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Didáxis - Escola Cooperativa de Vale de S.

Cosme Ano 2009/2010

Filosofia

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O Filósofo da justiça

Trabalho realizado por:

Ana Rita Freitas Guerreiro 5268

João Pedro Oliveira Costa 5315


Didáxis - Escola Cooperativa de Vale de S. Cosme Ano 2009/2010

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John Bordem Rawls nasceu em Baltimore, Maryland a 21 de


Fevereiro de 1921. Foi o segundo de cinco filhos de William e Anna
Abell Stump. Rawls foi aluno da escola de Baltimore por um curto
período de tempo, tendo transferir-se para Kent School em
Connecticut. Uma vez graduado, em 1939, Rawls frequentou a
Universidade de Princeton, onde despertou o seu interesse por
filosofia, e foi eleito para o The Ivy Clube. Em 1943, concluiu seu
Bachelor of Arts. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele presenciou
as consequências do bombardeio sobre Hiroshima. Devido a essa
experiência, Rawls recusou uma oferta para converter-se num oficial,
deixando a armada em 1946. A partir de então, vai para Princeton
para obter o doutoramento em filosofia moral.

Rawls casou com Margaret Fox, esta tinha-se graduado da


Universidade Brown em 1949.

Depois de obter seu doutoramento em Princeton no ano de


1950, Rawls leccionou durante dois anos. Após retornar aos Estados
Unidos, trabalhou como assistente e depois como professor associado
na Cornell University. Em 1962, converte-se em professor de filosofia
de na referida universidade. Em 1964 transferiu-se para a
Universidade de Harvard, onde ensinou durante quarenta anos, e
onde preparou a muitas das contemporâneas figuras que lideram
hoje em dia a filosofia política e moral, Thomas Nagel, David Lyons,
Thomas Hill, Joshua Cohen, Christine Korsgaard, Elizabeth S.
Anderson, e Barbara Herman.

Rawls sofreu o primeiro de muitos AVC’s em 1995, o que lhe


impossibilitou de continuar a trabalhar. Mesmo assim, completou um
trabalho titulado O Direito das Gentes, que contém a declaração mais
completa de suas perspectivas sobre a justiça internacional, antes de
sua morte em novembro do 2002.
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A Teoria da Justiça

A justiça é um dos temas que mais reflexão originou na


filosofia, como pensamento contemporâneo.
Nos nossos tempos, coloca-se os direitos do Homem e do Estado de
direito como algo de fundamental para o ser humano e, como tal, a
justiça é um ponto fulcral para que os direitos se façam cumprir.
Rawls desenvolveu uma minuciosa teoria da justiça que tem
como princípio a liberdade. O objecto da teoria são os “princípios de
justiça”, ou seja, as escolhas que indivíduos racionais fariam acerca
dos próprios direitos e deveres, deliberando “sob um véu de
ignorância” ou sem conhecer a própria posição na sociedade e as
próprias dotações naturais e sociais. Segundo o primeiro princípio de
justiça, o sistema das liberdades de cada um deve ser o mais
amplamente possível de ser adoptado com o sistema das liberdades
do outro. Este princípio tem a prioridade sobre o segundo que é o
princípio de diferença, que diz respeito à igualdade distributiva.
(Pode-se fazer duas distinções relativamente ao termo justiça: a
justiça correctiva, que respeita a igualdade de cada um, e a justiça
distributiva, que aplica o princípio de proporcionalidade na repartição
das vantagens tendo em conta os méritos de cada um.)
John Rawls, fiel a Aristóteles, estabeleceu como os dois
princípios básicos da justiça os mesmos que Aristóteles: o princípio
da igualdade e o princípio da equidade. Para ele, os indivíduos
racionais constroem livremente uma sociedade justa, sem ter
conhecimento das posições que cada um terá nessa sociedade, mas
somente tendo determinação em relação aos dois princípios, dando
um carácter de maior importância à justiça em detrimento da
organização ou estabilidade dessa sociedade. O segundo princípio
poderia ser visto como o princípio da diferença, onde as
desigualdades sociais seriam aceitáveis. Ou seja, a justiça implica
igualdade num plano de liberdade possível, mas não exclui as
diferenças de estatutos socioeconómicos. Este pensamento de Rawls
gerou bastantes polémicas.
Didáxis - Escola Cooperativa de Vale de S. Cosme Ano 2009/2010

Rawls afirma a prioridade da liberdade relativamente à


igualdade, que ele, no entanto, procura tornar compatível com a
mesma, referindo ser esta uma igualdade de direitos ou “liberdade
igual”. E é esta solução do conflito entre liberdade e igualdade que
torna possível a formulação do terceiro princípio, “a fraternidade
democrática”
O estudo da “justiça como igualdade”, formulada por Rawls
pode contribuir no desenvolvimento de ideias e programas políticos,
capazes de propor uma maior justiça social articulada com a plena
afirmação das liberdades de escolha individual.

Nota: Equidade é um sinónimo de Igualdade, justiça ou


imparcialidade que consta no dicionário da língua portuguesa

Quadro Resumo:

OS PRINCÍPIOS DA JUSTIÇA JUSTIÇA COMO EQUIDADE


Primeiro princípio: Cada pessoa
deve ter um direito igual ao mais
A concepção geral da justiça, a
abrangente sistema de liberdades
justiça como equidade, que
básicas iguais que seja compatível
representam estes dois princípios
com um sistema semelhante de
consiste em que todos os bens
liberdades para as outras.
primários sociais – liberdade e
Segundo princípio: As
oportunidade, renda e riqueza, e as
desigualdades económicas e sociais
bases do respeito de si – devem ser
devem ser ordenadas de tal modo
repartidos igualmente, a menos
que sejam ao mesmo tempo
que uma repartição desigual do
consideradas como vantajosas para
todo ou de uma parte destes bens
todos dentro dos limites do
favoreça o mais desfavorecidos.
razoável e vinculadas a posições e
cargos acessíveis a todos.

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Para concluir podemos afirmar que Rawls procura
conciliar a igualdade social, eficácia económica e liberdade
política, reafirmando aprioridade da justiça sobre o bem-
estar.
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Porto editora, Diciopédia 2009

http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Rawls

http://en.wikipedia.org/wiki/John_Rawls

http://paginasdefilosofia.blogspot.com/2009/02/john-rawls-uma-teoria-da-justica.html

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/2003/04/13/001.htm