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DIREITO DO CONSUMO

2012-2013

Casos Práticos – 4

a) Um estabelecimento comercial de venda de loiças anunciou uma campanha de «Tudo


a 50%». Artur comprou, nesse estabelecimento comercial, um conjunto de peças de
loiça de uma determinada marca, que lhe custou €3000. No entanto, como beneficiou da
tal campanha só pagou €1500. Posteriormente, ao dirigir‐se à loja da marca da loiça que
tinha comprado, reparou que o mesmo conjunto de loiça custava €2000 (sem desconto).
Artur entende que, sendo a loiça da mesma marca e estando sujeita ao «Preço de Venda
Recomendado» ou ao «Preço de Venda ao Público», tem direito a que o desconto de
50% seja feito sobre o preço praticado pela loja da marca da loiça (€2000) e não pelo
praticado no estabelecimento comercial onde comprou o bem (€3000). Para além do
mais, Artur refere que a loja está a praticar publicidade enganosa, pois desta forma só
teve um desconto efetivo de 25%.

b) No início do Verão, Bruno recebeu no seu telemóvel uma mensagem promocional,


onde se anunciava a devolução do valor realizado em chamadas durante o mês de
Agosto. O montante gasto seria devolvido no mês de Setembro. No entanto, para que
esta promoção se efetivasse, seria necessário contactar um número, através do qual o
consumidor declarava a sua vontade em aderir à promoção, autorizando que lhe fosse
retirado do saldo a quantia de €5. Apesar de não ter solicitado a adesão à promoção,
foi‐lhe retirado do saldo o valor correspondente.

c) Carlos subscreveu os serviços de televisão, telefone e Internet da empresa XPTO.


Para além dos serviços base (televisão, telefone e Internet), o consumidor subscreveu
um canal televisivo codificado. No contrato ficou estipulado que mediante o pagamento

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de uma só mensalidade o consumidor teria acesso ao serviço nas várias televisões de sua
casa. A agente comercial que agiu em representação da empresa reclamada na
celebração do contrato, bem como a sua linha de apoio confirmaram esta situação. Dois
meses após a instalação do serviço, a XPTO informou Carlos, através de carta, que para
continuar a usufruir do serviço nos mesmos termos, ou seja, continuar a ter o canal
disponível nas duas televisões, teria que passar a pagar duas mensalidades relativas ao
mesmo canal. Atualmente, ainda está a decorrer o período de fidelização a que Carlos se
vinculou.

d) Duarte celebrou, no seu domicílio, um contrato de aquisição de um cartão de férias,


ao qual estava associado um contrato de crédito. Na sequência da celebração do
contrato, Duarte usufruiu de uma estadia num hotel no Algarve. Posteriormente, e ainda
dentro do prazo legal previsto, decidiu exercer o direito de arrependimento. Face a isto,
a reclamada exigiu, como condição para que a resolução produzisse efeitos, que Duarte
pagasse o valor do fim‐de‐semana que havia gozado.

e) Edmundo, de 15 anos, adquiriu num estabelecimento comercial uma placa de banda


larga para aceder à Internet. O vendedor informou o menor de que necessitaria de
autorização do seu representante legal para a celebração do contrato. No entanto, o
contrato, que tem um período de fidelização de 24 meses, foi celebrado sem essa
autorização. O pai do menor pretende o cancelamento da prestação de serviços
solicitada pelo seu filho.

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