Você está na página 1de 33

Ministério da Educação UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ

Criada pela Lei n° 10.435, de 24 de Abril de 2002


Campus Universitário de Itabira

ROTEIROS DE AULAS PRÁTICAS DE


QUÍMICA GERAL – BAC009

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ – CAMPUS DE ITABIRA

2ºSEMESTRE 2014

Andreza de Sousa Andrada, Daniel Andrada Maria, Edison Aparecido Laurindo,


Mercês Coelho da Silva, Rose-Marie Belardi, Marli Tebaldi, Marcos Roberto de Abreu Alves,
Guilherme Oliveira Siqueira.

Aluno:

Período:

Horário:

Turma:

Curso:

ITABIRA
2014
ÍNDICE
AULA TÍTULO DA AULA PÁGINA

Procedimentos, normas de segurança e equipamentos de Laboratório 4

Aula 1 Introdução ao Laboratório 6

Aula 2 Identificação de amostras Sólidas 8

Aula 3 Determinação da acidez no vinagre por Titulação 15

Aula 4 Equilíbrio Químico 17

Aula 5 Cinética Química 19

Aula 6 Eletroquímica 22

Apêndice 1 Equipamentos Básicos de Laboratório 26

Apêndice 2 Tabela: Valores de Densidade de Metais 27

Apêndice 3 Normas para confecção de relatório de aula prática 29

Apêndice 4 Tabela Periódica 33

2
INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Site da disciplina BAC009 Prática

No endereço eletrônico www.sites.google.com/site/bac9exp o aluno encontrará informações


sobre a disciplina BAC009 prática. Neste site estarão disponíveis informações acerca do cronograma,
bem como materiais para complemento e auxílio nos estudos, além dos horários dos plantões de
monitoria. Portanto, é de suma importância e de responsabilidade dos acadêmicos o acompanhamento do
conteúdo postado no síte.

Contato

O e-mail bac009aulaspraticas@gmail.com foi criado para sanar dúvidas referentes aos mais
variados assuntos, desde que esses estejam relacionados à disciplina BAC009. Por exemplo, dúvidas
relacionadas ao cancelamento de aulas ou ao adiamento da entrega de relatórios, bem como qualquer
outra adversidade que possa surgir no decorrer do semestre.

Critérios Avaliativos

As avaliações serão realizadas através do caderno de respostas e duas provas.


O cardemo de resposta deverá ser levado pelo aluno no primeiro dia de aula. Este caderno
consiste em um documento que será gerado de forma individual (um por aluno). Este caderno possui
questões que deverão ser respondidas pelos alunos no decorrer da prática e será um dos instrumentos
avaliativos que serão utilizados pelos professores.
As provas serão aplicadas ao final de cada bimestre, ou seja, uma prova irá compor a nota 01 e
outra a nota 02. A prova será prática e/ou teórica referentes as práticas vistas pelos alunos até o momento
de sua aplicação. Tanto o roteiro das aulas de práticas, quanto o caderno de respostas serão
providenciados pelos alunos, que estarão disponíveis no site da disciplina.

Cronograma das aulas


O cronograma das aulas práticas, por turma, poderá ser encontrado no endereço eletrônico da
disciplina BAC009.
Vale frisar que o aluno(a) deverá participar das práticas apenas na turma em que se encontra
devidamente matriculado. Qualquer presença fora desse padrão deverá ser combinada com antecedência
com o professor ou por meio do e-mail da disciplina.

3
REGRAS GERAIS
• Atraso em aulas práticas – máximo de 10 minutos.
• Obrigatoriedade do uso do jaleco nas aulas práticas, calça, sapato fechado, luva e óculos de proteção.
• Em caso de falta por motivo de saúde apresentar atestado médico no prazo máximo de 72 horas corridas
a secretaria dos professores para solicitação de reposição de atividade avaliativa (norma da graduação,
Capítulo IX - Artigo 47, 48 e 49, que trata da ausência do aluno as atividades acadêmicas avaliativas).
• Os alunos que faltarem à aula prática ficarão com nota zero na avaliação da prática em que esteve
ausente, não sendo permitida ao aluno faltoso assistir a prática em outro dia ou horário.
• Entrega de relatórios e/ou trabalhos: O prazo de entrega estipulado deve ser cumprido. Em caso de
atraso, serão descontados pontos por dia de atraso.
• O aluno deverá trazer o roteiro impresso, disponível no site da disciplina, em todas as aulas.
• Após realizado o procedimento experimental:
➢ o grupo deverá deixar todas as vidrarias lavadas, os equipamentos limpos e desligados, além da
bancada organizada.
➢ Individualmente, entregar o caderno de resposta.

PROCEDIMENTOS E NORMAS DE SEGURANÇA EM LABORATÓRIO DE QUÍMICA

Abaixo estão relacionadas algumas normas que objetivam um trabalho laboratorial seguro para
você e seus colegas. Somada a essas normas, você deve utilizar sua intuição e o bom senso para
reconhecer perigos em potencial. Familiarize-se com os equipamentos de segurança do laboratório, tais
como: extintor de incêndio, cobertores para abafar fogo, chuveiro de emergência, lava olhos e caixa
de primeiros socorros, perguntando sobre sua localização e seu funcionamento ao responsável pelo
laboratório.
É de extrema importância entender que TODA SUBSTÂNCIA DESCONHECIDA É
POTENCIALMENTE PERIGOSA, ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO.
Assim, o máximo cuidado deve ser empregado ao manusear qualquer substância química. A
toxicidade das substâncias químicas varia enormemente, e nem todas as substâncias, mesmo as mais
usualmente empregadas, tiveram seus aspectos toxicológicos suficientemente estudados. Portanto, todo
cuidado é pouco. Além disso, alguns cuidados são muito importantes para uma boa prática laboratórial:

A. Estudar as experiências antes de executá-las.


B. Realizar as experiências cuidadosamente, registrando as técnicas desenvolvidas e os resultados
obtidos em um caderno apropriado.
C. Não utilizar lentes de contato durante o trabalho no laboratório. No caso de qualquer reagente
químico entrar em contato com os olhos, lavá-los com água em abundância.
D. Não fumar no laboratório.
E. Não deixar frascos de substâncias inflamáveis próximos ao fogo.
F. Em várias práticas, é necessário aquecer soluções em tubos de ensaio. Nunca aplicar calor no
fundo do tubo e deixá-lo estático. Deve-se aplicar calor na região do tubo correspondente ao nível
superior da solução e com movimentos suaves. Deve-se tomar cuidado quanto à direção para
onde o tubo está voltado, evitando colocá-lo na direção de sua face ou de um colega.
G. Realizar somente as experiências prescritas ou aprovadas pelo professor. As experiências não
autorizadas são proibidas. Não trabalhar jamais sozinho no laboratório.
H. Deve-se trabalhar com quantidades indicadas e, se possível, reduzidas de substâncias, evitando
desperdícios de reagentes, material, gás, luz, etc.
I. Não tocar os produtos químicos com as mãos, a não ser que isso lhe seja expressamente indicado.
J. Não ingerir líquidos ou alimentos dentro do laboratório. Lavar bem as mãos antes de sair.

4
K. Quando se prepara uma solução ou quando se faz uma diluição, deve ser usada a água destilada.
L. Verificar cuidadosamente o rótulo do frasco que contém um dado reagente antes de tirar dele
qualquer porção do seu conteúdo. Ler o rótulo duas vezes para se certificar de que tem o frasco
certo.
M. Deve-se tomar o máximo de cuidado para não contaminar os reagentes. As substâncias que não
chegarem a ser usadas nunca devem ser colocadas de volta no frasco de onde foram retiradas. Por
isso, procure retirar apenas alíquotas suficientes para o uso.
N. A abertura, bem como a manipulação de frasco contendo substâncias que produzem vapores
deve ser realizada na câmara de exaustão (capela). Todas as reações onde houver desprendimento
de gases tóxicos deverão ser executadas também na capela, assim como a evaporação de
soluções ácidas, básicas e amoniacais.
O. Quando não se sabe a voltagem de um aparelho, deve-se ler a placa indicativa ou procurar saber
com o professor ou técnico responsável. Na dúvida, sempre ligue o aparelho na tomada de 110 V.
P. Manter sempre limpa a aparelhagem e a mesa de trabalho. Evitar derramamentos, mas, caso
ocorra, efetuar a limpeza imediatamente. Havendo quebra de material por motivos alheios
ao desenvolvimento da prática, o responsável deverá repor o equipamento.
Q. Ao deixar o laboratório, verificar se as torneiras de gás estão fechadas e se todos os equipamentos
utilizados estão devidamente desligados.
R. Se ocorrer algum acidente, chamar o professor imediatamente.
S. É expressamente proibida a retirada de vidrarias, materiais ou reagentes dos laboratórios pelos
alunos, salvo em casos em que haja requerimento pelo professor, formal e por escrito,
encaminhado ao setor responsável.

5
AULA EXPERIMENTAL 01: INTRODUÇÃO AO LABORATÓRIO

Laboratório é um local destinado ao estudo experimental de qualquer ramo da Ciência. Nesta aula
você conhecerá o Laboratório de Química Geral onde fará, talvez, o seu primeiro contato com materiais,
reagentes, aparelhos, equipamentos e métodos de trabalho químico.
Os conhecimentos, as habilidades e atitudes que você desenvolverá serão úteis, não apenas
durante o seu curso de graduação, mas, também, no exercício de suas atividades profissionais.
Os demais laboratórios do departamento têm estrutura e funcionamento semelhantes, mesmo não
sendo da área da Química.
Nos laboratórios de ensino, além das aulas práticas, são realizadas outras atividades que
contribuem para o aprimoramento dos estudantes: monitorias, estágios e pequenos projetos de pesquisa.
Os laboratórios de pesquisa, ou de uma indústria, são semelhantes aos laboratórios de ensino, mas
diferem nas finalidades e em outras particularidades.
Para se trabalhar em qualquer laboratório é imprescindível seguir algumas normas de conduta,
para não colocar em risco os usuários, as instalações e equipamentos, e o meio ambiente. Num
laboratório de química são utilizados materiais perigosos, o que requer uma atenção especial em relação
à segurança.
A adoção de medidas de segurança no trabalho é uma exigência legal: todas as instituições, a
partir de um número mínimo de trabalhadores, são obrigadas a constituir uma Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes (CIPA), encarregada de planejar, implantar e manter seu sistema específico de
segurança.
No nosso curso prático enfatizaremos a Segurança no Trabalho e a preservação do meio
ambiente. Você conhecerá as normas gerais de segurança para os laboratórios de ensino de química e
habituará a trabalhar de acordo com elas. Os procedimentos específicos serão abordados no transcorrer
de cada aula e em cada experiência.
O trabalho de rotina do laboratório é bastante diversificado:
− administração das atividades do laboratório;
− manutenção das instalações e dos aparelhos;
− controle e reposição de materiais e de reagentes;
− montagem de aulas práticas;
− preparação de materiais, soluções e montagens;
− lavagem do material utilizado;
− tratamento e descarte de refugos (lixo químico);
− limpeza do laboratório, etc.

Portanto, conhecer as instalações, a organização, o funcionamento e os equipamentos do nosso


laboratório é preparar-se para atuar em outros laboratórios e preparar-se para as atividades experimentais
de sua profissão.

Objetivos
− Conhecer a organização e o funcionamento do laboratório.
− Conhecer as instalações do laboratório.
− Conhecer os equipamentos e materiais do laboratório.
− Conhecer as Normas Gerais de Segurança.

6
Procedimento Experimental

1- Apresentação do laboratório
O professor apresentará:
a) as informações sobre o curso prático, a rotina das aulas, as normas do laboratório, etc.
b) o laboratório (instalações, organização, sistemas: elétrico, hidráulico, de gás, de exaustão, de
segurança).
c) informações sobre Segurança no Trabalho (normas gerais de segurança e sistema de segurança do
laboratório).
d) os aparelhos, equipamentos e materiais do laboratório.

2- Reconhecimento das instalações e equipamentos do laboratório pelos alunos


Os alunos examinarão as instalações, os aparelhos e os materiais apresentados.

a) Localize no laboratório:
- o quadro de avisos (para divulgação de avisos).
- o chuveiro e o lavador de olhos (equipamentos de segurança).
- a capela (para trabalhar com materiais voláteis).
- o destilador (para a obtenção de água destilada).
- a saída de emergência.

b) Examine os equipamentos e materiais colocados nas bancadas.

Procure reconhecer cada aparelho ou material e conhecer a sua utilidade. No APÊNDICE 1 são
listados os equipamentos de uso mais frequente em laboratórios químicos. Existem mais
informações disponíveis no site.

7
AULA EXPERIMENTAL 02: IDENTIFICAÇÃO DE AMOSTRAS SÓLIDAS

PARTE (A): DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE

A densidade é a relação massa/volume de um corpo, e é uma propriedade física útil, inclusive na


identificação de substâncias e materiais. Nesta aula você determinará a densidade de amostras sólidas e
isso lhe proporcionará a oportunidade de utilizar a balança, os aparelhos volumétricos e, adicionalmente,
exercitar-se no uso dos algarismos significativos.

As massas serão determinadas em uma balança elétrica, que deve ser manipulada com todo
cuidado:
- Sempre zere uma balança antes de efetuar uma pesagem.
- Nunca ultrapasse sua capacidade.
- Não pese pós ou líquidos diretamente no prato; use um recipiente adequado.
- Em caso de derramamento, limpe imediatamente a balança.
- Terminada a operação, desligue a balança.
- Para as balanças que fornecem o valor da medida em visor, atribua o desvio ± 1 ao dígito de menor
ordem de grandeza, caso não haja nenhuma informação no aparelho.

Os aparelhos de medida de volume que você utilizar devem estar limpos e secos. Lave-os com
uma pequena porção do líquido a ser medido (fazer ambiente) antes de usá-lo, para evitar contaminação
ou diluição. Os líquidos de lavagem devem ser descartados.

Expresse as medidas de massa e de volume com a unidade adequada e o número correto de


algarismos significativos.

- Atribua às medidas feitas na balança um erro de ± 1 para o algarismo de menor ordem de grandeza
(último algarismo decimal).
- Para os aparelhos de medida de volume, verifique a menor divisão da escala do aparelho, calcule o
desvio avaliado e use-o para encontrar o algarismo duvidoso da medida.
- No caso dos aparelhos volumétricos, deve-se consultar o catálogo do fabricante para conhecer o erro do
aparelho.

O valor calculado para a densidade deve ter, também, a unidade e o número de algarismos
escritos corretamente.

OBJETIVOS

Objetivo da experiência: o problema a ser resolvido nesta experiência é o da identificação de


amostras sólidas maciças através do cálculo das suas densidades.

Objetivos de ensino: determinar a massa de substâncias sólidas utilizando uma balança.


Determinar o volume de uma amostra líquida usando uma proveta. Determinar o volume de uma amostra
de substância sólida maciça através do volume deslocado de um líquido em uma proveta. Fazer um
gráfico e determinar o coeficiente angular de uma reta. Fazer operações aritméticas usando corretamente
algarismos significativos.

8
MATERIAIS E REAGENTES

- Balança analítica
- Proveta
- Pisseta com água destilada
- Amostras sólidas

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1) Escolher a proveta adequada para o experimento;


Para realizar a experiência, será necessário o uso de uma proveta de volume total adequado ao tamanho
das amostras sólidas maciças cujas densidades deverão ser determinadas. Esta proveta deverá ser obtida
diretamente do seu local de armazenamento no laboratório.
2) Observe as amostras e anote as suas características;
3) Pesar as amostras;
Inicialmente, as amostras sólidas maciças e secas deverão ser pesadas. Para isso, ANTES DE UTILIZAR
A BALANÇA INDICADA POR SEU PROFESSOR, LEIA AS INSTRUÇÕES PARA USO e, então,
pese cada uma das amostras, anotando os valores obtidos.
4) Determine o volume de cada amostra;
- Inicialmente, com o auxílio de um frasco lavador, coloque água na proveta até aproximadamente a
metade da sua capacidade total; (use quantos algarismos significativos forem necessários, considerando o
limite de erro da proveta e a casa correspondente ao algarismo duvidoso).
- A seguir, introduza na proveta a amostra sólida maciça previamente pesada. Para isto, incline a proveta,
evitando assim que a amostra desça bruscamente de encontro ao fundo, espirrando água para fora da
proveta ou mesmo quebrando-a. Através de leves batidas na lateral da proveta, faça com que quaisquer
bolhas de ar eventualmente retidas nas paredes da amostra se desprendam. Só então anote o volume total
(água + amostra). Realize esses processos de pesagem e de determinação de volume para todas as
amostras recebidas.
- Determine o volume das amostras sólidas;
- Ao terminar tudo, lave e seque os equipamentos de vidro utilizados e os retorne aos seus locais de
armazenamento. Devolva as amostras utilizadas ao seu professor e limpe a bancada.
5) Determine a densidade da amostras;
- Caso as amostras sejam cada uma de uma substância ou material diferente, determine suas
densidades simplesmente calculando-as através da equação específica para isso. Independentemente do
modo como a determinação de densidade é feita, lembre-se de usar as regras de operações com
algarismos significativos. (Caso as amostras, cujos volumes e massas foram medidos, forem de um
mesmo material, determine a densidade das amostras a partir do coeficiente angular de um gráfico de
massa em função do volume).
- Compare os valores de densidade obtidos com aqueles contidos na tabela Apêndice 2, assim, identifique
a(s) substância(s) ou material(is) das amostras estudadas.

IMPORTANTES OBSERVAÇÕES REFERENTES A MEDIDAS EXPERIMENTAIS:

9
Medir é comparar a magnitude de uma grandeza com a magnitude de um padrão arbitrário
(unidade de medida). O valor determinado para a grandeza é sempre afetado por erros. As fontes de
incerteza são o aparelho utilizado, o sistema e o operador.

A incerteza pode ser expressa pelo erro absoluto, erro relativo ou erro percentual.

Erro absoluto = diferença entre o valor da grandeza e o da medida. Erro relativo = erro absoluto
dividido pelo valor da medida.
Erro percentual = erro relativo multiplicado por cem.

Usualmente, não há necessidade de explicitar o erro, mas uma medida deve, sempre, ser
expressa com o número correto de algarismos e a unidade.
Nas medidas comuns pode-se ter uma ideia da exatidão da medida, sem explicitar o erro,
utilizando os algarismos significativos.

Os algarismos significativos são aqueles lidos no aparelho.

A medida (15,30 ± 0,02) mL deve ser expressa como 15,30 mL e não como 15,3 mL ou 15,300
mL. A ordem de grandeza do erro define o número de algarismos que expressa a medida: se o erro é 0,02
mL, o aparelho mede centésimos de mL e o valor da medida deve conter 2 casas após a vírgula.
A capacidade de um aparelho de medida de volume é o volume máximo de líquido que pode ser
medido de uma só vez. Geralmente a capacidade está gravada no aparelho.
Não use um aparelho de capacidade inferior ao valor da medida: medindo 2 vezes erra-se mais.
Não use aparelho com capacidade muito superior ao valor da medida: prefira um aparelho com
capacidade igual ou ligeiramente superior.
Os aparelhos denominados volumétricos (balão volumétrico e pipeta volumétrica) medem apenas
o volume igual à capacidade do aparelho, porém com grande exatidão. São empregados
principalmente em química analítica. O erro que afeta estes aparelhos deve ser determinado
experimentalmente ou, o que é mais cômodo, consultando o catálogo do fabricante.
Os aparelhos graduados (proveta, bureta e pipeta graduada) medem volumes iguais à capacidade
do aparelho e frações da capacidade, de acordo com a escala.
Os erros que afetam as medidas executadas nos aparelhos graduados podem ser calculados a
partir da escala. Considera-se a metade da menor divisão da escala (desvio avaliado) como sendo o erro
(máximo) que afeta as medidas executadas no aparelho.
Para calcular o desvio avaliado (erro) de um aparelho graduado utilize a seqüência abaixo:
Quanto menor for o erro que afeta uma medida, maior será a sua exatidão. A exatidão refere-se à
concordância do valor da grandeza com o valor da medida. Exatidão = diferença entre o valor da grandeza
e o valor da medida.
Nos casos em que o conhecimento da incerteza for importante, ela deve ser expressa junto
com a medida. Por exemplo: (15,30 ± 0,02) mL.
Uma proveta cuja menor divisão é 1 mL terá um desvio avaliado de 0,5 mL e este será o erro
atribuído a todas as medidas efetuadas nela. Portanto, os valores das medidas nela efetuadas, deverão ter,
obrigatoriamente, 1 algarismo após a vírgula.
O valor de uma medida pode ser afetado por erros do operador ou do aparelho de medida. Os
erros do operador são minimizados se forem observados os cuidados abaixo:

10
- os aparelhos de medida requerem limpeza esmerada para evitar que parte do líquido a ser vertido fique
aderido às paredes;
- devem ser lavados 3 vezes com pequenos volumes do líquido a ser medido, para evitar contaminação
ou diluição;
- os aparelhos de medida não devem ser secados em estufa, para que não fiquem descalibrados;
- nas medidas de volume, considere o menisco inferior como referência. Se o líquido for fortemente
colorido e isso não for possível, use o menisco superior;
- faça as medidas colocando a marca da graduação, o menisco e seus olhos na mesma linha, para evitar
erro de paralaxe.

Erro de paralaxe – Leitura de uma bureta (a) A estudante olha a bureta de uma posição acima da
linha perpendicular a ela e faz uma leitura (b) de 12,58 mL (c) A estudante olha a bureta de uma posição
perpendicular a ela e faz uma leitura (d) 12,62 mL (e) A estudante olha a bureta de uma posição abaixo da
linha perpendicular a ela e faz uma leitura (f) 12,67 mL. Para se evitar o problema de paralaxe, as leituras
da bureta devem ser feitas consistentemente sobre a linha perpendicular a ela, como mostrado em (c) e
(d).

PARTE (B): IDENTIFICAÇÃO DE SÓLIDOS METÁLICOS POR ANÁLISE QUALITATIVA.

OBJETIVOS

Objetivo da experiência: o problema a ser resolvido nesta experiência é o da identificação de


sólidos metálicos através de reações químicas específicas que indicam os tipos de cátions resultantes da
reação dos sólidos com ácidos.

11
Objetivos de ensino: medir massa e volume de substâncias e/ou suas misturas através do uso
de balança e proveta, respectivamente. Observar reações químicas em tubos de ensaio e relatar o
observado. Realizar algumas reações químicas que podem ser utilizadas para indicar a presença de
certos íons em uma solução aquosa. Expressar reações químicas na forma de equações químicas
corretamente balanceadas.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Como já foi visto anteriormente, a identidade de um sólido metálico pode ser investigada através
da determinação de sua densidade. Entretanto, nem sempre se consegue ter plena certeza da identidade
de um sólido usando somente o valor de densidade determinado. Assim, como opção adicional à
determinação da densidade do sólido, é possível se utilizar a análise química qualitativa. Isto é o que se
fará nesta experiência.
Para total sucesso na realização do experimento, conceitos sobre as reações de metais
com ácidos, reações de oxirredução, potenciais padrões de eletrodo, ácidos oxidantes e não
oxidantes, definições de equações químicas, análise química qualitativa.

REAÇÕES QUÍMICAS IMPORTANTES NO EXPERIMENTO


E0 = POTENCIAL DE REDUÇÃO

● Metais com E° (Mz+) < E° (H+/H2) reagem com HCl liberando gás hidrogênio:
M(s) + zHCl(aq) → Mz+(aq) + zCl(aq) + z/2H2(g) Equação 1

● Metais com E°(Mz+) > E°(H+/H2) somente reagem com ácidos oxidantes segundo as reações
químicas não balanceadas:
M(s) + HNO3(aq) → M(NO3)z(aq) + NO2(g) + H2O(l) ou NO. Equação 2
● Caso ele seja oxidado pelos íons H+ e NO3-:
Al + 6HNO3 → Al(NO3)3 + 3NO2 + 3H2O Equação 3
M(s) + H2SO4(aq) → M2/z(SO4)z(aq) + SO2(g) + H2O(l) Equação 4

No caso íons metálicos, é possível identificar muitos deles através do tratamento da solução
iônica com uma solução básica (geralmente solução aquosa de hidróxido de sódio – NaOH), visto que
muitos dos hidróxidos metálicos são muito pouco solúveis, aparecendo, portanto, na forma de
precipitados com colorações e propriedades características. A reação desses íons metálicos com íons
hidroxila pode ser representada pela seguinte equação químic
Mz+(aq) zOH-(aq) → M(OH)z(s) Equação 5

Os metais cujos íons podem ser identificados pela reação acima são:

• FERRO – Fe3+: a presença deste íon é indicada pela formação de um precipitado marrom
avermelhado gelatinoso de hidróxido de ferro (III) – Fe(OH)3 – que é insolúvel em excesso de solução
básica, mas reage com soluções ácidas formando um sal solúvel.
• ZINCO – Zn2+: a presença deste íon é indicada pela formação de um precipitado branco de
hidróxido de zinco – Zn(OH)2 – que reage com facilidade com excesso da solução, formando o íon
zincato – Zn(OH)42- - que é solúvel.
• COBRE – Cu2+: a presença deste íon é indicada pela formação de um precipitado azul de
hidróxido de cobre (II) – Cu(OH)2 – que continua insolúvel em excesso moderado da solução básica.

12
• CROMO – Cr3+: a presença deste íon é indicada pela formação de um precipitado cinza de
hidróxido de cromo(III) – Cr(OH)3 – que, em excesso da solução básica a frio, forma uma solução verde
de cromito de sódio – NaCrO2(aq) – que é solúvel.
• ALUMÍNIO – Al3+: a presença deste íon é indicada pela formação de um precipitado branco de
hidróxido de alumínio – Al(OH)3 – se solubiliza em excesso da solução básica, pela formação do
aluminato de sódio – NaAlO2(aq) – que é solúvel.
• COBALTO – Co2+: a presença deste íon é indicada, inicialmente pela própria cor de sua solução
aquosa, cor-de-rosa, coloração esta apresentada por todos os sais de cobalto em solução aquosa (o cobalto
só reage com ácido quando se tem uma mistura aquosa de HCl e HNO3, conhecida como água régia). A
adição de solução básica a frio leva à formação de um precipitado azul, o sal básico – CoCl(OH).
Adicionando-se excesso de solução básica e fervendo-se a mistura, há a formação de hidróxido de
cobalto(II) – Co(OH)2 – um precipitado rosado.
Note que, apesar dos íons zinco e alumínio levarem à formação de precipitados brancos, na
presenção de solução básica, os mesmos podem ser diferenciados facilmente através de um teste
adicional. Isto porque Zn(OH)2 reage com uma solução aquosa de cloreto de amônio – NH4Cl(aq) – e
Al(OH)3 não reage; o produto da reação do hidróxido de zinco com o cloreto de amônio é o íon complexo
tetraminzinco – Zn(NH3)42+(aq).

MATERIAIS E REAGENTES

- Amostras metálicas
- Tubos de ensaio HNO3 6,0 mol.L-1
- NaOH 6,0 mol.L-1
- Pipeta descartável ou conta-gotas
- Suporte para tubos

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Para a resolução do problema experimental, o professor fornecerá algumas amostras metálicas (2 ou


3), as quais deverão ser identificadas a partir da observação da reação de seus cátions com íons
hidroxila. Naturalmente os metais possíveis restringem-se a aqueles tratados no item anterior.

1) Anotar as características da amostra


2) Identificar o sólido metálico:

A identificação dos sólidos metálicos deverá ser feita da seguinte forma:

- Coloque num tubo de ensaio pequeno (Figura 1) cerca de 10 mg da amostra metálica e depois
adicione lentamente cerca de 1,5 mL de HNO3 6 mol L-1 (cuidado: a adição deste ácido deve ser
lenta).
A solução ácida deve ser manipulada com luvas, assim como as soluções básicas.

13
Figura 1: Modelo de tubos de ensaio.

- Espere que todo material se oxide e, então, goteje, usando um conta-gotas, solução aquosa de hidróxido
de sódio – NaOH 6 mol L-1 – até o aparecimento de alguma transformação. ESTEJA ATENTO PARA
OBSERVAR TUDO QUE OCORRE NO SISTEMA REACIONAL.
- A partir das transformações observadas, procure identificar as amostras metálicas e relate no caderno de
respostas o resultado obtido.
- Ao terminar a experiência, lave, segundo orientação do professor, todo material utilizado e limpe a
bancada. Converse com o professor onde deverão ser descartados os resíduos gerados. Ao encerrar todo
trabalho experimental, sempre lave as mãos para evitar qualquer contaminação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SILVA, R. R.; BOCCHI, N. & ROCHA-FILHO, R. C. Introdução à química experimental. São Paulo:
McGraw-Hill, 1990.
GREENWOOD, N. N. & EARNSHAW, A. Chemistry of the elements. Oxford: Pergamon Press, 1984.
PEQ – PROJETOS DE ENSINO DE QUÍMICA. Experiências de química. São
Paulo: Moderna, 1971, pp. 212-220.
RUSSEL, J. B. Química Geral. V. 1. Trad. de Márcia Guekezian, Maria Cristina Ricci, Maria Elisabeth
Brotto, Maria Olívia A. Mengod, Paulo César Pinheiro, Sonia Braunstein Faldini e Wagner José
Saldanha. 2a ed., São Paulo: Pearson Makron Books, 1994, pp. 594-604.
VOGEL, I. Química Analítica Qualitativa. Trad. de Antonio Gimeno. 5a ed., São
Paulo: Mestre Jou, 1981.
SILVA, R. R.; BOCCHI, N. & ROCHA-FILHO, R. C. Introdução à química experimental. São
Paulo: McGraw-Hill, 1990.

14
AULA EXPERIMENTAL 03: DETERMINAÇÃO DA ACIDEZ NO VINAGRE POR
TITULAÇÃO

OBJETIVOS
Objetivo da experiência: o problema a ser resolvido nesta experiência é o da determinação da
concentração de uma solução ácida utilizando uma solução padrão básica.
Objetivos de ensino: Tomar volumes pré-determinados de líquidos usando uma pipeta
volumétrica. Medir volumes de porções de líquidos usando uma bureta. Aferir o volume nominal de
pipetas volumétricas. Utilizar reações químicas para a determinação da concentração de uma solução
ácida a partir de uma solução alcalina aplicando conceitos de estequiometria. Expressar reações
químicas na forma de equações químicas corretamente balanceadas. Utilizar indicadores ácido- base para
identificar o ponto de equivalência numa titulação.

CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Para total sucesso na realização do experimento, conceitos sobre balanceamento de equações
químicas, estequiometria, reações de neutralização, titulação, padrões primários e secundários utilizados
em química e indicadores ácido-base devem ser revistos antes da execução do experimento. Conteúdos
já estudados durante o ensino médio.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
- Erlenmeyer (125 ou 250 mL)
- Bureta (25 mL)
- Pêra
- Béquer (50 mL)
- Pipeta (2 mL)
- Fenolftaleína NaOH 0,1 mol.L-1
- Vinagre
- Suporte universal
- Garra para bureta

Procedimento:

1) Preparo da bureta
● Inicialmente, faça ambiente na bureta com uma solução de NaOH 0,1 mol L-1 . Em seguida,
prenda a bureta no suporte universal e complete com uma solução de NaOH 0,1 mol L -1
previamente preparada e padronizada pelos técnicos. Em seguida, acerte o nível da solução
na marca zero da bureta, retirando todo o ar presente na bureta, como orientado pelo professor.
2) Preparo da amostra
● Pipete 2 mL de vinagre em 2 erlenmeyers. Adicione em cada erlmenmeyer cerca de 25 mL de
água destilada e, a seguir, 5 gotas de fenolftaleína.
3) Titulação
● Posteriormente, titule cada uma das soluções de vinagre com a solução padronizada de
NaOH, sob agitação constante, até que uma mudança na coloração da solução contida no
erlenmeyer seja observada. Por fim, anote o volume de NaOH consumido na titulação levando-
se em consideração o número exato de algarismos significativos expressos pela bureta.

15
● A partir do volume de NaOH consumido, concentração da solução de NaOH, reação química
balanceada e volume de vinagre, determine a concentração em quantidade de matéria de ácido
acético presente no vinagre utilizando as regras de arredondamento. Por fim, lave toda vidraria e
material de laboratório conforme orientação do professor.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SILVA, R. R.; BOCCHI, N. & ROCHA-FILHO, R. C. Introdução à química
experimental. São Paulo: McGraw-Hill, 1990.
BORTOLI, M. M. Apostila de práticas de laboratório de química. Medianeira: UTFPR, 2004.
BASSET, J.; DENNEY, R.C.; JEFFERY, G. H.; MENDHAM, J. Análise inorgânica Quantitativa -
VOGEL. 4a ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1981

16
AULA EXPERIMENTAL 04: EQUILÍBRIO QUÍMICO

INTRODUÇÃO
Henri Louis Le Chatelier, cientista francês, enunciou o princípio geral do deslocamento de
equilíbrios químicos: “Quando uma força atua sobre um sistema em equilíbrio químico, este se desloca
no sentido de anular a força aplicada.” Esse é o “princípio da fuga entre a força”, de Le Chatelier. A
concentração, a pressão e a temperatura são as “forças” que atuam sobre os equilíbrios químicos. Neste
experimento, serão estudados os deslocamentos de equilíbrios químicos em função da concentração das
espécies químicas em solução, fato que indiretamente comprova a existência do equilíbrio:
a) Quando se aumenta a concentração de um dos componentes do equilíbrio ele se desloca no sentido de
consumir o reagente adicionado.
b) Quando se diminui a concentração de um dos componentes do equilíbrio ele se desloca de forma a
repor o componente retirado.
Um dos equilíbrios que mais é utilizado para a demonstração experimental do equilíbrio-
químico é representado pela equação química abaixo:

FeCl3(aq) + 3NH4SCN(aq) ↔ Fe(SCN)3(aq) + 3NH4Cl(aq)


(vermelho)

Como o Fe(SCN)3 é um sal solúvel de cor vermelha característica, é fácil concluir que,
deslocando-se o equilíbrio para a direita, ocorrerá uma intensificação na cor vermelha. Outro equilíbrio
bastante interessante para observações experimentais é aquele entre cromatos (soluções amarelas) e
dicromatos (soluções alaranjadas), em solução aquosa. Dissolvendo uma certa quantidade de dicromato
de potássio em água, ocorrerá a dissolução do sal: O ânion Cr2O7– e a água entram em equilíbrio:

Cr2O7 2–(aq) + H2O(l) ↔ 2CrO42-(aq) + 2H+(aq)


(alaranjado) (amarelo)

Deslocando-se o equilíbrio para a direita, o meio se tornará amarelo; deslocando-o para a


esquerda, alaranjado. Obs.: Se os reagentes NH4SCN e o FeCl3 estiverem em concentração maior que a
necessária, as colorações ficarão muito intensas e nenhum efeito visual será observado pois a
mudança de um vermelho forte para um vermelho mais forte ainda, é difícil de ser diferenciado

OBJETIVOS
Associar o conceito de reversibilidade de uma reação a algo perceptível visualmente. Isto será
realizado deslocando-se sistemas em equilíbrio, nos quais participam substâncias de coloração
característica.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Materiais e Reagentes:
- Proveta (50 mL) Tubos de ensaio
- Solução de HCl 0,1 mol.L-1
- solução de NaOH 0,1 mol.L-1
- K2Cr2O7
- K2CrO4
- FeCl3 0,05 mol.L-1
- NH4Cl sólido

17
- NH4SCN sólido
- Pipetas descartáveis ou conta-gotas

Parte A
Com o auxílio de uma proveta, medir 1 mL de solução de FeCl3 0,05 mol L-1, 1 mL de solução
de NH4SCN e 18 mL de água destilada. Misture tudo em um béquer 50 mL, agite e observe e anote a
cor.
Posteriormente, numerar 4 tubos de ensaio e colocar 10 mL da solução 1 em cada tubo de
ensaio. Ao tubo 1, adicionar 2 mL de solução de FeCl3 0,05 mol L-1 , agitar e observar a coloração obtida
com a cor da solução do tubo 4. Ao tubo 2, acrescentar uma pequena quantidade de NH4SCN sólido e
agitar. Em seguida comparar sua cor com a solução do tubo 4. Ao tubo 3, adicionar uma pequena
quantidade de NH4Cl sólido, em seguida agitar e comparar a cor obtida com o tubo 4.

Parte B
Para realizar a parte B do experimento, lavar os tubos de ensaio e manter a numeração de 1 a 4.
Nos tubos 1 e 2 colocar a solução de K2CrO4 até 1/8 do volume; aos tubos de 3 e 4 adicionar a mesma
quantidade de K2Cr2O7.
Ao tubo 1, colocar cerca de 3 mL de HCl a 5%, agitar e comparar com a solução do tubo 2. Ao
tubo 3, colocar cerca de 3 mL de NaOH a 5%, agitar e comparar com a solução do tubo 4.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. CHANG, R. Química geral: conceitos essenciais. 4a ed. São Paulo: Mac Graw Hill, 2006.
2. http://quimicanapratica.wordpress.com/2009/12/09/equilibrio-quimico/. Síte acessado em
29/09/2010.

18
AULA EXPERIMENTAL 05: CINÉTICA QUÍMICA

INTRODUÇÃO

Existe um ramo na ciência que estuda a velocidade das reações químicas e os fatores que a
influenciam, é a chamada Cinética Química. Pode se definir reações químicas como sendo um conjunto
de fenômenos nos quais duas ou mais substâncias reagem entre si, dando origem a diferentes
compostos. Equação química é a representação gráfica de uma reação química, onde os reagentes
aparecem no primeiro membro, e os produtos no segundo. O conhecimento e o estudo das reações, além
de ser muito importante estão relacionadas e aplicadas ao nosso dia a dia. A velocidade de uma reação é
a rapidez com que os reagentes são consumidos ou rapidez com que os produtos são formados. A
combustão de uma vela e a formação de ferrugem são exemplos de reações lentas. Na dinamite, a
decomposição da nitroglicerina é uma reação rápida. As velocidades das reações químicas são
determinadas através de leis empíricas, chamadas leis da velocidade, deduzidas a partir do efeito da
concentração dos reagentes e produtos na velocidade da reação. As reações químicas ocorrem com
velocidades diferentes e estas podem ser alteradas, porque além da concentração de reagentes e produtos,
as velocidades das reações dependem também de outros fatores como:

CONCENTRAÇÃO DE REAGENTES: quanto maior a concentração dos reagentes maior será a


velocidade da reação. Para que aconteça uma reação entre duas ou mais substâncias é necessário que as
moléculas se choquem, de modo que haja quebra das ligações com conseqüente formação de outras
novas. O número de colisões irá depender das concentrações dos reagentes presentes no sistema
reacional. É fácil perceber que devido a uma maior concentração haverá aumento das colisões entre as
moléculas.

PRESSÃO: quando se aumenta a pressão de um sistema gasoso, aumenta-se a velocidade da reação.


Aumentando-se a pressão há diminuição do volume no recipiente, intensificando as colisões das
moléculas e em consequência ocorrerá um aumento na velocidade da reação.

TEMPERATURA: quando se aumenta a temperatura de um sistema, ocorre também um aumento na


velocidade da reação. Aumentar a temperatura significa aumentar a energia cinética das moléculas. No
nosso dia-a-dia podemos observar esse fator quando estamos cozinhando e aumentamos a chama do
fogão para que o alimento atinja o grau de cozimento mais rápido.

CATALISADORES: os catalisadores são substâncias que aceleram o mecanismo sem sofrerem


alteração permanente, isto é, durante a reação eles não são consumidos. Os catalisadores permitem que a
reação tome um caminho alternativo, que exige menor energia de ativação, fazendo com que a reação se
processe mais rapidamente. É importante lembrar que um catalisador acelera a reação mais não aumenta
o rendimento, ou seja, ele produz a mesma quantidade de produto, mas num período de menor tempo.

OBJETIVOS

19
Objetivo da experiência: através das leis de velocidade, o experimento tem por objetivo
determinar a ordem de reação do tiossulfato de sódio e do ácido clorídrico. Além disso, também se tem
por objetivo verificar a influência da temperatura na velocidade de uma reação utilizando-se a equação
de Arrhenius.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Materiais e Reagentes
Béqueres,
Papel escuro ou preto
Na2S2O3, 0,3 mol.L-1
HCl, 2,0 mol.L-1,
Termômetro
Na2S2O3 1,0 mol.L-1,
Gelo
HCl 0,3 molL-1.

Neste experimento estudaremos a reação do tiossulfato com ácido:


S2O32-(aq) + 2H+(aq) --> S(s) + SO2(g) + H2O(l)

PARTE A:
Para cada uma das combinações, adicione em um béquer de 10 mL os volumes indicados na
tabela e agite.

Tabela 01: Diluições da solução de Na2S2O3 0,3 mol L-1


Combinação Volume Na2S2O3 0,3 mol L-1 / mL Volume H20 / mL

1 8 0

2 6 2

3 5 3

4 4 4

5 3 5

Faça uma marca preta sobre um papel branco e coloque o béquer em cima. A visibilidade da tira
de papel servirá como indicador do tempo necessário para que se forme uma determinada quantidade de
enxofre. Adicione em um dos béqueres 1 mL de solução de HCl 2 mol L-1. Imediatamente comece a
contagem do tempo. Agitando a mistura continuamente, marque o tempo necessário para que a marca
preta no papel não seja mais visível olhando de cima para baixo. Repita o procedimento anterior para as
demais combinações, anotando os tempos correspondentes.

20
PARTE B:
Determinação da ordem de reação para o ácido: Para cada uma das combinações, adicione
num béquer de 25 mL os volumes indicados na tabela e agite.

Tabela 02: Diluições da solução de HCL 0,3 mol L-1


Combinações Volume HCL 0,3 mol.L-1 / mL Volume H2O / mL

1 15 0

2 5 10

3 3 12

4 1 14

Adicione em um dos béqueres 5 mL de solução de tiossulfato de sódio 1 mol L-1 e


imediatamente, inicie a contagem do tempo. Marque o tempo necessário para que a marca preta no papel
se torne invisível. Repita o procedimento anterior para as demais combinações, anotando os respectivos
tempos.

PARTE C:

Efeito da temperatura: Prepare um banho de água fria entre 10 °C e 15 °C adicionando gelo aos
poucos numa cuba com água até alcançar a temperatura desejada. Esta temperatura deverá ser mantida
constante durante todas as medidas, o que pode ser feito adicionando-se pequenas porções de gelo aos
poucos toda vez que a temperatura começar a subir. Repita o procedimento descrito no item da
determinação da ordem de reação para o tiossulfato para as combinações 1, 3 e 5, observando o
seguinte: coloque o béquer no banho de água, espere alguns minutos para que a temperatura atinja um
valor constante. A solução do ácido deve ser resfriada antes da adição.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. CHANG, R. Química geral: conceitos essenciais. 4a ed. São Paulo: Mac Graw
Hill, 2006.
2. BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E. & BURDGE, J. L. “Química: a ciência central. 9a
ed. Trad. de Robson Mendes Matos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
3. http://www.brasilescola.com/quimica/cinetica-quimica.htm. Sítio acessado em 22 de outubro de
2010

21
AULA EXPERIMENTAL 06: ELETROQUÍMICA (PILHA DE CONCENTRAÇÃO)

INTRODUÇÃO

A pilha eletroquímica é um sistema constituído por anodo (eletrodo onde ocorre a oxidação),
catodo (eletrodo onde ocorre a redução), eletrólito (condutor iônico) e condutor metálico (condutor de
corrente elétrica). É caracterizada por uma diferença de potencial entre seus eletrodos que resulta na
transformação de energia química em energia elétrica. O material do anodo é oxidado, produzindo
cátions e elétrons. Os cátions dissolvem-se na solução, enquanto os elétrons fluem pelo condutor
elétrico. No catodo, os cátions da solução eletrolítica reduzem e se depositam sobre a superfície desse
eletrodo. Para permitir o funcionamento da pilha, é necessário introduzir uma ponte salina a fim de repor
os íons nos eletrólitos. A movimentação de íons em solução viabiliza a condução de corrente elétrica no
circuito. O processo é contínuo, até que certas condições não sejam mais favoráveis para sua
manutenção.
Existe um tipo de pilha na qual os eletrodos são feitos do mesmo metal. A diferença de
potencial, neste caso, ocorre quando o catodo e o anodo estão em contato com soluções de seus íons que
possuem diferentes concentrações. Esta é chamada pilha de concentração iônica. De acordo com o
equilíbrio:
Mn+(aq) + ne- ↔ M(s)
pode-se verificar que, em cada eletrodo, diminuindo a concentração de íons, há deslocamento do
equilíbrio no sentido inverso, aumentando a tendência de perda de elétrons por parte do metal. Assim, o
eletrodo imerso na solução mais diluída será o anodo e o eletrodo imerso na solução mais concentrada
será o catodo. Os elétrons escoarão, pelo condutor, do anodo para o catodo.

OBJETIVOS

Objetivos da experiência: o experimento tem por objetivo principal montar uma pilha de
concentração. Além disso, vocês terão como objetivos secundários identificar anodo, catodo, anolito,
catolito. Também deverão identificar qual a função da ponte de cloreto de potássio e da adição da
solução de NaOH ao segundo experimento. Por fim, deverão explicar porque a diferença de potencial e a
corrente diminuem à medida que a reação se processa.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Materiais Necessários

Dois recipientes rasos de plástico Solução de CuSO4 1,0 mol L-1


Filtro de papel e conta gotas, solução de CuSO4 0,1 mol L-1
Duas moedas em cobre (R$ 0,05)
Solução de KCl saturado
Solução de NaOH 0,1 mol L-1
Multímetro
Adicione três gotas da solução de sulfato de cobre 1,0 mol L-1 no centro de um recipiente, e, no
centro do outro, três gotas da solução de sulfato de cobre 0,1 mol L-1. Em seguida, coloque um
recipiente raso junto ao outro e coloque uma tira de papel-filtro de modo que cada ponta do papel fique

22
em contato com uma solução, como uma ponte. A figura 1 mostra uma representação esquemática para a
montagem do sistema experimental.

Figura 1: Representação esquemática para a montagem do sistema experimental.

Coloque uma moeda em cada centro dos recipientes e adicione gotas da solução decloreto de
potássio no papel-filtro até que fique totalmente umedecido. Posteriormente, meça a diferença de
potencial utilizando o multímetro, colocando cada pólo do aparelho em contato com uma moeda (Figura
2)

Figura 2: Representação esquemática para a realização de medida de potencial do sistema experimental.


Por fim, adicione três gotas da solução de hidróxido de sódio 0,1 mol L-1 no centro onde foi
adicionada a solução menos concentrada de sulfato de cobre. Meça a diferença de potencial entre as
moedas e compare o valor encontrado anteriormente (Figura 3).

23
Figura 3: Representação esquemática para a verificação da influência da adição de uma solução de
NaOH 0,1 mol -1 na medida de potencial.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. CHANG, R. Química geral: conceitos essenciais. 4a ed. São Paulo: Mac Graw
Hill, 2006.
2. BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E. & BURDGE, J. L. “Química: a ciência central. 9a
ed. Trad. de Robson Mendes Matos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
3. GENTIL, V. “Corrosão”. 5a ed. Rio de Janeiro: LTC Editora, 2007.
4. http://www.pontociencia.org.br. Sítio acessado em 12/11/2010.
5. http://cienciaemcasa.cienciaviva.pt/pilha_concentracao.htm. Sítio acessado em
12/11/2010.

INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Os potenciais padrão em solução aquosa de várias semi-reações importantes para o curso
estão tabelados e apresentados no APÊNDICE 2. As semi-reações de redução são úteis para o
cálculo da voltagem de uma célula e para prever a espontaneidade de reações de oxi-redução, o
que é importante, principalmente do ponto de vista prático.

Para calcular a diferença de potencial elétrico, que é a voltagem da célula ou a sua força
eletromotriz (f.e.m.), combinam-se semi-células contendo, cada uma, as espécies de um par oxi-redução.
Na semi-célula que contiver as espécies do par de maior potencial de redução ocorrerá a redução e o
eletrodo nela contido será o cátodo da célula. O ânodo será o eletrodo da semi-célula onde ocorrerá a
oxidação e ela conterá as espécies do par de menor potencial de redução.

A diferença de potencial elétrico entre os eletrodos é calculada subtraindo do potencial de


redução do cátodo o potencial de redução do ânodo:

∆Eº célula = ∆Eº cátodo - ∆Eº ânodo

Com as reações de oxi-redução, que não ocorrem em células, procede-se analo- gamente; o
potencial de redução do par que contém a espécie que se oxida (o redutor) é subtraído do potencial de
redução do par que contém a espécie que se reduz (o oxidante).

Por exemplo: para a reação

2Fe3+(aq) + Sn2+(aq) → 2Fe2+(aq) + Sn4+(aq)

24
∆Eº = Eº Fe3+/Fe2+ - EºSn4+/Sn2+
∆Eº = 0,77 - 0,14 = 0,63 V

Uma maneira simples de se calcular a diferença de potencial da célula é somar o potencial de


redução de uma semi-reação com o potencial de oxidação da outra semi-reação:

reação global: Zn(s) + Cu2+(aq) → Zn2+(aq) + Cu(s)

A partir da equação global, escrevem-se as semi-reações de redução e de oxidação. Usando a


tabela de potenciais de redução, escrevem-se os potenciais de redução e de oxidação (muda-se o sinal)

semi-reação de redução: Cu2+(aq) + 2e- → Cu(s) Eº = 0,34 V

semi-reação de oxidação: Zn(s) → Zn2+(aq) + 2 e- Eº = 0,76 V

Somam-se o potencial de redução e o de oxidação: ∆Eº = 0,34 + 0,76 = 1,10 V

25
APÊNDICE 1:

EQUIPAMENTOS BÁSICOS DE LABORATÓRIO

A execução de qualquer experimento na Química envolve geralmente a utilização de uma


variedade de equipamentos de laboratório, a maioria muito simples, porém com finalidades específicas.

A seguir, são listados os equipamentos de uso mais frequente em laboratórios químicos:


1) Almofariz e pistilo 14) Funil de Büchner 26) Tubo de Thiele
2) Bastão de vidro 15) Funil de separação 27) Pinça metálica
3) Copo de béquer 16) Pipeta (graduada e 28) Balão volumétrico
4) Bico de gás (Bunsen, Tirril) volumétrica) 29) Alonga
5) Cápsula de porcelana 17) Pipetador de borracha 30) Anel de ferro
6) Erlenmeyer 18) Balão de fundo redondo 31) Tela de Amianto
7) Frasco de Kitasato 19) Cabeça de destilação 32) Suporte para tubo de ensaio
8) Termômetro 20) Tubo de ensaio 33) Pinça para tubo de ensaio
9) Frasco lavador (pisseta) 21) Vidro de relógio 34) Suporte universal
10) Funil de vidro 22) Garra para bureta 35) Coluna de fracionamento
11) Condensador 23) Garra metálica 36) Dessecador
12) Proveta 24) Mufa 37) Espátulas
13) Bureta 25) Tripé

O emprego de um dado equipamento ou material depende dos objetivos e das condições em que a
experiência será executada.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

GIESBRECHT, E. (coord.). Experiências de química: técnicas e conceitos básicos. PEQ – Projetos de


Ensino de Química. São Paulo: Editora Moderna, 1982, pp. 3-14

26
APÊNDICE 2:

Tabela: Valores de Densidade de Metais


Metal Densidade / g.cm-3

Alumínio 2,70

Bário 3,59

Berílio 1,85

Bismuto 8,90

Cádmio 8,65

Cálcio 1,53

Césio 1,87

Cromo 7,19

Cobalto 8,80

Cobre 8,93

Gálio 5,91

Ouro 19,28

Ferro 7,87

Chumbo 11,34

Lítio 0,53

Magnésio 1,74

Manganês 7,47

Níquel 8,91

Estanho 7,29

Platina 21,45

Paládio 12,00

Mercúrio 13,55

Prata 10,50

27
Titânio 4,55

Tungstênio 19,30

Urânio 18.95

Zinco 7,14

Tabela de potenciais padrão em solução aquosa a 25 oC

28
APÊNDICE 3:

NORMAS PARA CONFECÇÃO DE RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA

Os relatórios das experiências deverão ser entregues na aula seguinte à realização do


experimento. A elaboração de relatórios é um procedimento bastante corriqueiro durante o exercício de
qualquer profissão técnico-científica e, em certos casos, essa habilidade chega a ser usada como uma
medida de capacidade profissional. Ser um bom profissional envolve também saber transmitir bem,
escrita ou oralmente, os resultados de um trabalho.

É praxe redigir relatórios de uma forma impessoal, utilizando-se a voz passiva ou ativa no tempo
passado, pois se relata algo que já foi feito. Ex: foi pesado ou pesou-se 50 g de sulfato de cobre (ao invés
de eu pesei)

Outro aspecto muito importante é ter sempre em mente que as pessoas que,
eventualmente, lerão o relatório poderão não ter tido nenhuma informação prévia sobre aquilo que está
sendo relatado. Isso significa que o relato do que foi feito deve ser detalhado, cuidadoso e meticuloso, de
modo que qualquer pessoa que leia o relatório consiga, efetivamente, entender o que foi feito e como.

Questões propostas pelo professor: Este item pode estar indiretamente incluído na discussão dos
resultados ou vir na forma de anexo ao final do relatório, sem acréscimo ou perda de nota pela escolha
deste ou daquele critério.
O relatório de cada experimento deverá obedecer, obrigatoriamente, a seguinte ordem de
elaboração, sendo que cada elemento constituinte do relatório será descrito a seguir:
Folha de rosto ou capa
Introdução
Objetivos
Materiais e Métodos
Resultados e Discussão
Conclusões
Referências Bibliográficas

1. FOLHA DE ROSTO

A folha de rosto apresenta os dados que identificam o relatório: nome da Instituição, nome do
curso, nome da disciplina, título do experimento, nome dos alunos componentes do grupo, nome do(s)
professor(es) responsável(is) da disciplina, local (cidade) e data de realização do experimento.

2. INTRODUÇÃO

A Introdução de um relatório de aula prática deve conter os fundamentos teóricos FOCADOS no


objetivo do experimento realizado. Neste item, o trabalho experimental realizado é colocado no contexto
apropriado e relacionado com o conhecimento científico em geral (o que já existe publicado),
conduzindo o leitor gradativamente aos objetivos do experimento. Deve-se descrever qual o método (ou
métodos) utilizado(s) e quais os princípios fundamentais em que esse(s) método(s) se baseia(m). Para

29
tanto, faça consultas à bibliografia adequada. Neste caso, as referências bibliográficas devem ser
citadas no texto, e listadas no final do relatório. (Lembre-se: Não deve ser uma mera cópia da
introdução contida na apostila). Não deve passar de duas páginas.

3. OBJETIVOS
Este item apresenta sucintamente o que se pretende observar ou verificar através da realização
do experimento, o qual deve estar FUNDAMENTADO na Introdução.

4. MATERIAIS E MÉTODOS

O item Materiais e Métodos é uma descrição completa da metodologia utilizada, que permite a
compreensão e interpretação dos resultados, bem como a reprodução do experimento por outros
alunos. Neste item também deverá constar uma lista dos materiais e reagentes utilizados na realização do
experimento, assim como suas características físicas, químicas e toxicidades. Portanto, este item deve ser
dividido em quatro partes

4.1.) Materiais Utilizados: apresentação de todos os materiais, vidrarias e equipamentos


utilizados na realização do experimento, exceto reagentes, na forma de itens.
Exemplo:

1. Tubo de ensaio
2. Béquer de 200 mL
3. Béquer de 50 mL
4. Bomba de vácuo
5. Bico de Bunsen
6. Centrífuga

4.2.) Reagentes Utilizados: todos os reagentes utilizados na realização do experimento,


informando sua fórmula química, pureza e a concentração, quando se tratar de soluções.
Exemplo:

Solução aquosa de hidróxido de sódio (NaOH) 0,1 mol/L


Sulfato de cobre pentahidratado p.a. (CuSO4.5H2O)
Água destilada (H2O)
Álcool etílico anidro (CH3CH2OH).

4.3.) Procedimento Experimental: consiste em descrever, detalhadamente, o procedimento


executado para a realização do experimento. Neste item, não devem constar quaisquer observações
experimentais, pois, as mesmas fazem parte dos Resultados e Discussão.

Atenção: “Não inclua os resultados obtidos experimentalmente e/ou os cálculos realizados”. Não
esquecer que este item deve ser escrito utilizando-se a voz passiva ou ativa, impessoal e no tempo
passado.

30
5. RESULTADOS e DISCUSSÃO

Esta é a parte mais importante do relatório e descreve os principais resultados obtidos em aula,
na sequência em que o procedimento foi realizado. Neste item são apresentados os resultados de forma
objetiva e lógica, acompanhados de uma análise crítica dos mesmos, com base nos conceitos químicos
envolvidos. Os resultados finais obtidos podem ou não ser comparados a resultados obtidos na literatura,
comentando-se sobre sua adaptação ou não, apontando-se possíveis explicações e fontes de erro
experimental. Deve-se incluir também todos os cálculos efetuados. Sempre que possível seus dados
devem ser organizados na forma de tabelas e gráficos (lembre-se: o gráfico sempre ilustra muito melhor
o resultado do que a tabelas: dê preferência a eles). Estas tabelas e gráficos devem ser descritos e
enumerados adequadamente no texto e não apenas lançados. Cada tabela e gráfico deve ter um título que
os descreva brevemente.

6. CONCLUSÕES

Consiste numa avaliação crítica sobre o experimento realizado e dos resultados obtidos,
atentando se estão coerentes com a proposta do experimento. Deve ser breve e fazer referência aos
objetivos da experiência e ao significado dos resultados dentro do contexto científico.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Todas as obras utilizadas para a elaboração do trabalho devem ser citadas ao longo do texto, no
local ao qual fazem referência, sendo numeradas em ordem crescente e listadas no item Referências

Bibliográficas.
Exemplo:
“ ...As resinas termofixas são compostos cujas cadeias poliméricas são unidas quimicamente via
reações denominadas de reticulação ou de cura (1). Dentre as várias resinas termofixas, as resinas de
poliéster insaturado e as éster vinílicas são as mais utilizadas (2). A resina éster vinílica é considerada
superior, em relação as suas propriedades de tenacidade, em comparação a resina de poliéster
insaturado (3)....”
Estas referências podem ser livros-texto, periódicos (revistas e jornais científicos) e documentos
obtidos na Internet (a pesquisa bibliográfica para a confecção dos relatórios não deverá estar limitada
exclusivamente a internet). Existem algumas normas para as citações bibliográficas, sendo sugerida a
norma adotada pelo periódico nacional QUÍMICA NOVA e publicado pela Sociedade Brasileira de
Química. A seguir, exemplo de como citar as referências bibliográficas.

7.1) Livros –texto: Nome dos Autores, Título do Livro (em itálico), Edição, Editora, Cidade, Ano.

Exemplo:

1. ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de química – questionando a vida moderna e o meio ambiente. 3ª
ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

31
2. SILVA, R. R.; BOCCHI, N. & ROCHA-FILHO, R. C. Introdução à química experimental. São Paulo:
McGraw-Hill, 1990.
3. GIESBRECHT, E. (coord.). Experiências de química: técnicas e conceitos básicos, PEQ - Projetos de
Ensino de Química. São Paulo, Ed. Moderna, 1982, p.3-
14.
4. ROCHA-FILHO, R. C. & SILVA, R. R. Cálculos básicos da química. São
Carlos: EdUFSCar, 2006.
5. BRADY, J.E.; RUSSEL, J. W. & HOLUM, J. R. Química: a matéria e suas transformações. 3a ed. Rio
de Janeiro: LTC Editora, 2002, Vol. 1 e Vol. 2.
6. BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEN, B. E. & BURDGE, J. L. Química: a ciência central. 9a
ed. Trad. de Robson Mendes Matos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005.
7. MAIA, D. A. J. & BIANCHI, J. C. Química geral: fundamentos. São Paulo: Pearson Prentice Hall,
2007.

7.2) Artigo Científico (Revistas):


Nome dos Autores, Título do Artigo (este item não é solicitado pela Química Nova, porém, em
relatórios é importante), Nome da Revista (em itálico e abreviado como definido no Chemical Abstracts
Service Source Index), ano de publicação, volume, página inicial.
Exemplo: (2) Silva, F.M.; Lacerda, P.S.B.; Jones Júnior, J.; Desenvolvimento sustentável e
química verde. Quim. Nova 2005, 28, 103.

7.3) Páginas da Internet: endereço e data de acesso.


Exemplo: (3) http://www.sbq.org.br/jbcs, acessada em Janeiro 2005.

32
APÊNDICE 4:

33