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Escola SENAI “Santos Dumont”

COMANDOS ELÉTRICOS

FORMAÇÃO CONTINUADA

NOME DO ALUNO:_________________________________________________________________n0____________

PROFESSOR: _________________________________________________________________TURMA____________
Escola SENAI “Santos Dumont”

Curso de Aprendizagem Industrial – Eletricista de Manutenção

Comandos Elétricos
5ª edição - janeiro de 2006

Nome:___________________________________________________________________________________________________________ Turma:____________

I
Eletricista de Manutenção - Comandos Elétricos – Teoria / Tecnologia

SENAI-SP, 2006

Trabalho editorado a partir de conteúdos extraídos da Intranet (SENAI-SP) e adaptados juntamente com
consultas bibliográficas, e em sites e catálogos técnicos de fabricantes de componentes na Internet.

Equipe responsável

Coordenação Julio C. Caetano

Seleção de conteúdos Paulo Rodolfo Ribeiro Cardoso

Revisão Luiz C. Vecchia

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial


Escola Senai “Santos Dumont” – CFP 3.02
Rua Pedro Rachid, 304 - Santana
São José dos Campos - SP

CEP 12211-180

Telefone (0XX12) 3921-0299


Fax (0XX12) 3922-9060

E-mail senaisaojose@sp.senai.br
Comandos Elétricos

Sumário

1 - Dispositivos de proteção e segurança


2 - Relés como dispositivos de segurança
3 - Seletividade
4 - Chaves manuais
5 - Diagramas de comandos
6 - Contatores
7 - Defeitos e categoria de emprego em contatores
8 - Botoeiras e chaves auxiliares
9 - Sinalização
10 - Relés Temporizados
11 - Sensores
12 - Técnicas de acionamento de motores
13 - Segurança e prevenção de acidentes
14 - Paineis para comandos elétricos
15 - Bibliografia

III
Comandos Elétricos

Trabalhar, como se não precisasse de dinheiro,


Amar, como se ninguém tivesse te feito sofrer,
Dançar, como se ninguém estivesse olhando,
Cantar, como se ninguém estivesse ouvindo,
Viver, como se o paraíso estivesse aqui na Terra!

IV
Comandos Elétricos

1
DISPOSITIVOS DE
SEGURANÇA E PROTEÇÃO

1-1
Comandos Elétricos

Sorria, não custa nada e não tem preço.

1-2
Comandos Elétricos

Seguranças fusíveis
tipo NH e DIAZED

São dispositivos usados com o objetivo de limitar a corrente de um circuito,


proporcionando sua interrupção em casos de curtos-circuitos ou sobrecargas de longa
duração.

Constituição das seguranças NH

Constituição das seguranças Diazed

1-3
Comandos Elétricos

As seguranças NH são compostas de base e fusível. A base é construída geralmente


de esteatita, plástico ou termofixo, possuindo meios de fixação a quadros ou placas.

Possuem contatos em forma de garras prateadas, que garantem o contato elétrico


perfeito e alta durabilidade; a essas garras se juntam molas que aumentam a pressão
de contato.

Base de montagem de fusíveis do Sistema NH

Fusível NH

1-4
Comandos Elétricos

O fusível possui um corpo de porcelana de seção retangular, com suficiente resistência


mecânica, contendo nas extremidades facas prateadas. Dentro do corpo de porcelana
se aloja o elo fusível e o elo indicador de queima, imersos em areia especial, de
granulação adequada.

Corpo de porcelana

O elo fusível é feito de cobre, em forma de lâminas, vazadas em determinados pontos


para reduzir a secção condutora. Existem ainda elos fusíveis feitos de fita de prata
virgem.

Retirando-se o fusível da segurança, obtêm-se uma separação visível dos bornes,


tornando dispensável em alguns casos a utilização de um seccionador adicional. Para
se retirar o fusível, é necessária a utilização de um dispositivo, construído de fibra
isolante, com engates para extração, o qual recebe o nome de “punho saca fusível”.

1-5
Comandos Elétricos

Constituição de Seguranças DIAZED (D)

As seguranças D são compostas de: base aberta ou protegida, tampa, fusível parafuso
de ajuste e anel.

Base
É um elemento de porcelana que comporta um corpo metálico, roscado internamente,
e externamente ligado a um dos bornes; o outro borne está isolado do primeiro e ligado
ao parafuso de ajuste.

A = borne ligado ao corpo roscado


B = borne ligado ao parafuso de ajuste

Tampa
É um dispositivo, geralmente de porcelana, com um corpo metálico roscado, que fixa o
fusível à base e não se inutiliza com a queima do fusível.

Permite inspeção visual do indicador do fusível e a substituição deste sob tensão.

1-6
Comandos Elétricos

Parafuso de ajuste
É um dispositivo, feito de porcelana, com um parafuso metálico que, introduzido na
base, impede o uso de fusíveis de “capacidade” superior a indicada.

A montagem do parafuso de ajuste é feita com o auxílio de uma chave especial.

O anel
Ë também um elemento de porcelana, roscado internamente, que protege a rosca
metálica da base aberta, evitando a possibilidade de contatos acidentais, na troca do
fusível.

O fusível
É constituído de um corpo de porcelana em cujos extremos metálicos se fixa um fio de
cobre puro ou recoberto com uma camada de zinco, imerso em areia especial, de
granulação adequada, que funciona como meio extintor do arco voltaico, evitando o
perigo de explosão, no caso da queima o fusível.

1-7
Comandos Elétricos

Possui um indicador, visível através da tampa, denominado espoleta, com cores


correspondentes às diversas correntes nominais. Esses indicadores se desprendem
em caso de queima.

O elo indicador da queima é constituído de um fio muito fino, que está ligado em
paralelo com o elo fusível. No caso de fusão do elo fusível, o fio do indicador de
queima também se fundirá, provocando o desprendimento da espoleta.

Algumas cores e as correntes nominais correspondentes (fusíveis tipo D):

Intensidade Intensidade

Cor de corrente (A) Cor de corrente (A)

Rosa 2 Azul 20

Marrom 4 Amarelo 25

Verde 6 Preto 35

Vermelho 10 Branco 50

Cinza 16 Laranja 63

Instalação de seguranças fusíveis


As seguranças fusíveis devem ser colocadas no ponto inicial do circuito por proteger.

Os locais devem ser arejados, evitando-se os ambientes confinados, para que a


temperatura se conserve igual à do ambiente. Esses locais devem ser de fácil acesso,
para facilitar a inspeção e a manutenção.

A instalação das seguranças fusíveis deve ser feita de tal modo, que permita seu
manejo sem perigo de choque para o operador.

1-8
Comandos Elétricos

Aplicação de seguranças NH e DIAZED

Os fusíveis construídos de acordo com o sistema NH são de ação retardada, pois são
próprios para ser empregados em circuitos sujeitos a picos de corrente. São
construídos para valores de corrente padronizada e variam de 6 a 1000A. Sua
capacidade de ruptura é sempre superior a 70kA, com uma tensão máxima de 500V.

Os fusíveis construídos de acordo com o sistema Diazed podem ser de ação rápida ou
retardada. Os fusíveis de ação rápida usam-se em circuitos resistivos (sem picos de
corrente), e os de ação retardada, para circuitos sujeitos a picos de corrente (motores,
capacitores, etc.). Valor máximo 200A. Capacidade de ruptura 70 kA, com uma tensão
de 500V.

1-9
Comandos Elétricos

Características elétricas dos


fusíveis tipo NH e DIAZED

São dados imprescindíveis dos fusíveis tipo DIAZED e NH que servem para a sua
especificação e uso correto nas instalações elétricas.

As características dos fusíveis tipo DIAZED e NH

Corrente nominal
A corrente nominal é a corrente máxima que o fusível suporta continuamente sem
provocar a sua interrupção. É o valor marcado no corpo de porcelana do fusível.

Corrente de curto-circuito
A corrente de curto-circuito é a corrente máxima que pode circular no circuito e que
deve ser interrompida instantaneamente.

A capacidade de ruptura (Ka) e não (VA)


É o valor da corrente que o fusível é capaz de interromper com segurança. Essa
capacidade de ruptura não depende da tensão nominal da instalação.

Tensão nominal
É a tensão para a qual o fusível foi construído. Os fusíveis normais para baixa tensão
são indicados para tensões de serviço em C.A. até 500V e em C.C. até 600V.

Resistência de contato
É uma grandeza elétrica (resistência ôhmica) que depende do material e da pressão
exercida. A resistência de contato entre a base e o fusível é a responsável por
eventuais aquecimentos, em razão da resistência oferecida à corrente. Esse
aquecimento às vezes pode provocar a queima do fusível.

1-10
Comandos Elétricos

Substituição
Não é permitido o recondicionamento dos fusíveis, em virtude de geralmente não haver
substituição adequada do elo de fusão.

Curva, tempo de fusão-corrente


Em funcionamento, o fusível deve obedecer a uma característica, tempo de
desligamento - corrente circulante, dada pelos fabricantes.

Observação
Dentro da curva de desligamento, quanto maior a corrente circulante, menor será o
tempo em que o fusível terá que desligar.

Essas curvas são variáveis com o tempo, corrente, o tipo de fusível e o fabricante.
Normalmente as curvas são válidas para os fusíveis, partindo do estado frio à
temperatura ambiente.

Fusível tipo retardo e tipo rápido


• O fusível tipo retardado suporta elevações de correntes por certo tempo, sem
ocorrer a fusão. É indicado para proteção de circuitos onde existem cargas
indutivas e capacitivas.
• O fusível tipo rápido é de aplicação mais específica. Não suporta picos de
corrente. É usado em circuitos predominantemente resistivos.

1-11
Comandos Elétricos

Exemplo de leitura de um gráfico tempo-corrente para fusível retardado.

Através do gráfico, pode-se verificar que para um fusível retardado de 10A, com uma
corrente no circuito também de 10A, o elo não se funde, pois a reta vertical que passa
pelo no 10 não encontra a curva do fusível escolhido.

Com uma corrente no circuito de 20A, procedendo-se de maneira análoga, o elo funde-
se em 2 min, e com 100A funde-se em 0,05 segundos. Conclui-se que, quanto maior a
corrente, menor é o tempo de fusão.

Escolha do fusível
A escolha do fusível é feita considerando-se a corrente nominal da rede, malha ou
circuito que se pretende proteger contra curto-circuito ou sobrecarga de longa duração.

1-12
Comandos Elétricos

Critérios de Escolha
Os circuitos elétricos, com sua fiação, elementos de proteção e de manobra, devem
ser dimensionados para uma determinada corrente nominal, dada pela carga que se
pretende ligar.

A escolha do fusível deve ainda ser estudada, para que uma anormalidade elétrica no
circuito fique restrita ao setor em que ocorra, sem afetar as demais partes do mesmo.

A má escolha da segurança fusível pode provocar anomalias no circuito.

Dimensionamento
Para de dimensionar um fusível, é necessário levar em consideração as seguintes
grandezas elétricas:
a) Corrente nominal do circuito ou ramal;
b) Corrente de curto-circuito;
c) Tensão nominal.

Exemplo de leitura para fusível rápido. Tempo de fusão-corrente

Um fusível rápido de 10A não se funde com a corrente de 10A, pois a reta vertical
correspondente a 10A não cruza a curva correspondente. Com uma corrente de 20A, o
fusível se fundirá em 0,2 segundos (Ver gráfico a seguir).

1-13
Comandos Elétricos

1-14
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) Defina segurança fusível.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Como são constituídos os elementos fusíveis do tipo NH?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) Descreva o fusível NH.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) Nos fusíveis NH de que forma é feita a regulagem da corrente?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

5) Qual o nome do elemento destinado à colocação ou retirada dos fusíveis NH de


suas bases? Porque devemos utiliza-lo?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6) O que significa as iniciais NH?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

7) Por quais elementos são constituídos os dispositivos fusíveis diazed?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8) Qual a função do parafuso de ajuste no dispositivo fusível diazed?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

1-15
Comandos Elétricos

9) Em qual borne do dispositivo fusível diazed deve ser ligada a fase que energizará o
circuito?
____________________________________________________________________

10) Porque devemos utilizar o anel no elemento fusível diazed?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

11) Qual a finalidade da areia fina no interior dos fusíveis NH e diazed?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

12) Em um fusível diazed o valor da corrente impressa no corpo deste veio borrada,
tornando imprecisa a leitura do valor. Como fazer?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

13) Qual as cores e valores correspondentes dos fusíveis diazed?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

14) Onde devem ser instalados os fusíveis?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

15) Qual a ferramenta ideal para instalação ou troca do parafuso de ajuste do elemento
fusível diazed?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

16) O que significa a palavra diazed?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

1-16
Comandos Elétricos

17) Quais as principais características dos fusíveis?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

18) Quanto as características de interrupção de corrente, como podem ser os fusíveis?


Quais são suas aplicações?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

19) Como deve ser dimensionado um fusível?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

1-17
Comandos Elétricos

Anexo SIEMENS

1-18
Comandos Elétricos

Anexo SIEMENS

1-19
Comandos Elétricos

Fusíveis Diazed SIEMENS


Categoria de utilização: gG (para aplicação geral e com capacidade de interrupção Tempos e correntes convencionais (conforme NBR 1184
em toda zona tempo-corrente). In (A) t (h) Inf (A)
Tensão nominal: 500 VCA/220 VCC In ≤ 4 1 1,5. In
Capacidade de interrupção nominal: 70 kA até 500 VCA 1) 4 < In ≤ 10 1 1,5. In
100 kA até 220 VCC 10 < In ≤ 25 1 1,4. In 2)
1) Fusíveis até 20 A – 100 kA; 80 A e 100 A – 50 kA
Normas: IEC 269, NBR 11844 e VDE 0636.

Tamanho Corrente Tipo Código Para Tamanho Corrente Tipo


NBR 9156 nominal de bases NBR 9156 nominal
DIN 49515 (A) cor DIN 49515 (A)
D II 2 5SB2 11 Rosa Rôsca E27 D III 35 5SB4 11
4 5SB2 21 Marrom 50 5SB4 21
6 5SB2 31 Verde 63 5SB4 31
10 5SB2 51 Vermelho
16 5SB2 61 Cinza
20 5SB2 71 Azul
25 5SB2 81 Amarelo
Dimensões (mm) Tamanho Corrente Dimensão Dimensões (mm) Tamanho
NBR 9156 nominal dØ NBR 9156
22,5 Ø 28 Ø
DIN 49515 (A) (mm) DIN 49515
D II 2 6
4 6
6 6
50

50
10 8
16 10
20 12 dØ

25 14
Peso – 100 peças (kg): 3 Peso – 100 peças (kg): 5

Fixação Tamanho Rôsca Corrente Tipo Seção dos Peso


NBR 9156 nominal condutores 100 pçs
DIN 49510

(A) (mm2) (kg)


D II E 27 2 a 25 5SF1 024 10 8
por
parafusos D III E 33 35 a 63 5SF1 224 25 13

D II E 27 2 a 25 5SF1 002-B 10 8,9


rápida por
engate em D III E 33 35 a 63 5SF1 202-B 25 14,6
termo-
plástico 4)

DEI 27 2 a 25 5SF1 005 10 9,3


rápida por
engate D III E 33 35 a 63 5SF1 205 25 15,4
em chapa
de aço 4)

1-20

4) Engate sobre trilho suporte de 3,5 x 7,5 mm - DIN EN50022 (veja no verso)
Comandos Elétricos

Fusíveis Diazed SIEMENS


Anéis de proteção Chave para parafusos de ajuste
Tamanho Para Tipo Rosca Peso Para Tipo Peso
bases 100 pçs parafusos 100 pçs
DIN de (kg) de ajuste de
49515 (A)
DIN 49516
D II 25 5SH3 32 E27 2,9 (A) (kg)
D III 63 5SH3 34 E 33 3,5 2 a 63 5SH3 700-B 1,4

Dimensões (mm)
d
Trilho suporte
c

Tipo a b c d

5SH3 32 44,5 4 13,5 E 27


b


5SH3 34 54 4 15 E 33

Coberturas unipolares
Tamanho Para Tipo Fixação Peso
bases 100 pçs
de: (kg)
(A)
D II 25 5SH2 02 Por 3,75
para-
D III 63 5SH2 22 fuso 4,75

Dimensões (mm)
Para instalar ou retirar, fazer os movimentos indicados nas ilustrações

Tipo Comprimento Tamanho Material Peso


unitário
a

DIN
EN50022 (kg)
5ST0 141 2 metros 35 x 7,5 mm Aço zincado 0,84
b c
e
9 Montagem
h

Bases Distâncias mínimas


+ +
Tipo x
5SF1 024
+ + 5SF1 002-B
5SF1 005 46
+ +

Tipo a b c e g h X 5SF1 224


5SF1 202-B
5SH2 02 74,7 43 53,5 83 12 30 5SF1 205 56
5SH2 22 90,5 51 53,5 83 14 31

1-21
Comandos Elétricos

Zonas tempo-corrente Fusíveis Diazed®


104

2
Tempo de fusão (s)

103

102

101

2
4A 10 A 20 A 35 A 63 A 100 A
100

10-1

10-2

2 3 4 5 101 2 3 4 5 102 2 3 4 5 103 2 3 4 5 104 2 3 4 5 105


Corrente (A) - valor eficaz
104

2
Tempo de fusão (s)

103

102

101

2
2A 6A 16 A 25 A 50 A 80 A
100

10-1

10-2

2 3 4 5 101 2 3 4 5 102 2 3 4 5 103 2 3 4 5 104 2 3 4 5 105


Corrente (A) - valor eficaz
1-22
Comandos Elétricos

Fusíveis NH
3NA3 836 3NA3 252 3NA3 372
Indicador de atuação no topo
Tabela de escolha

Categoria de utilização: gG (para aplicação geral e com capacidade de Tempos e correntes convencionais (conforme NBR 11841):
interrupção em toda zona tempo-corrente) In (A) t (h) Inf (A) If (A)
Tensão nominal: 500 VCA/250 VCC
Capacidade de interrupção nominal: 120 kA até 500 VCA 4 < In < 16 1 1,5 ⋅ In 1,9 ⋅ In
100 kA até 250 VCC 16 ≤ In ≤ 63 1 1,25 ⋅ In 1,6 ⋅ In
Normas: IEC 60 269-2-1, NBR 11.841 e VDE 0636 63 < In ≤ 160 2 1,25 ⋅ In 1,6 ⋅ In

Tamanho Corrente Fusíveis Tamanho Corrente Fusíveis Tamanho Corrente Fusíveis


nominal Indicador Indicador nominal Indicador Indicador nominal Indicador
(A) de atuação de atuação (A) de atuação de atuação (A) de atuação
no topo frontal 1) no topo frontal 1) no topo
000 6 3NA3 801 – 1 40 3NA3 117 3NA7 117 2 224 3NA3 242
10 3NA3 803 3NA7 803 50 3NA3 120 3NA7 120 250 3NA3 244
16 3NA3 805 3NA7 805 63 3NA3 122 3NA7 122 315 3NA3 252
20 3NA3 807 3NA7 807 80 3NA3 124 3NA7 124 355 3NA3 254
25 3NA3 810 3NA7 810 100 3NA3 130 3NA7 130 400 3NA3 260
32 3NA3 812 3NA7 812 125 3NA3 132 3NA7 132
40 3NA3 817 3NA7 817 160 3NA3 136 3NA7 136
50 3NA3 820 3NA7 820 200 3NA3 140 3NA7 140
63 3NA3 822 3NA7 822 224 3NA3 142 3NA7 142
80 3NA3 824 3NA7 824 250 3NA3 144 3NA7 144
100 3NA3 830 3NA7 830
00 125 3NA3 832 3NA7 832
160 3NA3 836 3NA7 836

Dimensões (mm): Dimensões (mm): Dimensões (mm):


10
10,2

69,8
9,7

10

48.3
40,8
35,8

35,8

(15)
20
15

6 6 6 74,7 6 74,7
53,8 (47,2) 151,3
21 30 79,9 (30) 136,3
47 57,8
até 100A 125 e 160A ( ) até 160A ( ) até 250 A

Peso (kg): 0,22 (até 100A – 0,13) Peso (kg): 0,44 (até 160A – 0,30) Peso (kg): 0,65 (até 250A – 0,45)

1) O indicador de atuação frontal facilita e torna mais precisa e rápida a identificação do estado dos fusíveis. Essa qualidade de identificação é de elevada importância, especialmente

1-23
Comandos Elétricos

Fusíveis NH SIEMENS
Montagem Acessórios

X
1) Punho para montagem ou Para fusíveis Punhos Peso
substituição dos fusíveis unitário
Tamanho Corrente (kg)
nominal
000 a 4 6 a 1250 3NX1 011 0,3

000 a 4 6 a 1250 3NX1 012 0,5


com luva

Y
3NX1 011 3NX1 012

Divisória isolante Bases Divisória Dimensões Peso


isolante (mm) unitário
(kg)
A B
3NH3 030-Z CD-NH 90 130 0,1

B
Bases Distâncias mínimas 3NH3 230-3YB 3NX2 024 107 203 0,06
x 1) y 3NH3 330-3YB 3NX2 025 115 228 0,06
3NH3 030-Z 35 40 3NH3 430-3YB 3NX2 026 130 242 0,1
A
3NH3 230-3YB 56,5 62
3NX2 024
3NH3 330-3YB 69 70
3NH3 430-3YB 81 85
3NH0 520 – 110
1) Com divisória isolante, veja em Acessórios.

Aplicação em Seccionadores

Seccionadores - Corrente Corrente nominal de serviço Proteção de Dimensões (mm)


fusíveis permanente AC-21 / AC-22 AC-23 curto-circuito
tripolares Iu ∆ Ith 380V 500V 380V 500V Fusíveis NH
(A) (A) (A) (A) (A) (tamanho) (A) L H P
3NP40 10-0CH01 160 160 100 100 40 000 3) 100 89 143 72
(Mini-Seccionador)
3NP40 70-0CA01 160 160 100 2) 100 40 00 160 108 170 82
3NP42 70-0CA01 250 250 250 250 – 1 250 H 184 243 112
P
3NP43 70-0CA01 400 400 400 400 – 2 400 210 288 128
L

3NP44 70-0CA01 630 630 500 630 – 3 630 256 300 143

2) Em AC-21 160A.
3) Fusíveis com largura 21 mm para Mini-Seccionador 3NP40 10

Seccionadores Corrente Corrente nominal de serviço Proteção de Dimensões (mm)


tripolares permanente AC-21 / AC-22 AC-23 curto-circuito
com porta-fusíveis Iu ∆ Ith 500V 380V 500V Fusíveis NH
(A) (A) (A) (A) (tamanho) (A) L H P
S37- 63/3 63 63 63 63 DIII 4) 63 4) 158 135 172
S37-125/3 125 125 125 64 00 125 158 135 212
S37-160/3 160 160 160 160 00 160 205 150 212
H

S37-250/3 250 250 250 250 1 250 P 293 200 328


L
S37-400/3 400 400 400 310 2 400 293 200 328
S37-630/3 630 630 630 630 3 630 385 280 355

1-24
Comandos Elétricos

Fusíveis NH SIEMENS
Zonas tempo-corrente

104 104

4 4
Tempo de fusão (s)

2 2
103 103
4 4
2 2
102 102
4 4
2 2
101 101
4 4
2 2
6A 16A 25A 40A 63A 100A 160A 250A 400A 630A 1000A 355A
100 100
4 4
2 2
10-1 10-1
4 4
2 2
10-2 10-2

5 101 2 3 4 5 102 2 3 4 5 103 2 3 4 5 104 2 3 4 5 105 2 3 4 5 103 2 3 4 5 104 2


Corrente (A) – valor eficaz
104 104

4 4
Tempo de fusão (s)

2 2
103 103
4 4
2 2
102 102
4 4
2 2
101 101
4 4
2 2
10A 20A 32A 5 0 A 80A 125A 200A 315A 500A 800A 1250A 224A
100 100
4 4
2 2
10-1 10-1
4 4
2 2
10-2 10-2

5 101 2 3 4 5 102 2 3 4 5 103 2 3 4 5 104 2 3 4 5 105 2 3 4 5 103 2 3 4 5 104 2


Corrente (A) – valor eficaz

1-25
Comandos Elétricos

Exercícios relativos aos anexos:

1) Quais são as características técnicas dos fusíveis diazed siemens conforme a


ABNT?.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) De acordo com as correntes abaixo, quanto tempo levará para fundir-se o fusível
diazed de 20A de acordo com o gráfico da página 1-22?
I1 = 40A tempo = _____________________
I2 = 200A tempo = _____________________
I3 = 400A tempo = _____________________
I4 = 30A tempo = _____________________

3) Quais as características técnicas dos fusíveis NH siemens conforme a ABNT?.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) De acordo com as correntes abaixo, quanto tempo levará para fundir-se o fusível NH
de 50A de acordo com o gráfico da página 1-25?
I1 = 100A tempo = _____________________
I2 = 400A tempo = _____________________
I3 = 800A tempo = _____________________
I4 = 60A tempo = _____________________

5) Complete os dados técnicos dos disjuntores siemens diaquick.


- Tensão nominal: ____________________________________________________
- Freqüência: ________________________________________________________
- Vida útil média: _____________________________________________________
- Borne de entrada / saída: _____________________________________________
- Climatização: ______________________________________________________
- Capacidade de ruptura média 110V/220V: ________________________________
- Influencia da temperatura ambiente: _____________________________________

1-26
Comandos Elétricos

2
RELÉS COMO DISPOSITIVOS
DE SEGURANÇA

2-1
Comandos Elétricos

Julgue o seu sucesso por aquilo que você teve de abrir mão para consegui-lo. .

2-2
Comandos Elétricos

Relés como dispositivo de


segurança

Introdução

O relé é um dispositivo de comando, ou seja, é empregado na partida de motores, no


processamento de solda de ponto, no comando de laminadoras e prensas e no
controle de iluminação de edifícios.

Nesta unidade, estudaremos os relés como dispositivos de segurança.


Para compreender com mais facilidade o funcionamento desse dispositivo, é
necessário ter conhecimentos anteriores sobre eletromagnetismo.

Relés

Diferentemente dos fusíveis, que se autodestroem, os relés abrem os circuitos em


presença de sobrecarga, por exemplo, e continuam a ser usados depois de sanada a
irregularidade.

Em relação aos fusíveis, os relés apresentam as seguintes vantagens:


• Ação mais segura;
• Possibilidade de modificação do estado ligado para desligado (e vice-versa);
• Proteção do usuário contra sobrecargas mínimas dos limites predeterminados;
• Retardamento natural que permite picos de corrente próprios às partidas de
motores.

Tipos de relés
Os relés que são usados como dispositivos de segurança podem ser:
• Eletromagnéticos;
• Térmicos.

2-3
Comandos Elétricos

Relés eletromagnéticos
Funcionam com base na ação do eletromagnetismo por meio do qual um núcleo de
ferro próximo de uma bobina é atraído quando esta é percorrida por uma corrente
elétrica.

Os relés eletromagnéticos mais comuns são de dois tipos:


• Relé de mínima tensão;
• Relé de máxima corrente.

O relé de mínima tensão recebe uma regulagem aproximadamente 20% menor do


que a tensão nominal. Se a tensão abaixar a um valor prejudicial, o relé interrompe o
circuito de comando da chave principal e, consequentemente, abre os contatos dessa
chave.

Os relés de mínima tensão são aplicados principalmente em contatores e disjuntores.

Veja na ilustração a seguir o esquema simplificado de um relé de mínima tensão.

O relé de máxima corrente é regulado para proteger um circuito contra o excesso de


corrente. Esse tipo de relé abre, indiretamente, o circuito principal assim que a corrente
atingir o limite da regulagem.

2-4
Comandos Elétricos

A corrente elevada, ao circular pela bobina, faz com que o núcleo do relé atraia o
fecho. Isto provoca a abertura do contato abridor e interrompe o circuito de comando.

A regulagem desse tipo de relé é feita aproximando-se ou afastando-se o fecho do


núcleo. Quando o fecho é afastado, é necessária uma corrente mais elevada para
acionar o relé.

Veja na figura a seguir o esquema simplificado de um relé de máxima corrente.

2-5
Comandos Elétricos

Relés térmicos
Esse tipo de relé, como dispositivo de proteção, controle ou comando do circuito
elétrico atua por efeito térmico provocado pela corrente elétrica.

O elemento básico dos relés térmicos é o bimetal.


O bimetal é um conjunto formado por duas lâminas de metais diferentes (normalmente
ferro e níquel), sobrepostas e soldadas.

Esses dois metais, de coeficientes de dilatação diferentes, formam um par metálico.


Por causa da diferença de coeficiente de dilatação, se o par metálico for submetido a
uma temperatura elevada, um dos metais do par vai se dilatar mais que o outro.

Por estarem fortemente unidos, o metal de menor coeficiente de dilatação provoca o


encurvamento do conjunto para o seu lado, afastando o conjunto de um ponto
determinado.

Veja representação esquemática desse fenômeno a seguir.

Esse movimento é usado para disparar um gatilho ou abrir um circuito, por exemplo.
Portanto, essa característica do bimetal permite que o relé exerça o controle de
sobrecarga para proteção dos motores.

Os relés térmicos para proteção de sobrecarga são:


• Diretos;
• Indiretos;
• Com retenção.

2-6
Comandos Elétricos

Os relés térmicos diretos são aquecidos pela passagem da corrente de carga pelo
bimetal. Havendo sobrecarga, o relé desarma o disjuntor.

Embora a ação do bimetal seja lenta, o desligamento dos contatos é brusco devido à
ação do gatilho. Essa abertura rápida impede a danificação ou soldagem dos contatos.

A figura a seguir mostra a representação esquemática de um relé térmico direto nas


posições armado e desligado por sobrecarga.

Nos circuitos trifásicos, o relé térmico possui três lâminas bimetálicas (A, B, C), que
atuam conjuntamente quando houver sobrecarga equilibrada.

2-7
Comandos Elétricos

Os relés térmicos indiretos são aquecidos por um elemento aquecedor indireto que
transmite calor ao bimetal e faz o relé funcionar. Veja representação esquemática a
seguir.

Os relés térmicos com retenção possuem dispositivos que travam os contatos na


posição desligada após a situação do relé. Para que os contatos voltem a operar, é
necessário soltar manualmente a trava por meio de um botão específico. O relé, então,
estará pronto para funcionar novamente.

Observação
É necessário sempre verificar o motivo por que o relé desarmou, antes de desarmá -lo.

Os relés térmicos podem ser ainda compensados ou diferenciais.


O relé térmico compensado possui um elemento interno que compensa as variações
da temperatura ambiente.
O relé térmico diferencial (ou de falta de fase) dispara mais rapidamente que o normal
quando há falta de uma fase ou sobrecarga de uma delas. Assim, um relé diferencial,
regulado para disparar em cinco minutos com carga de 10A, disparará antes, se faltar
uma fase.

2-8
Comandos Elétricos

Curva característica de disparo do relé térmico


A relação tempo/corrente de desarme é representada por uma curva característica
semelhante à mostrada a seguir.

t = tempo de desarme.
XIe = múltiplos da corrente de regulagem.
3 = curva característica para carregamento tripolar.
2 = curva característica de carregamento bipolar.

No eixo horizontal (abcissas), encontram-se os valores múltiplos da corrente de


regulagem (XIe) e no eixo vertical (ordenadas), o tempo de desarme (t).

2-9
Comandos Elétricos

A curva 3 representa o comportamento dos relés quando submetidos a sobrecarga


tripolar e a curva 2 para sobrecarga bipolar.

Os valores de desligamento são válidos para sobrecarga a partir da temperatura


ambiente, ou seja, sem aquecimento prévio (estado frio).

Para relés que operam em temperatura normal de trabalho e sob corrente nominal
(relés pré-aquecidos), deve-se considerar os tempos de atuação em torno de 25 a 30%
dos valores das curvas. Isso acontece porque os bimetálicos já terão sofrido um
deslocamento de aproximadamente 70% do deslocamento necessário para o desarme,
quando pré-aquecidos pela passagem da corrente nominal.

Montagem dos relés


Os diversos tipos de relés térmicos possibilitam a sua montagem em bases ou no
próprio contator.

Vantagem do emprego de relés


Os relés térmicos apresentam uma série de vantagens sobre os fusíveis:
a) São de ação mais segura;
b) Permitem a mudança de atuação dentro de certos limites;
c) Para colocá -los novamente em ação, basta rearmá -los;
d) Protege os consumidores contra sobrecarga mínima acima dos limites pré -
determinados.
e) Possuem um retardamento natural, que permite os picos de corrente inerentes às
partidas de motores.

2-10
Comandos Elétricos

Relés magnetotérmicos

São relés que associam as características dos relés térmicos e magnéticos, nascendo
dessa combinação uma atuação mais efetiva.

Os disjuntores constituem uma aplicação típica de


relés combinados, onde os eletroimãs e o
elemento térmico compõem o conjunto protetor
contra subtensão, curtos-circuitos e sobrecarga.

Aplicação dos relés magnetotérmicos ou combinados


A figura a seguir apresenta o diagrama de um disjuntor com cada um dos elementos
(relé de mínima, relé de curto-circuito e sobrecarga) que podem acionar,
independentemente, a trava do disjuntor, desligando-o.

2-11
Comandos Elétricos

Regulagem dos relés combinados

Os relés, quando associados, deverão ser regulados de acordo com a característica de


funcionamento de cada um. Essa característica é representada em um gráfico
denominado “curva de funcionamento”.

Comparação entre curva de funcionamento de relés combinados


Curvas características dos relés de sobrecorrente, a partir do estado frio, até + 40ºC de
temperatura ambiente. Aquecidos à temperatura de serviço, os tempos se reduzem em
aproximadamente 50% dos indicados nas curvas (curva a, relé térmico).

As curvas
apresentadas
nas figuras ao
lado, mostram
as diferenças de
grandezas de
atuação de
dois relés
combinados.

2-12
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) Qual a maior vantagem dos relés em relação aos fusíveis?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Quais os tipos mais comuns de relés de segurança?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) Como funcionam os relés eletromagnéticos?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) Existem dois tipos de relés eletromagnéticos. Quais são eles? Qual o mais utilizado?
Onde?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

5) Defina o relé térmico.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6) O que é o bimetal? Do que normalmente ele é constituído?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

7) Como podem ser s relés térmicos? Explique cada tipo.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2-13
Comandos Elétricos

8) Defina o relé térmico compensado.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9) Defina o relé térmico diferencial.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

10) Explique a função do eixo X e Y na curva característica de disparo do relé térmico.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

11) Cite as vantagens da proteção térmica em reação aos fusíveis.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

12) O que são os relés magnetotérmicos?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

13) Cite e explique uma aplicação dos relés magnetotérmicos.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

14) Qual o outro nome do relé magnetotérmicos?


____________________________________________________________________

2-14
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

PROTEÇÃO CONTRA SOBRECARGAS


A sobrecarga é o defeito mais freqüente nas máquinas elétricas. Manifesta-se pelo aumento da corrente
elétrica absorvida pelo motor por efeitos térmicos. O aquecimento normal de um motor a uma
temperatura ambiente de 40ºC é definido pela sua classe de isolação. Sempre que a temperatura limite de
funcionamento é ultrapassada, o tempo de vida do motor é reduzido por envelhecimento prematuro dos
isolantes. Por exemplo, o tempo de vida útil de um motor é reduzido em 50% se a temperatura de
funcionamento for superior em 10ºC, em regime permanente, à temperatura definida pela classe de
isolamento.
Assim a importância de uma proteção correta contra as sobrecargas torna-se evidente para:
- Otimizar o tempo de vida dos motores, impedindo o funcionamento em condições anormais de
aquecimento;
- Assegurar a continuidade de serviço das máquinas ou instalações, evitando paradas importunas;
- Poder voltara operar o mais rápido possível, nas melhores condições de segurança para os
equipamentos e para as pessoas.

Conforme o nível de proteção desejado, a proteção contra sobrecargas


pode ser realizada por:
¾ Relés térmicos com bimetálicos;
¾ Relés para sondas com termistores PTC;
¾ Relés de máxima corrente;
¾ Relés eletrônicos com proteções complementares.

RELÉS TÉRMICOS COM BIMETÁLICOS


Os relés térmicos com bimetálicos são aparelhos normalmente utilizados para a proteção de motores
contra sobrecargas. Podem ser utilizados em corrente contínua e alternada. São em geral: Tripolares;
Compensados (insensíveis às variações de temperatura ambiente); Sensíveis a falta de fase; De rearme
manual ou automático; Graduados em “ampere motor”.

™ Princípio de funcionamento de um relé térmico tripolar


Um relé térmico tripolar possui três bimetálicos, sendo cada um constituído por dois metais unidos por
laminação e cujos coeficientes de dilatação são diferentes. Um enrolamento de aquecimento está em volta
de cada bimetálico, e cada um dos enrolamentos está ligado em série com uma fase do motor. O
aquecimento dos enrolamentos gerado pela corrente absorvida pelo motor provoca uma deformação dos
bimetálicos. Esta deformação é maior ou menor conforme o valor da corrente. Ao deformar, os bimetálicos
provocam a rotação de um came ou de um eixo solidário com o dispositivo de disparo.
Se a corrente absorvida pela carga se torna superior ao valor de
regulagem do relé, a deformação é suficiente para que a peça que
sustentam os contatos libere-os,proporcionando a abertura brusca do
contato do relé inserido no circuito de comando. O rearme só pode
ser feito quando os bimetálicos tiverem resfriado suficientemente.

2-15
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

2-16
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

™ Compensação da temperatura ambiente


A deformação dos bimetálicos resulta do aquecimento provocado pela corrente que circula nas fases e
também das variações da temperatura ambiente. Para anular o efeito desta variável, um bimetálico de
compensação, influenciado unicamente pelas variações da temperatura ambiente, está montado numa
posição oposta aos bimetálicos principais, de forma que a variação da temperatura não modifique a
posição do batente de retenção. Assim, apenas a deformação originada pela corrente pode provocar o
disparo.
De uma maneira geral, um relé térmico compensado é insensível as variações de temperarura ambiente
compreendidas entre –40ºC e +60ºC.

™ Regulagem
A regulagem é feita modificando, através de um botão, o curso angular que a extremidade do bimetal de
compensação deve percorrer para se libertar do batente de retenção que mantém o relé armado.
Um mostrador graduado em ampere permite uma regulagem precisa. A corrente de disparo varia entre
1,05 e 1,20 vezes o valor indicado.

™ Detecção de falta de fase


Este dispositivo provoca o disparo do relé caso falte a corrente
em uma fase. Existem duas réguas cujo movimento é solidário
com os bimetálicos. O bimetálico correspondente à fase não
alimentada não se deforma e bloqueia o movimento de uma das
duas réguas, o que provoca o disparo.

™ Classes de desligamento térmico


Os relés térmicos protegem os motores contra sobrecargas. No entanto, durante a partida, devem deixar
passar o pico da corrente de partida e disparar apenas se este pico for prolongado.
Conforme as aplicações, o tempo normal de partida pode variar de alguns segundos (partida em vazio,
baixo conjugado resistente da máquina) a algumas dezenas de segundos (máquina com grande inércia).
É portanto necessário dispor de relés adaptados ao mesmo tempo de partida. Para responder a esta
necessidade, a norma IEC 947-4-1-1 define, para os relés de proteção térmica, três classes de disparo:
o Relés classe 10 – Tempo de partida inferior a 10 segundos.
o Relés classe 20 – Tempo de partida de até 20 segundos.
o Relés classe 30 – Tempo de partida de no máximo 30 segundos.

É preciso observar se todos os elementos do comando


suportam a corrente destas partidas prolongadas.

2-17
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

™ Modos de rearme

A possibilidade de escolher o modo de rearme Manual ou Automático permite adaptar facilmente o relé de
proteção a diferentes condições de operação utilizando três tipos de rearmes:

1) No caso de máquinas simples que funcionam sem


supervisão especial e consideradas não perigosas, o
rearme pode ser feito sem intervenção manual, após
o resfriamento do bimetálico, o rearme deve ser
automático a 2 fios.

2) No caso de automações complexas, o rearme deve ser


feito por um operador devido a razões técnicas e de segurança,
o rearme deve ser automático a 3 fios.

3) Quando as normas de segurança imporem a intervenção de pessoal qualificado


para rearmar o relé e colocar a máquina para voltar a operar, o rearme deve ser
Manual.

™ Associação com um contator

O relé térmico pode ser conectado diretamente a um contator de potência desde que o tipo de relé térmico
seja compatível com o contator a ser utilizado, sendo ambos do mesmo fabricante. Não é possível fazer o
uso acoplado de um contator de determinado fabricante com relé térmico de outro.

™ Associação com um dispositivo de proteção


contra curto-circuito
O relé térmico não protege contra curto-circuito e necessita
ele próprio de ser protegido. É portanto necessário associar-lhe
um disjuntor ou fusíveis.

2-18
Comandos Elétricos Componentes de proteção
Utilização Relés tripolares de proteção térmica LR2 ou LR3-D

Os relés tripolares de proteção térmica LR2 e LR3-D são destinados à proteção dos circuitos e dos motores alternados
contra as sobrecargas, às faltas de fase, às partidas muito longas e aos bloqueios prolongados do motor.

Generalidades

Conformidade às normas IEC 947-1, IEC 947-4


NF C 63-650, VDE 0660, BS 4941

Certificações dos produtos LR2-D1, D2, D3 ASE, CSA, UL, DEMKO, NEMKO, FI, SEMKO, Sichere
Trennung, PTB.

LR2-D4 : UL, CSA

Grau de proteção Segundo VDE 0106 IP 2X

Tratamento de proteção Em execução normal “TH”

Temperatura ambiente Para estocagem °C - 60…+ 70


nas proximidades do produto

Para funcionamento normal sem °C - 30…+ 55


desclassificação (IEC 947-4)

Valores limites de funcionamento °C - 40…+ 70


(com desclassificação)

Montagem direta Sob os contatores LC1-D, LP1-D

Posições de funcionamento Em relação à posição vertical


sem desclassificação normal de montagem
90°

180°

90° 90° 90°

180°

Características dos contatos auxiliares

Corrente térmica convencional A 5

Consumo máximo Corrente alternada V 24 48 110 220 380 600


na retenção das bobinas
de contatores controlados
(Ciclos de manobras VA 100 200 400 600 600 600
ocasionais do contato 95-96)

Corrente contínua V 24 48 110 220 440 –

W 100 100 50 45 25 –

Proteção contra curtos-circuitos Por fusível gG, BS. Calibre máximo A 5


ou disjuntor GB2

Ligação Secções mín./máx.


Fio flexível sem terminal 1 ou 2 condutores mm2 1/2,5

Fio flexível com terminal 1 ou 2 condutores mm2 1/2,5


2
Fio rígido sem terminal 1 ou 2 condutores mm 1/2,5

Torque de aperto N.m 1,2

2-19
Comandos Elétricos

Componentes de proteção
Características elétricas do circuito de força Relés tripolares de proteção térmica LR2 ou LR3-D

Tipo de relé LR2-D1 LR3-D1 LR2-D2 LR3-D2 LR2-D3 LR3-D3 LR2-D4

Tensão nominal de isolação (Ui) Segundo IEC 947-4 V 690 690 1000 1000
Segundo UL, CSA V 600 600 600 600
Tensão nominal de suportabilidade
aos choques (Uimp) kV 6 6 6 6

Limites de freqüência Da corrente de emprego Hz 0…400 0…400 0…400 0…400


10A 10A 10A
Classe de desligamento Segundo UL 508, IEC 947-4 ou 20 10A ou 20 10A ou 20 10A 10A

Gama de regulagem Segundo o modelo A 0,1…25 23…40 17…104 80…140

Ligação Secções mín./máx.


Fio flexível sem terminal 1 condutor mm2 1,5/10 1,5/10 4/35 4/50

Fio flexível com terminal 1 condutor mm2 1/4 1/6 4/35 4/35

Fio rígido sem terminal 1 condutor mm2 1/6 1,5/10 4/35 4/50

Torque de aperto N.m 1,85 2,5 9 9

Características de funcionamento

Rearme Manual ou automático Selecionado, no frontal, por comutador com travamento e lacre

Sinalização No frontal do relé Sinalização do desligamento do relé

Função Desliga Travamento possível da posição A ação no botão Desliga:


Desliga - age no contato “NF”,
- e não tem efeito no contato “NA”.

Função Teste Acesso por pressão, com auxílio de A ação no botão Teste permite:
uma chave de fenda, no botão Teste - o controle da fiação do circuito de comando,
- a simulação do desligamento do relé (ação nos 2 contatos
“NA” e “NF”).

Curvas de desligamento LR2-D Tempo classe 10 Tempo classe 20


A
Horas
Horas

Tempo de funcionamento médio 2 2


em função dos múltiplos da corrente 1 1
de regulagem 40 40

20 20

10 10
Minutos
Minutos

4 4

2 2

1 1
40 40

20 20
Segundos
Segundos

10 10
1
4 4 2
1 3
2 2 2

1
3 1
0,8 0,8
0,8 1 2 4 6 10 17 20 0,8 1 2 4 6 10 17 20
x corrente de regulagem (Ir) x corrente de regulagem (Ir)

1 Funcionamento equilibrado 3 fases, sem passagem prévia da corrente (a frio).


2 Funcionamento nas 2 fases, sem passagem prévia da corrente (a frio).
3 Funcionamento equilibrado 3 fases, após a passagem prolongada da corrente de regulagem (a quente).

2-20
Comandos Elétricos

Relés de sobrecarga bimetálicos SIEMENS


3RU11 até 100 A
CLASSE 10

■ Tabela de escolha
Relés de sobrecarga bimetálicos 3RU11 com terminais de ligação por parafuso para montagem direta em
contatores1) e individual com suporte2), CLASSE 10
Características principais • Indicador de estado • Capa de proteção dos ajustes
• Contatos auxiliares: 1 NA + 1 NF • Função de teste - TEST • Classe de disparo – CLASSE 10
• Rearme manual / automático - RE- • Botão desliga - STOP
SET • Proteção contra falta de fase

Para Para Faixa de ajuste Fusíveis Para montagem direta Peso


contatores motores gL/gG4) em contatores1)
3RT1 trifásicos Tipo
de P3)

Tamanho kW A A kg
Tamanho S00
3RU11 16-..B0 S00 0,04 0,11 – 0,16 0,5 䉴 3RU11 16-0AB0 0,13
0,06 0,14 – 0,2 1 䉴 3RU11 16-0BB0
0,06 0,18 – 0,25 1 䉴 3RU11 16-0CB0
0,09 0,22 – 0,32 1,6 䉴 3RU11 16-0DB0
0,09 0,28 – 0,4 2 䉴 3RU11 16-0EB0 0,13
0,12 0,35 – 0,5 2 䉴 3RU11 16-0FB0
0,18 0,45 – 0,63 2 䉴 3RU11 16-0GB0
0,18 0,55 – 0,8 4 䉴 3RU11 16-0HB0
0,25 0,7 – 1 4 䉴 3RU11 16-0JB0 0,13
0,37 0,9 – 1,25 4 䉴 3RU11 16-0KB0
0,55 1,1 – 1,6 6 䉴 3RU11 16-1AB0
0,75 1,4 – 2 6 䉴 3RU11 16-1BB0
0,75 1,8 – 2,5 10 䉴 3RU11 16-1CB0 0,13
1,1 2,2 – 3,2 10 䉴 3RU11 16-1DB0
1,5 2,8 – 4 16 䉴 3RU11 16-1EB0
1,5 3,5 – 5 20 䉴 3RU11 16-1FB0
2,2 4,5 – 6,3 20 䉴 3RU11 16-1GB0 0,13
3 5,5 – 8 25 䉴 3RU11 16-1HB0
4 7 – 10 35 䉴 3RU11 16-1JB0
5,5 9 – 12 35 䉴 3RU11 16-1KB0
Tamanho S0
3RU11 26-..B0 S0 0,75 1,8 – 2,5 10 䉴 3RU11 26-1CB0 0,15
1,1 2,2 – 3,2 10 䉴 3RU11 26-1DB0
1,5 2,8 – 4 16 䉴 3RU11 26-1EB0
1,5 3,5 – 5 20 䉴 3RU11 26-1FB0
2,2 4,5 – 6,3 20 䉴 3RU11 26-1GB0 0,15
3 5,5 – 8 25 䉴 3RU11 26-1HB0
4 7 – 10 35 䉴 3RU11 26-1JB0
5,5 9 – 12,5 35 䉴 3RU11 26-1KB0
7,5 11 – 16 40 䉴 3RU11 26-4AB0 0,15
7,5 14 – 20 50 䉴 3RU11 26-4BB0
11 17 – 22 63 䉴 3RU11 26-4CB0
11 20 – 25 63 䉴 3RU11 26-4DB0
Tamanho S2
3RU11 36-..B0 S2 3 5,5 – 8 25 䉴 3RU11 36-1HB0 0,30
4 7 – 10 35 䉴 3RU11 36-1JB0
5,5 9 – 12,5 35 䉴 3RU11 36-1KB0
7,5 11 – 16 40 䉴 3RU11 36-4AB0 0,30
7,5 14 – 20 50 䉴 3RU11 36-4BB0
11 18 – 25 63 䉴 3RU11 36-4DB0
15 22 – 32 80 䉴 3RU11 36-4EB0
18,5 28 – 40 80 䉴 3RU11 36-4FB0 0,30
22 36 – 45 100 䉴 3RU11 36-4GB0
22 40 – 50 100 䉴 3RU11 36-4HB0
Tamanho S3
3RU11 46-..B0 S3 11 18 – 25 63 䉴 3RU11 46-4DB0 0,42
15 22 – 32 80 䉴 3RU11 46-4EB0
18,5 28 – 40 80 䉴 3RU11 46-4FB0 0,42
22 36 – 50 125 䉴 3RU11 46-4HB0
30 45 – 63 125 䉴 3RU11 46-4JB0
37 57 – 75 160 䉴 3RU11 46-4KB0
45 70 – 90 160 䉴 3RU11 46-4LB0 0,42
45 80 – 1005) 200 䉴 3RU11 46-4MB0

2-21
Comandos Elétricos

Relés de sobrecarga bimetálicos SIEMENS


3RU11 até 100 A
CLASSE 10

■ Acessórios
Execução Para relés Tipo Peso
kg
Suporte para montagem individual1)
3RU19 .6-3AA01 Para montagem individual dos relés de sobrecarga; 3RU11 16 䉴 3RU19 16-3AA01 0,04
Fixação por parafuso ou sobre trilho DIN 35 mm, 3RU11 26 䉴 3RU19 26-3AA01 0,06
Os relés 3RU11 46 permitem também fixação em trilho 3RU11 36 䉴 3RU19 36-3AA01 0,15
DIN 75 mm 3RU11 46 䉴 3RU19 46-3AA01 0,23

Botão de acionamento mecânico para rearme do relé - RESET1)


3RU19 00-1A Haste de acionamento com suporte de fixação no relé 3RU11 16 a 䉴 3RU19 00-1A 0,02
3RU11 46

Botão de acionamento IP 65 ∅ 22 mm 䉴 3SB10 00-0AH01 0,01


(fonecido com 10 unidades)

Suporte para botão 䉴 3SB19 02-1AC 0,02

Etiqueta com inscrição “RESET” 䉴 3SB19 01-4EM


(fonecido com 20 unidades)
com botão,
suporte e etiqueta
Acionador por cabo para rearme do relé - RESET1)
3RU19 00-1. Furação ∅ 6,5 mm e Comprimento 400 mm 3RU11 16 a 䉴 3RU19 00-1B 0,07
espessura máxima da porta Comprimento 600 mm 3RU11 46 䉴 3RU19 00-1C
do painel 8 mm

Módulo de acionamento elétrico para rearme à distância do relé - RESET à distância1)


3RU19 00-2A.71 Faixa de operação: 0,85 a 1,1 x Us 3RU11 16 a
Consumo: CA 80 VA, CC 70 W 3RU11 46
Duração do acionamento: 0,2 s a 4 s
CA/CC 24 V a 30 V 䉴 3RU19 00-2AB71 0,06
CA/CC 110 V a 127 V 䉴 3RU19 00-2AF71
CA/CC 220 V a 250 V 䉴 3RU19 00-2AM71

1) Os relés de sobrecarga 3RU11 podem ser montados individualmente utili-


zando-se os suportes adequados (vide Acessórios).
2) Os relés 3RU11 16 a 3RU11 46 são para fixação por parafuso ou rápida sobre
trilho DIN 35 mm. O relé 3RU11 46 permite também a fixação em trilho
DIN 75 mm.
3) Valores orientativos para motores normalizados, 4 pólos, 380 V/60 Hz. Para a
correta escolha do relé deverão prevalecer os dados reais de partida e nomi-
nais do motor a ser protegido.

2-22
Comandos Elétricos

Contatores de potência 3RT10, 3TF6


Relés de sobrecarga 3RU11, 3RB10, 3RB12 SIEMENS
Contatores de Motores trifásicos Corrente Contator 1)
Relé de sobrecarga 1)
Fusível
potência Potências máximas Corrente nominal DIAZED, NH
AC-2 / AC-3, 60 Hz em nominal máxima
máxima AC-1 Faixa de
220 V 380 V 440 V ajuste
( cv / kW ) ( cv / kW ) ( cv / kW ) (A) (A) (A) ( A ) ( tipo )
– 0,16 / 0,12 0,16 / 0,12 0,5 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-0FB0 0,35 - 0,5 2 - 5SB2 11

3RT10 26 – – 0,25 / 0,18 0,6 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-0GB0 0,45 - 0,63 2 - 5SB2 11

0,16 / 0,12 0,25 / 0,18 0,33 / 0,25 0,7 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-0HB0 0,55 - 0,8 4 - 5SB2 21
– 0,33 / 0,25 – 0,9 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-0JB0 0,7 - 1 4 - 5SB2 21

0,25 / 0,18 0,5 / 0,37 0,5 / 0,37 1,2 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-0KB0 0,9 - 1,25 4 - 5SB2 21
6 - 5SB2 31 ou
0,33 / 0,25 0,75 / 0,55 0,75 / 0,55 1,6 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-1AB0 1,1 - 1,6 6 - 3NA3 801
6 - 5SB2 31 ou
– 1 / 0,75 1 / 0,75 2 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-1BB0 1,4 - 2
3RT10 36 6 - 3NA3 801
10 - 5SB2 51 ou
0,5 / 0,37 – 1,5 / 1,1 2,4 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-1CB0 1,8 - 2,5 10 - 3NA3 803
10 - 5SB2 51 ou
0,75 / 0,55 1,5 / 1,1 2 / 1,5 3 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-1DB0 2,2 - 3,2 10 - 3NA3 803
16 - 5SB2 61 ou
1 / 0,75 2 / 1,5 – 4 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-1EB0 2,8 - 4 16 - 3NA3 805
20 - 5SB2 71 ou
1,5 / 1,1 3 / 2,2 3 / 2,2 5 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-1FB0 3,5 - 5 20 - 3NA3 807
20 - 5SB2 71 ou
– – 4/3 5,8 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-1GB0 4,5 - 6,3
3RT10 65 20 - 3NA3 807
20 - 5SB2 71 ou
2 / 1,5 4/3 5 / 3,7 7 18 3RT10 15-1A qq 1 3RU11 16-1HB0 5,5 - 8 20 - 3NA3 807
20 - 5SB2 71 ou
3 / 2,2 5 / 3,7 6 / 4,5 9 22 3RT10 16-1A qq 1 3RU11 16-1JB0 7 - 10 20 - 3NA3 807
6 / 4,5 20 - 5SB2 71 ou
4/3 7,5 / 5,5 12 22 3RT10 17-1A qq 1 3RU11 16-1KB0 9 - 12
7,5 / 5,5 20 - 3NA3 807
5 / 3,7 10 / 7,5 25 - 5SB2 81 ou
10 / 7,5 16 40 3RT10 25-1A qq 0 3RU11 26-4AB0 11 - 16
6 / 4,5 12,5 / 9 25 - 3NA3 810
35 - 5SB4 11 ou
– 12,5 / 9 15 / 11 19 40 3RT10 26-1A qq 0 3RU11 26-4BB0 14 - 20 32 - 3NA3 812
35 - 5SB4 11 ou
3TF69 7,5 / 5,5 – – 21 40 3RT10 26-1A qq 0 3RU11 26-4CB0 17 - 22 32 - 3NA3 812
35 - 5SB4 11 ou
– 15 / 11 – 25 40 3RT10 26-1A qq 0 3RU11 26-4DB0 20 - 25
Relés de 32 - 3NA3 812
sobrecarga 63 - 5SB4 31 ou
10 / 7,5 – 20 / 15 27 50 3RT10 34-1A qq 0 3RU11 36-4EB0 22 - 32 63 - 3NA3 822
63 - 5SB4 31 ou
12,5 / 9 20 / 15 25 / 18,5 32 50 3RT10 34-1A qq 0 3RU11 36-4EB0 22 - 32 63 - 3NA3 822
63 - 5SB4 31 ou
15 / 11 25 / 18,5 30 / 22 40 60 3RT10 35-1A qq 0 3RU11 36-4FB0 28 - 40 63 - 3NA3 822
– 30 / 22 – 43 55 3RT10 36-1A qq 0 3RU11 36-4GB0 36 - 45 80 - 3NA3 824
3RU11 26 20 / 15 – 40 / 30 50 55 3RT10 36-1A qq 0 3RU11 36-4HB0 40 - 50 80 - 3NA3 824
25 / 18,5 40 / 30 50 / 37 63 100 3RT10 44-1A qq 0 3RU11 46-4JB0 45 - 63 125 - 3NA3 832

30 / 22 50 / 37 60 / 45 75 120 3RT10 45-1A qq 0 3RU11 46-4KB0 57 - 75 160 - 3NA3 836

– 60 / 45 – 85 120 3RT10 46-1A qq 0 3RU11 46-4LB0 70 - 90 160 - 3NA3 836

– – 75 / 55 90 120 3RT10 46-1A qq 0 3RU11 46-4MB0 80 - 100 160 - 3NA3 836


3RU11 36
40 / 30
75 / 55 75 / 55 115 160 3RT10 54-1 qq 36 3RB10 56-1FG0 50 - 200 200 - 3NA3 140
50 / 37
50 / 37 100 / 75
100 / 75 150 185 3RT10 55-6 qq 36 3RB10 56-1FG0 50 - 200 250 - 3NA3 144
60 / 45 125 / 90
75 / 55 125 / 90 150 / 110 180 215 3RT10 56-6 qq 36 3RB10 56-1FG0 50 - 200 315 - 3NA3 252

75 / 55 150 / 110 175 / 132 220 275 3RT10 64-6 qq 36 3RB10 66-1GG0 55 - 250 400 - 3NA3 260

100 / 75 175 / 132 200 / 150 260 330 3RT10 65-6 qq 36 3RB10 66-1KG0 200 - 540 400 - 3NA3 260
3RB10 66
400 - 3NA3 260 ou
125 / 90 200 / 150 250 / 185 300 330 3RT10 66-6 qq 36 3RB10 66-1KG0 200 - 540 500 - 3NA3 365
250 / 185 270 / 200 400 - 3NA3 260 ou
150 / 110 400 430 3RT10 75-6 qq 36 3RB10 66-1KG0 200 - 540
270 / 200 300 / 220 630 - 3NA3 372
175 / 132 300 / 220 350 / 250 500 - 3NA3 365 ou
500 610 3RT10 76-6 qq 36 3RB10 66-1KG0 200 - 540
200 / 150 350 / 250 400 / 300 630 - 3NA3 372
250 / 185 400 / 300 450 / 335 500 - 3NA3 365 ou
630 700 3TF68 44-0 qq 7 3RB10 66-1LG0 300 - 630
270 / 200 450 / 335 500 / 375 800 - 3NA3 475
630 - 3NA3 372 ou
300 / 220 500 / 375 550 / 400 750 910 3TF69 44-0 qq 7 3RB12 62-0 qq 20 200 - 820
3RB12 1250 - 3NA3 482
350 / 250 550 / 400 600 / 450 820 910 3TF69 44-0 qq 7 3RB12 62-0 qq 20 200 - 820 630 - 3NA3 372 ou
600 / 450 750 / 550 1250 - 3NA3 482
1) Para complementar o tipo ( qq ) para a tensão e freqüência de comando, consultar tabela a seguir.
2-23
Comandos Elétricos

Relés bimetálicos de sobrecarga 3UA

Tabela de escolha Para montagem aos contatores 3TF ou individual

Potências máximas de motores trifásicos Faixa de TIPO acoplados a Fusíveis

Categoria de utilização AC-2 ou AC3 ajuste contatores máximos

SIEMENS 220V 380V 440V diazed

(cv) (cv) (cv) (A) (A)

- - - 0,1 - 0,16 3UA50 00 -0A 0,5

- 0,08 0,08 0,16 - 0,25 3UA50 00 -0C 0,8

0,08 0,12 0,12 - 0,16 0,25 - 0,4 3UA50 00 -0E 1,25

0,12 0,16 - 0,25 0,25 0,4 - 0,63 3UA50 00-0G 2

0,16 0,25 - 0,33 0,33 0,63 - 1 3UA50 00 -0J 2

0,25 - 0,33 0,5 0,5 - 0,75 1 - 1,6 3UA50 00 -1A 3TF40 ou 4

0,5 0,75 - 1 1 1,6 - 2,5 3UA50 00 -1C 3TF41 6

0,75 - 1 1,5 - 2 1,5 - 2 2,5 - 4 3UA50 00 -1E 10

1 - 1,5 - 2 3 3-4 4 - 6,3 3UA50 00-1G 16

2-3 4-5 5 6,3 - 10 3UA50 00 -1J 25

3-4 7 7,5 8 - 12,5 3UA50 00 -1K 25

0,12 0,16 - 0,25 0,25 0,4 - 0,63 3UA52 00-0G 2

0,16 0,25 - 0,33 0,33 0,63 - 1 3UA52 00 -0J 2

0,25 - 0,33 0,5 0,5 - 0,75 1 - 1,6 3UA52 00 -1A 4

0,5 0,75 - 1 1 1,6 - 2,5 3UA52 00 -1C 6

0,75 - 1 1,5 - 2 1,5 - 2 2,5 - 4 3UA52 00 -1E 3TF42 ou 10

1 - 1,5 - 2 3 3-4 4 - 6,3 3UA52 00-1G 3TF43 16

2-3 4-5 5 6,3 - 10 3UA52 00 -1J 25

4-5 7,5 - 10 7,5 - 10 10 - 16 3UA52 00 -2A 35

7,5 10 - 12,5 -15 12,5 - 15 16 - 25 3UA52 00 -2C 50

1 - 1,5 - 2 3 3 -4 4 - 6,3 3UA54 00-1G 16

2-3 4-5 5 6,3 - 10 3UA54 00 -1J 25

4-5 7,5 - 10 7,5 - 10 10 - 16 3UA54 00 -2A 3TB44 35

7,5 10 - 12,5 -15 12,5 - 15 16 - 25 3UA54 00 -2C 50

10 20 20 25 - 36 3UA54 00-2Q 63

2-24
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

DISJUNTOR-MOTOR MAGNÉTICO
Também designado por disjuntor “Starter”, é um aparelho de proteção contra curtos -circuitos, com
interrupção multipolar. Pode ser declarado apto ao seccionamento segundo a IEC 947.
Em determinados aparelhos, o nível de disparo magnético é regulável pelo usuário. Um seccionador
adicional de abertura visível, com bloqueio por trava, permite responder a cadernos de encargos
específicos. Este aparelho é geralmente utilizado em associação com um contator e um relé de proteção
térmica para construir um dispositivo de partida de motor.

Disjuntor-motor magnético com contador e relé térmico


Esta associação tem uma capacidade de interrupção igual à do disjuntor. Este último assegura a proteção
contra curtos-circuitos por interrupção multipolar. A proteção contra sobrecargas e contra a operação
monofásica é assegurada pelo relé térmico com compensação de temperatura ambiente e sensível à falta
de fase. A freqüência de manobras é a do contator. As ligações mecânicas e elétricas entre o contator e o
disjuntor facilitam a fiação e dão grande compacidade ao conjunto, que pode ser montado no fundo de um
armário com um comando na porta.

Outras particularidades: rearme local do disjuntor, rearme manual ou automático do relé térmico,
visualização do estado de funcionamento dos aparelhos, local e à distancia, classe de disparo térmico 10
ou 20, adaptação a esquemas especiais: ligação estrela-triângulo, motores de dois enrolamentos,
associação com sondas térmicas,facilidade de manutenção, por substituição de um só dos três
componentes.

DISJUNTOR-MOTOR TERMO-MAGNÉTICO
É um aparelho de comando e proteção termo-magnética tripolar. A interrupção
é multipolar. A proteção térmica tem compensação de temperatura ambiente e
é sensível à falta de fase. Assegura o comando de motores com uma freqüência
máxima de 25 ciclos de manobra por hora em AC-3 e é apto ao seccionamento.
Existem duas versões: com comando por botões à impulsão Ligado-Desligado,
ou com comando por botão rotativo. Em ambas a versão, é possível travar o
dispositivo de comando na posição “Desligado”.

™ Versão com comando por botões à impulsão Ligado-Desligado


É utilizada principalmente para comando local de motores, mas também pode ser associada a um contator
se for necessário um comando a distancia. Este aparelho é perfeitamente indicado para pequenas
maquinas independente como, por exemplo, maquinas para a industria de madeira. É muitas vezes
montado numa caixa individual com um botão tipo “soco” para paradas de emergência.

2-25
Comandos Elétricos

™ Versão com comando por botão rotativo


Este aparelho destina-se particularmente ao comando automático
a distancia em associação com um contator. Alem dos acessórios
acima mencionados, pode receber um seccionador adicional de
abertura visível bloqueável com trava, e um acessório de sinalização
a distancia do disparo magnético.

Dispositivo de Partida de motor só com disjuntor-motor

Especialmente recomendado quando:


-o comando tem de ser local,
-a freqüência de ciclos de manobra é baixa,
-é necessária a proteção contra curtos -circuitos por meio de um aparelho com rearmamento,
-o espaço é exíguo, sendo dada preferência a um aparelho compacto que reúna as funções de comutação
e de proteção contra sobrecargas e curtos-circuitos, com botões de comando.

Este aparelho é geralmente montado numa caixa individual na qual se pode montar um botão de
emergência do tipo “soco” para parada de emergência e um dispositivo de bloqueio por trava.

Disjuntor-motor e contator

A associação de um contator com um disjuntor-motor constitui um dispositivo de partida de motor com


comando á distancia. A freqüência de ciclos de manobra é a do contator.
Na tabela abaixo temos um exemplo de associação em relação ao motor a ser ligado.

Motor In Disjuntor-motor Referência Contator Contator

KW A Telemecanique A Telemecanique A

0,37 1 GV2-M06 1....1,6 LC1-D09---- 9

0,55 1,6 GV2-M7 1,6....2,5 LC1-D09---- 9

0,75 2 GV2-M7 1,6....2,5 LC1-D09---- 9

1,1 2,5 GV2-M8 2,5....4 LC1-D18---- 18

1,5 3,5 GV2-M8 2,5....4 LC1-D18---- 18

2,2 5 GV2-M10 4....6,3 LC1-D18---- 18

3 6,5 GV2-M14 6....10 LC1-D18---- 18

4 8,4 GV2-M14 6....10 LC1-D18---- 18

2-26
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

2-27
Comandos Elétricos

Disjuntores tripolares 3RV


Manobra e proteção de motores SIEMENS

3RV10 11 3RV10 21 3RV10 31 3RV10 41

Motores trifásicos Disjuntores tripolares


Potência Corrente Faixa de ajuste Tipo ( Classe 10 )
220V 380V 440V nominal Tamanho
460V S00 S0 S2 S3
( cv / kW ) ( cv / kW ) ( cv / kW ) (A) (A)
– – – – 0,11 – 0,16 3RV10 11-0AA10 3RV10 21-0AA10 – –
– – – – 0,14 – 0,2 3RV10 11-0BA10 3RV10 21-0BA10 – –
– – – – 0,18 – 0,25 3RV10 11-0CA10 3RV10 21-0CA10 – –
– – – – 0,22 – 0,32 3RV10 11-0DA10 3RV10 21-0DA10 – –
– – – – 0,28 – 0,4 3RV10 11-0EA10 3RV10 21-0EA10 – –
– 0,16 / 0,12 0,16 / 0,12 0,5 0,35 – 0,5 3RV10 11-0FA10 3RV10 21-0FA10 – –
– – 0,25 / 0,18 0,6 0,45 – 0,63 3RV10 11-0GA10 3RV10 21-0GA10 – –
0,16 / 0,12 0,25 / 0,18 0,33 / 0,25 0,7 0,55 – 0,8 3RV10 11-0HA10 3RV10 21-0HA10 – –
– 0,33 / 0,25 – 0,9 0,7 – 1 3RV10 11-0JA10 3RV10 21-0JA10 – –
0,25 / 0,18 0,5 / 0,37 0,5 / 0,37 1,2 0,9 – 1,25 3RV10 11-0KA10 3RV10 21-0KA10 – –
0,33 / 0,25 0,75 / 0,55 0,75 / 0,55 1,6 1,1 – 1,6 3RV10 11-1AA10 3RV10 21-1AA10 – –
– 1 / 0,75 1 / 0,75 2 1,4 – 2 3RV10 11-1BA10 3RV10 21-1BA10 – –
0,5 / 0,37 – 1,5 / 1,1 2,4 1,8 – 2,5 3RV10 11-1CA10 3RV10 21-1CA10 – –
0,75 / 0,55 1,5 / 1,1 2 / 1,5 3 2,2 – 3,2 3RV10 11-1DA10 3RV10 21-1DA10 – –
1 / 0,75 2 / 1,5 – 4 2,8 – 4 3RV10 11-1EA10 3RV10 21-1EA10 – –
1,5 / 1,1 3 / 2,2 3 / 2,2 5 3,5 – 5 3RV10 11-1FA10 3RV10 21-1FA10 – –
– – 4/3 5,8 4,5 – 6,3 3RV10 11-1GA10 3RV10 21-1GA10 – –
2 / 1,5 4/3 – 7 5,5 – 8 3RV10 11-1HA10 3RV10 21-1HA10 – –
3 / 2,2 5 / 3,7 6 / 4,5 9 7 – 10 3RV10 11-1JA10 3RV10 21-1JA10 – –
4/3 7,5 / 5,5 7,5 / 5,5 12 9 – 12 / 9 – 12,5 3RV10 11-1KA10 3RV10 21-1KA10 – –
6 / 4,5 10 / 7,5 12,5 / 9 16 11 – 16 – 3RV10 21-4AA10 3RV10 31-4AA10 –
– 12,5 / 9 15 / 11 19 14 – 20 – 3RV10 21-4BA10 3RV10 31-4BA10 –
7,5 / 5,5 – – 21 17 – 22 – 3RV10 21-4CA10 – –
– 15 / 11 – 25 20 – 25 / 18 – 25 – 3RV10 21-4DA10 3RV10 31-4DA10 –
12,5 / 9 20 / 15 25 / 18,5 32 22 – 32 – – 3RV10 31-4EA10 –
15 / 11 25 / 18,5 30 / 22 40 28 – 40 – – 3RV10 31-4FA10 3RV10 41-4FA10
– 30 / 22 – 43 36 – 45 – – 3RV10 31-4GA10 –
20 / 15 – 40 / 30 50 40 – 50 / 36 – 50 – – 3RV10 31-4HA10 3RV10 41-4HA10
25 / 18,5 40 / 30 50 / 37 65 45 – 63 – – – 3RV10 41-4JA10
30 / 22 50 / 37 60 / 45 80 57 – 75 – – – 3RV10 41-4KA10
– 60 / 45 – 85 70 – 90 – – – 3RV10 41-4LA10
– – 75 / 55 95 80 – 100 – – – 3RV10 41-4MA10

Dados básicos Dimensões


Disjuntores 3RV10 11 3RV10 21 3RV10 31 3RV10 41
H
Corrente nominal (A) 12 25 50 100
P
Corrente máxima In In In In L

de interrupção até 1,6 A 2,5 A 6,3 A 8 A 12 A até 6,3 A 12,5 A 25 A até 20 A 50 A até 63 A 100 A Disjuntores L H P
IEC 947-Icu 220V (kA) 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 3RV10 11 45 89 75
380V 100 100 100 50 50 100 100 50 50 50 50 50 3RV10 21 45 97 96
440V 100 100 50 50 10 100 50 50 50 50 50 50 3RV10 31 55 140 149
500V 100 10 3 3 3 100 42 10 12 10 12 8 3RV10 41 70 165 174

Acessórios1)
Descrição Tamanho Tipo Descrição Tamanho Tipo
Chave auxiliar Relés auxiliares
frontal 1NAF (comutador) S00, S0, S2, S3 3RV19 01-1D subtensão
frontal 1NA + 1NF S00, S0, S2, S3 3RV19 01-1E (lado direito) 240VAC 60Hz S00, S0, S2, S3 3RV19 02-1APO
lateral (lado esquerdo) 1NA + 1NF S00, S0, S2, S3 3RV19 01-1A Desligamento à distância
Chave de alarme - (lado direito) 90 - 110 VAC S00, S0, S2, S3 3RV19 02-1DF0
(lado esquerdo) 1NA + 1 NF (dois pares) S0, S2, S3 3RV19 21-1M (lado direito) 210 - 240 VAC S00, S0, S2, S3 3RV19 02-1DP0

2-28
Comandos Elétricos

Exercícios relativos aos anexos:

1) O que são sobrecargas? O que ela causa?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Como podem ser as proteções contra sobrecargas?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) Os relés térmicos só podem ser utilizados em CA?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) Quando o relé térmico desarmar, o que deve ser feito antes de rearmá-lo? O rearme
pode ser instantâneo?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

5) Os relés térmicos compensados podem operar em quais faixas de temperatura?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6) Quais são as classes de desligamento dos relés térmicos? Qual é a norma utilizada
para especificar estas classes?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2-29
Comandos Elétricos

7) Quais os tipos de disjuntor-motor que existem? Qual a diferença entre eles?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8) Quando é recomendado o uso apenas do disjuntor-motor?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9) Cite os prefixos comerciais dos:

Relé térmico: - Siemens: ____________________

- Telemecanique: ____________________

Disjuntor-motor: - Siemens: ____________________

- Telemecanique: ____________________

2-30
Comandos Elétricos

3
SELETIVIDADE

3-1
Comandos Elétricos

Lembre-se que o silêncio é algumas vezes é a melhor resposta.

3-2
Comandos Elétricos

Seletividade

É a operação conjunta de dispositivos de proteção, que atuam sobre os de manobra


ligados em série, para a interrupção escalonada de correntes anormais (por exemplo
de curto-circuito).

Um dispositivo de manobra deve interromper a parte do circuito conectada


imediatamente após ele próprio, e os demais dispositivos de manobra devem
permanecer ligados.

Funcionamento

Nos circuitos de baixa-tensão os fusíveis e relés de disjuntores podem ser encontrados


nas seguintes combinações:
• Fusíveis em série com fusíveis;
• Relés eletromagnéticos de disjuntores em série entre si;
• Relés eletromagnéticos de disjuntores em série com fusíveis;
• Fusíveis em série com relés térmicos de disjuntores;
• Relés térmicos de disjuntor em série com fusíveis.

3-3
Comandos Elétricos

Seletividade entre fusíveis em série


O alimentador geral e os condutores de cada alimentação conduzem correntes
diferentes e têm, por isto mesmo, seções transversais diferentes. Consequentemente,
os valores nominais dos fusíveis serão diferentes também havendo, portanto, um
escalonamento seletivo natural.

As curvas de desligamento tempo-corrente não se tocam. Por exemplo, uma corrente


de 1300A interromperá e1 em 0,03 segundos, e, para interromper e2, serão
necessários 1,4 segundos, o que garantirá, nesse caso, a seletividade do circuito.

Seletividade de relés eletromagnéticos ligados em série, com respectivos


disjuntores
O disjuntor é apenas um dispositivo de comando. O efeito de proteção é dado pelos
relés (ou fusíveis, eventualmente). Em caso de curto-circuito, a atuação cabe ao relé
eletromagnético, que atua sem retardo, num intervalo de tempo que oscila, geralmente,
entre 0,003 e 0,010s. Este tempo deve ser suficientemente curto para não afetar
(térmica e eletrodinamicamente) os demais componentes do circuito.

3-4
Comandos Elétricos

Seletividade através do escalonamento das correntes de atuação dos relés


eletromagnéticos de curto-circuito
Este método apenas é possível quando as correntes de curto-circuito no local de
instalação de cada um dos disjuntores, são suficientemente diferentes entre si. O
disjuntor é a única chave que pode abrir um circuito pelo qual passa a corrente de
curto-circuito. Consequentemente, o relé eletromagnético somente é ligado a
disjuntores. A corrente de desligamento do primeiro disjuntor (visto do gerador para o
consumidor) deve ser estabelecida de tal maneira que seu valor seja superior ao
máximo valor de curto-circuito admissível no local do disjuntor subsequente, o qual
deve atuar em caso de defeito.

Seletividade entre relés eletromagnéticos de curto-circuito


Se a diferença entre as correntes de curto-circuito entre o local do defeito e a
alimentação geral é apenas pequena, então a seletividade apenas é obtida através de
um retardo nos tempos de atuação do relés eletromagnético de ação rápida do
disjuntor principal.

3-5
Comandos Elétricos

O tempo de desligamento deste relé é retardado a ponto de se ter garantia de que o


disjuntor mais próximo do consumidor tenha atuado. Um tempo constante de
escalonamento entre dispositivos de proteção de 0,150s entre as chaves, é suficiente
para levar em consideração qualquer dispersão.

Condição: o tempo de disparo ou abertura (ta) do disjuntor SV deve ser maior do que o
tempo total de desligamento (t g) do disjuntor SM subsequente.
Além disto, a corrente de atuação do relé de ação rápida deve ser ajustada a pelo
menos 1,25 vezes o valor de desligamento do disjuntor subsequente.

Geralmente, uma faixa de ajuste de tempo de


0,500s admite um escalonamento de até 4
disjuntores com relés em série, dependendo
dos tempos próprios de cada disjuntor.

A figura ao lado representa o escalonamento


seletivo entre os relés de 4 disjuntores ligados
em série, dotados de disparadores
eletromagnéticos de sobrecorrente com
pequeno retardo, de valor ajustável.

3-6
Comandos Elétricos

Para reduzir os efeitos de um curto-circuito total de valor muito elevado sobre os


disjuntores pré-ligados ao defeito, estes podem ser dotados tanto com relés de ação
rápida quanto de ação ultra-rápida. O valor de desligamento destes deve ser escolhido
em grau tão elevado que estes relés apenas atuem perante curto-circuito total sem
interferir no escalonamento normal. Estes relés de ação instantânea evitariam danos à
aparelhagem em casos de curtos-circuitos muito elevados. As figuras abaixo
representam o escalonamento seletivo entre os relés de 3 disjuntores ligados em série.

Cada disjuntor possui um relé eletromagnético de pequeno retardo (z) e um relé


térmico (a).

Veja o circuito abaixo:

3-7
Comandos Elétricos

Dessa forma, um curto-circuito entre a1 e a2 afetará a2 e a3.

4
Se a corrente presumível de curto-circuito for da ordem de 4.10 , por exemplo, não fará
2
atuar o relé eletromagnético ultra-rápido (n3), e sim o relé eletromagnético (z ).

Porém, se as proporções de um curto-circuito franco no mesmo ponto entre a1 e a2


atingirem presumivelmente valores até 2.104, os disjuntores afetados serão também a2
e a3, porém, ao contrário do caso anterior, o relé eletromagnético de a2 não atuará, e
sim o do disjuntor a3 que se abrirá pelo relé eletromagnético ultra-rápido (n3).
Dessa forma, a2 será resguardado porque a corrente de curto-circuito ultrapassou a
sua capacidade de ruptura.

3-8
Comandos Elétricos

Seletividade entre fusível e relés de um disjuntor subsequente


Na faixa de sobrecarga, a curva “a” representa as condições dadas no item 1, isto é, as
curvas não se devem cruzar para haver seletividade. O mesmo ocorre na curva “n”,
todavia, a partir do ponto P nota-se, que a proteção será efetuada pelo fusível.

A figura a seguir representa a seletividade entre fusível e relés de disjuntor


subsequente. As curvas tempo-corrente (com suas faixas) não interferem entre si.

Em caso de curto-circuito, deve-se atentar para o fato de que o fusível continua sendo
aquecido pela corrente até o instante em que o arco existente entre as peças de
contato do disjuntor se extinga. Para a prática, é suficiente que a característica do
fusível se mantenha 0,050s acima da curva de desligamento do relé eletromagnético
de curto-circuito .

3-9
Comandos Elétricos

Seletividade entre relé térmico de disjuntor e fusível


Na faixa de sobrecarga, a seletividade é garantida quando a característica de
desligamento do relé térmico não corta a do fusível curva “a”.

Perante correntes de curto-circuito, que alcançam ou mesmo ultrapassam os valores


de atuação do relé térmico, a seletividade apenas é mantida se o fusível limita a
corrente a tal valor que a corrente passante não atinge os valores de atuação do relé.

Esta situação apenas ocorre nos casos em que a corrente nominal do fusível é
bastante baixa em relação à corrente nominal do disjuntor. A seletividade perante
curto-circuito é garantida, se o tempo de retardo do relé eletromagnético de
sobrecorrente com pequeno retardo tem um valor de disparo ou de atuação de ao
menos 0,100s acima da curva característica de desligamento do fusível.

3-10
Comandos Elétricos

4
SECCIONADOR

4-1
Comandos Elétricos

A partir de hoje eu olharei no espelho e verei alguém valioso e merecedor do meu


respeito e admiração. Alguém com quem gosto de passar minhas horas e a quem
conseguirei conhecer melhor.

4-2
Comandos Elétricos

Seccionador

É um dispositivo de manobra mecânico que, por razões de segurança, assegura na


posição aberta uma distância de isolação que satisfaz condições especificadas. Serve
para fechar e abrir o circuito, quando é desprezível a corrente que está sendo ligada ou
interrompida.

Tipos de seccionadores

Chave-Faca: Seccionador do tipo mais simples, normalmente dotado de peças de


contato de cobre, onde a peça móvel de contato encaixa em um contato fixo.

4-3
Comandos Elétricos

Chave-Faca
As chaves-facas não possuem mecanismo de fechamento ou abertura rápida dos
contatos, nem câmaras de extinção de arco. Por esses motivos, destinam-se, em
princípio, à abertura de sistemas elétricos sem corrente, ou com corrente de pequena
intensidade; são, portanto, indicadas para operar em circuitos quando sem carga.

Seu emprego é bastante freqüente com disjuntor ou fusível, uma vez que ambos são
reunidos geralmente por um envoltório que não permite a verificação visual da
interrupção interna. Portanto, nesse caso se recomenda intercalar um seccionador, que
é aberto com o circuito desligado, antes da troca do fusível ou reparação de um
circuito, mantendo-se assim maior segurança contra contatos acidentais do operador.

Seccionador fusível
Este tipo de seccionador se compõe do dispositivo de comando propriamente dito, que
é igual à chave-faca, e de um conjunto de fusíveis, um por pólo normalmente
associado à própria parte móvel da chave.

Os seccionadores fusíveis são bastante práticos, pois associam em um só elemento a


função de comando sem carga, com a de proteção contra curto-circuito, e a própria
condição de abertura prévia do sistema antes da troca do fusível é feita manualmente,
no ato da abertura do seccionador para a troca do fusível queimado.

4-4
Comandos Elétricos

Os seccionadores não possuem mecanismo de desligamento rápido (mola) atuando


sobre os seus contatos. A velocidade de abertura depende exclusivamente do
operador (sendo essa a causa principal da indefinição da capacidade de ruptura). Ao
se abrirem os contatos por onde circule corrente de uma certa intensidade (circuito
com carga) com velocidade baixa, o meio gasoso que se interpõe entre os contatos,
vai-se ionizando sucessivamente, criando um caminho de baixa resistência elétrica por
onde se desenvolve o arco voltaico. Este, persistindo, permite o fluxo de corrente pelo
circuito, mesmo com as facas abertas, provocando a fusão dos contatos e
vaporizando-os sob forte explosão.

4-5
Comandos Elétricos

Chaves reversoras de
comando manual trifásica

São dispositivos de comando de motores trifásicos usados para partida e reversão da


rotação, podem ser blindadas para montagem em sobreposição ou abertas para a
montagem em painéis

Blindadas Abertas

Estas chaves podem ser secas ou imersas em óleo vegetal. Nessas condições são
chaves para correntes mais elevadas em função do meio extintor do arco.

4-6
Comandos Elétricos

Constituição
Basicamente, tanto no ponto de vista construtivo como também nos seus detalhes
técnicos, estas chaves não diferem das chaves reversoras monofásicas ou de outras
similares; apenas diferem na quantidade de blocos de contatos, forma do cames e nas
ligações internas.

Blocos de contatos

Cames de acionamento

As chaves reversoras de comando manual possuem três posições que podem ser:
direita, desligada e esquerda.

4-7
Comandos Elétricos

Funcionamento da chave reversora trifásica de comando manual

Posição “0”
Estando o manípulo na posição “0” não se estabelece nenhuma conexão; portanto, o
motor não gira.

Posição “D”
Acionando-se o manípulo para a posição “D”, ocorrem as conexões representadas
pelas figuras abaixo.

O motor gira no sentido horário.

4-8
Comandos Elétricos

Posição “E”
Movimentando-se a alavanca para a posição “E”, serão conectados os bornes
representados nas figuras a seguir.

O motor gira no sentido anti-horário.

As chaves de comando manual podem ser identificadas através dos catálogos


editados pelos fabricantes, que apresentam geralmente os dados seguintes.
• Desenho ou fotografia do dispositivo ou chave;
• Número de referência comercial (próprio do fabricante);
• Corrente de serviço;
• Tensão de serviço;
• Dimensões.

4-9
Comandos Elétricos

Chave de comando manual


estrela-triângulo

A chave estrela-triângulo é um dos dispositivos utilizados para partida de motores


trifásicos de rotor em curto-circuito sob tensão reduzida, com a finalidade de diminuir a
corrente de partida.

Finalidade
É usada para atender às exigências das fornecedoras da energia elétrica, que
consideram necessário o emprego de dispositivos especiais para limitar a corrente de
partida, a fim de evitar perturbações no funcionamento de instalações vizinhas.

4-10
Comandos Elétricos

Constituição
As chaves estrela-triângulo apresentam geralmente as mesmas características
construtivas das chaves de partida direta, reversora e Dahlander de comando manual,
diferindo apenas no número e na programação dos contatos.

Partida de motores com chave estrela-triângulo


Emprega-se a chave estrela-triângulo em motores que permitam essas ligações, sendo
que a tensão da rede deverá coincidir com a tensão do motor na ligação triângulo.

Observação
Os motores deverão ter seis bornes: (1,2,3,4,5,6 ou U,V,W,X,Y,Z). Esta chave não deve
ser utilizada em redes com tensão acima de 500V.

Funcionamento
a) O manípulo da chave estando na posição “0”, os contatos fixos estarão desligados
dos contatos móveis, portanto o motor estará parado.

A figura a seguir mostra a chave na posição “0” (desligado). Não há fechamento de


contatos, portanto o motor está parado.

4-11
Comandos Elétricos

Observação
Os contatos R, 1, 6, S, 2, 4, T, 3 e 5 são fixos.

4-12
Comandos Elétricos

b) Girando-se a alavanca para a posição estrela, isto ocasionará simultaneamente os


fechamentos seguintes: R com 1; S com 2; T com 3; 6 com 4 e com 5.

4-13
Comandos Elétricos

c) Girando-se o manípulo para a posição triângulo (∆), figura a seguir, isto ocasionará
simultâneo fechamento dos contatos seguintes: R com 1 e com 6; S com 2 e com
4; T com 3 e com 5.

Estando o manípulo da chave na posição (∆), o motor atingirá a velocidade nominal.

4-14
Comandos Elétricos

Observação
A manobra da chave (a passagem da ligação estrela para triângulo) só deve ser
executada quando o motor atingir aproximadamente 80% da velocidade sincrônica.

4-15
Comandos Elétricos

Chave comutadora de pólos


manual

São dispositivos ou chaves previstas para proporcionar duas ou mais velocidades a um


motor, por meio da comutação da polaridade de um enrolamento ou entre dois
enrolamentos do mesmo.

Chave comutadora para duas Chave comutadora para quatro


velocidades velocidades

Estas chaves são construídas para comutar as polaridades de dois enrolamentos


separados, o que permite a obtenção de duas ou quatro velocidades distintas. Sendo o
maior de um só enrolamento, obtêm-se apenas 2 velocidades distintas.

Constituição
São construídas de maneira semelhante à das chaves reversoras de comando manual
e constam de material similar, diferindo apenas na programação dos contatos e no
número destes.

4-16
Comandos Elétricos

Funcionamento da chave comutadora de pólos acoplada a um motor tipo A


DAHLANDER de apenas 1 rolamento

A chave possui 3 posições:


• Posição - “0” - desligado.
• Posição - 1 - baixa velocidade.
• Posição - 2 - alta velocidade.

Manípulo na posição “0” desligado; não ocorre nenhuma conexão - o motor não gira.

4-17
Comandos Elétricos

Acionando-se o manípulo para a posição 1, ocorrem as conexões representadas na


figura a seguir.

Acionando-se o manípulo para a posição 2, ocorrem as conexões representadas na


figura abaixo.

4-18
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) O que são seccionadores?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Quais são os tipos de seccionadores mais comuns? Qual a diferença entre eles?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) O que são chaves manuais reversoras trifásicas? Como podem ser?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) Como as chaves de comando manual podem ser identificadas?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

5) As chaves manuais de comando estrela – triangulo diminuem a corrente de partida


de um motor. Porque qual outro motivo elas são necessárias?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4-19
Comandos Elétricos

6) Como funciona a chave manual de comando estrela – triangulo?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

7) Qual a finalidade da chave manual comutadora de pólos?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8) Qual conexão é feita ao motor dahlander pela chave manual comutadora de pólos
nas posições:

Posição 0 ______________________________________________________

Posição 1 ______________________________________________________

Posição 2 ______________________________________________________

9) No exercício anterior, é possível fazer o motor partir diretamente em alta


velocidade?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4-20
Comandos Elétricos

5
DIAGRAMAS DE COMANDO

5-1
Comandos Elétricos

Ontem virou historia, Amanhã ummistério e hoje uma dádiva. Por isso se chama
presente! Vivam o presente com muita energia!

5-2
Comandos Elétricos

Diagramas de comando

Introdução

Nesta unidade, estudaremos os diagramas de comando e a lógica de comando. A


finalidade dos primeiros é representar os circuitos elétricos. A segunda analisa a
seqüência de entrada dos elementos componentes do circuito elétrico.

Esses dois conhecimentos são importantes quando se necessita analisar o esquema


de uma máquina desconhecida para realizar sua manutenção. Essa análise permite
solucionar problemas “difíceis” e essa experiência é indispensável para o profissional
de manutenção eletroeletrônica.

Lógica de comando
A lógica de comando, ou lógica de funcionamento, é o sistema interativo de um ou
mais interruptores ou contatos que tem por objetivo o acionamento de um equipamento
elétrico. Vejamos, por exemplo, o circuito a seguir no qual um interruptor comanda um
relé que, por sua vez, liga um motor.

5-3
Comandos Elétricos

A lógica desse comando é simples: ao ser acionado, o interruptor S1 energiza a bobina


do relé RL1 que, por sua vez atraca os contatos RL1A e RL1B. Estes, uma vez fechados,
permitem a circulação da corrente pelas bobinas do motor, que entra em
funcionamento.

No desligamento, o efeito é inverso: desligando-se o interruptor S1, a corrente deixa de


circular pelo relé. Isso desenergiza e desliga os contatos, fazendo o motor parar de
funcionar.

O circuito a seguir mostra outro exemplo de lógica de comando:

Esse é um circuito no qual S1 liga e S 2 desliga o motor. Sua lógica de comando é: ao


ser pressionado, o botão S2 estabelece a circulação de corrente pelo relé RL 1 e fecha
seus três contatos: RL1A, RL1B e RL1C.

RL1A fica em paralelo com o botão S2 e fecha o circuito. Isso permite que S2 seja
desacionado e que RL1 permaneça ligado.
Ao mesmo tempo, com o acionamento do relé RL1, o motor começa a funcionar
alimentado pela rede, via RL1A e RL1B. O circuito permanecerá nessa condição mesmo
que S2 seja acionada novamente.

Para que o motor deixe de funcionar, aciona-se S1. Com isso, o circuito é interrompido
e a corrente deixa de circular pelo relé. Por esse motivo, os três contatos do relé se
abrem e desligam o motor.
S1 volta ao seu estado anterior ao ser desacionado. Porém, o circuito não será
religado porque o contato RL1A já estará aberto.

5-4
Comandos Elétricos

Diagrama de comando
O diagrama de comando faz a representação esquemática dos circuitos elétricos. Ele
mostra os seguintes aspectos:
• Funcionamento seqüencial dos circuitos;
• Representação dos elementos, suas funções e as interligações, conforme as
normas estabelecidas;
• Visão analítica das partes ou do conjunto;
• Possibilidade de rápida localização física dos componentes.

Tipos de diagramas
Os diagramas podem ser multifilar completo (ou tradicional) e funcional.

O diagrama multifilar completo ou tradicional representa o circuito elétrico da forma


como é montado. Esse tipo de diagrama é difícil de ser interpretado e elaborado,
principalmente quando os circuitos a serem representados são complexos. Veja
exemplo a seguir.

Em razão das dificuldades de interpretação desse tipo de diagrama, os três elementos


básicos dos diagramas, ou seja, os caminhos da corrente, os elementos e suas
funções e a seqüência funcional são separados em duas partes representadas por
diagramas diferentes.

5-5
Comandos Elétricos

O diagrama simplificado no qual os aspectos básicos são representados de forma


prática e de fácil compreensão é chamado de diagrama funcional. Veja exemplo na
ilustração a seguir.

A representação, a identificação e a localização física dos elementos tornam-se


facilmente compreensíveis com o diagrama de execução ou de disposição mostrado
a seguir.

5-6
Comandos Elétricos

Identificação dos componentes


Nos diagramas, os componentes são representados e identificados por letras e
números ou símbolos gráficos de acordo com a simbologia adotada.
A seguir são apresentados alguns exemplos de representação e identificação de
componentes.

Identificação por letras e números

Identificação por símbolos gráficos

Os retângulos ou círculos representam os componentes e as letras ou símbolos


indicam um determinado contator e sua função no circuito.

Contator de ligação em estrela

Quando o contator é identificado por meio de letras, sua função só é conhecida quando
o diagrama de potência é analisado.

A seguir, está a tabela referente à norma da ABNT NBR 5280 que apresenta as letras
maiúsculas iniciais para designar elementos do circuito.

5-7
Comandos Elétricos

Letra Tipos de elementos Exemplos


Amplificadores com válvulas ou
A Conjuntos, subconjuntos transistores, amplificadores magnéticos
laser, maser.
Sensores termoelétricos, células
Transdutores de grandezas não-
B fotoelétricas, dinamômetros, transdutores a
elétricas, pára-elétricas e vice-versa.
cristal, microfones, alto-falantes.
C Capacitores
Elementos combinatórios, linhas de atraso,
Elementos binários, dispositivos de
D elementos biestáveis, monoestáveis, núcleo
atraso, dispositivos de memória.
de memória, fitas magnéticas de gravação.
Dispositivos luminosos, de aquecimento ou
E Miscelânea
outros não especificados nesta tabela.
Fusíveis, pára-raios, dispositivos de
F Dispositivos de proteção descarga de sobre-tensão.

Geradores rotativos, conversores de


G Geradores, fontes de alimentação freqüência rotativos, baterias, fontes de
alimentação, osciladores.
H Dispositivos de sinalização Indicadores óticos e acústicos.
K Relés, contatores
L Indutores
M Motores
Dispositivos de gravação e de medição,
Equipamento de medição e de
P integradores, indicadores, geradores de
ensaio
sinal, relógios.
Dispositivos mecânicos de conexão
Q Abridor, isolador.
para circuitos de potência
Resistores ajustáveis, potenciômetros,
R Resistores
reostatos, derivadores (shunts), termistores.
Chaves de controle, “push buttons” chaves
S Seletores, chaves
limitadoras, chaves seletoras, seletores.
Transformadores de tensão, de
T Transformadores
corrente
Discriminadores, demoduladores,
U Moduladores
codificadores, inversores, conversores.
Válvulas, tubos de descarga de gás, diodos,
V Válvulas, semicondutores
transistores, tiristores.
“Jumpers”, cabos, guias de onda,
Elemento de transmissão, guias de
W acopladores direcionais, dipolos, antenas
onda, antenas
parabólicas.
Tomadas macho e fêmea, pontos de prova,
X Terminais, plugues, soquetes
quadro de terminais, barra de terminais.
Dispositivos mecânicos operados
Y Válvulas pneumáticas, freios, embreagens.
eletricamente.
Transformadores híbridos,
Filtros a cristal, circuito de balanceamento,
Z equalizadores, limitadores, cargas
compressores expansores (“compandors”).
de terminação

5-8
Comandos Elétricos

Identificação de bornes de bobinas e contatos


As bobinas têm os bornes indicados pelas letras a e b, como mostram os exemplos a
seguir.

Nos contatores e relés, os contatos são identificados por números que indicam:
• Função
- contatos abridores e fechadores do circuito de força ou de comando; contatos
de relés temporizados ou relés térmicos;
• Posição
- entrada ou saída e a posição física dos contatores. Nos diagramas funcionais,
essa indicação é acompanhada da indicação do contator ou elemento
correspondente.

No esquema a seguir são mostradas as identificações de função e posição dos


contatos.

5-9
Comandos Elétricos

Observação
Veja, no fim desta unidade, um capítulo contendo os símbolos de eletricidade usados
nos diagramas.

Exemplos

Programação de contatos
A programação dos contatos permite que se identifique rapidamente nos diagramas os
contatos que são acionados por um contator e qual sua localização num diagrama
funcional.
O contator também é localizado mais facilmente a partir da indicação sob o contato.
Para isso, o diagrama é dividido em linhas.

5-10
Comandos Elétricos

Interpretação
Os números sob o neutro (1, 2, 3... 8) indicam as linhas. Embaixo do esquema
funcional e, respectivamente, em cada linha estão desenhadas cruzetas com letras e
números.

A letra A indica contato abridor e o F, contato fechador. A cruzeta correspondente à


linha 1, por exemplo, indica que temos um abridor na linha 3, um fechador nas linhas
2 e 5.

O diagrama também pode ser dividido em colunas.

Quando o diagrama ocupa mais de uma folha, além dos números que identificam as
colunas, são colocados os números das folhas nas quais se encontra o contato.

5-11
Comandos Elétricos

Assim, nas figuras acima, vamos localizar o contator C2.


a- Contato abridor localizado na coluna 2;
b- Contato abridor localizado na coluna 5;
c- Contato fechador localizado na coluna 4;
d- Contato fechador disponível no contator;
e- Contato fechador localizado na coluna 1 da folha 2.

5-12
Comandos Elétricos

Sigla das principais normas


nacionais e internacionais

São abreviaturas das principais normas nacionais e internacionais adotadas na


construção e instalação de componentes e órgãos dos sistemas elétricos.

Sigla Significado e natureza


ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas.
Atua em todas as áreas técnicas do País. Os textos das normas são
adotados pelos órgãos governamentais (federais, estaduais e municipais) e
pelas firmas. Compõem-se de normas NB, TB (terminologia), SB
(simbologia), EB (especificação), MB (método de ensaio) e PB
(padronização).

ANSI American National Standards Institute.


Instituto de normas dos Estados Unidos, que publica recomendações e
normas em praticamente todas as áreas técnicas. Na área dos dispositivos
de comando de baixa tensão, tem adotado freqüentemente especificações
da UL e da NEMA.

BS Britsh Standard.
Normas técnicas da Grã-Bretanha, já em grande parte adaptadas à IEC.

CEE International Comission on Rules of the Approvel of Electrical Equipment.


Especificações internacionais, destinadas, sobretudo ao material de
instalação.

CEMA Canadian Electrical Manufactures Association.


Associação canadense dos fabricantes de material elétrico

CSA Canadian Standards Association.


Entidade canadense de normas técnicas, que publica as normas e concede
certificado de conformidade.

5-13
Comandos Elétricos

DEMKO Danmarks Elektriske Materielkontrol.


Autoridade dinamarquesa de controle dos materiais elétricos que publica
normas e concede certificados de conformidade.

DIN Deutsche Industrie Normen.


Associação de normas industriais alemãs. Suas publicações são
devidamente coordenadas com as da VDE.

IEC International Electrotecnical Comission.


Esta comissão é formada por representantes de todos os países
industrializados. Recomendações da IEC, publicadas por esta Comissão,
são parcialmente adotadas na íntegra pelos diversos países ou, em outros
casos, está-se procedendo a uma aproximação ou adaptação das normas
nacionais ao texto destas internacionais.

KEMA Kenring van Elektrotechnische Materialen.


Associação holandesa de ensaio de materiais elétricos.

NEMA National Electrical Manufactures Association.


Associação nacional dos fabricantes de material elétrico (USA).

ÖVE Österreichischer Verband for Elektrotechnik.


Associação austríaca de normas técnicas, cujas determinações geralmente
coincidem com as da IEC e VDE.

SEM Svensk Standard.


Associação sueca de normas técnicas

UL Underwriters Laboratories Inc.


Entidade nacional de ensaio da área de proteção contra incêndios, nos
Estados Unidos, que, entre outros, realiza os ensaios de equipamentos
elétricos e publica as suas prescrições.

UTE Union Tecnique de l’Electricité.


Associação francesa de normas técnicas.

VDE Verband Deutscher Elektrotechniker.


Associação de normas alemãs, que publica normas e recomendações da
área de eletricidade.

5-14
Comandos Elétricos

Simbologia para
diagramas de comandos
elétricos e eletrônicos

A simbologia tem por objetivo estabelecer símbolos gráficos que devem ser usados
para, em desenhos técnicos ou diagramas de circuitos de comandos eletromecânicos,
representar componentes e a relação entre estes.

A simbologia aplica-se generalizadamente nos campos industrial, didático e outros


onde fatos de natureza elétrica precisem ser esquematizados graficamente.

Significado e simbologia de acordo com: ABNT, DIN, ANSI, UTE e IEC.


Significado ABNT DIN ANSI UTE IEC

Grandezas Elétricas Fundamentais

Corrente contínua DC

Corrente alternada CA

Corrente contínua e
alternada
Exemplo de corrente I Phase-2 Wire-
I~60 Hz I~60 Hz I~60 Hz
alternada monofásica, 60Hz 60Hz
Exemplo de corrente
alternada trifásica, 3 3 Phase-3 Wire-60
3~60Hz220V 3~60Hz220V 3~60Hz220V
condutores, 60Hz, tensão Cycle-220V
de 220V
Exemplo de corrente
alternada trifásica com 3 Phase-4 Wire-60
3N~60Hz380V 3N~60Hz380V 3~50Hz380V 3N~60Hz380V
neutro, 4 condutores, 60Hz Cycle-380V
tensão de 380V
Exemplo de corrente 2-220V
contínua, 2 condutores, 2-220V 2-220V 2 Wire DC, 220v
tensão de 220V
Exemplo de corrente
contínua, 2 condutores e 2N-110V 2N-110V 3 Wire DC, 110V 2N-110V
neutro, tensão de 110V

5-15
Comandos Elétricos

Significado ABNT DIN ANSI UTE IEC

Símbolos de Uso Geral

Terra

Massa

Polaridade positiva

Polaridade negativa

Tensão perigosa

Ligação delta ou triângulo

Ligação Y ou estrela

Ligação estrela com neutro

acessível

Ligação ziguezague

Ligação em V ou triângulo

aberto

5-16
Comandos Elétricos

Significado ABNT DIN ANSI UTE IEC


Elementos de comando

Comando manual, sem


indicação de sentido

Comando por pé

Comando por excêntrico

Comando por meio de êmbolo


(ar comprimido, p.ex.)

Comando por energia


mecânica

Comando por motor

Sentido de deslocamento do
comando para a esquerda,
cessada a força externa
Nota
Para a direita, inverter a seta
Comando com travamento
I – Travado
2 – Livre

Comando engastado

TC. TDC
Fecha com
Dispositivo temporizado com retardo
operação àdireita TO. TDO
Todo Abre com
retardo
Comando desacoplado no
caso com acionamento
manual

Comando acoplado no caso


com acionamento manual

Fecho mecânico

Fecho mecânico com


disparador auxiliar

5-17
Comandos Elétricos

Significado ABNT DIN ANSI UTE IEC

Bobinas de Comando e Relés

Bobina eletromagnética,

geral

Bobina eletromagnética, de

enrolamento único

Bobina eletromagnética, de

dois enrolamentos

Relé de subtensão

Relé com retarde para

voltar ao repouso

Relé com retarde

prolongado para voltar do

repouso

Relé com retarde para

operar

Relé com retarde para

operar e para voltar ao

repouso

Relé polarizado

Relé com remanência

Relé com ressonância

Relé térmico ou bimetálico

Relé eletromagnético de

sobrecarga

Relé eletromagnético de

curto-circuito

5-18
Comandos Elétricos

Significado ABNT DIN ANSI UTE IEC

Contatos e Peças de Contato com Comandos Diversos

Fechador (normalmente aberto)

Abridor (normalmente fechado)

Comutador

Comutador sem interrupção

Temporizado:

No fechamento

Na abertura

Na abertura

No fechamento

Fechador de comando manual

Abridor com comando por

excêntrico

Fechador com comando por

bobina

Fechador com comando por

mecanismo

Abridor com comando por

pressão

Fechador com comando por

temperatura

5-19
Comandos Elétricos

Significado ABNT DIM ANSI UTE IEC

Dispositivos de Comando e de Proteção

Tomada e plugue

Fusível

Fusível com indicação do lado

ligado à rede após a ruptura

Seccionador-fusível tripolar

Lâmina ou barra de conexão,

reversora

Seccionador tripolar

Interruptor tripolar (sob carga)

Disjuntor

Seccionador-disjuntor

Contator com relé térmico e

contatos auxiliares

Disjuntor tripolar com relés

eletromagnéticos com

contatos auxiliares

5-20
Comandos Elétricos

Significado ABNT DIN ANSI UTE IEC


Componentes de Circuito

Resistor

Resistor com derivações

Indutor, enrolamento, bobina

Indutor com derivações

Capacitor

Capacitor com derivações

Capacitor eletrolítico

Imã permanente

Diodo semicondutor

Diodo zener unidirecional e


bidirecional
Fotorresistor com variação
independente da tensão
Fotorresistor com variação
dependente a tensão

Fotoelemento

Gerador “hall”

Centelhador (de pontas)

Pára-raio

Acumulador, bateria, pilha

Mufla terminal ou terminação

Mufla de junção ou emenda


reta
Mufla ou emenda de
derivação simples
Mufla ou emenda de
derivação dupla

Par termoelétrico

5-21
Comandos Elétricos

Significado ABNT DIN ANSI UTE IEC

Dispositivos de Sinalização Ótica e Acústica

Buzina

Campainha

Sirene

Cigarra

Lâmpada de sinalização

Indicador

Instrumentos de Medição

Indicador, símbolo, geral

Amperímetro, indicador

Voltímetro indicador

Voltímetro duplo ou diferencial

indicador

Wattímetro indicador

Freqüencímetro indicador

Indicador de fator de potência

Registrador, símbolo geral

Registrador de potência

Integrador, símbolo geral

Integrador de energia

5-22
Comandos Elétricos

Significado ABNT DIN ANSI UTE IEC

Motores e Geradores

Motor, símbolo geral

Gerador, símbolo geral

Motor de corrente contínua

Gerador de corrente contínua

Motor de corrente alternada

monofásica

Motor de corrente alternada trifásica

Motor de indução trifásico

Motor de indução trifásico com

representação de ambas as

extremidades de cada enrolamento

do estator

Gerador síncrono trifásico ligado

em estrela

Gerador síncrono trifásico de imã

permanente

Gerador síncrono monofási co de

imã permanente

Gerador de corrente contínua com

enrolamentos de compensação e

inversão polar

5-23
Comandos Elétricos

Significado ABNT DIN ANSI UTE IEC

Transformadores

Transformador com dois


enrolamentos

Transformador com três


enrolamentos

Autotransformador

Bobina de reatâncio

Transformador de corrente

Transformador de potencial

Transformador de corrente
capacitivo

Transdutor com três


enrolamentos, um de serviço e
dois de controle
Transformador de dois
enrolamentos com diversas
derivações (taps) em um dos
enrolamentos (com variação em
escalões)

Transformador de dois
enrolamentos com variação
contínua da tensão

Nota 1 A ABNT recomenda para transformadores de rede o uso do símbolo


simplificado, formado de dois círculos que se cortam, especialmente
na representação unifilar.
Os traços inclinados que cortam a linha vertical, indicam o número de
fases

Nota 2
Simplificação análoga é normalizada para transformadores de
corrente e de potencial .

5-24
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) O que são diagrama de comando e lógica de comando?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Quais são os tipos de diagrama de comando mais usuais? Qual o mais utilizado?
Porque?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) De acordo com a NBR 5280, o que representa cada letra abaixo?

F___________________________________________________________________

H___________________________________________________________________

K___________________________________________________________________

M___________________________________________________________________

Q___________________________________________________________________

S___________________________________________________________________

X___________________________________________________________________

5-25
Comandos Elétricos

4) Faça a numeração dos elementos de comando abaixo:

5-26
Comandos Elétricos

6
CONTATORES

6-1
Comandos Elétricos

Não perca a vontade de ter grandes amigos, mesmo sabendo que, com as voltas do
mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas.

6-2
Comandos Elétricos

Contatores

Introdução

Nesta unidade, estudaremos um dispositivo de manobra mecânica usado no comando


de motores e na proteção contra sobrecorrente, quando acoplado a relés de
sobrecarga.

Esse dispositivo chama-se contator. Suas características, utilização e funcionamento


são aqui apresentados para que você possa utilizá -lo corretamente.

Contatores

Contatores são dispositivos de manobra mecânica, acionados eletromagneticamente,


construídos para uma elevada freqüência de operação.

De acordo com a potência (carga), o contator é um dispositivo de comando do motor e


pode ser usado individualmente, acoplado a relés de sobrecarga, na proteção de
sobrecorrente. Há certos tipos de contatores com capacidade de estabelecer e
interromper correntes de curto-circuito.

Tipos de contatores
Basicamente, existem dois tipos de contatores:
• Contatores para motores;
• Contatores auxiliares.

6-3
Comandos Elétricos

Esses dois tipos de contatores são semelhantes. O que os diferencia são algumas
características mecânicas e elétricas.
Assim, os contatores para motores caracterizam-se por apresentar:
• Dois tipos de contatos com capacidade de carga diferentes chamados principais e
auxiliares;
• Maior robustez de construção;
• Possibilidade de receberem relés de proteção;
• Câmara de extinção de arco voltaico;
• Variação de potência da bobina do eletroímã de acordo com o tipo do contator;
• Tamanho físico de acordo com a potência a ser comandada;
• Possibilidade de ter a bobina do eletroímã com secundário.

Veja um contator para motor na ilustração a seguir:

Os contatores auxiliares são usados para aumentar o número de contatos auxiliares


dos contatores de motores, para comandar contatores de elevado consumo na bobina,
para evitar repique e para sinalização.

Esses contatores caracterizam-se por apresentar:


• Tamanho físico variável conforme o número de contatos;
• Potência do eletroímã praticamente constante;
• Corrente nominal de carga máxima de 10A para todos os contatos;
• Ausência de necessidade de relé de proteção e de câmara de extinção.

6-4
Comandos Elétricos

Um contator auxiliar é mostrado na ilustração a seguir:

Construção
Os principais elementos construtivos de um contator são:
• Contatos;
• Sistema de acionamento;
• Carcaça;
• Câmara de extinção de arco-voltaico.

Contatos dos contatores e pastilhas


Os contatos são partes especiais e fundamentais dos contatores, destinados a
estabelecer a ligação entre as partes energizadas e não-energizadas de um circuito
ou, então, interromper a ligação de um circuito.

São constituídos de pastilhas e suportes. Podem ser fixos ou móveis, simples ou em


ponte.

6-5
Comandos Elétricos

Os contatos móveis são sempre acionados por um eletroímã pressionado por molas.
Estas devem atuar uniformemente no conjunto de contatos e com pressão
determinada conforme a capacidade para a qual eles foram construídos.

Para os contatos simples a pressão da mola é regulável e sua utilização permite a


montagem de contatos adicionais.

Os contatos simples têm apenas uma abertura. Eles são encontrados em contatores
de maior potência.

6-6
Comandos Elétricos

Os contatos são construídos em formatos e tamanhos determinados pelas


características técnicas do contator. São classificados em principal e auxiliar. O auxiliar
é dimensionado apenas para a corrente de comando, e pode ser de abertura retardada
para evitar perturbações no comando; pode ser ainda intercambiável – de contato
abridor para fechador e vice-versa.

Manutenção
Faz-se a manutenção dos contatos simplesmente limpando-os e depois lubrificando-os
com vaselina neutra.

A troca, quando necessária, deve ser feita mudando-se todo o conjunto, inclusive as
molas que podem ter a pressão alterada pelo aquecimento.

A pastilha é a parte do contato que realmente efetua o contato elétrico nas condições
rigorosas do efeito do arco elétrico e do ambiente.

Tipos de peças de contato (pastilhas)

Portanto, a exigência técnica traz consigo a condição do material destinado a


fabricação de peças de contatos ser tal que satisfaça por um tempo, o mais longo
possível, as condições de perfeito funcionamento dos dispositivos nos quais as peças
são empregadas. Tais condições variam de função para função, de ambiente para
ambiente. Os problemas que aparecem em seccionadores, por exemplo, são, desta
forma, diferentes daqueles dos disjuntores. Os ambientes atuam diversamente sobre
os metais, oxidando-os ou sulfatando-os. O cobre e a prata são os materiais mais
usados na fabricação das peças de contato.

6-7
Comandos Elétricos

Construção da pastilha
A solução econômica e universamente aceita para construção dos contatos é aquela
oferecida pela técnica da “Metalurgia do Pó”, que possibilita, por meio de mistura de
pós metálicos comprimidos e sinterizados, a obtenção de um produto com ponto de
fusão mais elevado que o dos componentes. O produto final conserva as propriedades
específicas de cada elemento. Numa linha normal de utilização das pastilhas, podem
ser fabricados de:

Peças de cobre
Caracterizam-se em especial por possuírem alta condutibilidade térmica e elétrica,
dureza, e resistência mecânica adequada.

Peças de prata
Submetidas a temperaturas de aproximadamente 200ºC, têm a propriedade de
reconverter a camada de óxido em prata pura (dissociação térmica). Além disso, o
vapor de prata resultante da ação de um arco voltaico tem a propriedade de se
depositar na peça de contato oposta, permanecendo disponível para as manobras
subsequentes (recuperação de material).

Ligas de prata
(Adicionando, por exemplo, 10% de cádmio) – apresentam maior dureza e menor
tendência à fusão do que contatos de prata pura.

Ouro e paládio
Caracterizam-se em particular por uma alta insensibilidade a atmosferas corrosivas
(por exemplo, ao enxofre).

Tungstênio e suas ligas


São largamente aplicados na construção de contatos, em vista de seu alto ponto de
fusão e de sua elevada dureza. São mais indicados em relés de controle de tensão.

Nota
Os modernos contatos vêm sendo construídos com pastilhas de prata e cádmio
montadas sobre uma ponte de cobre e aço. São largamente empregados em
contatores.

6-8
Comandos Elétricos

A combinação de dois diferentes metais permite variar as características elétricas,


mecânicas, químicas e térmicas numa gama mais ampla, dentro de um critério
economicamente aceitável.

São precondições para o material de contato:


• Alta condutibilidade térmica e elétrica;
• Baixa tendência à formação de camadas superficiais estranhas;
• Alto ponto de fusão, baixo desgaste por queima;
• Dureza e resistência mecânica adequadas;
• Facilidade de usinagem.

Os contatos são construídos em formatos e tamanhos determinados pelas


características técnicas do contator. São classificados em principal e auxiliar.

Os contatos principais têm a função de estabelecer e interromper correntes de


motores e chavear cargas resistivas ou capacitivas.

O contato é realizado por meio de placas de prata cuja vida útil termina quando elas
1
estão reduzidas a de seu volume inicial.
3

Os contatos auxiliares são dimensionados para a comutação de circuitos auxiliares


para comando, para sinalização e para intertravamento elétrico. São dimensionados
apenas para a corrente de comando e podem ser de abertura retardada para evitar
perturbações no comando.

Eles podem ser do tipo NA (normalmente aberto) ou NF (normalmente fechado) de


acordo com sua função.

6-9
Comandos Elétricos

Sistema de acionamento
O acionamento dos contatores pode ser feito com corrente alternada ou com corrente
contínua.

Para o acionamento com CA, existem anéis de curto-circuito que se situam sobre o
núcleo fixo do contator e evitam o ruído por meio da passagem da CA por zero.

Um entreferro reduz a remanência após a interrupção da tensão de comando e evita o


colamento do núcleo.

Após a desenergização da bobina de acionamento, o retorno dos contatos principais


(bem como dos auxiliares) para a posição original de repouso é garantido pelas molas
de compressão.

O acionamento com CC não possui anéis de curto-circuito. Além disso, possui uma
bobina de enrolamento com derivação na qual uma das derivações serve para o
atracamento e a outra para manutenção.

Um contato NF é inserido no circuito da bobina e tem a função de curto-circuitar parte


do enrolamento durante a etapa do atracamento. Veja representação esquemática a
seguir.

Acionamento CC

O enrolamento com derivação tem a função de reduzir a potência absorvida pela


bobina após o fechamento do contator, evitando o superaquecimento ou a queima da
bobina.

6-10
Comandos Elétricos

O núcleo é maciço pois, sendo a corrente constante, o fluxo magnético também o será.
Com isso, não haverá força eletromotriz no núcleo e nem circulação de correntes
parasitas.

O sistema de acionamento com CC é recomendado para aplicação em circuitos onde


os demais equipamentos de comando são sensíveis aos efeitos das tensões induzidas
pelo campo magnético de corrente alternada. Enquadram-se nesse caso os
componentes CMOS e os microprocessadores, presentes em circuitos que compõem
acionamentos de motores que utilizam conversores e/ou CLPs (controladores
programáveis).

Carcaça
É constituída de duas partes simétricas (tipo macho e fêmea) unidas por meio de
grampos.

Retirando-se os grampos de fechamento a tampa frontal do contator, é possível abri-lo


e inspecionar seu interior, bem como substituir os contatos principais e os da bobina.

A substituição da bobina é feita pela parte superior do contator, através da retirada de


quatro parafusos de fixação para o suporte do núcleo.
Câmara de extinção de arco voltaico
É um compartimento dos seccionadores que envolve os contatos principais. Sua
função é extinguir a faísca ou arco voltaico que surge quando um circuito elétrico é
interrompido.

6-11
Comandos Elétricos

Com a câmara de extinção de cerâmica, a extinção do arco é provocada por


refrigeração intensa e pelo repuxo do ar.

Funcionamento do contator
Como já sabemos, uma bobina eletromagnética quando alimentada por uma corrente
elétrica, forma um campo magnético. No contator, ele se concentra no núcleo fixo e
atrai o núcleo móvel.

Como os contatos móveis estão acoplados mecanicamente com núcleo móvel, o


deslocamento deste no sentido do núcleo fixo movimenta os contatos móveis.

Quando o núcleo móvel se aproxima do fixo, os contatos móveis também devem se


aproximar dos fixos de tal forma que, no fim do curso do núcleo móvel, as peças fixas
e móveis do sistema de comando elétrico estejam em contato e sob pressão suficiente.

O comando da bobina é efetuado por meio de uma botoeira ou chave-bóia com duas
posições, cujos elementos de comando estão ligados em série com as bobinas.

6-12
Comandos Elétricos

A velocidade de fechamento dos contatores é resultado da força proveniente da bobina


e da força mecânica das molas de separação que atuam em sentido contrário.

As molas são também as únicas responsáveis pela velocidade de abertura do contator,


o que ocorre quando a bobina magnética não estiver sendo alimentada ou quando o
valor da força magnética for inferior à força das molas.

Vantagens do emprego de contatores


Os contatores apresentam as seguintes vantagens:
• Comando à distância;
• Elevado número de manobras;
• Grande vida útil mecânica;
• Pequeno espaço para montagem;
• Garantia de contato imediato;
• Tensão de operação de 85 a 110% da tensão nominal prevista para o contator.

Montagem dos contatores

Os contatores devem ser montados de preferência verticalmente em local que não


esteja sujeito a trepidação.

Em geral, é permitida uma inclinação máxima do plano de montagem de 22,5º em


relação à vertical, o que permite a instalação em navios.

Na instalação de contatores abertos, o espaço livre em frente à câmara deve ser de,
no mínimo, 45mm.

Intertravamento de contatores

O intertravamento é um sistema de segurança elétrico ou mecânico destinado a evitar


que dois ou mais contatores se fechem acidentalmente ao mesmo tempo provocando
curto-circuito ou mudança na seqüência de funcionamento de um determinado circuito.
O intertravamento elétrico é feito por meio de contatos auxiliares do contator e por
botões conjugados.

6-13
Comandos Elétricos

Na utilização dos contatos auxiliares (K1 e K2), estes impedem a energização de uma
das bobinas quando a outra está energizada.

Nesse caso, o contato auxiliar abridor


de outro contator é inserido no circuito
de comando que alimenta a bobina do
contator. Isso é feito de modo que o
funcionamento de um contator dependa
do funcionamento do outro, ou seja,
contato K1 (abridor) no circuito do
contator K2 e o contato K2 (abridor) no
circuito do contator K1. Veja diagrama
ao lado.

Os botões conjugados são inseridos no circuito de comando de modo que, ao ser


acionado um botão para comandar um contator, haja a interrupção do funcionamento
do outro contator.

Quando se utilizam botões


conjugados, pulsa-se
simultaneamente S1 e S2. Nessa
condição, os contatos abridor e
fechador são acionados. Todavia, como
o contato abridor atua antes do
fechador, isso provoca o
intertravamento elétrico. Assim, temos:
Botão S1: fechador deK1 conjugado
com S1, abridor de K2.
Botão S2: fechador deK2 conjugado
com S2, abridor de K1.

6-14
Comandos Elétricos

Observação
Quando possível, no intertravamento elétrico, devemos usar essas duas modalidades.

O intertravamento mecânico é obtido por meio da colocação de um balancim


(dispositivo mecânico constituído por um apoio e uma régua) nos contatores.

Quando um dos contatores é acionado, este atua sobre uma das extremidades da
régua, enquanto que a outra impede o acionamento do outro contator.

Esta modalidade de intertravamento é empregada quando a corrente é elevada e há


possibilidade de soldagem dos contatos.

Escolha dos contatores


A escolha do contator para uma dada corrente ou potência deve satisfazer a duas
condições:
• Número total de manobras sem a necessidade de trocar os contatos;
• Não ultrapassar o aquecimento admissível.

O aquecimento admissível depende da corrente circulante e interrompida, da


freqüência de manobras e do fator de marcha.

6-15
Comandos Elétricos

O número total de manobras é expresso em manobras por hora (man/h), mas


corresponde à cadência máxima medida num período qualquer que não exceda 10
minutos.

O fator de marcha (fdm) é a relação percentual entre o tempo de passagem da


corrente e a duração total de um ciclo de manobra.
A tabela a seguir indica o emprego dos contatores conforme a categoria.

Categoria de emprego Exemplos de uso


Cargas fracamente indutivas ou não-indutivas
AC1
Fornos de resistência
AC2 Partida de motores de anel sem frenagem por contracorrente
Partida de motores de indução tipo gaiola
AC3 Desligamento do motor em funcionamento normal
Partida de motores de anel com frenagem por contracorrente
AC4 Partida de motores de indução tipo gaiola
Manobras de ligação intermitente, frenagem por contracorrente e reversão
DC1 Cargas fracamente indutivas ou não-indutivas
Fornos de resistência
Motores em derivação
DC2
Partida e desligamento durante a rotação
DC3 Partida, manobras intermitentes, frenagem por contracorrente, reversão
Motores série
DC4
Partida e desligamento durante a rotação
DC5 Partida, manobras intermitentes, frenagem por contracorrente, reversão.

Observação: Na tabela , AC = corrente alternada; DC = corrente contínua.

Partida direta de um motor comandada por contator


O circuito de partida direta de motor comandada por contator é mostrado a seguir.
O contator pode ser comandado por uma chave de um pólo.

6-16
Comandos Elétricos

Na figura a seguir temos a bobina do contator sendo energizada ou desenergizada


através do uso de botoeiras.

Na condição inicial, os bornes R, S e T estão sob tensão. Quando o botão b1 é


acionado, a bobina do contator c 1 é energizada. Esta ação faz fechar o contato de selo
c1 que manterá a bobina energizada. Os contatos principais se fecharão e o motor
funcionará.

Para interromper o funcionamento do contator e, consequentemente, do motor, aciona-


se o botão b0. Isso interrompe a alimentação da bobina, provoca a abertura do contato
de selo c1 e dos contatos principais e faz o motor parar.

6-17
Comandos Elétricos

Categoria de emprego

É o que determina exatamente para que fim pode ser aplicado um aparelho em função
de In e da tensão nominal. Os símbolos dessas categorias são gravados nas placas de
identificação.

Escolha dos contatores

A escolha de um contator para uma dada corrente ou potência deve satisfazer a duas
condições:
• Número total de manobras sem a necessidade de trocar os contatos;
• Não ultrapassar o aquecimento admissível.

Esse aquecimento depende da corrente circulante e interrompida, da freqüência de


manobras e do fator de marcha.

6-18
Comandos Elétricos

A freqüência é expressa em manobras por hora (man/h), mas corresponde à


cadência máxima medida num período qualquer que não exceda 10 minutos.

O fator de marcha (f.d.m.) é a relação percentual entre o tempo de passagem da


corrente e a duração total de um ciclo de manobra.

Cargas não indutivas


São caracterizadas por um fator de potência cos. Ø > 0,95 e pela ausência de
sobrecorrentes depois de aplicada a tensão.

Exemplo
Resistências.

A corrente de fechamento corresponde habitualmente à intensidade nominal I ≅ In .


Esse tipo de serviço é definido pela categoria AC1 de acordo com a recomendação
IEC 158.1

Cargas indutivas
Quando a corrente interrompida é de valor próximo ao da corrente estabelecida.
Essas cargas diferem das anteriores por um fator de potência menor e pelos
fenômenos transitórios, tais como: assimetria durante o fechamento, ou sobretensão
na abertura do contator. Exemplos: comando de motores com rotor de gaiola ou de
anéis com interrupção durante a partida, comando de transformadores, comando de
máquinas de solda.

A tensão que aparece entre a alimentação e a saída do contator, quando este abre
seus pólos, é a mesma da fonte.

A recomendação IEC 158.1 define duas categorias de emprego dependentes da


seguinte gama de utilização:
• AC2 para motores trifásicos de anéis (Corrente interrompida = 2,5 In );
• AC4 para motores trifásicos de gaiola (Corrente interrompida = 6 In ).

6-19
Comandos Elétricos

O desgaste dos contatos depende essencialmente da corrente interrompida, em


função da qual se pode definir a vida dos contatos e a classe de utilização máxima
(freqüência de manobra).

Motor com rotor de gaiola: Interrupção com motor em regime

A corrente interrompida é de valor igual ao da corrente nominal.

A força contra-eletromotriz do receptor provoca o aparecimento de uma tensão no


momento da abertura do contator, cujo valor é apenas uma parcela da tensão da fonte;
porém o desgaste dos contatos é considerável no fechamento do contator.

A recomendação IEC 158.1 define a categoria de emprego AC3 para motores de


gaiola com In > 100A , nas seguintes condições:

Fechamento Abertura

Corrente 6 In In

Cos. Ø 0,35 0,35


Tensão Un 0,17 Un

Observação
Un corresponde à tensão nominal de utilização.

Acoplamento de condensadores trifásicos utilizados para correção do fator de


potência
Este emprego é caracterizado por:
• Aparecimento de fenômenos transitórios consideráveis, principalmente no
momento em que se aplica a tensão;
• Corrente harmônicas circulantes, adicionadas à corrente nominal.

Por essa razão, o contator deverá ser escolhido para uma corrente 1,4 In.

Deve ser associado sempre a um relé do mesmo calibre, para impedir as harmônicas
de ordem superior.

6-20
Comandos Elétricos

“Curto-circuitagem” de resistência de partida

Caracteriza-se por fechamento e abertura fáceis.

Com exceção do último contator de “curto-circuitagem”, os demais têm um baixo fator


de marcha.

Em partida rotórica trifásica, por exemplo, pode-se ligar um contator tripolar em


1
“triângulo”, e dessa maneira cada pólo é percorrido por da corrente da fase
3
(corrente do rotor).

A “curto-circuitagem” bipolar em V, por meio de contatores tetrapolares, permite


praticamente a duplicação da corrente útil de cada pólo.

6-21
Comandos Elétricos

Tabela de emprego conforme a categoria


Solicitação norma: Solicitação eventual:
Categoria Exemplos Ligação Ligação
de de cos ϕ cos ϕ
I U I U
emprego uso e/ou e/ou
In Un In Un
L/R L/R
Corrente
alternada

AC1 Cargas fracamente ou não indutivas


1 1 0,95 1,5 1,1 0,95
Fornos de resistência

Partida de motores de anel

AC2 Sem frenagem por contracorrente 2.5 1 0,65 4 1,1 0,65

AC2’ Com frenagem por contracorrente 2,5 1 0,65 4 1,1 0,65

AC3 Partida de motores de indução tipo gaiola


Desligamento do motor em funcionamento
normal
In 100A 6 1 0,65 10 1,1 0,65
In 100A 6 1 0,35 8 1,1 0,35

Partida de motores de indução, tipo gaiola


Manobras de ligação intermitente, frenagem
por contracorrente e reversão
In 100A 6 1 0,65 12 1,1 0,65
AC4 In 100A 6 1 0,35 10 1) 0,1 0,35
Corrente
Contínua

Cargas fracamente ou não indutivas


DC1 1 1 1 ms 1,5 3) 1,1 3) 1 ms3)
Fornos de resistência

Motores em derivação
DC2
Partida e desligamento durante a rotação 2,5 1 2ms 4 1,1 2,5ms

Partidas, manobras intermitentes, frenagem


DC3
por contracorrente, reversão 2,5 1 2ms 4 1,1 2,5ms

Motores série
DC4
Partida e desligamento durante a rotação 2,5 1 7,5ms 4 1,1 15ms

Partida, manobras intermitentes, frenagem


DC5
por contracorrente, reversão 2,5 1 7,5ms 4 1,1 15ms

Na tabela acima:
I = Corrente de partida
In = Corrente nominal
L/R = Constante de tempo
U = Tensão da rede
Un = Tensão nominal

6-22
Comandos Elétricos

Interpretação da tabela
Na 1a coluna da tabela (1/In) temos a relação entre a corrente de partida e a corrente
nominal do contator. Na 2a coluna (U/Un), a relação entre a tensão da rede e a tensão
a
nominal do contator. Na 3 coluna, cos. Ø é L/R, que indica a constante de tempo em
ms.

Uso da tabela
Um contator categoria AC1, corrente nominal de 25A, poderá manobrar uma carga não
indutiva de 25A .

Um contator categoria AC2, corrente nominal de 25A, poderá manobrar uma carga
indutiva (partida de motor de anel) cuja corrente de partida seja de 62,5A .
I = In . 2,5 = 62,5A .

Um contator categoria AC4, corrente nominal de 25A, poderá manobrar carga indutiva
(partida de motor de indução, tipo gaiola) cuja corrente de partida seja 150A .
I = In . 6 = 150A .

O mesmo contator, por exemplo, o 3TA20, possui diferentes capacidades, de acordo


com a categoria de emprego, como no exemplo seguinte:

Contator 3TA20
AC2 AC4
Tensão CV Tensão CV
220V 2,3 220V 1
380V 4,1 380V 1,9

440V 4,6 440V 2,1

Na tabela acima, verificamos a existência de diferentes valores de carga entre AC2 e


AC4, isso porque o regime de trabalho AC4 é mais severo que o regime AC2.

6-23
Comandos Elétricos

Normas de identificação dos


contatos dos contatores

A normalização nas identificações de terminais dos contatores e demais dispositivos


de manobra de baixa tensão é o meio utilizado para tornar mais uniforme a execução
de projetos de comandos e facilitar a localização e função desses elementos na
instalação.

Essas normalizações são necessárias, principalmente perante a crescente


automatização industrial.

Observações
Neste sentido, a IEC vem desenvolvendo trabalhos que deverão levar brevemente a
uma padronização internacional.

No caso particular dos dispositivos de manobra, quando construídos segundo a VDE -


0660, e dos relés, segundo a norma VDE - 0435, tem-se no momento:

Identificação de terminais em bobina de comando para contatores auxiliares,


acionamentos magnéticos, bobinas de acionamento e travamento, bobinas para
disparadores fixos.

A identificação é feita por letras minúsculas nas bobinas com apenas um enrolamento.

6-24
Comandos Elétricos

Bobina para contator com um enrolamento.

São identificadas por letras minúsculas e algarismos nas bobinas com mais de um
enrolamento e/ou terminações.

Bobina para contator com dois enrolamentos.

Nas bobinas para relés disparadores de tensão, o terminal e fica à esquerda e o


terminal f à direita, no posicionamento físico, e nos diagramas são representados como
na figura a seguir.

Relés disparadores de mínima e máxima tensão

Identificação dos terminais para circuitos principais dos contatores.

Identificação por algarismos, sendo os ímpares


para as entradas (ligação à rede) e os pares
para a saída (ligada à carga).

6-25
Comandos Elétricos

Identificação dos contatos principais de um relé térmico e seu disparador.

Identificação de terminais em componentes de acionamento (contatores) para


circuitos auxiliares

A identificação é feita por dois (2) dígitos compostos pelo algarismo de origem de
localização e pelo algarismo seqüencial de função.

Os algarismos de localização são contados em seqüência, começando de:


• A identificação numérica apresentada na figura a seguir aplica-se a contatos
abridores e fechadores.

Sendo especiais, os contatos são identificados conforme a figura abaixo.

6-26
Comandos Elétricos

Os contatos de comutação desses componentes são identificados na figura a seguir.

Adicionalmente é dado um número de identificação, perfeitamente legível, por meio do


qual se pode definir imediatamente o número e o tipo do componente de acionamento
de um equipamento.

Individualmente, os dígitos numéricos de identificação têm os seguintes significados:


1º dígito = número de contatos fechadores;
2º dígito = número de contatos abridores;
3º dígito = número de contatos comutadores.

Não existindo contatos fechadores ou abridores, deve ser inscrito na posição a eles
correspondente o algarismo “0”.

Independentemente do tipo de construção do equipamento, as identificações de


terminais e símbolos para contatores auxiliares vêm indicadas na norma DIN 46199.

Os contatores auxiliares duplos e relés de ligação têm normalizado também o


posicionamento físico dos contatos.

6-27
Comandos Elétricos

Nos contatores auxiliares, assim como nos contatores para motores, o


posicionamento físico dos contatos auxiliares é livre .

Identificação de terminais em chaves de múltipla posição


É feita por 1 algarismo, sendo os ímpares para o lado da ligação à rede, e os pares,
em seqüência, para os diversos contatos.

Identificação dos terminais em chaves seletoras

6-28
Comandos Elétricos

Ricochete entre contatos e


sua conseqüência

Ricochete é a abertura ou afastamento entre contatos, após o choque dos mesmos na


ligação, devido à energia cinética de que um deles é possuidor.

A figura a seguir mostra uma peça de contato móvel “a”, cuja massa é ma , situada à
distância D da peça de contato fixa, sob a força da mola F.

Ao movimentar-se em direção ao contato fixo, a energia cinética será 1/2 ma . v 2 , onde


v = velocidade da peça e ma = massa.

6-29
Comandos Elétricos

No instante zero as peças se chocam. Caso não houvesse perdas, o contato móvel
seria arremessado de volta, com a mesma velocidade v.

Em realidade, ocorrem deformações na superfície de contato, de modo que a


velocidade de retorno é menor do que v.

A peça de contato móvel passa, então, a trabalhar contra a força da mola F. Sua
velocidade vai sendo reduzida uniformemente pela mola e atinge um máximo em D1
(escala 2ms) e zero (escala 4ms).

A força da mola atua, agora, acelerando o contato móvel contra o fixo, até que estes se
tocam novamente, porém com menor energia, uma vez que esta será sempre função
da força da mola F e do afastamento entre as peças de contato. Nota-se que em D2 e
D3 esse ricochete se repete, até que a energia seja consumida pelo atrito do material
de contato, que não é totalmente elástico.

Baixa velocidade de manobra, reduzida massa de contato móvel e forte pressão nas
molas são algumas condições que diminuem o tempo do ricochete.

6-30
Comandos Elétricos

Comparando as figuras abaixo e a anterior, verificamos que a duração do ricochete


varia, quando variamos a massa, permanecendo constante a velocidade:

2 ma = 1

1
3 ma =
2

Conseqüências do ricochete

O ricochete reduz sensivelmente a durabilidade das peças de contato, especialmente


no caso de cargas com altas correntes de partida, uma vez que o arco que se
estabelece a cada separação sucessiva dos contatos vaporiza o material das pastilhas.
Antigos contatores, hoje obsoletos, perdiam 5 a 7 vezes mais material de contato na
ligação do que no desligamento sob corrente nominal.

Com vista ao limite de viabilidade econômica, é suficiente reduzir o tempo do ricochete


a 0,5 ms. Isso porque, em razão do caráter indutivo da maioria das cargas, a corrente
só atinge seu valor máximo após alguns milisegundos (constante de tempo).

Modernos contatores, praticamente livres de ricochete, acusam na ligação um


desgaste de material de contato equivalente a 1/10 do desgaste para desligamento sob
corrente nominal. Assim, a corrente de partida de motores praticamente não tem
influência na durabilidade dos contatos.

6-31
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) Defina contatores.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Quais são os tipos de contatores?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) Quais são as características dos contatores de potência?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) Quais são as características dos contatores auxiliares?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

5) Quais são os principais elementos construtivos de um contator?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6-32
Comandos Elétricos

6) Em um contator, como são acionados os contatos móveis?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

7) De que materiais são constituídos as pastilhas dos contatores?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8) A origem do nome contator é devido a um de seus elementos, qual? Como eles são
classificados? Qual a diferença entre eles?
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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9) Como determinar a vida útil de um contator?


____________________________________________________________________
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10) Como pode ser a forma de acionamento de um contator? Ao ser desenergizado, o


que garante o retorno dos contatos a posição de repouso?
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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

11) Onde são recomendados os usos de contatores CC?


____________________________________________________________________
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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6-33
Comandos Elétricos

12) O que é, e qual a função da câmara de extinção de arco voltaico?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

13) Porque devemos utilizar contatores?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

14) Como devem ser montados os contatores nos painéis de comando? Porque?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

15) O que é intertravamento? O que ele pode evitar?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

16) Como é feito o intertravamento mecânico? Onde ele é empregado?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

17) Como é feita a escolha dos contatores?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6-34
Comandos Elétricos

18) O que é fator de marcha?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

19) O que vem a ser categoria de emprego?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

20) Quais são as principais cargas das instalações elétricas indusriais?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

21) O que são cargas não indutivas?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

22) Qual a diferença entre cargas indutivas e não indutivas?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

23) Qual a corrente ideal que o contator deve suportar para o caso de cargas do tipo
condensadoras?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

24) Especifique as categorias de emprego:


AC1-________________________________________________________________
AC2-________________________________________________________________
AC3-________________________________________________________________
AC4-________________________________________________________________

6-35
Comandos Elétricos

25) O que são ricochetes? Qual sua conseqüência?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

26) Como reduzir o efeito ricochete?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

27) Nos contatores atuais, como minimizaram o problema do ricochete?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6-36
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

ESCOLHA DE UM CONTATOR

As aplicações dos contatores são numerosas e variadas. A escolha do calibre do contator mais adequado está
diretamente ligada às características de cada aplicação. Os catálogos técnicos dos fabricantes incluem at belas
que permitem determinar o calibre em função do tipo geral da aplicação, a partir das tensões e das correntes de
emprego.

Os critérios que governam a elaboração dos quadros de comandos são:


• Cadência de funcionamento < 30 ciclos de manobra por hora (motores l– 6 partidas por hora).
• Temperatura ambiente de 40ºC.
• Tensão ≤ 440V.

Nestas condições, um contator pode comutar uma corrente igual a sua corrente nominal de utilização, de
acordo com as categorias de emprego. Outros fatores podem ser levados em c onta na escolha dos contatores,
o que veremos a seguir.

Critérios de escolha de um contator

Escolher um contator em função de uma aplicação é definir um aparelho capaz de estabelecer, suportar e
interromper a corrente de uma carga a comandar, em condições de utilização bem definidas, sem aquecimento
excessivo nem desgaste exagerado dos contatos. Para se fazer uma escolha correta é necessário levar em
consideração:
ƒ Natureza e características do circuito ou da carga a comandar: valor e tipo de corrente, tensão, etc.
ƒ Exigências de utilização: ciclos de manobra/hora, fator de regime, desligamento em vazio ou em carga,
categoria de emprego, durabilidade elétrica pretendida, etc.
ƒ Condições ambientais: temperatura, eventualmente altitude, etc.

A importância destes critérios varia com o tipo de aplicação. Por exemplo:

™ Comando de um circuito resistivo: Esta aplicação é de categoria AC-1, com poucos ciclos de
manobra. O aquecimento do contator depende, sobretudo da corrente nominal da carga e da duração
da corrente.

™ Comando de um motor assíncrono de rotor em curto-circuito: de categoria AC-3 (desligamento com o


motor em carga), ou AC-4 (desligamento com o motor bloqueado). O aquecimento é devido não só a
passagem da corrente nominal, mas também ao pico da corrente de partida e à energia de arco no
momento de desligamento. Este aquecimento aumenta à medida que aumenta a freqüência de ciclos
de manobra sendo, este ultimo, mais um fator importante na escolha.

™ Comando dos primários dos transformadores ou banco de capac itores: Nestes equipamentos, a
corrente de crista no momento inicial de funcionamento atinge facilmente várias dezenas de vezes o
valor do corrente nominal. A capacidade de fechamento nominal do contator tem de ser suficiente para
que o esforço de repulsão não provoque uma abertura intempestiva dos contatos (ricochete) e a
possível soldagem dos mesmos. Este é o critério base para a escolha do contator.

6-37
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

CONSTITUIÇÃO DE UM CONTATOR ELETROMAGNÉTICO

1- ELETROIMÃ

O eletroímã é o elemento que movimenta o contator. É constituído por um circuito magnético e uma bobina. A
sua forma varia de em função do tipo de contator e pode eventualmente ser diferente a natureza da corrente de
alimentação, alternada ou contínua.

Um pequeno entreferro ex istente no circuito magnético na posição “fechado” evita qualquer risco de remanência
(1). É obtido retirando metal e acrescentando um material amagnético. O curso de aproximação é a distancia
que separa a parte fixa da parte móvel do circuito, quando o circuito está desligado. O curso de esmagamento é
a distancia que separa estas duas partes quando o os pólos entram em contato.

Circuito magnético para corrente alternada: Circuito laminado (lâminas de aço silício) para reduzir as
correntes de Foucault, que se produzem em qualquer massa metálica sujeita a um fluxo alternado (estas
correntes de Foucault reduzem o fluxo útil de determinada corrente magnetizante e aquecem
desnecessariamente o circuito magnético).

Circuito magnético para corrente contínua: No eletroímã alimentado por corrente contínua não se formam
correntes de Foucault, sendo preferível utilizar um eletroímã de aço maciço, específico para corrente contínua.

2- BOBINA

A bobina produz o fluxo magnético necessário à atração da armadura móvel do eletroímã.


Está concebida para suportar aos choques mecânicos provocados pelo fechamento e pela abertura dos
circuitos magnéticos, resultantes da passagem da corrente pelas espiras.

Para diminuir os choques mecânicos, a bobina ou o circuito magnético, e por vezes ambos, são montados sobre
amortecedores.
As bobinas utilizadas atualmente são particularmente resistentes as sobretensões, aos choques e às
atmosferas agressivas. São feitas de fio de cobre esmaltado de grau 2 (155ºC) e impregnadas no vácuo ou
moldadas sobre pressão.

(1) Remanência: designa-se por remanente um contator que se mantém fechado quando já não há tensão nos
terminais de sua bobina.

6-38
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

3- OS PÓLOS

Os pólos têm por função estabelecer ou interromper a corrente no circuito de potência. Estão dimensionados
para a passagem da corrente nominal do contator em serviço permanente sem aquecimento anormal. Possui
uma parte fixa e uma parte móvel. Seus contatos são feitos de uma liga a base de prata cujas resistências a
oxidação, ao arco voltaico e mecânica são notáveis.

Os pólos de interrupção utilizados como solução para certos problemas da automação, funcionam de forma
inversa aos pólos de fechamento. Os seus contatos estão fechados quando o eletroímã de comando não está
energizado, e estão abertos quando é colocado em serviço.

4- CONTATOS AUXILIARES

Os contatores auxiliares asseguram as auto-retenções, os intertravamentos dos contatores e ainda a


sinalização do circuito. Existem em três versões:

o Contatos instantâneos normalmente abertos NA.

o Contatos instantâneos normalmente fechados NF.

o Contatos instantâneos NA / NF (comutador).

o Contatos temporizados NA ou NF. Fecham ou abrem, após um intervalo de tempo (regulável) depois
do fechamento ou abertura do contator que os aciona.

6-39
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

6-40
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

CONTATOR DE BAIXO CONSUMO

Um contator de baixo consumo pode ser comandado diretamente palas saídas estáticas de um CLP. Para isso
está equipado com um eletroímã para corrente contínua, adaptado aos níveis de tens ão e corrente deste tipo de
saída, em geral 24Vcc / 100mA.

O circuito magnético deste contator difere dos demais por vários aspectos, como:

• Aplicação de uma geometria especial,


minimizando as fugas magnéticas.
• Utilização de ferro de elevada pureza e imãs
permanentes com forte campo magnético.

Os imãs estão dispostos de tal forma que a força que


exercem sobre o conjunto móvel atinge o seu máximo
quando o contator está aberto, o que garante uma
ótima suportabilidade aos choques na posição repouso,
da mesma ordem de grandeza que o obtido na posição
trabalho.

Eletroímã de um contator série D de baixo consumo

CONTATORES ESTÁTICOS

Os contatores estáticos são aparelhos de comutação de potencia com semicondutores.


Tal como os contatores eletromagnéticos, os contatores estáticos podem estabelecer ou interromper correntes
elevadas, por ação de uma corrente de comando de pouca intensidade, assegurar um serviçointermitente ou
contínuo, ser comandados a distancia, etc.

Em relação aos eletromagnéticos, os contatores estáticos apresentam importantes vantagens:

9 Elevada freqüência de comutação;


9 Ausênciade peças mecânicas móveis;
9 Funcionamento totalmente silencioso;
9 Grande variedade de tensão de comando;
9 Consumo muito baixo.
9 Tecnologia monobloco, que os tornam
insens íveis aos choques indiretos,
vibrações e ambientes poeirentos;

Os contatores estáticos são protegidos contra


variações bruscas de tensão. Os circuitos de comando
e de potencia são separados galvanicamente por um
opto-acoplador ou um relé reed-switch. Contatores estáticos Telemecanique

Podem ser comandados por tens ão contínua ou alternada.


Em tensão contínua, a entrada é protegida contra erros de ligação quanto a inversões de polaridades.
Em tensão alternada, um circuito retificador estabelece uma tens ão contínua no opto-acoplador.

6-41
Comandos Elétricos

SIEMENS Contatores para manobra de motores


Contatores 3RT10 - SIRIUS

Dados técnicos

Contator Tamanho S00


Tipo 3RT1. 1.
AAcionamentocionamentoAcionamento
Faixa de operação da bobina CA em 50 Hz: 0,8 a 1,1 x Us
em 60 Hz: 0,85 a 1,1 x Us
CC em +50 ˚C:0,8 a 1,1 x Us
em +60 ˚C:0,85 a 1,1 x Us
Consumo da bobina (no estado frio e 1,0 x Us) Execução normal Para EUA e Canadá
Acionamento em CA Hz 50/60 50 60
Consumo na ligação VA 27 /24,3 26,4 31,7
cos ϕ 0,8 / 0,75 0,81 0,77
Consumo em operação VA 4,4 / 3,4 4,7 5,1
cos ϕ 0,27/ 0,27 0,26 0,27
Acionamento em CC Consumo na ligação e em operação W 3,3
Corrente residual permitida da eletrônica (c/ sinal 0) Com corrente residual mais elevada
Acionamento em CA mA < 3 mA x 230
----------V-  recomenda-se o módulo de carga adicional
 Us  3RT19 16-1GA00, ver acessórios

< 10 mA x  --------- 
24 V
Acionamento em CC mA
 Us 
Tempo de manobra 1)
Tempo de desligamento total = tempo de abertura + tempo de
duração do arco
Acionamento em CA tempo de fechamento ms 8 a 35
com 0,8 a 1,1 x Us tempo de abertura ms 4 a 30
Acionamento em CC tempo de fechamento ms 25 a 100
com 0,85 a 1,1 x Us tempo de abertura ms 7 a 10
Tempo de duração do arco ms 10 a 15
Tempo de manobra com 1,0 x Us 1)
tempo de fechamento ms 10 a 25
Acionamento em CA tempo de abertura ms 5 a 30
Acionamento em CC tempo de fechamento ms 30 a 50
tempo de abertura ms 7a9

Contator Tamanho S00 S00 S00


Tipo 3RT10 15 3RT10 16 3RT10 17
Circuito principal
Cargas em corrente alternada
Categoria de emprego AC-1, manobra de cargas
resistivas
Corrente nominal Ie em 40 ˚C a 690 V A 18 22 22
em 60 ˚C a 690 V A 16 20 20
Potencia nominal em 230 V kW 6,3 7,5 7,5
de cargas resistivas trifásicas 2) 400 V kW 11 13 13
cos ϕ = 0,95 (com 60 ˚C) 500 V kW 13,8 17 17
690 V kW 19 22 22
Seção mínima dos condutores com carga Ie em 40 ˚C mm2 2,5 2,5 2,5
60 ˚C mm2 2,5 2,5 2,5
Categoria de emprego AC-2 e AC-3
Corrente nominal Ie até 400 V A 7 9 12
500 V A 5 6,5 9
690 V A 4 5,2 6,3
Potencias nominais de em 220 V kW 2,2 3 3
motores com rotor bobinado 380 V kW 3 4 5,5
ou de rotor em curto-circuito 440 V kW 3,5 4,5 5,5
(gaiola) em 50 Hz e 60 Hz 690 V kW 4 5,5 5,5
Capacidade térmica corrente 10-s 3) A 56 72 96
Potência dissipada por polo com Ie/AC-3 W 0,42 0,7 1,24

6-42
Comandos Elétricos

Contatores para manobra de motores SIEMENS


Contatores 3RT10 - SIRIUS

Dados técnicos

Contator Tamanho S00 S00 S00


Tipo 3RT10 15 3RT1. 16 3RT1. 17
Circuito principal
Cargas em corrente alternada
Categoria de emprego AC-4 (com Ia = 6 x Ie) 1)
Corrente nominal Ie até 400 V A 6,5 8,5 8,5
Potencia nominal de motores com rotor em curto-cir- em 400 V kW 3 4 4
cuito (gaiola) em 50 Hz e 60 Hz
Vida útil dos contatos de 200 000 manobras:
Correntes nominais Ie até 400 V A 2,6 4,1 4,1
690 V A 1,8 3,3 3,3
Potencia nominal de motores com rotor em curto-cir- em 220 V kW 0,67 1,1 1,1
cuito (gaiola) em 50 Hz e 60 Hz 380 V kW 1,15 2 2
440 V kW 1,45 2 2
690 V kW 1,15 2,5 2,5
Categoria de emprego AC-5a, manobra de lâmpadas de des-
carga (lâmpada fluorescente)
por polo em 230 V
Potência nominal Corrente noinal
por lâmpada por lâmpada (A)
sem compensação
L 18 W 0,37 nº de lâmpadas 30 43 43
L 36 W 0,43 nº de lâmpadas 26 37 37
L 58 W 0,67 nº de lâmpadas 16 23 23
Manobra de lâmpadas de descarga compensadas, EVG
(reator eletrônico)
por polo em 230 V
Potencia nominal Potência do Corrente nominal
por lâmpada capacitor (µF) por lâmpada (A)

L 18 W 6,8 0,10 nº de lâmpadas 44 63 63


L 36 W 6,8 0,18 nº de lâmpadas 25 35 35
L 58 W 10 0,27 nº de lâmpadas 16 23 23
Categoria de emprego AC-5b, manobra de lâmpadas incandescentes
por polo em 230/220 V kW 1,2 1,6 1,6
Categoria de emprego AC-6a, manobra de transformadores trifásicos
por "in rush" de partida n 30 20 30 20 30 20
Corrente nominal Ie até 400 V A 2,4 3,6 3,3 5,1 5,1 7,2
Potencia nominal de transformadores trifásicos em 230 V kVA 1,0 1,4 1,3 2 2 2,9
com "in rush" de partida de n = 30 ou 20. 400 V kVA 1,6 2,5 2,3 3,5 3,5 5
Para fatores de "in rush" de partida diferentes (x) a 500 V kVA 2,2 3,3 3,1 4,6 4,6 6,2
potência (Px) pode ser calculada por: 690 V kVA 2,9 4,3 4 6 6 8,6
30
Px = Pn 30 ⋅ ------
x

6-43
Comandos Elétricos

Contatores de potência 3RT10, 3TF6


Motores trifásicos Corrente Contator 1)
s Fusível
Potências máximas Corrente nominal H DIAZED, NH
AC-2 / AC-3, 60 Hz em nominal máxima ( Coordenação
máxima AC-1 L
P
Tipo “2” na
220 V 380 V 440 V ( Dimensões em mm ) IEC 60947-4 )
( cv / kW ) ( cv / kW ) ( cv / kW ) (A) (A) ( Tipo ) L H P ( A ) ( Tipo )
– 0,16 / 0,12 0,16 / 0,12 0,5 18 3RT10 15-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6) 2 - 5SB2 11

– – 0,25 / 0,18 0,6 18 3RT10 15-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6) 2 - 5SB2 11


2) 6)
0,16 / 0,12 0,25 / 0,18 0,33 / 0,25 0,7 18 3RT10 15-1Aqq1 45 57,5 72 (111) 4 - 5SB2 21

– 0,33 / 0,25 – 0,9 18 3RT10 15-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6) 4 - 5SB2 21


3RT10 26
0,25 / 0,18 0,5 / 0,37 0,5 / 0,37 1,2 18 3RT10 15-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6) 4 - 5SB2 21
2) 6) 6 - 5SB2 31 ou
0,33 / 0,25 0,75 / 0,55 0,75 / 0,55 1,6 18 3RT10 15-1Aqq1 45 57,5 72 (111)
6 - 3NA3 801
6 - 5SB2 31 ou
– 1 / 0,75 1 / 0,75 2 18 3RT10 15-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6)
6 - 3NA3 801
2) 10 - 5SB2 51 ou
0,5 / 0,37 – 1,5 / 1,1 2,4 18 3RT10 15-1Aqq1 45 57,5 72 (111) 6)
10 - 3NA3 803
10 - 5SB2 51 ou
0,75 / 0,55 1,5 / 1,1 2 / 1,5 3 18 3RT10 15-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6)
10 - 3NA3 803
16 - 5SB2 61 ou
1 / 0,75 2 / 1,5 – 4 18 3RT10 15-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6)
16 - 3NA3 805
2) 20 - 5SB2 71 ou
1,5 / 1,1 3 / 2,2 3 / 2,2 5 18 3RT10 15-1Aqq1 45 57,5 72 (111) 6)
20 - 3NA3 807
20 - 5SB2 71 ou
– – 4/3 5,8 18 3RT10 15-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6)
20 - 3NA3 807
20 - 5SB2 71 ou
2 / 1,5 4/3 5 / 3,7 7 18 3RT10 15-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6)
20 - 3NA3 807
2) 20 - 5SB2 71 ou
3 / 2,2 5 / 3,7 6 / 4,5 9 22 3RT10 16-1Aqq1 45 57,5 72 (111) 6)
20 - 3NA3 807
6 / 4,5 20 - 5SB2 71 ou
4/3 7,5 / 5,5 12 22 3RT10 17-1Aqq1 2) 45 57,5 72 (111) 6)
3RT10 36 7,5 / 5,5 20 - 3NA3 807
5 / 3,7 10 / 7,5 25 - 5SB2 81 ou
10 / 7,5 16 40 3RT10 25-1Aqq0 3) 45 (65) 7) 85 91 (140) 6)
6 / 4,5 12,5 / 9 25 - 3NA3 810
3) 7) 35 - 5SB4 11 ou
– 12,5 / 9 15 / 11 19 40 3RT10 26-1Aqq0 45 (65) 85 91 (140) 6)
32 - 3NA3 812
35 - 5SB4 11 ou
7,5 / 5,5 – – 21 40 3RT10 26-1Aqq0 3) 45 (65) 7) 85 91 (140) 6)
32 - 3NA3 812
35 - 5SB4 11 ou
– 15 / 11 – 25 40 3RT10 26-1Aqq0 3) 45 (65) 7) 85 91 (140) 6)
32 - 3NA3 812
3) 7) 63 - 5SB4 31 ou
10 / 7,5 – 20 / 15 27 50 3RT10 34-1Aqq0 55 (75) 112 115 (164) 6)
63 - 3NA3 822
63 - 5SB4 31 ou
12,5 / 9 20 / 15 25 / 18,5 32 50 3RT10 34-1Aqq0 3) 55 (75) 7) 112 115 (164) 6)
63 - 3NA3 822
3) 7) 63 - 5SB4 31 ou
15 / 11 25 / 18,5 30 / 22 40 60 3RT10 35-1Aqq0 55 (75) 112 115 (164) 6)
63 - 3NA3 822
– 30 / 22 – 43 55 3RT10 36-1Aqq0 3) 55 (75) 7) 112 115 (164) 6) 80 - 3NA3 824

20 / 15 – 40 / 30 50 55 3RT10 36-1Aqq0 3) 55 (75) 7) 112 115 (164) 6) 80 - 3NA3 824


3) 7) 6)
25 / 18,5 40 / 30 50 / 37 63 100 3RT10 44-1Aqq0 70 (110) 146 139 (188) 125 - 3NA3 832
3RT10 65 30 / 22 50 / 37 60 / 45 75 120 3RT10 45-1Aqq0 3)
70 (110) 7)
146 139 (188) 6)
160 - 3NA3 836

– 60 / 45 – 85 120 3RT10 46-1Aqq0 3) 70 (110) 7) 146 139 (188) 6) 160 - 3NA3 836
3) 7) 6)
– – 75 / 55 90 120 3RT10 46-1Aqq0 70 (110) 146 139 (188) 160 - 3NA3 836
40 / 30 4) 8) 6)
50 / 37
75 / 55 75 / 55 115 160 3RT10 54-1qq36 120 (140) 172 180 (217) 200 - 3NA3 140
50 / 37 100 / 75
100 / 75 150 185 3RT10 55-6qq36 4) 120 (140) 8) 172 180 (217) 6) 250 - 3NA3 144
60 / 45 125 / 90
4) 8) 6)
75 / 55 125 / 90 150 / 110 180 215 3RT10 56-6qq36 120 (140) 172 180 (217) 315 - 3NA3 252

75 / 55 150 / 110 175 / 132 220 275 3RT10 64-6qq36 4) 145 (165) 8) 200 217 (251) 6) 400 - 3NA3 260

100 / 75 175 / 132 200 / 150 260 330 3RT10 65-6qq36 4) 145 (165) 8) 200 217 (251) 6) 400 - 3NA3 260
4) 8) 6) 400 - 3NA3 260 ou
125 / 90 200 / 150 250 / 185 300 330 3RT10 66-6qq36 145 (165) 200 217 (251)
500 - 3NA3 365 9)
250 / 185 270 / 200 400 - 3NA3 260 ou
150 / 110 400 430 3RT10 75-6qq36 4) 160 (180) 8) 200 236 (271) 6)
270 / 200 300 / 220 630 - 3NA3 372 9)
175 / 132 300 / 220 350 / 250 500 - 3NA3 365 ou
500 610 3RT10 76-6qq36 4) 160 (180) 8) 200 236 (271) 6)
200 / 150 350 / 250 400 / 300 630 - 3NA3 372 9)
3TF69 250 / 185 400 / 300 450 / 335 5) 500 - 3NA3 365 ou
630 700 3TF68 44-0qq7 230 276 237
270 / 200 450 / 335 500 / 375 800 - 3NA3 475 9)
630 - 3NA3 372 ou
300 / 220 500 / 375 550 / 400 750 910 3TF69 44-0qq7 5) 230 295 237
1250 - 3NA3 482 9)
550 / 400 600 / 450 5) 630 - 3NA3 372 ou
350 / 250 820 910 3TF69 44-0qq7 230 295 237
600 / 450 750 / 550 1250 - 3NA3 482 9)

6-44
Comandos Elétricos

6-45
Comandos Elétricos

Contatores série 3RT10 SIEMENS


Acessórios
a Contatores
3RT10 15 / 3RT10 16 / 3RT10 17
a
Descrição Execução Tipo

b Bloco de contato auxiliar


entrada de condutores por cima 1NA 3RH19 11-1AA10
b 1NF 3RH19 11-1AA01

c Bloco de contatos auxiliares


DIN EN 50 005 2NA 3RH19 11-1FA20
1NA + 1NF 3RH19 11-1FA11
c 4NA 3RH19 11-1FA40
d 3NA + 1NF 3RH19 11-1FA31
2NA + 2NF 3RH19 11-1FA22
DIN EN 50 012 2NA + 2NF 3RH19 11-1HA22

d Supressor de sobretensão 127-240VCA / 150-250VCC 3RT19 16-1BD00


(varistor) 27-48VCA / 24-70VCC 3RT19 16-1BB00
48-127VCA / 70-150VCC 3RT19 16-1BC00

a Contatores
3RT10 23 / 3RT10 24 / 3RT10 25 / 3RT10 26
e 3RT10 34 / 3RT10 35 / 3RT10 36
3RT10 44 / 3RT10 45 / 3RT10 46

Descrição Execução Tipo


b
b Bloco de contatos auxiliares
montagem lateral
à esquerda ou direita 1NA + 1NF 3RH19 21-1EA11
a 2NA 3RH19 21-1EA20

Bloco de contatos
auxiliares ( 2º bloco )
montagem lateral 1)
à esquerda ou à direita 1NA + 1NF 3RH19 21-1KA11
c 2NA 3RH19 21-1KA20

c Bloco de contatos auxiliares


d DIN EN 50 005 4NA 3RH19 21-1FA40
3NA + 1NF 3RH19 21-1FA31
2NA + 2NF 3RH19 21-1FA22
DIN EN 50 012 2NA + 2NF 3RH19 21-1HA22

d Bloco de contatos auxiliares


( máximo 4 blocos ) 1NA 3RH19 21-1CA10
1NF 3RH19 21-1CA01

e Supressor de sobretensão
( varistor ) 127-240VCA / 150-250VCC 3RT19 26-1BD00
24-48VCA / 24-70VCC 3RT19 26-1BB00
48-127VCA / 70-150VCC 3RT19 26-1BC00

e a Contatores
3RT10 54 / 3RT10 55 / 3RT10 56
3RT10 64 / 3RT10 65 / 3RT10 66
3RT10 75 / 3RT10 76

Descrição Execução Tipo

a b Bloco de contatos auxiliares


b montagem lateral
à esquerda ou direita 1NA + 1NF 3RH19 21-1EA11
2NA 3RH19 21-1EA20

Bloco de contatos
auxiliares ( 2º bloco )
montagem lateral
à esquerda ou à direita 1NA + 1NF 3RH19 21-1KA11
2NA 3RH19 21-1KA20

c c Bloco de contatos auxiliares


DIN EN 50 005 4NA 3RH19 21-1FA40
3NA + 1NF 3RH19 21-1FA31
2NA + 2NF 3RH19 21-1FA22
DIN EN 50 012 2NA + 2NF 3RH19 21-1HA22

d d Bloco de contatos auxiliares


( máximo 4 blocos ) 1NA 3RH19 21-1CA10
1NF 3RH19 21-1CA01

e Supressor de sobretensão
( RC ) 127-240VCA / 150-250VCC 3RT19 56-1CD00
24-48VCA / 24-70VCC 3RT19 56-1CB00
48-127VCA / 70-150VCC 3RT19 56-1CC00

6-46
Comandos Elétricos

6-47
Comandos Elétricos

6-48
Comandos Elétricos

Exercícios relativos aos anexos:

1) O que é risco de remanência? Como evitá-lo?


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2) O que são pólos?


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3) O que são contatores estáticos? Quais as vantagens destes em relação aos


eletromagnéticos?
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4) Por qual motivo deve-se utilizar o contator de baixo consumo?


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5) Como fazer a escolha mais detalhada de um contator?


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6-49
Comandos Elétricos

6) Na oficina de comandos elétricos são utilizados contatores tripolares 3TF43 da


marca siemens. Seu modelo atual equivalente é o 3RT10-15 da linha SIRIUS. Obtenha
o maior número de informações técnicas deste contator para a categoria AC-3.
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6-50
Comandos Elétricos

7
DEFEITOS EM CONTATORES

7-1
Comandos Elétricos

Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas pode começar agora a fazer
um novo fim.

7-2
Comandos Elétricos

Defeitos dos contatores

Introdução

Já sabemos que os contatores são dispositivos de manobra mecânica acionados


eletromagneticamente, utilizados como dispositivos de comando de motores ou como
dispositivos de proteção contra sobrecarga, se acoplados a relés.

Nesta unidade, estudaremos os defeitos mais comuns que acontecem nos contatores
e os problemas causados nos circuitos elétricos por eles comandados.

Defeitos mais comuns

Sobreaquecimento da bobina magnética


As causas do sobreaquecimento podem ser:
• O sobreaquecimento natural em serviço ocorre sempre que as perdas ultrapassam
2
o valor de 0,06 a 0,1 W/cm de superfície dissipadora de calor. Tal defeito pode
ocorrer, por exemplo, quando a localização da bobina é inadequada.
• Uma elevação de temperatura no núcleo, devida à circulação de correntes
parasitas. Tal defeito é normalmente eliminado pelo uso, em corrente alternada, de
núcleo de chapas justapostas.
• Prendendo-se o núcleo móvel às suas guias, a potência consumida pela bobina
permanece elevada, acima do previsto sob condições normais.
• O aparecimento de curto-circuito entre espirais, devido ao deslocamento ou
remoção da capa isolante. Tal defeito é mais freqüente em corrente alternada do
que em corrente contínua.
• O curto-circuito entre bobina e núcleo, devido ao deslocamento da camada
isolante. Esse defeito é menos comum.
• Pela saturação do núcleo, o aparecimento de calor neste é transmitido à bobina.

7-3
Comandos Elétricos

Queima ou interrupção intermitente da bobina


Queima é a danificação total da mesma e pode ocorrer quando há uma permanência
em regime severo de trabalho (tensão fora dos parâmetros). A queima da bobina pode
provocar curto-circuito e a danificação de contatos auxiliares (contato de selo).

Interrupção intermitente é a falha que ocorre quando no circuito da mesma há um mau


contato ou seccionamento temporário. Provoca principalmente repique dos contatos
(efeito ampliado do ricochete).

Sobreaquecimento dos contatos


Poderá ter uma das seguintes origens:
• Carga ligada excessiva, com o que a corrente circulante supera o previsto,
elevando-se a densidade da corrente e as perdas Joule.
• Pressão inadequada entre contatos, dificultando a passagem da corrente e criando
um foco térmico, o que poderá provocar solda dos contatos (colagem).
• Dimensões dos contatos aquém das necessárias. A superfície elétrica de
passagem é insuficiente para dar vazão à corrente que circula pelo sistema.
• Material e tipo dos terminais de ligação, junto aos contatos. É freqüente que os
terminais de ligação estejam próximos aos sistema de contatos, normalmente
fazendo parte do próprio sistema de contatos fixos. Tais terminais como elementos
que inclusive têm função mecânica (fixação do condutor), são por vezes
construídos de materiais que apresentam perdas elétricas mais elevadas que as
demais partes, do que resulta um aquecimento.
• Condições das superfícies de contato. A deposição de gorduras, poeiras e umidade
dificulta o contato.
• Superfície insuficiente de troca de calor com o meio exterior, motivada por contatos
envoltos por material que não possui boa condutibilidade térmica, ou circulação de
ar abaixo do necessário.
• Oxidação. A oxidação o metal condutor com o meio-ambiente cria freqüentemente
óxidos maus condutores elétricos. Esse problema é mais freqüente nos contatos de
cobre.
• Acabamento e formato das superfícies de contato. Ambos são fatores que definirão
a superfície real de passagem da corrente elétrica.

7-4
Comandos Elétricos

Isolamento deficiente
Pode ser motivado por:
• Influência da umidade do ar, atuando sobre o poder isolante do ar ou, ainda,
reagindo com determinados plásticos de função isolante, reduzindo sua rigidez
dielétrica.
• Penetração de insetos, poeiras e outros corpos, recobrindo ou perfurando o
dielétrico.
• Influência de óxidos externos, notadamente de materiais de solda, que reagem
posteriormente.

Desgaste excessivo dos contatos


Influência do arco voltaico. O arco que se forma no instante da abertura de um circuito
elétrico sob cargas, aquece os contatos e, de acordo com a intensidade e a duração
desse arco, ocorre a fusão e a evaporação do material.
Sistema de fechamento por deslizamento

Contrastando com o sistema de fechamento por pressão, o por deslizamento remove


certa quantidade de material em cada manobra. Esse desgaste de material, além do
número de manobras, depende da pressão exercida sobre dado material.

Defeitos mecânicos
Os defeitos mecânicos são provenientes da própria construção do dispositivo, das
condições de serviço e do envelhecimento do material. Salientam-se nesse particular:
lubrificação deficiente, formação de ferrugem, temperaturas muito elevadas, molas
inadequadas, trepidações no local da montagem e desgaste dos rolamentos.

Anel de retardamento interrompido


Quando há interrupção do anel de retardamento e o contator está ligado em corrente
alternada, pela variação da corrente em um instante não há atuação do núcleo, e este
vibra, fazendo com que o contator, pela força da mola, tenda a se abrir. Isso produz
faiscamento nos contatos e um zumbido característico (cigarra).

7-5
Comandos Elétricos

A tabela a seguir mostra uma lista dos defeitos elétricos mais comuns apresentados
pelos contatores e suas prováveis causas.

Defeito Causas
Fusível de comando queimado.
Relé térmico desarmado.
Contator não liga
Comando interrompido.
Bobina queimada.
Linhas de comando longas (efeito de “colamento”
Contator não desliga capacitivo).
Contatos soldados.
Instabilidade da tensão de comando por:
• Regulação pobre da fonte;
• Linhas extensas e de pequena seção;
Faiscamento excessivo • Correntes de partida muito altas;
• Subdimensionamento do transformador de
comando com diversos contatores operando
simultaneamente.
Fornecimento irregular de comando por:
• Botoeiras com defeito;
• Chaves fim-de-curso com defeito
Corpo estranho no entreferro.
Anel de curto-circuito quebrado.
Bobina com tensão ou freqüência errada.
Superfície dos núcleos (móvel e fixo) sujas ou
Contator zumbe
oxidadas, especialmente após longas paradas.
Fornecimento oscilante de contato no circuito de
comando.
Quedas de tensão durante a partida de motores.
Relé inadequado ou mal regulado.
Relé térmico atua e o motor não
Tempo de partida muito longo.
atinge a rotação normal (contator
Freqüência muito alta de ligações.
com relé)
Sobrecarga no eixo.
Localização inadequada da bobina.
Núcleo móvel preso às guias.
Curto-circuito entre as espiras por deslocamento ou
Bobina magnética se aquece remoção de capa isolante (em CA).
Curto-circuito entre bobina e núcleo por deslocamento
da camada isolante.
Saturação do núcleo cujo calor se transmite à bobina.

7-6
Comandos Elétricos

Sobretensão.
Ligação em tensão errada.
Bobina se queima
Subtensão (principalmente em CC).
Corpo estranho no entreferro.
Carga excessiva.
Pressão inadequada entre contatos.
Dimensões inadequadas dos contatos.
Sujeira na superfície dos contatos.
Contatos sobreaquecem Superfície insuficiente para a troca de calor com o
meio-ambiente.
Oxidação (contatos de cobre).
Acabamento e formato inadequados das superfícies
de contato.
Correntes de ligação elevadas (como na comutação
de transformadores a vazio).
Contatos se fundem Comando oscilante.
Ligação em curto-circuito.
Comutação estrela-triângulo defeituosa.
Arco voltaico.
Contatos se desgastam
Sistema de desligamento por deslizamento (remove
excessivamente
certa quantidade de material a cada manobra).
Excessiva umidade do ar.
Dielétrico recoberto ou perfurado por insetos, poeira e
Isolação é deficiente outros corpos.
Presença de óxidos externos provenientes de material
de solda.

Defeitos mecânicos
Os defeitos mecânicos são provenientes da própria construção do dispositivo, das
condições de serviço e do envelhecimento do material.

Salientam-se nesse particular:


• Lubrificação deficiente;
• Formação de ferrugem;
• Temperaturas muito elevadas;
• Molas inadequadas;
• Trepidações no local da montagem.

7-7
Comandos Elétricos

Ricochete entre contatos


Ricochete é a abertura ou afastamento entre contatos após o choque no momento da
ligação. Isso é conseqüência da energia cinética presente em um dos contatos.

O ricochete reduz sensivelmente a durabilidade das peças de contato, especialmente


no caso de cargas com altas correntes de partida. Isso acontece porque o arco que se
estabelece a cada separação sucessiva dos contatos vaporiza o material das pastilhas.

Com vistas a redução de custos, o tempo de ricochete deve ser reduzido para 0,5ms.
Baixa velocidade de manobra, reduzida massa de contato móvele forte pressão nas
molas são algumas condições que diminuem o tempo do ricochete.

Os contatores modernos são praticamente livres de ricochete. Na ligação, eles acusam


um desgaste de material de contato equivalente a 1/10 do desgaste para desligamento
sob corrente nominal. Assim, a corrente de partida de motores não tem influência na
durabilidade dos contatos.

7-8
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) Quais são os defeitos mais comuns nos contatores?


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2) Quais tipos de problemas mecânicos que podem ocorrer?


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3) Dos diversos problemas apresentados, quais são derivados do efeito ricochete?


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7-9
Comandos Elétricos

4) Relacione as colunas abaixo:

( A ) contator não liga ( ) corpo estranho no entreferro


( B ) contator não desliga ( ) carga excessiva
( C ) faiscamento excessivo ( ) ligação em curto-circuito
( D ) contator zumbe ( ) bobina queimada
( E ) relé térmico atua indevidamente ( ) bobina com freqüência errada
( F ) bobina se aquece ( ) arco voltaico
( G ) bobina se queima ( ) correntes de partidas muito altas
( H ) contatos sobreaquecem ( ) excessiva umidade do ar
( I ) contatos se fundem ( ) correntes de ligação elevadas
( J ) desgaste excessivo dos contatos ( ) contatos soldados
( K ) isolação deficiente ( ) oxidação dos contatos
( ) fusível de comando queimado
( ) relé térmico mal regulado
( ) botoeiras com defeito
( ) curto-circuito entre as espiras
( ) dimensões inadequadas dos contatos
( ) saturação do núcleo
( ) tempo de partida muito longo
( ) sobrecarga no eixo
( ) linhas de comando longas
( ) superfície do núcleo sujas ou oxidadas
( ) sobretensão excessiva

7-10
Comandos Elétricos

8
BOTOEIRAS E
CHAVES FIM DE CURSO

8-1
Comandos Elétricos

Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele, muitas vezes, não terá
pena de você.

8-2
Comandos Elétricos

Chaves auxiliares tipo


botoeira

As chaves auxiliares tipo botoeira são chaves de comando manual que têm por
finalidade interromper ou estabelecer momentaneamente, por pulso, um circuito de
comando, para iniciar, interromper ou continuar um processo de automação. Podem
ser montadas em caixas para sobreposição ou para montagem em painéis.

As botoeiras podem ter diversos botões agrupados em painéis ou caixas, e cada botão
pode acionar também diversos contatos, abridores ou fechadores.

8-3
Comandos Elétricos

Externamente, são construídas com proteção contra ligação acidental, sem proteção
ou com chave tipo fechadura, denominada comutador de comando.

As botoeiras protegidas possuem uma guarnição que impede a ligação acidental e


possuem longo curso para a ligação.

As com chave são do tipo comutadores, que têm por finalidade impedir que qualquer
pessoa ligue o circuito.

As botoeiras luminosas são dotadas de lâmpadas internas, que se iluminam quando os


botões são acionados.
Observação
Não devem ser usadas para desligar nem para ligar emergência.

As botoeiras ainda podem ser apresentadas no tipo pendente. Nesse caso, sua
utilização destina-se ao comando de pontes rolantes, talhas elétricas ou, ainda,
máquinas operatrizes em que o operador tem de ligá-las em várias posições
diferentes. Elas possuem formato anatômico.

8-4
Comandos Elétricos

Constituição das botoeiras

As botoeiras são essencialmente constituídas de botões propriamente ditos, dos


contatos móveis e dos contatos fixos.

Os contatos móveis podem ter um movimento de escorregamento para auto-


manutenção, ou seja, retiram qualquer oxidação que possa aparecer na superfície de
contato.

Esses contatos são recobertos de prata e construídos para elevado número de


manobras, aproximadamente 10 milhões de operações.

Botoeiras com travamento


As botoeiras podem ser equipadas com travamento elétrico ou mecânico.

Travamento elétrico
Quando o botão A for pulsado o botão B fica impossibilitado de estabelecer o circuito
(a-a1), ficando interrompido pelo botão A . O mesmo ocorre quando B é pulsado, isto
é, b-b1 ficam interrompidos pelo botão A .

Travamento mecânico
Pulsando-se o botão A, os contatos do botão
B ficarão travados mecanicamente e
impossibilitados de ligar. O mesmo ocorre
com o botão A, quando o botão B é acionado.

8-5
Comandos Elétricos

Normas Gerais para Botoeiras

As botoeiras são marcadas e coloridas conforme a codificação estabelecida por


normas, para se indicar a sua função.

Devem ser instaladas bem à mão, na altura prevista, e dispostas fisicamente na


posição e espaçamento correto, quando se instalarem várias botoeiras.

Quando da escolha de equipamentos de manobra de baixa tensão com seus


acionamentos, é importante que estes, independentemente do tipo (manual por
volante, manivela, alavanca ou botão de comando), possam ser acionados
rapidamente.
O movimento de acionamento, conforme a norma DIN, está representado na figura a
seguir, supondo-se o operador localizado na frente do acionamento em questão.

Tipo de Sentido de Classe de Sentido de acionamento

movimento movimento da acionamento


Grupo 1 - Ligar Grupo 2 - Desligar
mão

Movimento No sentido No sentido anti-


A
circular horário horário

Movimento De baixo para De cima para


B
retilíneo cima baixo

Partindo do Vindo para o


C
operador operador

Para a
D
esquerda

Quando são usados botões de comando para o acionamento à distância de


equipamento de manobra de baixa tensão, é importante que esses botões sejam
identificados por cores nas funções de “liga” e de “desliga” e eventuais símbolos
complementares, que facilitem e acelerem o comando que se quer realizar.

Figuras Tipo de acionamento Observações

Ligado As figuras podem ser

Desligado colocadas sobre ou ao lado

Ligado e desligado por toque dos botões em qualquer

Ligado e desligado posicionado posição

8-6
Comandos Elétricos

Disposição dos botões de comando

O botão “desliga” deve, então, ficar sob o botão “liga” na posição vertical. Essa
disposição também é utilizada e recomendada em diversos outros países. Existem
diferenças, entretanto, para a disposição horizontal dos botões. A DIN e uma grande
parte de normas de outros países determinam que o botão “desliga” deve ser
posicionado à esquerda do botão “liga”.

Nas normas americanas e inglesas é fixado ao contrário, ou seja, o botão “desliga” fica
à direita do botão “liga”. Uma norma internacional de figuras ou símbolos e
posicionamento em botoneiras blindadas, está em estudo.

As botoeiras pendentes instaladas em “pontes rolantes” trazem as indicações dos


movimentos que o guincho executa conforme a Norma U.T.E.

8-7
Comandos Elétricos

Cor Ordem de comando (Parar, desligar)

Vermelho Parar, desligar Parada de um ou mais motores

Parada de unidades da máquina


Desligar dispositivos de retenção magnéticos

Parada do ciclo de operação (quando o operador

aciona o botão de comando durante um ciclo de

operação, a máquina pára, após completado o dito


ciclo).

Desligar-emergência (Desligar -emergência)

Parada em caso de perigo

Desligar em caso de sobreaquecimento perigoso

Verde Partida, ligado, toques Colocar circuitos de comando sob tensão


ou Dar partida de um ou mais motores para funções

preto auxiliares

Dar partida de unidades da máquina

Acionar dispositivos de retenção magnéticos

Operação por toques

Amarelo Partida de retrocesso fora das Retrocesso de elementos da máquina para o ponto

condições normais de operação ou de partida do ciclo, caso este não tenha sido
Partida de um movimento para completado.

evitar condições de perigo O acionamento do botão amarelo pode desligar


outras funções previamente programadas.

Branco ou Qualquer função para a qual as Comando de funções auxiliares que não tenham

azul claro cores mencionadas acima não têm correlação direta com o ciclo de operação.
validade Destravamento de relés de proteção.

8-8
Comandos Elétricos Unidades de comando Ø 22mm
Botões plásticos - Produtos completos XB5-A
Botões à impulsão (ligação por parafuso-estribo)
Formato do Descrição Marcação Cor Referência Composto de: Peso
cabeçote (corpo + cabeçote) kg

Normal Preto XB5-AA2i (ZB5-AZ10i + ZB5-AA2) 0,037


Verde XB5-AA3i (ZB5-AZ10i + ZB5-AA3) 0,037
Vermelho XB5-AA4i (ZB5-AZ10i + ZB5-AA4) 0,037
Amarelo XB5-AA5i (ZB5-AZ10i + ZB5-AA5) 0,037
Azul XB5-AA6i (ZB5-AZ10i + ZB5-AA6) 0,037

XB5-AA31 Normal Preto XB5-CA2i (ZB5-AZ10i + ZB5-CA2) 0,019


Verde XB5-CA3i (ZB5-AZ10i + ZB5-CA3) 0,019
Vermelho XB5-CA4i (ZB5-AZ10i + ZB5-CA4) 0,019
Amarelo XB5-CA5i (ZB5-AZ10i + ZB5-CA5) 0,019
Azul XB5-CA6i (ZB5-AZ10i + ZB5-CA6) 0,019

Normal “I” Verde i


XB5-AA331i (ZB5-AZ10i + ZB5-AA331) 0,037
(branco)

Normal “O” Vermelho i


XB5-AA432i (ZB5-AZ10i + ZB5-AA432) 0,037
(branco)
XB5-AA4322
Normal ! Branco i
XB5-AA334i (ZB5-AZ10i + ZB5-AA334) 0,037
(1) (preto)

Normal ! Preto i
XB5-AA335i (ZB5-AZ10i + ZB5-AA335) 0,037
(1) (branco)

Normal com revesti- Preto XB5-AP2i (ZB5-AZ10i + ZB5-AP2) 0,039


mento de silicone Verde XB5-AP3i (ZB5-AZ10i + ZB5-AP3) 0,039
transparente Vermelho XB5-AP4i (ZB5-AZ10i + ZB5-AP4) 0,039
(cor determinada Amarelo XB5-AP5i (ZB5-AZ10i + ZB5-AP5) 0,039
pelo botão) Azul XB5-AP6i (ZB5-AZ10i + ZB5-AP6) 0,039

Saliente Preto XB5-AL2i (ZB5-AZ10i + ZB5-AL2) 0,038


Verde XB5-AL3i (ZB5-AZ10i + ZB5-AL3) 0,038
Vermelho XB5-AL4i (ZB5-AZ10i + ZB5-AL4) 0,038
XB5-AP51 Amarelo XB5-AL5i (ZB5-AZ10i + ZB5-AL5) 0,038
Azul XB5-AL6i (ZB5-AZ10i + ZB5-AL6) 0,038

Saliente Preto XB5-CL2i (ZB5-AZ10i + ZB5-CL2) 0,021


Verde XB5-CL3i (ZB5-AZ10i + ZB5-CL3) 0,021
Vermelho XB5-CL4i (ZB5-AZ10i + ZB5-CL4) 0,021
Amarelo XB5-CL5i (ZB5-AZ10i + ZB5-CL5) 0,021
Azul XB5-CL6i (ZB5-AZ10i + ZB5-CL6) 0,021

Tipo soco Preto XB5-AC2i (ZB5-AZ10i + ZB5-AC2) 0,062


Ø 40 Vermelho XB5-AC4i (ZB5-AZ10i + ZB5-AC4) 0,062
XB5-AL42
Botões com duplo comando à impulsão (ligação por parafuso-estribo)
Formato do Descrição Tipo de Grau de Referência Composto de: Peso
cabeçote contato proteção (corpo + cabeçote)

“NA” “NF” kg

2 botões 1 1 IP 40 XB5-AA815 (ZB5-AZ105 + ZB5-AA8134) 0,022


XB5-AC21 normais
verde e
vermelho IP 66 XB5-AA915 (ZB5-AZ105 + ZB5-AA9134) 0,027

1 botão normal 1 1 IP 40 XB5-AL845 (ZB5-AZ105 + ZB5-AL8434) 0,049


verde
(gravação “I”)
1 botão saliente IP 66 XB5-AL945 (ZB5-AZ105 + ZB5-AL9434) 0,054
vermelho
(gravação “O”)
Nota: Substituir i pelo código correspondente ao tipo de contato:
1 = 1NA 3 = 2NA 5 = 1NA + 1NF
XB5-AL845 2 = 1NF 4 = 2NF 8-9
Exemplo: XB5-AA2i com contato 1NA, torna-se XB5-AA21.
Comandos Elétricos
TELEMECANIQUE - Unidades de comando Ø 22mm

Sinalizadores
Com LED integrado Com alimentação direta Com transformador incorporado Vista lado comum
XB5-AVBi, AVGi, AVMi XB5-AV6 XB5-AV3i, AV4i

41,5
11,5 e 11,5 e 11,5 e 30
53,5 53,5 76,5

e: espessura do suporte de 1 a 6 mm.


Botões luminosos à impulsão
Com LED integrado Alimentação direta Com transformador Vista lado comum
XB5-AW3ii5 XB5-AW3i65 XB5-AW3ii5

41,5
13,5 e 13,5 e 13,5 e 30
56 23,6 (1) 56 99

Botões luminosos com duplo comando à impulsão Comutadores luminosos


Com LED integrado Com LED integrado
XB5-AW84i5 XB5-AK12ii5

41,5
47

25 e 30
13,5 e 30
67
56

e: espessura do suporte de 1 a 6 mm.


(1) Possibilidade de acrescentar um segundo nível de contatos
Furação do suporte e montagem de todos os botões e sinalizadores
40 mín.

+0,4
30 mín. Ø22,5 recomendado (Ø22,3 0 )

8-10
Comandos Elétricos

SIEMENS

8-11
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) O que são botoeiras?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Onde as botoeiras podem ser montadas?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) O que são botoeiras protegidas?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) Qual a aplicação das botoeiras com chave tipo fechadura?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

5) Onde são utilizadas as botoeiras do tipo pendente?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6) Defina botoeiras luminosas. Onde não são recomendados os seus usos?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

7) Qual a semelhança entre botoeiras e contatores?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8-12
Comandos Elétricos

8) As botoeiras podem ser acionadas acidentalmente?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9) Quanto aos intertravamentos, como as botoeiras podem ser?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

10) Defina as funções de cada cor para seu uso em botoeiras.

Vermelho: ___________________________________________________________
____________________________________________________________________

Verde ou preto: _______________________________________________________


____________________________________________________________________

Amarelo: ____________________________________________________________
____________________________________________________________________

Branco ou azul claro: __________________________________________________


____________________________________________________________________

11) O que são botoeiras de duplo comando?


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12) Relacione os dados técnicos da botoeira de comando duplo 3SA8 da siemens.


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____________________________________________________________________

8-13
Comandos Elétricos

13) Porque existem tantas letras e números nos códigos das botoeiras?
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14) Quais são os tipo de botões que a siemens produz?


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15) Especifique os tipos de comutadores por chave da Siemens.


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16) Qual a diferença entre os sinalizadores Telemecanique modelos XB5 -AA2 e


XB5-CA2?
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17) Existe botoeira de duplo comando da Telemecanique? Quais?


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18) Faça a especificação técnica da botoeira Telemecanique modelo XB5-AP35.


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8-14
Comandos Elétricos

Chaves auxiliares tipo fim de


curso

Chaves auxiliares fins de curso

Estes tipos de chaves são dispositivos auxiliares de comando, de acionamento


mecânico, que atuam num circuito com funções bastante diversificadas, como:
comandar contatores, válvulas solenóides e circuitos de sinalização para indicar a
posição de um determinado móvel.

Constituição dos fins de curso


As chaves auxiliares fins de curso são basicamente constituídas por uma alavanca ou
haste, com ou sem roldanas na extremidade, que transmite o movimento aos contatos,
que se abrem ou fecham conforme a necessidade.

8-15
Comandos Elétricos

Tipos de fins de curso


Mecânicos: quando dependem de uma ação mecânica para acionar seus contatos,
podendo ser de movimento retilíneo ou movimento angular.

Movimento retilíneo

Movimento angular

Esses dois tipos podem apresentar as mais variadas características quanto:


• À precisão;
• À velocidade do movimento da peça de acionamento ou do came;
• À utilização múltipla;
• Ao retorno automático;
• Ao retorno por acionamento;
• À forma de utilização.

8-16
Comandos Elétricos

Fins de curso de precisão


As chaves auxiliares de precisão atuam com um mínimo de movimento, da ordem de +
ou - 0,5 mm de curso de haste, ou 6º de deslocamento angular, no caso de alavanca.

Observação
Quando o móvel de ataque tiver baixa velocidade, será recomendável um fim de curso
de manobra rápida.

A haste ou alavanca terá um movimento lento, porém o disparo do contato será rápido,
acionado por mola de disparo.

8-17
Comandos Elétricos

Forma de acionamento dos fins de curso


Os fins de curso podem ser acionados de diversas maneiras, entre as quais por cames
ou por móveis de acionamento, podendo ser com retorno automático ou não.

Utilização dos fins de curso (mecânicos)


Os fins de curso são utilizados basicamente em 3 casos: controle, comando e segurança.

Controle
Acelerar movimentos, determinar os pontos de parada dos elevadores, produzir
seqüência e controle de operação, sinalizar.

Comando
Inversão de curso ou sentido de rotação de partes móveis, paradas.

8-18
Comandos Elétricos

Segurança
Paradas de emergência, alarme e sinalização. O mesmo fim de curso pode ter
possibilidades múltiplas para executar ao mesmo tempo diversas funções, dependendo
dos contatos e do curso da haste.

Esquema de funcionamento

Observações

Contato aberto Contato fechado

Montagem e regulagem dos fins de curso


A montagem dos fins de curso deve obedecer às especificações do fabricante. Ela
deve obedecer principalmente ao curso ou desvio, sob pena de danificar o elemento.
Quanto maior a velocidade de ataque, menor deve ser o ângulo â.

8-19
Comandos Elétricos

A cota “A” das figuras a seguir representa o deslocamento mínimo para o


funcionamento. “B” é o curso máximo admissível. “C” é a cota mais importante: é a
folga necessária para não danificar o dispositivo.

O elemento sempre deve ficar bem fixado, e o cabo de saída, sempre que possível,
deverá sair por baixo num raio r > 8Ø, para se evitarem danificações.

8-20
Comandos Elétricos

O came deve sempre proporcionar movimentos uniformes, quando se abrir ou fechar,


sem choques e com repouso dentro do ângulo “B”.

Nesses casos convém atentar para as especificações do fabricante.

O ataque deve ser feito na posição correta, conforme o dispositivo, e o came deve ter a
forma correta.

Alguns tipos possuem alavanca regulável, para melhor adaptação ao local.

Regulagem de fins de curso


De um modo geral, a regulagem se faz colocando-se o came na posição de desligar.

8-21
Comandos Elétricos

Deve-se observar o curso previsto, o curso máximo e a folga.

Com a lâmpada de prova, verificar o ponto de interrupção da chave auxiliar fim de


curso.

Fins de curso eletromagnéticos


São aqueles que funcionam por indução eletromagnética: uma bobina atravessando o
campo magnético, recebe uma indução de uma corrente elétrica, que aciona os
contatos através de um relé.

Fins de curso ópticos


São aqueles com função de detectar a passagem de um objeto opaco e não refletor,
através de um feixe luminoso.

Características mecânicas dos fins de curso


Independentemente das características elétricas, outro fator muito importante para os
fins de curso e outros aparelhos que estão sempre sujeitos a elevado número de
manobras, é a vida mecânica útil ou robustez.

As características elétricas definem apenas o desgaste dos contatos em função do


número de manobras com a carga elétrica. A robustez mecânica é o valor que garante
a vida útil do aparelho em função das solicitações mecânicas a que ele está sujeito.

8-22
Comandos Elétricos

Na tabela abaixo, alguns valores de robustez mecânica válidos para os fins de curso:

Cabeças de comando com movimento retilíneo e


20 milhões de manobras
angular

Cabeças de comando de posição mantida, sem


1,2 milhões de manobras
retorno automático

Características elétricas dos fins de curso

Tensão de Utilização: 500V (A. .C .) - 600V (C.C.)

Potências de Interrupção em VA (A . C.) em W (C.C.)

Número de manobras Tipo de Corrente Corrente


(em milhões)
Circuito alternada contínua
50 – 60 Hz
127 48
440V 660V
48V a a

500V 220V

Indutivo 250 500 70 35 25


3
Resistivo 500 900 100 55 40

Indutivo 45 70 6 5 8
20
Resistivo 80 130 20 10 4

Grau de proteção
É a classificação que indica, para determinado equipamento elétrico, sua proteção
contra choques, penetração de corpos estranhos e de líquidos.

A tabela que se segue, mostra as diversas classificações a que estão sujeitos os


invólucros dos aparelhos elétricos, no que diz respeito ao Grau de Proteção.

Essa tabela corresponde à norma ABNT - P-NB119 e é baseado nas normas IEC,
publicação 144.

8-23
Comandos Elétricos

Como exemplo dessa tabela temos:


Fim de Curso XC2-JC:
Corpo - Grau de Proteção I P66
Cabeça - Grau de Proteção I P65

Significados
• Corpo:
1º algarismo: Proteção total contra o contato com partes sob tensão ou em
movimento.Proteção total contra a penetração de pó.
2º algarismo: Proteção contra as condições sobre o convés de navios (relativamente a
equipamentos à prova de água para o convés). A água de vagalhões não deverá
penetrar nos invólucros sob as condições prescritas.

• Cabeça:
1º algarismo: Proteção total contra o contato com partes sob tensão ou em
movimento. Proteção total contra a penetração de pó.
2º algarismo: Proteção contra jatos de água: não deverá ter efeito prejudicial a água
projetada por um bocal, proveniente de qualquer direção, sob as condições prescritas.

Uso dos graus de proteção - norma ABNT P-NB 119

A tabela abaixo indica os graus de proteção mais freqüentemente usados.

1 0 algarismo característico
Letras Proteção contra o contato e 2º algarismo característico
características a penetração de corpos Proteção contra a penetração de líquidos
sólidos estranhos

0 1 2 3 4 5 6 7 8

0 IP00 - - - - - - - -

1 IP10 IP11 IP12 - - - - - -

IP 2 IP20 IP21 IP22 IP23 - - - - -

3 IP30 IP31 IP32 IP33 IP34 - - - -

4 IP40 IP41 IP42 IP43 IP44 - - - -

5 IP50 - - - IP54 IP55 - - -

6 IP60 - - - - IP65 IP66 IP67 IP68

8-24
Comandos Elétricos

Graus de proteção.

Os graus de proteção tem sua classificação e identificação regulamentados por


norma técnica, que se apresenta na forma de duas letras e dois números. As letras
são IP, significando Proteção Intrí nseca (Intrisic Protection, em inglês = proteção
própria do dispositivo).
Dos dois números, o primeiro informa o grau de proteção perante a penetração de
sólidos; o segundo, lí quidos.

A tabela que traz esses dados é a seguinte:

1° algarismo 2°algarismo
Proteção contra a penetração Proteção contra a penetração
de sólidos de líquidos
0 – dispositivo aberto ( sem proteção ) 0 – dispositivo aberto ( sem proteção)
1 – evita a penetração de sólidos >50mm 1 – evita a penetração de pingos verticais
2 – idem, de sólidos > 12 mm 2 – idem, de pingos até 15º da vertical
3 – idem, de sólidos > 2,5 mm 3 – idem, de pingos até 60º da vertical
4 – idem, de sólidos > 1 mm 4 – idem, pingos/ respingos de qq. direção
5 – dificultam a penetração de pós 5 – idem, de jatos de água moderados
6 – blindados contra penetração de pós 6 – idem, de jatos de água potentes
7 – idem, sujeitos a imersão
8 – idem, sujeitos a submersão

Exemplos.

Um equipamento que vai operar num ambiente externo ( portanto sujeito a chuvas ),
onde as poeiras (sólidos) no ar tem um tamanho de 2 mm, e a proteção necessária é
contra pingos e respingos, precisa de um IP dado por: IP 44.

Explicando: na parte sólida, tendo 2 mm, se tivermos um invólucro IP 3, que protege


para sólidos > 2,5 mm, a poeira vai penetrar. Logo, será o IP 4.
Na parte lí quida, a proteção contra pingos e respingos, também é o IP .4

Logo, resulta o GRAU DE PROTEÇÃO correto dado por IP 44.

8-25
Comandos Elétricos

SIEMENS

8-26
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) Quais as aplicações das chaves fim de curso?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Como são constituídas as chaves fim de curso?


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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) Quais são os tipos de chaves fim de curso mais comuns?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) Como podem ser as chaves fim de curso mecânicas?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

5) Onde são utilizadas as chaves fim de curso mecânicas? Cite 3 exemplo de cada
caso.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6) O que vem a ser grau de proteção?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8-27
Comandos Elétri cos

7) O que significam o 1º e o 2º algarismo do grau de proteção?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8) Para proteção de pessoas, qual o melhor e qual o pior número? Explique o porque.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9) É bom o grau de proteção dos fim de curso Siemens em caixa metálica-aluminio


para uso geral em industrias?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

10).Com relação a questão anterior, pode-se dizer o mesmo da chave tipo


3SE3 021AA?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

11) Quais os tipos de chaves fim de curso que a Siemens produz?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8-28
Comandos Elétricos

9
SINALIZADORES

9-1
Comandos Elétricos

Ser feliz é acordar e saber que está atrasado, mas ter certeza de que tem um
emprego.

9-2
Comandos Elétricos

Sinalização

A sinalização é a forma visual ou sonora de se chamar a atenção para uma situação


determinada em um circuito, em uma máquina ou em um conjunto de máquinas.

É feita por buzinas ou campainhas, ou por sinalizador luminoso em cores determinadas


por normas.

Sinalizadores Luminosos
Partes constituintes e montagem das peças de um sinalizador:

9-3
Comandos Elétricos

Sinalizadores

Sinalização Luminosa
A sinalização luminosa tem maior aplicação, e suas cores são estabelecidas por
normas para as principais aplicações.
• Cores de sinalizadores para a indicação das condições de operação
• NORMA VDE

Cores Condições de operação Exemplos de aplicação

Indicação de que a máquina está paralisada, pela

atuação de um dispositivo de proteção, perante, p.


Vermelho Condições anormais
ex., uma sobrecarga ou qualquer falha.

Aviso para a paralisação da máquina, p. ex., devido


a uma sobrecarga.

O valor de uma grandeza aproxima-se do seu valor-

Amarelo Atenção ou cuidado limite (corrente, temperatura).

Sinal para o ciclo de operação automático.

Partida normal; todos os dispositivos auxiliares

funcionam e estão prontos para operar. A pressão


Verde Máquina pronta para operar hidráulica ou a tensão estão nos valores

especificados.
O ciclo de operação está concluído, e a máquina

está pronta para operar novamente.

Chave principal na posição LIGA.


Branco Circuitos sob tensão em Escolha da velocidade ou do sentido de rotação.

(incolor) operação (funcionalmente) Acionamentos individuais e dispositivos auxiliares


normal estão operando.

Máquina em movimento.

Todas as funções para as

Azul quais não se aplicam as cores


acima

9-4
Comandos Elétricos

Usa-se ainda a sinalização intermitente, quando é necessária uma atenção mais


urgente.

Sob cada sinalizador deve haver uma plaqueta de identificação.

Além das plaquetas, os sinalizadores podem conter ainda, nas lentes, símbolos,
números, letras ou textos, que indicam uma situação dos circuitos ou das máquinas.

Exemplos de significados:

Rápido Identidade nominal


e numérica

Lento Valor de tensão

Seqüência ou identidade numérica

A lente do sinalizador deve propiciar bom brilho e apresentar-se completamente opaca


em relação à luz ambiente, quando a lâmpada está apagada.

9-5
Comandos Elétricos

Sinalização Sonora - Buzinas e Campainhas


As buzinas são usadas para indicar o início de funcionamento de uma máquina, ou
ficar à disposição do operador, quando for necessário; é usada, por exemplo, em
pontes rolantes.

O som deve estar entre 1000 e 3000 ciclos, e conter harmônicos que o tornarão
distinto do ruído local.

As campainhas são usadas para indicar anomalias em máquinas. Por exemplo, se o


motor com sobrecarga não puder parar e imediato, o alarme chamará a atenção do
operador para as providências necessárias; ou poderá indicar a sua parada anormal.

Instalação de Sinalizadores
Na instalação de sinalizadores para indicar abertura ou fechamento de contator, é
importante verificar se a tensão produzida por auto-indução não virá a queimar a
lâmpada.

Nesse caso a lâmpada deverá ser instalada através de um contato auxiliar, evitando-se
a elevada tensão produzida na bobina do contator.

9-6
Unidades de sinalização Ø 22 - TELEMECANIQUE
Comandos Elétricos

Sinalizadores plásticos - Produtos completos XB5-A

Sinalizadores com LED integrado (ligação por parafuso-estribo)


Formato do Tensão de Cor Referência Composto de: Peso
cabeçote alimentação (corpo + cabeçote) kg

Com LED integrado

z 24 V Branco XB5-AVB1 (ZB5-AVB1 + ZB5-AV013) 0,038

Verde XB5-AVB3 (ZB5-AVB3 + ZB5-AV033) 0,038

Vermelho XB5-AVB4 (ZB5-AVB4 + ZB5-AV043) 0,038

XB5-AVB1 Amarelo XB5-AVB5 (ZB5-AVB5 + ZB5-AV053) 0,038

Azul XB5-AVB6 (ZB5-AVB6 + ZB5-AV063) 0,038

c 110...120 V Branco XB5-AVG1 (ZB5-AVG1 + ZB5-AV013) 0,038

Verde XB5-AVG3 (ZB5-AVG3 + ZB5-AV033) 0,038

Vermelho XB5-AVG4 (ZB5-AVG4 + ZB5-AV043) 0,038

Amarelo XB5-AVG5 (ZB5-AVG5 + ZB5-AV053) 0,038

Azul XB5-AVG6 (ZB5-AVG6 + ZB5-AV063) 0,038

c 230...240 V Branco XB5-AVM1 (ZB5-AVM1 + ZB5-AV013) 0,038

Verde XB5-AVM3 (ZB5-AVM3 + ZB5-AV033) 0,038

Vermelho XB5-AVM4 (ZB5-AVM4 + ZB5-AV043) 0,038

Amarelo XB5-AVM5 (ZB5-AVM5 + ZB5-AV053) 0,038

Azul XB5-AVM6 (ZB5-AVM6 + ZB5-AV063) 0,038

Sinalizadores para lâmpada BA 9s (ligação por parafuso-estribo)


Formato do Tensão de Cor Referência Composto de: Peso
cabeçote alimentação (corpo + cabeçte) kg

Com alimentação direta, para lâmpada BA 9s, 2,4 W (lâmpada não fornecida)

≤ 250 V Branco XB5-AV61 (ZB5-AV6 + ZB5-AV0) 0,037

Verde XB5-AV63 (ZB5-AV6 + ZB5-AV03) 0,037

Vermelho XB5-AV64 (ZB5-AV6 + ZB5-AV04) 0,037


XB5-AV63 Amarelo XB5-AV65 (ZB5-AV6 + ZB5-AV05) 0,037

Com transformador secundário 1,2 VA, 6 V com lâmpada BA 9s incandescente (lâmpada fornecida)

c 110...120 V Branco XB5-AV31 (ZB5-AV3 + ZB5-AV01) 0,109


50/60 Hz
Verde XB5-AV33 (ZB5-AV3 + ZB5-AV03) 0,109

Vermelho XB5-AV34 (ZB5-AV3 + ZB5-AV04) 0,109

XB5-AV34 Amarelo XB5-AV35 (ZB5-AV3 + ZB5-AV05) 0,109

c 230...240 V Branco XB5-AV41 (ZB5-AV4 + ZB5-AV01) 0,110


50/60 Hz
Verde XB5-AV43 (ZB5-AV4 + ZB5-AV03) 0,110

Vermelho XB5-AV44 (ZB5-AV4 + ZB5-AV04) 0,110

Amarelo XB5-AV45 (ZB5-AV4 + ZB5-AV05) 0,110

1-1
9-7
Unidades de sinalização Ø 22 - TELEMECANIQUE
Comandos Elétricos

Sinalizadores plásticos - Produtos completos XB5-A

Sinalizadores
Com LED integrado Com alimentação direta Com transformador incorporado Vista lado comum
XB5-AVBi, AVGi, AVMi XB5-AV6 XB5-AV3i, AV4i

41,5
11,5 e 11,5 e 11,5 e 30
53,5 53,5 76,5

e: espessura do suporte de 1 a 6 mm.


Botões luminosos à impulsão
Com LED integrado Alimentação direta Com transformador Vista lado comum
XB5-AW3ii5 XB5-AW3i65 XB5-AW3ii5

41,5
13,5 e 13,5 e 13,5 e 30
56 23,6 (1) 56 99

Botões luminosos com duplo comando à impulsão Comutadores luminosos


Com LED integrado Com LED integrado
XB5-AW84i5 XB5-AK12ii5

41,5
47

25 e 30
13,5 e 30
67
56

e: espessura do suporte de 1 a 6 mm.


(1) Possibilidade de acrescentar um segundo nível de contatos
Furação do suporte e montagem de todos os botões e sinalizadores
40 mín.

+0,4
30 mín. Ø22,5 recomendado (Ø22,3 0 ) 9-8
Comandos Elétricos

Sinalizador coluna 8WD43

São especialmente aplicados em máquinas ou processos


automáticos,para monitoramento dos procedimentos,
como aparelhos de aviso visual e acústico.
O sinalizador coluna, em forma modular, permite
montar combinações de até 5 elementos.

Tabela de escolha

Diâmetro: 70 mm Grau de proteção: IP 54 Construção: em termoplástico


Execução dos elementos Tensão nominal

24 VCA / CC 110 VCA 230 VCA

Sinalizador contínuo vermelho 8WD43 00-1AB


verde 8WD43 00-1AC
amarelo 8WD43 00-1AD 24 VCA / CC até 230 VCA / CC
incolor 8WD43 00-1AE
azul 8WD43 00-1AF

Sinalizador intermitente vermelho 8WD43 20-1BB 8WD43 40-1BB 8WD43 50-1BB


verde 8WD43 20-1BC 8WD43 40-1BC 8WD43 50-1BC
amarelo 8WD43 20-1BD 8WD43 40-1BD 8WD43 50-1BD
incolor 8WD43 20-1BE 8WD43 40-1BE 8WD43 50-1BE
azul 8WD43 20-1BF 8WD43 40-1BF 8WD43 50-1BF

Sinalizador com flash vermelho 8WD43 20-0CB 8WD43 40-0CB 8WD43 50-0CB
verde 8WD43 20-0CC 8WD43 40-0CC 8WD43 50-0CC
amarelo 8WD43 20-0CD 8WD43 40-0CD 8WD43 50-0CD
incolor 8WD43 20-0CE 8WD43 40-0CE 8WD43 50-0CE
azul 8WD43 20-0CF 8WD43 40-0CF 8WD43 50-0CF

Sinalizador contínuo com LED Sinalizador intermitente com LED Sinalizador giratório com LED
24 VCA / CC 24 VCA / CC 24 VCA / CC

Vermelho 8WD43 20-5AB vermelho 8WD43 20-5BB vermelho 8WD43 20-5DB


verde 8WD43 20-5AC verde 8WD43 20-5BC verde 8WD43 20-5DC
amarelo 8WD43 20-5AD amarelo 8WD43 20-5BD amarelo 8WD43 20-5DD

Acústico Acústico - sirene Montagem


85 dB – ajustável (tom contínuo ou pulsado) 108 dB

24 VCA / CC 8WD43 20-0FA 24VCC 8WD43 20-0EA Base de


115 VCA / CC 8WD43 40-0FA conexão
230 VCA 8WD43 50-0FA e tampa 8WD43 08-0AA

Acessórios
Pé simples Tubo simples Lâmpada fornecida com.
BA 15d – 5W 10 unidades

plástico 8WD43 08-0DB 150 mm 8WD43 08-0EE 24 V 8WD43 28-1XX


aço fundido 8WD43 08-0DC 400 mm 8WD43 08-0EB 115 V 8WD43 48-1XX
1000 mm 8WD43 08-0ED 230 V 8WD43 58-1XX

9-9
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) O que são sinalizadores?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Como a sinalização pode ser feita?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) Na sinalização luminosa, qual o significado de cada cor conforme norma técnica


VDE (alemã)?

Verde: ______________________________________________________________
____________________________________________________________________
Amarelo: ____________________________________________________________
____________________________________________________________________
Vermelho: ___________________________________________________________
____________________________________________________________________
Branco: _____________________________________________________________
____________________________________________________________________
Azul: _______________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) Quais são os tipos de sinalização sonora mais utilizados?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

5) Quando devemos utilizar buzinas?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9-10
Comandos Elétricos

6) Como deve ser o som desta buzina?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

7) Quando devemos utilizar campainhas?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8) Onde e como devem ser instaladas as sinalizações?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9) Como devem ser ligadas as sinalizações luminosas no circuito de comando?


Porque?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

10) Com relação à questão anterior, existem algumas exceções para ligação dos
sinalizadores em paralelo com as bobinas dos contatores. Como isso é possível?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9- 11
Comandos Elétricos

11) Como podem ser os sinalizadores Telemecanique?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

12) Qual tipo de sinalizador que existe na cor azul?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

13) Cite os prefixos comerciais dos sinalizadores da Telemecanique.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

14) Onde é utilizado o sinalizador coluna? Qual sua combinação máxima?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

15)Faça uma lista dos elementos necessários para montar um sinalizador coluna de
24VCA da siemens com 3 sinalizadores contínuo a LED (um de cada cor), um giratório
a LED vermelho e um sinalizador acústico.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9-12
Comandos Elétricos

10
RELÉS TEMPORIZADORES

10-1
Comandos Elétricos

Saber poupar é uma sábia decisão daqueles que no presente previnem-se contra os
possíveis infortúnios, escassez e carências no futuro.

10-2
Comandos Elétricos

Relés de tempo

Introdução

Nesta unidade estudaremos os relés de tempo ou relés temporizadores que atuam em


circuitos de comando para a comutação de dispositivos de acionamento de motores,
chaves estrela-triângulo, partidas em seqüência e outros circuitos que necessitem de
temporização para seu funcionamento.

Conhecer esse componente é muito importante para a manutenção de equipamentos


industriais.

Relés temporizadores

Nos relés temporizadores, a comutação dos contatos não ocorre instantaneamente. O


período de tempo (ou retardo) entre a excitação ou a desexcitação da bobina e a
comutação pode ser ajustado.

Essa possibilidade de ajuste cria dois tipos de relés temporizadores:


• Relé de ação retardada por atração (ou relé de excitação);
• Relé de ação retardada por repulsão (ou relé de desexcitação).

Os retardos, por sua vez, podem ser obtidos por meio de:
• Relé pneumático de tempo;
• Relé mecânico de tempo;
• Relé eletrônico de tempo.

10-3
Comandos Elétricos

Relé pneumático de tempo


O relé pneumático de tempo é um dispositivo temporizador que funciona pela ação de
um eletroímã que aciona uma válvula pneumática.
O retardo é determinado pela passagem de uma certa quantidade de ar através de um
orifício regulável. O ar entra no dispositivo pneumático que puxa o balancim para cima,
fornecendo corrente para os contatos. Veja ilustração a seguir.

Esse tipo de relé é usado em chaves de partida estrela-triângulo ou compensadoras,


na comutação de contatores ou na temporização em circuitos seqüenciais. O retardo
fornecido varia de um a sessenta segundos, porém não é muito preciso.

Funcionamento
Na condição inicial, o eletroímã é energizado e libera a alavanca (1). A mola (6) tende
a abrir a sanfona, mantendo a válvula (5) fechada. A velocidade de abertura depende
diretamente da vazão permitida pelo parafuso (9) que controla a admissão do ar.

10-4
Comandos Elétricos

Após um tempo “t”, que depende da regulagem do parafuso, a sanfona está


completamente aberta e aciona os contatos fechadores e abridores.

Quando o contato é desenergizado, o braço de acionamento age sobre a alavanca e


provoca a abertura da válvula (5), liberando o contato. O conjunto volta
instantaneamente à posição inicial.

10-5
Comandos Elétricos

Relé mecânico de tempo


O relé mecânico de tempo é constituído por um pequeno motor, um jogo de
engrenagens de redução, um dispositivo de regulagem, contatos comutadores e mola
de retorno. Veja ilustração a seguir.

Funcionamento
No relé de retardo mecânico, um came regulável é acionado pelo redutor de um motor.
Após um tempo determinado, o came abre ou fecha o contato.

Se for necessário, o motor poderá permanecer ligado e os contatos do relé ficarão na


posição inversa à da posição normal.

Os relés de tempo motorizados podem ser regulados para fornecer retardo desde 0 a
15 segundos até 30 horas.

Quando um contator tiver elevado consumo e a corrente de sua bobina for superior à
capacidade nominal do relé, é necessário usar um contator para o temporizador.

Relé eletrônico de tempo


O relé eletrônico de tempo é acionado por meio de circuitos eletrônicos. Esses circuitos
podem ser constituídos por transistores, por circuitos integrados como o CI 555 ou por
um UJT. Estes funcionam como um monoestável e comandam um relé que acionará
seus contatos no circuito de comando.

10-6
Comandos Elétricos

Relé temporizado motorizado

Os relés temporizados motorizados (conforme figura) são dispositivos que atuam em


circuitos de comando, para comutação de dispositivos de acionamento de motores,
chaves estrela-triângulo, partidas em seqüência, ou onde for necessário comando por
temporização.

Constituição
São constituídos principalmente por um pequeno motor, jogo de engrenagens de
redução, dispositivo de regulagem, contatos comutadores e mola de retorno.

10-7
Comandos Elétricos

Funcionamento
O motor do relé, quando ligado, movimenta um dispositivo de relógio, o qual aciona
contatos, após um tempo preestabelecido, abrindo ou fechando um circuito de
comando e/ou de sinalização.

Se for necessário, o motor poderá permanecer ligado e os contatos do relé


permanecerão na posição inversa da posição normal.

Os temporizadores motorizados são encontrados para regulagem de tempo desde 0 a


15 segundos, até para 30 horas.

Quando um contator tiver elevado consumo e a corrente de sua bobina for superior à
capacidade nominal do relé, é necessário usar um contator auxiliar para o
temporizador.

Características
• Tensão nominal
• Corrente nominal
• Faixa de temporização
• Posição de montagem (indicada pelo fabricante)
• Contatos comutadores

Existem ainda módulos temporizados que podem ser acoplados a contatores. São os
chamados blocos aditivos.

10-8
Comandos Elétricos

Anexo TELEMECANIQUE

RELÉS TEMPOROZADOS ELETRÔ NICOS

Estes aparelhos compactos são constituídos por:


o Um oscilador, que emite pulsos;
o Um contador programável, sob a forma de um circuito integrado;
o Umasaída estática ou a relé.

O contador é regulado por um potenciômetro situado na face frontal do aparelho e graduado em unidades
de tempo. Conta os pulsos após o fechamento (ou a abertura, conforme o modelo) de umcontato de
comando. Quando o número de pulsos é atingido, ou seja, quando a temporização chega ao fim, emite um
sinal de comando para a saída.
Esta saída pode ser estática ou a relé.

¾ Aparelhos com saída estática:


Existem em duas versões, Trabalho e repouso, com diferentes
gamas e temporização. Estes rel és ligam-se diretamente em
série com a carga.

¾ Aparelhos com saída a relé:


Encontram-se disponíveis nas seguintes versões:
- Temporizados ao trabalho, repouso ou trabalho e repouso;
- Temporizados especiais para partidas estrela-triângulo;
- Funções múltiplas de comandos;
- Várias gamas de temporizaç ão;
- Regulagem da temporização por meio de potenciômetro externo.

10-9
Relés de tempo eletrônicos 7PU
Comandos Elétricos

Tabela de escolha
Aplicação Temporização na energização Temporização na energização

Contatos 1 comutador 2 comutadores


Faixas de tempo Faixas de tempo
Tipo 0,06 – 0,6 s 7PU00 20-0Aqq0 0,06 – 0,6 s 7PU00 20-0Aqq1
0,6 –6s 7PU00 20-1Aqq0 0,6 –6s 7PU00 20-1Aqq1
2 – 20 s 7PU00 20-7Aqq0 2 – 20 s 7PU00 20-7Aqq1
6 – 60 s 7PU00 20-2Aqq0 6 – 60 s 7PU00 20-2Aqq1
0,6 – 6 min 7PU00 20-3Aqq0 0,6 – 6 min 7PU00 20-3Aqq1
6 – 60 min 7PU00 20-4Aqq0 6 – 60 min 7PU00 20-4Aqq1

Tensões de comando CA 50/60 Hz CA 50/60 Hz


( complemento do tipo ) 24V 1) B3 24V 1) B3
110-127V K2 110-127V K2
220-240V P2 220-240V P2

Dimensões (mm) Fixação L H P X Y L H P X Y


Rápida sobre trilho X 24 76,7 100 12 62 24 76,7 100 12 62
P (Trilho de 35 x 7,5mm) + +
ou por parafusos
Y
H

+ +
L

1) Também para 24 VCC

Dados técnicos
Tensão máxima de seviço (V ) 250 250
Frequência ( Hz ) 50/60 ( ± 5% ) 50/60 ( ± 5% )
Temperatura ambiente ( °C ) 0 a +50 0 a +50
Faixa de operação 0,85 a 1,1 x Uc 0,85 a 1,1 x Uc
Consumo máximo ( mA ) 70 70
Corrente nominal ( contatos ) 250V CA (A) 5 ( cos ϕ= 1 ) 5 ( cos ϕ= 1 )
Precisão de escala (%) ± 5 ( fundo de escala ) ± 5 ( fundo de escala )
Repetibilidade (%) ± 2 ( fundo de escala ) ± 2 ( fundo de escala )
Tempo de retôrno dos contatos ( ms ) < 20 < 20
Tempo de retôrno ( religamento ) ( ms ) > 500 > 500
Vida elétrica ( com In ) ( manobras ) 107 107
Construção caixa de material termoplástico caixa de material termoplástico
Grau de proteção invólucro IP 51 / terminais IP 10 invólucro IP 51 / terminais IP 10
Seção dos condutores ( mm2 ) flexível com terminal 2 x ( 1,5 ) flexível com terminal 2 x ( 1,5 )
Esquemas de ligação A1 15
Nota: sinalização por LED A1 15 25
Nota: sinalização por LED
( vermelho ) indica ( vermelho ) indica
termino da termino da
A2 16 18 temporização e A2 16 18 26 28 temporização e
permanece sinalizando permanece sinalizando
o relé energizado. o relé energizado.
Funções

Tensão de rede A1, A2 A1, A2

15-18 ( NA ) 15-18 ( NA )
Contato fechado 15-16 ( NF )
15-16 ( NF )
t 25-28 ( NA )
Contato aberto
25-26 ( NF )
t t
Tempo ajustado t

10-10
Relés de tempo eletrônicos 7PU
Comandos Elétricos

Tabela de escolha
Aplicação Temporização na energização Temporização na desenergização
( partida estrêla-triângulo )
Contatos 1 comutador ( Y ) / 1 comutador ( ∆ ) 1 comutador
Faixas de tempo Faixas de tempo
Tipo 2 – 20 s 7PU06 20-7Nqq0 1,5 – 15 s 7PU00 40-5Aqq0
6 – 60 s 7PU06 20-2Nqq0 3 – 30 s 7PU00 40-8Aqq0
6 – 60 s 7PU00 40-2Aqq0
18 – 180 s 7PU00 40-6Aqq0

Tensões de comando CA 50/60 Hz CA 50/60 Hz


( complemento do tipo ) 110-127V K2 110-127V K2
220-240V P2 220-240V P2

Dimensões (mm) Fixação L H P X Y L H P X Y


Rápida sobre trilho X 24 76,7 100 12 62 45,8 75 95,4 37 61
P (Trilho de 35 x 7,5mm) + +
ou por parafusos
Y
H

+ +
L

1) Também para 24 VCC

Dados técnicos
Tensão máxima de seviço (V ) 250 250
Frequência ( Hz ) 50/60 ( ± 5% ) 50/60 ( ± 5% )
Temperatura ambiente ( °C ) 0 a +50 0 a +50
Faixa de operação 0,85 a 1,1 x Uc 0,85 a 1,1 x Uc
Consumo máximo ( mA ) 70 70
Corrente nominal ( contatos ) 250V CA (A) 5 ( cos ϕ= 1 ) 5 ( cos ϕ= 1 )
Precisão de escala (%) ± 5 ( fundo de escala ) ± 5 ( fundo de escala )
Repetibilidade (%) ± 2 ( fundo de escala ) ± 2 ( fundo de escala )
Tempo de retôrno dos contatos ( ms ) < 20 < 20
Tempo de retôrno ( religamento ) ( ms ) > 500 > 500
Vida elétrica ( com In ) ( manobras ) 107 107
Construção caixa de material termoplástico caixa de material termoplástico
Grau de proteção invólucro IP 51 / terminais IP 10 invólucro IP 51 / terminais IP 10
Seção dos condutores ( mm2 ) flexível com terminal 2 x ( 1,5 ) flexível com terminal 2 x ( 1,5 )
Esquemas de ligação A1 15 25 Nota: sinalização por LED A1 15
( verde ) indica o tempo
de partida e um LED
A2 16 18 26 28 ( vermelho ) o termino A2 16 18
da temporização e
permanece sinalizando
o relé energizado.
Funções

> 2S

Tensão de rede A1, A2 A1, A2

15-18 ( NA ) 15-18 ( NA )
Contato fechado 15-16 ( NF )
15-16 ( NF )
t
Contato aberto 25-28 ( NA )
25-26 ( NF )
Tempo ajustado t t 50 ms

10-11
Relés de Comandos Elétricos

supervisão 3UG

Tabela de escolha
Aplicação Sistema trifásico Sistema monofásico
falta de fase ( com ou sem neutro ) e assimetria mínima e máxima tensão.
entre fases (fase-neutro ou fase-fase)

Tensões Tensões Faixa de tensão


de rede de rede mínima 180 V ,320 V, 380 V
máxima 260 V, 440 V, 500 V
Tipo 110 / 115 V 3UG04 40-0AG21 110 / 115 V 3UG01 40-0AG07
220 V 3UG04 40-0AM21 220 V 3UG01 40-0AM07
380 V 3UG04 40-0AQ21 380 V 3UG01 40-0AQ07
440 V 3UG04 40-0AS21 440 V 3UG01 40-0AS07
480 V 3UG04 40-0AR21

Contatos 1 comutador 1 comutador

Dimensões (mm) Fixação L H P X Y L H P X Y


Rápida sobre trilho X 45,8 75 95,4 37 61 45,8 75 95,4 37 61
P (Trilho de 35 x 7,5mm)
ou por parafusos + +
Y
H

+ +
L

1) Execuções para corrente contínua, consulte-nos

Dados técnicos
Tensão máxima de seviço ( V ) 480 440

Frequência ( Hz ) 50/60 ± 5% 50/60 ± 5%

Temperatura ambiente ( °C ) 0 a +50 0 a +50

Consumo máximo ( VA ) 3 3

Corrente nominal ( contatos ) 250V CA ( A ) 5 ( cos ϕ= 1 ) 5 ( cos ϕ= 1 )

Vida elétrica ( com In ) ( manobras ) 107 107

Assimetria entre fases ( % ) 7 a 20 –

Precisão de escala (%) – ± 2 ( fundo de escala )

Repetibilidade ( % ) ±1 ±1 ( fundo de escala )

Tempo de retôrno ( contatos ) ( ms ) < 20 < 20

Construção caixa de material termoplástico caixa de material termoplástico

Grau de proteção invólucro IP 51 / terminais IP 10 invólucro IP 51 / terminais IP 10

Seção dos condutores ( mm2 ) flexível com terminal 2 x ( 0,5 - 1,5 ) flexível com terminal 2 x ( 0,5 - 1,5 )

Esquemas de ligação

R S T 11 Nota: sinalização por LED A1 11 Nota: sinalização por LED


( vermelho ) indica o ( vermelho ) indica o
sistema trifásico em sistema monofásico
J N 12 14 operação normal. A2 12 14 em operação normal.

10-12
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) O que são relés temporizadores?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Quais são os tipos de temporizadores que existem? Como eles podem ser obtidos?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) Explique o funcionamento do relé mecânico de tempo.


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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4) Explique o funcionamento do relé temporizado motorizado.


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

5) Como são constituídos os relés temporizados eletrônicos? Explique seu


funcionamento.
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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

10-13
Comandos Elétricos

6) Quais são os modelos de temporizadores eletrônicos com saída a relé que existem?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

7) Na oficina ocorreu a queima de um relé temporizado eletrônico da marca siemens,


de uma partida Y-D. Especifique um novo para compra.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8) faça o detalhamento dos códigos abaixo:

7PU00 20 – 7AP20 : ____________________________________________________


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
7PU00 20 – 2AP21 : ______________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

9) Como é o esquema do relé de supervisão trifásico eletrônicos? Faça as especificações


do modelo 3UG04 40-0AM21 da Siemens.

10-14
Comandos Elétricos

11
SENSORES

11-1
Comandos Elétricos

O falso amigo é muito pior que o pior dos nossos inimigos.

11-2
Comandos Elétricos

Sensores

Introdução

Os sofisticados comandos de processos de automatização e robotização de máquinas


industriais exigem confiabilidade nas informações do posicionamento mecânico da
máquina que são enviadas ao painel de comando, seja ele eletrônico tradicional ou
microprocessado.

Para fornecer esse tipo de informação, utilizam-se ou chaves fim de curso ou sensores
de proximidade que atuam por aproximação e proporcionam qualidade, precisão e
confiabilidade pois não possuem contatos mecânicos e atuadores desgastáveis.

Nesta unidade, estudaremos os sensores de proximidade mais utilizados nos


processos de automatização.

Sensores de proximidade

O sensor de proximidade é uma chave eletrônica semelhante a uma chave fim de


curso mecânica com a vantagem de não possuir nem contatos nem atuadores
mecânicos. Além de terem comutação estática, esses sensores apresentam precisão
milimétrica de acionamento e podem ser usados em máquinas operatrizes onde se
exige precisão na repetição do ponto de acionamento e deslizamento.

Os sensores de proximidade podem ser: indutivos, capacitivos e óticos.

11-3
Comandos Elétricos

Sensores indutivos
Sensores indutivos são sensores que efetuam uma comutação eletrônica quando um
objeto metálico entra dentro de um campo eletromagnético de alta freqüência
produzido por um oscilador eletrônico direcionado para fora do campo do sensor.

A bobina do oscilador situa-se na região denominada face sensível onde estão


montados os elementos sensíveis do sensor. Veja representação esquemática a
seguir.

Quando o corpo metálico está diante da face sensível, dentro da faixa denominada
distância de comutação, esta amortece a oscilação, provocando, através de diversos
estágios eletrônicos, a comutação, ou seja, a mudança do estado lógico do sensor.

Observação
Distância de comutação (S) é a distância registrada quando ocorre uma comutação ao
se aproximar o atuador padrão (elemento que determina a distância de comutação de
um sensor) da face sensível do sensor.

Sensores capacitivos
Sensores capacitivos são sensores que efetuam a comutação eletrônica quando
qualquer tipo de material corta a face sensível do sensor.

Dentre os materiais que alteram as condições físicas da face sensível de um sensor


capacitivo podem ser citados o vidro, a madeira, grãos, pós e líquidos.

11-4
Comandos Elétricos

Um objeto qualquer, ao ser aproximado da face sensível, altera a capacitância de um


capacitor de placas que é colocado na face sensível do sensor. A alteração da
capacitância é sentida por um circuito eletrônico que efetuará a comutação eletrônica,
ou seja, mudará o estado lógico do sensor. O diagrama a seguir é a representação
esquemática da construção básica deste tipo de sensor.

Observação
Nos sensores capacitivos (e nos indutivos) o atuador padrão é constituído por uma
placa de aço de 1mm de espessura de formato quadrado com um lado igual a três
vezes a distância de comutação.

Distância de comutação efetiva


Pelo fato de os sensores capacitivos funcionarem pela alteração da capacitância de
um capacitor, a distância efetiva de comutação depende do tipo de material bem como
da massa a ser detectada.

Assim, é necessário considerar fatores de redução para diversos tipos de materiais


como por exemplo: PVC . SA = 0,4 x SN; madeira . SA = 0,5 x SN; cobre . SA = 1,0 x
SN.
Devido a tais características, os sensores capacitivos podem ser utilizados para
detectar certos materiais através de outros como por exemplo, água dentro de um tubo
de PVC.

11-5
Comandos Elétricos

Configuração elétrica de alimentação e saídas de sensores


Os sensores podem ser alimentados em CA ou CC.
Os sensores com alimentação CC são classificados quanto ao tipo de saída, ou seja:

Chave PNP - nesse tipo de saída existe um transistor PNP e a carga é ligada ao pólo
negativo.

Chave NPN - nesse tipo de saída existe um transistor NPN e a carga é ligada ao pólo
positivo.

Chave NPN e PNP - nesse tipo de saída existem dois transistores, um NPN e um PNP.
Assim, uma saída é positiva e a outra é negativa.

Os sensores de proximidade com alimentação CA com saída a dois fios devem ser
ligados em série com a carga, como uma chave fim de curso mecânica e sua
alimentação se dão através da carga. Podem ser de dois tipos:

11-6
Comandos Elétricos

Chave NF - nesse tipo de chave, a saída permanece em baixa impedância e a carga


fica ligada. Ao ser atuada, passa para alta impedância e a carga se desliga.

Chave NA - nesse tipo de chave, a saída permanece em alta impedância, a carga


fica desligada. Quando é atuada, passa para baixa impedância e liga a carga.

Para a utilização dessas chaves, aconselha-se o emprego de fusível de ação rápida.

Observação
Uma pequena corrente flui através da carga para alimentar o sensor com alimentação
CA quando este está na condição aberto (tiristor bloqueado). Esta corrente, porém,
não é suficiente para energizar a carga. Na condição fechado (tiristor em condução),
ocorre uma pequena queda de tensão no sensor. A diferença entre a alimentação e
esta queda de tensão fica sobre a carga.

Os sensores com alimentação CA com saída de três ou quatro fios apresentam


funcionamento e aplicações semelhantes ao modelo de dois fios. Porém, nesses tipos
de sensores a alimentação é feita independentemente da carga.

11-7
Comandos Elétricos

Assim, quando a chave está aberta, a corrente pela carga é nula e quando a chave
está fechada, a tensão sobre a carga é praticamente a tensão de alimentação.

A figura a seguir mostra os três tipos de configuração dos sensores CA de três e


quatro fios.
a. Sensor CA com contato NA

b. Sensor CC com contato NF

c. Sensor CA com saídas complementares (contatos NA e NF)

Sensores óticos

Os sensores óticos são fabricados tendo como princípio de funcionamento a emissão e


recepção de irradiação infravermelha modulada. Podem ser classificados em três tipos:
• Sensor ótico por barreira;
• Sensor ótico por difusão;
• Sensor ótico por reflexão.

11-8
Comandos Elétricos

Sensor ótico por barreira


No sensor ótico por barreira, o elemento transmissor de irradiações infravermelhas
deve ser alinhado frontalmente a um elemento receptor a uma distância pré-
determinada e especificada para cada tipo de sensor (distância de comutação).

Quando ocorrer a interrupção da irradiação por qualquer objeto, esta deixará de atingir
o elemento receptor e ocorre o chaveamento.

Veja a seguir a representação esquemática do princípio de funcionamento do sensor


ótico por barreira.

Os sensores óticos por barreira conseguem atuar em grandes distâncias, alguns


chegando até 30m.

Sensor ótico por difusão


No sensor ótico por difusão, os elementos de emissão e reflexão infravermelha estão
montados juntos em um mesmo conjunto.

Os raios infravermelhos emitidos pelo transmissor refletem sobre a superfície do objeto


e retornam ao receptor provocando o chaveamento eletrônico.

A superfície do objeto não pode ser totalmente fosca para que possa haver a reflexão.

A distância de comutação deste tipo de sensor é pequena e é alterada conforme a cor,


a tonalidade e tipo de superfície do objeto a ser detectado. Veja na ilustração a seguir,
a representação desse tipo de sensor.

11-9
Comandos Elétricos

Sensor ótico por reflexão


O sensor ótico por reflexão possui características idênticas ao do sensor ótico por
difusão, diferindo apenas no sistema ótico.

No sistema por reflexão, os raios infravermelhos emitidos refletem somente em um


espelho prismático especial colocado frontalmente em relação à facesensível do
sensor e retornam em direção ao receptor.

O chaveamento eletrônico é conseguido quando se retira o espelho ou quando um


objeto de qualquer natureza interrompe a barreira de raios infravermelhos entre o
sensor e o espelho.

A distância entre o sensor e o espelho determinada como distância de comutação


depende da característica do sensor, da intensidade de reflexão e dimensão do
espelho. Veja a seguir a representação esquemática do sensor ótico de reflexão.

Observação
Papéis refletivos tipo “scotch” modelo “grau técnico” ou alta intensidade (honey comb)
também podem ser utilizados no lugar do espelho.

Independentemente do sensor ótico usado, ele é totalmente imune à iluminação


ambiente natural ou artificial pelo fato do receptor ser sintonizado na mesma
freqüência de modulação do emissor.

11-10
Comandos Elétricos

Sensores magnéticos

Sensores magnéticos são sensores que efetuam um chaveamento eletrônico mediante


a presença de um campo magnético externo proveniente, na maioria das vezes, de um
imã permanente. O sensor efetua o chaveamento quando o imã se aproxima da face
sensível.

Esses sensores podem ser sensíveis aos dois pólos (norte e sul) ou a apenas um
deles. São muito utilizados em cilindros pneumáticos dotados de êmbolos magnéticos.

Observação
Os sensores magnéticos são sensíveis a campos magnéticos externos e isso pode
causar alterações na medida final que está sendo realizada. Assim, aconselha-se a
utilização de cabos blindados para a ligação do sensor ao instrumento.

Sensores potenciométricos

Sensores potenciométricos são sensores bastante simples, com elemento resistivo


que pode ser um fio bobinado ou um filme de carbono ou de matéria plástica resistiva.
Eles proporcionam a variação da resistência elétrica em função do giro do elemento a
ser monitorado, como por exemplo, no posicionamento do eixo de uma máquina.
No caso do tanque de gasolina, o sensor funciona como indicador para o motorista
abastecer o reservatório com combustível.

11-11
Comandos Elétricos

Encoder óptico

Encoder óptico é um sensor que se vale da interrupção de um feixe de luz, visível ou


não, entre um transmissor e um receptor para gerar um trem de pulsos proporcional ao
deslocamento do dispositivo que está acoplado ao disco – encoder rotacional – ou à
régua – encoder linear.

O encoder linear permite medir um deslocamento ao longo de um eixo; o encoder


rotacional proporciona a indicação de um deslocamento angular ao redor de um eixo.

11-12
Comandos Elétricos

Sensor ultra-sônico

Sensor ultra-sônico é um sensor eletrostático que emite impulsos periodicamente e


capta seus ecos, resultantes do choque das emissões com objetos situados no campo
de ação. A distância do objeto é calculada por meio do tempo de atraso do eco em
relação ao momento da emissão do sinal.

Sensores piezoelétricos

Sensores piezoelétricos são sensores que se valem das características que certos
materiais têm de gerar uma tensão elétrica proporcional à deformação física a que são
submetidos.

Normalmente são constituídos de lâminas de quartzo ou de material cerâmico,


recobertos por um filme metálico condutor. A lâmina, ao ser submetida a uma tensão
externa (força), produz uma tensão elétrica.

11-13
Comandos Elétricos

Câmeras de visão

O uso de câmeras de visão artificial no chão de fábricas tem aumentado rapidamente,


contribuindo para garantir a qualidade final do produto.

Os sensores do sistema de visão artificial são as câmeras, que captam a imagem.


Estas imagens são transmitidas a um computador que faz a comparação com uma
imagem padrão e, através desta comparação o produto pode ser aprovado ou não.

A capacidade que a câmera tem de converter o sinal óptico em sinal elétrico é muito
importante nesse tipo de aplicação (resolução da câmera).

11-14
Comandos Elétricos

Aplicações dos sensores

1. Aplicação de sensores indutivos, registrando posição.

2. Sensores indutivos detectando o encaixe de peça feito por braço mecânico.

11-15
Comandos Elétricos

3. Sensor ótico por reflexão através de espelhos prismáticos para detecção do


produto sobre a esteira.

4. Sensores capacitivos detectando presença de embalagem sobre a esteira.

11-16
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) O que são sensores de proximidades? Quais são seus tipos principais?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2) Que tipo de material o sensor indutivo detecta? Como?


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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

3) O que são sensores capacitivos? Para que materiais ele é indicado?


____________________________________________________________________
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____________________________________________________________________
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____________________________________________________________________

4) Como funciona um sensor capacitivo?


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____________________________________________________________________
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____________________________________________________________________

5) De quais grandezas depende a distância de comutação do sensor capacitivo?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

6) Como são classificadas as saídas dos sensores com alimentação em corrente


contínua?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

11-17
Comandos Elétricos

7) Nos sensores de proximidade com alimentação CA com saída a dois fios devem ser
ligados como com a carga? Como ele funciona nesse esquema?
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

8) Existem sensores CA a três ou quatro fios. Qual a diferença em relação ao de dois


fios?
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____________________________________________________________________

9) Quais são os principais tipos de sensores a três fios?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

10) Como podem ser os sensores ópticos?


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____________________________________________________________________

11) Como atua o sensor óptico por barreira?


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12) Como atua o sensor óptico por difusão?


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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

13) Em qual condição não deve ser utilizado o sensor óptico por difusão?
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____________________________________________________________________

11-18
Comandos Elétricos

14) No que difere o sensor óptico de difusão do de reflexão?


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____________________________________________________________________

15) O que são sensores magnéticos? Como ele atua?


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16) Qual o maior cuidado que se deve ter com os sensores magnéticos?
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____________________________________________________________________

17) O que são sensores potenciométricos? Como eles atuam?


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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

18) Defina o encoder óptico.


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19) Como podem ser os encoders? Explique cada tipo.


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____________________________________________________________________

11-19
Comandos Elétricos

20) Como funciona o sensor ultra-sônico?


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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

21) Qual o principio de funcionamento dos sensores piezoelétricos?


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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

22) De que materiais podem ser fabricados os sensores piezoelétricos?


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23) Qual a principal aplicação de um sensoriamento feito por câmeras de visão?


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____________________________________________________________________

24) Existem outros tipos de sensores. Pesquise e explique outros três tipos.
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11-20
Comandos Elétricos

12
TÉCNICAS DE
ACIONAMENTO DE MOTORES

12-1
Comandos Elétricos

Um dos flagelos da sociedade atual são as drogas. Faça sua parte, não use qualquer
tipo de drogas e oriente os outros para fazer o mesmo.

12-2
Comandos Elétricos

Operação manual de um
disjuntor comandando um
motor trifásico

É a maneira de acionar manualmente um disjuntor para ligar ou desligar um motor


elétrico do circuito de alimentação.

Seqüência Operacional

Ligação
Estando energizados os bornes R, S e T, e girando-se o manípulo no sentido horário
até o travamento, haverá a retenção dos contatos e o motor entrará em funcionamento.

12-3
Comandos Elétricos

Diagrama do circuito principal


Observação
Não havendo tensão nos bornes R, S e T, o manípulo não acionará os contatos porque
o relé de mínima impedirá o deslocamento dos mesmos e consequentemente o
travamento.

Interrupção
A interrupção poderá ser feita de 2 (duas) maneiras:
• Interrupção à distância por botão
Na interrupção à distância, basta acionar o botão “b0” para destravar a retenção
mecânica. Isto ocasionará a abertura dos contatos e a interrupção do circuito
principal.
• Interrupção Manual
Para realizar a interrupção manual, gira-se o manípulo no sentido anti-horário; a
retenção mecânica se destrava, abrindo os contatos e interrompendo o circuito
principal.

Diagrama do circuito de comando

12-4
Comandos Elétricos

Comando de um motor por


contator e botoeiras

Comandar um contator é a ação que se executa ao acionar um botão fechador, botão


abridor ou chave de um pólo. Isto é feito para que a bobina do eletroimã (relé de
mínima) seja alimentada e feche os contatos principais, ou perca a alimentação e abra
os mesmos.

Seqüência Operacional

Ligação
Estando sob tensão os bornes R, S e T, e apertando-se o botão b1, a bobina do
contator c1 será energizada. Esta ação faz fechar o contato de selo c1, que manterá a
bobina energizada; os contatos principais se fecharão, e o motor funcionará.

12-5
Comandos Elétricos

Interrupção
Para interromper o funcionamento do contator, pulsamos o botão b0; este se abrirá,
eliminando a alimentação da bobina, o que provocará a abertura do contato de selo c1
e, consequentemente, dos contatos principais, e a parada do motor.

Nota
Um contator pode ser comandado também por uma chave de um pólo. Neste caso,
eliminam-se os botões b0 e b1 e o contato de selo c1, e introduz-se no circuito de
comando a chave b1.

12-6
Comandos Elétricos

Ensaio: Sistema de partida direta

Seqüência:
• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.
• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando com as modificações feitas;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
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Questionário
1- Qual a finalidade de c1 (13,14) neste circuito?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

1- Havendo mal contato em c1 (13,14), que acontecerá no motor?


_____________________________________________________________________
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12-7
Comandos Elétricos

2- Neste circuito, quantos contatos auxiliares deve ter o contator?


_____________________________________________________________________
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3- O motor ligado ao circuito teve uma parada por sobrecarga. Descreva o que
deve acontecer ao circuito de comando?
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4- Se ao pressionarmos b1 nada acontecer, quais seriam os possíveis problemas


no circuito?
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5- Analise o circuito e faça um esboço inserindo no mesmo uma lâmpada


sinalizando que o motor está acionado.

12-8
Comandos Elétricos

Reversão de rotação de
um motor trifásico

A reversão do sentido de rotação de um motor trifásico é feita pela inversão de duas de


suas fases de alimentação. Esse trabalho é realizado por 2 contatores, comandados
por 2 botões conjugados, cujo acionamento permite obterem-se rotações nos sentidos
horário e anti-horário.

Diagrama do circuito principal Diagrama do circuito de comando

12-9
Comandos Elétricos

Seqüência operacional
a. Ligação do motor em um sentido, C1, C2 desligado. Estando sob tensão os bornes
R S T e pulsando-se o botão conjugado b1, a bobina do contator C1 será
alimentada, fechando o contato de selo C1, o qual a mantém energizada.
Permanecendo energizada a bobina do contator C1, haverá o fechamento dos
contatos principais e o acionamento do motor num sentido.

b. Inversão do sentido de rotação do motor: C1 ligado e C2 desligado. Pulsando-se o


botão conjugado b 2, a bobina do contator C2 será alimentada, provocando o
fechamento do contato de selo C2, o qual a mantém energizada. Permanecendo
energizada a bobina do contator C2, haverá o fechamento dos contatos principais e
o acionamento do motor no sentido inverso.

Observação
A fim de se evitarem elevados valores de correntes de pico, sempre que possível se
deve esperar a parada o motor, para se processar a reversão da rotação.

Nos tornos mecânicos em geral, assim como em outros tipos de máquinas, às vezes
se faz necessário aplicar a frenagem por contracorrente, para se conseguir inverter
rapidamente a rotação.

Segurança do sistema

Por meio de botões conjugados


Pulsando-se o botão conjugado b1 ou b2, são simultaneamente acionados os seus
contatos abridor e fechador, de modo que o contato abridor atue antes do fechador,
proporcionando intertravamento elétrico.

Por meio dos contatos auxiliares


Os contatos abridores C1 e C2 impossibilitam a energização de uma bobina, quando a
outra está energizada.

12-10
Comandos Elétricos

Ensaio: Sistema de partida direta com reversão

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando com as modificações feitas;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
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Questionário
1- Qual a finalidade de c1-c2 (31, 32) neste circuito?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

2- Havendo mal contato em b0, que defeito apresentará a instalação?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

12-11
Comandos Elétricos

3- Neste circuito, qual a função dos contatos de b1 ( 1, 2 )?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

4. Se pressionarmos os botões b1 e b2 ao mesmo tempo, que deve acontecer no circuito?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

5. Que pode ocorrer se os dois contatores forem acionados ao mesmo tempo?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

6- Faça um rascunho do circuito de comando e insira no mesmo três lâmpadas sinalizando:


a) Motor acionado no sentido horário (cor verde);
b) Motor acionado no sentido anti-horário (cor amarela).
c) Um sinalizador vermelho que indica o motor em estado de repouso.

12-12
Comandos Elétricos

Mudança de velocidade em
motor trifásico com dois
enrolamentos, comandada
por botoeiras

É um sistema de comando elétrico semi-automático, aplicado para acionar um motor


de 2 enrolamentos independentes e de diferentes números de pólos. Ex.: enrolamento
a = 6 pólos e enrolamento b = 4 pólos. Para comutar os enrolamentos, é necessário
pulsar o botão de comando referente à velocidade desejada.

Diagrama do circuito principal Diagrama do circuito de comando

12-13
Comandos Elétricos

Seqüência operacional

Velocidade 1 - (Enrolamento a) C1 e C2 desenergizados.

Pulsando-se B1 (3-4), energiza-se C1 (a-b), que fica energizada por C1 (13-14).

O motor marcha em baixa rotação.

Velocidade 2 - (Enrolamento b) C1 e C2 – desenergizados.

Pulsando-se b2 (3-4), energiza-se C2 (a-b), que permanece energizada por C2 (13-


14).

O motor marcha em alta velocidade.

Observação
Os contatos C1 (31-32) e C2 (31-32) garantem o intertravamento dos contatores.

Comutação de baixa para alta velocidade


Estando o motor em baixa rotação, pulsando-se o botão b2, C1 é desenergizado, C2 é
energizado por b2 (3-4) e C1 (31-32).

O motor passa para alta rotação.

Comutação de alta para baixa velocidade


Pulsando b1, C2 é desenergizado, e C1 é energizado por b1 (3-4) e C2 (31-32).

O motor passa para baixa rotação.

12-14
Comandos Elétricos

Ensaio: Sistema de partida de motor com dois


enrolamentos

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando com as modificações feitas;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
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_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
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Questionário
1- Qual a finalidade de c1-c2 (31, 32) neste circuito?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

2- Havendo mal contato em b1, que defeito apresentará a instalação?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

12-15
Comandos Elétricos

3- Neste circuito, qual a função dos contatos de b2 (1, 2)?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

4- Se pressionarmos os botões b1 e b2 ao mesmo tempo, que deve acontecer no


circuito?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

5- Que pode ocorrer se os dois contatores forem acionados ao mesmo tempo?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

6- Faça um rascunho do circuito de comando e insira no mesmo três lâmpadas


sinalizando:
a) Motor acionado em baixa rotação (cor verde);
b) Motor acionado em alta rotação (cor amarela).
c) Um sinalizador vermelho que indica o motor em estado de repouso.

12-16
Comandos Elétricos

Comutação de motor
Dahlander com contatores
comandados por botoeiras

Comutação de motor Dahlander com contatores comandados por botões é o que


ocorre quando se pulsa o botão b1 ou b2, para se desencadear uma série de
operações eletromecânicas que vão acionar o motor numa dada velocidade (r p m), de
acordo com o número de seus pólos.

Diagramas de circuito principal Diagrama de circuito de comando

12-17
Comandos Elétricos

Seqüência operacional

Partida do motor em baixa rotação


Pulsando-se b1, este energiza C1 (a-b), que se mantém por seu contato de selo C1
(13-14), e abre-se C1 (31-32), que intertrava C2 (a-b) e C3 (a-b). O motor é acionado
em baixa rotação.

Partida em alta rotação


Pulsando-se o botão conjugado b2, o contato b2 (1-2) é aberto, desenergizando C1.
Simultaneamente, o contato b2 (3-4) é fechado, e C2 fica energizado por b2 (3-4) e C1
(31-32), e se mantém por C 2 (13-14); C 2 (23-24) energiza C 3, e o motor parte em
alta rotação.

12-18
Comandos Elétricos

Ensaio: Sistema de partida de motor Dahlander

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando com as modificações feitas;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
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Questionário
1- Qual a finalidade de c1 neste circuito?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

2- Havendo problemas em c2, que defeito apresentará a instalação?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

12-19
Comandos Elétricos

3- Neste circuito, qual a função dos contatos de c2 (23, 24)?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

4- Estando parado o comando e se pressionarmos o force de c2, o que deve


acontecer no circuito?
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_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

5- O que ocorrerá se os contatores c1 e c2 por erro de montagem forem acionados


ao mesmo tempo?
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_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

6- Faça um rascunho do circuito de comando e insira no mesmo três lâmpadas


sinalizando:
a) Motor acionado em baixa rotação (cor verde);
b) Motor acionado em alta rotação (cor amarela).
c) Um sinalizador vermelho que indica o motor em estado de repouso.

12-20
Comandos Elétricos

Partida automática
Estrela - Triângulo

É um sistema de comando elétrico que permite a partida de um motor com tensão de


fase reduzida e, consequentemente, com corrente de partida reduzida. Este sistema
possibilita o uso de relés de pequena capacidade de corrente para motores de elevada
potência. O emprego de transformadores de corrente, de relação de transformação
conveniente, reduz a corrente de linha a pequenos valores, condizendo com a
capacidade do relé.

Diagrama do circuito principal Diagrama do circuito de comando

12-21
Comandos Elétricos

Seqüência operacional

Partida
Pulsando-se o botão b1, energiza-se C2, que alimenta d1 e permite a energização de
C1.

O motor parte com rotação reduzida (ligação em Y), C1 e C2 ligados.

Comutação em triângulo
Decorrido o tempo, d1 dispara, desligando C2, que permite a energização de c3.
O motor está ligado a plena tensão e velocidade normal (ligação em ∆), com C1 e C3
ligados.

12-22
Comandos Elétricos

Ensaio: Sistema de partida Estrela - Triângulo

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando com as modificações feitas;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
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Questionário
1- Qual a finalidade de d1 (15, 16) neste circuito?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

2- Se d1 deixar de funcionar, que defeito apresentará a instalação?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

12-23
Comandos Elétricos

3- Qual a importância da seqüência correta na ligação das fases de c1 e c3 no motor?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4- Se o ajuste do temporizador provocar um tempo de comutação muito curto, o que


pode ocorrer. Por quê?
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_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

5- Ao especificarmos o contator c3, é necessário que seu valor de corrente nominal seja
igual aos valores de c1 e c2? Por quê?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

6- Esse comando foi feito de uma forma um pouco confusa. Refaça o circuito de
comando e insira no mesmo duas lâmpadas sinalizando:
a) Motor acionado em estrela (cor amarela);
b) Motor acionado em triângulo (cor verde).

12-24
Comandos Elétricos

Comutação estrela-triângulo
de motor trifásico em dois
sentidos de rotação

Sistema de comando elétrico que possibilita a comutação das ligações estrela para
triângulo, permitindo ainda a inversão dos sentidos de rotação do motor.

Diagrama do circuito principal Diagrama do circuito de comando

12-25
Comandos Elétricos

Seqüência operacional

Partida em estrela
Pulsando-se b1, energiza-se c4, que permite a alimentação de c1 e a ativação de d1.

O motor parte em estrela com um determinado sentido de rotação (por exemplo:


sentido horário).

Comutação para triângulo


Decorrido o tempo pré-ajustado para o relé d1, este dispara e desliga c4, que em
repouso possibilita a energização de c3.

O motor marcha em triângulo, mantendo o mesmo sentido de rotação (sentido horário).

Reversão
Pulsando-se b0, os circuitos são desenergizados, e o motor pára. Pulsando-se b2, c4
se energiza e permite a alimentação de c2, ficando o relé d1 energizado por c4.

O motor parte em estrela, invertendo o sentido de rotação (sentido anti-horário).

Comutação para triângulo


Decorrido o tempo para o qual d1 foi regulado, este dispara e desliga c4, que permite a
energização de c3.

O motor marcha em triângulo, mantendo o mesmo sentido de rotação (sentido anti-


horário).

Observações
a) Os botões conjugados de b1 e de b2 se intertravam;
b) Também se intertravam os contatores c1 e c2, e os contatores c3 e c4.

12-26
Comandos Elétricos

Ensaio: Sistema de partida Y – D com reversão

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando com as modificações feitas;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
_____________________________________________________________________
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_____________________________________________________________________
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Questionário

1- Qual a finalidade de c3 (31, 32) neste circuito?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

2- Se c2 (41, 42) não abrir, que defeito apresentará a instalação?


____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

12-27
Comandos Elétricos

3- Ao pressionarmos b1, os contatores c1 e c4 são acionados e o motor parte em Y.


Decorrido o tempo ajustado em d1, nada acontece. Quais podem ser as causas?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

4- Qual a importância da seqüência correta na ligação das fases de c1 e c2 no circuito?


_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

5- Supondo que na passagem de Y para Ä o relé térmico desligou. Quais as possíveis


causas para esse acontecimento?
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_____________________________________________________________________
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_____________________________________________________________________

6- Verifique a corrente do motor e indique quais contatores podem ser utilizados


(código do fabricante) e suas características.
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_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

7- Refaça o circuito de comando e insira no mesmo três lâmpadas sinalizando:


a) Motor acionado em estrela (cor vermelha);
b) Motor acionado em triângulo, sentido horário (cor verde);
c) Motor acionado em triângulo, sentido anti-horário (cor amarela).

12-28
Comandos Elétricos

Transformadores para
comandos

Os transformadores para comandos são dispositivos empregados em comandos para


modificar valores de tensão e corrente, numa determinada relação de transformação.

Transformadores de tensão

São usados para:


• Reduzir a tensão a nível compatível com a tensão dos componentes de comando
(bobinas, relés, etc.);
• Segurança (proteção) nas manobras e nas correções de defeitos;
• Separar o circuito principal do circuito de comando, restringindo e limitando
possíveis curtos-circuitos a valores que não afetem a fiação do circuito de
comando;
• Amortecer as variações de tensões, evitando possíveis ricochetes e prolongando,
portanto, a vida útil do equipamento.

12-29
Comandos Elétricos

Transformadores para chaves compensadoras


São usados nas partidas de motores, para evitar o arranque direto.

Suas derivações permitem partidas com 65% ou 84% da tensão nominal.

Essas reduções são usadas conforme o torque necessário para a partida. Podem ser
construídos com 2 colunas com ligações em V, ou podem ter 3 colunas com ligação em
estrela. A sua capacidade deverá ser compatível com a potência do motor.

Partida de vários motores


Pode-se usar um só transformador para a partida em seqüência de vários motores.

Nesse caso, a partida dos motores será automática, ou seja, por relés temporizados e
contatores.

Dessa forma há economia de transformadores e de condutores, bem como na


demanda.

Transformador de Corrente
Os transformadores de corrente podem ser usados em comandos, atuando com relés
térmicos para:
• Temporização;
• Proteção contra sobrecarga.

12-30
Comandos Elétricos

Nesses casos, o transformador é associado a um relé térmico cuja corrente nominal é


inferior à da rede.

Tem como característica principal, entre outras, a relação de transformação indicada


na placa da seguinte maneira: 30/5, 50/5, 200/5, 500/5, 200/10, 500/10, etc.

No caso da relação 200/5 significa que, quando houver uma corrente de 200A na rede
principal, a corrente no relé será de 5 A.

Dessa forma o relé térmico terá seu tamanho reduzido e poderá ser um relé
normalizado (da linha de produção). Para proteção contra sobrecargas, ele apresenta
a vantagem de permitir os longos picos de correntes dos motores grandes na partida,
possibilitando um controle mais efetivo e mais preciso.

Nesse caso, o transformador apresenta diversas vantagens: estabiliza a corrente


secundária pela saturação do núcleo, permitindo um controle mais efetivo, e, pelo
tamanho reduzido do relé, torna possível uma regulagem mais eficiente, com a
redução dos esforços dinâmicos produzidos pela corrente elétrica.

12-31
Comandos Elétricos

Alguns transformadores de correntes são portáteis, para uso geral, e geralmente


possuem derivações diversas para várias relações de transformação.

Precaução
Antes de instalar um transformador de corrente, verificar a placa onde se encontram as
principais características elétricas, tais como:
• Tensão de isolação nominal;
• Relação de transformação;
• Freqüência;
• Limite da corrente de curta-duração para efeito mecânico;
• Limite de corrente de curta-duração para efeito térmico.

Formas de montagem
Os transformadores de corrente são construídos com formatos diversos, para facilitar a
montagem, economizando material e mão-de-obra.

Exemplos
Montagem em prolongamento na saída de base de fusível.

12-32
Comandos Elétricos

Montagem em derivação por barra ou cabos. O parafuso de fixação também serve de


condutor.

Na figura abaixo a montagem é feita em cabo passante, e a fixação é pela base.

Montagem em barras em prolongamento e também utilizada; a fixação é feita pela


base, por parafuso de encosto.

12-33
Comandos Elétricos

Também existem transformadores de corrente que são construídos em duas partes


separadas, para facilitar a sua montagem.

Observação
Os amperímetros de alicate são em realidade transformadores de correntes com
núcleo separado, com articulação para envolver o condutor, propiciando indiretamente
a medição.

Características elétricas importantes para a aquisição e instalação


• Tipo de transformador
• Índice de saturação para relés temporizados
• Relação de transformação
• Tensões de serviços
• Tensões de prova
• Potência em VA
• Classe de precisão
• Freqüência

Observação
Nunca deixar o transformador de corrente ligado à rede com o secundário aberto.

12-34
Comandos Elétricos

Partida automática de motor


trifásico com
autotransformador

A partida automática com autotransformador permite que o motor inicie seu


funcionamento com tensão reduzida e, após um tempo determinado, passe
automaticamente a plena tensão. Tem sobre a partida manual estas vantagens: não
exige esforço físico do operador; permite comando a distância; a comutação da tensão
reduzida para tensão plena realiza-se no tempo previsto e ajustado,
independentemente da ação do operador.

12-35
Comandos Elétricos

Seqüência operacional

Partida de motor com tensão reduzida, contatores C1, C2, C3 e relé de tempo
desligados.

Estando sob tensão os bornes RST e pulsando-se o botão B1, a bobina do contator C1
fica energizada, e o relé motorizado D1, com o motor ativado; os contatos C1 (13-14) e
C1 (23-24) se fecham, conservando energizada a bobina de C1 e de D1, e
energizando a bobina de C3; com o fechamento da bobina de C3, os contatos C3 (13-
14) e C3 (23-24) se fecham, tornando a bobina de C3 independente do contato C1 (13-
14). Como as bobinas de C1 e de C3 estão energizadas, os contatos principais de C1
e C3 se fecharão, e o motor será alimentado com tensão reduzida, iniciando a partida.

Comutação

Decorrido o tempo pré-ajustado, o relé temporizado d1 comuta, desenergizando a


bobina de C1 e energizando a bobina de C2. Permanecendo energizada a bobina de
C2, os contatos C2 (13-14) se fecham e os C2 (41-42) se abrem, provocando a
desenergização da bobina de C3; os contatos principais de C3 se abrem, e os de C2
se fecham; e o motor é alimentado com tensão plena (tensão nominal).

12-36
Comandos Elétricos

Ensaio: Sistema de partida compensada

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando com as modificações feitas;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
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Questionário

1- Qual a finalidade de c3 (23, 24) neste circuito?


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2-Qual o nome dos contatos de d1?


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12-37
Comandos Elétricos

3-Se o contator c2 não funcionar, que acontece ao circuito?


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4-Qual dos contatos de selo (13, 14) pode ser retirado do circuito de comando?
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5- Faça um rascunho do circuito de comando e insira no mesmo três lâmpadas


sinalizando:
a) Motor acionado pelo auto-trafo (cor amarela);
b) Motor em regime nominal (cor verde).
c) Um sinalizador vermelho que indica o motor em estado de repouso.

12-38
Comandos Elétricos

Partida de motor trifásico de


rotor bobinado

Introdução

Dentre os sistemas de partida para motor trifásico está o sistema de partida de motor
trifásico de rotor bobinado. Esse tipo de motor, como já vimos, mantém o torque
constante mesmo com rotação reduzida e é utilizado em elevadores e pontes rolantes.

Nesta unidade estudaremos o circuito de comando eletromagnético que executa a


partida para esse motor de forma automática.

Partida de motor trifásico de rotor bobinado

Sistema de partida de motor trifásico de rotor bobinado com comutação


automática de resistores

Neste tipo de partida, o circuito de comando faz, automaticamente, a eliminação


seqüencial dos estágios de resistores.

O tempo necessário entre a partida e as sucessivas retiradas dos resistores do circuito


do rotor bobinado até que este seja curto-circuitado, é determinado por relés
temporizados. Veja diagrama a seguir.

12-39
Comandos Elétricos

Seqüência operacional
A partida pelo sistema com comutação automática acontece na seqüência descrita a
seguir.

• Primeiro estágio
- na condição inicial, os contatores K1, K11, K12 e K13, os relés temporizadores K61
e K62 e o relé auxiliar K 63 estão desenergizados.

Pulsando-se o botão S1, as bobinas K1 e K61 são energizadas simultaneamente e


permanecem ligadas pelo contato de selo comum K 1 (13-14).
Com a bobina K 1 energizada, seus contatos principais se fecham e o motor começa
a funcionar com todos os resistores intercalados no circuito do induzido (R 1, R2 e
R3).

12-40
Comandos Elétricos

• Segundo estágio
- decorrido o tempo ajustado para K 62, o relé K61 dispara, fecha o contato K61 e
energiza K11. Este permanece assim por meio de seu contato de selo K 11 (13-
14).

Ao mesmo tempo, o contato fechador de K11 (23-24) energiza o relé K 62 e


desenergiza a bobina K 61 através de K 11(41-42).

Com a bobina K 11 alimentada, seus contatos principais se fecham e retiram do


circuito o resistor R1.

• Terceiro estágio
- decorrido o tempo ajustado para K62, ocorre o disparo e o contato K62 (15-18)
energiza K12. Este permanece nessa condição por meio de seu contato de selo
K12 (13-14).

Nesse instante, K11 é desenergizado e tem seus contatos de volta à posição de


repouso.

O contato K12 (23-24) se fecha e alimenta K63 que fechará K63 (23-24) e energizará
novamente K 61. Uma vez energizada a bobina K12, seus contatos principais se
fecham e retiram do circuito o resistor R2.

• Quarto estágio
- decorrido o tempo ajustado para K61, ocorre o disparo e seu contato K61 (15-18)
se fecha, alimentando K13 que permanece energizado por seu contato de selo e
abre o contato K13 (41-42). Este anula os demais. K13, uma vez energizado, tem
seus contatos principais fechados o que elimina o resistor R3 e curto-circuita o
rotor.

12-41
Comandos Elétricos

Ensaio: Sistema de partida de motor com rotor


bobinado

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia ABNT.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando com as modificações feitas;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
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Exercício

1- Faça um novo comando para este sistema de partida, introduzindo uma lâmpada
amarela para quando o motor estiver partindo e uma verde para quando este atingir a
rotação nominal.

12-42
Comandos Elétricos

Sistema de partida de
motores trifásicos

As partidas de motores trifásicos podem ser diretas, estrela-triângulo, com


compensadores ou ainda por resistências rotóricas.

A instalação desses sistemas obedece a critérios técnicos e legais, de acordo com as


normas da ABNT para instalações de baixa tensão.

Referências normalizadoras

A norma de instalações de baixa tensão, NB-3, nos seus itens 8.6.2 e 22.9 a 22.11,
refere-se aos dispositivos de partida sob os seguintes aspectos:
a. Deve ser levada em consideração, em cada região do país, a potência máxima dos
motores que podem ser ligados diretamente à rede. Tal potência é fixada pela
concessionária de energia elétrica, levando em conta também o tipo de motor.

b. Os dispositivos de partida devem ser capazes de fazer partir e parar os motores


aos quais estão ligados. No caso particular de um motor de corrente alternada, o
dispositivo deve ser capaz de interromper a corrente do motor com o rotor travado.

c. No seu artigo 22.9.3, a norma fixa valores mínimos que os dispositivos devem
satisfazer.

d. Motores com potência de 1/8 cv ou menos dispensam dispositivos de partida.

e. Quanto à instalação, normaliza-se que os dispositivos de partida deverão ficar


encerrados em caixas metálicas e, dependendo do caso, à vista dos motores que
comandam.
12-43
Comandos Elétricos

f. Estabelece, ainda, que dispositivos de partida pata tensão reduzida deverão ter os
seguintes recursos mínimos:
• Mecanismo que evite que o dispositivo se mantenha fechado por si na posição
de partida;
• Mecanismo que exclua a necessidade de manobra rápida entre a partida e o
regime nominal;
• Que sejam dotados de relé de subtensão;
• Que tenham mecanismo que trave os contatos móveis após um desligamento
em condição anormal, para evitar sua religação nessas condições.

Essas condições gerais, estabelecidas pela norma de Instalações Elétricas de Baixa


Tensão, são a base para as normas particulares dos diversos dispositivos de comando,
quando estas existirem.

Do estabelecido pela norma ficou claro que tais dispositivos são necessários, quando a
potência do motor ou as condições de partida estabelecem uma corrente elevada
demais, por um tempo longo demais para não prejudicar as condições da rede.

Dessa forma podemos verificar os seguintes aspectos na determinação do dispositivo


de partida:

Potência do motor
Conforme a região do país, cada fornecedor de energia elétrica permitirá a partida
direta de motores de determinada potência.

Quando for necessário um dispositivo de partida com tensão reduzida ou corrente


reduzida, o sistema será determinado pela carga conforme as possibilidades ou
características.

Considerando-se as possibilidades, o motor pode partir em vazio até a plena rotação, e


sua carga deve ser incrementada pouco a pouco, até o limite nominal.

Tipo de carga
Quando as condições da rede exigir partida com tensão reduzida ou corrente reduzida,
o sistema será determinado pela carga, conforme as possibilidades ou tipo de carga.

12-44
Comandos Elétricos

Considerando-se as possibilidades, o motor pode partir em vazio até a plena rotação, e


sua carga incrementada até o limite nominal.
Exemplos
Serra circular, torno ou compressor que deve partir com as válvulas abertas.
Nesse caso, a partida pode ser estrela-triângulo.

O motor deve partir com carga ou com um conjugado resistente em torno de 50%.

Exemplos
Calandras, bombas, britadores.
Nesse caso, emprega-se a chave compensadora, utilizando-se os “taps” de 65% ou
80% o transformador.

Observação
Também para os grandes motores se usa chave compensadora para a partida.

O motor deve partir com rotação controlada, porém com torque bastante elevado.

Exemplos
• Pontes rolantes, betoneiras, máquinas de “offset”.
• Nesse caso, utiliza -se o motor com rotor bobinado.

Comparação entre os sistemas de partida

Partida direta
Na partida direta a plena tensão, o motor de rotor gaiola pode partir a plena carga e
com a corrente elevando-se de 5 a 6 vezes a nominal, conforme o tipo e número de
pólos.

12-45
Comandos Elétricos

De acordo com o gráfico a figura anterior, a corrente de partida (curva a) é igual a 6


vezes a corrente nominal.

O conjugado na partida atinge aproximadamente 1,5 do conjugado nominal (curva b).

Partida Estrela-Triângulo
É fundamental para a partida com a chave estrela-triângulo que o motor tenha a
possibilidade de ligação em dupla tensão, ou seja, em 220/380V ou em 380/660V. Os
motores deverão ter no mínimo 6 bornes de ligação. A partida estrela-triângulo poderá
ser usada quando a curva de conjugados do motor é suficientemente elevada para
poder garantir a aceleração da máquina com a corrente reduzida. Na ligação estrela, a
corrente de partida fica reduzida para 25 a 30% da corrente de partida direta. Também
a curva do conjugado é reduzida na mesma proporção. Por esse motivo, sempre que
for necessária uma partida estrela-triângulo, deverá ser usado um motor com elevada
curva de conjugado.

Exemplo de cálculo da corrente de um motor em estrela e triângulo:

Um motor trifásico ligado a uma rede de 220V absorve da linha 208A, quando ligado
em triângulo.

208
A corrente na fase desse motor será de = 120A ou 208 x 0,58.
3

U 220
Esse motor ligado em estrela estará sob uma tensão de fase de = = 127V ou
3 1,73

220 x 0,58.

Havendo uma redução da tensão de fase, consequentemente haverá uma redução na


corrente:
220 : 120 :: 127 : x

127x120
x = 69,3A ou 120 x 0,58 = 69,3A
220

A corrente de linha em triângulo é de 208A. Em estrela, a corrente de linha é de 69,3A,


o que representa aproximadamente 30% de 208A .

12-46
Comandos Elétricos

Na partida em estrela, a corrente de partida é de 1,5 a 2 vezes a corrente nominal, mas


o conjugado de partida e o conjugado máximo se reduzem a 25 ou 30%.

Na partida triângulo, os conjugados de partida são máximos, mas a corrente é


aproximadamente 6 vezes a corrente nominal. Como exemplo, nas figuras abaixo
temos a ligação estrela-triângulo de um motor, com cargas diferentes, apresentando
dados comparativos em % pelas curvas de corrente e conjugados.

Curva de conjugado resistente alto Curva de conjugado resistente menor


(curva MR) (curva MR)

Legenda:
M/MN = relação, em porcentagem, entre conjugado nominal e conjugado de motor
I/In = relação, em porcentagem, entre corrente nominal e corrente durante a partida
M∆ = curva do conjugado motor em ∆
MY = curva do conjugado motor em Y
MR = curva do conjugado resistente
IY = curva da corrente em Y
I∆ = curva da corrente em ∆

Na figura Curva de conjugado resistente alto (curva MR), temos um alto conjugado
resistente MR. Se a partida for em Y, o motor acelerará a carga até a velocidade ny, ou
aproximadamente 85% da rotação nominal. Nesse ponto, a chave deverá ser ligada
em ∆. Acontece nesse caso que a corrente, que era aproximadamente a nominal, ou

12-47
Comandos Elétricos

seja, 100%, salta repentinamente para 300%, o que não é nenhuma vantagem, uma
vez que na partida a corrente era de somente 170%.

Na figura Curva de conjugado resistente menor (curva MR), temos o motor com as
mesmas características, porém o momento resistente MR é bem menor. Na ligação Y,
o motor acelera a carga até 95% da rotação nominal. Quando a chave é ligada em ∆, a
corrente, que era aproximadamente 60%, sobe para 190%, ou seja, praticamente igual
à da partida em Y.

Nesse caso, a ligação estrela-triângulo apresenta vantagem, porque se fosse ligado


direto, absorveria da rede 500% da corrente nominal. A chave estrela-triângulo em
geral só pode ser empregada em partidas da máquina em vazio, isto é, sem carga.
Somente depois de ter atingido 95% da rotação nominal, a carga poderá ser ligada. O
exemplo típico acima pode ser um grande compressor. Na figura Curva de conjugado
resistente alto (curva MR), seria partida com carga, isto é, assim que começa a girar,
a máquina já comprime o ar, mas geralmente isso não acontece. Os compressores
partem em vazio, isto é, com todas as válvulas abertas Curva de conjugado
resistente menor (curva MR).

Só quando atinge a rotação nominal, as válvulas se fecham, e a máquina começa a


comprimir o ar.

Partida com chave compensadora


Podemos usar a chave compensadora para dar
partida em motores sob carga. A chave
compensadora reduz a corrente de partida,
evitando uma sobrecarga na rede de alimentação,
deixando, porém, o motor com um conjugado
suficiente para a partida e aceleração.

A tensão na chave compensadora é reduzida através de autotransformador, que


possui normalmente “taps” de 65% a 80% da tensão nominal.

12-48
Comandos Elétricos

Exemplo
Um motor ligado à rede de 220V absorve 100A . Se for ligado ao autotrafo no “tap” de
65%, a tensão aplicada nos bornes será de:

U = U. 0,65 = 220 x 0,65 = 143V

A corrente nos bornes do motor, em virtude da redução da tensão, é reduzida também


em 65%:
Im = I. 0,65 = 100 x 0,65 = 65A

Como a potência em VA no primário do autotrafo é aproximadamente igual à do


secundário, temos:

VA no secundário = U. 3 . Im = 143 x 1,73 x 65 = 16080 VA

Para encontrarmos a corrente absorvida da linha, temos:

VA 16080
IL = = = 42,2A, o que permite afirmar que no “tap” de 65%
U. 3 220 x1,73

IL = Im. 0,65 = 54 x 0,65 = 42,2A


U = tensão reduzida
U = tensão a rede
Im = corrente nos bornes o motor
IL = corrente da rede

O momento de partida é proporcional ao quadrado da tensão aplicada aos bornes do


motor. No caso do exemplo acima, é 0,65 x 0,65 = 0,42, ou seja, aproximadamente
metade do momento nominal. No “tap” de 80%, teríamos um momento de 0,8 x 0,8 =
0,64, ou seja, dois terços do momento nominal.

A corrente seria:
A
IL = IM x 0,8 = 80 x 0,8 = 64

12-49
Comandos Elétricos

Partida rotórica
É o sistema de partida onde se utiliza um motor de rotor bobinado com reostato
regulável.

Esse motor apresenta elevado torque na partida em baixa velocidade. É de construção


bem mais cara, porém apresenta grandes vantagens, conforme a aplicação.

Pelo gráfico abaixo, podemos comparar o torque com resistências desse tipo de motor
que possui características peculiares. Verificamos que a corrente de partida é
aproximadamente 2 vezes a nominal (curva a) e que o torque é aproximadamente
240% do torque nominal (curva b).

Pode partir, portanto, com baixa rotação e torque elevadíssimo.

Observação
A curva (c) compara a partida DIRETA desse motor com a partida com resistência.

12-50
Comandos Elétricos

Mudança de velocidade
com reversão de motor
de dois enrolamentos,
comandados por botoeiras

É um sistema de comando elétrico semi -automático, aplicado para acionar um motor


de 2 enrolamentos independentes e de diferentes números de pólos. Este sistema
possibilita ainda a inversão o sentido de rotação, quando o enrolamento a ou b está
ligado, bastando para isso pulsar o botão de comando referente à velocidade e ao
sentido de rotação desejado.

Diagrama do circuito principal Diagrama do circuito de comando

12-51
Comandos Elétricos

Seqüência operacional

Marcha à direita, em baixa rotação


Contatores C1 - C2 - C3 e C4 desenergizados.

Pulsando-se b1, energiza-se a bobina de C1 (a-b) e fecha-se o contato C1 (13-14), que


a mantém energizada.

O motor é acionado e gira à direita em baixa rotação.

Marcha à esquerda, em baixa rotação


Estando C1 energizado, pulsando-se b3 (1-2), desenergiza -se a bobina de C1 (a-b) e
energiza-se a bobina de C3 (a-b), que se mantém ligada por C3 (13-14).

O motor é frenado por contracorrente e marcha à esquerda, em baixa rotação.

Marcha à direita e à esquerda, em alta rotação


Os botões b2 e b4, quando pulsados com relação a C2 e C4, têm as mesmas funções
descritas anteriormente para b1 e b3, repetindo-se o processo já descrito, mas com
aumento da rotação.

Observações
a. O intertravamento elétrico fica assegurado duplamente, pelos contatos conjugados
de b1, b2, b3 e b4, e também pelos contatos abridores C1 (31-32) e C1 (41-42), C3
(31-32) e C3 (41-42), C2 (31-32) e C2 (41-42), C4 (31-32) e C4 (41-42).

b. O sistema permite indistintamente partia direta em baixa ou alta rotação, à direita


ou à esquerda.

12-52
Comandos Elétricos

Ensaio: Partida motor de dois enrolamentos


com reversão

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando com as modificações feitas;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
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Questionário
1- Qual a função do contato de c1 (41, 42) no circuito?
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2-Qual a função dos contatos de c3 (31, 32 ) no circuito?


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3- Supondo que os contatos de b1 (1, 2) não se abram, quais as conseqüências?


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12-53
Comandos Elétricos

4- Se fizemos a inversão dos terminais Ua e Wa no motor, o que ocorrerá ao


comando?
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5- Porque são necessários dois relés térmicos ao circuito de potência?


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12-54
Comandos Elétricos

Reversão de motor trifásico


tipo Dahlander

Introdução

Nesta unidade veremos que há duas maneiras de se fazer a reversão de motor


trifásico tipo Dahlander: por comutação automática e por botões.

Para aprender esse conteúdo com facilidade, você deverá ter conhecimentos
anteriores sobre ligação de motores tipo Dahlander.

Reversão de motor trifásico tipo Dahlander

Comutação polar por botoeiras:

A comutação polar automática é um sistema de comando elétrico aplicado a um motor


com enrolamento único tipo Dahlander.

Suas pontas de saída permitem ligação em triângulo com n pólos, ou ligação em dupla
estrela com n/2 pólos.

Isso possibilita a obtenção de duas velocidades diferentes (V1 e V2). Nesse caso a
comutação polar processa-se automaticamente.

Permite também duplo sentido de rotação tanto para V1 quanto para V2. Para a
inversão de rotação, é necessário pulsar o botão correspondente ao sentido de rotação
desejado.

12-55
Comandos Elétricos

Funcionamento
O circuito principal e o circuito de comando são mostrados a seguir.

Para a marcha em sentido horário em baixa velocidade, aciona-se o botão b1


energiza-se o contator C1. Nessa condição, o motor marcha em baixa rotação.

Para mudar a velocidade do motor, aciona-se o botão b2, que desliga C1 e alimenta C3.
Este energiza C5 e o motor marcha em alta rotação no sentido horário, acionado por C3 e C5.

O circuito é interrompido acionando-se b0.

Para a marcha no sentido anti-horário, em baixa velocidade, aciona-se o botão b2 que


energiza o contator C2. O motor marcha em baixa rotação.

Para mudar a velocidade do motor no sentido anti-horário, aciona-se o botão b4, que
desliga C2 e alimenta C4 que, por sua vez, energiza C5. O motor marcha no sentido
anti-horário em alta rotação, acionado por C4 e C5.

12-56
Comandos Elétricos

Ensaio: Partida do motor dahlander com reversão

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
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Questionário

1. Qual a importância da seqüência correta na ligação das fases de c1 e c2 no motor?


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12-57
Comandos Elétricos

2. Qual a relação entre as ligações Ä / YY na velocidade do motor?


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3. Neste circuito, que ocorre se e4 desligar?


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4. Que pode ocorrer se o contato de c1 (31, 32) não abrir?


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5. Que pode ocorrer se os contatores c2, c4 e c5 forem acionados ao mesmo


tempo?
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6. Que pode ocorrer se o contator c5 não for acionado?


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7. Qual a função dos contatos de c3-c4 (31, 32)?


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12-58
Comandos Elétricos

Partida automática e
frenagem eletromagnética de
motor trifásico nos dois
sentidos de rotação

É um sistema de comandos elétricos que permite a partida automática, a troca de


sentido de rotação e a frenagem eletromagnética por corrente retificada.

Diagrama do circuito principal Diagrama do circuito de comado

12-59
Comandos Elétricos

Frenagem eletromagnética

Esse sistema de frenagem consiste em retirar a alimentação alternada do estator e, em


seu lugar, injetar uma alimentação de corrente contínua. Com isso, o campo magnético
do estator estaciona e provoca a frenagem do rotor.

O nível de tensão CC usado para a frenagem é de aproximadamente 20% da tensão


de alimentação do motor.

Seqüência operacional

Partida de marcha no sentido anti-horário


Pulsando-se b1, energiza-se c1.

O motor está ligado e gira no sentido anti-horário, por hipótese.

Observação
É imprescindível que o motor esteja parado, para que se possa dar partida no sentido
desejado.

Partida no sentido horário


Pulsando-se b2, energiza-se C2.

O motor está ligado e gira no sentido horário.

Frenagem
Estando o motor em marcha num sentido ou noutro, pulsando-se b0, desenergiza-se
C1 ou C2, energiza-se C3 e C4, o motor é frenado, C1 e C2 se intertravam, C3 e C4
travam C1 e C2.

12-60
Comandos Elétricos

Ensaio: Sistema de partida direta com freio


eletromagnético

Seqüência:

• Desenhe o circuito de comando utilizando a simbologia DIN.


• Monte o circuito da seguinte maneira:
- Circuito de comando;
- Energize o mesmo e faça os testes;
- Circuito de trabalho (com motor elétrico);
- Energize e faça os testes.

Material necessário
• Relacione abaixo os componentes necessários para a montagem do circuito.
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Questionário

1. Havendo mal contato em S0 (3, 4), que acontecerá no motor?


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12-61
Comandos Elétricos

2. Qual a função de K3 no diagrama?


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3. Supondo que ao pulsarmos S0 ocorra a queima do fusível F21. Qual pode ser a
causa?
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4. Qual a finalidade de K3 (31, 32) neste circuito?


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5. Neste comando, em até quantos volts pode ser a tensão do secundário do


transformador da ponte retificadora? Poderia ser utilizado um autotransformador
neste caso?
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12-62
Comandos Elétricos

Partida consecutiva de
motores com relés
temporizados

É um sistema de comando automático que permite a partida de 2 ou mais motores,


obedecendo a uma seqüência pré-estabelecida. Os intervalos de tempo entre as
sucessivas partidas são determinadas pela regulagem de relés temporizados .

Diagrama do circuito principal

12-63
Comandos Elétricos

Diagrama do circuito de comando

Seqüência operacional

Pulsando-se b1, o contator C1 e o relé d1 são energizados.


O motor m1 parte.

Decorrido o tempo ajustado para d1, este energiza C2 e d2.


O motor m2 parte.

Decorrido o tempo ajustado para d2, este energiza C3 e d3.


O motor m3 parte.

Após o tempo ajustado para d3, este energiza C4, dando a partida a m4, último motor
da seqüência.

Se houvesse mais motores, o processo continuaria de idêntica forma.

12-64
Comandos Elétricos

13
Fatores de Segurança e
Prevenção de acidentes

13-1
Comandos Elétricos

Faça uma lista de grandes amigos,


Quem você mais via há dez anos atrás,
Quantos você ainda vê todo dia,
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha,


Quantos você desistiu de sonhar,
Quantos amores jurados pra sempre,
Quantos você conseguiu preservar...

13-2
Comandos Elétricos

Segurança e Higiene do
Trabalho

Introdução

É sabido que o brasileiro, tradicionalmente, não se apega à prevenção, seja ela


de acidentes do trabalho ou não.
Nossa formação escolar não nos enseja qualquer contato com técnicas de Prevenção
de Acidentes, nem ao menos com a sua necessidade. Somente com nosso ingresso
no mercado de trabalho e, assim mesmo, dependendo do setor de atividade e, pior
ainda, da empresa em que trabalharmos, é que teremos o primeiro contato com elas,
isso, já na idade adulta!
Daí, a grande necessidade que a empresa moderna tem de aplicar recursos, investir
em treinamento, em equipamentos e em métodos de trabalho para incutir em seu
pessoal o Espírito Prevencionista e, através de técnicas e de sensibilização, combater
em seu meio o Acidente de Trabalho que, conforme tem sido demonstrado, atinge
forte e danosamente a Qualidade, a Produção e o Custo.

13-3
Comandos Elétricos

Acidente do Trabalho

Definição

Acidente é toda e qualquer ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não,


que provoca lesão pessoal ou da qual decorra risco próximo ou remoto. Se tal
ocorrência estiver relacionada com o exercício do trabalho, estará, então,
caracterizado o Acidente de Trabalho. Trocando o conceito em miúdos:

A ocorrência é imprevista, por não ter um momento pré-determinado (dia ou hora)


para acontecer. É preciso distinguir previsto/imprevisto de
previsível/imprevisível.

"Previsto" significa programado, enquanto "previsível" sugere possibilidade. Assim,


pode-se dizer que o acidente é previsível em função de circunstâncias (uma escada
de degraus defeituosos, um mecânico esmerilhando sem óculos, por exemplo), isto
é, quando existe a possibilidade clara de ocorrer o acidente. No entanto, a
ocorrência não está prevista, por não estar programada.
É indesejável, por não se querer o acidente. Se alguém, intencionalmente, joga um
alicate contra outro e o atinge, caracteriza-se o acidente, apesar de o indivíduo ter
desejado atingir o outro. No entanto a ocorrência é caracterizada em função da vítima.

O fato de ser "instantânea ou não" implica na diferença entre o acidente típico, como
o conhecemos (queda, impacto sofrido, aprisionamento, etc.) e a doença ocupacional
ou do trabalho (asbestose, saturnismo, silicose, etc.). Esclarecendo: o acidente
propriamente dito é a ocorrência que tem conseqüência (lesão) imediata em relação
ao momento da ocorrência (queda = fratura, luxação, escoriações). A Doença
ocupacional é conseqüência mediata em relação à exposição ao risco (exposição ao
vapor de chumbo hoje, saturnismo após algum tempo).

O acidente não implica, necessariamente, em lesão, podendo ficar somente no risco


de provocá-la (acidente sem vítima). Assim, a queda de uma marreta, por exemplo, é
o acidente que pode ser com vítima (provoca lesão) ou sem vítima (não atinge
ninguém).

13-4
Comandos Elétricos

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em sua NB 18 (Norma Brasileira


Nº 18) focaliza o acidente do trabalho.

Por que o Acidente do Trabalho deve ser evitado?

Sob todos os ângulos em que possa ser analisado, o acidente do trabalho apresenta
fatores altamente negativos no que se refere ao aspecto humano, social e
econômico, cujas conseqüências se constituem num forte argumento de apoio a
qualquer ação de controle e prevenção dos infortúnios ocasionais.

Aspecto Humano

Bastaria a consulta às estatísticas oficiais, que registram os acidentes que prejudicam


a integridade física do empregado, para conhecimento do grande índice de pessoas
incapacitadas para o trabalho e de tantas vidas truncadas, tendo como conseqüência a
desestruturação do ambiente familiar, onde tais infortúnios repercutem por tempo
indeterminado.

Aspecto Social

Com referência a este aspecto, vamos analisar o acidente de trabalho e


suas conseqüências sociais visando estes dois aspectos:
- Acidente de trabalho como efeito;
- Acidente de trabalho como causa.

Pode-se considerar o acidente de trabalho como efeito quando ele resulta de uma
ação imprudente ou de condições inadequadas, isto é, quando ele resulta de uma
inobservância das normas de segurança; pode-se considerá-lo como causa quando
se tem em vista as conseqüências dele advindas.
Como se deduz, são imensuráveis, em termos de extensão e proporção, as
conseqüências dos acidentes de trabalho.
O importante, diante de todos os aspectos que possam ser apresentados, é que as
pessoas se inteirem dessa realidade, interessando-se pela aplicação correta das
medidas de prevenção do acidente para não se tornarem vítimas do mesmo.

13-5
Comandos Elétricos

Aspecto Econômico

Um dos fatores altamente negativos resultante dos acidentes do trabalho é o


prejuízo Econômico, cujas conseqüências atingem o empregado, a empresa, a
sociedade e, em uma concepção mas ampla, a própria nação.
Quanto ao empregado, apesar de toda a assistência e das indenizações recebidas
por ele ou por seus familiares através da Previdência Social, os prejuízos
econômicos fazem-se sentir na medida em que a indenização não lhe garante,
necessariamente, o mesmo padrão de vida mantido até então. E, dependendo do
tipo de lesão sofrida, tais benefícios, por melhores que sejam, não repararão uma
invalidez ou a perda de uma vida.

Na empresa, os prejuízos econômicos derivados dos acidentes variam em função da


importância que ela dedica à prevenção. A perda, ainda que de alguns minutos de
atividade no trabalho, traz prejuízo econômico, danificação de máquinas,
equipamentos, perda de materiais etc. Outro tipo de prejuízo econômico refere-se ao
acidente que atinge o empregado, variando suas proporções em vista do tempo de
afastamento do mesmo e da gravidade da lesão.

As conseqüências podem ser, entre outras; a paralisação do trabalho por tempo


indeterminado, devido à impossibilidade de substituição do acidentado por um
elemento treinado para aquele tipo de trabalho e, ainda, a influência psicológica
negativa que atinge os demais empregados e que interfere no rítmo normal do
trabalho, levando sempre a uma grande queda da produção.

Identificação das Causas do Acidente

É fundamental que se entenda que a busca da causa de um acidente não tem,


absolutamente, o objetivo de punição, mas, sim, o de encontrar, a partir das causas,
as medidas que possibilitem impedir ocorrências semelhantes.

13-6
Comandos Elétricos

A causa do acidente pode estar em fatores hereditários (herança sangüínea) ou de


meio- ambiente (cultura). Pode, também, originar-se de falha pessoal. Clareando: a
hereditariedade, processo de transmissão de características físicas e mentais dos
ascendentes (pais, avós, etc.) para os descendentes (filhos, netos, etc.), quando
o ambiente é propício, pode manifestar-se sob a forma de fobias, principalmente
a claustrofobia ( medo de lugares fechados), a acrofobia (medo de altura), etc., ou
de outras patologias. Tal manifestação interfere na formação do homem, dando
oportunidade ao afloramento das falhas pessoais (atitudes impróprias,
inadequadas, como, por exemplo, imprudência, negligência, exibicionismo,
insubordinação, etc.).

A falha pessoal, por sua vez, leva o homem a cometer Atos Inseguros
ou a criar/permitir Condições Inseguras.

Resumindo: o acidente tem origem nos antecedentes hereditários e no meio-ambiente


da primeira infância do homem. As características indesejáveis, herdadas
(hereditariedade) ou adquiridas (meio-ambiente) manifestam-se através da falha
pessoal que, por sua vez, induz o homem a criar ou permitir a condição insegura e/ou
praticar o ato inseguro, que são as causas aparentes do acidente que pode, ou não,
resultar em lesão pessoal.

Para esclarecer, imaginemos uma situação: a companhia admite um novo


empregado, que terá a ocupação de escarfador. O candidato selecionado é jovem e a
CST é sua primeira empresa. Até então, trabalhara no quiosque do pai, na praia de
Camburi, o dia todo, à vontade, de sunga, vez por outra tomando uma aguinha de
coco, enquanto inspecionava biquínis e similares. Pois bem, esse rapaz começa a
trabalhar na CST e, após treinamento, se vê todo equipado para o trabalho;
possivelmente, não se adaptará, sentir-se-á agoniado, preso: A SITUAÇÃO É MUITO
DIFERENTE E A TENDÊNCIA É CHEGAR AO ACIDENTE.

13-7
Comandos Elétricos

Utilização de EPIs e EPCs Equipamentos de Proteção

Os equipamentos de proteção Coletiva (EPCs) ou Individual (EPIs) são equipamentos


que visam neutralizar ou eliminar as condições que poderão ocasionar danos à saúde
ou à integridade física do empregado.

A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao


risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes
circunstâncias:

a) Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou


não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou
de doenças profissionais e do trabalho;

b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;

c) Para atender situação de emergência.

Equipamento de Proteção Coletiva – EPC

São os que, quando adotados, neutralizam o risco na própria fonte. As proteções em


furadeiras, serras e prensas, os sistemas de isolamento de operações ruidosas, os
exaustores de gases e vapores, as barreiras de proteção, aterramentos elétricos; os
dispositivos de proteção em escadas, corredores, guindastes e esteiras transportadoras
são exemplos de proteção coletivas.

Equipamento de Proteção Individual – EPI

Equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo de uso individual, de


fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade
física do trabalhador.

13-8
Comandos Elétricos

A seleção do EPI deve ser feita por pessoal competente, conhecedor não só dos
equipamentos como, também, das condições em que o trabalho é executado.
É preciso conhecer as características, qualidades técnicas e, principalmente, o grau
de proteção que o equipamento deverá proporcionar.

Classificam-se os EPIs agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger:

• Proteção da Cabeça

Capacete: Protege do impacto de objeto que cai ou que é projetado e de impacto


contra objeto imóvel. Somente estará completo e em condições adequadas de uso se
composto de:

• Proteção dos Olhos

Óculos de segurança: Protegem os olhos do impacto de materiais projetados e do


impacto contra objetos imóveis. Os óculos de segurança utilizados na CST são,
comprovadamente, muito eficazes quanto à proteção contra impactos.
Para a proteção contra partículas aerodispersóides (poeira), a CST fornece os óculos
ampla visão, que envolvem totalmente a região ocular.

• Proteção Facial

Protetor facial: Protege todo o rosto do impacto de materiais projetados e do calor


radiante, podendo ser acoplado ao capacete. É articulado e tem perfil côncavo e
tamanho e altura que permitem cobrir todo o rosto, sem tocá-lo, sendo construído em
acrílico, alumínio ou tela de aço inox.

• Proteção Respiratória

Máscaras: Protegem as vias respiratórias contra gases tóxicos, asfixiantes e contra


aerodispersóides (poeira). Protegem não somente de envenenamento e asfixias, mas
também da inalação de substâncias que provocam doenças ocupacionais.

13-9
Comandos Elétricos

• Proteção de Membros Superiores

Protetores de punho, mangas e mangotes: Protegem o braço, inclusive o punho,


contra impactos cortantes e perfurantes, queimaduras, choque elétrico, abrasão e
radiações ionizantes e não ionizantes.

Luvas: Protegem os dedos e as mãos de ferimentos cortantes e perfurantes, de calor,


choques elétricos, abrasão e radiações ionizantes.

• Proteção Auditiva

Protetor auricular: Diminui a intensidade da pressão sonora exercida pelo ruído contra
o aparelho auditivo.
O protetor auricular não anula o som, mas reduz o ruído (que é o som indesejável)
a níveis compatíveis com a saúde auditiva. Isso significa que, mesmo usando o
protetor auricular, ouve-se o som mais o ruído, sem que este afete o usuário.

• Proteção do Tronco

Paletó: Protege troncos e braços de queimaduras, perfurações, projeções de materiais


particulados e de abrasão, calor radiante e frio.

Avental: Protege o tronco frontalmente e parte dos membros inferiores - alguns


modelos (tipo barbeiro) protegem também os membros superiores contra queimaduras,
calor radiante, perfurações, projeção de materiais particulados. Ambos permitem uma
boa mobilidade ao usuário.

• Proteção da Pele

Luva química: Creme que protege a pele e os membros superiores contra a ação dos
solventes, lubrificantes e outros produtos agressivos.

13-10
Comandos Elétricos

• Proteção dos Membros Inferiores

Calçado de segurança: Protege os pés contra impactos de objetos que caem ou que
são projetados, impactos contra objetos imóveis e contra perfurações. Por norma,
somente é de segurança o calçado que possui biqueira de aço para proteção dos
dedos.

Perneiras: Protegem a perna contra projeções de aparas, fagulhas, limalhas... e,


principalmente, de materiais quentes.

• Proteção Global Contra Quedas

Cinto de segurança: Cinturões anti-quedas que protegem o homem nas atividades


exercidas em locais com altura igual ou superior a 2 (dois) metros, composto de
cinturão, propriamente dito, e de talabarte, extensão de corda (polietileno, nylon, aço,
etc.) com que se fixa o cinturão à estrutura firme.

13-11
Comandos Elétricos

Riscos Ambientais

Introdução

Os ambientes de trabalho podem conter, dependendo da atividade que neles é


desenvolvida, um ou mais fatores ou agentes que, dentro de certas condições, irão
causar danos à saúde do pessoal. Chamam-se, esses fatores, riscos ambientais. Os
riscos ambientais exigem a observação de certos cuidados e a tomada de medidas
corretivas nos ambientes, se pretende evitar o aparecimento das chamadas doenças
do trabalho.

Segue-se uma série de informações básicas relativas aos Riscos Ambientais, com
enumeração dos principais fatores, das condições possíveis de risco para a saúde e
das medidas gerais para o controle desses fatores nos ambientes de trabalho.

Classificação dos Riscos

Os riscos ambientais estão divididos em três grupos: riscos químicos, riscos


físicos e riscos biológicos.

• Riscos Químicos: são representados por um grande número de substâncias


que podem contaminar o ambiente de trabalho.

• Riscos Físicos: são representados por fatores do ambiente de trabalho que


podem causar danos à saúde, sendo os principais: o calor, o ruído ou barulho, as
radiações, o trabalho com pressões anormais, a vibração e a má iluminação.

• Riscos Biológicos: são representados por uma variedade de microorganismos


com os quais o empregado pode entrar em contato, segundo o seu tipo de
atividade, e que podem causar doenças.

13-12
Comandos Elétricos

Principais Medidas de Controle dos Riscos Ambientais

As principais medidas de controle dos riscos ambientais podem se referir ao ambiente


ou ao pessoal:

Medidas relativas ao ambiente:

• Substituição do produto tóxico


• Mudança do processo ou equipamento
• Enclausuramento ou confinamento
• Ventilação
• Umidificação
• Segregação
• Boa manutenção e conservação
• Ordem e limpeza

Medidas relativas ao pessoal:

• Equipamento de Proteção Individual


• Limitação de exposição
• Controle Médico

13-13
Comandos Elétricos

Riscos de Eletricidade

Introdução

A eletricidade é de grande utilidade no mundo atual, facilitando muito o trabalho nas


indústrias, acionando máquinas e equipamentos. Proporciona, também, conforto e
bem- estar em casa, acendendo lâmpadas, fazendo funcionar rádios televisores,
geladeiras, aquecedores etc.

Efeitos da Corrente Elétrica

Considerando que uma corrente de 30 miliampères pode causar acidentes


fatais, e considerando-se uma resistência de 1.500 Ohms para o corpo humano,
tem-se: V = I x R = 0,030 x 1.500 = 45V

Portanto, uma tensão de 45 volts já poderá causar acidentes fatais em casos


especiais de contato.

13-14
Comandos Elétricos

O tempo de contato com a corrente é muito importante na gravidade dos


acidentes porque, como foi visto na tabela anterior, determinadas intensidades de
corrente produzem contrações musculares que levam à asfixia e à fibrilação
ventricular o que, por tempo prolongado, causa acidente fatal ou, então, dificulta a
recuperação. Estima-se em menos de 2 minutos o tempo de choque em que as
contrações musculares levam à asfixia.

O trajeto da corrente no corpo humano tem grande influência para as conseqüências


do choque elétrico, pois é mais difícil reanimar uma pessoa com fibrilação ventricular,
que exige um processo de massagem cardíaca difícil de se executar, do que uma
pessoa que, simplesmente, tem uma asfixia e que pode ser reanimada com o
processo de respiração artificial.

As principais conseqüências devidas a choques elétricos podem ser divididas em


dois tipos:

Choques que não causam lesões orgânicas

- Pequenos choques de simples descargas elétricas de baixa


intensidade, num intervalo de tempo pequeno, não causam
danos, e a vítima sente apenas um formigamento no local de
contato;
- Choques um poucos mais fortes, por pouco tempo, quando a pessoa
atingida sofre uma violenta contração muscular;
- Choques em que a vítima, além da violenta contração muscular, sofre
um estado de comoção que se dissipa rapidamente;
- Choques que, causando a contração dos músculos das regiões
próximas à do contato, levam a lesões profundas, como
queimadura no local e outros acidentes, como por exemplo,
quedas.

13-15
Comandos Elétricos

Choques que causam lesões orgânicas

A vítima deste tipo de choque elétrico fica em estado de morte aparente, devido a um
ou mais fatores que são explicados abaixo:
- Inibição do centro respiratório. É o caso em que devido ao
choque elétrico os músculos respiratórios se contraem
violentamente e perdem a sua capacidade muscular, podendo
levar à parada respiratória;
- Fibrilação do coração. É o caso em que, após a passagem de uma
corrente elétrica pelos músculos do coração, estes entram num
estado de batimento insatisfatório, fazendo que o coração não
execute a sua função de bombear sangue.

Riscos Elétricos
Como já foi visto, até uma tensão de 45 volts poderá causar um acidente fatal em
determinadas condições. Como a maioria das instalações elétricas possui voltagem
de 110 V ou mais, sempre existirão perigos potenciais de acidentes elétricos. Os
principais tipos de riscos elétricos são:

- Fios e partes metálicas sob tensão, desprotegidos, que poderão ser


tocados acidentalmente ou sem conhecimento de que estejam
energizados.
- Máquinas, equipamentos e ferramentas que estejam com suas carcaças
energizadas devido à falha do isolamento interno da sua fiação, que poderão
causar choques elétricos quando não aterrados eletricamente, se a mão do
operador estiver úmida ou se ele estiver sobre piso úmido sem calçados
apropriados.

Estes tipos de contato poderão causar o surgimento de uma diferença de potencial


entre a pessoa e a terra e, com isso, a passagem de corrente elétrica através do seu
corpo. Além desses acidentes, o choque elétrico poderá desencadear outros efeitos
mais graves como nos casos em que a vítima, após o contato com partes energizadas
da instalação em lugares altos, passarelas ou andaimes, sofra uma queda se não
estiver devidamente segura no local.

13-16
Comandos Elétricos

Existe também o risco de se provocar incêndio devido a um condutor


subdimensionado ou por haver nele uma sobrecarga. Isso ocorre se a corrente que
passa no condutor for maior que a corrente que ele pode suportar, a ponto de seu
isolamento entrar em deterioração, com conseqüente curto-circuito.

Outro risco diz respeito a ligações de fios com contatos mal feitos, que criarão uma
maior resistência elétrica, o que poderá aquecer o local da ligação.
Ainda convém observar que desligar chave tipo faca com aparelhos ligados poderá
fazer com que haja a formação do arco voltaico (formação de faísca), o que poderá
ser perigoso, principalmente em ambiente onde se armazenam inflamáveis.

Medidas Preventivas em Instalações Elétricas

As medidas a seguir têm importância capital na prevenção de acidentes.

- Somente usar material, aparelhos e equipamentos de qualidade


comprovada;
- Permitir instalações e manutenções somente por profissionais
qualificados e obedecendo às normas técnicas vigentes no
país;
- Manter as instalações e os aparelhos em ótimo estado de
conservação e manutenção;
- Tomar cuidado em qualquer serviço de instalação elétrica, mesmo de
baixa tensão;
- Usar somente fios com capacidade adequada para o equipamento
a ser utilizado, devidamente protegidos contra toque acidental e
preferivelmente isolados e protegidos mecanicamente, fazendo-se
a instalação aérea ou por eletroduto (conduíte) rígido ou flexível;
- Aterrar eletricamente as carcaças e as proteções metálicas dos
equipamentos.
- Proteger de toques acidentais os equipamentos sob tensão, colocando-
os dentro de caixas especiais ou cercando-os com barreiras fixas (cerca
de tela ou balaustrada).

13-17
Comandos Elétricos

Cuidados nas Instalações Elétricas

Algumas providências são essenciais. Deve-se, assim:

- Tomar alguns cuidados com as instalações elétricas como, por


exemplo, não deixar expostos fios, partes metálicas ou objetos que
possam ser tocados por pessoas. Em casos de emergência, colocar
placas de advertência de forma bem visível e com o nome do
responsável;
- Não deixar expostos chaves tipo faca nem quadro de comando de
força energizados oferecendo riscos de contato acidental;
- Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão através de
guardas fixas, como cercas, ou instalá-los em locais que não
ofereçam perigo;
- Usar fiação correta para as ligações, dimensionando a bitola da mesma
de acordo com a carga (corrente) que irá conduzir, usando, para isso,
de preferência, as tabelas da ABNT;
- Proteger as instalações elétricas usando fusíveis e disjuntores para
que, em caso de sobrecarga, o circuito seja desligado queimando o
fusível, desligando o disjuntor ou provocando o corte do fornecimento
de energia, com isso não danificando a instalação elétrica e o
equipamento;
- Ao ligar um aparelho a uma tomada elétrica ou ao fazer a ligação de
um aparelho a uma rede elétrica, verificar se a tensão da linha de
fornecimento corresponde à do aparelho e se, ligando o aparelho,
não se irá sobrecarregar a linha, provocando queima do fusível,
queda de disjuntores ou danos à fiação elétrica;
- Não ligar simultaneamente mais de um aparelho à mesma tomada de
corrente;
- Usar ferramentas manuais com isolamento elétrico;
- Certificar-se se o circuito elétrico esta energizado ou não, através
de um detector de tensão;
- Identificar o nível de tensão das instalações elétricas e colocar placas de
advertência.

13-18
Comandos Elétricos

Nos acidentes de origem elétrica, o número de casos fatais poderá ser


consideravelmente diminuído se medidas de socorros forem postas imediatamente
em prática, já que o tempo de exposição à corrente é um fator muito importante no
agravamento deste tipo de acidentes.

O ideal é que todos conheçam os métodos de primeiros socorros para acidentes


causados por eletricidade ou, pelo menos, o pessoal que trabalha nessa área ou
em lugares onde o risco de choques elétricos é alto.

Aterramento Elétrico

O emprego do aterramento elétrico, quando visa à proteção de equipamentos e


instalações elétricas, normalmente se dá quer como meio de proteção às instalações
elétricas, quer como meio de proteção a equipamentos elétricos; tal é o caso dos
dispositivos como o pára-raios, que visa a proteger as linhas aéreas quanto aos
perigos decorrentes de sobretensões ou, então, de dispositivos que visam a evitar a
interferência que surge em equipamentos eletrônicos devido à falta do aterramento
elétrico.
Em ambos os casos, os cuidados a serem observados nas instalações não são
tão fundamentais quanto aqueles dirigidos à proteção de pessoas, expostos a
riscos de choque elétrico, incêndios e explosões.
A obrigatoriedade do uso do aterramento elétrico como medida de controle dos riscos
provenientes do uso da eletricidade é dada pela portaria 3214 de 8 de junho de 1978
do Ministério do Trabalho, através da Norma Regulamentadora nº 10, "Instalações e
Serviços em Eletricidade".

13-19
Comandos Elétricos

Sinalizações na Segurança Industrial

Introdução

Sendo a visão a capacidade sensitiva mais usada pelo homem (aproximadamente


87% das sensações recebidas passam pelo órgão da visão), e como em muitos
casos há necessidade de uma rápida distinção entre o perigoso e o seguro, ou da
localização de certos equipamentos com segurança e rapidez, resolveu-se padronizar
o uso das cores.

Com o uso de cores padronizadas pode-se, em caso de incêndio, localizar os


equipamentos de combate ao fogo com rapidez, distinguir os dispositivos de parada
de emergência de máquinas ou notar suas partes perigosas.

O uso de tubulações pintadas em cores padronizadas permite distinguir cada


elemento transportado em uma tubulação entre diversas tubulações existentes
dentro de uma empresa.

Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho

Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para
prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando
áreas, identificando as canalizações empregadas nas empresas para a condução
de líquidos e gases e advertindo contra riscos. No entanto, a utilização de cores
não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes.

O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar
distração, confusão e fadiga ao trabalhador.
As cores aqui adotadas serão as seguintes: vermelho, amarelo, branco, preto,
azul, verde, laranja, púrpura, lilás, cinza, alumínio, marrom.

A indicação em cor, sempre que necessária, especialmente quando em área de


trânsito para pessoas estranhas ao trabalho, será acompanhada dos sinais
convencionais ou da identificação por palavras.

13-20
Comandos Elétricos

Vermelho

O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos


de proteção e combate a incêndio.
Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo, por ser de pouca visibilidade
em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa
Alerta). É empregado para identificar:

- Caixa de alarme de incêndio;


- Hidrantes;
- Bombas de incêndio;
- Sirene de alarme de incêndio;
- Extintores e sua localização;
- Indicações de extintores;
- Localização de mangueiras de incêndio;
- Tubulações, válvulas e hastes do sistema de aspersão de água;
- Transporte com equipamentos de combate a incêndio;
- Portas de saída de emergência;
- Rede de água para incêndio (SPRINKLERS);
- Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica).

A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo:


- Nas luzes a serem colocadas em barricadas, tapumes de
construções e quaisquer outras obstruções temporárias;
- Em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência.

13-21
Comandos Elétricos

Amarelo

Em canalizações, deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não


liqüefeitos. O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!",
assinalando:

- Partes baixas de escadas portáteis;


- Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que
apresentem risco;
- Espelhos de degraus de escadas;
- Bordas desguarnecidas de aberturas no solo (poço, entradas
subterrâneas, etc.)
- e de plataformas que não possam ter corrimões;
- Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham
verticalmente;
- Faixas no piso de entrada de elevadores e plataformas de carregamento;
- Meios-fios onde haja necessidade de chamar atenção;
- Paredes de fundo de corredores sem saída;
- Vigas colocadas à baixa altura;
- Cabines, caçambas, guindastes, escavadeiras, etc;
- Equipamentos de transporte e manipulação de material tais como:
empilhadeiras, tratores industriais, pontes rolantes, vagonetes,
reboques, etc;
- Fundos de letreiros e avisos de advertência;
- Pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes da estrutura e
equipamentos em que se possa esbarrar;
- Cavaletes, porteiras e lanças de cancelas;
- Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto);
- Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco;
- Pára-choques para veículos de transporte pesados, com listras
pretas. Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão
usados sobre o amarelo quando houver necessidade de
melhorar a visibilidade da sinalização.

13-22
Comandos Elétricos

Branco

O branco será empregado em:

- Passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e


largura);
- Direção e circulação, por meio de sinais;
- Localização e coletores de resíduos;
- Localização de bebedouros;
- Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate
a incêndio ou outros equipamentos de emergência;
- Áreas destinadas à armazenagem;
- Zonas de segurança.

Preto

O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis


de alta viscosidade (ex.: óleo lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche,
etc.). Poderá ser usado em substituição ao branco, ou combinado a este quando
condições especiais o exigirem.

Azul

O azul será utilizado para indicar "Cuidado!", ficando o seu emprego limitado a avisos
contra uso e movimentação de equipamentos, que deverão permanecer fora de
serviço. Será empregado em:

- Barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos


pontos de comando, de partida, ou fontes de energia dos
equipamentos.
- Canalizações de ar comprimido;
- Prevenção contra movimento acidental de qualquer
equipamento em manutenção;
- Avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.

13-23
Comandos Elétricos

Verde

O verde é a cor que caracteriza "segurança". Deverá ser empregado para identificar:

- Canalizações de água;
- Caixas de equipamentos de socorro de urgência;
- Caixas contendo máscaras contra gases;
- Chuveiros de segurança;
- Macas;
- Fontes lavadoras de olhos;
- Quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de segurança, etc;
- Porta de entrada de salas de curativos de urgência;
- Localização de EPI; caixas contendo EPI;
- Emblemas de segurança;
- Dispositivos de segurança;
- Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).

Laranja

O laranja deverá ser empregado para identificar:

- Canalizações contendo ácidos;


- Partes móveis de máquinas e equipamentos;
- Partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou
abertas;
- Faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos;
- Faces externas de polias e engrenagens;
- Botões de arranque de segurança;
- Dispositivos de corte, bordas de serras, prensas;

Lilás

O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. As
refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes.

13-24
Comandos Elétricos

Púrpura

O púrpura deverá ser usado para indicar os perigos provenientes das


radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares.
Deverá ser empregado em:

- Portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou


armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela
radioatividade;
- Locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos
contaminados;
- Recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e
equipamentos contaminados;
- Sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de
radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas
nucleares.

Cinza Claro

O cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo.

Cinza Escuro

O cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos de instalações elétricas.

Alumínio

O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liquefeitos,


inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex.: óleo diesel, gasolina,
querosene, óleo lubrificante, etc.).

Marrom

O marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para identificar qualquer fluido
não identificável pelas demais cores.

13-25
Comandos Elétricos

Cores em Máquinas

O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco, preto ou verde.

Cores em Canalizações

As canalizações industriais para condução de líquidos e gases deverão receber a


aplicação de cores, em toda sua extensão, a fim de facilitar a identificação do
produto e evitar acidentes.

Obrigatoriamente, a canalização de água potável deverá ser diferenciada das


demais. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada
(concentração, temperatura, pressões, pureza, etc.), a diferenciação far-se-á através
de faixas de cores diferentes, aplicadas sobre a cor básica.

Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas, de acordo
com a natureza do produto a ser transportado.
O sentido do transporte de fluido, quando necessário, será indicado por meio de
seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação.

Sinalização para Armazenamento de Substância Perigosas

O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais.


Para fins do disposto no item anterior, considera-se substância perigosa todo o
material que seja, isoladamente ou não, corrosivo, tóxico, radioativo e oxidante e
que, durante o seu manejo, armazenamento, processamento, embalagem e
transporte possa produzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores, equipamentos e
ambiente de trabalho.

13-26
Comandos Elétricos

Exercícios:

1) Defina acidente de trabalho.

2) Quais são os tipos de acidentes de trabalho?

3) Como caracterizar o acidente de trabalho como efeito?

4) Quais as conseqüências do acidente no aspecto econômico?

5) Quais os tipos equipamentos de segurança que existem? Qual sua finalidade?

6) Defina EPC.

7) Defina EPI.

13-27
Comandos Elétricos

8) No seu setor de trabalho da escola, quais EPIs são necessários para a execução das tarefas?

9) Como são classificados os riscos ambientais? Explique cada tipo.

10) No seu setor de trabalho, quais medidas podem ser adotadas para o controle dos riscos
ambientais?

11) Quais fatores determinam a gravidade de um acidente com eletricidade?

12) O que pode ocorrer quando se sofre um choque elétrico?

13-28
Comandos Elétricos

13) Quais medidas preventivas devem ser adotadas em instalações elétricas?

14) Qual a finalidade do uso das sinalizações industrial?

15) Quais cuidados devem ser observados no uso das sinalizações industrial?

16) Cite a utilização mais comum de cada cor quando utilizada em sinalização industrial.

13-29
Comandos Elétricos

17) Na pintura de máquinas, quais cores podem ser utilizadas?

18) Na pintura de canalizações, quais medidas devem ser tomadas?

13-30
Comandos Elétricos

14
PAINEL para
COMANDO ELÉTRICO

14-1
Comandos Elétricos

14-2
Comandos Elétricos

Painéis elétricos

São caixas destinadas a abrigar as montagens elétricas. Os painéis de comando ( também


conhecidos como quadros de comando ) possuem grande variedade de opções, sendo indicados
para diversas aplicações. Esses quadros são utilizados em instalações industriais, comerciais e
prediais.

Geralmente são construídos em chapas metálicas e, recebem tratamento superficial por banho
químico (desengraxe e fosfatização à base de fosfato de ferro). Após esse tratamento, são pintados
com tinta epoxi a pó através do sistema eletrostático com cores padrões.

Podemos encontrá-los basicamente em quatro formatos:


I. Painéis de pequeno porte ( caixas para montagens ).
II. Painéis de médio porte.
III. Painéis modulares.

14-3
Comandos Elétricos

Painéis de pequeno porte

Indicados para montagem de circuitos mais simples. Podem ser fixados pela parte de trás em
estruturas e paredes. São compostos de placa de montagem, flange, fecho, porta e vedação.

Placa de montagem
Local onde são instalados os componentes e feitas as ligações. Pode ser removida do painel, o
que facilita a montagem dos circuitos fora do mesmo.

Flange
Placa removível fixada na parte de baixo do quadro com a finalidade de facilitar as conexões dos
cabos ou eletrodutos de entrada e saída.

Fecho
Dispositivo metálico utilizado para fazer o fechamento e trava da porta. Possui vários
formatos.

Porta
Assim como os demais componentes é removível.

Vedação
Elemento de borracha que promove a devida proteção contra o ambiente é colocada entre a
porta e a caixa.

14-4
Comandos Elétricos

Painéis de médio porte

Indicados para a montagem de circuitos com maior número de componentes. Possuem os


mesmos acessórios dos painéis anteriores. Geralmente são fixados pela base través de um
acessório chamado base soleira que, pode ser adquirido separadamente. Trata-se de um
elemento retangular que dispõe de furos para a fixação na base do painel e no piso.

Painéis modulares

São painéis de médio a grande porte desenvolvidos para atenderem projetos de potência,
automação, distribuição e eletrônica.
Por serem modulares, são totalmente desmontáveis o que os torna muito práticos e
versáteis.

Além dos acessórios encontrados nos painéis citados anteriormente, podem conter outros,
tais como, longarinas, laterais, portas adicionais, perfis laterais e argolas de içamento.

Longarinas
Quando não se necessita de uma placa de montagem única ou quando a montagem não permite
o uso desta, são utilizadas pequenas placas dispostas pelo painel ( a quantidade depende do
tamanho do painel e da necessidade do projeto ) nas quais são fixados os componentes da
montagem.

Laterais
Como o painel é modular, as laterais são removíveis, possibilitando o acesso fácil na
montagem ou manutenção.

14-5
Comandos Elétricos

Portas adicionais
Podem ser colocadas portas traseiras para um acesso melhor ao interior do painel ou
utilizando-se de portas frontais duplas nos casos de painéis maiores ou painéis acoplados.

Perfis laterais
São peças perfuradas utilizadas na fixação das placas de montagem ou longarinas.
Podem posicionar as mesmas próximas à porta ou próximas ao fundo do painel, de
acordo com a montagem.

Argolas de Içamento
Dispositivo fixado na parte superior externa dos painéis afim de facilitar o transporte.

Porta documentos
Elemento geralmente confeccionado de plástico onde são colocados os documentos referentes
à montagem ( esquemas, etc. ), de modo a facilitar a manutenção por parte do técnico. É fixado
na porta frontal do lado interno. O porta documentos também é usado em quadros menores.

Existem outros acessórios para painéis e que, são utilizados dependendo do tipo de projeto.
Os painéis modulares podem ser acoplados uns aos outros, formando grandes painéis.

14-6
Comandos Elétricos

Padrões
A pintura nos painéis elétricos obedecem a cores padronizadas.
Os quadros elétricos são encontrados na cor bege para as partes interna e externa. As
placas de montagem ou as longarinas são pintadas na cor laranja.
A base soleira é pintada na cor preta.

Grau de proteção
Os painéis são fornecidos normalmente com grau de proteção IP54 ( contra poeira e jatos de
água ). Se houver necessidade de um grau de proteção maior, deve-se especificar o mesmo
no projeto.

Quadros para Comandos Elétricos TAUNUS

A Linha Elétrica Taunus é composta por mais de 200 produtos, o que representa a mais vasta
gama de soluções existente no mercado para projetos de instalações. São caixas, painéis e
mesas de comando que se destacam da concorrência pelo excelente acabamento estético,
versatilidade, Grau de Proteção (IP) certificado e pelas inúmeras opções de acessórios para
maximizar o potencial de uso de cada produto.

Os modelos de caixas variam em função da profundidade, tamanho, acesso (porta ou tampa) e


estrutura interna. Podem ser construídas em chapa de aço, fibramax, inox ou alumínio com
compatibilidade eletromagnética.

Os painéis também se diferenciam pelas diversas possibilidades de acoplagem e acessibilidade para


montagens e manutenção. Já as mesas de comando são construídas em projetos ergonométricos
que proporcionam total conforto operacional no controle de máquinas, processos e comunicação de
dados.

Além dos produtos em Linha, a Taunus, possibilita aos clientes a possibilidade de adaptações em
produtos standard, seja em termos de furações, dimensões diferenciadas ou outras modificações
de estrutura e design. O departamento de engenharia da Taunus também desenvolve projetos
exclusivos e personalizados. Além disso, a Taunus implementa a produção de séries especificadas
pelo próprio cliente, atendendo às necessidades específicas de cada projeto.

14-7
Comandos Elétricos

Caixas de Pequeno Porte

A Taunus desenvolveu caixas de pequeno porte divididas em seis linhas: AA, EK/EKF, DD, DE, DF e
DX. Essas linhas se diferenciam em função da sua aplicação e/ou material de construção. As caixas
podem ser construídas em aço carbono, poliéster reforçado com fibra de vidro, alumínio ou inox.

As caixas de pequeno porte da Linha Taunus possuem uma vasta linha de acessórios, que permitem
maximizar o uso dos produtos. Além disso, a Taunus, possibilita aos clientes a possibilidade de
adaptações em furações, dimensões diferenciadas ou outras modificações de estrutura e design. O
departamento de engenharia da Taunus também desenvolve projetos exclusivos e personalizados e
implementa a produção de séries especificadas pelo próprio cliente, atendendo às necessidades
específicas de cada projeto.

Exemplo: Linha DD

A Linha DD foi desenvolvida para montagens elétricas de múltiplas funções. As caixas possuem
construção monobloco em chapa de aço com soldas contínuas nos quatro cantos. Possui sistema de
vedação Taunus de poliuretano expandido, permitindo sua aplicação em ambientes onde a temperatura
varia entre –20 e 70ºC.

Taunus DD 80 – Dados Técnicos

Placa de Montagem:
Em chapa de aço de 2,0 mm de espessura.
Pintura eletrostática em pó poliéster laranja ( RAL 2000 ).

Proteção:
IP 65 ( NBR 6146, DIN 40050, IEC 529 ).

Fecho:
Rápido com miolo universal.

Porta:
Em chapa de aço de 1,2 mm de espessura.
Pintura eletrostática em pó poliéster cinza ( RAL 7032 ). Ângulo de abertura de 180°.

14-8
Comandos Elétricos

Caixa:
Monobloco em chapa de aço de 1,2 mm de espessura. Pintura eletrostática em pó poliéster cinza (
RAL 7032 ).

Fornecimento Standard:
Caixa com placa de montagem, porta com dobradiças 180°, vedação em poliuretano expandido
e fecho com miolo universal.

Código Altura(A) Largura(L) Prof.(P) Peso(Kg)

DD 081 150 150 80 1,4

DD 082 300 150 80 2,4

DD 083 200 200 80 2,2

DD 084 300 200 80 3,0

DD 085 400 200 80 4,0

14-9
Comandos Elétricos

Acessórios para
Painéis elétricos

A montagem de um comando elétrico em um painel de comando visa sua praticidade,


acessibilidade e segurança.

Para conseguir executar o trabalho de forma rápida e eficiente são necessários a solicitação
de materiais específicos pois, os acessórios utilizados na montagem do painel, possuem os mais
diversos materiais e modelos.

Dentre os principais elementos temos:

- Conectores
- Canaletas
- Protetores de cabos
- Terminais
- Alicates especiais
- Marcadores
- Fixadores
- Abraçadeiras

14-10
Comandos Elétricos

Dados nominais

Conectores
São elementos e sistemas cuja função principal é a união segura de condutores, tanto elétrica
como mecânicamente. Todos os tipos, formas de sistemas de conexões estão englobados nesta
denominação. Os mais usualmente empregados se denominam conectores de passagem.

Conectores de passagem
Utilizados em todo o mundo, e em todos os tipos de instalações, quadros de comando para
máquinas, equipamentos, controles de energia, ferrovias, etc. Em todas as aplicações os nossos
conectores garantem uma perfeita conexão.
A excelente qualidade dos nossos produtos é comprovada nas mais diversas aplicações em
instalações pelo Brasil há mais de 20 anos.

Tampa final
O último conector de uma régua deve ser fechado por uma tampa, seguido de um poste fixado ao
trilho.

Placa de separação
Utilizada para aumentar as distâncias dielétricas como, por exemplo, separar conjuntos contíguos
de conectores que estejam interligados por pontes conectoras. Outra aplicação é a separação

Na montagem de uma régua de conectores de passagem deve-se observar os seguintes quesitos:


- cada circuito de carga deverá ter, no mínimo, uma possibilidade de identificação.
- até uma seção transversal de 10 mm² pode-se conectar um condutor sem nenhuma preparação
especial.
- os conectores devem ser projetados de maneira que a uma temperatura ambiente (entre -25°C e
+ 40°C), e com umidade relativa do ar de 50%, obedeçam aos requisitos básicos das normas.
- os parafusos de aperto devem resistir ao torque recomendado, de acordo com o tipo de parafuso
empregado.

14-11
Comandos Elétricos

Tipos de Conexão

Conexão por grampo e


Torque de aperto do parafuso
parafuso

Conexão por grampo e parafuso

A função de um sistema de conexão elétrica é interligar


condutores, de forma segura, elétrica e mecânicamente. O
sistema por grampo e parafuso é uma solução já aprovada e
consagrada e permite pressões constantes sobre os condutores
(memória de aperto do aço). O grampo conector pressiona o
condutor contra as ranhuras da barra de interligação (fabricada
em latão com revestimento de estanho e chumbo), que
proporciona um contato de baixíssima resistividade à passagem
de corrente elétrica. O sistema Conexel combina a
condutibilidade do latão/cobre com a memória elástica do aço
carbonitretado, que garante a pressão contínua do contato.
Conectores - Materiais empregados
Componentes de cobre e latão
Componentes de cobre ou latão são revestidos com uma camada de estanho ou estanho/chumbo.
Além das propriedades condutivas, esta camada oferece uma proteção excelente contra
influências corrosivas, mantendo a qualidade dos contatos.

Proteção anti-corrosiva nas partes metálicas


Todas as partes metálicas dos conectores da Conexel são tratadas eletrolíticamente, de acordo
com a mais moderna tecnologia. A proteção das superfícies obedece, qualitativamente, às
especificações técnicas vigentes, sendo sua eficácia contínuamente testada em nossos
laboratórios. Todos os componentes de aço são revestidos com zinco e bicromatizados. O efeito
protetor da camada de zinco continua eficaz mesmo que ocorram avarias por arranhões ou
porosidades.

14-12
Comandos Elétricos

Montagem

Trilho TS

Os trilhos Conexel usados para


montagem em réguas de
conectores, obedecem as
normas DIN EN 50045, 50022
e 50035 (respectivamente TS
15, TS 35 simétrico e TS 32
assimétrico). Obs.: Dimensões
em mm.

Montagem de réguas de conectores

A montagem sobre trilhos oferece as seguintes vantagens: instalação em armários e/ou caixas de
espaço reduzido; flexibilidade para adicionar, retirar ou substituir conectores, individualmente, após
a montagem já concluída.

AKB 2,5 Conector de passagem (fixação direta)

O conector AKB 2,5 é apresentado na forma individual, permitindo execuções em blocos de


fixação BB 2,5.

O AKB 2,5 é um conector de passagem, conexão parafuso / parafuso, feito em poliamida (nylon
6.6), e foi concebido para fixação direta, dispensando o uso de trilhos de fixação.

A montagem permite formar réguas de conectores simplesmente agregando uns aos outros, que
se fixam através dos pinos existentes nos corpos isolantes, cuja pressão dá ao conjunto a rigidez
mecânica ideal. As extremidades são fechadas com blocos de fixação BB 2,5 que também
servem à fixação da régua ao painel, através de parafusos.

Este tipo de execução permite a fixação das réguas de conectores sobre placas de montagem,
ou diretamente nas estruturas das máquinas ou equipamentos eletro-eletrônicos.

A fixação dos condutores segue a já tradicional abraçadeira de contato e ponte conectora das
linhas Conexel.

14-13
Comandos Elétricos

Dados Técnicos:

Espessura (mm) - (Tolerância + 0,2) 5,0

Dados técnicos conforme IEC


Tensão nominal 400 V
Corrente nominal 24 A
Área nominal mm 2,5
Máxima capacidade de conexão
Fios mm 0,13...4
Cabos mm 0,13...2,5
AWG 28...12
Decapagem do condutor mm 9,0

Dados de pedido Referência Código


(Individual) (BG) AKB 2,5 PA C904281.6000

Bloco de fixação (espessura em mm)


(BG) BB 2,5 (7,0) C904283.6000

Dimensional do Bloco BB 2,5 Exemplo de utilização

**

14-14
Comandos Elétricos

Canaletas Heladuct HD

As canaletas Heladuct são ideais para


condução, proteção e direcionamento de
fios e cabos em instalações elétricas e
quadros de comando.
O sistema de furação na base da canaleta
permite uma instalação rápida com
parafusos ou rebites. O sistema de tampa
corrediça permite perfeito acabamento sem
folga entre a canaleta e a tampa.

Especificações do Material

Material PVC

Cor Cinza

Temperatura -20°C a +70°C


de utilização

Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-1

 !

Informações Técnicas
Emendas aplicáveis
Largura Altura Emenda Emenda Tipo de
Referência Nominal Interna Interna reta de reta de Furação
mm mm mm centro canto
HD0 15 X 20 13.4 19.2 DSC16 DCS16 1
HD1 20 X 20 20.4 18.7 DSC11 DCS11 1
HD2 30 X 30 27.0 25.0 DSC16 DCS16 1
HD3 30 X 50 26.2 46.0 DSC37 DCS37 1
HD4 50 X 50 49.3 48.9 DSC41 DCS41 1
HD5 80 X 50 77.4 47.4 DSC37 DCS37 2
HD6 110 X 50 106.4 46.6 DSC37 DCS37 3
HD7 150 X 50 146.4 47.8 DSC37 DCS37 3
HD8 30 X 80 26.8 77.1 DSC68 DCS68 1
HD9 50 X 80 50.8 77.1 DSC68 DCS68 1
HD10 80 X 80 78.3 78.1 DSC68 DCS68 2
HD11 60 X 50 57.4 47.4 DSC37 DCS37 2
Obs.: Furação na base somente no modelo P (aberto).

14-15
Comandos Elétricos

O Sistema Heladuct possui 2 modelos com aberturas laterais diferentes em função do número de derivações existentes.

Modelo P - Aberto Modelo F - Fechado

Informações Técnicas
Referência A B C D E
mm mm mm mm mm
HD0P 9.0 6.1 20.3 1.1 15.6
HD1P 7.0 7.0 19.7 1.0 22.4
HD2P 12.0 7.3 26.2 1.3 29.6
HD3P 27.0 13.7 47.8 1.7 29.6
HD4P 30.0 13.6 50.5 1.6 52.5
HD5P 29.0 13.3 48.7 1.3 80.0
HD6P 28.0 13.8 48.4 1.8 110.0
HD7P 30.0 11.8 49.7 1.8 150.0
HD8P 59.0 13.6 78.7 1.6 30.0
HD9P 58.0 13.6 78.7 1.6 54.0
HD10P 60.0 11.6 79.7 1.6 81.0
HD11P 28.0 13.3 48.7 1.3 60.0

Emendas

As emendas DSC e DCS foram desenvolvidas


com o mesmo material das canaletas do
Sistema Heladuct. Permitem um
cabeamento perfeito do sistema, garantindo
a união total das canaletas.

Especificações do Material

Material PVC Rígido

Cor Cinza

Temperatura -20°C a +70°C


de utilização

Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-1

14-16
Comandos Elétricos

Spiral Tube

Sistema versátil de amarração que, em função


de sua flexibilidade, garante uma perfeita
acomodação junto ao chicote, além de
permitir derivação em qualquer ponto deste.

Especificações do Material

Material Polietileno

Cor Preta, Branca

Temperatura -40°C a +80°C


de utilização

Flamabilidade UL94HB

Especificações do Material
* +
Material PVC flexível

Cor Cristal, Preta

Temperatura -20°C a +70°C


de utilização )
Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-1

Especificações do Material Informações Técnicas


Diâmetro de
Material Polietileno AC Referência A B C Amarração
Cor Preta, Branca mm mm mm mm
1/8” 4.5 0.7 5.9 3.2 - 12.5
Temperatura -40°C a +80°C
1/4” 6.4 0.9 8.2 5.0 - 50.0
de utilização
1/2” 12.0 1.1 15.6 9.5 - 101.0
Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-0 3/4” 20.0 1.5 19.0 17.5 - 150.0
1” 25.0 2.0 25.0 23.0 - 200.0

Os materiais PVC, polietileno UV e polietileno AC são produzidos sob encomenda.


Especificações do Material

Material Polietileno UV

Cor Preta

Temperatura -40°C a +80°C


de utilização

Flamabilidade UL94HB

14-17
Comandos Elétricos

7 Te r m i n a i s E l é t r i c o s

OLHAL

Vermelho Azul Amarelo

Bitola 22 -16 awg 0.25 - 1.5mm² 16-14 awg 1.1 - 2.6mm² 12 - 10 awg 2.7 - 6.0mm²
Furo s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado
M3 - 1/8” HR1104 HR2104 HR3102 HR1304 HR2304 HR3302 - - -
M3 - 1/8” HR1106 HR2106 HR3103 HR1306 HR2306 HR3303 HR5201 HR6201 HR7201
M4 - 5/32” HR1108 HR2108 HR3104 HR1308 HR2308 HR3304 HR5202 HR6202 HR7202
M5 - 3/16” HR1110 HR2110 HR3105 HR1310 HR2310 HR3305 HR5203 HR6203 HR7203
M6 - 1/4” HR1112 HR2112 HR3106 HR1312 HR2312 HR3306 HR5204 HR6204 HR7204
M8 - 5/16” HR1114 HR2114 HR3107 HR1314 HR2314 HR3307 HR5205 HR6205 HR7205
M10 - 3/8” - - - - - - HR5206 HR6206 HR7206
M12 - 1/2” - - - - - - HR5207 HR6207 HR7207

FORQUILHA

Vermelho Azul Amarelo

Bitola 22 -16 awg 0.25 - 1.5mm² 16-14 awg 1.1 - 2.6mm² 12 - 10 awg 2.7 - 6.0mm²
Furo s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado
M3 - 1/8” HS1202 HS2202 HS3201 HS1752 HS2752 HS3751 HS5400 HS6400 HS7400
M4 - 5/32” HS1206 HS2206 HS3203 HS1756 HS2756 HS3753 HS5401 HS6401 HS7401
M5 - 3/16” HS1210 HS2210 HS3205 HS1760 HS2760 HS3755 HS5402 HS6402 HS7402
M6 - 1/4” - - - - - - HS5404 HS6404 HS7404

PINO

Vermelho Azul Amarelo

Bitola 22 -16 awg 0.25 - 1.5mm² 16-14 awg 1.1 - 2.6mm² 12 - 10 awg 2.7 - 6.0mm²
s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado
Curto HP1251 HP2251 HP3250 HP1951 HP2951 HP3950 - - -
Longo HP1253 HP2253 HP3251 HP1953 HP2953 HP3951 HP5450 HP6450 HP7450

LUVA DE EMENDA

Vermelho Azul Amarelo

Bitola 22 -16 awg 0.25 - 1.5mm² 16-14 awg 1.1 - 2.6mm² 12 - 10 awg 2.7 - 6.0mm²
Comprim. s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado
Único HL2216 HLI2216 - HL1614 HLI1614 - HL1210 HLI1210 -

FÊMEA

Vermelho Azul Amarelo

Bitola 22 -16 awg 0.25 - 1.5mm² 16-14 awg 1.1 - 2.6mm² 12 - 10 awg 2.7 - 6.0mm²
Largura s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado
2.8mm HF2216-4S HF2216-4 HF2216-4R - - - - - -
4.8mm HF2216-5S HF2216-5 HF2216-5R HF1614-4S HF1614-4 HF1614-4R - - -
6.3mm HF2216-1S HF2216-1 HF2216-1R HF1614-1S HF1614-1 HF1614-1R HF1210-1S HF1210-1 HF1210-1R

Vermelho Azul

6.3mm HF2216-3* HF1614-3*

*Com isolação em Nylon.


14-18
Comandos Elétricos

Te r m i n a i s E l é t r i c o s 7

MACHO

Vermelho Azul Amarelo

Bitola 22 -16 awg 0.25 - 1.5mm² 16 -14 awg 1.1 - 2.6mm² 12 - 10 awg 2.7 - 6.0mm²
Largura s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado s/isol. isolado reforçado
6.3mm HM2216-1S HM2216-1 HM2216-1R HM1614-1S HM1614-1 HM1614-1R HM1210-1S HM1210-1 HM1210-1R

Vermelho Azul

6.3mm HM2216-2* HM1614-2*


*Com isolação em Nylon.

OLHAL LAMINADO

Vermelho Azul Amarelo Vermelho

Bitola 10mm² 16mm² 25mm² 35mm²


Largura s/isol. isolado s/isol. isolado s/isol. isolado s/isol. isolado
M4 - 5/32” HR5502 HR6502 - - - - - -
M5 - 3/16” HR5504 HR6504 HR5601 HR6601 HR5701 HR6701 HR5801 HR6801
M6 - 1/4” HR5506 HR6506 HR5602 HR6602 HR5702 HR6702 HR5802 HR6802
M8 - 5/16” HR5507 HR6507 HR5603 HR6603 HR5703 HR6703 HR5804 HR6804
M10-3/8” HR5508 HR6508 HR5604 HR6604 HR5704 HR6704 HR5805 HR6805
M11-7/16” - - HR5605 HR6605 HR5705 HR6705 HR5806 HR6806
M13-1/2” - - - - - - HR5807 HR6807

PINO 10 À 35mm2

Vermelho Vermelho Azul Amarelo Vermelho

Bitola 10mm² - isolado 10mm² - isolado 16mm² - isolado 25mm² - isolado 35mm² - isolado
Referência HP8450 HP10.000 HP16.000 HP25.000 HP35.000

PINO TUBULAR - ILHÓS

Branco Vermelho Preto Azul Claro


SIMPLES
Bitola 0.5mm² 0.75mm² 1.0mm² 1.5mm²
Largura s/isol. isolado s/isol. isolado s/isol. isolado s/isol. isolado
Referência - HES20050 HESS18075 HES18075 HESS16100 HES16100 HESS14150 HES14150

Amarelo Cinza Verde Vermelho


SIMPLES
Bitola 2.5mm² 3.0mm² 4.0mm² 6.0mm²
Largura s/isol. isolado s/isol. isolado s/isol. isolado s/isol. isolado
Referência HESS12250 HES12250 HESS10300 HES10300 HESS10400 HES10400 HESS8600 HES8600

Vermelho Azul Amarelo Vermelho


SIMPLES
Bitola 10.0mm² - isolado 16.0mm² - isolado 25.0mm² - isolado 35.0mm² - isolado
Referência - HES10000 - HES16000 - HES25000 - HES35000

Branco Cinza Vermelho Preto


DUPLO
Bitola 0.5mm² - isolado 0.75mm² - isolado 1.0mm² - isolado 1.5mm² - isolado
Referência - HES20050-2 - HES18075-2 - HES16100-2 - HES14150-2

Azul Cinza
DUPLO
Bitola 2.5mm² - isolado 4.0mm² - isolado
Referência - HES12250-2 - HES10400-2

14-19
Comandos Elétricos

LUVA À COMPRESSÃO

Referência Bitola (mm²)


HLC 60 6
HLC 100 10
HLC 160 16
HLC 250 25
HLC 350 35
HLC 500 50
HLC 700 70
HLC 950 95
HLC 1200 120
HLC 1500 150
HLC 1850 185
HLC 2400 240
HLC 3000 300

Ferramentas para Aplicação de Terminais

HAC 0560 HAC 15 HAM 200


Com catraca. Para terminais pré-isolados Com catraca. Para terminais não isolados Sem catraca. Para terminais pré-isolados de
de 0,5 a 6,0 mm2. de 0,5 a 10 mm2. 0,5 a 6,0 mm2.

HYAC-5 HES 200


Com catraca. Para terminais tubulares Sem catraca. Para terminais tubulares
de 0,5 a 6,0mm2. de 0,75 à 10mm2.

HAT 300
Para terminais à compressão
de 10 à 150 mm2 com ajuste por parafuso.

14-20
Comandos Elétricos

3 Marcadores, Etiquetas e Impressoras

Marcadores Millenium®

O Marcador Millenium® é a solução ideal


para identificação de fios e cabos.
A tecnologia de impressão e PVC de alta
qualidade asseguram que o Millenium® é o
melhor sistema de marcação expansível
disponível.
O corte em chanfro assegura que os
marcadores mantenham o alinhamento, isto
em conjunto com o perfil especialmente
desenhado, permite que um tamanho de
marcador adapte-se às várias bitolas de fios.

Especificações do Material

Material PVC Flexível

Cor Código Internacional de Cores: 0-9


Amarelo Impresso em Preto: A-Z,+,-,/,^

Temperatura -65°C a +105°C


de utilização

Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-1

Informações Técnicas
Diâmetro externo
Referência Quantidade Série Métrica para condutores L
de Peças por mm² mm mm
Embalagem mín. máx.
MHG00 1000 0.2 1.2 2.0 3.6
MHG1/3 1000 0.3 - 1.5 1.0 3.0 3.6
MHG2/5 500 0.5 - 6.0 2.0 5.0 3.6
MHG3/7 500 1.5 - 10.0 3.0 7.0 3.6
MHG4/9 250 4.0 - 16.0 4.0 9.0 5.0
MHG8/16 100 25.0 - 70.0 8.0 16.0 6.0

14-21
Comandos Elétricos

3 Marcadores, Etiquetas e Impressoras

Helagrip HG
Informações Técnicas
• Instalação sem utilização de ferramentas. Diâmetro externo
• Seção do marcador garante o alinhamento Referência Série Métrica para condutores
entre caracteres. mm² mm
mín. máx.
HG00 - 1.2 1.8
HG0 0.50 - 0.75 1.8 2.4
HG1 1.00 2.4 3.0
HG2 1.50 - 2.50 3.0 4.0
Especificações do Material HG3 4.00 4.0 4.7
HG4 6.00 4.7 5.7
Material PVC Flexível
HG7 10.00 5.7 7.5
Cor Amarelo Impresso em Preto HG9 16.00 7.5 9.0

Temperatura -20°C a +70°C HG10 25.00 9.0 12.7


de utilização HG11 35.00 - 70.00 12.7 16.0
HG12 95.00 - 120.00 16.0 21.0
Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-1

Ovalgrip HO
• Instalação sem utilização de ferramentas.
• Boa fixação ao condutor.
• Ideal para montagens com nossos porta-
marcadores AT.

Informações Técnicas
Espessura Para condutores
Referência A B da Parede Série Métrica de Ø externo
mm mm mm mm² mm
mín. máx. Especificações do Material
HO12 2.15 1.00 0.3 - 0.7 0.9
Material PVC Flexível
HO15 2.50 1.40 0.3 - 0.9 1.5
HO30 4.20 2.00 0.6 0.50 1.5 2.3 Cor Amarelo Impresso em Preto
HO40 5.10 2.50 0.7 0.75 - 1.00 2.3 2.6
Temperatura -20°C a +70°C
HO50 7.00 2.90 0.6 1.50 - 2.50 2.6 3.5 de utilização
HO60 7.90 2.90 0.8 4.00 3.5 4.5
Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-1
HO85 12.00 4.50 1.0 6.00 - 10.00 4.5 6.7

Helagrip HGT

• Maior flexibilidade de medidas, garante


menor número de modelos para uma
gama maior de cabos
• Seção do marcador garante o
alinhamento entre caracteres
• Instalação sem utilização de ferramentas.

Informações Técnicas Especificações do Material


Para condutores Material PVC Flexível
Referência Série Métrica de Ø externo
mm² mm Cor Amarelo Impresso em Preto

mín. máx. Temperatura -20°C a +70°C


HGT0/00 0.5 - 1.0 1.2 2.4 de utilização
HG1/3 1.5 - 4.0 2.4 4.7 Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-1
HG4/7 6.0 - 10.0 4.7 7.5 14-22
Comandos Elétricos

3 Marcadores, Etiquetas e Impressoras

Impressora Manual Spirit 2100

A impressora manual Spirit 2100 proporciona um método simples e rápido de identificação


de fios, cabos e equipamentos nas mais variadas aplicações.
A impressora é dotada de um visor de cristal líquido onde se visualiza exatamente o que será
impresso, detectando também automaticamente as dimensões da etiqueta, delimitando a
área de impressão.
O sistema de impressão por transferência térmica proporciona alta qualidade e impressões
permanentes em diversos tipos de etiquetas, tais como: auto laminadas ou planas em
poliéster branco ou metalizado.

Características Especificações Especificações do Material


• Impressão exatamente igual à visualizada • Display de Cristal Líquido 2.0” x 1.5” 100 336
no display • Teclas de borracha alfanuméricas Nome do Material Filme de vinil Filme de Poliester
• Fontes normal ou negrito • Impressão termo-transferência - auto-laminado branco
• Fácil mudança de textos Resolução: 203 dpi Temp. Trabalho -46ºC a +93ºC -40ºC a +149ºC
• Alinhamento de texto p/ direita, esquerda • Bateria recarregável NiCad Tipo de Adesivo acrílico acrílico
ou central • Corte de etiqueta Aplicações fios e cabos superfícies planas
• Impressão de gráficos e imagens • Peso: 1.13 Kg e curvas
• Códigos de Barras cód. 39 e cód. 128 • Largura máxima da etiqueta: 50 mm Ribbon HHIGR ou HHHST HHIGR
• Opção de impressão vertical • Memória: 68K SRAM, 128K memória do
• Impressão de números seriais (a programa, 256K de armazenamento não-
impressora detecta automaticamente o volátil.
último número impresso) • Carregadores disponíveis para aplicações
• A utilização de baterias torna a impressora em 120V, 230V e 100V.
extremamente portátil. • Temperatura de operação: +4°C a +50°C
• Temperatura de armazenagem: -34°C a
+71°C

Referência Descrição Quantidade


HT2100 Impressora Spirit 2100, bateria recarregável, carregador de bateria, Ribbon 1
TAGH73-336, manual da impressora, tutoriais em CD-ROM, capa de proteção.

Ribbon
Referência Descrição Comprimento
HHIGR Ribbon standard 40 m
HHHST Ribbon para Etiquetas auto-laminadas 40 m

Informações Técnicas Informações Técnicas


Referência A B Etiquetas Referência A B C Etiquetas por Rolo
mm mm por Rolo mm mm mm

Etiquetas planas Auto-Laminadas

TAGH13-336 19.50 6.35 750 TAGH2-100 12.70 12.70 36.50 250


TAGH14-336 25.40 9.52 500 TAGH22-100 25.40 12.70 36.50 250
TAGH15-336 25.40 12.70 500 TAGH24-100 50.80 12.70 36.50 250
TAGH27-336 38.10 19.05 500 TAGH1-100 48.26 19.05 81.02 100
TAGH73-336 50.80 25.40 250 TAGH6-100 50.80 25.40 95.25 100
TAGH88-336 38.10 9.52 500 TAGH9-100 25.40 19.05 57.10 100

14-23
#"
Comandos Elétricos
2 Fixadores, Clips e Acessórios

Fixadores Auto-adesivos Especificações do Material

Material Nylon 6.6


Os fixadores LKCS-A e MB2A consistem em
bases de fixação para aplicação de Cor Natural
abraçadeiras Insulok, dotados de uma fita
Temperatura -10°C a +50°C
auto-adesiva dupla face. Podem ser fixados de utilização LKCS: -40°C a +85°C
em chapas e painéis.
Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-2
O modelo LKCS não possui fita adesiva dupla
face e deve ser fixado com parafusos ou rebites.

Informações Técnicas

Referência L B H Dø Usar com


mm mm mm mm
MB2A 13.0 13.0 4.1 - série T18
LKCS-A 32.0 25.0 6.8 - T-18 a T-120
LKCS 32.0 25.0 5.6 3.0 T-18 a T-120

Clips auto-adesivos RA Especificações do Material

Material Nylon 6.6


O fixador RA é dotado de fita adesiva dupla
face que permite a fixação de fios, cabos e Cor Natural
tubos sem a utilização de ferramentas ou
Temperatura -10°C a +50°C
outros componentes. Sua utilização reduz de utilização
sensivelmente o tempo de aplicação em
Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-2
relação aos fixadores tradicionais.

Informações Técnicas

Referência L B1 B2 H D2 ø
mm mm mm mm mm
RA3 13.0 13.0 5.0 6.0 3.0
RA6 20.7 11.7 5.0 9.0 6.0
RA9 19.5 11.0 6.0 12.5 9.0
RA13 23.5 24.0 9.5 16.5 13.0
RA18 29.3 24.0 9.5 23.0 18.0

Clips auto-adesivos SAF

Fabricado em aço esmaltado, também é


dotado de fita adesiva dupla face.
O modelo SAF-2 pode ser moldado ao
diâmetro desejado, já o modelo SAF TC-2
deve ser utilizado com abraçadeiras Insulok.

SAF-2
Informações Técnicas

Diâmetro Máximo
Referência L B de Amarração
mm mm mm
SAF-2 35.0 25.0 10.0
SAF TC-2
SAFTC-2 35.0 25.0 uso c/ abraçadeira
até 10.0 mm largura
Para um perfeito desempenho, os clips com fita dupla face devem ser aplicados sobre uma superfície plana,
totalmente limpa e isenta de gordura.

14-24
!
Comandos Elétricos

2 Fixadores, Clips e Acessórios

Fixadores NX, NXR Especificações do Material

Material Nylon 6.6 NX


Os fixadores NX e NXR (regulável) são
utilizados para fixação de cabos, tubos e Cor Natural, Preta
componentes elétricos, eletrônicos e
Temperatura -40°C a +85°C
mecânicos em aplicações internas. São de utilização
fixados através de parafusos ou rebites pop.
Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-2

Informações Técnicas

Referência A B C D E NXR
mm mm mm mm mm
NX0 3.3 8.0 0.9 4.3 17.0
NX1 4.8 9.6 1.5 4.9 18.6
NX1A 6.5 12.0 1.5 5.0 21.8
NX3 8.0 9.3 1.1 4.3 21.9
NX4 9.5 12.3 1.6 5.0 27.7
NX6 14.5 12.3 1.6 5.0 30.3
NXR 8 12.7 - 15.9 12.4 1.3 4.0 31.1
NXR 11 15.9 - 20.6 12.6 1.3 4.0 35.2
NXR 14 20.6 - 25.4 16.1 1.6 4.0 46.1
NXR 16 27.0 - 31.8 19.3 1.5 4.5 55.3
NXR 18 33.3 - 38.1 19.3 1.5 5.8 62.6

P-Clip Especificações do Material

Material PVC
Os fixadores P-Clip são utilizados para
fixação de cabos, tubos e componentes Cor Branca
elétricos, eletrônicos e mecânicos em
Temperatura -10°C a +50°C
aplicações internas. São fixados através de de utilização
parafusos ou rebite pop.
Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-1

Informações Técnicas

Referência A B C D E
mm mm mm mm mm
P-2 5.0 9.5 1.8 3.2 18.5
P-3 6.5 9.5 1.8 3.2 20.2
P-4 8.0 9.5 1.8 3.2 22.0
P-5 9.5 9.5 1.8 3.2 23.2
P-6 10.0 9.5 1.8 3.2 24.0
P-7 12.5 9.5 1.8 3.2 26.5
P-8 14.0 9.5 1.8 3.2 28.0
P-9 16.0 9.5 1.8 3.2 31.0
P-10 17.5 9.5 1.8 3.2 31.2
P-11 19.0 9.5 1.8 3.2 33.2
P-12 20.5 16.0 2.0 4.8 40.5
P-13 22.0 16.0 2.0 4.8 43.5
P-14 24.0 16.0 2.0 4.8 45.0
P-15 25.5 16.0 2.0 4.8 47.0
P-16 28.5 16.0 2.0 4.8 50.2
P-17 31.5 16.0 2.0 4.8 53.3
P-18 35.0 16.0 2.0 4.8 57.0

14-25
Comandos Elétricos

1 Abraçadeiras

Abraçadeiras Insulok

A HellermannTyton produz uma linha


completa de abraçadeiras nos mais diversos
materiais, cores, estilos e tamanhos, dentro
de rigorosos padrões de qualidade, para a
obtenção da máxima performance para
amarração de cabos e fios, entre outras
aplicações.

Especificações do Material
Nylon 6.6, Nylon 6.6 UV,
Material
Nylon 6.6 HS
Cor Natural, Preta
Temperatura -40°C a +85°C
de utilização HS = -40° C a +105°C
Flamabilidade Auto-extinguível UL94V-2

Informações Técnicas

Comprimento Diâmetro máximo Tensão mínima Ferramenta


Referência nominal Largura de amarração de ruptura de aplicação
mm mm mm Kgf lbs N
T18S 83.0 2.30 16.0
T18R 100.0 2.50 22.0
8.0 18.0 80.0 MK7, MK7P e MK3P
T18I 140.0 2.50 35.0
T18L 200.0 2.50 55.0
T25L 240.0 2.80 65.0
11.0 25.0 110.0
T25LL 330.0 2.80 95.0
T30R 150.0 3.50 35.0
T30L 190.0 3.50 50.0 14.0 30.0 135.0 MK7, MK7P, MK3P, MK7HT
T30LL 285.0 3.50 80.0
T40R 175.0 4.00 45.0
18.0 40.0 180.0
T40L 365.0 4.00 105.0
T50R 200.0 4.60 50.0
22.0 50.0 225.0
T50L 390.0 4.60 110.0 MK7HT, MK7P, MK6PN,
LR55R 195.0 4.70 49.0 18.0 38.0 177.0 MK9, MK3P
T80M 275.0 4.60 73.0 22.0 50.0 225.0
T120S 225.0 7.60 55.0
T120I 300.0 7.60 80.0
54.0 120.0 535.0
T120R 390.0 7.60 100.0
T120L 760.0 7.60 225.0
RLT150 770.0 8.90 225.0 68.0 150.0 670.0
T150M 530.0 8.90 150.0
MK6PN, MK9
T150R 390.0 8.90 105.0
T150L 820.0 8.90 245.0
80.0 175.0 780.0
T150LL 925.0 8.90 275.0
T150XL 1095.0 8.90 330.0
T150XLL 1325.0 8.90 405.0
T250S 235.0 13.10 50.0
113.0 250.0 1115.0 MK9
T250R 535.0 13.10 150.0

14-26
Comandos Elétricos

Abraçadeiras de Velcro*

Sistema de amarração recuperável e


especialmente desenvolvido para aplicações
delicadas, onde a exigência de amarração
não agrida o elemento fixado.
Ideal para aplicações temporárias onde a
constante abertura é requerida.

Especificações do Material

Material Polietileno e Nylon

Temperatura -20°C a +75°C


de utilização

Informações Técnicas
Diâmetro máximo Tensão mínima
Referência L B de amarração de Ruptura
mm mm mm Kgf lbs N
GT.50 x 6 152.4 12.7 25.0 20.0 45.0 196.0
GT.50 x 8 203.2 12.7 44.0 23.0 50.0 226.0
GT.50 x 11 279.4 12.7 67.0 25.0 55.0 245.0
GT.75 x 15 381.0 19.0 99.0 27.0 60.0 267.0
GT.75 x 1800** 4572 19.0 - 27.0 60.0 267.0
*Velcro é marca registrada da Velcro Companies. **Material fornecido em rolos.

Cores

Preta
Vermelha
Laranja
Amarela
Verde
Azul

14-27
Comandos Elétricos

1 Fita Encerada

Fita Encerada WN-50

Tradicional sistema de amarração em fita de


nylon impregnada de ceras micro-cristalinas
que contém fungicida. Esta fita tem como
característica achatar-se ao redor dos cabos Especificações do Material
redondos, reduzindo a possibilidade de
Material Nylon
cortar a isolação dos cabos. A fita de cera
aperta os cabos e não se solta, mesmo se a Cor Natural
tensão for reduzida.
Temperatura -20°C a +60°C
de utilização

Informações Técnicas
Largura Aproximada
Referência Denier de Fita Achatada Carretel Tensão Máxima
mm m Kgf
WN-50 5000 2.5 130.0 27.2
Denier = peso em gramas de 9000 metros de fita de nylon sem cera.

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BIBLIOGRAFIA

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Se você quiser alguém em quem confiar


Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança

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