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Setor de Conciliação e Mediação de Campinas - um caminho para a pacificação social

Setor de Conciliação e Mediação de Campinas - um caminho para a pacificação social

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Publicado porIvana Lima Regis
A comarca de Campinas é dividida em foro central e foro regional. O foro central reúne vinte e nove juízos: dez cíveis, quatro de família e sucessões, seis criminais, dois de execução criminal, dois do juizado especial cível, um da infância e juventude, dois do júri e dois da fazenda pública. Já o foro regional é formado por cinco varas judiciais.
Os juízos do foro central estão situados na “Cidade Judiciária”, espaço que também abriga treze promotorias de justiça (onze cíveis e duas de execução criminal), a Defensoria Pública e a Casa do Advogado.
O Setor de Conciliação e Mediação de Campinas (doravante, SCMC) funciona nas dependências da “Cidade Judiciária” e desenvolve suas atividades no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
O campo de atuação do SCMC compreende a realização de audiências de conciliação na fase processual (com a lide já instaurada) e na fase pré-processual (antes do ajuizamento da ação).
A fase processual envolve a realização de audiências de processos em trâmite nas varas cíveis (fase processual cível) e nas varas de família (fase processual família) da comarca.
A fase pré-processual abrange a realização de audiências referentes a questões cíveis que versem sobre direitos patrimoniais disponíveis, independente do valor ou qualidade da parte (fase pré-processual cível) e questões relativas ao direito de família (fase pré-processual família).
O SCMC é organizado em três segmentos: processual cível, processual família e pré-processual. Cada um desses segmentos reúne procedimentos distintos no que se refere a: (i) elaboração das pautas: via designação judicial ou via atendimento ao público; (ii) organização das pautas: freqüência, duração e número de audiências designadas; (iii) realização das audiências: horário (manhã ou tarde), local (salas do juízo ou do setor), auxiliares (escreventes de sala ou do setor).
O SCMC também possui um “posto de conciliação” (Unidade UNIP), instalado por meio de convênio firmado com a Universidade Paulista (UNIP). Desenvolve ainda dois projetos paralelos, sendo eles: “Conciliação em dois tempos”, em parceria com a juíza da 5a. vara cível, que envolve a realização de audiências de conciliação previstas no art. 331 do CPC, e “Mediação”, que prevê a aplicação de técnicas específicas desse instituto em audiências de conciliação da fase processual.
Em razão da mutiplicidade de procedimentos reunidos em um único projeto, destinados à promoção da pacificação social, o SCMC pode ser considerado um “sistema de múltiplas portas”: trata-se de um serviço centralizado, instalado dentro de um “fórum”, e que conta quase tão somente com a estrutura usualmente disponibilizada pelo Poder Judiciário.

O funcionamento do SCMC é regulado pelo Provimento 953/05 do Conselho Superior da Magistratura, que autoriza e disciplina a criação, instalação e funcionamento do “Setor de Conciliação ou de Mediação” nas Comarcas e Foros do Estado (anexo 1).
O SCMC não é uma unidade administrativa autônoma. Os juízes coordenador, adjunto e colaboradora exercem suas atividades sem prejuízo de suas varas e sem qualquer acréscimo de remuneração. Os funcionários que nele atuam são cedidos por outras unidades. Os conciliadores são voluntários e não remunerados.
* Trecho do trabalho “Setor de Conciliação e Mediação de Campinas: um caminho para a pacificação social”, apresentado ao Grupo do Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação, do Conselho Nacional de Justiça, para concorrer ao “I Prêmio Conciliar é Legal” [Outubro de 2010].
A comarca de Campinas é dividida em foro central e foro regional. O foro central reúne vinte e nove juízos: dez cíveis, quatro de família e sucessões, seis criminais, dois de execução criminal, dois do juizado especial cível, um da infância e juventude, dois do júri e dois da fazenda pública. Já o foro regional é formado por cinco varas judiciais.
Os juízos do foro central estão situados na “Cidade Judiciária”, espaço que também abriga treze promotorias de justiça (onze cíveis e duas de execução criminal), a Defensoria Pública e a Casa do Advogado.
O Setor de Conciliação e Mediação de Campinas (doravante, SCMC) funciona nas dependências da “Cidade Judiciária” e desenvolve suas atividades no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
O campo de atuação do SCMC compreende a realização de audiências de conciliação na fase processual (com a lide já instaurada) e na fase pré-processual (antes do ajuizamento da ação).
A fase processual envolve a realização de audiências de processos em trâmite nas varas cíveis (fase processual cível) e nas varas de família (fase processual família) da comarca.
A fase pré-processual abrange a realização de audiências referentes a questões cíveis que versem sobre direitos patrimoniais disponíveis, independente do valor ou qualidade da parte (fase pré-processual cível) e questões relativas ao direito de família (fase pré-processual família).
O SCMC é organizado em três segmentos: processual cível, processual família e pré-processual. Cada um desses segmentos reúne procedimentos distintos no que se refere a: (i) elaboração das pautas: via designação judicial ou via atendimento ao público; (ii) organização das pautas: freqüência, duração e número de audiências designadas; (iii) realização das audiências: horário (manhã ou tarde), local (salas do juízo ou do setor), auxiliares (escreventes de sala ou do setor).
O SCMC também possui um “posto de conciliação” (Unidade UNIP), instalado por meio de convênio firmado com a Universidade Paulista (UNIP). Desenvolve ainda dois projetos paralelos, sendo eles: “Conciliação em dois tempos”, em parceria com a juíza da 5a. vara cível, que envolve a realização de audiências de conciliação previstas no art. 331 do CPC, e “Mediação”, que prevê a aplicação de técnicas específicas desse instituto em audiências de conciliação da fase processual.
Em razão da mutiplicidade de procedimentos reunidos em um único projeto, destinados à promoção da pacificação social, o SCMC pode ser considerado um “sistema de múltiplas portas”: trata-se de um serviço centralizado, instalado dentro de um “fórum”, e que conta quase tão somente com a estrutura usualmente disponibilizada pelo Poder Judiciário.

O funcionamento do SCMC é regulado pelo Provimento 953/05 do Conselho Superior da Magistratura, que autoriza e disciplina a criação, instalação e funcionamento do “Setor de Conciliação ou de Mediação” nas Comarcas e Foros do Estado (anexo 1).
O SCMC não é uma unidade administrativa autônoma. Os juízes coordenador, adjunto e colaboradora exercem suas atividades sem prejuízo de suas varas e sem qualquer acréscimo de remuneração. Os funcionários que nele atuam são cedidos por outras unidades. Os conciliadores são voluntários e não remunerados.
* Trecho do trabalho “Setor de Conciliação e Mediação de Campinas: um caminho para a pacificação social”, apresentado ao Grupo do Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação, do Conselho Nacional de Justiça, para concorrer ao “I Prêmio Conciliar é Legal” [Outubro de 2010].

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Entre outubro de 2005 e agosto de 2010, o SCMC viabilizou a

realização de cinco cursos de capacitação em conciliação e mediação com os seguintes

objetivos: (i) promover a capacitação e a reciclagem dos conciliadores junto ao setor; (ii)

divulgar os métodos alternativos de resolução de conflitos (MARC) bem como a cultura da

conciliação38

. A seguir, uma lista com informações sobre os cursos:

1. “Curso de Conciliação e Mediação”, promovido pelo CEBEPEJ (Centro Brasileiro

de Estudos e Pesquisas Judiciais), em parceria com o IMAB (Instituto de Mediação

e Arbitragem do Brasil) e o CEREMA (Centro de Referência em Mediação),

realizado no auditório da APAMAGIS (Associação Paulista de Magistrados), no

prédio do “Fórum Central”, em Campinas, com carga horária de 36 horas/aula. O

curso contou com a participação de cerca de cinqüenta pessoas (Outubro de 2005);

2. “Curso de Iniciação em Capacitação de Conciliadores e Mediadores Judiciais”, do

Projeto Pacificação de Lides, promovido pela EPM (Escola Paulista da

Magistratura), realizado no Salão do Júri, na Cidade Judiciária de Campinas, com

carga horária de 18 horas/aula. O curso contou com cento e dez participantes (Maio

de 2007)

3. “Curso de Capacitação Parcial em Conciliação e Mediação Judiciais”, do Projeto

Pacificação de Lides, promovido pela EPM (Escola Paulista da Magistratura),

realizado no Salão do Júri, na Cidade Judiciária de Campinas, com carga horária de

30 horas/aula. O curso contou com a participação de oitenta e dois inscritos

(Setembro de 2007);

4. “Curso de Capacitação de Mediadores”, promovido pela APAMAGIS (Associação

Paulista de Magistrados), em parceria com o CEBEPEJ (Centro Brasileiro de

Estudos e Pesquisas Judiciais), realizado no Salão do Júri, na Cidade Judiciária de

Campinas. Sessenta pessoas participaram do curso (Junho de 2008);

5. “Curso de Capacitação de Conciliadores”, promovido pela APAMAGIS

(Associação Paulista de Magistrados), em parceria com o CEBEPEJ (Centro

38

Vale anotar que as incrições são custeadas pelos participantes.

46

Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais), realizado no Salão do Júri, na Cidade

Judiciária de Campinas, com carga horária de 24 horas/aula. O curso contou com

cinquenta participantes (Maio de 2009).

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