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Artigo Cientifico - A Coesão e Coerência na produção textual

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A importância da ortografia na coerência e coesão textual

Juan Pablo Simões Maytê Mendes Silva Magalhães Robson Pinheiro Messias

Resumo
A ortografia é uma invenção recente de mais ou menos 300 anos, e está em constante mudança seja ela com adaptações ou com reformas ortográficas. Na construção de textos além da ortografia ser essencial, e até mesmo ser uma parte muito importante, é preciso fazer sentido, e é exatamente nesse ponto que entra a coesão e coerência textual. O texto não é autônomo, é preciso todas as partes se relacionar umas com as outras, o que não quer dizer que o resultado seja uma soma global do seu significado, mas precisa de uma combinação geradora de sentidos. O maior problema encontrado na pesquisa foi fazer as crianças do ensino fundamental externar as idéias, utilizando a ortografia correta, pois a maior parte delas ainda escreve de forma incorreta, trocando letras e até palavras no texto, levando a um entendimento contrário do que eles gostariam.

Palavras-chave: Ortografia, texto, coesão e coerência.

Introdução
Ensinar ortografia é essencial desde as primeiras séries. Só é preciso saber quando e como. E conhecer bem as regras. O conhecimento das normas ortográficas ajuda as pessoas a superar o medo de se expressar por escrito, diferentemente do que muitos acreditam não afeta a criatividade. No momento em que se dominam as palavras com segurança, não é preciso parar a todo o momento para verificar a grafia e pode-se voltar toda a atenção para o desenvolvimento do texto.

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E vem sendo reformuladas de tempos em tempos. tais como: acentuação. Observamos o interesse dos alunos pela produção de texto. escrevíamos “pharmácia”. No caso da língua portuguesa. e muda sempre A ortografia é uma invenção mais ou menos recente. Com isso. tanto no Brasil. as normas de escritas das palavras. só surgiram no século XX. mas ao mesmo tempo vimos o receio e até o medo de colocar no papel o que pensam e o que querem de forma correta. quanto em Portugal. Este projeto é importante porque vai ajudar a conhecer melhor a língua portuguesa e suas regras. A mais nova ortografia foi criada em 1990 após a decisão de representantes das oito nações que falam a língua portuguesa decidirem simplificar a grafia e unificar as regras. ou seja.”encyclopedia”. a etimologia e a representação dos sons característicos da língua e dos fonemas. A Língua é viva. línguas como o Frances e o espanhol não tinham uma ortografia. e para isso acontecer é muito importante que as palavras estejam escritas de maneira correta. Há trezentos anos. ortografia. conjugação de verbos e produção de textos narrativos. Até a reforma ortográfica de 1940. mas o acordo só entrou em vigor em 2 . “architetura”. para um bom entendimento. etc. tanto de quem escreve quanto de quem vai ler o texto. “rhinoceronte”. A ortografia da língua portuguesa combina critérios ligados à origem das palavras. sua criatividade e grande vontade de escrever. Em 1971 tivemos uma minireforma que eliminou os acentos diferenciais (“tôrre” virou “torre”) e graves em palavras como “sòmente” e “fàcilmente”.O domínio da escrita alfabética nem sempre é homogêneo em cada sala de aula e o número de erros em um texto nunca deve ser usado como parâmetro de avaliação. o intuito é trabalhar a escrita utilizando ferramentas que propiciam o uso correto das palavras. Por isso nosso sistema ortográfico é misto: etimológico e fonético. dissertativos e descritivos. concordância nominal e verbal. Os padrões ortográficos são convenções sociais que estabelecem as regras e os critérios da grafia.

que teve inicio na década de 80. Este acordo é o resultado de uma longa negociação entre a Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras. O conceito também muda de acordo com as épocas. as culturas e a chegada da tecnologia. professora de Centro de Investigação Politécnico Nacional. 3 . a palavra “universo” escrita com s.” (Ferreiro1.2009 após a ratificação dos termos da proposta por três países. como por exemplo. que é o nível de conscientização da criança sobre a escrita. Alfabetização A alfabetização não é um estado. A tradição fônica sempre foi dominante nos países anglo-saxões. Cada um tem mais facilidade para ler determinados textos e evitam outros. mas um processo e tem início bem cedo e não termina nunca. Revista Escola Viva p 78 – 2003) Na língua portuguesa. O mesmo não acontece nos países latinos. e lá se aprende a ler antes de aprender a escrever. “O processo de alfabetização é desencadeado com o acesso a cultura escrita. nesse período as duas formas ortográficas serão consideradas corretas. discípula de Jean Piaget. Ignorar que ela pensa e tem condições de escrever desde muito cedo é um retrocesso. Consciência fonológica é a possibilidade de fazer voluntariamente certas operações com a oralidade que não são espontâneas. o que ocorreu somente em 2006. pois o som é 1 Emília Ferreiro – Psicolinguista argentina. relaciona-se à possibilidade de alguns fonemas admitirem diferentes grafias. e depois omitir o primeiro segmento fônico. O prazo que os países terão para se ajustar as novas regras é até dezembro de 2012. Os defensores do modo fônico não levam em conta um dado fundamental. um desses fatores. mas muitas vezes encontrada com “ç” em seu lugar. do México. A língua tem a propriedade de ser partida em unidades de distintos tipos até chegar às letras. “Ado” não significa nada. É possível dizer uma palavra. A pessoa é alfabetizada igualmente para qualquer situação de uso da língua escrita. “lado”. por exemplo. A divisão de sílabas se dá praticamente em todas as culturas. diversos fatores dificultam a escrita correta das palavras.

e as abreviaturas. o dicionário. Por exemplo: phthisica. Este sistema é seguido pelo espanhol. em conjunto. omem. Memorizar a grafia das palavras. nela se estudam: os sistemas ortográficos. Sistema fonético (ou sônico) é a exata figuração dos sons. reproduzindo todas as letras das palavras. e que esse 4 . oje. practicar. sempre que necessário. A palavra ortografia vem do grego órthos = correto. filarmônico. Consultar. Por exemplo: escrito. mactar. escrevendo as palavras da mesma maneira que são pronunciadas. o etimológico e o misto. a partição dos vocábulos. exgotto.parecido. É preciso lembrar que este sistema não foi o primeiro a ser usado em português. Por este motivo há três procedimentos que. ressonar. e é a parte da gramática que estuda a escrita correta dos vocábulos. o emprego das maiúsculas. mesmo que não sejam pronunciadas. Sistema etimológico é a representação das palavras de acordo com a grafia de origem. pressentir. as notações léxicas. poncto. graphia = escrita. excluindo da representação gráfica qualquer letra que não tenha valor na pronuncia regular. onde cada letra corresponde a uma consonância. e acrescentando outras para que se represente a exata pronúncia. auctor. Sistemas ortográficos São três os sistemas ortográficos do qual pode valer-se um idioma neolatino para a escrita de seus vocábulos: o fonético. Foi a partir do século XV que se operou a modificação gráfica mediante esforços dos latinistas. sancto. pronto. podem diminuir as dificuldades relativas à ortografia:    Conhecer as orientações ortográficas. os antigos documentos da língua portuguesa trazem as palavras grafadas pelo sistema fonético. catechismo. Cristo.

também chamadas ortográficas. ditongo (diphthongo). e um pequeno número se grafa foneticamente. o máo estar e a descrença creados por mil circunstancias passadas e augmentadas por mil outras recentes e actuaes. vigor. mas gerado no meio do povo. a maioria das palavras se grafa etimologicamente.” (Fonte Primeira página do jornal A PROVINCIA DE SÃO PAULO – 4 de janeiro de 1875) Notações Léxicas Notações léxicas. segurança. Vemos aqui alguns exemplos de palavras que são usadas no sistema misto de acordo com a fonética. escola (eschola). isento (exempto). pé. accrescentem o abatimento do espirito publico. etc. tratar (tractar). coloca-se nas vogais para indicar o som aberto ou agudo: já. Abaixo um exemplo de como as palavras eram grafadas em 1875. esgoto (exgotto).o descallabro dos partidos politicos.. fônicas ou prosódicas.. Que são eles: . agora (haghora).o insoffrivel e malefico unitarismo das instituições. a impotencia ciumenta e fallaz do poder centralizado . esse sistema especificamente não foi criado por gramáticos. avó. são os diferentes sinais que podem acrescentar aos vocábulos. espátula (espathula). idade (edade). 5 . As funções desses sinais são diversas.empreendimento nunca conseguiu alcançar seu intento. enthusiasmo e virilidade. o que facilmente ajuda na compreensão e entendimento das palavras. e entre parênteses a grafia etimológica não seguida: Anedota (anecdota). ou seja.acento agudo. pois continua até os dias de hoje a embaralhada gráfica do português. reduzidos a entidades apenas nominaes sem que possam representar o grande elemento da força popular no proprio regimen estatuido e dado como vigente. Sistema misto é o sistema que resultou do choque dos dois primeiros. em uma matéria do Jornal “A Província de São Paulo”. “. mais conhecido hoje como “O Estado de São Paulo”. asma (asthma). Reunam a isto os males já bem conhecidos e enraizados no passado . autor (auctor). fleuma (phleugma). e digam-nos o que jnha sociedade brasileira se póde chamar prosperidade. caráter (character).

acento circunflexo. . autoanálise. Em alguns casos quando não há perda de vogal e a segunda palavra começa com h pode-se ou não usar o hífen: carbo-hidrato/carboidrato.  Usa-se hífen também em substantivos e adjetivos compostos formados por dois elementos que mantenham o acento próprio: carta-bilhete. sem. Quando o prefixo terminar por consoante e a segunda palavra começar pela mesma consoante: sub-base. avô. é a primeira das vogais que deve ser acentuada: irmã. .  Em palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas: amor-perfeito. „ta bom (está). não. àquelas.til. aquém. àquela. micro-ônibus.cedilha. O uso do til não dispensa o uso de outros acentos na mesma palavra: órfão. . cirurgião-dentista. pagã.qualquer que seja a letra inicial da segunda palavra: além. àquele. àqueles. castiço. põe. bem-te-vi. no ditongo. àquilo. que marca o som nasal da vogal ou do ditongo. . açúcar.. 6 . Nos demais casos não se usa o hífen: hipermercado.     De acordo com a nova ortografia também é usado sempre que a outra palavra começar com a letra h: aero-hidroterapia. Quando o prefixo terminar por vogal e a segunda palavra começar pela mesma vogal: anti-inflamatório. recém.acento grave. . sota. empregado para indicar a crase: às. soto e vice.Usa-se o hífen:  determinados prefixos sempre exigirão o hífen. serve para indicar a supressão de uma letra ou sílaba: quedad‟água (de). quando a palavra não for ditongo: romã. somente o a pode vir com o til.apóstrofo. Nas vogais. coloca-se sob o c antes das vogais a. o e u: castiçal. que indica o som fechado: lê. ex.

sob-roda. sub-reitor. obrepção.sistema etimológico. O trema continua em palavras estrangeiras e seus derivados: Müller. “guaçu” e “mirim”: amoré-guaçu. ad-renal.trema: o novo acordo ortográfico determinou o fim do uso do trema nas palavras portuguesas. relação criançaidoso. etc. Partição dos vocábulos É o processo que devemos seguir no cortar um vocábulo quando não cabe todo em uma linha. Em todos os prefixos se a palavra seguinte começar por “r” ou “s”. sob-.sistema fonético. Quando o prefixo terminar com b (ab-. as sílabas se separam de acordo com a origem da palavra. evangelho. Esse processo é possível apenas a pessoas muito versadas em assuntos etimológicos: outrora (outra+hora).anajá-mirim. reestruturar. lingüiça. a partição se torna mais fácil e acessível. É preciso saber que existem dois processos de divisão silábica: o etimológico e o fonético. -h): ab-rupção. -r (e obviamente.Não se usa o hífen:    Em palavras de cujo processo de composição se perdeu a noção: mandachuva. ob-. coexistir. paraquedas. capim-açu. Com os prefixos co. reabastecer. 7 . porém o fim do trema não modificou a pronúncia das palavras: aguentar. .e re-: coautor. girassol. . Palavras com elementos repetidos: blá-blá-blá. Palavras compostas por sufixo de origem tupi-guarani: “açu”. sub-) ou d (ad-) e a palavra seguinte começar com –b. agora (hac+hora). lenga-lenga. Pa-róquia. pois são separadas de acordo com a pronúncia das sílabas: após-trofar. mülleriano. . antirreligioso. será preciso dobrá-la para que não perca o fonema inicial: antessala.    Em encadeamentos vocabulares: ponte Rio-Niterói. .

= reverendo). Todo texto possui regras. o ponto de exclamação e o ponto de interrogação. que é onde entra a aplicação da ortografia na produção de textos. e até mesmo uma parte muito importante. = excelência). o modo como as frases ou partes delas se combinam para assegurar um desenvolvimento proporcional. pois o mau uso da ortografia e da gramática pode criar incoerência e prejudicar a estrutura 8 . Se na abreviatura aparece a letra acentuada da palavra o acento permanece: pág. ortográfica ou gramatical. pois não adianta utilizar palavras "desconhecidas" de maneira errônea). Na construção de textos além de a ortografia ser essencial. = você). (página). O aluno deve dominar sua língua nativa. minha(s)). seja ela. entender sua finalidade. Nomes próprios. além do ponto final. que podem ser somente a primeira letra seguida de ponto (v. e a coerência é que dá origem a textualidade. e é exatamente nesse ponto que entra a coesão e coerência textual. é preciso fazer sentido. ou em algumas letras e o ponto (Exa. Começo de versos. A aplicação da ortografia na construção textual A ortografia possui uma grande importância na construção textual.Emprego das iniciais maiúsculas O emprego das iniciais maiúsculas é necessário quando:     Começo de período. notando-se que indicam fim de período. Abreviaturas É tradicional na língua o emprego de diversas abreviaturas. praticar a leitura para enriquecer seu vocabulário (possuindo um dicionário consigo. Começo de citações. A coesão é então a ligação entre os elementos superficiais do texto. Também pode ocorrer com uma letra seguida de barra: (m/ = meu(s). nas primeiras letras e o ponto (Rev.

o modo como se relacionam. portanto. e entre elas a ortografia. sendo assim. Existem vários tipos de textos: narrativos descritivos e dissertativos. e para que isso aconteça é necessário conhecer a língua portuguesa profundamente.do texto. o modo como frases ou partes delas se combinam para assegurar um desenvolvimento proposital. principalmente se quiser escrevê-los. e antes de qualquer regra ser seguida é muito importante que saibamos ler e entender o que estamos escrevendo. é preciso utilizar a língua portuguesa e todas as suas regras. Se o produtor de um texto violar em auto grau o uso da ortografia ou da gramática seu receptor não conseguirá estabelecer o sentido do texto. aquele que o produz e aquele que busca compreendê-lo. 9 . e para saber construí-los e diferenciá-los é preciso saber ler profundamente o texto escolhido. que lhe dariam textura ou textualidade. A coerência depende fundamentalmente da interação entre o texto. para que o leitor do texto consiga entendê-lo na sua totalidade. A coesão e coerência textual são a harmonia e a conexão entre ideias ou acontecimentos. a ligação entre os elementos superficiais do texto. para um bom desenvolvimento textual é necessário haver coesão e coerência no mesmo. isto é. 2002). A coesão ajuda a perceber a coerência na compreensão do texto. Ela é. e para isso. isto é o que chamamos de coesão gramatical e coesão lexical (Koch. que explica que somente essas relações de coesão fariam do texto um texto. é muito importante que as regras ortográficas e gramaticais sejam aplicadas. Concluímos então que.

São Paulo. São Paulo. São Paulo: Saraiva. CIPRO NETO. 1. 44 Ed. Samira Yousseff e SOUZA. ALMEIDA. Edição 159. É hora de escrever Certo. 2003. Ed. ED. Edição 162. Paulo. 8. 2000. Napoleão Mendes de. Jésus Barbosa. 2011. Araújo. 2002. FIORIN. São Bernardo do Campo . Produção de textos e Gramática. Escola viva. Gramática Metódica da língua Portuguesa. Janeiro e Fevereiro. José Luiz e SAVIOLI. 3.Referências KOCH. Barueri – São Paulo: Gold. 10 . Letramento e Alfabetização. 1996. Luiz Carlos. São Paulo: Cortez. Coleção Professor Pasquale Explica/Texto. Lições de texto: Literatura e Redação. Pellegrini. São Paulo: Ática. 2003. Literatura. 1 Ed. Texto e Corência. Maio. São Paulo: Saraiva. Escola Viva. Ed. Francisco Platão. Pasquale. Ingedore Grunfield Villaça e TRAVAGLIA. 2003. CAMPADELLI. Denise.

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