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CIÊNCIA DOS MATERIAIS Capítulo 3: A ESTRUTURA DOS SÓLIDOS CRISTALINOS Eng. Me. Paulo Demétrios S.
CIÊNCIA DOS MATERIAIS Capítulo 3: A ESTRUTURA DOS SÓLIDOS CRISTALINOS Eng. Me. Paulo Demétrios S.

CIÊNCIA DOS MATERIAIS

Capítulo 3: A ESTRUTURA DOS SÓLIDOS CRISTALINOS

Eng. Me. Paulo Demétrios S. LIMA

RESULTADO

RESULTADO
RESULTADO

OBJETIVO

Ao fim do capítulo o aluno deverá conhecer as principais formas de

estruturas cristalinas e saber como as

propriedades mecânicas e físicas estão

associadas com suas estruturas.

Conteúdos

Conteúdos

CONTEÚDO DESTA UNIDADE

Conceitos FundamentaisCONTEÚDO DESTA UNIDADE Estruturas Cristalinas de Metais:  CFC  CCC  CS  HC 

Estruturas Cristalinas de Metais:CONTEÚDO DESTA UNIDADE Conceitos Fundamentais  CFC  CCC  CS  HC  Cálculos

CFC

CCC

CS

HC

Cálculos de Densidade

Polimorfismo e Alotropia CS  HC  Cálculos de Densidade Sistemas Cristalinos, Redes de Bravais Direções e Planos

Sistemas Cristalinos, Redes de Bravais Bravais

Direções e Planos Cristalinose Alotropia Sistemas Cristalinos, Redes de Bravais  Densidades Atômicas Linear e Planar  Estruturas

Densidades Atômicas Linear e Planar

Estruturas Cristalinas Compactas

Materiais Cristalinos, Policristalinos e Não-CristalinosDensidades Atômicas Linear e Planar  Estruturas Cristalinas Compactas Difração de Raios-X: Estruturas Cristalinas

Difração de Raios-X: Estruturas CristalinasAtômicas Linear e Planar  Estruturas Cristalinas Compactas Materiais Cristalinos, Policristalinos e Não-Cristalinos

O QUE É UM CRISTAL?

O QUE É UM CRISTAL? Um cristal é um sólido cujos constituintes (átomos, moléculas ou íons)

Um cristal é um sólido cujos constituintes (átomos, moléculas ou íons) estão ORGANIZADOS NUM PADRÃO TRIDIMENSIONAL BEM

DEFINIDO, que se REPETE no

espaço.

CRISTAIS DE QUARTZO
CRISTAIS DE QUARTZO
DEFINIDO, que se REPETE no espaço. CRISTAIS DE QUARTZO MACROSCOPICAMENTE, a estrutura cristalina se manifesta por

MACROSCOPICAMENTE, a estrutura cristalina se manifesta por assumir a forma externa de um SÓLIDO DE FACES PLANAS.

ESTRUTURA CRISTALINA

ESTRUTURA CRISTALINA
ESTRUTURA CRISTALINA

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

MATERIAL CRISTALINO: organização periódica dos átomos que se organização periódica dos átomos que se

repete ao longo de grandes distâncias (metais, muitos cerâmicos e certos polímeros).

MATERIAL NÃO-CRISTALINO OU AMORFO: ausência de ordem, de um padrão na disposição de seus átomos/moléculas. ausência de ordem, de um padrão na disposição de seus átomos/moléculas.

ESTRUTURA CRISTALINA: arranjo espacial, ordenado e repetitivo, dos átomos no estado sólido. arranjo espacial, ordenado e repetitivo, dos átomos no estado sólido.

RETÍCULO: matriz tridimensional de pontos em que cada ponto tem exatamente a mesma vizinhança que os matriz tridimensional de pontos em que cada ponto tem exatamente a mesma vizinhança que os demais.

CÉLULA UNITÁRIA: unidade estrutural básica da estrutura cristalina. unidade estrutural básica da estrutura cristalina.

CÉLULA UNITÁRIA 2D

CÉLULA UNITÁRIA 2D

CÉLULA UNITÁRIA: 3D

CÉLULA UNITÁRIA: 3D

CÉLULA UNITÁRIA: MODELO DE

ESFERAS RÍGIDAS

CÉLULA UNITÁRIA: MODELO DE ESFERAS RÍGIDAS
CÉLULA UNITÁRIA: MODELO DE ESFERAS RÍGIDAS
CÉLULA UNITÁRIA: MODELO DE ESFERAS RÍGIDAS
CÉLULA UNITÁRIA: MODELO DE ESFERAS RÍGIDAS

ESTRUTURAS CRISTALINAS DOS

METAIS

Ligação metálica (NÃO DIRECIONAL) , não existem restrições quanto (NÃO DIRECIONAL), não existem restrições quanto

ao número e à posição dos átomos vizinhos mais próximos.

Grande número de vizinhos.número e à posição dos átomos vizinhos mais próximos. Empacotamentos densos. Estruturas mais comuns: CS ,

Empacotamentos densos.átomos vizinhos mais próximos. Grande número de vizinhos. Estruturas mais comuns: CS , CFC , CCC

Estruturas mais comuns: CS, CFC , CCC e HC . , CFC, CCC e HC.

Características das estruturas:densos. Estruturas mais comuns: CS , CFC , CCC e HC .  Número de coordenação.

Número de coordenação.

Fator de empacotamento atômico (FEA).

coordenação.  Fator de empacotamento atômico (FEA) . FEA volume deátomosemumacélulaunitária volume
FEA volume deátomosemumacélulaunitária volume totaldacélulaunitária
FEA
volume deátomosemumacélulaunitária
volume totaldacélulaunitária

ESTRUTURA CÚBICA DE

FACE CENTRADA

CFC

ESTRUTURA CRISTALINA CÚBICA

DE FACE CENTRADA (CFC)

ESTRUTURA CRISTALINA CÚBICA DE FACE CENTRADA (CFC) CARACTERÍSTICAS:  1 átomo em cada VÉRTICE e 1

CARACTERÍSTICAS:

1 átomo em cada VÉRTICE e 1 átomo no centro de cada FACE.

Número de átomos por célula: n = 4.

Número de coordenação: NC = 12.

FEA = 0,74.

de cada FACE .  Número de átomos por célula: n = 4 .  Número
de cada FACE .  Número de átomos por célula: n = 4 .  Número
de cada FACE .  Número de átomos por célula: n = 4 .  Número
de cada FACE .  Número de átomos por célula: n = 4 .  Número

CÉLULA CFC

CÉLULA CFC

CÉLULA CFC: FEA

FEA

volume de átomos em uma célulaunitária

volume total da célulaunitária

V

a

V

c

CÉLULA CFC: FEA

CÉLULA CFC: FEA
CÉLULA CFC: FEA

CÉLULA CFC: FEA

V volume de átomos emuma célulaunitária a FEA  Número de átomos/célula  volume total
V
volume de átomos emuma célulaunitária
a
FEA 
Número de átomos/célula
volume total da célulaunitária
unitária
V
c
4
PELO TEOREMA DE PITÁGORAS:
16
V
nV
  πR 
4
3
πR
3
a
esfera
a
2
3
3
+ a 2 = (4R) 2
V a
2a 2 = 16R 2
3
c
2
a 2 = 8R 74% do volume da célula
3
V c 
2R
2
16R 3
2
unitária estão ocupados pelos
a = 2R√2
átomos do material
16
3
πR
V
3
a
a 2R
2
FEA 
 0,74
3
V
16R
2
c

ESTRUTURA CRISTALINA CÚBICA

DE CORPO CENTRADO (CCC)

ESTRUTURA CRISTALINA CÚBICA DE CORPO CENTRADO (CCC) CARACTERÍSTICAS:  1 átomo em cada VÉRTICE e 1

CARACTERÍSTICAS:

1 átomo em cada VÉRTICE e 1 átomo no CENTRO do cubo.

Número de átomos por célula: n = 2.

Número de coordenação: NC = 8.

FEA = 0,68.

CENTRO do cubo.  Número de átomos por célula: n = 2 .  Número de
CENTRO do cubo.  Número de átomos por célula: n = 2 .  Número de
CENTRO do cubo.  Número de átomos por célula: n = 2 .  Número de
CENTRO do cubo.  Número de átomos por célula: n = 2 .  Número de

CÉLULA CCC

CÉLULA CCC

ESTRUTURA CRISTALINA

HEXAGONAL COMPACTA (HC)

ESTRUTURA CRISTALINA HEXAGONAL COMPACTA (HC) CARACTERÍSTICAS:  6 átomos em cada BASE (nos vértices de um

CARACTERÍSTICAS:

6 átomos em cada BASE (nos vértices de um hexágono regular, em torno de um átomo central) + 3 átomos em um plano adicional entre as bases.

Número de átomos por célula: n = 6.

Número de coordenação: NC = 12.

FEA = 0,74.

entre as bases.  Número de átomos por célula: n = 6 .  Número de
entre as bases.  Número de átomos por célula: n = 6 .  Número de
entre as bases.  Número de átomos por célula: n = 6 .  Número de

CÉLULA HC

CÉLULA HC

ESTRUTURAS CRISTALINAS DE

ALGUNS METAIS

Estrutura

Metal
Metal
ESTRUTURAS CRISTALINAS DE ALGUNS METAIS Estrutura Metal Cromo, Molibdênio, Ferro- Alumínio, Cobre, Ouro, Prata,
Cromo, Molibdênio, Ferro- Alumínio, Cobre, Ouro, Prata, Platina, Chumbo, Ferro-
Cromo, Molibdênio, Ferro-
Alumínio, Cobre, Ouro, Prata, Platina, Chumbo, Ferro-
Alumínio, Cobre, Ouro, Prata, Platina, Chumbo, Ferro- CCC CFC HC Zinco, Titânio, Cobalto, Cádmio, Magnésio

CCC

CFC

HC

Zinco, Titânio, Cobalto, Cádmio, Magnésio
Zinco, Titânio, Cobalto, Cádmio, Magnésio

CÁLCULO DE DENSIDADE

Onde:

CÁLCULO DE DENSIDADE Onde: nA ρ VN c A  : densidade do material [g/cm 3
nA ρ VN c A
nA
ρ
VN
c
A

: densidade do material [g/cm 3 ] n: número de átomos em cada célula unitária A: peso atômico [g/mol] V c : volume da célula unitária [cm 3 ] N A : número de Avogadro (6,023×10 23 átomos/mol)

CÁLCULO DE DENSIDADE: EXEMPLO

O cobre possui um raio atômico de 0,128 nm, estrutura cristalina CFC e um peso atômico de

63,5 g/mol. Calcule sua densidade e compare a

resposta com a sua densidade medida experimentalmente.

peso atômico de 63,5 g/mol. Calcule sua densidade e compare a resposta com a sua densidade

SOLUÇÃO

a p n µ m k M G 10 -15 10 -12 10 -9 10
a
p
n
µ
m
k
M
G
10 -15 10 -12
10 -9
10 -6 10 -3 10 3
10 6
10 9
Para uma célula CFC, tem-se:
• n = 4 átomos/célula
• a = 2R(2) 1/2
Portanto, para R = 0,128 nm = 0,128 × 10 -9 m = 0,128 × 10 -7 cm:
nA
nA
nA
nA
ρ
3
3
3
V N
a N
2R 2 N
16R
2 N
c
A
A
A
A

ρ

4 átomos/cél ula (63,5 g/mol)

10

7

16 2 0,128

ula (63,5 g/mol) 10  7  16 2  0,128  cm /célula  

cm /célula 6,023 10 átomos/mol

3

2

3

ρ 8,89g/cm 3
ρ 8,89g/cm
3
0,128  cm /célula   6,023 10 átomos/mol   3  2 3 ρ
Valor experimental: 8,94 g/cm 3
Valor experimental: 8,94 g/cm 3

POLIMORFISMO E ALOTROPIA

Metais e não-metais podem apresentar mais de uma estrutura cristalina:POLIMORFISMO E ALOTROPIA é o POLIMORFISMO . ALOTROPIA: o mesmo fenômeno em substâncias simples. A mudança

é o POLIMORFISMO.

ALOTROPIA: o mesmo fenômeno em substâncias simples. o mesmo fenômeno em substâncias simples.

A mudança na estrutura é função da temperatura e da pressão.. ALOTROPIA: o mesmo fenômeno em substâncias simples. Mudanças de propriedades. Exemplos :  Carbono Grafite:

Mudanças de propriedades.na estrutura é função da temperatura e da pressão. Exemplos :  Carbono Grafite: estável nas

Exemplos: :

Carbono

pressão. Mudanças de propriedades. Exemplos :  Carbono Grafite: estável nas condições ambientes. Diamante:

Grafite: estável nas condições ambientes.

Diamante: formado sob pressões extremamente elevadas.

Ferro

formado sob pressões extremamente elevadas.  Ferro 912ºC: CCC (Fe-  ) → CFC (Fe- 

912ºC: CCC (Fe-) CFC (Fe-)

1394ºC: CFC (Fe- ) CCC (Fe-)

SISTEMAS CRISTALINOS, REDES DE

BRAVAIS

Existem 7 geometrias possíveis para um cristal. Cada uma dessas geometrias é um SISTEMA CRISTALINO . SISTEMA CRISTALINO.

Cada geometria é caracterizada por 6 parâmetros: os comprimentosCada uma dessas geometrias é um SISTEMA CRISTALINO . das arestas ( a , b ,

das arestas (a, b, c) e os ângulos entre os eixos (, , ).

Os átomos do material podem se distribuir de 14 maneiras distintas. Cada um desses arranjos é um RETICULADO ou REDE DE RETICULADO ou REDE DE

BRAVAIS.

do material podem se distribuir de 14 maneiras distintas. Cada um desses arranjos é um RETICULADO

7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS

7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
Cúbico
Cúbico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
Ortorrômbico
Ortorrômbico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
Tetragonal
Tetragonal
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
Monoclínico
Monoclínico
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
Hexagonal
Hexagonal
7 SISTEMAS, 14 ARRANJOS Cúbico Ortorrômbico Tetragonal Monoclínico Hexagonal Romboédrico Triclínico
Romboédrico Triclínico
Romboédrico
Triclínico

ESTRUTURA CRISTALINA

ESTRUTURA CRISTALINA = RETÍCULO + ÁTOMOS
ESTRUTURA CRISTALINA =
RETÍCULO + ÁTOMOS

DIREÇÕES E PLANOS

CRISTALOGRÁFICOS

Necessidade de se especificarem planos e direções em um cristal:DIREÇÕES E PLANOS CRISTALOGRÁFICOS  Propriedades variam em função da direção cristalográfica (módulo de

Propriedades variam em função da direção cristalográfica (módulo de elasticidade, condutividade elétrica).

Metais se deformam mais facilmente através do escorregamento de determinados planos.

Planos e direções são identificados por 3 NÚMEROS INTEIROS ou ÍNDICES , obtidos a partir de um sistema de coordenadas definido 3 NÚMEROS INTEIROS ou ÍNDICES, obtidos a partir de um sistema de coordenadas definido na célula unitária.

por 3 NÚMEROS INTEIROS ou ÍNDICES , obtidos a partir de um sistema de coordenadas definido

DIREÇÕES CRISTALOGRÁFICAS

Uma direção é definida por um VETOR com comprimento conveniente que passa pela origem do sistema de referência. VETOR com comprimento conveniente que passa pela origem do sistema de referência.

Determinam-se os comprimentos das PROJEÇÕES do vetor sobre os eixos x , y e z , MEDIDOS EM TERMOS PROJEÇÕES do vetor sobre os eixos x, y e z, MEDIDOS EM TERMOS DOS COMPRIMENTOS DAS ARESTAS da célula unitária (a, b e c).

Se necessário, multiplicam-se os três números obtidos por um fator comum, a fim de se obterem os MENORES VALORES INTEIROS ( u , v e MENORES VALORES INTEIROS (u, v e

w) .

A direção é indicada colocando-se os três índices assim obtidos entre colchetes, sem vírgulas: [u v w ] . u v w].

Índices negativos são representados com uma BARRA sobre o índice apropriado. BARRA sobre o índice apropriado.

DIREÇÕES CRISTALOGRÁFICAS

Etapas x y z Projeções a a a a a 0 0 b b b
Etapas
x
y
z
Projeções
a
a
a
a
a
0
0
b
b
b
-b
0 0 0
c
c
0 c/2 0 0
0
z
z
Projeções
(em termos de a, b e c)
0
0
1
1
1
1
1
0 0 1 1 -1
0
1
1/2 0 1 0 0
1
0
2
0
0
Redução (se necessária)
1
1
1
1
0 0 1 1 -1
0
1
1 0 0 1 0 1
0
y
[1 1 1]
[1 1 0]
[0 1 0]
[0 0 1]
[2 0 1]
[1 0 0]
[1 1 0]
Direção
o
o

Obs: nos cristais hexagonais, as direções são indicadas com 4 índices, [u v t w].

x

x

FAMÍLIAS DE DIREÇÕES

CRISTALOGRÁFICAS

Direções cristalográficas que apresentam o mesmo espaçamento entre os átomos são EQUIVALENTES . EQUIVALENTES.

Direções equivalentes são agrupadas em FAMÍLIAS , representadas FAMÍLIAS, representadas

entre <” e “>”. Exemplo: em cristais cúbicos, as direções [100], [010],

[001], [100], [010] e [001] formam a família <100>.

[100] , [010] e [001] formam a família <100> . APENAS NOS CRISTAIS CÚBICOS , direções

APENAS NOS CRISTAIS CÚBICOS, direções que possuem OS MESMOS ÍNDICES , independente da ordem e do sinal, SÃO , direções que possuem OS MESMOS ÍNDICES, independente da ordem e do sinal, SÃO

EQUIVALENTES. Exemplo: [123] e [321] fazem parte da família <123>.

PLANOS CRISTALOGRÁFICOS

Um plano é representado por 3 NÚMEROS INTEIROS , chamados ÍNDICES DE MILLER . Exceção : cristais hexagonais utilizam 4 3 NÚMEROS INTEIROS, chamados ÍNDICES DE MILLER. Exceção: cristais hexagonais utilizam 4 índices.

Os índices de um plano são obtidos a partir do mesmo sistema de. Exceção : cristais hexagonais utilizam 4 índices. referência empregado para as direções, seguindo-se os

referência empregado para as direções, seguindo-se os passos

abaixo:

Determinam-se as interseções do plano com os eixos x, y e z.

A distância entre as interseções e a origem é expressa em função dos comprimentos das arestas da célula unitária, a, b e c.

Calcula-se o inverso de cada número obtido acima. Caso o plano seja paralelo a um determinado eixo, sua interseção é representada por e o seu recíproco é zero.

Se necessário, multiplicam-se os três números obtidos por um

mesmo fator, a fim de se obterem VALORES INTEIROS, os quais NÃO DEVEM SER REDUZIDOS.

A direção é indicada colocando-se os três índices entre parênteses, sem vírgulas: (hkl).

Planos cristalográficos

Índices negativos são representados com uma BARRA sobre o índice apropriado. BARRA sobre o índice apropriado.

Planos cujos índices são IGUAIS ou MÚLTIPLOS uns dos outros são paralelos. Planos com os mesmos índices de Miller IGUAIS ou MÚLTIPLOS uns dos outros são paralelos. Planos com os mesmos índices de Miller são ainda EQUIVALENTES (MESMO ARRANJO ATÔMICO). Dois planos cujos índices sejam simétricos também são paralelos e eqüidistantes em

sejam simétricos também são paralelos e eqüidistantes em relação à origem. Exemplo : (123) e (123).

relação à origem. Exemplo: (123) e (123).

O plano NÃO PODE PASSAR pela origem. Se isso acontecer, ENTÃO : NÃO PODE PASSAR pela origem. Se isso acontecer, ENTÃO:

Um novo plano paralelo é construído no interior da célula unitária, OU,

Desloca-se a origem do sistema de referência.

Nos CRISTAIS CÚBICOS , direções e planos com os MESMOS ÍNDICES são PERPERNDICULARES entre si. Exemplo CRISTAIS CÚBICOS, direções e planos com os MESMOS ÍNDICES são PERPERNDICULARES entre si. Exemplo: [123] e (123).

PLANOS CRISTALOGRÁFICOS

 

Etapas

x

y

z

1. Interseções

2.

(em termos de a, b e c) 3. Inversos

4. Redução (se necessária)

5. Plano

Interseções

a

a

a

-a a

1

-1

1

1

1

1

-1

1

1

1

2

1

-1

1

1

∞ ∞ b b

1

1

∞ ∞ ∞

0

0

0 0 1 1 0

0 1 1

(1 1 0)

(1 0 0)

(2 0 3)

(1 0 0)

(1 1 1)

0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 (1 1 0) (1 0 0)

∞ ∞

c

2c/3

2/3

1

∞ ∞

0

0

0

0 0 3 0 1

3/2 1

x

z

z y o y
z
y
o
y

o

FAMÍLIAS DE PLANOS CRISTALOGRÁFICOS:

ARRANJOS ATÔMICOS

Planos cristalográficos com o MESMO ARRANJO ATÔMICO (MESMO EMPACOTAMENTO ATÔMICO) são EQUIVALENTES . MESMO ARRANJO ATÔMICO (MESMO EMPACOTAMENTO ATÔMICO) são EQUIVALENTES.

Planos equivalentes são agrupados em FAMÍLIAS , representadas entre FAMÍLIAS, representadas entre

chaves. Exemplo: em cristais cúbicos, os planos (111), (111), (111),

(111), (111), (111), (111), (111) pertencem à família {111}.

, (111) , (111) , (111) pertencem à família {111} . APENAS NOS CRISTAIS CÚBICOS ,
, (111) , (111) , (111) pertencem à família {111} . APENAS NOS CRISTAIS CÚBICOS ,
, (111) , (111) , (111) pertencem à família {111} . APENAS NOS CRISTAIS CÚBICOS ,

APENAS NOS CRISTAIS CÚBICOS, planos que possuem OS MESMOS ÍNDICES , independente da ordem e do sinal, SÃO , planos que possuem OS MESMOS ÍNDICES, independente da ordem e do sinal, SÃO EQUIVALENTES.

Exemplo: (123) e (321) fazem parte da família (123).

CÉLULA CFC: ARRANJO ATÔMICO

NO PLANO (110)

CÉLULA CFC: ARRANJO ATÔMICO NO PLANO (110) A B C D E F
A B C D E F
A
B
C
D
E
F

CÉLULA CCC: ARRANJO ATÔMICO

NO PLANO (110)

CÉLULA CCC: ARRANJO ATÔMICO NO PLANO (110) A B C D E
A B C D E
A
B
C
D
E

DENSIDADE ATÔMICA LINEAR

DENSIDADE ATÔMICA LINEAR: fração do comprimento do vetor direção que é interceptada pelos átomos cujos centros estão sobre fração do comprimento do vetor direção que é interceptada pelos átomos cujos centros estão sobre o vetor:

pelos átomos cujos centros estão sobre o vetor: L DL  C L I onde: 
L DL  C L I
L
DL 
C
L
I

onde:

DL: densidade linear.

L c : comprimento total interceptado pelos círculos (átomos).

L I : comprimento do vetor compreendido pela célula.

Duas direções cristalográficas são EQUIVALENTES (pertencem à EQUIVALENTES (pertencem à

mesma FAMÍLIA) se possuem a mesma DENSIDADE ATÔMICA LINEAR.

DENSIDADE LINEAR: EXEMPLO

DENSIDADE LINEAR: EXEMPLO Calcule a densidade linear para a direção [100] em uma estrutura cristalina CCC.
Calcule a densidade linear para a direção [100] em uma estrutura cristalina CCC.
Calcule a densidade linear para a direção [100] em uma estrutura
cristalina CCC.

SOLUÇÃO: a densidade linear (DL) é dada por,

DL

L

C

L

I

A partir da figura ao lado, tem-se:

4R L a  I CCC 3 L c = 2R L 2R DL 
4R
L a
I
CCC
3
L c = 2R
L
2R
DL 
c
 0,866
L I 4 R
3
da figura ao lado, tem-se: 4R L a  I CCC 3 L c = 2R
R + R
R
+
R

DENSIDADE ATÔMICA PLANAR

DENSIDADE ATÔMICA PLANAR: fração da área do plano cristalográfico que é interceptada pelos átomos cujos centros estão sobre fração da área do plano cristalográfico que é interceptada pelos átomos cujos centros estão sobre o plano.

pelos átomos cujos centros estão sobre o plano. A DP  C A P onde: 
A DP  C A P
A
DP 
C
A P

onde:

DP: densidade linear.

A c : área total dos círculos (átomos)

A p : área do plano compreendida pela célula.

Dois planos cristalográficos são EQUIVALENTES (pertencem à mesma FAMÍLIA ) se possuem a mesma DENSIDADE ATÔMICA PLANAR . EQUIVALENTES (pertencem à mesma FAMÍLIA) se possuem a mesma DENSIDADE ATÔMICA PLANAR.

As densidades atômicas linear e planar são o análogo 1-D e 2-D do fator de empacotamento atômico (FEA).cristalográficos são EQUIVALENTES (pertencem à mesma FAMÍLIA ) se possuem a mesma DENSIDADE ATÔMICA PLANAR .

DENSIDADE PLANAR: EXEMPLO

DENSIDADE PLANAR: EXEMPLO Calcule a densidade planar para o plano (110) em uma estrutura cristalina CFC.
Calcule a densidade planar para o plano (110) em uma estrutura cristalina CFC.
Calcule a densidade planar para o
plano (110) em uma estrutura cristalina
CFC.

SOLUÇÃO: a densidade planar (DP) é dada

por,

DP

A

C

A

P

A partir da figura ao lado, tem-se:

A P

DP  A C A P A partir da figura ao lado, tem-se: A P 

ACAD4R2R 2A 8R 2

P

2

AD    4R   2R 2   A  8R 2 P

A c = ÁREA DE 2 CÍRCULOS = 2R 2

A  8R 2 P 2 A c = ÁREA DE 2 CÍRCULOS = 2 
A 2 π R 2 DP  c   0,555 A P 8R 2
A
2
π R
2
DP 
c
 0,555
A P
8R
2 2
2 P 2 A c = ÁREA DE 2 CÍRCULOS = 2  R 2 A
A B C D E F
A
B
C
D
E
F

ESTRUTURAS CRISTALINAS

COMPACTAS

ESTRUTURAS CRISTALINAS COMPACTAS PLANOS COMPACTOS DE ÁTOMOS: planos de máxima densidade atômica. Em um plano compacto,

PLANOS COMPACTOS DE ÁTOMOS: planos de máxima densidade atômica. Em um plano compacto, todos os átomos estão em contato direto.As estruturas CFC e HC (ambas com FEA = 0,74) podem ser descritas em termos de seqüência de empilhamento de planos

compactos.

CFC e HC (ambas com FEA = 0,74 ) podem ser descritas em termos de seqüência
CFC e HC (ambas com FEA = 0,74 ) podem ser descritas em termos de seqüência

ESTRUTURAS CRISTALINAS

COMPACTAS: ESTRUTURA HC

ESTRUTURAS CRISTALINAS COMPACTAS: ESTRUTURA HC Seqüência de empilhamento ABABABABA

Seqüência de empilhamento ABABABABA

ESTRUTURAS CRISTALINAS COMPACTAS: ESTRUTURA HC Seqüência de empilhamento ABABABABA

ESTRUTURAS CRISTALINAS

COMPACTAS: ESTRUTURA CFC

ESTRUTURAS CRISTALINAS COMPACTAS: ESTRUTURA CFC Seqüência de empilhamento ABCABCABCABC

Seqüência de empilhamento ABCABCABCABC

ESTRUTURAS CRISTALINAS COMPACTAS: ESTRUTURA CFC Seqüência de empilhamento ABCABCABCABC

COMPARAÇÃO DAS SEQÜÊNCIAS

DE EMPILHAMENTO CFC E HC

COMPARAÇÃO DAS SEQÜÊNCIAS DE EMPILHAMENTO CFC E HC

MATERIAIS MONOCRISTALINOS

MATERIAIS MONOCRISTALINOS MATERIAIS MONOCRISTALINOS: constituídos por um único cristal. Todas as células unitárias

MATERIAIS MONOCRISTALINOS: constituídos por um único cristal. Todas as células unitárias possuem a MESMA ORIENTAÇÃO. Exemplo: algumas pedras preciosas.

por um único cristal. Todas as células unitárias possuem a MESMA ORIENTAÇÃO . Exemplo : algumas
por um único cristal. Todas as células unitárias possuem a MESMA ORIENTAÇÃO . Exemplo : algumas

MATERIAIS POLICRISTALINOS

A maioria dos materiais cristalinos é formada por um grande número de cristais, denominados GRÃOS . GRÃOS.

Os metais, sob condições normais de solidificação, são policristalinos.POLICRISTALINOS A maioria dos materiais cristalinos é formada por um grande número de cristais, denominados GRÃOS

O CONTORNO DE GRÃO

Cada região delimitada corresponde a um GRÃO, o qual é formado por um grande número
Cada região delimitada
corresponde a um
GRÃO, o qual é formado
por um grande número
de células unitárias.
A fronteira entre dois
grãos adjacentes é o
CONTORNO DE
GRÃO.
Aço ABNT 1006

O contorno de grão

No contorno de grão os átomos estão desordenados. É uma região QUIMICAMENTE REATIVA.
No contorno de grão os átomos
estão desordenados. É uma
região QUIMICAMENTE REATIVA.

ANISOTROPIA

ANISOTROPIA: fenômeno em que as propriedades físicas dos cristais de algumas substâncias dependem da direção cristalográfica. fenômeno em que as propriedades físicas dos cristais de algumas substâncias dependem da direção cristalográfica. Exemplos: módulo de elasticidade, condutividade elétrica.

Essa direcionalidade está relacionada com a variação do espaçamento atômico ou iônico em cada direção.: módulo de elasticidade, condutividade elétrica. ISOTRÓPICAS: substâncias cujas propriedades independem da

ISOTRÓPICAS: substâncias cujas propriedades independem da direção. substâncias cujas propriedades independem da direção.

Materiais policristalinos, em geral, têm comportamento ISOTRÓPICO devido à orientação aleatória de cada grão. ISOTRÓPICO devido à orientação aleatória de cada grão.

Material Anisotrópico: Mica

Material Anisotrópico: Mica

APLICAÇÕES INDUSTRIAIS:

DIFRAÇÃO DE RAIOS X

DIFRAÇÃO DE RAIOS-X:

ESTRUTURAS CRISTALINAS

DIFRAÇÃO: fenômeno que ocorre quando uma onda encontra obstáculos cujos espaçamentos são comparáveis ao seu comprimento de onda, espalhando-a, podendo ocorrer então:

ao seu comprimento de onda, espalhando-a, podendo ocorrer então: INTERFERÊNCIA CONSTRUTIVA INTERFERÊNCIA DESTRUTIVA
ao seu comprimento de onda, espalhando-a, podendo ocorrer então: INTERFERÊNCIA CONSTRUTIVA INTERFERÊNCIA DESTRUTIVA
ao seu comprimento de onda, espalhando-a, podendo ocorrer então: INTERFERÊNCIA CONSTRUTIVA INTERFERÊNCIA DESTRUTIVA
ao seu comprimento de onda, espalhando-a, podendo ocorrer então: INTERFERÊNCIA CONSTRUTIVA INTERFERÊNCIA DESTRUTIVA
INTERFERÊNCIA CONSTRUTIVA
INTERFERÊNCIA
CONSTRUTIVA
ao seu comprimento de onda, espalhando-a, podendo ocorrer então: INTERFERÊNCIA CONSTRUTIVA INTERFERÊNCIA DESTRUTIVA
INTERFERÊNCIA DESTRUTIVA
INTERFERÊNCIA
DESTRUTIVA

Difração de Raios-X

Difração de Raios-X

LEI DE BRAGG

LEI DE BRAGG

DIFRATÔMETRO

DIFRATÔMETRO

DIFRAÇÃO DE RAIOS-X

Através da DIFRAÇÃO DE RAIOS-X se determina a estrutura cristalina de um material. Essa técnica é a DIFRAÇÃO DE RAIOS-X se determina a estrutura cristalina de um material. Essa técnica é a principal ferramenta de investigação da estrutura interna dos sólidos cristalinos.

Quando um feixe de raios-x incide sobre uma amostra de material sólido, a difração resultante forma padrões que permitem a identificação dos arranjos entre os átomos, da distância entre planos cristalográficos, revelando assim a estrutura interna do material.de um material. Essa técnica é a principal ferramenta de investigação da estrutura interna dos sólidos

arranjos entre os átomos, da distância entre planos cristalográficos, revelando assim a estrutura interna do material.
arranjos entre os átomos, da distância entre planos cristalográficos, revelando assim a estrutura interna do material.

DIFRATÔMETRO

DIFRATÔMETRO

BOA NOITE