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A pedra de toque de nossa pregação são as

três mensagens no livro do Apocalipse. (…)


agora, após a passagem de todos esses anos,
essas três mensagens têm ainda maior
significado e atualidade do que nunca antes.
(Francis D. Nichol, 1936)
A IDENTIDADE PROFÉTICA ADVENTISTA E O CRESCIMENTO DA IASD

Everton Santos1

RESUMO: Este artigo busca apresentar uma breve análise da identidade profética
adventista, constituído por sua origem, mensageira e mensagem proféticas descritas no
livro de Apocalipse. Visto que estas três características tornam o adventismo um
movimento profético, a visão e pregação apocalíptica fazem com que a Igreja
Adventista do Sétimo Dia cresça de forma significativa. Este estudo busca encontrar a
relação da natureza profética adventista com o crescimento do movimento.

PALAVRAS-CHAVE: Adventista, Crescimento, Identidade Profética, Origem


Profética, Mensageira Profética, Mensagem Profética.

ABSTRACT: This article search presents a brief analysis the Adventist prophetic
identity, constituted by its origin, prophetic messenger and message described in the
book of Revelation. Since these three features make Adventism a prophetic movement,
the preaching apocalyptic vision and make the Seventh-day Adventist Church to grow
significantly. This study seeks to find the prophetic nature of the relationship with the
growth of the Adventist movement.

KEYWORDS: Adventist, Growth, Prophetic Identity, Prophetic Origin,


Prophetic Messenger, Prophetic Message.

1
Bacharelando em Teologia pelo SALT-IAENE, 5º período vespertino.
INTRODUÇÃO

A Igreja Adventista do Sétimo Dia desde o seu surgimento no século XIX tem
crescido de forma expressiva. Partindo de um pequeno grupo de crentes que passaram
pela experiência do desapontamento em 1844 para uma organização que hoje é o
décimo segundo maior corpo religioso do mundo (e o sexto maior movimento religioso
internacional do planeta), possui por volta de 17 milhões de membros e está presente em
mais de 200 países. Uma igreja que opera numerosas escolas, universidades, hospitais,
clínicas médicas móveis, programas e canais de Televisão, abrigos, asilos, fábricas de
alimentos naturais e editoras em todo o mundo, além da proeminente organização de
ajuda humanitária conhecida como Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos
Assistenciais (ADRA).
Quando se analisa a história do adventismo alguém pode se perguntar: o que fez
com que um pequeno grupo de estudiosos da Bíblia se tornasse uma organização tão
expressiva? As raízes históricas e teológicas adventistas e o principal motivo de seu
crescimento podem ser vistos ao se avaliar o movimento adventista não como um
movimento semelhante aos demais, mas como um movimento profético.
Se aos adventistas de hoje fosse solicitada uma definição da singularidade da
Igreja Adventista do Sétimo Dia, possivelmente a resposta seria bem variada. Alguns
diriam que sua singularidade é a maneira como seus membros adoram no sábado em vez
de no domingo. Outros mencionariam a compreensão do ministério de Cristo no
santuário celestial ou o ministério profético de Ellen White. Outros ainda apontariam as
questões do estilo de vida, tais como abster-se de certos tipos de alimentos, recreações
ou modéstia na vestimenta e adornos. Em certo sentido, todas essas respostas estariam
parcialmente corretas.
Sem embargo, há outro modo de definir o adventismo e esta definição seria que
este se trata de um movimento profético. Ao se pensar sob esta ótica o adventismo passa
a ser visto como um movimento singular devido a três características distintas.
Atualmente nenhuma outra igreja alega ter tais características, e são estas características
específicas que definem os adventistas, uma vez que só podem ser encontradas
reunidas neste movimento: (1) Raízes proféticas, ou históricas, preditas em Apocalipse
10, (2) Identidade profética definida em Apocalipse 12. (3) Mensagem profética e
missão indicada em Apocalipse 14. Logo, o objetivo deste estudo é analisar a relevância
destes três pontos para o crescimento da denominação.
1. ORIGEM PROFÉTICA

O movimento adventista do sétimo dia que se vê hoje encontra suas origens


imediatas no movimento do segundo advento datado do início do século XIX. O estudo
das raízes da igreja adventista do sétimo dia se faz necessário, visto que
“os adventistas do sétimo dia não se consideram apenas uma denominação a mais. Ao
contrário, desde sua origem eles compreendem que seu movimento é o cumprimento de
uma profecia” (KNIGHT, 2000, p.6). Esta igreja possui uma identidade profética, o que
faz com que ela possua também um senso de missão profética enraizado em seu corpo
doutrinário e que, consequentemente, a leva ao crescimento.

Raízes Proféticas de Apocalipse 10


O movimento adventista do sétimo dia possui uma raiz profética que é descrita
pelo apóstolo João no livro de Apocalipse 10:1-10, texto este que evidencia tal origem.
Ademais, creem que o livrinho mencionado por João em Apocalipse 10:2, 8, 9 e 10 se
refere ao livro de Daniel. Visto que a estrutura do livro de Daniel é composta por
profecias apocalípticas, subentende-se que o a correta compreensão e cumprimento de
tais profecias não se dariam em seu contexto imediato, sendo tal assertiva é evidenciada
no relato “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim;
muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (Dan 12:4 ARA). A mensagem do
livro só seria compreendida em sua plenitude no tempo do fim.

A narrativa do capítulo 9 de Daniel descreve a angústia do profeta por não


compreender plenamente a profecia revelada no capítulo 8, fato que o leva a suplicar o
auxílio divino a uma correta interpretação do que lhe foi apresentado. Esta oração pode
ser encontrada na parte inicial do capítulo 9, que compreende os versos 1-19. Já na
segunda parte do mesmo capítulo um mensageiro celestial é enviado como resposta às
súplicas e com propósito específico de fazer inteligível a visão do capítulo 82. “No
princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim para to declarar, porque és mui
amado; considera, pois, a coisa e entende a visão [mareh]” (Dn 9:23).

2
O capítulo 8 termina com algumas questões não respondidas ao profeta, questões estas concernentes às
2300 tardes e manhãs.
Existem duas palavras que se referem à ‘visão’ nestes capítulos, sendo a
primeira delas a palavra hebraica ‘hazon’ que diz respeito à visão como um todo. Por
sua vez, o termo ‘mareh’ aparece denotando especificamente os 2300 dias. Essa era a
única parte selada do livro, o esclarecimento por parte do mensageiro se relaciona
unicamente aos versos 13 e 14 do capítulo 8. Este é o início do discurso de Gabriel e, a
partir daqui, as inquietações do profeta são esclarecidas. Portanto, Daniel não havia
entendido a parte da visão que se referia às 2300 tardes e manhãs, profecia esta que diz
respeito ao tempo do fim e que, conforme a maior parte dos teólogos, este tempo tem o
seu início entre 1798 (fim da supremacia papal de 1260 anos) e 1843 (período de
restauração da verdade).

Muitos séculos mais tarde na Ilha de Patmos foi mostrado a João, em visão, um
tempo no futuro no qual um anjo poderoso desceria em direção à Terra tendo na mão
um livro aberto, e não mais um livro selado. O relato de Apocalipse 10 descreve
exatamente isso. Ao se estabelecer uma conexão de Apocalipse 10 com Daniel 8:13-14
pode-se ver então que o livro seria aberto e a profecia entendida próximo ao final da
profecia das 2300 tardes e manhãs, a saber, próximo do ano 1844.

No fim do século XVIII e início do século XIX houve grande despertar religioso
que ficou conhecido como o ‘segundo grande despertamento’, onde as pessoas
começaram a estudar as profecias de Daniel e Apocalipse. Assim, muitos chegaram à
conclusão de que os 2.300 dias de Daniel 8:14 terminariam em meados de 1840. Alguns
aplicaram a purificação do santuário ao final dos 2300 dias, como sendo a purificação
da Terra pelo fogo por ocasião da segunda vinda de Jesus, o que os levou a concluir que
Jesus voltaria ao final dos 2300 dias. Dentre estes estava Guilherme Miller, um
fazendeiro de Low Hampton (Nova Iorque) que após 17 anos de intenso e cuidadoso
estudo chegou à mesma conclusão.

Para os adventistas do sétimo dia em particular, o ano de 1844 e os outros que o


precederam evocam o nome de Guilherme Miller. A história do adventismo está
diretamente ligada com a de Miller. Entretanto, este era apenas um dos muitos homens
que pregavam naquele tempo o retorno iminente de Jesus. Pessoas como Manuel
Lacunza, José Wolff, Henry Drummond, Edward Irving e os pregadores-mirins da
Suécia também proclamavam o fato de que as profecias do fim dos tempos estavam
quase se cumprindo e, como estes haviam entendido, Jesus voltaria. O século XIX
contou com mais de 75 escritores e pregadores que proclamavam a breve volta de Cristo
em mais de 12 países, abrangendo quatro continentes.

Ao final do tempo profético Jesus Cristo estaria voltando, precisamente como


havia sido mostrado ao apóstolo João e no tempo exato predito por Daniel mais de
2.300 anos antes: a mensagem do breve retorno de Cristo foi proclamada ao mundo.
Miller pregou por volta de 4500 sermões e cerca de 500 mil pessoas ouviram as
pregações deste. A ideia da volta de Cristo fazia pulsar mais forte o coração dos
pioneiros e muitos chegaram à conclusão de que a interpretação de Miller era verdadeira
e que em pouco tempo estariam redimidos.

A mensagem de Apocalipse 10:10 que diz “Tomei o livrinho da mão do anjo e o


devorei, e, na minha boca, era doce como mel; quando, porém, o comi, o meu estômago
ficou amargo” é muito importante para uma correta compreensão da conexão deste
capítulo, especificamente este verso com a experiência do movimento milerita, texto no
qual parece que se esboça o surgimento do Adventismo. Os pioneiros do Adventismo
passaram pela experiência descrita pelo apóstolo João em Apocalipse 10. Nada poderia
ser mais doce do que a esperança da volta de Cristo em 22 de outubro de 1844, data esta
que foi fixada pelo movimento do sétimo mês. O movimento seguia a abordagem de
Samuel Snow, um líder milerita que através de estudo do calendário judeu caraíta
descobriu que a “purificação do santuário” de Daniel 8:14 deveria ser o décimo dia do
sétimo mês, o yom kippur ou dia da expiação. Neste dia o santuário terrestre era
purificado e no ano de 1844 tal dia coincidiria com a data de 22 de outubro.

A pregação de Snow ocorreu em uma campal em Exester (New Hampshire) em


meados de 1844. As palavras de George Storrs, que estava presente nesta campal, dão
ideia do entusiasmo que tomou conta de todos ali presentes: “Ergui minha pena com
sentimentos nunca dantes experimentados. Não tenho dúvida alguma, em minha mente,
de que o décimo dia do sétimo mês testemunhará a revelação de nosso Senhor Jesus
Cristo nas nuvens do céu (KNIGHT, 2000, p.20). Miller também expressou sua alegria
ao escrever para seu companheiro Himes em 6 de outubro de 1844: “Prezado irmão
Himes: vejo no sétimo mês uma glória que antes eu não notara... Estou quase no lar.
Glória! Glória! Glória! Vejo que a data é correta... (Idem).

Ellen White afirmou que “o movimento se alastrou pelo país. Foi de cidade em
cidade, de aldeia em aldeia, e para lugares distantes no interior, até que o expectante
povo de Deus ficou completamente desperto”.3 No dia 22 de outubro 10 mil crentes
aguardavam a volta de Jesus: o dia 22 era um dia especial e conforme Schwarz, na
maior parte dos Estados Unidos, a manhã deste dia apareceu brilhante e clara. Vários
grupos de adventistas se reuniram em lares e em templos para aguardar a volta de
Cristo. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas aguardavam o último dia da história da
Terra (SCHWARZ, 2009, p.49). Ao mesmo tempo em que crescia a expectativa dos
crentes (com medo de que os mileritas estivessem corretos) crescia também a zombaria
por parte dos incrédulos. Contudo, neste dia os escarnecedores se calaram.

Mas o grande dia passou e Cristo não voltou, fato que animou os escarnecedores
e desanimou os mileritas. Hiram Edson, pioneiro que passou pelo desapontamento
descreveu o dia 23 de outubro com as seguintes palavras: “Nossas mais acariciadas
esperanças e expectativas foram destruídas... parecia não ser comparável a perda de
todos os amigos terrenos. Choramos e choramos até o amanhecer” (KNIGHT, 2000,
p.23). Ao descrever este dia Miller disse: “é como se todos os demônios do abismo
tivessem sido liberados sobre nós. Os mesmos e muitos que clamavam por
misericórdia... estão agora misturados com a turba e os zombadores” (KNIGHT, 2005,
p.54).

Talvez não seja possível aos adventistas de hoje (que vivem 168 anos longe
deste acontecimento) compreenderem plenamente toda a expectativa que foi alimentada
pelos mileritas ao se aproximarem do dia 22 de outubro de 1844, e muito menos a
magnitude do desapontamento enfrentado por eles. Nesta dolorosa experiência pode-se
ver um claro paralelo entre a visão de João e o que aconteceu com os mileritas na
metade do século XIX. A mensagem outrora tão doce em sua boca, como havia sido
narrada pelo apóstolo João, agora se tornara amarga no estômago.

Sem embargo, o verso 11 de Apocalipse 10 é sobremodo interessante: “Então,


me disseram: É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações,
línguas e reis” (Ap 10:11). Os pioneiros adventistas não haviam compreendido este
verso, especialmente a parte sobre profetizar “ainda a respeito de muitos povos, nações,
línguas e reis”. Fica evidente que a partir daquele movimento surgiria um povo que
seria responsável pelo processo de restauração da verdade, especialmente a ênfase em

3
Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 400.
doutrinas como o sábado, santuário, estado dos mortos, a mensagem de saúde, dentre
outros. O desdobramento destas verdades seria um processo gradual.

Esse breve panorama nos lembra da razão pela qual os adventistas veem a sua
história profética predita em Apocalipse 10 e, não obstante, esta é apenas a primeira das
três características profeticamente identificadas.

2. IDENTIDADE PROFÉTICA EM APOCALIPSE 12

Apocalipse 12 cobre um tempo histórico maior do que qualquer outro capítulo


isolado da Bíblia: desde a queda de Lúcifer até 1798 d.C.. Este capítulo é muito
importante, haja vista que ao mesmo tempo que descreve as características do povo
remanescente de Deus nos últimos dias, proporciona uma revisão da história dos
seguidores fiéis de Deus, prefigurados por uma mulher que permanece no deserto por
1260 dias ou um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Neste período a mulher é
sustentada por Deus (v.6,14).
Conforme a abordagem historicista de interpretação e de acordo com o que já foi
visto no tópico anterior, estes 1260 dias representam os 1260 anos de supremacia papal
(538-1798 a.C.), período em que muitos dos fiéis seguidores de Deus foram perseguidos
e mortos. “Em Apocalipse 12:17, após o cumprimento do período profético de 1260
dias, ou seja, no século XIX, Satanás é descrito direcionando seu ataque ao
remanescente da semente da mulher – o povo remanescente de Deus no tempo do fim”
(RODRÍGUEZ, 2012, p.140). No verso 17, encontra-se a igreja de Deus emergindo de
sua experiência no “deserto” e aparece o povo “remanescente”, identificado por duas
características:
1. Guardam os mandamentos de Deus – todos os dez, incluindo o quarto mandamento,
ou o sábado.
2. Têm o “testemunho de Jesus”, que é explicado posteriormente pelo anjo em
Apocalipse 19:10 como sendo o “espírito de profecia” – o dom de profecia.
Enquanto um pequeno número de outras igrejas guarda o sábado do sétimo dia e
outras afirmam ter o dom profético em seu meio, nenhuma delas possui as duas
características aqui descritas. Consequentemente, os adventistas do sétimo dia veem sua
identidade profética nas duas características mencionadas em Apocalipse 12:17. “Uma
notável característica da igreja remanescente, era haver nela a manifestação do
Espírito de Profecia” (WILCOX, 1998, p.38). Próximo ao final do livro, o anjo
identifica a si mesmo como “conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho
de Jesus” (Ap 19:10) e como “conservo teu, dos teus irmãos, os profetas” (Ap 22:9).
Essas expressões deixam claro que os profetas possuem o “testemunho de Jesus”. “De
acordo com essas afirmações paralelas, Jesus dá Seu testemunho por meio dos
profetas” (RODRÍGUEZ, 2012, p.101). Aqueles que mantêm o “testemunho de Jesus”,
o mantêm na qualidade de possuidores da inspiração profética.
Conforme o conceito adventista, expressão Espírito de Profecia pode referir-se
(1) ao Espírito Santo que inspirou os profetas com a revelação procedente de Deus, (2) à
operação do dom de profecia e (3) ao instrumento da profecia. Para o apóstolo Paulo
aqueles que esperam pelo segundo advento têm o testemunho de Cristo confirmado, de
modo que não lhes falta nenhum dom (I Co 1:6,7). O dom de profecia seria um dom
concedido à igreja remanescente dos últimos dias e, “ao longo dos anos, os adventistas
do sétimo dia creem que o dom de profecia se manifestou entre eles na obra de Ellen G.
White.” (DEDEREN, 2011, p.983).
Foi num dia desconhecido do mês de dezembro de 1844 que Ellen Harmon (com
17 anos de idade na época) enquanto orava com outras quatro mulheres, sentiu o
Espírito Santo descer sobre ela como nunca havia experimentado antes. Deus agira
outra vez na história e outro mensageiro profético havia sido comissionado. Assim
como houvera feito em tantas ocasiões importantes na história da salvação (com Noé
antes do dilúvio e com João Batista antes do ministério de Cristo, por exemplo), Deus
envia outro mensageiro profético. Nova e decisiva luz havia chegado à história, haja
vista que as grandes profecias do tempo de Daniel e Apocalipse estavam chegando ao
fim Como predito, o dom de profecia foi restaurado ao povo remanescente de Deus.
Em 1846, Ellen Harmon casou-se com Tiago White. Seu ministério: 1) estendeu-
se por um período de 70 anos – de 1844 até sua morte, em 1915; 2) abrangeu cerca de
duas mil visões; 3) incluiu a autoria de mais de cinco mil artigos e 24 livros (mais dois
manuscritos não publicados) antes de sua morte, mas que hoje (entre compilações)
somam mais de 140 obras. Nas palavras de Wilcox (um dos primeiros depositários do
patrimônio literário de Ellen G. White) “esta notável mulher deu muitas provas de seu
chamado divino, e confirmou, no espírito dos que estavam relacionados com sua vida, a
positiva crença de que por ela se manifestara o dom de profecia” (WILCOX, 1998,
p.38).
Ellen White jamais assumiu o título de profetisa, mas não se opunha aos que a
identificavam desta forma. Assim explicou:
Cedo em minha juventude foi-me perguntado muitas vezes: É você uma profetisa?
Sempre tenho respondido: Sou a mensageira do Senhor. Sei que muitos me têm
chamado de profetisa, mas jamais reivindiquei esse título. [...] Por que não
reivindico ser chamada de profetisa? Porque nestes dias muitos que audaciosamente
pretendem ser profetas, representam um opróbrio à causa de Cristo; e porque minha
obra inclui muito mais do que o termo ‘profeta’ significa. [...] Minha obra abrange
tantos aspectos, que não posso chamar-me a mim mesma senão uma mensageira
(Review and Herald, 26 de Julho de 1906).

Após mais de 160 anos, o fruto de ministério profético de Ellen G. White pode
ser visto claramente nos conselhos que Deus deu à igreja por intermédio dela, conselhos
estes que resistiram à prova do tempo. Qualquer observação sincera da história da
denominação revela que a igreja prosperou quando seguiu a liderança de Deus por meio
do Espírito de Profecia e vacilou quando não o fez. Assim, no presente tópico pode-se
ver a segunda característica da identidade profética adventista, a saber, o “dom de
profecia”.
A partir de agora, uma vez feitas considerações sobre a origem profética, faz-se
necessário um estudo do conteúdo profético da mensagem adventista e sua relevância
para o crescimento da mesma. É por este viés que seguirá o presente trabalho.

3. MENSAGEM PROFÉTICA: SUA ESSÊNCIA E RELEVÂNCIA NO


CUMPRIMENTO DA MISSÃO

Nenhum livro torna mais evidente a tarefa a ser desempenhada neste último
momento da história do que o Apocalipse de João. Se bem que é responsabilidade de
todo o indivíduo que se coloca sob a bandeira ensanguentada do Cordeiro, há um
movimento restaurador, último, reparador de brechas ao qual foi designada esta missão,
a saber, o remanescente.

Entender devidamente a mensagem profética que se encontra no Livro Sagrado


(origem e implicações para os tempos atuais) implica na afirmação da identidade
enquanto portadores de uma missão e, consequentemente, tal identidade alavancará a
cumprimento da mesma. O soldado que compreende possuir uma missão arriscará (se
necessário for) a vida a fim de cumpri-la e não será detido por nada que não seja a
morte. A mensagem que possui e a urgência de se entregar a mesma é a força motriz
que o faz sair de sua zona de conforto, que o impulsiona a ir aos lugares mais remotos.
Compreendeu bem o papel que tem a desempenhar na guerra e o fará com esmero por
amor à bandeira sob a qual seu pôs à disposição.

Toda a realidade que se conhece e tudo que transcorre nos presentes dias devem
ser vistos à luz do conflito cósmico entre o bem e o mal. Aliás, só existem dois exércitos
neste campo de batalha: aqueles que se posicionam “sob a bandeira ensanguentada de
Jesus Cristo e os que se reúnem ao redor da negra bandeira da rebelião” (SDABC9,
984). A compreensão ampla da mensagem do capítulo 14 de Apocalipse é de extrema
relevância para a igreja atual e, embora não compreendida em sua totalidade, muito em
breve o será e se presenciará um novo despertar alavancado pela urgência da mensagem.

É exatamente por esta razão que se faz necessária uma reflexão sob a missão que
se possui e que está tão amplamente indicada na Tríplice Mensagem Angélica de
Apocalipse 14:6-12. Não obstante, na impossibilidade de se aprofundar em todos os
aspectos desta perícope, será dada uma ênfase maior na mensagem do primeiro anjo
dada a sua conexão com a grande comissão de Mateus 28:18-20 e com o discurso do
Olivete, com Mateus 24:14 mais especificamente.

Esta é a cena que se apresenta ao leitor do livro de Apocalipse: três anjos voando
pelo meio do céu, três mensagens importantes e urgentes. Mas a quem são destinadas
estas três mensagens e qual é a implicação das mesmas para o desfecho da história do
grande conflito?

É chegada a hora do Seu juízo: a mensagem do primeiro anjo

“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para
pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo,
dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu
juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.
14:6,7).

A tríplice mensagem é aberta pelo anjo que ‘voa’ pelo meio do céu, fato este
que denota a urgência de a mensagem ser entregue aos seus destinatários. Esta
mensagem remonta à grande comissão de Cristo do evangelho (neste caso nomeado de
evangelho eterno) que deveria ter amplitude total sobre os moradores da terra. Isto está
retratado no modo como a mensagem é entregue, a saber, ‘em grande voz’. Entretanto,
dois novos dados são acrescentados nesta revelação: a nota convocatória de adoração e
a chegada do ‘Seu’ juízo.

A advertência é clara: “Temei a Deus e dai-Lhe glória”. Trata-se de um último


convite à adoração devida ao Criador, o mesmo que fez o céu, a Terra, o mar e tudo que
neles há (Êx 20:11). Esta adoração faz parte do evangelho eterno que tem por centro o
próprio Jesus Cristo. Não é nada novo que está sendo apresentado, mas bem uma
verdade que está olvidada. É a notícia que demonstra não ser demasiado tarde para o
arrependimento e que ainda é possível tomar parte na verdadeira adoração. A primeira
parte desta mensagem pode ser resumida nas palavras correta adoração.

Na sequência da adoração aparece o ‘a chegada do Seu juízo’. Não se trata de


qualquer juízo, mas do último juízo que encontra seu clímax momentos antes da volta de
Jesus. Em outras palavras trata-se do juízo investigativo pré-advento, um período de
graça concedido à humanidade, no qual Cristo ministra como intercessor diante do
Grande Juiz e aplica os benefícios de Seu sacrifício substitutivo à todo aquele que,
arrependido, entregar-Lhe a vida e Lhe der a glória e adoração devidas, tornando-O
desta forma o mais importante em sua vida. Se bem que a mensagem de juízo iminente
e chamado à adoração é clara, o apelo da ‘grande voz’ com que tal mensagem é
proclamada será atendido por bem poucos, a saber, o remanescente fiel.

Sai dela povo Meu: a mensagem do segundo anjo

“Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que
tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap. 14:9).

A fim de uma melhor compreensão da mensagem do segundo anjo, torna-se


fundamental um breve estudo sobre os elementos que envolvem a mesma, a saber,
Babilônia (a grande meretriz), sua prostituição e queda final. A Babilônia do livro de
Apocalipse estabelece uma relação tipológica com a Babilônia histórica do tempo de
Israel que, expandindo seu domínio sobre toda a face da Terra, se tornou um império
sobremodo grandioso. Não obstante, o antítipo apresentado em Apocalipse 14:9 não é
se trata de um reino mundial, mas de um sistema de adoração mundial corrompido, uma
igreja mundial apóstata. Neste sentido, Babilônia é o oposto de Israel (ou Sião)
apresentado no mesmo livro.

Muito frequentemente a Bíblia apresenta o termo ‘prostituição’ atrelado à


idolatria, falsa adoração (ver livro de Oséias). Como a primeira de todas as nações do
mundo e sabendo possuir esta um vasto panteão, a Babilônia histórica tornou-se
responsável pelo afastamento da verdadeira adoração e pela implantação da idolatria a
todas as nações. Da mesma forma seu antítipo (a Igreja apóstata) estabeleceria um falso
sistema de adoração utilizando-se de sua influência mundial. Assim, a ‘prostituição’
seria dada a beber a todas as nações que adotassem seu sistema corrompido.

Por fim, e não menos importante está sua queda. O período que compreende o
final do século XVIII e a primeira metade do século XIX é fortemente marcado pelo
despertar intelectual e crítico, fruto do Iluminismo4. Foi o período de maior produção
literária acerca das profecias de Daniel e Apocalipse, remontando ao fato de que nos
últimos dias ‘muitos o esquadrinharão [o livro selado de Daniel até o tempo do fim], e o
saber se multiplicará’ (Dn 12:4).

Os anos de 1843 e 1844, conforme já citado anteriormente, são considerados


anos de grande despertar religioso para a eminente volta de Cristo. Em face de tão
grande luz, o que se vê é o abandono em massa de fiéis (que esperavam o regresso de
Cristo) de suas igrejas, uma vez que estas se haviam constituído em adversárias à
mensagem do advento5. Se por um lado a mensagem do primeiro anjo tem que ver com
o evangelho eterno e um convite à restauração da adoração verdadeira, a mensagem do
segundo anjo convida à retirada, isto é, uma mudança drástica de atitude. A mensagem
‘Sai dela povo Meu’ havia sido dada: a queda de Babilônia e de todos os que a
acompanhassem tornou-se evidente.

4
Se bem que um dos frutos do Iluminismo foi o racionalismo, provocando o ceticismo para com qualquer
tipo de instituição religiosa, foi ao mesmo tempo o marco do despertar religioso para as profecias
concernentes ao tempo do fim, até então não estudadas.
5
Conforme o livro Em Busca de Identidade de George Knight (2005) estima-se que em outubro de 1844
mais de 50 mil crentes mileritas haviam abandonado suas igrejas.
Justificação pela fé: a mensagem do terceiro anjo

“Seguiu-se outro anjo, o terceiro, dizendo em grande voz: Se alguém adora a


besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse
beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e
será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos e na presença do Cordeiro
(…). Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e
a fé em Jesus” (Ap. 14:9-12).

Se bem que uma mensagem clara e definida, juntamente com as outras duas
advertências forma uma mensagem única, fundida, que deve ser pregada até o fim haja
vista que pretende preparar e convocar o remanescente ao clímax da história deste
mundo: o grande e terrível dia do Senhor, dia de grande alegria para uns e terrível para
outros.

Percebe-se que este anjo também dá sua mensagem em grande voz, tal qual o
primeiro. Trata-se também de uma mensagem referente à adoração, contudo aqui há um
desdobramento da primeira mensagem, pois se encontram aqui (claramente no texto) os
elementos que estarão em jogo no concernente à adoração: os mandamentos de Deus e a
fé em Jesus.

Cada habitante terá a oportunidade de escolher a qual sistema prestará


homenagem, se à besta e a sua imagem ou ao Deus verdadeiro. No Tratado de Teologia
Adventista do Sétimo Dia encontram-se as seguintes citações de Ellen G. White:

A mensagem do terceiro anjo foi enviada ao mundo para advertir os homens contra a
recepção da marca da besta ou de sua imagem na fronte e nas mãos. Receber esta
marca significa adotar a mesma decisão da besta e apoiar as mesmas ideias, em
oposição à Palavra de Deus (ME2, 367).

A observância do domingo ainda não é a marca da besta, e não o será até que se
promulgue o decreto que obrigue os homens a santificar esse sábado idólatra.
Chegará o tempo em que esse dia será a prova; mas ainda não veio (SDABC7, 977).

A questão do sábado será o tema da controvérsia no grande conflito em que todo o


mundo desempenhará uma parte (MS 88, 1897).

Note-se agora a curiosa citação extraída de O monitor Paroquial, de 26 de


agosto de 1926:
Foi a Igreja Católica que, por autoridade de Jesus Cristo transferiu esse descanso
[sábado] para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo;
de modo que a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que
prestam, independentemente de sua vontade, à autoridade da Igreja (O Monitor
Paroquial de 26 de agosto de 1926, Socorro, Estado de São Paulo).

Em breve, e no centro do conflito cósmico, sábado e domingo serão a pedra de


toque, o grande embate pela adoração humana já prefigurada na ‘marca da besta’ e no
‘selo do Deus vivo’. Não obstante, ainda que citada de forma enfática, a observância
dos mandamentos de Deus não é toda a mensagem do terceiro anjo, mas apenas a
metade dela. De fato, os mandamentos de Deus andam de mãos dadas com o
testemunho de Jesus. Em 1888 comentando sobre a fé de Jesus, White escreve:

a terceira mensagem angélica é a proclamação dos mandamentos de Deus e da fé de


Jesus Cristo. Os mandamentos de Deus têm sido proclamados, mas a fé de Jesus
Cristo não tem sido proclamada pelos adventistas do sétimo dia como de igual
importância, a lei e o evangelho andando de mãos dadas. ... Que constitui a fé de
Jesus, que faz parte da terceira mensagem angélica? O ato de Jesus tornar-Se o
Portador de nossos pecados (…). Ele foi tratado como nós merecemos ser tratados.
Veio ao nosso mundo e levou os nossos pecados para que nós obtivéssemos Sua
justiça. E a fé na capacidade de Cristo para salvar-nos ampla, completa e
totalmente, é a fé de Jesus. [ênfase acrescentada]

Dois anos mais tarde a mesma autora escreveria que a mensagem de justificação
pela fé “é na verdade a terceira mensagem angélica”. Em outras palavras é através da fé
no sacrifício vicário de Cristo que o homem pode ser considerado justo diante de Deus
quando a sentença final for derramada sobre os que se acharem culpados ao final do
grande juízo anunciado pelo primeiro anjo. Logo, esta tríplice mensagem não só aparece
como ponto central do livro de Apocalipse, como se trata de uma última mensagem de
advertência e que possui caráter urgente e universal.

CONCLUSÃO

A visão apocalíptica deve ser compreendida tanto pela liderança quanto pela
membresia como alavanca que impulsiona o cumprimento da missão, haja vista ser esta
a ótica prevalecente desde sua origem profética. Quando os pioneiros compreenderam a
visão apocalíptica os adventistas tiveram um crescimento significativo, mas aos poucos
estes tentaram tornar sua pregação politicamente correta e enfatizaram demais as bestas
presentes no livro, esquecendo-se consequentemente da visão apocalíptica.
Os resultados de tal pregação são descritos por Knight na redução da Divisão
Norte-Americana em quatro grupos principais: brancos, negros, asiáticos e hispânicos.
Apesar de a igreja crescer, este crescimento se deve a imigração. A igreja não tem tido
êxito para alcançar os nativos na América do Norte, declínio este que pode ser visto na
Grã-Bretanha e em grande parte da Europa. “Parte do problema é que o adventismo
perdeu, em grande escala, a base apocalíptica de sua mensagem” (KNIGHT, 2010,
p.16). Torna-se imperativo que tal visão seja resgatada, do contrário a igreja adventista
se tornará um movimento religioso irrelevante e estático.
O adventismo moderno deve ter a mesma base e convicção que tinham os
pioneiros, firmemente enraizados nas visões apocalípticas de Daniel e de Apocalipse e,
por consequência disso, muitos deles não mediram esforços para levar a mensagem
avante e alavancar o crescimento da igreja. Ellen White afirma:
De certo modo muito especial, os adventistas do sétimo dia foram
postos no mundo como vigilantes e portadores de luz. A eles foi
confiada a última advertência para um mundo que perece. Sobre eles
está brilhando a maravilhosa luz vinda da Palavra de Deus. Foi-lhes
dada uma obra da mais solene importância: a proclamação da
primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Não há outra obra
de tão grande importância. Não devem permitir que nada mais lhes
absorva a atenção (Testemunhos Para a Igreja, v.9, p. 19). [ênfase
acrescentada]

No momento em que a igreja tem consciência de sua identidade profética a obra


avança. Quanto a isso White comenta que “Cada aspecto das três mensagens angélicas
deve ser proclamado a todas as partes do mundo. Esta é uma obra muito maior do que
muitos percebem” (Olhando Para o Alto, p. 277). No fim dos tempos haverá um grupo
de fiéis guardadores dos mandamentos e que se distinguirá dos outros grupos religiosos
por três características singulares: (1) origem profética, (2) mensageira profética e (3)
mensagem e missão proféticas. Somente os adventistas do sétimo dia se enquadram
nestas características conforme já foi visto.

Portanto, os adventistas precisam ser diferentes, agir de forma diferente e pregar


de forma diferente. Muitas igrejas têm crescido de forma significativa, mas unicamente
um movimento é descrito por Deus como aqueles que pregariam o evangelho final ou
eterno no tempo do fim. É esta visão deve conferir aos adventistas um senso de
urgência em sua pregação.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia é o remanescente fiel de Deus no tempo do
fim e por esta razão nunca devem perder o senso de sua missão profética, mas ao
contrário, devem experimentar a emoção e o compromisso dos pioneiros da igreja
quando concluíram que Deus queria trabalhar, por seu intermédio, para terminar Sua
obra na Terra. Assim a igreja irá crescer de modo significativo, ordenado e cumprir o
seu papel como movimento profético.
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