Contabilidade de Custos Francisco Lorentz, Msc.

Contabilidade de Custos

Profº Francisco Lorentz

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CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço. Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos: a) Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período. Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como consequência da fabricação e venda de seus produtos. Nessa época, as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais, e conseqüentemente os únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada. Como consequência do crescimento das organizações, da intensificação da concorrência e da crescente escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. Além disso, as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes. É, então, imprescindível, para qualquer empresa ter um sistema de custos, ainda mais numa economia capitalista e concorrencial como a nossa. É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória, sem o conhecimento dos custos do modo mais real possível. Nesse sentido, as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização, desde que apropriadamente organizadas, resumidas e relatadas, constituem uma ferramenta administrativa da mais alta relevância. Assim, as informações de custos transformam-se, gradativamente, num verdadeiro sistema de informações gerenciais, de vital importância para a administração das organizações empresariais. Essas informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões, bem como para o planejamento e controle das atividades empresariais. FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição dos custos, sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais: a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques. b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa. c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões. Em resumo, a Contabilidade de custos, fornece informações para: 1 - A determinação dos custos dos fatores de produção; 2 - A determinação dos custos de qualquer natureza; 3 - A determinação dos custos dos setores de uma organização 4 - A redução dos custos dos fatores de produção, de qualquer atividade da empresa; 5 -À Administração, quando esta deseja tomar uma decisão, estabelecer planos ou solucionar problemas especiais; 6 - O levantamento dos custos dos desperdícios, do tempo ocioso dos operários, da capacidade ociosa do equipamento, dos produtos danificados, do trabalho necessário para conserto, dos serviços de garantia dos produtos;

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7 - A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento, isto é, quando as despesas de manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento; 8 - A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos, do lote econômico de compra e da época de compra; 9 - estabelecimento dos orçamentos; 10 - A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços. CONTABILIDADE FINANCEIRA (GERAL) X CONTABILIDADE DE CUSTOS Contabilidade Financeira (Geral) A Contabilidade Financeira surgiu com o desenvolvimento do comércio. Seu objetivo fundamental é o controle do patrimônio da empresa e suas variações, que são resultantes da Apuração do Resultado das atividades mercantis (lucro ou prejuízo). A Contabilidade Financeira se concentra nos demonstrativos dirigidos ao público externo (acionistas, credores etc.), que são guiados pelos Princípios Fundamentais de Contábilidade. Contabilidade de Custos Com o advento da Revolução Industrial e a conseqüente proliferação das empresas industriais, a contabilidade viu-se as voltas com o problema de adaptar os procedimentos de apuração do resultado em empresas comerciais (que apenas revendiam mercadorias compradas de outrem) para as empresas industriais, que adquiriam matérias-primas e utilizavam fatores de produção para transformá-las em produtos destinados à venda. A solução natural para o problema foi usar o mesmo esquema para apuração do resultado, substituindo o item “Compras” pelo pagamento dos fatores que entraram na produção: matéria-prima consumida, salário dos trabalhadores da produção, energia elétrica e combustíveis utilizados, enfim, todos os gastos que foram efetuados na atividade Industrial e que foram denominados de Custos de Produção. O ramo da Contabilidade que controlava estes gastos passou a chamar-se de Contabilidade de Custos. A Contabilidade de Custos mensura e relata informações financeiras e não financeiras relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização. Ela fornece informação tanto para a Contabilidade Financeira quanto para a Contabilidade Gerencial.
Revolução Industrial Séc. XVIII

ARTESÕES

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

INDÚSTRIAS

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

Estoques na atividade comercial O comerciante se limita a revender as mercadorias adquiridas com essa finalidade. O controle dos estoques na empresa comercial é relativamente simples. Basta que se verifique, mediante inventário periódico ou por meio de controles permanentes, o valor de aquisição dos bens em estoque. Com esse recurso, podemos também controlar o custo das mercadorias vendidas e, assim, apurar o resultado. Na apuração do custo das mercadorias vendidas, podemos utilizar o sistema de inventário periódico ou o sistema de inventário permanente. No sistema de inventário periódico, o CMV só é apurado ao fim de um período determinado, normalmente ao fim de cada exercício social: CMV = Estoque Inicial + Compras - Estoque Final No sistema de inventário permanente, o CMV é apurado em cada venda. De forma simplificada, a apuração do resultado na empresa comercial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas ( - ) CMV Lucro Bruto ( - ) Despesas operacionais: - de vendas 10.000,00 (6.000,00) 4.000,00 200,00

comissões de vendas.000. a apuração do resultado na empresa industrial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas 20.000. mão-deobra direta e gastos gerais de fabricação). dos estoques de produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. não é incorporada ao estoque.00) 3.financeiras 1.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 4 . corresponde às matérias-primas utilizadas. são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos.00) Lucro bruto 6.00 .00 ( .00) Lucro líquido 1.00 As mercadorias vendidas e entregues aos clientes têm o valor de aquisição registrado como custo das mercadorias vendidas: Mercadorias em Estoques Ciclo de negociação das Empresas Comerciais: CMV Compra Mercadorias Estoca Mercadorias Vende Mercadorias Estoque de Mercadorias – são as mercadorias compradas que ainda não foram vendidas.00 .administrativas . juros.administrativas 1. em virtude das vendas.00 ( . os impostos não recuperáveis. mão-de-obra direta e gastos gerais de fabricação (ou custos indiretos de fabricação). mesmo que nesse período não tenham sido realizadas vendas de mercadorias.000. Os gastos não relacionados à compra das mercadorias não fazem parte do seu valor de aquisição.00 (1. A despesa de salários de uma empresa comercial. sendo apropriada ao resultado dentro do período de competência da despesa. agregando à matéria-prima uma série de insumos.000. Estoques na atividade industrial O industrial fabrica os produtos que destina à venda.de vendas 2.800. Custo dos Produtos Vendidos. tais como o preço pago pela mercadoria.000. Ou seja. Ao serem vendidas. para se determinar o valor dos estoques de produtos em elaboração. são estocados apenas os gastos necessários à aquisição das mercadorias. por exemplo.) CPV (14. necessários à fabricação dos produtos vendidos. De forma simplificada. embalagens e outros materiais diretos. A forma mais simples de se calcular o CMV é através da seguinte equação: CMV = EI + Compras – EF Na atividade comercial permanecem em estoque apenas os valores de aquisição das mercadorias ainda não vendidas. Os valores correspondentes a aluguéis.) Despesas operacionais: .00 500.200. corresponde ao valor dos fatores de produção aplicados aos produtos comercializados em determinado período. O CPV representa o custo dos produtos que foram transferidos para os clientes. as mercadorias são baixadas dos estoques pelo valor que foram adquiridas – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). salários etc.200. depreciação.000. .00 (4.00 O CPV. honorários. o seguro do frete. Na empresa industrial é necessário controlar os fatores que são aplicados à produção (material direto. Em regra. o frete.financeiras Lucro líquido 300.

= Lucro Líquido do Exercício . mas ainda não estão totalmente acabados. Combustíveis e demais custos) – Estoque final de Produtos Industriais (em elaboração e acabados). abatimentos e impostos) = Receita Líquida de Vendas e Serviços (-) CMV (EI + Compras – EF) = Lucro Bruto Operacional (-) Despesas Operacionais * Com Vendas * Financeiras Líquidas * Administrativas Outras receitas e despesas operacionais = Lucro/Prejuízo Líquido Operacional Outras Receitas e outras Despesas = Resultado do Exercício antes da CSSL e IR (-) Provisão para CSSL (-) Provisão para IR = Lucro Líquido antes das participações (-) Participações de Debêntures. Empregados.Estoque de Produtos em Processo/Elaboração – são produtos que foram iniciados.638/07 e MP nº 449/08) Empresa Comercial Receita Bruta de Vendas e Serviços (-) Deduções (devoluções de vendas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 5 Matérias-primas Produtos em Elaboração Produtos Acabados CPV Ciclo de negociação das Empresas Industriais COMPRA MATÉRIAS. mas ainda não foram vendidos. .Estoque de Matérias-primas – são matérias-primas em estoques aguardando para serem utilizadas no processo produtivo. Energia Elétrica. Administradores e partes beneficiárias. Salários dos Operários.PRIMAS ESTOCA MATÉRIAS-PRIMAS PRODUZ ESTOCA PRODUTOS ACABADOS VENDE PRODUTOS ACABADOS . . Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos: Estoque Inicial de Produtos Industriais (em elaboração e acabados) + Custo de Produção do Período (Matéria-Prima consumida. CPV = EIPE + EIPA + CPP –EFPE – EFPA Demonstração do Resultado do Exercício (com as alterações da Lei nº 11.Estoque de Produtos Acabados – são produtos que foram terminados seu ciclo de produção.

pagamento resultante de aquisição do bem ou serviço. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). Conceito extremamente amplo e que se aplica a todos os bens e serviços recebidos/prestados. Investimento . despesa ou perda. necessários à sua produção: Matéria-prima consumida + Embalagem e outros materiais diretos utilizados + Mão-de-obra direta aplicada + Gastos gerais de fabricação (demais gastos envolvidos no processo produtivo) TERMINOLOGIA UTILIZADA EM CONTABILIDADE DE CUSTOS A área de custos possui terminologia própria que. Podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria-prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante. Se um produto fabricado permanecer em estoque. Todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são "estocados" nos Ativos da empresa para baixa ou amortização quando de sua venda. Desembolso . uma vez que estes não implicam a entrega de ativos.sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. em desembolso. vale dizer. integram os estoques de produtos os salários. Assim. As receitas e as despesas de vendas. Pode se transformar em custo. Note que o gasto implica. são controladas pela Contabilidade Financeira (Comercial) da empresa.gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros. mas são conceitos distintos. custo ou despesa. apenas os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos. por meio do controle dos custos de produção. entretanto. Pode ser um investimento. Na atividade industrial permanecem em estoque os valores de aquisição das matériasprimas e demais fatores de produção aplicados na fabricação dos produtos mantidos em estoque. as ações adquiridas de outras empresas são gastos classificados como investimentos circulantes ou permanentes. enquanto os produtos não forem vendidos. administrativas. o seu valor corresponderá aos seguintes custos. de seu consumo. financeiras etc. às vezes.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 6 Empresa Industrial Faturamento Bruto (-) IPI s/ Faturamento = Receita Bruta de Vendas (-) Deduções = Receita Líquida de Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Bruto Operacional É a Contabilidade de Custos quem apura o CPV. São apropriados ao resultado. o aluguel. muitas vezes é utilizada de forma equivocada. de seu desaparecimento ou de sua desvalorização são especificamente chamados de investimentos. . já que não são incluídos o custo de oportunidade ou os juros sobre o capital próprio. Exemplos: Gasto com Mão-de-obra Aquisição de Mercadorias para revenda Aquisição de Matéria-prima Aquisição de Máquinas e equipamentos Energia Elétrica Aluguel Só existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou serviço. a máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente. Não estão aqui incluídos todos os sacrifícios com que a entidade acaba por arcar. ou seja. no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento. Gasto . como custo dos produtos vendidos. durante o período em que os produtos forem mantidos em estoque. Caracteriza-se pela entrega de numerário. o seguro e demais gastos aplicados à produção. dependendo da intenção que levou a sociedade à aquisição. a depreciação.

gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. Exemplo: a mercadoria adquirida pela loja comercial provoca um gasto (genericamente).é um gasto não intencional decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade normal da empresa. Por exemplo: gastos com embalagem individual de sabonetes. terrenos que não são depreciados) ou se transformam quando vendidos. passa imediatamente para Custo. No primeiro caso. só que reconhecido como tal. Logo. Observações: todo o produto vendido e todo o serviço ou utilidade transferidos provocam despesas. causando redução no patrimônio líquido. Gerencialmente não se faz . Exemplos: salários e encargos do pessoal de vendas e administrativo. todas as despesas são ou foram gastos. no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços). alguns gastos muitas vezes não se transformam em despesas (por exemplo. Logo. 6 ou 8 sabonetes. Exemplo: enchentes. aluguéis e seguros do prédio da administração. obsoletismo de estoques. No segundo caso. A máquina provocou um gasto em sua entrada. por exemplo. Porém. nem sempre é fácil distinguir CUSTOS e DESPESAS.valor estabelecido e aceito pelo vendedor para transferir a propriedade de um bem ou para prestar um serviço. A Energia Elétrica é um gasto que quando consumido. Cada componente que fora custo no processo de produção agora. as perdas normais de matérias-primas na produção industrial. Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento (Ativo Circulante). e quando consumido se tornou Custo. Exemplos: Matéria-Prima: foi um gasto na aquisição. surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Este gasto só é reconhecido como custo no momento de utilização dos fatores de produção. a partir daí. é de novo um investimento. Costuma-se chamar de Custo dos Produtos Vendidos/Custo dos Serviços Prestados/Custo das Mercadorias Vendidas e assim faz–se aparecer na Demonstração de Resultados. rigorosamente correto. sem que aparecesse nenhum custo associado a ela. Salários do pessoal da produção. referindo-se à produção de bens. na baixa. A energia elétrica utilizada na fabricação de um item qualquer é gasto (na hora de seu consumo) que passa imediatamente para custo. são despesas. por sua vez. Manutenção das Máquinas e Equipamentos de produção. Todos os Custos que são ou foram gastos se transformam em despesas quando da entrega dos bens ou serviços a que se referem. como custo. entretanto. esse gasto adicional com essas embalagens extras são DESPESAS (são realizadas após o ciclo de produção do produto). depreciação dos equipamentos do escritório etc. para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. custo e despesa. integram o Custo de Produção do Período. o significado mais correto seria Despesa. segundo Eliseu Martins. Em termos práticos. Custo e Despesa não são a mesma coisa ! Usaremos o termo “custo”. Despesa .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 7 Custo . As despesas representam saídas de recursos. para fabricação de um produto ou execução de um serviço. Muitos gastos são automaticamente transformados em despesas. e assim ficou durante o tempo de sua Estocagem. energia elétrica do escritório. outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda fazem a “via sacra” completa passando por investimento. O Custo é também um gasto. sem transitar pela fase de investimento. já que fica ativado até sua venda. se a empresa resolve vender em embalagens com 4. que se transforma numa despesa no momento do reconhecimento da receita quando trazida pela venda. Definição de Preço . são considerados da mesma natureza que as DESPESAS são jogadas diretamente contra o resultado do período. um investimento (especificamente). Depreciação das Máquinas e Equipamentos de produção. sem passar pela fase de custo. Pode-se. Exemplo: aparas de chapas de aço. desabamentos. onde se enquadram. Perda . no momento de sua utilização na fabricação de um bem.Gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. torna-se despesa. o nome Custo das Mercadorias Vendidas não é. em termos genéricos. isto é. são custos (realizados no âmbito do processo produtivo – este é vendido somente embalado). que imediatamente se tornou um investimento durante sua estocagem. sinistros etc. tornado investimento e parceladamente transformado em custo à medida que é utilizada no processo de produção. Este. Custo ou despesa para o adquirente é o preço para o vendedor. propor uma regra simples do ponto de vista didático: todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto são CUSTOS.

aluguéis. Exemplos: OBJETO DE CUSTO ILUSTRAÇÃO PRODUTO Uma bicicleta de 21 marchas . Os materiais de embalagem. materiais de acabamento etc. material secundário. Custo se define como um recurso sacrificado ou de que se abre mão para um determinado fim (sempre voltado para a área de produção). manteiga.Gastos Gerais de Fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (energia elétrica. em uma indústria de massas alimentícias caixas ou sacos plásticos etc.Materiais (matéria prima. verniz. zíperes. Chamamos essa coisa de OBJETO DE CUSTO. o custo é menor e o preço é a maior porque contém o lucro. seguros diversos. Definição de objeto de custo ou objeto de custeio Como já tivemos oportunidade de mencionar. depreciação. 13º Salário. materiais acessórios. para uma indústria de massas alimentícias são: ovos. Para guiar decisões. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Basicamente.Mão-de-obra (MOD / MOI . refeições e estadas. cola. manutenção. Compreendem os demais gastos necessários para a fabricação dos produtos. Para efeito didático. telefone. Isto significa dizer que objeto de custo é qualquer coisa para a qual se deseja uma mensuração de custo. Férias. um desembolso no ato do pagamento que pode ser a vista ou a prazo. outras nomenclaturas a respeito dos materiais secundários como: materiais auxiliares. seguros. uma nova máquina. material de limpeza. Podemos encontrar. em uma indústria de móveis de madeira podem ser caixas de papelão. pequenas peças para reposição. Exemplo: A matéria prima. telefones e comunicações etc. energia elétrica.a receita de um bem é o seu preço de venda multiplicado pela quantidade vendida e a receita de vários bens é o somatório das multiplicações dos diferentes preços de venda pelas respectivas quantidades vendidas. como por exemplo. Considerando-se apenas o vendedor. encargos sociais. fechos etc. é para o comprador um gasto com investimento no ato da compra. Os materiais secundários para uma indústria de móveis de madeira são: pregos. lubrificantes etc). para uma indústria de confecções são: botões. complementando-a ou até mesmo dando o acabamento necessário ao produto. Materiais Os materiais utilizados na fabricação podem ser classificados em: Matérias-primas: são os materiais principais e essenciais que entram em maior quantidade na fabricação do produto. O preço e o custo podem ser iguais.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 8 distinção entre custo e despesa. materiais complementares. Definição de Receita . manutenção da fábrica. Materiais Secundários: são os materiais que entram em menor quantidade na fabricação do produto. serviços de terceiros. os componentes de custo industrial podem ser resumidos em três elementos: . Dependendo do interesse da empresa. dobradiças. açúcar etc. óleos e lubrificantes para as máquinas. seguros etc. Gastos Gerais de Fabricação ou Custos Indiretos de Fabricação. Mão-de-obra Compreende os gastos com o pessoal envolvidos na produção da empresa industrial. Materiais de Embalagem: são os materiais destinados a acondicionar ou embalar os produtos. que é uma receita para o vendedor. linha etc. que embalam os móveis desmontados. ainda. embalagens) . em uma indústria de confecções caixas ou sacos plásticos. fermento. um novo produto. englobando salários. os gestores sempre desejam saber quanto custa uma determinada coisa. como por exemplo: aluguéis. antes que eles saiam da área de produção. Esses materiais são aplicados juntamente com a matéria-prima. é o nome técnico que designa a finalidade para a qual os custos estão sendo apurados. o preço sob a ótica do vendedor e o custo sob a ótica do comprador. um serviço etc.Mão de obra Direta e Indireta) . A matéria-prima para uma indústria de móveis de madeira é a madeira. um custo no ato de sua aplicação na produção e uma despesa no ato da venda do produto que ela integra. consideraremos todos esses materiais como secundários. para uma indústria de massas alimentícias é a farinha etc. para uma indústria de confecções é o tecido. essas subdivisões poderão ser utilizadas.

o custo médio. Materiais Indiretos: são os materiais empregados na fabricação do produto. Estoque de Materiais: os estoques de materiais podem ser classificados em: Materiais Diretos: compreendem a matéria prima e outros que possam ser perfeitamente identificados ao objeto de custo. o Custo dos Produtos Fabricados é o custo que efetivamente ocorreu sobre as unidades que foram totalmente acabadas naquele período. devido à dificuldade de cálculo. Sua correta determinação no início e no fim do período contábil é essencial para uma apuração adequada do lucro líquido do exercício. Mão-de-Obra Direta (MOD) e Custos Indiretos de Fabricação (CIF) ou Gastos Gerais de Fabricação (GGF). Todas entradas são feitas quando da chegada do material ao almoxarifado.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 9 SERVIÇO PROJETO ATIVIDADE DEPARTAMENTO Um vôo Rio-SP Um avião montado pela embraer para a FAB Um teste para determinar o nível de qualidade de um lote de televisores Um departamento (manutenção) Controle de estoques Os estoques representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira da maioria das companhias industriais e comerciais. os produtos que ainda não estão acabados para serem vendidos. O Custo dos Produtos Fabricados ou Custo dos Produtos Acabados é resultante do custo fabril somado à parcela do Custo Fabril do período anterior ainda não transformado (no período atual chama-se EIPE) diminuído da parcela desse mesmo Custo Fabril que não se transformou (EFPE). As Fases (contas) do Estoque (Ativo) são: Matéria-Prima Produtos em Elaboração Produtos Acabados Material de Consumo Mercadoria para Revenda Material para Embalagem Importação em andamento Provisão de estoque obsoleto (redutora) Provisão para ajuste ao valor de mercado (redutora) Devem ser programados Inventários Periódicos e Anuais.EFPE . Estoques de Produtos em Elaboração: o saldo da conta estoque de produtos em elaboração ou estoque de produtos em processo representam o valor dos produtos em processo. CPA = EIPE + CPP . no depósito de produtos acabados da empresa. Corresponde ao Custo de Produção do Período ou Custo Fabril: é a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica em determinado período. Resumindo. sendo o critério mais utilizado. sendo que as diferenças verificadas devem ser analisadas e justificadas através de relatórios gerenciais. através da NF e as saídas são feitas através de Requisição de material. CPP = MD (EI + C – EF) + MOD + CIF Custo da Produção Acabada ou Custos dos Produtos Fabricados: nem sempre o total de custos aplicados na produção durante o período é totalmente transformado em produtos acabados. Estoques de Produtos Acabados: essa conta representa o saldo dos produtos disponíveis para venda em estoque. Todos os itens são registrados através de código de produto. Fases do Produto até Custo: Estoque de Matéria -Prima Produto em Elaboração (incluiu demais custos de produção) Produto Acabado (matéria-prima + demais custos de produção) Custo de Produtos Vendidos Custos de Produção – Podem ser separados em: Material Direto (MD). são considerados materiais indiretos. Pode permanecer alguma parcela ainda em elaboração no final do período. em fabricação. mas. quanto à quantidade utilizada em cada produto fabricado.

Por exemplo.). a divisão é . Representam os primeiros custos a ocorrerem no processo produtivo. Como nós já citamos: os gastos relativos ao processo de produção são CUSTOS. Fluxograma da Apuração do Resultado Industrial Materiais diretos consumidos (MD. entretanto. surge daí a prática de se ratear o gasto geral da administração. a separação entre custos e despesas é fácil. Ou seja. Na prática. sem a separação da que realmente pertence à fabrica. às vendas e aos financiamentos são DESPESAS. é comum encontrarmos uma única administração. uma série de problemas aparece pelo fato de não ser possível a separação de forma clara e objetiva. Custos de transformação: corresponde a soma de todos os custos de produção. teoricamente. rateio esse sempre arbitrário.EF Mão de obra direta (MOD) GGF ou CIF Custo de Produção do Período ou Custo Fabril + EIPE Custos dos Produtos Acabados ou Custo dos Produtos Fabricados + EIPA (-) EFPA (-) EFPE Custos dos Produtos Vendidos Separação entre custos e despesas O professor Eliseu Martins cita em seu livro que. constitui-se da mão-de-obra apropriada e dos custos indiretos de fabricação. ou seja. Somente devem ser “separados” e/ou “diferenciados” entre custos e despesas valores que sejam significativos e que vão influenciar sobremaneira o processo. e os relativos à administração.EFPA Outros conceitos utilizados na contabilidade de custos Custos Primários – são os custos principais do produto em si. MP etc) EI + C . CPV = EIPA + CPA . pela dificuldade prática de uma divisão científica. Pode conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram acabadas no presente período. parte para despesa e parte para custo. embalagens compradas etc.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 10 Custo dos Produtos Vendidos – é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora estão sendo vendidos. a matéria-prima e a mão-de-obra Direta. Representam esses Custos de Transformação o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado item. exceto os relativos a matériasprimas e outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação pela empresa (componentes adquiridos prontos. Normalmente.

que efetua aquisições tanto para a área de produção quanto para a administração. b) A Contabilidade Industrial é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos nos setores de produção e venda. b) valores relevantes. às vezes. os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria como noutra. bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. incluindo a da produção. Até aí.3% dos gastos totais. seu custo terminou quando do término de sua produção. Em suma. c) valores cujo rateio é extremamente arbitrário devem ser evitados para apropriação aos custos (idem). e por essa razão tem. deve ser tratada como despesa. Por exemplo. ou com base nos demais gastos. todos os gastos serão tratados como despesas necessárias para a realização da venda. só devem ser rateados e ter uma parte atribuída aos custos de produção e outra às despesas do período. Como a embalagem só é aplicada após as vendas. Onde terminam os custos de produção? É bastante fácil a visualização de onde começam os custos de produção. 2/3 destes gastos ficariam como despesas. ficando ativados por esse montante. etc. Manutenção. etc. todos os gastos são custos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 11 feita em função da proporcionalidade entre número de pessoas na fábrica e fora dela. dever-se-á tratá-lo como despesa integralmente. o gasto com o Departamento de Pessoal for de 0. ser divididos nos dois grupos. Os mesmos problemas existem para outros setores. que representa 67% dos gastos totais da empresa. Se. não devem também ser rateados. Outros exemplos mais específicos: gasto com o Departamento de Recursos Humanos ou Pessoal. exemplificativamente. vendas. Por exemplo. Se. tais como Departamento de Compras. . Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem e esta é ativada num estoque à parte. proporcionalidade com a folha de pagamento. os valores relevantes que visivelmente contêm ambos os elementos e podem. que engloba a Contabilidade Financeira e a de Custos. mas nem sempre é da mesma maneira simples a verificação de onde eles terminam. Como isso é praticamente impossível e já que é extremamente arbitrário qualquer critério de rateio (porcentagem prefixada. por haver comumente um único departamento que cuida tanto do pessoal da fábrica como do pessoal da administração. Como tentativa de solução ou pelo menos de simplificação. por outro lado. EXERCÍCIOS 1) Indique se as afirmações estão certas ou erradas. ou Almoxarifado. tornando-se despesa por seu montante integral (Conservadorismo também). faz-se a divisão de seu gasto total em custo e despesa. numa eventual distribuição. a administração é centralizada.. Logo. que numa eventual divisão teriam sua parte maior considerada como despesas. A partir desse momento. os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente. que presta serviços à produção e também ao resto da empresa. então seu custo total inclui o de seu acondicionamento. CUSTOS Produtos Acabados DESPESAS VENDAS Por exemplo. idem. algumas regras básicas podem ser seguidas: a) valores irrelevantes dentro dos gastos totais da empresa não devem ser rateados. sem rateio para a fábrica (Conservadorismo e Materialidade). dependendo de sua aplicação. Ou também o Departamento de Contabilidade. É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. A regra é simples. o mais indicado é seu tratamento como despesa no período em que foram ocorridos. o melhor critério é tratá-los totalmente como despesa. quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades. porém repetitivos a cada período. a) A Contabilidade de Custos é a área da Contabilidade que trata dos gastos incorridos na produção de bens e serviços. a apropriação dos honorários da diretoria só seria relativamente adequada se houvesse um apontamento do tempo e esforço que cada diretor devotasse ao processo de administração e vendas e ao de produção. ou simplesmente em porcentagens fixadas pela Diretoria. por critérios não excessivamente arbitrários. seu gasto total de funcionamento dividido parte para despesa (Contabilidade Financeira) e parte para custo (Contabilidade de Custos). etc).

2. são registrados como valor de aquisição dos estoques de mercadorias os gastos necessários à compra. c) Integram os estoques da indústria os salários. 3. são mantidos nos estoques os valores das matérias-primas utilizadas e dos demais fatores de produção. c) Os estoques de produtos em elaboração e acabados correspondem às matérias-primas utilizadas. os estoques podem ser controlados mediante sistema de inventário permanente ou periódico. e) Na atividade comercial. c) Honorários do diretor industrial e respectivos encargos sociais. d) A energia elétrica consumida no setor de produção é um custo. inclusive frete.Marque a alternativa correta. e) As receitas e despesas das empresas industriais são controladas pela Contabilidade Comercial. embalagens e outros materiais diretos. b) Depreciação das máquinas de fabricação. c) Na atividade comercial. . d) O CPV representa o custo dos produtos que permanecem em estoque ao fim de um determinado período. depreciação. c) Os salários dos vendedores são custos. depreciação. 4 . b) O seguro dos equipamentos de produção é custo. dos produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. b) Por meio da Contabilidade de Custos. mão-de-obra direta e custos indiretos já aplicados na fabricação desses produtos. b) O custo das mercadorias vendidas de uma empresa comercial é correspondente ao valor de aquisição das mercadorias que foram vendidas e entregues ao cliente. d) O frete sobre vendas é custo. aluguel e demais gastos de produção. e) Energia elétrica consumida pelas máquinas de fabricação.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. d) A Contabilidade de Custos é aplicada ao setor de produção. a) A depreciação dos equipamentos da fábrica é custo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 12 c) A Contabilidade de Serviços é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos na prestação de serviços. juros e comissões dos vendedores são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos. 6. a) Na empresa comercial. Podemos identificar como funções principais da contabilidade de custos: a) a avaliação dos estoques e o cálculo das participações dos acionistas b) o auxílio ao controle e à tomada de decisões no processo administrativo c) o levantamento do balanço patrimonial e a avaliação de estoques d) colocar o contador em papel de destaque e aumentar o lucro empresarial e) a apuração dos custos e despesas das atividades de produção e comercialização 7.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. a) A Contabilidade de Custos controla o custo dos fatores de produção. são apropriados ao resultado os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos e entregues aos clientes.Indique a alternativa que não representa custo. b) Na atividade industrial.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. a) Na atividade industrial. 5. a despesa de salários dos vendedores não é incorporada ao valor de aquisição das mercadorias. e) Os honorários da diretoria do departamento de administração são custos.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. e) As indústrias possuem um elevado grau de imobilizações. seguro do frete e impostos recuperáveis. e) A Contabilidade de Custos controla os custos e despesas dos diversos departamentos de uma empresa industrial. enquanto os produtos correspondentes não forem vendidos e entregues aos clientes. podem ser determinados os valores dos estoques de produtos em elaboração. os valores dos aluguéis. d) Salários dos funcionários do departamento de vendas. a) Salários dos operadores das máquinas de fabricação. d) Na atividade comercial.

o custo da mão-de-obra e os demais custos indiretos de fabricação.(AFTN / ESAF) Máquina destinada à produção de calçados é. adquirido e alugado por empresa industrial. produzindo bens de venda. 14. Obsoletismo de estoques de materiais. 10. desembolso ou perda: Fato Gasto Custo Desp Invest Desemb Perda Pagou a fatura do anúncio que colocou no jornal deste fim de semana. a) A contabilidade gerencial tem por objetivo adaptar os procedimentos de apuração do resultado das empresas comerciais para as empresas industriais. (Perito – SSP) Um componente do Ativo Permanente se transforma em custo ou despesa: a) pela depreciação. 12.Não integram o custo de produção das indústrias os valores correspondentes a: a) matérias-primas utilizadas na produção b) materiais indiretos utilizados na produção c) despesas de vendas dos produtos d) mão-de-obra aplicada à produção e) gastos gerais de fabricação dos produtos 9. e) fixo. c) fixo. despesa. d) seguro da fábrica. fornecendo os dados de custos para auxílio ao controle e para a tomada de decisões. e) de venda. b) A contabilidade de custos presta duas funções dentro da contabilidade gerencial. c) numerário. amortização ou exaustão. porque é utilizado mais tempo que o bem de renda. b) pelo pagamento à vista ou a prazo. apenas uma está incorreta.(AFTN / ESAF) Um apartamento. mas só vai pagar no fim do mês. Assinale-a. Colocou anúncio no jornal desta semana. produzindo bens de renda. d) O objetivo básico da contabilidade gerencial é o de fornecer à administração instrumentos que a auxiliem em suas funções gerenciais. um bem: a) de renda.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 13 8.(AFC / ESAF) Entre as afirmativas seguintes. b) fixo. se é: custo. produzindo bens de venda 11 . investimento. c) depreciação do automóvel do presidente da empresa. Energia elétrica da fábrica consumida este mês. Deterioração de matéria prima em razão de greve dos operários. “Perda” normal de matéria prima no processo de fabricação. (Eletrobrás – 2007) O único valor considerado como custo na Contabilidade de Custos de empresa manufatureira é o desembolso em: a) propaganda. d) somente pela depreciação. Comprou matéria prima a prazo. e) dividendos pagos. para a indústria calçadista. c) pelo registro pelo seu valor d custo ou mercado. d) fixo de renda. d) de renda. b) fixo. c) Os custos de produção reúnem o custo do material direto. 13 .Assinale com um ‘X’ a classificação correta de cada fato. é bem: a) do ativo diferido. e) O custo pode ser entendido como o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. b) comissões de vendas. Transferiu a matéria prima do almoxarifado para a fábrica para iniciar a produção. .

. d) Perdas são sacrifícios ocorridos na produção.. d) R$ 500....Mão-de-Obra: Disponível (total) Apropriada (Direta) 3 – Outros Custos Indiretos 4 – Produtos em Elaboração: Estoque Inicial Estoque Final 5 – Produtos Acabados: Estoque Inicial Estoque Final $10.00........000 Estoque Inicial $1.......000 $1.000/00 Aluguel da Fábrica.....000.. 19 ......... de forma involuntária ou fortuita.. b) Despesas são gastos incorridos com a produção de bens e serviços.000.................00...00 e R$ 400.000...00..000... b) Custo do Material Direto ...000 2 ... com a intenção de sua venda posterior. c) Custo do Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação........ e) Custos são os gastos que a empresa incorre para a comercialização dos produtos. e) Custo do Material Direto e Indireto + Gastos Gerais de Fabricação. c) Investimentos não são gastos.. b) Mão-de-Obra Direta + Gastos de Fabricação = Custo Primário...........Custo de Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação. 17...... e) R$ 580. Observe as informações abaixo...00...00... é correto afirmar: a) Gastos são custos ou despesas que a empresa incorre para realizar a produção e vendê-la..000 $5. R$ 580.......000 $5..........00 O custo de fabricação...... Compõem o chamado Custo Primário: a) Custo do Material Direto + Custo de Mão-de-Obra Direta......000... Assinale a alternativa correta: a) Material Direto + Mão-de-Obra Direta = Custo de Fabricação.000....000.000. respectivamente.....000...000... R$ 20...00 Seguro da Fábrica ...000..... uma vez que se trata de ativos adquiridos pela empresa que somente são depreciados lentamente.....000 $2...00 e R$ 120....000....000 Estoque final $2............... o custo primário e o custo de transformação têm.... extraídas de escrituração de uma empresa industrial..000.........000...00 Indiretos. R$ 350..... R$ 40... R$ 580.......................... 18.. R$ 30.........000.00.... relativas a um determinado período de produção: Materiais requisitados do almoxarifado: Diretos.... b) R$ 580........... R$ 300.....000..00.... (ESAF) Em relação à terminologia utilizada pela Contabilidade de Custos...... c) Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação = Custo Total...... os valores de: a) R$ 700..00. R$ 50...........00 Indireta..000 . c) R$ 700..00 e R$ 230.....000..........00 Depreciação das máquinas ........... d) Custo da Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 14 15.00 Mão-de-Obra apontada: Direta........00..00.......... R$ 60... 16...000...000...... d) Mão-de-Obra Direta + Custo Primário = Custo Total... R$ 500. e) Custo Primário + Gastos Gerais de Fabricação = Custo de Fabricação.. R$ 500...Observe os dados abaixo e calcule o que se pede: 1 – MPD: Compras $10.000..000 $8..000 $3....00 e R$ 230........... R$ 200......00 e R$ 400...000..

400.00 72. adquiriu materiais no valor de R$ 10.000.900.00.137.00 112.900.129. Este procedimento está relacionado à seguinte convenção contábil: a) materialidade.00 com vendas.000. (TCE PI – FGV) A Cia Itapuã fabrica produtos de vestuário.161.900.280.666.00 21.280.00 180.00 e realizou despesas de R$ 3.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 98. registrou as despesas de mão-de-obra direta à base de 60% dos materiais consumidos.000.125. O gerente ao efetuar a alocação dos custos aos produtos.500.00 .000. R$ 1.00 810. R$ 1.006. para o ano fiscal de 2.00 b) o custo por absorção foi de R$ 14.600.900.00 Agosto 72. d) o custo primário foi de R$ 17. podemos dizer que: a) o custo de transformação foi de R$ 12. A Cia.00.00 1. R$ 1.000. 22 (AFC) A Fábrica de Sorvetes Spuma. 20 No mês de agosto de 2003 uma indústria apresentou as seguintes informações: Aquisição de Novo Equipamento Industrial Compras de Matéria-Prima Depreciação de Máquinas Industriais Depreciação de Móveis e Utensílios do Escritório Energia Elétrica da Fábrica Mão-de-Obra Direta Mão-de-Obra Indireta Materiais Indiretos Consumidos na Fábrica Receita de Vendas Salário de Vendedores Salários Administrativos Seguros da Fábrica Estoques Finais Matéria-Prima Produtos em Processo Produtos Acabados R$ R$ R$ Julho 90.200. a fábrica vendeu 70% da produção.500.500.00 . na qual usara 90% dos materiais comprados.00 e d) R$ 18. Seu presidente necessita saber o custo exato da produção de cada um dos produtos.000. aplicou custos indiretos estimados em R$ 6.00 O Custo com Materiais Diretos.000. estabelece como meta os seguintes saldos: .00 3.00 72.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 15 a) Custo da Produção do Período: ________________________________________________ b) Custo dos Produtos Acabados: _________________________________________________. No período.143. R$ 1.00 R$ 54.900. c) o custo por absorção foi de R$ 14. d) conservadorismo.00 e) o custo do período foi de R$ 20.00 1.000.00 27.00 R$ 54.00 1. iniciando o período produtivo.600.165.100. Sabendo-se que toda a produção iniciada foi concluída.000.00 900. (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 23 e 24. c) consistência. não leva em consideração os gastos com o cafezinho servido aos funcionários após o almoço.000. e) competência.400.00 e b) R$ 25.00.00 1.00.00 22.215. Atenas utiliza duas unidades de matéria-prima para cada unidade acabada.00 e c) R$ 21.00 . d) Calcule o Custo Primário________________________________________________________. b) objetividade.000.113.00 9.900.000. c) Custo dos Produtos Vendidos____________________________________________________.00 e o Custo de Produtos Vendidos de uma indústria são R$ R$ R$ R$ 1.00 18.00 .00 1. o Custo Fabril e respectivamente: a) R$ 33.800.000.500.000.000.600.000. Ao fazer seu planejamento. e) Calcule o Custo de Transformação______________________________________________.500.

000 unidades. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta.000 b) 681. Se a empresa planeja produzir 400.000 d) 657.000 235.000 d)) 681. Movimentos ocorridos no período (valores em R$): Itens Compra de matéria-prima Mão-de-obra direta utilizada Custos indiretos de fabricação ocorridos III. Custo das unidades vendidas em janeiro: a) 697.000 c) 1.000 23. no período.000 Produtos em processo 10.000 d) 480.000.000 300.000 26. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.010. 25.000 40.000 e)) 810.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 16 Itens Saldo Inicial em unidades Matéria-prima 30.000 251.000 c)) 673.000 10. .000 c) 673.000 e) 665.000 e) 199.000 Saldo Final 117. Custos primários no mês: a)) 501. Os excesso ou sub-aplicação dos CIF serão apropriados no final do exercício.000 b)) 450.000 unidades durante o ano fiscal de 2006.000 d) 990.000 II.000 b) 665. Total de custos de produção no mês de janeiro: a) 501. (ICMS/SP/2006) Na terminologia de custos. e) custos primários e custos de fabricação fixos. dos relatórios de produção da Cia.000 b) 499.000 24 Para que a empresa venda 480. Valor dos inventários de início e final do mês (valores em R$): Itens Unidades acabadas Unidades em processo Matéria-prima Saldo Inicial 125.000 b) 1.000 28.000 Produtos acabados 70. b) mão-de-obra direta e materiais diretos.000 e) 520.000 e) 743.000 c) 460.000 Saldo Final em unidades 40.000 134.000 Valor 191. Albion foram extraídas as seguintes informações: I.020.000 175. a quantidade de unidades que deverá produzir no decorrer desse período é: a) 440. Informações adicionais: A empresa aplica Custos indiretos de fabricação a uma taxa de 60% da Mão-de-obra direta.000 (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 25 a 27 No mês de janeiro de 2006.000 c) 489.000 d) 201. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 124. d) matéria Prima.000 27. o número de unidades de matéria prima que deverá adquirir será: a) 1.

salários dos chefes de supervisão de equipes de produção. c) 27. se determinada empresa só fabrica um tipo de produto (não havendo variação de qualidade ou de tamanho ou qualquer outra) ou executa somente um tipo de serviço. Complementando.000. portanto. só vão existir custos diretos para essa empresa. Gasto/Custo. Gasto/Investimento. Observações importantes: . energia elétrica que não pode ser associada ao produto. O aluguel de um galpão pode ser classificado como custo direto se. neste local. Gasto/Despesa. uma atividade ou um órgão da empresa.1 Classificação dos custos em relação ao produto A maior questão com relação aos custos é saber quando eles têm um relacionamento direto ou indireto com um determinado objeto de custo. apenas um tipo de produto for elaborado. Gasto/Despesa/Perda. b) 25. Gasto/Custo. d) 17. um serviço. Exemplos: depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto. CUSTOS INDIRETOS – são os custos que dependem de cálculos. classificaremos os custos em relação ao produto em DIRETO e INDIRETO. e) 15. são os custos que só são apropriados INDIRETAMENTE aos produtos. material de embalagem (dentro do processo produtivo). uma ordem de produção. rateios ou estimativas para serem apropriados em diferentes produtos.000. todos os seus CUSTOS são DIRETOS. seja esta função um produto.Às vezes o custo é direto por natureza. um centro de custo. Todo custo cuja parcela pertencente a uma função de custo possa ser separada e medida no momento da sua ocorrência classifica-se como direto. Exemplos: Matéria-prima direta. Com isso.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 17 GABARITO 01 05 06 10 14 18 22 26 CECCE CCCCC B B A D A D 02 06 07 11 15 19 23 27 CCEEE ECECC D A E *** E C 03 07 08 12 16 20 24 28 CCCEC CCCEE C D A D B C 04 08 09 13 17 21 25 CCCEC CEECE D ** A A A 13** Gasto /Despesa/Desembolso.Se a empresa produz somente UM produto. todos os custos podem ser classificados como diretos. aluguel da fábrica. Casos Especiais Em algumas condições especiais. são os CUSTOS que estão relacionados a um determinado objeto de custo. 19*** a) 24. O parâmetro utilizado para as estimativas é chamado de BASE ou CRITÉRIO de rateio. CUSTOS DIRETOS – são aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados. são os custos que estão relacionados a um determinado objeto de custo e que podem ser identificados de maneira economicamente viável (custo efetivo).000. sendo tratado como indireto (Materialidade e Conservadorismo). Mão-de-obra direta. energia elétrica das máquinas quando é possível saber quanto foi consumido na produção de CADA produto. Assim. Complementando. CLASSIFICAÇÕES E NOMENCLATURAS DE CUSTOS 2.000. . gastos com limpeza da fábrica. Exemplos: cola e verniz na indústria de móveis. Genericamente. mas que não podem ser identificados com este de maneira economicamente viável (custo efetivo). mas é de tão pequeno valor que não compensaria o trabalho de associá-lo a cada produto. os custos diretos são aqueles que podem ser apropriados diretamente a uma função de acumulação de custos. . Gasto/Custo. Gasto/Despesa/Perda.000. porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação.

Outro exemplo seria o dissídio coletivo da categoria de trabalhadores que não está envolvida diretamente no processo produtivo. Os CUSTOS FIXOS são aqueles cujos valores são os mesmos quaisquer que seja o volume de produção da empresa (dentro de uma faixa que interessa de acordo com o orçamento). na quantidade produzida pela empresa no período (leva sempre em consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo). prêmio de seguros. Por exemplo. salário de supervisores. dentro de uma certa faixa. Eles permanecem inalterados em relação ao volume da produção. salários de vigias. Outros exemplos: imposto predial do prédio da fábrica. salário de porteiros. ou seja. depreciação de equipamentos da fábrica. Independente do volume de produção (dentro da faixa que interessa) a empresa arcará com esse custo. que não guardam qualquer relação com o volume de atividade. Exemplos: aluguel da fábrica. CUSTOS FIXOS e VARIÁVEIS Nesta classificação os custos são estudados em função das variações que podem ocorrer no volume de atividade. agora serão classificadas em Custos Fixos e Variáveis. mas nada impede que esses custos sofram reajustes em determinados meses em função da política econômica do país. o caso do aluguel da fábrica que pode ser renegociado semestralmente. Eliseu Martins prefere mencionar aos custos que se enquadram nesta última classificação em: custos que tem uma parcela fixa e uma parcela variável. Representação gráfica: Custo Fixo em termos Totais: R$ CF Q Custos Fixos em termos unitários: R$ CFu Q . Resumindo: os CUSTOS FIXOS são custos de estrutura da empresa. Estas classificações também poderão ser utilizadas para as DESPESAS. Note que os CUSTOS FIXOS são fixos em relação ao nível de produção. Essa classificação ocorre em função do comportamento dos elementos de custo em relação às mudanças que possam ocorrer no volume de produção. Alguns autores ainda utilizam a classificação de Custos SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. as mesmas contas que antes foram classificadas em Custos Diretos e Indiretos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 18 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS EM RELAÇÃO À PRODUÇÃO (VOLUME) Para estudo do comportamento dos custos.

001 . pois a legislação brasileira garante uma percepção salarial mínima.80. esse tempo não utilizado será transformado em Custo Indireto FIXO.000 480. eles sobem para uma plataforma onde permanecem constantes até chegar a um ponto crítico de volume da atividade.000 Q Os CUSTOS VARIÁVEIS são aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. quebra de máquinas etc. eles permanecem constantes até certo ponto do volume da atividade (faixa de produção ou faixa relevante) e. matérias-primas.000 unidades do produto. Caso a ociosidade seja de valor relevante. independente das horas trabalhadas ou do volume de produção. quanto menor a produção. menor será o consumo. Observação: existem correntes que defendem que a mão-de-obra direta seria. Caso essa empresa queira ampliar os seus negócios. custo da mão-de-obra direta não se confunde com o valor TOTAL da folha de pagamento paga à produção. hoje. ocorrendo de forma anormal. Exemplo: Supondo que uma determinada empresa. vigias etc. em termos totais: .001.000 60. São também chamados de SEMI-FIXOS. Outro exemplo: Volume de Produção 0 . aquela que é apontada perfeitamente no processo produtivo.000 unidades de um determinado produto. contratar mais supervisores. nesse momento. Caso haja ociosidade por motivos de falta de material. a ser rateado aos diversos produtos. opere com 50 % da sua capacidade instalada.60. um custo fixo.40.000 20. quanto maior a produção.000 40. salários dos operários.001 . dentro de limites normais. materiais secundários. depreciação dos equipamentos quando esta for em função das horas/máquinas trabalhadas ou quantidades produzidas etc. Ou seja. FAIXA RELEVANTE: é a banda do nível ou volume normal de atividade em que há um relacionamento específico entre o nível de atividade ou volume e o custo em questão. Exemplos: energia elétrica. como por exemplo.000 Representação gráfica: R$ CF Quantidade Necessária de Supervisores 1 2 3 4 Custo em R$ (Salários + Encargos) 120. fabricando 100. Portanto. isto é. O professor Eliseu Martins cita que a mão-de-obra direta. Corresponde aquela mão-de-obra que foi apontada diretamente na fabricação dos produtos. Representação Gráfica do Custo Variável. embalagens.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 19 Observação: alguns Custos Fixos se apresentam sob a forma de degraus. aumentando sua produção e venda para 150.20. o aluguel de um novo galpão. de energia. precisará aumentar suas condições de trabalho. aquisição de alguns equipamentos (gerando assim a depreciação).000 360. esse tempo será transferido para PERDA do período. também. é classificada como CUSTO VARIÁVEL DIRETO. maior será o consumo.000 240.

. mesmo que nenhuma cópia seja tirada. conta de água etc. mesmo que seja num valor mínimo. salários da administração das vendas. despesas de entregas etc). e mais um valor por cópia (parte variável). Observação Importante: necessário se torna mencionar que a classificação em Fixos e Variáveis tem uma distinção fundamental com relação à classificação em Diretos e Indiretos: esta última se aplica somente a CUSTOS.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 20 CVt R$ Q Representação gráfica do Custo Variável em termos Unitários: R$ CVu Q Existe ainda a classificação dos custos em SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. quando nada se produza. por exemplo. As Despesas Administrativas serão sempre classificadas como DESPESAS FIXAS. podemos ter despesas de vendas Fixas (propaganda. b. mas que. já que a caldeira não pode esfriar. c. do volume de produção da empresa. entretanto. Mas a de Fixo e Variável também se aplica. gasto com combustível para aquecimento de uma caldeira que varia de acordo com o nível de atividade. como cita o Professor Eliseu Martins. É o caso. separação entre custos e despesas. As despesas financeiras seguem as mesmas regras das Despesas Administrativas. portanto. apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos. perfeitamente. tudo em relação à quantidade de produtos que são comercializados. embora o total da conta dependa do número de Kwh consumidos e. Estes são custos que variam com o nível de produção. na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período. parte fixa da remuneração dos vendedores etc) e Variáveis (comissão de vendedores. o esquema básico da contabilidade de custos se resume a: a. da Energia Elétrica da fábrica. por exemplo. às DESPESAS. GRÁFICO CLÁSSICO DOS CUSTOS TOTAIS (CT) Valor CT CV Quantidade Esquema básico da contabilidade de custos Nesse ponto. Outros exemplos: aluguel de copiadoras na qual se cobra uma parcela fixa. mas que existirá. Assim. rateio dos custos indiretos. tem uma parcela fixa e uma parcela variável.

000 5.Contabilidade de Custos CUSTOS CUSTOS INDIRETOS CUSTOS DIRETOS Profº Francisco Lorentz DESPESAS 21 RATEIO PRODUTO A PRODUTO B PRODUTO C CPV VENDAS RESULTADO DO EXERCÍCIO Exemplo: Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X: Gastos Comissão de vendedores Salários da fabrica Matéria-prima consumida Salários da administração Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Despesas financeiras Honorários da diretoria Honorários diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Despesas de entrega Correios. telefones e telex Material de consumo do escritório Total dos gastos Passo 1: Separação entre custos e despesas $ Custos de Produção: Salários da fabrica Matéria-prima consumida Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Materiais diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Total Despesas Administrativas: Salários da administração Honorários da diretoria Correios.000 350.000 710.000 1.000 15.000 40.000 90.000 60.000 .000 60.000 70.000 120.000 40.000 350.000 10.000 10.000 50.000 45.025. telefones e telex Material de consumo do escritório Total 120.000 85.000 15.000 85.000 $ 80.000 5.000 140.000 5.000 70.000 5.000 90.

000 60.000 45.000 15.000 485.938 225.71% 53. PRODUTOS EM ELABORAÇÃO: é debitada pelas matérias-primas requisitadas.000 350.64% 100. é creditada pela transferência dos produtos prontos para a conta Estoque de Produtos Acabados.000 As despesas que totalizaram $ 315.000 168.000 125.000 168.000 70.000 50.000 23. mas os custos indiretos. ainda precisarão ser alocados aos produtos.000 60.000 LEMBRETE: CONTABILIZAÇÃO DOS CUSTOS MATÉRIA PRIMA: é debitada pelas aquisições e creditada pelas requisições quando do início da produção. Passo 2: Apropriação dos custos diretos aos produtos Suponhamos que nossa empresa fabrique três produtos: A.000 40.000 10. a alocação dos custos indiretos aos produtos será proporcional ao que cada um já recebeu de custos diretos. pelo valor da mão-deobra direta e pelos valores dos CIF’s consumidos durante a produção.000 70.000 Produto B 47. PRODUTOS ACABADOS: é debitada pelo valor dos produtos que ficaram prontos e creditada pelo Custo dos Produtos Vendidos quando os mesmos são comercializados.711 77.938 710.000 135.00% 295.71% 168.351 23. Teremos então: Custo Produtos Custos Diretos Custos Indiretos Total A 115.000 7.000 serão contabilizadas diretamente no resultado do período.351 B C Totais 202.64% 100.000 75.000 10.000 Os custos diretos já estão alocados aos produtos.000 710.000 140.000 85. Custos Salários Matéria-prima Depreciação Seguros Materiais diversos Energia elétrica Manutenção Total Produto A 22.65% 34. Passo 3: Apropriação dos custos indiretos aos produtos No exemplo.000 115.711 245.000 Indiretos 30.65% 34.000 Produto C 21.000 15.000 41.000 20.000 Totais 120.000.00% 93.000 50.000 225. no valor de $ 225. B e C e mantenha um controle do consumo de custos diretos utilizados em cada produto.000 18. Não serão alocadas aos produtos. .000 41.000 202.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 22 Despesas de Vendas: Comissão de vendedores Despesas de entrega Total Despesas Financeiras: Despesas financeiras Total 80. Sabe-se que neste exemplo parte da mão-de-obra e da energia elétrica é direta e outra parte indireta.

"Y" e "Z". "Y" e "Z".... ( ) Embalagem (caixa de papelão) envolvendo........... $25.. sendo uma embalagem para cada unidade.000 Matéria-prima consumida na produção: $ 40.. em pequenas indústrias de confecções... Considerando-se a apuração de custo ao nível de cada produto diferente. "Y" e "Z". $ 90... Classifique os gastos abaixo em Despesa (De)... de acordo com os gastos apresentados a seguir: Salários da administração............000 2...... camisetas diferentes "X" e "Y" na seção de expedição....$ 6... ( ) Água consumida na higiene pessoal dos empregados............... ( ) Linha utilizada..A.. Fixos (F) e Variáveis (V): 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) salário do eletricista de manutenção da fábrica ) depreciação de veículos da administração ) consumo de aço numa indústria metalúrgica ) salário dos vendedores ) comissão dos vendedores ) salário de vigilante da fábrica ) salário dos operários da fábrica... ( ) Salário do Supervisor de uma seção que se ocupa apenas do produto "X"... se esses custos são DIRETOS (D) ou INDIRETOS (I).. ( ) Aluguel mensal de um galpão para depósito dos produtos "X" e "Y"...... ao mesmo tempo.. onde se produzem os diferentes tipos de produtos "X".$30..000 Comissões aos vendedores. "Y" e "Z"....... ( ) Salário do supervisor da fábrica onde são produzidos os produtos "X" e "Y"....... indistintamente.... envolvendo diferentes camisetas "X". perfeitamente apontada aos diversos produtos ) salário do supervisor da fábrica ) embalagem dentro do processo produtivo ) gastos de alimentação do pessoal da fábrica ) transporte do pessoal da fábrica ) material de limpeza da fábrica FIXO VARIÁVEL 4 ......000 Frete (para entrega de produtos vendidos) $4. $3.. ao mesmo tempo.... ( ) Energia consumida para manter forno permanentemente aquecido a uma determinada temperatura.. Custo (C). ( ) Taxa de água e esgoto paga periodicamente por empresa produtora dos produtos "X". $110.. preencher os espaços entre os parênteses com as letras "D" para Custo direto ou "I" para Custo indireto.. apenas com a marca da empresa..000 Depreciação de máquinas da fábrica...000 Mão-de-obra dos operários. 3. açúcar e leite utilizado em uma fábrica de sorvetes . Apure os totais dos custos e das despesas da Empresa MM S....... ocupados na elaboração dos produtos "X" e "Y".. ( ) Aluguel mensal de uma fábrica onde é produzido apenas o produto "X".............. nos diferentes tipos de roupa "X"... ( ) Depreciação (linha reta) de equipamento de informática utilizado no controle geral dos estoques de uma indústria que elabora os produtos "X" e "Y".000 Propaganda.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 23 EXERCÍCIOS 1...500 Energia elétrica consumida na produção... ( ) Embalagem plástica..Assinale a classificação mais adequada para os seguintes custos: CUSTOS INCORRIDOS Desgaste dos pneus dos ônibus de uma empresa de turismo Salários e encargos sociais do pessoal da segurança de uma indústria petroquímica Asfalto consumido em uma pavimentadora de vias públicas Depreciação do prédio de uma fábrica de armas Pólvora utilizada em uma fábrica de fogos de artifício Cacau..

.......................... a energia elétrica gasta na sua fábrica será considerada: a) custo indireto variável.....000........ R$ 140..............00 Os custos fixos dessa empresa.. Produtos Acabados em estoque são: a) custo das mercadorias vendidas.00.. b) ativos......................00 30.. Está correta a seguinte afirmativa: a) os custos variáveis unitários diminuem quando aumenta a produção........................ e) os custos variáveis unitários crescem na mesma proporção em que o volume produzido aumenta.. Administração da fábrica..00 1....... 9...... d) os custos fixos unitários variam em proporção inversa às variações do volume produzido.. e) o custo industrial unitário........ Aluguéis de fábrica . d) custo de transformação. R$ 120..00.........00 • Outros gastos gerais de fabricação..........000.. Material de Embalagem ........................ representativos dos custos de uma empresa industrial (fábrica de calçados): CONTAS Matéria-Prima.....00. pela diluição dos custos fixos....... d) custo direto variável.......000... c) custo direto fixo....000....000............... Observe os dados abaixo............. independentemente do volume da atividade fabril....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 24 Madeira utilizada em uma fábrica de caixotes Aluguel do prédio de uma clínica dentária 5.......... 8.........000...........000............... b) custo indireto fixo................. b) os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida.........00...... de conformidade com a quantidade produzida.000....000... Assim sendo...... c) gastos gerais de fabricação..... e) despesa operacional............................000..... Energia elétrica (fábrica)....00 • Comissões sobre vendas.000....00 • Mão-de-obra Indireta ............ 11 E 12 DEVEM SER RESOLVIDAS COM BASE NESTES GASTOS DA EMPRESA INDUSTRIAL BETA: • Encargos com Depreciação de Móveis e Utensílios ..... Encargos de Depreciação....000..... c) os custos fixos totais decrescem na mesma proporção em que o volume produzido diminui.100..000.........000.. c) os custos fixos unitários decrescem à medida que a quantidade produzida diminui. Uma empresa restringiu a sua linha de produção a um único produto........................... 7......................... R$ 80. d) 237......... R$ 300.. d) os custos variáveis unitários crescem ou decrescem....... é correto afirmar: a) os custos fixos totais mantêm-se estáveis............00 • Aluguel do Escritório de Vendas.............. Em relação a custos.... R$ 2...... em razão inversa...............................00 27.....00 • Matéria-prima consumida .... R$ 160............000.....000............... c) 180.. b) os custos fixos unitários diminuem na mesma proporção da redução da produção.00 ..............00 • Encargos com Depreciação de Máquinas da Produção. à medida que o volume da produção aumenta............00 • Salários dos Vendedores .000... R$ 540..... e) custo de produção.. Mão-de-Obra Direta............. R$ 60.... R$ 20....000... e) 287.......... tende a afastar-se do custo variável unitário......000..00 100. atingiram o valor de (em R$): a) 80.00 50........... b) 207..... no período considerado..500..00 80....000...... 6..............00......... AS QUESTÕES DE NÚMEROS 10........

00 e 90.000. O custo fixo unitário e o custo variável unitário de se produzir a milésima unidade de X são....000.000. c) 64...00. As despesas fixas e variáveis no período foram.000.00 10.000... e a outra metade...... pelo seu valor total.00..000.000..00.....000. c) CT = 40...00...000...000. em R$: a) 104..... A empresa Gama S/A apresenta os seguintes custos para a fabricação de seu produto X • Custo variável unitário: R$ 50.00.. e) em agosto de 19X0..00 • Custo fixos associados à produção de X: R$ 40.. c) 40..000.. d) um prejuízo de R$ 8.000..000. R$ 600....... b) em junho de 19X0. d) 40.. Essa matéria-prima deverá ser assim computada no custo de produção: a) em maio de 19X0.00.00.00. O custo total de produção de X (CT) pode ser representado pela função (Q significa a quantidade produzida e vendida): a) CT = 50 + 40.00.. no mês seguinte. No Custeio por Absorção..00..00 e 920.000..00. b) 140. d) De produção..000..00....000..000. b) Fixos. c) 760......... 11..000... e) 40.. O custo total de produção correspondente à fabricação de 800 unidades de X é. Uma empresa industrial... .00.000..000.00..... respectivamente. pelo seu valor total... d) 500.000... e) nem lucro..000.. b) 40. d) metade em junho e metade em julho de 19X0..00.... em maio de 19X0.. os estoques são avaliados em função do custo: a) De mercado.00 e 940..00. e) CT = 40.00. 12. Armazenou-a em seu almoxarifado... c) 160.000....... b) um custo total de produção de R$ 108. 15. em junho de 19X0.00 + 50 Q. e) 960. d) 940... Os custos diretos no período totalizaram (em R$): a) 540. de onde retirou metade da quantidade adquirida. c) um lucro de R$ 8..000.00.00 • Material de Embalagem utilizado na Produção ...00.200 unidades de X...000.00..000. b) 800.00.000. d) 80... 16.. b) De reposição. d) 160.. e)Variáveis 18.. e) 540. utilizando-a na sua produção. respectivamente (em R$): a) 100. em R$: a) 40. c) Diretos.00 • Mão-de-obra Direta .. imediatamente após cada requisição.000.00 + 90 Q. R$ 40.000.000... R$ 220. ela terá: a) uma receita total de vendas de R$ 100..... c) Histórico. nem prejuízo. e) 90..00 e 900. 19..00 e 960. pelo seu valor total.... pelo seu valor total.00.000.000. b) 90. UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE Nº 13 A 16.. comprou matéria-prima para pagamento em 90 dias.00....00. c) 460....000..00 • O preço de venda de X é de R$ 90...... Caso a companhia produza e venda 1..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 25 • ICMs sobre Vendas ..000.. Para fins fiscais...00..000.00. O valor dos custos indiretos foi (em R$): a) 280. e) 300.000......... d) Corrente e) ajustado.. 13.00. b) 420. apropria-se aos produtos apenas os custos: a) Indiretos..000. 14..00 e 50.00. 17..00 Q.00 por unidade..000.000.00..00 e 900..... d) CT = 40. b) CT = 50 Q.000.000..00.00 e 50.00 e 40...00 e 50. c) em julho de 19X0.

c) O seguro da fábrica é custo indireto. e) A matéria-prima utilizada na produção é custo indireto. b) Um aumento na quantidade produzida não altera o custo fixo unitário. Indique se as alternativas estão certas ou erradas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 26 20.800. (MPAS) Estando uma empresa operando abaixo do seu limite de capacidade. c) os custos indiretos não podem ser economicamente identificados com as unidades produzidas.00. .200. 21 -(Eletronorte) Observe os dados de uma indústria relativos a um período de produção: Estoque inicial de produtos em processo R$ 15.700. d) R$ 12. d) primário.000.700.100. b) variável. b) os custos fixos passam a ter relação direta com o volume da produção a partir de determinada variação. c) direto. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. d) Os materiais indiretos utilizados na produção são custos fixos. d) mão-de-obra.00 e 15. é correto afirmar que: a) os custos variáveis se alteram na exata proporção de aumento ou diminuição das vendas.00 e 16.00. b) R$ 15. quanto mais se fabrica um determinado produto.700. d) com exemplo de custo indireto tem-se o imposto municipal sobre a propriedade predial e territorial urbana. e) R$ 14. Indique se as alternativas estão certas ou erradas.00 e 12. c) matéria-prima. e) O seguro da fábrica é custo fixo. e) Um aumento da quantidade produzida reduz o custo fixo por unidade. passando a ser denominados custos variáveis.100.100.00 e 11. b) mão-de-obra direta é aquela paga a empregados que trabalham diretamente no produto.200. b) materiais. 26.900. Isto ocorre exclusivamente em relação ao custo: a) fixo.100.00.100. 24 -(MPE-RJ) Com relação aos custos de produção. b) As embalagens representam custo indireto.00 Custos de Fabricação do período R$ 37. e) aluguel da fábrica. 27. c) Uma redução da quantidade produzida provoca o aumento do custo fixo unitário. c) R$ 30. cujo tempo pode ser identificado com a unidade produzida.00 Custos dos Produtos Vendidos R$ 38. 22 -(Eletronorte) Dentre as alternativas abaixo assinale a INCORRETA: a) material direto pode ser conceituado como matérias-primas. e) a apropriação dos custos indiretos ao custo de um produto se dá a partir da relevância das vendas do produto no faturamento da empresa. c) A mão-de-obra indireta é um custo fixo. mais o seu custo unitário total diminuiu.00 Os estoques finais de produtos em processo e de produtos prontos apontaram os seguintes valores. a) O aluguel da fábrica é custo indireto. a) Os custos fixos por unidade não variam. c) os salários pagos aos operários lotados na fábrica são considerados custos de produção. e) o custo variável por unidade tende a permanecer constante dentro de certo nível de produção e de tempo.500. d) A manutenção da fábrica é custo indireto. 25. e) de reposição. b) O aluguel da fábrica é um custo fixo. d) os gastos com combustíveis e energia elétrica não contribuem para a formação do custo de um produto. d) Os custos fixos são custos diretos.00 e 15.000.00 Produção acabada no período R$ 40. 28. 23 -(Eletrobrás) É contabilizado como custo fixo: a) consumo de energia.00. embalagens e outros materiais que não são identificados com a unidade produzida.00.00 Estoque inicial de produtos prontos R$ 14. a) A depreciação dos equipamentos de produção é um custo fixo. assim como os encargos trabalhistas e previdenciários decorrentes. respectivamente: a) R$ 12. Indique se as alternativas estão certas ou erradas.

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a) Os CV totais de produção aumentam proporcionalmente à quantidade produzida, em razão direta. b) Os custos variáveis unitários não se alteram, qualquer que seja o volume de produção. c) Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, qualquer que seja a quantidade produzida. d) Os custos fixos unitários variam na razão inversa da quantidade produzida. e) Os custos industriais unitários (custos variáveis unitários + custos fixos unitários), pela diluição dos custos fixos unitários, tendem a ser aproximar-se dos custos variáveis unitários, à medida que o volume de produção aumenta. 29. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. a) Os custos semi-fixos se mantêm quase fixos, mas reagem, timidamente, ao ritmo da produção. b) Os custos semivariáveis sofrem alteração significativa quanto há variação na quantidade produzida, mas não variam de forma proporcional ao volume de produção. c) Numa fábrica em que parte da energia elétrica seja consumida quando a indústria não está produzindo e a outra parte, mais significativa, seja relativa ao volume de produção, a energia consumida é custo semifixo. d) No caso da manutenção da fábrica, se a parcela mais significativa é fixa, havendo pequena variação em razão da quantidade produzida, ela será semivariável. e) Em termos práticos, os custos tendem a ser divididos em fixos e variáveis, uma vez que sua divisão em semifixos e semivariáveis é mais trabalhosa e menos objetiva. 01 05 09 13 17 21 25 29 * B D C D A CECCE CCEEC 02 06 10 14 18 22 26 * A B D C A CCCEC 03 07 11 15 19 23 27 GABARITO 04 * 08 D 12 B 16 D 20 D 24 E 28 EECEC * B D C A C CCCCC

01) Custos= 163.500; Despesas: 145.000; 02) I, I, D, I, I, I, D, I, I, D, I; 03) 1.CIF, 2. DF, 3. CDV, 4. DF, 5. DV, 6. CIF, 7. CDV, 8. CIF, 9. CDV, 10. CIF, 11. CIF, 12. CIF; 04) Variável, Fixo, Variável, Fixo, Variável, Variável, Variável, Fixo. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Material direto As matérias-primas, os componentes adquiridos prontos, as embalagens e os outros materiais diretos utilizados no processo de produção são apropriados aos produtos e serviços por seu valor histórico de aquisição. Podemos dividir todos os problemas existentes numa empresa com relação a material em três campos: a) avaliação qual o montante a atribuir quando vários lotes são comprados por preços diferentes, como tratar os impostos incidentes sobre as vendas, contabilização de sucatas etc. b) controle como distribuir as funções de compra, pedido, recepção e uso por pessoas diferentes, como desenhar as requisições e planejar seu fluxo, como fazer inspeção para verificar o efetivo consumo nas finalidades para as quais foram requisitados etc.; e c) programação quanto comprar, quando comprar, fixação de lotes econômicos de aquisição, definição de estoques mínimos de segurança etc. O uso das matérias-primas na produção envolve várias etapas, desde a sua aquisição até o consumo direto na produção. COMPRAS ESTOQUES CONSUMO AVALIAÇÃO Custo do Material Direto - é o custo de qualquer material diretamente identificável com o produto e que se torne parte integrante dele. Exemplo: matéria-prima, embalagens, entre outros que sejam perfeitamente identificados aos produtos. O custo de material é obtido por meio da seguinte fórmula: MD = EI + C - EF

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Onde: MD = materiais diretos EI = estoque inicial C = compras EF = estoque final Os materiais indiretos, ou secundários, têm o mesmo tratamento em termos de avaliação e baixa no estoque. O registro das compras será feito pelo valor constante na nota fiscal. O valor a ser registrado será líquido, isto é, deduzido dos impostos recuperáveis e acrescido dos fretes e seguros. Ex: COMPRAS BRUTAS - IMPOSTOS – DEVOLUÇÕES – ABATIMENTOS – DESCONTOS INCODICIONAIS + FRETES E SEGUROS = COMPRAS LÍQUIDAS Ao serem requisitadas para a produção, as matérias primas serão avaliadas conforme o critério adotado: - PEPS - primeiro que entra e primeiro que sai - UEPS - Último que entra e primeiro que sai (*) - Preço médio móvel ou Custo Médio (*) A legislação vigente não admite a utilização do critério UEPS. Caso a indústria não utilize o inventário permanente, a apuração do custo dessas matérias-primas é efetuada pelo método do Inventário Periódico (*CMP=EI + C – EF) – equivalente ao PEPS no inventário permanente. *CMP= Custo das Matérias Primas. Critérios para avaliação dos estoques (baixa do estoque por consumo ou venda de produtos prontos) Preço Específico - quando é possível fazer a determinação do preço específico de cada unidade em estoque, pode-se dar baixa em cada venda, por esse valor; com isto, no estoque final, seu valor será a soma de todos os custos específicos de cada unidade ainda existente. Tal tipo de apropriação de custo, entretanto, somente é possível em alguns casos, onde a quantidade, ou o valor, ou a própria característica da mercadoria o permite (isto é feito, por exemplo, no comércio de carros usados). Na maioria das vezes não é possível ou economicamente conveniente a identificação do custo específico de cada unidade. PEPS – com base nesse critério, daremos baixas no custo da seguinte maneira: o Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. Assim, à medida que ocorrerem saídas para a produção vamos dando baixa a partir das primeiras compras, o que equivaleria ao raciocínio de que sai primeiro as primeiras unidades compradas, permanecendo nos estoques as mercadorias de aquisição mais recentes. Por este critério avaliamos os estoques pelo custo das últimas aquisições. Com isso, o custo das matérias-primas aplicadas à produção (MP) fica onerado pelas primeiras compras, daí o nome do método PEPS - primeiro que entra é o primeiro que sai. Este método de avaliação dos estoques, quando comparado com os demais métodos, ocasiona as seguintes situações, conforme a economia com preços crescentes, estáveis ou decrescentes: numa economia inflacionária, isto é, com preços crescentes, produz estoque final maior do que os outros métodos; numa economia de preços constantes (inflação zero), os métodos se comportam, teoricamente, de forma semelhante; e numa economia deflacionária, isto é, com preços decrescentes, o método PEPS produz estoque final menor do que os outros métodos. UEPS – a Última a Entrar é a Primeira a Sair. O método UEPS funciona de modo inverso ao PEPS, isto é, o estoque é avaliado pelos preços de aquisição mais antigos e o custo das saídas para a produção é onerado pelas últimas compras. Daí o nome UEPS, o último que entra é o primeiro que sai. Numa economia inflacionária, este método em comparação com os demais, ocasionará no primeiro ano, um custo de matérias-primas maior. A legislação fiscal não aceita o UEPS como método de avaliação de estoques, pois tende a diminuir o lucro, o que ocasionaria diminuição do Imposto Sobre a Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro. A propósito, os únicos métodos aceitos pela legislação fiscal são o PEPS e MPM, este último somente se houver controle permanente de estoques, pois se não houver controle permanente de estoques, é obrigatório o uso do método PEPS. Média Ponderada Móvel (MPM) – Chama-se Ponderada Móvel, pois o valor médio de cada unidade em estoque altera-se pela compra de outras unidades por um preço diferente. Assim, ele será calculado dividindo-se o custo total do estoque pelas unidades existentes. Este método permite a avaliação dos estoques pelo preço médio ponderado. Ele é chamado de média ponderada porque a cada unidade comprada com preço diferente do

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constante do estoque o custo médio existente sofre alteração em seu valor. Assim, evita-se os extremos que ocorrem ao se avaliar os estoques pelo método PEPS ou pelo método UEPS. Por esse critério, os estoques são avaliados pelo custo de aquisição, apurado a cada entrada de mercadorias, ponderado pelas quantidades adquiridas e pelas anteriormente existentes, isto é, a cada aquisição se faz a média ponderada dos estoques. Média Ponderada Fixa (MPF) - Saliente-se, inicialmente, que este método de avaliação dos estoques não é permitido pela legislação do IR e tão-pouco se amolda aos princípios fundamentais de contabilidade. Ele consiste em se efetuar a média do custo pelo somatório de todas as aquisições do período e dividi-lo pela quantidade das aquisições do período, obtendo-se, desta forma, o custo unitário médio mensal. Assim, o método apura o valor médio das compras por períodos de um mês independentemente da data de aquisição, isto é, verifica-se o custo total das compras mais o custo do estoque inicial do mês, divide-se a soma, assim obtida, pelas unidades adquiridas no período mais as unidades existentes no início do período e teremos, então, o custo médio ponderado fixo mensal. Ao final do período (mês), toma-se o total das quantidades requisitadas no período, independente da data de saída, e multiplica-se pelo custo médio encontrado na coluna das entradas, obtendo-se desta forma o custo da matéria-prima aplicada à produção. Perdas de Estoques – Legislação Fiscal LEGISLAÇÃO FISCAL (RIR/99) Art. 291. Integrará também o custo o valor (Lei nº 4.506, de 1964, art. 46, incisos V e VI): I - das quebras e perdas razoáveis, de acordo com a natureza do bem e da atividade, ocorridas na fabricação, no transporte e manuseio; II - das quebras ou perdas de estoque por deterioração, obsolescência ou pela ocorrência de riscos não cobertos por seguros, desde que comprovadas: a) por laudo ou certificado de autoridade sanitária ou de segurança, que especifique e identifique as quantidades destruídas ou inutilizadas e as razões da providência; b) por certificado de autoridade competente, nos casos de incêndios, inundações ou outros eventos semelhantes; c) mediante laudo de autoridade fiscal chamada a certificar a destruição de bens obsoletos, invendáveis ou danificados, quando não houver valor residual apurável. Mão-de-obra Conceito: A mão-de-obra compreende o trabalho do homem aplicado direta ou indiretamente na fabricação dos produtos. O custo de mão-de-obra não corresponde, apenas, aos gastos com salários, mas engloba todos os gastos com o pessoal envolvido na produção: aqueles decorrentes da folha de pagamento, como os encargos sociais e trabalhistas (salários, décimo terceiro salário, férias, contribuições de previdência, contribuição para o FGTS, seguro contra acidentes do trabalho, gratificações etc.), e também os demais gastos com o pessoal, como assistência médica e social, transportes, viagens e estadas, lanches e refeições etc. Classificação: A mão-de-obra pode ser DIRETA ou INDIRETA: A mão-de-obra Direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, que pode ser facilmente identificada em relação aos produtos, desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho, como por exemplo, o salário do torneiro mecânico, do tecelão, do carpinteiro, os quais trabalham diretamente na transformação das matérias-prima. Compreende os gastos com pessoal que trabalha diretamente na fabricação dos produtos. A mão-de-obra Indireta compreende os gastos com pessoal que trabalha na empresa sem interferir diretamente na fabricação dos produtos. Sempre que não for possível identificar o gasto com pessoal em relação às unidades produzidas, esse gasto será considerado Mão de Obra Indireta. Como exemplo de mão-de-obra Indireta, podemos citar: salário dos supervisores da fábrica, dos chefes de seção, dos faxineiros, dos eletricistas e mecânicos que fazem manutenção nas máquinas e equipamentos industriais etc. Esse pessoal não age diretamente na fabricação deste ou daquele produto, porém os serviços que prestam beneficiam toda a produção em conjunto, sendo, portanto necessário que esses gastos sejam rateados, por critérios estimados ou arbitrados, para os diversos produtos fabricados. Mão-de-obra Direta: Custo Fixo ou Variável? Mesmo que a remuneração do operário seja contratada por hora, o que ocorre com o seu pagamento no fim do mês? A legislação trabalhista brasileira, diferente de inúmeros outros países, garante um mínimo de 220 horas de trabalho por mês. Mesmo que só tenha trabalhado metade disso, mas se teve à disposição da empresa todo o tempo exigido contratual e legalmente, fará jus àquele mínimo. O contrato acabou por produzir um gasto fixo mensal com esse operário. Será por isso a Mão-de-obra Direta um custo fixo também?

lubrificantes. em conjunto.Representam o terceiro elemento de custo. esses gastos devem ser incorporados ao Custo da Produção do Período em que forem gerados (Fato Gerador). No caso acima. Tendo em vista o Regime Contábil da Competência. Inicialmente. imposto predial. custo de Mão-de-obra Direta não se confunde com valor total pago à produção. Se alguém deixa. devem ser apropriados no mês em que forem gerados. Também são chamados de Custos Indiretos de Fabricação (CIF). Se. aluguéis. seguro contra incêndios etc. Essa distinção é de absoluta importância para inúmeras finalidades. benefícios a empregados. água. pois ocorrem mensalmente e independem do volume produzido. conseqüentemente. Exemplo: Energia elétrica referente ao mês de julho que será paga no 2º dia do mês de agosto. enquanto a Folha relativa ao pessoal da própria produção é fixa.Todos os custos de fabricação que não podem ser diretamente mensurados a cada produto. o custo de Mão-de-obra Direta varia com a produção. c) outros custos indiretos: todos os demais custos indiretos incorridos na fábrica. que não são possíveis medir ou quantificar o consumo nos produtos. Os GGF mais comuns são: aluguel da fábrica. Contabilização dos gastos gerais de fabricação A maior parte dos GGF não tem relação direta com os produtos fabricados. Exceto a matéria-prima e a mão-de-obra direta. tenham ou não sido pagos (mais uma vez o Fato Gerador). . por outro lado. os referidos gastos. Só se caracteriza como tal a utilizada diretamente sobre o produto. mesmo aos operários diretos. Esse agrupamento contempla todos os elementos de custos que não têm medição de consumo nos produtos. energia elétrica. O fato gerador ocorreu no mês de julho..). que não integram fisicamente os produtos. Se. materiais secundários. instalações. Depois. . a folha é um gasto fixo (pelo menos quando não excede às 220 horas). os CIF/GGF vêm aumentando sua participação nos custos totais das empresas e. por exemplo. como ocorreu com a contabilização da mão-de-obra Direta. grandes acidentes etc. de trabalhar diretamente o produto. Contabilização da Mão-de-obra indireta (MOI): A mão-de-obra Indireta. dentro de limites normais. e por isso mesmo são apropriados por intermédio de rateios. b) mão-de-obra indireta: corresponde à mão-de-obra que não trabalha diretamente na transformação da matéria-prima em produto ou da qual não há condições de apontar o tempo gasto nos produtos. Em obediência a esse Princípio Fundamental de Contabilidade. e aqueles economicamente inviáveis de medição de consumo. esse tempo ocioso ou usado em outras funções deixa de ser classificado como Mão-de-obra Direta. Composição dos custos indiretos de fabricação Podemos subdividir em três grupos os custos indiretos: a) materiais indiretos: correspondem aos materiais auxiliares empregados no processo de produção. houver uma ociosidade por razões tais como falta de material.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 30 Convém aqui distinguirmos entre o que seja custo de Mão-de-obra Direta e gastos com Folha de Pagamento. . mão-de-obra indireta. Com a redução gradativa do custo da mão-de-obra direta pela eliminação de postos de trabalho e sua substituição por atividades automatizadas. outros materiais. por corresponder a Custo Indireto de Fabricação. por qualquer razão. evidentemente terá que ser rateada (dividida) para cada produto. de energia. manutenção etc. combustíveis. tais fatos ocorrerem de forma anormal e o valor envolvido for muito alto será esse tempo transferido diretamente para perda do período (como no caso de greve prolongada. depreciação. quebra de máquinas etc. combustíveis e lubrificantes. nos seus produtos. registram-se os gastos com a folha de pagamento nas contas da mão-de-obra Indireta para registrar. Portanto. adotando-se para isso alguma base de rateio. Alguns autores costumam utilizar a nomenclatura de CIF se referindo a todos os CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO. mas a Mão-deobra Direta não. esse tempo não utilizado será transformado em custo indireto para rateio à produção. energia elétrica.Representam a utilização dos outros recursos da fábrica: equipamentos. E isso devido ao fato de só poder ser considerada como Mão-de-obra Direta a parte relativa ao tempo realmente utilizado no processo de produção. O procedimento mais correto é que esses gastos sejam apropriados mensalmente. Gastos gerais de fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) Os GGF compreendem todos os gastos decorrentes do processo de fabricação que não correspondam à mão de obra e aos gastos com materiais. e de forma direta. Portanto. faz-se a contabilização do rateio para cada produto separadamente. praticamente todos os demais custos são tratados como indiretos. .

00 ICMS destacado da Nota Fiscal R$ 170. Acabados Depreciação Acumulada Depreciação do prédio. assinale a alternativa que contém o valor que poderá ser computado no custo das referidas Matérias-Primas (em R$): .Manutenção .00 (+) IPI R$ 200.000.00 Sabendo-se que o IPI e o ICMS são impostos recuperáveis para a empresa. cuja nota fiscal continha os seguintes dados: Valor das matérias-primas R$ 1.Aluguéis .Limpeza .200.etc. Máquinas e equipamentos da fábrica Custos dos Produtos Vendidos EXERCÍCIOS 1. Pessoal da Fábrica Demais Gastos de Fabricação: .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 31 Representação gráfica da Integração da Contabilidade Geral com a Contabilidade de Custos Contas da Contabilidade Geral Caixa/Bancos/Contas a Pagar Materiais Folha de Pgto.Energia .00 (=) Valor total da nota fiscal R$ 1.Combustíveis . A Companhia Beta adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos. Despesas Antecipadas Contas da Contabilidade de Custos Material Direto Produtos em Elaboração Mão de Obra Direta Salários e encargos do pessoal diretamente ligados à produção GGF ou CIF Mão-de-obra Indireta Demais Gastos Seguros da Fábrica Prod.

Compras: item l -12... a ser apropriado nesse mesmo mês aos custos de produção (em R$): a) 664...........8..00 b) A empresa pagou frete das matérias-primas até o seu estabelecimento.00..170. R$ 2... e) 1...00.5..........000 unidades a R$ 1. em 01-04-X0. e) 420... apenas o ICMS é recuperável para a empresa. nesse mesmo mês de abril/X0.00. d) 976.00..000 unidades IV .......00..00.......00.... c) 1...... b) 830.00 Valor do IPI.00.. b) 830. devolvidas aos fornecedores: item l ..00 cada uma item 2 . assinale a alternativa que contém a parcela do custo dos produtos vendidos relativa às matérias-primas utilizadas (em R$): a) 1..200 unidades V .. OBSERVE O SEGUINTE: A indústria Brasília adquiriu..000 unidades a R$ 1.. PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE Nº 2 E 3... R$ 240.00 Valor do ICMS destacado da nota ...000.75 cada uma item 3 .00...Matérias-primas excedentes.00.......000 unidades a R$ 2. assinale a alternativa que contém o valor das matérias-primas...4.00 cada uma item 3 ...50 unidades ..00 c) No mês de abril X0. c) 556... a empresa vendeu 50% dos produtos fabricados..Matérias-primas defeituosas..2..200... adquiridas e utilizadas em abril/X0..Saldo inicial: item l .. o fluxo de matéria-prima durante o ano foi o seguinte: I ...R$ 200. 3.. dos tributos referidos.00...... 2.....500 unidades item 2 .... b) 760..3..050..6.00.000 unidades item 3 ..Entregas à produção: item l .. e) 1...3.75 cada uma II . R$ 340.. devolvidas ao almoxarifado pela fábrica: item 2 . Sabendo-se que. a empresa utilizou 40% dessas matérias-primas na fabricação de seus produtos....000 unidades a R$ 0..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 32 a) 630..75 cada uma III . d) 488. 4.00. Numa determinada empresa industrial.. d) 1... Matérias-Primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos: a) Dados da Nota Fiscal de aquisição: Valor das matérias-primas ..030.00............. Supondo-se a inexistência de estoque inicial de matérias-primas e de produtos em 01-04-X0 e que..00...112. c) 840......000 unidades a R$ 2.....

..000..000.....ESTOQUES: Inicial Final • Materiais 188.... O valor líquido das compras de material foi de (em R$): a) 3. d) 1.00.. b) 900... o saldo final da conta Matérias-Primas na escrituração da referida empresa foi de (em R$): a) 37.170.. d) 2... constituída por um prédio.. e) 330.00... pode-se considerar como natural ou lógica? a) compra-armazenazem-produção-armazenagem.. d) 327... 8.00.000........ tendo com isso os seguintes gastos: Valor devido ao fornecedor ... ocorreram os seguintes custos: • depreciação do prédio ..00.. b) 799... c) 208...00..087......00.... 11.50...00........ CONSIDERE OS SEGUINTES DADOS..... 10. R$ 110.. d) 657....00....50. As contas de Matérias-primas e Materiais Indiretos de Fabricação (ou Custos Indiretos)..00 7..... A Cia Gama adquiriu 100 kg de determinada matéria-prima para fabricação de certo produto.00.00 • Produtos em Fabricação 520...00...505.....000.... Considerando que os gastos com mão-de-obra direta totalizam R$ 69. Qual das seqüências.. R$ 1.. d) compra-armazenagem-venda-produção.......00.... e) 469.. c) 1.. 9..... R$ 10. R$ 800..00 IPI incluso no preço pago ao fornecedor.... como eventos patrimoniais em uma indústria..... O valor total debitado no período à conta Produtos em Fabricação foi de (em R$): a) 277. d) 657.00.... R$ 8. é seqüencial. b) 607....00...00 .012......050.. e) 1. d) 22..00... R$ 7. se o IPI e o ICMS são recuperados na venda do produto final é (em R$): a) 830. ligam-se a fatos cuja ordem de formação ou constituição.00.. Na área fabril de uma empresa. b) 37.... e) 277......000...00...... R$ 330.00 ICMS incluso no preço pago ao fornecedor.....00. e) 2............. c) 37..00 Juros a pagar pelo financiamento obtido para efetuar a compra da matéria-prima ....832.... R$ 17....000...268.087. como componentes do custo..00.000....... e) 15..00..50.000.00 II .....00.........505.... R$ 7......00 327.....00 • Produção acabada do período..00....OUTRAS INFORMAÇÕES: • Requisição de materiais para fabricação ..00 • Lucro bruto nas vendas.......00 5.....00 • iluminação do prédio...468..127. no processo produtivo......00......00.... c) 980... 6...287.00 O valor do custo por quilo a considerar como valor dessa matéria-prima. R$ 3.... 5..00 • Produtos Acabados 237. e) armazenagem-produção-compra-venda....00..00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 33 Efetuadas essas operações. b) 258. o total dos gastos gerais de fabricação debitado ao período foi de (em R$): a) 261...... c) armazenagem-compra-venda-produção.....00. c) 1. b) 1..00 327. PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES N° 7 A 10 l . c) 796..... b) compra-produção-venda-armazenagem...50..500........00 Frete e Seguro sobre compras.....00. O valor das vendas líquidas realizadas no período foi de (em R$): a) 2...

.00 Indireta..00 20...... respectivamente.00 • Salários a pagar ... R$ 15...R$ 8.....000...R$ 5.... b) 40% e 60%..000.....000......000.00..... R$ 8............. c) 75% e 25%....000..00 b) Diversos a Mão-de-Obra Gastos Gerais de Fabricação 12..............................00 • Produtos em elaboração..............000.000................................. 12...000....00 • Gastos gerais de fabricação .........00 Sabendo-se que: 1) ......... as seguintes contas. pagos e a pagar.............. no mês..00 • Seguro de incêndio do prédio (parcela incorrida no período)............ R$ 7......................................... Assinale a alternativa que contém o valor dos gastos gerais de fabricação debitados na conta Produtos em Elaboração (em R$): a) 37........... R$ 40... R$ 7......................... nas proporções: a) 25% e 75%..................... e) 37..........000... d) 33........... c) 30....00 Produtos cm Elaboração 8. R$ 8..........00 O total dos salários......00 Neste mês........ foi rateado entre Mão-de-Obra Direta e Mão-de-Obra Indireta. e) 40....00 • Mão-de-obra...........Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 34 • imposto predial............000......................... foram efetuados os seguintes lançamentos: a) Mão-de-Obra 20......00 • Matérias-primas ..R$ 5.. .......000.....00 a Diversos a Caixa 5....00 • Produtos acabados ......000.......000.... R$ 0......00 • Custo dos produtos vendidos ....................... Uma empresa fabril tem.....00...Não houve encargos sociais neste período..000.. cujos saldos referentes ao início de certo mês são: • Caixa...00 a Salários a Pagar 15............00 • Mão-de-Obra: Direta......................00........00................. b) 45.......... R$ 30..000......... entre outras.. d) 50% e 50%..............000....... R$ 8.5% e 62..No total dos custos acima mencionados estão incluídos todos os gastos gerais de fabricação no período.........000....000.000...... 2) .......000....................00.......5%.......000.............000...........

ICMS 17%. • Férias: 30 dias. e) pelo total das despesas gerais de fabricação ocorridas no período. debitando-se a conta Produtos em Elaboração. dela constavam: quantidade 4. IPI 12% frete e seguros 2% do preço. os gestores da Cia Tal adotam o método UEPS. a) Diversos a Diversos Materiais R$ 6. taxas e assemelhados. Assinale o lançamento correto para contabilizar a operação. Na movimentação de contas que registram o processo industrial. o da última unidade a entrar no estoque como sendo a primeira a sair.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 35 13. • Domingos: 52 dias.00 Fretes e Seguros R$ 200.50. debitando-se a conta Folha de Pagamento . A operação foi realizada a prazo. • Dias de duração do ano: 365. d) R$ 6.000 unidades. • Seguro de Acidentes do Trabalho: 2%. b) R$ 5. e) R$ 5.00 a Fornecedores R$ 9.00/hora. • Feriados e dias santificados: 8 dias. no ato. pagando-se. debitando-se as contas Caixa ou Contas a Pagar. ou seja. aquela: a) que diz respeito ao pessoal que trabalha e atua estritamente ligado ao produto que está sendo fabricado.Fábrica. • FGTS: 8%. 15. 17.900.00 a Caixa R$ 1. ( Contador RJ) – Tendo por objetivo a apuração de custos.4343/hora. b) aumento do resultado líquido. c) por outras despesas indiretas de fabricação.000.0218/hora. por hora.000. 14. Ao se admitir um processo inflacionário.8% a) R$ 5. debitando-se as contas representativas do pagamento ou da apropriação dessas despesas.200. A Fábrica de Pré-moldados.7831/hora.000. contribuinte de IPI e ICMS. • Ausências ao trabalho justificadas (Remuneradas): 5 dias. c) R$ 4. b) responsável pelas vendas dos produtos fabricados. na Contabilidade de Custos. debitando-se a conta Almoxarifado. a conta Custos Indiretos de Fabricação é creditada: a) pelos materiais indiretos saídos do almoxarifado. considerando os seguintes dados: • Mês de 220 horas. Calcule o custo total. d) aumento dos investimentos. conforme o caso.00 IPI a Recuperar R$ 1.000.00 R$ 10. supervisão e programação e controle da produção. apenas 10% da compra mais frete e seguros. do salário de operário contratado por R$ 3.00 ICMS a Recuperar R$ 1. prevenção de acidentes.00 . preço unitário R$ 2. impostos.9123/hora.700.9351/hora. a adoção de tal método provocará: a) diminuição do custo. • Contribuição para o INSS: 20%. d) pelas despesas de seguros. c) aumento do custo. Emitida a nota fiscal 1xxx3. c) relativa à manutenção. • Sistema S + INCRA: 5. e) Direta utilizada na comercialização dos produtos fabricados pela empresa.00 R$ 10. e) diminuição das despesas operacionais. d) relativa à administração dos escritórios. adquiriu uma partida de material préindustrializados para uso industrial. 16. b) pela mão-de-obra indireta incorrida. contabilidade geral e apoio à Diretoria. Entende-se como Mão-de-Obra Indireta.

700.320.00 IPI a Recuperar R$ 1.400.00 a Fornecedores R$ 10.200.00 R$ 11.00 R$ 11.00 R$ 11.400.despesas acessórias/fretes R$ 240.896.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 e) Diversos a Diversos Materiais R$ 9.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 a Fornecedores R$ 10.080.400. Os fretes não sofreram tributação.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 a Caixa R$ 1. c) a) Produtos em Processo Produtos em Processo a Matéria Prima R$ 2.00 c) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.400.700.376.00 a Caixa R$ 1.00 a Caixa R$ 1.00 R$ 11.IPI 10% .00 No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção.300.preço unitário R$ 8. mesmo que onerosa. (AFC) A Industrialzinha Ltda.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 36 b) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.00 a Caixa R$ 1.260.320.00 a Matéria-Prima R$ 1.700.500.00 R$ 11. Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é contribuinte tanto do IPI como do ICMS.200.400.896.00 R$ 11.00 R$ 11.00 a Fornecedores R$ 10.320.00 IPI a Recuperar R$ 1.700.400.00 IPI a Recuperar R$ 1.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 d) b) Produtos em Processos Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.200.00 .00 a Fornecedores R$ 10.300.00 R$ 11.00 18.00 d) Diversos a Diversos Materiais R$ 8. adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto.00 . assinale o lançamento correto para contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar histórico).ICMS 17% .00 a Matéria-Prima R$ 1.00 e) Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.00 Fretes e Seguros R$ 200.260.136.700. exigindo entrega em domicílio.080.140.400.400.quantidade 500 unidades . A nota fiscal dessa compra espelhou os seguintes dados: .136.

e) identificado. por R$ 280.000.000.000.00 c) R$ 32.Estoque Inicial de Produtos em Elaboração: R$ 3. no total.000.00 .00 .000. e não é contribuinte do IPI. por R$ 120.00 e) R$ 29. A opção que apresenta a nomeação do salário pago em empregado da produção: a) despesa.00 24. d) desembolso.00 d) R$ 34. 22.000. (ESAF) Uma fábrica de cimento contrata empresa de transporte coletivo para transportar seu pessoal para trabalhar em sua jazida. ou cada vez que houver o uso de estimativas ao invés de medição direta.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 37 19. FORTALEZA S/A adquiriu 100 novas unidades de halteres de 5kg. Sabe-se que a empresa comercial FORTALEZA S/A é contribuinte do ICMS mediante movimentação econômica.000. b) segregado.000.Estoque Final de Produtos Acabados: R$ 6.MOD do período: R$ 6. c) primários.00. de 35% das aquisições de matérias-primas. no total.Estoque Final de Produtos em Elaboração: R$ 2. c) indireto. e) custo de veículos. (Contador RJ) Para responder a questão considere os saldos apurados nos livros contábeis da Cia.Matérias-primas adquiridas no período: R$ 20. em relação à produção de cimento. Os dados da nota fiscal de aquisição eram os seguintes: No final do período. d) despesas gerais de produção.000.000.Estoque Inicial de Matérias-primas: R$ 5.Estoque Final de Matérias-primas: R$ 7.00 . (NCE-UFRJ) Em Contabilidade de Custos.00.000. Considerando apenas as informações apresentadas e que a FORTALEZA S/A avalia seu estoque pelo Custo .000.00 . 23.000. c) custo de serviços de terceiros.00 .Estoque Inicial de produtos acabados: R$ 11.00 O custo dos produtos vendidos é de: a) R$ 40.000.00 cada unidade. como: a) custo de mão-de-obra. quando houver necessidade de utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação.00 .500.500.000. (ICMS/RJ 2007) A empresa FORTALEZA S/A.Devoluções. dedicada ao comércio de equipamentos de ginástica. No início do período. dentro do próprio período.000.Custos Indiretos de Fabricação Incorridos no período: R$ 5. Os gastos com os serviços contratados serão apropriados. 21.000.00 .00 cada unidade. d) variável. 20.000. o custo será incluído como: a) imputado. Alfa relacionados abaixo: . .000.000.000. e 6 unidades de halteres de 7kg avaliadas. Os Custos que não são facilmente identificáveis com os produtos e são apropriados com base em rateios são chamados de : a) fixos. contribuinte do IR com base no lucro real. e) diretos. d) indiretos.000.000. de onde extrai calcário para produção de cimento.000.00 b) R$ 30.000. começou o período com o estoque de mercadorias composto por 20 unidades de halteres de 5kg avaliadas.00 . b) variáveis. b) custo. b) custo da matéria-prima. c) gasto. e 5 unidades de halteres de 7kg por R$ 40.000. a FORTALEZA S/A vendeu 80 unidades de halteres de 5kg por R$ 30. e) investimento.

em qual dos critérios de avaliação dos estoques o Resultado Bruto Operacional será maior? c) Primeiro que entra primeiro a) Média ponderada móvel. tem o movimento de seus estoques conforme os dados abaixo.17. 27 .33 25 DIA 01 02 03 04 05 ENTRADAS Q U T 12 10. que sofreu 4 movimentações no período de 01 a 05 de certo mês.317.00 38. U e T representam. respectivamente. (ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial é monoprodutora. 26 (ICMS/SP/2006) Uma Empresa.00.00 120.446.00. Quantidade. e) 476. inserida em um contexto de economia inflacionária em que os preços são sempre crescentes ao longo dos períodos.00 640.00.45. d) 1.00. Nos três últimos trimestres apurou o seguinte: . Custo Unitário e Custo Total em Reais.67. Sabendo-se que as devoluções são relativas ao movimento do mesmo mês.323.424. b) 1. que sai. assinale o valor a ser encontrado no lugar do último ponto de interrogação. Q.00 ? Q SAÍDAS U T Q 8 ? 15 ? ? SALDO U T 80. em valores arredondados: a) 1. o valor do custo das mercadorias vendidas nesse período é.00. que sai. c) 436. o valor do custo total do saldo no dia 05 (em R$): a) 704.00 ? ? ? ? ? ? Na ficha (acima apresentada) de estoque de matéria-prima de uma empresa industrial.00 b) 664. b) Último que entra primeiro d) Média ponderada fixa. e) 1.307.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 38 Médio Ponderado Móvel. e) Método de preço específico. c) 1. d) 608. isto é. Com base nessas informações.0 ? (3) (2) ? ? ? ? 190.

aqueles itens que não são economicamente viáveis fazer o seu controle.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 39 Sabe-se que: • a empresa apura o custo total de fabricação pelo custeio por absorção.000. Esses valores devem estar distribuídos entre os diferentes produtos ou funções dos quais se deseja apurar o custo e devem ser conhecidos e estarem disponíveis no final do período de apuração do custo. Utilize o método maior-menor para classificar os custos entre fixos e variáveis e determine o custo total de fabricação do quarto trimestre para uma produção total de 6. o resultado de custos ficará por certo deficiente para atender aos fins que se propõe. ao contrário. O que se procura ao definir uma base de rateio é minimizar tais distorções.000. quanto mais elevado for o nível hierárquico de apuração. Ou. enquanto outros. será classificado como indireto. o custo indireto deve guardar estreita correlação com os dados escolhidos como base de rateio (causa x efeito).01 e $46. c) Entre $46. alguns produtos podem ficar subavaliados. e) Menor ou igual a $45. Algumas considerações Desejando-se apurar custos em nível de produto diferente. o valor da matéria-prima direta e outros. • não houve variação de preços no período.000.000. Se o critério adotado não for bem consistente.00. Entende-se por CRITÉRIO DE RATEIO ou BASE DE RATEIO como uma divisão PROPORCIONAL pelos valores de uma base conhecida. ou seja.01 e $48.500 unidades.000.000. b) Entre $47. este custo passará a ser classificado como direto ao departamento. a) Maior que $48.00.000. GABARITO 01 B 05 A 09 C 13 D 17 D 21 B 25 B 02 06 10 14 18 22 26 C B E C D B C 03 07 11 15 19 23 27 E E B E C E B 04 08 12 16 20 24 B B B C D C CUSTOS INDIRETOS: Critérios de Rateio de CIF – Departamentalização – Taxa de Aplicação de CIF Os Custos Indiretos são aqueles que não há como fazer a associação direta dos custos aos produtos fabricados. maior será o número de custos diretos e. Geralmente são utilizados em menores quantidades e necessitam OBRIGATORIAMENTE de uma base ou critério de rateio para serem apropriados aos produtos. todos eles sempre relacionados diretamente com o volume da .00.00. um custo que é comum a dois produtos. o número de horas de mão-de-obra direta. superavaliados. quanto mais baixo for o nível de apuração. A melhor base de rateio para determinado custo é aquela que se supõe que o custo ocorra na mesma proporção dela.00. Porém. o número de horas de máquinas. é rateado pelo metro quadrado ocupado por cada departamento ou linha de produção. maior será o número de custos indiretos.000. se a apuração de custo for em nível de Departamento e estes dois produtos pertencerem apenas a um único Departamento. pois é uma tarefa que envolve aspectos subjetivos e arbitrários. ainda. Distorções na Alocação O número de unidades produzidas. Portanto. • a empresa controla seus estoques permanentemente e os avalia pelo método PEPS. Dificuldades para estabelecer as bases de rateio A dificuldade que se encontra para alocar custos indiretos reside na definição das bases de rateio a serem utilizadas. Tendo em vista que o montante dos custos indiretos será absorvido pela produção por qualquer base que se venha a ser empregada. sem possibilidade de segregação da parcela deste custo pertencente a cada um dos produtos. d) Entre $45. geralmente. Exemplos: o imposto predial da fábrica.01 e $47.

entre outros.Just in Time.significa a remuneração devida ao pessoal que chefia um grupo de pessoas. a distribuição inadequada de pequeno valor não provocava distorções significativas. como o JIT . quanto à qualidade e à eficiência dos produtos. novos conceitos estão sendo usados para a escolha dos dados mais adequados para uso como base de rateio dos custos indiretos. A melhor base de rateio para este custo é o valor da mão-de-obra direta apropriada a cada tipo de produto diferente ou a cada função diferente de custo. necessita de uma base de rateio para apropriação aos produtos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 40 produção. O que precisa ficar bem claro é que todo e qualquer critério que venha a ser empregado deve ser escolhido em função de uma base que represente uma relação lógica. Combustíveis . Após um estudo muito analítico de cada custo e uma unanimidade dos responsáveis de cada área ou atividade. Assim. Esta sistemática provocava muitas distorções. uma alocação inadequada provoca distorções muito significativas. Qualquer base que venha a ser utilizada por certo permitirá que se chegue ao custo dos produtos. só então. carteiras e mesas de madeira. precisa-se ter coerência na escolha dessa. entre os disponíveis. tendo em vista que os custos indiretos ganharam maior relevância. porque quanto mais potente for a máquina. neste caso. Exemplos de custos indiretos e bases de rateio. vejamos o VERNIZ numa pequena fábrica de bancos. aumentando o valor dos custos indiretos com redução dos demais. as empresas têm de diversificar cada vez mais o número de itens da sua produção para atender a estas exigências aumentando. maior o consumo de energia. O que ocorre. praticamente eliminando os tempos entre as etapas de produção. ao contrário de hoje. como conseqüência. o TQC .o dado. Cada custo indireto deve ter a sua ocorrência analisada em função da unidade de acumulação de custos e. As parcelas dos custos indiretos destinados a cada função diferente ficaram muito distorcidas e. Depreciações . cadeiras.o valor do imobilizado é o dado que melhor serve como base de rateio deste custo. com automatização das diversas etapas dos processos produtivos. como custo indireto. também requer mais supervisão. o número de produtos diferentes produzidos. Nos tempos atuais. que permitem a execução de uma variedade muito grande de produtos com alto grau de eficiência e qualidade. eram os dados mais comumente usados como base de rateio. Supervisão . no intuito de simplificar esta rotina. cuja matéria-prima direta é a madeira e o valor consumido é normalmente proporcional à área que deve ser envernizada. A razão dessa escolha é supor-se que a medida que o produto ou função de custo absorve mais mão-de-obra. tendo em vista que a depreciação é conseqüência do valor de aquisição do imobilizado. o número de empregados em cada linha de produção também é uma base aceita. Bases Mais Adequadas de Rateio Com o desenvolvimento dos processos de produção. significativamente. é que o Supervisor está encarregado na produção e na supervisão de diversos produtos e . pode se adotar um critério de rateio que englobe grupos de custos indiretos. normalmente. fazem com que o custo de cada uma destas funções não exprima o seu verdadeiro valor. que melhor serve como base de rateio deste custo é a “potência das máquinas a combustão”. Devido às exigências cada vez maiores do mercado. Materiais indiretos o dado que serve melhor como base de rateio é o valor da matéria-prima porque se entende que a sua aplicação nos diferentes produtos é em função do consumo de matéria-prima direta. de que o produto de maior volume de produção deveria ser o mais penalizado com as cargas de custos indiretos. No entanto. Energia elétrica (força) . a quantidade de custos indiretos aumentou demasiadamente em relação aos diretos e os conceitos antigos de rateá-los por dados que privilegiam o volume de produção deixaram de refletir a realidade.Total Quality Control. bem como da sua maior adaptação aos hábitos e comodidades de cada usuário. tendo em vista o raciocínio. provocaram um deslocamento significativo dos custos. mais combustível ela vai consumir. o consumo de combustível é em funcão da potência de cada máquina. utilizando-se das técnicas mais avançadas. Como por exemplo. escolhido o dado que melhor possa refletir o rateio daquele custo a cada uma das unidades de acumulação de custos.o dado mais indicado para a base de rateio é a “potência das máquinas elétricas”. desde a encomenda de matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente. ou seja. Com isto. a fim de não serem obtidos resultados distorcidos. Assim como nas máquinas a combustível. muito simplista. a modernização dos processos de produção. Sem uma análise mais acurada da forma de ocorrência de cada um dos diferentes custos indiretos e nem da efetiva participação de cada uma das funções de custos naquele custo indireto. a alocação das suas parcelas fica muito aleatória. . procurando aproximar-se daquilo que seria o custo perfeito. quanto maior a potência.

Montagem. aqueles são os que atuam sobre o produto e são conhecidos por Departamentos de Produção. Outras Observações Caso toda a produção de um período for vendida nesse mesmo período. que vivem basicamente para execução de serviços e não para atuação direta sobre o produto. são conhecidos por Departamentos de Serviços. o efeito dos Custos Indiretos sobre os produtos não seria ponto sensível na avaliação do resultado global da empresa. Departamento e Centro de Custos Na maioria das vezes um Departamento é um Centro de Custos. representada por homens e máquinas (na maioria dos casos). pelo menos teoricamente. notamos que podem ser divididos em dois grandes grupos: os que promovem modificações sobre o produto diretamente e os que nem recebem o produto. Função de custo significa unidade de acumulação de custos. apesar de na maioria das vezes ser constituído por homens e máquinas. Administração Geral da Fábrica etc. um departamento. estariam classificados como Despesas (Custo dos Produtos Vendidos) no resultado. também. Outra base seria. Almoxarifado.usa-se como base de rateio para este custo o dado “área ocupada”. pode também ocorrer sob a forma de homens apenas e. por um montante menor do que aquele que seria apresentado caso não tivesse havido alteração.área ocupada é o dado mais adequado como base de rateio deste custo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 41 Energia elétrica (iluminação) . também. Refinaria. Mas. o produto que ocupa a maior área recebe a maior parcela do custo e o que ocupa a menor área recebe a menor parcela do custo. maior será a parcela do custo de alimentação incidente sobre o produto ou função de custo. Os Departamentos de Serviços (impropriamente chamados às vezes de Não-produtivos e também conhecidos por Auxiliares) geralmente não têm seus custos apropriados diretamente aos produtos. têm seus custos transferidos para os que deles se beneficiam. Pintura. também só de máquinas. Quanto maior a área ocupada na fabricação dos produtos. o número de pontos de luz instalados em cada setor. na grande maioria dos casos. mais energia elétrica será consumida para a sua iluminação. Em outras situações podem existir diversos Centros de Custos dentro de um mesmo Departamento. o resultado do período aparecerá. Diz-se unidade mínima administrativa porque sempre há um responsável para cada Departamento ou.é usado o mesmo dado do anterior. Cromeação. Caso os produtos estocados no fim do período tenham sido “beneficiados” pela modificação do critério de rateio e tenham por isso recebido menos Custos Indiretos do que recebiam antes. interessa-nos mais visualizar o Departamento como um conjunto que. e como tal. Alimentação . um processo produtivo ou mesmo um produto. que desenvolve atividades homogêneas. Isso porque os Custos Indiretos não apropriados sobre os itens estocados teriam sido apropriados aos outros que foram vendidos e. Aluguéis . pois estes não passam por eles. assim. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Departamento é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos. considerando-se que o valor do aluguel é por área e portanto. Esquema de Contabilização de Custos – Departamentalização . nele são acumulados os Custos Indiretos para posterior alocação aos produtos (Departamentos de Produção) ou a outros Departamentos (Departamentos de Serviços). enquanto os segundos. já que estes passam inclusive fisicamente por eles. ou seja. porque se considera que quanto maior o número de empregados ocupados. Manutenção. poderão existir alterações artificiais no resultado. Esse conceito que liga a atribuição de cada Departamento à responsabilidade de uma pessoa dará origem a uma das formas de uso da Contabilidade de Custos como forma de controle (custo por responsabilidade). pode representar um órgão. uma Ordem de Produção. Os Departamentos de Produção (também conhecidos por Produtivos) têm seus custos transferidos para os produtos.a base de rateio será o dado “número de empregado”. uma Ordem de Serviço. Transporte de pessoal . deveria haver. parte da produção fica estocada (produtos em elaboração e produtos acabados) e com isso. Por exemplo: Forjaria. pelo menos. Verificando esses exemplos. que realizam atividades homogêneas. Por viverem esses Departamentos para a prestação de serviços a outros Departamentos. Para o campo de Custos para Avaliação de Estoque (foco inicial deste trabalho).

000 450.150. ao se analisar com mais cuidado o processo de produção.000 100.000 Outros custos indiretos 200. B e C.5 400 100 Total % HM 400 40 200 20 400 40 1. Veja: Produtos HM % A 400 40 B 200 20 C 400 40 Total 1.000 1.000 Totais 1.33 300 100 Acabamento % HM 250 62.000 20. Alocou aos produtos os seguintes custos diretos: Produtos Custos Diretos 500.000 Supervisão da fábrica 100.000 130.000 50. Esta disparidade é devido ao fato de que os gastos não são uniformes entre os setores nos quais são produzidos os produtos A.000 Total 960.000 30.000 300.000 150.000 B 450. decidiu-se fazer a alocação dos CIFs aos produtos pelo critério das horas-máquina utilizadas em cada produto. B e C.000 .000 200.67 250 83. Veja a distribuição dos custos indiretos aos departamentos produtivos: Custos Indiretos Depreciação Manutenção Energia Supervisão Outros Custos Ind. Veja a hora-máquina de cada produto nos departamentos por onde passaram: Produtos A B C Totais Corte % HM 100 33.250.000 No entanto.000 Montagem 30.000 910.000 Energia elétrica 300.000 450.150.000 40.000 200. e nem estes possuem o mesmo tratamento em cada setor por onde passam.5 150 37.000 2.000 C 1.000 350.000 100 Note que agora o critério de rateio dos CIFs será o das horas-máquina de cada departamento por onde os produtos passaram.000 1.000 Total 1.000 30.000 230.000 Acabamento 70.150. A.000 Total 200.000 Totais Deverão ser alocados os seguintes custos indiretos: Custos Indiretos $ Depreciação de equipamentos 200. Para este novo cálculo deverão ser considerados os custos apropriados a cada um dos setores.000 Indiretos 460.000 460.000 100 Portanto o mapa de custos ficaria desta forma: Custos A B C Diretos 500.000 530.250.000 40.67 300 100 Montagem % HM 50 16.33 200 66.000 A 300.000 550.000 120.000 300.000 30.000 Manutenção de equipamentos 350.400.000 Como a maior parte dos custos indiretos é relativo aos equipamentos.000 60. Total Corte 100. verifica-se que existe uma disparidade no cálculo dos custos de cada produto.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 42 Exemplo 1: A empresa Alfa S/A produz três tipos de produtos.000 200.

.150 (128.005 62.245 Total % 100 100 100 Total 1.000 460.245 Com Departamentalização Diferença 58.150 300.000 550. Veja: Critério A B C 460. Ignora os serviços prestados entre os departamentos de apoio.605 Produto B % $ 66. Faz a alocação dos custos de cada departamento de apoio diretamente aos departamentos operacionais.33 149. PASSO A PASSO (SEQÜENCIAL OU EM CASCATA) Este método leva em conta o reconhecimento dos serviços prestados pelos departamentos de apoio e requer a classificação (em ordem seqüencial) dos departamentos de apoio.150. Foster e Datar) DIRETO.ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS PARA ESCOLHA DA MELHOR BASE DE RATEIO: analisar a composição dos custos para melhor escolha da base de rateio.67 300.250 331. mesmo que tenha prestado serviço ao departamento que estiver distribuindo seus custos.150 331.50 206.995 37. .000 Sem Departamentalização 518.150. Determinação da seqüência Percentagem do suporte total prestada ao congênere. ALOCAÇÃO DIRETA O mais utilizado.000 230. PASSO A PASSO E RECÍPROCO DIRETO.DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE PRODUÇÃO AOS PRODUTOS: proporcionalmente aos benefícios recebidos de cada departamento.000 $ 450.755) Distribuição dos custos comuns aos departamentos . Uma vez alocados os custos de um departamento de apoio.000 1.CUIDADO COM AS ALOCAÇÕES REFLEXIVAS: o departamento de serviço que distribuir os seus custos não recebe mais parcelas. .750 518.PROPORCIONALMENTE .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 43 Agora.150 Produto C % $ 83.67 25.000 Note que os custos totais de cada produto mudaram.605 70. Veja a nova distribuição dos custos indiretos aos produtos: Departamentos Corte Montagem Acabamento Total Produto A % $ 33.50 343.850 16. Valor total dos serviços prestados ao congênere RECÍPROCO .605 300. deverá ser levada em consideração a participação de cada produto em cada departamento.000 150.33 124.150. Métodos de alocação do custo dos departamentos de apoio para os de produção (Visão dos profº Horngren.HIERARQUIZAÇÃO: escolher o departamento de serviço que terá primeiro os seus custos distribuídos aos demais. nenhum custo subseqüente deste é alocado ou a ele retorna. de acordo com a ordem em que alocação passo a passo deve ser efetuada (hierarquização).000 1.MELHOR BASE DE RATEIO DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS PARA OS DE PRODUÇÃO (Visão do profº Eliseu Martins) .

98MF = $624.816) = 192.1 x $240. Permite incorporar relações interdepartamentais.000 + 0.00 (716.40 Para Maquinaria (0.000 400.081.8 x $240.000 200.082) = 312. Expressão dos custos dos departamentos de apoio e das relações recíprocas em forma de equação linear.000.816) = 24.2 x $624. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto. Resolução do sistema de equações simultâneas para obtenção dos custos recíprocos de cada departamento de apoio.600 80 200 10 2. nas alocações de custos dos departamentos de apoio.02MF 0.082) = $240.652.816) = 24. na sua integralidade.00 EXEMPLOS ALOCAÇÃO DIRETA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.2MF)) MF = $600.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 44 Faz a alocação dos custos por via da inclusão explícita dos serviços mútuos prestados por todos os departamentos de apoio.316. Etapas 1.082) = 124.000 100 600.3 x $624.082) = 187.000 + $11.000 + (0.816 3.000 116.898.000 50 8.816.041.898.000 1.400 30 4.1SI (2) SI = $116.2 ($624.60 Para Montagem (0.000 Sist Info Máquinas Montagem Total . MF = $600.082 MF = $624.60 Para Maquinaria (0.00 864.60 240. Sist.600 + 0.224.5 x $624.000 + 0.1 ($116.00 624.000 100 1.00) 148. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 1.000 + 0.1 x $240.081.816.082 SI = $116.00 Manutenção da fábrica Para Sist Info (0. (1) MF = $600.600 20 2.80 Para Montagem (0.2MF 2.000 + 0. Alocação dos custos recíprocos de cada departamento de apoio a todos os outros departamentos (apoio e operacionais) com base nas proporções de utilização (total de serviços prestados a todos os departamentos) Sistemas de Informação Para Mnt da fábrica (0.082.

000 Pela classificação em ordem seqüencial dos departamentos de apoio.000 225. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.000) Sist Info 116.000 500.000 209.000 300.000 120.889 587.000 1. devemos primeiramente alocar os custos do departamento de manutenção (maior percentagem e maior valor total).000 116.316.316.000 1.222 526.889 Total 1.000 (116.000 625.000 375.000 50 8.000 1.000 100 600.000 12.000 26.000 200.222 2.111 728.000 100 Total 1.000 1.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .000) - Máquinas 400.000) 1.600 80 Máquinas 400.000 400.000 (236.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 45 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total ALOCAÇÃO SEQUENCIAL 600.111 Montagem 200.000 1.316.000 103.600 20 2.778 789.400 30 4. Sist.316. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 600.000) - Sist Info 116.000 236.000 (600. Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.000 580.000 180.000 575.000 (600.316.316.316.000 1.000 116.778 200 10 Montagem 200.

Sist.872 236 536.000 1.4 94 9.000 580.2 536.080 775.800 768.000 (236.000 1.000 1.000 300.2 1.876 1.877 536.000 188.2 536.776 779.600 80 Máquinas 400.600) 472 472 (472) Sist Info 116.316.000 180.400 472 535.316.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 46 ALOCAÇÃO RECÍPROCA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.2 (0.108 9.000 116.600 23.000) 23.600 523.720 (4.000 1.800 7.000 500.000) 4.000 1.6 779.720) 94. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.316.117 5 200 10 Montagem 200.316.000 120.798 75.600 20 2.000 236.400 30 4.000 1.800 535.4 (94) 9 (9) 0.000 1.2 (2) 0.316.316.873 3 779.000 100 Total 1.000 1.000 1.6 779.122 0. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total 600.000 1.000 (600.316.877 779.000 400.000 50 8.600 (23.000 200.600 11.316.316.000 1.000 100 600.720 4.122 536.316.000 23.656 141.4 2.122 0.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .880 3.316.2) 2 2 779.

816 240.600 MF = $624. alguns custos indiretos não ocorrem homogeneamente durante o período.1SI (2) SI = $116.653 779.000 + 0. As taxas predeterminadas de CIF têm por finalidade normalizar os custos aplicados à produção em um período.225 587.877 Montagem 200.000 VANTAGENS DA DEPARTAMENTALIZAÇÃO .98MF = $611.464.000 + (0.02MF 0.316.000 + 0.000 + $11.340.816) 1.082 (24. .082 (624.225 192. ficaremos obrigados a esboçar algumas estimativas.082) Sist Info 240. .diminui a arbitrariedade dos critérios de rateio.2MF)) MF = $600.2($624.123 Total 1. não podendo descarregar tais itens como despesas ou apropriá-las a um mínimo de bens produzidos.000 + 0.082 SI = $116. mas sempre considerados conhecidos os custos e a produção realizada.000 312.082 536. já que poderemos ir acompanhando os Custos Diretos medidos durante o próprio processo de produção.898 (124. Se quisermos fazer o acompanhamento do custo de cada produto durante o mês.041 24. mas só poderemos efetuar a apropriação correta dos indiretos após conhecermos os valores totais do mês e também a quantidade de produtos elaborados. Ou então.2MF MF = $600.000 187. DETERMINAÇÃO MAIS PRECISA DO CUSTO DOS PRODUTOS CONSEQÜÊNCIA: TAXA DE APLICAÇÃO DE CUSTOS INDIRETOS OU TAXAS PREDETERMINADAS DE CIF Até este momento foram discutidos problemas relativos à apropriação dos Custos Indiretos.816 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 624.082) 1. Além disso.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 47 Utilizando a fórmula (1) MF = $600.000 + 0. existem as férias coletivas. Isso só é possível apenas quando encerrado cada período contábil (geralmente mensal). Pela utilização dessa taxa racionaliza-se a distribuição dos CIF durante todo o período de fabricação .816) Máquinas 400. e nesses casos temos a necessidade de distribuir esses custos à produção toda do ano. Essa taxa de aplicação é conseqüência da estimativa de produção e dos custos para um dado exercício.melhor controle dos gastos. É comum encontrarmos empresas que têm a quase totalidade da manutenção preventiva realizada em certas épocas do ano.600 + 0.082) = $240.1 ($116.correta apropriação dos custos indiretos.816 (240.041 512.

a partir da previsão do volume de produção... Se houvessem outros dados poderia ser escolhida uma outra base...... 2º Passo: estimativa dos CIF´s variáveis.. custos reais só se conhecem ao final do período. As diferenças deverão ser apuradas e rateadas para a conta de Produtos em Elaboração. é calculada a taxa de CIF a ser aplicada durante o período..R$ 825..00 Custos Indiretos de fabricação orçado (total).000.000 h Custos indiretos variáveis: por hora = R$ 35..... ou seja. ajustando aqueles custos que ficaram subavaliados ou superavaliados....00 no ano = 15.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 48 dos produtos.. 15... 5º Passo: definição do critério de apropriação dos CIF dos Departamentos de Produção aos produtos.. para cada hora apontada de mão-de-obra nos produtos (valores reais)...................... Cálculo taxa : CIF Volume do critério de rateio Exemplo: As estimativas de custos e produção do Departamento ALFA-BRAVO são as seguintes para o ano de 20x2: Produção anual (em horas de mão-de-obra)......R$ 525.... em função do critério de rateio escolhido........00 / 15........00 Custos Indiretos Fixos no ano............. b) os custos indiretos fixos para o período......... ...00 ... 4º Passo: definição da forma de distribuição e rateio dos CIF dos departamentos de serviços aos departamentos de produção. como já foi estudado.......00 de CIF. Feitas todas as estimativas.......000...00 Então....000 x R$ 35. aplica-se a taxa de R$ 55.. comparam-se os CIF aplicados com os CIF reais.. 4º Passo: cálculo da taxa predeterminada de CIF para aplicação à produção.... Estoque de Produtos Acabados e para o Custo dos Produtos Vendidos. Empresas departamentalizadas: CÁLCULO DA TAXA PREDETERMINADA 1º Passo: estimativa dos volumes de atividades de cada departamento...... 2º Passo: estimativas dos custos fixos de cada departamento... respeitando a quantidade de produtos que se pretenda fabricar..000. Para operacionalizar esse critério é necessário que se estimem: a) a produção do período...R$ 300.... c) os custos indiretos variáveis dessa produção.00 Nesse exemplo será rateado os Custos Indiretos de Fabricação orçados pelo total de Mão-de-obra prevista para esse ano........ trabalha-se com estimativas de custos indiretos de produção......... 3º Passo: estimativa dos CIF´s Fixos.............. Assim.... VANTAGENS 1) Saber o valor dos custos incorridos durante o processo produtivo...000h = R$ 55.. Consiste em efetuar uma estimativa de qual será o valor destes num determinado período de produção e utilizar este gasto pré-estimado para apurar o custo da produção do período. Cálculo da taxa predeterminada 1º Passo: estimar o volume de produção no período (uma vez que os CIF´s variáveis dependem deste volume)........... No final do período.......... 3º Passo: estimativa dos custos variáveis de cada departamento. O cálculo da Taxa de Aplicação de CIF é: R$ 825...................000..

saldo devedor. evitando distorções durante o exercício. seria possível determinar os custos dos produtos e fixar preços de vendas.000 unidades mensais de determinado produto. Uma empresa. Determinar os totais dos custos indiretos do mês. realiza os seguintes gastos: . Caixa. 3) No final do exercício. a taxa serviria para “normalizar” aplicação dos CIF´s. conforme sua natureza. as contas de CIF Aplicados e CIF reais (incorridos) serão encerradas. Estabelecer alguma relação causal entre eles e os produtos em elaboração. tal conta terá saldo credor. conforme a porcentagem da produção do período que esteja semi-elaborada. a crédito e a débito de uma conta denominada VARIAÇÃO DOS CIF´S. 3) para fins de concorrências públicas. respectivamente. CONTABILIZAÇÃO 1) À medida que os produtos são transferidos de departamento (se for o caso) ou sendo elaborados. com crédito na Conta CIF Aplicados: D: Produtos em Elaboração ou Conta Departamental C: CIF Aplicados 2) Os CIF´s efetivamente incorridos serão debitados à (s) respectiva (s) conta (s). para fabricar 1. a conta dos Departamentos ou dos Produtos em Processo (Elaboração) será debitada pelo valor predeterminado dos CIF´s. se for o inverso. havendo sazonalidades. D: CIF Aplicado C: Variação dos CIF´S D: Variação dos CIF´S C: CIF (que foram efetivamente incorridos) Obs: Se os CIF Aplicados forem maiores que os Reais. é necessário: Conhecer a quantidade de produtos elaborados. a) b) c) d) 2. Bancos etc. Produtos Acabados ou CPV. Quantificar os produtos em processo e elaborados. Variação a Maior D: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV C: Variação dos CIF´S Variação a Menor D: Variação do CIF C: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV EXERCÍCIOS 1ª QUESTÃO 1. em contra-partida em Contas a Pagar. Para apropriar corretamente os Custos Indiretos de Fabricação.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 49 2) os CIF´s são homogêneos durante o período. acabada ou vendida. CIF Aplicados > CIF Reais Superavaliação Situação favorável CIF Aplicados < CIF REAIS subavaliação Situação desfavorável 4) A conta Variação dos CIF´S será encerrada contra Produtos em Processo (Elaboração).

00. em razão inversa. d) $ 966. o custo por unidade produzida corresponderá a: a) $ 900. 4. o seguinte: . pela diluição dos custos fixos. produz dois tipos de cadeira: cadeira giratória e cadeira fixa. independentemente do volume da atividade fabril.00 3. O custo industrial unitário. Em agosto de 200X.33. e) $ 950. com as mesmas instalações e com a mesma mão-de-obra. 2.000. Calcule também os custos unitários de cada produto.000 160. Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem.000 105.000 Se a empresa produzir 1.A. Os custos fixos unitários decrescem na razão direta da quantidade produzida.000 3. todos os demais custos permaneceriam inalterados em seu total.000 200.500 700. à medida que o volume da produção aumenta. industria moveleira.200 unidades desse produto.000 20. a) b) c) d) e) Em relação a custos. é uma empresa que fabrica armações em aço para a construção civil. é correto afirmar: Os custos fixos totais mantêm-se estáveis.000 300.000 1. A empresa Delta Sete Ltda.000 Produto B 94. ou seja.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 50 Gastos do período Matéria-prima Mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta Custos diversos $ 400. por mês.000 55.000 15.000 5.000 35.00. tende a afastar-se do custo variável unitário.000 8. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida. b) $ 833.000 895 Critério de rateio mais indicado Sabendo que para produzir ‘A’ foram utilizadas 300h e para produzir ‘B’ foram utilizadas 200h. Apresentou em seu registro contábil em out/20X3. a empresa apresentou os seguintes dados: Matéria-prima AS Matéria-prima BS Mão-de-obra direta Energia direta Total C. com exceção da matéria-prima. faça o rateio dos CIF proporcionalmente às horas trabalhadas.500 Totais 204. de conformidade com a quantidade produzida. (Critérios de rateio) Anote na coluna da direita um critério de rateio indicado para os gastos relacionados na coluna da esquerda: Exemplos de gastos Depreciação das máquinas e equipamentos industriais Mão-de-obra indireta Material indireto Depreciação do edifício industrial Aluguel do prédio da fábrica 2ª QUESTÃO: Arte & Aço S. Diretos Total CIF Custo Total Quantidade Produzida Custo Unitário Produto A 110. c) $ 1.000 100.00.

. sabendo que o critério de rateio dos custos indiretos é proporcional à mãode-obra utilizada.. decide-se então fazer a distribuição aos diversos produtos (e aos departamentos) com base no tempo de horas-máquina que cada um leva para ser feito.. 30 hm Produto C .000 MOD: Cadeira Giratória .00 Horas/máquinas trabalhadas por produto: Produto A.000.. energia).$ 12.00 Produto B $ 1. Montagem Acabamento Total 45 30 50 125 Acabamento Total 200 400 160 600 40 200 120 400 520 1.000 28..00 Outros custos indiretos $ 400.600.$ 520 Cadeira Fixa $ 780 CIF totais . 50 hm TOTAL 125 hm Devido à grande preponderância de Custos Indiretos ligados a equipamentos (depreciação.300 3.000 8.00 Total $ 1.$7.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 51 Material Direto: Cadeira Giratória . manutenção...00 Depreciação de equipamentos $ 400. sabendo-se que: Custos diretos Custos indiretos: Produto A $ 1..000 Cadeira Fixa .000 15... Calcule os custos totais dos produtos abaixo.600 Distribuição de horas/máquina por setor Corte Produto A 15 10 20 Produto B 15 15 Produto C 25 15 10 Total 40 40 45 Os CIF estão assim distribuídos aos setores ( $ ) Corte Montagem Depreciação de equipamentos 120 80 Manutenção de equipamentos 140 300 Energia elétrica 80 120 Outros CIF 120 160 Total 420 660 Sem Departamentalização Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total .000 Mão-de-obra Direta Custos Indiretos Custo Total 520 780 1.100.000 Calcule o custo total de cada produto.300 12. . Giratória Fixa Totais Material Direto 7. 45 hm Produto B ..00 Produto C $ 700. sem a departamentalização e com departamentalização.$8.800.00 Manutenção de equipamentos $ 600.00 Total $ 2.00 Energia elétrica $ 200.

A dobradiça (15. $7.000 $ 392.000.000.000 $1. a Montagem 15%.000 à Manutenção e $ 68.000 $ 706.000 $ 1. Furação.000.000 à Furação.000 u) passa por todos os departamentos. A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de Produção e o rateio é feito à base da produção total de cada um. $588.000.000 .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 52 Com Departamentalização Distribuição dos Custos Indiretos Corte Produto A Produto B Produto C Total Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total Montagem Acabamento Total 4 –Os custos indiretos de fabricação da Cia. Materiais Indiretos $ 60.000 e Administração Geral da Fabrica. respectivamente.000 à Administração da Fábrica.000 u no mês) passa apenas pela estamparia e pela furação e a Fechadura (4. Almoxarifado. $ 12. Montagem $ 3.000 $ 314. $ 211. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Os custos da Administração Geral da Fábrica são distribuídos aos demais Departamentos à base da área ocupada. $ 30. ¼ para a montagem e o restante para a furação. A empresa produz Dobradiças e Fechaduras. $ 20. Energia Elétrica $ 360. $ 10. $ 50.000 ao Almoxarifado: $ 12.000.000. O aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral da Fábrica. Os custos diretos do mês foram: Dobradiça Fechadura Total Matéria-prima Mão-de-obra Direta Total Pede-se: a) Elaborar o mapa de rateio dos Custos indiretos de produção.000 $ 734. Dobra e Fecha foram os seguintes durante o mês de fevereiro de 20X1: Aluguel $ 240. $ 8. O Almoxarifado distribui seus custos: ½ para a estamparia. A distribuição dos custos indiretos da Estamparia e da Furação aos respectivos produtos é feita na mesma proporção que o material direto.008. $ 11. O total de Mão-de-obra Indireta foi assim apropriado: 40.000 $420. a Furação 30% e o restante é utilizado igualmente pelo Almoxarifado e pela Manutenção.500. Estamparia. Manutenção. 25% e 35% do total.000. Mão-de-obra Indireta. $ 33.000.714. $ 25. $ 100. a estamparia ocupa 35% da área total.000. Almoxarifado.000 $ 980. $ 4. a Montagem e a furação produziram. Furação. Manutenção.000.000. e Administração Geral da Fábrica.000 à estamparia. 40%.000. $ 17.500. Montagem. b) Informar os custos totais. RATEIO PRIMÁRIO (já realizado) Os materiais indiretos utilizados foram apropriados por meio de requisições de cada departamento: Estamparia.000. A energia consumida foi distribuída da seguinte maneira: Estamparia $ 180.000 à Montagem.

Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 53 Rateio dos Custos indiretos de Fabricação: Custos Ind Mat Ind Energ Elet MO Ind Aluguel Total Dist Adm Geral Soma Dist Mant Soma Dist Almox CIF Toal Depto Prod P R O D Fech Dobr Total CUSTOS TOTAIS Mat-prima Fechaduras Dobradiças Total 5.000.000.00 50.000.500 Almox 7.00 540.000 12.00 18.00 MO Direta CIF Total Estamparia 12.000.000 .000 17.00 Produto Produto Total dos custos direto 400.000.000 343. durante a apuração do custodos produtos do mês.000 11.000 133.000 50.000 Total 60.000. chegou aos seguintes números.000.00 B 120.000.00 190. Industrial Tamoio S/A.000 232.00 C 200.000 871.00 22.000 Mnt 8.00 23.000 180.000.00 120.000 240.000 87.000.00 21.000. (BNDES) O Gerente de Custos da Cia.000.00 90.500 33.000 211.000 240.000.000 30.000 360.000.000 Adm Geral 25000 10.500 100.00 47.00 230. em reais: Produto Custos A Matéria-prima Mão-de-obra direta Energia Elétrica direta Soma 80.000 40.000 68.000 20.000.500 Montagem 3.000 40.000 Furação 4.000 35.00 9.000.

500. (Eletronorte) Na contabilidade de Custos por Absorção de uma empresa X.000.250. e) R$ 960.000. é: a) 180.00 18.00 d) 355.00 R$ 12. em reais.000. alocado ao modelo grande.00 BASE DE RATEIO Área Área Máquinas R$ Máquinas R$ Nº máquinas Empregados Hora de MOI Produção . 9 -(Inea) A Cia.00. A empresa. d) 342.000 25.00 b) 265. em que são consumidos R$ 900. em reais. O total de gastos da Manutenção a ratear foi R$ 4.00 no mês.000. e) 396.00 6.000. Dados para as questões 07 e 08. A parcela da Manutenção rateada para o Centro de Controle de Qualidade foi de: a) R$ 916.00 d) 61.00 e) 450. do período produtivo: Modelo do Produto Produção unidade Matéria-Prima por Mão-de-obra direta por unidade unidade.00 150. 48 horas para o Almoxarifado e 32 horas para o Controle de Qualidade.000.00 38.000 10. c) R$ 942.00 c) 55.000 R$ 25.00. o lucro por unidade vendida do modelo médio. d) R$ 885. b) R$ 916. com base no custo da matéria-prima.00.000.000. c) 315. b) 247.500.00 e) 67. (Petrobrás) Sabendo-se que a Indústria Real procede ao rateio dos custos fixos pelo custo total de mão-deobra direta.00 R$ 28. é: a) 170.00 55.00.000.00 R$ 16.000.00 de custos fixos.00.00. em maio de 2007.500. (Petrobrás) Admita que a Indústria Real venda o modelo médio do produto por R$ 110. seria: a) 49. A indústria Real tem uma linha de produção de três modelos de um de sus produtos.00 c) 325. Mantendo o mesmo critério de rateio dos custos fixos totais pelo custo total de MOD.000. Industrial Sol Nascente S/A costuma ratear seus custos fixos aos produtos pelo critério de departamentalização. em reais.00 R$ 27. Pequeno Médio Grande 15.000. Almoxarifado e Controle de Qualidade. o valor dos custos fixos totais.00 10. 8. os custos de Manutenção são rateados para os centros de Custos de Produção.00 11.00 R$ 22.00.00.00.667.000.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 54 Sabendo-se que os custos indiretos usualmente alocados aos produtos por meio rateio. proporcionalmente às horas trabalhadas para esse centro: 80 horas para a Produção.00 4.000.000.000.00 7.00 b) 54.000.000 no período de apuração.800.000.000. pode-se afirmar que o custo total do Produto C. apresentou os seguintes números: Custos fixos: CUSTOS Aluguel de Fábrica Força e Luz Depreciação Seguro Manutenção Superintendência MOI Material Indiretos Distribuição dos Critérios de rateio: VALOR 4. totalizaram o valor de R$ 250. A linha de produção apresentou a seguinte informação.00.00.00.

para o exercício de 2007.00 c) 19.00 15 15 130 0 Deptº de produção Total 450 550.000 A parcela do aluguel de fábrica alocada ao departamento de pintura. d) inventariáveis e não-inventariáveis.00.00 b) 1.00.000. 10. ou seja. b) diretos e indiretos. e) custos primários e custos de fabricação fixos.00.00. proveniente do rateio realizado para todos os departamentos. será. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. e) o custo total do período foi de R$ 36. revela um custo denominado de: a) custo primário. (TCM SP) Os custos.600.00 05 05 50 0 30 75. A classificação que se faz. O rateio é baseado nas horas-máquina (hm) trabalhadas para cada um deles. b) o custo unitário de Alfa foi de R$ 310. em R$: a) 15. para fins de controle gerencial.00. de: a) 800. . segundo o comportamento dos custos em relação ao volume de produção (considera a relação entre o valor total de um custo e o volume de atividade numa unidade de tempo) é aquela que segrega custos em: a) fixos e variáveis. Com base nessas informações. (ICMS SP) A Cia.100. b) custo imputado. mão-de-obra direta unitária R$ 22. foram concluídas a produção de 300 unidades.00 e) 1. pode-se afirmar que: a) o custo unitário de Delta foi de R$ 250.000 120 15 15 400 100 20 20 300 120 120. gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3. b) mão-de-obra direta e materiais diretos. Horas Produção 60 05 15 120 0 20 15.500. foi. e) de transformação e de conversão.000 85. (TCM SP) Na terminologia de custos. Beta e Delta. gastos indiretos de fabricação unitário planejado de R$ 10. c) custo comum.00. d) custo empatado. exceto os custos relativos a matérias-primas e outros materiais eventuais adquiridos e utilizados sem nenhuma modificação pela entidade (como componentes adquiridos prontos. podem ser classificados de diversas formas.00 13.000 60. embalagens compradas etc).00 90 90 1.00.00 d) 1. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta. respectivamente.000. O custo a ratear entre os três produtos totaliza R$ 36.00.000.00. R$ 250.200 205.00 30 30 200 60. A taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação.00 d) 21.00 140.00 b) 17. d) matéria-prima. em quantidades rigorosamente iguais de Alfa.00 c)1. 14. Beta e Delta. 240 e 360 hm para cada tipo de produto. d) o custo unitário de Beta foi de R$ 430. (TCM SP) A soma dos custos de produção.00.00 Máquina R$ 40. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 ADM Controle Transporte Usinagem Pintura Secagem 160.000. c) o custo unitário de cada um dos três produtos foi de R$ 370. 11. em reais.000. c) controláveis e não-controláveis. (AFC) A empresa Fabricante S/A produz os itens Alfa. A empresa aplica Gastos Indiretos de Fabricação baseado nas horas máquinas. 12. Com o consumo de 120. e) custo de transformação.200. O custo direto unitário também foi o mesmo para cada tipo de produto.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 55 Deptº de Serviço Base Área M2 Nº Máquina Empregados MOI.50 e) 22. Capricórnio tem planejado para o exercício de 2007 os seguinte dados na área de produção: horas máquinas projetadas anual 240.00.

C= R$ 1.000. B=R$ 1.50 c) 149. se já estimassem as 19.00.00.00.000 Real 3.00 b) 125.900.00.900.000. mão-de-obra direta unitária R$ 22.00 e 162. c) o valor dos Custos Indiretos de Produção aplicados no período. produtora de sorvetes.00 GABARITO 1) Custo Unitário: A= R$ 660. Capricórnio tem planejado para o exercício 2007 os seguintes dados na área de produção: Horas Máquinas projetadas anual 240.25 d) 145. Em virtude do intenso verão registrado em determinado período.384.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 56 15.50 e) 22.000. a) 15. 2) Total de Custos Cadeira Giratória: R$ 12.000.00 c) 19.000. enfrenta forte sazonalidade nas vendas e produção.000h de trabalho.340.00. A seguir os dados referentes à produção do período: Custos Indiretos (R$) Fixos Variáveis Volume (em horas) Orçado 3.00 e 126.00 .00 d) 21. Total de Custos Cadeira Fixa: R$ 15. em R$. Gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3.00.00.00 7.00 e 125.600. 16 (ICMS/SP 2006) Com base nos dados contidos acima.320.00 b) 17. b) a taxa que seria prevista.00 e 156.00.900.00 19.500. d) a variação total de custos indicando se foi favorável ou desfavorável. B= R$ 500. A empresa KI-DELÍCIA. A empresa aplica Gastos indiretos de fabricação baseados nas horas máquinas. o custo unitário.00 e 135.980. respectivamente: a) 120. Gastos indiretos de fabricação unitário projetado de R$ 10.00 16.000 Pede-se calcular: a) taxa de aplicação de Custos Indiretos de Produção utilizada no período.676. a empresa acabou trabalhando mais do que o previsto.000.00 17 – ICMS/SP/2006 A Cia.00. dos produtos A e B são.00. A Taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação para o exercício 2007 será. em R$.00 e) 150. 3) Custos Totais sem a Departamentalização: A= R$ 1.00 5.

000) d. Uma vez pronto.000). 12) A .000 1.12. 7) B .000 No Balanço de 31. no decorrer de dezembro. B= R$ 1. 14) E 15) a. R$ 11.910 390.585.50 (9.500. são requisitados materiais diretos no valor $ 120. 4 CUSTOS TOTAIS Mat-prima MO Direta Total CIF Fechaduras Dobradiças Total 392.000) b..00 e houve um apontamento da Mão-de-Obra Direta de $ 80.653.000 588.000.X0. 8) A .000 420.500. ..500 – 9.762.61.83. O saldo da conta ficará assim: OP Nº 01 MD 120.162.000 CIF 50.X0. para entregar no prazo de três meses. 17) A PRODUÇÃO POR ORDEM E PRODUÇÃO CONTÍNUA Os Sistemas de Acumulação de custos destinam-se a coletar os dados de custos.000 5) C .000) x 19. PRODUÇÃO POR ORDEM A produção por ordem ocorre quando a empresa programa a sua atividade produtiva a partir de encomendas específicas de cada cliente. Se um exercício terminar e o produto estiver ainda sendo fabricado.000) 16) E. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda).000. 10) B.000 250. c.12.000 980. No final de dezembro.162. Os dois sistemas básicos de acumulação de custos são: por ordem de produção ou por encomenda e o por processo ou produção contínua.000 / 16. Esse sistema misto chama-se de Híbrido Diferenças entre custo por ordem e custo por processo A distinção entre o custeamento por ordem e o por processo está relacionada com o tipo de atividade produtiva exercida pela empresa: produção por ordem ou produção contínua. Cada pedido tem características especiais de tamanho.000.000 / 16.00. R$ 549.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 57 Custos Totais com Departamentalização: A= R$ 1.325. o saldo de $ 250. conforme já tenha sido realizada ou não a receita. de capacidade e de outros atributos que o torna praticamente único (diferente dos demais).090 871. são rateados os CIF e a OP nº 101 recebe o equivalente a $ 50. (587. 6) C . A encomenda é registrada na Ordem de Produção nº 101 e. R$ 587.000 480.398. R$ 1.56.420.910 1.000)/ 19.00 constará do Ativo como “PRODUTOS EM ELABORAÇÃO”.000 MOD 80.400.000 734. o saldo da conta será totalmente classificado como PRODUTOS EM ELABORAÇÃO. Nesse tipo de atividade.090 2.186. em 05.00 (11. a organizá-los de forma que possam contribuir para o desenvolvimento de informações que se destinam ao atendimento de alguma necessidade gerencial diferente ou especial.000. Exemplo: A industria de máquinas e equipamentos LorentzMaq recebeu. 9) B .500. direta ou indiretamente identificados com algum objeto de custeio. 11) C .00. C= R$ 1.0131 ((5.000 314. Existem casos em que se utilizam os dois processos. o saldo da conta relativa à ordem de produção será transferida para PRODUTOS ACABADOS ou CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS. Esta conta só pára de receber custos quando a ordem estiver encerrada.000 + 3.900. uma encomenda de duas máquinas de corte por parte de Metalúrgica SÓCHAPAS.400.00.50 x 19. 13) A .

ou de Serviço (OS). É caracterizado pela fabricação ou realização específica de produtos e serviços diferenciados. calculadas por meio de critérios de rateio. transferidos às ordens de produção completadas.empresas de consultoria e de auditoria. . . durante todo o processo de fabricação dos produtos. a OP nº 101 recebe os seguintes valores. . Apropriação dos custos às OP As matérias primas e os demais materiais diretos são apropriados com base nas requisições emitidas pelos diversos departamentos. mão-de-obra aplicada e as parcelas correspondentes aos custos indiretos de fabricação. Material Direto: Mão de Obra Direta: Rateio dos CIF: $ 200. somente quando a OP é terminada pode-se saber o custo efetivo de fabricação.000. Caso não seja imediata. As ordens de produção (OP) As OP são emitidas para se dar início à execução da produção de determinada unidade ou lote de produto. o saldo da OP nº 101 será encerrado com contrapartida de CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS.00 $ 150.00 E o saldo da conta.fabricantes de piscinas. isso ocorre principalmente em relação à produção não padronizada e não repetitiva.fábrica de equipamentos de grande porte. .transportes especializados de produtos químicos. não completadas.00 $ 400. podendo utilizar fatores de produção que se alterem de acordo com as especificações do produto ou serviço encomendado.000.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 58 Em X1. .fábrica de móveis por encomenda. . emitidas pela área industrial ou de serviços. derivados de petróleo etc. posteriormente.identifica a produção de lotes diferentes de produtos durante o processo de fabricação. é de $ 650. ao se encerrar a OP nº 101. . os CIF são registrados nas contas departamentais e. . . . .as ordens de produção são emitidas e seus custos são acumulados para cada produto ou lote fabricado. Exemplos de ramos de negócios que se utiliza o sistema de acumulação de custos por ordem de produção (OP) ou serviço (OS): .00.empresas de projetos de arquitetura e engenharia.empresa de engenharia especializada na construção de alto-fornos para as indústrias siderúrgicas.a ordem de produção é utilizada para acumular os custos com os materiais diretos. explosivos.assistência técnica de veículos automotores.as ordens de produção em aberto. ou seja. A cada Ordem de Produção (OP).000. é atribuído um código que identifica o trabalho ou o serviço a ser executado. segundo ordens específicas de fabricação. .000.é usado em indústrias cuja produção é intermitente e cujos produtos (ou lotes) podem ser perfeitamente identificados no processo de fabricação.estaleiros.gráficas. Se a entrega ao cliente for imediata. Elas acompanham os produtos em cada etapa do processo fabril até o estágio de acabamento. representam o estoque de produtos em elaboração. com contrapartida de PRODUTOS ACABADOS. . . .00 $ 50. No sistema de produção por ordem cada elemento de custo é acumulado separadamente.caso a empresa seja departamentalizada. As principais características do sistema de acumulação de custos por ordem de produção são: . . O termo ordem de serviço (OS) é utilizado pelas empresas de serviços e segue a mesma metodologia das ordens de produção.construção civil (obras do governo ou prédios industriais).

..000.000 kg de ácido. o custo do produto acabado deve incluir essa perda no cômputo dos custos desse produto... geladeiras com 240 litros ou 320 litros.. é acumular essa perda dentro dos Custos Indiretos e no final do período ratear aos diversos produtos ou OP.. elas não são fruto de encomenda prévia por parte dos compradores e sim da experiência do setor de vendas da empresa no tocante ao perfil do mercado consumidor. Quando as perdas forem relativas a ocorrências anormais e esporádicas. Exemplo: A Cia.. Há fluxo contínuo de produtos em elaboração. estas contas nunca são encerradas. encontra-se na fase intermediária para a produção final de uma cera para polir. BRASIL.... etc. se para a produção de um saco de 60 kg de fertilizantes souber-se. deverão ser rateados de acordo com os critérios de rateio já estudados. pelas experiências anteriores. quando o produto está pronto. Supondo que o valor dessa perda seja de R$ 15. No processo de fervura ocorrem indícios de possível explosão do tanque. de antemão. como acontece com as contas relativas às ordens de produção. como Perdas Eventuais (caso seja relevante o montante da perda).000.000. até a retirada por especialistas a fim de evitar problemas ambientais.400 69.. Exemplo: Uma indústria química está processando um lote de 5..00 PRODUÇÃO CONTÍNUA A produção contínua ocorre quando a empresa faz produção em série (ou “em massa”) de um produto ou linha de produtos.00 C = Produtos em Elaboração. que serão utilizados 63 kg de matéria-prima (perda de 5%)..R$ 15. Os produtos são geralmente padronizados e embora possam existir diferenças entre eles (por exemplo. Os CIF que não puderem ser identificados a cada OP... com degelo automático ou sem.. segundo Eliseu Martins. a indústria têxtil.. a contabilização será: D = Perdas Eventuais. Materiais danificados Perdas Normais dentro do processo produtivo São sobras de materiais no processo produtivo que normalmente não são passíveis de recuperação física.... mapas ou outros relatórios de apontamento do tempo de mão-de-obra gasto em cada OP.. A empresa produz para estoque e não para atender encomendas específicas para clientes.. observando a relação custo x benefício.. misturas inadequadas de matérias-prima. R$ 15. cores diversas.... entre outros.. ocasionando a Perda... produtos acabados e produtos vendidos.600 200.000 50. São exemplos de produção contínua. os quais já estão misturados com outras matérias primas. que é aplicado a empresas de produção contínua.. Essas perdas normais devem ser incluídas dentro do processo produtivo. a de produtos farmacêuticos e a de aço.. Como a produção é contínua. o valor dos materiais envolvidos deve ser debitado diretamente aos resultados do período (DESPESA). Direto M. apresentou os seguintes dados ao final do mês outubro: Estoque inicial de produtos em elaboração e de produtos acabados Custo de Produção do Período relativo ao produto “W” M. no manuseio e transporte etc. Direta CIF rateado 0 80.00.000 .. perdas que não são economicamente recuperáveis.O.... Por exemplo.. Nas indústrias química e petroquímica ocorrem perdas por evaporação. No custeamento por processo. Nas indústrias de plásticos os resíduos são incinerados ou mantidos em depósitos de lixo especiais.. Um outro procedimento. os custos são acumulados em contas representativas dos produtos ou linha de produtos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 59 A mão-de-obra direta deve respaldar-se em fichas. sendo todo o material em processo escoado.). fabricante do Produto “W”.

nesse caso estar-se-ia atribuindo o mesmo custo médio a uma unidade totalmente pronta e a uma unidade semi-elaborada. nos referimos um tanto vagamente ao fato de 75% da produção estar acabada no período. Então.000 135.000 = 150. ao final deste. Em ambos os sistemas podem ser utilizadas taxas pré-determinadas de aplicação dos Custos Indiretos. já que 400 x 50% = 200.000). Entretanto.000 (90% de 150.75 ou 75% . suponhamos que 1. A PRODUÇÃO EQUIVALENTE No exemplo da Cia BRASIL.00) pelo número de unidades iniciadas (1.000 150. em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200. obtendo-se um “custo médio” de $ 200.000) 15. por que valor creditaremos PRODUTOS EM ELABORAÇÃO com correspondente débito em PRODUTOS ACABADOS? Uma primeira aproximação seria dividir o Custo de Produção do Período ($ 200.00 por unidade. totalizando 800 acabadas. elas são equivalentes a 200 unidades acabadas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 60 Da produção do período. Como será determinado o custo das 600 unidades acabadas.000 Tanto no sistema de custo por ordem quanto no de processo. Acabados “W” Ei = 0 Produção acabada no Período 135. que tende a ser mais heterogênea no tempo do que a produção contínua. se quisermos saber o custo médio de produção das unidades acabadas no período teremos que recorrer ao conceito de “EQUIVALENTE DE PRODUÇÃO” (ou “PRODUÇÃO EQUIVALENTE”) Dentro do exemplo da Cia BRASIL. O custo médio verdadeiro seria: Custo de Produção do Período $ 200.000 E. 600 estão totalmente acabadas e 400 estão produzidas pela metade.000 Prod. foi de 800 unidades: 600 800 = 0.000 50.000 = 250 = 800 Produção Equivalente de unidades acabadas O valor debitado a PRODUTOS ACABADOS seria: 600 unidades acabadas x $ 250 = $ 150. embora sempre seja tecnicamente mais correta a primeira opção. embora esse recurso seja provavelmente mais empregado na produção por ordem. foram produzidas 600 unidades acabadas e 400 semi-acabadas. ou seja.000 200. os custos indiretos podem ser rateados com ou sem a Departamentalização. que equivalem a 200 acabadas.000 150. Entretanto. portanto.000 (75% de 200 000) Custo de Produtos Vendidos 135.000 (correspondente a 400 x 50% x $ 250).000. no período. 75% foi acabado Foram vendidos 90% dos produtos acabados Os razonetes ficariam: Prod. O mais correto seria efetuar-se o seguinte raciocínio: se 400 unidades estão acabadas pela metade. A porcentagem de 75% referida anteriormente foi calculada dividindo-se o total de unidades acabadas (600) pela produção do período em equivalente de produtos acabados (produção equivalente).000 unidades de “W” foram iniciadas no período e que. o saldo de PRODUTOS EM ELABORAÇÃO ficaria de $ 50.

000 1000 50.000 unidades iniciadas são consideradas 100% acabadas em relação a este item e produção equivalente será 1.800 Prod. Nesse caso. a produção equivalente será diferente para cada item do custo.000 200. As unidades prontas e as em elaboração já receberam totalmente a aplicação dos materiais.200 (1) 63. Acabados “W” 0 136. estão 60% acabadas em relação à mão-de-obra direta (verificação pelo apontamento) e 50% acabadas em relação aos CIF (já que o critério de rateio destes últimos é o número de horas-máquinas trabalhadas e as unidades não terminadas receberam metade do número de horas/máquinas das prontas).200 122. DIRETO MOD CIF Custo Médio Total Custo Médio do item 80.200) 13.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 61 Produção equivalente com diferentes graus de acabamento em relação aos componentes do custo Ainda dentro do caso de Cia BRASIL.620 E1= (1) .000.200 E o estoque de produtos em elaboração será: M. Mão de Obra Direta. Em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200. DIRETO 400 unidades 100% acabadas = 400 x 100% x 80 = 32.400 840 69.400 TOTAL Os razonetes ficariam assim: Prod. Então todas as 1. Item do Custo M. suponhamos que a engenharia de produção informe o contador de Custo que as 400 unidades iniciadas e não acabadas já receberam totalmente a aplicação de materiais diretos.000 136.000 MOD 400 unidades 60% acabadas = 400 x 60% x 60 = 14.800 63. já que as unidades apresentam diferentes graus de acabamento em relação a cada um deles: Material Direto.400 CIF 400 unidades 50% acabadas = 400 x 50% x 87 = 17.200 136.600 800 = 227 = 80 = 60 = 87 A transferência das 600 unidades para produtos acabados será pelo valor de: 600 x $ 227 = 136.580 (2) (90% de 136. A produção equivalente será: 600 unidades acabadas + 400 unidades acabadas em 60% = 600 + (400 x 60%) = 840 CIF Será: 600 acabadas + 400 acabadas em 50% = 600 + (400 x 50%) = 800 O custo médio por item de custo será calculado dividindo-se o custo de cada item pela sua produção equivalente e o custo médio unitário será o somatório dos custos médios dos itens.

c) Negociação com sindicato. em relação ao método PEPS . São exemplos de atividades com sistema de produção contínua: a) empresa de telefonia e indústria naval.Na Produção por Ordem. Quando ocorre a perda de todas as unidades de uma ordem inteira. 2. 4.580 Exercícios QUESTÃO 1 . Observar as sentenças a seguir: I . c) Em períodos inflacionários. normalmente sujeitos a críticas e contestações. o uso do método UEPS . e) I e IV. b) Os custos indiretos são normalmente alocados aos produtos com base em medições objetivas. c) Perda do período.primeiro a entrar é o primeiro a sair. Um fator que determina as características de um sistema de custeio (por Ordem ou por Processo) é: a) Característica da atividade. relacionados a custos por ordens e por processo continuo.Produção em série caracteriza-se pela elaboração do mesmo bem ou serviço de forma não continuada por um longo período. c) construção civil e indústria química. b) II e IV. e) indústrias pesadas e de saneamento. d) empresas de energia e montadoras. c) III e IV. e) Custo de estocagem. III . Estão corretas as sentenças: a) I e III.último a entrar é o primeiro a sair .Produção por ordem consiste na produção de um bem ou serviço de forma contínua ao longo do tempo. os custos são apropriados e reportados por período de tempo. d) Investimento total.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 62 (2) CPV 122.(INSS / UnB) Julgue os itens a seguir.leva a uma superavaliação dos estoques de final de período e a um aumento de valor do resultado. enquanto os custos diretos dependem de critérios de rateios. e) Pagamento de horas extras. seu custo deve ser contabilizado como: a) Custo de produção. mesmo passando por vários períodos. 5. e informe a alternativa correta: a) As refinarias de petróleo e as indústrias de produtos químicos e de cimento são tipicamente atividades que utilizam o sistema de custos por ordens. b) escritórios de auditoria e petroleiras.Na Produção Contínua. b) Despesa do período. apropriação de custos diretos e indiretos e critérios de avaliação de estoques de produtos em processo e acabados. d) II e III. acumulam-se os custos até o término da ordem ou encomenda. 3. . IV . d) Determinação da empresa. II . b) Relevância do patrimônio.Assinalar a alternativa correta: 1.

000. Nesse caso.00 Total R$ 62.000.000. são clássicos exemplos de produção por processo.000. e informe a alternativa incorreta.500.00 R$100.00 Os custos indiretos de fabricação no mês de fevereiro de 2001 totalizaram R$ 225.01 estavam em andamento às seguintes ordens de produção Ordem Prod. d) As perdas normais dos processos produtivos devem ser separadas contabilmente.00 CIF R$ 20.00 e foram apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra. nas suas atividades operacionais de prestação de serviço ou industriais.000.000.850.00 c) R$ 190. 6. que as referidas ordens geraram.300.00 e R$ 130. c) Havendo danificação e perda de uma ordem de produção inteira ou em estado adiantado de produção.000.00 b) R$ 174. de energia elétrica e petroquímica.00 R$ 64.00 Em fevereiro de 2001 os gastos com matéria-prima e mão-de-obra foram de: Ordem Produção 001 002 003 Total Matéria-Prima R$ 45.000.00 e RS 140.000. matérias-primas. Lucro Bruto no valor de: a) R$ 150. os custos indiretos são acumulados nos diversos departamentos para depois serem alceados aos produtos.000.(INSS / ESAF) A empresa Tarefeoir Ltda. Prima R$ 30. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de fabricação dos mesmos produtos. Do ponto de vista administrativo. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. mão-de-obra etc. um relatório em que seja deduzido esse montante perdido do resultado obtido na encomenda ou ordem.000. A apuração só ocorre quando do encerramento de cada ordem.00 e) R$169.000. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda). o procedimento mais correio é a baixa direta desse custo para perda do período em que o fato ocorre sem a acumulação aos novos custos de reelaboração da ordem.800.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 63 d) É possível acontecer à danificação de uma ordem de produção em estado avançado de fabricação. as máquinas.300. fabrica seu principal produto por encomendas antecipadas. (INSS / UnB) Acerca de produção por ordem e produção contínua. b) Nas linhas de produção por encomenda. b) Tanto na produção por ordem como na produção contínua.00 e R$125.250.00 d) R$184.00 M.00. interessa.00 R$ 144.00 e R$ 580.400.000. 7 . todavia. Sabendo-se que as Ordens 001 e 002 foram concluídas em fevereiro e foram faturadas aos clientes por R$ 350.00 e R$148.800.000. Assinale a alternativa incorreta: a) As linhas de produção contínua ou por processos caracterizam-se pela produção rotineira de produtos similares. de valor relevante. do ponto de vista contábil. e que os produtos são isentos de tributação.00 R$ 50.200.01. pode-se afirmar.800.00 Mão-de-obra R$ 28. Em 31.000. 001 002 Mat. . permitindo uma avaliação mais adequada dos resultados pela gerência.00 R$ 40.00 R$ 477. para apropriação como retificação das receitas em cada período. o tratamento contábil mais adequado é a baixa direta para perda do período.00 R$190.00 R$ 297. Nesse tipo de atividade.00 R$ 135.00 e R$ 173.000. respectivamente. a) As empresas de telefonia.000. com certeza.00 TESTES 1.200. Obra R$ 12. julgue os itens a segui.350. respectivamente.00 R$ 50.

ou seja. Os custos indiretos de fabricação têm estreita relação com o consumo de matérias-primas. a) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. c) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de produção dos mesmos produtos. o custo das matérias-primas para cada unidade seria equivalente a $ 200. 2. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. que se alteram de acordo com as especificações do cliente. qual o coeficiente de equivalência de produção que deve ser usado. todas as OP devem ser encerradas. d) Na implantação de um sistema de custos. • será necessária a aplicação de mais 40% das horas de mão-de-obra para a conclusão de todas as unidades em processo.400 unidades completas. visto que as indústrias que produzem por encomenda só se preocupam com os custos de materiais e de mão-de-obra. b) Os custos indiretos de produção não devem ser apropriados às OP.000 unidades do produto. do estágio em que o produto se encontra. os procedimentos operacionais e os processos de manufatura da empresa. b) A produção de cimento é um exemplo de linha de produção por encomenda. os custos indiretos devem ser identificados e apropriados às Ordens de Produção (OP) específicas. não há necessidade de conhecer os sistemas adotados para a acumulação de custos nos diversos períodos e para os diversos produtos ou serviços. d) O mecanismo para cálculo da equivalência de produção não apresenta dificuldades conceituais. b) Supondo que o total do custo com a matéria-prima gasta pela produção no mês fosse de $ 760. não é possível a permanência de produtos em elaboração. portanto. Os custos indiretos que não puderem ser identificados com as diversas OP devem ser apropriados com base nos diversos critérios de rateios. d) O sistema de custeio para a produção contínua é uma das ferra-mentas para a correta avaliação da eficácia e eficiência da produção em cada departamento. O responsável pela apuração dos custos obteve as seguintes informações relacionadas ao estágio de conclusão das unidades em processo no final do mês: • houve aplicação de 80% das matérias-primas necessárias para a conclusão de todas as unidades em processo. utilizando o sistema de custeamento por produção contínua para acumulação de seus gastos de fabricação. c) No final de cada mês. na prática. O problema está na definição. ALTERNATIVAS . sempre que possível. das quais 3.000 foram totalmente concluídas até o final do mês. Pode-se afirmar com relação às Ordens de Produção (OP): a) As requisições de matérias-primas e outros materiais que são utilizados em cada OP não precisam de aprovação dos responsáveis pela produção e controle dos estoques. as máquinas. mão-de-obra etc. c) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela fabricação de produtos ou serviços diferenciados. é fundamental o conhecimento da estrutura organizacional. d) As OP são emitidas no início da produção de determinada unidade ou lote de produtos e acompanham tais produtos em cada etapa do processo de industrialização. até o estágio de acabamento.200 unidades completas. sendo. 3. Com base nas informações a seguir. o total do custo com a mão-de-obra no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3.000. 4. Assinale a alternativa incorreta: a) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela produção rotineira de produtos similares. assinale as alternativas corretas: Uma indústria produz um único produto. Em determinado mês iniciou a produção de 4.marque a (s) correta (s). apropriados proporcionalmente aos custos desse fator produtivo. b) Na linha de produção contínua ou por processos. . isto é. matérias-primas. o total dos custos indiretos no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 64 c) O sistema de custeio para a produção contínua e o sistema de custeio por encomenda foi a resposta da contabilidade de custos para a solução do problema da acumulação dos custos nos processos produtivos. c) Na linha de produção por encomenda. visto gerar informações que podem ser utilizadas como medidas e parâmetros de desempenho. 5. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) Na implantação de um sistema de acumulação de custos.

: ____________________________________________________________________________________ b) No caso da Cia.000. por tipo de custo: TIPO DE CUSTO Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta Custos Indiretos de Fabricação TOTAL DOS CUSTOS INCORRIDOS (R$) 500. o custo da mão-de-obra para cada unidade seria equivalente a $ 150. Vine citado na pergunta anterior.000 unidades do produto X. o valor a ser transferido no mês para a conta de Produtos Acabados será de (em R$): R.000. em que não havia estoque inicial de Produtos em Elaboração.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 65 d) Supondo que o total do custo com a mão-de-obra no mês seja de $ 540. no final do mês. supusemos que os Materiais Diretos (MD) e Mão-de-obra Direta (MOD) pudessem sempre ser identificados com os produtos fabricados e que os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) pudessem ser atribuídos aos produtos através de um critério de rateio que refletisse o fluxo efetivo de tais gastos que fossem incorporados às unidades acabadas.Vine utiliza o sistema de custeamento por processo. das quais 800 foram acabadas no período.000.000. 6. foi iniciada a produção de 1.: ____________________________________________________________________________________ (ICMS/SP 2006): Com as informações a seguir. . CUSTO CONJUNTO Até o presente momento. responda as questões 8 e 9 7 8.00 300. o saldo da conta Produtos em Elaboração corresponderá a (em R$): R. O quadro abaixo reproduz o total dos custos de produção incorridos no período e o grau de acabamento das 200 unidades remanescentes em elaboração.00 GRAU DE ACABAMENTO DOS PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 100% 80% 50% a) Pode-se afirmar que. A Cia.00 900. Num determinado mês.

X1 R = $6. Produtos conjuntos são dois ou mais produtos fabricados conjuntamente até o ponto de separação. se ela ocorrerá ou não. alcatra. uns podem ter maior volume. Na usina de açúcar. sulfato de amônia. vísceras. em relação ao(s) produto(s) principal(ais). E importante ressaltar que uma das características dos subprodutos que os diferencia das sucatas é de que têm condições de comercialização normais: a sua venda é praticamente certa.000 Custo separável $500 Prod. A partir do ponto de separação. O petróleo é um insumo que.000 Prod. conforme a importância que suas vendas tenham para a empresa industrial. O carvão. E importante ressaltar que nem todos os co-produtos precisam ter faturamentos iguais. que se caracteriza por um fluxo comum de produção até certo ponto denominado de ponto de cisão ou ponto de separação . antes do ponto de separação. Sucatas1 (ou resíduos ou sobras} são produtos que emergem da produção (seja conjunta ou não) que. SUBPRODUTOS E SUCATAS Co-produtos ou produtos conjuntos são os produtos resultantes de um processo de produção conjunta. portanto.000 Prod. cortá-lo seguindo as diferentes espécies de carne (filé mignon. os subprodutos são os ossos. não têm mercado garantido de comercialização e sua venda. contrafilé. • valor realizável líquido. Este tipo de fabricação. O problema é determinar a parcela específica que cada produto. em termos de vendas. alcatrão bruto e gás. em estado normal ou com defeitos ou estragos. como sinónimo de ferro velho. Os co-produtos também são denominados de produtos principais. os produtos. rabo. o vinhoto.000 Custo Conjunto $ 4. existem processos industriais em que as coisas não são tão claras. resulta em vários produtos: o próprio coque. na qual o carvão é a matéria-prima original. emergem mais de uma espécie ou qualidade do produto. tendo em vista a importância de suas vendas para o faturamento global da empresa. Considere o seguinte exemplo: Prod. Y2 R = $ 7. etc) e armazenar as peças resultantes em câmaras frigoríficas até sua venda aos comerciantes. • unidade física. Y1 R = $ 5. para designar objetos metálicos inutilizados pelo uso ou oxidação. Existem diversas formas de fazer essa mensuração. na linguagem comum. são denominados ou de co-produtos ou subprodutos. Outros exemplos: A produção de coque. no frigorífico. e seus custos. Observe que aqui ela o empregada numa conotação mais ampla. ou conjuntos. Os diferentes tipos de carne que são obtidos nos frigoríficos são exemplos de co-produtos. é bastante incerta. Os produtos conjuntos incorrem em custos que são comuns. e as três mais comuns são: • valor de venda após o ponto de separação. benzol. CONCEITO DE CO-PRODUTOS. só que seu faturamento é ínfimo em relação aos produtos principais. . cuja atividade consiste em abater o boi comprado dos pecuaristas. E o caso da atividade industrial em que. a priori. patinho. tornam-se perfeitamente identificados.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 66 Entretanto. irá receber do custo conjunto. em que há uma série de custos que não são facilmente atribuíveis aos produtos resultantes. por exemplo. gasolina e outros produtos. coxão mole. desde que estes sejam significativos para a Cia. Os subprodutos são aqueles que tem uma importância secundária. quando se tornam individualmente identificáveis. Os produtos resultantes. os chifres e os cascos do boi.e do qual resulta uma multiplicidade de produtos é chamado de produção conjunta.000 Custo separável $ 2. ou seja. do fluxo comum do processo produtivo. É o que ocorre. X2 R = $ 9. cujo faturamento é considerado significativo para a empresa. não se podendo estabelecer. após o ponto de separação. outros menor.000 Ponto de separação 1 A palavra sucata c utilizada. permite a fabricação de nafta. após passar pelo forno de coque. No frigorífico. após certo processamento.

182 $ 1.$ 2. conforme demonstra a tabela a seguir. Este valor corresponde à fórmula seguinte: Valor estimado da venda do subproduto ( .000 = $ 7. o produto X1 terá uma receita de venda de $ 6. com um custo de $ 2. uma receita incremental de $ 3.818 4. Nesse método. ou seja.000. imposto. o processo desse produto eleva essa receita para $ 9. Considere uma situação de "vender ou processar mais" do produto X1.000.Deve-se considerar o valor de realização dos produtos obtidos após o ponto de separação e deduzir os custos que serão incorridos para essa realização. a alocação do custo conjunto não depende da decisão da empresa de processar ou não o produto X1. o custo a ser alocado para o filé seria proporcional a seu peso. Nesse caso. caracterizam-se por ter um mercado de comercialização tão normal quanto o dos produtos principais da empresa. ( = ) Valor Líquido de Realização . etc). conforme os números apresentados no exemplo anterior. deve-se obter o valor de mercado do produto obtido imediatamente após o ponto de separação. conforme já foi mencionado. a forma como foram alocados os custos conjuntos não interferiu no processo decisório. Custo conjunto e processo decisório E importante notar que a alocação do custo conjunto é feita para fins de demonstração do resultado.000 para uma receita total de $ 11. nesse caso.000 Valor Realizável Liquido . é preciso ter cuidado para não utilizar uma unidade física que provoque distorções: o uso de quilo para separar o custo da carne.000. o valor de realização líquida será dado por $ 9.000 6. essa alocação deve ser deixada de lado.000 7.Nesse método.000 Percentagem 55% 45% 100% Custo conjunto $ 2. seu processamento.Nesse caso.) Despesas necessárias para a venda (comissões de vendedores.500 13.074 $ 1.000 .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 67 Valor de Venda após o Ponto de Separação .000 11. a decisão de processar mais eleva o lucro da empresa em $ 1.000. pois tais custos não são relevantes para a gerência. Nesse caso.000 ou 55% do total. irá obter uma receita de $ 6. seu valor no faturamento é tão pequeno que não compensa o esforço de atribuir-se custos aos seus estoques.500 Percentagem 52% 48% 100% Custo conjunto $ 2.000 Unidade Física . Entretanto. fretes.000. apesar de o valor de mercado ser maior.926 $ 4.000 500 VRL 7. Nesse caso. No caso do produto X1. AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES DOS SUBPRODUTOS Os subprodutos.000. Como o custo desse processamento é de $ 2. faz elevar a receita para $ 9 mil pela venda do produto X2.000 Custo separável 2. Produto X1 Y1 Total Venda $ 6. O método indicado para os subprodutos é atribuir aos seus estoques uma estimativa de custo que é chamada de Valor Líquido de Realização. Caso a empresa decida vender o produto X1. Venda X2 Y2 Total 9.) Custos de processamento para colocar o subproduto em condições de venda.000.000 $ 5. ( . Para a finalidade do processo decisório.

pois seu valor é irrelevante. cujo processo de fabricação gera o subproduto Y. ao contrário dos subprodutos. Exercícios QUESTÃO 1 – Quando dois ou mais produtos são produzidos simultaneamente como resultado da mesma operação em que não há uma maneira positiva de determinar o valor do custo aplicável a cada um deles. do processo produtivo da Cia.00 por quilo. para poder ser comercializado.00 500. por representar uma recuperação de uma parcela do custo de produção dos produtos principais: Estoque de Subprodutos a Custos Conjuntos 130.000 quilos do subproduto e sabe-se que o preço de mercado deste é de R$ 500. Por ser sua venda um evento incerto e aleatório.00 Quando se efetuar o processamento adicional. . debita-se Estoque de Subprodutos pelos respectivos custos. c) As sucatas não devem aparecer.00 por unidade.000 x x 500. e) produtos intermediários. c) produtos primários. QUESTÃO 2 – Assinale a alternativa correta: a) Subprodutos e resíduos não são incluídos no Plano de Contas.00 x 170. de valores baixos. Se ocorrer a venda. obtém receitas através da sua comercialização. do ponto de vista da empresa que os produz são denominados: a) co-produtos. para cada quilo vendido de Y. no grupo de Estoques. não são avaliados para fins de estoques. A contabilização do estoque é feita à crédito da conta Custos Conjuntos. ocupando cada um deles posição relevante no mercado.000 quilos de Y é avaliado em R$ 130. normalmente.00.00 200. dos quais a empresa. d) Os custos dos subprodutos devem aparecer como Receita Bruta Operacional para a apuração do Lucro Bruto Operacional.000.000. b) subprodutos.00 200.00 por quilo. está sujeito à incidência de ICMS no valor de R$ 170.000. A Cia. no final do período.000. Seu custo fica incorporado automaticamente às unidades boas. dá-se baixa no estoque e credita-se a diferença na conta de ICMs a Recolher. deve sofrer um processamento adicional que gera custos estimados em torno de R$ 200.000 = = 1. e) Co-produto e subproduto são expressões sinônimas. porque se trata. Este subproduto.00 O estoque de 1.000. resultaram 1. No mês de junho.. ABC fabrica o produto X. TRATAMENTO CONTÁBIL DAS SUCATAS As sucatas.000. d) produtos secundários. Caixa / Bancos / Duplicatas a Recolher a Receita de Venda de Sucatas (Outras Receitas Operacionais). Os cálculos seriam (em R$): Valor estimado da venda de Y = (-) Custo do processamento adicional (-) Despesa de ICMS (=) Valor Líquido de Realização 1. geralmente.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 68 Exemplo: A Cia.00 170.00 130.000 1. Ocorrendo a venda pelo preço de R$ 500. b) Subprodutos e resíduos são produtos secundários e sucatas. o produto da venda será registrado a crédito de uma conta de resultado operacional.00. não têm garantia alguma de que serão vendidas.

contabilmente.60. $ 164. $ 164.83. QUESTÃO 4 – A empresa LCT apresenta custos conjuntos no valor de $ 820. diretos e indiretos são levados em consideração na avaliação dos estoques.00 referentes à produção dos produtos A.23 a) $ 379. Os subprodutos são avaliados.83. sendo seu valor irrelevante para a entidade. B e C alcançaram. d) $ 219. Esses custos são primeiramente registrados como um ativo e subseqüentemente se transformam em despesa.63.40.17 d) $ 380.77. $ 96. III. cujos demais dados se encontram no quadro a seguir: Produtos A B C Preço unitário de venda $600 $260 $800 Produção (kg) 300 600 1. $ 293.17 c) $ 380. respectivamente: $ 221. $ 506. $ 703. (D) se somente as afirmativas II e IV forem corretas.51. $ 95. (E) se somente a afirmativa III for correta. $ 703.49. Os custos inventariáveis são os custos associados à aquisição e conversão de materiais e de todos os insumos em produtos destinados à venda. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II forem corretas. em relação ao valor de venda dos produtos principais. $ 38.40. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para a entidade. são denominados: a) perdas produtivas. QUESTÃO 6 (ICMS/RJ 2007) Analise as afirmativas a seguir: I. CUSTEIO VARIÁVEL E CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custeio significa “método de apropriação de custos”. b) $ 379. $ 96. Esses dois métodos diferem apenas em um aspecto conceitual: se os custos de fabricação fixos. II e IV forem corretas. c) sucatas. d) co-produtos. porém não possuem mercado definido. c) $ 219.37.49.000 $ 960.000. que nascem de forma normal durante o processo produtivo. (C) se somente as afirmativas II e III forem corretas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 69 QUESTÃO 3 – Os itens de produção. pelo valor líquido de realização. b) $ 220. Neste capítulo será abordado o Método de Custeio por Absorção e Custeio Variável ou Direto. (B) se somente as afirmativas I.63. deles se espera a geração esporádica de receita que é relevante para a entidade. $ 506. quando os produtos são vendidos. isto é. Os co-produtos são todos os produtos secundários. . o lucro bruto de A.23 QUESTÃO 5 – Com base na questão anterior. e) perdas improdutivas.67. B e C será respectivamente de: a) $ 220.60. pode-se afirmar que os custos conjuntos unitários dos produtos A.000 $ 156. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita Não-Operacional”. $ 293. $ 38.33.33.000 Tendo em vista que a empresa utiliza o Método do Valor de Mercado para distribuir seus custos conjuntos aos produtos. II. b) subprodutos. e cuja venda é aleatória. $ 221.67.51.200 Receita total $ 180. B e C. $ 95.77. IV.37.

O objetivo principal deste método de custeio é apurar o custo de uma unidade do produto fabricado. Entretanto. julgou-se necessário segregar as despesas dos custos e apropriá-las diretamente ao resultado do exercício. Por esse método. com relação à apropriação dos custos aos produtos. ou seja. com o desenvolvimento e modernização das diversas economias mundiais. que já faz parte das discussões e questionamentos. O avanço da tecnologia e a diversificação da produção vêm abalar conceitos já alicerçados e promover a busca de novos caminhos. Os processos de rateio podem apresentar alto grau de arbitrariedade e subjetividade na distribuição dos custos comuns. todos os gastos do período (custos e despesas) eram apropriados à produção do período.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 70 Custeio por absorção é o método de custeio do estoque no qual todos os custos de fabricação. Apresenta como desvantagem o fato de que os custos dos produtos não são mensuráveis objetivamente. as despesas administrativas. Os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados. por meio das técnicas de rateio já estudadas. conhecido como RKW. pois todos os esforços estavam concentrados na produção. variáveis e fixos. Custeio variável é o método de custeio de estoque em que todos os custos de fabricação variáveis são considerados custos inventariáveis. utilizou o Método de Custeio por Absorção. e sim direto na conta de Apuração do Resultado do Exercício. são considerados custos inventariáveis. Este método de custeio é o único aceito pela legislação do Imposto de Renda. A sociedade tem se confrontado com recentes e grandes transformações. que não tenham sido vendidos. A distinção principal no custeio por absorção é entre custos e despesas. CUSTEIO POR ABSORÇÃO O Custeio por Absorção consiste na apropriação de TODOS os custos (sejam eles fixos ou variáveis) à produção do período. Naquela época. orientar a tomada de decisão. Os custos dos produtos vendidos terão tratamento idêntico. Todos os custos fixos são excluídos dos custos inventariáveis: eles são custos do período em que ocorreram. Com base nesse novo ambiente empresarial. Vão direto para o resultado como despesa. Esse método foi derivado do sistema alemão. MÉTODO DE CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL . pois atende plenamente aos Princípios Fundamentais de Contabilidade (competência dos exercícios). Dentro dessa nova perspectiva o Método de Custeio por Absorção. Mas afinal o que leva a maioria dos empresários a adotar o Custeio por Absorção? A facilidade do método e a importância da mensuração do custo unitário são fatores que se destacam. constar nos demonstrativos financeiros e para determinar o lucro líquido do período (através da apuração dos Custos dos Produtos Vendidos). quando da venda desses produtos. O custeio por absorção apresenta a especial vantagem de estar de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as leis tributárias. as despesas administrativas passaram a representar importante parcela dos gastos empresariais. A separação é importante porque as despesas não são apropriadas à produção. desenvolvido no início do século XX. isto é. Os custos unitários são necessários para custear inventários. além de ter a sua implementação facilitada pela não exigência de segregação dos custos em fixos e variáveis. a explicação parece transcender a disciplina contábil. comerciais e financeiras não eram relevantes. No entanto. estarão ativados nos estoques destes produtos. o estoque “absorve” todos os custos de fabricação. Críticas ao método de Custeio por Absorção O ambiente empresarial atual é altamente dinâmico e encontra-se em contínua modificação. Tudo que se estudou até esse ponto. O Custeio por absorção encontrou sua utilidade em épocas quando a mão-de-obra direta e a matériaprima consistiam nos principais fatores de produção e existia um número limitado de produtos. O novo cenário que se desenha a cada dia tem a mudança como única certeza. Os conceitos e sistemas de Contabilidade de Custos continuam tratando as operações industriais como se elas estivessem sendo executadas como no passado. certamente dividirá o seu espaço com outros métodos mais eficazes que cumprem melhor o objetivo maior da informação contábil.

00 + $ 4. o conceito da Margem de Contribuição. sendo encerrados diretamente contra o resultado do período.000. o CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS e os ESTOQUES FINAIS DE PRODUTOS EM ELABORAÇÃO e PRODUTOS ACABADOS só conterão custos variáveis. determine o custo unitário pelo método do Custeio por Absorção e pelo Método de Custeio Variável. O método de Custeio Variável (esta nomenclatura é melhor de ser utilizada) também é conhecido como Custeio Marginal ou Custeio por Contribuição. maciçamente. logo abaixo será resolvido um estudo completo das diferenças entre os métodos de custeio Variável e por Absorção: Cálculo do Custo Unitário A Cia FCS.00 = $ 7. Antes de prosseguir. Esses custos são geralmente os materiais diretos utilizados.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 71 O Custeio Variável ou Direto é um tipo de custeamento que consiste em considerar como CUSTO DE PRODUÇÃO DO PERÍODO apenas os Custos Variáveis incorridos. fabricante de apenas um produto.00 $ 10.00 Custos Fixos por ano: Despesas Fixas: $ 30.00 Outros Custos Variáveis: $ 1.000. observe o gráfico abaixo: Após a verificação do quadro acima.00 + $ 1. Solução: Custeio por Absorção Total dos Custos Variáveis: $ 2.000.00 Mão-de-obra direta: $ 4. Desse modo. por utilizar.00 Custos Fixos: $ 30. não são considerados como Custos de Produção e sim como DESPESAS.00 .00 Despesas variáveis: $ 3.00 Com base nos dados acima. Os custos fixos. tem a seguinte estrutura de custos: Número de unidades produzidas no ano: 6. pelo fato de existirem mesmo que não haja produção. a mão-de-obra apontada e a parte variável dos Custos Indiretos de Fabricação.000 Custos Variáveis Unitários: Materiais diretos: $ 2.

. sem passar pelo Custo dos Produtos Vendidos. Comparação do resultado entre os métodos de custeio (por Absorção e Variável) Observe os dados abaixo...........00..00 (-) Custos Fixos..00 Os Custos Fixos serão jogados diretamente na conta de apuração do resultado e somente os Custos Variáveis farão parte do Custo dos Produtos Vendidos..................00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5............($ 60............000........... chega-se às seguintes conclusões: Os $ 5.................... $ 50..00 = $ 12............000.......00 ) (-) Despesas Fixas...........00.................000.........00 = $ 7.......00) Lucro Líquido Operacional....................00 $ 10................000.....00 = $ 7..................000............000.........000................( $ 15.000............................................... $ 40...000.....( $ 35......00 Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção: Receita de Vendas: 5...............................................00 + $ 4.................... Já no Custeio Variável o custo unitário seria calculado da seguinte forma: Custo Unitário: $ 2............000u x $ 3.000..00) Margem de Contribuição.....( $ 10..........00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5..........000.000u x $ 3......... $ 100...... são incluídos no cálculo do custo unitário do produto...............Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 72 Despesas Variáveis: Despesas Fixas: $ 3.........( $ 30. no custeio por Absorção.................... As despesas serão jogadas diretamente na conta de Apuração do Resultado...................................00) (-) Despesas Variáveis 5. $ 15....000.00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5.................00 Análise das diferenças Analisando os resultados por cada critério...................00) Lucro Líquido Operacional..00 ) = Lucro Bruto Operacional..............000..... significa que parte do Custos Fixos (com relação as 1...........00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável: Receita de Vendas: 5............ em comparação com o Custeio Variável....................................00.........000............000u Observando o cálculo acima................... ( $ 15...............000u x $ 7........000 u x $ 12......... sejam fixos ou variáveis....000u x $ 20...........00 6..00) Fixas.....00 Estoque Final de Produtos: 1.000 x $ 7................................................00 ...........................00 Estoque Final de Produtos: 1..00 Custo Unitário = 6...000.........000............00.....................................000 = $12............000 Unidades vendidas: 5.................000u x $ 20............( $ 10..000u não comercializadas) está ativada como .................00 + $ 30........ $ 100.....000....00......000 Preço de venda unitário: $ 20.................000 u x $ 12...............................000 Unidades em estoque no final do período: 1.. $ 10...... dando continuidade ao exemplo anterior: Estoque Inicial de produtos: 0 Unidades produzidas no período: 6..........................................00 + $ 1.............000 u x $ 7. TODOS os custos de produção.................00 de diferença no resultado do Custeio por Absorção............................

.......00) Margem de Contribuição.... Já no Custeio Variável o resultado continua o mesmo......( $ 10. o custo unitário continua o mesmo..........( $ 30................000u x $ 20....... Comparando o resultado através de uma nova Demonstração de Resultado verifica-se que: Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção ( com nível de produção 10..........00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5...........( $ 35.00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5.... Os estoques continuam com parte dos custos fixos (ativados)....................00........ Mas......000...... que a estrutura de custos permaneça a mesma e as unidades comercializadas continuem no mesmo patamar..........000u = $ 10.. .....( $ 15......000........ Cálculo do Custo unitário pelo método de Custeio por Absorção: 10...000u x $ 3.. agora......000.......Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 73 Estoque de Produtos...00 = $ 7.000.......................... $ 10.....00 + $ 4. Por esse motivo que o Custeio por Absorção não é indicado para as tomadas de decisões........... já que os custos variáveis unitários não se alteram.... $ 25...............00 Comparando os resultados........................00.....000u x $ 3................. Por quê? Os custos fixos ocorrem independente da produção....00 = $ 50.000u x $ 20....................... agora........00..........000u não comercializadas)..... Em conseqüência......... face ao menor Custo Fixo por unidade produzida........ O Estoque Final no Custeio por Absorção está a maior em $ 5... diminui-se o Custo Fixo Unitário por produto...............00) Fixas..000 u x $ 10....................000u): Receita de Vendas: 5................00 Estoque Final de Produtos: 5....00 Estoque Final de Produtos: 5.............. enquanto que no Custeio Variável todos os Custos Fixos são descarregados na conta de Apuração do Resultado e os estoques só contêm.........00........................000. na sua composição...........000.00 face a mesma explicação do parágrafo anterior: parte dos custos fixos está ativada (relativos as 1......... $ 100......... Custos Variáveis..($ 50.....................00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5..........000u....... $ 100........ aumentou em relação ao anterior..........00 ) = Lucro Bruto Operacional. $ 50..............( $ 10.............. O que acontecerá com o custo unitário em cada método? Supondo...............000..........00) Lucro Líquido Operacional............................................00 + $ 1. aumentando-se a produção.....00) Lucro Líquido Operacional.....................00 (-) Custos Fixos.....000u.... ( $ 15....00 Analisando mais uma vez as diferenças.00 + $ 30..000 u x $ 7.....000...................00 = $ 35...00 ) (-) Despesas Fixas............000...00 Cálculo do Custo Unitário pelo Custeio Variável: $ 2..................000.00 ........... chega-se a seguinte conclusão: o resultado pelo método de Custeio por Absorção.........00) (-) Despesas Variáveis 5....... quanto maior a produção.000............ $ 50..... Caso tudo que se produza no período for comercializado NÃO VAI EXISTIR diferença entre os resultados de cada método.. melhor utiliza-se a planta fabril...........000........000......... é menor que se tivesse no nível de produção de 6.......... no custeio por absorção o Custo Unitário diminui e no Custeio Variável permanece o mesmo. face a inexistência de estoque final..000u x $ 7...............000 10............000 u x $ 10................... por isso são chamados de Custos Estruturais..000 u para 10.............................000u x $ 7................... por que não existe uma relação inversa entre os Custos ............... supondo que o gerente resolva aumentar a produção de 6....00................................. ainda....000....................000u): Receita de Vendas: 5. Mas a empresa vendeu as mesmas unidades no período..000..00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável (com nível de produção 10..............................000................ Já no Custeio Variável............................................................... o custo unitário.....

Por não estarem vinculados a nenhum produto específico ou a uma unidade de produção. Assim. alertando. existem independentemente da fabricação ou não de determinado produto ou do aumento ou redução (dentro de certa faixa) da quantidade produzida. também o resultado medido dentro do seu critério parece ser mais informativo à administração. Finalmente. o resultado final é menor do que no Custeio por Absorção. menor recolhimento de impostos. Apresenta a contribuição marginal.impede que aumentos de produção que não correspondam a aumento de vendas distorçam o resultado. A maioria dos rateios é feita por meio da utilização de fatores. por sua própria natureza. muito pelo contrário. principalmente o da Competência dos Exercícios. Pior que isso. fiscal. gerando. Mas nada impede a utilização desse método para fins gerenciais. é claro. Sua filosofia básica contraria os princípios de contabilidade. Como vantagens desse Critério. Todavia. eles sempre são distribuídos aos produtos por meio de critérios de rateio. Os defensores do Método de Custeio Variável apóiam-se. O Administrador que não conheça essa relação de custos pode ser enganado face um aumento IRREAL no resultado da empresa. pois nem sempre é possível separar. o rateio. o volume de produção. sem a respectiva aceitabilidade pelo mercado. gerencial. Os Custos Fixos podem ser encarados como encargos necessários para que a empresa tenha condições de produzir. É o método mais indicado para a tomada de decisão. também. O uso do Custeio por Absorção pode levar a decisões errôneas sobre a produção face à arbitrariedade dos critérios de rateio e a distribuição dos Custos Fixos a produção do período. cujo custo está sendo apurado. Custeio por Absorção Não há preocupação por essa classificação Debita ao objeto de custeio. Apresenta a margem operacional. indiretos. As desvantagens são mínimas. é um dos motivos por não ser aceito pela legislação fiscal para fins de valoração de estoques. existe uma relação direta: quanto maior a produção. em maior ou menor grau. nem pelos Auditores Independentes (Auditoria Externa). não vinculam cada custo a cada produto. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de vendas. . além dos critérios de rateio. a arbitrariedade (quando se produz mais de um produto e esses custos sejam indiretos).é uma ferramenta melhor para a tomada de decisões dos administradores. cujo custo está sendo apurado. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção. qualquer decisão em base de custo deve levar em conta. Basta verificar que a simples modificação do critério pode fazer um produto não rentável passar a ser rentável e. por abandonar os custos fixos e tratá-los contabilmente como se fossem despesas. externo. Diferença entre a receita e todos os custos incorridos na fabricação do objeto de custeio. o rateio é mais ou menos lógico. que. interno. para a tomada de decisão. objetivamente. pode-se citar: . o valor dos custos fixos a ser distribuído a cada produto depende. É um método administrativo. que contém. o custo de um produto pode variar em função da variação de quantidade produzida de um outro produto. em três argumentos principais: Os Custos Fixos. em relatórios internos das organizações. assim.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 74 Variáveis e o nível de produção. somente. os custos diretos. Em termos de avaliação de estoque. Vantagens e Desvantagens do Método de Custeio Variável Do ponto de vista decisorial. aqueles que tem uma parcela fixa e variável. Esse. basicamente. Sua filosofia básica está de acordo com os princípios de contabilidade. por melhores que sejam os critérios. e não como encargos de um produto específico. . É um método legal. maiores serão os custos variáveis. verifica-se que o Custeio Variável tem condições de propiciar muito mais rapidamente informações vitais para a empresa. apenas os custos que são variáveis em relação ao parâmetro escolhido como base. também. do volume da produção. Abaixo segue um quadro comparativo entre os métodos de custeio: Custeio Variável Classifica os custos em fixos e variáveis Debita ao objeto de custeio. principalmente o da competência e o da realização da receita. isto não está correto. Mas esse método fere aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. mais atrapalha que ajuda. já que são quase sempre repetitivos e independentes dos diversos produtos e unidades. tendo em vista um aumento de produção. a parcela fixa da parcela variável. Com isso. fixos e variáveis. na verdade. sobre os Custos Mistos.

independente do volume de produção (dentro de um intervalo relevante). dentro de um intervalo relevante. Seus CFt no período são de $ 1. diminuiu a produção. . Os CFt permanecem o mesmo. Qual seria o CFu ? Dividindo o valor dos Custos Fixos pela quantidade produzida. melhor se utiliza a planta fabril.00 / 1.000u = $ 1. Mas os Custos Fixos Unitários (CFu). enquanto que o método de Custeio Variável ou Direto.000. na fábrica de sabão. apropria à produção do período somente os custos variáveis. como por exemplo. O Ponto de Equilíbrio é o ponto no qual a receita total de vendas se iguala aos custos e despesas totais. equipamentos e imóvel.00. tem seus valores ajustados de acordo com o volume de produção. imposto predial. como por exemplo.000.00 / 500u = $ 2. a matéria-prima aplicada em um processo produtivo. Por definição. o volume de produção e vendas). Custos Variáveis variam proporcionalmente ao volume da produção. Por exemplo: uma indústria fabrica um único produto: sabão “Y”. RELAÇÃO CUSTO-VOLUME-LUCRO: PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL.600u = $ 0. maior será o CFu. os Custos Variáveis (CV) tem uma relação direta com o volume de produção e as Despesas Variáveis (DV) tem uma relação direta com o volume de vendas (tomando por parâmetro. Custos Variáveis são os custos que variam no total proporcionalmente às mudanças no nível de produção ou atividade. Custos Fixos são aqueles custos que não variam em proporção com o volume de produção (dentro de um intervalo relevante). caso a produção diminua. à produção do período. as Depreciações. em relação ao volume de produção. aumentou os CFu. Nesse ponto será estudado o Ponto de Equilíbrio ou Break-even-point. tem-se: $ 1. Os Custos Fixos (CF) são constantes. também. com isso. E as Despesas Fixas (DF) são fixas em relação ao volume de vendas. Independente da quantidade produzida (respeitando um intervalo relevante) os CFt permanecerão os mesmo.625 p/ u.00 p/ u. Antes de iniciar será importante fazer algumas observações.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 75 O custeio variável destina-se a auxiliar. A mesma interpretação pode ser dada para as Despesas Fixas em comparação com o volume de vendas. a matéria-prima utilizada na fabricação do sabão. decisões. citada no exemplo anterior. Logo. Foi estudado. o CFu será de: $1. sobretudo.000 unidades. seguro das instalações.00 por unidade No segundo período a produção passou a ser de 500u. Se no terceiro período a produção for de 1. ao contrário do CFu: quanto maior a produção. ECONÔMICO E FINANCEIRO Revisão de tópicos Em aulas anteriores aprendemos as diferenças entre Custos Fixos e Custos Variáveis. a O custeio por absorção destina-se a auxiliar a gerência gerência no processo de planejamento e de tomada de no processo de determinação da rentabilidade e de avaliação patrimonial. A produção no período é de 1. menor será o CFu. Os Custos Fixos Totais (CFt) se comportam de modo constante.000. O CFu será de $ 1. respectivamente. compostos de Depreciação de máquinas. aplicada na produção.000. que o método de Custeio por Absorção tem por finalidade apropriar todos os custos. Por exemplo.600u. salário de supervisor. verifica-se o comportamento dos Custos Fixos. terá seu valor unitário constante (dentro também de um intervalo relevante) enquanto que seu valor total será proporcional ao volume de produção. Agora o CFu diminuiu. sejam eles fixos ou variáveis. E o comportamento desses Custos e Despesas em termos unitários? Como se comportam? $ CFt CFu $ q q Observando os gráficos anteriores.00 / 1. amortiza-se os CF aos produtos e.

MC = V – ( CV + DV ) Sendo: MC = Margem de Contribuição V = Vendas CV = Custo Variável DV = Despesa Variável . Dentre as diversas decisões que o administrador deve tomar destacam-se: fazer ou comprar. seja baseado no curto prazo.000 $ CVt Custo Total 100. depara-se sempre com duas ou mais alternativas. quanto deve ser gasto em propaganda e promoção.000 200. vendedor eclético ou vendedor específico. despesas e custos variáveis e fixos.00 5. através dela.00 20. distribuição direta ou via transportadores. assistência técnica direta ou mediante agentes autorizados. mix de vendas etc. A análise das relações Custo/Volume/Lucro é um instrumento utilizado para projetar o lucro que seria obtido a diversos níveis possíveis de produção e vendas. destinam-se a desenvolver informações que auxiliam a gerência no desempenho de suas funções de planejamento e de tomada de decisão. a que preço vender. A separação das despesas e dos custos.000 u 10. pode-se estabelecer qual a quantidade mínima que a empresa deverá produzir e vender para que não incorra em prejuízo. presentes nas atividades.000 CVu q q Os conceitos aqui abordados serão de suma importância para estudo da relação custo/volume/lucro. bem como a classificação em fixos e variáveis. Ela é baseada no Custeio Variável e. O instrumento que os contadores e administradores usam correntemente para obter essas interações e sua influência nos resultados é a análise das relações Custo x Volume x Lucro. bem como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda. O Administrador. grandes armazéns centrais ou pequenos depósitos.000 50. vendas diretas ou por meio de revendedores. como as decisões. renovação de equipamento. Embora tanto o planejamento.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 76 Nível de atividade Custo Unitário 10. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: é encontrada pela diferença entre a Receita (Vendas) e os Custos e Despesas Variáveis. no seu processo decisório. É o excesso da receita de vendas sobre os custos e despesas variáveis.000 u 10. nos custos (variáveis ou fixos) ou em ambos.000 u 10. que influenciam os resultados: receitas. o conceito do Custeio Variável fornece meios para que a Contabilidade de Custos e as gerências de qualquer nível e de qualquer segmento possam visualizar as interações existentes entre alguns fatores significativos. volumes de produção e de vendas.

000 / 1.000. Pode ser calculada.000. como por exemplo: Ponto de Equilíbrio Preço de Venda Mínimo Viabilização de um Projeto PONTO DE EQUILÍBRIO (PE): é o ponto do nível da atividade da empresa onde surge a igualdade entre os Custos e Despesas Totais com a Receita Total. muito embora não sendo este aumento proporcional ao nível de atividade ou produção.000.00 $ 400.. resumindo. onde os custos e despesas se mantenham no mesmo patamar. Margem de contribuição: $ 1... ou seja.. oferece informações detalhadas. os valores podem aumentar.. Custos variáveis. é o valor que ajudará amortizar os Custos e Despesas Fixos. também. Índice de margem de contribuição: VENDAS – CUSTOS E DESPESAS VARIÁVEIS VENDAS Vendas.00 $ 400. sendo utilizado na cobertura dos Custos Fixos para proporcionar um Lucro.000.. oscilando dentro de uma atividade estabelecida. Após os limites.000.. em valores unitários: MCu= PVu .000 = 40 % RELAÇÃO CUSTO/VOLUME/LUCRO O custos ou despesas são fixos dentro de um determinado limite. O planejamento dos lucros. facilitando a interpretação e o comportamento dos diferentes níveis operacionais.. .0 Índice de margem de contribuição: 400. O índice de margem de contribuição indica a porcentagem de cada unidade monetária de vendas disponível para cobrir os custos fixos e propiciar lucro para empresa. bem como o total controle dos custos. A linearidade do PE é válida num intervalo que interessa.00 $ 200. ou seja. possibilitam uma análise das diversas tendências dos custos.000.( CVu + DVu) Sendo: MCu = Margem de Contribuição Unitária CVu = Custo Variável Unitário DVu= Despesa Variável Unitária PVu = Preço de Venda Unitário Demonstração do Resultado VENDAS (-) Custos e Despesas Variáveis = MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) Custos e Despesas Fixos = RESULTADO ANTES DO IR (-) IR e CSSL = LUCRO DO EXERCÍCIO ÍNDICE DE MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: A margem de contribuição também pode ser expressa em porcentagem. A Relação Custo/Volume/Lucro é uma eficiente técnica que. Despesas variáveis.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 77 A Margem de Contribuição é o valor oriundo da diferença entre as Vendas e todos os gastos variáveis.

a partir desse ponto.00 por unidade produzida. Quando a empresa comercializa 5 unidades atinge o seu ponto de equilíbrio.q) O Ponto de Equilíbrio representa a quantidade mínima que a empresa terá que comercializar para cobrir seus gastos. isto é. permanece constante e com um valor de $ 40. Se a empresa não conseguir vender nenhum de seus produtos o prejuízo corresponderá aos CF + DF totais dessa empresa. a empresa incorrerá em prejuízo. Gráfico do Ponto de Equilíbrio: Á R EA D E LU C R O RT CT Y PE Á R EA P R EJ U ÍZ O PE e m v alo r CV CT CF PE e m v o lu m e X Onde: CF = Custo Fixo CT = Custo Total CV = Custo Variável RT = Receita Total .00. o Custo Fixo independe da produção e da venda.q + DVu . Daí para frente. O Custo Variável é proporcional às quantidades produzidas e aumenta de $ 20. abaixo desse ponto. pela diminuição da atividade. aparece lucro correspondente à MCu vezes as quantidades comercializadas acima do PE.q) = CT + DT (CF +DF + CVu. Vendendo menos do que cinco unidades a empresa incorrerá em prejuízo. pelo aumento da atividade.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 78 PE RT (PVu. a empresa não apresenta nem Lucro nem Prejuízo. Exemplo: Unidades Produzidas 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Custo Fixo $ 40 40 40 40 40 40 40 40 40 Custo Variável $ 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Custo Total $ 40 60 80 100 120 140 160 180 200 Receita de Vendas $ 0 28 56 84 112 140 168 196 224 Lucro ou Prejuízo $ (40) (32) (24) (16) (8) 0 8 16 24 Pelo exemplo. O Custo Total não aumentará na mesma proporção dos Custos Variáveis em virtude dos Custos Fixos. Vendas menos Custo Total (CT) representa Lucro ou Prejuízo. Ao atingir o Ponto de Equilíbrio. a empresa conseguirá lucros. o ponto da atividade em que não há lucro nem prejuízo.

resultando num lucro zero (ponto de ruptura).275.00 X 1. a empresa cobrir os custos e despesas fixos. pois.752.376.00 Custo Unitário Variável = $ 10. basta multiplicar as quantidades encontradas no do PE pelo PVu.00 = 19. através da margem ganha em cada uma delas [PVu – (CVu + DVu )].10) = 1.376.00 1.00 (parte fixa) + [ 10. é necessário vender tantas unidades de produto quantas forem necessárias para.129.376. que corresponde a MCu.00 + 12. Ponto de Equilíbrio = ( em unidades) Custos + Despesas Fixos MCu Para se chegar a fórmula anterior.050.376.350.275. Para saber o valor da Receita de Vendas no PE. A fórmula em quantidades permite alcançar ou calcular o ponto de equilíbrio de cada produto.00 Preço de venda unitário = $ 15.350.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 79 À direita do Ponto de Equilíbrio encontra-se a área do lucro.129. O ponto de Equilíbrio é alcançado num número tal de unidades vendidas igual ao quociente entre custos + despesas fixos (CF + DF) e a diferença entre preço unitário de venda e custos + despesas variáveis unitários [PVu – (CVu + DVu )]. contanto que se consiga apropriar uma parcela do custo fixo total a cada produto (o que não deixaria de ser dificultoso).050.350 / (15 . CF + DF PVu – CVu – DVu RT = CT + DT RT= PVu x Q . foi feito o seguinte desenvolvimento através de um raciocínio lógico: PE CT = DT= DVu x Q + DF Substituindo esses parâmetros na fórmula: PVu x Q = CVu x Q + CF+ DVu x Q + DF PVu x Q – CVu x Q – DVu x Q = CF + DF Q= ou PEq = CF + DF MCu Isto pode ser intuitivamente entendido.700. quando a empresa produzir mais de um.275.00 ⇒ o valor total das vendas é igual ao valor total dos custos.270] = 6. enquanto à esquerda encontra-se a área do prejuízo.270 u Comprovando o resultado obtido da seguinte forma: 6. Exemplo: Custos Fixos previstos = $ 6.00 = 19.350. se os custos fixos independem do volume de atividade.00 Ponto de Equilíbrio = 6.270 X 15.

000.00 ao ano.00 + $ 1.000. Vamos supor que a empresa em estudo tenha um capital de $ 10.000. Para se determinar o ponto de equilíbrio contábil são levados em conta todos os custos e despesas fixas contábeis relacionadas com o funcionamento da empresa.000. Exemplo: CF + DF = $ 4. ou seja. Fórmula: CF + DF MCu Uma outra forma de se fazer o cálculo do PE seria utilizando o valor da MCu em termos percentuais.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 80 PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL (PEC) É a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos.000.a.00 /u Qual o PEC em receita ? MCu = $ 8.000. consegue uma taxa líquida de 10% a. * avaliar a lucratividade associada aos diversos níveis possíveis de vendas.25 = $ 20.00 por mês CV + DV = $ 6.000. PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO (PEE) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescida de uma remuneração mínima sobre o capital investido pela empresa. Aplicando esse dinheiro no mercado financeiro. PEE = CF + DF + Custo de Oportunidade (Retorno mínimo s/ PL) MCu Logo. ao invés de no seu próprio negócio.000.000.000.$ 6. no preço de vendas e na distribuição relativa de linhas de produtos vendidos.000.00 / 0.00 = $ 2.000.000.00 . ou seja.000.000. vai ser $ 1.00 Em receita = $ 5. O PEE será obtido quando a soma da Margem de Contribuição totalizar um valor que cobrirá todos os Custos e Despesas fixos mais o valor correspondente ao Custo de Oportunidade.00 MCu% = 2. * facilitar a análise dos efeitos sobre a lucratividade decorrente de alterações nas despesas e custos fixos e variáveis.000. O Custo de Oportunidade representa a remuneração que a empresa obteria se aplicasse seu capital no mercado financeiro. aos vários níveis possíveis de atividades.000.00 /u Preço de Venda: $ 8.000.00 / 8.25= $ 16.000. Foi o que nós estudamos de ponto de equilíbrio até o momento.000. O Custo de Oportunidade dessa empresa.00 O PEC pode ser utilizado para: * determinar o nível de atividades necessárias para cobrir todas as despesas e custos. com a aplicação no mercado financeiro. tantos fixos quanto variáveis. no volume de vendas.00 $ 2.000.000. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior.00 = 25 % PEC = $ 4.000. PEE em quantidade será de: $ 4..00 / 0. Esta remuneração mínima corresponde à taxa de juros do mercado multiplicada pelo Capital Investido e é denominada de CUSTO DE OPORTUNIDADE.000.500 u PEC = . é o ponto de vendas onde a receita total de vendas se iguala ao total dos custos e despesas.000.00 = 2.00.

000.000.000.00 / 0. o resultado for superior a esse retorno.00 se levar em conta que não se conseguiu todos os recursos necessários para o pagamento da amortização da dívida.600 u MARGEM DE SEGURANÇA OPERACIONAL Representa a diferença entre as quantidades apresentadas no PE e as quantidades que a empresa pretende vender. se considerar só as operações. mas estará com um prejuízo contábil de $ 800. Assim.000. mais essa parcela de $ 2. Logo.000.000.$ 800.000. por exemplo. Ou seja. tanto operacionais. $ 800.00 A empresa nesse nível de atividade estará conseguindo equilibrar-se financeiramente. Logo.000. haverá um PEE quando houver um lucro contábil de $ 1.00 $ 2.200.000. Financeiro Deficitário em $ 100. quanto não operacionais.00. em cada período.000. PE FINANCEIRO PE(f) = Custos Fixos + Desp. é o nível de produção e vendas em que o saldo de caixa é igual a zero.00. os encargos de depreciação são excluídos no cálculo do PEF por não representarem desembolso para a empresa. Corresponde às quantidades que .000.000.00 Caso a empresa esteja obtendo um volume intermediário entre 2.00 .000. mas estará economicamente perdendo.200.00 de vendas totais.000.00 / 0.000. Fixas .000.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 81 Conclui-se que o verdadeiro lucro da atividade será obtido quando.25 = $ 12. Exemplo: Supondo que a empresa em estudo fez um empréstimo de $ 8. Representa a quantidade de vendas necessárias para cobrir os gastos desembolsáveis. PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO (PEF) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa.800. os encargos financeiros desse empréstimo estejam inclusos nas Despesas Fixas.00 + $ 2.Deprec. por exemplo.000.000. Uma outra utilização do PEF seria computando as parcelas financeiras de desembolso obrigatório no período que não estejam computadas nos custos e despesas.000. vamos supor que dentro dos custos e despesas fixos 20% correspondam a depreciação.00. que a amortização desse empréstimo seja em parcelas anuais de $ 2.000. por não estar conseguindo recuperar o valor do juro do capital investido. os $ 3.000.000 e as 2. ainda.500 unidades. e. estará obtendo resultado contábil positivo. estará com um Resultado Contábil de $ 1.900. a empresa precisa obter. se a empresa operar na faixa de 2. Supondo. o PEF será de: PEF = $ 3.00 de desembolso para cobrir os CF e DF.000.00 Em receita seria de: $ 5. O PEF será alcançado quando a empresa comercializar as seguintes quantidades: PEF = $ 4. Conclui-se que.00 PEF em receita = $ 3.Custos e despesas variáveis = 2.800. ou seja. É o espaço que a empresa tem para fazer lucros após o PE.550u.00 = 1. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior.200.00 para somar a seus recursos próprios a fim de conseguir melhor operar. + Amort.000.00.000.00.000. Econômico de $ 100. Financeiro de $ 1.100. Preço de Venda . financeiramente. e mais.00. contabilmente.600 u $ 2.000.25 = $ 20. Assim.000.200. Financ. já que não estará conseguindo recuperar-se da parcela “consumida” do seu ativo imobilizado.

5. O ponto de equilíbrio seria de 100. Quanto maior a margem de segurança operacional.V. suponhamos que uma empresa com dois produtos tenha uma margem de contribuição unitária de $1 para o produto A e $2 para o produto B e que os custos fixos sejam de $ 100. seria estimar as quantidades a serem vendidas por todos os produtos.Q. Caso seja feito algum rateio entre esses custos comuns aos produtos. a sua Margem de Segurança será: 10. admitindo-se receitas e custos médios para uma determinada combinação.000 unidades. = Quantidade de Equilíbrio Sempre que o Negócio estiver operando acima do seu Ponto de Equilíbrio.000 _______________ MS = = 0. como estudamos em aulas anteriores. .000 unidades se só fosse vendido o produto B. Quando se consegue identificar os custos fixos a cada produto (CF identificado). Suponhamos que a combinação planejada seja de três unidades de A para cada unidade de B. Por exemplo.000 . as relações de custo volume lucro também serão alteradas. ou seja.25. os símbolos representam: Q. haverá sempre um grau de arbitrariedade e o resultado poderá ficar distorcido.E. fica mais fácil calcular o PE. Se as proporções da combinação se alterarem. Mas quase sempre existirão os CF que serão comuns a todos os produtos.V. Quanto mais próximo de 1 a Margem de Segurança. Um outro cálculo seria por um método de média ponderada: Q.000 Limitações ao uso do Ponto de Equilíbrio A maior limitação da utilização do PE seria quando a empresa produzir e vender mais de um produto. A Margem de Segurança pode ser calculado pela seguinte fórmula: MS = Nesta fórmula. A margem de contribuição de cada "pacote" de produtos seria de 3 x $1 mais 1 x $2. . se o Negócio estiver vendendo 10. EFEITOS DA COMBINAÇÃO DE VENDAS (Mix de Vendas) A análise de custo-volume-lucro até o momento concentrou-se numa única linha de produtos. calcular uma margem de contribuição média e dividir os custos fixos por essa margem de contribuição média.000. $1. Quando os administradores escolhem uma combinação de vendas. Portanto.50 10.000 unidades se só fosse vendido o produto A e de só 50.E. Em empresas com muitos produtos. Exemplo: o Ponto de Equilíbrio é 5. ____________ Q. Uma forma de se calcular esse PE. segundo o Professor George Guerra Leone. A margem de contribuição média por unidade de produto seria $5 : 4 unidades de cada pacote. maior o risco de o Negócio entrar em prejuízo caso não consiga o seu volume de vendas. maior a capacidade de lucro da empresa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 82 são comercializadas acima do PE.V. a combinação de vendas é um fator importante no cálculo de um ponto de equilíbrio geral da empresa. Logo: 0 < MS > 1 Quanto mais próximo de zero estiver a Margem de Segurança. = Quantidade Vendida Q. $5. menor este risco. ela pode ser expressa num gráfico de ponto de equilíbrio ou num gráfico de L/V.000 unidades. Mas as dificuldades na prática são muito grandes. o numerador será positivo e menor que o denominador. ou seja. fortalecendo a certeza de que a empresa não incorrerá em prejuízos.

.......00 ........75 $0...25 = 80.....50 $1.......(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão.Energia elétrica consumida pelas máquinas .. c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada.. todos os custos incorridos no período..000... entre outros. 03.....Matérias-primas..... em uma mesma linha de produção..........000 unidades de A e 20. de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa....... seja o variável ou por absorção.... R$ 4..00 .....(AFTN / ESAF) É correto afirmar que: a) o método de custeio variável agrega os custos fixos ao custo de produção pelo emprego de critérios variáveis de rateio.......... inclusive os da administração geral........ na apuração do custo de produção. na hipótese de se manter a mesma combinação seria: $100......00 .......25 O ponto de equilíbrio............(AFTN / ESAF) A atribuição de todos os gastos de fabricação aos produtos é determinada pela seguinte forma de custeio: a) de realização c) direto e) por absorção b) variável d) estimado 02...... b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto. julgue os itens que se seguem.000. ao contrário do custeio variável... d) Quando não há limitação na capacidade produtiva.. R$ 12... utilizando-se a taxa linear de 10% ao ano..... b) o método de custeio por absorção leva em conta.000 : $1......... o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade.. R$ 4....000......00 ..000 unidades (sendo 60.800. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis..... c) o método de custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja feita pelo critério do custo médio ponderado... considerando todos os custos envolvidos.Aluguel do imóvel da fábrica ....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 83 Produtos A B Vendas planejadas 3 1 4 Pesos ¾ ¼ MC unitária $1 $2 Média ponderada $0.... R$ 36.... e) a diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que este admite a avaliação dos estoques por método diferente do custo médio ponderado.000.... R$ 24. d) para efeito de apuração de resultados industriais é indiferente qual o método de custeio adotado.. QUESTÃO 2 – TESTES UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE 1 A 6: A Cia.00 ...Mão-de-Obra Direta (MOD) .... Gama apresentou os seguintes custos e despesas relativos ao mês em que iniciou suas atividades: .000 de B) Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa correta: 01....Depreciação dos equipamentos de fabricação.

00.... e) R$ 6.. de: a) R$ 6. variáveis.69 e R$12.....000.... R$ 6...000.... a margem de contribuição unitária corresponde a (em R$): a) 180...200.00 ...000. em seus livros contábeis e registros auxiliares de custos: Custos e Despesas fixos durante o ano: ...000...00..00.....62 e R$ 6.. mão-de-obra direta.......00........00 c R$ 9.. 4...... R$ 70.800.. RESPONDA AS QUESTÕES DE Nº 7 A 12.000... 6.00.000.. utilizando-se o custeio por absorção e o custeio variável.000.. O lucro líquido..... R$ 25.00..... e) 240.......200.00 e R$ 8.. R$ 7.....00 . a: a) 170... respectivamente.....00 e R$ 8. 1.. b) R$ 9..00. No custeio variável......00 e R$ 9....307..Mão-de-Obra Indireta (MÓI). d) 166.000......... e) 19.... COM BASE NOS DADOS A SEGUIR....00. das quais 40 permaneciam em processo no final do mês............ 5....... as administrativas são consideradas fixas e as de vendas.384... 3.307.000. o lucro bruto corresponderá a (em R$): a) 11... em unidades....00 e R$ 8...00 ... R$ 18...538....000.Mão-de-Obra Direta e Indireta.. R$ 8...076..00 Custos e Despesas Variáveis por unidades: ........ d) 200.. ..... c) 8... A Cia.. No Custeio por Absorção.... são considerados variáveis os relativos a matérias-primas.00 ...62 e R$ 5. R$ 3....00..00......00 e R$ 6..00 e R$ 4....Despesas com Vendas ...Impostos e Seguros da fábrica .384...000..000. será.00.. .00......00.00 e R$ 8. Em relação às despesas.Despesas Administrativas........ e) 80......00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 84 .000........ c) R$ 8.46: e) R$ 7.. d) 36. b) 150..200.. utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: d) R$12.000...000.... c) 200. energia elétrica e materiais indiretos...Depreciação de Equipamentos .000.. a) R$12. e) R$ 6....... com grau de acabamento de 50%.. respectivamente..00 Dos elementos do custo.200.........00.... d) R$ 8.... b) 12..000. 2.00..92...00 ... A empresa iniciou a produção de 260 unidades no período...00..00 e R$ 9.00. b) 100..69 e R$ 11.. Copacabana apresenta os seguintes saldos......000...000.....Despesas com Vendas ..00 c) R$ 8.00 e R$ 9..000..000....000...00. c) R$ 19...000...00..00..00. utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: a) R$ 6.Materiais Indiretos .. d) R$ 12.00 ..000.... c) 300.000.000.....000.. O ponto de equilíbrio (break-even point) da companhia corresponde.00 e R$ 34..000..000. O estoque final de produtos acabados será. Das unidades acabadas.. R$ 7..200......00 b) R$ 8..............200...000.66.. 190 foram vendidas ao preço unitário de R$ 500.. respectivamente. O estoque final de produtos em elaboração será.. b) R$ 7..

.....00 .00...00. c) 93.000. b) 3.Comissões de Vendedores ... Para se atingir o Ponto de Equilíbrio.. Caso a empresa queira obter um lucro de 25% sobre as receitas totais..... 9.00. c) 300.....00..00.000....00..00 R$ 120.. 8... R$ 450..........00. b) 600.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 85 ...00.... d) 300. c) 255..000... e) 200.00.00....00....000.. c) 355...000.....600.. b) 600. .. d) 120...00.. b) 800....550..... 10..750...... e) 100..000. Seus custos e despesas fixos anuais importam em R$ 1....00 60% Y R$ 200.. b) 165..00.00.... A Cia.Embalagens .000....00 40% Supondo-se que a combinação de vendas permaneça constante no ano.000.000... quantas unidades deve produzir e vender durante o ano? a) 150.00.000..00.500.....00..... 7...000.000.500..000. 12..00. o ponto de equilíbrio da companhia equivale a (em R$): e) 1...000... e) 100.. R$ 30...00...000.....000. 11. R$ 15... d) 4. quantas unidades devem ser produzidas e vendidas por ano? a) 200.00 O preço de venda de cada unidade é de R$ 1.......000..000.00... Foram obtidas as seguintes informações adicionais em seu departamento de custos: PREÇO DE CUSTOS E DESPESAS PROPORÇÃO PRODUTOS VENDA VARIÁVEIS UNITÁRIOS DE VENDAS X R$ 120. b) 62.... e) 100.600.00 ..00.. c) 200...00.. Se a taxa de juros de mercado for de 20% ao ano e o patrimônio líquido da companhia corresponder a R$ 200...... e) 100..000.. e) 400....550..... O valor da receita no Ponto de Equilíbrio é de (em R$): a) 300. 13.. d) 750.00 a) 2.00.00...... c) 375..00. o ponto de equilíbrio econômico será de (em R$): a) 300.. b) 255...Outros Custos e Despesas .00....000..00 ....000..... O ponto de equilíbrio financeiro da companhia é (em R$): a) 200.800.......... d) 200.000..000..00. R$ 105. d) 187.. O lucro obtido de 25% é de (em R$): a) 200....000.......200... ABC tem dois produtos em sua linha de fabricação: X e Y..Materiais Diretos . c) 3. d) 75.000..00 R$ 70...

pois apresenta maior margem de contribuição unitária. mas não atentamos ao problema decorrente da existência de diversos fatores que. 3. Se não houver limitação na capacidade de produção.00 b) 120.000 unidades totalmente acabadas. apresentar maior valor. é necessário conhecer a margem de contribuição.00.00. Para cada caso. aos custos variáveis unitários e aos custos fixos totais foram. o produto mais rentável será o que apresentar maior margem de contribuição por unidade.000. PEF: ____________________________.500.00 c) 130. em R$. foram vendidas no mês 6. bem como trabalhar com outros fatores que limitem sua produção. 15 (ICMS/SP 2006) Uma empresa calcula os custos de seus produtos utilizando dois métodos: o método do custeio por absorção e o método do custeio variável.00 no custeio por absorção.000 litros de vinho.00 Outros Custos Fixos = $ 30.00 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 86 14 A Indústria de Bebidas KAI KAI produziu e vendeu em abril o total de 100. se uma indústria fabrica os produtos A e B e sofre limitação das horas de que pode dispor em sua linha de produção: . a empresa manteve os custos variáveis correspondentes a 40% do preço de venda praticado. 15. verificamos algumas de suas aplicações.00.00 Margem de contribuição unitária (E = D . 12.400. chamados “gargalos”.00 no custeio variável. Para atingir esses valores de resultado.000.600. limitam a capacidade de produção da empresa. 50.00 700. os valores correspondentes ao preço de venda unitário.900. Havendo limitação na capacidade produtiva.00 Preço de venda unitário (D) 1.00 LIMITAÇÃO DA CAPACIDADE PRODUTIVA Ao comentarmos a grande importância do conceito de margem de contribuição. a)) 100.80 Outros custos variáveis = $ 0.600.000. os custos de produção foram: Matéria-prima = $ 1. 40.900. líquido dos tributos sobre as vendas. e lucro de R$ 345. dividida pelo fator que limita a capacidade de produção.00 O produto mais rentável é o A.00.00 Depreciação = $ 70.70 Despesas fixas (incluso depreciação de $ 9. por produto ou pelo fator que representa o “gargalo” da produção.00 Despesas variáveis de vendas = $ 0.00 Custos variáveis unitários totais (C = A + B) 1.00 2. respectivamente.000 unidades. PEC: ____________________________. 52. 14.000. Os Estoques iniciais eram “zero”.750.00.00 Custos indiretos variáveis unitários (B) 200.00.00.00 500. 48.00. a fim de maximizar o resultado.000.00) = $ 29. No fechamento do mês foram apurados os seguintes resultados líquidos finais: Lucro de R$ 348.200. Uma empresa pode operar no limite de sua capacidade instalada ou abaixo dela. Durante o mês. 17. 14.C) 900. naturalmente.000.20.00. o mais rentável será o produto cuja margem de contribuição unitária. MCU: ___________________________.00 d) 125.20 Mão-de-obra apontada = $ 0.00 e) 150. se uma indústria fabrica os produtos A e B e opera com capacidade ociosa: Produto A Produto B Custos diretos variáveis unitários (A) 800. Desse modo.00 1.00.000.000. Exemplificando. Com base nos dados seguintes.000. 52. ao preço unitário de venda de $ 5.30 Mão-de-obra indireta = $ 19.00 Pede-se: 1. a produção do mês foi de 8. 2.

00.00. APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS FIXOS COM BASE NO FATOR DE LIMITAÇÃO Como regra.(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão. Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa incorreta: 01. os custos fixos produzem valores finais de lucros unitários válidos para o processo de tomada de decisão.00 de margem unitária). de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa. . se forem alocados em proporção ao que cada produto utilizar do fator de limitação da capacidade produtiva. Matéria-prima $ 4/Kg $ 4/Kg 2. a apropriação dos custos fixos aos produtos produz distorções que podem afetar o processo de tomada de decisões. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis. Os custos e despesas fixos são de 44. havendo limitação na capacidade produtiva.00 x 1. Pede-se calcular: a) O valor do resultado máximo num período em que houver apenas 360Kg de matéria-prima disponíveis para a produção: ___________________________________________________________ QUESTÃO 3 : (ICMS/RJ 2007) Determinada empresa industrial produz e vende somente três produtos diferentes: A.000 por período.0 hora 700.00 de margem unitária). considerando todos os custos envolvidos.00 1.00 Produto B 700.00 por hora.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 87 Margem de contribuição unitária (A) Tempo de produção por unidade (B) Margem de contribuição dividida pelo tempo de produção (C = A / B) 700. 100 unidades de cada produto da empresa por período. produz-se 1. o mais adequado é que a indústria dê prioridade à fabricação do produto B. Os custos variáveis são os seguintes: A B 4 kg/un.050.5 hora 600. Como está sofrendo limitações quanto ao tempo disponível de produção. R$ 15. julgue os itens que se seguem. 2 kg/un. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva. respectivamente. os quais são normalmente vendidos por R$ 10. MOD $ 20/h $ 20/h Segundo o Diretor de Marketing. Entretanto. no máximo. sobre esses preços ela paga comissões de 5% aos vendedores. Produto A 900.5 = 1. c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada.5 unidade de B (700.00 Isto significa que enquanto a margem de contribuição unitária de A é de 600. a de B é de Em resumo.5 h/un. enquanto se produz uma unidade de A (900. o mercado consome.00 e R$ 20. Desse modo.00 1.00. b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto. respectivamente. 2 h/un. entre outros. a apropriação dos custos fixos produzirá resultados válidos para o processo de tomada de decisão se for realizada com base nas horas de produção utilizadas. inclusive os da administração geral. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade. o mais rentável. B e C. QUESTÃO 2 – A empresa K B S/A produz dois produtos (A e B) cujos preços de venda – líquidos de tributos – são $120 e $80. em uma mesma linha de produção. se o fator de limitação for o número de horas de produção.

respectivamente – valores arredondados.000. em valores arredondados. Sabe-se que a matéria-prima e a mão-de-obra direta podem ser utilizadas indistintamente nos dois produtos. que a matéria-prima X.00. 100 unidades e 150 unidades b) 175 unidades. e) 220 unidades. c) 175 unidades.00 e a taxa da mão-de-obra R$ 3. R$ 8.007. despesas fixas administrativas e de vendas no valor de R$ 350. ainda este mês.400 e em despesas fixas mensais de R$ 4.776. c) R$ 13.00.538. Considere que.39. 100 unidades e 150 unidades. das mercadorias A. O gerente da produção constatou. ainda. todas as variáveis de agosto próximo passado permanecem válidas (inclusive a demanda: 80 unidades de cada produto).67.00 e R$ 15. determine quantas unidades de cada produto deverão ser produzidas e vendidas a fim de a empresa industrial Grasse apurar o maior lucro possível em setembro. comissão variável aos vendedores de 3% da receita auferida. 300 unidades e 72 unidades.00. em agosto próximo passado. respectivamente: d) 200 unidades. Constatou-se.00. prontas para serem vendidas.560.00/h. que cada unidade do produto B consome 3kg da matéria-prima X e que cada unidade do produto C consome 5kg da matéria-prima X. salvo a disponibilidade de matérias-primas. (Perfume X e Perfume Y. embora não haja qualquer unidade da mercadoria B. O gerente de produção procurou a equipe de compras e verificou que não é viável adquirir mais matériasprimas até o fim deste mês. ainda.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 88 Os custos variáveis unitários dos produtos A. pois. B e C costumam ser R$ 6. d) R$ 10. 2. A empresa industrial Grasse fabrica e vende 2 tipos de perfume: X e Y. além de despesas variáveis correspondentes a 10% da receita. 100 unidades e 10 unidades. devem ser produzidas. B e C. O ponto de equilíbrio contábil da empresa industrial Grasse. O resultado que a empresa industrial Grasse apurou em agosto próximo passado. e) R$ 12. está com o estoque muito baixo – só se dispõe de 700kg desse recurso.760. O quilo da matéria-prima custa R$ 2. d) R$ 13. que só se dispõe de 60kg da matéria-prima Y. A empresa incorre em custos fixos mensais (comuns aos dois produtos) de R$ 9.768. Considere. a empresa Grasse produziu 100 unidades do produto X e 90 unidades do produto Y. O gerente da produção sabe que cada unidade do produto A consome 2kg da matéria-prima X.458. e) R$ 16. a empresa industrial Grasse só dispõe de 605kg dessa matéria-prima. comum aos três produtos.400.00. Admitindo que. 1. com o responsável pelo almoxarifado. que em agosto os estoques iniciais estavam vazios e que a empresa vendeu 80 unidades de cada produto.00 por mês. b) R$ 14. 100 unidades do produto B e 150 do produto C. Sabe-se que no almoxarifado há 45 unidades da mercadoria A e 78 unidades da mercadoria C.909.) a) zero unidade e 76. ao passo que a fabricação do produto Y consome 10kg de matéria-prima por unidade e 3h de mãode-obra direta por unidade. c) R$ 11. sendo o produto X ao preço unitário de R$ 150 e o produto Y por R$ 250.00 por mês.75kg de matéria-prima por unidade e 2h de mão-de-obra direta por unidade. em função da greve dos transportadores. Considerando que a única decisão viável diz respeito ao volume a ser produzido. é: a) R$ 5. QUESTÃO 3 (ICMS/RJ 2007) O enunciado a seguir se refere às questões de números 1 a 3. Para se maximizar o resultado da empresa neste período. 100 unidades e zero unidade. O gerente de produção verificou com a equipe de vendas que a demanda mensal pelos produtos da empresa tem se mantido em 220 unidades do produto A. A fabricação do produto X consome 2. respectivamente.7 unidades b) 10 unidades e 70 unidades .82.160. para setembro.97.60. b) R$ 13. A empresa ainda incorre em custos fixos de R$ 400. foi: a) R$ 20. a) zero unidade. além de 4kg da matéria-prima Y (que é exclusiva do produto C). 3.21. pelo custeio por Absorção (utilizando-se as horas totais de mão-de-obra direta como critério de rateio).00.

5 unidades e) 60 unidades e 44 unidades QUESTÃO 4 (ICMS/RJ 2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende três produtos: 1. 3 = 30 c) 1 = 20. 3 = 27. b) Estimado. 2 = 25. 3 = 0 b) 1 = 20. 2 = 25. Observe os dados desses produtos: Sabe-se que os recursos são onerosos e limitados. conforme a tabela a seguir: Sabe-se. • a empresa não tem como aumentar as demandas dos produtos no próximo mês. apresenta muita dificuldade de ser alcançado. 2 e 3. 2 = 0. a) 1 = 10. dentro de condições ideais de qualidade dos materiais. • a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 89 c) 100 unidades e 33 unidades d) 80 unidades e 38. levando-se em consideração as características tecnológicas do processo produtivo de cada um. 3 = 30 e) 1 = 26. • a empresa incorre em despesas variáveis equivalentes a 20% da receita de cada produto. Há três tipos básicos de Custo–Padrão: a) Ideal. precisa gerenciar essas restrições.6. que: • a empresa não tem como aumentar as suas disponibilidades de recursos produtivos no próximo mês. portanto.5 CUSTO-PADRÃO Custo – Padrão é um custo estabelecido pela empresa como meta para os produtos de sua linha de fabricação. a quantidade e os preços dos insumos necessários para a produção e o respectivo volume desta. 2 = 25. Determine quantas unidades a empresa precisa produzir e vender de cada produto no próximo mês para maximizar seu resultado nesse próximo mês. Custo-Padrão Estimado . 3 = 30 d) 1 = 20. de eficiências no uso e na qualidade dos insumos. ainda. c) Corrente. 2 = 10. Custo-Padrão Ideal É um custo determinado da forma mais científica possível pela Engenharia de Produção da empresa.

00 - Como pode-se perceber das definições acima. Custo Real É o custo efetivo incorrido pela empresa num determinado período de produção. para o futuro. etc. Se o Custo Real for superior ao Custo-Padrão. se os preços pagos pelos insumos poderiam ser menores.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 90 É aquele determinado simplesmente através de uma projeção. leva em consideração as deficiências que reconhecidamente existem mais que não podem ser sanadas pela empresa. tais como às relativas a materiais comprados de terceiros. a variação será considerada como FAVORÁVEL. pode descobrir se está utilizando um volume maior de materiais do que deveria. para fixar o Corrente. Desta comparação. se o nível de desperdício dos materiais poderia ser diminuído. ao detectar as ineficiências. o Custo Real ser inferior ao Custo Padrão. Comparações CUSTO PADRÃO X CUSTO REAL VARIAÇÕES SE: CUSTO REAL > PADRÃO . o que é talvez o mais importante. se pagou preço adequado por estes materiais. Ao contrário deste último. o Custo-Padrão é um instrumento muito poderoso par que a empresa tenha controle sobre os seus custos. comparando os que deveriam ser (Custo-Padrão) com os que efetivamente ocorreram (Custo Real). a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. Este tipo de Custo-Padrão pode ser considerado como um objetivo de curto e médio prazos da empresa e é o mais adequado para fins de controle. se esta havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar. uma vez que o custo efetivo foi maior que o estabelecido como meta para a empresa.0022.) CVu x Volume + CF Volume . se produtividade da mão de obra está aumentando ou diminuindo. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custo. se a produtividade da mão de obra poderia ser melhorada. sem qualquer preocupação de se avaliar se ocorreram ineficiências na produção (por exemplo. Além disso.variação DESFAVORÁVEL CUSTO REAL < PADRÃO . pelo menos a curto e médio prazos.00 128. a empresa terá diante de si um quadro adequado para determinar de que forma poderá cortar custos e aumentar a sua lucratividade. ao contrário do Ideal. Observe o quadro abaixo: CUSTOS R$ REAL PADRÃO 123. de uma média dos custos observados no passado. H/H. Quantidade Produzida etc.00 VARIAÇÕES R$ FAVORÁVEL DESFAVORÁVEL 23. etc). inexistência de mão de obra especializada e outras similares. Por outro lado.variação FAVORÁVEL FIXAÇÃO DO PADRÃO PADRÃO DE MATERIAIS Quantidade Física x Quantidade monetária PADRÃO DE MOD Estimativa de Horas x Custo da MOD p/ unidade PADRÃO DE CIF Parte Fixa Parte Variável Geralmente a taxa de absorção dos CIF é feita com base no volume (H/M. uma vez que a empresa apresentou custo menor do que estabelecido como meta. Se ocorrer o contrário.00 150.00 100. a empresa. Custo-Padrão Corrente Situa-se entre o Ideal e o Estimado. a variação (diferença) ai ocorrida será considerada DESFAVORÁVEL.

Direta 310. A comparação entre o Custo Real e o Padrão pode ser feita de forma extracontábil. os Custos Reais levantados foram: .000 10.000. há empresas que preferem controlar as variações entre o Custo Real e Padrão na própria contabilidade.Mão de Obra Direta (MOD): $ 80 $ 70 Não havia estoques de Produtos em Elaboração e de Produtos Acabados no início do período.200 foram vendidas no período (vendas correspondentes a 80% do que foi fabricado).000. EXEMPLO A Cia.000 u = = $ 400.000 $ 280. Existem várias maneiras de se fazer isso e estas formas de custeamento são denominadas de Custeio Padrão. Direto 410. através de relatórios especiais. No final do período.000 1.CIF: $ 300. O.Material Direto (MD): $ 100 .000 + 10. o contador de Custo faria o seguinte relatório: ITEM DE CUSTO CUSTO REAL CUSTO PADRÃO VARIAÇÃO M.000 (Desfavorável) M. sendo que 3.000 400.000 .000.000 $ 1.000 + 20.000 u = $ 70 x 4.000 u = .020.000 (Favorável) CIF 300.020. A produção de X foi de 4.000 . não há necessidade de o Custo-Padrão servir de base para os lançamentos contábeis da empresa.Material Direto: $ 410.000 unidades totalmente acabadas.000 unidades foram: .000 Os Custos-Padrão totais referentes à produção de 4.000 $ 320.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 91 CUSTEIO PADRÃO Pelo exposto no item precedente. XPTO tem seguintes Custos – Padrão por unidade para fabricação do seu produto X: . Uma das formas de Custeio Padrão consiste em se registrar todos os custos pelos seus valores-padrão nas contas referentes aos Produtos em Elaboração e controlar as variações entre o Real e o Padrão em contas especiais.000 410. o lançamento seria: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (debitados pelo padrão) D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO D VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C ESTOQUE DE MATERIAL (pela saída do material-valor real) C FOLHA DE PAGAMENTO (pela apropriação da MOD-valor real) C CIF (pela apropriação dos CIF – valor real) 1. Entretanto.000 (Desfavorável) TOTAL 1.000 10.000 310.Mão de Obra Direta: $ 80 x 4. Para atingir este objetivo. ficou claro que a maior utilidade de Custo-Padrão é servir como parâmetro para o CONTROLE dos Custos Reais e como instrumento para a empresa detectar suas ineficiências.000 $ 1.000 .000 (Desfavorável) Caso o controle fosse feito pela contabilidade.000 320.000 280.10.000 .000 + 20.Mão de Obra Direta: $ 310.000 300.Material Direto: $ 100 x 4.000 20.000 Se a empresa fizesse o controle extra-contábil.

DIRETO (1) 10.000 (1) ESTOQUE DE M. Devedor 310.000 (1) (4) 410.000 4.000 (2) VARIAÇÃO DO M.000.000 (4) 16. De fato: CUSTO DA PRODUÇÃO DO PERÍODO = CUSTO DA PRODUÇÃO ACABADA.000 10.000. .000 VARIAÇÃO DO CIF (1) 20.000 10.000 816. as contas de VARIAÇÕES são encerradas na proporção de 80% contra o CPV e 20% contra PRODUTOS ACABADOS.000.000 200.000 No final do período.000 (4) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.000 20. 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 1.000.000 800. são devedoras.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 92 Note que as contas de VARIAÇÕES.000 20.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 204.000 1.000 300. A transferência de Produtos em Elaboração para Produtos Acabados também se faz pelo Padrão. se desfavorável.000 (3) CPV (3) 800.000 10. credoras. DIRETO S.000 4.000 (4) 16.000 1.000 Observe que os saldos finais das contas de CPV e PRODUTOS ACABADOS coincidem com o saldo que seria obtido se todos os custos fossem contabilizados pelos valores reais e não pelos padrão.000 O mesmo ocorrendo com a transferência de Produtos Acabados para o Custo dos Produtos Vendidos: 3) D CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (80% dos Produtos Acabados) C PRODUTOS ACABADOS 800.000. 4) D CPV D PRODUTOS ACABADOS D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1.000 10.000 800. Se favoráveis. Inicial CIF Débitos do Período = 300.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1.

000 (+) ESTOQUE INICIAL DE PRODUTOS ACABADOS (-) ESTOQUE FINAL DE PRODUTOS ACABADOS (20% do Custo da Produção Acabada) (=) CPV (80% do Custo da Produção Acabada) 1.000 10.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 93 410. DIRETO (1) 10.000 (4) . os lançamentos seriam: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIREITA C ESTOQUE DE MATERIAL C FOLHA DE PAGAMENTO C CIF 1.000 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 3) D CPV C PRODUTOS ACABADOS 4) D VARIAÇÕES DO CIF D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C CPV C PRODUTOS ACABADOS Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1.000 10.000 (4) VARIAÇÃO DO CIF (1) 10.000). Nesse caso.000 800.000 310.000 (1) ESTOQUE DE M. inferior em $ 10.000 ) e do CPV (80% x $ 10.000) 816.000 10. o Custo Real seria de $ 990.000 300.000 10.000 0 (204.000 ao Custo-Padrão.000 2.000 1. no exemplo citado.000.000 (3) 2.000 200.000 800.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 = $ 8.000 8.020.000.000.000 10.000 1. se o CIF real fosse de $ 270.000 (1) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.000 310.000 270.000. DIRETO S. os lançamentos de encerramento das contas de VARIAÇÃO serão feitos a crédito de PRODUTOS ACABADOS e do CPV.000 198.000 10.000.000 (1) 410. Esta diferença será lançada à crédito de PRODUTOS ACABADOS (20% X $ 10.000 10.000 .000 10.000.000.$ 2.000 800.000 (2) VARIAÇÃO DO M.000 410.000 270. Devedor 310.000.000 1. Assim. Inicial CIF Débitos do Período = 270.000 10.000 ATENÇÃO: Caso a variação TOTAL fosse favorável (CUSTO REAL menor que o PADRÃO).

$ 100.000.00.00 = $ 5. Suponhamos que uma empresa tenha fixado o seguinte Custo-padrão para a Matériaprima utilizada na fabricação de seu produto: Preço previsto por unidades: $ 100. Real e a Padrão) (Preço Padrão = Preço Real) (VARIAÇÃO DA QUANTIDADE) Entretanto a soma da VARIAÇÃO DO PREÇO ($ 5.000 unidades (Quantidade Padrão = Quantidade Real) Uma outra parcela deve ser atribuída à VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. sendo $ 500.00 Encerrado o período de produção.100 unidades.500.00 .000.00 .00 = $ 15. se pagou o preço adequado pelos materiais. a divergência entre o Real e o Padrão seria: 100 unidades x $ 100. A empresa. Caso não tivessem ocorrido variações nos preços.00 (diferença de preço entre o Preço Real e o Padrão) (VARIAÇÃO DO PREÇO) x 1. Caso não tivesse havido variação das quantidades. se está havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar. suas causas e seus responsáveis e usá-las para a tomada de decisões corretivas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 94 CPV (3) 800.00) com a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE ($ 10.00 $ 10.00).00) não coincide com a VARIAÇÃO TOTAL ($ 15. cuja decomposição mostrou que: Preço efetivo pago por unidade: $ 105.00 Quantidade da matéria-prima a ser utilizada para o nível de produção previsto: 1.000 8. a divergência entre o Custo Real e o Padrão seria: $ 5. Como já enfatizamos. A VARIAÇÃO TOTAL do Custo Real em relação ao Padrão foi de: $ 115.00 (diferença entre a Qde.000. Custo-Padrão da Matéria-Prima = $ 100 x 1000 u = $ 100. entre outras. esta comparação é que vai permitir à empresa controlar os seus custos e detectar eventuais ineficiências na produção.00 (desfavorável) Uma parcela dessa Variação Total deve ser atribuída à VARIAÇÃO DO PREÇO.000.00. Período: mensal.000 unidades. Finalidade: identificar a natureza das variações. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custos.500.000 792.000.00 Quantidade efetivamente utilizada para o nível de produção previsto: 1.000 (4) ANÁLISE DAS VARIAÇÕES A análise das razões das diferenças entre o Custo Real e o Padrão é a parte mais importante do uso do Custeio Padrão para fins de CONTROLE.500. pode descobrir se está utilizando um volume maior de material do que deveria. se a produtividade está aumentando ou diminuindo.500. a empresa apurou um Custo Real equivalente a $115.

00 x 1.500.00 x 1.100(*) = $ 5. Alguns contadores preferem não trabalhar com a VARIAÇÃO MISTA. teríamos: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. a área do retângulo hachurado corresponde à multiplicação do Preço-Padrão pela Quantidade Padrão.00 Obs.00. verifica se ela foi atingida e. Este é o processo de CONTROLE: fixa uma meta.00 VARIAÇÃO DE QUANTIDADE: 100 x $ 100.00) pela diferença de quantidade (100 unidades). A área do retângulo maior. pela VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. De fato. No caso da MÃO DE OBRA DIRETA.: Neste cálculo. a análise das VARIAÇÕES tem mais um complicador.500. veja o gráfico a seguir: Preço Real = $ 105 VARIAÇÃO DE PREÇO Padrão = $ 100 VARIAÇÃO DA QUANTIDADE 1.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 95 inferior a esta última.00 = $ 10. a quantidade será 1. portanto. as VARIAÇÕES são assim definidas: VARIAÇÕES DE PREÇO = Diferença de Preço x Quantidade Real VARIAÇÃO DE QUANTIDADE = Diferença de Quantidade x Preço Padrão No exemplo analisado. A verdadeira utilidade do CUSTO-PADRÃO vai se revelar no momento em que se começa a analisar as causas. Esta última corresponde à multiplicação da diferença de preço ($ 5. com a única diferença de que a VARIAÇÃO DE QUANTIDADE das horas trabalhadas previstas é chamada de VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA e a VARIAÇÃO DE PREÇO do custo horário da MOD é denominado VARIAÇÃO DE TAXA.00 é denominada de VARIAÇÃO MISTA. conforme demonstrado anteriormente.100 = Real VARIAÇÃO MISTA CUSTO PADRÃO Padrão = 1000 Quantidade A área hachurada corresponde ao Custo-Padrão de $ 100. Nesse caso. a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE e VARIAÇÃO MISTA. Os CIF fixos por unidade têm que se projetados dividindo-se os valores previstos dos CIF por um volume de produção . ao Custo Real. Em relação aos CIF.000. O departamento de Compras terá que explicar por que comprou $ 5. No entanto. em virtude de não se poder eleger nenhum responsável por ela.000. por convenção. Esta diferença de $ 500. a análise das VARIAÇÕES é similar a dos MATERIAIS DIRETOS. tanto da VARIAÇÃO DO PREÇO quanto da VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. se a Variação Mista for considerada.000.00 VARIAÇÃO TOTAL = $ 15. quais as razões que justificam isto. o Departamento de Produção explicar por que foram utilizadas 100 unidades a mais de matériaprima para fabricar a produção prevista.000 unidades (padrão) e a fórmula será: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. caso não tenha sido.00 mais caro do que o preço-padrão dos Materiais. Para compreender porque ela ocorre. A diferença entre os dois tipos de Custo engloba a VARIAÇÃO DO PREÇO. já que o Departamento de Compras provavelmente só aceitará ser responsabilizado pela VARIAÇÃO DE PREÇO e o Departamento de Produção.000 = $ 5. foi considerada a quantidade real.

Compras não programadas ou emergenciais. na prática. Ineficiência do pessoal da área de compras. Fixado o padrão e posto em prática. Se a produção real for diferente da que serviu de base para calcular os CIF fixos por unidade. c) Mão de obra não especializada. VARIÂNCIA Compreende-se como variação ou variância qualquer afastamento de uma variável em relação a um parâmetro pré-estabelecido. Falta de planejamento financeiro. este será comparado com os custos reais de matéria-prima. Em outras palavras. há outra causa de divergência entre o Custo Real e Padrão. As variações podem ser favoráveis. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE QUANTIDADE a) Maquinário desgastado. Estimativa deficiente dos padrões fixados. na maior parte dos casos. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação e poderá ser observada a variação ocorrida em cada um desses três fatores de produção. as variações de mão de obra são calculadas com o uso das fórmulas abaixo: Variação de Taxa (Salário) ( TR – TP ) X HP = VARIAÇÃO DE TAXA . quando o custo real for menor que o padrão. incluí-la na variação de PREÇO: (PR – PP) x QR [quando quiser considerar a variação mista. Estas precisam ser analisadas antes de se tomarem medidas para as correções. Costuma-se. que é denominada VARIAÇÃO DE VOLUME. quando o custo real for maior que o padrão. A capacidade administrativa de um gerente pode ser medida através das variações que seu departamento incorre em um determinado período. desfavoráveis. d) Má qualidade do material e) Estimativa deficiente dos padrões fixados. (PR – PP) x QP] PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE PREÇO Oscilações do preço do mercado. então. são os resultados obtidos da comparação entre o custo real e o custo padrão.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 96 esperado. corretiva e ineficaz. Variação de mão de obra Da mesma forma que material. obsoleto. Variação de material As variações de quantidade e preço são calculadas mediante a aplicação das seguintes fórmulas: Variação de Preço ( PR – PP ) X QP = VARIAÇÃO DE PREÇO Variação de Quantidade Onde: PR = Preço Real ( QR – QP ) X PP = VARIAÇÃO DE QUANTIDADE PP = Preço padrão QP = Quantidade Padrão QR= Quantidade Real Variação Mista (VM) quando há variação no preço e na quantidade do insumo: (QR – QP) x (PR – PP) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. b) Manutenção.

Oscilações sazonais em mão de obra emergencial. Oscilação do preço da mão de obra Política de remuneração inadequada. Sobretempos devidos ao material ou a operações imperfeitas. Falta de motivação. ao procurar conhecer as razões que fizeram aparecer às variações e tentar corrigi-las. A variância da capacidade representa maior ou menor utilização da capacidade da fábrica em função das horas trabalhadas quando comparadas com as horas estimadas para o período.CIF ORÇADO = VARIAÇÃO DE ORÇAMENTO Variação de Capacidade ( HO – HR ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE VOLUME Variação de Eficiência .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 97 Variação de Eficiência (Tempo) ( HR – HP ) X TP = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: TR = Taxa salarial real TP = Taxa salarial padrão HP = Horas padrão HR= Horas reais Variação Mista (VM) quando há variação de taxa e de eficiência: (HR – HP) x (Tx R – Tx P) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. Variação dos custos indiretos de fabricação Diferentemente do material e da mão de obra. incluí-la na variação de taxa: (Tx R – Tx P) x HR = PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE TAXA Uso de mão de obra não qualificada para a tarefa. Costuma-se. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE EFICIÊNCIA Paralisação anormal das máquinas. o custo-padrão atinge o seu grande papel de instrumento de controle. de capacidade e de eficiência. a tarefa de cálculo das variações dos CIF’s é mais complexa. o orçamento da despesa e o volume de produção atingível. Taxa de Absorção CIF Orçado Base de Volume = TAXA DE ABSORÇÃO Variação de Orçamento CIF REAL . A variância orçamentária reflete maior ou menor volume de gastos comparado com a importância do CIF orçado. As variações do CIF são três: orçamentária. Estimativa deficiente dos padrões fixados. A variância de eficiência representa a diferença entre o número de horas empregadas para fabricar certo volume e o número de horas-padrão que foi fixado para esse mesmo volume. é indispensável ter presente a variabilidade eventual dos três elementos: a capacidade utilizável. Falta de treinamento adequado aos operários. na prática. Estimativa deficiente dos padrões fixados. a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) Comparando os resultados. uma vez que resulta do jogo simultâneo do orçamento da despesa e do orçamento da produção. Ao se estabelecer o quociente ou medida-padrão do CIF para o cálculo do custo-padrão.

CIF orçados diferentes do REAL. i) Paralisações devidas a causas anormais VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA j) Anormalidades no fluxo e no abastecimento do material. Variação de Volume (VV): . Problemas a serem considerados: . CF por unidade será maior (variação DESFAVORÁVEL). VARIAÇÕES VOLUME Se não houvesse nenhuma variação nos custos propriamente ditos.se a produção for MENOR do que a prevista.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 98 ( HR – HP ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: HO = Horas orçadas HR = Horas reais HP = Horas padrão PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DOS CIF’S VARIAÇÕES DO ORÇAMENTO f) Estimativa incorreta dos gastos. PARTE FIXA CIF PARTE VARIÁVEL Formulação do Padrão: CFt orçado + CVu orçado x Volume (base) Volume (base) Onde: CFt = Custo Fixo Total CVu: Custo Variávei Unitário * Base/Volume: utilizado para a atribuição dos CIF aos produtos. particularmente. . . g) Excesso dos gastos em relação às necessidades normais VARIAÇÕES DA CAPACIDADE h) Estimativas incorretas de programação.Ambos os fatores. CF por unidade será MENOR (variação FAVORÁVEL). quanto teriam sido eles com a produção real? . .Volume Real diferente do Volume Padrão. . k) Maior ou menor rendimento do trabalho em termos de horas de mão de obra absorvidas.volume afeta os cálculos. Outra abordagem sobre a Variação dos CIF: Obs: análise somente pelo valor unitário.se a produção for MAIOR do que a prevista. dos CF por unidade.

No processo de custeio-padrão. 4. c) Geral.Constitui os custos-padrão um poderoso auxílio ao trabalho de elaboração e acompanhamento dos orçamentos. sua eficácia para a aferição do desempenho é enfraquecida. Exercícios QUESTÃO 1 – Assinalar a alternativa correta: 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 99 CFP ajustado ao volume real unitário – CFP unitário = CUSTOS Medir a variação no valor dos CIF. e) Ele é o que realisticamente deverá ocorrer. entendem-se: a) todos os gastos aplicados na obtenção de produtos para serem comercializados e/ou consumidos na produção.Os custos-padrão constituem instrumento valioso para apoio às decisões. . A elaboração de um custo-padrão corrente parte do pressuposto de que: a) Algumas ineficiências são inevitáveis. b) Apurar as variações. O custo-padrão atende aos preceitos da Contabilidade: a) Financeira. Por custo padrão. 5. cabe à área de Contabilidade de Custos: d) Tomar medidas corretivas.a demarcação dos elementos controláveis e incontroláveis das variâncias é uma tarefa extremamente difícil. 3.quando os padrões são alterados freqüentemente.os padrões. e são utilizados apropriadamente eles podem incentivar os indivíduos a se desempenhar com mais eficiência. b) Societária. b) Execução.No sistema de custo-padrão produzem-se relatórios que tornam possível um controle mais rápido das operações por parte da administração. 2. tendem a se tornar rígidos ou inflexíveis. e) Todas as fases. quanto a preços de venda e políticas de produção. O custo-padrão deve ser utilizado na fase de: a) Planejamento. c) Controle. muitas vezes. mesmo em períodos de tempo relativamente curtos. CIF real (unitário) – CIF que deveria ter ocorrido no volume real (unitário) Vantagens e desvantagens do custo-padrão Podemos ressaltar algumas vantagens no uso do custo-padrão. e) Avaliar os desempenhos. d) Gerencial.Os padrões de custo podem ser um importante instrumento para a avaliação do desempenho. d) O custo-padrão ideal é muito prático. . Quando os padrões são realistas e atingíveis. d) Programação. . c) Avaliar as variações. a) Elaborar os padrões. tais como: . . Como desvantagens (entendem-se limitações) do custo-padrão podemos relacionar as seguintes: . e) Tributária. . já que isto se assemelha a medir as atividades através de critérios elásticos. b) A empresa terá os melhores recursos a sua disposição. . c) A média de custo do passado é um número válido.

embora tivesse economizado 20% no preço do material. Ao final do período.00. Durante o mês. e) desfavorável em R$ 15. b) Custo-padrão menor em $ 110.00. a) b) c) d) 8.000. (AFRF) Numa empresa fabril que trabalha com custo-padrão. Na implantação de um sistema de custo-padrão. ou seja.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 100 b) todos os gastos que uma empresa aplicou na obtenção de um padrão na contabilidade de custos.000. A variação entre o custo real e o custo padrão: a) nula.00. para cada unidade produzida. com a utilização dos melhores e mais baratos re-cursos de produção.000. c) favorável em R$ 15. d) desfavorável em R$ 3. c) Custo-padrão maior em $ 10.000. foi de 100 horas acima do número previsto. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da mão-de-obra direta.00. Com base nessas informações.00/kg. b) favorável em R$ 3. a) Custo-padrão maior em $ 110.000. a variação do tempo da mão-de-obra direta. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da matéria-prima.00 para cada quilo. que foi de $ 1. c) os custos totais de fabricação incorridos em um determinado mês. e) os custos calculados e contabilizados de acordo com o critério de custeio por absorção. a variação do custo de mão-de-obra direta por unidade de tempo foi de $ 0. constatou que.10. para o total de 6.10 abaixo do valor-padrão. O custo-padrão de uma empresa para a mão-de-obra direta para cada unidade produzida é: 20 horas à taxa horária de $ 6. Com base nessas informações. 11. havia gasto 20% a mais de material que o previsto. O valor da variação total entre o custo-padrão e o custo real foi de: d) Custo-padrão menor em $ 10. sendo que o total de salários e encargos foi de $ 78. a) b) c) d) Assinale a alternativa correta: As variações de preços das matérias-primas são de responsabilidade dos funcionários do almoxarifado. para um total de 12. foi desfavorável em $ 7. b) A variação de eficiência. 9. para produzir uma unidade de determinado produto. foi desfavorável em $ 3. visto serem os responsáveis pelos controles e pelas compras das mercadorias. para cada unidade produzida.00. Uma empresa que trabalha com custos-padrão previu que gastaria 5 kg de matéria-prima.00. para cada unidade produzida. 6.510 quilos. para cada unidade produzida.802.00 por hora. O custo-padrão é um excelente instrumento de controle das atividades produtivas e operacionais de uma indústria. Sempre que a empresa produzir além do volume padrão ocorrem variações nos padrões de consumo da matéria-prima. No mesmo período. 7. para cada unidade produzida é: 10 quilos ao preço de $ 60. sendo que o total gasto com a matéria-prima A foi de $ 365.000 horas.00. a um custo de R$ 15. aquele custo conseguido em uma situação de laboratório. foi favorável. incluindo os estudos do tempo e dos movimentos relativos a cada operação.00. foram produzidas 620 unidades. foram produzidas 620 unidades. em certo período. Uma das vantagens da implantação do custo-padrão é permitir a constatação de falhas nos processos produtivos.710 horas. . deve haver envolvimento do pessoal da controladoria. que foi de 1.00. d) os custos determinados previamente/ baseados em cálculos analíticos sobre os processos produtivos. Uma significativa e anormal variação favorável não deve ser objeto de preocupação do Analista de Custos.00. contribuindo para o aumento da eficácia e eficiência da empresa. O custo-padrão de uma empresa para o consumo da matéria-prima A. da produção e de outros departamentos e setores da empresa. Assinale a alternativa incorreta: Entende-se por custo-padrão corrente o que seria o custo ideal de produção de bens e serviços.800. foi desfavorável. d) Nenhuma das anteriores. 10. O sistema de custo-padrão pode ser implantado em empresas prestadoras de serviços. Durante o mês. e) Custo-padrão maior em $ 100.00. c) A variação de taxa.

pode resultar em variações desfavoráveis na quantidade das matérias-primas. c) a variação de uso do material é considerada $ 400 favorável. c) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 desfavorável. 16. serão necessárias.000 $ 9.500 .000 kg. • Tempo-padrão de mão-de-obra por copo produzido: 0. • Quantidade de 2 kg por copo produzido. O resultado das análises das variações entre o custo-padrão e o custo real deve ser de conhecimento apenas da Diretoria. preço de compra: $ 0.500 u. A variação de preço. foi favorável em $ 38. na eficiência da mãode-obra e na variação de volume. em relação aos padrões. d) para uma saída de 2. quantidade comprada: 13.10. Foram produzidas 2. Os operários. uma vez que ele utiliza experiências simuladas. registradas e controladas por medições de natureza operacional e relacionadas à estatística.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 101 b) c) d) a) b) c) d) A variação de quantidade da matéria-prima.00. b) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 favorável. É baseado na indexação do Custo Histórico. analisando cada fator de produção em condições normais de fabricação. (Exame de Suficiência do CFC/2000) O conceito de custo-padrão: Não é baseado em princípios científicos. visto que deve servir como instrumento de avaliação e melhoria contínua.00 desfavorável.00 desfavorável. É um custo planejado para determinado período. principalmente se os padrões forem fixados tendo parâmetros exeqüíveis de produção e se houver um bom sistema de avaliação e remuneração para os mais competentes e dedicados à empresa. 15.30/kg. o custo-padrão deve levar em consideração as metas de eficiência e eficácia da empresa. • Quantidade de matéria-prima utilizada no período: 4. para cada unidade produzida. 13 a) b) c) d) 14. sem adequada manutenção.000 kg. d) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 750.000 $ 12. foi desfavorável em $ 30. foi realizada uma economia de 1. 700 horas de mão-de-obra.000 Custe real $ 17. atualizado o mesmo apenas para indexar o preço de venda do produto. • Horas trabalhadas: 600 horas.30 h. 12 Assinale a alternativa incorreta: O uso. Em sua elaboração e implantação. Todas as anteriores.500 u.200 kg de matéria-prima. para o padrão. 780 horas de mão-de-obra. Assinale a alternativa correta: a) no consumo de 4.Analise os dados a seguir referentes à produção: Custo padrão Materiais diretos Mão-de-obra Custos indiretos de fabricação $ 20. para o padrão. Com base nos dados relativos à mão-de-obra. b) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 650. pode-se afirmar que: a) para uma saída de 2. Não observa cada fator de produção.500 $ 14. preço: $ 0. a uma taxa real de $ 1. no processo produtivo.60/h. que são realizadas dentro de condições normais de fabricação.50.000 $13. para cada unidade produzida. supervisores e demais funcionários da produção irão esforçar-se ao máximo para atingir ou superar as metas do custo-padrão. de máquinas e equipamentos obsoletos.000 kg.35/kg. taxa-padrão por hora: $ 1. Uma empresa que produz copos de cerveja de alumínio possui a seguinte estimativa de custo-padrão quanto à matéria-prima a ser utilizada na produção.500 u. serão necessárias. a fim de verificar os desvios resultantes de sua comparação com o Custo Histórico.

20/m2.000. Não havia o mesmo cuidado em relação ao rateio dos custos indiretos. respectivamente. b) $ 31. em R$.875. o da fita. $ 11.325. os custos indiretos representavam parcela irrelevante do custo total.ACTIVITY BASED COSTING (ABC) No chamado ambiente tradicional de produção.000 negativa. possui o seguinte custopadrão: Quantidade Custo unitário Papelão Fita adesiva Mão-de-obra direta 1.300.000.000 unidades 4. $ 29.000 negativa b) 5. Informações adicionais: • Durante o exercício foram produzidas 2.000 negativa. $ 29.050 m de fita adesiva e 75.00 Custo real 2.000 caixas é de $ 13. $ 10.625.000. CUSTEAMENTO POR ATIVIDADES .599.000 favorável e $ 600. Nessa linha de embalagens.00 5. foi a) 5.000. $ 28. 2. d) $ 31. d) 15.500 m2 de papelão. $ 10. $ 10. $ 10.0 m 2 min $ 5. $ 11. c) a variação a ser atribuída ao departamento de compras é de $ 3.000 favorável.30/m $ 30/h por unidade Os custos indiretos de fabricação representam $ 6. $ 10. 18 (ICMS/SP 2006) Uma empresa utiliza em sua contabilidade o sistema de Custo Padrão.000 horas 3 horas R$ 4. consumindo-se 3.000. É correto afirmar: a) o custo real médio das 2.000 positiva. e) 20.875. o estoque final de matéria-prima.00 R$ 55.125. c) $ 45.900. A empresa Yanes S. $ 28. Nível de produção mensal de 2.625.000 caixas.431. o valor da variação de ociosidade.000. normalmente. que vigorou na maioria das empresas até a década de 70. Itens Capacidade instalada Consumo de horas p/unidade Taxa horária Produção planejada Produção real Total de gastos planejados Total de gastos reais Custo padrão 15.875.125.000.000. d) a variação de eficiência e de taxa de mão-de-obra foram de $ 50.000 caixas.000 negativa.000 por mês.000. c) 10.000.000.000 horas de mão-de-obra direta. apurou uma variação de ociosidade de mão-de-obra direta. receita apurada na venda: $ 60. Nesse cenário. devido a sua falta de representatividade em relação aos demais custos.000. estoque inicial de matéria-prima: $ 28.000 unidades R$ 60.00/m2 $ 0.000. estoque final de produtos em elaboração: 0. os principais fatores de produção eram a matéria-prima e a mão-de-obra e. Os custos indiretos totalizaram $ 6. Ao final do mês.325. b) a variação de matéria-prima a ser atribuída à produção é de $ 26.7 m2 1.000.50 Tomando como base as informações contidas no quadro acima.000.300.000. O valor dos custos dos produtos vendidos. . o estoque final de produtos acabados e o lucro líquido apurado no período foram respectivamente de: a) $ 32.00 por caixa. $ 0.19/m e o da mão-de-obra direta $ 22/h. fabrica caixas de sapato.400. 17.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 102 Informações adicionais: Venda de 75% das unidades produzidas. $ 10. a preocupação dos gestores de custos era a de apropriar adequadamente os custos diretos aos produtos e centros de responsabilidade.5 horas R$ 5.A. O preço médio pago pelo papelão foi de $ 4.

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Eram aceitáveis tais procedimentos, visto serem pequenas as possíveis distorções, no custo total, decorrentes de possíveis rateios inadequados dos custos indiretos. No entanto, as empresas foram forçadas a migrar para um novo ambiente de produção. A necessidade de modernização para enfrentar a concorrência fez com que houvesse grandes investimentos na automação e informatização dos processos produtivos. Simultaneamente, a participação da mão-de-obra foi constantemente reduzida, substituída gradativamente por máquinas e robôs. No atual cenário empresarial de acirrada competição global e crescente guerra de preços, os empresários são obrigados a adotar novas tecnologias para aumentar a competitividade de suas empresas, com uma enorme preocupação no aprimoramento de seus produtos e processos e, simultaneamente, na eliminação dos desperdícios. Os conhecidos sistemas de custeios convencionais não estavam preparados para atender a essa necessidade de novas informações gerenciais, principalmente com relação ao tratamento e análise, classificação, registro contábil e apropriação aos produtos dos custos indiretos de fabricação. É importante ressaltar a exigência quanto à melhor alocação dos custos indiretos. A grande diversidade de produtos e modelos fabricados na mesma planta fabril que vem ocorrendo nos últimos tempos, principalmente em alguns setores industriais, dificulta essa alocação. Daí a importância de um tratamento adequado na alocação dos CIF aos produtos, pois os mesmos graus de arbitrariedade e de subjetividade eventualmente tolerados no passado podem provocar hoje enormes distorções. Então surgiu o Método de Custeio ABC – Activity-Based Costing para tentar resolver os problemas das alocações dos CIF aos produtos. Os divulgadores desse método foram os professores da Harvard Business Scholl Robert S. Kaplan e Robin Cooper. Definição O Custeio ABC é uma técnica de controle e alocação de custos que permite: - identificar as atividades e os processos existentes nos setores produtivos de uma organização industrial ou prestadora de serviços; - identificar, analisar e controlar os custos envolvidos nessas atividades e processos; - atribuir os custos aos produtos, tendo como parâmetros a utilização dos direcionadores (ou geradores) de custos e atividades. O objetivo principal deste método é a alocação racional dos gastos indiretos aos bens e serviços produzidos, proporcionando um controle mais apurado dos gastos da empresa e melhor suporte nas decisões gerenciais. Esse método de custeio pode ser aplicado em qualquer ramo de atividade, ou seja, não está restrito somente as indústrias. O Custo Baseado em Atividades (ABC) é uma metodologia que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos. O ABC é um sistema de custeio baseado na análise das atividades significativas desenvolvidas dentro da empresa. O centro de interesse do sistema concentra-se nos gastos indiretos. O objetivo imediato do sistema é a atribuição mais rigorosa de gastos indiretos aos bens ou serviços, permitindo um controle mais efetivo desses gastos e oferecendo melhor suporte às decisões gerenciais. O pressuposto do ABC é que os recursos (fatores produtivos) são consumidos pelas suas atividades e não pelos produtos que ela fabrica. Os produtos são conseqüências das atividades efetuadas pela empresa para fabricá-los e comercializá-los. O método de custeio ABC estará em condições de apresentar resultados mais precisos sempre que: - a empresa utilizar grande quantidade de recursos indiretos em seu processo; - a empresa tenha significativa diversificação em produtos, processos de produção e clientes. Segundo Cooper e Kaplan (1991), as empresas que implantam o ABC usam três métodos para estimar os custos que ocorrem na execução das atividades. O método mais simples agrega os gastos em todos os recursos destinados àquela atividade particular, tais como "setup" de máquinas ou emissão de ordens de compra, e divide esse dispêndio total pelo número de vezes que a atividade foi realizada (nº de "setups", n° de ordens de compras). O segundo método utiliza a duração dos direcionadores de custos, isto é, o tempo requerido para a realização de cada atividade, na alocação das despesas indiretas aos produtos, como por exemplo, o tempo em horas ou minutos na execução do "setup". É mais preciso que o anterior, porém mais dispendioso. Os benefícios de uma maior precisão na medição das atividades consumidas deverão ser balanceados com um custo mais elevado na coleta de dados. O terceiro, e o mais preciso dos métodos, consiste em medir diretamente os recursos consumidos em cada ocorrência da atividade. Pode-se, por exemplo, medir todos os recursos usados para uma determinada modificação de engenharia ou para um trabalho específico de manutenção. A duração dos direcionadores assume que as despesas são proporcionais ao tempo total que a atividade é executada.

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Processo: cadeia de atividades interdependentes, relacionadas entre si, necessárias para gerar um produto ou serviço. Exemplos: - processo de seleção e recrutamento de mão-de-obra; - processo de montagem de automóveis; - processo de compras; - processo de vendas; - processo de contas a pagar; - processo de emissão e cobrança de boletos das mensalidades de uma Universidade; - processo de montagem de bicicletas etc. Função: conjunto de atividades com um fim comum dentro de uma empresa. As funções correspondem aos centros de custos e de despesas estabelecidos no organograma da empresa. Um processo pode ser desenvolvido com base em diversas funções. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Montagem Função Pintura Função Acabamento As funções podem ser produtivas, auxiliares, administrativas, comerciais ou financeiras. Atividade: conjunto de tarefas necessárias para o atendimento das metas das funções. É qualquer evento necessário para o processo e que consome recursos da empresa ou da entidade. É uma combinação de recursos humanos, materiais tecnológicos e financeiros para produzir bens e serviços. É composto por um conjunto de tarefas necessárias ao seu desempenho. o As atividades são necessárias para a concretização de um processo. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Pintura Função Montagem Função Acabamento Atividades: Atividades: Atividades: - Acoplamento das rodas - Montagem de rodas - Preparo da superfície - Acoplamento do guidão - Montagem de quadros - Aplicação sulface - Montagem do banco e acessórios - Montagem de guidão - Pintura na cor principal Atividades do Departamento de Suprimentos: - selecionar e treinar compradores; - selecionar e contatar fornecedores; - efetuar coletas e cotações de preços; - digitar e enviar os pedidos de compras; - acompanhar o atendimento dos pedidos; - verificar a execução das compras e baixar os pedidos atendidos; - efetuar as estatísticas e relatórios de compras etc. Atividades do Departamento de Tornearia e Solda - cortar e dobrar as chapas; - tornear as peças; - soldar etc. Atividades do processo de cobrança das mensalidades de uma Universidade: - emitir boletos; - remeter para cobrança bancária; - recebimento das listagens de recebimentos; - relacionar inadimplentes etc. Direcionador de custos: forma como as atividades consomem recursos. Serve para custear as atividades. Demonstra a relação entre o recurso consumido e as atividades. O direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade e, conseqüentemente, da existência de seus custos. Por exemplo, como a atividade “Montagem de Quadro” consome recursos? São exemplos de direcionadores de custos: quantidade de horasmáquina necessárias para o beneficiamento de uma peça; quantidade de mudança nos moldes e chapas da estamparia; quantidade de requisições de matérias-primas ou componentes; quantidade de alunos de uma universidade etc. Direcionador de atividades: forma como os produtos ou serviços consomem atividades. Serve para custear os produtos ou serviços. É o fator que determina a ocorrência de um processo. Como os processos exigem

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atividades para serem realizados, deduz-se que o custo de um processo é o resultado da somatória do custo das atividades consumidas por processo. Por exemplo, como os produtos consomem a atividade “montagem de quadro”? Exemplos: quantidade de peças beneficiadas para determinado produto; quantidade de peças estampadas; quantidade de matérias-primas ou componentes consumidos no processo; quantidade de alunos matriculados. Algumas observações A rigor, há que se distinguir dois tipos de direcionadores: os de primeiro estágio, também chamados de “direcionadores de recursos” e os de segundo estágio, chamados de “direcionadores de atividades”. O primeiro identifica a maneira como as atividades consomem recursos e serve para custear as atividades, ou seja, demonstra a relação entre os recursos gastos e as atividades. Os direcionadores de recursos devem responder as seguintes perguntas: o que é que determina ou influencia o uso deste recurso pelas atividades? Ou como é que as atividades se utilizam desses recursos? O segundo identifica a maneira como os produtos “consomem” atividades e serve para custear produtos ( ou outros custeamentos), ou seja, indica a relação entre as atividades e os produtos. Por exemplo: o número de inspeções feitas nas diferentes linhas de produção define a proporção em que a atividade Inspecionar Produção foi consumida pelos produtos. Vantagens do Método de Custeio ABC O custeamento baseado em atividades, como instrumento de controle gerencial, apresenta diversas vantagens quando comparado com os critérios de custos tradicionais. São exemplos: - o sistema ABC somente utiliza critérios de rateio como última alternativa no que consiste na atribuição de gastos indiretos às atividades, ou seja, o critério de rateio é utilizado unicamente nos casos em que não for possível a atribuição de custo para determinada atividade; - identifica os “direcionadores” de custos, que facilita a identificação de custos desnecessários, que não agregam valor; - atribui os custos indiretos aos produtos de maneira coerente com a utilização de recursos consumidos para a execução das necessárias atividades. Um dos benefícios obtidos com o ABC é o de permitir uma melhoria nas decisões gerenciais, pois se deixa de ter produtos "subcusteados" ou "supercusteados" permitindo-se a transparência exigida na tomada de decisão empresarial, que busca, em última análise, otimizar a rentabilidade do negócio. Implantação do Custeio ABC O primeiro passo para implantação do custeio ABC é identificar as atividades relevantes dentro de cada departamento. Nesse ponto, pode ocorrer de a empresa já possuir uma estrutura contábil que faz a apropriação de custos por Centro de Custos ou Centro de Atividades, o que irá possibilitar adaptações importantes. O segundo passo é a atribuição dos custos às atividades. O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. Devem incluir salários com os respectivos encargos sociais, materiais, depreciação, energia, uso das instalações etc. A primeira fonte de dados para custear as atividades é o razão geral da empresa. Em alguns casos é necessário, também, solicitar estudos da área de engenharia e realizar entrevistas com os responsáveis pelos departamentos ou processos e até com quem executa a atividade. A atribuição de custos às atividades deve ser feita da forma mais criteriosa possível, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: alocação direta; rastreamento por meio dos direcionadores de custos e atividades; e rateio. A alocação direta faz-se quando existe em uma identificação clara, direta e objetiva de certas atividades. Podem ocorrer com salários, depreciações, viagens, material de consumo, matéria-prima etc. O rastreamento é uma alocação com base na identificação da relação de causa e efeito entre a ocorrência da atividade e a geração dos custos. Essa relação é expressa mediante os direcionadores de custos. Uma característica da relação de causa e efeito, para entendermos melhor, é que quanto maior o uso, maiores os custos totais. A relação de causa e efeito é bem explicada quando foi estudado os Custos Variáveis. Quanto mais se consumir na produção, maiores serão os custos totais variáveis; quanto menos produzir, menores serão esses custos. O rateio é realizado apenas quando não há a possibilidade de utilizar nem a alocação direta, nem o rastreamento. O terceiro passo é fazer a identificação dos direcionadores de custos e de atividades. O que distingue o ABC do sistema tradicional de custos é a maneira como ele atribui os custos aos produtos. Portanto, o grande desafio, ou seja, a verdadeira “arte” do ABC está na escolha dos direcionadores de custos.

o direcionador a ser utilizado é o número de pedidos de compra de material.000 Desenvolver Fornecedores 12.600 Acabar 14. deve se procurar outra medida de atividade.850 Cortar 29. Nestes casos. Conhecidos os custos das atividades e os direcionadores de custos e de atividades.000 Despachar Produtos 32.600 Total 57. Observe o exemplo abaixo. por meio de cálculos.000 Costurar 28. tal como o tempo gasto por pedido. Para a atividade Desenvolver Fornecedores.000 Receber Materiais 12. já que o "número de pedidos" não representa o esforço requerido. referente aos departamentos e principais atividades desenvolvidas: Levantamento das Atividades Relevantes dos Departamentos Departamentos Atividades Compras Comprar Materiais Desenvolver Fornecedores Almoxarifado Receber Materiais Movimentar Materiais Administração da Produção Programar Produção Controlar Produção Corte e Costura Cortar Costurar Acabamento Acabar Despachar Produtos É importante observar que para cada atividade devemos atribuir o respectivo custo e um direcionador.350 Programar Produção 16. admitindo-se que os pedidos são homogêneos. nesse momento faz-se a atribuição dos custos aos produtos e/ou aos departamentos.200 Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Levantamento dos Direcionadores de Atividades Departamentos Atividades Direcionadores Comprar Materiais N° de Pedidos Compras Desenvolver Fornecedores N° de Fornecedores Receber Materiais N° de Recebimentos Almoxarifado Movimentar Materiais N° de Requisições Programar Produção N° de Produtos Administração da Produção Controlar Produção N° de Lotes Cortar Tempo de Corte Corte e Costura Costurar Tempo de Costura Acabar Tempo de Acabamento Acabamento Despachar Produtos Apontamento de Tempo Para a atividade Comprar Materiais.850 Total 29.200 Total 46.Contabilidade de Custos 106 Profº Francisco Lorentz O quarto passo seria a atribuição dos custos aos produtos e / ou aos departamentos.350 Movimentar Materiais 16.000 Controlar Produção 13. Departamentos Compras Levantamento dos Custos de Atividades Atividades Custos ($) Comprar Materiais 16.000 Total 28.000 Total 28. o direcionador escolhido foi o número de fornecedores para cada . Há casos em que os pedidos têm características muito diferentes uns dos outros.

000 1.000 unidades $15 p/ unidade $10 p/ unidade PRODUTO Y 12.(TCM SP) No custeio baseado em atividades (ABC – Activity Based Cost). os direcionadores são os tempos gastos em cada produto para que a atividade seja efetuada.400 10.000 CUSTO UNITÁRIO PRODUTO X:____________________________________________ CUSTO UNITÁRIO PRODUTO Y:____________________________________________ . Costurar e Acabar.000 $321. A atividade Controlar a Produção terá como direcionador o número de lotes produzidos. Para as atividades Cortar.Contabilidade de Custos 107 Profº Francisco Lorentz item de material (que é facilmente identificável com o produto). EXERCÍCIOS Questão 1 . é denominado de: a) processo. chegou-se à conclusão de que a melhor medida de saída desta atividade era o número de itens de produtos a programar. portanto. d) objeto de custo.400 22.000 unidades $20 p/ unidade $15 p/ unidade Os custos indiretos somaram no período $321. revelando a causa do custo.200 $261. b) direcionador. Admitiu-se que o esforço exigido desta atividade estava relacionado ao número de lotes produzidos. também facilmente identificável com os produtos.200 e se referiam às seguintes atividades: ATIVIDADE CUSTO DA ATIVIDADE DIRECIONADOR DE CUSTO Recuperação de produtos defeituosos Controle de qualidade Total $60.000 12. QUESTÃO 2 Com base nos dados abaixo.200 Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida No período foram registrados os seguintes dados físicos em relação aos direcionadores de custos: DIRECIONADOR DE CUSTO PRODUTO X PRODUTO Y TOTAL Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida - 1. se um produto possui mais fornecedores do que outro este produto "recebe" mais custo desta atividade do que um produto que possua menos fornecedores. A atividade Movimentar Materiais será direcionada aos produtos conforme o número de requisições do departamento de produção ao Almoxarifado. teremos como direcionador um levantamento do tempo gasto com os despachos através do preenchimento de relatório de tempo gasto pelo funcionário. No caso. Para a atividade Receber Materiais.000 2. Programar a Produção será direcionada de acordo com o número de linhas de produtos. c) atividade. o fator que determina o custo de uma atividade ou objeto de custo. Poderia ser também o peso de cada requisição. Assim. calcule o custo unitário de produção de cada produto utilizando a metodologia do custeio baseado em atividades: Volume de produção Material direto Mão-de-obra direta PRODUTO X 10. Para a atividade Despachar Produtos. e) critério de rateio. o direcionador é o número de recebimentos. a serem controlados.

produz e vende dois tipos de produtos. Luxo = ($25. c) Padrão = $82. a empresa produziu 400 unidades de X e 350 unidades da Y.00.789. com base nas informações apuradas para fins do custeio baseado em atividade. Para a avaliação do resultado por produtos utiliza o custeio baseado em atividades.00. No último período. a) $10/unidade e $16/unidade c) $42/unidade e $62/unidade e) $46/unidade e $57/unidade b) $36/unidade e $41/unidade d) $32/unidade e $46/unidade . Luxo = $30. Luxo = $20.678.00. Luxo = $35.126.359.00. d) Padrão = $89.00.00.00 QUESTÃO 4(ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: X e Y.00. conforme segue: Desconsidere qualquer tributo e qualquer informação não apresentada neste enunciado. Luxo = $38.234.294.490.450.120. No último mês analisado. a empresa apresentou os seguintes dados: O lucro bruto total de cada produto é: a) Padrão = $139.00 e) Padrão = $93.Contabilidade de Custos 108 Profº Francisco Lorentz QUESTÃO 3(ICMS/RJ/2008) A Subs Ltda. b) Padrão = $100.00). incorrido nesse período. Sabe-se que os gastos com matéria-prima e com mão-de-obra são: Determine o custo unitário do produto X e do produto Y. respectivamente.458.

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