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UNIVERSIDADE DE LISBOA | FACULDADE DE DIREITO | 2010/2011

HISTÓRIA DO DIREITO PORTUGUÊS


UM GUIA DE ESTUDO PARA AS AULAS DE ORIENTAÇÃO DAS SUBTURMAS 8 E 9
Jorge Silva Santos

6. PLURALISMO MEDIEVAL – DIREITO PRUDENCIAL

Exercícios | Questões | Tópicos para reflexão


1. O que entende por direito prudencial?
2. Relacione direito prudencial e direito romano justinianeu.
3. Explique no que consiste o denominado processo de renascimento do direito romano. Que causas
usualmente se atribuem a esse renascimento?
4. O direito romano justinianeu era conhecido dos juristas europeus ocidentais anteriores à escola dos
glosadores?
5. Que importância deve ser atribuída a Irnério nesse renascimento?
6. Qual a relevância da universidade no processo de renascimento e difusão do direito romano?
7. O que justifica a utilização da expressão direito comum para referir o direito romano renascido? O direito
comum é direito romano?
8. A Magna Glosa é uma obra que significa apogeu ou decadência?
9. Diga se se justifica afirmar que os glosadores só atendem à letra, tendo sido os comentadores a procurar
também o espírito
10. Explique os diferentes significados que a palavra sentido assumia no pensamento medieval.
11. O que distingue a escola dos glosadores da escola dos comentadores?
12. Teor e sentido da ars inveniendi enquanto arte da criação de soluções/ordenações jurídicas.
13. A inventio como interpretatio prudentium dos textos justinianeus (e dos iura própria) potencialmente
ordenada ao problema
14. O discurso jurídico medieval como “ciência” de textos;
15. O método jurídico medieval pode ser considerado analítico?
16. O método jurídico medieval pode ser considerado problemático?
17. O método jurídico medieval pode ser considerado sistemático?
18. Relacione a glosa com os demais géneros literários.
19. Diga no que consistem e qual a relevância das distinctiones.
20. Distinga o diálogo catequístico do controversístico.
21. Distinga o discurso apodíctico do discurso probabilístico.
22. O que torna o direito um conhecimento provável e qual a importância da tópica para a arte jurídica?
23. Qual o valor da opinião comum dos doutores?
24. Relacione leges, rationes e auctoritates
25. A ars inveniendi como discurso tópico, dialéctico e retórico que parte de premissas admissíveis e que
encontra conclusões prováveis
26. Comente as seguintes afirmações: «Não há autoridade senão a da verdade, provada pela razão»; «Os que
escreveram antes de nós não são senhores, mas guias. A verdade está aberta a todos, porque nunca foi
possuída totalmente»

Sugestões bibliográficas:
MÁRIO JÚLIO DE ALMEIDA COSTA, História do Direito Português, 205-223, 236-241;
RUY DE ALBUQUERQUE E MARTIM DE ALBUQUERQUE, História do Direito Português, I, 261-329;
JOHN GILISSEN, Introdução Histórica ao Direito, 337-371;
ANTÓNIO MANUEL HESPANHA, Cultura Jurídica Europeia, 146-180;
MÁRIO REIS MARQUES, História do Direito Português Medieval e Moderno, 13-57;
NUNO ESPINOSA GOMES DA SILVA, História do Direito Português, 206-247;
FRANZ WIEACKER, História do Direito Privado Moderno, 15-66 e 78-95

7. PLURALISMO MEDIEVAL – DIREITO PRUDENCIAL EM PORTUGAL

Exercícios | Questões | Tópicos para reflexão


27. Caracterize a recepção do Direito Romano em Portugal como: conhecimento; influência; aplicação.
28. Qual a importância das Siete Partidas na recepção do Direito romano?
29. Qual a importância dos Estudos Gerais na recepção do Direito romano?
30. Por que motivos se verificou a recepção do Direito romano entre nós?
31. Em que termos a justificaram os monarcas?
32. Existiu resistência à recepção do Direito romano?
33. Verificou-se um predomínio da aplicação do Direito Romano sobre as demais fontes?
34. O que foi objecto de recepção: direito romano ou direito prudencial?
35. A aplicação do direito romano é condicionada pela formação dos juízes existentes?

Sugestões bibliográficas:
RUY DE ALBUQUERQUE E MARTIM DE ALBUQUERQUE, História do Direito Português, I, 335-358 e 411-438
MARCELLO CAETANO, História do Direito Português, 339-344
MÁRIO JÚLIO DE ALMEIDA COSTA, História do Direito Português, pp. 223-236
GUILHERME BRAGA DA CRUZ, O direito subsidiário na história do direito português, pp. 177-205
NUNO ESPINOSA GOMES DA SILVA, História do Direito Português, pp. 247-265 e 288-297