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Avanços Tecnológicos no Desporto

Avanços Tecnológicos no Desporto

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Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Educação Física, 12ºano.

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Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Educação Física, 12ºano.

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10/07/2013

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Agrupamento de Escolas Romeu Correia – Ano Lectivo 2010/2011 Escola Secundária Romeu Correia – Feijó

Avanços Tecnológicos no Desporto

Ana Sofia Colaço nº4; Andreia Bártalo nº5 Eunice Cavalheiro nº14; Marisa Milhano nº22 Sofia Barata nº28

Educação Física Professor João Pedro Santos

24 de Maio de 2011

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Avanços Tecnológicos no Desporto

ÍNDICE
  Introdução 3

Avanços Tecnológicos a nível da Computação no estudo dos músculos, articulações e forças no gesto desportivo 4 6 8 10 11 13 14 15

      

Avanços Tecnológicos no Atletismo Avanços Tecnológicos no Futebol Avanços Tecnológicos no Voleibol Avanços Tecnológicos na Natação Conclusão Webgrafia Webgrafia das Imagens

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INTRODUÇÃO
A Tecnologia é um recurso em constante evolução, que proporciona cada vez mais um maior bem-estar e uma maior utilidade em quase todas as actividades desenvolvidas pelo Homem. O Desporto não é excepção; a Tecnologia encontra-se actualmente muito associada ao Desporto, oferecendo quer novas actividades, quer um melhoramento das já existentes, por permitir inovar constantemente. A Tecnologia permite assim, por exemplo, obter melhores resultados a nível das classificações dos atletas, nos treinos desportivos e no estudo das aptidões e capacidades de cada atleta, de forma a analisar-se os pontos que devem ser melhorados e quais os planos de trabalho mais indicados para cada modalidade ou atleta. Desta forma, a Tecnologia e Desporto poderão assim juntos produzir resultados cada vez melhores, quer sob o ponto de vista duma melhoria daquilo que já existe, quer sob o ponto de vista da criação de novas actividades, quer até do ponto de vista da investigação. Com este trabalho tentar-se-á então demonstrar a forte ligação entre a Tecnologia e o Desporto, exemplificando as suas aplicações mais importantes nos desportos mais apreciados e admirados actualmente pelo Mundo, como o Atletismo, o Futebol, o Voleibol e a Natação, a partir dos avanços tecnológicos feitos essencialmente a nível da computação.

Figura 1: Representação de vários desportos.

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AVANÇOS TECNOLÓGICOS A NÍVEL DA COMPUTAÇÃO NO ESTUDO DOS MÚSCULOS, ARTICULAÇÕES E FORÇAS NOS GESTO DESPORTIVO
Actualmente é vasto o uso da tecnologia na área do Desporto. Esta, associada ao estudo dos músculos, articulações e forças contribui bastante para melhorar o desempenho de uma atleta. Na Grécia Antiga já se faziam alguns estudos, ainda que elementares, acerca da anatomia humana e, com o passar dos anos, estes estudos têm vindo a ser aprofundados e desenvolvidos de forma a poderem ser aplicados na prática desportiva. Uma das áreas que se dedica ao estudo do movimento humano é a Biomecânica. Esta área científica tem como objectivo aplicar os princípios e conceitos fundamentais da mecânica no estudo do corpo humano. A Biomecânica focaliza as suas investigações na análise da força enquanto grandeza física; no entanto, tal estudo não poderia ser realizado sem recorrer aos diversos aparelhos que foram surgindo com os avanços da tecnologia. Para o estudo da força utilizam-se diversos equipamentos tais como o Sistema de Análise Tridimensional do Movimento, que permite recolher e analisar dados cinemáticos de um corpo em movimento, o Sistema Dinamométrico que permite a aquisição de dados relativos à Força de Reacção do Solo e Momentos de Força (dados dinâmicos) e o Sistema EMG Telemétrico, que permite o estudo da função muscular através da análise dos sinais eléctricos produzidos durante a contracção muscular (dados electromiográficos). Esta última informação, ou seja, o registo da actividade eléctrica muscular, tem bastante importância, na medida em que nos informa acerca do tipo e do grau de solicitação muscular associado a dado movimento.

Figura 2, 3, 4 e 5: Recolha de dados electromiográficos, dinamométricos e dados cinemáticos.

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Existem, no entanto, outros softwares que permitem o estudo das forças, músculos e articulações. Um dos programas mais avançados da actualidade para a realização de estudos biomecânicos é o Visual 3D. Esta aplicação informática é muito utilizada por investigadores e médicos para execução de análises, estudos associados aos movimentos e avaliações de diversos casos. As informações recolhidas por este programa (e outros do mesmo género) podem ser aplicadas em diversos campos. Podem ser utilizadas para efectuar planos de reabilitação, para melhorar a performance dos atletas, para prevenir possíveis lesões, para a construção de novas e melhores próteses e até mesmo melhorar os equipamentos utilizados nos vários desportos. Para além dos estudos anatómicos, com a tecnologia surgiram também outros aparelhos que servem para auxiliar a prática desportiva. Um exemplo muito comum são os electroestimuladores, aparelhos que possuem eléctrodos que provocam a contracção dos músculos. Os electroestimuladores têm um duplo objectivo: por um lado, a obtenção de um alto rendimento desportivo, por outro, promover a recuperação de lesões.
Figura 6: Electroestimulador.

A contracção natural dos nossos músculos dá-se devido ao impulso nervoso enviado pelo nosso cérebro. Este é transmitido através das fibras nervosas e, ao chegar aos nervos motores, estimula-os promovendo a contracção. O funcionamento dos electroestimuladores tem o mesmo princípio, no entanto, este aparelho estimula directamente o nervo motor pretendido (os eléctrodos são colocados sobre a pele). Os impulsos enviados por este equipamento são pequenas descargas eléctricas com uma frequência, ritmo e intensidade específica, dependendo do objectivo do utilizador. Uma vez que os músculos não diferenciam o impulso nervoso dos impulsos electroinduzidos, estas contracções resultam em diversos benefícios tais como o aumento da capacidade cardíaca, o reforço dos tendões, melhoram a coordenação e, por fim, conferem ao utilizador a sensação de satisfação provocada pelo esforço.

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AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO ATLETISMO
O atletismo teve origem nos primeiros Jogos Olímpicos realizados na Grécia Antiga e é um conjunto de actividades desportivas como corridas, saltos e lançamentos. As principais modalidades do atletismo são a corrida de pista, a corrida de obstáculos, corrida de estafetas, salto em comprimento, salto em altura, lançamento do peso e lançamento do dardo. Neste desporto, a primeira evolução graças ao avanço da tecnologia ocorreu em 1960, quando surgiu a primeira modalidade paraolímpica, em provas como o lançamento do dardo e o lançamento do peso; os atletas realizaram as provas em cadeiras de rodas e com a ajuda de próteses.
Figura 7: Atleta paraolímpica.

Contudo, o maior avanço tecnológico no Atletismo é actualmente a adaptação do calçado às várias modalidades. O calçado para as provas de velocidade, normalmente não possui sola no calcanhar mas sim uma placa até ao ante-pé. Esta pode ser rígida ou flexível conforme o fabricante.

Figura 8 e 9: Exemplo de calçado de velocidade (à esquerda) e de calçado de corrida meio fundo (à direita).

Para uma boa corrida de barreiras, os atletas optam por escolher entre sapatos de velocidade (normalmente com placa flexível) ou sapatos de meio fundo (sapatos que possuem uma zona intermediária em espuma no calcanhar). Quando as distâncias são muito grandes, os atletas costumam optar pelos segundos pois oferecem mais amortecimento do calcanhar no chão. Na corrida de fundo, que é uma corrida mais extensa do que a de meio fundo (podendo ir até aos 10.000 metros), os desportistas utilizam sapatos de bicos. No ante-pé estes sapatos possuem menos bicos e placas mais pequenas, mas possuem uma placa intermediária com amortecimento em espuma ao longo de todo o comprimento do sapato.

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Figura 10 e 11: Exemplo de calçado de corrida de fundo (à esquerda) e triplo salto (à direita)

Também o calçado do salto em comprimento, do salto à vara e do triplo salto foi melhorado. Este tipo de calçado possui uma sola larga ao longo de todo o comprimento pois assim oferece maior estabilidade ao atleta. O calçado do triplo salto possui ainda um reforço no calcanhar. No salto em altura, o calçado possui bicos no calcanhar e no ante-pé, ao contrário do calçado para a corrida de fundo que só possuí no ante-pé. Contudo, ao longo dos tempos, não foi só o calçado que sofreu um grande avanço com a tecnologia. Nas provas de velocidade, por exemplo, quando os atletas chegavam à meta quase ao mesmo tempo, dificilmente se conseguia apurar o vencedor. Várias inovações permitem actualmente superar essas dificuldades. Um exemplo foi a invenção de aparelhos que registam o tempo exacto em que os atletas chegam à meta. Para além dos avanços no calçado e nos aparelhos de medição também houve algum avanço ao nível dos instrumentos utilizados pelos atletas. Como é o caso das varas utilizadas no salto à vara. Actualmente, as varas são feitas de fibra de carbono ou fibra de vidro o que proporcionou uma grande diminuição do seu peso e uma maior flexibilidade. Também os dardos sofreram uma evolução na sua concepção e no seu lançamento. No lançamento do peso, também o objecto que é atirado sofreu alterações. Os pesos, anteriormente fabricados a partir de grandes pedras, hoje em dia, são feitos de metal. Com o avanço da tecnologia no atletismo os atletas conseguiram assim atingir novas metas.

Figura 12 e 13: Exemplo de lançamento do peso (à esquerda) e salto com vara (à direita)

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AVANÇOS TÉCNOLÓGICOS NO FUTEBOL
O futebol é, como se sabe, um desporto colectivo, jogado por duas equipas, cada uma com um máximo de 11 jogadores (em campo), entre os quais um guarda-redes. O seu principal objectivo é marcar um número de golos superior à equipa adversária durante o tempo de jogo (duas partes de 45 minutos). O jogo reúne apenas dezassete regras, mas será provavelmente o desporto com maior número de adeptos no mundo. Muitos especialistas acreditam que a principal razão desse sucesso baseia-se na manutenção das suas origens. Talvez seja por isso que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) sempre tentou rejeitar a aplicação das novas tecnologias neste desporto.
Figura 14: Futebol

Contudo, após os inúmeros erros de arbitragem e críticas da não utilização de recursos tecnológicos no Mundial de 2010 na África do Sul, a FIFA admitiu, pela primeira vez, rever a sua decisão. Para muitos especialistas, por exemplo a visualização das repetições dos lances polémicos poderia auxiliar os árbitros, ao ajudarem-nos a realizarem uma aplicação mais justa das regras. Contudo, existe uma preocupação de que os recursos tecnológicos poderiam tornar o jogo ainda mais frio aos olhos de quem assiste e em que as pausas criadas torná-lo-iam ainda mais lento. Mesmo assim, actualmente, a bola é a principal responsável pelas inúmeras controvérsias presentes no futebol. Por um lado, foi o objecto que tecnicamente criação deste sofreu um maior Estas número de modificações desde a desporto. são modificações impulsionadas,

principalmente, pela concorrência entre os materiais desportivos, a fim de se alcançar a bola de futebol perfeita: leve, sem atrito e totalmente redonda. Assim, a cada ano que passa, novas características são atribuídas a esta e mais pesquisas são realizadas a fim de revelarem como deverá ser a bola ideal.
Figura 15: As várias bolas de futebol utilizadas nos Mundiais da FIFA desde 1930 a 2010.

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Desta forma, são diariamente apresentados novos materiais, métodos de fabrico revolucionários e até detalhes imperceptíveis que prometem tornar este objecto o mais perfeito possível.

Figura 16: Necessidade de os jogadores de futebol serem cada vez mais rápidos.

Contudo, uma bola mais leve, geometricamente perfeita e com menor atrito, torna-se incrivelmente rápida durante um jogo de futebol, o que tornou possível as várias imagens que possuímos hoje em dia de bolas a rolarem muito mais rapidamente do que os jogadores em campo. Assim, actualmente, também os jogadores devem possuir novas capacidades físicas, como serem mais ágeis, fortes e velozes que os jogadores das décadas passadas, a fim de suportarem este novo estilo do jogo. Esta situação tem como principal consequência o facto de os jogadores estarem mais sujeitos a lesões e que os jogos de futebol passem a ser mais violentos. Também para os árbitros tem sido mais complicado acompanharem a velocidade da bola, o que tem criado um maior número de casos polémicos, especialmente os que envolvem contacto entre os jogadores ou em que seja difícil verificar se a bola cruzou a linha de baliza ou não.

Figura 17: Dificuldade dos árbitros em acompanharem os lances do jogo.

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AVANÇOS TECNOLÓGICOS NO VOLEIBOL
Mundialmente, o voleibol é o desporto com maior número de praticantes, a seguir ao Futebol. Contudo, é também um dos desportos com maior número de jogadas polémicas e questionáveis, visto ser um desporto onde a bola pode facilmente ultrapassar os 120km por hora numa jogada. A esta velocidade, é muito difícil ver exactamente onde esta poderá ter batido no chão, o que dificulta imenso o trabalho dos árbitros, na hora de decidirem para que equipa irá o ponto. O sistema Penalty d-Tech, criado por uma empresa brasileira em 2006, é um sistema de câmaras de vídeo e antenas, juntamente com uma bola com um chip instalado no seu interior. Graças a este sistema, actualmente com uma precisão de 99%, em apenas alguns segundos, os árbitros poderão receber a informação se a bola saiu fora do campo ou não, sempre que esta caia perto das linhas exteriores (laterais e finais).
Figura 18: Bola do Sistema Penalty d-Tech.

Além disso, este sistema permite também criar várias estimativas acerca do jogo: quantas vezes saiu fora do campo, a sua velocidade, o número de toques por jogo, entre outras. O principal inconveniente deste sistema é o seu elevado custo, o que irá impedir que todas as Federações de Voleibol tenham acesso a esta tecnologia. Nos últimos tempos a tecnologia dos hardwares tem sido grandemente desenvolvida, tornando os chips cada vez mais pequenos e leves, e consequentemente mais baratos, o que tem favorecido a empresa criadora. Assim, o chip é actualmente inserido dentro das bolas sem alterar o seu peso, e sem este correr o risco de partir aquando o impacto com o chão. Para além dos dados estatísticos e da ajuda nas jogadas duvidosas, o sistema Penalty d-Tech poderá também ser usado como software técnico, informando o treinador de vários dados durante os treinos, como o posicionamento dos diversos jogadores durante o ataque e a defesa, de modo que possa monitorar com maior precisão o desempenho da equipa para os jogos futuros.
Figura 19: Jogo de Voleibol.

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AVANÇOS TECNOLÓGICOS NA NATAÇÃO
O uso da ciência na natação tem aumentado muito ultimamente com o objectivo de tornar os nadadores mais rápidos. E o avanço da tecnologia desempenha um papel importante neste aspecto.

Figura 20: Filmagem dum nadador dentro de água.

Actualmente, é normal filmar-se os nadadores sob diferentes ângulos, quer à superfície, quer debaixo de água. Isto permite que os treinadores e os próprios atletas vejam mais detalhadamente o modo como estes nadam, analisando-o com o intuito de mostrar ao nadador o que deve ou não fazer durante as provas, modificando as suas tácticas durante as competições. As imagens desses vídeos também podem ser utilizadas para medir as forças geradas pelos atletas. Modelos computorizados de nadadores também têm sido desenvolvidos para ajudar os cientistas a estudar quais as formas mais eficazes de nadar. O Centro Olímpico de Treinos (Olympic Training Center) no Colorado, EUA, possui muitas ferramentas que possibilitam ao nadador aprender mais sobre o modo como nada e quais as suas habilidades. Este centro tem um sistema que permite que o atleta seja empurrado para a água mais rapidamente do que se eles tivessem feito isto por eles próprios. Isto faz com que eles sintam como se estivessem a nadar ao seu ritmo e a identificar formas de se tornarem mais ágeis dentro de água.
Figura 21: Olympic Training Center no Colorado, EUA.

Além disso, nos últimos tempos, este Centro tem também desenvolvido testes a equipamentos fisiológicos para calcular a eficácia do uso de oxigénio e como utilizá-lo como fonte de energia para os nadadores.

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Outro avanço tecnológico na natação é os novos designs dos equipamentos. Os fatos de natação têm vindo a tornar-se mais leves e aerodinâmicos, permitindo ao nadador obter uma maior velocidade. Em 2008, a Speedo (marca de equipamento para os desportos aquáticos), lançou um novo modelo de fatos de natação, o modelo LZR Racer. Neste modelo de fatos de banho foi introduzido o polímero poliuretano. Este composto químico tem como principal característica a capacidade de resistir à abrasão. Os fatos que contêm poliuretano criam uma bolsa de ar entre o corpo do nadador e a água e, uma vez que a resistência do ar é inferior à da água, o arrastamento é reduzido, o que favorece um significativo aumento da velocidade. Além disso, a retenção de ar, no interior do fato, permite ao nadador flutuar mais facilmente.
Figura 22: Fato de poliuretano.

Assim, ao concentrar os seus esforços na propulsão horizontal, o nadador ganha, mais uma vez, velocidade. Finalmente, o material do fato comprime o corpo do nadador, redesenhando-o numa forma mais aerodinâmica que também contribui para uma natação mais veloz. Entre os anos de 2008 e 2009 foram quebrados mais de 130 recordes, sendo que, nos Jogos Olímpicos de Pequim, a maioria dos vencedores usou este modelo da Speedo. Infelizmente, a partir daí passou-se a assistir ao desenrolar de uma intensa polémica que trouxe a natação ao círculo mediático e fez levantar questões entre nadadores, atletas no geral, ou simples amantes do desporto. Falou-se na hipótese de os fatos se tornarem protagonistas, diminuindo o papel humano na competição. Falou-se no problema da desigualdade de acesso a este equipamento especial, devido aos seus custos, e no facto de isso poder tornar a competição injusta, já que apenas alguns atletas tinham o privilégio de ter os fatos (maioritariamente através de patrocinadores). As proporções do fenómeno e as pressões de vozes influentes obrigaram a FINA a tomar uma posição e a 24 de Julho de 2009, numa reunião em Banguecoque, Tailândia na qual a organização mundial decidiu, em resultado de uma votação que se aproximou da unanimidade, banir todos os fatos de poliuretano, definindo novas regras relativas ao equipamento para as competições, até mesmo as de nível amador. Assim, os fatos utilizados actualmente devem respeitar as seguintes condições: devem ser de material têxtil, sem fechos, entre o umbigo e os joelhos para os homens e dos ombros até aos joelhos para as mulheres (sendo que nas águas abertas, é permitido cobrir uma maior área do corpo). As estratégias dos treinos também têm sido modificadas ao longo dos tempos. Os treinadores têm incorporado mais treinos de força, adicionando componentes de flexibilidade, como parte dos seus treinos fora da piscina.

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CONCLUSÃO
Actualmente, o papel da Tecnologia no Desporto é muito importante, como é possível verificarse pelo infindável número de avanços com que esta contribuiu para o seu sucesso. Tendo conhecimento de como funcionam os músculos e as articulações, e da forma como podem ser avaliadas as forças durante a execução dos diversos exercícios, é possível, recorrendo a diversos programas informáticos, avaliar a prestação de um atleta e efectuar planos e estratégias no sentido de optimizar as suas capacidades. Isto apenas se tornou possível graças aos avanços a nível da Computação. No Atletismo, a maior evolução centrou-se ao nível dos instrumentos utilizados e do calçado dos atletas, e que influenciou bastante a modernização desta prática. Já no Futebol e no Voleibol, os esforços da Tecnologia centraram-se essencialmente ao nível da monitorização dos lances mais polémicos e problemáticos, de modo a tornar as competições mais justas e imparciais. Por fim, na Natação, onde a velocidade e a força são as principais características para o sucesso, a Tecnologia tem permitido desenvolver novos fatos, para os atletas alcançarem feitos que nas décadas passadas pareciam apenas teoricamente alcançáveis. Contudo, é necessário estipular os limites entre o uso da Tecnologia e a sua total dependência, de modo a evitar ao máximo excessos ou desigualdades. É necessário um equilíbrio; o seu uso não deve prejudicar a competitividade dos vários desportos, nem as características que os tornaram uma das actividades preferidas da sociedade humana.

Figura 23: Representação de vários desportos.

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WEBGRAFIA
C-MOTION, “Visual3D™ Overview Who is Visual3D for?”, C-Motion – Research

Biomechanics, http://www.c-motion.com/products/visual3d.php CALÇADO DESPORTIVO, “Sapatos de Bicos”, http://www.calcadodesportivo.com/calcado _atletismo_bicos.htm COSTA, Vitor, “Desporto e a Tecnologia”, Rua Direita, http://www.ruadireita.com/desporto/ info /o-desporto-e-a-tecnologia/ DESPORTO E SAÚDE, “Os Electroestimuladores? Como Funcionam…”, Desporto e Saúde – Faça Desporto! Viva a aventura fitness e cuide da sua saúde, http://www.desportoesaude.com/oselectro estimuladores-como-funcionam/ ISMAI, “Sector de Biomecânica do Desporto”, Instituo Superior da Maia- LMH, http://www.ismai.pt/NR/exeres/7557A2E3-CEF3-427D-B694-4A9620DF501A,frameless.htm LEMOS, Ana; “ TSF – Fato de banho concebido em Portugal gera polémica”; TSF Rádio de Notícias; http://www.tsf.pt/ PaginaInicial/Desporto/Interior.aspx?content_id=1064340&page=-1 MACEDO, Marta; “Profundidade: Quando a natação mergulha na tecnologia”; Nortágua; http://nortagua.annp.pt/repositorio/nortagua02.pdf NETO, Hildo, “Atletismo e Tecnologia andam juntos pela história”, Tudo sobre Desporto, http://blogs.universia.com.br/esportes/2008/12/03/atletismo-e-tecnologia-andam-juntos-pelahistoria/ NOVAIS, Pedro, “Atletismo”, Nota Positiva, http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/ educfisica/ 11_atletismo.htm PARAOLÍMPICOS, “Paraolímpicos do Futuro”, http://www.informacao.srv.br/cpb/htmls/ paginas/atletismo/treinamento_esportivo_escolar.html PORTAL DO DESPORTO, “Futebol: o jogo e os seus objectivos”, Portal do Desporto, http://desporto.maiadigital.pt/ para-os-novos/futebol/info/jogo PORTUGAL TÊXTIL “Um século de Inovação”; http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xm mid/407/xmid/36821/xmview/2/ID/36821/Default.aspx SECO, Rodrigo, “A tecnologia quebra recordes no desporto”, Quintal Virtual, http://www. quintalvirtual.blog.br/?p=32 SLIDESHARE, “Atletismo”, http://www.slideshare.net/OfiCorsi/atletismo-6704461

NOTA 1: Todos os sites encontram-se operacionais na data de entrega do trabalho.

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WEBGRAFIA DAS IMAGENS
Figura da Capa - http://www.flickr.com/photos/zachancell/4543638536/in/photostream Figura 1 - http://bestofbothworldsaz.com/2011/04/05/more-than-fun-games-a-series-onsports-fitness-and-athletes/ Figura 2 - http://www.ismai.pt/NR/exeres/7557A2E3-CEF3-427D-B6944A9620DF501A,frameless.htm Figura 3 - http://www.ismai.pt/NR/exeres/7557A2E3-CEF3-427D-B6944A9620DF501A,frameless.htm Figura 4 - http://www.ismai.pt/NR/exeres/7557A2E3-CEF3-427D-B6944A9620DF501A,frameless.htm Figura 5 - http://www.ismai.pt/NR/exeres/7557A2E3-CEF3-427D-B6944A9620DF501A,frameless.htm Figura 6 - http://www.desportoesaude.com/os-electroestimuladores-como-funcionam/ Figura 7 - http://esporteamadorpe.blogspot.com/2010_07_01_archive.html Figura 8 - http://www.calcadodesportivo.com/calcado_atletismo_bicos.htm Figura 9 - http://www.calcadodesportivo.com/calcado_atletismo_bicos.htm Figura 10 - http://sauconybrasil.blogspot.com/2010_05_01_archive.html Figura 11 - http://www.infortreino.com/index.php?option=com_content&view=article&id=51 %3Asapatos-de-bicos&catid=1%3Alatest-news&Itemid=188 Figura 12 - http://caurosa.blogspot.com/2010/06/atletismo-lancamentos-e-arremesso.html Figura 13 - http://biscoito20.blogspot.com/2008/08/salto-com-vara.html Figura 14 - http://gustavopreparadorfisico.blogspot.com/2010/03/diferenca-na-precisao-dochute-entre-o_11.html Figura 15 - http://www.quintalvirtual.blog.br/?p=2954A Figura 16 - http://futebol-apostas.com/ Figura 17 - http://www.flickr.com/photos/wm-muenchen/186417645/ Figura 18 - http://esporte.ig.com.br/volei/2009/05/14/para+acabar+com+polemica+cbv+la nca+bola+com+chip+6132930.html Figura 19 - http://browse.deviantart.com/?qh=&section=&q=Dangerous+Butterfly+II#/d21k pbh Figura 20 - http://www.revolucaodigital.net/tag/kinect/ Figura 21 - http://www.medicine-in-motion.com/Colorado_Springs.htm Figura 22 - http://www.quintalvirtual.blog.br/?p=586 Figura 23 - http://www.escolaapostas.com/apostas-desportivas-para-iniciantes-porquecomecar-a-fazer-apostas-desportivas/ NOTA 2: Todos os sites encontram-se operacionais na data de entrega do trabalho.

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