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Novidades e mais serviços


C omo ocorre na
maioria dos em-
preendimentos e mesmo
trabalho indispensável à
cadeia de embalagem.
O setor tem uma contribui-
recionados ao aprendizado
na área de embalagem. A
matéria sobre este tema
na vida particular, o perío- ção indispensável a dar procura, além de fazer
do de passagem de um ano para o fortalecimento da uma análise, fornecer os
para outro é tempo de ba- economia e para o cresci- endereços de cursos dispo-
lanço e planejamento, e mento tanto do mercado níveis no país. Outros que
em EMBALAGEMMARCA interno quanto das expor- não tenham sido citados
não é diferente. Mas não tações de produtos com serão incluídos no site da
vamos tomar o tempo dos maior valor agregado. A revista se encaminharem à
leitores relatando como foi nosso ver, para isso acon- redação as informações
o ano para nós. Basta dizer tecer é vital aprimorar pro- básicas, como endereço,
que a revista se consolidou dutos e embalagens. O re- tipo de curso, duração etc.
como um veículo útil e de sultado será o aumento do Estamos também inaugu-
alta credibilidade. nível de exigência dos rando, na página 32, uma
Isso nos coloca ante o futu- consumidores e, em conse- nova seção, Painel Gráfi-
É vital aprimorar ro. Em retribuição ao reco- qüência, para atendê-lo, a co, com notícias sobre esse
os produtos e as nhecimento dado ao nosso elevação da qualidade. importante segmento da
trabalho, vamos nos empe- É dentro desses propósitos economia. Em breve, mais
embalagens como nhar ainda mais este ano que esta edição destaca as novidades. Até março.
forma de melhora para que a revista se aper- reportagens sobre o merca-
geral da qualidade feiçoe como ferramenta de do single e sobre cursos di- Wilson Palhares
30sumario 04/02/02 18:17 Page 1

fevereiro 2002
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

8 ENTREVISTA: Reportagem
redacao@embalagemmarca.com.br
ODAIR ABATE Flávio Palhares
O economista chefe do flavio@embalagemmarca.com.br
Lloyd demonstra porque Guilherme Kamio
guma@embalagemmarca.com.br
o Brasil tem um ano Leandro Haberli
razoável pela frente leandro@embalagemmarca.com.br
e que o próximo
presidente da
República, seja quem
22 SINGLE
O mercado de
pessoas que consomem
Thays Freitas
thays@embalagemmarca.com.br

Colaboradores
for, não fará mudanças sozinhas, independente Josué Machado e Luiz Antonio Maciel
radicais na economia de morarem com
Diretor de Arte
outras, aumenta sem Carlos Gustavo Curado
parar, criando atraente
segmento de mercado e Administração

14 CAPA
Literalmente, já não se
fazem profissionais de
oportunidades para o
setor de embalagem
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
Eunice Fruet (Diretora Financeira)

Departamento Comercial
embalagem como comercial@embalagemmarca.com.br
antigamente. Em vez Wagner Ferreira
de só aprenderem na
prática, hoje eles
saem em número
28 MAKING OF
Depois de trocar por um
pote a embalagem de
Circulação e Assinaturas
Claudia Regina Salomão
assinaturas@embalagemmarca.com.br
cada vez maior das queijo que era um Assinatura anual (11 exemplares): R$ 60,00
escolas especializadas saco, a Vigor faz nova
reviravolta nas gôndolas Público-Alvo
com o Danubio EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais que
ocupam cargos técnicos, de direção, gerência
e supervisão em empresas fornecedoras, con-
vertedoras e usuárias de embalagens para ali-

32 PAINEL GRÁFICO mentos, bebidas, cosméticos, medicamentos,


materiais de limpeza e home service, bem
Uma nova seção como prestadores de serviços relacionados
com notícias com a cadeia de embalagem.
sobre o que
acontece na Tiragem desta edição
7 500 exemplares
área, da cria-
Filiada ao
ção ao acaba-
mento de embala-
gens e outros impressos

3 Editorial 35 Panorama Impressa em papel couché Image Mate


115 g/m2 (miolo) e papelcartão ArtPremium
A essência da edição do mês Movimentação na indústria de PEX2 330 g/m2 (capa) da
embalagens e seus lançamentos Ripasa S.A. Celulose e Papel
Impressão: Lavezzo Gráfica e
20 A guerra dos lactobacilos 39 Display Editora (capa) e Grande ABC (miolo)

Embalagem, arma dos leites fer- Lançamentos e novidades – e EMBALAGEMMARCA é uma publicação
mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
FOTO DE CAPA: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

mentados para ganhar mercado seus sistemas de embalagem Rua Arcílio Martins, 53 – Chácara Santo
Antonio - CEP 04718-040 - São Paulo, SP
30 Interpack 42 Almanaque Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
Veja oportunidades de negócio na Fatos não muito conhecidos do www.embalagemmarca.com.br
grande feira mundial de embalagem universo das embalagens O conteúdo editorial de EMBALAGEMMARCA é
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tida a reprodução de matérias editoriais publi-
Toda vez que este ícone aparecer no final de artigos e cadas nesta revista sem autorização da Bloco
reportagens, significa que há informações adicionais em de Comunicação Ltda. Opiniões expressas em
matérias assinadas não refletem necessaria-
www.embalagemmarca.com.br mente a opinião da revista.
30cartas 04/02/02 17:06 Page 1

tamos focando para outros seg-


mentos e temos grandes dificulda-
F oi com muito orgulho e satisfa-
ção que lemos, na edição dezembro
des para encontrar fornecedores de 2001/janeiro 2002, a homenagem
blisters, take-one e outras embala- aos anunciantes que, como o Insti-
gens para auto-serviço. Quem sabe tuto do PVC, prestigiaram esse im-
esta sugestão possa ser usada portante veículo de comunicação no
como pauta para uma futura repor- ano passado. Agradecemos a men-
tagem, ou para estimular esses for- ção e esperamos que essa parceria
necedores a anunciar. Ou será que continue em 2002.
eles estão com a vida ganha? Francisco de Assis Esmeraldo,
Rímantas Valavicius Presidente Instituto do PVC
Sócio gerente São Paulo, SP

C omo responsável pelo setor de


exportação da Brasilcote, tenho vi-
Lecce Pen EAC Company
Manaus, AM Q uero parabenizá-los pelo belo
trabalho que a equipe da revista
sitado todos os países da América Podemos responder à primeira par- EMBALAGEMMARCA vem realizan-
do Sul buscando desenvolver espa- te da pergunta: está anotada a su- do, com as diversas e interessantes
ços já conquistados por nossa em- gestão de pauta. Quanto à segunda reportagens do setor de embalagem.
presa, como também a abertu- parte, esperamos que fornecedores Gostaríamos, entretanto, de notifi-
ra/criação de novos espaços com o dessas embalagens respondam dire- car um equívoco constatado na edi-
objetivo de incrementar nossas ex- tamente ao signatário e também que ção dezembro 2001/janeiro 2002.
portações. A Brasilcote participou atendam sua sugestão implícita, Na reportagem do prêmio Qualida-
com ações na Revista EMBALAGEM- anunciando em EMBALAGEMMARCA. de Flexo 2001, a Escola SENAI
MARCA por duas vezes consecuti- Vila Canaã - Goiás se classificou
em 1º lugar na categoria “Desempe-
vas, demostrando sua qualidade
através das capas das edições núme-
ros 18 e 19. Particularmente, tive o
G ostaria nesta oportunidade de
parabenizar EMBALAGEMMARCA pe-
nho Especial (Escolas)”, e não em
2º, como foi publicado.
prazer não somente de utilizar esses lo excelente trabalho que vem fa- Daniel F. Krieck
trabalhos como mostruário, mas zendo ao longo de sua existência, SENAI Vila Canaã, Goiás
também de presentear alguns de sempre primando pela inovação,
nossos clientes com eles. Digo “o qualidade visual e conteúdo da re- A lista de vencedores do prêmio Qua-
prazer” devido à maravilhosa reper- vista. É uma grande satisfação ter- lidade Flexo 2001 (edição nº 29, pág.
cussão causada, primeiramente, mos uma revista como essa no Bra- 36) contém outra informação incor-
pela excelente qualidade da capa e sil. Gostaria de propor à revista que reta. Na categoria “Etiquetas e Rótu-
depois pelo conteúdo da revista. fizesse reportagens com as equipes los em Papel (Policromia)”, a segun-
Quero parabenizá-los pelo alto nível de desenvolvimento de embalagens, da colocada foi a Soft Color Etique-
desses trabalhos e, sem nenhuma pois sabemos que o trabalho de de- tas Adesivas, responsável pela amos-
modéstia, pela escolha, particular- senvolvimento, sendo multifuncio- tra Baden Baden Gold, e não a Grif
mente, daquelas duas capas, que de- nal, é a maior prova do trabalho em Etiquetas Adesivas.
mostram um pouco do alto nível de equipe nas corporações e agências.
nossa qualidade também. Assim sendo, acho que devemos va- MENSAGENS PARA EMBALAGEMMARCA
Fátima Cezar lorizar nossa equipes, mostrando a
Enc. Com. Exterior cara de todos, pois muitas vezes te- Redação: Rua Arcílio Martins, 53
Brasilcote Ind. Papéis Ltda. mos ótimos profissionais que ficam CEP 04718-040 • São Paulo, SP
nos bastidores dos projetos.
A cabo de receber a 28ª edição
de EMBALAGEMMARCA. Como seu
Paulo E. Berbel
Supervisor de Engenharia
Tel (11) 5181-6533
Fax (11) 5182-9463

redacao@embalagemmarca.com.br
editorial ressalta, aplausos ale- de Embalagem
3M do Brasil Ltda. As mensagens recebidas por carta, e-
gram e aumentam o compromisso
de sempre fazer melhor. Por isso, Campinas, SP mail ou fax poderão ter trechos não es-
enaltecer a criatividade na apre- senciais eliminados, em função do es-
sentação de novos materiais, la- Na medida do possível, mostramos paço disponível, de modo a dar maior
yout caprichado, conteúdo e ou- os trabalhos de bastidores na seção número possível de oportunidades aos
tros aspectos da revista seria cair Making Of (nesta edição na página leitores. As mensagens poderão tam-
no lugar comum. Somos uma mul- 28). De qualquer forma, a sugestão bém ser inseridas no site da revista
tinacional fabricante de canetas, é muito boa, e vamos estudar uma (www.embalagemmarca.com.br).
líder no mercado promocional. Es- maneira de implementá-la.

6 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30entrevista 04/02/02 19:19 Page 8

entrevista

“Não há lugar para radicalismos” ara as pessoas que costumam par-

P
ticipar do almoço de final de ano
da Abre – Associação Brasileira
de Embalagem, a presença de
Odair Abate, economista chefe do
Lloyds Bank, tornou-se, pelo me-
nos no mais recente, no encerramento de
2001, se não uma atração, uma boa oportu-
nidade de exercício de previsão do que po-
derá ocorrer no panorama macroeconômico
no ano seguinte. É que, tendo ele sido o pa-
lestrante do almoço de 2000, foi convidado
a falar novamente no encontro desta passa-
gem de ano, para, como disse o presidente
da entidade, Sérgio Haberfeld, “mostrar se
suas previsões anteriores estavam certas”.
Abate saiu-se muito bem. No geral, seus
prognósticos se cumpriram, obviamente
desconsiderados imponderáveis como os
atentados de setembro nos Estados Unidos e
o redemoinho argentino. Considerando que
a análise que ele fez desta vez complemen-
ta – na verdade, amplia e aprofunda – o con-
DIVULGAÇÃO

teúdo da reportagem de capa da edição de


dezembro de 2001/janeiro de 2002, com
Tendências e Perspectivas para o ano que se
ODAIR ABATE, inicia, a redação de EMBALAGEMMARCA
considerou muito oportuno entrevistá-lo.
economista chefe do Para quem desconhece as qualificações de
Odair Abate, aqui vão algumas informações
Lloyds TSB Brasil, analisa básicas. Ele é formado e pós-graduado em
Economia pela Universidade de São Paulo.
como o Brasil vem Tem pós-graduação em Economia de Em-
presas pela FGV/SP e curso e especializa-
reagindo de forma positiva ção em Mercado de Capitais no St. Catheri-
contra eventos adversos e ne College, de Oxford, Inglaterra. É profes-
sor universitário de Finanças Públicas e
prevê que o próximo Moeda e Bancos e exerceu o cargo de con-
selheiro do Sindicato de Economistas de
governo do país, seja ele São Paulo no início dos anos 90. Atua no
mercado financeiro há mais de vinte anos e
da situação ou da opo- hoje é responsável pela diretoria de Estudos
Econômicos do Lloyds TSB Brasil.
sição, não terá condições
Em sua palestra no almoço de final de ano
para mudar muita coisa na da Abre o senhor definiu 2001 como “um
economia, sob pena ano atípico com três períodos totalmente
distintos”. Quais seriam esses períodos?
de desestabilizá-la O primeiro foi um período no qual, no mer-

8 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30entrevista 04/02/02 19:19 Page 10

cado de maneira geral, prevaleceu a percep- A desvalorização do peso não pode afetar a
ção otimista de que a economia brasileira nossa balança comercial para pior?
continuaria crescendo a uma taxa superior a Pode. Pode afetar também nossa conta turis-
4% ao ano, como havia ocorrido em 2000. mo. Mas esse impacto será forte o suficien-
Esse período prevaleceu por um trimestre, te para prejudicar nossas contas externas?
mas depois tivemos uma série de fatos ne- Creio que não, porque o preço do petróleo
gativamente surpreendentes que afetaram caiu e vai ajudar a melhorar a balança co-
essa performance mais favorável da econo- mercial brasileira, que está melhor. Temos a
mia no início do ano. Houve um recrudesci- expectativa de que a economia internacio-
mento da crise argentina, tivemos a conti- nal, que é o segundo ponto relevante, vai
nuação do desaquecimento econômico apresentar melhora a partir do segundo tri-
mundial, especialmente nos Estados Uni- mestre do ano, favorecendo nossas contas
dos, a crise energética, que afetou expressi- externas. O impacto negativo que a Argen-
vamente o lado real da economia, alguns se- tina vai trazer será provavelmente compen-
tores mais especificamente, como o de ele- sado por essas outras variáveis. Os indica-
troeletrônicos. Por fim, em setembro dores mais recentes dos Estados Uni-
houve o ataque terrorista contra os dos já mostram essa melhora.
Estados Unidos. Isso inverteu muito O clima vem
a tendência econômica que prevale- ajudando, as chu- A questão da energia não permanece
cia no país. Em vez dos 4,2% previs- como uma ameaça?
tos, passamos a crescer perto de zero
vas têm sido inten- O racionamento ainda é uma variável
no segundo e no terceiro trimestres. sas. O racionamen- a ser olhada, sem dúvida alguma. Foi
to de energia elétri- um elemento muito importante para
Apesar disso, a economia reagiu. mudar o humor dos consumidores, as
De fato, contra as previsões mais
ca, apesar de ser pessoas passaram a ser muito menos
pessimistas, a economia brasileira ainda uma variável otimistas em relação ao futuro a partir
deu mostras de que é vigorosa, e no que merece muita de abril do ano passado. Mas o clima
último trimestre do ano muitos seto-
atenção, tende a ter vem ajudando, as chuvas têm sido in-
res que haviam sido penalizados pas- tensas, os consumidores deram mos-
saram a mostrar números bem me- impacto negativo tras de que realmente foram capazes
lhores. É possível estimar que a eco- muito menor do de seguir o racionamento proposto
nomia deve ter crescido algo próxi- que teve no ano pelo governo, os investidores priva-
mo a 1%, sinalizando um ano de dos vêm trabalhando de maneira a
2001 um pouco melhor do que foi passado. poupar e até de encontrar fontes alter-
2000 na média. nativas de energia. Assim, o raciona-
mento, apesar de ser ainda uma variá-
Quanto ao que esperar em 2002, gostaría- vel que merece muita atenção, tende a ter
mos que fizesse um resumo do que disse na- impacto negativo muito menor do que teve
quela apresentação, incluindo o item valor no ano passado.
do real em relação ao dólar. É lícito, por
exemplo, imaginar que o Brasil conseguiu A questão eleitoral desta vez vai influir me-
se descolar do vizinho? nos na economia do que costuma?
É, porque o Brasil tem apresentado números Não há dúvida de que vai ser a variável cha-
em suas contas externas melhores do que vi- ve para determinar o humor dos mercados
nha apresentando, a balança comercial me- no Brasil na segunda metade do ano. Sem-
lhorou, temos recebido um bom volume de pre foi assim em países com o perfil do Bra-
investimentos diretos de fora. O Brasil tem sil. As eleições têm um papel muito impor-
também apresentado números fiscais muito tante, mas eu não creio que o futuro presi-
bons, de acordo com o que foi negociado dente da República possa fazer mudanças
com o FMI. Isso leva uma boa diferença em radicais em relação ao que vigora no país
relação à Argentina, sem falar na base polí- hoje. Talvez possa atuar para reduzir mais
tica, que no Brasil, apesar de não ser total- rapidamente a taxa de juros, talvez olhar
mente consistente, é muito melhor.. com maior atenção ou postergar um pouco

10 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30entrevista 04/02/02 19:19 Page 11

as privatizações, que no governo Fernando Congresso Nacional tem um papel muito


Henrique Cardoso foram muito intensas. importante, e dificilmente a composição do
Mas não será nada que divirja muito do que próximo será diferente o suficiente para
está em vigor hoje. permitir medidas muito radicais. É uma va-
riável relevante, que deve ser observada
Independente de ser um candidato da si- com atenção, mas seus efeitos mais inten-
tuação ou da oposição? sos ocorrerão antes das eleições.
Exatamente, até porque não existe muita
coisa a fazer. Colocar em risco todo o pro- O câmbio poderá ser afetado?
cesso de estabilidade que foi obtido nos úl- Podemos dizer que o câmbio vai flutuar
timos sete anos poderia trazer um preço a com base na evolução daquelas quatro va-
pagar muito intenso à oposição. Eu não riáveis. Eu diria que flutuará mais intensa-
creio que haja uma atitude muito radical em mente, para cima ou para baixo, dependen-
relação ao que vigora hoje, mas não há dú- do do andar da carruagem na Argentina e
vida de que todos os candidatos tentarão fa- no calendário eleitoral. Em 2002 o câmbio
zer a economia brasileira crescer a uma tem grandes chances de seguir o câmbio
taxa média maior do que cresceu nos últi- médio verificado em 2001, que foi de R$
mos sete anos. A expectativa geral é de que 2,34 por dólar. Corrigido pela inflação, te-
o próximo presidente da República, qual- remos no final do ano o dólar em R$ 2,50,
quer que seja ele, venha a trabalhar nesse R$ 2,55. Pode chegar acima disso às véspe-
sentido, mas antes das eleições especula- ras da eleição, mas a tendência natural é
ções acontecem, as pessoas ficam muito te- que volte a um patamar muito próximo.
merosas em relação ao futuro. Por isso
mesmo o ambiente político interno pode “Exportar ou morrer.” Como sair vivo?
afetar um pouco a economia, mas nada Essa expressão do presidente Fernando
muito grave. Não podemos esquecer que o Henrique Cardoso sintetiza bem o quanto é
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necessário o país ser capaz de gerar dólares, para viabilizar o produtor nacional e vender
no chamado on going business. A “empre- a marca Brasil. O país tem de participar
sa Brasil” tem de ser capaz de gerar dólares com maior intensidade das feiras interna-
para fazer frente a suas necessidades. Não cionais, e o governo pode viabilizar isso. E
podemos ficar na dependência de investi- o produtor nacional tem de chegar no mer-
mentos externos ou de viabilização mais fa- cado externo, que é altamente interessante e
vorável de uma privatização ou outra. São pode até minimizar os efeitos de oscilação
questões muito incertas, que não dão o res- econômica interna. Ele tem de prospectar
paldo da necessidade de dólares que temos. mercados, conhecer o que o comprador in-
Isso só será obtido se o país for capaz de ternacional precisa, ver o que é possível fa-
alavancar significativamente suas vendas zer para atendê-lo, seja na América, na Eu-
externas. O Brasil é um país ainda relativa- ropa ou na Ásia. É um trabalho conjunto:
mente fechado. O total das exportações bra- uma parte cabe ao governo e uma parte sig-
sileiras em relação ao PIB é muito pouco nificativa cabe ao produtor nacional.
representativo, algo próximo a 1% do co-
mércio mundial, o que não é compa- Qual a contribuição que o setor de
tível com a sua pujança, de um PIB embalagem pode dar nesse esforço?
que está entre os doze maiores do O candidato do Vamos fazer uma analogia com uma
mundo. É fundamental ao Brasil ter governo, qualquer venda interna. Muitas vezes somos
essa capacidade de gerar dólares. O levados a consumir o produto A em
passo inicial foi dado, que é uma po-
que seja, tem detrimento do produto B, porque a
lítica cambial flexível, capaz de per- chances de ganhar a cara do primeiro, a forma como é
mitir ao exportador ser mais compe- eleição. Se Fer- ofertado, parece mais interessante, dá
titivo e, ao produtor interno, defen- maior segurança. A imagem do pro-
der-se melhor em relação aos produ-
nando Henrique duto é muito relevante. O setor pode
tores externos. Mas não basta. Cardoso transferir os ajudar na ampliação das vendas ex-
índices de aprovação ternas oferecendo qualidade compatí-
Que mais é preciso?
de que goza, dará ao vel com as exigências do comprador
A estrutura tributária do Brasil é internacional.
muito onerosa, não adequada aos ga- seu candidato
nhos de produtividade por parte do grande possibilidade Falemos de eleições. Hoje, as pesqui-
produtor nacional. Há uma série de de chegar ao se- sas não apontam o candidato do go-
impostos em cascata que tiram boa verno à presidência como favorito. A
parte da competitividade do produto gundo turno seu ver, esse candidato tem chance de
brasileiro. Na medida que aumenta- ganhar?
mos os impostos no Brasil nós favorecemos O candidato do governo, qualquer que seja
o produtor internacional, que consegue pre- ele, tem chances de ganhar a eleição por
ços mais baixos e competitivos. Cabe ao uma simples constatação: o presidente Fer-
veja mais: www.embalagemmarca.com.br

governo tentar viabilizar junto ao Congres- nando Henrique Cardoso ainda goza de
so uma reforma tributária que amplie a base 20% a 22% de aprovação ao seu governo,
de tributação, mas reduza a carga tributária, com índices de bom ou ótimo. Se transferi-
e acabe com os impostos em cascata. Assim do, esse percentual daria ao candidato do
vamos ter uma condição competitiva muito governo grande chance de chegar ao segun-
melhor. Se não ocorrer neste ano, que é do turno. Fernando Henrique foi eleito em
eleitoral, o próximo governo deve ter isso primeiro turno, e talvez tenha condição de
como prioridade. viabilizar um aumento do poder de fogo do
seu candidato. Outro dado que mostra
Percebe-se pouca agressividade do gover- aquela possibilidade é o crescimento rápido
no e das empresas brasileiras no exterior. da Roseana Sarney. Ela saiu de um limite
Como ser competitivo se não se vai à luta? de aceitação popular muito baixo para um
Sem dúvida, cabe também ao governo bra- nível muito elevado, e de acordo com as
sileiro em suas andanças pelo mundo apro- prévias eleitorais ela teria grandes chances
veitar para fazer transações comerciais, de bater o Lula no segundo turno.

12 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30cursos 04/02/02 19:11 Page 14

reportagem de capa

Bacharéis em
Packaging
Multiplicam-se os cursos que oferecem especialização em embalagem.
Resta saber se haverá mercado para tantos alunos
Leandro Haberli
ão bastasse a visível melhora aging. Os mais cotados eram desenho in-

N do que se vê nos pontos-de-


venda, uma evidência de que
a embalagem é cada vez mais
levada a sério no Brasil está na maneira
dustrial e engenharia de produtos, além de
propaganda e marketing. Trabalhar em
agências de design especializadas, ou em
departamentos de desenvolvimento de em-
como mudou a forma de aprendizado balagem de grandes empresas, era outra
nesse campo. Historicamente, a formação forma de aprender o bê-á-bá das chamadas
dos profissionais de embalagem no país vendedoras silenciosas, ou de pôr em prá-
se dava por duas vias, não necessaria- tica o que se aprendia nas escolas.
mente dissociadas entre si. Tudo leva a crer, porém, que esse mo-
Fazia-se um curso, preferencialmente delo enfraquecerá. Obviamente, a prática
de graduação, com algum tipo de aborda- não deixará de ser fundamental no apren-
gem na imensa cadeia produtiva do pack- dizado. Mas chama a atenção a velocida-
ILUSTRAÇÃO: THIAGÃO

14 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30cursos 04/02/02 19:11 Page 15

de com que o ensino de embalagem se


disseminou nas salas de aula do país.
É difícil obter estatísticas precisas
quanto ao número de cursos, mas calcu-
la-se que nos últimos quatro anos 8 500
estudantes se matricularam em escolas
que oferecem programas específicos so-
bre desenvolvimento de embalagens.
Destes, pelo menos 500 eram alunos de
graduação. É evidente também que o en-
sino de embalagem não se restringiu às
grandes metrópoles (ver o quadro). gislação de ensino brasileira.
Expandido além do eixo sul-sudeste, Em 1996, entrou em vigor no país a
o leque hoje abrange desde estreantes atual Lei de Diretrizes e Bases da Educa-
cursos técnicos profissionalizantes a pro- ção. A idéia do novo texto é tornar a le-
gramas de pós-graduação consolidados. gislação de ensino superior sintonizada
Tem crescido também a oferta com um mercado de trabalho
de cursos de graduação, que, cada vez mais dinâmico e que se
para espanto de pais que só expande em direções às vezes
conseguem imaginar seus fi- imprevisíveis. “Nos mais dife-
lhos como médicos ou advo- rentes setores, a sociedade está
gados, hoje estão credenciados precisando de profissionais ex-
a formar bacharéis em design tremamente qualificados, por
de embalagem. exigência do próprio mercado”,
diz Rui Otávio de Andrade, pre-
Ensino dinâmico sidente de uma das comissões do
Além da posição cada vez Ministério da Educação, o MEC,
mais estratégica da embala- encarregadas de avaliar novos
gem na economia, e até mes- currículos. Segundo ele, “tal
mo da saturação de profissões qualificação só a formação aca-
tradicionais, o aumento do nú- dêmica pode proporcionar”.
mero de cursos como o de de- Em sintonia com esse discur-
sign de embalagem, de modo so, grande parte das faculdades
geral ainda visto como uma brasileiras que já abordavam o
opção profissional pouco orto- tema embalagem em seus currí-
doxa, é fruto de recentes mudanças na le- culos não tardou em lançar cursos especí-

Mestrado garantido
Muito antes de se cogitar o início de cursos de gradua- nologia de Alimentos (ITAL), de Campinas (SP). Bus-
ção em embalagem no Brasil, a Escola de Engenharia cou referências também nos Estados Unidos, país
Mauá detectou a existência de uma lacuna no sistema onde o reconhecimento do ensino de embalagem re-
acadêmico brasileiro, que não oferecia programas de monta a pelo menos três décadas passadas. Foi lá que
especialização para profissionais do setor. Para preen- a Mauá fechou uma parceria com a School of Packa-
chê-la, a instituição criou uma área de concentração em ging, da Universidade de Michigan.
engenharia de embalagem, dentro do programa de mes- Porém, mesmo com tantas referências, os coordenado-
trado em engenharia de processos industriais. res do curso lembram que muitas vezes os alunos, que
A fim de não correr o riso de oferecer um currículo de chegam a acumular décadas de vivência na cadeia de
conteúdo duvidoso, a Mauá, que formou a primeira tur- embalagem, têm tantas coisas para ensinar quanto os
ma de engenharia de embalagem em 1998, tem buscado professores, o que torna o aprendizado multilateral, e
assessoria técnica e didática para seus cursos de pós- até mais enriquecedor. Ainda que lidando com gente
graduação na área. No Brasil, procurou o Centro de cheia de bagagem, a Mauá garante não faltarem interes-
Tecnologia de Embalagem – Cetea do Instituto de Tec- sados no seu mestrado de engenharia de embalagem.

fev 2002 • EMBALAGEMMARCA – 15


30cursos 04/02/02 19:11 Page 16

ficos para graduação de profissionais es- balagem, a faculdade lançou um curso de


pecializados no setor. É um processo em pós-graduação denominado Gerência Es-
formação, mas que aos poucos começa a tratégica de Embalagem. Devido à baixa
mostrar a que veio. A pioneira a formar procura, a iniciativa foi provisoriamente
bacharéis de embalagem no país será a cancelada.
Faculdade Belas Artes, de São Paulo. A “Embora o mercado de embalagem
primeira turma ingressou em 1999, na ex- apresente um potencial fantástico, temos
pectativa de concluir o curso em três anos de lembrar que, academicamente, esta é
e meio – portanto, seus inte- uma área nova”, pondera Ste-
grantes conseguirão o canudo phan, da Belas Artes. “Portanto,
no meio deste ano. a consolidação dos cursos de
embalagem dependerá, a princí-
Falta de quorum pio, da demanda por parte dos
Questões legais à parte, o fator alunos.”
que tem realmente motivado o Mas, a julgar pela experiên-
lançamento de cursos de gra- cia de outras universidades com
duação em embalagem é plau- cursos de graduação em embala-
sível e bastante razoável, gem, a falta de alunos nem de
como explica Auresnede Pires longe será um obstáculo insupe-
Stephan, coordenador do curso rável. Na Anhembi Morumbi,
de Design Industrial da Belas também de São Paulo, todas as
Artes. “Lançamos nosso curso 290 vagas do estreante curso de
de tecnologia de embalagem Design Digital e de Embalagem,
por perceber que parte signifi- aberto em 2001, foram preen-
cativa de nossos alunos de de- chidas.
senho industrial acaba ingres- O contraste no nível de pro-
sando nesse mercado”, ele cura entre cursos direcionados a
conta. profissionais já atuantes e outros voltados
Mas a multiplicação dos cursos espe- para jovens que querem ingressar no
cíficos no país não traz à tona apenas as- mercado de embalagens também pode
pectos animadores. Um exemplo não suscitar uma leitura pouco animadora: o
muito alentador partiu recentemente da Brasil estaria correndo o risco de formar
FAAP – Fundação Armando Álvares Pen- uma reserva de mercado em sua cadeia de
teado, de São Paulo, tradicional centro embalagem? A discussão sobre uma pos-
formador de designers gráficos. Animada sível superestimativa da demanda por
com as perspectivas do mercado de em- parte de escolas e faculdades é proceden-
te, principalmente num país que convive
com taxas vertiginosas de desemprego e
de trabalho informal.
O debate já chegou inclusive no Co-
mitê de Design da Abre – Associação
Brasileira de Embalagem. Segundo seu
coordenador, Manoel Müller, que tam-
bém organizou o por hora inexistente cur-
so de pós-graduação da FAAP, à revelia
dos tradicionais solavancos da economia,
a Abre está empenhada em estimular o
ensino de embalagem no Brasil.
Uma das iniciativas nesse sentido,
numa prática comum em outras profis-
sões, é reconhecer o estágio como uma
etapa da formação do profissional de em-

16 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30cursos 04/02/02 19:11 Page 18

balagem. “Não podemos permitir que o iniciar a primeira turma num curso de
temor do desemprego, presente em qual- graduação que formará bacharéis em de-
quer área, interfira em nossa sign gráfico e design de embala-
capacidade de geração de no- gem. “Estamos confiantes na
vos profissionais especializa- aprovação do curso”, diz Fran-
dos em design de embala- cisco Gracioso, diretor-presiden-
gem”, diz Müller. te da ESPM. “O MEC já perce-
A ação ainda não colheu beu que eles são imprescindíveis
frutos diretos, até por que o re- para as exigências de comunica-
conhecimento do estágio não ção visual das empresas, nas
depende apenas da Abre, aí de quais a embalagem hoje tem pa-
novo entrando em cena o pel importantíssimo.”
MEC. Mas, no que depender Não há motivos para duvidar
das iniciativas das escolas, a que essa filosofia esteja se con-
capacidade de formação de no- solidando entre os potenciais
vos profissionais estará cada empregadores de profissionais
vez mais consolidada. É o que de embalagem no país. Concluir
comprova, além dos casos já um curso na área de design e de-
relatados, a ESPM – Escola senvolvimento de embalagem,
Superior de Propaganda e portanto, tenderá a ser cada vez
Marketing, que também pre- mais um diferencial competitivo.
tende iniciar um curso de graduação em Por outro lado, ver no mercado de emba-
embalagem. Neste caso, a iniciativa é pe- lagem a consolidação da velha máxima
culiar, à medida que a instituição já tem sobre diplomas – “ruim com eles, pior
um considerável background na área. sem” –, que infelizmente ganhou ares de
Desde 1997, a ESPM vem oferecendo realidade em outros setores, não deverá
um curso livre de design de embalagem, ser um motivo de celebração. Sobretudo
que tem duração de um ano. Em 2003, para a nova geração de escolas e estudan-
mediante o sinal verde do MEC, a idéia é tes que inevitavelmente vem por aí.

Algumas das opções de cursos oferecidos no Brasil


Escola Telefone Internet

Centro de Educação Profissional Ensitec – PR (41) 345-0030 www.ensitec.com.br


Escola de Engenharia Mauá – SP (11) 4239-3403 www.maua.br
Escola Panamericana de Arte – SP (11) 259-8511 www.escola-panamericana.com.br
ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) – SP (11) 5085-4600 www.espm.br
FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) – SP (11) 3662-1662 www.faap.br
Faculdade Belas Artes – SP (11) 5576-7300 www.belasartes.br
PUC Rio – RJ (21) 529-9213 www.puc-rio.br
Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) 0800-551000 www.senai.br
Universidade Anhembi-Morumbi – SP (11) 6090-4500 www.anhembimorumbi.com.br
UNB – Universidade de Brasília – DF (61) 348-2840 cid.bce.unb.br
Universidade Católica de Goiás – GO (62) 227-1361 www.ucg.br
UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) – RJ (21) 598-3009 www.ufrj.br
UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) – RS (55) 220-8470 www.ufsm.br
Ulbra – Universidade Luterana do Brasil – RS (51) 477-4000 www.ulbra.br

18 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30leites_fermentados 04/02/02 17:14 Page 20

mercado

Disputa Para alcançar a líder Yakult, demais


marcas de leites fermentados

fermentada
fortalecem marketing
de embalagem

história do mercado de res ambulantes, a Yakult azedou a

A leites fermentados
no Brasil se confun-
de com a trajetória
da Yakult, marca japonesa que
segunda posição no levantamento,
com 37,4%.

Marketing infantil
aportou no país em 1966. Àque- O acirramento da disputa por
la época, dizer ao consumidor consumidores nos pontos-de-
comum que o hábito de tomar venda de varejo acelerou investi-
qualquer coisa contendo lactoba- mentos em diferenciação visual.
cilos vivos faz bem ao organismo No caso do Chamyto, é inegável que
soava como piada sarcástica, já que a Nestlé, basicamente a partir das embala-
tais microorganismos eram conhecidos gens do produto, vem empreendendo um
apenas pela causa de enfermidades – vide o eficiente marketing infantil.
bacilo Koch, causador da tuberculose. Sem inovar no sistema de acondi-
Mas de lá para cá o leite fermen- cionamento, o Chamyto - que
tado teve seus valores nutricionais usa frascos plásticos (da Logo-
devidamente reconhecidos, e hoje plast), fechados com uma lâmi-
faz parte da linha de lácteos de ou- na circular de alumínio (da Al-
tras gigantes do setor alimentício, can) e agrupados em multipacks
como Nestlé, Parmalat e Batávia. de papel cartão (da Riverwood)–,
Não é de estranhar que isso tenha tem um conjunto visual com preo-
acontecido. cupações gráficas inovadoras.
A própria Yakult, vendendo basica- Tanto os frascos quanto o papel
mente de porta em porta, é hoje uma das cartão são decorados com ilustrações de
maiores referências em bebidas prontas no um personagem que tem cativado a garota-
mercado brasileiro, com um faturamento de da. É o Gênio Chamyto, criado pela própria
mais de 150 milhões de dólares anuais. A Nestlé. Sobretudo a embalagem secundária
divisão alimentícia, onde a estrela é o leite tem forte apelo entre as crianças, como
fermentado, responde por 80% desse valor. aponta Marcio Weiler, gerente de marketing
Neste cenário, a embalagem se fortale- da Nestlé.
ceu entre as diferentes marcas de leite fer- Em paralelo à discussão de ações
mentados como um excelente meio de co- focadas em nichos, é preciso ressaltar que
municação e, portanto, uma das vias mais os frascos plásticos, que a Yakult ajudou a
eficientes para gerar negócios. tornar referência de embalagem no mercado
Especialistas atribuem basicamente às de leites fermentados, não são mais as úni-
ações de ponto-de-venda o crescimento das cas opções de acondicionamento nessa cate-
FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

concorrentes da Yakult. De acordo com da- goria de produto. Também inovando, a Par-
dos Nielsen, no bimestre agosto-setembro malat é a única no setor a empregar embala-
de 2001, a marca Chamyto, da Nestlé, foi, Chamito e Batavito gens cartonadas assépticas.
pela primeira vez, líder na venda em super- abusam das pos- Relançada no início do segundo semes-
sibilidades do papel
mercados na categoria, com 45,3% de par- cartão, enquanto a tre de 2001, sob o lema o “Melhor de A a
ticipação. Sem considerar os negócios Yakult aposta no Z”, a linha láctea infantil da empresa teve
prospectados pelo seu exército de vendedo- visual tradicional todas as embalagens reformuladas. No caso

20 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30leites_fermentados 04/02/02 17:14 Page 21

do Turma Parmalat, as caixinhas da Tetra Yakult 40: mais


Pak, empregadas para facilitar o consumo lactobacilos,
mesma estratégia
em situações como o recreio escolar das de vendas
crianças, passaram a contar com ilustrações
que remetem ao abecedário, numa tentativa
de tornar o produto uma espécie de item de Alcan

DIVULGAÇÃO
(11) 5503-0722
colecionadores mirins. www.alcan.com.br

Fator preço Batávia


0800-900874
Ao largo de estratégias segmentadas, outro www.batavia .com.br custo está entre os principais benefícios
fator contribuiu para o crescimento dos desse sistema. “Com essas mudanças, e um
concorrentes da Yakult: o preço. Os produ- Logoplast intenso trabalho de ampliação da distribui-
(11) 38465311
tos da Nestlé, Parmalat e Batávia chegam a www.logoplast.ind.br ção, o Batavito foi o leite fermentado que
custar 30% menos que os da precursora ja- apresentou melhor desempenho em 2000,
Nestlé
ponesa. com um crescimento de 76% em volume de
(11) 5508-9300
Se por um lado esta guerra de preços é www.nestle.com.br vendas”, disse o executivo.
sinal de uma desalentadora ausência de fi- Sabedora de que a concorrência está em
Parmalat
delidade de marca, de outro ela revela que (11) 3848-0975
seu encalço, a Yakult não está parada. A
projetos de embalagens também podem ser www.parmalat.com.br empresa lançou recentemente o Yakult 40,
uma maneira eficiente de, numa única ação, leite fermentado que contém cinco vezes
Riverwood
gerar empatia com os consumidores e cor- (11) 4589-4500
mais lactobacilos vivos que o tradicional.
tar custos de produção. É mais ou menos www.riverwood.com.br No entanto, os supermercados não fazem
isso que vem comprovando o case do Bata- parte dos planos para a comercialização da
Tetra Pak
vito, leite fermentado da Batávia. (11) 5501-3262 novidade.
Desde julho deste ano, a garrafinha de www.tetrapak.com.br A alegação é a de que o prazo de expi-
polietileno (PE) do produto, decorada com ração do Yakult 40, 14 dias, não permite um
Yakult
um astronauta mirim, criado pela Komatsu 0800-131260 planejamento logístico voltado a pontos-
Design, passou a ser produzida pela Tetra www.yakult.com.br de-venda de varejo. Novamente, a Yakult
Pak, em equipamento insta- deixará tudo nas mãos das formiguinhas
lado na planta da Batá- que, com seus inseparáveis carrinhos, reve-
via, em Carambeí (PR). zam-se entre o bater de palmas e o aciona-
Segundo Achilles Rei- mento de campainhas para oferecer seus
nhardt, diretor geral da produtos às donas de casa.
Batávia, a redução de Mas aí fica a questão: será que, ao invés
Turma Parmalat é o de desprezar os supermercados, não era
único leite fermentado hora de a Yakult lançar mão de uma emba-
vendido em embalagem
cartonada na categoria
lagem mais moderna, com graus de barrei-
ras menos restritivos? É uma hipótese que,
como qualquer outra empresa, a ainda líder
do mercado de leites fermentados parece
precisar considerar.

YAKULT CHAMITO PARMALAT BATAVO


(Nestlé)

1997 75,0% 21,0% – –


1998 63,0% 27,6% 3,9% 3,2%
1999 53,4% 33,6% 7,0% 3,5%
FONTE: ACNIELSEN
DIVULGAÇÃO

2000 49,4% 36,8% 7,0% 4,8%


2001* 42,0% 40,3% 8,3% 7,3%
*Acumulado de janeiro a setembro

fev 2002 • EMBALAGEMMARCA – 21


30singles 04/02/02 19:31 Page 22

single

Mesa para… um
Boa notícia: faltam opções para quem consome sozinho
Guilherme Kamio
á momentos em que estraté- rões. Já não são raros os casais em que cada

H gias consagradas de marketing


precisam ser questionadas, no
mínimo para ver se não com-
portam variações. Não é de hoje, por exem-
cônjuge tem seu próprio lar. Mais que isso,
mesmo nas famílias, seus integrantes, cada
vez mais, consomem sozinhos.
O último censo realizado pelo IBGE re-
plo, que as empresas investem em linhas de velou um dado surpreendente: os solitários
produtos com apelo familiar. São aquelas já ocupam 9% das residências brasileiras.
que, aplicando a equação volume acima Isso significa um contingente de cerca de 4
dos padrões a preços mais em conta, procu- milhões de consumidores. Essa categoria
ram seduzir as donas de casa que coman- ascendente, que os americanos chamam de
dam a típica grande família. single, traz oportunidades ímpares de negó-

FOTO: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY


Entretanto, sinal dos tempos, vem cres- cio. As empresas dos Estados Unidos, aliás,
cendo a passos largos o número de mora- sabem tirar bom proveito disso. Lá, os sin-
dias de uma única pessoa. Mais do que por gles formam hoje um universo consumidor
motivos circunstanciais, como desquite ou que movimenta 80 bilhões de dólares por
viuvez, morar sozinho hoje é um estilo de ano, aplicados em vasta gama de produtos
vida, uma opção. E não é coisa só de soltei- pensados especialmente para eles. No Bra-

22 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30singles 04/02/02 19:31 Page 23

sil o fenômeno é mais marcas premium”, analisa Ronald Sasine,


FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY

recente – e isso significa gerente de marketing da Rigesa


que há ainda muitas opor- Westvaco. “Elas for-
tunidades no mercado. mam um nicho que dá
O interessante é notar muita atenção à qualida-
como a embalagem é primor- de, que não é distraído ao
dial nesse ponto. “Quem mora que não atenda às expecta-
sozinho se aborrece, por exemplo, tivas, e que, portanto, per-
com a apresentação dos leites, pois Singles ajudaram mite embalagens mais ca-
não acha alternativa além de 1 litro de con- na alta do mercado ras, com maior valor agrega-
teúdo”, observa Antônio Muniz Simas, di- de massas instan- do”, ressalta. Se há combina-
tâneas, diz a Nissin
retor da DIL Consultores em Design e Co- ção de beleza e praticidade, bingo! Sasine
municação de Marketing. “Sem itens com cita o sucesso que sorvetes importados,
comunicação direcionada a ele, o single como o Häagen-Dasz, fazem entre esse pú-
ÇÃO
LGA
muitas vezes tem de recorrer a produtos po- DIVU blico, combinando na embalagem o esmero
sicionados para públicos como o visual com a porção adequada, pequena.
infantil ou o adolescente.” Não é à toa que marcas nacionais vêm se-
Para atestar como a apre- guindo essa trilha. Entre elas, a Li-
sentação realmente pesa na ta- nea, com potes cartonados forneci-
refa de agarrar esse público, Si- dos pela Kentinha.
mas lembra dos resultados da Nos outros segmentos que
pesquisa conduzida por sua agên- estão tomando a frente nesse
cia e pela Research International, relacionamento, o de pratos
em parceria com EMBALAGEMMAR- prontos congelados já é ínti-
CA (nº 18) sobre o envolvimento e a mo de quem mora só. Sua
avaliação dos consumidores frente a novi- evolução no país – 323% nos úl-
dades em embalagem. O estudo mostra timos três anos, segundo dados Nielsen – é
que, confrontados com donas de casa, os em grande parte creditada aos bolsos dos
Lasanhas são a
singles são mais suscetíveis a novidades – e arma da Perdigão
singles. Dinâmicas, as principais empresas
mais exigentes. Para se ter idéia, 21% deles em porções da área não param. A Perdigão lançou, re-
afirmaram ter deixado de comprar determi- individuais centemente, suas versões enxutas especial-
nado produto pelo fato de ele não poder ir mente dedicadas aos singles. Os primeiros
ao forno de microondas. Entre as donas-de- itens, em porções de 350 gramas, são lasa-
casa, esse número cai para 10%. Em tempo: nhas. Tal prato parece agradar aos solitá-
85% dos singles entrevistados afirmaram rios, já que é o mesmo disponível em quan-
possuir forno de microondas. tidade individual na linha Todo Sabor, da
“Geralmente essas pessoas têm forma- concorrente Sadia. Ambas as fabricantes
ção superior, são viajadas, conhecem pro- deixam claro, no cartucho, tratar-se de um
dutos estrangeiros, valorizam o design e as produto single serve, e com bandeja espe-
cial para ir ao forno de microondas.

Apelo prático
Fora dos balcões refrigerados, diferentes
produtos com apelo prático vêm lucrando
com o fenômeno single. É o caso dos ma-
carrões instantâneos. A Nissin, dona da
marca de referência no campo de macarrão
instantâneo, a Miojo, diz que o segmento
cresceu 29% nos últimos três anos. “Segun-
do nossa última pesquisa de hábitos de con-
Frios e massas frescas sumo, a penetração do produto entre o pú-
blico single é de 54%”, afirma Paulo Sola,
chefe de marketing da Nissin.
fev 2002 • EMBALAGEMMARCA – 23
30singles 04/02/02 19:31 Page 24

Na esteira dessa ten- Com grande aprovação do público que


dência, outras empresas mora sozinho, a tática de dividir o produto
investem em refeições em pequenos magazines também é utiliza-
rápidas e práticas. A da pela Quaker, com o Quaker + Sabor, ce-
Nestlé, sob a chancela real matinal cujo cartucho, nobremente im-
Maggi, vem apostando presso com detalhes em relevo pela Igel,

DIVULGAÇÃO
em snacks desidratados, traz cinco porções individuais, acondicio-
para os quais basta adi- nadas em flow-packs. E, quem diria, até o
cionar água quente no arroz foi incluído na moda. A Josapar, forte
Nestlé aposta em
preparo, como as recém-lançadas sopas no mercado de semiprontos, lançou a Tio
refeições
Meu Instante. As sopas também são o trun- desidratadas, João Cozinha Fácil, linha de pratos de arroz
fo da Liotécnica, dona da marca Qualimax, como o Hot Pot com sabores embalada em saquinhos plás-
para atender a quem mora só. São produtos ticos de fácil preparo: vão direto ao banho-
que, ao lado de risotos, outras massas e de- maria. O produto é vendido em um stand-
rivados de feijão, vêm enchendo sachês e

DIVULGAÇÃO
demais pouches aluminizados da Alcan, da
Embalagens Diadema, da Empax e de ou-
tras convertedoras. A Maggi também colo-
cou recentemente no mercado a linha Hot
Pot, de pratos à base de massas, arroz e ba-
tata, com grande penetração entre os sin-
gles. Eles vêm em um pote térmico, que
serve como recipiente de preparo e prato, Fatias, da
Wickbold, já é
como o Cup Noodles, da Nissin. sucesso no
Na área de pães, a Wickbold se anteci- mercado de pães
pou e lançou há cerca de dois anos um pão
de forma para o consumidor individual, o up pouch, com zíper, da Shellmar, que traz
Fatias. Pães dos tipos preto, integral e light quatro pequenas porções.
são acondicionados em flow-packs de Dentro dessa tendência, a Femepe, in-
BOPP, com quatro fatias. Dois desses con- dústria de pescados com sede em Navegan-
juntos são reembalados em outro pacote, tes (SC) e que vende sobretudo na Grande
permitindo o consumo gradual. Ronaldo São Paulo, lançou latinhas de atum de 85
Wickbold, diretor da empresa, conta que o gramas, suficientes para um sanduíche. É a
produto foi uma resposta aos apelos de um metade da menor embalagem até então
consumidor single. “Hoje o Fatias já vende existente no mercado, e reflete a tendência
cerca de 520 toneladas por ano”, contabili- Porções menores de consumo em pequenas porções. O lança-
za o empresário. abrem caminho para mento atendeu a reclamações de consumi-
sachês e pouches dores, no sentido de
aluminizados
que, depois de abertas
as embalagens, o con-
teúdo ficava seco no
refrigerador.
O aumento do as-
sédio a quem mora so-
zinho também pode
ser constatado, no va-
rejo, no crescimento
da oferta de massas
frescas e de frios e
queijos em pequenas
porções, além do in-
cremento das seções Tio João: pouch com
“saquinhos que cozinham”
de rotisseria das pró-
24 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002
30singles 04/02/02 19:32 Page 26

Com porções Alcan mo social, em família ou entre amigos. Se-


individuais e (11) 5503-0722 gundo Adriana Stecca, gerente de desenvol-
cartucho nobre, www.alcan.com.br
vimento de mercado da Alcan, “isso expli-
Quaker +Sabor Dil Consultores
faz sucesso
ca o crescimento de vendas das latas no ca-
(11) 3086-2466
dilpackdesign@dil.com.br nal auto-serviço, onde a maioria das com-
pras é feita para consumo no lar”
Embalagens Diadema
(11) 4066-7833 A partir desse estudo, a empresa, em
www.embdiadema.com.br parceria com os principais fabricantes de
Empax refrigerantes e cervejas, planeja aumentar a
(11) 5693-5400 distribuição e a variedade das multipacks
www.empax.com.br
para facilitar o transporte e reforçar o con-
Igel ceito “lata em casa”, conta Adriana. Além
(11) 4071-9999
www.igel.com.br disso, está reposicionando para segmentos
diferenciados de consumo a lata de 237ml,
Kentinha
(11) 4057-6000 usada há algum tempo promocionalmente
www.kentinha.com.br pela cerveja Antarctica Fiesta.
Research International É compreensível que algumas empresas
(11) 3066-6400 ainda achem que posicionar produtos para

veja mais: www.embalagemmarca.com.br


www.research-int.com.br
prias redes. São fatores que geram mais e singles é restrição de target, preferindo cen-
mais negócios atraentes para a cadeia de Rigesa Westvaco trar fogo nos pacotões econômicos. Assim,
(19) 3707-4000
embalagem em bandejas, potes, processos www.rigesa.com.br
atendem a um maior número de consumi-
de atmosfera modificada e filmes plásticos. dores. Vale, porém, lembrar que porções in-
Shellmar
(11) 4128-5200 dividuais e em embalagens práticas vão
Bebidas, uma luva www.shellmar.com.br além de suprir apenas os moradores solitá-
Na área de bebidas, a variedade de apresen- rios. Nas famílias, resolvem as incompati-
tações e o crescimento da preferência pelos bilidades de vontades e de horários, pois ra-
recipientes one-way, como latas, long- reiam aquelas cujos membros podem
necks e garrafas plásticas pequenas, na últi- dividir a mesa.
ma década, caíram como uma luva para os Como os independentes crescem no rit-
singles. Bebidas de maior valor agregado, mo dos coelhos, uma coisa é certa: quem
como vinhos, dão mais espaço para a meia não atentar para a sua importância pode fi-
garrafa. Experiências com doses menores car para trás. Talvez sozinho.
foram feitas recentemente, com espuman-
tes, pela Chandon e pela Georges Aubert, A VISÃO DE CADA UM
em garrafas de vidro de (como os consumidores avaliam as embalagens; em %)
187ml, da Subrasa.
O alumínio também está
atento ao filão. Pesquisa fei-
ta pela Alcan num universo
de 800 casos para determi-
FONTE: DIL, RESEARCH INTERNATIONAL, EMBALAGEMMARCA JAN/2001

nar hábitos de compra e


consumo para refrigeran-
tes e cervejas mostrou
que os consumidores são
favoráveis às embala-
gens de consumo indivi-
dual, principalmente
porque permitem que a
opção de cada um por
tipo de bebida e sabor
seja respeitada, sem que
Bebidas nobres:
doses menores, haja desperdício, mesmo
lucro maior em momentos de consu-

26 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30makingof2 04/02/02 18:02 Page 28

making of

E os outros ainda são


Pioneira com pote, Danubio faz nova reviravolta em queijo frescal
mbora a boa embalagem seja Para não ficar do lado de lá da tênue li-

E cada vez mais associada a uma


espécie de porto seguro de
marcas, além de munição im-
prescindível para aumentar vendas, poucas
nha que separa empresas inovadoras daque-
las que apenas seguem tendências ditadas
pelo mercado, a Danubio está saindo na
frente mais uma vez, agora de maneira até
empresas podem afirmar que anteviram mais marcante do que na já remota década
com nitidez a necessidade de se apresentar de 80. Para começar, os potes, fornecidos
de maneira inovadora, funcional e pela Huhtamaki, passarão a ser expostos
atraente nas gôndolas. Dentre o pe- nos pontos-de-venda de cabeça – ou,
queno grupo que pode, são escassas mais exatamente, de boca – para bai-
as que ajudaram a virar algumas pági- xo, de modo que a tampa, depois que o
nas da história da embalagem no Brasil. produto é retirado da embalagem, sirva
A Danubio, marca surgida em 1986, fru- como uma bem acabada queijeira.
to de negociações entre a Vigor e a dina-
marquesa MD Foods, é uma delas. Baixo relevo
Conhecida por sua linha de queijo mi- Em vez do formato circular que acompa-
nas frescal, essa chancela da Vigor deu duro nhava o da boca do pote, a tampa é arredon-
golpe num conceito de acondicionamento dada nas duas pontas e reta na parte central,
que, para dizer o mínimo, destoa comple- a fim de ajustar-se na embalagem secundá-
tamente do que se poderia considerar ria, de papel cartão. Não menos interes-
uma boa embalagem. Pouco higiêni- sante foi a idéia de imprimir o logoti-
cos, por falta de barreira, e nada práti- po em baixo relevo. O truque faz com
cos, os saquinhos plásticos ainda larga- que a marca Danubio fique moldada di-
mente usados no mercado de queijos retamente no queijo, podendo ser vista
frescos funcionam como um ralo por mesmo com o produto fora da embala-
onde escoa qualquer valor que a marca gem, no momento em que é consumido.
neles expressa ainda pode ter agregado. “Foram as mudanças mais radicais nas
embalagens da linha, desde que lançamos a
Barulho em 86 idéia dos potes”, confirma Adriane Sugawa-
Com o lançamento de seus queijos frescos ra, do departamento de marketing da Vigor.
em potes de polipropileno (PP) transpa- Se antes já haviam sido feitas alterações
rentes, a Danubio apresentou vanta- de layout, agora foram agregados novos
gens até então desconhecidas para os benefícios. Basta dizer que uma das
consumidores dessa categoria: invio- poucas, mas recorrentes, críticas feitas
labilidade (garantida por um selo de alu- pelos consumidores foi eliminada: a difi-
mínio), facilidade de abertura e possibili- culdade de retirar as primeiras fatias de
dade de retampamento. Hoje pode pare- queijo de dentro do pote. “Já que a peça
cer prosaico, mas em 1986, quando sur- toda já está fora, o consumidor tem mais
giu, a novidade causou barulho. Tanto que uma facilidade”, diz Adriane.
outros produtores de minas frescal, perce- Além de funcional, o produto tem visual
FOTOS: DIVULGAÇÃO

bendo que consumir seus queijos era sinô- sofisticado, requinte que foi alcançado de
nimo, no sentido vulgar, da embalagem en- A embalagem maneira igualmente criativa. No lugar de
pioneira do
tão predominante – um saco – vêm crescen- Danubio rótulos, é usada uma complexa e sofisticada
temente se tornando adeptos dos potinhos. embalagem secundária de papel cartão, cujo

28 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30makingof2 04/02/02 18:02 Page 29

o um saco Na posição
inovadora, mais
um truque: a
marca vai do
baixo relevo
do pote para
o produto
layout, desenvolvido pela a10
Design, é impresso em alto rele-
vo, numa superfície envernizada.
Nessa etapa do projeto, a Da-
nubio contou com a parceria da gi-
gante Riverwood do Brasil, que
atuou como uma verdadeira empresa
de solução integrada de embalagem:
forneceu o papel cartão, trazido da matriz
nos Estados Unidos, o maquinário, instala-
do junto à linha de produção da Vigor, e Por envolver
também atuou como gráfica e convertedora uma história de suces-
da luva celulósica. Ademais, desenvolveu o so, que, com forte contribui-
projeto estrutural da embalagem secun- ção da embalagem, dura quase
dária, serviço que ficou a cargo do profis- dezesseis anos, o caso da Danubio demons-
sional Paulo Vítor de Oliveira. tra que projetos verdadeiramente integrados Huhtamaki do Brasil
são um excelente caminho para construir (11) 5505-6677
Um desafio a mais marcas fortes. Afinal, no quesito embala- www.huhtamaki.com
Carlos Zardo, do marketing da Riverwood, gem, não só a logotipia, território ao qual Riverwood
conta que o fato de o produto ter sido de- agências de design têm atuado com mais (11) 4589-4500
senvolvido para ficar de ponta-cabeça nas força, garante o sucesso de um produto. Há www.riverwood.com.br
gôndolas trouxe um desafio a mais para os muita gente experiente dizendo o contrário: Vigor
técnicos e projetistas da empresa. Devido à pensando em conjunto, pode-se conceber 0800 126433
localização das dobraduras, que ficam na formatos diferenciados e outras “sacadas” www.vigor.com.br

parte de baixo da embalagem, rente à tam- estruturais que valem muito mais do que um
pa, foi preciso desenvolver um dispositivo, logotipo estudado durante meses.
parecido com um braço automático, para
que o pote fosse invertido antes de entrar na
máquina que aplica o papel cartão.
Além de pensar em aspectos de produ-
ção, a Riverwood preocupou-se em aumen-
tar a visibilidade do produto na gôndola.
Nesse sentido, somado ao acabamento grá-
fico caprichado, a empresa desenvolveu
uma aba lateral na estrutura do papel cartão,
para cobrir um espaço ocioso entre o fundo
do pote e o topo da embalagem secundária. As embalagens
Optou também por arredondar as dobra- secundárias e
a faca (acima)
duras do sistema. do Danubio
“Após inúmeros testes com
mockups, decidimos adotar um sis-
tema a vácuo, que disponibiliza as
embalagens uma a uma, de modo
que outro equipamento dobre as late-
rais, e em seguida feche o conjunto”,
resume Elias Lourenço, responsável por
máquinas e instalação da Riverwood.

fev 2002 • EMBALAGEMMARCA – 29


30interpack 04/02/02 18:12 Page 30

evento

Negócios no exterior
Na Interpack 2002, boas oportunidades para empresas brasileiras
enchmarking, antenas liga- O pacote de viagem

B das, atualização permanente,


janelas abertas para o mun-
do, “exportar ou morrer”.
Qualquer dessas opções (que em alguns
da ABRE com a Tristar
Outra oportunidade atraente para os inte-
ressados em tirar o máximo proveito de
sua visita à Interpack 2002 está sendo ofe-
casos querem dizer rigorosamente a mes- recida pela ABRE – Associação Brasilei-
ma coisa) é fundamental para empresas ra de Embalagem, a começar pelo chama-
que pretendem permanecer e crescer no do “pacote de viagem”. A entidade fechou
mercado, sobretudo em tempos de globa- acordo para o envio de uma comitiva bra-
lização. Para isso, desnecessário dizer da sileira com a Tristar, agência oficial do
importância de visitar ou expor em even- evento para o Brasil – o que não deixa de
tos internacionais, onde sempre podem significar algumas vantagens, como a ex-
surgir contatos para futuros negócios. periência da presença nos eventos anterio-
Agora, no caso específico de um dos res e as facilidades de trânsito que isso
mais importantes eventos mundiais da pode trazer.
área de embalagem, a Interpack 2002 Ademais, os integrantes da comitiva
(Düsseldorf, Alemanha, de 24 a 30 de da ABRE a Düsseldorf terão, com exclu-
abril de 2002), não é mais preciso deixar sividade, a oportunidade de visitar a fábri-
as coisas nas mãos do destino. Durante a ca da SIG Combibloc em Linnich, a cerca
feira, a Fiesp realizará a rodada de negó- de uma hora de ônibus de distância do lo-
cios AL-Invest Packaging-Interpack cal da Interpack 2002. O transporte será
2002, para promover o intercâmbio entre cortesia da SIG Combibloc.
pequenas e médias empresas do Brasil e (11) 3082-9722
da Europa ligadas ao setor. As empresas www.abre.org.com.br
da União Européia e da América Latina
inscritas irão ao evento especialmente
para realizar contatos, parcerias e alian-
Uma visão pelo
ças estratégicas. Mais de 13.000 empre- ângulo brasileiro
sas já participaram da AL-Invest, criada
Quem não tiver condições de ir a
pela Comissão Européia.
Inscrevendo-se no Encontro Empresa- Düsseldorf poderá ter uma boa visão
rial AL-Invest Packaging-Interpack 2002 do que será apresentado lendo a
as empresas terão, sem custos, assistência edição de cobertura da Interpack
completa do Eurocentro São Paulo- 2002 em EMBALAGEMMARCA.
FIESP, no que diz respeito às negocia- Como sempre faz, a revista procura
ções, busca individual dos parceiros, su-
apresentar nas reportagens desse
porte para elaboração de projetos de coo-
tipo o que há de mais inovador e
peração industrial e de estudos de viabili-
dade de investimentos/parcerias, além do proveitoso segundo o interesse que
apoio de logística e tradutores durante pode ter para as empresas brasileiras.
FOTOS: DIVULGAÇÃO

suas reuniões com as empresas européias EMBALAGEMMARCA seleciona o que é


que atendam às suas necessidades. apresentado nas feiras por critérios
(11) 3549-4606/4607/4620 rigorosamente jornalísticos.
eurocentrosp@fiesp.org.br

30 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30painelgrafico 05/02/02 17:56 Page 32

O setor visto de forma ampla e profunda


Da concepção à produção da embalagem e de produtos impressos em geral

o seu empenho de oferecer sem- importantes da área.


N pre mais informações úteis aos
leitores, EMBALAGEMMARCA abre nesta D
amos assim, acreditamos, uma
contribuição, embora modesta,
Para quem
quer crescer
edição um novo espaço – Painel Gráfi- para valorizar e facilitar o trabalho das
Na área de pré-impressão, a Hei-
co – com notícias sobre novidades no pessoas, empresas e entidades que
delberg está trazendo para o Brasil
setor, que passa por uma das mais fazem o setor gráfico brasileiro ser in-
a família Prosetter de gravadoras
impressionantes transformações tec- ternacionalmente reconhecido não só
computer-to-plate (CTP) a laser vio-
nológicas e de conceitos e atinge dire- como um dos
leta, em três modelos (Prosetter 52,
tamente o segmento de embalagens. que apre-
74 e 102), projetados para atender
noticiário do Painel Gráfico, sentam ele-
O porém, não se destinará vada qualida-
a pequenas, médias e grandes em-
presas interessadas em expandir
apenas a quem trabalha de técnica, mas
seus negócios de pré-impressão.
no mundo do packa- também como um
Segundo a empresa, a tecnologia
ging. Atendendo a pólo de alta criatividade.
dessa gravadora resulta em maior
expressivo núme- propósito, com apoio da ADG –
ro de sugestões,
esta nova se-
A Associação dos Designers Gráfi-
cos, a seção mostrará também, a cada
produtividade, por ser mais rápida.

A Prosetter 52 produz vinte chapas


ção é direcio- edição, um pouco do trabalho da enti- por hora, em tamanhos que variam
nada tam- dade e de seus associados. de 370mm x 323mm a 670mm x
bém aos Com isso, acreditamos, contribuiremos 525mm, utilizadas na entrada de
profissionais e para mudar mais rapidamente do que impressoras do formato Quickmas-
às empresas vem ocorrendo o entendimento de que ter 46 até a Speedmaster 52. Up-
atuantes no universo a atividade criativa é “coisa de artista”, grade pode ser feito. A Prosetter 74
gráfico de modo geral. Assim, conterá forma debochada de dizer “supérfluo”. pode imprimir com velocidade de
notícias que abrangerão desde o de- ada a necessidade forçada pela 16 a 24 chapas chapas por hora.
sign e a pré-impressão até equipa-
mentos e insumos necessários à ativi-
D globalização da economia, que as
colocou na contingência de oferece-
Já o modelo 102, na descrição da
Heidelberg, “é extremamente flexí-
dade, como substratos, tintas, comple- rem produtos competitivos ao mercado vel e é uma excelente entrada para
mentos e acessórios. se nele quiserem permanecer, as em- inúmeros modelos de impressoras,
desde GTO 52, passando pelos
V ários são os motivos para essa
segmentação dentro de EMBALA-
presas brasileiras começaram a ver as
embalagens como algo mais que me- mais diversos formatos, com limite
máximo na Speedmaster 102, em
GEMMARCA. Para citar apenas dois: 1) ros complementos de seus produtos.
os recipientes celulósicos, no quais é qual a importância do designer ritmo de 12 a 18 chapas por hora”.
preponderante a presença da ativida-
de gráfica, respondem por nada me-
E nisso? Se for levado em conta
que não há embalagem se não como
O público-alvo para os três mode-
los são gráficas editoriais, de em-
nos que 41% do mercado brasileiro de resultado do trabalho concebido a par- balagens, promocionais e fotolitos.
embalagens; 2) as embalagens flexí- tir de um conceito gráfico, pode-se afir- O mercado comprador potencial
veis de todos os tipos, cuja avassala- mar que é crucial. Na verdade, não abrange mais de 2 500 empresas
dora presença não para de crescer, existe objeto industrial cuja produção no Brasil.
somente chegam ao mercado depois não seja antecedida de uma concep-
de passarem por algum sistema de ção enquadrada no que se convencio-
criação gráfica e de impressão. nou chamar de design gráfico.
sso, acreditamos, bastaria para justi- e ajudar a reforçar a compreensão
I ficar a criação deste espaço. Mas a
intenção de EMBALAGEMMARCA é ir um
S de que para agregar valor aos pro-
dutos brasileiros, tornando-os mais
pouco além. A revista pretende trazer competitivos e mais desejados no mer-
no Painel Gráfico notícias sobre pro- cado interno e lá fora, estará justificada
dutos, materiais, tendências e cases a criação deste espaço.

32 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30painelgrafico 05/02/02 17:56 Page 33

Banco de dados gráficos


Iniciativas cada vez mais freqüentes e faturamento, número de funcionários e
sérias têm aos poucos apagado o es- histórico de atuação. Como no Censo
tigma de que o Brasil é um país promovido pelo IBGE, que faz a
carente de levantamentos e contagem geral da popula-
pesquisas de mercado. Uma ção, a idéia é obter, com o
delas foi recentemente divul- máximo de precisão possí-
gada pelo Sindigraf (Sindica- vel, um panorama do merca-
to das Indústrias Gráficas). do gráfico brasileiro. O presi-
Em conjunto com o Iemi (Instituto dente do Sindigraf, Sílvio Ísola,
de Estudos e Marketing Industrial), o justifica a ação lembrando que, para o
Só não se destaca
Sindigraf começará em breve a enviar desenvolvimento de todas as políticas
a todas as empresas gráficas do país de atuação do Sindicato, a atualização quem não quer
um questionário com perguntas sobre dos dados do setor é essencial. Criar embalagens para produtos
requintados, ou de alto valor agre-
Flor para flexografia gado, não é mais problema mes-
No esforço de vendas e atendimen- nº 114) um módulo de impressão mo no Brasil. O Grupo Arjo Wig-
to de equipamentos de impressão, Combat com duas unidades flexo- gins, um dos maiores fabricantes
muitas vezes é mais fácil e mais gráficas Flower. A marca deriva do de papéis especiais do mundo,
produtivo induzir o potencial cliente fato de a máquina ter sido projetada está trazendo para o país sua
a ir até o local onde as máquinas para abrir como uma flor, garantindo nova linha de produtos para reves-
são produzidas e expostas – fre- uma troca de serviço fácil e rápida. timento. A empresa adquiriu em
qüentemente outros países – do (011) 3371 3371 1990 a Guarro Casas, companhia
que trazê-las até eles. Um exemplo dirgrafica@comprint.com.br espanhola com três séculos de
é o da Comprint, que representa no tradição na fabricação de mate-
Brasil a Gidue, fabricante italiana de riais para revestimento, e agora
impressoras flexográficas. A empre- começa a atuar mais fortemente
sa estará participando da Ipex 2002, neste segmento dentro do
em Birmingham, na Inglaterra, de 9 mercado nacional.
a 17 de abril, ocasião em que apre- São aproximadamente dez linhas
sentará em seu stand (pavilhão 19, distintas de produtos, de papéis
similares a couro, tecido e cortiça,
dentre outros, para os mercados
Criação sem dúvidas de embalagem, editorial, religioso,
Um guia de fácil consulta, que mostra comendadas de se contratar um pro- decorativo, escolar e de agendas.
como o designer faz design. Esse é o fissional ou empresa de design, até o Segundo Marcelo Artel, gerente da
conceito do Guia Prático do Design resultado final, em uma seqüência ló- divisão no Brasil, “são materiais
Gráfico como Ferramenta de Comuni- gica, passando por todas etapas do especialmente desenvolvidos para
cação, editado pela ADG. Seu objetivo trabalho nas áreas de planejamento revestimento, cartonagem e enca-
é tirar dúvidas sobre a atividade e estratégico, identidade visual, embala- dernação, com resistência ao ras-
aproximar as empresas em geral des- gem, sinalização, editorial, mídia ele- go, perfeita aderência à colagem,
sa imprescindível ferramenta estratégi- trônica e material promocional. Para e que além de tudo aceitam várias
ca da comunicação empresarial con- ilustrar, o guia traz exemplos práticos e técnicas de impressão”. Ele diz
temporânea. Nele é mos- experiências bem su- que “essas características propor-
trado, de forma prática, rá- cedidas, com algumas das cionam acabamento perfeito a
pida e simples, passo a principais marcas brasilei- embalagens, caixas, agendas,
passo, o que é, para que ras, bem como a opinião livros, cadernos e bíblias,
serve e como obter os me- de profissionais de algumas aumentando o valor agregado
lhores resultados na utiliza- das mais importantes em- de cada produto e melhorando
ção do design gráfico em presas de design do país. sua produtividade”.
benefício dos negócios. À venda na ADG. (11) (11) 3061-2366
Traz desde as formas re- 3081-5513 e 3088-1322.

fev 2002 • EMBALAGEMMARCA – 33


30painelgrafico 05/02/02 17:56 Page 34

Um guia que orienta


A distribuidora de papéis especiais de impressão.
Fine Papers, cujo público-alvo é Idealizado por Rosilene Brino, espe-
composto por designers e publicitá- cificadora da Fine Papers, com a
rios, lançou um catálogo com seus participação do designer gráfico Mi-
quase 100 diferentes tipos de pa- guel de Frias e editoração da SG
péis. A empresa, que representa e Botelho Propaganda, o catálogo pro-
distribui papéis das norte-america- cura transmitir segurança às gráfi-
nas Fox River, Gilbert e Crane, jun- cas, que muitas vezes mostram cer-
tou treze gráficas concorrentes e to receio ao fazer trabalhos com pa-
Especialização
dois fornecedores num único projeto, péis especiais. para todos
o Text & Cover. Trata-se de um (11) 3819-2000 Após fechar acordos técnicos
guia/orientador de papéis, ao mes- www.finepapers.com.br com importantes entidades de
mo tempo um manual pesquisa e desenvolvimento na
técnico e didático que área gráfica, como a alemã
aborda diversas técnicas FOGRA (Instituto de Pesquisas
Gráficas), e a americana GATF
(Graphic Arts Technical Foun-
dation), a ABTG (Associação
Brasileira de Tecnologia Gráfi-
ca) volta suas atenções à
oferta de cursos de especiali-
zação para profissionais do
setor no país.
A entidade está divulgando seu
calendário para 2002, com pro-
Finalistas da VI Bienal de Design Gráfico gramas de ensino abertos a to-
Item obrigatório da agenda de quem mostras estarão montadas, simulta- dos os interessados, mas com
atua no setor, a VI Bienal de Design neamente, na Área de Convivência distinção de preço para asso-
Gráfico, a mais representativa expo- do Sesc Pompéia. ciados e não associados. Os
sição de design do Brasil, que se Para indicar os trabalhos da mostra cursos, que serão dados na
realizará de 20 de março a 7 de abril seletiva foram destacados 35 jura- sede da ABTG em São Paulo,
de 2002, no Sesc Pompéia, em São dos, escolhidos segundo critérios rí-
se estendem desde aborda-
Paulo, já tem pronta a relação dos gidos estabelecidos pelo curador
gens de vendas e marketing
57 finalistas entre os 338 trabalhos Chico Homem de Melo. Os avaliado-
até assuntos essencialmente
selecionados para integrar a Mostra res deveriam ser designers ou atuar
técnicos. Informações sobre o
Seletiva, uma das três exposições na área de design, além de precisa-
nível de cada módulo, a carga
que compõem a Bienal. No evento, rem respeitar diferenças entre os
horária e preços podem ser ob-
serão apresentados os mais trabalhos. Uma das exigências é
tidas no site da ABTG
significativos trabalhos de design que não fossem nomes envolvidos
(www.abtg.org.br), ou pelo te-
gráfico do Brasil produzidos nos com a ADG ou a Bienal.
últimos dois anos. Foram inscritos trabalhos de pratica- lefone (11) 6693-9535.
A Bienal terá também as mostras mente todo o País, com destaque
Institucional e Temática, que apre- para a cidade de São Paulo (1066
sentarão, respectivamente, a produ- inscritos), Rio de Janeiro (316), Belo
ção dos associados da ADG – Brasil Horizonte (88) e Curitiba (42). O in-
(Associação dos Designers Gráficos terior de São Paulo enviou 41 inscri-
do Brasil), promotora do evento em ções. Além das exposições, a pro-
parceria com o Sesc São Paulo e o gramação abrigará várias oficinas di-
Senac, e uma instalação inédita do rigidas aos freqüentadores de todas
artista plástico Guto Lacaz. As três as faixas etárias do Sesc Pompéia.

34 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


30panorama 04/02/02 17:21 Page 1

Com licença... Química na era do B2B eletrônico


Para cuidar de seus licenciamen-
A empresa global de especialidades
tos no Brasil e oferecer suporte
químicas Rohm and Haas está lan-
a seus parceiros de varejo, a
çando sua solução de e-commerce
Warner Bros. criou a Warner
para negócios na América Latina.
Bros. (South), Inc., empresa que
Desenvolvido e hospedado pelo Citi-
será liderada pelo brasileiro
bank e-Business, o site fará a empre-
Marcus Macedo.
sa aumentar e tornar mais eficiente
as relações com seus clientes, que
...para o Brasil
poderão efetuar suas ordens de com-
No portfólio da empresa há
pra de produtos, rastrear o status de
desde marcas tradicionalíssimas,
seus pedidos e consultar faturas e
como Pernalonga e Batman, a
contas a pagar 24 horas por dia, 7
febres do momento, como as
dias por semana. “Essa solução irá da Rohm and Haas e diretor regional
Garotas Superpoderosas e o
nos ajudar a buscar oportunidades para a América Latina. Inicialmente o
bruxinho Harry Potter.
significativas e adicionais de cresci- projeto atenderá clientes no Brasil,
mento, além de melhorar nossas ven- mas em breve estará disponível aos
Novo comando
das e serviços de distribuição”, afir- demais países latinos.
José Carlos Grubisich assumiu em
ma Guillermo Novo, vice-presidente www.latinrohmhaas.com
2 de janeiro a presidência da OPP
Química. Ele será o futuro presi-
dente da Braskem, holding que 700 milhões em ação PORTÁTIL E VERSÁTIL
resultará da integração das em- Estimulada pelo retorno do mercado
presas Copene, OPP Petroquímica, nacional de águas minerais, para o
Trikem, Polialdem e Nitrocarbono. qual fornece anualmente cerca de
700 milhões de tampas, a Alcoa
Alta esperada anunciou que deverá instalar em
Os fabricantes brasileiros de 2002 uma planta no Brasil para a
polietileno apostam em 2002 produção de sistemas de fechamen-
num crescimento de 8% sobre to. A unidade deverá fabricar as tam-
o total negociado no país no pas Sports Lok, atualmente importa-
ano passado. das dos Estados Unidos e que tive-
ram ótima aceitação no mercado
Cisão postergada... interno de águas. O segmento é o
A divisão dos negócios de que mais tem crescido dentro do
Conectividade múltipla. Esta é a prin-
químicos especiais e plásticos da mercado de bebidas envasadas em
cipal virtude da impressora móvel QL
Eastman em duas empresas, embalagens PET, para as quais se
320, que a Zebra está lançando no
programada para o fim deste destinam as tampas da Alcoa. Con-
Brasil. Os módulos de rádio intercam-
ano, foi adiada. Motivos alega- siderando-se apenas as garrafas so-
dos: condições adversas de mer- biáveis QuickLink permitem a “con-
pradas a partir desse material, a em-
cado e dificuldade de formulação versa” com diversas redes de comu-
presa fornece 65% das tampas con-
de previsões de curto prazo. nicação, incluindo as baseadas nas
sumidas no país. Para este ano, a
novas tecnologias wireless (sem fio).
expectativa de crescimento do seg-
...por enquanto Projetada para volumes médios de
mento de tampas no mercado de
Todavia, se as perspectivas impressão em ambientes internos ou
águas minerais é de 7%. As atuais
econômicas globais melhorarem, externos, a QL 320 é ideal para utiliza-
fábricas de tampas da Alcoa estão
a divisão poderá acontecer em ção no comércio varejista e pelos se-
situadas em Lages (SC), São Paulo
meados de 2002. A alta cúpula da tores de manufatura, saúde, rotinas
e Itapissuma (PE).
empresa continua acreditando de embarque e distribuição, contabili-
que focos distintos de gestão dade de rotas, controle de bens, eti-
trarão benefícios aos acionistas. quetagem e serviços de hospedagem.
(11) 3857 1466
www.zebra.com
30panorama 04/02/02 17:21 Page 38

Justi2i, finalmente no ar SACHÊS EM RITMO


Após alguma espera, o portal Justi2i diretor do Justi2i, aposta na movi- CONTÍNUO
iniciou suas operações em dezembro. mentação de negócios na casa dos
O site pretende agilizar as operações 200 milhões de dólares já no primeiro
comerciais envolvendo fabricantes, ano do serviço. “Somando-se o porte
compradores e usuários de embala- da indústria nacional de embalagens
gens na América Latina. Maurice Max, aos recursos, inéditos, que iremos
disponibilizar, essa cifra é perfeita-
mente factível”, acredita. Além de
Max, formam a direção do Portal Jus-
ti2i os executivos Graham Wallis, cria-
dor e presidente da Datamark e Car-
los Martin, experiente profissional da
área de embalagens, responsável pela
área comercial.
www.just121.com.br

VERÃO DA LONGA VIDA


“Fruta direto na boca” é o nome da campanha da Tetra Pak para fo-
mentar a venda de sucos prontos embalados em suas caixinhas as-
A Zanotti está lançando uma envasa-
sépticas cartonadas no verão 2002. Estão sendo investidos cerca de
dora automática de sachês de quatro
três milhões de reais na campanha, que terá outdoors, jingles em rá-
soldas, baseada no conceito form, fill
dios, anúncios em revistas e distribui-
& seal (forma, envasa e sela). O
ção de amostras em praias, aero-
equipamento pode embalar diversos
portos e bares do território brasilei- tipos de produtos e em diferentes ve-
ro. O mercado de sucos está dando locidades, pois tem motor de corrente
bom retorno à multinacional de ori- alternada, trifásica. Outros trunfos
gem sueca: de acordo com Heloísa são a pressão da selagem, o baixo
Rios, gerente de marketing na cate- nível de ruído e o painel elétrico com
goria sucos e bebidas da Tetra Pak, display luminoso, que exibe as variá-
houve um aumento de 56% na venda veis do sistema. Há ainda vários op-
de sucos embalados pela empresa de cionais, como datador de baixo rele-
janeiro a novembro de 2001, se compa- vo, codificador hot stamping ou ink
jet, unidade para injeção de gás
rado ao desempenho de 2000. Como
inerte, picote de fácil abertura e sa-
apoio à campanha, a Tetra Pak lançou
chês duplos para diferentes produtos,
também o site www.bebasuco.com.br, que
entre outros.
traz dicas para uma vida saudável.
(16) 3961-3501

Embalar agora é batata!


PaperFoam é o nome de um Foi aprovado recentemente em di-
novo material que promete cha- versos testes climáticos e de resis-
coalhar o mercado de embala- tência mecânica na Europa, onde
gem. Ele é baseado numa liga já pode ser visto embalando al-
de amido de batata e fibras natu- guns produtos. Entre eles, a marca
rais, moldada a partir de um pro- Ascom de telefones de mesa, na
cesso especial de injeção paten- Alemanha (foto).
teado pela empresa homônima. www.paperfoam.com

38 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


Studio AG 04/02/02 18:43 Page 1
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Para dar um gelo na sede Faber-Castell


Pioneiro no mercado de chás Já a predominância da cor amarela volta às aulas
prontos no mundo, o Lipton Ice no fundo das embalagens foi man-
Apostando na volta às aulas 2002
Tea – que no Brasil é produzido e tida. O projeto foi desenvolvido
a Faber-Castell lançou 28 produtos
distribuído pela AmBev, graças a por profissionais da própria Unile-
para uso estudantil. O destaque é
uma joint-venture com a Unilever, ver. Além das latas de alumínio, o
o kit escolar, que reúne todos os
detentora da marca –, está es- Ice Tea será vendido em embala-
itens básicos numa única embala-
treando novo visual nos mais de gens cartonadas de um litro, for-
gem, proporcionando economia ao
150 países em que é vendido. necidas pela Combibloc. A novida- consumidor. O kit é composto por
O logotipo passa a figurar sobre de, neste caso, são tampas plásti- 12 lápis de cor, dois lápis pretos,
pedras de gelo, onde está decalca- cas que, além da facilidade de uma caneta esferográfica, uma
da a inscrição Ice Tea. O produto abertura, permitem controlar o flu- borracha e um apontador. As em-
ganhou também uma versão light. xo de saída do chá. balagens são produzidas pela pró-
pria Faber-Castell, na fábrica de
São Carlos, e o design foi desen-
volvido pela agência Estúdio 11.

Vaquinha da Mococa em destaque


As novas embalagens do leite
UHT desnatado da Mococa têm
em destaque uma vaca, tradicio-
nal símbolo da marca. O logotipo
da Mococa é a cara de uma va-
quinha. Na embalagem do leite, o
animal aparece de corpo inteiro,
em um cenário que lembra o iní-
cio do século XX (a empresa foi
fundada em 1919, na cidade pau-
lista de mesmo nome). A vaqui-
nha apareceu pela primeira vez
em 1956, quando a empresa
inaugurou a primeira linha de pro-
dução de leite em pó nacional, e
hoje é um dos ícones da propa-
ganda brasileira.
A embalagem do leite UHT des-
natado é da Tetra Pak, e o design
foi criado pela Packing.

fev 2002 • EMBALAGEMMARCA – 39


30display 04/02/02 17:44 Page 40

Moda também na caixinha A Copa está chegando


Neste verão as novas em- como o suco de laranja
balagens da grife carioca Tropicana, e foram explo-
de moda de praia Totem, radas cores e formas de
desenvolvidas pela Por- três frutas tropicais: caju,
to+Martinez Design Stu- melancia e abacaxi.
dio, vão surpreender pela As embalagens, produzi-
analogia com o visual ins- das em cartão duplex
pirado nas embalagens Te- 350g pela Ondupel, possi-
tra Pack de suco de frutas. bilitam seu aproveitamento
Os desenhos se basearam na decoração das vitrines
em produtos consagrados, e prateleiras das lojas.

O chicle de bola Gang, da mascotes de cada país.


General Brands, já entrou Para receber o álbum, as
no ritmo do campeonato crianças devem enviar
mundial de futebol: lan- quatro embalagens do
çou o álbum de figuri- chicle Gang à caixa pos-
nhas “História das Copas tal da General Brands.
do Mundo”, contada pela As figurinhas acompa-
“Turma do Chicle Gang”, nham os chicles. Aque-
composta pelos persona- les que enviarem o ál-
gens infantis Kadu, Tico, bum preenchido à com-
Bel, Rafa, Rô e Thigão. A panhia vão receber um
turminha estampa as figu- presente surpresa, e o ál-
rinhas com as bandeiras bum de volta. A caixa
dos países que já sedia- postal da General Brands
ram copas, as principais é 12 724, CEP 04675-210,
Dove no mercado de hidratantes jogadas do futebol e os São Paulo, SP.
Conhecida por seus sabo- O desenho das embala-
netes hidratantes, a marca gens é o mesmo que já
Del Valle lança novo sabor
Dove, da Unilever, está en- existe na Alemanha para
trando no segmento de lo- frascos maiores (400 ml), A Sucos Del Valle lançou latas de alumínio de
ções hidratantes. Aprovei- que foi adaptado para o mais um sabor para a sua 335ml. O design das em-
tando a chegada do verão, mercado brasileiro (200ml). linha light. A novidade é o balagens é da Packing.
a Dove lançou duas ver- O frasco é de PEAD, forne- néctar de uva, que a em-
sões de loções hidratantes: cido pela Sinimplast do Bra- presa está colocando no
NutriCare, para pele seca, sil. A tampa de polipropileno mercado para atender o
e Hydra Intense, para pele mate é fabricada pela Wee- público que procura produ-
normal. ner da Alemanha. tos de baixa caloria. A be-
bida é encontrada em cai-
xinhas de 1 litro e 200ml e

40 – EMBALAGEMMARCA • fev 2002


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MAIS COR EM EMBALA- Tatuagem só no verão


GENS DE SABONETE Cerca de um milhão de pontos-de- tampa do casal de tatuagens que
Os sabonetes Gessy, produzidos venda do Brasil, exceto as regiões fez sucesso no comercial de televi-
pela Unilever, estão chegando ao Norte e Nordeste, começaram a re- são. São dois modelos de latinha,
mercado de cara nova. As embala- ceber no dia primeiro de fevereiro desenhados pela F/Nazca S&S, um
gens ganharam cores mais fortes e 35 milhões de latas de 350ml da com a garota e outro com o rapaz.
estampas com flores diferentes cerveja Brahma com uma decora- As latinhas ficarão no mercado até
ção diferente. A novidade é a es- o início de março.
para cada fragrância do sabonete.
Também foi alterada a logomarca
Gessy, que passou a exibir contor-
nos mais largos e está mais desta-
cada, tanto na embalagem quanto
no próprio sabonete.
A frase “Com ingredientes natu-
rais” ganhou maior destaque, em
referência aos óleos essenciais das
diferentes fragrâncias.
O projeto gráfico foi desenvolvido
pela Rex Design. A embalagem,
constituída por um filme monoca-
mada de BOPP perolizado, tem im-
pressão em rotogravura e adesivo
“cold seal” (adesivo para selagem
a frio). O fornecedor é a Empax.

Site da Bassi ganha área infantil


O site www.bassi.com.br, que ofe- ajuda de uma esperta garotinha,
rece receitas, dicas de churrasco e descobrem as maravilhas do
informações sobre embalagens, en- churrasco. As crianças podem pintar
tre outros itens, agora tem uma área o cenário, imprimir e formar um
destinada às crianças. Nessa área livrinho de pinturas. Periodicamente
há personagens criados especial- a área ganhará novas atrações,
mente para o site: são três alieníge- como jogos e cenas inéditas. O site
nas que caíram na terra, e com a foi desenvolvido pela Lighthouse.

Como enviar as
suas informações
Quando a sua empresa tiver algum
lançamento que se encaixe no perfil
desta seção, é importante que no
material enviado para a nossa reda-
ção constem informações referentes
ao material da embalagem (se for
mudança de material, informar qual
era o anterior), quem é o fornecedor
da embalagem e quem é o respon-
sável pelo design. Assim, a sua in-
formação ganha em conteúdo.
30almanaque 04/02/02 17:26 Page 1

Almanaque
Marketing de guerra é isso aí
Com o triunfo militar da maior em que enfrentaram as forças
potência bélica do planeta no do Eixo durante a II Guerra
Afeganistão, não chega a ser Mundial. O mote do fabricante
exagero imaginar que, como era o de que nenhum soldado
mais um dos efeitos inespera- americano ficaria sem ter à mão
dos dos ataques terroristas aos uma garrafinha de Coca-Cola,
Estados Unidos, a Coca-Cola então a única embalagem do re-
acabe sendo produzida naquele frigerante. Aqui o produto en-
país, um dos únicos quatro em trou na esteira da política da
que não é fabricada. Precedente boa vizinhança, como mostra-
não falta: a expansão global da- vam anúncios da época. Em
quela marca de refrigerante tempo: os outros países que não
deu-se na esteira do avanço das fabricam Coca-Cola são Cuba,
forças americanas nos países Líbia e Sudão.

Ganha quem tem coragem de apostar


Este ano a Nadir Figueiredo Paulo, para montar sua própria seções de eletricidade, de mecâni-
completa 90 anos e reaviva o empresa, voltada à venda e ao ca e de máquinas de escrever, e
conceito de que oportunidades conserto de máquinas de escrever com 20 000 réis emprestados pelo
são de quem as aproveita, não de e de somar e caixas registradoras, tio Ezequiel Dias. Foi com essa
quem apenas sonha. Em 1912, o um promissor segmento de tecno- base que, na manhã de 12 de
Brasil vivia a tensão do limiar de logia de ponta na época. Contava agosto de 1912, um novo estabe-
uma guerra mundial. Era um da- com a experiência de um único lecimento abriu suas portas no
queles típicos momentos em que a emprego, como encarregado das Largo do Tesouro, no coração da
maioria fica indecisa e os mais pacata São Paulo de então. Na
arrojados arriscam tudo. O jovem fachada, uma placa com o nome
Nadir Figueiredo, então com 20 que hoje identifica o maior pro-
anos, estava entre estes. dutor brasileiro de objetos de vi-
Abandonou um seguro emprego dro para uso doméstico. O que fi-
de ajudante de guarda-livros na cou no meio também é história,
próspera Casa Guinle, em São mas não cabe aqui.

Pensando bem...
... sem o bulbo de vidro (a “embalagem” da luz artificial), a humanidade não
disporia de luz sem chama depois do por-de-sol. Teria de recorrer a tochas,
velas e lampiões para não ter de ir deitar à mesma hora que as galinhas.

... sorvetes, hoje um alimento (e guloseima) ao alcance de praticamente qualquer


pessoa, graças à refrigeração e às embalagens, no passado – principalmente no verão,
quando mais desejados – eram privilégio de nobres: para produzi-los era preciso
transportar neve retirada de montanhas em geral distantes.

... até hoje não se inventou material que substitua com a mesma
eficácia a cortiça no fechamento de garrafas de vinho:
veda, permite que o produto respire e é reutilizável.

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