Contabilidade de Custos Francisco Lorentz, Msc.

Contabilidade de Custos

Profº Francisco Lorentz

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CONCEITO Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço. Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos nasceu com a Revolução Industrial, e tinha como objetivos: a) Avaliação de inventários de matérias-primas, de produtos fabricados e de produtos vendidos, tudo ao final de um determinado período. Estoques iniciais (+) Compras (-) Estoques finais (=) Custo das Mercadorias Vendidas b) Verificar os resultados obtidos pelas empresas como consequência da fabricação e venda de seus produtos. Nessa época, as empresas possuíam processos produtivos basicamente artesanais, e conseqüentemente os únicos custos produtivos considerados eram o valor das matérias-primas consumidas e da mão-de-obra utilizada. Como consequência do crescimento das organizações, da intensificação da concorrência e da crescente escassez de recursos, surgiu a necessidade de aperfeiçoar os mecanismos de planejamento e controle das atividades empresariais. Além disso, as inúmeras possibilidades de utilização dos fatores de produção determinam uma variedade quase infinita no comportamento dos custos resultantes. É, então, imprescindível, para qualquer empresa ter um sistema de custos, ainda mais numa economia capitalista e concorrencial como a nossa. É difícil tomar decisões confiáveis e ter uma margem de segurança satisfatória, sem o conhecimento dos custos do modo mais real possível. Nesse sentido, as informações relativas aos custos de produção e/ou comercialização, desde que apropriadamente organizadas, resumidas e relatadas, constituem uma ferramenta administrativa da mais alta relevância. Assim, as informações de custos transformam-se, gradativamente, num verdadeiro sistema de informações gerenciais, de vital importância para a administração das organizações empresariais. Essas informações constituem um subsídio básico para o processo de tomada de decisões, bem como para o planejamento e controle das atividades empresariais. FINALIDADE DA CONTABILIDADE DE CUSTOS A Contabilidade de Custos ocupa-se da classificação, agrupamento, controle e atribuição dos custos, sendo que os custos coletados servem a três finalidades principais: a) Fornecer dados de custos para a medição dos lucros e avaliação dos estoques. b) Fornecer informações aos dirigentes para o controle das operações e atividades da empresa. c) Fornecer informações para o planejamento da direção e a tomada de decisões. Em resumo, a Contabilidade de custos, fornece informações para: 1 - A determinação dos custos dos fatores de produção; 2 - A determinação dos custos de qualquer natureza; 3 - A determinação dos custos dos setores de uma organização 4 - A redução dos custos dos fatores de produção, de qualquer atividade da empresa; 5 -À Administração, quando esta deseja tomar uma decisão, estabelecer planos ou solucionar problemas especiais; 6 - O levantamento dos custos dos desperdícios, do tempo ocioso dos operários, da capacidade ociosa do equipamento, dos produtos danificados, do trabalho necessário para conserto, dos serviços de garantia dos produtos;

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7 - A determinação da época em que se deve desfazer de um equipamento, isto é, quando as despesas de manutenção e reparos ultrapassarem os benefícios advindos da utilização do equipamento; 8 - A determinação dos custos dos inventários com a finalidade de ajustar o cálculo dos estoques mínimos, do lote econômico de compra e da época de compra; 9 - estabelecimento dos orçamentos; 10 - A determinação do preço de venda dos produtos ou serviços. CONTABILIDADE FINANCEIRA (GERAL) X CONTABILIDADE DE CUSTOS Contabilidade Financeira (Geral) A Contabilidade Financeira surgiu com o desenvolvimento do comércio. Seu objetivo fundamental é o controle do patrimônio da empresa e suas variações, que são resultantes da Apuração do Resultado das atividades mercantis (lucro ou prejuízo). A Contabilidade Financeira se concentra nos demonstrativos dirigidos ao público externo (acionistas, credores etc.), que são guiados pelos Princípios Fundamentais de Contábilidade. Contabilidade de Custos Com o advento da Revolução Industrial e a conseqüente proliferação das empresas industriais, a contabilidade viu-se as voltas com o problema de adaptar os procedimentos de apuração do resultado em empresas comerciais (que apenas revendiam mercadorias compradas de outrem) para as empresas industriais, que adquiriam matérias-primas e utilizavam fatores de produção para transformá-las em produtos destinados à venda. A solução natural para o problema foi usar o mesmo esquema para apuração do resultado, substituindo o item “Compras” pelo pagamento dos fatores que entraram na produção: matéria-prima consumida, salário dos trabalhadores da produção, energia elétrica e combustíveis utilizados, enfim, todos os gastos que foram efetuados na atividade Industrial e que foram denominados de Custos de Produção. O ramo da Contabilidade que controlava estes gastos passou a chamar-se de Contabilidade de Custos. A Contabilidade de Custos mensura e relata informações financeiras e não financeiras relacionadas à aquisição e ao consumo de recursos pela organização. Ela fornece informação tanto para a Contabilidade Financeira quanto para a Contabilidade Gerencial.
Revolução Industrial Séc. XVIII

ARTESÕES

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

INDÚSTRIAS

COMÉRCIO

CONSUMIDOR

Estoques na atividade comercial O comerciante se limita a revender as mercadorias adquiridas com essa finalidade. O controle dos estoques na empresa comercial é relativamente simples. Basta que se verifique, mediante inventário periódico ou por meio de controles permanentes, o valor de aquisição dos bens em estoque. Com esse recurso, podemos também controlar o custo das mercadorias vendidas e, assim, apurar o resultado. Na apuração do custo das mercadorias vendidas, podemos utilizar o sistema de inventário periódico ou o sistema de inventário permanente. No sistema de inventário periódico, o CMV só é apurado ao fim de um período determinado, normalmente ao fim de cada exercício social: CMV = Estoque Inicial + Compras - Estoque Final No sistema de inventário permanente, o CMV é apurado em cada venda. De forma simplificada, a apuração do resultado na empresa comercial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas ( - ) CMV Lucro Bruto ( - ) Despesas operacionais: - de vendas 10.000,00 (6.000,00) 4.000,00 200,00

00 ( .00 .00 500.000. tais como o preço pago pela mercadoria. em virtude das vendas. os impostos não recuperáveis.administrativas .) Despesas operacionais: . a apuração do resultado na empresa industrial é feita do seguinte modo: Vendas líquidas 20. mão-de-obra direta e gastos gerais de fabricação (ou custos indiretos de fabricação).administrativas 1. Os gastos não relacionados à compra das mercadorias não fazem parte do seu valor de aquisição. corresponde ao valor dos fatores de produção aplicados aos produtos comercializados em determinado período.financeiras 1. Custo dos Produtos Vendidos. necessários à fabricação dos produtos vendidos. não é incorporada ao estoque. as mercadorias são baixadas dos estoques pelo valor que foram adquiridas – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).000.00) Lucro bruto 6.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 4 . Ao serem vendidas.00 As mercadorias vendidas e entregues aos clientes têm o valor de aquisição registrado como custo das mercadorias vendidas: Mercadorias em Estoques Ciclo de negociação das Empresas Comerciais: CMV Compra Mercadorias Estoca Mercadorias Vende Mercadorias Estoque de Mercadorias – são as mercadorias compradas que ainda não foram vendidas.00) Lucro líquido 1.000.) CPV (14.800. De forma simplificada. por exemplo. Estoques na atividade industrial O industrial fabrica os produtos que destina à venda.00 . mesmo que nesse período não tenham sido realizadas vendas de mercadorias. mão-deobra direta e gastos gerais de fabricação). Os valores correspondentes a aluguéis. são estocados apenas os gastos necessários à aquisição das mercadorias.000. para se determinar o valor dos estoques de produtos em elaboração. Na empresa industrial é necessário controlar os fatores que são aplicados à produção (material direto.00 O CPV. dos estoques de produtos acabados e do custo dos produtos vendidos.00 (4.00) 3. o frete.00 ( .000. O CPV representa o custo dos produtos que foram transferidos para os clientes. salários etc.financeiras Lucro líquido 300. A despesa de salários de uma empresa comercial. comissões de vendas.200. honorários. A forma mais simples de se calcular o CMV é através da seguinte equação: CMV = EI + Compras – EF Na atividade comercial permanecem em estoque apenas os valores de aquisição das mercadorias ainda não vendidas.000.de vendas 2. Em regra. . são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos. depreciação. agregando à matéria-prima uma série de insumos. sendo apropriada ao resultado dentro do período de competência da despesa. embalagens e outros materiais diretos. o seguro do frete.00 (1. corresponde às matérias-primas utilizadas.200. Ou seja. juros.000.

Cálculo do Custo dos Produtos Vendidos: Estoque Inicial de Produtos Industriais (em elaboração e acabados) + Custo de Produção do Período (Matéria-Prima consumida.Estoque de Produtos em Processo/Elaboração – são produtos que foram iniciados.PRIMAS ESTOCA MATÉRIAS-PRIMAS PRODUZ ESTOCA PRODUTOS ACABADOS VENDE PRODUTOS ACABADOS . . mas ainda não foram vendidos. mas ainda não estão totalmente acabados.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 5 Matérias-primas Produtos em Elaboração Produtos Acabados CPV Ciclo de negociação das Empresas Industriais COMPRA MATÉRIAS. Salários dos Operários. Energia Elétrica.Estoque de Produtos Acabados – são produtos que foram terminados seu ciclo de produção. Combustíveis e demais custos) – Estoque final de Produtos Industriais (em elaboração e acabados). = Lucro Líquido do Exercício . . CPV = EIPE + EIPA + CPP –EFPE – EFPA Demonstração do Resultado do Exercício (com as alterações da Lei nº 11. Administradores e partes beneficiárias. Empregados.638/07 e MP nº 449/08) Empresa Comercial Receita Bruta de Vendas e Serviços (-) Deduções (devoluções de vendas. abatimentos e impostos) = Receita Líquida de Vendas e Serviços (-) CMV (EI + Compras – EF) = Lucro Bruto Operacional (-) Despesas Operacionais * Com Vendas * Financeiras Líquidas * Administrativas Outras receitas e despesas operacionais = Lucro/Prejuízo Líquido Operacional Outras Receitas e outras Despesas = Resultado do Exercício antes da CSSL e IR (-) Provisão para CSSL (-) Provisão para IR = Lucro Líquido antes das participações (-) Participações de Debêntures.Estoque de Matérias-primas – são matérias-primas em estoques aguardando para serem utilizadas no processo produtivo.

Caracteriza-se pela entrega de numerário.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 6 Empresa Industrial Faturamento Bruto (-) IPI s/ Faturamento = Receita Bruta de Vendas (-) Deduções = Receita Líquida de Vendas (-) Custo dos Produtos Vendidos = Lucro Bruto Operacional É a Contabilidade de Custos quem apura o CPV. como custo dos produtos vendidos. . Investimento . São apropriados ao resultado. são controladas pela Contabilidade Financeira (Comercial) da empresa. durante o período em que os produtos forem mantidos em estoque. necessários à sua produção: Matéria-prima consumida + Embalagem e outros materiais diretos utilizados + Mão-de-obra direta aplicada + Gastos gerais de fabricação (demais gastos envolvidos no processo produtivo) TERMINOLOGIA UTILIZADA EM CONTABILIDADE DE CUSTOS A área de custos possui terminologia própria que. Note que o gasto implica. As receitas e as despesas de vendas. Pode ser um investimento. custo ou despesa. de seu consumo. dependendo da intenção que levou a sociedade à aquisição. às vezes. integram os estoques de produtos os salários. enquanto os produtos não forem vendidos. já que não são incluídos o custo de oportunidade ou os juros sobre o capital próprio. no momento em que existe o reconhecimento contábil da dívida assumida ou da redução do ativo dado em pagamento. despesa ou perda. em desembolso. uma vez que estes não implicam a entrega de ativos. Exemplos: Gasto com Mão-de-obra Aquisição de Mercadorias para revenda Aquisição de Matéria-prima Aquisição de Máquinas e equipamentos Energia Elétrica Aluguel Só existe gasto no ato da passagem para a propriedade da empresa do bem ou serviço. as ações adquiridas de outras empresas são gastos classificados como investimentos circulantes ou permanentes. o aluguel. mas são conceitos distintos. Pode se transformar em custo.sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. Conceito extremamente amplo e que se aplica a todos os bens e serviços recebidos/prestados. muitas vezes é utilizada de forma equivocada. por meio do controle dos custos de produção. Todos os sacrifícios havidos pela aquisição de bens ou serviços (gastos) que são "estocados" nos Ativos da empresa para baixa ou amortização quando de sua venda. a máquina é um gasto que se transforma num investimento permanente. administrativas. entretanto. de seu desaparecimento ou de sua desvalorização são especificamente chamados de investimentos. apenas os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos. a depreciação. Se um produto fabricado permanecer em estoque. ou seja. vale dizer. Desembolso .pagamento resultante de aquisição do bem ou serviço. o seguro e demais gastos aplicados à produção. Não estão aqui incluídos todos os sacrifícios com que a entidade acaba por arcar. Podem ser de diversas naturezas e de períodos de ativação variados: a matéria-prima é um gasto contabilizado temporariamente como investimento circulante.gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros. sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro). Gasto . o seu valor corresponderá aos seguintes custos. financeiras etc. Assim. Na atividade industrial permanecem em estoque os valores de aquisição das matériasprimas e demais fatores de produção aplicados na fabricação dos produtos mantidos em estoque.

no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços). segundo Eliseu Martins. surge o Custo da matéria-prima como parte integrante do bem elaborado. Muitos gastos são automaticamente transformados em despesas. Exemplo: enchentes. Exemplos: a matéria-prima foi um gasto em sua aquisição que imediatamente se tornou investimento (Ativo Circulante). se a empresa resolve vender em embalagens com 4.Gasto com bens e serviços não utilizados nas atividades produtivas e consumidos com a finalidade de obtenção de receitas. Em termos práticos. sem transitar pela fase de investimento. Pode-se. outros passam primeiro pela fase de custos e outros ainda fazem a “via sacra” completa passando por investimento. Observações: todo o produto vendido e todo o serviço ou utilidade transferidos provocam despesas. na baixa. Este. que se transforma numa despesa no momento do reconhecimento da receita quando trazida pela venda. como custo. e quando consumido se tornou Custo. integram o Custo de Produção do Período. são considerados da mesma natureza que as DESPESAS são jogadas diretamente contra o resultado do período. são custos (realizados no âmbito do processo produtivo – este é vendido somente embalado). e assim ficou durante o tempo de sua Estocagem. sem passar pela fase de custo. aluguéis e seguros do prédio da administração. alguns gastos muitas vezes não se transformam em despesas (por exemplo. terrenos que não são depreciados) ou se transformam quando vendidos. Custo e Despesa não são a mesma coisa ! Usaremos o termo “custo”. A Energia Elétrica é um gasto que quando consumido. Gerencialmente não se faz . propor uma regra simples do ponto de vista didático: todos os gastos realizados com o produto até que este esteja pronto são CUSTOS. é de novo um investimento. Logo. As despesas representam saídas de recursos. são despesas. Logo. Manutenção das Máquinas e Equipamentos de produção. Exemplo: a mercadoria adquirida pela loja comercial provoca um gasto (genericamente). onde se enquadram.valor estabelecido e aceito pelo vendedor para transferir a propriedade de um bem ou para prestar um serviço. 6 ou 8 sabonetes. custo e despesa. No segundo caso. para fabricação de um produto ou execução de um serviço. para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Todos os Custos que são ou foram gastos se transformam em despesas quando da entrega dos bens ou serviços a que se referem. depreciação dos equipamentos do escritório etc. Custo ou despesa para o adquirente é o preço para o vendedor.é um gasto não intencional decorrente de fatores externos fortuitos ou da atividade normal da empresa. por sua vez. todas as despesas são ou foram gastos. rigorosamente correto. Perda . em termos genéricos. um investimento (especificamente). só que reconhecido como tal. as perdas normais de matérias-primas na produção industrial. Este gasto só é reconhecido como custo no momento de utilização dos fatores de produção. sem que aparecesse nenhum custo associado a ela. Depreciação das Máquinas e Equipamentos de produção. Definição de Preço . Por exemplo: gastos com embalagem individual de sabonetes. Exemplos: Matéria-Prima: foi um gasto na aquisição. torna-se despesa. por exemplo. o nome Custo das Mercadorias Vendidas não é. causando redução no patrimônio líquido. Exemplos: salários e encargos do pessoal de vendas e administrativo. Costuma-se chamar de Custo dos Produtos Vendidos/Custo dos Serviços Prestados/Custo das Mercadorias Vendidas e assim faz–se aparecer na Demonstração de Resultados. esse gasto adicional com essas embalagens extras são DESPESAS (são realizadas após o ciclo de produção do produto).Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 7 Custo . tornado investimento e parceladamente transformado em custo à medida que é utilizada no processo de produção. A energia elétrica utilizada na fabricação de um item qualquer é gasto (na hora de seu consumo) que passa imediatamente para custo. No primeiro caso. referindo-se à produção de bens. sinistros etc. no momento de sua utilização na fabricação de um bem. entretanto. obsoletismo de estoques. desabamentos. Salários do pessoal da produção. já que fica ativado até sua venda. Exemplo: aparas de chapas de aço. Despesa .gasto relativo ao bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. Cada componente que fora custo no processo de produção agora. passa imediatamente para Custo. Porém. nem sempre é fácil distinguir CUSTOS e DESPESAS. isto é. O Custo é também um gasto. energia elétrica do escritório. que imediatamente se tornou um investimento durante sua estocagem. a partir daí. A máquina provocou um gasto em sua entrada. o significado mais correto seria Despesa.

pequenas peças para reposição. para uma indústria de massas alimentícias é a farinha etc. materiais acessórios. óleos e lubrificantes para as máquinas. zíperes. Os materiais secundários para uma indústria de móveis de madeira são: pregos. Gastos Gerais de Fabricação ou Custos Indiretos de Fabricação.Mão-de-obra (MOD / MOI . serviços de terceiros. um serviço etc. Custo se define como um recurso sacrificado ou de que se abre mão para um determinado fim (sempre voltado para a área de produção). material secundário. um novo produto. material de limpeza. linha etc. Materiais de Embalagem: são os materiais destinados a acondicionar ou embalar os produtos. os gestores sempre desejam saber quanto custa uma determinada coisa. em uma indústria de massas alimentícias caixas ou sacos plásticos etc. energia elétrica.Materiais (matéria prima. como por exemplo: aluguéis. um custo no ato de sua aplicação na produção e uma despesa no ato da venda do produto que ela integra. Definição de objeto de custo ou objeto de custeio Como já tivemos oportunidade de mencionar. Dependendo do interesse da empresa. Para efeito didático. englobando salários. A matéria-prima para uma indústria de móveis de madeira é a madeira. Isto significa dizer que objeto de custo é qualquer coisa para a qual se deseja uma mensuração de custo. em uma indústria de móveis de madeira podem ser caixas de papelão. Esses materiais são aplicados juntamente com a matéria-prima. verniz. telefones e comunicações etc. consideraremos todos esses materiais como secundários. Compreendem os demais gastos necessários para a fabricação dos produtos. ainda. em uma indústria de confecções caixas ou sacos plásticos. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Basicamente. outras nomenclaturas a respeito dos materiais secundários como: materiais auxiliares. manutenção da fábrica. Materiais Os materiais utilizados na fabricação podem ser classificados em: Matérias-primas: são os materiais principais e essenciais que entram em maior quantidade na fabricação do produto. Chamamos essa coisa de OBJETO DE CUSTO. seguros etc. que embalam os móveis desmontados. que é uma receita para o vendedor. açúcar etc. essas subdivisões poderão ser utilizadas. cola. telefone. materiais de acabamento etc. para uma indústria de confecções são: botões. seguros diversos. Materiais Secundários: são os materiais que entram em menor quantidade na fabricação do produto. Férias.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 8 distinção entre custo e despesa. fermento. depreciação. aluguéis. como por exemplo. O preço e o custo podem ser iguais. manteiga. materiais complementares. para uma indústria de confecções é o tecido. é o nome técnico que designa a finalidade para a qual os custos estão sendo apurados. Para guiar decisões.Mão de obra Direta e Indireta) . complementando-a ou até mesmo dando o acabamento necessário ao produto. 13º Salário. Exemplos: OBJETO DE CUSTO ILUSTRAÇÃO PRODUTO Uma bicicleta de 21 marchas . manutenção. Exemplo: A matéria prima. os componentes de custo industrial podem ser resumidos em três elementos: .a receita de um bem é o seu preço de venda multiplicado pela quantidade vendida e a receita de vários bens é o somatório das multiplicações dos diferentes preços de venda pelas respectivas quantidades vendidas. um desembolso no ato do pagamento que pode ser a vista ou a prazo. lubrificantes etc). antes que eles saiam da área de produção. seguros.Gastos Gerais de Fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) (energia elétrica. Definição de Receita . encargos sociais. é para o comprador um gasto com investimento no ato da compra. embalagens) . refeições e estadas. fechos etc. para uma indústria de massas alimentícias são: ovos. Considerando-se apenas o vendedor. uma nova máquina. o preço sob a ótica do vendedor e o custo sob a ótica do comprador. o custo é menor e o preço é a maior porque contém o lucro. Mão-de-obra Compreende os gastos com o pessoal envolvidos na produção da empresa industrial. dobradiças. Os materiais de embalagem. Podemos encontrar.

Estoque de Materiais: os estoques de materiais podem ser classificados em: Materiais Diretos: compreendem a matéria prima e outros que possam ser perfeitamente identificados ao objeto de custo. Estoques de Produtos Acabados: essa conta representa o saldo dos produtos disponíveis para venda em estoque. sendo o critério mais utilizado. sendo que as diferenças verificadas devem ser analisadas e justificadas através de relatórios gerenciais. Sua correta determinação no início e no fim do período contábil é essencial para uma apuração adequada do lucro líquido do exercício.EFPE . em fabricação. o custo médio. Estoques de Produtos em Elaboração: o saldo da conta estoque de produtos em elaboração ou estoque de produtos em processo representam o valor dos produtos em processo. Fases do Produto até Custo: Estoque de Matéria -Prima Produto em Elaboração (incluiu demais custos de produção) Produto Acabado (matéria-prima + demais custos de produção) Custo de Produtos Vendidos Custos de Produção – Podem ser separados em: Material Direto (MD). através da NF e as saídas são feitas através de Requisição de material. os produtos que ainda não estão acabados para serem vendidos. quanto à quantidade utilizada em cada produto fabricado. Mão-de-Obra Direta (MOD) e Custos Indiretos de Fabricação (CIF) ou Gastos Gerais de Fabricação (GGF). Todas entradas são feitas quando da chegada do material ao almoxarifado. CPA = EIPE + CPP . devido à dificuldade de cálculo. O Custo dos Produtos Fabricados ou Custo dos Produtos Acabados é resultante do custo fabril somado à parcela do Custo Fabril do período anterior ainda não transformado (no período atual chama-se EIPE) diminuído da parcela desse mesmo Custo Fabril que não se transformou (EFPE). As Fases (contas) do Estoque (Ativo) são: Matéria-Prima Produtos em Elaboração Produtos Acabados Material de Consumo Mercadoria para Revenda Material para Embalagem Importação em andamento Provisão de estoque obsoleto (redutora) Provisão para ajuste ao valor de mercado (redutora) Devem ser programados Inventários Periódicos e Anuais. Corresponde ao Custo de Produção do Período ou Custo Fabril: é a soma dos custos incorridos no período dentro da fábrica em determinado período. Resumindo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 9 SERVIÇO PROJETO ATIVIDADE DEPARTAMENTO Um vôo Rio-SP Um avião montado pela embraer para a FAB Um teste para determinar o nível de qualidade de um lote de televisores Um departamento (manutenção) Controle de estoques Os estoques representam um dos ativos mais importantes do capital circulante e da posição financeira da maioria das companhias industriais e comerciais. Pode permanecer alguma parcela ainda em elaboração no final do período. CPP = MD (EI + C – EF) + MOD + CIF Custo da Produção Acabada ou Custos dos Produtos Fabricados: nem sempre o total de custos aplicados na produção durante o período é totalmente transformado em produtos acabados. são considerados materiais indiretos. mas. o Custo dos Produtos Fabricados é o custo que efetivamente ocorreu sobre as unidades que foram totalmente acabadas naquele período. Todos os itens são registrados através de código de produto. Materiais Indiretos: são os materiais empregados na fabricação do produto. no depósito de produtos acabados da empresa.

Custos de transformação: corresponde a soma de todos os custos de produção. ou seja.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 10 Custo dos Produtos Vendidos – é a soma dos custos incorridos na fabricação dos bens que só agora estão sendo vendidos. entretanto. Representam os primeiros custos a ocorrerem no processo produtivo. a matéria-prima e a mão-de-obra Direta.). parte para despesa e parte para custo. rateio esse sempre arbitrário. CPV = EIPA + CPA . a divisão é . a separação entre custos e despesas é fácil. Por exemplo. é comum encontrarmos uma única administração. Ou seja.EF Mão de obra direta (MOD) GGF ou CIF Custo de Produção do Período ou Custo Fabril + EIPE Custos dos Produtos Acabados ou Custo dos Produtos Fabricados + EIPA (-) EFPA (-) EFPE Custos dos Produtos Vendidos Separação entre custos e despesas O professor Eliseu Martins cita em seu livro que. Normalmente. constitui-se da mão-de-obra apropriada e dos custos indiretos de fabricação.EFPA Outros conceitos utilizados na contabilidade de custos Custos Primários – são os custos principais do produto em si. pela dificuldade prática de uma divisão científica. Como nós já citamos: os gastos relativos ao processo de produção são CUSTOS. surge daí a prática de se ratear o gasto geral da administração. Somente devem ser “separados” e/ou “diferenciados” entre custos e despesas valores que sejam significativos e que vão influenciar sobremaneira o processo. Fluxograma da Apuração do Resultado Industrial Materiais diretos consumidos (MD. Representam esses Custos de Transformação o valor do esforço da própria empresa no processo de elaboração de um determinado item. uma série de problemas aparece pelo fato de não ser possível a separação de forma clara e objetiva. teoricamente. embalagens compradas etc. e os relativos à administração. às vendas e aos financiamentos são DESPESAS. sem a separação da que realmente pertence à fabrica. exceto os relativos a matériasprimas e outros eventuais adquiridos e empregados sem nenhuma modificação pela empresa (componentes adquiridos prontos. MP etc) EI + C . Na prática. Pode conter Custos de Produção também de períodos anteriores existentes em unidades que só foram acabadas no presente período.

o gasto com o Departamento de Pessoal for de 0. ou com base nos demais gastos. então seu custo total inclui o de seu acondicionamento. que numa eventual divisão teriam sua parte maior considerada como despesas. os valores relevantes que visivelmente contêm ambos os elementos e podem. seu custo terminou quando do término de sua produção. e por essa razão tem. 2/3 destes gastos ficariam como despesas. incluindo a da produção.. ser divididos nos dois grupos. EXERCÍCIOS 1) Indique se as afirmações estão certas ou erradas. deve ser tratada como despesa. CUSTOS Produtos Acabados DESPESAS VENDAS Por exemplo. por critérios não excessivamente arbitrários. que efetua aquisições tanto para a área de produção quanto para a administração. b) A Contabilidade Industrial é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos nos setores de produção e venda. exemplificativamente. numa eventual distribuição. Se. os produtos já são colocados à venda embalados de forma diferente. Em suma. Logo. proporcionalidade com a folha de pagamento. porém repetitivos a cada período. Por exemplo. Os mesmos problemas existem para outros setores. mas nem sempre é da mesma maneira simples a verificação de onde eles terminam. etc. ficando ativados por esse montante. tais como Departamento de Compras. que presta serviços à produção e também ao resto da empresa. todos os gastos serão tratados como despesas necessárias para a realização da venda. É relativamente comum a existência de problemas de separação entre custos e despesas de venda. quando um produto é colocado para venda tanto a granel quanto em pequenas quantidades. Outros exemplos mais específicos: gasto com o Departamento de Recursos Humanos ou Pessoal. seu gasto total de funcionamento dividido parte para despesa (Contabilidade Financeira) e parte para custo (Contabilidade de Custos). ou Almoxarifado. Ou também o Departamento de Contabilidade. a apropriação dos honorários da diretoria só seria relativamente adequada se houvesse um apontamento do tempo e esforço que cada diretor devotasse ao processo de administração e vendas e ao de produção. Até aí. Onde terminam os custos de produção? É bastante fácil a visualização de onde começam os custos de produção. etc). que representa 67% dos gastos totais da empresa. Se. por outro lado. Como isso é praticamente impossível e já que é extremamente arbitrário qualquer critério de rateio (porcentagem prefixada. os gastos com embalagens podem tanto estar numa categoria como noutra. A partir desse momento. ou simplesmente em porcentagens fixadas pela Diretoria. b) valores relevantes. que engloba a Contabilidade Financeira e a de Custos. faz-se a divisão de seu gasto total em custo e despesa. bastando definir-se o momento em que o produto está pronto para a venda. às vezes. só devem ser rateados e ter uma parte atribuída aos custos de produção e outra às despesas do período. tornando-se despesa por seu montante integral (Conservadorismo também). por haver comumente um único departamento que cuida tanto do pessoal da fábrica como do pessoal da administração. o mais indicado é seu tratamento como despesa no período em que foram ocorridos. não devem também ser rateados. o melhor critério é tratá-los totalmente como despesa. Por exemplo. Manutenção.3% dos gastos totais. sem rateio para a fábrica (Conservadorismo e Materialidade). Como tentativa de solução ou pelo menos de simplificação. etc. idem. dever-se-á tratá-lo como despesa integralmente. . a) A Contabilidade de Custos é a área da Contabilidade que trata dos gastos incorridos na produção de bens e serviços. dependendo de sua aplicação. algumas regras básicas podem ser seguidas: a) valores irrelevantes dentro dos gastos totais da empresa não devem ser rateados. a administração é centralizada.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 11 feita em função da proporcionalidade entre número de pessoas na fábrica e fora dela. Isso implica a contabilização do estoque de produtos acabados sem a embalagem e esta é ativada num estoque à parte. todos os gastos são custos. vendas. Como a embalagem só é aplicada após as vendas. A regra é simples. c) valores cujo rateio é extremamente arbitrário devem ser evitados para apropriação aos custos (idem).

Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 12 c) A Contabilidade de Serviços é a área da Contabilidade de Custos que trata dos gastos incorridos na prestação de serviços.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. inclusive frete. d) A energia elétrica consumida no setor de produção é um custo. b) O seguro dos equipamentos de produção é custo. 2. os valores dos aluguéis. d) Na atividade comercial. c) Os estoques de produtos em elaboração e acabados correspondem às matérias-primas utilizadas. a despesa de salários dos vendedores não é incorporada ao valor de aquisição das mercadorias. depreciação. e) As indústrias possuem um elevado grau de imobilizações.Indique a alternativa que não representa custo. dos produtos acabados e do custo dos produtos vendidos. a) Na empresa comercial. 3. b) Na atividade industrial. a) A depreciação dos equipamentos da fábrica é custo. c) Honorários do diretor industrial e respectivos encargos sociais.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. juros e comissões dos vendedores são apropriados ao resultado imediatamente quando incorridos. 6. a) Salários dos operadores das máquinas de fabricação. aluguel e demais gastos de produção. 4 . d) O frete sobre vendas é custo. a) Na atividade industrial. b) Depreciação das máquinas de fabricação. depreciação. e) As receitas e despesas das empresas industriais são controladas pela Contabilidade Comercial. e) Na atividade comercial. c) Integram os estoques da indústria os salários. e) Energia elétrica consumida pelas máquinas de fabricação. seguro do frete e impostos recuperáveis. 5. são mantidos nos estoques os valores das matérias-primas utilizadas e dos demais fatores de produção. d) A Contabilidade de Custos é aplicada ao setor de produção. enquanto os produtos correspondentes não forem vendidos e entregues aos clientes.Marque a alternativa correta. c) Os salários dos vendedores são custos.Indique se as afirmações estão certas ou erradas. b) Por meio da Contabilidade de Custos. b) O custo das mercadorias vendidas de uma empresa comercial é correspondente ao valor de aquisição das mercadorias que foram vendidas e entregues ao cliente. são apropriados ao resultado os valores aplicados na fabricação dos produtos vendidos e entregues aos clientes. d) O CPV representa o custo dos produtos que permanecem em estoque ao fim de um determinado período. mão-de-obra direta e custos indiretos já aplicados na fabricação desses produtos. são registrados como valor de aquisição dos estoques de mercadorias os gastos necessários à compra. . e) A Contabilidade de Custos controla os custos e despesas dos diversos departamentos de uma empresa industrial. c) Na atividade comercial. os estoques podem ser controlados mediante sistema de inventário permanente ou periódico. embalagens e outros materiais diretos. e) Os honorários da diretoria do departamento de administração são custos. podem ser determinados os valores dos estoques de produtos em elaboração. a) A Contabilidade de Custos controla o custo dos fatores de produção. Podemos identificar como funções principais da contabilidade de custos: a) a avaliação dos estoques e o cálculo das participações dos acionistas b) o auxílio ao controle e à tomada de decisões no processo administrativo c) o levantamento do balanço patrimonial e a avaliação de estoques d) colocar o contador em papel de destaque e aumentar o lucro empresarial e) a apuração dos custos e despesas das atividades de produção e comercialização 7. d) Salários dos funcionários do departamento de vendas.Indique se as afirmações estão certas ou erradas.

(AFTN / ESAF) Máquina destinada à produção de calçados é. amortização ou exaustão. para a indústria calçadista. produzindo bens de renda. b) A contabilidade de custos presta duas funções dentro da contabilidade gerencial. c) fixo. fornecendo os dados de custos para auxílio ao controle e para a tomada de decisões. b) fixo. d) de renda. Comprou matéria prima a prazo. “Perda” normal de matéria prima no processo de fabricação. c) numerário. b) comissões de vendas. 14. adquirido e alugado por empresa industrial. b) fixo. é bem: a) do ativo diferido. Assinale-a. Obsoletismo de estoques de materiais. a) A contabilidade gerencial tem por objetivo adaptar os procedimentos de apuração do resultado das empresas comerciais para as empresas industriais. Deterioração de matéria prima em razão de greve dos operários. produzindo bens de venda. (Eletrobrás – 2007) O único valor considerado como custo na Contabilidade de Custos de empresa manufatureira é o desembolso em: a) propaganda. Energia elétrica da fábrica consumida este mês. d) seguro da fábrica. despesa. Colocou anúncio no jornal desta semana. o custo da mão-de-obra e os demais custos indiretos de fabricação. (Perito – SSP) Um componente do Ativo Permanente se transforma em custo ou despesa: a) pela depreciação. b) pelo pagamento à vista ou a prazo. e) O custo pode ser entendido como o gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. se é: custo. e) fixo. investimento. c) depreciação do automóvel do presidente da empresa.(AFTN / ESAF) Um apartamento. 12. . desembolso ou perda: Fato Gasto Custo Desp Invest Desemb Perda Pagou a fatura do anúncio que colocou no jornal deste fim de semana. d) somente pela depreciação. c) Os custos de produção reúnem o custo do material direto. 13 .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 13 8.Não integram o custo de produção das indústrias os valores correspondentes a: a) matérias-primas utilizadas na produção b) materiais indiretos utilizados na produção c) despesas de vendas dos produtos d) mão-de-obra aplicada à produção e) gastos gerais de fabricação dos produtos 9. c) pelo registro pelo seu valor d custo ou mercado. mas só vai pagar no fim do mês. 10. d) O objetivo básico da contabilidade gerencial é o de fornecer à administração instrumentos que a auxiliem em suas funções gerenciais. apenas uma está incorreta. Transferiu a matéria prima do almoxarifado para a fábrica para iniciar a produção. e) de venda. um bem: a) de renda. d) fixo de renda. produzindo bens de venda 11 . porque é utilizado mais tempo que o bem de renda. e) dividendos pagos.(AFC / ESAF) Entre as afirmativas seguintes.Assinale com um ‘X’ a classificação correta de cada fato.

..000..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 14 15.. e) Custos são os gastos que a empresa incorre para a comercialização dos produtos...00..000... d) Mão-de-Obra Direta + Custo Primário = Custo Total....... 17...000/00 Aluguel da Fábrica.........00 O custo de fabricação....... c) Investimentos não são gastos......000. R$ 580.000..... d) Perdas são sacrifícios ocorridos na produção............. c) Custo do Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação...000....00 Seguro da Fábrica ..00... d) Custo da Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação... e) Custo do Material Direto e Indireto + Gastos Gerais de Fabricação.000....00... de forma involuntária ou fortuita.. b) Mão-de-Obra Direta + Gastos de Fabricação = Custo Primário...00 Indiretos...000.......000 2 ..00. e) R$ 580.. relativas a um determinado período de produção: Materiais requisitados do almoxarifado: Diretos...... d) R$ 500........ extraídas de escrituração de uma empresa industrial.00............. R$ 500.000. Assinale a alternativa correta: a) Material Direto + Mão-de-Obra Direta = Custo de Fabricação. 18..000...000.Observe os dados abaixo e calcule o que se pede: 1 – MPD: Compras $10. R$ 30.000 $2.000....... os valores de: a) R$ 700.....00........... (ESAF) Em relação à terminologia utilizada pela Contabilidade de Custos.... respectivamente. Observe as informações abaixo..000 $5..............Custo de Mão-de-Obra Direta + Gastos Gerais de Fabricação... R$ 200. R$ 40.... o custo primário e o custo de transformação têm.....000................ R$ 350..00...........Mão-de-Obra: Disponível (total) Apropriada (Direta) 3 – Outros Custos Indiretos 4 – Produtos em Elaboração: Estoque Inicial Estoque Final 5 – Produtos Acabados: Estoque Inicial Estoque Final $10..00... b) Custo do Material Direto ...000...000 $3.... R$ 500..... c) Material Direto + Gastos Gerais de Fabricação = Custo Total...00 e R$ 120........00 Indireta...000.............. R$ 20. R$ 50....000.00 e R$ 230..000 Estoque final $2.............000........000 $8.000 $1....00....000..00 e R$ 400....000 $5...00 Mão-de-Obra apontada: Direta......000.......... c) R$ 700..00 e R$ 230.00 Depreciação das máquinas . R$ 580. Compõem o chamado Custo Primário: a) Custo do Material Direto + Custo de Mão-de-Obra Direta.. R$ 300.......000 ..................00....... b) R$ 580.......... com a intenção de sua venda posterior.... é correto afirmar: a) Gastos são custos ou despesas que a empresa incorre para realizar a produção e vendê-la. uma vez que se trata de ativos adquiridos pela empresa que somente são depreciados lentamente..000 Estoque Inicial $1. b) Despesas são gastos incorridos com a produção de bens e serviços...... R$ 60...00 e R$ 400.............. 19 .. 16......000.000..000.. e) Custo Primário + Gastos Gerais de Fabricação = Custo de Fabricação....

500. No período.00 1. d) conservadorismo.00.00 180.800.100. A Cia. e) competência.129. aplicou custos indiretos estimados em R$ 6.00 e) o custo do período foi de R$ 20.00 .00 1.000. registrou as despesas de mão-de-obra direta à base de 60% dos materiais consumidos.500.00 O Custo com Materiais Diretos.400. Sabendo-se que toda a produção iniciada foi concluída.500.161.900. b) objetividade.00 R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ R$ 98.00 e o Custo de Produtos Vendidos de uma indústria são R$ R$ R$ R$ 1.00 72.00 21. R$ 1.000. e) Calcule o Custo de Transformação______________________________________________.500. iniciando o período produtivo.00 .00 com vendas. 20 No mês de agosto de 2003 uma indústria apresentou as seguintes informações: Aquisição de Novo Equipamento Industrial Compras de Matéria-Prima Depreciação de Máquinas Industriais Depreciação de Móveis e Utensílios do Escritório Energia Elétrica da Fábrica Mão-de-Obra Direta Mão-de-Obra Indireta Materiais Indiretos Consumidos na Fábrica Receita de Vendas Salário de Vendedores Salários Administrativos Seguros da Fábrica Estoques Finais Matéria-Prima Produtos em Processo Produtos Acabados R$ R$ R$ Julho 90.600. estabelece como meta os seguintes saldos: .900. Este procedimento está relacionado à seguinte convenção contábil: a) materialidade.00 . para o ano fiscal de 2.00 900.000. adquiriu materiais no valor de R$ 10.000.00 1.00 9.280.00. R$ 1.600.000.000. Atenas utiliza duas unidades de matéria-prima para cada unidade acabada.900.666. d) o custo primário foi de R$ 17.00 22.215. Ao fazer seu planejamento.00 e b) R$ 25.137.500.900.000.00 e c) R$ 21. (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 23 e 24.006.00 3.000. o Custo Fabril e respectivamente: a) R$ 33.600.00 e d) R$ 18.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 15 a) Custo da Produção do Período: ________________________________________________ b) Custo dos Produtos Acabados: _________________________________________________.000.00 1.000.00 .00 1. c) Custo dos Produtos Vendidos____________________________________________________. R$ 1. Seu presidente necessita saber o custo exato da produção de cada um dos produtos.125.000.00 b) o custo por absorção foi de R$ 14. não leva em consideração os gastos com o cafezinho servido aos funcionários após o almoço.00 27.000.200.00. c) consistência.00 e realizou despesas de R$ 3.00 R$ 54.00 112. c) o custo por absorção foi de R$ 14.00.143.00 72.000.000.00 18.900.165. (TCE PI – FGV) A Cia Itapuã fabrica produtos de vestuário.00 810. 22 (AFC) A Fábrica de Sorvetes Spuma.280.900. podemos dizer que: a) o custo de transformação foi de R$ 12.000.00 R$ 54.113.00 Agosto 72. R$ 1. na qual usara 90% dos materiais comprados. d) Calcule o Custo Primário________________________________________________________.000.400. a fábrica vendeu 70% da produção. O gerente ao efetuar a alocação dos custos aos produtos.

000 II.000 b) 499.000 e) 199. e) custos primários e custos de fabricação fixos.000 27.000 c) 673.000 (ICMS/SP/2006) Considere as informações abaixo para responder às questões de números 25 a 27 No mês de janeiro de 2006.000.000 unidades durante o ano fiscal de 2006. Informações adicionais: A empresa aplica Custos indiretos de fabricação a uma taxa de 60% da Mão-de-obra direta.000 Saldo Final em unidades 40.000 c) 460. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 24 Para que a empresa venda 480.000 d) 480.000 d) 657.000 Produtos acabados 70.000 235. b) mão-de-obra direta e materiais diretos.000 b) 1.000 b) 665.000 d)) 681.000 e) 520.000 e) 743.000 Valor 191.000 Saldo Final 117.000 10. Se a empresa planeja produzir 400.000 23. Total de custos de produção no mês de janeiro: a) 501.000 unidades. d) matéria Prima. Albion foram extraídas as seguintes informações: I.000 28.000 134.000 300.000 b) 681.000 40. a quantidade de unidades que deverá produzir no decorrer desse período é: a) 440.000 Produtos em processo 10.000 251. Os excesso ou sub-aplicação dos CIF serão apropriados no final do exercício.000 124. 25. . Custos primários no mês: a)) 501. (ICMS/SP/2006) Na terminologia de custos.000 d) 201.000 b)) 450. Valor dos inventários de início e final do mês (valores em R$): Itens Unidades acabadas Unidades em processo Matéria-prima Saldo Inicial 125. Movimentos ocorridos no período (valores em R$): Itens Compra de matéria-prima Mão-de-obra direta utilizada Custos indiretos de fabricação ocorridos III.020. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.000 d) 990.000 175. Custo das unidades vendidas em janeiro: a) 697. o número de unidades de matéria prima que deverá adquirir será: a) 1. no período.000 c) 489.000 c)) 673. dos relatórios de produção da Cia. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta.010.000 e)) 810.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 16 Itens Saldo Inicial em unidades Matéria-prima 30.000 c) 1.000 e) 665.000 26.

Gasto/Custo. mas que não podem ser identificados com este de maneira economicamente viável (custo efetivo). Complementando. mas é de tão pequeno valor que não compensaria o trabalho de associá-lo a cada produto. O aluguel de um galpão pode ser classificado como custo direto se. CLASSIFICAÇÕES E NOMENCLATURAS DE CUSTOS 2. Casos Especiais Em algumas condições especiais. c) 27. Exemplos: cola e verniz na indústria de móveis. . Complementando.1 Classificação dos custos em relação ao produto A maior questão com relação aos custos é saber quando eles têm um relacionamento direto ou indireto com um determinado objeto de custo.000. d) 17. aluguel da fábrica.000. se determinada empresa só fabrica um tipo de produto (não havendo variação de qualidade ou de tamanho ou qualquer outra) ou executa somente um tipo de serviço. seja esta função um produto.000. 19*** a) 24. gastos com limpeza da fábrica.Às vezes o custo é direto por natureza. Gasto/Custo. Assim. os custos diretos são aqueles que podem ser apropriados diretamente a uma função de acumulação de custos. uma ordem de produção. . Observações importantes: . salários dos chefes de supervisão de equipes de produção. Todo custo cuja parcela pertencente a uma função de custo possa ser separada e medida no momento da sua ocorrência classifica-se como direto. neste local. Gasto/Despesa/Perda. só vão existir custos diretos para essa empresa.000. um serviço. Gasto/Despesa. um centro de custo. Genericamente. todos os custos podem ser classificados como diretos. energia elétrica das máquinas quando é possível saber quanto foi consumido na produção de CADA produto. e) 15. O parâmetro utilizado para as estimativas é chamado de BASE ou CRITÉRIO de rateio. material de embalagem (dentro do processo produtivo). são os custos que estão relacionados a um determinado objeto de custo e que podem ser identificados de maneira economicamente viável (custo efetivo). energia elétrica que não pode ser associada ao produto. apenas um tipo de produto for elaborado. Mão-de-obra direta. sendo tratado como indireto (Materialidade e Conservadorismo). b) 25. são os CUSTOS que estão relacionados a um determinado objeto de custo. Gasto/Investimento. CUSTOS INDIRETOS – são os custos que dependem de cálculos. porque há uma medida objetiva de seu consumo nesta fabricação. classificaremos os custos em relação ao produto em DIRETO e INDIRETO. portanto. Exemplos: depreciação de equipamentos que são utilizados na fabricação de mais de um produto. Exemplos: Matéria-prima direta.Se a empresa produz somente UM produto. Gasto/Despesa/Perda. são os custos que só são apropriados INDIRETAMENTE aos produtos. todos os seus CUSTOS são DIRETOS. Gasto/Custo. Com isso. rateios ou estimativas para serem apropriados em diferentes produtos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 17 GABARITO 01 05 06 10 14 18 22 26 CECCE CCCCC B B A D A D 02 06 07 11 15 19 23 27 CCEEE ECECC D A E *** E C 03 07 08 12 16 20 24 28 CCCEC CCCEE C D A D B C 04 08 09 13 17 21 25 CCCEC CEECE D ** A A A 13** Gasto /Despesa/Desembolso. uma atividade ou um órgão da empresa.000. CUSTOS DIRETOS – são aqueles que podem ser apropriados diretamente aos produtos fabricados.

salários de vigias. que não guardam qualquer relação com o volume de atividade. Note que os CUSTOS FIXOS são fixos em relação ao nível de produção. Outros exemplos: imposto predial do prédio da fábrica. salário de porteiros. na quantidade produzida pela empresa no período (leva sempre em consideração a relação entre os custos e o volume de atividade numa unidade de tempo). ou seja. Essa classificação ocorre em função do comportamento dos elementos de custo em relação às mudanças que possam ocorrer no volume de produção. depreciação de equipamentos da fábrica. Representação gráfica: Custo Fixo em termos Totais: R$ CF Q Custos Fixos em termos unitários: R$ CFu Q . agora serão classificadas em Custos Fixos e Variáveis. as mesmas contas que antes foram classificadas em Custos Diretos e Indiretos. CUSTOS FIXOS e VARIÁVEIS Nesta classificação os custos são estudados em função das variações que podem ocorrer no volume de atividade. mas nada impede que esses custos sofram reajustes em determinados meses em função da política econômica do país. Eliseu Martins prefere mencionar aos custos que se enquadram nesta última classificação em: custos que tem uma parcela fixa e uma parcela variável. Estas classificações também poderão ser utilizadas para as DESPESAS. prêmio de seguros. o caso do aluguel da fábrica que pode ser renegociado semestralmente. salário de supervisores. Independente do volume de produção (dentro da faixa que interessa) a empresa arcará com esse custo. Os CUSTOS FIXOS são aqueles cujos valores são os mesmos quaisquer que seja o volume de produção da empresa (dentro de uma faixa que interessa de acordo com o orçamento). Outro exemplo seria o dissídio coletivo da categoria de trabalhadores que não está envolvida diretamente no processo produtivo. Resumindo: os CUSTOS FIXOS são custos de estrutura da empresa. Exemplos: aluguel da fábrica.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 18 CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS EM RELAÇÃO À PRODUÇÃO (VOLUME) Para estudo do comportamento dos custos. Alguns autores ainda utilizam a classificação de Custos SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. Eles permanecem inalterados em relação ao volume da produção. dentro de uma certa faixa. Por exemplo.

aquela que é apontada perfeitamente no processo produtivo. aquisição de alguns equipamentos (gerando assim a depreciação).Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 19 Observação: alguns Custos Fixos se apresentam sob a forma de degraus. Exemplo: Supondo que uma determinada empresa.000 20.000 360. a ser rateado aos diversos produtos. Exemplos: energia elétrica. Observação: existem correntes que defendem que a mão-de-obra direta seria.000 60. eles sobem para uma plataforma onde permanecem constantes até chegar a um ponto crítico de volume da atividade. São também chamados de SEMI-FIXOS. matérias-primas.80.000 240. opere com 50 % da sua capacidade instalada. dentro de limites normais. fabricando 100. em termos totais: . também. Corresponde aquela mão-de-obra que foi apontada diretamente na fabricação dos produtos. vigias etc. embalagens. ocorrendo de forma anormal. quebra de máquinas etc. hoje.60. quanto maior a produção. Ou seja.001 . pois a legislação brasileira garante uma percepção salarial mínima. menor será o consumo. maior será o consumo. contratar mais supervisores.000 40. Caso essa empresa queira ampliar os seus negócios. um custo fixo. Representação Gráfica do Custo Variável. esse tempo não utilizado será transformado em Custo Indireto FIXO.001 .000 480. custo da mão-de-obra direta não se confunde com o valor TOTAL da folha de pagamento paga à produção. O professor Eliseu Martins cita que a mão-de-obra direta.40. materiais secundários.000 Q Os CUSTOS VARIÁVEIS são aqueles cujos valores se alteram em função do volume de produção da empresa. depreciação dos equipamentos quando esta for em função das horas/máquinas trabalhadas ou quantidades produzidas etc.001. eles permanecem constantes até certo ponto do volume da atividade (faixa de produção ou faixa relevante) e.000 unidades de um determinado produto. Portanto. isto é.20. independente das horas trabalhadas ou do volume de produção. como por exemplo. de energia. Caso haja ociosidade por motivos de falta de material.000 unidades do produto. é classificada como CUSTO VARIÁVEL DIRETO. salários dos operários. Caso a ociosidade seja de valor relevante. Outro exemplo: Volume de Produção 0 . o aluguel de um novo galpão. esse tempo será transferido para PERDA do período. precisará aumentar suas condições de trabalho.000 Representação gráfica: R$ CF Quantidade Necessária de Supervisores 1 2 3 4 Custo em R$ (Salários + Encargos) 120. FAIXA RELEVANTE: é a banda do nível ou volume normal de atividade em que há um relacionamento específico entre o nível de atividade ou volume e o custo em questão. aumentando sua produção e venda para 150. nesse momento. quanto menor a produção.

mas que existirá. da Energia Elétrica da fábrica. Assim. portanto. tem uma parcela fixa e uma parcela variável. o esquema básico da contabilidade de custos se resume a: a. por exemplo. Observação Importante: necessário se torna mencionar que a classificação em Fixos e Variáveis tem uma distinção fundamental com relação à classificação em Diretos e Indiretos: esta última se aplica somente a CUSTOS. e mais um valor por cópia (parte variável). do volume de produção da empresa. b. podemos ter despesas de vendas Fixas (propaganda. perfeitamente. Outros exemplos: aluguel de copiadoras na qual se cobra uma parcela fixa. É o caso. rateio dos custos indiretos. separação entre custos e despesas. já que a caldeira não pode esfriar. por exemplo. Mas a de Fixo e Variável também se aplica. parte fixa da remuneração dos vendedores etc) e Variáveis (comissão de vendedores. às DESPESAS. na qual a concessionária cobra uma taxa mínima mesmo que nada seja gasto no período. . conta de água etc. mas que. Estes são custos que variam com o nível de produção. GRÁFICO CLÁSSICO DOS CUSTOS TOTAIS (CT) Valor CT CV Quantidade Esquema básico da contabilidade de custos Nesse ponto. c. As Despesas Administrativas serão sempre classificadas como DESPESAS FIXAS. despesas de entregas etc).Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 20 CVt R$ Q Representação gráfica do Custo Variável em termos Unitários: R$ CVu Q Existe ainda a classificação dos custos em SEMIVARIÁVEIS ou MISTOS. gasto com combustível para aquecimento de uma caldeira que varia de acordo com o nível de atividade. mesmo que seja num valor mínimo. As despesas financeiras seguem as mesmas regras das Despesas Administrativas. como cita o Professor Eliseu Martins. apropriação dos custos diretos diretamente aos produtos. tudo em relação à quantidade de produtos que são comercializados. entretanto. quando nada se produza. mesmo que nenhuma cópia seja tirada. embora o total da conta dependa do número de Kwh consumidos e. salários da administração das vendas.

000 15.000 5.000 70.000 85.025.000 85.000 350.000 5.Contabilidade de Custos CUSTOS CUSTOS INDIRETOS CUSTOS DIRETOS Profº Francisco Lorentz DESPESAS 21 RATEIO PRODUTO A PRODUTO B PRODUTO C CPV VENDAS RESULTADO DO EXERCÍCIO Exemplo: Suponhamos que estes sejam os gastos de determinado período da Empresa X: Gastos Comissão de vendedores Salários da fabrica Matéria-prima consumida Salários da administração Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Despesas financeiras Honorários da diretoria Honorários diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Despesas de entrega Correios.000 60.000 5.000 120.000 90.000 10.000 $ 80.000 15.000 40. telefones e telex Material de consumo do escritório Total dos gastos Passo 1: Separação entre custos e despesas $ Custos de Produção: Salários da fabrica Matéria-prima consumida Depreciação na fábrica Seguros da fábrica Materiais diversos – fábrica Energia elétrica da fábrica Manutenção da fábrica Total Despesas Administrativas: Salários da administração Honorários da diretoria Correios.000 5.000 45.000 710.000 350.000 1.000 70.000 50.000 .000 140.000 60. telefones e telex Material de consumo do escritório Total 120.000 10.000 40.000 90.

000 Totais 120.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 22 Despesas de Vendas: Comissão de vendedores Despesas de entrega Total Despesas Financeiras: Despesas financeiras Total 80.000 115. B e C e mantenha um controle do consumo de custos diretos utilizados em cada produto.938 710.000 7. é creditada pela transferência dos produtos prontos para a conta Estoque de Produtos Acabados.000 60.711 245.000 15.000 485.000 serão contabilizadas diretamente no resultado do período.000.000 350.000 135.000 LEMBRETE: CONTABILIZAÇÃO DOS CUSTOS MATÉRIA PRIMA: é debitada pelas aquisições e creditada pelas requisições quando do início da produção.000 41.000 70.000 18. PRODUTOS EM ELABORAÇÃO: é debitada pelas matérias-primas requisitadas.000 50. Passo 2: Apropriação dos custos diretos aos produtos Suponhamos que nossa empresa fabrique três produtos: A.00% 295.71% 53. ainda precisarão ser alocados aos produtos.64% 100.00% 93.000 41.000 140. Sabe-se que neste exemplo parte da mão-de-obra e da energia elétrica é direta e outra parte indireta.000 Os custos diretos já estão alocados aos produtos.64% 100. Não serão alocadas aos produtos. mas os custos indiretos.000 Indiretos 30.000 23.000 15.71% 168. Custos Salários Matéria-prima Depreciação Seguros Materiais diversos Energia elétrica Manutenção Total Produto A 22.000 Produto C 21.000 50. PRODUTOS ACABADOS: é debitada pelo valor dos produtos que ficaram prontos e creditada pelo Custo dos Produtos Vendidos quando os mesmos são comercializados.000 10.000 85.000 225.000 As despesas que totalizaram $ 315.65% 34.000 70. .000 202. Teremos então: Custo Produtos Custos Diretos Custos Indiretos Total A 115.000 75.000 60. no valor de $ 225.351 23.711 77. a alocação dos custos indiretos aos produtos será proporcional ao que cada um já recebeu de custos diretos.000 10.000 710.000 40.000 168.65% 34.000 125.000 20. Passo 3: Apropriação dos custos indiretos aos produtos No exemplo.938 225.000 45.351 B C Totais 202.000 Produto B 47. pelo valor da mão-deobra direta e pelos valores dos CIF’s consumidos durante a produção.000 168.

em pequenas indústrias de confecções.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 23 EXERCÍCIOS 1. Classifique os gastos abaixo em Despesa (De)..... "Y" e "Z"......000 Depreciação de máquinas da fábrica..... de acordo com os gastos apresentados a seguir: Salários da administração.... $ 90.. ( ) Energia consumida para manter forno permanentemente aquecido a uma determinada temperatura. indistintamente.. ( ) Aluguel mensal de uma fábrica onde é produzido apenas o produto "X"... ( ) Salário do Supervisor de uma seção que se ocupa apenas do produto "X".. ( ) Embalagem (caixa de papelão) envolvendo.. Custo (C)...... se esses custos são DIRETOS (D) ou INDIRETOS (I).. ocupados na elaboração dos produtos "X" e "Y". camisetas diferentes "X" e "Y" na seção de expedição... envolvendo diferentes camisetas "X".. ( ) Taxa de água e esgoto paga periodicamente por empresa produtora dos produtos "X"......... apenas com a marca da empresa.. "Y" e "Z".......... Fixos (F) e Variáveis (V): 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) salário do eletricista de manutenção da fábrica ) depreciação de veículos da administração ) consumo de aço numa indústria metalúrgica ) salário dos vendedores ) comissão dos vendedores ) salário de vigilante da fábrica ) salário dos operários da fábrica.$30.. 3. ao mesmo tempo. preencher os espaços entre os parênteses com as letras "D" para Custo direto ou "I" para Custo indireto..000 Comissões aos vendedores.....500 Energia elétrica consumida na produção... onde se produzem os diferentes tipos de produtos "X"...... $25... sendo uma embalagem para cada unidade.000 Mão-de-obra dos operários...........A.. perfeitamente apontada aos diversos produtos ) salário do supervisor da fábrica ) embalagem dentro do processo produtivo ) gastos de alimentação do pessoal da fábrica ) transporte do pessoal da fábrica ) material de limpeza da fábrica FIXO VARIÁVEL 4 ...... açúcar e leite utilizado em uma fábrica de sorvetes . $110. ( ) Embalagem plástica..000 Propaganda. "Y" e "Z".. Considerando-se a apuração de custo ao nível de cada produto diferente... ( ) Salário do supervisor da fábrica onde são produzidos os produtos "X" e "Y"...... ( ) Água consumida na higiene pessoal dos empregados....$ 6... ( ) Depreciação (linha reta) de equipamento de informática utilizado no controle geral dos estoques de uma indústria que elabora os produtos "X" e "Y". "Y" e "Z"... ( ) Linha utilizada..000 Matéria-prima consumida na produção: $ 40................... ao mesmo tempo.000 Frete (para entrega de produtos vendidos) $4. Apure os totais dos custos e das despesas da Empresa MM S. nos diferentes tipos de roupa "X".000 2.. $3...... ( ) Aluguel mensal de um galpão para depósito dos produtos "X" e "Y".Assinale a classificação mais adequada para os seguintes custos: CUSTOS INCORRIDOS Desgaste dos pneus dos ônibus de uma empresa de turismo Salários e encargos sociais do pessoal da segurança de uma indústria petroquímica Asfalto consumido em uma pavimentadora de vias públicas Depreciação do prédio de uma fábrica de armas Pólvora utilizada em uma fábrica de fogos de artifício Cacau........

... e) o custo industrial unitário....... Mão-de-Obra Direta.... R$ 2.00 • Aluguel do Escritório de Vendas.....000.... 11 E 12 DEVEM SER RESOLVIDAS COM BASE NESTES GASTOS DA EMPRESA INDUSTRIAL BETA: • Encargos com Depreciação de Móveis e Utensílios . e) os custos variáveis unitários crescem na mesma proporção em que o volume produzido aumenta.000....00 30.............. b) os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida... Em relação a custos........00 ............ Material de Embalagem ... c) os custos fixos unitários decrescem à medida que a quantidade produzida diminui.......... d) 237......... c) custo direto fixo...00 80..00 • Salários dos Vendedores .......... d) os custos fixos unitários variam em proporção inversa às variações do volume produzido......... no período considerado...... d) custo direto variável. d) custo de transformação........000........000....... Está correta a seguinte afirmativa: a) os custos variáveis unitários diminuem quando aumenta a produção...000......................000...00 • Matéria-prima consumida .00 27....... tende a afastar-se do custo variável unitário... Aluguéis de fábrica .......00...00 100........ Assim sendo.... independentemente do volume da atividade fabril......................00.......000................00 1.........00 50..................... 6.. pela diluição dos custos fixos............. Administração da fábrica.............. de conformidade com a quantidade produzida.000.000......100...00 • Outros gastos gerais de fabricação. R$ 80................000..000... Observe os dados abaixo... e) 287....000.. b) custo indireto fixo............... R$ 300...... c) os custos fixos totais decrescem na mesma proporção em que o volume produzido diminui. à medida que o volume da produção aumenta....00 Os custos fixos dessa empresa..... R$ 20............. b) ativos... é correto afirmar: a) os custos fixos totais mantêm-se estáveis.................................000.. R$ 160............... c) gastos gerais de fabricação........... 8......00..................000....00 • Mão-de-obra Indireta .......Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 24 Madeira utilizada em uma fábrica de caixotes Aluguel do prédio de uma clínica dentária 5......000.........000. R$ 140.......... a energia elétrica gasta na sua fábrica será considerada: a) custo indireto variável..............500....... atingiram o valor de (em R$): a) 80. d) os custos variáveis unitários crescem ou decrescem.........................000. R$ 60.......... e) custo de produção. Energia elétrica (fábrica).00 • Encargos com Depreciação de Máquinas da Produção.... R$ 120....... Uma empresa restringiu a sua linha de produção a um único produto. AS QUESTÕES DE NÚMEROS 10........................... representativos dos custos de uma empresa industrial (fábrica de calçados): CONTAS Matéria-Prima............. 9........... em razão inversa......... 7...00............................... b) os custos fixos unitários diminuem na mesma proporção da redução da produção...000..000.00.....00 • Comissões sobre vendas. Encargos de Depreciação................... b) 207.......... R$ 540........ Produtos Acabados em estoque são: a) custo das mercadorias vendidas....000....... c) 180. e) despesa operacional...

....000...00 + 50 Q. d) um prejuízo de R$ 8....00.00. c) Diretos. Essa matéria-prima deverá ser assim computada no custo de produção: a) em maio de 19X0..00 • Custo fixos associados à produção de X: R$ 40. c) em julho de 19X0. e) 540. em R$: a) 40. R$ 600.000. pelo seu valor total. b) CT = 50 Q.. 11.. 14. c) Histórico... ...00. b) Fixos.....000...00 Q..000. e)Variáveis 18.000..000..00. d) 40. de onde retirou metade da quantidade adquirida.00. c) 64.00. d) Corrente e) ajustado....000. e) em agosto de 19X0. os estoques são avaliados em função do custo: a) De mercado. imediatamente após cada requisição.00 + 90 Q..00.....00 por unidade.. e) 960........ e) nem lucro. em R$: a) 104...200 unidades de X.. nem prejuízo. 19...000. R$ 220... R$ 40. O custo fixo unitário e o custo variável unitário de se produzir a milésima unidade de X são... 15... e) 300...00.00 • O preço de venda de X é de R$ 90.000.. c) 460...000..00 e 50..000.000.. pelo seu valor total..00..00.00...000.00 e 900... 17...000...000.00.00 10...000. utilizando-a na sua produção. No Custeio por Absorção.00. c) 160... Para fins fiscais.. As despesas fixas e variáveis no período foram..00.000... UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE Nº 13 A 16.00 e 40.00... b) 800. Caso a companhia produza e venda 1. respectivamente.00 e 920.. 13... b) em junho de 19X0..000..000.000.. comprou matéria-prima para pagamento em 90 dias...000.000.000....00 e 940. e) 90... em junho de 19X0..000.00 e 90.00...000.00 e 50. d) De produção.. pelo seu valor total. e) CT = 40.00.. d) 940....00 • Mão-de-obra Direta . apropria-se aos produtos apenas os custos: a) Indiretos..00. c) um lucro de R$ 8. b) De reposição..00 e 900.00.. O custo total de produção correspondente à fabricação de 800 unidades de X é.. b) 420.000.000.000. Os custos diretos no período totalizaram (em R$): a) 540.000. c) 40.00.. pelo seu valor total..000..000.. d) 160... 12.000.000. Armazenou-a em seu almoxarifado.00. b) um custo total de produção de R$ 108...... c) 760.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 25 • ICMs sobre Vendas ... d) metade em junho e metade em julho de 19X0...00..000.00... A empresa Gama S/A apresenta os seguintes custos para a fabricação de seu produto X • Custo variável unitário: R$ 50.000. e) 40.00. d) CT = 40. e a outra metade..... 16.00....00 • Material de Embalagem utilizado na Produção ...000.. respectivamente (em R$): a) 100..000... b) 90.000. d) 80.. O custo total de produção de X (CT) pode ser representado pela função (Q significa a quantidade produzida e vendida): a) CT = 50 + 40. ela terá: a) uma receita total de vendas de R$ 100... d) 500.00. c) CT = 40..000.00. b) 140.00.00 e 960.00.. no mês seguinte.. O valor dos custos indiretos foi (em R$): a) 280.. b) 40....00....... em maio de 19X0.000.00 e 50..000... Uma empresa industrial.

e) Um aumento da quantidade produzida reduz o custo fixo por unidade. b) R$ 15. d) mão-de-obra. 21 -(Eletronorte) Observe os dados de uma indústria relativos a um período de produção: Estoque inicial de produtos em processo R$ 15. a) A depreciação dos equipamentos de produção é um custo fixo. e) aluguel da fábrica.100.200. e) O seguro da fábrica é custo fixo. (MPAS) Estando uma empresa operando abaixo do seu limite de capacidade. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. 24 -(MPE-RJ) Com relação aos custos de produção. quanto mais se fabrica um determinado produto.100. d) os gastos com combustíveis e energia elétrica não contribuem para a formação do custo de um produto. Isto ocorre exclusivamente em relação ao custo: a) fixo. 25. Indique se as alternativas estão certas ou erradas.00 e 16. e) o custo variável por unidade tende a permanecer constante dentro de certo nível de produção e de tempo. d) A manutenção da fábrica é custo indireto.500.100.00 e 15. cujo tempo pode ser identificado com a unidade produzida. b) As embalagens representam custo indireto.00 e 11. 26.00 Os estoques finais de produtos em processo e de produtos prontos apontaram os seguintes valores.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 26 20. .00.100.800. b) O aluguel da fábrica é um custo fixo. a) Os custos fixos por unidade não variam. c) os salários pagos aos operários lotados na fábrica são considerados custos de produção.00.00. passando a ser denominados custos variáveis. c) R$ 30. Indique se as alternativas estão certas ou erradas.700.00 Custos dos Produtos Vendidos R$ 38.900. mais o seu custo unitário total diminuiu. e) a apropriação dos custos indiretos ao custo de um produto se dá a partir da relevância das vendas do produto no faturamento da empresa. d) Os materiais indiretos utilizados na produção são custos fixos. c) direto.00 e 12.000.100. 22 -(Eletronorte) Dentre as alternativas abaixo assinale a INCORRETA: a) material direto pode ser conceituado como matérias-primas. e) de reposição.00. embalagens e outros materiais que não são identificados com a unidade produzida. d) com exemplo de custo indireto tem-se o imposto municipal sobre a propriedade predial e territorial urbana. d) primário. e) R$ 14. 28. 23 -(Eletrobrás) É contabilizado como custo fixo: a) consumo de energia. c) Uma redução da quantidade produzida provoca o aumento do custo fixo unitário. assim como os encargos trabalhistas e previdenciários decorrentes.00 Estoque inicial de produtos prontos R$ 14. c) O seguro da fábrica é custo indireto.000. é correto afirmar que: a) os custos variáveis se alteram na exata proporção de aumento ou diminuição das vendas. 27. Indique se as alternativas estão certas ou erradas.00. c) A mão-de-obra indireta é um custo fixo.00 e 15.200. d) Os custos fixos são custos diretos.700.00 Produção acabada no período R$ 40. e) A matéria-prima utilizada na produção é custo indireto.700.00 Custos de Fabricação do período R$ 37. b) os custos fixos passam a ter relação direta com o volume da produção a partir de determinada variação. a) O aluguel da fábrica é custo indireto. c) matéria-prima. b) materiais. c) os custos indiretos não podem ser economicamente identificados com as unidades produzidas. b) mão-de-obra direta é aquela paga a empregados que trabalham diretamente no produto. b) variável. d) R$ 12. respectivamente: a) R$ 12. b) Um aumento na quantidade produzida não altera o custo fixo unitário.

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a) Os CV totais de produção aumentam proporcionalmente à quantidade produzida, em razão direta. b) Os custos variáveis unitários não se alteram, qualquer que seja o volume de produção. c) Os custos fixos totais mantêm-se estáveis, qualquer que seja a quantidade produzida. d) Os custos fixos unitários variam na razão inversa da quantidade produzida. e) Os custos industriais unitários (custos variáveis unitários + custos fixos unitários), pela diluição dos custos fixos unitários, tendem a ser aproximar-se dos custos variáveis unitários, à medida que o volume de produção aumenta. 29. Indique se as alternativas estão certas ou erradas. a) Os custos semi-fixos se mantêm quase fixos, mas reagem, timidamente, ao ritmo da produção. b) Os custos semivariáveis sofrem alteração significativa quanto há variação na quantidade produzida, mas não variam de forma proporcional ao volume de produção. c) Numa fábrica em que parte da energia elétrica seja consumida quando a indústria não está produzindo e a outra parte, mais significativa, seja relativa ao volume de produção, a energia consumida é custo semifixo. d) No caso da manutenção da fábrica, se a parcela mais significativa é fixa, havendo pequena variação em razão da quantidade produzida, ela será semivariável. e) Em termos práticos, os custos tendem a ser divididos em fixos e variáveis, uma vez que sua divisão em semifixos e semivariáveis é mais trabalhosa e menos objetiva. 01 05 09 13 17 21 25 29 * B D C D A CECCE CCEEC 02 06 10 14 18 22 26 * A B D C A CCCEC 03 07 11 15 19 23 27 GABARITO 04 * 08 D 12 B 16 D 20 D 24 E 28 EECEC * B D C A C CCCCC

01) Custos= 163.500; Despesas: 145.000; 02) I, I, D, I, I, I, D, I, I, D, I; 03) 1.CIF, 2. DF, 3. CDV, 4. DF, 5. DV, 6. CIF, 7. CDV, 8. CIF, 9. CDV, 10. CIF, 11. CIF, 12. CIF; 04) Variável, Fixo, Variável, Fixo, Variável, Variável, Variável, Fixo. ELEMENTOS DE CUSTOS OU FATORES DE PRODUÇÃO Material direto As matérias-primas, os componentes adquiridos prontos, as embalagens e os outros materiais diretos utilizados no processo de produção são apropriados aos produtos e serviços por seu valor histórico de aquisição. Podemos dividir todos os problemas existentes numa empresa com relação a material em três campos: a) avaliação qual o montante a atribuir quando vários lotes são comprados por preços diferentes, como tratar os impostos incidentes sobre as vendas, contabilização de sucatas etc. b) controle como distribuir as funções de compra, pedido, recepção e uso por pessoas diferentes, como desenhar as requisições e planejar seu fluxo, como fazer inspeção para verificar o efetivo consumo nas finalidades para as quais foram requisitados etc.; e c) programação quanto comprar, quando comprar, fixação de lotes econômicos de aquisição, definição de estoques mínimos de segurança etc. O uso das matérias-primas na produção envolve várias etapas, desde a sua aquisição até o consumo direto na produção. COMPRAS ESTOQUES CONSUMO AVALIAÇÃO Custo do Material Direto - é o custo de qualquer material diretamente identificável com o produto e que se torne parte integrante dele. Exemplo: matéria-prima, embalagens, entre outros que sejam perfeitamente identificados aos produtos. O custo de material é obtido por meio da seguinte fórmula: MD = EI + C - EF

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Onde: MD = materiais diretos EI = estoque inicial C = compras EF = estoque final Os materiais indiretos, ou secundários, têm o mesmo tratamento em termos de avaliação e baixa no estoque. O registro das compras será feito pelo valor constante na nota fiscal. O valor a ser registrado será líquido, isto é, deduzido dos impostos recuperáveis e acrescido dos fretes e seguros. Ex: COMPRAS BRUTAS - IMPOSTOS – DEVOLUÇÕES – ABATIMENTOS – DESCONTOS INCODICIONAIS + FRETES E SEGUROS = COMPRAS LÍQUIDAS Ao serem requisitadas para a produção, as matérias primas serão avaliadas conforme o critério adotado: - PEPS - primeiro que entra e primeiro que sai - UEPS - Último que entra e primeiro que sai (*) - Preço médio móvel ou Custo Médio (*) A legislação vigente não admite a utilização do critério UEPS. Caso a indústria não utilize o inventário permanente, a apuração do custo dessas matérias-primas é efetuada pelo método do Inventário Periódico (*CMP=EI + C – EF) – equivalente ao PEPS no inventário permanente. *CMP= Custo das Matérias Primas. Critérios para avaliação dos estoques (baixa do estoque por consumo ou venda de produtos prontos) Preço Específico - quando é possível fazer a determinação do preço específico de cada unidade em estoque, pode-se dar baixa em cada venda, por esse valor; com isto, no estoque final, seu valor será a soma de todos os custos específicos de cada unidade ainda existente. Tal tipo de apropriação de custo, entretanto, somente é possível em alguns casos, onde a quantidade, ou o valor, ou a própria característica da mercadoria o permite (isto é feito, por exemplo, no comércio de carros usados). Na maioria das vezes não é possível ou economicamente conveniente a identificação do custo específico de cada unidade. PEPS – com base nesse critério, daremos baixas no custo da seguinte maneira: o Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai. Assim, à medida que ocorrerem saídas para a produção vamos dando baixa a partir das primeiras compras, o que equivaleria ao raciocínio de que sai primeiro as primeiras unidades compradas, permanecendo nos estoques as mercadorias de aquisição mais recentes. Por este critério avaliamos os estoques pelo custo das últimas aquisições. Com isso, o custo das matérias-primas aplicadas à produção (MP) fica onerado pelas primeiras compras, daí o nome do método PEPS - primeiro que entra é o primeiro que sai. Este método de avaliação dos estoques, quando comparado com os demais métodos, ocasiona as seguintes situações, conforme a economia com preços crescentes, estáveis ou decrescentes: numa economia inflacionária, isto é, com preços crescentes, produz estoque final maior do que os outros métodos; numa economia de preços constantes (inflação zero), os métodos se comportam, teoricamente, de forma semelhante; e numa economia deflacionária, isto é, com preços decrescentes, o método PEPS produz estoque final menor do que os outros métodos. UEPS – a Última a Entrar é a Primeira a Sair. O método UEPS funciona de modo inverso ao PEPS, isto é, o estoque é avaliado pelos preços de aquisição mais antigos e o custo das saídas para a produção é onerado pelas últimas compras. Daí o nome UEPS, o último que entra é o primeiro que sai. Numa economia inflacionária, este método em comparação com os demais, ocasionará no primeiro ano, um custo de matérias-primas maior. A legislação fiscal não aceita o UEPS como método de avaliação de estoques, pois tende a diminuir o lucro, o que ocasionaria diminuição do Imposto Sobre a Renda e da Contribuição Social Sobre o Lucro. A propósito, os únicos métodos aceitos pela legislação fiscal são o PEPS e MPM, este último somente se houver controle permanente de estoques, pois se não houver controle permanente de estoques, é obrigatório o uso do método PEPS. Média Ponderada Móvel (MPM) – Chama-se Ponderada Móvel, pois o valor médio de cada unidade em estoque altera-se pela compra de outras unidades por um preço diferente. Assim, ele será calculado dividindo-se o custo total do estoque pelas unidades existentes. Este método permite a avaliação dos estoques pelo preço médio ponderado. Ele é chamado de média ponderada porque a cada unidade comprada com preço diferente do

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constante do estoque o custo médio existente sofre alteração em seu valor. Assim, evita-se os extremos que ocorrem ao se avaliar os estoques pelo método PEPS ou pelo método UEPS. Por esse critério, os estoques são avaliados pelo custo de aquisição, apurado a cada entrada de mercadorias, ponderado pelas quantidades adquiridas e pelas anteriormente existentes, isto é, a cada aquisição se faz a média ponderada dos estoques. Média Ponderada Fixa (MPF) - Saliente-se, inicialmente, que este método de avaliação dos estoques não é permitido pela legislação do IR e tão-pouco se amolda aos princípios fundamentais de contabilidade. Ele consiste em se efetuar a média do custo pelo somatório de todas as aquisições do período e dividi-lo pela quantidade das aquisições do período, obtendo-se, desta forma, o custo unitário médio mensal. Assim, o método apura o valor médio das compras por períodos de um mês independentemente da data de aquisição, isto é, verifica-se o custo total das compras mais o custo do estoque inicial do mês, divide-se a soma, assim obtida, pelas unidades adquiridas no período mais as unidades existentes no início do período e teremos, então, o custo médio ponderado fixo mensal. Ao final do período (mês), toma-se o total das quantidades requisitadas no período, independente da data de saída, e multiplica-se pelo custo médio encontrado na coluna das entradas, obtendo-se desta forma o custo da matéria-prima aplicada à produção. Perdas de Estoques – Legislação Fiscal LEGISLAÇÃO FISCAL (RIR/99) Art. 291. Integrará também o custo o valor (Lei nº 4.506, de 1964, art. 46, incisos V e VI): I - das quebras e perdas razoáveis, de acordo com a natureza do bem e da atividade, ocorridas na fabricação, no transporte e manuseio; II - das quebras ou perdas de estoque por deterioração, obsolescência ou pela ocorrência de riscos não cobertos por seguros, desde que comprovadas: a) por laudo ou certificado de autoridade sanitária ou de segurança, que especifique e identifique as quantidades destruídas ou inutilizadas e as razões da providência; b) por certificado de autoridade competente, nos casos de incêndios, inundações ou outros eventos semelhantes; c) mediante laudo de autoridade fiscal chamada a certificar a destruição de bens obsoletos, invendáveis ou danificados, quando não houver valor residual apurável. Mão-de-obra Conceito: A mão-de-obra compreende o trabalho do homem aplicado direta ou indiretamente na fabricação dos produtos. O custo de mão-de-obra não corresponde, apenas, aos gastos com salários, mas engloba todos os gastos com o pessoal envolvido na produção: aqueles decorrentes da folha de pagamento, como os encargos sociais e trabalhistas (salários, décimo terceiro salário, férias, contribuições de previdência, contribuição para o FGTS, seguro contra acidentes do trabalho, gratificações etc.), e também os demais gastos com o pessoal, como assistência médica e social, transportes, viagens e estadas, lanches e refeições etc. Classificação: A mão-de-obra pode ser DIRETA ou INDIRETA: A mão-de-obra Direta é aquela relativa ao pessoal que trabalha diretamente sobre o produto em elaboração, que pode ser facilmente identificada em relação aos produtos, desde que seja possível a mensuração do tempo despendido e a identificação de quem executou o trabalho, como por exemplo, o salário do torneiro mecânico, do tecelão, do carpinteiro, os quais trabalham diretamente na transformação das matérias-prima. Compreende os gastos com pessoal que trabalha diretamente na fabricação dos produtos. A mão-de-obra Indireta compreende os gastos com pessoal que trabalha na empresa sem interferir diretamente na fabricação dos produtos. Sempre que não for possível identificar o gasto com pessoal em relação às unidades produzidas, esse gasto será considerado Mão de Obra Indireta. Como exemplo de mão-de-obra Indireta, podemos citar: salário dos supervisores da fábrica, dos chefes de seção, dos faxineiros, dos eletricistas e mecânicos que fazem manutenção nas máquinas e equipamentos industriais etc. Esse pessoal não age diretamente na fabricação deste ou daquele produto, porém os serviços que prestam beneficiam toda a produção em conjunto, sendo, portanto necessário que esses gastos sejam rateados, por critérios estimados ou arbitrados, para os diversos produtos fabricados. Mão-de-obra Direta: Custo Fixo ou Variável? Mesmo que a remuneração do operário seja contratada por hora, o que ocorre com o seu pagamento no fim do mês? A legislação trabalhista brasileira, diferente de inúmeros outros países, garante um mínimo de 220 horas de trabalho por mês. Mesmo que só tenha trabalhado metade disso, mas se teve à disposição da empresa todo o tempo exigido contratual e legalmente, fará jus àquele mínimo. O contrato acabou por produzir um gasto fixo mensal com esse operário. Será por isso a Mão-de-obra Direta um custo fixo também?

benefícios a empregados. Também são chamados de Custos Indiretos de Fabricação (CIF). devem ser apropriados no mês em que forem gerados. mão-de-obra indireta. No caso acima. registram-se os gastos com a folha de pagamento nas contas da mão-de-obra Indireta para registrar. Esse agrupamento contempla todos os elementos de custos que não têm medição de consumo nos produtos. Depois. Exemplo: Energia elétrica referente ao mês de julho que será paga no 2º dia do mês de agosto. Se. materiais secundários. Inicialmente. Composição dos custos indiretos de fabricação Podemos subdividir em três grupos os custos indiretos: a) materiais indiretos: correspondem aos materiais auxiliares empregados no processo de produção. dentro de limites normais. pois ocorrem mensalmente e independem do volume produzido. Os GGF mais comuns são: aluguel da fábrica. energia elétrica. por qualquer razão. energia elétrica.Representam o terceiro elemento de custo. faz-se a contabilização do rateio para cada produto separadamente. os CIF/GGF vêm aumentando sua participação nos custos totais das empresas e. água. evidentemente terá que ser rateada (dividida) para cada produto. Alguns autores costumam utilizar a nomenclatura de CIF se referindo a todos os CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO. quebra de máquinas etc. combustíveis e lubrificantes.Representam a utilização dos outros recursos da fábrica: equipamentos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 30 Convém aqui distinguirmos entre o que seja custo de Mão-de-obra Direta e gastos com Folha de Pagamento. por corresponder a Custo Indireto de Fabricação. esse tempo ocioso ou usado em outras funções deixa de ser classificado como Mão-de-obra Direta. praticamente todos os demais custos são tratados como indiretos. aluguéis. Tendo em vista o Regime Contábil da Competência. Exceto a matéria-prima e a mão-de-obra direta. e aqueles economicamente inviáveis de medição de consumo. Se alguém deixa. mesmo aos operários diretos. nos seus produtos.. . que não integram fisicamente os produtos. Contabilização dos gastos gerais de fabricação A maior parte dos GGF não tem relação direta com os produtos fabricados. grandes acidentes etc. enquanto a Folha relativa ao pessoal da própria produção é fixa. que não são possíveis medir ou quantificar o consumo nos produtos. seguro contra incêndios etc. Se. esses gastos devem ser incorporados ao Custo da Produção do Período em que forem gerados (Fato Gerador). Portanto. imposto predial. manutenção etc. adotando-se para isso alguma base de rateio. houver uma ociosidade por razões tais como falta de material. outros materiais. Contabilização da Mão-de-obra indireta (MOI): A mão-de-obra Indireta. E isso devido ao fato de só poder ser considerada como Mão-de-obra Direta a parte relativa ao tempo realmente utilizado no processo de produção. combustíveis. por outro lado. depreciação. em conjunto. Gastos gerais de fabricação (GGF) ou Custos Indiretos de Fabricação (CIF) Os GGF compreendem todos os gastos decorrentes do processo de fabricação que não correspondam à mão de obra e aos gastos com materiais. instalações. como ocorreu com a contabilização da mão-de-obra Direta. tais fatos ocorrerem de forma anormal e o valor envolvido for muito alto será esse tempo transferido diretamente para perda do período (como no caso de greve prolongada. e de forma direta.Todos os custos de fabricação que não podem ser diretamente mensurados a cada produto.). O fato gerador ocorreu no mês de julho. Com a redução gradativa do custo da mão-de-obra direta pela eliminação de postos de trabalho e sua substituição por atividades automatizadas. e por isso mesmo são apropriados por intermédio de rateios. por exemplo. . a folha é um gasto fixo (pelo menos quando não excede às 220 horas). . tenham ou não sido pagos (mais uma vez o Fato Gerador). . O procedimento mais correto é que esses gastos sejam apropriados mensalmente. mas a Mão-deobra Direta não. Essa distinção é de absoluta importância para inúmeras finalidades. o custo de Mão-de-obra Direta varia com a produção. Em obediência a esse Princípio Fundamental de Contabilidade. esse tempo não utilizado será transformado em custo indireto para rateio à produção. de trabalhar diretamente o produto. os referidos gastos. c) outros custos indiretos: todos os demais custos indiretos incorridos na fábrica. conseqüentemente. de energia. b) mão-de-obra indireta: corresponde à mão-de-obra que não trabalha diretamente na transformação da matéria-prima em produto ou da qual não há condições de apontar o tempo gasto nos produtos. custo de Mão-de-obra Direta não se confunde com valor total pago à produção. Portanto. lubrificantes. Só se caracteriza como tal a utilizada diretamente sobre o produto.

Aluguéis .00 Sabendo-se que o IPI e o ICMS são impostos recuperáveis para a empresa. Pessoal da Fábrica Demais Gastos de Fabricação: .00 (+) IPI R$ 200.00 ICMS destacado da Nota Fiscal R$ 170.Energia .Manutenção .Combustíveis . assinale a alternativa que contém o valor que poderá ser computado no custo das referidas Matérias-Primas (em R$): . Máquinas e equipamentos da fábrica Custos dos Produtos Vendidos EXERCÍCIOS 1.200. A Companhia Beta adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos.Limpeza .00 (=) Valor total da nota fiscal R$ 1.etc.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 31 Representação gráfica da Integração da Contabilidade Geral com a Contabilidade de Custos Contas da Contabilidade Geral Caixa/Bancos/Contas a Pagar Materiais Folha de Pgto. Acabados Depreciação Acumulada Depreciação do prédio.000. Despesas Antecipadas Contas da Contabilidade de Custos Material Direto Produtos em Elaboração Mão de Obra Direta Salários e encargos do pessoal diretamente ligados à produção GGF ou CIF Mão-de-obra Indireta Demais Gastos Seguros da Fábrica Prod. cuja nota fiscal continha os seguintes dados: Valor das matérias-primas R$ 1.

...........00.200...2. Matérias-Primas para serem utilizadas na industrialização de seus produtos: a) Dados da Nota Fiscal de aquisição: Valor das matérias-primas .. 4..050.00..Entregas à produção: item l ...R$ 200. R$ 2...000 unidades a R$ 2.....00.....00 c) No mês de abril X0....000 unidades item 3 ..... c) 840.00.. b) 760.... b) 830. d) 1.. adquiridas e utilizadas em abril/X0..50 unidades ... c) 556..030.5....... d) 976.170.000 unidades a R$ 0...00 cada uma item 3 . dos tributos referidos.. OBSERVE O SEGUINTE: A indústria Brasília adquiriu..00. em 01-04-X0..75 cada uma II .00.4.75 cada uma III ....... assinale a alternativa que contém o valor das matérias-primas... e) 420. apenas o ICMS é recuperável para a empresa.. e) 1....000 unidades IV ...Compras: item l -12...00 cada uma item 2 .Matérias-primas defeituosas. a empresa vendeu 50% dos produtos fabricados....3..000 unidades a R$ 2...8...Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 32 a) 630...... Sabendo-se que....Matérias-primas excedentes.00..500 unidades item 2 .200 unidades V . b) 830. assinale a alternativa que contém a parcela do custo dos produtos vendidos relativa às matérias-primas utilizadas (em R$): a) 1.00.....00.00.000 unidades a R$ 1...000...112... devolvidas aos fornecedores: item l . 2.........Saldo inicial: item l .. Numa determinada empresa industrial...... Supondo-se a inexistência de estoque inicial de matérias-primas e de produtos em 01-04-X0 e que.00 Valor do IPI..00..75 cada uma item 3 .00... a empresa utilizou 40% dessas matérias-primas na fabricação de seus produtos. a ser apropriado nesse mesmo mês aos custos de produção (em R$): a) 664...000 unidades a R$ 1.3.... devolvidas ao almoxarifado pela fábrica: item 2 .. c) 1.. nesse mesmo mês de abril/X0....... PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE Nº 2 E 3....6. d) 488.. 3... R$ 240.00. o fluxo de matéria-prima durante o ano foi o seguinte: I ..00 b) A empresa pagou frete das matérias-primas até o seu estabelecimento.00. e) 1.00...00 Valor do ICMS destacado da nota .. R$ 340.

. Considerando que os gastos com mão-de-obra direta totalizam R$ 69..00. R$ 8.....00.000...00.00 O valor do custo por quilo a considerar como valor dessa matéria-prima. no processo produtivo...087.00. 10.....00...00.. se o IPI e o ICMS são recuperados na venda do produto final é (em R$): a) 830...... como componentes do custo.00................... d) 327..00 II .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 33 Efetuadas essas operações......00 IPI incluso no preço pago ao fornecedor..287....00...00 • iluminação do prédio....832. e) armazenagem-produção-compra-venda. b) 1...00. R$ 10..00 327.. As contas de Matérias-primas e Materiais Indiretos de Fabricação (ou Custos Indiretos)...50..... c) 1..00....170... 5.. CONSIDERE OS SEGUINTES DADOS... d) compra-armazenagem-venda-produção.00...000. o saldo final da conta Matérias-Primas na escrituração da referida empresa foi de (em R$): a) 37. d) 22.505... A Cia Gama adquiriu 100 kg de determinada matéria-prima para fabricação de certo produto....... e) 1.00...500.....00...00 . c) 37.00.. R$ 110...00 ICMS incluso no preço pago ao fornecedor.... ligam-se a fatos cuja ordem de formação ou constituição.00...000.00 5..50......... O valor total debitado no período à conta Produtos em Fabricação foi de (em R$): a) 277.....00... b) 607. como eventos patrimoniais em uma indústria.. d) 657.... R$ 17.. c) armazenagem-compra-venda-produção.. b) 37.. Qual das seqüências. d) 657....00 327.00.... e) 2..00..00 7.... e) 330....468. e) 277....00.. 8. O valor das vendas líquidas realizadas no período foi de (em R$): a) 2..00.. c) 208..00.050.. 9.. e) 15... ocorreram os seguintes custos: • depreciação do prédio .. O valor líquido das compras de material foi de (em R$): a) 3.00.. b) compra-produção-venda-armazenagem.......00 Juros a pagar pelo financiamento obtido para efetuar a compra da matéria-prima ..00 • Lucro bruto nas vendas.... R$ 800. PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES N° 7 A 10 l ............... c) 796................... R$ 3....000......ESTOQUES: Inicial Final • Materiais 188.00 • Produtos em Fabricação 520.127........ R$ 7... Na área fabril de uma empresa. c) 1.00... pode-se considerar como natural ou lógica? a) compra-armazenazem-produção-armazenagem. R$ 1.012....000. o total dos gastos gerais de fabricação debitado ao período foi de (em R$): a) 261.000....50.. d) 1.00. b) 900.. b) 258........ 6. constituída por um prédio.50.00..00 • Produção acabada do período.00...OUTRAS INFORMAÇÕES: • Requisição de materiais para fabricação .000..00 Frete e Seguro sobre compras.268..... tendo com isso os seguintes gastos: Valor devido ao fornecedor .........087..000..... é seqüencial. b) 799.... R$ 330. d) 2.. R$ 7. e) 469.505............00.... 11... c) 980..00 • Produtos Acabados 237........

......000......... pagos e a pagar.......000.......000...........Não houve encargos sociais neste período..... c) 75% e 25%.00 • Produtos em elaboração.....000.000.....5%.00 Indireta....000.......................... 12..R$ 8......000.......... ......... R$ 15......000... R$ 40... R$ 0..... d) 50% e 50%...........5% e 62..000........No total dos custos acima mencionados estão incluídos todos os gastos gerais de fabricação no período..........00 Sabendo-se que: 1) ....................00 b) Diversos a Mão-de-Obra Gastos Gerais de Fabricação 12.................00 O total dos salários.............. nas proporções: a) 25% e 75%.......00......... respectivamente......................... R$ 30.000...........00 a Salários a Pagar 15........ entre outras.......... as seguintes contas.. c) 30....... 2) .000..........00 • Custo dos produtos vendidos .......... b) 40% e 60%............ R$ 8....000... d) 33.....000............00.. e) 37............... cujos saldos referentes ao início de certo mês são: • Caixa.00 • Gastos gerais de fabricação . no mês...........000..............000.................00 • Produtos acabados ....Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 34 • imposto predial.........000.................. Uma empresa fabril tem.......00 • Mão-de-Obra: Direta..........R$ 5..000.00.............00 • Mão-de-obra.... e) 40..000...............00 • Salários a pagar ........ R$ 7..00.............. foram efetuados os seguintes lançamentos: a) Mão-de-Obra 20.........00 Neste mês.00............................00 a Diversos a Caixa 5.. R$ 8....... R$ 7..........000........... foi rateado entre Mão-de-Obra Direta e Mão-de-Obra Indireta..00 • Seguro de incêndio do prédio (parcela incorrida no período)... R$ 8............R$ 5..00 20..............00 Produtos cm Elaboração 8....000. Assinale a alternativa que contém o valor dos gastos gerais de fabricação debitados na conta Produtos em Elaboração (em R$): a) 37.............. b) 45...................00 • Matérias-primas .............000......000....

e) diminuição das despesas operacionais. 14. Entende-se como Mão-de-Obra Indireta. taxas e assemelhados. no ato. c) relativa à manutenção. dela constavam: quantidade 4.200. e) pelo total das despesas gerais de fabricação ocorridas no período. • FGTS: 8%. preço unitário R$ 2.00/hora. • Feriados e dias santificados: 8 dias.9351/hora. e) Direta utilizada na comercialização dos produtos fabricados pela empresa. • Férias: 30 dias.900. • Seguro de Acidentes do Trabalho: 2%.00 . e) R$ 5.00 ICMS a Recuperar R$ 1. debitando-se as contas representativas do pagamento ou da apropriação dessas despesas. d) aumento dos investimentos. prevenção de acidentes. ( Contador RJ) – Tendo por objetivo a apuração de custos.700. na Contabilidade de Custos. 17.00 a Fornecedores R$ 9. debitando-se a conta Produtos em Elaboração. supervisão e programação e controle da produção. aquela: a) que diz respeito ao pessoal que trabalha e atua estritamente ligado ao produto que está sendo fabricado. • Ausências ao trabalho justificadas (Remuneradas): 5 dias. debitando-se as contas Caixa ou Contas a Pagar. apenas 10% da compra mais frete e seguros. pagando-se.000. c) por outras despesas indiretas de fabricação.000 unidades.00 IPI a Recuperar R$ 1. o da última unidade a entrar no estoque como sendo a primeira a sair. b) responsável pelas vendas dos produtos fabricados.00 a Caixa R$ 1. do salário de operário contratado por R$ 3. Calcule o custo total. d) R$ 6.8% a) R$ 5. a) Diversos a Diversos Materiais R$ 6. contribuinte de IPI e ICMS. ou seja. b) aumento do resultado líquido. IPI 12% frete e seguros 2% do preço. ICMS 17%. a conta Custos Indiretos de Fabricação é creditada: a) pelos materiais indiretos saídos do almoxarifado. c) aumento do custo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 35 13. a adoção de tal método provocará: a) diminuição do custo. Ao se admitir um processo inflacionário. • Contribuição para o INSS: 20%. b) pela mão-de-obra indireta incorrida. A operação foi realizada a prazo.9123/hora. Assinale o lançamento correto para contabilizar a operação.0218/hora. d) pelas despesas de seguros. c) R$ 4. • Domingos: 52 dias. debitando-se a conta Almoxarifado. • Dias de duração do ano: 365.00 R$ 10. A Fábrica de Pré-moldados.00 Fretes e Seguros R$ 200.00 R$ 10. d) relativa à administração dos escritórios.000. b) R$ 5.50.Fábrica. 15. os gestores da Cia Tal adotam o método UEPS. por hora. conforme o caso. impostos. debitando-se a conta Folha de Pagamento . Na movimentação de contas que registram o processo industrial. contabilidade geral e apoio à Diretoria. considerando os seguintes dados: • Mês de 220 horas.7831/hora. Emitida a nota fiscal 1xxx3. • Sistema S + INCRA: 5.000.000.4343/hora. 16. adquiriu uma partida de material préindustrializados para uso industrial.

00 R$ 11.200.00 a Fornecedores R$ 10. assinale o lançamento correto para contabilizar a apropriação de matéria-prima ao produto (desconsiderar histórico).700.00 IPI a Recuperar R$ 1.00 R$ 11.00 R$ 11.320. c) a) Produtos em Processo Produtos em Processo a Matéria Prima R$ 2.00 d) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.00 a Matéria-Prima R$ 1.00 c) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.400.00 a Caixa R$ 1.00 R$ 11.700.00 .00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 a Caixa R$ 1.00 ICMS a Recuperar R$ 1.00 18.00 a Caixa R$ 1.896.00 R$ 11.200.080.400.despesas acessórias/fretes R$ 240.00 a Caixa R$ 1.00 IPI a Recuperar R$ 1. (AFC) A Industrialzinha Ltda.500.00 a Fornecedores R$ 10.00 a Fornecedores R$ 10.320.00 R$ 11. Com base nas informações fornecidas e sabendo-se que a empresa é contribuinte tanto do IPI como do ICMS.00 e) Diversos a Diversos Materiais R$ 9.200.376.00 IPI a Recuperar R$ 1.136.300.00 e) Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.320.140.400.00 ICMS a Recuperar R$ 1.260.300.00 R$ 11. adquiriu matérias-primas para serem utilizadas na fabricação de seus produtos no mês de agosto.080.00 a Fornecedores R$ 10.400.260.00 .quantidade 500 unidades .400.896.preço unitário R$ 8.700.IPI 10% .ICMS 17% .400.00 Fretes e Seguros R$ 200. Os fretes não sofreram tributação. mesmo que onerosa.400.00 No mês de agosto a empresa utilizou 60% desse material na produção.00 ICMS a Recuperar R$ 1. exigindo entrega em domicílio. A nota fiscal dessa compra espelhou os seguintes dados: .00 d) b) Produtos em Processos Produtos Acabados a Matéria-Prima R$ 2.700.136.00 R$ 11.00 a Matéria-Prima R$ 1.700.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 36 b) Diversos a Diversos Materiais R$ 8.400.

00.000.00 b) R$ 30.000. c) indireto.00 . b) custo. e) diretos. a FORTALEZA S/A vendeu 80 unidades de halteres de 5kg por R$ 30.00.500.000.000.Custos Indiretos de Fabricação Incorridos no período: R$ 5. Os dados da nota fiscal de aquisição eram os seguintes: No final do período.Estoque Final de Produtos Acabados: R$ 6.000.00 .00 . 20.00 e) R$ 29. d) despesas gerais de produção. como: a) custo de mão-de-obra. dedicada ao comércio de equipamentos de ginástica. 23.000.000.Estoque Inicial de produtos acabados: R$ 11. 21. ou cada vez que houver o uso de estimativas ao invés de medição direta. de 35% das aquisições de matérias-primas. contribuinte do IR com base no lucro real. (Contador RJ) Para responder a questão considere os saldos apurados nos livros contábeis da Cia. e 5 unidades de halteres de 7kg por R$ 40. c) custo de serviços de terceiros. e) identificado.000. b) segregado.00 . por R$ 280.000. (ESAF) Uma fábrica de cimento contrata empresa de transporte coletivo para transportar seu pessoal para trabalhar em sua jazida. e 6 unidades de halteres de 7kg avaliadas. Sabe-se que a empresa comercial FORTALEZA S/A é contribuinte do ICMS mediante movimentação econômica. e) custo de veículos.000. Os Custos que não são facilmente identificáveis com os produtos e são apropriados com base em rateios são chamados de : a) fixos.000. Alfa relacionados abaixo: .000. 22.Devoluções.000. Os gastos com os serviços contratados serão apropriados.00 .Estoque Inicial de Matérias-primas: R$ 5. b) custo da matéria-prima.000.000. e não é contribuinte do IPI.000. (ICMS/RJ 2007) A empresa FORTALEZA S/A.000.00 . No início do período. e) investimento.000.000. Considerando apenas as informações apresentadas e que a FORTALEZA S/A avalia seu estoque pelo Custo .00 . d) desembolso. começou o período com o estoque de mercadorias composto por 20 unidades de halteres de 5kg avaliadas. o custo será incluído como: a) imputado. FORTALEZA S/A adquiriu 100 novas unidades de halteres de 5kg. c) primários. A opção que apresenta a nomeação do salário pago em empregado da produção: a) despesa. c) gasto. d) indiretos. dentro do próprio período.00 c) R$ 32.Estoque Final de Matérias-primas: R$ 7.00 cada unidade. no total.000.Estoque Inicial de Produtos em Elaboração: R$ 3.Matérias-primas adquiridas no período: R$ 20.000.MOD do período: R$ 6. em relação à produção de cimento. b) variáveis.00 cada unidade. (NCE-UFRJ) Em Contabilidade de Custos. de onde extrai calcário para produção de cimento.000.00 d) R$ 34. por R$ 120. quando houver necessidade de utilizar qualquer fator de rateio para a apropriação.500.00 24. d) variável. no total.00 O custo dos produtos vendidos é de: a) R$ 40.000. .000.Estoque Final de Produtos em Elaboração: R$ 2.000.00 .000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 37 19.

Q. Quantidade. respectivamente.317. que sofreu 4 movimentações no período de 01 a 05 de certo mês. b) 1. o valor do custo das mercadorias vendidas nesse período é. isto é.17. que sai. Custo Unitário e Custo Total em Reais.0 ? (3) (2) ? ? ? ? 190. b) Último que entra primeiro d) Média ponderada fixa. d) 608. 26 (ICMS/SP/2006) Uma Empresa. inserida em um contexto de economia inflacionária em que os preços são sempre crescentes ao longo dos períodos. e) Método de preço específico. o valor do custo total do saldo no dia 05 (em R$): a) 704.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 38 Médio Ponderado Móvel.00.00. assinale o valor a ser encontrado no lugar do último ponto de interrogação. 27 . tem o movimento de seus estoques conforme os dados abaixo.00.00. c) 1. c) 436. que sai.446. d) 1. em qual dos critérios de avaliação dos estoques o Resultado Bruto Operacional será maior? c) Primeiro que entra primeiro a) Média ponderada móvel. Nos três últimos trimestres apurou o seguinte: . Com base nessas informações.00 120.45.307.424.00 b) 664. em valores arredondados: a) 1. e) 1.67. U e T representam.00 640.33 25 DIA 01 02 03 04 05 ENTRADAS Q U T 12 10.323.00 ? Q SAÍDAS U T Q 8 ? 15 ? ? SALDO U T 80.00 ? ? ? ? ? ? Na ficha (acima apresentada) de estoque de matéria-prima de uma empresa industrial.00. e) 476. Sabendo-se que as devoluções são relativas ao movimento do mesmo mês. (ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial é monoprodutora.00 38.

O que se procura ao definir uma base de rateio é minimizar tais distorções. c) Entre $46. b) Entre $47. • não houve variação de preços no período.500 unidades.00. • a empresa controla seus estoques permanentemente e os avalia pelo método PEPS.00. aqueles itens que não são economicamente viáveis fazer o seu controle.01 e $46. e) Menor ou igual a $45. um custo que é comum a dois produtos.000. o valor da matéria-prima direta e outros. Geralmente são utilizados em menores quantidades e necessitam OBRIGATORIAMENTE de uma base ou critério de rateio para serem apropriados aos produtos.000. maior será o número de custos diretos e.00. se a apuração de custo for em nível de Departamento e estes dois produtos pertencerem apenas a um único Departamento. d) Entre $45. quanto mais elevado for o nível hierárquico de apuração.000.000. ainda. Portanto.00. GABARITO 01 B 05 A 09 C 13 D 17 D 21 B 25 B 02 06 10 14 18 22 26 C B E C D B C 03 07 11 15 19 23 27 E E B E C E B 04 08 12 16 20 24 B B B C D C CUSTOS INDIRETOS: Critérios de Rateio de CIF – Departamentalização – Taxa de Aplicação de CIF Os Custos Indiretos são aqueles que não há como fazer a associação direta dos custos aos produtos fabricados. Se o critério adotado não for bem consistente.01 e $47. Ou. o resultado de custos ficará por certo deficiente para atender aos fins que se propõe. o número de horas de máquinas.000. pois é uma tarefa que envolve aspectos subjetivos e arbitrários.000. Algumas considerações Desejando-se apurar custos em nível de produto diferente. será classificado como indireto. Dificuldades para estabelecer as bases de rateio A dificuldade que se encontra para alocar custos indiretos reside na definição das bases de rateio a serem utilizadas.000. o número de horas de mão-de-obra direta. este custo passará a ser classificado como direto ao departamento. a) Maior que $48.01 e $48. Entende-se por CRITÉRIO DE RATEIO ou BASE DE RATEIO como uma divisão PROPORCIONAL pelos valores de uma base conhecida.00. alguns produtos podem ficar subavaliados. sem possibilidade de segregação da parcela deste custo pertencente a cada um dos produtos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 39 Sabe-se que: • a empresa apura o custo total de fabricação pelo custeio por absorção. Esses valores devem estar distribuídos entre os diferentes produtos ou funções dos quais se deseja apurar o custo e devem ser conhecidos e estarem disponíveis no final do período de apuração do custo. quanto mais baixo for o nível de apuração. Distorções na Alocação O número de unidades produzidas. Utilize o método maior-menor para classificar os custos entre fixos e variáveis e determine o custo total de fabricação do quarto trimestre para uma produção total de 6. superavaliados. ou seja. o custo indireto deve guardar estreita correlação com os dados escolhidos como base de rateio (causa x efeito). Tendo em vista que o montante dos custos indiretos será absorvido pela produção por qualquer base que se venha a ser empregada. enquanto outros. Porém. todos eles sempre relacionados diretamente com o volume da . é rateado pelo metro quadrado ocupado por cada departamento ou linha de produção. geralmente. maior será o número de custos indiretos. Exemplos: o imposto predial da fábrica. ao contrário.000. A melhor base de rateio para determinado custo é aquela que se supõe que o custo ocorra na mesma proporção dela.

Energia elétrica (força) . Bases Mais Adequadas de Rateio Com o desenvolvimento dos processos de produção. que permitem a execução de uma variedade muito grande de produtos com alto grau de eficiência e qualidade. a modernização dos processos de produção. as empresas têm de diversificar cada vez mais o número de itens da sua produção para atender a estas exigências aumentando. pode se adotar um critério de rateio que englobe grupos de custos indiretos. As parcelas dos custos indiretos destinados a cada função diferente ficaram muito distorcidas e. precisa-se ter coerência na escolha dessa. praticamente eliminando os tempos entre as etapas de produção. a quantidade de custos indiretos aumentou demasiadamente em relação aos diretos e os conceitos antigos de rateá-los por dados que privilegiam o volume de produção deixaram de refletir a realidade. eram os dados mais comumente usados como base de rateio. necessita de uma base de rateio para apropriação aos produtos. cadeiras.o valor do imobilizado é o dado que melhor serve como base de rateio deste custo. A melhor base de rateio para este custo é o valor da mão-de-obra direta apropriada a cada tipo de produto diferente ou a cada função diferente de custo. com automatização das diversas etapas dos processos produtivos. carteiras e mesas de madeira. mais combustível ela vai consumir. ou seja. como custo indireto. muito simplista. quanto maior a potência. neste caso. . O que ocorre. utilizando-se das técnicas mais avançadas. maior o consumo de energia. Sem uma análise mais acurada da forma de ocorrência de cada um dos diferentes custos indiretos e nem da efetiva participação de cada uma das funções de custos naquele custo indireto. porque quanto mais potente for a máquina. o número de empregados em cada linha de produção também é uma base aceita. como conseqüência. procurando aproximar-se daquilo que seria o custo perfeito. tendo em vista que a depreciação é conseqüência do valor de aquisição do imobilizado. significativamente. Como por exemplo. cuja matéria-prima direta é a madeira e o valor consumido é normalmente proporcional à área que deve ser envernizada. fazem com que o custo de cada uma destas funções não exprima o seu verdadeiro valor. entre outros. bem como da sua maior adaptação aos hábitos e comodidades de cada usuário. Com isto. desde a encomenda de matéria-prima até a entrega do produto final ao cliente. o consumo de combustível é em funcão da potência de cada máquina. Materiais indiretos o dado que serve melhor como base de rateio é o valor da matéria-prima porque se entende que a sua aplicação nos diferentes produtos é em função do consumo de matéria-prima direta. entre os disponíveis. a fim de não serem obtidos resultados distorcidos. Exemplos de custos indiretos e bases de rateio. a alocação das suas parcelas fica muito aleatória. também requer mais supervisão. normalmente. Assim. é que o Supervisor está encarregado na produção e na supervisão de diversos produtos e . A razão dessa escolha é supor-se que a medida que o produto ou função de custo absorve mais mão-de-obra. tendo em vista o raciocínio. Qualquer base que venha a ser utilizada por certo permitirá que se chegue ao custo dos produtos. tendo em vista que os custos indiretos ganharam maior relevância. vejamos o VERNIZ numa pequena fábrica de bancos. provocaram um deslocamento significativo dos custos.Total Quality Control. aumentando o valor dos custos indiretos com redução dos demais. de que o produto de maior volume de produção deveria ser o mais penalizado com as cargas de custos indiretos. que melhor serve como base de rateio deste custo é a “potência das máquinas a combustão”. ao contrário de hoje. como o JIT .significa a remuneração devida ao pessoal que chefia um grupo de pessoas. Combustíveis . Cada custo indireto deve ter a sua ocorrência analisada em função da unidade de acumulação de custos e. Depreciações . quanto à qualidade e à eficiência dos produtos. escolhido o dado que melhor possa refletir o rateio daquele custo a cada uma das unidades de acumulação de custos. o TQC . Nos tempos atuais.o dado. só então. No entanto. Esta sistemática provocava muitas distorções. O que precisa ficar bem claro é que todo e qualquer critério que venha a ser empregado deve ser escolhido em função de uma base que represente uma relação lógica. a distribuição inadequada de pequeno valor não provocava distorções significativas. Assim como nas máquinas a combustível. Devido às exigências cada vez maiores do mercado.Just in Time. Supervisão .o dado mais indicado para a base de rateio é a “potência das máquinas elétricas”. Após um estudo muito analítico de cada custo e uma unanimidade dos responsáveis de cada área ou atividade.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 40 produção. no intuito de simplificar esta rotina. o número de produtos diferentes produzidos. uma alocação inadequada provoca distorções muito significativas. novos conceitos estão sendo usados para a escolha dos dados mais adequados para uso como base de rateio dos custos indiretos.

interessa-nos mais visualizar o Departamento como um conjunto que. Em outras situações podem existir diversos Centros de Custos dentro de um mesmo Departamento. ou seja. também. uma Ordem de Serviço. também só de máquinas. Quanto maior a área ocupada na fabricação dos produtos. Por viverem esses Departamentos para a prestação de serviços a outros Departamentos. aqueles são os que atuam sobre o produto e são conhecidos por Departamentos de Produção. Verificando esses exemplos. nele são acumulados os Custos Indiretos para posterior alocação aos produtos (Departamentos de Produção) ou a outros Departamentos (Departamentos de Serviços). Transporte de pessoal . que desenvolve atividades homogêneas. assim.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 41 Energia elétrica (iluminação) . são conhecidos por Departamentos de Serviços. têm seus custos transferidos para os que deles se beneficiam. Caso os produtos estocados no fim do período tenham sido “beneficiados” pela modificação do critério de rateio e tenham por isso recebido menos Custos Indiretos do que recebiam antes. Diz-se unidade mínima administrativa porque sempre há um responsável para cada Departamento ou. Por exemplo: Forjaria. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Departamento é a unidade mínima administrativa para a Contabilidade de Custos. pelo menos teoricamente. Manutenção. o efeito dos Custos Indiretos sobre os produtos não seria ponto sensível na avaliação do resultado global da empresa. poderão existir alterações artificiais no resultado. parte da produção fica estocada (produtos em elaboração e produtos acabados) e com isso. representada por homens e máquinas (na maioria dos casos). pelo menos. mais energia elétrica será consumida para a sua iluminação. Os Departamentos de Serviços (impropriamente chamados às vezes de Não-produtivos e também conhecidos por Auxiliares) geralmente não têm seus custos apropriados diretamente aos produtos. Montagem. Esquema de Contabilização de Custos – Departamentalização . deveria haver. um departamento.usa-se como base de rateio para este custo o dado “área ocupada”. enquanto os segundos. também. o resultado do período aparecerá. Esse conceito que liga a atribuição de cada Departamento à responsabilidade de uma pessoa dará origem a uma das formas de uso da Contabilidade de Custos como forma de controle (custo por responsabilidade). Mas. Refinaria. pode também ocorrer sob a forma de homens apenas e. Administração Geral da Fábrica etc. Pintura. Isso porque os Custos Indiretos não apropriados sobre os itens estocados teriam sido apropriados aos outros que foram vendidos e. maior será a parcela do custo de alimentação incidente sobre o produto ou função de custo. notamos que podem ser divididos em dois grandes grupos: os que promovem modificações sobre o produto diretamente e os que nem recebem o produto. Alimentação . uma Ordem de Produção. considerando-se que o valor do aluguel é por área e portanto.é usado o mesmo dado do anterior. estariam classificados como Despesas (Custo dos Produtos Vendidos) no resultado.área ocupada é o dado mais adequado como base de rateio deste custo. Para o campo de Custos para Avaliação de Estoque (foco inicial deste trabalho). pois estes não passam por eles. um processo produtivo ou mesmo um produto. Almoxarifado. que realizam atividades homogêneas. o número de pontos de luz instalados em cada setor. que vivem basicamente para execução de serviços e não para atuação direta sobre o produto. e como tal. Os Departamentos de Produção (também conhecidos por Produtivos) têm seus custos transferidos para os produtos. Outras Observações Caso toda a produção de um período for vendida nesse mesmo período. já que estes passam inclusive fisicamente por eles. Cromeação. Outra base seria. pode representar um órgão. porque se considera que quanto maior o número de empregados ocupados. Aluguéis . o produto que ocupa a maior área recebe a maior parcela do custo e o que ocupa a menor área recebe a menor parcela do custo. na grande maioria dos casos.a base de rateio será o dado “número de empregado”. por um montante menor do que aquele que seria apresentado caso não tivesse havido alteração. Função de custo significa unidade de acumulação de custos. apesar de na maioria das vezes ser constituído por homens e máquinas. Departamento e Centro de Custos Na maioria das vezes um Departamento é um Centro de Custos.

000 40.000 120.000 Supervisão da fábrica 100.000 Totais 1.000 B 450.150.000 100 Note que agora o critério de rateio dos CIFs será o das horas-máquina de cada departamento por onde os produtos passaram.000 1.67 250 83.150.000 30.150.33 200 66.5 150 37.000 300. B e C.000 100.000 530.000 No entanto.000 Total 1.000 . Total Corte 100.000 Total 960.000 130.000 200. Esta disparidade é devido ao fato de que os gastos não são uniformes entre os setores nos quais são produzidos os produtos A.000 A 300. decidiu-se fazer a alocação dos CIFs aos produtos pelo critério das horas-máquina utilizadas em cada produto. A.000 460.000 C 1.000 Acabamento 70.000 450.000 200.000 2.000 Outros custos indiretos 200.000 30.000 Manutenção de equipamentos 350. e nem estes possuem o mesmo tratamento em cada setor por onde passam.250.000 200.000 Energia elétrica 300.000 910.000 Total 200.000 150.000 550.000 60.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 42 Exemplo 1: A empresa Alfa S/A produz três tipos de produtos. verifica-se que existe uma disparidade no cálculo dos custos de cada produto.000 350.000 230.000 50.000 Montagem 30.33 300 100 Acabamento % HM 250 62.000 1.000 100 Portanto o mapa de custos ficaria desta forma: Custos A B C Diretos 500. Alocou aos produtos os seguintes custos diretos: Produtos Custos Diretos 500.67 300 100 Montagem % HM 50 16.000 Indiretos 460. Para este novo cálculo deverão ser considerados os custos apropriados a cada um dos setores.000 450. B e C.400.5 400 100 Total % HM 400 40 200 20 400 40 1. ao se analisar com mais cuidado o processo de produção. Veja: Produtos HM % A 400 40 B 200 20 C 400 40 Total 1.000 Totais Deverão ser alocados os seguintes custos indiretos: Custos Indiretos $ Depreciação de equipamentos 200. Veja a hora-máquina de cada produto nos departamentos por onde passaram: Produtos A B C Totais Corte % HM 100 33. Veja a distribuição dos custos indiretos aos departamentos produtivos: Custos Indiretos Depreciação Manutenção Energia Supervisão Outros Custos Ind.000 Como a maior parte dos custos indiretos é relativo aos equipamentos.000 20.000 40.250.000 300.000 30.

deverá ser levada em consideração a participação de cada produto em cada departamento.150 300.005 62.000 460.750 518.150 331.250 331.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 43 Agora.000 $ 450.PROPORCIONALMENTE .245 Total % 100 100 100 Total 1. Foster e Datar) DIRETO.000 150.000 550. Determinação da seqüência Percentagem do suporte total prestada ao congênere. . Faz a alocação dos custos de cada departamento de apoio diretamente aos departamentos operacionais.000 1.67 300.850 16. Ignora os serviços prestados entre os departamentos de apoio. PASSO A PASSO E RECÍPROCO DIRETO. . ALOCAÇÃO DIRETA O mais utilizado.ANÁLISE DA COMPOSIÇÃO DOS CUSTOS PARA ESCOLHA DA MELHOR BASE DE RATEIO: analisar a composição dos custos para melhor escolha da base de rateio.755) Distribuição dos custos comuns aos departamentos .605 70.33 124. Veja a nova distribuição dos custos indiretos aos produtos: Departamentos Corte Montagem Acabamento Total Produto A % $ 33.000 1. Métodos de alocação do custo dos departamentos de apoio para os de produção (Visão dos profº Horngren.150.150 Produto C % $ 83.000 230.HIERARQUIZAÇÃO: escolher o departamento de serviço que terá primeiro os seus custos distribuídos aos demais.33 149.150.150 (128.67 25.CUIDADO COM AS ALOCAÇÕES REFLEXIVAS: o departamento de serviço que distribuir os seus custos não recebe mais parcelas. PASSO A PASSO (SEQÜENCIAL OU EM CASCATA) Este método leva em conta o reconhecimento dos serviços prestados pelos departamentos de apoio e requer a classificação (em ordem seqüencial) dos departamentos de apoio.50 206. Valor total dos serviços prestados ao congênere RECÍPROCO .995 37. nenhum custo subseqüente deste é alocado ou a ele retorna.000 Sem Departamentalização 518.000 Note que os custos totais de cada produto mudaram.DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE PRODUÇÃO AOS PRODUTOS: proporcionalmente aos benefícios recebidos de cada departamento.605 300.245 Com Departamentalização Diferença 58.605 Produto B % $ 66.50 343. de acordo com a ordem em que alocação passo a passo deve ser efetuada (hierarquização). . Veja: Critério A B C 460.150.MELHOR BASE DE RATEIO DISTRIBUIÇÃO DOS CUSTOS DOS DEPARTAMENTOS DE SERVIÇOS PARA OS DE PRODUÇÃO (Visão do profº Eliseu Martins) . mesmo que tenha prestado serviço ao departamento que estiver distribuindo seus custos. Uma vez alocados os custos de um departamento de apoio.

(1) MF = $600.1 x $240. Etapas 1.082) = 312. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 1.600 + 0.000 200. Alocação dos custos recíprocos de cada departamento de apoio a todos os outros departamentos (apoio e operacionais) com base nas proporções de utilização (total de serviços prestados a todos os departamentos) Sistemas de Informação Para Mnt da fábrica (0.898.2MF)) MF = $600.40 Para Maquinaria (0.000 + 0.2 ($624. Permite incorporar relações interdepartamentais.400 30 4.082) = 187.000 100 600.80 Para Montagem (0.082 SI = $116. Sist.2 x $624.000 + $11.082) = $240.652.898.00 624.8 x $240.081.00) 148. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.600 80 200 10 2.316. na sua integralidade.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .816.082 MF = $624.600 20 2.000 + 0.60 240.000 + 0.60 Para Montagem (0.1 ($116.000 116.000 100 1.816) = 24.1SI (2) SI = $116.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 44 Faz a alocação dos custos por via da inclusão explícita dos serviços mútuos prestados por todos os departamentos de apoio. MF = $600.5 x $624.000 50 8.000 + 0.000 1.98MF = $624.041.816) = 192. nas alocações de custos dos departamentos de apoio.00 Manutenção da fábrica Para Sist Info (0.00 EXEMPLOS ALOCAÇÃO DIRETA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.082.000 400.816) = 24.081.224.00 (716.000 + (0.2MF 2.60 Para Maquinaria (0.02MF 0. Expressão dos custos dos departamentos de apoio e das relações recíprocas em forma de equação linear.816.00 864.082) = 124.3 x $624. Resolução do sistema de equações simultâneas para obtenção dos custos recíprocos de cada departamento de apoio.816 3.1 x $240.

000 12.000 1.000 116.000) - Sist Info 116.000 (236. devemos primeiramente alocar os custos do departamento de manutenção (maior percentagem e maior valor total).222 2.222 526.316.600 80 Máquinas 400. Sist.111 728.000 1.316. Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.000 (600.000) - Máquinas 400.111 Montagem 200.316.316.316.600 20 2.000 300.000 1.000 200.000) Sist Info 116.000 100 Total 1.778 789. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.000 1.000 580.000 116.000 236.000 103.000 400.000 (600.316.000 50 8.000 225.000 500.400 30 4.000 180.316.000 575.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 45 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total ALOCAÇÃO SEQUENCIAL 600.889 Total 1. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 600.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .000 120.000 26.000 (116.000 625.000 100 600.889 587.778 200 10 Montagem 200.000 Pela classificação em ordem seqüencial dos departamentos de apoio.000 1.000 1.000 375.000 209.000) 1.

000 500.720 4.880 3.000 Sist Info Máquinas Montagem Total .316.600 (23.316.776 779.000 120.873 3 779.4 94 9.000 1.000 1. Manutenção Hora de mnt orçada Percenagem Depto.800 768.316.316.600 23.2 536. Informação Tempo de utilização do sistema orçado Percentagem 200 10 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total Alocação/Manutenção Total 600.2 536.000 1.000 100 Total 1.000 1.2) 2 2 779.2 (0.316.000 1.600 80 Máquinas 400.316.316.877 779.000 1.000 116.6 779.000 300.000 200.000 188.108 9.876 1.4 (94) 9 (9) 0.316.117 5 200 10 Montagem 200.000 1.2 1. Sist.000) 23.6 779.800 7.122 0.2 (2) 0.000 (600.000 1.000 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 46 ALOCAÇÃO RECÍPROCA Manutenção Custos Indiretos Trabalho realizado pelos departamentos de suporte Depto.000 180.122 0.872 236 536.600 11.400 30 4.600) 472 472 (472) Sist Info 116.400 472 535.000) 4.600 20 2.720 (4.720) 94.4 2.316.122 536.877 536.000 23.000 1.798 75.600 523.316.000 400.000 1.080 775.000 580.800 535.000 236.000 (236.316.000 100 600.656 141.000 50 8.

600 + 0. ficaremos obrigados a esboçar algumas estimativas.816 240. .082 SI = $116. existem as férias coletivas.877 Montagem 200.082) = $240.225 587.082 536.000 + 0.653 779.000 187.melhor controle dos gastos.225 192. DETERMINAÇÃO MAIS PRECISA DO CUSTO DOS PRODUTOS CONSEQÜÊNCIA: TAXA DE APLICAÇÃO DE CUSTOS INDIRETOS OU TAXAS PREDETERMINADAS DE CIF Até este momento foram discutidos problemas relativos à apropriação dos Custos Indiretos.464.041 512.816 Manutenção Custos Indiretos Alocação/Manutenção Total Alocação/Sist Info Total 624.082) 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 47 Utilizando a fórmula (1) MF = $600.000 + (0. e nesses casos temos a necessidade de distribuir esses custos à produção toda do ano. .02MF 0.123 Total 1. alguns custos indiretos não ocorrem homogeneamente durante o período. Além disso. Essa taxa de aplicação é conseqüência da estimativa de produção e dos custos para um dado exercício.000 + $11.082 (24.diminui a arbitrariedade dos critérios de rateio.600 MF = $624. Pela utilização dessa taxa racionaliza-se a distribuição dos CIF durante todo o período de fabricação .000 + 0.98MF = $611.082) Sist Info 240.000 + 0.1 ($116. mas sempre considerados conhecidos os custos e a produção realizada.898 (124. As taxas predeterminadas de CIF têm por finalidade normalizar os custos aplicados à produção em um período. É comum encontrarmos empresas que têm a quase totalidade da manutenção preventiva realizada em certas épocas do ano.041 24. Se quisermos fazer o acompanhamento do custo de cada produto durante o mês. já que poderemos ir acompanhando os Custos Diretos medidos durante o próprio processo de produção.2($624.000 VANTAGENS DA DEPARTAMENTALIZAÇÃO .2MF MF = $600.correta apropriação dos custos indiretos.2MF)) MF = $600.000 + 0.082 (624.1SI (2) SI = $116.000 312.816 (240.316. não podendo descarregar tais itens como despesas ou apropriá-las a um mínimo de bens produzidos. mas só poderemos efetuar a apropriação correta dos indiretos após conhecermos os valores totais do mês e também a quantidade de produtos elaborados.816) Máquinas 400.340.816) 1. Isso só é possível apenas quando encerrado cada período contábil (geralmente mensal). Ou então.

. No final do período.............. .....00 Custos Indiretos de fabricação orçado (total). 5º Passo: definição do critério de apropriação dos CIF dos Departamentos de Produção aos produtos...... a partir da previsão do volume de produção. Se houvessem outros dados poderia ser escolhida uma outra base....... b) os custos indiretos fixos para o período.. ou seja.... trabalha-se com estimativas de custos indiretos de produção.......... Para operacionalizar esse critério é necessário que se estimem: a) a produção do período. como já foi estudado.....00 Custos Indiretos Fixos no ano.....00 Então....... 3º Passo: estimativa dos custos variáveis de cada departamento........ 15........ Feitas todas as estimativas..R$ 825..... Assim..... 2º Passo: estimativa dos CIF´s variáveis..000 h Custos indiretos variáveis: por hora = R$ 35.............00 ..........000........ 4º Passo: definição da forma de distribuição e rateio dos CIF dos departamentos de serviços aos departamentos de produção. Cálculo da taxa predeterminada 1º Passo: estimar o volume de produção no período (uma vez que os CIF´s variáveis dependem deste volume). aplica-se a taxa de R$ 55... é calculada a taxa de CIF a ser aplicada durante o período... respeitando a quantidade de produtos que se pretenda fabricar. para cada hora apontada de mão-de-obra nos produtos (valores reais)....000 x R$ 35.....00 Nesse exemplo será rateado os Custos Indiretos de Fabricação orçados pelo total de Mão-de-obra prevista para esse ano...... 2º Passo: estimativas dos custos fixos de cada departamento... ajustando aqueles custos que ficaram subavaliados ou superavaliados.. c) os custos indiretos variáveis dessa produção... custos reais só se conhecem ao final do período.. Estoque de Produtos Acabados e para o Custo dos Produtos Vendidos.. comparam-se os CIF aplicados com os CIF reais. O cálculo da Taxa de Aplicação de CIF é: R$ 825.....000...... 3º Passo: estimativa dos CIF´s Fixos... 4º Passo: cálculo da taxa predeterminada de CIF para aplicação à produção..... Consiste em efetuar uma estimativa de qual será o valor destes num determinado período de produção e utilizar este gasto pré-estimado para apurar o custo da produção do período........ em função do critério de rateio escolhido...........R$ 300.00 de CIF.R$ 525..000h = R$ 55... Cálculo taxa : CIF Volume do critério de rateio Exemplo: As estimativas de custos e produção do Departamento ALFA-BRAVO são as seguintes para o ano de 20x2: Produção anual (em horas de mão-de-obra).....000........00 no ano = 15....00 / 15...........Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 48 dos produtos. VANTAGENS 1) Saber o valor dos custos incorridos durante o processo produtivo. Empresas departamentalizadas: CÁLCULO DA TAXA PREDETERMINADA 1º Passo: estimativa dos volumes de atividades de cada departamento.. As diferenças deverão ser apuradas e rateadas para a conta de Produtos em Elaboração..000....

Caixa. 3) para fins de concorrências públicas. em contra-partida em Contas a Pagar. Bancos etc. a) b) c) d) 2. saldo devedor. conforme a porcentagem da produção do período que esteja semi-elaborada. tal conta terá saldo credor. 3) No final do exercício. a taxa serviria para “normalizar” aplicação dos CIF´s. Produtos Acabados ou CPV. respectivamente.000 unidades mensais de determinado produto. as contas de CIF Aplicados e CIF reais (incorridos) serão encerradas. para fabricar 1. CONTABILIZAÇÃO 1) À medida que os produtos são transferidos de departamento (se for o caso) ou sendo elaborados. conforme sua natureza. realiza os seguintes gastos: . seria possível determinar os custos dos produtos e fixar preços de vendas. se for o inverso. CIF Aplicados > CIF Reais Superavaliação Situação favorável CIF Aplicados < CIF REAIS subavaliação Situação desfavorável 4) A conta Variação dos CIF´S será encerrada contra Produtos em Processo (Elaboração). Variação a Maior D: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV C: Variação dos CIF´S Variação a Menor D: Variação do CIF C: Produtos em Elaboração / Produtos Acabados / CPV EXERCÍCIOS 1ª QUESTÃO 1. Determinar os totais dos custos indiretos do mês. havendo sazonalidades. D: CIF Aplicado C: Variação dos CIF´S D: Variação dos CIF´S C: CIF (que foram efetivamente incorridos) Obs: Se os CIF Aplicados forem maiores que os Reais.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 49 2) os CIF´s são homogêneos durante o período. Quantificar os produtos em processo e elaborados. Estabelecer alguma relação causal entre eles e os produtos em elaboração. a crédito e a débito de uma conta denominada VARIAÇÃO DOS CIF´S. com crédito na Conta CIF Aplicados: D: Produtos em Elaboração ou Conta Departamental C: CIF Aplicados 2) Os CIF´s efetivamente incorridos serão debitados à (s) respectiva (s) conta (s). Uma empresa. a conta dos Departamentos ou dos Produtos em Processo (Elaboração) será debitada pelo valor predeterminado dos CIF´s. Para apropriar corretamente os Custos Indiretos de Fabricação. é necessário: Conhecer a quantidade de produtos elaborados. acabada ou vendida. evitando distorções durante o exercício.

000 200. à medida que o volume da produção aumenta.00.00 3.000. de conformidade com a quantidade produzida. a) b) c) d) e) Em relação a custos.33. industria moveleira. Os custos fixos unitários decrescem na razão direta da quantidade produzida. Os custos variáveis da produção crescem proporcionalmente à quantidade produzida. Diretos Total CIF Custo Total Quantidade Produzida Custo Unitário Produto A 110. (Critérios de rateio) Anote na coluna da direita um critério de rateio indicado para os gastos relacionados na coluna da esquerda: Exemplos de gastos Depreciação das máquinas e equipamentos industriais Mão-de-obra indireta Material indireto Depreciação do edifício industrial Aluguel do prédio da fábrica 2ª QUESTÃO: Arte & Aço S. a empresa apresentou os seguintes dados: Matéria-prima AS Matéria-prima BS Mão-de-obra direta Energia direta Total C.000 Se a empresa produzir 1. b) $ 833.000 895 Critério de rateio mais indicado Sabendo que para produzir ‘A’ foram utilizadas 300h e para produzir ‘B’ foram utilizadas 200h.00.000 1.A. 2.200 unidades desse produto.000 Produto B 94. o seguinte: . Apresentou em seu registro contábil em out/20X3. faça o rateio dos CIF proporcionalmente às horas trabalhadas.000 160.000 3. por mês.000 35. todos os demais custos permaneceriam inalterados em seu total. Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem.500 700.000 5.000 105. c) $ 1. produz dois tipos de cadeira: cadeira giratória e cadeira fixa. com as mesmas instalações e com a mesma mão-de-obra.000 300. o custo por unidade produzida corresponderá a: a) $ 900.00.500 Totais 204. Em agosto de 200X.000 100. e) $ 950. é uma empresa que fabrica armações em aço para a construção civil. com exceção da matéria-prima. O custo industrial unitário. 4. pela diluição dos custos fixos. independentemente do volume da atividade fabril.000 55.000 20. é correto afirmar: Os custos fixos totais mantêm-se estáveis. em razão inversa. A empresa Delta Sete Ltda. Calcule também os custos unitários de cada produto. tende a afastar-se do custo variável unitário.000 15. ou seja.000 8. d) $ 966.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 50 Gastos do período Matéria-prima Mão-de-obra direta Mão-de-obra indireta Custos diversos $ 400.

000.300 3.00 Total $ 1.00 Manutenção de equipamentos $ 600..00 Produto B $ 1.000 Cadeira Fixa . . manutenção. sem a departamentalização e com departamentalização. sabendo-se que: Custos diretos Custos indiretos: Produto A $ 1. sabendo que o critério de rateio dos custos indiretos é proporcional à mãode-obra utilizada.. 30 hm Produto C .$ 12.600 Distribuição de horas/máquina por setor Corte Produto A 15 10 20 Produto B 15 15 Produto C 25 15 10 Total 40 40 45 Os CIF estão assim distribuídos aos setores ( $ ) Corte Montagem Depreciação de equipamentos 120 80 Manutenção de equipamentos 140 300 Energia elétrica 80 120 Outros CIF 120 160 Total 420 660 Sem Departamentalização Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total .000 15..000 Calcule o custo total de cada produto..000 28. Calcule os custos totais dos produtos abaixo. Montagem Acabamento Total 45 30 50 125 Acabamento Total 200 400 160 600 40 200 120 400 520 1. 50 hm TOTAL 125 hm Devido à grande preponderância de Custos Indiretos ligados a equipamentos (depreciação. Giratória Fixa Totais Material Direto 7.$ 520 Cadeira Fixa $ 780 CIF totais .. energia).00 Horas/máquinas trabalhadas por produto: Produto A.300 12..00 Total $ 2. decide-se então fazer a distribuição aos diversos produtos (e aos departamentos) com base no tempo de horas-máquina que cada um leva para ser feito..$8..600.000 Mão-de-obra Direta Custos Indiretos Custo Total 520 780 1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 51 Material Direto: Cadeira Giratória .100.$7..000 MOD: Cadeira Giratória . 45 hm Produto B .00 Outros custos indiretos $ 400..00 Depreciação de equipamentos $ 400.000 8.00 Produto C $ 700.00 Energia elétrica $ 200..800.

000. $7. Furação. A empresa produz Dobradiças e Fechaduras. $ 100.000. $ 12.000 e Administração Geral da Fabrica.000 ao Almoxarifado: $ 12. Mão-de-obra Indireta. Almoxarifado.000.000 $420. 40%. a Montagem e a furação produziram. $588. A dobradiça (15.000. a Montagem 15%. 25% e 35% do total. RATEIO PRIMÁRIO (já realizado) Os materiais indiretos utilizados foram apropriados por meio de requisições de cada departamento: Estamparia.000.000 u) passa por todos os departamentos.000 à Administração da Fábrica. $ 25. Estamparia. Dobra e Fecha foram os seguintes durante o mês de fevereiro de 20X1: Aluguel $ 240. ¼ para a montagem e o restante para a furação. $ 30. $ 4.000 à Montagem.000 $ 392. O total de Mão-de-obra Indireta foi assim apropriado: 40. Manutenção. Energia Elétrica $ 360. A energia consumida foi distribuída da seguinte maneira: Estamparia $ 180.000. respectivamente.000.000.000 $1.000 $ 1.000. $ 20. DEPARTAMENTALIZAÇÃO Os custos da Administração Geral da Fábrica são distribuídos aos demais Departamentos à base da área ocupada. $ 8.008.000 à Furação. $ 211.000. $ 10. Montagem.000 $ 734. b) Informar os custos totais. Almoxarifado.000. Os custos diretos do mês foram: Dobradiça Fechadura Total Matéria-prima Mão-de-obra Direta Total Pede-se: a) Elaborar o mapa de rateio dos Custos indiretos de produção.000 à estamparia. Montagem $ 3. $ 33.000 $ 706. a estamparia ocupa 35% da área total.500. a Furação 30% e o restante é utilizado igualmente pelo Almoxarifado e pela Manutenção. O aluguel é atribuído inicialmente apenas à Administração Geral da Fábrica.500. A distribuição dos custos indiretos da Estamparia e da Furação aos respectivos produtos é feita na mesma proporção que o material direto. Manutenção. $ 17. e Administração Geral da Fábrica.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 52 Com Departamentalização Distribuição dos Custos Indiretos Corte Produto A Produto B Produto C Total Custos Totais Custos Diretos Produto A Produto B Produto C Total Custos Indiretos Total Montagem Acabamento Total 4 –Os custos indiretos de fabricação da Cia.000 $ 314.714.000 . O Almoxarifado distribui seus custos: ½ para a estamparia.000 $ 980. $ 50. $ 11.000. Furação.000 u no mês) passa apenas pela estamparia e pela furação e a Fechadura (4. Materiais Indiretos $ 60.000. A Manutenção presta serviços somente aos departamentos de Produção e o rateio é feito à base da produção total de cada um.000 à Manutenção e $ 68.

00 9.000.000 20.00 MO Direta CIF Total Estamparia 12.000.000.00 230.000.00 B 120.00 50.000.000 232. (BNDES) O Gerente de Custos da Cia.000 Total 60.000 211.000.000 Furação 4.000 35.000 240.000 50.000.000 87.000 30.000.000 240.000.000 343.000.000 .000 11.00 Produto Produto Total dos custos direto 400.00 120.00 47.000 360.000. durante a apuração do custodos produtos do mês.00 90.500 100.00 22.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 53 Rateio dos Custos indiretos de Fabricação: Custos Ind Mat Ind Energ Elet MO Ind Aluguel Total Dist Adm Geral Soma Dist Mant Soma Dist Almox CIF Toal Depto Prod P R O D Fech Dobr Total CUSTOS TOTAIS Mat-prima Fechaduras Dobradiças Total 5. em reais: Produto Custos A Matéria-prima Mão-de-obra direta Energia Elétrica direta Soma 80.000.000.00 540.000.000 180.000 40.000 Mnt 8.500 Montagem 3. Industrial Tamoio S/A.000 17.000 40.000.000 133.500 33.500 Almox 7.000 68.00 190.00 23.00 18.00 21.000 Adm Geral 25000 10. chegou aos seguintes números.000 871.000.00 C 200.000 12.

totalizaram o valor de R$ 250.00.00 R$ 12.000.00 BASE DE RATEIO Área Área Máquinas R$ Máquinas R$ Nº máquinas Empregados Hora de MOI Produção .00 d) 61.000. Almoxarifado e Controle de Qualidade. Industrial Sol Nascente S/A costuma ratear seus custos fixos aos produtos pelo critério de departamentalização.000. do período produtivo: Modelo do Produto Produção unidade Matéria-Prima por Mão-de-obra direta por unidade unidade.000.000. é: a) 180. com base no custo da matéria-prima.000.00.00 55.00 b) 54. 8.00 R$ 16. em reais.00.00.00 R$ 28.000.00 150. o valor dos custos fixos totais. O total de gastos da Manutenção a ratear foi R$ 4.500. A linha de produção apresentou a seguinte informação.00 38.00.00 d) 355. (Petrobrás) Sabendo-se que a Indústria Real procede ao rateio dos custos fixos pelo custo total de mão-deobra direta. A parcela da Manutenção rateada para o Centro de Controle de Qualidade foi de: a) R$ 916.00 b) 265.00 11. A empresa.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 54 Sabendo-se que os custos indiretos usualmente alocados aos produtos por meio rateio.000. em reais. c) R$ 942. seria: a) 49. b) 247. Pequeno Médio Grande 15.00 no mês.00 e) 67.00 18. é: a) 170.00. d) 342. os custos de Manutenção são rateados para os centros de Custos de Produção.00 e) 450.000 R$ 25.000 10. proporcionalmente às horas trabalhadas para esse centro: 80 horas para a Produção.00 10. em que são consumidos R$ 900.000.800. alocado ao modelo grande. A indústria Real tem uma linha de produção de três modelos de um de sus produtos.00.00.000. c) 315.00 7. Dados para as questões 07 e 08. (Petrobrás) Admita que a Indústria Real venda o modelo médio do produto por R$ 110.000. b) R$ 916. e) R$ 960. o lucro por unidade vendida do modelo médio.000.500.00.000 25. em reais.00 4.00 de custos fixos.500.000 no período de apuração.000.000. pode-se afirmar que o custo total do Produto C.00. em maio de 2007.000.00 c) 325.000.00 R$ 27. e) 396. Mantendo o mesmo critério de rateio dos custos fixos totais pelo custo total de MOD. 48 horas para o Almoxarifado e 32 horas para o Controle de Qualidade.00 c) 55.667. d) R$ 885. (Eletronorte) Na contabilidade de Custos por Absorção de uma empresa X.00. 9 -(Inea) A Cia.00.250. apresentou os seguintes números: Custos fixos: CUSTOS Aluguel de Fábrica Força e Luz Depreciação Seguro Manutenção Superintendência MOI Material Indiretos Distribuição dos Critérios de rateio: VALOR 4.00 R$ 22.000.00 6.000.000.

mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação. foi.00 d) 21. Com base nessas informações.000 60.00. gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3. R$ 250.200 205. embalagens compradas etc). exceto os custos relativos a matérias-primas e outros materiais eventuais adquiridos e utilizados sem nenhuma modificação pela entidade (como componentes adquiridos prontos. e) de transformação e de conversão.00. b) o custo unitário de Alfa foi de R$ 310. A taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação.00 05 05 50 0 30 75. A classificação que se faz. são custos de conversão ou de transformação: a) mão-de-obra direta e indireta.00 15 15 130 0 Deptº de produção Total 450 550. A empresa aplica Gastos Indiretos de Fabricação baseado nas horas máquinas. pode-se afirmar que: a) o custo unitário de Delta foi de R$ 250.50 e) 22.00. e) o custo total do período foi de R$ 36.000. e) custo de transformação. de: a) 800. será. c) controláveis e não-controláveis.000 120 15 15 400 100 20 20 300 120 120. O custo direto unitário também foi o mesmo para cada tipo de produto.00 d) 1. b) mão-de-obra direta e materiais diretos. d) inventariáveis e não-inventariáveis. gastos indiretos de fabricação unitário planejado de R$ 10.00 13.000.00 90 90 1. O rateio é baseado nas horas-máquina (hm) trabalhadas para cada um deles. podem ser classificados de diversas formas. c) mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.00 140. respectivamente.00. para o exercício de 2007.00. d) o custo unitário de Beta foi de R$ 430.100.00 b) 1.000. em R$: a) 15.00.00 e) 1.000. 11. em quantidades rigorosamente iguais de Alfa. Capricórnio tem planejado para o exercício de 2007 os seguinte dados na área de produção: horas máquinas projetadas anual 240. (TCM SP) Na terminologia de custos.00 b) 17. c) custo comum. b) custo imputado. d) custo empatado. ou seja.600. segundo o comportamento dos custos em relação ao volume de produção (considera a relação entre o valor total de um custo e o volume de atividade numa unidade de tempo) é aquela que segrega custos em: a) fixos e variáveis.00 Máquina R$ 40.00. Horas Produção 60 05 15 120 0 20 15. revela um custo denominado de: a) custo primário. b) diretos e indiretos. 12.00.000. mão-de-obra direta unitária R$ 22.00 c) 19.000 A parcela do aluguel de fábrica alocada ao departamento de pintura.00. (TCM SP) Os custos. 14. 10.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 55 Deptº de Serviço Base Área M2 Nº Máquina Empregados MOI. Com o consumo de 120.000 ADM Controle Transporte Usinagem Pintura Secagem 160. O custo a ratear entre os três produtos totaliza R$ 36. . (TCM SP) A soma dos custos de produção. (AFC) A empresa Fabricante S/A produz os itens Alfa. 240 e 360 hm para cada tipo de produto.500. Beta e Delta.200.00 c)1. c) o custo unitário de cada um dos três produtos foi de R$ 370. d) matéria-prima.00. Beta e Delta. e) custos primários e custos de fabricação fixos.000 85.00. (ICMS SP) A Cia. em reais. para fins de controle gerencial.00 30 30 200 60. proveniente do rateio realizado para todos os departamentos. foram concluídas a produção de 300 unidades.

00 b) 125.00. A empresa aplica Gastos indiretos de fabricação baseados nas horas máquinas.676.900.340.00 17 – ICMS/SP/2006 A Cia.00.00.00 e) 150.00.00 e 162. Gastos indiretos de fabricação unitário projetado de R$ 10.00 c) 19.00.00 5.00 16. Total de Custos Cadeira Fixa: R$ 15. enfrenta forte sazonalidade nas vendas e produção.00 7. Gastos indiretos de fabricação anual projetado R$ 3.000. se já estimassem as 19. A seguir os dados referentes à produção do período: Custos Indiretos (R$) Fixos Variáveis Volume (em horas) Orçado 3.00. c) o valor dos Custos Indiretos de Produção aplicados no período.980. a) 15.00. A empresa KI-DELÍCIA.00 19. 16 (ICMS/SP 2006) Com base nos dados contidos acima. 3) Custos Totais sem a Departamentalização: A= R$ 1.00 e 156.00 e 125.00 e 135. respectivamente: a) 120.000.000. 2) Total de Custos Cadeira Giratória: R$ 12. em R$.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 56 15.000 Real 3.500. B= R$ 500.00 e 126. C= R$ 1.320.00. Capricórnio tem planejado para o exercício 2007 os seguintes dados na área de produção: Horas Máquinas projetadas anual 240. mão-de-obra direta unitária R$ 22.50 e) 22. em R$. A Taxa de aplicação de gastos indiretos de fabricação para o exercício 2007 será. a empresa acabou trabalhando mais do que o previsto.900. d) a variação total de custos indicando se foi favorável ou desfavorável.25 d) 145.00.384. B=R$ 1.000. b) a taxa que seria prevista. o custo unitário.600.00.000.00 d) 21.900. dos produtos A e B são.50 c) 149. Em virtude do intenso verão registrado em determinado período. produtora de sorvetes.00 .000.000h de trabalho.00 b) 17.000 Pede-se calcular: a) taxa de aplicação de Custos Indiretos de Produção utilizada no período.00 GABARITO 1) Custo Unitário: A= R$ 660.

910 390.762. uma encomenda de duas máquinas de corte por parte de Metalúrgica SÓCHAPAS.56. 12) A .000 734.398.000.162. em 05.162. 8) A . Exemplo: A industria de máquinas e equipamentos LorentzMaq recebeu.000)/ 19.500 – 9.. conforme já tenha sido realizada ou não a receita.000 1. Os dois sistemas básicos de acumulação de custos são: por ordem de produção ou por encomenda e o por processo ou produção contínua.00. O saldo da conta ficará assim: OP Nº 01 MD 120. Nesse tipo de atividade.186.900.000 / 16. o saldo da conta será totalmente classificado como PRODUTOS EM ELABORAÇÃO.000 5) C .000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 57 Custos Totais com Departamentalização: A= R$ 1. para entregar no prazo de três meses.000 No Balanço de 31. Cada pedido tem características especiais de tamanho.420.000 / 16.500.000 250.000 480. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda). no decorrer de dezembro.500.00 constará do Ativo como “PRODUTOS EM ELABORAÇÃO”.50 x 19. Existem casos em que se utilizam os dois processos.X0. 4 CUSTOS TOTAIS Mat-prima MO Direta Total CIF Fechaduras Dobradiças Total 392.83. Se um exercício terminar e o produto estiver ainda sendo fabricado. 10) B. Esse sistema misto chama-se de Híbrido Diferenças entre custo por ordem e custo por processo A distinção entre o custeamento por ordem e o por processo está relacionada com o tipo de atividade produtiva exercida pela empresa: produção por ordem ou produção contínua.653.X0. B= R$ 1. C= R$ 1.000 420. 11) C . c.00.000 980.000 MOD 80.000. No final de dezembro. A encomenda é registrada na Ordem de Produção nº 101 e.910 1.12. o saldo de $ 250. de capacidade e de outros atributos que o torna praticamente único (diferente dos demais).000 + 3. 17) A PRODUÇÃO POR ORDEM E PRODUÇÃO CONTÍNUA Os Sistemas de Acumulação de custos destinam-se a coletar os dados de custos.000.400.000). 14) E 15) a. R$ 11.400. o saldo da conta relativa à ordem de produção será transferida para PRODUTOS ACABADOS ou CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS. 6) C . Uma vez pronto. 7) B .00 e houve um apontamento da Mão-de-Obra Direta de $ 80.000) b.090 2.00 (11.50 (9.585.000) d. a organizá-los de forma que possam contribuir para o desenvolvimento de informações que se destinam ao atendimento de alguma necessidade gerencial diferente ou especial. Esta conta só pára de receber custos quando a ordem estiver encerrada.500.000 CIF 50. PRODUÇÃO POR ORDEM A produção por ordem ocorre quando a empresa programa a sua atividade produtiva a partir de encomendas específicas de cada cliente.000 588. R$ 1.0131 ((5.00..000) 16) E.12. (587. R$ 549. . são requisitados materiais diretos no valor $ 120.61. 9) B .325.000 314.000) x 19.090 871. 13) A . R$ 587. direta ou indiretamente identificados com algum objeto de custeio. são rateados os CIF e a OP nº 101 recebe o equivalente a $ 50.

.identifica a produção de lotes diferentes de produtos durante o processo de fabricação.estaleiros. é de $ 650. . Caso não seja imediata. isso ocorre principalmente em relação à produção não padronizada e não repetitiva. As ordens de produção (OP) As OP são emitidas para se dar início à execução da produção de determinada unidade ou lote de produto. explosivos. Se a entrega ao cliente for imediata.fábrica de móveis por encomenda. ou de Serviço (OS).00. derivados de petróleo etc.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 58 Em X1. No sistema de produção por ordem cada elemento de custo é acumulado separadamente.a ordem de produção é utilizada para acumular os custos com os materiais diretos. Exemplos de ramos de negócios que se utiliza o sistema de acumulação de custos por ordem de produção (OP) ou serviço (OS): .000. . ao se encerrar a OP nº 101. transferidos às ordens de produção completadas. . posteriormente.é usado em indústrias cuja produção é intermitente e cujos produtos (ou lotes) podem ser perfeitamente identificados no processo de fabricação. Apropriação dos custos às OP As matérias primas e os demais materiais diretos são apropriados com base nas requisições emitidas pelos diversos departamentos. .transportes especializados de produtos químicos.caso a empresa seja departamentalizada.fábrica de equipamentos de grande porte. Material Direto: Mão de Obra Direta: Rateio dos CIF: $ 200. .assistência técnica de veículos automotores.fabricantes de piscinas.empresas de consultoria e de auditoria. emitidas pela área industrial ou de serviços. calculadas por meio de critérios de rateio. podendo utilizar fatores de produção que se alterem de acordo com as especificações do produto ou serviço encomendado.00 $ 150. . é atribuído um código que identifica o trabalho ou o serviço a ser executado. . representam o estoque de produtos em elaboração.empresa de engenharia especializada na construção de alto-fornos para as indústrias siderúrgicas.construção civil (obras do governo ou prédios industriais). . O termo ordem de serviço (OS) é utilizado pelas empresas de serviços e segue a mesma metodologia das ordens de produção. a OP nº 101 recebe os seguintes valores.00 $ 50. não completadas. . Elas acompanham os produtos em cada etapa do processo fabril até o estágio de acabamento.empresas de projetos de arquitetura e engenharia.000. mão-de-obra aplicada e as parcelas correspondentes aos custos indiretos de fabricação. os CIF são registrados nas contas departamentais e.00 E o saldo da conta. É caracterizado pela fabricação ou realização específica de produtos e serviços diferenciados. . .gráficas. A cada Ordem de Produção (OP).000.as ordens de produção em aberto.00 $ 400. com contrapartida de PRODUTOS ACABADOS. o saldo da OP nº 101 será encerrado com contrapartida de CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS.000. ou seja. somente quando a OP é terminada pode-se saber o custo efetivo de fabricação.000. . durante todo o processo de fabricação dos produtos. . . segundo ordens específicas de fabricação.as ordens de produção são emitidas e seus custos são acumulados para cada produto ou lote fabricado. As principais características do sistema de acumulação de custos por ordem de produção são: . .

. Direto M. os custos são acumulados em contas representativas dos produtos ou linha de produtos. No processo de fervura ocorrem indícios de possível explosão do tanque.. Exemplo: Uma indústria química está processando um lote de 5. São exemplos de produção contínua.000. estas contas nunca são encerradas. se para a produção de um saco de 60 kg de fertilizantes souber-se. sendo todo o material em processo escoado. a de produtos farmacêuticos e a de aço. Quando as perdas forem relativas a ocorrências anormais e esporádicas.. cores diversas.000 kg de ácido. Como a produção é contínua...00.00 PRODUÇÃO CONTÍNUA A produção contínua ocorre quando a empresa faz produção em série (ou “em massa”) de um produto ou linha de produtos. segundo Eliseu Martins. produtos acabados e produtos vendidos. com degelo automático ou sem..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 59 A mão-de-obra direta deve respaldar-se em fichas.000.. Os CIF que não puderem ser identificados a cada OP.. deverão ser rateados de acordo com os critérios de rateio já estudados.. BRASIL.. no manuseio e transporte etc. como acontece com as contas relativas às ordens de produção.. Por exemplo. R$ 15.. pelas experiências anteriores..400 69.000... os quais já estão misturados com outras matérias primas. o valor dos materiais envolvidos deve ser debitado diretamente aos resultados do período (DESPESA). A empresa produz para estoque e não para atender encomendas específicas para clientes..600 200. até a retirada por especialistas a fim de evitar problemas ambientais. que serão utilizados 63 kg de matéria-prima (perda de 5%). etc. ocasionando a Perda. apresentou os seguintes dados ao final do mês outubro: Estoque inicial de produtos em elaboração e de produtos acabados Custo de Produção do Período relativo ao produto “W” M. Direta CIF rateado 0 80..000 50. é acumular essa perda dentro dos Custos Indiretos e no final do período ratear aos diversos produtos ou OP.R$ 15. como Perdas Eventuais (caso seja relevante o montante da perda). Há fluxo contínuo de produtos em elaboração.... encontra-se na fase intermediária para a produção final de uma cera para polir.... perdas que não são economicamente recuperáveis. Supondo que o valor dessa perda seja de R$ 15. o custo do produto acabado deve incluir essa perda no cômputo dos custos desse produto. Nas indústrias de plásticos os resíduos são incinerados ou mantidos em depósitos de lixo especiais.. mapas ou outros relatórios de apontamento do tempo de mão-de-obra gasto em cada OP. Exemplo: A Cia. misturas inadequadas de matérias-prima.. que é aplicado a empresas de produção contínua.... geladeiras com 240 litros ou 320 litros.. observando a relação custo x benefício.000 . Essas perdas normais devem ser incluídas dentro do processo produtivo. No custeamento por processo. Um outro procedimento.. Nas indústrias química e petroquímica ocorrem perdas por evaporação. a indústria têxtil.. Materiais danificados Perdas Normais dentro do processo produtivo São sobras de materiais no processo produtivo que normalmente não são passíveis de recuperação física.. elas não são fruto de encomenda prévia por parte dos compradores e sim da experiência do setor de vendas da empresa no tocante ao perfil do mercado consumidor.).00 C = Produtos em Elaboração. Os produtos são geralmente padronizados e embora possam existir diferenças entre eles (por exemplo. de antemão. entre outros... fabricante do Produto “W”.... quando o produto está pronto.O. a contabilização será: D = Perdas Eventuais.

se quisermos saber o custo médio de produção das unidades acabadas no período teremos que recorrer ao conceito de “EQUIVALENTE DE PRODUÇÃO” (ou “PRODUÇÃO EQUIVALENTE”) Dentro do exemplo da Cia BRASIL.000 E.000 135. nos referimos um tanto vagamente ao fato de 75% da produção estar acabada no período. que tende a ser mais heterogênea no tempo do que a produção contínua.00) pelo número de unidades iniciadas (1. em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 60 Da produção do período. Então. O custo médio verdadeiro seria: Custo de Produção do Período $ 200.000 200. ao final deste.000. foi de 800 unidades: 600 800 = 0. A PRODUÇÃO EQUIVALENTE No exemplo da Cia BRASIL.000) 15.00 por unidade. Como será determinado o custo das 600 unidades acabadas. ou seja. Entretanto.000 150.000 (75% de 200 000) Custo de Produtos Vendidos 135.000 = 150. já que 400 x 50% = 200. nesse caso estar-se-ia atribuindo o mesmo custo médio a uma unidade totalmente pronta e a uma unidade semi-elaborada.75 ou 75% .000 150.000 50. portanto. 75% foi acabado Foram vendidos 90% dos produtos acabados Os razonetes ficariam: Prod.000 (correspondente a 400 x 50% x $ 250). 600 estão totalmente acabadas e 400 estão produzidas pela metade. Em ambos os sistemas podem ser utilizadas taxas pré-determinadas de aplicação dos Custos Indiretos. Entretanto. por que valor creditaremos PRODUTOS EM ELABORAÇÃO com correspondente débito em PRODUTOS ACABADOS? Uma primeira aproximação seria dividir o Custo de Produção do Período ($ 200. totalizando 800 acabadas. A porcentagem de 75% referida anteriormente foi calculada dividindo-se o total de unidades acabadas (600) pela produção do período em equivalente de produtos acabados (produção equivalente). foram produzidas 600 unidades acabadas e 400 semi-acabadas. os custos indiretos podem ser rateados com ou sem a Departamentalização. elas são equivalentes a 200 unidades acabadas. no período.000 Tanto no sistema de custo por ordem quanto no de processo. embora sempre seja tecnicamente mais correta a primeira opção.000).000 (90% de 150. obtendo-se um “custo médio” de $ 200. que equivalem a 200 acabadas. suponhamos que 1.000 unidades de “W” foram iniciadas no período e que.000 = 250 = 800 Produção Equivalente de unidades acabadas O valor debitado a PRODUTOS ACABADOS seria: 600 unidades acabadas x $ 250 = $ 150. Acabados “W” Ei = 0 Produção acabada no Período 135. embora esse recurso seja provavelmente mais empregado na produção por ordem.000 Prod. o saldo de PRODUTOS EM ELABORAÇÃO ficaria de $ 50. O mais correto seria efetuar-se o seguinte raciocínio: se 400 unidades estão acabadas pela metade.

580 (2) (90% de 136.000.400 CIF 400 unidades 50% acabadas = 400 x 50% x 87 = 17. Acabados “W” 0 136. Mão de Obra Direta.800 63.600 800 = 227 = 80 = 60 = 87 A transferência das 600 unidades para produtos acabados será pelo valor de: 600 x $ 227 = 136. DIRETO MOD CIF Custo Médio Total Custo Médio do item 80. já que as unidades apresentam diferentes graus de acabamento em relação a cada um deles: Material Direto.000 136.400 TOTAL Os razonetes ficariam assim: Prod. estão 60% acabadas em relação à mão-de-obra direta (verificação pelo apontamento) e 50% acabadas em relação aos CIF (já que o critério de rateio destes últimos é o número de horas-máquinas trabalhadas e as unidades não terminadas receberam metade do número de horas/máquinas das prontas). Nesse caso. Então todas as 1. Em Elaboração “W” Ei = 0 CPP = 200.200 122.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 61 Produção equivalente com diferentes graus de acabamento em relação aos componentes do custo Ainda dentro do caso de Cia BRASIL.620 E1= (1) .000 MOD 400 unidades 60% acabadas = 400 x 60% x 60 = 14.200 E o estoque de produtos em elaboração será: M. suponhamos que a engenharia de produção informe o contador de Custo que as 400 unidades iniciadas e não acabadas já receberam totalmente a aplicação de materiais diretos.000 1000 50.200) 13. a produção equivalente será diferente para cada item do custo. Item do Custo M. A produção equivalente será: 600 unidades acabadas + 400 unidades acabadas em 60% = 600 + (400 x 60%) = 840 CIF Será: 600 acabadas + 400 acabadas em 50% = 600 + (400 x 50%) = 800 O custo médio por item de custo será calculado dividindo-se o custo de cada item pela sua produção equivalente e o custo médio unitário será o somatório dos custos médios dos itens.200 136.400 840 69.000 200.800 Prod. DIRETO 400 unidades 100% acabadas = 400 x 100% x 80 = 32. As unidades prontas e as em elaboração já receberam totalmente a aplicação dos materiais.200 (1) 63.000 unidades iniciadas são consideradas 100% acabadas em relação a este item e produção equivalente será 1.

5. enquanto os custos diretos dependem de critérios de rateios. Estão corretas as sentenças: a) I e III. III . d) Determinação da empresa. II . normalmente sujeitos a críticas e contestações.Produção em série caracteriza-se pela elaboração do mesmo bem ou serviço de forma não continuada por um longo período. c) construção civil e indústria química. em relação ao método PEPS . c) III e IV.Na Produção por Ordem. o uso do método UEPS .580 Exercícios QUESTÃO 1 .Produção por ordem consiste na produção de um bem ou serviço de forma contínua ao longo do tempo. Quando ocorre a perda de todas as unidades de uma ordem inteira. c) Perda do período.Na Produção Contínua. 4.último a entrar é o primeiro a sair . apropriação de custos diretos e indiretos e critérios de avaliação de estoques de produtos em processo e acabados. IV . os custos são apropriados e reportados por período de tempo. c) Negociação com sindicato. e) Custo de estocagem. 3. 2. seu custo deve ser contabilizado como: a) Custo de produção. c) Em períodos inflacionários. mesmo passando por vários períodos.primeiro a entrar é o primeiro a sair. São exemplos de atividades com sistema de produção contínua: a) empresa de telefonia e indústria naval. b) II e IV. Um fator que determina as características de um sistema de custeio (por Ordem ou por Processo) é: a) Característica da atividade. relacionados a custos por ordens e por processo continuo. e informe a alternativa correta: a) As refinarias de petróleo e as indústrias de produtos químicos e de cimento são tipicamente atividades que utilizam o sistema de custos por ordens. b) Os custos indiretos são normalmente alocados aos produtos com base em medições objetivas. e) I e IV. e) indústrias pesadas e de saneamento. acumulam-se os custos até o término da ordem ou encomenda. b) Relevância do patrimônio.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 62 (2) CPV 122. d) Investimento total. b) Despesa do período.Assinalar a alternativa correta: 1. Observar as sentenças a seguir: I . e) Pagamento de horas extras.leva a uma superavaliação dos estoques de final de período e a um aumento de valor do resultado.(INSS / UnB) Julgue os itens a seguir. b) escritórios de auditoria e petroleiras. d) II e III. d) empresas de energia e montadoras. .

00 c) R$ 190.00 e) R$169. o tratamento contábil mais adequado é a baixa direta para perda do período. 001 002 Mat.800.00 Mão-de-obra R$ 28.00 R$ 135.00 R$ 144.00 Os custos indiretos de fabricação no mês de fevereiro de 2001 totalizaram R$ 225. Em 31.350.200. respectivamente.250.800. Prima R$ 30.000.00 d) R$184. fabrica seu principal produto por encomendas antecipadas. são clássicos exemplos de produção por processo.00 R$190.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 63 d) É possível acontecer à danificação de uma ordem de produção em estado avançado de fabricação. a) As empresas de telefonia. Obra R$ 12.400.000. Do ponto de vista administrativo.000.00 e R$ 130. julgue os itens a segui. o procedimento mais correio é a baixa direta desse custo para perda do período em que o fato ocorre sem a acumulação aos novos custos de reelaboração da ordem.01 estavam em andamento às seguintes ordens de produção Ordem Prod.000. d) As perdas normais dos processos produtivos devem ser separadas contabilmente.850.000.00 R$ 477.00 e R$148.01. Nesse tipo de atividade.00 TESTES 1.00 R$ 50.300. um relatório em que seja deduzido esse montante perdido do resultado obtido na encomenda ou ordem. e que os produtos são isentos de tributação. Nesse caso.000. 6. 7 . e informe a alternativa incorreta.000.(INSS / ESAF) A empresa Tarefeoir Ltda. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de fabricação dos mesmos produtos. (INSS / UnB) Acerca de produção por ordem e produção contínua.00 e R$125.00 e R$ 580.00 CIF R$ 20. que as referidas ordens geraram. permitindo uma avaliação mais adequada dos resultados pela gerência.00 Total R$ 62. mão-de-obra etc.500.800.300. todavia. de valor relevante. A apuração só ocorre quando do encerramento de cada ordem.000. pode-se afirmar. os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem de produção (ou encomenda). utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. de energia elétrica e petroquímica.00 Em fevereiro de 2001 os gastos com matéria-prima e mão-de-obra foram de: Ordem Produção 001 002 003 Total Matéria-Prima R$ 45.00 e foram apropriados proporcionalmente aos custos com a mão-de-obra. b) Tanto na produção por ordem como na produção contínua.000.00. nas suas atividades operacionais de prestação de serviço ou industriais. as máquinas. do ponto de vista contábil.000. b) Nas linhas de produção por encomenda.000.00 b) R$ 174.200. Sabendo-se que as Ordens 001 e 002 foram concluídas em fevereiro e foram faturadas aos clientes por R$ 350.000. matérias-primas.000. interessa.00 R$ 297.00 R$ 40. Assinale a alternativa incorreta: a) As linhas de produção contínua ou por processos caracterizam-se pela produção rotineira de produtos similares. os custos indiretos são acumulados nos diversos departamentos para depois serem alceados aos produtos. c) Havendo danificação e perda de uma ordem de produção inteira ou em estado adiantado de produção. Lucro Bruto no valor de: a) R$ 150. para apropriação como retificação das receitas em cada período.000.00 M.000.00 e RS 140.00 R$100. .00 R$ 64.00 e R$ 173.00 R$ 50.000. respectivamente.000. com certeza.

Em determinado mês iniciou a produção de 4. 2.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 64 c) O sistema de custeio para a produção contínua e o sistema de custeio por encomenda foi a resposta da contabilidade de custos para a solução do problema da acumulação dos custos nos processos produtivos. Assinale a(s) alternativa(s) correta(s) (pode haver mais de uma): a) Na implantação de um sistema de acumulação de custos. Assinale a alternativa incorreta: a) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela produção rotineira de produtos similares.400 unidades completas. do estágio em que o produto se encontra. .marque a (s) correta (s). o total dos custos indiretos no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. 4. d) As OP são emitidas no início da produção de determinada unidade ou lote de produtos e acompanham tais produtos em cada etapa do processo de industrialização. apropriados proporcionalmente aos custos desse fator produtivo. matérias-primas. que se alteram de acordo com as especificações do cliente. d) Na implantação de um sistema de custos. • será necessária a aplicação de mais 40% das horas de mão-de-obra para a conclusão de todas as unidades em processo. utilizando o sistema de custeamento por produção contínua para acumulação de seus gastos de fabricação. 3. ALTERNATIVAS . não é possível a permanência de produtos em elaboração. c) A linha de produção por encomenda caracteriza-se pela fabricação de produtos ou serviços diferenciados. os procedimentos operacionais e os processos de manufatura da empresa. O responsável pela apuração dos custos obteve as seguintes informações relacionadas ao estágio de conclusão das unidades em processo no final do mês: • houve aplicação de 80% das matérias-primas necessárias para a conclusão de todas as unidades em processo. b) A produção de cimento é um exemplo de linha de produção por encomenda. ou seja. O problema está na definição. Os custos indiretos de fabricação têm estreita relação com o consumo de matérias-primas. o total do custo com a mão-de-obra no mês deve ser dividido pelo equivalente a 3. 5. visto gerar informações que podem ser utilizadas como medidas e parâmetros de desempenho. visto que as indústrias que produzem por encomenda só se preocupam com os custos de materiais e de mão-de-obra. o custo das matérias-primas para cada unidade seria equivalente a $ 200. mão-de-obra etc. utilizando fatores de produção que não se alteram facilmente a curto ou médio prazo. Com base nas informações a seguir. até o estágio de acabamento. portanto. sendo. b) Supondo que o total do custo com a matéria-prima gasta pela produção no mês fosse de $ 760. qual o coeficiente de equivalência de produção que deve ser usado. d) O sistema de custeio para a produção contínua é uma das ferra-mentas para a correta avaliação da eficácia e eficiência da produção em cada departamento.000 unidades do produto. das quais 3. c) Na linha de produção por encomenda. todas as OP devem ser encerradas. isto é. b) Os custos indiretos de produção não devem ser apropriados às OP. as máquinas. é fundamental o conhecimento da estrutura organizacional. na prática.000 foram totalmente concluídas até o final do mês. Pode-se afirmar com relação às Ordens de Produção (OP): a) As requisições de matérias-primas e outros materiais que são utilizados em cada OP não precisam de aprovação dos responsáveis pela produção e controle dos estoques.000. c) No final de cada mês. são adaptadas para um fluxo ininterrupto de produção dos mesmos produtos. Os custos indiretos que não puderem ser identificados com as diversas OP devem ser apropriados com base nos diversos critérios de rateios. d) O mecanismo para cálculo da equivalência de produção não apresenta dificuldades conceituais. a) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. os custos indiretos devem ser identificados e apropriados às Ordens de Produção (OP) específicas. c) Após o cálculo das unidades equivalentes de produção. não há necessidade de conhecer os sistemas adotados para a acumulação de custos nos diversos períodos e para os diversos produtos ou serviços. b) Na linha de produção contínua ou por processos. assinale as alternativas corretas: Uma indústria produz um único produto.200 unidades completas. sempre que possível.

Vine citado na pergunta anterior. . o valor a ser transferido no mês para a conta de Produtos Acabados será de (em R$): R. por tipo de custo: TIPO DE CUSTO Matéria-Prima Mão-de-Obra Direta Custos Indiretos de Fabricação TOTAL DOS CUSTOS INCORRIDOS (R$) 500. das quais 800 foram acabadas no período. Num determinado mês.000 unidades do produto X.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 65 d) Supondo que o total do custo com a mão-de-obra no mês seja de $ 540. no final do mês.00 300. o saldo da conta Produtos em Elaboração corresponderá a (em R$): R.000. em que não havia estoque inicial de Produtos em Elaboração.00 900. supusemos que os Materiais Diretos (MD) e Mão-de-obra Direta (MOD) pudessem sempre ser identificados com os produtos fabricados e que os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) pudessem ser atribuídos aos produtos através de um critério de rateio que refletisse o fluxo efetivo de tais gastos que fossem incorporados às unidades acabadas. A Cia.Vine utiliza o sistema de custeamento por processo. foi iniciada a produção de 1.: ____________________________________________________________________________________ b) No caso da Cia. responda as questões 8 e 9 7 8. CUSTO CONJUNTO Até o presente momento.00 GRAU DE ACABAMENTO DOS PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 100% 80% 50% a) Pode-se afirmar que.000.: ____________________________________________________________________________________ (ICMS/SP 2006): Com as informações a seguir.000.000. o custo da mão-de-obra para cada unidade seria equivalente a $ 150. O quadro abaixo reproduz o total dos custos de produção incorridos no período e o grau de acabamento das 200 unidades remanescentes em elaboração. 6.

patinho. a priori. na qual o carvão é a matéria-prima original. permite a fabricação de nafta. A partir do ponto de separação. Observe que aqui ela o empregada numa conotação mais ampla. conforme a importância que suas vendas tenham para a empresa industrial. E o caso da atividade industrial em que. Produtos conjuntos são dois ou mais produtos fabricados conjuntamente até o ponto de separação. Os subprodutos são aqueles que tem uma importância secundária. os subprodutos são os ossos. X2 R = $ 9. Na usina de açúcar. Existem diversas formas de fazer essa mensuração. após o ponto de separação. após passar pelo forno de coque. Y2 R = $ 7. no frigorífico. • valor realizável líquido. cuja atividade consiste em abater o boi comprado dos pecuaristas. benzol. emergem mais de uma espécie ou qualidade do produto. do fluxo comum do processo produtivo. quando se tornam individualmente identificáveis. sulfato de amônia. alcatrão bruto e gás. cujo faturamento é considerado significativo para a empresa. para designar objetos metálicos inutilizados pelo uso ou oxidação. Os produtos resultantes. e as três mais comuns são: • valor de venda após o ponto de separação. ou conjuntos. Este tipo de fabricação. tornam-se perfeitamente identificados. Outros exemplos: A produção de coque. que se caracteriza por um fluxo comum de produção até certo ponto denominado de ponto de cisão ou ponto de separação . Y1 R = $ 5.000 Custo separável $ 2. por exemplo. coxão mole. Os diferentes tipos de carne que são obtidos nos frigoríficos são exemplos de co-produtos. não se podendo estabelecer. SUBPRODUTOS E SUCATAS Co-produtos ou produtos conjuntos são os produtos resultantes de um processo de produção conjunta. Sucatas1 (ou resíduos ou sobras} são produtos que emergem da produção (seja conjunta ou não) que. o vinhoto. se ela ocorrerá ou não. contrafilé.000 Ponto de separação 1 A palavra sucata c utilizada.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 66 Entretanto. etc) e armazenar as peças resultantes em câmaras frigoríficas até sua venda aos comerciantes. . E importante ressaltar que nem todos os co-produtos precisam ter faturamentos iguais. O petróleo é um insumo que. em relação ao(s) produto(s) principal(ais). No frigorífico. gasolina e outros produtos.000 Custo separável $500 Prod. desde que estes sejam significativos para a Cia. como sinónimo de ferro velho. não têm mercado garantido de comercialização e sua venda. O problema é determinar a parcela específica que cada produto.e do qual resulta uma multiplicidade de produtos é chamado de produção conjunta. ou seja. é bastante incerta. Os co-produtos também são denominados de produtos principais. são denominados ou de co-produtos ou subprodutos. vísceras.000 Custo Conjunto $ 4. em termos de vendas. Considere o seguinte exemplo: Prod. só que seu faturamento é ínfimo em relação aos produtos principais. e seus custos. em que há uma série de custos que não são facilmente atribuíveis aos produtos resultantes. alcatra. portanto. os chifres e os cascos do boi. resulta em vários produtos: o próprio coque. outros menor. • unidade física.000 Prod. após certo processamento. E importante ressaltar que uma das características dos subprodutos que os diferencia das sucatas é de que têm condições de comercialização normais: a sua venda é praticamente certa. em estado normal ou com defeitos ou estragos. É o que ocorre. existem processos industriais em que as coisas não são tão claras. O carvão. os produtos. tendo em vista a importância de suas vendas para o faturamento global da empresa. Os produtos conjuntos incorrem em custos que são comuns.000 Prod. cortá-lo seguindo as diferentes espécies de carne (filé mignon. na linguagem comum. X1 R = $6. irá receber do custo conjunto. antes do ponto de separação. CONCEITO DE CO-PRODUTOS. uns podem ter maior volume. rabo.

) Despesas necessárias para a venda (comissões de vendedores. Este valor corresponde à fórmula seguinte: Valor estimado da venda do subproduto ( . No caso do produto X1.000 11. Considere uma situação de "vender ou processar mais" do produto X1.000 6. Produto X1 Y1 Total Venda $ 6. Como o custo desse processamento é de $ 2.000 7.Nesse método. a decisão de processar mais eleva o lucro da empresa em $ 1. essa alocação deve ser deixada de lado.000. é preciso ter cuidado para não utilizar uma unidade física que provoque distorções: o uso de quilo para separar o custo da carne. a alocação do custo conjunto não depende da decisão da empresa de processar ou não o produto X1.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 67 Valor de Venda após o Ponto de Separação .000 ou 55% do total. nesse caso. Nesse caso.000 = $ 7.000. Venda X2 Y2 Total 9.818 4.000 para uma receita total de $ 11. o produto X1 terá uma receita de venda de $ 6. apesar de o valor de mercado ser maior. irá obter uma receita de $ 6. caracterizam-se por ter um mercado de comercialização tão normal quanto o dos produtos principais da empresa. imposto.000. AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES DOS SUBPRODUTOS Os subprodutos.000 Unidade Física . Nesse caso. Nesse método. Caso a empresa decida vender o produto X1. o custo a ser alocado para o filé seria proporcional a seu peso. O método indicado para os subprodutos é atribuir aos seus estoques uma estimativa de custo que é chamada de Valor Líquido de Realização. seu processamento. faz elevar a receita para $ 9 mil pela venda do produto X2. conforme os números apresentados no exemplo anterior. a forma como foram alocados os custos conjuntos não interferiu no processo decisório. com um custo de $ 2.926 $ 4.000.500 13. o processo desse produto eleva essa receita para $ 9.Nesse caso.000.000 Valor Realizável Liquido . o valor de realização líquida será dado por $ 9.000 500 VRL 7. conforme demonstra a tabela a seguir. Entretanto.000 . Nesse caso. ( . uma receita incremental de $ 3.000 Percentagem 55% 45% 100% Custo conjunto $ 2.) Custos de processamento para colocar o subproduto em condições de venda. Custo conjunto e processo decisório E importante notar que a alocação do custo conjunto é feita para fins de demonstração do resultado. seu valor no faturamento é tão pequeno que não compensa o esforço de atribuir-se custos aos seus estoques. pois tais custos não são relevantes para a gerência.074 $ 1. conforme já foi mencionado. etc).000 $ 5.000.500 Percentagem 52% 48% 100% Custo conjunto $ 2.Deve-se considerar o valor de realização dos produtos obtidos após o ponto de separação e deduzir os custos que serão incorridos para essa realização.000.182 $ 1. ( = ) Valor Líquido de Realização . fretes.000 Custo separável 2. Para a finalidade do processo decisório.$ 2. deve-se obter o valor de mercado do produto obtido imediatamente após o ponto de separação. ou seja.

dos quais a empresa. d) Os custos dos subprodutos devem aparecer como Receita Bruta Operacional para a apuração do Lucro Bruto Operacional.00 130.000 = = 1. b) subprodutos.00 x 170. ABC fabrica o produto X.00. do processo produtivo da Cia. debita-se Estoque de Subprodutos pelos respectivos custos. c) As sucatas não devem aparecer. de valores baixos. por representar uma recuperação de uma parcela do custo de produção dos produtos principais: Estoque de Subprodutos a Custos Conjuntos 130. geralmente.00 por quilo. não são avaliados para fins de estoques.000. Os cálculos seriam (em R$): Valor estimado da venda de Y = (-) Custo do processamento adicional (-) Despesa de ICMS (=) Valor Líquido de Realização 1. para cada quilo vendido de Y.000. e) Co-produto e subproduto são expressões sinônimas.00 170. Se ocorrer a venda. deve sofrer um processamento adicional que gera custos estimados em torno de R$ 200. está sujeito à incidência de ICMS no valor de R$ 170. dá-se baixa no estoque e credita-se a diferença na conta de ICMs a Recolher.00 Quando se efetuar o processamento adicional.000.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 68 Exemplo: A Cia. no grupo de Estoques.00 200.000 1. porque se trata.00.000 quilos de Y é avaliado em R$ 130.00 500. pois seu valor é irrelevante. resultaram 1. ao contrário dos subprodutos.000 quilos do subproduto e sabe-se que o preço de mercado deste é de R$ 500. TRATAMENTO CONTÁBIL DAS SUCATAS As sucatas. cujo processo de fabricação gera o subproduto Y. e) produtos intermediários. Seu custo fica incorporado automaticamente às unidades boas. ocupando cada um deles posição relevante no mercado.00 por quilo. Caixa / Bancos / Duplicatas a Recolher a Receita de Venda de Sucatas (Outras Receitas Operacionais). A Cia.. c) produtos primários.00 200. QUESTÃO 2 – Assinale a alternativa correta: a) Subprodutos e resíduos não são incluídos no Plano de Contas. Ocorrendo a venda pelo preço de R$ 500. .000.00 O estoque de 1. A contabilização do estoque é feita à crédito da conta Custos Conjuntos. no final do período. Por ser sua venda um evento incerto e aleatório. não têm garantia alguma de que serão vendidas. do ponto de vista da empresa que os produz são denominados: a) co-produtos. obtém receitas através da sua comercialização. o produto da venda será registrado a crédito de uma conta de resultado operacional.00 por unidade. No mês de junho. Este subproduto. d) produtos secundários. normalmente. b) Subprodutos e resíduos são produtos secundários e sucatas.000 x x 500.000.000. para poder ser comercializado. Exercícios QUESTÃO 1 – Quando dois ou mais produtos são produzidos simultaneamente como resultado da mesma operação em que não há uma maneira positiva de determinar o valor do custo aplicável a cada um deles.

$ 221. b) $ 379.49. diretos e indiretos são levados em consideração na avaliação dos estoques. $ 506. (C) se somente as afirmativas II e III forem corretas. (E) se somente a afirmativa III for correta. (D) se somente as afirmativas II e IV forem corretas. $ 293.000 $ 156. Esses dois métodos diferem apenas em um aspecto conceitual: se os custos de fabricação fixos.83. porém não possuem mercado definido.51. III. . II.77.33. B e C. sendo seu valor irrelevante para a entidade. (B) se somente as afirmativas I. A receita auferida com a venda de sucatas é reconhecida como “Receita Não-Operacional”. $ 703. isto é. b) $ 220. cujos demais dados se encontram no quadro a seguir: Produtos A B C Preço unitário de venda $600 $260 $800 Produção (kg) 300 600 1. c) sucatas. Esses custos são primeiramente registrados como um ativo e subseqüentemente se transformam em despesa.000 Tendo em vista que a empresa utiliza o Método do Valor de Mercado para distribuir seus custos conjuntos aos produtos.77. e) perdas improdutivas. CUSTEIO VARIÁVEL E CUSTEIO POR ABSORÇÃO Custeio significa “método de apropriação de custos”. $ 38.33. QUESTÃO 6 (ICMS/RJ 2007) Analise as afirmativas a seguir: I.67. B e C alcançaram. $ 96. b) subprodutos.67. $ 95. II e IV forem corretas. c) $ 219. são denominados: a) perdas produtivas. Dos subprodutos se espera a geração de receita regular ou esporádica para a entidade.63. $ 703. Os custos inventariáveis são os custos associados à aquisição e conversão de materiais e de todos os insumos em produtos destinados à venda. $ 164.200 Receita total $ 180.000 $ 960.17 c) $ 380.00 referentes à produção dos produtos A. em relação ao valor de venda dos produtos principais. B e C será respectivamente de: a) $ 220. $ 293. Assinale: (A) se somente as afirmativas I e II forem corretas.63. pode-se afirmar que os custos conjuntos unitários dos produtos A. que nascem de forma normal durante o processo produtivo. contabilmente. $ 38.40. e cuja venda é aleatória. o lucro bruto de A.83. Neste capítulo será abordado o Método de Custeio por Absorção e Custeio Variável ou Direto.49. respectivamente: $ 221. $ 96.40. $ 506.60.17 d) $ 380. QUESTÃO 4 – A empresa LCT apresenta custos conjuntos no valor de $ 820.23 a) $ 379.51. deles se espera a geração esporádica de receita que é relevante para a entidade. Os subprodutos são avaliados.37. Os co-produtos são todos os produtos secundários.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 69 QUESTÃO 3 – Os itens de produção.60. quando os produtos são vendidos. $ 95. pelo valor líquido de realização.000. $ 164. IV. d) co-produtos.23 QUESTÃO 5 – Com base na questão anterior. d) $ 219.37.

ou seja. que já faz parte das discussões e questionamentos. A distinção principal no custeio por absorção é entre custos e despesas. O objetivo principal deste método de custeio é apurar o custo de uma unidade do produto fabricado. julgou-se necessário segregar as despesas dos custos e apropriá-las diretamente ao resultado do exercício. Esse método foi derivado do sistema alemão. Tudo que se estudou até esse ponto. por meio das técnicas de rateio já estudadas. com relação à apropriação dos custos aos produtos. orientar a tomada de decisão. as despesas administrativas passaram a representar importante parcela dos gastos empresariais. isto é. Os custos unitários são necessários para custear inventários. Os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados. O Custeio por absorção encontrou sua utilidade em épocas quando a mão-de-obra direta e a matériaprima consistiam nos principais fatores de produção e existia um número limitado de produtos. o estoque “absorve” todos os custos de fabricação. conhecido como RKW. Entretanto. Os conceitos e sistemas de Contabilidade de Custos continuam tratando as operações industriais como se elas estivessem sendo executadas como no passado. Mas afinal o que leva a maioria dos empresários a adotar o Custeio por Absorção? A facilidade do método e a importância da mensuração do custo unitário são fatores que se destacam. e sim direto na conta de Apuração do Resultado do Exercício. pois todos os esforços estavam concentrados na produção. Custeio variável é o método de custeio de estoque em que todos os custos de fabricação variáveis são considerados custos inventariáveis. constar nos demonstrativos financeiros e para determinar o lucro líquido do período (através da apuração dos Custos dos Produtos Vendidos). Os custos dos produtos vendidos terão tratamento idêntico. todos os gastos do período (custos e despesas) eram apropriados à produção do período. estarão ativados nos estoques destes produtos. No entanto. A separação é importante porque as despesas não são apropriadas à produção. certamente dividirá o seu espaço com outros métodos mais eficazes que cumprem melhor o objetivo maior da informação contábil. O custeio por absorção apresenta a especial vantagem de estar de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as leis tributárias. Apresenta como desvantagem o fato de que os custos dos produtos não são mensuráveis objetivamente. comerciais e financeiras não eram relevantes. quando da venda desses produtos. com o desenvolvimento e modernização das diversas economias mundiais. Dentro dessa nova perspectiva o Método de Custeio por Absorção. Os processos de rateio podem apresentar alto grau de arbitrariedade e subjetividade na distribuição dos custos comuns. O avanço da tecnologia e a diversificação da produção vêm abalar conceitos já alicerçados e promover a busca de novos caminhos. a explicação parece transcender a disciplina contábil. desenvolvido no início do século XX. Vão direto para o resultado como despesa. são considerados custos inventariáveis. as despesas administrativas. que não tenham sido vendidos. Naquela época. O novo cenário que se desenha a cada dia tem a mudança como única certeza. Este método de custeio é o único aceito pela legislação do Imposto de Renda.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 70 Custeio por absorção é o método de custeio do estoque no qual todos os custos de fabricação. Por esse método. Todos os custos fixos são excluídos dos custos inventariáveis: eles são custos do período em que ocorreram. CUSTEIO POR ABSORÇÃO O Custeio por Absorção consiste na apropriação de TODOS os custos (sejam eles fixos ou variáveis) à produção do período. utilizou o Método de Custeio por Absorção. MÉTODO DE CUSTEIO DIRETO OU VARIÁVEL . pois atende plenamente aos Princípios Fundamentais de Contabilidade (competência dos exercícios). A sociedade tem se confrontado com recentes e grandes transformações. Com base nesse novo ambiente empresarial. variáveis e fixos. Críticas ao método de Custeio por Absorção O ambiente empresarial atual é altamente dinâmico e encontra-se em contínua modificação. além de ter a sua implementação facilitada pela não exigência de segregação dos custos em fixos e variáveis.

Os custos fixos. maciçamente. a mão-de-obra apontada e a parte variável dos Custos Indiretos de Fabricação.00 . Solução: Custeio por Absorção Total dos Custos Variáveis: $ 2.00 Custos Fixos: $ 30.00 $ 10. o CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS e os ESTOQUES FINAIS DE PRODUTOS EM ELABORAÇÃO e PRODUTOS ACABADOS só conterão custos variáveis.00 = $ 7. determine o custo unitário pelo método do Custeio por Absorção e pelo Método de Custeio Variável.00 Com base nos dados acima. Antes de prosseguir.00 Despesas variáveis: $ 3.000 Custos Variáveis Unitários: Materiais diretos: $ 2. não são considerados como Custos de Produção e sim como DESPESAS.000. pelo fato de existirem mesmo que não haja produção. Esses custos são geralmente os materiais diretos utilizados.000. logo abaixo será resolvido um estudo completo das diferenças entre os métodos de custeio Variável e por Absorção: Cálculo do Custo Unitário A Cia FCS. fabricante de apenas um produto.00 Mão-de-obra direta: $ 4. tem a seguinte estrutura de custos: Número de unidades produzidas no ano: 6. O método de Custeio Variável (esta nomenclatura é melhor de ser utilizada) também é conhecido como Custeio Marginal ou Custeio por Contribuição. Desse modo.00 + $ 1.000. por utilizar.00 Outros Custos Variáveis: $ 1. observe o gráfico abaixo: Após a verificação do quadro acima.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 71 O Custeio Variável ou Direto é um tipo de custeamento que consiste em considerar como CUSTO DE PRODUÇÃO DO PERÍODO apenas os Custos Variáveis incorridos. sendo encerrados diretamente contra o resultado do período.00 + $ 4. o conceito da Margem de Contribuição.00 Custos Fixos por ano: Despesas Fixas: $ 30.

.000u x $ 3............($ 60...................00) (-) Despesas Variáveis 5..................00 de diferença no resultado do Custeio por Absorção...........00 .00 Custo Unitário = 6......000........000 Preço de venda unitário: $ 20................. ( $ 15..................... são incluídos no cálculo do custo unitário do produto..................... $ 40......000...........( $ 35.000.( $ 15...000..000............................000................00 ) (-) Despesas Fixas............00......000 = $12......................000u x $ 20........000..............................000.00....00 + $ 30................................00 Estoque Final de Produtos: 1................................ no custeio por Absorção.000u x $ 20......00 + $ 4....... $ 10.....................................000 Unidades em estoque no final do período: 1. significa que parte do Custos Fixos (com relação as 1............................000u x $ 3........ Comparação do resultado entre os métodos de custeio (por Absorção e Variável) Observe os dados abaixo............................000.....00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5....................................000u x $ 7...............00 6. $ 50............00 Estoque Final de Produtos: 1.......................00 $ 10... $ 100.................( $ 10..............000 Unidades vendidas: 5.00 = $ 12........000............ Já no Custeio Variável o custo unitário seria calculado da seguinte forma: Custo Unitário: $ 2..00 = $ 7.. TODOS os custos de produção............... As despesas serão jogadas diretamente na conta de Apuração do Resultado..............00 + $ 1......................... $ 15..00 Análise das diferenças Analisando os resultados por cada critério..00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5..........................Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 72 Despesas Variáveis: Despesas Fixas: $ 3..000u Observando o cálculo acima...00) Fixas...........................000 x $ 7...................( $ 30..............00) Lucro Líquido Operacional.............00) Lucro Líquido Operacional... $ 100.. em comparação com o Custeio Variável................000.....00.000 u x $ 12.... sejam fixos ou variáveis..............................00 (-) Custos Fixos.00) Margem de Contribuição..00........000..............................................000 u x $ 7...........00 = $ 7.......... sem passar pelo Custo dos Produtos Vendidos...000u não comercializadas) está ativada como ..00........ chega-se às seguintes conclusões: Os $ 5.........000 u x $ 12..................00 ) = Lucro Bruto Operacional......00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5.........000........................................000...............................................00 Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção: Receita de Vendas: 5..........000............000...... dando continuidade ao exemplo anterior: Estoque Inicial de produtos: 0 Unidades produzidas no período: 6.........000...( $ 10......00 Os Custos Fixos serão jogados diretamente na conta de apuração do resultado e somente os Custos Variáveis farão parte do Custo dos Produtos Vendidos...00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável: Receita de Vendas: 5..

.....000 u x $ 10..... Os estoques continuam com parte dos custos fixos (ativados)..............000u...........................00 Cálculo do Custo Unitário pelo Custeio Variável: $ 2......000u): Receita de Vendas: 5........000 10...000u x $ 7..................00 Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável (com nível de produção 10.....000u x $ 3.............................................00) Fixas.. face a inexistência de estoque final.............( $ 35........ Custos Variáveis. por que não existe uma relação inversa entre os Custos ....................000................................... $ 50........000......... $ 100....... chega-se a seguinte conclusão: o resultado pelo método de Custeio por Absorção....... ...............00 ) (-) Despesas Fixas..............00.($ 50................( $ 30......00 (-) Custos Fixos. $ 25....... Já no Custeio Variável o resultado continua o mesmo............ aumentou em relação ao anterior..00 = $ 7.000.........00 face a mesma explicação do parágrafo anterior: parte dos custos fixos está ativada (relativos as 1....00.......00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5...00) Lucro Líquido Operacional..................00 ............... ainda................................. supondo que o gerente resolva aumentar a produção de 6....... o custo unitário continua o mesmo................... face ao menor Custo Fixo por unidade produzida.( $ 10.............( $ 15........000 u x $ 10. Já no Custeio Variável...........000..........000...000u x $ 20..000 u para 10................000......... Por quê? Os custos fixos ocorrem independente da produção...........000 u x $ 7.000.00) Margem de Contribuição.....00.............................. Mas a empresa vendeu as mesmas unidades no período....000...................000u x $ 20....00 + $ 4........00...... no custeio por absorção o Custo Unitário diminui e no Custeio Variável permanece o mesmo..................00) (-) Despesas Variáveis 5..00 + $ 30.................. Caso tudo que se produza no período for comercializado NÃO VAI EXISTIR diferença entre os resultados de cada método...00 Analisando mais uma vez as diferenças...........00 ) = Lucro Bruto Operacional........ já que os custos variáveis unitários não se alteram.... $ 100..00 = $ 35......000u........ por isso são chamados de Custos Estruturais. Cálculo do Custo unitário pelo método de Custeio por Absorção: 10......... na sua composição............ o custo unitário. Comparando o resultado através de uma nova Demonstração de Resultado verifica-se que: Demonstração de Resultado pelo Custeio por Absorção ( com nível de produção 10..... quanto maior a produção............... ( $ 15...............000.000...00 + $ 1............................00) Lucro Líquido Operacional...........00 (-) Custo dos Produtos Vendidos 5...........................000........... agora..00 Estoque Final de Produtos: 5..................000...............................000u x $ 7.000....00..............00 Estoque Final de Produtos: 5....... $ 50.....000u não comercializadas)........000u x $ 3.......... é menor que se tivesse no nível de produção de 6.. O que acontecerá com o custo unitário em cada método? Supondo.000. melhor utiliza-se a planta fabril........................000u): Receita de Vendas: 5.... $ 10.............................................. enquanto que no Custeio Variável todos os Custos Fixos são descarregados na conta de Apuração do Resultado e os estoques só contêm... O Estoque Final no Custeio por Absorção está a maior em $ 5....00 (-) Despesas Operacionais Variáveis 5... Por esse motivo que o Custeio por Absorção não é indicado para as tomadas de decisões.000........ diminui-se o Custo Fixo Unitário por produto.............................000.......... agora...00 Comparando os resultados.... Mas..............( $ 10... Em conseqüência..........Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 73 Estoque de Produtos.......000u = $ 10.........00 = $ 50........ aumentando-se a produção....... que a estrutura de custos permaneça a mesma e as unidades comercializadas continuem no mesmo patamar....

em maior ou menor grau. O Administrador que não conheça essa relação de custos pode ser enganado face um aumento IRREAL no resultado da empresa. Todavia. gerencial. sem a respectiva aceitabilidade pelo mercado. que. a arbitrariedade (quando se produz mais de um produto e esses custos sejam indiretos). o volume de produção. por sua própria natureza. objetivamente. sobre os Custos Mistos. pode-se citar: . Diferença entre a receita e todos os custos incorridos na fabricação do objeto de custeio. na verdade. somente. Vantagens e Desvantagens do Método de Custeio Variável Do ponto de vista decisorial. em relatórios internos das organizações. isto não está correto. o rateio. Basta verificar que a simples modificação do critério pode fazer um produto não rentável passar a ser rentável e. os custos diretos. Os defensores do Método de Custeio Variável apóiam-se. além dos critérios de rateio. basicamente. Sua filosofia básica contraria os princípios de contabilidade. Com isso. aqueles que tem uma parcela fixa e variável. também. interno. Mas esse método fere aos Princípios Fundamentais de Contabilidade. Como vantagens desse Critério. Mas nada impede a utilização desse método para fins gerenciais. o resultado final é menor do que no Custeio por Absorção. Os Custos Fixos podem ser encarados como encargos necessários para que a empresa tenha condições de produzir. Abaixo segue um quadro comparativo entre os métodos de custeio: Custeio Variável Classifica os custos em fixos e variáveis Debita ao objeto de custeio. a parcela fixa da parcela variável. por abandonar os custos fixos e tratá-los contabilmente como se fossem despesas. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de vendas. É um método legal. apenas os custos que são variáveis em relação ao parâmetro escolhido como base. principalmente o da competência e o da realização da receita. É o método mais indicado para a tomada de decisão. Apresenta a contribuição marginal. e não como encargos de um produto específico. que contém. nem pelos Auditores Independentes (Auditoria Externa). é um dos motivos por não ser aceito pela legislação fiscal para fins de valoração de estoques. É um método administrativo. pois nem sempre é possível separar. Assim. qualquer decisão em base de custo deve levar em conta. Por não estarem vinculados a nenhum produto específico ou a uma unidade de produção. também o resultado medido dentro do seu critério parece ser mais informativo à administração. mais atrapalha que ajuda. existe uma relação direta: quanto maior a produção. para a tomada de decisão. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção. fixos e variáveis. A maioria dos rateios é feita por meio da utilização de fatores. principalmente o da Competência dos Exercícios. verifica-se que o Custeio Variável tem condições de propiciar muito mais rapidamente informações vitais para a empresa. existem independentemente da fabricação ou não de determinado produto ou do aumento ou redução (dentro de certa faixa) da quantidade produzida. o custo de um produto pode variar em função da variação de quantidade produzida de um outro produto. externo. cujo custo está sendo apurado. Esse. já que são quase sempre repetitivos e independentes dos diversos produtos e unidades. O uso do Custeio por Absorção pode levar a decisões errôneas sobre a produção face à arbitrariedade dos critérios de rateio e a distribuição dos Custos Fixos a produção do período. Sua filosofia básica está de acordo com os princípios de contabilidade. Custeio por Absorção Não há preocupação por essa classificação Debita ao objeto de custeio. o valor dos custos fixos a ser distribuído a cada produto depende. As desvantagens são mínimas.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 74 Variáveis e o nível de produção. por melhores que sejam os critérios. gerando. não vinculam cada custo a cada produto. . . alertando. do volume da produção. é claro. muito pelo contrário. Pior que isso. assim. indiretos. cujo custo está sendo apurado. Em termos de avaliação de estoque. o rateio é mais ou menos lógico. em três argumentos principais: Os Custos Fixos. eles sempre são distribuídos aos produtos por meio de critérios de rateio. Finalmente. também.é uma ferramenta melhor para a tomada de decisões dos administradores. Apresenta a margem operacional.impede que aumentos de produção que não correspondam a aumento de vendas distorçam o resultado. menor recolhimento de impostos. tendo em vista um aumento de produção. maiores serão os custos variáveis. fiscal.

o volume de produção e vendas). menor será o CFu. caso a produção diminua.00. amortiza-se os CF aos produtos e. aumentou os CFu. diminuiu a produção. E o comportamento desses Custos e Despesas em termos unitários? Como se comportam? $ CFt CFu $ q q Observando os gráficos anteriores. salário de supervisor. como por exemplo. compostos de Depreciação de máquinas. A mesma interpretação pode ser dada para as Despesas Fixas em comparação com o volume de vendas. maior será o CFu. Antes de iniciar será importante fazer algumas observações. à produção do período. a O custeio por absorção destina-se a auxiliar a gerência gerência no processo de planejamento e de tomada de no processo de determinação da rentabilidade e de avaliação patrimonial. Mas os Custos Fixos Unitários (CFu). O Ponto de Equilíbrio é o ponto no qual a receita total de vendas se iguala aos custos e despesas totais. citada no exemplo anterior. com isso.00 p/ u. Independente da quantidade produzida (respeitando um intervalo relevante) os CFt permanecerão os mesmo. independente do volume de produção (dentro de um intervalo relevante). a matéria-prima utilizada na fabricação do sabão. Por exemplo.000. O CFu será de $ 1. melhor se utiliza a planta fabril. Custos Fixos são aqueles custos que não variam em proporção com o volume de produção (dentro de um intervalo relevante). . aplicada na produção.000u = $ 1. Logo. como por exemplo.000.000. Os Custos Fixos Totais (CFt) se comportam de modo constante. seguro das instalações. imposto predial. E as Despesas Fixas (DF) são fixas em relação ao volume de vendas.000 unidades. sejam eles fixos ou variáveis.000. Custos Variáveis variam proporcionalmente ao volume da produção. tem seus valores ajustados de acordo com o volume de produção. que o método de Custeio por Absorção tem por finalidade apropriar todos os custos.00 / 1. sobretudo. decisões.00 por unidade No segundo período a produção passou a ser de 500u. equipamentos e imóvel. também. respectivamente.600u. Por exemplo: uma indústria fabrica um único produto: sabão “Y”. enquanto que o método de Custeio Variável ou Direto.00 / 1. tem-se: $ 1. os Custos Variáveis (CV) tem uma relação direta com o volume de produção e as Despesas Variáveis (DV) tem uma relação direta com o volume de vendas (tomando por parâmetro. Seus CFt no período são de $ 1. Os Custos Fixos (CF) são constantes. na fábrica de sabão. em relação ao volume de produção.600u = $ 0.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 75 O custeio variável destina-se a auxiliar. as Depreciações. Custos Variáveis são os custos que variam no total proporcionalmente às mudanças no nível de produção ou atividade. o CFu será de: $1. Por definição. Se no terceiro período a produção for de 1.00 / 500u = $ 2.625 p/ u. ECONÔMICO E FINANCEIRO Revisão de tópicos Em aulas anteriores aprendemos as diferenças entre Custos Fixos e Custos Variáveis. Agora o CFu diminuiu. Qual seria o CFu ? Dividindo o valor dos Custos Fixos pela quantidade produzida. Os CFt permanecem o mesmo. Nesse ponto será estudado o Ponto de Equilíbrio ou Break-even-point. Foi estudado. A produção no período é de 1. RELAÇÃO CUSTO-VOLUME-LUCRO: PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL. a matéria-prima aplicada em um processo produtivo. apropria à produção do período somente os custos variáveis. dentro de um intervalo relevante. terá seu valor unitário constante (dentro também de um intervalo relevante) enquanto que seu valor total será proporcional ao volume de produção. verifica-se o comportamento dos Custos Fixos. ao contrário do CFu: quanto maior a produção.

que influenciam os resultados: receitas. destinam-se a desenvolver informações que auxiliam a gerência no desempenho de suas funções de planejamento e de tomada de decisão. O Administrador.00 20.000 u 10. grandes armazéns centrais ou pequenos depósitos. Ela é baseada no Custeio Variável e. Embora tanto o planejamento.00 5.000 u 10. presentes nas atividades. através dela. MC = V – ( CV + DV ) Sendo: MC = Margem de Contribuição V = Vendas CV = Custo Variável DV = Despesa Variável . Dentre as diversas decisões que o administrador deve tomar destacam-se: fazer ou comprar. depara-se sempre com duas ou mais alternativas. MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: é encontrada pela diferença entre a Receita (Vendas) e os Custos e Despesas Variáveis. volumes de produção e de vendas. renovação de equipamento. assistência técnica direta ou mediante agentes autorizados. bem como para analisar o impacto sobre o lucro de modificações no preço de venda. A separação das despesas e dos custos.000 CVu q q Os conceitos aqui abordados serão de suma importância para estudo da relação custo/volume/lucro. A análise das relações Custo/Volume/Lucro é um instrumento utilizado para projetar o lucro que seria obtido a diversos níveis possíveis de produção e vendas. bem como a classificação em fixos e variáveis. O instrumento que os contadores e administradores usam correntemente para obter essas interações e sua influência nos resultados é a análise das relações Custo x Volume x Lucro. quanto deve ser gasto em propaganda e promoção. distribuição direta ou via transportadores. vendas diretas ou por meio de revendedores. seja baseado no curto prazo.000 u 10. mix de vendas etc. nos custos (variáveis ou fixos) ou em ambos.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 76 Nível de atividade Custo Unitário 10.000 50. o conceito do Custeio Variável fornece meios para que a Contabilidade de Custos e as gerências de qualquer nível e de qualquer segmento possam visualizar as interações existentes entre alguns fatores significativos. a que preço vender.000 $ CVt Custo Total 100. despesas e custos variáveis e fixos. pode-se estabelecer qual a quantidade mínima que a empresa deverá produzir e vender para que não incorra em prejuízo. como as decisões. vendedor eclético ou vendedor específico. É o excesso da receita de vendas sobre os custos e despesas variáveis. no seu processo decisório.000 200.

possibilitam uma análise das diversas tendências dos custos.00 $ 400. os valores podem aumentar.000 / 1. em valores unitários: MCu= PVu . Índice de margem de contribuição: VENDAS – CUSTOS E DESPESAS VARIÁVEIS VENDAS Vendas. O planejamento dos lucros.000. como por exemplo: Ponto de Equilíbrio Preço de Venda Mínimo Viabilização de um Projeto PONTO DE EQUILÍBRIO (PE): é o ponto do nível da atividade da empresa onde surge a igualdade entre os Custos e Despesas Totais com a Receita Total. O índice de margem de contribuição indica a porcentagem de cada unidade monetária de vendas disponível para cobrir os custos fixos e propiciar lucro para empresa.000..00 $ 200.. também. onde os custos e despesas se mantenham no mesmo patamar.000. Após os limites.00 $ 400. Pode ser calculada. . muito embora não sendo este aumento proporcional ao nível de atividade ou produção. ou seja..0 Índice de margem de contribuição: 400.. é o valor que ajudará amortizar os Custos e Despesas Fixos. Custos variáveis.. oscilando dentro de uma atividade estabelecida.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 77 A Margem de Contribuição é o valor oriundo da diferença entre as Vendas e todos os gastos variáveis. oferece informações detalhadas.. sendo utilizado na cobertura dos Custos Fixos para proporcionar um Lucro. Despesas variáveis.000..000 = 40 % RELAÇÃO CUSTO/VOLUME/LUCRO O custos ou despesas são fixos dentro de um determinado limite.000..000. ou seja.( CVu + DVu) Sendo: MCu = Margem de Contribuição Unitária CVu = Custo Variável Unitário DVu= Despesa Variável Unitária PVu = Preço de Venda Unitário Demonstração do Resultado VENDAS (-) Custos e Despesas Variáveis = MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO (-) Custos e Despesas Fixos = RESULTADO ANTES DO IR (-) IR e CSSL = LUCRO DO EXERCÍCIO ÍNDICE DE MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: A margem de contribuição também pode ser expressa em porcentagem. facilitando a interpretação e o comportamento dos diferentes níveis operacionais. A Relação Custo/Volume/Lucro é uma eficiente técnica que. A linearidade do PE é válida num intervalo que interessa. Margem de contribuição: $ 1. bem como o total controle dos custos. resumindo.

q) O Ponto de Equilíbrio representa a quantidade mínima que a empresa terá que comercializar para cobrir seus gastos. aparece lucro correspondente à MCu vezes as quantidades comercializadas acima do PE. Daí para frente.00 por unidade produzida. Exemplo: Unidades Produzidas 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Custo Fixo $ 40 40 40 40 40 40 40 40 40 Custo Variável $ 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Custo Total $ 40 60 80 100 120 140 160 180 200 Receita de Vendas $ 0 28 56 84 112 140 168 196 224 Lucro ou Prejuízo $ (40) (32) (24) (16) (8) 0 8 16 24 Pelo exemplo. abaixo desse ponto.00. a partir desse ponto. o Custo Fixo independe da produção e da venda.q) = CT + DT (CF +DF + CVu. Vendendo menos do que cinco unidades a empresa incorrerá em prejuízo. Gráfico do Ponto de Equilíbrio: Á R EA D E LU C R O RT CT Y PE Á R EA P R EJ U ÍZ O PE e m v alo r CV CT CF PE e m v o lu m e X Onde: CF = Custo Fixo CT = Custo Total CV = Custo Variável RT = Receita Total . Ao atingir o Ponto de Equilíbrio. pelo aumento da atividade. o ponto da atividade em que não há lucro nem prejuízo. Quando a empresa comercializa 5 unidades atinge o seu ponto de equilíbrio. O Custo Total não aumentará na mesma proporção dos Custos Variáveis em virtude dos Custos Fixos. a empresa incorrerá em prejuízo. a empresa conseguirá lucros. a empresa não apresenta nem Lucro nem Prejuízo. Vendas menos Custo Total (CT) representa Lucro ou Prejuízo. O Custo Variável é proporcional às quantidades produzidas e aumenta de $ 20. permanece constante e com um valor de $ 40.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 78 PE RT (PVu. isto é.q + DVu . pela diminuição da atividade. Se a empresa não conseguir vender nenhum de seus produtos o prejuízo corresponderá aos CF + DF totais dessa empresa.

700.270] = 6.350.00 = 19.376.129. enquanto à esquerda encontra-se a área do prejuízo. contanto que se consiga apropriar uma parcela do custo fixo total a cada produto (o que não deixaria de ser dificultoso). foi feito o seguinte desenvolvimento através de um raciocínio lógico: PE CT = DT= DVu x Q + DF Substituindo esses parâmetros na fórmula: PVu x Q = CVu x Q + CF+ DVu x Q + DF PVu x Q – CVu x Q – DVu x Q = CF + DF Q= ou PEq = CF + DF MCu Isto pode ser intuitivamente entendido.00 Ponto de Equilíbrio = 6. a empresa cobrir os custos e despesas fixos. através da margem ganha em cada uma delas [PVu – (CVu + DVu )].00 Preço de venda unitário = $ 15.050.275.275. que corresponde a MCu.129.275.00 (parte fixa) + [ 10.270 X 15.376.270 u Comprovando o resultado obtido da seguinte forma: 6.350 / (15 . Para saber o valor da Receita de Vendas no PE.00 ⇒ o valor total das vendas é igual ao valor total dos custos.00 = 19. pois.376. resultando num lucro zero (ponto de ruptura).350.752. O ponto de Equilíbrio é alcançado num número tal de unidades vendidas igual ao quociente entre custos + despesas fixos (CF + DF) e a diferença entre preço unitário de venda e custos + despesas variáveis unitários [PVu – (CVu + DVu )]. Exemplo: Custos Fixos previstos = $ 6.350.00 + 12.376.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 79 À direita do Ponto de Equilíbrio encontra-se a área do lucro. A fórmula em quantidades permite alcançar ou calcular o ponto de equilíbrio de cada produto. quando a empresa produzir mais de um.00 X 1.050.00 1. se os custos fixos independem do volume de atividade. Ponto de Equilíbrio = ( em unidades) Custos + Despesas Fixos MCu Para se chegar a fórmula anterior. é necessário vender tantas unidades de produto quantas forem necessárias para. basta multiplicar as quantidades encontradas no do PE pelo PVu.00 Custo Unitário Variável = $ 10.10) = 1. CF + DF PVu – CVu – DVu RT = CT + DT RT= PVu x Q .

Esta remuneração mínima corresponde à taxa de juros do mercado multiplicada pelo Capital Investido e é denominada de CUSTO DE OPORTUNIDADE.000.00 / 0. ou seja.00 + $ 1.00 Em receita = $ 5. Aplicando esse dinheiro no mercado financeiro. Fórmula: CF + DF MCu Uma outra forma de se fazer o cálculo do PE seria utilizando o valor da MCu em termos percentuais.00 MCu% = 2.000. consegue uma taxa líquida de 10% a.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 80 PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL (PEC) É a quantidade que equilibra a receita total com a soma dos custos e despesas relativos aos produtos vendidos.25 = $ 20. Foi o que nós estudamos de ponto de equilíbrio até o momento. O Custo de Oportunidade representa a remuneração que a empresa obteria se aplicasse seu capital no mercado financeiro.000.000.000.000. com a aplicação no mercado financeiro.00 = $ 2.000. PEE em quantidade será de: $ 4.000.000. PEE = CF + DF + Custo de Oportunidade (Retorno mínimo s/ PL) MCu Logo. aos vários níveis possíveis de atividades. * facilitar a análise dos efeitos sobre a lucratividade decorrente de alterações nas despesas e custos fixos e variáveis.00 ao ano.00 O PEC pode ser utilizado para: * determinar o nível de atividades necessárias para cobrir todas as despesas e custos.00 = 2.25= $ 16.000. ao invés de no seu próprio negócio. O Custo de Oportunidade dessa empresa.00 $ 2.000.000.00 .00 /u Qual o PEC em receita ? MCu = $ 8.000.000. O PEE será obtido quando a soma da Margem de Contribuição totalizar um valor que cobrirá todos os Custos e Despesas fixos mais o valor correspondente ao Custo de Oportunidade.000.000.000.00 por mês CV + DV = $ 6.00 / 8..500 u PEC = . Vamos supor que a empresa em estudo tenha um capital de $ 10.00. no volume de vendas.a.000.000.00 = 25 % PEC = $ 4. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior.00 / 0. * avaliar a lucratividade associada aos diversos níveis possíveis de vendas. PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO (PEE) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas acrescida de uma remuneração mínima sobre o capital investido pela empresa. Para se determinar o ponto de equilíbrio contábil são levados em conta todos os custos e despesas fixas contábeis relacionadas com o funcionamento da empresa.000. no preço de vendas e na distribuição relativa de linhas de produtos vendidos. tantos fixos quanto variáveis.000. vai ser $ 1.000.000. Exemplo: CF + DF = $ 4.00 /u Preço de Venda: $ 8. ou seja.$ 6. é o ponto de vendas onde a receita total de vendas se iguala ao total dos custos e despesas.000.000.000.

000.800. Preço de Venda .00 de desembolso para cobrir os CF e DF. Fixas . por não estar conseguindo recuperar o valor do juro do capital investido. financeiramente.00 Em receita seria de: $ 5.00.00.00 / 0. Financ.Custos e despesas variáveis = 2.00 Caso a empresa esteja obtendo um volume intermediário entre 2.000.000.000. contabilmente. Corresponde às quantidades que . mas estará com um prejuízo contábil de $ 800.000. Exemplo: Supondo que a empresa em estudo fez um empréstimo de $ 8. estará com um Resultado Contábil de $ 1. É o espaço que a empresa tem para fazer lucros após o PE. PE FINANCEIRO PE(f) = Custos Fixos + Desp.000.00. Exemplo: Continuando com os dados do exemplo anterior.$ 800.25 = $ 12.000. o resultado for superior a esse retorno. é o nível de produção e vendas em que o saldo de caixa é igual a zero. por exemplo. Supondo.00 de vendas totais. mais essa parcela de $ 2. o PEF será de: PEF = $ 3. Uma outra utilização do PEF seria computando as parcelas financeiras de desembolso obrigatório no período que não estejam computadas nos custos e despesas.00 + $ 2. estará obtendo resultado contábil positivo. por exemplo. mas estará economicamente perdendo. em cada período. a empresa precisa obter.000.000. Conclui-se que. ainda.00. $ 800. + Amort.25 = $ 20. Logo.00 se levar em conta que não se conseguiu todos os recursos necessários para o pagamento da amortização da dívida. Representa a quantidade de vendas necessárias para cobrir os gastos desembolsáveis.000 e as 2. vamos supor que dentro dos custos e despesas fixos 20% correspondam a depreciação. ou seja. quanto não operacionais.000. haverá um PEE quando houver um lucro contábil de $ 1.550u.000.000. se considerar só as operações.200. e.000.500 unidades.00.000.000.000. os encargos de depreciação são excluídos no cálculo do PEF por não representarem desembolso para a empresa.000.900.200.200.600 u MARGEM DE SEGURANÇA OPERACIONAL Representa a diferença entre as quantidades apresentadas no PE e as quantidades que a empresa pretende vender.000.000.00.00. Financeiro Deficitário em $ 100.000. tanto operacionais.000. PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO (PEF) É a quantidade que iguala a receita total com a soma dos custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. se a empresa operar na faixa de 2.Deprec. Ou seja. e mais.000.00 $ 2.000. os $ 3.00 para somar a seus recursos próprios a fim de conseguir melhor operar.00 A empresa nesse nível de atividade estará conseguindo equilibrar-se financeiramente.200. os encargos financeiros desse empréstimo estejam inclusos nas Despesas Fixas. Logo.00 / 0.000.600 u $ 2.00 . que a amortização desse empréstimo seja em parcelas anuais de $ 2.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 81 Conclui-se que o verdadeiro lucro da atividade será obtido quando. Financeiro de $ 1.800.000. já que não estará conseguindo recuperar-se da parcela “consumida” do seu ativo imobilizado. Econômico de $ 100.100.000.00 = 1.00 PEF em receita = $ 3. Assim. Assim.000. O PEF será alcançado quando a empresa comercializar as seguintes quantidades: PEF = $ 4.

= Quantidade de Equilíbrio Sempre que o Negócio estiver operando acima do seu Ponto de Equilíbrio. menor este risco. a sua Margem de Segurança será: 10. maior o risco de o Negócio entrar em prejuízo caso não consiga o seu volume de vendas. O ponto de equilíbrio seria de 100.000 _______________ MS = = 0. como estudamos em aulas anteriores.V. Portanto. admitindo-se receitas e custos médios para uma determinada combinação. Suponhamos que a combinação planejada seja de três unidades de A para cada unidade de B.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 82 são comercializadas acima do PE.000 unidades. fica mais fácil calcular o PE. A Margem de Segurança pode ser calculado pela seguinte fórmula: MS = Nesta fórmula. . EFEITOS DA COMBINAÇÃO DE VENDAS (Mix de Vendas) A análise de custo-volume-lucro até o momento concentrou-se numa única linha de produtos. Em empresas com muitos produtos. Se as proporções da combinação se alterarem.5. seria estimar as quantidades a serem vendidas por todos os produtos. ou seja.000 unidades se só fosse vendido o produto B. Mas quase sempre existirão os CF que serão comuns a todos os produtos. Quanto maior a margem de segurança operacional. Por exemplo.000 unidades. a combinação de vendas é um fator importante no cálculo de um ponto de equilíbrio geral da empresa. Logo: 0 < MS > 1 Quanto mais próximo de zero estiver a Margem de Segurança. ela pode ser expressa num gráfico de ponto de equilíbrio ou num gráfico de L/V.25. suponhamos que uma empresa com dois produtos tenha uma margem de contribuição unitária de $1 para o produto A e $2 para o produto B e que os custos fixos sejam de $ 100. Quanto mais próximo de 1 a Margem de Segurança.50 10. Uma forma de se calcular esse PE.000 . maior a capacidade de lucro da empresa. $1. $5. se o Negócio estiver vendendo 10. Exemplo: o Ponto de Equilíbrio é 5. segundo o Professor George Guerra Leone.000.000 unidades se só fosse vendido o produto A e de só 50.Q. A margem de contribuição de cada "pacote" de produtos seria de 3 x $1 mais 1 x $2. A margem de contribuição média por unidade de produto seria $5 : 4 unidades de cada pacote. Um outro cálculo seria por um método de média ponderada: Q. = Quantidade Vendida Q. haverá sempre um grau de arbitrariedade e o resultado poderá ficar distorcido. Mas as dificuldades na prática são muito grandes.E. Quando se consegue identificar os custos fixos a cada produto (CF identificado). Caso seja feito algum rateio entre esses custos comuns aos produtos. calcular uma margem de contribuição média e dividir os custos fixos por essa margem de contribuição média. fortalecendo a certeza de que a empresa não incorrerá em prejuízos. o numerador será positivo e menor que o denominador.V.V. .E. Quando os administradores escolhem uma combinação de vendas. ou seja. as relações de custo volume lucro também serão alteradas. os símbolos representam: Q. ____________ Q.000 Limitações ao uso do Ponto de Equilíbrio A maior limitação da utilização do PE seria quando a empresa produzir e vender mais de um produto.

.. de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa... QUESTÃO 2 – TESTES UTILIZE OS DADOS A SEGUIR PARA RESPONDER AS QUESTÕES DE 1 A 6: A Cia....50 $1........00 . R$ 4.. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis.. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade. d) para efeito de apuração de resultados industriais é indiferente qual o método de custeio adotado..800...25 O ponto de equilíbrio.....25 = 80........ Gama apresentou os seguintes custos e despesas relativos ao mês em que iniciou suas atividades: .000 de B) Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa correta: 01. seja o variável ou por absorção... na hipótese de se manter a mesma combinação seria: $100......... c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada....000.00 ...Depreciação dos equipamentos de fabricação...00 . R$ 12...........000 unidades de A e 20......... c) o método de custeio por absorção exige que a avaliação dos estoques seja feita pelo critério do custo médio ponderado....Energia elétrica consumida pelas máquinas ... julgue os itens que se seguem.......Matérias-primas.....000 : $1..000 unidades (sendo 60....... considerando todos os custos envolvidos.....(AFTN / ESAF) A atribuição de todos os gastos de fabricação aos produtos é determinada pela seguinte forma de custeio: a) de realização c) direto e) por absorção b) variável d) estimado 02.... R$ 24....... utilizando-se a taxa linear de 10% ao ano..... todos os custos incorridos no período.. b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto..(AFTN / ESAF) É correto afirmar que: a) o método de custeio variável agrega os custos fixos ao custo de produção pelo emprego de critérios variáveis de rateio.00 ..000.. na apuração do custo de produção.000............. R$ 4.75 $0.. ao contrário do custeio variável..... 03. em uma mesma linha de produção. R$ 36...... entre outros...(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva....... inclusive os da administração geral..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 83 Produtos A B Vendas planejadas 3 1 4 Pesos ¾ ¼ MC unitária $1 $2 Média ponderada $0....Mão-de-Obra Direta (MOD) ... e) a diferença fundamental entre o custeio variável e o custeio por absorção é que este admite a avaliação dos estoques por método diferente do custo médio ponderado...........000.. b) o método de custeio por absorção leva em conta...00 ...Aluguel do imóvel da fábrica .

00 Dos elementos do custo..00 e R$ 8.. o lucro bruto corresponderá a (em R$): a) 11.. b) R$ 9..69 e R$ 11....92..000.. 190 foram vendidas ao preço unitário de R$ 500.. A empresa iniciou a produção de 260 unidades no período.Impostos e Seguros da fábrica .. R$ 6.... R$ 25... . de: a) R$ 6.......... c) R$ 8...00... O ponto de equilíbrio (break-even point) da companhia corresponde...00 c) R$ 8..307....00 e R$ 9.... energia elétrica e materiais indiretos.00....00... c) 200...00 e R$ 9.... 2.......00 c R$ 9........00..00..384...000.... Copacabana apresenta os seguintes saldos... utilizando-se o custeio por absorção e o custeio variável... b) 150.....Materiais Indiretos ...00.000..Mão-de-Obra Indireta (MÓI).00....000.000. O lucro líquido.000........000.00..Despesas com Vendas .. b) R$ 7.00...000.... respectivamente.000.. No custeio variável........ Em relação às despesas. e) 80.Despesas com Vendas ...00 e R$ 4... utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: d) R$12. das quais 40 permaneciam em processo no final do mês.000. e) 19.00 e R$ 34..00....00 ..00 e R$ 8. e) R$ 6...000. c) 300. b) 12.... R$ 7..000.. são considerados variáveis os relativos a matérias-primas...00.... respectivamente.00..200... b) 100.....00 e R$ 8..00.00.00 ...000.. d) 36...00. R$ 7....307... 5. d) R$ 8.. d) 166.... O estoque final de produtos acabados será.... mão-de-obra direta.... e) 240..Despesas Administrativas..Depreciação de Equipamentos .... No Custeio por Absorção..000. 4........ R$ 3..000....00.000.00.000...69 e R$12....00.. as administrativas são consideradas fixas e as de vendas...000... variáveis.000..... COM BASE NOS DADOS A SEGUIR. 1.......00 e R$ 6. 6.... O estoque final de produtos em elaboração será.... R$ 8. c) R$ 19. a margem de contribuição unitária corresponde a (em R$): a) 180....000.00 e R$ 9.00..000.....62 e R$ 5........00 .00.......00.00 ....00.....000...076... 3.000.. a: a) 170.... será...00 e R$ 8.00 ... d) R$ 12.... R$ 70....000..Mão-de-Obra Direta e Indireta. RESPONDA AS QUESTÕES DE Nº 7 A 12..66.000.... c) 8.......200...00 ....... A Cia... .384......62 e R$ 6.200.800... em unidades. e) R$ 6..Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 84 . a) R$12.........46: e) R$ 7..000... em seus livros contábeis e registros auxiliares de custos: Custos e Despesas fixos durante o ano: ... d) 200.000...00 Custos e Despesas Variáveis por unidades: ..000.200...200.. Das unidades acabadas...... respectivamente... R$ 18.......200.... utilizando-se o custeio por absorção ou o custeio variável: a) R$ 6. com grau de acabamento de 50%...00 b) R$ 8.000..000...538.

...00.. Para se atingir o Ponto de Equilíbrio...550..000..00... A Cia.... b) 600... 12.. b) 3..00 a) 2..... R$ 15.Materiais Diretos .. R$ 105.00..00. d) 120. d) 750. 9....... e) 100.000. 7... quantas unidades deve produzir e vender durante o ano? a) 150.000..00.000.000.. e) 100...00.. e) 100.800.. o ponto de equilíbrio econômico será de (em R$): a) 300.000...000....Embalagens .. O ponto de equilíbrio financeiro da companhia é (em R$): a) 200.000.. c) 375.....00 .. quantas unidades devem ser produzidas e vendidas por ano? a) 200.000..000. d) 4... d) 200.......000....000. .550..600..... e) 200... ABC tem dois produtos em sua linha de fabricação: X e Y.. c) 93.... e) 400.000....00....00 ....500.00..00.......... c) 300..000....00...000... c) 200....00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 85 ...........750. O lucro obtido de 25% é de (em R$): a) 200.. R$ 30....... c) 355. b) 800.00.00..000.000... Caso a empresa queira obter um lucro de 25% sobre as receitas totais.. e) 100. d) 300....000. Foram obtidas as seguintes informações adicionais em seu departamento de custos: PREÇO DE CUSTOS E DESPESAS PROPORÇÃO PRODUTOS VENDA VARIÁVEIS UNITÁRIOS DE VENDAS X R$ 120. 13....00..000....00. 11.00 .Comissões de Vendedores ....200.00 R$ 120..00. 10.000. o ponto de equilíbrio da companhia equivale a (em R$): e) 1. c) 3....... O valor da receita no Ponto de Equilíbrio é de (em R$): a) 300.00.. b) 62....00..00..000.000. 8...000.....00 O preço de venda de cada unidade é de R$ 1. b) 165..... d) 187.00 40% Supondo-se que a combinação de vendas permaneça constante no ano.000. b) 255.......00. b) 600.....00.. R$ 450........00 60% Y R$ 200...00.. c) 255.....00.000. d) 75.Outros Custos e Despesas .. Seus custos e despesas fixos anuais importam em R$ 1.00...00..500.600. Se a taxa de juros de mercado for de 20% ao ano e o patrimônio líquido da companhia corresponder a R$ 200.00.....00..00 R$ 70...

000.00 Custos variáveis unitários totais (C = A + B) 1. 52. 40.00.000.00 no custeio variável. apresentar maior valor.000.00. 17. 15 (ICMS/SP 2006) Uma empresa calcula os custos de seus produtos utilizando dois métodos: o método do custeio por absorção e o método do custeio variável. foram vendidas no mês 6. 3.00 1. em R$. ao preço unitário de venda de $ 5.00 Custos indiretos variáveis unitários (B) 200. limitam a capacidade de produção da empresa. chamados “gargalos”.20 Mão-de-obra apontada = $ 0.000. Para cada caso.750.200. naturalmente. Havendo limitação na capacidade produtiva.30 Mão-de-obra indireta = $ 19. mas não atentamos ao problema decorrente da existência de diversos fatores que.00. por produto ou pelo fator que representa o “gargalo” da produção.00 Outros Custos Fixos = $ 30. 14.00.900. respectivamente. se uma indústria fabrica os produtos A e B e opera com capacidade ociosa: Produto A Produto B Custos diretos variáveis unitários (A) 800.00 LIMITAÇÃO DA CAPACIDADE PRODUTIVA Ao comentarmos a grande importância do conceito de margem de contribuição.00. a)) 100.00. dividida pelo fator que limita a capacidade de produção.000.000 unidades. se uma indústria fabrica os produtos A e B e sofre limitação das horas de que pode dispor em sua linha de produção: .00. líquido dos tributos sobre as vendas.00 2. Durante o mês.00) = $ 29.00 Preço de venda unitário (D) 1.00. Se não houver limitação na capacidade de produção. Uma empresa pode operar no limite de sua capacidade instalada ou abaixo dela.00 O produto mais rentável é o A.00 b) 120. 2. bem como trabalhar com outros fatores que limitem sua produção. Exemplificando.70 Despesas fixas (incluso depreciação de $ 9. PEC: ____________________________. a empresa manteve os custos variáveis correspondentes a 40% do preço de venda praticado.00 500. os valores correspondentes ao preço de venda unitário.00 no custeio por absorção.600. MCU: ___________________________. a produção do mês foi de 8.00 d) 125. o produto mais rentável será o que apresentar maior margem de contribuição por unidade.000.900.000.00 Depreciação = $ 70.C) 900. e lucro de R$ 345. 48.80 Outros custos variáveis = $ 0. Desse modo.00.00 700. 50. Com base nos dados seguintes.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 86 14 A Indústria de Bebidas KAI KAI produziu e vendeu em abril o total de 100. 14. os custos de produção foram: Matéria-prima = $ 1.000 litros de vinho.000 unidades totalmente acabadas.00 c) 130. a fim de maximizar o resultado.00 1.20.00 Margem de contribuição unitária (E = D .00.000.000.00 e) 150. No fechamento do mês foram apurados os seguintes resultados líquidos finais: Lucro de R$ 348. aos custos variáveis unitários e aos custos fixos totais foram.600. PEF: ____________________________. verificamos algumas de suas aplicações. 52. o mais rentável será o produto cuja margem de contribuição unitária. 15.500. é necessário conhecer a margem de contribuição. Para atingir esses valores de resultado. 12. Os Estoques iniciais eram “zero”. pois apresenta maior margem de contribuição unitária.00 Despesas variáveis de vendas = $ 0.400.00 Pede-se: 1.

00. Entretanto.050. b) O conceito de margem de contribuição é importante para auxiliar a gerência na identificação da real rentabilidade de um produto.0 hora 700. respectivamente. respectivamente. a de B é de Em resumo. no máximo. sobre esses preços ela paga comissões de 5% aos vendedores.00. o produto mais rentável é o que apresentar maior margem de contribuição por unidade. enquanto se produz uma unidade de A (900.5 h/un. de maneira que a depreciação ou o aluguel do prédio da fábrica deve ser registrado diretamente como despesa. MOD $ 20/h $ 20/h Segundo o Diretor de Marketing. julgue os itens que se seguem. B e C. o mais rentável.00 de margem unitária). a apropriação dos custos fixos produzirá resultados válidos para o processo de tomada de decisão se for realizada com base nas horas de produção utilizadas. se forem alocados em proporção ao que cada produto utilizar do fator de limitação da capacidade produtiva.00 de margem unitária). APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS FIXOS COM BASE NO FATOR DE LIMITAÇÃO Como regra.00 Produto B 700. havendo limitação na capacidade produtiva.5 hora 600.5 = 1.00 x 1. entre outros. em uma mesma linha de produção. os custos fixos produzem valores finais de lucros unitários válidos para o processo de tomada de decisão. considerando todos os custos envolvidos. 2 kg/un.00 Isto significa que enquanto a margem de contribuição unitária de A é de 600. Os custos e despesas fixos são de 44.00 por hora. inclusive os da administração geral. 100 unidades de cada produto da empresa por período. R$ 15.00.00 1. Desse modo. 2 h/un. produz-se 1. se o fator de limitação for o número de horas de produção. o mais adequado é que a indústria dê prioridade à fabricação do produto B. d) Quando não há limitação na capacidade produtiva. o mercado consome.00 e R$ 20. Produto A 900.(INSS / UnB) Com relação aos custos para decisão. . os quais são normalmente vendidos por R$ 10. a) O custeio variável é a forma de apropriação de custos aos produtos que considera apenas os custos variáveis.000 por período. c) O conceito de margem de contribuição é de grande importância para a administração nas decisões sobre o preço de um produto e o melhor aproveitamento da capacidade instalada. Pede-se calcular: a) O valor do resultado máximo num período em que houver apenas 360Kg de matéria-prima disponíveis para a produção: ___________________________________________________________ QUESTÃO 3 : (ICMS/RJ 2007) Determinada empresa industrial produz e vende somente três produtos diferentes: A. Os custos variáveis são os seguintes: A B 4 kg/un.5 unidade de B (700. QUESTÃO 2 – A empresa K B S/A produz dois produtos (A e B) cujos preços de venda – líquidos de tributos – são $120 e $80.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 87 Margem de contribuição unitária (A) Tempo de produção por unidade (B) Margem de contribuição dividida pelo tempo de produção (C = A / B) 700.00 1. Como está sofrendo limitações quanto ao tempo disponível de produção. Exercícios QUESTÃO 1 – Marque a alternativa incorreta: 01. a apropriação dos custos fixos aos produtos produz distorções que podem afetar o processo de tomada de decisões. Matéria-prima $ 4/Kg $ 4/Kg 2.

(Perfume X e Perfume Y. B e C costumam ser R$ 6. B e C. das mercadorias A. em função da greve dos transportadores. e) R$ 16. O gerente da produção constatou. c) 175 unidades. 3.760.39. 100 unidades e 10 unidades.000. Sabe-se que a matéria-prima e a mão-de-obra direta podem ser utilizadas indistintamente nos dois produtos.00 e R$ 15. O ponto de equilíbrio contábil da empresa industrial Grasse. comissão variável aos vendedores de 3% da receita auferida. O gerente de produção verificou com a equipe de vendas que a demanda mensal pelos produtos da empresa tem se mantido em 220 unidades do produto A. c) R$ 13. que só se dispõe de 60kg da matéria-prima Y. ao passo que a fabricação do produto Y consome 10kg de matéria-prima por unidade e 3h de mãode-obra direta por unidade. respectivamente: d) 200 unidades. em valores arredondados. despesas fixas administrativas e de vendas no valor de R$ 350. A fabricação do produto X consome 2. a empresa Grasse produziu 100 unidades do produto X e 90 unidades do produto Y. Admitindo que. salvo a disponibilidade de matérias-primas.00 e a taxa da mão-de-obra R$ 3.400. foi: a) R$ 20. 2. d) R$ 10.007. 100 unidades e 150 unidades. pelo custeio por Absorção (utilizando-se as horas totais de mão-de-obra direta como critério de rateio). c) R$ 11. 100 unidades e 150 unidades b) 175 unidades. ainda.60. Considerando que a única decisão viável diz respeito ao volume a ser produzido.00.400 e em despesas fixas mensais de R$ 4. d) R$ 13. além de 4kg da matéria-prima Y (que é exclusiva do produto C). determine quantas unidades de cada produto deverão ser produzidas e vendidas a fim de a empresa industrial Grasse apurar o maior lucro possível em setembro.82.776.458. é: a) R$ 5. O gerente de produção procurou a equipe de compras e verificou que não é viável adquirir mais matériasprimas até o fim deste mês. ainda este mês. A empresa ainda incorre em custos fixos de R$ 400. pois.00.768. A empresa industrial Grasse fabrica e vende 2 tipos de perfume: X e Y.00/h.67. com o responsável pelo almoxarifado. 100 unidades do produto B e 150 do produto C. Para se maximizar o resultado da empresa neste período.00. que cada unidade do produto B consome 3kg da matéria-prima X e que cada unidade do produto C consome 5kg da matéria-prima X. QUESTÃO 3 (ICMS/RJ 2007) O enunciado a seguir se refere às questões de números 1 a 3. e) R$ 12. R$ 8. respectivamente. em agosto próximo passado.160.7 unidades b) 10 unidades e 70 unidades . ainda. prontas para serem vendidas. b) R$ 13.00. A empresa incorre em custos fixos mensais (comuns aos dois produtos) de R$ 9.21. b) R$ 14. respectivamente – valores arredondados.538.00 por mês. Considere. a) zero unidade.00. para setembro.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 88 Os custos variáveis unitários dos produtos A. 100 unidades e zero unidade. Considere que. Constatou-se. e) 220 unidades. 1. 300 unidades e 72 unidades.) a) zero unidade e 76.00 por mês. O quilo da matéria-prima custa R$ 2. comum aos três produtos. todas as variáveis de agosto próximo passado permanecem válidas (inclusive a demanda: 80 unidades de cada produto). devem ser produzidas. que em agosto os estoques iniciais estavam vazios e que a empresa vendeu 80 unidades de cada produto.00. sendo o produto X ao preço unitário de R$ 150 e o produto Y por R$ 250.75kg de matéria-prima por unidade e 2h de mão-de-obra direta por unidade. a empresa industrial Grasse só dispõe de 605kg dessa matéria-prima. está com o estoque muito baixo – só se dispõe de 700kg desse recurso.909. embora não haja qualquer unidade da mercadoria B.97. O resultado que a empresa industrial Grasse apurou em agosto próximo passado. O gerente da produção sabe que cada unidade do produto A consome 2kg da matéria-prima X. além de despesas variáveis correspondentes a 10% da receita. Sabe-se que no almoxarifado há 45 unidades da mercadoria A e 78 unidades da mercadoria C.560. que a matéria-prima X.

3 = 27. 2 = 0. b) Estimado. 3 = 0 b) 1 = 20. 3 = 30 e) 1 = 26. Custo-Padrão Ideal É um custo determinado da forma mais científica possível pela Engenharia de Produção da empresa. • a empresa não tem como aumentar as demandas dos produtos no próximo mês. Observe os dados desses produtos: Sabe-se que os recursos são onerosos e limitados. ainda. a quantidade e os preços dos insumos necessários para a produção e o respectivo volume desta. • a empresa tem por política trabalhar sem estoque final de produtos acabados. 2 = 10. Custo-Padrão Estimado . 2 = 25. 3 = 30 c) 1 = 20. que: • a empresa não tem como aumentar as suas disponibilidades de recursos produtivos no próximo mês. de eficiências no uso e na qualidade dos insumos. 2 = 25. c) Corrente. 3 = 30 d) 1 = 20.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 89 c) 100 unidades e 33 unidades d) 80 unidades e 38. dentro de condições ideais de qualidade dos materiais. conforme a tabela a seguir: Sabe-se. Determine quantas unidades a empresa precisa produzir e vender de cada produto no próximo mês para maximizar seu resultado nesse próximo mês. Há três tipos básicos de Custo–Padrão: a) Ideal. levando-se em consideração as características tecnológicas do processo produtivo de cada um. precisa gerenciar essas restrições. apresenta muita dificuldade de ser alcançado. portanto. • a empresa incorre em despesas variáveis equivalentes a 20% da receita de cada produto. a) 1 = 10. 2 = 25.6. 2 e 3.5 unidades e) 60 unidades e 44 unidades QUESTÃO 4 (ICMS/RJ 2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende três produtos: 1.5 CUSTO-PADRÃO Custo – Padrão é um custo estabelecido pela empresa como meta para os produtos de sua linha de fabricação.

Custo Real É o custo efetivo incorrido pela empresa num determinado período de produção. etc. Este tipo de Custo-Padrão pode ser considerado como um objetivo de curto e médio prazos da empresa e é o mais adequado para fins de controle. Por outro lado. a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. a variação (diferença) ai ocorrida será considerada DESFAVORÁVEL.variação DESFAVORÁVEL CUSTO REAL < PADRÃO . a empresa terá diante de si um quadro adequado para determinar de que forma poderá cortar custos e aumentar a sua lucratividade. sem qualquer preocupação de se avaliar se ocorreram ineficiências na produção (por exemplo. pode descobrir se está utilizando um volume maior de materiais do que deveria. se os preços pagos pelos insumos poderiam ser menores. a empresa. se pagou preço adequado por estes materiais. inexistência de mão de obra especializada e outras similares.variação FAVORÁVEL FIXAÇÃO DO PADRÃO PADRÃO DE MATERIAIS Quantidade Física x Quantidade monetária PADRÃO DE MOD Estimativa de Horas x Custo da MOD p/ unidade PADRÃO DE CIF Parte Fixa Parte Variável Geralmente a taxa de absorção dos CIF é feita com base no volume (H/M. Além disso. H/H. o Custo-Padrão é um instrumento muito poderoso par que a empresa tenha controle sobre os seus custos. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custo.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 90 É aquele determinado simplesmente através de uma projeção. o Custo Real ser inferior ao Custo Padrão. se o nível de desperdício dos materiais poderia ser diminuído. uma vez que a empresa apresentou custo menor do que estabelecido como meta. ao contrário do Ideal. de uma média dos custos observados no passado. comparando os que deveriam ser (Custo-Padrão) com os que efetivamente ocorreram (Custo Real).00 - Como pode-se perceber das definições acima. Se o Custo Real for superior ao Custo-Padrão.00 150.00 100. para fixar o Corrente. se produtividade da mão de obra está aumentando ou diminuindo. Custo-Padrão Corrente Situa-se entre o Ideal e o Estimado.0022. se a produtividade da mão de obra poderia ser melhorada. Comparações CUSTO PADRÃO X CUSTO REAL VARIAÇÕES SE: CUSTO REAL > PADRÃO . tais como às relativas a materiais comprados de terceiros. uma vez que o custo efetivo foi maior que o estabelecido como meta para a empresa. Se ocorrer o contrário. Desta comparação.) CVu x Volume + CF Volume . pelo menos a curto e médio prazos. leva em consideração as deficiências que reconhecidamente existem mais que não podem ser sanadas pela empresa. Observe o quadro abaixo: CUSTOS R$ REAL PADRÃO 123. o que é talvez o mais importante. etc).00 128. se esta havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar. Ao contrário deste último. a variação será considerada como FAVORÁVEL. ao detectar as ineficiências. para o futuro.00 VARIAÇÕES R$ FAVORÁVEL DESFAVORÁVEL 23. Quantidade Produzida etc.

000 10. Entretanto. através de relatórios especiais.000 (Desfavorável) TOTAL 1.Mão de Obra Direta: $ 80 x 4.000 $ 1.000 + 10.000 u = .000.000 10. ficou claro que a maior utilidade de Custo-Padrão é servir como parâmetro para o CONTROLE dos Custos Reais e como instrumento para a empresa detectar suas ineficiências.000 + 20.000 280. Direto 410.Material Direto (MD): $ 100 .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 91 CUSTEIO PADRÃO Pelo exposto no item precedente.000 unidades foram: .000 Os Custos-Padrão totais referentes à produção de 4.000 .000 300.000 .000 400.000 310. A comparação entre o Custo Real e o Padrão pode ser feita de forma extracontábil. XPTO tem seguintes Custos – Padrão por unidade para fabricação do seu produto X: . Existem várias maneiras de se fazer isso e estas formas de custeamento são denominadas de Custeio Padrão.10.000.000 $ 320. há empresas que preferem controlar as variações entre o Custo Real e Padrão na própria contabilidade.000 . No final do período.000 (Favorável) CIF 300.Mão de Obra Direta (MOD): $ 80 $ 70 Não havia estoques de Produtos em Elaboração e de Produtos Acabados no início do período.020. o lançamento seria: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (debitados pelo padrão) D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO D VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C ESTOQUE DE MATERIAL (pela saída do material-valor real) C FOLHA DE PAGAMENTO (pela apropriação da MOD-valor real) C CIF (pela apropriação dos CIF – valor real) 1.020. Uma das formas de Custeio Padrão consiste em se registrar todos os custos pelos seus valores-padrão nas contas referentes aos Produtos em Elaboração e controlar as variações entre o Real e o Padrão em contas especiais.000 20. A produção de X foi de 4. não há necessidade de o Custo-Padrão servir de base para os lançamentos contábeis da empresa.Mão de Obra Direta: $ 310. EXEMPLO A Cia. os Custos Reais levantados foram: .000 + 20. o contador de Custo faria o seguinte relatório: ITEM DE CUSTO CUSTO REAL CUSTO PADRÃO VARIAÇÃO M.000 Se a empresa fizesse o controle extra-contábil. O. sendo que 3.000 u = = $ 400.000 . Para atingir este objetivo.200 foram vendidas no período (vendas correspondentes a 80% do que foi fabricado). Direta 310.Material Direto: $ 100 x 4.000 320.000.000 (Desfavorável) Caso o controle fosse feito pela contabilidade.000 410.000 1.Material Direto: $ 410.CIF: $ 300.000 u = $ 70 x 4.000 $ 280.000 (Desfavorável) M.000 unidades totalmente acabadas.000 $ 1.

DIRETO (1) 10.000 VARIAÇÃO DO CIF (1) 20.000.000 1.000 204.000 800. as contas de VARIAÇÕES são encerradas na proporção de 80% contra o CPV e 20% contra PRODUTOS ACABADOS. são devedoras.000 10.000 800.000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1. A transferência de Produtos em Elaboração para Produtos Acabados também se faz pelo Padrão.000 10.000 200.000 1. De fato: CUSTO DA PRODUÇÃO DO PERÍODO = CUSTO DA PRODUÇÃO ACABADA.000 (4) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.000 Observe que os saldos finais das contas de CPV e PRODUTOS ACABADOS coincidem com o saldo que seria obtido se todos os custos fossem contabilizados pelos valores reais e não pelos padrão.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 92 Note que as contas de VARIAÇÕES.000 4.000 300. 4) D CPV D PRODUTOS ACABADOS D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1. se desfavorável. .000 (2) VARIAÇÃO DO M.000.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 20. DIRETO S. Devedor 310.000 816.000 (4) 16.000 20.000 10.000 No final do período.000 (1) (4) 410. Se favoráveis.000.000 (3) CPV (3) 800. credoras.000.000 10.000 4. Inicial CIF Débitos do Período = 300.000.000 (1) ESTOQUE DE M.000 O mesmo ocorrendo com a transferência de Produtos Acabados para o Custo dos Produtos Vendidos: 3) D CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS (80% dos Produtos Acabados) C PRODUTOS ACABADOS 800. 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 1.000 (4) 16.

Nesse caso.000 8.000 10. Assim.000 200.000 270.000 800.000 310.000 (3) 2.020.000 1.000 300.000 10.000 ao Custo-Padrão. Devedor 310.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 93 410.000 1. Esta diferença será lançada à crédito de PRODUTOS ACABADOS (20% X $ 10.000 10. inferior em $ 10.000 10.000 (4) VARIAÇÃO DO CIF (1) 10.000 410. Inicial CIF Débitos do Período = 270.000 310. se o CIF real fosse de $ 270.000 800.000 10.000 10.000 2) D PRODUTOS ACABADOS C PRODUTOS EM ELABORAÇÃO 3) D CPV C PRODUTOS ACABADOS 4) D VARIAÇÕES DO CIF D VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIRETA C VARIAÇÃO DO MATERIAL DIRETO C CPV C PRODUTOS ACABADOS Os razonetes ficariam assim: PRODUTOS EM ELABORAÇÃO (1) 1.000 = $ 8.000. DIRETO (1) 10.000 270.000.000 10.000 (1) VARIAÇÃO DA MOD (4) 10.000 2.000 0 (204.000 (2) VARIAÇÃO DO M.$ 2.000 800.000.000 10. DIRETO S.000.000) 816.000 198.000.000 (+) ESTOQUE INICIAL DE PRODUTOS ACABADOS (-) ESTOQUE FINAL DE PRODUTOS ACABADOS (20% do Custo da Produção Acabada) (=) CPV (80% do Custo da Produção Acabada) 1.000.000.000 .000 (1) PRODUTOS ACABADOS (2) 1.000).000 (1) ESTOQUE DE M.000 (1) 410. os lançamentos seriam: 1) D PRODUTOS EM ELABORAÇÃO D VARIAÇÃO DE MATERIAL DIRETO C VARIAÇÃO DO CIF C VARIAÇÃO DA MÃO DE OBRA DIREITA C ESTOQUE DE MATERIAL C FOLHA DE PAGAMENTO C CIF 1.000 1. o Custo Real seria de $ 990.000 (1) FOLHA DE PAGAMENTO S.000 ) e do CPV (80% x $ 10.000 ATENÇÃO: Caso a variação TOTAL fosse favorável (CUSTO REAL menor que o PADRÃO).000 (4) . no exemplo citado.000 10. os lançamentos de encerramento das contas de VARIAÇÃO serão feitos a crédito de PRODUTOS ACABADOS e do CPV.000.

500. a empresa apurou um Custo Real equivalente a $115. suas causas e seus responsáveis e usá-las para a tomada de decisões corretivas. ao analisar as razões das diferenças entre os dois tipos de custos.00 .00 Encerrado o período de produção.000 792.00 (desfavorável) Uma parcela dessa Variação Total deve ser atribuída à VARIAÇÃO DO PREÇO.000 8. A VARIAÇÃO TOTAL do Custo Real em relação ao Padrão foi de: $ 115. sendo $ 500. entre outras. Como já enfatizamos.00 (diferença de preço entre o Preço Real e o Padrão) (VARIAÇÃO DO PREÇO) x 1.00.00 .$ 100.000 unidades. Custo-Padrão da Matéria-Prima = $ 100 x 1000 u = $ 100. esta comparação é que vai permitir à empresa controlar os seus custos e detectar eventuais ineficiências na produção.00 Quantidade da matéria-prima a ser utilizada para o nível de produção previsto: 1.000 unidades (Quantidade Padrão = Quantidade Real) Uma outra parcela deve ser atribuída à VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. a divergência entre o Real e o Padrão seria: 100 unidades x $ 100. se está havendo um volume grande de estragos e perdas além do que se poderia esperar.00 (diferença entre a Qde. Caso não tivessem ocorrido variações nos preços.00 = $ 15. a divergência entre o Custo Real e o Padrão seria: $ 5.100 unidades. se a produtividade está aumentando ou diminuindo. se pagou o preço adequado pelos materiais. Período: mensal.00. A empresa.00 $ 10.500.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 94 CPV (3) 800. Caso não tivesse havido variação das quantidades.000. Real e a Padrão) (Preço Padrão = Preço Real) (VARIAÇÃO DA QUANTIDADE) Entretanto a soma da VARIAÇÃO DO PREÇO ($ 5.000.000.500.00). Suponhamos que uma empresa tenha fixado o seguinte Custo-padrão para a Matériaprima utilizada na fabricação de seu produto: Preço previsto por unidades: $ 100.500. Finalidade: identificar a natureza das variações.000 (4) ANÁLISE DAS VARIAÇÕES A análise das razões das diferenças entre o Custo Real e o Padrão é a parte mais importante do uso do Custeio Padrão para fins de CONTROLE.00) com a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE ($ 10.000.00) não coincide com a VARIAÇÃO TOTAL ($ 15. pode descobrir se está utilizando um volume maior de material do que deveria.00 = $ 5.000. cuja decomposição mostrou que: Preço efetivo pago por unidade: $ 105.00 Quantidade efetivamente utilizada para o nível de produção previsto: 1.

A diferença entre os dois tipos de Custo engloba a VARIAÇÃO DO PREÇO.000.: Neste cálculo. com a única diferença de que a VARIAÇÃO DE QUANTIDADE das horas trabalhadas previstas é chamada de VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA e a VARIAÇÃO DE PREÇO do custo horário da MOD é denominado VARIAÇÃO DE TAXA. portanto. Esta última corresponde à multiplicação da diferença de preço ($ 5.500.100(*) = $ 5.00 = $ 10. por convenção.00 VARIAÇÃO DE QUANTIDADE: 100 x $ 100.00) pela diferença de quantidade (100 unidades). a VARIAÇÃO DA QUANTIDADE e VARIAÇÃO MISTA. tanto da VARIAÇÃO DO PREÇO quanto da VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. Nesse caso. verifica se ela foi atingida e. quais as razões que justificam isto.00.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 95 inferior a esta última. conforme demonstrado anteriormente. pela VARIAÇÃO DA QUANTIDADE. No entanto. A verdadeira utilidade do CUSTO-PADRÃO vai se revelar no momento em que se começa a analisar as causas. a área do retângulo hachurado corresponde à multiplicação do Preço-Padrão pela Quantidade Padrão. Para compreender porque ela ocorre.500. em virtude de não se poder eleger nenhum responsável por ela.00 x 1.00 mais caro do que o preço-padrão dos Materiais. ao Custo Real. as VARIAÇÕES são assim definidas: VARIAÇÕES DE PREÇO = Diferença de Preço x Quantidade Real VARIAÇÃO DE QUANTIDADE = Diferença de Quantidade x Preço Padrão No exemplo analisado. Os CIF fixos por unidade têm que se projetados dividindo-se os valores previstos dos CIF por um volume de produção . veja o gráfico a seguir: Preço Real = $ 105 VARIAÇÃO DE PREÇO Padrão = $ 100 VARIAÇÃO DA QUANTIDADE 1.100 = Real VARIAÇÃO MISTA CUSTO PADRÃO Padrão = 1000 Quantidade A área hachurada corresponde ao Custo-Padrão de $ 100.000.00. Esta diferença de $ 500. já que o Departamento de Compras provavelmente só aceitará ser responsabilizado pela VARIAÇÃO DE PREÇO e o Departamento de Produção. A área do retângulo maior. Este é o processo de CONTROLE: fixa uma meta. No caso da MÃO DE OBRA DIRETA. se a Variação Mista for considerada.000 unidades (padrão) e a fórmula será: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. De fato.00 Obs. Em relação aos CIF.00 x 1.000 = $ 5. a quantidade será 1. teríamos: VARIAÇÃO DE PREÇO = $ 5. Alguns contadores preferem não trabalhar com a VARIAÇÃO MISTA. o Departamento de Produção explicar por que foram utilizadas 100 unidades a mais de matériaprima para fabricar a produção prevista.00 é denominada de VARIAÇÃO MISTA. a análise das VARIAÇÕES tem mais um complicador.000. foi considerada a quantidade real. O departamento de Compras terá que explicar por que comprou $ 5. a análise das VARIAÇÕES é similar a dos MATERIAIS DIRETOS.00 VARIAÇÃO TOTAL = $ 15. caso não tenha sido.

A capacidade administrativa de um gerente pode ser medida através das variações que seu departamento incorre em um determinado período. As variações podem ser favoráveis. PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE QUANTIDADE a) Maquinário desgastado. d) Má qualidade do material e) Estimativa deficiente dos padrões fixados. então. quando o custo real for maior que o padrão. c) Mão de obra não especializada. as variações de mão de obra são calculadas com o uso das fórmulas abaixo: Variação de Taxa (Salário) ( TR – TP ) X HP = VARIAÇÃO DE TAXA . Compras não programadas ou emergenciais. Fixado o padrão e posto em prática. Variação de mão de obra Da mesma forma que material. na prática. são os resultados obtidos da comparação entre o custo real e o custo padrão. VARIÂNCIA Compreende-se como variação ou variância qualquer afastamento de uma variável em relação a um parâmetro pré-estabelecido. há outra causa de divergência entre o Custo Real e Padrão. quando o custo real for menor que o padrão. desfavoráveis. este será comparado com os custos reais de matéria-prima. Se a produção real for diferente da que serviu de base para calcular os CIF fixos por unidade. na maior parte dos casos. que é denominada VARIAÇÃO DE VOLUME. Estas precisam ser analisadas antes de se tomarem medidas para as correções. Falta de planejamento financeiro. Estimativa deficiente dos padrões fixados. mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação e poderá ser observada a variação ocorrida em cada um desses três fatores de produção. Ineficiência do pessoal da área de compras. obsoleto. incluí-la na variação de PREÇO: (PR – PP) x QR [quando quiser considerar a variação mista. (PR – PP) x QP] PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE PREÇO Oscilações do preço do mercado. b) Manutenção.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 96 esperado. Variação de material As variações de quantidade e preço são calculadas mediante a aplicação das seguintes fórmulas: Variação de Preço ( PR – PP ) X QP = VARIAÇÃO DE PREÇO Variação de Quantidade Onde: PR = Preço Real ( QR – QP ) X PP = VARIAÇÃO DE QUANTIDADE PP = Preço padrão QP = Quantidade Padrão QR= Quantidade Real Variação Mista (VM) quando há variação no preço e na quantidade do insumo: (QR – QP) x (PR – PP) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. corretiva e ineficaz. Em outras palavras. Costuma-se.

PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE EFICIÊNCIA Paralisação anormal das máquinas. Variação dos custos indiretos de fabricação Diferentemente do material e da mão de obra. A variância orçamentária reflete maior ou menor volume de gastos comparado com a importância do CIF orçado. ao procurar conhecer as razões que fizeram aparecer às variações e tentar corrigi-las. de capacidade e de eficiência. Sobretempos devidos ao material ou a operações imperfeitas. Costuma-se. o custo-padrão atinge o seu grande papel de instrumento de controle. na prática. é indispensável ter presente a variabilidade eventual dos três elementos: a capacidade utilizável.CIF ORÇADO = VARIAÇÃO DE ORÇAMENTO Variação de Capacidade ( HO – HR ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE VOLUME Variação de Eficiência . a) b) c) d) e) a) b) c) d) e) Comparando os resultados. a tarefa de cálculo das variações dos CIF’s é mais complexa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 97 Variação de Eficiência (Tempo) ( HR – HP ) X TP = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: TR = Taxa salarial real TP = Taxa salarial padrão HP = Horas padrão HR= Horas reais Variação Mista (VM) quando há variação de taxa e de eficiência: (HR – HP) x (Tx R – Tx P) = Obs: geralmente a variação mista é de difícil atribuição de responsabilidade. Falta de treinamento adequado aos operários. uma vez que resulta do jogo simultâneo do orçamento da despesa e do orçamento da produção. As variações do CIF são três: orçamentária. A variância de eficiência representa a diferença entre o número de horas empregadas para fabricar certo volume e o número de horas-padrão que foi fixado para esse mesmo volume. o orçamento da despesa e o volume de produção atingível. Estimativa deficiente dos padrões fixados. incluí-la na variação de taxa: (Tx R – Tx P) x HR = PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DE TAXA Uso de mão de obra não qualificada para a tarefa. Oscilações sazonais em mão de obra emergencial. Oscilação do preço da mão de obra Política de remuneração inadequada. A variância da capacidade representa maior ou menor utilização da capacidade da fábrica em função das horas trabalhadas quando comparadas com as horas estimadas para o período. Falta de motivação. Estimativa deficiente dos padrões fixados. Ao se estabelecer o quociente ou medida-padrão do CIF para o cálculo do custo-padrão. Taxa de Absorção CIF Orçado Base de Volume = TAXA DE ABSORÇÃO Variação de Orçamento CIF REAL .

quanto teriam sido eles com a produção real? . Problemas a serem considerados: .Volume Real diferente do Volume Padrão. . particularmente. i) Paralisações devidas a causas anormais VARIAÇÕES DA EFICIÊNCIA j) Anormalidades no fluxo e no abastecimento do material.Ambos os fatores. k) Maior ou menor rendimento do trabalho em termos de horas de mão de obra absorvidas. . g) Excesso dos gastos em relação às necessidades normais VARIAÇÕES DA CAPACIDADE h) Estimativas incorretas de programação. VARIAÇÕES VOLUME Se não houvesse nenhuma variação nos custos propriamente ditos. . .Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 98 ( HR – HP ) X TX ABSORÇÃO = VARIAÇÃO DE EFICIÊNCIA Onde: HO = Horas orçadas HR = Horas reais HP = Horas padrão PRINCIPAIS CAUSAS DAS VARIAÇÕES DOS CIF’S VARIAÇÕES DO ORÇAMENTO f) Estimativa incorreta dos gastos. CF por unidade será MENOR (variação FAVORÁVEL). Outra abordagem sobre a Variação dos CIF: Obs: análise somente pelo valor unitário. CF por unidade será maior (variação DESFAVORÁVEL).volume afeta os cálculos. dos CF por unidade.se a produção for MAIOR do que a prevista. Variação de Volume (VV): . PARTE FIXA CIF PARTE VARIÁVEL Formulação do Padrão: CFt orçado + CVu orçado x Volume (base) Volume (base) Onde: CFt = Custo Fixo Total CVu: Custo Variávei Unitário * Base/Volume: utilizado para a atribuição dos CIF aos produtos.se a produção for MENOR do que a prevista.CIF orçados diferentes do REAL.

. sua eficácia para a aferição do desempenho é enfraquecida. . quanto a preços de venda e políticas de produção. 2. O custo-padrão atende aos preceitos da Contabilidade: a) Financeira. cabe à área de Contabilidade de Custos: d) Tomar medidas corretivas. muitas vezes. b) Execução. 4. d) O custo-padrão ideal é muito prático.Os padrões de custo podem ser um importante instrumento para a avaliação do desempenho. Como desvantagens (entendem-se limitações) do custo-padrão podemos relacionar as seguintes: .a demarcação dos elementos controláveis e incontroláveis das variâncias é uma tarefa extremamente difícil. e) Todas as fases.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 99 CFP ajustado ao volume real unitário – CFP unitário = CUSTOS Medir a variação no valor dos CIF. b) Apurar as variações. d) Gerencial. c) A média de custo do passado é um número válido. A elaboração de um custo-padrão corrente parte do pressuposto de que: a) Algumas ineficiências são inevitáveis. e) Tributária. mesmo em períodos de tempo relativamente curtos. Exercícios QUESTÃO 1 – Assinalar a alternativa correta: 1. Por custo padrão.os padrões. e são utilizados apropriadamente eles podem incentivar os indivíduos a se desempenhar com mais eficiência.Constitui os custos-padrão um poderoso auxílio ao trabalho de elaboração e acompanhamento dos orçamentos. 3.quando os padrões são alterados freqüentemente. 5. . No processo de custeio-padrão. entendem-se: a) todos os gastos aplicados na obtenção de produtos para serem comercializados e/ou consumidos na produção. . tais como: . e) Avaliar os desempenhos. . Quando os padrões são realistas e atingíveis. d) Programação. c) Avaliar as variações. b) A empresa terá os melhores recursos a sua disposição. b) Societária.No sistema de custo-padrão produzem-se relatórios que tornam possível um controle mais rápido das operações por parte da administração. a) Elaborar os padrões. já que isto se assemelha a medir as atividades através de critérios elásticos. c) Controle. e) Ele é o que realisticamente deverá ocorrer. .Os custos-padrão constituem instrumento valioso para apoio às decisões. tendem a se tornar rígidos ou inflexíveis. c) Geral. O custo-padrão deve ser utilizado na fase de: a) Planejamento. CIF real (unitário) – CIF que deveria ter ocorrido no volume real (unitário) Vantagens e desvantagens do custo-padrão Podemos ressaltar algumas vantagens no uso do custo-padrão.

para cada unidade produzida. aquele custo conseguido em uma situação de laboratório. foram produzidas 620 unidades. c) os custos totais de fabricação incorridos em um determinado mês. para cada unidade produzida. (AFRF) Numa empresa fabril que trabalha com custo-padrão. . para o total de 6.000.10 abaixo do valor-padrão. d) desfavorável em R$ 3. a variação do custo de mão-de-obra direta por unidade de tempo foi de $ 0. 9.00. 7. Sempre que a empresa produzir além do volume padrão ocorrem variações nos padrões de consumo da matéria-prima. a) b) c) d) Assinale a alternativa correta: As variações de preços das matérias-primas são de responsabilidade dos funcionários do almoxarifado. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da matéria-prima. d) Nenhuma das anteriores. assinale a(s) alternativa(s) correta(s): a) A variação total da mão-de-obra direta. ou seja. a) Custo-padrão maior em $ 110. Assinale a alternativa incorreta: Entende-se por custo-padrão corrente o que seria o custo ideal de produção de bens e serviços.00. da produção e de outros departamentos e setores da empresa. Durante o mês.00 por hora.00. Com base nessas informações. Uma significativa e anormal variação favorável não deve ser objeto de preocupação do Analista de Custos. foram produzidas 620 unidades. O custo-padrão de uma empresa para a mão-de-obra direta para cada unidade produzida é: 20 horas à taxa horária de $ 6.000. foi desfavorável. A variação entre o custo real e o custo padrão: a) nula.00. b) Custo-padrão menor em $ 110. e) Custo-padrão maior em $ 100.000.802. b) favorável em R$ 3. Com base nessas informações. d) os custos determinados previamente/ baseados em cálculos analíticos sobre os processos produtivos. visto serem os responsáveis pelos controles e pelas compras das mercadorias.00 para cada quilo. c) favorável em R$ 15. c) A variação de taxa. 11. e) desfavorável em R$ 15.00. havia gasto 20% a mais de material que o previsto. para produzir uma unidade de determinado produto. para cada unidade produzida é: 10 quilos ao preço de $ 60. 6.00. No mesmo período. com a utilização dos melhores e mais baratos re-cursos de produção. sendo que o total de salários e encargos foi de $ 78. sendo que o total gasto com a matéria-prima A foi de $ 365.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 100 b) todos os gastos que uma empresa aplicou na obtenção de um padrão na contabilidade de custos. a variação do tempo da mão-de-obra direta.800.00. embora tivesse economizado 20% no preço do material.00/kg. O custo-padrão é um excelente instrumento de controle das atividades produtivas e operacionais de uma indústria. O sistema de custo-padrão pode ser implantado em empresas prestadoras de serviços. b) A variação de eficiência. foi de 100 horas acima do número previsto. a um custo de R$ 15. constatou que. que foi de 1. que foi de $ 1.510 quilos.00. c) Custo-padrão maior em $ 10. Ao final do período.710 horas. para cada unidade produzida. para um total de 12. foi desfavorável em $ 7. O custo-padrão de uma empresa para o consumo da matéria-prima A. O valor da variação total entre o custo-padrão e o custo real foi de: d) Custo-padrão menor em $ 10. e) os custos calculados e contabilizados de acordo com o critério de custeio por absorção. Uma das vantagens da implantação do custo-padrão é permitir a constatação de falhas nos processos produtivos. em certo período. foi desfavorável em $ 3. foi favorável. Uma empresa que trabalha com custos-padrão previu que gastaria 5 kg de matéria-prima.00.00. para cada unidade produzida. deve haver envolvimento do pessoal da controladoria.000 horas. incluindo os estudos do tempo e dos movimentos relativos a cada operação. Na implantação de um sistema de custo-padrão. contribuindo para o aumento da eficácia e eficiência da empresa.00.000. 10. a) b) c) d) 8.000.10. Durante o mês.

Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 101 b) c) d) a) b) c) d) A variação de quantidade da matéria-prima.500 . d) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 750. preço: $ 0. • Quantidade de matéria-prima utilizada no período: 4. • Tempo-padrão de mão-de-obra por copo produzido: 0. b) a variação de preço da matéria-prima foi de $ 650. visto que deve servir como instrumento de avaliação e melhoria contínua. Com base nos dados relativos à mão-de-obra.500 u. registradas e controladas por medições de natureza operacional e relacionadas à estatística. foi favorável em $ 38.000 $ 9. a fim de verificar os desvios resultantes de sua comparação com o Custo Histórico. Não observa cada fator de produção. para cada unidade produzida. foi desfavorável em $ 30. foi realizada uma economia de 1. para cada unidade produzida. d) para uma saída de 2.000 $ 12. 15. sem adequada manutenção.10.50. 16.000 $13. Todas as anteriores. analisando cada fator de produção em condições normais de fabricação. preço de compra: $ 0.00 desfavorável. b) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 favorável. a uma taxa real de $ 1. em relação aos padrões. de máquinas e equipamentos obsoletos. taxa-padrão por hora: $ 1.35/kg.000 Custe real $ 17. supervisores e demais funcionários da produção irão esforçar-se ao máximo para atingir ou superar as metas do custo-padrão. A variação de preço.Analise os dados a seguir referentes à produção: Custo padrão Materiais diretos Mão-de-obra Custos indiretos de fabricação $ 20.500 $ 14.200 kg de matéria-prima. pode-se afirmar que: a) para uma saída de 2. serão necessárias. uma vez que ele utiliza experiências simuladas.30 h.00. o custo-padrão deve levar em consideração as metas de eficiência e eficácia da empresa. serão necessárias. para o padrão. Em sua elaboração e implantação.30/kg. atualizado o mesmo apenas para indexar o preço de venda do produto.000 kg. c) a variação de eficiência da mão-de-obra é de $ 225 desfavorável. É baseado na indexação do Custo Histórico. O resultado das análises das variações entre o custo-padrão e o custo real deve ser de conhecimento apenas da Diretoria. quantidade comprada: 13.60/h. pode resultar em variações desfavoráveis na quantidade das matérias-primas. (Exame de Suficiência do CFC/2000) O conceito de custo-padrão: Não é baseado em princípios científicos.500 u. principalmente se os padrões forem fixados tendo parâmetros exeqüíveis de produção e se houver um bom sistema de avaliação e remuneração para os mais competentes e dedicados à empresa.000 kg. 12 Assinale a alternativa incorreta: O uso. Uma empresa que produz copos de cerveja de alumínio possui a seguinte estimativa de custo-padrão quanto à matéria-prima a ser utilizada na produção.00 desfavorável. que são realizadas dentro de condições normais de fabricação. Os operários.000 kg. na eficiência da mãode-obra e na variação de volume. 700 horas de mão-de-obra. no processo produtivo. Assinale a alternativa correta: a) no consumo de 4. • Horas trabalhadas: 600 horas. • Quantidade de 2 kg por copo produzido. para o padrão. 13 a) b) c) d) 14.500 u. É um custo planejado para determinado período. 780 horas de mão-de-obra. Foram produzidas 2. c) a variação de uso do material é considerada $ 400 favorável.

os principais fatores de produção eram a matéria-prima e a mão-de-obra e.000 horas de mão-de-obra direta. consumindo-se 3. b) $ 31.000.0 m 2 min $ 5. $ 0.30/m $ 30/h por unidade Os custos indiretos de fabricação representam $ 6.20/m2. $ 10.000. o valor da variação de ociosidade. b) a variação de matéria-prima a ser atribuída à produção é de $ 26.00 5. Nível de produção mensal de 2.7 m2 1. c) a variação a ser atribuída ao departamento de compras é de $ 3.125. $ 10.000.19/m e o da mão-de-obra direta $ 22/h. possui o seguinte custopadrão: Quantidade Custo unitário Papelão Fita adesiva Mão-de-obra direta 1.000 unidades 4. Nessa linha de embalagens.875.000 unidades R$ 60.000 negativa b) 5.050 m de fita adesiva e 75. $ 10. $ 11. Ao final do mês. O preço médio pago pelo papelão foi de $ 4. foi a) 5.000 favorável. Itens Capacidade instalada Consumo de horas p/unidade Taxa horária Produção planejada Produção real Total de gastos planejados Total de gastos reais Custo padrão 15. c) $ 45. a preocupação dos gestores de custos era a de apropriar adequadamente os custos diretos aos produtos e centros de responsabilidade.00 Custo real 2.ACTIVITY BASED COSTING (ABC) No chamado ambiente tradicional de produção. em R$.000 negativa.500 m2 de papelão.000.000.125. c) 10.000. É correto afirmar: a) o custo real médio das 2.000 horas 3 horas R$ 4.875.00 R$ 55.000.000 favorável e $ 600. 17.5 horas R$ 5.625.A. .325.50 Tomando como base as informações contidas no quadro acima.00 por caixa.Contabilidade de Custos Profº Francisco Lorentz 102 Informações adicionais: Venda de 75% das unidades produzidas. $ 10. respectivamente.875.000. Informações adicionais: • Durante o exercício foram produzidas 2. d) 15.625. 18 (ICMS/SP 2006) Uma empresa utiliza em sua contabilidade o sistema de Custo Padrão. $ 10. receita apurada na venda: $ 60. os custos indiretos representavam parcela irrelevante do custo total.000 caixas. que vigorou na maioria das empresas até a década de 70. e) 20.000. $ 28. o estoque final de produtos acabados e o lucro líquido apurado no período foram respectivamente de: a) $ 32. Não havia o mesmo cuidado em relação ao rateio dos custos indiretos.000.300. Nesse cenário.431.599. O valor dos custos dos produtos vendidos.000. 2. d) $ 31. $ 29. estoque final de produtos em elaboração: 0.325.000 por mês.400. Os custos indiretos totalizaram $ 6.000.000.000.000 positiva. devido a sua falta de representatividade em relação aos demais custos. $ 29. normalmente.000 caixas é de $ 13. A empresa Yanes S.000.00/m2 $ 0. apurou uma variação de ociosidade de mão-de-obra direta. $ 11.300. d) a variação de eficiência e de taxa de mão-de-obra foram de $ 50. estoque inicial de matéria-prima: $ 28. o estoque final de matéria-prima. CUSTEAMENTO POR ATIVIDADES .900.000 caixas. fabrica caixas de sapato.000. $ 28.000 negativa.000.000 negativa. o da fita. $ 10.

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Eram aceitáveis tais procedimentos, visto serem pequenas as possíveis distorções, no custo total, decorrentes de possíveis rateios inadequados dos custos indiretos. No entanto, as empresas foram forçadas a migrar para um novo ambiente de produção. A necessidade de modernização para enfrentar a concorrência fez com que houvesse grandes investimentos na automação e informatização dos processos produtivos. Simultaneamente, a participação da mão-de-obra foi constantemente reduzida, substituída gradativamente por máquinas e robôs. No atual cenário empresarial de acirrada competição global e crescente guerra de preços, os empresários são obrigados a adotar novas tecnologias para aumentar a competitividade de suas empresas, com uma enorme preocupação no aprimoramento de seus produtos e processos e, simultaneamente, na eliminação dos desperdícios. Os conhecidos sistemas de custeios convencionais não estavam preparados para atender a essa necessidade de novas informações gerenciais, principalmente com relação ao tratamento e análise, classificação, registro contábil e apropriação aos produtos dos custos indiretos de fabricação. É importante ressaltar a exigência quanto à melhor alocação dos custos indiretos. A grande diversidade de produtos e modelos fabricados na mesma planta fabril que vem ocorrendo nos últimos tempos, principalmente em alguns setores industriais, dificulta essa alocação. Daí a importância de um tratamento adequado na alocação dos CIF aos produtos, pois os mesmos graus de arbitrariedade e de subjetividade eventualmente tolerados no passado podem provocar hoje enormes distorções. Então surgiu o Método de Custeio ABC – Activity-Based Costing para tentar resolver os problemas das alocações dos CIF aos produtos. Os divulgadores desse método foram os professores da Harvard Business Scholl Robert S. Kaplan e Robin Cooper. Definição O Custeio ABC é uma técnica de controle e alocação de custos que permite: - identificar as atividades e os processos existentes nos setores produtivos de uma organização industrial ou prestadora de serviços; - identificar, analisar e controlar os custos envolvidos nessas atividades e processos; - atribuir os custos aos produtos, tendo como parâmetros a utilização dos direcionadores (ou geradores) de custos e atividades. O objetivo principal deste método é a alocação racional dos gastos indiretos aos bens e serviços produzidos, proporcionando um controle mais apurado dos gastos da empresa e melhor suporte nas decisões gerenciais. Esse método de custeio pode ser aplicado em qualquer ramo de atividade, ou seja, não está restrito somente as indústrias. O Custo Baseado em Atividades (ABC) é uma metodologia que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos. O ABC é um sistema de custeio baseado na análise das atividades significativas desenvolvidas dentro da empresa. O centro de interesse do sistema concentra-se nos gastos indiretos. O objetivo imediato do sistema é a atribuição mais rigorosa de gastos indiretos aos bens ou serviços, permitindo um controle mais efetivo desses gastos e oferecendo melhor suporte às decisões gerenciais. O pressuposto do ABC é que os recursos (fatores produtivos) são consumidos pelas suas atividades e não pelos produtos que ela fabrica. Os produtos são conseqüências das atividades efetuadas pela empresa para fabricá-los e comercializá-los. O método de custeio ABC estará em condições de apresentar resultados mais precisos sempre que: - a empresa utilizar grande quantidade de recursos indiretos em seu processo; - a empresa tenha significativa diversificação em produtos, processos de produção e clientes. Segundo Cooper e Kaplan (1991), as empresas que implantam o ABC usam três métodos para estimar os custos que ocorrem na execução das atividades. O método mais simples agrega os gastos em todos os recursos destinados àquela atividade particular, tais como "setup" de máquinas ou emissão de ordens de compra, e divide esse dispêndio total pelo número de vezes que a atividade foi realizada (nº de "setups", n° de ordens de compras). O segundo método utiliza a duração dos direcionadores de custos, isto é, o tempo requerido para a realização de cada atividade, na alocação das despesas indiretas aos produtos, como por exemplo, o tempo em horas ou minutos na execução do "setup". É mais preciso que o anterior, porém mais dispendioso. Os benefícios de uma maior precisão na medição das atividades consumidas deverão ser balanceados com um custo mais elevado na coleta de dados. O terceiro, e o mais preciso dos métodos, consiste em medir diretamente os recursos consumidos em cada ocorrência da atividade. Pode-se, por exemplo, medir todos os recursos usados para uma determinada modificação de engenharia ou para um trabalho específico de manutenção. A duração dos direcionadores assume que as despesas são proporcionais ao tempo total que a atividade é executada.

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Processo: cadeia de atividades interdependentes, relacionadas entre si, necessárias para gerar um produto ou serviço. Exemplos: - processo de seleção e recrutamento de mão-de-obra; - processo de montagem de automóveis; - processo de compras; - processo de vendas; - processo de contas a pagar; - processo de emissão e cobrança de boletos das mensalidades de uma Universidade; - processo de montagem de bicicletas etc. Função: conjunto de atividades com um fim comum dentro de uma empresa. As funções correspondem aos centros de custos e de despesas estabelecidos no organograma da empresa. Um processo pode ser desenvolvido com base em diversas funções. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Montagem Função Pintura Função Acabamento As funções podem ser produtivas, auxiliares, administrativas, comerciais ou financeiras. Atividade: conjunto de tarefas necessárias para o atendimento das metas das funções. É qualquer evento necessário para o processo e que consome recursos da empresa ou da entidade. É uma combinação de recursos humanos, materiais tecnológicos e financeiros para produzir bens e serviços. É composto por um conjunto de tarefas necessárias ao seu desempenho. o As atividades são necessárias para a concretização de um processo. Exemplo: Processo de Montagem de Bicicletas Função Pintura Função Montagem Função Acabamento Atividades: Atividades: Atividades: - Acoplamento das rodas - Montagem de rodas - Preparo da superfície - Acoplamento do guidão - Montagem de quadros - Aplicação sulface - Montagem do banco e acessórios - Montagem de guidão - Pintura na cor principal Atividades do Departamento de Suprimentos: - selecionar e treinar compradores; - selecionar e contatar fornecedores; - efetuar coletas e cotações de preços; - digitar e enviar os pedidos de compras; - acompanhar o atendimento dos pedidos; - verificar a execução das compras e baixar os pedidos atendidos; - efetuar as estatísticas e relatórios de compras etc. Atividades do Departamento de Tornearia e Solda - cortar e dobrar as chapas; - tornear as peças; - soldar etc. Atividades do processo de cobrança das mensalidades de uma Universidade: - emitir boletos; - remeter para cobrança bancária; - recebimento das listagens de recebimentos; - relacionar inadimplentes etc. Direcionador de custos: forma como as atividades consomem recursos. Serve para custear as atividades. Demonstra a relação entre o recurso consumido e as atividades. O direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade e, conseqüentemente, da existência de seus custos. Por exemplo, como a atividade “Montagem de Quadro” consome recursos? São exemplos de direcionadores de custos: quantidade de horasmáquina necessárias para o beneficiamento de uma peça; quantidade de mudança nos moldes e chapas da estamparia; quantidade de requisições de matérias-primas ou componentes; quantidade de alunos de uma universidade etc. Direcionador de atividades: forma como os produtos ou serviços consomem atividades. Serve para custear os produtos ou serviços. É o fator que determina a ocorrência de um processo. Como os processos exigem

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atividades para serem realizados, deduz-se que o custo de um processo é o resultado da somatória do custo das atividades consumidas por processo. Por exemplo, como os produtos consomem a atividade “montagem de quadro”? Exemplos: quantidade de peças beneficiadas para determinado produto; quantidade de peças estampadas; quantidade de matérias-primas ou componentes consumidos no processo; quantidade de alunos matriculados. Algumas observações A rigor, há que se distinguir dois tipos de direcionadores: os de primeiro estágio, também chamados de “direcionadores de recursos” e os de segundo estágio, chamados de “direcionadores de atividades”. O primeiro identifica a maneira como as atividades consomem recursos e serve para custear as atividades, ou seja, demonstra a relação entre os recursos gastos e as atividades. Os direcionadores de recursos devem responder as seguintes perguntas: o que é que determina ou influencia o uso deste recurso pelas atividades? Ou como é que as atividades se utilizam desses recursos? O segundo identifica a maneira como os produtos “consomem” atividades e serve para custear produtos ( ou outros custeamentos), ou seja, indica a relação entre as atividades e os produtos. Por exemplo: o número de inspeções feitas nas diferentes linhas de produção define a proporção em que a atividade Inspecionar Produção foi consumida pelos produtos. Vantagens do Método de Custeio ABC O custeamento baseado em atividades, como instrumento de controle gerencial, apresenta diversas vantagens quando comparado com os critérios de custos tradicionais. São exemplos: - o sistema ABC somente utiliza critérios de rateio como última alternativa no que consiste na atribuição de gastos indiretos às atividades, ou seja, o critério de rateio é utilizado unicamente nos casos em que não for possível a atribuição de custo para determinada atividade; - identifica os “direcionadores” de custos, que facilita a identificação de custos desnecessários, que não agregam valor; - atribui os custos indiretos aos produtos de maneira coerente com a utilização de recursos consumidos para a execução das necessárias atividades. Um dos benefícios obtidos com o ABC é o de permitir uma melhoria nas decisões gerenciais, pois se deixa de ter produtos "subcusteados" ou "supercusteados" permitindo-se a transparência exigida na tomada de decisão empresarial, que busca, em última análise, otimizar a rentabilidade do negócio. Implantação do Custeio ABC O primeiro passo para implantação do custeio ABC é identificar as atividades relevantes dentro de cada departamento. Nesse ponto, pode ocorrer de a empresa já possuir uma estrutura contábil que faz a apropriação de custos por Centro de Custos ou Centro de Atividades, o que irá possibilitar adaptações importantes. O segundo passo é a atribuição dos custos às atividades. O custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. Devem incluir salários com os respectivos encargos sociais, materiais, depreciação, energia, uso das instalações etc. A primeira fonte de dados para custear as atividades é o razão geral da empresa. Em alguns casos é necessário, também, solicitar estudos da área de engenharia e realizar entrevistas com os responsáveis pelos departamentos ou processos e até com quem executa a atividade. A atribuição de custos às atividades deve ser feita da forma mais criteriosa possível, de acordo com a seguinte ordem de prioridade: alocação direta; rastreamento por meio dos direcionadores de custos e atividades; e rateio. A alocação direta faz-se quando existe em uma identificação clara, direta e objetiva de certas atividades. Podem ocorrer com salários, depreciações, viagens, material de consumo, matéria-prima etc. O rastreamento é uma alocação com base na identificação da relação de causa e efeito entre a ocorrência da atividade e a geração dos custos. Essa relação é expressa mediante os direcionadores de custos. Uma característica da relação de causa e efeito, para entendermos melhor, é que quanto maior o uso, maiores os custos totais. A relação de causa e efeito é bem explicada quando foi estudado os Custos Variáveis. Quanto mais se consumir na produção, maiores serão os custos totais variáveis; quanto menos produzir, menores serão esses custos. O rateio é realizado apenas quando não há a possibilidade de utilizar nem a alocação direta, nem o rastreamento. O terceiro passo é fazer a identificação dos direcionadores de custos e de atividades. O que distingue o ABC do sistema tradicional de custos é a maneira como ele atribui os custos aos produtos. Portanto, o grande desafio, ou seja, a verdadeira “arte” do ABC está na escolha dos direcionadores de custos.

000 Total 28.200 Total 46.000 Total 28.000 Despachar Produtos 32. Conhecidos os custos das atividades e os direcionadores de custos e de atividades. Para a atividade Desenvolver Fornecedores. Departamentos Compras Levantamento dos Custos de Atividades Atividades Custos ($) Comprar Materiais 16. referente aos departamentos e principais atividades desenvolvidas: Levantamento das Atividades Relevantes dos Departamentos Departamentos Atividades Compras Comprar Materiais Desenvolver Fornecedores Almoxarifado Receber Materiais Movimentar Materiais Administração da Produção Programar Produção Controlar Produção Corte e Costura Cortar Costurar Acabamento Acabar Despachar Produtos É importante observar que para cada atividade devemos atribuir o respectivo custo e um direcionador.Contabilidade de Custos 106 Profº Francisco Lorentz O quarto passo seria a atribuição dos custos aos produtos e / ou aos departamentos.850 Total 29.200 Almoxarifado Administração da Produção Corte e Costura Acabamento Levantamento dos Direcionadores de Atividades Departamentos Atividades Direcionadores Comprar Materiais N° de Pedidos Compras Desenvolver Fornecedores N° de Fornecedores Receber Materiais N° de Recebimentos Almoxarifado Movimentar Materiais N° de Requisições Programar Produção N° de Produtos Administração da Produção Controlar Produção N° de Lotes Cortar Tempo de Corte Corte e Costura Costurar Tempo de Costura Acabar Tempo de Acabamento Acabamento Despachar Produtos Apontamento de Tempo Para a atividade Comprar Materiais. Nestes casos.000 Controlar Produção 13.850 Cortar 29. deve se procurar outra medida de atividade.000 Costurar 28. admitindo-se que os pedidos são homogêneos. o direcionador a ser utilizado é o número de pedidos de compra de material.000 Receber Materiais 12.350 Programar Produção 16. já que o "número de pedidos" não representa o esforço requerido.600 Acabar 14.600 Total 57. nesse momento faz-se a atribuição dos custos aos produtos e/ou aos departamentos.350 Movimentar Materiais 16.000 Desenvolver Fornecedores 12. Há casos em que os pedidos têm características muito diferentes uns dos outros. o direcionador escolhido foi o número de fornecedores para cada . Observe o exemplo abaixo. tal como o tempo gasto por pedido. por meio de cálculos.

Assim. Costurar e Acabar. b) direcionador.000 unidades $15 p/ unidade $10 p/ unidade PRODUTO Y 12. portanto. revelando a causa do custo. o fator que determina o custo de uma atividade ou objeto de custo. também facilmente identificável com os produtos.200 Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida No período foram registrados os seguintes dados físicos em relação aos direcionadores de custos: DIRECIONADOR DE CUSTO PRODUTO X PRODUTO Y TOTAL Unidades produzidas com defeitos Quantidade produzida - 1. é denominado de: a) processo.200 $261. Para a atividade Despachar Produtos.Contabilidade de Custos 107 Profº Francisco Lorentz item de material (que é facilmente identificável com o produto). o direcionador é o número de recebimentos. A atividade Movimentar Materiais será direcionada aos produtos conforme o número de requisições do departamento de produção ao Almoxarifado.(TCM SP) No custeio baseado em atividades (ABC – Activity Based Cost). No caso. Para as atividades Cortar. a serem controlados. calcule o custo unitário de produção de cada produto utilizando a metodologia do custeio baseado em atividades: Volume de produção Material direto Mão-de-obra direta PRODUTO X 10.400 22. os direcionadores são os tempos gastos em cada produto para que a atividade seja efetuada.000 12. A atividade Controlar a Produção terá como direcionador o número de lotes produzidos. Admitiu-se que o esforço exigido desta atividade estava relacionado ao número de lotes produzidos.400 10. d) objeto de custo.000 1. chegou-se à conclusão de que a melhor medida de saída desta atividade era o número de itens de produtos a programar.000 $321. e) critério de rateio. Para a atividade Receber Materiais.000 CUSTO UNITÁRIO PRODUTO X:____________________________________________ CUSTO UNITÁRIO PRODUTO Y:____________________________________________ . Poderia ser também o peso de cada requisição.000 unidades $20 p/ unidade $15 p/ unidade Os custos indiretos somaram no período $321. Programar a Produção será direcionada de acordo com o número de linhas de produtos. c) atividade. se um produto possui mais fornecedores do que outro este produto "recebe" mais custo desta atividade do que um produto que possua menos fornecedores. QUESTÃO 2 Com base nos dados abaixo.000 2.200 e se referiam às seguintes atividades: ATIVIDADE CUSTO DA ATIVIDADE DIRECIONADOR DE CUSTO Recuperação de produtos defeituosos Controle de qualidade Total $60. teremos como direcionador um levantamento do tempo gasto com os despachos através do preenchimento de relatório de tempo gasto pelo funcionário. EXERCÍCIOS Questão 1 .

a) $10/unidade e $16/unidade c) $42/unidade e $62/unidade e) $46/unidade e $57/unidade b) $36/unidade e $41/unidade d) $32/unidade e $46/unidade .234.00 QUESTÃO 4(ICMS/RJ/2008) Determinada empresa industrial fabrica e vende dois produtos: X e Y. incorrido nesse período.789. Luxo = $30. d) Padrão = $89.00.678. Para a avaliação do resultado por produtos utiliza o custeio baseado em atividades. Luxo = $35.00.294.120. Luxo = $20. Luxo = $38.00. com base nas informações apuradas para fins do custeio baseado em atividade. respectivamente.450.00. No último período.00.126.Contabilidade de Custos 108 Profº Francisco Lorentz QUESTÃO 3(ICMS/RJ/2008) A Subs Ltda.00 e) Padrão = $93. conforme segue: Desconsidere qualquer tributo e qualquer informação não apresentada neste enunciado. Luxo = ($25. b) Padrão = $100. c) Padrão = $82. a empresa produziu 400 unidades de X e 350 unidades da Y. produz e vende dois tipos de produtos.359.00. No último mês analisado. a empresa apresentou os seguintes dados: O lucro bruto total de cada produto é: a) Padrão = $139.458. Sabe-se que os gastos com matéria-prima e com mão-de-obra são: Determine o custo unitário do produto X e do produto Y.00.00).490.