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DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO

CURSO BÁSICO DE MANUTENÇÃO PREVENTIVA


EM SISTEMAS DE CLIMATIZAÇÃO

CLI001

1
Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA
2014
Curso Básico de Manutenção Preventiva Nível Orgânico e Base em Sistemas de Climatização
para a Habilitação de Técnicos Nível Pleno
CLI 001
Disciplina1: Básico de Ar-Condicionado
Disciplina2: Climatização Aplicada

Organização e elaboração do conteúdo:


1º Ten Eng ELT Hélio Aurélio do Amaral Ferreira – PAME – RJ – Coordenador do GT;
CV Eng MEC Pedro Hartmann Cavalcanti – DECEA – RJ;
CV Eng ELT Carlos Alberto Lima Melo Júnior – CINDACTA IV;
1S SEL Mário Inácio da Silva – CINDACTA III;
2S SEL Fabio da Silva Gregório – PAME – RJ
2S SEL Lucinaldo Pereira de Souza – CINDACTA III;
2S SEL Rodrigo Theodosio de Souza – CINDACTA IV; e
3S SEL Késia de Amorim Benedito Moreira – CINDACTA IV.

Revisão Geral do coordenador do GT


1º Ten Eng ELT Hélio Aurélio do Amaral Ferreira

O presente trabalho foi desenvolvido para uso didático, em cursos que são oferecidos

pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). O seu conteúdo é fruto de pesquisa

em fontes citadas na referência bibliográfica, e que o(s) autor(es)/revisor(es) acreditam ser

confiáveis. No entanto, nem o DECEA, nem o(s) autor(es)/revisor(es) garantem a exatidão e a

atualização das informações aqui apresentadas, rejeitando a responsabilidade por quaisquer

erros e/ou omissões, ou por danos e prejuízos que possam advir do uso dessas informações.

Esse trabalho é publicado com o objetivo de orientar o aprendizado, não devendo ser entendido

como um substituto a manuais, normas ou qualquer tipo de publicação técnica específica que

trata de assuntos correlatos.

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APRESENTAÇÃO:

Este material didático corresponde às disciplinas Básico de Ar-Condicionado e


Climatização Aplicada. O material foi elaborado a partir de assuntos selecionados especialmente
para orientar sua aprendizagem. A seguir você conhecerá os objetivos que deverá alcançar ao final
de cada disciplina e os conteúdos que serão trabalhados.

OBJETIVOS:

Básico de Ar-Condicionado:

 Definir os conceitos físicos fundamentais aplicados a sistemas de climatização (Cn);


 Identificar os principais componentes aplicados em equipamentos de climatização (Cp);
 Empregar corretamente as ferramentas, instrumentos e equipamentos necessários nas
manutenções dos sistemas de climatização (Ap).

Climatização Aplicada:

 Explicar o funcionamento de cada equipamento de climatização empregado no SISCEAB


(Cp); e

 Praticar as manutenções preventivas de todos os equipamentos de climatização empregados


no SISCEAB, descritas nos Boletins Técnicos (Ap).

EMENTA:

Básico de Ar-Condicionado: 1) Conceitos Fundamentais: Fundamentos da Física; Propriedades


Termodinâmicas. 2) Fundamentos do Ar Condicionado e Componentes de Climatização: Ciclo
Básico de Refrigeração; Noções de Carga Térmica; Compressores; Condensadores; Dispositivos de
Expansão; Evaporadores; Componentes Acessórios; Fluídos Refrigerantes. 3) Ferramentas e
Instrumentos: Ferramentas; Instrumentos e Equipamentos. 4) Eletricidade: Eletricidade Básica;
Diagramas Elétricos; Motores Elétricos; Comandos Elétricos.

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Climatização Aplicada: 1) Ar Condicionado de Janela: Componentes e Funcionamento;
Diagramas Elétricos; Boletins Técnicos. 2) Split: Componentes e Funcionamento; Diagramas
Elétricos e Frigorígenos; Boletins Técnicos. 3) Self Contained: Componentes e Funcionamento;
Diagramas Elétricos e Frigorígenos; Boletins Técnicos. 4) Splitão: Componentes e Funcionamento;
Diagramas Elétricos e Frigorígenos; e Boletins Técnicos. 5) Chiller: Componentes e
Funcionamento; Diagramas Elétricos, Frigorígenos e Hidráulicos; e Boletins Técnicos. 6) Torre de
Resfriamento: Componentes e Funcionamento; Diagramas Elétricos; e Boletins Técnicos.
7)Ventilação: Componentes e Funcionamento; Diagramas Elétricos; e Boletins Técnicos. 8)
Motobombas: Componentes e Funcionamento; Diagramas Elétricos e Hidráulicos; e Boletins
Técnicos. 9) Dutos: Componentes e Funcionamento; e Boletins Técnicos. 10) Fancoils:
Componentes e Funcionamento; Diagramas Elétricos; e Boletins Técnicos.

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DISCIPLINA 1

BÁSICO DE CLIMATIZAÇÃO

UNIDADE 1.1
CONCEITOS FUNDAMENTAIS

1.1.1 Fundamentos da Física

a) Temperatura

Temperatura é a grandeza física que indica a intensidade de calor ou frio de um corpo, de um


objeto ou do ambiente e está associada ao estado de movimento ou agitação das partículas que
compõem os corpos.

Como sabemos, os objetos na natureza, assim como nós, são feitos de pequenas partículas
que conhecemos como moléculas. Com elas ocorre algo invisível. Elas estão em constante estado de
agitação, no caso dos sólidos, ou de movimentação, como ocorre em líquidos ou gases. Essa
situação não é constante, elas podem estar mais ou menos agitadas, dependendo do estado
energético em que elas se encontram.

O que se observa é que quanto mais quente está o corpo, maior é a agitação molecular e o
inverso também é verdadeiro, ou seja, a temperatura é uma grandeza física que está associada ao
estado de movimentação ou agitação das moléculas.

b) Escalas Termométricas

A temperatura pode ser medida, entre outras, por três escalas termométricas: Celsius,
Fahrenheit e Kelvin.

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A conversão entre essas escalas pode ser feita pelas utilizando-se as relações matemáticas
mostradas acima.

c) Instrumentos Medidores de Temperatura

Os instrumentos utilizados para efetuar as medições de temperatura chamam-se


termômetros. A palavra termômetro origina-se do grego thermo que significa quente e metro que
significa medida. Assim, termômetro é definido como o instrumento que mede temperatura.

A construção de um termômetro está baseada no uso de alguma grandeza física que depende
da temperatura, como o volume de um gás mantido a pressão constante, o volume de um corpo e a
resistência elétrica de condutores metálicos entre outras grandezas.

Para a medida da temperatura de um corpo com um termômetro, é preciso esperar o


equilíbrio térmico, isto é, quando em contato com o corpo, precisamos esperar alguns minutos para
que o termômetro e o corpo estejam a mesma temperatura, e assim, podemos medir seu valor. O
mesmo ocorre quando pretendemos aferir a temperatura de outros corpos e sistemas.

Contudo, é preciso escolhermos o termômetro adequado, de acordo com a faixa de


temperatura que se pretenda medir, pois a massa do termômetro deve ser bem menor que a massa
do objeto cuja temperatura queremos medir, caso contrário o termômetro poderá alterar a
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temperatura do corpo, como por exemplo, um termômetro comum e uma gota de água.

Podemos citar alguns tipos de termômetros: termômetros de líquido, termômetros


bimetálicos, termômetros a pressão de vapor ou de gás e termômetros eletrônicos.

d) calor

Considere dois corpos, A e B, que possuem temperaturas diferentes e estão em contato


térmico, como ilustra a figura abaixo:

Após algum tempo, observamos que os dois corpos encontram-se com a mesma
temperatura. O que estava com maior temperatura esfriou e o que estava com menor temperatura
esquentou. Quando isso ocorre, dizemos que os corpos estão em equilíbrio térmico e a temperatura
final é chamada de temperatura de equilíbrio. Isso acontece porque o corpo de maior temperatura
fornece certa quantidade de energia térmica para o outro de menor temperatura. Essa energia
térmica quando está em trânsito de um corpo para outro é denominada calor.

Calor Específico

Calor específico é uma grandeza física que define a variação térmica de uma determinada
substância ao receber determinada quantidade de calor. Também chamado capacidade térmica
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mássica.

Unidades de medida do calor específico:

No sistema métrico, o calor específico é medido pela quantidade de calor necessário para
elevar a temperatura de 1 kg de água em 1 °C e se denomina Kcal/kg°C

Já no sistema inglês de medidas, muito utilizado em climatização, o calor específico é


medido pela quantidade calor necessária para elevar a temperatura de 1 lb (libra) de água em 1°F e
se denomina BTU – British Thermal Unit.

O calor específico da água é 1,00 Kcal/kg°C, o que significa que é necessária 1Kcal para
aumentar a temperatura de 1 kg de água em 1°C.

Calor Sensível e Latente

Um corpo contém uma determinada quantidade de calor, que pode existir de duas formas:
Calor sensível e Calor latente.

Calor sensível

Quando o calor é adicionado ou extraído de uma substância sem que haja mudança de estado
físico, a temperatura é aumentada ou diminuída. O calor assim adicionado ou extraído é conhecido
como calor sensível, uma vez que a transferência de calor pode ser sentida ou medida por um
termômetro.

Exemplos deste fato são comuns na vida cotidiana. Se 1 kg de água a 60°C é aquecida até
90°C, a mudança de temperatura pode ser medida com um termômetro ou sentida pela mão. Neste
exemplo 30 Kcal foram adicionadas e a diferença resultante em temperatura pode ser sentida.

Isso representa uma mudança no calor sensível

Calor latente

Como vimos anteriormente, calor sensível é a adição ou extração de calor em uma


determinada substância sem que haja mudança de estado, mas que pode ser medida. Quando
adicionamos ou extraímos calor de uma substância onde ocorre mudança de estado, damos o nome
de calor latente.

e) Transferência ou Transmissão de Calor

Uma das leis fundamentais da Física é que o calor sempre flui do local que possui
temperatura mais alta para o de temperatura mais baixa, de modo que elas se igualem. Ou seja, os
corpos quentes cederão calor aos mais frios.
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Esse processo pode ocorrer de 3 (três) formas diferentes, explicadas abaixo:

• Condução;

• Convecção; e

• Irradiação;

Condução.

É a transferência de calor nos materiais sólidos. O calor passa de molécula para molécula da
matéria, até o extremo oposto, espalhando gradativamente calor pelo corpo inteiro.

Na figura acima podemos verificar a condução do calor através de uma barra de metal.
Aderindo pequenas bolotas de cera ao longo da barra e aquecendo apenas uma extremidade,
observaremos a queda sucessiva delas, a medida que o calor se espalha ao longo da barra.

Os diversos materiais existentes na natureza não conduzem igualmente o calor e, sob esse
aspecto, podem ser classificados em bons condutores se há uma boa propagação da quantidade de
calor através de sua massa ou em maus condutores ou isolantes, caso a propagação se dê de forma
lenta.

Os metais são bons condutores de calor enquanto que os gases, líquidos e alguns sólidos
como o vidro, madeira, lá de vidro, cortiça, papel, etc, são isolantes.

Em refrigeradores essa diferença de condução de calor dos objetos é aproveitada para sua
construção. A lã de vidro e o ar estacionário são muito maus condutores de calor e por isso são
usados para o isolamento das paredes dos refrigeradores.

Convecção:

É a transferência de calor nos fluidos (líquidos e gases). Ela consiste numa troca de átomos
e moléculas decorrentes de variação de densidade.

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Em uma panela com água, por exemplo, aquecida na parte inferior, as moléculas em contato
direto com o fundo, que está recebendo calor, se dilatam. Em consequência dessa dilatação, a
densidade diminui e elas sobem até a superfície. Como as partículas superiores estão mais frias e
com densidade maior, descem ao fundo do recipiente, formando correntes de convecção. Este
processo continua e o calor é transferido a todas as partes do recipiente pelo movimento da água.
Este processo ocorre com deslocamento de massa no sentido da transferência de calor.

Na refrigeração usa-se a convecção em refrigeradores. Os evaporadores, que são a parte


mais fria, são colocados na parte superior do compartimento de refrigeração para aproveitar as
correntes de convecção naturais.

Irradiação:

É o tipo de transmissão de calor que ocorre através de ondas eletromagnéticas,


especialmente as radiações infravermelhas, também denominadas "ondas de calor". É o único
processo de transmissão que pode ocorrer no vácuo, pois as ondas eletromagnéticas, além de se
propagarem em meios materiais transparentes a elas, também se propagam no vácuo.

É por irradiação que a Terra é aquecida pelo Sol.

A energia radiante não aquece o meio pela qual se propaga, mas apenas o meio pelo qual é
absorvida, deixando então de ser radiante para se tornar térmica. Um bom exemplo é a temperatura
do ar, onde nas altas camadas da atmosfera é baixíssima, pois apenas uma pequena fração da
energia do sol é absorvida.

A absorção das radiações é mais acentuada em superfícies escuras, assim como também é
maior sua capacidade de irradiação. Isso é facilmente percebido quando usamos uma camisa preta
num dia ensolarado; onde uma camisa clara absorve muito menos e reflete (devolve para o
ambiente) muito mais as radiações que nela incidem. Por fim, é conhecido como um bom

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absorvente térmico e também como um bom emissor de calor, um corpo preto, pois absorve mais
radiação que um branco, durante o mesmo tempo, ficando mais quente. Mas, estando à mesma
temperatura e deixados a sombra, o corpo preto esfria mais depressa do que o branco, pois é melhor
emissor térmico.

f) Pressão

É uma força exercida por um corpo perpendicularmente a uma superfície dividida pela área
de contato desse corpo com a superfície.

P=F/A,

Portanto, pressão é força por unidade de área.

A pressão é diretamente proporcional à força, isto é, aumentando a força, a pressão aumenta;


indica também que a pressão é inversamente proporcional a área, isto é, diminuindo a área, a
pressão aumenta.

g) Tipos de Pressão

Pressão atmosférica:

É a força exercida pela atmosfera na superfície terrestre. Esta força equivale ao peso dos
gases que estão presentes no ar e que compõem a atmosfera.

A pressão atmosférica pode variar de um lugar para o outro, em função da altitude e das
condições meteorológicas (como a umidade e a densidade do ar). Ao nível do mar esta pressão é
aproximadamente de 760 mmHg, ou 1 atm. Quanto mais alto o local, mais rarefeito é o ar e,
portanto, menor a pressão atmosférica.

Pressão relativa ou pressão manométrica:

É determinada tomando-se como referência a pressão atmosférica local. Para medi-la, usam-
se instrumentos denominados manômetros; por essa razão, a pressão relativa é também chamada de
pressão manométrica. A maioria dos manômetros é calibrada em zero para a pressão atmosférica
local. Assim, a leitura do manômetro pode ser positiva (quando indica o valor da pressão acima da
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pressão atmosférica local) ou negativa (quando se tem um vácuo). Quando se fala em pressão de
uma tubulação de gás, refere-se à pressão relativa ou manométrica.

Pressão absoluta

É a soma da pressão relativa e atmosférica. No vácuo absoluto, a pressão absoluta é zero e, a


partir daí, será sempre positiva.

Importante: Ao se exprimir um valor de pressão, deve-se determinar se a pressão é relativa


ou absoluta.

Exemplo:

3 kgf/cm2 ABS - Pressão Absoluta

4 kgf/cm2 - Pressão Relativa

Pressão negativa ou Vácuo:

É quando um sistema tem pressão relativa menor que a pressão atmosférica.

Diagrama comparativo

h) Evacuação e desidratação

Evacuação é o ato de produzir vácuo, com a eliminação dos vapores incondensáveis do


interior do sistema de refrigeração.

A tarefa de evacuação precisa ser executada para recuperar uma unidade refrigeradora. Está
comprovado pela experiência que uma unidade refrigeradora não funciona normalmente se contiver
teores de umidade ou de gases não condensáveis. A umidade causa entupimento no circuito

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refrigerante devido ao congelamento na saída do capilar. Os gases não condensáveis promovem
aumento de pressão no condensador, dificultando a condensação do refrigerante. O Oxigênio,
principalmente, pode oxidar o óleo nos locais onde a temperatura é mais alta e causar até mesmo a
queima do compressor.

i) Instrumentos Medidores de Pressão

Manômetro:

É um aparelho utilizado para medir pressões manométricas (relativas). Por isso, a pressão
registrada por esse instrumento é conhecida como pressão manométrica. O tipo de manômetro mais
utilizado na área de refrigeração é do tipo Bourdon. Esse instrumento possui um tubo de cobre, com
propriedade elástica, ligado a uma haste. O fluido, cuja pressão deseja-se medir, entra no tubo de
Bourdon por um orifício na haste de conexão; com elevação de pressão o tubo altera seu formato
expandindo-se, com isso movimenta uma engrenagem rotativa; o movimento da engrenagem é,
então, transferido para um ponteiro que fornece a leitura numa determinada escala. Esse princípio
de funcionamento é bastante simples e semelhante a um brinquedo muito conhecido: a “língua de
sogra”, que se vê na figura abaixo. Quando soprada, a “língua de sogra” se enche de ar e se
desenrola, por causa da pressão exercida pelo ar em seu interior. No caso do manômetro, esse
desenrolar gera um movimento que é transmitido ao ponteiro, que vai indicar a medida de pressão.

Conjunto Manifold

Quando se deseja medir pressão em sistemas de refrigeração em operações de manutenção


utiliza-se um instrumento chamado Conjunto Manifold.

Esse instrumento é constituído de dois manômetros que apresentam ranges diferentes e


correspondem respectivamente a um manômetro para baixa pressão e um manômetro para alta

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pressão conectados a um “barrilete”. Esse “barrilete” é conectado aos sistemas através de
mangueiras especiais e possui registros manuais de abertura e fechamento que permite o controle de
passagem sobre o fluido do sistema.

O manômetro de baixa apresenta em sua escala uma graduação de pressão negativa, vácuo,
por isso também é bastante conhecido como manovacuômetro, e uma graduação de pressão
positiva, manométrica. A pressão atmosférica é indicada pelo valor 0 (zero) e qualquer indicação
abaixo desse valor significa que a pressão medida é negativa, aumentando numericamente de 0 a 30
inHg, desta forma a medição do nível de vácuo se dá de maneira crescente, ou seja, quanto maior o
nível de vácuo maior será a indicação numérica da escala.

Vale lembrar que não existe um vácuo de 30inHg, esta indicação é aproximada. O vácuo
absoluto seria obtido a uma pressão aproximadamente igual a – 29,92 inHg que equivale a –
760mmHg. Acima da indicação 0 (zero) a pressão é positiva e geralmente é expressa em psi, bar ou
kgf/cm2 em um range que varia em função do fabricante.

O manômetro de alta possui um range maior que o manômetro de baixa e inicia sua escala
em 0 (zero) variando sempre positivamente apresentando geralmente seus valores em psi, bar ou
kgf/cm2.

Além da indicação específica de pressão em unidades padrão os manômetros de alta e baixa


pressão podem ainda indicar valores de temperatura para fluidos específicos (em saturação) da área
de refrigeração.

Quando conectado ao sistema, o manômetro de alta sempre indicará a pressão do fluido


dentro da mangueira vermelha e o manômetro de baixa a pressão na mangueira azul. Existe ainda

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uma terceira mangueira que é conectada ao centro do “barrilete” de cor amarela, essa mangueira é
chamada de mangueira de serviço e é através dela que se faz qualquer operação de carga ou
recolhimento de fluidos no sistema.

Os registros manuais permitem realizar operações através da comunicação da mangueira de


serviço com o lado do sistema que se deseja trabalhar.

j) Unidades de Pressão

Segundo o SI (Sistema Internacional) a unidade de força é o N (Newton) e a unidade de área


é o m² (metro quadrado). Desta forma, a pressão, que é definida pela fórmula P = F/A, possui no SI
a unidade N/m², Esta unidade recebe o nome de Pascal (Pa). Assim, 1 N/m² = 1 Pa. O Pascal é a
unidade oficial recomendada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e pelo
Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), mas há outras
unidades de pressão usadas na prática em razão dos aparelhos de medição que ainda trazem essas
unidades. Assim, temos: bária (bar) e megabária (Mbar); kgf/m², kgf/cm², que recebe o nome de
atmosfera técnica absoluta (ata); atmosfera (atm); milímetro de mercúrio (mm de Hg); Torricelli
(Torr); libra-força por polegada quadrada (psig) ou psi -pounds per square inch; etc.

TABELA DE CONVERSÃO DE UNIDADES: PRESSÃO


mmHg(Torricell Pascal
atm PSI(lbf/in²) Kgf/cm² Bar mH2O in. Hg
i) (Pa)
10132
atm 1 14,6959 1,033 1,01325 760 10,33 29,92
5
PSI(lbf/in²) 0,0680 1 0,07031 0,06895 51,71 0,70307 2,04 6894,8
98066,
Kgf/cm² 0,96778 14,2234 1 0,98 735,514 10 28,9572
5
Bar 0,9869 14,5 1,02 1 750,061 10,195 29,53 10000
133,32
mmHg 0.001315789 0.01933677 0.00135951 0.001333224 1 0,01360 0,03937
24
9803,1
mH2O 0,09678 1,42234 0,10 0,0980872 73,5514 1 2,89572
176
in. Hg 0,03342 0,49119 0,03453 33900 25,4 0,34534 1 3386,5
Pascal(Pa) 0,000009869 0,0001450377 0,00001019716 0,00001 0,007500617 0,000102 0,0002952 1

k) Energia

A ideia de energia sempre é associada à execução de algum trabalho, que é realizado com as
transformações da energia de uma forma para outra ou de um lugar para outro.

A energia elétrica, por exemplo, realiza o trabalho de aquecer a água de um chuveiro,


transformando-se em energia térmica.
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A energia química armazenada no gás de cozinha transforma-se em energia térmica. Parte
dessa energia realiza o trabalho de cozinhar os alimentos.

Abaixo segue algumas formas com que a energia se apresenta:

Potencial:

É a energia que os corpos têm devido a sua posição. Ela não é tão óbvia quanto às demais
formas, mas como uma forma de energia pode se transformar em outra, podemos percebê-la pelos
seus efeitos - um corpo situado a uma certa altura e abandonado até se chocar com o chão: a energia
potencial que ele tinha por estar situado a essa altura se transforma durante a queda em energia
cinética, que acaba sendo percebida pelo estrago da pancada;

Cinética:

É a energia de movimento dos corpos - um martelo, movimentado com velocidade, possui


energia cinética que pode fazer um prego entrar na madeira;

Elétrica:

É a energia associada ao movimento de cargas elétricas, podendo produzir efeitos térmicos e


luminosos (lâmpada), químicos (bateria) etc;

Térmica:

É a energia associada à agitação (movimento) desordenada das partículas (átomos e


moléculas) que constituem a matéria. Todos os corpos possuem energia térmica e esta é medida pela
temperatura;

Radiante:

É a luz, as ondas de rádio e as micro-ondas, que transportam energia radiante. A energia


emitida pelo sol é recebida aqui na Terra em forma de energia radiante, etc.

Importante! Quando pensamos em energia, devemos lembrar que a energia não pode ser criada e
nem destruída, apenas transformada.

l) Trabalho

Na Física, o termo trabalho é utilizado quando falamos no trabalho realizado por uma força,
ou seja, o trabalho mecânico. Uma força, aplicada em um corpo realiza um trabalho quando produz
um deslocamento no corpo.

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m) Potência

A medida de trabalho realizado na unidade de tempo é denominada Potência. Quanto mais


rapidamente um certo trabalho é realizado (e consequentemente uma certa quantidade de Energia é
transferida), maior a Potência envolvida.

Quando medimos a Energia (Trabalho) em joule [J] e o tempo em segundos [s], a potência é
medida em watts [w]:

1 w = 1 J/s

Note que 1 quilowatt [Kw] = 1.000 W

A caloria (vista anteriormente) é uma unidade de energia e 1 cal = 4,186 J

Existem outras unidades de potência, sempre medidas em unidade de Energia por unidade de
tempo. Em climatização é muito utilizada a unidade BTU/h.

1.1.2 Propriedades Termodinâmicas

a) Estados Físicos da Matéria

De acordo com as condições de pressão e temperatura a que estão submetidas, uma


substância pode se encontrar na natureza em três estados físicos:

Modelos de estrutura interna de um sólido, um líquido e um gás.

Estado Sólido:

As moléculas da matéria se encontram muito próximas, sendo assim possuem forma fixa,
volume fixo e não sofrem compressão. Por exemplo: em um cubo de gelo as moléculas estão muito
próximas e não se deslocam.

Estado Líquido:

As moléculas estão mais afastadas do que no estado sólido e os elementos que se encontram
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nesse estado possuem forma variada, mas volume constante. Além dessas características, possui
facilidade de escoamento e adquirem a forma do recipiente que os contém.

Estado Gasoso:

A movimentação das moléculas nesse estado é bem maior que no estado líquido ou sólido.
Se variarmos a pressão exercida sobre um gás podemos aumentar ou diminuir o volume dele, sendo
assim, pode-se dizer que sofre compressão e expansão facilmente. Os elementos gasosos tomam a
forma do recipiente que os contém.

Uma mesma substância pode apresentar-se em qualquer destes estados físicos.

Por exemplo, a água pode ser encontrada no estado sólido (gelo), no estado líquido (rios,
mares e lagos) e no estado gasoso (vapor d’água existente na atmosfera, umidade).

b) Mudança dos Estados Físicos ou de Fase

Toda matéria, dependendo da temperatura e da pressão, pode se apresentar em três estados:


sólido, líquido e gasoso. As possíveis mudanças de estado, quando uma substância recebe ou cede
calor, estão esquematizadas na figura abaixo:

Observações:

1ª Quando, à pressão constante, uma substância recebe (absorve) calor sensível, sua
temperatura aumenta: se o calor é latente, ocorre mudança de estado, mantendo-se a mesma
temperatura.

2ª O termo sublimação é usado para designar a mudança de sólido para o gasoso. Alguns
autores classificam a passagem de sólido para gasoso como sublimação direta ou 1ª
sublimação, e a passagem de gasoso para sólido como sublimação inversa ou 2ª sublimação
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ou ainda ressublimação.

3ª Nas condições normais de temperatura e pressão, o melhor exemplo de sublimação é o da


naftalina, que passa do estado sólido diretamente para o gasoso.

Estudaremos agora as características básicas das transformações mais comuns na


refrigeração: a vaporização e a condensação.

Vaporização

É a passagem de uma substância do estado líquido para o estado gasoso mediante a absorção
de calor ou queda da pressão a que esta substância está submetida. É o processo que se verifica no
interior do evaporador de um sistema frigorígeno. Conforme a maneira de se processar, a
vaporização recebe nomes diferentes: Evaporação, Ebulição e Calefação.

Evaporação:

É um processo espontâneo e lento, que se verifica a uma temperatura qualquer e depende da


área de contato. Na evaporação, quanto maior a área de contato mais rapidamente se processa a
passagem do estado líquido para o gasoso.

Ebulição:

É um processo que se verifica a uma determinada temperatura (a pressão tem influência


sobre a temperatura, veremos posteriormente). Logo é um processo forçado. É mais rápido que a
evaporação.

Calefação:

Ocorre quando uma massa de líquido cai sobre uma superfície aquecida a uma temperatura
superior à temperatura de ebulição do líquido. A calefação é um processo quase instantâneo. Ao
observarmos gotas d’água caírem sobre uma chapa bem quente, notamos que as gotas vaporizam
rapidamente emitindo um chiado característico.

Condensação ou Liquefação

É o processo de mudança de uma substância da fase gasosa para a fase líquida mediante ao
aumento de sua pressão ou liberação de calor. Este processo ocorre no interior do condensador de
um sistema frigorígeno.

Nesta passagem, o vapor cede calor para outro corpo, que pode ser líquido, sólido ou gasoso,
transformando-se em líquido por condensação.

A vaporização é uma transformação que absorve calor e por esta razão é chamada
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transformação endotérmica, já a condensação se processa através do desprendimento de calor.
Assim, é denominada transformação exotérmica.

c) Líquido Saturado e Vapor Saturado:

Líquido Saturado

É o estado do líquido no qual o vapor começa a se formar durante o aquecimento à pressão


constante.

Vapor Saturado

É o estado no qual todo o líquido se vaporizou por aquecimento.

d) Líquido Sub-Resfriado e Vapor Superaquecido:

Líquido Sub-Resfriado

Se a temperatura do líquido é menor que a temperatura de saturação para a pressão existente,


o líquido é chamado de líquido sub-resfriado (significa que a temperatura é mais baixa que a
temperatura de saturação para a pressão dada).

Vapor Superaquecido

Quando o vapor está a uma temperatura maior que a temperatura de saturação é chamado
vapor superaquecido. A pressão e a temperatura do vapor superaquecido são propriedades
independentes, e neste caso, a temperatura pode ser aumentada para uma pressão constante. Em
verdade, as substâncias que chamamos de gases são vapores altamente superaquecidos. Num
sistema frigorígeno, o gás refrigerante sai do compressor na forma de vapor superaquecido.

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UNIDADE 1.2
FUNDAMENTOS DO AR-CONDICIONADO E
COMPONENTES DE REFRIGERAÇÃO

1.2.1 Ciclo Básico de Refrigeração:

a) Descrição do Ciclo Básico de Refrigeração por Compressão de Vapor

Para entendermos o princípio de funcionamento dos equipamentos utilizados para a


refrigeração nos mais variados seguimentos passaremos agora a estudar os processos envolvidos na
refrigeração.

A Refrigeração se fundamenta em três leis básicas:

1ª. Todos os líquidos ao evaporarem absorvem calor do meio que os rodeia.

2ª. A temperatura que evapora ou ferve um líquido depende da pressão exercida sobre o
mesmo.

3ª. Todo vapor pode voltar a condensar-se tornando-se líquido se for devidamente
comprimido e arrefecido.

Os sistemas de refrigeração por compressão de vapor, utilizam basicamente quatro processos


distintos que formam um circuito por onde circula um fluido responsável pela refrigeração. Estes
processos se apresentam conforme os esquemas acima. A segunda figura apresenta os componentes
principais no sistema de refrigeração por compressão de vapor e a primeira figura apresenta o
diagrama de Mollier (Diagrama de pressão x entalpia) indicando o que ocorre com fluido
refrigerante durante o ciclo de refrigeração.

21
Processo 1-2 – Ocorre no compressor. O fluido refrigerante entra no compressor à pressão
do evaporador (Po), já no estado gasoso. Ele então é comprimido até atingir a pressão de
condensação e, neste estado, está superaquecido com uma temperatura superior à temperatura
de condensação Tc (vapor superaquecido), ainda que com a mesma pressão de condensação
Pc.

Processo 2-3 – Ocorre no condensador. É um processo de rejeição de calor do fluido para o


meio externo. O fluido entra como vapor superaquecido, e, durante a rejeição de calor, sua
temperatura cai até a temperatura de condensação Tc transformando-se em vapor saturado à
temperatura Tc e pressão Pc e finalmente saindo do condensador como líquido saturado.

Processo 3-4 – Ocorre no dispositivo de expansão. Ocorre neste processo a expansão do


fluido à entalpia constante, desde a pressão Pc até atingir a pressão de evaporação Po. Desta
forma, o fluido entra no vaporador pulverizado, ou seja, uma mistura de líquido e vapor.

Processo 4-1 – Ocorre no evaporador. Ocorre no evaporador um processo de transferência


de calor a pressão constante Po e consequentemente à temperatura constante To, desde vapor
úmido no estado 4 até atingir o estado de vapor saturado seco – estado 1. Observe-se que o
calor transferido ao fluido refrigerante no evaporador não modifica a temperatura do fluido,
mas somente muda seu estado.

b) Componentes do Ciclo Básico de Refrigeração

Compressor:

O compressor succiona o fluido refrigerante no estado gasoso proveniente do evaporador,


este fluído encontra-se sob baixa pressão e baixa temperatura. O compressor promove o processo de
compressão e o fluido sofre elevação de pressão e temperatura.

Condensador:

O condensador recebe o fluido que foi descarregado do compressor através do tubo de


descarga e cede calor sensível para o ambiente externo ocorrendo assim a diminuição de sua
temperatura e a condensação do fluido refrigerante.

Dispositivo De Expansão:

O dispositivo de expansão possui uma área de secção transversal bem menor que as outras
tubulações do sistema causando assim uma restrição na passagem do fluido refrigerante. Essa
restrição garante a manutenção da pressão de condensação no condensador e provoca uma queda de
22
pressão no fluido na entrada do evaporador.

Essa queda de pressão no fluido refrigerante é importante por que o leva, passando pela sua
linha de saturação, para sua zona de mistura onde irá absorver calor latente proveniente do ambiente
interno do refrigerador para que possa vaporizar.

Evaporador:

O evaporador é responsável por promover a troca de calor entre ambiente interno e o fluido
refrigerante, nele o fluido entra sob baixa pressão e temperatura, e absorverá calor latente
vaporizando-se, aproximadamente, sob pressão e temperatura constante. No final do evaporador
deseja-se que todo o fluido esteja no estado gasoso.

c) Identificação do superaquecimento e sub-resfriamento no diagrama de Mollier.

Superaquecimento e Subresfriamento:
Com o objetivo de manter maior capacidade do sistema e para garantir o funcionamento do
equipamento sem problemas, é necessário que o sistema esteja balanceado. Isto é extremamente
importante para qualquer sistema de refrigeração. O ponto crítico que pode ser verificado é o
superaquecimento na sucção.
O superaquecimento na sucção deve ser verificado no compressor da seguinte forma:
1 – Medir com o auxílio do manifold a pressão de sucção na válvula de serviço de baixa(pressão de
baixa) e determinar a temperatura de saturação correspondente para está pressão na tabela
temperatura x pressão ou dispositivo similar;
2 – Medir com o auxílio de um termômetro adequado a temperatura na linha de sução a
aproximadamente 30 cm da entrada do compressor;
3 – Subtraia a temperatura de saturação equivalente a pressão de sucção(verificada na tabela
temperatura x pressão) da temperatura medida na sucção. A diferença é o superaquecimento.
Um superaquecimento muito baixo pode resultar em retorno de líquido para o compressor. Isto
causa a diluição do óleo e eventualmente falhas nos mancais e anéis ou em caso extremos, danos
nas placas de válvulas.

Um superaquecimento muito alto resulta em uma temperatura de descarga muito alta que causa
queima do óleo resultando em estrago dos anéis , pistões e danos na parede do cilindro. Deve-se
lembrar que a capacidade do sistema diminui com o aumento do superaquecimento. Para máxima
capacidade do sistema, o superaquecimento atingido deveria ser o menor possível.

Caso haja necessidade de ajuste do superaquecimento devemos adicionar ou retirar gás, se o ajuste
não for alcançado deve-se reajustar a válvula de expansão termostática.

O Subresfriamento do líquido vindo do condensador é importante, pois tem a finalidade de evitar a


23
formação de bolhas de vator de refrigerante que podem dificultar o escoamento pelo dispositivo de
expansão. Um subresfriamento bem ajustado, garante um fluxo ideal de refrigerante através do
dispositivo de expansão e da linha de sucção, resultando em uma maior eficiência do equipamento.

O subresfriamento deve ser verificado da seguinte forma:


1 – Medir com o auxílio do manifould a pressão de descraga na válvula de serviço de alta(pressão
de alta) e determinar a temperatura de saturação correspondente para está pressão na tabela
temperatura x pressão ou dispositivo similar;
2 – Medir com o auxílio de um termômetro adequado a temperatura na linha de líquido próximo ao
filtro secador;
3 – Subtraia a temperatura de saturação equivalente a pressão de descarga(verificada na tabela
temperatura x pressão) da temperatura medida na descarga. A diferença é o subresfriamento.

1.2.2 Noções De Carga Térmica:

a) Carga Térmica

1.2.2 Noções de carga térmica

Denomina-se carga térmica ao calor (sensível ou latente) a ser fornecido ou extraído do ar,
por unidade de tempo, para manter no recinto as condições desejadas. Esta quantidade de calor é
calculada para duas condições, de modo a nunca termos situações de desconforto térmico nas
épocas críticas do ano.

Fontes De Calor Externo:

• Calor do Sol

• Transferência de calor por condução e convecção através de paredes, tetos, janelas, etc...
24
• Transferência de calor por radiação através de janelas, paredes e teto.

• Infiltração de Ar

• Renovação de Ar

Fontes De Calor Interno:

• Pessoas, iluminação artificial, motores, cargas especiais.

Definição de calor sensível e calor latente

Calor Sensível:

Por definição é a quantidade de calor que uma substância (fluido) poderá absorver ou
rejeitar para que ocorra variação de sua temperatura. É o calor que altera a temperatura de bulbo
seco(TBS) do ar úmido quando fornecido ou retirado do mesmo. Em termos práticos, é o calor
gerado por máquinas, computadores, iluminação e insolação,etc. Esta forma de energia é
responsável pelo aumento da temperatura no ambiente a ser climatizado.

Calor Latente:

É a quantidade de calor que uma substância (fluido) poderá absorver ou rejeitar para que
ocorra mudança do seu Estado Físico, sem alterar a sua temperatura. É o calor que não altera a
temperatura de bulbo seco (TBS) do ar úmido, mas muda a quantidade de vapor d´água contida
no mesmo, ou seja, sua umidade absoluta, quando fornecido ou retirado do mesmo. Em termos
práticos é o calor contido na respiração e transpiração de pessoas como principalmente quando
inserimos ar externo em ambientes climatizados, através da renovação de ar. Esta energia é
responsável pelo aumento da umidade absoluta do ar no local a ser climatizado.

1.2.3 Compressores:

a) Função

O compressor é um dos principais componentes do sistema de refrigeração, sua função é


aumentar a pressão do fluido refrigerante e promover a circulação desse fluido no sistema.

b) Tipos

• Compressor Alternativo

Os compressores alternativos foram os primeiros a serem utilizados comercialmente em


refrigeração industrial. Apesar disso, este tipo de compressor vem sendo aprimorado, e não se

25
pode considerá-lo um tipo antiquado de compressor. Acompanhando as tendências apresentadas
pelas máquinas rotativas, a rotação destes têm aumentado durante os últimos 20 anos, a rotação
variou de 120 a 180 rpm nos primeiros compressores até rotações da ordem de 3000 rpm nos
compressores mais modernos.

• Compressores Alternativos Herméticos


São normalmente de pequena capacidade e tanto o motor de acionamento(elétrico) como
o compressor são encerrados dentro de um único invólucro. Tem como grande vantagem o não
vazamento de refrigerante através da ponta de eixo, como pode ocorrer com os compressores
abertos, pois não possuem parafusos. Não existe assim a possibilidade de acesso aos
componentes internos para o caso de manutenção, devido a isso, são descartáveis, ou seja, em
caso de queima a única solução é a substituição total do equipamento.

• Compressor rotativo ou de palhetas


Compressores de palhetas são usados principalmente em geladeiras domésticas,
congeladores, condicionadores de ar e splits de baixa capacidade. No compressor de palheta
simples a linha de centro do eixo de acionamento coincide com a do cilindro, mas é excêntrica
com relação ao rotor, de modo que este permanece em contato com o cilindro a medida que gira.
O compressor de palheta simples apresenta um divisor, atuado por mola, dividindo as câmaras de
aspiração e descarga.

26
• Compressor Scroll

Os compressores scroll (espiral) são um novo conceito de compressores para refrigeração.


São herméticos, não se tem acesso aos seus componentes e em caso de quebra ou “queima”, são
substituídos. Trabalham de forma mais silenciosa e vibram menos que os seus concorrentes para
uma mesma potência. Estão sendo largamente utilizados em sistemas de refrigeração de porte
médio.

Defeitos mais frequentes de compressor:

Falhas Mecânicas
• Retorno de líquido

Ocorre com o compressor em operação. O refrigerante líquido se mistura com o


lubrificante alterando sua capacidade de lubrificação, o que provoca nos compressores semi-
herméticos desgaste das partes mecânicas. No caso de compressores resfriados por refrigerante, a
bomba de óleo succionará uma mistura de óleo rica em refrigerante e a bombeará para as buchas
dos mancais do virabrequim as quais encontram-se aquecidas. O calor vaporizará o refrigerante
presente na mistura, eliminando o filme de óleo lubrificante, o que acarretará o contato de metal
contra metal e o consequente desgaste.

• Golpe de líquido

Pode causar ruptura das palhetas de sucção, palhetas de descarga arrancadas, expulsão das

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juntas de tampa do cabeçote, bielas rompidas sem escoriações, até a ruptura do virabrequim.
Ocorre quando um compressor tenta comprimir líquido, óleo ou uma mistura de ambos.

• Sujeira na instalação

Durante a instalação dos equipamentos de climatização algumas vezes o técnico não toma
as precauções de observar se existe sujeira dentro das tubulações. Tais sujeiras podem sem
provocadas por insetos, resíduos durante o corte da tubulação que não foram expelidos, até
mesmo pedaços de metal ou qualquer tipo de objeto esquecido dentro da tubulação durante a
instalação dos equipamentos.

• Temperatura alta de descarga

Se manifesta através de resíduos de carbono (óleo queimado) nas placas de válvulas,


palhetas queimadas, rompidas ou quebradiças, sinal de temperatura na cabeça dos pistões,
coloração no placa que indique que esteve submetido a uma elevada temperatura (amarelo, azul,
roxo), presença de partículas metálicas magnéticas no cárter. As temperaturas de descarga
elevadas afetam a viscosidade do óleo e inclusive podem carbonizá-lo. A diminuição na
viscosidade do óleo ocasionará uma diminuição da resistência da película lubrificante, a qual
pode chegar a romper-se e permitir o contato de metal contra metal, com o consequente desgaste.

Falhas Elétricas

• Problemas elétricos

As falhas elétricas dos compressores nem sempre se traduzem em pane nos mesmos,
muitos outros fatores podem levar um compressor a não funcionar devidamente, alguns serão
listados a seguir:

• Cabos de alimentação elétrica estão mal conectados ou soltos;


• A tensão aplicada ao compressor diferente da tensão nominal do mesmo;
• A tensão aplicada ao compressor está abaixo do mínimo recomendado;
• Capacitor defeituoso;
• Contatos de força do contator de acionamento do compressor interrompidos;
• Protetor térmico interno ou externo aberto;
• Pressostatos de alta e baixa pressão desarmados;
• Falta de fase(sistemas trifásicos);
28
• Contatos normalmente fechado do CLO (relé anticiclagem do compressor) aberto;
• Compressor com rotação inversa(sistemas trifásicos – compressores Scroll);
• Curto circuito entre as bobinas;
• Fuga para a massa(curto entre as bobinas e a carcaça do compressor); e
• Bobinas abertas.

1.2.4 Condensadores

Função

O condensador está fisicamente localizado após o compressor e antes do dispositivo de


expansão e tem a função de promover a troca de calor do fluido refrigerante com o ambiente
externo após a descarga do compressor (diretamente através da passagem do ar pela serpentina ou
indiretamente através de um fluido secundário passando pelo casco e tubo e, em seguida, trocando
calor na torre de resfriamento). Dentro do condensador, o fluido refrigerante, em alta temperatura e
alta pressão, ainda em estado de vapor, cede calor para o ambiente externo (sem a variação de
temperatura do fluido - perde calor latente) e realiza sua mudança de fase numa transformação
adiabática (sem variação de pressão) para o estado líquido. No final do condensador, o refrigerante,
completamente no estado líquido, continua perdendo calor para o ambiente externo (redução de
temperatura - perde calor sensível) até chegar no dispositivo de expansão (subresfriamento).

a) Tipos

• Condensador a Ar

O condicionador a ar podem ser de convecção natural ou convecção forçada é utilizado


para unidades de refrigeração com potência fracionária, refrigeradores domésticos e comerciais.
Por proporcionarem economia, pois não precisam de tubulação de água como os condensadores
resfriados a água, por não tomarem muito espaço e ainda, poderem se utilizar apenas da transmissão
de calor por convecção natural, são muitos utilizados em pequenas e médias instalações. Hoje, com
o custo crescente da água e as restrições ao seu uso, a utilização desse tipo de condensador tem sido
ampliada para instalações de grande porte.

29
• Condensador a Água

O calor que o fluido refrigerante retirou no evaporador mais o calor injetado pelo
compressor é transferido para a água, pois a água está com temperatura menor que o fluido
refrigerante “vapor” no condensador. Independentemente do tipo do condensador a água, este deve
estar ligado a uma torre de resfriamento, que fará o resfriamento da água que aqueceu no
condensador ao retirar calor do fluido refrigerante. O mais comumente usado é o condensador Shell
and Tube (Casco e tubo), que consiste de uma carcaça cilíndrica, na qual é instalada uma
determinada quantidade de tubos horizontais e paralelos, conectados a duas placas de tubos
dispostos em ambas as extremidades. O gás refrigerante flui dentro da carcaça, em volta dos tubos,
ao passo que a água passa dentro dos tubos.

A limpeza dos tubos se dá através da remoção das tampas laterais aplicando o processo de
varetar os tubos.

30
• Shell and coil

São semelhantes aos condensadores de casco e tubo. Consistem de uma carcaça que contém
uma serpentina de circulação de água, sua limpeza é feita através do tratamento químico da água, já
que o condensador é fechado hermeticamente.

• Placas
São geralmente constituídos de placas de aço inox ou de outro material, de pequena
espessura (0,4 a 0,8 mm). As placas são montadas paralelamente umas as outras, com um
pequeno afastamento (1,5 a 3,0 mm). A água de resfriamento e o fluido frigorífico circulam
entre espaços alternados, formados pelas placas. Estes trocadores de calor começam a ser
utilizados cada vez mais, devido ao seu elevado coeficiente global de transferência de calor
(2500 a 4500 W/m2.°C).

31
Na imagem abaixo visualizamos os principais componentes de um condensador a ar, dos
quais destacamos as tampas do gabinete, a serpentina condensadora e o conjunto motoventilador.

Serpentina

Conexões
Tampas do gabinete
elétricas

Motoventilador

1.2.5 Dispositivos de expansão

Em um sistema de r e f r i g e r a ç ã o , o dispositivo de expansão tem a f u n ç ã o de


reduzir a pressão do refrigerante desde a pressão de c o n d e n s a ç ã o até a pressão de
vaporização. Ao mesmo tempo, este dispositivo deve regular a vazão de refrigerante que chega ao
evaporador, de modo a satisfazer a carga térmica aplicada ao mesmo, além de manter uma
diferença de pressão apropriada entre os lados de alta e baixa pressão do sistema. Nesta apostila
serão considerados apenas os mais empregados em ar condicionado de janela, split, self contained
e splitões entre eles: tubo capilar, pistão e válvula de expansão termostática.

Tipos de dispositivos de expansão:


• Capilar

Os tubos capilares normalmente são aplicados em


sistemas de refrigeração de pequeno porte, como:
condicionadores de ar residenciais, refrigeradores
domésticos, vitrines para para refrigeração comercial,
freezers, bebedores de água, etc. O capilar é um dispositivo
de expansão e, como tal, tem duas finalidades: reduzir a
pressão do refrigerante líquido e regular a
32
quantidade(vazão) da mistura líquido/gás que entrará no evaporador, baseado no princípio de que
uma massa de refrigerante no estado líquido passará mais facilmente através de um capilar que a
mesma massa de refrigerante em estado gasoso. A redução de pressão deve-se à fricção do gás no
interior do capilar, a diferença de pressão desejada pode ser obtida combinando-se os valores de
diâmetro interno e comprimento do capilar.

• Pistão

Esse tipo de dispositivo de expansão é comumente utilizado em split's de capacidade a partir


de 30.000 BTU/h. Esse sistema com pistão, conforme a figura 10, contém uma pequena peça com
orifício calibrado fixo, de fácil remoção, no interior de um nipple, para conexão porca-flange de
3/8'' na linha de líquido.

• Válvula de Expansão Termostática

Devido a sua alta eficiência e sua pronta adaptação a qualquer tipo de aplicação, as válvulas
de expansão termostáticas (VET) são os dispositivos de expansão mais utilizados em sistemas de
refrigeração de expansão direta. São usadas para regular o fluxo do refrigerante a fim de garantir
que ele evapore totalmente na serpentina, para garantir a redução da pressão do sistema e ainda
para manter um superaquecimento constante do vapor que deixa a serpentina.

33
1.2.6 - Evaporadores

Função

O evaporador está fisicamente localizado após o dispositivo de expansão e antes do


compressor e tem a função de promover a troca de calor do fluido refrigerante com o ambiente
interno (diretamente através da passagem do ar pela serpentina ou indiretamente através de um
fluido secundário passando pelo casco e tubo e, em seguida, trocando calor no fancoil). Dentro do
evaporador, o fluido refrigerante, em baixa temperatura e baixa pressão, ainda em estado líquido,
ganha calor do ambiente interno (sem a variação de temperatura do fluido - ganha calor latente) e
realiza sua mudança de fase numa transformação adiabática (sem variação de pressão) para o estado
de vapor. No final do evaporador, o refrigerante, completamente no estado de vapor, continua
ganhando calor do ambiente interno (aumento de temperatura - ganha calor sensível) até chegar no
compressor (superaquecimento).

• Evaporadores Secos (ou de expansão direta)

Nestes evaporadores, o refrigerante entra no evaporador, de forma intermitente, através de


uma válvula de expansão, geralmente do tipo termostática, sendo completamente vaporizado e
superaquecido ao ganhar calor em seu escoamento pelo interior dos tubos. Assim, em uma parte do

34
evaporador existe fluido frigorífico saturado (liquido + vapor) e na outra parte fluido
superaquecido. Estes evaporadores são bastante utilizados com fluidos frigoríficos halogenados,
especialmente em instalações de capacidades não muito elevadas. A principal desvantagem deste
tipo de evaporador esta relacionada com o seu, relativamente baixo, coeficiente global de
transferência de calor, resultante da dificuldade de se manter a superfície dos tubos molhadas com
refrigerante e da superfície necessária para promover o superaquecimento.

• Evaporador Shell and Tube (casco e tubo)

O fluido secundário (água) circulando em um circuito fechado, sendo impulsionado pelas


bombas de água gelada, ganha calor na serpentina do fancoil e aumenta sua temperatura. Essa água
retorna para o evaporador, sedendo calor para o fluido refrigerante (R-22) que muda de estado físico
de líquido para vapor. Esse fluido refrigerante (R-22), encontra-se uma carcaça cilíndrica, na qual é
instalada uma determinada quantidade de tubos horizontais e paralelos, conectados a duas placas de
tubos dispostas em ambas as extremidades. O gás refrigerante flui dentro da carcaça, em volta dos
tubos, ao passo que a água passa dentro dos tubos.

A limpeza dos tubos se dá através da remoção das tampas laterais, aplicando o processo de
varetar os tubos, conforme as manutenções dos condensadores casco e tubo.

Quanto maior for a velocidade o volume de água menos será a troca de calor da água com o
fluido refrigerante. Por sua vez, se o fluido secundário estiver passando com uma velocidade muito
reduzida, ou parado (válvula motorizada fechada) há o risco do congelamento dessa água em
contato com o casco e tubo, podendo ocasionar a quebra desse evaporador, por causa da dilatação
volumétrica do gelo. Por isso deve ser feito um controle preciso da velocidade e da pressão dessa
água que passa pelo casco e tubo (dados do projeto de um sistema com central de resfriamento de
35
água).

1.2.7 Componentes acessórios do circuito de refrigeração

• Pressostatos de alta e baixa pressão

O pressostato é um dispositivo eletrônico que recebe um sinal de pressão e o compara com


sua escala interna. Após esta comparação, efetua a ação de ligar ou desligar o seu relê interno. Os
pressostatos desempenham uma função importante no sistema de refrigeração, pois são
responsáveis por efetuar a parada do sistema caso ocorra alguma irregularidade. Estas
irregularidades podem ocorrer devido a alta ou baixa pressão, vai depender do tipo de problema que
o sistema está apresentando no momento.

36
Quando aplicado na sucção(baixa pressão), pode efetuar a parada do sistema do circuito em
função de uma perda parcial ou total de fluido refrigerante no sistema.

Fazendo o controle pelo lado de descarga( alta pressão), é uma importante segurança para o
sistema e para o operador, evitando-se que o circuito atinja pressões perigosa em vasos de pressão
tais como separadores de óleo, tanques de líquido e condensadores. Neste caso, somente deve ser
religado o sistema após serem sanados os problemas que provocaram a alta pressão.

Um pressostato ainda pode ter rearme manual ou automático, a escolha do tipo vai depender
da função que ele executa.

• Transdutores

Transdutores são sensores interligados eletricamente à CLPs que tem a função de medir os
dados de pressão e de temperatura dos locais em que estiverem instalados.

• Filtros secadores

São componentes de grande importância em um sistema de refrigeração. Como o próprio


nome diz, têm duas principais funções, a de filtrar e a outra de secar, impedindo que impurezas
possam restringir a operação da válvula de expansão, dos tubos capilares e até mesmo dos
compressores. Estas impurezas podem ser sólidas, tais como rebarbas metálicas, resíduos de solda
ou ainda cobre. Outros tipos de impurezas igualmente prejudiciais são as solúveis, tais como os

37
ácidos, água, resinas e ceras.

• Visor de líquido

O visor de líquido é um importante acessório da instalação frigorífica. Trata-se do único


componente do circuito frigorífico onde é permitido uma visualização interna do sistema e onde
muitas informações são possíveis de serem captadas. O visor de líquido é instalado na linha onde o
fluido refrigerante se encontra na fase líquida. Uma outra utilização consagrada para este
componente é a sua utilização na tubulação de retorno de óleo para o cárter do compressor. Quando
utilizado na linha de líquido, buscamos basicamente duas informações: a indicação da existência de
bolhas no fluxo de refrigerante e verificação do teor de umidade presente no fluido refrigerante
contido no sistema.

• Válvula solenóide

Na maioria das aplicações de refrigeração, este componente é necessário para partir ou parar
o fluxo de fluido refrigerante a fim de automatizar o sistema. A válvula solenóide eletricamente
operada é utilizada com este propósito. A sua função básica é a mesma da válvula manual, porém
atuada por uma bobina, o que permite a sua atuação em regiões remotas, à distância ou de acordo
com a necessidade operada através de chaves elétricas tipo termostatos, chaves de fluxo,
pressostatos de alta e de baixa, sendo os termostatos o mais comum em sistemas de refrigeração.

38
• Válvulas de serviço

Esses componentes tem como funções: bloquear a passagem do fluido refrigerante, quando
se deseja recolher o mesmo; isolar partes do sistema, quando se deseja abrir o sistema para realizar
manutenção ou trocar algum componente; e permite realizar leituras de pressões, carga de gás e
processo de vácuo no sistema.

• Separador de Líquido

Componente instalado após o evaporador e antes do compressor, responsável por armazenar


o refrigerante no estado líquido (no caso de um possível desligamento do compressor) para que não
haja golpe de líquido no compressor

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• Separador de Óleo

Componente instalado após o compressor e antes do condensador, responsável por


armazenar o óleo arrastado do cárter do compressor pela circulação do fluido refrigerante e
redirecionar esse óleo através de um dreno na sua parte inferior para o cárter do compressor,
auxiliando na lubrificação das partes móveis do compressor.

• Fluxostatos

São contatos normalmente abertos em condições de não fluxo de um certo fluido (água ou
ar), que ao passar o fluido (água) através de uma palheta (chave de fluxo) ou caso haja diferencial
de pressão causado pelo fluxo de ar em um dos lados do diafragma (pressostato de ar), esse contato
NA comuta, se tornando NF (normalmente fechado), informando que há fluxo de fluido pelo
equipamento onde esse fluxostato está instalado. Ele pode ser instalado em tubulações de água para
verificar o fluxo de água promovido pelas bombas d`água ou como diferencial (diafragma e
mangueiras) entre a sucção e o insuflamento de um conjunto ventilador ou entre a sucção e a
admissão de uma bomba de recalque (pressostato de água).

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• Bancos de Resistência Elétrica

São um conjunto de resistências ligadas em estrela ou delta (conforme a sua capacidade e a


tensão fornecida) que são instaladas depois da serpentina dos equipamentos de climatização, que
têm a função de aquecer o ar que será insuflado no ambiente a ser climatizado, controlando, assim,
a umidade relativa desse ambiente. Esse banco de resistências é controlado através de um variador
de potência, que incrementa mais ou menos carga (temperatura) a essas resistências conforme
recebe informação de um CLP que se baseia em um set point e em dados fornecidos pelo sensor de
umidade instalado no retorno de ar desse ambiente para a sala de máquina ou na sucção do ar pelo
equipamento (na parte externa antes dos filtros de ar)

• Resistência de Pré-aquecimento do Cárter do Compressor

Resistência utilizada para aquecer o óleo do cárter do compressor para uma possível partida
a frio do compressor em ambientes muito frios..

• Sensores de Temperatura

São resistências variáveis com a temperatura a qual é submetida. Esses sensores necessitam
de um CLP para quantificar os valores de temperatura medida pelos sensores. Essa quantificação se
dá quando essa CLP envia um valor fixo de tensão e obtém um valor variável de corrente conforme
a variação da resistência interna do sensor causada pela variação da temperatura a qual ele está
sendo admitido.

41
1.2.8 - Fluídos refrigerantes

Função

Fluido refrigerante é o fluido que possui características de troca de calor e mudanças de


estado físico de sua matéria em certas condições de pressão e temperatura dentro de um circuito
frigorígeno fechado. No sistema de climatização, ele é responsável pelo transporte do calor retirado
do ambiente a ser climatizado pelo evaporador até o condensador, que por sua vez cede esse calor
para o ambiente externo, promovendo assim o resfriamento do ambiente desejado. Cada refrigerante
possui a sua característica de temperatura e pressão de condensação, de modo que existe um
refrigerante para cada tipo de condição de refrigeração desejada. Não há um fluido refrigerante que
reúna todas as propriedades desejáveis, de modo que, um refrigerante considerado bom para ser
aplicado em determinado tipo de instalação frigorífica nem sempre é recomendado para ser
utilizado em outra. O bom refrigerante é aquele que reúne o maior número possível de boas
qualidades, relativamente a um determinado fim.

As principais propriedades de um bom refrigerante são:

– Condensar-se a pressões moderadas;


– Evaporar-se a pressões acima da atmosférica;
– Ter pequeno volume específico (menor trabalho do compressor);
– Ter elevado calor latente de vaporização;
– Não ser corrosivo;
– Não ser inflamável;
– Ser inodoro;
– Não ser tóxico;
– Deve permitir fácil localização de vazamentos;
– Ter miscibilidade com óleo lubrificante e não deve atacá-lo ou ter qualquer
efeito indesejável sobre os outros materiais da unidade;
– Em caso de vazamentos, não deve atacar ou deteriorar os alimentos, não deve contribuir
para o aquecimento global e não deve atacar a camada de ozônio.
– Ser quimicamente estável (não se altera apesar de suas repetidas mudanças de estado no
42
circuito de refrigeração);

Os fluidos refrigerantes são utilizados da seguinte maneira (em condições normais de


funcionamento de um circuito frigorígeno): Os refrigerantes trocam calor no evaporador, onde
mudam de estado físico de líquido para vapor devido a condições de redução de pressão, aumento
de volume de área e aumento da temperatura de contato com a serpentina do evaporador, e voltam a
trocar calor no condensador, onde novamente mudam de estado físico, mas dessa vez de vapor para
líquido após a elevação de suas condições de pressão e temperatura pelo compressor e redução da
temperatura de contato com a serpentina da condensadora.

Famílias de Fluidos Refrigerantes

• CFC
São os compostos químicos que possuem os elementos cloro, flúor e carbono em sua
composição. Atualmente não se fabrica nenhum gás CFC; o cloro, que faz parte de sua composição,
destrói a camada de ozônio. Um equipamento de refrigeração ou climatização(ar-condicionado),
cujo o sistema funciona com um fluído refrigerante que possui cloro na sua composição, estão
ultrapassados e devem ser substituídos. Os principais fluidos refrigerantes da família dos CFCs são
o R-12 e R-11.

• HCFC

São os compostos químicos que possui os elementos hidrogênio, cloro, flúor e carbono em
sua composição. Foram desenvolvidos como gases alternativos para substituírem os CFCs. Os
principais são:

• R-22, ou refrigerante 22 (empregados em condicionadores de ar de janela, splits e centrais);


• R-401A, ou refrigerante 401A (substitui o R-22);
• R-409A, ou refrigerante 409A (substitui o R-12);
• R-401B, ou refrigerante 401B (substitui o R-12 e o R-500);
• R-402A, ou refrigerante 402A (substitui o R-502);
• R-408A, ou refrigerante 408A (substitui o R-502);
• R-402B, ou refrigerante 408B (substitui o R-502);

Ao substituir um CFC por um HCFC, o fabricante de fluidos refrigerantes deverá consultar o


fabricante do equipamento. Esse procedimento requer uma análise apurada de todos os dados de
funcionamento do equipamento(temperaturas, pressões, tipo de óleo,etc). A DuPont, que detém as
marcas Suva e Freon e é um dos grandes fabricantes de fluidos refrigerantes, chama essa
atualização de CFC para HCFC de retrofit.

43
• HFC

São os compostos químicos que possui os elementos hidrogênio, flúor e carbono em sua
composição. Os novos equipamentos são fabricados com HFCs. Os principais são:

• R-134a, ou refrigerante 134a, empregados em: refrigeradores, freezers, câmaras frigoríficas,


condicionadores de ar de carros e e alguns Chillers);
• R-404a, ou refrigerante 404a, empregado em câmaras frigoríficas;
• R-507, ou refrigerante 507, empregado em equipamentos de refrigeração comercial;
• R-407C, ou refrigerante 407C, empregado em equipamento de climatização (split); e
• R-410A, ou refrigerante 407A, empregado em equipamento de climatização(split).

Os cientistas criaram o índice ODP (Ozone Depleting Potencial), que indica em pontos
percentuais o nível de agressão com que o refrigerante agride a camada de ozônio. Exemplo: o R-12
tem ODP de 100%; o R-22 tem ODP de 5,5% e o R-134a tem ODP de 0%.

Reunião de Copenhagem

Na reunião de Copenhagem, os países signatários decidiram estabelecer o controle sobre


novas substâncias e antecipar o “phase out” das que já eram controladas. Os pontos de nossos
interesses são:

• CFCs

• 75% de redução em 01/01/1994.


• 100% de redução em 01/01/1996.

• HCFCs

• Congelamento da produção em 01/01/1996, baseado em:


• 3,1% do consumo de CFC em 1989, mais 100% de HCFCs em 1989;
• 35% de redução em 01/01/2004;
• 65% de redução em 01/01/2010;
• 90% de redução em 01/01/2015;
• 99,5% de redução em 01/01/2020;
• 100% de redução em 01/01/2030;

44
UNIDADE 1.3
FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS

1.3.1 – Ferramentas

Durante a execução de manutenções nos equipamentos de climatização se faz necessária a


utilização de uma série de ferramentas apropriadas e indispensáveis. Listaremos as ferramentas
comumente usadas em nossos equipamentos do SISCEAB:

a. Ferramental para análise e serviços em sistemas de refrigeração

• Jogo de ferramentas manuais (chaves de fenda simples e cruzada, alicates, chaves


combinadas etc);
• Jogo de chaves tipo catraca;
• Escadas de tamanhos e de tipos variados;
• Esmerilhadeira, usada para amolar ferramentas e para tirar rebarbas de materiais
• Parafusadeira, usada para remoção dos parafusos dos equipamentos;
• Lavadora de alta pressão, usada para lavar as serpentinas, equipamentos e salas de
máquinas;
• Aspirador água-pó, usado para limpar partículas sólidas e líquidos indesejáveis no ambiente
ou em equipamentos;
• Bancadas, usadas para realizar manutenções com ergonomia
• Morsa de bancada, usada para prender certos materiais, de forma a não movimentar a parte
que estiver segura pela morsa;
• Entre outros;

1.3.2 - Instrumentos e Equipamentos

Durante a execução de manutenções preventivas nos equipamentos de climatização do


SISCEAB, se faz necessária a utilização de uma série de instrumentos e equipamentos:

• Termômetro digital com 5 sensores / termômetro a laser, usado para medir temperaturas de
diferentes superfícies.
• Manifold, medidor de pressões de alta (manômetro vermelho) e de baixa (manômetro azul)
que tem valores temperatura correspondentes a cada pressão conforme o refrigerante
medido. Possui válvulas de abertura e fechamento da passagem de refrigerante ou de vácuo
por ele. Possui um acesso comum (mangueira amarela) e dois reguláveis (mangueira azul e
mangueira vermelha)
• Bomba de vácuo, usada para promover pressão negativa (vácuo) dentro de circuitos
fechados, removendo os gases não condensáveis antes de uma recarga de refrigerante nesse
circuito frigorígeno.
45
• Balança digital, usada para pesar as botijas antes e depois da carga de refrigerante (essa
diferença será a quantidade de refrigerante inserida no equipamento durante essa recarga.
• Bomba recolhedora de fluido(estação de reciclagem), usada para reciclagem ou remoção do
fluido refrigerante antes da execução da manutenção nos equipamentos de climatização
• Vacuômetro, usado para medir vácuo dentro de um circuito fechado de tubulações
• Detector de vazamento
• Multímetro , usado em diversas medições, que entre elas são: tensão, corrente, resistência,
capacitância, frequência, temperatura, entre outras
• Alicate amperimétrico, usado na medição da corrente elétrica do circuito desejado
• Megôhmetro, usado para medir o isolamento elétrico de motores indutivos
• Fasímetro, usado para identificar as fases numa alimentação trifásica
• Paquímetro, instrumento de medição precisa, para peças de pequeno porte.

46
UNIDADE 1.4
ELETRICIDADE

1.4.1 - Eletricidade Básica

Grandezas Elétricas

• Tensão elétrica (E, U ou V - volt)


As correntes elétricas são mantidas por meio de aparelhos denominados geradores
elétricos. Os dois principais tipos de geradores são os químicos temos as pilhas e as baterias usadas
em automóveis. Como exemplo de geradores eletromagnéticos podemos citar os dínamos (ou
alternadores) usados em automóveis e os geradores usados em usinas elétricas.

A tensão elétrica é a energia elétrica por unidade de carga, no Sistema Internacional (SI) a
unidade de tensão é o volt (V).

De uma forma simples podemos dizer que tensão elétrica é força que movimenta os elétrons,
força que é provocada pela diferença de potencial (d.d.p) elétrico existente na fonte elétrica
(Geradores).

Simbologia dos geradores de tensão elétrica:

• Tensão contínua
• Tensão alternada

A tensão alternada apresenta variações na posição dos polos positivos e negativos.

47
A medição da tensão elétrica é feita com um instrumento chamado Voltímetro, que é
ligado direto e paralelamente aos pontos em que se deseja medir a tensão elétrica.

Múltiplos e Submúltiplos do Volt

Microvolt Milivolt Volt(V) Quilovolt Megavolt


(µV) (mV) (KV) (MV)
0,000001 0,001 1 1000 1000000
Corrente elétrica (A – Ampère)

Corrente elétrica é a quantidade da cargas elétricas(elétrons) que flui através de um condutor


num determinado intervalo de tempo, ou ainda, a tendência para restaurar o equilíbrio elétrico num
circuito onde exista diferença de potencial(ddp).

Carga Elétrica - Toda vez que houver desequilíbrio elétrico num material haverá
deslocamento de elétrons, a esse fluxo de elétrico dar-se-á o nome de carga elétrica, cuja a unidade
de medida será o Coulomb (C).

O acender da lâmpada indica a passagem da corrente elétrica através do gerador, do fio e da


lâmpada.

No Sistema Internacional, a
unidade de intensidade de corrente de 1 Coulomb por segundo(1C/s) é o que chamamos de 1
AMPÈRE (A):

48
Múltiplo e Submúltiplos do Ampère

Microampère Miliampère Ampère(A) Quiloampère Megampère


(µA) (mA) (KA) (MA)
0,000001 0,001 1 1000 1000000

O instrumento utilizado para medir a corrente elétrica é o Amperímetro. O instrumento é


ligado em série com a carga (consumidor), cuja corrente elétrica deseja-se medir.

Resistência Elétrica (R – ohm)

Quando um determinado material oferece resistência à corrente elétrica, diremos que ele
oferece resistência à corrente elétrica. Nos isolantes a resistência é dita extremamente alta, nos
resistores é dita alta e nos condutores é baixa.

A unidade básica de medida da resistência elétrica(R) é o ohm (Ω).

Múltiplos e submúltiplos

Microhm Miliohm Ohm(Ω) Quilohm Megohm


(µΩ) (mΩ) (KΩ) (MΩ)
0,000001 0,001 1 1000 1000000

Para medir a resistência elétrica de um determinado material utiliza-se o ohmímetro. Vale


salientar que esse material ou equipamento precisa estar desligado de qualquer fonte elétrica.

49
Cálculo de desbalanceamento de voltagem

Desbalanceamento voltagem (%) = Maior diferença em relação a voltagem média ÷


Voltagem média. Exemplo: Suprimento de força nominal 380 V / 3~ / 60 Hz

Medições:
AB = 383 V
BC = 378 V
AC = 374 V

Voltagem média = 383 + 378 + 374 = 378V


3

Diferenças em relação a voltagem média:

AB = 383 - 378 = 5

BC = 378 - 378 = 0

AC = 378 - 374 = 4

Maior diferença é 5V. Logo, o desbalanceamento de voltagem % é:

5 x 100 = 1,32% (OK)


378
Obs.: O cálculo do desbalanceamento decorrente deve ser feito da mesma forma que o de
desbalanceamento de voltagem.

Fiação de Controle

Consulte os esquemas elétricos dos equipamentos ou dos projetos dos ambientes para
efetuar no campo as ligações e interligações dos equipamentos de climatização a serem instalados.

50
1.4.2 – Diagramas Elétricos

Cada equipamento e projeto tem a sua particularidade de diagramas elétricos conforme sua
configuração, tipo de proteção e comando. Uns mais fáceis, outros mais difíceis de serem
analisados devido à quantidade de componentes de comando instalados em seus esquemas elétricos,
porém toda a simbologia utilizada atende a um padrão para que em qualquer lugar do brasil e do
mundo seja entendido que tipo de equipamento de comando e de força está sendo indicado nos
diagramas elétricos.

Veremos tais diagramas utilizados nos sistemas de climatização acompanhado os Anexos de


1 a 10.

1.4.3 - Motores Elétricos

• Motor Elétrico de Indução:

É um tipo de motor que possui apenas um conjunto de bobinas e sua alimentação é feita por
uma única fase de corrente alternada. Dessa forma, este tipo e motor absorve energia elétrica de
uma rede monofásica e transforma em energia mecânica.

Os motores monofásicos são empregados para cargas que necessitam de motores de pequena
potência como por exemplo: motores para ventiladores, geladeiras, furadeiras portáteis,
condicionadores de ar de pequeno porte, etc.

• Motores Elétricos de Indução Trifásicos

51
– É um tipo de motor que possui três conjuntos de bobinas e sua alimentação é feita por
uma única rede trifásica de corrente alternada..Os motores trifásicos são os motores mais utilizados
nas indústrias, isto em função das várias vantagens que possuem, tais como: longa vida útil,
facilidade de ligação, facilidade de controle, etc.

Possíveis falhas de motores elétricos


• Enrolamento do motor aberto – Há um rompimento da bobina do motor devido a alterações
na rede elétrica ou travamento mecânico do rotor provocando aquecimento excessivo no
enrolamento, a abertura do enrolamento pode ser detectada com o uso de um ohmímetro.
• Falha de isolamento – Devido a um aquecimento excessivo o isolamento do enrolamento é
comprometido provocando curto-circuito entre bobinas ou entre bobina e carcaça, a falha de
isolamento pode ser detectada com o uso de um megômetro.
• Sobrecarga – Devido a alterações na rede elétrica ou excesso de carga a corrente de
funcionamento do motor é superior ao previsto podendo provocar danos ao mesmo.

Operação de dispositivos de proteção


• Protetor térmico- utilizado para proteção contra corrente de sobrecarga ou contra
sobretemperatura , são instalados internamente no motor e interrompem o fluxo de corrente
no enrolamento ao persistir além de um tempo pré-definido um excesso de temperatura ou
de corrente.
• Relé térmico- utilizado para proteção contra corrente de sobrecarga, é instalado em conjunto
com uma contatora e interrompe a alimentação da bobina da contatora mediante dilatação do
componente bimetálico do relé, dilatação essa provocada por um fluxo de corrente acima do
valor ajustado no relé, protegendo assim o bobinado do motor.

52
1.4.4 - Comandos Elétricos

• Contator:

– É um dispositivo eletromecânico que permite, a partir de um circuito de comando,


efetuar o controle de cargas num circuito de potência. Essas cargas podem ser de qualquer tipo,
desde tensões diferentes do circuíto de comando, até conter múltiplas fases. É constituído por uma
bobina por uma bobina que produz um campo magnético, que conjuntamente a uma parte fixa,
proporciona movimento a uma parte móvel. Essa parte móvel por sua vez, altera o estado dos seus
contatos associados. Os que estão abertos fecha-os, os que estão fechados abre-os. Estes contatos
são de dois tipos, os de potência e os auxiliares. Os contatos de potência, geralmente apresentados
em grupos de três, devido ao seu emprego comum no comando de motores trifásicos.

– Relé Térmico

É um dispositivo de proteção de sobrecarga elétrica aplicada a motores elétricos. Este


dispositivo de proteção visa evitar o sobreaquecimento dos enrolamentos do motor quando ocorre
uma circulação de corrente elétrica acima da tolerada em seus enrolamentos. Este aquecimento é
prejudicial ao motor, uma vez que acarreta a redução da vida útil do mesmo, por desgastar o
isolamento dos enrolamentos modificando sua rigidez dielétrica.

– Botoeiras
53
Tipo de dispositivo utilizado para interrupção de fluxo de corrente de diversos equipamentos
elétricos.

– Pressostato de Baixa e de Alta Pressão

Pressostatos são interruptores que atuam mediante variação de pressão nos circuitos
frigorígenos. Sua função básica é proteger a integridade dos equipamentos contra sobrepressão
(pressostato de alta) ou subpressão (pressostato de baixa) aplicada aos mesmos durante seu
funcionamento. É constituído, em geral, por um sensor, um mecanismo de ajuste de set point e um
contato elétrico.

– Resistência de Pré-aquecimento:

A existência de refrigerante no estado líquido no interior do compressor é prejudicial para as


partes móveis do mesmo podendo ocasionar sua quebra, para evitar este risco é utilizado uma
resistência de pré-aquecimento no cárter do compressor a qual provoca a evaporação do fluido
refrigerante no interior do mesmo. A resistência de pré-aquecimento também tem a função de
manter o óleo de lubrificação do compressor aquecido deixando-o assim menos denso o que facilita
a lubrificação do compressor durante a partida após longos períodos de desligamento.

54
– - Disjuntores:

Disjuntor é um dispositivo eletromecânico, que funciona como um interruptor automático,


destinado a proteger uma determinada instalação elétrica contra possíveis danos causados por curto
circuítos e sobrecargas elétricas. A sua função básica é atuar contra picos de corrente e excesso de
temperatura no circuito protegido por ele, interrompendo imediatamente a alimentação do circuito.

– - Fusíveis:

Fusível é um dispositivo de proteção contra sobrecorrente ou curto circuítos em circuítos


elétricos. Consiste de um filamento ou lâmina de um metal ou liga metálica, de baixo ponto de
fusão, que se intercala em um ponto da instalação elétrica que se deseja proteger, para que se funda,
por efeito joule, quando a intensidade da corrente elétrica supera um determinado valor, devido a
um curto circuíto ou a uma sobrecarga, o que poderia prejudicar a integridade dos condutores, com
o risco de incêndio ou destruição de outros elementos do circuíto.

55
– Termostato:

O Termostato é um dispositivo que tem a função de impedir que a temperatura de determinado


sistema varie além de certos limites pré-estabelecidos. O termostato é o componente que liga e
desliga automaticamente o compressor de um equipamento de climatização, quando a temperatura
do ambiente climatizado está fora dos limites setados no equipamento.

– Transformador:

Transformador é um dispositivo destinado a transferir energia elétrica ou potência elétrica de


um circuito a outro, transformando tensões..Transformador de corrente (TC) é um dispositivo que
reproduz no seu circuíto secundário, a corrente que circula em um enrolamento primário, em uma
proporção definida, conhecida e adequada.

56
DISCIPLINA 2

CLIMATIZAÇÃO APLICADA

Esta disciplina nos capacita a entender o funcionamento de cada equipamento de


climatização empregado no SISCEAB e a executar com excelência as manutenções preventivas de
todos os equipamentos de climatização empregados no SISCEAB, descritas nos Boletins Técnicos.

UNIDADE 2.1
AR CONDICIONADO

O condicionador de ar de janela tem como principal característica construtiva, o fato de todo


o circuito frigorígeno estar contido de forma portátil em um encapsulamento único, que exige
apenas alimentação elétrica e um “rasgo” na parede para que seja instalado. Sua construção é tal
que seu evaporador é instalado junto com o condensador, sendo que o primeiro está voltado para o
ambiente que se deseja climatizar e o segundo está voltado para o exterior. Seu sistema de expansão
direta com condensação a ar é constituído de uma unidade selada (compressor-condensador-capilar-
evaporador) por soldas e que assim garante uma perfeita estanqueidade no que se diz respeito ao
circuito frigorígeno.

2.1.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexo 1

2.1.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexo 1

2.1.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

57
UNIDADE 2.2
SPLIT

O Split System é uma tecnologia licenciada no Brasil desde a década de 80 e ganha espaço
rapidamente na climatização de pequenos e médios ambientes, no setor residencial, comercial e
principalmente no de serviços. Embora seja um equipamento que precise de mão-de-obra
especializada para a devida instalação – diferente dos aparelhos de janela – deixou de ser vendido
unicamente por empresas especializadas em climatização de ambientes pois chegou aos
hipermercados e lojas de eletrodomésticos para serem adquiridos pelos consumidores finais.

CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS

São compostos de unidades condensadoras - compressor e condensador (externos) - e as


unidades evaporadoras (internas), ambas interligadas, com distâncias de até 20m entre as unidades,
por tubulações de cobres isoladas termicamente e cabo elétrico de alimentação, levando do
compressor ao evaporador o gás refrigerante liquefeito (frio) e no retorno, o gás expandido pela
troca de calor no evaporador volta ao compressor para ser novamente comprimido. Possuem
sistema de filtragem do ar na unidade interna. Os modelos mais recentes têm diversas cores, para
adequar exigências do cliente, baixos níveis de ruído e de consumo de energia, painéis digitais com
temperatura ambiente e externa, e possuem controle remoto digital de operação. Lembrando que os
novos modelos - que atenderão à Norma 55:002.03-001/3 - virão com entrada de ar forçada por
ventilador e dotado de filtro na parte externa. Esse duto de ar que ligará a parte externa à interna do
imóvel necessitará de uma instalação a mais, coisa que não é feita hoje. A nova tecnologia aposta
em motores mais silenciosos a fim de que, mesmo com a entrada de ar externa, o funcionamento do
aparelho seja tão ou mais confortável do que os atuais, melhorando a qualidade do ar do ambiente
climatizado.

Estes equipamentos contam obrigatoriamente com uma placa eletrônica de controle com
58
ou sem controle remoto.

As unidades são interligadas eletricamente, e essas interligações podem variar de acordo


com o modelo.

2.2.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexo 2

2.2.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexo 2

2.2.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

UNIDADE 2.3

SELF CONTAINED

Os Self Containeds empregados no sistema SIVAM são equipamentos autônomos, que


abrigam em um só “encapsulamento” um ou dois circuitos frigorígenos, dois ventiladores
centrífugos, e um conjunto de filtros.

Os Self Containeds comumente podem ser montados das seguintes maneiras:

Em paredes, do lado de fora do ambiente climatizado (modelo Wall Mounted), não


ocupando espaço interno do ambiente;

Em salas de máquinas isoladas (modelo Genius), reduzindo o nível de ruídos no ambiente

59
climatizado e concentrando os equipamentos de forma a facilitar a logística de manutenção;

Diretamente no ambiente em que se deseja climatizar, onde é utilizada uma caixa


“plenum” com um difusor ou grelhas de direcionamento do fluxo de ar no ambiente.

• Self contained com condensação a Ar e a água

Indiferente do tipo de modelo e forma de instalação, podem ser utilizados dutos para a
distribuição do ar pelas áreas que compreendem o ambiente climatizado. A conexão dos dutos nos
Self Containeds é realizada por meio de “colarinhos de lona”, elementos de união que impedem a
propagação de ruídos e trepidações produzidas pelo equipamento.

O circuito frigorígeno do equipamento “Genius” é dotado de compressor scroll, serpentina


condensadora, filtro secador, visor de líquidos, válvula de expansão termostática com bulbo remoto
e tubo equalizador externo e serpentina evaporadora. O circuito apresenta ainda duas válvulas de
serviço localizadas na sucção e descarga do compressor (ambas com um ponto de acesso a
tubulação e compressor, utilizadas para fins de manutenção). A conexão do compressor à tubulação
do sistema é rosqueável. O equipamento traz ainda duas válvulas schrader, uma instalada na linha
de baixa pressão e outra na linha de alta pressão, ambas permitem que se possa conectar um
Manifold para acompanhamento das pressões do equipamento.

Os conjuntos de ventilação possuem um motor trifásico acoplado a um ventilador


centrífugo por meio de acoplamento elástico promovido por uma correia e duas polias (sendo em
sua maioria uma primeira fixa e uma segunda regulável). O eixo do rotor dos ventiladores é fixado
à suas volutas por dois rolamentos do tipo ZZ. Esses rolamentos por sua vez são fixos por pressão
à voluta do conjunto de ventilação.

A serpentina evaporadora do “Genius” é montada sobre uma bandeja de condensação e é


constituída de tubos de cobre e aletas de alumínio. A serpentina condensadora é constituída por
tubos e aletas de cobre (especificação do projeto que impede a corrosão eletrolítica, comum na
região). O “condensado” na bandeja evaporadora é levado até o ralo presente na sala de
máquinas através de um “sifão” (neste caso uma mangueira presa de forma a constituir uma
espira). No abrigo do compressor, verificamos normalmente o acúmulo de água resultante da
condensação da umidade contida na massa de ar que troca calor com a serpentina condensadora.
Essa água escoa para o ralo da sala de máquinas através de um dreno com sifão (neste caso, canos
com desnível formado por curvas de 90 graus).

60
O equipamento apresenta um filtro do tipo G1 (lavável) e filtros do tipo G3 (descartáveis
com ação anti-bactericida), os filtros descartáveis devem ser trocados a cada 6 meses, ou quando se
fizer necessário mediante a observação de suas condições.

Dentro do Self Contained “Genius” existe um pequeno bastidor que abriga três contatoras
(alimentação dos ventiladores e compressor) e dois fusíveis de vidro (proteção do comando). Essas
contatoras participam da lógica de comando juntamente com os demais elementos presentes no
“QDCAC” (quadro de comando de ar condicionado).

Self Contained - Tipo Wall mounted

Os Self Containeds do tipo “Wall Mounted” empregados no sistema SIVAM são


equipamentos autônomos, que abrigam em um só “encapsulamento” um circuito frigorígeno, dois
ventiladores centrífugos, e um conjunto de filtros.

Os Wall Mounteds são montados em “paredes”, do lado de fora do ambiente climatizado,


não ocupando espaço interno do ambiente a ser climatizado e muito utilizado em containers de
telecomunicações desassistidos.

Em seu insuflamento pode ser utilizado dutos para a distribuição do ar pelas áreas que
compreendem o ambiente climatizado ou ainda diretamente no ambiente através de um simples
rasgo na parede contendo grelhas. A conexão dos dutos, quando existente, também é realizada por
meio de “colarinhos de lona”, elementos de união que impedem a propagação de ruídos e
trepidações produzidas pelo equipamento.

61
O circuito frigorígeno do equipamento “Wall Mounted” é dotado de compressor scroll,
serpentina evaporadora, filtro secador, válvula de expansão termostática com bulbo remoto e tubo
equalizador externo e serpentina condensadora com controle de capacidade por variação da vazão
de ar sobre a mesma (duas velocidades do ventilador da serpentina condensadora – controle por
pressostato). O equipamento traz ainda duas válvulas schrader, uma instalada na linha de baixa
pressão e outra na linha de alta pressão, ambas permitem que se possa conectar um Manifold para
acompanhamento das pressões do equipamento.

Os conjuntos de ventilação possuem motores acoplados diretamente a hélices, fator este que
aumenta a confiabilidade e disponibilidade do equipamento se comparado aos sistemas acoplados
por correias.

2.3.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexo 3

2.3.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexo 3

2.3.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

62
UNIDADE 2.4

SPLITÃO

São equipamentos compostos de unidades condensadoras - compressor, condensador e


quadro de comandos (externos) - e as unidades evaporadoras – evaporador e dispositivo de
expansão (internas), ambas interligadas por tubulações de cobre e cabos elétricos de alimentação,
levando do compressor ao dispositivo de expansão o líquido refrigerante subresfriado (quente); e
no retorno, o gás expandido pela troca de calor superaquecido no evaporador volta ao compressor
por tubulações de cobre termicamente isoladas para ser novamente comprimido. Possuem sistema
de filtragem do ar na unidade interna. Os Splitões diferem-se das splits convencionais somente
pela capacidade frigorígena da máquina e pela unidade evaporadora necessitar ser instalada em
uma sala de máquinas com seu insuflamento distribuído através de dutos. Possuem conjunto
ventilador com acoplamento através de polias, motores, correias e volutas ou por motor de eixo
duplo com volutas.

2.4.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexo 4

2.4.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexo 4

2.4.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

63
UNIDADE 2.5

CHILLER

A necessidade de climatização de grandes cargas térmicas sensíveis exige sistemas que


possuam precisão de funcionamento, consumo de energia satisfatório, facilidade de operação,
autonomia de funcionamento em cada setor e, atualmente, possibilidade de interface de
comunicação e controle com um sistema de gerenciamento predial computadorizado. Obviamente,
em um grande edifício, a aplicação de aparelhos individuais de climatização em cada sala ou em
um conjunto de salas não satisfaz os objetivos pretendidos por um sistema eficaz. O consumo de
energia, a manutenção trabalhosa, a dificuldade de monitoramento do funcionamento e o impacto
visual de condensadores expostos na fachada são as principais desvantagens do uso de
condicionadores tipo splits.

Os sistemas centrais de expansão indireta minimizam os problemas citados acima e


funcionam do seguinte modo: em uma casa de máquinas, um equipamento de resfriamento de
líquido conhecido como chiller (1) refrigera a água que é bombeada através de uma rede hidráulica
(2), na qual são conectados trocadores de calor - fancoil - (3) que tem por função climatizar os
ambientes em que estão instalados ou que climatizam através de insuflamento feito por dutos. Os
trocadores de calor recebem água resfriada e, após a troca de calor pelas serpentinas, a devolve com
temperatura pouco mais elevada. A água que retorna dos fancoils é bombeada até o chiller, que
inicia outro ciclo de resfriamento dessa água que está em um circuito fechado de tubulações e
termicamente isoladas. Os fancoils possuem tubulações hidráulicas e uma válvula de controle de
vazão de água, acionada por um termostato ou controlador lógico programável que monitora a
temperatura do ambiente climatizado através de sensores instalados no retorno de ar para as salas de
máquinas dos fancoils ou através de termostatos instalados diretamente nos ambientes a serem
climatizados (no caso dos fancoletes).

64
2.5.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexo 5

2.5.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexo 5

2.5.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

UNIDADE 2.6

TORRE DE ARREFECIMENTO

É um equipamento dotado de pulverizadores, colméias, ventilador central e bacia de água


fria, responsável pelo resfriamento da água após a troca de calor dentro do condensador casco e
tubo. As Torres de Resfriamento são responsáveis por conservar ou recuperar água. Através de
bombas centrífugas, a água quente do condensador (após a troca de calor) é bombeada para a Torre
de Resfriamento, onde essa água é pulverizada, trocando calor com o ar, na bacia da torre e essa
água da bacia (já resfriada) retorna para trocar calor no condensador casco e tubo em um ciclo. A
temperatura da água diminui conforme ela cede calor ao ar para evaporar após sua
vaporização/gotejamento. Essa água circula em um ciclo fechado com reposição feita por uma boia
de nível mecânica na bacia de água fria.
65
2.6.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexo 6

2.6.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexo 6

2.6.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

UNIDADE 2.7

VENTILAÇÃO

Os conjuntos de ventilação possuem motores acoplados diretamente a hélices/volutas


ou acoplados a uma polia móvel através de correias. Esta por sua vez, promovem a renovação do ar
do ambiente através do incremento do ar externo dutado devidamente filtrado.

2.7.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexo 7

2.7.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexo 7

2.7.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

66
UNIDADE 2.8

MOTOBOMBAS

Motor de indução acoplado por selo mecânico a uma bomba centrífuga que tem a
função de fazer circular o refrigerante secundário dos chillers até os fancoils num ciclo fechado de
água gelada em um sistema de expansão indireta; e, em um sistema de condensação a água, sua
função, também, é de fazer circular a água que passa pelo condensador casco e tubo até a torre de
arrefecimento num ciclo fechado.

Existem perdas de água no decorrer dessas tubulações que são repostas por meio de um
tanque de expansão, ligado à tubulação de água gelada, em sistemas de expansão indireta; e, no
caso da torre alpina, por meio de boia mecânica interna a essa torre de arrefecimento.

2.8.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexo 8

2.8.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexo 8

2.8.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

67
UNIDADE 2.9

DUTOS

Os Dutos normalmente são confeccionados em chapas galvanizadas, revestidos de material


isolante térmico, que tem a função de conduzir o ar desde a saída do equipamento central de
climatização até o insuflamento no ambiente a ser climatizado.

Alguns dutos possuem resistência de aquecimento para controle de umidade relativa,


sensores de temperatura e umidade, e proteções elétricas e mecânicas contra possíveis incêndios no
duto.

O insuflamento nos ambientes é feito através de difusores (reguláveis ou fixos).

O ar deve ter uma renovação externa com filtragem de partículas sólidas do mesmo ou um
sistema de exaustão forçada.

2.9.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexo 9

2.9.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexo 9

2.9.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

68
UNIDADE 2.10

FANCOILS

Fancoil (ventilador-serpentina) é o equipamento de climatização localizado no ambiente,


formado basicamente por um ventilador e a serpentina de água resfriada. O fancoil
normalmente possui grande capacidade de remoção de calor específico do ambiente, em
comparação com a serpentina de fluido refrigerante (sistema de expansão direta). O calor do
ambiente é formado pelo vapor de água presente no ar e a troca ocorre quando há contato entre esse
vapor e a superfície fria da serpentina do fancoil, resultando em condensação.

O controle da temperatura ambiente é feito através da regulagem automática da passagem


de água gelada por sua serpentina. Essa regulagem é feita através de válvulas de 2 (duas) ou 3
(três) vias, que são elementos controlados por um atuador motorizado, que assumem posições em
função de sinais elétricos enviados por um termostato ou controlador com sensor ambiente. As
posições assumidas pelo atuador da válvula podem direcionar o fluxo de água resfriada para o
fancoil ou para o tubo de retorno, no caso das válvulas de 3 vias. A válvula 2 vias funciona de modo
semelhante à válvula de 3 vias; a diferença é que não possui conexão com o tubo de retorno,
fazendo a regulagem de vazão através da obstrução da passagem da água na tubulação.

O gabinete do fancoil pode ser instalado diretamente no ambiente para cargas térmicas
menores ou iguais a 2 TR ou instalados em casas de máquinas, para cargas térmicas maiores do
que 2 TR, onde são interligados a dutos, que conduzem o ar condicionado aos ambientes a serem
climatizados.

69
O conjunto ventilador do fancoil pode ser do tipo centrífugo ou siroco, conforme a
necessidade do sistema quanto a pressão estática nos dutos.

2.10.1 Componentes e Funcionamento

Vide Anexos 10

2.10.2 Diagramas Elétricos

Vide Anexos 10

2.10.3 Boletins Técnicos

Vide Anexo 11

70
REFERÊNCIAS

ALEXANDRE, Celso Simões. Distribuição de Ar. São Paulo: Nova Técnica Editorial, 2006.

ABNT – Associação Brasileira de normas técnicas. NBR 16401-1:2008. Instalações de ar-


condicionado – Sistemas Centrais e unitários. Parte 1: Projetos das instalações. Rio de Janeiro.
60p.
ABNT – Associação Brasileira de normas técnicas. NBR 16401-2:2008. Instalações de ar-
condicionado – Sistemas Centrais e unitários. Parte 2: Parâmetros de Conforto Térmico. Rio de
Janeiro. 7p.
ABNT – Associação Brasileira de normas técnicas. NBR 16401-3:2008. Instalações de ar-
condicionado – Sistemas Centrais e unitários. Parte 3: Qualidade do Ar Interior. Rio de Janeiro.
24p.
MACINTYRE, Archibald J. Equipamentos Industriais e de Processo. Rio de Janeiro: LTC, 1997.
MILLER, Rex; MILLER, Mark R. Refrigeração e Ar Condicionado. Rio de Janeiro: LTC, 2008.
PIRANI, Marcelo José. Apostila de Refrigeração e Ar Condicionado. Parte I: Refrigeração.
UFBA.
PIRANI, Marcelo José. Apostila de Refrigeração e Ar Condicionado. Parte II: Ar Condicionado.
UFBA.

BRASIL. Comando da Aeronáutica. Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Licenças e


Certificados de Habilitação Técnica para o Pessoal Técnico do Sistema de Controle do Espaço
Aéreo Brasileiro: ICA 66-23. Rio de Janeiro, RJ, 2013.

BRASIL. Comando da Aeronáutica. Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Segurança em


Instalações e Serviços com Eletricidade no SISCEAB: ICA 66-29. Rio de Janeiro, RJ, 2014.

BRASIL. Ministério do trabalho e emprego: Normas Regulamentadoras. Disponível em:


<http://www.mte.gov.br>. Acessado em mar. 2014.

COTRIN, Ademaro A. M. B. – Instalações Elétricas 3ª ed. – São Paulo: Makron Books, 1992.

CREDER, H. Instalações elétricas. 14 ed. São Paulo: LTC, 1972.

KINDERMANN, G. Descargas atmosféricas. 2. ed. Porto Alegre: Sagra Luzzatto, 1997. 134 p.

KINDERMANN, G.; CAMPAGNOLO, J.M. Aterramento elétrico. Porto Alegre: Sagra


Luzzatto,1998. 214 p.

LEITE, D. M.; LEITE, C. M. Proteção contra descargas atmosféricas: Edificações, Baixas Tensões
e Linhas de dados. 5º Ed. São Paulo: Oficina de Mídia, 1930.

MORENO, H.; COSTA, P.F. Aterramento elétrico. São Paulo: Procobre - Instituto Brasileiro do
Cobre. s.d.39 p.

71
ÍNDICE

APRESENTAÇÃO .....................................................................................................................03
OBJETIVOS................................................................................................................................03
EMENTAS ...................................................................................................................................03
DISCIPLINA 1: Básico de Climatização …................................................................................05
UNIDADE 1.1: Conceitos Fundamentais …............................................................................... 05
1.1.1 Fundamentos da Física ….................................................................................................... 05
1.1.2 Propriedades Termodinâmicas ........................................................................................... 17
UNIDADE 1.2: Fundamentos do Ar-condicionado e Componentes de Refrigeração …............ 21
1.2.1 Ciclo Básico de refrigeração. ….......................................................................................... 21
1.2.2 Noções de Carga Térmica …............................................................................................... 24
1.2.3 Compressores ….................................................................................................................. 25
1.2.4 Condensadores …................................................................................................................ 29
1.2.5 Dispositivos de expansão......................................................................................................32
1.2.6 Evaporadores........................................................................................................................34
1.2.7 Componentes e Acessórios …..............................................................................................36
1.2.8 Fluídos Refrigerante …...................................................................................................... .42
UNIDADE 1.3: Ferramentas e Instrumentos …...........................................................................45
1.3.1 Ferramentas …......................................................................................................................45
1.3.2 Instrumentos e equipamentos....................…....................................................................... 45
UNIDADE 1.4: Eletricidade …....................................................................................................47
1.4.1 Eletricidade Básica …..........................................................................................................47
1.4.2 Diagramas Elétricos ….........................................................................................................51
1.4.3 Motores Elétricos ….............................................................................................................51
1.4.4 Comandos Elétricos …........................................................................................................ 53
DISCIPLINA 2: Climatização Aplicada …................................................................................ 57
UNIDADE 2.1: Ar Condicionado de Janela(ACJ) ….............................................................. .57
2.1.1 Componentes e Funcionamento …...................................................................................... 57
2.1.2 Diagramas Elétricos e Frigorígenos ….................................................................................57
2.1.3 Boletins Técnicos …............................................................................................................ 57
UNIDADE 2.2: Split …................................................................................................................58
2.2.1 Componentes e Funcionamento ….......................................................................................59
2.2.2 Diagramas Elétricos e Frigorígenos …............................................................................... 59
2.2.3 Boletins Técnicos …............................................................................................................59
UNIDADE 2.3: Self Contained …................................................................................................59
2.3.1 Componentes e Funcionamento …......................................................................................62
2.3.2 Diagramas Elétricos e Frigorígenos …................................................................................62
2.3.3 Boletins Técnicos …............................................................................................................62
UNIDADE 2.4 Splitão ….............................................................................................................63
2.4.1 Componentes e Funcionamento …......................................................................................63
2.4.2 Diagramas Elétricos e Frigorígenos …...............................................................................63
2.4.3 Boletins Técnicos …............................................................................................................63
UNIDADE 2.5 Chiller ….............................................................................................................64
2.5.1 Componentes e Funcionamento …......................................................................................65
2.5.2 Diagramas Elétricos, Frigorígenos e Hidráulicos …........................................................... 65
2.5.3 Boletins Técnicos …............................................................................................................65
UNIDADE 2.6: Torre de Resfriamento …...................................................................................65
2.6.1 Componentes e Funcionamento ….......................................................................................66
2.6.2 Diagramas Elétricos ….........................................................................................................66
2.6.3 Boletins Técnicos ….............................................................................................................66
UNIDADE 2.7: Ventilação …......................................................................................................66
2.7.1 Componentes e Funcionamento ….......................................................................................66
2.7.2 Diagramas Elétricos ….........................................................................................................66
2.7.3 Boletins Técnicos ….............................................................................................................66
UNIDADE 2.8: Motobombas …..................................................................................................67
2.8.1 Componentes e Funcionamento ….......................................................................................67
2.8.2 Diagramas Elétricos ….........................................................................................................67
2.8.3 Boletins Técnicos ….............................................................................................................67
UNIDADE 2.9: Dutos …..............................................................................................................68
2.9.1 Componentes e Funcionamento ….......................................................................................68
2.9.2 Diagramas Elétricos ….........................................................................................................68
2.9.2 Boletins Técnicos ….............................................................................................................68
UNIDADE 2.10: Fancoil ….........................................................................................................69
2.10.1 Componentes e Funcionamento ….....................................................................................70
2.10.2 Diagramas Elétricos ….......................................................................................................70
2.10.3 Boletins Técnicos …...........................................................................................................70
REFERÊNCIAS …......................................................................................................................71