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O Livro de

ESDRAS
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1
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' "·· -_~e-,
Autor Não se sabe quem juntou em sua presente
, forma todos os documentos reunidos em Esdras e
Neemias (Características e Temas). Apesar de uma
1

tradição antiga afirmar que um único autor escreveu


Artaxerxes (4.11-16). (b) a resposta de Artaxerxes (4.17-22). (c) a
carta de Tatenai a Dario (5.7-17). (d) o memorando relativo ao de-
creto de Ciro (6.2-5). (e) a resposta de Dario a Tatenai (6.6-12).
(f) a carta de Artaxerxes em favor de Esdras (7.12-26).
os livros de Crônicas. Esdras e Neemias, é consenso entre os estu- Além disso, o decreto de Ciro (1.2-4) e material proveniente de
diosos de que o historiador que escreveu Crônicas ("o cronista") Esdras e Neemias também foram incluídos (7.27-9.15; Ne
provavelmente não tenha sido o autor de Esdras e Neemias 11-7.5; 12.27-43; 13.14-31).
(Introdução a 1Crônicas: Autor). Esdras manteve um diário ou "me- Três temas de Esdras e Neemias podem ser encontrados no
mórias" (7.28, nota); Neemias também o fez. Em vista de seus decreto de Ciro (1.2-4). Primeiro, a reconstrução do templo em
dons literários (7.6 e nota). Esdras pode muito bem ter sido o com- Jerusalém é objetivo de Deus na história da redenção nesta altura
pilador dos livros de Esdras e Neemias, em concordância com a dos acontecimentos. Segundo, o povo de Deus como um todo (e
tradição judaica. não somente os grandes líderes) é imprescindível na realização
desse propósito. Terceiro, a palavra escrita é uma ferramenta
,~-
·-- - · Data e Ocasião Esdras e Neemias podem poderosa utilizada por Deus para a realização do seu objetivo.
• 1. ..... ~ ser datados no período entre 430-400 a.C. As narra- Ciro ordenou o retorno do exílio com o expresso propósito de
' ~_....... · tivas foram escritas para encorajar os judeus que reconstruir "a casa do SENHOR Deus de Israel" (1.3). A ordem de
-,._~-=e haviam retornado do exílio, revelando-lhes que, em- Ciro foi dada ao povo como um todo, não a esse ou àquele líder. As
bora Israel ainda estivesse sob o domínio persa, o seu Deus extensas listas de pessoas. cujos nomes de outra forma jamais
soberano estava dando prosseguimento à sua obra redentora e res- teriam sido conhecidos, testificam que o povo de Deus em sua

•---
tabelecendo o culto verdadeiro entre eles. totalidade é responsável pela reconstrução.
Odecreto escrito de Ciro foi o instrumento humano que gerou
1
Características e Temas Embora as a ação de Esdras e Neemias. Outros documentos escritos também

6 ' Bíblias modernas apresentem Esdras e Neemias


1 como dois livros separados, originalmente estes
~ formavam um único livro. Eles são considerados um
único documento na Bíblia Hebraica, no Talmude. em Josefa (c.
desempenham um papel importante em relação a ações secundá-
rias. Cartas fazem parar e recomeçar o trabalho no templo (4.23;
6.6-7). Uma carta dá a Esdras autoridade para executar as refor-
mas (7.25-26). A palavra escrita de Deus é força motriz na narrati-
37-100 d.C.) e no manuscrito mais antigo da Septuaginta (a va (3.2; 10.3; Ne 8.1; 9.13). Este é um tema significativo, uma vez
tradução grega do Antigo Testamento) Orígenes (185-253 d.C.) foi que o período em consideração é o dos últimos profetas do Antigo
o primeiro a separar Esdras e Neemias em dois livros. Testamento (Ageu, Zacarias e Malaquias). Haveria um período de
Esdras-Neemias é uma narrativa histórica composta de vários silêncio depois deles durante o qual o povo de Deus seria governa-
documentos que, originalmente separados, foram combinados en- do exclusivamente pela palavra escrita. Este silêncio só foi rompido
tre si para formar um conjunto de força e beleza. As listagens têm mais tarde. por João Batista. o precursor de Cristo.
um papel importante em Esdras e Neemias. Há listas de (a) artigos Opropósito geral de Esdras e Neemias é afirmar que Deus age
do templo (1.9-11). (b) dos primeiros que regressaram do exílio soberanamente por meio de agentes humanos responsáveis para
(23-70, repetida em Ne 7.8-73). (c) dos líderes que retornaram realizar o seu objetivo redentor. Ciro promulga o seu decreto porque
com Esdras (8.2-14). (d) daqueles que se envolveram em casa- o Senhor moveu o seu espírito (1.1). Aqueles que retornaram as-
mentos mistos (10.18-43). (e) dos que reconstruíram os muros sim o fizeram porque o Senhor moveu o seu espírito (1.5). Esdras
(Ne 3). (f) daqueles que selaram a aliança (Ne 1O1-27). (g) dos no- obteve sucesso porque a boa mão de Deus estava sobre ele (7.9).
vos residentes em Jerusalém e nas aldeias (Ne 11). (h) dos sacer- Artaxerxes patrocinou a obra da reconstrução porque o Senhor ha-
dotes e levitas que retornaram com Zorobabel (Ne 12.1-26). via colocado esse propósito no seu coração (7 .27). Seres humanos
Muita correspondência oficial também foi incluída. Essas cartas agiram livre e responsavelmente sob a providência de Deus a tim
foram escritas em aramaico, a língua da diplomacia internacional de de que os seus planos se cumprissem (ver "Deus Reina: A Sobera-
então. Nesta correspondência encontra-se (a) a carta de Reum a nia Divina", em Dn 434).
ESDRAS 1

Esboço de Esdras
1. Oretomo dos exilados e a reconstrução do templo A. Esdras vai a Jerusalém(cáps. 7-8)
(caps.1-6) 1. A viagem de Esdras t7.1-t0)
A. Oretorno dos exilados (caps. 1-2) 2. O comissionamerito de Esdras (i.11 ~26r"' · "
1. O decreto de Ciro (1.1-4) 3. A doxologia de Esdras (7.27-281 " "'
2. Os preparativos para o retomo (1.5-11) 4. Os acompanhantes de Esdras (8.1-141
3. A lista dos que retomaram (cap. 2) 5. A chegada de Esdi;as (8.15-361
B. A reconstrução do templo (caps. 3-6} B. A reconstrução da cotnunidade (caps; 9__;19)
1. A reedificação do altar (3.1-6} 1. A reação de Esdras aos casamentos mistos
2. A reconstrução do templo propriamente dito (cap. 9} ·
(3.7-6.22) a. Esdras ouve (9.1-2)
a. A reconstrução começada (3.7-13} b. Esdras aflige-se (9.3-4)
b. A oposição à reconstrução fcap. 4) e. Esdras confessa (9.5-15)
c. A reconstrução retomada (5.1-2) 2. A reação do povo a Esdras (cap. 10)
d. A oposição à reconstrução (5.3-6.12} a. Opovo chora (10.1)
, e. A reconstrução terminada (6.13-22) b. Opovo confessa (10.2}
li. Oretorno de Esdras e a reconstrução da comunidade c. Opovo arrepende-se (10.3-17}
L
1

(caps. 7-10) d. Os que eram culpados (10.18-441

O decreto de Ciro homens desse lugar o ajudarão com prata, ouro, bens e gado,
No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se afora as dádivas voluntárias para a Casa de Deus, a qual está
1 cumprisse a palavra do SENHOR, ªpor boca de Jeremias,
despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, bo qual
em Jerusalém.
s Então, se levantaram os cabeças de famílias de Judá e de
fez passar pregão por todo o seu reino, como também por Benjamim, e os sacerdotes, e os levitas, com todos aqueles
escrito, dizendo: 2Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O SENHOR, cujo espírito eDeus 2 despertou, para subirem a edificar a
Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra e me Casa do SENHOR, a qual está em Jerusalém. 6 Todos os que
1
e encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém de Judá. habitavam nos arredores os 3 ajudaram com objetos de prata,
3 Quem dentre vós é, de todo o seu povo, seja seu Deus com com ouro, bens, gado e coisas preciosas, afora tudo o que,
ele, e suba a Jerusalém de Judá e edifique a Casa do SENHOR, /voluntariamente, se deu. 7 Também o grei Ciro tirou os
Deus de Israel; dele é o Deus que habita em Jerusalém. utensílios da Casa do SENHOR, nos quais Nabucodonosor
4 Todo aquele que restar em alguns lugares em que habita, os tinha trazido de Jerusalém e que tinha posto na 4 casa de seus

• CAPÍTULO 1 - 1 ª2Cr36 22 23. Jr 2512, 29 10 bEd 513-14, ls44 28-45 13 2 eis 44 28, 45 1.13 1 Otemplo 3 d1Rs 8 23, 18 39, Is
37 16; On 6.26 5 e [Fp 2 13] 2 ammou 6/Ed 2 68 3 L1tfortaleceram as máas deles 7 g Ed 5.14, 6.5, Dn 1 2, 5 2-3 h 2Rs 24 13, 2Cr
36.7, 18 4 No templo
•1.1-3 As mesmas palavras. com pequenas diferenças, encerram 2Crônicas. mas no fim incluirá a cidade de Deus e o povo de Deus. A reconstrução da "casa"
Esdras continua a história da redenção onde Crônicas a tinha deixado. de Deus é um tema dominante em Esdras e Neemias (Introdução: Características
•1.1 No primeiro ano. 538 a.e ..
o primeiro ano do reinado de Ciro. Ele e Temas).
conquistou a Babilônia em outubro de 539 a.C. e reinou sobre a Pérsia de 550 a •1.3 Ciro tratou Israel da mesma maneira que tratou os seus outros povos
530 a.e. vassalos. Opropósito dele era pôr os deuses desses povos a seu serviço (note a
para que se cumprisse a palavra do SENHOR. Jeremias havia profetizado se- motivação de Dario. em 6.1 O. e de Artaxerxes, em 7 23) Opropósito soberano do
tenta anos de cativeiro na Babilônia (Jr 25.11-12; 29.10; ver Dn 9 2) De 605 a C . Senhor. porém, era dar continuidade ao processo de redenção.
quando os primeiros cativos foram deportados, até 538 a.C., quando o decreto do todo o seu povo. A comissão de Ciro se dirigia a todo o povo de Israel e não
retorno foi expedido. passaram-se sessenta e sete anos. Outras profecias tam- somente aos líderes. expressando um tema importante do livro !Introdução:
bém podem estar em vista (Jr 16.14-15; 27.22). OSenhor estava soberanamen- Características e Temas). O povo de Deus. como um todo. era vital para o
te fazendo com que a palavra falada se cumprisse mais de meio século antes. cumprimento do plano divino da redenção.
despertou o SENHOR o espírito de Ciro. Essa frase expressa o tema principal •1.4 Todo aquele que restar em alguns lugares. Essa frase se refere aos
do livro: Deus opera soberanamente, por meio de agentes humanos responsá- judeus que permaneceram na Babilônia e, talvez. também aos gentios.
veis. a realização do seu plano de redenção (6 22; 7.27). Nas palavras de Pv 21.1, o ajudarão. No êxodo do Egito. os egípcios despediram Israel para fora do país
o Senhor dirigiu o espírito de Ciro "como ribeiros de águas; segundo o seu querer com muitos presentes IÊx 12.35-36).
o inclina" •1.5 A reação foi descrita em linguagem paralela ao decreto, enfatizando a
•1.2-4 O decreto pode ter sido redigido com a ajuda de conselheiros judeus. resposta imediata do povo ao decreto de Ciro e ao estímulo dado por Deus.
•1.2 O SENHOR, Deus dos céus. Um título que identifica o Senhor como a se levantaram os cabeças de famílias. Esses eram os patriarcas das grandes
autoridade e o poder supremos (5.12; 6.9-1 O; 7.12,21,23; Ne 1.4-5; 2.4,20; Dn famílias dos hebreus.
2.18-19,37,44; Jn 1.9). de Judá e de Benjamim. As duas tribos exiladas pelos babilônios.
me deu ... me encarregou. Ofato de Ciro testemunhar a soberania de Deus foi os sacerdotes, e os levitas. A restauração do culto no templo requeria que
para ele, provavelmente, apenas uma formalidade, já que o cilindro de Ciro diz eles voltassem (8.15-17).
coisas semelhantes sobre outros deuses (1.3, nota). Deus despertou. Em hebraico, a mesma frase do v. 1 (ver nota textual). Opoder
uma casa em Jerusalém. A "casa" se refere, em primeiro lugar, ao templo, soberano de Deus gerou o decreto e a reação favorável.
ESDRAS 1, 2 538
deuses. 8 Tirou-os Ciro, rei da Pérsia, sob a direção do dos homens do povo de Israel: 3 os filhos de Parós, dois mil
tesoureiro Mitredate, que os entregou contados a iSesbazar, cento e setenta e dois. 4 Os filhos de Sefatias, trezentos e
príncipe de Judá. 9 Eis o número deles: trinta bacias de ouro, setenta e dois. s Os filhos de Ará, csetecentos e setenta e
mil bacias de prata, vinte e nove facas, 10 trinta taças de ouro, cinco. 6 Os filhos de dPaate-Moabe, dos filhos de Je-
quatrocentas e dez taças de prata de outra espécie e mil sua-Joabe, dois mil oitocentos e doze. 7 Os filhos de Elão,
outros objetos. 11 Todos os utensílios de ouro e de prata mil duzentos e cinqüenta e quatro. s Os filhos de Zatu, no-
foram cinco mil e quatrocentos; todos estes levou Sesbazar, vecentos e quarenta e cinco. 9 Os filhos de Zacai, setecen-
quando os do exílio subiram da Babilônia para Jerusalém. tos e sessenta. 10 Os filhos de 5 Bani, seiscentos e quarenta
e dois. 11 Os filhos de Bebai, seiscentos e vinte e três. 12 Os
A lista dos que voltaram da Babilônia filhos de Azgade, mil duzentos e vinte e dois. 13 Os filhos
São ªestes os filhos da província que subiram do cati- de Adonicão, seiscentos e sessenta e seis. 14 Os filhos de
2 veiro, dentre os exilados bque Nabucodonosor, rei da
Babilônia, tinha levado para lá, e voltaram para Jerusalém
Bigvai, dois mil e cinqüenta e seis. 15 Os filhos de Adim,
quatrocentos e cinqüenta e quatro. 16Qs filhos de Ater, da
e para Judá, cada um para a sua cidade, 2 os quais vieram família de Ezequias, noventa e oito. 17 Os filhos de Bezai,
com Zorobabel, Jesua, Neemias, 1 Seraías, 2 Reelaías, Mor- trezentos e vinte e três. 18 Os filhos de 6Jora, cento e doze.
decai, Bilsã, 3 Mispar, Bigvai, 4 Reum e Baaná. Eis o número 19 Os filhos de Hasum, duzentos e vinte e três. 20 Os filhos

. • 8 iEd 5.14,16
CAPÍTULO 2 1 aNe 7.6-73; Jr 32.15; 50.5; Ez 14.22 b2Rs 24.14-16; 25.11; 2Cr 36.20 2 1Azarias, Ne 7.7 2 Raamias, Ne 7.7 3Misperete,
Ne 7.7 4 Neum, Ne 7.7 S e Ne 7.10 ó dNe 7.11 10 5 Binui, Ne 7.15 18 6 Harife, Ne 7.24 20 1Gibeão, Ne 7.25
•1.8 Mitredate. Um oficial persa. •2.1-70 A lista dos exilados que retornaram talvez não pareça teologicamente
importante, mas a repetição da mesma lista, com algumas variações, em Ne 7,
•Sesbazar. Alguns estudiosos o identificam com Zorobabel. Todavia, Sesbazar
sugere outra coisa. Em primeiro lugar, o Senhor conhece pessoalmente o seu
parece ser uma figura um tanto desconhecida em 5.14-16, ao passo que
povo. A aliança entre o Senhor e o seu povo é urn laço de amizade íntima. Em
Zorobabel é bem conhecido (5.2-31 Sesbazar foi, provavelmente, o líder oficial,
segundo lugar, as pessoas comuns são vitais para a realização do plano divino da
talvez um persa designado por Ciro, ao passo que Zorobabel foi o líder popular.
redenção (Introdução Características e Temas). Não somente os líderes religio-
•1.9-11 Ototal dos números nos vs. 9-1 Oé de 2.499, e não 5.400, conforme se sos e políticos são importantes na reconstrução da Casa de Deus, mas também o
lê no v. 11. A razão dessa discrepância não é conhecida. A dificuldade vem da povo comum o é. De fato, "o restante do povo" contribuiu mais para a reconstru-
falta de conhecimento do que significam, exatamente, as "bacias" e as "taças". O ção do que fizeram os "cabeças das famílias" ou o governador (Ne 7.70-721 Em
surgimento desses tesouros deve ter encorajado o espírito do povo de Deus, visto terceiro lugar, a numeração se assemelha àquelas que existem em Números e
que Jeremias tinha profetizado que eles seriam preservados e levados de volta em Josué (Nm 1.26; Js 18; 191. Assim como o Senhor formou a comunidade da
para Jerusalém (Jr 27.221. aliança depois do êxodo do Egito, assim também ele a recria após o retorno da
•1.11 Os exilados voltaram para Jerusalém com os utensílios do templo, de Babilônia.
acordo com o decreto de Ciro. Após castigar o seu povo pelo rompimento da •2.2 Zorobabel. Um descendente de Davi e neto de Joaquim; ele foi o líder
aliança, o Senhor cumpriu a promessa de trazê-lo de volta para a Terra Prometida responsável pelo lançamento dos alicerces do templo (3.8-1 O).
(Ot 30.1-51. Jesua. Ele era o sumo sacerdote na época da restauração (Ag 1.1; Zc 3.1 ).

O retorno do exílio
Quando o persa Ciro conquistou a
Babilônia, em 539 a.e., o caminho estava
aberto para o Judá cativo começar o re-
tomo para sua pátria. O decreto de Ciro,
em 538 a.C., permitiu aos exilados ju- Mar Mediterrâneo
deus não somente retornarem a Judá
como também reconstruírem o templo.
Embora tenha havido provavelmente vá-
rias caravanas de exilados que regressa-
vam, duas expedições mais importantes
são registradas. A primeira liderada por
Sesbazar ocorreu logo após o decreto,
provavelmente em 537 a.e. A data tradi-
t
200mí -N-
cional do segundo retorno liderado por
Esdras é 458 a.e .. Outras possibilidades
200km
1
são 428 ou 398 a.e.
539 ESDRAS 2
l
de 7Gibar, noventa e cinco. 21 Os filhos de Belém, cento e os filhos de Sísera, os filhos de Temá, 54 os filhos de
vinte e três. 22 Os homens de Netofa, cinqüenta e seis. 23 Os Nesias, os filhos de Hatifa.
homens de Anatote, cento e vinte e oito. 24 Os filhos de 55 Os filhos dos 1servos de Salomão: os filhos de Sotai, os
8 Azmavete, quarenta e dois. 25 Os filhos de 9 Quiriate-Arirn, filhos de msoferete, os filhos de 5 Peruda, 56 os filhos de Jaala,
Cefira e Beerote, setecentos e quarenta e três. 26 Os filhos de os filhos de Darcom, os filhos de Gidel, 57 os filhos de Sefatias,
Ramá e de Geba, seiscentos e vinte e um. 27 Os homens de os filhos de Hatil, os filhos de Poquerete-Hazebaim e os filhos
Micmás, cento e vinte e dois. 28 Os homens de Betel e Ai, du- de 6 Ami. 58 Todos os nservídores do templo e os filhos dos
zentos e vinte e três. 29 Os filhos de Nebo, cinqüenta e dois. ºservos de Salomão, trezentos e noventa e dois.
30 Os filhos de Magbis, cento e cinqüenta e seis. 31 Os filhos 59 Também estes subiram de Tel-Melá, Tel-Harsa, Ouerube,
do outro eElão, mil duzentos e cinqüenta e quatro. 32 Os fi- 7 Adã e Imer, porém não puderam 8provar que as suas famílias
lhos de Harim, trezentos e vinte. 33 Os filhos de Lode, Hadide e a sua 91inhagem eram de Israel: 60 os filhos de Delaías, os
e Ono, setecentos e vinte e cinco. 34 Os filhos de Jericó, tre- filhos de Tobias, os filhos de Necoda, seiscentos e cinqüenta e
zentos e quarenta e cinco. 35 Os filhos de Senaá, três mil seis- dois. 61 Também dos filhos dos sacerdotes: os filhos de
centos e trinta. PHabaías, os filhos de 1 Coz, os filhos de qBarzilai, que se casara
36 Os sacerdotes: os filhos de !Jedaías, da casa de Jesua, com uma das filhas de Barzilai, o gileadita, e que foi chamado
novecentos e setenta e três. 37 Os filhos de iJmer, mil e do nome dele. 62 Estes procuraram o seu registro nos livros
cinqüenta e dois. 38 Os filhos de h Pasur, mil duzentos e genealógicos, porém o não acharam; rpelo que foram tidos por
quarenta e sete. 39 Os filhos de iHarim, mil e dezessete. imundos para o sacerdócio. 63 O 2 governador lhes disse que
40 Os levitas: os filhos de Jesua e Cadmiel, dos filhos de 5
não comessem das coisas sagradas, até que se levantasse um
1 Hodavias, setenta e quatro. 41 Os cantores: os filhos de sacerdote com 1Urirn e Tumirn.
Asafe, cento e vinte e oito. 42 Os filhos dos porteiros: os filhos 64 "Toda esta congregação junta foi de quarenta e dois
de Salum, os filhos de Ater, os filhos de Talmom, os filhos de mil trezentos e sessenta, 65 afora os seus servos e as suas ser-
Acube, os filhos de Hatita, os filhos de Sobai; ao todo, cento e vas, que foram sete mil trezentos e trinta e sete; e tinham
trinta e nove. duzentos cantores e cantoras. 66 Os seus cavalos, setecentos
43 i Os servidores do templo: os filhos de Zia, os filhos e trinta e seis; os seus mulos, duzentos e quarenta e cinco;
de Hasufa, os filhos de Tabaote, 44 os filhos de Queros, os 67 os seus camelos, quatrocentos e trinta e cinco; os jumen-
filhos de 2 Sia, os filhos de Padom, 45 os filhos de Lebana, tos, seis mil setecentos e vinte.
os filhos de Hagaba, os filhos de Acube, os filhos de 68 vAlguns dos cabeças de famílias, vindo à Casa do
Hagabe, 46 os filhos de Sanlai, os filhos de Hanã, 47 os SENHOR, a qual está em Jerusalém, deram voluntárias ofertas
filhos de Gidel, os filhos de Gaar, os filhos de Reaías, 48 os para a Casa de Deus, para a restaurarem no seu lugar. 69 Se-
filhos de Rezim, os filhos de Necoda, os filhos de Gazão, gundo os seus recursos, deram para o xtesouro da obra, em
49 os filhos de Uzá, os filhos de Paséia, os filhos de Besai, ouro, sessenta e um mil daricos, e, em prata, cinco mil arrá-
50 os filhos de Asná, os filhos dos meunitas, os filhos dos teis, e cem vestes sacerdotais.
3nefuseus, 51 os filhos de Baquebuque, os filhos de 10 zos sacerdotes, os levitas e alguns do povo, tanto os
Hacufa, os filhos de Harur, 52 os filhos de 4 Baslute, os cantores como os porteiros e os servidores do templo habita-
filhos de Meída, os filhos de Harsa, 53 os filhos de Barcos, ram nas suas cidades, como também todo o Israel.

'624BBete-Azmavete,Ne7.28 259Quiriate-Jearim,Ne7.29 3teEd2.7 3611Cr24.7-18 37g1Cr24.14 38h1Cr9.12 39i1Cr


24.8 40 1Judá, Ed 3.9 ou Hodeva, Ne 7.43 43 i1Cr9.2; Ed 7.7 44 2Hebr. Siaha, em Ne 7.47 Hebr. Sia 50 3de Nefussim, Ne 7.52
52 4 Bazlite, Ne 7.54 55 11 Rs 9.21 m Ne 7.57-60 5 Perida, Ne 7.57 57 óAmam, Ne 7.59 58n1Cr9.2°1Rs 9.21 59 70uAdofI1,
Ne 7.61 8 Lit. narrar 9 Lit. semente 61 P Ne 7.63 q 2Sm 17.27 1 Ou Acoz Hebr. hakkoz 62 r Nm 3.1 O 63 5 Lv 22.2, 10, 15-16 t Ex
28.30 2 Hebr. Tirshatha 64 u Ne 7.66 68 v Ne 7. 70 69 x Ed 8.25-35 70 z Ne 7. 73
Neemias. Não aquele Neemias que, posteriormente, supervisionou a reconstru- •2.63 coisas sagradas. Somente um sacerdote ou um membro da sua casa
ção dos muros de Jerusalém. podia comer das porções dos sacrifícios distribuídas aos sacerdotes (Lv
Mordecai. Não o mesmo Mordecai que era primo de Ester. 22.10).
•2.2-35 O primeiro grupo a ser alistado era composto por leigos. A lista se divide Urim e Tumim. Um artifício na tomada de decisões (Êx 28.30), necessário nesse
em duas partes: a primeira parte (vs. 3-20) dá os nomes de família dos que caso para determinar a linhagem desses sacerdotes.
retornaram; a segunda parte (vs. 21-35) alista as suas cidades. Os leigos são •2.64 quarenta e dois mil trezentos e sessenta. Temos aqui o mesmo total
mencionados antes do clero, em consonância com a ênfase em Esdras e Neemias que se vê em Ne 7.66. A soma das cifras na lista de Esdras, porém, é de apenas
sobre a relevância do povo comum na reconstrução do reino (2.1-70, nota). 29.818, ao passo que a, soma da lista em Ne 7 é de 31.089. Certos grupos podem
•2.36-58 Os grupos seguintes estavam oficialmente associados ao culto no ter sido contados sem terem sido alistados ou um erro pode ter ocorrido na cópia
templo: os sacerdotes (vs. 36-39), os levitas (v. 40), os cantores (v. 41 L os dos manuscritos.
porteiros (v. 42), os servidores do templo ("nethinim", vs. 43-54) e os servos de •2.68 voluntárias ofertas. O primeiro templo também foi construído com
Salomão (vs. 55-57). Éprovável que os servos de Salomão servissem no templo, ofertas voluntárias 11 Cr 29.1-9), não mediante os dízimos. O princípio das
visto que são contados juntamente com os servidores do templo no v. 58. doações voluntárias, acima dos dízimos e de acordo com a capacidade de cada
•2.59-63 O grupo final dos que retornaram se compunha daqueles que não um, continua em operação na construção do reino sob a nova aliança (2Co
puderam provar que eram israelitas. Novamente, os leigos são alistados em 8.11).
primeiro lugar (v. 60), então os sacerdotes (v. 61 ). •2. 70 Este versículo final encerra a seção ecoando o v. 1. No v. 1 eles "subiram" e
•2.62 foram tidos por imundos. Um homem tinha que descender de Arão para "voltaram"; neste v. 70 eles "habitaram nas suas cidades". OSenhor tinha feito o
ser um sacerdote (Êx 29.44; Nm 3.3). povo da promessa voltar para a Terra Prometida.
ESDRAS 3, 4 540
É levantado o altar da idade de vinte anos para cima, para a superintenderem.
Em chegando o ªsétimo mês, e estando os filhos de Israel 9 Então, se apresentaram Jesua com seus filhos e seus ir-
3 já nas cidades, ajuntou-se o povo, como um só homem,
em Jerusalém. 2 Levantou-se /Jesua, filho de bJozadaque2, e
mãos, Cadmiel e seus filhos, os filhos de 5 Judá, para junta-
mente vigiarem os que faziam a obra na Casa de Deus, bem
seus irmãos, sacerdotes, ce Zorobabel, filho de dSealtiel, e como os filhos de Henadade, seus filhos e seus irmãos, os le-
seus irmãos e edificaram o altar do Deus de Israel, para sobre vitas.
ele oferecerem holocaustos, como está eescrito na Lei de Moi- 10 Quando os edificadores lançaram os alicerces do
sés, homem de Deus. 3 Firmaram o altar sobre as suas 3 bases; templo do SENHOR, 6 apresentaram-se qos sacerdotes, para-
e, ainda que estavam sob o terror dos povos de outras terras, mentados e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe,
ofereceram sobre ele !holocaustos ao SENHOR, de manhã e à com címbalos, para louvarem o SENHOR, segundo as rdeter-
tarde. 4gCelebraram a Festa dos Tabernáculos, hcomo está minações7 de Davi, rei de Israel. 11 5 Cantavam alternada-
escrito, e iofereceram holocaustos diários, segundo o número mente, louvando e rendendo graças ao SENHOR, com estas
ordenado para cada dia; se, depois disto, o iholocausto contí- palavras: 1Ele é bom, "porque a sua misericórdia dura para
nuo e os sacrifícios das Festas da Lua Nova e de todas as festas sempre sobre Israel. E todo o povo jubilou com altas vozes,
fixas do SENHOR, como também os dos que traziam ofertas louvando ao SENHOR por se terem lançado os alicerces da
voluntárias ao SENHOR. 6 Desde o primeiro dia do sétimo mês, sua casa. 12 Porém muitos dos sacerdotes, e levitas, e vca-
começaram a oferecer holocaustos ao SENHOR; porém ainda beças de famílias, já idosos, que viram a primeira casa, cho-
não estavam postos os fundamentos do templo do SENHOR. raram em alta voz quando à sua vista foram lançados os
7 Deram, pois, o dinheiro aos pedreiros e aos carpinteiros, alicerces desta casa; muitos, no entanto, levantaram as vo-
como também 'comida, bebida e azeite aos sidônios e tírios, zes com gritos de alegria. 13 De maneira que não se podiam
para trazerem do Líbano madeira de cedro ao mar, para discernir as vozes de alegria das vozes do choro do povo;
mJope, nsegundo a permissão que lhes tinha dado Ciro, rei da pois o povo jubilava com tão grandes gritos, que as vozes se
Pérsia. ouviam de mui longe.

Lançados os alicerces do templo Os inimigos jazem parar a construção do templo


BNo segundo ano da sua vinda à Casa de Deus, em Jeru- Ouvindo ªos adversários' de Judá e Benjamim que os
salém, no segundo mês, ºZorobabel, filho de Sealtiel, e Je-
sua, filho de 4 Jozadaque, e os outros seus irmãos, sacerdotes
4 que voltaram do cativeiro edificavam o templo ao
SENHOR, Deus de Israel, 2 chegaram-se a Zorobabel e aos ca-
e levitas, e todos os que vieram do cativeiro a Jerusalém co- beças de famílias e lhes disseram: Deixai-nos edificar convos-
meçaram a obra da Casa do SENHOR Pe constituíram levitas co, porque, como vós, buscaremos a vosso Deus; como

• CA~ÍTULO 3 ·· 1-ª~;;;3;~1:2 ~; bNe12~~~ CE-; 2;~423; 52 d1Cr3 17 eot 125-6 1OuJ~sué2Jeozadaque, 1Cr 614 3/Nm
28.3 3fundações 4 gNe 8 14-18 h Êx 23.16 iNm 29.12-13 S iÊx 29.38 7 1Rs 5 6,9; 2Cr 2.1 O; At 12.20 m 2Cr 2.16; At 9.36 n Ed 1.2;
i
°
6.3 8 Ed 3 2; 4.3 P 1Cr 23.4,24 4Jeozadaque. 1Cr6.14 9 5 Hodavias. Ed 2.40. ou Hodeva, Ne 7.43 1O q 1Cr 16.5-6 r 1Cr 6.31; 16.4;
25.1 ô Conforme LXX, Se V; TM colocaram os sacerdotes 7Lit. mãos 11SÊx15.21. 2Cr 7.3; Ne 12.24 IJCr 16.34; SI 136.1 u1cr 16.41; Jr
33.11 12 V Ed 2.68
CAPÍTULO 4 1 a Ed 4.7-9 1inimigos
•3. l---Q.22 O povo reconstruiu o altar, reiniciou os sacrifícios (3.1-6) e então templo. A linguagem do v. 7 lembra os materiais reunidos para o templo de
reconstruiu o próprio templo (3.7-6.22) Impelidos pelos profetas Ageu e Salomão (1Cr22.2-4; 2Cr 2.8-16)
Zacarias (5.1-2) e abençoados por Deus (5.5). eles obtiveram sucesso. apesar da •3.8 No segundo ano. 536 a C
oposição dos povos que residiam ao redor deles (cap 4) e do governador do
no segundo mês. Esse era o mês de ziv (ou iyar, abril-maio). a mesma época de
Trans-Eufrates. "daquém do Eufrates" (5.3-6.12)
ano em que Salomão começou a construção do templo original (2Cr 3.2)
•3.1 o sétimo mês. Este era o mês de tisri (setembro-outubro). o mês da Festa para a superintenderem. Esse tipo de construção de frase é virtualmente
dos Tabernáculos (Lv 23.33-44). D desejo de celebrar essa festa (3.4) proveu o idêntico à linguagem usada acerca do templo de Salomão (1 Cr 23.4).
estímulo necessário para a reconstrução do altar.
•3.1 OQuando os edificadores lançaram os alicerces. Ofoco da narrativa é
•3.2 holocaustos. Os holocaustos eram a oferta básica llv 1). rnas também a reação popular e não a mecânica da construção. Se a devolução dos utensUios
havia outras ofertas (v. 5). Os holocaustos erarn a base contínua sobre a qual um do templo encorajou o espírito do povo (1.9-11. nota). muito mais o fez o lança-
povo pecaminoso podia viver na presença de um Deus santo (Êx 29.42). Isso mento dos alicerces. pois este confirmou a sua fé em Deus, o qual prometera a
prenunciava o futuro sacrifício de Cristo como o sacrifício final que leva os restauração para depois do exílio (Dt 30.1-5). A expressão de louvor deles ecoa
pecadores à presença de Deus (Hb 10.19-20) com exatidão a dedicação do templo de Salomão (2Cr 5.13).
como está escrito. A palavra escrita foi um instrumento poderoso usado por •3.12 Porém muitos ... choraram. As lágrimas dos membros mais idosos da
Deus para cumprir o seu plano redentor. comunidade não eram lágrimas de alegria, mas de desapontamento por causa do
•3.3 ainda que estavam sob o terror. Eles tiveram coragem para erigir o altar contraste entre esse pequeno começo (cf. Zc 4.10) e o esplendor do templo de
e lançar os alicerces do templo. Mas a coragem deles em breve seria testada Salomão. Desapontamentos similares seriam. posteriormente, repreendidos (Ag
(4.4-5), e o trabalho pararia (4.24) 2.1-5). mas pelo momento a alegria do Senhor era a força de muitos.
•4.1 os adversários. Embora essa gente tivesse vindo com aparentes boas
•3.4-6 A Festa dos Tabernáculos não somente foi celebrada como também todo intenções. eles foram chamados de "adversários". visto que, posteriormente,
o sistema sacrificial foi posto em movimento, porquanto os sacrifícios faziam tentaram minar o trabalho de restauração. Havia algum motivo político nesse
parte da manutenção do relacionamento da aliança (Hb 9.22). Os sacrifícios eram conflito, já que somente os que retornaram tinham recebido autorização da parte
tão importantes que foram iniciados antes que o próprio templo estivesse pronto. de Ciro para empreender a construção (1.2-4). Em última análise. porém, o
•3.7 Provisões forarn feitas para se começar imediatamente a reconstrução do problema era religioso. Os "adversários" erarn pessoas de diferentes origens. que
541 ESDRAS 4
também já lhe sacrificamos bdesde os dias de Esar-Hadom, rei daquém do Eufrates 9 e em tal tempo. Seja do conheci-
da Assíria, que nos fez subir para aqui. 3 Porém Zorobabel, Je- mento do rei que os judeus que subiram de ti vieram a nós
sua e os outros cabeças de famílias lhes responderam: cNada a Jerusalém. Eles estão reedificando aquela 'rebelde e mal-
tendes conosco na edificação 2 da casa a nosso Deus; nós mes- vada cidade e vão restaurando os seus mmuros e reparan-
mos, sozinhos, a edificaremos ao SENHOR, Deus de Israel, do os seus fundamentos. 13 Saiba ainda o rei que, se
como nos ordenou dCiro, rei da Pérsia. aquela cidade se reedificar, e os muros se restaurarem,
4 Então, e as gentes da terra desanimaram o povo de Judá, eles não pagarão os direitos, os nimpostos e os pedágios e
inquietando-o no edificar; s alugaram contra eles conselhei- assim causarão prejuízos ao rei. 14 Agora, pois, como so-
ros para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da mos assalariados do rei e não nos convém ver a desonra
Pérsia, até ao reinado de !Dario, rei da Pérsia. dele, por isso, mandamos dar-lhe aviso, 15 a fim de que se
6 No princípio do reinado de Assuero, escreveram uma busque no Livro das Crônicas de seus pais, e nele achará o
acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém. 7 E, rei e saberá que aquela cidade foi rebelde e danosa aos reis
nos dias de gArtaxerxes, rei da Pérsia, 3 Bislão, Mitredate, e às províncias e que nela tem havido rebeliões, desde
Tabeel e os outros seus companheiros lhe escreveram; a tempos antigos; pelo que foi a cidade destruída. 16 Nós,
carta estava escrita em ncaracteres aramaicos e 4 na língua pois, fazemos notório ao rei que, se aquela cidade se reedi-
siríaca. a 5 Reum, o comandante, e Sinsai, o escrivão, es- ficar, e os seus muros se restaurarem, sucederá que não
creveram contra Jerusalém uma carta ao rei Artaxerxes. terá a posse das terras deste lado do Eufrates.
9 6 Escreveu Reum, o comandante, e Sinsai, o escrivão, os 17Então, respondeu o rei: A Reum, o comandante, a Sin-
outros seus companheiros: ;dinaítas, afarsaquitas, tarpeli- sai, o escrivão, e a seus companheiros que habitam em Sama-
tas, afarsitas, arquevitas, babilônios, 7 susanquitas, deavi- ria, como aos restantes que estão além do Eufrates: Paz! 18 A
tas, elamitas 10 ie outros povos, que o grande e afamado carta que nos enviastes foi distintamente lida na minha pre-
Osnapar transportou e que fez habitar na cidade de Sama- sença. 19 1 Ordenando-o eu, buscaram e acharam que, de
ria, e os outros aquém do 8 Eufrates. 11 Eis o teor da carta tempos antigos, aquela cidade se levantou contra os reis, e
endereçada ao rei Artaxerxes: 12 Teus servos, os homens nela se têm feito rebeliões e motins. 20 Também houve reis

2 b2Rs 17.24; 19.37; Ed 4.10 3 CNe 2.20 dEd 1.1-4 2Do templo 4 eEd 3.3 s!Ed 5.5; 6.1 7 gEd 7.1.7,21 h2Rs 18.2630u em paz,
escreveram em paz 4 Lit. traduzida no ou do aramaico 8 5 A língua original de Ed 4.8 até 6.18 é o aramaico 9 i2Rs 17.30-31 6 Lit. Então 70u
Susa 10 i2Rs 17.24; Ed 4.1 BLit. do rio 12 i2Cr 36.13 mEd 5.3.9 9Lit e agora 13 n Ed 4.20; 7.24 19 1 Lit. Por mim um decreto foi
omitido
tinham sido transplantados para a Samaria, a área ao Norte de Judá, depois da dessa carta. mas considerando-se o contexto, sem dúvida foi um esforço para
destruição do Reino de Israel. em 722 a.e. (4.9-1 O. nota). Eles adoravam a muitos impedir a reconstrução dos muros de Jerusalém.
deuses e incorporaram a adoração ao Senhor em seu politeísmo (2Rs 17.24-41 ). em caracteres aramaicos. Essa era a linguagem da diplomacia internacional
A animosidade entre os judeus e os samaritanos. que descendiam desses no Oriente Próximo antigo.
"adversários", forma parte do cenário do Novo Testamento (cl. Jo 4.1-42) •4.8-6. 18 Esta seção não foi escrita em hebraico. mas em aramaico, a
•4.3 nós mesmos, sozinhos, a edificaremos. Essa discriminação não era linguagem dos documentos originais. Essa carta exprime a preocupação de
nem racial e nem política, mas religiosa. Desde os primeiros dias de permanência vários oficiais gentílicos sobre o progresso do trabalho dos judeus.
na Terra Prometida (Jz 3.o) e ao longo da sua história (2Rs 177-17). as alianças •4.8 o escrivão. Os escrivães (escribas) eram altós oficiais que escreviam a
com os estrangeiros levaram os israelitas à idolatria e. finalmente. ao exílio da correspondência oficial e mantinham arquivos para o govemo prpvincial (7.6, nota).
Terra Prometida (2Rs 17.18-23). Ofracasso dos retornados em se separar da po- •4.9 os outros seus companheiros. A opos·1ção não se resumia em alguns
pulação indígena se tornou logo um problema (Ed 9; 10). O mesmo princípio de poucos. mas tinha uma base ampla.
separação religiosa continua valendo sob a nova aliança (2Co 6.14-7.1 ).
•4.1 O Osnapar. Provavelmente Assurbanípal, o último rei bem sucedido da
•4.4 as gentes da terra. Os "adversários" do v. 1. Assíria (668-627 a C). que transplantou vários povos para a Samaria. Essa
•4.5 alugaram... conselheiros. Talvez esses fossem oficiais persas que se prática começou após a queda de Samaria em 722 a.C., provavelmente por
deixaram subornar. Os esforços de obstrução dos adversários causaram um Sargão li (2Rs 17.24).
adiamento na obra desde os tempos de Ciro (550-530 a.C.) até o segundo ano aquém do Eufrates. A área a oeste do rio Eufrates. incluindo Arã. Fenícia e
de Dario (522-486 a.C.). Palestina.
•4.6-23 Este material é uma seção separada que descreve a oposição à •4.12 vão restaurando os seus muros. Ver nota em 4.6-23.
reconstrução dos muros após Dario e durante os reinados de Xerxes (486-465 •4. 14 somos assalariados do rei. Lit. "somos salgados com o sal do palácio".
a.C.) e de Artaxerxes 1(465-424 a.C.J. A narrativa justifica chamar os povos Provavelmente isso seja uma maneira de expressar a obrigação servil de um
circunvizinhos no v. 1 de "adversários". Mostra também que a oposição não foi vassalo para com o seu senhor (cl. Lv 2.13; Nm 18.19; 2Cr 13.5).
um problema passageiro, mas uma antevisão de uma prolongada oposição ao •4. 15 no Livro das Cronicas. Os vários documentos em aramaico usados na
povo de Deus na reconstrução da "casa" de Deus. o templo. e também da cidade elaboração desta seção de Esdras teriam sido guardados em um arquivo seme-
e da nação. lhante.
•4.6 Assuero. Ele é o mes_mo Xerxes que sucedeu a Dario e foi o rei da Pérsia cidade foi rebelde ... destruida. Ver 2Rs 18.7; 24.1.
entre 486-465 a.C.
•4. 16 não terá a posse. Obviamente um exagero; essas palavras tinham por
escreveram uma acusação. Osujeito do verbo desta frase não é espec~icado. intuito influenciar a Artaxerxes.
mas o contexto mostra que os perturbadores eram uma geração posterior aos •4.18 foi distintamente lida. Ao rei não foi dado um resumo da carta; ela lhe foi
"adversários" do v. 1. Coisa alguma é dita acerca da natureza dessa acusação. lida palavra por palavra.
•4.7 Artaxerxes. Artaxerxes 1. sucessor de Assuero (Xerxes) e rei da Pérsia de •4.20 Sob Davi e Salomão, Israel recebia tributos de outras nações. Agora.
465 a 424 aC. embora tivesse retornado para a Terra Prometida. o povo de Deus tinha que se
lhe escreveram. Ou seja, a Artaxerxes. Não há informação sobre o conteúdo submeter ao governo dos ímpios (9.9 e nota).

J
ESDRAS 4, 5 542
poderosos sobre Jerusalém, que ºdalém do Eufrates Pdomina- Os adversários consultam Dario
ram em todo lugar, e se lhes pagaram direitos, impostos e pe- 6 Eis a cópia da carta que Tatenai, o governador daquém do
dágios. 21 Agora, pois, 2 dai ordem a fim de que aqueles Eufrates, com Setar-Bozenai ie os seus companheiros, os afar-
homens parem o trabalho e não se edifique aquela cidade, a saquitas, que estavam deste lado do rio, enviaram ao rei Dario,
não ser com autorização minha. 22 Guardai-vos, não sejais re- 7 na qual lhe deram uma relação escrita do modo seguinte: Ao
missos nestas coisas. Por que há de crescer o dano em prejuí- rei Dario, toda a paz! 8 Seja notório ao rei que nós \omos à pro-
zo dos reis? víncia de Judá, à 4 casa do grande Deus, a qual se edifica com
23 Depois de lida a cópia da carta do rei Artaxerxes pe- s grandes pedras; a madeira se está pondo nas paredes, e a obra
rante Reum, Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, fo- se vai fazendo com diligência e se adianta nas suas mãos. 9 Per-
ram eles apressadamente a Jerusalém, aos judeus, e, de guntamos aos anciãos e assim lhes dissemos: 10uem vos deu
mão armada, os forçaram a parar com a obra. 24 Cessou, ordem para reedificardes esta casa e restaurardes este muro?
pois, a obra da Casa de Deus, a qual estava em Jerusalém; 10 Demais disto, lhes perguntamos também pelo seu nome,
e isso até ao segundo ano do reinado de Dario, rei da Pér- para tos declararmos, para que te pudéssemos escrever os no-
sia. mes dos homens que são entre eles os chefes. 11 Esta foi ares-
posta que nos deram: Nós somos servos do Deus dos céus e da
As exortações de Ageu e Zacarias terra e reedificamos a 6 casa que há muitos anos fora construí-
Ora, os profetas ª Ageu e b Zacarias, filho de Ido, profeti- da, a qual um grande rei de Israel edificou me a terminou.
5 zaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém,
em nome do Deus de Israel, cujo Espírito estava com eles.
12 Mas, n depois que nossos pais provocaram à ira o Deus dos
céus, ele os entregou nas mãos de ºNabucodonosor, rei da Ba-
2 Então, se dispuseram czorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, bilônia, o caldeu, o qual destruiu esta casa e Ptransportou o
filho de 1Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, povo para a Babilônia. 13 Porém q Ciro, rei da Babilônia, no seu
a qual está em Jerusalém; e, com eles, dos referidos profetas primeiro ano, deu ordem para que esta Casa de Deus se edifi-
de Deus, que os ajudavam. casse. 14 Também 'os utensílios de ouro e de prata, da Casa de
3 Nesse tempo, veio a eles eTatenai, governador da- Deus, que Nabucodonosor levara do templo que estava em Je-
quém 2 do Eufrates, e Setar-Bozenai, e seus companheiros rusalém e os meteu no templo de Babilônia, o rei Ciro os tirou
e assim lhes perguntaram: /Quem vos deu ordem para ree- de lá, e foram dados a sum homem cujo nome era Sesbazar, a
dificardes esta 3 casa e restaurardes este muro? 4 Pergun- quem nomeara governador 15 e lhe disse: Toma estes utensí-
taram-lhes mais: gE quais são os nomes dos homens que lios, e vai, e leva-os ao templo de Jerusalém, e faze reedificar a
constroem este edifício? s Porém hos olhos de Deus esta- Casa de Deus, no seu lugar. 16 Então, veio o dito Sesbazar e
vam sobre os anciãos dos judeus, de maneira que não fo- l\ançou os fundamentos da Casa de Deus, a qual está em Jeru-
ram obrigados a parar, até que o assunto chegasse a Dario, salém; e, daí para cá, se está edificando e ainda "não está aca-


e viesse iresposta por carta sobre isso. bada. 17 Agora, pois, se parece bem ao rei, que vse busque nos

20 °Gn 15.18; Js 1.4P1Rs 4.21; 1Cr18.3; SI 72.8 21 2fazei um decreto


CAPITULO 5 1 ªAg 1.1 bzc 1.1 2 CEd 3.2; Ag 1.12 dEd 6.14; Ag 2.4 I Jeozadaque, 1Cr6.14 3 eEd 5.6; 6.6/Ed 1.3; 5.9 2Lit. do rio
3 O templo 4 g Ed 5.1 O S h 2Cr 16.9; Ed 7.6,28; SI 33.18 i Ed 6.6 6 i Ed 4 7-1 O 8 4 O templo 5 Lit. pedras de rolar, pedras muito
pesadas para serem carregadas 9 / Ed 5.3-4 11 m 1Rs 6.1,38 6 O templo 12 n 2Cr 34.25; 36.16-17 o 2Rs 24.2; 25.8-11; 2Cr 36.17; Jr
52.12-15 P Jr 13.19 13 Hd 1.1 14 'Ed 1.7-8; 6.5; Dn 5 2 s Ag 1.14; 2.2,21 16 IEd 3.8-10; Ag 2.18 u Ed 6.15
•4.24 Após a seção que trata da oposição à reconstrução dos muros (vs 6-23), o •5.9 Quem vos deu ordem. A pergunta destaca a falta de independência de
autor retorna ao terna dos vs. 1-5, a reconstrução do templo. Judá.
•5.1-2 Oano em que Ageu e Zacarias começaram a profetizar foi o mesmo ano •5.11-16 A resposta dos líderes judeus às perguntas dos oficiais persas (vs 3-4)
referido em 4.24, o segundo ano de Dario {Ag 1.1; Zc 1.1 ). O trabalho no templo é incluída na carta mandada a Dario.
foi reiniciado não por causa de um decreto de Dario, mas por causa da pregação •5.11 Deus dos céus e da terra. Essa era a forma mais completa do freqüente
dos profetas de Deus e por causa da resposta obediente do povo de Deus (Ag título "Deus dos céus" (1.2, nota).
114-15).
um grande rei de Israel. Salomão construiu o templo original nos anos de
•5.1 cujo Espírito estava com eles. Tanto o povo (Dt 28.10) quanto os profe- 966----959a.C. (1Rs 6.1,38)
tas (Jr 15.16) pertenciam a Deus. •5.12 ele os entregou nas mãos. Deus entregou Israel nas mãos de Nabuco-
•5.2 os ajudavam. Essa ajuda tomou a forma de uma pregação corajosa e de donosor a fim de puni-lo pela quebra da aliança. Aqueles que confiam em Cristo
um encorajamento constante (como nos livros de Ageu e de Zacarias). estão salvos da justa ira de Deus (1 Jo 4.17-18), pois Deus entregou Cristo nas
•5.3-4 Assim que as obras no templo foram reiniciadas, os oficiais persas da área mãos de homens ímpios, e Cristo sofreu a ira de Deus em favor dos eleitos (Me
recomeçaram a sua oposição. 9.31; Lc 9.44; 24.7; Rm 832).
•5.5 Dessa vez Deus preferiu intervir, e os oficiais permitiram que o trabalho con- o caldeu. Os caldeus viviam no Sul da Mesopotâmia e estabeleceram o Império
tinuasse até ouvirem notícias da parte de Dario. Aqui, como em todas as partes Neobabilônico ao derrotarem os assírios em 612 a.C. O novo Império continuou
dos livros de Esdras e Neemias. Deus interveio através das ações do povo (cf. até ser derrubado pelos persas em 539 a.C.
nota em 1.1 ). •5.13 deu ordem. Eis a resposta, em nível humano, à pergunta feita em 5.3.
•5.8 província de Judá. Judá era uma província do Império Persa e não um •5.14 Sesbazar. Ver nota em 1.8.
Estado político independente. •5.16 daí para cá, se está edificando. Otrabalho não foi feito de modo contí-
a obra se vai fazendo com diligência. Esse trabalho de reconstrução prospe- nuo, mas houve uma interrupção de cerca de dezessete anos 14.24, nota).
rava graças aos cuidados de Deus (v. 5), à pregação dos profetas (vs. 1-2) e à •5.17 que se busque. Esta é a segunda referência a uma busca nos arquivos,
liderança de Zorobabel e Jesua (v. 2). sublinhando o tema do poder dos documentos escritos (Introdução: Característi-
543 ESDRAS 6

arquivos reais, na Babilônia, se é verdade haver uma ordem do se lhes dê, dia após dia, sem falta, aquilo de que houverem
rei Ciro para edificar esta Casa de Deus, em Jerusalém; e sobre mister: novilhos, carneiros e cordeiros, para holocausto ao
isto nos faça o rei saber a sua vontade. Deus dos céus; trigo, sal, vinho e azeite, segundo a determi-
nação dos sacerdotes que estão em Jerusalém; to hpara que
l
1
O decreto de Dario ofereçam sacrifícios de aroma agradável ao Deus dos céus e
Então, o rei Dario deu ordem, ªe uma busca se fez nos orem pela vida do rei e de seus filhos. 11 Também por mim
6 1 arquivos reais da Babilônia, onde se guardavam os 2 do-
se decreta que todo homem que alterar este decreto, uma
cumentos. 2 Em 3 Acmetá, na fortaleza que está na província viga se arrancará da sua casa, e que seja ele levantado e pen-
da bMédia, se achou um rolo, e nele estava escrito um me- durado nela; ie que da sua casa se faça um monturo. 12 O
morial que dizia assim: 3 O rei Ciro, no seu primeiro ano, bai- Deus, pois, que fez habitar ali o seu inome derribe a todos os
xou o seguinte e decreto: Com respeito à Casa de Deus, em reis e povos que estenderem a mão para alterar o decreto e
Jerusalém, deve ela edificar-se para ser um lugar em que se para destruir esta Casa de Deus, a qual está em Jerusalém.
ofereçam sacrifícios; seus fundamentos serão firmes, a sua al- Eu, Dario, baixei o decreto; que se execute com toda a pon-
tura, de sessenta côvados, e a sua largura, de sessenta côva- tualidade.
dos, d com três carreiras de grandes pedras e uma de madeira
nova. 4 A e despesa se fará da casa do rei. 5 Demais disto, !os Completado o templo
utensílios de ouro e de prata, da Casa de Deus, que Nabuco- 13 Então, Tatenai, o governador daquém do Eufrates, Se-
donosor tirara do templo que estava em Jerusalém, levando- tar-Bozenai e os seus companheiros assim o fizeram pontual-
os para a Babilônia, serão devolvidos para o templo que está mente, segundo decretara o rei Dario. 14 10s anciãos dos
em Jerusalém, cada utensílio para o seu lugar; serão recoloca- judeus iam edificando e prosperando em virtude do que pro-
dos na Casa de Deus. fetizaram os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido. Edifica-
6 g Agora, pois, Tatenai, governador dalém do Eufrates, ram a 5 casa e a terminaram segundo o mandado do Deus de
Setar-Bozenai e seus companheiros, os afarsaquitas, que es- Israel e segundo o decreto de mCiro, de noario e de 0 Arta-
tais para além do rio, retirai-vos para longe dali. 7 Não inter- xerxes, rei da Pérsia. ts Acabou-se esta casa no dia terceiro
rompais a obra desta Casa de Deus, para que o governador do mês de adar, no sexto ano do reinado do rei Dario.
dos judeus e os seus anciãos reedifiquem a Casa de Deus no
seu lugar. 8 Também por mim se decreta o que haveis de fa- A dedicação do templo
zer a estes anciãos dos judeus, para que reedifiquem esta 16 Os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e o restante
4 Casa de Deus, a saber, que da tesouraria real, isto é, dos tri- dos exilados celebraram com regozijo Pa dedicação desta
butos dalém do rio, se pague, pontualmente, a despesa a es- 6 Casa de Deus. t 7 Para a dedicação desta Casa de Deus q ofe-
tes homens, para que não se interrompa a obra. 9 Também receram cem novilhos, duzentos carneiros, quatrocentos


~ -~· ~C-~ ~- ~~- ~ -~~~~-~C.
17 VEd 6.1-2
CAPÍTULO 6 1 ªEd 5.17 / Lit. na casa dos pergaminhos 20u tesouros 2 b2Rs 17.6 2 3ProvavelmenteEcbátana, antiga capital da Mé-
dia JCEd1.1;513d1Rs6.36 4eEd3.7 5/Edl.7-8;514 ógEd5.3,6 840templo tOhEd7.23;[Jr29.7;1Tm2.1-2l Ili
°
Dn 2.5; 3.29 12 iDt 12.5, 11; 1Rs 9.3 14 iEd 5.1-2 m Ed 1.1; 5.13; 6.3 n Ed 4.24; 6.12 Ed 7.1, 11, Ne 2.1 SQ templo 16P1 Rs 8.63;
2Cr 7.5 6 O templo 17 q Ed 8.35
case Temas). A primeira busca (4.15) tinha feito parar a construção do muro. A •6.13 assim o fizeram pontualmente, segundo decretara o rei Dario. Da-
segunda busca resultaria no acabamento do templo. rio tinha ordenado que o seu decreto fosse cumprido "com toda a pontualidade"
•6.1-2 Dario respondeu ao pedido de Tatenai. A busca começou nos tesouros da (v 6.12). e assim aconteceu.
Babilônia. mas o decreto foi achado em Acmetá (Ecbátana, ver nota textual), uma •6.14 profetizaram ... Ageu e Zacarias. A pregação dos profetas impeliu o
cidade a mais de 480 km ao nordeste da Babilônia e de onde Ciro deve ter expedi- povo a trabalhar de novo (5.1-2) até que a obra estivesse terminada.
do o decreto. Deus ... Ciro. A mesma palavra foi usada para o mandado de Deus e os decretos
•6.3-5 Essa cópia do decreto difere um tanto da versão de 1.2-4. O nome de dos reis persas. Os decretos soberanos de Deus não negam a responsabilidade
Deus ("Senhor"), p. ex .. não foi usado. A cópia em 1.2-4 foi o que os arautos pro- humana, antes a confirmam. A referência a Artaxerxes pode parecer fora de lu-
clamaram aos judeus. enquanto que essa cópia consiste nas minutas guardadas gar, visto que o templo foi terminado antes de ele se tornar rei. Todavia, o templo
como registro oficial. não foi explicitamente mencionado no texto aramaico do v. 14, de modo que are-
•6.3 sua altura, de sessenta côvados, e a sua largura, de sessenta côva- ferência poderia ser a uma previsão do término da reconstrução da "Casa de
dos. Essas dimensões são maiores que as do templo de Salomão (1Rs 6.2). Deus" na sua totalidade. incluindo a comunidade e os muros que foram recons-
Essas instruções dão o máximo do tamanho permitido e não as dimensões plane- truídos sob a autoridade de Artaxerxes (7.11-26; Ne 2.1,8).
jadas.
•6.15 Acabou-se esta casa. A data foi 12 de março de 515 a.e .. quatro anos
•6.6-12 Tendo achado o decreto de Ciro, Dario expediu um segundo decreto a
depois do recomeço do trabalho (Ag 1.15). vinte anos depois do início da obra
fim de reforçá-lo. Na providência divina. a oposição de Tatenai e de seus associa-
(3 8) e quase setenta anos depois da destruição do templo de Salomão em 586
dos acabou por beneficiar o projeto (cf. Gn 50.20).
a.e.
•6.9 aquilo de que houverem mister. Como resultado da oposição, providen-
ciou-se o necessário para que os cultos no templo continuassem. •6.16 a dedicação desta Casa de Deus. Com a dedicação do templo um gran-
•6.10 orem pela vida do rei. Ver nota em 1.3. de marco foi alcançado. A seção parentética de 4.6-23 já tinha dado uma previsão
•6.11 todo homem que alterar este decreto. Era costume proferir uma mal- das tribulações que se aproximavam. A dedicação dos muros (Ne 12.27) e as refor-
dição contra qualquer um que alterasse algum documento oficial (cf. Ap mas finais (Ne 13) completariam a restauração da comunidade judaica.
22.18-19). A conseqüência da oposição foi a garantia de um apoio irrevogável ao •6.17 ofereceram. O número de oferendas é pequeno em comparação com o
povo de Deus para a construção do templo. dos dias de Salomão 11 Rs 8.62-63). A referência a uma oferta expiatória demons-
ESDRAS 6, 7 544
cordeiros e doze cabritos, para oferta pelo pecado de todo o Aitube, 3 filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraio-
Israel, segundo o número das tribos de Israel. 18 Estabelece- te, 4 filho de Zerafas, filho de Uzi, filho de Buqui, s filho de
ram os sacerdotes nos seus 'turnos e os levitas nas suas s di- Abisua, filho de Finéias, filho de Eleazar, filho de Arão, o
visões, para o serviço de Deus em Jerusalém, 1segundo está sumo sacerdote, este Esdras subiu da Babilônia. 6 Ele era
escrito no Livro de Moisés. e escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo SENHOR, Deus
de Israel; e, !segundo a boa mão do SENHOR, seu Deus, que
A celebração da Páscoa estava sobre ele, o rei lhe concedeu tudo quanto lhe pedira.
19 7 0s que vieram do cativeiro celebraram a Páscoa "no 7 Também subiram a Jerusalém galguns dos filhos de Israel,
dia catorze do primeiro mês; 20 porque os sacerdotes e os dos sacerdotes, h dos levitas, dos cantores, dos porteiros e
levitas se tinham vpurificado como se fossem um só ho- idos servidores do templo, no sétimo ano do rei Artaxerxes.
mem, e todos estavam limpos; xmataram o cordeiro da 8 Esdras chegou a Jerusalém no quinto mês, no sétimo ano
Páscoa para todos os que vieram do cativeiro, para os sacer- deste rei; 9 pois, no primeiro dia do primeiro mês, partiu da
dotes, seus irmãos, e para si mesmos. 21 Assim, comeram a Babilônia e, no primeiro dia do quinto mês, chegou a Jerusa-
Páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do exílio e to- lém, isegundo a boa mão do seu Deus sobre ele. 10 Porque
dos os que, unindo-se a eles, se haviam separado da 2 imun- Esdras tinha disposto o coração para 1buscar 1 a Lei do SE-
dfcia8 dos gentios da terra, para buscarem o SENHOR, Deus NHOR, e para a cumprir, e para mensinar em Israel os seus es·
de Israel. 22 Celebraram a ªFesta dos Pães Asmos por sete tatutos e os seus juízos.
dias, com regozijo, porque o SENHOR os tinha alegrado, 11 Esta é a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu ao sa·
bmudando o coração cdo rei da Assíria a favor deles, para cerdote Esdras, o escriba das palavras, dos mandamentos e
lhes fortalecer as mãos na obra da Casa de Deus, o Deus de dos estatutos do SENHOR sobre Israel: 122Artaxerxes, nrei
Israel. dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu:
Paz perfeita! 13 Por mim se decreta que, no meu reino, todo
Artaxerxes enm Esdras aferusalém aquele do povo de Israel e dos seus sacerdotes e levitas que
Passadas estas coisas, no reinado de ªArtaxerxes, rei da quiser ir contigo a Jerusalém, vá. 14 Porquanto és mandado
7 Pérsia, Esdras, bfilho de Seraías, cfilho de Azarias, filho da parte do rei e dos seus ºsete conselheiros para fazeres in-
de dHilquias, 2 filho de Salum, filho de Zadoque, filho de quirição a respeito de Judá e de Jerusalém, segundo a Lei do

• 18 '1Cr 24.1; 2Cr 35.5s1Cr 23.6 INm 3.6; 8.9 19 "Êx 12.6 7 A língua hebraica volta a ser usada em Ed 6.19 e continua até 7.11, inclusive
20 v2cr 29.34; 30.15X2Cr 35.11 21 ZEd 9.11 B1mpureza 22 •Ex 12.15; 13.6-7; 2Cr 30.21; 35.17 bEd 7.27; [Pv 21.1) c2Rs 2329; 2Cr
33.11; Ed 1.1; 6.1
ª
CAPÍTULO 7 1 Ne 2.1 b 1Cr 6.14 e Jr 52.24 d 2Cr 35.8 6 e Ed 7.11-12,21 /Ed 7.9,28; 8.22 7 g Ed 8.1-14 h Ed 8.15 i Ed 2.43; 8.20
9 jEd 7.6; Ne 2.8.18 1O 1SI 119.45 m Dt 331 O; Ed 7.6,25; Ne 8.1-8; [MI 2.7) 1 Estudar 12 n Ez 26. 7; Dn 2.37 2 A língua original de Ed
7.12-26 é o aramaico 14 o Et 1.14
tra consciência pelo pecado e pela fé no Deus que mantém a sua aliança de amor veis remontam à atuação soberana de Deus. Esdras pediu e Artaxerxes o
(Dt 7.9). atendeu, pois Deus favorecia a Esdras.
•6.18 está escrito no Livro de Moisés. Otexto escrito prescrevia os deveres •7.7 subiram ... alguns dos filhos. Esdras não subiu sozinho; ele liderava uma
do templo e assegurava que eles fossem cumpridos. A primeira seção em aramai- segunda leva de exilados que retornavam.
co de Esdras termina neste versículo. no sétimo ano. Isto é, 458 a.e.
• 7.1 Passadas estas coisas. Cerca de sessenta anos se passaram entre os even- •7.9 chegou a Jerusalém. A viagem ocorreu durante a primavera, período em
tos do final do cap. 6 e o início do cap. 7. Com base em Esdras e Neemias, a única in- que haveria muita água ao longo do caminho. Durou cerca de quatro meses.
formação sobre esse penado é a respeito da oposição nos dias de Assuero (4.6, nota) a boa mão do seu Deus. O sucesso é atribuído à providência divina.
- os eventos no Livro de Ester ocorreram durante esse penado (Et 1.1 ). •7.10 Porque. O objetivo da ida de Esdras para Jerusalém é revelado agora.
Artaxerxes. Artaxerxes 1, rei da Pérsia entre 46!}--424 a.e. Como ouvinte e praticante diligente da palavra iTg 1.22). o objetivo de Esdras era
Esdras. A longa introdução de Esdras (vs. 1-10) assinala a importância dele ensinar outros a fazerem o mesmo.
quanto ao que acontecerá. A primeira informação dada sobre Esdras é a sua des- •7 .11-26 A cópia de uma carta do rei Artaxerxes registra a comissão real dada a
cendência. A genealogia dele é plena. mas não completa; afrase "filho de" é usa- Esdras para que retornasse a Jerusalém e pesquisasse o estado espiritual do
da com freqüência para indicar "descendente". A linhagem de Esdras remonta a povo (v. 14), provesse suprimentos para o templo (vs. 15-24) e providenciasse a
Arão, estabelecendo sua autoridade sacerdotal em seus atos subseqüentes. administração da justiça (vs 25-26).
•7.5 subiu da Babil6nia. Nem todos os exilados piedosos retornaram com Ses- •7.11 carta. A carta (vs. 12-26), escrita em aramaico (4.7, nota). dava a Esdras
bazar em 538 a.C. A família de Esdras não havia retornado. Éprovável que Esdras autoridade para efetuar as reformas registradas nos caps. seguintes. A carta
ainda não fosse nascido no tempo do primeiro retorno. Ele cresceu na Babilônia, pode ter sido escrita por Esdras e então assinada por Artaxerxes, ou, conforme al-
onde a maioria dos exilados vivia. guns detalhes parecem indicar, Artaxerxes pode ter tido conselheiros judeus que
•7 .6 era escriba versado. No Antigo Testamento, os escribas eram freqüente- ajudaram na composição da carta.
mente oficiais do governo que escreviam documentos oficiais (4.8, nota; 2Sm •7.12 rei dos reis. Um título usado pelos monarcas persas para indicar a sua su-
8.17; 1Rs 4.3). administravam os tesouros do templo (2Rs 12.10-11; 22.3-4,9; premacia sobre todos os reis vassalos. Que Deus é o verdadeiro Rei dos reis fica
Ne 13 13). serviam como emissários da corte 12Rs 18.18-37) e desempenhavam implícito no Livro de Esdras 11.1, nota) e explícito em outros trechos das Escritu-
funções literárias como tomar ditados (Jr 36.32). Esdras tinha autoridade gover- ras (Ap 17.14; 19.16).
namental (v. 25). mas a sua mais importante qualificação era a de mestre da lei escriba. Ver nota no v. 6.
deDeuslvs.10-11,14;Ne8.1-9). •7, 13 Tal como o decreto original de Ciro em 1.3, essa permissão para retomar se
dada f16/0 SENHOR. A "lei de Moisés" tem origem divina (2Tm 3.16). A referên- estendia a todos que a quisessem.
cia aqui pode ser aos primeiros cinco livros da Bíblia. •7.14 para fazeres inquirição. Enquanto Ciro comissionara os primeiros re-
o rei lhe concedeu tudo quanto lhe pedira. As ações das pessoas responsá- tornados a "edificarem" um templo, Artaxerxes comissionou Esdras a inquirir a
teu Deus, a qual está na tua mão; 15 e para levares a prata e 0
ouro que o rei e os seus conselheiros, espontaneamente, ofe-
receram ao Dem d.e \srael, Pcuja habitação está em Jerusa-
545
27 xBendito 7 seja o SENHOR, Deus de nossos pais, zque
deste modo moveu o coração do rei para ornar a Casa do
SENHOR, a qual está em Jerusalém; 28 e que ªestendeu para
ESDRAS 7, 8
l
lém, 16 qbem assim a prata e o ouro que achares em toda a mim a sua misericórdia perante o rei, os seus conselheiros e
província da Babilônia, com as ofertas voluntárias do povo e todos os seus príncipes poderosos. Assim, me animei, segun-
dos sacerdotes, oferecidas, respontaneamente, para a 3 casa do ba boa mão do SENHOR, meu Deus, sobre mim, e ajuntei
de seu Deus, a qual está em Jerusalém. 17 Portanto, diligen- de Israel alguns chefes para subirem comigo.
temente comprarás com este dinheiro novilhos, e carneiros,
e cordeiros, e as suas ofertas de smanjares, e as suas libações A lista dos que voltaram com Esdras
e as 1 oferecerás sobre o altar da casa de teu Deus, a qual está São estes os cabeças de famílias, com as suas genealogias,
em Jerusalém. 18 Também o que a ti e a teus irmãos bem pa-
recer fazerdes do resto da prata e do ouro, fazei-o, segundo a
8 os que subiram comigo da Babilônia, no reinado do rei
Artaxerxes: 2 dos filhos de Finéias, Gérson; dos filhos de Ita-
vontade do vosso Deus. 19 E os utensílios que te foram da- mar, Daniel; dos filhos de Davi, ªHatus; 3 dos filhos de Seca-
dos para o serviço da casa de teu Deus, restitui-os perante o nias, dos filhos de bParós, Zacarias, e, com ele, foram
Deus de Jerusalém. 20 E tudo mais que for necessário para a registrados cento e cinqüenta homens. 4 Dos filhos de cpaate·
casa de teu Deus, que te convenha dar, dá·lo-ás da casa dos Moabe, Elioenai, filho de Zeraías, e, com ele, duzentos ho-
tesouros do rei. mens. s 1Dos filhos de Secanias, o filho de Jaaziel, e, com
21 Eu mesmo, o rei Artaxerxes, decreto a todos os tesourei· ele, trezentos homens. 6 Dos filhos de Adim, Ebede, filho de
rosque estão dalém do Eufrates: tudo quanto vos pedir o sacer· Jônatas, e, com ele, cinqüenta homens. 7 Dos filhos de Elão,
dote Esdras, escriba da Lei do Deus do céu, pontualmente se Jesaías, filho de Atalias, e, com ele, setenta homens. 8 Dos fi-
lhe faça; 22 até cem talentos de prata, até cem coros de trigo, lhos de Sefatias, Zebadias, filho de Micael, e, com ele, oiten-
até cem batas de virtho, até cem batas de azeite e sal à vontade. ta homens. 9 Dos filhos de Joabe, Obadias, filho de Jeiel, e,
23 Tudo quanto se ordenar, segundo o 4 mandado do Deus do com ele, duzentos e dezoito homens. 10 Dos filhos 2 de Bani,
céu, exatamente se faça para a 5 casa do Deus do céu; pois para Selomite, filho de Josifi.as, e, com ele, cento e sessenta ho-
que haveria grande ira sobre o reino do rei e de seus filhos? mens. 11 Dos filhos de dBebai, Zacarias, o filho de Bebai, e,
24 Também vos fazemos saber, acerca de todos os sacerdotes e com ele, vinte e oito homens. 12 Dos filhos de Azgade, Joa-
levitas, cantores, porteiros, de todos os que servem nesta Casa nã, 3 o filho de Hacatã, e, com ele, cento e dez homens.
de Deus, que não será lícito impor·lhes nem direitos, nem im- 13 Dos filhos de Adonicão, últimos a chegar, seus nomes
postos, nem pedágios. 25 Tu, Esdras, segundo a sabedoria do eram estes: Elifelete, Jeiel e Semaías, e, com eles, sessenta
teu Deus, que possuis, "nomeia magistrados e juízes que jul· homens. 14 Dos filhos de Bigvai, Utai e 4 Zabude, e, com
guem a todo o povo que está dalém do Eufrates, a todos os que eles, setenta homens.
sabem as leis de teu Deus, e ao que não as sabe, que lhas Vfa-
çam saber. 26 Todo aquele que não observar a lei do teu Deus e Esdras manda buscar le'/i.tas
a lei do rei, seja condenado ou à morte, ou ao 6 desterro, ou à 15 Ajuntei-os perto do rio que corre para Aava, onde fica-
confiscação de bens, ou à prisão. mos acampados três dias. Passando revista ao povo e aos

6-;s ~Xr ~2. Ed ~1;~113521-~ ~~~25;1Cr Z~6,9 J~te~;o


16 17 s~;;;-154-;3IDt12;-11
23 4Lit é de decreto 50templo
25 "Êx 18.21-22; Dt 16.18 v2cr 17.7; Ed 7.10; [MI 2.7; CI 1.28] 26 6 Lit desarraigamento 27 x1Cr29.10 ZEd 6.22; [Pv 21.1] 7 A língua
hebraica volta a ser usada em Ed 7.27 28 •Ed 9.9 bEd 5.5; 7.6,9; 8.18
CAPÍTULOS 2 ª1Cr 3.22; Ed 2.68 3 bEd 2.3 4 CEd 10.30 5 I Conforme TM e V; LXXOosfi/hosdelatu, Secanias 10 2Conforme
LXX; TM e V omitem de Bani 11 d Ed 10.28 12 3 Ou o filho mais novo 14 4 Ou Zacur, Hebr Zakkur
respeito da condição espiritual do povo judeu. Seus esforços ajudariam a re- mesma religião do povo judeu. A segunda seção aramaica de Esdras termina com
construir a comunidade do povo de Deus, a "casa" de Deus INm 12.7). este versículo.
•7. 15-17 Oconhecimento de Artaxerxes sobre os detalhes do culto israelita indi- seja condenado. Neste versículo não é dada a Esdras a autoridade para punir;
ca que Esdras ou conselheiros judeus escreveram pessoalmente a carta ou, pelo segundo 10.8, os "príncipes e anciãos" é que exerciam essa autoridade.
menos, ajudaram na composição da mesma (1.2-4, nota).
• 7.27 moveu o coração do rei. As ações de Artaxerxes partem da ação sobe-
• 7.18 a vontade do vosso Deus. A conformidade com a vontade de Deus é um rana de Deus.
tema importante no resto do livro.
• 7.28 estendeu ..• sua misericórdia. "Misericórdia" é a tradução da palavra
• 7.20 E tudo mais que for necessário. A generosidade de Artaxerxes foi idên- hebraica hesed, a qual se refere à lealdade da aliança de Deus. A mesma palavra
tica à de Dario (6 9) aparece em 9.9. Ofavor de Artaxerxes para com Esdras existe por causa da leal-
•7.23 para que haveria grande ira. Ver nota em 1.3. dade da aliança de Deus com o seu povo.
• 7.25 Opapel de Esdras era duplo: exercer autoridade governamental e ensinar a para mim. Esta é a primeira referência a Esdras na primeira pessoa e o início de
lei de Deus 17 6, nota). suas "Memórias" (Introdução: Caracteristicas e Temas).
o povo que está dalém do Eufrates. Os judeus que retornaram para Judá e Je- a boa mão do SENHOR. Ofato de Esdras estar ciente do controle providencial de
rusalém. Deus foi uma fonte de encorajamento para as tarefas que estavam à sua frente.
• 7.26 a lei do teu Deus e a lei do rei. As duas leis não eram idênticas. A distin- •8.1-14 Nem todos os exilados retornaram em resposta ao decreto de Ciro em
ção entre lei religiosa e lei civil era mais importante para os judeus no exílio sob 538 a.e. Um segundo grupo, significativamente menor, retomou com Esdras cer-
autoridade civil estrangeira do que durante a monarquia, quando o Estado era da ca de oitenta anos após o primeiro retorno.
ESDRAS 8 546
sacerdotes e não tendo achado nenhum dos efilhos de Levi, todo o Israel que se achou ali. 26 Entreguei-lhes nas mãos seis-
16 enviei Eliézer, Ariel, Semaías, Elnatã, Jaribe, Elnatã, Natã, centos e cinqüenta talentos de prata e, em objetos de prata, cem
Zacarias e fMesulão, os chefes, como também a Joiaribe e a talentos, além de cem talentos de ouro; Z1 e vinte taças de ouro
Elnatã, que eram sábios. 17 Enviei-os a Ido, chefe em Casifia, de mil daricos e dois objetos de lustroso e fino bronze, tão pre-
e 5 !hes dei expressamente as palavras que deveriam dizer óa cioso como ouro.1.8Disse-Jhes: Vós sois "santos 7 ao SENHOR, e
Ido e aos servidores do templo, seus irmãos, em Casifia, para vsantos são estes objetos, como também esta prata e este ouro,
nos trazerem ministros para a casa do nosso Deus. 18 gTrou- oferta voluntária ao SENHOR, Deus de vossos pais. 29Vigiai-os e
xeram-nos, segundo a boa mão de Deus sobre nós, um ho- guardai-os até que os peseis na presença dos principais sacerdo-
mem sábio, dos filhos de Mali, filho de Levi, filho de Israel, a tes, e dos levitas, e dos xcabeças de famílias de Israel, em Jerusa-
saber, Serebias, com os seus filhos e irmãos, dezoito; 19 e a lém, nas câmaras da Casa do SENHOR. 30 Então, receberam os
hHasabias e, com ele, Jesaías, dos filhos de Merari, com seus sacerdotes e os levitas o peso da prata, do ouro e dos objetos,
irmãos e os filhos deles, vinte; 20 ; e dos servidores do templo, para trazerem a Jerusalém, à casa de nosso Deus.
que Davi e os príncipes deram para o ministério dos levitas,
duzentos e vinte, todos eles mencionados nominalmente. A chegada aferusalém
31 Partimos do rio Aava, no dia doze do primeiro mês, a
O jejum fim de irmos para Jerusalém; e za boa mão do nosso Deuses-
21 Então, iapregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos tava sobre nós e livrou-nos das mãos dos inimigos e dos que
1humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos mjoma- nos armavam ciladas pelo caminho. 32 ªChegamos a Jerusa-
da feliz para nós, para nossos filhos e para tudo o que era nosso. lém e repousamos ali três dias. 33 No quarto dia, bpesamos,
22 Porque ntive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros na casa do nosso Deus, a prata, o ouro, os objetos e os entre-
para nos defenderem do inimigo no caminho, porquanto já lhe gamos a Meremote, filho do sacerdote Urias; com ele estava
havíamos dito: ºA boa mão do nosso Deus é sobre todos os que Eleazar, filho de Finéias, e, com eles, cJozabade, filho de Je-
o buscam, para o Pbem deles; mas a sua força e a sua ira, q contra sua, e Noadias, filho de Binui, levitas; 34 tudo foi contado e
todos os que 'o abandonam. 23Nós, pois, jejuamos e pedimos pesado, e o peso total, imediatamente registrado.
isto ao nosso Deus, e ele nos satendeu. 35 Os exilados que dvieram do cativeiro e ofereceram ho-
locaustos ao Deus de Israel, doze novilhos por todo o Israel,
A entrega das contribuições aos sacerdotes noventa e seis carneiros, setenta e sete cordeiros e, como
24 Então, separei doze dos principais, isto é, Serebias, Hasa- oferta pelo pecado, doze bodes; tudo em holocausto ao
bias e dez dos seus irmãos. 25 Pesei-lhes 1a prata, e o ouro, e os SENHOR. 36 Então, deram as f ordens do rei aos seus sátrapas
utensílios que eram a contribuição para a casa de nosso Deus, a e aos governadores deste lado do 8 Eufrates; e estes ajuda-
qual ofereceram o rei, os seus conselheiros, os seus príncipes e ram o povo na reconstrução da 9 Casa de Deus.

• 15 e Ed 7.7; 8.2 16 f Ed 10.15 17 5 Lit. coloquei palavras nas suas bocas para dizer ó Conforme V TM a Ido, seu !Tmão. LXX aos seus
irmãos t 8 g 2Cr 30.22; Ne 8. 7 19 h Ne 12.24 20 i Ed 2.43; 7. 7 21 i 1Sm 7.6; 2Cr 20.3 1Lv 16.29; 23.29; Is 58.3,5 m SI 5.8
°
22 n 1Co 9.15 Ed 7.6,9,28 P [SI 33.18-19; 34.15,22; Rm 8.28] q [SI 34.16] r [2Cr 15.2] 23 s [1 Cr 5.20]; 2Cr 33.13; Is 19.22 25 t Ed
7.15-16 28 u Lv 21.6-9; Dt 33.8 v Lv 22.2-3; Nm 4.4, 15, 19-20 7 consagrados 29 XEd 4.3 31 z Ed 7.6,9,28 32 aNe 2.11 33 b Ed
8.26,30 cNe 11.16 35 dEd 2.1 e Ed 6.17 36/Ed 7.21-24 BLit. do rio 90 templo
•8.15 nenhum dos filhos de Levi. Esdras queria mais levitas para servirem no pedirmos jornada feliz. Aqui está em vista, entre outros perigos, a segurança
templo lv. 17) e, talvez, para ajudarem nos sacrifícios mencionados no v. 35. Tal- contra os bandidos lv. 31).
vez ele também quisesse levitas para serem parte da caravana rumo à Terra Pro- •8.22 tive vergonha. Esdras tinha testificado do controle providencial de Deus
metida, tal como tinham sido no tempo do êxodo do Egito e no primeiro retorno não somente diante dos santos, mas também diante de Artaxerxes. Teria sido in-
da Babilônia 11.2, nota). coerente solicitar uma escolta militar. Ver nota em Ne 2.7-9 para um contraste
•8.16 enviei. Esdras selecionou um grupo de homens influentes para persuadir entre Esdras e Neemias quanto essa questão.
alguns levitas a retornarem em sua companhia. •8.23 ele nos atendeu. Não ali mesmo, por meio de palavras, mas durante a
jornada inteira. por meio de ações divinas lvs. 31-32).
•8.17 chefe em Casifia. A locaiiiàção desse lugar não é certa, mas pode ser
•8.24 doze. Doze sacerdotes e doze levitas, talvez representantes da totalidade
Ctesifonte, à margem do rio Tigre, ao norte da Babilônia. No texto hebraico. antes
de Israel lcf. v. 35).
de "Casifia" aparece o termo ··o lugar". Visto que em tempos passados e futuros
IDt 12.5; Jr 7.2-3) "o lugar" se refere a um lugar santo, parece que Casifia foi o lo- •8.25 ofereceram o rei. A contribuição total alistada no v. 26 é enorme, de tal
cal de um santuário. Havia um santuário judaico em Elefantina, no Egito. nesse modo que os críticos têm duvidado da autenticidade da lista. Todavia, os reis per-
mesmo tempo. Provavelmente os levitas se concentrassem em tais santuários o sas eram conhecidos por suas grandes riquezas e generosidade para com as reli-
que explicaria o porquê de Esdras enviar a delegação a Casifia. Ido teria sido o'lí- giões de povos conquistados. Também havia famílias judaicas ricas na Babilônia
der nesse santuário. daquele tempo.
•8.28 sois santos ao SENHOR. A santidade é um dos atributos de Deus llv
•8.18-20 a boa mão de Deus. Esdras não se cansava de atribuir o seu sucesso 19.2) e, por extensão. um atributo de qualquer pessoa ou de qualquer coisa per-
ao controle providencial de Deus (7.6. nota) Trinta e oito levitas foram convenci- tencente a ele, especialmente sacerdotes (Lv 21.6), levitas INm 3.11-13, em
dos a retornar juntamente com três líderes levitas importantes e duzentos e vinte que "consagrar" significa dedicar a Deus) e artigos do templo (~x 30.22-29). A
servos do templo l"nethinim"). Tal como o Senhor movera o espírito de Ciro 11.1), firme ordem de Esdras surgiu da ameaça espiritual que o contato com o profano
dos primeiros retornados 11.5) e de Artaxerxes 17 27). assim também levou aque- representava para o santo.
les levitas a aceitarem o chamada de Esdras. •8.31 no dia doze. De acordo com 7.9, a partida se deu no primeiro dia. A d~erença
•8.21 um jejum. Ojejum é uma característica do "nos humilharmos" pelo propó- se deve ao atraso sofrido com a finalidade de encontrar os levitas necessários.
sito de pedir alguma coisa de Deus l2Cr 20 .3). livrou-nos. Novamente Esdras atribui o seu sucesso à providência de Deus. Oje-
547 ESDRAS 9
A oração e confissão de Esdras humilhação, com as vestes e o manto já rasgados, me pus de

9 Acabadas, pois, estas coisas, vieram ter comigo os prín- joelhos, i estendi as mãos para o SENHOR, meu Deus, 6 e dis-
cipes, dizendo: O povo de Israel, e os sacerdotes, e os le- se: Meu Deus! Estou confuso e 1envergonhado, para levan-
vitas não se ªsepararam dos povos de outras terras bcom as tâ'i a ti a face, meu Deus, porque as mnossas iniqüidades se
suas abominações, isto é, dos cananeus, dos heteus, dos fe- multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa n cres-
rezeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egíp- ceu até aos céus. 7 Desde os dias de nossos pais até hoje, 0 es-
cios e dos amorreus, 2 pois e tomaram das suas filhas para si e tamos em grande culpa e, por causa das nossas iniqüidades,
para seus filhos, e, assim, se dmisturou a linhagem esanta fomos entregues, Pnós, os nossos reis e os nossos sacerdo-
com os povos dessas terras, e até os príncipes e magistrados tes, nas mãos dos reis de outras terras e sujeitos à qespada,
foram os primeiros nesta 1transgressão. 3 Ouvindo eu tal coisa, ao cativeiro, 2 ao roubo e à rignomínia 3 , como hoje se vê.
!rasguei as minhas vestes e o meu manto, e arranquei os ca- 8 Agora, por breve momento, se nos manifestou a graça da
belos da cabeça e da barba, e me assentei gatônito. 4 Então, parte do SENHOR, nosso Deus, para nos deixar alguns que es-
se ajuntaram a mim todos os que htremiam das palavras do capem e para dar-nos estabilidade no seu santo lugar; para
Deus de Israel, por causa da transgressão dos do cativeiro; nos 5 alumiar os olhos, ó Deus nosso, e para nos dar um pou-
porém eu permaneci assentado atônito até ao isacrifício da co de vida na nossa servidão; 9 tporque somos servos, "po-
tarde. s Na hora do sacrifício da tarde, levantei-me da minha rém, na nossa servidão, não nos desamparou o nosso Deus;

• ~cÁ;í~~L~ 9 1ª;d ;;~~~;Qt 1~;~-31 -~CÊ;~ 16; [~;;:-3); Ed 10-;~~e1-323 d[2Co 6.14; eÊx 2231; [Dt 7 6] infidelidade
3 ! Já 1.20 SI 143.4 4 Ed 10.3 Ex 29.39 5 i Êx 9.29 6 1Dn 9.7-8 m SI 38.4 n Ap 18.5 7 o Dn 9.5-6 Dt 28.36 Dt 32.25 'Dn
g h i P q
I

9.7-8 2pilhagem 3Lit. vergonha de faces 8 SI 34.5


5 9 tNe 9.36 us1136.23
jum e a oração para que houvesse uma jornada segura foram respondidos com a rou em casamentos mistos, mas que, temendo ao Senhor, tinha observado a sua
chegada das pessoas e das possessões em Jerusalém (vs. 21.32). lei (cf. Is 66.2)
•8.32 repousamos ali três dias. Compare com o descanso similar de Neemias sacrifício da tarde. Por volta do meio-dia, um horário tanto de oração quanto de
em Ne 2.11 (cf Js 3 2). sacrifícios (SI 141.2).
•8.35 ofereceram holocaustos. Visto que foram feitas provisões (717). os •9.5 me pus de joelhos, estendi as mãos. Ver 1Rs8.54. Oato de ajoelhar-se
sacrifícios puderam ser oferecidos. Esse é um quadro de êxito completo expressa humildade diante do Senhor majestoso (SI 95.6), e estender as mãos
•9.1 Acabadas, pois, estas coisas. Ou seja. quatro meses e meio após a acompanha comumente as petições (SI 28.2).
chegada (7 9; 1O9) •9.6 confuso e envergonhado. Anteriormente Esdras sentiu vergonha de pedir
vieram ter comigo os príncipes. Esdras tinha vindo para ensinar a lei (7.10. a proteção de Artaxerxes para a viagem de retorno (8.22). Agora, a sua vergonha
nota). e agora alguns dos líderes vinham relatar certos pecados. Possivelmente era diferente. uma vergonha unida à culpa que resulta do pecado.
estavam reagindo ao seu ensino. nossas iniqüidades ... nossa culpa. Esdras estava agudamente ciente do
não se separaram. A questão não era a diferença racial. mas a religiosa. pecado e da culpa do povo perante Deus. Note-se também a mudança repentina
conforme os versículos seguintes dão a entender (vs. 10-12; 4.3. nota). do "meu" para o "nosso". Embora Esdras não fosse culpado de casar-se com
dos povos de outras terras. Dos alistados, somente os amonitas, os moabitas e alguma mulher pagã, ele se identificou com o povo em seu pecado, tal como fez o
os egípcios estavam presentes nos dias de Esdras. Os outros estavam na terra no Servo Sofredor de Isaías (Is 53.12; 2Co 5.21 ).
tempo da conquista sob o comando de Josué. e a mençãq_ dos mesmos pode ter •9. 7 Desde os dias de nossos pais. Havia um senso de solidariedade coletiva
lembrado as antigas proibições contra casamentos mistos (Ex 34.10-16; Dt 7 1-4) e de responsabilidade mútua que atravessava gerações.
•9.2 se misturou a linhagem santa. Oproblema não era o casamento entre di- •9.8 por breve momento. O status de recebedores do favor divino dos que
ferentes grupos étnicos. mas a mistura entre os que foram consagrados santos retornaram do exílio estava em risco.
pela aliança com o Senhor e aqueles que estavam fora dessa aliança e. portanto, a graça da parte do SENHOR ... para nos deixar alguns. A justiça requeria o
eram impuros (8.28-29. nota; 9.11-12, nota) fim absoluto do povo de Deus. mas a graça preservou um remanescente. O
os príncipes. Nem todos os líderes conduziram o povo ao pecado; alguns procu- Messias viria através desse remanescente e a redenção seria realizada.
ravam conduzi-los à reforma. para dar-nos estabilidade. Lit. "para dar-nos uma estaca". As tendas eram
•9.3 rasguei as minhas vestes e o meu manto. Esse ato era uma maneira tí- levantadas com uma "estaca" (Jz 4.21) ou por meio de um prego que segura
pica de expressar tristeza 12Sm 13.19). objetos pendurados nele (Is 22.23-25). O Senhor tinha dado a Israel um lugar no
arranquei os cabelos da cabeça e da barba. Esse ato era incomum. Alguns seu templo, semelhante à estaca de uma tenda. e fizera de Esdras alguém a
anos mais tarde, Neemias encontraria o mesmo pecado, mas, em vez de puxar quem se podiam confiar grandes responsabilidades.
os seus próprios cabelos. puxou os cabelos dos culpados (Ne 13.25). nos alumiar os olhos. Uma expressão idiomática que indica aumento de vigor
•9.4 todos os que tremiam das palavras. Houve um grupo que não se mistu- (SI 133)
----------- ------·· · - - - - -

---------- A época de Esdras, Neemias e Ester (8.36) ________________,


Acontecimentos Acontecimentos
do livro de Ester do livro de Neemias
(483-471 a.C.) (444-425 a.C.)

550 525 500 475 450 425 400

1 - - - - - Eventos do livro de Esdras (537-458 a.C.)----1

Sesbazar e o retorno do primeiro Esdras e o retorno do segundo


grupo exilado Ed 1-6 (537 a.C.) grupo exilado Ed 7-10 (458 a.C.)
ESDRAS 9, 10 548
antes, vestendeu sobre nós a sua misericórdia, e achamos fa. culpa, porque ninguém há que possa estar na tua presença
vor perante os reis da Pérsia, para nos reviver, para levantar a por causa disto.
casa do nosso Deus, para restaurar as suas ruínas e para que
nos desse xum muro de segurança em Judá e em Jerusalém. Os israelitas despedem suas mulheres hetéias
10 Agora, ó nosso Deus, que diremos depois disto? Pois ªEnquanto Esdras orava e fazia confissão, chorando
deixamos os teus mandamentos, 11 que ordenaste por in- 1O
prostrado bdiante da Casa de Deus, ajuntou-se a ele
termédio dos teus servos, os profetas, dizendo: A terra em de Israel mui grande congregação de homens, de mulheres e
que entrais para a possuir é terra imunda pela 2 imundícia de crianças; pois o povo chorava com e grande choro. 2 Então,
dos seus povos, pelas abominações com que, na sua cor· Secanias, filho de Jeiel, um dos filhos de Elão, tomou a pala·
rupção, a encheram de uma extremidade à outra. 12 Por vra e disse a Esdras: Nós temos dtransgredido 1 contra o nosso
isso, ªnão dareis as vossas filhas a seus filhos, e suas filhas Deus, casando com mulheres estrangeiras, dos povos de ou·
não tomareis para os vossos filhos, e bjamais procurareis a tras terras, mas, no tocante a isto, ainda há esperança para
paz e o bem desses povos; para que sejais fortes, e comais Israel. 3 Agora, pois, façamos e aliança com o nosso Deus, de
o melhor da terra, e a e deixeis por herança a vossos filhos, que despediremos todas as mulheres e os seus filhos, segundo
para sempre. 13 Depois de tudo o que nos tem sucedido o conselho do Senhor e o dos que /tremem gao mandado do
por causa das nossas más obras e da nossa grande culpa, e nosso Deus; e faça-se segundo a hLei. 4 Levanta-te, pois esta
vendo ainda que tu, ó nosso Deus, nos d tens castigado me- coisa é de tua incumbência, e nós seremos contigo; isê forte e
nos do que merecem as nossas iniqüidades e ainda nos age. s Então, Esdras se levantou e iajuramentou os principais
deste este restante que escapou, 14 etornaremos a violar sacerdotes, os levitas e todo o Israel, de que fariam segundo
os teus mandamentos e a /aparentar-nos com os povos esta palavra. E eles juraram.
destas abominações? Não te gindignarias tu, assim, contra 6 Esdras se retirou de diante da Casa de Deus, e entrou
nós, até de todo nos 4 consumires, até não haver restante na câmara de Joanâ, filho de Eliasibe, e lá não 'comeu pão,
nem alguém que escapasse? 15 Ah! SENHOR, Deus de Is· nem bebeu água, porque pranteava por causa da transgressão
rael, hjusto és, pois somos os restantes que escaparam, dos que tinham voltado do exílio. 7 Fez-se passar pregão por
como hoje se vê. ;Eis que estamos diante de ti ina nossa Judá e Jerusalém a todos os que vieram do eXI1io, que deviam
, , , & -...- ---·----------.-. . - · - ------·--------.-.
~ VEd 7.28 Xls 5.2 11 ZEd 6.21 12 a [Dt 7.3-4] bOt 23.6C[Pv1322; 20 7] 13 d[SI 103.10] 14 e [Jo 5 14]ÍNe 13.23 8Dt 9 8 4des-
truíres 15 h Dn 9.14 i[Rm 3.19] ilCo 15.17
ª
CAPÍTULO 10 l Dn 9.4,20 b 2Cr 20.9 e Ne 8.1-9 2 dEd 1O10, 13-14. 17-18; Ne 13.23-27 I sido infiéis para com 3 e 2Cr 34.31 /Ed
9.48Dt7.2-3hDt24.1-2 4i1Cr28.10 5iEd10.12.19;Ne5.12;13.25 6iDt9.18
•9.9 somos servos. Embora restaurados em sua terra, o povo de Deus não era poderia resultar em um juízo final. Embora o juízo divino posteriormente sobreviesse
politicamente independente como tinha sido durante a monarquia 14.19-23. à nação llc 20.9-19), mesmo então um remanescente pemnaneceria segundo a
nota). graça (Rm 11.1-5).
não nos desamparou o nosso Deus. A promessa de Deus de não desamparar •9.15 A conclusão de Esdras é que o povo vive somente por causa da graça de
a nação de Israel era, em seu aspecto externo e tipológico, condicional 1105, Deus.
nota). Se Israel se esquecesse de Deus e da aliança. desconsiderando a lei, per- •10.1 Esdras orava ... chorando. Outros líderes tinham andado na direção do
deria as bênçãos e experimentaria o juízo de Deus IDt 28.20; 29.24-25; pecado {9.2). Agora, Esdras demonstrava o passo para o arrependimento, não
31.16-17). Mesmo assim, Deus jamais desamparou totalmente a Israel, por meio exortando o povo à lamentação. mas lamentando-se ele mesmo.
de quem o Cristo veio ao mundo. Ver Lv 26.44-45; SI 89.30-37; Is 54.7; Rm 11 •10.2 A confissão de Esdras em 9.13-14 tornou-se a confissão do povo através
os reis da Pérsia. Especificamente Ciro {550--530 a C ). que expediu o decreto de um de seus líderes, Secanias.
do retorno; Dario 1522-486 a.C.), que confirmou o decreto, e Artaxerxes ainda há esperança. Secanias encorajou a Esdras. dizendo-lhe que nem tudo
(465--424 a.C.), que comissionou Esdras para ensinar o povo de Israel. estava perdido.
um muro de segurança em Judá e em Jerusalém. Essa frase não se refere •10.3 façamos aliança. Não se tratava de uma aliança inteiramente nova. mas
aos muros edificados posteriormente por Neemias. Éantes uma figura que repre- da renovação da aliança com Moisés em termos de um juramento lv. 5) para
senta a proteção dada aos exilados retomados !note a linguagem figurada no v. B guardar a estipulação referente aos casamentos mistos (Dt 7.3; cf. Jr 34.8-22 so-
e o fato de o muro de Neemias não ter sido construído ao redor de todo o território bre a outra renovação similar da aliança!.
de Judá) despediremos. Esse não é o termo hebraico comum para designar o divórcio e é
•9.10 deixamos os teus mandamentos. Deixar os mandamentos de Deus usado somente aqui para despedir uma esposa. A expressão hebraica no v. 2
significa que as maldições da aliança poderiam sobrevir ao povo de Israel a qual- ("casando com mulheres") não é a frase usual para indicar casamento e é usada
quer momento {v. 9, nota sobre "não nos desamparou o nosso Deus"). da mesma maneira somente em Ne 13, em uma situação análoga. Essa escolha
•9.11 ordenaste ... dizendo. Moisés foi o profeta que deu inicialmente o man- de linguagem por parte do autor parece indicar que ele não considerava as uniões
damento IDt 7.1-3). Essas palavras não são a citação de um texto isolado, mas como casamentos legítimos e nem a despedida das mulheres como um divórcio
um resumo da teologia da separação, que leva em conta numerosos textos. propriamente dito.
como Lv 18.25; Dt 4.5; 7.3; 18.9; 27.3; 2Rs 21.16. A separação não era étnica ou segundo a lei. A lei não tinha orientação explícita para essa situação. A frase
racial. mas religiosa. Os casamentos mistos com pessoas de fora da aliança intro- pode indicar o envio de uma mulher com seus filhos para longe, algumas provi-
duziriam uma tentação insuportável para corromper ou abandonar o culto ao sões (Gn 21.14) e certos direitos legais (Dt 21.10-14).
Deus vivo e verdadeiro {cf Dt 7.3-4; Jz 14.1-4; 1Rs 11.1-4; 2Co 614). •10.5 Esdras se levantou. Esdras reagiu bem ao encorajamento de Secanias e
•9.13 menos do que merecem as nossas iniqüidades... restante que es- pôs em prática o seu conselho.
capou. A restauração foi feita à base da graça divina e da promessa da aliança e todo o Israel ... E eles juraram. A aliança foi condicional. coníorme ·indica oju-
com Abraão 1Dt4.25-31). Assim também se deu com a primeira entrada na Terra ramento feito só pelos israelitas e não pelo Senhor {9.9, nota; Jr 34.8-22).
Prometida (Dt 9.5) •10.6 na câmara. Localizada no templo.
•9.14 até não haver restante. Esdras temia que a presente quebra da aliança não comeu pão, nem bebeu água. Um jejum total era raro {Ot 9 18). D jejum
ajuntar-se em Jerusalém; 8 e que, se alguém, em três dias,
549 ESDRAS 10

18 Acharam-se dentre os filhos dos sacerdotes estes, que


não viesse, segundo o conselho dos príncipes e dos anciãos, casaram com mulheres estrangeiras: dos filhos de 5 fesua,
todos os seus bens seriam totalmente destruídos, e ele mes- filho de 4 Jozadaque, e de seus irmãos: Maaséias, Eliézer,
l
mo separado da congregação dos que voltaram do exílio. Jaribe e Gedalias. 19 Com um aperto de mão, tprometeram
9 Então, todos os homens de Judá e Benjamim, em três despedir suas mulheres e, por serem "culpados, ofereceram
dias, se ajuntaram em Jerusalém; no dia vinte do mês nono, um carneiro do rebanho pela sua vculpa. 20 Dos filhos de
mtodo o povo se assentou na praça da Casa de Deus, tre- Imer: Hanani e Zebadias. 21 Dos filhos de Harim: Maaséias,
mendo por causa desta coisa e por causa das grandes chu- Elias, Semaías, Jeiel e Uzias. 22 Dos filhos de Pasur: Elioenai,
vas. to Então, se levantou Esdras, o sacerdote, e lhes disse: Maaséias, Ismael, Natanael, Jozabade e Elasa.
Vós 2 transgredistes 3 casando-vos com mulheres estrangei- 23 Dos levitas: Jozabade e Simei, Ouelaías (este~ Ouelita),
ras, aumentando a culpa de Israel. t t Agora, pois, nfazei Petaías, Judá e Eliézer. 24 Dos cantores: Eliasibe; dos
confissão ao SENHOR, Deus de vossos pais, e fazei o que é do porteiros: Salum, Telém e Uri.
seu agrado; ºseparai-vos dos povos de outras terras e das 2s E de Israel: dos xmhos de Parós: Ramias, Jezias, Mal-
mulheres estrangeiras. 12 Respondeu toda a congregação e quias, Miamim, Eleazar, Malquias e Benaia. 26 Dos filhos
disse em altas vozes: Assim seja; segundo as tuas palavras, de Elão: Matanias, Zacarias, Jeiel, Abdi, Jerimote e Elias.
assim nos convém fazer. 13 Porém o povo é muito, e, sendo 27 Dos filhos de Zatu: Elioenai, Eliasibe, Matanias, Jeri-
tempo de grandes chuvas, não podemos estar aqui de fora; e mote, Zabade e Aziza. 28 Dos 2 filhos de Bebai: Joanã, Hana-
não é isto obra de um dia ou dois, pois somos muitos os que nias, Zabai e Atlai. 29 Dos filhos de Bani: Mesulão, Malu-
transgredimos nesta coisa. 14 Ora, que os nossos príncipes que, Adaías, Jasube, Seal e 5 Jerimote. 30Dos ªfilhos de
decidam por toda a congregação, e que venham a eles em Paate-Moabe: Adna, Ouelal, Benaia, Maaséias, Matanias,
tempos determinados todos os que em nossas cidades casa- Bezalel, Binui e Manassés. 31 Dos filhos de Harim: Eliézer,
ram com mulheres estrangeiras, e com estes os anciãos de Issias, Malquias, Semaías, Simeão, 32 Benjamim, Maluque
cada cidade, e os seus juízes, até que desviemos de nós Po e Semarias. 33 Dos filhos de Hasum: Matenai, Matatá, Za-
brasume da ira do nosso Deus, por esta coisa. ts No entanto, bade, Elifelete, Jeremai, Manassés e Simei. 34 Dos filhos de
Jônatas, filho de Asael, eJazeías, filho de Ticvá, se opuseram Bani: Maadai, Anrão, Uel, 3S Benaia, Bedias, 6 0ueluí,
a esta coisa; e q Mesulão e Sabetai, levita, os apoiaram. 36 Vanias, Meremote, Eliasibe, 37 Matanias, Matenai, 7Jaa-
16 Assim o fizeram os que voltaram do exílio; então, Esdras, sai, 38 Bani, Binui, Simei, 39 Selemias, Natã, Adaías,
o sacerdote, elegeu nominalmente os homens 'cabeças de 40 Macnadbai, Sasai, Sarai, 41 Azarei, Selemias, Semarias,
famílias, segundo a casa de seus pais, que se assentaram no dia 42 Salum, Amarias e José. 43 Dos filhos de Nebo: Jeiel, Ma-
primeiro do décimo mês, para inquirir nesta coisa; 17 e o titias, Zabade, Zebina, 8 Jadai, Joel e Benaia. 44 Todos estes
concluíram no dia primeiro do primeiro mês, a respeito de haviam tomado mulheres estrangeiras, alguns dos quais ti-
todos os homens que casaram com mulheres estrangeiras. nham filhos destas mulheres.

A ~719;m 1Sm28.13]
[Pv
1218; ~;;.4; 103 ~~ ;~gis~esc;~-:f1d~lidade~;;,br e-~~-;;,,s~;u;~~omora;outrou;es;esde vo~~ -; 1 n [Lv 26 40-42]; Js
ºEd 10.3 14 P2Rs 23.26; 2Cr 28.11-13; 29.10; 30.8 15 qEd 8.16; Ne 3.4 16 'Ed 4.3 18 Ed 5 2; Ag 1.1.12; 2.4;
5 Zc
3.1, 6.11 4Jeozadaque, 1Cr 6.14 19 t2Rs 10.15 "Lv 6.4,6 vLv 5.6, 15 25 XEd 2.3; 8.3; Ne 7.8 28 2 Ed 8.11 29 5Qu Ramote, Hebr.
Ramoth 30 a Ed 8.4 3S ô Hebr. Cheluhi: ou variantes ortográficas Cheluh ou Cheluhu 37 7 Ou Jaasu 43 8 Ou Jadu
indica que Esdras pensava que os exilados estavam sujeitos às punições próprias fazei o que é do seu agrado. Aconfissão deve resultar no arrependimento (v. 6,
de uma aliança à base de um só juramento. nota).
•10.8 em três dias. Três dias era tempo suficiente para qualquer um que qui- separai-vos. Ver nota em 9.11-12.
sesse viajar até Jerusalém, devido ao território reduzido de Judá.
seriam totalmente destruídos, e ele mesmo separado. Onão atendimento •10.12 Respondeu toda a congregação. Todos os homens não somente se
teria como resultado a perda das propriedades e a excomunhão (7.26). reuniram e expressaram a sua aflição lv. 9), mas também concordaram com
•10.9 Judá e Benjamim, Ver nota em 1.5. Esdras quanto ao pecado e à culpa deles.
no dia vinte do mês nono. Era dezembro, na estação fria e chuvosa. Jerusalém •10.13 Porém. Não foi uma tentativa de escapar da responsabilidade do arre-
é mais fria do que a maior parte do interior do país, e as chuvas na região da cida- pendimento e sim uma expressão da preocupação genuína de que o arrependi-
de são mais concentradas do que nos climas temperados. mento fosse posto em prática.
todo o povo, Opovo de Israel como um todo atendeu à proclamação.
•10, 15 se opuseram, Provavelmente uma oposição ao adiamento, embora
tremendo por causa desta coisa. Aaflição de Esdras havia se espalhado entre
a população (v. 1, nota). possa ter sido também uma oposição à despedida das mulheres estrangeiras.
•10.11 fazei confissão. Lit. "dai graças e louvai" Quando uma pessoa con- •10.18-44 Dessa lista dos culpados de terem contraído casamentos mistos, fica
fessa o seu pecado e confia na misericórdia de Deus, Deus está sendo louvado. evidente que o indivíduo que peca não pode encontrar abrigo na grande comuni-
No SI 103, o salmista "bendiz" a Deus, confessando quem Deus é e o que ele dade (Dt 29.19-21 ). No entanto, sempre haverá perdão para aqueles que se va-
tem feito lem dos sacrifícios providos por Deus (v. 19).