Unidade II - Aula 4

Unidade II - O desenvolvimento da criança e a dança
O desenvolvimento da criança
O movimento nas crianças: impulso e necessidade A necessidade de movimento nas crianças é um fato comprovado. A comparação com o dinamismo dos animais jovens, a descrição da particular atividade cerebral infantil, a exigência fisiológica relacionada com as demandas das funções do organismo, a tendência natural à exploração, etc., são os argumentos que costumam ser usados em defesa desse impulso ao movimento.

Pode-se dizer também que esse movimento não é único nem estável, pois evoluirá ao longo do crescimento e do desenvolvimento de cada pessoa, condicionado pelo grau de maturidade e pela própria experiência do movimento. Se observarmos a motricidade infantil, constataremos que o recém-nascido dá uma série de respostas que não são aprendidas, e que conhecemos como reflexos. Por exemplo, a sucção: o nenê instintivamente suga o seio da mãe para se alimentar; a marcha automática: quando seguramos um bebê pelas mãos, ele faz o movimento de andar com as perninhas; a preensão: quando colocamos o dedo na mão de um bebê, ele o segura, também instintivamente. Além desses movimentos facilmente observáveis, o recémnascimento realiza outras ações que requerem a coordenação de diferentes partes do corpo e são necessárias para a sua sobrevivência imediata. A aprendizagem: construção a partir da experiência A maioria dos reflexos do recém-nascido desaparecerá aos poucos, e novos movimentos surgirão como conseqüência da maturação do seu sistema nervoso. A criança construirá uma motricidade básica, que se transformará com a idade a partir da locomoção

será necessário saber. É importante observar que. bem como interpretar suas respostas. . organizando assim um repertório completo de respostas motoras. Os diferentes estudos realizados sobre o tema entendem o desenvolvimento motor como um processo de construção de novos programas. ela o faz com base em uma experiência de movimento já adquirida. através da experiência. a observação e a reflexão sobre as manifestações das crianças desempenham um papel fundamental. o que eles são capazes de fazer. as que mais os interessam. A influência cultural nos aspectos qualitativos dessa motricidade é significativa. O bom professor deve intuir sobre as reações dos alunos diante das propostas apresentadas. permite-lhe realizar tarefas cada vez mais complexas.Aula 4 e da manipulação de objetos. de modo que a criança poderá adquirir novos modelos de movimento e modificar aqueles que já possuía mediante nova aprendizagem. quando a criança é capaz de realizar um novo movimento. aquelas que são mais complexas para eles. as atividades que mais os motivam. Querendo ajudar os alunos a progredirem no âmbito motor. Etapas do desenvolvimento da criança A premissa para um professor ser considerado bom é conhecer seus alunos. Para tal. A criança é dotada de um repertório de movimentos básicos cujo tratamento.Unidade II . sempre.

segundo alguns de seus principais teóricos.Unidade II . apresentamos a seguir alguns quadros descritivos do desenvolvimento cognitivo e motor da criança dos 3 aos 8 anos.Aula 4 Para ajudar nessa tarefa. .

Idade do narcisismo. Gosta de “fazer graça” e tenta que se fixe a atenção sobre ela. a criança passa a ter consciência de . a pessoa admirada. As relações familiares adquirem importância vital.Unidade II .Personalismo polivalente. utiliza a linguagem. 5 anos . .Raciocínio pré-causal e intuitivo. 8 anos .Imitação. o meu adquirem sentido.Postura de recusa como uma proteção da A criança adquire a função simbólica. 4 anos . constrói autonomia. . A criança já é capaz de realizar operações simples. 6 e 7 anos .Pensamento irreversível.Raciocínio lógico.Fase pré-conceitual.. Em geral imita o adulto.Progressiva descentralização. particulares. A criança centra-se nos estados em detrimento das transformações. 4 e 5 anos . 3 anos .. a criança permanece profundamente inserida em seu meio familiar. eu do grupo.Crise de oposição e inibição.Aula 4 Quadro 1 DESENVOLVIMENTO COGNITIVO Segundo Jean Piaget1 DESENVOLVIMENTO COGNITIVO Segundo Henri Wallon2 3 anos . A criança busca a admiração e admira a si própria. mas sem a percepção dos sistemas como um conjunto coerente de elementos. . As classificações são 6 a 8 anos feitas por tentativa. . Ajustando sua conduta às circunstâncias .Início do pensamento reversível. realiza jogos simulados. eu familiar. . diversificação do eu escolar.Coordenação interiorizada e reversível dos suas potencialidades e um conhecimento mais esquemas de ação. símbolos. Em todo este período. o mim. preciso e completo de si mesma. A criança busca uma substituição de si mesma através da imitação.Os estados são compreendidos como resultantes de transformações. A criança adquire consciência de si mesma: o eu. . sempre muito concretas.

e .Aula 4 Quadro 2 DESENVOLVIMENTO MOTOR Segundo Pierre Vayer3 (Excertos das obras citadas na nota “Para saber mais”) 3 a 5 anos “Através da ação. . estando associada aos gestos e a uma locomoção cada vez mais coordenada. a pressão torna-se cada vez mais precisa.” . . .independência da direita e esquerda. por conseguinte. . Motricidade e cinestesia permitem à criança o conhecimento e.transposição dos conhecimentos de si ao conhecimento dos outros. . a utilização cada vez mais diferenciada e precisa do seu corpo por inteiro.” 7 e 8 anos “Graças à tomada de consciência dos diferentes elementos corporais e ao controle de sua mobilização com vistas à ação.a afirmação definitiva da lateralidade.independência dos braços e pernas em relação ao tronco.a independência dos braços em relação ao tronco. especialmente os visuais.o conhecimento de direita e esquerda.o desenvolvimento das possibilidades de controle postural e respiratório.Unidade II . vindo então: . A associação das sensações motoras e cinestésicas aos outros dados sensoriais.. desenvolve-se: .. permitem passar progressivamente da ação do corpo à representação.” 6 anos “A criança passa do estado global e sincrético ao da diferenciação e análise.independência funcional dos segmentos. . A relação com o adulto é sempre um fator essencial desta evolução que permite à criança desprender-se do mundo exterior e reconhecer-se enquanto indivíduo.possibilidades de relaxamento.

Caso seja de seu interesse aprofundar os estudos nesse campo.Aula 4 Quadro 3 DESENVOLVIMENTO MOTOR Segundo Arnold Gesell4 (Excertos das obras citadas na nota “Para saber mais”) 3 e 4 anos “Caminha ereto e se mostra seguro e ágil sobre seus pés. Caminha mais do que corre. Consegue parar momentaneamente em um só pé. Usufrui as atividades que requerem equilíbrio.” O objetivo deste curso não é estudar as teorias do desenvolvimento infantil. porém às vezes se mostra completamente inativo. Dirige seu triciclo com velocidade máxima. Apresenta maior domínio dos músculos grandes do que o dos pequenos. corre. Galopa. Tem conscientização da postura própria e alheia.” 5 e 6 anos “Muito ativo. Lança uma bola sem perder o equilíbrio. com movimentos quase frenéticos. com prazer. cobre maiores extensões. . redundando em maior economia de movimentos.Unidade II . chegando a cair e rolar. Mostra maior precaução em numerosas atividades motoras grossas5. Sobe e desce correndo as escadas. salta e caminha ao compasso de uma música. Lança uma bola.” 7 a 8 anos “Apresenta maior facilidade e domínio da atividade corporal geral. Apresentamos aqui esses breves resumos para que você saiba que as atividades propostas para as crianças devem estar de acordo com suas capacidades e potencialidades. Caminha com o apoio inicial dos calcanhares. Apresenta um movimento corporal mais gracioso e rítmico. Está quase o tempo todo em atividade. Lança objetos no ar e às vezes volta a pegá-los com êxito. Repete persistentemente seus exercícios. Interpreta e demonstra suas próprias respostas de forma ritmada. Gosta de galgar espaços em níveis mais altos. passando a mão por cima da cabeça. Apresenta uma certa inabilidade pelo excesso de atividade. sugerimos algumas leituras ao final das biografias dos autores.

mas sua compreensão de espaço. Seu corpo estará expressando sua fadiga. Quando uma criança chega a um ponto próximo do limite de tensão dos seus músculos. apertado ou frouxo (conceitos a serem estudados mais adiante). Seus corpos são relativamente maleáveis e elas estão mais próximas do chão do que os maiores. Você deve estar sintonizado com o grupo e com cada uma das crianças. Elas podem ter um grande avanço observando as crianças maiores. As crianças nessa faixa etária não se lesionam com facilidade. aprendemos que as crianças entre três e quatro anos adoram fazer formas. as crianças inicialmente aprendem seus movimentos por reflexo e por observar as outras crianças. .Unidade II .se possível. Motive-as a usar essa energia de forma construtiva. Em vez disso. assim como a relação movimento e som. e mostram aí uma habilidade rítmica definida. velocidade e acento é raro. direções e tamanho. Entretanto. Esteja preparado para apresentar no mínimo umas quinze variações de experiências em cada aula de uma hora. apesar de ainda possuírem pouca capacidade de manter a atenção. nunca force o corpo tenso de uma criança em uma posição.mesmo não insistindo para que façam da sua maneira . adoram trabalhar com rápido e lento. Depois dos quatro anos. O controle sobre ritmo. pesado ou leve. Para as crianças com menos de cinco anos é importante ter em mente que. toque seu corpo e sugira a posição com voz e gestos gentis. Se você se move com alegria . Elas conseguem entender níveis. trajetória e foco ainda não está completa. No entanto. a formação e . elas têm uma inesgotável fonte de energia. ela provavelmente vai parar de fazer o exercício. como agudo ou suave. o local das atividades.elas irão acompanhá-lo. Freqüentemente varie a dinâmica. Elas têm o instinto de relaxarem quando estão caindo.Aula 4 Conclusões importantes para o professor de dança A partir do estudo desses autores. Exploram o fator força ao extremo.

Lembram e repetem seus movimentos dançados e se relacionam com maior entendimento com o espaço e o tempo. pois ao atingirem essa idade. antes mesmo de andar. Elas podem ser estimuladas. Convém considerar. saltar. .Aula 4 As crianças entre quatro e cinco anos conseguem isolar partes do corpo. elas já começam a aceitar movimentos que requeiram interação e responsabilidade com o grupo. Muitas delas acompanham com movimentos uma música. saltitar. uma cruz. gallop. um triângulo ou outra forma geométrica. a apreciar a alegria de dançar. para a disciplina exigida nas atividades das formas em grupo. em qualquer idade. sendo feito com razoável destreza a partir dos seis anos. as crianças são mais cuidadosas com as chamadas “atividades grossas” (mais rudes). que. dos quatro. um círculo. As crianças entre seis e oito anos dominam completamente todos os elementos básicos da dança. já caíram e se machucaram várias vezes. Elas estarão mais confortáveis movendo-se isoladamente. pular. não estão preparadas. O skip ainda é muito difícil nessa idade. correr. As crianças certamente começam a aprender dança sozinhas em suas casas. A partir dos cinco ou. nas quais as crianças devem formar linhas. a partir dos sete anos. deslizar). Embora gostem de fazer formas. fazer o corpo se mover por inteiro. com destreza. em alguns casos. tendo desenvolvido algum receio em fazer essas atividades.Unidade II . no entanto. ainda. e realizar passos (andar.

Unidade II . Vamos estudar na próxima aula “Os quatro elementos básicos da dança”.Aula 4 O principal objetivo da Dança Criativa é conduzir a criança ao uso criativo dos elementos da dança através da exploração e experimentação. . compreensão e controle.

liderada pelo pé todo no chão. Saltar: extensão da corrida (de um pé para o outro). na dança.Aula 5 Os quatro elementos da dança Quando alguém se move. Andar: transferência de peso de um pé para o outro no chão. o corpo usa espaço. 7. Órgãos e membros se integram com sensibilidade e consciência para dar sustentação a graciosos movimentos e passos. Em função dos dois pés e de seu uso espacial e ritmado. 4. Esses são os quatro elementos básicos da dança. os movimentos e os passos. força e tempo. Pular: subida e descida com ambos os pés fora do chão. como se houvesse um obstáculo a transpor. ou de um pé para o outro. compreende as partes internas e externas. Gallop: uma corrida ritmada com acento em cima6. 5. e 8. Saltitar: subida e descida para fora do chão em um só pé. pode-se realizar oito passos de locomoção (levar o corpo de um lado para outro). O corpo. 3. Correr: transferência de peso de um pé para o outro fora do chão.Unidade II . Eles são: 1. 6. O Corpo O Corpo é o maravilhoso instrumento da dança. . Deslizar: uma caminhada de forma ritmada com acento em baixo. Skip: um passo pulado de forma ritmada. 2.

Resistência: capacidade de permanecer em determinada posição ou de sustentar um movimento. ou seja. Todo movimento pode ser alterado por mudança na força. .Fluxo: refere-se à manifestação dinâmica e contínua da força. súbita e direta) ou suave e leve.Ataque: ação básica decorrente de uma atitude de luta. tamanho. ou em equilíbrio. e trajetória. e .Aula 5 O Espaço O Espaço é um local dentro da qual o movimento se apresenta como um fluxo contínuo. A Força A força é o terceiro elemento da dança. São Paulo: Summus Editorial 1978). lugar. Mesmo quando não estamos nos movendo. foco. estamos fazendo formas estáticas no espaço. cada movimento tem nível. Pode ser apertada ou frouxa. O peso vai depender do quanto o corpo se conecta com o chão através da força da gravidade.Rudolf Laban. direção. . interrompido. Pode ser pesado ou leve. que pode ser livre. O movimento é parte integrante do espaço.Peso: é o fator que permite à criança perceber o aspecto mais físico do movimento e assim desenvolver o domínio de si próprio. nossos corpos estão ocupando um determinado espaço.Unidade II . Quando nos movemos. dependendo destas quatro manifestações: . “O espaço é um aspecto oculto do movimento e o movimento é um aspecto visível do espaço” (Domínio do Movimento . que pode ser aguda (firme. .

para trás. Direção do olhar. saltar. oscilar e sacudir. Cabeça. Brusco e suave. Partes Internas Partes Externas Corpo Movimentos Coração. para o lado e em torno. e com uma duração definida (longa ou curta). cair. torcer. produzidas pelos movimentos corporais. caixa torácica. circular. balançar. O ritmo consiste na combinação de durações iguais ou diferentes de unidades de tempo. temos o Tempo. o quarto elemento da dança. O desenho do corpo no espaço. Espaço e Força. ombros. músculos. Um setor determinado no espaço. acompanhando a marcação forte no ritmo. Passos Forma Nível Direção Espaço Tamanho Lugar Foco Trajetória Força Ataque Peso Resistência Andar. costas. Para frente. Na dança. A combinação desses elementos de tempo produz um padrão rítmico. O quadro a seguir mostra cada um desses elementos da dança e seus componentes. mãos. o tempo está relacionado ao ritmo. pular. e pela pausa. correr. Tempo é a duração cronológica de uma ação ou evento. Alto. Apertada e frouxa. assim como na música. medida de tempo durante o qual uma ação corporal é interrompida e reiniciada. médio e baixo. dobrar. recuperar. que é a ênfase dada em determinado momento do movimento. skip. Podem ser representadas pelas notações musicais de valores de tempo Os movimentos do corpo sempre se dão em um tempo delimitado obedecendo a um compasso (unidade rítmica marcada pelo pulso). . em determinada velocidade (lenta ou rápida). Curva e reta. Alongar.Unidade II . gallop e deslizar. pulmões. braços. pernas e pés.Aula 5 O Tempo Além do Corpo. caracterizado pelo acento. quadris. saltitar. Pesado e leve. ossos e articulações. relacionamentos e manifestações. Grande e pequeno.

Aula 5 Fluxo Compasso Velocidade Tempo Acento Duração Padrão Livre. Qualidade de combinações de pausa e preenchimento. Assim. Elas desenvolvem e usam seu senso cinestésico7. sua flexibilidade. ouvem ou sentem. Marcação de pulso.Unidade II . Na Unidade IV. espaço. A sua tarefa é orientar. e Estude e memorize os elementos básicos da dança: corpo. . Longa e curta. quando usa força para abrir uma janela emperrada. quando torce o tronco para falar com alguém que está atrás de você. quando você se estica para pegar um objeto em uma prateleira. Marcação do tempo forte. Rápida e lenta. sistematizar dinamizar essa percepção dos alunos. veremos nas aulas práticas muitos exemplos de como trabalhar com os elementos básicos da dança. podem falar a linguagem do corpo e lê-la nos outros. força e tempo. sabem seu tamanho. Como ensinar os 4 elementos da dança As crianças percebem os elementos da dança no mundo e descobrem como se relacionar com eles e como falar sobre o que vêem. seu ritmo. você ficará familiarizado com os quatro elementos da dança e poderá explorar as atividades nas aulas. interrompido e equilibrado. Reflita sobre a atuação de cada um deles nas ações corriqueiras de seu dia-a-dia: quando você corre para pegar o ônibus. trabalhando cada um desses elementos no desenvolvimento das crianças.

.Unidade II . temos a avaliação. Você responderá 10 questões sobre o conteúdo estudado nesta Unidade.Aula 5 Terminamos aqui a Unidade II. com o objetivo de reforçar a aprendizagem. mas antes de avançarmos para a Unidade III. em que estudaremos Planejamento de Aula.

Para saber mais: WALLON. os vínculos entre cada um e suas implicações com o todo.etc 1 Jean Piaget (Suiça 1896-1980) . se tornou o diretor de estudos do Instituto Jean-Jacques Rousseau. http://www. Atuou como médico do exército francês durante a primeira guerra. a partir de uma perspectiva genética.marxists. Jean. retrocessos e reviravoltas. PIAGET. 1970. gerados pelos efeitos da maturação nervosa. São Paulo: Ed. Nesse sentido. Em 1921. Segundo Wallon. Sua teoria afirma que o desenvolvimento do conhecimento é uma construção progressiva. Em 1942.pedagogiaemfoco. ainda hoje um instrumento de pesquisa para psicólogos e fonte de informação para educadores. Piaget recebeu inúmeros prêmios e diplomas honorários e é referência nas áreas de psicologia. educação e epistemologia. grupo de intelectuais que se reuniam com o objetivo de aprofundar o estudo do materialismo dialético e de examinar as possibilidades oferecidas por este referencial aos vários campos da ciência.br/faced/slomp/ http://www. em Genebra. Esta teoria é chamada de construtivismo interacionista. Henri. Para Piaget.htm http://www. para estudar Psicologia Patológica. http://novaescola. A Formação do Símbolo na Criança. A Construção do Real na Criança. Conhecido em todo o mundo.Psicólogo Formado em Ciências Naturais. sua teoria do desenvolvimento cognitivo é centrada na psicogênese da pessoa completa. Psicologia e Educação da Criança. Considera o indivíduo na integridade dos domínios que o constituem (afetivo. marcado por rupturas. Para saber mais: PIAGET. cognitivo. A Linguagem e o Pensamento da Criança. mais do que com adultos. e endógena. motor e social). Henri. Piaget se mudou para Paris. em 1919.Links . Esses conflitos são propulsores do desenvolvimento.pro. no estudo integrado do desenvolvimento.piaget. representado pela personalidade. Jean. filiou-se ao Partido Comunista. A gênese da inteligência para Wallon é genética e organicamente social. Manole.htm?ed/160_mar03/html/pensadores http://www.br/index. Desenvolveu estudos sobre a psicologia da criança.br/wallon. nos diferentes momentos do desenvolvimento. Essa interação provoca conflitos cognitivos. jogo e sonho.org/portugues/wallon/ . o principal fator que influencia o desenvolvimento cognitivo de uma criança é a interação da criança com outras crianças. Também atuou como médico de instituições psiquiátricas. 1971. Os conflitos presentes nesse processo são de origem exógena. imagem e representação.notas . na Sorbonne. 1979. Estruturas cognitivas se transformam durante o processo de adaptação: assimilação (interpretação de eventos em termos de estruturas cognitivas existentes) e acomodação (mudanças na estrutura cognitiva para tornar o meio compreensível).org/ 2 Henri Wallon (França 1879-1962) médico. WALLON. 1989. Cada etapa do desenvolvimento provoca profundas mudanças nas etapas anteriores.centrorefeducacional. Lisboa: Vega. que resultam em desenvolvimento. filósofo e psicólogo. Jean. sociologia.abril.ufrgs. mostrando quais são. ou seja. Imitação. O conceito de estruturas cognitivas é central em sua teoria. Integrou o Círculo da Rússia Nova. Escreveu aproximadamente setenta livros e mais de quatrocentos artigos. Seus estudos em psicologia do desenvovimento e epistemologia genética tiveram como objetivo entender como o conhecimento se desenvolve nos seres humanos.com. o processo de desenvolvimento da criança é descontínuo. resultantes dos desencontros entre as ações da criança e o ambiente exterior. Rio de Janeiro: Zahar.com. As Origens do Pensamento na Criança.br/per09.htm http://www. PIAGET. 1959. Em 1948 criou a revista “Enfance”. resultado de interações entre o meio e o individuo. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura. Rio de Janeiro: Zahar.

Para Vayer não existe uma educação psicomotora particular para os deficientes intelectuais. http://www. lingüisticamente ou socialmente. Segundo Vayer. baseado na necessidade vital da diferença entre os indivíduos e a necessidade social da boa convivência. o que. Para Gesell. C. é por volta dos dois anos que a criança começa os primeiros processos de conhecimento e de integração com o mundo. e até certo ponto quando. VAYER. ao processar de modo singular as informações e estímulos.A ação educativa para a criança de 2 a 5 anos. com Doutorado em Psicologia e Medicina. E mediante um outro processo. Charles. e grossa para movimentos mais rudes como correr. A psicomotricidade é uma modalidade educativa global. A Criança Diante do Mundo . Psicologia atual e desenvolvimento da criança. Pierre. a socialização da experiência depende da qualidade afetiva da comunicação. principalmente. Por intermédio da interação e da fusão entre os processos de maturação e aculturação. jogar bola. Gesell fundou o Yale Clinic of Child Development. Para saber mais: VAYER. Manoele. abotoar. Pierre. portanto. do processo de maturação nervosa. amarrar sapatos.Links . ROCIN. e essa ação pode ser realizada coletivamente. 5 . Vayer desenvolveu estudos na area de Educaçao Psicomotriz. também é agente do processo.Arnold. São Paulo: Martins Fontes. Para Vayer. desenvolveu um estudo pedagógico e psicológico sobre o comportamento de crianças deficientes na sociedade. o processo de maturação é mais importante que o de aculturação. 1990. surfar. etc.uoregon.Na idade da aprendizagem escolar. Por meio da maturação a criança vai se apoderando desses traços e tendências. Em 1911. provocador. Pierre. na concepção geselliana. VAYER.. necessária a toda criança. motoramente. da atividade educacional respeitar e se basear no princípio do prazer.findarticles. GESELL.com/p/articles/mi_g2699/is_0001/ai_2699000150 http://darkwing. P. para movimentos delicados como escrever. 1989. que determinam como. Gesell desenvolveu uma escala utilizada para detectar se uma criança esta se desenvolvendo dentro das etapas esperadas. seja mentalmente. Seus estudos baseiam-se em uma perspectiva maturacional. São Paulo: Ed.etc 3 Pierre Vayer (França) Doutor em Letras e em Psicologia. 1999. ela poderá aprender. Porto Alegre: Editora Artes Médicas. Com Pierre Toulouse.notas . fundamentalmente. Manole. e o educando. 1998. a criança vai se constituindo. independente do meio cultural e das interações vividas pela criança. de aculturação. As habilidades desenvolvidas. Para saber mais: GESELL. Manole. A criança dos 5 aos 10 anos. 1984. O Diálogo Corporal . etc. A integração da criança deficiente na classe. e RONCIN. VAYER. 1984. Vayer considera o processo educacional como resultado de uma construção coletiva: o educador exerce a função de agente estimulador. se pendurar em barras. Gesell foi um dos pioneiros no estudo do desenvolvimento motor infantil. em sua maioria inatos. São Paulo: Ed.html A coordenação motora se divide em fina. apareceriam em idades semelhantes. num processo inato de crescimento. São Paulo: Martins Fontes. que considera o desenvolvimento e a aquisição de habilidade motora como um processo universal e previsível decorrente de algumas características inatas do indivíduo e.. São Paulo: Ed. E esta comunicação interativa depende. A criança do 0 aos 5 anos. a criança possui traços e tendências constitucionais.edu/~adoption/people/gesell. 4 Arnold Gesell (EUA 1880-1961) Psicólogo e Físico. Arnold. Formado em Psicologia e Física. Desenvolveu diversos estudos sobre a adoção. Todavia. O desenvolvimento da criança pode ser amplamente influenciado ao longo desse período por uma ação educativa exterior à família. a criança apodera-se da herança social e cultural do seu meio.

. Pode ser no começo. 6 7 Senso cinestésico refere-se à capacidade da pessoa de perceber os movimentos musculares. ou mesmo o som que produzimos com instrumentos de percussão. O tempo forte da música corresponde ao acento.notas .Links . No Deslizar. ou tempo forte da música. sendo facilmente identificável o tempo forte e o tempo fraco. o peso e a posição das diversas partes do corpo. é marcado pela criança com o pé no chão.etc As músicas que utilizamos. No Gallop. durante as aulas. o acento é dado quando o corpo da criança está no ar (com os pés fora do chão). acento é a ênfase dada a um momento do percurso do movimento. no final ou durante o movimento. acontece o contrário: o acento. têm sempre o ritmo muito marcado. Na dança.