) fixo. “Perda” normal de matéria prima no processo de fabricação. apenas uma está incorreta. Colocou anúncio no jornal desta semana. e) O custo pode ser entendido como o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. e) fixo. c) Os custos de produção reúnem o custo do material direto. (Perito – SSP) Um componente do Ativo Permanente se transforma em custo ou despesa: a) pela depreciação.

.000...... d) Mão-de-Obra Direta + Custo Primário = Custo Total..... Observe as informações abaixo..00 e R$ 120.00 e R$ 400.............00 e R$ 400............... com a intenção de sua venda posterior......000.000. relativas a um determinado período de produção: Materiais requisitados do almoxarifado: Diretos. Assinale a alternativa correta: a) Material Direto + Mão-de-Obra Direta = Custo de Fabricação...Observe os dados abaixo e calcule o que se pede: 1 – MPD: Compras $10. R$ 50........00......... é correto afirmar: a) Gastos são custos ou despesas que a empresa incorre para realizar a produção e vendê-la... R$ 60..00.00.00...000... de forma involuntária ou fortuita...000...000 $1...00. respectivamente.. R$ 500............Mão-de-Obra: Disponível (total) Apropriada (Direta) 3 – Outros Custos Indiretos 4 – Produtos em Elaboração: Estoque Inicial Estoque Final 5 – Produtos Acabados: Estoque Inicial Estoque Final $10.. d) R$ 500...00 O custo de fabricação.000..........000.000.000.000 ........00 Indiretos....... (ESAF) Em relação à terminologia utilizada pela Contabilidade de Custos.... 17....000........ c) Custo do Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação...........000 $3...000 $2.. R$ 580..00.. b) R$ 580............. b) Despesas são gastos incorridos com a produção de bens e serviços.....000 Estoque Inicial $1. os valores de: a) R$ 700.000.000..00.. 16... R$ 350....00 Mão-de-Obra apontada: Direta...000........ R$ 20..000 $8..Custo de Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação.. R$ 30.......... extraídas de escrituração de uma empresa industrial...... 18... b) Custo do Material Direto ...000....000 $5. R$ 500.... R$ 580......000......000 $5..............000 2 ...00 Indireta.. d) Perdas são sacrifícios ocorridos na produção...000... c) Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação = Custo Total.........00...00..000...000..... c) Investimentos não são gastos.. e) R$ 580.00.. 19 ..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 14 15.000/00 Aluguel da Fábrica.. c) R$ 700. Compõem o chamado Custo Primário: a) Custo do Material Direto + Custo de Mão-de-Obra Direta........... o custo primário e o custo de transformação têm... d) Custo da Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação........................000 Estoque final $2.. b) Mão-de-Obra Direta + Gastos de Fabricação = Custo Primário........... e) Custo Primário + Gastos Gerais de Fabricação = Custo de Fabricação..... e) Custo do Material Direto e Indireto + Gastos Gerais de Fabricação..............000.00 e R$ 230....00 Depreciação das máquinas ..00 e R$ 230.... e) Custos são os gastos que a empresa incorre para a comercialização dos produtos..... R$ 40...00 Seguro da Fábrica ......... uma vez que se trata de ativos adquiridos pela empresa que somente são depreciados lentamente... R$ 200.000....000...... R$ 300.

a fábrica vendeu 70% da produção. No período.400.00 180. c) Custo dos Produtos Vendidos____________________________________________________. R$ 1.900. Atenas utiliza duas unidades de matéria-prima para cada unidade acabada.280.00 21. e) Calcule o Custo de Transformação______________________________________________.000.000. não leva em consideração os gastos com o cafezinho servido aos funcionários após o almoço.113.500.125. Ao fazer seu planejamento.00 1.000.000.00 e c) R$ 21.500.00 72.00 112.161.400.00 72. adquiriu materiais no valor de R$ 10.000. b) objetividade.00 810. d) conservadorismo.00. o Custo Fabril e respectivamente: a) R$ 33. O gerente ao efetuar a alocação dos custos aos produtos.900.00 27.600. d) Calcule o Custo Primário________________________________________________________.900. A Cia.500.000.165. (TCE PI – FGV) A Cia Itapuã fabrica produtos de vestuário.100.600. aplicou custos indiretos estimados em R$ 6.900.00 .000.000.500. podemos dizer que: a) o custo de transformação foi de R$ 12.215. d) o custo primário foi de R$ 17.00 b) o custo por absorção foi de R$ 14.00 e) o custo do período foi de R$ 20. Este procedimento está relacionado à seguinte convenção contábil: a) materialidade.00. c) o custo por absorção foi de R$ 14. R$ 1.00.00 1.00 22.000.500.666.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 15 a) Custo da Produção do Período: ________________________________________________ b) Custo dos Produtos Acabados: _________________________________________________.00 1.129.00 e b) R$ 25. Seu presidente necessita saber o custo exato da produção de cada um dos produtos. registrou as despesas de mão-de-obra direta à base de 60% dos materiais consumidos.000. estabelece como meta os seguintes saldos: .006. iniciando o período produtivo. (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 23 e 24.000.280. e) competência.00 9.00 e d) R$ 18.900. na qual usara 90% dos materiais comprados.200.00 1.00 .00 Agosto 72.000.00 18. 22 (AFC) A Fábrica de Sorvetes Spuma.000.00 R$ 54.00 e realizou despesas de R$ 3.600.00 900. para o ano fiscal de 2.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 98.800.00 3.00 .00 com vendas.000.000.137.00 O Custo com Materiais Diretos.000. R$ 1.143.900. Sabendo-se que toda a produção iniciada foi concluída. R$ 1.00 1.00 e o Custo de Produtos Vendidos de uma indústria são R$ R$ R$ R$ 1. 20 No mês de agosto de 2003 uma indústria apresentou as seguintes informações: Aquisição de Novo Equipamento Industrial Compras de Matéria-Prima Depreciação de Máquinas Industriais Depreciação de Móveis e Utensílios do Escritório Energia Elétrica da Fábrica Mão-de-Obra Direta Mão-de-Obra Indireta Materiais Indiretos Consumidos na Fábrica Receita de Vendas Salário de Vendedores Salários Administrativos Seguros da Fábrica Estoques Finais Matéria-Prima Produtos em Processo Produtos Acabados R$ R$ R$ Julho 90.00.00 .00 R$ 54. c) consistência.

Movimentos ocorridos no período (valores em R$): Itens Compra de matéria-prima Mão-de-obra direta utilizada Custos indiretos de fabricação ocorridos III. (ICMS/SP/2006) Na terminologia de custos. Informações adicionais: A empresa aplica Custos indiretos de fabricação a uma taxa de 60% da Mão-de-obra direta.000 40.000 10.000 27. d) matéria Prima.000 d) 990.010.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 16 Itens Saldo Inicial em unidades Matéria-prima 30.000 Produtos acabados 70.000 Produtos em processo 10.000 b) 1. no período.000 e) 199.000 c) 1.000 unidades durante o ano fiscal de 2006. o número de unidades de matéria prima que deverá adquirir será: a) 1.000 e) 743.000 24 Para que a empresa venda 480.000 Saldo Final em unidades 40.000 235.000 134.000 300.000 b) 665.000 d) 657.000 175. Custo das unidades vendidas em janeiro: a) 697.000 26.000 d) 480. Custos primários no mês: a)) 501. Se a empresa planeja produzir 400.000 e) 665. dos relatórios de produção da Cia.000 c)) 673.000.000 (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 25 a 27 No mês de janeiro de 2006. e) custos primários e custos de fabricação fixos.000 b) 681.000 251. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 unidades. a quantidade de unidades que deverá produzir no decorrer desse período é: a) 440.000 c) 460.000 b) 499.000 II.000 124. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.020. Total de custos de produção no mês de janeiro: a) 501.000 d) 201.000 e)) 810. . Albion foram extraídas as seguintes informações: I.000 23.000 Saldo Final 117.000 b)) 450. 25. Os excesso ou sub-aplicação dos CIF serão apropriados no final do exercício.000 Valor 191.000 28.000 c) 673. b) mão-de-obra direta e materiais diretos.000 c) 489. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta.000 d)) 681. Valor dos inventários de início e final do mês (valores em R$): Itens Unidades acabadas Unidades em processo Matéria-prima Saldo Inicial 125.000 e) 520.

O aluguel de um galpão pode ser classificado como custo direto se. são os custos que só são apropriados INDIRETAMENTE aos produtos.000. Gasto/Custo. seja esta função um produto. Gasto/Custo. c) 27.Se a empresa produz somente UM produto. Complementando. mas que não podem ser identificados com este de maneira economicamente viável (custo efetivo). se determinada empresa só fabrica um tipo de produto (não havendo variação de qualidade ou de tamanho ou qualquer outra) ou executa somente um tipo de serviço.000. Casos Especiais Em algumas condições especiais. Todo custo cuja parcela pertencente a uma função de custo possa ser separada e medida no momento da sua ocorrência classifica-se como direto. CUSTOS INDIRETOS – são os custos que dependem de cálculos.000. mas é de tão pequeno valor que não compensaria o trabalho de associá-lo a cada produto. apenas um tipo de produto for elaborado. Gasto/Despesa. portanto. gastos com limpeza da fábrica. CUSTOS DIRETOS – são aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados. energia elétrica que não pode ser associada ao produto. os custos diretos são aqueles que podem ser apropriados diretamente a uma função de acumulação de custos. Gasto/Investimento. Observações importantes: . classificaremos os custos em relação ao produto em DIRETO e INDIRETO. neste local. d) 17. rateios ou estimativas para serem apropriados em diferentes produtos. Exemplos: depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto. CLASSIFICAÇÕES E NOMENCLATURAS DE CUSTOS 2. Gasto/Custo. um centro de custo. Exemplos: Matéria-prima direta. Gasto/Despesa/Perda. são os CUSTOS que estão relacionados a um determinado objeto de custo. Mão-de-obra direta. salários dos chefes de supervisão de equipes de produção.1 Classificação dos custos em relação ao produto A maior questão com relação aos custos é saber quando eles têm um relacionamento direto ou indireto com um determinado objeto de custo. Com isso. são os custos que estão relacionados a um determinado objeto de custo e que podem ser identificados de maneira economicamente viável (custo efetivo). só vão existir custos diretos para essa empresa. Assim. 19*** a) 24. O parâmetro utilizado para as estimativas é chamado de BASE ou CRITÉRIO de rateio. Complementando. b) 25. sendo tratado como indireto (Materialidade e Conservadorismo). material de embalagem (dentro do processo produtivo). Gasto/Despesa/Perda. um serviço. aluguel da fábrica.000. uma ordem de produção. porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação.Às vezes o custo é direto por natureza.000. . energia elétrica das máquinas quando é possível saber quanto foi consumido na produção de CADA produto. uma atividade ou um órgão da empresa. Genericamente. . todos os custos podem ser classificados como diretos. Exemplos: cola e verniz na indústria de móveis. todos os seus CUSTOS são DIRETOS. e) 15.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 17 GABARITO 01 05 06 10 14 18 22 26 CECCE CCCCC B B A D A D 02 06 07 11 15 19 23 27 CCEEE ECECC D A E *** E C 03 07 08 12 16 20 24 28 CCCEC CCCEE C D A D B C 04 08 09 13 17 21 25 CCCEC CEECE D ** A A A 13** Gasto /Despesa/Desembolso.

Outro exemplo seria o dissídio coletivo da categoria de trabalhadores que não está envolvida diretamente no processo produtivo. Essa classificação ocorre em função do comportamento dos elementos de custo em relação às mudanças que possam ocorrer no volume de produção. Alguns autores ainda utilizam a classificação de Custos SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. Resumindo: os CUSTOS FIXOS são custos de estrutura da empresa. dentro de uma certa faixa. salário de supervisores.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 18 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS EM RELAÇÃO À PRODUÇÃO (VOLUME) Para estudo do comportamento dos custos. agora serão classificadas em Custos Fixos e Variáveis. mas nada impede que esses custos sofram reajustes em determinados meses em função da política econômica do país. CUSTOS FIXOS e VARIÁVEIS Nesta classificação os custos são estudados em função das variações que podem ocorrer no volume de atividade. depreciação de equipamentos da fábrica. prêmio de seguros. Outros exemplos: imposto predial do prédio da fábrica. Estas classificações também poderão ser utilizadas para as DESPESAS. salário de porteiros. que não guardam qualquer relação com o volume de atividade. Eles permanecem inalterados em relação ao volume da produção. na quantidade produzida pela empresa no período (leva sempre em consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo). Por exemplo. Independente do volume de produção (dentro da faixa que interessa) a empresa arcará com esse custo. o caso do aluguel da fábrica que pode ser renegociado semestralmente. ou seja. Os CUSTOS FIXOS são aqueles cujos valores são os mesmos quaisquer que seja o volume de produção da empresa (dentro de uma faixa que interessa de acordo com o orçamento). Eliseu Martins prefere mencionar aos custos que se enquadram nesta última classificação em: custos que tem uma parcela fixa e uma parcela variável. as mesmas contas que antes foram classificadas em Custos Diretos e Indiretos. salários de vigias. Representação gráfica: Custo Fixo em termos Totais: R$ CF Q Custos Fixos em termos unitários: R$ CFu Q . Note que os CUSTOS FIXOS são fixos em relação ao nível de produção. Exemplos: aluguel da fábrica.

um custo fixo.000 480. materiais secundários. a ser rateado aos diversos produtos. aquela que é apontada perfeitamente no processo produtivo.000 unidades de um determinado produto. Portanto. Representação Gráfica do Custo Variável.60. de energia. aumentando sua produção e venda para 150. matérias-primas. também.000 240.001 . quanto menor a produção. independente das horas trabalhadas ou do volume de produção. ocorrendo de forma anormal.000 40.000 unidades do produto. é classificada como CUSTO VARIÁVEL DIRETO. aquisição de alguns equipamentos (gerando assim a depreciação). nesse momento.40.000 Q Os CUSTOS VARIÁVEIS são aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. Exemplo: Supondo que uma determinada empresa. esse tempo será transferido para PERDA do período. opere com 50 % da sua capacidade instalada. eles sobem para uma plataforma onde permanecem constantes até chegar a um ponto crítico de volume da atividade. eles permanecem constantes até certo ponto do volume da atividade (faixa de produção ou faixa relevante) e.000 Representação gráfica: R$ CF Quantidade Necessária de Supervisores 1 2 3 4 Custo em R$ (Salários + Encargos) 120. FAIXA RELEVANTE: é a banda do nível ou volume normal de atividade em que há um relacionamento específico entre o nível de atividade ou volume e o custo em questão. Caso haja ociosidade por motivos de falta de material. Ou seja. O professor Eliseu Martins cita que a mão-de-obra direta. esse tempo não utilizado será transformado em Custo Indireto FIXO. depreciação dos equipamentos quando esta for em função das horas/máquinas trabalhadas ou quantidades produzidas etc. quanto maior a produção.80.000 60. São também chamados de SEMI-FIXOS. vigias etc.001.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 19 Observação: alguns Custos Fixos se apresentam sob a forma de degraus. menor será o consumo. embalagens. maior será o consumo. Corresponde aquela mão-de-obra que foi apontada diretamente na fabricação dos produtos. precisará aumentar suas condições de trabalho. Caso essa empresa queira ampliar os seus negócios.20. pois a legislação brasileira garante uma percepção salarial mínima. custo da mão-de-obra direta não se confunde com o valor TOTAL da folha de pagamento paga à produção. quebra de máquinas etc.000 360. em termos totais: . como por exemplo.001 . Observação: existem correntes que defendem que a mão-de-obra direta seria. hoje. dentro de limites normais. isto é. o aluguel de um novo galpão. Outro exemplo: Volume de Produção 0 . fabricando 100.000 20. Caso a ociosidade seja de valor relevante. salários dos operários. contratar mais supervisores. Exemplos: energia elétrica.

rateio dos custos indiretos. salários da administração das vendas. mas que. mas que existirá. c. o esquema básico da contabilidade de custos se resume a: a. quando nada se produza. separação entre custos e despesas. . na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período. às DESPESAS. tem uma parcela fixa e uma parcela variável. e mais um valor por cópia (parte variável). podemos ter despesas de vendas Fixas (propaganda. do volume de produção da empresa. despesas de entregas etc). Assim. como cita o Professor Eliseu Martins. por exemplo. embora o total da conta dependa do número de Kwh consumidos e. mesmo que seja num valor mínimo. gasto com combustível para aquecimento de uma caldeira que varia de acordo com o nível de atividade. b. por exemplo. GRÁFICO CLÁSSICO DOS CUSTOS TOTAIS (CT) Valor CT CV Quantidade Esquema básico da contabilidade de custos Nesse ponto. já que a caldeira não pode esfriar. Mas a de Fixo e Variável também se aplica. entretanto. tudo em relação à quantidade de produtos que são comercializados. É o caso. da Energia Elétrica da fábrica. Observação Importante: necessário se torna mencionar que a classificação em Fixos e Variáveis tem uma distinção fundamental com relação à classificação em Diretos e Indiretos: esta última se aplica somente a CUSTOS.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 20 CVt R$ Q Representação gráfica do Custo Variável em termos Unitários: R$ CVu Q Existe ainda a classificação dos custos em SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. portanto. As Despesas Administrativas serão sempre classificadas como DESPESAS FIXAS. As despesas financeiras seguem as mesmas regras das Despesas Administrativas. mesmo que nenhuma cópia seja tirada. parte fixa da remuneração dos vendedores etc) e Variáveis (comissão de vendedores. Estes são custos que variam com o nível de produção. conta de água etc. apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos. perfeitamente. Outros exemplos: aluguel de copiadoras na qual se cobra uma parcela fixa.

000 10.000 .000 40.000 70. telefones e telex Material de consumo do escritório Total 120.000 90.000 350.000 15.000 5.025.000 40.000 5.000 120.000 90.000 10.000 1.000 85.000 $ 80.Contabilidade de Custos CUSTOS CUSTOS INDIRETOS CUSTOS DIRETOS Profº Francisco Lorentz DESPESAS 21 RATEIO PRODUTO A PRODUTO B PRODUTO C CPV VENDAS RESULTADO DO EXERCÍCIO Exemplo: Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X: Gastos Comissão de vendedores Salários da fabrica Matéria-prima consumida Salários da administração Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Despesas financeiras Honorários da diretoria Honorários diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Despesas de entrega Correios.000 70.000 350. telefones e telex Material de consumo do escritório Total dos gastos Passo 1: Separação entre custos e despesas $ Custos de Produção: Salários da fabrica Matéria-prima consumida Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Materiais diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Total Despesas Administrativas: Salários da administração Honorários da diretoria Correios.000 60.000 140.000 45.000 85.000 50.000 60.000 5.000 5.000 710.000 15.

000. a alocação dos custos indiretos aos produtos será proporcional ao que cada um já recebeu de custos diretos.000 60. . no valor de $ 225.65% 34.000 Os custos diretos já estão alocados aos produtos.000 10.000 710.000 Indiretos 30. PRODUTOS EM ELABORAÇÃO: é debitada pelas matérias-primas requisitadas.000 Produto C 21.938 710.000 115.71% 53.000 350.00% 93.000 70.000 50.00% 295.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 22 Despesas de Vendas: Comissão de vendedores Despesas de entrega Total Despesas Financeiras: Despesas financeiras Total 80. Teremos então: Custo Produtos Custos Diretos Custos Indiretos Total A 115. Passo 3: Apropriação dos custos indiretos aos produtos No exemplo. mas os custos indiretos.000 45.000 Produto B 47.351 B C Totais 202.65% 34.711 245.000 225.000 168.000 23. é creditada pela transferência dos produtos prontos para a conta Estoque de Produtos Acabados.000 50.000 As despesas que totalizaram $ 315. PRODUTOS ACABADOS: é debitada pelo valor dos produtos que ficaram prontos e creditada pelo Custo dos Produtos Vendidos quando os mesmos são comercializados.64% 100.000 485.000 7.711 77.000 41.64% 100.000 140.000 41.000 168.000 125.000 70.000 Totais 120.000 LEMBRETE: CONTABILIZAÇÃO DOS CUSTOS MATÉRIA PRIMA: é debitada pelas aquisições e creditada pelas requisições quando do início da produção.938 225. pelo valor da mão-deobra direta e pelos valores dos CIF’s consumidos durante a produção. B e C e mantenha um controle do consumo de custos diretos utilizados em cada produto. Passo 2: Apropriação dos custos diretos aos produtos Suponhamos que nossa empresa fabrique três produtos: A. Custos Salários Matéria-prima Depreciação Seguros Materiais diversos Energia elétrica Manutenção Total Produto A 22.000 135.000 18.71% 168.000 15.000 75.000 60.000 40.000 202.000 serão contabilizadas diretamente no resultado do período.000 15. ainda precisarão ser alocados aos produtos.000 20.351 23. Sabe-se que neste exemplo parte da mão-de-obra e da energia elétrica é direta e outra parte indireta. Não serão alocadas aos produtos.000 10.000 85.

apenas com a marca da empresa.$30. indistintamente. Classifique os gastos abaixo em Despesa (De).. ( ) Água consumida na higiene pessoal dos empregados. Apure os totais dos custos e das despesas da Empresa MM S. ocupados na elaboração dos produtos "X" e "Y".. 3..........000 Comissões aos vendedores.. Custo (C). ao mesmo tempo...... $ 90...... em pequenas indústrias de confecções.. Considerando-se a apuração de custo ao nível de cada produto diferente........ ( ) Embalagem plástica. "Y" e "Z".......... ( ) Linha utilizada.. ( ) Taxa de água e esgoto paga periodicamente por empresa produtora dos produtos "X".A...500 Energia elétrica consumida na produção.Assinale a classificação mais adequada para os seguintes custos: CUSTOS INCORRIDOS Desgaste dos pneus dos ônibus de uma empresa de turismo Salários e encargos sociais do pessoal da segurança de uma indústria petroquímica Asfalto consumido em uma pavimentadora de vias públicas Depreciação do prédio de uma fábrica de armas Pólvora utilizada em uma fábrica de fogos de artifício Cacau.... nos diferentes tipos de roupa "X"...Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 23 EXERCÍCIOS 1.... preencher os espaços entre os parênteses com as letras "D" para Custo direto ou "I" para Custo indireto.000 Propaganda.... ( ) Aluguel mensal de um galpão para depósito dos produtos "X" e "Y".......$ 6.. ( ) Energia consumida para manter forno permanentemente aquecido a uma determinada temperatura......... "Y" e "Z"....... envolvendo diferentes camisetas "X"...... onde se produzem os diferentes tipos de produtos "X".. ( ) Salário do Supervisor de uma seção que se ocupa apenas do produto "X". ( ) Embalagem (caixa de papelão) envolvendo... "Y" e "Z"....... ( ) Depreciação (linha reta) de equipamento de informática utilizado no controle geral dos estoques de uma indústria que elabora os produtos "X" e "Y".......000 Frete (para entrega de produtos vendidos) $4. ao mesmo tempo. camisetas diferentes "X" e "Y" na seção de expedição. sendo uma embalagem para cada unidade.... $110. ( ) Salário do supervisor da fábrica onde são produzidos os produtos "X" e "Y". perfeitamente apontada aos diversos produtos ) salário do supervisor da fábrica ) embalagem dentro do processo produtivo ) gastos de alimentação do pessoal da fábrica ) transporte do pessoal da fábrica ) material de limpeza da fábrica FIXO VARIÁVEL 4 ...... "Y" e "Z"..... ( ) Aluguel mensal de uma fábrica onde é produzido apenas o produto "X".. se esses custos são DIRETOS (D) ou INDIRETOS (I)....000 Matéria-prima consumida na produção: $ 40... $3...000 2..000 Mão-de-obra dos operários. Fixos (F) e Variáveis (V): 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) salário do eletricista de manutenção da fábrica ) depreciação de veículos da administração ) consumo de aço numa indústria metalúrgica ) salário dos vendedores ) comissão dos vendedores ) salário de vigilante da fábrica ) salário dos operários da fábrica.000 Depreciação de máquinas da fábrica.... de acordo com os gastos apresentados a seguir: Salários da administração.. $25....... açúcar e leite utilizado em uma fábrica de sorvetes ....

.............. tende a afastar-se do custo variável unitário..............000.. c) 180...... 9.00 • Matéria-prima consumida . Em relação a custos.....00.000.. Energia elétrica (fábrica)..00 • Outros gastos gerais de fabricação.. c) gastos gerais de fabricação. independentemente do volume da atividade fabril...... Aluguéis de fábrica ........ b) os custos fixos unitários diminuem na mesma proporção da redução da produção.............. é correto afirmar: a) os custos fixos totais mantêm-se estáveis.............000..............000..000..000......................................00................. Material de Embalagem ......00 Os custos fixos dessa empresa...... 8...........000................. d) custo de transformação.............. R$ 300........................00.........Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 24 Madeira utilizada em uma fábrica de caixotes Aluguel do prédio de uma clínica dentária 5.. Produtos Acabados em estoque são: a) custo das mercadorias vendidas.....000...... Observe os dados abaixo...............00.. c) os custos fixos totais decrescem na mesma proporção em que o volume produzido diminui.................... e) despesa operacional. AS QUESTÕES DE NÚMEROS 10.....100.............. R$ 120....000.......... Encargos de Depreciação......00 • Aluguel do Escritório de Vendas................................... R$ 540.. no período considerado........ d) os custos fixos unitários variam em proporção inversa às variações do volume produzido..........000............. e) os custos variáveis unitários crescem na mesma proporção em que o volume produzido aumenta...... à medida que o volume da produção aumenta...... 7........00 50....000................ R$ 20...... R$ 160.00 100.................000......00 80.00 • Mão-de-obra Indireta ... b) ativos.. R$ 60................. Uma empresa restringiu a sua linha de produção a um único produto.... de conformidade com a quantidade produzida....000............. atingiram o valor de (em R$): a) 80... b) 207.. em razão inversa. d) os custos variáveis unitários crescem ou decrescem.............00 • Comissões sobre vendas................... Administração da fábrica..... R$ 140... pela diluição dos custos fixos.... representativos dos custos de uma empresa industrial (fábrica de calçados): CONTAS Matéria-Prima.............000......... Está correta a seguinte afirmativa: a) os custos variáveis unitários diminuem quando aumenta a produção..00...........000..................... R$ 80... a energia elétrica gasta na sua fábrica será considerada: a) custo indireto variável.....00 • Encargos com Depreciação de Máquinas da Produção...... c) custo direto fixo.....00 1. e) custo de produção... e) o custo industrial unitário.... R$ 2...... b) os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida..00 ............ b) custo indireto fixo....000..500....00 30.....000....00 27...000.. c) os custos fixos unitários decrescem à medida que a quantidade produzida diminui......000.... 6.. Assim sendo..00 • Salários dos Vendedores ..000....... e) 287. 11 E 12 DEVEM SER RESOLVIDAS COM BASE NESTES GASTOS DA EMPRESA INDUSTRIAL BETA: • Encargos com Depreciação de Móveis e Utensílios .. Mão-de-Obra Direta...... d) 237.............. d) custo direto variável..

. c) um lucro de R$ 8.00.. respectivamente.00.. No Custeio por Absorção..000..00 e 900. pelo seu valor total. em R$: a) 40.00. e) 960.000..00.... imediatamente após cada requisição..000. R$ 40.. b) 800. c) 760... c) 40.00 e 940..000.000.. apropria-se aos produtos apenas os custos: a) Indiretos.... os estoques são avaliados em função do custo: a) De mercado.00 + 90 Q..00.00 e 50..000...000. 13.000.. d) 160....00 e 50. b) Fixos. e) 40. em junho de 19X0. b) em junho de 19X0.00.000..000. O custo total de produção correspondente à fabricação de 800 unidades de X é.....00 • Material de Embalagem utilizado na Produção . Uma empresa industrial.00...00 • O preço de venda de X é de R$ 90. de onde retirou metade da quantidade adquirida.......000.. b) 420.... UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE Nº 13 A 16...00 e 960.000.. Caso a companhia produza e venda 1. c) em julho de 19X0... e) 540. 12..00. utilizando-a na sua produção.... Essa matéria-prima deverá ser assim computada no custo de produção: a) em maio de 19X0.00. pelo seu valor total..200 unidades de X.. e) 90.. Para fins fiscais.000. ..000...000.000. e) 300.. em maio de 19X0... b) 40. O valor dos custos indiretos foi (em R$): a) 280......00..00.000.00.000.000..00.000.. pelo seu valor total. d) Corrente e) ajustado. 16. O custo fixo unitário e o custo variável unitário de se produzir a milésima unidade de X são.......00 e 40.. 19..00....000.00..00.00 + 50 Q.000. b) 140.00. 11.. As despesas fixas e variáveis no período foram..00. d) 80. Armazenou-a em seu almoxarifado.000... c) 460. c) 64.00 10.. O custo total de produção de X (CT) pode ser representado pela função (Q significa a quantidade produzida e vendida): a) CT = 50 + 40....000.00 e 90.00.00. e)Variáveis 18..000. A empresa Gama S/A apresenta os seguintes custos para a fabricação de seu produto X • Custo variável unitário: R$ 50... d) um prejuízo de R$ 8... b) CT = 50 Q.. 14..000.... no mês seguinte.. ela terá: a) uma receita total de vendas de R$ 100....00 • Custo fixos associados à produção de X: R$ 40.....00 e 900..000. d) 500..... Os custos diretos no período totalizaram (em R$): a) 540.00. d) 940.00. nem prejuízo.. b) 90. d) 40... respectivamente (em R$): a) 100.000. c) CT = 40.00 e 920.000..000.... e) CT = 40. em R$: a) 104. pelo seu valor total..000.000. R$ 600... e) nem lucro. d) De produção.... R$ 220..00... d) CT = 40. c) Diretos. e) em agosto de 19X0..000..000.00 • Mão-de-obra Direta ..00 Q. b) De reposição... comprou matéria-prima para pagamento em 90 dias.00.000.. b) um custo total de produção de R$ 108..000......00.. c) Histórico. 17.00... 15. d) metade em junho e metade em julho de 19X0.. c) 160.000.000.00. e a outra metade..000....000....00 por unidade.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 25 • ICMs sobre Vendas ..00 e 50.00....000.00.

c) Uma redução da quantidade produzida provoca o aumento do custo fixo unitário. e) Um aumento da quantidade produzida reduz o custo fixo por unidade.00 e 16.000.100.000. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. c) A mão-de-obra indireta é um custo fixo.00 Custos de Fabricação do período R$ 37. . Isto ocorre exclusivamente em relação ao custo: a) fixo. embalagens e outros materiais que não são identificados com a unidade produzida.900. é correto afirmar que: a) os custos variáveis se alteram na exata proporção de aumento ou diminuição das vendas. a) A depreciação dos equipamentos de produção é um custo fixo. d) Os materiais indiretos utilizados na produção são custos fixos. a) O aluguel da fábrica é custo indireto. b) mão-de-obra direta é aquela paga a empregados que trabalham diretamente no produto.200.00. e) o custo variável por unidade tende a permanecer constante dentro de certo nível de produção e de tempo. c) os salários pagos aos operários lotados na fábrica são considerados custos de produção. d) com exemplo de custo indireto tem-se o imposto municipal sobre a propriedade predial e territorial urbana.00 e 11. mais o seu custo unitário total diminuiu.00 Custos dos Produtos Vendidos R$ 38. e) aluguel da fábrica. b) O aluguel da fábrica é um custo fixo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 26 20.700.100. e) R$ 14. e) A matéria-prima utilizada na produção é custo indireto. 28. b) materiais.00 Os estoques finais de produtos em processo e de produtos prontos apontaram os seguintes valores.700.00. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. c) os custos indiretos não podem ser economicamente identificados com as unidades produzidas. d) Os custos fixos são custos diretos. assim como os encargos trabalhistas e previdenciários decorrentes. d) mão-de-obra. b) Um aumento na quantidade produzida não altera o custo fixo unitário.00 e 15.800. b) As embalagens representam custo indireto. d) R$ 12. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. quanto mais se fabrica um determinado produto. c) matéria-prima.500.200. d) primário. 24 -(MPE-RJ) Com relação aos custos de produção. d) A manutenção da fábrica é custo indireto. d) os gastos com combustíveis e energia elétrica não contribuem para a formação do custo de um produto. b) variável. e) a apropriação dos custos indiretos ao custo de um produto se dá a partir da relevância das vendas do produto no faturamento da empresa. 23 -(Eletrobrás) É contabilizado como custo fixo: a) consumo de energia. passando a ser denominados custos variáveis.100.00. c) direto.00 Produção acabada no período R$ 40.00 e 15. 22 -(Eletronorte) Dentre as alternativas abaixo assinale a INCORRETA: a) material direto pode ser conceituado como matérias-primas.100.00 e 12. c) R$ 30.00. 21 -(Eletronorte) Observe os dados de uma indústria relativos a um período de produção: Estoque inicial de produtos em processo R$ 15. 26. e) O seguro da fábrica é custo fixo. 25.100. 27. cujo tempo pode ser identificado com a unidade produzida. (MPAS) Estando uma empresa operando abaixo do seu limite de capacidade. c) O seguro da fábrica é custo indireto. respectivamente: a) R$ 12. e) de reposição.00 Estoque inicial de produtos prontos R$ 14. b) os custos fixos passam a ter relação direta com o volume da produção a partir de determinada variação.700. b) R$ 15. a) Os custos fixos por unidade não variam.00. Indique se as alternativas estão certas ou erradas.

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a) Os CV totais de produção aumentam proporcionalmente à quantidade produzida, em razão direta. b) Os custos variáveis unitários não se alteram, qualquer que seja o volume de produção. c) Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, qualquer que seja a quantidade produzida. d) Os custos fixos unitários variam na razão inversa da quantidade produzida. e) Os custos industriais unitários (custos variáveis unitários + custos fixos unitários), pela diluição dos custos fixos unitários, tendem a ser aproximar-se dos custos variáveis unitários, à medida que o volume de produção aumenta. 29. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. a) Os custos semi-fixos se mantêm quase fixos, mas reagem, timidamente, ao ritmo da produção. b) Os custos semivariáveis sofrem alteração significativa quanto há variação na quantidade produzida, mas não variam de forma proporcional ao volume de produção. c) Numa fábrica em que parte da energia elétrica seja consumida quando a indústria não está produzindo e a outra parte, mais significativa, seja relativa ao volume de produção, a energia consumida é custo semifixo. d) No caso da manutenção da fábrica, se a parcela mais significativa é fixa, havendo pequena variação em razão da quantidade produzida, ela será semivariável. e) Em termos práticos, os custos tendem a ser divididos em fixos e variáveis, uma vez que sua divisão em semifixos e semivariáveis é mais trabalhosa e menos objetiva. 01 05 09 13 17 21 25 29 * B D C D A CECCE CCEEC 02 06 10 14 18 22 26 * A B D C A CCCEC 03 07 11 15 19 23 27 GABARITO 04 * 08 D 12 B 16 D 20 D 24 E 28 EECEC * B D C A C CCCCC

01) Custos= 163.500; Despesas: 145.000; 02) I, I, D, I, I, I, D, I, I, D, I; 03) 1.CIF, 2. DF, 3. CDV, 4. DF, 5. DV, 6. CIF, 7. CDV, 8. CIF, 9. CDV, 10. CIF, 11. CIF, 12. CIF; 04) Variável, Fixo, Variável, Fixo, Variável, Variável, Variável, Fixo. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Material direto As matérias-primas, os componentes adquiridos prontos, as embalagens e os outros materiais diretos utilizados no processo de produção são apropriados aos produtos e serviços por seu valor histórico de aquisição. Podemos dividir todos os problemas existentes numa empresa com relação a material em três campos: a) avaliação qual o montante a atribuir quando vários lotes são comprados por preços diferentes, como tratar os impostos incidentes sobre as vendas, contabilização de sucatas etc. b) controle como distribuir as funções de compra, pedido, recepção e uso por pessoas diferentes, como desenhar as requisições e planejar seu fluxo, como fazer inspeção para verificar o efetivo consumo nas finalidades para as quais foram requisitados etc.; e c) programação quanto comprar, quando comprar, fixação de lotes econômicos de aquisição, definição de estoques mínimos de segurança etc. O uso das matérias-primas na produção envolve várias etapas, desde a sua aquisição até o consumo direto na produção. COMPRAS ESTOQUES CONSUMO AVALIAÇÃO Custo do Material Direto - é o custo de qualquer material diretamente identificável com o produto e que se torne parte integrante dele. Exemplo: matéria-prima, embalagens, entre outros que sejam perfeitamente identificados aos produtos. O custo de material é obtido por meio da seguinte fórmula: MD = EI + C - EF

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Onde: MD = materiais diretos EI = estoque inicial C = compras EF = estoque final Os materiais indiretos, ou secundários, têm o mesmo tratamento em termos de avaliação e baixa no estoque. O registro das compras será feito pelo valor constante na nota fiscal. O valor a ser registrado será líquido, isto é, deduzido dos impostos recuperáveis e acrescido dos fretes e seguros. Ex: COMPRAS BRUTAS - IMPOSTOS – DEVOLUÇÕES – ABATIMENTOS – DESCONTOS INCODICIONAIS + FRETES E SEGUROS = COMPRAS LÍQUIDAS Ao serem requisitadas para a produção, as matérias primas serão avaliadas conforme o critério adotado: - PEPS - primeiro que entra e primeiro que sai - UEPS - Último que entra e primeiro que sai (*) - Preço médio móvel ou Custo Médio (*) A legislação vigente não admite a utilização do critério UEPS. Caso a indústria não utilize o inventário permanente, a apuração do custo dessas matérias-primas é efetuada pelo método do Inventário Periódico (*CMP=EI + C – EF) – equivalente ao PEPS no inventário permanente. *CMP= Custo das Matérias Primas. Critérios para avaliação dos estoques (baixa do estoque por consumo ou venda de produtos prontos) Preço Específico - quando é possível fazer a determinação do preço específico de cada unidade em estoque, pode-se dar baixa em cada venda, por esse valor; com isto, no estoque final, seu valor será a soma de todos os custos específicos de cada unidade ainda existente. Tal tipo de apropriação de custo, entretanto, somente é possível em alguns casos, onde a quantidade, ou o valor, ou a própria característica da mercadoria o permite (isto é feito, por exemplo, no comércio de carros usados). Na maioria das vezes não é possível ou economicamente conveniente a identificação do custo específico de cada unidade. PEPS – com base nesse critério, daremos baixas no custo da seguinte maneira: o Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. Assim, à medida que ocorrerem saídas para a produção vamos dando baixa a partir das primeiras compras, o que equivaleria ao raciocínio de que sai primeiro as primeiras unidades compradas, permanecendo nos estoques as mercadorias de aquisição mais recentes. Por este critério avaliamos os estoques pelo custo das últimas aquisições. Com isso, o custo das matérias-primas aplicadas à produção (MP) fica onerado pelas primeiras compras, daí o nome do método PEPS - primeiro que entra é o primeiro que sai. Este método de avaliação dos estoques, quando comparado com os demais métodos, ocasiona as seguintes situações, conforme a economia com preços crescentes, estáveis ou decrescentes: numa economia inflacionária, isto é, com preços crescentes, produz estoque final maior do que os outros métodos; numa economia de preços constantes (inflação zero), os métodos se comportam, teoricamente, de forma semelhante; e numa economia deflacionária, isto é, com preços decrescentes, o método PEPS produz estoque final menor do que os outros métodos. UEPS – a Última a Entrar é a Primeira a Sair. O método UEPS funciona de modo inverso ao PEPS, isto é, o estoque é avaliado pelos preços de aquisição mais antigos e o custo das saídas para a produção é onerado pelas últimas compras. Daí o nome UEPS, o último que entra é o primeiro que sai. Numa economia inflacionária, este método em comparação com os demais, ocasionará no primeiro ano, um custo de matérias-primas maior. A legislação fiscal não aceita o UEPS como método de avaliação de estoques, pois tende a diminuir o lucro, o que ocasionaria diminuição do Imposto Sobre a Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro. A propósito, os únicos métodos aceitos pela legislação fiscal são o PEPS e MPM, este último somente se houver controle permanente de estoques, pois se não houver controle permanente de estoques, é obrigatório o uso do método PEPS. Média Ponderada Móvel (MPM) – Chama-se Ponderada Móvel, pois o valor médio de cada unidade em estoque altera-se pela compra de outras unidades por um preço diferente. Assim, ele será calculado dividindo-se o custo total do estoque pelas unidades existentes. Este método permite a avaliação dos estoques pelo preço médio ponderado. Ele é chamado de média ponderada porque a cada unidade comprada com preço diferente do

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constante do estoque o custo médio existente sofre alteração em seu valor. Assim, evita-se os extremos que ocorrem ao se avaliar os estoques pelo método PEPS ou pelo método UEPS. Por esse critério, os estoques são avaliados pelo custo de aquisição, apurado a cada entrada de mercadorias, ponderado pelas quantidades adquiridas e pelas anteriormente existentes, isto é, a cada aquisição se faz a média ponderada dos estoques. Média Ponderada Fixa (MPF) - Saliente-se, inicialmente, que este método de avaliação dos estoques não é permitido pela legislação do IR e tão-pouco se amolda aos princípios fundamentais de contabilidade. Ele consiste em se efetuar a média do custo pelo somatório de todas as aquisições do período e dividi-lo pela quantidade das aquisições do período, obtendo-se, desta forma, o custo unitário médio mensal. Assim, o método apura o valor médio das compras por períodos de um mês independentemente da data de aquisição, isto é, verifica-se o custo total das compras mais o custo do estoque inicial do mês, divide-se a soma, assim obtida, pelas unidades adquiridas no período mais as unidades existentes no início do período e teremos, então, o custo médio ponderado fixo mensal. Ao final do período (mês), toma-se o total das quantidades requisitadas no período, independente da data de saída, e multiplica-se pelo custo médio encontrado na coluna das entradas, obtendo-se desta forma o custo da matéria-prima aplicada à produção. Perdas de Estoques – Legislação Fiscal LEGISLAÇÃO FISCAL (RIR/99) Art. 291. Integrará também o custo o valor (Lei nº 4.506, de 1964, art. 46, incisos V e VI): I - das quebras e perdas razoáveis, de acordo com a natureza do bem e da atividade, ocorridas na fabricação, no transporte e manuseio; II - das quebras ou perdas de estoque por deterioração, obsolescência ou pela ocorrência de riscos não cobertos por seguros, desde que comprovadas: a) por laudo ou certificado de autoridade sanitária ou de segurança, que especifique e identifique as quantidades destruídas ou inutilizadas e as razões da providência; b) por certificado de autoridade competente, nos casos de incêndios, inundações ou outros eventos semelhantes; c) mediante laudo de autoridade fiscal chamada a certificar a destruição de bens obsoletos, invendáveis ou danificados, quando não houver valor residual apurável. Mão-de-obra Conceito: A mão-de-obra compreende o trabalho do homem aplicado direta ou indiretamente na fabricação dos produtos. O custo de mão-de-obra não corresponde, apenas, aos gastos com salários, mas engloba todos os gastos com o pessoal envolvido na produção: aqueles decorrentes da folha de pagamento, como os encargos sociais e trabalhistas (salários, décimo terceiro salário, férias, contribuições de previdência, contribuição para o FGTS, seguro contra acidentes do trabalho, gratificações etc.), e também os demais gastos com o pessoal, como assistência médica e social, transportes, viagens e estadas, lanches e refeições etc. Classificação: A mão-de-obra pode ser DIRETA ou INDIRETA: A mão-de-obra Direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, que pode ser facilmente identificada em relação aos produtos, desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho, como por exemplo, o salário do torneiro mecânico, do tecelão, do carpinteiro, os quais trabalham diretamente na transformação das matérias-prima. Compreende os gastos com pessoal que trabalha diretamente na fabricação dos produtos. A mão-de-obra Indireta compreende os gastos com pessoal que trabalha na empresa sem interferir diretamente na fabricação dos produtos. Sempre que não for possível identificar o gasto com pessoal em relação às unidades produzidas, esse gasto será considerado Mão de Obra Indireta. Como exemplo de mão-de-obra Indireta, podemos citar: salário dos supervisores da fábrica, dos chefes de seção, dos faxineiros, dos eletricistas e mecânicos que fazem manutenção nas máquinas e equipamentos industriais etc. Esse pessoal não age diretamente na fabricação deste ou daquele produto, porém os serviços que prestam beneficiam toda a produção em conjunto, sendo, portanto necessário que esses gastos sejam rateados, por critérios estimados ou arbitrados, para os diversos produtos fabricados. Mão-de-obra Direta: Custo Fixo ou Variável? Mesmo que a remuneração do operário seja contratada por hora, o que ocorre com o seu pagamento no fim do mês? A legislação trabalhista brasileira, diferente de inúmeros outros países, garante um mínimo de 220 horas de trabalho por mês. Mesmo que só tenha trabalhado metade disso, mas se teve à disposição da empresa todo o tempo exigido contratual e legalmente, fará jus àquele mínimo. O contrato acabou por produzir um gasto fixo mensal com esse operário. Será por isso a Mão-de-obra Direta um custo fixo também?

b) mão-de-obra indireta: corresponde à mão-de-obra que não trabalha diretamente na transformação da matéria-prima em produto ou da qual não há condições de apontar o tempo gasto nos produtos. Só se caracteriza como tal a utilizada diretamente sobre o produto. os referidos gastos. água. pois ocorrem mensalmente e independem do volume produzido.. benefícios a empregados.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 30 Convém aqui distinguirmos entre o que seja custo de Mão-de-obra Direta e gastos com Folha de Pagamento. nos seus produtos. houver uma ociosidade por razões tais como falta de material. Alguns autores costumam utilizar a nomenclatura de CIF se referindo a todos os CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO. Portanto. instalações. dentro de limites normais. Exemplo: Energia elétrica referente ao mês de julho que será paga no 2º dia do mês de agosto. como ocorreu com a contabilização da mão-de-obra Direta. manutenção etc. . mas a Mão-deobra Direta não. e de forma direta. imposto predial. energia elétrica. que não integram fisicamente os produtos. Portanto.Todos os custos de fabricação que não podem ser diretamente mensurados a cada produto. conseqüentemente. grandes acidentes etc.). Com a redução gradativa do custo da mão-de-obra direta pela eliminação de postos de trabalho e sua substituição por atividades automatizadas. Tendo em vista o Regime Contábil da Competência. lubrificantes. Também são chamados de Custos Indiretos de Fabricação (CIF). e por isso mesmo são apropriados por intermédio de rateios. depreciação. registram-se os gastos com a folha de pagamento nas contas da mão-de-obra Indireta para registrar.Representam o terceiro elemento de custo. devem ser apropriados no mês em que forem gerados. evidentemente terá que ser rateada (dividida) para cada produto. mesmo aos operários diretos. E isso devido ao fato de só poder ser considerada como Mão-de-obra Direta a parte relativa ao tempo realmente utilizado no processo de produção. Exceto a matéria-prima e a mão-de-obra direta. Se. Se. Gastos gerais de fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) Os GGF compreendem todos os gastos decorrentes do processo de fabricação que não correspondam à mão de obra e aos gastos com materiais. Composição dos custos indiretos de fabricação Podemos subdividir em três grupos os custos indiretos: a) materiais indiretos: correspondem aos materiais auxiliares empregados no processo de produção. esse tempo não utilizado será transformado em custo indireto para rateio à produção. por qualquer razão. mão-de-obra indireta. outros materiais. Depois. que não são possíveis medir ou quantificar o consumo nos produtos. combustíveis. . praticamente todos os demais custos são tratados como indiretos. em conjunto. quebra de máquinas etc. por outro lado. tais fatos ocorrerem de forma anormal e o valor envolvido for muito alto será esse tempo transferido diretamente para perda do período (como no caso de greve prolongada. o custo de Mão-de-obra Direta varia com a produção. de energia. os CIF/GGF vêm aumentando sua participação nos custos totais das empresas e. de trabalhar diretamente o produto. tenham ou não sido pagos (mais uma vez o Fato Gerador).Representam a utilização dos outros recursos da fábrica: equipamentos. enquanto a Folha relativa ao pessoal da própria produção é fixa. adotando-se para isso alguma base de rateio. aluguéis. Os GGF mais comuns são: aluguel da fábrica. materiais secundários. esse tempo ocioso ou usado em outras funções deixa de ser classificado como Mão-de-obra Direta. energia elétrica. por corresponder a Custo Indireto de Fabricação. Contabilização dos gastos gerais de fabricação A maior parte dos GGF não tem relação direta com os produtos fabricados. c) outros custos indiretos: todos os demais custos indiretos incorridos na fábrica. a folha é um gasto fixo (pelo menos quando não excede às 220 horas). combustíveis e lubrificantes. por exemplo. O fato gerador ocorreu no mês de julho. Contabilização da Mão-de-obra indireta (MOI): A mão-de-obra Indireta. Em obediência a esse Princípio Fundamental de Contabilidade. e aqueles economicamente inviáveis de medição de consumo. No caso acima. . esses gastos devem ser incorporados ao Custo da Produção do Período em que forem gerados (Fato Gerador). Essa distinção é de absoluta importância para inúmeras finalidades. custo de Mão-de-obra Direta não se confunde com valor total pago à produção. Inicialmente. O procedimento mais correto é que esses gastos sejam apropriados mensalmente. . Esse agrupamento contempla todos os elementos de custos que não têm medição de consumo nos produtos. seguro contra incêndios etc. faz-se a contabilização do rateio para cada produto separadamente. Se alguém deixa.

Máquinas e equipamentos da fábrica Custos dos Produtos Vendidos EXERCÍCIOS 1.00 ICMS destacado da Nota Fiscal R$ 170.00 Sabendo-se que o IPI e o ICMS são impostos recuperáveis para a empresa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 31 Representação gráfica da Integração da Contabilidade Geral com a Contabilidade de Custos Contas da Contabilidade Geral Caixa/Bancos/Contas a Pagar Materiais Folha de Pgto.00 (+) IPI R$ 200.Energia . Despesas Antecipadas Contas da Contabilidade de Custos Material Direto Produtos em Elaboração Mão de Obra Direta Salários e encargos do pessoal diretamente ligados à produção GGF ou CIF Mão-de-obra Indireta Demais Gastos Seguros da Fábrica Prod.00 (=) Valor total da nota fiscal R$ 1.Limpeza . Acabados Depreciação Acumulada Depreciação do prédio. cuja nota fiscal continha os seguintes dados: Valor das matérias-primas R$ 1.etc. assinale a alternativa que contém o valor que poderá ser computado no custo das referidas Matérias-Primas (em R$): . A Companhia Beta adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos. Pessoal da Fábrica Demais Gastos de Fabricação: .Aluguéis .200.Combustíveis .000.Manutenção .

.00.00 c) No mês de abril X0.3...00....Matérias-primas excedentes..3. adquiridas e utilizadas em abril/X0.000 unidades a R$ 2. e) 420.170.. c) 1..00... b) 830. assinale a alternativa que contém o valor das matérias-primas. e) 1.... Supondo-se a inexistência de estoque inicial de matérias-primas e de produtos em 01-04-X0 e que......000.030.. em 01-04-X0....Matérias-primas defeituosas. o fluxo de matéria-prima durante o ano foi o seguinte: I .00.......Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 32 a) 630.. b) 830.....00.000 unidades a R$ 2.00.00.. e) 1.000 unidades IV ...75 cada uma II . a empresa utilizou 40% dessas matérias-primas na fabricação de seus produtos... d) 488.000 unidades a R$ 1.....Saldo inicial: item l .. 2.......2.....00 cada uma item 2 ...6. R$ 240. 3. R$ 2..... d) 976. a empresa vendeu 50% dos produtos fabricados. 4....... dos tributos referidos..112. a ser apropriado nesse mesmo mês aos custos de produção (em R$): a) 664.50 unidades ... R$ 340.00 cada uma item 3 ..00........00.00.....200.R$ 200. devolvidas aos fornecedores: item l .00 Valor do ICMS destacado da nota . OBSERVE O SEGUINTE: A indústria Brasília adquiriu.. c) 840......4.. Matérias-Primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos: a) Dados da Nota Fiscal de aquisição: Valor das matérias-primas .00..00....75 cada uma III ........ d) 1...000 unidades a R$ 1...000 unidades item 3 .500 unidades item 2 . devolvidas ao almoxarifado pela fábrica: item 2 . Numa determinada empresa industrial.....Entregas à produção: item l ......00 Valor do IPI..... Sabendo-se que. PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE Nº 2 E 3.200 unidades V ....00 b) A empresa pagou frete das matérias-primas até o seu estabelecimento... apenas o ICMS é recuperável para a empresa.. c) 556.. assinale a alternativa que contém a parcela do custo dos produtos vendidos relativa às matérias-primas utilizadas (em R$): a) 1....00. nesse mesmo mês de abril/X0.050...75 cada uma item 3 ...00.5...Compras: item l -12. b) 760.....8...00..000 unidades a R$ 0.

.00. CONSIDERE OS SEGUINTES DADOS..ESTOQUES: Inicial Final • Materiais 188....170. b) 607.. e) 469.050. b) 1.. O valor total debitado no período à conta Produtos em Fabricação foi de (em R$): a) 277..... b) 258..... R$ 7..... R$ 17... 5.00 II .00 • Produção acabada do período. d) 1...00.00... no processo produtivo.000......OUTRAS INFORMAÇÕES: • Requisição de materiais para fabricação .. ocorreram os seguintes custos: • depreciação do prédio .. c) armazenagem-compra-venda-produção..00..00......00.00 • Produtos em Fabricação 520.... c) 1...... R$ 800. e) armazenagem-produção-compra-venda.. 6.500. como eventos patrimoniais em uma indústria. é seqüencial.....00..000. d) 22. Considerando que os gastos com mão-de-obra direta totalizam R$ 69..00 ICMS incluso no preço pago ao fornecedor... tendo com isso os seguintes gastos: Valor devido ao fornecedor . b) 37....00..087............ O valor líquido das compras de material foi de (em R$): a) 3...832....00..00. b) 799. b) 900..00..... d) 327.... R$ 7.....268.... e) 2....00.00... b) compra-produção-venda-armazenagem..00 327. R$ 3. se o IPI e o ICMS são recuperados na venda do produto final é (em R$): a) 830......50....00 ..00 • iluminação do prédio.....00 IPI incluso no preço pago ao fornecedor.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 33 Efetuadas essas operações.....00 Juros a pagar pelo financiamento obtido para efetuar a compra da matéria-prima ..00.. ligam-se a fatos cuja ordem de formação ou constituição....00.50.087...00..127.......00......00 5. e) 1. d) 657.. 10..00.. R$ 110....00 • Lucro bruto nas vendas..505.00.... R$ 330........ O valor das vendas líquidas realizadas no período foi de (em R$): a) 2. d) 2......... pode-se considerar como natural ou lógica? a) compra-armazenazem-produção-armazenagem..... Qual das seqüências.............50......00. c) 1....505.00..... R$ 1. constituída por um prédio..... e) 277..... A Cia Gama adquiriu 100 kg de determinada matéria-prima para fabricação de certo produto.00 327..00 • Produtos Acabados 237.287.. e) 330.. PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES N° 7 A 10 l . R$ 10..........000. d) compra-armazenagem-venda-produção....00 Frete e Seguro sobre compras..00.... como componentes do custo.. c) 980......... c) 208..00.... Na área fabril de uma empresa... c) 37.. e) 15....... o total dos gastos gerais de fabricação debitado ao período foi de (em R$): a) 261.00.. d) 657. 9...000....... R$ 8.. 11...00..000...000....00 O valor do custo por quilo a considerar como valor dessa matéria-prima...00.....00.....00 7... As contas de Matérias-primas e Materiais Indiretos de Fabricação (ou Custos Indiretos). 8..012..000.50..... o saldo final da conta Matérias-Primas na escrituração da referida empresa foi de (em R$): a) 37.000..468.. c) 796.

R$ 8.........00 b) Diversos a Mão-de-Obra Gastos Gerais de Fabricação 12.......000......................00 • Mão-de-obra..00 • Matérias-primas ......00 Sabendo-se que: 1) ............ foram efetuados os seguintes lançamentos: a) Mão-de-Obra 20.000.................................00........ d) 33. 2) ..................... e) 40....... c) 30. R$ 30......... R$ 8..00................00 20..000..........00 • Seguro de incêndio do prédio (parcela incorrida no período)..000....00 Neste mês........00 O total dos salários....000............... as seguintes contas..00.. R$ 7......5% e 62........No total dos custos acima mencionados estão incluídos todos os gastos gerais de fabricação no período........000... respectivamente.........000...... R$ 40........000............00 • Mão-de-Obra: Direta......... b) 40% e 60%.00 Indireta.... pagos e a pagar.......5%.00 • Produtos acabados ..000..................Não houve encargos sociais neste período..000.......... R$ 8....000...000.......000............................ ..00 • Custo dos produtos vendidos ..... 12.... cujos saldos referentes ao início de certo mês são: • Caixa.00 • Salários a pagar ..... Uma empresa fabril tem..00 Produtos cm Elaboração 8........ foi rateado entre Mão-de-Obra Direta e Mão-de-Obra Indireta.........000......................Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 34 • imposto predial..00 • Produtos em elaboração.... R$ 0... c) 75% e 25%..000..........000..................000.......................... Assinale a alternativa que contém o valor dos gastos gerais de fabricação debitados na conta Produtos em Elaboração (em R$): a) 37......................... no mês.....000........... e) 37...00 a Salários a Pagar 15..R$ 5.....000. R$ 7....R$ 8............................ b) 45.................... entre outras........00 • Gastos gerais de fabricação ........000....000....000. d) 50% e 50%...................00....00.... nas proporções: a) 25% e 75%.........00 a Diversos a Caixa 5.............. R$ 15................R$ 5...

00 R$ 10. supervisão e programação e controle da produção. d) aumento dos investimentos. Entende-se como Mão-de-Obra Indireta. conforme o caso. debitando-se as contas Caixa ou Contas a Pagar. • Ausências ao trabalho justificadas (Remuneradas): 5 dias. • Seguro de Acidentes do Trabalho: 2%. Emitida a nota fiscal 1xxx3.00 ICMS a Recuperar R$ 1. contribuinte de IPI e ICMS.00 R$ 10. IPI 12% frete e seguros 2% do preço. prevenção de acidentes. a conta Custos Indiretos de Fabricação é creditada: a) pelos materiais indiretos saídos do almoxarifado. 15. d) pelas despesas de seguros. impostos. apenas 10% da compra mais frete e seguros. c) por outras despesas indiretas de fabricação.200.00 IPI a Recuperar R$ 1. ou seja. b) R$ 5. a adoção de tal método provocará: a) diminuição do custo. • Sistema S + INCRA: 5. debitando-se as contas representativas do pagamento ou da apropriação dessas despesas.000. d) R$ 6. debitando-se a conta Almoxarifado. Na movimentação de contas que registram o processo industrial.000. • Domingos: 52 dias. do salário de operário contratado por R$ 3. e) Direta utilizada na comercialização dos produtos fabricados pela empresa. debitando-se a conta Folha de Pagamento .00/hora.000. e) diminuição das despesas operacionais. Calcule o custo total.Fábrica. 14. dela constavam: quantidade 4. debitando-se a conta Produtos em Elaboração. os gestores da Cia Tal adotam o método UEPS. • Dias de duração do ano: 365. considerando os seguintes dados: • Mês de 220 horas. d) relativa à administração dos escritórios.4343/hora. por hora.00 a Caixa R$ 1. ICMS 17%. preço unitário R$ 2. aquela: a) que diz respeito ao pessoal que trabalha e atua estritamente ligado ao produto que está sendo fabricado.9123/hora. na Contabilidade de Custos. no ato. Ao se admitir um processo inflacionário. c) R$ 4. o da última unidade a entrar no estoque como sendo a primeira a sair. 17.8% a) R$ 5.7831/hora.50. c) relativa à manutenção. 16.9351/hora.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 35 13.00 a Fornecedores R$ 9.000. • Contribuição para o INSS: 20%.00 Fretes e Seguros R$ 200.00 . adquiriu uma partida de material préindustrializados para uso industrial. A operação foi realizada a prazo. taxas e assemelhados. A Fábrica de Pré-moldados. b) aumento do resultado líquido.000 unidades. a) Diversos a Diversos Materiais R$ 6.900.0218/hora. ( Contador RJ) – Tendo por objetivo a apuração de custos.700. contabilidade geral e apoio à Diretoria. e) pelo total das despesas gerais de fabricação ocorridas no período. • Férias: 30 dias. e) R$ 5. • FGTS: 8%. c) aumento do custo. • Feriados e dias santificados: 8 dias. b) pela mão-de-obra indireta incorrida. pagando-se. Assinale o lançamento correto para contabilizar a operação. b) responsável pelas vendas dos produtos fabricados.

00 IPI a Recuperar R$ 1.preço unitário R$ 8.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 a Fornecedores R$ 10.00 .00 a Matéria-Prima R$ 1.500.00 c) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.376.080.00 R$ 11.700.260.IPI 10% .00 a Caixa R$ 1.700.00 No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção. Os fretes não sofreram tributação.00 R$ 11.00 a Caixa R$ 1.300. Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é contribuinte tanto do IPI como do ICMS.700.400.00 R$ 11. assinale o lançamento correto para contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar histórico). adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto.00 a Matéria-Prima R$ 1.00 e) Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.896.200.260.200.00 a Fornecedores R$ 10.00 ICMS a Recuperar R$ 1.300.00 R$ 11.080. mesmo que onerosa.00 a Caixa R$ 1. A nota fiscal dessa compra espelhou os seguintes dados: .400.320.00 d) b) Produtos em Processos Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.400.400.00 R$ 11.despesas acessórias/fretes R$ 240. c) a) Produtos em Processo Produtos em Processo a Matéria Prima R$ 2.quantidade 500 unidades .00 R$ 11.00 a Caixa R$ 1.00 R$ 11.140.896.400.00 IPI a Recuperar R$ 1.00 d) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.00 a Fornecedores R$ 10.700.400.320.00 a Fornecedores R$ 10.ICMS 17% .00 18.00 e) Diversos a Diversos Materiais R$ 9.136.00 IPI a Recuperar R$ 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 36 b) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.200.400. exigindo entrega em domicílio.700.136.00 Fretes e Seguros R$ 200.00 R$ 11. (AFC) A Industrialzinha Ltda.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 .320.400.

e) identificado. d) despesas gerais de produção. No início do período. Sabe-se que a empresa comercial FORTALEZA S/A é contribuinte do ICMS mediante movimentação econômica. c) gasto. no total. d) desembolso.00 .Custos Indiretos de Fabricação Incorridos no período: R$ 5. quando houver necessidade de utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação. (Contador RJ) Para responder a questão considere os saldos apurados nos livros contábeis da Cia. c) primários.Matérias-primas adquiridas no período: R$ 20.000. b) segregado.000.000. d) variável. e) custo de veículos.000.00 d) R$ 34.000. 23. Os gastos com os serviços contratados serão apropriados.000. o custo será incluído como: a) imputado.500.00 cada unidade. como: a) custo de mão-de-obra.500.000. e 5 unidades de halteres de 7kg por R$ 40.00 .000. dedicada ao comércio de equipamentos de ginástica.00 .000. dentro do próprio período. 20.000.000. e não é contribuinte do IPI.000.000. . no total. a FORTALEZA S/A vendeu 80 unidades de halteres de 5kg por R$ 30.000.00 cada unidade. c) custo de serviços de terceiros.000.00 24. 21.Estoque Inicial de produtos acabados: R$ 11. em relação à produção de cimento.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 37 19. contribuinte do IR com base no lucro real. (ICMS/RJ 2007) A empresa FORTALEZA S/A.000.MOD do período: R$ 6.000.Devoluções.Estoque Final de Produtos em Elaboração: R$ 2.Estoque Final de Matérias-primas: R$ 7.Estoque Inicial de Produtos em Elaboração: R$ 3.000. começou o período com o estoque de mercadorias composto por 20 unidades de halteres de 5kg avaliadas.000.00 . (NCE-UFRJ) Em Contabilidade de Custos.000.00 . ou cada vez que houver o uso de estimativas ao invés de medição direta. e) diretos.00 c) R$ 32.00.00.Estoque Inicial de Matérias-primas: R$ 5.Estoque Final de Produtos Acabados: R$ 6.000.000. Os Custos que não são facilmente identificáveis com os produtos e são apropriados com base em rateios são chamados de : a) fixos. Os dados da nota fiscal de aquisição eram os seguintes: No final do período. A opção que apresenta a nomeação do salário pago em empregado da produção: a) despesa. por R$ 120.00 b) R$ 30. e 6 unidades de halteres de 7kg avaliadas.000. Alfa relacionados abaixo: .00 . (ESAF) Uma fábrica de cimento contrata empresa de transporte coletivo para transportar seu pessoal para trabalhar em sua jazida. por R$ 280.00 . b) custo.000. de onde extrai calcário para produção de cimento. b) custo da matéria-prima. Considerando apenas as informações apresentadas e que a FORTALEZA S/A avalia seu estoque pelo Custo . e) investimento.00 O custo dos produtos vendidos é de: a) R$ 40.000. b) variáveis.000. c) indireto.00 . 22. d) indiretos.00 e) R$ 29. de 35% das aquisições de matérias-primas. FORTALEZA S/A adquiriu 100 novas unidades de halteres de 5kg.

33 25 DIA 01 02 03 04 05 ENTRADAS Q U T 12 10. Quantidade. b) Último que entra primeiro d) Média ponderada fixa. Custo Unitário e Custo Total em Reais. e) 1.00.424.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 38 Médio Ponderado Móvel.00.00. respectivamente. d) 608. assinale o valor a ser encontrado no lugar do último ponto de interrogação. 26 (ICMS/SP/2006) Uma Empresa.00 b) 664.67.00 120. c) 436. o valor do custo total do saldo no dia 05 (em R$): a) 704.00 38.00. c) 1. tem o movimento de seus estoques conforme os dados abaixo. 27 .00 640.00 ? ? ? ? ? ? Na ficha (acima apresentada) de estoque de matéria-prima de uma empresa industrial. U e T representam. Q. e) Método de preço específico.307. que sai. em qual dos critérios de avaliação dos estoques o Resultado Bruto Operacional será maior? c) Primeiro que entra primeiro a) Média ponderada móvel.446. que sofreu 4 movimentações no período de 01 a 05 de certo mês. Com base nessas informações.0 ? (3) (2) ? ? ? ? 190. d) 1. inserida em um contexto de economia inflacionária em que os preços são sempre crescentes ao longo dos períodos.17.00 ? Q SAÍDAS U T Q 8 ? 15 ? ? SALDO U T 80. (ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial é monoprodutora. b) 1. o valor do custo das mercadorias vendidas nesse período é. Sabendo-se que as devoluções são relativas ao movimento do mesmo mês. que sai.00. em valores arredondados: a) 1.323.317. isto é. e) 476.45. Nos três últimos trimestres apurou o seguinte: .

Distorções na Alocação O número de unidades produzidas. a) Maior que $48. geralmente. O que se procura ao definir uma base de rateio é minimizar tais distorções. será classificado como indireto.000. é rateado pelo metro quadrado ocupado por cada departamento ou linha de produção. aqueles itens que não são economicamente viáveis fazer o seu controle. ou seja. c) Entre $46. sem possibilidade de segregação da parcela deste custo pertencente a cada um dos produtos. ainda. maior será o número de custos indiretos. • não houve variação de preços no período. Geralmente são utilizados em menores quantidades e necessitam OBRIGATORIAMENTE de uma base ou critério de rateio para serem apropriados aos produtos. Se o critério adotado não for bem consistente.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 39 Sabe-se que: • a empresa apura o custo total de fabricação pelo custeio por absorção. d) Entre $45.000. o número de horas de mão-de-obra direta. GABARITO 01 B 05 A 09 C 13 D 17 D 21 B 25 B 02 06 10 14 18 22 26 C B E C D B C 03 07 11 15 19 23 27 E E B E C E B 04 08 12 16 20 24 B B B C D C CUSTOS INDIRETOS: Critérios de Rateio de CIF – Departamentalização – Taxa de Aplicação de CIF Os Custos Indiretos são aqueles que não há como fazer a associação direta dos custos aos produtos fabricados. enquanto outros.000. Utilize o método maior-menor para classificar os custos entre fixos e variáveis e determine o custo total de fabricação do quarto trimestre para uma produção total de 6. ao contrário. A melhor base de rateio para determinado custo é aquela que se supõe que o custo ocorra na mesma proporção dela.00.500 unidades. e) Menor ou igual a $45.01 e $48. superavaliados.000.01 e $46.00. Exemplos: o imposto predial da fábrica. • a empresa controla seus estoques permanentemente e os avalia pelo método PEPS. quanto mais elevado for o nível hierárquico de apuração.00. Ou. Porém. o valor da matéria-prima direta e outros. pois é uma tarefa que envolve aspectos subjetivos e arbitrários. Tendo em vista que o montante dos custos indiretos será absorvido pela produção por qualquer base que se venha a ser empregada. se a apuração de custo for em nível de Departamento e estes dois produtos pertencerem apenas a um único Departamento.00. maior será o número de custos diretos e. o resultado de custos ficará por certo deficiente para atender aos fins que se propõe. Algumas considerações Desejando-se apurar custos em nível de produto diferente. alguns produtos podem ficar subavaliados. Esses valores devem estar distribuídos entre os diferentes produtos ou funções dos quais se deseja apurar o custo e devem ser conhecidos e estarem disponíveis no final do período de apuração do custo.000. Dificuldades para estabelecer as bases de rateio A dificuldade que se encontra para alocar custos indiretos reside na definição das bases de rateio a serem utilizadas. b) Entre $47. um custo que é comum a dois produtos. Portanto.000.00. este custo passará a ser classificado como direto ao departamento. todos eles sempre relacionados diretamente com o volume da .01 e $47. Entende-se por CRITÉRIO DE RATEIO ou BASE DE RATEIO como uma divisão PROPORCIONAL pelos valores de uma base conhecida. o número de horas de máquinas. o custo indireto deve guardar estreita correlação com os dados escolhidos como base de rateio (causa x efeito).000.000. quanto mais baixo for o nível de apuração.

. o TQC .o valor do imobilizado é o dado que melhor serve como base de rateio deste custo. uma alocação inadequada provoca distorções muito significativas. procurando aproximar-se daquilo que seria o custo perfeito. Materiais indiretos o dado que serve melhor como base de rateio é o valor da matéria-prima porque se entende que a sua aplicação nos diferentes produtos é em função do consumo de matéria-prima direta. pode se adotar um critério de rateio que englobe grupos de custos indiretos. Devido às exigências cada vez maiores do mercado. Assim. Nos tempos atuais. escolhido o dado que melhor possa refletir o rateio daquele custo a cada uma das unidades de acumulação de custos. entre outros. praticamente eliminando os tempos entre as etapas de produção.o dado mais indicado para a base de rateio é a “potência das máquinas elétricas”. Cada custo indireto deve ter a sua ocorrência analisada em função da unidade de acumulação de custos e. ou seja. No entanto. as empresas têm de diversificar cada vez mais o número de itens da sua produção para atender a estas exigências aumentando. aumentando o valor dos custos indiretos com redução dos demais. Assim como nas máquinas a combustível. O que precisa ficar bem claro é que todo e qualquer critério que venha a ser empregado deve ser escolhido em função de uma base que represente uma relação lógica. porque quanto mais potente for a máquina. desde a encomenda de matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente. é que o Supervisor está encarregado na produção e na supervisão de diversos produtos e . Esta sistemática provocava muitas distorções. tendo em vista que os custos indiretos ganharam maior relevância. neste caso. o número de produtos diferentes produzidos.significa a remuneração devida ao pessoal que chefia um grupo de pessoas. cuja matéria-prima direta é a madeira e o valor consumido é normalmente proporcional à área que deve ser envernizada. As parcelas dos custos indiretos destinados a cada função diferente ficaram muito distorcidas e. a alocação das suas parcelas fica muito aleatória. Energia elétrica (força) . Exemplos de custos indiretos e bases de rateio.Just in Time.o dado. precisa-se ter coerência na escolha dessa. no intuito de simplificar esta rotina. a quantidade de custos indiretos aumentou demasiadamente em relação aos diretos e os conceitos antigos de rateá-los por dados que privilegiam o volume de produção deixaram de refletir a realidade. necessita de uma base de rateio para apropriação aos produtos. Bases Mais Adequadas de Rateio Com o desenvolvimento dos processos de produção. com automatização das diversas etapas dos processos produtivos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 40 produção. quanto à qualidade e à eficiência dos produtos. quanto maior a potência. cadeiras. fazem com que o custo de cada uma destas funções não exprima o seu verdadeiro valor. ao contrário de hoje. Com isto. carteiras e mesas de madeira. utilizando-se das técnicas mais avançadas. Qualquer base que venha a ser utilizada por certo permitirá que se chegue ao custo dos produtos. eram os dados mais comumente usados como base de rateio. A razão dessa escolha é supor-se que a medida que o produto ou função de custo absorve mais mão-de-obra. como conseqüência. Após um estudo muito analítico de cada custo e uma unanimidade dos responsáveis de cada área ou atividade. maior o consumo de energia. entre os disponíveis. muito simplista. mais combustível ela vai consumir. bem como da sua maior adaptação aos hábitos e comodidades de cada usuário. de que o produto de maior volume de produção deveria ser o mais penalizado com as cargas de custos indiretos. Combustíveis . o número de empregados em cada linha de produção também é uma base aceita. só então.Total Quality Control. como o JIT . o consumo de combustível é em funcão da potência de cada máquina. a distribuição inadequada de pequeno valor não provocava distorções significativas. também requer mais supervisão. provocaram um deslocamento significativo dos custos. que permitem a execução de uma variedade muito grande de produtos com alto grau de eficiência e qualidade. significativamente. vejamos o VERNIZ numa pequena fábrica de bancos. tendo em vista que a depreciação é conseqüência do valor de aquisição do imobilizado. tendo em vista o raciocínio. novos conceitos estão sendo usados para a escolha dos dados mais adequados para uso como base de rateio dos custos indiretos. que melhor serve como base de rateio deste custo é a “potência das máquinas a combustão”. como custo indireto. Como por exemplo. A melhor base de rateio para este custo é o valor da mão-de-obra direta apropriada a cada tipo de produto diferente ou a cada função diferente de custo. a fim de não serem obtidos resultados distorcidos. Supervisão . a modernização dos processos de produção. Depreciações . normalmente. O que ocorre. Sem uma análise mais acurada da forma de ocorrência de cada um dos diferentes custos indiretos e nem da efetiva participação de cada uma das funções de custos naquele custo indireto.

o resultado do período aparecerá. que realizam atividades homogêneas. na grande maioria dos casos.a base de rateio será o dado “número de empregado”. Isso porque os Custos Indiretos não apropriados sobre os itens estocados teriam sido apropriados aos outros que foram vendidos e. Cromeação. uma Ordem de Serviço. Administração Geral da Fábrica etc. representada por homens e máquinas (na maioria dos casos).usa-se como base de rateio para este custo o dado “área ocupada”. Almoxarifado. Mas. apesar de na maioria das vezes ser constituído por homens e máquinas. Para o campo de Custos para Avaliação de Estoque (foco inicial deste trabalho). estariam classificados como Despesas (Custo dos Produtos Vendidos) no resultado. são conhecidos por Departamentos de Serviços. nele são acumulados os Custos Indiretos para posterior alocação aos produtos (Departamentos de Produção) ou a outros Departamentos (Departamentos de Serviços). Quanto maior a área ocupada na fabricação dos produtos. que desenvolve atividades homogêneas. notamos que podem ser divididos em dois grandes grupos: os que promovem modificações sobre o produto diretamente e os que nem recebem o produto. Manutenção. Outra base seria. Diz-se unidade mínima administrativa porque sempre há um responsável para cada Departamento ou. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Departamento é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos. e como tal.área ocupada é o dado mais adequado como base de rateio deste custo. por um montante menor do que aquele que seria apresentado caso não tivesse havido alteração.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 41 Energia elétrica (iluminação) . uma Ordem de Produção. Em outras situações podem existir diversos Centros de Custos dentro de um mesmo Departamento. Esquema de Contabilização de Custos – Departamentalização . têm seus custos transferidos para os que deles se beneficiam. parte da produção fica estocada (produtos em elaboração e produtos acabados) e com isso. também. um departamento. Pintura. Alimentação . pode representar um órgão. Aluguéis . pois estes não passam por eles. interessa-nos mais visualizar o Departamento como um conjunto que. Montagem. assim. maior será a parcela do custo de alimentação incidente sobre o produto ou função de custo. já que estes passam inclusive fisicamente por eles. Por viverem esses Departamentos para a prestação de serviços a outros Departamentos. enquanto os segundos. pode também ocorrer sob a forma de homens apenas e. Departamento e Centro de Custos Na maioria das vezes um Departamento é um Centro de Custos. pelo menos. o efeito dos Custos Indiretos sobre os produtos não seria ponto sensível na avaliação do resultado global da empresa. Por exemplo: Forjaria. considerando-se que o valor do aluguel é por área e portanto. o produto que ocupa a maior área recebe a maior parcela do custo e o que ocupa a menor área recebe a menor parcela do custo. um processo produtivo ou mesmo um produto. também. também só de máquinas. Refinaria. que vivem basicamente para execução de serviços e não para atuação direta sobre o produto. porque se considera que quanto maior o número de empregados ocupados. Função de custo significa unidade de acumulação de custos. Outras Observações Caso toda a produção de um período for vendida nesse mesmo período. Caso os produtos estocados no fim do período tenham sido “beneficiados” pela modificação do critério de rateio e tenham por isso recebido menos Custos Indiretos do que recebiam antes. Esse conceito que liga a atribuição de cada Departamento à responsabilidade de uma pessoa dará origem a uma das formas de uso da Contabilidade de Custos como forma de controle (custo por responsabilidade). aqueles são os que atuam sobre o produto e são conhecidos por Departamentos de Produção.é usado o mesmo dado do anterior. pelo menos teoricamente. mais energia elétrica será consumida para a sua iluminação. o número de pontos de luz instalados em cada setor. poderão existir alterações artificiais no resultado. Os Departamentos de Serviços (impropriamente chamados às vezes de Não-produtivos e também conhecidos por Auxiliares) geralmente não têm seus custos apropriados diretamente aos produtos. Os Departamentos de Produção (também conhecidos por Produtivos) têm seus custos transferidos para os produtos. Verificando esses exemplos. Transporte de pessoal . ou seja. deveria haver.

000 550. Esta disparidade é devido ao fato de que os gastos não são uniformes entre os setores nos quais são produzidos os produtos A.000 150.000 20.000 Total 960.000 1.000 130.000 30.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 42 Exemplo 1: A empresa Alfa S/A produz três tipos de produtos.000 Supervisão da fábrica 100.000 50.000 A 300.000 100.250.000 .000 60.250. Veja a hora-máquina de cada produto nos departamentos por onde passaram: Produtos A B C Totais Corte % HM 100 33.67 300 100 Montagem % HM 50 16.000 40.000 Energia elétrica 300. Alocou aos produtos os seguintes custos diretos: Produtos Custos Diretos 500.000 B 450.000 40.400.000 30. Para este novo cálculo deverão ser considerados os custos apropriados a cada um dos setores.000 230.000 Outros custos indiretos 200.000 Indiretos 460. ao se analisar com mais cuidado o processo de produção.150. B e C.67 250 83. B e C. decidiu-se fazer a alocação dos CIFs aos produtos pelo critério das horas-máquina utilizadas em cada produto.000 Totais Deverão ser alocados os seguintes custos indiretos: Custos Indiretos $ Depreciação de equipamentos 200.000 450.000 Total 200.000 Manutenção de equipamentos 350.000 Acabamento 70.000 Total 1.000 C 1.000 No entanto.000 200.000 Totais 1.000 1.000 450.33 200 66.000 Montagem 30.000 100 Portanto o mapa de custos ficaria desta forma: Custos A B C Diretos 500. Veja a distribuição dos custos indiretos aos departamentos produtivos: Custos Indiretos Depreciação Manutenção Energia Supervisão Outros Custos Ind.000 530.000 120.150.000 100 Note que agora o critério de rateio dos CIFs será o das horas-máquina de cada departamento por onde os produtos passaram. Total Corte 100.000 300.000 2.000 300. A.000 460. e nem estes possuem o mesmo tratamento em cada setor por onde passam.000 30. Veja: Produtos HM % A 400 40 B 200 20 C 400 40 Total 1.150.33 300 100 Acabamento % HM 250 62.000 200.5 150 37.000 350.000 200.000 910. verifica-se que existe uma disparidade no cálculo dos custos de cada produto.5 400 100 Total % HM 400 40 200 20 400 40 1.000 Como a maior parte dos custos indiretos é relativo aos equipamentos.

PROPORCIONALMENTE .605 70.50 343.000 150.150 300. Faz a alocação dos custos de cada departamento de apoio diretamente aos departamentos operacionais.CUIDADO COM AS ALOCAÇÕES REFLEXIVAS: o departamento de serviço que distribuir os seus custos não recebe mais parcelas. ALOCAÇÃO DIRETA O mais utilizado. nenhum custo subseqüente deste é alocado ou a ele retorna.150. Ignora os serviços prestados entre os departamentos de apoio.50 206.33 149.ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS PARA ESCOLHA DA MELHOR BASE DE RATEIO: analisar a composição dos custos para melhor escolha da base de rateio. Valor total dos serviços prestados ao congênere RECÍPROCO . .150.000 230.000 Sem Departamentalização 518. deverá ser levada em consideração a participação de cada produto em cada departamento.750 518.150.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 43 Agora. PASSO A PASSO (SEQÜENCIAL OU EM CASCATA) Este método leva em conta o reconhecimento dos serviços prestados pelos departamentos de apoio e requer a classificação (em ordem seqüencial) dos departamentos de apoio.67 300. Veja a nova distribuição dos custos indiretos aos produtos: Departamentos Corte Montagem Acabamento Total Produto A % $ 33. Foster e Datar) DIRETO. . Determinação da seqüência Percentagem do suporte total prestada ao congênere.250 331.000 Note que os custos totais de cada produto mudaram. . Métodos de alocação do custo dos departamentos de apoio para os de produção (Visão dos profº Horngren.150 Produto C % $ 83.850 16.605 300.000 $ 450.67 25.000 1. PASSO A PASSO E RECÍPROCO DIRETO. Veja: Critério A B C 460.150 (128.000 550.755) Distribuição dos custos comuns aos departamentos .HIERARQUIZAÇÃO: escolher o departamento de serviço que terá primeiro os seus custos distribuídos aos demais.995 37.000 1. de acordo com a ordem em que alocação passo a passo deve ser efetuada (hierarquização).005 62. mesmo que tenha prestado serviço ao departamento que estiver distribuindo seus custos.33 124.MELHOR BASE DE RATEIO DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS PARA OS DE PRODUÇÃO (Visão do profº Eliseu Martins) .245 Com Departamentalização Diferença 58.605 Produto B % $ 66.150 331. Uma vez alocados os custos de um departamento de apoio.245 Total % 100 100 100 Total 1.000 460.DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE PRODUÇÃO AOS PRODUTOS: proporcionalmente aos benefícios recebidos de cada departamento.

898. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.1 ($116.816 3.000 + (0.600 + 0. Alocação dos custos recíprocos de cada departamento de apoio a todos os outros departamentos (apoio e operacionais) com base nas proporções de utilização (total de serviços prestados a todos os departamentos) Sistemas de Informação Para Mnt da fábrica (0.000 50 8.00 (716.082.1 x $240.898.000 + 0.316.816.400 30 4.082) = 124.816) = 24.600 80 200 10 2. Etapas 1.00 Manutenção da fábrica Para Sist Info (0.082) = $240.8 x $240.1 x $240.000 400.00 EXEMPLOS ALOCAÇÃO DIRETA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.2 ($624. Resolução do sistema de equações simultâneas para obtenção dos custos recíprocos de cada departamento de apoio.60 Para Maquinaria (0.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 44 Faz a alocação dos custos por via da inclusão explícita dos serviços mútuos prestados por todos os departamentos de apoio.40 Para Maquinaria (0.082 MF = $624.000 1.000 + 0.816) = 192.98MF = $624.000.02MF 0.000 100 1.081.652.082) = 312.000 116.000 + 0.2 x $624.224. Sist.60 240. Expressão dos custos dos departamentos de apoio e das relações recíprocas em forma de equação linear.00) 148.2MF)) MF = $600.60 Para Montagem (0.2MF 2.000 + $11.816) = 24.082 SI = $116.00 624.00 864. na sua integralidade. Permite incorporar relações interdepartamentais.5 x $624.3 x $624. (1) MF = $600.80 Para Montagem (0.000 200.082) = 187.041.081.000 + 0.600 20 2.000 100 600. nas alocações de custos dos departamentos de apoio.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .1SI (2) SI = $116.816. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 1. MF = $600.

devemos primeiramente alocar os custos do departamento de manutenção (maior percentagem e maior valor total).000 1.600 20 2.000 180.316.000 625.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 45 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total ALOCAÇÃO SEQUENCIAL 600.000 100 600.316.000 50 8.111 Montagem 200.000 Pela classificação em ordem seqüencial dos departamentos de apoio.000 103. Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 600.000 400.111 728.000) - Máquinas 400.000 225.000) Sist Info 116.000 26.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .000 1.000 1.000) 1.316.889 Total 1.000 (600.000 209.000 1.000) - Sist Info 116.000 116.222 2.000 375.222 526.000 (116. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.000 116.600 80 Máquinas 400.000 12.316.000 100 Total 1.400 30 4.000 120.000 1.000 580.000 500.316.889 587.000 300.316.000 1.316.000 236.000 200.778 789. Sist.778 200 10 Montagem 200.000 575.000 (600.000 (236.

108 9.2) 2 2 779.720 (4.316.600) 472 472 (472) Sist Info 116.316.316.000 188.400 472 535.873 3 779.4 2.000 1.2 536.000) 23.000 300.000 (600.4 94 9.800 7.000 1. Sist. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.080 775.600 (23.872 236 536.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 46 ALOCAÇÃO RECÍPROCA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.000 580.000 116.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .000 (236.000 120.122 536.776 779.122 0.2 536.600 11.800 768.720 4.720) 94.117 5 200 10 Montagem 200.000 500.600 23.000 50 8.4 (94) 9 (9) 0.600 20 2.877 536.000 100 Total 1.876 1.000 1.880 3.656 141.6 779.316.2 1.000 1.316.000 1. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total 600.316.400 30 4.2 (0.122 0.316.800 535.316.000 1.000 1.798 75.000 400.316.877 779.6 779.2 (2) 0.000 180.316.600 80 Máquinas 400.000 100 600.000 1.000 236.000 23.000 200.000) 4.000 1.000 1.000 1.316.600 523.

123 Total 1.2MF MF = $600.000 + 0.000 + (0. existem as férias coletivas.correta apropriação dos custos indiretos.816 240.082 SI = $116.melhor controle dos gastos.653 779.1SI (2) SI = $116.600 MF = $624.082) 1.041 512. Essa taxa de aplicação é conseqüência da estimativa de produção e dos custos para um dado exercício.02MF 0.600 + 0.000 + $11.082 (24.000 VANTAGENS DA DEPARTAMENTALIZAÇÃO . Isso só é possível apenas quando encerrado cada período contábil (geralmente mensal). Além disso. alguns custos indiretos não ocorrem homogeneamente durante o período. . Pela utilização dessa taxa racionaliza-se a distribuição dos CIF durante todo o período de fabricação . mas só poderemos efetuar a apropriação correta dos indiretos após conhecermos os valores totais do mês e também a quantidade de produtos elaborados.816 (240.000 312.2MF)) MF = $600. DETERMINAÇÃO MAIS PRECISA DO CUSTO DOS PRODUTOS CONSEQÜÊNCIA: TAXA DE APLICAÇÃO DE CUSTOS INDIRETOS OU TAXAS PREDETERMINADAS DE CIF Até este momento foram discutidos problemas relativos à apropriação dos Custos Indiretos.082 (624. Se quisermos fazer o acompanhamento do custo de cada produto durante o mês.000 + 0.2($624.041 24.082 536. já que poderemos ir acompanhando os Custos Diretos medidos durante o próprio processo de produção. ficaremos obrigados a esboçar algumas estimativas.000 187.98MF = $611. É comum encontrarmos empresas que têm a quase totalidade da manutenção preventiva realizada em certas épocas do ano.diminui a arbitrariedade dos critérios de rateio. As taxas predeterminadas de CIF têm por finalidade normalizar os custos aplicados à produção em um período.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 47 Utilizando a fórmula (1) MF = $600.898 (124.464.225 192.082) = $240.816) Máquinas 400.082) Sist Info 240.816) 1.000 + 0.225 587.316. e nesses casos temos a necessidade de distribuir esses custos à produção toda do ano.877 Montagem 200. não podendo descarregar tais itens como despesas ou apropriá-las a um mínimo de bens produzidos.340.816 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 624.1 ($116. mas sempre considerados conhecidos os custos e a produção realizada. Ou então.000 + 0. .

00 no ano = 15... trabalha-se com estimativas de custos indiretos de produção........... Assim...000...000...........00 Então.00 Nesse exemplo será rateado os Custos Indiretos de Fabricação orçados pelo total de Mão-de-obra prevista para esse ano. Cálculo da taxa predeterminada 1º Passo: estimar o volume de produção no período (uma vez que os CIF´s variáveis dependem deste volume)....... ou seja........ 2º Passo: estimativas dos custos fixos de cada departamento.......... a partir da previsão do volume de produção.. Feitas todas as estimativas...Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 48 dos produtos..00 / 15..... em função do critério de rateio escolhido...........00 ..00 de CIF... Consiste em efetuar uma estimativa de qual será o valor destes num determinado período de produção e utilizar este gasto pré-estimado para apurar o custo da produção do período..... Empresas departamentalizadas: CÁLCULO DA TAXA PREDETERMINADA 1º Passo: estimativa dos volumes de atividades de cada departamento.. ajustando aqueles custos que ficaram subavaliados ou superavaliados... aplica-se a taxa de R$ 55..000h = R$ 55. 3º Passo: estimativa dos CIF´s Fixos.. c) os custos indiretos variáveis dessa produção... 2º Passo: estimativa dos CIF´s variáveis. Para operacionalizar esse critério é necessário que se estimem: a) a produção do período..000. Estoque de Produtos Acabados e para o Custo dos Produtos Vendidos.. 4º Passo: definição da forma de distribuição e rateio dos CIF dos departamentos de serviços aos departamentos de produção... . As diferenças deverão ser apuradas e rateadas para a conta de Produtos em Elaboração....... b) os custos indiretos fixos para o período.... O cálculo da Taxa de Aplicação de CIF é: R$ 825.. 3º Passo: estimativa dos custos variáveis de cada departamento. 5º Passo: definição do critério de apropriação dos CIF dos Departamentos de Produção aos produtos.......... para cada hora apontada de mão-de-obra nos produtos (valores reais).. Cálculo taxa : CIF Volume do critério de rateio Exemplo: As estimativas de custos e produção do Departamento ALFA-BRAVO são as seguintes para o ano de 20x2: Produção anual (em horas de mão-de-obra)......... como já foi estudado.. é calculada a taxa de CIF a ser aplicada durante o período.... custos reais só se conhecem ao final do período.................... Se houvessem outros dados poderia ser escolhida uma outra base..00 Custos Indiretos de fabricação orçado (total).. No final do período.000.. VANTAGENS 1) Saber o valor dos custos incorridos durante o processo produtivo.. 4º Passo: cálculo da taxa predeterminada de CIF para aplicação à produção........R$ 525......R$ 825........000 x R$ 35............... respeitando a quantidade de produtos que se pretenda fabricar... comparam-se os CIF aplicados com os CIF reais......00 Custos Indiretos Fixos no ano.......R$ 300......000 h Custos indiretos variáveis: por hora = R$ 35.... 15...

Para apropriar corretamente os Custos Indiretos de Fabricação. Quantificar os produtos em processo e elaborados. tal conta terá saldo credor. CIF Aplicados > CIF Reais Superavaliação Situação favorável CIF Aplicados < CIF REAIS subavaliação Situação desfavorável 4) A conta Variação dos CIF´S será encerrada contra Produtos em Processo (Elaboração). se for o inverso. Estabelecer alguma relação causal entre eles e os produtos em elaboração. Caixa. Produtos Acabados ou CPV. as contas de CIF Aplicados e CIF reais (incorridos) serão encerradas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 49 2) os CIF´s são homogêneos durante o período. evitando distorções durante o exercício. a conta dos Departamentos ou dos Produtos em Processo (Elaboração) será debitada pelo valor predeterminado dos CIF´s. Uma empresa. conforme sua natureza. Bancos etc. Determinar os totais dos custos indiretos do mês. saldo devedor. 3) No final do exercício. para fabricar 1. é necessário: Conhecer a quantidade de produtos elaborados. havendo sazonalidades. respectivamente. CONTABILIZAÇÃO 1) À medida que os produtos são transferidos de departamento (se for o caso) ou sendo elaborados. com crédito na Conta CIF Aplicados: D: Produtos em Elaboração ou Conta Departamental C: CIF Aplicados 2) Os CIF´s efetivamente incorridos serão debitados à (s) respectiva (s) conta (s). Variação a Maior D: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV C: Variação dos CIF´S Variação a Menor D: Variação do CIF C: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV EXERCÍCIOS 1ª QUESTÃO 1. a crédito e a débito de uma conta denominada VARIAÇÃO DOS CIF´S. em contra-partida em Contas a Pagar. a) b) c) d) 2. seria possível determinar os custos dos produtos e fixar preços de vendas. 3) para fins de concorrências públicas.000 unidades mensais de determinado produto. acabada ou vendida. conforme a porcentagem da produção do período que esteja semi-elaborada. a taxa serviria para “normalizar” aplicação dos CIF´s. realiza os seguintes gastos: . D: CIF Aplicado C: Variação dos CIF´S D: Variação dos CIF´S C: CIF (que foram efetivamente incorridos) Obs: Se os CIF Aplicados forem maiores que os Reais.

a empresa apresentou os seguintes dados: Matéria-prima AS Matéria-prima BS Mão-de-obra direta Energia direta Total C. independentemente do volume da atividade fabril.000 35.000 Se a empresa produzir 1. é correto afirmar: Os custos fixos totais mantêm-se estáveis. Calcule também os custos unitários de cada produto.500 700.000 3.000 300.000 55. Os custos fixos unitários decrescem na razão direta da quantidade produzida.000 15. com as mesmas instalações e com a mesma mão-de-obra. ou seja. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida. Em agosto de 200X.000 1. produz dois tipos de cadeira: cadeira giratória e cadeira fixa. c) $ 1. b) $ 833. A empresa Delta Sete Ltda. d) $ 966. tende a afastar-se do custo variável unitário.00. 2. e) $ 950.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 50 Gastos do período Matéria-prima Mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta Custos diversos $ 400.000 160.200 unidades desse produto.33.000 8. Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem.000 895 Critério de rateio mais indicado Sabendo que para produzir ‘A’ foram utilizadas 300h e para produzir ‘B’ foram utilizadas 200h.000. industria moveleira. O custo industrial unitário. com exceção da matéria-prima.00.000 Produto B 94. à medida que o volume da produção aumenta. de conformidade com a quantidade produzida.000 20. o seguinte: . por mês. 4.000 200. a) b) c) d) e) Em relação a custos.A. em razão inversa.500 Totais 204. (Critérios de rateio) Anote na coluna da direita um critério de rateio indicado para os gastos relacionados na coluna da esquerda: Exemplos de gastos Depreciação das máquinas e equipamentos industriais Mão-de-obra indireta Material indireto Depreciação do edifício industrial Aluguel do prédio da fábrica 2ª QUESTÃO: Arte & Aço S.00. pela diluição dos custos fixos. é uma empresa que fabrica armações em aço para a construção civil.000 5.00 3.000 105. Apresentou em seu registro contábil em out/20X3. o custo por unidade produzida corresponderá a: a) $ 900.000 100. todos os demais custos permaneceriam inalterados em seu total. Diretos Total CIF Custo Total Quantidade Produzida Custo Unitário Produto A 110. faça o rateio dos CIF proporcionalmente às horas trabalhadas.

.000 Cadeira Fixa . sem a departamentalização e com departamentalização.000. sabendo-se que: Custos diretos Custos indiretos: Produto A $ 1. Giratória Fixa Totais Material Direto 7.600 Distribuição de horas/máquina por setor Corte Produto A 15 10 20 Produto B 15 15 Produto C 25 15 10 Total 40 40 45 Os CIF estão assim distribuídos aos setores ( $ ) Corte Montagem Depreciação de equipamentos 120 80 Manutenção de equipamentos 140 300 Energia elétrica 80 120 Outros CIF 120 160 Total 420 660 Sem Departamentalização Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total .$ 12..000 Mão-de-obra Direta Custos Indiretos Custo Total 520 780 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 51 Material Direto: Cadeira Giratória . 30 hm Produto C .00 Produto B $ 1.00 Total $ 1. 50 hm TOTAL 125 hm Devido à grande preponderância de Custos Indiretos ligados a equipamentos (depreciação. Montagem Acabamento Total 45 30 50 125 Acabamento Total 200 400 160 600 40 200 120 400 520 1.00 Depreciação de equipamentos $ 400.00 Energia elétrica $ 200. .00 Total $ 2.000 MOD: Cadeira Giratória ...00 Manutenção de equipamentos $ 600.$ 520 Cadeira Fixa $ 780 CIF totais . Calcule os custos totais dos produtos abaixo.000 15.00 Horas/máquinas trabalhadas por produto: Produto A. sabendo que o critério de rateio dos custos indiretos é proporcional à mãode-obra utilizada.$7.. energia).$8..000 8.000 28. decide-se então fazer a distribuição aos diversos produtos (e aos departamentos) com base no tempo de horas-máquina que cada um leva para ser feito..300 12.00 Produto C $ 700.300 3.800.....00 Outros custos indiretos $ 400.600. 45 hm Produto B .000 Calcule o custo total de cada produto. manutenção.100.

Materiais Indiretos $ 60.000. 40%.000 à Manutenção e $ 68.000 $ 314.000 $ 734. Almoxarifado. Montagem.000. Dobra e Fecha foram os seguintes durante o mês de fevereiro de 20X1: Aluguel $ 240. Manutenção. $ 100.000 à Administração da Fábrica. A distribuição dos custos indiretos da Estamparia e da Furação aos respectivos produtos é feita na mesma proporção que o material direto.000 u no mês) passa apenas pela estamparia e pela furação e a Fechadura (4.000.000 $ 392. respectivamente. e Administração Geral da Fábrica.000 ao Almoxarifado: $ 12.000 $ 1. A energia consumida foi distribuída da seguinte maneira: Estamparia $ 180. $ 10.000 à estamparia.000. A dobradiça (15. a Furação 30% e o restante é utilizado igualmente pelo Almoxarifado e pela Manutenção. Os custos diretos do mês foram: Dobradiça Fechadura Total Matéria-prima Mão-de-obra Direta Total Pede-se: a) Elaborar o mapa de rateio dos Custos indiretos de produção.000. Furação. Estamparia.000. $ 12.000.000 $420. $ 11. Manutenção. A empresa produz Dobradiças e Fechaduras. $588. $ 50. Energia Elétrica $ 360. a Montagem e a furação produziram. $7. O total de Mão-de-obra Indireta foi assim apropriado: 40.000 e Administração Geral da Fabrica. O Almoxarifado distribui seus custos: ½ para a estamparia.000. $ 25. A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de Produção e o rateio é feito à base da produção total de cada um. $ 30. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Os custos da Administração Geral da Fábrica são distribuídos aos demais Departamentos à base da área ocupada.000.000 $ 706.500. $ 33. O aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral da Fábrica. Furação. a Montagem 15%.008. ¼ para a montagem e o restante para a furação.000 $1.000. Almoxarifado.000.000 à Furação.500.714. $ 17.000 . $ 8.000 $ 980.000 u) passa por todos os departamentos. Montagem $ 3.000. $ 4. Mão-de-obra Indireta. $ 211. 25% e 35% do total. b) Informar os custos totais. a estamparia ocupa 35% da área total.000 à Montagem.000. $ 20. RATEIO PRIMÁRIO (já realizado) Os materiais indiretos utilizados foram apropriados por meio de requisições de cada departamento: Estamparia.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 52 Com Departamentalização Distribuição dos Custos Indiretos Corte Produto A Produto B Produto C Total Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total Montagem Acabamento Total 4 –Os custos indiretos de fabricação da Cia.

500 Montagem 3.000 360.000 211.000 Furação 4.00 9.000.00 120.000 Total 60.000.000 40.00 MO Direta CIF Total Estamparia 12.000.500 Almox 7.000.000 240.00 90.000.000.000 35.000.000 180.000 30.000 Mnt 8.500 100.000 50.00 190.000.00 50.000.000 17.000 133.000.500 33.00 21.000 68.00 540.000.000 20.000 Adm Geral 25000 10.000 87.000 343. (BNDES) O Gerente de Custos da Cia.000.000 40. Industrial Tamoio S/A.00 230.000 232.00 C 200.000 11.00 47.000.000 12.00 B 120. chegou aos seguintes números.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 53 Rateio dos Custos indiretos de Fabricação: Custos Ind Mat Ind Energ Elet MO Ind Aluguel Total Dist Adm Geral Soma Dist Mant Soma Dist Almox CIF Toal Depto Prod P R O D Fech Dobr Total CUSTOS TOTAIS Mat-prima Fechaduras Dobradiças Total 5.000 240.000. durante a apuração do custodos produtos do mês.000 871.000 . em reais: Produto Custos A Matéria-prima Mão-de-obra direta Energia Elétrica direta Soma 80.000.00 22.00 18.00 Produto Produto Total dos custos direto 400.00 23.000.

o valor dos custos fixos totais. A indústria Real tem uma linha de produção de três modelos de um de sus produtos.00.00 150.00. Dados para as questões 07 e 08.00 de custos fixos.000.000.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 54 Sabendo-se que os custos indiretos usualmente alocados aos produtos por meio rateio. o lucro por unidade vendida do modelo médio. é: a) 170.00. b) R$ 916.00. d) R$ 885.00 4.00. em reais.00 R$ 12. seria: a) 49.00 d) 61.00. d) 342.00 b) 265. (Eletronorte) Na contabilidade de Custos por Absorção de uma empresa X. os custos de Manutenção são rateados para os centros de Custos de Produção. do período produtivo: Modelo do Produto Produção unidade Matéria-Prima por Mão-de-obra direta por unidade unidade.000. pode-se afirmar que o custo total do Produto C.00 10.000.000.00 R$ 22.00 e) 450. A empresa.000. (Petrobrás) Sabendo-se que a Indústria Real procede ao rateio dos custos fixos pelo custo total de mão-deobra direta.500. c) R$ 942. em maio de 2007.00 18.00 no mês.667. Pequeno Médio Grande 15. apresentou os seguintes números: Custos fixos: CUSTOS Aluguel de Fábrica Força e Luz Depreciação Seguro Manutenção Superintendência MOI Material Indiretos Distribuição dos Critérios de rateio: VALOR 4.000. proporcionalmente às horas trabalhadas para esse centro: 80 horas para a Produção. em reais. c) 315.500.00.00 38. 8.00. A linha de produção apresentou a seguinte informação.00 e) 67.00 R$ 28.000. em reais.000.000.800.00 BASE DE RATEIO Área Área Máquinas R$ Máquinas R$ Nº máquinas Empregados Hora de MOI Produção .00 b) 54.500. O total de gastos da Manutenção a ratear foi R$ 4.000 no período de apuração.000 10.250. alocado ao modelo grande.00 11. 9 -(Inea) A Cia. com base no custo da matéria-prima.00 c) 55. (Petrobrás) Admita que a Indústria Real venda o modelo médio do produto por R$ 110. e) 396.00 55. 48 horas para o Almoxarifado e 32 horas para o Controle de Qualidade.00.000. e) R$ 960.00 c) 325.00. Almoxarifado e Controle de Qualidade.000 25.000. totalizaram o valor de R$ 250. Industrial Sol Nascente S/A costuma ratear seus custos fixos aos produtos pelo critério de departamentalização. em que são consumidos R$ 900.000.00 R$ 27.000.000.000.000.000.000.000 R$ 25. b) 247.00. A parcela da Manutenção rateada para o Centro de Controle de Qualidade foi de: a) R$ 916.00 7.00 6. é: a) 180.00 R$ 16.00 d) 355. Mantendo o mesmo critério de rateio dos custos fixos totais pelo custo total de MOD.00.

100. 10. e) de transformação e de conversão. b) diretos e indiretos. para fins de controle gerencial. 11. segundo o comportamento dos custos em relação ao volume de produção (considera a relação entre o valor total de um custo e o volume de atividade numa unidade de tempo) é aquela que segrega custos em: a) fixos e variáveis. 12. A taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação. Com o consumo de 120. em R$: a) 15. 14. foi. Horas Produção 60 05 15 120 0 20 15.00 Máquina R$ 40. Beta e Delta. Com base nessas informações. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. O rateio é baseado nas horas-máquina (hm) trabalhadas para cada um deles. pode-se afirmar que: a) o custo unitário de Delta foi de R$ 250. em quantidades rigorosamente iguais de Alfa. d) o custo unitário de Beta foi de R$ 430. exceto os custos relativos a matérias-primas e outros materiais eventuais adquiridos e utilizados sem nenhuma modificação pela entidade (como componentes adquiridos prontos. c) custo comum. (TCM SP) Os custos.00. (TCM SP) A soma dos custos de produção. será.000 85. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta.200.200 205.600. Capricórnio tem planejado para o exercício de 2007 os seguinte dados na área de produção: horas máquinas projetadas anual 240. gastos indiretos de fabricação unitário planejado de R$ 10.00 140. 240 e 360 hm para cada tipo de produto.00.000 120 15 15 400 100 20 20 300 120 120.00 d) 21.00 30 30 200 60.00 d) 1.00 c)1.000. b) mão-de-obra direta e materiais diretos. A empresa aplica Gastos Indiretos de Fabricação baseado nas horas máquinas. d) custo empatado. ou seja.000.000 ADM Controle Transporte Usinagem Pintura Secagem 160.50 e) 22. foram concluídas a produção de 300 unidades. (AFC) A empresa Fabricante S/A produz os itens Alfa. (TCM SP) Na terminologia de custos.00.000.00 b) 1.00.00 c) 19. para o exercício de 2007. d) inventariáveis e não-inventariáveis.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 55 Deptº de Serviço Base Área M2 Nº Máquina Empregados MOI.00. mão-de-obra direta unitária R$ 22. (ICMS SP) A Cia. Beta e Delta. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. O custo direto unitário também foi o mesmo para cada tipo de produto.00.000 60.00. d) matéria-prima. podem ser classificados de diversas formas. e) o custo total do período foi de R$ 36.500.00 05 05 50 0 30 75. respectivamente. c) o custo unitário de cada um dos três produtos foi de R$ 370. proveniente do rateio realizado para todos os departamentos. embalagens compradas etc). gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3. em reais.00. O custo a ratear entre os três produtos totaliza R$ 36. de: a) 800.00 13.00 e) 1.00.00 90 90 1. R$ 250. e) custos primários e custos de fabricação fixos. revela um custo denominado de: a) custo primário.000.000. b) custo imputado.00. b) o custo unitário de Alfa foi de R$ 310.000 A parcela do aluguel de fábrica alocada ao departamento de pintura.00 15 15 130 0 Deptº de produção Total 450 550.00. e) custo de transformação.00 b) 17. c) controláveis e não-controláveis. . A classificação que se faz.

Total de Custos Cadeira Fixa: R$ 15.00 e 135. Gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3.500.600.00.25 d) 145. B=R$ 1. B= R$ 500.00 .000 Real 3. A empresa KI-DELÍCIA.00.00 5. se já estimassem as 19.50 c) 149.000.340.00 7.000 Pede-se calcular: a) taxa de aplicação de Custos Indiretos de Produção utilizada no período.900. b) a taxa que seria prevista.00. 16 (ICMS/SP 2006) Com base nos dados contidos acima. em R$.00 16.00.900.00 d) 21. respectivamente: a) 120.50 e) 22. Em virtude do intenso verão registrado em determinado período.00 e 126. A Taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação para o exercício 2007 será. Gastos indiretos de fabricação unitário projetado de R$ 10.00. a empresa acabou trabalhando mais do que o previsto.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 56 15. c) o valor dos Custos Indiretos de Produção aplicados no período.00.000. 2) Total de Custos Cadeira Giratória: R$ 12.384.00 b) 125.000. 3) Custos Totais sem a Departamentalização: A= R$ 1.000. A seguir os dados referentes à produção do período: Custos Indiretos (R$) Fixos Variáveis Volume (em horas) Orçado 3.00 19. dos produtos A e B são.00.00 e 125.00. mão-de-obra direta unitária R$ 22.320.00 e) 150.900.00 e 156.00. em R$. Capricórnio tem planejado para o exercício 2007 os seguintes dados na área de produção: Horas Máquinas projetadas anual 240.00 GABARITO 1) Custo Unitário: A= R$ 660.00 e 162. C= R$ 1. A empresa aplica Gastos indiretos de fabricação baseados nas horas máquinas.000h de trabalho. enfrenta forte sazonalidade nas vendas e produção. produtora de sorvetes.000.676.00 b) 17. o custo unitário.000. d) a variação total de custos indicando se foi favorável ou desfavorável. a) 15.00.980.00 17 – ICMS/SP/2006 A Cia.00 c) 19.

585. Nesse tipo de atividade. .000 480. são requisitados materiais diretos no valor $ 120. o saldo de $ 250. de capacidade e de outros atributos que o torna praticamente único (diferente dos demais).00..000. Esta conta só pára de receber custos quando a ordem estiver encerrada.00 constará do Ativo como “PRODUTOS EM ELABORAÇÃO”. Cada pedido tem características especiais de tamanho.000 5) C .X0.090 871. (587.83. direta ou indiretamente identificados com algum objeto de custeio.00. 13) A . 6) C . para entregar no prazo de três meses.500.12.186.00.000 420.162.000 CIF 50. 11) C .00 e houve um apontamento da Mão-de-Obra Direta de $ 80.090 2.500.50 (9. o saldo da conta será totalmente classificado como PRODUTOS EM ELABORAÇÃO. No final de dezembro.000 / 16. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda).000).400.400. conforme já tenha sido realizada ou não a receita.000 1.500 – 9.000) x 19.000) 16) E.653.910 390.000)/ 19. 17) A PRODUÇÃO POR ORDEM E PRODUÇÃO CONTÍNUA Os Sistemas de Acumulação de custos destinam-se a coletar os dados de custos. a organizá-los de forma que possam contribuir para o desenvolvimento de informações que se destinam ao atendimento de alguma necessidade gerencial diferente ou especial.000. Esse sistema misto chama-se de Híbrido Diferenças entre custo por ordem e custo por processo A distinção entre o custeamento por ordem e o por processo está relacionada com o tipo de atividade produtiva exercida pela empresa: produção por ordem ou produção contínua. O saldo da conta ficará assim: OP Nº 01 MD 120.162.X0.000 980.900.398.00 (11. C= R$ 1. R$ 1. A encomenda é registrada na Ordem de Produção nº 101 e.000.000. c.000 588. são rateados os CIF e a OP nº 101 recebe o equivalente a $ 50.325. PRODUÇÃO POR ORDEM A produção por ordem ocorre quando a empresa programa a sua atividade produtiva a partir de encomendas específicas de cada cliente. 8) A .12. Uma vez pronto.000 + 3.500.000 314. R$ 549. Existem casos em que se utilizam os dois processos.50 x 19. Se um exercício terminar e o produto estiver ainda sendo fabricado.000 MOD 80.0131 ((5. 7) B .000 250.420. Os dois sistemas básicos de acumulação de custos são: por ordem de produção ou por encomenda e o por processo ou produção contínua. no decorrer de dezembro. 14) E 15) a..61.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 57 Custos Totais com Departamentalização: A= R$ 1.000 No Balanço de 31. 10) B. B= R$ 1.000 734.762. 12) A . R$ 11.000 / 16. Exemplo: A industria de máquinas e equipamentos LorentzMaq recebeu. 4 CUSTOS TOTAIS Mat-prima MO Direta Total CIF Fechaduras Dobradiças Total 392. o saldo da conta relativa à ordem de produção será transferida para PRODUTOS ACABADOS ou CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS. R$ 587.000) d. em 05.000) b.910 1. 9) B . uma encomenda de duas máquinas de corte por parte de Metalúrgica SÓCHAPAS.56.

As ordens de produção (OP) As OP são emitidas para se dar início à execução da produção de determinada unidade ou lote de produto. . Apropriação dos custos às OP As matérias primas e os demais materiais diretos são apropriados com base nas requisições emitidas pelos diversos departamentos. A cada Ordem de Produção (OP). Caso não seja imediata.000. .caso a empresa seja departamentalizada. o saldo da OP nº 101 será encerrado com contrapartida de CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS. Se a entrega ao cliente for imediata.construção civil (obras do governo ou prédios industriais).identifica a produção de lotes diferentes de produtos durante o processo de fabricação. ou seja. ou de Serviço (OS). durante todo o processo de fabricação dos produtos. calculadas por meio de critérios de rateio. . não completadas. É caracterizado pela fabricação ou realização específica de produtos e serviços diferenciados.empresas de projetos de arquitetura e engenharia. segundo ordens específicas de fabricação. .as ordens de produção em aberto. . é atribuído um código que identifica o trabalho ou o serviço a ser executado. . No sistema de produção por ordem cada elemento de custo é acumulado separadamente.000. . isso ocorre principalmente em relação à produção não padronizada e não repetitiva. podendo utilizar fatores de produção que se alterem de acordo com as especificações do produto ou serviço encomendado. O termo ordem de serviço (OS) é utilizado pelas empresas de serviços e segue a mesma metodologia das ordens de produção. .fabricantes de piscinas.é usado em indústrias cuja produção é intermitente e cujos produtos (ou lotes) podem ser perfeitamente identificados no processo de fabricação. . Elas acompanham os produtos em cada etapa do processo fabril até o estágio de acabamento. emitidas pela área industrial ou de serviços. . As principais características do sistema de acumulação de custos por ordem de produção são: . . ao se encerrar a OP nº 101. com contrapartida de PRODUTOS ACABADOS.estaleiros. explosivos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 58 Em X1. os CIF são registrados nas contas departamentais e.gráficas. Exemplos de ramos de negócios que se utiliza o sistema de acumulação de custos por ordem de produção (OP) ou serviço (OS): .000. representam o estoque de produtos em elaboração.as ordens de produção são emitidas e seus custos são acumulados para cada produto ou lote fabricado. .fábrica de equipamentos de grande porte. transferidos às ordens de produção completadas.empresas de consultoria e de auditoria.000.00 E o saldo da conta. Material Direto: Mão de Obra Direta: Rateio dos CIF: $ 200. é de $ 650. somente quando a OP é terminada pode-se saber o custo efetivo de fabricação.empresa de engenharia especializada na construção de alto-fornos para as indústrias siderúrgicas.fábrica de móveis por encomenda.000.00 $ 50. . a OP nº 101 recebe os seguintes valores. mão-de-obra aplicada e as parcelas correspondentes aos custos indiretos de fabricação.00.a ordem de produção é utilizada para acumular os custos com os materiais diretos.assistência técnica de veículos automotores. . posteriormente.transportes especializados de produtos químicos.00 $ 150. .00 $ 400. derivados de petróleo etc. .

.400 69.O. a de produtos farmacêuticos e a de aço.. o custo do produto acabado deve incluir essa perda no cômputo dos custos desse produto.00.. é acumular essa perda dentro dos Custos Indiretos e no final do período ratear aos diversos produtos ou OP. com degelo automático ou sem. entre outros. de antemão. a indústria têxtil. Nas indústrias química e petroquímica ocorrem perdas por evaporação.. Direta CIF rateado 0 80.. até a retirada por especialistas a fim de evitar problemas ambientais. Materiais danificados Perdas Normais dentro do processo produtivo São sobras de materiais no processo produtivo que normalmente não são passíveis de recuperação física.. ocasionando a Perda.000.. Há fluxo contínuo de produtos em elaboração. como Perdas Eventuais (caso seja relevante o montante da perda). deverão ser rateados de acordo com os critérios de rateio já estudados. R$ 15. São exemplos de produção contínua...000.. observando a relação custo x benefício.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 59 A mão-de-obra direta deve respaldar-se em fichas. BRASIL.... o valor dos materiais envolvidos deve ser debitado diretamente aos resultados do período (DESPESA).. A empresa produz para estoque e não para atender encomendas específicas para clientes..00 C = Produtos em Elaboração. Os produtos são geralmente padronizados e embora possam existir diferenças entre eles (por exemplo.. Como a produção é contínua..).000 50. no manuseio e transporte etc. geladeiras com 240 litros ou 320 litros. elas não são fruto de encomenda prévia por parte dos compradores e sim da experiência do setor de vendas da empresa no tocante ao perfil do mercado consumidor. a contabilização será: D = Perdas Eventuais. mapas ou outros relatórios de apontamento do tempo de mão-de-obra gasto em cada OP.. apresentou os seguintes dados ao final do mês outubro: Estoque inicial de produtos em elaboração e de produtos acabados Custo de Produção do Período relativo ao produto “W” M.. que serão utilizados 63 kg de matéria-prima (perda de 5%). se para a produção de um saco de 60 kg de fertilizantes souber-se. Quando as perdas forem relativas a ocorrências anormais e esporádicas.600 200. Exemplo: A Cia. quando o produto está pronto... Exemplo: Uma indústria química está processando um lote de 5...000 kg de ácido. os quais já estão misturados com outras matérias primas.. Direto M. segundo Eliseu Martins. sendo todo o material em processo escoado.. Os CIF que não puderem ser identificados a cada OP. encontra-se na fase intermediária para a produção final de uma cera para polir.. perdas que não são economicamente recuperáveis.000. produtos acabados e produtos vendidos. etc.. No processo de fervura ocorrem indícios de possível explosão do tanque.. que é aplicado a empresas de produção contínua.R$ 15. estas contas nunca são encerradas... cores diversas. misturas inadequadas de matérias-prima... Um outro procedimento.. pelas experiências anteriores. os custos são acumulados em contas representativas dos produtos ou linha de produtos. como acontece com as contas relativas às ordens de produção... Por exemplo. Supondo que o valor dessa perda seja de R$ 15..000 .00 PRODUÇÃO CONTÍNUA A produção contínua ocorre quando a empresa faz produção em série (ou “em massa”) de um produto ou linha de produtos. Essas perdas normais devem ser incluídas dentro do processo produtivo. Nas indústrias de plásticos os resíduos são incinerados ou mantidos em depósitos de lixo especiais. fabricante do Produto “W”.. No custeamento por processo.

000 150. Acabados “W” Ei = 0 Produção acabada no Período 135. ou seja. que equivalem a 200 acabadas. que tende a ser mais heterogênea no tempo do que a produção contínua. foram produzidas 600 unidades acabadas e 400 semi-acabadas. suponhamos que 1. ao final deste. Como será determinado o custo das 600 unidades acabadas.000 50.000) 15. o saldo de PRODUTOS EM ELABORAÇÃO ficaria de $ 50.000).000. em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200. A porcentagem de 75% referida anteriormente foi calculada dividindo-se o total de unidades acabadas (600) pela produção do período em equivalente de produtos acabados (produção equivalente).Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 60 Da produção do período. A PRODUÇÃO EQUIVALENTE No exemplo da Cia BRASIL.75 ou 75% . elas são equivalentes a 200 unidades acabadas.000 200. por que valor creditaremos PRODUTOS EM ELABORAÇÃO com correspondente débito em PRODUTOS ACABADOS? Uma primeira aproximação seria dividir o Custo de Produção do Período ($ 200. Entretanto.000 = 150.00 por unidade.00) pelo número de unidades iniciadas (1.000 Tanto no sistema de custo por ordem quanto no de processo. no período. portanto. 75% foi acabado Foram vendidos 90% dos produtos acabados Os razonetes ficariam: Prod. Então.000 unidades de “W” foram iniciadas no período e que. 600 estão totalmente acabadas e 400 estão produzidas pela metade. O mais correto seria efetuar-se o seguinte raciocínio: se 400 unidades estão acabadas pela metade.000 E. O custo médio verdadeiro seria: Custo de Produção do Período $ 200.000 = 250 = 800 Produção Equivalente de unidades acabadas O valor debitado a PRODUTOS ACABADOS seria: 600 unidades acabadas x $ 250 = $ 150. se quisermos saber o custo médio de produção das unidades acabadas no período teremos que recorrer ao conceito de “EQUIVALENTE DE PRODUÇÃO” (ou “PRODUÇÃO EQUIVALENTE”) Dentro do exemplo da Cia BRASIL.000 (correspondente a 400 x 50% x $ 250). embora esse recurso seja provavelmente mais empregado na produção por ordem. nos referimos um tanto vagamente ao fato de 75% da produção estar acabada no período. nesse caso estar-se-ia atribuindo o mesmo custo médio a uma unidade totalmente pronta e a uma unidade semi-elaborada.000 (75% de 200 000) Custo de Produtos Vendidos 135. já que 400 x 50% = 200. foi de 800 unidades: 600 800 = 0.000 135. Entretanto. Em ambos os sistemas podem ser utilizadas taxas pré-determinadas de aplicação dos Custos Indiretos. os custos indiretos podem ser rateados com ou sem a Departamentalização. embora sempre seja tecnicamente mais correta a primeira opção.000 (90% de 150. obtendo-se um “custo médio” de $ 200.000 Prod. totalizando 800 acabadas.000 150.

Item do Custo M.800 Prod. A produção equivalente será: 600 unidades acabadas + 400 unidades acabadas em 60% = 600 + (400 x 60%) = 840 CIF Será: 600 acabadas + 400 acabadas em 50% = 600 + (400 x 50%) = 800 O custo médio por item de custo será calculado dividindo-se o custo de cada item pela sua produção equivalente e o custo médio unitário será o somatório dos custos médios dos itens. a produção equivalente será diferente para cada item do custo.000 200.200 (1) 63. As unidades prontas e as em elaboração já receberam totalmente a aplicação dos materiais.200) 13.600 800 = 227 = 80 = 60 = 87 A transferência das 600 unidades para produtos acabados será pelo valor de: 600 x $ 227 = 136. Em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200.000 1000 50.800 63. DIRETO 400 unidades 100% acabadas = 400 x 100% x 80 = 32.200 122.000 136. Acabados “W” 0 136.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 61 Produção equivalente com diferentes graus de acabamento em relação aos componentes do custo Ainda dentro do caso de Cia BRASIL.000 unidades iniciadas são consideradas 100% acabadas em relação a este item e produção equivalente será 1.000. estão 60% acabadas em relação à mão-de-obra direta (verificação pelo apontamento) e 50% acabadas em relação aos CIF (já que o critério de rateio destes últimos é o número de horas-máquinas trabalhadas e as unidades não terminadas receberam metade do número de horas/máquinas das prontas).200 136. Nesse caso.200 E o estoque de produtos em elaboração será: M. Mão de Obra Direta. DIRETO MOD CIF Custo Médio Total Custo Médio do item 80. já que as unidades apresentam diferentes graus de acabamento em relação a cada um deles: Material Direto.400 840 69.620 E1= (1) .400 CIF 400 unidades 50% acabadas = 400 x 50% x 87 = 17.580 (2) (90% de 136. suponhamos que a engenharia de produção informe o contador de Custo que as 400 unidades iniciadas e não acabadas já receberam totalmente a aplicação de materiais diretos. Então todas as 1.000 MOD 400 unidades 60% acabadas = 400 x 60% x 60 = 14.400 TOTAL Os razonetes ficariam assim: Prod.

relacionados a custos por ordens e por processo continuo. b) Relevância do patrimônio. e informe a alternativa correta: a) As refinarias de petróleo e as indústrias de produtos químicos e de cimento são tipicamente atividades que utilizam o sistema de custos por ordens.580 Exercícios QUESTÃO 1 . os custos são apropriados e reportados por período de tempo. Quando ocorre a perda de todas as unidades de uma ordem inteira.leva a uma superavaliação dos estoques de final de período e a um aumento de valor do resultado. Observar as sentenças a seguir: I . b) Os custos indiretos são normalmente alocados aos produtos com base em medições objetivas. Um fator que determina as características de um sistema de custeio (por Ordem ou por Processo) é: a) Característica da atividade. 5. b) II e IV.(INSS / UnB) Julgue os itens a seguir. e) Pagamento de horas extras. e) I e IV. acumulam-se os custos até o término da ordem ou encomenda. II . o uso do método UEPS . e) indústrias pesadas e de saneamento. d) II e III. São exemplos de atividades com sistema de produção contínua: a) empresa de telefonia e indústria naval. enquanto os custos diretos dependem de critérios de rateios. b) Despesa do período. 3.primeiro a entrar é o primeiro a sair. III .último a entrar é o primeiro a sair . 4. c) construção civil e indústria química.Na Produção por Ordem.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 62 (2) CPV 122. 2. mesmo passando por vários períodos. apropriação de custos diretos e indiretos e critérios de avaliação de estoques de produtos em processo e acabados. b) escritórios de auditoria e petroleiras. Estão corretas as sentenças: a) I e III.Produção por ordem consiste na produção de um bem ou serviço de forma contínua ao longo do tempo. em relação ao método PEPS . e) Custo de estocagem. d) Investimento total. IV .Assinalar a alternativa correta: 1. c) Perda do período. seu custo deve ser contabilizado como: a) Custo de produção. . c) III e IV. d) Determinação da empresa. c) Negociação com sindicato.Produção em série caracteriza-se pela elaboração do mesmo bem ou serviço de forma não continuada por um longo período.Na Produção Contínua. c) Em períodos inflacionários. normalmente sujeitos a críticas e contestações. d) empresas de energia e montadoras.

permitindo uma avaliação mais adequada dos resultados pela gerência. Do ponto de vista administrativo. Prima R$ 30. o tratamento contábil mais adequado é a baixa direta para perda do período.00 Mão-de-obra R$ 28.00 Em fevereiro de 2001 os gastos com matéria-prima e mão-de-obra foram de: Ordem Produção 001 002 003 Total Matéria-Prima R$ 45.000. mão-de-obra etc. um relatório em que seja deduzido esse montante perdido do resultado obtido na encomenda ou ordem.00. com certeza. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de fabricação dos mesmos produtos.00 Total R$ 62.850.00 R$ 50. (INSS / UnB) Acerca de produção por ordem e produção contínua.800.00 d) R$184.00 c) R$ 190.00 R$ 50.00 e RS 140. do ponto de vista contábil.000.000. nas suas atividades operacionais de prestação de serviço ou industriais.000.200.00 Os custos indiretos de fabricação no mês de fevereiro de 2001 totalizaram R$ 225. e informe a alternativa incorreta. pode-se afirmar. b) Nas linhas de produção por encomenda.00 e R$125. o procedimento mais correio é a baixa direta desse custo para perda do período em que o fato ocorre sem a acumulação aos novos custos de reelaboração da ordem.000.800.350.00 TESTES 1.00 e foram apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra. Nesse tipo de atividade. .250.000.00 e R$ 580.000.200.00 e R$148.800. Sabendo-se que as Ordens 001 e 002 foram concluídas em fevereiro e foram faturadas aos clientes por R$ 350. são clássicos exemplos de produção por processo. Em 31. Lucro Bruto no valor de: a) R$ 150.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 63 d) É possível acontecer à danificação de uma ordem de produção em estado avançado de fabricação.00 R$ 135.300. matérias-primas.00 R$ 64. 7 .300.000.01.000.00 e R$ 130.00 CIF R$ 20. Obra R$ 12. todavia.00 e) R$169.00 e R$ 173. de energia elétrica e petroquímica. 001 002 Mat. as máquinas. interessa.000. 6.000. Nesse caso.400.00 R$ 40. e que os produtos são isentos de tributação. A apuração só ocorre quando do encerramento de cada ordem. c) Havendo danificação e perda de uma ordem de produção inteira ou em estado adiantado de produção. de valor relevante.00 R$100.00 b) R$ 174.000.00 R$ 477. Assinale a alternativa incorreta: a) As linhas de produção contínua ou por processos caracterizam-se pela produção rotineira de produtos similares.000. para apropriação como retificação das receitas em cada período.(INSS / ESAF) A empresa Tarefeoir Ltda. fabrica seu principal produto por encomendas antecipadas. os custos indiretos são acumulados nos diversos departamentos para depois serem alceados aos produtos. a) As empresas de telefonia.000.00 R$ 144.500. b) Tanto na produção por ordem como na produção contínua.00 M.00 R$190.000.000. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda). respectivamente. respectivamente. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo.00 R$ 297.01 estavam em andamento às seguintes ordens de produção Ordem Prod. d) As perdas normais dos processos produtivos devem ser separadas contabilmente.000. julgue os itens a segui. que as referidas ordens geraram.

utilizando o sistema de custeamento por produção contínua para acumulação de seus gastos de fabricação. a) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. Os custos indiretos que não puderem ser identificados com as diversas OP devem ser apropriados com base nos diversos critérios de rateios. das quais 3. o total do custo com a mão-de-obra no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. portanto. c) No final de cada mês. d) O sistema de custeio para a produção contínua é uma das ferra-mentas para a correta avaliação da eficácia e eficiência da produção em cada departamento. b) Na linha de produção contínua ou por processos. d) As OP são emitidas no início da produção de determinada unidade ou lote de produtos e acompanham tais produtos em cada etapa do processo de industrialização. O problema está na definição. o custo das matérias-primas para cada unidade seria equivalente a $ 200. ou seja. b) Supondo que o total do custo com a matéria-prima gasta pela produção no mês fosse de $ 760. .400 unidades completas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 64 c) O sistema de custeio para a produção contínua e o sistema de custeio por encomenda foi a resposta da contabilidade de custos para a solução do problema da acumulação dos custos nos processos produtivos. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) Na implantação de um sistema de acumulação de custos. as máquinas. até o estágio de acabamento. do estágio em que o produto se encontra. 2. b) Os custos indiretos de produção não devem ser apropriados às OP.200 unidades completas. os procedimentos operacionais e os processos de manufatura da empresa. O responsável pela apuração dos custos obteve as seguintes informações relacionadas ao estágio de conclusão das unidades em processo no final do mês: • houve aplicação de 80% das matérias-primas necessárias para a conclusão de todas as unidades em processo.000 foram totalmente concluídas até o final do mês. Pode-se afirmar com relação às Ordens de Produção (OP): a) As requisições de matérias-primas e outros materiais que são utilizados em cada OP não precisam de aprovação dos responsáveis pela produção e controle dos estoques. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de produção dos mesmos produtos. Com base nas informações a seguir. c) Na linha de produção por encomenda. não é possível a permanência de produtos em elaboração. d) Na implantação de um sistema de custos. na prática. qual o coeficiente de equivalência de produção que deve ser usado. os custos indiretos devem ser identificados e apropriados às Ordens de Produção (OP) específicas. b) A produção de cimento é um exemplo de linha de produção por encomenda. 4. d) O mecanismo para cálculo da equivalência de produção não apresenta dificuldades conceituais. todas as OP devem ser encerradas. visto que as indústrias que produzem por encomenda só se preocupam com os custos de materiais e de mão-de-obra. não há necessidade de conhecer os sistemas adotados para a acumulação de custos nos diversos períodos e para os diversos produtos ou serviços. sempre que possível. isto é. visto gerar informações que podem ser utilizadas como medidas e parâmetros de desempenho. matérias-primas. Assinale a alternativa incorreta: a) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela produção rotineira de produtos similares. assinale as alternativas corretas: Uma indústria produz um único produto. c) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela fabricação de produtos ou serviços diferenciados.000 unidades do produto. mão-de-obra etc. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. 5. é fundamental o conhecimento da estrutura organizacional. o total dos custos indiretos no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. que se alteram de acordo com as especificações do cliente.000. c) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. sendo. • será necessária a aplicação de mais 40% das horas de mão-de-obra para a conclusão de todas as unidades em processo. Os custos indiretos de fabricação têm estreita relação com o consumo de matérias-primas. apropriados proporcionalmente aos custos desse fator produtivo. Em determinado mês iniciou a produção de 4.marque a (s) correta (s). ALTERNATIVAS . 3.

o valor a ser transferido no mês para a conta de Produtos Acabados será de (em R$): R. foi iniciada a produção de 1.00 GRAU DE ACABAMENTO DOS PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 100% 80% 50% a) Pode-se afirmar que. Vine citado na pergunta anterior.00 300.000. responda as questões 8 e 9 7 8. Num determinado mês. o saldo da conta Produtos em Elaboração corresponderá a (em R$): R.000. CUSTO CONJUNTO Até o presente momento. o custo da mão-de-obra para cada unidade seria equivalente a $ 150. por tipo de custo: TIPO DE CUSTO Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta Custos Indiretos de Fabricação TOTAL DOS CUSTOS INCORRIDOS (R$) 500.Vine utiliza o sistema de custeamento por processo. O quadro abaixo reproduz o total dos custos de produção incorridos no período e o grau de acabamento das 200 unidades remanescentes em elaboração. supusemos que os Materiais Diretos (MD) e Mão-de-obra Direta (MOD) pudessem sempre ser identificados com os produtos fabricados e que os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) pudessem ser atribuídos aos produtos através de um critério de rateio que refletisse o fluxo efetivo de tais gastos que fossem incorporados às unidades acabadas. 6.000 unidades do produto X.: ____________________________________________________________________________________ b) No caso da Cia.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 65 d) Supondo que o total do custo com a mão-de-obra no mês seja de $ 540.000. .: ____________________________________________________________________________________ (ICMS/SP 2006): Com as informações a seguir. no final do mês. A Cia. das quais 800 foram acabadas no período.00 900. em que não havia estoque inicial de Produtos em Elaboração.000.

irá receber do custo conjunto. O petróleo é um insumo que. • valor realizável líquido. em termos de vendas. após certo processamento. X1 R = $6. Os produtos conjuntos incorrem em custos que são comuns.000 Custo separável $500 Prod. quando se tornam individualmente identificáveis. uns podem ter maior volume. emergem mais de uma espécie ou qualidade do produto. resulta em vários produtos: o próprio coque.000 Custo separável $ 2. existem processos industriais em que as coisas não são tão claras. cuja atividade consiste em abater o boi comprado dos pecuaristas. tendo em vista a importância de suas vendas para o faturamento global da empresa. ou seja. permite a fabricação de nafta. não se podendo estabelecer. contrafilé. só que seu faturamento é ínfimo em relação aos produtos principais. se ela ocorrerá ou não. os subprodutos são os ossos. portanto. Considere o seguinte exemplo: Prod. o vinhoto. e seus custos. em que há uma série de custos que não são facilmente atribuíveis aos produtos resultantes. CONCEITO DE CO-PRODUTOS. para designar objetos metálicos inutilizados pelo uso ou oxidação. Os produtos resultantes. coxão mole. Observe que aqui ela o empregada numa conotação mais ampla. E importante ressaltar que nem todos os co-produtos precisam ter faturamentos iguais. • unidade física. Produtos conjuntos são dois ou mais produtos fabricados conjuntamente até o ponto de separação. gasolina e outros produtos. rabo. alcatrão bruto e gás. do fluxo comum do processo produtivo. após o ponto de separação. alcatra.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 66 Entretanto.000 Prod. . na qual o carvão é a matéria-prima original. ou conjuntos. no frigorífico. patinho. os chifres e os cascos do boi. conforme a importância que suas vendas tenham para a empresa industrial. Sucatas1 (ou resíduos ou sobras} são produtos que emergem da produção (seja conjunta ou não) que. tornam-se perfeitamente identificados. a priori. é bastante incerta. não têm mercado garantido de comercialização e sua venda. Y1 R = $ 5. por exemplo. No frigorífico. sulfato de amônia. e as três mais comuns são: • valor de venda após o ponto de separação. em estado normal ou com defeitos ou estragos.000 Custo Conjunto $ 4. são denominados ou de co-produtos ou subprodutos. X2 R = $ 9. A partir do ponto de separação. Outros exemplos: A produção de coque. E o caso da atividade industrial em que. outros menor. Os co-produtos também são denominados de produtos principais. Os diferentes tipos de carne que são obtidos nos frigoríficos são exemplos de co-produtos. desde que estes sejam significativos para a Cia. na linguagem comum.000 Prod. benzol. Este tipo de fabricação. O problema é determinar a parcela específica que cada produto. vísceras. cujo faturamento é considerado significativo para a empresa. etc) e armazenar as peças resultantes em câmaras frigoríficas até sua venda aos comerciantes. como sinónimo de ferro velho.e do qual resulta uma multiplicidade de produtos é chamado de produção conjunta. SUBPRODUTOS E SUCATAS Co-produtos ou produtos conjuntos são os produtos resultantes de um processo de produção conjunta. os produtos. Existem diversas formas de fazer essa mensuração. E importante ressaltar que uma das características dos subprodutos que os diferencia das sucatas é de que têm condições de comercialização normais: a sua venda é praticamente certa. em relação ao(s) produto(s) principal(ais). cortá-lo seguindo as diferentes espécies de carne (filé mignon. após passar pelo forno de coque. que se caracteriza por um fluxo comum de produção até certo ponto denominado de ponto de cisão ou ponto de separação . antes do ponto de separação. Y2 R = $ 7. É o que ocorre. Os subprodutos são aqueles que tem uma importância secundária. Na usina de açúcar.000 Ponto de separação 1 A palavra sucata c utilizada. O carvão.

) Despesas necessárias para a venda (comissões de vendedores.000 6.000 ou 55% do total. ( . Nesse caso.000.000 para uma receita total de $ 11. etc). essa alocação deve ser deixada de lado. conforme os números apresentados no exemplo anterior. Entretanto.000.000 $ 5. Nesse caso. pois tais custos não são relevantes para a gerência.000 Custo separável 2. apesar de o valor de mercado ser maior. conforme já foi mencionado. faz elevar a receita para $ 9 mil pela venda do produto X2. Custo conjunto e processo decisório E importante notar que a alocação do custo conjunto é feita para fins de demonstração do resultado.000 11.) Custos de processamento para colocar o subproduto em condições de venda. fretes. Como o custo desse processamento é de $ 2. o produto X1 terá uma receita de venda de $ 6.074 $ 1. imposto. ou seja. irá obter uma receita de $ 6.000. Venda X2 Y2 Total 9.Nesse método. Produto X1 Y1 Total Venda $ 6.818 4.182 $ 1. Nesse método. Este valor corresponde à fórmula seguinte: Valor estimado da venda do subproduto ( . Caso a empresa decida vender o produto X1. AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES DOS SUBPRODUTOS Os subprodutos. o valor de realização líquida será dado por $ 9.500 Percentagem 52% 48% 100% Custo conjunto $ 2.000 Unidade Física .000. o processo desse produto eleva essa receita para $ 9.000 500 VRL 7. a forma como foram alocados os custos conjuntos não interferiu no processo decisório. deve-se obter o valor de mercado do produto obtido imediatamente após o ponto de separação. nesse caso.$ 2. seu valor no faturamento é tão pequeno que não compensa o esforço de atribuir-se custos aos seus estoques.Deve-se considerar o valor de realização dos produtos obtidos após o ponto de separação e deduzir os custos que serão incorridos para essa realização.Nesse caso. caracterizam-se por ter um mercado de comercialização tão normal quanto o dos produtos principais da empresa. conforme demonstra a tabela a seguir. uma receita incremental de $ 3.000 .500 13.000 7. ( = ) Valor Líquido de Realização .000 Valor Realizável Liquido .926 $ 4. a alocação do custo conjunto não depende da decisão da empresa de processar ou não o produto X1.000. a decisão de processar mais eleva o lucro da empresa em $ 1.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 67 Valor de Venda após o Ponto de Separação .000 Percentagem 55% 45% 100% Custo conjunto $ 2. No caso do produto X1.000 = $ 7. seu processamento. Nesse caso. Considere uma situação de "vender ou processar mais" do produto X1. o custo a ser alocado para o filé seria proporcional a seu peso. é preciso ter cuidado para não utilizar uma unidade física que provoque distorções: o uso de quilo para separar o custo da carne. com um custo de $ 2. Para a finalidade do processo decisório.000. O método indicado para os subprodutos é atribuir aos seus estoques uma estimativa de custo que é chamada de Valor Líquido de Realização.

Se ocorrer a venda. Os cálculos seriam (em R$): Valor estimado da venda de Y = (-) Custo do processamento adicional (-) Despesa de ICMS (=) Valor Líquido de Realização 1. para poder ser comercializado. . não são avaliados para fins de estoques. A Cia. está sujeito à incidência de ICMS no valor de R$ 170. geralmente. resultaram 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 68 Exemplo: A Cia. Este subproduto.000.00 130.00 500.000 quilos do subproduto e sabe-se que o preço de mercado deste é de R$ 500. para cada quilo vendido de Y.000. c) As sucatas não devem aparecer.00 170.000 = = 1. o produto da venda será registrado a crédito de uma conta de resultado operacional. do processo produtivo da Cia.00 200. ao contrário dos subprodutos.000. obtém receitas através da sua comercialização.000 1. ABC fabrica o produto X. b) subprodutos. dá-se baixa no estoque e credita-se a diferença na conta de ICMs a Recolher. d) Os custos dos subprodutos devem aparecer como Receita Bruta Operacional para a apuração do Lucro Bruto Operacional.000. dos quais a empresa. e) produtos intermediários. No mês de junho. cujo processo de fabricação gera o subproduto Y. Caixa / Bancos / Duplicatas a Recolher a Receita de Venda de Sucatas (Outras Receitas Operacionais).000.00 O estoque de 1. deve sofrer um processamento adicional que gera custos estimados em torno de R$ 200. por representar uma recuperação de uma parcela do custo de produção dos produtos principais: Estoque de Subprodutos a Custos Conjuntos 130. pois seu valor é irrelevante. A contabilização do estoque é feita à crédito da conta Custos Conjuntos. Exercícios QUESTÃO 1 – Quando dois ou mais produtos são produzidos simultaneamente como resultado da mesma operação em que não há uma maneira positiva de determinar o valor do custo aplicável a cada um deles.00 Quando se efetuar o processamento adicional. no grupo de Estoques.000 x x 500. TRATAMENTO CONTÁBIL DAS SUCATAS As sucatas. debita-se Estoque de Subprodutos pelos respectivos custos. porque se trata.00. c) produtos primários.000. b) Subprodutos e resíduos são produtos secundários e sucatas.00 por quilo.00 x 170. QUESTÃO 2 – Assinale a alternativa correta: a) Subprodutos e resíduos não são incluídos no Plano de Contas. no final do período.00.000 quilos de Y é avaliado em R$ 130.00 por unidade. Ocorrendo a venda pelo preço de R$ 500. e) Co-produto e subproduto são expressões sinônimas. do ponto de vista da empresa que os produz são denominados: a) co-produtos. Por ser sua venda um evento incerto e aleatório. d) produtos secundários. Seu custo fica incorporado automaticamente às unidades boas.. não têm garantia alguma de que serão vendidas.00 por quilo. normalmente. ocupando cada um deles posição relevante no mercado.00 200. de valores baixos.

$ 221.67. Os subprodutos são avaliados. Os custos inventariáveis são os custos associados à aquisição e conversão de materiais e de todos os insumos em produtos destinados à venda. $ 703. $ 293. $ 164. (D) se somente as afirmativas II e IV forem corretas.51. B e C alcançaram.23 QUESTÃO 5 – Com base na questão anterior.17 d) $ 380. $ 38. Os co-produtos são todos os produtos secundários. porém não possuem mercado definido. b) $ 220. d) $ 219. pode-se afirmar que os custos conjuntos unitários dos produtos A. $ 164.63. QUESTÃO 6 (ICMS/RJ 2007) Analise as afirmativas a seguir: I. $ 506. Neste capítulo será abordado o Método de Custeio por Absorção e Custeio Variável ou Direto. e cuja venda é aleatória. $ 96. . c) $ 219. isto é. II e IV forem corretas. $ 506. $ 96.60. b) $ 379.40.33. (E) se somente a afirmativa III for correta. d) co-produtos.000. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para a entidade.000 $ 156. IV. $ 38. Esses custos são primeiramente registrados como um ativo e subseqüentemente se transformam em despesa.83.200 Receita total $ 180. em relação ao valor de venda dos produtos principais. respectivamente: $ 221. $ 95. QUESTÃO 4 – A empresa LCT apresenta custos conjuntos no valor de $ 820.67. CUSTEIO VARIÁVEL E CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custeio significa “método de apropriação de custos”.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 69 QUESTÃO 3 – Os itens de produção.63. II. são denominados: a) perdas produtivas.000 $ 960.49. e) perdas improdutivas.51. deles se espera a geração esporádica de receita que é relevante para a entidade. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita Não-Operacional”.17 c) $ 380.83. B e C.77.37. B e C será respectivamente de: a) $ 220. III. (C) se somente as afirmativas II e III forem corretas. b) subprodutos.33. contabilmente.49. $ 293.23 a) $ 379. quando os produtos são vendidos.77. diretos e indiretos são levados em consideração na avaliação dos estoques. $ 703. que nascem de forma normal durante o processo produtivo.37. c) sucatas. (B) se somente as afirmativas I. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II forem corretas. pelo valor líquido de realização.40. cujos demais dados se encontram no quadro a seguir: Produtos A B C Preço unitário de venda $600 $260 $800 Produção (kg) 300 600 1.000 Tendo em vista que a empresa utiliza o Método do Valor de Mercado para distribuir seus custos conjuntos aos produtos. Esses dois métodos diferem apenas em um aspecto conceitual: se os custos de fabricação fixos.00 referentes à produção dos produtos A.60. o lucro bruto de A. $ 95. sendo seu valor irrelevante para a entidade.

A sociedade tem se confrontado com recentes e grandes transformações. No entanto. certamente dividirá o seu espaço com outros métodos mais eficazes que cumprem melhor o objetivo maior da informação contábil. O custeio por absorção apresenta a especial vantagem de estar de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as leis tributárias. MÉTODO DE CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL . comerciais e financeiras não eram relevantes. O objetivo principal deste método de custeio é apurar o custo de uma unidade do produto fabricado. Vão direto para o resultado como despesa. pois atende plenamente aos Princípios Fundamentais de Contabilidade (competência dos exercícios). A distinção principal no custeio por absorção é entre custos e despesas. com o desenvolvimento e modernização das diversas economias mundiais. constar nos demonstrativos financeiros e para determinar o lucro líquido do período (através da apuração dos Custos dos Produtos Vendidos). Mas afinal o que leva a maioria dos empresários a adotar o Custeio por Absorção? A facilidade do método e a importância da mensuração do custo unitário são fatores que se destacam. pois todos os esforços estavam concentrados na produção. orientar a tomada de decisão. e sim direto na conta de Apuração do Resultado do Exercício. O Custeio por absorção encontrou sua utilidade em épocas quando a mão-de-obra direta e a matériaprima consistiam nos principais fatores de produção e existia um número limitado de produtos. Críticas ao método de Custeio por Absorção O ambiente empresarial atual é altamente dinâmico e encontra-se em contínua modificação. Os custos dos produtos vendidos terão tratamento idêntico. Os conceitos e sistemas de Contabilidade de Custos continuam tratando as operações industriais como se elas estivessem sendo executadas como no passado. O novo cenário que se desenha a cada dia tem a mudança como única certeza. O avanço da tecnologia e a diversificação da produção vêm abalar conceitos já alicerçados e promover a busca de novos caminhos. Com base nesse novo ambiente empresarial. utilizou o Método de Custeio por Absorção. todos os gastos do período (custos e despesas) eram apropriados à produção do período. estarão ativados nos estoques destes produtos. as despesas administrativas passaram a representar importante parcela dos gastos empresariais. as despesas administrativas. além de ter a sua implementação facilitada pela não exigência de segregação dos custos em fixos e variáveis. Dentro dessa nova perspectiva o Método de Custeio por Absorção. conhecido como RKW. A separação é importante porque as despesas não são apropriadas à produção. a explicação parece transcender a disciplina contábil. Naquela época. com relação à apropriação dos custos aos produtos. Os processos de rateio podem apresentar alto grau de arbitrariedade e subjetividade na distribuição dos custos comuns. que já faz parte das discussões e questionamentos. Os custos unitários são necessários para custear inventários. que não tenham sido vendidos. Entretanto. Custeio variável é o método de custeio de estoque em que todos os custos de fabricação variáveis são considerados custos inventariáveis. isto é. Todos os custos fixos são excluídos dos custos inventariáveis: eles são custos do período em que ocorreram. desenvolvido no início do século XX. Apresenta como desvantagem o fato de que os custos dos produtos não são mensuráveis objetivamente. ou seja. por meio das técnicas de rateio já estudadas. são considerados custos inventariáveis. o estoque “absorve” todos os custos de fabricação. CUSTEIO POR ABSORÇÃO O Custeio por Absorção consiste na apropriação de TODOS os custos (sejam eles fixos ou variáveis) à produção do período. Por esse método. quando da venda desses produtos. Os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados. julgou-se necessário segregar as despesas dos custos e apropriá-las diretamente ao resultado do exercício.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 70 Custeio por absorção é o método de custeio do estoque no qual todos os custos de fabricação. Tudo que se estudou até esse ponto. Esse método foi derivado do sistema alemão. Este método de custeio é o único aceito pela legislação do Imposto de Renda. variáveis e fixos.

o conceito da Margem de Contribuição. tem a seguinte estrutura de custos: Número de unidades produzidas no ano: 6.00 + $ 1. Esses custos são geralmente os materiais diretos utilizados. determine o custo unitário pelo método do Custeio por Absorção e pelo Método de Custeio Variável.00 Despesas variáveis: $ 3. logo abaixo será resolvido um estudo completo das diferenças entre os métodos de custeio Variável e por Absorção: Cálculo do Custo Unitário A Cia FCS. O método de Custeio Variável (esta nomenclatura é melhor de ser utilizada) também é conhecido como Custeio Marginal ou Custeio por Contribuição. maciçamente. Antes de prosseguir.00 . não são considerados como Custos de Produção e sim como DESPESAS. Desse modo. por utilizar.000. sendo encerrados diretamente contra o resultado do período.000 Custos Variáveis Unitários: Materiais diretos: $ 2.00 = $ 7.000.00 + $ 4. a mão-de-obra apontada e a parte variável dos Custos Indiretos de Fabricação. Os custos fixos. fabricante de apenas um produto.00 $ 10.00 Com base nos dados acima.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 71 O Custeio Variável ou Direto é um tipo de custeamento que consiste em considerar como CUSTO DE PRODUÇÃO DO PERÍODO apenas os Custos Variáveis incorridos.00 Custos Fixos: $ 30.00 Outros Custos Variáveis: $ 1.00 Custos Fixos por ano: Despesas Fixas: $ 30. pelo fato de existirem mesmo que não haja produção. Solução: Custeio por Absorção Total dos Custos Variáveis: $ 2. o CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS e os ESTOQUES FINAIS DE PRODUTOS EM ELABORAÇÃO e PRODUTOS ACABADOS só conterão custos variáveis.000. observe o gráfico abaixo: Após a verificação do quadro acima.00 Mão-de-obra direta: $ 4.

...000u x $ 7...( $ 30. significa que parte do Custos Fixos (com relação as 1....................... $ 100............ $ 10........($ 60.............000.....................................................000u x $ 20....000..........000 x $ 7.................000 u x $ 7.................000.................00......................000................000 Unidades em estoque no final do período: 1............... chega-se às seguintes conclusões: Os $ 5........00 + $ 1......00 Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção: Receita de Vendas: 5...................00 6................... $ 100.00 = $ 7.00 = $ 7.................... ( $ 15........00 de diferença no resultado do Custeio por Absorção.......000..00....................................00 Os Custos Fixos serão jogados diretamente na conta de apuração do resultado e somente os Custos Variáveis farão parte do Custo dos Produtos Vendidos....( $ 10...........( $ 15...........00 ......................000 Unidades vendidas: 5......00 = $ 12.........00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável: Receita de Vendas: 5...000 u x $ 12......00......00...... dando continuidade ao exemplo anterior: Estoque Inicial de produtos: 0 Unidades produzidas no período: 6................... Já no Custeio Variável o custo unitário seria calculado da seguinte forma: Custo Unitário: $ 2........ são incluídos no cálculo do custo unitário do produto.00 Custo Unitário = 6.....000u Observando o cálculo acima..........00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5...........( $ 10....000....................... sejam fixos ou variáveis.......................... As despesas serão jogadas diretamente na conta de Apuração do Resultado..............................000...................00 + $ 4.................... $ 15... sem passar pelo Custo dos Produtos Vendidos.............00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5......000...00 Estoque Final de Produtos: 1.......................000.......000 u x $ 12.......000..............00 ) (-) Despesas Fixas........................00 Estoque Final de Produtos: 1................................000u não comercializadas) está ativada como ........00 ) = Lucro Bruto Operacional........ no custeio por Absorção.....................000..................000 = $12.........( $ 35.......00 (-) Custos Fixos........ $ 40...........................00 Análise das diferenças Analisando os resultados por cada critério....00) Lucro Líquido Operacional.........000u x $ 20........00 $ 10..........00) Lucro Líquido Operacional...............00 + $ 30............00) Fixas......00) (-) Despesas Variáveis 5...........00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5...........000u x $ 3.......000 Preço de venda unitário: $ 20...........00. TODOS os custos de produção.........................................000....000.. Comparação do resultado entre os métodos de custeio (por Absorção e Variável) Observe os dados abaixo.......000..... $ 50....00) Margem de Contribuição........000u x $ 3.......Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 72 Despesas Variáveis: Despesas Fixas: $ 3....000.......................................000..... em comparação com o Custeio Variável..000...................

...000............ Por quê? Os custos fixos ocorrem independente da produção.................... ( $ 15.....000 u x $ 10.......................... Comparando o resultado através de uma nova Demonstração de Resultado verifica-se que: Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção ( com nível de produção 10......... Os estoques continuam com parte dos custos fixos (ativados).............. o custo unitário.000.................................... já que os custos variáveis unitários não se alteram.......... $ 100.....000...... $ 10.......( $ 10....000.. supondo que o gerente resolva aumentar a produção de 6.... $ 50...000u x $ 3........................ agora................................ o custo unitário continua o mesmo........ é menor que se tivesse no nível de produção de 6.00) Lucro Líquido Operacional.( $ 15.....000.............................00 Estoque Final de Produtos: 5.............000..000.000.............00 Cálculo do Custo Unitário pelo Custeio Variável: $ 2......00 + $ 1..000 u x $ 7.00....00.....00) Fixas.....000......... agora.00 ) = Lucro Bruto Operacional.... por que não existe uma relação inversa entre os Custos ...000...............000u x $ 20............... chega-se a seguinte conclusão: o resultado pelo método de Custeio por Absorção..( $ 10..........000u não comercializadas).............00 ........... Custos Variáveis.00 ) (-) Despesas Fixas............. $ 25......... que a estrutura de custos permaneça a mesma e as unidades comercializadas continuem no mesmo patamar........... $ 50..... Caso tudo que se produza no período for comercializado NÃO VAI EXISTIR diferença entre os resultados de cada método.....000u): Receita de Vendas: 5.. Já no Custeio Variável........................................ Em conseqüência...........00 = $ 50... O Estoque Final no Custeio por Absorção está a maior em $ 5. na sua composição..00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5.............( $ 35................................................. face ao menor Custo Fixo por unidade produzida.............00) Lucro Líquido Operacional.... aumentando-se a produção.........000u x $ 3...00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável (com nível de produção 10..................................00....00 (-) Custos Fixos......000u): Receita de Vendas: 5................000u x $ 7..000..000..........00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5...00 Estoque Final de Produtos: 5.... O que acontecerá com o custo unitário em cada método? Supondo.000.......... face a inexistência de estoque final. $ 100...................... enquanto que no Custeio Variável todos os Custos Fixos são descarregados na conta de Apuração do Resultado e os estoques só contêm...000................000u.................000 u para 10.......00 face a mesma explicação do parágrafo anterior: parte dos custos fixos está ativada (relativos as 1..................... Cálculo do Custo unitário pelo método de Custeio por Absorção: 10.......000u x $ 7......00........ melhor utiliza-se a planta fabril........ por isso são chamados de Custos Estruturais.......................... Mas a empresa vendeu as mesmas unidades no período..........00 = $ 7.....000u = $ 10.. Já no Custeio Variável o resultado continua o mesmo.......... Por esse motivo que o Custeio por Absorção não é indicado para as tomadas de decisões....................00............. diminui-se o Custo Fixo Unitário por produto..................................Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 73 Estoque de Produtos.....................000u.....( $ 30..........00 Analisando mais uma vez as diferenças..000u x $ 20..........00 + $ 4....... Mas..........00) Margem de Contribuição............00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5..................... ainda..............000......00 + $ 30......000 10.000.......00 = $ 35.................... no custeio por absorção o Custo Unitário diminui e no Custeio Variável permanece o mesmo..............................000 u x $ 10... quanto maior a produção...($ 50....00) (-) Despesas Variáveis 5. aumentou em relação ao anterior.00 Comparando os resultados. ....

externo. cujo custo está sendo apurado. o custo de um produto pode variar em função da variação de quantidade produzida de um outro produto. Os Custos Fixos podem ser encarados como encargos necessários para que a empresa tenha condições de produzir. por melhores que sejam os critérios. também. Todavia. já que são quase sempre repetitivos e independentes dos diversos produtos e unidades. Basta verificar que a simples modificação do critério pode fazer um produto não rentável passar a ser rentável e. qualquer decisão em base de custo deve levar em conta. basicamente. maiores serão os custos variáveis. É um método administrativo. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção. Em termos de avaliação de estoque. os custos diretos. eles sempre são distribuídos aos produtos por meio de critérios de rateio. principalmente o da competência e o da realização da receita. O Administrador que não conheça essa relação de custos pode ser enganado face um aumento IRREAL no resultado da empresa. assim. Com isso. sem a respectiva aceitabilidade pelo mercado. o rateio é mais ou menos lógico. Assim. O uso do Custeio por Absorção pode levar a decisões errôneas sobre a produção face à arbitrariedade dos critérios de rateio e a distribuição dos Custos Fixos a produção do período. Sua filosofia básica contraria os princípios de contabilidade. existem independentemente da fabricação ou não de determinado produto ou do aumento ou redução (dentro de certa faixa) da quantidade produzida. É um método legal. Os defensores do Método de Custeio Variável apóiam-se.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 74 Variáveis e o nível de produção. isto não está correto. Mas nada impede a utilização desse método para fins gerenciais. aqueles que tem uma parcela fixa e variável. o volume de produção. Finalmente. por abandonar os custos fixos e tratá-los contabilmente como se fossem despesas. em três argumentos principais: Os Custos Fixos. mais atrapalha que ajuda. gerando. em relatórios internos das organizações. Mas esse método fere aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. Pior que isso. Custeio por Absorção Não há preocupação por essa classificação Debita ao objeto de custeio. além dos critérios de rateio. É o método mais indicado para a tomada de decisão. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de vendas. é claro. Abaixo segue um quadro comparativo entre os métodos de custeio: Custeio Variável Classifica os custos em fixos e variáveis Debita ao objeto de custeio. Diferença entre a receita e todos os custos incorridos na fabricação do objeto de custeio. na verdade. para a tomada de decisão. muito pelo contrário. Apresenta a margem operacional. pode-se citar: . sobre os Custos Mistos. cujo custo está sendo apurado. indiretos. verifica-se que o Custeio Variável tem condições de propiciar muito mais rapidamente informações vitais para a empresa. Vantagens e Desvantagens do Método de Custeio Variável Do ponto de vista decisorial. fixos e variáveis. alertando. a parcela fixa da parcela variável. A maioria dos rateios é feita por meio da utilização de fatores. fiscal. por sua própria natureza. o rateio. não vinculam cada custo a cada produto. do volume da produção. menor recolhimento de impostos. gerencial. Sua filosofia básica está de acordo com os princípios de contabilidade. também o resultado medido dentro do seu critério parece ser mais informativo à administração. que contém. também. . . em maior ou menor grau. interno. Por não estarem vinculados a nenhum produto específico ou a uma unidade de produção. Esse. apenas os custos que são variáveis em relação ao parâmetro escolhido como base. o valor dos custos fixos a ser distribuído a cada produto depende.é uma ferramenta melhor para a tomada de decisões dos administradores. tendo em vista um aumento de produção. Como vantagens desse Critério. e não como encargos de um produto específico. o resultado final é menor do que no Custeio por Absorção. existe uma relação direta: quanto maior a produção. nem pelos Auditores Independentes (Auditoria Externa). Apresenta a contribuição marginal. As desvantagens são mínimas. principalmente o da Competência dos Exercícios. objetivamente. somente. é um dos motivos por não ser aceito pela legislação fiscal para fins de valoração de estoques.impede que aumentos de produção que não correspondam a aumento de vendas distorçam o resultado. que. a arbitrariedade (quando se produz mais de um produto e esses custos sejam indiretos). pois nem sempre é possível separar.

00.00 por unidade No segundo período a produção passou a ser de 500u. O CFu será de $ 1. terá seu valor unitário constante (dentro também de um intervalo relevante) enquanto que seu valor total será proporcional ao volume de produção. com isso.000. ECONÔMICO E FINANCEIRO Revisão de tópicos Em aulas anteriores aprendemos as diferenças entre Custos Fixos e Custos Variáveis. equipamentos e imóvel. decisões. seguro das instalações. Por exemplo. enquanto que o método de Custeio Variável ou Direto. Independente da quantidade produzida (respeitando um intervalo relevante) os CFt permanecerão os mesmo. Os CFt permanecem o mesmo. sejam eles fixos ou variáveis. independente do volume de produção (dentro de um intervalo relevante). Por definição. sobretudo. RELAÇÃO CUSTO-VOLUME-LUCRO: PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL. respectivamente. Seus CFt no período são de $ 1. o volume de produção e vendas). verifica-se o comportamento dos Custos Fixos. a matéria-prima utilizada na fabricação do sabão.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 75 O custeio variável destina-se a auxiliar. dentro de um intervalo relevante. Mas os Custos Fixos Unitários (CFu).600u. Qual seria o CFu ? Dividindo o valor dos Custos Fixos pela quantidade produzida.000 unidades. Agora o CFu diminuiu. salário de supervisor. à produção do período. Custos Fixos são aqueles custos que não variam em proporção com o volume de produção (dentro de um intervalo relevante). Antes de iniciar será importante fazer algumas observações. menor será o CFu.00 / 1. citada no exemplo anterior.00 p/ u. que o método de Custeio por Absorção tem por finalidade apropriar todos os custos. aplicada na produção. Foi estudado.000. E o comportamento desses Custos e Despesas em termos unitários? Como se comportam? $ CFt CFu $ q q Observando os gráficos anteriores. na fábrica de sabão. em relação ao volume de produção. aumentou os CFu. também. as Depreciações. E as Despesas Fixas (DF) são fixas em relação ao volume de vendas.000. compostos de Depreciação de máquinas. caso a produção diminua. . como por exemplo. Custos Variáveis são os custos que variam no total proporcionalmente às mudanças no nível de produção ou atividade. como por exemplo. Os Custos Fixos Totais (CFt) se comportam de modo constante.00 / 1. apropria à produção do período somente os custos variáveis. imposto predial. tem-se: $ 1.00 / 500u = $ 2. tem seus valores ajustados de acordo com o volume de produção. O Ponto de Equilíbrio é o ponto no qual a receita total de vendas se iguala aos custos e despesas totais. a matéria-prima aplicada em um processo produtivo. A mesma interpretação pode ser dada para as Despesas Fixas em comparação com o volume de vendas. maior será o CFu. Nesse ponto será estudado o Ponto de Equilíbrio ou Break-even-point.600u = $ 0. a O custeio por absorção destina-se a auxiliar a gerência gerência no processo de planejamento e de tomada de no processo de determinação da rentabilidade e de avaliação patrimonial. A produção no período é de 1. Se no terceiro período a produção for de 1.000u = $ 1.000. Por exemplo: uma indústria fabrica um único produto: sabão “Y”. Os Custos Fixos (CF) são constantes. Logo. diminuiu a produção. Custos Variáveis variam proporcionalmente ao volume da produção. os Custos Variáveis (CV) tem uma relação direta com o volume de produção e as Despesas Variáveis (DV) tem uma relação direta com o volume de vendas (tomando por parâmetro. ao contrário do CFu: quanto maior a produção. amortiza-se os CF aos produtos e. o CFu será de: $1. melhor se utiliza a planta fabril.625 p/ u.

bem como a classificação em fixos e variáveis.000 u 10.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 76 Nível de atividade Custo Unitário 10. Dentre as diversas decisões que o administrador deve tomar destacam-se: fazer ou comprar. nos custos (variáveis ou fixos) ou em ambos.000 50. que influenciam os resultados: receitas. renovação de equipamento. distribuição direta ou via transportadores. MC = V – ( CV + DV ) Sendo: MC = Margem de Contribuição V = Vendas CV = Custo Variável DV = Despesa Variável . É o excesso da receita de vendas sobre os custos e despesas variáveis. através dela. grandes armazéns centrais ou pequenos depósitos. volumes de produção e de vendas. Embora tanto o planejamento. destinam-se a desenvolver informações que auxiliam a gerência no desempenho de suas funções de planejamento e de tomada de decisão. assistência técnica direta ou mediante agentes autorizados. Ela é baseada no Custeio Variável e. o conceito do Custeio Variável fornece meios para que a Contabilidade de Custos e as gerências de qualquer nível e de qualquer segmento possam visualizar as interações existentes entre alguns fatores significativos.000 CVu q q Os conceitos aqui abordados serão de suma importância para estudo da relação custo/volume/lucro. despesas e custos variáveis e fixos. mix de vendas etc. A análise das relações Custo/Volume/Lucro é um instrumento utilizado para projetar o lucro que seria obtido a diversos níveis possíveis de produção e vendas.00 5. quanto deve ser gasto em propaganda e promoção. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: é encontrada pela diferença entre a Receita (Vendas) e os Custos e Despesas Variáveis.000 u 10. como as decisões.000 $ CVt Custo Total 100. no seu processo decisório. seja baseado no curto prazo. presentes nas atividades.000 u 10. depara-se sempre com duas ou mais alternativas. O instrumento que os contadores e administradores usam correntemente para obter essas interações e sua influência nos resultados é a análise das relações Custo x Volume x Lucro. A separação das despesas e dos custos. pode-se estabelecer qual a quantidade mínima que a empresa deverá produzir e vender para que não incorra em prejuízo. bem como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda. vendedor eclético ou vendedor específico. O Administrador.000 200.00 20. a que preço vender. vendas diretas ou por meio de revendedores.

( CVu + DVu) Sendo: MCu = Margem de Contribuição Unitária CVu = Custo Variável Unitário DVu= Despesa Variável Unitária PVu = Preço de Venda Unitário Demonstração do Resultado VENDAS (-) Custos e Despesas Variáveis = MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) Custos e Despesas Fixos = RESULTADO ANTES DO IR (-) IR e CSSL = LUCRO DO EXERCÍCIO ÍNDICE DE MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: A margem de contribuição também pode ser expressa em porcentagem.00 $ 400.000. facilitando a interpretação e o comportamento dos diferentes níveis operacionais.. Margem de contribuição: $ 1.. Após os limites.00 $ 400. onde os custos e despesas se mantenham no mesmo patamar. possibilitam uma análise das diversas tendências dos custos. O planejamento dos lucros.0 Índice de margem de contribuição: 400. como por exemplo: Ponto de Equilíbrio Preço de Venda Mínimo Viabilização de um Projeto PONTO DE EQUILÍBRIO (PE): é o ponto do nível da atividade da empresa onde surge a igualdade entre os Custos e Despesas Totais com a Receita Total.. A Relação Custo/Volume/Lucro é uma eficiente técnica que.000.. A linearidade do PE é válida num intervalo que interessa. oferece informações detalhadas.. Custos variáveis. ou seja.000 / 1.000 = 40 % RELAÇÃO CUSTO/VOLUME/LUCRO O custos ou despesas são fixos dentro de um determinado limite. bem como o total controle dos custos.000. muito embora não sendo este aumento proporcional ao nível de atividade ou produção. sendo utilizado na cobertura dos Custos Fixos para proporcionar um Lucro. os valores podem aumentar.00 $ 200. ou seja. Despesas variáveis. O índice de margem de contribuição indica a porcentagem de cada unidade monetária de vendas disponível para cobrir os custos fixos e propiciar lucro para empresa.000.. Índice de margem de contribuição: VENDAS – CUSTOS E DESPESAS VARIÁVEIS VENDAS Vendas. .000. Pode ser calculada. oscilando dentro de uma atividade estabelecida.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 77 A Margem de Contribuição é o valor oriundo da diferença entre as Vendas e todos os gastos variáveis. é o valor que ajudará amortizar os Custos e Despesas Fixos. também. resumindo.. em valores unitários: MCu= PVu ..000.

isto é. Se a empresa não conseguir vender nenhum de seus produtos o prejuízo corresponderá aos CF + DF totais dessa empresa. abaixo desse ponto. aparece lucro correspondente à MCu vezes as quantidades comercializadas acima do PE.q) O Ponto de Equilíbrio representa a quantidade mínima que a empresa terá que comercializar para cobrir seus gastos. permanece constante e com um valor de $ 40.00 por unidade produzida. pelo aumento da atividade. O Custo Variável é proporcional às quantidades produzidas e aumenta de $ 20. O Custo Total não aumentará na mesma proporção dos Custos Variáveis em virtude dos Custos Fixos. Vendendo menos do que cinco unidades a empresa incorrerá em prejuízo. o Custo Fixo independe da produção e da venda. a empresa conseguirá lucros.00.q + DVu . Vendas menos Custo Total (CT) representa Lucro ou Prejuízo. Ao atingir o Ponto de Equilíbrio. pela diminuição da atividade. Daí para frente. o ponto da atividade em que não há lucro nem prejuízo.q) = CT + DT (CF +DF + CVu. a partir desse ponto. Gráfico do Ponto de Equilíbrio: Á R EA D E LU C R O RT CT Y PE Á R EA P R EJ U ÍZ O PE e m v alo r CV CT CF PE e m v o lu m e X Onde: CF = Custo Fixo CT = Custo Total CV = Custo Variável RT = Receita Total . a empresa incorrerá em prejuízo. Exemplo: Unidades Produzidas 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Custo Fixo $ 40 40 40 40 40 40 40 40 40 Custo Variável $ 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Custo Total $ 40 60 80 100 120 140 160 180 200 Receita de Vendas $ 0 28 56 84 112 140 168 196 224 Lucro ou Prejuízo $ (40) (32) (24) (16) (8) 0 8 16 24 Pelo exemplo. Quando a empresa comercializa 5 unidades atinge o seu ponto de equilíbrio. a empresa não apresenta nem Lucro nem Prejuízo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 78 PE RT (PVu.

376.00 + 12.275.270 u Comprovando o resultado obtido da seguinte forma: 6. basta multiplicar as quantidades encontradas no do PE pelo PVu.350 / (15 .00 = 19. é necessário vender tantas unidades de produto quantas forem necessárias para. resultando num lucro zero (ponto de ruptura). quando a empresa produzir mais de um. Para saber o valor da Receita de Vendas no PE. foi feito o seguinte desenvolvimento através de um raciocínio lógico: PE CT = DT= DVu x Q + DF Substituindo esses parâmetros na fórmula: PVu x Q = CVu x Q + CF+ DVu x Q + DF PVu x Q – CVu x Q – DVu x Q = CF + DF Q= ou PEq = CF + DF MCu Isto pode ser intuitivamente entendido.270] = 6. a empresa cobrir os custos e despesas fixos.350.129.00 Preço de venda unitário = $ 15.275.752. que corresponde a MCu.376.350.376.10) = 1. se os custos fixos independem do volume de atividade.050. enquanto à esquerda encontra-se a área do prejuízo. contanto que se consiga apropriar uma parcela do custo fixo total a cada produto (o que não deixaria de ser dificultoso).Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 79 À direita do Ponto de Equilíbrio encontra-se a área do lucro.270 X 15.700. Ponto de Equilíbrio = ( em unidades) Custos + Despesas Fixos MCu Para se chegar a fórmula anterior. através da margem ganha em cada uma delas [PVu – (CVu + DVu )].00 Ponto de Equilíbrio = 6.275.00 1.350.00 X 1. A fórmula em quantidades permite alcançar ou calcular o ponto de equilíbrio de cada produto. pois. O ponto de Equilíbrio é alcançado num número tal de unidades vendidas igual ao quociente entre custos + despesas fixos (CF + DF) e a diferença entre preço unitário de venda e custos + despesas variáveis unitários [PVu – (CVu + DVu )]. Exemplo: Custos Fixos previstos = $ 6.050.129.00 (parte fixa) + [ 10.376.00 Custo Unitário Variável = $ 10.00 = 19. CF + DF PVu – CVu – DVu RT = CT + DT RT= PVu x Q .00 ⇒ o valor total das vendas é igual ao valor total dos custos.

* avaliar a lucratividade associada aos diversos níveis possíveis de vendas.000.000.000.000.000.00 + $ 1.000. Exemplo: CF + DF = $ 4.000.000.00 / 8.000.000.000.000.00 MCu% = 2..00 = 25 % PEC = $ 4.000. é o ponto de vendas onde a receita total de vendas se iguala ao total dos custos e despesas. consegue uma taxa líquida de 10% a.$ 6.000. com a aplicação no mercado financeiro. * facilitar a análise dos efeitos sobre a lucratividade decorrente de alterações nas despesas e custos fixos e variáveis.00 = 2.000. no preço de vendas e na distribuição relativa de linhas de produtos vendidos. Vamos supor que a empresa em estudo tenha um capital de $ 10. ao invés de no seu próprio negócio.00 / 0.00 /u Preço de Venda: $ 8.000. O Custo de Oportunidade representa a remuneração que a empresa obteria se aplicasse seu capital no mercado financeiro. no volume de vendas. vai ser $ 1.25 = $ 20. Para se determinar o ponto de equilíbrio contábil são levados em conta todos os custos e despesas fixas contábeis relacionadas com o funcionamento da empresa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 80 PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL (PEC) É a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos. PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO (PEE) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescida de uma remuneração mínima sobre o capital investido pela empresa.00 Em receita = $ 5. ou seja.00 $ 2. PEE = CF + DF + Custo de Oportunidade (Retorno mínimo s/ PL) MCu Logo. Fórmula: CF + DF MCu Uma outra forma de se fazer o cálculo do PE seria utilizando o valor da MCu em termos percentuais.00.500 u PEC = . Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior.000.000.000.00 = $ 2.a. Esta remuneração mínima corresponde à taxa de juros do mercado multiplicada pelo Capital Investido e é denominada de CUSTO DE OPORTUNIDADE. aos vários níveis possíveis de atividades. O PEE será obtido quando a soma da Margem de Contribuição totalizar um valor que cobrirá todos os Custos e Despesas fixos mais o valor correspondente ao Custo de Oportunidade.000.000.000.000. Foi o que nós estudamos de ponto de equilíbrio até o momento. ou seja.000.00 / 0.00 /u Qual o PEC em receita ? MCu = $ 8.000.00 ao ano. PEE em quantidade será de: $ 4.000.00 . O Custo de Oportunidade dessa empresa. tantos fixos quanto variáveis. Aplicando esse dinheiro no mercado financeiro.25= $ 16.00 por mês CV + DV = $ 6.00 O PEC pode ser utilizado para: * determinar o nível de atividades necessárias para cobrir todas as despesas e custos.

00.000. mas estará economicamente perdendo. quanto não operacionais. haverá um PEE quando houver um lucro contábil de $ 1. vamos supor que dentro dos custos e despesas fixos 20% correspondam a depreciação.000. ou seja.00.000. contabilmente. Ou seja. por exemplo.500 unidades.00.000. + Amort.00 = 1.000. O PEF será alcançado quando a empresa comercializar as seguintes quantidades: PEF = $ 4.000. por exemplo. Assim.00.Custos e despesas variáveis = 2.00 / 0.900.000.$ 800.000. se considerar só as operações.000.25 = $ 20. financeiramente. os $ 3.000.200. Supondo. PE FINANCEIRO PE(f) = Custos Fixos + Desp.00 PEF em receita = $ 3.000. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior.Deprec.000.000.000. Financeiro de $ 1. mas estará com um prejuízo contábil de $ 800. Financ.200. PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO (PEF) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa.000. os encargos de depreciação são excluídos no cálculo do PEF por não representarem desembolso para a empresa.00 Em receita seria de: $ 5.000. Corresponde às quantidades que . que a amortização desse empréstimo seja em parcelas anuais de $ 2. $ 800. e mais.000.600 u $ 2.800. Fixas .00 / 0. Logo. é o nível de produção e vendas em que o saldo de caixa é igual a zero.25 = $ 12.000. É o espaço que a empresa tem para fazer lucros após o PE.00 se levar em conta que não se conseguiu todos os recursos necessários para o pagamento da amortização da dívida. Exemplo: Supondo que a empresa em estudo fez um empréstimo de $ 8.550u. e.000. Financeiro Deficitário em $ 100.000.00.00 de desembolso para cobrir os CF e DF.000.000.00 + $ 2.00 . Econômico de $ 100.800.00 para somar a seus recursos próprios a fim de conseguir melhor operar. a empresa precisa obter. Conclui-se que.00. já que não estará conseguindo recuperar-se da parcela “consumida” do seu ativo imobilizado. Logo.000.00 de vendas totais. Uma outra utilização do PEF seria computando as parcelas financeiras de desembolso obrigatório no período que não estejam computadas nos custos e despesas. Representa a quantidade de vendas necessárias para cobrir os gastos desembolsáveis. em cada período. estará obtendo resultado contábil positivo.600 u MARGEM DE SEGURANÇA OPERACIONAL Representa a diferença entre as quantidades apresentadas no PE e as quantidades que a empresa pretende vender. estará com um Resultado Contábil de $ 1.00 A empresa nesse nível de atividade estará conseguindo equilibrar-se financeiramente.100.00 Caso a empresa esteja obtendo um volume intermediário entre 2.00. mais essa parcela de $ 2.000.200. ainda. o resultado for superior a esse retorno. por não estar conseguindo recuperar o valor do juro do capital investido. o PEF será de: PEF = $ 3.200.000 e as 2.00 $ 2.000. os encargos financeiros desse empréstimo estejam inclusos nas Despesas Fixas.000.000. tanto operacionais. Assim. se a empresa operar na faixa de 2. Preço de Venda .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 81 Conclui-se que o verdadeiro lucro da atividade será obtido quando.

Quanto maior a margem de segurança operacional. Caso seja feito algum rateio entre esses custos comuns aos produtos.V. a sua Margem de Segurança será: 10. . maior a capacidade de lucro da empresa.25. os símbolos representam: Q.E. calcular uma margem de contribuição média e dividir os custos fixos por essa margem de contribuição média.000 _______________ MS = = 0. ou seja.000 unidades se só fosse vendido o produto A e de só 50. fortalecendo a certeza de que a empresa não incorrerá em prejuízos. Mas quase sempre existirão os CF que serão comuns a todos os produtos. O ponto de equilíbrio seria de 100. Mas as dificuldades na prática são muito grandes. as relações de custo volume lucro também serão alteradas.000 unidades. Por exemplo. Quando os administradores escolhem uma combinação de vendas. segundo o Professor George Guerra Leone.V. Uma forma de se calcular esse PE. Portanto. ela pode ser expressa num gráfico de ponto de equilíbrio ou num gráfico de L/V.000 Limitações ao uso do Ponto de Equilíbrio A maior limitação da utilização do PE seria quando a empresa produzir e vender mais de um produto. $5. Um outro cálculo seria por um método de média ponderada: Q. Em empresas com muitos produtos. o numerador será positivo e menor que o denominador.Q. EFEITOS DA COMBINAÇÃO DE VENDAS (Mix de Vendas) A análise de custo-volume-lucro até o momento concentrou-se numa única linha de produtos. Logo: 0 < MS > 1 Quanto mais próximo de zero estiver a Margem de Segurança. Suponhamos que a combinação planejada seja de três unidades de A para cada unidade de B. suponhamos que uma empresa com dois produtos tenha uma margem de contribuição unitária de $1 para o produto A e $2 para o produto B e que os custos fixos sejam de $ 100. Se as proporções da combinação se alterarem. $1.000 unidades se só fosse vendido o produto B. ____________ Q.50 10. a combinação de vendas é um fator importante no cálculo de um ponto de equilíbrio geral da empresa. ou seja. seria estimar as quantidades a serem vendidas por todos os produtos. como estudamos em aulas anteriores. Exemplo: o Ponto de Equilíbrio é 5.000 unidades.E. A margem de contribuição de cada "pacote" de produtos seria de 3 x $1 mais 1 x $2. admitindo-se receitas e custos médios para uma determinada combinação. menor este risco. A Margem de Segurança pode ser calculado pela seguinte fórmula: MS = Nesta fórmula. se o Negócio estiver vendendo 10. .5. Quando se consegue identificar os custos fixos a cada produto (CF identificado). = Quantidade de Equilíbrio Sempre que o Negócio estiver operando acima do seu Ponto de Equilíbrio. A margem de contribuição média por unidade de produto seria $5 : 4 unidades de cada pacote.000 . haverá sempre um grau de arbitrariedade e o resultado poderá ficar distorcido.V. Quanto mais próximo de 1 a Margem de Segurança. fica mais fácil calcular o PE. = Quantidade Vendida Q.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 82 são comercializadas acima do PE. maior o risco de o Negócio entrar em prejuízo caso não consiga o seu volume de vendas.000.

...00 .. b) o método de custeio por absorção leva em conta.00 . entre outros. d) para efeito de apuração de resultados industriais é indiferente qual o método de custeio adotado..800.........(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão..........Depreciação dos equipamentos de fabricação................000 unidades (sendo 60. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis. b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade... seja o variável ou por absorção.....Matérias-primas.(AFTN / ESAF) A atribuição de todos os gastos de fabricação aos produtos é determinada pela seguinte forma de custeio: a) de realização c) direto e) por absorção b) variável d) estimado 02.... de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa. R$ 12.....25 O ponto de equilíbrio..... todos os custos incorridos no período...000.. Gama apresentou os seguintes custos e despesas relativos ao mês em que iniciou suas atividades: .......(AFTN / ESAF) É correto afirmar que: a) o método de custeio variável agrega os custos fixos ao custo de produção pelo emprego de critérios variáveis de rateio... julgue os itens que se seguem.000.....000.00 . R$ 4........... utilizando-se a taxa linear de 10% ao ano.. em uma mesma linha de produção..25 = 80. na apuração do custo de produção.... R$ 4.... R$ 36......000 : $1.........000 unidades de A e 20... considerando todos os custos envolvidos.... na hipótese de se manter a mesma combinação seria: $100.. 03... ao contrário do custeio variável..... c) o método de custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja feita pelo critério do custo médio ponderado...............00 . c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada..... inclusive os da administração geral.. e) a diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que este admite a avaliação dos estoques por método diferente do custo médio ponderado....000 de B) Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa correta: 01......Energia elétrica consumida pelas máquinas ....75 $0. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva... R$ 24....Aluguel do imóvel da fábrica .Mão-de-Obra Direta (MOD) .50 $1. QUESTÃO 2 – TESTES UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE 1 A 6: A Cia.........000..00 ....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 83 Produtos A B Vendas planejadas 3 1 4 Pesos ¾ ¼ MC unitária $1 $2 Média ponderada $0.

......000.000...000....538..000. b) R$ 9. Das unidades acabadas.000....00. respectivamente..000... as administrativas são consideradas fixas e as de vendas.00 e R$ 6.. COM BASE NOS DADOS A SEGUIR... b) R$ 7...00... c) R$ 19.000...... RESPONDA AS QUESTÕES DE Nº 7 A 12.. c) 200.. 1..000... b) 100......000............ R$ 3..00 e R$ 8..384.000. 2.. são considerados variáveis os relativos a matérias-primas.307.Despesas Administrativas..00 Dos elementos do custo.Despesas com Vendas . b) 12...200...000......... o lucro bruto corresponderá a (em R$): a) 11....00 ... respectivamente..00 e R$ 4........69 e R$12.... R$ 18.. a: a) 170.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 84 . utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: a) R$ 6.. No custeio variável.000..00..00 .... e) 19. e) 240. 6.. d) 36.000..Depreciação de Equipamentos ..00.. a) R$12... d) 166..... energia elétrica e materiais indiretos..800.00... . 190 foram vendidas ao preço unitário de R$ 500.00.00.. a margem de contribuição unitária corresponde a (em R$): a) 180......Mão-de-Obra Indireta (MÓI)....... R$ 6...Impostos e Seguros da fábrica .00 e R$ 8..........00 c R$ 9. 3...076.000. A Cia..00... R$ 7.... R$ 25...00. Em relação às despesas.. e) 80............ O estoque final de produtos em elaboração será..00... c) 8...200....00..000..92...00 .. ...... 4.000......00. d) 200..... R$ 70....00 e R$ 9....... com grau de acabamento de 50%.00 .......000.....000........00. e) R$ 6.. utilizando-se o custeio por absorção e o custeio variável.000.000.000.00 e R$ 9...00.62 e R$ 5.000.000.200. O ponto de equilíbrio (break-even point) da companhia corresponde. utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: d) R$12...........Materiais Indiretos ... e) R$ 6. b) 150..62 e R$ 6..200. de: a) R$ 6..00 e R$ 8. No Custeio por Absorção.... das quais 40 permaneciam em processo no final do mês...00 ........00..00. c) R$ 8... O estoque final de produtos acabados será..00 e R$ 9.00 c) R$ 8..200..00 e R$ 8.00. Copacabana apresenta os seguintes saldos.. d) R$ 8.00.. mão-de-obra direta..307...000....Despesas com Vendas ........00 Custos e Despesas Variáveis por unidades: .. c) 300... em unidades...000. O lucro líquido. R$ 7...46: e) R$ 7..00..00... variáveis.. R$ 8......200..........00 .Mão-de-Obra Direta e Indireta....000. A empresa iniciou a produção de 260 unidades no período. será. 5. em seus livros contábeis e registros auxiliares de custos: Custos e Despesas fixos durante o ano: ....000........ respectivamente..00 b) R$ 8.000..384...000...00 e R$ 34.66........000.....69 e R$ 11. d) R$ 12..00..00..

.000.. c) 200..00..000..... c) 375..550..00... R$ 105...000...00 R$ 70.......000.... e) 200..550....... Caso a empresa queira obter um lucro de 25% sobre as receitas totais.00 a) 2.800. Se a taxa de juros de mercado for de 20% ao ano e o patrimônio líquido da companhia corresponder a R$ 200.... d) 750. 8.00.. O ponto de equilíbrio financeiro da companhia é (em R$): a) 200. O valor da receita no Ponto de Equilíbrio é de (em R$): a) 300....00.00.000. e) 100.00 O preço de venda de cada unidade é de R$ 1...000.00......000.. 10.. b) 3.000....00.00. R$ 30.... d) 300..000... b) 255.. O lucro obtido de 25% é de (em R$): a) 200.... b) 62....00...00 40% Supondo-se que a combinação de vendas permaneça constante no ano..000.. c) 355.000.. d) 200..00..00.... o ponto de equilíbrio da companhia equivale a (em R$): e) 1... 7. d) 120..00.000.. c) 300......... d) 75.00.00.....Comissões de Vendedores .00 R$ 120...00.00...600.... e) 100...750..... 11.000. R$ 450.00...00.... Para se atingir o Ponto de Equilíbrio. 13..500... c) 255. A Cia.00 . d) 187.. b) 600..000. e) 100...000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 85 .. 12..... 9.00....... b) 800..500.......200. Seus custos e despesas fixos anuais importam em R$ 1.000..... b) 600..00 .... ...000.00...Materiais Diretos ..000.00 60% Y R$ 200.. quantas unidades deve produzir e vender durante o ano? a) 150.. e) 400....00...... Foram obtidas as seguintes informações adicionais em seu departamento de custos: PREÇO DE CUSTOS E DESPESAS PROPORÇÃO PRODUTOS VENDA VARIÁVEIS UNITÁRIOS DE VENDAS X R$ 120.Embalagens ....000. c) 3...000. e) 100..00...600.Outros Custos e Despesas . d) 4......00. c) 93....... R$ 15.... quantas unidades devem ser produzidas e vendidas por ano? a) 200......00........00. o ponto de equilíbrio econômico será de (em R$): a) 300.000.00.000. ABC tem dois produtos em sua linha de fabricação: X e Y..000.000.000.00 .. b) 165...00..

80 Outros custos variáveis = $ 0. 15 (ICMS/SP 2006) Uma empresa calcula os custos de seus produtos utilizando dois métodos: o método do custeio por absorção e o método do custeio variável. 50.00 Despesas variáveis de vendas = $ 0. o mais rentável será o produto cuja margem de contribuição unitária.00 Margem de contribuição unitária (E = D . o produto mais rentável será o que apresentar maior margem de contribuição por unidade.00 Pede-se: 1.900.900.00 c) 130.000.70 Despesas fixas (incluso depreciação de $ 9. e lucro de R$ 345.00 700.00 Outros Custos Fixos = $ 30.30 Mão-de-obra indireta = $ 19. verificamos algumas de suas aplicações. a produção do mês foi de 8. pois apresenta maior margem de contribuição unitária. naturalmente.00. 14.00 1.500.00) = $ 29.000 litros de vinho. mas não atentamos ao problema decorrente da existência de diversos fatores que. 15.00 Custos variáveis unitários totais (C = A + B) 1. No fechamento do mês foram apurados os seguintes resultados líquidos finais: Lucro de R$ 348. Desse modo.000.200. Durante o mês. a)) 100. dividida pelo fator que limita a capacidade de produção.000.00 b) 120.000.00. bem como trabalhar com outros fatores que limitem sua produção. Uma empresa pode operar no limite de sua capacidade instalada ou abaixo dela. se uma indústria fabrica os produtos A e B e opera com capacidade ociosa: Produto A Produto B Custos diretos variáveis unitários (A) 800.00 1. a empresa manteve os custos variáveis correspondentes a 40% do preço de venda praticado. apresentar maior valor.00 Depreciação = $ 70. é necessário conhecer a margem de contribuição.00 Preço de venda unitário (D) 1.20 Mão-de-obra apontada = $ 0.600.000. MCU: ___________________________. 2. Para cada caso. se uma indústria fabrica os produtos A e B e sofre limitação das horas de que pode dispor em sua linha de produção: .00 2. em R$. 48.00. os custos de produção foram: Matéria-prima = $ 1.00.C) 900.750.20. ao preço unitário de venda de $ 5. por produto ou pelo fator que representa o “gargalo” da produção. Havendo limitação na capacidade produtiva. Para atingir esses valores de resultado. 12. limitam a capacidade de produção da empresa. 14.400.00 no custeio variável.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 86 14 A Indústria de Bebidas KAI KAI produziu e vendeu em abril o total de 100. Se não houver limitação na capacidade de produção.00. 40.00 O produto mais rentável é o A. 3.000 unidades.00. foram vendidas no mês 6.00. 17.00.00 d) 125. Exemplificando. Com base nos dados seguintes.00 e) 150. 52. chamados “gargalos”.000.00 no custeio por absorção.00 LIMITAÇÃO DA CAPACIDADE PRODUTIVA Ao comentarmos a grande importância do conceito de margem de contribuição. os valores correspondentes ao preço de venda unitário. a fim de maximizar o resultado. 52.00 500. respectivamente.600. líquido dos tributos sobre as vendas. Os Estoques iniciais eram “zero”. PEF: ____________________________. PEC: ____________________________.000.00 Custos indiretos variáveis unitários (B) 200.000.000 unidades totalmente acabadas.000.00.00. aos custos variáveis unitários e aos custos fixos totais foram.

a apropriação dos custos fixos produzirá resultados válidos para o processo de tomada de decisão se for realizada com base nas horas de produção utilizadas.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 87 Margem de contribuição unitária (A) Tempo de produção por unidade (B) Margem de contribuição dividida pelo tempo de produção (C = A / B) 700. B e C. o mais adequado é que a indústria dê prioridade à fabricação do produto B.00 de margem unitária). 2 h/un. sobre esses preços ela paga comissões de 5% aos vendedores.0 hora 700. QUESTÃO 2 – A empresa K B S/A produz dois produtos (A e B) cujos preços de venda – líquidos de tributos – são $120 e $80. julgue os itens que se seguem. respectivamente. 2 kg/un. produz-se 1. Produto A 900.5 = 1. b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto.00 Isto significa que enquanto a margem de contribuição unitária de A é de 600. Como está sofrendo limitações quanto ao tempo disponível de produção. os quais são normalmente vendidos por R$ 10. se forem alocados em proporção ao que cada produto utilizar do fator de limitação da capacidade produtiva. enquanto se produz uma unidade de A (900.050. o mercado consome.00 1.00 1. a apropriação dos custos fixos aos produtos produz distorções que podem afetar o processo de tomada de decisões.5 unidade de B (700. R$ 15. Matéria-prima $ 4/Kg $ 4/Kg 2.00 de margem unitária). APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS FIXOS COM BASE NO FATOR DE LIMITAÇÃO Como regra. se o fator de limitação for o número de horas de produção. c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada.5 h/un.00. . Desse modo. Os custos variáveis são os seguintes: A B 4 kg/un. o mais rentável.00 x 1. Entretanto.5 hora 600. em uma mesma linha de produção. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis. MOD $ 20/h $ 20/h Segundo o Diretor de Marketing. Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa incorreta: 01. respectivamente. inclusive os da administração geral.00 e R$ 20.(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão.00 por hora. 100 unidades de cada produto da empresa por período.000 por período. entre outros. de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa. considerando todos os custos envolvidos. os custos fixos produzem valores finais de lucros unitários válidos para o processo de tomada de decisão.00. Os custos e despesas fixos são de 44.00 Produto B 700. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva. no máximo. a de B é de Em resumo. havendo limitação na capacidade produtiva. Pede-se calcular: a) O valor do resultado máximo num período em que houver apenas 360Kg de matéria-prima disponíveis para a produção: ___________________________________________________________ QUESTÃO 3 : (ICMS/RJ 2007) Determinada empresa industrial produz e vende somente três produtos diferentes: A.

97. c) R$ 13.21. A empresa incorre em custos fixos mensais (comuns aos dois produtos) de R$ 9. além de 4kg da matéria-prima Y (que é exclusiva do produto C). além de despesas variáveis correspondentes a 10% da receita. das mercadorias A. em função da greve dos transportadores.776. que só se dispõe de 60kg da matéria-prima Y. determine quantas unidades de cada produto deverão ser produzidas e vendidas a fim de a empresa industrial Grasse apurar o maior lucro possível em setembro. para setembro.7 unidades b) 10 unidades e 70 unidades . Considerando que a única decisão viável diz respeito ao volume a ser produzido.909. 100 unidades do produto B e 150 do produto C. despesas fixas administrativas e de vendas no valor de R$ 350. O quilo da matéria-prima custa R$ 2. 100 unidades e 150 unidades b) 175 unidades. B e C costumam ser R$ 6. 100 unidades e zero unidade. Sabe-se que a matéria-prima e a mão-de-obra direta podem ser utilizadas indistintamente nos dois produtos. em agosto próximo passado. a) zero unidade.00/h. O resultado que a empresa industrial Grasse apurou em agosto próximo passado.538.000. que a matéria-prima X. c) 175 unidades. sendo o produto X ao preço unitário de R$ 150 e o produto Y por R$ 250.00. (Perfume X e Perfume Y. a empresa industrial Grasse só dispõe de 605kg dessa matéria-prima.00. O gerente da produção constatou. B e C. 100 unidades e 10 unidades. foi: a) R$ 20.458. O gerente de produção verificou com a equipe de vendas que a demanda mensal pelos produtos da empresa tem se mantido em 220 unidades do produto A.00. Admitindo que. prontas para serem vendidas. 100 unidades e 150 unidades.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 88 Os custos variáveis unitários dos produtos A.00 e R$ 15. ainda este mês. R$ 8.00 por mês. A empresa industrial Grasse fabrica e vende 2 tipos de perfume: X e Y.00.760. ainda.75kg de matéria-prima por unidade e 2h de mão-de-obra direta por unidade. 1. d) R$ 10. O gerente de produção procurou a equipe de compras e verificou que não é viável adquirir mais matériasprimas até o fim deste mês.160. embora não haja qualquer unidade da mercadoria B.560. em valores arredondados. O gerente da produção sabe que cada unidade do produto A consome 2kg da matéria-prima X.768. c) R$ 11. e) R$ 16. comum aos três produtos. Sabe-se que no almoxarifado há 45 unidades da mercadoria A e 78 unidades da mercadoria C. ainda. ao passo que a fabricação do produto Y consome 10kg de matéria-prima por unidade e 3h de mãode-obra direta por unidade. respectivamente – valores arredondados. está com o estoque muito baixo – só se dispõe de 700kg desse recurso. pois. b) R$ 14.400.00.82. b) R$ 13.400 e em despesas fixas mensais de R$ 4. e) R$ 12. devem ser produzidas. QUESTÃO 3 (ICMS/RJ 2007) O enunciado a seguir se refere às questões de números 1 a 3.67. que em agosto os estoques iniciais estavam vazios e que a empresa vendeu 80 unidades de cada produto.60.39. com o responsável pelo almoxarifado. Considere que. é: a) R$ 5. todas as variáveis de agosto próximo passado permanecem válidas (inclusive a demanda: 80 unidades de cada produto). Constatou-se. 3.) a) zero unidade e 76. 2. salvo a disponibilidade de matérias-primas. d) R$ 13.00 por mês. e) 220 unidades. respectivamente: d) 200 unidades. Considere.007. comissão variável aos vendedores de 3% da receita auferida. Para se maximizar o resultado da empresa neste período. O ponto de equilíbrio contábil da empresa industrial Grasse. 300 unidades e 72 unidades. A fabricação do produto X consome 2. A empresa ainda incorre em custos fixos de R$ 400. pelo custeio por Absorção (utilizando-se as horas totais de mão-de-obra direta como critério de rateio). que cada unidade do produto B consome 3kg da matéria-prima X e que cada unidade do produto C consome 5kg da matéria-prima X. a empresa Grasse produziu 100 unidades do produto X e 90 unidades do produto Y.00 e a taxa da mão-de-obra R$ 3. respectivamente.00.

que: • a empresa não tem como aumentar as suas disponibilidades de recursos produtivos no próximo mês. Custo-Padrão Ideal É um custo determinado da forma mais científica possível pela Engenharia de Produção da empresa. 2 = 25.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 89 c) 100 unidades e 33 unidades d) 80 unidades e 38. 2 = 25. c) Corrente. precisa gerenciar essas restrições.5 CUSTO-PADRÃO Custo – Padrão é um custo estabelecido pela empresa como meta para os produtos de sua linha de fabricação. 3 = 27. 2 = 10. • a empresa não tem como aumentar as demandas dos produtos no próximo mês. 3 = 30 c) 1 = 20.6. 3 = 30 e) 1 = 26. • a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados.5 unidades e) 60 unidades e 44 unidades QUESTÃO 4 (ICMS/RJ 2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende três produtos: 1. portanto. 2 = 25. apresenta muita dificuldade de ser alcançado. a) 1 = 10. a quantidade e os preços dos insumos necessários para a produção e o respectivo volume desta. ainda. conforme a tabela a seguir: Sabe-se. Há três tipos básicos de Custo–Padrão: a) Ideal. levando-se em consideração as características tecnológicas do processo produtivo de cada um. 2 = 0. Custo-Padrão Estimado . • a empresa incorre em despesas variáveis equivalentes a 20% da receita de cada produto. 3 = 0 b) 1 = 20. 2 e 3. b) Estimado. 3 = 30 d) 1 = 20. de eficiências no uso e na qualidade dos insumos. dentro de condições ideais de qualidade dos materiais. Determine quantas unidades a empresa precisa produzir e vender de cada produto no próximo mês para maximizar seu resultado nesse próximo mês. Observe os dados desses produtos: Sabe-se que os recursos são onerosos e limitados.

etc. ao detectar as ineficiências. Custo Real É o custo efetivo incorrido pela empresa num determinado período de produção. etc). para o futuro. o que é talvez o mais importante. Custo-Padrão Corrente Situa-se entre o Ideal e o Estimado. pelo menos a curto e médio prazos.00 VARIAÇÕES R$ FAVORÁVEL DESFAVORÁVEL 23.variação FAVORÁVEL FIXAÇÃO DO PADRÃO PADRÃO DE MATERIAIS Quantidade Física x Quantidade monetária PADRÃO DE MOD Estimativa de Horas x Custo da MOD p/ unidade PADRÃO DE CIF Parte Fixa Parte Variável Geralmente a taxa de absorção dos CIF é feita com base no volume (H/M.00 100.00 150.) CVu x Volume + CF Volume . de uma média dos custos observados no passado. Se o Custo Real for superior ao Custo-Padrão. se os preços pagos pelos insumos poderiam ser menores.00 128. inexistência de mão de obra especializada e outras similares. se o nível de desperdício dos materiais poderia ser diminuído. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custo. H/H. a variação (diferença) ai ocorrida será considerada DESFAVORÁVEL. sem qualquer preocupação de se avaliar se ocorreram ineficiências na produção (por exemplo. a variação será considerada como FAVORÁVEL. a empresa terá diante de si um quadro adequado para determinar de que forma poderá cortar custos e aumentar a sua lucratividade.variação DESFAVORÁVEL CUSTO REAL < PADRÃO . uma vez que a empresa apresentou custo menor do que estabelecido como meta. Observe o quadro abaixo: CUSTOS R$ REAL PADRÃO 123. Este tipo de Custo-Padrão pode ser considerado como um objetivo de curto e médio prazos da empresa e é o mais adequado para fins de controle. se produtividade da mão de obra está aumentando ou diminuindo. a empresa. ao contrário do Ideal. Se ocorrer o contrário. o Custo Real ser inferior ao Custo Padrão. a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. Ao contrário deste último. comparando os que deveriam ser (Custo-Padrão) com os que efetivamente ocorreram (Custo Real). se a produtividade da mão de obra poderia ser melhorada. pode descobrir se está utilizando um volume maior de materiais do que deveria. leva em consideração as deficiências que reconhecidamente existem mais que não podem ser sanadas pela empresa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 90 É aquele determinado simplesmente através de uma projeção. Além disso. Comparações CUSTO PADRÃO X CUSTO REAL VARIAÇÕES SE: CUSTO REAL > PADRÃO . Quantidade Produzida etc. tais como às relativas a materiais comprados de terceiros. para fixar o Corrente.0022. se pagou preço adequado por estes materiais. se esta havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar. uma vez que o custo efetivo foi maior que o estabelecido como meta para a empresa. Desta comparação.00 - Como pode-se perceber das definições acima. o Custo-Padrão é um instrumento muito poderoso par que a empresa tenha controle sobre os seus custos. Por outro lado.

000 280.000 20.000 Os Custos-Padrão totais referentes à produção de 4.000 $ 280.000 + 10.000 . Uma das formas de Custeio Padrão consiste em se registrar todos os custos pelos seus valores-padrão nas contas referentes aos Produtos em Elaboração e controlar as variações entre o Real e o Padrão em contas especiais.000 400.Material Direto (MD): $ 100 .000 u = . há empresas que preferem controlar as variações entre o Custo Real e Padrão na própria contabilidade.000 $ 320. Direto 410.Material Direto: $ 100 x 4. EXEMPLO A Cia.000 + 20. A produção de X foi de 4.CIF: $ 300.000 10. Para atingir este objetivo. Existem várias maneiras de se fazer isso e estas formas de custeamento são denominadas de Custeio Padrão. ficou claro que a maior utilidade de Custo-Padrão é servir como parâmetro para o CONTROLE dos Custos Reais e como instrumento para a empresa detectar suas ineficiências. os Custos Reais levantados foram: . através de relatórios especiais.Material Direto: $ 410.10.020.000. Entretanto.000 .000 (Desfavorável) M.000 300.Mão de Obra Direta: $ 80 x 4. O.000 310.200 foram vendidas no período (vendas correspondentes a 80% do que foi fabricado). sendo que 3.000 10. não há necessidade de o Custo-Padrão servir de base para os lançamentos contábeis da empresa.000 u = = $ 400. o lançamento seria: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (debitados pelo padrão) D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO D VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C ESTOQUE DE MATERIAL (pela saída do material-valor real) C FOLHA DE PAGAMENTO (pela apropriação da MOD-valor real) C CIF (pela apropriação dos CIF – valor real) 1.000 unidades totalmente acabadas.000.000 $ 1.000 320.000 1.000. A comparação entre o Custo Real e o Padrão pode ser feita de forma extracontábil. Direta 310.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 91 CUSTEIO PADRÃO Pelo exposto no item precedente. XPTO tem seguintes Custos – Padrão por unidade para fabricação do seu produto X: .000 u = $ 70 x 4.000 (Favorável) CIF 300.000 410. o contador de Custo faria o seguinte relatório: ITEM DE CUSTO CUSTO REAL CUSTO PADRÃO VARIAÇÃO M.000 (Desfavorável) Caso o controle fosse feito pela contabilidade.000 + 20. No final do período.000 Se a empresa fizesse o controle extra-contábil.000 (Desfavorável) TOTAL 1.000 .000 .Mão de Obra Direta: $ 310.000 $ 1.020.000 unidades foram: .Mão de Obra Direta (MOD): $ 80 $ 70 Não havia estoques de Produtos em Elaboração e de Produtos Acabados no início do período.

DIRETO (1) 10. Inicial CIF Débitos do Período = 300.000 20.000 O mesmo ocorrendo com a transferência de Produtos Acabados para o Custo dos Produtos Vendidos: 3) D CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (80% dos Produtos Acabados) C PRODUTOS ACABADOS 800.000 (2) VARIAÇÃO DO M. De fato: CUSTO DA PRODUÇÃO DO PERÍODO = CUSTO DA PRODUÇÃO ACABADA.000 No final do período.000 800.000 Observe que os saldos finais das contas de CPV e PRODUTOS ACABADOS coincidem com o saldo que seria obtido se todos os custos fossem contabilizados pelos valores reais e não pelos padrão.000 (1) (4) 410.000 1. são devedoras. Devedor 310. Se favoráveis.000 4.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 92 Note que as contas de VARIAÇÕES.000 1.000 (4) 16.000 10.000 204.000 10.000.000 800.000 (4) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.000.000.000 (4) 16.000 200.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 VARIAÇÃO DO CIF (1) 20.000 4.000 300. . as contas de VARIAÇÕES são encerradas na proporção de 80% contra o CPV e 20% contra PRODUTOS ACABADOS.000 10. 4) D CPV D PRODUTOS ACABADOS D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1. se desfavorável.000 816.000 10. credoras.000.000. 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 1. DIRETO S.000 20. A transferência de Produtos em Elaboração para Produtos Acabados também se faz pelo Padrão.000 (1) ESTOQUE DE M.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1.000 (3) CPV (3) 800.

000 10. DIRETO (1) 10.000 198.000 1.000 (3) 2.000 10.020.000. Inicial CIF Débitos do Período = 270. os lançamentos seriam: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIREITA C ESTOQUE DE MATERIAL C FOLHA DE PAGAMENTO C CIF 1.000 (1) 410.000 (2) VARIAÇÃO DO M.000 ATENÇÃO: Caso a variação TOTAL fosse favorável (CUSTO REAL menor que o PADRÃO). Devedor 310.000.000 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 3) D CPV C PRODUTOS ACABADOS 4) D VARIAÇÕES DO CIF D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C CPV C PRODUTOS ACABADOS Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1.000 ao Custo-Padrão.000 800.000 (+) ESTOQUE INICIAL DE PRODUTOS ACABADOS (-) ESTOQUE FINAL DE PRODUTOS ACABADOS (20% do Custo da Produção Acabada) (=) CPV (80% do Custo da Produção Acabada) 1. se o CIF real fosse de $ 270.000.000.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1. DIRETO S.000 300. Assim.000 800.000.000 310.000 200.000 10. no exemplo citado.000.000 (4) VARIAÇÃO DO CIF (1) 10.$ 2.000 = $ 8.000 .000 1.000 310.000 270.000 10.000 10.000 10.000.000 8.000 (1) ESTOQUE DE M.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 93 410. inferior em $ 10.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 800.000 2.000) 816.000 (1) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.000 0 (204. o Custo Real seria de $ 990. os lançamentos de encerramento das contas de VARIAÇÃO serão feitos a crédito de PRODUTOS ACABADOS e do CPV. Esta diferença será lançada à crédito de PRODUTOS ACABADOS (20% X $ 10.000 10.000 10.000 270.000 (4) .000 410.000.000 10. Nesse caso.000).000 1.000 ) e do CPV (80% x $ 10.

00) não coincide com a VARIAÇÃO TOTAL ($ 15. A VARIAÇÃO TOTAL do Custo Real em relação ao Padrão foi de: $ 115. Período: mensal. se pagou o preço adequado pelos materiais.500.00. Finalidade: identificar a natureza das variações.00 = $ 15.000 unidades (Quantidade Padrão = Quantidade Real) Uma outra parcela deve ser atribuída à VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. Caso não tivesse havido variação das quantidades. se está havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar.100 unidades.00 (diferença de preço entre o Preço Real e o Padrão) (VARIAÇÃO DO PREÇO) x 1.00 (diferença entre a Qde.00) com a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE ($ 10. suas causas e seus responsáveis e usá-las para a tomada de decisões corretivas. se a produtividade está aumentando ou diminuindo.000 unidades.000.00 (desfavorável) Uma parcela dessa Variação Total deve ser atribuída à VARIAÇÃO DO PREÇO.00. Como já enfatizamos. a divergência entre o Real e o Padrão seria: 100 unidades x $ 100. Suponhamos que uma empresa tenha fixado o seguinte Custo-padrão para a Matériaprima utilizada na fabricação de seu produto: Preço previsto por unidades: $ 100.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 94 CPV (3) 800.00 Quantidade da matéria-prima a ser utilizada para o nível de produção previsto: 1.00 $ 10.000.000.000 (4) ANÁLISE DAS VARIAÇÕES A análise das razões das diferenças entre o Custo Real e o Padrão é a parte mais importante do uso do Custeio Padrão para fins de CONTROLE.$ 100. pode descobrir se está utilizando um volume maior de material do que deveria.500.500.00 . esta comparação é que vai permitir à empresa controlar os seus custos e detectar eventuais ineficiências na produção. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custos. Custo-Padrão da Matéria-Prima = $ 100 x 1000 u = $ 100. entre outras.500.00 Quantidade efetivamente utilizada para o nível de produção previsto: 1. A empresa.00). sendo $ 500. Real e a Padrão) (Preço Padrão = Preço Real) (VARIAÇÃO DA QUANTIDADE) Entretanto a soma da VARIAÇÃO DO PREÇO ($ 5. a empresa apurou um Custo Real equivalente a $115.00 = $ 5.000 8. Caso não tivessem ocorrido variações nos preços.00 . a divergência entre o Custo Real e o Padrão seria: $ 5.000.00 Encerrado o período de produção.000 792.000. cuja decomposição mostrou que: Preço efetivo pago por unidade: $ 105.

Nesse caso. ao Custo Real. Para compreender porque ela ocorre. Alguns contadores preferem não trabalhar com a VARIAÇÃO MISTA. o Departamento de Produção explicar por que foram utilizadas 100 unidades a mais de matériaprima para fabricar a produção prevista.000 unidades (padrão) e a fórmula será: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. pela VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. em virtude de não se poder eleger nenhum responsável por ela.000. a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE e VARIAÇÃO MISTA. A diferença entre os dois tipos de Custo engloba a VARIAÇÃO DO PREÇO. Este é o processo de CONTROLE: fixa uma meta. O departamento de Compras terá que explicar por que comprou $ 5.00 x 1.00 Obs. com a única diferença de que a VARIAÇÃO DE QUANTIDADE das horas trabalhadas previstas é chamada de VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA e a VARIAÇÃO DE PREÇO do custo horário da MOD é denominado VARIAÇÃO DE TAXA. No entanto. Esta diferença de $ 500. a análise das VARIAÇÕES tem mais um complicador.100(*) = $ 5. a quantidade será 1.00 VARIAÇÃO TOTAL = $ 15. já que o Departamento de Compras provavelmente só aceitará ser responsabilizado pela VARIAÇÃO DE PREÇO e o Departamento de Produção. a área do retângulo hachurado corresponde à multiplicação do Preço-Padrão pela Quantidade Padrão.000. A área do retângulo maior. Em relação aos CIF. veja o gráfico a seguir: Preço Real = $ 105 VARIAÇÃO DE PREÇO Padrão = $ 100 VARIAÇÃO DA QUANTIDADE 1. teríamos: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. se a Variação Mista for considerada.00 VARIAÇÃO DE QUANTIDADE: 100 x $ 100. verifica se ela foi atingida e.00.00 x 1. Os CIF fixos por unidade têm que se projetados dividindo-se os valores previstos dos CIF por um volume de produção . a análise das VARIAÇÕES é similar a dos MATERIAIS DIRETOS.000 = $ 5. De fato.00) pela diferença de quantidade (100 unidades). por convenção. tanto da VARIAÇÃO DO PREÇO quanto da VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. No caso da MÃO DE OBRA DIRETA. conforme demonstrado anteriormente.00 é denominada de VARIAÇÃO MISTA.500. caso não tenha sido.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 95 inferior a esta última.100 = Real VARIAÇÃO MISTA CUSTO PADRÃO Padrão = 1000 Quantidade A área hachurada corresponde ao Custo-Padrão de $ 100. foi considerada a quantidade real. quais as razões que justificam isto. A verdadeira utilidade do CUSTO-PADRÃO vai se revelar no momento em que se começa a analisar as causas.00 mais caro do que o preço-padrão dos Materiais. portanto.000.500.00. Esta última corresponde à multiplicação da diferença de preço ($ 5. as VARIAÇÕES são assim definidas: VARIAÇÕES DE PREÇO = Diferença de Preço x Quantidade Real VARIAÇÃO DE QUANTIDADE = Diferença de Quantidade x Preço Padrão No exemplo analisado.00 = $ 10.: Neste cálculo.

Se a produção real for diferente da que serviu de base para calcular os CIF fixos por unidade. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE QUANTIDADE a) Maquinário desgastado. quando o custo real for menor que o padrão. são os resultados obtidos da comparação entre o custo real e o custo padrão.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 96 esperado. b) Manutenção. incluí-la na variação de PREÇO: (PR – PP) x QR [quando quiser considerar a variação mista. na maior parte dos casos. Fixado o padrão e posto em prática. que é denominada VARIAÇÃO DE VOLUME. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação e poderá ser observada a variação ocorrida em cada um desses três fatores de produção. Falta de planejamento financeiro. d) Má qualidade do material e) Estimativa deficiente dos padrões fixados. Costuma-se. então. Variação de mão de obra Da mesma forma que material. na prática. As variações podem ser favoráveis. VARIÂNCIA Compreende-se como variação ou variância qualquer afastamento de uma variável em relação a um parâmetro pré-estabelecido. Variação de material As variações de quantidade e preço são calculadas mediante a aplicação das seguintes fórmulas: Variação de Preço ( PR – PP ) X QP = VARIAÇÃO DE PREÇO Variação de Quantidade Onde: PR = Preço Real ( QR – QP ) X PP = VARIAÇÃO DE QUANTIDADE PP = Preço padrão QP = Quantidade Padrão QR= Quantidade Real Variação Mista (VM) quando há variação no preço e na quantidade do insumo: (QR – QP) x (PR – PP) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. Em outras palavras. c) Mão de obra não especializada. Ineficiência do pessoal da área de compras. (PR – PP) x QP] PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE PREÇO Oscilações do preço do mercado. quando o custo real for maior que o padrão. há outra causa de divergência entre o Custo Real e Padrão. corretiva e ineficaz. obsoleto. Estimativa deficiente dos padrões fixados. desfavoráveis. Estas precisam ser analisadas antes de se tomarem medidas para as correções. Compras não programadas ou emergenciais. este será comparado com os custos reais de matéria-prima. as variações de mão de obra são calculadas com o uso das fórmulas abaixo: Variação de Taxa (Salário) ( TR – TP ) X HP = VARIAÇÃO DE TAXA . A capacidade administrativa de um gerente pode ser medida através das variações que seu departamento incorre em um determinado período.

de capacidade e de eficiência. ao procurar conhecer as razões que fizeram aparecer às variações e tentar corrigi-las. A variância orçamentária reflete maior ou menor volume de gastos comparado com a importância do CIF orçado. Oscilação do preço da mão de obra Política de remuneração inadequada. é indispensável ter presente a variabilidade eventual dos três elementos: a capacidade utilizável. Costuma-se. Variação dos custos indiretos de fabricação Diferentemente do material e da mão de obra. uma vez que resulta do jogo simultâneo do orçamento da despesa e do orçamento da produção. incluí-la na variação de taxa: (Tx R – Tx P) x HR = PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE TAXA Uso de mão de obra não qualificada para a tarefa. Estimativa deficiente dos padrões fixados.CIF ORÇADO = VARIAÇÃO DE ORÇAMENTO Variação de Capacidade ( HO – HR ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE VOLUME Variação de Eficiência . Estimativa deficiente dos padrões fixados. Taxa de Absorção CIF Orçado Base de Volume = TAXA DE ABSORÇÃO Variação de Orçamento CIF REAL . o orçamento da despesa e o volume de produção atingível. Ao se estabelecer o quociente ou medida-padrão do CIF para o cálculo do custo-padrão. A variância de eficiência representa a diferença entre o número de horas empregadas para fabricar certo volume e o número de horas-padrão que foi fixado para esse mesmo volume. Falta de treinamento adequado aos operários. Sobretempos devidos ao material ou a operações imperfeitas. a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) Comparando os resultados. A variância da capacidade representa maior ou menor utilização da capacidade da fábrica em função das horas trabalhadas quando comparadas com as horas estimadas para o período. Falta de motivação. na prática. As variações do CIF são três: orçamentária. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE EFICIÊNCIA Paralisação anormal das máquinas. a tarefa de cálculo das variações dos CIF’s é mais complexa. Oscilações sazonais em mão de obra emergencial.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 97 Variação de Eficiência (Tempo) ( HR – HP ) X TP = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: TR = Taxa salarial real TP = Taxa salarial padrão HP = Horas padrão HR= Horas reais Variação Mista (VM) quando há variação de taxa e de eficiência: (HR – HP) x (Tx R – Tx P) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. o custo-padrão atinge o seu grande papel de instrumento de controle.

Volume Real diferente do Volume Padrão. . . Outra abordagem sobre a Variação dos CIF: Obs: análise somente pelo valor unitário.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 98 ( HR – HP ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: HO = Horas orçadas HR = Horas reais HP = Horas padrão PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DOS CIF’S VARIAÇÕES DO ORÇAMENTO f) Estimativa incorreta dos gastos.se a produção for MENOR do que a prevista.se a produção for MAIOR do que a prevista. k) Maior ou menor rendimento do trabalho em termos de horas de mão de obra absorvidas.CIF orçados diferentes do REAL. CF por unidade será maior (variação DESFAVORÁVEL). i) Paralisações devidas a causas anormais VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA j) Anormalidades no fluxo e no abastecimento do material. VARIAÇÕES VOLUME Se não houvesse nenhuma variação nos custos propriamente ditos. . CF por unidade será MENOR (variação FAVORÁVEL). dos CF por unidade. Variação de Volume (VV): . quanto teriam sido eles com a produção real? . Problemas a serem considerados: . . g) Excesso dos gastos em relação às necessidades normais VARIAÇÕES DA CAPACIDADE h) Estimativas incorretas de programação. PARTE FIXA CIF PARTE VARIÁVEL Formulação do Padrão: CFt orçado + CVu orçado x Volume (base) Volume (base) Onde: CFt = Custo Fixo Total CVu: Custo Variávei Unitário * Base/Volume: utilizado para a atribuição dos CIF aos produtos.volume afeta os cálculos.Ambos os fatores. particularmente.

.a demarcação dos elementos controláveis e incontroláveis das variâncias é uma tarefa extremamente difícil. e) Todas as fases. entendem-se: a) todos os gastos aplicados na obtenção de produtos para serem comercializados e/ou consumidos na produção. . c) A média de custo do passado é um número válido. 2. a) Elaborar os padrões.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 99 CFP ajustado ao volume real unitário – CFP unitário = CUSTOS Medir a variação no valor dos CIF. e) Tributária. 5.quando os padrões são alterados freqüentemente. tendem a se tornar rígidos ou inflexíveis. . d) Gerencial. mesmo em períodos de tempo relativamente curtos. muitas vezes. quanto a preços de venda e políticas de produção. Exercícios QUESTÃO 1 – Assinalar a alternativa correta: 1.Constitui os custos-padrão um poderoso auxílio ao trabalho de elaboração e acompanhamento dos orçamentos. Como desvantagens (entendem-se limitações) do custo-padrão podemos relacionar as seguintes: . . sua eficácia para a aferição do desempenho é enfraquecida. d) O custo-padrão ideal é muito prático. b) Apurar as variações.os padrões. cabe à área de Contabilidade de Custos: d) Tomar medidas corretivas. b) A empresa terá os melhores recursos a sua disposição. CIF real (unitário) – CIF que deveria ter ocorrido no volume real (unitário) Vantagens e desvantagens do custo-padrão Podemos ressaltar algumas vantagens no uso do custo-padrão. c) Avaliar as variações. e são utilizados apropriadamente eles podem incentivar os indivíduos a se desempenhar com mais eficiência. . e) Ele é o que realisticamente deverá ocorrer. O custo-padrão deve ser utilizado na fase de: a) Planejamento. c) Geral. e) Avaliar os desempenhos.Os custos-padrão constituem instrumento valioso para apoio às decisões. Por custo padrão. No processo de custeio-padrão. c) Controle. já que isto se assemelha a medir as atividades através de critérios elásticos.No sistema de custo-padrão produzem-se relatórios que tornam possível um controle mais rápido das operações por parte da administração. b) Execução. d) Programação. . tais como: . A elaboração de um custo-padrão corrente parte do pressuposto de que: a) Algumas ineficiências são inevitáveis. O custo-padrão atende aos preceitos da Contabilidade: a) Financeira.Os padrões de custo podem ser um importante instrumento para a avaliação do desempenho. 4. b) Societária. 3. Quando os padrões são realistas e atingíveis.

c) os custos totais de fabricação incorridos em um determinado mês.000 horas. para cada unidade produzida. da produção e de outros departamentos e setores da empresa. deve haver envolvimento do pessoal da controladoria. foi desfavorável em $ 3. A variação entre o custo real e o custo padrão: a) nula. b) A variação de eficiência. foram produzidas 620 unidades. foi desfavorável. Com base nessas informações. Uma empresa que trabalha com custos-padrão previu que gastaria 5 kg de matéria-prima. a variação do tempo da mão-de-obra direta. aquele custo conseguido em uma situação de laboratório. e) os custos calculados e contabilizados de acordo com o critério de custeio por absorção.710 horas. Na implantação de um sistema de custo-padrão.00 por hora. e) desfavorável em R$ 15.10 abaixo do valor-padrão. e) Custo-padrão maior em $ 100. 6. Uma significativa e anormal variação favorável não deve ser objeto de preocupação do Analista de Custos. Com base nessas informações.000.000. b) favorável em R$ 3. O custo-padrão de uma empresa para a mão-de-obra direta para cada unidade produzida é: 20 horas à taxa horária de $ 6.510 quilos. O custo-padrão de uma empresa para o consumo da matéria-prima A. Sempre que a empresa produzir além do volume padrão ocorrem variações nos padrões de consumo da matéria-prima. foi desfavorável em $ 7. O sistema de custo-padrão pode ser implantado em empresas prestadoras de serviços. com a utilização dos melhores e mais baratos re-cursos de produção. embora tivesse economizado 20% no preço do material. para cada unidade produzida. c) favorável em R$ 15. c) A variação de taxa. a) b) c) d) Assinale a alternativa correta: As variações de preços das matérias-primas são de responsabilidade dos funcionários do almoxarifado.00. d) os custos determinados previamente/ baseados em cálculos analíticos sobre os processos produtivos. O custo-padrão é um excelente instrumento de controle das atividades produtivas e operacionais de uma indústria.00. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da matéria-prima.00/kg.00. incluindo os estudos do tempo e dos movimentos relativos a cada operação.800. foi de 100 horas acima do número previsto. para um total de 12. contribuindo para o aumento da eficácia e eficiência da empresa. a) Custo-padrão maior em $ 110. 10. a variação do custo de mão-de-obra direta por unidade de tempo foi de $ 0. (AFRF) Numa empresa fabril que trabalha com custo-padrão. para cada unidade produzida.10.000. 7.00 para cada quilo.00.00.00. Assinale a alternativa incorreta: Entende-se por custo-padrão corrente o que seria o custo ideal de produção de bens e serviços.000. visto serem os responsáveis pelos controles e pelas compras das mercadorias. que foi de 1. foi favorável.00. No mesmo período.00. d) desfavorável em R$ 3. em certo período. Ao final do período. 9. sendo que o total de salários e encargos foi de $ 78. .802. O valor da variação total entre o custo-padrão e o custo real foi de: d) Custo-padrão menor em $ 10. foram produzidas 620 unidades. para produzir uma unidade de determinado produto. d) Nenhuma das anteriores. 11. sendo que o total gasto com a matéria-prima A foi de $ 365.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 100 b) todos os gastos que uma empresa aplicou na obtenção de um padrão na contabilidade de custos. a) b) c) d) 8.00. havia gasto 20% a mais de material que o previsto. Durante o mês. para cada unidade produzida. para o total de 6. constatou que.00.00. Uma das vantagens da implantação do custo-padrão é permitir a constatação de falhas nos processos produtivos. para cada unidade produzida é: 10 quilos ao preço de $ 60. que foi de $ 1. Durante o mês. ou seja.000. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da mão-de-obra direta. a um custo de R$ 15. c) Custo-padrão maior em $ 10. b) Custo-padrão menor em $ 110.

analisando cada fator de produção em condições normais de fabricação. 700 horas de mão-de-obra.10. • Quantidade de 2 kg por copo produzido. quantidade comprada: 13. foi realizada uma economia de 1. serão necessárias. O resultado das análises das variações entre o custo-padrão e o custo real deve ser de conhecimento apenas da Diretoria. atualizado o mesmo apenas para indexar o preço de venda do produto. Foram produzidas 2. principalmente se os padrões forem fixados tendo parâmetros exeqüíveis de produção e se houver um bom sistema de avaliação e remuneração para os mais competentes e dedicados à empresa.500 u.00 desfavorável.00. d) para uma saída de 2. foi favorável em $ 38.Analise os dados a seguir referentes à produção: Custo padrão Materiais diretos Mão-de-obra Custos indiretos de fabricação $ 20. a fim de verificar os desvios resultantes de sua comparação com o Custo Histórico. taxa-padrão por hora: $ 1. (Exame de Suficiência do CFC/2000) O conceito de custo-padrão: Não é baseado em princípios científicos.50.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 101 b) c) d) a) b) c) d) A variação de quantidade da matéria-prima. 16. Assinale a alternativa correta: a) no consumo de 4.000 $ 9.000 kg. Com base nos dados relativos à mão-de-obra. para cada unidade produzida.000 kg. 12 Assinale a alternativa incorreta: O uso. uma vez que ele utiliza experiências simuladas.00 desfavorável. pode-se afirmar que: a) para uma saída de 2. • Quantidade de matéria-prima utilizada no período: 4. Todas as anteriores. 15. para cada unidade produzida. para o padrão.30/kg. c) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 desfavorável.500 $ 14.500 u.000 $ 12. pode resultar em variações desfavoráveis na quantidade das matérias-primas. o custo-padrão deve levar em consideração as metas de eficiência e eficácia da empresa. a uma taxa real de $ 1. d) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 750.500 u. no processo produtivo. sem adequada manutenção. supervisores e demais funcionários da produção irão esforçar-se ao máximo para atingir ou superar as metas do custo-padrão.000 $13. para o padrão. c) a variação de uso do material é considerada $ 400 favorável. Em sua elaboração e implantação. 13 a) b) c) d) 14. foi desfavorável em $ 30. Não observa cada fator de produção.200 kg de matéria-prima. serão necessárias. A variação de preço.000 Custe real $ 17. em relação aos padrões. de máquinas e equipamentos obsoletos.000 kg. registradas e controladas por medições de natureza operacional e relacionadas à estatística.35/kg.60/h. 780 horas de mão-de-obra. É um custo planejado para determinado período. Uma empresa que produz copos de cerveja de alumínio possui a seguinte estimativa de custo-padrão quanto à matéria-prima a ser utilizada na produção. que são realizadas dentro de condições normais de fabricação. b) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 favorável. preço de compra: $ 0. na eficiência da mãode-obra e na variação de volume. É baseado na indexação do Custo Histórico. b) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 650. preço: $ 0.500 .30 h. Os operários. • Tempo-padrão de mão-de-obra por copo produzido: 0. • Horas trabalhadas: 600 horas. visto que deve servir como instrumento de avaliação e melhoria contínua.

300. estoque inicial de matéria-prima: $ 28.00/m2 $ 0.325. d) $ 31. d) 15. O valor dos custos dos produtos vendidos. É correto afirmar: a) o custo real médio das 2.000 por mês. Itens Capacidade instalada Consumo de horas p/unidade Taxa horária Produção planejada Produção real Total de gastos planejados Total de gastos reais Custo padrão 15. c) 10. A empresa Yanes S.00 5. Não havia o mesmo cuidado em relação ao rateio dos custos indiretos.000. $ 10. o estoque final de produtos acabados e o lucro líquido apurado no período foram respectivamente de: a) $ 32. Nessa linha de embalagens. O preço médio pago pelo papelão foi de $ 4.500 m2 de papelão.000 positiva.000 unidades R$ 60. $ 10.000.050 m de fita adesiva e 75. a preocupação dos gestores de custos era a de apropriar adequadamente os custos diretos aos produtos e centros de responsabilidade. 2. b) a variação de matéria-prima a ser atribuída à produção é de $ 26.000.000.000. $ 10.000 unidades 4.00 Custo real 2. $ 28. c) $ 45.000.0 m 2 min $ 5. $ 10.ACTIVITY BASED COSTING (ABC) No chamado ambiente tradicional de produção. os custos indiretos representavam parcela irrelevante do custo total.000 negativa.400.00 por caixa. Os custos indiretos totalizaram $ 6.00 R$ 55.19/m e o da mão-de-obra direta $ 22/h.000.599.000 horas 3 horas R$ 4. Informações adicionais: • Durante o exercício foram produzidas 2.000.000 favorável. normalmente. em R$.000. $ 10.7 m2 1. 18 (ICMS/SP 2006) Uma empresa utiliza em sua contabilidade o sistema de Custo Padrão.000 caixas é de $ 13. CUSTEAMENTO POR ATIVIDADES . fabrica caixas de sapato.325.125. receita apurada na venda: $ 60. Nível de produção mensal de 2. apurou uma variação de ociosidade de mão-de-obra direta.000.000 favorável e $ 600. $ 0.625.000 negativa.000. respectivamente. os principais fatores de produção eram a matéria-prima e a mão-de-obra e. $ 10. d) a variação de eficiência e de taxa de mão-de-obra foram de $ 50.300.000 negativa b) 5.000 horas de mão-de-obra direta. $ 11.30/m $ 30/h por unidade Os custos indiretos de fabricação representam $ 6.125. e) 20. $ 28.000.431.000.875.875.000 caixas. o valor da variação de ociosidade. o da fita.625. $ 29.875.A.000.000. o estoque final de matéria-prima. $ 11. estoque final de produtos em elaboração: 0. b) $ 31.900.5 horas R$ 5.000. foi a) 5.50 Tomando como base as informações contidas no quadro acima. Nesse cenário. c) a variação a ser atribuída ao departamento de compras é de $ 3. 17.20/m2.000 caixas. . devido a sua falta de representatividade em relação aos demais custos.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 102 Informações adicionais: Venda de 75% das unidades produzidas. que vigorou na maioria das empresas até a década de 70. $ 29. possui o seguinte custopadrão: Quantidade Custo unitário Papelão Fita adesiva Mão-de-obra direta 1. Ao final do mês.000 negativa. consumindo-se 3.

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Eram aceitáveis tais procedimentos, visto serem pequenas as possíveis distorções, no custo total, decorrentes de possíveis rateios inadequados dos custos indiretos. No entanto, as empresas foram forçadas a migrar para um novo ambiente de produção. A necessidade de modernização para enfrentar a concorrência fez com que houvesse grandes investimentos na automação e informatização dos processos produtivos. Simultaneamente, a participação da mão-de-obra foi constantemente reduzida, substituída gradativamente por máquinas e robôs. No atual cenário empresarial de acirrada competição global e crescente guerra de preços, os empresários são obrigados a adotar novas tecnologias para aumentar a competitividade de suas empresas, com uma enorme preocupação no aprimoramento de seus produtos e processos e, simultaneamente, na eliminação dos desperdícios. Os conhecidos sistemas de custeios convencionais não estavam preparados para atender a essa necessidade de novas informações gerenciais, principalmente com relação ao tratamento e análise, classificação, registro contábil e apropriação aos produtos dos custos indiretos de fabricação. É importante ressaltar a exigência quanto à melhor alocação dos custos indiretos. A grande diversidade de produtos e modelos fabricados na mesma planta fabril que vem ocorrendo nos últimos tempos, principalmente em alguns setores industriais, dificulta essa alocação. Daí a importância de um tratamento adequado na alocação dos CIF aos produtos, pois os mesmos graus de arbitrariedade e de subjetividade eventualmente tolerados no passado podem provocar hoje enormes distorções. Então surgiu o Método de Custeio ABC – Activity-Based Costing para tentar resolver os problemas das alocações dos CIF aos produtos. Os divulgadores desse método foram os professores da Harvard Business Scholl Robert S. Kaplan e Robin Cooper. Definição O Custeio ABC é uma técnica de controle e alocação de custos que permite: - identificar as atividades e os processos existentes nos setores produtivos de uma organização industrial ou prestadora de serviços; - identificar, analisar e controlar os custos envolvidos nessas atividades e processos; - atribuir os custos aos produtos, tendo como parâmetros a utilização dos direcionadores (ou geradores) de custos e atividades. O objetivo principal deste método é a alocação racional dos gastos indiretos aos bens e serviços produzidos, proporcionando um controle mais apurado dos gastos da empresa e melhor suporte nas decisões gerenciais. Esse método de custeio pode ser aplicado em qualquer ramo de atividade, ou seja, não está restrito somente as indústrias. O Custo Baseado em Atividades (ABC) é uma metodologia que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos. O ABC é um sistema de custeio baseado na análise das atividades significativas desenvolvidas dentro da empresa. O centro de interesse do sistema concentra-se nos gastos indiretos. O objetivo imediato do sistema é a atribuição mais rigorosa de gastos indiretos aos bens ou serviços, permitindo um controle mais efetivo desses gastos e oferecendo melhor suporte às decisões gerenciais. O pressuposto do ABC é que os recursos (fatores produtivos) são consumidos pelas suas atividades e não pelos produtos que ela fabrica. Os produtos são conseqüências das atividades efetuadas pela empresa para fabricá-los e comercializá-los. O método de custeio ABC estará em condições de apresentar resultados mais precisos sempre que: - a empresa utilizar grande quantidade de recursos indiretos em seu processo; - a empresa tenha significativa diversificação em produtos, processos de produção e clientes. Segundo Cooper e Kaplan (1991), as empresas que implantam o ABC usam três métodos para estimar os custos que ocorrem na execução das atividades. O método mais simples agrega os gastos em todos os recursos destinados àquela atividade particular, tais como "setup" de máquinas ou emissão de ordens de compra, e divide esse dispêndio total pelo número de vezes que a atividade foi realizada (nº de "setups", n° de ordens de compras). O segundo método utiliza a duração dos direcionadores de custos, isto é, o tempo requerido para a realização de cada atividade, na alocação das despesas indiretas aos produtos, como por exemplo, o tempo em horas ou minutos na execução do "setup". É mais preciso que o anterior, porém mais dispendioso. Os benefícios de uma maior precisão na medição das atividades consumidas deverão ser balanceados com um custo mais elevado na coleta de dados. O terceiro, e o mais preciso dos métodos, consiste em medir diretamente os recursos consumidos em cada ocorrência da atividade. Pode-se, por exemplo, medir todos os recursos usados para uma determinada modificação de engenharia ou para um trabalho específico de manutenção. A duração dos direcionadores assume que as despesas são proporcionais ao tempo total que a atividade é executada.

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Processo: cadeia de atividades interdependentes, relacionadas entre si, necessárias para gerar um produto ou serviço. Exemplos: - processo de seleção e recrutamento de mão-de-obra; - processo de montagem de automóveis; - processo de compras; - processo de vendas; - processo de contas a pagar; - processo de emissão e cobrança de boletos das mensalidades de uma Universidade; - processo de montagem de bicicletas etc. Função: conjunto de atividades com um fim comum dentro de uma empresa. As funções correspondem aos centros de custos e de despesas estabelecidos no organograma da empresa. Um processo pode ser desenvolvido com base em diversas funções. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Montagem Função Pintura Função Acabamento As funções podem ser produtivas, auxiliares, administrativas, comerciais ou financeiras. Atividade: conjunto de tarefas necessárias para o atendimento das metas das funções. É qualquer evento necessário para o processo e que consome recursos da empresa ou da entidade. É uma combinação de recursos humanos, materiais tecnológicos e financeiros para produzir bens e serviços. É composto por um conjunto de tarefas necessárias ao seu desempenho. o As atividades são necessárias para a concretização de um processo. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Pintura Função Montagem Função Acabamento Atividades: Atividades: Atividades: - Acoplamento das rodas - Montagem de rodas - Preparo da superfície - Acoplamento do guidão - Montagem de quadros - Aplicação sulface - Montagem do banco e acessórios - Montagem de guidão - Pintura na cor principal Atividades do Departamento de Suprimentos: - selecionar e treinar compradores; - selecionar e contatar fornecedores; - efetuar coletas e cotações de preços; - digitar e enviar os pedidos de compras; - acompanhar o atendimento dos pedidos; - verificar a execução das compras e baixar os pedidos atendidos; - efetuar as estatísticas e relatórios de compras etc. Atividades do Departamento de Tornearia e Solda - cortar e dobrar as chapas; - tornear as peças; - soldar etc. Atividades do processo de cobrança das mensalidades de uma Universidade: - emitir boletos; - remeter para cobrança bancária; - recebimento das listagens de recebimentos; - relacionar inadimplentes etc. Direcionador de custos: forma como as atividades consomem recursos. Serve para custear as atividades. Demonstra a relação entre o recurso consumido e as atividades. O direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade e, conseqüentemente, da existência de seus custos. Por exemplo, como a atividade “Montagem de Quadro” consome recursos? São exemplos de direcionadores de custos: quantidade de horasmáquina necessárias para o beneficiamento de uma peça; quantidade de mudança nos moldes e chapas da estamparia; quantidade de requisições de matérias-primas ou componentes; quantidade de alunos de uma universidade etc. Direcionador de atividades: forma como os produtos ou serviços consomem atividades. Serve para custear os produtos ou serviços. É o fator que determina a ocorrência de um processo. Como os processos exigem

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atividades para serem realizados, deduz-se que o custo de um processo é o resultado da somatória do custo das atividades consumidas por processo. Por exemplo, como os produtos consomem a atividade “montagem de quadro”? Exemplos: quantidade de peças beneficiadas para determinado produto; quantidade de peças estampadas; quantidade de matérias-primas ou componentes consumidos no processo; quantidade de alunos matriculados. Algumas observações A rigor, há que se distinguir dois tipos de direcionadores: os de primeiro estágio, também chamados de “direcionadores de recursos” e os de segundo estágio, chamados de “direcionadores de atividades”. O primeiro identifica a maneira como as atividades consomem recursos e serve para custear as atividades, ou seja, demonstra a relação entre os recursos gastos e as atividades. Os direcionadores de recursos devem responder as seguintes perguntas: o que é que determina ou influencia o uso deste recurso pelas atividades? Ou como é que as atividades se utilizam desses recursos? O segundo identifica a maneira como os produtos “consomem” atividades e serve para custear produtos ( ou outros custeamentos), ou seja, indica a relação entre as atividades e os produtos. Por exemplo: o número de inspeções feitas nas diferentes linhas de produção define a proporção em que a atividade Inspecionar Produção foi consumida pelos produtos. Vantagens do Método de Custeio ABC O custeamento baseado em atividades, como instrumento de controle gerencial, apresenta diversas vantagens quando comparado com os critérios de custos tradicionais. São exemplos: - o sistema ABC somente utiliza critérios de rateio como última alternativa no que consiste na atribuição de gastos indiretos às atividades, ou seja, o critério de rateio é utilizado unicamente nos casos em que não for possível a atribuição de custo para determinada atividade; - identifica os “direcionadores” de custos, que facilita a identificação de custos desnecessários, que não agregam valor; - atribui os custos indiretos aos produtos de maneira coerente com a utilização de recursos consumidos para a execução das necessárias atividades. Um dos benefícios obtidos com o ABC é o de permitir uma melhoria nas decisões gerenciais, pois se deixa de ter produtos "subcusteados" ou "supercusteados" permitindo-se a transparência exigida na tomada de decisão empresarial, que busca, em última análise, otimizar a rentabilidade do negócio. Implantação do Custeio ABC O primeiro passo para implantação do custeio ABC é identificar as atividades relevantes dentro de cada departamento. Nesse ponto, pode ocorrer de a empresa já possuir uma estrutura contábil que faz a apropriação de custos por Centro de Custos ou Centro de Atividades, o que irá possibilitar adaptações importantes. O segundo passo é a atribuição dos custos às atividades. O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. Devem incluir salários com os respectivos encargos sociais, materiais, depreciação, energia, uso das instalações etc. A primeira fonte de dados para custear as atividades é o razão geral da empresa. Em alguns casos é necessário, também, solicitar estudos da área de engenharia e realizar entrevistas com os responsáveis pelos departamentos ou processos e até com quem executa a atividade. A atribuição de custos às atividades deve ser feita da forma mais criteriosa possível, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: alocação direta; rastreamento por meio dos direcionadores de custos e atividades; e rateio. A alocação direta faz-se quando existe em uma identificação clara, direta e objetiva de certas atividades. Podem ocorrer com salários, depreciações, viagens, material de consumo, matéria-prima etc. O rastreamento é uma alocação com base na identificação da relação de causa e efeito entre a ocorrência da atividade e a geração dos custos. Essa relação é expressa mediante os direcionadores de custos. Uma característica da relação de causa e efeito, para entendermos melhor, é que quanto maior o uso, maiores os custos totais. A relação de causa e efeito é bem explicada quando foi estudado os Custos Variáveis. Quanto mais se consumir na produção, maiores serão os custos totais variáveis; quanto menos produzir, menores serão esses custos. O rateio é realizado apenas quando não há a possibilidade de utilizar nem a alocação direta, nem o rastreamento. O terceiro passo é fazer a identificação dos direcionadores de custos e de atividades. O que distingue o ABC do sistema tradicional de custos é a maneira como ele atribui os custos aos produtos. Portanto, o grande desafio, ou seja, a verdadeira “arte” do ABC está na escolha dos direcionadores de custos.

Observe o exemplo abaixo. o direcionador escolhido foi o número de fornecedores para cada .000 Receber Materiais 12.600 Acabar 14. Departamentos Compras Levantamento dos Custos de Atividades Atividades Custos ($) Comprar Materiais 16.600 Total 57. referente aos departamentos e principais atividades desenvolvidas: Levantamento das Atividades Relevantes dos Departamentos Departamentos Atividades Compras Comprar Materiais Desenvolver Fornecedores Almoxarifado Receber Materiais Movimentar Materiais Administração da Produção Programar Produção Controlar Produção Corte e Costura Cortar Costurar Acabamento Acabar Despachar Produtos É importante observar que para cada atividade devemos atribuir o respectivo custo e um direcionador. Há casos em que os pedidos têm características muito diferentes uns dos outros.000 Despachar Produtos 32. Para a atividade Desenvolver Fornecedores. Nestes casos. admitindo-se que os pedidos são homogêneos. o direcionador a ser utilizado é o número de pedidos de compra de material.200 Total 46. deve se procurar outra medida de atividade.000 Costurar 28.000 Controlar Produção 13.350 Movimentar Materiais 16.000 Total 28.000 Desenvolver Fornecedores 12.000 Total 28. Conhecidos os custos das atividades e os direcionadores de custos e de atividades. tal como o tempo gasto por pedido.Contabilidade de Custos 106 Profº Francisco Lorentz O quarto passo seria a atribuição dos custos aos produtos e / ou aos departamentos.350 Programar Produção 16. já que o "número de pedidos" não representa o esforço requerido. por meio de cálculos.850 Total 29.850 Cortar 29.200 Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Levantamento dos Direcionadores de Atividades Departamentos Atividades Direcionadores Comprar Materiais N° de Pedidos Compras Desenvolver Fornecedores N° de Fornecedores Receber Materiais N° de Recebimentos Almoxarifado Movimentar Materiais N° de Requisições Programar Produção N° de Produtos Administração da Produção Controlar Produção N° de Lotes Cortar Tempo de Corte Corte e Costura Costurar Tempo de Costura Acabar Tempo de Acabamento Acabamento Despachar Produtos Apontamento de Tempo Para a atividade Comprar Materiais. nesse momento faz-se a atribuição dos custos aos produtos e/ou aos departamentos.

000 unidades $15 p/ unidade $10 p/ unidade PRODUTO Y 12.000 1. A atividade Controlar a Produção terá como direcionador o número de lotes produzidos. d) objeto de custo.(TCM SP) No custeio baseado em atividades (ABC – Activity Based Cost).000 2. c) atividade. é denominado de: a) processo.200 $261.000 CUSTO UNITÁRIO PRODUTO X:____________________________________________ CUSTO UNITÁRIO PRODUTO Y:____________________________________________ . revelando a causa do custo. A atividade Movimentar Materiais será direcionada aos produtos conforme o número de requisições do departamento de produção ao Almoxarifado.200 e se referiam às seguintes atividades: ATIVIDADE CUSTO DA ATIVIDADE DIRECIONADOR DE CUSTO Recuperação de produtos defeituosos Controle de qualidade Total $60. Para a atividade Receber Materiais. No caso.000 $321. a serem controlados. teremos como direcionador um levantamento do tempo gasto com os despachos através do preenchimento de relatório de tempo gasto pelo funcionário.400 10. Poderia ser também o peso de cada requisição.000 unidades $20 p/ unidade $15 p/ unidade Os custos indiretos somaram no período $321. o direcionador é o número de recebimentos.Contabilidade de Custos 107 Profº Francisco Lorentz item de material (que é facilmente identificável com o produto). Para as atividades Cortar. também facilmente identificável com os produtos. Admitiu-se que o esforço exigido desta atividade estava relacionado ao número de lotes produzidos. o fator que determina o custo de uma atividade ou objeto de custo. Costurar e Acabar. os direcionadores são os tempos gastos em cada produto para que a atividade seja efetuada.000 12. Programar a Produção será direcionada de acordo com o número de linhas de produtos.400 22. EXERCÍCIOS Questão 1 . b) direcionador. portanto.200 Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida No período foram registrados os seguintes dados físicos em relação aos direcionadores de custos: DIRECIONADOR DE CUSTO PRODUTO X PRODUTO Y TOTAL Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida - 1. calcule o custo unitário de produção de cada produto utilizando a metodologia do custeio baseado em atividades: Volume de produção Material direto Mão-de-obra direta PRODUTO X 10. QUESTÃO 2 Com base nos dados abaixo. e) critério de rateio. chegou-se à conclusão de que a melhor medida de saída desta atividade era o número de itens de produtos a programar. Assim. Para a atividade Despachar Produtos. se um produto possui mais fornecedores do que outro este produto "recebe" mais custo desta atividade do que um produto que possua menos fornecedores.

conforme segue: Desconsidere qualquer tributo e qualquer informação não apresentada neste enunciado.294. produz e vende dois tipos de produtos.00). com base nas informações apuradas para fins do custeio baseado em atividade. respectivamente.00 QUESTÃO 4(ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: X e Y. a empresa produziu 400 unidades de X e 350 unidades da Y. Luxo = $38.Contabilidade de Custos 108 Profº Francisco Lorentz QUESTÃO 3(ICMS/RJ/2008) A Subs Ltda. Luxo = ($25.789.00.450.458. Luxo = $35. a empresa apresentou os seguintes dados: O lucro bruto total de cada produto é: a) Padrão = $139. No último período. c) Padrão = $82.00 e) Padrão = $93. Luxo = $30.00.359.126.234. Para a avaliação do resultado por produtos utiliza o custeio baseado em atividades. Sabe-se que os gastos com matéria-prima e com mão-de-obra são: Determine o custo unitário do produto X e do produto Y.00. b) Padrão = $100. No último mês analisado.00. Luxo = $20.120.00. a) $10/unidade e $16/unidade c) $42/unidade e $62/unidade e) $46/unidade e $57/unidade b) $36/unidade e $41/unidade d) $32/unidade e $46/unidade . d) Padrão = $89.00. incorrido nesse período.678.490.00.

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