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EXPOENTE 12

MATEMÁTICA A

EXPOENTE 1 2 MATEMÁTICA A Cláudia Mendes Araújo (Universidade do Minho) Daniela Raposo Luzia Gomes Alexandra
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Cláudia Mendes Araújo (Universidade do Minho)

A Cláudia Mendes Araújo (Universidade do Minho) Daniela Raposo Luzia Gomes Alexandra Queirós Caderno de
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Daniela Raposo Luzia Gomes
Daniela Raposo
Luzia Gomes

Alexandra Queirós

do Minho) Daniela Raposo Luzia Gomes Alexandra Queirós Caderno de Exercícios e Testes Sínteses temáticas
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Caderno de Exercícios e Testes

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ÍNDICE

ÍNDICE Sínteses e Exercícios Tema I — Cálculo Combinatório   • Síntese 6 • Exercícios

Sínteses e Exercícios

Tema I — Cálculo Combinatório

 

Síntese

6

Exercícios (resolvidos e propostos)

9

Tema II — Probabilidades

 

Síntese

16

Exercícios (resolvidos e propostos)

19

Tema III — Funções Reais de Variável Real

 

Síntese

24

Exercícios (resolvidos e propostos)

26

Tema IV — Trigonometria e Funções Trigonométricas

 

Síntese

32

Exercícios (resolvidos e propostos)

34

Tema V — Funções Exponenciais e Funções Logarítmicas

 

Síntese

42

Exercícios (resolvidos e propostos)

47

Tema VI — Primitivas e Cálculo Integral

 

Síntese

56

Exercícios (resolvidos e propostos)

58

Tema VII — Números Complexos

Síntese

62

Testes de Autoavaliação

Teste n.° 1

72

Cálculo Combinatório

Probabilidades

Teste n.° 2

77

Cálculo Combinatório

Probabilidades

Funções Reais de Variável Real

Teste n.° 3

82

Cálculo Combinatório

Probabilidades

Funções Reais de Variável Real

Trigonometria e Funções Trigonométricas

Teste n.° 4

88

Cálculo Combinatório

Probabilidades

Funções Reais de Variável Real

Trigonometria e Funções Trigonométricas

Funções Exponenciais e Funções Logarítmicas

Teste n.° 5

93

Cálculo Combinatório

Probabilidades

Funções Reais de Variável Real

Trigonometria e Funções Trigonométricas

Funções Exponenciais e Funções Logarítmicas • Primitivas e Cálculo Integral

Teste n.° 6

98

Cálculo Combinatório

Probabilidades

Funções Reais de Variável Real

Trigonometria e Funções Trigonométricas

Funções Exponenciais e Funções Logarítmicas

Primitivas e Cálculo Integral

Números Complexos

SÍNTESES E EXERCÍCIOS

SÍNTESES E EXERCÍCIOS

TEMA I Cálculo Combinatório

SÍNTESE

1. Revisões

Complementar de um conjunto A: A = {x: x A}

Interseção de A com B: A © B = {x: x å A x å B}

Reunião de A com B: A B = {x: x å A x å B}

Diferença entre A e B: A\B = {x å A: x B}

Propriedades do complementar de um conjunto

A © A =O

A A = U, sendo U o universo

A = A

2. Propriedades das operações sobre conjuntos

Propriedades da inclusão de conjuntos

A ƒ B § A © B = A

A ƒ B § A B = B

A ƒ B § B ƒ A

Propriedades da interseção e da reunião

Sejam A, B e C três conjuntos de um universo U:

   

Interseção

   

Reunião

Comutatividade

A

© B = B © A

 

A

B = B A

Associatividade

(A © B) © C = A © (B © C)

(A B) C = A (B C)

Existência de elemento neutro

U

© A = A © U = A

 

O∂ A = A ∂O= A

Existência de elemento absorvente

A = A ©O=O

 

U A = A U = U

Idempotência

A

© A = A

A A = A

 

Distributividade da interseção em relação à reunião

 

A © (B C) = (A © B) (A © C)

(A B) © C = (A © C) (B © C)

Distributividade da reunião em relação à interseção

 

A (B © C) = (A B) © (A C)

(A © B) C = (A C) © (B C)

Leis de De Morgan para conjuntos

 

A © B = A B

 

A B = A © B

(A B) * C = (A * C) (B * C)

C * (A B) = (C * A) (C * B)

Cálculo Combinatório TEMA I

Cálculo Combinatório TEMA I

3. Introdução ao cálculo combinatório

Cardinal da união de conjuntos disjuntos

Dados dois conjuntos A e B tais que A © B = O, tem-se que:

Princípio geral da adição

#(A B) = #A + #B

Se para realizar um processo existirem duas alternativas que se excluem mutuamente, e se existirem n 1 maneiras de realizar a primeira alternativa e n 2 maneiras de realizar a segunda, então o processo pode ser realizado de n 1 + n 2 maneiras.

Cardinal do produto cartesiano de conjuntos finitos

Dados dois conjuntos A e B, tem-se que:

Princípio geral da multiplicação

#(A * B) = #A * #B

Consideremos um processo constituído por duas etapas. Se existirem n 1 maneiras de realizar a primeira etapa e se, para cada uma destas, existirem n 2 maneiras de realizar a segunda etapa, então todo o pro- cesso pode ser realizado de n 1 * n 2 maneiras diferentes.

Arranjos com repetição de n elementos p a p

n A' p = n p Número de sequências de p elementos não necessariamente distintos que se podem formar com n objetos.

Permutações de n elementos

n! Número de maneiras de ordenar n elementos.

Arranjos (sem repetição) de n elementos p a p

n A p =

n! ( n - p ) !

Número de sequências de p elementos distintos que se podem formar com n objetos.

Combinações de n elementos p a p

n C p =

n! p! ( n - p ) !

Número de conjuntos com p elementos que se podem formar com n objetos.

TEMA I Cálculo Combinatório

4. Triângulo de Pascal e binómio de Newton

Triângulo de Pascal

Linha

n = 0

n = 1

n = 2

n = 3

n = 4

n = 5

5 C 0

4 C 0

3 C 0

5 C 1

2 C 0

4 C 1

1 C 0

3 C 1

5 C 2

0 C 0

2 C 1

4 C 2

1 C 1

3 C 2

5 C 3

2 C 2

4 C 3

Propriedades do triângulo de Pascal

n C 0 = n C n = 1

n C p = n C

n - p

n C p +

n C p + 1 = n + 1 C p + 1

n

C 1 = n C n - 1 = n

n

n C k = 2 n

k = 0

A linha de ordem n tem n + 1 elementos.

3 C 3

5 C 4

4 C 4

5 C 5

Se n é par, tem-se que a linha de ordem n tem um número ímpar de elementos, sendo o maior deles

o elemento central; se n é ímpar, tem-se que a linha de ordem n tem um número par de elementos, sendo os dois maiores os dois elementos centrais.

Binómio de Newton

(a + b) n = n C 0 a n b 0 + n C 1 a n - 1 b 1 + n C 2 a n - 2 b 2 + + n C n - 1 a 1 b n - 1 + n C n a 0 b n =

n

= n C k a n - k b k , com n å N

k = 0

C k * a n - k * b k é o termo geral do desenvolvimento do binómio de Newton.

n

Cálculo Combinatório TEMA I

EXERCÍCIOS

1. Revisões

2. Propriedades das operações sobre conjuntos

1EXERCÍCIO

RESOLVIDO

 

Sejam A e B dois subconjuntos de um universo U. Mostra que (A © B) (A © B) = A.

2Sugestão

de

resolução

(A © B) (A ©

B) = A © (B

B) = A © U = A

Na figura estão representados num diagrama de Venn três subconjun- tos A, B e C de um universo U. Representa num diagrama de Venn cada um dos seguintes conjuntos.

1.1.

(A B) © C

1.2.

A (B © C)

1.3.

A © (

B C)

1.4.

A © ( B \ C )

1.5.

C \ ( A

B )

1.6.

( B © C ) \ A

A B C
A
B
C

U

Sejam A e B dois subconjuntos de um universo U. Mostra que:

2.1.

A © (

A © B) = A\B

2.2.

( A © B) = A B

2.3.

(A © B) (A © B)

(

A

B) © (A

B) = A B

 

2.4.

2.5.

(

A

© B) © (

A B) = A

(A © B) (

A © B) = (A B) © ( A © B)

Considera, em R, os conjuntos A = { x å R: -

C = { x å R:

x + 1

_

x - 1

2 } . Determina:

2x + 3

_

5

3.1.

3.6.

A B

A B C

3.2. B C

3.7.

A ©

B

3.3. A © C

3.8.

B

©

C

+ 2 > 2x - 1 } , B = {x å R: x 2 + 1 2} e

3.4. A

3.9.

B

A \

3.5.

C

3.10.

B © C

Indica, justificando, o valor lógico de cada uma das seguintes afirmações.

4.1. Quaisquer que sejam A e B, (A B) \ A = B.

4.2. Para quaisquer A e B , B \ ( B \ A ) = A .

4.3. Quaisquer que sejam A , B e C , A \ ( B © C ) = A \ B A \ C.

4.4. Para quaisquer

4.5. Para quaisquer A, B, C e D, se A ƒ B e C ƒ D, então A * C ƒ B * D.

A , B e C , A \ ( B \ C ) = ( A \ B ) \ C .

TEMA I Cálculo Combinatório

3. Introdução ao cálculo combinatório

3EXERCÍCIOS

RESOLVIDOS

1
1

Em cada dia da semana, o Sr. Pereira pode escolher um de entre os três tipos de transporte para ir de casa para o emprego: a pé, de automóvel ou de comboio. De quantas formas diferentes pode o Sr. Pereira ir de casa para o emprego, nos cinco dias úteis de uma semana?

2
2

De quantas maneiras diferentes se podem arrumar cinco livros diferentes, numa prateleira?

3
3

De quantos modos distintos se podem arrumar cinco automóveis numa garagem com oito lugares de estacionamento?

4
4

De quantas formas diferentes se podem escolher três sabores de um gelado numa gelataria com dez sabores disponíveis?

4Sugestão

de resolução

1. 3 * 3 * 3 * 3 * 3 = 3 5 = 243

2. 5 * 4 * 3 * 2 * 1 = 5! = 120

3. 8 * 7 * 6 * 5 * 4 = 8 A 5 = 6720

4. 10 C 3 = 120

Determina, sem recurso à calculadora.* 4 = 8 A 5 = 6720 4. 1 0 C 3 = 120 5.1.

5.1.

6!

_

3 * 4!

 

9!

5.3.

_

5! + 6!

5.5.

5 A 2 * 3!

5 A

3

5.7.

_

4!

5.2.

8!

_

4! * 3!

5.4. 7 C 4 * 3!

5.6. 6 C 4 * 4 A 2

5.8.

5 C 3

_

4!

A turma da Beatriz tem 28 alunos, dos quais 12 são rapazes. De quantas maneiras diferentes pode* 3! 5.6. 6 C 4 * 4 A 2 5.8. 5 C 3 _ 4!

resultar a eleição do delegado e do subdelegado de turma se:

6.1. o delegado for rapariga e o subdelegado for rapaz?

6.2. o delegado e o subdelegado forem do mesmo sexo?

6.3. a Beatriz for eleita?

Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.° ano

Cálculo Combinatório TEMA I

Um grupo de três homens e quatro mulheres vai posar para uma fotografia, colocando-se lado a lado. De quantas maneiras se podem colocar:

7.1. se não houver restrições?

7.2. se os homens ficarem todos juntos?

7.3. se os homens ficarem todos juntos e as mulheres também?

7.4. de forma a não haver duas mulheres juntas?

Uma orquestra possui no seu repertório nove sinfonias de Beethoven, vinte sinfonias de Mozart e oito sinfonias de Schubert.

8.1. Quantas apresentações diferentes se podem fazer se uma apresentação desta orquestra con- sistir numa sinfonia de Beethoven, seguida de uma de Mozart e, por fim, uma sinfonia de Schubert?

8.2. Quantas apresentações diferentes se podem fazer se uma apresentação desta orquestra con- sistir numa sinfonia de cada um dos compositores, por qualquer ordem?

8.3. Quantas apresentações se podem fazer se puderem ser escolhidas três quaisquer obras?

Num congresso há dez professores de Física e Química, doze de Biologia e quinze de Matemática. Quantas comissões de cinco professores se podem formar:

9.1. se não houver restrições?

9.2. com dois professores de Matemática, dois de Biologia e um de Física e Química?

9.3. com exatamente três professores de Matemática?

9.4. com, no máximo, dois professores de Biologia?

Resolve as seguintes equações.

10.1. (n + 2)! + (n + 1)! n!

10.2. n A 2 = 342

= 120

10.3. n - 1 A 3 = 3 n - 2 A 2

10.4. n C 2 = 136

10.5. n - 1 C 3 = 3 n 2 C 2

10.6. n C 2 + n A 2 = 360

Quantos são os divisores naturais de:

11.1. 2310?

11.2. 2700?

TEMA I Cálculo Combinatório

Considera o conjunto A = { 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 } . Quantos números de quatro algarismos dife- rentes é possível formar que sejam:

12.1. superiores a 3000?

12.2. pares?

12.3. múltiplos de 5?

12.4. inferiores a 5840?

Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.° ano

Quantos são os anagramas da palavra ESCOLA que têm:

13.1. as letras ES juntas por essa ordem?

13.2. as letras ESC juntas por qualquer ordem?

13.3. as vogais e as consoantes intercaladas?

13.4. a letra E no primeiro lugar e a letra A no último lugar?

13.5. a letra E no primeiro lugar ou a letra A no último lugar?

Considera todos os números naturais com cinco algarismos. Quantos desses números:

14.1. têm os algarismos todos diferentes e são pares?

14.2. têm os algarismos todos diferentes e são maiores que 89 000?

De quantas maneiras se podem sentar n pessoas em n cadeiras se:

15.1. a Alice e o Bruno ficarem juntos?

15.2. a Alice e o Bruno ficarem separados?

15.3. a Alice, o Bruno e a Carla ficarem juntos?

15.4. a Alice, o Bruno e a Carla ficarem juntos e o Daniel e a Elsa ficarem também juntos?

De quantos modos se podem sentar quatro casais numa mesa circular se:

16.1. dois quaisquer homens não ficarem juntos?

16.2. cada homem ficar ao lado da sua namorada?

16.3. dois quaisquer homens não ficarem juntos e cada homem ficar ao lado da namorada?

A figura representa dez ruas que se cortam perpendicular- mente, das quais seis são verticais. Só são possíveis desloca- ções para este e para norte. Quantos caminhos existem entre A e B que:

17.1. não têm qualquer restrição?

17.2. passam por C?

17.3. não passam por C?

17.4. passam por C e por D?

17.5. não passam por C ou não passam por D?

17.6. passam por C ou por D?

17.7. não passam por C nem por D?

por C ou não passam por D ? 17.6. passam por C ou por D ?
por C ou não passam por D ? 17.6. passam por C ou por D ?
por C ou não passam por D ? 17.6. passam por C ou por D ?
por C ou não passam por D ? 17.6. passam por C ou por D ?

B

D

C

A

Cálculo Combinatório TEMA I

4. Triângulo de Pascal e binómio de Newton

5EXERCÍCIOS

RESOLVIDOS

 

Considera duas linhas consecutivas do triângulo de Pascal, das quais se reproduzem alguns elementos: elementos:

 

165

a

462

 

495

b

 

Determina o valor de b.

 

Determina o desenvolvimento de ( 2 + x ) 5 , utilizando a fórmula do binómio de Newton e (2 + x) 5 , utilizando a fórmula do binómio de Newton e sim- plificando tanto quanto possível cada uma das parcelas assim obtidas.

 

6Sugestão

de resolução

1. 165 + a = 495 § a = 330

 

b = 330 + 462 = 792

2. (2 + x) 5 = 5 C 0 2 5 x 0 + 5 C 1 2 4 x 1 + 5 C 2 2 3 x 2 + 5 C 3 2 2 x 3 + 5 C 4 2 1 x 4 + 5 C 5 2 0 x 5 =

 

= 32 + 80x + 80x 2 + 40x 3 + 10x 4 + x 5

 
18 A soma dos dois primeiros elementos de uma linha do triângulo de Pascal é
18
A
soma dos dois primeiros elementos de uma linha do triângulo de Pascal é 33. Determina:
18.1. o quarto elemento dessa linha;
18.2. o maior elemento dessa linha;
18.3. a soma dos quinto e sexto elementos da linha seguinte;
18.4. a soma de todos os elementos da linha anterior;
18.5. o número de elementos diferentes dessa linha.
19
Determina o desenvolvimento das seguintes expressões, utilizando a fórmula do binómio de New-
ton e simplificando tanto quanto possível cada uma das parcelas assim obtidas.
19.1.
(2 + 3x) 5
19.2. (2 - x) 6
_
2
19.3.
( 2y + x ) 4
19.4.
( 2 +
) 5
x
_
1
19.5.
( x -
) 6
x
20
A
soma dos elementos de uma linha do triângulo de Pascal é 8192. Qual é o maior elemento da

linha seguinte?

TEMA I Cálculo Combinatório

Simplifica.

21.1. 2017 C 998 + 2017 C 999 + 2018 C 1000

21.2. 2021 C 890 - 2020 C 889 + 2020 C 891

21.3. 2019 C 1000 + 3 * 2019 C 1001 + 3 * 2019 C 1002 + 2019 C 1003

Resolve, em N, as seguintes equações.

22.1. 10 C 2x + 1 = 10 C x + 3

22.2. 21 C x + 21 C x + 1 = 22 C 2x + 2

22.3. 30 C x + 1 = 30 C 2x + 16

22.4. 3x C 12 = 2x + 17 C 12

22.5. 2x + 4 C 15 + 2x + 4 C 16 = 35 C 16

22.6. 2x + 1 C 21 - 2x C 20 = 40 C 21

Considerando o desenvolvimento de ( 3x + primeira parcela, determina:

23.1. o quinto termo;

23.2. o coeficiente de x 4 ;

23.3. o termo central;

23.4. a soma dos coeficientes binomiais.

1

_

x

) 10

, ordenado segundo as potências decrescentes da

O terceiro elemento de uma linha do triângulo de Pascal é 105. Determina o número de elementos dessa linha.

De uma certa linha do triângulo de Pascal, sabe-se que o quarto número é 210 e que a soma dos quatro primeiros números dessa linha é 341. Determina o terceiro número da linha seguinte.

Considerando o desenvolvimento de ( x _ + 2x) 11 , ordenado segundo as potências decrescentes da primeira parcela, determina:

26.1. o oitavo termo;

26.2. o coeficiente de x 8 ;

26.3. o termo independente de x, se existir.

No desenvolvimento de ( 2x _ -

1

_

2y

n
)

ocorre um termo em x 3 y -2 . Determina o valor de n.

Cálculo Combinatório TEMA I

5. Resolver problemas

Uma turma tem 28 alunos (treze rapazes e quinze raparigas). Pretende-se formar uma comissão com três alunos.

Quantas comissões diferentes se podem formar se a comissão tiver alunos de ambos os sexos? Apresentam-se, em seguida, duas respostas corretas a este problema.

Resposta I: 15 * 13 C 2 + 13 * 15 C 2

Resposta II: 28 C 3 - 13 C 3 - 15 C 3

Numa pequena composição, explica o raciocínio que conduz a cada uma delas.

Num tabuleiro de xadrez vão colocar-se dez peças brancas e doze peças

pretas, uma em cada casa. De quantas maneiras podem as peças ficar colo-

cadas?

64 C 10 * 54 C 12 e 64 C 22 * 22 C 10 são duas respostas corretas.

Numa pequena composição, explica o raciocínio que conduz a cada uma delas.

explica o raciocínio que conduz a cada uma delas. A Helena está a fazer uma construção

A Helena está a fazer uma construção com peças de encaixar.

A Helena dispõe de uma base (8 * 8) e de 16 peças (2 * 2), como as que se

apresentam na figura. Nove das peças são amarelas, quatro são azuis, uma é branca, uma é verde e a outra é vermelha.

A Helena coloca as peças de forma a cobrir toda a base.

30.1. De quantas maneiras diferentes pode a Helena colocar as peças de modo que a primeira linha fique só com peças azuis?

de modo que a primeira linha fique só com peças azuis? Apresentam-se, em seguida, duas respostas

Apresentam-se, em seguida, duas respostas a este problema.

Resposta I: 12 A 9

Resposta II: 12 C 3 * 3!

Apenas uma das respostas está correta.

Elabora uma composição na qual:

identifiques a resposta correta;

expliques o raciocínio que conduz à resposta correta;

proponhas uma alteração na expressão da resposta incorreta, de modo a torná-la correta;

expliques, no contexto do problema, a razão da alteração.

30.2. De quantas maneiras diferentes pode a Helena colocar as peças de modo que pelo menos uma das diagonais só tenha peças amarelas?

Uma resposta correta a este problema é 2 * 12 C 5 * 7 A 3 - 8 C 4 * 4!

Numa pequena composição, explica esta resposta.

TEMA II Probabilidades

SÍNTESE

1. Revisões

Experiência aleatória e espaço amostral

Uma experiência é um processo que conduz a um resultado pertencente a um conjunto previamente fixado, designado por universo de resultados ou espaço amostral e que se representa por S, W ou E.

Os seus elementos designam-se por casos possíveis.

Uma experiência diz-se:

determinista quando existe apenas um único caso possível;

aleatória quando existe mais do que um caso possível, não sendo possível prever com exatidão o seu resultado, mesmo quando realizada nas mesmas condições.

Acontecimentos

Cada um dos subconjuntos do espaço amostral E de uma experiência aleatória designa-se por aconte- cimento.

Os elementos de um acontecimento designam-se por casos favoráveis a esse acontecimento.

Designa-se:

o conjunto vazio O por acontecimento impossível;

o conjunto E por acontecimento certo.

Diz-se que:

A é um acontecimento elementar se #A = 1;

A é um acontecimento composto de #A 2.

Operações com acontecimentos

Acontecimento reunião de A com B, A B, é o acontecimento que se realiza quando se verifica A ou B.

Acontecimento interseção de A com B, A © B, é o acontecimento que se realiza quando se verificam

A e B simultaneamente.

Probabilidades TEMA II

Probabilidades TEMA II

Diz-se que A e B são:

acontecimentos incompatíveis ou mutuamente exclusivos se A © B = O;

acontecimentos complementares ou contrários se forem incompatíveis e A B = E

Lei de Laplace

Numa experiência aleatória onde os casos possíveis são em número finito e equiprováveis, a probabi- lidade de um acontecimento A é dada por:

P(A) =

2. Espaços de probabilidade

Número de casos favoráveis Número de casos possíveis

Dado um conjunto finito, não vazio, E, chama-se probabilidade no conjunto P(E) das partes de E à função de domínio P (E), e de valores não negativos, tal que:

P (E) = 1;

para A, B å P (E) disjuntos, P(A B) = P(A) + P(B).

Chama-se:

ao conjunto E, espaço amostral ou universo dos resultados;

ao conjunto P (E), espaço dos acontecimentos;

aos elementos de P (E), acontecimentos;

P(A), para A å P (E), probabilidade do acontecimento A;

ao terno ( E, P (E), P ) , espaço de probabilidade.

A, B å P (E) são acontecimentos equiprováveis se P(A) = P(B).

Definição de Laplace

Dado um conjunto finito, não vazio, E, a função P de domínio P (E) definida por AA å P (E), P(A) = a única probabilidade em P (E) tal que os acontecimentos elementares são equiprováveis.

#A

#E

é

TEMA II Probabilidades

Propriedades das probabilidades

P( A) = 1 - P(A)

P(O) = 0

Se A ƒ B, então P(B\A) = P(B) - P(A).

Se A ƒ B, então P(A) P(B).

P(A) å [0, 1]

P(A) = P(A © B) + P(A ©

B)

P(A B) = P(A) + P(B) - P(A © B)

3. Probabilidade condicionada

Dados um conjunto finito, não vazio, E uma probabilidade P no conjunto P (E) e A, B dois acontecimen- tos no espaço amostral E, com P(B) 0 0, designamos por probabilidade de A se B, ou probabilidade de P(A © B)

e repre-

A, sabendo que ocorreu B, ou probabilidade condicionada de A se B, a quantidade sentámo-la por P ( A|B ) .

P(B)

Propriedades

P(A © B) = P(A) * P ( B|A )

P(A © B) = P(B) * P ( A|B )

P ( A|B ) = 1 - P ( A|B )

Sejam E um conjunto finito e não vazio, P uma probabilidade no conjunto P (E) e A, B dois acontecimen- tos no espaço amostral E tais que P (B) 0 0:

A e B dizem-se acontecimentos independentes se e só se P(A © B) = P(A) * P(B);

A e B dizem-se acontecimentos independentes se e só se P ( A|B ) = P(B).

Teorema da probabilidade total

Sejam E um conjunto finito, não vazio, P uma probabilidade no conjunto P (E) e N å N.

Se E 1 , E 2 , …, E N são disjuntos dois a dois e a sua união é E, então:

P(A) = P ( A|E 1 ) P(E 1 ) + P ( A|E 2 ) P(E 2 ) +

+ P ( A|E N ) P(E N )

Probabilidades TEMA II

EXERCÍCIOS

1. Revisões

2. Espaços de probabilidade

1EXERCÍCIOS

RESOLVIDOS

 

Um saco contém bolas indistinguíveis ao tato, das quais quatro são vermelhas, uma é preta e duas são amarelas. Retira-se, sucessivamente e sem reposição, duas bolas do saco.1 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS     Determina a probabilidade de pelo menos uma das bolas ser amarela.

 

Determina a probabilidade de pelo menos uma das bolas ser amarela.

 

Seja E o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória. Sejam A e B E o espaço de resultados associado a uma certa experiência aleatória. Sejam A e B dois

acontecimentos ( A ƒ E e B ƒ E ) . Sabe-se que P(A) =

Determina P(A © B).

2

5

, P(B) =

1

3

e P( A ©

B) =

1

3 .

 

2Sugestão

de resolução

 

1. P =

2

5

5

2

2

1

5

5

1

11

*

+

*

+

*

=

+

+

=

 

7

6

7

6

7

6

21

21

21

21

2. P( A ©

B) =

1

3

§

P( A B) =

1

3

§ 1 - P(A B) =

2 2

1

3

§ P(A B) =

1

2

3

2

1

 

§

P(A) + P(B) - P(A © B) =

§

3 5

+

3

- P(A © B) =

3

§ P(A © B) =

15

1
1

Lançou-se uma vez um dado octaédrico equilibrado, com as faces numeradas de 1 a 8, e obser- vou-se o número da face que ficou voltada para cima.

1.1. Indica o espaço amostral.

1.2. Dá um exemplo de:

1.1. Indica o espaço amostral. 1.2. Dá um exemplo de: a) um acontecimento impossível: b) um

a) um acontecimento impossível:

b) um acontecimento certo;

c) um acontecimento possível não certo;

d) um acontecimento elementar;

e) um acontecimento composto;

f) dois acontecimentos equiprováveis;

g) dois acontecimentos incompatíveis mas não contrários;

h) dois acontecimentos contrários.

1.3. Sejam A e B os acontecimentos: A: “sair um número primo”, B: “sair um divisor de 12”. Representa, sob a forma de conjuntos, os acontecimentos:

 

a)

A B

b) A © B

c) A © B

d)

B

A

e)

B

A ©

f)

A © B

TEMA II Probabilidades

Sejam E um conjunto finito, não vazio, P uma probabilidade no conjunto P (E) e A e B dois acon-

tecimentos no espaço amostral E tais que que P(A) = Determina P(A B).

1

5

, P( A © B) = 0,22 e P(A © B) = 0,18.

Um baralho de cartas completo é constituído por 52 cartas, repartidas por quatro naipes (espadas, copas, ouros e paus). Em cada naipe há 13 cartas: um ás, três figuras (rei, dama e valete) e mais nove cartas (do dois ao dez).

3.1. Retirando ao acaso, sucessivamente e com reposição, três cartas de um baralho completo, determina a probabilidade de:

a) as três cartas serem de copas;

b) as três cartas serem um rei, uma dama e uma carta de copas, por esta ordem;

c) as três cartas serem um ás, uma dama e um valete, por qualquer ordem;

d) no máximo duas das cartas serem de ouros.

3.2. Repete a alínea anterior, considerando que se retiram as três cartas ao acaso, sucessivamente

e sem reposição.

Acerca dos habitantes de uma determinada cidade, sabe-se que a probabilidade de irem ao giná- sio é 42% e a probabilidade de correrem é 33%. Sabe-se ainda que 12% dos habitantes vão ao ginásio e correm.

Escolhendo um habitante desta cidade, ao acaso, qual é a probabilidade de:

4.1. apenas ir ao ginásio?

4.2. não ir ao ginásio nem correr?

Sejam E um conjunto finito, não vazio, P uma probabilidade no conjunto P (E) e A e B dois acon- tecimentos no espaço amostral E. Mostra que:

5.1. P(A B) - P( A © B) = P(B) - P( A)

5.2.

P(

A © (A B)) + P(

B) = P( A

B)

Numa caixa há seis CD de música clássica, três de música jazz e sete de música rock, todos dife- rentes entre si. O João escolhe ao acaso cinco destes CD.

6.1. Qual é a probabilidade de o João escolher pelo menos três CD de música rock?

6.2. Admite que o João escolhe os três CD de jazz, um CD de música clássica e um CD de música rock.

Qual é a probabilidade de os colocar numa prateleira de forma a que os CD de música clássica

e de música rock nunca fiquem juntos?

Probabilidades TEMA II

3. Probabilidade condicionada

3EXERCÍCIO

RESOLVIDO

 
 

Dois sacos, A e B, contêm bolas indistinguíveis ao tato. O saco A contém quatro bolas vermelhas e duas bolas amarelas e o saco B contém três bolas vermelhas e cinco bolas amarelas. Retirou-se uma bola de um dos sacos e verificou-se que era amarela.

Qual é a probabilidade de se ter retirado uma bola do saco A?

4Sugestão

de resolução

 

Sejam A e B os acontecimentos:

 

A: “Retirar uma bola do saco A.”

B: “Retirar uma bola amarela.”

 
 

1

2

 

P(A © B)

 

_

*

P

2

6

8

( A|B ) =

 

=

=

 

P(B)

1 2

 

1

5

23

 

*

2 6

+

2