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Revista Brasileira de Futsal e Futebol


ISSN 1984-4956 versão eletrônica
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ORIGEM DO FUTEBOL NA INGLATERRA NO BRASIL

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Alex Fernandes de Oliveira

RESUMO ABSTRACT

Este artigo remete as origens do futebol, This article refers to the origins of football,
demonstrando historicamente a sua prática historically demonstrating its practice by
pela sociedade em seu berço natal na society in its birthplace in England and later on
Inglaterra e depois no brasil. Busca-se uma in Brazil. Historical and official
contextualização histórica e oficial do esporte contextualization is searched in industrial
no período da revolução industrial, e seu revolution age, and its use as axiom tool of
emprego como ferramenta doutrinária dos capitalism values. The text also approaches
valores do capitalismo. O texto aborda the spread of the sport in Brazil, as well the
também a disseminação do esporte no Brasil, context of the elitis beginer, until its cultural
bem como o contexto de seu inicio elitista, até merge by the masses, wich now compose an
a sua incorporação cultural pelas massas, que important element of the differential identity of
passou a compor um importante elemento the brazilian people.
diferencial da identidade do povo brasileiro.
Key words: History, Football, Brazil, England
Palavras-chave: História, futebol, Brasil,
Inglaterra.

1-Universidade Santa Cecília, Santos - SP E-mail:


alex.fo@uol.com.br

Revista Brasileira de Futsal e Futebol, São Paulo, v.4, n.13, p.170-174. Set/Out/Nov/Dez. 2012. ISSN 1984-4956
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INTRODUÇÃO futebol pelo afastamento dos fiéis das igrejas,


uma vez que os homens preferiam jogar
O poder que o futebol exerce na futebol a frequentarem as missas dominicais.
sociedade, também pode ser compreendido Com o processo de consolidação da
pelas cifras que o esporte movimenta em todo revolução industrial o hábito de praticar o
o mundo. Segundo informações da pesquisa futebol migrou da classe camponesa para os
realizada pelo jornalista Cláudio Nogueira, proletariados dos grandes centros urbanos, e
publicada em 2010 no livro intitulado Zeros a isso trouxe um novo inimigo: A burguesia.
Direita, Marketing e Mídia no Esporte, a Essa nova classe social combatia o
indústria do futebol movimenta na economia “passatempo” dos operários, pois esse reduzia
globalizada cerca de US$ 250 bilhões por ano. a produtividade dos trabalhadores que se
Estima-se que 75% dos patrocínios, machucavam frequentemente
em âmbito mundial, sejam destinados ao (Hobsbawn,1987).
futebol. Os jogos da Copa do Mundo da África No ano de 1835 o parlamento Inglês
do Sul em 2010 foram acompanhados por instituiu uma lei para coibir a pratica do futebol
cerca de 80% da população mundial. nas ruas da Inglaterra, porém houve muita
Analisando esses dados, torna-se resistência por parte do povo em relação à
simples concluirmos que o futebol é de fato o proibição.
esporte mais popular da terra. A popularidade A marginalização na Inglaterra seguiu
do esporte se deve pelo fascínio que o mesmo até por volta de 1870, quando em plena era
desperta nas pessoas de todas as classes Vitoriana os trabalhadores conquistaram o
sociais. direito a folga nas tardes de sábado, que
Porém, ao pesquisarmos e seriam ocupadas pela prática do então novo
analisarmos o futebol constata-se que nem esporte que havia sido recém regulamentado
sempre sua pratica foi incentivada pela (Helal,1997)
sociedade. Muito tempo antes de ser O futebol devidamente disciplinado
considerado até mesmo um esporte convergia os interesses dos pedagogos que
(26/10/1863 é a data da fundação da Football passam a estimular sua prática nas escolas,
Association e a criação das 13 regras que o como também do capital, que passa a
regulamentaram como esporte), o futebol já enxergar no esporte um novo aliado, pois
vinha sendo praticado há tempos pela plebe servia de ferramenta de doutrinação e
no interior da Inglaterra. formatação dos valores da burguesia, tendo
Este artigo remete as origens do em vista que propagava na sociedade a
futebol, demonstrando historicamente a sua competitividade dentro de regras pré-
prática pela sociedade em seu berço natal na estabelecidas. Essa linha fundamenta a
Inglaterra e depois no brasil. abordagem universalista mencionada por
DaMatta (1982), que vê no futebol uma
A origem do futebol na Inglaterra ferramenta doutrinária do capitalismo
exportada para todo o mundo.
A prática do futebol não era
considerada um esporte entre os séculos XVI A origem elitista do futebol no Brasil
e meados do XIX, uma vez que praticar
esportes era uma atividade exclusiva da Em outubro de 1894 desembarca no
nobreza, que tinha preferência por outras Porto de Santos, proveniente da Inglaterra, o
atividades, tais como a prática do arco-flecha e jovem estudante paulista Charles Miller. Em
equitação. No passado, os esportes tinham sua bagagem, o considerado pai do futebol no
como objetivo simular os combates que Brasil, trazia duas bolas, uma bomba para
ajudaram a moldar o mapa geopolítico da enchê-las, além de uniformes, apito e um livro
Europa. de regras do esporte (Aquino, 2002).
Assim, o futebol era visto como um Durante o período em que Charles
“passatempo” vulgar pela aristocracia agrária e Miller esteve estudando na Inglaterra, o Brasil
o clero, que acreditavam que fosse uma passou por profundas transformações,
atividade desregrada e induzia os camponeses principalmente nos ambientes
à violência, sendo a causa de muitas mortes socioeconômicos e políticos. Charles Miller
por todo o reino. O clero responsabilizou o deixou um país monárquico e escravocrata, e

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reencontrou um Brasil republicano, que recém na esfera estética urbana, mas também
havia abolido a escravidão e trocara a mão de pretendiam influenciar na conduta dos
obra negra por trabalhadores imigrantes indivíduos, criando novos hábitos na
assalariados. população que pretendesse usar os recém
Essas condições conjuminadas podem abertos espaços públicos. Os homens,
explicar a rápida disseminação do futebol no seguindo o modelo Frances ou Inglês,
Brasil. Devido à abolição da escravatura, um deveriam trajar-se adequadamente como um
grande contingente de negros recém libertos cavalheiro, assim como, estavam proibidas as
migrou das zonas rurais para as grandes rodas de capoeira dos negros.
cidades. A capital da república o Rio de As grandes reformas urbanas
Janeiro, assistiu sua população mais que europeias do século XIX abriram amplos
dobrar entre os anos de 1890 e 1920, quando espaços públicos, preencheram-se com
a cidade passou de 520.000 para 1.150.000 monumentos que expressavam o triunfo da
habitantes. burguesia e dotaram-nos de eventos e
Uma grande parcela dessas pessoas cerimoniais atléticos de apologia ao ideal de
era composta principalmente por negros, mens sana in corpore sano (Mascarenhas,
mulatos e brancos pobres de origem europeia, 1999 p.18).
que se amontoavam em cortiços insalubres e Dessa maneira, o futebol começa a se
violentos na área central e portuária da capital espalhar pelos novos espaços públicos, em
federal da época. Esse crescimento regiões centrais nas grandes cidades. Em um
populacional desordenado levou o Rio de primeiro momento, a prática atraiu
Janeiro a atingir índices alarmantes de principalmente os jovens da elite que se
doenças, tais como a tuberculose, que organizavam em clubes e escolas ligadas às
segundo a revista Brasil Médico de 1895 era a colônias de imigrantes, como também o meio
causa de 15% das mortes registradas na industrial dominado pela aristocracia de
cidade. Em 1916 o Rio de Janeiro era o local origem europeia (Helal, 2007).
de maior número de casos de tuberculose no Colégios e clubes constituíam-se em espaços
mundo. restritivos de formação, lazer e sociabilidade,
Diante esse quadro, visando nos quais se representava a pretensa
“modernizar” o Rio de Janeiro e livrá-lo da superioridade da elite, que procurava
“degeneração racial”, o então Presidente da fortalecer, num movimento endógeno, por
Republica Rodrigues Alves (1902-1906), meio da difusão de vínculos de solidariedade e
determina uma nova política urbana, que do consequente afastamento dos demais
estabelecia a abertura de amplos espaços setores sociais (Franco Junior, 2007, p. 62-
públicos, onde antes existiam ruas estreitas, 63).
becos mal iluminados e cortiços infestados de Não era somente o futebol que
doenças e degeneração moral, como alguns despertava o interesse dos jovens das elites,
pregoavam (Aquino, 2002). mas sim toda forma de atividade física que
O modelo de reforma urbana, Belle pudesse valorizar os ideais da burguesia, que
Epoque como ficou conhecida, deveria servir enxergavam nisso uma forma de
de referencial para as demais cidades superioridade. O boxe, críquete, rugby, além
brasileiras. O Brasil deveria incorporar em seu das atividades náuticas, que originaram os
sistema cultural um conjunto de clubes de regatas no Rio de Janeiro e clubes
“europeísmos”, que seriam destinados a situados na beira do Rio Tietê em São Paulo.
marcar o imaginário e a memória coletiva Ser um sportman, termo que
(Freyre, 2004). designava o futebolista, ou adepto de uma
Assim, graças a empréstimos externos atividade física na velha república era fazer
e a recursos financeiros advindos do aumento parte de um seleto grupo que cultuava os
nos preços da saca de café no mercado valores da aristocracia, pois somente a elite
internacional, as grandes cidades brasileiras poderia dar-se ao luxo de dispor de tempo e
passaram por obras que forneciam aos recursos para praticar esportes nos clubes ou
cidadãos espaços ao ar livre, destinados à praças de esporte, que posteriormente se
socialização e o esporte. tornariam estádios de futebol.
As diretrizes da belle epoque Como subgrupo social, pertencente a
estabeleciam um novo padrão social, não só um grupo ainda maior, o sportman, ou até

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mesmo os frequentadores das praças supremacia do poder econômico e da cor


esportivas que acompanhavam as partidas, (Mario Filho, 2003).
possuíam seu código de conduta e sinais A sociedade oferecia poucos postos
próprios, que os distinguiam dos demais de trabalho para os negros recém libertos, que
grupos e subgrupos. Assim, obedecendo ao disputavam as oportunidades em condições
padrão da linguagem semiótica, os sportman desiguais com os trabalhadores brancos
tinham um estilo de vida próprio que se imigrantes provenientes da Europa. O futebol
traduzia em uma moda alimentada por uma surgia neste contexto como uma das raras
indústria que crescia a cada dia. oportunidades de ganho financeiro e
Possuir o traje de jogo, ou uniforme ascendência social para a população negra e
para a prática do futebol, era elemento pobre do Brasil.
primordial para pertencer a um team. A roupa, Para Murad o conflito racial e de
assim como a moda, sempre teve o caráter de classes que se estabeleceu pelos campos do
marcar uma distinção limítrofe entre os Brasil, contribui para disseminar o estilo
indivíduos (Chevalier, Gheerbrant, 1991). brasileiro de se jogar futebol, o que também
As sociais dos estádios de futebol passou a ser conhecido mundialmente como
eram palco de desfile de uma moda futebol arte.
futebolística. Para completar a imagem do Quando começaram a jogar futebol
sportman perfeito, não podiam faltar os por aqui, os negros não podiam derrubar,
bigodes, que foram substituídos pela barba empurrar ou mesmo esbarrar nos adversários
enquanto marca de importância social (Freyre, brancos, sob pena de severa punição: os
2004). outros jogadores e até os policiais podiam
O futebol não demorou a contagiar as bater no infrator. Os brancos, no máximo eram
camadas menos favorecidas da população expulsos de campo. Esta redução de espaço
brasileira. O esporte que nasceu branco, dentro das “ quatro linhas “, subproduto de sua
dentro de clubes aristocráticos das grandes situação social, obrigou os negros a jogarem
cidades industrializadas, passa a ter também com mais ginga, com mais habilidade,
uma identidade popular, quando negros e evitando físico e reinventando os espaços
mulatos se organizam de maneira precária em (Murad, 1994 p. 188).
times pelos subúrbios e cidades pequenas, O processo de transição do
além das cidades portuárias, que organizavam amadorismo para a profissionalização dos
times de locais para enfretamento de times jogadores de futebol no Brasil, também
formados por tripulações de embarcações envolveu aspectos raciais. Nos anos vinte do
estrangeiras, como foi o caso da cidade de século passado a equipe do Clube de Regatas
Santos, que acabou por fundar o clube Santos Vasco da Gama do Rio de Janeiro foi o
Futebol Clube. primeiro clube de elite a aceitar defender a
Enquanto os ricos e brancos jogavam presença de atletas negros recém
nos clubes elegantes, com equipamentos profissionalizados nos campeonatos de
esportivos sofisticados e caros, os negros e futebol.
pobres jogavam entre si, com material A equipe de negros, mestiços e pobres
esportivo velho e improvisado. Porém, a montada pelo Vasco da Gama para a disputa
agilidade dos menos favorecidos despertava o do campeonato de 1923, causa grande
interesse das equipes populares recém- impacto na estrutura recém organizada do
formadas, que buscavam alternativas criativas futebol do Rio de Janeiro. A conquista do titulo
para remunerar esses jogadores, uma vez que carioca de 1923 pela equipe Cruz Maltina
tal prática era mal vista pela elite que culmina com ruptura por parte das equipes
pregoava o amadorismo. amadoras e brancas do Fluminense, Botafogo,
Flamengo, América Bangu e São Cristovão,
Os negros e a origem do futebol no Brasil que fundaram em 1924 a Associação
Metropolitana de Esportes Amadores. Essa
A incorporação do futebol pelos associação não contaria com a participação do
negros e mulatos não se deu de maneira Vasco da Gama, que recusava-se a excluir de
serena e cordial. Inicialmente os jogadores dos seus quadros 12 jogadores negros (Franco
clubes elitistas até gostavam de jogar contra Junior, 2007).
esse tipo de gente, assim podiam impor a

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A saída do Vasco da Gama do 4-Chevalier, J.; Gheerbrant, A. Dicionário de


campeonato carioca de 1924, fez com o que o Símbolos: Mitos, sonhos, costumes, gestos,
grande público se desinteressasse pelo formas, figuras, cores, números. 5ª edição. Rio
certame disputado somente por brancos bem de Janeiro. José Olympio. 1991.
nascidos, Os torcedores prefeririam
acompanhar os jogos da liga extra oficial para 5-Da Matta, R. Universo do Futebol: esporte e
ver em campo a arte dos negros vascaínos sociedade brasileira: Rio de Janeiro.
(Helal, 2007). Pinakotheke. 1982.
A reunificação do futebol carioca se dá
no ano de 1925, quando o então presidente do 6-Filho, M. O negro no futebol brasileiro. 4ª
Botafogo Carlito Rocha intermédia a inclusão edição. Rio de Janeiro. Maud. 2003.
da equipe mestiça do Vasco no campeonato
organizado pela Associação Metropolitana de 7-Franco Junior, H. A dança dos deuses:
Esportes Amadores, desde que os negros se futebol, cultura e sociedade. São Paulo.
parecessem com brancos. A exigência fez Companhia das letras. 2007.
com o que os jogadores buscassem
subterfúgios, como esconder os cabelos e se 8-Freyre, G. Casa Grande & Senzala:
maquiassem com pó de arroz a fim de Formação da Família Brasileira sob o regime
esconder o a cor negra da pele (Mario Filho, da economia patriarcal. São Paulo. Global.
2003). 2004.

CONCLUSÃO 9-Futebol, cigarro e Whisky no Rio de Janeiro.


Disponível em:
A história do futebol está http://siepconsumo.com.br/pdf/Sess%C3%A3o
intrinsecamente ligada ao confronto entre as %20de%20Comunica%C3%A7%C3%A3o%20
classes sociais. Desde a época dos I/Futebol,%20whisky%20e%20cigarros.pdf.
camponeses e nobres na Inglaterra, até sua Acesso em 23/10/12.
chegada elitista no Brasil, a prática
futebolística esteve presente nos conflitos 10-Helal, R. Passes e Impasses. Petrópolis.
entre pobres e ricos. Vozes. 1997.
Essa disputa de forças entre
poderosos e oprimidos, é a origem do futebol 11-Helal, R.; Soares, A.; Lovisolo, H. A
na Inglaterra no Brasil. Invenção do País do Futebol: Mídia, Raça e
Idolatria. Rio de Janeiro. Mauad. 2007.
REFERENCIAS
12-Hobsbawn, E. Mundos do Trabalho: Novos
1-Alvito, M. A história do futebol inglês. 2008. estudos sobre a história do operariado. Rio de
In: blog. Disponível em: Janeiro. Paz e Terra. 1987.
http://cc.bingj.com/cache.aspx?q=www.historia
futebolingles.blogsport.com%2f&d=496760714 13-Nogueira, C. Zeros a Direita: Marketing &
7233412&mkt=pt-BR&setlang=pt- Mídia no Esporte. Rio de Janeiro. 2010.
BR&w=547a19b8,c8ed83dd. Acesso em:
23/10/2012.

2-Alvito, M. O esporte que vendeu sua alma.


2007. In: Revista Piauí. Disponível em: Recebido para publicação em 15/05/2012
http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao- Aceito em 12/07/2012
15/carta-da-inglaterra/o-esporte-que-vendeu-a-
sua-alma. Acesso em: 25/10/2012.

3-Aquino, R. S. L. Futebol Uma Paixão


Nacional. Rio de Janeiro. Jorge Zahar. 2002.

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