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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

CENTRO DE TECNOLOGIA E GEOCIÊNCIAS

ESCOLA DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

CIRCUITOS ELÉTRICOS I
EL-390

Caderno de Exercícios
SÚMARIO

Introdução.............................................. 3

Exercícios do Módulo I ........................ 4

Exercícios do Módulo II....................... 19

Exercícios do Módulo III.......................39

2
INTRODUÇÃO

Prezados

Os livros textos adotados para a disciplina EL-390, Circuitos


Elétricos I apresentam uma lista bastante ampla de exercícios e
possibilitam um aprendizado considerado básico para a disciplina.
No caso particular da Engenharia Elétrica, contudo, exige-se um
conhecimento bem mais aprofundado dos Circuitos Elétricos, uma
vez que esta disciplina se constitui num dos pilares fundamentais
para todos os demais componentes da grade curricular em vigor
no DEE.
O objetivo deste Caderno de Exercícios é, pois, prestar-se como
um complemento aos problemas constantes dos livros textos,
preparando o aluno para o tratamento de questões que serão,
certamente, abordadas nas disciplinas dos períodos letivos
vindouros.
Por outro lado, considerando-se que a formação educacional
brasileira apresenta, na atualidade, disparidades bastante
acentuadas, as quais repercutem, inevitavelmente, no nível
alcançado por cada aluno, este Caderno de Exercícios será
sempre atualizado tendo em vista suprir as eventuais necessidades
observadas em sala de aula.

Prof. Luiz Antônio Magnata da Fonte

3
MÓDULO I

Este módulo da disciplina abrange apenas os


circuitos resistivos e procura enfatizar os métodos
de análise, juntamente com os princípios e
teoremas que auxiliam no tratamento dos mesmos.
Os exercícios propostos para este módulo
abordarão, portanto, os seguintes aspectos:

• Viabilidade de Circuitos Resistivos;

• Aplicação dos Métodos de Análise;

• Obtenção dos Equivalentes de Thévenin e


Norton;

• Condições para Máxima Transferência de


Potência;

• Concepção e Síntese de Divisores de Tensão.

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Viabilidade de Circuitos Resistivos
1) Determine as constantes α e β das fontes dependentes do circuito da figura abaixo para
que o mesmo seja admissível.

2) Verifique se os circuitos da figura abaixo são viáveis. Em caso positivo, determine quais
fontes fornecem e quais recebem potência.

3) No circuito da figura abaixo:


a) Demonstre a viabilidade do mesmo;
b) Determine a potência fornecida ou recebida por cada elemento do circuito,
verificando o atendimento do balanço de potência.

4) Um engenheiro solicitou que um técnico verificasse o funcionamento do circuito


abaixo. Após os testes, o técnico informou a existência de problema no circuito, o qual
impedia uma operação correta do mesmo. Proceda a uma análise do circuito, identifique o
tipo de problema e aponte uma forma de resolvê-lo.

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5) Fontes ideais de tensão e de corrente estão interligadas conforme o circuito abaixo.
a) A ligação proposta é viável? (Justifique a resposta pela aplicação das Leis de
Kirchhoff)
b) Qual a potência fornecida ou recebida pelas fontes do circuito?(Confirme os
resultados pelo teorema de Tellegen)

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Aplicação dos Métodos de Análise

1) Obtenha a tensão nos terminais do resistor de 2 Ω do circuito da figura abaixo:


a) Utilizando o princípio da equivalência de fontes;
b) Utilizando o princípio da superposição.

2) Para o circuito da figura abaixo:


a) Escolha, entre os métodos das tensões de nó e de correntes de malha, qual
aquele que oferece maiores facilidades para obtenção da tensão nos terminais
do resistor de 10 Ω (Justifique a escolha);
b) Determine a tensão solicitada no item a pelo método escolhido;
c) Determine a potência em cada fonte indicando se a mesma é fornecida ou
recebida;
d) Faça um balanço de potência para mostrar que a potência fornecida ao
circuito é exatamente igual a potência recebida / dissipada no circuito.
.

3) Determine a tensão entre os pontos a e b, Vab, no circuito mostrado na figura abaixo.

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4) Determine a potência fornecida ou recebida por cada uma das fontes do circuito da
figura abaixo.

5) Obtenha a potência fornecida ou recebida pela fonte de 20 V da figura abaixo.

6) Uma fonte de tensão independente Vo com uma resistência R em série é substituída por
uma fonte equivalente e independente de corrente Io com uma resistência R em paralelo. A
potência fornecida pela fonte de tensão é idêntica àquela debitada pela fonte de corrente?
(Justifique a resposta).

7) Determine a potência dissipada no resistor de 20 Ω do circuito abaixo.

8
8) No circuito da figura abaixo, determine a potência dissipada no resistor de 20 Ω
utilizando os seguintes procedimentos:
a) Análise nodal ou análise de malhas (Justifique a escolha do método);
b) Teorema da superposição;
c) Equivalente de Thévenin.

9) No circuito da figura abaixo, determine a corrente Io utilizando o Teorema da


superposição.

10) No circuito da figura abaixo, determine a potência recebida/fornecida por cada uma
das fontes do mesmo.

11) No circuito da figura abaixo, o resistor R1 varia entre 0,5 e 4,0 Ω. Determinar o valor
de R para que a tensão neste resistor (R) não ultrapasse 45 V.

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Equivalentes de Thévenin e Norton

1) Determine para o circuito abaixo o equivalente de Thévenin e de Norton visto dos


terminais a e b.

2) Determine o equivalente de Thévenin visto dos terminais a-b do circuito abaixo


utilizando o recurso da transformação de fontes e de associação de resistores/fontes.

3) Determine o Equivalente de Norton visto dos terminais a-b do circuito abaixo.

4) Determine os Equivalentes de Thévenin e de Norton nos terminais a e b dos circuitos


abaixo.

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5) Uma das metodologias utilizada para a determinação da resistência do equivalente de
Thevenin, Rth, de um circuito dispondo de fontes independentes e dependentes consiste em
remover as primeiras (Independentes) e manter as ultimas (Dependentes). Justifique esse
procedimento. .

6) Determine o equivalente de Thévenin visto dos terminais a-b do circuito abaixo. A


resistência de Thévenin deverá ser determinada pela corrente de curto-circuito e não pela
aplicação de uma fonte externa.

7) Deseja-se determinar o Equivalente de Thevenin de um circuito desconhecido a para


isso dispõe-se de dois circuitos conhecidos, mostrados na figura abaixo. Quando o circuito
A é alimentado nos terminais a e b pelo circuito desconhecido, a corrente fornecida ao
mesmo foi de 37,5 A. Por outro lado, quando o circuito B foi suprido pelos terminais a e b,
a corrente solicitada foi de 20 A. Pede-se obter o Equivalente de Thevenin a partir dessas
informações.

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8) Deseja-se obter o Equivalente de Thévenin nos terminais a-b de um dado circuito e para
isso duas leituras foram efetuadas:
a) Conectando-se um resistor de 5 kΩ nos terminais a-b, a tensão lida nesses
terminais foi de 25 V;
b) Alimentado-se um outro circuito a partir dos terminais a-b citados, a tensão
lida nos mesmos foi de 45 V quando a corrente solicitada foi de 3 A.
Pede-se determinar o Equivalente de Thévenin deste circuito.

12
Divisor de Tensão

1) O divisor de tensão da figura abaixo, formado pelos resistores R1 e R2, é utilizado para
reduzir a tensão de 200 V da fonte para um valor Vsaída apropriado à alimentação de uma
carga, representada pelo resistor Rcarga. Esse divisor deverá ser projetado para:
ƒ Apresentar uma tensão de saída de 150 V com a carga removida;
ƒ Apresentar uma tensão de 100 V com a carga mínima de 60 kΩ,
Dimensione os resistores R1 e R2 para esse fim. (Resistência e potência)

2) Um divisor de tensão deve ser projetado para reduzir a tensão disponível de 20 V para
um valor de 10 V com a finalidade de suprir uma carga resistiva, a qual poderá assumir
qualquer valor. Escolher os resistores para compor este divisor dentre aqueles na tabela
abaixo.

Resistência (Ω) 8 8 4 4 2 2
Potência (W) 40 20 80 30 220 60

3) Uma carga resistiva requer uma tensão de alimentação de 100 V para operar
adequadamente, porém, como a única fonte disponível oferece 200 V, um divisor resistivo
de tensão deverá ser dimensionado para atendimento da carga. Sabendo-se que:
ƒ A carga consome 400 W;
ƒ A fonte fornecerá 1000 W quando alimentando a carga.
pede-se determinar:
a) A resistência ôhmica de cada elemento do divisor;
b) A potência máxima dissipada nos resistores.

4) Pretende-se alimentar uma carga formada por um resistor variável na faixa de 10 a 40 Ω


por intermédio de uma fonte de tensão de 120 V. Pede-se determinar os valores dos
resistores de um divisor de tensão para que:
ƒ A tensão mínima na carga seja de 20 V;
ƒ O máximo consumo na carga ocorra na tensão de 30 V.

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5) Um divisor de tensão é especificado para atender os seguintes requisitos:
ƒ Tensão de entrada: 300 V;
ƒ Tensão de saída sem carga: 100 V;
ƒ Tensão de saída com carga resistiva de 20 kΩ: 37,5 V.

Os resistores disponíveis para a construção desse divisor são os seguintes:

Resistência Potência
Quantidade
(kΩ) (W)
1 20,0 3,5
1 60,0 0,2
2 60,0 0,1

Pede-se estabelecer a montagem desses resistores para obtenção do divisor especificado.

6) Um divisor de tensão deverá ser projetado para reduzir a tensão de 200 V de uma fonte
para um valor de saída de 50 V quando em vazio, ou seja, sem qualquer carga conectada
aos seus terminais. Sabendo-se que:
ƒ A carga a ser alimentada será do tipo resistiva e assumirá um valor tal que
absorverá a máxima potência do divisor;
ƒ Os resistores disponíveis para a construção do divisor estão indicados na tabela
abaixo;
pede-se escolher o par de resistores que deverão compor o citado divisor.

Resistência (Ω) 180 150 120 90 60 50 40 30


Potência (W) 200 200 300 300 40 60 70 85

7) No circuito da figura ao lado, o resistor Rc poderá variar na faixa de 4 a 20 Ω.


Considerando-se que a máxima tensão permitida neste resistor é de 20 V, selecione, na
tabela abaixo, os resistores para ocupar as posições de R1 e R2.

R (Ω) 2 4 6 8 10 20 25 30
P (W) 200 100 80 80 1000 500 500 400

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8) Uma carga resistiva variável entre 3 e 6 Ω deverá ser alimentado pelos terminais a b do
circuito abaixo. Como esta carga requer uma tensão no mínimo igual ou superior a 5 V e
no máximo igual ou inferior de 8 V,(5≤Vab≤8), verificou-se a necessidade de introdução de
um resistor adicional R em paralelo com carga, tal como indica a figura abaixo. Pede-se
escolher, na tabela abaixo, um resistor adequado para exercer esta função.

R (Ω) 4 6 12 15

P (W) 20 20 5 5

9) Uma carga, que se comporta como um resistor variável, exibe as seguintes


características:
ƒ Consome a potência de 10 W quando apresenta o menor valor de resistência, 2,5 Ω;
ƒ A potência máxima absorvida por esta carga alcança 11,25 W.
Esta carga deverá ser alimentada por uma fonte de 30 V por intermédio de um divisor de
tensão. Pede-se determinar o valor de cada um dos resistores, R1 e R2, deste divisor de
tensão para atender as condições estipuladas para a carga.

10) Uma carga resistiva de 30 Ω deverá ser alimentada por uma tensão de 60 V e a fonte
existente fornece 100 V. Dispõe-se no estoque de dois resistores de 10 e 20 Ω
respectivamente, ambos com capacidade para suportar até 2.000 W. Pede-se estabelecer
um arranjo com esses resistores para viabilizar o suprimento da carga.

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Máxima Transferência de Potência

1) Determine o valor da resistência R do circuito da figura abaixo para que a mesma


dissipe a máxima potência. Calcular o valor dessa potência.

2) No circuito da figura abaixo determine:


a) O valor da resistência R para que ocorra a máxima transferência de
potência do circuito para a mesma;
b) O valor da potência máxima dissipada em R.

3) Nos circuitos da figura abaixo determine o valor do resistor R para que o resistor de 12
Ω dissipe a potência máxima.

4) Determine a máxima potência dissipada no resistor R do circuito abaixo.

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5) Demonstre qual valor do resistor R nos circuitos abaixo proporcionará a máxima
dissipação de potência no resistor de 7 Ω. Calcule o valor dessa potência para cada
circuito.

6) No circuito da figura abaixo, determine o valor do resistor R para que ocorra a máxima
transferência de potência para o mesmo:
a) Utilizando o Equivalente de Thévenin;
b) Utilizando apenas o Teorema da Superposição;
c) Utilizando apenas o Método da Análise de Malhas ou da Análise Nodal.
Obs: Nas letras b e c não é permitido o uso de qualquer outro recurso, apenas aquele
indicado.

7) Determinar o valor da resistência R do circuito abaixo para que ocorra a máxima


transferência de potência para a mesma:
d) Utilizando o Equivalente de Thévenin;
e) Utilizando apenas o Teorema da Superposição;
f) Utilizando apenas o Método da Análise de Malhas ou da Análise Nodal.
Obs: Nas letras b e c não é permitido o uso de qualquer outro recurso, apenas aquele
indicado.

8) Deseja-se determinar com o uso de um voltímetro e de um amperímetro a máxima


potência que um circuito pode oferecer num dado par de terminais. Estabeleça o
procedimento para obtenção desta potência.

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9) Deseja-se determinar o valor da maior potência que pode ser retirada de um par de
terminais a-b de um dado circuito. Para isso, conectaram-se resistores a esses terminais e
procedeu-se a medição de tensão nos terminais a-b em cada caso obtendo-se:

R (Ohms) V (Volts)
2 3
8 8

Com base nesses resultados, determine o valor da potência procurada.

10)Uma fonte, representada pelo circuito esboçado abaixo, alimenta uma carga
caracterizada pelo circuito também indicado abaixo. Pede-se determinar o valor do resistor
R para que a fonte forneça a máxima potência.

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MÓDULO II

O módulo II da disciplina introduz os demais


elementos indispensáveis a constituição dos
circuitos elétricos; indutores e capacitores. Trata
também do acoplamento magnético e dos
transitórios em circuitos de primeira e segunda
ordem. Os exercícios propostos para este módulo
abordarão, portanto, os seguintes temas:

• Comportamento de Indutores;

• Transitórios em Circuitos de 1ª Ordem;

• Transitórios em Circuitos de 2ª Ordem;

• Transitórios em Chaveamentos Seqüenciais;

• Circuitos com Acoplamento Magnético;

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Comportamento de Indutores

1) A figura abaixo retrata um divisor de corrente tendo indutâncias L1 e L2 como


componentes. Admitindo-se as grandezas Io, I1 e I2 da figura como os valores iniciais
respectivos das correntes io(t), i1(t) e i2(t), pede-se desenvolver expressões que permitam a
determinação de i1(t) e i2(t) em função de io(t) e dos valores iniciais.

2) Duas indutâncias, uma de 1H e outra de 2H, conectadas em paralelo são percorridas em


t<0 s por uma correntes de 10 A com as direções indicadas na figura, Em t=0 s uma fonte
de corrente alternada 20sen 377t A alimenta o circuito pelo fechamento da chave. Pede-se
determinar a corrente em cada uma das indutâncias.

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Transitórios em Circuitos de 1ª Ordem

1) No circuito da figura abaixo, a chave S encontra-se aberta por um tempo longo e no


instante t = 0 s a mesma é fechada. Pede-se determinar o comportamento da corrente no
indutor de 2H para t ≥ 0 s .

2) A chave do circuito da figura abaixo foi fechada no instante t=0s, após permanecer
aberta por um longo tempo. Pede-se determinar uma expressão para a corrente no indutor
iL indicada na figura para t≥0s.

3) O circuito da figura abaixo se encontra em estado permanente quando a chave é fechada


no instante t=0. Pede-se:
a) Determinar a corrente no indutor para t≥0;
b) Esboçar graficamente o comportamento da corrente e justificar, por uma análise
física do circuito, esse comportamento;
c) Determinar a potência fornecida/recebida por cada fonte e dissipada nos
resistores após o estado permanente ser atingido.

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4) O circuito da figura abaixo permaneceu durante um longo tempo com a chave aberta até
que, no instante t=0s, essa chave foi fechada. Pede-se determinar a corrente no indutor de
40 H para t>0s.

5) As relações entre as capacitâncias do circuito abaixo é dada por C1 = 2C 2 . O capacitor


C1 possui em t<0 s uma tensão residual Vo conforme indica a figura, quando a chave é
fechada em t=0 s. Se a resistência R foi feita tender a zero no instante de fechamento da
chave pede-se determinar:
a) O comportamento da corrente no circuito:
b) O atendimento da Lei da Conservação da Energia.

6) O circuito da figura abaixo encontra-se com a chave aberta desde um longo tempo.
Considerando-se que esta chave é fechada no instante t=0, pede-se determinar a corrente
no indutor para t≥0.

22
7) No circuito da figura abaixo, a fonte produz um pulso de corrente na forma assinalada.
Considerando-se que em t<0, a corrente apenas no indutor é de 5 A na direção indicada,
pede-se:
a) Determinar a corrente e a tensão nos terminais do indutor para t ≥ 0;
b) Determinar a corrente e a tensão no resistor de 10 Ω para t ≥ 0;
c) Esboçar graficamente o comportamento das grandezas determinadas nos
itens a e b no intervalo [0, ∞) s.

8) No circuito da figura abaixo, a fonte produz um pulso de corrente como assinala a


figura. Considerando-se que em t<0, a corrente no indutor é nula, pede-se determinar:
a) A corrente e a tensão nos terminais do indutor para t ≥ 0;
b) A corrente e a tensão no resistor de 10 Ω para t ≥ 0;
c) Descreva e justifique com base nas leis físicas o comportamento estabelecido
matematicamente para a tensão e a corrente nos resistores e indutores do
circuito durante o intervalo [0-, ∞}s.

9) No circuito da figura ao lado o indutor conduz uma corrente de 10 A na direção indicada


quando, em t=0s, a chave é fechada. Pede-se determinar no intervalo de tempo entre o
fechamento da chave e o estado permanente final no circuito:
a) A energia fornecida pela fonte de tensão;
b) A energia recebida pelo indutor;
c) A energia dissipada no resistor.

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10) No circuito da figura abaixo, as chaves estão na posição a por um tempo bastante
longo quando, em t=0s, são deslocadas para a posição b. Determine a corrente nos
indutores de 10 e 40 H para t≥0s.

11) Determine as condições iniciais em t=0+s para a tensão e para a corrente em cada um
dos elementos do circuito da figura abaixo.

12) Determine uma expressão para a corrente Ic para t>0 s.

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13) No circuito da figura abaixo, o capacitor não possui qualquer energia armazenada no
instante t=0s, quando a fonte de tensão indicada é ligada ao circuito através do fechamento
da chave. A tensão fornecida por esta fonte tem a forma de dois pulsos retangulares
consecutivos de intensidade de 10V e com duração de 0,5s, tal como mostra a figura
abaixo. Pede-se determinar o comportamento no tempo da tensão nos terminais do resistor.

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Transitórios em Circuitos de 2ª Ordem
1) A chave do circuito abaixo se encontra aberta desde um longo tempo, suficiente para o
estado permanente ser atingido. No instante t=0s, essa chave é fechada e, para essa
condição, pede-se determinar o comportamento no tempo da tensão nos terminais do
indutor.

2) Determine a corrente no indutor do circuito abaixo, considerando-se que no instante


t=0s, quando a chave é fechada, não existe energia armazenada nos seus elementos.

3) O circuito da figura abaixo permaneceu durante um longo tempo com a chave aberta até
que, no instante t=0s, essa chave foi fechada. Pede-se determinar a tensão nos terminais do
capacitor de 0,5 F para t>0s.

4) No circuito da figura abaixo, para t < 0 s, o capacitor exibe uma tensão de Vc=2 V nos
terminais, enquanto uma corrente IL=1 A circula no indutor antes do fechamento da chave.
Pede-se determinar uma expressão para a corrente no indutor após o fechamento da chave,
t ≥ 0.

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5) No circuito da figura ao lado pede-se determinar o comportamento da corrente no
indutor de 1H para t≥0s considerando-se que a chave encontra-se aberta desde um longo
tempo e é fechada justamente em t=0s. O capacitor de 1F presente no circuito encontra-se
completamente descarregado antes da manobra de fechamento da chave. Esboçar um
traçado gráfico do comportamento determinado para a corrente no indutor.

6) No circuito da figura abaixo, a chave é aberta em t=0 s. Pede-se determinar o


comportamento analítico e gráfico da corrente no indutor e no capacitor para t>0 s, se os
mesmos não possuíam qualquer energia armazenada em t<0 s.

7) No circuito abaixo determine as correntes nas três malhas assinaladas da figura abaixo,
i1, i2 e i3, para t=0+s se no instante t=0s a chave é movida da posição 1 para 2

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8) No circuito abaixo determine a corrente no indutor de 2 H quando t→∞.

9) O circuito da figura abaixo se encontra em estado nulo (energia armazenada nos


indutores nula), quando no instante t=0, a chave é fechada. Determine a corrente nos dois
indutores, analítica e graficamente.

10) O capacitor do circuito da figura abaixo encontra-se descarregado e o indutor não


armazena qualquer energia, quando a chave S1 é fechada e a chave S2 é aberta
simultaneamente em t=0. Determine a corrente i no circuito.

11) A tensão num circuito RLC paralelo ou a corrente de um circuito RLC série é dada
pela expressão:
y (t ) = A1e s1t + A2 e s2t

Demonstre que se as raízes da equação característica deste circuito, s1 e s2, são complexas
conjugadas, os coeficientes A1 e A2 também serão complexos conjugados.

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12) No circuito da figura abaixo, os capacitores não possuem qualquer energia armazenada
quando a chave é fechada no instante t = 0 s. Determine, para t ≥ 0 s, uma expressão para
as tensões v1(t) e v2(t) nos terminais dos capacitores e da corrente i(t) através do resistor de
20 kΩ.

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Transitórios em Chaveamentos Seqüenciais

1) No circuito da figura abaixo, a chave 1 esteve fechada por um tempo muito longo,
sendo aberta em t=0 s. Também em t=0 s, a chave 2 é fechada, permanecendo nessa
condição até t=67,70 ms quando é aberta. Finalmente, a chave 3 é fechada em t=67,70 ms
sendo mantida nessa posição indefinidamente. Pede-se estabelecer o comportamento da
tensão nos terminais do capacitor de 5 μF, vo, para t≥0 s, considerando-se que, no instante
de fechamento da chave 3, o capacitor de 10 μF exibia uma tensão v1 de 50 V.

2) No circuito da figura abaixo, a chave 1 foi fechada em t=0 s e permaneceu nessa


posição por 1 s, quando então foi aberta. A chave 2, por sua vez, que estava fechada desde
um tempo longo, foi justamente aberta nesse mesmo tempo, t=1 s. Pede-se determinar a
corrente io no indutor de 2H para t≥0.

3) No circuito da figura abaixo, a fonte de 100 V alimenta o indutor de 1 H desde um


longo tempo, quando, em t=0 s, uma chave retira esta fonte e conecta o indutor ao
capacitor de 2500 μF. Nesta configuração, o circuito permanece durante 25π ms, quando
uma outra chave desliga o capacitor do indutor e liga o mesmo a uma fonte de tensão de 40
V com um resistor de 50 Ω em paralelo. Pede-se determinar uma expressão para a tensão e
para a corrente no capacitor para t≥0 s.

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4) O indutor e o capacitor do circuito da figura abaixo não possuem qualquer energia
armazenada em t<0 s, quando em t=0 s a chave S1 é fechada. A chave S2, por sua vez,
fecha em t=1,0 s. Pede-se determinar para t>0 s:
a) O comportamento da tensão e da corrente no indutor e no capacitor,
b) O comportamento da corrente nas fontes.

5) No circuito da figura abaixo, determine o comportamento da corrente IL no indutor para


t≥0s considerando que a chave A encontra-se aberta desde um longo tempo e fecha,
justamente, em t=0s. Já a chave B, fechada desde longo tempo, abre exatamente em t=5s.

31
Circuitos com Acoplamento Magnético

1) Três estruturas magnéticas idênticas na forma de “C” são reunidas para formar o
circuito magnético da figura abaixo. Considerando-se que:
ƒ Todo fluxo produzido pelas três bobinas permanece no interior da
estrutura não havendo dispersão;
ƒ A indutância própria de qualquer bobina é L;
pede-se calcular a indutância equivalente da montagem.

2) Determine a indutância equivalente vista dos terminais a e b de cada um dos arranjos


abaixo sabendo-se que as indutâncias próprias L1 e L2 valem respectivamente 3 e 5 H, e
que o coeficiente de acoplamento é de 0,6 entre cada par de bobinas.

3) Na estrutura magnética da figura abaixo, o enrolamento#1 de 100 espiras foi alimentado


por uma corrente de 1A, estando o enrolamento#2 de 50 espiras aberto, e procedeu-se a
medida do fluxo de enlace no enrolamento#1 obtendo-se 6,0 Wb.espira, enquanto o fluxo
no enrolamento#2 atingia 0,004 W. Sabendo-se que o coeficiente de acoplamento entre os
enrolamentos é de 1 6 , pede-se determinar uma expressão para a corrente nos
enrolamentos#1 e #2 em t≥0 s quando as chaves indicadas na figura são fechadas em t=0s.

32
4) A estrutura magnética da figura abaixo é tal que quando uma dada força magnetomotriz
é aplicada a qualquer uma das bobinas, a mesma produz o mesmo fluxo no circuito
magnético. Se o coeficiente de acoplamento entre qualquer par de bobinas é de 0,50 e a
indutância medida nos terminais a-b do circuito alcança 26 H, pede-se determinar as
indutâncias próprias de cada bobina e a as indutâncias mútuas entre as três bobinas.

5) No circuito da figura abaixo, o capacitor e as indutâncias não exibem qualquer energia


armazenada, quando a chave é fechada no instante t=0. A indutância própria das bobinas 1
e 2 é de 0,8 H e a mútua entre as mesmas de 0,37 H. Pede-se determinar a corrente no
indutor de 0,2 H para t≥0.

6) A estrutura magnética da figura ao lado possui três bobinas que envolvem o núcleo nas
direções assinaladas e exibem as seguintes indutâncias próprias L1=2H, L2=3H e L3=4H.
O coeficiente de acoplamento entre essas bobinas alcança:
• Bobina 1 e 2 =0,9
• Bobina 1 e 3 =0,92
• Bobina 2 e 3 =0,89
e as mesmas estão interligadas conforme a
figura. A alimentação desse dispositivo por uma
fonte, cujo equivalente de Thevenin está
indicado na figura, é efetuado por intermédio da
chave S. Considerando-se que esta chave
somente é fechada em t=0s e que nenhuma das
bobinas armazena qualquer valor de energia nesse instante, pede-se o comportamento da
tensão nos terminais indicados das bobinas 1, 2 e 3 para t≥0+s.

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7) Na estrutura magnética da figura ao lado, a bobina 1 possui 100 espiras e, quando
alimentada por uma fonte corrente, estando a bobina 2 aberta, solicitou uma corrente de 5
A para produzir um fluxo de 0,2 Wb. Por sua vez, a bobina 2 dispondo de 200 espiras
demandou uma corrente de 2 A da mesma fonte para produzir um fluxo de 0,4 Wb
estando a bobina 1 aberta,. Sabe-se, ainda, que o coeficiente de acoplamento entre as duas
bobinas é de 0,8.O dispositivo descrito foi conectado a uma fonte de tensão V e dois
resistores, R1 e R2, por intermédio de uma chave tal
como mostra a figura abaixo. A chave, que se
encontrava na posição a por um longo tempo, foi
manobrada para a posição b. Nessas condições, pede-se
determinar a tensão nos terminais do resistor R2 para os
seguintes valores:

V = 100 V , R1 = 10 Ω , R2 = 5 Ω

8) As bobinas 1, 2 e 3 da montagem abaixo possuem indutâncias próprias L1, L2 e L3. A


indutância mútua entre qualquer par de bobinas é igual a M. Pede-se determinar a
indutância equivalente vista dos terminais a-b da figura.

34
9) Na estrutura magnética da figura ao lado, a bobona 1 possui 1000 espiras e quando
alimentada por uma fonte externa, estando a bobina 2
aberta, solicitou 10 A e produziu um fluxo de enlace de
1000 Wb.espira. A bobina 2 possui 500 espiras e a
permeância vista desta bobina é idêntica àquela
observada pela bobona 1. Sendo o coeficiente de
acoplamento entre essas bobinas igual a 0,95, pede-se
determinar uma expressão para a corrente nas duas
bobinas para t≥0 s, quando essa estrutura está conectada
conforme a figura abaixo e a chave é fechada em t=0s.

10) A estrutura magnética do circuito da figura abaixo exibe as seguintes características:


ƒ O enrolamento#1 possui 1000 espiras e apresenta uma indutância própria de 100
H;
ƒ O enrolamento#2 possui 500 espiras e quando alimentado por uma fonte
independente de corrente de 20 A, estando o enrolamento#1 aberto, produz um
fluxo de 1 Weber;
ƒ O coeficiente de acoplamento entre os enrolamentos#1 e 2 é de 0,95.
Com a estrutura magnética descrita acima suprida pelo circuito da figura abaixo através do
enrolamento#1 e com o enrolamento#2 alimentando um resistor de 25 Ω, pede-se
determinar uma expressão para a corrente em cada um desses enrolamentos para t≥0 s após
o fechamento da chave indicada na figura em t=0s.

35
11) A estrutura magnética da figura abaixo deverá alimentar um resistor de 1 Ω através do
enrolamento 2 e será alimentada pelo circuito mostrado na figura conectado ao
enrolamento 1 da mesma.

Acerca desta estrutura magnética apenas é sabido que o coeficiente de acoplamento entre
os enrolamentos é de 0,8155. Para o levantamento dos parâmetros desta estrutura dois
testes forma realizados:

Teste 1 – Como mostra a figura abaixo, o enrolamento 1 da mesma foi alimentado por uma
fonte de tensão constante de 10 V e que possuía uma resistência interna de 5 Ω. Com o
fechamento da chave observou-se que a corrente no enrolamento 1 atingia 1,264 A após o
transcurso de um tempo de 0,4 s.

Teste 2 – Com o enrolamento 2 desconectado, conforme figura abaixo, repetiu-se o mesmo


ensaio, verificando-se que a corrente no enrolamento 1 atingia idêntico valor após
transcorrer 0,354 s.

Para o circuito da Figura 1, pede-se determinar a corrente para t≥0s:

a)Na resistência de carga de 1 Ω;


b)Na indutância de 0,2 H;
c)Nos enrolamentos 1 e 2 da estrutura.

36
12) No circuito da figura abaixo, pede-se determinar uma expressão para a corrente nos
enrolamentos#1 e #2 da estrutura magnética para t≥0 s, após o fechamento da chave em
t=0s.

O enrolamento #1 da estrutura magnética apresenta 1000 espiras e o enrolamento#2 possui


500 espiras. Esta estrutura é formada por um material ferromagnético com permeabilidade
de 3,8x10-3 Wb/A.m e apresenta as dimensões indicadas na figura abaixo; seção transversal
de 0,05 m2 e comprimento de cada lado de 0,5 m. O fluxo de dispersão do enrolamento #1
representa 5% do fluxo total produzido por este enrolamento e o fator de acoplamento
entre os enrolamentos é 0,95.

37
13) A chave do circuito da figura abaixo se encontrava aberta desde um longo tempo e no
instante t=0 s é fechada, alimentando a estrutura magnética também ilustrada na figura.

A estrutura magnética desta figura é formada por dois enrolamentos com o mesmo número
de espiras e as dimensões da mesma, comprimento e seção transversal, estão indicadas na
figura abaixo. Sabe-se que, quando
enrolamento 1 é percorrido por uma corrente
de 15 A, estando o mesmo isolado dos demais
enrolamentos, como na figura, o fluxo de
enlace produzido no mesmo é de 32
Weber.espira.Pede-se determinar a corrente
circulando nos dois enrolamentos da estrutura
e a tensão no capacitor após o fechamento da
chave, ou seja, para t≥0 s.

14) No circuito da figura abaixo, em t=0s, a chave do enrolamento 1 é posta na posição a e


a chave do enrolamento 2 é fechada, permanecendo nestas posições por 5 s. Após esse
tempo a chave do enrolamento 1 passa para a posição b e a chave do enrolamento 2 é
aberta. Sabendo-se que a indutância própria do enrolamento 1 é de 100 H, que o
enrolamento 2 possui metade do número de espiras do enrolamento 1 e que o fator de
acoplamento entre os mesmos é de 0,90, pede-se determinar a corrente em cada uma das
bobinas para t≥0 s.

38
.

MÓDULO III

O módulo III da disciplina trata dos circuitos


alimentados por corrente alternada em estado
permanente ou estacionário com ênfase na
abordagem fasorial dos mesmos. Também neste
módulo serão introduzidos os conceitos básicos dos
transformadores, elementos de grande relevância
para o estudante de Engenharia Elétrica. Os
exercícios propostos para este módulo abordarão,
portanto, os seguintes temas:

• Cálculos de Grandezas nos Circuitos;

• Utilização do Diagrama Fasorial;

• Transferência de Potência;

• Correção do Fator de Potência;

• Compensação de Tensão.

39
Cálculos de Grandezas nos Circuitos

1) O circuito da figura abaixo é alimentado por uma fonte de corrente senoidal. Determine
o módulo (Valor eficaz) e a fase da tensão entre os terminais 1 e 2. Esboce o diagrama
fasorial das grandezas utilizadas na solução.

2) Uma fonte alimenta uma carga por intermédio de um transformador, cujo circuito
equivalente é apresentado na figura abaixo. A carga consome 150 kVA com fator de
potência 0,8 atrasado numa tensão de 2400 V, valor eficaz. Pede-se determinar:
a) A tensão e a corrente nos terminais da fonte;
b) A potência dissipada pelo transformador;
c) A potência ativa, reativa e aparente fornecida pela fonte;
d) O balanço de potências.

3) O circuito da figura abaixo encontra-se em regime estacionário. Pede-se determinar a


corrente indicada na figura.

40
4) Uma fonte com tensão dada em volts por v(t ) = 100 sen(377t ) alimenta três cargas
conectadas conforme o circuito ao lado, sendo que cada uma
delas consome:
Carga A – 2 2 kVA com cos ϕ =0,707 adiantado
Carga B – 0,2 kW e 0,4 kvar capacitivo
Carga C – 1,8 kW com cos ϕ =0,6 atrasado
pede-se determinar:
a) O módulo e a fase da corrente fornecida pela fonte;
b) O módulo e a fase da corrente em cada uma das cargas.

5) No circuito da figura abaixo determine a potência ativa, reativa e aparente fornecida por
cada fonte e consumida por cada elemento, sabendo-se que a freqüência angular da fonte
independente de tensão é de 20 rad/s. Faça um balanço para confirmar que a potência
fornecida equipara-se a potência consumida.

6) Determine a potência ativa e reativa consumida por cada um dos elementos passivos dos
circuitos das figuras abaixo, bem como a potência fornecida pela fonte. Faça um balanço
das potências fornecidas e consumidas no circuito.

41
7) Duas fontes de tensões Vf1 e Vf2 suprem, através de ramais resistivos, três cargas
conectadas como ilustra a figura abaixo. Duas dessas cargas são indutivas, a carga 1
absorve 5 kW e 2 kvar, e a carga 2 solicita 3,75 kW e 1,5 kvar, já a terceira, carga 3, é
puramente resistiva e consome 8 kW. Sabendo-se que a tensão V1 e V2 de operação das
cargas 1 e 2 exibem módulos iguais a 125 V eficazes e apresentam a mesma fase, pede-se
determinar a potência aparente, ativa e reativa fornecida por cada uma das fontes, bem
como realizar um balanço das potências no circuito.

8) Três transformadores ideais, especificados como se segue:


Transformador 1 – possui três enrolamentos, onde o primário exibe N1
espiras e os secundários dispõem de N2 e N3 espiras respectivamente;

Transformadores 2 e 3 – dispõem de dois enrolamentos cada e onde o


primário apresenta o dobro do número de espiras do secundário;

estão interligados conforme assinala a figura abaixo. Os enrolamentos secundários dos


transformadores 2 e 3 alimentam uma carga de impedância Z. Pede-se determinar:
a) Uma expressão para a impedância referida ao enrolamento primário do
transformador 1;
b) A modificação experimentada pela expressão estabelecida no item anterior
quando as polaridades dos enrolamentos secundários dos transformadores 2 e 3 são
invertidas.

42
9) Uma fonte de 440 V eficazes alimenta duas cargas conectadas em paralelo através de
duas linhas de transmissão e um transformador ideal. O circuito equivalente desse sistema
é apresentado na figura abaixo.
A carga 1, quando alimentada por uma tensão de 200 V eficazes, consome 100 kVA e 80
kW com um fator de potência atrasado. Já a carga 2, alimentada também pela mesma
tensão de 200 V eficazes, demandou 16 kW e 12 kvar indutivo. Ambas podem ser
consideradas do tipo impedância constante. Pede-se:
a) Determinar o módulo e a fase da tensão nas cargas, no primário do
transformador e no secundário do transformador, bem como o módulo e a fase
da corrente nas cargas 1 e 2, e nas linhas 1 e 2;
b) Calcular a potência ativa, reativa e aparente fornecida pela fonte, consumida
pelas linhas 1 e 2.

10) Duas cargas do tipo impedância constante são alimentadas por uma fonte de corrente
alternada com intensidade de 800 V eficazes através dos ramais de transmissão e dos
transformadores assinalados no diagrama mostrado na figura abaixo. Considere que:
ƒ Os transformadores podem ser tratados como ideais;
ƒ A carga 1 exibe, quando suprida por uma tensão de intensidade de 400 V
eficazes , um consumo de 120 kVA com fator de potência de 0,6 indutivo;
ƒ A carga 2 solicita 160 kW com fator de potência 0,8 indutivo quando
alimentada por uma tensão de intensidade 200 V eficazes.
Pede-se determinar:
a) A corrente (Módulo e fase) em cada ramal de alimentação:
b) A potência ativa, reativa e aparente nas cargas e na fonte;
c) A potência ativa e reativa nos ramais de alimentação;
d) O módulo e a fase da tensão nas cargas.

43
r r
11) No circuito da figura abaixo, determine as tensões V1 e V2 nos enrolamentos do
transformador ideal, a corrente circulando nos elementos e a potência ativa, reativa e
aparente associada a cada um. Efetue um balanço da potência da potência no circuito.

r r r
12) Determine as correntes I1 , I 2 e I 3 no circuito da figura abaixo.

13) As três cargas da figura abaixo consomem:


Carga 1 - 1,2 kW e 0,8 kvar capacitivo;
Carga 2 - 4 kW com fator de potência 0,9 atrasado;
Carga 3 - 2 kVA com fator de potência 0,707 adiantado.
Pede-se determinar a corrente (Módulo e fase) em cada uma das cargas e na fonte, bem
como a potência ativa, reativa e aparente fornecida pela fonte;

14) Determine o valor da reatância XL para que a tensão Vs nos terminais do capacitor
esteja 45o em avanço da tensão da fonte Ve.

44
15) Uma fonte alternada senoidal com tensão de valor eficaz de 100 V alimenta uma carga
através de um transformador ideal de relação 1:10 e de dois ramais de alimentação
modelados pelos elementos apresentados na figura abaixo. Sabendo-se que a carga
consome 200 VA com fator de potência indutivo de 0,9063 na tensão de 100 V pede-se
determinar:
a) A corrente na fonte, na carga e no primário do transformador;
b) A tensão na carga, no primário e no secundário do transformador;
c) A potência ativa, reativa e aparente fornecida pela fonte e
consumida na carga;

16) Uma carga monofásica do tipo impedância constante quando alimentada por uma
tensão alternada de 100 V eficazes e freqüência de 60 Hz absorve 1.250 VA com um fator
de potência 0,8 atrasado. Esta carga é alimentada pelo sistema da figura abaixo, formado
por uma fonte de tensão de 220 V eficazes e 60 Hz, dois ramais de alimentação com
impedância de 0,5 +j1 Ω e 0,125+j0,25 Ω respectivamente e um transformador ideal com
relação de espiras 2:1.

Pede-se determinar:
a) O valor em Ω e o tipo do elemento (Resistor, indutor ou capacitor) que conectado
em paralelo com a carga eleve a tensão de trabalho da mesma para um valor igual
aquele em vazio do sistema, ou seja, o valor da tensão existente no ponto de conexão
da carga quando esta se encontra desconectada do sistema;
b) Interprete por intermédio de um diagrama fasorial os resultados obtidos no item
anterior;
c) A potência aparente, ativa e reativa solicitada pela carga antes e depois da
introdução do elemento do item a.

45
Utilização do Diagrama Fasorial

1) Utilizando apenas o diagrama fasorial e os conceitos de triângulo de impedância


r
e da
geometria, estabeleça as correntes do circuito da figura abaixo sabendo-se que I 1 = I∠0 o

2) Esboce o diagrama fasorial relacionando as tensões na fonte e na carga com a corrente


nos circuitos abaixo indicados.

3) O circuito da figura abaixo é alimentado por uma fonte de freqüência angular de 50


r
rad/s. A corrente I1 da figura é dada por I1 = I∠0 o Pede-se determinar o módulo e a fase
da tensão na fonte utilizando-se, apenas, a técnica dos diagramas fasoriais (Justifique cada
fasor introduzido no diagrama).

46
4) No circuito da figura abaixo, a corrente através do indutor de 4 Ω é de 2 A. Pede-se
determinar utilizando diagramas fasoriais a tensão na fonte. (Justifique a posição e o
módulo de cada fasor do diagrama).

5) Esboce o Diagrama Fasorial das tensões e correntes calculadas no exercício 9 do tópico


anterior; Cálculo de Grandezas nos Circuitos.

6) Esboce o Diagrama Fasorial das tensões e correntes calculadas no exercício 10 do


tópico anterior; Cálculo de Grandezas nos Circuitos.

7) Esboce o diagrama fasorial das grandezas indicadas no circuito abaixo (I1, I2, I3 e Vc)
sabendo-se que I1 é uma fonte de corrente alternada e que Xc=R.

8) No circuito da figura ao lado, a corrente no ramo do capacitor-resistor foi medida e


obteve-se 10 A. Utilizando apenas os recursos de diagramas
fasoriais e a Lei de Ohm, pede-se determinar a corrente e a
tensão na fonte de corrente alternada. (Justifique cada etapa da
construção do diagrama fasorial pelos conceitos de defasagem
entre a tensão e a corrente em cada elemento do circuito e
empregue a Lei de Ohm para determinar os valores
correspondentes).

9) Esboce o diagrama fasorial relacionando as tensões na fonte e na carga com a corrente


nos circuitos abaixo indicados :

47
10) Utilizando diagramas fasoriais determine o valor da reatância XL para que a tensão Vs
nos terminais do capacitor esteja 45o em aatraso da tensão da fonte Ve.

11) Uma fonte alimenta uma carga do tipo impedância constante através de um ramal de
alimentação. Esta carga é sempre mantida numa tensão eficaz constante V. Pede-se
determinar para que condições operacionais desta carga, a tensão da fonte será mínima
quando;
a) O ramal for resistivo ( Ẑ = R );
b) O ramal for capacitivo ( Ẑ = − jX c );
c) O ramal for indutivo ( Ẑ = jX L ).

48
Transferência de Potência

1) Esboce o diagrama fasorial das grandezas indicadas no circuito abaixo (I1, I2, I3 e Vc)
sabendo-se que I1 é uma fonte de corrente alternada e que Xc=R.

2) Uma carga formada por um resistor de 3 Ω em paralelo com um capacitor de 3 Ω deverá


ser alimentada por uma fonte de 200 V eficazes com impedância interna de 3+j3 Ω.
Especifique a relação de espiras de um transformador que maximize a transferência de
potência ativa para a carga e calcule o valor desta potência.

3) Pede-se o valor da reatância do capacitor do circuito abaixo para que ocorra a máxima
transferência de potência para a carga de 20 Ω. Calcule o valor dessa potência.

4) No circuito da figura abaixo determine o valor da capacitância C em farads para que o


resistor de 2 ohms dissipe a máxima potência. Calcule o valor da potência dissipada nos
resistores de 2 e 5 ohms quando o capacitor for ajustado no valor estabelecido acima.

49
5) Nos circuitos abaixo, sendo o capacitor C variável, determine:
a) O valor em Farad para este capacitor em cada um dos circuitos, de modo
que a máxima potência seja dissipada no resistor de 10 Ω dos mesmos;
b) O valor da potência máxima neste resistor em cada um dos circuitos.

6) Uma carga do tipo impedância constante consome 7,5 kW com um fator de potência
0,9487 atrasado quando alimentada por uma tensão de 200 V eficazes. A fonte disponível
para suprir esta carga fornece uma tensão constante de 200 V eficazes em 60 Hz e possui
uma impedância interna de 3-j3 Ω. Pede-se determinar a relação de um transformador ideal
que conectado entre a fonte e a carga maximize a transferência de potência ativa para esta
última. Calcule o valor dessa potência.

7) Pede-se o valor da impedância Z do circuito abaixo para que ocorra a máxima


transferência de potência para a carga de 20 Ω. Calcule o valor dessa potência.

8) Determinar o valor da capacitância de C em Farads no circuito abaixo para que a


potência fornecida pela fonte seja mínima. Determine o valor dessa potência.

50
9) Determine a relação (N1 / N2) do transformador do circuito abaixo de sorte que ocorra a
máxima transferência de potência ativa para a impedância de carga, 3-j2Ω, desse
transformador. Estabeleça, também, o valor da potência ativa máxima na carga
considerando-se que 87 V é o valor de pico da tensão na fonte.

10) O circuito da figura abaixo deverá alimentar nos terminais a-b uma carga de
impedância Z=820,8+j345,6 Ω de modo que haja a máxima transferência de potência ativa
para a mesma. Para atingir este objetivo, um transformador deverá ser utilizado para a
conexão da carga aos terminais do circuito e, para isto, os dois transformadores ideais
indicados na figura abaixo estão disponíveis. Pede-se escolher o transformador mais
conveniente para o fim pretendido e indicar a forma como o mesmo deverá ser ligado entre
a carga e o circuito.

11) Um engenheiro deseja determinar a máxima potência que um dado circuito poderá
fornecer e do qual apenas conhece que o mesmo é formado de resistores e indutores
alimentado por uma fonte monofásica de corrente alternada. Dispõe para isso de um
voltímetro, um amperímetro e um resistor de 10 Ω. Pede-se estabelecer o procedimento
que este engenheiro deverá seguir para atingir o objetivo pretendido. .

51
12) Um circuito exibe o Equivalente de Thévenin mostrado na figura ao lado e alimenta
uma carga de impedância Z. Pede-se determinar
os ajustes necessários nesta carga para que ocorra
a máxima transferência de potência ativa para a
mesma considerando-se as seguintes condições e
limitações:

a) Ẑ = R {R ajustável no int ervalo [0 , ∞ ]


⎧ R ajustável no int ervalo [0, ∞]
b) Ẑ = R + jX ⎨
⎩ X reatância indutiva ajustável entre [0 , ∞ ]
⎧ R ajustável no int ervalo [0 , ∞ ]
c) Ẑ = R + jX ⎨
⎩ X ajustável em qualquer valor indutivo ou capacitivo
⎧ R ajustável no int ervalo [0 , ∞]
d) Ẑ = R + jX ⎨
⎩ X = 10 Ω fixa ( Indutiva )
⎧ R ajustável no int ervalo [0 , ∞]
e) Ẑ = R + jX ⎨
⎩ X = 10 Ω fixa ( Capacitiva )

13) Pede-se determinar o número de espiras N1 do primário de um transformador, que


conectado conforme a figura abaixo, propicie a máxima transferência de potência ativa
para uma carga do tipo impedância constante. Sabe-se que esta carga consome 1020,4 VA
quando alimentada por uma tensão eficaz de 100 V e que o fator de potência da mesma é
0,6 atrasado.

14) Um autotransformador elevador, figura ao lado, é alimentado por uma fonte com
tensão eficaz de 120 V e impedância interna formada por um resistor de 75 Ω em série com
um indutor de 125 Ω. A carga alimentada por esse transformador é
constituída por um resistor de 1,2 kΩ em série com um capacitor
de reatância de 2 kΩ. Pede-se determinar:

a) A relação entre o número de espiras N1 e N2 desse


transformador para que ocorra a máxima transferência
de potência ativa para a carga;

b) O valor dessa potência ativa máxima.

52
15) Pede-se o valor da reatância do capacitor do circuito abaixo para que ocorra a máxima
transferência de potência para a carga de 20 Ω.

53
Correção do Fator de Potência

1) No exercício 9 do tópico; Cálculo de Grandezas nos Circuitos, estabeleça o valor da


reatância de um banco de capacitores capaz de corrigir o fator de potência das cargas para
1,0, quando conectado em paralelo com as mesmas.

2) No exercício 10 do tópico; Cálculo de Grandezas nos Circuitos, estabeleça o valor da


reatância de um banco de capacitores que conectado em paralelo com a carga 2 eleve o
fator de potência da mesma para 0,92 indutivo.

3) Determine o valor do capacitor em Farad que conectado em paralelo com as cargas


abaixo discriminadas altere o fator de potência das mesmas para 0,92 atrasado. Todas as
cargas serão operadas em 380 V- 60 Hz e são do tipo potência constante.
a) Carga que consome 200 kvar com cosϕ =0,8 atrasado;
b) Carga que solicita 100 kW com cosϕ =0,75 atrasado;
c) Carga que absorve 2 kW quando alimentada por uma tensão de valor
eficaz de 220 V e uma corrente com valor de pico de 21 A;
d) Carga que demanda 300 kVA com cosϕ =0,8 atrasado.

4) Uma fonte alimenta, através de uma linha de transmissão com a impedância indicada na
figura abaixo, três carga do tipo impedância constante conectadas em paralelo. Cada uma
dessas cargas consome, quando alimentadas pela tensão de 600 V:
Carga A – 1,5 kW com fator de potência 0,6 em atraso
Carga B – 20 kvar com fator de potência 0,707 em atraso
Carga C – 25 kVA com fator de potência 0,4 em atraso.
Sabendo-se que a tensão na fonte é de 500 V, pede-se determinar a potência do capacitor
que conectado em paralelo com as cargas modifique o fator de potência do conjunto para
0,92 atrasado.

5) Uma carga industrial do tipo impedância constante é especificada para consumir a


potência de 5 kVA com um fator de potência de 0,8 indutivo quando a tensão de
alimentação da mesma é de 150 V eficazes. A
concessionária de energia supre essa carga através de um
ramal com uma reatância indutiva de 2 Ω, sendo a tensão
na fonte fixada em 150 V eficazes. Pede-se determinar a
potência de um banco de capacitores que conectado em
paralelo com essa carga corrija o fator de potência da
mesma para o valor unitário nestas condições de
suprimento da fonte.

54
6) Uma carga industrial é especificada para consumir 1 kW com um fator de potência de
0,8 indutivo quando alimentada por uma tensão de
250 V. A concessionária de energia supre essa carga
através de um alimentador com uma impedância 1+j4
Ω. Considerando-se que:
ƒ A tensão na fonte de alimentação da
concessionária está fixada em 250 V;
ƒ A potência reativa consumida pela carga permanece constante no valor nominal
especificado;
ƒ A resistência da carga pode ser considerada constante;
pede-se determinar a reatância e a potência de um banco de capacitores que conectado em
paralelo com a carga corrija o fator de potência da mesma para 0,92 atrasado, quando a
mesma é suprida pela concessionária.

7) Uma fonte supre duas cargas distintas por intermédio de um ramal de alimentação, tal
como mostra a figura abaixo. Quando a tensão na carga de 1200 W atingia o valor eficaz
de 120 V, as medições efetuadas apontaram, para cada carga, o consumo e o fator de
potência assinalados no diagrama. Considerando-se que:
ƒ Tais cargas podem ser tratadas como de impedância constante;
ƒ Que a tensão na carga de 1200 W permanece invariável em 120 V eficaz após a
correção do fator de potência;
pede-se determinar a potência de capacitores, que instalados em paralelo com cada uma
das cargas corrija o fator de potência das mesmas para 1,0.

8) Determine o tipo, a potência e a impedância do elemento, que, instalado em paralelo


com cada uma das cargas abaixo, modifique o fator de potências das mesmas para 0,92
atrasado. Todas as cargas operam em 100 V e 60 Hz e são do tipo potência constante.
a) 125 VA, fator de potência 0,8 atrasado;
b) 167 VA, 100 W, fator de potência atrasado;
c) 100 W, 75 var indutivo;
d) 125 VA, 75 var capacitivo;
e) 100 W, fator de potência 0,6 atrasado;
f) 75 var, fator de potência 0,8 adiantado.

9) Determine o tipo, a potência e a impedância do elemento, que, instalado em série com


cada uma das cargas abaixo, modifique o fator de potências das mesmas para 0,92
atrasado. Todas as cargas são do tipo impedância constante e operam com tensão de 100 V
eficaz - 60 Hz.
a) 125 VA, fator de potência 0,8 atrasado;
b) 167 VA, 100 W, fator de potência atrasado;
c) 125 VA, 75 var capacitivo;
d) 100 W, fator de potência 0,6 atrasado;

55
10) Uma fonte alternada de valor eficaz fixo em 440 V supre uma carga indutiva através
de dois ramais de alimentação e de um transformador ideal. A carga demanda 1000 VA e
600 W quando alimentada por uma tensão de 220 V e pode ser considerada como do tipo
impedância constante. Os ramais de alimentação exibem uma reatância de 0,1+j0,2Ω e o
transformador apresenta uma relação de espiras 2:1. Pede-se:
a) A corrente e a tensão no primário e no secundário do transformador, bem
como a tensão de alimentação da carga;
b) Esboçar o diagrama fasorial das grandezas acima e de como as mesmas se
relacionam entre si;
c) Estabelecer a reatância de um capacitor que conectado em paralelo com a
carga eleve o fator de potência da mesma para 0,9 indutivo.

11) Um carga industrial é especificada para consumir 5 kVA com um fator de potência de
0,8 indutivo quando alimentada por uma tensão de 2400 V. A concessionária de energia
supre essa carga através de um alimentador com uma reatância indutiva de 2 Ω.
Considerando-se que:
ƒ A tensão na fonte de alimentação da concessionária está fixada em 2400
V;
ƒ A potência ativa consumida pela carga permanece constante no valor
nominal especificado;
ƒ A reatância indutiva da carga pode ser considerada constante;
pede-se determinar a potência de um banco de capacitores que conectado em paralelo com
a carga corrija o fator de potência da mesma para o valor unitário, quando a mesma é
suprida pela concessionária.

56
12) Uma concessionária de energia elétrica, cuja tensão está fixada em 250 V, supre uma
carga industrial através de um alimentador com uma impedância 1+j4 Ω. Esta carga
industrial consume 1 kW com um fator de potência de 0,8 indutivo quando uma tensão de
250 V é aplicada a mesma. Sabe-se que a potência reativa absorvida pela carga
permanecerá inalterável em qualquer tensão de trabalho e que a potência ativa da mesma
varia linearmente com o quadrado da tensão aplicada. A luz dessas premissas, pede-se
determinar a reatância e a potência de um banco de capacitores que conectado em paralelo
com tal carga corrija o fator de potência 0,92 atrasado, quando a mesma é suprida pela
concessionária.

57
Compensação de Tensão

1) A carga do sistema apresentado na figura abaixo opera com uma tensão de 2500 V
eficazes e absorve, nessa condição, uma potência de 250 kVA com um fator de potência de
0,96 em atraso. Pede-se:.
a) Determinar a tensão da fonte nessas condições;
b) Considerando-se que a carga deverá funcionar sempre com 2500 V eficazes,
determinar a reatância de um capacitor, que instalado em paralelo com essa carga,
torne a magnitude da tensão da fonte igual àquela da carga, ou seja, 2500 V
eficazes.

2) Uma fonte de 200 V e 60 Hz supre uma carga por intermédio de um transformador e


dois ramais de alimentação, como assinala o diagrama abaixo. Pede-se determinar o valor
da capacitância, que colocada em série com a carga, eleve a magnitude da tensão da
mesma para 85% da tensão da fonte. Sabe-se que a carga é do tipo impedância constante e
consome 1.250 VA com fator de potência 0,8 atrasado quando alimentada pela tensão de
125 V.

3) Uma carga consome uma potência de 250 kVA com fator de potência 0,96 atrasado
quando alimentada por uma tensão eficaz de 2.500 V. Esta carga é suprida por uma fonte
de tensão eficaz constante de 2.500 V e 60 Hz através
de um ramal com impedância de 1+j8 Ω. A tensão na
carga, quando alimentada da forma acima descrita
(Fonte+ramal), apresenta um valor considerado
insuficiente, de sorte que se pede determinar o tipo, a
impedância e a potência do elemento que, conectado em série com a carga, eleve a
magnitude da sua tensão para o mesmo valor da fonte.

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4) Uma fonte com tensão de 2500 V, 60 Hz alimenta uma carga através de um ramal com
impedância por fase de 1+j2 Ω. Sabe-se que essa carga consome 750 kVA com fator de
potência 0,8 adiantado, quando alimentada por uma tensão de 2500 V e é do tipo
impedância constante. Pede-se determinar o tipo (Capacitor ou indutor) e a reatância do
elemento, que conectado em série com o ramal, eleve a intensidade da tensão na carga para
o maior valor possível.

5) Uma carga é alimentada por uma fonte com tensão eficaz de 380 V, 60 Hz, por
intermédio de um ramal com impedância de 0,1+j0,5 Ω, figura abaixo. Nessas condições
operacionais, a queda de tensão no ramal é considerada elevada pelos padrões vigentes.
Pede-se determinar a reatância de um banco de capacitores, que conectado em paralelo
com a carga, reduza a queda de tensão no ramal para 10 V e, consequentemente, eleve a
tensão na carga para 374,5 V. Sabe-se que a carga é do tipo impedância constante e que
consome 3168 VA com fator de potência 0,8 atrasado quando a tensão eficaz nos seus
terminais é de 220 V, 60 Hz.

6) Uma carga industrial do tipo potência constante absorve 7.500 VA com um fator de
potência de 0,8 indutivo quando a tensão de alimentação da mesma é de 250 V eficazes.
Essa carga é suprida por uma fonte, que gera 250 V eficazes, através de um ramal com uma
reatância indutiva de 1,4 Ω. Pede-se determinar a reatância e a potência de um banco de
capacitores, que conectado em paralelo com essa carga eleve a tensão da mesma em 10%.

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