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MCU – Fundamentos Teóricos 1

Escola Secundária de Penafiel

FUNDAMENTOS TEÓRICOS

Trabalho de:
Ana Santana
André Barbosa
Diana Gomes
Lúcia Silva
Mónica Soares
Sara Silva

Ano lectivo: 2009/2010 | Área de Projecto


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Índice

Introdução ..................................................................................................................................... 3
Satélites de órbitas circulares ....................................................................................................... 4
 Satélites Geostacionários .................................................................................................. 4
 Satélites polares ................................................................................................................ 4
Satélites e suas aplicações ............................................................................................................ 5
 Ciência ............................................................................................................................... 5
 Navegação ......................................................................................................................... 5
 Exército.............................................................................................................................. 5
 Investigação....................................................................................................................... 5
 Comunicações ................................................................................................................... 6
 Meteorologia ..................................................................................................................... 6
Movimento circular ....................................................................................................................... 7
 O que é um movimento circular? ...................................................................................... 7
Movimento circular: Satélites e Automotores .............................................................................. 8
 Porque é que os satélites artificiais não caem na Terra? .................................................. 8
 Como pôr um satélite em órbita? ..................................................................................... 9
Carro em movimento circular ................................................................................................. 10
 Será que um carro que se encontre a uma velocidade constante pode ter aceleração? . 10
Propriedades dos movimentos circulares ................................................................................... 12
 Unidades de medida de frequência e período (SI).......................................................... 13
 Relação entre período e frequência ................................................................................ 13
Movimentos circulares ................................................................................................................ 14
 Características do vector velocidade .............................................................................. 14
Velocidade linear..................................................................................................................... 14
Velocidade angular.................................................................................................................. 15
Relação entre V e ................................................................................................................. 16
Demonstrações dos movimentos circulares ............................................................................... 18
Movimento circular em banda desenhada ................................................................................. 23
Conclusão .................................................................................................................................... 33
Referências bibliográficas ........................................................................................................... 34

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Introdução

Ao longo deste projecto abordamos diversos temas que envolvem os movimentos


circulares, mais especificamente o movimento circular uniforme (MCU).

Seguidamente é apresentado um resumo teórico sobre este tema, e ainda algumas


demonstrações e curiosidades abordadas na apresentação final, para além disso inclui ainda
uma banda desenhada que trata a matéria de uma forma divertida!

O objectivo deste trabalho é ajudar os colegas de turma a estudarem para o exame de


Física e Química A e por isso elaboramos uma ficha de exercícios de aplicação, com os mais
variados tipos de exercícios e com diferentes graus de dificuldade.

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Satélites de órbitas circulares

 Satélites Geostacionários

Os satélites geoestacionários são satélites que se encontram parados relativamente a


um ponto fixo sobre a Terra, geralmente sobre a linha do equador. Como se encontram
sempre no mesmo ponto da Terra, os satélites geostacionários são utilizados como satélites de
comunicações e de observação. Para manterem a sua posição estacionária, estes satélites têm
um período de rotação igual ao do planeta Terra, para que tal aconteça os satélites
geoestacionários têm que se mover com a mesma velocidade angular que a Terra. Por essa
razão, para um observador terrestre, os satélites parecem parados.

A altitude devida para se colocar o satélite é de 35.786 km, onde a força centrífuga e a
força centrípeta do planeta se anulam.

 Satélites polares

Os satélites polares têm órbitas polares e por


isso passam sobre (ou quase sobre) ambos os pólos do
planeta, adquirindo desta forma uma inclinação igual
ou próxima a 90 graus em relação ao equador. Estas
órbitas estão sincronizadas com o sol.

Fig.1 – Satélite polar Este tipo de satélites costumam orbitar a Terra


Fonte:http://www.silvestre.eng.br/astronomia/astr
odicas/satelite/mir.gif
cerca de 14 vezes por dia observando e registando
áreas diferentes.

São, então, geralmente usados para mapeamento geográfico, observação ou


reconhecimento, inclusive satélites espiões, podemos, ainda, adquirir imagens de alta e média
resolução, observar a atmosfera terrestre (temperatura e humidade do ar, mapeamento
diurno e nocturno de nuvens, temperatura das nuvens, distribuição de aerossóis, ozono e
dióxido de carbono), os continentes (avaliações precisas do gelo e da neve, avaliação de
vegetação e agricultura, detecção de incêndios e actividades vulcânicas) e os oceanos (massa

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de água, temperaturas da superfície do mar, direcção e velocidade dos ventos próximos à


superfície dos oceanos).

Satélites e suas aplicações


 Ciência
Os satélites científicos executam uma variedade de missões científicas.
O telescópio espacial Hubble é um dos satélites científicos mais famosos.

 Navegação
Os satélites de navegação ajudam na navegação dos navios e aviões.
Os mais famosos são os satélites GPS NAVSTAR.

 Exército
Nos satélites militares a possibilidade de recolha de informações com o uso de electrónica
de alta tecnologia e um equipamento sofisticado de reconhecimento fotográfico é limitado.

 Investigação
1. Medições regulares de temperatura dos oceanos, gelos
polares e zonas costeiras.
2. Registos ambientais e da investigação terrestre

3. Observações atmosféricas para o estudo de prevenção de Fig.2 – Satelite


Fonte:
poluição http://a6.idata.overblog.com/2/76/70/6
5/satelite-estacionario.jpg
4. Criação de bases de dados climáticos
5. Estudos de emissão de carbono, a partir das áreas florestais ardidas.

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 Comunicações
Os satélites de comunicação permitem que dados de conversação e telefone sejam
transmitidos através de um satélite. Nestes, há uma estação na Terra sempre em comunicação
com o satélite. São usados para televisão, ligações telefónicas distantes e para computador e
internet.

 Meteorologia
Os satélites meteorológicos ajudam os meteorologistas nas
previsões do tempo ou ver o que acontece no momento, pois estes
possuem câmaras que podem tirar fotografias do clima da Terra,
tanto a partir de um ponto geostacionário fixo como de órbitas
polares. Há satélites geoestacionários que observam a Terra para
estudos ambientais para previsão meteorológica, outros observam o
sol e os ventos solares para estudos da actividade que pode afectar o
“clima do Espaço”dentro da atmosfera e podem ainda prever
Fig. 3 – Satélite meteorológico
Fonte:http://www.apolo11.com/imagens/ grandes chuvas, ventos e fusão de neves.
etc/satelite_goes.jpg

Fig.4 – Órbita dos satélites Fig.5 - Vista espacial dos satélites em torno da Fig.6 - Satélite de órbita
Fonte:http://www.dca.iag.usp.br/www/material/ Terra polar
satelite/orbita_satelites.jpg Fonte:http://astro2009.files.wordpress.com/2009/02/sateli Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_rsJ
tes_earth.jpg USm4HgoE/RkqGTZ2Am5I/AAAAAA
AAADU/f8kyxi3h5Ts/s320/corot_ter
re_bleue.jpg

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Movimento circular

 O que é um movimento circular?


O movimento circular, ocorre quando um objecto se desloca numa
trajectória circular.
Quando uma força centrípeta actua, “puxa” o corpo para o centro da
trajectória num movimento circular e, quando o valor da velocidade é constante,
tem uma variação na direcção do movimento, o que implica uma mudança no
vector velocidade, criando por isso uma aceleração centrípeta. No entanto, pode
haver outro tipo de aceleração, uma aceleração tangencial, onde deve haver um
Fig.7 – Variação de direcção do
aumento na intensidade da aceleração centrípeta, para que a trajectória não
vector velocidade em alguns
deixe de ser circular. pontos
Fonte:http://educar.sc.usp.br/licenciatura
É este tipo de aceleração que faz com que os movimentos circulares /2002/circular/parte1.htm

possam ser classificados de duas maneiras diferentes. Na ausência de aceleração


tangencial, o movimento circular é uniforme (MCU) e na presença de aceleração
centrípeta o movimento circular é uniformemente variado (MCUV).

Fig.8 – Corpo em movimento


circular
Fonte:http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ZEN
5U1e2QdAKdM:http://boscoguerra.vilabol.uol.
com.br/01_Mecanica/04-
cinematica_angular/periodo_freq_arquivos/per
iodo_arquivos/periodo20.jpg

Num movimento circular uniforme a velocidade é


constante e tangencial á trajectória, ou seja, apresenta
diversos sentidos ao longo do movimento. Como o sentido
da velocidade varia, o movimento circular apresenta uma
aceleração centrípeta que tem uma direcção radial e um
sentido direccionado para o centro. Por fim temos a força centrípeta, que é direccionada para
o centro, e permite que o corpo mantenha a trajectória circular.

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Movimento circular: Satélites e Automotores

 Porque é que os satélites artificiais não caem na Terra?

Os satélites artificiais não caem pela mesma razão que a Lua não cai. Tanto a Lua como os
satélites estão em órbita, dentro do campo de atracção da Terra, ou seja, estes, estão sujeitos
à acção gravítica da Terra possuindo uma velocidade bem definida em módulo, direcção e
sentido.

Movimento dos satélites

Se desprezarmos a resistência do ar, a única força que actua sobre os satélites é a


força gravítica, sendo por isso responsável pelo movimento do satélite e contribuindo para o
encurvamento da sua trajectória. Como a direcção desta força une o satélite com o centro da
Terra denominamo-la por força centrípeta.
A força centrípeta é caracterizada por ser direccionada para o centro e por isso
dizemos que tem direcção radial e o sentido é de fora para dentro, ou seja para o centro do
movimento.

Unidades SI:
𝐹 C (força centrípeta)  N
2
𝑣2 𝑎C (aceleração centrípeta)  m/s
𝐹 𝑐 = 𝑚 × 𝑎𝑐 ⇔ 𝐹 𝑐 = 𝑚 ×
𝑟 m (massa)  Kg
v (velocidade)  m/s
r (raio)  m

Esta força provoca, ainda, num corpo uma aceleração centrípeta.

Unidades SI:
2
𝑎C (aceleração centrípeta)  m/s
𝑎 C = v2
v (velocidade)  m/s
r
r (raio)  m

Num movimento circular a aceleração centripeta é sempre radial, com sentido de fora
para dentro e a velocidade é tangente ao movimento.

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Fig.10 – Força centrípeta exercida sobre um satélite Fig.11 – Representação do vector velocidade,
em órbita da Terra. aceleração centrípeta e força centrípeta.
Fonte:http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.cleber_sm.oi. Fonte:http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://educar.sc.usp.br/sa
com.br/gif_animado/OrbitaSat.gif&imgrefurl=http://www.cleber_sm.oi.c m/circ1b.gif&imgrefurl=http://educar.sc.usp.br/sam/mcu_roteiro.html&
om.br/forca_peso.htm&usg=__It6Yjvd1plAJRMIja9e4ux_XE5M=&h=150& usg=__2vfXngr5Hlt3JjmJZXY1DqC2W6M=&h=194&w=315&sz=3&hl=pt-
w=350&sz=122&hl=pt- PT&start=36&um=1&itbs=1&tbnid=LT8gXEtIRVsCcM:&tbnh=72&tbnw=1
PT&start=5&um=1&itbs=1&tbnid=kMXKIfeES13nPM:&tbnh=51&tbnw=1 17&prev=/images%3Fq%3Dacelera%25C3%25A7ao%2Bcentripeta%2B%2
20&prev=/images%3Fq%3Dacelera%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bcentr 52B%2Bvelocidade%26start%3D18%26um%3D1%26hl%3Dpt-
ipeta%2B%252B%2Bsatelites%26um%3D1%26hl%3Dpt- PT%26sa%3DN%26rlz%3D1W1ADBF_pt-
PT%26rlz%3D1W1ADBF_pt-BR%26tbs%3Disch:1 BR%26ndsp%3D18%26tbs%3Disch:1

 Como pôr um satélite em órbita?

Para que um satélite entre em órbita é necessário lançá-lo a uma determinada velocidade
com uma direcção bem definida. Esta velocidade é a velocidade orbital que pode ser deduzida
através da relação entre a 2ª lei de Newton e a lei da atracção universal.

𝑭c = ma  Fc = mv2 𝑭g = G m1m2
r r2

𝑭c = 𝑭g

Temos então que,

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… ou seja, a velocidade de um satélite não depende da massa do satélite mas da


distância a que o satélite se encontra do planeta e da massa do planeta em torno do qual ele
está a orbitar.

Carro em movimento circular

 Será que um carro que se encontre a uma velocidade constante pode ter
aceleração?

Tendo em conta a expressão que


nos diz que a aceleração é o quociente entre
a variação da temperatura e a variação do
tempo, a resposta seria não. No entanto
considerando um movimento circular vemos
que isso é possível.

Neste caso o vector velocidade varia


de direcção e sentido no decorrer do tempo, Fig.12 – Variação dos sentidos vectores velocidade e
aceleração centrípeta ao longo do tempo
podendo o seu módulo permanecer Fonte: http://educar.sc.usp.br/fisica/images/circ1a.gif

constante ou não.
Sabemos, a priori, que para mudar qualquer característica do vector velocidade existe
a força centrípeta que actua na direcção do raio da circunferência, dando ao carro uma
aceleração centrípeta.
No caso do carro, a força centrípeta é a força de atrito entre os pneus e a estrada. Se
não existisse esta força, o carro sairia pela tangente em movimento rectilíneo uniforme
(posição 4 da fig.12).
É de salientar que esta aceleração se deve à variação da direcção do vector velocidade
e não da variação do módulo do vector velocidade.
Assim, podemos concluir que a resposta à pergunta é SIM, isto é, o carro pode estar
com velocidade escalar constante e possuir uma aceleração (aceleração centrípeta), quando
sua trajectória é circular.

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Conclusão:

Um movimento circular uniforme tem de ser causado por forças cuja


resultante é constantemente normal á velocidade e dirigida para o centro da
trajectória; diz-se por isso que a força é de natureza centrípeta.

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Propriedades dos movimentos circulares

Período

No movimento circular, define-se por período (T) como o intervalo


Período é o tempo
de tempo necessário para que um movimento realizado por um corpo se
de duração de um
volte a repetir com iguais características.
ciclo.
Exemplo:

Um relógio de pêndulo, o período do pêndulo é determinado pelo


tempo que este leva para realizar o movimento de ida e de volta. Nota-se
que, depois deste período, o pêndulo fará o mesmo movimento
novamente, ou seja repetir-se-á.

Frequência

Frequência (f) é uma grandeza física ondulatória que indica o Frequência é o

número de voltas que um corpo executa num determinado intervalo de número de ciclos por
tempo e num movimento periódico. unidade de tempo.

Exemplo:

Observando a figura, supõe que se verifica que o corpo (P) efectua


30 voltas completas em 10 segundos. Segundo a definição de
frequência:

𝟑𝟎
f= ou f = 30 voltas/s
𝟏𝟎

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 Unidades de medida de frequência e período (SI)

Unidade de período: unidade de tempo = 1 segundo

Outras unidades: 1 minuto, 1 hora, 1 mês, 1 ano, 1 século…

Unidade de frequência: 1/unidade de tempo = 1 s-1 = 1 Hz.

Observação: A unidade de frequência 1 rps (1 rotação por segundo), usada


na prática, é equivalente a 1 Hz.

 Relação entre período e frequência


A frequência e o período de um movimento circular, estão T 1
relacionados. Para se poder relacionar a frequência e o período, tem que se 1 f

ter presente as grandezas que são inversamente proporcionais e, assim Logo: fT = 1 ⇔ f = 1/T

podemos estabelecer a seguinte relação:

- no tempo T (período) é efectuada uma volta e na unidade de tempo


serão efectuadas f voltas (frequência).

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Movimentos circulares

Dizemos que uma partícula está em movimento circular quando a sua trajectória é
uma circunferência.

No movimento circular existem dois tipos de movimentos, o movimento angular,


relacionado com o espaço angular percorrido, e o movimento linear, relacionado com o espaço
linear (arco) percorrido.

 Características do vector velocidade


No movimento circular uniforme (MCU), tal como indica o nome indica, a velocidade
permanece constante, mas apenas no seu módulo, pois ao longo do tempo o vector do sentido
e da direcção vai alterar-se continuamente, tal como sugere a figura.

A velocidade é constante, no entanto a


direcção do seu vector altera-se criando
aceleração centrípeta, isto porque o vector
velocidade é sempre tangente à trajectória.

Velocidade linear
A velocidade linear refere-se à distância percorrida por unidade de tempo.

O espaço percorrido pela partícula, durante um período, é o comprimento da


circunferência que, vale 2r (r é o raio da trajetória). Como o movimento é uniforme, o valor
da velocidade será dado por:
Unidades SI:

∆𝑑 d (espaço percorrido)  metros (m)


𝑉 = ∆𝑡 t (variação do tempo)  segundos (s)
V (velocidade linear)  m/s

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Uma maneira de calcular a velocidade linear é, considerar o d (espaço percorrido) o


perímetro da circunferência, ou seja, 2r, sendot = T (período, o tempo que demora a
efectuar uma volta completa) ou ainda multiplicar o perímetro por f (frequência, o inverso do
período, P). Assim, temos,

2𝑟
𝑉 = 𝑜𝑢 𝑉 = 2𝑟 × 𝑓
𝑇

Velocidade angular

A velocidade angular é o ângulo que uma partícula descreve ao longo do tempo. Ela
fornece-nos também informação quanto à rapidez de um movimento, quanto maior for o
ângulos descrito por unidade de tempo maior será a rapidez com a qual a partícula efectua o
movimento, tal como sugere a formula e a figura abaixo descritas.

∆𝑑
=
∆𝑡

Unidades SI:
 (ângulo descrito)  radianos (rad)
t (variação do tempo)  segundos (s)
 (Sistema Internacional)  rad/s

Fig.15 – Velocidade angular de um corpo


Fonte: http://www.tutor4physics.com/motioncircular.htm

Uma maneira de calcular a velocidade angular é considerar uma partícula a efectuar


uma volta completa. Neste caso, o ângulo descrito será =2rad e o intervalo de tempo será
um período, Isto é, t = T. Logo,

2𝜋
= 𝑜𝑢 ω = 2𝜋 × 𝑓
𝑇

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Exercício resolvido:

Imagine duas pessoas em pontos diferentes do Planeta Terra, uma que habita na linha do
Equador e outra que habita na cidade do Porto.

 Qual delas terá uma maior velocidade angular?


Como ambos as pessoas descrevem o mesmo ângulo, 360º, num período de 24h (período
de rotação da Terra), eles terão a mesma velocidade angular.

 E qual é que tem maior velocidade linear?


Estas duas pessoas descrevem uma volta em 24h, no entanto o habitante do Equador
descreve uma maior circunferência do que a do habitante da cidade do Porto. Logo, o
habitante do Equador tem uma maior velocidade linear dado que tem de percorrer uma
maior distância no mesmo espaço de tempo que o habitante do Porto.

Relação entre V e 

No movimento circular uniforme, a velocidade linear


pode ser obtida entre a relação das duas fórmulas:

2𝑟 2𝜋
𝑉 = e =
𝑇 𝑇
Fig.16 – Relação entre velocidade
linear e angular
Como 2/T é a velocidade angular, concluímos que: Fonte:
http://www.tutor4physics.com/motioncircular.htm



2 𝑟
𝑉 = logo temos, 𝑉 = r
𝑇

Esta equação permite-nos calcular a velocidade linear V, quando conhecemos a velocidade


angular  e o raio r da trajectória.

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Com esta nova fórmula podemos ainda deduzir uma nova fórmula para o cálculo da
aceleração centrípeta, ou seja:

𝑣 2 𝜔2 𝑟 2
𝑎𝑐 = = = 𝜔2 𝑟
𝑟 𝑟
𝑎𝑐 = 𝜔2 𝑟

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Demonstrações dos movimentos circulares

Fig.17 Fig.18

Numa rotunda o automóvel deve efectuar o movimento circular “por fora”, porque
quanto menor for a força centrípeta menor será a probabilidade do carro derrapar. Segundo a
fórmula da 2º Lei de Newton, sabemos que:

𝑣2
𝐹𝑐 = 𝑚 ×
𝑟

Logo,

1
𝐹𝑐 ∝
𝑟

Daqui pode-se concluir que quanto maior o raio menor será a força centrípeta, logo o
carrinho vermelho é o que faz a trajectória correcta.

Fig.19 Fig.20

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Para que ocorra um movimento circular é necessário que actue no corpo a força
centrípeta. Esta força centrípeta depende da velocidade do corpo e esta dependerá também
da massa do corpo.

Ou seja, o que ocorre na primeira figura é que a bola tem pouca velocidade e por isso
não consegue efectuar o movimento circular, mas caso a bola fosse mais leve esta já seria
capaz de fazer o movimento à mesma velocidade.

Fig.21 Fig.22

Com a experiência da vela podemos observar e provar a existência de uma força


centrípeta e de uma aceleração centrípeta, num movimento circular.

O copo não cai devido à força centrípeta. Mas


isto só acontece se estivermos perante um
movimento contínuo.

Obs: O copo tem que estar no centro da plataforma.

Fig.23

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A força centrípeta exerce uma tensão nas


cordas que mantém o copo bem no centro da
plataforma. Comummente pode dizer-se que a força
centrípeta “empurra” o copo para o centro da
plataforma.

Isto está de acordo com as leis de Newton.


Se o copo estiver com um líquido, a experiência fica
favorecida uma vez que a massa do líquido ajuda a
estabilizar o movimento de rotação. Fig.24

Fig.25 Fig.26

Quando sobre um corpo, que realiza um movimento rectilíneo, é aplicada uma força, o
corpo passa a realizar a ter um movimento circular.

Fig.27 Fig.28

Contudo, quando se suspende a aplicação da força, o corpo volta a ter um movimento


rectilíneo.

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Usa-se uma espécie de giroscópio para demonstrar a conservação do momento


angular, uma experiência que mostra os efeitos do movimento de rotação dos corpos.

 Banco, praticamente sem atrito e, portanto,


gira com muita facilidade.
 Corda permite atribuir à roda uma alta
velocidade.

Fig.29

Fig.30 Fig.31

Quando uma pessoa está sentada segundo Quando se põe a roda a girar na horizontal,
um eixo que gira na horizontal e quando e graças ao princípio da conservação
esta segura um pneu a rodar na vertical, o angular, o corpo começa a girar no sentido
seu corpo não gira, permanece parado. contrário ao da roda.

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Fig.32 – Demonstração do movimento precessivo de uma roda de bicicleta

1) Com a roda parada, ela tomba porque o seu ponto de equilíbrio é na horizontal.
2) Coloca-se a roda em rotação a grande velocidade puxando um fio que esta enrolado sobre
ela.
3) Se a roda estiver em rotação rápida ela mantém-se na vertical por si mesma, ou seja não
tomba por acção da gravidade. Fenómeno designado por precessão!

A Precessão é um fenómeno físico que consiste na mudança do eixo de rotação de um


objecto. Tal efeito é explicado pela análise vectorial das grandezas envolvidas, nomeadamente
torque (força que tende a rodar ou virar objectos) e momento angular.

Vídeos em:

 http://www.youtube.com/watch?v=wkPKkwYv3gw
 http://www.youtube.com/watch?v=tdF3WyfZ3ts
 http://www.youtube.com/watch?v=nX8AmJW0Ows
 http://www.youtube.com/watch?v=EWlcLEyGRJE
 http://www.youtube.com/watch?v=4fhHCeLJe2g&feature=related

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Movimento circular em banda desenhada

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Conclusão
Com este trabalho conseguimos reaprender e desenvolver os nossos conhecimentos
dentro deste tema e por conseguinte conseguimos atingir o nosso objectivo e transmitir à
turma tudo o que foi assimilado, por nós, de forma clara.

Pela razão mencionada anteriormente fazemos uma boa apreciação do nosso trabalho,
o qual nos deu imenso gozo desenvolver.

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Escola Secundária de Penafiel

Referências bibliográficas

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11. GONICK, Larry e Art Huffman, A Física em banda desenhada, Editora Gravida
12. MACIEL, Noémia, Maria Arieiro e Maria Gradim, Exercícios de Física – 11º ano, Porto de Editora
13. CALDEIRA, Helena e Adelaide Bello, Ontem e Hoje – Física 11, Porto Editora

Ano lectivo: 2009/2010 | Área de Projecto