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UNIVERSIDADE DO ALGARVE ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA CURSO BIETÁPICO EM E N G E N

UNIVERSIDADE DO ALGARVE

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA

CURSO BIETÁPICO EM ENGENHARIA CIVIL

2º ciclo – Regime Diurno/Nocturno

Disciplina de COMPLEMENTOS DE MATEMÁTICA

Ano lectivo de 2007/2008 - 1º Semestre

Derivadas.

1. Considere a função f (x, y)

2

= x

4y

, o ponto a = (2,2) e o vector

v =

(

1,

3
3

)

. Calcule.

1.1) A derivada da função no ponto a segundo o vector v .

1.2) A derivada direccional da função no ponto a e segundo o vector v .

2. Calcule a taxa de variação da função

(

f (x, y) = 5 x

2

+ y

2

)

.

2.1) Nos pontos da semi-recta y = x (x, y < 0) segundo a direcção da mesma.

2.2) Nos pontos da circunferência x

2

+ y

2

2

= r

segundo a direcção do seu raio.

3. Determine a derivada direccional de

o eixo das abcissas, um ângulo de:

f

(

x

,

y

3.1) 60º ;

)

=

3.2)150º.

ye

3

x

no ponto a = (1,2) e na direcção que faz com

4. Calcule a derivada direccional da função

direcção da recta que une este ponto ao ponto Q (5,5).

2

f (x, y) = 5x 3x y 1 no ponto P (2,1) segundo a

5. Determine a derivada direccional da função f (x, y)

=

parábola de equação

y = x

2 x + 2

no ponto a = (1,2).

2

x

3xy

segundo a direcção da tangente à

6. Determine os pontos da parábola

y = x

2 onde se anula a primeira derivada direccional da função

f (x, y) = x

2

y

2

segundo a direcção da tangente à parábola nesses pontos.

7. Determine os pontos da circunferência

segundo o vector tangente à circunferência nesses pontos.

2

x

+ y

2

=

18

onde se anula a derivada de

f (x, y) = xy

8. Calcule as taxas de variação dos seguintes campos escalares nos pontos e segundo as direcções

indicadas.

8.1)

f (x, y) = x

2

+ 2y

2

em a = (1,1) na direcção

v = e

1

e

2

.

8.2)

f

(

x

,

y

)

= x

y

em a = (1,1) na direcção

v = 2e

1

+ e

2

.

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas
ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL

Derivadas

9. Construa a expressão geral das derivadas direccionais no ponto (0,0) e verifique se são contínuas

as seguintes funções.

9.1)

f

(

x

,

y

) =

x

3

+

y

3

x

2

+

0

y

2 ,

,

(

x

(

x

,

,

y

y

)

)

(0,0)

= (0,0)

.

9.2)

f

(

x

,

y

) =

2

xy

x

2

+

0

y

4 ,

,

(

x

(

x

,

,

y

y

)

)

(0,0)

= (0,0)

.

10. Construa as expressões gerais das derivadas parciais de primeira ordem das seguintes funções.

10.1)

10.3)

f

f

(

(

x

x

,

,

y

y

) =

x

x

3

+

y

3

2

+

0

y

2 ,

,

)

= 2cos

2

(

y

(

x

(

x

,

,

y

y

)

)

4

x

2

x

)

y

=

(0,0)

(0,0)

2

+

2

2 sen(

y

.

y

2

x

,

),

y

y

10.2)

<

2

x

x

2

.

11. Considere a função

f

Calcule, se existir,

:

D

f

f

x

(

f

2 definida por

(

x

,

y

)

=

4

2

x

e

x

2

+

+

y

2

y

2

2

,

,

2

x

2

x

+

+

2

y

2

y

2,0) ,

f

y

(

2,0)

e

f

x

(0,0) .

>

f

4

4

.

(

x

,

y

) =

x

y

x

3

+

0

y

3 ,

,

(

x

,

(

x

,

y

y

)

)

(0,0)

= (0,0)

12. Calcule as derivadas parciais de 1ª ordem das funções.

12.1)

12.4)

12.7)

f (x, y) = x

4

+ y

4

4x

f

f

(

(

x

x

,

,

y

y

)

,

=

z

)

1

y

=

cos

2

x

.

(sen ) y

x

.

2

y

2

.12.2)

12.5)

(

f (x, y) = log x

f

(

x

,

y

) = tg

2

x

y

2

.

+ y

2

)

. 12.3)

12.6)

x + y f ( x , y ) = arctg . 1 − xy
x
+ y
f
(
x
,
y
)
= arctg
.
1 − xy
x
f (x, y) = arccos
.
y

13. A temperatura duma placa de metal é dada por

T =100/

2 2 x + y
2
2
x
+ y

, calcule a taxa de variação da

temperatura na direcção do eixo das abcissas no ponto (1,0) .

14. A velocidade de propagação do som v num gás depende da pressão p e da densidade d do gás,

v = K

p / d , sendo K uma constante. Determine a taxa de variação da velocidade com respeito à

Determine a taxa de variação da velocidade com respeito à pressão e à densidade. 2/44 APONTAMENTOS

pressão e à densidade.

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas 15. Calcule a partir da definição as derivadas parciais

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVILDerivadas 15. Calcule a partir da definição as derivadas parciais de 2ª ordem da função

Derivadas

15. Calcule a partir da definição as derivadas parciais de 2ª ordem da função

f (x, y) = x

2

y

2

.

16. Calcule, caso existam, as derivadas parciais de 2ª ordem das funções da questão 12.

17. Construa a expressão geral das derivadas parciais de 2ª ordem da função

f

(

x

,

y

) =

x

3

y

xy

3

2

x

+

0

2

y

,

,

(

x

,

(

x

,

y

y

)

)

=

(0,0)

(0,0)

.

18. Calcule as derivadas parciais de 2ª ordem das seguintes funções no ponto (0,0):

y

(

2

x

y

2

)

=

18.1)

f

(

x

,

y

)

18.2)

f

(

x

,

y

)

=

x

2

+

0

2

y

,

,

(

x

,

y

)

=

=

2

x

arctg

utilizando

y

2

y

arctg

x

x y

0 ,

o

teorema

2

f

y

x

(

x

,

y

) , sendo:

(

x ,

y

)

(0,0)

(0,0)

x

,

x

de

19.

2

Verifique,

)

f

(

x

,

y

x

y

19.1)

19.2)

f (x, y)

=

cos xy

f (x, y) = e

y

x

.

2

;

.

0

e

y

0

 

.

=

0

ou

y

=

0

Schwarz,

para

que

pontos

de

2

se

tem

20. Verifique se, para

f

(

2 2 3 x + y ( 2 ) = ln x + f (
2
2
3
x
+ y
(
2
)
=
ln
x
+
f
(
x
,
y
)
=

z =

x

,

y

21. Verifique que

22. Considere a função

f

y

(

x

,

y

) =

2

f

x

2

(

x

,

y

) .

z

x

y

x

y

2

se tem

3

x

(

x

,

y

)

+

2

y

)

+

arctg

satisfaz

3

y

2

z

2

y

2

f

2

x

(

(

x

x

,

,

y

)

+

z

y

(

x

,

y

) +

2

f

y

2

(

x

,

y

)

y

)

=

=

0 .

0

.

4

e

ay

sin(2

bx

)

.

Relacione a e b (constantes) de modo que

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ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL

Derivadas

Derivadas - resumo da teoria

Antes de se passar ao estudo das derivadas de funções reais com variais variáveis, relembre-se o

conceito de derivada de uma função real de variável real (f.r.v.r.). De modo geral, quando uma

grandeza y está expressa em função de uma outra x, ou seja, y = f (x) , observamos que, para uma

dada variação x = h de x, ocorre, em correspondência, uma variação y = f de y, desde que y

não seja uma função constante.

f de y , desde que y não seja uma função constante. Considerando a recta r

Considerando a recta r que passa nos pontos

curva y = f (x) , o declive desta recta é dado por

(x , f (x ))

0

0

e

(x

0

+ ∆x, f (x + ∆x)), portanto, secante à

0

m

r

=

f

(

x

0

+ ∆

x

)

f

(

x

0

)

(

x

0

+ ∆

x

)

x

0

=

f

(

x

0

+ ∆

x

)

f

(

x

0

)

x

,

que pode ser encarado como uma medida da «taxa média de variação» de f, por unidade de

comprimento, entre os pontos

se aproxima de zero, o ponto

x

0

e

x + ∆x . Conforme

0

x

(x

0

+ ∆x, f (x

0

+ ∆x)) aproxima-se do ponto

(x , f (x )) , e a recta continua secante ao gráfico, sendo

0

0

determinada por dois pontos cada vez mais próximos. Na posição limite, quando x 0 , esta

(x , f (x )) . O declive desta recta

recta passa a ser tangente,

tangente é dado por

r t , ao gráfico da função no ponto

0

0

m

r

t

=

lim

x

0

f

(

x

0

+ ∆

x

)

f

(

x

0

)

x

.

A derivada de uma função de equação y = f (x) é uma função de x, que por definição é dada pela

expressão

dy

df

(

x

)

=

dx

dx

= f

(

x

)

=

lim

∆ → 0

x

f

(

x

+ ∆

x

)

f

(

x

)

x

.

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas
ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL

Derivadas

A derivada é, portanto, um operador matemático que transforma uma função noutra função. Num determinado ponto dá a taxa de variação pontual ou instantânea da função nesse ponto, geometricamente corresponde ao declive da recta tangente ao gráfico da função y = f (x) nesse

ponto e trigonometricamente corresponde à tangente que essa recta faz com o eixo das abcissas (ou seja f (x) = tgα , onde α é o ângulo que a recta tangente forma com o eixo horizontal, medido no

sentido anti-horário).

Obs.: Em particular, quando y = f (t) descreve a posição de um objecto no instante t quando este

se move numa linha recta, então f (t) descreve a velocidade (instantânea) do objecto no instante t.

No estudo das funções de várias variáveis é muitas vezes importante conhecer o modo como se

y = f (x) quando a variável x sofre uma variação ao longo de um

determinado percurso em vez de tomar valores arbitrários no seu domínio. Pode, ainda, ser importante verificar o efeito da variação de uma variável, mantendo as outras constantes.

comporta uma dada função

Convém observar que, enquanto no caso das f.r.v.r. os «acréscimos» possíveis tem todos a mesma direcção, a do eixo das abcissas, para funções reais com várias variáveis pode considerar-se acréscimos em infinitas direcções. Será natural esperar que, em geral, a «taxa de variação» de

y = f (x) dependa da direcção considerada (assim, por exemplo, se f (x, y) designar a temperatura

no ponto (x, y), situado no chão de uma oficina com um forno em funcionamento e uma porta

aberta para o exterior, é de esperar que a temperatura aumente rapidamente nas direcções que conduzam ao forno e diminua nas que levam à saída).

Dada uma função,

f

:

D

f

n

e seja

a

int

D

f . Suponhamos que se pretende, estudar a taxa

de variação (o comportamento) de

determinada direcção.

f (x) a partir de a quando o ponto x varia ao longo de uma

Definição: Sejam

f

:

n

D ,

f

a

int

D

f

ponto a, segundo o vector v , e escreve-se

a

f (

v

e v um vector de

) , a

n

. Chama-se derivada de f, no

desde que este limite exista.

f

v

(

a

)

=

lim

λ

0

f

(

a

+

λ

v

)

f

(

a

)

λ

,

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas
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Derivadas

Particularizando para n = 2 :

Sendo

v = v e

1

1

+ v e

2

2

= (v ,v )

1

2

um vector de

2

e (

a b

,

)

int

D

f , então

f

v

(

a

)

=

f

(

v

1

,

v

2

)

(

a b

,

)

=

lim

λ

0

f

((

a b

,

)

+

λ

(

v

1

,

v

2

))

f

(

a b

,

)

λ

=

lim

λ

0

f

(

a

+

λ

v

1

,

b

+

λ

v

2

)

f

(

a b

,

)

λ

Obs.: Em vez de a = (a,b) poderia ter-se considerado, por exemplo,

a = (x , y ).

0

0

.

Definição: Sejam

f

:

D

f

n

,

a

int

D

f

direccional de f, no ponto a, na direcção de u a

no ponto a, na direcção de u .

e u um vector unitário de

n . Chama-se derivada

f ( a ) , e representa a taxa de variação da função f,

u

Dado um vector u de

não seja unitário, para o tornar, deve dividir-se cada uma das suas componentes pela sua norma. Isto

n , diz-se que o vector é unitário se

u

=

2 2 u +u 1 + n
2
2
u
+u
1 +
n

=

1 . Caso

um vector

é, dado o vector,

u = u e

1

1

+ u e

2

2

+

v = v e + v e

1

1

2

2

+

+ v e

n

n

+ u e

n

n

n , onde

u

1

=

∈ n com v 1 , u = 2 v
n com
v
1
,
u
=
2
v
v v 2 , v
v
v
2
,
v

=

2 2 v + v 1 2
2
2
v
+ v
1
2

1 , obtém-se um vector unitário

,

u

n

=

v n e u v
v
n
e
u
v

=

2 2 u +u 1 + n
2
2
u
+u
1 +
n

=

1 .

Assim, se a direcção segundo a qual se pretende calcular uma derivada direccional for indicada

através de um vector não unitário v , é preciso normalizar este vector de modo a obter um vector

unitário

v u = . v
v
u =
.
v

Na definição de derivada direccional considera-se que a varia ao longo de uma determinada

direcção orientada com velocidade de grandeza

= 1 . Isto resulta do facto de que, para se poder

u

comparar o comportamento de f (x) quando x varia ao longo de duas direcções diferentes, é

necessário supor que aquela variação se faz com a mesma rapidez, que então se convenciona ser

igual a 1.

Repare-se que

(

f

u

a a

=

v

v

)

f

(

)

=

1

v
v

f

v

(

a

)

, donde

f

v

(

a

)

=

v

f

u

(

a

) .

Mais geralmente, tem-se para qualquer escalar, não nulo, k,

f

kv

(

a

)

=

kf

v

(

a

)

=

k

v

f

u

(

a , k \{0}.

)

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas
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Derivadas

Particularizando para n = 2 :

Dado um vector v de

u = u e +u e

1

1

2

2

, onde

2 v = v e + v e , 1 1 2 2 v 1
2 v = v e + v e
,
1
1
2
2
v
1
u =
1 u
,
2
v

, sendo

v

=

, obtém-se um vector unitário≠ 1

1

=

= 1 1

.

=

v 2 e u v
v
2
e
u
v

A derivada direccional de

por

f

(

f

u

a

)

=

f

(

u

1

,

u

2

)

(

a b

,

:

)

D

f

2

,

no ponto (

a b

,

)

=

lim

λ

0

f

(

a

+

λ

u

1

,

b

+

λ

u

2

)

f

(

a b

,

)

λ

Por outro lado, a representação gráfica do vector u = (u ,u ) ,

1

2

=

int

f

v

v

D , na direcção de v , é dada

f

(

a b

,

)

=

1

v
v

f a b

v

(

,

)

.

de v , é dada f ( a b , ) = 1 v ′ f

ilustra que a direcção do vector u é especificada pelo ângulo α que este faz com o eixo das

abcissas ou pelo ângulo β que este faz com o eixo das ordenadas. Como se sabe,

cos

α =

u β 1 = sen u
u β
1 =
sen
u

e

cos

β =

u 2 u
u
2
u

=

sen

α

,

apesar de cosα ou cos β só por si não determinarem a direcção do vector, juntos determinam

= senα ,

completamente essa direcção. Sendo, u um vector unitário,

u

= 1 , donde,

u

1

= cosα e

u

2

ou seja, u = (cosα,senα)

2 2 e, claro, que u = cos α + sen α =
2
2
e, claro, que
u
= cos
α +
sen
α =

1 . Assim, quando se pretende

calcular uma derivada direccional num ponto

a

2 segundo um vector u , pode-se considerar

u = u e +u e

1

1

2

2

= cosα e + cos β e = cosα e + senα e

1

2

1

2

,

em que α e β são os ângulos directores, e cosα , cos β são designados por cosenos directores do

vector.

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas
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Derivadas

Pelo que foi dito, a derivada direccional em ( a , b )

int

D , pode também ser dada por,

f

(

f

u

a

)

=

f

(

u

1

,

u

2

)

(

a b

,

)

=

f

(cos

α

,sin

α

)

(

a b

,

)

= lim

λ

0

f

(

a

+

λ

cos

α

,

b

+

λ

sen

)

α

f

(

,

a b

)

.

λ

Para se interpretar geometricamente o conceito de derivada direccional, teremos de nos restringir a

campos escalares definidos em

2 , isto é, do tipo z = f (x, y) , cujo o gráfico é uma superfície em

3

. Supondo que a superfície S é a representação gráfica de z = f (x, y) , sejam P e R dois pontos

de S imagens por f, respectivamente, de a e

u é unitário. Tem-se

R

Q

=

f

(

a

+

λa

)

f

a + λu

(

a

)

.

. Seja Q = P + λu , logo

Q

P

=

λ , visto que

. Seja Q = P + λ u , logo Q − P = λ ,

Seja γ a curva sobre S imagem por f da recta que contém u . Quando λ 0 a taxa de variação de

f, ou seja, a derivada direccional é representada por tgα , em que α é o ângulo que a recta tangente

à curva γ no ponto P faz com o plano xOy .

Assim, a derivada direccional da função f no ponto a segundo o vector u diz qual a variação no

valor da função quando x se afasta infinitamente do ponto a, na direcção do vector u . Ou seja,

geometricamente, a derivada

na direcção u .

f

u

(

a

)

dá o declive da recta tangente à superfície no ponto (a, f (a))

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas
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Derivadas

Recordemos que para f.r.v.r. a existência de derivada finita num ponto garante a continuidade da

função nesse ponto. Em funções com mais do que uma variável a existência de derivada direccional

finita num ponto, segundo qualquer direcção, não garante a continuidade do campo escalar nesse

ponto. Veremos mais adiante que uma condição suficiente de continuidade é a diferenciabilidade.

As derivadas direccionais são, como se viu, derivadas segundo vectores unitários. No caso

se

particular

x , sendo

destes

,0,1,0,

vectores

serem

vectores

da

base

canónica

de

n

,

isto

i

é,

u = e

i

=

(0,

,0) , onde 1 aparece na i-ésima posição correspondendo à variável

x

=

(

x

1

,

,

x

i

,

,

x

n

)

n

, então

f

e

i

(

x

)

=

lim

λ

0

= lim

λ

0

f

(

x

+

λ

e

i

)

f

(

x

)

=

lim

f

((

x

1

,

, ,

,

x

i

x

n

)

+

λ

(0,

,0,1,0,

,0))

f

(

x

1

,

,

x

i

,

,

x

n

)

f

((

x

1

,

λ

,

x

i

+

λ

,

,

x

n

λ

)

0

f

(

x

1

,

,

x

i

,

,

x

n

)

λ

f

= x

i

(

x

)

λ

=

ou seja, a derivada direccional segundo o vector

(as

derivadas parciais são um caso particular das derivadas direccionais, calculadas na base canónica).

Note-se que aqui, com excepção da variável

x todas as outras componentes de x se mantém

u = e

i

é a derivada parcial de f em ordem a

x

i

i

constantes. Pelo que foi dito, para um ponto qualquer

a

n

f (

e

i

a

)

=

f

x

i

(

a

)

,

contudo esta derivada pode não existir.

Uma derivada parcial representa a taxa de variação de uma função, que depende de várias variáveis

independentes, quando todas as variáveis excepto uma são mantidas constantes. Assim, para o

cálculo destas podem aplicar-se as regras usuais de derivação para funções de uma variável,

tratando-se todas as variáveis independentes, excepto uma, como constantes.

Sendo

v =

(

v

1

,

,

v

n

)

um vector qualquer de

n , então, existindo todas as derivadas envolvidas

(

f

v

a

)

=

n

=

1

i

(

f

e

i

a

)

v

i

=

n

=

1

i

f (

a

)

x

i

v

i

,

este resultado, caso possa ser aplicado, permite o cálculo das derivadas direccionais, evitando a

utilização da definição.

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas
ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL

Derivadas

Particularizando para n = 2 :

Caso

ordem a x

u = e

1

= (1,0)

, vector da base canónica de

2

,

define-se derivada parcial de

(

f

e

1

x

,

y

)

=

f

(1,0)

(

x

,

y

)

=

lim

λ

0

f

(

x

+

λ ,

y

)

f

(

x

,

y

)

λ

=

f

x

(

x

,

y

)

=

f

x

(

x

,

y

)

.

f (x, y) em

Calculada em

2

a , representa a taxa de variação de f em a, segundo a direcção do eixo xx´.

Caso

em ordem a y

u = e

2

= (0,1)

, o outro vector da base canónica de

2 , define-se derivada parcial de f (x, y)

(

f e

2

a

)

= f

(0,1)

(

x

,

y

)

=

lim

λ

0

f

(

x

,

y

+

λ )

f

(

x

,

y

)

λ

=

f

y

(

x

,

y

)

=

f

y

(

x

,

y

)

.

Calculada em

2

a , representa a taxa de variação de f em a , segundo a direcção do eixo yy´.

Assim, a função derivada.

f x

x

(

,

y

)

pode ser calculada tratando y como uma constante e derivando a

função em ordem a x. A derivada de f (x, y) em ordem a y,

considerando x constante. Estas derivadas podem não existir para determinados pontos.

(

f

y

x y , calcula-se de modo análogo

,

)

Para se interpretar geometricamente o conceito de derivada parcial para funções com duas variáveis

independentes, z = f (x, y) , considere-se, em primeiro lugar, a secção da superfície z = f (x, y)

obtida pelo plano vertical y = b.

superfície z = f ( x , y ) obtida pelo plano vertical y = b
ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas
ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL Derivadas

ÁREA DEPARTAMENTAL DE ENGENHARIA CIVIL

Derivadas

Neste plano, a curva z = f (x,b) , resultante da intersecção entre a superfície e o plano y = b, que se

r ,

representa por γ , tem uma tangente com inclinação

f