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Instrução de uso

Cateter Central de Inserção Periférica em Poliuretano - PICC -


Uni, Duplo, Triplo ou Quádruplo Lumens (com mandril). ● Infundir solução salina no cateter através do infusor lateral (opcional), pois isto evitará coágulos no interior do
cateter.
DESCRIÇÃO ● Garrotear o membro.
O CATETER CENTRAL PARA INSERÇÃO PERIFÉRICA PICC Biomedical apresentam características únicas ● Puncionar a veia com o introdutor.
devido à tecnologia dos materiais empregados. São totalmente radiopacos, para uma perfeita visualização aos ● Introduza lentamente o cateter de dentro da manga protetora com a pinça. Em caso de resistência, retraia
raios X. A graduação da profundidade é gravada em centímetros. Em uma das extremidades existe uma e tente progredir novamente.
conexão Luer onde uma tampa opcional SafetyCap (sistema fechado, que permite a infusão de drogas ou ● Solte o garrote do membro.
retirada de amostras sangüíneas sem o uso de agulhas) poderá ser colocada. Ligando a conexão Luer ao corpo ● Se houver resistência na região axilar, proceder em manobra de abrir o braço formando um ângulo de 90º
do cateter existe uma extensão transparente com um “mini-oclusor” deslizante (opcional). No corpo do cateter para facilitar a progressão do cateter.
existe uma aba fixa de sutura, para proporcionar maior segurança. Devido à facilidade na sua introdução ● Durante a introdução do cateter, observar quantos centímetros deverão estar dentro do paciente
(preferencialmente por via periférica, nos membros superiores ou inferiores), o PICC Biomedical pode ser recordando a medição pregressa.
utilizado por enfermeiros habilitados, sem a necessidade da presença de um médico. Esta prática reduz o custo ● Recomenda-se que a ponta do cateter seja posicionada na veia cava superior cerca de 3 a 4 cm. antes
do procedimento já que a hospitalização do paciente não é necessária e em casos de pacientes já internados, da entrada do átrio direito.
não são necessários o uso de sala cirúrgica e anestesista. Sua inserção é por meio de introdutor “OTN” ● Aspirar o cateter para observar o refluxo (no caso de cateter com fio guia/mandril, não há a necessidade
(introdutor divisível sobre agulha) ou por meio de uma agulha divisível (agulha sobre cateter). O médico a seu da retirada do mesmo, somente após verificar se há refluxo sanguíneo retira-se o fio guia/mandril)
critério poderá introduzir o cateter por dissecção cirúrgica. ● Fixar o cateter.
● Fazer curativo conforme padronização do serviço.
INDICAÇÕES ● Solicitar RX de controle para confirmar posição do cateter.
● Nutrição Parenteral Prolongada. Precaução
● Quimioterapia. ● Nunca force o avanço do cateter. Qualquer resistência pode indicar uma obstrução da veia ou má posição do
● Terapia da dor. cateter.
● Acesso venoso de longa permanência para pacientes ambulatoriais. ● Nunca coloque fita adesiva sobre o tubo do cateter, pois isso comprometerá a resistência e integridade do tubo.
● Infusão de líquidos, drogas, sangue e seus derivados, etc.  Nunca suture sobre ou ao redor do cateter.
● Acesso à circulação central. Cuidados de enfermagem e manutenção do cateter
● Monitorização de pressões internas em pacientes em estado grave. Curativo
● Home Care. ● Utilizar técnica estéril.
● Cirurgias de grande porte ou alto risco. ● Realizar o 1º curativo - 24 horas após a punção.
● Proceder conforme padronização do serviço e usar adesivo estéril.
CONTRA - INDICAÇÕES Flushing
● Distúrbios de coagulação. ● Usando uma seringa de 5 ml, fazer o flush a cada uso, ou seja, após cada infusão realizada, com 3 ml de
● Infecção no local de punção. solução heparinizada (10 unidades/ml) ou conforme protocolo do serviço. Esta prática evita “cristalizações”
● Trombose venosa. causadas pela infusão de medicações incompatíveis entre si e conseqüente obstrução do cateter.
● Se o cateter não estiver em uso fazer o flush a cada 12 horas.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS Retirada de amostras sangüíneas
O PICC Biomedical é fabricado a partir de uma resina aromática da família dos poliuretanos, um material ● Na retirada de amostra sangüínea desprezar o fluído contido no cateter, (por volta de 1 ml), a menos que seja
biocompatível, totalmente radiopaco para uma perfeita visualização aos raios X. Devido a este material, os para o exame de cultura
cateteres apresentam a mesma flexibilidade do silicone, porém com paredes muito mais finas, sendo, no entanto ● Se a amostra for para exame de coagulação, deixar por último para que não haja o mínimo risco de
com maior durabilidade. As paredes mais finas permitem que seu diâmetro interno seja maior, se comparado aos contaminação por heparina.
cateteres de silicone. Seu diâmetro externo reduzido, evita flebites, tromboses e melhora o conforto do paciente. ● Antes de fazer o flush, lavar o cateter com 20 ml de SF 0,9% (em crianças e neonatos diminuir a quantidade
Materiais em contato com o sangue: de SF).
● Poliuretano ● Após lavagem, finalizar com o flush de heparina, fechando o cateter ou conectar o equipo de infusão.
● Aço inoxidável Prevenindo complicações
● “PTFE” ● Caso seja observado nas primeiras 24 horas eritema em virtude do traumatismo na inserção (irritação no
CUIDADOS epitélio venoso), fazer bolsa de água quente no local por 24 horas.
● Use sempre técnica asséptica. ● Avaliar as condições do paciente e observar regularmente os sinais e sintomas de infecção na inserção
● Não reutilizar este produto descartável, pois o recondicionamento e a re-esterilização após o uso pode alterar do PICC Biomedical.
sua biocompatibilidade e integridade funcional, colocando o paciente sob risco. ● Durante a realização do flush o paciente pode sentir uma sensação de frio.
● Não use este ou qualquer outro produto fora do prazo de validade. ● Não utilize seringas menores que 5 ml.

● Após o uso, descarte este produto, de acordo com a rotina hospitalar para materiais contaminados. ● Evite traumas e nunca verifique a pressão arterial no membro em que se encontra o PICC Biomedical .
● Altas pressões podem ser facilmente provocadas por seringas de pequeno calibre, com possibilidade de ● Trocar a tampa de proteção a cada 3 dias ou conforme protocolo institucional.

rompimento do cateter. Como retirar o PICC Biomedical
ATENÇÃO Caso haja intenção de fazer cultura da ponta do cateter, o enfermeiro deverá realizar o procedimento estéril
● Somente médicos e enfermeiros habilitados podem manusear este produto durante sua introdução. ou com luvas de procedimento observando os seguintes aspectos:
● O comprimento e o diâmetro do cateter se encontram descritos no rótulo do produto.  Paciente em posição supina.
● Produto para uso único, devendo ser descartado após o uso.  Remover curativo.
● Este produto é estéril e apirogênico, desde que a embalagem não tenha sido violada.  Posição do braço 45º à 90º do corpo.
● Evite o contato com objetos perfuro-cortantes.  Puxe devagar atuando com técnica mão sobre mão.
● A medida externa nunca pode reproduzir exatamente a anatomia venosa interna.  Seja cauteloso, caso contrário o cateter pode se quebrar.
● Nunca use cateteres de poliuretano para injeções de alta pressão, nem seringas com capacidade  Fazer compressão local.
inferior a 5ml pois estes podem produzir pressões muito altas capazes de causar a ruptura do cateter.  Fazer curativo.

● O uso de injetores mecânicos (bomba de infusão) é indicado apenas no intuito de manter a  Observar se o cateter foi totalmente removido, comparando o comprimento do PICC Biomedical com a
permeabilidade constante do cateter, porém é indispensável e fundamental que este equipamento possua anotação inicial de enfermagem no momento da inserção.
dispositivo de controle preciso da pressão infundida, para evitar ruptura do cateter (caso haja alguma  Se houver a menor dúvida sobre o tamanho do cateter, aplicar um torniquete na região superior do braço
obstrução). o mais próximo possível da axila, avisar o médico e pedir um RX.
● Não utilizar em sistemas de injeção automática (bombas de injeção) que não tenha controle rigoroso e APRESENTAÇÃO
desativação automática em caso de pressão excessiva. O PICC Biomedical é apresentado em “kit” individual, embalado com filme termoformado e tampa termo
● Ao pegar o cateter com a pinça cuidado com a força empregada para não danificar o produto. selado, esterilizados e apirogênicos.
● Uma rotina rigorosa de higiene diária e técnicas assépticas são obrigatórias nas manipulações de: O “kit” é formado pelo cateter propriamente dito e os acessórios utilizados para sua introdução.
a. Inserção O médico ou enfermeiro habilitado que definirá a técnica de introdução, o comprimento e o diâmetro do cateter
b. Infusão de sangue ou fluídos. a ser utilizado. As dimensões do cateter se encontram impressas no rótulo do produto.
c. Conexão e desconexão.
d. Infusão de drogas. ARMAZENAGEM E TRANSPORTE
e. Fechamento ou abertura do conector “Luer” Manter em local fresco, seco, à temperatura ambiente; ao abrigo de poeiras, luz direta, calor, umidade e
f. Retirada de sangue. em sua embalagem original.
● Jamais retroceda com o Cateter após introduzi-lo na agulha. Produto de uso único. Não reutilizar este produto, pois o seu recondicionamento e re-esterilização,
● Não use solventes químicos como: álcool, éter, acetona, etc., dentro ou fora do produto. Estes podem comprometer sua biocompatibilidade e integridade.
solventes podem danificá-lo. Após o uso, descartar este produto de acordo com os procedimentos padronizados para descarte de

● O curativo no local de inserção do PICC Biomedical deve ser trocado com a materiais hospitalares contaminados.
frequência apropriada e mantido seco. ARTIGO MÉDICO HOSPITALAR DE USO ÚNICO. DESTRUIR APÓS O USO.

● Este produto é para uso único. Remova o PICC Biomedical logo que não seja mais necessário. PROIBIDO REPROCESSAR.
POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES ESTÉRIL SOMENTE SE A EMBALAGEM NÃO ESTIVER VIOLADA.
As seguintes complicações não são exclusivas a este produto e podem ocorrer devido ao uso deste ESTERILIZADO POR ÓXIDO DE ETILENO.
ou de qualquer outro tipo de cateter. Estas complicações devem ser imediatamente corrigidas Responsável Técnica: Enf. Flavia Remedia Silva Grechi – COREN SP: 83905
e/ou tratadas pela equipe médica: Registro ANVISA: XXX.XXX.XXX.XX
● Infecção local ou sistêmica. Nestes casos, considerar tratamento intensivo e possível retirada. Tamanho: Vide rótulo do produto.
● Cateteres vasculares podem ocluir devido à formação de trombos. O uso de aspiração ou Lote: Vide rótulo do produto.
agentes trombolíticos mostrou-se eficientes. Nunca use fios para desobstrução. Data da esterilização: Vide rótulo do produto.
● Evite provocar angulações do cateter na introdução, pois irá prejudicar seu funcionamento. Data de validade: Vide rótulo do produto.
● Tração ou rotação intensa pode danificar o cateter. Fabricado por:
● Embolia.
● Perda sangüínea por desconexão da linha.
● Hematoma.
● Tromboflebite. Na fase inicial de formação do trombo nas veias de extremidade incide o maior perigo
de embolia pulmonar que pode variar em extensão e gravidade. Apresenta-se sob a forma
de empastamento, hiperemia, calor, dor e edema do membro atingido. Equipamentos e Produtos Médico-Cirúrgicos Ltda.
● Trombose venosa com oclusão de vasos. A veia atingida apresenta-se sob a forma de um Av. Amador Aguiar Nº 1500 – City Jaraguá
segmento venoso intumescido. Seu sinal fundamental é o de edema de extremidade. São Paulo – SP CEP: 02998-020
● Riscos devido à técnica de introdução, tais como: sangramento, infecção, dor, alergias etc. Tel.: 0XX(11) 3944-5555 Fax: 0XX(11) 3944-5556
● Necrose no local da inserção do cateter. www.biomedical.ind.br
● Mau posicionamento, oclusão, formação de fibrina na ponta do cateter, deslocamento ou ruptura. www.cateter.com.br
● Arritmia cardíaca. vendas@biomedical.ind.br
● Lesão do plexo braquial. CNPJ: 51.943.645/0001-07
● Reações de intolerância ao implante. Ind. Brasileira
● Rompimento do cateter por uso inadequado de injetores mecânicos sem controle de
pressão infundida.
MODO DE USAR
Remova o cateter e acessórios da embalagem, na seqüência de uso, utilizando técnicas assépticas
(precaução universal), que devem ser mantidas durante todo o procedimento, verificando se não existe
dano no produto ou na embalagem.
INTRODUÇÃO
● Explicar ao paciente o procedimento que será realizado.
● Avaliar as condições do local da punção e escolher o acesso (usualmente as veias cefálicas
ou basílicas são escolhidas em virtude de sua trajetória regular até a veia subclávia ou cava superior).
● Medir com a fita métrica o comprimento aproximado entre o local da inserção até a veia cava superior
(terceiro espaço intercostal direito, entre o mamilo e o esterno) e anotar.
● Com o cortador de cateter realizar o corte na medida adequada (se necessário)
● Jamais corte o mandril, pois o mesmo poderá danificar o cateter.
● Proceder com técnica de assepsia e antissepsia.
● Fazer botão de xylocaína a 2% no local a ser puncionado (opcional).