Você está na página 1de 11

Aula 11 – Equilíbrio Iônico

Introdução
Uma reação química é composta por duas partes separadas por uma flecha, a qual indica
o sentido da reação, assim os reagentes ficam à esquerda da flecha e os produtos
(resultados da reação) à direita.
A+B →C+D
Quando a reação não se completa e os reagentes e produtos mantêm-se em equilíbrio,
utilizam-se duas setas em sentidos contrários para separar as duas partes da reação
química. O equilíbrio químico é dinâmico, o qual indica que a reação que acontece em
um sentido (dos reagentes para os produtos, sentido direto) tem a mesma taxa de
desenvolvimento que a reação que acontece no sentido inverso (dos produtos para os
reagentes).
A+B <->C+D
As reações químicas tendem sempre a alcançar o equilíbrio químico, usualmente diz-se
que a reação foi completada, mas normalmente nem todos os reagentes são
consumidos durante uma reação, a reação apenas permanece em equilíbrio.
No equilíbrio iônico o equilíbrio químico que se estabelece entre as moléculas não
ionizadas e os íons resultantes da ionização. O equilíbrio iônico é um caso particular de
equilíbrio químico no qual, além de moléculas, estão presentes íons.
O equilíbrio iônico é determinado para um eletrólito que por uma molécula ionizada
produz apenas um cátion e um ânion, esquematizado na equação abaixo:
AB <-> A- + B+
Para calcular a constante de equilíbrio usa-se a expressão:
K= [A-]. [B+]/ [AB]
A constante K define o estado de equilíbrio entre os íons e as moléculas não ionizadas,
denominada como constante de ionização.
Objetivos
O objetivo principal é verificar o efeito do íon comum em reações de precipitação,
ilustrar a precipitação fracionada de íons Cl- e CrO42- com íons Ag+ e ilustrar a
dissolução de precipitados através das reações ácido-base.
Materiais
12 tubos de ensaio
Agua destilada
Papel tornassol vermelho
Papel Tornassol Azul
Béqueres
Proveta graduada de 50 ml
Vidro de relógio
Reagentes

Métodos
1- Efeito do íon comum em equilíbrio envolvendo haletos de Chumbo.
Em um tubo de ensaio, colocou-se 2 mL de solução saturada de cloreto de chumbo. Logo
após foi adicionado 20 gotas de solução 1,0 M de cloreto de sódio. Agitou e observou.
Em outro tubo de ensaio, colocou-se 2 mL de solução saturada de brometo de chumbo.
Logo após foram adicionadas 20 gotas de solução 1,0 M de brometo de potássio, a
solução foi agitada e observada por alguns minutos.
2- Precipitação fracionada de íons Cl- e CrO4 com íons Ag+.
Em um tubo de ensaio, colocou-se 2 mL de água destilada, logo após foi adicionado 10
gotas de solução 0,1 M de nitrato de prata e mais 5 gotas de solução de cromato de
potássio 0,1 M. Observou-se a cor do precipitado formado.
No mesmo tubo foram adicionadas 2 gotas de solução 1,0 M de cloreto de sódio e
observou-se a cor do precipitado. Adicionou-se em seguida, gota a gota, com agitação
vigorosa, uma solução 0,10 M de nitrato de prata até ocorrer mudança permanente do
sistema. Forma observadas as cores dos precipitados.
3 Precipitação e dissolução do hidróxido de magnésio.
Em um tubo de ensaio contendo um pouco de água destilada, adicionou-se 10 gotas de
solução 0,5 M de nitrato de magnésio e 3 gotas de solução de 4,0 de hidróxido de sódio.
Agitou e observou. Logo após foi verificado a acidez da solução usando papel tornassol
vermelho.
No mesmo tubo foram adicionadas 3 gotas de solução 6,0 M de HCl. A solução foi
agitada e observada. Testou-se a solução com papel tornassol azul.
Em 2 tubos de ensaio, adicionou-se 10 gotas de solução 0,5 M de nitrato de magnésio.
Em um dos tubos, foi adicionado 20 gotas de solução 4,0 M de cloreto de amônio, e em
outro tubo, adicionou-se 2 mL de água destilada, de tal modo que os dois tubos de
ensaio ficassem iguais. Adicionou-se a seguir, a cada um dos tubos, 2 gotas de solução
6,0 M de hidróxido de amônio. Agitou-se e foi feita a comparação.
4- Precipitação e dissolução do carbonato de cálcio.
Foram adicionados, em 2 tubos de ensaio, 2 mL de água destilada e 5 gotas de solução
1,0 M de carbonato de sódio. Em um dos tubos foi adicionado, 5 gotas de HCl 6,0 M.
Agitou e observou-se.
Aplicou-se a cada tubo, 5 gotas de solução 0,2 M de nitrato de cálcio, agitou-se e
analisou-se. A seguir, colocou-se ao tubo onde se formou o precipitado, algumas gotas
de HCl 6,0 M e observou-se.
Fluxogramas (...)
Resultados e Discussões
Parte I – Efeito do íon comum
Ao adicionarmos a solução saturada de cloreto de chumbo 20 gotas de cloreto de sódio,
ocorreu a seguinte reação:
Pb 2+(aq) + 2Cl-(aq) + Na+ +Cl- > PbCl(s) + Na+
O sódio (Na) participa como íon espectador, ou seja, não reage.
Reação em equilíbrio:
Pb2+ (aq) + 2Cl- <> PbCl2 (s)
Para calcularmos o produto de solubilidade (constante) usamos a seguinte equação:
Kps (PbCl2)= [Pb+] [Cl-]2
Kps= X. (2X)2= 1,7x10-5
4x².x= 1,7x10-5
4x³= 1,7x10-5
X= 3 raiz 1,7x10-5/4= 0,016 mol/L
Quando adicionamos 20 gotas de NaCl:
1 gota é equivalente a 0,05 mL foram adicionadas 20 gotas.
0,05 mL x 20= 1 mL
Quando adicionamos NaCl diluímos:
Ci x Vi= Cf Vf
0,016 mol/L x 2 mL= Cf x 3 mL
Cf= 0,0106 mol/L de Chumbo
Para acharmos a concentração de cloreto:
0,0106 mol/L x 2 = 0,0212 mol/L de cloreto
Para sabermos a concentração de NaCl utilizamos a seguinte equação:
Ci (Na) x Vi(Na) = Cf (Na) Vf(Na)
Cf= 1,0 mol/L x1,0 mL /3,0 mL= 0,33 mol/L
Somando:
O,0212 mol/L de cloreto + 0,33 mol/L de sódio= 0,3512 mol/L
O quociente de solubilidade é calculado da seguinte forma:
Qps= [Pb+] [Cl-]²
Qps= 0,016 x (0,3512)²= 1,97x10-³
O quociente de solubilidade apresentou-se mais íons que a constante Kps, justificando
a precipitação.
Tubo 2
Ao adicionarmos brometo de potássio a solução saturada de brometo de chumbo,
obtemos a seguinte reação:
Pb ²+(aq) + 2 Br- (aq)<> PbBr2(s)
Para calcularmos o produto de solubilidade e a concentração:
Kps= [Pb²+] [Br-]²
Kps= X.(2X)²= 2,1x10-6
4x².x= 2,1x10-6
4x³= 2,1x10-6
X= 3 raiz 2,1x10-6/4
X= 8,07x10-³ mol/L de Chumbo
Ao adicionar brometo de potássio:
Ci x Vi= Cf x Vf
8,07x10-³ x 2 mL= Cf x 3 mL
Cf=5,38x10-³ mol/L de Pb²+
Para acharmos a concentração de Br -:
5,38x10-³ x2= 0,01076 mol/L de Br-
Para o KBr:
Ci x Vi= Cf Vf
1 mol/L x 1 mL= Cf x 3 mL
Cf= 0,33 mol/L de K+
Somando:
0,01076 + 0,33= 0,34076 mol/L
Para calcular o quociente e solubilidad:
Qps= [Pb2+] [Br-]² 8,07x10-4 x (0,34076)² = 9,37x10-4
O Qps apresenta maior quantidade de íons do que a constante Kps, justificando a
formação do precipitado.
Parte II – Precipitação fracionada de íons Cl- e CrO4 2- com íons de Ag+
Foram adicionados a um tubo de ensaio 2 ml de água destilada, 10 gotas
(aproximadamente 0,5 ml) de solução 0,1 mol/l de nitrato de prata e 5gotas
(aproximadamente 0,25ml) de solução 0,1 mol/l.
Percebeu-se a formação de precipitado de coloração vermelha
escura, o que pode ser explicado pela presença de Ag2CrO4.

NO3 - (aq.) + Ag+ (aq.) + 2K+ (aq.) + CrO4 2- (aq.) → 2K+ (aq.) + NO3
- (aq.) + Ag2CrO4(s)

Sendo os íons NO3- e K+ íons espectadores, podemos reescrever a


equação.

Ag2CrO4(s) <-> 2Ag+ (aq.) + CrO4 2- (aq.)

Para confirmar que a coloração era devido à precipitação do sal, calculou-se o Qps e o
comparou com o Kps. Afim de calcular o Qps foi necessário calcular as concentrações de
íons Ag+ e CrO4 2- na solução.
Para o Ag+: c1v1=c2v2 sendo c1= 0,1M; v1= 0,5ml e v2= 2,75 (volume total
correspondente aos 2ml de água, 0,5ml de AgNO3 e 0,25 de K2CrO4), encontrou-se a
concentração de íons Ag+
0,1M .0,5 ml= c2. 2,75 ml------- c2= 0,0182 mol/l de Ag+
Fez-se o mesmo para o CrO4 2-.
C1v1=c2v2 onde c1= 0,1M; v1= 0,25ml, c2= concentração de íons CrO4 2- e v2= 2,75
0,1M. 0,25ml= c2. 2,75ml ------- c2= 9,09. 10 -³ mol/ l de íons CrO4 2-
Calculou-se o Qps= [Ag+]² . [CrO4 ²-] = [0,0182]². [9,09 . 10 -³]= 3,01 . 10-6
Como o Qps do Ag2CrO4 encontrado é maior que o Kps= 1,2 . 10 -12, houve precipitação.
A solução que estava vermelha devido a precipitação do cromato de prata, com a adição
da solução aquosa de NaCl, ficou amarelada e verificou-se a formação de um precipitado
de coloração branca.

Os únicos sais insolúveis que poderiam ser formados eram o AgCl e o Ag2CrO4, no
entanto a quantidade de Ag+ não era suficiente para a formação desses dois sais
insolúveis. Sabendo-se que o precipitado formado era branco descartou-se a
possibilidade de ser o Ag2CrO4 (vermelho escuro), mas para determinar se o precipitado
era realmente o AgCl calculou-se o Qps e o comparou com o kps.
Com a adição da solução de cloreto de sódio, a concentração de Ag+ passou a ser:
C1v1= c2v2 sendo c1= 0,1 M; v1=0,5ml e v2=2,85ml (correspondente aos 2,75ml que já
se encontravam no tubo e ao 0,1ml de NaCl adicionado), encontrou-se a concentração
de Ag+ (c2)
0,1M . 0,5 ml= c2. 2,85ml ----c2= 0,0175 mol/l de Ag+
Para a concentração de íons Cl-
C1v1=c2v2 onde c1= 1,0M; v1= 0,1ml e v2= 2,85ml
1,0M.0,1ml= c2. 2,85ml---- c2= 0,0351 mol/l de Cl-
Calculou-se assim o Qps
Qps= [Ag+].[Cl-]= 0,0175. 0,0351= 6,14. 10 -4
Como o Qps do AgCl era maior que o Kps= 1,8. 10-10, houve precipitação.
Logo após a adição da solução aquosa de NaCl o equilíbrio foi deslocado dos reagentes
para os produtos na horizontal, ou seja, o cromato de prata responsável pela coloração
vermelha da solução foi dissolvido e a solução ficou amarelada e os íons Ag+ liberados
reagiram com o íon cloreto e formaram o AgCl, ou seja, o equilíbrio deslocou na vertical
de cima para baixo:
Ag2CrO4(s) <-> 2Ag+ (aq.) + CrO4 2- (aq.)
+ 2Cl- (aq.)
2AgCl(s.)
Em seguida, foi adicionado gota a gota da solução 0,1M de nitrato de prata, até a
mudança permanente da coloração.

Ao se adicionar o nitrato de prata, a concentração dos


íons Ag+ aumentou, havendo o deslocamento do
equilíbrio no sentido da formação dos sais, formando
assim tanto AgCl como o Ag2CrO4, o que pode ser
verificado pela coloração vermelha escura da solução
e pela presença de um precipitado branco.

Parte III – Precipitação e dissolução do hidróxido de magnésio


Foi adicionado a um tubo de ensaio 2 ml de agua destilada, em seguida, 10 gotas de uma
solução 0,5M de Nitrato de Magnésio e 3 gotas de uma solução 4,0M de Hidróxido de
Sódio. Em seguida, após a agitação foi observado a formação de um precipitado branco
gelatinoso.
Mg(NO3)2(aq) + 2 NaOH(aq) => Mg(OH)2(s) + 2 NaNO3(aq)
Nessa reação foi observado a formação do Mg(OH)2, já que qualquer sal formado a partir
do íon NO3- seria um solúvel e incolor. Dessa forma temos Na+ e NO3- como íons
espectadores e a reação no equilíbrio do Mg(OH)2.
Mg2+(aq) + 2OH-(aq) setinhas Mg(OH)2(s)
Em seguida verificou-se a acidez da solução utilizando com um papel tornassol
vermelho, que logo em seguida ficou azul, indicando que o PH da solução estava básico.
A partir dos dados foi possível calcular o Qps da reação da seguinte forma:
Dado: 1 gota igual a 0,05ml
Volume de Mg(NO3)2
1 gota ------------------------------ 0,05ml X= 0,5ml
10 gostas -------------------------- X
Gotas Volume em ml Concentração mol/L-
Mg(NO3)2 10 0,5 0,5
NaOH 3 0,15 4,0
HCl 3 0,15 6,0

Então antes de adicionar o HCl temos um volume total da solução igual a 2,65ml, assim,
podemos calcular as concentrações dos íons Mg2+ e OH-.
[Mg2+] = Ci x Vi / Vf [Mg2+] = 0,5mol/L- x 0,5ml / 2,65ml
[Mg2+] = 0,094mol/L-
[OH-] = 0,266mol/L-
Calculo do Qps:
Qps = [Mg2+] x [OH-]2 => [0,094] x [0,266]2
Qps = 6,65x10-3
Como o Kps do hidróxido de magnésio é 7,1x10-12 e o Qps encontrado foi 6,65x10-3,
maior que o Kps do hidróxido de magnésio, então de fato ou o precipitado do Mg(OH)2
e o equilíbrio entre os íons Mg2+ e OH- foi estabelecido.
Situação 2: foi observado o que aconteceria no tubo após adicionarmos a solução de
HCl.
Ao adicionarmos o HCl, o sistema em equilíbrio do hidróxido de magnésio foi
perturbado. Assim, o precipitado que foi formado, proveniente do Mg(OH) 2 foi
solubilizado, ou seja, a adição do ácido deslocou o equilíbrio para a formação dos
produtos.
Mg2+(aq) + 2OH-(aq) setinhas Mg(OH)2(s)
+
2 H+
Setinhas
2 H2O
A partir disso foi calculado o quociente de reação para este equilíbrio, para verificar se
de fato a agua foi formada.
Primeiramente calculou-se a concentração dos íons H+ e OH- no volume total da solução
após a adição do HCl.
Dado: volume total 2,8ml
[H+] = 6,0mol/L- x 0,15 / 2,8ml [H+] = 0,314 mol/L-
[OH-] = 0,214 mol/L-
Sabendo as concentrações dos íons H+ e OH-, calculou-se o Qps da reação:
Qps= [H+] x [OH-] => [ 0,314] x [0,214]
Qps= 6,7x10-2
Visto que o Qps da reação era maior que o Kps da agua, podemos afirmar que o
equilíbrio foi deslocado a favor dos produtos, formando mais agua.
Por fim foi utilizado a papel tornassol azul para verificar o ph da solução, onde este
adquiriu a coloração vermelha, mostrando que a solução estava acida, dessa forma
podemos dizer que o ácido estava em excesso.
Logo após essa etapa, foi adicionado a dois tubos ensaio 10 gotas da solução de nitrato
de magnésio 0,5 M, e a um dos tubos foi adicionado 20 gotas de uma solução de cloreto
de amônio 4,0M. No tubo contendo apenas o nitrato de magnésio foi colocado
aproximadamente 2 ml de agua destilada para que os volumes ficassem semelhantes.
Por fim, a cada tubo foi adicionado 2 gotas da solução de hidróxido de sódio 6,0M.
No primeiro tubo onde tínhamos nitrato de magnésio e hidróxido de amônio, foi
observado um precipitado proveniente da reação entre os dois compostos.
Mg(NO3)2(aq) + 2 NH4OH(aq) => Mg(OH)2(s) + 2 NH4NO3(aq)
Esse sendo o hidróxido de magnésio, então podemos dizer que foi estabelecido um
equilíbrio entre os íons Mg2+ e OH-. Já o sal formado a partir dos íons NO3- fica incolor
por ser bastante solúvel.
Mg2+(aq) + 2OH-(aq) setinhas Mg(OH)2(s)
No segundo tubo não foi observado nenhuma alteração, mesmo após ser adicionado o
NH4OH, o que resultaria no precipitado Mg(OH)2, isso se deve al grande concentração
de íons amônio na solução. Esse fez o equilíbrio se deslocar para a formação dos
reagentes, onde ambos são solúveis e incolores.
2NH4OH(aq) setinhas 2NH4+(aq) + 2OH-(aq)
+
Mg2+
Setinhas
Mg(OH)2(aq)

Parte IV – Precipitação e dissolução do carbonato de cálcio


Foi adicionado a dois tubos de ensaio 2ml de agua destilada e 5 gotas de uma solução
1,0M de carbonato de sódio, depois, a um dos tubos foi colocado 5 gotas de HCl 6,0M.
Por fim, a cada tubo, foi adicionado 5 gotas de solução 0,2M de nitrato de cálcio.
No tubo contendo o HCl observou-se a formação de bolhas, que no caso seria o CO2
liberado na reação.
2 HCl(aq) + Na2CO3(aq) => CO2(g) + H2O(l) + 2 NaCl(a)
Após a adição das 5 gotas da, solução de nitrato de cálcio aos dois tubos, observou-se
que no tubo que continha o HCl não ouve nenhuma mudança, já no segundo tubo, ouve
o aparecimento de um precipitado. Sendo esse o carbonato de cálcio.
2Na+(aq) + CO32-(aq) + Ca2+(aq) + 2NO3-(aq) setinhas CaCo3(s) + 2NaNO3(aq)
Simplificando a equação, não apresentando os íons espectadores:
Ca2+(aq) + CO32-(aq) setinha CaCo3(s)
Com esses dados foi possível calcular o quociente da reação para o tubo onde o
precipitado foi formado.
Dado: Kps do carbonato de cálcio 4,5x10-9
Dado: volume total da solução 3,5ml
Concentração mol/L- Volume em ml
Ca2+ 0,2 0,25
Co32- 1,0 0,25

[Ca2+] = Ci x Vi / Vf
[Ca2+] = 0,2mol/L x 0,25ml / 3,5ml
[Ca2+] = 0,014 mol/L
[CO32-] = 1,0 mol/L x 0,25ml / 3,5ml
[CO32-] = 0,071 mol/L
Qps = [Ca2+] x [CO32-] => [0,014] x [0,071]
Qps = 9,94x10-4
Comparando os valores, vimos que, o valor do Qps e maior que o Kps do carbonato de
cálcio, isso mostra que a formação de precipitado realmente aconteceu.
Por fim, ao adicionarmos o HCl, o precipitado solubilizou-se, isso se deu por o carbonato
de cálcio ter características alcalina, ou seja, um sal com características básicas, onde o
resultado dessa reação resultou na formação de um sal e agua e a liberação de CO 2.
2Na+(aq) + CO32-(aq) + Ca2+(aq) + 2NO3-(aq) setinhas CaCo3(s) + 2NaNO3(aq)
+
H+
Setinhas
HCO3-(aq) + H+ setinhas H2CO3(aq)
H2CO3(aq) ------------ H2O(l) + CO2(g)
A decomposição do ácido carbônico gerou água e gás carbônico. Como o tubo de ensaio
estava aberto o gás carbônico escapou do sistema, então o equilíbrio não foi
considerado reversível.

Conclusão
Com experimento foi possível observar, as diferentes alterações que ocorrem quando
um sistema químico em equilíbrio e perturbado. Como foi observado no primeiro
experimento, ao adicionar o NaCl na solução, o aumento dos íons cloreto deslocou o
equilíbrio para os reagente, dessa forma ocorreu a precipitação do cloreto de chumbo.
Na precipitação fracionada de íons Cl- e CrO42-, o cloreto de prata, por ter um Kps maior
em relação ao cromato de prata, precipitou-se primeiro. O cromato de prata só pode
ser observado quando a concentração dos íons Ag+ foi aumentada.
Na precipitação e dissolução do hidróxido de magnésio foi analisado se as concentrações
de OH- e Mg2+ eram suficientes para que o hidróxido de magnésio precipitasse. No
experimento da precipitação e dissolução do carbonato de cálcio foi verificado que em
meio básico os carbonatos são insolúveis, mas se adicionarmos uma solução ácida, o H+
do ácido irá se ligar com o carbonato formando ácido carbônico, que se decompõem em
água e gás carbônico.
Referências
Relatório de Química Geral Experimental II- Equilíbrio químico em solução aquosa- Prática do
experimento: 6 de setembro de 2011