TRIBUTAÇÃO DOS

GANHOS DE CAPITAL EM OPERAÇÕES COM

STOCK OPTIONS NO EXTERIOR
Versão: 2008.02.19

I – DEFINIÇÃO DE STOCK OPTIONS O sistema de Stock Options consiste no direito de comprar lotes de ações por um preço fixo dentro de um prazo determinado. II – OBJETIVOS DA OPERAÇÃO Stock Options vem a ser o instrumento de uma política de remuneração variável, introduzida no Brasil pelas multinacionais, com o objetivo de reter funcionários e efetivar uma parceria com eles. Estes tendem a se empenhar muito mais para atingir os objetivos da empresa, uma vez que uma valorização das Ações da companhia no mercado financeiro representará ganhos para ele, após o cumprimento do prazo de carência. III – PROPOSTA DO ESTUDO O presente levantamento tem por objetivo analisar o impacto da tributação pelo Imposto de Renda (IR) sobre as operações de exercício da opção de compra e alienação de ações, pelo Sr. Marcos, que é funcionário da subsidiária no Brasil, da companhia multinacional Manchester Corporation, na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) nos EUA. IV – CARACTERIZAÇÃO DA OPERAÇÃO Em 15/09/2001, a Manchester Brasil visando os objetivos elencados no item II resolve dar a seu funcionário Marcos, através de contratos específicos, 5.000 opções de compras de ações (stock options) da Manchester Corporation, a serem exercidas no período de 15/07/2003 a 31/12/2003 ao preço unitário (pu) de US$5.00. Em 26/09/2003, percebendo uma boa oportunidade de realizar seus lucros, Marcos exerce seu direito de compra e logo em seguida aliena suas ações na NYSE ao pu de US$8.00. No Brasil, neste dia, o dólar de compra fechou cotado a R$2,9365. O lucro obtido em dólar nesta operação foi depositado numa conta corrente do Citibank aberta em nome de Marcos, nos EUA. Apuração do lucro: Venda (alienação) = 5.000 x US$8.00 Exercício (compra) = 5.000 x US$5.00 Lucro obtido e depositado na C/C = US$40,000.00 = US$25,000.00 = US$15,000.00

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V – AS QUESTÕES Diante desse ganho eventual, por ser um Analista de Sistemas e não se familiarizar muito com as possíveis conseqüências tributárias dessas operações, Marcos, que é residente e domiciliado no Brasil, resolve contratar um Consultor Tributário, para o qual faz os seguintes questionamentos, que passam a nortear o presente trabalho: 1- Levantamento das normas que regem a tributação das operações de Stock Options, conforme caracterizada no item IV e confecção de um resumo indicando a fundamentação legal de cada uma das afirmações; 2- Devido ao inédito movimento decrescente da cotação do dólar no cenário internacional, inclusive no Brasil, seria possível se compensar as perdas de variação cambial futura, com os ganhos com Stock Options passados/presentes? Obs.: Por ser uma operação de opção em que o direito foi cedido gratuitamente pela Manchester, a perda com essas operações não está prevista e não se aplica ao presente estudo; 3- Como se dá a tributação da variação cambial ativa sobre a posição depositada na conta corrente em dólares no Citibank dos EUA? 4- Considerando uma operação no mercado acionário brasileiro (BOVESPA), é possível se compensar as perdas futuras com ações, com os ganhos passados/presentes, mesmo assumindo os encargos moratórios? 5- Há isenção de multa quando o recolhimento de imposto em atraso é feito espontaneamente pelo contribuinte? 6- Que tipo de documentação precisa embasar uma operação? Ou seja, o que a RFB exige quando ocorre o ganho de capital? Se é que pede alguma coisa, além do recolhimento do DARF. 7- Após o exercício da Stock Option, caracterizando um ganho de capital, o DARF é recolhido, mas o dinheiro fica em uma conta corrente nos USA, conforme item IV. Quando do evento da remessa ou wire transfer dos EUA para o Brasil, existe algum outro imposto a ser pago para a RFB? 8- É possível fazer retificações nas DIRPF passadas ou é melhor ajustar nos próximos anos? O Sicalc seria a ferramenta de atualização? 9- Li num documento da RFB de 2007, que o ganho de capital é isento se a venda/alienação do bem em um mesmo mês até R$ 35.000,00. Isso significa que posso abater esses R$ 35 mil do valor total alienado e calcular o imposto sobre o restante? Exemplo: se num mês R$100 mil foram alienados, subtraio os R$35 mil e pago os 15% sobre R$65 mil. Essa é a interpretação? Se for isso, vale para anos anteriores a 2007? 3

10- Qual o prazo de prescrição ou decadência do imposto de renda sobre o ganho de capital? Por exemplo: Um evento ocorrido em 2000, caduca quando? Em 2001? E assim por diante... O que significa exatamente isso? VI – O ENQUADRAMENTO TRIBUTÁRIO DA OPERAÇÃO Após um minucioso trabalho de pesquisa, no qual se constata que a legislação tributária que rege a tributação das operações com Stocks Options no exterior está muito dispersa, o consultor inicia assim a sua sustentação: A legislação base sobre o presente tema tem início na Instrução Normativa (IN) da Secretaria da Receita Federal (SRF) nº 118, de 27/12/2000, que “dispõe sobre a tributação do ganho de capital decorrente da alienação de bens ou direitos e da liquidação ou resgate de aplicações financeiras, adquiridos em moeda estrangeira, e da alienação de moeda estrangeira mantida em espécie, de propriedade de pessoa física”. A citada IN/SRF disciplina este assunto contido em artigos da Lei 7713, de 22/12/88, Lei 8981, de 20/01/95, Lei 9249, de 26/12/95, Lei 9250 de 26/12/95, Medida Provisória (MP) 2033 e 2037, de 2000. VII – DECLARAÇÃO ELETRÔNICA EXTERIOR – CBE (BACEN) DOS CAPITAIS BRASILEIROS NO

Além dos aspectos tributários sobre Stock Options evidenciados a seguir, peço especial atenção para a obrigatoriedade de entrega desta CBE (existe a mais de 10 anos) exigida pelo BACEN (Banco Central do Brasil), principalmente no que tange a multa pela não entrega, que grafei em vermelho abaixo. Obrigatoriedade de se fazer a declaração Pessoas físicas ou jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País, assim conceituadas na legislação tributária (informações a respeito podem ser obtidas no seguinte endereço: (http://www.receita.fazenda.gov.br/GC/Aduana/Guia/ConceitosBásicos.htm), detentoras de valores de qualquer natureza, de ativos em moeda, de bens e direitos mantidos fora do território nacional, cujos valores somados totalizem montante igual ou superior ao equivalente a US$ 100.000,00 (cem mil dólares dos Estados Unidos), em 31 de dezembro de 2006. Para verificar a equivalência em outras moedas a US$ 100.000,00, em 31 de dezembro de 2006, consulte http://www.bcb.gov.br/?txconversao.

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de 2001. em seu art. o que for menor.09. III .2001.prestação de informação falsa ao Banco Central do Brasil . de 2001. ou 10% (dez por cento) do valor da informação que deveria ter sido prestada.224.224.20% (vinte por cento) do valor previsto no art. da seguinte forma: “I .50% (cinqüenta por cento) do valor previsto no art. Penalidades A Medida Provisória 2. o que for menor. acarretando a elevação da multa. incompletas.11.não-fornecimento de informação . IV . II . multa de até R$ 250.10% (dez por cento) do valor previsto no art. de 2001. ou 2% (dois por cento) do valor da informação. devem ser declaradas a partir das 9h do dia 19 de março de 2007 às 20h do dia 29 de junho de 2007.fornecimento de informação fora do prazo e das condições previstas na regulamentação .224. de 29.224. sendo que após às 20h do dia 31 de julho de 2007 a declaração será considerada como não-fornecida ao Banco Central do Brasil.2001. de 2001. por ocorrência ou evento individualmente verificado. bem como da prestação de informações falsas. sendo o valor cobrado em dobro quando a correção ou a complementação dos dados não forem executados no prazo indicado pelo Banco Central do Brasil . o que for menor. 1º. ou 5% (cinco por cento) do valor da informação que deveria ter sido prestada. A entrega da declaração fora desse prazo sujeita o infrator à aplicação de multa pelo Banco Central do Brasil. 1° da Medida Provisória 2. de 04. com data-base em 31 de dezembro de 2006.00 no caso de não-fornecimento de informações regulamentares exigidas pelo Banco Central do Brasil relativas a Capitais Brasileiros no Exterior.prestação incorreta ou incompleta de informações no prazo regulamentar. O art. 5 . o que for menor”.100% (cem por cento) do valor previsto no art.000. 2º da Resolução 2. ou 1% (um por cento) do valor a que se relaciona a incorreção. 1° da Medida Provisória 2. estabelece. 1° da Medida Provisória 2. 1° da Medida Provisória 2. incorretas ou fora dos prazos e das condições previstas na regulamentação.Prazos de entrega As informações referentes ao ano de 2006.911.224. define os critérios para aplicação dessas multas.

VIII – AS RESPOSTAS FUNDAMENTADAS QUESTÃO 1: Levantamento das normas que regem a tributação das operações de Stock Options.recolhido até o último dia útil do mês subseqüente ao do recebimento. pelo Banco Central do Brasil. o imposto sobre o ganho de capital será: I . para compra. aos anos-calendário anteriores a 2000. Apuração e Recolhimento do Imposto Art. Declaração de Ajuste Art. também. para 31 de dezembro de cada ano-calendário. § 2o O disposto neste artigo aplica-se. 6 . conforme caracterizada no item IV e confecção de um resumo indicando a fundamentação legal de cada uma das afirmações. convertidos em reais pela cotação fixada. 2º a 6º. A diferença entre o ganho de capital apurado e o imposto pago no anocalendário será informada na Declaração de Ajuste Anual como rendimento sujeito à tributação exclusiva. III . serão informados na declaração de bens e direitos. o ganho de capital corresponderá à diferença positiva. entre o valor de alienação. §1o É isento o acréscimo patrimonial decorrente da variação cambial ocorrida durante o ano-calendário.determinado à alíquota de quinze por cento. Os saldos dos depósitos em moeda estrangeira. convertida em reais mediante a utilização da cotação do dólar fixada. 11. Art.apurado em cada operação. liquidação ou resgate e o custo de aquisição do bem ou direito ou o valor original da aplicação. mantidos em instituições financeiras no exterior. 12. para a data do recebimento. pelo Banco Central do Brasil. 8º Nas alienações de bens e direitos e nas liquidações e resgates de aplicações financeiras de que tratam os arts. para compra. em dólares dos Estados Unidos da América. 4º Na hipótese de bens e direitos adquiridos e aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira com rendimentos auferidos originariamente em moeda estrangeira. II . IN/SRF nº 118/2000 Bens e Direitos Adquiridos e Aplicações Financeiras Realizadas com Rendimentos Auferidos Originalmente em Moeda Estrangeira Art.

A partir de 16 de junho de 2005: 2.Não-incidência Art.000. deve ser observado que o valor da alienação efetuada até o dia 15 não poderá ultrapassar o limite de R$ 20. 4o e 5o. como segue: BEM DE PEQUENO VALOR 593 . 1º) 7 . IN SRF nº 599. ******* ATENÇÃO *******: A redação deste art. de 2005. seja igual ou inferior a R$ 20.00. 38. 2 .000.O que se considera bem de pequeno valor para fins de exclusão do ganho de capital? 1 .2 . art. (Lei nº 11. 14.Para esse efeito. 18 da IN/SRF 118/2000 foi alterada em 2005 de acordo com a Pergunta e Resposta do IRPF 2007 (PR) nº 593. devidamente fundamentada.000.00. exceto no caso de alienação de moeda estrangeira mantida em espécie. Observado o disposto no artigo anterior. 2.00. art.R$ 20. 18. no caso de alienação de ações negociadas no mercado de balcão. II . considera-se bem de pequeno valor aquele decorrente da alienação de bens ou direitos cujo preço unitário de alienação ou cessão. Art.R$ 35. de 2005.000.Alienação realizada até 15 de junho de 2005 1.00 (vinte mil reais): I – no caso de operações financeiras será considerada em relação ao total das liquidações ou resgates realizados no mês.1 . Não incide o imposto de renda sobre: II .Para se determinar o valor do mês de junho de 2005. a isenção dos ganhos de capital decorrentes de operações de valor igual ou inferior a R$ 20.00.196.1 – Para as alienações efetuadas a partir de 16 de junho de 2005 os bens e direitos de pequeno valor passaram a ter os seguintes limites: I . nos demais casos. no mês de sua efetivação.000.a variação cambial decorrente das alienações referidas nos arts. na determinação do ganho de capital sujeito à incidência do imposto.

Como declarar saldo em dólar de conta bancária no exterior e como tratar os rendimentos destas contas. 2 . Note que se deve usar o programa fornecido pela RFB chamado “Ganho de Capital em Moeda Estrangeira”. É isento o acréscimo patrimonial decorrente da variação cambial. acima).EXTERIOR 421 . ano-calendário de 2005. informar o saldo existente em 31/12/2005 constante na declaração do exercício de 2006. os ganhos com Stock Options no exterior? Resposta: A diferença entre o ganho apurado e o imposto pago será declarada como rendimento sujeito à tributação exclusiva (vide fundamento legal no art. 11) 425 . o mesmo é isento conforme resposta da Questão 3. o saldo existente em 31/12/2006. aos respectivos campos.Na coluna Ano de 2006. As informações passadas para este programa são transportadas automaticamente para a Declaração Anual. na DIRPF. o qual deve ser informado em Rendimentos Isentos e Não-tributáveis. no mesmo quadro onde se informa o 13º salário e os rendimentos líquidos com aplicações financeiras.Na Discriminação. convertido em reais pela cotação de compra para essa data.ESCLARECIMENTOS ADICIONAIS À QUESTÃO 1: A – Onde declarar. a resposta é dada pela própria RFB no Perguntas & Respostas: DECLARAÇÃO DE BENS E DIREITOS DEPÓSITO NÃO-REMUNERADO .Como declarar aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira? Cada aplicação financeira realizada em moeda estrangeira deve ser informada na Declaração de Bens e Direitos da seguinte forma: 8 . o banco e o número da conta. fixada pelo Banco do Central do Brasil..Como declarar depósitos não-remunerados no exterior? O depósito não-remunerado mantido em instituições financeiras no exterior deve ser informado na Declaração de Bens e Direitos da seguinte forma: 1 .12 da IN/SRF nº 118/2000.Na coluna Ano de 2005. mas caso seja uma conta corrente remunerada com juros. art. facilitando em muito o trabalho do declarante.. (IN SRF nº 118/00. pelo valor em moeda estrangeira. B . 3 .? Resposta: Antes da fundamentação é importante destacar que se os rendimentos que você menciona forem referentes apenas a variação cambial.

se for o caso. como seria a tributação dos rendimentos do fundo? Os impostos à Receita Brasileira são pagos apenas no resgate? Os saldos dos dias "31/Dez". até para justificar em sua DIRPF o aumento patrimonial eventualmente verificado no fim do ano. Ver Instruções de Preenchimento do Demonstrativo da Apuração dos Ganhos de Capital . repita o valor em reais da aplicação financeira existente em 31/12/2005. ou só no resgate? E a variação cambial. O art. (IN SRF nº 118/00. aplicado em um fundo mútuo de investimento do próprio Citibank. A variação cambial é isenta de tributação. desde que o valor creditado seja passível de saque pelo beneficiário. cujo saldo deve ser ajustado a cada aplicação. apenas o ganho em dólar seria tributado. após o exercício das Stock Options.Qual o tratamento tributário dos juros recebidos em conta remunerada no exterior? O crédito de rendimentos relativos a depósito remunerado realizado em moeda estrangeira por pessoa física residente no Brasil.Se.a) na coluna Discriminação. mas deve ser considerada. C .4º da IN/SRF nº 118/2000 acima diz que o imposto é apurado na alienação. informe o valor em moeda estrangeira da aplicação financeira existente em 31/12/2006. liquidação ou resgate realizado no ano-calendário de 2006. O ganho obtido em dólar é sempre convertido para Reais pela cotação de compra do Dólar no dia do resgate da aplicação. informada como rendimento isento. o imposto apurado com a aplicação da alíquota já estará expresso em Reais. enquanto durar a aplicação. deverão ser atualizado anualmente na declaração de bens do IR. liquidação ou resgate do investimento. informado na Declaração de Ajuste Anual do exercício de 2006. ou seja. A cada vez que ocorrer um resgate parcial ou total o ganho deve ser apurado e o IR pago. ou seja. c) na coluna Ano de 2006. efetuando o devido ajuste toda vez que ocorrer aplicações e resgates e os saldos de 31/12 atualizados para atender a exigência da DIRPF. Com o ganho já em Reais. o dinheiro permanecer nos EUA. de 2000) CONTA REMUNERADA NO EXTERIOR 565 . 9 . e o imposto pago convertido com câmbio da data do recolhimento? Resposta: Este tipo de aplicação também se enquadra como ganho de capital em moeda estrangeira. como todos os outros investimentos levantados hipoteticamente neste trabalho. implica a apuração de ganho de capital tributável. nesse caso. também pode ser desconsiderada. informe o valor em reais da aplicação financeira existente em 31/12/2006. b) na coluna Ano de 2005. por 5 anos.Alienação de Bens ou Direitos ou Liquidação ou Resgate de Aplicações Financeiras Adquiridos em Moeda Estrangeira. O ideal é que se faça uma planilha de controle da aplicação.

Exemplo (cotações fictícias): Supondo que. na alienação.BENS. deixarei a explicação mais detalhada das Perguntas & Respostas da RFB [com adaptações minhas]: RESIDENTE NO BRASIL . A conversão de moeda estrangeira para dólares dos Estados Unidos da América será feita pelo valor fixado pela autoridade monetária do país emissor da moeda. as operações que importem na alienação. na data de cada recebimento. convertido em reais. e.Qual é o tratamento tributário dos ganhos de capital auferidos na alienação de bens ou direitos adquiridos e na liquidação ou resgate de aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira por pessoa física na condição de residente no Brasil? Para fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2000. ações e outros ativos financeiros em bolsa de valores. DIREITOS E APLICAÇÕES FINANCEIRAS ADQUIRIDOS EM MOEDA ESTRANGEIRA 564 . à alíquota de 15%.000.Por esta dúvida representar o cerne do trabalho.2. o ganho de capital deve ser apurado. O custo de aquisição. de futuros ou assemelhadas. de mercadorias. liquidação ou resgate. pelo quociente do valor de cada parcela recebida pelo valor total de alienação. para compra.000. Operações a prestação Nas operações a prestação. por pessoa física na condição de residente no Brasil estão sujeitas à apuração de ganho de capital tributável. para cada parcela. pelo Banco Central do Brasil.00. a qualquer título. numa aplicação financeira de US$40.000. Bens e Direitos Adquiridos e Aplicações Financeiras Realizadas com Rendimentos Auferidos Originariamente em Moeda Estrangeira 2. e para a data do recebimento. de acordo com as três situações abaixo: 2. em 16/07/2006 e em 16/08/2006. pela cotação do dólar fixada. o valor dos resgates (US$ 50. sendo a primeira de US$ 20. na aquisição. ou em qualquer mercado do exterior e na liquidação ou resgate de aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira.000. será o resultado da multiplicação do custo de aquisição total.00 em 23/03/1999.00 em 16/06/2006 e as duas últimas de US$ 15. de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira. para cada parcela.00) tenham sido recebidos em três parcelas. em dólares dos Estados Unidos da América. em seguida. para a data do pagamento. 10 . em dólares dos Estados Unidos da América.

00 = US$ 3.00 x (US$ 15.000.000. b) recebimento da 2ª parcela: Item Custo de aquisição proporcional [Custo total de aquisição x (Valor da parcela recebida / Valor total de alienação)] Ganho de Capital em US$ Ganho de Capital em reais Imposto devido R$ 8.000.000.000.00 US$ 4.85000 (*) = R$ 11.00 x R$ 2.00 = US$ 4.00 .000.00 Cálculo US$ 15.a) recebimento da 1ª parcela: Item Custo de aquisição proporcional [Custo total de aquisição x (Valor da parcela recebida / Valor total de alienação)] Ganho de Capital em US$ Ganho de Capital em reais Imposto devido R$ 11.00 / US$ 50.00 x R$ 2.00 (Vencimento em 30/07/2006) US$ 40.000. pelo Banco Central do Brasil.70 x 15% = R$ 1.000.US$ 16.60 x 15% = R$ 1. 11 .00 US$ 3.600. pelo Banco Central do Brasil.000.00) = US$ 16. para o dia 16/07/2006 (data do recebimento da 2ª parcela).70 (*) Cotação do dólar fixada para compra.00 Cálculo US$ 20.86690 (*) = R$ 8. para o dia 16/08/2006 (data do recebimento da 3ª parcela).60 (*) Cotação do dólar fixada para compra.00) = US$ 12.00 = US$ 3.00 Cálculo US$ 15.000.000. para o dia 16/06/2006 (data do recebimento da 1ª parcela).000.710.000.290.US$ 12.346.000.00 .000.00 / US$ 50.00 (*) Cotação do dólar fixada para compra.00 x 15% = R$ 1.000.00 .00 x (US$ 20.976.000. c) recebimento da 3ª e última parcela Item Custo de aquisição proporcional [Custo total de aquisição x (Valor da parcela recebida / Valor total de alienação)] Ganho de Capital em US$ Ganho de Capital em reais Imposto devido R$ 8.400. pelo Banco Central do Brasil.000.00) = US$ 12.00 x R$ 2.49 (Vencimento em 30/09/2006) US$ 40.11 (Vencimento em 31/08/2006) US$ 40.00 x (US$ 15.000.00 US$ 3.400.000.976.99220 (*) = R$ 8.000.000.00 / US$ 50.000.US$ 12.600.000.

00 sem pagar impostos. A partir de Março.Há um limite de isenção para transação mensal nos valores de R$20.00 é o limite para a venda no mês em ações no mercado de Balcão.Vamos tomar um exemplo extremo para ver se entendi corretamente: comprei R$ 100. no ganho de capital a Lei não isenta a parcela até R$35 mil. você poderia até vender R$35.000.Li em um documento da receita de 2007. Note que esse valor se refere à venda. digo.000. Como cada transação mensal não excedeu o valor de R$ 20.00 em cada transação de venda. pois se considera que o bem é de "pequeno valor".00 para este tipo de operação que estamos analisando no presente trabalho. mês a mês. se num mês 100 foram alienados. Assim como no ganho em mercado de renda variável (ações no Brasil). resgate e não ao ganho. até R$35 mil você está isento do imposto. você paga o imposto sobre o montante da venda. Isso significa que posso abater esses R$ 35.00. terei R$ 200. pois me dá a oportunidade de esclarecer a interpretação.000.000 em ações da Companhia ACME em Janeiro. com saldo bancário em instituição americana? Resposta: Cabe esclarecer que estes limites não são exclusivos para ganhos de capital no exterior e sim em geral.000. vendo 1/10 das ações.000.000. Em qual desses valores se enquadram Stock Options? E Ações na Bolsa americana.000. Essa é uma interpretação? Se for isso vale para anos anteriores a 2007? Resposta: Os fundamentos já estão na resposta desta Questão 1.00 mensais e apurar um ganho anual no valor de R$250. aqui e no exterior.000. que o ganho de capital é isento se a venda/alienação do bem em um mesmo mês for de R$ 35.000.000. inclusive esse limite de R$35. F . faço menos os 35 e pago os 15% sobre 65. apurando R$ 20. Ex.000.000. compra e venda de ações através de corretora americana. acima disso. mas foi boa a sua dúvida. não existindo parcela isenta na operação. Ações no mercado americano (NYSE e NASDAQ) valem a mesma regra abordada neste trabalho para Stocks Options.00 não pago imposto. Ao final do ano.00 e R$35.000.00.000. alienação. Até 15/06/2005 esse limite era de R$20.D . E . Em Fevereiro. ela só diz que se você vender num mês. certo? E ao final do ano terei um ganho de capital de R$ 100.00 do valor total alienado e calcular o imposto sobre o restante.00 e a partir desta data passou a ser de R$35. Esses ganhos devem ser declarados como Rendimentos Isentos e Não Tributáveis. R$35. as ações dobram de valor e se mantém estáveis até Dezembro. em que o limite de alienação mensal para que ocorra a isenção é de R$20. Caso esta operação se dê na BOVESPA já seria outra história e o seu limite seria de R$20. Neste caso sua interpretação está equivocada. como imóveis e automóveis.00 que estariam isentos de imposto de renda sobre o ganho de capital.000. menos o valor do custo (ganho de capital). por exemplo.000.00.00 mensais. certo? E como esse ganho de capital deve ser declarado no IRPF? Resposta: Considerando que você esteja falando de aplicações na NYSE/NASDAQ. R$20.00 para todas as outras alienações de aplicações financeiras e demais bens.00.000.00.00 ou um ganho de R$ 100. pois deixaria de ser ganho de capital e 12 .000.

Veja o seguinte caso: 13 . Cabe aqui um esclarecimento que. como detalho na resposta B dos Esclarecimentos à Questão 2 abaixo. Parágrafo único. ESCLARECIMENTOS ADICIONAIS À QUESTÃO 2: A . mas de ações compradas na NASDAQ diretamente. QUESTÃO 2: Devido ao inédito movimento decrescente da cotação do dólar no cenário internacional.Você comenta que o ganho de capital e a diferença em dólar da alienação x aquisição.É permitida a compensação entre resultados positivos e negativos de distintas alienações realizadas no mês? Não. seria possível se compensar as perdas de variação cambial futura. O prejuízo apurado em uma alienação não pode ser compensado com ganhos obtidos em outra. com os ganhos com Stock Options passados/presentes? Obs. Vamos supor que não estamos falando de options. COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS COM GANHOS NO MÊS 519 . Os resultados positivos e negativos apurados em operações distintas não podem ser somados algebricamente por falta de previsão legal. enquanto que os lucros com ações no Brasil estão subordinados à legislação que trata dos Ganhos Líquidos em Mercados de Renda Variável. ainda que no mesmo mês. 2º Considera-se ganho de capital a diferença positiva entre o valor de alienação de bens ou direitos e o respectivo custo de aquisição. de 11/10/2001 Ganho de Capital Art. como explicado no item VI. inexiste a possibilidade de compensação de qualquer tipo de perda. o enquadramento da tributação dos lucros com Stock Options no exterior é o de Ganho de Capital na Alienação de Aplicação Financeira no Exterior por pessoa física. como se fosse aqui na Bovespa. Posto isso.passaria a se enquadrar como Ganhos Líquidos em Operações de Renda Variável. como bem fundamenta a IN/SRF 84/2001 em seu Art. O ganho de capital deve ser apurado e tributado em separado em relação a cada alienação. a perda com essas operações não está prevista e não se aplica ao presente estudo.: Por ser uma operação de opção em que o direito foi cedido gratuitamente pela Manchester. 2º e na PR 519 abaixo: IN/SRF 84. inclusive no Brasil. seja ela com a variação cambial ou mesmo com a operação em si.

que você pague imposto sobre um ganho em dólar.300.00 Dia 20/12/2006: Venda das 150 Ações por US$22.Qual é o tratamento tributário dos ganhos de capital auferidos na alienação de bens ou direitos adquiridos e na liquidação ou resgate de aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira por pessoa física na condição de residente no Brasil? Para fatos geradores ocorridos a partir de 01/01/2000. caso houvesse um ganho.00 por ação. a qualquer título. as operações que importem na alienação. pois não mandou dinheiro do Brasil para os EUA para a aplicação e sim utilizou um recurso. pelo que entendi da sua resposta.00 Ganho em Dólar = US$300.600.33% de perda Nesse caso. uma vez que a apuração do ganho de capital considera só a diferença. entre a alienação e compra da aplicação financeira. Obtido o ganho em dólar. DIREITOS E APLICAÇÕES FINANCEIRAS ADQUIRIDOS EM MOEDA ESTRANGEIRA 564 .00 Total Alienado US$ 3.000. quando você o repatriar. de bens ou direitos adquiridos em moeda estrangeira. Ou seja. A palavra "aparente" foi empregada aí propositalmente.BENS. Ratificando: É possível sim.00 => 8.00 Total Aquisição R$ 7. qualquer levantamento das suas aplicações e posições. em dólar. ou em qualquer mercado do exterior e na liquidação ou resgate de aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira. eu pago imposto pela diferença positiva em dólar. Resposta: Note que é ignorada a cotação do dólar quando da aquisição. Valor do Dólar = R$2. É isso? Ou seja. só para efeitos de apurar e recolher o imposto. ações e outros ativos financeiros em bolsa de valores. Veja o exemplo dado pela RFB no Perguntas & Respostas: RESIDENTE NO BRASIL . faz-se a conversão para reais. de mercadorias. mesmo tendo um aparente prejuízo em reais.200. uma vez que vale lembrar. eu pago imposto mesmo com prejuízo!?? Não é possível. que já tinha lá em dólar. que faça em Reais é meramente informativo.Dia 10/01/2006: Compra de 150 ações da empresa XYZ por US$20.00 => 10% de ganho Ganho em Real = R$600. utilizando a cotação de compra do dólar fixada pelo BACEN na data da alienação (venda).40 Total Aquisição US$ 3. uma “foto” da posição na data que você pegar como referência. a variação cambial não é tributada. de futuros ou assemelhadas.00 Total Alienado R$= 6. por pessoa 14 ...00 por ação Valor do Dólar = $2. uma vez que este dinheiro só será Real (R$).

na aquisição.500. e para a data do recebimento. por US$ 50. Ganhos líquidos em operação em bolsa só são caracterizados quando a aplicação é feita na 15 . como o caso descrito acima? Seria a mesma coisa? Se não. convertida em reais mediante a utilização da cotação do dólar fixada. de acordo com as três situações abaixo: 2.000. NASDAQ ou qualquer outra bolsa de valores fora do Brasil são considerados "ganhos de capital".00 = US$ 10. entre o valor de alienação.Você comenta que Stock Options seria "Ganho de Capital na Alienação Financeira no Exterior" e não "Ganhos Líquidos em Mercado de Renda Variável". em dólares dos Estados Unidos da América.IRPF .00.275. liquidação ou resgate e o custo de aquisição do bem ou direito ou o valor original da aplicação.500. A conversão de moeda estrangeira para dólares dos Estados Unidos da América será feita pelo valor fixado pela autoridade monetária do país emissor da moeda. por US$ 40.000.00 (*) Cotação do dólar fixada para compra. o ganho de capital corresponde à diferença positiva. para a data do pagamento. Operações à vista ou a prazo Na hipótese de bens e direitos adquiridos e aplicações financeiras realizadas em moeda estrangeira com rendimentos auferidos originariamente em moeda estrangeira.00 x R$ 2. para compra. Exemplo (cotações fictícias): Alienação à vista em 16/06/2006. Está errado? E se eu tivesse comprado ações. Eu estava considerando ser ganho em Renda Variável e estava usando o Código de DARF 6015 . Item Ganho de Capital em US$ Ganho de Capital em reais Imposto devido (Vencimento em 30/07/2006) Cálculo US$ 50.000. à alíquota de 15%. rendimentos e ganhos com Stock Options e Ações na NYSE. pelo Banco Central do Brasil. Como expliquei nesta questão 2.00 x 15% = R$ 4.85000 (*) = R$ 28.GANHOS LIQUIDOS EM OPERACAO EM BOLSA. Bens e Direitos Adquiridos e Aplicações Financeiras Realizadas com Rendimentos Auferidos Originariamente em Moeda Estrangeira 2. de um bem móvel adquirido em 23/03/1999 com rendimentos auferidos originariamente em moeda estrangeira.00. pelo Banco Central do Brasil. liquidação ou resgate.000. B . direto na NASDAQ.000.US$ 40. para o dia 16/06/2006 (data do recebimento). qual a diferença então entre Stock Options e o caso da NASDAQ? Resposta: Seu entendimento está equivocado.000.00 . na alienação.1.00 R$ 28. para a data do recebimento.física na condição de residente no Brasil estão sujeitas à apuração de ganho de capital tributável.00 US$ 10.

dólares investidos em ações da bolsa americana e dólares em casa. por definição somente os dólares mantidos em espécie (em casa) teriam suas variações tributadas. ESCLARECIMENTOS ADICIONAIS À QUESTÃO 3: A . para 31 de dezembro de cada ano-calendário. mas não abordei essa operação no trabalho. uma vez que foge à proposta inicial que é o de analisar os reflexos tributários nas operações de Stock Options. §1o É isento o acréscimo patrimonial decorrente da variação cambial ocorrida durante o ano-calendário. IN/SRF nº 118/2000. Instrução Normativa SRF nº 118. para compra. também. de propriedade de pessoa física.Bovespa. aos anos-calendário anteriores a 2000. Os saldos dos depósitos em moeda estrangeira. mantidos em instituições financeiras no exterior. § 2o O disposto neste artigo aplica-se. de 27 de dezembro de 2000 Dispõe sobre a tributação do ganho de capital decorrente da alienação de bens ou direitos e da liquidação ou resgate de aplicações financeiras. 11. e da alienação de moeda estrangeira mantida em espécie. Declaração de Ajuste Art. Mas como a legislação que disciplina é a mesma. convertidos em reais pela cotação fixada.Tenho dólares em conta corrente de instituição bancária americana. Em quais casos os ganhos com variação cambial são tributados? Resposta: Bem. adquiridos em moeda estrangeira. QUESTÃO 3: Como se dá a tributação da variação cambial ativa sobre a posição depositada na conta corrente em dólares no Citibank dos EUA? Como já exposto na resposta à questão 1. Qualquer tipo de operação financeira ou compra e venda de qualquer outro bem fora do Brasil é considerada "Ganho de Capital Em Moeda Estrangeira" e está tipificado com clareza na Lei. 16 . conforme fundamentos na resposta desta questão. vou colocar os excertos que se referem à apuração de ganhos de capital com moeda estrangeira mantida em espécie. serão informados na declaração de bens e direitos. dólares investidos em fundos mútuos americanos. pelo Banco Central do Brasil. a variação cambial ativa sobre saldo em conta corrente no exterior é isento de IR sobre o ganho de capital.

o ganho de capital decorrente da alienação de bens ou direitos e da liquidação ou resgate de aplicações financeiras. divulgada pela Secretaria da Receita Federal. será apurado de acordo com as disposições desta Instrução Normativa. adquiridos. 7º Na hipótese de alienação de moeda estrangeira mantida em espécie. O disposto no caput aplica-se também à alienação de moeda estrangeira mantida em espécie. em reais. o imposto incidirá sobre o ganho de capital total e será: 17 . § 3º O custo de aquisição de moeda estrangeira em poder do contribuinte em 31 de dezembro de 1999 será o resultado da multiplicação da quantidade em estoque pela cotação fixada. 9º Nas alienações de moeda estrangeira em espécie de que trata o art. pela cotação média mensal do dólar. entre o valor de alienação e o respectivo custo de aquisição. § 1º O ganho de capital correspondente a cada alienação será a diferença positiva. e. será convertido em dólares dos Estados Unidos da América. Parágrafo único. para venda. de propriedade de pessoa física. § 5º Quando da alienação. pela cotação média mensal do dólar. serão ajustados os saldos em reais e a quantidade de moeda estrangeira remanescente. divulgada pela Secretaria da Receita Federal. na data da alienação. para compra. § 8º O ganho de capital total será a soma dos ganhos apurados em cada alienação. para efeito de cálculos posteriores do custo médio ponderado. o custo de aquisição da quantidade de moeda estrangeira alienada será o resultado da multiplicação do custo médio ponderado do estoque existente na data de cada alienação pela quantidade alienada. em reais. em moeda estrangeira. quando expresso em moeda estrangeira. para esta data. § 6º O custo médio ponderado do estoque será o resultado da divisão do valor total das aquisições em reais pela quantidade de moeda estrangeira existente.Art. a qualquer título. Art. o ganho de capital será apurado na forma deste artigo. § 4º Para moeda estrangeira adquirida a partir de 1º de janeiro de 2000. pelo Banco Central do Brasil. convertida em dólares dos Estados Unidos da América. Moeda Estrangeira Mantida em Espécie Art. para venda. 7º.1º Relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2000. a cada aquisição. na data da aquisição. em seguida. o custo em reais será o resultado da multiplicação da quantidade de moeda estrangeira. § 2º O valor de alienação. § 7º A cada aquisição ou alienação.

A conversão de moeda estrangeira para dólares dos Estados Unidos da América será feita pelo valor fixado pela autoridade monetária do país emissor da moeda. no ano-calendário. 13. A diferença entre o ganho de capital apurado e o imposto pago no anocalendário será informada na Declaração de Ajuste Anual como rendimento sujeito à tributação exclusiva. III .o ganho de capital auferido na alienação de moeda estrangeira mantida em espécie. Parágrafo único. em cota única.recolhido. com os ganhos passados/presentes. 12. QUESTÃO 4: Considerando uma operação no mercado acionário brasileiro (BOVESPA).apurado anualmente. Art. haja vista a IN/SRF 25/2001 e P&R 617. cujo total de alienações. seja igual ou inferior ao equivalente a cinco mil dólares dos Estados Unidos da América. até a data prevista para a entrega da declaração. 7º. a conversão para dólares dos Estados Unidos da América será feita na data de cada alienação.determinado à alíquota de quinze por cento. na alienação. e para a data do recebimento. II . O estoque de moeda estrangeira mantida em espécie a ser informado na declaração de bens e direitos será o resultado da multiplicação da quantidade de moeda existente em 31 de dezembro de cada ano-calendário pelo custo médio ponderado obtido na forma dos §§ 6º e 7º do art. Para efeito da apuração do limite de que trata o inciso III. IV .informado na declaração de ajuste anual. Não-incidência Art. liquidação ou resgate.I . 10. Conversão de Moeda Estrangeira Art. conforme abaixo: IN/SRF 25. 14. mesmo assumindo os encargos moratórios? Em hipótese alguma. de 06/03/2001 Dispõe sobre o imposto de renda incidente nos rendimentos e ganhos líquidos auferidos em operações de renda fixa e de renda variável. 18 . na aquisição. é possível se compensar as perdas futuras com ações. Art. Não incide o imposto de renda sobre: III . para a data do pagamento.

617 . no próprio mês ou nos meses subseqüentes. como segue: IN/SRF 84. de acordo com o Art. calculada à taxa de 0. O imposto pago após o vencimento é acrescido de: I . de 11/10/2001 Dispõe sobre a apuração e tributação de ganhos de capital nas alienações de bens e direitos por pessoas físicas. Acréscimos legais Art. que somente serão compensadas com ganhos auferidos em operações da mesma espécie. de 2001. disciplinada pelo Regulamento do Imposto de Renda (RIR). por dia de atraso. em seu Art. exceto no caso de perdas em operações de Day-trade.juros. as perdas incorridas nas operações de que tratam os arts. 32. 30. A multa que o contribuinte evita ao fazer o recolhimento antes do início do processo fiscal é a Multa de Ofício.33% (trinta e três centésimos por cento). 32 da IN/SRF 84/2001.Compensação de Perdas Art.multa de mora. 25 a 29 poderão ser compensadas com os ganhos líquidos auferidos. 957. calculados a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao do vencimento até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do pagamento. Para fins de apuração e pagamento do imposto mensal sobre os ganhos líquidos. 30) QUESTÃO 5: Há isenção de multa quando o recolhimento de imposto em atraso é feito espontaneamente pelo contribuinte? Não. em outras operações realizadas em qualquer das modalidades operacionais previstas naqueles artigos. equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). a partir do primeiro dia após o vencimento do débito. II . para títulos federais. acumulada mensalmente. Decreto nº 3000 de 1999. (IN SRF nº 25.O resultado negativo ou perda apurado em um mês pode ser compensado com ganho auferido em meses anteriores? Não se pode compensar resultados negativos de um mês com ganhos auferidos em meses anteriores. conforme abaixo: 19 . limitada a vinte por cento. pois a base de cálculo do imposto é apurada mensalmente. art.

430. Assim. realizavam-no sem a inclusão dos 20% de multa exigida. excetuada a hipótese do inciso seguinte. ainda que tenha apurado prejuízo fiscal. ESCLARECIMENTOS ADICIONAIS À QUESTÃO 5: A . III .” "Por meio da denúncia espontânea. o Fisco ficou impedido de aplicar a sanção. quando não houver sido anteriormente pago. ao pagar tributos em atraso.isoladamente. calculadas sobre a totalidade ou diferença de imposto (Lei nº 9. a multa de ofício de 75%.502. de falta de declaração e nos de declaração inexata. 71. 44. um instituto contido no artigo 138 do Código Tributário Nacional. no caso de pessoa física sujeita ao pagamento mensal do imposto na forma do art. art. haveria a ausência da multa" 20 . algumas empresas utilizavam o recurso para escapar da multa.488 em 15 de junho de 2007.CAPÍTULO III MULTAS DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO Art.isoladamente. II . pagamento ou recolhimento após o vencimento do prazo. no ano-calendário correspondente. ainda que não tenha apurado imposto a pagar na declaração de ajuste. serão aplicadas as seguintes multas. Porém. As multas de que trata este artigo serão exigidas (Lei nº 9..430. quando o imposto houver sido pago após o vencimento do prazo previsto. na forma do art.isoladamente. art. definido nos Arts. Parágrafo único. nos casos de evidente intuito de fraude.de setenta e cinco por cento nos casos de falta de pagamento ou recolhimento. 222. mas sem o acréscimo de multa de mora.de cento e cinqüenta por cento.juntamente com o imposto. de 1996. II .. de 1996. 44): I . aplicava. que deixar de fazê-lo. IV . sem o acréscimo de multa moratória. 957.Andei lendo e estudando alguns artigos e leis e encontrei um artigo onde se diz que: "Algumas empresas. independentemente de outras penalidades administrativas ou criminais cabíveis. de janeiro de 2007. 72 e 73 da Lei nº 4. convertida na Lei 11. no caso de pessoa jurídica sujeita ao pagamento do imposto. Nos casos de lançamento de ofício. desde a edição da Medida Provisória 351. de 1964. quando uma empresa não pagava um tributo realizando-o apenas antes da autuação do Fisco. Quando a fiscalização verificava a infração. que deixar de fazê-lo. 106. além dos juros. § 1º): I .

CTN SEÇÃO IV Responsabilidade por Infrações Art.. O crédito tributário regularmente constituído somente se modifica ou extingue. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração.957 do RIR/99 acima continua valendo. O crédito tributário decorre da obrigação principal e tem a mesma natureza desta.br/noticia/40089.shtml# Aparentemente. a de mora é devida. sua extensão ou seus efeitos. 138. 136. Código Tributário Nacional . Agora vamos para outra questão: a do CTN. Ela deveria especificar qual artigo daquela Lei lhe permitiu esse entendimento. Art. ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa.. Na minha modéstia opinião. quando o montante do tributo dependa de apuração. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização. se for o caso. ou que excluem sua exigibilidade não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem. TÍTULO III Crédito Tributário CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. o art. do pagamento do tributo devido e dos juros de mora. mas no meu caso. ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída. ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos. natureza e extensão dos efeitos do ato. que sustente o que a autora da matéria da Última Instância escreveu. não poderá cobrar a multa de ofício (75%) sobre essa multa de 20%.com. Salvo disposição de lei em contrário. seria possível me beneficiar deste Artigo 138 do Código Tributário Nacional e demais referencias acima.488 de 15-06-2007. relacionados com a infração.Dá uma olhada no artigo: http://ultimainstancia. acompanhada. Parágrafo único. a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade. o artigo se refere à pessoa jurídica. 139. nos casos previstos nesta 21 . 140. Mesmo assim o que ela diz em linhas gerais é que se você deixar de pagar a multa de mora (20%) e a RFB pegar isso numa fiscalização. As circunstâncias que modificam o crédito tributário. certo? Com multa de ofício ou sem ela. uma vez que estou fazendo uma denúncia espontânea e assim evitar o pagamento da multa de mora de até 20%? Resposta: Em primeiro lugar quero esclarecer que analisando toda a Lei 11. mas continuaria com o direito de cobrar os 20%. não encontrei nada explícito.uol. Art. Art. segundo o texto da Última Instância. 141.

A modificação introduzida. só é admissível mediante comprovação do erro em que se funde. Parágrafo único. ainda que posteriormente modificada ou revogada. quando o valor tributário esteja expresso em moeda estrangeira.impugnação do sujeito passivo. CAPÍTULO II Constituição de Crédito Tributário SEÇÃO I Lançamento Art. no lançamento far-se-á sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da obrigação. assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente. calcular o montante do tributo devido. 143. nos critérios jurídicos adotados pela autoridade administrativa no exercício do lançamento somente pode ser efetivada. propor a aplicação da penalidade cabível. ampliado os poderes de investigação das autoridades administrativas. quando vise a reduzir ou a excluir tributo. Art. 145. ou outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios. Salvo disposição de lei em contrário. 146. § 1º A retificação da declaração por iniciativa do próprio declarante. § 2º O disposto neste artigo não se aplica aos impostos lançados por períodos certos de tempo. de ofício ou em conseqüência de decisão administrativa ou judicial. 147. na forma da legislação tributária. Art. e antes de notificado o lançamento. determinar a matéria tributável. Art. nos casos previstos no artigo 149. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente. sendo caso. Art. SEÇÃO II Modalidades de Lançamento Art. indispensáveis à sua efetivação. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória.Lei. a sua efetivação ou as respectivas garantias. tenha instituído novos critérios de apuração ou processos de fiscalização. em relação a um mesmo sujeito passivo. posteriormente à ocorrência do fato gerador da obrigação. neste último caso. identificar o sujeito passivo e. quanto a fato gerador ocorrido posteriormente à sua introdução. 22 . exceto.iniciativa de ofício da autoridade administrativa. fora dos quais não podem ser dispensadas. presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato. quando um ou outro. III . Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento. desde que a respectiva lei fixe expressamente a data em que o fato gerador se considera ocorrido. para o efeito de atribuir responsabilidade tributária a terceiros.recurso de ofício. II . sob pena de responsabilidade funcional. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: I . 144. § 1º Aplica-se ao lançamento a legislação que. 142. sob pena de responsabilidade funcional na forma da lei.

150. por parte da pessoa legalmente obrigada. mediante processo regular. VIII . pela mesma autoridade. fraude ou simulação. no prazo e na forma da legislação tributária. O lançamento por homologação. 149. III . ou sua graduação. praticados pelo sujeito passivo ou por terceiro. direitos. serviços ou atos jurídicos.quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo. § 1º O pagamento antecipado pelo obrigado nos termos deste artigo extingue o crédito. que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. V . 23 . erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória.quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior.quando se comprove omissão ou inexatidão.quando a pessoa legalmente obrigada. Art. no prazo e na forma da legislação tributária. considerados na apuração do saldo porventura devido e. ou de terceiro legalmente obrigado. sempre que sejam omissos ou não mereçam fé as declarações ou os esclarecimentos prestados. tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado. IX . opera-se pelo ato em que a referida autoridade.quando se comprove falsidade. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos: I . de ato ou formalidade especial.quando a lei assim o determine. ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou. ou terceiro em benefício daquele. 148. sob condição resolutória da ulterior homologação ao lançamento. sendo o caso. VI . que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária. A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública. recuse-se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente. Quando o cálculo do tributo tenha por base. ressalvada. II . administrativa ou judicial. embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior. a autoridade lançadora.§ 2º Os erros contidos na declaração e apuráveis pelo seu exame serão retificados de ofício pela autoridade administrativa a que competir a revisão daquela. Art. ou omissão. a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa.quando a declaração não seja prestada. ou os documentos expedidos pelo sujeito passivo ou pelo terceiro legalmente obrigado. avaliação contraditória. no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte. agiu com dolo. ou tome em consideração. por quem de direito. Parágrafo único. em caso de contestação.quando se comprove que o sujeito passivo. no lançamento anterior. visando à extinção total ou parcial do crédito. § 3º Os atos a que se refere o parágrafo anterior serão. IV .quando se comprove que. a juízo daquela autoridade. expressamente a homologa. na imposição de penalidade. arbitrará aquele valor ou preço. § 2º Não influem sobre a obrigação tributária quaisquer atos anteriores à homologação. VII . deixe de atender. o valor ou o preço de bens. Art. porém.

nos caso em que se aplicam. de 1996. que confere às Leis. mantenho meu entendimento de que não há previsão legal para que a RFB deixe de cobrar dos contribuintes os juros de mora. da cobrança da multa de mora. Ele apenas não a cita. que escrevem para sites jurídicos como a Última Instância. quando as pessoas jurídicas recolhem impostos em atraso. via processos judiciais.430/96 não foi revogado até a presente data: Seção II Multa de Mora Art. art. pelo CTN e sim por meio de Lei. contar da ocorrência do fato gerador. O trecho abaixo do Regulamento do Imposto de Renda (Dec.136. continuam valendo também. § 3º A multa de mora prevista neste artigo não será aplicada quando o valor do imposto já tenha servido de base para a aplicação da multa decorrente de lançamento de ofício. B) Não vi no art. a legitimidade para tratar das matérias tributárias.§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação. a a o a Posto esses trechos destacados em vermelho. do contrário. nenhuma empresa pagaria tributos com acréscimos legais. § 2º O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a vinte por cento (Lei nº 9. mas a sua incidência não é estabelecida. negritados e sublinhados. fazem com acréscimos de juros e multa de mora. a multa de mora e a multa de ofício. 61).3000/99). cabendo tal sustentação. como subentendido no art.430. art. de 1996. art. C) Por tudo isso. 950. 24 . 61.430. § 2º). apenas nos tribunais. salvo se comprovada ocorrência de dolo. considera-se homologado lançamento e definitivamente extinto o crédito. § 1º A multa de que trata este artigo será calculada a partir do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do imposto até o dia em que ocorrer o seu pagamento (Lei nº 9. 61. se for o caso. será ele de cinco anos.430. § 1º). fraude ou simulação. Os débitos não pagos nos prazos previstos na legislação específica serão acrescidos de multa de mora. obrigatoriamente. expirado esse prazo sem que Fazenda Pública se tenha pronunciado. tácita. calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento por dia de atraso (Lei nº 9. de 1996.138 acima a exclusão. pois na maioria esmagadora dos casos. faço minhas observações: A) Em linhas gerais esses advogados. Nem mesmo com a denúncia espontânea.61 da Lei 9. com seus fundamentos. uma vez que o art. deitam entendimentos que não passam de interpretações muito pessoais que eles têm da Lei.

htm ) Face o texto acima. Não tenho como te dizer. devidamente citada pra você. sendo o pagamento espontâneo ou não. Se você pedir parcelamento o desconto cai para 40%. 47.mesmo de forma espontânea.receita. C . dentro dos vinte dias a partir do recebimento do termo de inicio de fiscalização ou procedimento de Ofício? Resposta: Você vê como é a ironia do destino? Nessa Pergunta & Resposta está um reforço sobre o meu entendimento à sua dúvida anterior.br/pessoajuridica/dipj/2005/pergresp2005/pr660a 666. pois assim determina a legislação atual. por erro de cálculo ou esquecimento do prazo. 25 . já na nova redação da Lei 9. Explico: Na redação original da Lei 9..gov. ( http://www.Sobre Multa de Mora. de 1997). O que se discute aqui é em relação exclusivamente à multa de ofício. finalmente é SIM.Até quando o contribuinte ainda poderá efetuar o recolhimento do imposto ou contribuição apenas com os acréscimos moratórios? RESPOSTA: Mesmo após iniciado procedimento de ofício.Pela sua experiência. caso venha a incorrer no caso tratado por esta disciplina. Como se dá isso? É isso mesmo?? Também a resposta aqui é SIM. desde que o pagamento ocorra até o vigésimo dia subseqüente à data de recebimento do termo de início de fiscalização. é correto supor que não estaria sujeito à cobrança da Multa de Ofício desde que se pague o imposto devido. de acordo com os fundamentos dados acima. art. somente a partir desta data é que se considera excluída a espontaneidade do sujeito passivo no tocante exclusivamente aos débitos declarados (Lei nº 9. dessa vez no site da Receita: 666. portanto. B . no momento.430. etc. em que isso implica na prática. acrescidos de seus respectivos juros e multa de mora. o contribuinte ainda poderá efetuar o pagamento dos tributos ou contribuições declarados apenas com os acréscimos legais aplicáveis nos casos de recolhimento espontâneo. mas esse texto pode ter uma "pegadinha".532/97 ela fala apenas em "declarados"..430/96 ela falava em "tributos e contribuições já lançados e declarados". de 1996. com a nova redação dada pelo inciso II do art. Note que a pergunta já admite de início que os acréscimos moratórios (juros de mora e multa de mora) são devidos em qualquer caso. lá fala também de redução em 50% da multa de oficio em alguns casos que se pague antes de um determinado prazo. Se você resolver fazer o pagamento dentro do prazo que você tem para fazer a impugnação (recurso administrativo em primeira instância dentro da RFB) ela te dá uma redução de 50%. mas fica registrado aqui só para se ter o cuidado. 70 da Lei nº 9. dá uma olhada no que achei também na Internet.532.fazenda. A resposta para a sua pergunta.

Em síntese: A RFB quer é que você pague o que deve e estamos conversados. Terá que guardar também os extratos da conta corrente em dólar (produto do lucro com a operação). QUESTÃO 6: Que tipo de documentação precisa embasar uma operação? Ou seja. além do imposto devido toda vez que ocorre um ganho. terá que guardar as Notas de Corretagens emitidas pela corretora nos EUA que realizou as operações de exercício da opção e respectiva venda. art. além do recolhimento do DARF. a RFB só vai exigir os comprovantes no caso de uma fiscalização ou um chamado para esclarecimento. art. você deve fazer constar na sua Declaração de IR pessoa física (DIRPF). art. o desconto cai para 20%. 963. 963).Depois que sai esta decisão contra você. Para qualquer rendimento informado na DIRPF. mantida nos EUA. d. Veja o fundamento da Perguntas & Respostas: 665 Quais as reduções previstas decorrência de lançamento de ofício? para a penalidade aplicada em Será concedida a redução apenas do valor lançado a título de multa de ofício nos seguintes casos: a. redução de 30%: quando o contribuinte efetuar o pagamento dentro de 30 (trinta dias) da ciência da decisão de primeira instância (no prazo de recurso) (RIR/1999. De imediato é importante saber que esta operação de se enquadra como ganho de capital em moeda estrangeira. b. Não interessa a ela manter briga com contribuintes nos tribunais. § 1º). redução de 40%: quando o contribuinte requerer o parcelamento do débito no prazo legal de impugnação (RIR/1999. 961). 26 . Para esta operação especificamente. Voltando à pergunta em si. 962). ainda poderá pagar com redução de 30% (dentro do prazo de recurso). redução de 20%: quando o contribuinte requerer o parcelamento do débito dentro de trinta dias da ciência da decisão de primeira instância (no prazo de recurso) (RIR/1999. para fins de acobertar o que você terá que informar na sua declaração de bens. art. Se for parcelar nesse período de recurso. a apuração do ganho e o respectivo recolhimento do imposto são de obrigação do contribuinte. o que a RFB exige quando ocorre o ganho de capital? Se é que pede alguma coisa. c. Sendo assim. redução de 50%: quando o contribuinte efetuar o pagamento do débito no prazo legal para impugnação (RIR/1999.

. De imediato a RFB não tem como saber quanto um residente no Brasil ganhou lá fora. o que a RFB faz é um cruzamento das informações que o contribuinte deu na DIRPF. em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional entregue ou posta à disposição por este (Lei nº 5. O imposto no Brasil tributa a renda e não o patrimônio.494. 14. obrigatoriamente essa informação passa pelo BACEN e é informada diretamente à RFB. o DARF é recolhido. não incorre em nenhum encargo e se o pagamento for espontâneo. só é devido o imposto com os encargos moratórios.QUESTÃO 7: Após o exercício da Stock Option. mas de acordo com o Decreto 4494 de 03/12/2002. 63. Se recolher na data do vencimento. caracterizando um ganho de capital. terá que pagar com acréscimos de encargos de mora e multa de ofício.. com o seu patrimônio. é ZERO. Havendo divergências.172. CAPÍTULO II DOS CONTRIBUINTES E DOS RESPONSÁVEIS Dos Contribuintes 27 . que então faz o confronto (vide LC 105/2001 no item IX). ou sua colocação à disposição do interessado. conforme item IV. Ocorre o fato gerador e torna-se devido o IOF no ato da liquidação da operação de câmbio. ela é convocada a esclarecer e terá que ter todos os documentos da Questão 6 para demonstrar a origem do seu patrimônio e o imposto recolhido quando do ganho (data da venda das ações). de 3 de dezembro de 2002 TÍTULO III DA INCIDÊNCIA SOBRE OPERAÇÕES DE CÂMBIO CAPÍTULO I DO FATO GERADOR Art. Para todos os rendimentos. art. ficando livre da multa de ofício. O único imposto que incide sobre a operação de câmbio (compra e venda) é o IOF. Decreto nº 4. existe algum outro imposto a ser pago para a RFB? Não. inclusive os daqui do Brasil. de forma legal. de 1966. Caso não tenha recolhido o imposto. A não ser num caso de investigação específica como foi o caso do Duda Mendonça com sua DULSSELDORF. art. O fato gerador do IOF é a entrega de moeda nacional ou estrangeira. nesta operação. mas o dinheiro fica em uma conta corrente nos USA. inciso II). ou de documento que a represente. inciso III. a alíquota. Parágrafo único. Quando do evento da remessa ou wire transfer dos EUA para o Brasil. Quando a pessoa retorna com esse bem. 11.

894. § 1º A alíquota do IOF fica reduzida para os percentuais abaixo enumerados: I .nas demais operações de câmbio. pelo credor ou pelo 28 . observado o disposto no inciso III: dois por cento.894. § 1º As transferências financeiras compreendem os pagamentos e recebimentos em moeda estrangeira. inclusive nas destinadas ao cumprimento de obrigações de administradoras de cartão de crédito ou de bancos comerciais ou múltiplos na qualidade de emissores de cartão de crédito decorrentes de aquisição de bens e serviços do exterior quando forem usuários do cartão a União. 12. de 1994. art. correspondente ao valor. art. art. de 1994. Estados. Dos Responsáveis § 2º São responsáveis pela cobrança do IOF e pelo seu recolhimento ao Tesouro Nacional as instituições autorizadas a operar em câmbio (Lei nº 8. inciso II).894. recebido.172. independentemente da forma de entrega e da natureza das operações. Municípios. Distrito Federal. da operação de câmbio (Lei nº 5.nas operações de câmbio destinadas ao cumprimento de obrigações de administradoras de cartão de crédito ou de bancos comerciais ou múltiplos na qualidade de emissores de cartão de crédito decorrentes de aquisição de bens e serviços do exterior efetuada por seus usuários. 14. § 2º No caso de operações de empréstimo em moeda via lançamento de títulos. respectivamente. II . 6º. 6º). compreendendo as operações de câmbio manual (Lei nº 8. A alíquota do IOF é de vinte e cinco por cento (Lei nº 8. São contribuintes do IOF os compradores ou vendedores de moeda estrangeira nas operações referentes às transferências financeiras para o ou do exterior. 13. parágrafo único). CAPÍTULO III DA BASE DE CÁLCULO E DA ALÍQUOTA Da Base de Cálculo Art. de 1966. art. com cláusula de antecipação de vencimento. 64. III . A base de cálculo do IOF é o montante em moeda nacional. de 1994. em moeda estrangeira.Art. suas fundações e autarquias: zero. 5º). entregue ou posto à disposição. parcial ou total.sobre o valor ingressado no País decorrente de ou destinado a empréstimos em moeda com os prazos médios mínimos de até noventa dias: cinco por cento. Da Alíquota Art.

a legislação atual prevê a cobrança do IOF. § 3º sublinhado em vermelho acima).devedor (put/call). e no art. acrescido de juros moratórios e multa. o principal que é o imposto. Para o bem de todos. 72 da Lei nº 9. Quando o dinheiro retorna ao Brasil. 5º. Também aconselho a incluir este bem (saldo da conta em dólares) na próxima DIRPF ano base 2007. pode ser que o governo aumente a alíquota do IOF sobre a modalidade de empréstimos e/ou câmbio em até 25%.Não entendi bem a questão do IOF. apenas a parte com cartões de crédito internacional. a primeira data prevista de exercício definirá a incidência do imposto prevista no inciso II. Art. Desse imposto vocês estão livres.069. você retifica. está fixada em ZERO. tendo em vista os objetivos das políticas monetária. poderá estabelecer alíquotas diferenciadas para as hipóteses de incidência de que trata este Título (Lei nº 8.345/2008. ALERTA: Com o fim da CPMF a partir de 2008. que será entregue em 2008. de operações tributadas à alíquota zero ou reduzida. art. total ou parcial. minha orientação é que recolha os impostos em atraso e não retifique. QUESTÃO 8: É possível fazer retificações nas DIRPF passadas ou é melhor ajustar nos próximos anos? O Sicalc seria a ferramenta de atualização? Caso tenha obtido ganhos nas operações. certo? Resposta: Eu disse que só se paga imposto de renda sobre o ganho no exterior. o aumento foi só na modalidade de empréstimo.131. fiscal e cambial. entretanto a alíquota. o contribuinte ficará sujeito ao pagamento do IOF. Se a RFB te exigir. Sobre o patrimônio (saldo da conta em dólar) não se paga nada. de 3 de setembro de 1962. calculado à alíquota normal para a operação. estrategicamente. Pode me dar uma explicação? Só sei que pelo seu material não temos que pagar nada de IOF. 29 .14. 15. 23 da Lei nº 4. ou seja. de 29 de junho de 1995. sem prejuízo das penalidades previstas no art. de 1994. já terá sido pago. Atualização: Conforme minha previsão o governo majorou a alíquota do IOF para compensar as perdas com o fim da CPMF. não afetando em nada o câmbio direto. só por ato de ofício (Decreto 4494/2002. art. na prática não se paga IOF para entrar com divisas no Brasil. ESCLARECIMENTOS ADICIONAIS À QUESTÃO 7: A . e não declarou nas suas DIRPF anteriores.894. pois. Quando houver descumprimento ou falta de comprovação do cumprimento de condições. sem a necessidade de consultar o Legislativo. § 3º O Ministro de Estado da Fazenda. parágrafo único). conforme Decreto nº 6.

Essa é a interpretação? Se for isso. QUESTÃO 10: Qual o prazo de prescrição ou decadência do imposto de renda sobre o ganho de capital? Por exemplo: Um evento ocorrido em 2000. até R$35 mil você está isento do imposto. no ganho de capital. você paga o imposto sobre o montante da venda menos o valor do custo (ganho de capital).00 para este tipo de operação que estamos analisando no presente trabalho. Sicalc é um programa da RFB que calcula impostos em atraso.00.000..00.. a Lei não isenta a parcela até R$35 mil. O que significa exatamente isso? O prazo decadencial do imposto de renda da pessoa física é de 5 anos. ou seja. neste caso a DIRPF caducaria em 31/12/2006. Isso significa que posso abater esses R$ 35 mil do valor total alienado e calcular o imposto sobre o restante? Exemplo: se num mês R$100 mil foram alienados. pois me dá a oportunidade de esclarecer a interpretação. vale para anos anteriores a 2007? Essa pergunta já está respondida e fundamentada na Questão 1 (Bem de Pequeno Valor).00 em 31 de dezembro do ano em referência. Ela só diz que se você vender num mês. Acima disso. Qualquer coisa entre em contato! QUESTÃO 9: Li num documento da RFB de 2007. o BACEN também exige uma declaração se o valor dos bens no exterior superar US$100. não existindo parcela isenta na operação. foi disponibilizado este serviço no orçamento (item 7) que será uma cobrança a parte deste estudo..000. que o ganho de capital é isento se a venda/alienação do bem em um mesmo mês até R$ 35. subtraio os R$35 mil e pago os 15% sobre R$65 mil.000. (Vide detalhes no item VII). Observação: Caso haja impostos em atraso e se opte pelo recolhimento. pois se considera que o bem é de "pequeno valor". mas é boa a dúvida. em que o limite de alienação mensal para que ocorra a isenção é de R$20. 30 . com apuração do ganho de capital e respectivo recolhimento do imposto) entra na DIRPF de 2001 e a partir daí conta-se os 5 anos.ALERTA: Além da obrigação de constar na declaração de bens.00 e a partir desta data passou a ser de R$35.. Até 15/06/2005 esse limite era de R$20.000. O evento ocorrido em 2000 (que pode ser a venda de stock options. Assim operações de 2001 = 31/12/2007 e 2002 = 31/12/2008. caduca quando? Em 2001? E assim por diante.000. Assim como no ganho em mercado de renda variável (ações no Brasil).

contados (Lei nº 5. e conforme as leis do imposto sobre a renda. o lançamento anteriormente efetuado. por vício formal. aí sim. ao sujeito passivo.000. 84. arrecadação e administração do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. a RFB poderia retroagir para cobrar o IR. 898. de qualquer medida preparatória. § 1º O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto. DECRETA : Art.da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado. Após o repatriamento do dinheiro. O direito de proceder ao lançamento do crédito tributário extingue-se após cinco anos. art. LIVRO I TRIBUTAÇÃO DAS PESSOAS FÍSICAS CAPÍTULO V DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO Seção I Decadência Art. A questão é que o simples fato de ter caducado em relação à data do ganho. Tentarei encontrar um fundamento aqui que nos informe com clareza. II . art. DECRETO Nº 3. numa eventual fiscalização sobre a origem desse saldo em dólares. não o exime do recolhimento do imposto (vide art. indispensável ao lançamento (Lei nº 5. passados os 5 anos.Na operação do Marcos há que se ter cuidado. da Constituição. 1º O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza será cobrado e fiscalizado de conformidade com o disposto neste Decreto. o BACEN/RFB. de 1966. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. você já estaria livre da tributação. fiscalização. de 1966.172. no uso da atribuição que lhe confere o art.do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. parágrafo único).902 do Decreto 3000/1999 abaixo). 173): I . DE 26 DE MARÇO DE 1999. até qual período mais remoto.172. contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação. 173. Regulamenta a tributação. 31 . pode retroagir na apuração dos seus ganhos e cobrar o imposto com os acréscimos moratórios. pois como um dia esse dinheiro entrará legalmente no Brasil. inciso IV.

899 não se aplica aos casos em que. parágrafo único): I . que importe reconhecimento do débito pelo devedor. art. 903. § 2º). art. contados da data da sua constituição definitiva (Lei nº 5. 32 . para os fins deste artigo.pela citação pessoal feita ao devedor.por qualquer ato inequívoco. até decisão na esfera judiciária. art. art. se a lei não fixar prazo para homologação. art. para todos os efeitos de direito. § 4º). art. Art.172. art.470. pelo órgão competente.por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor. 23). Seção II Prescrição Art. 902. de 1958. 899. no lançamento por homologação. 150. ainda que extrajudicial. art. Nos casos de lançamento do imposto por homologação. 2º. a revisão da declaração e o exame da escrituração do contribuinte ou a da fonte pagadora do rendimento. Não correrão os prazos estabelecidos em lei para o lançamento ou a cobrança do imposto.830. de 22 de setembro de 1980.172. o disposto no artigo anterior extingue-se após cinco anos. observado o disposto no art. Seção III Não Fluência de Prazo Art. 174). § 3º O despacho do juiz.pelo protesto judicial. suspenderá a fluência do prazo prescricional. § 1º A prescrição se interrompe (Lei nº 5. 29). 150. A ação para cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos. nos casos em que a ação das repartições da Secretaria da Receita Federal for suspensa por medida judicial contra a Fazenda Nacional (Lei nº 3. decai no prazo de cinco anos. interrompe a fluência do prazo prescricional (Lei nº 6. de 1980. 902 (Lei nº 5.172.862.830. ou terceiro em benefício daquele. IV . § 2º A inscrição do débito como Dívida Ativa. por cento e oitenta dias ou até a distribuição da execução fiscal.172. 8º. contados da notificação do lançamento primitivo (Lei nº 2. § 3º). de 1956. contados da ocorrência do fato gerador. tenha agido com dolo. O disposto no art. § 4º). fraude ou simulação (Lei nº 5. III . se esta ocorrer antes de findo aquele prazo (Lei nº 6. 901. que ordenar a citação do executado. de 1966. II . o sujeito passivo. 174. de 1966. de 1966. à revisão do lançamento e ao exame nos livros e documentos dos contribuintes.§ 2º A faculdade de proceder a novo lançamento ou a lançamento suplementar. de 1966. Art.

Ainda assim estou sujeito a ser tributado? Como é isso? Resposta: Essa resposta eu deixei bem claro e destacado em vermelho no art. inclusive quanto à periodicidade e aos limites de valor. o Marcos teve um panorama completo de tudo relacionado à tributação de suas operações financeiras. você não terá como dar como resposta que o prazo já prescreveu. 5º O Poder Executivo disciplinará. pelo menos em tese. § 1º Consideram-se operações financeiras.Não entendi bem a questão que respondeu.150 do CTN que está nos Esclarecimentos à Questão 5. para os efeitos deste artigo: X – conversões de moeda estrangeira em moeda nacional. de 10 de janeiro de 2001 Dispõe sobre o sigilo das operações de instituições financeiras e dá outras providências.ESCLARECIMENTOS ADICIONAIS À QUESTÃO 10: A . Cabe o alerta que toda entrada de recursos legais oriundos do exterior passam pelo controle do Banco Central do Brasil (BACEN) e este possui mecanismos de troca de informações com a Receita Federal do Brasil (RFB). Por que fiz questão de frisar isto? Pelo simples fato de que um dia você retornará com este dinheiro. Ou seja. Traduzindo: Se ficar provado que você.902 do Regulamento do Imposto de Renda ou no parágrafo 4º do art. letra A. que eu cito neste trabalho. o prazo de prescrição não flui e você continua devedor. fraudulenta ou com simulação para deixar de recolher o imposto devido. Qual a origem? Se algum dia a RFB ou o BACEN te fizer esta pergunta. Razão pela qual deve se ter em mente. o que resulta em encargos moratórios para o sujeito passivo (contribuinte). pois você teria omitido tais valores das suas Declarações de IRPF e da própria declaração do BACEN. Lei Complementar nº 105. os critérios segundo os quais as instituições financeiras informarão à administração tributária da União. como sujeito passivo (devedor do imposto) agiu de forma dolosa. as operações financeiras efetuadas pelos usuários de seus serviços. conforme a resposta da QUESTÃO 5. Geralmente tais flagrantes são acusados de 3 a 4 anos após a ocorrência do fato gerador. IX – CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base nas respostas do item anterior. vamos supor que tenha realizado uma alienação em 1998. Art. 33 . que o risco da RFB tomar conhecimento de operações realizadas no exterior é alto. antiga SRF (vide LC 105/2001 abaixo).

O nível de aprimoramento da estrutura da RFB chega a tal ponto de eficácia. Esse mecanismo é chamado de “declaração por homologação”. Art. quem é cada um dos clientes que operou na BOVESPA e o respectivo valor movimentado. de 21/12/2004. Wilson Tavares da Costa CRC-RJ 066517/O-6 Consultor contábil/financeiro Email e MSN: w-tavares@uol. Segue um exemplo de dispositivo fiscalizador: O governo criou uma tributação na fonte sobre as operações de bolsa. Como este imposto retido é compensável com o da alíquota normal (15%). 2º. Depois basta cruzar esta informação com a respectiva Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) do contribuinte.005% (Lei nº 11033. que através de informações (CPMF e DIRF) de Bancos e Corretoras se tem como descobrir as operações dos investidores.19 34 . §1º) .br Tel.02. à alíquota de 0.com. não importando o montante transacionado.: (21) 3106-7988 / 9615-4474 Versão: 2008. Atenciosamente. percebe-se que o único intuito da RFB é saber através das Declarações de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF) informadas pelas Corretoras de Valores.

corrigida por diferentes indicadores de crescimento da empresa. O intervalo de tempo entre a atribuição das opções e a compra de ações transforma o plano em típico sistema de remuneração diferida. através de um plano previamente aprovado pela assembléia geral da empresa. A opção pode ser comprada ou vendida ("call option ou put option"). subscrever ações da empresa para o qual trabalha ou na grande maioria da sua controladora no exterior.05 [01h10] A natureza jurídica dos planos de opções de compra de ações no direito do trabalho . os empregados recebem em dinheiro o equivalente ao número de ações. O plano de ações fantasma é adotado por sociedades anônimas de capital fechado que não oferecem ações em bolsa ou por aquelas que não tem interesse em oferecer ações em bolsa. a empresa oferece um lote de ações ligado a uma meta num certo período. Mais tarde. Há ainda diversos tipos de plano de opção de compra de ações originários do sistema americano. quando os objetivos corporativos são alcançados dentro do prazo fixado.(“employee stock option plans”) por Adriana Carrera Calvo 1. o termo "stock option" significa: "a outorga a um indivíduo do direito de comprar. na área jurídica trabalhista o seu sentido é muito diferente. passou a ser comum a oferta destes benefícios não somente aos empregados estrangeiros. num determinado prazo. Vale a pena ressaltar que o termo "remuneração" utilizado pela área de recursos humanos compreende todos os ganhos oferecidos aos empregados.8. 2. Introdução Nas últimas décadas.X – APÊNDICE: ASPECTOS JURÍDICOS 8. como também aos novos gerentes contratados no Brasil. O plano de opção de compra de ações permite que o empregado tenha uma participação na valorização futura da empresa. tais como: plano de ações fantasmas ("phantom stocks"). É a busca da verdadeira relação do tipo "ganha-ganha" no ambiente de trabalho. em uma data futura. é criada uma unidade de valor. Posteriormente. devido a transferência de investimentos de empresas estrangeiras para o Brasil. ações de uma sociedade por um preço especificado ao tempo em que a opção lhe é conferida. Tal fato alterou o nosso cenário empresarial e influenciou diretamente a nossa política de recursos humanos. Segundo o dicionário Barron's Dictionary of Legal Terms. principalmente da área de tecnologia. o sistema de remuneração adotado pelas empresas brasileiras modificou-se drasticamente. O plano de opção de compra de ações Em primeiro lugar. a um preço determinado ou determinável. A mais importante estratégia de remuneração variável passou a ser a promessa da distribuição agressiva de planos de opções de compra de ações por preço prefixado ("employee stock options"). O sistema de "stock options" consiste no direito de comprar lotes de ações por um preço fixo dentro de um prazo determinado. ou pode ser outorgada por um indivíduo pela empresa ("employee stock option") ou pode decorrer de um contrato de natureza mercantil ("call option or put option"). estes programas foram implementados no Brasil com o intuito de manter os benefícios que os expatriados possuíam quando eram empregados da matriz da empresa no exterior. é importante compreender o sistema de opção de compra de ações para se discutir a natureza jurídica deste instituto. passou a ser estendido também aos demais empregados brasileiros da empresa. o plano de ações por desempenho ("performance stock") e o fundo de ações ("equity pool"). Esta prática permite alcançar 2 (dois) grandes objetivos primordiais para o sucesso de qualquer empresa: retenção dos empregados considerados "talentos" da empresa e o atingimento de resultados por meio de uma parceria entre os acionistas e empregados da empresa. na medida em que quem recebe as opções de ações não pode dispor imediatamente do valor potencial dessa remuneração. Neste sistema. podendo implicar em contingência trabalhista normalmente inesperada para a empresa. e não ao tempo em que as ações são adquiridas". A empresa confere ao seu titular o direito de. No plano de ações por desempenho ("performance stock"). No início. 35 . segundo critérios estabelecidos por ocasião da outorga. A nova política de remuneração abandonou como modelo único o sistema de salário fixo e introduziu o sistema de remuneração variável. Neste sistema. contudo.

O fundo de ações ("equity pool") é um fundo de cotas. Após pesquisa em 01 de agosto de 2005. ou a pessoas naturais que prestem serviços a companhia ou a sociedade sob seu controle. no site do Tribunal Superior do Trabalho.. sendo comum estabelecer-se um desconto ou um premio sobre o valor do mercado.. sendo que os empregados são alocados com um número determinado de cotas que valorizam conforme o desempenho da empresa... Parágrafo 3o: O estatuto pode prever que a companhia.. discute-se se a dispensa sem justa causa do empregado obstaria a aquisição do empregado do direito as ações futuras e se o mesmo deveria receber alguma forma de indenização. Neste ponto... verifica-se que há somente 2 (duas) ações trabalhistas pendentes no Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região: Flávia Maria Verginelli contra a empresa Microsoft Informática Ltda.. nos estatutos da empresa... que adquirem o direito de exercer a compra de ações. outorgue opção de compra de ações a seus administradores ou empregados...... dentro do limite do capital autorizado....... A jurisprudência trabalhista A jurisprudência trabalhista sobre a natureza jurídica do plano de "stock options" é praticamente escassa e a doutrina tem se manifestado de forma esporádica...... Segundo o artigo 168.. vale destacar que o referido valor do desconto ou premio não pode ser tão significativo que elimine o risco da operação futura. o empregado não possui automaticamente o direito de comprar ações da sua empregadora ou da controladora da sua empregadora. O empregado somente poderá exercer o direito de compra das ações que estiverem dentro do prazo de carência ("vesting"). já que pode auferir ou não algum beneficio com a negociação futura das ações.. parágrafo 3o da Lei 6.... ressalva a hipótese de a empresa conceder um desconto tão significativo que elimine o risco da atividade.. o empregado não tem nenhuma garantia de lucro imediato. vale ressaltar que a nossa legislação societária prevê a hipótese de participação acionária de empregados desde o advento da Lei no 6. antes do final do referido período de carência... independente de reforma estatutária. O estatuto pode conter autorização para aumento do capital social. Embora a maior parte dos planos de opção de compra de ações implementados no Brasil referem-se as ações emitidas no exterior pela empresa matriz. 36 ..... O empregado irá verificar a existência de lucro ou não na revenda das ações. já que as variações do mercado podem afetar o valor das ações no momento da negociação. se o valor futuro da ação tiver um valor maior que o valor de emissão.. (2) a previsão expressa... critério típico do salário-utilidade.prazo máximo para o exercício da opção de compra da ação ("expiration date"): O preço de exercício é o preço de mercado da ação na data da concessão da opção.. mediante o pagamento de um preço prefixado.. (3) termo de opção .... Conseqüentemente.... Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho.. que só poderá se materializar em direito subjetivo após o final do prazo de carência fixado pelo plano. e (3) que o plano de oferta de opção de compra de ações seja devidamente aprovado pela assembléia geral da sociedade.. 3. o empregado possui somente uma mera expectativa de direito.. É importante ressaltar que é somente uma expectativa de direito. Neste aspecto... O plano de "stock option" nada mais representa que a concessão futura do direito de opção de compra de ações a determinados sujeitos de direito (empregados da companhia ou de suas subsidiárias)..404/76 que regula a opção de compra de ações: "Art. e Vicente Expedito do Prado contra a Computer Associates do Brasil Ltda. Na verdade.preço pelo qual o empregado tem o direito de exercer sua opção ("exercise price")..... No ato da assinatura do plano de "stock option"... A prática de mercado é de um prazo máximo de termo de opção que varia de 5 (cinco) a 10 (dez) anos da data da concessão da opção de compra.. ..404/76 ("Lei das Sociedades Anônimas")..... e de acordo com o plano aprovado pela assembléia geral......... (2) prazo de carência. que costuma variar de 3 (tres) a 5 (cinco) anos.. Quanto ao prazo de carência é definido como um número mínimo de tempo de serviço na empresa.regras ou condições para o exercício das opções ("vesting") e.404/76 prevê alguns requisitos para implementação de tais planos: (1) existência de capital autorizado. o empregado não tem o direito de exercer a opção de compra das ações que ainda se encontram no prazo de carência. A Lei no 6. (grifos nossos).... o plano de "stock options" contém os seguintes elementos: (1) preço de exercício . a autora alega que participou de Plano de Opções de Compra de Ações oferecido pela empresa e que a natureza jurídica do referido plano era nitidamente salarial.... Na ação trabalhista movida pela Flávia Maria Verginelli contra a Microsoft. pois implicaria em gratuidade na concessão do plano. da possibilidade de concessão da opção de compra de ações a empregados......... 168..... Em geral..

mas risco do negócio. mas decorre do desempenho das ações da companhia". já que: (1) nenhum risco sofre o empregado na elaboração do lucro. conforme o preço praticado pelo mercado no momento da negociação. uma vez que o mesmo não utilizava numerário para compra de ações. Sérgio Pinto Martins afirma que o plano de "stock options" não deve ser entendido como espécie de salário-utilidade: "não representa para o empregado um plus obtido com sua prestação de serviços. conforme bem ilustrado pela ementa abaixo: 72. Acrescenta o relator do processo. Ano 2001. Juiz Marcos Neves Fava. 2. TRT 2a Regiao. ação alguma. mas da valorização das ações do empregador". Na fundamentação da sentença. Acórdão n: 20030145141.339/99. Automóvel continuará sendo automóvel e avião será avião. que é a valorização das ações no mercado. pois não se enquadra no parágrafo 1. de natureza mercantil e em que ambas as partes enfrentam o risco natural do mercado de ações". houve confissão da empresa de que o plano de concessão de opções de compras de ações constitui-se mecanismo de remuneração ou seja. Não se poderia dizer que é remuneração a opção de compra em que o 37 . Em sua opinião. o relator explica que: O ganho na venda das ações não é uma retribuição paga pelo empregador. O juiz relator foi o Professor Sérgio Pinto Martins que conclui na ementa abaixo: EMENTA: Stock option plan. impondo-se a integração do resultado obtido pelo empregado na operação em todos os títulos contratuais pertinentes (34a Vara do Trabalho/SP. Em sua fundamentação. afirmando que "o premio é pago em virtude de um esforço do empregado.12. Segundo o parecer de Mesquita Barros colacionado aos autos pela empresa: "trata-se de um ato jurídico comerciai comum. Além disso. (2) o beneficio decorre do contrato de emprego e. Natureza comercial. No caso. pois ele tanto poderá ganhar como perder na operação. Salário (em geral) Configuração . envolve fatores aleatórios a companhia. mas o primeiro paga para obter o direito de comprar as ações. 20010255561. Sérgio Pinto Martins declarou em seu voto que o direito de opção não tem natureza remuneratória. Com relação ao argumento da autora de que o benefício é oferecido como pagamento pela prestação de serviço na empresa. não haveria qualquer risco a ser suportado pelo empregado na participação do referido plano. de operação financeira no mercado de ações e não de salário. auferindo lucro sem enfrentar qualquer risco implica em retribuição de natureza salarial. PJ. Quanto a alegação de que a própria empresa afirmou na carta oferta oferecida ao empregado que o benefício tinha natureza remuneratória. não se trata de gratificação porque não é um pagamento ajustado entre empregado e empregador. de forma indireta de pagamento salarial. creditando-se para o empregado a diferença entre o valor da compra da ação. só pelo fato de que foi afirmado por uma das partes. Trata-se de situação completamente alheia a prestação de serviços. não pode ser considerada salarial a prestação. Há necessidade de se perquirir a verdadeira natureza jurídica do pagamento". afirmando que na prática. não há qualquer esforço do empregado". Data: 08/04/2003). outra coisa é outra coisa. o magistrado discorda do referido parecer. pelo empregador. o Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região reformou a aludida sentença e entendeu que o plano de venda de ações para empregados não tem natureza salarial. Como se costuma afirmar no dito popular: uma coisa é uma coisa. Não há pagamento pelo empregador ao empregado em decorrência da prestação de serviços.00). O exercício da opção de compra de ações pelo empregado envolve riscos. que o plano de "stock options" não deve ser entendido como espécie de participação nos lucros: "a questão não decorre da existência de lucros. de fato. para que o empregado opte por sua compra a qualquer tempo. (3) o benefício tem caráter de retribuição pelos serviços prestados. Trata-se.A promessa de venda. Segundo esse modelo de plano de opção de compra de ações (operação casada ou "cash less exercise"). consistindo o exercício da opção numa simples operação de compra e venda simultânea desenvolvida pelo empregador. o empregado não adquire. de ações da companhia a preço prefixado. portanto. Logo.A decisão de 1a instância foi favorável a reclamante no sentido de declarar a natureza remuneratória do plano e condenar a empresa ao pagamento dos reflexos trabalhistas. (Relator Sérgio Pinto Martins. o Tribunal sustentou que: "não se pode concluir que automóvel é avião. O magistrado distingue a natureza jurídica do premio do plano de "stock options".o do artigo 457 da CLT. O juiz entendeu que pelo fato de a própria reclamada chamar o plano de parte de sua "filosofia de pagamento" e identificar as ações como um "componente chave da maneira como pagamos" na ré. Tipo RO n. conforme o preço que lhe fora prefixado e o valor da venda da ação. DOE SP. Não obstante o entendimento da Justiça do Trabalho de 1o grau. o magistrado conclui que há de se atribuir ao lucro na revenda imediata das ações a natureza jurídica de remuneração. É um salário-condição. 18. Processo n. Não existe contraprestação salarial.

pois não se enquadra nas hipóteses do artigo 457 da CLT. INCENTIVO AO EMPREGADO. Por outro lado. data: 05/12/2003). através de "stock option plans". condicionado. além do que há pagamento por parte do empregado. o entendimento majoritário apresentado pela jurisprudência foi no sentido de que: (1) as verbas eventualmente recebidas por empregados. Proc. Cássio Mesquita Barros adota o mesmo entendimento que Rodrigo Moreira de Souza Carvalho e afirma que: "por se tratar de risco do negócio. pois o empregado correrá os riscos de flutuação das ações e deverá desembolsar o valor da opção da ação para exercer o seu direito de compra. a regras estabelecidas e não sendo gratuito. o Tribunal Regional do Trabalho seguiu o mesmo entendimento adotado primeiramente no julgamento da ação da Microsoft. Na opinião do autor. em que o exercício é feito sem pagamento. Conforme relatado acima. Assume o trabalhador risco na opção de ganhar ou de perder. PJ. DOE SP. trata-se de mero contrato mercantil. nas grandes corporações americanas". uma vez que representa uma relação meramente mercantil. de acordo com o valor obtido no mercado acionário. Percebe-se que o entendimento adotado na ação da Computer Associates apóia-se nos mesmos fundamentos levantados pelo relator Sérgio Pinto Martins da ação da Microsoft: (1) a existência de risco mercantil e (2) a característica de onerosidade do plano. principalmente. Portanto. CARÁTER NAO SALARIAL. não teriam nenhuma implicação trabalhista.. o magistrado não deve presumir que se trata de um pagamento dissimulado ou disfarçado com o objetivo de não integração ao salário: "o sistema não foi inventado por brasileiros. em princípio. "(grifos nossos)". não possuindo o requisito da gratuidade. como no caso em que o preço das ações declina para preços inferiores aos da opção. o empregado pode ter prejuízo com a operação. os ganhos eventualmente auferidos por empregados. n. portanto. o empregado assume o risco de ganhar ou perder ao vender as ações. Não é feita diretamente pelo empregador. embora ensejada no curso da relação de emprego e. TRT da 2a Região. é um contrato baseado na legislação societária. Paulo Cézar Aragao entende que a relação jurídica que se forma entre a companhia e o acionista-empregado e as prestações. direitos e vantagens potênciais a ela inerentes. totalmente desvinculado do contrato de trabalho. visto que sujeito a preço. Mesmo no caso em que o empregado exerce o direito de opção pelo sistema "cash less exercise". na hipótese de se constatar que o "stock option plan" é um contrato de natureza meramente mercantil. Não é algo que lhe é dado de graça pelo empregador. assim. não se enquadram em nenhuma das parcelas de natureza remuneratória estabelecidas nos artigos 457 e 458 da CLT. A questão da natureza jurídica do plano de "stock options" é extremamente relevante. É uma situação aleatória. Em suma. em que as ações ora estão valorizadas ora perdem seu valor. Na ação trabalhista ajuizada pelo Vicente Expedito do Prado contra a Computer Associates do Brasil Ltda. porém. não pode integrar a base de cálculo de qualquer vantagem trabalhista ou previdenciária". ao vender suas ações ou ao receber dividendos. que nada tem a ver com o empregador em si. no aspecto.42364-2002-902-02-00. que representa um plus". dotado de natureza jurídica salarial. a primeira decisão prolatada no caso da Microsoft foi no sentido de considerar os ganhos obtidos no 38 . Domingos Sávio Zainaghi assevera que o plano de "stock option" não tem natureza salarial. Tratando-se as denominadas "stock options" de incentivo ao empregado no desenvolvimento de seus misteres. quando da venda das ações adquiridas através do plano. tendo em vista a autonomia das partes na regulação do conteúdo do contrato de trabalho prevista no artigo 444 da CLT.. que não se confunde com o contrato de trabalho.empregado tem prejuízo no mercado financeiro. 3. mas é observado. não existe proibição quanto a adoção destes tipos de planos acionários. (Relatora Anelia Li Chum. conforme ilustrado na ementa a seguir: EMENTA. o risco da flutuação do valor das ações. Rodrigo Moreira de Souza Carvalho também afirma que a natureza do stock option não é de remuneração. são absolutamente distintas da relação jurídica de emprego e sustenta que: "o resultado positivo auferido pelo empregado na sua condição de acionista. Recurso Ordinário obreiro a que se nega provimento. O empregado assume. portanto. têm-se que não guardam tais opções de compra de ações da empresa caráter salarial. far-se-ia necessária a sua inclusão na base de cálculo de todos os direitos trabalhistas e encargos sociais. mas com o mercado de ações". (3) o benefício não é concedido de forma gratuita e sem riscos. embora com desconto. Tipo RO n. Acórdão n: 20030636234. "STOCK OPTIONS". típico do salário-utilidade.: 42364. É de se destacar que o Tribunal conclui que se trata o plano de opção de compra de ações de operação financeira e não salarial: "A vantagem obtida pelo empregado com a revenda das ações é feita por corretoras autorizadas a operar no mercado acionário. Ano 2002. (2) o contrato de oferta de compra de ações. O 'stock option' não tem natureza salarial. A natureza jurídica do plano de "stock options" A legislação trabalhista brasileira não regulamentou a figura do plano de "stock options" nas relações do trabalho até o presente momento. uma vez que caso a opção de compra de ações seja considerada como um benefício concedido aos empregados.

pois o empregado para exercer o seu direito de compra deverá desembolsar o valor da opção. o Tribunal manifestou-se novamente no mesmo sentido no caso da empresa Computer Associates. Risco mercantil: trata-se de uma operação financeira que envolve riscos para o empregado. Eventualidade: os ganhos que o empregado pode obter são eventuais. Curitiba: Geneses. Caderno 2. o empregado deve desembolsar o valor da opção. já que dependerá da flutuação do valor das ações no mercado. ou seja. ou seja. Expectativa de direito: o plano de "stock options" é uma mera expectativa de direito. quando da venda das ações adquiridas através do plano. 39 . não teriam nenhuma implicação trabalhista. Suplemento Trabalhista.o da CLT. respeitando-se as normas que regulam a compra e venda de valores mobiliários. pois há diversos tipos de planos ofertados aos empregados no mercado e alguns com duvidosa natureza jurídica como os planos de "performance stock options" e "phantom stock options". entendendo-se que se trata de mero contrato de natureza mercantil. sem caráter de contraprestação pelo trabalho prestado pelo empregado. Aspectos trabalhistas nos programas de "Stock Option". 4. impedir ou fraudar preceitos trabalhistas. Ressalvamos. São Paulo: IOB. MARTINS. A natureza jurídica dos planos de opção de compra de ações para altos funcionários. Sérgio Pinto. Contudo. poderá o juiz desconsiderar a natureza mercantil da operação. a fim de que não sejam considerados como de natureza salarial diante do ordenamento legal trabalhista brasileiro. principalmente o pagamento de natureza salarial. junho de 2000 e São Paulo: Revista LTr. 054/00. Trabalhista e Previdenciário. O magistrado sempre poderá invocar a aplicação do artigo 9. no 16/2001. sendo que os eventuais ganhos auferidos por empregados. Repertório de Jurisprudência. o valor das ações estiver menor do que o valor da opção. Domingos Sávio. Antônio Galvão. Posteriormente. Considerações Finais Diante de todo o exposto acima. qual seja. totalmente desvinculado do contrato de trabalho. e) a compra de ações pelo empregado deve ser sempre que possível intermediada pelo profissional competente. levando-se a concluir que até o presente momento a posição da jurisprudência trabalhista é no sentido de excluir a natureza remuneratória do plano de compra de ações. BIBLIOGRAFIA PERES. somente após o término do período de carência. no sentido de que se o empregador tiver por objetivo desvirtuar. setembro de 2001. 4. a referida decisão foi reformada no sentido contrário. Onerosidade: trata-se de um contrato oneroso. não devendo haver subsídios por parte da empresa. sugerimos os seguintes cuidados na sua elaboração: a) o plano de "Stock Option Plan" deve ser elaborado de acordo com a legislação societária aplicável a empresa emissora das ações. o corretor de valores mobiliários. já que o empregado pode exercer o seu direito de compra ou não. São Paulo: Revista da Amatra II. podemos concluir que a posição majoritária atualmente é que a natureza jurídica do plano de "stock option" é de contrato mercantil.plano de compra de ações como de natureza salarial. d) a diferença entre o valor de opção e o valor efetivo da ação no mercado deve ser relevante a fim de comprovar a existência efetiva de risco com a flutuação do valor das ações no mercado de capitais. Desta forma. ZAINAGHI. que não podemos sustentar que todo e qualquer plano de opção de compra de ações oferecido não terá natureza salarial. c) o contrato de "Stock Option Plan" deve ser oneroso. podemos apresentar os principais requisitos apresentados pela doutrina e pela jurisprudência: 1. pois se na ocasião do exercício do direito a compra de ações. b) a implementação do plano deve ser realizada em documentos apartados e desvinculados do contrato de trabalho a fim de não pairar dúvidas sobre sua natureza mercantil e aleatória. não haverá qualquer ganho para o empregado. 2. 306. pág. pág. porém. De forma sucinta. 293. 3. Natureza do ""stock options"" no Direito do Trabalho.

Pág. 143. Legal e Jurisprudência. Plano de Compra de Ações mantido por grupo multinacional e concedido a alto executivo. pág. tributários e trabalhista. pág. Artigo publicado na Gazeta Mercantil em 02/10/2001. Dezembro de 2001. Rodrigo Moreira de Souza. 215. Natureza Jurídica das verbas recebidas por empregados através de planos de opção de compra de ações a luz do Direito do Trabalho Brasileiro. O sistema cambial brasileiro e a implantação de programas de " "stock options"". REIS. 2. São Paulo: Revista de Direito do Trabalho. GONÇALVES.ROBORTELLA. São Paulo: Artigo da LexInform. São Paulo: Revista de Direito Mercantil -119. Luiz Carlos Amorim. "Stock option plans": aspectos societários. 40 . Luís Cláudio dos Reis. CARVALHO. Almir Rogério.101. Atualidades.

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