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Estudos de Comunicação para prova MDIC

1 – Comunicação: conceito, elementos do ato comunicativo, modelos,


tipos e veículos de comunicação

História da Comunicação:

Panorama da imprensa brasileira:

A imprensa no Brasil inaugurou-se em 1808, com características de oficialismo. Seu


surgimento veio pouco antes de Hipólito José da Costa editar o primeiro jornal chamado
Correio Braziliense ou Armazém Literário (de 1808 a 1822), impresso e editado em
Londres, caracterizava por ser muito crítico, moderno e dinâmico.

Imprensa Régia – instituída para publicação de legislação e dos papéis diplomáticos.

• Gazeta do Rio de Janeiro (1808) – inaugurada por Dom João VI – jornal mais
oficialista do que o Correio Braziliense.

A Gazeta, com pequenas exceções como algumas notícias curtas e anúncios locais, serve
apenas para os relatos, proclamações, ordens e contra-ordens militares, decretos,
exortações, editais. Seu perfil é de um órgão criado para informar sobre a vida administrativa
e a movimentação social do Reino.

• Gazeta do Rio de Janeiro e Idade d’ouro do Brasil foram os únicos jornais em um


período de 1814 a 1820. Até 1821, o Rio não conhece outra tipografia senão a
Impressão Régia.

• Após a Gazeta, surgem na Bahia os primeiros jornais e revistas não oficiais. Em 1812,
Idade d'Ouro do Brasil apresenta a primeira revista impressa no Brasil, As Variedades
ou Ensaios de Literatura.

• 1813 – surgiu uma das primeiras revistas nacionais, O Patriota, que durou dois anos.

Hipólito José da Costa – considerado fundador da imprensa no Brasil.


• O Diário de Pernambuco e o Jornal do Comércio do Rio de Janeiro surgiram em 1823
e 1827 e existem até hoje.

• A segunda fase da imprensa brasileira começa em 1880, 72 anos passados da


instalação do pesado material de impressão da Gazeta do Rio de Janeiro. É um
tempo de mais investimentos, renovação do parque gráfico, maior consumo de papel,
que abre ao jornal a dimensão de empresa.

A tipografia perde o seu caráter artesanal para entrar numa linha de produção que exige
aparelhamento técnico e manipulação competente.
• O Jornal do Brasil nasce com a primeira Constituição republicana . Seu número
inaugural é de 9 de abril de 1891. A Carta Magna que se manteve em vigor até 1930
é de fevereiro de 1891. O JB aparece com a República, é de tendência liberal e
inclinação conservadora, mas não aceita vínculo partidário, assume a condição de
jornal livre e independente.

Em maio de 1893, Rui Barbosa assume a direção do JB. No cabeçalho aparece como
redator-chefe. O estilo do jornal muda, os fatos políticos têm predominância sobre
notícias policiais, e sua linguagem é dura e direta.

• O JB é o último dos grandes a ingressar no processo editorial eletrônico, nos anos 80.

Os anos 20 marcam o início da circulação de dois dos grandes jornais: O Globo, do Rio, e A
Folha de S. Paulo (então Folha da Manhã).

• A terceira fase da imprensa brasileira registra, com o Estado Novo, um dos mais
lamentáveis episódios da história do periodismo latino-americano. É quando se dá o
advento da censura, a partir de 1939, estruturada no Departamento de Imprensa e
Propaganda (DIP). Em 1945, a nação liquida a ditadura. São abolidos instrumentos
de opressão, a imprensa readquire sua plena liberdade. O governo cria em 1953 a Lei
de Imprensa. Porém, o AI 2 baixado pelo general Castelo Branco em 1965 dá
chances ao presidente da República de violar a liberdade de imprensa. Essas graves
restrições às liberdades aumentam com o AI 5 de 1968, fecha o Congresso Nacional
e censura qualquer manifestação do pensamento. O AI 5 impõe total controle dos
meios de comunicação de massa, sujeitando a todos à censura prévia. Muitos jornais
são invadidos, depredados ou fechados pela Polícia. O Correio da Manhã e o JB
deixam de circular, tem seus diretores presos, são ocupados por forças policiais e
militares. O Correio da Manhã desaparece de circulação. O Estado de S. Paulo e o
Jornal da Tarde têm suas edições apreendidas. Última Hora sobrevive até 1971,
quando seu fundador é obrigado a vendê-la. O Pasquim teve seus diretores e
principais redatores presos.

Hoje a imprensa brasileira ocupa lugar relevante no moderno jornalismo mundial. Quatro dos
dez principais jornais da América Latina circulam em São Paulo e no Rio de Janeiro: O
Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, O Globo e Folha de S. Paulo.

Surgimento do jornal Standard: em substituição ao tablóide, o jornal standard é utilizado


pela maioria dos jornais de hoje. Standard é uma expressão inglesa e que designa um
modelo-padrão.

Primeira agência de notícias brasileira: foi Líbero Badaró o responsável pela primeira
agência do Brasil: a Agência Americana que funcionou de 1913 a 1914.

• O Pasquim – começou a ser editado no Rio de Janeiro por volta de 1969.


• Revista Manchete – da Bloch Editores – 1952.
• Revista Diretrizes – semanal (de política), surgiu em 1938, dirigida por Samuel Wainer
e Azevedo Amaral. Foi fechada em 1944 por Vargas. Retorno em 1945 – diário.
• Revista Cruzeiro – semanal e ilustrada, editada por Assis Chateaubriand em 1928.
• Revista Realidade – 1965, lançada pela editora Abril – proposta editorial inovadora.

História do rádio:

Primeiras transmissões em 1922, durante a exposição comemorativa do centenário da


independência – discurso do presidente Epitácio Pessoa.
• Primeira emissora – fundada em 1923 por Roquete Pinto – Rádio Sociedade do Rio
de Janeiro.
• Rádio Nacional – inaugurada em 1936 no Rio de Janeiro.

História da Televisão:

Primeira emissora de TV no Brasil foi inaugurada por Assis Chateaubriand em 1950, São
Paulo – Tv Tupi Difusora – sobreviveu até 1980.
• Em fevereiro de 1972, ocorreu a primeira transmissão em cores para todo o País.
• Repórter Esso – a partir de 1953 na TV Tupi.
• 1965 – inaugurada a TV Globo (negociações com o grupo Time-Life).
• 1969 – inaugurado o Jornal Nacional – TV Globo.
• Uso do videoteipe – 1962.

Internet:

Foi criada nos anos 90. Se diferencia de outros meios por sua interatividade em que a
comunicação se abastece de cada participante que se conecta à rede. A comunicação na
internet pode ser interpessoal sincrônica (imediata) e acrônica (e-mail).

• 1996 – o Universo On Line (UOL) foi o primeiro jornal em tempo real em língua
portuguesa na América Latina.

2- Teorias da Comunicação

 “Escola Americana” – estudos que tiveram início na década de 30, nos Estados
Unidos, voltados para a análise das funções e dos efeitos dos então chamados
“meios de comunicação de massas”. Estes estudos se inscreviam notadamente nos
marcos da sociologia (funcionalista) e psicologia social (de orientação behaviorista).

 Escola de Frankfurt, ou Teoria Crítica – um grupo de autores (filósofos) alemães


que, dos anos 30 a 60, desenvolveram importantes trabalhos no campo da estética e
crítica da cultura. A contribuição (ou a apropriação) dessa tradição para a Comunicação
está centrada basicamente em um texto (e um conceito) – que é o ensaio de T. Adorno e
M. Horkheimer sobre a Indústria Cultural. Um autor periférico à Escola (associado ao
grupo, embora não se inscreva nos marcos da Teoria Crítica), que vem sendo cada vez
mais recuperado pelos estudiosos da comunicação, é W. Benjamin (sobretudo seu ensaio
sobre a obra de arte na era da reprodução técnica).
 Tradição francesa, autores ligados à perspectiva estruturalista (e dentre os quais se
destaca R. Barthes) se tornaram referências significativas para os pesquisadores da
comunicação no terreno de uma semiologia da cultura, da análise dos discursos. Na
análise da cultura de massa é necessário resgatar também a significativa contribuição de
Edgar Morin.

 Nos Estados Unidos, o estudo dos efeitos dos meios se vê renovado em novas
tendências, como a teoria dos usos e gratificações, a hipótese da “agenda setting”.
Referenciais da antropologia são recuperados na análise dos processos de produção
(tendência conhecida como “newsmaking”, e que se desenvolve voltada particularmente
para o jornalismo).

 McLuhan - Afirmou que “o meio é a mensagem”, que as tecnologias admitem ser


consideradas como prolongamentos de nosso corpo e nossos sentidos, que é possível
distinguir entre meios quentes e frios. O nível de participação dos usuários determina se
os meios admitem ser considerados como quentes ou frios. Meios quentes permitem
menos participação (interação). Meios frios, mais participação (interação).

8.1 Teoria Hipordérmica:

Baseada nos efeitos da propaganda. Estímulos e respostas seriam capazes de descrever o


comportamento. Cada elemento do público seria pessoal e diretamente atingido pela
mensagem. O indivíduo é um átomo isolado.

• Os estudos iniciam em 1920.


• Em 1930 – época de ouro da teoria.
• Objeto de estudo: comportamento humano (behaviorismo).
• Isolamento físico do indivíduo.

Metáfora do Espelho: coincidências perfeitas entre a realidade e suas representações. Anulação


do sujeito.

8.2 Teoria Empírico-Experimental (persuasão):

• Anos 40. Abordagem sobre a massa não é mais global.


• Ressalta a possibilidade de se obter efeitos de persuasão desde que as mensagens
sejam estruturadas de uma forma adequada às características psicológicas dos
destinatários.
• Abandono da teoria hipodérmica.
• Causa (estímulo) – processos psicológicos intervenientes.
• Efeitos (resposta).
• Variações de efeitos devido às diferenças individuais.
• Os efeitos das mensagens não são uniformes para toda audiência, mas pode variar
de indivíduo para indivíduo.
• Não se vê os meios de comunicação como tão relevantes.
CAUSA => processos intervenientes => RESPOSTA
CAUSA (ou estímulo) =>processos psicológicos intervenientes => EFEITO (ou resposta)

Nesta estrutura lógica é necessário estímulo, mas este tem que ser percebido para que
aconteça a persuasão (ou aprendizagem). Para haver aprendizagem/persuasão é
necessário haver atenção, retenção da mensagem.

8.3 Abordagem Empírica de Campo ou ‘dos efeitos limitados’

Diz respeito aos meios de comunicação de massa em relação à sua capacidade de


influência no público. A audiência se limita àqueles que, espontaneamente, se expõem à
comunicação.

• A partir dos anos 40.


• Influência dos líderes de opinião – membros da sociedade que divulgam as
mensagens transmitidas pela mídia, dentro de seu grupo comunitário.
• Efeitos limitados – diferente avaliação da quantidade de efeitos, uma configuração
desses efeitos qualitativamente diferentes.
• Os efeitos dos mass media são parte de um processo complexo que é o da influência
pessoal. Os efeitos são, portanto limitados.
• Lazarfeld – 1940 – efeitos pré-seletivos e posteriores. “O meio silencia o seu público
e só posteriormente exerce a sua influência sobre esse público”
• Fluxo de Comunicação a dois níveis (two step flow) – o fluxo de comunicação em
dois níveis é determinado pela mediação que os líderes exercem entre os meios de
comunicação e os outros indivíduos.

MEIOS DE INDIVÍDUOS DO
MEDIAÇ
COMUNICAÇÃO ÃO GRUPO

• Gera a formação da Opinião Pública.


• Influência interpessoal é mais eficaz.
• Estudam fenômenos sociais mais amplos.
• Poder dos líderes de opinião.
• Persuasão Efeitos limitados.

8.4 Teoria Funcionalista:

• Preocupa-se com os estudos da função dos meios de comunicação de massa na


sociedade.
• Os estudiosos dedicam-se aos problemas de manipulação, persuasão e influência
para chegar às funções.
• Não se estudam os efeitos.
• Destaca-se a ação social.
• O sistema social é entendido como um organismo cujas partes desempenham
funções de integração e manutenção do sistema. A sociedade deixa de ser meio para
se procurar atingir os fins dos indivíduos. São eles que se tornam meio para se
procurar atingir os fins da sociedade.

 Modelo de Laswell:

Quem? Diz o que? Através de que canal? Com que efeito? = emissor, mensagem, meio e
resultado.

• Elaborado nos anos 30 e proposto em 1948.


• Superação da teoria hipodérmica.

Diz que as funções dos mídias são:

1- Fornecer informações
2- Fornecer interpretações
3- Exprimir os valores culturais e simbólicos

8.5 Teoria Crítica:

• Contracorrente da ‘communications research’ (pesquisa sobre comunicação)


• Teoria da sociedade que implica uma avaliação crítica da própria criação científica.
• Divertir-se significa estar de acordo.
• Grupos de estudiosos: Max Hokheimer, Adorno, Marcuse e Habermas = estudiosos
da Escola de Frankfurt.
• Termo Indústria Cultural veio substituir a expressão cultura de massa. A cultura
nasce espontaneamente das próprias massas, de uma forma contemporânea de arte
popular.
• O mercado de massas impõe estandartização e organização, pois os gostos do
público e suas necessidades impõem estereótipos e baixa qualidade.
• Na era da Indústria Cultural, o indivíduo deixa de decidir autonomamente. O
homem encontra-se em poder de uma sociedade que o manipula a seu bel-prazer:
o consumidor não é soberano, como a indústria cultural queria fazer crer, não é o seu
sujeito mas o seu objeto.
• Há adesão acrítica dos indivíduos em relação aos valores impostos.

Agenda Setting: efeito a longo prazo = pauta.


Os meios de comunicação não determinariam o que as pessoas devem pensar, mas sobre
que elas devem pensar.
• Ordem do dia
• Se o público é genérico, há forte indício de agenda setting.
Newsmaking: critérios de importância e noticiabilidade são definidos pelo conjunto de
requisitos exigidos pelo acontecimento. Trata-se de uma linha de pesquisa em que se
procura acompanhar e descrever os mecanismos de produção da mídia. São fatores
importantes nestas pesquisas:
• Rotinas de produção.
• Injunções econômicas e políticas.
• Cultura profissional.
• Subjetividade.
• Produção da informação.
• Transferência cotidiana de acontecimentos em notícias.

Gatekeeping: editor = selecionador da notícia, dos temas.


Trata-se de situar o problema na decisão sobre o que vai ou não ser publicado. O agente
decisório – gatekeeper – pode ser o repórter ou o editor.
• Determina quais acontecimentos são jornalisticamente interessantes e quais não são.
• Atribui diferente relevância.

Agenda Setting e Espiral do Silêncio = massificam pela fala e pelo silêncio

 Espiral do Silêncio: as pessoas são influenciadas não apenas pelo que os outros
dizem, mas pelo que imaginam que as pessoas possam dizer (desdém). Fica então
menos propensa a expressar sua opinião.
Massificação pelo enclausuramento dos indivíduos no silêncio, quando esses têm
opiniões diferentes daquelas veiculadas pelos meios de comunicação. Imposição dos
meios de comunicação e a eficácia de provocar o silêncio. Medo do isolamento. As
pessoas ao perceberem o clima de opinião expressam a sua (igual a da maioria).

Opinião Pública: é o que pensa a maioria que se expressa e tem acesso aos meios de
comunicação.

8.6 Teoria Culturológica – Edgar Morin (1962)

• “Cultura de massa no século XX: o espírito do tempo”, de Edgar Morin.


• Estudo de teóricos franceses sobre a cultura de massa, com o intuito de descobrir a
nova forma de cultura contemporânea.
• Os meios de comunicação exercem atividades de observação atenta do ambiente, de
interpretação dos acontecimentos, de transmissão cultural e de entretenimento,
contribuindo para o equilíbrio do sistema social.
• Estuda a relação entre Consumidor e Objeto de Consumo.
• Defende que a indústria cultural é incapaz de impedir totalmente a invenção, porque
tudo, inclusive o standard, precisa de originalidade.
• Para Morin, a cultura de massa encontra o seu terreno ideal onde o desenvolvimento
industrial é técnico e cria novas condições de vida que desagregam as culturas
anteriores e fazem emergir novas necessidades individuais.
• Conteúdos são necessidades individuais: afetivos, imaginários ou materiais.
3- Linguagem Jornalística: estrutura, elementos, gêneros, apuração,
redação e edição

3.1 Gêneros de redação:

A importância e a repercussão determinam o tamanho da notícia.

Nariz de cera: pequena entrada, frases estereotipadas, excesso de adjetivo.


Técnica para apresentação de notícias: pirâmide invertida, forma literária (normal) e sistema
misto (fatos culminantes, narração em ordem cronológica).

Pirâmide invertida - Lide – 1º parágrafo – que pede a atenção. Entrada ou fatos


culminantes. Sublide – 2º parágrafo. Pirâmide invertida – ordem decrescente de importância.
• Sistema Misto: fatos culminantes e narração em ordem cronológica.

Lidão: matéria especial ou quando o jornal dedica uma página inteira a um assunto geral,
embora com vários títulos. Dá um resumo de todos os enfoques – índice.
Lide simples (um fato principal). Lide composto (vários fatos abrindo a matéria).
Suíte – sequencia que se dá a um assunto, nas edições subsequentes do jornal, quando a
matéria é quente e continua a despertar o interesse dos leitores = vem após o lide.
Texto-legenda: texto que se coloca embaixo da foto.

Que?
Quem? Notícia analítica
Quando? 3Q + O + P + C
Onde?
Como?
Por que?

Objetividade – surgiu nos EUA, conseqüência de interesses econômicos ligados à eficiência,


rentabilidade.

Classificação dos gêneros:

• Informativo
• Opinativo
• Interpretativo
• Diversional ou entretenimento

Informativo
Nota Em processo
Notícia Relato integral
Reportagem Ampliado
Entrevista Privilegia 1 ou + protagonistas do fato

Opinativo
Editorial Expressa opinião do jornal. Não é assinado.
Comentário É assinado. É atual. Opiniões pessoais.
Artigo Desenvolve idéia. É assinado e restrito à imprensa.
Coluna Informativo. Emite juízo de valor. Publicado regularmente – leve e pessoal.
Crônica Assinada. Publicada em jornal ou revista, com ironia.

Notícia (informação) # reportagem (+ ampliada)


- Reportagem pode ser: conto, crônica, livro-reportagem, perfil.

Pauta: contribuição norte-americana – previsão/roteiro.

Tipos de pauta:

• Eventos programados
• Sazonais (início de ano letivo)
• Eventos continuados (greves, festejos)
• Desdobramentos (suítes, continuações) de fatos
• Fatos constatados diretamente

Pauteiro: idéias, criação


- Entrevista: extensiva (questionários pré-elaborados) ou intensiva (flui com naturalidade).

Notícia: deve ser recente, inédita, verdadeira, objetiva e de interesse público.


Só se considera completa uma notícia quando ela proporciona ao leitor a idéia exata e
minuciosa sobre um acontecimento ou mesmo previsão do que vai acontecer.

Critérios da notícia: variam com o tempo, quanto à localização geográfica e quanto às


empresas jornalísticas. Cada uma tem seus critérios.

3.1 Gêneros jornalísticos:

• Informativos: função de informar, portadores de dados.


• Imperativos: impor, conclamar ou convencer.
• Dialéticos: opiniões contrapostas.
• Líricos e dramáticos: desperta emoções.
• Cômicos: na ambigüidade, nonsense.

Estrutura do texto informativo:

1 – expositivo: nos relatórios, ensaios e na maioria das reportagens.


2 – narrativo: relatos testemunhais, documentários e ficção.

3.2 Texto para rádio:

• Prefira o presente do indicativo ou o futuro composto.


• Evite gerúndio.
• Não repita na sonora a informação do texto.
• As edições devem terminar com uma nota (pé) que reitere a informação principal,
acrescente um dado, lembre o nome do entrevistado.
• Repetição da informação básica.
• Frases curtas – sem que ultrapasse 3 linhas.
• Pontuação adequada.
• Instantaneidade e urgência.
• Relata somente os fatos, sem comentários adicionais.
• Quando for necessária uma citação direta, deve-se deixar bem claro para o ouvinte
que aquelas palavras são proferidas pela fonte.

- Flash – notícia divulgada imediatamente.


- Edição extraordinária – semelhante ao flash, mas neste caso a notícia é apresentada com
mais pormenores.
- Programa especial – análise de determinado assunto.
- Boletim – em horário e duração determinados – de 3 a 5 minutos.
- Jornal – assunto de todos os campos de atividades.
- Informativo especial – ex: noticiário de esporte.
- Programa de variedades – ligado à atualidade, possui música, humor, prestação de
serviço.
- Teaser – declaração contundente e que pode chamar a atenção do ouvinte – usada
separadamente no início ou no fim de programas.

Tipos de reportagem de rádio: simultânea (ao vivo) ou diferida (montagem)


Texto: lide deve começar com o fato. “Ontem” só deve ser usado quando necessário. Ir
direto ao principal. Evitar apostos, orações intercaladas, subordinadas.
1 linha – 65 toque = 4 a 5 segundos.
1 lauda – 12 linhas de 1 minuto.

3.3 Texto para TV:

- Fusão do visual com o auditivo.


- Pré-espelho – esboço de como será o programa do dia seguinte.
- Espelho – projeto do que será apresentado no ar. O editor-chefe define os assuntos
prioritários, a ordem das matérias, o tempo de cada uma.
- Pauta – orientação transmitida aos repórteres sobre que forma a matéria será abordada no
programa. Inclui objetivo, enfoque.
- Decupagem – mapeamento do material apurado.
- Montagem – esquema de como vai ser a edição.
- Edição não-linear – computador
- Edição linear – processo antigo – videocassete.
- DTV – Digital Television – TV digital
- HDTV – High definition televiosion – oferece imagens amplas, maiores detalhes, contrastes
e definições iguais as do cinema.
- TV normal – largura X altura = 4x3.
- HDTV (estudada pelos japoneses) – 16x9 = 1.080 a 1.125 linhas de resolução.
- HD Mac – Europa – high definition multiplexed analogue components
- 1985 – primeiras experiências NHK – japonesa.
- Americanos – ATSC – Advanced Television System Conmittee.

Softwares para redações: Newsmaker (SBT e Record) e Avid Net Station (Rede Globo, TV
Cultura e CNN).

- Teleprompter – para leitura do texto pelo apresentador.


- Gerador de caracteres – crédito da matéria
- Air play – exibir os vts

Lauda: letra maiúscula, nunca separar sílabas, não usar parágrafo, cada linha cheia da
lauda = 2 segundos. Números são escrito por extenso.

Links – são entradas ao vivo do repórter dentro de um telejornal ou na programação da


emissora.

Lauda – dividida em dois campos no sentido vertical.

Campo dos editores Espaço que cabe 32 caracteres por


Onde entra a indicação de off, sob linha (texto)
som, vts...

Script final do jornal – onde aparecem todas as laudas (espelho)

Texto:
• Cabeça – lide.
• Off – imagem com narração.
• Sonora – entrevistas feitas pelo repórter para uma matéria.
• Pé – texto curto para finalizar reportagem. É lido pelo apresentador.
• Matéria - definição de reportagem, que consiste em colher e passar informações,
utilizando imagens, entrevistas.
• Passagem – grava o texto, em quadro focalizado. É quando o repórter não tem
imagem da matéria.
• Encerramento – como passagem mas não dá margem para uma sequencia.
• O repórter deve aparecer na passagem quando tem algo a acrescentar – evitar nas
aberturas. Pode estar no encerramento.

Formas de notícia na TV:

• Entrevista – perguntas curtas e objetivas.


• Entrevista coletiva – o entrevistado se dirige, ao mesmo tempo, a vários jornalistas de
diferentes emissoras.
• Nota ao vivo – lê o texto em quadro.
• Flashes noticiosos – mostram notícia quando nenhum jornal está no ar – ao vivo.
• Nota coberta – cabeça + off (imagem + texto)
• Boletim (stand up) – notícia completa, apresentada pelo repórter em quadro (foco),
sendo que pode ser gravada ou ao vivo. Jornalista fica de pé durante toda matéria.
• Reportagem – complexa e mais completa. Cabeça + off + boletim + sonoras + pé

4- Ética na Comunicação e Código de Ética do Jornalista

4.1 Código de Ética do Jornalismo:

- Fixa as normas de sua atuação nas relações com a comunidade, com as fontes de
informação e entre os jornalistas.
- Informação precisa e correta é uma dever dos meios de comunicação.
- Interesse social. Interesse público – veracidade dos fatos.
- Prestação de informação é uma obrigação social.
- Direito de resposta: publicação no mesmo jornal ou periódico, no mesmo lugar, em
caracteres idênticos, em edição e dias normais. Transmissão na mesma emissora,
programa e horário.
- Delito contra a sociedade – aplicação de censura ou auto-censura.

Jornalista:
- Natureza social e finalidade pública
- Compromisso com a verdade dos fatos
- Resguardará a origem e identidade de suas fontes – sempre que preciso for (artigo 5º).
- Divulgar todos os fatos
- Combater e denunciar todas as formas de corrupção
- respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão
- respeitar o direito autoral e intelectual do jornalista em todas as suas formas.

Não pode:
- Frustrar manifestação de opiniões divergentes ou impedir o livre debate.
- Exercer cobertura jornalística em órgão onde seja funcionário, associado ou empregado.
- Divulgar informações obtidas de maneira inadequada, por exemplo, com o uso de
identidades falsas, câmeras escondidas ou microfones ocultos, salvo em casos de
incontestável interesse público e quando esgotadas todas as outras possibilidades de
apuração.

- É responsável por toda informação que divulgar, desde que não tenha sido alterada por
terceiros.
- Deve permitir o direito de resposta, quando ficar demonstrada a existência de equívocos ou
incorreções.

Art. 5º É direito do jornalista resguardar o sigilo da fonte.

Art 9º A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística.

Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com
responsabilidade.
Art. 13. A cláusula de consciência é um direito do jornalista, podendo o profissional se
recusar a executar quaisquer tarefas em desacordo com os princípios deste Código de Ética
ou que agridam as suas convicções.

Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa
para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.

Art. 15. As transgressões ao presente Código de Ética serão apuradas, apreciadas e


julgadas pelas comissões de ética dos sindicatos e, em segunda instância, pela Comissão
Nacional de Ética.

Art. 18. O exercício da representação de modo abusivo, temerário, de má-fé, com notória
intenção de prejudicar o representado, sujeita o autor à advertência pública e às punições
previstas neste Código, sem prejuízo da remessa do caso ao Ministério Público.

Penalidades:
- Associados: observação, advertência, suspensão e exclusão do sindicato.
- Não-associados: impedimento temporário, observação, advertência pública, impedimento
definitivo de ingresso ao sindicato.

4.2 Ética na Comunicação

A objetividade jornalística surgiu, em determinado momento histórico da evolução do espaço


ideológico, como uma representação, entre outras, do jornalismo ideal. “A objetividade é
apenas uma visão possível do jornalismo e da imprensa”.

Surge com o positivismo, a distinção entre o fato e o juízo de valor, entre o real e a
valoração humana do real. Deriva daí a distinção entre jornalismo opinativo e informativo.

Surgimento das técnicas do lead e da ‘pirâmide invertida’, que permitiam ao leitor inteirar-se
dos fatos com menor custo e facilitavam a redação das manchetes e agilizavam ajustes
editoriais, pois mesmo sem conhecer o texto, cortavam-se os últimos parágrafos com o
menor prejuízo possível para informação. A redação impessoal, a ausência de qualificativos,
a atribuição das informações às fontes, a comprovação das afirmações, a apresentação de
discursos conflitantes e o uso de aspas garantiriam a necessária imparcialidade informativa.

Metáfora do Espelho – coincidência perfeita entre a realidade fenomênica, de primeiro tipo,


e suas distintas representações, fazendo crer em uma forma de dissociação entre o
enunciado e a referência e na anulação do sujeito como codificador.

Fase crítica da objetividade terminou com o surgimento da televisão. Os jornais televisivos,


em função das próprias características do meio, exigiam um retorno à celeridade, à síntese
e, portanto, à redução progressiva do produto informativo aos fatos. A objetividade se tornou
rotineira.
Cultura de simulacro, técnicas de construção do verossímil e efeito real são algumas
expressões usadas para denunciar a aparência de objetividade do produto informativo
veiculado pelos meios de comunicação.

Agenda setting:

Os temas discutidos no cotidiano são determinados pelas mensagens da mídia. Uma das
formas possíveis de incidência dos meios de comunicação de massa sobre a sociedade. A
mídia, pela seleção, disposição e incidência de seus produtos, determina os temas sobre os
quais o público falará e discutirá.

Ao nos impor um menu seletivo de informações como sendo ‘o que aconteceu’, a mídia
impede que outros temas sejam conhecidos e, portanto, comentados.

Fixar a agenda é fixar o calendário dos acontecimentos. É definir o que é importante e o que
não é. É chamar a atenção sobre certo problema, destacar um assunto mesmo que se trate
de uma piada.

Espiral do silêncio:

O ponto de partida da análise é o medo que têm os indivíduos em geral de ficar isolados em
seus comportamentos, atitudes e opiniões. Pessoas evitam expressar suas opiniões que não
coincidem com a opinião dominante.

O medo do isolamento determina que agentes sociais que compartilham opinião minoritária
no grupo tendam ao silêncio.

A ocorrência da espiral – é preciso que haja uma opinião dominante. Em face dessa
opinião, é preciso que haja o medo do isolamento por parte daqueles que não comungam
dessa mesma opinião dominante.

5- Comunicação Organizacional e empresarial: conceito, evolução da


relação empresa-imprensa, planejamento estratégico, gerenciamento de
crises.

5.1 Comunicação Organizacional:

Pressupõe uma junção da comunicação institucional, da comunicação mercadológica e da


comunicação interna. Deve formar um conjunto harmonioso, apesar das diferenças e das
especificidades de cada setor e dos respectivos subsetores. A soma de todas as atividades
redundará na eficácia da comunicação nas organizações.

A mensuração revela-se importante, pois, além de aferir o grau de cumprimento das metas
planejadas, fornece elementos para feedback de todo o processo de comunicação. Fornece
elementos que subsidiam decisões de investimento na atividade de comunicação. Úteis
ainda para a reorientação do processo de administração estratégica.
 O processo de comunicação organizacional, em particular aquele que é direcionado
para os empregados, é assentado em redes formais (expressões oficiais) ou redes
informais (originadas no âmbito dos públicos, entre os quais os empregados).

 Níveis de fluxos de comunicação: intrapessoal, interpessoal, organizacional e


tecnológico.

 Fluxos de comunicação: ascendente (leva as informações geradas dos níveis


hierárquicos inferiores para o topo); descendente (informações do comando
hierárquico para a base da organização); lateral ou horizontal (se dá entre pessoas,
áreas e departamentos situados no mesmo nível); transversal (se caracteriza por
não respeitar limites hierárquicos e se dar em todas as direções); circular (acontece
com mais freqüência em organizações informais e nas redes de relacionamentos
digitais).

5.2 Planejamento Estratégico:

Instrumento de gestão em busca de eficiência, eficácia e efetividade das organizações. É


também um campo de estudos com aplicações nas mais diversas áreas do conhecimento.
Sua materialização se dá em documentos visíveis: planos, programas e projetos.

O planejamento ocorre em três níveis:

 Estratégico – ocupa o topo da pirâmide, ligado com as grandes decisões das


organizações, caracterizando-se como de longo prazo e em constante sintonia com o
ambiente.
 Tático – dimensão mais restrita e em curto prazo, sendo mais imediatas, por meio de
ações administrativas e técnicas eficientes.
 Operacional – formalização, por meio de documentos escritos, de todo o processo e
das metodologias a serem adotadas.

5.3 Comunicação perante uma crise empresarial

É muito importante que o porta-voz esteja preparado para falar com a imprensa, levantando
o máximo de informações possível sobre o caso, e mesmo que não se tenham todas as
respostas, poderá responder que irá se informar e voltar a falar com a imprensa
posteriormente.

Quando se trata de crise, uma coisa é certa: quanto mais visibilidade tiver a empresa ou a
personalidade, mais chances terá de sofrer uma crise de imagem. É importante estar atento
aos detalhes.

Em qualquer situação que se esteja, a pior solução adotada por uma empresa é, com
certeza, a low profile. A empresa perde a oportunidade de se explicar – indo na contramão
da história.
 Investir na comunicação – a comunicação passou a ser um grande elemento que
pode aliar conceitos às marcas, diferenciando-as das demais. A comunicação se
tornando cada vez mais um elemento-chave na história das corporações.

 Ter atitudes pró-ativas e não reativas.

Crise de imagem: quando uma empresa enfrenta uma crise, ela passa repentinamente pela
ruptura de uma imagem projetada há tempos e já equilibrada. Seus componentes
atravessam momentos de grande tensão e conflito por estarem vivendo um momento
perigoso, cujas decisões afetaram o destino da empresa.

Propagação da crise: as características que mais comumente levam à grande propagação


das crises empresariais são, em primeiro lugar, a falta de costume de lidar com a imprensa,
aliada à natural e exagerada curiosidade da mídia. Falta de informações das empresas, que
as levam a demorarem a ter um posicionamento; o próprio elemento surpresa, que faz com
que empresários e executivos percam momentaneamente a ação e a iniciativa; além de
elementos externos, como a mobilização da opinião pública e a imprevisibilidade de
repercussão e dos impactos gerados pelos fatos.

Credibilidade: é o maior patrimônio de uma empresa. Tem que ser conquistado, e isso dá
trabalho, além de levar muito tempo. Por isso, é importante que as empresas estejam
sempre preparadas para uma emergência. É começar a trabalhar sua comunicação, tanto
com o público interno como o externo.

 Política de relacionamento como medida preventiva.


 Em crise: primeiro passo é agir rapidamente.
 Media trainning: excelente ferramenta para treinar executivos para momentos de
crise.
 Preparação de porta-vozes das empresas em entrevistas, coletivas ou
administração de crises.

Gerenciando a crise:

• Mentir uma vez é perder toda a credibilidade duramente trabalhada.


• Transparência.
• A informação é a arma mais eficaz a ser utilizada. É importante fazer bom uso dessa
informação, utilizando-a principalmente em favor da comunidade envolvida.
• Saber se posicionar perante os públicos: principalmente perante a mídia. Ser pró-
ativo.
• Elaborar um Plano de gerenciamento de crises: 1 - prever as crises potenciais
(realizar auditorias de crise) e seguindo ações previamente estabelecidas para evitar
que elas viessem de fato ocorrer. 2 – definir as ações a serem efetuadas em casos de
crises que podem ser evitadas e que exigem ações concatenadas, previsíveis e
planejáveis.
• Para que um plano de gerenciamento dar certo é preciso contar com uma equipe
multidisciplinar, envolvendo diversos departamentos da empresa.

• Um modelo básico de administração de crises deve abordar as diferentes situações


em que a empresa possa se envolver.

Tipos de crises:

De informação, por fatores financeiros/econômicos, por falhas humanas ou de


equipamentos, por fatores de origem criminosa, que envolvam aspectos legais ou
ambientais, aspectos administrativos.

Levantamento de tudo que pode vir a gerar crise: quais a atitudes que poderiam ser
tomadas no sentido de solucionar os problemas, quem deveria tomar essas decisões e quais
deveriam ser a áreas envolvidas nesse processo.

Importante levantar informações sobre a empresa que já tenham sido publicadas na mídia
bem como os pontos de vista de todos os públicos que se relacionam com a empresa,
fazendo uma espécie de auditoria de imagem da empresa.

- Prevenir: acompanhar de perto como anda a imagem da empresa no mercado. Ter um


eficiente serviço de clipagem, utilizar a internet como fonte de auditoria de imagem.
Pesquisas públicas de imagem também são excelentes geradores de informação.

- Uso da Internet: pode ser uma ótima ferramenta de comunicação em momentos de crise,
porque é um veículo de informações que não está sujeito a nenhum filtro. A empresa pode
preparar um material explicativo e deixar disponível em seu site, sem correr qualquer risco
de ver essa informação deturpada por má fé ou incompreensão. Como fez a Petrobras em
seu blog.

- Ser pró-ativo: preparar um press kit com todos os dados institucionais da empresa, além
de alguma posição oficial sobre o ocorrido e entregá-los aos jornalistas que procurarem. O
ideal é que se procure os veículos de maior respeitabilidade e, antes de passar a ser
procurada por toda a imprensa, a própria empresa tome a iniciativa de informar o que
ocorreu, que medidas estão sendo tomadas para reparar os danos e quais serão os
próximos passos.

- Se preparar antes com perguntas e respostas: que provavelmente serão feitas pela
imprensa e quais as respostas mais adequadas para cada caso. Por se integrado ao plano
de administração de crises,construindo um manual de crise.

- Uso do marketing social: a busca das empresas por agradar a clientes e ao público de
seu relacionamento, fortalecendo sua imagem perante a sociedade. São ações de cidadania
como patrocínio cultural, esportivo ou mesmo a criação de uma fundação social.
6- Marketing Institucional
Marketing Institucional é usado para formação, reforço ou mudança de imagem até o limite
em que as ações institucionais tangenciam o interesse econômico. É usado como indução
de consumo e estímulo de venda por uma organização com fins lucrativos.

Também chamado de Marketing de causas.

7 – Assessoria de imprensa: história, conceito, objetivos, produtos e


serviços

Assessoria de Imprensa:

Foi o jornalista americano chamado Ivy Lee quem, em 1906, inventou essa atividade
especializada. Ele abandonou o jornalismo para estabelecer o primeiro escritório de
assessoria de comunicação do mundo, em Nova Iorque. Ele o fez para prestar serviço ao
mais impopular homem de negócios dos Estados Unidos: John Rockefeller.

No Brasil:

A partir de 1964, a atividade de relações públicas no Brasil se desenvolveu


vertiginosamente, fortalecendo a prática de assessoria de imprensa tanto na iniciativa
privada quando no serviço público. O sistema de controle de opinião pública, implantado
pelo regime militar durante o governo de Médici (1969 a 1974) foi um dos principais
responsáveis pelo rápido avanço das assessorias de imprensa como mercado de trabalho,
no Brasil, para os jornalistas.

O que é Assessoria de Imprensa?

Serviço prestado a instituições públicas e privadas, que se concentra no envio frequente de


informações jornalísticas dessas organizações para os veículos de comunicação em geral.
Esses veículos são os jornais diários; revistas semanais, revistas mensais, revistas
especializadas, emissoras de rádio, agências de notícias, sites, portais de notícias e
emissoras de tevê.

Assessoria de imprensa – conjunto de ações que visem obter de forma gratuita a divulgação
de fatos noticiáveis, de forma positiva, sobre determinado objeto.

Estratégias de relacionamento com a mídia – conjunto de percepções, ações e


negociações que permitam afinar a sintonia entre os temas noticiáveis, os outputs oriundos
da mídia e da imprensa e os objetivos das organizações, de modo a criar elementos
balizadores da percepção da organização por meio de ações orquestradas.

Um trabalho continuado de Assessoria de Imprensa permitirá à empresa criar um vínculo


de confiança com os veículos de comunicação e sedimentar sua imagem de forma
positiva na sociedade.

• Mídia espontânea.
• Despertar interesse dos jornalistas e do público.
• Surgiu no Brasil depois da 2ª guerra mundial. Sua implantação está relacionada a
instalação das indústrias automobilísticas ao final dos anos 50.
• 1961 – 1ª AI do Brasil – Volks/ Light
• No mundo, a AI data de 1906 – EUA (1º house organ – The Globe)
• Press-kit
• Clipping
• House-organs: veículo de difusão de informação sobre determinadas instituições
dirigido para público interno ou externo.

Funções:
- criar um plano de comunicação (estabelecer a importância deste instrumento tanto no
relacionamento com a imprensa como os demais públicos internos e externos);
- colaborar para a compreensão da sociedade do papel da organização;
- estabelecer uma imagem comprometida com os seus públicos;
- criar canais de comunicação internos e externos que divulguem os valores da organização
e suas atividades;
- detectar o que numa organização é de interesse público e o que pode ser aproveitado
como material jornalístico;
- desenvolver uma relação de confiança com os veículos de comunicação;
- criar instrumentos que permitam mensurar os resultados das ações desenvolvidas, tanto
junto à imprensa como aos demais públicos;
- preparar as fontes de imprensa das organizações para que atendam às demandas da
equipe de comunicação de forma eficiente e ágil.

Sob a responsabilidade da Assessoria de Imprensa:

 elaboração de press-releases, sugestões de pauta e press-kits;


 relacionamento formal e informal com os pauteiros, repórteres e editores da mídia;
 acompanhamento de entrevistas de suas fontes;
 organização de coletivas;
 edição de jornais, revistas, sites de notícia e material jornalístico para vídeos;
 preparação de textos de apoio, sinopses, súmulas e artigos;
 organização do mailling de jornalistas;
 clipping de notícias (impressos, Internet e eletrônicos)
 arquivo do material jornalístico
 participação na definição de estratégias de comunicação.

PRODUTOS E SERVIÇOS

 Proposta/sugestão de Pauta - Informe sucinto enviado aos veículos de comunicação


a respeito de determinado assunto de interesse para o veículo e à sociedade.
 Release – Ferramenta que a Assessoria usa para organizar as informações que está
divulgando. Trata-se de um texto, cuja essência é a informação.
 Mailling list de Jornalistas - Listagem atualizada com nome, editoria, fax, telefone,
e-mail de jornalistas.
 Contato com a Imprensa - Normalmente feito por telefone para aprofundar
informações enviadas por e-mail ou confirmar presenças em coletivas, marcar
encontros com assessorado etc.
 Pasta de Imprensa (Press Kit) – Textos e fotos para subsidiar os jornalistas de
redação com informações, normalmente usadas em entrevistas coletivas, individuais
ou feiras e eventos.
 Entrevista Exclusiva – São oferecidas a um único veículo de comunicação. A
iniciativa costuma valorizar a informação e conquistar espaços mais qualificados de
mídia espontânea.
 Entrevista Coletiva – Convocada quando o assessorado tem informações
importantes para todos os veículos. Só deve ser organizada quando o assunto for
muito relevante para o setor representado e/ou de interesse público.
 Clipping Impresso, Clipping Eletrônico e em Tempo Real (on-line) -
Levantamento das matérias publicadas nos veículos de comunicação. Organizados a
partir da leitura, acompanhamento e seleção das notícias que interessam ao
assessorado.
 Súmulas - Relação dos assuntos divulgados indexada por: veículo, título da matéria e
página (quando impresso), programa e horário (TV ou rádio), endereço eletrônico
(Internet).
 Sinopse - Resumo das notícias veiculadas nos Jornais e Revistas de maior
circulação. Também se faz resumo de publicações específicas da área de interesse
do assessorado.
 Análise - O assessor faz a sua leitura do material coletado, analisando o teor do que
foi publicado.
 Textos Técnicos e Científicos - Cabe ao jornalista somente a revisão – e adequação
da linguagem, quando for o caso - em conjunto com os profissionais técnicos da área
responsável pela elaboração.
 Vídeos e Filmes Institucionais - O assessor deve definir o conteúdo das peças junto
com o assessorado e organizar o briefing a ser passado para o produtor. Deve, ainda,
acompanhar e aprovar o roteiro e a edição da peça.
 Discurso – Pesquisa, redação e revisão.
 Sites - O jornalista deve atuar na definição do conteúdo e atuar na “edição das
páginas”, assim como na aprovação do design do site feito por profissionais
especializados.
 Jornais e Revistas – Esses produtos são de cunho jornalístico e voltados para o
segmento no qual o Assessor de Imprensa atua e que serão distribuídos para um
público específico. Esses veículos informam as ações da entidade/empresa e os
conceitos e opiniões afeitos ao público leitor.

O Papel do RP:

Ao relações públicas cabe criar caminhos que possibilitem e facilitem o relacionamento entre
pessoas, entre empresas e comunidade, entre a opinião pública e o governo, com o objetivo
de criar um clima de cordialidade pública favorável a essa empresa. Cabe ao RP uma visão
ampla de marketing, comunicação, administração e política, sempre com muita disposição
para ouvir e compreender diferentes opiniões, além de difundir fatos e idéias relacionadas
com as atividades ou serviços da empresa em questão.
Produção editorial do house organ Produção gráfica
Pauta Diagramação
Reportagem Fotolitagem
Edição Impressão
Ilustração
Fotografia

Release – instrumento da Assessoria de Imprensa (AI)


- Teve má fama no regime militar
- A partir dos anos 80 – artefato da iniciativa privada para utilizar a imprensa como elo com a
sociedade ou o mercado consumidor.

Tipos de release:

Informativo Interpretativo Opinativo Não-Jornalístico


Padrão Especial Artigo Convocação
Opinião Cobertura Nota oficial
Dirigido Comunicado
Especial
Cobertura
Rádio
TV

Redação de boletins informativos e comunicados:

Existem diversos tipos de publicações institucionais internas e externas (mural, jornal


impresso, boletim digital, etc).

 Informativo/Boletim: privilegia a informação imediata, na forma de notas e notícias


curtas. Poucas páginas, visual simples, circula em intervalos curtos, deve ser
distribuído com agilidade. Pode ser impresso ou digital.
 Jornal: periodicidade mais estendida que o informativo, funcionando como síntese
dos acontecimentos na empresa em determinado período. Maior elaboração do texto
e apresentação gráfica. Pode trabalhar com vários gêneros jornalísticos como
reportagem, entrevista, artigo. Custo + alto.
 Newsletter: publicação sobre tema específico, dirigida a um público determinado.
Periodicidade estendida e produção de conteúdo mais especializado.
 Mural: mais simples. Notícias afixadas em espaços na parede, divisórias ou em
cavaletes. Notícias curtas e letras grandes.
 Intranet: funciona como mural eletrônico, enriquecido por recursos como hipertexto,
que facilita a complementação das informações. Atualização imediata e instantânea.
Usar combinado com o mural para chegar ao público interno como todo.
 Revista: circula em intervalos maiores e tem produção mais sofisticada com maior
número de páginas e variedades de gêneros.
 CDRom
 Programa de TV/vídeo: custo de produção alto.
 Programa de rádio: custo de produção mais baixo e pode ser veiculado mais
facilmente. Entretanto, não conta com o poder da imagem.
 Outdoor: apoio às campanhas de endomarketing ou como veículo de divulgação de
eventos, datas comemorativas etc.

Como produzir uma publicação empresarial?

1) Responder à questão: por que um jornal de empresa?


Sem objetivos bem definidos e claros, é impossível fazer um bom jornal de empresa. Para
estabelecer esses objetivos, o melhor caminho é uma sondagem junto à organização,
para identificar em qual estratégia se inserirá a publicação, quais interesses
envolvidos, quais serão os interlocutores, o orçamento, qual o nível de informação
que circula pela empresa, quais são suas carências. Essa sondagem inicial —
fundamental para o estabelecimento de um projeto duradouro — pode ser feita a partir de
diversas metodologias, como questionários, entrevistas, grupos de discussão. Elas podem
ser utilizadas de modo combinado para ouvir a direção e os empregados da organização. O
resultado, tratado de maneira científica, deve servir de base para as próximas etapas de
construção da publicação. Esse primeiro cuidado permitirá ao responsável pela publicação
conhecer melhor as expectativas de seu público e assegurará credibilidade a todos os outros
passos.

2) Definir o público-alvo, o nosso leitor


Para isso, é necessário saber se será uma publicação de um grupo, de uma empresa, de
uma fábrica, de uma filial, e se o público-alvo será o conjunto dos trabalhadores, uma parte
dos trabalhadores (qual?), aposentados, leitores exteriores à organização. Essa pergunta
pode ser respondida com auxílio da sondagem. Públicos diferentes costumam demandar
publicações diversas. Produzir um mesmo veículo para públicos internos e externos, por
exemplo, tende a não funcionar: os focos de interesse são diversos. Uma solução para
atender a necessidade de economia de recursos é a inclusão de encartes na publicação
geral.
Como os movimentos de fusões estão criando grupos cada vez mais gigantescos, o
caminho da segmentação das publicações pode agilizar o processo de comunicação
empresarial. Ele atende as diferenças não só entre público externo e interno, mas também
entre empregados de unidades em países diferentes e clientes, fornecedores ou formadores
de opinião igualmente pertencentes a culturas distintas e relacionados a áreas diferenciadas
da empresa. Entretanto, se uma organização decide segmentar suas publicações, é
essencial pensar numa coordenação de ações, para evitar discursos dissonantes ou mesmo
contraditórios com as estratégias globais.

3) Criar o perfil editorial


Uma vez conhecida a estratégia que está por trás do jornal e o seu público-alvo, é hora de
pensar quais “editorias” comportará a publicação. Se na sondagem inicial já se conhecer o
público-alvo, é aconselhável questioná-lo sobre suas preferências, seus centros de
interesse. Assim, poderemos ampliar ou reduzir os tipos de editorias. Existem temas
considerados quase que universais: as informações sobre o futuro e as políticas da
empresa, sobre benefícios, avaliação e outros procedimentos de Recursos Humanos. Mas é
preciso verificar os interesses concretos do seu público, para atender à suas
necessidades de informações e transformar o veículo da empresa em um informativo
útil e lido.

4) Distribuir os gêneros jornalísticos e o espaço das editorias


Definidos os assuntos que vão ser tratados, é hora de estabelecer o espaço para cada um
eles e os gêneros jornalísticos adequados para abordar cada tema: notícia, reportagem,
foto-legenda, entrevista, editorial, etc. Essa distribuição deve ser feita no projeto da
publicação, para que ela tenha uma estrutura regular, a que os leitores se acostumem. É
preciso avaliar a cada edição o tratamento para os assuntos. As novas diretrizes trazidas
pelo diretor recém-nomeado para a filial podem ser mostradas com detalhe e de modo mais
dinâmico numa entrevista nas páginas centrais, por exemplo, do que num longo editorial.

5) Definir o projeto gráfico (tamanho, tipologia das fontes, cores, papel)


Criar uma identidade visual para o veículo jornalístico é indispensável. Essa vai ser a
primeira impressão do leitor. Do mesmo modo que os assuntos e a linguagem verbal, a
aparência do jornal ou informativo deve ser clara e dinâmica, para facilitar e atrair a leitura.
Deve também se adequar à cultura da empresa. Tamanho, número de páginas e sua
organização dependem do perfil editorial traçado. Papel, número de cores, tipo de ilustração
e impressão dependem ainda dos recursos disponíveis.

6) Definir a linguagem
A linguagem sempre deve ser acessível e atraente. Por isso, deve ser adequada ao perfil
dos leitores. Se forem operários de pouca escolaridade, textos complexos vão dificultar o
entendimento e diminuir o interesse. Se forem técnicos altamente qualificados, uma
linguagem muito simplificada pode se tornar banal e monótona. De acordo com a cultura da
organização, o texto pode ainda ser mais ou menos formal.

7) Definir a periodicidade e a distribuição


Se vai ser um informativo diário ou semanal, um jornal quinzenal ou mensal, uma revista
bimestral ou trimestral. Se vai ser enviado pelo correio à casa do leitor, distribuído na saída
do trabalho, afixado nas áreas ou enviado por fax para as filiais. As duas definições estão
diretamente ligadas. Não adianta fazer um informativo diário se é impossível distribuí-los
para todos os empregados diariamente.

8) Definir os recursos (inclusive financeiros)


Esse talvez devesse ser o segundo passo. Os recursos disponíveis vão determinar o
perfil editorial, o projeto gráfico, a periodicidade, a distribuição. É preciso avaliar
também a conveniência de produzir o veículo internamente ou contratar uma agência
especializada. Existem na empresa profissionais com qualificação e disponibilidade para se
encarregar de todas as etapas da produção do jornal, que vão desde o projeto até a
diagramação e impressão, passando pela pauta, apuração e redação? Freqüentemente
contratar o projeto do veículo é uma boa opção. A partir daí pode ser definido, em conjunto
entre a empresa e a consultoria, se a execução vai ser interna ou externa. Em muitos casos,
a terceirização garante a periodicidade e qualidade, chegando a ser mais barata. Outras
vezes é preferível produzir internamente alguns veículos e terceirizar outros. Por exemplo, a
intranet pode ser alimentada por um profissional da empresa e o jornal mensal produzido por
uma agência especializada.

9) Criar o comitê de redação


Tarefa importantíssima, mas nem por isso fácil. Existem diferentes modelos de comitês de
redação ou comitês editoriais. Um bom comitê de redação pode ser composto por
representantes de áreas afins à publicação, que tenham um bom acesso às informações
organizacionais e autoridade para decidir se elas devem ser publicadas ou não — um
assessor da presidência, o gerente de Recursos Humanos e o gerente de Tecnologia, por
exemplo. Em outro modelo, o comitê pode ser formado por empregados do chão de fábrica,
que vão levar ao responsável pela área de Comunicação, coordenador do comitê, as
dúvidas e sugestões dos leitores comuns. Nesse caso, caberá ao coordenador verificar a
existência de informações e a conveniência da publicação.
É importante renovar periodicamente o comitê, mantendo parte dos antigos membros. Desse
modo se garante a continuidade da experiência, a representatividade e se evita a
acomodação. Normalmente essas pessoas não têm formação em comunicação. Então, é
importante prever uma pequena jornada sobre o que é comunicação, o que é comunicação
interna, sobre o projeto ao qual eles serão integrados.

10) Definir as estratégias de avaliação e prever evoluções para a publicação


Não basta criar o número um do jornal empresarial. É importantíssimo pensar em estratégias
de avaliação pelo leitor e pelo comitê de redação, para que a publicação não caia no vazio
nem perca o sentido. E, por mais bonita, interessante e adequada que nasça uma
publicação, ela não deve ser eterna, nem em forma, nem em conteúdo. É preciso prever e
antecipar suas modificações, sua evolução. É preciso ganhar o leitor a cada edição,
surpreendê-lo, não apenas satisfazendo suas necessidades de informação, mas abrindo
novas perspectivas para a sua curiosidade.

8- Planejamento visual: evolução histórica, elementos, projeto gráfico,


produção gráfica, noções de editoração eletrônica.

8.1 História:

São os grafismos (desenhos), figurativos ou abstratos, uma das mais importantes


ferramentas inventadas pela humanidade em todos os tempos.

Os desenhos pré-históricos são, sem dúvida, as primeiras formas de comunicação não-


instintivas que permaneceram preservadas e chegaram até nós, frutos das habilidades e
necessidades específicas de nossa espécie na sua adaptação para tornar possível não
somente a ampliação de nossa sobrevivência, bem como a melhoria de suas condições.

Egípicios – desenvolveram uma escrita chamada hieroglífica, baseada em uma série de


complexos desenhos com significados próprios. Cada um desses signos – hieróglifos. De
sua evolução surgiu a chamada escrita hierática.
Escrita ideográfica – sistema de escrita em que criam para cada ‘coisa’ um símbolo. Ainda
usado hoje em dia nas sociedades chinesas e japonesas.

Escrita fonética – iniciou com os fenícios e logo em seguida os gregos – um código que
representasse o outro que já existia (a fala).
Alfabeto – mais utilizado por ocidentais é o latino, em que as maiúsculas são herança direta
do Império Romano e as minúsculas foram criadas na época de Carlos Magno. Apenas os
símbolos relativos aos algarismos são da cultura árabe.

• Idade Média – pergaminho.

• Durante o século XII, o papel foi introduzido pelos árabes na Europa.

As técnicas de gravura na Europa antes da existência de sistemas de impressão: xilogravura


e calcografia.

• Guttenberg – inventou o primeiro sistema mecanizado de produção seriada de


impresso. Fez o primeiro impresso da história gráfica: Bíblia de 42 linhas.

8.2 Estrutura:

Produtor gráfico é o profissional responsável por ordenar e coordenar todas as fases da


produção industrial de um impresso.

A digitalização dos meios de produção na indústria gráfica vem causando um processo de


sintetização das atividades, para determinados impressos, quase todo o processo produtivo
está informatizado, sendo que o setor de acabamento é a área onde encontramos maior
grau de dificuldade para dar aos meios de produção controles e equipamentos com essa
tecnologia.

Principais áreas de produção: arte ou criação, fotolito (confecção dos filmes ou fotolitos e
provas preliminares dos impressos), gravação (grava matrizes e provas de impressão),
impressão e acabamento (conferir o aspecto final por meio de cores, dobras, costura,
colagem etc).

Família tipológica: definida como sendo o conjunto de todas as letras de determinado


alfabeto, tanto caixa alta como caixa baixa, bem como algarismos e sinais ortográficos
necessários a confecção de um texto.

Traços dos elementos formadores de uma letra são:

Hastes: verticais
Barras ou traves: horizontais
Curvas ou flexões: curvas
Serifas: acabamentos que podem existir nas pontas das letras
Grupo das famílias:
 Lapidárias ou bastões: ausência de serifas e que possuem hastes, traves e curvas
com pouco ou nenhum contraste.

 Romanas antigas ou euzevires: serifas com desenho triangular e as hastes, traves e


curvas apresentam suave contraste entre si. Indicada para longos blocos de textos
impressos.

 Romanas modernas ou bodonis: as serifas são lineares e um grande contraste


entre as hastes, traves e curvas.

 Egípcias: serifas com desenho retangular e as hastes, traves e curvas possuem


contrastes suave ou nenhum.

 Cursivas ou caligráficas: aparência de letras manuscritas.

 Fantasias: tipologias que não se enquadram nas anteriores.

Para uma boa leitura dos textos o mais indicado é corpo 12 para adultos, para crianças em
início de alfabetização é indicado corpo 24, mas as já alfabetizadas corpo 16 ou 18. E, para
idosos, ao menos corpo 14.

O texto justificado ou BLOCADO facilita a leitura do texto pois cria uma mecânica de leitura
onde os movimentos dos olhos para acompanhar o texto são constantes e regulares.

Texto alinhado à esquerda também ajuda na leitura de grandes textos já o alinhado à direita
não é propriado (incômodo) assim como o centralizado.

 Quanto à inclinação: normais ou itálico.


 Quanto à largura: condensadas, normais ou estendidas.
 Quanto à tonalidade: bolds (negrito), normais e lights (claras).

Composição de textos:

Manual – processo funciona como na época de Guttenberg.


Linotipos – processo de composição mecânica.
Monotipos – processo mecânico de composição de textos em que o operador ajuda um
mecanismo para as medidas desejadas e nele digita o texto em teclado, obtendo uma fita
perfurada.
Ludlows – processo semimecânico.

Processos de composição ‘quente’ de textos por envolverem liga de chumbo fundida no


trabalho de obtenção das matrizes.Manuais, semimecânicos, mecânicos, fotográficos ou
digitais.
Processos de composição ‘fria’ de textos, por se utilizarem de fontes luminosas ou
eletrônicas para obter seus produtos finais. Fotocomposição e processadores de textos.
São o estágio mais avançado da indústria gráfica. Propiciam meios mais rápidos, flexíveis e
de melhor qualidade final.

Infográfico: trabalhos que conjugam imagem e texto com a intenção de elucidar melhor uma
sequencia de fatos ou notícia.

Formatos:
 .tif: arquivos com boa capacidade de oferecer qualidade a imagem e um registro de
danos bastante detalhado, consequentemente, mais pesado.

 .jpg: arquivos com armazenamento de dados bastante compactado. Mais leves,


porém, com alguma perda de qualidade.

 .psd: photoshop

Fotolito: se um impresso possuir uma única cor, deverá haver um único fotolito para o
trabalho, se houver imagens nas cores azul e vermelho, por exemplo, necessitamos de dois
fotolitos separados.

Cian (azul) Magenta (rosa forte) Yellow (amarelo) – CMY – cores primárias sólidas. ** K -
black

Red (vermelho) Green (verde) e Blue (azul) - RGB – três cores primárias da luz.

Guia Pantone – escala de cores mais sofisticadas. Sistema de cor utilizado em uma
variedade de indústrias especialmente a indústria gráfica, além de ocasionalmente na
indústria têxtil, de tintas e plásticos. O sistema Pantone é baseado em uma mistura
específica de pigmentos para se criar novas cores. O sistema Pantone também permite que
cores especiais sejam impressas, tais como as cores metálicas e fluorescentes.

Offset: qualidade e versatilidade

Primeiro processo de impressão mecanizado que não utiliza matrizes metálicas e


relevográficas como as características das caixas de tipos. Se baseia na repulsão entre
água e gordura, e o contato entre água e o papel não é desejável.

Papel: inventado na China, por Tsai Lun, no ano de 105 depois de Cristo, mas as técnicas
de sua fabricação só chegaram à Europa em meados do século XIII.
- Produzido inicialmente apenas na Península Ibérica – região onde hoje se localiza Portugal
e Espanha.

• Papel – com gramaturas até 180


• Cartolinas – acima de 180 e abaixo de 320
• Cartões – acima de 320
• Dicas:

o Sempre que um elemento for impresso até a borda do papel, ele deve ser sangrado.
Isto é, o objeto deve ultrapassar a área da página (em pelo menos 3mm) para garantir
que não apareçam filetes brancos depois do corte.

o As imagens são as ilustrações e fotografias que aparecem no trabalho. Estas imagens


podem estar incorporadas no documento ou apenas linkadas (vinculadas). Caso
estejam vinculadas, os arquivos das imagens serão necessários para a impressão.
Portanto, você deve enviá-los junto com o trabalho.

o As imagens devem estar com resolução de 200dpi a 300dpi para impressão digital e
offset.

o Para impressão Digital e Grandes Formatos, as cores podem estar em CMYK,


Pantone, ou RGB. O uso do CMYK é mais indicado pois nem todas as cores RGB e
Pantone podem ser reproduzidas na impressão.

o Para impressão Offset, as cores devem estar em CMYK para impressão em


policromia (quatro cores) ou em Pantone, para a impressão com cores especiais.