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APOSTILA DE INTERPRETAÇÃO TEXTUAL PARA CONCURSOS HENRIQUE CASTELO BRANCO

1 - O que é texto

Texto – é qualquer passagem falada ou escrita que forma um todo significativo, independente de sua extensão. A palavra texto vem do latim textum, que significa tecido, entrelaçamento. Já na origem da palavra, encontramos a ideia de que o texto resulta num trabalho de tecer, de entrelaçar várias partes menores a fim de se obter um todo inter-relacionado. Para a correta confecção de um texto, são importantes quatro elementos centrais: a repetição, a progressão, a não contradição e a relação. Tais elementos garantem a coesão e a coerência textuais. Além desses quatro itens (repetição, progressão, não-contradição e relação), há outros elementos importantes para a confecção de um texto. A intenção também deve ser considerada. Se se quer informar, persuadir, divergir, divertir, contar, expor, deve-se elaborar o material de forma apropriada a cada caso. É importante observar também a quem o texto é dirigido: escrever para crianças é diferente de escrever para advogados. Deve-se considerar sempre o perfil do receptor a fim se se trabalhar adequadamente o texto.

Elementos da Comunicação Emissor – É aquele que envia a mensagem. Receptor ou Interlocutor – É aquele que recebe a mensagem. Canal – É o meio físico que interliga o emissor ao receptor. Código – É o meio como é feita a comunicação, a via por qual segue o fato comunicativo. Por exemplo, o fato de estarmos conseguindo nos comunicar via texto se deve direta e exclusivamente à língua portuguesa. Ela é o nosso código. Referente – Relaciona-se ao assunto a ser abordado. Uma propaganda, após estabelecer o canal com uma música, mostra o produto que ela quer vender e também mostra por que aquele produto é vantajoso em relação aos outros que estão no mercado. Mensagem – Não se preocupa com o que está sendo dito, mas a forma em que é estabelecida a comunicação. Utiliza-se da linguagem conotativa.

Funções da linguagem

Emotiva Aquela indicada pelo falante, pelo remetente. Faz uso de termos na primeira pessoa do singular e do plural para indicar a necessidade daquele que remete à idéia. Ex: “Eu, filho do carbono e do aminoácido” (Augusto dos Anjos)

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Conativa ou Apelativa Ligada ao receptor, indica uma ordem ou uma necessidade dada pelo remetente. Normalmente, essa função faz uso de verbos no imperativo e vocativos indicando uma necessidade primordial daquele que emite a referência. Ex: Não esqueça minha caloi.

Fática É o canal comunicativo. Faz uso dos termos fáticos ou interjeições que estabelecem a comunicação entre um falante e outro.

Ex:

Psiu! Sou eu, Fernando! Alô, com quem falo? Plim, Plim (chamado de um canal famoso de televisão)

Referencial Ligada à referência, demonstra a exatidão de uma mensagem. Objetiva e clara, não trabalha senão com a denotação da idéia apresentada. Ex: Um texto explicando as orações subordinadas substantivas em um livro de Língua Portuguesa.

Metalinguística Ligado ao código. Um livro de gramática falando do uso da língua portuguesa é um caso típico de função metalinguística. Na vida cotidiana, fazemos uso inumeráveis da metalinguagem, por exemplo, quando dizemos que samba é uma palavra de origem africana; que forró leva acento por ser uma palavra oxítona terminada em (o); que paralisia se escreve com s e não com z. Em síntese a metalinguagem consiste em usar a linguagem para comentar a própria linguagem. Ex: Dicionário – livro sem enredo nem personagens que serve para mostrar a extensão da nossa ignorância. (Millôr Fernandes)

Poética Ligada ao contexto, demonstra a recriação da idéia de uma palavra mediante o contexto apresentado. Trabalha com a conotação do termo, indicando sua extrapolação. Ex: Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. (Carlos Drummond de Andrade)

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Texto Não-Verbal

PARA CONCURSOS HENRIQUE CASTELO BRANCO Texto Não-Verbal Texto Verbal – (Prosa ou Verso) “A maior pena

Texto Verbal – (Prosa ou Verso) “A maior pena que eu tenho, punhal de prata, não é de me ver morrendo, mas de saber quem me mata.”

(Cecília Meireles)

“Sob uma enxurrada de críticas, menos de dois dias após a reunião, ninguém mais queria assumir a paternidade da idéia.”

(Revista Época)

00) OBSERVE O ENUNCIADO ABAIXO:

QUE FRIO! QUE VENTO! QUE CARO! QUE ABSURDO! QUE BACANA! QUE TRISTEZA! QUE TARDE! QUE AMOR! QUE BESTEIRA! QUE ESPERANÇA! QUE MODOS! QUE NOITE! QUE GRAÇA! QUE HORROR! QUE DOÇURA! QUE NOVIDADE! QUE SUSTO! QUE PÃO! QUE VEXAME! QUE MENTIRA! QUE CONFUSÃO! QUE VIDA! QUE TALENTO! QUE ALÍVIO! QUE NADA ASSIM, EM PLENA FLORESTA DE EXCLAMAÇÕES, VAI-SE TOCANDO PRA FRENTE.

(CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)

EM RELAÇÃO AO ENUNCIADO, ASSINALE A AFIRMATIVA CORRETA:

A) NÃO É UM TEXTO, POIS É UM AMONTOADO DE FRASES SEM CONEXÃO

ENTRE SI.

B) O TEXTO NÃO TEM SENTIDO POR FALTA DE ELEMENTOS COESIVOS.

C) A PONTUAÇÃO COMPROMETE O SENTIDO DO TEXTO.

D) A ÚLTIMA FRASE COMPENSA A FALTA DE ELEMENTOS COESIVOS E DÁ

SENTIDO AO TODO.

E) NÃO É UM TEXTO, POIS O TRECHO FAZ PARTE DE UM POEMA DO AUTOR.

Gabarito correto: Letra D, visto que a última frase retoma as frases soltas na primeira parte, estabelecendo por meio da coesão o todo-significativo necessário para que se tenha um texto.

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TEXTO LITERÁRIO X TEXTO NÃO LITERÁRIO

Características de Texto Literário:

- Linguagem pessoal, contaminada pelas emoções e valores de seu emissor.

- Linguagem plurissignificativa, conotativa.

- Função poética da linguagem.

- Recriação da realidade, intenção estética.

- Ênfase na expressão.

Características de Texto Não literário:

- Linguagem impessoal, objetiva, informativa.

- Linguagem que tende à denotação.

- Função referencial da linguagem.

- Informação sobre a realidade.

- Ênfase na informação, no conteúdo.

O uso de conotações torna o texto mais literário. Observe como a linguagem literária pode enriquecer o seu texto. Os textos a seguir referem- se à cidade de Brasília, um com linguagem não literária e outro com linguagem literária.

Texto I Brasília, sede administrativa do país, foi inaugurada pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 21 de abril de 1960, após 1000 dias de construção. Em 1987, foi tombada pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade.

(Folheto da Setur)

Texto II Brasília é uma cidade abstrata. E não há como concretizá-la. É uma cidade redonda e sem esquinas. Também não tem botequim para a gente tomar um cafezinho. É verdade, juro que não vi esquinas. Em brasília não existe cotidiano. A catedral pede a Deus. São duas mãos abertas para receber. Mas Niemeyer é um irônico: ele ironizou a vida. Ela é sagrada. Brasília não admite diminutivo. Brasília é uma piada estritamente perfeita e

sem erros (

)

. Brasília é um futuro que aconteceu no passado.

(Clarice Lispector)

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Estilística: Figuras de Linguagem

Elipse: omissão de um termo, facilmente perceptível. Ex: “ Na rua deserta, nenhum sinal de bonde”. Clarice Lispector

Zeugma: elipse para não repetir verbo, substantivo ou uma sentença. Ex: Carla foi à festa, e Maria não.

Hipérbato: inversão da ordem direta dos termos das orações. Ex: Viajam alegres os atletas da cidade de Cuiabá.

Pleonasmo: repetição enfática de termo ou idéia. Ex: As pétalas, levou-as a água da chuva.

Anáfora: repetição de uma palavra ou expressão no início de versos ou de frases.

Ex:

“Eu quero um lua plena Eu quero sentir a noite Eu quero olhar as luzes Que teus olhos não têm me deixado ver ”

Agora eu vou viver

(Totonho Villeroy e Bebeto Alves)

Silepse: concordância com a idéia e não com a palavra, o que permite dizer que deixa-se de lado a concordância segundo à norma padrão e utiliza-se a concordância mental. A silepse pode ser:

De gênero (masculino / feminino) Vossa Excelência, senhor presidente, está cansado. De número ( singular / plural ) A torcida furiosa com os jogadores invadiram o campo. De pessoa ( 3ª pessoa do plural ou singular + 1ª pessoa do plural) Os brasileiros precisamos analisar melhor os candidatos.

Metáfora: substituição de uma palavra por outra com base em uma semelhança é uma comparação sem conjunção comparativa. “Sua boca é um cadeado E meu corpo é uma fogueira.” Chico Buarque de Holanda

Não confunda metáfora com comparação também conhecida como símile. A comparação sempre será marcada pelos conectores de comparação. Ex: Meu tio é bravo como um leão.

Metonímia: substituição de uma palavra por outra, baseada em proximidade, limitação ou extensão de sentido, relação de causa e efeito,

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qualquer relação que não seja de semelhança. A seguir alguns exemplos de metonímia. Continente pelo conteúdo:

Bebemos uma xícara de chá. O Brasil ficou decepcionado com o governo do PT. Causa pelo efeito:

Sou alérgico a cigarro.

Lugar de origem pelo produto:

Bebia calmamente um porto. Fumava um belo havana. Autor pela obra:

Gostava de ler Graciliano Ramos.

Abstrato pelo concreto:

A juventude é corajosa e nem sempre conseqüente. O símbolo pela idéia simbolizada:

A espada (força) curvou-se à coroa (poder).

Parte pelo todo:

“O bonde passa cheio de pernas.” Carlos Drummond de Andrade

Catacrese: é uma metáfora estratificada, que se usa não por criatividade, mas por não haver outra palavra que a substitua. Ex: Folha de livro, dente de serrote, dente de alho, braço de rio, braço da cadeira, pé de mesa, barriga da perna, bico de bule, asa de avião, asa de xícara, embarcar no trem, azulejo branco e outros.

Sinestesia: É a transferência de percepções da esfera de um sentido para a de outro, do que resulta uma fusão de impresses sensoriais de grande poder sugestivo. Ex: Em seu olhar gelado percebi uma ponta de desprezo.

Prosopopéia ou Personificação: atribuição de características humanas a seres que não são humanos. Ex: “Ah, cidade maliciosa de olhos de ressaca que das índias guardou a vontade de andar nua.”

Eufemismo: suavização do que é desagradável.

Ex:

Faltar com a verdade. (mentir)

Ir para o andar de cima. (morrer)

Ferreira Gullar

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Hipérbole: exagero. Ex: Já falei um milhão de vezes que te amo.

Ironia: afirmação com sentido contrário.

Ex:

“Moça linda, bem tratada,/três séculos de família,/ burra como uma porta: / um amor”.

Que careta simpática.

Antítese: aproximação de idéias opostas.

Ex:

A pobreza do eu

a opulência do mundo

A opulência do eu

a pobreza do mundo

A pobreza de tudo

A opulência de tudo

A incerteza de tudo

Na certeza de nada.

Carlos Drummond de Andrade

Paradoxo : é a colocação de idéias opostas, entretanto a relação colocada é absurda. Ex: “Amor é fogo que arde sem se ver / é ferida que dói e não se sente”.

Anacoluto: é a figura de linguagem em que se interrompe um modelo sintático e passa-se para outro, ficando um termo ou uma expressão sem função sintática na construção resultante. Ex: Eu, enganaram-me todos os amigos!

Apóstrofe: é uma figura que consiste na interpelação emocionada de uma entidade real ou fictícia como forma de tentar comover.

Ex:

Ó mar salgado, quando do teu sal São lágrimas de Portugal (Fernando Pessoa) Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?

Vícios de Linguagem

(Castro Alves)

Cacofonia (Som desagradável formado pela junção de sílabas de palavras vizinha)

Ex: Nunca ganhei na loto; a boca dela; mande-me já isso.

Pleonasmo (Repetição de uma mesma idéia sem expressividade)

Ex: Subir para cima; panorama geral; ilha fluvial do rio Araguaia, monopólio exclusive, comparecer pessoalmente.

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Eco (É a rima na prosa)

Ex: A flor tem odor e frescor. Com medo, Alfredo ocultou-se no arvoredo.

Solecismo (Erro de sintaxe: concordância, regência, colocação)

Ex: falta cinco alunos, eu lhe estimo.

termos

considerados informais.)

Ex: "Ele era um tremendo mané!"; "Tô ferrado!"; "Tá ligado nas quebradas, meu chapa?"

Plebeísmo

(Normalmente

utiliza

palavras

de

baixo

calão,

gírias

e

“Ontem, ontem tinha agá, hoje não tem. Hoje, ontem tinha agá, e hoje, como ontem, também tem”

01) Sobre o texto, assinale a alternativa incorreta.

a) Trata-se de um jogo de palavras espirituoso a que se denomina “trocadilho”.

b) As palavras “ontem” e “hoje” estão funcionando ora como sujeitos, ora

como adjuntos adverbiais de tempo.

c) A sentença exemplifica a função metalinguística da comunicação: o uso

da língua para falar da língua.

d) Os sentidos se constroem através de antíteses – oposição de termos e

de tempos.

e) O tom irônico da sentença traduz-se em crítica às sucessivas mudanças

semânticas da língua.

(Millôr Fernandes. Veja de 04-04-2012, p.145)

Gabarito correto: Letra E.

a) Há um trocadilho com as palavras “ontem” e “hoje”.

b) Os vocábulos “ontem” e “hoje” desempenham função sintática de sujeito e adjunto adverbial de tempo.

c) A função da linguagem é a metalinguística, visto que o autor usa a língua para discutir sobre um aspecto da língua.

d) Há presença da figura de linguagem “antítese” que aproxima ideias contrárias, opostas (hoje / ontem).

e) Não há discussão sobre as mudanças semânticas da língua, e sim ortográficas.

“Aquele casamento não poderia mesmo dar certo: ela gosta de

ler Dostoievsky; já ele só lê as tirinhas e as colunas esportivas do

jornal

e olhe lá!”

02) Sobre o enunciado, assinale a alternativa incorreta.

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a) A palavra “mesmo” funciona como reforço argumentativo de uma opinião,

a de que o casamento estava fadado ao insucesso. b) o locutor fundamenta sua opinião na adversidade socioeconômica do casal.

c) Em “ela gosta de ler Dostoievsky”ocorre uma figuração linguística que equivale a “Ela gosta de ler livros que foram escritos por Dostoievsky”.

d) Tirinhas são fragmentos ou segmentos de histórias em quadrinhos, em

faixas horizontais.

e) A expressão “e olhe lá!”faz parte do linguajar coloquial e é usada para

dar ênfase a uma expressão ou fazer uma advertência. Gabarito correto: Letra B. O locutor fundamenta sua opinião na diferença sociocultural do casal. Logo, item incorreto. Vale ressaltar que na Letra C, há presença da figura de linguagem “metonímia” (=o autor pela obra).

ALGUMAS RELAÇÕES SEMÂNTICAS NO TEXTO

Denotação e conotação: esses dois conceitos têm sido definidos por oposição mútua.

O primeiro é o componente do significado da palavra que nos remete

àquilo que ela representa, sem levar em conta impressões motivadas por

circunstâncias ocasionais.

O segundo resulta dos traços de sentido ocasionais que superpõem

ao significado denotativo por causa, sobretudo, de impressões provocadas

por motivação social ou razões de natureza subjetiva.

Com o advento do século XXI, novas ameaças ganharam relevo no mosaico dos problemas que colocam em risco a segurança dos povos, a estabilidade dos países e a concentração de esforços em favor da paz mundial. O terrorismo internacional, devido a seu poder de infiltração em diferentes regiões e sua capacidade para gerar instabilidade na comunidade internacional, constitui uma das principais ameaças da atualidade. 03 - A palavra “mosaico” (R.2) está sendo empregada, no texto, em sentido conotativo. Item correto, visto que tal expressão foi empregada no texto em sentido figurado.

Sinônimos: são as palavras que, com formas distintas, têm o mesmo (ou quase o mesmo) significado. Na verdade, levando-se em conta sobretudo a diferença de conotação, praticamente não existem sinônimos perfeitos.

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Antônimos: são as palavras que, com formas distintas, têm significação contrária, oposta.

O sábio e o ignorante Rui Barbosa, um dos maiores estadistas do Brasil, ouviu de

madrugada, um barulho no seu galinheiro. Já velhinho, pegou sua bengala

e se dirigiu para lá. Em lá chegando, se deparou com um ladrão que já

estava saindo com duas galinhas em cada mão. Nisto, o velho advogado apontou a bengala na cara do larápio e falou: - Ignoto cleptomaníaco. Se aqui vens por imperiosa necessidade, perdoar-te-ei, mas se o fazes para satisfazer teus espíritos deletérios ou para zombar da minha auto- prosopopeia, dar-te-ei com o meu cajado no alto da tua sinagoga e reduzir-

te-ei as massas encefálicas em cinzas cadavéricas neste solo pátrio. Daí o ladrão falou:

-

Ué!

eu

posso ou não posso levar as galinhas?

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04 - Assinale a alternativa incorreta.

a. A palavra “sinagoga” no texto significa cabeça.

b. “sábio” e “ignorante” são figuras contrastadas pelo autor.

c. Se a galinha fosse para matar a fome do ladrão, Rui Barbosa o perdoaria.

d. “neste solo pátrio” significa “nesta terra natal”.

e. Em “se o fazes para satisfazer espíritos deletérios”, o vocábulo “deletérios” é sinônimo de “deleite”. Gabarito correto: Letra E. Os vocábulos deletérios (=nocivo, prejuízo, danoso.) e deleite (=delícia, prazeroso.) não apresentam o mesmo significado. Logo, não podem ser classificados no texto como sinônimos.

Erro de português

Quando o português chegou Debaixo duma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol

O

05

a.

relação de antonímia.

b. A forma linguística “bruta” foi empregada no sentido conotativo.

c. A expressão “Que pena!” produz sentimentos de impotência.

d. O verbo da oração “O índio tinha despido o português” corresponde à voz

passiva.

O par “chuva” / “sol”, de acordo com o sentido, no texto, apresenta uma

índio tinha despido o português.

- Assinale a alternativa correta.

(Oswald de Andrade)

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e. As formas verbais “Vestiu” e “despido” conotam, respectivamente, as culturas do colonizado e do colonizador. Gabarito Correto: Letra B. O vocábulo “bruta” foi empregado no texto em sentido figurado (=violenta, bravia, severa). Entretanto, destaca-se a Letra A, por não haver relação de antonímia, visto que no texto os vocábulos “chuva” e “sol” não são palavras que denotam significados contrários, opostos. Ressalta-se que “chuva” é classificado morfologicamente como um substantivo e “sol” classifica-se como uma locução adjetiva (manhã de sol).

Homônimos e Parônimos:

O primeiro denota uma relação entre palavras que apresentam a mesma grafia e/ou a mesma pronúncia. O segundo relaciona palavras que apenas se assemelham na grafia e/ou pronúncia.

Não deixe a ilegalidade fazer mais vítimas. Agora é lei: registre gratuitamente até 31 de dezembro ou entregue a sua arma. Depois desse prazo, ter uma arma de fogo sem registro é crime e a pena é de um a três anos de prisão. Indenização para entrega de armas: entre R$ 100,00 e R$ 300,00. WWW.DPF.GOV.BR É O GOVERNO FEDERAL TRABALHANDO PARA A SUA SEGURANÇA. RESPEITAR A LEI É A SUA MELHOR ARMA.

(Veja de 26/11/2008)

06 – As palavras grifadas em “Respeitar a lei é a sua melhor arma” e em

“Ter uma arma de fogo sem registro é crime” têm o mesmo valor semântico. Item incorreto, visto que o vocábulo “arma” não apresenta o

mesmo valor semântico. No primeiro caso (=meio, recurso) e no segundo caso (=instrumento que serve para atacar ou defender).

07 - Em “A pena é de um a três anos de prisão” e em “Que pena!”, as

palavras grifadas, quanto à significação, são classificadas como homônimas. Item correto, pois o vocábulo “pena” tem a mesma grafia e pronúncia, mas significados diferentes. Logo, homônimas perfeitas.

Polissemia: é a possibilidade de a mesma palavra assumir significados diferentes. O contexto em que é usada, em geral, evita sentidos ambíguos.

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TEXTUAL PARA CONCURSOS HENRIQUE CASTELO BRANCO 08 – O vocábulo “veículo” empregado na tirinha

08 – O vocábulo “veículo” empregado na tirinha apresenta contexto

polissêmico. Item certo, visto que tal vocábulo é empregado com significados

diferentes; ora como meio de comunição, ora como meio de transporte.

Ambiguidade: também chamada de duplo sentido, ocorre quando, num mesmo contexto, uma palavra ou um enunciado admitem mais de um significado.

Traz meu café com suíta eu tomo Bota a sobremesa, eu como, eu como Eu como, eu como, eu como Você Tem que saber que eu quero correr mundo. 09 - A ausência de pontuação junto à palavra você (l.2) contribui para criar um sentido ambíguo. Item correto, pois a ausência de uma vírgula antecedendo o termo “você” acarretou uma possível ambiguidade ao texto em virtude de se relacionar tanto ao verbo “ter” com função de sujeito quanto ao verbo “comer” com função de complemento verbal.

Pressuposição: há certas palavras que desencadeiam em um enunciado sentidos implícitos, levando o leitor a interpretar o que está dito explicitamente.

I - O ALMOÇO É POR NOSSA CONTA. ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ II - GLOBO ESPORTE 30 ANOS:

A alegria do gol. A emoção da cesta, do ponto, da volta mais rápida. A

informação atualizada e a entrevista relevante. O Globo Esporte está completando 30 anos com um cardápio ainda mais rico e variado. Faça como os nossos campeões: não perca.

A gente se vê por aqui.

10 - A expressão “cardápio ainda mais rico e variado” apresenta um

pressuposto de que o programa ainda não tinha essas características.

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Item incorreto, visto que o autor deixa claro no texto que o cardápio é rico e variado, porém agora está ainda melhor. 10.1 - As palavras “nossa” e “nossos”, no processo de interação comunicativa, indicam o receptor do discurso. Item incorreto, pois o pronome “nossos” e “nossa” remete ao emissor do discurso (Rede Globo). 10.2 - No slogan da Rede Globo “A gente se vê por aqui” a expressão sublinhada substitui um pronome, que indica apenas uma das pessoas do processo de interação comunicativa. Item Incorreto, a expressão “a gente” faz alusão a dois elementos da comunicação: o emissor (Rede Globo) e o receptor (telespectador).

Paráfrase: consiste na tradução do sentido de uma expressão ou de um enunciado com palavras diferentes.

11 - Assinale a opção que, ao apresentar uma paráfrase do trecho

sublinhado, desrespeita e distorce os sentidos principais do texto original. Está de novo no ar a discussão (a) em torno da necessidade de estabelecer um “estado forte” no Brasil. O estímulo para o debate, desta vez, é a crise econômica, que turbinou os amigos do “estado forte” pelo mundo afora (b) – eis aí, argumentam eles, a prova de que os governos têm de mandar muito mais do que mandam (c), para não deixar que

mais

problemas

esperançosos chegam a imaginar, até, que existe em toda essa história uma demonstração de que o capitalismo, afinal, ainda pode ser derrotado (e) em algum momento do século XXI, após 200 anos de tentativas malsucedidas para acabar com ele.

a) Entrou novamente na pauta atual de discussão o debate

b) que entusiasmou, no mundo todo, os defensores do “estado forte”

c) a evidência da necessidade de o Estado exercer mais firmemente seu

poder de mando d) a fim de evitar que conjunturas tão graves como essa continuem a acontecer

e) que, com toda essa situação, o capitalismo se mostre, enfim, longe de

vencer Gabarito correto: Letra E. De acordo com o texto, percebe-se que o autor demonstra por meio da história a possibilidade de o capitalismo ainda ser derrotado.

O que não condiz com a informação apresentada nessa alternativa, visto que em nenhum momento o autor falou sobre o fato de o capitalismo estar longe de ser vencido. Logo, item incorreto.

tão

sérios

assim

continuem

ocorrendo

(d).

Os

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INTERPRETAÇÃO TEXTUAL

Apreensão Textual

1. O que se entende por apreensão?

Tratando-se de leitura de texto, entende-se por apreensão a operação que consiste em captar, perceber os sentidos inscritos no interior do texto que está sendo lido. Todas as informações necessárias para resolver as questões de apreensão de sentido estão contidas no texto proposto para leitura. Para resolve-las com acerto, portanto basta captar com precisão

aquilo que ele está dizendo. Cuidado com os erros comuns na interpretação: Redução ou Extrapolação.

Compreensão Textual e Intertextualidade

1. O que se entende por compreensão?

A compreensão, diferente da apreensão, consiste em saber relacionar os sentidos inscritos no interior do texto com outros sentidos transmitidos por outros textos anteriores ou pelos conhecimentos típicos da cultura em geral. O pleno entendimento do texto requer, pois, duas

operações distintas e complementares: a apreensão e a compreensão.

2. Relações Intertextuais ou Dialógicas

Todo texto, de uma forma ou de outra, faz referência a outros anteriores, compartilha alguma coisa com eles – é como se os textos se entrelaçassem ou dialogassem entre si. Não é por outra razão que se costuma dar a esse tipo de intercâmbio o nome de relações intertextuais, relações dialógicas ou ainda intertextualidade, que é o termo mais usado. Conhecer as várias maneiras com que um texto faz referência a outro pode contribuir para melhorar a compreensão do texto lido. É o que será exposto nos itens a seguir.

Tipos de Relações Intertextuais

basicamente

relações intertextuais:

dois

procedimentos

· A Citação;

· A Estilização;

para

o

estabelecimento

de

Intertextualidade por citação Quando um texto transcreve ou recupera passagens literais de outro texto, diz-se que a relação intertextual se deu por citação. ( ) A vida é um grande quebra-cabeças milhares, milhões de peças todas espalhadas sobre a mesa. Como disse Fernando Pessoa: “Deus

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quer, a obra nasce, o homem sonha.”

(Trecho de Crônica de Rubem Braga)

Intertextualidade por estilização Outra forma de relação intertextual pode-se dar pela reprodução do estilo do texto citado, isto em, o modo típico de um autor escrever, uma maneira característica de alguém falar, uma forma de composição textual própria de certa época literária.

Inferência Textual

É uma estratégia de leitura usada para extrairmos de um texto informações que não estão explícitas. Assim, através de pistas no texto, chegamos a conclusões sobre ele (ou parte dele). Muitos autores defendem que esta estratégia é o centro vital da compreensão. Ela está presente na leitura de quaisquer textos, dos mais simples aos mais complexos. A inferência permite chegar a uma compreensão mais aprofundada do que a mera compreensão literal do texto. Compreender um texto implica inferir sobre o que se lê, a partir daquilo que se sabe. A inferência permite dar coerência ao que se lê, extrair novas informações a partir do que está escrito, evocar informações que devem ser adicionadas ao texto e completá-lo.

Quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo e depois de quanto tempo o motorista poderá dirigir? Um copo de cerveja demora cerca de seis horas para ser eliminado pelo organismo. Uma dose de uísque, que é bem mais forte que a cerveja, demora mais tempo que isso. O mais garantido é que o motorista possa dirigir depois de 24 horas. Se ele estiver de ressaca e com sintomas provocados pela grande quantidade de álcool consumida, o melhor é ficar em casa. Este é o momento em que o álcool começa a ser tóxico e permanece no corpo por mais tempo.

(Fonte: http://g1.globo.com)

12 - Assinale a alternativa que apresenta o objetivo do texto. a. Discutir a importância do bafômetro para detectar a permanência de álcool no sangue.

b. Questionar a aprovação da lei seca.

c. Esclarecer dúvidas sobre o tempo de permanência de álcool no

organismo.

d. Orientar o motorista para que nunca consuma bebida alcoólica.

e. Esclarecer as sanções a quem dirige alcoolizado.

Gabarito Correto: Letra C, pois o objetivo do texto é esclarecer o motorista quanto ao tempo de permanência do álcool no organismo. Um questão clássica de apreensão textual.

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HOMEM COM H, O RETORNO

Regras de conduta Uma cervejaria americana reuniu na internet sugestões de leis que

devem reger o comportamento dos verdadeiramente machos do planeta. Entre as mais citadas:

. Telefonema de homem para homem não pode durar mais de cinco

minutos. Sem exceção;

.

Dente é o único cortador de unha aceitável do homem;

.

Homem jamais paga para alguém trocar o pneu do carro;

.

Homem não dá apelido aos órgãos genitais, nem permite que a mulher dê;

.

Homem solteiro não tem gato como animal de estimação;

. O cabelo do homem não pode ser mais comprido que o da mulher. E cortar só no barbeiro;

. Dois homens de verdade nunca ficam lado a lado no banheiro público. Se não houver intervalo adequado, é melhor voltar depois;

. Homem que é homem usa cueca samba canção.

(Texto adaptado - Veja, 28/06/2006).

13 - Quanto às informações implícitas e explícitas no texto, todas as afirmativas estão corretas.

I. Homem de verdade não vai à manicure.

II. O texto apresenta um grupo de interessados na volta do homem

verdadeiramente macho.

III. Homem, verdadeiramente macho, tem de ser rústico, grosso, insensível.

IV. No texto está implícito que no planeta predomina homens que não são

“verdadeiramente machos”. Item correto. As informações propaladas nas afirmativas traduzem de forma implícita e explícita o conteúdo do texto, pois na I (O dente é o único cortador de unha do homem que é macho), II (No título, percebe-se essa preocupação “Homem com H, o retorno”), III (O texto apresenta características do homem rústico: dente como cortador de unha, ficar no máximo 5 minutos no telefone com qualquer outro homem sem exceção ), IV (Se há a necessidade do retorno do Homem com H. Logo, subentende-se que os que aqui estão não são machos verdadeiros).

14 - Na expressão “homem que é homem” infere-se que há vários tipos de

homens.

Item correto. Pode-se perceber pela leitura do segmento textual que há os homens verdadeiramente machos e os que não o são. Logo, já podemos inferir outros possíveis tipos de homens.

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I- O almoço é por nossa conta. II- Globo Esporte 30 anos:

A alegria do gol. A emoção da cesta, do ponto, da volta mais rápida. A informação atualizada e a entrevista relevante. O Globo Esporte está completando 30 anos com um cardápio ainda mais rico e variado. Faça como os nossos campeões: não perca.

15 - Considerando fatores extralinguísticos, a palavra “almoço” usada no enunciado I, pode ser substituída por “jantar” sem prejuízo da coerência textual. Item incorreto. A substituição do vocábulo no texto confere prejuízo à coerência textual, visto que o programa Globo Esporte é transmitido no horário do almoço. Vale ressaltar que a compreensão textual foi importante para a interpretação.

Feliz Nokia para falar a zero centavo com qualquer vivo e fixo.

Veja n. 2035, ano 40, n. 46, 21/11/2007.

16 - A expressão “Feliz Nokia” estabelece uma relação de sentido com “Feliz Natal”. Item correto. Essa relação de sentido damos o nome de intertextualidade.

Tipologia Textual

Descrição

Descrição é o retrato, por meio de palavras, de um ser. É a apresentação da imagem visível do objeto. É uma visão através de elementos fundamentais da pintura: desenho, cor, relevo, luz, perspectiva, etc.

Descrição é uma espécie de pintura por palavras, a apresentação verbal da sequência dos aspectos sob os quais evocamos ou imaginamos seres e ambientes. Não é nomear o maior número possível de elementos,

mas captar, com intuição seletiva, os traços que transmitem uma impressão dominante para a sensibilidade do leitor. Elementos importantes:

1 – Frases nominais ou orações em que predominam verbos de ligação;

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3 – Uso de expressões conotativas

4 – Sensações: percepções visuais, auditivas, olfativas, gustativas e táteis.

5 - Não existe sequência temporal (cronológica)

6 - Descrição física e psicológica (Pessoa, ambiente ou paisagem)

Sou um aleijado. Devo ter um coração miúdo, lacunas no cérebro, nervos diferentes dos nervos dos outros homens. E um nariz enorme, uma boca enorme, dedos enormes.

Narração

(Graciliano Ramos)

“O acontecimento vivido é finito, ou pelos menos encerrado na esfera do vivido, ao passo que o acontecimento lembrado é sem limites, porque é apenas uma chave para tudo o que veio antes e depois.” (Walter Benjamin)

Elementos da narrativa Os elementos básicos da narrativa são a personagem, o espaço e o tempo, organizados por um narrador. O espaço em que as ações acontecem está intimamente ligado ao tempo em que ocorrem, da mesma maneira que ambos estão ligados à caracterização das personagens. É nessa articulação – chamada enredo – que se instaura um movimento que faz o leitor envolver-se com o narrador.

Estrutura da narrativa Para compreender o desenrolar do enredo, é preciso estar atento para o conflito, isto é, o elemento de tensão que organiza os fatos e os faz avançar, prendendo a atenção do leitor. Esse conflito, de modo geral, determina as partes do enredo. · Introdução (ou apresentação): é o começo da história, no qual se apresentam os fatos iniciais, as personagens e, às vezes, o tempo e o espaço. · Complicação (ou desenvolvimento): é onde o conflito se desenvolve, complica-se (pode haver mais de um conflito na história). · Clímax: é o ponto culminante da história, o de maior tensão, quando o conflito atinge seu ponto máximo. · Conclusão (desfecho, desenlace): é a solução final do conflito, que pode ser feliz, trágica, inesperada, cômica, surpreendente, etc.

O enredo pode se desenvolver de modo linear, isto é, numa sucessão contínua dos fatos que vêm um após o outro, num encadeamento lógico de causa e consequência. Mas ele também pode desenvolver-se de modo não linear, ou seja, não há uma sequência nos fatos, que evoluem aos saltos, com omissões, interrupções e cortes.

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Tipos de discurso

Damos o nome de discurso à fala das personagens em uma narração. Há várias maneiras de tratar as falas das personagens numa narrativa.

Discurso direto É a reprodução direta da fala das personagens. É um recurso que imprime maior agilidade ao texto, permitindo ao autor mostrar o que acontece, em vez de apenas contar. Também permite utilizar o modo de falar das personagens como elemento caracterizador. Ainda agora, através da sujeira a envolvê-la, ele a enxergava

como a vira no primeiro dia, encostada numa árvore, o corpo esguio, o rosto sorridente, mordendo uma goiaba.

- Tu parece que nem veio de longe

Ela riu:

- A gente tá chegando. Tá pertinho. Tá bom chegar. Ele fechou ainda mais o rosto sombrio:

- Num acho não.

(Jorge Amado – Gabriela, Cravo e Canela)

Marcas do discurso direto

· Introduzido por verbos de dizer (falar, responder, retrucar, murmurar,

afirmar, indagar, interrogar, perguntar, questionar, ordenar e outros de

mesmo valor).

· Antes da fala há travessão e dois-pontos (geralmente).

· O travessão constitui parágrafo. Não se deve colocar vários travessões para a fala da mesma personagem.

· Os pronomes, o tempo verbal, os advérbios são determinados pelo contexto em que se insere a personagem.

Discurso Indireto As falas das personagens são incorporadas e adaptadas pelo

fala da

narrador. Dessa forma, conta-se mais do que se mostra. A personagem chega ao leitor por via indireta.

que o ajudasse a fazer um trabalho (Carlos Drumond de Andrade)

O garoto da vizinha me pediu escolar.

Marcas do discurso indireto:

· Também vem introduzido por verbos de dizer.

· Vem separado da fala do narrador, não por sinais de pontuação, mas por uma partícula introdutória, normalmente as conjunções que ou se.

· Os pronomes, os tempos verbais, os advérbios e elementos que

dependem da situação são determinados pelo contexto em que se insere o

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narrador.

Discurso Indireto Livre É uma combinação dos dois anteriores, confundindo as expressões do narrador com as das personagens.

O desolado Juarez tinha perdido tudo. E agora, cadê dinheiro para comprar tudo de novo?

Marcas do discurso indireto livre:

· Excluem-se as partículas introdutórias que / se e também os verbos de dizer. · Nele estão presentes exclamações, interjeições e outros elementos expressivos que marcam a fala ou o pensamento da personagem.

Passagem do Discurso Direto para o Indireto e Vice-versa.

Presente do Ind.

Pret.Perfeito do Ind.

Fut. do Presente do Ind.

Pretérito Imperfeito do Ind.do Ind. Pret.Perfeito do Ind. Fut. do Presente do Ind. Pret.mais-que-perfeito do Ind. Fut. do Pretérito

Pret.mais-que-perfeito do Ind.Ind. Fut. do Presente do Ind. Pretérito Imperfeito do Ind. Fut. do Pretérito do Ind. Imperativo

Fut. do Pretérito do Ind.Pretérito Imperfeito do Ind. Pret.mais-que-perfeito do Ind. Imperativo Pret. Imperfeito do Subj. Dissertação Dissertar

Imperativo

do Ind. Fut. do Pretérito do Ind. Imperativo Pret. Imperfeito do Subj. Dissertação Dissertar é

Pret. Imperfeito do Subj.

Dissertação

Dissertar é questionar a realidade tomada como problema, desenvolvendo uma análise crítica que revela nosso pensamento e nossa posição diante do mundo questionado. Nosso pensamento é individual, mas reflete a cultura em que vivemos. No texto dissertativo, predominam os conceitos lógicos e racionais.

Tipos de dissertação:

Argumentativa: quando tentamos formar a opinião do leitor ou ouvinte tentando persuadi-lo de que a razão está conosco.

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Expositiva: são explanadas as idéias sem persuadir o leitor, apenas demonstrando idéias de forma impessoal.

Explode no mundo da violência: terror, seqüestro, assaltos, assassinatos, corrupção, tortura, humilhação, fome, dor, violência disseminada, compartilhada, globalizada.

Injunção ou Instrucional

É aquele no qual predomina a função conativa ou apelativa da linguagem, na tentativa de persuadir o receptor a atender o pedido feito pelo emissor da mensagem. Os verbos no modo imperativo são amplamente utilizados nesse tipo de texto por sua característica de traçar recomendações, conselhos ou ordens aos receptores das mensagens. Esse tipo textual é frequuente em textos publicitários.

Cuidados para evitar envenenamentos:

· Mantenha sempre medicamentos e produtos tóxicos fora do alcance das crianças;

· Não utilize medicamentos sem orientação de um médico e leia a bula antes de consumi-los;

· Não armazene restos de medicamentos e tenha atenção ao seu prazo de validade;

· Nunca

medicamento;

· Evite tomar remédio na frente de crianças;

rótulo ou a bula antes de usar qualquer

deixe de

ler

o

· Não ingira nem dê remédio no escuro para que não haja trocas perigosas;

· Não utilize remédios sem orientação médica e com prazo de validade vencido;

· Mantenha os medicamentos nas embalagens originais;

Aos vinte e sete dias do mês de março de dois mil e seis, no auditório da Secretaria Nacional de Recursos Hídricos, realizou-se a sessão de análise dos resultados do seminário “Gestão de Recursos Hídricos: Olhar o Futuro”, com a presença dos organizadores do referido evento, sob a presidência do secretário nacional de recursos hídricos, João Bosco Senra, que participara da solenidade de encerramento, na sexta-feira anterior, quando afirmara que o Plano Nacional de Recursos Hídricos precisava ter a participação social, sem a qual os resultados seriam pífios. Após a avaliação do êxito das atividades do seminário, Senra informou que

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quarenta e quarto reuniões públicas foram programadas para o corrente ano para apresentar o plano e discuti-lo com a sociedade civil, os gestores, as empresas de saneamento e os grandes setores consumidores de água, como agronegócio, campo industrial e setor elétrico.

17 - Com relação à tipologia, constata-se que o texto é predominantemente

narrativo.

Item correto. De acordo com as escolhas lexicais e o modo de organização do texto, temos a presença de um texto narrativo em que se preocupa narrar o ocorrido durante a sessão.

Com o advento do século XXI, novas ameaças ganharam relevo no mosaico dos problemas que colocam em risco a segurança dos povos, a estabilidade dos países e a concentração de esforços em favor da paz mundial. O terrorismo internacional, devido a seu poder de infiltração em

diferentes regiões e sua capacidade para gerar instabilidade na comunidade internacional, constitui uma das principais ameaças da atualidade.

18 - No texto, de tipologia predominantemente narrativa, o autor apresenta

a forma de atuação dos terroristas no cenário internacional. Item incorreto. Na leitura do texto, percebe-se que o autor apresenta sua opinião / ponto de vista sobre a questão da segurança internacional. Logo, o texto é dissertativo.

Analise as possibilidades e, então, estabeleça metas para conseguir o que quer. Você saberá usar a diplomacia para atrair parcerias ideais, que lhe abrirão perspectivas. Viva os dias que se seguem com a certeza de que suas qualidades est.o sendo valorizadas.

(Horóscopo, Tititi, 7/03/2008).

19 - O texto acima é um exemplo de gênero em que predomina:

a. uma sequência conversacional.

b. uma defesa de um ponto de vista.

c. uma sequência instrucional.

d. uma definição de futuros conceitos.

e. uma exposição de argumentos previstos.

Gabarito correto: Letra C. Percebe-se que o texto acima apresenta o genero horóscopo e tem tipologia injuntiva ou instructional, pois o autor traça recomendações, conselhos ao receptor da comunicação. SOMOS TODOS PIRATAS Pelas regras de direitos autorais em vigor, quase todo internauta é um fora-da-lei. Afinal, o que está errado?

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Nunca tantos copiaram tanto em tão pouco tempo. O filme que acabou de ser lançado. A última versão do simulador de vôo. A música no topo das paradas. Toques para o celular. Tudo isso pode ser obtido imediatamente e de graça na internet. Na rede, copiar é tão natural quanto respirar. Nenhuma geração na História teve, como a nossa, a possibilidade de conhecer e de usufruir tantas obras culturais. Hoje, pelo menos 2,5 milhões de brasileiros trocam pela internet arquivos de música, vídeo, programas de computador e jogos. Essa turma conectada inclui, para todos os efeitos, qualquer um que use computador ativamente. Copiar é tão fácil que nem sabemos quando estamos infringindo alguma lei. A verdade, caso alguém ainda tenha alguma dúvida a respeito, é bastante singela. Somos todos criminosos. Somos todos piratas. Todos? Bem, talvez nem todos. Mas você conhece alguém que – de verdade – nunca tenha feito uma cópia ilegal de músicas, filmes ou programas de computador? (Época, 06/03/06, p. 64).

20 - Com relação ao tipo e gênero textual é CORRETO dizer:

a. trata-se de texto jornalístico, com características narrativas, em que

predomina um estilo de comunicação informal. b. trata-se de gênero jurídico, que discute a lei contra a pirataria.

c. trata-se de gênero propaganda, uma vez que propõe convencer o leitor que ele também pode ser um pirata.

d. trata-se de texto argumentativo, gênero jornalístico, que defende um

ponto de vista.

e. trata-se de texto em que predominam somente as características

narrativas.

Gabarito correto: Letra D. De acordo com as escolhas lexicais do autor e o modo de organização do texto, percebe-se que tal texto apresenta tipologia dissertativa-argumentativa e representa um texto do gênero jornalístico.

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ELEMENTOS DA TEXTUALIDADE:

COESÃO TEXTUAL, COERÊNCIA TEXTUAL E PROGRESSÃO TEMÁTICA.

Coesão Textual

Podemos definir coesão como sendo a articulação entre as várias partes do texto. Ele está marcada na superfície textual e é constituída por elementos que aparecem explicitamente para o leitor.

A rede de relações que caracteriza a coesão responde em grande

parte pelo sentido do texto, já que as informações não existem isoladas, elas são interdependentes. As marcas de coesão, assim, ajudam o leitor a se orientar, mostrando a ele o caminho da leitura. Como aparecem na superfície do texto, essas marcas são termos mapeáveis, isto é, podem ser identificadas, apontadas, como uma rua em um guia de certa cidade.

1.1 - Coesão Referencial: Anafórica e Catafórica Há determinadas palavras que fazem referência a outras palavras ou trechos da superfície do texto, sendo por isso chamadas genericamente de palavras referenciais. Quando esses termos fazem referência a elementos anteriores, retomando-os para dar continuidade ao sentido do texto, são chamados anafóricos. Quando em contrapartida, referem-se a elementos que ainda vão aparecer no texto, são chamados de catafóricos.

Só quero isto: a sua amizade.

(Coesão Referencial Catafórica)

O pronome demonstrativo “isto” antecipa uma expressão que será dita posteriormente no texto (a sua amizade).

A Floresta Amazônica perdeu 188.100 quilômetros quadrados nos

últimos dez anos. É o equivalente a 3,7% do total de matas. Apesar do avanço da devastação, há uma boa notícia. Nos últimos três anos os índices de desmatamento caíram. É um progresso, mas não dá para comemorar. Significa apenas que estamos perdendo a floresta mais devagar, não que paramos de destruí-la. E, em dezembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) afirmou que o desmatamento voltou a crescer. O tamanho do problema só será apresentado no final de 2008.

(Coesão Referencial Anáforica)

O pronome pessoal oblíquo “la” retoma um termo antecedente no texto “floresta amazônica”.

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Coesão Lexical

Nominalizações Eles testemunharam sobre o caso. O juiz disse, porém, que tal testemunho não valia por serem parentes do assassino.

Palavras ou expressões sinônimas ou quase sinônimas Os quadros de van Gogh não tinham nenhum valor em sua época. Houve telas que serviram até de porta de galinheiro.

Associação São Paulo é sempre vítima das enchentes de verão. Os alagamentos provocam engarrafamentos de quilômetros e prejudicam o trânsito.

Metonímia Santos Dumont chamou a atenção de toda a Paris. O Sena curvou-se diante de sua invenção.

Epíteto (palavra ou frase que qualifica pessoa ou coisa) Gláuber Rocha fez filmes memoráveis. Pena que o cineasta mais famoso do cinema brasileiro tenha morrido tão cedo.

Hiperonímia (vocábulo de significação mais abrangente) e Hiponímia (vocábulo de significação mais específica) O Brasil possui vários entraves burocráticos. Todas essas limitações prejudicam o crescimento do país.

(O vocábulo “país” é hiperônimo do termo “Brasil”, que é seu hipônimo.)

1.2 - Coesão Sequencial Os conectivos, como o próprio nome sugere, são palavras que servem para estabelecer conexões entre outras palavras, para ligar orações. Trata-se das conjunções, que, segundo as gramáticas, têm duas propriedades básicas: a função referencial e o conteúdo significativo. A coesão pode-se dar pela conexão, por meio de conectores ou operadores argumentativos, responsáveis pela concatenação, pela relação entre segmentos do texto.

I – À medida que a gasolina aumenta, cai à venda de carros. (Proporção) II – Como a gasolina aumentou muito, caiu a venda de carros. (Causa) III – A gasolina aumentou tanto que caiu a venda de carros. (Consequência)

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IV - Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças.Também não tem nada a ver com a crise brasileira. (Adição)

Os conectivos ou operadores argumentativos “à medida que, como, que, também” estabelecem com a oração ou período anterior um relação de sentido. Lembre-se de que um mesmo conectivo pode apresentar mais de um matiz significativo (mais de uma relação de sentido).

1.3– Coesão Recorrencial É realizada pela repetição de vocábulos ou de estruturas frasais semelhantes. Os carros corriam. corriam, corriam. O aluno finge que lê, finge que ouve, finge que estuda.

Coerência Textual

De fato, podemos dizer que a coerência textual está diretamente ligada à necessidade de estabelecer um sentido para o texto. Para haver coerência, é imprescindível encontrar unidade semântica entre seus elementos. Dito de outro modo, texto coerente é aquele que não apresenta contradições, que não quebra a progressão, que não é paradoxal. Existem duas espécies diversas de coerência:

- Extratextual : Aquela que diz respeito à adequação entre o texto e uma “realidade” exterior a ele. Por que judeus e árabes não podem resolver suas questões como bons cristãos? (Comentário: Percebe-se que há incoerência extratextual ou externa, pois não podemos relacionar os árabes ao cristianismo. Vale ressaltar que era necessário um conhecimento fora do texto para efetuarmos a correta relação.)

- Intratextual : Aquela que diz respeito à compatibilidade, à adequação, à não-contradição entre os enunciados do texto. Hoje, será julgado João da Praça, acusado de matar e ocultar o cadaver de uma mulher. (Comentário: Percebe-se que há incoerência intratextual ou interna, visto que João da Praça só pode ser acusado de ocultar o cadáver da mulher, e não matá-lo.)

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Progressão Textual

A progressão consiste em ir apresentando novas informações ao longo do texto, evitando repetir incansavelmente o que já foi falado. Equilibramos, assim, o que já foi dito com o que se vai dizer, garantindo a progressão do sentido.

A pobreza absoluta que vitima parcela expressiva da população como também o baixo grau de severidade da punição característica da legislação penal brasileira não são fatores suficientes para explicar os elevados níveis de roubos e homicídios que caracterizam nosso cotidiano. Parcela importante do problema reside 1) na omissão do sistema judiciário brasileiro em punir com rigor e exemplaridade os roubos e homicídios que acontecem diariamente no país. 2) na leniência das leis do código penal brasileiro aplicadas aos crimes bárbaros e hediondos. 3) na existência de grotões de miséria em todo o país, seja nas regiões menos desenvolvidas quanto nas cidades mais ricas e industrializadas. 4) na ausência de uma política de segurança pública que reforce a operacionalidade das polícias, da justiça e do sistema prisional. 5) na falta de recursos financeiros do grande contingente de brasileiros – de todas as partes do país – que orbita a periferia das grandes cidades.

Comentário: Percebe-se que o único trecho que pode complementar o texto, conferindo-lhe progressão de ideias sem gerar redundâncias ou incoerências é o de número 4. Ressalta-se que todos os outros trechos propalam informações que já foram ditas no início do texto: “A pobreza absoluta que vitima parcela expressiva da população como também o baixo grau de severidade da punição característica da legislação penal brasileira”.

A história de cada pessoa é parte da história biossociocultural. Esta, por sua vez, é parte da história cósmica. Esse enraizamento faz com que quatro forças entrem na constituição de sua identidade complexa: a cósmica, a biológica, a cultural e a pessoal.

(BOFF, L. O despertar da águia. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.)

21 - Sobre os recursos linguísticos usados para a coesão do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O emprego do pronome Esta é inadequado visto que retoma ideia posta

anteriormente, deveria ser usado Essa.

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( ) A expressão por sua vez no texto enfatiza que a história a que se refere também se insere em algo maior, em uma relação de acréscimo e gradação.

( ) As três repetições do termo história no texto empobrecem a relação

pretendida entre os tipos de história tratados por ser um hiperônimo. Assinale a sequência correta.

(A) F, F, V, V.

(B) V, V, F, F.

(C) F, V, V, F.

(D) V, F, F, F.

(E) F, V, F, V.

Gabarito correto: Letra C. O pronome demonstrativo “esta” desempenha característica anafórica no texto, retomando a expressão “parte da história biossociocultural”. Lembre-se de que o pronome “este e flexões” tem duplo caráter (anafórico ou catafórico). Já o pronome “essa” apenas tem característica anafórica. Há uma relação de acréscimo e gradação, pois a história de cada pessoa é parte da história biossociocultural que é parte da história cósmica. Outrossim, as repetições do vocábulo “história” não empobrecem o texto em virtude de serem tipos distintos da história e existe uma relação entre elas de hiponímia. (vocábulo de significação mais específica) – tipos mais específicos da história.

22 - Em relação ao excerto Ninguém sabe, contudo, se foi Mendel ou um de seus assistentes quem cometeu o erro., assinale a afirmativa correta.

(A) O conector contudo, entre vírgulas, acrescenta o sentido de conclusão

ao enunciado.

(B) O pronome quem, referindo-se a um dos assistentes, tem a função de

possessivo indireto.

(C) A conjunção se estabelece relação de condição em se tratando da

autoria do erro.

(D) O termo seus, elemento coesivo referencial, no excerto está retomando

Mendel.

(E) Na expressão o erro, o artigo definido está indevidamente utilizado

porque a palavra erro não possui referente no texto.

Gabarito correto: Letra D.

A) O conector “contudo” estabelece no texto uma relação de oposição, adversidade.

B) O pronome “quem” pode referir-se a um dos assistentes ou a

Mendel, destaca-se com função de pronome relativo.

C) O vocábulo “se” é classificado como conjunção integrante.

D) O pronome possessivo “seus” é elemento coesivo referencial

anafórico que tem como referente o termo “Mendel”.

E) O uso do artigo não compromete a correção nem a coerência

do texto.

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Muita gente não sabe usar um celular. Veja o que você NÃO deve fazer com ele.

- Não ande com o celular pendurado na calça. Fica feio. Guarde-o na

mochila. Dá para escutá-lo do mesmo jeito.

- Desligue o celular durante as aulas – ou em lugares públicos, como o cinema. Depois você acessa a caixa postal e pega a mensagem.

- Nunca telefone durante a aula. Não adianta se abaixar, nem cobrir o

celular com o cabelo. As pessoas vão perceber que você está ao telefone.

- Quando estiver com apenas uma amiga, não fique horas falando ao

celular. - Não ofereça o seu telefone só para ser simpática. Lembre-se da conta que vai chegar.

23 - Em relação aos recursos coesivos, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Na introdução do texto, o pronome você retoma o sentido de gente, e

ele, o sentido de celular; ambos constituem coesão por substituição lexical.

( ) Embora sem a presença de elementos coesivos interfrasais na primeira

recomendação, a segunda frase acrescenta a idéia de explicação à primeira frase.

( ) As recomendações não estão ligadas por elementos coesivos

interfrasais, o que as une é a progressão temática.

( ) Reescrevendo a última recomendação, sem alterar o sentido, fica: Não

ofereça o seu telefone só para ser simpática, portanto a conta vai chegar alta.

( ) Pode-se dizer que o texto é coerente porque apresenta uma rede de fatores de ordem lingüística, cognitiva e interacional.

Gabarito correto: F, V, V, F, V.

(F)

– Há relação coesiva referencial anafórica.

(V)

– Há relação de explicação entre a segunda e a primeira frase,

visto que fica feio ficar com o cellular pendurado na calça.

(V) – Não há elementos coesivos interfrasais nas

recomendações, porém o que as une é a progressão temática, pois vai se agregando novas recomendações para se usar corretamente o celular.

(F) – Há prejuízo para o sentido original, visto que na reescritura

passa a estabelecer uma relação de conclusão. O que não é percebido

no texto original. (V) – O texto é coerente, uma vez que as ideias do texto têm relação lógica.

APOSTILA DE INTERPRETAÇÃO TEXTUAL PARA CONCURSOS HENRIQUE CASTELO BRANCO

O imaginário, acionado pela imaginação individual, é pluriespacial e,

na interação social, constrói a memória, a história museológica. Mesmo que possamos pensar que estereótipos são resultado de matrizes, a cultura é dinâmica, porquanto símbolos e estereótipos são olhados e ressignificados

em determinado instante social.

24 - Preservam-se as relações argumentativas do texto bem como sua

correção gramatical, caso se inicie o último período por Ainda, em lugar de

“Mesmo” (R.2). Item correto, visto que o conectivo “mesmo que” tem valor concessivo e sua substituição por “ainda que” preserva a mesma relação de sentido.

O corte de 125 mil empregos em junho indica que a esperança de

gradual retomada do crescimento do mercado de trabalho no curto prazo era prematura e não deverá se concretizar. As raízes para esse estancamento encontram-se no comportamento do polo dinâmico da

economia mundial, os países emergentes, cujo desenvolvimento econômico começou a desacelerar — ainda que a partir de taxas exuberantes de

expansão.

expansão” (R.5-7),

identifica-se relação de causa e consequência entre a construção sintática

25 - No trecho “cujo desenvolvimento econômico (

)

destacada com travessão e a oração que a antecede. Item incorreto, visto que há relação de concessão entre as orações. O que é marcado pelo conectivo “ainda que”.

“O racismo brasileiro é isso: assassinato direto e indireto, maus tratos, falta de políticas públicas, desleixo, naturalização da desgraça, criminalização da

pobreza.”

(Revista Caros Amigos. Fevereiro de 2012.)

No

argumentativa contra essa prática condenável.

26 - Assinale a alternativa que indica o recurso argumentativo.

a. Periodização de eventos discriminatórios.

b. Enumeração de fatos e condutas negativas.

c. Apresentação de dados oficiais e estatísticos.

d. Uso de linguagem jornalística.

e. Utilização de termos técnicos sobre o assunto.

texto,

a

definição

dada

ao

racismo

apresenta

forte

tendência

Gabarito correto: Letra B. O autor apresenta fatos e condutas negativas relativas ao racismo brasileiro.