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ÁREA PASTORAL DE SANTA PAULA FRANSSINETTI

PASTORAL DOS COROINHAS

REGIMENTO INTERNO DOS COROINHAS(RIC)

2018-2022

Elaboração: IZAIAS OLIVEIRA DO NASCIMENTO JUNIOR

FORTALEZA-CEARÁ
2018
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO GERAL Pág. 2

Cap. I SOBRE O MINISTÉRIO DE COROINHA, SEU SERVIÇO E DIGNIDADE Pág.2


LITÚRGICA.

Cap. II PROCESSO DE ADMISSÃO DOS(AS) CANDIDADOS(AS) A Pág.10


COROINHAS - FORMAÇÃO E ACOMPANHAMENTO

Cap. III PROCESSO DE FORMAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DOS Pág.17


COROINHAS

Cap. IV SOBRE A COORDENAÇÃO, SUA ORGANIZAÇÃO E MEMBROS COM Pág.24


FUNÇÕES COORDENATIVAS BUROCRÁTICAS.

Cap. V SOBRE OS GRUPOS DE COROINHAS, SUA ORGANIZAÇÃO E Pág.30


OUTRAS DETERMINAÇÕES.

Cap. VI RELAÇÕES HUMANAS NA VIDA MINISTERIAL DO COROINHA Pág.34

A. SOBRE O NAMORO DENTRO DO GRUPO DE COROINHAS Pág.34


B. O COROINHA NA COMUNIDADE Pág.42
C. O COROINHA FORA DA IGREJA Pág.43

Cap. VI DISPOSIÇÕES FINAIS Pág.51

Anexo RITO DE ADMISSÃO AO MINISTÉRIO DE COROINHA Pág.53

1
APRESENTAÇÃO GERAL

O presente regimento tem como função regular o serviço do ministério de coroinha


na Área Pastoral de Santa Paula Franssinetti, cuja validade do documento é de 4 anos,
que após do referido tempo, deve ser reavaliado e atualizado pelos que coordenam a
pastoral. E também, o mesmo está subordinado as regras ou regimento espedidos pela
Arquidiocese de Fortaleza durante esse tempo.
Na Área Pastoral, tal ministério será interpretado como uma pastoral. Pois, toda
pastoral tem como característica um objetivo específico, uma natureza e uma
necessidade que atende, de forma que ela é constituída como necessidade primária no
ordenamento e na evangelização dirigida pela Diocese e/ou da Paróquia. Ou seja, por
pastoral constitui como uma estrutura orgânica e fundamental de organização de uma
diocesana ou paróquia. Quanto a movimento não, pois apesar de ter uma orientação de um
sacerdote e de bispo, com encontros a nível nacional, diocesano e paroquial; como também,
obediência a Tradição e o magistério da Igreja; despojam de independência da organização
orgânica de uma paróquia e diocese. Não é um grupo, pois por grupo a Igreja entende como um
conjunto de fieis leigos que se reúnem de forma espontânea numa capela, paróquia, ou diocese
para fazer uma atividade específica com base no evangelho. O que diferencia o movimento de
um grupo além da organização, é que no primeiro é norteado por uma doutrina e diretrizes
específicas apresentadas fundador que caracterizará o carisma daquele movimento e sua
atividade evangélica, claro dirigido pela Santa Doutrina da Igreja. Um grupo pode estar vinculado
a uma pastoral, ou a um movimento, como é um grupo de oração ao RCC, ou uma equipe de
catequista a pastoral catequética.
Nesse sentido, esse regimento é constituído de sete capítulos, tendo como anexo o Rito
de Admissão ao Ministério de Coroinha.

CAPITULO I– SOBRE O MINISTÉRIO DE COROINHA, SEU SERVIÇO E DIGNIDADE


LITURGICA.

Art. 1- Segue os artigos 2 à 14, que tem como característica fundamentar a nossa
atividade no ministério na área, que será exposta nos artigos subsequentes aos referidos.
Claro, o caráter normativo das citações dos documentos deve ser obedecido.

Art. 2- No início da era cristã, havia os denominados ministérios das ordens menores,

2
que eram compostos pelo ostiário, leitor, exorcista e acólito1. Veio desaparecer esta
nomenclatura de ordens menores somente no século XX no Concílio Vaticano II. As
funções de ostiário que era de tomar conta das chaves da igreja e tocar o sino se
dissolveu no ministério de acólito, naquilo que chamamos de sacristão. Podemos notar
esta ancestralidade no ministério de acólito, sua essência e sua importância em
personagens como São Tarcísio ainda do ano 245 d.C, que viveu nas primeiras
comunidades cristãs, sua vida marca quanto o ministério de acólito é antigo. Este
ministério de acólito foi assumido por crianças do sexo masculino por séculos, esse serviu
de porta para as vocações sacerdotais nas funções de auxiliar o presbítero nas funções
do altar e na sua preparação.

Art. 3 – Nos documentos pós-conciliares ao Vaticano II preservam o uso do termo acólito


ou termos equivalentes(assistentes, servos dentre outros). Todavia, como iremos
verificar, há dois tipos de acólitos: o temporário e o instituído. O acólito temporário(que
alguns liturgistas chamam de acólito não instituído), aqui no Brasil costumamos de o
chamar de coroinha para diferenciar de modo claro daquele que é chamado de acólito
instituído.

Art. 4- Após o Concílio Vaticano II continuou o hábito de colocar as crianças de sexo


masculino no serviço do altar, porém de primeira vista não se permitiu que as jovens
adolescentes ou mulheres assumissem a função de acólito: “Há naturalmente, vários
papéis que as mulheres podem desempenhar na assembleia litúrgica: estes incluem; a
leitura da Palavra de Deus e a proclamação das intenções na Oração dos fiéis. Às
mulheres, contudo, não é permitido atuarem como servas no altar.”(Instrução
Inaestimable Donum Concernente ao Culto do Ministério Eucarístico). Mesmo assim,
anterior a este documento pós-conciliar, já admitia mulheres para distribuição da sagrada
comunhão como ministras extraordinária da comunhão, quer dizer então, também pelo
contexto desta citação no texto tratado, que está falando do acólito temporário pelo termo
“servas”.

Art. 5 – Em um outro documento pós-conciliar, posterior a Instrução Inaestimable Donum

1
“Durante o século III, tanto a África como em Roma, desenvolveu-se as que, mais tarde serão chamas ordens menores, ou
seja, ministros subordinados aos bispos e diáconos: leitores, acólitos, exorcistas etc. Uma carta do papa Cornélio(251) informa
que em Roma, naquele momento, havia 46 presbíteros, 7 diáconos, 7 subdiáconos, 42 acólitos e outros 52 ministros( exorcista,
leitores e ostiários )”(MATOS, Henrique. Introdução à História da Igreja, v1. pág.:78)
3
possibilitou que as jovens adolescentes ou mulheres assumam os serviço do altar como
assistentes(“acólitas”): "É muito louvável que se conserve o benemérito costume de que
crianças ou jovens, denominados normalmente assistentes (coroinhas), estejam
presentes e realizem um serviço junto ao altar, similar aos acólitos, mas recebam uma
catequese conveniente, adaptada à sua capacidade, sobre esta tarefa. Não pode
esquecer que do conjunto destas crianças, ao longo dos séculos, tem surgido um número
considerável de ministros consagrados. Institucionalizar e promover associações para
eles, nas que também participem e colaborem com os padres, e com os quais se
proporcionam aos assistentes (coroinhas) uma atenção pastoral eficaz. Quando este tipo
de associações tenha caráter internacional, fica de responsabilidade da Congregação
para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos erigir, aprovar e reconhecer seus
estatutos. A esta classe de serviço ao altar podem ser admitidas meninas e mulheres, de
acordo com o critérios do Bispo diocesano e observando as normas
estabelecidas."(Instrução Redemptionis Sacramentum, n. 47).

Art. 6 – Com este documento permite as jovens mulheres e as adolescentes prestem


serviço justo ao altar como “acólitas” em par de igualdade com os jovens adolescentes e
homens.

Art. 7 – Não só tratou deste assunto a respeito do serviço do altar daquelas do sexo
feminino, mas pela primeira vez num documento pós-conciliar fala deste ministério do
altar assumido por jovens ou adultos sem confundir e diferenciando do acólito instituído 2.
Este segundo é assumido por adultos de idade 21 anos normalmente que então em
preparação para o sacerdócio cujas funções: “O acólito é instituído para o serviço do altar
e auxiliar o sacerdote e o diácono. Compete-lhe principalmente preparar o altar e os vasos
sagrados, e, se necessário, distribuir aos fiéis a Eucaristia, da qual é ministro
extraordinário”(Instrução Geral do Missal Romano, 2002, 98.).

Art. 8. – Quando no Instrução Redemptionis Sacramentum fala “Além disso, nos


Ministérios instituídos de leitor e acólito, entre as tarefas acima mencionadas, em primeiro
lugar estão os acólitos e os leitores com um encargo temporal, aos que se unem outros
serviços, descritos no Missal Romano, como também a tarefa de preparar as hóstias,
lavar os panos litúrgicos e similares. Todos «os ministros ordenados e os fiéis leigos, ao

2
Instrução Redemptionis Sacramentum, 42-45.
4
desempenhar seu função ou ofício, façam tudo e somente aquilo que lhes corresponde»,
fazendo-o na mesma celebração litúrgica, ou em sua preparação, sendo realizado de tal
forma que a liturgia da Igreja se desenvolva de maneira digna e decorosa”(Instrução
Redemptionis Sacramentum, n. 44). Mostra esta realidade que há dois tipos de acólitos
o instituído e o de cargo temporal(assistente ou servo). E este de cargo temporal possui
além das funções do serviço do altar, também de prepará-lo (“aos que se unem outros
serviços, descritos no Missal Romano, como também a tarefa de preparar as hóstias,
lavar os panos litúrgicos e similares”).

Art. 9 - Contudo, é bem claro nos documentos que as funções de ministro extraordinário
podem ser assumidas por acólitos de cargo temporal somente no caso de falta de
MESC´s. Desta maneira, estes acólitos são os primeiros a serem chamados, por isso
devem estarem preparados para isto exigindo uma formação doutrinária e litúrgica para
isto como explica: “para auxiliar na distribuição da Comunhão aos fiéis, ou os próprios
diáconos que estejam servindo à Missa. Os sacerdotes e os diáconos são, pois, os
ministros ordinários. Não os havendo, o celebrante pode contar com ministros
extraordinários, chamando os acólitos que o estejam auxiliando – sejam instituídos para
esse ministério, sejam temporários (servos) para aquela Missa em especial. Não havendo
nem diácono, nem acólito instituído, nem servo, o padre pode chamar os fiéis, sejam
religiosos ou leigos, que estejam na Missa. É recomendável, aliás, que esses fiéis já
tenham recebido o devido treinamento doutrinário e litúrgico, tendo sido instituídos como
ministros extraordinários da Comunhão Eucarística, pelo Bispo local. Na falta desses fiéis
já instituídos como ministros extraordinários, outros podem ser chamados, e que, no
momento apropriado da Missa, receberão uma bênção prevista no Missal
Romano.”(Instrução Redemptionis Sacramentum, n. 155). Claro, quando o documento
fala isto, devemos ter como pressuposto o seguinte, que apesar costumeiramente
usamos crianças e adolescentes para este ministério de acólito, pela Tradição da Igreja
também usa-se homens ou jovens, daí que no documento não ver problema de os chamar
porque além de haver o conhecimento próprio do ministério de acólito, há a idade com
sua maturidade que o torna idôneo para esta função. Não é um pouco responsável
colocar uma criança, por exemplo, de 10 anos para distribuir a comunhão mesmo que ela
tenha a formação mínima para isto. Apesar de aqui no Brasil não ver de bons olhos
adultos servindo neste ministério por causa daquele estereótipo de se pensar ser um
serviço exclusivo para crianças ou adolescentes, mas isto é mais pela falta de

5
conhecimento da Tradição.

Art. 10 - Em suma, as funções do acólito temporário são as mesmas do instituído, menos


no que diz respeito a de ministro extraordinário da comunhão. E mesmo para esta última
função, há possibilidade de assumir na forma de delegação de ministro extraordinário da
comunhão em caso particular. E são os acólitos os primeiros a ser chamados para isto;
para esta hora, precisam de uma catequese que contemple aspectos do doutrinários-
litúrgico, fora que “O fiel leigo que é chamado para prestar uma ajuda nas Celebrações
litúrgicas e deve estar devidamente preparado e ser recomendado por seu vida cristã, fé,
costumes e sua fidelidade para o Magistério da Igreja. Convém que haja recebido a
formação litúrgica correspondente a sua idade, condição, gênero de vida e cultura
religiosa. Não se eleja a nenhum cuja designação possa suscitar o escândalo dos
fiéis.”(Instrução Redemptionis Sacramentum, n. 43).

Art. 11. Ou seja, necessita de formação somada a uma maturidade de fé e psicológica


para assumir qualquer ministério litúrgico por leigos, e de funções atribuídas ao mesmo
ministério como é caso do acólito temporário. A partir disto podemos refletir os seguintes
itens:

I- Apesar de ser um ministério que exige uma formação específica que pela sua
própria natureza não se enquadra em formações genéricas tal qual são outros
ministérios, e de um olhar atendo do sacerdote que seria quem deveria colaborar
com o mesmo na preparação e orientação destes ministros seja litúrgica e
vocacional3; muitas vezes, são deixados de lado sem uma assistência necessária
para este ministério. Sem aquela formação não só litúrgica e doutrina, mas que
contemple a questão espiritual-humano voltada para eucaristia e a vocação. Se
este último não for feito, corri o risco do serviço junto ao altar cair em um mero
formalismo e mecanização do ofício, aspectos que Cristo tanto criticou nos
religiosos do seu tempo. Há certamente o esforço de muitos coordenadores de
grupos de coroinhas e sacerdotes de promoverem e de criarem instrumentos que
possibilitam a quem está no altar produzir um trabalho que seja oferta a Deus e não

3
Para um ministério que tradicionalmente e naturalmente leva a vocação sacerdotal, deveria o padre ser o maior interessado
na promoção e atenção do mesmo, afim de estimular mais vocações sacerdotais para Igreja. Pela Tradição é bem claro que
Deus usou e usa este ministério para isto.
6
a sua vaidade, além disto, que produza vocações sacerdotais para a Igreja.
Salienta-se desde já que não é só um ato de boa vontade deles, mas de um desejo
de Deus. Por esta razão, é uma obrigação e um ato de amor livre do sacerdote e
do coordenador estimular isto.

II – Quando as condições doutrinária-litúrgico-espiritual-humano são atendidas


produzem não só vocações sacerdotais, mas estimula para outras espécies de
vocações. Após o Concílio Vaticano II o grupo de coroinha, tem como uma
finalidade e vocação ser celeiro que produza vocações sacerdotais, para leiga e
para a família. O ministério de acólito temporário é uma ponte para outra função,
uma vez que não será eternamente acólito temporário. No entanto, a falta destas
condições tem produzido frutos maléficos dentro da Igreja, e é necessário rever
como trabalhar para que isto não aconteça na nossa região de nossa arquidiocese.

Art. 12 – Para a delegação para o ministério de acólito temporário no Brasil e outros


lugares no mundo há o hábito de ser feito por meio de ritual de admissão que chamamos
de investidura feitos pelo(s) sacerdote(s) de sua paróquia ou o bispo. Como é previsto no
missal, esta espécie de benção litúrgica e sua normatização quando diz: “ As funções
litúrgicas, que não são próprias do sacerdote ou do diácono e das quais se trata acima
(n. 100-106)4, podem ser confiadas também pelo pároco ou reitor da igreja a leigos
idôneos com bênção litúrgica ou designação temporária. Quanto à função de servir ao
sacerdote junto ao altar, observem-se as normas dadas pelo Bispo para sua diocese”.
(IGMR, 2002, 107).

Art. 13 – Este processo de investidura e de organização deste ministério deve ser


normatizado pelo Bispo, claro que ele chama sua Igreja particular para pensar este
processo, que não só é pensar aspecto do formato da “investidura”, mas todos os
aspectos que aqui levantados neste capítulo. Como coloca uma carta expedida pela
Santa Sé5: “1) O Cân. 230 § 2 tem caráter permissível e não impositivo: “Laici (...)
possunt”. Portanto, a autorização dada a este propósito por alguns bispos não pode
minimamente ser invocada como obrigatória para os outros Bispos.

4
Aqui fala de vária funções assumidas por leigos, como de acólitos, leitores, sacristões e etc.
5
CONGR. DA DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS, Instr., Immensae caritatis, proêmio: AAS 65 (1973) p. 264; PAULO VI,
Carta Apostólica «motu proprio datae», Ministeria quaedam, dia 15 dagosto de 1972: AAS 64 (1972) p. 532; MISSALE
ROMANUM, Appendix III:Ritus ad deputandum ministrum sacrae Communionis ad actum distribuendae, p. 1253;CONGR.
CLERO e outras, Instr., Ecclesiae de mysterio, Disposições práticas, art. 8 § 1: AAS 89 (1997) p. 871.
7
De fato, compete a cada Bispo em sua diocese, ouvido o parecer da Conferência
Episcopal, emitir um juízo prudente sobre como proceder para um regular incremento da
vida litúrgica na própria diocese./ 2) A Santa Sé respeita a decisão que alguns Bispos,
por determinadas razões locais, adotaram, com base ao previsto no cân. 230 § 2, mas
contemporaneamente a mesma Santa Sé recorda que sempre será muito oportuno seguir
a nobre tradição do serviço ao altar pelos meninos. Isto, como se sabe, permitiu inclusive
um consolador desenvolvimento das vocações sacerdotais. Portanto, sempre existirá a
obrigação de continuar a sustentar tais grupos de coroinhas. /3) Se, em qualquer diocese,
com base no cân. 230 § 2, o Bispo permitir que, por razões particulares, o serviço do altar
seja prestado também por mulheres, isso deverá ser bem explicado aos fiéis, à luz da
norma citada, e recordando que ela encontra já uma larga aplicação no fato de as
mulheres desempenharem muitas vezes o serviço de leitor na liturgia e poderem ser
chamadas também a distribuir a Sagrada Comunhão, como Ministros Extraordinários da
Eucaristia, e realizarem outras funções, como previsto no § 3 do mesmo cân. 230 / 4)
Deve, ainda, ficar claro que os referidos serviços litúrgicos dos leigos são cumpridos “ex
temporanea deputatione” a critério do Bispo, sem que haja qualquer direito a
desempenhá-los por parte dos leigos, homens ou mulheres que sejam.”.

Art. 14 – Se procede do seguinte forma a organização dos coroinhas em diversos lugares


no Brasil:

I – Há uma pastoral6 dos coroinhas em cada comunidade da paróquia que possui


dois grupos: um formado pelos coroinhas de fato e aquele formado pelos
candidatos aos coroinhas. Com formações particulares e dinamismos próprios.
Contudo, sempre há um único coordenador ou com vice que administra todo este
processo. Além deste grupo de coroinhas em cada comunidade, há aquele da
paróquia que nada mais é formado por todos estes grupos de coroinhas de cada
comunidade, que apesar de ter suas atividades na comunidade, considera-se da
paróquia e não de uma comunidade particular, por isso se promove formações e
serviços para toda paróquia;

II – Há um segundo modelo que notamos em outros lugares, que diferente do


primeiro modelo, não há uma pastoral em cada comunidade, mas somente a nível

6
Há em alguns lugares que colocam como um movimento.
8
paroquial. Quer dizer, a preparação, formação e ensaios ficam concentrados nesta
única pastoral, formada por uma equipe de formadores, coordenador, orientadores
espiritual-humano e assessores. O modo de como trabalhar isto é o mais diversos
possível, mas normalmente as formações de candidatos à coroinha é por setor, e
para coroinhas todos na paróquia ou em rodízio;

III- Para o primeiro modelo há um coordenador para cada comunidade e todos eles
se juntam para promover estes “encontrões”; para o segundo modelo há uma
equipe coordenativa que articula tudo. Para ambos modelos há uma articulação a
nível diocesano que colabora com o bispo na vida, na normatização e na
organização destas dos grupos de coroinhas de cada paróquia. Para tanto um
como o outro modelo, ambos no mínimo têm uma organização paroquial e uma da
diocese.

Art. 15 – Acabado todas estas explanações acerca dos problemas e aspectos do


ministério de acólito de cargo temporário as normas para estes serão para Área Pastoral
de Santa Paula Franssinetti:

I - Somente o Bispo e seus presbíteros podem conceder a faculdade do ministério de


acólito por delegação temporária, por meio do Rito de admissão ao ministério. Fica já
proibido quem queira assumir este sem passar pelo Rito de Admissão, meio que irá
ser dada a benção para assumir este ministério. No entanto, numa real necessidade,
quando não haver acólitos, poderá SOMENTE o sacerdote delegar para este
ministério à uma pessoa idônea para servir e SOMENTE naquela celebração. Mesmo
que ela não tenha mais idade, ou não tenha acabado o período de instrução, seja ela
MESC, ou qualquer outra pessoa que tenha conhecimento mínimo para tal. O
sacerdote discretamente pouco instante de começara a missa, chamará a pessoa e
dará uma benção e ela servirá. Fique claro que, é um caso extraordinário que deve
ser evitado, e seu serviço restringe-se aquela celebração;

II- O tempo de duração ao acolitato temporário (coroinha) via ao Rito de Admissão é


de 1 ano.

III- Fica proibida de antemão, qualquer “aquilo que chamamos de estágio do

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ministério”, servir antes da investidura (passar pelo Rito de Admissão), ou algo similar.
Acolitar no altar, somente depois. Todavia, as funções que não são do altar, mas
funções que são da preparação do altar (preparar os objetos litúrgicos) será
admitido(artigo 7);

IV- As funções do coroinha (acólito temporário) serão as mesmas do acólito instituído,


menos no que diz respeito ao ministério extraordinário da comunhão. Assim deve
seguir o que orienta sobre isto, os artigos 7, 8, 9 e 10.

V- Serão admitidas meninas e mulheres de assumir este ministério, sua restrição


caberá como decisão do pároco de cada paróquia em comunhão com o vigário.

VI-A catequese para os candidatos e os já coroinhas, devem ser organizadas e


ministradas em suas respectivas comunidades. No entanto, devem obedecer o
programa de formação que vai ser especificado no RIC;

VII- A organização do grupo de coroinhas, dentro da área pastoral seguirá o modelo


primeiro proposto no artigo 14-I. Haverá um núcleo formado pelos coordenadores de
coroinhas, presidido pelo coordenador pastoral que representará o padre e o auxiliará
na função de administrar esse ministério. Esse núcleo se chamará NAMIC(Núcleo de
Articulação do Ministério de Coroinha)

CAPITULO II – PROCESSO DE ADMISSÃO DOS(AS) CANDITADOS(AS) A


COROINHAS - FORMAÇÃO E ACOMPANHAMENTO

Art. 16 – Como foi exposto, somente o Bispo ou seus delegados(padres) podem conceder
a faculdade do ministério de acólito de cargo temporário.

Art. 17 – Aprovação dos candidatos e da continuação do ministério de coroinhas é de


competência e responsabilidade do sacerdote. Contudo, por razões bem óbvias, ao não
poder coordenar tudo este processo sozinho, criará e possibilitará a sustentação de
coordenadores de coroinhas. E caso não possa assumir a coordenação pastoral desta
equipe, deverá delegar um coordenador pastoral dos coroinhas que conduzirá estes

10
demais coordenadores, e/ou formadores, e/ou orientadores humano-espiritual, e/ou
assessores, cujo limite de tempo é até quanto o sacerdote assim desejar.

Art. 18 - É essencial e uma obrigação exigida pelo ministério que os(as) candidatos(as)
a coroinhas da Arquidiocese de Fortaleza desde do início possam fomentar a experiência
o testemunho dos sacramentos para que estejam sempre santificando o seu serviço e
fazendo de sua vida cotidiana uma busca verdadeira pela santidade.

Art. 19 - O(a) candidato(a) a coroinha tem que ter conhecimento de todo este Regimento
e sua admissão entenderá que estar de acordo com todos os princípios que rege estes
artigos.

Art. 20 - São critérios mínimos para a admissão de novos os seguintes parágrafos deste
mesmo artigo:

I . Já se tenha recebido a 1ª comunhão, ou esteja no término da catequese de 1ª


comunhão;
II. Ter previa autorização dos pais ou responsáveis para o ingresso ao Ministério
dos Coroinhas.
III. Não ter idade superior aos 15 anos para a 1ª investidura;
IV. Disposição para exercer o ministério e participar do período de instrução;
V. Que esteja de acordo com a vivência e prática cristã;
VI. Possuir conhecimento da fé católica e devoção a Jesus eucarístico;
VII. É condição que o(a) candidato(a) a coroinha, precisa ter capacidades mentais
e físicas desenvolvidas suficientes para entender e aplicar as funções no ambiente
que irá executar o ministério. Deve também ter maturidade moral suficientemente
desenvolvidas para a exercer o ministério afim de não causar escândalos que não
condizem com o ministério: “Não se escolha ninguém cuja designação possa
causar espanto entre os fiéis” (Instrução Redemptionis Sacramentum n° 46).
VIII. Respeitar o período de inscrição e de acolhida dos candidatos à coroinhas.
Não sendo aceito nenhum outro que deseje ingressar fora do período de inscrição
e de formação já avançada. Período este que vai ser estabelecido pelo arbítrio do
coordenador de coroinhas da comunidade;
IX. Participar de forma total do processo de admissão que inclui: participação dos

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dias de formação da pré-investidura, adquirir uniforma patrão do ministério
aprovado pela Área pastoral, possuir as alfaias litúrgicas para o dia da missa de
investidura, e participar devidamente da missa de investidura.
X. O(a) candidato(a) a coroinha para ser admitido à sua investidura terá que ter
parecer positivo de seu(s) coordenador(es); caso o coordenador não esteja em
comunhão ou não participe das reuniões da articulação, está barrado a admissão
dos novos coroinhas, e de até abrir inscrições para os candidatos a coroinhas.

Art. 21 – O responsável e a pessoa competente de avaliar, deliberar e cumprir os itens


apresentados no artigo anterior, e o subsequente a este é o coordenador de coroinha de
sua comunidade, e somente poderá haver interversão desse direito e dever pelo
coordenador pastoral ou padre.

Art. 22 - O conteúdo que deve ser dado nesta catequese, a qual o coordenador é
obrigado ministrar, deve obedecer as temáticas para toda Área pastoral:

1. Da preparação ao ministério: a. Sobre o ministério: origem, funções, desafios e


espiritualidade (sugestão: o que é um coroinha?; História de São Tarcísio; Os problemas
e frutos do ministério e do grupo de coroinhas; e outros tópicos afins );

2. Litúrgica: b. O Espírito e a Letra da liturgia(sugestão: porque Cristo precisou morrer


na cruz?; o Mistério da encarnação e da ressurreição do Senhor; o que é liturgia?; o que
é pastoral litúrgica?; equipe celebrativa x equipe litúrgica; e outros tópicos afins); c. Os
ministros ordenados e não-ordenados: funções, alfaias e legitimidade(sugestão: o
diácono, presbítero e bispo- ordenados; leitores e etc. –não ordenados; e outros tópicos
afins); d. As partes da missa (sugestão: estrutura dos ritos iniciais, liturgia da palavra e
etc; e outros tópicos litúrgicos e doutrinais afins); e. O Ano litúrgico e o Ciclo anual litúrgico
(sugestão: os dias do ano litúrgico: o domingo, as férias os dias de procedências-
solenidades, festas e memórias; o ciclo anual: tempo do advento, natal e etc.; e outros
tópicos litúrgicos e doutrinais afins);

3. Para o serviço do altar: f. O ambiente celebrativo da igreja: o espaço litúrgico- a


estrutura física; alfaias litúrgicas- os objetos, os livros, e as cores litúrgicos; as expressões
físicas simbólicas- símbolos, gestos e termos litúrgicos; g. Os tipos de missa e os

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requisitos para sua escolha(ex: missas rituais, missas dos fieis defuntos e etc.); h. o
manuseio do missal, campainha e turíbulo-naveta; e o que o acólito faz em cada parte da
missa.

Art. 23 - O que é obrigatório cumprir o conteúdo da catequese exposto no artigo anterior,


poderá acrescentar itens afins, mas nunca reprimir conteúdo ou acrescentar itens que
nada tenha haver. O que constitui do terceiro eixo deve ser feito naquilo que chamamos
de ensaio. É no ensaio aonde mostrará os nomes e quais são os objetos litúrgicos, como
manusear o missal, e os serviços que os coroinhas faz na missa, e outros aspectos.
Especialmente o ensaio da “missa seca”, aonde o candidato simulará o que vai fazer nas
missas que irá servir um dia.

Art. 24 - Os conteúdos devem sempre ser implementados com a doutrina da Igreja


usando o Catecismo da Igreja Católica e outros documentos. Claro que deve adaptar a
linguagem rebuscada à linguagem que crianças e jovens possa entender, ou até omitir
algo e só usar as partes omitidas destes documentos quando chegar o momento oportuno
da formação.

Art. 25 - Recomenta-se que seu processo de catequese seja na comunidade em que vai
servir como coroinha, mas por carência pastoral, ou por outros motivos pode fazer o
processo em outra comunidade dentro da área pastoral7.

Art. 26 - O candidato a coroinha possui os seguintes direitos:

I. Ter acesso ao conteúdo das temáticas dos três eixos do programa de formação
para candidato ao coroinha que o RIC foi proposto, que deve ser dado por seu
coordenador ou quem ele delegue. E ainda, de orientação espiritual, litúrgica e
doutrinal também por seu coordenador;
II. De proteção a integridade física e mental que é de responsabilidade,
respectivamente prioritária, tanto do coordenador, da comunidade e da área
pastoral a qual reside;
III. De auxílio financeiro para custear a comprar de livros, fardamento e dentre
outros. Isso caso seja de uma família carente e que não possa fazer isto. Assim

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Todas as leis referidas para paróquia, são as mesmas para área pastoral ou missionária
13
deve custear tanto completo ou parcial primeiramente a comunidade em que vai
servir, ou depois área pastoral caso a comunidade seja de missão ainda;
IV. De opinar sobre a formação com direito sobre a implementação de tópicos de
cada temática, ou meios que facilite sua compreensão a fim de ser possível sua
compreensão daqueles conteúdos propostos no programa de formação para
candidato à coroinha.
V. De requerer o direito de fazer formação em outra comunidade dentro da área
pastoral, caso não tenha formação para candidato em sua comunidade ou setor da
área.

Art. 27 - O candidato a coroinha possui os seguintes deveres:

I. Participar das catequeses para este ministério, se faltar é por um motivo justo8,
que devem ser explicadas ao coordenador. Contudo, estas faltas justificadas não
pode ultrapassar 10% dos encontros de formação, pois se assim acontecer, perde
o direito de investidura. E os encontros devem ser recuperados. Se não for por um
motivo vulgar deve ser desligado do processo;

II. Respeitar e obedecer o coordenador, como também o ministro ordenado;

III. Respeitar as pessoas da comunidade tratando com gentileza, decoro e


discrição;

IV. Adquirir o fardamento, as alfais litúrgicas oficiais da Área Pastoral e outros


custeios como de livros etc.

Art. 28 - Deve ter um grupo de candidatos fora do grupo de coroinhas, pois por motivos
óbvios, a natureza de ser candidato é diferente daquela do já coroinha. Daí de ter
programas diferenciados de conteúdo.

Art. 29- O tripé do grupo de candidatos é o mesmo do grupo de coroinhas: formação


(catequese), preparação (divisão de tarefas) e ensaios (simulação das funções das
celebrações litúrgicas). O como vai se organizar dentro destas três dimensões fica a

8
Como doença, um trabalho na escola que deve fazer etc.
14
critério de cada coordenador e/ou Núcleo de Articulação do Ministério de Coroinhas, mas
sempre em comunhão e obediência com o pároco e com vigário. Fica aqui registrado que
o coordenador dos candidatos é o mesmo do grupo de coroinhas, com seu vice, pois são
uma única pastoral.

Art. 30 - Apesar de ser uma forma de catequese para um serviço litúrgico, a pastoral dos
coroinhas tem autonomia coordenativa e deliberativa em relação à liturgia, à catequese
e à de jovens; assim não é submetida a pastoral litúrgica nem catequética nem de jovens,
porém faz parte das duas primeiras e ter o perfil da última, não sendo assim superior a
elas, simplesmente deve ter uma harmonia. O grupo de coroinhas e candidatos tem seu
caráter voltado para pastoral vocacional por isso, deve ser visto, oportunamente,
momentos juntos, afim de orientar para diversas vocações dentro da Igreja.

Art. 31 - Uma vez que os(as) candidatos(as) a coroinha da Área pastoral estejam
participando de forma ativa em um dos grupo da área pastoral da Arquidiocese de
Fortaleza poderá participar de todos os eventos e encontros que o Ministério dos
Coroinhas local e geral a promover.

Art. 32 - A investidura poderá ser feita nas respectivas comunidades que o candidato à
coroinha irá servir, ou pode ser feito todos na matriz. Isto dependerá de como o Núcleo
de Articulação do Ministério de Coroinhas(NAMIC) irá deliberar, mas em comunhão com
o padre.

Art. 33 - A coordenação dos coroinhas antes da investidura deve promover um retiro


espiritual afim de ter um aprofundamento espiritual para tanto. Fica obrigatório os
candidatos a coroinha participarem, o contrário se impedirá a sua investidura, salvo com
uma justificativa adequada, por algum motivo de carência pastoral a coordenação não
conseguir promover este retiro.

Art. 34 - O(a) candidato(a) a coroinha que não estiver de acordo com este código e o que
ele rege culminará com sua impossibilidade de realizar sua investidura e sua admissão
oficial, assim se seguirá para seu impedimento para a investidura, cuja a análise e
deliberação da mesma é de competência do coordenador de coroinha da comunidade,
cuja interversão fica restrita ao coordenador pastoral ou do padre:

15
I. O(a) candidato(a) a coroinha que não estiver presente na missa de investidura e
não ter justificativas para a ausência impossibilitará sua futura investidura em outra
missa próxima;

II. O(a) candidato(a) a coroinha que não se apresentar para o Sacramento da


Reconciliação nas vésperas de sua investidura impossibilitará o mesmo de realizar
sua investidura;

III. Não tiver maturidade humana ou espiritual para tanto;

IV. O(a) candidato(a) a coroinha não poderá servir paramentado em nenhuma


condição até que seja devidamente investido;

V. O(a) candidato(a) a coroinha que desobedecer o parágrafo anterior será


advertido verbalmente e fraternalmente pela Coordenação de seu respectivo grupo
e pela Articulação do Ministério;

VII. O(a) candidato(a) a coroinha que obter de seus coordenadores parecer


negativo impossibilitara-lo(a) de realizar sua investidura, devido o não cumprimento
da formação ou outros motivos apresentados nestes regimento.

VIII. O(a) candidato(a) a coroinha que obter qualquer um parecer negativo(por


exemplo, que não via fazer investidura, que não precisa mais fazer a formação) e
achar injusto de seu coordenador, ou qualquer forma de abuso de autoridade deve
procurar o coordenador pastoral ou o padre;

IX. Se no dia investidura não comparecer trajado com o uniforme, seja parcialmente
ou completamente, salvo por um motivo muito justo que deve ter o parecer positivo
do pároco(isto é uma exceção para um ou duas pessoas, não é para todos, se for
para um grande número só se investirá quando todos obterem os trajes)

16
CAPITULO III – PROCESSO DE FORMAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DOS
COROINHAS

Art. 35 – O coroinha em serviço deve procurar o caminho de santidade, pela vida


sacramental, pelas boas obras, e anunciando Jesus Cristo sentido de sua vida.

Art.36 – Características principais do coroinha é sacralidade, discrição, simplicidade,


decoro e alegria. São estas virtudes que são matrizes e a alma do ser coroinha, sem ela
não existe este ministério naquele que serve, pois elas todas são só alcançadas quem
está diariamente em busca da santidade e do seu amigo que é Jesus. É inerente quem
viva no serviço da missa no acolitato, preencher-se dos bens espirituais, e procurar em
seu servir o orar na missa(“serviço orante”), na piedade da oração que edifica não só seu
serviço, mas todos que estão na Igreja e fora dela, ou seja, orar torna-se o servir(“orante
no serviço”).

Art. 37 – Além das práticas espirituais, o coroinha deve buscar o conhecimento da fé e


os fundamentos dela, afim de servir e adorar no ato do serviço e na vida cotidiana “ato
principal da virtude da religião com o qual os homens se ordenam retamente, se orientam
oportunamente para Deus e livremente se consagram ao culto, têm necessidade da
meditação das realidades sobrenaturais e das práticas espirituais(...)todo ato da vontade
pressupõe o exercício da inteligência e, antes que se conceba o desejo e o propósito de
dar-se a Deus por meio do sacrifício, é absolutamente necessário o conhecimento dos
argumentos e dos motivos que levam à religião” (Mediador Dei, 29). Por estas razões, se
faz necessário uma catequese para aqueles que são veteranos, pois a outras dimensões
do serviço doutrinal-liturgico-humano-espiritual que não foram exploradas quando
candidato, como prossegue do artigo 18, mas que deve ser visto oportunamente.

Art. 38- Assim o conteúdo obrigatório para a catequese para coroinhas da Arquidiocese
de Fortaleza:

1. Litúrgica: a. Revisão dos assuntos do artigo 23, de modo a selecionar os temas


relevantes para formação do coroinha9; b. Mistagogia10 do Crisma e sua estrutura

9
Se já sabe qual o nome de cada objeto sagrado, torna-se desnecessário dá este conteúdo a não que não tenha aprendido
direito o se esqueceram, por exemplo.
10
Educação da fé e evangelização, que faça o cristão penetrar mais intimamente nos mistérios sagrados. No caso do Crisma e
17
cerimonial; c. Mistagogia do Matrimônio e sua estrutura cerimonial; c. Mistagogia dos
sacramentos da ordem, da penitência e unção dos enfermos, c. Mistagogia do Semana
Santa e do Tríduo Pascoal, e sua estrutura cerimonial; d. Missa estacional e sua estrutura;
Obs: dos itens b ao d, devem serem feitos ensaios afim que coroinhas saibam suas
funções em cada momento da cerimônia.

2. Doutrina da Igreja: a. A Igreja faz a veneração dos Santos e de Nossa Senhora; b. A


moral cristã católica; c. Os pecados veniais, mortais e contra o Espírito Santo; Igreja e os
direitos humanos; e outros temas relacionados;

3. Humana-espiritual: a. Podemos ser santos ainda nesta vida? Quais são os passos
para a santidade?; b. A Lection Divini; c. É possível ter um namoro santo?; d. Como amar
a Deus sobre todas as coisas frente os ídolos de hoje?; e. Como amar o próximo como a
si mesmo, se não tenho amor a mim, como chegar o amor interior pelo amor a Deus?;
Como amar o próximo como a si mesmo, se a lei do mundo é “cada um por si e Deus por
todos11”?; e outros temas afins

4. Bíblico: a. Pode usar um livro da bíblia para ser estudo por um período ou ver as
histórias do antigo e do novo testamento; ou qualquer outra forma de metodologia aonde
possa se fazer um estudo bíblico;

Art. 39 – Como já foi dito, só pode servir após a investidura, casos extraordinários:
vocacionado, seminarista, quem está em preparação ao ministério de cerimoniário, e o
coordenador de coroinha(para casos de necessidades); são para esses casos que
poderá acolitar em qualquer lugar da área pastoral como acólito temporário.

Art. 40 – O tempo de duração do ministério de coroinha é de 1 ano, acabado o prazo


perde o direito do ministério. Contudo, bastando participar da catequese direcionada para
coroinha ganhar o direito de uma nova investidura, não precisando participar daquela
catequese para candidatos12.

outros seria dizer o que é crisma, por que precisamos dele, que perpassa um transmissão não só educativa mais de pregação
e formação cristã que leve a experiência do mistério do Senhor relacionados com o Crisma, por exemplo.
11
Frase da obra Macunaima.
12
Óbvio que por carência ou outro problema pastoral, se não dá para ter dois grupos(candidatos e coroinhas), o coroinha deve
participar daquela catequese dada ao grupo de coroinhas, mesmo que seu conteúdo seja de candidato, e já tenha visto. Que
estes se sintam estimulados a contribuir na formação dos novatos.
18
Art. 41 – Casos extraordinários sobre o serviço e investidura, que não está dentro de
nenhum impedimento proposto no Regimento, prosseguir-se-á do seguinte modo13: a. Se
perdeu o dia da investidura, por motivo de doença, ou outra justificativa justa deverá
marcar sua investidura imediatamente mesmo que seja ele sozinho; b. Caso saia e volte
dentro do período de serviço, se saiu por motivo justo poderá retornar suas atividades
normalmente devendo comunicar ao sacerdote e com o consentimento do coordenador,
mas dentro de um período de 3 meses no máximo, ultrapassando este período perde o
direito de serviço; c. Caso saia e volte fora do período de serviço, ou perdeu o direito de
servir por extrapolar os 3 meses do item anterior, ou devido uma punição descrito nos
artigos deste capítulo, o coordenador vai julgar se possui conhecimento e habilidade para
o serviço, basta se formar na catequese para coroinhas, terminado o período faz a
reinvestida, porém não servi até lá, caso contrário, deve começar do zero inserindo na
catequese de candidatos;

Art. 42 – O limite de idade para fazer a investidura pela primeira vez é 15 anos, mas fica
livre para fazer novas investiduras, cuja suspensão de novas investiduras fica critério do
sacerdote ou do coordenador pastoral. Que para tal, devem ser visto os seguintes
critérios para tal:

I. Por carência pastoral, tanto humana, como de pessoas qualificadas para isto;
II. Se o padre ver como necessário a presença daquela pessoa no meio, pois de
alguma forma ele possui vocação religiosa, ou outra, mas precisa de tempo para
se encontrar. Para isto deixe no ministério com a orientação e supervisão do
sacerdote ou coordenador pastoral, e não mais do coordenador de coroinhas de
sua comunidade;

III. Caso inexista, um grupo que ele não possa ir ou foi acolhido. No entanto com a
experiência do ministério que seja instigado pelo sacerdote e pelo coordenador a
montar um grupo de jovens, ou de música, ou de estudo bíblico, ou litúrgico e etc.
A fim que possa deixar o ministério, se assim for o caso.

13
O coordenador irá fazer uma avaliação primeiro humana analisando os motivos do retorno se por vaidade ou algo parecido
fica já barrado
19
Art. 43– Façamos a lembrança que o caso descrito a cima é uma exceção, normalmente
quando o jovem está completando os 16 anos, pensa deixar o ministério o seguir outra
carreira. Que demonstra que saída é algo caso natural, porém a permanência pode ser
tanto fruto de uma vontade humana, mas pode ser de Deus. Por isso, cuide o
coordenador e especialmente o sacerdote investigar isto. Se for vontade humana de ver
ser coibido e orientado para outra pastoral. Se for divina cuide de orientá-la para outros
ministérios como de sacristão ou cerimoniário ou ser formador da pastoral, afim que o
ministério de coroinha e toda área cresça. E todo este processo descrito acima seja um
meio de transição e não de um eterno retorno por pura vontade humana, mas que seja
ouvida mesmo assim sempre a vontade de Deus.

Art. 44 – Estes jovens, que entre os coroinhas desempenham um certo grau de liderança,
ou de conhecimento litúrgico e outras dimensões como espiritual, devem ser estimulados
a exercerem outras atividades dentro do grupo de coroinhas, seja para dá formação, para
fazer a ata, ou tocar uma música pelo respectivo coordenador responsável. Tudo isto afim
que tanto Deus seja louvado, como por Deus o ministério cresça. Em especial, aproveite
os que completaram 18 anos para formar uma equipe de formadores do grupo da
comunidade ou pastoral, a fim que não dispersão.

Art. 45 – Ao chegar aos 3 anos de ministério aproximadamente, sacerdote junto ao


coordenador de coroinha de sua comunidade deve estimulá-lo para a descoberta de sua
vocação.

Art. 46 – Quanto ao serviço do altar, deve o coroinha fazer suas atividades de modo que
possa manter o ambiente de harmonia e oração na igreja, na sacristia e em qualquer
lugar aonde esteja exercendo seu ministério. Seja pontual e aja com decoro, simplicidade
e alegria tudo que fizer. Obedeça a escala que foi colocada na reunião de coroinhas. E
faça as funções indicadas neste regimento.

Art. 47 – Quanto a vestimenta, deve ser usado no exercício do ministério a farda oficial,
outros acessórios como brincos e maquiagens poderão a ser usados deste não cause
escândalo e chame a atenção dos olhares, cabendo ao seu coordenador e ao padre
deliberar para tal.

20
Art. 48 - Somente poderá servir ao altar os coroinhas que estejam devidamente
escalados, investidos e reinvestidos devidamente paramentados com o uniforme do
Ministério dos Coroinhas.

Art. 49 - O coroinha possui os seguintes direitos:

I. Ter acesso ao conteúdo do programa de formação para coroinha que o RIC


dirigiu, que deve ser dado por seu coordenador ou por quem delegue. E ainda, de
orientação espiritual, litúrgica e doutrinal também por seu coordenador;

II De proteção a integridade física e mental que é de responsabilidade,


respectivamente prioritária, tanto do coordenador da comunidade, e da área
pastoral a qual reside;

III. De auxílio financeiro para custear a comprar de livros, fardamento e dentre


outros. Isso caso seja de uma família carente e que não possa fazer isto. Assim
deve custear tanto completo ou parcial primeiramente a comunidade em que vai
servir, ou depois sua paróquia ou área pastoral caso a comunidade seja de missão
ainda;

IV. De opinar sobre a formação com direito sobre a implementação de tópicos de


cada temática, ou meios que facilite sua compreensão a fim de ser possível sua
compreensão daqueles conteúdos propostos no programa de formação para
coroinha.

V. De requerer o direito de fazer formação em outra comunidade dentro da


paróquia( ou área pastoral), caso não tenha formação para coroinha em sua
comunidade ou setor.

VI. Tem acesso livre aos objetos litúrgicos, livros, paramentos sagrados e demais
utensílios que necessitará para operação do ofício. Fora do ofício, terá acesso, com
o mandato do coordenador, padre ou mestre de cerimônia;

Art. 50 - O coroinha possui os seguintes deveres:

21
I. Participar das catequeses para este ministério, se faltar é por um motivo justo 14,
que devem ser explicadas ao coordenador. Contudo, estas faltas justificadas não
pode ultrapassar 10% dos encontros de formação, pois se assim acontecer, perde
o direito de investidura. E os encontros devem ser recuperados. Se não for por um
motivo vulgar deve ser desligado do processo;

II. Respeitar e obedecer o coordenador, como também o ministro ordenado;

III. Respeitar as pessoas da comunidade tratando com gentileza, decoro e


discrição;

IV. Adquirir o fardamento, as alfais litúrgicas oficiais da Arquidiocese de Fortaleza,


e outros custeios como de livros etc;

V. Cumprir as tarefas que sua função exige e escala de serviço sobre tutela,
obediência, e mandato de seu coordenador ou padre.

Art. 51 – É de competência do coordenador de coroinha da comunidade e do padre no


que diz respeito em deliberar sobre os deveres e direitos dos coroinhas: analise, zelo e
execução.

Art. 52 - A investidura poderá ser feita nas respectivas comunidades onde coroinha está
servindo, ou pode ser feito todos na matriz. Isto dependerá deliberação do Núcleo de
Articulação do Ministério de Coroinhas(NAMIC) em comunhão com sacerdote.

Art. 53 - A coordenação dos coroinhas antes da investidura deve promover um retiro


espiritual a fim de ter um aprofundamento espiritual para tanto. Fica obrigatório os
coroinhas participarem, o contrário se impedirá a sua investidura, salvo com uma
justificativa adequada, por algum motivo de carência pastoral a coordenação não
conseguir promover este retiro.

Art. 54 - O(a) coroinha que não estiver de acordo com este código e o que ele rege

14
Como doença, um trabalho na escola que deve fazer etc.
22
culminará com sua impossibilidade de realizar sua investidura e sua admissão oficial,
assim se seguirá para seu impedimento para a investidura cuja a análise e deliberação
da mesma é de competência do coordenador de coroinha de sua comunidade e do padre:

I. O(a) coroinha(a) a coroinha que não estiver presente na missa de investidura e


não ter justificativas para a ausência impossibilitará sua futura investidura em outra
missa próxima;

II. O(a) coroinha(a) a coroinha que não se apresentar para o Sacramento da


Reconciliação nas vésperas de sua investidura impossibilitará o mesmo de realizar
sua investidura;

III. Não tiver maturidade humana ou espiritual para tanto;

IV. O(a) coroinha(a) a coroinha da Arquidiocese de Fortaleza não poderá servir


paramentado em nenhuma condição até que seja devidamente investido;

V. O(a) coroinha(a) a coroinha que desobedecer o parágrafo anterior será advertido


verbalmente e fraternalmente pela Coordenação de seu respectivo grupo e pela
Articulação do Ministério;

VII. O(a) coroinha(a) a coroinha que obter de seus coordenadores parecer negativo
impossibilitara-lo(a) de realizar sua investidura, devido o não cumprimento da
formação ou outros motivos apresentados nestes regimento.

VIII. O(a) coroinha(a) a coroinha que obter qualquer um parecer negativo(por


exemplo, que não via fazer investidura, que não precisa mais fazer a formação, que
não irá servir por um mês e achar injusto de seu coordenador, ou qualquer forma
de abuso de autoridade deve procurar o coordenador pastoral ou o padre;

IX. Se no dia investidura não comparecer trajado com o uniforme oficial da


Arquidiocese, seja parcialmente ou completamente, salvo por um motivo muito
justo que deve ter o parecer positivo do padre(isto é uma exceção para um ou duas
pessoas, não é para todos, se for para um grande número só se investirá quando

23
todos obterem os trajes)

Art. 55 - Não será admitido em hipótese nenhuma o desrespeito por gestos, palavras e
atitudes ao Corpo Eclesial de nossa Igreja e também aos seus respectivos coordenadores
e pessoas responsáveis por ofícios particulares nas respectivas áreas pastorais, sendo
em caso de violação deste artigo, tomada as devidas consequências punitivas sobre o
responsável pela posição indecorosa.

Art. 56 - Os Coroinhas deverão estar de acordo com este RIC para sua permanência no
Ministério dos Coroinhas, caso contrário, serão afastados de suas funções.

Art. 57 - O Coroinha que for afastado de suas funções litúrgicas, por deliberação descrita
no artigo anterior só poderá voltar as suas funções normais na próxima reinvestidura que
houver, mediante consenso e decisão positiva dos membros da Núcleo de Articulação do
Ministério dos Coroinhas e do padre.

CAPITULO IV – SOBRE A COORDENAÇÃO, SUA ORGANIZAÇÃO E MEMBROS COM


FUNÇÕES COORDENATIVAS BUROCRÁTICAS.

Art. 58 - O coordenador pastoral dos coroinhas na área é o padre. No entanto, partilha


esta função com seus leigos colaboradores que coordenam os coroinhas de cada
comunidade que formam o que chamamos de Núcleo de Articulação do Ministério de
Coroinhas. Se o mesmo não pode ser o coordenador pastoral, deve delegar alguém para
o ser, que não necessariamente precisa ser um dos membros no NAMIC (pode ser um
seminarista, um diácono, ou uma pessoa entre os coordenadores, etc), desde que tenha
intimidade e conhecimento para tal ministério, cujos critérios para tal avalição são os
mesmos do artigo 62, sendo ou não coordenador de coroinha. Outras funções
dependerão do coordenador pastoral, que delegará aos membros do NAMIC, ou as
outras pessoas que possam auxiliar conforme as necessidades reais. No mínimo deve
haver um secretário. Todavia, poderá delegar assessores, formadores e um vice se assim
ver necessidade. Havendo vice, automaticamente se torna coordenador pastoral, caso
tenha desistência do atual, ou que por algum motivo tenha sido retirado pelo padre, que
é quem tem o poder de fazer isso.

24
Art. 59 - Neste molde, fica regulamentada a estrutura de organização a nível pastoral que
foi apresentado do artigo anterior, porém para o grupo de coroinha de cada comunidade
segue os critérios:

I. Cada grupo obrigatoriamente deve ter no mínimo para existir, uma coordenação,
que pode ter no máximo dois vices. Na sua desistência o vice torna-se o novo
coordenador, e quanto tem mais de 1 vice, assume aquele que o antigo
coordenador apontar;

II. Pode ter também, um secretário(a) e um tesoureiro(a). Isto não impede a formação
de outras funções coordenativas, porém elas devem ser delegadas pelo(s)
coordenador(es) aos membros do grupo de coroinhas; claro que se achar
conveniente a organização particular do grupo;

III. O mandato tem duração indeterminada. Apesar do nome “coordenador”, o grupo


de coroinha funciona como uma espécie de catequese, sem ser. O coordenador
não é só quem organiza o ministério, ele é um mestre por natureza, do ministério,
da fé e da vida. Por essa singularidade, só poderá sair de seu cargo, pela
deliberação do próprio padre, pelo coordenador pastoral, ou por desistência. Para
assim deliberar, deve os coroinhas ou a comunidade expedir a justificativa baseada
no artigo 65 ao padre ou coordenador pastoral, que são quem pode analisar e
deliberar sobre pela suspensão e a eleição do ministério;

Art. 60 - O coordenador de coroinhas presente na comunidade deve procurar em sua


prática diária, os exercícios espirituais, e as práticas da caridade afim de que tenha uma
postura daquele que leva em seu coração Cristo.

Art. 61- Processo de eleição de novo coordenador de coroinhas da comunidade segue a


seguinte ordem de critérios:

I. A Eleição de um novo coordenador deve ser feita por voto aberto pelos coroinhas
do grupo. E somente terá direito ao voto os membros atuantes no grupo de
coroinhas;
25
II. Serão eleitos os membros da coordenação que obtiverem a maioria simples, ou
seja, a metade mais um. Caso isso não aconteça, não tenha metade dos votos
mais um, fica a critério da comunidade escolher o coordenador na reunião do
conselho;

III. Para o exercício da coordenação do grupo de coroinhas podem ser admitidas


pessoas que não foram coroinhas, ou seja, que sejam agentes de pastoral da área
pastoral e de preferência da própria comunidade do grupo. Todavia, sempre será
prioritário que seja um coroinha ou ex-coroinha do grupo de coroinhas presente
naquela comunidade.

IV. As condições mínimas para o cargo serão detalhadas no artigo 62 para eleição
dentro do grupo de coroinha ou se for ela feita no conselho;

V. Com o término da eleição, se for no grupo de coroinha, deverá apenas ser


informado à comunidade, e repassado para avaliação de parecer ao padre ou ao
coordenador pastoral, o escolhido para exercer essa função; se for escolhido no
conselho, deverá ser repassado o nome para avaliação do parecer ao padre ou
coordenador pastoral;

VI. Quem irá acompanhar esse processo de eleição seja no grupo de coroinhas, ou no
conselho da comunidade, para que os critérios do artigo 62 se cumpra, é um
membro do NUARC, de preferência o coordenador de coroinha mais próximo
daquela comunidade. Caso isso não tenha acompanhamento, será considerado
invalida a eleição;

VII. Se no término não tiver o parecer positivo do padre ou do coordenador


pastoral se considerará inválida a eleição e inicia outra eleição. Se repetir, o
problema a invalidação pela 2ª vez, o próprio coordenador pastoral ou padre irão
escolher quem assumirá, ou se não terá coordenador para aquela comunidade. No
final de todo esse processo, caso não se escolha ninguém, os coroinhas ficam
sobre a tutela do coordenador mais próximo, quem dará formação e escabeceará
a escola de serviço para aquela comunidade, até que haja alguém que esse
coordenador de coroinha possa preparar para ficar na outra comunidade;

26
Art. 62 – Critérios de condições mínimas para assumir o cargo de coordenador de
coroinhas presente na comunidade:

I. Para ser eleito coordenador é necessário que tenha pelo menos 3 anos de
caminhada no grupo de coroinhas ou em qualquer outro grupo da respectiva área
pastoral;

II. Tenha capacidade de liderança, vocação para trabalhar com jovens, amor a
eucaristia e liturgia, admiração com o ministério;

III. Esteja disposto a trabalhar em comunhão com o Núcleo de Articulação do


Ministério dos Coroinhas e com o padre;

IV. Que esteja de acordo com este Regimento Interno dos Coroinhas;

V. Que seja humildade, goste de estudar, tenha capacidade retórica, e tenha


vocação para orientar humanamente e espiritualmente jovens;

VI. Que tenha idoneidade que possa verificar se tem disponibilidade e pontualidade
para se fazer presente as reuniões e encontros de coroinhas do qual ele é
responsável, seja do próprio grupo, da Articulação do Ministério e do Conselho de
sua comunidade;

VII. Que seja uma pessoa que possibilite dinamicidade e criatividade nos encontros
desenvolvidos em seu grupo de coroinhas.

VIII. Que tenha idoneidade que possa verificar responsabilidade em aplicar os


paradigmas expostos neste Regimento Interno dos Coroinhas – RIC, sendo
também responsável pelo não cumprimento do mesmo.

IX. Que tenha idoneidade que possa verificar responsabilidade pelo cumprimento
da escala de serviço litúrgico de cada coroinha, sendo também responsável pelo
não cumprimento do mesmo.
27
X. Que exerça sua coordenação em acordo com os princípios expostos no deste
Regimento Interno dos Coroinhas – RIC.

Art. 63 - O Coordenador dos grupos de Coroinhas não poderá exercer outra coordenação
em nenhuma outra pastoral ou grupo, salvo o parecer positivo do coordenador pastoral
sobre o assunto. O próprio coordenador pastoral não poderá exercer outras
coordenações de pastorais, salvo o padre permita. Exemplificando, não há problema do
coordenador pastoral, ser coordenador de coroinhas de sua comunidade, é impedido de
exercer outra coordenação de outra pastoral, como de um grupo oração, dos MESC’s,
etc.

Art. 64 - Terá seu mandato suspenso pelos seguintes critérios, que devem ser
repassados ao padre ou ao coordenador pastoral:

I. O coordenador só poderá faltar, com justificativa plausível, durante ¼ das


reuniões anuais do NAMIC, que serão somente consideradas justificáveis faltas
que não forem explicadas ao coordenador pastoral ou a algum de seus
companheiros de coordenação no prazo de 24h;
II. Ter 3 faltas sem justificativa a cada uma das reuniões e encontros de sua
competência fora o do NAMIC;
II. Não cooperar com os projetos feitos pelo NAMIC, com a comunidade e com o
grupo que lhe é responsável;
III. Não comprometimento com os termos deste RIC;
IV. Promoção de mal estar entre os membros do seu grupo ou de outros grupos de
Coroinhas;
V. Ausência do exercício do cargo;
VI. Não ter competência para exercer a função;
VIII. Autopromoção através do cargo;

Art. 65 - O coordenador possui as seguintes dimensões, ele é orientador espiritual-


humano, formador, e articulador pastoral.

28
I. Orientador espiritual, porque vai apontar caminhos que levam o jovem achar sua
espiritualidade, ou resolver problemas do sentido humano, como problemas com
relacionamento em casa com os pais, na escola e outros; não só apontar, mas
estimular a promoção da resolução destas coisas(por exemplo, espiritualmente
poderia fazer um evento para adoração do santíssimo, ou humano, seria a
promoção de uma conversa franca dos pais e do coroinha ou candidato, caso tenha
um problema familiar);

II. Formador, porque ele é quem fica responsável de instruir liturgicamente,


doutrinariamente, biblicamente e humano-espiritualmente os membros do grupo;

III. Articulador pastoral, porque ele é quem possui o dever e o direito dividir as
escalas, fazer a divisão de tarefas, dá orientação para melhoria do serviço de cada
coroinha (acertos e erros), preparar, cuidar e encaminhar os coroinhas para os
eventos de coroinhas do grupo, da área, ou outros de naturezas. Ou outras tarefas
afins dessas;

Art. 66 - O coordenador poderá dividir suas responsabilidades descritas no artigo anterior


com outros, por exemplo, por não ter conhecimento em uma determinada matéria poderá
chamar outra(s) pessoa(s) para dá aquele assunto; poderá delegar alguém para ir a uma
reunião que não poderá comparecer; ou só para promover o surgimento de lideranças,
ele pode deixar para que um dos membros dê a formação (claro com sua supervisão e
acompanhamento) ou faça alguma outra função coordenativa que articula os coroinhas
sobre a supervisão do mesmo coordenador.

Art. 67 – Quanto ao secretário, que para a nível de área é obrigatório, e a nível de


comunidade é optativo, fica regulamentado os critérios e as funções exatas de seu ofício:

I. O Secretariado é responsável de tomar notas das possíveis observações dos


membros como também seu repasse para seus companheiros de coordenação e
ao grupo como todo;

II. O Secretariado é responsável de elaborar a Ata de cada reunião do seu


respectivo grupo de Coroinhas, devendo ele fazer a leitura da mesma em cada

29
seguinte reunião feito no referente grupo;

III. O Secretariado é responsável pela elaboração de fichas e renovação dos dados


dos coroinhas de seu respectivo grupo;

IV. O Secretariado é responsável pela efetivação do encontro elaborado em pauta


pela coordenação que compõe.

Art. 68 - Em caso de suspensão do coordenador ou desistência de sua função


coordenativa, automaticamente assumirá o Secretário(a) o posto de coordenador até que
faça a eleição para coordenador como já foi explicado nos artigos deste capítulo.

Art. 69 – Quanto ao tesoureiro, que para a nível de área é obrigatório, e a nível de


comunidade é optativo, fica regulamentado os critérios e as funções exatas de seu ofício:

I- A Tesouraria é responsável pelo repasse da prestação de conta para o seu


respectivo grupo como também ao NAMIC de sua respectiva paróquia ou área
pastoral;

II- A Tesouraria é responsável de idealizar e promover projetos e atividades em prol


de arrecadação financeira para o respectivo grupo e consequentemente ao caixa
comum do Ministério da cada paróquia ou área pastoral se houver;

III- A pastoral dos coroinhas deve ter um caixa próprio, em que tudo que é movido
de financias deve ser repassado ao NAMIC e o relato de movimentação deve ser
apresentado ao conselho da comunidade e ao NAMIC. Apesar desse caixa próprio
da pastoral, cada comunidade deve ajudar financeiramente os coroinhas presente
em sua comunidade nas despesas que a pastoral tiver naquela comunidade.

Art. 70 – Quanto a formação dos coordenadores de coroinhas, será feita nas reuniões do
NUARC, que devem ter no mínimo 4 formações por ano, as quais os coordenadores são
obrigados a participar, cuja falta deve ser justificada ao coordenador pastoral que irá
analisar a falta. Quem é responsável de ministrar essas formações é o coordenador
pastoral, que poderá delegar para alguém essa tarefa.

30
CAPITULO V – SOBRE OS GRUPOS DE COROINHAS, SUA ORGANIZAÇÃO E
OUTRAS DETERMINAÇÕES.

Art. 71 - O tripé do grupo de coroinhas: formação (catequese), preparação (divisão de


tarefas e escalas) e ensaios (simulação das funções das celebrações litúrgicas). O como
vai se organizar dentro destas três dimensões fica a critério de cada coordenador e/ou
Núcleo de Articulação do Ministério de Coroinhas, mas sempre em comunhão e
obediência com o padre.

Art. 72 - Como foi falado há três distensões de grupos: o grupo de toda área pastoral que
é formado por todos os coroinhas, o grupo de coroinhas da comunidade, e o grupo de
candidatos de cada comunidade.

Art. 73 - Apesar de ser uma forma de catequese para um serviço litúrgico, os coroinhas
têm autonomia, não sendo submetida a pastoral litúrgica nem catequética nem de jovens,
porém faz cooperação com a primeira e tem o perfil das duas últimas, não sendo assim
superior a elas, simplesmente tem uma harmonia entre elas. O grupo de coroinhas e
candidatos tem seu caráter voltado para pastoral vocacional, por isso, deve ser visto,
oportunamente, momentos juntos, a fim de orientar para diversas vocações dentro da
Igreja.

Art. 74 - A quantidade de coroinhas de cada grupo, é obrigatoriamente regulamentada


pelo coordenador de coroinhas de cada comunidade; como também os deveres e
objetivos de forma coletiva de cada grupo de coroinha. Assim quanto ao ingresso de
candidatos e tarefas para cada coroinha, deve ser feito:

I. A contingência de quantidade de coroinhas de cada grupo estará a critério de cada


coordenação e da dinâmica coletiva dos respectivos grupos. Todavia, quando a
quantidade for a baixo de 7 coroinhas, obrigatoriamente deve o coordenador abrir
novas inscrições dentro do período no ano que for mais oportuno, e optativo caso
mantenha a referida margem de coroinhas. Contudo, só pode abrir uma turma de
candidato por ano, a não ser que tenha um vice coordenador;

31
II. O ingresso de candidatos à coroinha nos respectivos grupos será feito dentro do
período tempo estabelecido de inscrição. Impossibilitando assim o ingresso de
novos membros antes ou depois do período estabelecido pelo coordenador de
coroinha da comunidade;

III. Para o devido ingresso de novos coroinhas, as coordenações deverão levar em


consideração as orientações desse Regimento, conforme é relatado no capítulo 2;
caso contrário, será vetada inscrição de candidatos;

IV. Deve cada candidato, com ajuda financeira da comunidade, adquirir suas vestes
sagradas, cujas vestes sagradas são de sua responsabilidade;

V. As vestes dos coroinhas devem ser guardadas na comunidade. Caso não tenha
lugar para pôr na comunidade, pode levá-la para casa, pondo-a em um lugar digno.
E quando deixar o ministério, deve dá-la a comunidade.

VI. Cada coroinha deve ir devidamente uniforme de serviço estabelecido pela pastoral
para servir na missa. E apresentar-se forma digna ao santo sacrifício quando não
estiver servindo.

Art. 75 – No grupo de coroinha, depois do coordenador, dentro do quadro de liderança,


fica os coroinhas que tiverem mais tempo, ou aqueles que o coordenador delegar. Assim
partir de um ou dos dois pontos exposto anteriormente, o coordenador deve organizar
uma hierarquia de serviço, que na ausência do coordenador ou na execução do serviço
na missa deve ser obedecida. Isso, já é uma prática tradicional do ministério há séculos,
que deve ser levada a sério e é muito saldável. Chamaremos esses de coroinhas líderes,
se for escolhido pelo coordenador; e de veteranos, se obtiverem três anos de serviço. Na
execução do serviço, depois do padre e do coordenador, deve obedecer o mestre de
cerimônias, só assim seguirá aquela hierarquia que o coordenador estabeleceu.

Art. 76 - Deve o coroinha que tem mais experiência ou domínio em uma função do
ministério como usar o missal, ensinar ao que não tem conhecimento, e do mesmo ceder
o seu serviço naquela função para o que ainda não ou pouco serviu, mas sobre a sua
supervisão, para que aquele a faça com propriedade e tenha a possibilidade de
desenvolver novas habilidades.

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Art. 77 - Deve o coordenador quando fizer a escala de tarefas, dividir as funções de modo
que possa haver rodízio de cargo do ministério, para que todos dominem todas as
funções possíveis do acolitato.

Art. 78 - Nas missas solenes, festas e memórias, e aquelas de grande importância para
comunidade ou alguma pastoral, devem ser ter preparação solene(com turíbulo, velas,
cruz processional, naveta, etc). E grupo de coroinhas deve investir para que seus
coroinhas realizem tão empreendimento e faça pró-atividades para que isso se realize
em sua comunidade.

Art. 79 - Se não tiver esses objetos, fica livre para pedir em outra comunidade, a fim de
além de se contribuir para ter uma missa mais digna, reforça o laço de unidade entre as
comunidades. Todavia, antes a comunidade deve procurar obter esses objetos, ou
paramentos. Devemos fazer uma bela celebração com que temos, mas isso não pode
ser desculpa para mediocridade. Ficar sempre pedindo a outra comunidade objetos ou
paramentos, ou sempre fazer uma missa que poderia ser melhor organizada com cruz
processional, naveta, turíbulo, etc, com a repedida desculpa que devemos fazer com que
temos, não diferencia em nada daquela do pai que não dá atenção ao filho porque está
cansado, e quando não vai estar? Nada caí do céu, as condições de obter as coisas
somos nós que criamos, esperar que haja condições, é só uma quimera, de quem não
está preocupado com as coisas sagradas porque está gastando com outras prioridades.
Não se levanta paredes e se preocupa em comprar outras coisas, cujos custo é superior
a comprar aqueles sagrados? Por que não investir nas coisas sagradas?

Art. 80 - O coordenador deve coroinha conjuntamente com os MESC’s promover e


chamar atenção do assunto falado anteriormente, em que a comunidade fica obrigada
adquirir aqueles utensílios sagrados por motivos óbvios.

Art. 81 - Quando houver missas de primazia do ano litúrgico como as da semana santa
ou de grande porte na comunidade, deve o grupo, além de dividir a escala, ensaiar as
funções as quais cada coroinha irá executar nessas missas. As escalas dessas missas
devem ser feitas de modo a contemplar quem tem mais experientes e/ou domínio em
assumir funções como turíbulo, missal, etc. A fim que o serviço do ministério na

33
celebração em ordem, decoro e tranquilidade.

Art. 82 - Quando a missa envolver duas ou mais comunidades, deve os coordenadores


marcar uma reunião com os coroinhas das comunidades, em que deve dividir a escala
para que os coroinhas dessas comunidades participem de modo que cause uma
distribuição isonômica. Claro, que a escolha para cada função, deve ser segundo o grau
de experiência e/ou domínio daquela função; ou seja, antes de manter uma ideia de
isonomia, deve atentar a questão prática, a ideia de mérito, deve ser visto se os mesmos
têm sua habilidade desenvolvida para assumir aquela função para essas missas de
grande porte.

Art. 83 - Quando for uma missa a nível de área vale a mesma regra do artigo anterior,
porém a escala é feita na reunião dos coordenadores, que só pode ser modificada pelo
coordenador pastoral.

Art. 84 - Deve os coordenadores cooperar mutuamente para que as missas a nível de


área possa ocorrer como se deve.

Art. 85 - Além das formações a nível de comunidade, há aquelas a nível de área, que se
torna obrigatória o coroinha participar para poder renovar seu ministério. Poderá faltar,
desde com uma justa justificativa, que será apresentada pelo seu coordenador, que irá
avaliar ou não a desculpa.

Art. 86 - Para essas formações a nível de área não podem ter caráter mensal. Diferente
daquela da comunidade, cuja formação tem caráter habilitar ao serviço, essa tem como
objetivo complementar a formação humana, espiritual, litúrgica, bíblica e doutrinal do
coroinha, que é dado na comunidade. Ou seja, trata-se mais de aprofundamento que vai
além da habilitação do serviço ao ministério, ensinar a servir na missa ou algo do tipo
deve ser feita na comunidade não a nível de área.

Art. 87 - Essas formações nível de área devem ter no mínimo 4 por ano, e no máximo 6
formações.

Art. 88 - A estrutura dessas formações a nível de área, do que será feito, escolha do tema

34
e formador será elaborado na reunião de coordenadores.

CAPITULO VI – RELAÇÕES HUMANAS NA VIDA MINISTERIAL DO COROINHA

A. SOBRE O NAMORO DENTRO DO GRUPO DE COROINHAS

Art. 89 - Não há nenhum impedimento do rapaz ou da moça com o cargo de coroinha,


ou é candidato, em estabelecer o vínculo de namoro com uma outra pessoa, cuja relação
amorosa não lhe impedirá de exercer tal função, mas sobre as seguintes condições:

I. Deve os pais assim liberarem este tipo de relacionamento, caso contrário será
vetado de assumir seu ministério;

II. Deve comunicar ao coordenador do atual estado amoroso, pois mesmo sendo
dentro do âmbito de vida privada, ao se tornar coroinha se torna uma pessoa
pública, tudo que se dirigir a pessoa do coroinha ou candidato automaticamente
será ao coordenador. Ou seja, o coordenador é responsável pelo seu coordenado,
se ele erra também é culpa do coordenador, pois o mesmo é quem deve orienta e
dirigir no âmbito religioso-humano. Assim, deve comunicar ao coordenador da atual
situação, caso contrário será vetado do ministério (para o caso do coroinha) ou
impedido de receber o ministério (no caso do candidato).
Todavia, isso deve ser feito com naturalidade e simplicidade, não precisa o coroinha
ou candidato se sentir constrangido, pois não está fazendo nada de errado, caso
sua situação se encaixa nos itens subsequentes deste documento.

III. O coordenador não pode impedir do coroinha de namorar ou vetar seu ministério
por essa razão, somente no caso que não foi feito aquilo que está descrito nos ítens
I. e II. do atual artigo. Todavia, assim sendo feito, sua atribuição nesta situação se
restringe a orientação e aconselhamento;

IV. Caso o mesmo relacionamento cause desavença e confusão dentro do grupo e


na comunidade por um comportamento nada cristão por parte do casal, o coroinha
será desligado do ministério. Deve antes o coordenador, tentar aconselhar, e de
até vetar seu ministério, mas depois do segundo aviso, com através de uma ampla

35
conversa com os pais, o coordenador deve desligar ministro do altar de sua função.
OBS: entendam o significado de VETAR por colocar de “molho” sem prazo
determinado (1 mês, 1 ano, o prazo é o tempo de teimosia), já por DESLIGAR pela
perda do ministério.

Art. 90 - Como já será falado em cada item, mas aqui deixa-se já claro: o que impede do
coroinha assumir seu ministério em qualquer circunstância descrita, é que seja permitido
pelos pais, permaneça no pudor e na castidade, e cumpra suas obrigações como
coroinha, caso contrário será alvo de vetação do ministério. Sua relação com o parceiro
dentro e fora da Igreja seja discreta e sóbria, como também dentro dá fé católica

1. Há uma diferença entre namoro e “ficar”, entre “ficar” e paquera (pré-namoro).

1.1 Sobre o namoro da Igreja(“namoro santo”) e do mundo

Art. 91 - O namoro é visto pela Igreja com as seguintes finalidades: primeiro, conhecer a
personalidade do parceiro; segundo, conhecer e traçar vínculos de afinidades com os do
outro, sejam eles de afetos (o que cada um gosta), sejam eles de ideias (a visão de
mundo, o que pensa sobre a vida, e outros assuntos afins); terceiro, de fortalecer e
madurecer no outro a fé da Igreja e o amor a Deus; quarto, ser uma ponte que trabalhe
nos dois o discernimento a vocação do matrimônio, pois no namoro deve projetar e
desejar a vida matrimonial como finalidade, caso não se deseje isso, é sinal de desfazer
o relacionamento porque tá roubando o homem ou a mulher verdadeiros dessa pessoa.
Claro, esses quatro pontos em primeira impressão, não se mostrará, nem deve já pensá-
los, mas passando as primeiras semanas e do decrescente tempo, devem ser observados
pelo coroinha e seu ou sua namorada.

Art. 92 - O namoro na Igreja deve ser vivido dentro da castidade, no respeito mútuo entre
eles, na liberdade do amor à Deus e ao parceiro. Quando falta esses 4 elementos
essenciais acima descritos, é falho a compreensão que esse relacionamento é algo
dirigido à Deus, pode ser qualquer coisa, menos o namoro colocado pela disciplina da
Igreja – um namoro santo. O fim do namoro é santidade não de si, mas do outro, porque
de si, procura-se como filho de Deus; e isso, neste relacionamento afetivo, exterioriza-se
em desejar a santidade do outro, por isso enquanto namorado ou namorada o fim é tornar

36
o outro santo. Aliás, esse caráter está presente como fundamento da espiritualidade e
humanidade que Cristo deixou: amar a Deus e amar outro, ama-se o outro porque ama a
Deus; pensa-se em Deus primeiro depois em mim, pensa-se o bem do outro antes do
meu, pensa-se antes em Deus do que o outo; ou seja, amar a Deus por isso ama o outro
é o amor caritas, a caridade, como assinala Bento XVI: “[...]A caridade supera a justiça,
porque amar é dar, oferecer ao outro do que é « meu »; mas nunca existe sem a justiça,
que induz a dar ao outro o que é « dele », o que lhe pertence em razão do seu ser e do
seu agir.”( Caritas in Veritate, 6).

Art. 93 - Essa primazia do namoro como uma preparação para o matrimônio, acarreta
em sua essência aquela finalidade do matrimônio que é santidade: “No casamento a
intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor da comunhão espiritual.
Entre os batizados os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento”. (CIC,
2360). Ou seja, pelo matrimônio, os corpos dos conjugues em sua intimidade se tornam
um sinal espiritual, como o é a água no batismo que é o Espirito Santo, o que antes era
inibido pela castidade, torna-se sagrado pelo matrimônio; e o vínculo afetivo entre os
cônjuges, torna-se um vínculo sacramental, a qual é um dom que acrescenta a natureza
humana dos parceiros a estarem propícios a santidade na caridade mútua de serem uma
só carne. Daí, diferente do namoro, a santidade não é apenas uma virtude (no sentido de
ser um esforço da vontade apenas) de uma para com o outro, e sim um dom auxiliar dada
aos cônjuges em aderirem a santidade15.

15
O Papa Pio XII na Encíclica Sacra Virginitas tenta mostrar que a virgindade e a castidade são a mais perfeita forma de
conseguir a santidade, é uma crítica a corrente dos contemporâneos que queria impor o matrimônio a melhor forma de atingir tal
objetivo, já que a castidade não é um sacramento. Tal corrente ataca a legitimidade do celibato clerical e religioso. Todavia,
como diz o papa Bento XVI em uma de suas catequeses que a castidade é um dom também além de uma virtude moral devido o
batismo: “A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo
concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. ”(CIC, 2345). Assim, por causa da
natureza deficiente do homem pelo pecado original, necessitamos deste dom da castidade dada pelo batismo, em vista dessa
natureza deficiente que causa mortalidade humana, que propicia o desejo a reprodução, e por consequência, o desejo sexual,
como o é o desejo de comer ou beber e demais desejos que derivam naquele da conservação da vida e da espécie. Dessa maneira,
“Todo batizado é chamado à castidade. O cristão "se vestiu de Cristo", modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são
chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a
viver sua afetividade na castidade. ” (CIC, 2348). Em suma, o dom da castidade já está presente sacramentalmente no batismo,
porém por sermos mortais, necessitamos da reprodução como forma de conservar a vida humana, daí a necessidade de si unir
naturalmente a outro. Para alguns, que não foram chamados a Deus para viver na castidade completa e não constituir uma família
(Mt 19:12), para não cair em perversão, como o homem pode cair nos outros desejos que surgem da mortalidade como o da gula,
é necessário o matrimônio. Poderão os cônjuges viverem a castidade e a santidade a Deus de modo mais perfeito, porque o corpo
do outro se torna um sinal de comunhão a Deus, e o laço afetivo um laço sacramental que modifica ontologicamente a natureza
humana dos dois que se tornam uma só carne que propiciará e poderá estimular a santidade pela ajuda mútua. Nestes termos, a
relação em todos os níveis tem intermédio de Deus, daí se mantém aquela castidade de modo indireto do batismo, e direta porque
não se relaciona com mais ninguém a não ser com o parceiro. Mesmo assim, o casal é chamado a viver essa castidade direta
com o seu parceiro, caso isso lhes dê frutos espirituais, como diz São Paulo: “Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo
consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por
não terem domínio próprio”(1 Coríntios 7:5). Podemos concluir que o matrimônio é uma forma de castidade e de se mantar nela
por intermédio de Deus e ajuda do parceiro, e de daí adquirir a santidade pela ajuda sacramental do parceiro. Como o matrimônio
37
Art. 94 - O namoro do mundo é aquele sem Deus em primazia, sem disciplina da Igreja;
quando há Deus na vida dos dois é em sua vida particular, não, porém, na relação entre
o casal. O centro da relação é somente o amor entre o par, em sua relação não há o amor
de Deus e ao que pede a fé da Igreja como centro fio condutor da relação. Seu fim é uma
vida de casal, daquele casamento do civil com uma vida simples ou de grandes viagens.
Quando há procura do sacramento do matrimônio, é somente por algo tradicional, como
um instrumento para uma festa. Quando neste tipo de namoro, não tem nem Deus,
mesmo em segundo plano, nem por nome, é orientado apenas pelos afetos entre os dois,
cujo fim é saciar os desejos da carne e carência da alma por afeto.

Art. 95 - Na adolescência é o primeiro terreno onde há as primeiras experiências


amorosas de fato: a primeira paixão, o primeiro beijo e o primeiro desabrochar das
palavras eu te amo. Pelas influências das mídias, na escola e até do lar, há uma visão
distorcida de homem, de mulher, de namoro e de casamento. Se por um lado, pode ir
para promiscuidade e banalização da relação de dois a dois, há aquele caminho
exageradamente romântico ou idealizado como dos filmes da Disney. Quanto um ou
outro, em nada tem em identidade com o amor que é previsto pela disciplina Igreja, a este
relacionamento, que é aquele da caridade. O amor para com outro, mesmo no sentido de
enamoramento, nasce da caridade, no próprio testemunho de amor à Deus: “Como
namorados, vos encontrais a viver uma época única, que abre à maravilha do encontro e
faz descobrir a beleza de existir e de ser preciosos para alguém, de poder-vos dizer
reciprocamente: tu és importante para mim. Vivais com intensidade, gradualidade e
verdade esse caminho. Não renuncieis a perseguir um ideal alto de amor, reflexo e
testemunho do amor de Deus!”( Discurso de Bento XVI aos namorados - XXV CEN
italiano, in Itália 11 de setembro de 2011 ). No namoro deve perseguir o amor a Deus
pelos fundamentos que já falamos.

Art. 96 - O namoro santo, que é o que se deseja o da Igreja, é aquele que quem é o
centro é Deus e a fé da Igreja, nessa relação aquilo que uni e prepara o amor do casal
para a vida matrimonial. Enquanto o do mundo é somente o amor do par que é o centro

é uma forma de castidade em novo sentido neste sacramento, permanece a essência batismal da castidade, que é a santidade. Por
isso, a finalidade última do matrimônio é a santidade. Não de si, porque de si no âmbito amoroso se alcança na castidade e na
relação como filho de Deus, mas do outro, por vocação matrimonial, doa-se porque só na sua outra metade pode ser um santo
completo.
38
e fim é uma vida de casal desinteressada de vida sacramental (ir à missa, pôr filhos para
batizar e fazerem a catequese para adquirir demais sacramentos), assim seu motor de
orientação são ideologias demoníacas, senso comum, ou ensinamentos de falsas
doutrinas.

1.2. Sobre a paquera(pré-namoro)

Art. 97 - Paquera é o momento de encantamento e de enamoração(apaixonar-se), em


que os dois se apresentam num jogo de sedução implícito que vai além de uma amizade
(se houve alguma amizade a essa pessoa – não necessariamente é um amigo a quem
nós nos apaixonamos, pode ser alguém a qual admiramos – aqui o sentimento de
amizade foi acrescentado aquele de paixão; porque por amigo não se deseja deste modo,
na amizade o amor é de filiação ou parceria, neste outro amor desejar-se afetivamente o
outro característico da paixão; então há um acréscimo de afeto ou substituição
dependendo da circunstância).
Na paquera não se conhece em nada a pessoa, somente se vê conquistado pelas
qualidades do parceiro ou aquelas falsas qualidades que o amante atribui ao amado. E
sua preocupação é conquistar o coração do outro. Todavia, mesmo nesta fase, as
pessoas conservam o pudor (que significa todas essas palavras quando assim
compreendemos por pudor: modéstia, decência, inocência, respeito e discrição), como
também a castidade.
Não há um olhar de maldade, nem visa o próprio prazer, mas simplesmente querer
que o coração do outro corresponda ao seu, e usa daquilo que tem para que suas
expectativas se realizem, que culminará com o namoro.
Na paquera, há como fim o namoro, e tudo que essa fase exige. Não
necessariamente acaba num namoro, pois depende dois assim quererem, de haver
razões suficientes e possibilidades para isso – não depende só do sentimento. Todavia,
quando não dá certo ou ambos se tornam amigos, ou se afastam.

1.3. Sobre o “ficar”

Art. 98 - No ficar normalmente não há o sentimento de paixão por uma parte dos dois ou
dos dois mesmos. Apenas o prazer de estar com aquela pessoa, ou o prazer do jogo de

39
sedução em arrancar um beijo ou em outras coisas até mais promíscuos. O que move os
dois ou uma das partes não é a paixão, mas o sentimento de carência e de desejo sexual.
Não há um laço nem compromisso mais sério, nem interessa por uma parte ou das
duas de terem algum relacionamento mais sério. Quando uma parte está apaixonada,
normalmente é enganada com a esperando de algo mais sério (normalmente são as
moças).
Ficar, é uma falsa paquera porque na paquera uma das partes não sabe bem se a
outra pessoa a quer, quando as duas sabem, direta ou indiretamente no jogo de sedução
(sair com a outra pessoa, galantear de forma direta ou indireta) sinaliza objetivamente o
namoro (as duas querem um relacionamento sério), e quando assim procede eles
namoram. Se um dos dois não sinaliza essa relação mais séria só estava “ficando” com
a pessoa.

Art. 99 - Os coroinhas que tem essa prática do “ficar”, deixa-se logo claro, que não é uma
atitude de um jovem católico, muito menos de coroinha; além de cometer pecado mortal,
pois tal comportamento visa o prazer próprio mostrando uma completa desordem interior
e do rapto do conteúdo pessoal e de dignidade do outro porque se transforma só em um
instrumento para obter o seu próprio deleite, torna-se matéria grave caso haja fornicação
(relações sexuais antes do casamento).
Deste modo, esse coroinha está vetado de assumir suas funções. O coordenador
deve observar e orientar o mesmo para a mudança de conduta e procurar a confissão.
Após devida observação, deve permitir o retorno de suas atividades.

Art. 100 - Como já foi descrito no item 1.2, não há nenhum problema em se apaixonar e
procurar ver se a pessoa alvo do enamoramento que é aquela própria para o namoro.
Nem é pecado, nem impede de assumir sua função dentro do ministério. Contudo, como
o coroinha é uma pessoa pública devido o ministério, sendo alvo de outras pessoas na
comunidade católica e do mundo, deve fazer isso o mais discreto que puder, dentro dos
limites da situação e da capacidade de sedução do mesmo. E o tipo de relacionamento
que o coroinha deve aspirar é aquele namoro santo, mesmo que seja só com o mesmo
coroinha e não com o outro parceiro (inevitavelmente haverá briga nesta circunstância).

Art. 101 -Como já expusemos sobre o namoro não é algo ruim, e pode o coroinha ou
candidato ter este tipo de relação, mas como já assinalamos, não há nenhum

40
impedimento desta condição, deste o coroinha ou candidato mantenha o pudor e a
castidade, caso contrário será alvo de vetação(no caso do coroinha) ou impedido de
receber o ministério(no caso do candidato). Nós iremos avaliar os seguintes casos e
direcionar para as respectivas ações:

I. Quando os dois são católicos, mas o parceiro do coroinha ou candidato não é de


igreja ou um pagão(não tem nenhuma opinião formada sobre Deus, religião, mas
que não é agnóstico, nem ateu).
Deve o coroinha se esforçar para trazê-lo(a) para a Igreja, procurar os
sacramentos, a catequese, e pais espirituais para o mesmo evoluir na vida
espiritual. O coordenador, deve auxiliar o seu coroinha a fazer isso, deste que o
mesmo assim queira sua ajuda.

II. Quando os dois são católicos, mas o parceiro é alguém de outro grupo ou
movimento da comunidade.
Deve o coroinha procurar reconciliar sua agenda com o do parceiro, a fim de
não comprometer as atividades do ministério, nem a do parceiro. Porque o fato de
ter um(a) namorado(a) não faz esse especial aos olhos do coordenador, que deve
exigir as mesmas obrigações e tarefas a este como é para os demais coroinhas.
Deve o coroinha amadurecer neste sentido, e fazer o outro parceiro cooperar em
suas agendas, esse exercício faz parte deste amadurecimento humano e de sua
religiosidade na reciprocidade da relação. Ora, não necessariamente irá casar com
essa pessoa, mas quando casar terá o mesmo exercício com a esposa ou esposo
e com filhos. Pôr sua espiritualidade e o serviço a Deus é prioridade na vida como
cristão, família nunca pode tomar o tempo que cada deve se dedicar a Deus,
daquilo que Ele determinou que fizesse. Então, desde cedo no namoro deve ter
isso em mente.

III. Quando os dois são católicos, mas o parceiro é também um coroinha ou


candidato do mesmo grupo ou outro de fora.
Deve deixar claro de modo natural e espontâneo a situação de namoro para
o grupo de coroinha, mantendo a discrição e naturalidade, os demais coroinhas de
nenhuma uma forma não podem ofender seus colegas, e o coordenador deve
procurar dá a mesma harmonia. Quando é de outro grupo, deve o coordenador

41
conversar com o seu parceiro, afim de saber se os casais estão tendo o mesmo
bom comportamento em ambos grupos.

IV. Quando o parceiro do coroinha é um protestante.


Uma situação desta não é aconselhável e deveria ser evitado, por motivos
óbvios, pois neste tipo de relação inevitavelmente alguém influenciará ao outro a ir
a sua igreja, porém dentro que já falamos é possível. Desde que não atrapalhe o
ministério, seja permitido pelos pais, haja pudor e castidade, caso contrário será
alvo de vetação do ministério. Lembrando, que apesar do namoro ser uma fase
descoberta e preparação para o matrimônio, não necessariamente quem está
namorando será quem irá se casar. Neste sentido, não pode coroinha, estando
dentro que já colocamos, ser vetado do seu ministério por isso. Desta maneira, será
fonte de aprendizagem para o amadurecimento de sua fé e formação humana.
Contudo, deve o coordenador dá uma olhada melhor neste coroinha, e esclarecer
dúvidas doutrinas, porque irá surgir.

V. Quando o parceiro do coroinha é um deísta “cristão”(uma pessoa acredita que


não precisam de religião, que ela pode ser salva somente conhecendo a bíblia e
conversando com Deus em sua casa).
Essa é a situação mais delicada do que já falamos. Por que diferente dos
casos a. ao d. deste ítem 6, pois este tipo de pessoa inevitavelmente não quererá
o matrimônio, se esse deísta “cristão” assim casar, muito provavelmente será por
alguma pressão do parceiro. Contudo, mesmo assim não impede do coroinha de
servir, deste que cumpra do que já expomos: seja permitido pelos pais, permaneça
no pudor e na castidade, e cumpra suas obrigações como coroinha, caso contrário
será alvo de vetação do ministério. Contudo, dê uma atenção especial ao coroinha
porque este tipo de pensamento é exatamente o tipo de pensamento extremo do
livre exame das sagradas letras do protestantismo, que é um passo ao
ateísmo(cada um tem sua verdade sobre Deus, até que se pergunte quem é que
está com a verdade, esses recéns ateus alegam com ninguém por haver várias
verdades). Depende muito do temperamento deste tipo pessoa, que pode nem ligar
em si casar, nem atrapalhar a vida de seu ou sua amada, porém pode ser uma
pedra de tropeço que poderá levar um falso caminho a Deus.

42
B. O COROINHA NA COMUNIDADE

Art. 102- Na comunidade o coroinha deve ter um bom comportamento, discrição e


diligência no trato com as outras pessoas sejam elas fiéis, membros da comunidade,
religiosos e clérigos. Contudo, de forma educada, tem o direito e deve defender a fé da
Igreja, a liturgia e a eucaristia.

Art. 103- A obediência em seu serviço e fora dele é ao padre e o coordenador de coroinha,
quando tiver no ofício além desses dois, o mestre de cerimônia. Fora esses, na Igreja,
não há nenhuma obrigação ou dever de obedecer outro alguém. Todavia, pela natureza
de serviço do ministério e como cristão, deve ajudar as pessoas como coroinha quando
assim o necessitar e sem prejudicar seu serviço.

Art. 104- A prioridade do coroinha é o seu ministério, os desvios desta primazia por sua
participação pessoal em outras pastorais na comunidade, de modo a deixar de fazer
aquilo que é de sua responsabilidade no ministério serão contadas como vetação do
ministério, ou da repetição continua de ao menos duas vezes em deixar de cumprir suas
tarefas, terá a perca do ministério.

Art. 105- Deve o ministrante do altar ajudar a comunidade como coroinha, fica livre de
ele ir para outras pastorais, porém sua prioridade é esse ministério; e quando vai servir
em outra pastoral como ler uma leitura, participar de uma peça de teatro, é como pessoa
e não coroinha. Por isso, não é obrigado, por ser coroinha de servir em outras pastorais
e de participar de suas respectivas reuniões, mas por ser coroinha sua obrigação é aquilo
que compete ao seu ministério, como é em cada pastoral na comunidade tem as suas
obrigações de servir em sua pastoral e não do outro. Ninguém é obrigado a servir em
todas as pastorais, mesmo por carência, o que é obrigado é servir a vontade de Deus
naquilo que Ele designou e deu dom para aquela vocação em determinada pastoral. Não
é egoísmo, é egoísmo em querer obrigar alguém aderir uma vocação que não é sua.

Art. 106- Deve o grupo de coroinha ajudar a comunidade naquilo que precisar, mas como
grupo de coroinha. Atividades que fogem a natureza do grupo e de sua normalidade que
é o serviço do altar, não há obrigação pastoral de o fazer, mas aquelas como os festejos,

43
campanha para construção de algo na igreja e outras de mesma natureza; devem serem
feitas, mas sem que isso cause prejuízo a própria normalidade do grupo no serviço ao
altar. Essa avalição quem fará é o coordenador de coroinha de cada comunidade.

Art. 107- O grupo de coroinhas mesmo tendo atividade naquela comunidade, ela
pertence a área. Não existe coroinha ou grupo de uma comunidade, mesmo atuando ali.
Por isso, fica livre do coroinha, se assim desejar, transferir-se à outra comunidade, desde
que haja consenso apenas entre os coordenadores que atuam naquelas comunidades,
mas deve avisar ao coordenador pastoral, ao padre e ao conselho das duas
comunidades. Caso haja um problema entre o coroinha e o seu coordenador, para se
transferir, basta pedir o consenso do padre ou coordenador pastoral que irá deliberar ou
não a transferência, cuja ordem deve ser obedecida pelo coroinha. Para o coroinha que
quer servir em outra comunidade, basta o coordenador daquela aceite, após isso, deve
avisar ao seu coordenador original.

C. O COROINHA FORA DA IGREJA

Art. 108- Como foi explanado, a pessoa que assume esse ministério como coroinha deve
encarar o fato que se torna uma pessoa pública, em que os demais jovens e pessoas do
bairro irão reconhecê-lo por onde andar, mas também deve encarar a realidade que o
dom que Deus dá nesse ministério é também para sua própria santificação.

Art. 109- Há uma busca na juventude de um sentido da vida, daquilo que lhe traga a
felicidade no presente e sonhos para seu futuro. Desde modo, tradicionalmente e
naturalmente no jovem está a figura da criatividade e da ruptura do comodismo da
geração anterior. Dentro desse contexto, existe o grande discurso por parte dos jovens
que quer pensar com sua cabeça e não com a cabeça dos outros, que não aceita que
alguém lhe imponha uma regra ou comportamento que mude seu jeito de ser, pois devem
as demais pessoas aceitarem como são porque todos possuem suas diferenças e
singularidades, por isso não há razão de impor um modelo único de pessoa ou
comportamento. De modo contraditório, vivem a procura de seu lugar no mundo, com
aquelas pessoas que as fazem felizes e afastam daquelas que não as fazem. Aderem
valores novos que são diferentes até de seus pais, mas que acabam sendo uma versão
atualizada daqueles de gerações passadas do tempo de seus progenitores ou de

44
anteriores, que em seu cerne poderá estar gestando o mal. Ou seja, diz que pensa com
a própria cabeça, mas no fundo só migra para outro grupo com faixa de moral diferente
de seus pais ou do que aprendeu em sua infância.

Art. 110- Não existe um ser humano que não seja influenciado, há aqueles que aderem
a verdade e os que vão contra a verdade. E a verdade não é uma ideia, um afeto, uma
força humana ou da natureza, ela é uma pessoa divina; e essa pessoa é nosso Senhor
Jesus Cristo16. Nas relações humanas, não há quem não seja influenciado de algum
modo, pois só pelo fato de alguém existir já está influenciando os que o rodeia, porque
minimamente precisa ser gasto com essa pessoa, alguma atenção e o mesmo informa
que existe por palavras, por atos, ou por estar simplesmente ocupando um lugar no
espaço. Então é muita inocência ou arrogância partir do pressuposto que alguém
consegue pensar com a própria cabeça de modo tão radical. Ou você segue e é
influenciado por Jesus ou não, ou Deus ou mundo: “Ninguém pode servir a dois senhores;
pois odiará um e amará o outro, ou será leal a um e desprezará o outro. Não podeis servir
a Deus e o Mundo”(Mt 6:24).

Art. 111- De fato, ninguém muda aquilo que Deus fez, o verdadeiro eu ou pessoa de cada
um de nós17, porém maus valores, má educação, maus pensamentos, maus desejos,
maus hábitos, mal tratamento e tudo que vem da vontade e do pensamento que é do
mundo que possui caráter destrutivo é do mal, e serve ao mundo. Dizer que está
pensando com a própria cabeça para não seguir aquilo que a Igreja orienta e os
ensinamentos de Deus, é levantar uma falsa bandeira dizendo que é liberto, mas na
verdade é escravo do mundo.

Art. 112- Não se trata de fingir algo que não é, mas em ser santo e de adquirir as virtudes
espirituais próprias do ministério(sacralidade, discrição, simplicidade, decoro e alegria).
Quem vive como cristão a finalidade última como tal é a santidade, cuja síntese é a
primazia do amor a Deus que se desabrocha no outro. Os santos dentro da história da
Igreja não mudaram sua identidade como pessoa para assim serem, pois o que neles

16
Diferente dos demais mestre espirituais(filósofos, fundadores de religiões e homens de grande sabedoria) que pontam o que
seria a verdade, Cristo que é ele a verdade: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai,
senão por mim.”(João 14:6). Não outras vias para se encontrar com Deus, precisa necessariamente passar por Cristo, porque
ele é a própria realidade, que mentem e fez: “Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo
qual criou todas as coisas.”(Herbreus 1: 2)
17
Observe que há grandes filósofos que fizeram investigações em conhecer a si mesmo, e só conseguiram parcialmente essa
proeza, e os santos quando conheceram a Deus no seu mais íntimo do que sua própria pessoa foi que também se conheceram)
45
mudaram, é a destruição do pecado e a aquisição daquelas virtudes que os tornam
santos18. Ou seja, o pecado deve ser aniquilado, aquelas características próprias que os
faz santos são trabalhadas e assimiladas a sua personalidade, já aquelas características
de sua personalidade que são demasiadas que o levam ao vício e a estarem fora da
santidade, essas são apaziguadas e alienadas a santidade 19. Não há perca das
características da personalidade, são apaziguadas aquelas que levam ao pecado e
redirecionadas adquirir a santidade, enquanto há outras características que são
adquiridas para assim obterem a santidade, enquanto o pecado é aniquilado. Em suma,
há uma maturação daquilo que sempre foi, mas a medida que se une a Deus; quando
não se une a Ele, só concluímos que é fingimento ou autoengano20.

Art. 113- O mesmo processo se aplica a assimilar as virtudes espirituais: sacralidade,


discrição, simplicidade, decoro e alegria. Não só essas virtudes espirituais, mas também
as práticas que provém do ministério: atenção, antecipação, pro atividade, autodomínio,
esperteza, resiliência, curiosidade e perfectibilidade. E aquelas habilidades como usar o
missal, o turíbulo, etc.

Art. 114- Baseado nos artigos antecedentes, o coroinha deve procurar uma vida que
condiz com um bom católico, ser jovem não dá desconto disto, como não foi para São
Tarcisio e São Domingos Savio.

Art. 115- Em casa deve procurar um bom convívio com os pais, honrando suas pessoas
no amor e na obediência. Deve cumprir suas tarefas como filho, ajudá-los em suas
limitações e nos afazeres de casa. Deve se refugiar na paciência e na oração quando os
mesmos lhe perseguirem quando o coroinha procurar fazer o certo. Nesta situação,

18
Um exemplo seria Santo Agostinho, que era muito vaidoso e decaia pelo desejo da carne. Contudo, após sua conversão de
fé, a vaidade e a libido foram substituídos pela humildade e pela continência. Características de sua pessoa como o hábito de
pôr a ridículo seu interlocutor, restringiu-se aos argumentos, em quanto preservava a dignidade de quem combatia mesmo
sendo um herege.
19
Podemos notar isso em São Paulo, com temperamento apaixonado de sua personalidade em defender aquilo que acreditava,
que o caracterizava como um fanatismo desenfreado e cego. Esse mesmo temperamento apaixonado é gasto em defender o
evangelho, porém com a precaução e a calma de ensinar e convencer quem não acredita ou quem está decaí no pecado. Isso
como Saulo, resolveria pelo fio da espada.
20
Podemos notar um certo vazio naqueles que aderiram a fé a pouco ou muito tempo, que se deve porque ainda no fundo não
se converteram de coração e de mente, ou porque ficaram obsoletas na experiência e no conhecimento da fé. Enquanto não
houver a conversão dessas duas dimensões humanas(mente e coração), continuará se autoenganando a seguir um Deus que
não existe na sua mente ou no seu coração de fato, que só está cumprimento sua função naquela pastoral, porque há alguma
força exterior que os força moralmente ou costumeiramente está ali. Todavia, na oportunidade que tem em sair, ao sair nunca
mais os vemos na igreja, ou se perde de vez no mundo. Ou aqueles, que fingir ser santo, mas que na verdade são pessoas
perversas, no fundo possui o mesmo vazio, que só continua fazer o que faz, porque tem algum lucro, seja devido ao dinheiro,
seja pelo capital de respeito e admiração, seja por se sentir útil porque tem pouca autoestima.
46
desobedecer por caridade não é pecado, e é válido, enquanto tal atitude dos pais vai
contra o evangelho e o amor a Deus. Deve procurar perdoar os pecados dos mesmos
quando afronta de modo destrutivo a pessoa do coroinha e do mal que fazem as demais
pessoas que os rodeiam, e deve se inspirar nas suas grandes virtudes e retos
ensinamentos dos progenitores, mesmo que maior parte do tempo estejam errados. Deve
aprender a ter paciência em ser mal compreendido por eles e até desacreditado a ser um
coroinha por possuir alguma peculiaridade em sua personalidade ou deficiência de
caráter ou de aprendizagem. Deve empreender no silêncio e em adquirir a habilidade em
responder seus pais não com palavras arrogantes, mas com gestos sólidos de sua
capacidade de mudar e de melhorar. Enquanto for filho deles, sempre vão querer mais
de sua versão em presente momento, mesmo que a nível moral ou de santidade seja
melhor do que a deles. Instrua-se em saber sofrer nesta condição, para que futuramente
consiga ser um bom pai ou mãe biológico, adotivo ou espiritual. Deve pôr como primazia
dentro de casa a paz como maior objetivo, evitar brigas desnecessárias tanto com os eles
quanto os irmãos, as quais deve ter um bom convívio.

Art. 116- Com demais familiares, deve o coroinha ter boa relação. Procurar atender e
ouvir seus avós, que no seu longo tempo, e já mais perto do final da vida, quer transmitir
um pouco de sua experiência e precisa de ajuda com esse mundo que é tempo presente
para a geração de seus netos. Eles provavelmente também querem viver novos
momentos, em especial ao lado de seus netos, o coroinha deve por uma questão afetiva
dá uma atenção aos seus avós a facilitar tudo isso. Aos tio(a)(s) e primo(a)(s), devem ser
respeitados, e deve compartilhar um clima de afeto próprio dos que participam da mesma
família.

Art. 117- Na escola coroinha deve procurar ser um bom aluno, tanto no sentido de
alguém que não cause confusão, quanto de quem procura tirar boas notas. Deve procurar
ter boa relação com todos, mas deve ter cuidado com os ouvidos, pois o pecado inicia
com uma ideia. Deve fugir das falsas amizades, e mesmos as verdadeiras, observe se
os maus valores e comportamentos da mesma, para que não possuia forte influência
sobre seu agir.

Art. 118- A escola não é um lugar neutro, areligioso, aideológico, apolítico, acultural, etc.
Ela está no mundo, cujos conteúdos em todas matérias são dirigidos para viver fora

47
daqueles muros, mas ao mesmo tempo transmite um modo de pensar e fazer que lhe é
próprio. Assim, ela se torna um espelho do mundo, por reproduzir em microcosmo seus
valores e ações. Neste sentido, o coroinha deve procurar se munir do depósito da fé e
adquirir aquelas virtudes próprias de seu ministério e também aquelas pessoais a fim de
ser santo. A perversão mental e afetiva do mundo irá entrar pela porta dos amigos,
professores e conteúdo das matérias, cuja presença e influência são inevitáveis. Para
quem tem bom conhecimento da fé e pureza de coração através da confissão e prática
da caridade, consegue filtrar do que vem deles. A influência é algo inevitável como que
ao nascermos necessariamente estamos num corpo, ou para nadar precisamos cair na
água, mas o que vamos fazer com isso só depende de nossa inteligência e vontade,
quando há a carência de ciência e caridade, torna-se um boneco modelável a influência
dos outros. Por isso, munir-se contra o mundo é algo necessário.

Art. 119- Falar e agir contra aqueles que de algum modo dizem inverdades sobre a Igreja
na escola, só quando for oportuno, pois deve evitar discussões desnecessárias, a melhor
forma de se comportar nestas circunstâncias, é ouvir e responder com o exemplo do que
com as palavras e argumentos. Claro, quando for viável, deve sim responder a altura com
polidez e inteligência. Ora, devido o cerco já está fechado para quem é de Deus, quem
pensa diferente do mundo será perseguido pelo mesmo, inclusive na escola com
cobranças a sua pessoa por ser da Igreja. Então, deve o coroinha ser esperto para que
não se desgaste na escola com estes atritos que são impossíveis a sua resolução ao está
sozinho como uma pessoa de fé, ou devido as suas limitações intelectuais atuais não
permitir uma discussão a altura, mas mesmo assim deve sempre defender a fé quando
for oportuno.

Art. 120- Desde cedo, deve saber procurar diferenciar a pessoa como tal de ela como
amiga, pois devemos encarar que uma coisa é a subjetividade de uma pessoa quando
está sozinha, outra quando está sendo afetada com ideias e com sensações produzidas
por outras pessoas.
A pessoa com tal, só se conhece quando não está relação com ninguém, e como
amiga quando está com outras pessoas, as quais tem essa relação. Claro, o vínculo de
amizade que se tem como uma pessoa é diferente com a outra, pois na mesma ordem
que as pessoas são diferentes, são diferentes as combinações de pessoas quando
vinculados em uma amizade; e os graus de concessão de partes da personalidade para

48
ocorrer esses vínculos afetivos, seja essa concessão feita por afinidades com a outra
pessoa, seja por motivos que fogem a razão. Então, ao mesmo tempo poderá haver
pessoas as quais esse vínculo será mais forte e outras mais fraco dependendo do grau
de afinidades e do grau de concessão de partes da personalidade, que poderá desborcar
em inesperadas amizades de pessoas com personalidades completamente diferentes.
Esse fenômeno acontece porque há algumas pessoas em que sua personalidade se
diferencia em maior grau daquela de quando se manifesta enquanto amiga. Não se trata
de falsidade, mas mobilizar parte do temperamento para que haja relação entre uma
pessoa e outra, se assim não fosse, ninguém falaria ou se relacionaria com outra, porque
para haver relação deve as partes cederem em certo ponto para que se possa fazer algo
em comum, mesmo que seja uma conversa. Então, a personalidade da pessoa pode sim
se diferenciar como amiga e como individual, mas mantendo a congruência essencial da
personalidade de cada um, caso não mantesse, a relação de amizade neste caso, é só
uma simulação.
Em suma, ao se relacionar com outro, parte do temperamento de sua
personalidade é cedido, para que possa haver através dessas partes uma ponte de
comunicação e consenso sustentável entre os amigos. Dependendo do grau que se cede,
cujo grau de concessão da personalidade, pode partir do mais superficial ao mais
essencial da personalidade, o íntimo deles pode até se misturar a ponto de parecer uma
só pessoa, cujo coração acompanha mesmo longe. Isso se dá numa grande amizade em
que a personalidades evoluem ao assimilar a pessoa da outra, tornando-se uma nova
versão de si mais madura e até certo ponto essencialmente diferente que aquela antes
de conhecer aquele amigo.

Art. 121- Ora, a relação que uma pessoa tem com a mãe é diferente com o pai, do mesmo
modo, do seu irmão com seu melhor amigo. Os assuntos das conversas e modo que se
relaciona com essas pessoas são completamente diferentes, apesar de haver
semelhanças em determinado ponto, e é fato que afetivamente são diferentes porque se
cede livremente de modo divergente um pouco do temperamento da personalidade em
determinado modo para haver relação de pai e filho, amigo e irmão. A mesma regra é
colocada na relação do pai que é dissemelhante a sua relação para com cada filho, de
cada pessoa a cada amigo seu, de irmão com os demais irmãos ou primos, e assim
sucessivamente. E ainda há variação de um lugar a outro, que determinada casa de
alguém, amigos se comportam de modo diferente, como são os netos na casa da avó

49
que não são os mesmos quando está em suas casas.

Art. 122- Há pessoas que podem serem nossas amigas, que pela sua personalidade em
relação a nossa, separa-se sua pessoa individual de como amiga, assim conseguimos
conviver rotineiramente mesmo sendo de outra religião, ou possuir um mal caráter até,
mas sua presença não é nociva e nem é suficiente para conseguir nos influenciar em
fazer algo de errado. Há outras que sua pessoa é impossível de separar o caráter ou
crença devido seu próprio temperamento que pouco cede na relação com o outro, que
ao relacionar a nossa personalidade, tornam-se pessoas destemidas a nos querer
influenciar para o mal caminho; algumas são mais implícitas ou explícitas neste intento,
pois o que importa a elas é que as opiniões dos outros girem em torno delas. Claro, a
relação desses tipos de pessoas, as quais nós nos incluímos na mesma relação, depende
muito como nossa mente e coração estão preparados.

Art. 123- É recíproco, o outro nos influenciam e nós o influenciamos também. Para com
uma e outro tipo de pessoa, devemos munir do conhecimento das coisas da Igreja e da
purificação do coração. Pode ser que o que a outra pessoa fala não nos convença por
sabermos a Verdade, mas pelo jeito que fala e o jeito que nos trata, isso mexe com o
nosso coração a ponto de nós concordarmos com elas ao invés de discordar. Mesmo que
coração esteja preparado, o fato de estarmos rotineiramente sobre a influência de ideias
e de sensações que só param na consciência, e não descem para o nosso coração, mas
quando tivermos fracos espiritualmente poderão essas descerem perigosamente. Então,
por fraqueza espiritual, nós poderíamos praticar o que não se deve, que a medida faz tal
ato mal, mais viciado ficará nossa vontade em o fazer. Se antes achávamos que
poderíamos lidar de peito aperto o mal, por amizade, depois de algum tempo, poderemos
perder a fé, ou ser aqueles que a combate.

Art. 124- Neste sentido, apontamos que se deve evitar está sobre companhia constante
de amizades que não são pessoas cristãs católicas praticantes que não dão legítimo bom
exemplo de fé. Deve procurar ser amigo de todos, porém mais precioso ainda é santidade
e amor a Verdade. Por mais preparados que estejamos, achar que se pode está
constantemente sobre essas influências, não vendo mal nenhum, que não mexe em nada
na sua pessoa, demostra a presunção de alguém que pensa está blindado
espiritualmente do mundo (nenhum santo pensou isso, faziam grandes penitência porque

50
viam que era o contrário, quanto mais próximo de Deus, maiores eram as tentações).
Quem está espiritualmente de bem, não brinca com fogo do mal. Ela procura está perto
de amizades que edifiquem sua fé, e evitar está rotineiramente aquelas que dão maus
conselhos e exemplos.

Art. 125- O coroinha procure ter um pai espiritual, que lhe possa dá conselhos, ouvir
seus problemas e ajudar na fé. O ideal seria o próprio coordenador de coroinhas, mas
caso ele não preencha esses quesitos assinalados. Deve então procurar alguém que de
fato possa atender esses requisitos. Porque por mais o ministério seja cheio de benções,
e ter uma coordenação competente, o mundo tem muitas tentações, e com o tempo pode
acontecer de se cair no comodismo e na rotina, um pai espiritual é quem faria o trabalho
de fazer a essa pessoa romper com esse mal para assim permanecer no seu ministério.
Ora, muitos coroinhas saem de sua vocação, não por falta dessa, mas por perder a noção
do sagrado e cair no completo vazio espiritual advindo do comodismo que causa uma
mecanização do serviço. Maior perigo é aquele coroinha que acha que já sabe de tudo e
que não precisa de ninguém para lhe orientar humanamente e espiritualmente. Desse
modo, as vocações presentes no altar e também as sacerdotais, religiosas e matrimonias
são raptadas pela presunção de achar que não precisa de ninguém que o oriente e de
negar em escutar quem o orienta. A presunção é o fundamento do pecado da vaidade do
demônio, comporta-se como ele é já abrir mão do sagrado.

Art. 126- Quanto a modéstia para o homem e a mulher vale as palavras de Santo Tomás
de Aquino que na obra da Suma Teológica explana a respeito da questão do adorno
feminino, da maquiagem e roupas, enfim, da construção do visual da mulher através do
uso das vestes, acessórios e cosméticos, cuja regra é a mesma para os homens.
Respondendo às duras palavras de São Cipriano de Cartago (que criticava acerbamente
o adorno feminino): “Se a mulher casada se enfeita para agradar ao marido, pode fazê-
lo sem pecado. Mas as que não têm marido nem os querem ter e vivem em celibato, não
podem, sem pecado, querer agradar aos olhos dos homens para lhes excitar a
concupiscência, porque isso seria incentivá-los a pecar. Se, pois, se enfeitarem com essa
intenção de provocar os outros à concupiscência, pecam mortalmente. Se o fizerem,
porém, por leviandade, ou mesmo por um desejo vaidoso de aparecer, nem sempre será
pecado mortal, mas às vezes veniais. Diga-se o mesmo, aliás, a respeito dos homens”21.

21
SÃO TOMAS, Suma Teológica, Questão 169, Artigo 2.
51
E continua, comentando São Paulo: “Então o Apóstolo diz: "Mulheres... no ornato do
vestuário, ataviem-se com modéstia e sobriedade. Seus enfeites consistam não em
primorosos penteados, ouro, pérolas, vestidos de luxo": de onde nós somos dados para
entender que as mulheres não são proibidas de se adornar sobriamente e
moderadamente, mas sim de fazê-lo excessivamente, descaradamente, e
imodestamente.”22.

Art. 126- Baseado nisto, levando em conta os fundamentos da citação e aplicando ao


coroinha, deve se vestir fora da igreja e quando não estiver servindo na missa, próprio
como tal levando em conta os critérios: a. O pudor e a dignidade religiosa, que tem como
base o decoro, a discrição, e aquilo que tradição da Igreja honra como feminilidade e
masculinidade; b. O contexto do local em que se está e as pessoas que se relaciona, ou
seja, a exigências culturais e de costumes a modo não ofender moralmente alguém
devido o que está se vestindo; c. se o que veste origina da vaidade em se mostrar aos
outros ou é para se vestir a fim de ficar bonito, não porém pomposo e chamativo, ou
simplesmente ficar confortável segundo pudor à dignidade humana e aquilo que é
masculino e feminino. O item a. tem primazia do b., e b. de c.

CAPITULO VII – DISPOSIÇÃO FINAL

Art. 127- Dais disposições finais deste Regimento Interno dos Coroinhas da Área Pastoral
de Santa Paula Frassinetti da Arquidiocese de Fortaleza se relata os seguintes:

I. O Regimento Interno dos Coroinhas entra em vigor na Missa dos Coroinhas no dia
_____ de _______ de ______ na igreja de _______________________________.

Art. 128 - Este Regimento só poderá ser alterado em deliberação com o Núcleo de
Articulação do Ministério de Coroinhas(NAMIC) e pela autoridade competente da Igreja
em conjunto com a Santa Sé desta Arquidiocese em Encontro de Máxima Instância.

22
Op.cit.
52
Fortaleza, ____ de _________ de _______

Arquidiocese de Fortaleza
Área Pastoral de Santa Paula Frassinetti
Núcleo de Articulação do Ministério de Coroinhas(NAMIC)´

_______________________________
Pe Carlos Antonio Costa Magalhães

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ANEXO I

RITO DE ADMISSÃO AO MINISTÉRIO DE ACOLITO TEMPORÁRIO

RITOS INICIAIS

A admissão de Coroinhas é feita na missa pelo pároco ou por seus padres


cooperadores. Tomam-se as leituras e demais orações no todo da liturgia do dia. De
antemão, deverá ser preparado uma bandeja com água em cima de uma mesa ou algo
parecido, próximo ao altar, que deverá ser abençoada antes da missa, usada ao substituir
o ato penitencial pelo rito de benção da página 1001 do missal. As vestes litúrgicas que
serão entregues aos coroinhas deverão estar nas mãos dos pais ou padrinhos que vão
acompanhar seu filho ou afilhado na caminhada da fé. Da mesma forma, o ambiente
litúrgico deve ser ornamentado no tempo litúrgico correspondente.
Procissão de entrada

Formula I: Para os que vão ser admitidos como coroinhas, ou mestres de


cerimônias, deverão entrar com seus pais e/ou padrinhos, também seja reservado
os primeiros bancos da igreja.

Formula II: Para os que serão admitidos como coroinhas ou como mestres de
cerimônias, deverão logo após o comentário inicial, entrar em procissão junto da
equipe celebrativa. Sejam reservados os primeiros bancos da igreja para eles.
Permanecendo lá, aguardando, os seus pais ou padrinhos.

Obs: logo após esta parte segue-se a missa normalmente até a homilia.
Imediatamente após a homilia, inicia-se o Rito de Admissão de Coroinhas.

RITO DE ADMISSÃO DE COROINHAS

Coordenador (a): Reverendíssimo Padre N, quero apresentar os chamados à


prestação na liturgia como coroinhas; cuja função é prestar no serviço do altar
auxiliando nossos sacerdotes, diáconos, e ministros nas cerimônias e na
preparação do altar. Apresente-se, neste momento, para serem admitidos
oficialmente como coroinhas nesta paróquia (ou área pastoral) de N., os seguintes

54
eleitos.

O coordenador chama cada candidato pelo nome. A criança ou adolescente sai do


banco onde está. Levanta a mão direita e diz: Aqui estou!

Admissão

Os candidatos permanecem em frente ao sacerdote. Desta forma, o padre se dirige


a(o) Coordenador (a) interroga:

Padre: Podes dizer-me se eles estão aptos a exercerem a missão de leigos


dedicados ao serviço do altar, como coroinhas nesta comunidade da paróquia
de N. (ou área pastoral de N.)?

Coordenador: Após o período de preparação exigido para exercer tal ministério,


posso afirmar que estão aptos desempenhar tal serviço, pois demonstraram,
neste período de preparação, consciência, maturidade, zelo pela eucaristia e
pelo serviço do altar.

O sacerdote se dirige para os candidatos interrogando:

Padre: Caríssimos filhos amados, o que querem pedir a Igreja nessa santa
missa?
Eleito: Quero o ingresso no Grupo de Coroinhas e desempenhar com
dedicação e amor os serviços do altar sabendo de minha missão perante a
Deus e a Igreja de Cristo.

Padre: Antes de conceder-vos o ingresso neste ministério, diante de Deus e de


todo o seu povo aqui reunido; eu vos pergunto:

Queres assumir este ministério, movidos pelo desejo sincero de servir a Igreja e
de zelar por suas coisas sagradas?
Eleito: Quero!

55
Padre: Queres assumir com máximo cuidado e reverência os serviços do altar,
obedecendo às determinações desta paróquia (ou área pastoral), seguindo as
minhas determinações e de meu (s) colaborador (es)?
Eleito: Quero!

Padre: Então, prometam o que assim querem viver neste ministério.

Com a mão direita levantada, os eleitos dizem:

Prometo pela minha honra/ com a graça de Deus/ servir o melhor que
puder/ a Deus / a Igreja/ e a Pátria celeste/ de modo dedicado e zeloso os
serviços do altar como coroinha/ e selar os compromissos que me foi
interrogado hoje/ observando e obedecendo também as regras vigentes
para esse ministério.

Depois todos os eleitos se ajoelham, para receber a benção litúrgica que


lhe tornam coroinhas

Padre: Irmãos supliquemos confiantes a Deus Pai que se digne conceder a


benção estes eleitos, escolhidos para exercer este Ministério Leigo do altar como
Coroinhas.

O sacerdote impõe as mãos, para dar a benção.

Padre: Ó Deus de bondade dignais a abençoar + estes eleitos, a fim de que,


servindo o vosso altar com fidelidade e prestatividade, venham a tomar parte do
banquete celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do
Espírito Santo.
Todos: Amém

Os coroinhas se levantam e escutam com atenção a conclusão do sacerdote

Padre: Estimados, vós fostes preparados para este serviço, portanto, sejais fiéis
e perseverantes no compromisso assumido. E eu, em nome da Igreja aqui

56
reunida, acolho-vos oficialmente como coroinhas desta paróquia de N. (ou Área
pastoral de N.). Deus que vos inspirou este bom compromisso lhes conceda a
graça da perseverança para estarem mais perfeitamente unidos a Cristo através
dos serviços neste ministério.

Caso seja a renovação das promessas dos coroinhas veteranos, omite-se a benção
das vestes e vestem-se para depois receber as cruzes ou outra lembrança, caso tenha.

Benção das vestes e das cruzes

A benção das vestes e das cruzes, só se faz com quem vai se investir pela primeira
vez, ou por algum motivo não tem túnica caso contrário se dispensa a benção das
vestes e vai para o momento seguinte que é a vestição da túnica( fica subtendido que
quem é veterano já tem túnica).

Coordenador: Os responsáveis queiram trazer as vestes de cada coroinha.

Os pais ou padrinho(s) se aproximam com a veste entre as mãos para que o sacerdote
possa benzer.

Padre: Oremos- Ó Deus de bondade, que guia a Vossa Igreja de ministérios e


de carismas com misericórdia e justiça, dignais abençoar estas vestas vestes +
(e sacramentais +) que serão usadas por estes Vossos filhos que desejam servir
fielmente o Vosso altar. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade
do Espírito Santo.
Todos: amém.

O sacerdote asperge as vestes e os sacramentais com água benta.

Vestição da túnica:

Logo após a aspersão, o cerimoniário ou o próprio coordenador, convida e


orienta a mãe ou o pai; ou na falta, a madrinha ou padrinho; para se dirigirem
aos seus, vestindo-lhes a veste litúrgica.

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Entrega das cruzes e acolhimento do sacerdote

Terminada a vestição da túnica o familiar retorna ao banco. Os coroinhas


devidamente vestidos colocam-se diante do altar por toda a nave central da igreja
em uma ou mais filas para receberem do sacerdote (e/ou do coordenador, se for
oportuno) a cruz benta ou outro sacramental, sinal de seu compromisso com o
ministério; como cruz que lhe caminha a salvação.

O sacerdote que entrega a cruz ou outro sacramental dá um abraço caloroso,


pois estes são quem vão lhe ajudar nas atividades do altar, no que é preciso.

Caso não tenha um sacramental, o sacerdote só abraça e acolhe o novo ou


veterano coroinha.

Exortação:

Padre: Filhos caríssimos, fostes escolhidos para o exercício um sublime


ministério; deveis sentir estimulados a procurar uma vida que seja de
testemunho, de fé e de bons costumes entre os irmãos, deveis viver mais
intensamente este serviço como coroinhas.

Pode-se dar um sinal de acolhimento aos novos coroinhas. E o sacerdote


convida os neocoroinhas, para que alguns lhe ajude no altar, quanto aos
outros podem ir para um lugar reservados a eles.

Logo após o término do Rito de admissão de coroinhas, reza-se o CREDO.

As Preces podem ser feitas por um ou dois neocoroinha(s), sendo a primeira


dedicada aos coroinhas.

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