Contabilidade de Custos Francisco Lorentz, Msc.

Contabilidade de Custos

Profº Francisco Lorentz

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CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço. Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos: a) Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período. Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como consequência da fabricação e venda de seus produtos. Nessa época, as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais, e conseqüentemente os únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada. Como consequência do crescimento das organizações, da intensificação da concorrência e da crescente escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. Além disso, as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes. É, então, imprescindível, para qualquer empresa ter um sistema de custos, ainda mais numa economia capitalista e concorrencial como a nossa. É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória, sem o conhecimento dos custos do modo mais real possível. Nesse sentido, as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização, desde que apropriadamente organizadas, resumidas e relatadas, constituem uma ferramenta administrativa da mais alta relevância. Assim, as informações de custos transformam-se, gradativamente, num verdadeiro sistema de informações gerenciais, de vital importância para a administração das organizações empresariais. Essas informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões, bem como para o planejamento e controle das atividades empresariais. FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição dos custos, sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais: a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques. b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa. c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões. Em resumo, a Contabilidade de custos, fornece informações para: 1 - A determinação dos custos dos fatores de produção; 2 - A determinação dos custos de qualquer natureza; 3 - A determinação dos custos dos setores de uma organização 4 - A redução dos custos dos fatores de produção, de qualquer atividade da empresa; 5 -À Administração, quando esta deseja tomar uma decisão, estabelecer planos ou solucionar problemas especiais; 6 - O levantamento dos custos dos desperdícios, do tempo ocioso dos operários, da capacidade ociosa do equipamento, dos produtos danificados, do trabalho necessário para conserto, dos serviços de garantia dos produtos;

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7 - A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento, isto é, quando as despesas de manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento; 8 - A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos, do lote econômico de compra e da época de compra; 9 - estabelecimento dos orçamentos; 10 - A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços. CONTABILIDADE FINANCEIRA (GERAL) X CONTABILIDADE DE CUSTOS Contabilidade Financeira (Geral) A Contabilidade Financeira surgiu com o desenvolvimento do comércio. Seu objetivo fundamental é o controle do patrimônio da empresa e suas variações, que são resultantes da Apuração do Resultado das atividades mercantis (lucro ou prejuízo). A Contabilidade Financeira se concentra nos demonstrativos dirigidos ao público externo (acionistas, credores etc.), que são guiados pelos Princípios Fundamentais de Contábilidade. Contabilidade de Custos Com o advento da Revolução Industrial e a conseqüente proliferação das empresas industriais, a contabilidade viu-se as voltas com o problema de adaptar os procedimentos de apuração do resultado em empresas comerciais (que apenas revendiam mercadorias compradas de outrem) para as empresas industriais, que adquiriam matérias-primas e utilizavam fatores de produção para transformá-las em produtos destinados à venda. A solução natural para o problema foi usar o mesmo esquema para apuração do resultado, substituindo o item “Compras” pelo pagamento dos fatores que entraram na produção: matéria-prima consumida, salário dos trabalhadores da produção, energia elétrica e combustíveis utilizados, enfim, todos os gastos que foram efetuados na atividade Industrial e que foram denominados de Custos de Produção. O ramo da Contabilidade que controlava estes gastos passou a chamar-se de Contabilidade de Custos. A Contabilidade de Custos mensura e relata informações financeiras e não financeiras relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização. Ela fornece informação tanto para a Contabilidade Financeira quanto para a Contabilidade Gerencial.
Revolução Industrial Séc. XVIII

ARTESÕES

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

INDÚSTRIAS

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

Estoques na atividade comercial O comerciante se limita a revender as mercadorias adquiridas com essa finalidade. O controle dos estoques na empresa comercial é relativamente simples. Basta que se verifique, mediante inventário periódico ou por meio de controles permanentes, o valor de aquisição dos bens em estoque. Com esse recurso, podemos também controlar o custo das mercadorias vendidas e, assim, apurar o resultado. Na apuração do custo das mercadorias vendidas, podemos utilizar o sistema de inventário periódico ou o sistema de inventário permanente. No sistema de inventário periódico, o CMV só é apurado ao fim de um período determinado, normalmente ao fim de cada exercício social: CMV = Estoque Inicial + Compras - Estoque Final No sistema de inventário permanente, o CMV é apurado em cada venda. De forma simplificada, a apuração do resultado na empresa comercial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas ( - ) CMV Lucro Bruto ( - ) Despesas operacionais: - de vendas 10.000,00 (6.000,00) 4.000,00 200,00

Custo dos Produtos Vendidos. tais como o preço pago pela mercadoria.000. o frete. necessários à fabricação dos produtos vendidos. De forma simplificada.000. A forma mais simples de se calcular o CMV é através da seguinte equação: CMV = EI + Compras – EF Na atividade comercial permanecem em estoque apenas os valores de aquisição das mercadorias ainda não vendidas. os impostos não recuperáveis.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 4 . juros.000.00) 3. não é incorporada ao estoque. mão-de-obra direta e gastos gerais de fabricação (ou custos indiretos de fabricação). são estocados apenas os gastos necessários à aquisição das mercadorias.) Despesas operacionais: . agregando à matéria-prima uma série de insumos. mão-deobra direta e gastos gerais de fabricação). por exemplo.financeiras 1.00 .000. corresponde ao valor dos fatores de produção aplicados aos produtos comercializados em determinado período. a apuração do resultado na empresa industrial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas 20.) CPV (14.00 (4. Os valores correspondentes a aluguéis.00 O CPV.00) Lucro líquido 1. são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos. dos estoques de produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. Ao serem vendidas. comissões de vendas. Estoques na atividade industrial O industrial fabrica os produtos que destina à venda. Na empresa industrial é necessário controlar os fatores que são aplicados à produção (material direto.00 (1. salários etc.00 ( .de vendas 2.000.00) Lucro bruto 6. sendo apropriada ao resultado dentro do período de competência da despesa. o seguro do frete. O CPV representa o custo dos produtos que foram transferidos para os clientes.administrativas 1.200. honorários.000.800. corresponde às matérias-primas utilizadas. embalagens e outros materiais diretos.administrativas . para se determinar o valor dos estoques de produtos em elaboração.00 As mercadorias vendidas e entregues aos clientes têm o valor de aquisição registrado como custo das mercadorias vendidas: Mercadorias em Estoques Ciclo de negociação das Empresas Comerciais: CMV Compra Mercadorias Estoca Mercadorias Vende Mercadorias Estoque de Mercadorias – são as mercadorias compradas que ainda não foram vendidas. as mercadorias são baixadas dos estoques pelo valor que foram adquiridas – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). depreciação. Ou seja. em virtude das vendas.00 . Os gastos não relacionados à compra das mercadorias não fazem parte do seu valor de aquisição. .000. Em regra. mesmo que nesse período não tenham sido realizadas vendas de mercadorias.00 ( . A despesa de salários de uma empresa comercial.200.financeiras Lucro líquido 300.00 500.

Salários dos Operários.PRIMAS ESTOCA MATÉRIAS-PRIMAS PRODUZ ESTOCA PRODUTOS ACABADOS VENDE PRODUTOS ACABADOS .Estoque de Produtos em Processo/Elaboração – são produtos que foram iniciados. mas ainda não estão totalmente acabados. Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos: Estoque Inicial de Produtos Industriais (em elaboração e acabados) + Custo de Produção do Período (Matéria-Prima consumida.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 5 Matérias-primas Produtos em Elaboração Produtos Acabados CPV Ciclo de negociação das Empresas Industriais COMPRA MATÉRIAS.638/07 e MP nº 449/08) Empresa Comercial Receita Bruta de Vendas e Serviços (-) Deduções (devoluções de vendas. mas ainda não foram vendidos. Empregados. CPV = EIPE + EIPA + CPP –EFPE – EFPA Demonstração do Resultado do Exercício (com as alterações da Lei nº 11. Administradores e partes beneficiárias. = Lucro Líquido do Exercício . Combustíveis e demais custos) – Estoque final de Produtos Industriais (em elaboração e acabados). .Estoque de Produtos Acabados – são produtos que foram terminados seu ciclo de produção. . Energia Elétrica. abatimentos e impostos) = Receita Líquida de Vendas e Serviços (-) CMV (EI + Compras – EF) = Lucro Bruto Operacional (-) Despesas Operacionais * Com Vendas * Financeiras Líquidas * Administrativas Outras receitas e despesas operacionais = Lucro/Prejuízo Líquido Operacional Outras Receitas e outras Despesas = Resultado do Exercício antes da CSSL e IR (-) Provisão para CSSL (-) Provisão para IR = Lucro Líquido antes das participações (-) Participações de Debêntures.Estoque de Matérias-primas – são matérias-primas em estoques aguardando para serem utilizadas no processo produtivo.

pagamento resultante de aquisição do bem ou serviço. Conceito extremamente amplo e que se aplica a todos os bens e serviços recebidos/prestados. Exemplos: Gasto com Mão-de-obra Aquisição de Mercadorias para revenda Aquisição de Matéria-prima Aquisição de Máquinas e equipamentos Energia Elétrica Aluguel Só existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou serviço. administrativas. de seu consumo. o aluguel. enquanto os produtos não forem vendidos. integram os estoques de produtos os salários. o seguro e demais gastos aplicados à produção. em desembolso. Todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são "estocados" nos Ativos da empresa para baixa ou amortização quando de sua venda. As receitas e as despesas de vendas. a depreciação. Na atividade industrial permanecem em estoque os valores de aquisição das matériasprimas e demais fatores de produção aplicados na fabricação dos produtos mantidos em estoque. .sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. Podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria-prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante. por meio do controle dos custos de produção. dependendo da intenção que levou a sociedade à aquisição. despesa ou perda. Não estão aqui incluídos todos os sacrifícios com que a entidade acaba por arcar. entretanto. Assim. financeiras etc. apenas os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos. Investimento . vale dizer. são controladas pela Contabilidade Financeira (Comercial) da empresa. as ações adquiridas de outras empresas são gastos classificados como investimentos circulantes ou permanentes. durante o período em que os produtos forem mantidos em estoque.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 6 Empresa Industrial Faturamento Bruto (-) IPI s/ Faturamento = Receita Bruta de Vendas (-) Deduções = Receita Líquida de Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Bruto Operacional É a Contabilidade de Custos quem apura o CPV. no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento. Pode se transformar em custo. ou seja. Gasto . a máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente. São apropriados ao resultado. necessários à sua produção: Matéria-prima consumida + Embalagem e outros materiais diretos utilizados + Mão-de-obra direta aplicada + Gastos gerais de fabricação (demais gastos envolvidos no processo produtivo) TERMINOLOGIA UTILIZADA EM CONTABILIDADE DE CUSTOS A área de custos possui terminologia própria que. de seu desaparecimento ou de sua desvalorização são especificamente chamados de investimentos. mas são conceitos distintos. Se um produto fabricado permanecer em estoque. já que não são incluídos o custo de oportunidade ou os juros sobre o capital próprio. muitas vezes é utilizada de forma equivocada. Pode ser um investimento. Note que o gasto implica. Desembolso . às vezes. uma vez que estes não implicam a entrega de ativos.gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros. o seu valor corresponderá aos seguintes custos. custo ou despesa. Caracteriza-se pela entrega de numerário. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). como custo dos produtos vendidos.

esse gasto adicional com essas embalagens extras são DESPESAS (são realizadas após o ciclo de produção do produto). só que reconhecido como tal. A energia elétrica utilizada na fabricação de um item qualquer é gasto (na hora de seu consumo) que passa imediatamente para custo. referindo-se à produção de bens. Depreciação das Máquinas e Equipamentos de produção. sem transitar pela fase de investimento. para fabricação de um produto ou execução de um serviço. Este gasto só é reconhecido como custo no momento de utilização dos fatores de produção. No primeiro caso. por exemplo. a partir daí. e assim ficou durante o tempo de sua Estocagem. Logo. como custo. Exemplos: salários e encargos do pessoal de vendas e administrativo. No segundo caso. Gerencialmente não se faz . nem sempre é fácil distinguir CUSTOS e DESPESAS. segundo Eliseu Martins. entretanto. Definição de Preço . rigorosamente correto. As despesas representam saídas de recursos. e quando consumido se tornou Custo. sem passar pela fase de custo. 6 ou 8 sabonetes. A Energia Elétrica é um gasto que quando consumido. Cada componente que fora custo no processo de produção agora. causando redução no patrimônio líquido. um investimento (especificamente). Salários do pessoal da produção. O Custo é também um gasto. sinistros etc. são despesas. Muitos gastos são automaticamente transformados em despesas. se a empresa resolve vender em embalagens com 4. A máquina provocou um gasto em sua entrada. o significado mais correto seria Despesa. é de novo um investimento. Custo e Despesa não são a mesma coisa ! Usaremos o termo “custo”. o nome Custo das Mercadorias Vendidas não é.é um gasto não intencional decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade normal da empresa. Todos os Custos que são ou foram gastos se transformam em despesas quando da entrega dos bens ou serviços a que se referem. Em termos práticos. por sua vez. no momento de sua utilização na fabricação de um bem. já que fica ativado até sua venda. Exemplo: a mercadoria adquirida pela loja comercial provoca um gasto (genericamente). isto é. Logo. Porém. Costuma-se chamar de Custo dos Produtos Vendidos/Custo dos Serviços Prestados/Custo das Mercadorias Vendidas e assim faz–se aparecer na Demonstração de Resultados. na baixa. custo e despesa. que imediatamente se tornou um investimento durante sua estocagem. Despesa . Exemplo: aparas de chapas de aço. que se transforma numa despesa no momento do reconhecimento da receita quando trazida pela venda. para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Por exemplo: gastos com embalagem individual de sabonetes. terrenos que não são depreciados) ou se transformam quando vendidos. Este. Perda .gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento (Ativo Circulante). Exemplo: enchentes. outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda fazem a “via sacra” completa passando por investimento. são custos (realizados no âmbito do processo produtivo – este é vendido somente embalado). surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Observações: todo o produto vendido e todo o serviço ou utilidade transferidos provocam despesas. as perdas normais de matérias-primas na produção industrial. em termos genéricos. depreciação dos equipamentos do escritório etc.valor estabelecido e aceito pelo vendedor para transferir a propriedade de um bem ou para prestar um serviço. no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços). são considerados da mesma natureza que as DESPESAS são jogadas diretamente contra o resultado do período. todas as despesas são ou foram gastos. energia elétrica do escritório. desabamentos. Exemplos: Matéria-Prima: foi um gasto na aquisição. torna-se despesa.Gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. Custo ou despesa para o adquirente é o preço para o vendedor. passa imediatamente para Custo. propor uma regra simples do ponto de vista didático: todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto são CUSTOS. integram o Custo de Produção do Período. alguns gastos muitas vezes não se transformam em despesas (por exemplo. obsoletismo de estoques. onde se enquadram. aluguéis e seguros do prédio da administração. tornado investimento e parceladamente transformado em custo à medida que é utilizada no processo de produção.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 7 Custo . sem que aparecesse nenhum custo associado a ela. Pode-se. Manutenção das Máquinas e Equipamentos de produção.

em uma indústria de móveis de madeira podem ser caixas de papelão. seguros etc. material secundário. Materiais Secundários: são os materiais que entram em menor quantidade na fabricação do produto. telefones e comunicações etc. uma nova máquina. Para efeito didático. que embalam os móveis desmontados. Definição de Receita . depreciação. dobradiças. manutenção da fábrica. 13º Salário. cola. consideraremos todos esses materiais como secundários. Férias. açúcar etc. um desembolso no ato do pagamento que pode ser a vista ou a prazo. zíperes. é para o comprador um gasto com investimento no ato da compra. A matéria-prima para uma indústria de móveis de madeira é a madeira. outras nomenclaturas a respeito dos materiais secundários como: materiais auxiliares. Exemplos: OBJETO DE CUSTO ILUSTRAÇÃO PRODUTO Uma bicicleta de 21 marchas . Esses materiais são aplicados juntamente com a matéria-prima. Chamamos essa coisa de OBJETO DE CUSTO. para uma indústria de massas alimentícias são: ovos. verniz. Materiais de Embalagem: são os materiais destinados a acondicionar ou embalar os produtos.a receita de um bem é o seu preço de venda multiplicado pela quantidade vendida e a receita de vários bens é o somatório das multiplicações dos diferentes preços de venda pelas respectivas quantidades vendidas. Os materiais de embalagem.Gastos Gerais de Fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (energia elétrica. englobando salários. o preço sob a ótica do vendedor e o custo sob a ótica do comprador. Definição de objeto de custo ou objeto de custeio Como já tivemos oportunidade de mencionar. Custo se define como um recurso sacrificado ou de que se abre mão para um determinado fim (sempre voltado para a área de produção). fermento. Compreendem os demais gastos necessários para a fabricação dos produtos. antes que eles saiam da área de produção. como por exemplo: aluguéis. telefone. Gastos Gerais de Fabricação ou Custos Indiretos de Fabricação. os gestores sempre desejam saber quanto custa uma determinada coisa. seguros diversos.Mão-de-obra (MOD / MOI . Os materiais secundários para uma indústria de móveis de madeira são: pregos. aluguéis. manteiga. encargos sociais.Mão de obra Direta e Indireta) . ainda. um novo produto. essas subdivisões poderão ser utilizadas. seguros. Mão-de-obra Compreende os gastos com o pessoal envolvidos na produção da empresa industrial.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 8 distinção entre custo e despesa. os componentes de custo industrial podem ser resumidos em três elementos: . complementando-a ou até mesmo dando o acabamento necessário ao produto. que é uma receita para o vendedor. em uma indústria de massas alimentícias caixas ou sacos plásticos etc. materiais complementares. Exemplo: A matéria prima. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Basicamente. para uma indústria de confecções é o tecido. refeições e estadas. Dependendo do interesse da empresa.Materiais (matéria prima. Para guiar decisões. Materiais Os materiais utilizados na fabricação podem ser classificados em: Matérias-primas: são os materiais principais e essenciais que entram em maior quantidade na fabricação do produto. como por exemplo. manutenção. Podemos encontrar. para uma indústria de confecções são: botões. O preço e o custo podem ser iguais. Isto significa dizer que objeto de custo é qualquer coisa para a qual se deseja uma mensuração de custo. embalagens) . em uma indústria de confecções caixas ou sacos plásticos. lubrificantes etc). energia elétrica. para uma indústria de massas alimentícias é a farinha etc. é o nome técnico que designa a finalidade para a qual os custos estão sendo apurados. materiais acessórios. pequenas peças para reposição. um serviço etc. serviços de terceiros. material de limpeza. o custo é menor e o preço é a maior porque contém o lucro. fechos etc. Considerando-se apenas o vendedor. materiais de acabamento etc. óleos e lubrificantes para as máquinas. um custo no ato de sua aplicação na produção e uma despesa no ato da venda do produto que ela integra. linha etc.

o Custo dos Produtos Fabricados é o custo que efetivamente ocorreu sobre as unidades que foram totalmente acabadas naquele período. devido à dificuldade de cálculo. Todas entradas são feitas quando da chegada do material ao almoxarifado. no depósito de produtos acabados da empresa. Sua correta determinação no início e no fim do período contábil é essencial para uma apuração adequada do lucro líquido do exercício. através da NF e as saídas são feitas através de Requisição de material. são considerados materiais indiretos. Todos os itens são registrados através de código de produto. o custo médio. sendo que as diferenças verificadas devem ser analisadas e justificadas através de relatórios gerenciais. sendo o critério mais utilizado. Estoques de Produtos em Elaboração: o saldo da conta estoque de produtos em elaboração ou estoque de produtos em processo representam o valor dos produtos em processo. mas. os produtos que ainda não estão acabados para serem vendidos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 9 SERVIÇO PROJETO ATIVIDADE DEPARTAMENTO Um vôo Rio-SP Um avião montado pela embraer para a FAB Um teste para determinar o nível de qualidade de um lote de televisores Um departamento (manutenção) Controle de estoques Os estoques representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira da maioria das companhias industriais e comerciais. Corresponde ao Custo de Produção do Período ou Custo Fabril: é a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica em determinado período. Materiais Indiretos: são os materiais empregados na fabricação do produto. Estoque de Materiais: os estoques de materiais podem ser classificados em: Materiais Diretos: compreendem a matéria prima e outros que possam ser perfeitamente identificados ao objeto de custo.EFPE . Mão-de-Obra Direta (MOD) e Custos Indiretos de Fabricação (CIF) ou Gastos Gerais de Fabricação (GGF). Fases do Produto até Custo: Estoque de Matéria -Prima Produto em Elaboração (incluiu demais custos de produção) Produto Acabado (matéria-prima + demais custos de produção) Custo de Produtos Vendidos Custos de Produção – Podem ser separados em: Material Direto (MD). Pode permanecer alguma parcela ainda em elaboração no final do período. CPP = MD (EI + C – EF) + MOD + CIF Custo da Produção Acabada ou Custos dos Produtos Fabricados: nem sempre o total de custos aplicados na produção durante o período é totalmente transformado em produtos acabados. CPA = EIPE + CPP . Resumindo. O Custo dos Produtos Fabricados ou Custo dos Produtos Acabados é resultante do custo fabril somado à parcela do Custo Fabril do período anterior ainda não transformado (no período atual chama-se EIPE) diminuído da parcela desse mesmo Custo Fabril que não se transformou (EFPE). quanto à quantidade utilizada em cada produto fabricado. Estoques de Produtos Acabados: essa conta representa o saldo dos produtos disponíveis para venda em estoque. em fabricação. As Fases (contas) do Estoque (Ativo) são: Matéria-Prima Produtos em Elaboração Produtos Acabados Material de Consumo Mercadoria para Revenda Material para Embalagem Importação em andamento Provisão de estoque obsoleto (redutora) Provisão para ajuste ao valor de mercado (redutora) Devem ser programados Inventários Periódicos e Anuais.

ou seja. Representam esses Custos de Transformação o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado item.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 10 Custo dos Produtos Vendidos – é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora estão sendo vendidos. Custos de transformação: corresponde a soma de todos os custos de produção. Pode conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram acabadas no presente período. Normalmente. teoricamente. exceto os relativos a matériasprimas e outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação pela empresa (componentes adquiridos prontos. pela dificuldade prática de uma divisão científica. parte para despesa e parte para custo. Ou seja. surge daí a prática de se ratear o gasto geral da administração. e os relativos à administração. às vendas e aos financiamentos são DESPESAS. rateio esse sempre arbitrário. a matéria-prima e a mão-de-obra Direta. Como nós já citamos: os gastos relativos ao processo de produção são CUSTOS.EF Mão de obra direta (MOD) GGF ou CIF Custo de Produção do Período ou Custo Fabril + EIPE Custos dos Produtos Acabados ou Custo dos Produtos Fabricados + EIPA (-) EFPA (-) EFPE Custos dos Produtos Vendidos Separação entre custos e despesas O professor Eliseu Martins cita em seu livro que. Na prática. é comum encontrarmos uma única administração.). constitui-se da mão-de-obra apropriada e dos custos indiretos de fabricação. sem a separação da que realmente pertence à fabrica. a separação entre custos e despesas é fácil. CPV = EIPA + CPA . Somente devem ser “separados” e/ou “diferenciados” entre custos e despesas valores que sejam significativos e que vão influenciar sobremaneira o processo. embalagens compradas etc. Por exemplo. MP etc) EI + C . Fluxograma da Apuração do Resultado Industrial Materiais diretos consumidos (MD. entretanto. uma série de problemas aparece pelo fato de não ser possível a separação de forma clara e objetiva.EFPA Outros conceitos utilizados na contabilidade de custos Custos Primários – são os custos principais do produto em si. Representam os primeiros custos a ocorrerem no processo produtivo. a divisão é .

Onde terminam os custos de produção? É bastante fácil a visualização de onde começam os custos de produção. seu gasto total de funcionamento dividido parte para despesa (Contabilidade Financeira) e parte para custo (Contabilidade de Custos). os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente. ou Almoxarifado. . por outro lado. porém repetitivos a cada período. Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem e esta é ativada num estoque à parte. só devem ser rateados e ter uma parte atribuída aos custos de produção e outra às despesas do período. que representa 67% dos gastos totais da empresa. vendas. o melhor critério é tratá-los totalmente como despesa. etc). bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. seu custo terminou quando do término de sua produção. Como isso é praticamente impossível e já que é extremamente arbitrário qualquer critério de rateio (porcentagem prefixada. o mais indicado é seu tratamento como despesa no período em que foram ocorridos. não devem também ser rateados. que presta serviços à produção e também ao resto da empresa. A partir desse momento. mas nem sempre é da mesma maneira simples a verificação de onde eles terminam. às vezes. Logo. proporcionalidade com a folha de pagamento. ficando ativados por esse montante. b) A Contabilidade Industrial é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos nos setores de produção e venda. Os mesmos problemas existem para outros setores. a) A Contabilidade de Custos é a área da Contabilidade que trata dos gastos incorridos na produção de bens e serviços. quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades. os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria como noutra. 2/3 destes gastos ficariam como despesas. ou com base nos demais gastos. por haver comumente um único departamento que cuida tanto do pessoal da fábrica como do pessoal da administração. tornando-se despesa por seu montante integral (Conservadorismo também). e por essa razão tem. EXERCÍCIOS 1) Indique se as afirmações estão certas ou erradas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 11 feita em função da proporcionalidade entre número de pessoas na fábrica e fora dela. dever-se-á tratá-lo como despesa integralmente. numa eventual distribuição. Se. Por exemplo. o gasto com o Departamento de Pessoal for de 0. a administração é centralizada. por critérios não excessivamente arbitrários. ou simplesmente em porcentagens fixadas pela Diretoria. que numa eventual divisão teriam sua parte maior considerada como despesas. sem rateio para a fábrica (Conservadorismo e Materialidade). b) valores relevantes. a apropriação dos honorários da diretoria só seria relativamente adequada se houvesse um apontamento do tempo e esforço que cada diretor devotasse ao processo de administração e vendas e ao de produção. Como tentativa de solução ou pelo menos de simplificação. Até aí. Em suma. Manutenção. Outros exemplos mais específicos: gasto com o Departamento de Recursos Humanos ou Pessoal. então seu custo total inclui o de seu acondicionamento. idem.. exemplificativamente. c) valores cujo rateio é extremamente arbitrário devem ser evitados para apropriação aos custos (idem). tais como Departamento de Compras. Ou também o Departamento de Contabilidade. que efetua aquisições tanto para a área de produção quanto para a administração. que engloba a Contabilidade Financeira e a de Custos. ser divididos nos dois grupos. É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. Se. Por exemplo. CUSTOS Produtos Acabados DESPESAS VENDAS Por exemplo. incluindo a da produção. dependendo de sua aplicação.3% dos gastos totais. faz-se a divisão de seu gasto total em custo e despesa. os valores relevantes que visivelmente contêm ambos os elementos e podem. deve ser tratada como despesa. Como a embalagem só é aplicada após as vendas. algumas regras básicas podem ser seguidas: a) valores irrelevantes dentro dos gastos totais da empresa não devem ser rateados. etc. etc. todos os gastos serão tratados como despesas necessárias para a realização da venda. A regra é simples. todos os gastos são custos.

e) A Contabilidade de Custos controla os custos e despesas dos diversos departamentos de uma empresa industrial. e) As indústrias possuem um elevado grau de imobilizações. os estoques podem ser controlados mediante sistema de inventário permanente ou periódico. c) Na atividade comercial. são apropriados ao resultado os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos e entregues aos clientes. seguro do frete e impostos recuperáveis. a) Na atividade industrial. d) A Contabilidade de Custos é aplicada ao setor de produção.Indique se as afirmações estão certas ou erradas.Marque a alternativa correta. 6. e) Os honorários da diretoria do departamento de administração são custos. b) O custo das mercadorias vendidas de uma empresa comercial é correspondente ao valor de aquisição das mercadorias que foram vendidas e entregues ao cliente. c) Honorários do diretor industrial e respectivos encargos sociais. 4 . os valores dos aluguéis. e) Na atividade comercial. são registrados como valor de aquisição dos estoques de mercadorias os gastos necessários à compra. e) As receitas e despesas das empresas industriais são controladas pela Contabilidade Comercial. 5. d) O CPV representa o custo dos produtos que permanecem em estoque ao fim de um determinado período. aluguel e demais gastos de produção. b) Depreciação das máquinas de fabricação. depreciação. a) Salários dos operadores das máquinas de fabricação. d) A energia elétrica consumida no setor de produção é um custo.Indique a alternativa que não representa custo. . enquanto os produtos correspondentes não forem vendidos e entregues aos clientes. e) Energia elétrica consumida pelas máquinas de fabricação. d) O frete sobre vendas é custo. Podemos identificar como funções principais da contabilidade de custos: a) a avaliação dos estoques e o cálculo das participações dos acionistas b) o auxílio ao controle e à tomada de decisões no processo administrativo c) o levantamento do balanço patrimonial e a avaliação de estoques d) colocar o contador em papel de destaque e aumentar o lucro empresarial e) a apuração dos custos e despesas das atividades de produção e comercialização 7. a despesa de salários dos vendedores não é incorporada ao valor de aquisição das mercadorias. 3. a) A depreciação dos equipamentos da fábrica é custo. a) Na empresa comercial. b) O seguro dos equipamentos de produção é custo. podem ser determinados os valores dos estoques de produtos em elaboração.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. mão-de-obra direta e custos indiretos já aplicados na fabricação desses produtos.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. b) Na atividade industrial. 2. c) Integram os estoques da indústria os salários. depreciação. juros e comissões dos vendedores são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. embalagens e outros materiais diretos. são mantidos nos estoques os valores das matérias-primas utilizadas e dos demais fatores de produção. b) Por meio da Contabilidade de Custos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 12 c) A Contabilidade de Serviços é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos na prestação de serviços. c) Os estoques de produtos em elaboração e acabados correspondem às matérias-primas utilizadas. d) Salários dos funcionários do departamento de vendas. dos produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. a) A Contabilidade de Custos controla o custo dos fatores de produção. d) Na atividade comercial. c) Os salários dos vendedores são custos. inclusive frete.

Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 13 8. 14. e) dividendos pagos. b) pelo pagamento à vista ou a prazo. Energia elétrica da fábrica consumida este mês. d) O objetivo básico da contabilidade gerencial é o de fornecer à administração instrumentos que a auxiliem em suas funções gerenciais. 12. e) fixo. desembolso ou perda: Fato Gasto Custo Desp Invest Desemb Perda Pagou a fatura do anúncio que colocou no jornal deste fim de semana. d) somente pela depreciação. investimento. Assinale-a. o custo da mão-de-obra e os demais custos indiretos de fabricação. produzindo bens de renda. apenas uma está incorreta. fornecendo os dados de custos para auxílio ao controle e para a tomada de decisões. d) seguro da fábrica. b) comissões de vendas. b) fixo. Obsoletismo de estoques de materiais.(AFTN / ESAF) Máquina destinada à produção de calçados é. b) fixo. adquirido e alugado por empresa industrial. . se é: custo. Deterioração de matéria prima em razão de greve dos operários. produzindo bens de venda 11 . produzindo bens de venda. é bem: a) do ativo diferido.Não integram o custo de produção das indústrias os valores correspondentes a: a) matérias-primas utilizadas na produção b) materiais indiretos utilizados na produção c) despesas de vendas dos produtos d) mão-de-obra aplicada à produção e) gastos gerais de fabricação dos produtos 9. para a indústria calçadista. 10. a) A contabilidade gerencial tem por objetivo adaptar os procedimentos de apuração do resultado das empresas comerciais para as empresas industriais. c) fixo. 13 . d) fixo de renda. “Perda” normal de matéria prima no processo de fabricação.(AFC / ESAF) Entre as afirmativas seguintes. c) depreciação do automóvel do presidente da empresa. despesa. c) pelo registro pelo seu valor d custo ou mercado. mas só vai pagar no fim do mês. e) O custo pode ser entendido como o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. (Eletrobrás – 2007) O único valor considerado como custo na Contabilidade de Custos de empresa manufatureira é o desembolso em: a) propaganda. amortização ou exaustão. d) de renda. porque é utilizado mais tempo que o bem de renda. Transferiu a matéria prima do almoxarifado para a fábrica para iniciar a produção. um bem: a) de renda. Comprou matéria prima a prazo. c) Os custos de produção reúnem o custo do material direto. b) A contabilidade de custos presta duas funções dentro da contabilidade gerencial.Assinale com um ‘X’ a classificação correta de cada fato. (Perito – SSP) Um componente do Ativo Permanente se transforma em custo ou despesa: a) pela depreciação. c) numerário.(AFTN / ESAF) Um apartamento. e) de venda. Colocou anúncio no jornal desta semana.

000..... R$ 30.......00 e R$ 400.. c) Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação = Custo Total.000 Estoque Inicial $1............ R$ 50..000.000...00 e R$ 230.00 Mão-de-Obra apontada: Direta.. R$ 350.......00 e R$ 400. R$ 500....00..000..00 e R$ 120.......000 $1..00....... R$ 60........000.......000............... e) Custo do Material Direto e Indireto + Gastos Gerais de Fabricação.....Observe os dados abaixo e calcule o que se pede: 1 – MPD: Compras $10... R$ 580...000..00 Seguro da Fábrica ....... b) R$ 580.00 Indireta...Custo de Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação. b) Mão-de-Obra Direta + Gastos de Fabricação = Custo Primário..... R$ 300.....00...000 $5... uma vez que se trata de ativos adquiridos pela empresa que somente são depreciados lentamente......Mão-de-Obra: Disponível (total) Apropriada (Direta) 3 – Outros Custos Indiretos 4 – Produtos em Elaboração: Estoque Inicial Estoque Final 5 – Produtos Acabados: Estoque Inicial Estoque Final $10........ e) Custos são os gastos que a empresa incorre para a comercialização dos produtos... e) R$ 580...............00..........000/00 Aluguel da Fábrica....000 2 ..... b) Custo do Material Direto ..000 $3....00 e R$ 230.. c) Custo do Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação... de forma involuntária ou fortuita....... 19 ...000 .... b) Despesas são gastos incorridos com a produção de bens e serviços........000 $2....000............ d) Mão-de-Obra Direta + Custo Primário = Custo Total... com a intenção de sua venda posterior... e) Custo Primário + Gastos Gerais de Fabricação = Custo de Fabricação....00 Indiretos.................. Observe as informações abaixo..00 O custo de fabricação. 18....000..00...........000.........000.. respectivamente...... c) Investimentos não são gastos.........................000.. 16....000... 17... relativas a um determinado período de produção: Materiais requisitados do almoxarifado: Diretos.... Compõem o chamado Custo Primário: a) Custo do Material Direto + Custo de Mão-de-Obra Direta.... d) Custo da Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação. os valores de: a) R$ 700..000..000..00..... R$ 40.000. d) Perdas são sacrifícios ocorridos na produção.. R$ 20..000.00. R$ 500............ c) R$ 700........00....000.......00..00..000.... extraídas de escrituração de uma empresa industrial.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 14 15.000.....000 Estoque final $2.. é correto afirmar: a) Gastos são custos ou despesas que a empresa incorre para realizar a produção e vendê-la....000 $8.000 $5... o custo primário e o custo de transformação têm.00 Depreciação das máquinas .. R$ 580.000.... (ESAF) Em relação à terminologia utilizada pela Contabilidade de Custos. Assinale a alternativa correta: a) Material Direto + Mão-de-Obra Direta = Custo de Fabricação.. d) R$ 500..... R$ 200..

d) Calcule o Custo Primário________________________________________________________.00 e realizou despesas de R$ 3.00 R$ 54. Ao fazer seu planejamento.900.00 b) o custo por absorção foi de R$ 14. podemos dizer que: a) o custo de transformação foi de R$ 12.900.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 98.000. c) o custo por absorção foi de R$ 14.00 1.500.00 810.600.00 900.900.00 Agosto 72.00 9. (TCE PI – FGV) A Cia Itapuã fabrica produtos de vestuário. b) objetividade. No período.00 18.000. c) consistência. aplicou custos indiretos estimados em R$ 6.800.143.137.165. R$ 1.00 72. Sabendo-se que toda a produção iniciada foi concluída.00 1. R$ 1. registrou as despesas de mão-de-obra direta à base de 60% dos materiais consumidos.00 180.00 com vendas.00.113.000. A Cia.00 . e) Calcule o Custo de Transformação______________________________________________. para o ano fiscal de 2.00 112. c) Custo dos Produtos Vendidos____________________________________________________.500.200.00 e c) R$ 21. e) competência.666.280.400. a fábrica vendeu 70% da produção. não leva em consideração os gastos com o cafezinho servido aos funcionários após o almoço.00 .00 R$ 54.400.215.00 1. 20 No mês de agosto de 2003 uma indústria apresentou as seguintes informações: Aquisição de Novo Equipamento Industrial Compras de Matéria-Prima Depreciação de Máquinas Industriais Depreciação de Móveis e Utensílios do Escritório Energia Elétrica da Fábrica Mão-de-Obra Direta Mão-de-Obra Indireta Materiais Indiretos Consumidos na Fábrica Receita de Vendas Salário de Vendedores Salários Administrativos Seguros da Fábrica Estoques Finais Matéria-Prima Produtos em Processo Produtos Acabados R$ R$ R$ Julho 90. Seu presidente necessita saber o custo exato da produção de cada um dos produtos.00 O Custo com Materiais Diretos.00.00 72. na qual usara 90% dos materiais comprados.900. Este procedimento está relacionado à seguinte convenção contábil: a) materialidade.00 .900.00 e b) R$ 25.00 e o Custo de Produtos Vendidos de uma indústria são R$ R$ R$ R$ 1.00 1.000.000. (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 23 e 24.129.00 3.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 15 a) Custo da Produção do Período: ________________________________________________ b) Custo dos Produtos Acabados: _________________________________________________.00 .100.00 1.000.000.00 21.500.280.00 e d) R$ 18. 22 (AFC) A Fábrica de Sorvetes Spuma.00 27.000.500. R$ 1.600.000.00 22.000.00 e) o custo do período foi de R$ 20.00. iniciando o período produtivo.600. adquiriu materiais no valor de R$ 10. Atenas utiliza duas unidades de matéria-prima para cada unidade acabada. o Custo Fabril e respectivamente: a) R$ 33. d) conservadorismo.000.000.00.000.125.000. estabelece como meta os seguintes saldos: .161.000. d) o custo primário foi de R$ 17.500.000.006.900. O gerente ao efetuar a alocação dos custos aos produtos. R$ 1.

Albion foram extraídas as seguintes informações: I. d) matéria Prima.000 e) 743.000 II.000 d)) 681.000 23. Os excesso ou sub-aplicação dos CIF serão apropriados no final do exercício.000 124.000 Saldo Final em unidades 40.000 Valor 191.000 unidades durante o ano fiscal de 2006.000 28.000 300.000 251. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta.000 235. a quantidade de unidades que deverá produzir no decorrer desse período é: a) 440. 25.000 e) 665.000 c) 489.000 b) 499.000 175.000 unidades.000 b)) 450.000 e)) 810.000 26. dos relatórios de produção da Cia.000 e) 199. o número de unidades de matéria prima que deverá adquirir será: a) 1. Valor dos inventários de início e final do mês (valores em R$): Itens Unidades acabadas Unidades em processo Matéria-prima Saldo Inicial 125.000 b) 1.000 d) 990.000 134.000 Produtos em processo 10.000 d) 201. no período.020. Movimentos ocorridos no período (valores em R$): Itens Compra de matéria-prima Mão-de-obra direta utilizada Custos indiretos de fabricação ocorridos III. Total de custos de produção no mês de janeiro: a) 501.000 Saldo Final 117.010.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 16 Itens Saldo Inicial em unidades Matéria-prima 30. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 10. e) custos primários e custos de fabricação fixos.000 c)) 673.000.000 b) 681.000 Produtos acabados 70.000 e) 520.000 40.000 27. Custos primários no mês: a)) 501.000 d) 480.000 c) 673.000 b) 665. (ICMS/SP/2006) Na terminologia de custos. Custo das unidades vendidas em janeiro: a) 697.000 (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 25 a 27 No mês de janeiro de 2006. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 c) 460.000 24 Para que a empresa venda 480.000 d) 657. .000 c) 1. Se a empresa planeja produzir 400. Informações adicionais: A empresa aplica Custos indiretos de fabricação a uma taxa de 60% da Mão-de-obra direta. b) mão-de-obra direta e materiais diretos.

apenas um tipo de produto for elaborado. uma ordem de produção. um serviço. uma atividade ou um órgão da empresa. CLASSIFICAÇÕES E NOMENCLATURAS DE CUSTOS 2. portanto. c) 27. b) 25. Observações importantes: . d) 17.000.000. seja esta função um produto.000. Assim.Se a empresa produz somente UM produto. Todo custo cuja parcela pertencente a uma função de custo possa ser separada e medida no momento da sua ocorrência classifica-se como direto. Gasto/Investimento. são os CUSTOS que estão relacionados a um determinado objeto de custo. energia elétrica que não pode ser associada ao produto. Mão-de-obra direta. são os custos que estão relacionados a um determinado objeto de custo e que podem ser identificados de maneira economicamente viável (custo efetivo). mas que não podem ser identificados com este de maneira economicamente viável (custo efetivo). Exemplos: Matéria-prima direta. sendo tratado como indireto (Materialidade e Conservadorismo). Gasto/Despesa. Genericamente. se determinada empresa só fabrica um tipo de produto (não havendo variação de qualidade ou de tamanho ou qualquer outra) ou executa somente um tipo de serviço. energia elétrica das máquinas quando é possível saber quanto foi consumido na produção de CADA produto. CUSTOS DIRETOS – são aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados. todos os custos podem ser classificados como diretos. neste local.1 Classificação dos custos em relação ao produto A maior questão com relação aos custos é saber quando eles têm um relacionamento direto ou indireto com um determinado objeto de custo. Gasto/Custo. porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação. 19*** a) 24. . um centro de custo. O parâmetro utilizado para as estimativas é chamado de BASE ou CRITÉRIO de rateio. gastos com limpeza da fábrica. aluguel da fábrica. Gasto/Custo. classificaremos os custos em relação ao produto em DIRETO e INDIRETO. mas é de tão pequeno valor que não compensaria o trabalho de associá-lo a cada produto.000.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 17 GABARITO 01 05 06 10 14 18 22 26 CECCE CCCCC B B A D A D 02 06 07 11 15 19 23 27 CCEEE ECECC D A E *** E C 03 07 08 12 16 20 24 28 CCCEC CCCEE C D A D B C 04 08 09 13 17 21 25 CCCEC CEECE D ** A A A 13** Gasto /Despesa/Desembolso. todos os seus CUSTOS são DIRETOS. são os custos que só são apropriados INDIRETAMENTE aos produtos. . Gasto/Despesa/Perda. Gasto/Despesa/Perda. e) 15. material de embalagem (dentro do processo produtivo). os custos diretos são aqueles que podem ser apropriados diretamente a uma função de acumulação de custos. rateios ou estimativas para serem apropriados em diferentes produtos.Às vezes o custo é direto por natureza. CUSTOS INDIRETOS – são os custos que dependem de cálculos. Com isso. Complementando. salários dos chefes de supervisão de equipes de produção. Exemplos: depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto. Gasto/Custo. Casos Especiais Em algumas condições especiais. O aluguel de um galpão pode ser classificado como custo direto se. Complementando. Exemplos: cola e verniz na indústria de móveis. só vão existir custos diretos para essa empresa.

Os CUSTOS FIXOS são aqueles cujos valores são os mesmos quaisquer que seja o volume de produção da empresa (dentro de uma faixa que interessa de acordo com o orçamento). Outro exemplo seria o dissídio coletivo da categoria de trabalhadores que não está envolvida diretamente no processo produtivo. ou seja. mas nada impede que esses custos sofram reajustes em determinados meses em função da política econômica do país. agora serão classificadas em Custos Fixos e Variáveis. salário de supervisores. que não guardam qualquer relação com o volume de atividade. Essa classificação ocorre em função do comportamento dos elementos de custo em relação às mudanças que possam ocorrer no volume de produção. CUSTOS FIXOS e VARIÁVEIS Nesta classificação os custos são estudados em função das variações que podem ocorrer no volume de atividade. Outros exemplos: imposto predial do prédio da fábrica. Representação gráfica: Custo Fixo em termos Totais: R$ CF Q Custos Fixos em termos unitários: R$ CFu Q . o caso do aluguel da fábrica que pode ser renegociado semestralmente. Exemplos: aluguel da fábrica. Note que os CUSTOS FIXOS são fixos em relação ao nível de produção. Eles permanecem inalterados em relação ao volume da produção. Alguns autores ainda utilizam a classificação de Custos SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. Resumindo: os CUSTOS FIXOS são custos de estrutura da empresa. salário de porteiros. prêmio de seguros. na quantidade produzida pela empresa no período (leva sempre em consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo). depreciação de equipamentos da fábrica. Estas classificações também poderão ser utilizadas para as DESPESAS. salários de vigias. as mesmas contas que antes foram classificadas em Custos Diretos e Indiretos. Por exemplo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 18 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS EM RELAÇÃO À PRODUÇÃO (VOLUME) Para estudo do comportamento dos custos. Independente do volume de produção (dentro da faixa que interessa) a empresa arcará com esse custo. Eliseu Martins prefere mencionar aos custos que se enquadram nesta última classificação em: custos que tem uma parcela fixa e uma parcela variável. dentro de uma certa faixa.

São também chamados de SEMI-FIXOS.40.000 60. fabricando 100. Caso a ociosidade seja de valor relevante. Exemplo: Supondo que uma determinada empresa. aumentando sua produção e venda para 150. eles permanecem constantes até certo ponto do volume da atividade (faixa de produção ou faixa relevante) e.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 19 Observação: alguns Custos Fixos se apresentam sob a forma de degraus. dentro de limites normais. o aluguel de um novo galpão. quanto maior a produção. também.80.000 20. depreciação dos equipamentos quando esta for em função das horas/máquinas trabalhadas ou quantidades produzidas etc. Exemplos: energia elétrica. pois a legislação brasileira garante uma percepção salarial mínima. um custo fixo. Caso haja ociosidade por motivos de falta de material. FAIXA RELEVANTE: é a banda do nível ou volume normal de atividade em que há um relacionamento específico entre o nível de atividade ou volume e o custo em questão. Observação: existem correntes que defendem que a mão-de-obra direta seria. é classificada como CUSTO VARIÁVEL DIRETO. hoje. embalagens. em termos totais: . Outro exemplo: Volume de Produção 0 . de energia.000 40. opere com 50 % da sua capacidade instalada. materiais secundários. nesse momento.001 . como por exemplo. precisará aumentar suas condições de trabalho. contratar mais supervisores. ocorrendo de forma anormal. independente das horas trabalhadas ou do volume de produção.000 480.000 unidades do produto. aquisição de alguns equipamentos (gerando assim a depreciação). menor será o consumo. aquela que é apontada perfeitamente no processo produtivo. O professor Eliseu Martins cita que a mão-de-obra direta.000 unidades de um determinado produto.000 Representação gráfica: R$ CF Quantidade Necessária de Supervisores 1 2 3 4 Custo em R$ (Salários + Encargos) 120. quanto menor a produção.000 240.000 360. vigias etc. a ser rateado aos diversos produtos. Corresponde aquela mão-de-obra que foi apontada diretamente na fabricação dos produtos. custo da mão-de-obra direta não se confunde com o valor TOTAL da folha de pagamento paga à produção. esse tempo será transferido para PERDA do período.000 Q Os CUSTOS VARIÁVEIS são aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa.001. eles sobem para uma plataforma onde permanecem constantes até chegar a um ponto crítico de volume da atividade. quebra de máquinas etc. isto é. salários dos operários. esse tempo não utilizado será transformado em Custo Indireto FIXO. matérias-primas. Ou seja. Caso essa empresa queira ampliar os seus negócios.20.60.001 . maior será o consumo. Representação Gráfica do Custo Variável. Portanto.

mesmo que seja num valor mínimo. apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos. na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período. . GRÁFICO CLÁSSICO DOS CUSTOS TOTAIS (CT) Valor CT CV Quantidade Esquema básico da contabilidade de custos Nesse ponto. Mas a de Fixo e Variável também se aplica. às DESPESAS. perfeitamente. tem uma parcela fixa e uma parcela variável. salários da administração das vendas. mas que existirá. Assim. conta de água etc. tudo em relação à quantidade de produtos que são comercializados. entretanto. e mais um valor por cópia (parte variável). mas que. c. o esquema básico da contabilidade de custos se resume a: a. Estes são custos que variam com o nível de produção. portanto.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 20 CVt R$ Q Representação gráfica do Custo Variável em termos Unitários: R$ CVu Q Existe ainda a classificação dos custos em SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. As despesas financeiras seguem as mesmas regras das Despesas Administrativas. gasto com combustível para aquecimento de uma caldeira que varia de acordo com o nível de atividade. já que a caldeira não pode esfriar. rateio dos custos indiretos. b. separação entre custos e despesas. quando nada se produza. Outros exemplos: aluguel de copiadoras na qual se cobra uma parcela fixa. por exemplo. É o caso. Observação Importante: necessário se torna mencionar que a classificação em Fixos e Variáveis tem uma distinção fundamental com relação à classificação em Diretos e Indiretos: esta última se aplica somente a CUSTOS. do volume de produção da empresa. mesmo que nenhuma cópia seja tirada. podemos ter despesas de vendas Fixas (propaganda. como cita o Professor Eliseu Martins. As Despesas Administrativas serão sempre classificadas como DESPESAS FIXAS. embora o total da conta dependa do número de Kwh consumidos e. parte fixa da remuneração dos vendedores etc) e Variáveis (comissão de vendedores. da Energia Elétrica da fábrica. despesas de entregas etc). por exemplo.

000 15.000 85.000 60.000 15.000 1.000 40.Contabilidade de Custos CUSTOS CUSTOS INDIRETOS CUSTOS DIRETOS Profº Francisco Lorentz DESPESAS 21 RATEIO PRODUTO A PRODUTO B PRODUTO C CPV VENDAS RESULTADO DO EXERCÍCIO Exemplo: Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X: Gastos Comissão de vendedores Salários da fabrica Matéria-prima consumida Salários da administração Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Despesas financeiras Honorários da diretoria Honorários diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Despesas de entrega Correios.000 10.000 140.000 5. telefones e telex Material de consumo do escritório Total 120.000 350.000 40.000 710.000 5.000 70.000 350.000 $ 80.000 90.000 90.000 10.000 5.025. telefones e telex Material de consumo do escritório Total dos gastos Passo 1: Separação entre custos e despesas $ Custos de Produção: Salários da fabrica Matéria-prima consumida Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Materiais diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Total Despesas Administrativas: Salários da administração Honorários da diretoria Correios.000 45.000 .000 70.000 85.000 50.000 5.000 120.000 60.

Teremos então: Custo Produtos Custos Diretos Custos Indiretos Total A 115. no valor de $ 225. B e C e mantenha um controle do consumo de custos diretos utilizados em cada produto.938 225.71% 168.000 23.000 75.711 77. Passo 3: Apropriação dos custos indiretos aos produtos No exemplo.000 serão contabilizadas diretamente no resultado do período. ainda precisarão ser alocados aos produtos. pelo valor da mão-deobra direta e pelos valores dos CIF’s consumidos durante a produção. Não serão alocadas aos produtos. é creditada pela transferência dos produtos prontos para a conta Estoque de Produtos Acabados.000 125.000 10.351 B C Totais 202.000 18.000 Produto B 47.000 50.000 LEMBRETE: CONTABILIZAÇÃO DOS CUSTOS MATÉRIA PRIMA: é debitada pelas aquisições e creditada pelas requisições quando do início da produção.000 15.000 225.000 Produto C 21.64% 100.71% 53.000 Indiretos 30.000 70.00% 93. mas os custos indiretos.000 10.000 45.000 Os custos diretos já estão alocados aos produtos.000 168.65% 34.000 50.000.938 710.000 70.000 710.000 15.00% 295.000 41.000 168.000 7.000 350. Sabe-se que neste exemplo parte da mão-de-obra e da energia elétrica é direta e outra parte indireta.000 485. Passo 2: Apropriação dos custos diretos aos produtos Suponhamos que nossa empresa fabrique três produtos: A.64% 100.000 85. PRODUTOS EM ELABORAÇÃO: é debitada pelas matérias-primas requisitadas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 22 Despesas de Vendas: Comissão de vendedores Despesas de entrega Total Despesas Financeiras: Despesas financeiras Total 80. Custos Salários Matéria-prima Depreciação Seguros Materiais diversos Energia elétrica Manutenção Total Produto A 22. .000 135.000 60. a alocação dos custos indiretos aos produtos será proporcional ao que cada um já recebeu de custos diretos.000 60.000 115.000 As despesas que totalizaram $ 315.711 245.000 Totais 120.000 140.000 40.000 202.000 41. PRODUTOS ACABADOS: é debitada pelo valor dos produtos que ficaram prontos e creditada pelo Custo dos Produtos Vendidos quando os mesmos são comercializados.000 20.65% 34.351 23.

envolvendo diferentes camisetas "X". apenas com a marca da empresa....... onde se produzem os diferentes tipos de produtos "X".000 Propaganda. ( ) Energia consumida para manter forno permanentemente aquecido a uma determinada temperatura..... $ 90......... de acordo com os gastos apresentados a seguir: Salários da administração.. ( ) Aluguel mensal de uma fábrica onde é produzido apenas o produto "X"... 3.$30.. ( ) Embalagem plástica.... "Y" e "Z".. ( ) Salário do Supervisor de uma seção que se ocupa apenas do produto "X"........ ( ) Embalagem (caixa de papelão) envolvendo..000 Depreciação de máquinas da fábrica...... ( ) Linha utilizada...Assinale a classificação mais adequada para os seguintes custos: CUSTOS INCORRIDOS Desgaste dos pneus dos ônibus de uma empresa de turismo Salários e encargos sociais do pessoal da segurança de uma indústria petroquímica Asfalto consumido em uma pavimentadora de vias públicas Depreciação do prédio de uma fábrica de armas Pólvora utilizada em uma fábrica de fogos de artifício Cacau. se esses custos são DIRETOS (D) ou INDIRETOS (I)...Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 23 EXERCÍCIOS 1..500 Energia elétrica consumida na produção. "Y" e "Z".. $3. preencher os espaços entre os parênteses com as letras "D" para Custo direto ou "I" para Custo indireto........ ( ) Água consumida na higiene pessoal dos empregados.....000 Matéria-prima consumida na produção: $ 40..... perfeitamente apontada aos diversos produtos ) salário do supervisor da fábrica ) embalagem dentro do processo produtivo ) gastos de alimentação do pessoal da fábrica ) transporte do pessoal da fábrica ) material de limpeza da fábrica FIXO VARIÁVEL 4 ..... ao mesmo tempo... Custo (C)....... indistintamente...000 2.A... Considerando-se a apuração de custo ao nível de cada produto diferente..... "Y" e "Z".... sendo uma embalagem para cada unidade. "Y" e "Z"..... Apure os totais dos custos e das despesas da Empresa MM S.... açúcar e leite utilizado em uma fábrica de sorvetes ...... ( ) Depreciação (linha reta) de equipamento de informática utilizado no controle geral dos estoques de uma indústria que elabora os produtos "X" e "Y"........ Fixos (F) e Variáveis (V): 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) salário do eletricista de manutenção da fábrica ) depreciação de veículos da administração ) consumo de aço numa indústria metalúrgica ) salário dos vendedores ) comissão dos vendedores ) salário de vigilante da fábrica ) salário dos operários da fábrica.....000 Frete (para entrega de produtos vendidos) $4..... ocupados na elaboração dos produtos "X" e "Y".. em pequenas indústrias de confecções..... ( ) Salário do supervisor da fábrica onde são produzidos os produtos "X" e "Y".. $110.000 Comissões aos vendedores. ao mesmo tempo..... camisetas diferentes "X" e "Y" na seção de expedição.$ 6..000 Mão-de-obra dos operários....... $25. nos diferentes tipos de roupa "X".. ( ) Taxa de água e esgoto paga periodicamente por empresa produtora dos produtos "X". ( ) Aluguel mensal de um galpão para depósito dos produtos "X" e "Y". Classifique os gastos abaixo em Despesa (De).

.............. c) custo direto fixo.....000.............000...000.......000..............00 • Comissões sobre vendas. a energia elétrica gasta na sua fábrica será considerada: a) custo indireto variável..... tende a afastar-se do custo variável unitário....... d) os custos fixos unitários variam em proporção inversa às variações do volume produzido.........00......... R$ 20.......00.000.......000.. 6.. Uma empresa restringiu a sua linha de produção a um único produto................ R$ 80...............00..000. Assim sendo... c) 180...........000........... b) os custos fixos unitários diminuem na mesma proporção da redução da produção.100.. independentemente do volume da atividade fabril............ R$ 540....... à medida que o volume da produção aumenta. atingiram o valor de (em R$): a) 80......00 100...... Encargos de Depreciação......00 27.....00 50......00 • Outros gastos gerais de fabricação.. R$ 2.....000..00.......... b) custo indireto fixo..000... Observe os dados abaixo...... d) 237.......................00 Os custos fixos dessa empresa........... de conformidade com a quantidade produzida........ Está correta a seguinte afirmativa: a) os custos variáveis unitários diminuem quando aumenta a produção..... R$ 120... Administração da fábrica.00 • Mão-de-obra Indireta ...... 9.... 8... Produtos Acabados em estoque são: a) custo das mercadorias vendidas.....500..... 11 E 12 DEVEM SER RESOLVIDAS COM BASE NESTES GASTOS DA EMPRESA INDUSTRIAL BETA: • Encargos com Depreciação de Móveis e Utensílios .................... d) custo de transformação.......00 30.... e) 287.............. R$ 300........00 .....000..... em razão inversa.. b) ativos..00 1.000....000.00 • Aluguel do Escritório de Vendas.... Energia elétrica (fábrica)..... Material de Embalagem .... pela diluição dos custos fixos........00 • Matéria-prima consumida .................. e) custo de produção....... R$ 160.000.................. c) gastos gerais de fabricação........................... R$ 60..... Aluguéis de fábrica .................000...000.. e) o custo industrial unitário........... no período considerado. é correto afirmar: a) os custos fixos totais mantêm-se estáveis..00 • Salários dos Vendedores ..................................000... 7................ Mão-de-Obra Direta. e) despesa operacional.. d) os custos variáveis unitários crescem ou decrescem..........00.....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 24 Madeira utilizada em uma fábrica de caixotes Aluguel do prédio de uma clínica dentária 5............... c) os custos fixos unitários decrescem à medida que a quantidade produzida diminui.................. AS QUESTÕES DE NÚMEROS 10............... c) os custos fixos totais decrescem na mesma proporção em que o volume produzido diminui......... representativos dos custos de uma empresa industrial (fábrica de calçados): CONTAS Matéria-Prima.. d) custo direto variável............000... e) os custos variáveis unitários crescem na mesma proporção em que o volume produzido aumenta. b) os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida........ R$ 140.......000......00 • Encargos com Depreciação de Máquinas da Produção............ Em relação a custos............................. b) 207.....00 80...000......

000. 14.. c) 160.000. no mês seguinte. b) um custo total de produção de R$ 108...00..00. e) 40.. pelo seu valor total.00.00...000. d) 160.000...00 e 900.000..00 10..000... Armazenou-a em seu almoxarifado. Para fins fiscais.. No Custeio por Absorção.. nem prejuízo..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 25 • ICMs sobre Vendas .00..00. em junho de 19X0. em R$: a) 40..000..... ela terá: a) uma receita total de vendas de R$ 100. 11. c) 64.00.00 • Mão-de-obra Direta ..00 + 50 Q... c) 460.00 e 90. c) 760..00...000. pelo seu valor total..00 e 900.. d) 80.00. d) metade em junho e metade em julho de 19X0.000..000... ..000..00... b) em junho de 19X0.00..00 e 50..00.... e) 960..000. 17.. utilizando-a na sua produção. comprou matéria-prima para pagamento em 90 dias.000.000. c) CT = 40. d) um prejuízo de R$ 8.. respectivamente (em R$): a) 100. R$ 600. pelo seu valor total.. Uma empresa industrial..00 e 50.. b) 90.00....... Os custos diretos no período totalizaram (em R$): a) 540...00. e a outra metade..000.. e) nem lucro. e) 300. O custo fixo unitário e o custo variável unitário de se produzir a milésima unidade de X são..00.00 e 50... d) CT = 40. 15..000..00.000..... O valor dos custos indiretos foi (em R$): a) 280.000... d) Corrente e) ajustado...000... Caso a companhia produza e venda 1... d) 940.000. b) 420.00.000.00 • O preço de venda de X é de R$ 90.00 Q.. c) Histórico. e) em agosto de 19X0... O custo total de produção de X (CT) pode ser representado pela função (Q significa a quantidade produzida e vendida): a) CT = 50 + 40.00... e)Variáveis 18.....000.000. As despesas fixas e variáveis no período foram. b) 40......000. 13...00...... b) CT = 50 Q.. Essa matéria-prima deverá ser assim computada no custo de produção: a) em maio de 19X0.00.000. A empresa Gama S/A apresenta os seguintes custos para a fabricação de seu produto X • Custo variável unitário: R$ 50.... c) Diretos.. b) 140.. os estoques são avaliados em função do custo: a) De mercado... O custo total de produção correspondente à fabricação de 800 unidades de X é.. e) 540.. c) em julho de 19X0.00 e 940..... respectivamente....00.200 unidades de X.00. pelo seu valor total..00....... de onde retirou metade da quantidade adquirida. UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE Nº 13 A 16..000.000.000.000.. b) Fixos.00. em maio de 19X0.00.000.00 e 960..00.....00 e 920.. b) 800......000...00.00 • Custo fixos associados à produção de X: R$ 40..000. apropria-se aos produtos apenas os custos: a) Indiretos... 16.000....00 + 90 Q. d) 500..000. c) um lucro de R$ 8. e) 90.000. e) CT = 40.000.00 por unidade.00..000.. em R$: a) 104. 12. 19.00 e 40..000.00. d) 40..00.000.. c) 40.....000. imediatamente após cada requisição. d) De produção...000. b) De reposição.00 • Material de Embalagem utilizado na Produção .. R$ 40.. R$ 220.

900. 25.00 Produção acabada no período R$ 40.00. d) os gastos com combustíveis e energia elétrica não contribuem para a formação do custo de um produto. embalagens e outros materiais que não são identificados com a unidade produzida. passando a ser denominados custos variáveis. Isto ocorre exclusivamente em relação ao custo: a) fixo. d) A manutenção da fábrica é custo indireto.00 Custos dos Produtos Vendidos R$ 38. e) de reposição.00 Custos de Fabricação do período R$ 37.00 e 11. d) Os materiais indiretos utilizados na produção são custos fixos.700. c) os salários pagos aos operários lotados na fábrica são considerados custos de produção.00 e 12. cujo tempo pode ser identificado com a unidade produzida. é correto afirmar que: a) os custos variáveis se alteram na exata proporção de aumento ou diminuição das vendas. 22 -(Eletronorte) Dentre as alternativas abaixo assinale a INCORRETA: a) material direto pode ser conceituado como matérias-primas. respectivamente: a) R$ 12. b) os custos fixos passam a ter relação direta com o volume da produção a partir de determinada variação. b) materiais. c) R$ 30. 21 -(Eletronorte) Observe os dados de uma indústria relativos a um período de produção: Estoque inicial de produtos em processo R$ 15.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 26 20. .00.100. a) Os custos fixos por unidade não variam.000. d) R$ 12. c) os custos indiretos não podem ser economicamente identificados com as unidades produzidas.00. a) A depreciação dos equipamentos de produção é um custo fixo. c) Uma redução da quantidade produzida provoca o aumento do custo fixo unitário.00 e 15.200. 28. c) direto. e) Um aumento da quantidade produzida reduz o custo fixo por unidade.100.700. b) As embalagens representam custo indireto. d) mão-de-obra. e) a apropriação dos custos indiretos ao custo de um produto se dá a partir da relevância das vendas do produto no faturamento da empresa. 23 -(Eletrobrás) É contabilizado como custo fixo: a) consumo de energia. d) com exemplo de custo indireto tem-se o imposto municipal sobre a propriedade predial e territorial urbana. quanto mais se fabrica um determinado produto.000. c) matéria-prima. 24 -(MPE-RJ) Com relação aos custos de produção. 27.00 Os estoques finais de produtos em processo e de produtos prontos apontaram os seguintes valores. assim como os encargos trabalhistas e previdenciários decorrentes. b) mão-de-obra direta é aquela paga a empregados que trabalham diretamente no produto. mais o seu custo unitário total diminuiu. Indique se as alternativas estão certas ou erradas.00 e 16. d) primário.100. e) o custo variável por unidade tende a permanecer constante dentro de certo nível de produção e de tempo. e) R$ 14. b) Um aumento na quantidade produzida não altera o custo fixo unitário.00. e) aluguel da fábrica.00.00 e 15.500.00 Estoque inicial de produtos prontos R$ 14. b) variável.200.100. b) R$ 15. a) O aluguel da fábrica é custo indireto.800. 26. d) Os custos fixos são custos diretos. c) O seguro da fábrica é custo indireto.100.700. b) O aluguel da fábrica é um custo fixo. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. e) A matéria-prima utilizada na produção é custo indireto. e) O seguro da fábrica é custo fixo. c) A mão-de-obra indireta é um custo fixo. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. (MPAS) Estando uma empresa operando abaixo do seu limite de capacidade.

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a) Os CV totais de produção aumentam proporcionalmente à quantidade produzida, em razão direta. b) Os custos variáveis unitários não se alteram, qualquer que seja o volume de produção. c) Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, qualquer que seja a quantidade produzida. d) Os custos fixos unitários variam na razão inversa da quantidade produzida. e) Os custos industriais unitários (custos variáveis unitários + custos fixos unitários), pela diluição dos custos fixos unitários, tendem a ser aproximar-se dos custos variáveis unitários, à medida que o volume de produção aumenta. 29. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. a) Os custos semi-fixos se mantêm quase fixos, mas reagem, timidamente, ao ritmo da produção. b) Os custos semivariáveis sofrem alteração significativa quanto há variação na quantidade produzida, mas não variam de forma proporcional ao volume de produção. c) Numa fábrica em que parte da energia elétrica seja consumida quando a indústria não está produzindo e a outra parte, mais significativa, seja relativa ao volume de produção, a energia consumida é custo semifixo. d) No caso da manutenção da fábrica, se a parcela mais significativa é fixa, havendo pequena variação em razão da quantidade produzida, ela será semivariável. e) Em termos práticos, os custos tendem a ser divididos em fixos e variáveis, uma vez que sua divisão em semifixos e semivariáveis é mais trabalhosa e menos objetiva. 01 05 09 13 17 21 25 29 * B D C D A CECCE CCEEC 02 06 10 14 18 22 26 * A B D C A CCCEC 03 07 11 15 19 23 27 GABARITO 04 * 08 D 12 B 16 D 20 D 24 E 28 EECEC * B D C A C CCCCC

01) Custos= 163.500; Despesas: 145.000; 02) I, I, D, I, I, I, D, I, I, D, I; 03) 1.CIF, 2. DF, 3. CDV, 4. DF, 5. DV, 6. CIF, 7. CDV, 8. CIF, 9. CDV, 10. CIF, 11. CIF, 12. CIF; 04) Variável, Fixo, Variável, Fixo, Variável, Variável, Variável, Fixo. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Material direto As matérias-primas, os componentes adquiridos prontos, as embalagens e os outros materiais diretos utilizados no processo de produção são apropriados aos produtos e serviços por seu valor histórico de aquisição. Podemos dividir todos os problemas existentes numa empresa com relação a material em três campos: a) avaliação qual o montante a atribuir quando vários lotes são comprados por preços diferentes, como tratar os impostos incidentes sobre as vendas, contabilização de sucatas etc. b) controle como distribuir as funções de compra, pedido, recepção e uso por pessoas diferentes, como desenhar as requisições e planejar seu fluxo, como fazer inspeção para verificar o efetivo consumo nas finalidades para as quais foram requisitados etc.; e c) programação quanto comprar, quando comprar, fixação de lotes econômicos de aquisição, definição de estoques mínimos de segurança etc. O uso das matérias-primas na produção envolve várias etapas, desde a sua aquisição até o consumo direto na produção. COMPRAS ESTOQUES CONSUMO AVALIAÇÃO Custo do Material Direto - é o custo de qualquer material diretamente identificável com o produto e que se torne parte integrante dele. Exemplo: matéria-prima, embalagens, entre outros que sejam perfeitamente identificados aos produtos. O custo de material é obtido por meio da seguinte fórmula: MD = EI + C - EF

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Onde: MD = materiais diretos EI = estoque inicial C = compras EF = estoque final Os materiais indiretos, ou secundários, têm o mesmo tratamento em termos de avaliação e baixa no estoque. O registro das compras será feito pelo valor constante na nota fiscal. O valor a ser registrado será líquido, isto é, deduzido dos impostos recuperáveis e acrescido dos fretes e seguros. Ex: COMPRAS BRUTAS - IMPOSTOS – DEVOLUÇÕES – ABATIMENTOS – DESCONTOS INCODICIONAIS + FRETES E SEGUROS = COMPRAS LÍQUIDAS Ao serem requisitadas para a produção, as matérias primas serão avaliadas conforme o critério adotado: - PEPS - primeiro que entra e primeiro que sai - UEPS - Último que entra e primeiro que sai (*) - Preço médio móvel ou Custo Médio (*) A legislação vigente não admite a utilização do critério UEPS. Caso a indústria não utilize o inventário permanente, a apuração do custo dessas matérias-primas é efetuada pelo método do Inventário Periódico (*CMP=EI + C – EF) – equivalente ao PEPS no inventário permanente. *CMP= Custo das Matérias Primas. Critérios para avaliação dos estoques (baixa do estoque por consumo ou venda de produtos prontos) Preço Específico - quando é possível fazer a determinação do preço específico de cada unidade em estoque, pode-se dar baixa em cada venda, por esse valor; com isto, no estoque final, seu valor será a soma de todos os custos específicos de cada unidade ainda existente. Tal tipo de apropriação de custo, entretanto, somente é possível em alguns casos, onde a quantidade, ou o valor, ou a própria característica da mercadoria o permite (isto é feito, por exemplo, no comércio de carros usados). Na maioria das vezes não é possível ou economicamente conveniente a identificação do custo específico de cada unidade. PEPS – com base nesse critério, daremos baixas no custo da seguinte maneira: o Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. Assim, à medida que ocorrerem saídas para a produção vamos dando baixa a partir das primeiras compras, o que equivaleria ao raciocínio de que sai primeiro as primeiras unidades compradas, permanecendo nos estoques as mercadorias de aquisição mais recentes. Por este critério avaliamos os estoques pelo custo das últimas aquisições. Com isso, o custo das matérias-primas aplicadas à produção (MP) fica onerado pelas primeiras compras, daí o nome do método PEPS - primeiro que entra é o primeiro que sai. Este método de avaliação dos estoques, quando comparado com os demais métodos, ocasiona as seguintes situações, conforme a economia com preços crescentes, estáveis ou decrescentes: numa economia inflacionária, isto é, com preços crescentes, produz estoque final maior do que os outros métodos; numa economia de preços constantes (inflação zero), os métodos se comportam, teoricamente, de forma semelhante; e numa economia deflacionária, isto é, com preços decrescentes, o método PEPS produz estoque final menor do que os outros métodos. UEPS – a Última a Entrar é a Primeira a Sair. O método UEPS funciona de modo inverso ao PEPS, isto é, o estoque é avaliado pelos preços de aquisição mais antigos e o custo das saídas para a produção é onerado pelas últimas compras. Daí o nome UEPS, o último que entra é o primeiro que sai. Numa economia inflacionária, este método em comparação com os demais, ocasionará no primeiro ano, um custo de matérias-primas maior. A legislação fiscal não aceita o UEPS como método de avaliação de estoques, pois tende a diminuir o lucro, o que ocasionaria diminuição do Imposto Sobre a Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro. A propósito, os únicos métodos aceitos pela legislação fiscal são o PEPS e MPM, este último somente se houver controle permanente de estoques, pois se não houver controle permanente de estoques, é obrigatório o uso do método PEPS. Média Ponderada Móvel (MPM) – Chama-se Ponderada Móvel, pois o valor médio de cada unidade em estoque altera-se pela compra de outras unidades por um preço diferente. Assim, ele será calculado dividindo-se o custo total do estoque pelas unidades existentes. Este método permite a avaliação dos estoques pelo preço médio ponderado. Ele é chamado de média ponderada porque a cada unidade comprada com preço diferente do

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constante do estoque o custo médio existente sofre alteração em seu valor. Assim, evita-se os extremos que ocorrem ao se avaliar os estoques pelo método PEPS ou pelo método UEPS. Por esse critério, os estoques são avaliados pelo custo de aquisição, apurado a cada entrada de mercadorias, ponderado pelas quantidades adquiridas e pelas anteriormente existentes, isto é, a cada aquisição se faz a média ponderada dos estoques. Média Ponderada Fixa (MPF) - Saliente-se, inicialmente, que este método de avaliação dos estoques não é permitido pela legislação do IR e tão-pouco se amolda aos princípios fundamentais de contabilidade. Ele consiste em se efetuar a média do custo pelo somatório de todas as aquisições do período e dividi-lo pela quantidade das aquisições do período, obtendo-se, desta forma, o custo unitário médio mensal. Assim, o método apura o valor médio das compras por períodos de um mês independentemente da data de aquisição, isto é, verifica-se o custo total das compras mais o custo do estoque inicial do mês, divide-se a soma, assim obtida, pelas unidades adquiridas no período mais as unidades existentes no início do período e teremos, então, o custo médio ponderado fixo mensal. Ao final do período (mês), toma-se o total das quantidades requisitadas no período, independente da data de saída, e multiplica-se pelo custo médio encontrado na coluna das entradas, obtendo-se desta forma o custo da matéria-prima aplicada à produção. Perdas de Estoques – Legislação Fiscal LEGISLAÇÃO FISCAL (RIR/99) Art. 291. Integrará também o custo o valor (Lei nº 4.506, de 1964, art. 46, incisos V e VI): I - das quebras e perdas razoáveis, de acordo com a natureza do bem e da atividade, ocorridas na fabricação, no transporte e manuseio; II - das quebras ou perdas de estoque por deterioração, obsolescência ou pela ocorrência de riscos não cobertos por seguros, desde que comprovadas: a) por laudo ou certificado de autoridade sanitária ou de segurança, que especifique e identifique as quantidades destruídas ou inutilizadas e as razões da providência; b) por certificado de autoridade competente, nos casos de incêndios, inundações ou outros eventos semelhantes; c) mediante laudo de autoridade fiscal chamada a certificar a destruição de bens obsoletos, invendáveis ou danificados, quando não houver valor residual apurável. Mão-de-obra Conceito: A mão-de-obra compreende o trabalho do homem aplicado direta ou indiretamente na fabricação dos produtos. O custo de mão-de-obra não corresponde, apenas, aos gastos com salários, mas engloba todos os gastos com o pessoal envolvido na produção: aqueles decorrentes da folha de pagamento, como os encargos sociais e trabalhistas (salários, décimo terceiro salário, férias, contribuições de previdência, contribuição para o FGTS, seguro contra acidentes do trabalho, gratificações etc.), e também os demais gastos com o pessoal, como assistência médica e social, transportes, viagens e estadas, lanches e refeições etc. Classificação: A mão-de-obra pode ser DIRETA ou INDIRETA: A mão-de-obra Direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, que pode ser facilmente identificada em relação aos produtos, desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho, como por exemplo, o salário do torneiro mecânico, do tecelão, do carpinteiro, os quais trabalham diretamente na transformação das matérias-prima. Compreende os gastos com pessoal que trabalha diretamente na fabricação dos produtos. A mão-de-obra Indireta compreende os gastos com pessoal que trabalha na empresa sem interferir diretamente na fabricação dos produtos. Sempre que não for possível identificar o gasto com pessoal em relação às unidades produzidas, esse gasto será considerado Mão de Obra Indireta. Como exemplo de mão-de-obra Indireta, podemos citar: salário dos supervisores da fábrica, dos chefes de seção, dos faxineiros, dos eletricistas e mecânicos que fazem manutenção nas máquinas e equipamentos industriais etc. Esse pessoal não age diretamente na fabricação deste ou daquele produto, porém os serviços que prestam beneficiam toda a produção em conjunto, sendo, portanto necessário que esses gastos sejam rateados, por critérios estimados ou arbitrados, para os diversos produtos fabricados. Mão-de-obra Direta: Custo Fixo ou Variável? Mesmo que a remuneração do operário seja contratada por hora, o que ocorre com o seu pagamento no fim do mês? A legislação trabalhista brasileira, diferente de inúmeros outros países, garante um mínimo de 220 horas de trabalho por mês. Mesmo que só tenha trabalhado metade disso, mas se teve à disposição da empresa todo o tempo exigido contratual e legalmente, fará jus àquele mínimo. O contrato acabou por produzir um gasto fixo mensal com esse operário. Será por isso a Mão-de-obra Direta um custo fixo também?

. pois ocorrem mensalmente e independem do volume produzido. por qualquer razão. energia elétrica. Alguns autores costumam utilizar a nomenclatura de CIF se referindo a todos os CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO. Com a redução gradativa do custo da mão-de-obra direta pela eliminação de postos de trabalho e sua substituição por atividades automatizadas. quebra de máquinas etc. mas a Mão-deobra Direta não. grandes acidentes etc. energia elétrica. O fato gerador ocorreu no mês de julho. como ocorreu com a contabilização da mão-de-obra Direta. mesmo aos operários diretos. praticamente todos os demais custos são tratados como indiretos. outros materiais. Portanto. enquanto a Folha relativa ao pessoal da própria produção é fixa. Se alguém deixa. por corresponder a Custo Indireto de Fabricação. os referidos gastos. Composição dos custos indiretos de fabricação Podemos subdividir em três grupos os custos indiretos: a) materiais indiretos: correspondem aos materiais auxiliares empregados no processo de produção. lubrificantes. o custo de Mão-de-obra Direta varia com a produção.). que não são possíveis medir ou quantificar o consumo nos produtos. por outro lado. de trabalhar diretamente o produto. custo de Mão-de-obra Direta não se confunde com valor total pago à produção. de energia. em conjunto. aluguéis. E isso devido ao fato de só poder ser considerada como Mão-de-obra Direta a parte relativa ao tempo realmente utilizado no processo de produção. adotando-se para isso alguma base de rateio. Também são chamados de Custos Indiretos de Fabricação (CIF).Todos os custos de fabricação que não podem ser diretamente mensurados a cada produto. Exceto a matéria-prima e a mão-de-obra direta. Gastos gerais de fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) Os GGF compreendem todos os gastos decorrentes do processo de fabricação que não correspondam à mão de obra e aos gastos com materiais. manutenção etc. Os GGF mais comuns são: aluguel da fábrica. . água. Contabilização dos gastos gerais de fabricação A maior parte dos GGF não tem relação direta com os produtos fabricados. Exemplo: Energia elétrica referente ao mês de julho que será paga no 2º dia do mês de agosto. e aqueles economicamente inviáveis de medição de consumo. e por isso mesmo são apropriados por intermédio de rateios. . b) mão-de-obra indireta: corresponde à mão-de-obra que não trabalha diretamente na transformação da matéria-prima em produto ou da qual não há condições de apontar o tempo gasto nos produtos. Esse agrupamento contempla todos os elementos de custos que não têm medição de consumo nos produtos. materiais secundários. . esse tempo não utilizado será transformado em custo indireto para rateio à produção. por exemplo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 30 Convém aqui distinguirmos entre o que seja custo de Mão-de-obra Direta e gastos com Folha de Pagamento. mão-de-obra indireta. benefícios a empregados.. Essa distinção é de absoluta importância para inúmeras finalidades. Tendo em vista o Regime Contábil da Competência. seguro contra incêndios etc. tenham ou não sido pagos (mais uma vez o Fato Gerador). registram-se os gastos com a folha de pagamento nas contas da mão-de-obra Indireta para registrar. devem ser apropriados no mês em que forem gerados. combustíveis. os CIF/GGF vêm aumentando sua participação nos custos totais das empresas e. e de forma direta. Se.Representam o terceiro elemento de custo. Em obediência a esse Princípio Fundamental de Contabilidade. O procedimento mais correto é que esses gastos sejam apropriados mensalmente. Contabilização da Mão-de-obra indireta (MOI): A mão-de-obra Indireta. Inicialmente. evidentemente terá que ser rateada (dividida) para cada produto. nos seus produtos. faz-se a contabilização do rateio para cada produto separadamente. esses gastos devem ser incorporados ao Custo da Produção do Período em que forem gerados (Fato Gerador). a folha é um gasto fixo (pelo menos quando não excede às 220 horas). dentro de limites normais. instalações. conseqüentemente. esse tempo ocioso ou usado em outras funções deixa de ser classificado como Mão-de-obra Direta. c) outros custos indiretos: todos os demais custos indiretos incorridos na fábrica. tais fatos ocorrerem de forma anormal e o valor envolvido for muito alto será esse tempo transferido diretamente para perda do período (como no caso de greve prolongada. imposto predial. houver uma ociosidade por razões tais como falta de material. Se. No caso acima. depreciação. Depois. que não integram fisicamente os produtos. combustíveis e lubrificantes. Só se caracteriza como tal a utilizada diretamente sobre o produto.Representam a utilização dos outros recursos da fábrica: equipamentos. Portanto.

00 (+) IPI R$ 200.Energia . Pessoal da Fábrica Demais Gastos de Fabricação: .000. cuja nota fiscal continha os seguintes dados: Valor das matérias-primas R$ 1.00 (=) Valor total da nota fiscal R$ 1. Acabados Depreciação Acumulada Depreciação do prédio.etc.00 ICMS destacado da Nota Fiscal R$ 170.Manutenção .200.Combustíveis . assinale a alternativa que contém o valor que poderá ser computado no custo das referidas Matérias-Primas (em R$): .Limpeza . Despesas Antecipadas Contas da Contabilidade de Custos Material Direto Produtos em Elaboração Mão de Obra Direta Salários e encargos do pessoal diretamente ligados à produção GGF ou CIF Mão-de-obra Indireta Demais Gastos Seguros da Fábrica Prod. A Companhia Beta adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 31 Representação gráfica da Integração da Contabilidade Geral com a Contabilidade de Custos Contas da Contabilidade Geral Caixa/Bancos/Contas a Pagar Materiais Folha de Pgto.Aluguéis .00 Sabendo-se que o IPI e o ICMS são impostos recuperáveis para a empresa. Máquinas e equipamentos da fábrica Custos dos Produtos Vendidos EXERCÍCIOS 1.

assinale a alternativa que contém o valor das matérias-primas..Entregas à produção: item l .5. adquiridas e utilizadas em abril/X0......75 cada uma II ... nesse mesmo mês de abril/X0. e) 1.8. R$ 2...00...6...00 Valor do ICMS destacado da nota . a empresa vendeu 50% dos produtos fabricados.50 unidades ....75 cada uma III ..R$ 200...000 unidades a R$ 0...Matérias-primas defeituosas...000 unidades IV .... d) 1..000 unidades item 3 .... Matérias-Primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos: a) Dados da Nota Fiscal de aquisição: Valor das matérias-primas . assinale a alternativa que contém a parcela do custo dos produtos vendidos relativa às matérias-primas utilizadas (em R$): a) 1.... c) 556.. em 01-04-X0.Saldo inicial: item l .112.. e) 420.. c) 1..Matérias-primas excedentes. c) 840..00. Supondo-se a inexistência de estoque inicial de matérias-primas e de produtos em 01-04-X0 e que... b) 830..00. d) 976...00 c) No mês de abril X0... R$ 240.3. PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE Nº 2 E 3. 2.3......000 unidades a R$ 1.00.00..... Sabendo-se que..030.. Numa determinada empresa industrial.00..... R$ 340.4....... a ser apropriado nesse mesmo mês aos custos de produção (em R$): a) 664..2....00 cada uma item 3 ......000 unidades a R$ 2....00.Compras: item l -12.. devolvidas aos fornecedores: item l ......00. 3.00.000 unidades a R$ 2..500 unidades item 2 .....200 unidades V ..... o fluxo de matéria-prima durante o ano foi o seguinte: I . dos tributos referidos.00.. 4..00 b) A empresa pagou frete das matérias-primas até o seu estabelecimento.. apenas o ICMS é recuperável para a empresa...000. e) 1....... a empresa utilizou 40% dessas matérias-primas na fabricação de seus produtos. b) 830..00.00..200....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 32 a) 630... d) 488..00.00.... devolvidas ao almoxarifado pela fábrica: item 2 .75 cada uma item 3 ..00..00 Valor do IPI.....050...00 cada uma item 2 ... OBSERVE O SEGUINTE: A indústria Brasília adquiriu.........000 unidades a R$ 1... b) 760.170....

012.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 33 Efetuadas essas operações...00......00.00 • iluminação do prédio..............00 Juros a pagar pelo financiamento obtido para efetuar a compra da matéria-prima . c) 37. b) 258.00.. b) 799.00 .00 • Produção acabada do período............ e) 330.. b) compra-produção-venda-armazenagem. como eventos patrimoniais em uma indústria.... 6.00.... c) 796..00 • Produtos em Fabricação 520........ R$ 8. d) 22....... O valor total debitado no período à conta Produtos em Fabricação foi de (em R$): a) 277.. e) 15.087..00. d) 327.. e) 2.. se o IPI e o ICMS são recuperados na venda do produto final é (em R$): a) 830.....832.... d) 657...000.00..... e) 469...00... e) armazenagem-produção-compra-venda.50.00 O valor do custo por quilo a considerar como valor dessa matéria-prima....00... ligam-se a fatos cuja ordem de formação ou constituição. R$ 7... R$ 7.... 11.....00 5....00. O valor das vendas líquidas realizadas no período foi de (em R$): a) 2..00.. e) 1.505... d) 2... constituída por um prédio...00....000...00 II ...00 327.......OUTRAS INFORMAÇÕES: • Requisição de materiais para fabricação ... no processo produtivo... 10.00... R$ 800..... d) 657.....000..00...00 ICMS incluso no preço pago ao fornecedor.....170.50....00 327.. R$ 17.... b) 607.. As contas de Matérias-primas e Materiais Indiretos de Fabricação (ou Custos Indiretos)...000.. R$ 3...........ESTOQUES: Inicial Final • Materiais 188..00..00......00. d) compra-armazenagem-venda-produção.......... CONSIDERE OS SEGUINTES DADOS.....287... c) 980..468.00 IPI incluso no preço pago ao fornecedor..50... c) 1.............00 7....505. c) 1. R$ 1..... R$ 10...... O valor líquido das compras de material foi de (em R$): a) 3.... 8.... b) 37. 5..50. c) armazenagem-compra-venda-produção. Qual das seqüências... tendo com isso os seguintes gastos: Valor devido ao fornecedor .. é seqüencial. b) 1.. pode-se considerar como natural ou lógica? a) compra-armazenazem-produção-armazenagem. Considerando que os gastos com mão-de-obra direta totalizam R$ 69..000.....00........ d) 1...00..00.......268.. o saldo final da conta Matérias-Primas na escrituração da referida empresa foi de (em R$): a) 37.000..00.. 9....050. ocorreram os seguintes custos: • depreciação do prédio . e) 277.. o total dos gastos gerais de fabricação debitado ao período foi de (em R$): a) 261..00.....00..00...000...127..087..000.00 • Produtos Acabados 237... b) 900..... c) 208..00 • Lucro bruto nas vendas.500...00 Frete e Seguro sobre compras. como componentes do custo..00. Na área fabril de uma empresa..... PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES N° 7 A 10 l .00..00.. R$ 330.. R$ 110.. A Cia Gama adquiriu 100 kg de determinada matéria-prima para fabricação de certo produto..00.

...........000............000...000.000..............000....................... no mês.... R$ 15..... respectivamente. e) 40.............. R$ 8...........000.................000............. b) 40% e 60%....00 a Diversos a Caixa 5........ b) 45....... entre outras..........000.00 Produtos cm Elaboração 8..000.................. c) 75% e 25%..000..000.. R$ 7...000.... R$ 8....................R$ 5..... 2) .R$ 8...000......000........................00.. ......... R$ 8.........00 Neste mês...000............................. 12.. pagos e a pagar.. R$ 30.00..... cujos saldos referentes ao início de certo mês são: • Caixa................... c) 30......00 a Salários a Pagar 15.00......................00 Sabendo-se que: 1) ......R$ 5.....00 Indireta.00 • Produtos em elaboração...00 O total dos salários.... R$ 40......00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 34 • imposto predial.....00 • Salários a pagar .00 • Seguro de incêndio do prédio (parcela incorrida no período)....................Não houve encargos sociais neste período......00 • Gastos gerais de fabricação ........00 20......5%...00 • Produtos acabados ..No total dos custos acima mencionados estão incluídos todos os gastos gerais de fabricação no período.000.........................5% e 62....000........00 • Custo dos produtos vendidos ......... Uma empresa fabril tem................... d) 50% e 50%............000...000...........000....................................00. Assinale a alternativa que contém o valor dos gastos gerais de fabricação debitados na conta Produtos em Elaboração (em R$): a) 37.........00 • Matérias-primas ...... R$ 0...00 b) Diversos a Mão-de-Obra Gastos Gerais de Fabricação 12........ d) 33....... e) 37...........00 • Mão-de-obra.... foi rateado entre Mão-de-Obra Direta e Mão-de-Obra Indireta.....000............................ nas proporções: a) 25% e 75%..00 • Mão-de-Obra: Direta...............000... foram efetuados os seguintes lançamentos: a) Mão-de-Obra 20... as seguintes contas. R$ 7...........

b) pela mão-de-obra indireta incorrida.00 a Fornecedores R$ 9. Ao se admitir um processo inflacionário. pagando-se.7831/hora. ICMS 17%. IPI 12% frete e seguros 2% do preço. A Fábrica de Pré-moldados. • Ausências ao trabalho justificadas (Remuneradas): 5 dias.00 Fretes e Seguros R$ 200. b) aumento do resultado líquido.Fábrica. b) responsável pelas vendas dos produtos fabricados. preço unitário R$ 2. impostos. d) pelas despesas de seguros.00 a Caixa R$ 1. e) diminuição das despesas operacionais. ou seja. Emitida a nota fiscal 1xxx3. d) relativa à administração dos escritórios.8% a) R$ 5. d) aumento dos investimentos. e) Direta utilizada na comercialização dos produtos fabricados pela empresa. a adoção de tal método provocará: a) diminuição do custo. c) por outras despesas indiretas de fabricação. apenas 10% da compra mais frete e seguros. Na movimentação de contas que registram o processo industrial. 15. • Domingos: 52 dias. adquiriu uma partida de material préindustrializados para uso industrial.00/hora. aquela: a) que diz respeito ao pessoal que trabalha e atua estritamente ligado ao produto que está sendo fabricado. a conta Custos Indiretos de Fabricação é creditada: a) pelos materiais indiretos saídos do almoxarifado.50. c) relativa à manutenção.0218/hora. 17. debitando-se as contas representativas do pagamento ou da apropriação dessas despesas. debitando-se a conta Produtos em Elaboração. • Seguro de Acidentes do Trabalho: 2%.000 unidades.9123/hora.700. debitando-se as contas Caixa ou Contas a Pagar. debitando-se a conta Almoxarifado. o da última unidade a entrar no estoque como sendo a primeira a sair. por hora.00 ICMS a Recuperar R$ 1. ( Contador RJ) – Tendo por objetivo a apuração de custos. • Férias: 30 dias. c) aumento do custo. A operação foi realizada a prazo. 14. • Contribuição para o INSS: 20%. contribuinte de IPI e ICMS.000.200.000. a) Diversos a Diversos Materiais R$ 6.900. • FGTS: 8%. 16. debitando-se a conta Folha de Pagamento . b) R$ 5. taxas e assemelhados. Calcule o custo total.4343/hora. considerando os seguintes dados: • Mês de 220 horas.00 . do salário de operário contratado por R$ 3.000. dela constavam: quantidade 4.00 IPI a Recuperar R$ 1. c) R$ 4. os gestores da Cia Tal adotam o método UEPS. • Sistema S + INCRA: 5. e) R$ 5. Assinale o lançamento correto para contabilizar a operação. • Dias de duração do ano: 365. supervisão e programação e controle da produção. prevenção de acidentes. na Contabilidade de Custos.00 R$ 10. • Feriados e dias santificados: 8 dias. no ato. conforme o caso. contabilidade geral e apoio à Diretoria.00 R$ 10.9351/hora.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 35 13. e) pelo total das despesas gerais de fabricação ocorridas no período.000. Entende-se como Mão-de-Obra Indireta. d) R$ 6.

00 a Fornecedores R$ 10.00 R$ 11.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 a Fornecedores R$ 10.00 a Caixa R$ 1. mesmo que onerosa.320.00 a Fornecedores R$ 10.00 ICMS a Recuperar R$ 1.300.00 R$ 11. adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto.700.00 .00 e) Diversos a Diversos Materiais R$ 9. c) a) Produtos em Processo Produtos em Processo a Matéria Prima R$ 2.400.080.700.00 a Fornecedores R$ 10.400.080.00 a Caixa R$ 1.despesas acessórias/fretes R$ 240.00 e) Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.260.00 R$ 11. (AFC) A Industrialzinha Ltda.quantidade 500 unidades .400.400.00 c) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.ICMS 17% .400.200.00 R$ 11. Os fretes não sofreram tributação.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 IPI a Recuperar R$ 1.00 IPI a Recuperar R$ 1.136.00 R$ 11.00 a Matéria-Prima R$ 1.500.00 d) b) Produtos em Processos Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.preço unitário R$ 8.00 R$ 11.376.200.700.260.400.700.00 .200.IPI 10% .00 a Caixa R$ 1.00 a Matéria-Prima R$ 1.896.00 ICMS a Recuperar R$ 1.400. assinale o lançamento correto para contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar histórico).00 18.00 d) Diversos a Diversos Materiais R$ 8. Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é contribuinte tanto do IPI como do ICMS. A nota fiscal dessa compra espelhou os seguintes dados: .320.896.00 R$ 11.400.00 IPI a Recuperar R$ 1.00 R$ 11.320.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 36 b) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.700.00 Fretes e Seguros R$ 200. exigindo entrega em domicílio.300.140.00 a Caixa R$ 1.136.00 No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção.

Os gastos com os serviços contratados serão apropriados. e 5 unidades de halteres de 7kg por R$ 40.000.00 .Matérias-primas adquiridas no período: R$ 20. (ESAF) Uma fábrica de cimento contrata empresa de transporte coletivo para transportar seu pessoal para trabalhar em sua jazida.000. c) indireto.Estoque Final de Matérias-primas: R$ 7. e) identificado. e 6 unidades de halteres de 7kg avaliadas.00 .00. c) custo de serviços de terceiros.000. No início do período.Estoque Inicial de Produtos em Elaboração: R$ 3. 21.000.Estoque Final de Produtos em Elaboração: R$ 2.00 . ou cada vez que houver o uso de estimativas ao invés de medição direta. Considerando apenas as informações apresentadas e que a FORTALEZA S/A avalia seu estoque pelo Custo .00 . quando houver necessidade de utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação.000. e) custo de veículos.000. b) variáveis.000.000. o custo será incluído como: a) imputado. d) desembolso.Estoque Final de Produtos Acabados: R$ 6.000. por R$ 280. e não é contribuinte do IPI.000.000. .000.000.000. em relação à produção de cimento. Sabe-se que a empresa comercial FORTALEZA S/A é contribuinte do ICMS mediante movimentação econômica.000. no total. e) investimento. por R$ 120.00 .00 cada unidade. 20.00 O custo dos produtos vendidos é de: a) R$ 40. FORTALEZA S/A adquiriu 100 novas unidades de halteres de 5kg. como: a) custo de mão-de-obra.Estoque Inicial de produtos acabados: R$ 11.500. Os Custos que não são facilmente identificáveis com os produtos e são apropriados com base em rateios são chamados de : a) fixos.000. c) gasto. b) segregado.500.000.00 cada unidade. no total.000. de onde extrai calcário para produção de cimento. d) indiretos. c) primários.000. e) diretos.00. (ICMS/RJ 2007) A empresa FORTALEZA S/A.000.000.00 d) R$ 34.00 24. (NCE-UFRJ) Em Contabilidade de Custos. Os dados da nota fiscal de aquisição eram os seguintes: No final do período.00 . dentro do próprio período. (Contador RJ) Para responder a questão considere os saldos apurados nos livros contábeis da Cia. Alfa relacionados abaixo: . b) custo. a FORTALEZA S/A vendeu 80 unidades de halteres de 5kg por R$ 30. 22.00 e) R$ 29.00 . contribuinte do IR com base no lucro real. dedicada ao comércio de equipamentos de ginástica.Custos Indiretos de Fabricação Incorridos no período: R$ 5. d) variável. 23. d) despesas gerais de produção.Estoque Inicial de Matérias-primas: R$ 5.MOD do período: R$ 6. de 35% das aquisições de matérias-primas. A opção que apresenta a nomeação do salário pago em empregado da produção: a) despesa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 37 19. começou o período com o estoque de mercadorias composto por 20 unidades de halteres de 5kg avaliadas.000.00 b) R$ 30.000.000.00 .00 c) R$ 32.000. b) custo da matéria-prima.Devoluções.000.

tem o movimento de seus estoques conforme os dados abaixo. (ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial é monoprodutora. U e T representam.307.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 38 Médio Ponderado Móvel. assinale o valor a ser encontrado no lugar do último ponto de interrogação. respectivamente. c) 1. que sai.00 640.00 38.00 120. Com base nessas informações. Q.317. e) 1. Sabendo-se que as devoluções são relativas ao movimento do mesmo mês. em valores arredondados: a) 1. e) 476.45. o valor do custo das mercadorias vendidas nesse período é.00. inserida em um contexto de economia inflacionária em que os preços são sempre crescentes ao longo dos períodos.00 ? ? ? ? ? ? Na ficha (acima apresentada) de estoque de matéria-prima de uma empresa industrial. e) Método de preço específico.00. b) Último que entra primeiro d) Média ponderada fixa. isto é. Custo Unitário e Custo Total em Reais.424. d) 608.00. Nos três últimos trimestres apurou o seguinte: . 27 .00.33 25 DIA 01 02 03 04 05 ENTRADAS Q U T 12 10.17. c) 436.0 ? (3) (2) ? ? ? ? 190.67. b) 1. que sai.00 b) 664. que sofreu 4 movimentações no período de 01 a 05 de certo mês. em qual dos critérios de avaliação dos estoques o Resultado Bruto Operacional será maior? c) Primeiro que entra primeiro a) Média ponderada móvel.00.00 ? Q SAÍDAS U T Q 8 ? 15 ? ? SALDO U T 80. d) 1.323. Quantidade. 26 (ICMS/SP/2006) Uma Empresa.446. o valor do custo total do saldo no dia 05 (em R$): a) 704.

e) Menor ou igual a $45. será classificado como indireto. o custo indireto deve guardar estreita correlação com os dados escolhidos como base de rateio (causa x efeito). se a apuração de custo for em nível de Departamento e estes dois produtos pertencerem apenas a um único Departamento. Tendo em vista que o montante dos custos indiretos será absorvido pela produção por qualquer base que se venha a ser empregada.00. A melhor base de rateio para determinado custo é aquela que se supõe que o custo ocorra na mesma proporção dela.000. quanto mais elevado for o nível hierárquico de apuração.00. um custo que é comum a dois produtos. • não houve variação de preços no período. sem possibilidade de segregação da parcela deste custo pertencente a cada um dos produtos. maior será o número de custos indiretos. Esses valores devem estar distribuídos entre os diferentes produtos ou funções dos quais se deseja apurar o custo e devem ser conhecidos e estarem disponíveis no final do período de apuração do custo. alguns produtos podem ficar subavaliados.000. GABARITO 01 B 05 A 09 C 13 D 17 D 21 B 25 B 02 06 10 14 18 22 26 C B E C D B C 03 07 11 15 19 23 27 E E B E C E B 04 08 12 16 20 24 B B B C D C CUSTOS INDIRETOS: Critérios de Rateio de CIF – Departamentalização – Taxa de Aplicação de CIF Os Custos Indiretos são aqueles que não há como fazer a associação direta dos custos aos produtos fabricados. enquanto outros.000. geralmente. Se o critério adotado não for bem consistente. o número de horas de mão-de-obra direta. ou seja. Distorções na Alocação O número de unidades produzidas. a) Maior que $48. O que se procura ao definir uma base de rateio é minimizar tais distorções. todos eles sempre relacionados diretamente com o volume da . b) Entre $47.00. c) Entre $46. superavaliados. aqueles itens que não são economicamente viáveis fazer o seu controle.000. d) Entre $45.01 e $46. ainda.01 e $47. Porém. Ou.01 e $48. é rateado pelo metro quadrado ocupado por cada departamento ou linha de produção. ao contrário. • a empresa controla seus estoques permanentemente e os avalia pelo método PEPS. Algumas considerações Desejando-se apurar custos em nível de produto diferente. maior será o número de custos diretos e. este custo passará a ser classificado como direto ao departamento. o número de horas de máquinas.000. Geralmente são utilizados em menores quantidades e necessitam OBRIGATORIAMENTE de uma base ou critério de rateio para serem apropriados aos produtos. o resultado de custos ficará por certo deficiente para atender aos fins que se propõe.000.00. Utilize o método maior-menor para classificar os custos entre fixos e variáveis e determine o custo total de fabricação do quarto trimestre para uma produção total de 6. Entende-se por CRITÉRIO DE RATEIO ou BASE DE RATEIO como uma divisão PROPORCIONAL pelos valores de uma base conhecida.000. Dificuldades para estabelecer as bases de rateio A dificuldade que se encontra para alocar custos indiretos reside na definição das bases de rateio a serem utilizadas. Exemplos: o imposto predial da fábrica.500 unidades.00.000. quanto mais baixo for o nível de apuração.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 39 Sabe-se que: • a empresa apura o custo total de fabricação pelo custeio por absorção. o valor da matéria-prima direta e outros. pois é uma tarefa que envolve aspectos subjetivos e arbitrários. Portanto.

entre os disponíveis.o valor do imobilizado é o dado que melhor serve como base de rateio deste custo. Depreciações . só então. a modernização dos processos de produção. procurando aproximar-se daquilo que seria o custo perfeito. quanto maior a potência. é que o Supervisor está encarregado na produção e na supervisão de diversos produtos e . carteiras e mesas de madeira. o número de produtos diferentes produzidos. Combustíveis . entre outros. A melhor base de rateio para este custo é o valor da mão-de-obra direta apropriada a cada tipo de produto diferente ou a cada função diferente de custo. o consumo de combustível é em funcão da potência de cada máquina. a fim de não serem obtidos resultados distorcidos. o TQC . As parcelas dos custos indiretos destinados a cada função diferente ficaram muito distorcidas e. novos conceitos estão sendo usados para a escolha dos dados mais adequados para uso como base de rateio dos custos indiretos. no intuito de simplificar esta rotina. como custo indireto. Energia elétrica (força) . fazem com que o custo de cada uma destas funções não exprima o seu verdadeiro valor. porque quanto mais potente for a máquina. No entanto. aumentando o valor dos custos indiretos com redução dos demais. que melhor serve como base de rateio deste custo é a “potência das máquinas a combustão”.o dado.significa a remuneração devida ao pessoal que chefia um grupo de pessoas. pode se adotar um critério de rateio que englobe grupos de custos indiretos. tendo em vista o raciocínio. a quantidade de custos indiretos aumentou demasiadamente em relação aos diretos e os conceitos antigos de rateá-los por dados que privilegiam o volume de produção deixaram de refletir a realidade. precisa-se ter coerência na escolha dessa. tendo em vista que os custos indiretos ganharam maior relevância. Materiais indiretos o dado que serve melhor como base de rateio é o valor da matéria-prima porque se entende que a sua aplicação nos diferentes produtos é em função do consumo de matéria-prima direta. provocaram um deslocamento significativo dos custos. Exemplos de custos indiretos e bases de rateio. O que ocorre. ao contrário de hoje. O que precisa ficar bem claro é que todo e qualquer critério que venha a ser empregado deve ser escolhido em função de uma base que represente uma relação lógica. Supervisão . desde a encomenda de matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente. neste caso.Total Quality Control. que permitem a execução de uma variedade muito grande de produtos com alto grau de eficiência e qualidade. cuja matéria-prima direta é a madeira e o valor consumido é normalmente proporcional à área que deve ser envernizada. tendo em vista que a depreciação é conseqüência do valor de aquisição do imobilizado. a alocação das suas parcelas fica muito aleatória. Qualquer base que venha a ser utilizada por certo permitirá que se chegue ao custo dos produtos. Devido às exigências cada vez maiores do mercado. Cada custo indireto deve ter a sua ocorrência analisada em função da unidade de acumulação de custos e.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 40 produção. de que o produto de maior volume de produção deveria ser o mais penalizado com as cargas de custos indiretos. cadeiras. quanto à qualidade e à eficiência dos produtos. Esta sistemática provocava muitas distorções. . Após um estudo muito analítico de cada custo e uma unanimidade dos responsáveis de cada área ou atividade. escolhido o dado que melhor possa refletir o rateio daquele custo a cada uma das unidades de acumulação de custos. Com isto. necessita de uma base de rateio para apropriação aos produtos. Nos tempos atuais. Assim como nas máquinas a combustível. mais combustível ela vai consumir. vejamos o VERNIZ numa pequena fábrica de bancos. normalmente.Just in Time. eram os dados mais comumente usados como base de rateio. como conseqüência. a distribuição inadequada de pequeno valor não provocava distorções significativas. utilizando-se das técnicas mais avançadas. A razão dessa escolha é supor-se que a medida que o produto ou função de custo absorve mais mão-de-obra. bem como da sua maior adaptação aos hábitos e comodidades de cada usuário. também requer mais supervisão. praticamente eliminando os tempos entre as etapas de produção. muito simplista. Assim. significativamente. Sem uma análise mais acurada da forma de ocorrência de cada um dos diferentes custos indiretos e nem da efetiva participação de cada uma das funções de custos naquele custo indireto.o dado mais indicado para a base de rateio é a “potência das máquinas elétricas”. Bases Mais Adequadas de Rateio Com o desenvolvimento dos processos de produção. o número de empregados em cada linha de produção também é uma base aceita. uma alocação inadequada provoca distorções muito significativas. com automatização das diversas etapas dos processos produtivos. ou seja. Como por exemplo. as empresas têm de diversificar cada vez mais o número de itens da sua produção para atender a estas exigências aumentando. como o JIT . maior o consumo de energia.

têm seus custos transferidos para os que deles se beneficiam. que vivem basicamente para execução de serviços e não para atuação direta sobre o produto. interessa-nos mais visualizar o Departamento como um conjunto que. pode também ocorrer sob a forma de homens apenas e. mais energia elétrica será consumida para a sua iluminação. Isso porque os Custos Indiretos não apropriados sobre os itens estocados teriam sido apropriados aos outros que foram vendidos e. por um montante menor do que aquele que seria apresentado caso não tivesse havido alteração. Verificando esses exemplos. o produto que ocupa a maior área recebe a maior parcela do custo e o que ocupa a menor área recebe a menor parcela do custo. Alimentação . uma Ordem de Produção. Transporte de pessoal . estariam classificados como Despesas (Custo dos Produtos Vendidos) no resultado. na grande maioria dos casos. Departamento e Centro de Custos Na maioria das vezes um Departamento é um Centro de Custos. aqueles são os que atuam sobre o produto e são conhecidos por Departamentos de Produção. Almoxarifado. um departamento. Função de custo significa unidade de acumulação de custos. que realizam atividades homogêneas. Administração Geral da Fábrica etc. Diz-se unidade mínima administrativa porque sempre há um responsável para cada Departamento ou. um processo produtivo ou mesmo um produto. Manutenção. pelo menos. o efeito dos Custos Indiretos sobre os produtos não seria ponto sensível na avaliação do resultado global da empresa. e como tal. deveria haver. pode representar um órgão. Refinaria. Montagem. são conhecidos por Departamentos de Serviços. o resultado do período aparecerá. Pintura. Os Departamentos de Serviços (impropriamente chamados às vezes de Não-produtivos e também conhecidos por Auxiliares) geralmente não têm seus custos apropriados diretamente aos produtos. porque se considera que quanto maior o número de empregados ocupados. Os Departamentos de Produção (também conhecidos por Produtivos) têm seus custos transferidos para os produtos. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Departamento é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos. enquanto os segundos. já que estes passam inclusive fisicamente por eles.a base de rateio será o dado “número de empregado”. considerando-se que o valor do aluguel é por área e portanto. apesar de na maioria das vezes ser constituído por homens e máquinas.é usado o mesmo dado do anterior. nele são acumulados os Custos Indiretos para posterior alocação aos produtos (Departamentos de Produção) ou a outros Departamentos (Departamentos de Serviços). também só de máquinas. pelo menos teoricamente. Para o campo de Custos para Avaliação de Estoque (foco inicial deste trabalho). representada por homens e máquinas (na maioria dos casos). Esse conceito que liga a atribuição de cada Departamento à responsabilidade de uma pessoa dará origem a uma das formas de uso da Contabilidade de Custos como forma de controle (custo por responsabilidade). pois estes não passam por eles. maior será a parcela do custo de alimentação incidente sobre o produto ou função de custo.área ocupada é o dado mais adequado como base de rateio deste custo. Por viverem esses Departamentos para a prestação de serviços a outros Departamentos. também. Mas. Aluguéis . Quanto maior a área ocupada na fabricação dos produtos. uma Ordem de Serviço. assim. notamos que podem ser divididos em dois grandes grupos: os que promovem modificações sobre o produto diretamente e os que nem recebem o produto. ou seja. Por exemplo: Forjaria. Outras Observações Caso toda a produção de um período for vendida nesse mesmo período. Cromeação.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 41 Energia elétrica (iluminação) . que desenvolve atividades homogêneas.usa-se como base de rateio para este custo o dado “área ocupada”. Caso os produtos estocados no fim do período tenham sido “beneficiados” pela modificação do critério de rateio e tenham por isso recebido menos Custos Indiretos do que recebiam antes. também. o número de pontos de luz instalados em cada setor. parte da produção fica estocada (produtos em elaboração e produtos acabados) e com isso. Esquema de Contabilização de Custos – Departamentalização . poderão existir alterações artificiais no resultado. Outra base seria. Em outras situações podem existir diversos Centros de Custos dentro de um mesmo Departamento.

000 A 300.000 Outros custos indiretos 200.000 30.000 Energia elétrica 300.67 250 83.250.000 . Esta disparidade é devido ao fato de que os gastos não são uniformes entre os setores nos quais são produzidos os produtos A.000 100.000 2.000 Supervisão da fábrica 100.000 550. Alocou aos produtos os seguintes custos diretos: Produtos Custos Diretos 500.000 Total 200.150.400. B e C. Veja a distribuição dos custos indiretos aos departamentos produtivos: Custos Indiretos Depreciação Manutenção Energia Supervisão Outros Custos Ind.33 200 66.000 Totais Deverão ser alocados os seguintes custos indiretos: Custos Indiretos $ Depreciação de equipamentos 200. verifica-se que existe uma disparidade no cálculo dos custos de cada produto.000 200.150.33 300 100 Acabamento % HM 250 62.000 Manutenção de equipamentos 350.000 450.000 230. ao se analisar com mais cuidado o processo de produção.000 60.67 300 100 Montagem % HM 50 16.000 450.000 Como a maior parte dos custos indiretos é relativo aos equipamentos.000 Acabamento 70.000 150. Total Corte 100.000 100 Portanto o mapa de custos ficaria desta forma: Custos A B C Diretos 500.000 350.5 400 100 Total % HM 400 40 200 20 400 40 1.000 130.000 200.000 Indiretos 460.000 Total 960.000 30.000 1.000 40. Veja a hora-máquina de cada produto nos departamentos por onde passaram: Produtos A B C Totais Corte % HM 100 33.000 120.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 42 Exemplo 1: A empresa Alfa S/A produz três tipos de produtos.000 100 Note que agora o critério de rateio dos CIFs será o das horas-máquina de cada departamento por onde os produtos passaram.000 C 1.000 Total 1.000 B 450.5 150 37.000 300.000 20. e nem estes possuem o mesmo tratamento em cada setor por onde passam.000 200. B e C.000 1.000 Totais 1.000 40.000 Montagem 30.000 50. Veja: Produtos HM % A 400 40 B 200 20 C 400 40 Total 1.000 910.150. decidiu-se fazer a alocação dos CIFs aos produtos pelo critério das horas-máquina utilizadas em cada produto.250. A.000 300.000 No entanto.000 460.000 530.000 30. Para este novo cálculo deverão ser considerados os custos apropriados a cada um dos setores.

150 Produto C % $ 83.150 300.CUIDADO COM AS ALOCAÇÕES REFLEXIVAS: o departamento de serviço que distribuir os seus custos não recebe mais parcelas.245 Com Departamentalização Diferença 58.HIERARQUIZAÇÃO: escolher o departamento de serviço que terá primeiro os seus custos distribuídos aos demais.250 331.000 Note que os custos totais de cada produto mudaram.000 150.005 62.67 25.33 124.MELHOR BASE DE RATEIO DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS PARA OS DE PRODUÇÃO (Visão do profº Eliseu Martins) . PASSO A PASSO E RECÍPROCO DIRETO.245 Total % 100 100 100 Total 1. Veja: Critério A B C 460.150 (128. .ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS PARA ESCOLHA DA MELHOR BASE DE RATEIO: analisar a composição dos custos para melhor escolha da base de rateio.150. Ignora os serviços prestados entre os departamentos de apoio.000 230.000 $ 450. Uma vez alocados os custos de um departamento de apoio.150.50 206. ALOCAÇÃO DIRETA O mais utilizado. nenhum custo subseqüente deste é alocado ou a ele retorna.605 Produto B % $ 66.33 149.150 331. Métodos de alocação do custo dos departamentos de apoio para os de produção (Visão dos profº Horngren. mesmo que tenha prestado serviço ao departamento que estiver distribuindo seus custos.150.605 70. deverá ser levada em consideração a participação de cada produto em cada departamento.000 1. Faz a alocação dos custos de cada departamento de apoio diretamente aos departamentos operacionais.995 37.000 550.000 Sem Departamentalização 518.755) Distribuição dos custos comuns aos departamentos . PASSO A PASSO (SEQÜENCIAL OU EM CASCATA) Este método leva em conta o reconhecimento dos serviços prestados pelos departamentos de apoio e requer a classificação (em ordem seqüencial) dos departamentos de apoio.DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE PRODUÇÃO AOS PRODUTOS: proporcionalmente aos benefícios recebidos de cada departamento.PROPORCIONALMENTE . Veja a nova distribuição dos custos indiretos aos produtos: Departamentos Corte Montagem Acabamento Total Produto A % $ 33.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 43 Agora. .50 343. de acordo com a ordem em que alocação passo a passo deve ser efetuada (hierarquização). Valor total dos serviços prestados ao congênere RECÍPROCO . Determinação da seqüência Percentagem do suporte total prestada ao congênere. .750 518.850 16.000 460. Foster e Datar) DIRETO.000 1.67 300.605 300.

898.082) = 124.816) = 24.02MF 0.1 x $240.816) = 192.316.000 100 600.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .224. MF = $600.8 x $240. Expressão dos custos dos departamentos de apoio e das relações recíprocas em forma de equação linear.1 x $240.816.081.00 EXEMPLOS ALOCAÇÃO DIRETA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.00 864. Alocação dos custos recíprocos de cada departamento de apoio a todos os outros departamentos (apoio e operacionais) com base nas proporções de utilização (total de serviços prestados a todos os departamentos) Sistemas de Informação Para Mnt da fábrica (0.00 (716.98MF = $624.000 400.082) = $240.000 1.400 30 4.000 50 8. Permite incorporar relações interdepartamentais. (1) MF = $600.082) = 187. Sist.2MF 2.3 x $624.000 200.082 SI = $116.000 100 1.00 624. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.082. nas alocações de custos dos departamentos de apoio.000 + 0.000 116.082 MF = $624.40 Para Maquinaria (0.1 ($116.816 3.898.00) 148.600 + 0.600 20 2.60 Para Montagem (0.5 x $624.60 Para Maquinaria (0.60 240.80 Para Montagem (0.2 ($624.816.2 x $624.600 80 200 10 2.081.000 + (0.000. Etapas 1.082) = 312.2MF)) MF = $600.652.000 + 0.000 + $11.816) = 24.000 + 0. Resolução do sistema de equações simultâneas para obtenção dos custos recíprocos de cada departamento de apoio.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 44 Faz a alocação dos custos por via da inclusão explícita dos serviços mútuos prestados por todos os departamentos de apoio.1SI (2) SI = $116. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 1.041.000 + 0. na sua integralidade.00 Manutenção da fábrica Para Sist Info (0.

devemos primeiramente alocar os custos do departamento de manutenção (maior percentagem e maior valor total).600 20 2. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.000 1.000 100 600.000 26.000 1. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 600.000 50 8.000 116.000) 1.316.000 625.000 (600.000 1.316.000 116.111 Montagem 200.000 580.000 12.111 728.000 575. Sist.000 1.889 587.000 100 Total 1.000 300.000 1.600 80 Máquinas 400.000) - Sist Info 116.222 526.000 (116.000 (600.316.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .000) Sist Info 116.000 225.000 200.000 236.778 789.316.316.222 2. Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.889 Total 1.000 103.000 (236.316.000 180.400 30 4.316.000) - Máquinas 400.000 209.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 45 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total ALOCAÇÃO SEQUENCIAL 600.000 1.778 200 10 Montagem 200.000 400.000 Pela classificação em ordem seqüencial dos departamentos de apoio.000 500.000 120.000 375.

000 200.2) 2 2 779.000 1.000 1.776 779.000 120.000 100 Total 1.600 80 Máquinas 400.800 7.316.873 3 779.000 1.000 236.600 23. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.2 (0.316.798 75.800 535.880 3.600 11.316.000 116.877 536.800 768.000 1.000 188.2 1.2 536.720) 94.4 94 9.2 (2) 0.600 20 2.122 0.000 1.000 300.876 1.000) 23.316.000 1.316.600) 472 472 (472) Sist Info 116.000 580.600 523.108 9.6 779.400 472 535.000 (236.000 1.122 0. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total 600.656 141.000 500. Sist.000 180.000 1.720 (4.877 779.2 536.000 100 600.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 46 ALOCAÇÃO RECÍPROCA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.872 236 536.000 1.000 (600.000 1.6 779.000 1.316.4 (94) 9 (9) 0.4 2.000 400.316.316.117 5 200 10 Montagem 200.122 536.720 4.000) 4.316.316.000 50 8.316.080 775.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .600 (23.000 23.400 30 4.

340.041 24. ficaremos obrigados a esboçar algumas estimativas.02MF 0.041 512. alguns custos indiretos não ocorrem homogeneamente durante o período. e nesses casos temos a necessidade de distribuir esses custos à produção toda do ano. Isso só é possível apenas quando encerrado cada período contábil (geralmente mensal).225 192.98MF = $611. As taxas predeterminadas de CIF têm por finalidade normalizar os custos aplicados à produção em um período.816 (240. não podendo descarregar tais itens como despesas ou apropriá-las a um mínimo de bens produzidos.2MF)) MF = $600.225 587.082 536.600 + 0.816) 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 47 Utilizando a fórmula (1) MF = $600. já que poderemos ir acompanhando os Custos Diretos medidos durante o próprio processo de produção. Além disso.2MF MF = $600.000 187.082) Sist Info 240.000 + 0.000 + 0.2($624.816 240.000 312.082 (24.898 (124.082 (624. Ou então.123 Total 1. existem as férias coletivas.diminui a arbitrariedade dos critérios de rateio.082) 1.816) Máquinas 400.1SI (2) SI = $116.877 Montagem 200. Se quisermos fazer o acompanhamento do custo de cada produto durante o mês.600 MF = $624.1 ($116.653 779.000 + (0.000 VANTAGENS DA DEPARTAMENTALIZAÇÃO .000 + 0.316.082) = $240. Pela utilização dessa taxa racionaliza-se a distribuição dos CIF durante todo o período de fabricação . É comum encontrarmos empresas que têm a quase totalidade da manutenção preventiva realizada em certas épocas do ano. Essa taxa de aplicação é conseqüência da estimativa de produção e dos custos para um dado exercício.464. mas sempre considerados conhecidos os custos e a produção realizada. mas só poderemos efetuar a apropriação correta dos indiretos após conhecermos os valores totais do mês e também a quantidade de produtos elaborados. . .000 + 0. DETERMINAÇÃO MAIS PRECISA DO CUSTO DOS PRODUTOS CONSEQÜÊNCIA: TAXA DE APLICAÇÃO DE CUSTOS INDIRETOS OU TAXAS PREDETERMINADAS DE CIF Até este momento foram discutidos problemas relativos à apropriação dos Custos Indiretos.000 + $11.816 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 624.correta apropriação dos custos indiretos.melhor controle dos gastos.082 SI = $116.

... 4º Passo: cálculo da taxa predeterminada de CIF para aplicação à produção... ajustando aqueles custos que ficaram subavaliados ou superavaliados.....00 Então..... 15............000...000h = R$ 55....... custos reais só se conhecem ao final do período......... Cálculo da taxa predeterminada 1º Passo: estimar o volume de produção no período (uma vez que os CIF´s variáveis dependem deste volume)..... Para operacionalizar esse critério é necessário que se estimem: a) a produção do período.......000.. 3º Passo: estimativa dos CIF´s Fixos.... As diferenças deverão ser apuradas e rateadas para a conta de Produtos em Elaboração..00 Nesse exemplo será rateado os Custos Indiretos de Fabricação orçados pelo total de Mão-de-obra prevista para esse ano...00 de CIF.00 . em função do critério de rateio escolhido..... c) os custos indiretos variáveis dessa produção..00 Custos Indiretos Fixos no ano. Estoque de Produtos Acabados e para o Custo dos Produtos Vendidos.. Consiste em efetuar uma estimativa de qual será o valor destes num determinado período de produção e utilizar este gasto pré-estimado para apurar o custo da produção do período........00 / 15......... Feitas todas as estimativas. Cálculo taxa : CIF Volume do critério de rateio Exemplo: As estimativas de custos e produção do Departamento ALFA-BRAVO são as seguintes para o ano de 20x2: Produção anual (em horas de mão-de-obra)... 4º Passo: definição da forma de distribuição e rateio dos CIF dos departamentos de serviços aos departamentos de produção.. No final do período........... é calculada a taxa de CIF a ser aplicada durante o período.................. ou seja..000 h Custos indiretos variáveis: por hora = R$ 35. 5º Passo: definição do critério de apropriação dos CIF dos Departamentos de Produção aos produtos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 48 dos produtos..00 Custos Indiretos de fabricação orçado (total)... trabalha-se com estimativas de custos indiretos de produção..R$ 825........000........ aplica-se a taxa de R$ 55.... respeitando a quantidade de produtos que se pretenda fabricar........ O cálculo da Taxa de Aplicação de CIF é: R$ 825..R$ 525... para cada hora apontada de mão-de-obra nos produtos (valores reais)...... 3º Passo: estimativa dos custos variáveis de cada departamento.. comparam-se os CIF aplicados com os CIF reais. Assim... Se houvessem outros dados poderia ser escolhida uma outra base. a partir da previsão do volume de produção.......000........000 x R$ 35.. 2º Passo: estimativas dos custos fixos de cada departamento..... ..... como já foi estudado.. b) os custos indiretos fixos para o período.... VANTAGENS 1) Saber o valor dos custos incorridos durante o processo produtivo.... Empresas departamentalizadas: CÁLCULO DA TAXA PREDETERMINADA 1º Passo: estimativa dos volumes de atividades de cada departamento..00 no ano = 15....... 2º Passo: estimativa dos CIF´s variáveis..R$ 300...........

Estabelecer alguma relação causal entre eles e os produtos em elaboração. realiza os seguintes gastos: . é necessário: Conhecer a quantidade de produtos elaborados. as contas de CIF Aplicados e CIF reais (incorridos) serão encerradas. Variação a Maior D: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV C: Variação dos CIF´S Variação a Menor D: Variação do CIF C: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV EXERCÍCIOS 1ª QUESTÃO 1. saldo devedor.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 49 2) os CIF´s são homogêneos durante o período. em contra-partida em Contas a Pagar. Para apropriar corretamente os Custos Indiretos de Fabricação. D: CIF Aplicado C: Variação dos CIF´S D: Variação dos CIF´S C: CIF (que foram efetivamente incorridos) Obs: Se os CIF Aplicados forem maiores que os Reais. Quantificar os produtos em processo e elaborados. acabada ou vendida.000 unidades mensais de determinado produto. a conta dos Departamentos ou dos Produtos em Processo (Elaboração) será debitada pelo valor predeterminado dos CIF´s. 3) No final do exercício. Produtos Acabados ou CPV. CIF Aplicados > CIF Reais Superavaliação Situação favorável CIF Aplicados < CIF REAIS subavaliação Situação desfavorável 4) A conta Variação dos CIF´S será encerrada contra Produtos em Processo (Elaboração). tal conta terá saldo credor. Uma empresa. evitando distorções durante o exercício. se for o inverso. havendo sazonalidades. com crédito na Conta CIF Aplicados: D: Produtos em Elaboração ou Conta Departamental C: CIF Aplicados 2) Os CIF´s efetivamente incorridos serão debitados à (s) respectiva (s) conta (s). conforme a porcentagem da produção do período que esteja semi-elaborada. 3) para fins de concorrências públicas. CONTABILIZAÇÃO 1) À medida que os produtos são transferidos de departamento (se for o caso) ou sendo elaborados. a taxa serviria para “normalizar” aplicação dos CIF´s. Caixa. a) b) c) d) 2. seria possível determinar os custos dos produtos e fixar preços de vendas. Bancos etc. respectivamente. para fabricar 1. Determinar os totais dos custos indiretos do mês. a crédito e a débito de uma conta denominada VARIAÇÃO DOS CIF´S. conforme sua natureza.

pela diluição dos custos fixos.00 3. Os custos fixos unitários decrescem na razão direta da quantidade produzida.000. à medida que o volume da produção aumenta. 2. d) $ 966. é correto afirmar: Os custos fixos totais mantêm-se estáveis. com as mesmas instalações e com a mesma mão-de-obra. é uma empresa que fabrica armações em aço para a construção civil.33.00. 4.200 unidades desse produto. faça o rateio dos CIF proporcionalmente às horas trabalhadas. todos os demais custos permaneceriam inalterados em seu total.000 300. e) $ 950.000 55.000 20.000 8.000 Se a empresa produzir 1. com exceção da matéria-prima. a) b) c) d) e) Em relação a custos.000 895 Critério de rateio mais indicado Sabendo que para produzir ‘A’ foram utilizadas 300h e para produzir ‘B’ foram utilizadas 200h. de conformidade com a quantidade produzida. Calcule também os custos unitários de cada produto. c) $ 1. a empresa apresentou os seguintes dados: Matéria-prima AS Matéria-prima BS Mão-de-obra direta Energia direta Total C. por mês. industria moveleira.000 105. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 50 Gastos do período Matéria-prima Mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta Custos diversos $ 400. tende a afastar-se do custo variável unitário.00.A. A empresa Delta Sete Ltda.000 160. Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem.000 100. independentemente do volume da atividade fabril. Em agosto de 200X.500 700. b) $ 833.00.000 1.500 Totais 204.000 15. Diretos Total CIF Custo Total Quantidade Produzida Custo Unitário Produto A 110. O custo industrial unitário. Apresentou em seu registro contábil em out/20X3.000 200.000 5.000 3. produz dois tipos de cadeira: cadeira giratória e cadeira fixa.000 35. ou seja. (Critérios de rateio) Anote na coluna da direita um critério de rateio indicado para os gastos relacionados na coluna da esquerda: Exemplos de gastos Depreciação das máquinas e equipamentos industriais Mão-de-obra indireta Material indireto Depreciação do edifício industrial Aluguel do prédio da fábrica 2ª QUESTÃO: Arte & Aço S.000 Produto B 94. o custo por unidade produzida corresponderá a: a) $ 900. em razão inversa. o seguinte: .

.00 Total $ 1. sem a departamentalização e com departamentalização.. Giratória Fixa Totais Material Direto 7...00 Energia elétrica $ 200.000 8.$7... Calcule os custos totais dos produtos abaixo. Montagem Acabamento Total 45 30 50 125 Acabamento Total 200 400 160 600 40 200 120 400 520 1.000 Mão-de-obra Direta Custos Indiretos Custo Total 520 780 1.$8.300 3. energia).00 Manutenção de equipamentos $ 600. .300 12.000 Calcule o custo total de cada produto.000 Cadeira Fixa .00 Total $ 2.600 Distribuição de horas/máquina por setor Corte Produto A 15 10 20 Produto B 15 15 Produto C 25 15 10 Total 40 40 45 Os CIF estão assim distribuídos aos setores ( $ ) Corte Montagem Depreciação de equipamentos 120 80 Manutenção de equipamentos 140 300 Energia elétrica 80 120 Outros CIF 120 160 Total 420 660 Sem Departamentalização Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total .600.000 15. 50 hm TOTAL 125 hm Devido à grande preponderância de Custos Indiretos ligados a equipamentos (depreciação...000. sabendo-se que: Custos diretos Custos indiretos: Produto A $ 1.100.00 Horas/máquinas trabalhadas por produto: Produto A.800.00 Outros custos indiretos $ 400.$ 520 Cadeira Fixa $ 780 CIF totais ..00 Produto B $ 1. 30 hm Produto C .000 MOD: Cadeira Giratória ..00 Depreciação de equipamentos $ 400.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 51 Material Direto: Cadeira Giratória . manutenção. 45 hm Produto B .. decide-se então fazer a distribuição aos diversos produtos (e aos departamentos) com base no tempo de horas-máquina que cada um leva para ser feito. sabendo que o critério de rateio dos custos indiretos é proporcional à mãode-obra utilizada.$ 12.00 Produto C $ 700.000 28.

000 $ 1. $ 12.000.000 .000 $ 734.000.000. a Montagem 15%. b) Informar os custos totais.000 à estamparia. $ 10.000. respectivamente.000. $ 11.008. $588. Mão-de-obra Indireta.000 $ 706. a Montagem e a furação produziram.500. a estamparia ocupa 35% da área total. Energia Elétrica $ 360. Materiais Indiretos $ 60. $ 4. A dobradiça (15. O total de Mão-de-obra Indireta foi assim apropriado: 40. A energia consumida foi distribuída da seguinte maneira: Estamparia $ 180. A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de Produção e o rateio é feito à base da produção total de cada um.000 $420.000 ao Almoxarifado: $ 12. Estamparia. Os custos diretos do mês foram: Dobradiça Fechadura Total Matéria-prima Mão-de-obra Direta Total Pede-se: a) Elaborar o mapa de rateio dos Custos indiretos de produção.000 e Administração Geral da Fabrica. Almoxarifado.000 à Montagem. ¼ para a montagem e o restante para a furação.000 $1.000. Almoxarifado. $ 30.000 à Administração da Fábrica. A distribuição dos custos indiretos da Estamparia e da Furação aos respectivos produtos é feita na mesma proporção que o material direto. Dobra e Fecha foram os seguintes durante o mês de fevereiro de 20X1: Aluguel $ 240.000. $ 50.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 52 Com Departamentalização Distribuição dos Custos Indiretos Corte Produto A Produto B Produto C Total Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total Montagem Acabamento Total 4 –Os custos indiretos de fabricação da Cia. Furação. Manutenção.000 à Manutenção e $ 68. $ 17. Montagem. $7.000. $ 20.000. $ 211. O aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral da Fábrica.500. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Os custos da Administração Geral da Fábrica são distribuídos aos demais Departamentos à base da área ocupada.000 $ 980. Montagem $ 3.000 u) passa por todos os departamentos. a Furação 30% e o restante é utilizado igualmente pelo Almoxarifado e pela Manutenção. $ 100. Furação. O Almoxarifado distribui seus custos: ½ para a estamparia.000 u no mês) passa apenas pela estamparia e pela furação e a Fechadura (4. e Administração Geral da Fábrica. $ 25.000 à Furação.000.000.714. 40%.000. RATEIO PRIMÁRIO (já realizado) Os materiais indiretos utilizados foram apropriados por meio de requisições de cada departamento: Estamparia.000. Manutenção.000 $ 314. A empresa produz Dobradiças e Fechaduras. $ 33. $ 8. 25% e 35% do total.000 $ 392.

00 B 120.000 68. (BNDES) O Gerente de Custos da Cia.000.000.000.000 40.000 232. durante a apuração do custodos produtos do mês.00 18.000.500 Montagem 3.500 Almox 7.00 23.00 22.000.000 Adm Geral 25000 10.000 50. em reais: Produto Custos A Matéria-prima Mão-de-obra direta Energia Elétrica direta Soma 80.000 20.000 Furação 4.00 21.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 53 Rateio dos Custos indiretos de Fabricação: Custos Ind Mat Ind Energ Elet MO Ind Aluguel Total Dist Adm Geral Soma Dist Mant Soma Dist Almox CIF Toal Depto Prod P R O D Fech Dobr Total CUSTOS TOTAIS Mat-prima Fechaduras Dobradiças Total 5.000.000.000.000 Total 60.00 120.000.000 35.000.500 33.000 211.000 17.000 40.000.00 90.00 50.000 343.000.00 190.000 11. chegou aos seguintes números.000.00 Produto Produto Total dos custos direto 400.000 .000 12.000 30.500 100.00 MO Direta CIF Total Estamparia 12.000 240.00 9.000 240.000.000 87. Industrial Tamoio S/A.000.000.000 871.000 180.00 47.000 360.000 133.000 Mnt 8.00 C 200.00 540.00 230.

00 c) 325.000.00 e) 450. A indústria Real tem uma linha de produção de três modelos de um de sus produtos.000 no período de apuração. e) R$ 960.000 10. apresentou os seguintes números: Custos fixos: CUSTOS Aluguel de Fábrica Força e Luz Depreciação Seguro Manutenção Superintendência MOI Material Indiretos Distribuição dos Critérios de rateio: VALOR 4. d) 342.000.00 c) 55. em reais. Pequeno Médio Grande 15.000.00.00.00 R$ 22.00. A empresa. proporcionalmente às horas trabalhadas para esse centro: 80 horas para a Produção.00 R$ 27.00.00 d) 355.000. b) 247. c) R$ 942.00 b) 265. em reais.00 10. do período produtivo: Modelo do Produto Produção unidade Matéria-Prima por Mão-de-obra direta por unidade unidade. pode-se afirmar que o custo total do Produto C. 8. em que são consumidos R$ 900.000.00 11. Mantendo o mesmo critério de rateio dos custos fixos totais pelo custo total de MOD. e) 396.000. seria: a) 49.00 4.00 b) 54.00.00.00 BASE DE RATEIO Área Área Máquinas R$ Máquinas R$ Nº máquinas Empregados Hora de MOI Produção .000 25. Almoxarifado e Controle de Qualidade.00 R$ 12. é: a) 180.000.00 150.00.000.00 7. é: a) 170.000.00 55. d) R$ 885. O total de gastos da Manutenção a ratear foi R$ 4.00. o valor dos custos fixos totais. A parcela da Manutenção rateada para o Centro de Controle de Qualidade foi de: a) R$ 916. 48 horas para o Almoxarifado e 32 horas para o Controle de Qualidade. totalizaram o valor de R$ 250.500. os custos de Manutenção são rateados para os centros de Custos de Produção. c) 315.000.00.667.00. em maio de 2007.000.000.000.00 no mês.500. Dados para as questões 07 e 08.00.00. 9 -(Inea) A Cia.00 6. (Petrobrás) Sabendo-se que a Indústria Real procede ao rateio dos custos fixos pelo custo total de mão-deobra direta.00 e) 67.00 R$ 16. alocado ao modelo grande. (Petrobrás) Admita que a Indústria Real venda o modelo médio do produto por R$ 110. A linha de produção apresentou a seguinte informação. o lucro por unidade vendida do modelo médio.000.000.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 54 Sabendo-se que os custos indiretos usualmente alocados aos produtos por meio rateio.00 38.000. em reais.00 de custos fixos.000 R$ 25.000.00 18.250. com base no custo da matéria-prima.000. (Eletronorte) Na contabilidade de Custos por Absorção de uma empresa X.800. b) R$ 916.00 R$ 28.500.00 d) 61. Industrial Sol Nascente S/A costuma ratear seus custos fixos aos produtos pelo critério de departamentalização.000.

240 e 360 hm para cada tipo de produto.00 05 05 50 0 30 75.50 e) 22. R$ 250. podem ser classificados de diversas formas.00. segundo o comportamento dos custos em relação ao volume de produção (considera a relação entre o valor total de um custo e o volume de atividade numa unidade de tempo) é aquela que segrega custos em: a) fixos e variáveis.00. O custo direto unitário também foi o mesmo para cada tipo de produto.00. (ICMS SP) A Cia.000 60. mão-de-obra direta unitária R$ 22. foram concluídas a produção de 300 unidades.000 A parcela do aluguel de fábrica alocada ao departamento de pintura. respectivamente. c) o custo unitário de cada um dos três produtos foi de R$ 370. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 120 15 15 400 100 20 20 300 120 120.500. (TCM SP) A soma dos custos de produção.000 ADM Controle Transporte Usinagem Pintura Secagem 160. (AFC) A empresa Fabricante S/A produz os itens Alfa.00. Capricórnio tem planejado para o exercício de 2007 os seguinte dados na área de produção: horas máquinas projetadas anual 240. embalagens compradas etc). para o exercício de 2007. proveniente do rateio realizado para todos os departamentos.00.000. c) controláveis e não-controláveis. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta. Beta e Delta. em quantidades rigorosamente iguais de Alfa.00 e) 1.00. Beta e Delta.000.000. Com o consumo de 120. 10.00 d) 21.00. A classificação que se faz.000 85.00 c)1. ou seja. 11.00 Máquina R$ 40. O rateio é baseado nas horas-máquina (hm) trabalhadas para cada um deles.000. Com base nessas informações. b) o custo unitário de Alfa foi de R$ 310. e) custo de transformação.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 55 Deptº de Serviço Base Área M2 Nº Máquina Empregados MOI.00.000. d) inventariáveis e não-inventariáveis.00 b) 1. e) o custo total do período foi de R$ 36. Horas Produção 60 05 15 120 0 20 15. e) custos primários e custos de fabricação fixos.00 13. será.00 15 15 130 0 Deptº de produção Total 450 550.00 30 30 200 60. de: a) 800. d) custo empatado. (TCM SP) Os custos. 14. 12.00 d) 1.00 140. gastos indiretos de fabricação unitário planejado de R$ 10.00. para fins de controle gerencial.00 b) 17.00.100. d) matéria-prima. e) de transformação e de conversão. O custo a ratear entre os três produtos totaliza R$ 36.00. A empresa aplica Gastos Indiretos de Fabricação baseado nas horas máquinas. (TCM SP) Na terminologia de custos. em R$: a) 15. em reais.200 205. . b) diretos e indiretos. b) mão-de-obra direta e materiais diretos. revela um custo denominado de: a) custo primário.200.600.00 c) 19.00 90 90 1. gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3. A taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação. c) custo comum. exceto os custos relativos a matérias-primas e outros materiais eventuais adquiridos e utilizados sem nenhuma modificação pela entidade (como componentes adquiridos prontos. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. b) custo imputado. foi. pode-se afirmar que: a) o custo unitário de Delta foi de R$ 250. d) o custo unitário de Beta foi de R$ 430.

A seguir os dados referentes à produção do período: Custos Indiretos (R$) Fixos Variáveis Volume (em horas) Orçado 3. A empresa KI-DELÍCIA. Gastos indiretos de fabricação unitário projetado de R$ 10.000.600.00 . se já estimassem as 19.00 16. Capricórnio tem planejado para o exercício 2007 os seguintes dados na área de produção: Horas Máquinas projetadas anual 240. mão-de-obra direta unitária R$ 22. em R$.000.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 56 15.00 e 156.00.50 e) 22. em R$.00 e 126.000.000.00 GABARITO 1) Custo Unitário: A= R$ 660.00 e 135.00 e 162.676.00 e 125.320. 3) Custos Totais sem a Departamentalização: A= R$ 1.00. C= R$ 1.00 19.000 Real 3.00. B= R$ 500. dos produtos A e B são.000h de trabalho. enfrenta forte sazonalidade nas vendas e produção.340. produtora de sorvetes. a) 15. A Taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação para o exercício 2007 será.00 e) 150.00 b) 125.384. respectivamente: a) 120.000. B=R$ 1.00 c) 19. c) o valor dos Custos Indiretos de Produção aplicados no período. 2) Total de Custos Cadeira Giratória: R$ 12.00.00 7. Total de Custos Cadeira Fixa: R$ 15.000.00.900.00.00. o custo unitário. Gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3.980.000 Pede-se calcular: a) taxa de aplicação de Custos Indiretos de Produção utilizada no período.900.50 c) 149.25 d) 145. b) a taxa que seria prevista.900.00 5.00.00 17 – ICMS/SP/2006 A Cia.00 d) 21. 16 (ICMS/SP 2006) Com base nos dados contidos acima. d) a variação total de custos indicando se foi favorável ou desfavorável. a empresa acabou trabalhando mais do que o previsto.500. A empresa aplica Gastos indiretos de fabricação baseados nas horas máquinas.00.00 b) 17. Em virtude do intenso verão registrado em determinado período.

Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 57 Custos Totais com Departamentalização: A= R$ 1.000)/ 19. 7) B . uma encomenda de duas máquinas de corte por parte de Metalúrgica SÓCHAPAS.000 / 16.000 + 3. o saldo da conta será totalmente classificado como PRODUTOS EM ELABORAÇÃO.000 No Balanço de 31.900. em 05. Os dois sistemas básicos de acumulação de custos são: por ordem de produção ou por encomenda e o por processo ou produção contínua.000 1.400.000.500.186. . Se um exercício terminar e o produto estiver ainda sendo fabricado.400.000) d. R$ 11.00 (11. 12) A .000 CIF 50. PRODUÇÃO POR ORDEM A produção por ordem ocorre quando a empresa programa a sua atividade produtiva a partir de encomendas específicas de cada cliente.X0.83.910 1.00.162.000 250. 9) B .000 314.000 / 16. 17) A PRODUÇÃO POR ORDEM E PRODUÇÃO CONTÍNUA Os Sistemas de Acumulação de custos destinam-se a coletar os dados de custos. R$ 1.398.000 734.910 390. o saldo da conta relativa à ordem de produção será transferida para PRODUTOS ACABADOS ou CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS.12. C= R$ 1. a organizá-los de forma que possam contribuir para o desenvolvimento de informações que se destinam ao atendimento de alguma necessidade gerencial diferente ou especial..500 – 9. 13) A . R$ 549.0131 ((5.325.00.000.000 420. 6) C . 4 CUSTOS TOTAIS Mat-prima MO Direta Total CIF Fechaduras Dobradiças Total 392.090 2. o saldo de $ 250.000 588. 14) E 15) a. Nesse tipo de atividade. Esta conta só pára de receber custos quando a ordem estiver encerrada.500.000 5) C .762.000). Existem casos em que se utilizam os dois processos. Esse sistema misto chama-se de Híbrido Diferenças entre custo por ordem e custo por processo A distinção entre o custeamento por ordem e o por processo está relacionada com o tipo de atividade produtiva exercida pela empresa: produção por ordem ou produção contínua.61. B= R$ 1. 8) A .000) x 19. para entregar no prazo de três meses. direta ou indiretamente identificados com algum objeto de custeio.500.420. conforme já tenha sido realizada ou não a receita..000 980. Uma vez pronto.00. são rateados os CIF e a OP nº 101 recebe o equivalente a $ 50.000) 16) E.00 constará do Ativo como “PRODUTOS EM ELABORAÇÃO”.000.50 (9.653. A encomenda é registrada na Ordem de Produção nº 101 e.56.585. R$ 587. no decorrer de dezembro. No final de dezembro.00 e houve um apontamento da Mão-de-Obra Direta de $ 80.090 871. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda).X0.162.000 480. (587. Cada pedido tem características especiais de tamanho.12. são requisitados materiais diretos no valor $ 120. de capacidade e de outros atributos que o torna praticamente único (diferente dos demais). 11) C .50 x 19. O saldo da conta ficará assim: OP Nº 01 MD 120. c. 10) B. Exemplo: A industria de máquinas e equipamentos LorentzMaq recebeu.000 MOD 80.000.000) b.

calculadas por meio de critérios de rateio. No sistema de produção por ordem cada elemento de custo é acumulado separadamente. não completadas. Elas acompanham os produtos em cada etapa do processo fabril até o estágio de acabamento. . . isso ocorre principalmente em relação à produção não padronizada e não repetitiva. Material Direto: Mão de Obra Direta: Rateio dos CIF: $ 200.as ordens de produção em aberto. Exemplos de ramos de negócios que se utiliza o sistema de acumulação de custos por ordem de produção (OP) ou serviço (OS): .fabricantes de piscinas. é de $ 650. .construção civil (obras do governo ou prédios industriais). a OP nº 101 recebe os seguintes valores.000. .transportes especializados de produtos químicos. representam o estoque de produtos em elaboração. podendo utilizar fatores de produção que se alterem de acordo com as especificações do produto ou serviço encomendado. É caracterizado pela fabricação ou realização específica de produtos e serviços diferenciados. . o saldo da OP nº 101 será encerrado com contrapartida de CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS. O termo ordem de serviço (OS) é utilizado pelas empresas de serviços e segue a mesma metodologia das ordens de produção. .fábrica de móveis por encomenda. mão-de-obra aplicada e as parcelas correspondentes aos custos indiretos de fabricação. é atribuído um código que identifica o trabalho ou o serviço a ser executado. . .00 E o saldo da conta. As ordens de produção (OP) As OP são emitidas para se dar início à execução da produção de determinada unidade ou lote de produto. .00 $ 400.é usado em indústrias cuja produção é intermitente e cujos produtos (ou lotes) podem ser perfeitamente identificados no processo de fabricação. . As principais características do sistema de acumulação de custos por ordem de produção são: . com contrapartida de PRODUTOS ACABADOS. . explosivos.empresas de projetos de arquitetura e engenharia. A cada Ordem de Produção (OP). ou seja. somente quando a OP é terminada pode-se saber o custo efetivo de fabricação. . transferidos às ordens de produção completadas.as ordens de produção são emitidas e seus custos são acumulados para cada produto ou lote fabricado. derivados de petróleo etc.00 $ 50. .identifica a produção de lotes diferentes de produtos durante o processo de fabricação.estaleiros.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 58 Em X1. . .000. Se a entrega ao cliente for imediata.00 $ 150. ao se encerrar a OP nº 101.000.assistência técnica de veículos automotores. Apropriação dos custos às OP As matérias primas e os demais materiais diretos são apropriados com base nas requisições emitidas pelos diversos departamentos. durante todo o processo de fabricação dos produtos.empresas de consultoria e de auditoria.00. segundo ordens específicas de fabricação.000. ou de Serviço (OS).000.fábrica de equipamentos de grande porte. os CIF são registrados nas contas departamentais e.a ordem de produção é utilizada para acumular os custos com os materiais diretos.empresa de engenharia especializada na construção de alto-fornos para as indústrias siderúrgicas. emitidas pela área industrial ou de serviços.caso a empresa seja departamentalizada. posteriormente.gráficas. . Caso não seja imediata.

.. se para a produção de um saco de 60 kg de fertilizantes souber-se. que é aplicado a empresas de produção contínua. com degelo automático ou sem.O..00 PRODUÇÃO CONTÍNUA A produção contínua ocorre quando a empresa faz produção em série (ou “em massa”) de um produto ou linha de produtos....... geladeiras com 240 litros ou 320 litros. perdas que não são economicamente recuperáveis. fabricante do Produto “W”. o custo do produto acabado deve incluir essa perda no cômputo dos custos desse produto.. elas não são fruto de encomenda prévia por parte dos compradores e sim da experiência do setor de vendas da empresa no tocante ao perfil do mercado consumidor.. segundo Eliseu Martins.00 C = Produtos em Elaboração. encontra-se na fase intermediária para a produção final de uma cera para polir. até a retirada por especialistas a fim de evitar problemas ambientais... No processo de fervura ocorrem indícios de possível explosão do tanque.00. produtos acabados e produtos vendidos.. Exemplo: A Cia.. mapas ou outros relatórios de apontamento do tempo de mão-de-obra gasto em cada OP... apresentou os seguintes dados ao final do mês outubro: Estoque inicial de produtos em elaboração e de produtos acabados Custo de Produção do Período relativo ao produto “W” M. Exemplo: Uma indústria química está processando um lote de 5....600 200... BRASIL. é acumular essa perda dentro dos Custos Indiretos e no final do período ratear aos diversos produtos ou OP. estas contas nunca são encerradas. a de produtos farmacêuticos e a de aço. que serão utilizados 63 kg de matéria-prima (perda de 5%). Como a produção é contínua... o valor dos materiais envolvidos deve ser debitado diretamente aos resultados do período (DESPESA)..000 kg de ácido..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 59 A mão-de-obra direta deve respaldar-se em fichas. entre outros. a contabilização será: D = Perdas Eventuais. sendo todo o material em processo escoado. observando a relação custo x benefício. misturas inadequadas de matérias-prima. os quais já estão misturados com outras matérias primas... Nas indústrias de plásticos os resíduos são incinerados ou mantidos em depósitos de lixo especiais. cores diversas. no manuseio e transporte etc.). Supondo que o valor dessa perda seja de R$ 15.000. etc. de antemão... Um outro procedimento. Nas indústrias química e petroquímica ocorrem perdas por evaporação..000 50. ocasionando a Perda.. Essas perdas normais devem ser incluídas dentro do processo produtivo. deverão ser rateados de acordo com os critérios de rateio já estudados. a indústria têxtil.R$ 15. São exemplos de produção contínua. Direto M. como Perdas Eventuais (caso seja relevante o montante da perda). como acontece com as contas relativas às ordens de produção.. Os produtos são geralmente padronizados e embora possam existir diferenças entre eles (por exemplo.400 69. No custeamento por processo. A empresa produz para estoque e não para atender encomendas específicas para clientes. Por exemplo. Materiais danificados Perdas Normais dentro do processo produtivo São sobras de materiais no processo produtivo que normalmente não são passíveis de recuperação física.000 . Quando as perdas forem relativas a ocorrências anormais e esporádicas. Direta CIF rateado 0 80. Há fluxo contínuo de produtos em elaboração... R$ 15. pelas experiências anteriores.000.000.. Os CIF que não puderem ser identificados a cada OP. os custos são acumulados em contas representativas dos produtos ou linha de produtos. quando o produto está pronto..

000) 15. já que 400 x 50% = 200. em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200.000 = 250 = 800 Produção Equivalente de unidades acabadas O valor debitado a PRODUTOS ACABADOS seria: 600 unidades acabadas x $ 250 = $ 150. nos referimos um tanto vagamente ao fato de 75% da produção estar acabada no período.000 Prod. Então.000).000. o saldo de PRODUTOS EM ELABORAÇÃO ficaria de $ 50. Como será determinado o custo das 600 unidades acabadas. O mais correto seria efetuar-se o seguinte raciocínio: se 400 unidades estão acabadas pela metade. Acabados “W” Ei = 0 Produção acabada no Período 135.000 135.00) pelo número de unidades iniciadas (1.000 150. ao final deste. portanto. Entretanto.000 = 150.00 por unidade. 600 estão totalmente acabadas e 400 estão produzidas pela metade.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 60 Da produção do período. A PRODUÇÃO EQUIVALENTE No exemplo da Cia BRASIL.000 200. que tende a ser mais heterogênea no tempo do que a produção contínua. O custo médio verdadeiro seria: Custo de Produção do Período $ 200.000 50. embora esse recurso seja provavelmente mais empregado na produção por ordem. suponhamos que 1. foram produzidas 600 unidades acabadas e 400 semi-acabadas. totalizando 800 acabadas. os custos indiretos podem ser rateados com ou sem a Departamentalização. A porcentagem de 75% referida anteriormente foi calculada dividindo-se o total de unidades acabadas (600) pela produção do período em equivalente de produtos acabados (produção equivalente).000 E.000 (90% de 150. obtendo-se um “custo médio” de $ 200. elas são equivalentes a 200 unidades acabadas.75 ou 75% . foi de 800 unidades: 600 800 = 0. embora sempre seja tecnicamente mais correta a primeira opção. se quisermos saber o custo médio de produção das unidades acabadas no período teremos que recorrer ao conceito de “EQUIVALENTE DE PRODUÇÃO” (ou “PRODUÇÃO EQUIVALENTE”) Dentro do exemplo da Cia BRASIL. que equivalem a 200 acabadas.000 (correspondente a 400 x 50% x $ 250). 75% foi acabado Foram vendidos 90% dos produtos acabados Os razonetes ficariam: Prod. no período.000 (75% de 200 000) Custo de Produtos Vendidos 135. por que valor creditaremos PRODUTOS EM ELABORAÇÃO com correspondente débito em PRODUTOS ACABADOS? Uma primeira aproximação seria dividir o Custo de Produção do Período ($ 200. Entretanto. Em ambos os sistemas podem ser utilizadas taxas pré-determinadas de aplicação dos Custos Indiretos. nesse caso estar-se-ia atribuindo o mesmo custo médio a uma unidade totalmente pronta e a uma unidade semi-elaborada.000 150.000 unidades de “W” foram iniciadas no período e que.000 Tanto no sistema de custo por ordem quanto no de processo. ou seja.

000. DIRETO 400 unidades 100% acabadas = 400 x 100% x 80 = 32. a produção equivalente será diferente para cada item do custo. suponhamos que a engenharia de produção informe o contador de Custo que as 400 unidades iniciadas e não acabadas já receberam totalmente a aplicação de materiais diretos.000 136.200 E o estoque de produtos em elaboração será: M. As unidades prontas e as em elaboração já receberam totalmente a aplicação dos materiais.800 Prod. estão 60% acabadas em relação à mão-de-obra direta (verificação pelo apontamento) e 50% acabadas em relação aos CIF (já que o critério de rateio destes últimos é o número de horas-máquinas trabalhadas e as unidades não terminadas receberam metade do número de horas/máquinas das prontas).000 1000 50.200 (1) 63.620 E1= (1) . A produção equivalente será: 600 unidades acabadas + 400 unidades acabadas em 60% = 600 + (400 x 60%) = 840 CIF Será: 600 acabadas + 400 acabadas em 50% = 600 + (400 x 50%) = 800 O custo médio por item de custo será calculado dividindo-se o custo de cada item pela sua produção equivalente e o custo médio unitário será o somatório dos custos médios dos itens. já que as unidades apresentam diferentes graus de acabamento em relação a cada um deles: Material Direto. DIRETO MOD CIF Custo Médio Total Custo Médio do item 80. Nesse caso.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 61 Produção equivalente com diferentes graus de acabamento em relação aos componentes do custo Ainda dentro do caso de Cia BRASIL. Então todas as 1.400 840 69.600 800 = 227 = 80 = 60 = 87 A transferência das 600 unidades para produtos acabados será pelo valor de: 600 x $ 227 = 136.200 122.000 200.000 MOD 400 unidades 60% acabadas = 400 x 60% x 60 = 14.200 136.200) 13. Mão de Obra Direta.580 (2) (90% de 136.800 63.000 unidades iniciadas são consideradas 100% acabadas em relação a este item e produção equivalente será 1.400 TOTAL Os razonetes ficariam assim: Prod. Acabados “W” 0 136.400 CIF 400 unidades 50% acabadas = 400 x 50% x 87 = 17. Em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200. Item do Custo M.

b) Os custos indiretos são normalmente alocados aos produtos com base em medições objetivas. 4.Produção em série caracteriza-se pela elaboração do mesmo bem ou serviço de forma não continuada por um longo período. e) indústrias pesadas e de saneamento. 5. 2. e) Custo de estocagem. em relação ao método PEPS . c) III e IV.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 62 (2) CPV 122. acumulam-se os custos até o término da ordem ou encomenda. d) II e III. d) Determinação da empresa. 3. c) Perda do período. Um fator que determina as características de um sistema de custeio (por Ordem ou por Processo) é: a) Característica da atividade.(INSS / UnB) Julgue os itens a seguir.Na Produção Contínua. d) Investimento total.580 Exercícios QUESTÃO 1 . os custos são apropriados e reportados por período de tempo. enquanto os custos diretos dependem de critérios de rateios. b) Relevância do patrimônio. Observar as sentenças a seguir: I . II .primeiro a entrar é o primeiro a sair.último a entrar é o primeiro a sair . normalmente sujeitos a críticas e contestações. c) Negociação com sindicato. b) II e IV.leva a uma superavaliação dos estoques de final de período e a um aumento de valor do resultado. mesmo passando por vários períodos. e) Pagamento de horas extras. d) empresas de energia e montadoras. b) Despesa do período. e informe a alternativa correta: a) As refinarias de petróleo e as indústrias de produtos químicos e de cimento são tipicamente atividades que utilizam o sistema de custos por ordens. São exemplos de atividades com sistema de produção contínua: a) empresa de telefonia e indústria naval. . Quando ocorre a perda de todas as unidades de uma ordem inteira. IV . c) construção civil e indústria química. c) Em períodos inflacionários. Estão corretas as sentenças: a) I e III. b) escritórios de auditoria e petroleiras. o uso do método UEPS .Produção por ordem consiste na produção de um bem ou serviço de forma contínua ao longo do tempo. e) I e IV. apropriação de custos diretos e indiretos e critérios de avaliação de estoques de produtos em processo e acabados.Na Produção por Ordem. seu custo deve ser contabilizado como: a) Custo de produção.Assinalar a alternativa correta: 1. relacionados a custos por ordens e por processo continuo. III .

300. 6.(INSS / ESAF) A empresa Tarefeoir Ltda.00 e foram apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra. todavia. respectivamente. Prima R$ 30.00 e R$ 130.800. b) Nas linhas de produção por encomenda. de valor relevante.00 b) R$ 174. Lucro Bruto no valor de: a) R$ 150. pode-se afirmar.350. de energia elétrica e petroquímica. do ponto de vista contábil.850.800.00 c) R$ 190.400.000.800. as máquinas.00 R$ 477. são clássicos exemplos de produção por processo.00 e R$ 173. Do ponto de vista administrativo. com certeza. c) Havendo danificação e perda de uma ordem de produção inteira ou em estado adiantado de produção. mão-de-obra etc.00 R$ 50.00 R$ 297.00 R$ 40. fabrica seu principal produto por encomendas antecipadas.00 e R$125.000. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de fabricação dos mesmos produtos.00 M. Nesse tipo de atividade.000.00. Sabendo-se que as Ordens 001 e 002 foram concluídas em fevereiro e foram faturadas aos clientes por R$ 350. interessa.01 estavam em andamento às seguintes ordens de produção Ordem Prod. b) Tanto na produção por ordem como na produção contínua. 7 .000.000.00 R$100.000. matérias-primas.000. e informe a alternativa incorreta. 001 002 Mat. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo.00 CIF R$ 20.000. respectivamente. para apropriação como retificação das receitas em cada período. d) As perdas normais dos processos produtivos devem ser separadas contabilmente. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda).200. que as referidas ordens geraram.000. . a) As empresas de telefonia.00 R$ 144.00 R$ 135. o procedimento mais correio é a baixa direta desse custo para perda do período em que o fato ocorre sem a acumulação aos novos custos de reelaboração da ordem.000.00 Total R$ 62.00 Mão-de-obra R$ 28.00 e R$148. nas suas atividades operacionais de prestação de serviço ou industriais.01.00 e R$ 580.000.000.000.000.00 R$ 64.00 Os custos indiretos de fabricação no mês de fevereiro de 2001 totalizaram R$ 225.00 R$ 50. permitindo uma avaliação mais adequada dos resultados pela gerência. e que os produtos são isentos de tributação. Obra R$ 12.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 63 d) É possível acontecer à danificação de uma ordem de produção em estado avançado de fabricação. A apuração só ocorre quando do encerramento de cada ordem.00 e) R$169. os custos indiretos são acumulados nos diversos departamentos para depois serem alceados aos produtos.000.000.000.00 e RS 140.300.500.00 TESTES 1.200. Assinale a alternativa incorreta: a) As linhas de produção contínua ou por processos caracterizam-se pela produção rotineira de produtos similares. julgue os itens a segui.250. Em 31. (INSS / UnB) Acerca de produção por ordem e produção contínua.00 R$190. o tratamento contábil mais adequado é a baixa direta para perda do período.00 d) R$184.00 Em fevereiro de 2001 os gastos com matéria-prima e mão-de-obra foram de: Ordem Produção 001 002 003 Total Matéria-Prima R$ 45. Nesse caso. um relatório em que seja deduzido esse montante perdido do resultado obtido na encomenda ou ordem.

a) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. 2. ou seja. c) Na linha de produção por encomenda. b) Os custos indiretos de produção não devem ser apropriados às OP. c) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. Assinale a alternativa incorreta: a) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela produção rotineira de produtos similares. d) Na implantação de um sistema de custos. Pode-se afirmar com relação às Ordens de Produção (OP): a) As requisições de matérias-primas e outros materiais que são utilizados em cada OP não precisam de aprovação dos responsáveis pela produção e controle dos estoques. O problema está na definição. matérias-primas. b) Na linha de produção contínua ou por processos. c) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela fabricação de produtos ou serviços diferenciados. Com base nas informações a seguir. • será necessária a aplicação de mais 40% das horas de mão-de-obra para a conclusão de todas as unidades em processo. assinale as alternativas corretas: Uma indústria produz um único produto. das quais 3. visto que as indústrias que produzem por encomenda só se preocupam com os custos de materiais e de mão-de-obra. apropriados proporcionalmente aos custos desse fator produtivo. Os custos indiretos que não puderem ser identificados com as diversas OP devem ser apropriados com base nos diversos critérios de rateios.000 foram totalmente concluídas até o final do mês. o total dos custos indiretos no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. do estágio em que o produto se encontra. b) Supondo que o total do custo com a matéria-prima gasta pela produção no mês fosse de $ 760. 3. o custo das matérias-primas para cada unidade seria equivalente a $ 200. sendo. . b) A produção de cimento é um exemplo de linha de produção por encomenda. não é possível a permanência de produtos em elaboração. c) No final de cada mês. qual o coeficiente de equivalência de produção que deve ser usado. o total do custo com a mão-de-obra no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. os custos indiretos devem ser identificados e apropriados às Ordens de Produção (OP) específicas. na prática. mão-de-obra etc. 5. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de produção dos mesmos produtos. os procedimentos operacionais e os processos de manufatura da empresa.marque a (s) correta (s). portanto. que se alteram de acordo com as especificações do cliente. 4. até o estágio de acabamento. isto é. utilizando o sistema de custeamento por produção contínua para acumulação de seus gastos de fabricação. d) O sistema de custeio para a produção contínua é uma das ferra-mentas para a correta avaliação da eficácia e eficiência da produção em cada departamento. não há necessidade de conhecer os sistemas adotados para a acumulação de custos nos diversos períodos e para os diversos produtos ou serviços. O responsável pela apuração dos custos obteve as seguintes informações relacionadas ao estágio de conclusão das unidades em processo no final do mês: • houve aplicação de 80% das matérias-primas necessárias para a conclusão de todas as unidades em processo.000 unidades do produto. as máquinas. visto gerar informações que podem ser utilizadas como medidas e parâmetros de desempenho.200 unidades completas. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) Na implantação de um sistema de acumulação de custos. é fundamental o conhecimento da estrutura organizacional. ALTERNATIVAS . Em determinado mês iniciou a produção de 4. sempre que possível.000. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. d) O mecanismo para cálculo da equivalência de produção não apresenta dificuldades conceituais. todas as OP devem ser encerradas. Os custos indiretos de fabricação têm estreita relação com o consumo de matérias-primas.400 unidades completas. d) As OP são emitidas no início da produção de determinada unidade ou lote de produtos e acompanham tais produtos em cada etapa do processo de industrialização.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 64 c) O sistema de custeio para a produção contínua e o sistema de custeio por encomenda foi a resposta da contabilidade de custos para a solução do problema da acumulação dos custos nos processos produtivos.

000. das quais 800 foram acabadas no período. por tipo de custo: TIPO DE CUSTO Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta Custos Indiretos de Fabricação TOTAL DOS CUSTOS INCORRIDOS (R$) 500.: ____________________________________________________________________________________ b) No caso da Cia. A Cia.000. . responda as questões 8 e 9 7 8. Num determinado mês.000 unidades do produto X. o custo da mão-de-obra para cada unidade seria equivalente a $ 150. foi iniciada a produção de 1.00 GRAU DE ACABAMENTO DOS PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 100% 80% 50% a) Pode-se afirmar que. O quadro abaixo reproduz o total dos custos de produção incorridos no período e o grau de acabamento das 200 unidades remanescentes em elaboração. no final do mês. o saldo da conta Produtos em Elaboração corresponderá a (em R$): R.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 65 d) Supondo que o total do custo com a mão-de-obra no mês seja de $ 540.Vine utiliza o sistema de custeamento por processo.00 900. supusemos que os Materiais Diretos (MD) e Mão-de-obra Direta (MOD) pudessem sempre ser identificados com os produtos fabricados e que os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) pudessem ser atribuídos aos produtos através de um critério de rateio que refletisse o fluxo efetivo de tais gastos que fossem incorporados às unidades acabadas. CUSTO CONJUNTO Até o presente momento. em que não havia estoque inicial de Produtos em Elaboração. 6. o valor a ser transferido no mês para a conta de Produtos Acabados será de (em R$): R.000. Vine citado na pergunta anterior.: ____________________________________________________________________________________ (ICMS/SP 2006): Com as informações a seguir.00 300.

É o que ocorre. se ela ocorrerá ou não.e do qual resulta uma multiplicidade de produtos é chamado de produção conjunta. do fluxo comum do processo produtivo. Y1 R = $ 5. contrafilé. e seus custos. . cuja atividade consiste em abater o boi comprado dos pecuaristas. ou conjuntos. ou seja. após o ponto de separação. Este tipo de fabricação. portanto. tendo em vista a importância de suas vendas para o faturamento global da empresa.000 Prod. Os diferentes tipos de carne que são obtidos nos frigoríficos são exemplos de co-produtos. após certo processamento. CONCEITO DE CO-PRODUTOS. conforme a importância que suas vendas tenham para a empresa industrial. e as três mais comuns são: • valor de venda após o ponto de separação. • unidade física. não têm mercado garantido de comercialização e sua venda. no frigorífico. Sucatas1 (ou resíduos ou sobras} são produtos que emergem da produção (seja conjunta ou não) que.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 66 Entretanto.000 Custo separável $ 2. Outros exemplos: A produção de coque. para designar objetos metálicos inutilizados pelo uso ou oxidação. alcatrão bruto e gás. permite a fabricação de nafta. os subprodutos são os ossos. emergem mais de uma espécie ou qualidade do produto. resulta em vários produtos: o próprio coque. sulfato de amônia.000 Custo Conjunto $ 4. alcatra. E importante ressaltar que nem todos os co-produtos precisam ter faturamentos iguais. que se caracteriza por um fluxo comum de produção até certo ponto denominado de ponto de cisão ou ponto de separação . outros menor. cujo faturamento é considerado significativo para a empresa. existem processos industriais em que as coisas não são tão claras. são denominados ou de co-produtos ou subprodutos. No frigorífico. E importante ressaltar que uma das características dos subprodutos que os diferencia das sucatas é de que têm condições de comercialização normais: a sua venda é praticamente certa. não se podendo estabelecer. na linguagem comum.000 Prod. é bastante incerta. gasolina e outros produtos. Os produtos resultantes. antes do ponto de separação. Na usina de açúcar. A partir do ponto de separação. Os subprodutos são aqueles que tem uma importância secundária. os produtos. Considere o seguinte exemplo: Prod. só que seu faturamento é ínfimo em relação aos produtos principais. rabo.000 Custo separável $500 Prod. O petróleo é um insumo que.000 Ponto de separação 1 A palavra sucata c utilizada. os chifres e os cascos do boi. Observe que aqui ela o empregada numa conotação mais ampla. Y2 R = $ 7. após passar pelo forno de coque. coxão mole. irá receber do custo conjunto. em que há uma série de custos que não são facilmente atribuíveis aos produtos resultantes. em relação ao(s) produto(s) principal(ais). E o caso da atividade industrial em que. etc) e armazenar as peças resultantes em câmaras frigoríficas até sua venda aos comerciantes. X2 R = $ 9. X1 R = $6. em estado normal ou com defeitos ou estragos. quando se tornam individualmente identificáveis. SUBPRODUTOS E SUCATAS Co-produtos ou produtos conjuntos são os produtos resultantes de um processo de produção conjunta. uns podem ter maior volume. na qual o carvão é a matéria-prima original. por exemplo. em termos de vendas. O problema é determinar a parcela específica que cada produto. Existem diversas formas de fazer essa mensuração. cortá-lo seguindo as diferentes espécies de carne (filé mignon. Os co-produtos também são denominados de produtos principais. desde que estes sejam significativos para a Cia. a priori. como sinónimo de ferro velho. patinho. Os produtos conjuntos incorrem em custos que são comuns. Produtos conjuntos são dois ou mais produtos fabricados conjuntamente até o ponto de separação. O carvão. benzol. o vinhoto. tornam-se perfeitamente identificados. • valor realizável líquido. vísceras.

( . conforme os números apresentados no exemplo anterior.000 = $ 7. apesar de o valor de mercado ser maior.500 Percentagem 52% 48% 100% Custo conjunto $ 2.Nesse método.000 Percentagem 55% 45% 100% Custo conjunto $ 2.000.000 Valor Realizável Liquido . Nesse caso. conforme demonstra a tabela a seguir. Nesse método. Como o custo desse processamento é de $ 2. a decisão de processar mais eleva o lucro da empresa em $ 1. deve-se obter o valor de mercado do produto obtido imediatamente após o ponto de separação. a forma como foram alocados os custos conjuntos não interferiu no processo decisório. ou seja.Deve-se considerar o valor de realização dos produtos obtidos após o ponto de separação e deduzir os custos que serão incorridos para essa realização.000 Unidade Física .) Despesas necessárias para a venda (comissões de vendedores.$ 2. Para a finalidade do processo decisório. com um custo de $ 2. Produto X1 Y1 Total Venda $ 6.182 $ 1.074 $ 1.Nesse caso. faz elevar a receita para $ 9 mil pela venda do produto X2. pois tais custos não são relevantes para a gerência.000 500 VRL 7.000 para uma receita total de $ 11.000 11. seu processamento. o produto X1 terá uma receita de venda de $ 6.926 $ 4.000. AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES DOS SUBPRODUTOS Os subprodutos. a alocação do custo conjunto não depende da decisão da empresa de processar ou não o produto X1.000 7. O método indicado para os subprodutos é atribuir aos seus estoques uma estimativa de custo que é chamada de Valor Líquido de Realização.000. Nesse caso. Caso a empresa decida vender o produto X1. seu valor no faturamento é tão pequeno que não compensa o esforço de atribuir-se custos aos seus estoques.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 67 Valor de Venda após o Ponto de Separação . essa alocação deve ser deixada de lado.818 4. é preciso ter cuidado para não utilizar uma unidade física que provoque distorções: o uso de quilo para separar o custo da carne. Custo conjunto e processo decisório E importante notar que a alocação do custo conjunto é feita para fins de demonstração do resultado. o processo desse produto eleva essa receita para $ 9.500 13. caracterizam-se por ter um mercado de comercialização tão normal quanto o dos produtos principais da empresa. conforme já foi mencionado. Nesse caso. nesse caso. Considere uma situação de "vender ou processar mais" do produto X1. o valor de realização líquida será dado por $ 9. Entretanto. Este valor corresponde à fórmula seguinte: Valor estimado da venda do subproduto ( .000 6.000. Venda X2 Y2 Total 9. imposto. No caso do produto X1.) Custos de processamento para colocar o subproduto em condições de venda.000. etc).000 .000. irá obter uma receita de $ 6.000 ou 55% do total. fretes. ( = ) Valor Líquido de Realização . o custo a ser alocado para o filé seria proporcional a seu peso.000 Custo separável 2.000.000 $ 5. uma receita incremental de $ 3.

00 por quilo. do processo produtivo da Cia. de valores baixos.00 Quando se efetuar o processamento adicional. resultaram 1. cujo processo de fabricação gera o subproduto Y.00 O estoque de 1. .000 1. Se ocorrer a venda. dá-se baixa no estoque e credita-se a diferença na conta de ICMs a Recolher.00 500.00 130. geralmente. Os cálculos seriam (em R$): Valor estimado da venda de Y = (-) Custo do processamento adicional (-) Despesa de ICMS (=) Valor Líquido de Realização 1. Caixa / Bancos / Duplicatas a Recolher a Receita de Venda de Sucatas (Outras Receitas Operacionais).00. para cada quilo vendido de Y. dos quais a empresa. obtém receitas através da sua comercialização. para poder ser comercializado. ABC fabrica o produto X. ao contrário dos subprodutos.000 = = 1. Ocorrendo a venda pelo preço de R$ 500.000 quilos de Y é avaliado em R$ 130. c) As sucatas não devem aparecer.00 200. b) subprodutos.000. Por ser sua venda um evento incerto e aleatório. ocupando cada um deles posição relevante no mercado.000. d) Os custos dos subprodutos devem aparecer como Receita Bruta Operacional para a apuração do Lucro Bruto Operacional.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 68 Exemplo: A Cia. não têm garantia alguma de que serão vendidas. A contabilização do estoque é feita à crédito da conta Custos Conjuntos.00 por unidade.00 x 170. e) produtos intermediários. pois seu valor é irrelevante.00 200. normalmente. TRATAMENTO CONTÁBIL DAS SUCATAS As sucatas. no grupo de Estoques. debita-se Estoque de Subprodutos pelos respectivos custos. no final do período.00 por quilo. Este subproduto. por representar uma recuperação de uma parcela do custo de produção dos produtos principais: Estoque de Subprodutos a Custos Conjuntos 130. o produto da venda será registrado a crédito de uma conta de resultado operacional. QUESTÃO 2 – Assinale a alternativa correta: a) Subprodutos e resíduos não são incluídos no Plano de Contas. Seu custo fica incorporado automaticamente às unidades boas. do ponto de vista da empresa que os produz são denominados: a) co-produtos. b) Subprodutos e resíduos são produtos secundários e sucatas.00. d) produtos secundários. porque se trata.000. A Cia. não são avaliados para fins de estoques. Exercícios QUESTÃO 1 – Quando dois ou mais produtos são produzidos simultaneamente como resultado da mesma operação em que não há uma maneira positiva de determinar o valor do custo aplicável a cada um deles.000.00 170. deve sofrer um processamento adicional que gera custos estimados em torno de R$ 200. c) produtos primários. está sujeito à incidência de ICMS no valor de R$ 170. e) Co-produto e subproduto são expressões sinônimas.000 x x 500.000. No mês de junho.000 quilos do subproduto e sabe-se que o preço de mercado deste é de R$ 500.000..

77.60. B e C. $ 703.000. QUESTÃO 4 – A empresa LCT apresenta custos conjuntos no valor de $ 820.23 a) $ 379. $ 293.200 Receita total $ 180. . quando os produtos são vendidos.40.40. deles se espera a geração esporádica de receita que é relevante para a entidade. $ 703. respectivamente: $ 221. B e C alcançaram.67.000 $ 156. b) subprodutos. (E) se somente a afirmativa III for correta.000 Tendo em vista que a empresa utiliza o Método do Valor de Mercado para distribuir seus custos conjuntos aos produtos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 69 QUESTÃO 3 – Os itens de produção. II e IV forem corretas. contabilmente.67.17 c) $ 380. II. c) sucatas. IV. Esses dois métodos diferem apenas em um aspecto conceitual: se os custos de fabricação fixos. e cuja venda é aleatória. QUESTÃO 6 (ICMS/RJ 2007) Analise as afirmativas a seguir: I. $ 164. (C) se somente as afirmativas II e III forem corretas. Os co-produtos são todos os produtos secundários.60. III. diretos e indiretos são levados em consideração na avaliação dos estoques. d) co-produtos. sendo seu valor irrelevante para a entidade.49.00 referentes à produção dos produtos A.83. b) $ 379. $ 95. CUSTEIO VARIÁVEL E CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custeio significa “método de apropriação de custos”.000 $ 960. $ 164. $ 293. Os subprodutos são avaliados.51.77.63. $ 38. Os custos inventariáveis são os custos associados à aquisição e conversão de materiais e de todos os insumos em produtos destinados à venda.33. c) $ 219. que nascem de forma normal durante o processo produtivo.33. $ 96.83. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II forem corretas. cujos demais dados se encontram no quadro a seguir: Produtos A B C Preço unitário de venda $600 $260 $800 Produção (kg) 300 600 1. porém não possuem mercado definido. B e C será respectivamente de: a) $ 220. pelo valor líquido de realização. em relação ao valor de venda dos produtos principais.37. isto é.51. Neste capítulo será abordado o Método de Custeio por Absorção e Custeio Variável ou Direto. $ 506.49.63. b) $ 220. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita Não-Operacional”. $ 38. $ 506. d) $ 219. (D) se somente as afirmativas II e IV forem corretas. são denominados: a) perdas produtivas. Esses custos são primeiramente registrados como um ativo e subseqüentemente se transformam em despesa. $ 221. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para a entidade.23 QUESTÃO 5 – Com base na questão anterior. pode-se afirmar que os custos conjuntos unitários dos produtos A. $ 96.37.17 d) $ 380. $ 95. e) perdas improdutivas. o lucro bruto de A. (B) se somente as afirmativas I.

Tudo que se estudou até esse ponto. Os processos de rateio podem apresentar alto grau de arbitrariedade e subjetividade na distribuição dos custos comuns. Custeio variável é o método de custeio de estoque em que todos os custos de fabricação variáveis são considerados custos inventariáveis. utilizou o Método de Custeio por Absorção. por meio das técnicas de rateio já estudadas. Mas afinal o que leva a maioria dos empresários a adotar o Custeio por Absorção? A facilidade do método e a importância da mensuração do custo unitário são fatores que se destacam. com relação à apropriação dos custos aos produtos. Os custos dos produtos vendidos terão tratamento idêntico. julgou-se necessário segregar as despesas dos custos e apropriá-las diretamente ao resultado do exercício. que já faz parte das discussões e questionamentos. comerciais e financeiras não eram relevantes. Vão direto para o resultado como despesa. com o desenvolvimento e modernização das diversas economias mundiais. Esse método foi derivado do sistema alemão. Entretanto. O avanço da tecnologia e a diversificação da produção vêm abalar conceitos já alicerçados e promover a busca de novos caminhos. são considerados custos inventariáveis. No entanto. O novo cenário que se desenha a cada dia tem a mudança como única certeza. Este método de custeio é o único aceito pela legislação do Imposto de Renda. as despesas administrativas passaram a representar importante parcela dos gastos empresariais. desenvolvido no início do século XX. CUSTEIO POR ABSORÇÃO O Custeio por Absorção consiste na apropriação de TODOS os custos (sejam eles fixos ou variáveis) à produção do período. Os conceitos e sistemas de Contabilidade de Custos continuam tratando as operações industriais como se elas estivessem sendo executadas como no passado. O Custeio por absorção encontrou sua utilidade em épocas quando a mão-de-obra direta e a matériaprima consistiam nos principais fatores de produção e existia um número limitado de produtos. e sim direto na conta de Apuração do Resultado do Exercício. O objetivo principal deste método de custeio é apurar o custo de uma unidade do produto fabricado. Todos os custos fixos são excluídos dos custos inventariáveis: eles são custos do período em que ocorreram. estarão ativados nos estoques destes produtos. pois atende plenamente aos Princípios Fundamentais de Contabilidade (competência dos exercícios). A separação é importante porque as despesas não são apropriadas à produção. Apresenta como desvantagem o fato de que os custos dos produtos não são mensuráveis objetivamente. que não tenham sido vendidos. Críticas ao método de Custeio por Absorção O ambiente empresarial atual é altamente dinâmico e encontra-se em contínua modificação. MÉTODO DE CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL . conhecido como RKW. orientar a tomada de decisão. Naquela época. O custeio por absorção apresenta a especial vantagem de estar de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as leis tributárias. a explicação parece transcender a disciplina contábil. Com base nesse novo ambiente empresarial. além de ter a sua implementação facilitada pela não exigência de segregação dos custos em fixos e variáveis. A sociedade tem se confrontado com recentes e grandes transformações. quando da venda desses produtos. variáveis e fixos. o estoque “absorve” todos os custos de fabricação. todos os gastos do período (custos e despesas) eram apropriados à produção do período. as despesas administrativas. constar nos demonstrativos financeiros e para determinar o lucro líquido do período (através da apuração dos Custos dos Produtos Vendidos). Os custos unitários são necessários para custear inventários. certamente dividirá o seu espaço com outros métodos mais eficazes que cumprem melhor o objetivo maior da informação contábil.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 70 Custeio por absorção é o método de custeio do estoque no qual todos os custos de fabricação. Os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados. Dentro dessa nova perspectiva o Método de Custeio por Absorção. Por esse método. isto é. ou seja. A distinção principal no custeio por absorção é entre custos e despesas. pois todos os esforços estavam concentrados na produção.

fabricante de apenas um produto. logo abaixo será resolvido um estudo completo das diferenças entre os métodos de custeio Variável e por Absorção: Cálculo do Custo Unitário A Cia FCS. Os custos fixos.000. O método de Custeio Variável (esta nomenclatura é melhor de ser utilizada) também é conhecido como Custeio Marginal ou Custeio por Contribuição.00 $ 10.00 Outros Custos Variáveis: $ 1.000. maciçamente.00 Custos Fixos: $ 30. por utilizar.00 = $ 7.00 Custos Fixos por ano: Despesas Fixas: $ 30.00 + $ 1.00 Com base nos dados acima. Esses custos são geralmente os materiais diretos utilizados. tem a seguinte estrutura de custos: Número de unidades produzidas no ano: 6. determine o custo unitário pelo método do Custeio por Absorção e pelo Método de Custeio Variável. não são considerados como Custos de Produção e sim como DESPESAS.000 Custos Variáveis Unitários: Materiais diretos: $ 2. observe o gráfico abaixo: Após a verificação do quadro acima. Antes de prosseguir. pelo fato de existirem mesmo que não haja produção. sendo encerrados diretamente contra o resultado do período. Solução: Custeio por Absorção Total dos Custos Variáveis: $ 2.00 .00 Despesas variáveis: $ 3. o CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS e os ESTOQUES FINAIS DE PRODUTOS EM ELABORAÇÃO e PRODUTOS ACABADOS só conterão custos variáveis.00 Mão-de-obra direta: $ 4.000. a mão-de-obra apontada e a parte variável dos Custos Indiretos de Fabricação. Desse modo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 71 O Custeio Variável ou Direto é um tipo de custeamento que consiste em considerar como CUSTO DE PRODUÇÃO DO PERÍODO apenas os Custos Variáveis incorridos.00 + $ 4. o conceito da Margem de Contribuição.

................00 Análise das diferenças Analisando os resultados por cada critério...........................000........ $ 100..00 = $ 12...........00......000u x $ 7......000.000....................................................................000u Observando o cálculo acima........................ Comparação do resultado entre os métodos de custeio (por Absorção e Variável) Observe os dados abaixo..................00 .........00....000......000u x $ 20.( $ 10....000 x $ 7.....................000..........000..000u x $ 3........00) Margem de Contribuição.00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5.. dando continuidade ao exemplo anterior: Estoque Inicial de produtos: 0 Unidades produzidas no período: 6.00 Estoque Final de Produtos: 1.............00 6.000...................................................... $ 100..........00) Lucro Líquido Operacional. ( $ 15....00...000..000.....................000u x $ 3.........00 Os Custos Fixos serão jogados diretamente na conta de apuração do resultado e somente os Custos Variáveis farão parte do Custo dos Produtos Vendidos........00 ) = Lucro Bruto Operacional.....00 Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção: Receita de Vendas: 5..........................00 de diferença no resultado do Custeio por Absorção.......................00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5......00) (-) Despesas Variáveis 5...00 Custo Unitário = 6...( $ 30...... $ 15......00 $ 10......................................($ 60.000.....00) Lucro Líquido Operacional................000................000 Unidades em estoque no final do período: 1.......00 ) (-) Despesas Fixas............................ chega-se às seguintes conclusões: Os $ 5..00 + $ 30.....000u não comercializadas) está ativada como .....000 Preço de venda unitário: $ 20....00 (-) Custos Fixos............000 = $12.... $ 50..........( $ 15................. $ 40.......... sem passar pelo Custo dos Produtos Vendidos..................................000.......000 Unidades vendidas: 5.............000................................. sejam fixos ou variáveis...000 u x $ 12...00...................00 + $ 4.000............................... TODOS os custos de produção.............( $ 35.... As despesas serão jogadas diretamente na conta de Apuração do Resultado.........00 Estoque Final de Produtos: 1................. significa que parte do Custos Fixos (com relação as 1........00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5..........................................................( $ 10........000 u x $ 7................ Já no Custeio Variável o custo unitário seria calculado da seguinte forma: Custo Unitário: $ 2..................... são incluídos no cálculo do custo unitário do produto................000......... em comparação com o Custeio Variável.........000 u x $ 12................00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável: Receita de Vendas: 5.................000.......................00.........Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 72 Despesas Variáveis: Despesas Fixas: $ 3.................000u x $ 20......................... no custeio por Absorção............00 = $ 7.......00 + $ 1.... $ 10..00) Fixas..000..00 = $ 7...

...000u): Receita de Vendas: 5...... $ 10...........00) Fixas...............( $ 10....00 (-) Custos Fixos............. o custo unitário................................ Mas a empresa vendeu as mesmas unidades no período.. O que acontecerá com o custo unitário em cada método? Supondo...............00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5... Cálculo do Custo unitário pelo método de Custeio por Absorção: 10.......00) (-) Despesas Variáveis 5........ Já no Custeio Variável o resultado continua o mesmo......000...000........ ainda................ Comparando o resultado através de uma nova Demonstração de Resultado verifica-se que: Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção ( com nível de produção 10.......000u): Receita de Vendas: 5.000 10...00) Lucro Líquido Operacional................($ 50..........00 = $ 50................. agora...... $ 50................( $ 10..000...... $ 100...... é menor que se tivesse no nível de produção de 6........ Os estoques continuam com parte dos custos fixos (ativados)................00 + $ 30... .....00 Analisando mais uma vez as diferenças..........000u x $ 3. Por esse motivo que o Custeio por Absorção não é indicado para as tomadas de decisões........000 u x $ 10........... na sua composição..... $ 25....... Por quê? Os custos fixos ocorrem independente da produção...000.( $ 15....000.......000u não comercializadas).......... aumentando-se a produção...................................00 .........00 Estoque Final de Produtos: 5.... por que não existe uma relação inversa entre os Custos .00......00 = $ 35..00 ) = Lucro Bruto Operacional. por isso são chamados de Custos Estruturais............00) Margem de Contribuição... chega-se a seguinte conclusão: o resultado pelo método de Custeio por Absorção..............000.. agora........... face a inexistência de estoque final........00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável (com nível de produção 10....000u x $ 20.........000........... $ 50................... quanto maior a produção.....000.000 u x $ 10..... Já no Custeio Variável........................00 Estoque Final de Produtos: 5......... face ao menor Custo Fixo por unidade produzida...................................................000..........000u x $ 3.....................000................000u.............000..000............00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5. que a estrutura de custos permaneça a mesma e as unidades comercializadas continuem no mesmo patamar....000.......... Custos Variáveis....... já que os custos variáveis unitários não se alteram.000u.........................00 + $ 4.........000 u para 10....... enquanto que no Custeio Variável todos os Custos Fixos são descarregados na conta de Apuração do Resultado e os estoques só contêm.....00 Cálculo do Custo Unitário pelo Custeio Variável: $ 2.......................................................00.. O Estoque Final no Custeio por Absorção está a maior em $ 5......000u = $ 10......... o custo unitário continua o mesmo......( $ 30............................................ $ 100....000u x $ 20.............00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5................. ( $ 15..00 = $ 7...000....00 Comparando os resultados. aumentou em relação ao anterior.000......Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 73 Estoque de Produtos.......... Caso tudo que se produza no período for comercializado NÃO VAI EXISTIR diferença entre os resultados de cada método..........................00) Lucro Líquido Operacional........( $ 35....... no custeio por absorção o Custo Unitário diminui e no Custeio Variável permanece o mesmo..........000................ melhor utiliza-se a planta fabril.00.000u x $ 7..................... Mas......00...........................00 + $ 1.................00....00 face a mesma explicação do parágrafo anterior: parte dos custos fixos está ativada (relativos as 1...00 ) (-) Despesas Fixas. supondo que o gerente resolva aumentar a produção de 6..000 u x $ 7.................... diminui-se o Custo Fixo Unitário por produto................000u x $ 7.................... Em conseqüência....

Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção. As desvantagens são mínimas. O uso do Custeio por Absorção pode levar a decisões errôneas sobre a produção face à arbitrariedade dos critérios de rateio e a distribuição dos Custos Fixos a produção do período. Todavia. os custos diretos. que. Mas esse método fere aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. . indiretos. Abaixo segue um quadro comparativo entre os métodos de custeio: Custeio Variável Classifica os custos em fixos e variáveis Debita ao objeto de custeio. Sua filosofia básica está de acordo com os princípios de contabilidade. sobre os Custos Mistos. principalmente o da competência e o da realização da receita. em três argumentos principais: Os Custos Fixos. o volume de produção. aqueles que tem uma parcela fixa e variável. mais atrapalha que ajuda. alertando. em relatórios internos das organizações. por melhores que sejam os critérios. É um método administrativo. também o resultado medido dentro do seu critério parece ser mais informativo à administração. Mas nada impede a utilização desse método para fins gerenciais. tendo em vista um aumento de produção. Custeio por Absorção Não há preocupação por essa classificação Debita ao objeto de custeio. não vinculam cada custo a cada produto. em maior ou menor grau. eles sempre são distribuídos aos produtos por meio de critérios de rateio.impede que aumentos de produção que não correspondam a aumento de vendas distorçam o resultado. já que são quase sempre repetitivos e independentes dos diversos produtos e unidades. existe uma relação direta: quanto maior a produção. gerando. qualquer decisão em base de custo deve levar em conta. verifica-se que o Custeio Variável tem condições de propiciar muito mais rapidamente informações vitais para a empresa. Assim. isto não está correto. . a arbitrariedade (quando se produz mais de um produto e esses custos sejam indiretos). além dos critérios de rateio. Finalmente. também. Basta verificar que a simples modificação do critério pode fazer um produto não rentável passar a ser rentável e. gerencial. Pior que isso. menor recolhimento de impostos. nem pelos Auditores Independentes (Auditoria Externa). é um dos motivos por não ser aceito pela legislação fiscal para fins de valoração de estoques. o resultado final é menor do que no Custeio por Absorção. objetivamente. externo. por abandonar os custos fixos e tratá-los contabilmente como se fossem despesas. Diferença entre a receita e todos os custos incorridos na fabricação do objeto de custeio. para a tomada de decisão. cujo custo está sendo apurado. Os Custos Fixos podem ser encarados como encargos necessários para que a empresa tenha condições de produzir. Apresenta a contribuição marginal. Como vantagens desse Critério. o rateio. somente. É o método mais indicado para a tomada de decisão. Em termos de avaliação de estoque. fixos e variáveis. do volume da produção. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de vendas. cujo custo está sendo apurado. o valor dos custos fixos a ser distribuído a cada produto depende. assim. a parcela fixa da parcela variável. interno. basicamente. que contém. existem independentemente da fabricação ou não de determinado produto ou do aumento ou redução (dentro de certa faixa) da quantidade produzida. É um método legal. o rateio é mais ou menos lógico. pode-se citar: . o custo de um produto pode variar em função da variação de quantidade produzida de um outro produto. Por não estarem vinculados a nenhum produto específico ou a uma unidade de produção. maiores serão os custos variáveis. Vantagens e Desvantagens do Método de Custeio Variável Do ponto de vista decisorial. pois nem sempre é possível separar. Esse. na verdade. Os defensores do Método de Custeio Variável apóiam-se. A maioria dos rateios é feita por meio da utilização de fatores. Com isso. principalmente o da Competência dos Exercícios. apenas os custos que são variáveis em relação ao parâmetro escolhido como base. por sua própria natureza. Sua filosofia básica contraria os princípios de contabilidade. é claro.é uma ferramenta melhor para a tomada de decisões dos administradores.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 74 Variáveis e o nível de produção. e não como encargos de um produto específico. sem a respectiva aceitabilidade pelo mercado. também. muito pelo contrário. Apresenta a margem operacional. O Administrador que não conheça essa relação de custos pode ser enganado face um aumento IRREAL no resultado da empresa. fiscal.

00 por unidade No segundo período a produção passou a ser de 500u. Antes de iniciar será importante fazer algumas observações.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 75 O custeio variável destina-se a auxiliar. a matéria-prima utilizada na fabricação do sabão. a O custeio por absorção destina-se a auxiliar a gerência gerência no processo de planejamento e de tomada de no processo de determinação da rentabilidade e de avaliação patrimonial. Por exemplo: uma indústria fabrica um único produto: sabão “Y”. salário de supervisor. maior será o CFu.000 unidades. sejam eles fixos ou variáveis. RELAÇÃO CUSTO-VOLUME-LUCRO: PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL. Se no terceiro período a produção for de 1.00 / 500u = $ 2. dentro de um intervalo relevante. Custos Variáveis são os custos que variam no total proporcionalmente às mudanças no nível de produção ou atividade. que o método de Custeio por Absorção tem por finalidade apropriar todos os custos. como por exemplo. verifica-se o comportamento dos Custos Fixos. Agora o CFu diminuiu. sobretudo. tem seus valores ajustados de acordo com o volume de produção. aplicada na produção. Mas os Custos Fixos Unitários (CFu). imposto predial. tem-se: $ 1. aumentou os CFu. apropria à produção do período somente os custos variáveis. Os Custos Fixos Totais (CFt) se comportam de modo constante. a matéria-prima aplicada em um processo produtivo.00 p/ u. Seus CFt no período são de $ 1. citada no exemplo anterior.000u = $ 1.00 / 1. como por exemplo. Custos Fixos são aqueles custos que não variam em proporção com o volume de produção (dentro de um intervalo relevante). em relação ao volume de produção. respectivamente. os Custos Variáveis (CV) tem uma relação direta com o volume de produção e as Despesas Variáveis (DV) tem uma relação direta com o volume de vendas (tomando por parâmetro. Por definição. Foi estudado. Os Custos Fixos (CF) são constantes. Nesse ponto será estudado o Ponto de Equilíbrio ou Break-even-point. menor será o CFu.000. à produção do período. enquanto que o método de Custeio Variável ou Direto. na fábrica de sabão. seguro das instalações.000. Por exemplo. O Ponto de Equilíbrio é o ponto no qual a receita total de vendas se iguala aos custos e despesas totais. as Depreciações. equipamentos e imóvel. ao contrário do CFu: quanto maior a produção.000. E o comportamento desses Custos e Despesas em termos unitários? Como se comportam? $ CFt CFu $ q q Observando os gráficos anteriores. diminuiu a produção. ECONÔMICO E FINANCEIRO Revisão de tópicos Em aulas anteriores aprendemos as diferenças entre Custos Fixos e Custos Variáveis.00. O CFu será de $ 1. o volume de produção e vendas). também. E as Despesas Fixas (DF) são fixas em relação ao volume de vendas. decisões.600u. terá seu valor unitário constante (dentro também de um intervalo relevante) enquanto que seu valor total será proporcional ao volume de produção.625 p/ u. compostos de Depreciação de máquinas. melhor se utiliza a planta fabril. independente do volume de produção (dentro de um intervalo relevante).600u = $ 0. Qual seria o CFu ? Dividindo o valor dos Custos Fixos pela quantidade produzida. Logo. Independente da quantidade produzida (respeitando um intervalo relevante) os CFt permanecerão os mesmo. Os CFt permanecem o mesmo. Custos Variáveis variam proporcionalmente ao volume da produção. caso a produção diminua. A mesma interpretação pode ser dada para as Despesas Fixas em comparação com o volume de vendas. com isso. . amortiza-se os CF aos produtos e.000. A produção no período é de 1.00 / 1. o CFu será de: $1.

mix de vendas etc. através dela.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 76 Nível de atividade Custo Unitário 10. seja baseado no curto prazo. vendedor eclético ou vendedor específico. bem como a classificação em fixos e variáveis. o conceito do Custeio Variável fornece meios para que a Contabilidade de Custos e as gerências de qualquer nível e de qualquer segmento possam visualizar as interações existentes entre alguns fatores significativos. como as decisões. volumes de produção e de vendas. É o excesso da receita de vendas sobre os custos e despesas variáveis. Embora tanto o planejamento. renovação de equipamento. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: é encontrada pela diferença entre a Receita (Vendas) e os Custos e Despesas Variáveis.000 200. O Administrador. que influenciam os resultados: receitas. assistência técnica direta ou mediante agentes autorizados. a que preço vender. distribuição direta ou via transportadores. vendas diretas ou por meio de revendedores. pode-se estabelecer qual a quantidade mínima que a empresa deverá produzir e vender para que não incorra em prejuízo. nos custos (variáveis ou fixos) ou em ambos. depara-se sempre com duas ou mais alternativas. bem como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda. A análise das relações Custo/Volume/Lucro é um instrumento utilizado para projetar o lucro que seria obtido a diversos níveis possíveis de produção e vendas.000 u 10.000 $ CVt Custo Total 100. destinam-se a desenvolver informações que auxiliam a gerência no desempenho de suas funções de planejamento e de tomada de decisão. quanto deve ser gasto em propaganda e promoção.000 50. grandes armazéns centrais ou pequenos depósitos.000 u 10.000 u 10. no seu processo decisório. Ela é baseada no Custeio Variável e. presentes nas atividades.00 20. A separação das despesas e dos custos. O instrumento que os contadores e administradores usam correntemente para obter essas interações e sua influência nos resultados é a análise das relações Custo x Volume x Lucro. Dentre as diversas decisões que o administrador deve tomar destacam-se: fazer ou comprar. despesas e custos variáveis e fixos.00 5.000 CVu q q Os conceitos aqui abordados serão de suma importância para estudo da relação custo/volume/lucro. MC = V – ( CV + DV ) Sendo: MC = Margem de Contribuição V = Vendas CV = Custo Variável DV = Despesa Variável .

. O planejamento dos lucros. A linearidade do PE é válida num intervalo que interessa. Pode ser calculada. Após os limites.000 = 40 % RELAÇÃO CUSTO/VOLUME/LUCRO O custos ou despesas são fixos dentro de um determinado limite. O índice de margem de contribuição indica a porcentagem de cada unidade monetária de vendas disponível para cobrir os custos fixos e propiciar lucro para empresa. como por exemplo: Ponto de Equilíbrio Preço de Venda Mínimo Viabilização de um Projeto PONTO DE EQUILÍBRIO (PE): é o ponto do nível da atividade da empresa onde surge a igualdade entre os Custos e Despesas Totais com a Receita Total.000 / 1.00 $ 400.. Custos variáveis. oferece informações detalhadas..0 Índice de margem de contribuição: 400.000.000.00 $ 200. resumindo..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 77 A Margem de Contribuição é o valor oriundo da diferença entre as Vendas e todos os gastos variáveis. Margem de contribuição: $ 1. ou seja. em valores unitários: MCu= PVu . os valores podem aumentar. sendo utilizado na cobertura dos Custos Fixos para proporcionar um Lucro..000. Índice de margem de contribuição: VENDAS – CUSTOS E DESPESAS VARIÁVEIS VENDAS Vendas.. muito embora não sendo este aumento proporcional ao nível de atividade ou produção. oscilando dentro de uma atividade estabelecida.000.000. bem como o total controle dos custos. onde os custos e despesas se mantenham no mesmo patamar. ou seja. facilitando a interpretação e o comportamento dos diferentes níveis operacionais. é o valor que ajudará amortizar os Custos e Despesas Fixos.00 $ 400.( CVu + DVu) Sendo: MCu = Margem de Contribuição Unitária CVu = Custo Variável Unitário DVu= Despesa Variável Unitária PVu = Preço de Venda Unitário Demonstração do Resultado VENDAS (-) Custos e Despesas Variáveis = MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) Custos e Despesas Fixos = RESULTADO ANTES DO IR (-) IR e CSSL = LUCRO DO EXERCÍCIO ÍNDICE DE MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: A margem de contribuição também pode ser expressa em porcentagem.. também. A Relação Custo/Volume/Lucro é uma eficiente técnica que. Despesas variáveis.. possibilitam uma análise das diversas tendências dos custos. .000.

Exemplo: Unidades Produzidas 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Custo Fixo $ 40 40 40 40 40 40 40 40 40 Custo Variável $ 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Custo Total $ 40 60 80 100 120 140 160 180 200 Receita de Vendas $ 0 28 56 84 112 140 168 196 224 Lucro ou Prejuízo $ (40) (32) (24) (16) (8) 0 8 16 24 Pelo exemplo. o ponto da atividade em que não há lucro nem prejuízo. a empresa não apresenta nem Lucro nem Prejuízo. a partir desse ponto. Vendendo menos do que cinco unidades a empresa incorrerá em prejuízo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 78 PE RT (PVu.00. pela diminuição da atividade.q + DVu . O Custo Total não aumentará na mesma proporção dos Custos Variáveis em virtude dos Custos Fixos.00 por unidade produzida. Gráfico do Ponto de Equilíbrio: Á R EA D E LU C R O RT CT Y PE Á R EA P R EJ U ÍZ O PE e m v alo r CV CT CF PE e m v o lu m e X Onde: CF = Custo Fixo CT = Custo Total CV = Custo Variável RT = Receita Total . isto é.q) = CT + DT (CF +DF + CVu. a empresa incorrerá em prejuízo.q) O Ponto de Equilíbrio representa a quantidade mínima que a empresa terá que comercializar para cobrir seus gastos. a empresa conseguirá lucros. O Custo Variável é proporcional às quantidades produzidas e aumenta de $ 20. Daí para frente. aparece lucro correspondente à MCu vezes as quantidades comercializadas acima do PE. Vendas menos Custo Total (CT) representa Lucro ou Prejuízo. Se a empresa não conseguir vender nenhum de seus produtos o prejuízo corresponderá aos CF + DF totais dessa empresa. Ao atingir o Ponto de Equilíbrio. permanece constante e com um valor de $ 40. pelo aumento da atividade. Quando a empresa comercializa 5 unidades atinge o seu ponto de equilíbrio. o Custo Fixo independe da produção e da venda. abaixo desse ponto.

se os custos fixos independem do volume de atividade. foi feito o seguinte desenvolvimento através de um raciocínio lógico: PE CT = DT= DVu x Q + DF Substituindo esses parâmetros na fórmula: PVu x Q = CVu x Q + CF+ DVu x Q + DF PVu x Q – CVu x Q – DVu x Q = CF + DF Q= ou PEq = CF + DF MCu Isto pode ser intuitivamente entendido. A fórmula em quantidades permite alcançar ou calcular o ponto de equilíbrio de cada produto.270 u Comprovando o resultado obtido da seguinte forma: 6.00 = 19. O ponto de Equilíbrio é alcançado num número tal de unidades vendidas igual ao quociente entre custos + despesas fixos (CF + DF) e a diferença entre preço unitário de venda e custos + despesas variáveis unitários [PVu – (CVu + DVu )].270] = 6.129. pois. CF + DF PVu – CVu – DVu RT = CT + DT RT= PVu x Q .700. através da margem ganha em cada uma delas [PVu – (CVu + DVu )].752.350.376.350.00 (parte fixa) + [ 10. Ponto de Equilíbrio = ( em unidades) Custos + Despesas Fixos MCu Para se chegar a fórmula anterior.350. é necessário vender tantas unidades de produto quantas forem necessárias para. basta multiplicar as quantidades encontradas no do PE pelo PVu.275.00 Preço de venda unitário = $ 15.275. quando a empresa produzir mais de um.10) = 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 79 À direita do Ponto de Equilíbrio encontra-se a área do lucro.00 = 19.275.050.00 Ponto de Equilíbrio = 6.00 ⇒ o valor total das vendas é igual ao valor total dos custos. que corresponde a MCu.376.00 X 1.129. contanto que se consiga apropriar uma parcela do custo fixo total a cada produto (o que não deixaria de ser dificultoso). Para saber o valor da Receita de Vendas no PE.00 Custo Unitário Variável = $ 10.350 / (15 . a empresa cobrir os custos e despesas fixos.376. enquanto à esquerda encontra-se a área do prejuízo. resultando num lucro zero (ponto de ruptura).00 + 12.050.376.00 1.270 X 15. Exemplo: Custos Fixos previstos = $ 6.

00 $ 2. é o ponto de vendas onde a receita total de vendas se iguala ao total dos custos e despesas.000.00 = $ 2.000.00 + $ 1.000.000. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior. no preço de vendas e na distribuição relativa de linhas de produtos vendidos.000. PEE em quantidade será de: $ 4. ou seja.000.000.00 /u Preço de Venda: $ 8. ao invés de no seu próprio negócio. Vamos supor que a empresa em estudo tenha um capital de $ 10.00 / 0. vai ser $ 1.00 Em receita = $ 5.000. O PEE será obtido quando a soma da Margem de Contribuição totalizar um valor que cobrirá todos os Custos e Despesas fixos mais o valor correspondente ao Custo de Oportunidade.000.500 u PEC = .000.000.00 = 2.000. no volume de vendas.25= $ 16.000.000. aos vários níveis possíveis de atividades. Aplicando esse dinheiro no mercado financeiro.000. * facilitar a análise dos efeitos sobre a lucratividade decorrente de alterações nas despesas e custos fixos e variáveis.000.000.00 / 0.000. consegue uma taxa líquida de 10% a.000.000. O Custo de Oportunidade dessa empresa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 80 PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL (PEC) É a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos..000.00 MCu% = 2. Foi o que nós estudamos de ponto de equilíbrio até o momento.00 / 8. ou seja.000.00 por mês CV + DV = $ 6.00 O PEC pode ser utilizado para: * determinar o nível de atividades necessárias para cobrir todas as despesas e custos.00 ao ano. PEE = CF + DF + Custo de Oportunidade (Retorno mínimo s/ PL) MCu Logo. Esta remuneração mínima corresponde à taxa de juros do mercado multiplicada pelo Capital Investido e é denominada de CUSTO DE OPORTUNIDADE. O Custo de Oportunidade representa a remuneração que a empresa obteria se aplicasse seu capital no mercado financeiro. * avaliar a lucratividade associada aos diversos níveis possíveis de vendas.00 .000.25 = $ 20.00.000.a.000.00 = 25 % PEC = $ 4.$ 6. Exemplo: CF + DF = $ 4. com a aplicação no mercado financeiro. Para se determinar o ponto de equilíbrio contábil são levados em conta todos os custos e despesas fixas contábeis relacionadas com o funcionamento da empresa. tantos fixos quanto variáveis.000.00 /u Qual o PEC em receita ? MCu = $ 8. Fórmula: CF + DF MCu Uma outra forma de se fazer o cálculo do PE seria utilizando o valor da MCu em termos percentuais. PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO (PEE) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescida de uma remuneração mínima sobre o capital investido pela empresa.

$ 800. haverá um PEE quando houver um lucro contábil de $ 1. PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO (PEF) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa.500 unidades. o PEF será de: PEF = $ 3. É o espaço que a empresa tem para fazer lucros após o PE. é o nível de produção e vendas em que o saldo de caixa é igual a zero.000.00 de desembolso para cobrir os CF e DF.600 u $ 2.200.000. Assim.000.00 de vendas totais.000.00 Em receita seria de: $ 5.000. Financ.Custos e despesas variáveis = 2. Representa a quantidade de vendas necessárias para cobrir os gastos desembolsáveis.900. Financeiro Deficitário em $ 100. os encargos financeiros desse empréstimo estejam inclusos nas Despesas Fixas.000.550u.800. a empresa precisa obter.000. ou seja. + Amort. vamos supor que dentro dos custos e despesas fixos 20% correspondam a depreciação.00 PEF em receita = $ 3. os $ 3.00. os encargos de depreciação são excluídos no cálculo do PEF por não representarem desembolso para a empresa.000. e mais.000.00 se levar em conta que não se conseguiu todos os recursos necessários para o pagamento da amortização da dívida.00 / 0.00 / 0. Financeiro de $ 1.000.00. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior. Ou seja. se a empresa operar na faixa de 2. $ 800. Corresponde às quantidades que .000. contabilmente. estará com um Resultado Contábil de $ 1.000. Preço de Venda . por não estar conseguindo recuperar o valor do juro do capital investido.000.200.000.000.00.000.00. tanto operacionais.000.000. em cada período.200.200.Deprec. Econômico de $ 100.000. por exemplo. O PEF será alcançado quando a empresa comercializar as seguintes quantidades: PEF = $ 4. e. o resultado for superior a esse retorno. estará obtendo resultado contábil positivo.000.800.00 Caso a empresa esteja obtendo um volume intermediário entre 2.000.00. Exemplo: Supondo que a empresa em estudo fez um empréstimo de $ 8.000 e as 2.00 A empresa nesse nível de atividade estará conseguindo equilibrar-se financeiramente.00 .00 + $ 2. Assim.00 para somar a seus recursos próprios a fim de conseguir melhor operar. mas estará economicamente perdendo. quanto não operacionais.00. que a amortização desse empréstimo seja em parcelas anuais de $ 2. mais essa parcela de $ 2. Conclui-se que. Logo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 81 Conclui-se que o verdadeiro lucro da atividade será obtido quando. já que não estará conseguindo recuperar-se da parcela “consumida” do seu ativo imobilizado. financeiramente.00. ainda.25 = $ 20.000. mas estará com um prejuízo contábil de $ 800.600 u MARGEM DE SEGURANÇA OPERACIONAL Representa a diferença entre as quantidades apresentadas no PE e as quantidades que a empresa pretende vender.000. Uma outra utilização do PEF seria computando as parcelas financeiras de desembolso obrigatório no período que não estejam computadas nos custos e despesas.00 $ 2.000. se considerar só as operações. Logo.000.00 = 1.000.25 = $ 12. Supondo. Fixas .000.100. PE FINANCEIRO PE(f) = Custos Fixos + Desp. por exemplo.

Caso seja feito algum rateio entre esses custos comuns aos produtos. o numerador será positivo e menor que o denominador. se o Negócio estiver vendendo 10. = Quantidade Vendida Q. ou seja. Suponhamos que a combinação planejada seja de três unidades de A para cada unidade de B. Logo: 0 < MS > 1 Quanto mais próximo de zero estiver a Margem de Segurança. maior o risco de o Negócio entrar em prejuízo caso não consiga o seu volume de vendas.000 _______________ MS = = 0.E.000 . fica mais fácil calcular o PE. como estudamos em aulas anteriores. $1.V. ela pode ser expressa num gráfico de ponto de equilíbrio ou num gráfico de L/V. Quanto maior a margem de segurança operacional. calcular uma margem de contribuição média e dividir os custos fixos por essa margem de contribuição média. os símbolos representam: Q. as relações de custo volume lucro também serão alteradas.000 unidades. Mas quase sempre existirão os CF que serão comuns a todos os produtos.25. Quando os administradores escolhem uma combinação de vendas. = Quantidade de Equilíbrio Sempre que o Negócio estiver operando acima do seu Ponto de Equilíbrio. A margem de contribuição de cada "pacote" de produtos seria de 3 x $1 mais 1 x $2. Em empresas com muitos produtos. Um outro cálculo seria por um método de média ponderada: Q.000 unidades se só fosse vendido o produto B. A Margem de Segurança pode ser calculado pela seguinte fórmula: MS = Nesta fórmula. admitindo-se receitas e custos médios para uma determinada combinação. menor este risco. Por exemplo. Se as proporções da combinação se alterarem.000 unidades. seria estimar as quantidades a serem vendidas por todos os produtos.E. a combinação de vendas é um fator importante no cálculo de um ponto de equilíbrio geral da empresa. Exemplo: o Ponto de Equilíbrio é 5. a sua Margem de Segurança será: 10.000 Limitações ao uso do Ponto de Equilíbrio A maior limitação da utilização do PE seria quando a empresa produzir e vender mais de um produto. Mas as dificuldades na prática são muito grandes.V. ____________ Q.5. segundo o Professor George Guerra Leone. A margem de contribuição média por unidade de produto seria $5 : 4 unidades de cada pacote. EFEITOS DA COMBINAÇÃO DE VENDAS (Mix de Vendas) A análise de custo-volume-lucro até o momento concentrou-se numa única linha de produtos.Q. $5.000.000 unidades se só fosse vendido o produto A e de só 50. ou seja. haverá sempre um grau de arbitrariedade e o resultado poderá ficar distorcido. maior a capacidade de lucro da empresa. Portanto. . fortalecendo a certeza de que a empresa não incorrerá em prejuízos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 82 são comercializadas acima do PE. Quando se consegue identificar os custos fixos a cada produto (CF identificado). O ponto de equilíbrio seria de 100.50 10. suponhamos que uma empresa com dois produtos tenha uma margem de contribuição unitária de $1 para o produto A e $2 para o produto B e que os custos fixos sejam de $ 100. Quanto mais próximo de 1 a Margem de Segurança. .V. Uma forma de se calcular esse PE.

.00 ......00 .25 = 80....... seja o variável ou por absorção.........00 ........ R$ 4... R$ 24.... b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto. inclusive os da administração geral..Depreciação dos equipamentos de fabricação. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade...000..........75 $0.......800.... R$ 12.. ao contrário do custeio variável....... todos os custos incorridos no período.(AFTN / ESAF) É correto afirmar que: a) o método de custeio variável agrega os custos fixos ao custo de produção pelo emprego de critérios variáveis de rateio......000 : $1.(AFTN / ESAF) A atribuição de todos os gastos de fabricação aos produtos é determinada pela seguinte forma de custeio: a) de realização c) direto e) por absorção b) variável d) estimado 02.Mão-de-Obra Direta (MOD) ..Aluguel do imóvel da fábrica ......... c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada... QUESTÃO 2 – TESTES UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE 1 A 6: A Cia..000..000 unidades (sendo 60..... na hipótese de se manter a mesma combinação seria: $100. considerando todos os custos envolvidos.....25 O ponto de equilíbrio...000... em uma mesma linha de produção...50 $1. utilizando-se a taxa linear de 10% ao ano....... d) para efeito de apuração de resultados industriais é indiferente qual o método de custeio adotado. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva......Energia elétrica consumida pelas máquinas ..00 .. de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa..........000 unidades de A e 20......... b) o método de custeio por absorção leva em conta...000....00 ...... entre outros.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 83 Produtos A B Vendas planejadas 3 1 4 Pesos ¾ ¼ MC unitária $1 $2 Média ponderada $0.. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis.. Gama apresentou os seguintes custos e despesas relativos ao mês em que iniciou suas atividades: ...... R$ 4.Matérias-primas.......000 de B) Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa correta: 01. c) o método de custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja feita pelo critério do custo médio ponderado. R$ 36..... julgue os itens que se seguem....(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão.. e) a diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que este admite a avaliação dos estoques por método diferente do custo médio ponderado..... 03.. na apuração do custo de produção..

00 e R$ 8.00 e R$ 6.......00...00........00 e R$ 8....000.92...00 b) R$ 8... c) R$ 19. a) R$12.Despesas com Vendas .307.. das quais 40 permaneciam em processo no final do mês. energia elétrica e materiais indiretos.00 .. a: a) 170. e) 80.......000.000. variáveis.... c) 8..00 e R$ 8... b) 150...000.. 3..Mão-de-Obra Direta e Indireta...........000..00 .... .........000..00 ......Despesas com Vendas ..000.00 c R$ 9......00 e R$ 8..000....00..000.......384. c) 200.000...00 e R$ 4. ..00.200....000.. No Custeio por Absorção.00. R$ 6.....00 Custos e Despesas Variáveis por unidades: .00. O ponto de equilíbrio (break-even point) da companhia corresponde.000.....000.00.307.. A empresa iniciou a produção de 260 unidades no período............. 5. No custeio variável..... d) 200. a margem de contribuição unitária corresponde a (em R$): a) 180..... o lucro bruto corresponderá a (em R$): a) 11. de: a) R$ 6.... R$ 8......00. O estoque final de produtos em elaboração será....00 c) R$ 8. R$ 7...000...00 e R$ 34.......000.00 .62 e R$ 5. R$ 3.. e) 240.69 e R$12.. 2..00.. com grau de acabamento de 50%... em seus livros contábeis e registros auxiliares de custos: Custos e Despesas fixos durante o ano: ...000.....000...00 e R$ 9.200.. 190 foram vendidas ao preço unitário de R$ 500..... R$ 25.46: e) R$ 7..00....00 e R$ 9... Em relação às despesas.000.... as administrativas são consideradas fixas e as de vendas..... R$ 70..00. 1.200.00.00. mão-de-obra direta........000.. Das unidades acabadas....62 e R$ 6...000. b) R$ 9. utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: d) R$12.........00. RESPONDA AS QUESTÕES DE Nº 7 A 12...69 e R$ 11...... d) 36...00 e R$ 9.. O estoque final de produtos acabados será....00.. respectivamente.. b) R$ 7..000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 84 .000.000....00....00..Depreciação de Equipamentos ..000. em unidades.00 . c) R$ 8... são considerados variáveis os relativos a matérias-primas....384..000...66..00.. d) R$ 12....000.000.200.......Impostos e Seguros da fábrica .000... utilizando-se o custeio por absorção e o custeio variável...076.... respectivamente.Materiais Indiretos .. COM BASE NOS DADOS A SEGUIR.00 Dos elementos do custo.. c) 300... utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: a) R$ 6..200... A Cia.538..... R$ 7.. O lucro líquido.00..00.. 6....000... 4.... Copacabana apresenta os seguintes saldos. e) R$ 6... respectivamente.....000.. será........00...00 ..... d) R$ 8.. e) R$ 6........00...Despesas Administrativas..... R$ 18..Mão-de-Obra Indireta (MÓI).. b) 12.800. e) 19... b) 100.. d) 166.....200.

. b) 62. o ponto de equilíbrio econômico será de (em R$): a) 300. e) 100........00.000..00 a) 2. c) 3.. o ponto de equilíbrio da companhia equivale a (em R$): e) 1... b) 600...000...000.. c) 300...000.00... b) 255......00.00.000...00.000...000...000.200........000. ABC tem dois produtos em sua linha de fabricação: X e Y.....000...... e) 100... d) 75... e) 200. 8.. 11...... 12..00........ Se a taxa de juros de mercado for de 20% ao ano e o patrimônio líquido da companhia corresponder a R$ 200........000.... c) 355.. d) 200.00... 10.00...00 R$ 120...00.800. c) 200......00 ...... 13. A Cia.....000...00.600. R$ 15..... .600....000. e) 400.000..000.. c) 375.. R$ 30.000.00.500... R$ 105..000.000.750.00.......00..000....00 .000.. c) 93... O valor da receita no Ponto de Equilíbrio é de (em R$): a) 300..00... b) 165.000. O lucro obtido de 25% é de (em R$): a) 200.00. Para se atingir o Ponto de Equilíbrio. Seus custos e despesas fixos anuais importam em R$ 1. Caso a empresa queira obter um lucro de 25% sobre as receitas totais. d) 750...000. d) 300... e) 100.00 60% Y R$ 200.Outros Custos e Despesas ....00 ..00.00.00.00 O preço de venda de cada unidade é de R$ 1. quantas unidades deve produzir e vender durante o ano? a) 150.........000..Comissões de Vendedores ...00.. b) 600.... d) 187..00......500. b) 800..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 85 ... quantas unidades devem ser produzidas e vendidas por ano? a) 200. 9... O ponto de equilíbrio financeiro da companhia é (em R$): a) 200....00. e) 100. b) 3..00.. 7.......550. Foram obtidas as seguintes informações adicionais em seu departamento de custos: PREÇO DE CUSTOS E DESPESAS PROPORÇÃO PRODUTOS VENDA VARIÁVEIS UNITÁRIOS DE VENDAS X R$ 120...Materiais Diretos .....00.. d) 120..000...00...00. c) 255.. d) 4..550.000...00..00..00 40% Supondo-se que a combinação de vendas permaneça constante no ano....Embalagens ..00 R$ 70. R$ 450.

00.000. Com base nos dados seguintes.00 500. bem como trabalhar com outros fatores que limitem sua produção. 52.20. PEC: ____________________________.00 LIMITAÇÃO DA CAPACIDADE PRODUTIVA Ao comentarmos a grande importância do conceito de margem de contribuição.000.00 O produto mais rentável é o A. 14. Durante o mês.000.00 no custeio por absorção.00) = $ 29. a empresa manteve os custos variáveis correspondentes a 40% do preço de venda praticado. Se não houver limitação na capacidade de produção.000 unidades totalmente acabadas. a)) 100.00 Preço de venda unitário (D) 1.00 b) 120.000.00 Margem de contribuição unitária (E = D . se uma indústria fabrica os produtos A e B e sofre limitação das horas de que pode dispor em sua linha de produção: .750.70 Despesas fixas (incluso depreciação de $ 9. chamados “gargalos”.00 c) 130.C) 900. Uma empresa pode operar no limite de sua capacidade instalada ou abaixo dela.00. mas não atentamos ao problema decorrente da existência de diversos fatores que. ao preço unitário de venda de $ 5.00.000.900.80 Outros custos variáveis = $ 0. pois apresenta maior margem de contribuição unitária. 17.600.00 Pede-se: 1. é necessário conhecer a margem de contribuição. dividida pelo fator que limita a capacidade de produção.00. MCU: ___________________________. 2. os valores correspondentes ao preço de venda unitário. Desse modo. 14.00. o mais rentável será o produto cuja margem de contribuição unitária.00 e) 150. apresentar maior valor. 15. PEF: ____________________________.400. respectivamente. os custos de produção foram: Matéria-prima = $ 1.00 Depreciação = $ 70. Para atingir esses valores de resultado.00.20 Mão-de-obra apontada = $ 0. a fim de maximizar o resultado.00 2. verificamos algumas de suas aplicações. se uma indústria fabrica os produtos A e B e opera com capacidade ociosa: Produto A Produto B Custos diretos variáveis unitários (A) 800. foram vendidas no mês 6. 40.200.00 Outros Custos Fixos = $ 30.000 unidades.00 Custos indiretos variáveis unitários (B) 200. e lucro de R$ 345.000.000. Os Estoques iniciais eram “zero”. limitam a capacidade de produção da empresa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 86 14 A Indústria de Bebidas KAI KAI produziu e vendeu em abril o total de 100.00. 52.600.00 Despesas variáveis de vendas = $ 0. 3.00 1. 50.00 no custeio variável.00. em R$. 48.00 Custos variáveis unitários totais (C = A + B) 1.00 700.00.00 d) 125. No fechamento do mês foram apurados os seguintes resultados líquidos finais: Lucro de R$ 348.000. líquido dos tributos sobre as vendas.00.000. naturalmente. por produto ou pelo fator que representa o “gargalo” da produção. Havendo limitação na capacidade produtiva. Para cada caso.000 litros de vinho.30 Mão-de-obra indireta = $ 19.500. a produção do mês foi de 8. 15 (ICMS/SP 2006) Uma empresa calcula os custos de seus produtos utilizando dois métodos: o método do custeio por absorção e o método do custeio variável. o produto mais rentável será o que apresentar maior margem de contribuição por unidade. Exemplificando.00 1. 12.900. aos custos variáveis unitários e aos custos fixos totais foram.

R$ 15. APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS FIXOS COM BASE NO FATOR DE LIMITAÇÃO Como regra. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis.00 de margem unitária). a apropriação dos custos fixos produzirá resultados válidos para o processo de tomada de decisão se for realizada com base nas horas de produção utilizadas.00. 100 unidades de cada produto da empresa por período. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva.000 por período.5 hora 600.00 por hora.00 Produto B 700. a de B é de Em resumo. Matéria-prima $ 4/Kg $ 4/Kg 2. .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 87 Margem de contribuição unitária (A) Tempo de produção por unidade (B) Margem de contribuição dividida pelo tempo de produção (C = A / B) 700. entre outros. o mercado consome.050. b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto. respectivamente.5 = 1. se forem alocados em proporção ao que cada produto utilizar do fator de limitação da capacidade produtiva.00.(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão.00. Pede-se calcular: a) O valor do resultado máximo num período em que houver apenas 360Kg de matéria-prima disponíveis para a produção: ___________________________________________________________ QUESTÃO 3 : (ICMS/RJ 2007) Determinada empresa industrial produz e vende somente três produtos diferentes: A. 2 kg/un. o mais adequado é que a indústria dê prioridade à fabricação do produto B. em uma mesma linha de produção.00 e R$ 20. os quais são normalmente vendidos por R$ 10. considerando todos os custos envolvidos.00 x 1. o mais rentável. se o fator de limitação for o número de horas de produção. de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa. havendo limitação na capacidade produtiva. QUESTÃO 2 – A empresa K B S/A produz dois produtos (A e B) cujos preços de venda – líquidos de tributos – são $120 e $80. a apropriação dos custos fixos aos produtos produz distorções que podem afetar o processo de tomada de decisões. produz-se 1. 2 h/un. respectivamente.00 de margem unitária). Os custos variáveis são os seguintes: A B 4 kg/un. sobre esses preços ela paga comissões de 5% aos vendedores. no máximo. B e C.0 hora 700. os custos fixos produzem valores finais de lucros unitários válidos para o processo de tomada de decisão.00 Isto significa que enquanto a margem de contribuição unitária de A é de 600. julgue os itens que se seguem. c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada. Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa incorreta: 01.5 unidade de B (700.00 1. Os custos e despesas fixos são de 44. Produto A 900. Desse modo. enquanto se produz uma unidade de A (900. inclusive os da administração geral.00 1. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade. Como está sofrendo limitações quanto ao tempo disponível de produção.5 h/un. MOD $ 20/h $ 20/h Segundo o Diretor de Marketing. Entretanto.

60.39. a empresa industrial Grasse só dispõe de 605kg dessa matéria-prima. 100 unidades e 150 unidades b) 175 unidades. A empresa ainda incorre em custos fixos de R$ 400.458. respectivamente – valores arredondados. além de 4kg da matéria-prima Y (que é exclusiva do produto C). com o responsável pelo almoxarifado. Admitindo que. que cada unidade do produto B consome 3kg da matéria-prima X e que cada unidade do produto C consome 5kg da matéria-prima X. 100 unidades e zero unidade. respectivamente.00 e R$ 15. d) R$ 10. além de despesas variáveis correspondentes a 10% da receita. comissão variável aos vendedores de 3% da receita auferida.00 por mês. Sabe-se que a matéria-prima e a mão-de-obra direta podem ser utilizadas indistintamente nos dois produtos. 2. A empresa industrial Grasse fabrica e vende 2 tipos de perfume: X e Y.00. c) 175 unidades. prontas para serem vendidas. O quilo da matéria-prima custa R$ 2. O gerente de produção verificou com a equipe de vendas que a demanda mensal pelos produtos da empresa tem se mantido em 220 unidades do produto A. em valores arredondados.97. todas as variáveis de agosto próximo passado permanecem válidas (inclusive a demanda: 80 unidades de cada produto). 1. despesas fixas administrativas e de vendas no valor de R$ 350.00/h. e) R$ 12. das mercadorias A. e) R$ 16. B e C.75kg de matéria-prima por unidade e 2h de mão-de-obra direta por unidade. R$ 8. e) 220 unidades. pelo custeio por Absorção (utilizando-se as horas totais de mão-de-obra direta como critério de rateio). comum aos três produtos. QUESTÃO 3 (ICMS/RJ 2007) O enunciado a seguir se refere às questões de números 1 a 3. sendo o produto X ao preço unitário de R$ 150 e o produto Y por R$ 250. (Perfume X e Perfume Y.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 88 Os custos variáveis unitários dos produtos A. em agosto próximo passado. em função da greve dos transportadores. foi: a) R$ 20.000.760. pois. 3.00 e a taxa da mão-de-obra R$ 3. c) R$ 13. que só se dispõe de 60kg da matéria-prima Y. ainda este mês. que em agosto os estoques iniciais estavam vazios e que a empresa vendeu 80 unidades de cada produto. 100 unidades e 10 unidades.00 por mês. que a matéria-prima X. 300 unidades e 72 unidades. O gerente da produção constatou. determine quantas unidades de cada produto deverão ser produzidas e vendidas a fim de a empresa industrial Grasse apurar o maior lucro possível em setembro.7 unidades b) 10 unidades e 70 unidades .538. a empresa Grasse produziu 100 unidades do produto X e 90 unidades do produto Y. b) R$ 14. d) R$ 13.00. Para se maximizar o resultado da empresa neste período. O gerente da produção sabe que cada unidade do produto A consome 2kg da matéria-prima X. Considere.00. é: a) R$ 5.00. O resultado que a empresa industrial Grasse apurou em agosto próximo passado. Considerando que a única decisão viável diz respeito ao volume a ser produzido. Considere que.560.400. O ponto de equilíbrio contábil da empresa industrial Grasse. embora não haja qualquer unidade da mercadoria B.007.776. está com o estoque muito baixo – só se dispõe de 700kg desse recurso. devem ser produzidas.82. c) R$ 11. ainda. A fabricação do produto X consome 2. ainda. B e C costumam ser R$ 6. A empresa incorre em custos fixos mensais (comuns aos dois produtos) de R$ 9. Constatou-se.400 e em despesas fixas mensais de R$ 4.21.160.909. Sabe-se que no almoxarifado há 45 unidades da mercadoria A e 78 unidades da mercadoria C. 100 unidades e 150 unidades.00. b) R$ 13. 100 unidades do produto B e 150 do produto C.768. O gerente de produção procurou a equipe de compras e verificou que não é viável adquirir mais matériasprimas até o fim deste mês. respectivamente: d) 200 unidades.) a) zero unidade e 76.00. para setembro. salvo a disponibilidade de matérias-primas. a) zero unidade. ao passo que a fabricação do produto Y consome 10kg de matéria-prima por unidade e 3h de mãode-obra direta por unidade.67.

apresenta muita dificuldade de ser alcançado.5 unidades e) 60 unidades e 44 unidades QUESTÃO 4 (ICMS/RJ 2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende três produtos: 1. • a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 89 c) 100 unidades e 33 unidades d) 80 unidades e 38. Custo-Padrão Ideal É um custo determinado da forma mais científica possível pela Engenharia de Produção da empresa. b) Estimado. que: • a empresa não tem como aumentar as suas disponibilidades de recursos produtivos no próximo mês. portanto. Determine quantas unidades a empresa precisa produzir e vender de cada produto no próximo mês para maximizar seu resultado nesse próximo mês. 2 = 25. conforme a tabela a seguir: Sabe-se. 3 = 27. ainda. • a empresa incorre em despesas variáveis equivalentes a 20% da receita de cada produto. 3 = 30 c) 1 = 20.6. 2 = 0. 2 = 10. 3 = 30 d) 1 = 20. 2 e 3. • a empresa não tem como aumentar as demandas dos produtos no próximo mês. 2 = 25. de eficiências no uso e na qualidade dos insumos. 3 = 0 b) 1 = 20. a quantidade e os preços dos insumos necessários para a produção e o respectivo volume desta. Observe os dados desses produtos: Sabe-se que os recursos são onerosos e limitados. c) Corrente. levando-se em consideração as características tecnológicas do processo produtivo de cada um. a) 1 = 10. precisa gerenciar essas restrições.5 CUSTO-PADRÃO Custo – Padrão é um custo estabelecido pela empresa como meta para os produtos de sua linha de fabricação. 2 = 25. 3 = 30 e) 1 = 26. Há três tipos básicos de Custo–Padrão: a) Ideal. dentro de condições ideais de qualidade dos materiais. Custo-Padrão Estimado .

inexistência de mão de obra especializada e outras similares. Se o Custo Real for superior ao Custo-Padrão. tais como às relativas a materiais comprados de terceiros. a variação será considerada como FAVORÁVEL. se a produtividade da mão de obra poderia ser melhorada. Ao contrário deste último. se pagou preço adequado por estes materiais. se produtividade da mão de obra está aumentando ou diminuindo. comparando os que deveriam ser (Custo-Padrão) com os que efetivamente ocorreram (Custo Real).Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 90 É aquele determinado simplesmente através de uma projeção. para o futuro. de uma média dos custos observados no passado. Custo-Padrão Corrente Situa-se entre o Ideal e o Estimado. Desta comparação. uma vez que o custo efetivo foi maior que o estabelecido como meta para a empresa.variação DESFAVORÁVEL CUSTO REAL < PADRÃO . se esta havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar. sem qualquer preocupação de se avaliar se ocorreram ineficiências na produção (por exemplo. ao contrário do Ideal. etc). leva em consideração as deficiências que reconhecidamente existem mais que não podem ser sanadas pela empresa. se os preços pagos pelos insumos poderiam ser menores.00 150. Comparações CUSTO PADRÃO X CUSTO REAL VARIAÇÕES SE: CUSTO REAL > PADRÃO .) CVu x Volume + CF Volume . Se ocorrer o contrário. se o nível de desperdício dos materiais poderia ser diminuído. H/H. Observe o quadro abaixo: CUSTOS R$ REAL PADRÃO 123. pode descobrir se está utilizando um volume maior de materiais do que deveria.00 - Como pode-se perceber das definições acima. pelo menos a curto e médio prazos. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custo. o Custo-Padrão é um instrumento muito poderoso par que a empresa tenha controle sobre os seus custos. a empresa terá diante de si um quadro adequado para determinar de que forma poderá cortar custos e aumentar a sua lucratividade.00 100. uma vez que a empresa apresentou custo menor do que estabelecido como meta. Quantidade Produzida etc. etc. ao detectar as ineficiências. a empresa. Este tipo de Custo-Padrão pode ser considerado como um objetivo de curto e médio prazos da empresa e é o mais adequado para fins de controle. a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. Por outro lado. Custo Real É o custo efetivo incorrido pela empresa num determinado período de produção.0022.variação FAVORÁVEL FIXAÇÃO DO PADRÃO PADRÃO DE MATERIAIS Quantidade Física x Quantidade monetária PADRÃO DE MOD Estimativa de Horas x Custo da MOD p/ unidade PADRÃO DE CIF Parte Fixa Parte Variável Geralmente a taxa de absorção dos CIF é feita com base no volume (H/M. o Custo Real ser inferior ao Custo Padrão.00 VARIAÇÕES R$ FAVORÁVEL DESFAVORÁVEL 23.00 128. Além disso. para fixar o Corrente. o que é talvez o mais importante. a variação (diferença) ai ocorrida será considerada DESFAVORÁVEL.

000 + 10. o contador de Custo faria o seguinte relatório: ITEM DE CUSTO CUSTO REAL CUSTO PADRÃO VARIAÇÃO M.000 u = . A produção de X foi de 4.000 Se a empresa fizesse o controle extra-contábil.000 400.000.200 foram vendidas no período (vendas correspondentes a 80% do que foi fabricado). EXEMPLO A Cia.10. não há necessidade de o Custo-Padrão servir de base para os lançamentos contábeis da empresa.000 280. Uma das formas de Custeio Padrão consiste em se registrar todos os custos pelos seus valores-padrão nas contas referentes aos Produtos em Elaboração e controlar as variações entre o Real e o Padrão em contas especiais. Existem várias maneiras de se fazer isso e estas formas de custeamento são denominadas de Custeio Padrão. A comparação entre o Custo Real e o Padrão pode ser feita de forma extracontábil. os Custos Reais levantados foram: .000 .000 unidades totalmente acabadas.000 $ 1.Mão de Obra Direta: $ 80 x 4.000.000 $ 1. há empresas que preferem controlar as variações entre o Custo Real e Padrão na própria contabilidade.CIF: $ 300.000 10. Para atingir este objetivo.020.Mão de Obra Direta: $ 310.000 20.000 310. através de relatórios especiais.000 (Desfavorável) Caso o controle fosse feito pela contabilidade.000 Os Custos-Padrão totais referentes à produção de 4.000 410.000 300.000 .000 (Desfavorável) M.000 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 91 CUSTEIO PADRÃO Pelo exposto no item precedente.000 + 20.Material Direto: $ 100 x 4.000 u = $ 70 x 4.000 $ 320.000.000 unidades foram: .000 u = = $ 400.000 $ 280. Direto 410.000 (Favorável) CIF 300.000 10.000 + 20.020.Material Direto (MD): $ 100 . XPTO tem seguintes Custos – Padrão por unidade para fabricação do seu produto X: . No final do período. O.Material Direto: $ 410. Entretanto.000 . sendo que 3. o lançamento seria: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (debitados pelo padrão) D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO D VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C ESTOQUE DE MATERIAL (pela saída do material-valor real) C FOLHA DE PAGAMENTO (pela apropriação da MOD-valor real) C CIF (pela apropriação dos CIF – valor real) 1.000 320. Direta 310. ficou claro que a maior utilidade de Custo-Padrão é servir como parâmetro para o CONTROLE dos Custos Reais e como instrumento para a empresa detectar suas ineficiências.000 .000 (Desfavorável) TOTAL 1.Mão de Obra Direta (MOD): $ 80 $ 70 Não havia estoques de Produtos em Elaboração e de Produtos Acabados no início do período.

000 (4) 16.000 (4) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10. 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 1. .000 800.000 O mesmo ocorrendo com a transferência de Produtos Acabados para o Custo dos Produtos Vendidos: 3) D CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (80% dos Produtos Acabados) C PRODUTOS ACABADOS 800.000 (2) VARIAÇÃO DO M.000. DIRETO S.000 816.000 10.000 300.000 VARIAÇÃO DO CIF (1) 20.000. Inicial CIF Débitos do Período = 300. se desfavorável.000 Observe que os saldos finais das contas de CPV e PRODUTOS ACABADOS coincidem com o saldo que seria obtido se todos os custos fossem contabilizados pelos valores reais e não pelos padrão.000 10. Devedor 310. Se favoráveis.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 92 Note que as contas de VARIAÇÕES. 4) D CPV D PRODUTOS ACABADOS D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1.000 1.000 20.000 800.000 4. credoras.000 (1) ESTOQUE DE M. A transferência de Produtos em Elaboração para Produtos Acabados também se faz pelo Padrão.000 4.000 20. De fato: CUSTO DA PRODUÇÃO DO PERÍODO = CUSTO DA PRODUÇÃO ACABADA.000 10.000 204.000 (4) 16.000 No final do período. DIRETO (1) 10.000 (1) (4) 410.000 1.000.000 200. são devedoras.000.000 10. as contas de VARIAÇÕES são encerradas na proporção de 80% contra o CPV e 20% contra PRODUTOS ACABADOS.000 (3) CPV (3) 800.000.

000.000 270.000 200.000 310.000 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 3) D CPV C PRODUTOS ACABADOS 4) D VARIAÇÕES DO CIF D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C CPV C PRODUTOS ACABADOS Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1.000 1.000 (4) . se o CIF real fosse de $ 270.000 (+) ESTOQUE INICIAL DE PRODUTOS ACABADOS (-) ESTOQUE FINAL DE PRODUTOS ACABADOS (20% do Custo da Produção Acabada) (=) CPV (80% do Custo da Produção Acabada) 1.000 270.000 800.000 10.000 300.000 .000 1.000 ao Custo-Padrão.000 2. Inicial CIF Débitos do Período = 270.000 (4) VARIAÇÃO DO CIF (1) 10.000 0 (204. DIRETO (1) 10. Assim.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S. os lançamentos de encerramento das contas de VARIAÇÃO serão feitos a crédito de PRODUTOS ACABADOS e do CPV.000 10. inferior em $ 10.000 (1) 410.$ 2.000 10.000. no exemplo citado. Nesse caso.000) 816.000.000 800.000 (1) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.020.000 ) e do CPV (80% x $ 10.000 = $ 8.000 (1) ESTOQUE DE M.000 10.000 (2) VARIAÇÃO DO M.000 1. o Custo Real seria de $ 990. DIRETO S.000 (3) 2.000. Devedor 310.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1.000 410.000 10.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 93 410.000.000 10. os lançamentos seriam: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIREITA C ESTOQUE DE MATERIAL C FOLHA DE PAGAMENTO C CIF 1.000 ATENÇÃO: Caso a variação TOTAL fosse favorável (CUSTO REAL menor que o PADRÃO).000 310.000 800.000 10.000.000.000 198.000 10.000).000.000 8.000 10. Esta diferença será lançada à crédito de PRODUTOS ACABADOS (20% X $ 10.

se a produtividade está aumentando ou diminuindo. Caso não tivessem ocorrido variações nos preços.00 = $ 5. a divergência entre o Custo Real e o Padrão seria: $ 5. pode descobrir se está utilizando um volume maior de material do que deveria.500.100 unidades. A VARIAÇÃO TOTAL do Custo Real em relação ao Padrão foi de: $ 115.00 (diferença de preço entre o Preço Real e o Padrão) (VARIAÇÃO DO PREÇO) x 1. a divergência entre o Real e o Padrão seria: 100 unidades x $ 100.000 unidades (Quantidade Padrão = Quantidade Real) Uma outra parcela deve ser atribuída à VARIAÇÃO DA QUANTIDADE.$ 100.000.500.000 unidades. Suponhamos que uma empresa tenha fixado o seguinte Custo-padrão para a Matériaprima utilizada na fabricação de seu produto: Preço previsto por unidades: $ 100.000. A empresa.00 (diferença entre a Qde.00 Quantidade efetivamente utilizada para o nível de produção previsto: 1.00.000. sendo $ 500. Custo-Padrão da Matéria-Prima = $ 100 x 1000 u = $ 100. entre outras.00.000.000.00 Encerrado o período de produção.00 $ 10.00 = $ 15.00 . suas causas e seus responsáveis e usá-las para a tomada de decisões corretivas.000 8. a empresa apurou um Custo Real equivalente a $115.00) não coincide com a VARIAÇÃO TOTAL ($ 15. cuja decomposição mostrou que: Preço efetivo pago por unidade: $ 105. Finalidade: identificar a natureza das variações. Real e a Padrão) (Preço Padrão = Preço Real) (VARIAÇÃO DA QUANTIDADE) Entretanto a soma da VARIAÇÃO DO PREÇO ($ 5.00 .000 792. Caso não tivesse havido variação das quantidades. se está havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar.00 (desfavorável) Uma parcela dessa Variação Total deve ser atribuída à VARIAÇÃO DO PREÇO. Período: mensal. esta comparação é que vai permitir à empresa controlar os seus custos e detectar eventuais ineficiências na produção. se pagou o preço adequado pelos materiais.00).500.00 Quantidade da matéria-prima a ser utilizada para o nível de produção previsto: 1.00) com a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE ($ 10.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 94 CPV (3) 800.500.000 (4) ANÁLISE DAS VARIAÇÕES A análise das razões das diferenças entre o Custo Real e o Padrão é a parte mais importante do uso do Custeio Padrão para fins de CONTROLE. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custos. Como já enfatizamos.

100(*) = $ 5. veja o gráfico a seguir: Preço Real = $ 105 VARIAÇÃO DE PREÇO Padrão = $ 100 VARIAÇÃO DA QUANTIDADE 1.100 = Real VARIAÇÃO MISTA CUSTO PADRÃO Padrão = 1000 Quantidade A área hachurada corresponde ao Custo-Padrão de $ 100.000. pela VARIAÇÃO DA QUANTIDADE.00) pela diferença de quantidade (100 unidades). portanto.00 VARIAÇÃO DE QUANTIDADE: 100 x $ 100.00 mais caro do que o preço-padrão dos Materiais. por convenção.00.500. com a única diferença de que a VARIAÇÃO DE QUANTIDADE das horas trabalhadas previstas é chamada de VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA e a VARIAÇÃO DE PREÇO do custo horário da MOD é denominado VARIAÇÃO DE TAXA. a área do retângulo hachurado corresponde à multiplicação do Preço-Padrão pela Quantidade Padrão. O departamento de Compras terá que explicar por que comprou $ 5.00 é denominada de VARIAÇÃO MISTA. A área do retângulo maior. No entanto. conforme demonstrado anteriormente. A diferença entre os dois tipos de Custo engloba a VARIAÇÃO DO PREÇO. tanto da VARIAÇÃO DO PREÇO quanto da VARIAÇÃO DA QUANTIDADE.500. No caso da MÃO DE OBRA DIRETA. quais as razões que justificam isto. a análise das VARIAÇÕES tem mais um complicador.000 = $ 5.00 x 1. a análise das VARIAÇÕES é similar a dos MATERIAIS DIRETOS. já que o Departamento de Compras provavelmente só aceitará ser responsabilizado pela VARIAÇÃO DE PREÇO e o Departamento de Produção. Nesse caso. Esta diferença de $ 500. teríamos: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. Alguns contadores preferem não trabalhar com a VARIAÇÃO MISTA.00 x 1.00 Obs. De fato.000. A verdadeira utilidade do CUSTO-PADRÃO vai se revelar no momento em que se começa a analisar as causas. Esta última corresponde à multiplicação da diferença de preço ($ 5.000. Este é o processo de CONTROLE: fixa uma meta. as VARIAÇÕES são assim definidas: VARIAÇÕES DE PREÇO = Diferença de Preço x Quantidade Real VARIAÇÃO DE QUANTIDADE = Diferença de Quantidade x Preço Padrão No exemplo analisado. verifica se ela foi atingida e. foi considerada a quantidade real.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 95 inferior a esta última. Para compreender porque ela ocorre. o Departamento de Produção explicar por que foram utilizadas 100 unidades a mais de matériaprima para fabricar a produção prevista. a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE e VARIAÇÃO MISTA. se a Variação Mista for considerada. caso não tenha sido.: Neste cálculo. ao Custo Real. Em relação aos CIF. em virtude de não se poder eleger nenhum responsável por ela.00 = $ 10.000 unidades (padrão) e a fórmula será: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. a quantidade será 1. Os CIF fixos por unidade têm que se projetados dividindo-se os valores previstos dos CIF por um volume de produção .00.00 VARIAÇÃO TOTAL = $ 15.

incluí-la na variação de PREÇO: (PR – PP) x QR [quando quiser considerar a variação mista. Compras não programadas ou emergenciais. As variações podem ser favoráveis. c) Mão de obra não especializada. na maior parte dos casos. Falta de planejamento financeiro. Se a produção real for diferente da que serviu de base para calcular os CIF fixos por unidade. Variação de material As variações de quantidade e preço são calculadas mediante a aplicação das seguintes fórmulas: Variação de Preço ( PR – PP ) X QP = VARIAÇÃO DE PREÇO Variação de Quantidade Onde: PR = Preço Real ( QR – QP ) X PP = VARIAÇÃO DE QUANTIDADE PP = Preço padrão QP = Quantidade Padrão QR= Quantidade Real Variação Mista (VM) quando há variação no preço e na quantidade do insumo: (QR – QP) x (PR – PP) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. são os resultados obtidos da comparação entre o custo real e o custo padrão. desfavoráveis. na prática. A capacidade administrativa de um gerente pode ser medida através das variações que seu departamento incorre em um determinado período. Estimativa deficiente dos padrões fixados. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação e poderá ser observada a variação ocorrida em cada um desses três fatores de produção. d) Má qualidade do material e) Estimativa deficiente dos padrões fixados. corretiva e ineficaz. Costuma-se. este será comparado com os custos reais de matéria-prima. então. as variações de mão de obra são calculadas com o uso das fórmulas abaixo: Variação de Taxa (Salário) ( TR – TP ) X HP = VARIAÇÃO DE TAXA . quando o custo real for maior que o padrão. b) Manutenção. Em outras palavras. Ineficiência do pessoal da área de compras. quando o custo real for menor que o padrão. Variação de mão de obra Da mesma forma que material. VARIÂNCIA Compreende-se como variação ou variância qualquer afastamento de uma variável em relação a um parâmetro pré-estabelecido.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 96 esperado. (PR – PP) x QP] PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE PREÇO Oscilações do preço do mercado. que é denominada VARIAÇÃO DE VOLUME. há outra causa de divergência entre o Custo Real e Padrão. Fixado o padrão e posto em prática. obsoleto. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE QUANTIDADE a) Maquinário desgastado. Estas precisam ser analisadas antes de se tomarem medidas para as correções.

de capacidade e de eficiência. Oscilação do preço da mão de obra Política de remuneração inadequada. A variância da capacidade representa maior ou menor utilização da capacidade da fábrica em função das horas trabalhadas quando comparadas com as horas estimadas para o período. o custo-padrão atinge o seu grande papel de instrumento de controle. Oscilações sazonais em mão de obra emergencial. a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) Comparando os resultados. Falta de treinamento adequado aos operários. incluí-la na variação de taxa: (Tx R – Tx P) x HR = PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE TAXA Uso de mão de obra não qualificada para a tarefa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 97 Variação de Eficiência (Tempo) ( HR – HP ) X TP = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: TR = Taxa salarial real TP = Taxa salarial padrão HP = Horas padrão HR= Horas reais Variação Mista (VM) quando há variação de taxa e de eficiência: (HR – HP) x (Tx R – Tx P) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. Sobretempos devidos ao material ou a operações imperfeitas. A variância orçamentária reflete maior ou menor volume de gastos comparado com a importância do CIF orçado. Falta de motivação. A variância de eficiência representa a diferença entre o número de horas empregadas para fabricar certo volume e o número de horas-padrão que foi fixado para esse mesmo volume. o orçamento da despesa e o volume de produção atingível. Estimativa deficiente dos padrões fixados. Taxa de Absorção CIF Orçado Base de Volume = TAXA DE ABSORÇÃO Variação de Orçamento CIF REAL . uma vez que resulta do jogo simultâneo do orçamento da despesa e do orçamento da produção. ao procurar conhecer as razões que fizeram aparecer às variações e tentar corrigi-las. na prática. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE EFICIÊNCIA Paralisação anormal das máquinas. Variação dos custos indiretos de fabricação Diferentemente do material e da mão de obra. Costuma-se.CIF ORÇADO = VARIAÇÃO DE ORÇAMENTO Variação de Capacidade ( HO – HR ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE VOLUME Variação de Eficiência . As variações do CIF são três: orçamentária. Ao se estabelecer o quociente ou medida-padrão do CIF para o cálculo do custo-padrão. Estimativa deficiente dos padrões fixados. a tarefa de cálculo das variações dos CIF’s é mais complexa. é indispensável ter presente a variabilidade eventual dos três elementos: a capacidade utilizável.

Outra abordagem sobre a Variação dos CIF: Obs: análise somente pelo valor unitário. particularmente. . k) Maior ou menor rendimento do trabalho em termos de horas de mão de obra absorvidas. . Problemas a serem considerados: . Variação de Volume (VV): .Ambos os fatores. . quanto teriam sido eles com a produção real? . VARIAÇÕES VOLUME Se não houvesse nenhuma variação nos custos propriamente ditos.CIF orçados diferentes do REAL. CF por unidade será MENOR (variação FAVORÁVEL). CF por unidade será maior (variação DESFAVORÁVEL).volume afeta os cálculos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 98 ( HR – HP ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: HO = Horas orçadas HR = Horas reais HP = Horas padrão PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DOS CIF’S VARIAÇÕES DO ORÇAMENTO f) Estimativa incorreta dos gastos. PARTE FIXA CIF PARTE VARIÁVEL Formulação do Padrão: CFt orçado + CVu orçado x Volume (base) Volume (base) Onde: CFt = Custo Fixo Total CVu: Custo Variávei Unitário * Base/Volume: utilizado para a atribuição dos CIF aos produtos.se a produção for MAIOR do que a prevista. dos CF por unidade.Volume Real diferente do Volume Padrão.se a produção for MENOR do que a prevista. . g) Excesso dos gastos em relação às necessidades normais VARIAÇÕES DA CAPACIDADE h) Estimativas incorretas de programação. i) Paralisações devidas a causas anormais VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA j) Anormalidades no fluxo e no abastecimento do material.

Quando os padrões são realistas e atingíveis.a demarcação dos elementos controláveis e incontroláveis das variâncias é uma tarefa extremamente difícil. A elaboração de um custo-padrão corrente parte do pressuposto de que: a) Algumas ineficiências são inevitáveis. 3. 4. . e) Todas as fases. b) Execução. Por custo padrão. e são utilizados apropriadamente eles podem incentivar os indivíduos a se desempenhar com mais eficiência.No sistema de custo-padrão produzem-se relatórios que tornam possível um controle mais rápido das operações por parte da administração. d) Gerencial. já que isto se assemelha a medir as atividades através de critérios elásticos. c) Avaliar as variações. . quanto a preços de venda e políticas de produção. e) Ele é o que realisticamente deverá ocorrer. tais como: . c) Controle. b) A empresa terá os melhores recursos a sua disposição.Constitui os custos-padrão um poderoso auxílio ao trabalho de elaboração e acompanhamento dos orçamentos. tendem a se tornar rígidos ou inflexíveis. No processo de custeio-padrão. . . e) Avaliar os desempenhos. sua eficácia para a aferição do desempenho é enfraquecida. d) O custo-padrão ideal é muito prático.Os padrões de custo podem ser um importante instrumento para a avaliação do desempenho.quando os padrões são alterados freqüentemente. Como desvantagens (entendem-se limitações) do custo-padrão podemos relacionar as seguintes: . cabe à área de Contabilidade de Custos: d) Tomar medidas corretivas. O custo-padrão atende aos preceitos da Contabilidade: a) Financeira. b) Apurar as variações.Os custos-padrão constituem instrumento valioso para apoio às decisões. . c) A média de custo do passado é um número válido.os padrões. entendem-se: a) todos os gastos aplicados na obtenção de produtos para serem comercializados e/ou consumidos na produção. b) Societária. mesmo em períodos de tempo relativamente curtos. 2. 5. d) Programação. . a) Elaborar os padrões. CIF real (unitário) – CIF que deveria ter ocorrido no volume real (unitário) Vantagens e desvantagens do custo-padrão Podemos ressaltar algumas vantagens no uso do custo-padrão. e) Tributária. muitas vezes.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 99 CFP ajustado ao volume real unitário – CFP unitário = CUSTOS Medir a variação no valor dos CIF. c) Geral. O custo-padrão deve ser utilizado na fase de: a) Planejamento. Exercícios QUESTÃO 1 – Assinalar a alternativa correta: 1.

a) Custo-padrão maior em $ 110. constatou que. O sistema de custo-padrão pode ser implantado em empresas prestadoras de serviços.00. b) A variação de eficiência. da produção e de outros departamentos e setores da empresa.710 horas. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da mão-de-obra direta. Uma empresa que trabalha com custos-padrão previu que gastaria 5 kg de matéria-prima.510 quilos. em certo período.00. para cada unidade produzida. 11. a) b) c) d) 8. Uma significativa e anormal variação favorável não deve ser objeto de preocupação do Analista de Custos. Na implantação de um sistema de custo-padrão. c) favorável em R$ 15. sendo que o total de salários e encargos foi de $ 78. para o total de 6.00.000.00. O custo-padrão de uma empresa para o consumo da matéria-prima A. com a utilização dos melhores e mais baratos re-cursos de produção. que foi de 1. c) Custo-padrão maior em $ 10. . a variação do custo de mão-de-obra direta por unidade de tempo foi de $ 0. No mesmo período. 10. incluindo os estudos do tempo e dos movimentos relativos a cada operação.800.000. a) b) c) d) Assinale a alternativa correta: As variações de preços das matérias-primas são de responsabilidade dos funcionários do almoxarifado. O custo-padrão de uma empresa para a mão-de-obra direta para cada unidade produzida é: 20 horas à taxa horária de $ 6. Assinale a alternativa incorreta: Entende-se por custo-padrão corrente o que seria o custo ideal de produção de bens e serviços. sendo que o total gasto com a matéria-prima A foi de $ 365.00/kg. c) os custos totais de fabricação incorridos em um determinado mês.00.00. para cada unidade produzida. aquele custo conseguido em uma situação de laboratório. ou seja. d) desfavorável em R$ 3. (AFRF) Numa empresa fabril que trabalha com custo-padrão. Durante o mês. c) A variação de taxa. deve haver envolvimento do pessoal da controladoria. foram produzidas 620 unidades.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 100 b) todos os gastos que uma empresa aplicou na obtenção de um padrão na contabilidade de custos.000. 9. e) os custos calculados e contabilizados de acordo com o critério de custeio por absorção. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da matéria-prima.000 horas.00 para cada quilo.10.00. foram produzidas 620 unidades. que foi de $ 1.802. a variação do tempo da mão-de-obra direta. Uma das vantagens da implantação do custo-padrão é permitir a constatação de falhas nos processos produtivos. contribuindo para o aumento da eficácia e eficiência da empresa. O custo-padrão é um excelente instrumento de controle das atividades produtivas e operacionais de uma indústria.10 abaixo do valor-padrão.00 por hora. para um total de 12. havia gasto 20% a mais de material que o previsto. para cada unidade produzida. para cada unidade produzida é: 10 quilos ao preço de $ 60.00. visto serem os responsáveis pelos controles e pelas compras das mercadorias. Durante o mês.00. 6. 7. Ao final do período. foi de 100 horas acima do número previsto. b) Custo-padrão menor em $ 110. O valor da variação total entre o custo-padrão e o custo real foi de: d) Custo-padrão menor em $ 10. a um custo de R$ 15. A variação entre o custo real e o custo padrão: a) nula.00. Sempre que a empresa produzir além do volume padrão ocorrem variações nos padrões de consumo da matéria-prima. foi favorável. e) desfavorável em R$ 15. para cada unidade produzida. b) favorável em R$ 3. foi desfavorável. para produzir uma unidade de determinado produto. d) Nenhuma das anteriores. e) Custo-padrão maior em $ 100. foi desfavorável em $ 7. Com base nessas informações. embora tivesse economizado 20% no preço do material. Com base nessas informações. d) os custos determinados previamente/ baseados em cálculos analíticos sobre os processos produtivos. foi desfavorável em $ 3.000.00.

O resultado das análises das variações entre o custo-padrão e o custo real deve ser de conhecimento apenas da Diretoria.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 101 b) c) d) a) b) c) d) A variação de quantidade da matéria-prima. Em sua elaboração e implantação.500 u. Todas as anteriores. para cada unidade produzida.50.200 kg de matéria-prima.60/h. d) para uma saída de 2. 16.35/kg. supervisores e demais funcionários da produção irão esforçar-se ao máximo para atingir ou superar as metas do custo-padrão.000 $13.Analise os dados a seguir referentes à produção: Custo padrão Materiais diretos Mão-de-obra Custos indiretos de fabricação $ 20. atualizado o mesmo apenas para indexar o preço de venda do produto. na eficiência da mãode-obra e na variação de volume.00 desfavorável.500 u. quantidade comprada: 13.000 $ 12. serão necessárias. pode-se afirmar que: a) para uma saída de 2. Os operários. analisando cada fator de produção em condições normais de fabricação. a uma taxa real de $ 1. • Quantidade de matéria-prima utilizada no período: 4. serão necessárias. principalmente se os padrões forem fixados tendo parâmetros exeqüíveis de produção e se houver um bom sistema de avaliação e remuneração para os mais competentes e dedicados à empresa. para cada unidade produzida. d) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 750. preço de compra: $ 0. que são realizadas dentro de condições normais de fabricação. Assinale a alternativa correta: a) no consumo de 4. c) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 desfavorável.00.30 h.000 kg.000 Custe real $ 17. para o padrão. A variação de preço. É um custo planejado para determinado período. b) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 favorável. registradas e controladas por medições de natureza operacional e relacionadas à estatística.000 $ 9. 15.10. Foram produzidas 2.500 . b) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 650.000 kg. 780 horas de mão-de-obra.500 u. Não observa cada fator de produção. • Tempo-padrão de mão-de-obra por copo produzido: 0. • Quantidade de 2 kg por copo produzido. o custo-padrão deve levar em consideração as metas de eficiência e eficácia da empresa. Uma empresa que produz copos de cerveja de alumínio possui a seguinte estimativa de custo-padrão quanto à matéria-prima a ser utilizada na produção. uma vez que ele utiliza experiências simuladas. visto que deve servir como instrumento de avaliação e melhoria contínua. foi desfavorável em $ 30.000 kg. preço: $ 0. para o padrão. a fim de verificar os desvios resultantes de sua comparação com o Custo Histórico. foi realizada uma economia de 1. É baseado na indexação do Custo Histórico. de máquinas e equipamentos obsoletos. em relação aos padrões.00 desfavorável. no processo produtivo.500 $ 14. 13 a) b) c) d) 14. pode resultar em variações desfavoráveis na quantidade das matérias-primas.30/kg. (Exame de Suficiência do CFC/2000) O conceito de custo-padrão: Não é baseado em princípios científicos. c) a variação de uso do material é considerada $ 400 favorável. 12 Assinale a alternativa incorreta: O uso. taxa-padrão por hora: $ 1. 700 horas de mão-de-obra. sem adequada manutenção. Com base nos dados relativos à mão-de-obra. • Horas trabalhadas: 600 horas. foi favorável em $ 38.

125. $ 10.000. e) 20.000.431.875.000.000 favorável e $ 600. $ 10.125.000 caixas. $ 29. d) 15. $ 0.00 5.325. Não havia o mesmo cuidado em relação ao rateio dos custos indiretos. c) $ 45. $ 11. 17.000. CUSTEAMENTO POR ATIVIDADES .5 horas R$ 5.00 R$ 55. O valor dos custos dos produtos vendidos.000.00 Custo real 2. Nessa linha de embalagens. que vigorou na maioria das empresas até a década de 70.A. 18 (ICMS/SP 2006) Uma empresa utiliza em sua contabilidade o sistema de Custo Padrão. foi a) 5. os custos indiretos representavam parcela irrelevante do custo total.50 Tomando como base as informações contidas no quadro acima.000. b) $ 31. os principais fatores de produção eram a matéria-prima e a mão-de-obra e.00/m2 $ 0.000. .000.000.599. Itens Capacidade instalada Consumo de horas p/unidade Taxa horária Produção planejada Produção real Total de gastos planejados Total de gastos reais Custo padrão 15. $ 29.00 por caixa. O preço médio pago pelo papelão foi de $ 4.30/m $ 30/h por unidade Os custos indiretos de fabricação representam $ 6.000.000. o estoque final de produtos acabados e o lucro líquido apurado no período foram respectivamente de: a) $ 32. $ 11. Os custos indiretos totalizaram $ 6.000 por mês.625.000 caixas é de $ 13. em R$. $ 10.000 caixas. receita apurada na venda: $ 60. $ 28.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 102 Informações adicionais: Venda de 75% das unidades produzidas. normalmente.000 negativa. a preocupação dos gestores de custos era a de apropriar adequadamente os custos diretos aos produtos e centros de responsabilidade.000 negativa.875.000 negativa. respectivamente. apurou uma variação de ociosidade de mão-de-obra direta. consumindo-se 3.000 unidades 4.900. o da fita. estoque inicial de matéria-prima: $ 28. 2. c) a variação a ser atribuída ao departamento de compras é de $ 3.875. devido a sua falta de representatividade em relação aos demais custos. Nesse cenário.300. É correto afirmar: a) o custo real médio das 2.625.300.000.000 negativa b) 5.000.000 unidades R$ 60. c) 10. $ 28. Nível de produção mensal de 2. b) a variação de matéria-prima a ser atribuída à produção é de $ 26.19/m e o da mão-de-obra direta $ 22/h.7 m2 1.050 m de fita adesiva e 75. A empresa Yanes S.000 horas 3 horas R$ 4.000 horas de mão-de-obra direta. $ 10.000 favorável.0 m 2 min $ 5. $ 10.325. d) a variação de eficiência e de taxa de mão-de-obra foram de $ 50. Ao final do mês. Informações adicionais: • Durante o exercício foram produzidas 2. o estoque final de matéria-prima.500 m2 de papelão.400.000. possui o seguinte custopadrão: Quantidade Custo unitário Papelão Fita adesiva Mão-de-obra direta 1.000. fabrica caixas de sapato.000 positiva.20/m2. d) $ 31. o valor da variação de ociosidade. estoque final de produtos em elaboração: 0.ACTIVITY BASED COSTING (ABC) No chamado ambiente tradicional de produção. $ 10.000.000.

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Eram aceitáveis tais procedimentos, visto serem pequenas as possíveis distorções, no custo total, decorrentes de possíveis rateios inadequados dos custos indiretos. No entanto, as empresas foram forçadas a migrar para um novo ambiente de produção. A necessidade de modernização para enfrentar a concorrência fez com que houvesse grandes investimentos na automação e informatização dos processos produtivos. Simultaneamente, a participação da mão-de-obra foi constantemente reduzida, substituída gradativamente por máquinas e robôs. No atual cenário empresarial de acirrada competição global e crescente guerra de preços, os empresários são obrigados a adotar novas tecnologias para aumentar a competitividade de suas empresas, com uma enorme preocupação no aprimoramento de seus produtos e processos e, simultaneamente, na eliminação dos desperdícios. Os conhecidos sistemas de custeios convencionais não estavam preparados para atender a essa necessidade de novas informações gerenciais, principalmente com relação ao tratamento e análise, classificação, registro contábil e apropriação aos produtos dos custos indiretos de fabricação. É importante ressaltar a exigência quanto à melhor alocação dos custos indiretos. A grande diversidade de produtos e modelos fabricados na mesma planta fabril que vem ocorrendo nos últimos tempos, principalmente em alguns setores industriais, dificulta essa alocação. Daí a importância de um tratamento adequado na alocação dos CIF aos produtos, pois os mesmos graus de arbitrariedade e de subjetividade eventualmente tolerados no passado podem provocar hoje enormes distorções. Então surgiu o Método de Custeio ABC – Activity-Based Costing para tentar resolver os problemas das alocações dos CIF aos produtos. Os divulgadores desse método foram os professores da Harvard Business Scholl Robert S. Kaplan e Robin Cooper. Definição O Custeio ABC é uma técnica de controle e alocação de custos que permite: - identificar as atividades e os processos existentes nos setores produtivos de uma organização industrial ou prestadora de serviços; - identificar, analisar e controlar os custos envolvidos nessas atividades e processos; - atribuir os custos aos produtos, tendo como parâmetros a utilização dos direcionadores (ou geradores) de custos e atividades. O objetivo principal deste método é a alocação racional dos gastos indiretos aos bens e serviços produzidos, proporcionando um controle mais apurado dos gastos da empresa e melhor suporte nas decisões gerenciais. Esse método de custeio pode ser aplicado em qualquer ramo de atividade, ou seja, não está restrito somente as indústrias. O Custo Baseado em Atividades (ABC) é uma metodologia que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos. O ABC é um sistema de custeio baseado na análise das atividades significativas desenvolvidas dentro da empresa. O centro de interesse do sistema concentra-se nos gastos indiretos. O objetivo imediato do sistema é a atribuição mais rigorosa de gastos indiretos aos bens ou serviços, permitindo um controle mais efetivo desses gastos e oferecendo melhor suporte às decisões gerenciais. O pressuposto do ABC é que os recursos (fatores produtivos) são consumidos pelas suas atividades e não pelos produtos que ela fabrica. Os produtos são conseqüências das atividades efetuadas pela empresa para fabricá-los e comercializá-los. O método de custeio ABC estará em condições de apresentar resultados mais precisos sempre que: - a empresa utilizar grande quantidade de recursos indiretos em seu processo; - a empresa tenha significativa diversificação em produtos, processos de produção e clientes. Segundo Cooper e Kaplan (1991), as empresas que implantam o ABC usam três métodos para estimar os custos que ocorrem na execução das atividades. O método mais simples agrega os gastos em todos os recursos destinados àquela atividade particular, tais como "setup" de máquinas ou emissão de ordens de compra, e divide esse dispêndio total pelo número de vezes que a atividade foi realizada (nº de "setups", n° de ordens de compras). O segundo método utiliza a duração dos direcionadores de custos, isto é, o tempo requerido para a realização de cada atividade, na alocação das despesas indiretas aos produtos, como por exemplo, o tempo em horas ou minutos na execução do "setup". É mais preciso que o anterior, porém mais dispendioso. Os benefícios de uma maior precisão na medição das atividades consumidas deverão ser balanceados com um custo mais elevado na coleta de dados. O terceiro, e o mais preciso dos métodos, consiste em medir diretamente os recursos consumidos em cada ocorrência da atividade. Pode-se, por exemplo, medir todos os recursos usados para uma determinada modificação de engenharia ou para um trabalho específico de manutenção. A duração dos direcionadores assume que as despesas são proporcionais ao tempo total que a atividade é executada.

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Processo: cadeia de atividades interdependentes, relacionadas entre si, necessárias para gerar um produto ou serviço. Exemplos: - processo de seleção e recrutamento de mão-de-obra; - processo de montagem de automóveis; - processo de compras; - processo de vendas; - processo de contas a pagar; - processo de emissão e cobrança de boletos das mensalidades de uma Universidade; - processo de montagem de bicicletas etc. Função: conjunto de atividades com um fim comum dentro de uma empresa. As funções correspondem aos centros de custos e de despesas estabelecidos no organograma da empresa. Um processo pode ser desenvolvido com base em diversas funções. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Montagem Função Pintura Função Acabamento As funções podem ser produtivas, auxiliares, administrativas, comerciais ou financeiras. Atividade: conjunto de tarefas necessárias para o atendimento das metas das funções. É qualquer evento necessário para o processo e que consome recursos da empresa ou da entidade. É uma combinação de recursos humanos, materiais tecnológicos e financeiros para produzir bens e serviços. É composto por um conjunto de tarefas necessárias ao seu desempenho. o As atividades são necessárias para a concretização de um processo. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Pintura Função Montagem Função Acabamento Atividades: Atividades: Atividades: - Acoplamento das rodas - Montagem de rodas - Preparo da superfície - Acoplamento do guidão - Montagem de quadros - Aplicação sulface - Montagem do banco e acessórios - Montagem de guidão - Pintura na cor principal Atividades do Departamento de Suprimentos: - selecionar e treinar compradores; - selecionar e contatar fornecedores; - efetuar coletas e cotações de preços; - digitar e enviar os pedidos de compras; - acompanhar o atendimento dos pedidos; - verificar a execução das compras e baixar os pedidos atendidos; - efetuar as estatísticas e relatórios de compras etc. Atividades do Departamento de Tornearia e Solda - cortar e dobrar as chapas; - tornear as peças; - soldar etc. Atividades do processo de cobrança das mensalidades de uma Universidade: - emitir boletos; - remeter para cobrança bancária; - recebimento das listagens de recebimentos; - relacionar inadimplentes etc. Direcionador de custos: forma como as atividades consomem recursos. Serve para custear as atividades. Demonstra a relação entre o recurso consumido e as atividades. O direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade e, conseqüentemente, da existência de seus custos. Por exemplo, como a atividade “Montagem de Quadro” consome recursos? São exemplos de direcionadores de custos: quantidade de horasmáquina necessárias para o beneficiamento de uma peça; quantidade de mudança nos moldes e chapas da estamparia; quantidade de requisições de matérias-primas ou componentes; quantidade de alunos de uma universidade etc. Direcionador de atividades: forma como os produtos ou serviços consomem atividades. Serve para custear os produtos ou serviços. É o fator que determina a ocorrência de um processo. Como os processos exigem

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atividades para serem realizados, deduz-se que o custo de um processo é o resultado da somatória do custo das atividades consumidas por processo. Por exemplo, como os produtos consomem a atividade “montagem de quadro”? Exemplos: quantidade de peças beneficiadas para determinado produto; quantidade de peças estampadas; quantidade de matérias-primas ou componentes consumidos no processo; quantidade de alunos matriculados. Algumas observações A rigor, há que se distinguir dois tipos de direcionadores: os de primeiro estágio, também chamados de “direcionadores de recursos” e os de segundo estágio, chamados de “direcionadores de atividades”. O primeiro identifica a maneira como as atividades consomem recursos e serve para custear as atividades, ou seja, demonstra a relação entre os recursos gastos e as atividades. Os direcionadores de recursos devem responder as seguintes perguntas: o que é que determina ou influencia o uso deste recurso pelas atividades? Ou como é que as atividades se utilizam desses recursos? O segundo identifica a maneira como os produtos “consomem” atividades e serve para custear produtos ( ou outros custeamentos), ou seja, indica a relação entre as atividades e os produtos. Por exemplo: o número de inspeções feitas nas diferentes linhas de produção define a proporção em que a atividade Inspecionar Produção foi consumida pelos produtos. Vantagens do Método de Custeio ABC O custeamento baseado em atividades, como instrumento de controle gerencial, apresenta diversas vantagens quando comparado com os critérios de custos tradicionais. São exemplos: - o sistema ABC somente utiliza critérios de rateio como última alternativa no que consiste na atribuição de gastos indiretos às atividades, ou seja, o critério de rateio é utilizado unicamente nos casos em que não for possível a atribuição de custo para determinada atividade; - identifica os “direcionadores” de custos, que facilita a identificação de custos desnecessários, que não agregam valor; - atribui os custos indiretos aos produtos de maneira coerente com a utilização de recursos consumidos para a execução das necessárias atividades. Um dos benefícios obtidos com o ABC é o de permitir uma melhoria nas decisões gerenciais, pois se deixa de ter produtos "subcusteados" ou "supercusteados" permitindo-se a transparência exigida na tomada de decisão empresarial, que busca, em última análise, otimizar a rentabilidade do negócio. Implantação do Custeio ABC O primeiro passo para implantação do custeio ABC é identificar as atividades relevantes dentro de cada departamento. Nesse ponto, pode ocorrer de a empresa já possuir uma estrutura contábil que faz a apropriação de custos por Centro de Custos ou Centro de Atividades, o que irá possibilitar adaptações importantes. O segundo passo é a atribuição dos custos às atividades. O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. Devem incluir salários com os respectivos encargos sociais, materiais, depreciação, energia, uso das instalações etc. A primeira fonte de dados para custear as atividades é o razão geral da empresa. Em alguns casos é necessário, também, solicitar estudos da área de engenharia e realizar entrevistas com os responsáveis pelos departamentos ou processos e até com quem executa a atividade. A atribuição de custos às atividades deve ser feita da forma mais criteriosa possível, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: alocação direta; rastreamento por meio dos direcionadores de custos e atividades; e rateio. A alocação direta faz-se quando existe em uma identificação clara, direta e objetiva de certas atividades. Podem ocorrer com salários, depreciações, viagens, material de consumo, matéria-prima etc. O rastreamento é uma alocação com base na identificação da relação de causa e efeito entre a ocorrência da atividade e a geração dos custos. Essa relação é expressa mediante os direcionadores de custos. Uma característica da relação de causa e efeito, para entendermos melhor, é que quanto maior o uso, maiores os custos totais. A relação de causa e efeito é bem explicada quando foi estudado os Custos Variáveis. Quanto mais se consumir na produção, maiores serão os custos totais variáveis; quanto menos produzir, menores serão esses custos. O rateio é realizado apenas quando não há a possibilidade de utilizar nem a alocação direta, nem o rastreamento. O terceiro passo é fazer a identificação dos direcionadores de custos e de atividades. O que distingue o ABC do sistema tradicional de custos é a maneira como ele atribui os custos aos produtos. Portanto, o grande desafio, ou seja, a verdadeira “arte” do ABC está na escolha dos direcionadores de custos.

850 Cortar 29. Departamentos Compras Levantamento dos Custos de Atividades Atividades Custos ($) Comprar Materiais 16.000 Controlar Produção 13.000 Receber Materiais 12.350 Movimentar Materiais 16.350 Programar Produção 16.850 Total 29.000 Total 28. admitindo-se que os pedidos são homogêneos.200 Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Levantamento dos Direcionadores de Atividades Departamentos Atividades Direcionadores Comprar Materiais N° de Pedidos Compras Desenvolver Fornecedores N° de Fornecedores Receber Materiais N° de Recebimentos Almoxarifado Movimentar Materiais N° de Requisições Programar Produção N° de Produtos Administração da Produção Controlar Produção N° de Lotes Cortar Tempo de Corte Corte e Costura Costurar Tempo de Costura Acabar Tempo de Acabamento Acabamento Despachar Produtos Apontamento de Tempo Para a atividade Comprar Materiais. tal como o tempo gasto por pedido. Observe o exemplo abaixo.200 Total 46. Há casos em que os pedidos têm características muito diferentes uns dos outros.Contabilidade de Custos 106 Profº Francisco Lorentz O quarto passo seria a atribuição dos custos aos produtos e / ou aos departamentos. Nestes casos.000 Despachar Produtos 32. referente aos departamentos e principais atividades desenvolvidas: Levantamento das Atividades Relevantes dos Departamentos Departamentos Atividades Compras Comprar Materiais Desenvolver Fornecedores Almoxarifado Receber Materiais Movimentar Materiais Administração da Produção Programar Produção Controlar Produção Corte e Costura Cortar Costurar Acabamento Acabar Despachar Produtos É importante observar que para cada atividade devemos atribuir o respectivo custo e um direcionador. por meio de cálculos.000 Total 28. o direcionador escolhido foi o número de fornecedores para cada .600 Acabar 14. Conhecidos os custos das atividades e os direcionadores de custos e de atividades.600 Total 57. o direcionador a ser utilizado é o número de pedidos de compra de material. deve se procurar outra medida de atividade. Para a atividade Desenvolver Fornecedores. já que o "número de pedidos" não representa o esforço requerido. nesse momento faz-se a atribuição dos custos aos produtos e/ou aos departamentos.000 Costurar 28.000 Desenvolver Fornecedores 12.

000 CUSTO UNITÁRIO PRODUTO X:____________________________________________ CUSTO UNITÁRIO PRODUTO Y:____________________________________________ . Para a atividade Despachar Produtos.000 12. e) critério de rateio.000 unidades $20 p/ unidade $15 p/ unidade Os custos indiretos somaram no período $321. os direcionadores são os tempos gastos em cada produto para que a atividade seja efetuada. d) objeto de custo. é denominado de: a) processo.200 Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida No período foram registrados os seguintes dados físicos em relação aos direcionadores de custos: DIRECIONADOR DE CUSTO PRODUTO X PRODUTO Y TOTAL Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida - 1.400 22. se um produto possui mais fornecedores do que outro este produto "recebe" mais custo desta atividade do que um produto que possua menos fornecedores. chegou-se à conclusão de que a melhor medida de saída desta atividade era o número de itens de produtos a programar. Costurar e Acabar. EXERCÍCIOS Questão 1 . No caso. portanto.200 $261. Para a atividade Receber Materiais. Poderia ser também o peso de cada requisição. o direcionador é o número de recebimentos. Assim. c) atividade. Programar a Produção será direcionada de acordo com o número de linhas de produtos. b) direcionador. A atividade Movimentar Materiais será direcionada aos produtos conforme o número de requisições do departamento de produção ao Almoxarifado.000 unidades $15 p/ unidade $10 p/ unidade PRODUTO Y 12. Admitiu-se que o esforço exigido desta atividade estava relacionado ao número de lotes produzidos. QUESTÃO 2 Com base nos dados abaixo.(TCM SP) No custeio baseado em atividades (ABC – Activity Based Cost).000 2.200 e se referiam às seguintes atividades: ATIVIDADE CUSTO DA ATIVIDADE DIRECIONADOR DE CUSTO Recuperação de produtos defeituosos Controle de qualidade Total $60.000 1.400 10. calcule o custo unitário de produção de cada produto utilizando a metodologia do custeio baseado em atividades: Volume de produção Material direto Mão-de-obra direta PRODUTO X 10.Contabilidade de Custos 107 Profº Francisco Lorentz item de material (que é facilmente identificável com o produto). o fator que determina o custo de uma atividade ou objeto de custo. Para as atividades Cortar. teremos como direcionador um levantamento do tempo gasto com os despachos através do preenchimento de relatório de tempo gasto pelo funcionário.000 $321. também facilmente identificável com os produtos. A atividade Controlar a Produção terá como direcionador o número de lotes produzidos. revelando a causa do custo. a serem controlados.

00.00).294. Luxo = ($25. c) Padrão = $82. Luxo = $38. d) Padrão = $89.678.120. respectivamente.00. incorrido nesse período. No último mês analisado. a) $10/unidade e $16/unidade c) $42/unidade e $62/unidade e) $46/unidade e $57/unidade b) $36/unidade e $41/unidade d) $32/unidade e $46/unidade .359. b) Padrão = $100.490.Contabilidade de Custos 108 Profº Francisco Lorentz QUESTÃO 3(ICMS/RJ/2008) A Subs Ltda.126. No último período. a empresa apresentou os seguintes dados: O lucro bruto total de cada produto é: a) Padrão = $139.00.00.789. conforme segue: Desconsidere qualquer tributo e qualquer informação não apresentada neste enunciado. Para a avaliação do resultado por produtos utiliza o custeio baseado em atividades.00. Sabe-se que os gastos com matéria-prima e com mão-de-obra são: Determine o custo unitário do produto X e do produto Y.450. Luxo = $20.234. a empresa produziu 400 unidades de X e 350 unidades da Y.458.00. Luxo = $30.00. Luxo = $35.00 QUESTÃO 4(ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: X e Y. produz e vende dois tipos de produtos.00 e) Padrão = $93. com base nas informações apuradas para fins do custeio baseado em atividade.

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