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Peticao Indenizaco e Devolucao de Quantia Paga - Jefferson Rodrigues Chagas x Prime - Mrv

Peticao Indenizaco e Devolucao de Quantia Paga - Jefferson Rodrigues Chagas x Prime - Mrv

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EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CIVEL DA COMARCA DE APARECIDA DE GOIANIA – GO Assistência Judiciária

REQUERENTE: JEFFERSON RODRIGUES CHAGAS

REQUERIDOS: MRV PRIME INCORPORAÇÕES SPE LTDA

APARECIDA

DE

GOIANIA

JEFFERSON RODRIGUES CHAGAS, brasileiro, casado, portador de CPF n.: 023.633.001.02, CI n.: 4270120 SPTC-GO, residente e domiciliado a Rua Tocari, quadra 211, lote 17, Parque Amazônia, Goiânia – GO, neste ato representado por advogado infraassinado, com escritório profissional sito a Rua 32, quadra A-19, lote 18, Jardim Goiás, Goiânia – GO comparece perante Vossa Excelência para apresentar a seguinte: AÇAO DE INDENIZAÇAO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS C/C DEVOLUÇÃO DE QUANTIA PAGA e LUCROS CESSANTES: Em face das seguintes requeridas: MRV PRIME APARECIDA DE GOIANIA INCORPORAÇÕES SPE LTDA, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ N.: 09.069.134/0001.33, estabelecida a Rua C-214 n.: 150, Jardim America, Goiania – GO, CEP: 74.270.270. Pelos seguintes fatos e argumentos a seguir expostos:

DOS FATOS: O requerente em 05 de novembro de 2.009 adquiriu um apartamento de dois quartos, no edifício a ser construído denominado Spazio Gran Real – Bloco F – apartamento 107, localizado a Rua Conde de Monte Cristo, lotes 01 a 24, quadra 38, Bairro Parque Real, Aparecida de Goiânia – GO, matrícula n.: 215.599 – Livro 2 – Registro Geral – Ficha n.: 01 – Cartório de Registro de Imóveis e Tabelionato 1º de Notas da Comarca de Aparecida de Goiânia – GO. Preferiu o requerente em adquirir este imóvel, pois o prazo de entrega previsto para julho/2010 e quando adquiriu o imóvel já estaria pretendendo casar-se no inicio do ano seguinte. O prazo entre a entrega do imóvel e o período do casamento seria para equipar o imóvel com a aquisição de armários e preparação do apartamento. Preço total de aquisição do imóvel foi de R$ 80.505,00 (Oitenta mil quinhentos e cinco reais) a serem distribuídos da seguinte maneira: 1 - Sinal de R$ 5.505,00 (cinco mil quinhentos e cinco reais) sendo: a quantia de R$ 367,00 (trezentos e sessenta e sete reais) vencível em 25/11/2009, representado pelo cheque 000551, Caixa Econômica Federal, agencia 1842, conta corrente 030000066-9 e 01 (uma) parcela no valor de R$ 367,00 (trezentos e sessenta e sete reais) vencível em 10/12/2009 a ser pago através de deposito identificado no banco 409, agencia 0504 conta corrente n.: 236460-3 e código identificador do depósito 20503546 e 13 (treze) parcelas no valor de R$ 367,00 (trezentos e sessenta e sete reais) vencíveis mensalmente a partir de 10/01/2010, representado por 13 (treze) Notas Promissórias, que após sua compensação e pagamento a Promitente Vendedora dará quitação. 2 – A quantia de R$ 72.640,38 (setenta e dois mil seiscentos e quarenta reais e trinta e oito centavos) a ser pago através de Financiamento Habitacional contraído pelo Promitente Comprador. 3 – A quantia de R$ 2.359,62 (dois mil trezentos e cinquenta e nove reais e sessenta e dois centavos) a ser pago diretamente pelo Promitente Comprador, mediante depósito bancário em conta destinada ao financiamento do imóvel supra citado na CEF, importância esta que deverá ser liberada pelo Banco Juntamente com a liberação do montante do financiamento obtido em favor da Construtora.

O requerente por inúmeras vezes entrou em contato com a requerida. DO PRAZO PARA ENTREGA DO IMOVEL: A entrega no Contrato Particular de Promessa de Compra e Venda seria para o mês de JULHO/2010 ou que a entrega das chaves poderia variar de acordo com a data de assinatura do contrato de financiamento junto a Caixa Econômica Federal. 03. 14 (quatorze) meses após a assinatura do referido contrato junto ao agente financeiro. Goiânia – GO.62 (dois mil trezentos e cinquenta e nove reais e sessenta e dois centavos) seriam reajustadas pelo INCC mensalmente pelo índice que resultar da divisão do INCC de dois meses antes da data da sua efetiva negociação ou quitação junto à Promitente Vendedora. DO ATRASO NA ENTREGA DO IMÓVEL: No entanto. via email ou telefone para obter informações do prazo de entrega e andamento da obra. . 02. Prevalecendo como data de entrega de chaves. Engenheiro Eurico Viana com Rua Teresina e Rua São Luiz.16 e 17 da quadra 01.359. No mês de abril de 2009 as requeridas convocaram os compradores para realizar a entrega da obra. (TAIS EXIGÊNCIAS CONSTAM NO QUADRO RESUMO DO CONTRATO PARTICULAR DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA). pelo INCC de dois meses anteriores à assinatura deste contrato. lotes 01.640. até o mês de JULHO de 2010 não foi realizada a entrega efetiva da obra. 15. Nesta assembléia as empresas requeridas não souberam explicar e justificarem a demora e atrasos para a entrega do empreendimento Spazio Granville.As questões de reajustes foram acordadas que a quantia R$ 72. porém não haviam concretizadas as obras e sequer havia a documentação de Habite-se aprovada para a liberação de documentação e entrega aos compradores. situado à Av. No Contrato (Cláusula Quinta) a Promitente Vendedora se compromete a concluir as obras do imóvel objeto deste contrato até o último dia útil do mês mencionado no item 5 do Quadro Resumo (JULHO/2010).38 (setenta e dois mil seiscentos e quarenta reais e trinta e oito centavos) e também o valor de R$ 2. para quaisquer fins de direito. do Bairro Alto da Glória.

Atualmente os requerentes já cadastraram perante o Agente Financeiro (Caixa Econômica Federal. telefonemas para que procedessem a baixa das hipotecas para contratação de financiamento imobiliário perante outra instituição bancária. solicitações. ainda não foram entregues aos compradores por total falta de conclusão da obra. Por total responsabilidade das requeridas o empreendimento atrasou por 01 (um) ano para ser entregue a área comum aos compradores. Inutilmente a estas solicitações os requerentes se viram obrigados a contratarem perante o Banco Real para a liberação e . O índice de reajuste INCC inserido no período superior da data prevista de entrega proporcionou ao reajuste superior a 20% (vinte por cento).464. Agência 1575 – Shopping Flamboyant) desde o mês de dezembro de 2008 e já estão com o crédito aprovado para o pagamento da quantia a ser financiada. E mais. pois o empreendimento foi dado em garantia a esta instituição para a construção. com a finalidade das requeridas providenciarem documentação para a entrega da unidade 504 adquirida pelos requerentes.02287324 – 6ª Vara Cível da Comarca de Goiânia. Vide declaração de funcionário da empresa fls. comunicados.A – registrada sob o n.000. As requeridas estão dificultando o acesso a documentos para contrair o financiamento bancário a outras instituições. 10 dos autos de interpelação judicial que naquela época o débito já seria R$ 109. Por diversas vezes o requerente enviou e-mails.: R-1-58.: 2009.00 (cento e nove mil reais) para a unidade dos requerentes.688 e esta instituição juntamente com as requeridas não deram baixa nas hipotecas sob o pretexto de forçosamente fazerem com que os requerentes fizessem contratação de crédito imobiliário perante o Banco ABN Amro Real. o saldo remanescente a ser financiado ultrapassa a quantia de R$ 109. Em decorrência da incerteza e o risco de se protelar ainda mais para a entrega do imóvel os requerentes interpuseram uma Interpelação Judicial em: 04/06/2. as requeridas não apresentam as documentações do empreendimento e do imóvel aptas a serem aprovadas pelo agente financeiro.009 – Protocolo n. Contudo.44 (Cento e Nove mil quatrocentos e sessenta e quatro reais e quarenta e quatro centavos) – Data: 30/05/2009. Por Critério econômico e tentando induzir os compradores a contraírem financiamento perante o Banco ABN Amro Real. A dificuldade de entrega do imóvel ocorreu em razão das empresas requeridas terem hipotecado todas as unidades perante o Banco ABn Amro Real S. Por este atraso na entrega do imóvel. até o presente momento as áreas privativas.

o documento de expedição para entrega do termo de habite-se somente pode ser requerido com o termino das obras. os requerentes constataram que o saldo devedor do imóvel alcançou a quantia de R$ 125.00 (noventa e dois mil reais).009.40 (dezesseis mil e dezesseis reais e quarenta centavos) valor pago como entrada e parcelas mensais. do Residencial Spazio Granville.-758. recurso utilizado pela contratação do banco Real – financiamento imobiliário. Sendo que: 1 – a quantia de R$ 16.016.983.A para pagamento da diferença do saldo devedor.entrega do imóvel. 3 – a quantia de R$ 92.: 35764712 perante a Prefeitura Municipal de Goiânia – GO as requeridas deram entrada no termo de habite-se em novembro de 2. 4 – a quantia de R$ 10.008 sendo a vistoria realizada em 12 de dezembro de 2.240.688 – Goiânia.009 que relata a construção da fração ideal retro do apartamento 504 – Box 24.000. DO HABITE-SE: É notório o atraso na entrega do imóvel.008 e expedido o termo de habite-se em novembro de 2. através de confissão de dívida firmada entre os requerentes e a empresa Prime Incorporações e Construções S. 22 de abril de 2. Comprovamos que consultando o processo n. Em razão do atraso e da obrigação de contratarem o Banco Real para o financiamento imobiliário. Consta na matrícula do imóvel a Averbação: Av. ATRASO NA ENTREGA DO IMOVEL E . sem moradia.00 (Cento e vinte e cinco mil duzentos e quarenta reais).240 (dez mil duzentos e quarenta reais). decorridos há mais de dois anos nesta briga. recurso utilizado do FGTS. dos reajustes do INCC e pela limitação da carta de crédito fornecida pelo Banco Real. 2 – a quantia de R$ 6.60 (seis mil novecentos e oitenta e três e sessenta centavos). valores do débito a ser financiado crescendo mês a mês em razão da aplicação do índice INCC e falta de interesse dos requeridos em solucionarem tais situações os requerentes foram coagidos a contratarem com o Banco Real – caindo no objetivo das requeridas de venda casada do imóvel – vendendo o produto e forçando a contratação da instituição bancária que as requeridas indicaram. pois.

711.361.690.26% 0.27% 0.971.65 R$ 91.92% 0.934.15% 0.36% 0.78 92.545.423.49 94.51% 0.68 R$ 97.008 devendo assim ser corrigido pelo INCC até a presente data.21% 0.447.83 95.00 VALOR 0.16 R$ R$ R$ R$ R$ R$ 92.61 R$ 96.Portanto.23% 0.296.58 . DO SALDO DEVEDOR / CORREÇAO INCC ATÉ MAIO 2.46% 1. o atraso na construção do imóvel foi diretamente da responsabilidade das requeridas construtoras.31% 0.38% R$ 91.152.51% 0.66 94. 621.008: O prazo de entrega do imóvel e correção ficou estabelecido em contrato para o mês de maio/2.103.341.13 (Cento e um mil seiscentos e vinte e um reais e treze centavos) – conforme tabela abaixo: SALDO DEVEDOR DA PARCELA A SER FINANCIADA PRAZO FINAL MAIO 2.905.45% 0.58 92.770. Desta forma o débito de saldo devedor seria até a quantia de R$ 101.73 R$ 97.56 R$ 95.200.04 MESES INDICE INCC Novembr o-06 Dezembr o-06 Janeiro07 Fevereiro -07 Março-07 Abril-07 Maio-07 Junho-07 Julho-07 Agosto07 Setembro -07 Outubro07 Novembr o-07 Dezembr o-07 Janeiro- R$ 95.55 R$ 92.040.36% 0.59% 0.34 R$ 96.008 SALDO DEVEDOR R$ 91.

618. o valor a ser financiado seria a quantia de R$ 101.87 (vinte e três mil seiscentos e dezoito reais e oitenta e sete centavos).688 da 4ª Circunscrição de Registro de Imóveis da Comarca de Goiânia .102.66% 0.000.90 R$ 99.13 Portanto.00 (oitocentos reais mensais). Consta da matrícula R-158.400.010.621.03 R$ 101. O valor do aluguel de aproximadamente seria estipulado em torno de 1% do valor do imóvel (R$ 113. Alugando o imóvel em uma região nobre de Goiânia.08 Fevereiro -08 Março-08 Abril-08 Maio-08 0.13 (cento e um mil seiscentos e vinte e um reais e treze centavos). portanto 18 meses que os requerentes não puderam auferir renda.00).00 (quatorze mil e quatrocentos reais).749.43 R$ 98.87% 2. DA ENTREGA DO IMOVEL: As requeridas somente procederam a entrega do imóvel em fevereiro de 2. DA VENDA CASADA DO IMOVEL / FINANCIAMENTO IMOBILIARIO BANCARIO POR INSTITUIÇAO PRÉDETERMINADA: As requeridas construtoras ao iniciarem a construção do empreendimento imobiliário procedeu uma hipoteca perante a instituição bancária – Banco Abn Amro Real S/A para realizarem a construção do empreendimento imobiliário. DO LUCRO CESSANTE: Os requerentes não puderam realizar a locação do imóvel durante o prazo de junho/2008 a dezembro/2009.609.621. somente após a assinatura do contrato perante a instituição financeira Banco Abn Amro Real. Havendo uma diferença de R$ 23.40% 0. Assim os requerentes deixaram de auferir uma renda de R$ 14. portanto seria cobrado um valor de aluguel de R$ 800.02% R$ 98.

688. 00 (seis milhões setecentos mil reais). AV-6-58. AV-8-58. Os requerentes sujeitaram a realizarem o financiamento imobiliário perante a Instituição Bancária Banco Abn Amro Real S.688. da falta de consideração com o cliente.009. AV-5-58. ou seja.688. AV-3-58688.– GO o valor do empréstimo foi de R$ 6. Diante deste empréstimo as requeridas construtoras procederam a construção do empreendimento. Nota-se que somente após o pagamento do saldo devedor (unidade imobiliária) via contrato imobiliário que as requeridas procederam as baixas das averbações de hipotecas realizadas entre as requeridas. A interpelação judicial promoveu por parte das requeridas a juntada de solicitação de documentação para dar baixa da hipoteca para financiamento para outras instituições bancárias principalmente para a Caixa Econômica Federal para utilização do subsídio do governo do programa Minha Casa Minha Vida e também por haver melhor condição de financiamento.688. Assim. utilizando por inúmeras vezes aditivos contratuais para financiar a construção do empreendimento conforme as averbações n. os direitos de credito imobiliário são todos em favor do banco ABN AMRO REAL. Podemos concluir que as requeridas construtoras não procederam o pagamento do débito da hipoteca realizada que foi paga através da utilização do empréstimo realizado pelos autores. ou seja. AV-4-58. As fls.000. o Banco Abn Amro Real financiou a construção do imóvel e recebeu o débito da hipoteca através do pagamento do próprio banco do financiamento imobiliário.688. 08 dos autos de Interpelação a boleta de pagamento constava que: “DIREITOS CREDITÓRIOS EMPENHADOS AO ABN AMRO REAL S/A”.: AV-1-58. Somente no final desta “novela” para contratação do financiamento imobiliário que podemos interpretar o que constava nestes dizeres. Consta dos autos de interpelação solicitação por escrito do pedido de baixa da hipoteca para financiar perante a CEF (caixa Econômica Federal) datado em 27/05/2009. as requeridas construtoras transferiu todos .A. humilhação e a necessidade de receber o imóvel.700. sendo vencidos pelo cansaço. as taxas de juros são menores do que a contratada pelo Banco Real. assinando o contrato de financiamento imobiliário no dia 30 de outubro de 2. Os requerentes por inúmeras vezes solicitaram esta baixa.

cartão de crédito e débito) para obter o contrato de financiamento. impedindo que os clientes exercerem o direito de optarem qual instituição bancária para contraírem o financiamento bancário. E mesmo assim. ou seja. 4 – O Banco receberá um cliente fidelizado e comprometido por um prazo de 24 anos – recebendo custos de manutenção desta conta corrente somente para debitar a parcela mensal do empréstimo imobiliário. Vejamos: 1 – As construtoras não precisam custear a construção do empreendimento utilizando recursos próprios – utilizaram do empréstimo realizado através da hipoteca e seus aditivos que foram sendo realizados diante de cada etapa da construção.: 01. Porque senão não conseguiriam a liberação da hipoteca e do crédito imobiliário – vide a cláusula quinta – parágrafo segundo – INSTRUMENTO PARTICULAR DE VENDA E COMPRA DE IMOVEL RESIDENCIAL. Através do pagamento mensal . E outra.estes créditos ao Banco ABN AMRO REAL proibindo. cartão de débito) requerido para contrair o empréstimo bancário. após a contratação do financiamento bancário os requerentes não podem encerrar a conta corrente. o financiamento imobiliário é de longo prazo neste caso (288 – duzentos e oitenta e oito meses – 24 anos).002. Demonstraremos que esta prática comercial entre construtoras e bancos são de extrema vantagem entre estes e prejudicial em demasia aos compradores. cartão de crédito. os requerentes foram induzidos a abrirem uma conta corrente numa instituição que não queriam. ou seja. 5 – Os requerentes efetuaram o pagamento da hipoteca através da liberação do crédito imobiliário. 2 – O Banco obteve o direito de emitir os boletos de pagamento através desta hipoteca recebendo percentual do serviço bancário através do pagamento de cada boleta. conforme a cesta de pacotes que os requerentes tiveram que contratar (cheque especial. FINANCIAMENTO COM GARANTIA DE ALIENAÇAO FIDUCIÁRIA E OUTRAS AVENÇAS – CONTRATO N. 6 – As construtoras requeridas não efetuaram nenhum pagamento de recursos próprios.133011929-9. pois o débito das parcelas são diretamente lançadas na conta corrente destes.000. 3 O Banco recebeu a carteira de clientes compradores do empreendimento para gerenciar os débitos. Forçando cada comprador a abrir conta corrente e adquirir uma cesta de produtos do banco (cheque especial. são obrigados a permanecerem nesta instituição por 24 anos. dinheiro do próprio banco pagou um débito.

III . CONTRATO BANCARIO. REVELA-SE ILICITA. APLICACAO DO CDC. não é vantajoso as construtoras realizarem a construção do empreendimento sem tirar um tostão do bolso? Por isto a fatia do mercado da construção civil só tende a crescer e ser promissor! E de outro lado. (TJ/GO .CONFIRMADA A INEXISTENCIA DA DIVIDA E TENDO SIDO ENCAMINHADO O NOME DA PESSOA PARA OS CADASTROS DE INADIMPLENTES. QUE CONFICIONAM A VENDA DE PRODUTOS E SERVICOS A OUTRAS OBRIGACOES PAR O CLIENTE. também não é extremamente vantajoso a instituição bancaria ter um cliente vinculado por um prazo de 24 anos.E CONSIDERADA PRATICA ABUSIVA A PUBLICIDADE ENGANOSA QUE INTRODUZ CONTRATOS BANCARIOS SEM A DEVIDA INSTRUCAO NO ACORDO INICIAL FIRMADO COM O CLIENTE (ARTIGOS 30 E 31 DO CDC).NAO CARACTERIZA-SE JULGAMENTO EXTRA PETITA A SENTENCA QUE FUNDAMENTA AS MATERIAS DE FATO E DE DIREITO LEVANTADAS PELA PARTE. I DO CDC). INOCORRENCIA. SENTENCA EXTRA PETITA. II . SIMPLESMENTE PELA NEGATIVACAO IMPROPRIA. Recebendo taxas de manutenção da conta bancária. O ASPECTO INVOCADO NA FUNDAMENTACAO DE UMA SENTENCA NAO POSSUI CONTEUDO DISPOSITIVO. IV . I . utilizando produtos do banco e realizar um financiamento de longo prazo? O colendo Tribunal de Justiça deste Estado manifesta a vedação da prática da venda casada por instituições bancárias dos produtos destas: APELACAO CIVEL. NAO GERANDO ALTERACAO NA SITUACAO JURIDICA DAS PARTES. CARACTERIZADO ESTA O DANO MORAL. FUNDAMENTACAO APROFUNDADA SEM CONTEUDO DISPOSITIVO. INEXISTENCIA DE DIVIDA. APROFUNDANDO SEU RACIOCINIO SEM DIVERGENCIAS E MANTENDO O DISPOSITIVO DA SENTENCA ADSTRITO AO PEDIDO INICIAL. VEZ QUE APENAS EXPOE AS IDEIAS DO JULGADOR.das boletas de cada comprador (recurso dos compradores) e financiamento bancário procederam a construção do empreendimento. ONERANDO DEMASIADAMENTE O CONSUMIDOR (ARTIGO 39. DANO MORAL. NEGATIVACAO DO NOME. Ora magistrado. ACAO DECLARATORIA DE INEXISTENCIA DE DEBITO C/C DANO MORAL. LUIZ EDUARDO DE SOUSA . SENDO DEVIDA A INDENIZACAO PELOS TRANSTORNOS CAUSADOS A REPUTACAO DA PARTE LESADA.DES. A CONDUTA DO BANCO DE INCLUIR PRODUTOS (PAGAMENTOS EXTRAS) AO ACORDO INICIAL. EMBUTINDO SERVICOS SEM CONHECIMENTO PREVIO DO CORRENTISTA.APELACAO CIVEL ) . APELACAO CONHECIDA E IMPROVIDA.144396-1/188 .E VEDADO PELO ORDENAMENTO JURIDICO A PRATICA DE ‘VENDA CASADA’ PELAS INSTITUICOES BANCARIAS.

ARNALDO RIZZARDO.Contratos: Em contrapartida. Forense Universitária – 8ª edição – página 369 – manifestam a repulsa ao condicionamento do fornecimento de produto: “ O fornecedor nega-se a fornecer o produto ou serviço. antes de discutir-se acerca da referida cláusula.008. de vez que o texto fala em fornecimento. em sua obra CONTRATOSi . com a conseqüente liberação dos recursos em favor da Promitente Vendedora e desde que o Promitente Comprador esteja em dia com todas as suas obrigações contratuais”. ficou estabelecido na “Cláusula Quinta do Contrato de Promessa de Compra e Venda que a data de entrega do imóvel seria a do mês de Maio de 2. valendo também para outros tipos de negócios jurídicos. a limites quantitativos.. Conforme os juristas Adda Pelegrini Grinover. XII – Deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério. convém traçar alguns esclarecimentos acerca da definição e da finalidade do Contrato de Compromisso de compra e Venda. bem como. expressão muito mais ampla”.O Art. Ora. dentre outras práticas abusivas: I – Condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço. 39 do CDC dispõe: “ É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços. a não ser que o consumidor concorde em adquirir também um outro produto ou serviço. Com inteligência peculiar. É a chamada venda casada.. sem justa causa. a figura não está limitada apenas à compra e venda. Nelson Nery Júnior – na obra CDC comentado – Ed. ou 01 (um) mês após assinatura junto ao agente financeiro – A entrega das chaves somente ocorrerá após a assinatura do contrato junto ao Agente Financeiro. Só que agora. DO DIREITO: . .

. exigindo sejam contidas nele as garantias do cumprimento do contrato definitivo e futuro. que tem por objeto uma prestação de fazer. tem um caráter autônomo. E acrescenta: “. o cerne do contrato de compromisso de compra e venda. um termo.008. nos termos do compromisso estipulado. tal limite de tempo. em total contradição. a data prevista para entrega do imóvel em Maio de 2. como de sua essência. dentro do qual o contrato definitivo será concluído. Ou seja. para ficar ao livre arbítrio das requeridas o prazo de entrega do imóvel. Ainda. não especifica o referido compromisso de compra e venda. Do que se depreende da lição acima transcrita.” Melhor explicitando. não surjam dificuldades e dúvidas. além da fixação deste termo. na realidade. da qual só podem liberar em virtude de uma das causas gerais da rescisão dos contratos””. ou um limite de tempo. deixa de ter validade.008. 01 (um) mês após a assinatura junto ao agente financeiro – A entrega das chaves somente ocorrerá após a assinatura do contrato junto ao Agente Financeiro. vinculando as partes à obrigação que assumira. prestação esta consistente na celebração de outro contrato. devendo.. qual a data de término da obra. para que. que defina quando o contrato definitivo será concluído. “a promessa de contratos ou contrato preliminar pressupõe. de modo unilateral pelos requeridos.” Nota-se que o doutrinador vai além de uma simples definição. as cláusulas do contrato futuro. ao estabelecer que a entrega do imóvel ser daria em “Maio de 2. é definido para o mês de maio de 2. a cuja formação tende. na ocasião de ser aperfeiçoada a conclusão deste último. Todavia. os requeridos deixa à sua mercê o prazo para a entrega das chaves (ato que constitui a consolidação do contrato definitivo). primeiramente. regulado por leis especiais. o definitivo”. OU . Por outro lado. por isso mesmo. ao incluir a partícula OU na Cláusula Quinta. vez tratar-se verdadeiramente de um contrato de adesão.008. conter mais. o que . com a conseqüente liberação dos recursos em favor da promitente vendedora e desde que o promitente comprador (a) esteja em dia com todas as suas obrigações contratuais.“O contrato de promessa ou compromisso de compra e venda – pactum contrahendi – é um verdadeiro contrato. de modo expresso. é um termo. esclarece o renomado doutrinador: “Segundo Carvalho Santos.

que exige a obrigação dos compromissários-compradores. os requeridos planejavam induzir aos compromissadoscompradores dos apartamentos do condomínio. cumprir sua parte na obrigação. é a de que a compromissária-compradora.009 mesmo sem entregar o imóvel. a iniciar o pagamento da taxa de condomínio. a mesma apenas trouxe um especialista da área de engenharia. já ultrapassou em muito o estabelecido no contrato. Mais absurda ainda. com a intenção de cobrar condomínio o qual começaram a cobrar condomínio em Junho de 2. não pode ser afastada a natureza . para esclarecer acerca da parte estrutural da obra. e ficou aguardando até entrega do imóvel que ocorreu em fevereiro de 2. todos os futuros condôminos se recusaram a opor sua assinatura na Ata da Assembléia. Nota-se também. ficando claro e evidente a venda casada. por não consentirem com tamanha incoerência. ou seja. a fim de efetuar-se a entrega dos apartamentos aos proprietários. mas sem nenhum momento apresentou os documentos que comprovassem a legalidade da construção. ou sinal. mais de 01 (um) ano. Em assembléia realizada no mês de março de 2. sem. para a entrega da obra. e falta de bom senso das requeridas. Deste modo.tem ocasionado grandes prejuízos aos requerentes. contudo. cumpriu com todos os seus deveres até o momento. Mesmo que se pudesse inferir que o contrato estabelece em sal cláusula quinta uma prorrogação do prazo de entrega. A prorrogação do prazo de término da obra está ultrapassando 365 dias. mesmo sem entregar o imóvel.010 promovendo um aumento absurdo do saldo devedor em que as requeridas não excluíram os juros do período de maio/2008 a fevereiro/2010. para comprovar que a construção está com toda a documentação em ordem. que é o prazo de “120 dias”. vez que havia quitado todas as parcelas referentes às entradas. nos termos da legislação em vigor. havia instituído Convenção do Condomínio. Entretanto. ora requerente. é que os requeridos.009. Embora o CC/02 imprima um caráter de natureza real ao promitente-comprador. que na referida Assembléia realizada pela requerida. ou pelo menos. dar uma previsão segura. e sem prever data para cumprir sua obrigação. a única conclusão que se pode chegar. vez que já quitou o imóvel e foi obrigada a contratar a instituição bancária que hipotecou (financiou a construção do empreendimento – Banco Real). tal adiamento do prazo.

002: Art. Neste diapasão. os autores foram obrigados a residirem em casa dos familiares. construção. se não preferir exigir-lhe o cumprimento. que as requeridas não vislumbrava nenhuma previsão palpável de entrega do apartamento. o produtor. acerca da previsão da data de entrega do referido imóvel e providências para realizar o financiamento imobiliário em outra instituição bancária. fabricação. qual seja. 12 estabelece que: “Art. por culpa exclusiva das requeridas. independentemente da existência de culpa. nos termos do artigo 475 do Código Civil de 2. são notórios os prejuízos tanto materiais. montagem. Assim. formulas. indenização por perdas e danos. . bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos”. Mas que. o construtor nacional ou estrangeiro. além de não promoverem a baixa das hipotecas para contraírem financiamento em outra instituição bancária. Destarte.008).obrigacional da promessa de compra e venda. a de finalizar a construção do imóvel e de efetuar a entrega do mesmo aos compromissários-compradores na data aprazada no contrato (maio de 2. e o importador respondem. 12: O fabricante. em virtude do atraso na construção e entrega do imóvel. impossibilitada de fazê-lo. manipulação. cabendo. Cabível também ao caso vertente os ditames do Código de Defesa do Consumidor. chegando ao ponto de nem dar qualquer satisfação ou esclarecimento aos autores. pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes do projeto. 475: A parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato. as requeridas não cumpriram com sua obrigação. apresentação ou acondicionamento de seus produtos. por culpa exclusiva das requeridas. Destaca-se que. quanto morais. tinham a intenção de se mudar para o apartamento em questão. E notando. pois. que se verifica quando da exigibilidade do cumprimento da obrigação por ambas as partes. causados aos requerentes. O CDC em seu art. pelo fato do serviço. em qualquer dos casos. sendo de responsabilidade das requeridas os danos causados aos autores.

deverá ainda. lucros cessantes a título de alugueres que poderia o imóvel ter rendido se tivesse sido entregue na data contratada. do código civil/1916. proveniente de fato do serviço é objetiva. rel. 924 do Código Civil/1916. 3ª Turma. mas sim o parágrafo único do art. 335 do CPC). E também. não é aplicável o disposto no art. Em caso análogo ao sub examine. publ. figurado nos valores das parcelas pagas pelo promitente-comprador.2005. não necessita de prova (art. está o promitente-vendedor obrigado a devolver integralmente a quantia paga pelo promitentecomprador. do código civil/1916. A inexecução do contrato pelo promitente-vendedor. 1092 do Código Civil/1916. e conseqüentemente. DJ 05. Na resolução de compromisso de compra e venda de imóvel. j. Aplicação do art. Portanto. além da existência de cláusulas abusivas. (Resp 644984 – RJ. o Colendo Superior Tribunal de Justiça decidiu da seguinte forma: “Civil.Tal responsabilidade. vinda da experiência comum. e o qual não tem sido cumprido pelas requeridas. entre os quais deverão ser englobados os danos emergentes e lucros cessantes. 16. Min. causa. pela demora e pela não concretização do contrato final. – resolvida a relação obrigacional por culpa do promitente vendedor que não cumpriu a sua obrigação. por culpa do promitente-vendedor. Recurso não conhecido. pg. Precedentes. o que quer dizer que independe da comprovação de culpa da parte faltosa. Resolução por culpa da construtora. Restituição da integralidade das parcelas pagas e dos lucros cessantes pelo valor do aluguel mensal que imóvel poderia ter rendido. ressarcir aos autores os valores pagos sobre a capitalização do saldo devedor do período em que houve o atraso na entrega do imóvel (período maio/2008 a fevereiro de 2. que não entrega o imóvel na data estipulada. devolvendo-se ao promitente vendedor faltoso o direito de livremente dispor do imóvel. Nacy Andrighi. cabendo ao promitentecomprador o reembolso da integralidade das parcelas já pagas.2005. Compromisso de Compra e venda de imóvel. 402) .09. Contrato. Trata-se de situação que. parágrafo único. 1.010). as partes envolvidas deverão retorno ao estagio anterior à concretização do negócio.08. Artigo 924. acrescida dos lucros cessantes. além do dano emergente.092. ressarcir-lhes pelos prejuízos materiais e morais.

pertinente ainda transcrever parte do voto proferido pela renomada Ministra nos autos acima mencionados.092 do Código Civil/1916 conferia direito legal de resolução do contrato. XXV. o parágrafo único do art. e o que foi adimplido pela parte lesada tem que ser restituído pela parte inadimplente após a resolução (idem. devolvendo-se ao promitente vendedor faltoso o direito de livremente dispor do imóvel (in casu.331). acima exposto. A recorrente deverá devolver os valores recebidos. DOS DANOS MATERIAIS E MORAIS SOFRIDOS PELOS REQUERENTES: A doutrina firmou sentido da existência de dano moral reparável. 348). P. são perdas suas. De fato. 9. Pontes de Miranda. por exemplo. As eventuais despesas que efetuou. a empresa construtora não cumpriu sua obrigação. em caso muito semelhante ao ora analisado. inclusive quando se tratar de compra e venda e imóvel. XXV. devidamente atualizados e acrescidos de juros. quando e se o terminar). visto que traduz perfeitamente o que ocorre no caso em tela: “Na resolução do compromisso de compra e venda de imóveis. e das enormes frustrações e angústias que a autora vem sofrendo decorrente do excessivo prazo na demora da entrega do imóvel. não entregou o imóvel no prazo estipulado -. 1959. as partes envolvidas deverão retornar ao estagio anterior à concretização do negócio. resultante do descumprimento de obrigações de natureza . Nancy Andrighi. Tratado de Direito Privado. com direito a perdas e danos. de acordo com o entendimento da eminente Ministra do STJ. ibidem. que não cumpriu a sua obrigação – como. v. De fato. Borsoi. em razão dos rendimentos que a requerente deixou de usufruir com a locação de seu imóvel. n. e ficará com o imóvel para si. P. tem-se que “restituir tudo que se recebeu”. V. n. nesse caso.A título de esclarecimento. resolvida a relação obrigacional por culpa do promitente vendedor. § 3091. isto é. 1.. atualizados e acrescidos de juros.: 3. cit. cabendo ao adquirente o reembolso da integralidade das parcelas já pagas. bem como indenizá-la pelos danos morais e materiais. à parte lesada pelo inadimplemento do outro contratante (cfr. 2ª Ed. deverá restituir a importância paga pela autora.

contratual. for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. outrossim. entre os direitos deste.VI – a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais. a permitir-lhe. inclusive com a inversão do ônus da prova. forçando a realizar contrato imobiliário a instituiçao bancária em que indicaram.” Os requerentes foram menosprezados pelas requeridas construtoras em solucionar o problema. 2ª ed. com vistas à facilitação da defesa dos direitos do consumidor. O prestador de serviços está incumbido a provar que nesta condição não agiu conforme os relatos. segundo. quando. a critério do juiz. Revista dos Tribunais. a seu favor. inclui o da facilitação da defesa. 3ª Tiragem. quando. algumas dessas relações contratuais encontram-se atualmente sob a proteção do Código de Defesa do Consumidor. Iludindo a requerente nesta possibilidade de firmar um acordo com a requerida. a configuração de causa de indenização de dano moral. Porque de conformidade com o Artigo 6º. a critério do juiz. 19. Para Yussef Chali. prestacional. . In Dano Moral. dano moral ou extrapatrimonial é “o sofrimento psíquico ou moral. A indenização por dano moral deve proporcionar uma compensação pelo sofrimento efetivamente experimentado. no processo civil.. sendo certo neste caso. for verossímil a alegação ou for ela hipossuficiente. VIII). 6°. (art.. pág. as angústias e as frustrações infligidas ao ofendido. Da hipossuficiencia e inversão do ônus da prova no CDC: O CDC. a seu favor. as ordinárias de experiências. que abrange a inversão do ônus da prova. segundo as regras ordinárias de experiência. verificamos respaldo no Código de Defesa do Consumidor. Em outra análise. pois. individuais. no artigo 6º determina que: “são direitos básicos do consumidor: . as dores. inciso VIII: “cabe a facilitação da defesa de seus direitos. no processo civil. O dano material está completamente evidenciado pelos documentos acostados. no contexto deste. Tenha-se em conta que a verossimilhança é uma das condições para que o juiz inverta o mencionado ônus. Estamos diante de consumidores que viram incapazes de terem o imóvel adquirido senão sujeitassem ao contrato imobiliário e também pelo atraso de entrega do imóvel a qual o saldo devedor elevou em demasia e não poderem usufruírem do imóvel no prazo avençado. aliás. coletivos e difusos. conforme se viu.

ocasião em que a presente ação será julgada totalmente procedente. mediante estimativa de prudência que leve em conta a necessidade de. oitiva de testemunhas e depoimento pessoal da representante legal da ré.618. nos endereços fornecidos no preâmbulo desta. 7 . danos materiais e morais sofridos pelos requerentes valores estes arbitrados por Vossa Excelência. valores estes devidamente corrigidos. . requer: 1 – A citação dos requeridos via carta citatória. com a quantia. referente aos lucros cessantes do aluguel que os requerentes deixaram de auferir no atraso da entrega do imóvel. sob pena de revelia e confissão dos fatos acima narrados. conforme preconiza o art. Até porque deve o juiz.018.A indenização por dano moral é arbitrável. 2 – A decretação da inversão do ônus da prova em razão da hipossuficiência dos requerentes em razão do CDC. através dos representantes legais. 5 – Que sejam condenadas as requeridas (construtoras e instituição bancária) da prática indevida de venda casada. 4 – Que sejam condenadas as requeridas construtoras a pagarem a quantia de R$ 14. para. querendo contestar a presente ação. Dá-se a causa o valor de R$ 38. proveniente da correção indevida do INCC dos meses de maio/2008 a fevereiro/2010. 6 – Que sejam condenadas as requeridas nas custas processuais e honorários advocatícios. satisfazer os danos da vítima. sem quaisquer critérios. perícia técnica. 3 – Que sejam condenadas as requeridas a devolução da quantia da diferença de R$ 23. Nestes termos. 458. DO PEDIDO: Diante do exposto. na sua sentença. Não se trata de um valor que se submete ao livre talante do julgador. pela juntada de documentos. em especial.00 (quatorze mil e quatrocentos reais).400.87 (trinta e oito mil e dezoito reais e oitenta e sete centavos).87 (vinte e três mil seiscentos e dezoito reais e oitenta e sete centavos). fundamentar a sua decisão.Requer provar o alegado por todos os meios de provas em direito admitidos. do CPC.

Goiânia.835 . 29 de junho de 2.Pede e Aguarda Deferimento.010. YURY MARCELO FURTADO OAB/GO 22.

Forense. . Pag. 2009. 9ª edição revisada e atual. Arnaldo. Contratos. Ed.i Rizzardo. Rio de Janeiro. 396.

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