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Centro Universitário Augusto Motta Faculdade de Farmácia Bioquímica Clínica APOSTILA DE BIOQUÍMICA CLÍNICA Prof.
Centro Universitário Augusto Motta Faculdade de Farmácia Bioquímica Clínica APOSTILA DE BIOQUÍMICA CLÍNICA Prof.

Centro Universitário Augusto Motta Faculdade de Farmácia Bioquímica Clínica

APOSTILA DE BIOQUÍMICA CLÍNICA

Prof. Tarcizio José dos Santos Filho

Farmacêutico Bioquímico (FF/UFRJ) Mestre em Ciências Química de Produtos Naturais Síntese Orgânica (NPPN/UFRJ) Professor de Bioquímica Clínica UNISUAM (BS-JP-CG)

Rio de Janeiro 2 0 1 0

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Relação de Capítulos dos Livros-Texto Utilizados neste Curso

   

Capítulo

ASSUNTO

TIETZ

HENRY

1. Técnicas Analíticas em Bioquímica Clínica

4 e 6

3

2. Proteínas Plasmáticas

 

18

13

3. Nitrogenados Não-Protéicos

 

21

10

4. Eletrólitos e Gases Sanguíneos

 

24

9

5. Carboidratos

 

22

11

6. Lipídios

 

23

12

7. Doença Hepática

19

e 36

14

8. Doença Cardiovascular

19

e 33

15

9. Urinálise

 

-

18

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3

Bibliografia Recomendada

3 Bibliografia Recomendada HENRY, John Bernard. Diagnósticos Clínicos e Tratamento por Métodos Laboratoriais. 20ª ed.

HENRY, John Bernard. Diagnósticos Clínicos e Tratamento por Métodos Laboratoriais. 20ª ed. São Paulo: Editora Manole, 2008.

BURTIS, Carl A.; ASHWOOD, Edward R. Tietz: fundamentos de química clínica. 6ª ed. Rio de Janeiro: Editora

Saunders Elsevier, 2008.

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Técnicas Analíticas em

Bioquímica Clínica

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Sumário

TÉCNICAS ANALÍTICAS EM BIOQUÍMICA CLÍNICA

 

Fotometria de Reflexão

Espectrofotometria de Emissão de Chama

Fotometria e Espectrofotometria

Espectrofotometria de Absorção Atômica

Fluorimetria

 

Citometria de Fluxo

Hematofluorímetro

Fosforimetria

 
 

Quimioluminescência

Luminometria

Bioluminescência

Eletroquimioluminescência

Nefelometria e Turbidimetria

 
 

Gel de Amido e Acetato de Celulose

ELETROFORESE

Gel de Agarose

Gel de Poliacrilamida

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MÉTODOS ÓPTICOS

TIPO

EXEMPLO

 

Absorção atômica

Densitometria

ABSORÇÃO

Espectroscopia de luz IV/FT

Fotometria

Espectrofotometria

 

Espectrofotometria de emissão de chama

Fluorimetria

EMISSÃO

Luminometria (luz emitida de Luminescência, Quimioluminescência ou reação de Eletroquimioluminescência)

Fosforimetria

POLARIZAÇÃO

Espectroscopia de polarização de fluorescência, polarimetria

DISPERSÃO

Nefelometria e Turbidimetria

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Técnicas Ópticas

Fotometria Medida da intensidade luminosa ou a quantidade de luminosidade incidente em uma superfície, independente do comprimento de onda.

Espectrofotometria Trata da medida da intensidade da luz EM COMPRIMENTOS DE ONDAS SELECIONADOS (Espectros)

da luz EM COMPRIMENTOS DE ONDAS SELECIONADOS (Espectros) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
da luz EM COMPRIMENTOS DE ONDAS SELECIONADOS (Espectros) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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8 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Comprimentos de onda

9 Comprimentos de onda Luz: energia radiante das regiões de luz visível e ultravioleta do espectro

Luz: energia radiante das regiões de luz visível e ultravioleta do espectro (290 a 800 nm)

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Luz: Dualidade Onda-Partícula

A luz não é somente uma onda eletromagnética, podendo também se comportar como se fosse composta de pacotes discretos de energia chamados fótons, cuja

energia é inversamente proporcional ao comprimento de onda.

cuja energia é inversamente proporcional ao comprimento de onda. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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cuja energia é inversamente proporcional ao comprimento de onda. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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Transmitância e Absorbância

Quando um feixe de luz incidente com intensidade I 0 passa através de uma célula quadrada contendo uma solução com um composto que absorve luz em comprimento de onda específico, λ, a intensidade do feixe de luz transmitida I S é inferior a I 0 , e a luz transmitida é definida como:

é inferior a I 0 , e a luz transmitida é definida como: Bioquímica Clínica -

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Transmitância e Absorbância

Parte da luz incidente, entretanto, pode ser refletida pela superfície ou absorvida pela parede da célula ou solvente. Estes fatores são eliminados pela utilização de uma célula de

referência idêntica à da amostra.

de uma célula de referência idêntica à da amostra. Absorbância: Transmitância: Na prática, faz-se o ajuste

Absorbância:

de referência idêntica à da amostra. Absorbância: Transmitância: Na prática, faz-se o ajuste com o

Transmitância:

idêntica à da amostra. Absorbância: Transmitância: Na prática, faz-se o ajuste com o branco (as duas
idêntica à da amostra. Absorbância: Transmitância: Na prática, faz-se o ajuste com o branco (as duas
idêntica à da amostra. Absorbância: Transmitância: Na prática, faz-se o ajuste com o branco (as duas

Na prática, faz-se o ajuste

com

o

branco

(as duas

cubetas

são

inseridas

simultaneamente)

(as duas cubetas são inseridas simultaneamente) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Transmitância e Absorbância

Conceitualmente:

Transmitância = A medida da intensidade de um feixe luminoso que atravessa um meio (no caso, a solução analisada) cuja densidade seja diferente da densidade do solvente (utilizado na solução).

Absorbância = O quanto de luz que esse meio é capaz de absorver em relação à célula de referência (branco).

Ou:

Transmitância = o quanto que passa de luz Absorbância = o quanto que fica de luz

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o quanto que passa de luz Absorbância = o quanto que fica de luz Bioquímica Clínica

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Lei de Lambert-Beer

Lei resultante da fusão dos conceitos estabelecidos pela lei de Lambert e a Lei de Beer.

Lei de Lambert

A TRANSMITÂNCIA diminui exponencialmente à medida que a ESPESSURA DO MEIO ABSORVENTE aumenta aritmeticamente.

que a ESPESSURA DO MEIO ABSORVENTE aumenta aritmeticamente. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
que a ESPESSURA DO MEIO ABSORVENTE aumenta aritmeticamente. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
que a ESPESSURA DO MEIO ABSORVENTE aumenta aritmeticamente. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
que a ESPESSURA DO MEIO ABSORVENTE aumenta aritmeticamente. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
que a ESPESSURA DO MEIO ABSORVENTE aumenta aritmeticamente. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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Lei de Beer

A TRANSMITÂNCIA diminui exponencialmente à medida que a CONCENTRAÇÃO do meio aumenta aritmeticamente.

que a CONCENTRAÇÃO do meio aumenta aritmeticamente. Assim, a lei de Beer é a mais adequadamente
que a CONCENTRAÇÃO do meio aumenta aritmeticamente. Assim, a lei de Beer é a mais adequadamente
que a CONCENTRAÇÃO do meio aumenta aritmeticamente. Assim, a lei de Beer é a mais adequadamente
que a CONCENTRAÇÃO do meio aumenta aritmeticamente. Assim, a lei de Beer é a mais adequadamente
que a CONCENTRAÇÃO do meio aumenta aritmeticamente. Assim, a lei de Beer é a mais adequadamente

Assim, a lei de Beer é a mais adequadamente aplicada às técnicas de espectrofotometria.

Porém, não podemos esquecer da lei de Lambert, pois certos concursos gostam de

perguntar justamente o que você acha que sabe!

Querem ver?

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16 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Lei de Beer

Matematicamente, a lei de Beer pode ser expressa por:

Lei de Beer Matematicamente, a lei de Beer pode ser expressa por: Bioquímica Clínica - Prof.

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Lei de Beer

A proporcionalidade direta entre a absorbância e a concentração deve ser estabelecida experimentalmente para um determinado instrumento sob condições especificadas.

Freqüentemente existe uma relação linear até certa concentração ou absorbância, até onde a solução respeita a Lei de Beer.

Na prática, quando a solução alcança concentração tal que a relação linear com a absorbância é perdida, procede-se a diluição da amostra, multiplicando o valor experimental obtido pelo número de diluições realizadas.

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Lei de Beer

Assim, a Lei de Beer só é seguida se:

1. A radiação incidente sobre a substância de interesse é monocromática

2. A absorção pelo solvente é insignificante, quando comparada com a absorbância do soluto

3. A concentração do soluto está dentro dos limites

4. Não há interferência óptica

5. Não ocorre reação química entre a molécula de interesse e outra molécula do soluto ou solvente

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20 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
20 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Espectrofotometria

Espectrofotometria de UV quando a fonte luminosa emite radiação na faixa ULTRAVIOLETA (entre 180 e 390 nm).

Espectrofotometria de IV quando a fonte luminosa emite radiação na faixa do INFRAVERMELHO (770 e 12.000 nm).

emite radiação na faixa do INFRAVERMELHO (770 e 12.000 nm). Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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Fotometria de Reflexão

A luz difundida incide em uma mistura de reação localizada em um carreador, e a luz refletida é medida. A intensidade da luz refletida é comparada, então, com a intensidade da luz refletida em uma superfície de referência.

Espectrofotometria de Emissão de Chama

Baseia-se nas características de emissão de luz por átomos de diversos elementos metálicos quando é fornecida energia suficiente, como, por exemplo, uma chama quente.

Principal uso dosagem de :

LÍTIO

SÓDIO

POTÁSSIO

quente. Principal uso  dosagem de : LÍTIO SÓDIO POTÁSSIO Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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quente. Principal uso  dosagem de : LÍTIO SÓDIO POTÁSSIO Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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Espectrofotometria de Absorção Atômica

Nesta técnica, o elemento contido na amostra é excitado pela chama (que não o faz

adequadamente), e a energia radiante, obtida ao longo do processo, é medida enquanto o

elemento retorna ao nível de mais baixa energia.

Quando a luz da lâmpada de catodo oco penetra na chama produzida pela queima do

elemento na amostra, parte dessa luz é absorvida pelos átomos no estado fundamental,

levando à redução da intensidade dos raios na chama. Este processo é denominado Absorção Atômica.

raios na chama. Este processo é denominado Absorção Atômica . Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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Espectrofotometria de Absorção Atômica

A lâmpada de cátodo oco utilizada é constituída do próprio material a ser analisado, a fim

de produzir um comprimento de onda de luz específico do material.

Ex.: Catodo de sódio comprimento de onda 589 nm indicado para medir sódio. Em geral, a AA é100 vezes mais sensível que a emissão de chama, e também mais específica

para cada elemento, graças ao comprimento de onda da lâmpada de catodo seco.

graças ao comprimento de onda da lâmpada de catodo seco. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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comprimento de onda da lâmpada de catodo seco. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

Lâmpada de Bário

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25 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Fluorimetria

A fluorescência ocorre quando uma molécula absorve luz em um comprimento de onda e a reemite em comprimento de onda maior. A fluorimetria é definida como a medição da fluorescência da luz emitida por um átomo ou molécula.

da fluorescência da luz emitida por um átomo ou molécula. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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Tipos de fluorímetros e espectrofluorímetros

Citômetro de fluxo

Citometria refere-se à medida física e/ou química de características celulares, ou por extensão, outras partículas biológicas (plaquetas, por exemplo). A citometria de fluxo combina fluorimetria induzida por laser e análise de dispersão da luz

em partículas pela forma e tamanho, utilizando luz baixa e dispersão de luz em ângulo reto.

tamanho, utilizando luz baixa e dispersão de luz em ângulo reto. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio

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Citômetro de fluxo

28 Citômetro de fluxo Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Hematofluorímetro

O hematofluorímetro é um fotofluorímetro de superficie frontal com canal simples dedicado à análise de zinco protoporfirina no sangue total Um hematofluorímetro típico utiliza uma lâmpada de quartzo e tungstênio. Uma gota de sangue total é depositada sobre um pequeno vidro retangular que funciona como cubeta.

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sobre um pequeno vidro retangular que funciona como cubeta. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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Nefelometria e Turbidimetria

A dispersão da luz é um fenômeno físico resultante da interação da luz com partículas em

solução. A nefelometria e a turbidimetria são técnicas analíticas utilizadas para medir a luz dispersa.

Turbidimetria:

A turbidez diminui a intensidade do feixe de luz incidente enquanto este passa por uma

solução contendo partículas. A turbidimetria mede a diminuição desta intensidade.

A turbidimetria mede a diminuição desta intensidade. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Nefelometria

A nefelometria é definida como a detecção de energia da luz dispersa ou refletida em direção a um detector que não se encontra na trajetória direta da luz transmitida.

Alguns nefelômetros são projetados para medir a luz dispersa em ângulos diferentes de 90º para aproveitar o aumento na intensidade para frente causada pela dispersão da luz por partículas maiores (Ex.: Complexos Imunes)

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dispersão da luz por partículas maiores (Ex.: Complexos Imunes) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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32 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
32 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
32 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
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33 ELETROFORESE
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ELETROFORESE

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ELETROFORESE

Refere-se à migração de partículas ou solutos carregados em um meio líquido sob a influência de um campo elétrico.

em um meio líquido sob a influência de um campo elétrico. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio

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ELETROFORESE ZONAL

É a técnica mais comumente usada em aplicações clínicas, onde as moléculas carregadas migram em zonas, normalmente em um meio de suporte poroso, como um gel de agarose, após a amostra ter sido misturada a uma solução-tampão. É gerado um eletroferograma, uma representação de zonas de proteínas, cada uma finamente separada das zonas vizinhas sobre o material de suporte.

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finamente separada das zonas vizinhas sobre o material de suporte. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

Eletroferograma e zonas de proteínas

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Eletroferograma e zonas de proteínas 3 6 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc 37

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ELETROFORESE ZONAL

As zonas de proteína são visualizadas quando o meio de suporte é corado com um corante específico para proteína. O meio, então, é seco, e as zonas são quantificadas em um densitômetro. O meio de suporte é seco e mantido como um registro permanente.

. O meio de suporte é seco e mantido como um registro permanente. Bioquímica Clínica -

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TEORIA DA ELETROFORESE

- Espécies químicas carregadas eletricamente (por ionização) movem-se em direção ao catodo

(eletrodo negativo) ou ao anodo (eletrodo positivo), dependendo da carga que possuem.

- Os íons positivos (cátions) migram em direção ao catodo, e os ions negativos (ânions) migram em direção ao anodo.

- Moléculas ANFÓLITAS, que são carregadas tanto positiva quanto negativamente, adquirem

uma carga positiva em uma solução mais ácida do que seu ponto isoelétrico, e migram em direção ao catodo.

do que seu ponto isoelétrico, e migram em direção ao catodo. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
do que seu ponto isoelétrico, e migram em direção ao catodo. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

do que seu ponto isoelétrico, e migram em direção ao catodo. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
do que seu ponto isoelétrico, e migram em direção ao catodo. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio

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RELEMBRANDO: Ponto Isoelétrico!

É O VALOR DO pH ONDE UMA MOLÉCULA, POR EXEMPLO UMA PROTEÍNA OU AMINOÁCIDO,

APRESENTA CARGA ELÉTRICA LÍQUIDA IGUAL A ZERO = HÁ EQUILÍBRIO ENTRE AS CARGAS NEGATIVAS E POSITIVAS DOS GRUPOS IÔNICOS DE UM AA OU PROTEÍNA

NEGATIVAS E POSITIVAS DOS GRUPOS IÔNICOS DE UM AA OU PROTEÍNA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
NEGATIVAS E POSITIVAS DOS GRUPOS IÔNICOS DE UM AA OU PROTEÍNA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
NEGATIVAS E POSITIVAS DOS GRUPOS IÔNICOS DE UM AA OU PROTEÍNA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
NEGATIVAS E POSITIVAS DOS GRUPOS IÔNICOS DE UM AA OU PROTEÍNA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
NEGATIVAS E POSITIVAS DOS GRUPOS IÔNICOS DE UM AA OU PROTEÍNA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
NEGATIVAS E POSITIVAS DOS GRUPOS IÔNICOS DE UM AA OU PROTEÍNA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio

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NEGATIVAS E POSITIVAS DOS GRUPOS IÔNICOS DE UM AA OU PROTEÍNA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
NEGATIVAS E POSITIVAS DOS GRUPOS IÔNICOS DE UM AA OU PROTEÍNA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio

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TEORIA DA ELETROFORESE

A velocidade de migração é dependente de fatores tais como:

1. Carga elétrica líquida da molécula

2. Tamanho e forma da molécula

3. Força do Campo Elétrico

4. Propriedades do meio de suporte

5. Temperatura de operação

A mobilidade eletroforética (μ) é definida como a velocidade de migração (cm/s) por unidade

de força de campo (volts/cm):

de migração (cm/s) por unidade de força de campo (volts/cm): Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
de migração (cm/s) por unidade de força de campo (volts/cm): Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
de migração (cm/s) por unidade de força de campo (volts/cm): Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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DESCRIÇÃO TÉCNICA

Tampão

1. Conduz a corrente aplicada

42

2. Estabiliza o pH no qual a eletroforese é realizada

3. Determina a carga elétrica do soluto

4. Sua força iônica influencia na condutância do suporte, densidade da nuvem iônica em

torno da molécula carregada, a velocidade da sua migração e a nitidez das zonas eletroforéticas

Meios de suporte

1. Gel de amido e acetato de celulose

2. Agarose

3. Poliacrilamida

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43 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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44

44 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

45

Quantificação das Zonas de Proteínas

Tipo de separação

Coloração

Amido Black (Naftol Azul Preto)

Proteínas Séricas em geral

Azul Brilhante de Coomassie

Ponceau-S

Fat Red 7B (Vermelho de Sudan 7B)

Zonas de Lipoproteínas

Óleo vermelho 7B (Oil Red O)

Preto de Sudan B (Sudan Black B)

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46 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
46 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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47 Proteínas Plasmáticas Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc
47
Proteínas Plasmáticas
Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

Sumário

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PROTEÍNAS PLASMÁTICAS

Pré-Albumina

Metabolismo da vitamina A (Transtiretina)

Albumina

Principal proteína plasmática

α 1 - Antitripsina

Modula a proteólise endógena

α 2 Macroglobulina

Inibidor de proteinases / Ptn volumosa

Haptoglobina

Ligante da Hb livre

β-Lipoproteína

LDL

Transferrina (siderofilina)

Transporte de ferro para síntese de Heme

Complemento

Proteínas da imunidade humoral inata

Fibrinogênio

Mais importante fator de coagulação

Ceruloplasmina

Proteína ligante do cobre

Globulina Gc

Ligante da vitamina D

Hemopexina

Ligante do Heme

Glicoproteína α1-ácida (orosomucóide)

Ligante de progesterona e outros lipófilos

Proteína C-Reativa

Ligante de Fosfatidilcolina e ácidos nucleicos

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

49 ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS
49
ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS

50

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS 50 Primária : Seqüência linear de aminoácidos Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

Primária: Seqüência linear de aminoácidos

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS

51

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS 51 Secundária : Configurações tridimensionais regulares = α -hélice, β -pregueadas e

Secundária: Configurações tridimensionais regulares = α-hélice, β-pregueadas e encurvadas

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS 5 2 Terciária : Tridimensional real ou padrão de dobramento da proteína singularmente

52

Terciária: Tridimensional real ou padrão de dobramento da proteína singularmente determinado pela sua seqüência de aminoácidos

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS

53

ESTRUTURA DAS PROTEÍNAS 53 Quaternária : Complexos mais estáveis, como dímeros, trímetros e tetrâmeros Bioquímica

Quaternária: Complexos mais estáveis, como dímeros, trímetros e tetrâmeros

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

PADRÃO ELETROFORÉTICO DE SEPARAÇÃO

PADRÃO ELETROFORÉTICO DE SEPARAÇÃO + Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc 54 -

+

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

54

-

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Outros Métodos de Separação

Precipitação

Desenvolvida para caracterizar a albumina e as globulinas em duas ou mais frações que podem ser quantificadas em termos de conteúdo protéico.

Com adição de Sulfato de Sódio, Sulfito de Sódio, Metanol ou Sulfato de Amônio, as

globulinas tendem a precipitar, deixando a albumina em solução.

globulinas tendem a precipitar, deixando a albumina em solução. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

56

Outros Métodos de Separação

Separação em Colunas - Pérolas de Sephadex (exclusão)
Separação em Colunas
- Pérolas de Sephadex (exclusão)

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- Cromatografia de troca iônica

Pérolas de Sephadex (exclusão) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc - Cromatografia de

DETECÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DE PROTEÍNAS

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Técnica de Kjeldahl Método de referência baseado na análise do teor de nitrogênio Consiste da digestão ácida para liberar os íons amônia de compostos contendo nitrogênio (inespecífico)

os íons amônia de compostos contendo nitrogênio (inespecífico) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
os íons amônia de compostos contendo nitrogênio (inespecífico) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
os íons amônia de compostos contendo nitrogênio (inespecífico) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
os íons amônia de compostos contendo nitrogênio (inespecífico) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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DETECÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DE PROTEÍNAS

Técnica de Kjeldahl

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A amônia é então quantificada por conversão em gás amônia e titulação como uma base ou pela nesslerização, na qual iodetos duplos (potássico e mercúrico) formam um complexo colorido com a amônia em meio básico.

formam um complexo colorido com a amônia em meio básico. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
formam um complexo colorido com a amônia em meio básico. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
formam um complexo colorido com a amônia em meio básico. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
formam um complexo colorido com a amônia em meio básico. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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OBS.: Por espectroscopia, as proteínas em solução absorvem a luz ULTRAVIOLETA em 280

nm, devido principalmente à presença de TRIPTOFANO, TIROSINA E FENILALANINA

principalmente à presença de TRIPTOFANO, TIROSINA E FENILALANINA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
principalmente à presença de TRIPTOFANO, TIROSINA E FENILALANINA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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MÉTODOS TURBIDIMÉTRICOS

60

Método do BIURETO

Reação colorimétrica altamente específica para proteínas e peptídeos Detecta a presença de ligações peptídicas. Ocorre em meio básico

Padrão negativo (Somente H 2 O)

Ocorre em meio básico Padrão negativo (Somente H 2 O) H 2 O + Biureto Bioquímica

H 2 O + Biureto

Padrão negativo (Somente H 2 O) H 2 O + Biureto Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
Padrão negativo (Somente H 2 O) H 2 O + Biureto Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio

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Biureto + Albumina

(Complexo púrpura)

2 O) H 2 O + Biureto Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

MÉTODOS TURBIDIMÉTRICOS

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Método de FOLIN-CIOCALTEU

Altamente sensível, detectando a presença de aminoácidos aromáticos Reagente também chamado:

REAGENTE FENOL ou ÁCIDO FOSFOTUNGSTOMOLÍBDICO (mistura de fosfomolibdato e

fosfotungstato) Este reagente OXIDA os compostos fenólicos, como TIROSINA, TRIPTOFANO e HISTIDINA,

para fornecer uma coloração AZUL PROFUNDA

e HISTIDINA, para fornecer uma coloração AZUL PROFUNDA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
e HISTIDINA, para fornecer uma coloração AZUL PROFUNDA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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e HISTIDINA, para fornecer uma coloração AZUL PROFUNDA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
e HISTIDINA, para fornecer uma coloração AZUL PROFUNDA Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

MÉTODOS TURBIDIMÉTRICOS

62

Método de LOWRY Consiste na utilização do método do Biureto seguido do reagente de Folin-Ciocalteu, a fim de potencializar a formação de cor.

CORANTE AZUL BRILHANTE DE COOMASSIE Confere ainda mais sensibilidade ao método, com detecção de até 1 µg de proteína, e não sofre a interferência de uma variedade de substâncias.

CORANTE NINIDRINA

Possui sensibilidade semelhante ao anterior, mas desenvolve uma cor violeta ao reagir com aminas primárias.

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QUANTIFICAÇÃO DE ALBUMINA

63

É possível a detecção específica de albumina através da ligação com os seguintes corantes:

- AZUL DE BROMOFENOL

- LARANJA DE METILA

- ÁCIDO HIDROXIBENZENOAZOBENZÔNIO (HABA)

- PÚRPURA DE BROMOCRESOL

- VERDE DE BROMOCRESOL Muito utilizado nos analisadores automatizados

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BROMOCRESOL  Muito utilizado nos analisadores automatizados Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
64 PROTEÍNAS PLASMÁTICAS ESPECÍFICAS
64
PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
ESPECÍFICAS

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Propriedades

65

- As proteínas normalmente estão listadas na ordem de duas mobilidades eletroforéticas em géis de agarose em pH 8,6.

- A maioria das proteínas plasmáticas é sintetizada no fígado, com poucas exceções (ex.:

Imunoglobulinas) e lá também é catabolizada a maioria delas.

- Após uma lesão, algumas proteínas plasmáticas apresentam alteração em suas concentrações, resultante de uma resposta ou REAÇÃO DE FASE AGUDA. As proteínas que se alteram nesses casos são conhecidas como PROTEÍNAS DE FASE AGUDA (APP). Essa resposta pode ser POSITIVA ou NEGATIVA, e as proteínas listadas como APP+ ou APP-.

APP +

APP-

α 1 -Antitripsina

Transtirretina

α 1 -Glicoproteína Ácida

Albumina

Haptoglobina

Transferrina

Ceruloplasmina

C3 e C4

Proteína C-Reativa

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Principais Componentes

PROTEÍNAS PLASMÁTICAS

Pré-Albumina

Metabolismo da vitamina A (Transtiretina)

Albumina

Principal proteína plasmática

α 1 - Antitripsina

Modula a proteólise endógena

α 2 Macroglobulina

Inibidor de proteinases / Ptn volumosa

Haptoglobina

Ligante da Hb livre

β-Lipoproteína

LDL

Transferrina (siderofilina)

Transporte de ferro para síntese de Heme

Complemento

Proteínas da imunidade humoral inata

Fibrinogênio

Mais importante fator de coagulação

Ceruloplasmina

Proteína ligante do cobre

Globulina Gc

Ligante da vitamina D

Hemopexina

Ligante do Heme

Glicoproteína α 1 -ácida (orosomucóide)

Ligante de progesterona e outros lipófilos

Proteína C-Reativa

Ligante de Fosfatidilcolina e ácidos nucleicos

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67

PRÉ-ALBUMINA (transtiretina)

-Eletroforeticamente, a fração que migra mais rápido que a albumina em direção ao ânodo

-É uma das menores proteínas séricas

- Contém sítios de ligação aos hormônios T3 e T4, transportando 10% destes.

- NÃO É A PRINCIPAL TRANSPORTADORA DESSES HORMÔNIOS! É a Globulina ligante da tiroxina.

- Possui papel importante no metabolismo da VITAMINA A, ao complexar-se com a

PROTEÍNA LIGANTE DO RETINOL (RBP). A RBP tem síntese dependente de zinco e ocorre no

fígado.

- É rica em TRIPTOFANO

APP-

de zinco e ocorre no fígado. - É rica em TRIPTOFANO APP- - Possui meia vida

- Possui meia vida de dois dias, sendo um importante marcador nutricional, visto sua síntese ser sensível à ingestão de dieta adequada e às alterações da função hepática.

(KWASHIORKOR e MARASMO)

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68
68

ALBUMINA

Proteína mais abundante do plasma sanguíneo e altamente solúvel em água, por sua alta

-

carga negativa em pH fisiológico.

- Constitui até 2/3 das proteínas plasmáticas totais.

Sintetizada no fígado, atua como repositório móvel de aminoácidos para incorporação a outras proteínas.

-

- Importante transportador de várias substâncias pelo plasma, tais como tiroxina, bilirrubina,

penicilina, cortisol, estrogênio, ácidos graxos livres, warfarina, cálcio, magnésio e outros íons

metálicos, heme e fosfolipídios.

- Meia vida de +/- 17 dias importante para o monitoramento de curto prazo da glicemia média (ensaio da frutosamina)

APP-

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69 tanto nos espaços vasculares
69
tanto nos espaços vasculares

ALBUMINA

Sua principal função é manter a pressão osmótica coloidal, quanto extravasculares.

-

AUMENTO

Raro, como na desidratação (aumento relativo)

REDUÇÃO Secundária à desnutrição

Cirrose: A redução na síntese hepática em hepatopatias é compensada pela produção

policlonal das imunoglobulinas (fração Ɣ) Síndrome Nefrótica (perda pela urina, albuminúria maciça): compensada pela α 2 - macroglobulina

Outras:

- Analbuminemia (deficiência genética rara)

- Inflamação (hemodiluição, consumo pelas células, síntese reduzida)

- Perda GI

- Má nutrição

- Edema e ascite

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70

ALBUMINA

Análise Laboratorial:

Feita por métodos automatizados de ligação a corantes, usando os corantes VERDE DE BROMOCRESOL ou PÚRPURA DE BROMOCRESOL.

Obs.:

- A α 1 -fetoproteína é um análogo da albumina, sendo uma das primeiras α-globulinas a

aparecer no soro de mamíferos durante o desenvolvimento do embrião. - Também é a proteína sérica dominante no início da fase embrionária.

- Ela reaparece no soro de adultos durante certas patologias, tais como Carcinomas

Hepatocelulares.

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71

GLICOPROTEÍNA α 1 -ÁCIDA (OROSOMUCÓIDE)

- Também conhecida como OROSOMUCÓIDE, pelo alto percentual de carboidrato com um grande número de resíduos de ácido siálico Carga líquida negativa alta, alta solubilidade.

- É sintetizada pelo fígado e precipita-se com HClO 4 . - É classificada como uma das LIPOCALINAS, proteínas que se ligam a substâncias lipofílicas.

- Liga-se a e inativa hormônios básicos e lipofílicos, tais como a progesterona.

- É capaz de se ligar e reduzir a biodisponibilidade de fármacos como propranolol, quinidina, clorpromazina, cocaína e benzodiazepínicos.

Aumento:

Doença inflamatória GI e Neoplasias Malignas e em uso de corticosteróides e AINES.

Redução:

Síndrome Nefrótica, durante a gravidez ou em uso de contraceptivos orais (síntese).

Visualizada bem pelo ÁCIDO PERIÓDICO DE SCHIFF (PAS)

APP+

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α 1 - ANTITRIPSINA

- É uma SERPINA (inibidor da serina protease) que inativa as serinas proteases, especialmente as relacionadas com a tripsina. É o inibidor de proteinase mais abundante no plasma.

-Inibidor da elastase leucocitária liberada no processo de fagocitose pelos leucócitos, além de reagir com a elastina da árvore traqueobrônquica e do endotélio vascular.

- Inibe a resposta bioquímica inadequadamente grave à inflamação (APP+)

- A elastase não-inibida na árvore brônquica em virtude do excesso de elastase ou de deficiência de α 1 -antitripsina pode resultar em perda do recolhimento elástico e desenvolvimento do enfisema pulmonar (e outras condições, como síndrome do desconforto respiratório neonatal).

AUMENTO

Gravidez

REDUÇÃO Pancreatite Grave Síndrome Nefrótica

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GLOBULINA Gc

Importante no metabolismo da vitamina D, pois esta liga- se a um componente grupo-específico da globulina (Gc)

Liga-se à vitamina D e seus metabólitos mol por mol.

73
73

Mostra-se reduzida na síndrome nefrótica, levando à perda de vitamina D. Esta perda pode contribuir para os problemas subseqüentes do metabolismo do cálcio encontrados na síndrome nefrótica.

do metabolismo do cálcio encontrados na síndrome nefrótica. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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74

α 2 MACROGLOBULINA

- É um importante inibidor de proteinases do plasma.

-Não é uma proteína de fase aguda

Diferente dos outros inibidores de proteinase, é uma molécula MUITO GRANDE, e não se

-

difunde do espaço plasmático para os líquidos extracelulares em quantidades significativas.

- Sua concentração aumenta 10 vezes ou mais na síndrome nefrótica quando outras proteínas menores são perdidas (mecanismo compensatório osmótico)

- Concentrações baixas observadas em indivíduos com pancreatite aguda grave e, antes do tratamento, em indivíduos com carcinoma avançado de próstata.

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75 e seu Ferro.
75
e seu Ferro.

HAPTOGLOBINA

Tem como principal função a ligação à hemoglobina liberada pela lise dos eritrócitos, a fim de preservar as reservas de ferro e proteínas.

-

-

Os complexos Hp-Hb são grandes o suficiente para evitar a perda renal de Hb

Esse complexo é uma peroxidase potente, capaz de hidrolisar peróxidos liberados durante a fagocitose pelos leucócitos polimorfonucleares nos sítios de inflamação.

-

Possui grande importância como BACTERIOSTÁTICO para bactérias que requerem ferro, tais como Escherichia coli, evitando o uso do ferro por esses organismos.

-

- APP+: Concentração sérica elevada em resposta ao estresse, infecção, inflamação aguda ou

necrose tecidual, provavelmente por estimulação à síntese.

- Ela deve ser sempre analisada sempre em associação à orosomucóide, pois à excessão das

síndromes de perda protéica, todos os outros fatores influenciam na concentração de ambas

em paralelo.

Obs.: A mioglobina não se liga a ela! Logo, não há redução em casos de rabdomiólise

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se liga a ela! Logo, não há redução em casos de rabdomiólise Bioquímica Clínica - Prof.
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CERULOPLASMINA

Contém aproximadamente 95% do cobre sérico total, o que confere a ela uma coloração azulada (lembrar do biureto).

Funciona como oxidante ou antioxidante, dependendo de fatores, tais como a presença de

íons férricos livres e sítios de ligação da ferritina. (APP+)

Possui vital importância na manutenção do estado iônico do ferro.

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β-LIPOPROTEÍNA

Corresponde à fração LDL das lipoproteínas plasmáticas.

Na eletroforese zonal, geralmente não é visualizada quando utilizadas colorações para proteínas (azul brilhante de coomassie, amido black, ponceau S)

Será melhor abordada na aula de lipídios.

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78

β 2 -MICROGLOBULINA

Encontrada nas superfícies celulares das células nucleadas (antígeno de superfície)

Corresponde à cadeia leve dos antígenos leucocitários humanos (HLA).

AUMENTO Insuficiência Renal, Inflamação e Neoplasias, especialmente as associadas aos Linfócitos

B.

PRINCIPAL VALOR CLÍNICO Teste da função tubular em indivíduos expostos a metais pesados e transplantados

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79
.

TRANSFERRINA (SIDEROFILINA)

-É a principal proteína plasmática de transporte de FERRO.

-O complexo TRF-Fe 3+ transporta o ferro para as células para incorporação nos citocromos, Hb e

mioglobina e, para os locais de reserva, tais como fígado e sistema reticuloendotelial

- A avaliação das concentrações plasmáticas de TRF é útil para o diagnóstico diferencial da anemia e para o monitoramento do tratamento da anemia ferropriva.

DEFICIÊNCIA DE FERRO:

TRF Elevada, mas a proteína está menos saturada com ferro.

FALHA NA INCORPORAÇÃO DE FERRO:

TRF Normal ou Baixa, mas a proteína está muito saturada com ferro.

SOBRECARGA DE FERRO:

TRF Normal, com saturação aumentada.

-Altas concentrações de TRF são observadas na gravidez e em administração de estrógenos.

OBS.: A Neisseria gonorrhoeae é capaz de roubar o ferro da transferrina

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80

HEMOPEXINA

- Proteína com a propriedade de se ligar ao HEME liberado pela degradação da hemoglobina, protegendo-a da excreção e contribuindo para a manutenção das reservas de ferro.

- Encontra-se em concentrações muito baixas (50 a 120 mg/dL), devendo ser quantificada por métodos imunes.

- As reduções mais profundas ocorrem após hemólise intravascular, quando a quantidade de hemoglobina livre excede a capacidade de ligação da haptoglobina.

HEME + HPX FÍGADO

de ligação da haptoglobina. HEME + HPX  FÍGADO Enquanto a HPX não retorna, o HEME

Enquanto a HPX não retorna, o HEME livre liga-se à albumina

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81 casos, até
81
casos, até

COMPLEMENTO

- Conjunto de pelo menos 20 proteínas pertencentes à imunidade humoral inespecífica.

-Interagem com complexos antígeno-anticorpo, ou entre si ou com membranas celulares de

uma forma complexa, porém flexível, para destruir vírus e bactérias e, em alguns mesmo as células do hospedeiro. APP+

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Vias Clássica e Alternativa do Complemento

Note que ambas dependem da presença de C 3 , justificando o fato desta ser a fração mais

abundante das proteínas do

complemento.

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a fração mais abundante das proteínas do complemento. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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83

As frações mais importantes são C3 e C4, principalmente C3, pois participa de todas as vias do complemento

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FIBRINOGÊNIO 84 É o mais abundante dos fatores da coagulação sanguínea, formador do coágulo de
FIBRINOGÊNIO
84
É o mais abundante dos fatores da coagulação sanguínea, formador do coágulo de
fibrina.

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85

FIBRINOGÊNIO

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FIBRINOGÊNIO

AUMENTO

-

Neste caso, a Velocidade de Hemossedimentação (VHS) também encontra-se marcantemente elevada devido, diretamente, ao conteúdo de fibrinogênio.

- Na gravidez e uso de contraceptivos.

-

Sua concentração encontra-se elevada com os outros reativos de fase aguda (APR+).

REDUÇÃO

-

Indicam extensa ativação da coagulação com consumo de fibrinogênio.

Velocidade de Hemossedimentação (VHS) Ensaio no qual mede-se a taxa na qual os eritrócitos precipitam no período de uma hora.

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87 celulares, agindo como uma
87
celulares,
agindo
como
uma

PROTEÍNA C-REATIVA

- Foi descoberta como resultado da interação do soro de pacientes em recuperação de

infecção pneumocócica com o polissacarídeo C do pneumococo (Streptococcus pneumoniae ).

- As concentrações dela se elevam marcantemente sempre que houver necrose tecidual.

- Está

seqüestradora geral.

presente

no

soro

e

é

capaz

de

se

ligar

a

restos

Na presença de Ca 2+ liga-se a vários poliânions (ácidos nucléicos), fosfatidilcolinas e polissacarídeos presentes em fungos, bactérias e protozoários. Na ausência de Ca 2+ se liga a policátions tais como as histonas.

- Uma vez complexada, ativa a via clássica do complemento.

É uma das primeiras APR a se elevar em doenças inflamatórias e também a exibir os aumentos mais expressivos de concentração. (APP+)

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88 enzima
88
enzima

PROTEÍNA C-REATIVA

C), ou por métodos imunes, incluindo nefelometria, precipitações, radioimunoensaio e

imunoensaio.

Geralmente é quantificada pela sua capacidade de precipitar a substância C (polissacarídeo

Um ensaio altamente sensível para CRP pode contribuir com o valor preditivo dos lipídios séricos para identificar indivíduos em risco de eventos cardiovasculares.

de uma doença auto-imune.

É muitas vezes utilizada pelos reumatologistas para monitorar a progressão ou a remissão

Em casos de infarto agudo do miocárdio, eleva-se 6 a 12 horas após seu início.

Pode apresentar valores 2000 vezes maiores que o normal

NORMAL: 100 ng/mL (recém-nascidos) 170 ng/mL (crianças) 430 a 1340 ng/mL (adultos)

Com infecção intra-uterina, pode chegar a 26.000 μg/mL

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IMUNOGLOBULINAS

89

IMUNOGLOBULINAS 89 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

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IMUNOGLOBULINAS

Também conhecidas como ANTICORPOS HUMORAIS, reconhecem antígenos estranhos e iniciam os mecanismos que os removem ou os destroem.

Compostas de duas cadeias pesadas (H) iguais e duas cadeias leves (L) idênticas.

São conhecidos 5 tipos: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM.

 São conhecidos 5 tipos: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
 São conhecidos 5 tipos: IgA, IgD, IgE, IgG e IgM. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio

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Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

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IMUNOGLOBULINAS

Imunoglobulina A

Existe como monômero de 4 cadeias (IgA 1 ) ou como um dímero contendo duas dessas

-

unidades (IgA 2 ).

A forma dimérica chama-se IgA secretora, e encontra-se nas secreções corporais, tais como

-

lágrimas, suor, saliva, leite, colostro, secreção gastrointesinal e secreção brônquica.

A IgA secretora é composta das duas unidades monoméricas com uma única cadeia J

-

(junction), (semelhante à associada com a IgM pentamérica) e uma cadeia glicopeptídica adicional, denominada componente secretor.

- Este componente secretor protege a IgA secretora (ou IgA 2 ) da hidrólise por parte das enzimas proteolíticas presentes nas secreções, e, por conseguinte, é mais resistente à destruição por bactérias patogênicas.

- Inibe a aderência dos microorganismos à superfície das células da mucosa, impedindo sua penetração. Envolvida em respostas contra parasitas por induzir a desgranulação dos eosinófilos.

parasitas por induzir a desgranulação dos eosinófilos. - Também pode se ligar a antígenos alimentares, reduzindo

- Também pode se ligar a antígenos alimentares, reduzindo a incidência de reações alérgicas.

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93

IMUNOGLOBULINAS

Imunoglobulina D

Principal imunoglobulina de membrana na superfície de Linfócitos B naïv (virgens), especialmente de recém-nascidos.

Ainda não possui função primária conhecida (além de ser marcador de superfície de

Linfócitos B, juntamente com a IgM)

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

marcador de superfície de Linfócitos B, juntamente com a IgM) Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
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94

IMUNOGLOBULINAS

Imunoglobulina E

normalmente presentes no soro.

A IgE é tão rapida e firmemente ligada a mastócitos que somente quantidades traço estão

Quando o antigeno (alérgeno) faz ligação cruzada de duas moléculas de IgE ligadas, o

Está envolvida nos processos de HIPERSENSIBILIDADE IMEDIATA.

mastócito é estimulado a liberar HISTAMINA e outras aminas vasoativas que são responsáveis pela permeabilidade vascular e pela contração do músculo liso, ocorrendo em reações alérgicas como RINITE, ASMA, URTICÁRIA e ECZEMA.

Importante na resposta imune humoral a parasitas, uma vez que freqüentemente é

encontrada em níveis elevados em soros de doentes parasitados por helmintos.

Não atravessa a barreira placentária

Não fixa o complemento pela via clássica

Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc

placentária  Não fixa o complemento pela via clássica Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,
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95

IMUNOGLOBULINAS

Imunoglobulina G

- É o isótipo mais bem estudado, constituindo a principal imunoglobulina do sangue, produzida durante a RESPOSTA IMUNE SECUNDÁRIA.

- São necessárias pelo menos duas moléculas de IgG para a ativação do complemento.

- São os únicos anticorpos capazes de atravessar a BARREIRA PLACENTÁRIA (proteção contra infecções nas duas primeiras semanas de vida do neonato)

Há 4 tipos de IgG:

IgG 1

IgG 2

IgG 3

IgG 4

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4 tipos de IgG: • IgG 1 • IgG 2 • IgG 3 • IgG 4
IMUNOGLOBULINAS 96 Imunoglobulina G CLASSES FUNÇÃO Principal a atravessar a placenta e a proteger os
IMUNOGLOBULINAS
96
Imunoglobulina G
CLASSES
FUNÇÃO
Principal a atravessar a placenta e a proteger os neonatos durante os primeiros
IgG 1
3 meses de vida.
T 1/2 : 22 dias
Subclasse dominante em humanos
Forte relação com alergias em adultos
IgG 2
Relacionada com as respostas celulares TCD8+ (T citotóxicas) (patógenos
intracelulares). Estimulada por IFN-Ɣ e IL-2.
T 1/2 : 22 dias
NÃO ATRAVESSA A PLACENTA!
IgG 3
É a subclasse que mais eficientemente liga-se ao complemento pela via
clássica.
T 1/2 : 7 dias
IgG 4
Incapaz de se ligar eficientemente ao complemento pela via clássica.
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97

IMUNOGLOBULINAS

Imunoglobulina M

- É a classe mais abundante de anticorpos secretados no sangue na FASE INICIAL DE UMA RESPOSTA PRIMÁRIA POR ANTICORPOS.

- Normalmente é um pentâmero:

5 unidades de 4 cadeias + cadeia J (junction)

- É uma MACROGLOBULINA!

- É a imunoglobulina mais primitiva e menos especializada, sendo a primeira classe de

anticorpos a ser produzidas pelas células B em desenvolvimento.

a ser produzidas pelas células B em desenvolvimento. - precoce durante o curso de uma infecção

-

precoce durante o curso de uma infecção faz da IgM um agente particularmente potente no combate aos organismos invasores (só necessita de 1 molécula para ativar o complemento).

Sua alta eficácia na ligação e ativação do sistema complemento, associada ao surgimento

- É a única imunoglobulina sintetizada por neonatos

- Não atravessa a placenta!!!

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98 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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99

99 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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100

100 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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101 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
101 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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102

102 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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103

103 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
103 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
103 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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104 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

104

104 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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107

107 Nitrogenados Não-Proteicos Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

Nitrogenados Não-Proteicos

107 Nitrogenados Não-Proteicos Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Sumário

108

 

NITROGENADOS NÃO-PROTEICOS

Uréia

Condensação de CO 2 + Amônia Reação de Fearon / Reação da Urease acoplada a Berthelot

Creatinina e Creatina

Reserva rápida de fosfato Reação de Jaffe (Reagente Picrato)

 

Metabólito de Ácidos Nucléicos (Purinas)

Ácido Úrico

Aumentada na Síndrome de Lesch-Nyhan Reação com Uricase Gera Alantoína Método de Caraway (Com Fosfotungstato Alcalino)

 

Produto do catabolismo protéico

Amônia

Aumentada na Síndrome de Reye Quantificação com Reagente de Nessler

Aminoácidos

Subunidades protéicas Teste de Guthrie (Ensaio microbiológico) TLC Fluorimetria com Fenilalanina + Cobre + Ninidrina

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109

Nitrogenados Não-Protéicos (NPN)

São formados no organismo como resultado do catabolismo de ácidos nucléicos, aminoácidos e proteínas. A uréia é o principal composto NPN no plasma, constituindo 45% do total. A determinação de NPN no sangue tem sido usada como índice da função renal concentrações elevadas decorrem de função renal reduzida [NPN] é um índice inespecífico para nefropatias, visto que outras doenças (gota, hepatopatias, hemorragias) podem variar a [NPN] plasmática.

Principais NPN:

- Creatinina

- Uréia

- Ácido Úrico

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plasmática. Principais NPN: - Creatinina - Uréia - Ácido Úrico Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

110

Creatina e Creatinina

- CREATINA: A creatina-fosfato é a principal reserva de fosfato altamente energético necessário

ao metabolismo muscular.

- Sintetizada no fígado (principalmente), rins e pâncreas a partir da arginina, glicina e metionina.

- A interconversão de fosfocreatina e da creatina é uma característica particular dos processos

metabólicos da contração muscular.

particular dos processos metabólicos da contração muscular. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
particular dos processos metabólicos da contração muscular. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
particular dos processos metabólicos da contração muscular. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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particular dos processos metabólicos da contração muscular. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

Creatina e Creatinina

111

Importância Clínica - A creatinina é filtrada pelos glomérulos mas é principalmente ou completamente reabsorvida pelos túbulos renais, sendo excretada a uma taxa constante, que é proporcional à massa muscular do indivíduo. - Creatinina sérica e urinária são usadas como índices da função renal, em virtude da constância da formação da Creatinina (clearance ) A renovação da creatinina é constante:

1,0% a 2,0% da creatina total livre é transformada a cada 24 h.

- AUMENTO DA [CREATININA] sérica REDUÇÃO DA TFGlomerular - A constância da produção da creatinina a qualifica como MEDIDA DA TOTALIDADE DA COLETA DE URINA DE 24 h, através da quantificação da excreção urinária de creatinina. - [CREATININA] plasmática Pouco afetada pela dieta

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112

113

Creatina e Creatinina

Técnicas Analíticas: Métodos Químicos ou Enzimáticos

MÉTODOS QUÍMICOS

Método de JAFFE

-A creatinina reage com o íon picrato num meio alcalino para resultar num complexo laranja- avermelhado. - É atualmente o método mais amplamente utilizado para a quantificação de creatinina.

mais amplamente utilizado para a quantificação de creatinina. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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Creatina e Creatinina

114

Creatina e Creatinina 114 Técnicas Analíticas: Métodos Químicos ou Enzimáticos MÉTODOS QUÍMICOS Método de JAFFE -

Técnicas Analíticas: Métodos Químicos ou Enzimáticos

MÉTODOS QUÍMICOS

Método de JAFFE

-

O método está sujeito a interferências de outras substâncias:

POSITIVAMENTE (reagem dando cor idêntica): Ácido Ascórbico, Cefalosporinas, Glicose, Corpos Cetônicos, Piruvato, Frutose e Ácido Úrico.

NEGATIVAMENTE: Bilirrubina, Hemoglobina, Amostras Lipêmicas

ESTRATÉGIAS

-

amostras. (desvantagem: trabalhoso!)

-

Adição da Terra de Fuller (Reagente de Lloyd) Adsorvem os materiais não-creatinina das

A correção do valor obtido com o branco é capaz de eliminar a interferência da bilirrubina.

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115

Uréia

- A uréia é o principal produto excretado do catabolismo das proteínas, sendo sintetizada no fígado a partir de CO 2 e da amônia gerada pela desaminação dos aminoácidos por meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit.

meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é
meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é
meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é
meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é
meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é
meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é
meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é
meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é
meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é
meio do ciclo da ornitina ou do ciclo de Krebs-Henseleit . - Mais de 90% é

- Mais de 90% é excretada pelos rins, onde é facilmente filtrada do plasma pelos glomérulos.

Porém, de 40 a 80% são reabsorvidos por difusão passiva do túbulo renal para o interstício, para retornar ao plasma.

- Ela constitui aproximadamente metade dos sólidos urinários totais (~25g) e 80 a 90% do nitrogênio urinário total.

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116

116 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Uréia

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Uréia 1 1 7 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
Uréia 1 1 7 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
Uréia 1 1 7 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Uréia

118

- A doença renal é associada ao acúmulo de uréia no sangue, visto esta ser excretada pelos rins.

- O aumento da uréia plasmática caracteriza o estado urêmico (azotemia).

IMPORTÂNCIA CLÍNICA

-Tem sido utilizada como indicador da função renal, embora a dosagem da creatinina proporcione informações mais confiáveis sobre essa atividade.

- Atualmente, tem mais valor clínico como indicador da ingestão de nitrogênio e do estado de hidratação do paciente do que da função renal.

[URÉIA] plasmática ELEVADA:

Dieta rica em proteínas Catabolismo protéico elevado Reabsorção das proteínas plasmáticas após hemorragia GI Tratamento com cortisol ou seus análogos sintéticos Desidratação Perfusão reduzida dos rins

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sintéticos  Desidratação  Perfusão reduzida dos rins Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

Uréia

119

Técnicas Analíticas: Métodos Químicos ou Enzimáticos

MÉTODOS QUÍMICOS

Reação de FEARON (método direto)

- Condensação da diacetila com a uréia para formar o cromógeno DIAZINA, que absorve fortemente a 540 nm. - Embora amplamente utilizado no passado, esse método tem sido substituído pelos métodos enzimáticos.

esse método tem sido substituído pelos métodos enzimáticos. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
esse método tem sido substituído pelos métodos enzimáticos. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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Uréia

120

Técnicas Analíticas: Métodos Químicos ou Enzimáticos

MÉTODOS ENZIMÁTICOS

Hidrólise pela Urease Amônia : Quantificação por Espectroscopia

A reação de BERTHELOT (método indireto)

- A quantificação da amônia pode ser por vários métodos

- A quantificação da amônia pode ser por vários métodos Método satisfatório e de baixo custo,

Método satisfatório e de baixo custo, porém, com a desvantagem de ser muito sensível à

contaminação com a amônia (de qualquer origem).

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Uréia

121

Técnicas Analíticas: Métodos Químicos ou Enzimáticos

MÉTODOS ENZIMÁTICOS

Ensaio Enzimático com GLUTAMATO DESIDROGENASE (método de referência)

com GLUTAMATO DESIDROGENASE (método de referência) - Nos ensaios de plasma, o sistema reacional contém urease,

- Nos ensaios de plasma, o sistema reacional contém urease, de modo que a adição da amostra contendo uréia inicia a reação.

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122

Relembrando: Estrutura de NAD + e NADH

122 Relembrando: Estrutura de NAD + e NADH Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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Ácido Úrico

123

- O ácido úrico é o produto final da degradação dos ácidos nucléicos e do catabolismo das purinas em seres humanos (adenosina e guanosina).

- Deriva de 3 fontes principais:

Catabolismo das nucleoproteínas ingeridas

Catabolismo das nucleoproteínas endógenas

Transformação direta de purina-nucleotídeos endógenos

- É o principal composto nitrogenado do excremento dos répteis e pássaros (e morcegos)

- Encontrado em pequenas quantidades na urina dos mamíferos, e seus sais ocorrem nas

articulações na gota.

- É um ácido fraco, com pK a1 de 5,75 e um pK a2 de 10,3 A urina alcalina solubiliza o ácido úrico. Assim, não se formam cálculos no trato urinário.

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ácido úrico. Assim, não se formam cálculos no trato urinário. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
ácido úrico. Assim, não se formam cálculos no trato urinário. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
ácido úrico. Assim, não se formam cálculos no trato urinário. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

Ácido Úrico

Importância Clínica

124

- Existência de diversos distúrbios do metabolismo da purina.

Os sintomas que devem gerar suspeitas incluem:

1. Insuficiência renal ou cálculos numa criança ou adulto jovem

2. “Pedrinhas” na fralda de um bebê

3. Problemas neurológicos inexplicáveis num bebê, criança ou adolescente.

4. Presença de gota num homem ou mulher com menos de 30 anos de idade.

- A manifestação clínica mais evidente e importante da alteração plasmática do ácido úrico é a GOTA.

da alteração plasmática do ácido úrico é a GOTA . Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
da alteração plasmática do ácido úrico é a GOTA . Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.
da alteração plasmática do ácido úrico é a GOTA . Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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da alteração plasmática do ácido úrico é a GOTA . Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

Ácido Úrico

125

GOTA

- Condição hiperuricêmica de variada etiologia. - Consiste no acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações. - Ocorre quando o urato monossódico se precipita dos líquidos corporais supersaturados. - A articulação do dedão do pé (primeira metatarsofalângica) é o sítio clássico da gota.

pé (primeira metatarsofalângica) é o sítio clássico da gota. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,
pé (primeira metatarsofalângica) é o sítio clássico da gota. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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pé (primeira metatarsofalângica) é o sítio clássico da gota. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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Ácido Úrico

GOTA

128

- A artrite gotosa pode estar associada aos cristais de urato no líquido da articulação e a depósitos de cristais (tofos) no tecido que circunda a articulação.

- Em qualquer lugar que ocorram, despertam uma resposta inflamatória intensa,

consistindo de leucócitos polimorfonucleares e macrófagos.

- A gota é caracterizada por crises ocasionais e longos períodos de remissão.

- Geralmente, durante uma crise gotosa a concentração de ácido úrico plasmática é normal.

- A gota pode ser PRIMÁRIA ou SECUNDÁRIA:

PRIMÁRIA

- Associação de superprodução metabólica de purinas, excreção renal reduzida e ingestão alimentar elevada.

- Pode também estar relacionada a defeitos enzimáticos herdados na via metabólica da purina.

a defeitos enzimáticos herdados na via metabólica da purina. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,
a defeitos enzimáticos herdados na via metabólica da purina. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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a defeitos enzimáticos herdados na via metabólica da purina. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

Ácido Úrico

GOTA

SÍNDROME DE LESCH-NYHAN

- Caracteriza-se

transferase, a enzima principal da via alternativa da purina.

pela

deficiência

completa

da

enzima

129

hipoxantina-guanina-fosforribosil

- Manifesta-se clinicamente por:

Retardo mental

Movimentos musculares anormais

Problemas comportamentais (automutilação e agressividade patológica)

-Nas primeiras semanas de vida: cristalúria, insuficiência renal aguda e gota.

-Os sintomas neurológicos dessa síndrome podem estar relacionados com a disponibilidade de purinas para o cérebro em desenvolvimento, o qual possui capacidade limitada para novas sínteses de purina. Ele conta, portanto, com as vias alternativas de purina para abastecê-lo com a maior parte dos nucleotideos purina que lhe são necessários.

- Ocorre somente em indivíduos do sexo masculino (relacionada ao cromossomo X).

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130 Síndrome de Lesch-Nyhan Alopurinol Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.Sc
130
Síndrome de Lesch-Nyhan
Alopurinol
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132 OUTRAS FONTES PARA O ÁCIDO ÚRICO (ou melhor Como você quer piorar suas dores

132

OUTRAS FONTES PARA O ÁCIDO ÚRICO

(ou melhor

Como você quer piorar suas dores secundárias à GOTA?)

Como você quer piorar suas dores secundárias à GOTA?) Café? Chocolate? Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
Como você quer piorar suas dores secundárias à GOTA?) Café? Chocolate? Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio
Café?
Café?
você quer piorar suas dores secundárias à GOTA?) Café? Chocolate? Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

Chocolate?

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suas dores secundárias à GOTA?) Café? Chocolate? Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
suas dores secundárias à GOTA?) Café? Chocolate? Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

Ou Chá?

Ácido Úrico

133

GOTA

SECUNDÁRIA Resulta da hiperuricemia atribuível a diversas causas identificáveis. - Doença Renal aguda ou crônica de qualquer tipo.

- Conseqüência da administração de diuréticos. - Acidemia orgânica ocasionada pela elevação do acetoacetato (cetoacidose diabética) ou acidose láctica. - Aumento do catabolismo das purinas encontrado na proliferação rápida das células

tumorais e na destruição ampla dessas células na terapia com certos agentes

quimioterápicos.

dessas células na terapia com certos agentes quimioterápicos . Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,
dessas células na terapia com certos agentes quimioterápicos . Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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Ácido Úrico

Intervenções farmacológicas

134

- O Tratamento de crise aguda envolve uso de AINEs.

Obs.: Convém evitar o uso de AAS, uma vez que os salicilatos provocam aumento de urato

por inibir competitivamente com a excreção renal deste último.

- Abordagens específicas incluem:

O uso de medicamentos uricosúricos (probenecida, sulfinpirazona), que melhoram a

excreção renal do ácido úrico, bloqueando os condutores nas células tubulares que

modulam a reabsorção.

Uso de alopurinol, que é inibidor da enzima xantina oxidase.

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Ácido Úrico

135

Fatores que afetam a concentração plasmática de urato

-Pacientes devem ser aconselhados a evitar:

Alimentos que tenham conteúdo de purina elevado (fígado, rins, carne vermelha e sardinhas) Medicamentos que afetem a excreção de urato (diuréticos tiazídicos e salicilatos)

A ingestão de etanol freqüentemente aumenta a concentração plasmática de urato e pode provocar crises de gota nos pacientes susceptíveis.

O etanol altera o metabolismo do ácido úrico ao aumentar a produção de urato por

aumentar o catabolismo da adenina-nucleotídeo mediado pelo acetato (álcool desidrogenase).

Também há supressão da excreção renal do ácido úrico, que se dá através em virtude do excesso de lactato produzido pela oxidação do etanol em acetaldeído, que inibe competitivamente a secreção tubular de urato.

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Ácido Úrico

136

Fatores que afetam a concentração plasmática de urato

- A produção e o catabolismo aumentados das nucleoproteínas são importantes na

hiperuricemia que ocorre com leucemias, linfomas, policitemia, mieloma múltiplo,

neuroblastoma e vários outros neoplasmas amplamente disseminados.

e vários outros neoplasmas amplamente disseminados. - Quimioterapias e a terapia por radiação ionizante das

- Quimioterapias e a terapia por

radiação ionizante das neoplasias malignas aumentam significativamente a formação de ácido úrico

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Ácido Úrico

Metodologia Analítica

137

Métodos de Ácido Fosfotúngstico (PTA): Método de CARAWAY

Baseia-se no desenvolvimento de um cromógeno de reação azul (azul de tungstênio) à medida que o PTA é reduzido pelo urato num meio alcalino.

Estão sujeitos a muitos interferentes, e os esforços para modificá-los têm sido pouco eficazes na melhoria de sua especificidade.

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Ácido Úrico

Metodologia Analítica

Métodos de Uricase

138

São mais específicos que as abordagens PTA A uricase é utilizada como etapa única ou inicial para oxidar o ácido úrico, produzindo alantoína, H 2 O 2 e CO 2 .

ácido úrico, produzindo alantoína, H 2 O 2 e CO 2 . Bioquímica Clínica - Prof.

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139 Eletrólitos e Gases Sanguíneos Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
139 Eletrólitos e Gases Sanguíneos Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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Eletrólitos e Gases Sanguíneos

139 Eletrólitos e Gases Sanguíneos Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc
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139 Eletrólitos e Gases Sanguíneos Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

Sumário

140

INTRODUÇÃO

1.1.

Função Renal

1.2.

Manutenção do Equilíbrio Eletrolítico

1.3.

Manutenção do pH sanguíneo

1.4.

Ácidos e Bases: Aspectos químicos

 

GASES SANGUINEOS E pH

2.1.

Comportamento dos Gases

2.2.

Aplicação da Equação de Hendersson-Hasselbalch na Mensuração dos Gases

2.3.

Distúrbios Ácido-Base: ACIDOSE e ALCALOSE

2.4.

Distúrbios Ácido-Base METABÓLICOS

2.5.

Distúrbios Ácido-Base RESPIRATÓRIOS

ELETRÓLITOS

3.1. Principais Eletrólitos

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1.1. Função Renal

141

- Os rins regulam as condições do fluido eletrolítico e o equilíbrio ácido-base por meio da

filtração do sangue, seguida da reabsorção seletiva ou da secreção para o fluido tubular.

- A alteração na função renal é uma das causas mais comuns de toxicidade medicamentosa, decorrente da excreção inadequada dos medicamentos ou de seus metabólitos.

Função Endócrina dos Rins

Regulação do metabolismo dos ossos e minerais [1,25-(OH) 2 vitamina D 3 ]

Regulação da hematopoese (eritropoetina)

Regulação de função Adrenal (renina)

Produção de Pró-renina inativa Redução do fluxo sanguíneo renal ativa a renina angiotensina Iangiotensina II

aldosterona Promove a reabsorção tubular de Na + , vasoconstricção arteriolar, atividade simpática, etc, com a finalidade de aumentar a pressão arterial.

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142

142 Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M. Sc

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1.1. Função Renal

Função Glomerular

143

- Diferente dos filtros mecânicos, a membrana basal do glomérulo possui uma carga negativa

forte, que leva a diferentes tamanhos de ponto de corte, dependendo da carga do composto. Moléculas negativas (como a albumina) = 1,8 nm Moléculas positivas (como os anticorpos) = 4,5 nm

Em caso de dano à membrana basal do glomérulo, a albumina (raio molecular de 3,6 nm), por

exemplo, passa pela membrana basal

Função Tubular

- Com função glomerular normal: 180 L de ultrafiltrado/dia

- A função dos túbulos é recuperar seletivamente os componentes essenciais filtrados pelo glomérulo, reabsorver água e eletrólitos em quantidades suficientes para manter as condições hidroeletrolíticas normais, ajustar a excreção de bicarbonato e H + e manter as condições de normalidade ácido-base.

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1.2. Manutenção do Equilíbrio Eletrolítico

144

- A ingestão e perda de líquidos se equivalem: eliminação diária de 2 a 2,5 L de água pelo organismo, principalmente pela urina

- A excreção mínima diária deve ser de 500 mL para controlar a carga osmótica de substâncias filtradas que chegam ao néfron distal.

- A eliminação de água no suor e na urina é controlada pelo hormônio antidiurético (ADH), cuja produção é estimulada pela pressão arterial reduzida ou pela osmolalidade plasmática aumentada, sendo este último o fator mais importante na produção de ADH.

- Osmolalidade: Representa a concentração molar total dos solutos encontrados no sangue. O

NaCl é responsável pela maior parte da osmolalidade do plasma. Outra substância importante e

osmoticamente ativa no plasma é a glicose.

OBS.: O Etanol não interfere no movimento da água, por se encontrar (após a ingestão) presente tanto no fluido extracelular quanto intracelular.

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Estrutura do Néfron

145

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146
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1.3. Manutenção do pH sanguíneo

147

- O processo de respiração celular requer O 2 , para fins de oxidação de substâncias, em especial açúcares, para obtenção de energia sob a forma de ATP, com conseqüente formação de CO 2 e H 2 O.

- O CO 2 produzido precisa ser eliminado por difusão através da membrana celular, entrando na corrente sanguínea, onde é absorvido pelos eritrócitos.

- Como já abordado anteriormente, parte deste CO 2 combina-se com NH 3 oriundo da desaminação oxidativa de aminoácidos para formar a Uréia no ciclo da Uréia.

- Na presença da enzima anidrase carbônica, o gás carbônico reage com a água e estabelece

um equilíbrio com o ácido carbônico, o qual se dissocia espontaneamente para o bicarbonato.

carbônico, o qual se dissocia espontaneamente para o bicarbonato. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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1.3. Manutenção do pH sanguíneo

148

- O pH do sangue varia em uma faixa bem estreita, entre 7,35 e 7,40 para o sangue venoso e 7,40 e 7,45 para o sangue arterial.

- O pH sanguíneo então, mostra-se ligeiramente mais básico que a água pura, e essa alcalinidade é mantida por um sistema tampão bastante eficiente

- Assim, o sangue é tamponado por quatro sistemas diferentes, sendo que o principal tampão

é composto por bicarbonato de sódio/ ácido carbônico.

- Esse sistema é essencial à regulação do equilíbrio ácido-base, pois o metabolismo celular gera muitos ácidos orgânicos que circulam no sangue até serem eliminados pelos rins.

Composição do tampão sanguíneo

%

Bicarbonato/ Ácido Carbônico

64

Hemoglobina/ Oxi-Hemoglobina

28

Proteínas Ácidas/ Básicas

7

Fosfato Monoácido / Fosfato Diácido

1

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1.3. Manutenção do pH sanguíneo

CONTROLE ÁCIDO BASE RENAL

149

- Os glomérulos são livremente permeáveis aos ions H + , bicarbonato e aos ânions de ácidos inorgânicos (sulfato, fosfato).

- Os rins devem absorver a maior parte do bicarbonato filtrado e fixar o ácido na urina por meio de ligação às bases (como fosfato e amonia) para manter o equilibrio normal do pH.

- 90% do bicarbonato filtrado é recuperado.

normal do pH. - 90% do bicarbonato filtrado é recuperado. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S.

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1.4. Ácidos e Bases: Aspectos químicos

150

- Um ácido pode ser definido como uma substância capaz de dissociar-se para gerar íon H + , enquanto uma base é uma substância capaz de aceitar um íon H + , neutralizando-o (Teoria de Brönsted-Lowry).

- Há um equilíbrio entre a quantidade de ácido de um lado e de íons hidrogênio e de base conjugada (produzida pela perda de H + ) de outro.

A Constante de Equilíbrio é denominada K a :

Para ácidos MUITO FORTES, K a tende a infinito (equilíbrio deslocado para a direita). Para ácidos MUITO FRACOS, K a tende a zero (equilíbrio deslocado para a esquerda).

a tende a zero (equilíbrio deslocado para a esquerda). Nos casos intermediários, os ácidos encontram-se
a tende a zero (equilíbrio deslocado para a esquerda). Nos casos intermediários, os ácidos encontram-se

Nos casos intermediários, os ácidos encontram-se parcialmente dissociados , e o valor de

K a , que pode ser maior ou menor que 1, dependerá da força do ácido considerado.

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1.4. Ácidos e Bases: Aspectos químicos

151

Ácidos fortes se dissociam completamente, e a sua força ácida pode ser expressa pelo valor do K a , como no exemplo abaixo:

ser expressa pelo valor do K a , como no exemplo abaixo: Ao aplicarmos o logaritmo

Ao aplicarmos o logaritmo nesta equação, obtemos a chamada equação de Henderson - Hasselbach , onde o pK a de um ácido é correlacionado com o valor do pH do meio e com a concentração de suas espécies dissociadas e não dissociadas.

a concentração de suas espécies dissociadas e não dissociadas. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,

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1.4. Ácidos e Bases: Aspectos químicos

152

Tampões

- Qualquer

solução

que

contenha

um

ácido

fraco

e

uma

base

fraca

tem

a

seguinte

propriedade:

Quando pequenas quantidades de um ácido forte são adicionadas, elas são neutralizadas pela base fraca, enquanto pequenas quantidades de base forte são neutralizadas pelo ácido fraco.

LOGO:

Tampões são soluções capazes de absorver pequenas adições de ácidos e bases concentradas sem mostrar variação significativa no pH da solução.

- A faixa de pH mais efetiva para um tampão está sobre ou próxima do pH em que as concentrações do ácido e do sal são iguais.

- Assim, o meio é considerado tamponado se o pH da solução oscila numa faixa de pK a +/- 1 (do ácido em questão).

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Sumário

153

INTRODUÇÃO

1.1.

Função Renal

1.2.

Manutenção do Equilíbrio Eletrolítico

1.3.

Manutenção do pH sanguíneo

1.4.

Ácidos e Bases: Aspectos químicos

 

GASES SANGUINEOS E pH

2.1.

Comportamento dos Gases

2.2.

Aplicação da Equação de Hendersson-Hasselbalch na Mensuração dos Gases

2.3.

Distúrbios Ácido-Base: ACIDOSE e ALCALOSE

2.4.

Distúrbios Ácido-Base METABÓLICOS

2.5.

Distúrbios Ácido-Base RESPIRATÓRIOS

ELETRÓLITOS

3.1. Principais Eletrólitos

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154

GASES SANGUINEOS E pH

- O tratamento clínico de distúrbios metabólicos e respiratórios depende da mensuração rápida e precisa do oxigênio e dióxido de carbono sanguíneos.

- Medidas ativas para manter a vida em pacientes com dano cardiopulmonar dependem amplamente da ventilação assistida utilizando misturas de gases que são adaptadas em resposta aos resultados laboratoriais de ácido-base e gases sanguíneos.

aos resultados laboratoriais de ácido-base e gases sanguíneos. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.
aos resultados laboratoriais de ácido-base e gases sanguíneos. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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aos resultados laboratoriais de ácido-base e gases sanguíneos. Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho, M.

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GASES SANGUINEOS E pH

A gasometria consiste na leitura do pH e das pressões parciais de O 2 e CO 2 em uma amostra de sangue.

A leitura é obtida pela comparação desses parâmetros na amostra com os padrões internos

do gasômetro. Essa amostra pode ser de sangue arterial ou venoso, porém é importante saber

qual a natureza da amostra para uma interpretação correta dos resultados.

Obviamente, quando se está interessado em uma avaliação da performance pulmonar, deve ser sempre obtido sangue arterial, pois esta amostra informará a respeito da hematose e

permitirá o cálculo do conteúdo de oxigênio que está sendo oferecido aos tecidos. No

entanto, se o objetivo for avaliar apenas a parte metabólica, isso pode ser feito através de

uma gasometria venosa.

Parâmetro

 

Sangue arterial

Sangue venoso

pH

7.35 a 7.45

0.05 unidades menor

PaCO 2

35

a 45 mmHg

6 mmHg maior

PaO 2

70

a 100 mmHg

~ 50% (35 a 50 mmHg)

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156

GASES SANGUINEOS E pH

2.1. Comportamento dos Gases

Pressão Parcial

- Lei de Dalton: A pressão parcial de um gás dissolvido no sangue é, por definição, igual à

pressão parcial do gás em uma fase gasosa ideal imaginária em equilíbrio com o sangue

- Em equilíbrio, a pressão parcial (tensão) de um gás é a mesma nos eritrócitos e no plasma, então, a pressão parcial de um gás é a mesma em todo o sangue e plasma.

- A pressão parcial de um gás em uma mistura gasosa é definida como a fração molar do gás vezes a pressão total do sistema.

OU SEJA

molar do gás vezes a pressão total do sistema. OU SEJA A pressão medida de uma
molar do gás vezes a pressão total do sistema. OU SEJA A pressão medida de uma
molar do gás vezes a pressão total do sistema. OU SEJA A pressão medida de uma
molar do gás vezes a pressão total do sistema. OU SEJA A pressão medida de uma

A pressão medida de uma mistura de gases é a soma das pressões que os gases exerceriam se cada um estivesse sozinho no recipiente.

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157

GASES SANGUINEOS E pH

2.1. Comportamento dos Gases

Pressão Parcial

- A lei de Dalton pode ser determinada para o ar ambiente como:

lei de Dalton pode ser determinada para o ar ambiente como: - A lei de Dalton

- A lei de Dalton não se aplica aos gases em solução, ou seja, a soma de todos os gases

dissolvidos pode ser menor, igual ou maior que a pressão da solução mensurada.

- Se a soma das tensões dos gases é significativamente maior que a pressão da solução, pode ocorrer a formação de bolhas, como acontece no sangue de mergulhadores emergindo de locais profundos (doença descompressiva), ou na amostra de sangue resfriada sendo aquecida para a realização da análise.

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158

GASES SANGUINEOS E pH

2.2. Aplicação da Equação de Hendersson-Hasselbalch na Mensuração dos Gases

-O dióxido de carbono e a água reagem para formar ácido carbônico, que, por sua vez, se dissocia em íons hidrogênio e bicarbonato:

por sua vez, se dissocia em íons hidrogênio e bicarbonato: - Hendersson, a partir da combinação

- Hendersson, a partir da combinação das reações de hidratação e dissociação, encontrou um valor de K’ = 4,68 . 10 -7 (pK’ = 6,33), onde:

um valor de K’ = 4,68 . 10 - 7 (p K’ = 6,33), onde: Bioquímica

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GASES SANGUINEOS E pH

2.2. Aplicação da Equação de Hendersson-Hasselbalch na Mensuração dos Gases

Assim, as concentrações totais de CO 2 (ctCO 2 ), bicarbonato (cHCO 3 - ), CO 2 dissolvido (cdCO 2 ) e íon H + (cH + ) são inter-relacionadas.

Pela mensuração de quaisquer dois dos quatro parâmetros, PCO 2 ou cdCO 2 , pH, ctCO 2 ou cHCO 3 - , e utilizando a equação com os valores de pK’ e α (coeficiente de solubilidade para o CO 2 ), os outros dois parâmetros podem ser calculados.

CO 2 ), os outros dois parâmetros podem ser calculados. - A equação de Hendersson-Hasselbalch resultante

- A equação de Hendersson-Hasselbalch resultante aplicada à quantificação dos gases

sanguíneos que temos é:

aplicada à quantificação dos gases sanguíneos que temos é: Bioquímica Clínica - Prof. Tarcizio J.S. Filho,