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Síntese do texto de SOUZA Políticas publicas uma revisão de literatura

Síntese do texto de SOUZA Políticas publicas uma revisão de literatura

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Publicado porTiago Zurck
Síntese do texto “Políticas Públicas: uma revisão da literatura” de Celina Souza
Síntese do texto “Políticas Públicas: uma revisão da literatura” de Celina Souza

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Published by: Tiago Zurck on Mar 14, 2012
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Síntese do texto “Políticas Públicas: uma revisão da literatura” de Celina Souza.

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O texto trata de uma revisão dos principais conceitos e modelos de formulação e análise de políticas públicas através da literatura clássica e de autores que mais recentes tratam sobre o tema. O objetivo ao trazer o texto para a discussão na disciplina de POEB é o de apresentar ao aluno uma discussão, ainda que introdutória sobre os diversos elementos que compõem a discussão sobre a análise das políticas públicas. Segue-se abaixo um resumo do texto.

Como e por que surgiu a área de políticas públicas. Nesse item a autora nos informa que enquanto área de conhecimento e disciplina, nos EUA, política pública surge sem estabelecer
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SOUZA, Celina. Políticas Públicas: Uma revisão de literatura.In: Sociologias. Porto Alegre, ano 8, nº 16, jul/dez 2006, p. 20-45. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/soc/n16/a03n16.pdf>. Acesso em Fev. 2012

relações teóricas com o papel do Estado, enfatizando-se a ação dos governos. O movimento de construir a política como área de conhecimento, segundo a autora, parte do movimento de: 1- estudar as instituições como modo de limitar a tirania e as paixões inerentes a natureza humana; 2- estudar as instituições para entender que elas tinham uma virtude cívica e, portanto, de promoção do “bom” governo; 3- entender como e por que os governos optam por determinadas ações.

Ao trazer de forma breve os “pais fundadores da área de políticas públicas”, (Laswell; Simon; Lindblom e Easton), Souza pontua os objetivos de cada teórico no estudo das políticas públicas: 1-conciliar conhecimento científico/ acadêmico com a produção empírica dos governos; 2-introduzir o conceito de racional como forma de potencializar as decisões dos policy makers que são limitadas por problemas como informações incompletas, tempo para a

tomada de decisões, etc. Assim, produzir conhecimento racional através de estruturas de regras e incentivos poderia ser uma forma de enquadrar o comportamento dos atores e modelar esse comportamento na direção dos resultados desejados, impedindo a maximização de interesses próprios; 3- Trazer outros elementos na formulação e análise das políticas públicas como as relações de poder e a integração entre as diferentes fases do processo decisório; 4- Pensar as políticas públicas como um sistema que estabelece uma relação entre formulação, resultados e ambiente.

Ao tratar sobre o que são políticas públicas, a autora traz várias definições a partir de teóricos da área: 1- campo de estudo da política que analisa o governo à luz de grandes questões públicas; 2-conjunto de ações do governo que irão produzir efeitos específicos; 3- soma das atividades dos governos que agem

diretamente ou através de delegação, e que influencia a vida dos cidadãos; 4- o que o governo escolhe fazer ou não fazer; 5- decisões e análises sobre política pública implicam responder as seguintes questões: quem ganha o quê, por quê e que diferença faz. A autora chama a atenção para o fato de que algumas definições ao focar a análise na ação dos governos deixam de lado questões conflituosas que envolvem a definição das políticas; deixam de “fora possibilidades que cooperação que podem ocorrer entre os governos e outras instituições e grupos sociais.” Souza, assim define Política Pública: “campo do conhecimento que busca, ao mesmo tempo ‘colocar o governo em ação’ e/ou analisar essa ação (variável independente) e, quando necessário propor mudanças no rumo ou curso dessas ações (variável dependente). A formulação de políticas publicas constitui-se no estágio em que os governos democráticos

traduzem seus propósitos e plataformas eleitorais em programas e ações que produzirão resultados ou mudanças no mundo real.”

Sobre o papel dos governos um das questões que tem sido colocada é: “qual o espaço que cabe aos governos” na definição e implementação das políticas públicas? Nesse sentido, entende-se que a sociedade e o Estado tem papel garantido nas definições, no entanto, com a complexidade das sociedades contemporâneas, o governo acaba por ter um espaço próprio de atuação sem deixar de ter interferências dos elementos externos a ele. No entanto é preciso considerar que o campo de atuação dos governos bem como de interferências dos elementos externos ao governo são influenciados pelo o contexto histórico.

Os modelos de formulação e análise de políticas públicas. Souza traz ao leitor vários modelos que podem servir de análise das políticas. Destaca-se aqui o modelo influenciado pelo o “novo gerencialismo público” e pelo ajuste fiscal. A autora destaca que novos formatos passam a ser introduzidos nas políticas públicas: eficiência (critério institucional que revela a capacidade administrativa para alcançar as metas estabelecidas ou os resultados propostos); credibilidade (existência de regras claras delegando-se poder a instituições bem desenhadas e ‘independentes’ do jogo político e fora da influência dos ciclos eleitorais) e delegação das políticas públicas para instituições com independência política. “Apesar da aceitação de várias teses do ‘novo gerencialismo público’ e da experimentação de delegação de poder para grupos sociais comunitários e/ou que representam grupos de interesses, os governos continuam tomando

decisões sobre situações-problema e desenhando políticas para enfrentá-las, mesmo que delegando parte de sua responsabilidade, principalmente a de implementação, para outras instâncias, inclusive nãogovernamentais.” A autora sintetiza os principais elementos das políticas públicas: 1- A política pública permite distinguir entre o que o governo pretende e o que ele faz; 2-Envolve vários atores – formais e informais; 3- Não se limita as regras; 4- É uma ação intencional; 5- É uma ação de longo prazo. O papel das instituições na decisão e definição das políticas públicas, Souza destaca que para os teóricos do neo-institucionalismo, mesmo muitas vezes as instituições tendo uma ação de inércia, muitas políticas públicas são formuladas e implementadas nessas instituições, assim, as instituições com suas regras formais e informais acabam

influenciando de certo modo a definição e a implementação das políticas públicas. Souza destaca que a luta pelo poder e por recursos entre grupos sociais é o cerne da formulação de políticas públicas. Essa luta é mediada por instituições políticas e econômicas que levam as políticas públicas para certa direção e privilegiam alguns grupos em detrimento de outros. É necessário considerar que as instituições sozinhas não são responsáveis por toda a definição das políticas públicas; os interesses, as idéias, a história, também, influenciam a definição de tais políticas.

Alguns apontamentos: 1-As políticas públicas refletem ações de governos, interesses de grupos alocados em espaços constitutivos da sociedade civil organizada.

2-Significa o “governo em ação” na tentativa de intervenção da realidade, dos problemas sociais, econômicos; 3-Por ser permeada pelas as idéias, pelos os interesses, pela a história, a política pública reflete significados, símbolos, representações de grupos, de governos sobre qual sociedade se quer, qual homem e cidadão pretende-se formar; 4-O olhar crítico para uma determinada política deve perpassar pela a busca e análise das idéias, dos objetivos, dos valores, das ações pensadas, dos atores envolvidos em uma determinada política pública.

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