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TESTES SANGRAMENTO UTERINO ORGÂNICO

(COM ANOMALIA ESTRUTURAL DO ÚTERO)

SANGRAMENTO PÓS-MENOPAUSA

1. Mulher de 63 anos, saudável, e na menopausa há 10 anos, apresenta sangramento uterino


discreto há cerca de 15 dias. Apresenta ultrassonografia pélvica transvaginal, realizada há 9
dias, que revela eco endometrial de 7 mm e colposcopia revelando ectopia e cistos de Naboth.
Diante do exposto, a paciente deverá:
a. repetir a ultrassonografia transvaginal
b. realizar estudo anatomopatológico do endométrio
c. retirar o útero e anexos por via abdominal
d. realizar uma biópsia do colo uterino guiada por colposcopia
e. utilizar combinados estro-progestagênicos para suspender o sangramento.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

2. Durante a investigação do sangramento uterino anormal, recomendam-se as seguintes


medidas, exceto:
a. Investigar uso de medicamentos anticoagulantes e uso irregular de pílulas anticoncepcionais
que possam causar sangramento iatrogênico.
b. Investigar complicações de gravidez com dosagens de βhCG e ultra-sonografia.
c. Descartar doenças dos órgãos pélvicos através da ultra-sonografia, histeroscopia, biópsia do
endométrio ou laparoscopia.
d. Considerar a realização de testes laboratoriais para identificar disfunções da tireóide,
insuficiência renal, insuficiência hepática, hiperprolactinemia e diabetes mellitus.
e. Avaliar no exame clínico a presença de obesidade, sinais de hiperandrogenismo e acantose
nigricans, sugestivos de anovulação hipotalâmica.

3. Mulher de 47 anos, gesta 2 para 2 (2 cesáreas), apresenta ciclos a cada 29 dias, com fluxo
menstrual aumentado, durante 7 dias, presença de coágulos e cólicas. Ao exame físico,
percebe-se, apenas, o útero levemente aumentado de volume. A ultrassonografia, realizada no
23o dia do ciclo, revela eco endometrial hiperecóico com 9 mm de espessura, nódulo
hipoecóico em parede anterior medindo 2,1 cm com 70% de componente intramural e 30% de
componente subseroso, heterogeneidade difusa do miométrio com espessura da parede
posterior maior que a da parede anterior. É incorreto afirmar em relação ao caso descrito:
a. A ultrassonografia foi realizada em período inadequado.
b. A espessura do eco endometrial é anormal.
c. A adenomiose é a principal hipótese diagnóstica.
d. O mioma não deve ser a causa do sangramento.
e. Está indicada uma avaliação da hematimetria.

4. Mulher de 46 anos, nuligesta, apresenta ciclos menstruais regulares a cada 28 dias, com
menorragia e sem dismenorréia. Realizou ultrassonografia que identificou volume uterino de
80 cm3, eco endometrial proliferativo com 6 mm de espessura e mioma fúndico com 2,5 cm
de diâmetro, intramural (30%) e subseroso (70%). A etiologia mais provável do sangramento é:
a. Menorragia essencial
b. Mioma uterino
c. Hiperplasia endometrial
d. Atrofia endometrial
e. Adenomiose

5. Adolescente do sexo feminino, com 12 anos de idade, menarca aos 11 anos, é atendida na
unidade de emergência com sangramento genital intenso. O nível de hemoglobina é de 8,5
g/dL. Não é uma causa provável do sangramento:
a. sangramento uterino disfuncional anovulatório
b. gravidez
c. pólipo endometrial
d. coagulopatias

MIOMAS-EPIDEMIOLOGIA
6. Não está associado(a) a um aumento da freqüência dos miomas
a. Obesidade
b. Nuliparidade
c.Faixa etária dos 40 aos 48 anos
d. Afrodescendência
e. Tabagismo

MIOMAS – ANATOMIA PATOLÓGICA

7. Está incorreto em relação aos leiomiomas uterinos


a. A degeneração sarcomatosa é questionável.
b. A visualização de mais de 10 mitoses por campo de grande aumento caracteriza um
potencial de malignidade incerto.
c. O mioma não tem cápsula e sim uma condensação de tecido conectivo que permite sua
enucleação.
d. Caracteristicamente tem consistência elástica e superfície de corte espiralada.
e. Têm origem em uma única célula muscular lisa do miométrio

8. Mulher de 46 anos (gesta 3, para 3, sendo 3 partos cesáreos) apresenta ciclos menstruais a
intervalos de 24 dias com fluxo normal e dismenorréia incapacitante. Sua ultrassonografia
revela miomatose subserosa com volume uterino de 380 cm3. FSH (3o dia do ciclo) = 18
mUI/mL. Hemoglobina = 12 mg/dL Qual a conduta indicada ?
a. Expectante com reavaliação anual
b. DIU medicado com progestagênio
c. Embolização das artérias uterinas
d. Miomectomia
e. Histerectomia com anexectomia bilateral
TRATAMENTO DOS MIOMAS
9. Mulher de 38 anos, tenta engravidar há 3 meses e tem menorragia há 6 meses. Apresenta
mioma de 3 cm com 70% de componente submucoso e outro de 2 cm com 50% de
componente subseroso. Conduta:
a.Aguardar gestação por mais 9 meses
b.Miomectomia histeroscópica
c.Miomectomia combinada histeroscópica e laparoscópica
d.Miomectomia laparotômica para exérese dos dois miomas

10. É indicação de miomectomia:


a. Antes de terapia de reposição hormonal do climatério
b. Mioma submucoso em paciente com abortamento habitual
c. Miomatose com volume uterino de 380 cm3 provocando sangramento genital em multípara
de 43 anos.
d. Mioma intramural de 3 cm em nuligesta com dismenorréia e dor pélvica
e. Mioma com degeneração cística indolor no puerpério

11. Mulher de 59 anos, menopausada há 10 anos, apresentou sangramento genital discreto


por 3 dias há uma semana. Realizou ultrassonografia transvaginal que revelou mioma
intramural e subseroso de 2,5 cm e espessura do eco endometrial de 3 mm. Conduta:
a. Expectante.
b. Curetagem
c. Histeroscopia
d. Histerectomia
e. Miomectomia

PROGNÓSTICOS DAS LESÕES BENIGNAS


12.Qual das lesões tem maior potencial de malignização ?
a. Mioma uterino
b. Pólipo cervical
c. Adenomiose
d. Ectopia
e. Pólipo endometrial

PÓLIPOS ENDOMETRIAIS
13. Os pólipos endometriais
a. Podem ser retirados por curetagem,com resultados melhores que da histeroscopia.
b. Aparecem mais frequentemente à ecografia como uma lesão hipoecóica
c. Apresentam alterações histológicas restritas ao componente glandular do endométrio
d. Regridem na maioria dos casos com tratamento progestacional
e. Têm maior risco de malignidade quando sintomáticos
HIPERPLASIA ENDOMETRIAL – CLASSIFICAÇÃO E TRATAMENTO
14. Quais dos achados da histopatologia endometrial compõem uma indicação de
histerectomia?
a. Invaginações glandulares e hiperplasia glandular
b. Pontes intraglandulares e hiperplasia estromal
c. Cromatina grosseira e cariorrexe
d. Reação tipo Arias-Stela e dissociação glândulo-estromal
e. Dilatação cística glandular e halo perinuclear

HIPERPLASIA ENDOMETRIAL– DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO


15. Mulher de 49 anos, gesta 3, para 3, apresentou hipermenorragia e foi submetida a
curetagem uterina fracionada. O exame histopatológico revelou hiperplasia atípica do
endométrio. É INCORRETO afirmar:
a. O hiperestrogenismo relativo próprio da idade contribui para a ocorrência dessa lesão.
b. Histologicamente há alterações arquiteturais e nucleares.
c. O tratamento indicado é a histerectomia
d. Não raramente pode haver áreas de adenocarcinoma concomitantes no endométrio.
e. O diagnóstico deve ser confirmado por histeroscopia antes de qualquer tratamento.

ADENOMIOSE
16. A adenomiose:
a. É responsável por um número significativo de insucessos da ablação endometrial
b. Não responde bem ao tratamento com DIU medicado com levonorgestrel.
c. Tem como sintomas mais frequentes: menorragia, metrorragia e dismenorréia.
d.Ocorre mais frequentemente em multíparas e em mulheres na quarta década de vida.
e. Tem como padrão ouro para o seu diagnóstico a ultrassonografia transvaginal.

ADENOMIOSE
17. Não constitui um critério ecográfico para o diagnóstico da adenomiose
a. Aumento do volume uterino
b. Pequenas áreas císticas miometriais
c. Estrias lineares ecogênicas no miométrio
d. Ecotextura difusamente heterogênea do miométrio
e. Aumento da vascularização miometrial

CÂNCER DE ENDOMÉTRIO
18. Aponte a alternativa que expressa dois fatores de risco para o câncer de endométrio.
a. Terapia estrogênica isolada no climatério e mutação do BRCA 1
b. Terapia com tamoxifeno e Síndrome do câncer colo-retal não polipoide hereditário.
c. Obesidade e uso de anticoncepcionais orais combinados.
d. Síndrome dos ovários policísticos e tabagismo
e. Nuliparidade e raça negra