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DATAS ACONTECIMENTOS IMPORTANTES PARA O SERVIÇO SOCIAL

1899
Registra-se que em 1899, na cidade de Amsterdã, funda-se a primeira Escola de Serviço Social do
mundo.

1932
Centro de Estudos e Ação Social (CEAS) é criado no Brasil, a entidade foi a fundadora e
mantenedora da primeira Escola de Serviço Social do país. O Centro surge após um curso intensivo
de “formação social para moças”, organizado pelas Cônegas de Santo Agostinho de 1o de abril a 15
de maio de 1932. A direção desse curso coube à Melle. Adèle de Loneux, professora da Escola
Católica de Serviço Social da Bélgica.

1934
O CEAS assume a responsabilidade de implantar a Ação Católica em São Paulo (organiza a primeira
semana de Ação Católica). o CEAS envia à Bruxelas na Bélgica Maria Kiehl e Albertina Ramos para
realizar o Curso de Serviço Social. D. Odila já tinha formação social na Escola Normal Social de
Paris. Mesclando, portanto, a visão francesa e a visão belga.

1936
É 15 de fevereiro de 1936 inaugurada a primeira escola de serviço social no Brasil no estado de São
Paulo. Ela é orientada pela Doutrina Social da Igreja, no ideário franco-belga de ação social e no
pensamento de São Tomás de Aquino o tomismo e o neotomismo.

Década de 1940
O Serviço Social avançar tecnicamente ao entrar em contato com o Serviço Social norte-americano e
suas propostas de trabalho permeadas pelo caráter conservador da teoria social positivista. Ocorre
também uma criação de instituições assistenciais estatais, dessa forma o Estado passa a intervir no
processo de reprodução das relações sociais, assumindo o papel de regulador e fiador dessas
relações, tanto na viabilização do processo de acumulação capitalista, como no atendimento das
necessidades sociais das classes subalternas.

Década de 1950
Ocorre a criação e funcionamento dos Conselhos de fiscalização das profissões no Brasil Nesse
patamar legal, os Conselhos têm caráter basicamente corporativo, com função controladora e
burocrática. São entidades sem autonomia, criadas para exercerem o controle político do Estado
sobre os profissionais, num contexto de forte regulação estatal sobre o exercício do trabalho.

1957
O Serviço Social teve aprovada sua lei de regulamentação profissional, a Lei n° 3.252 de 27 de
agosto de 1957, posteriormente regulamentada pelo Decreto 994 de 15 de maio de 1962. Foi esse
decreto que determinou, em seu artigo 6º, que a disciplina e fiscalização do exercício profissional
caberiam ao Conselho Federal de Assistentes Sociais (CFAS) e aos Conselhos Regionais de
Assistentes Sociais (CRAS) - atualmente chamados de CFESS, CRESS.

Década de 1960
O sistema capitalista sofre transformações no que se refere ao seu desenvolvimento, passando por
crises e abalos que o levou a adentrar em um novo período de recessão, indo de encontro ao
processo de acumulação e expansão que vivenciou no pós II Guerra Mundial. Dessa forma passou-
se a questionar o sistema, tanto no Brasil como na America Latina. Dessa forma o Serviço Social
passa a rever sua fundamentação conservadora, em um movimento que pretendia reconfigurar as
bases teóricas, técnicas e políticas da profissão, começando assim o MOVIMENTO DE
RECONCEITUAÇÃO. A Reconceituação profissional é um movimento datado, que ocorreu no âmbito
latino americano e teve reflexos no Serviço Social brasileiro. Este emergiu em 1965 e se esgotou por
volta de 1975 com o advento da ditadura militar.

1967 a 1970
Períodos de importantes documentos para o Serviço Social, sendo eles:
Araxá: Documento promovido pelo CBCISS (Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de
Serviços Sociais) tinha como preocupação a metodologia do Serviço Social, visando adequá-lo ao
desenvolvimento.

Teresópolis: Oriundo do Seminário realizado em 1970 em Teresópolis – Rio de Janeiro, nesse


aponta-se o Serviço Social para uma requalificação profissional, definem nitidamente o perfil sócio-
técnico da profissão e a inscrevem no circuito da modernização conservadora.

1979
Ano em que ocorreu o congresso da virada (III CBAS), que marcou profundamente a categoria
profissional como um momento de grandes mudanças para a profissão, abrindo novos horizontes
onde a luta fosse por um estado democrático ao lado da classe trabalhadora e não mais sob o
domínio conservador, constituindo – se uma nova forma de atuação, cuja direção era para as lutas
sociais ao lado da classe trabalhadora, lutando pela defesa dos direitos humanos, da democracia,
constituindo, uma nova frente, articulada diretamente com os movimentos sociais, reativando com
isso alguns dos sindicatos, associações e inclusive, novas associações que logo mais serão citadas
com maior exatidão.

1988
A Assistência Social é inserida na constituição federal como um dos tripés da SEGURIDADE
SOCIAL
CRONOGRAMA DA HISTÓRIA DO SERVIÇO SOCIAL

1543 - A PRIMEIRA SANTA CASA DO BRASIL


Por iniciativa de Brás Cubas (que depois fundaria a Vila de Santos, em 1546), foi construída a
"Casa de Deus para os Homens", primeiro hospital do Brasil. A instituição, que deu origem à Santa
Casa de Misericórdia de Santos, é considerada o primeiro local onde se praticou assistência social
no país.

1582 - SANTA CASA É CRIADA NO RJ


A armada de Diogo Valdez atracou no porto do Rio de Janeiro, com diversos feridos e
doentes. No local onde os pacientes foram atendidos pelo padre José de Anchieta erigiu-se a Santa
Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. A partir daí, outras Santas Casas foram inauguradas em
Vitória, Olinda, Salvador, São Paulo e Santa Catarina.

1693 - ASSISTÊNCIA SOCIAL: PRIMEIRO REGISTRO EM CARTA RÉGIA


A coroa portuguesa publicou Carta Régia citando, oficialmente, a assistência social e uma
proteção específica a menores. O documento determinava que as crianças abandonadas fossem
assistidas pela Câmara dos Bens do Conselho, órgão que representava o governo de Portugal no
Brasil.

1904 - ORIGEM DO TERMO “SERVIÇO SOCIAL”


A expressão Serviço Social é de origem anglo-saxônica e foi utilizada pela primeira vez nos EUA,
em 1904, para designar uma escola em Boston para profissionais que atuavam com assistência
social. Na época, o conceito tinha forte ligação com práticas benemerentes.

1920 - O PAPA PIO XI,


Preocupado com a missão da Igreja frente às mudanças da realidade social, acarretadas
pelo acelerado processo de urbanização e industrialização, estimulou a "Ação Católica", espaço em
que católicos leigos podiam participar de ações sociais ligadas aos princípios católicos. A Ação
Católica no Brasil foi marcada por dois momentos distintos: a Ação Católica Geral, entre 1932 e
1950, e a Ação Católica Especializada, entre 1950 e 1960. Dessas, surgiram grupos como Juventude
Agrária Católica (JAC), Juventude Universitária Católica (JUC), Juventude Estudantil Católica (JEC),
Juventude Operária Católica (JOC). A Assistência Social teve sua gênese vinculada a essas
atuações religiosas de caráter assistencialista (posteriormente - na década de 60 - estes grupos
passaram a ter uma atuação político-militante), ligadas a preceitos benemerentes, desenvolvendo-se,
mais tarde, como política pública

1927 - É CRIADO O "CÓDIGO DE MENORES"


O decreto n° 17.943-A, de 12 de outubro de 1927, criou o Código de Menores do Brasil,
consolidando as regras sobre a proteção, a assistência e o controle das crianças e adolescentes, de
0 a 18 anos. O país vivenciava um momento político atribulado, com a crise da República Velha e a
decadência das oligarquias conservadoras, de São Paulo e Minas Gerais. As questões sociais eram
tratadas arbitrariamente, como problemas de polícia. O Código de Menores, elaborado nesse
contexto, tinha um caráter protecionista e de controle total dos adolescentes, estigmatizando os
chamados menores, como um segmento potencialmente perigoso e diferente do restante da
juventude.
Dentre os 231 artigos do documento, destaca-se aquele que cria a função do "juiz de
menores", que teria sob sua influência "infantes com menos de 2 anos de idade, criados fora das
casas dos pais" e os menores dos "asylos dos expostos". A legislação determinava ainda três limites
de idade: com 14 anos de idade o infrator era inimputável; entre 14 e 16 anos de idade, era
considerado irresponsável, mas instaurava-se um processo para apurar o fato, com a possibilidade
de cerceamento de liberdade; entre 16 e 18 anos de idade, o menor poderia ser considerado
responsável e passível de pena.

1932 - Em visita ao Brasil, a belga Adèle de Loneux faz palestras e participa de conferências, em
São Paulo e Rio de Janeiro, lançando, pela primeira vez, a noção de Serviço Social no país. Adèle
definia, em uma conceituação arraigada no contexto europeu da época, que o "Serviço Social é o
conjunto de esforços feitos para adaptar o maior número possível de indivíduos à vida social ou para
adaptar as condições da vida social às necessidades dos indivíduos". Ao regressar à Bélgica, foi
acompanhada pelas brasileiras Maria Kiehl e Albertina Ramos, as primeiras a receberem formação
na área, na Escola de Serviço Social de Bruxelas.

1932 – SETEMBRO - CRIADO O CENTRO DE ESTUDOS E AÇÃO SOCIAL (CEAS)


Com o objetivo de contribuir para a divulgação dos princípios da ordem social cristã, é fundado o
Centro de Estudos e Ação Social (CEAS), voltado à preparação de trabalhadores sociais. Essa
entidade teve papel preponderante na criação da primeira Escola de Serviço Social do Brasil,
ocorrida em 1936.

1936 - PRIMEIRA ESCOLA DE SERVIÇO SOCIAL DO BRASIL


Como consequência da expansão das práticas de assistência social ocorrida no período,
ainda marcadas pelo assistencialismo e de caráter fortemente religioso, foi criada a Escola de
Serviço Social de São Paulo, primeira no Brasil, por iniciativa de Maria Kiehl e Albertina Ramos,
formadas na Escola de Serviço Social de Bruxelas, dirigida pela pioneira na área Adèle de Loneux.
O curso tinha caráter de formação técnica e recebia, ainda, forte influência do pensamento
neotomista, então predominante nos meios cristãos e que embasou as primeiras escolas da área.
Era a concepção do homem como ser livre, inteligente e social, com direito de encontrar na
sociedade os meios necessários à sua sobrevivência e pleno desenvolvimento como pessoa
humana. Daí se deduzia o sentido do bem comum e a imperiosidade da justiça social - o indivíduo
para a sociedade e a sociedade para a pessoa humana/cidadão (Junqueira in Vicini, op. cit.: 30-31).

1938 - NASCE O CONSELHO NACIONAL DE SERVIÇO SOCIAL


Em pleno regime do Estado Novo, Getúlio Vargas.

1938 - DEZEMBRO
Primeira turma de Assistentes Sociais
A Escola de Serviço Social de São Paulo realiza a formatura de sua primeira turma de Assistentes
Sociais - após dois anos de curso -, cuja relação está na legenda da foto anexa. Naquele mesmo
ano, ocorreu, também, a introdução de uma "classe masculina", no período noturno, para o mesmo
curso.

1944 – SERVIÇO SOCIAL NA PREVIDÊNCIA


O Estado brasileiro começou a abrir espaço para a inclusão de Assistentes Sociais no
funcionalismo público. Até então, as ações sociais eram implementadas pelo setor privado, com o
patrocínio da Igreja Católica. A Previdência Social foi uma das primeiras áreas de atuação do
Assistente Social, no setor público. Instituída por meio da Portaria n° 25, de 08/04/1944, do Conselho
Nacional de Trabalho (CNT), foi gradativamente implantada em todos os Institutos de Aposentadorias
e Pensões (IAPs). Diversas alterações sofridas pelo órgão, em sua história, não impediram que a
profissão se firmasse naquele espaço institucional, o que envolveu uma luta da categoria que
continua ainda nos tempos atuais.

1945 - I CONGRESSO PAN-AMERICANO


Foi realizado o I Congresso Pan-Americano de Serviço Social, em comemoração aos 20
anos de fundação da Escola de Serviço Social de Santiago, no Chile.

1946 - NASCE A PUC DE SÃO PAULO


Foi fundada a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), regulamentada pelo
Decreto Lei n° 9.632, de 1946, que passou a incorporar a Escola de Serviço Social de São Paulo,
criada em 1936. A PUC/SP foi desse modo, a primeira universidade do país a oferecer curso nessa
modalidade.

1946 - OUTUBRO
ABESS cria metodologia para Serviço Social. Com o objetivo de estabelecer uma
metodologia de ensino, em Serviço Social, reformulando a grade curricular das escolas, foi criada a
Associação Brasileira de Escolas de Serviço Social (ABESS).

1946 - CRIAÇÃO DA ABAS


A Associação Brasileira de Assistência Social (ABAS), entidade sociocultural para os Assistentes
Sociais foi fundada, após o primeiro congresso Pan-Americano de Serviço Social.

1947 - I CONGRESSO BRASILEIRO DE SERVIÇO SOCIAL


Foi promovido, pelo Centro de Estudos e Ação Social (CEAS), o I Congresso Brasileiro de
Serviço Social, em São Paulo, servindo como ato preparatório para o II Congresso Pan-Americano
de Serviço Social, realizado no Rio de Janeiro, em 1949. O evento não teve uma temática central,
sendo que suas conclusões e recomendações - espelhando o pensamento da época - foram
agrupadas em seis categorias: serviço social e família; serviço social e menores; serviço social e
educação popular; serviço social e lazer; serviço social médico; e serviço social na indústria,
agricultura e comércio.

1947 - 1° CÓDIGO DE ÉTICA


O 1° Código de Ética profissional do Assistente Social foi aprovado em assembleia geral da
Associação Brasileira de Assistentes Sociais (ABAS), em 29 de setembro de 1947.

1948 - DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS


Na reconstrução política e social do mundo pós 2ª Guerra Mundial, a Assembleia Geral da
ONU, referendou, em 10 de dezembro, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, definindo que
todos nascem livres e iguais em dignidade e direitos; têm capacidade para gozar os direitos e as
liberdades estabelecidas na Declaração, sem distinção de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião
política, origem nacional ou social; têm o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal; ninguém
será mantido em escravidão ou servidão ou submetido à tortura.

1949 - II CONGRESSO PAN-AMERICANO DE SERVIÇO SOCIAL


Realizado, no Rio de Janeiro, o II Congresso Pan-Americano de Serviço Social, tendo como
tema central "Serviço Social e a Família".

1953 - LEI INSTITUI GRADUÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL


Promulgada a Lei nº 1.889, de 13 de junho de 1953, que dispõe sobre os objetivos do
ensino em Serviço Social, sua estruturação como curso de graduação em ensino superior e as
prerrogativas dos portadores de diplomas de assistentes sociais e agentes sociais.

1954 - SERVIÇO SOCIAL GANHA CURRÍCULO MÍNIMO


Decreto n° 35.311, de 8 de abril de 1954, regulamentou a Lei n° 1.889, de 13 de junho de
1953, sobre o ensino de Serviço Social, determinando a exigência de um currículo mínimo para o
curso. Esta legislação, que resultou de sete a-nos de esforços da ABESS e da ABAS, teve enorme
repercussão para o Serviço Social brasileiro.

1954 - PRIMEIRA ASSOCIAÇÃO DA CATEGORIA


Com a finalidade de promover a profissão de Assistente Social e defender seus interesses,
foi criada a Associação Profissional de Assistentes Sociais (APAS), no Rio de Janeiro. Em 1956, ela
se transformou no primeiro sindicato da categoria.

1955 - CRIAÇÃO DA APASSP


Em 22 de janeiro de 1955 é criada a Associação Profissional dos Assistentes Sociais de
São Paulo (APASSP). A entidade foi desativada em 1970, durante o período militar, voltando à
atividade em 1977 e, transformando-se em sindicato em 1985. Sete anos depois, em 1992, a
APASSP/Sindicato deixa definitivamente de existir.

1957 - PROFISSÃO É REGULAMENTADA


Sancionada a Lei n° 3.252, em 27 de agosto de 1957, que regulamentou a profissão de
Assistente Social no Brasil. Essa legislação vigorou durante 36 anos, vinda a ser substituída em
1993, pela Lei n° 8.662.

1961 - II CONGRESSO BRASILEIRO DE SERVIÇO SOCIAL


Organizado pelo Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviço Social, o II
Congresso Brasileiro de Serviço Social ocorreu em 1961, no Rio de Janeiro. Foi um ato preparatório
para a XI Conferência Internacional de Serviço Social, realizada em Petrópolis (RJ), em 1962. A
temática do II Congresso foi "O desenvolvimento nacional para o bem-estar social".

1962 - REGULAMENTAÇÃO DA LEI 3.252


Em 15 de maio de 1962, o Decreto Federal nº 994 regulamentou a Lei nº 3.252, de 27 de
agosto de 1957, criando o Conselho Federal de Assistentes Sociais (CFAS), com as seguintes
finalidades: orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão; elaborar o Código de Ética
Profissional; zelar pela ética profissional; orientar e fiscalizar os Conselhos Regionais de Assistentes
Sociais (CRAS).

1962 - CRIAÇÃO DO DIA DO ASSISTENTE SOCIAL


O dia do Assistente Social foi instaurado pelo Decreto n° 994, de 15 de maio de 1962, que
regulamentou a Lei n° 3.252, de 27 de agosto de 1957, dispondo sobre o exercício da profissão. O
dia 15 de maio foi sugerido como a data da categoria pelo assistente social Francisco de Paula
Ferreira, durante o I Congresso Brasileiro de Serviço Social, realizado em São Paulo, em 1947.
Inicialmente recusada, a data foi sugerida por ser o aniversário da encíclica Rerum Novarum,
publicada pelo Papa Leão XIII, em 15 de maio de 1891, que abordava as condições dos operários da
época.

1964 - DIREITOS DA PESSOA HUMANA


Em março de 64 - por ironia, quinze dias antes do golpe militar -, foi criado o Conselho de
Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), pela Lei n° 4.319/64, com a função de "promover
inquéritos, investigações e estudos acerca da eficácia das normas asseguradoras dos direitos da
pessoa humana, inscritos na Constituição Federal, na Declaração Americana dos Direitos e Deveres
Fundamentais do Homem (1948) e na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)".

1965 - O I SEMINÁRIO REGIONAL LATINO-AMERICANO DE SERVIÇO SOCIAL


Realizado em Porto Alegre/RS, desencadeou o Movimento de Reconceituação na América
Latina e no Brasil.

1965 - 2º CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL


O 2° Código de Ética profissional do Assistente Social foi definido pelo Conselho Federal de
Assistentes Sociais, em 8 de maio de 1965.

1967 - RECONCEITUAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL BRASILEIRO


Realizado o 1o Seminário de Teorização do Serviço Social, em Araxá (MG), evento histórico
no processo de "teorização" e "reconceituação" do Serviço Social brasileiro, que propôs ações
profissionais mais vinculadas à realidade social e política do país. Organizado pelo Centro Brasileiro
de Cooperação e Intercâmbio de Serviços Sociais, o evento reuniu 38 assistentes sociais de vários
estados brasileiros, produzindo o "Documento de Araxá".

1970 - SEMINÁRIO DE TERESÓPOLIS


Realiza-se, em Teresópolis (RJ), um seminário para estudar a "metodologia do serviço
social". O evento foi idealizado para ser uma continuidade do histórico "Seminário de Teorização do
Serviço Social", realizado em Araxá (MG), em 1967. O seminário reuniu 35 assistentes sociais, que
divididos em dois grupos, inserira a metodologia empregada dentro de um esquema científico e
introduziram algumas mudanças na terminologia tradicional. Ao contrário do seminário de Araxá, o
de Teresópolis não produziu um documento final e o Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio
de Serviços Sociais, instituição responsável pelo evento, publicou os relatórios de cada grupo
separadamente.

1971 - PRIMEIRO CURSO DE MESTRADO


A PUC/SP organiza o primeiro curso de mestrado em Serviço Social, focando o
planejamento e administração do Serviço Social. No ano seguinte, a PUC/RJ também abre um curso
de mestrado concentrado nos processos de ensino teórico e prático do Serviço Social.

1974 -I CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pelo Conselho Federal de Assistentes Sociais (CFAS - atual CFESS), o I
Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais foi realizado no dia 12 de maio de 1974, no Rio de
Janeiro.

1975 - 3° CÓDIGO DE ÉTICA


O 3° Código de Ética profissional do Assistente Social foi promulgado pelo Conselho
Federal de Assistentes Sociais, em 1° de janeiro de 1975.

1976 - II CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pelo Conselho Federal de Assistentes Sociais (CFAS - hoje CFESS), o II
Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 24 e 29 de outubro de 1976,
em Recife, sobre o tema "O Assistente Social no desenvolvimento social".

1979 - NASCE A CENEAS


É criada a Comissão Executiva Nacional das Entidades Sindicais de Assistentes Sociais
(CENEAS), no III Encontro Nacional de Entidades Sindicais de Assistentes Sociais, realizado em São
Paulo, de 21 a 23 de setembro. A comissão tem o objetivo de articular as entidades sindicais e pré-
sindicais (associações profissionais).

1979 - III CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pelo Conselho Federal de Assistentes Sociais (CFAS - hoje CFESS), o III
Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 23 e 28 de setembro de 1979,
em São Paulo, sobre o tema "Serviço Social e política social". O evento, que questionou o
conservadorismo de sua própria organização, foi denominado de "Congresso da Virada",
constituindo-se em marco no processo de politização e mobilização dos profissionais e estudantes de
Serviço Social e na reativação das entidades sindicais em todo o país

1982 - IV CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pelo Conselho Federal de Assistentes Sociais (CFAS - hoje CFESS), o IV
Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 11 e 15 de outubro de 1982,
no Rio de Janeiro, sobre o tema "O assistente social na realidade brasileira".

1983 - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS ASSISTENTES SOCIAIS


Criada em outubro de 1983, durante a Iª Assembléia Nacional Sindical dos Assistentes
Sociais, realizada em Salvador (BA), a Associação Nacional dos Assistentes Sociais (ANAS).
Durante nove anos, a ANAS - que foi extinta em 1994 - encaminhou as lutas da categoria de forma
unificada e centralizada no plano nacional.

1985 - V CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pelo Conselho Federal de Assistentes Sociais (CFAS - hoje CFESS), o V
Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 9 e 13 de dezembro de 1985,
no Rio de Janeiro, sobre o tema "O serviço social nas relações sociais: movimentos populares e
alternativas de políticas sociais".

1986 - SERVIÇO SOCIAL APÓIA SINDICALIZAÇÃO POR RAMO DE ATIVIDADE


Realizado o 2° Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CONCUT),
quando foi reforçada a tese da sindicalização por ramo de atividade. Os participantes do Concut
negaram a sindicalização por categorias, por considerá-la corporativista e fragmentária, orientação
que passou a ser adotada pelo Serviço Social.

1986 - NOVO CÓDIGO DE ÉTICA


Calcado no projeto profissional da categoria, é criado o Código de Ética do assistente social.
Inicialmente, a legislação funcionou mais como uma carta de princípios e de compromissos
ideológicos e políticos do que como um código de ética, que exige certo teor prático-normativo. Mas,
por outro lado, demarcava compromissos, explicitando os caminhos a serem trilhados pelos
assistentes sociais em sua prática. Após um amplo debate nacional, o Código de Ética foi modificado
em 1993, com intuito de se aprimorar a primeira versão.
1988 - CRIAÇÃO DA SESSUNE
É criada a SESSUNE - Subsecretaria de Estudantes de Serviço Social da UNE, primeiro
passo para a constituição de uma entidade nacional única e representativa dos estudantes de
Serviço Social. Em 1993, a SESSUNE é rebatizada como ENESSO - Executiva Nacional dos
Estudantes de Serviço Social. Consolidada, e com o reconhecimento das entidades estudantis e da
categoria, a ENESSO irá aprofundar sua intervenção na discussão do projeto de formação
profissional juntamente com as entidades da categoria.

188 – Outubro CONSTITUIÇÃO CIDADÃ


Após duas décadas de ditadura militar, o Brasil elege em 1986 uma Assembleia Nacional
Constituinte que, após dois anos de trabalho e intensa mobilização social, promulga a Constituição
Federal. Conhecida como a "Constituição Cidadã", a carta define a Seguridade Social - formada pelo
tripé Saúde, Previdência e
Assistência Social -, como um direito dos cidadãos brasileiros.

1989 - VI CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pelo CFAS - hoje CFESS -, ANAS, ABESS e SESSUNE, o VI Congresso
Brasileiro de Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 10 e 14 de abril de 1989, em Natal (RN),
sobre o tema "Congresso Chico Mendes - Serviço Social: as respostas da categoria aos desafios
conjunturais".

1989 - INCLUSÃO DOS PORTADORES DE DEFICIÊNCIAS


Aprovada a Lei n° 7.853, que dispôs sobre o apoio integral às pessoas portadoras de
deficiência e sua integração social, sob a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa
Portadora de Deficiência (CORDE). A lei prevê em seu artigo 1°: "Ficam estabelecidas normas gerais
que asseguram o pleno exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de
deficiências, e sua efetiva integração social, nos termos desta Lei".

1990 - ECA: PROTEÇÃO INTEGRAL À INFÂNCIA


Em 13 de julho, foi promulgado o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei n°
8.069/90 -, legislação que se tornou referência mundial na área dos direitos e garantias para a
infância e a juventude. O ECA, elogiado e seguido em vários países como um dos principais
documentos em defesa da criança e do adolescente, está caminhando para sua efetiva
implementação. "A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à
pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando - lhes, por lei
ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento
físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade" - Artigo 3º, Lei n°
8.069/90.

1990 – Dezembro - CONTROLE SOCIAL NO SUS


A Lei n ° 8.142, de 28 de dezembro, dispôs sobre a participação da comunidade na gestão
do Sistema Único de Saúde (SUS), e sobre as transferências intergovernamentais de recursos
financeiros na área da saúde. Essa lei criou as Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde -
nas três esferas de poder - que são as instâncias que garantem o controle social do Sistema.

1991 - PREVIDÊNCIA SOCIAL


Criado o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), pela Lei n° 8.213/91, com o
objetivo de aprofundar o caráter democrático e a descentra li da administração da Previdência Social,
estimulando a participação do governo, dos trabalhadores, dos empregadores e dos aposentados.

1992 - VII CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pela CFAS - hoje CFESS -, ANAS, ABESS e SESSUNE, o VII Congresso
Brasileiro de Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 25 e 28 de maio de 1992, em São Paulo,
sobre o tema "Serviço Social e os desafios da modernidade: os projetos sociopolíticos em confronto
na sociedade contemporânea".

1993 - RESOLUÇÃO CFESS N° 273


A Resolução CFESS n° 273, de 13 de março de 1993, instituiu o novo Código de Ética do
Assistente Social que aprimorou a legislação publicada em 1986, reafirmando os princípios
fundamentais da atuação profissional em defesa da equidade, da justiça social e dos direitos
humanos.

Princípios Fundamentais:

-Reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes -
autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais; - Defesa intransigente dos direitos
humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo; - Ampliação e consolidação da cidadania,
considerada tarefa primordial de toda a sociedade, com vistas à garantia dos direitos civis sociais e
políticos das classes trabalhadoras; - Defesa do aprofundamento da democracia, enquanto
socialização da participação política e da riqueza socialmente produzida; - Posicionamento em favor
da equidade e justiça social, que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos
aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática; -Empenho na eliminação de
todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade, à participação de grupos
socialmente discriminados e à discussão das diferenças; -Garantia do pluralismo, por meio do
respeito às correntes profissionais democráticas existentes e suas expressões teóricas, e
compromisso com o constante aprimoramento intelectual; -Opção por um projeto profissional
vinculado ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação-exploração de
classe, etnia e gênero; -Articulação com os move-mentos de outras categorias profissionais que
partilhem dos princípios deste Código e com a luta geral dos trabalhadores; -Compromisso com a
qualidade dos serviços prestados à população e com aprimoramento intelectual, na perceptiva da
competência profissional; - Exercício do Serviço Social sem ser discriminado, nem discriminar, por
questões de inserção de classe social, gênero, etnia, religião, nacionalidade, opção sexual, idade e
condição física.

1993 - NOVA REGULAMENTAÇÃO PROFISSIONAL


Promulgada, em 7 de junho de 1993, a Lei Federal n° 8.662 que estabeleceu de forma
objetiva competências e atribuições privativas do Assistente Social, além de alterar a denominação
dos órgãos de fiscalização do exercício profissional para Conselho Federal de Serviço Social
(CFESS), e Conselho Regional de Serviço Social (CRESS). A legislação atualizou a primeira
regulamentação profissional efetivada em 1957 (Lei n° 3.252/57).

1993 – Dezembro - LOAS REDEFINE A ASSISTÊNCIA SOCIAL


Em 7 de dezembro, foi promulgada a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) - Lei n°
8.742/93 - que organizou a Assistência Social no Brasil e instituiu o Conselho Nacional de
Assistência Social (CNAS). Os municípios e estados também têm seus conselhos de assistência
social, que são formados paritariamente pelos governos e pela sociedade civil, deliberando e
propondo soluções para a área. A efetivação da LOAS deve ser uma prioridade na luta pela
superação da exclusão social e para dirimir a desigualdade social. "Artigo 1º - A assistência social,
direito do cidadão e dever do Estado é Política de Seguridade Social não contributiva, que provê os
mínimos sociais, realizada por meio de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da
sociedade, para garantir o atendimento às necessidades básicas".

1994 - POLÍTICA NACIONAL PARA INCLUIR IDOSOS


Em 4 de janeiro, promulgou-se a Lei n° 8.842 que "dispõe sobre a Política Nacional do
Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências". A política nacional do idoso tem
por objetivo assegurar os direitos sociais do idoso, pessoas com mais de 60 anos de idade - criando
condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade. A lei foi
regulamentada em 1996, com o Decreto n° 1.948.

1995 - VIII CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pela CFESS, ABESS, ENESSO e CEDEPSS, o VIII Congresso Brasileiro de
Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 2 e 6 de julho de 1995, em Salvador (BA), sobre o
tema "O Serviço Social frente ao projeto neoliberal em defesa das políticas e da democracia".

1995 - BENEFÍCIOS A IDOSOS E PORTADORES DE DEFICIÊNCIA


Regulamentação do Benefício de Prestação Continuada devido ao Portador de Deficiência e
ao Idoso, que garantiu um salário mínimo mensal para a pessoa portadora de deficiência, sem limite
de idade, e ao idoso com mais de 67 anos, como previsto na Lei n° 8.742/93. A Constituição Federal
prevê, em seu artigo 203, inciso V, a prestação do beneficio.

1996 - DIRETRIZES CURRICULARES


A ABESS, com base no Currículo Mínimo, aprovado em Assembleia Geral Extraordinária,
de 8 de novembro de 1996, elaborou um documento definindo as diretrizes curriculares gerais para o
Curso de Serviço Social. Os princípios que definem as diretrizes curriculares presentes no
documento são: apreensão critica do processo histórico como totalidade; investigação sobre a
formação histórica e os processos sociais contemporâneos que conformam a sociedade brasileira,
no sentido de apreender as particularidades da constituição e desenvolvimento do capitalismo e do
Serviço Social no país; apreensão do significado social da profissão desvelando as possibilidades de
ação contidas na realidade; apreensão das demandas - consolidadas e emergentes - postas ao
Serviço Social via mercado de trabalho, visando formular respostas profissionais que potencializem o
enfrentamento da questão social, considerando as novas articulações entre público e privado;
exercício profissional cumprindo as competências e atribuições previstas na Legislação Profissional
em vigor.

1996 – Dezembro - REFORMULAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR


Promulgada a Lei n° 9.394, que estabeleceu a Lei de Diretrizes e Bases para a
reformulação do ensino superior brasileiro. Neste mesmo ano, a Associação Brasileira de Escolas de
Serviço Social (ABESS), formulou e encaminhou sua proposta de "Diretrizes Curriculares" para os
cursos de Serviço Social ao Ministério da Educação.

1997 - CRIME DE TORTURA


A Lei n° 9.455, de 7 de abril de 1997, definiu como crime de tortura constranger alguém com
emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental; submeter alguém,
sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso
sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.

1998 - IX CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pelo CFESS, ABESS, ENESSO e CEDEPSS, o IX Congresso Brasileiro de
Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 20 e 24 de julho de 1998, em Goiânia (GO), sobre o
tema "Trabalho e projeto ético-político profissional".

1998 - LEI DA FILANTROPIA


Promulgada a Lei da Filantropia (Lei n° 9.732/98) que alterou dispositivos das Leis nº
8.212/91 e nº 8.213/91, dispondo sobre entidades sem fins lucrativos. Com a nova lei, ficam isentas
de contribuição previdenciária as entidades filantrópicas reconhecidas como de utilidade pública, que
promovam, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente (entendida como
prestação gratuita de benefícios e serviços) a quem dela necessitar.

1998 - ABEPSS PASSA A COORDENAR ESCOLAS DE SERVIÇO SOCIAL


A Associação Brasileira de Escolas de Serviço Social (ABESS), - criada em 1946 -
reformulou seu estatuto e passando a se chamar Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em
Serviço Social (ABEPSS).

1999 - CFESS CRIA NORMAS DE ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO


O CFESS publicou a resolução n° 382/99, traçando as normas gerais para o exercício da
fiscalização e orientação profissional e instituindo a Política Nacional de Fiscalização para o Serviço
Social. A resolução foi antecedida por debates dentro do conjunto CFESS/CRESS que culminaram,
já em 1996, com a elaboração de um documento propondo uma Política Nacional do Exercício
Profissional do Assistente Social.

1999 - ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO, OSCIPS


Oficializada, pela Lei n° 9.799, de 23 de março, a criação das Organizações da Sociedade
Civil de Interesse Público (OSCIPs), que são pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos.
A legislação disciplinou também as regras de parceria entre essas instituições e o Estado. Em 30 de
junho do mesmo ano, a lei foi regulamentada pelo Decreto n° 3.100.
2001 - ATENÇÃO AO POVO DA RUA
O Decreto Municipal n° 40.232 (de 2 de janeiro de 2001) regulamentou a lei municipal n°
12.316 (de 16 de abril de 1997), que dispõe sobre a obrigatoriedade da gestão municipal de São
Paulo prestar atendimento à população de rua da cidade. A atenção ao povo da rua deve observar o
respeito e a garantia à dignidade; o direito da pessoa a um espaço digno para estar, pernoitar e se
referir na cidade, assegurado, minimamente, o direito à privacidade como condição inerente à sua
sobrevivência, existência e cidadania; a garantia de supressão de todo e qualquer ato violento, bem
como de comprovação vexatória de necessidade, assim entendido, dentre outros, a declaração de
pobreza; a não discriminação, por motivos de origem, raça, sexo, orientação sexual, cor, idade e
quaisquer outros, no acesso aos bens e serviços públicos municipais, principalmente os referentes à
saúde, não sendo permitido tratamento degradante, vexatório ou humilhante; a subordinação da
dinâmica do serviço à garantia da unidade familiar, sendo vedada a desintegração da família para
fins de atendimento; o direito do cidadão de restabelecer sua dignidade, autonomia, bem como sua
convivência comunitária, relacionando-se harmoniosamente com os demais cidadãos; o exercício do
direito de participação da população, por meio de organizações representativas, na proposição e no
controle das ações que lhes dizem respeito.

2001/ Abril - SAÚDE MENTAL


A Lei n° 10.216, aprovada em 6 de abril de 2001, regulamentou a proteção e os direitos das
pessoas portadoras de transtornos mentais, redirecionando o modelo assistencial em saúde mental.
"Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são
assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual,
religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade
ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra" - Artigo 1º.

2001 - ENESSO REÚNE ESTUDANTES DE SERVIÇO SOCIAL


Formulado o Estatuto da Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESSO),
entidade que sempre teve participação política intensa nas questões sociais e na formação em
Serviço Social.

2001 - CIDADE PARA TODOS


O Estatuto das Cidades é concebido pela Lei n° 10.257, de 10 de julho, estabelecendo
diretrizes gerais da política urbana. A legislação estabelece normas de ordem pública e interesse
social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem coletivo, da segurança e do bem-
estar dos cidadãos e do equilíbrio ambiental.

2001- X Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais


Promovido pelo CFESS, ABEPSS, ENESSO e CRESS 7ª Região, o X Congresso Brasileiro
de Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 9 e 11 de outubro de 2001, no Rio de Janeiro,
sobre o tema "Trabalho, Direitos e Democracia: assistentes sociais contra a desigualdade".

2001 - CONSELHO NACIONAL COMBATE DISCRIMINAÇÃO


O Decreto n° 3.952 regulamentou a Lei n° 9.649, que criou o Conselho Nacional de
Combate à Discriminação. O órgão integra a estrutura básica do Ministério da Justiça e tem a
competência de propor, acompanhar e avaliar as políticas públicas afirmativas de promoção da
igualdade e da proteção dos direitos de indivíduos e grupos sociais e étnicos afetados por
discriminação racial e demais formas de intolerância.

2001/ Dezembro - DUPLO VÍNCULO


Promulgada a Emenda Constitucional n° 34, de 13 de dezembro de 2001, que alterou o
artigo 37 da Constituição Federal, permitindo o acúmulo "de dois cargos ou empregos privativos de
profissionais de saúde, com profissões regulamentadas".

2002 - CÓDIGO PROCESSUAL DE ÉTICA


A Resolução Cfess n° 428 instituiu o Código Processual de Ética que "dispõe sobre as
normas que regulam o Código Processual de Ética, incluindo todas as alterações que foram
regulamentadas por Resolução, bem como aquelas aprovadas pelo Encontro Nacional
CFESS/CRESS realizado em 2001".
2002 - CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DO IDOSO
Criado o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), pelo Decreto n° 4.227/02, que
tem a competência de supervisionar e avaliar a Política Nacional do Idoso; estimular e apoiar
tecnicamente a criação de conselhos de direitos do idoso nos estados, no Distrito Federal e nos
municípios; zelar pela efetiva descentralização político-administrativa e pela participação de
organizações representativas dos idosos na implementação de política, planos, programas e projetos
de atendimento ao idoso.

2003 - COMBATE À FOME


É instalado o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA), regulamentado pelo
Decreto n° 5.079/04, órgão ligado à Presidência da República. O CONSEA tem como principal meta
estimular a organização da sociedade para que ela faça parte da formulação, execução e
acompanhamento de políticas de segurança alimentar e nutricional.

2003 - MARÇO - SECRETARIA PARA COMBATER O RACISMO


Criada, em 21 de março, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade
Racial (SEPPIR), ligada à Presidência da República. A data foi por se comemorar em todo o mundo
o Dia Internacional pela Eliminação da Descriminação Racial. A SEPPIR, que atualmente é dirigida
pela assistente social Matilde Ribeiro, tem como função promover a igualdade e a proteção dos
direitos de indivíduos e grupos raciais e étnicos afetados pela discriminação e demais formas de
intolerância com ênfase na população negra.

2003 – Maio - ÓRGÃOS EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS


Criada pela Lei n° 10.683/03, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH) e, pela
Lei n° 10.683, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, órgãos ligados à Presidência da
República.

2003 - CRESS/SP LANÇA CAMPANHA ESTADUAL


Em 15 de maio, dia do Assistente Social, o CRESS SP lançou a campanha "Em Direitos
Não Se Mexe", contra o descumprimento dos direitos constitucionais e legais a que tem sido
submetida a população brasileira. Como parte integrante da campanha, a entidade promoveu
diversas ações, entre as quais o seminário "Ética e Direitos Humanos", em 16 de abril de 2004, e a "I
Mostra de Trabalho Profissional em Serviço Social", entre os dias 13 e 14 de maio de 2004.

2003 - OUTUBRO - DIREITOS ASSEGURADOS AOS IDOSOS


Promulgado o Estatuto do Idoso, pela Lei n° 10.741/03, que regulamenta os direitos e
estabelece punições para crimes contra pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. O estatuto,
que contém 118 artigos, estabelece como crime a discriminação contra idosos em todas as
circunstâncias. A pena é de seis meses a um ano de reclusão e multa.

2003 - DEZEMBRO – IV CONFERÊNCIA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DELIBERA PELA


IMPLANTAÇÃO DO SUAS
A IV Conferência Nacional Extraordinária de Assistência Social, realizada pelo Conselho
Nacional de Assistência Social, de 7 a 10 de dezembro de 2003, em Brasília, debateu e lançou as
bases do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

2004 - COMITÊ DE COMBATE AO RACISMO


Em conjunto com diversas outras organizações, o CRESS SP lançou o Comitê Paulista de
Combate ao Racismo, integrando o Movimento "O Serviço Social Mudando o Rumo da História -
Campanha Nacional de Combate ao Racismo", lançado em 2003 pelo conjunto CFESS/CRESS e
pela ONG Fala Preta!.

2004 - SETEMBRO - CALAMIDADE PÚBLICA


A Lei n° 10.954, de 29 de setembro, instituiu o auxílio emergencial financeiro para
atendimento à população atingida por desastres, residente nos municípios em estado de calamidade
pública ou em situação de emergência.
2004 - OUTUBRO - RESOLUÇÃO CNAS N° 145
Em 15 de outubro, o Conselho Nacional de Assistência Social aprovou, por meio da
resolução n° 145, a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) apresentada pelo Ministério do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em 23 de junho de 2004.

2004 – OUTUBRO - XI CONGRESSO BRASILEIRO DE ASSISTENTES SOCIAIS


Promovido pelo CFESS, ABEPSS, ENESSO, e CRESS 3ª Região, o XI Congresso
Brasileiro de Assistentes Sociais foi realizado entre os dias 17 e 22 de outubro de 2004, em Fortaleza
(CE), sobre o tema "O Serviço Social e a esfera pública no Brasil: o desafio de construir, afirmar e
consolidar direitos".

2005 - RESOLUÇÃO CNAS N° 130


O Conselho Nacional de Assistência Social aprovou, em 15 de julho de 2005, a Norma
Operacional Básica da Assistência Social (NOB/SUAS). O Sistema Único de Assistência Social é um
novo reordena mento institucional, consolidando os princípios presentes na LOAS e a visão da
assistência social como proteção social. O Sistema avança organizando as ações em proteção
básica e especial (de média e alta complexidade).

2005 - NOVEMBRO - RESOLUÇÃO CNAS N° 191


O Conselho Nacional de Assistência Social regulamentou o artigo 3º da Lei Federal nº
8.742, de 7 de dezembro de 1993, - LOAS -, definindo as características essenciais das entidades e
organizações de assistência social mediante a indicação das suas características essenciais.