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02/06/2018

LETRA, FONEMA, ENCONTRO CONSONANTAL, VOCÁLICO – Jotta Club

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LETRA, FONEMA, ENCONTRO CONSONANTAL, VOCÁLICO

por jottaclub1950 · 14/04/2017

02/06/2018

LETRA, FONEMA, ENCONTRO CONSONANTAL, VOCÁLICO – Jotta Club

FONEMA, ENCONTRO CONSONANTAL, VOCÁLICO – Jotta Club 1 LETRA, FONEMA, ENCONTRO CONSONANTAL, VOCÁLICO

1 LETRA, FONEMA, ENCONTRO CONSONANTAL, VOCÁLICO DEFINIÇÃO

2 Fonema e Letra:A palavra falada é formada por combinações de unidades mínimas de som (fonemas). Na escrita, a representação do fonema ocorre através de letras.

Por isso, o fonema não pode ser confundido com a letra. O fonema é a menor unidade sonora da língua, enquanto a letra é um sinal gráfico e visual, cuja função é representar o fonema de acordo com as normas da língua. A correspondência entre letra e som não ocorre em todas as situações, pois uma mesma letra pode representar fonemas distintos, como o x nas palavras: próximo, exato e feixe. Mas, há casos em que letras distintas representam o mesmo som, como acontece com as palavras seco, cedo, laço e próximo. Por fim, nota-se que uma letra pode representar mais de um fonema, como fixo, cuja leitura é “fikso”, enquanto existe letra que não tem som, como o h em hora. Temos ainda os sons ora representados por uma só letra, ora por duas como xícara/chinelo, gato/guitarra e rabo/carro.

3 1.2 Tipos de Fonemas:Os fonemas são classificados em vogais, consoantes e semivogais: As vogais são sons produzidos sem obstáculos para a passagem de ar, que

passa livremente pela boca, oriundo do pulmão. Sua emissão é independente de outro fonema, por isso constitui a base da sílaba. Os sons das vogais produzem-se a partir do diferentes posicionamentos dos músculos da boca, constituídos pela língua, pelos lábios e pelo véu palatino, formando o seguinte quadro: a) modificação do véu palatino: • vogais orais: a corrente de ar vibrante passa pela cavidade bucal, formando sete fonemas vocálicos orais: i, e, é, a, ó, o, u (fica, veja, vela, pá, bola, coma, pula). • vogais nasais: corrente de ar vibrante passa pelas cavidades bucal e nasal, formando cinco fonemas vocálicos nasais: linda, tenta, banda, onda, fundo.

4 b) elevação da língua na região do céu da boca: • vogais anteriores: emitidas com abertura média da boca (linda, fica, tenta, vela, veja). • vogais centrais: emitidas com abertura total da boca (banda, pá). • vogais posteriores: emitidas com abertura inferior a 50% da boca (fundo, pula, onda, bola, coma). Essa abertura da boca também estará relacionada à consoante que segue a vocal, por isso a pronúncia precisa ser casada entre posição de abertura da vogal e da consoante.

5 c) elevação da parte mais alta da língua: • vogais altas: máxima elevação da língua para o céu da boca (fica, linda, pula, fundo). • vogais médias: a elevação é média (veja, tenta, vela, coma, tonta, bola). • vogais baixas: a elevação é mínima (pá, banda). As consoantes são fonemas produzidos através da obstrução do ar proveniente

do pulmão, precisando de uma vogal para ser emitidos. Esses obstáculos podem ser totais ou parciais, a partir da posição da língua e dos lábios.

6 As consoantes apresentam quatro critérios de classificação:

• modo de articulação: responsável pela identificação do obstáculo que ocorre durante a passagem do ar pela boca. Se a corrente de ar encontrar um obstáculo total, essas consoantes serão classificadas como oclusivas (p, b, t, d, k e g). Se o obstáculo for parcial, as consoantes serão chamadas constritivas (compressão), podendo ser fricativas (fricção do ar através de uma fenda no meio da boca), laterais (o ar sai pelos lados da boca) e vibrantes (quando ocorre a vibração da língua ou do véu palatal). A classificação das consoantes constritivas ocorre da seguinte maneira: – constritivas fricativas: f, v, s, z, x, j; – constritivas laterais: l, lh; – constritivas vibrantes: r, rr

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7 Encontros vocálicos:Os encontros vocálicos referem-se à sequência de sons vocálicos (vogais e/ou semivogais) que pode ocorrer numa mesma sílaba ou em sílabas

separadas. As vogais serão as pronunciadas mais fortes, enquanto as semivogais serão mais fracas, ou seja, e átonas. São três os tipos de encontros vocálicos: hiatos, ditongos e tritongos. • hiatos: é a sequência de duas vogais em sílabas diferentes. (saúde, cooperar, ruim, crêem) • ditongos: ocorre quando uma vogal e uma semivogal são pronunciadas numa só sílaba, independente da ordem destas. Os ditongos podem ser classificados em decrescentes (pouco) ou crescentes (série) e orais (todos aqueles que não são nasais) ou nasais (pão). • tritongos: são constituídos por uma vogal entre duas semivogais numa só sílaba. (Paraguai, iguais). Os tritongos também podem ser classificados em nasais ou orais, seguindo as mesmas regras dos ditongos.

8 Além dessas regras gerais, deve-se observar também que: Am / em, no final das palavras, correspondem aos ditongos ao / ei nasalizados. Cuidado com os falsos

ditongos, pois quando átonos finais, os encontros (ia, ie, io, ao e ua) são normalmente ditongos crescentes, mas também podem ser hiatos. Se esses grupos não forem finais nem átonos, só podem ser hiatos (memória, democracia, viela). Os encontros de palavras como praia, maio, feio, goiaba e baleia são separados de forma a criar um ditongo e uma vogal sozinha depois.

9

Encontro consonantal:

O

encontro consonantal é a sequência de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, que não sejam dígrafo. Esse encontro pode ocorrer na mesma sílaba ou não

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LETRA, FONEMA, ENCONTRO CONSONANTAL, VOCÁLICO – Jotta Club

(carpete, bíblia). Os encontros consonantais (gn, mn, pn, ps, pt e tm) não são muito comuns. Quando eles aparecem no início da sílaba são inseparáveis. Quando estão

no meio criam uma pronúncia mais difícil (pneu/advogado). No uso coloquial, há uma tendência a destruir esse encontro, inserindo a vogal i depois da consoante surda. Quando x corresponde a cs (táxi, falamos “tácsi”), há um encontro consonantal fonético. Nesse caso, x é chamado de dífono.

10 Dígrafo:O dígrafo é o grupo de duas letras que representa um único fonema. São dígrafos da língua portuguesa: lh, nh, ch, rr, ss, qu (seguidos de e ou i), gu (seguidos de e ou i), sc, sç, xc e xs. Os encontros gu e qu se forem usados com trema ou acento, não serão dígrafos, uma vez que o u será pronunciado. Além desses, existem também os dígrafos vocálicos formados pelas vogais nasais: am, an, em, en, im, in, om, on, um e un. Separação silábica: Na língua portuguesa, a divisão das sílabas deve ser feita a partir da soletração, usando o hífen para marcar as sílabas (con-ver-sí-vel). Para a separação silábica correta devem-se observar as seguintes regras: • os ditongos e tritongos não podem ser separados (Pa-ra-guai, Ro-gé-rio, au-la); • os hiatos têm as vogais separadas (a-é-re-o); • os dígrafos ch, lh, nh, gu e qu não são separados (cho-ca-lho); • os dígrafos ss, rr, sc, sç e xc são separados (pás-sa-ro, nas-cer, cor-ri-da); • as vogais idênticas e os grupos consonantais cc e cç são separados (co-or-de-na-dor, in-te-lec-ção); • os encontros consonantais ocorridos em sílabas internas diferentes são separados (em-pre-gar); • grupos consonantais que ocorrem no início dos vocábulos são inseparáveis: psi-co-se, dra-ma, pneu-mo-ni-a…

Fonte: http://slideplayer.com.br/

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