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Relatorio Cana de Açucar

Relatorio Cana de Açucar

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  • 1.1.1 Formação da Sacarose
  • 1.1.2 Inversão da Sacarose
  • 1.2.1 Botânico
  • 1.2.2 Fisiológico
  • 1.2.3 Econômico
  • 1.2.4 Determinação do Estágio de Maturação
  • 1.3 COLHEITA
  • 2 OBJETIVO
  • 3 HISTÓRICO DA EMPRESA
  • 4.1.1 Pesagem
  • 4.1.2 Amostragem
  • 4.1.3 Descarga e Armazenamento
  • 4.1.4 Mesa Alimentadora
  • 4.1.5 Lavagem da cana de açúcar
  • 4.2.1 Preparo
  • 4.2.2 Extração do Caldo
  • 4.3.1 Tratamento do Caldo para Produção de Etanol
  • 4.3.2 Tratamento do Caldo para Produção de Açúcar
  • 4.4.1.1 Fermentação Preliminar
  • 4.4.1.2 Fermentação Principal
  • 4.4.1.3 Fermentação Complementar
  • 4.4.2 CENTRIFUGAÇÃO
  • 4.4.3 DESTILAÇÃO DE ETANOL
  • 4.5 PRODUÇÃO DE AÇÚCAR
  • 5.1 AMOSTRAS DAS CARGAS
  • 5.2 PREPARO , HOMOGENEIZAÇÃO E EXTRAÇÃO DO CALDO
  • 5.3 BRIX DO CALDO
  • 5.4 POL DO CALDO
  • 5.5 FIBRA
  • 5.6 PUREZA
  • 5.7 AÇÚCARES REDUTORES DO CALDO
  • 5.8 AÇÚCARES TOTAIS RECUPERAVÉL (ART)
  • 5.9 ÁLCOOL RECUPERADO NAS DORNAS DE FERMENTAÇÃO
  • 5.10 EFICIÊNCIA DAS CENTRÍFUGAS
  • 5.11 TEOR ALCOÓLICO DO LEVEDO
  • 5.12 TEOR ALCOÓLICO DO VINHO CENTRIFUGADO
  • 5.13 XAROPE
  • 5.15 MASSSA A E B
  • 6 DISCUSÃO E RESULTADOS
  • 7 CONCLUSÃO
  • 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 INTRODUÇÃO

Para Carvalho (2009), o Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar (Saccharum Officinarum) com grandes perspectivas de futuramente se expandir ainda mais com a utilização do etanol como combustível alternativo aos combustíveis fosseis. Esta cultura é importante, seja no aspecto social como no econômico, pois da sua industrialização são obtidos o açúcar e o etanol, entre outros como geração de energia a partir do bagaço, sendo o açúcar o principal produto brasileiro, e o seu cultivo é uma das maiores fontes de emprego por unidade de superfície, comparado com outras atividades agrícolas. A produtividade da cana-de-açúcar é regulada por diversos fatores de produção, dos quais se destacam: planta (variedades), solo (propriedades físicas, químicas e biológicas), clima (umidade, temperatura e insolação), praticas culturais (controle de erosão, plantio, descompactação do solo, adubação, controle de pragas doenças e plantas daninhas), etc. A adubação representa a maior parte dos custos de produção da cana-de-açúcar devendo então ser meticulosamente estudada para que desta forma possa ser administrada de forma eficiente e proveitosa. Com o aumento no preço do açúcar na safra 2009/2010, tornou-se mais rentável produzir o açúcar. As empresas que tem sua planta tanto para produzir etanol como açúcar priorizou a produção de açúcar. Na tabela 1 abaixo nos mostra a projeção para a produção sucroalcooleira no Brasil:

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Tabela 1: Projeção para a produção sucroalcooleira - Brasil

Fonte: ÚNICA, 2008.

Tabela 2: Produção brasileira de Cana, açúcar e etanol.
POSIÇÃO ACUMULADA SAFRA 2009/2010 Etanol Anidrido Etanol Hidratado Etanol total Açúcar (m³) (m³) (m³) (ton) 198.669 1.582.064 1.780.733 1.658.735 780.064 3.910.962 4.691.026 4.971.292 1.499.903 6.538.534 8.038.437 8.853.030 2.359.024 8.319.215 10.678.239 13.140.781 3.271.350 10.736.382 14.007.732 17.360.081 4.090.311 12.817.757 16.908.068 21.387.332 5.087.874 14.806.379 19.894.253 25.751.293 6.086.801 16.637.471 22.724.272 29.979.549 6.604.919 17.928.313 24.533.232 32.438.525 6.761.472 18.358.250 25.119.722 32.462.077 Cana-de-açúcar (ton) 31.226.572 108.344.997 177.066.693 248.744.850 322.552.117 385.600.789 459.686.107 531.221.817 573.560.303 587.732.263

1/5/2009 1/6/2009 1/7/2009 1/8/2009 1/9/2009 1/10/2009 1/11/2009 1/12/2009 1/1/2010 1/2/2010

Fonte: AGRICULTURA, 2010. A Cana de Açúcar é originária do sudeste da Ásia, onde é cultivada desde épocas remotas, a exploração canavieira assentou-se, no início, sobre a espécie Saccharum Officinarum. O surgimento de várias doenças e de uma tecnologia mais avançada exigiu a criação de novas variedades, as quais foram obtidas pelo cruzamento da S. officinarum com as outras quatro espécies do gênero Saccharum e, posteriormente, através de re-cruzamentos com as ascendentes. É uma planta da família Poaceae, representada pelo milho, sorgo, arroz e muitas outras gramineas. As principais características dessa família são a forma da inflorescência (espiga), o crescimento do caule em colmos, e as folhas com lâminas de sílica em suas bordas e bainha aberta. A importância da cana de açúcar pode ser atribuída à sua múltipla utilização,

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podendo ser empregada “in natura”, sob a forma de forragem, para alimentação animal, ou como matéria prima para a fabricação de rapadura, melado, aguardente, açúcar e etanol (RIBEIRO, 2009). Sob o ponto de vista tecnológico, a cana de açúcar compõe-se de fibra e caldo. O caldo que se extrai da cana, é a matéria prima da indústria açucareira, e tem composição variável. Para se ter idéia desta composição, o caldo extraído de uma cana sadia tem as características da figura 1 abaixo:
Não açúcares 1 – 2,5% Sólidos Solúveis 18 - 25% Fibra 10 – 16%

Açúcares 15,5 - 24%

Celulose Pentosanas

Sacarose 14,5 - 24%

Liguina

Frutose 0,0 – 0,5%

Água 75 – 82%

Glicose 0,2 – 1,0% Caldo 84 – 90%

Figura 1: Composição da cana de açúcar. Fonte: http://www.ebah.com.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao-doca17225.html. 1.1 SACAROSE É o açúcar contido nos vegetais, encontrado em maior volume na cana-de-açúcar ou na beterraba. É um dissacarídeo produzido pela condensação de glicose e frutose, e sua fórmula química é C₁₁ H₂₂ O₁₁ (peso molecular 342,30g). Pode ser determinada por meio de um sacarímetro, utilizando métodos analíticos ou pela polarização direta, já que a diferença entre pol

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e sacarose não se tem em conta (RIBEIRO, 1999). Veja na figura 2 abaixo a estrutura e a configuração da sacarose:

Figura 2: Estrutura da sacarose. Fonte: RIBEIRO, 1999.

1.1.1 Formação da Sacarose

A fotossíntese é o processo pela qual as plantas clorofiladas convertem anidrido carbônico do ar e da água em material orgânico com ajuda da energia luminosa como indica a reação abaixo.

CO₂ + H₂O

——−—−—−—→
CLOROFILA

CH₂O + O₂

Nesta equação, os elementos carbono e água são convertidos em açucares e oxigênio molecular, onde o oxigênio produzido é um subproduto de grande importância para o desenvolvimento da vida na terra. Os fatores que controlam a fotossíntese são: a intensidade luminosa, a concentração de CO₂ no ar e a temperatura.

a sacarose hidrolisa-se com facilidade em soluções ácidas a velocidades que aumentam notavelmente com o aumento da temperatura e diminuição do pH.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e- 1. e causa perda de sacarose. Pode-se.2 Inversão da Sacarose Segundo Ribeiro (1999). http://www. ainda.12 1. → Causada pela ação de Fungos e Bactérias. → Perdas consideráveis de produção (sacarose).2 MATURAÇÃO DA CANA DE AÇÚCAR O processo pode ser definido como o processo fisiológico que envolve a formação de açúcares nas folhas e seu deslocamento e armazenamento no colmo.ebah. Esta reação hidrolítica é denominada de Inversão. → Ocorre inversão de Sacarose para Glicose e Frutose. Fonte: preparacao-doc-a17225.1. Figura 3: Inversão da sacarose.html. definir a maturação da cana sob três aspectos: .com. Fator determinante: → Tempo entre corte e processamento.

O acúmulo máximo de sacarose ocorre quando a planta encontra condições que restringem seu crescimento (deficiência hídrica. a translocação e o armazenamento dos açúcares na planta.13 1. Os maturadores químicos são produtos químicos que induzem o amadurecimento de plantas.2. a maturação é considerada quando as gemas estão em condições de dar origem a novas plantas. O uso excessivo de fertilizantes favorece intensamente o crescimento vegetativo da planta. causando.2. O armazenamento e a translocação (transporte através da água) do açúcar se processa aos poucos. a água em abundância durante todo o ciclo da cana prejudica sua maturação.2. Da mesma forma. o que atrasa sua maturação. 2009). A farta quantidade de nitrogênio existente na época da colheita leva ao baixo conteúdo de sacarose da planta. Na reprodução por toletes. assim. Estas condições forçam a planta a parar seu crescimento e amadurecer. . falta de nutrientes e condições adversas de clima).2 Fisiológico A maturação ocorre quando o colmo atinge seu máximo armazenamento de açúcar (sacarose). desde os primeiros meses de crescimento da cana-de-açúcar até o completo desenvolvimento de seus colmos. 1.1 Botânico A cana só é considerada madura após a emissão de flores e a formação de sementes. 1. São utilizados para antecipar e aperfeiçoar o planejamento da colheita (RIBEIRO.3 Econômico Quando a cana atinge o teor mínimo de sacarose de 13% do peso do colmo. necessário para que possa ser viável industrialmente.

6 0. é feita uma análise laboratorial. aparelho que fornece a porcentagem de sólidos solúveis do caldo (chamado de Brix). que está ligado ao teor de sacarose da cana-de-açúcar. A maturação da cana-de-açúcar se dá da base do colmo ao seu ápice. os seguintes estágios de maturação: Eq.14 1. abaixo (RIBEIRO.html.(1) Tabela 3: Índice de Maturação.85 0.com. IM < 0. Portanto.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao- . o critério utilizado para estimar a maturação pelo refratômetro de campo é o índice de maturação (IM). A planta imatura apresenta uma grande diferença nos teores de sacarose entre os extremos de seus colmos.00 > 1.4 Determinação do Estágio de Maturação Para determinar se a cana-de-açúcar encontra-se no ponto de maturação utiliza-se o refratômetro de campo. IM = Brix da ponta do colmo Brix da base do colmo Admitem-se para a cana-de-açúcar.00 Estágio de Maturação Cana Verde Cana em maturação Cana madura Cana em declínio de maturação Fonte: doc-a17225.85 – 1. http://www. que fornece a relação entre os dois teores.2. 2009). conforme a fórmula. Após esta medição.6 – 0.ebah.

tais como geração de energia e cobertura vegetal para agricultura convencional ou orgânica (RIBEIRO. não consolidadas ainda comercialmente. A mecanização total ou parcial se apresenta atualmente como a única opção para a colheita da cana. o que por sua vez viabiliza o aproveitamento do palhiço. 1999). a cana-de-açúcar é colhida manual (necessita da queima) ou mecanizada (RIBEIRO. principalmente. já que apenas o corte mecânico viabiliza a colheita sem queima prévia. . a colheita sem queima prévia acarreta restrições ergonômicas e econômicas que inviabilizam a operação.15 1. tanto do ponto de vista ergonômico quanto econômico e.3 COLHEITA Após atingir o ponto adequado de maturação. No caso do corte manual. juntamente com a entrada em foco do aproveitamento do palhiço para aplicações. Atualmente esta concepção da colheita está sofrendo modificações em função de restrições legais e ambientais ao processo de queima. 2009). do ponto de vista legal e ambiental.

bem como o bom funcionamento de todo o processo em si. com isso aprender todos os princípios técnicos e analíticos utilizados na indústria de açúcar e etanol para determinação da qualidade da matéria prima (cana de açúcar). . Colocar em prática toda a teoria que me foi passada por esta conceituada Universidade.16 2 OBJETIVO Buscar conhecimentos práticos para melhorar minha formação profissional e pessoal.

Se olharmos o seu conjunto de atividades. atua na produção de açúcar. Para safra 97/98. montou-se uma fabrica de açúcar para 55.500 ton de açúcar (3. transporte. saúde e meio ambiente. Em 1980 e 1981.000 sacos/safra.200. com equipamentos usados.17 3 HISTÓRICO DA EMPRESA O Grupo Colorado. que permitiria produzir apenas para o mercado interno. ao completar 41 anos. veremos um conglomerado de energia.100. Seus números impressionam: . obteve-se de 3. o Grupo Colorado tem dedicado recursos para a melhoria de vida das comunidades onde atua. etanol e energia elétrica. por questões de qualidade. está entre os maiores grupos econômicos brasileiros do setor agroindustrial.000 sacos). produção de 160. gerar empregos e renda para milhares de pessoas. Fiel à sua elevada consciência social e ambiental. para a moagem de até 3.730. montou-se uma destilaria autônoma e em 1982 realizou-se a primeira safra moendo 315.000 ton de cana/safra e substituiu-se a fabrica de açúcar existente.000 ton (crescimento de 88.000 litros de álcool. A Usina Colorado é uma das maiores empresas do Grupo. mas todos têm um só sentido: produzir desenvolvimento. por intermédio de diversos programas de educação e cultura. Até a safra 09/10. Seus números impressionam. por uma totalmente automatizada que permitiu produzir açúcar de alta qualidade e credenciado para os mercados externos de maior exigência. Na safra de 91/92.346.500 m³ de álcool hidratado e anidro e 186. Em 1993 inicio-se a ampliação do parque industrial. alimentação e máquinas agrícolas. produzindo 19.2% em 16 anos). Suas empresas têm participação destacadas em todos os mercados do interior do Estado de São Paulo.738 toneladas de cana.

O grupo emprega 4. 2010). Com capacidade para produzir por safra: . . . .500 mil toneladas de açúcar.700 sazonais (COLORADO.18 Esmaga 7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Cultiva 80 milhões de hectares de cana-de-açúcar.000 pessoas permanentes e 1.350 mil MWh de energia.320 milhões de litros de etanol.

não podendo haver coincidência nos alinhamentos . Controle do pagamento do transporte . As amostragens podem ser feitas por sonda mecânica horizontal ou sonda oblíqua. Controle do pagamento da matéria prima . contaminação bacteriana. Controle do pagamento de fornecedores Eq. Quando se tratar de sonda horizontal. à cana-de-açúcar é pesada obtendo o peso bruto.1 RECEPCÃO DA CANA DE AÇÚCAR A cana-de-açúcar é um produto deteriorável. Controle Agrícola . (2) 4. entre outros.19 4 DESCRIÇÕES DO PROCESSO 4.1. Peso real = Peso bruto – Peso tara Objetivos: . 4. por esse fator uma vez cortado ou colhido. Controle Industrial . deve ser transportada e industrializada o mais rápido possível. deverão ser coletadas pelo menos três amostras em pontos aleatórios definidos por sorteio informatizado. sendo um dado muito importante durante todo o processo de fabricação de açúcar e álcool.1 Pesagem Na usina. após descarregar o veículo transportador é pesado novamente obtendo o peso tara. evitando assim possíveis perdas de sacarose (inversão da sacarose). para que possa obter o peso real de cana-de-açúcar que será processada na indústria.2 Amostragem Esta etapa serve para avaliação da qualidade da matéria-prima que será processada.1.

em galpões ou em pátios. Além disso. da cana transportada (inteira ou picada). prevendo eventuais falhas no sistema. sendo eles totalmente mecanizados. Quando se tratar de sonda oblíqua.3 Descarga e Armazenamento A descarga de cana na usina depende do tipo de caminhão. O armazenamento pode ser realizado nos próprios veículos de transporte (“estoque sobre rodas”). A prática de estoques de cana faz-se necessário devido às usinas operarem por 24 horas em um processo contínuo. 4. → Descarregamento lateral: este sistema é conhecido como basculamento lateral da carroceria.20 vertical e horizontal. quanto para descarga direta na mesa alimentadora da moenda. chuvas. a amostra poderá ser retirada em apenas um ou dois pontos aleatórios. . Os principais tipos de descarregamento são: → Descarregamento com rede: os cabos de aço são passados sob a carga e fixados em uma das laterais forrando o fundo da caixa. é mais pratico e rápido. etc. O estoque sobre rodas é considerado mais eficiente na medida em que a cana não sofre injúrias físicas. homogeneizadas e encaminhadas para análise. As amostras são preparadas em aparelhos desintegradores conhecidos como forrageiras sendo necessário um índice de preparo (IP) de 90%. → Descarregamento com garras: é um equipamento com dentes e possui acionamento hidráulico. podendo os sistemas ser usados tanto para armazenamento. por ser mais prático e rápido e não necessitar de maiores unidades transportadoras.1.

4. O ideal é que. que possui em média 3m de comprimento. 4. . pois. que devido a esta inclinação favorece uma camada de cana uniforme de pouca espessura. Segundo IPT (1990). O acionamento é feito por motor elétrico de comando manual ou automatizado. melhorando a eficiência da lavagem e a dosagem de cana na esteira metálica (esteira principal). Sua largura deve ser baseada na maior carroceria dos caminhões que transportam as canas. propriamente dita. para a cana picada.1. Em geral a mais utilizada é a mesa com inclinação de 45º.1. seja feita uma limpeza a seco utilizando turbinas de ventilação associadas a um exaustor. do processo industrial. porém. Os principais problemas do armazenamento são: o ressecamento dos colmos. a cana picada em toletes de 20 a 25 cm não pode ser lavada.4 Mesa Alimentadora A mesa alimentadora tem por objetivo. trata-se de material que se deteriora com grande facilidade. permitir uma melhor alimentação da esteira principal e uma maior moagem por hora. pois a perda de sacarose seria muito alta (cerca de 1 a 2 Kg de sacarose por tonelada de cana picada).21 A cana deverá ser processada no menor espaço de tempo possível entre colheita e descarregamento. é lavada com jatos de água na própria mesa alimentadora. A cana inteira. perda de sacarose por inversão e a contaminação por microrganismos.5 Lavagem da cana de açúcar A limpeza da cana tem como objetivo a remoção da terra que está impregnada na cana. esta é a primeira etapa. acrescidas de um metro de cada lado.

podendo chegar a 10 ou 15m³/t de cana hora. além de desgastes dos equipamentos por erosão. destruição dos açúcares redutores (AR) e outras reações indesejáveis. principalmente areia. de sacarose) contido nas células. palha e pedras. levando a um aumento da perda de açúcar por inversão da sacarose. → velocidade das esteiras. dependendo da inclinação da mesa alimentadora. → modo de aplicação. . o principal objetivo do preparo da cana é desintegrá-la.2. 4. argila. → altura da pilha de cana. Os parâmetros básicos do processo são: → volume de água a ser empregada.2 PREPARO E EXTRAÇÃO DO CALDO 4.22 A prática do carregamento mecânico aumenta a quantidade de impurezas transportadas à usina. As cifras no Brasil indicam que a quantidade de material estranho é cerca de 4% em dias secos e 15% em dias úmidos. Assim sendo. causa aumento do tempo de decantação do caldo nos clarificadores. O volume de água adicionada é bastante variável.1 Preparo A cana-de-açúcar pode oferecer uma maior ou menor resistência à recuperação de sacarose em função da proporção entre partes duras e moles. portanto. verificando-se que o mínimo necessário a uma lavagem razoável é de 5m³/t de cana hora. A presença dessa matéria estranha. de modo que seja facilitada a extração do caldo (e.

ebah. Os bons índices de preparo estão em torno de 90% de células abertas para extração através de moendas. Para efeito de obtenção de valores comparativos de preparação da cana. tornando-a compacta e homogênea. O preparo adequado leva à produção de bagaço no qual a ação da embebição se torna mais eficaz.23 Além desse objetivo. utiliza-se o chamado índice de preparo ou índice de células abertas (“opencells”). Os custos de instalação de . Fonte: http://www. enquanto que para extração por difusão esses índices devem ser ainda melhores.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao-doca17225.2.com. o açúcar é extraído por diluição e lixiviação das moléculas de açúcar. que é obtido através de um ensaio padronizado. Veja na figura 4 abaixo a densidade da cana nos seus respectivos formatos: Figura 4: Densidade da cana de açúcar. O outro método de extração. o preparo da cana é importante para incrementar a capacidade das moendas pelo aumento da densidade da massa de alimentação. um preparo excessivo pode interferir na alimentação das moendas e prejudicar sua capacidade. sendo muito comum em vários países da África (principalmente África do Sul). O uso da moenda pela maioria das Usinas está atrelado à história. é empregado em poucas unidades brasileiras. 4. Por outro lado. 1990). Neste processo o caldo é extraído por esmagamento das fibras entre os rolos de pressão. América Central. Na difusão. a difusão. maiores que 90% (IPT. desde o início da produção de açúcar no Brasil o caldo da cana é extraído por moendas.html.2 Extração do Caldo O método de extração do caldo mais utilizado nas Usinas do Brasil é a moagem. Europa e Egito.

enquanto as moendas extraem de 94 a 97% do caldo da cana. Nas unidades industriais utilizam-se série de 4 a 7 ternos. em torno de 250 kgf/cm². Os 30 a 40% de caldo restante não podem ser extraídos por simples prensagem. assim. Cada rolo recebe uma denominação de acordo com sua posição no terno. quando se aplica água sobre o bagaço após cada terno e embebição composta quando é aplicada água somente no ultimo terno.2. .2. A embebição consiste na adição de água ou caldo diluído em um ou mais pontos do tandem de moendas. sofre em parte ou totalmente. Porem os índices de extração em um difusor atinge valores de 97 a 98%. com o propósito de aumentar a extração. onde três rolos giram no sentido horário e um no sentido contrário. girando no sentido anti-horário. formando o conjunto de moendas ou tandem. e o caldo diluído. No plano inferior. A água de embebição deve estar a uma temperatura em torno de 70ºC para uma maior eficiência (IPT. por onde toda a cana desfibrada irá percorrer até completar o processo de extração do caldo. Denomina-se embebição simples. O primeiro terno de moagem é responsável pela extração de 60 a 70% do caldo de cana. cuja rotação se da no sentido horário. 4. o primeiro rolo é o rolo de entrada e o segundo é o rolo de saída. um retorno em cada terno para de novo embeber o bagaço parcialmente esmagado. O terno de moagem é constituído de quatro cilindros esmagadores ou rolos. faz se necessário o uso da embebição. que tem a posição de seu eixo controlado por um regulador de pressão hidráulico. Os cilindros são compostos de ranhuras.24 um difusor hoje. e o segundo denomina se rolo superior. girando no sentido horário. formando dentes semelhantes à de uma serra.1 Extração do caldo por moendas As moendas são equipamentos destinados à extração do caldo de cana através do esmagamento a alta pressão. recebendo o nome de caldo primário. já não são muito superiores ao da moenda. fazendo com que o bagaço desfibrado passe por entre eles sendo extraído o caldo. No plano superior o primeiro rolo é chamado de pré-rolo. 1990). que têm como objetivo aumentar a capacidade de extração.

ebah. areia e bagacilho) e impurezas solúveis (corantes e sais minerais).br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao-doc- 4. e ainda contribuir para a melhoria da qualidade dos produtos finais. desgastes em equipamentos em geral. O material que ficou retido na peneira é enviado para o primeiro ou segundo terno da moenda como refluxo.25 Em seguida o caldo extraído é enviado para as peneiras rotativas. e enviado para o tratamento do caldo. As peneiras são equipamentos fundamentais para evitar sobrecarga nos decantadores e filtros. .html. http://www. mais ou menos escuro e viscoso.3 TRATAMENTO DO CALDO O caldo de cana bruto é opaco.com. Veja abaixo na figura 5 o processo de moagem da cana de açúcar: Figura 5: Processo de moagem da cana de açúcar. As impurezas do caldo podem ser classificadas como impurezas em suspensão (terra. de cor amarelo a esverdeado. para separação dos sólidos em suspensão no caldo. Fonte: a17225.

antocianina. praguejadas. O .com.ebah. A clarificação pode ser realizada de várias formas segundo o tipo de açúcar a ser produzido. decantação e resfriamento. aquecimento. a acidez aumenta nas canas queimadas.2. que variam de acordo com o tipo de açúcar que se quer obter e com a região. ou se o caldo vai ser usado para a fermentação. predominam os colóides com pontos isoelétricos entre pH 7. A viscosidade do caldo é causada por gomas.3. O pH do caldo varia de 5 a 6. Somente se pode consegui-la após a floculação dos colóides. Nessa faixa há a melhor floculação possível. A cor varia com a cana e com a energia do esmagamento e é dada pela clorofila.0 e 7. com eficiência gradativa de retenção. pentosanas. sacaretina e substâncias cromógenas. não conseguem remover mais que 80% das impurezas em suspensão.html). 4. no qual o meio de dispersão é a água. passando argila e bagacilho para o processo. doentes. pectinas. caleação.26 A opacidade é causada pelos colóides. proteínas. verdes e passadas. No caldo á temperatura ambiente.1 Tratamento do Caldo para Produção de Etanol O tratamento do caldo mais recomendado para a produção de etanol é aquele que prevê peneiramento. pois o caldo tem que ser considerado na clarificação como um sistema coloidal muito complexo. albuminas e sílica coloidal. Deve ser feita logo após a moagem para evitar a ação de fermentos e enzimas.br/alcool-e-acucarunidade-ii-fabricacao-do-acucar-doc-a17226. A clarificação por simples decantação do caldo é impossível. cortadas a mais de 24 horas. As peneiras mesmo quando arranjadas em cascata. pectina e compostos inorgânicos como sílica. sem afetar a sacarose. A deposição da parte floculada arrasta quase todo o resto por adsorção (http://www. Na clarificação visa-se separar do caldo a maior quantidade possível de impurezas dissolvidas e em suspensão. A clarificação consta de vários processos e combinações de processos.

A figura 6 apresenta um esquema geral das várias etapas de tratamento do caldo para produção de açúcar. elevando o teor de açúcar total do mosto para a fermentação.2. Estas duas impurezas entopem os bicos das centrífugas impedindo uma separação eficiente do fermento. Em seguida aumenta a concentração do caldo usando o mel final. Em seguida.3. após o peneiramento e desaeração. que por motivos econômicos e dentre outros não é mais utilizado para produção da mesma. seguido de decantação. aumentando o teor alcoólico do vinho.2 Tratamento do Caldo para Produção de Açúcar O caldo destinado à produção de açúcar é peneirado e bombeado para a torre ou coluna de sulfitação em contracorrente com SO₂(gás sulforoso). para efetuar se a separação do precipitado por sedimentação e decantação. As condições de contato com o SO₂ devem ser tais que ao final o pH do caldo deve estar entre 3.3.8 a 4.27 tratamento que permite a eliminação de argila e bagacilho. o caldo segue para a seção de evaporação enquanto que o lodo decantado é filtrado (IPT. aumentando a capacidade de produção da destilaria e diminuindo o consumo de vapor. devendo elevar o pH para 6. é o aquecimento. O aquecimento do caldo a 105°C reduz a carga microbiana contaminante e o volume de espuma na fermentação. 1990).8 e 7. Após a decantação. resultante da produção de açúcar. a uma temperatura de 95ºC. O caldo extraído do lodo retorna para o processo de calagem e a torta de filtro resultante é enviada ao campo como adubo. faz se a alcalinização com leite de cal. . aquecendo se em seguida. 4.

proveniente da extração e após tratamento. 1990). Fonte: http://www. desta forma.com. ou xarope proveniente dos evaporadores (IPT. normalmente de 58 a 60%. com uma concentração média de 75 a 80º brix. é enviado à etapa de fermentação. a fermentação .4 PRODUÇÃO DE ETANOL O caldo misto. é feita dosagem do caldo misto com melaço (mel residual da fabricação de açúcar). O brix ideal do mosto depende do tipo de levedura utilizada e do processo de condução da fermentação. o mosto a ser fermentado deve ter a sua concentração acertada para valores adequados. para uma concentração em média de 18 a 23º brix. Chegando à fermentação. originando o Mosto.br/alcool-e-acucar-unidade-ii-fabricacao-do-acucar-doca17226. porém. A pureza do melaço depende da quantidade de esgotamento feita na fabrica de açúcar. 4. Previamente.28 Figura 6: Processo de tratamento do caldo.html. o melaço é diluído com água ou com caldo. Quando se trabalha com um mosto diluído.ebah.

é conduzido na grande maioria das vezes. emprega-se o processo Melle-Boinot.29 é mais fácil. exigindo mais limpeza nos aparelhos e menor rendimento da fermentação. que é o pulmão da destilaria. e o leite de levedo é diluído em água e tratado com acido sulfúrico. O vinho segue para a dorna volante. de forma descontinua em tanques denominados dornas. porém exige maior volume de dornas e diminui a capacidade dos aparelhos. rápida e completa. iniciando a fermentação alcoólica (RIBEIRO. os problemas de limpeza dos aparelhos são menores. a fermentação é mais lenta e incompleta (açúcar residual alto).br/unidade-vii-fermentacao-alcoolica-parte-ii-doc a42629. . Quando se trabalha com um mosto muito concentrado. onde se dá a conversão dos açúcares em etanol. onde é adicionado o levedo (fermento).html.ebah. por centrifugação do mosto fermentado. (figura 7) o qual promove a reutilização das leveduras após separação. dando origem a duas frações: o vinho centrifugado (delevedurado) e o leite de levedo. Figura 7: Processo de fermentação Melle-Boinot. As leveduras. retornando ao processo como indicado na figura 7 abaixo. Para IPT (1990). exigindo mais vapor e água. o processo de fermentação. são microorganismos unicelulares. 1999).com. O mosto preparado é enviado para as dornas de fermentação. produzem um conjunto de enzimas que catalisam a reação de fermentação. No Brasil. Fonte: http://www. a multiplicação é favorecida pela transferência de oxigênio.

aldeídos. etc. ou externamente por trocadores de calor (IPT.1.1 FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA As reações de fermentação ocorrem em tanques onde o mosto e a levedura acidificada é misturada em proporção dois para um.30 4. dando a impressão que o mosto está em plena ebulição. a mistura é chamada “vinho fermentado”. por meio de serpentinas. praticamente não há produção de etanol. glicerol. . o que pode acontecer dentro dos tanques de fermentação.4. 1990). A solução é aquecida e se formam alcoóis superiores.2Kj Ocorre liberação de CO2 . fermentação principal e fermentação complementar. Este deve ser resfriado com água. A sacarose é transformada em etanol seguindo a reação: C12H22O11 + H2O C6H12O6 C6H12O6 + C6H12O6 2CH3CH2OH + 2CO2 + 98. Em 4 a 12 horas. 4. As dornas possuem um sistema de resfriamento do mosto. A fermentação alcoólica é composta por três fases: fermentação preliminar.1. 4.4. éteres. por este motivo há um aumento de 20% do volume e na temperatura. quando é caracterizado o desprendimento do gás carbônico CO₂. A produção de CO₂ vai aumentando progressivamente e com rapidez. ao fim do processo. por este motivo desejase que a duração desta fase seja a menor possível. Atualmente existem métodos de fermentação que se elimina esta fase. praticamente todo o açúcar terá sido consumido e. Nesta fase. quando o fermento é adicionado e termina quando o desprendimento de gás carbônico CO₂ se torna evidente.1 Fermentação Preliminar Esta fase tem início.4.2 Fermentação Principal Esta fase tem início. apesar do fermento estar consumindo sacarose do mosto. Então se torna necessário a verificação constante da densidade (brix) e da temperatura do mosto.

quando é caracterizada a queda de desprendimento do gás carbônico CO₂ e com a diminuição da temperatura do mosto. devido ao óleo da cana. Esta fase é controlada pelas medições de brix.br/unidade-vii-fermentacao-alcoolica-parte-ii-doc a42629.1 3.4.1 Concentração de bactérias (106/mL) Figura 8: Rendimento da fermentação alcoólica.3 Fermentação Complementar Esta fase tem início. até o ponto favorável para a destilação. Esta fase é muito delicada. O rendimento da fermentação alcoólica diminui com o aumento da contaminação do mosto fermentado como ilustra a figura 8 abaixo: 93 91 89 Rendimento da Fermentação (%) 87 85 1. O brix final varia de 3° a 8°. pois não possui mais sacarose (RIBEIRO.com. mais fino. Isto quer dizer que a maior rapidez desta fase. diminuindo o brix do mosto até o ponto da fermentação complementar. .html.1.ebah.1 2. Quando termina a fermentação alcoólica.31 Nesta fase a formação de etanol é máxima e rápida. o mosto torna-se vinho.1 4. resultará em um etan ol de melhor qualidade. 4. pois é nela que podem aparecer infecções e formação dos alcoóis superiores. Fonte: http://www. 1999). dependendo da concentração inicial do mosto e outros fatores.

com. Alguns processos fermentativos trabalham com leveduras floculantes. o rendimento e eficiência caem. entre outros.ebah. . A floculação é um mecanismo de defesa da levedura a alguma alteração do meio.br/unidade-vii-fermentacao-alcoolicaparte-ii-doc a42629. as bactérias estarão aderidas às leveduras. Porém. se não efetuada limpeza das máquinas. que é o produto da fermentação. concentração do leite de leveduras. diâmetro dos bicos da centrífuga. O tipo de centrífuga mais utilizada nas usinas é a centrífuga de discos. Uma boa centrifugação ajuda no controle microbiológico exercendo assim grande influência na qualidade da fermentação. Figura 9: Centrífuga de Discos.2 CENTRIFUGAÇÃO A centrifugação visa separar as leveduras do vinho. Caso haja floculação. As leveduras devem retornar ao processo. nos processos que usam centrífugas. a floculação deve ser evitada. Sólidos podem acumular nos pratos ou entupir os bicos das centrífugas. Fonte: http://www. sendo necessário diminuírem sua vazão ou haverá perdas. Assim. número de centrífugas adequadas. Algumas variáveis a serem controladas são vazão e pressão.4.32 4. ilustrada na figura 9 a seguir. o que facilitará seu retorno ao processo.html.

Quando uma coluna possui pratos acima e abaixo do ponto de alimentação (coluna fracionada). como refluxo. pode-se efetuar a separação dos componentes constituintes da mistura original. Uma coluna de destilação é um vaso cilíndrico que conta com dispositivos internos para promover o contato líquido-vapor. as bolhas de vapor produzidas serão mais rica nos componentes mais voláteis e.33 De 1975 para 2005. um leito fixo de enchimento. ainda.com. Se o vapor produzido for removido e condensado. serem ricos.ebah.br/unidade-viifermentacao-alcoolica-parte-i-doc-a42628. o primeiro em componentes mais voláteis e o último nos menos voláteis. portanto. isto é. a fim de garantir uma corrente líquida nos pratos localizados acima da alimentação. o líquido remanescente terá composição diferente da mistura original. existe a possibilidade de ambos os produtos. 4. em ascensão.3 DESTILAÇÃO DE ETANOL A destilação é uma operação unitária de separação que se baseia nas diferenças de volatilidade dos componentes de uma mistura líquida a serem separados. terá também composição diferente da mistura original.html). A fase vapor é gerada a partir do uso de um trocador de calor indireto (refervedor) na base da coluna ou através de injeção direta do mesmo. O vapor que sai do prato superior é condensado e parcialmente retornado para o prato de topo. Repetindo-se esta operação várias vezes e utilizando-se o condensado de uma operação como a mistura da operação seguinte. Esses dispositivos de contato podem ser uma série de pratos ou bandejas (perfuradas. se tornando mais rico nos componentes menos voláteis. valvuladas ou com borbulhadores) ou. de modo a se enriquecer no componente mais volátil enquanto que o líquido vai se esgotando. Na .4. de topo e de fundo. a otimização do uso das centrífugas contribuiu para o aumento do rendimento da fermentação alcoólica de 75 – 80% para 90 – 92%. Este. com diminuição do índice de contaminação de 108-109 para 105-106/Ml. Ao se aquecer uma mistura líquida homogênea até a ebulição. troca calor e massa com o líquido descendente. Também acarretou aumento do teor de fermento no mosto e diminuição dos tempos de fermentação (http://www.

que saem de um estágio. pela evaporação da água é possível obter xaropes de até 75º Brix. onde são retiradas as impurezas ainda presentes no caldo clarificado (areia. podendo o quarto e o terceiro também operar a pressão abaixo da atmosférica (IPT.). estariam em equilíbrio. o sistema é composto por cinco efeitos. De uma maneira geral. O ponto de cristalização da sacarose esta entre 70 a 80º Brix. O vapor. mantida por condensadores barométricos. etc. Neste estágio. que em seguida é bombeado para o pré-evaporador e para os evaporadores. Os evaporadores são de tubos verticais. Em função do grau de embebição imposto na extração do caldo.34 situação ideal. bagacilho. onde o primeiro. fonte de energia. 1990). seguindo paralelos através do primeiro até o ultimo efeito. denominado pré-evaporador. se condensa entre os espelhos e externamente aos tubos. O sistema de evaporação utilizado é o de múltiplo efeito em correntes paralelas. A figura 10 mostra o sistema de múltiplo efeito com valores de temperatura de cada efeito: . isto não se verifica. na prática. Entretanto. formando um corpo cilíndrico vertical.5 PRODUÇÃO DE AÇÚCAR O caldo após ser decantado é denominado de caldo clarificado e enviado as peneiras de caldo clarificado. mas por uma serie de conveniências tais como. estão fixados os tubos verticais (trocador de calor-calandra) por onde internamente circula o caldo em concentração. entre duas chapas espelhos. Na parte inferior. 1990). 4. de fluxo ascendente. construído de aço carbono. as fases líquidas e vapor. este chega à evaporação com concentração entre 14 a 18º Brix e deve ser concentrado até 60 a 70º Brix. e o desvio do equilíbrio entre as fases está ligado à eficiência dos dispositivos de contato (IPT. Após ser peneirado o caldo segue por gravidade para a caixa de caldo clarificado. isto é tanto o caldo como o vapor são alimentados no pré-evaporador. O ultimo efeito opera a pressão abaixo da atmosférica. facilidade na obtenção dos pés de cozimento não o faz. tem o dobro da área de troca térmica dos quatro seguintes.

açúcar de primeira. os licores mãe.com. A cristalização consiste em uma operação de separação onde. dependendo do tipo de açúcar. que operam por batelada e permitem alcançar maiores concentrações do xarope. partindo de uma mistura líquida (solução ou sólido fundido – magna) se obtêm cristais de um dos componentes da mistura (sacarose). com 100% de pureza. A massa obtida do cozimento do xarope proveniente da evaporação é denominada massa A. que juntamente com os cristais formados passa a se denominar massa cozida. obtido de sua centrifugação. que é utilizada como pé de . denominados cozedores. com composição em torno de 60% de sacarose. Fonte:http://www. possui viscosidade tão elevada que não pode ser mais concentrado em evaporadores comuns. Por essa razão retorna para o cozimento junto com o xarope.br/alcool-e-acucar-unidade-ii-fabricacao-do-acucar-doca17226. O xarope proveniente da seção de evaporação. a parte sólida.html A etapa seguinte é a cristalização.ebah. 7% de impurezas e 33% de água. O mel rico ainda contém alta concentração de açúcar passível de ser cristalizado. denominada massa B ou magma. A solução para este problema é a utilização de tachos a vácuo. podendo antes passar o caldo no flotador de xarope. e o mel pobre é utilizado no cozimento de uma segunda massa. são denominados mel rico e mel pobre.35 Figura 10: Sistema de evaporação múltiplo efeito (Tipo Roberts).

Figura 11: Cristalização. que pode ser armazenado e enviado para produção de etanol.br/alcool-e-acucar-unidade-iii-cozimento-doca17224. e o mel final é enviado às destilarias onde é utilizado como substrato na fermentação alcoólica (IPT.html. o açúcar segue pelas esteiras até o secador antes de ser armazenado. . Fonte: http://www. centrifugação e secagem do açúcar.36 cozimento para a massa A. Entretanto. Logo abaixo a figura 11 mostra o processo de cristalização.com. Esta seqüência pode ser repetida para produzir ainda a massa de terceira e de quarta até a exaustão do mel. com a ênfase na produção de álcool. centrifugação e secagem do açúcar. O licor mãe obtido da centrifugação desse magma é denominado mel final. as usinas estão operando apenas com duas massas. Com o cristal de açúcar formado e separado. 1990).ebah. nos últimos anos.

2 PREPARO .1 AMOSTRAS DAS CARGAS A amostragem das cargas será efetuada por sondas mecânicas. A amostra desfibrada devera ser homogeneizada em betoneiras adaptadas com raspador de maneira a impedir a retenção de amostra no fundo do tambor. Para isso é necessário o acompanhamento constante dos processos e equipamentos. Pesar 500 gramas com tolerância de mais ou menos 0. definidas abaixo. . As posições de amostragem podem se tratar de sondas horizontais será definido por sorteios informatizados. O número de possibilidade de pontos de amostragem. Com isso o bom funcionamento de cada um trará um produto final de melhor qualidade. HOMOGENEIZAÇÃO E EXTRAÇÃO DO CALDO Para uma boa extração do caldo.37 5 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS As atividades envolvidas no processo de açúcar e álcool são amplas devido ao grande conjunto de equipamentos. é necessária uma boa desfibra da cana com um índice de preparo (IP) em torno de 90%. junto com as inúmeras analises laboratoriais.(3) 5. levando se em conta o número de vãos de cada tipo de unidade transportadora. aproveitamento de tempo com a diminuição das paradas dos equipamentos possibilitando uma máxima produção diária.5 decigramas. ligados a várias operações unitárias. por sondas horizontais será dado pela equação: P=2xV–4 Onde: V = número de vãos para cada tipo de carroceria Eq. 5. horizontais e obliquas com um peso da amostra não inferior a 10 kg.

38 Para a extração do caldo. A determinação do brix será realizada em refratômetro digital.4 POL DO CALDO É a porcentagem de sacarose contida em uma solução açucarada. prensar a amostra durante 1 minuto com uma pressão de 250 Kgf/cm². dos quais uma parte é a sacarose. Adicionar octapol ao caldo e agitar até formar uma mistura pastosa.3 BRIX DO CALDO Brix: São sólidos solúveis na cana ou na solução açucarada. 5. determinada através de uma polarização direta ou simples de solução de peso normal em um sacarímetro.00621xLAI+0. 5.00621xLAI+0.0009882xb) Lpb= 1.4nm.0009882xB)]x100 Onde: LPb= leitura sacarímetra equivalente a de subacetato de chumbo LAI= leitura sacarímetra obtida com a mistura clarificante à base de alumínio B= brix Eq. em seguida pesar o bagaço resultante (PBU) peso do bagaço bruto.05117)x(0. Passar o caldo clarificado em um sacarímetro calibrado para uma temperatura de 20°C e comprimento de onda de 587 a 589. ou seja. é o por cento em peso dos sólidos solúveis contidos em uma solução de sacarose pura. em seguida. com correção automática de temperatura para 20°C.0511 Pol=[ (1. de leitura automática.2605-0.2605-0.(4) . clarificar usando filtro de papel. Pol=Lpb (0.

Glicose. em água que contem a cana.876 Pelo método de tanimoto: F = [(100 x PBS) – (PBU x B)] /5 x (100 – B)] Onde: PBS = Peso do bagaço seco PBU = Peso do bagaço úmido B = Brix do caldo Eq. Os principais açúcares redutores são: Hexoses. em peso. O teor de fibra varia dependendo das variedades e das condições de cultura. existem na cana e em seus produtos. A determinação da fibra é obtida através da pesagem do PBU.641 – 0.7 AÇÚCARES REDUTORES DO CALDO As substancias redutoras.(8) .0343 x Pr Eq.5 FIBRA É a matéria seca e insolúvel. nos sólidos brix .(7) 5. são calculadas como açúcares invertidos. Pr = (Pol / brix) x 100 Onde: Pr= Pureza Eq.(5) 5.6 PUREZA É o por cento de Pol.39 5. AR = 3. F = 0. Frutose e a Manosa.(6) Eq.08 x PBU + 0.

passar a amostra no densímetro e anotar o resultado em %V/V.0526 x 88 /100) + 8. Vr= (ΔV) x %V/V x 10 Eq.40 5. Coletar o CO₂ diluído na água.8 x ARC Sendo: C = 1.0313 – 0.(10) . e retornando esta para o processo.8 AÇÚCARES TOTAIS RECUPERAVÉL (ART) Representa a quantidade de açucares recuperado pela usina na forma de açúcares invertidos considerando uma perda de 12%.(9) 5. ART = (10 x PC x 1.00575 x F ARC = AR x (1 – 0.01 x F) x C Onde: ART = Açúcar Total Recuperável PC = Pol da Cana ARC = Açúcares Redutores da Cana C = Coeficiente “C” F = Fibra da Cana AR = Açúcares Redutores do Caldo Pol = Pol do Caldo Eq.01 x F ) x C PC = Pol x (1 – 0.9 ÁLCOOL RECUPERADO NAS DORNAS DE FERMENTAÇÃO O CO₂ que é liberado da fermentação alcoólica arrasta uma quantidade significativa de álcool que pode ser recuperado diluindo-o na água.

(11) 5. Ec = [(Entrada – Saida)/Entrada] x 100% Onde: Ec = Eficiência da centrifuga Eq. passar a amostra destilada no densimetro para obter o valor da densidade %V/V.41 Onde: Vr = vazão de álcool recuperado (m³) ΔV = diferença de vazão ( m³/h) %V/V = densidade (g/cm³) 5. Coletar o fermento depois de centrifugado e destilar em um micro destilador na proporção de 50 mL para 10 mL. e com uma centrifuga de laboratório centrifugar o vinho da entrada e da saída em uma cubeta de 10 ml.(12) . sendo esse teor alcoólico no levedo quando alto prejudicial às leveduras podendo ate levar estas a morte.11 TEOR ALCOÓLICO DO LEVEDO Como citado acima uma máxima eficiências das centrifugas nos proporciona uma menor perca de álcool no levedo.10 EFICIÊNCIA DAS CENTRÍFUGAS Deve-se obter uma maior eficiência das centrifugas para que não haja percas de álcool nas leveduras que após ser tratada retorna ao processo de fermentação. Coletar o vinho na entrada e na saída da centrifuga. Tf = %V/V x (10/50) Onde: Eq.

(15) . Pesar 50g de xarope e 150g de água destilada em um béquer. Bx = Lbrix x (200/50) Px = f x Lpol x 2 x (200/50) Onde: Eq. antes que tenham extraídos cristais.(13) 5. Tv = %V/V x (100/25) Onde: Tv = Teor alcoólico do vinho centrifugado %V/V = densidade (g/cm³) Eq. fazer a leitura do Brix no refratômetro. passar a amostra destilada no densímetro para obter o valor da densidade %V/V. homogeneizar a solução. adicionar octapol. clarificar.13 XAROPE É o caldo concentrado nos últimos efeitos dos evaporadores. Dissolver novamente 60g de caldo com 60g de água destilada. em seguida fazer a leitura no sacarímetro. Coletar o vinho centrifugado. destilar em um micro destilador na proporção de 25 mL para 100 mL. Com a leitura do brix.(14) Eq. verificar o fator de pol na tabela Fator de Pol em relação à leitura do Brix. que é um valor considerado ótimo para o processo.42 Tf = Teor alcoólico do fermento %V/V = densidade (g/cm³) 5.12 TEOR ALCOÓLICO DO VINHO CENTRIFUGADO Devido a vários fatores este valor vai estar sempre por volta de 9 a 12%.

de acordo com a massa de onde procedem. Aquele proveniente do último cozimento recebe o nome de mel final que é enviado para fabricação de álcool. mel ou água.(16) Eq. Pesar 50g de mel ou magma e 250g de água destilada em um béquer. denominado mel de A. homogeneizar a solução. Bm = Lbrix x (300/50) Pm = f x Lpol x (300/50) Onde: Bm = Brix do Mel (Misto ou Final) ou Brix do Magma Lbrix = Leitura do brix no refratômetro Pm = Pol do Mel (Misto ou Final) ou Pol do Magma Lpol = Leitura da pol no sacarímetro f = fator de Pol Eq. produzido por meios mecânicos. verificar o fator de pol na tabela Fator de Pol em relação à leitura do Brix.14 MEL RICO. em seguida fazer a leitura no sacarímetro. fazer a leitura do Brix no refratômetro. pobre e final: É o licor mãe separado por centrifugação. POBRE. FINAL E MAGMA Mel rico.43 Bx = Brix do Xarope Px = Pol do Xarope Lbrix = Leitura do brix no refratômetro Lpol = Leitura da pol no sacarímetro f = Fator de Pol 5. Adicionar octapol e clarificar. que é utilizada como pé de cozimento. Magma: É a mistura de açúcar com xarope..(17) . Com a leitura do brix. etc. B.

Com a leitura do brix.44 5. homogeneizar a solução. fazer a leitura do Brix no refratômetro. Adicionar octapol e clarificar. em seguida fazer a leitura no sacarímetro.15 MASSSA A E B Pesar 50g de massa (A ou B) e 250g de água destilada em um béquer.(18) Eq. verificar o fator de pol na tabela Fator de Pol em relação a leitura do Brix. Bs = Lbrix x (300/50) Ps = f x Lpol x (300/50) Onde: Bs = Brix da Massa (A ou B) Lbrix = Leitura do brix no refratômetro Ps = Pol da Massa (A ou B) Lpol = Leitura da pol no sacarímetro f = fator de Pol Eq.(19) .

A vinhaça. fornece energia na forma de calor para o próprio vinho a ser destilado. incluindo a utilização de seus subprodutos. pragas e etc. . reaproveitando os resíduos da própria indústria como a torta de filtro. resfriando-se e tornando possível seu aproveitamento no campo.45 6 DISCUSÃO E RESULTADOS Os resultados obtidos foram o conhecimento de todas as etapas do processo de produção de açúcar e etanol. O controle logístico de transporte é extremamente importante. Observou se também que todo o processo desde o preparo do solo. plantio. É irrigado na lavoura devido conter altos teores de potássio. água e outros nutrientes necessários para o bom desenvolvimento da cultura da cana de açúcar. através do melhoramento genético de variedades. Nota se que as usinas brasileiras vêm se desenvolvendo muito. que é um subproduto da produção de etanol. evitando paradas nas moendas devido à falta de matéria prima. sendo este um grande problema ao processo. formada pela clarificação do caldo e filtração do lodo é rica em fósforo e utilizada como adubo na lavoura. tratos culturais até a chegada da cana na indústria e seu processamento em si á necessidade da engenharia e da química desde a escolha de fertilizantes e agrotóxicos. resultante da primeira coluna de destilação. Todos esses esforços com um único objetivo de aperfeiçoar cada vez mais os processos. como também para o caldo a ser tratado. Conhecimento de todas as análises utilizadas para determinação da qualidade da matéria prima (cana de açúcar). maximizando os lucros e minimizando os custos e despesas. isso devido às pesquisas em busca de uma cana de melhor qualidade que ira proporcionar um caldo com altos índices de açúcares como a sacarose. buscando certas resistências a secas.

havendo a necessidade de um acompanhamento continuo para o seu perfeito desempenho. e este arrasta uma quantidade de álcool. Enfim. há liberação de CO₂. Na fermentação alcoólica. fazendo necessário o uso de dornas fechadas para que possamos recuperar esse álcool em uma torre utilizando água em contra corrente.46 A ótima regulagem das moendas além de proporcionar uma melhor eficiência na extração resulta de um bagaço com menor teor de umidade facilitando o desempenho das caldeiras. que gera vapor para todo o processo. todos os processos na fabricação de açúcar e etanol são importantes. .

o bom funcionamento e crescimento da empresa e assim. O estágio também me proporcionou além do conhecimento técnico dos vários processos envolvidos na fabricação do açúcar e etanol. pois todos ali estão trabalhando para o mesmo propósito. O relacionamento entre as pessoas da empresa deve ser o mesmo com todos os funcionários. o crescimento profissional e pessoal. me possibilitou o trabalho em grupo que é de extrema importância para todas as empresas. para que nesse segmento. posso e espero sim que futuramente venha a colher grandes frutos. Tudo que aprendi e espero aprender é de extrema importância. crescermos junto. .47 7 CONCLUSÃO Conclui-se que no estagio desenvolvido. obtive um grande conhecimento dos processos de analises da qualidade da matéria prima do setor sucroalcooleiro.

com.ebah.2009. Miguelópolis. Histórico da Empresa.html>. Álcool e Açúcar – Unidade IV – Fermentação Alcoólica. 2009. São Paulo: 1990. Álcool e Açúcar .ebah. RIBEIRO. Projeção para a produção sucroalcooleira – Brasil. Sertãozinho.2010. O. Disponível em: <http://www. Conservação de energia na indústria do açúcar e do álcool. Acesso em: 25 jun. Maturação. Desfibra e Extração do Caldo. 2009. Franca.2009. Disponível em: <http://www. Acesso em: 05 fev.Unidade I .2009. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://www. 796 p. RIBEIRO.html >.S. D. IPT. Disponível em: <: http://www. 1999.br/alcool-e-acucar-unidade-iii-cozimento-doca17224. 14p.br/unidade-vii-fermentacao-alcoolica-parte-ii-doc a42629.Extração e Preparação. ÚNICA.48 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AGRICULTURA.ebah. Adubação da Cana. Colheita. Recepção.colorado.pdf>. .2010.html.com.com.br/alcool-e-acucar-unidade-i-extracao-e-preparacao-doca17225. Acesso em: 20 jul.unica. 114p. Acesso em: 11 mar.agricultura.com.gov. Disponível em: <: http://www.br/images/MAPA/arquivos_portal/anuario_cana.2010.br/>.A. Departamento de Engenharia de Aplicações – Divisão Açúcar e Álcool – Smar Equipamentos Industriais.html>. Disponível em: <http://www. (Apostila xerocada).com.br/alcool-e-acucar-unidade-ii-fabricacao-do-acucar-doca17226. Álcool e Açúcar – Unidade III – Cozimento.br/>. Acesso em: 27 set. açúcar e etanol. USINA COLORADO. Acesso em: 25 fev. 2009. PAULO ROBERTO et al. Apostila A usina de açúcar e sua automação. Produção brasileira de Cana. 15p.ebah. C. CARVALHO.com. Álcool e Açúcar – Unidade II – Fabricação do açúcar. Cana de Açúcar: História. Acesso em: 30 out.

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