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Walter AG

Derendinger Straße 53, 72072 Tübingen 


Postfach 2049, 72010 Tübingen 
Alemanha 
  Manual do produto
www.walter-tools.com 

Roscas

_ ROSCAS COM WALTER PROTOTYP

Precisas, confiáveis,
econômicas

Printed in Germany 632 4006 (11/2012) PT

Walter do Brasil Ltda.


Sorocaba – SP, Brasil
+55 15 32245700, service.br@walter-tools.com

Walter Tools Ibérica S.A.U.


El Prat de Llobregat, España
+34 (0) 934 796760, service.iberica@walter-tools.com
ÍNDICE
Roscas

2 Índice

4 Introdução geral ao tema

8 Resumo do programa
9 Rosqueamento
12 Laminação de roscas
13 Fresamento de roscas

14 Informações do produto
14 Rosqueamento
28 Laminação de roscas
34 Fresamento de roscas

40 Seleção da ferramenta
40 Rosqueamento
44 Laminação de roscas
46 Fresamento de roscas

48 Informações técnicas
48 De caráter geral
74 Rosqueamento
94 Laminação de roscas
101 Fresamento de roscas
112 Anexo
Índice

Índice alfabético por palavras-chave

Página Página Página Página


Ângulos e características Fundamentos do método Problemas e soluções Refrigeração e lubrificação . . 56 - 57
Rosqueamento . . . . . . . . . . . . . 81 Fresamento de roscas . . 101 - 105 Fresamento de roscas . . 110 - 111 Fresamento de roscas . . . . . . . 59
Laminação de roscas . . . . 94 - 95 Laminação de roscas . . . 99 - 100 Laminação de roscas . . . . 60 - 61
Comparação de dados de geometria Rosqueamento . . . . . . . . . 90 - 92 Rosqueamento . . . . . . . . . . . . . 58
Rosqueamento . . . . . . . . . 82 - 83 Furo pré-usinado
De caráter geral . . . . . . . . . . . . 70 Processo de corte Regulagem do torque
Comparação dos métodos . . 48 - 49 Fresamento de roscas . . 114 - 115 Rosqueamento . . . . . . . . . 79 - 80 Rosqueamento, laminação  
Laminação de roscas  de roscas . . . . . . . . . . . . . . 118 - 119
Correção do avanço . . . . . . . . . . . . . . . . 71, 96 - 97, 116 Programação CNC
Fresamento de roscas . . . . . . 103 Rosqueamento . . . . . . . . 114 - 115 Fresamento de roscas . . 107 - 108 Revestimentos . . . . . . . . . . . . 52 - 55
Laminação de roscas . . . . . . . . 55
Controle dos cavacos Grupos de ferramentas . . . . . . . . . . 8 Programação do avanço 
Rosqueamento . . . . . . . . . . . . . 90 Rosqueamento . . . . . . . . . . . . . 87 Rprg. (raio de programação)
Lubrificação mínima . . . . . . . 62 - 63 Fresamento de roscas . . . . . . 108
Corte axial incorreto Protodyn® Eco LM . . . . . . . . . . 12, 30
Rosqueamento . . . . . . . . . . 87, 91 Sistemas de fixação . . . . . . . . . . . 64 Seções transversais do cavaco
Protodyn® Eco Plus . . . . . . . . . . . . 28 Rosqueamento . . . . . . . . . . 77 - 78
Corte incorreto Modificações
Rosqueamento . . . . . . . . . . 86, 91 Fresamento de roscas . . . . . . 109 Protodyn® HSC . . . . . . . . . . . . . . . . 33 Soldagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
Laminação de roscas . . . . . . . . 98
Diâmetro de pré-furo Rosqueamento . . . . . . . . . 88 - 89 Protodyn® Plus . . . . . . . . . . . . . . . . 29 Tabela comparativa das durezas 117
De caráter geral . . . . . . . . . . . . 70
Fresamento de roscas . . 114 - 115 Nomenclatura . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Protodyn® S Eco Inox . . . . . . . . 12, 31 Tipos básicos
Laminação de roscas Rosqueamento . . . . . . . . . . 74 - 75
. . . . . . . . . . . . 70 - 71, 96 - 97, 116 Paradur® Eco CI . . . . . . . . . . . . . 10, 18 Protodyn® S Eco Plus . . . . . . . 12, 28
Rosqueamento . . . . . . . . 114 - 115 TMC . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13, 34 - 35
Paradur® Eco Plus . . . . . . . . 9, 14 - 15 Protodyn® S HSC . . . . . . . . . . . 12, 33
Distorção do perfil . . . . . . . . . . . . 106 TMD . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13, 38 - 39
Paradur® HSC . . . . . . . . . . . . . . . 11, 27 Protodyn® S Plus . . . . . . . . . . . 12, 29
Distribuição do corte TME . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Fresamento de roscas . 104 - 105 Paradur® HT . . . . . . . . . . . . . . . . 10, 19 Protodyn® S Synchrospeed . . . 12, 32
TMG . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13, 35
Encruamento das paredes   Paradur® Synchrospeed . . . 9, 16 - 17 Prototex® Eco HT . . . . . . . . . 9, 14 - 15
do furo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72 TMO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13, 36 - 37
Paradur® Ti Plus . . . . . . . . 11, 24 - 25 Prototex® HSC . . . . . . . . . . . . . 11, 26
Forças TMO HRC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13, 37
Rosqueamento . . . . . . . . . 86 - 87 Paradur® X∙pert M . . . . . . 10, 22 - 23 Prototex® Synchrospeed . . . 9, 16 - 17
Usinagem sem refrigeração
Formatos de chanfro  Paradur® X∙pert P . . . . . . . 10, 20 - 21 Prototex® TiNi Plus . . . . . 11, 24 - 25 Fresamento de roscas . . . . 59, 63
Rosqueamento . . . . . . . . . . . . . 76
Particularidades   Prototex® X∙pert M . . . . . 10, 22 - 23 Usinagem sincronizada . . . . . 68 - 69
Fórmulas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 112 Rosqueamento . . . . . . . . . 84 - 85
Prototex® X∙pert P . . . . . . 10, 20 - 21 Walter GPS
Posições de tolerância . . . . . . . . . 50 . . . . . . . . 5, 102 - 103, 107 - 108, 111

2 3
Introdução

Técnica, tendências e inovações


na usinagem de roscas
Existem diferentes métodos para a fabri- Empreendemos grandes esforços nas Nos últimos 20 anos, a laminação de No que se refere à segurança de processo
cação de roscas. Neste manual, iremos áreas das macro e microgeometrias, bem roscas desenvolveu-se de forma extre- e à qualidade da rosca, o fresamento de
nos concentrar no rosqueamento, lami- como dos revestimentos, de forma a ga- mamente rápida como método de fabri- roscas é líder absoluto. Além do método
nação e fresamento de roscas usando rantir uma elevada segurança de processo cação de roscas internas. Se antigamen- de fresamento clássico, o assim chamado
ferramentas Walter Prototyp. Além disto, mesmo em condições desfavoráveis. Os te era necessário o uso principalmente “fresamento orbital de roscas” ganhou
neste manual também serão apresenta- custos por rosca podem ser reduzidos de de óleo como agente refrigerante para notoriedade no passado recente. Com ele
das informações técnicas de caráter geral forma drástica por meio da aplicação de a aplicação destas ferramentas, atual- o usuário pode fabricar roscas internas
referindo-se a este métodos. nossas ferramentas de alta performance mente nos centros de usinagem, graças muito profundas (por exemplo, 3 x DN) e
das séries Eco e Synchrospeed. Custos ao desenvolvimento dirigido da geometria também muito pequenas (por exemplo,
O rosqueamento ainda é o processo mais ainda menores por rosca podem ser das arestas de laminação e do revesti- M1,6) de maneira absolutamente confiá-
frequentemente utilizado na fabricação obtidos com as ferramentas de metal mento, é possível laminar quase todos vel, inclusive em materiais exigentes.
de roscas internas. O desenvolvimento das duro. A nossa linha HSC estabelece novos os materiais maleáveis (incluindo o aço
ferramentas tem como foco a segurança padrões – inclusive para aços. inoxidável) com uma emulsão a 5%. Com E por fim, mais uma dica: Para a seleção
de processo, a qualidade e os custos de Estas ferramentas são a primeira escolha a utilização de emulsão, a resistência do método ideal, use o nosso novo
fabricação por rosca.   para a produção em série, por exemplo, estática e, particularmente, a resistência software Walter GPS, o sucessor do
nas indústrias de porcas e automotiva. dinâmica das roscas laminadas foram comprovado CCS. Com ele, todos os
ainda mais aprimoradas. métodos de fabricação podem ser
diretamente comparados entre si e será
O metal duro como material da ferramen- possível, então, decidir-se pela alternativa
ta de corte na laminação de roscas já é mais econômica.
utilizado há muito tempo. Valores absolu-
tamente máximos são hoje atingidos com
a nossa linha Protodyn® HSC.

A laminação de roscas é frequente-


mente o método mais econômico para
a fabricação de roscas internas. Desde
que este método seja aprovado para o
componente em questão.

4 5
Introdução

Processos produtivos
com Walter Prototyp
Atualmente é praticamente impossí- Por esta razão, em nosso sortimento de Comparação entre os custos de usinagem
vel repassar os crescentes custos de ferramentas Walter Prototyp, enfati-
produção e das peças diretamente para zamos a usinagem HSC (High Speed
o cliente. Isto vale tanto para itens de Cutting) com ferramentas de metal duro. 3%
consumo como também para itens de Com elas, por exemplo, são possíveis Ferramenta
investimento. As empresas de sucesso velocidades de corte de até 50 m/min na
compensam este hiato de rendimento usinagem de aços de baixa liga. Um re-
por meio de um aumento consistente sultado notável no caso das roscas! Para
da produtividade na fabricação. os clientes excepcionalmente exigentes,
para os quais a máxima produtividade é Tempo de usinagem:
até 80% de economia 30%
Como fabricantes de ferramentas de fundamental, a Walter Prototyp oferece,
devido à maior velocidade de corte
precisão para a usinagem, podemos além da série HSC, ferramentas desenvol- (por exemplo, na utilização de
fazer uma grande contribuição conforme vidas especificamente para a usinagem ferramentas de metal duro da
ilustrado a seguir. Na verdade, os custos sincronizada. linha HSC)
com ferramentas correspondem a apenas
3% dos custos totais de usinagem. No A mínima quantidade de lubrificante
entanto, o tempo de usinagem se reflete (MQL) é outro fator a ser considerado Parada da máquina:
7%
de forma significativa, ou seja, 30% dos para a redução dos custos de usinagem aprox. 50% de economia
devido à redução dos “ninhos de
custos de usinagem. conforme o ilustrado no gráfico abaixo.
passarinho” (por exemplo, na
Também neste caso, a Walter Prototyp utilização de Paradur® Eco Plus)
Isto significa: as eficazes ferramentas oferece aos seus clientes revestimentos
de corte da Walter Prototyp permitem especificamente adaptados.
reduzir consideravelmente os custos de Agente refrigerante:
até 10% de economia
usinagem. Um aumento dos parâme- Resumindo: A proporção dos custos com 16%
devido a MQL (por exemplo, na
tros de corte resulta em uma enorme ferramentas corresponde a apenas 3% utilização de Paradur® Eco CI).
economia de custos. Como o preço da dos custos de fabricação totais, mas a Outros benefícios, como por
ferramenta possui uma influência quase ferramenta influência de forma decisiva exemplo, a sustentabilidade
que insignificante sobre os custos totais os 97% restantes dos custos. ambiental não foram quantificados.
de usinagem, as ferramentas da marca
de competência Walter Prototyp não são Os nossos especialistas poderão demons-
avaliadas considerando-se somente o seu trar o potencial de economia em sua fa- Troca de ferramenta: 25%
aprox. 50% de economia
preço, mas sim pelo aumento ultrapro- bricação por meio do uso das ferramentas devido à maior vida útil (por exemplo,
porcional da produtividade e, consequen- da Walter Prototyp. na utilização de Paradur® HT)
temente, o potencial de economia para
nossos clientes.
Outros:
aprox. 25% de economia 19%
(entre outros, os reduzidos custos
de estoque e logística devido ao
amplo campo de aplicação da
família Synchrospeed)

até agora
Até 

45 %  
de economia
com Walter Prototyp

no geral

6 7
Resumo do programa Resumo do programa

Ferramenta para roscas Walter Prototyp – Machos para


Nomenclatura/grupos de ferramentas aplicações universais
Grp. mat. peça trab.
P M K N S H O

Profundidade da rosca

Metais não-ferrosos
Materiais de difícil
Página do manual
Rosqueamento*

Materiais duros
Aço inoxidável

Ferro fundido
Usinagem

usinagem

Outros
Aço
Descrição de tipo

Prototex®… Paradur®… Paradur®…


Macho com entrada Macho com canais para Ferramentas com Prototex® Eco HT 14
helicoidal escoamento de hélice à canal reto −−aplicação universal + DL 3,5 x DN C C C C C C C C C C
direita 15
−−para usinagens com refrigeração
e MQL

Paradur® Eco Plus


−−aplicação universal 14
Laminação de roscas Fresamento de roscas** + GL 3 x DN CC CC CC C C C
−−para usinagens com refrigeração
15
e MQL
−−sucessor do testado  
Paradur® Eco HT

Protodyn®… Protodyn® S … TM …
Macho laminador sem Macho laminador com TM = Thread Mill… 16
Prototex® Synchrospeed
canais de lubrificação canais de lubrificação + DL 3,0 x DN C C C C C C C C C C
−−usinagem sincronizada C
17
−−aplicação universal
−−tolerância da haste h6

Paradur® Synchrospeed 16
−−usinagem sincronizada + GL 2,5 x DN C C C C C C C C C
17
−−aplicação universal
−−tolerância da haste h6

* Exceções no rosqueamento:
−− Paradur® N com formato de chanfro D, bem como Paradur® Combi: ferramentas em formato espiral
para a fabricação de roscas de furos passantes
−− Paradur® HT, Paradur® GG e Paradur® Engine: ferramentas de canal reto para roscas de furos cegos
(em materiais apresentando boas propriedades de quebra de cavacos)
−− Machos NPT/NPTF: ferramentas com hélice à direita para usinagem de furos cegos e passantes
** Exceções no fresamento de roscas: GL = usinagem de furos cegos C C Aplicação principal
−− TME (Thread Mill External): ferramenta para a fabricação de roscas externas DL = usinagem de furos passantes C Aplicação Secundária
8 9
Resumo do programa

Machos para
aplicações específicas
Grp. mat. peça trab. Grp. mat. peça trab.
P M K N S H O P M K N S H O

Profundidade da rosca

Profundidade da rosca
Metais não-ferrosos

Metais não-ferrosos
Materiais de difícil

Materiais de difícil
Página do manual

Página do manual
Materiais duros

Materiais duros
Aço inoxidável

Aço inoxidável
Ferro fundido

Ferro fundido
Usinagem

Usinagem
usinagem

usinagem
Outros

Outros
Aço

Aço
Descrição de tipo Descrição de tipo

GL
Paradur® Eco CI 18 + 3 x DN CC CC CC Prototex® TiNi Plus 24
−−para materiais de cavacos curtos DL −−para a usinagem de ligas de Ti e   + DL 2 x DN CC

−− para usinagens com refrigeração e MQL Ni de alta resistência e apresen- 25


tando tendência ao agarramento
usando emulsão

Paradur® HT
−−para aços de média até alta 19 GL 3,5 x DN C C CC C C
Paradur® Ti Plus 24
resistência à tração, bem como
−−para a usinagem de ligas de Ti de + GL 2 x DN CC
para materiais de cavacos curtos
alta resistência e apresentando 25
−−é necessária refrigeração interna tendência ao agarramento  
usando emulsão

20
Prototex® X·pert P + DL 3 x DN CC C C
−−para materiais de baixa até 21 Prototex® HSC
média resistência à tração −−para aços de maior e mais alta
resistência 26 DL 2 x DN CC CC

−−tolerância da haste h6
20 −−é necessária refrigeração interna
Paradur® X·pert P + GL 3,5 x DN C C C C −−metal duro
−−para materiais de baixa até 21
média resistência à tração

Paradur® HSC
22 −−para aços de maior e mais alta
Prototex® X·pert M + DL 3 x DN C CC
resistência até 55 HRC 27 GL 2 x DN CC CC CC
−−para aços inoxidáveis e   23
−−tolerância da haste h6
de alta resistência
−−é necessária refrigeração interna
−−metal duro
22
Paradur® X·pert M + GL 2,5 x DN C CC
−−para aços inoxidáveis e   23
de alta resistência GL = usinagem de furos cegos C C Aplicação principal
DL = usinagem de furos passantes C Aplicação Secundária
10 11
Resumo do programa Resumo do programa

Macho laminador Fresas para rosqueamento

Grp. mat. peça trab. Grp. mat. peça trab.


P M K N S H O P M K N S H O

Profundidade da rosca

Profundidade da rosca
Metais não-ferrosos

Metais não-ferrosos
Materiais de difícil

Materiais de difícil
Página do manual

Página do manual
Materiais duros

Materiais duros
Aço inoxidável

Aço inoxidável
Ferro fundido

Ferro fundido
Usinagem

Usinagem
usinagem

usinagem
Outros

Outros
Aço

Aço
Descrição de tipo Descrição de tipo

34 GL
Protodyn® S Eco Plus* GL Fresa para rosqueamento TMC + + 2 x DN CC CC CC CC CC C
−−para aplicação universal 28 + 3,5 x DN C C C C CC C −−com chanfro para aplicação 35 DL
−−melhor performance quando DL universal
comparado ao Protodyn S Plus
®

−− para usinagens com refrigeração e MQL


GL
1,5 x DN
GL Fresa para rosqueamento TMG 35 + CC CC CC CC CC C
2 x DN
29 + 3,5 x DN C C C C −−sem chanfro DL
Protodyn® S Plus* CC C

−−para aplicação universal DL −−para aplicação universal

GL 36 GL
Protodyn® Eco LM 2 x DN
30 + 2 x DN C CC CC Fresa para rosqueamento orbital TMO + + CC CC CC CC CC C
−−para materiais macios, apresentan- 3 x DN
DL −−para roscas pequenas e profundas 37 DL
do tendência ao empastamento na aplicação universal

GL
Protodyn® S Eco Inox* 31 + 3,5 x DN C CC C C Fresa para rosqueamento orbital GL
−−específica para a usinagem de DL TMO HRC 37 + 2 x DN CC C CC C
aços inoxidáveis com emulsão −−para roscas pequenas e profundas DL
em materiais duros até 65 HRC

Protodyn® S Synchrospeed* GL
−−para aplicação universal 32 + 3,5 x DN C C C C CC C 38 GL
−−usinagem sincronizada DL Fresa de furação e rosqueamento TMD + + 2 x DN CC CC

−−tolerância da haste h6 −−para a usinagem de alumínio e 39 DL


ferro fundido cinzento

Roscas externas
Protodyn® S HSC*
−−para elevadas velocidades   – 2 x DN CC CC CC CC CC C
33 GL 3,5 x DN C C C CC C Fresa para rosqueamento TME 20
de laminação −−para roscas externas
−−tolerância da haste h6
−−metal duro
GL = usinagem de furos cegos C C Aplicação principal
* Versão com canais de lubrificação identificada por meio de S DL = usinagem de furos passantes C Aplicação Secundária
12 13
Informações do produto – rosqueamento

A versátil high-tech

Entrada helicoidal  A ferramenta A aplicação


de formato B −−Macho universal de alta performance −−Aplicação em materiais de cavacos
−−O revestimento THL com material de longos e curtos, com resistência à
elevada resistência mecânica minimiza tração de 200 N/mm² até aprox. 1300
Revestimento THL   a formação de arestas postiças e N/mm²
(ou TiN)
garante elevada vida útil −−Adequada para a usinagem sincronizada
e para aplicação em mandris flutuantes
Prototex® Eco HT:
HSS-E-PM −−A entrada helicoidal específica de Suas vantagens
formato B garante alta segurança −−Redução da diversidade de ferramen-
de processo tas devido a um amplo campo de
3,5 x DN aplicação
Paradur® Eco Plus: −−Máxima produtividade devido às
P M K N S H O −−Tendência reduzida ao lascamento elevadas velocidades de corte e
CC CC CC CC C C devido à guia chanfrada longa vida útil
−−Rosca até próximo à base do furo na −−Geometria específica para processos
Versões: sem IK, com KR*
versão com formato de chanfro E seguros também em materiais macios
Prototex® Eco HT Tipo: E2021342 −−É possível a usinagem MQL

Ângulo de hélice de 45°


com chanfro de formato
C ou E

HSS-E-PM

Revestimento THL  
3 x DN
(ou TiN)
P M K N S H O
CC CC CC C C C
Versões: sem IK, com KA, com KR*

Paradur® Eco Plus Tipo: EP2051312

* IK = refrigeração interna
KA = refrigeração interna com saída axial de agente refrigerante
KR = refrigeração interna com saída radial de agente refrigerante
14 15
Informações do produto – rosqueamento

Resistente ao desgaste, de aplicação universal

HSS-E com  
maior dureza A ferramenta A aplicação
−−Elevado ângulo de folga do flanco e −−Aplicação em máquinas ferramenta com
Revestimento TiN   parte roscada curta para máximas fuso sincronizado (não adequada para
(ou THL) velocidades de corte mandril flutuante ou equipamentos de
−−Tolerância da haste h6 (por exemplo, corte)
Superfície para utilização em mandris térmicos) −−Aplicação universal em materiais de
de ­fixação  cavacos longos e curtos
Weldon −−Diâmetro da haste adaptado para
mandril térmico standard 
Prototex® Synchrospeed:
Particularidades do −−Aplicação até aprox. 1400 N/mm²
Paradur® Synchrospeed:
3,5 x DN −−Versão com revestimento TiN/vap: Paradur® Synchrospeed:
Canais vaporizados de escoamento para −−Aplicação até aprox. 1300 N/mm²
P M K N S H O a formação perfeita e transporte otimi-
zado dos cavacos; Revestimento de TiN
Entrada helicoidal de formato B CC CC CC CC CC C
para maior resistência ao desgaste Suas vantagens
−−Refrigeração interna com saída axial no −−Máxima produtividade devido às
programa standard elevadas velocidades de corte e
Prototex® Synchrospeed  Tipo: S2021305
longa vida útil
−−Redução dos custos com ferramen-
Dica prática: tas devido à aplicação universal em
materiais de cavacos curtos e longos
De forma geral, é recomendada da
utilização de mandris com compensa- −−Excepcional superfície da rosca
ção mínima (por exemplo, Protoflex C) graças às arestas de corte extrema-
Ângulo de hélice de
na usinagem sincronizada (vantagem: mente afiadas
40° com chanfro de HSS-E com  
formato C maior dureza maior vida útil e aumento da seguran- −−Corte perfeito por meio de usinagem
ça de processo). sincronizada

Superfície de
fixação Weldon

2,5 x DN
Revestimento 
TiN/vap   P M K N S H O
(ou THL) CC CC CC C C C
Versões: sem IK, com KA*

Paradur® Synchrospeed Tipo: S2051305

* IK = refrigeração interna
KA = refrigeração interna com saída axial de agente refrigerante
KR = refrigeração interna com saída radial de agente refrigerante
16 17
Informações do produto – rosqueamento Informações do produto – rosqueamento

Máxima velocidade Tempo de ciclo reduzido, quebra ideal dos cavacos


em materiais de cavacos curtos
Chanfro de
Revestimento de TiCN  formato C
(ou NID)

Chanfro de
formato C ou E

HSS-E-PM HSS-E

3 x DN 3,5 x DN
Elevado ângulo Revestimento de TiN
de folga do flanco P M K N S H O P M K N S H O
e pequeno ângulo CC CC CC CC CC C C
de saída Refrigeração interna axial
Versões: sem IK, com KA, com KR* KA obrigatoriamente necessária*

Paradur® Eco CI Tipo: E2031416 Paradur® HT Tipo: 2031115

A ferramenta A ferramenta Suas vantagens


Suas vantagens
−−Inovador tratamento superficial −−A geometria da aresta de corte produz −−Maior velocidade de corte e vida útil
−−Baixos custos de fabricação por
Xtra·treat para máxima resistência ao cavacos curtos também em materiais mais longa quando comparadas aos
rosca devido às elevadas velocidades
desgaste na usinagem de materiais de cavacos longos machos para furos cegos convencio-
de corte e longa vida útil
abrasivos, de cavacos curtos −−A refrigeração interna axial e os canais nais
−−Resistência uniforme ao desgaste e,
−−O maior número de canais reduz a carga retos possibilitam o transporte ideal −−Sem “ninhos de passarinho”, isto é,
consequentemente, absoluta segu-
da aresta de corte e produz cavacos dos cavacos curtos menos paradas da máquina
rança de processo
curtos −−Maior ângulo de folga do flanco para −−Máxima segurança de processo
−−Reduzidos custos com ferramentas,
−−Tolerância de posição 6HX para máxima velocidades de corte mais elevadas também em roscas profundas
pois é possível a aplicação para furos
vida útil −−Versões longas com canais para escoa- −−Programa standard com grandes
cegos e passantes
−−Versões com saída axial ou radial de mento mais longos no programa stan- dimensões
−−É possível a usinagem MQL
agente refrigerante para o transporte dard
ideal dos cavacos em furos cegos e
passantes profundos A aplicação −−Campos de aplicação típicos:
−−Roscas de furos cegos em materiais • Indústria automotiva (eixo de coman-
A aplicação de cavacos longos e curtos do de válvulas, virabrequim, biela)
−−Furos cegos e passantes em materiais −−ISO P: aços com resistência à tração • Grandes dimensões de roscas (usina-
de cavacos curtos de 600 - 1.400 N/mm², gem em geral, eixos de transmissão,
−−ISO K: principalmente para materiais −−ISO K: ferro fundido cinzento (GGG) carcaças etc.)
GJL (GG); em materiais GJS (GGG), −−ISO N: ligas de AlSi com proporção de
até profundidade máxima de rosca de Si > 12%, ligas de Cu e ligas de Mg
2 x DN; ferro fundido vermicular (como
por exemplo, GJV450)
−−ISO N: Ligas de Mg, assim como ligas
abrasivas de AlSi com proporção de
Si > 12% * IK = refrigeração interna
KA = refrigeração interna com saída axial de agente refrigerante
KR = refrigeração interna com saída radial de agente refrigerante
18 19
Informações do produto – rosqueamento

Amplo programa, alta economia

Revestimento de TiN   A ferramenta A aplicação


(ou sem tratamento,
TiCN) −−Reduzido ângulo de saída do flanco e, Prototex® X∙pert P
portanto, sem corte incorreto em −−ISO P:
materiais macios • Versão com 3 canais: < 1000 N/mm²
de resistência à tração
Prototex® X∙pert P • Versão com 2 canais: < 700 N/mm² de
−−Versões com reduzido número de canais resistência à tração (disponível até o
HSS-E no programa standard tamanho M6)
−−ISO N: ligas de AlSi com proporção de
Paradur® X∙pert P Si de 0,5 a 12%
−−Canais longos de escoamento para −−Devido à melhor formação de cavacos, a
3 x DN versão com número reduzido de canais
roscas profundas
−−A guia chanfrada impede lascamentos é excepcionalmente adequada para
P M K N S H O materiais macios, de cavacos longos
Entrada helicoidal de formato B CC C C (ideal para a usinagem de aços estrutu-
rais macios, como por exemplo, St37) 

Prototex® X∙pert P  Tipo: P2031005 Paradur® X∙pert P


−−ISO P: aço < 1000 N/mm², principalmen-
te em materiais de cavacos longos
−−ISO N: ligas de AlSi com proporção de
Si de 0,5 a 12%

Revestimento de TiN  
(ou sem tratamento) Suas vantagens
−−Econômica em pequenos e médios
lotes
−−Alta flexibilidade e prazos de forneci-
mento curtos, devido ao abrangente
programa standard (múltiplos perfis
de rosca, tamanhos e tolerâncias em
HSS-E estoque)
−−Roscas com excelente acabamento
superficial devido ao grande ângulo
de saída
3,5 x DN

Ângulo de hélice de 45° com   P M K N S H O


chanfro de formato C
CC C C

Paradur® X∙pert P  Tipo: P2051905

20 21
Informações do produto – rosqueamento

Confiável em aços inoxidáveis

A ferramenta A aplicação
Revestimento de TiCN −−O núcleo mais elevado garante roscas −−ISO M: aços inoxidáveis de 350 a
(ou TiN, vap) precisas e uma rebarbação confiável da 1200 N/mm²
rosca – particularmente importante na −−ISO P: especialmente adequada para
usinagem de materiais inoxidáveis aços de 700 a 1200 N/mm²
−−Maior ângulo de saída do flanco para a
usinagem de materiais apresentando
tendência ao agarramento Suas vantagens
HSS-E
−−Elevada segurança de processo em
Particularidades da materiais de cavacos longos e apre-
Paradur® X∙pert M: sentando tendência ao agarramento
3 x DN −−Guia chanfrada para evitar lascamentos −−Econômica em pequenos e médios
lotes
P M K N S H O −−Alta flexibilidade e prazos de forneci-
Entrada helicoidal de formato B
mento curtos, devido ao abrangente
C CC
programa standard (múltiplos perfis
de rosca, tamanhos e tolerâncias em
estoque)
Prototex® X∙pert M  Tipo: M2021306 −−Menor diversidade de ferramentas,
pois é aplicada em materiais ISO M e
ISO P

Revestimento de TiCN 
(ou TiN, vap)

HSS-E

2,5 x DN

Ângulo de hélice de 40° com   P M K N S H O


chanfro de formato C C CC

Paradur® X∙pert M  Tipo: M2051306

22 23
Informações do produto – rosqueamento

Forte no titânio de alta resistência

A ferramenta A aplicação
−−Geometria concebida especificamente −−Aplicações na tecnologia aeroespacial
para a usinagem de materiais ISO S e na indústria média
Revestimento ACN com emulsão −−Específica para ligas de titânio de alta
−−Ângulo de saída do flanco muito elevado resistência e apresentando tendência
para a redução do atrito em materiais ao agarramento com 700 a 1400 N/mm²
apresentando tendência ao agarramento de resistência à tração
−−Em função do reduzido ângulo de saída,
HSS-E-PM
adequado para a usinagem de materiais Prototex® TiNi Plus
duros −−Também pode ser aplicada em ligas de
−−O revestimento ACN sem titânio, resis- níquel
2 x DN tente ao desgaste, reduz a formação de
Grande diâmetro de núcleo soldagens
Suas vantagens
P M K N S H O −−Frequentemente é possível trabalhar
Entrada helicoidal de formato B
CC com emulsão ao invés de óleo
−−Alta segurança de processo devido à
elevada estabilidade da ferramenta
Prototex® TiNi Plus  Tipo: 2021763 −−Longa vida útil em função do inova-
dor revestimento com material de
elevada resistência mecânica e
arestas de corte estáveis
−−Excelente qualidade da rosca

Revestimento de ACN

HSS-E-PM

2 x DN
Grande diâmetro de núcleo
P M K N S H O
Ângulo de hélice de 15° com  
CC
chanfro de formato C

Paradur® Ti Plus  Tipo: 2041663

24 25
Informações do produto – rosqueamento

Elevada vida útil, máximas velocidades

Canais de lubrificação   Ângulo de hélice de 15° com


na haste geometria de chanfro
­específica de formato C

Revestimento de TiCN

Entrada heli- 
coidal otimizada,
formato B
Metal duro   Metal duro  
de microgrão específico de microgrão específico

2 x DN 2 x DN
Revestimento de TiCN

P M K N S H O P M K N S H O
CC CC CC CC CC
Refrigeração interna axial
IK através dos canais na haste* KA obrigatoriamente necessária*

Prototex HSC
®
Tipo: 8021006 Paradur HSC
®
Tipo: 8041056

A ferramenta Suas vantagens A ferramenta Suas vantagens


−−Metal duro específico com elevada −−Custos mínimos de fabricação e −−Geometria específica de chanfro e −−Custos mínimos de fabricação e
resistência ao desgaste e, simultanea- máxima produtividade em função da hélice reduzida para cavacos curtos máxima produtividade em função da
mente, alta tenacidade velocidade de corte quase 3 vezes também em materiais de cavacos velocidade de corte quase 3 vezes
−−Vida útil mais longa devido ao maior maior quando comparada ao machos longos maior quando comparada ao machos
número de canais HSS-E −−Tolerância da haste h6 (por exemplo, HSS-E
−−Tolerância da haste h6 (por exemplo, −−Máximo aproveitamento da máquina para utilização em mandris térmicos) −−Menos troca de ferramenta e,
para utilização em mandris térmicos) devido à elevada vida útil consequentemente, máximo aprovei-
A aplicação tameto da máquina devido à elevada
A aplicação −−ISO P/H: aço a partir de aprox.   vida útil
−−ISO P: aços com resistência à tração de 700 N/mm² até 55 HRC −−Elevada segurança de processo
Pré-requisitos: devido à perfeita quebra dos cavacos
aprox. 700 a 1400 N/mm² −−ISO K: fundidos, como por exemplo:
−−Refrigeração interna GGG40, GJV450, ADI800
−−ISO K: particularmente materiais GJS
(GGG) −−Condições estáveis de utilização −−Fabricação em série com a finalidade
−−Fabricação em série com o objetivo de −−Modernos centros de usinagem ou de custos mínimos por rosca
modernas máquinas transfer Pré-requisitos:
custos mínimos por rosca −−Fabricação em série com o foco no
−−Para ferramentas de metal duro, Consulte Prototex® HSC na página 26
−−Fabricação em série com o foco no aumento da produtividade
aumento da produtividade de modo geral é recomendada a
usinagem sincronizada e a utiliza-
ção de mandris com compensação
mínima (por exemplo, Protoflex C)
(prolonga a vida útil e aumenta a
segurança de processo)

* IK = refrigeração interna
KA = refrigeração interna com saída axial de agente refrigerante
KR = refrigeração interna com saída radial de agente refrigerante
26 27
Informações do produto – laminação de roscas Informações do produto – laminação de roscas

O macho laminador high-tech Redução de custos com ferramentas, boa performance

Revestimento de TiCN  
(ou TiCN)
Chanfro de  
formato C ou E Revestimento de TiN
Geometria inovadora de
Formato   chanfro de formato C
poligonal  
otimizado Formato  
HSS-E poligonal  
otimizado
HSS-E
Superfície revenida  
com vapor

P M K N S H O
CC CC CC C P M K N S H O
Protodyn S Eco Plus
®
3,5 x DN
Versões: sem IK, com KR* Protodyn® S Plus C C CC CC C 3,5 x DN

Protodyn Eco Plus


® CC C CC C
3 x DN Protodyn® Plus C C C CC C 3 x DN
Versões: sem IK, com KA*

Protodyn® S Eco Plus  Tipo: EP2061745 Protodyn® S Plus Tipo: DP2061705

A ferramenta Suas vantagens A ferramenta Suas vantagens


−−Inovador revestimento de TiN e trata- −−Menos trocas de ferramentas, −−Inovadora geometria de chanfro para −−Baixo preço de aquisição (e perfor-
mento com vapor adicional para máxima máximo aproveitamento da máquina, melhor comportamento de conforma- mance menor) em comparação com
vida útil sem solda a frio bem como maior produtividade ção e resistência uniforme ao desgaste Protodyn® S Eco Plus
−−A inovadora geometria de chanfro devido às elevadas velocidades de −−Formato poligonal otimizado para −−Redução da variedade de ferramen-
garante melhor comportamento de laminação e elevada vida útil menor atrito e vida útil mais elevada tas devido à aplicação universal em
conformação e maior resistência ao −−Custos reduzidos com refrigeração uma ampla gama de materiais
desgaste em função da possibilidade de A aplicação
−−O tratamento superficial específico e o usinagem MQL −−Aplicação universal em todos os mate-
formato poligonal otimizado permitem −−Melhor performance quando compa- riais maleáveis até aprox. 1200 N/mm²
vida útil elevada devido a redução de rado a Protodyn® S Plus
atrito (importante para MQL)
−−Versões com refrigeração interna radial
para grandes profundidades de rosca no
programa standard

A aplicação
−−Macho laminador universal de alta
performance para a aplicação em
todos os materiais maleáveis até
aprox. 1200 N/mm²
−−Versão com revestimento de TiCN
específica para a usinagem de aços
carbono, bem como ligas abrasivas de
alumínio
* IK = refrigeração interna
KA = refrigeração interna com saída axial de agente refrigerante
KR = refrigeração interna com saída radial de agente refrigerante
28 29
Informações do produto – laminação de roscas Informações do produto – laminação de roscas

Solução forte para materiais macios O especialista na usinagem de inoxidáveis

Geometria poligonal 
específica

Revestimento  
de CrN

HSS-E HSS-E

2 x DN 3,5 x DN
Revestimento de TiN
P M K N S H O P M K N S H O
C CC CC C CC C C
Chanfro de formato C Chanfro de formato C

Protodyn® Eco LM  Tipo: E2061604 Protodyn® S Eco Inox  Tipo: E2061305

A ferramenta Suas vantagens A ferramenta Suas vantagens


−−Revestimento de CrN sem titânio −−Maior segurança de processo e vida −−A geometria poligonal específica −−Redução do tempo de usinagem em
útil mais longa em função da ten- possibilita a usinagem de aços inoxidá- materiais inoxidáveis, pois não é
dência minimizada à soldagem veis com emulsão necessária nenhuma intervenção
Observação:
−−É possível a usinagem de ligas manual no processo
Para roscas > 2 x DN recomendamos A aplicação
malaxadas e fundidas de Al com −−Não é necessária a troca completa
formar canais de lubrificação na parte −−Usinagem de aços inoxidáveis com
emulsão ao invés de óleo da emulsão, pois não ocorre pene-
roscada, o que é rapidamente execu- emulsão
tração de óleo
tado por meio de conversão.
Observação:
Os machos laminadores convencionais
A aplicação
permitem a usinagem de aços inoxidá-
−−Para materiais de cavacos longos, veis somente com óleo. No entanto, via
macios e apresentando tendência ao de regra, os centros de usinagem são
empastamento operados com emulsão. Para a lami-
−−Com resistência à tração de aprox. nação de roscas, as máquinas tinham
200 até 700 N/mm² que ser paradas para preencher a rosca
−−ISO N: ligas AlSi com até 12% de manualmente com óleo. Adicionalmen-
proporção de Si, bem como ligas de te ao maior tempo de usinagem, existe
cobre de cavacos longos o perigo da emulsão ser comprometida
−−ISO S: ligas de Ti até aprox. 1100 N/mm² devido à penetração de óleo.
(na utilização de óleo para aplicações
pesadas)
−−É possível a aplicação em todos os
−−Forte em condições de lubrificação razo- materiais maleáveis. No entanto, a
avelmente boas, nas quais TiN ou TiCN performance é ligeiramente inferior
apresentam a tendência à soldagem quando comparada aos machos
−−Adequada para MQL ­laminadores universais

30 31
Informações do produto – laminação de roscas Informações do produto – laminação de roscas

Sincronização máxima, de aplicação universal Elevada vida útil, máximas velocidades

Geometria inovadora   Revestimento de TiCN


de chanfro de formato  
C ou E
Revestimento de TiCN
(ou TiCN) Formato  
poligonal  
otimizado Metal duro de microgrão tenaz
Superfície de e resistente ao desgaste
fixação Weldon

HSS-E

3,5 x DN P M K N S H O
CC C CC C
Protodyn S HSC
®
4 x DN
P M K N S H O Versões: com KA*
CC CC CC C CC C CC C
Chanfro de formato C Protodyn® HSC 3 x DN
Versões: sem IK, com KR* Versões: sem IK*

Protodyn® S Synchrospeed  Tipo: S2061305 Protodyn® S HSC Tipo: HP8061716

A ferramenta Suas vantagens A ferramenta Suas vantagens


−−Parte roscada curta para atrito reduzido −−Alta produtividade devido à elevada −−Formato poligonal otimizado reduz o −−Máxima produtividade devido às
e elevada velocidade de laminação velocidade de laminação atrito e eleva a vida útil elevadas velocidades de laminação
−−Versões com refrigeração interna radial −−Redução dos custos de estocagem −−Geometria de chanfro inovadora para −−Menos trocas de ferramentas graças
para grandes profundidades de rosca no em função da aplicação universal evolução uniforme do desgaste à elevada vida útil
programa standard −−Tolerância da haste h6 (por exemplo,
−−É possível a utilização de mandris −−Ótima relação custo/benefício na
−−Tolerância da haste h6 (por exemplo, simples e robustos sem mecanismo para utilização em mandris térmicos) fabricação em série
para utilização em mandris térmicos) de compensação −−Máximo aproveitamento da profundi-
Protodyn® S HSC: dade de furação, pois a ferramenta
A aplicação −−Canais de lubrificação e refrigeração não possui ponta
−−Aplicação em máquinas ferramenta com interna axial para roscas de furos cegos
fuso sincronizado; Não adequada para profundas até 4 x DN
mandril flutuante ou equipamentos de
corte A aplicação
−−Aplicação universal em quase todos −−ISO P: aço com resistência à tração até
os materiais maleáveis até aprox.   1200 N/mm²
1200 N/mm² −−ISO M: materiais inoxidáveis com
−−Adequada para MQL resistência à tração até 1000 N/mm²
−−Geralmente é recomendada a utilização (preferencialmente com óleo)
de mandris com compensação mínima −−ISO N: ligas AlSi com até 12% de
(por exemplo, Protoflex C) (vantagem: proporção de Si, bem como ligas de
maior vida útil e aumento da segurança Ni com resistência à tração inferior
de processo) a 900 N/mm²

* IK = refrigeração interna
KA = refrigeração interna com saída axial de agente refrigerante
KR = refrigeração interna com saída radial de agente refrigerante
32 33
Informações do produto – fresamento de roscas

Universal com chanfro

Chanfro de 90°

Revestimento de TiN
ou sem tratamento

Metal duro de microgrão tenaz Observação:


e resistente ao desgaste Caso o chanfro não seja necessário,
recomendamos o uso de fresas para
rosqueamento da família TMG. O seu
2 x DN
campo de aplicação sobrepõe-se com
aquele da família TMC. No programa
P M K N S H O standard, as fresas para rosqueamen-
CC CC CC CC CC C to TMC começam no tamanho M3, o
menor tamanho da família TMG é M6.
Versões: sem IK, com KA (a partir do tamanho M4)*

Fresa de metal duro para rosqueamento TMC – Thread Mill Countersink Tipo: H5055016

A ferramenta
−−Fresa de metal duro para rosqueamento
A estratégia: Fresamento de roscas TMC
com chanfro
−−Precisão do batimento radial < 10 µm
para excepcional qualidade da rosca e
180° 360° 180°
longa vida útil

A aplicação
−−Aplicação universal em uma ampla
gama de materiais com resistência
à tração até aprox. 1500 N/mm² ou
48 HRC

Suas vantagens
−−Elevada vida útil e elevados dados  
de corte devido ao substrato aprimo-
rado
−−Operação estável e corte suave em 1. Posicionar 2. Plunging e 3. Elevar para a 4. Plunging radial 5. Usinar rosca 6. Loop de saída 7. Retornar a
sobre o furo chanframento profundidade na rosca a através de em 180º de ferramenta
função da geometria otimizada pré-usinado axial da rosca 180°/¼ de hélice de 360° volta ao centro para a posição
passo inicial

* IK = refrigeração interna
KA = refrigeração interna com saída axial de agente refrigerante
KR = refrigeração interna com saída radial de agente refrigerante
34 35
Informações do produto – fresamento de roscas

Máxima segurança de processo


nas menores roscas
Grande diâmetro  
da haste

Metal duro de microgrão tenaz


e resistente ao desgaste Observação:
As fresas para rosqueamento orbital também estão disponíveis na
versão TMO HRC. Estas ferramentas são especificamente concebidas
Versão para 2 x DN e versão
para a usinagem de materiais temperados e de alta resistência.
para 3 x DN no programa
standard Campo de aplicação principal: aços temperados até 65 HRC, aços
e aços com liga a partir de 1400 até 1600 N/mm²
Revestimento de TiN  
(ou sem tratamento) P M K N S H O
CC CC CC CC CC C P M K N S H O
Versões: sem IK, com KA (a partir do tamanho M5)* CC C CC C

Fresa para rosqueamento TMO – Thread Mill Orbital Tipo: H5087016

A ferramenta Suas vantagens A estratégia: Fresamento orbital de roscas TMO


−−Comprimento de corte curto, pequeno −−Elevada vida útil em função da
ângulo de hélice e ângulo de saída inovadora estratégia de fresamento
positivo para forças reduzidas e corte
−−É possível usinar roscas pequenas e
suave
profundas (por exemplo, M1,6, 3 x DN
−−Grande diâmetro da haste para aplica- de profundidade) de maneira confiável
ção isenta de vibrações mesmo em caso
−−Aplicação vantajosa onde as ferra-
de grande comprimento sem fixação
mentas convencionais encontram os
−−Construção básica estável com grande seus limites:
diâmetro de núcleo
• Usinagem de materiais difíceis,
como por exemplo, Inconel
A aplicação • Fabricação de roscas profundas
−−Aplicação universal em uma ampla • Solução, quando nas fresas para
gama de materiais com resistência à rosqueamento convencionais são
tração até 1500 N/mm² ou 48 HRC necessárias (múltiplas) distribui-
−−Excelentes propriedades de usinagem ções de corte para as roscas
mesmo em materiais de maior resistên- cônicas
cia e apresentando tendência ao trava-
mento (por exemplo, aços inoxidáveis e
ligas de Ti de alta resistência) 1. Posicionar 2. Entrada na 3. Plunging radial 4. Usinar rosca 5. Retornar a
sobre o furo profundidade na rosca a através de ferramenta
pré-usinado da rosca 180°/¼ de hélice para a posição
passo inicial

* IK = refrigeração interna
KA = refrigeração interna com saída axial de agente refrigerante
KR = refrigeração interna com saída radial de agente refrigerante
36 37
Informações do produto – fresamento de roscas

Furação, escareamento e rosqueamento


em uma única operação

Chanfro de 90°

Geometria de furação
específica com três Suas vantagens Dica prática:
cortes −−Maior economia em menos de 8
Metal duro de microgrão tenaz A utilização da TDM também é
e resistente ao desgaste roscas idênticas por componente adequada quando uma única rosca
quando comparado às ferramentas apresentar uma especificação dife-
convencionais** rente das outras roscas do compo-
2 x DN −−Aumentos de produtividade através nente.
da redução dos tempos de processo Exemplo: 13 roscas por componente.
P M K N S H O em até 50% 12 delas M8, 1 rosca M6. Ao invés de
Ângulo de hélice de 27° −−Economia de ferramentas no maga- usar broca para furar e chanfrar e
NHC CC
zine da máquina ferramenta de rosqueamento, esta
Três furos de refrigeração
TAX CC
−−Posicionamento exato do furo rosca pode ser usinada de modo mais
IK obrigatoriamente necessária* pré-usinado e da rosca vantajoso com a TMD.

Fresa de metal duro para furação e rosqueamento TMD – Thread Mill Drill Tipo: H5075018 ** De maneira vantajosa, a dependência do
tempo cavaco-a-cavaco pode ser variada

A ferramenta
−−Fresa de metal duro para furação e
A estratégia: Fresamento de furação e rosqueamento TMD com chanfro
rosqueamento
−−Comprimento de corte e chanfro
ajustados para profundidade de rosca
180° 360° 180°
de 2 x DN
−−Revestimento TAX para materiais ISO K
−−Revestimento NHC para materiais ISO N

A aplicação
−−ISO K: fundidos, como por exemplo,
GG25 (os materiais GGG só podem ser
usinados em casos excepcionais. A
usinagem destes materiais pode, em
parte, ser viabilizada por meio de uma
ferramenta especial com duas arestas
de corte).
−−ISO N: alumínio fundido com proporção 1. Posicionar 2. Furo piloto, 3. Mover para a 4. Plunging radial 5. Gerar a rosca 6. Loop de saída 7. Retornar a
de Si a partir de 7%; ligas de Mg e Cu de sobre o furo furação, posição inicial na rosca a em sentido 180º de volta ferramenta
cavacos curtos pré-usinado chanfro do furo do ciclo de 180°/¼ de oposto através ao centro para a posição
pré-usinado e fresamento de passo de hélice de inicial
−−Usinagem direta de furos pré-usinados remoção dos roscas 360º
previamente fundidos cavacos

* IK = refrigeração interna
KA = refrigeração interna com saída axial de agente refrigerante
KR = refrigeração interna com saída radial de agente refrigerante
38 39
Seleção da ferramenta – rosqueamento Seleção da ferramenta – rosqueamento

Macho universal Macho universal


para furos cegos para furos passantes

Paradur® Eco Plus (3 x DN) Prototex® Eco HT (3,5 x DN)

P P
Paradur Synchrospeed* (2,5 x DN)
®
Prototex® Synchrospeed* (3 x DN)

Paradur® Eco Plus (3 x DN) Prototex® Eco HT (3,5 x DN)

M M
Paradur Synchrospeed* (2,5 x DN)
®
Prototex® Synchrospeed* (3 x DN)

Paradur® Eco Plus Prototex® Eco HT


(3 x DN) (3,5 x DN)
K K
Paradur® Synchrospeed* (2,5 x DN) Prototex® Synchrospeed* (3 x DN)

Paradur® Eco Plus Prototex® Eco HT


(3 x DN) (3,5 x DN)
N N
Paradur® Prototex®
Synchrospeed* Synchrospeed*
(2,5 x DN) (3 x DN)

0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600
Resistência à tração [N/mm²] Resistência à tração [N/mm²]

Classe HSS-E ou HSS-E-PM * somente para usinagem sincronizada Classe HSS-E ou HSS-E-PM * somente para usinagem sincronizada

40 41
Seleção da ferramenta – rosqueamento Seleção da ferramenta – rosqueamento

Machos para furos cegos Machos para furos passantes


para aplicações específicas para aplicações específicas

Paradur® HSC* (2 x DN) Prototex® HSC* (2 x DN)

Paradur® HT* (3 x DN) P Prototex® X·pert P (3 x DN)

P
Prototex® X·pert M
Paradur® X·pert P (3,5 x DN)
(3 x DN)

Paradur® X·pert M
(2,5 x DN)
M Prototex® X·pert M (3 x DN)

M Paradur® X·pert M (2,5 x DN)


Prototex® HSC*
(2 x DN)

Paradur® HSC* Prototex® X·pert P


(2 x DN) K (3 x DN)

Paradur® HT*
K (3,5 x DN)
Paradur® Eco CI*** (3 x DN)

Paradur® Eco CI** (3 x DN)


Paradur® Eco CI***
(3 x DN)
N
Paradur® Eco CI** Prototex® X·pert P
(3 x DN) (3 x DN)
N
Paradur® WLM
(3 x DN)
S Prototex® TiNi Plus (2 x DN)

0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600


S Paradur® Ti Plus (2 x DN)
Resistência à tração [N/mm²]

0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600


Resistência à tração [N/mm²]

Classe de metal duro * é necessária refrigeração interna Classe de metal duro * é necessária refrigeração interna
** somente para materiais de cavacos cur- *** somente para materiais de
Classe HSS-E ou HSS-E-PM tos; é recomendada refrigeração interna Classe HSS-E ou HSS-E-PM cavacos curtos

42 43
Seleção da ferramenta – laminação de roscas

Macho laminador

Profundidade da rosca 2,0 x DN 3,5 x DN


Protodyn® S
Protodyn ®
Protodyn S Protodyn S Protodyn® S
® ®
Protodyn® S
Tipo Synchro-
C C Aplicação principal Eco LM Plus Eco Plus Eco Inox HSC
speed
C Aplicação Secundária
Informações do produto: Página 30 29 28 31 32 33
Grupo de materiais

Dureza Brinell HB
Classificação dos grupos principais de materiais

Resistência à
tração Rm
N/mm2
Material da peça

recozido (beneficiado) 210 700 CC CC CC C CC C


aço de corte livre 220 750 CC CC CC C CC C
Aço sem liga e de baixa liga beneficiado 300 1010 CC CC C CC CC
beneficiado 380 1280 C C C C CC
beneficiado 430 1480
P recozido 200 670 CC CC C CC C
Aço de alta liga e aço ferramenta
temperado e revenido 300 1010 CC CC C CC CC
de alta liga
temperado e revenido 400 1360
ferrítico/martensítico, recozido 200 670 CC CC CC CC CC
Aço inoxidável
martensítico, beneficiado 330 1110 CC CC CC CC CC
austenítico, duplex 230 780 CC CC CC CC CC
M Aço inoxidável
austenítico, temperado (PH) 300 1010 C C C C C
Ferro fundido cinzento 245 –
K Ferro fundido com grafita nodular ferrítico, perlítico 365 –
GGV (CGI) 200 –
não temperáveis 30 – CC CC CC C CC CC
Ligas de alumínio forjado
temperáveis, temperadas 100 340 CC CC CC C CC CC
≤ 12% Si 90 310 CC CC CC C CC CC
Ligas de alumínio fundido
> 12% Si 130 450
N Ligas de magnésio 70 250
sem liga, cobre eletrolítico 100 340 CC C C C C C
Cobre e ligas de cobre latão, bronze, liga de cobre-zinco-estanho 90 310
(bronze/latão) ligas de Cu, cavacos curtos 110 380
de alta resistência, Ampco 300 1010
base de Fe 280 940
Ligas resistentes ao calor base de Ni ou Co 250 840 CC CC C CC CC
base de Ni ou Co 350 1080
titânio puro 200 670 CC
S Ligas de titânio ligas α e β, temperadas 375 1260 CC
ligas β 410 1400 CC
Ligas de tungstênio 300 1010
Ligas de molibdênio 300 1010

44 45
Seleção da ferramenta – fresamento de roscas

Fresas para rosqueamento

1,5 x DN 2,0 x DN
Profundidade da rosca 2,0 x DN
2,0 x DN 3,0 x DN

Tipo TMG TMC TMO HRC TMD TMO


C C Aplicação principal
C Aplicação Secundária
Informações do produto: Página 35 34 37 38 36
Grupo de materiais

Dureza Brinell HB
Classificação dos grupos principais de materiais

Resistência à
tração Rm
N/mm2
Material da peça

recozido (beneficiado) 210 700 CC CC CC


aço de corte livre 220 750 CC CC CC
Aço sem liga e de baixa liga beneficiado 300 1010 CC CC CC
beneficiado 380 1280 CC CC CC
beneficiado 430 1480 CC CC CC CC
P recozido 200 670 CC CC CC
Aço de alta liga e aço ferramenta
temperado e revenido 300 1010 CC CC CC
de alta liga
temperado e revenido 400 1360 CC CC CC CC
ferrítico/martensítico, recozido 200 670 CC CC CC
Aço inoxidável
martensítico, beneficiado 330 1110 CC CC C CC
austenítico, duplex 230 780 CC CC CC
M Aço inoxidável
austenítico, temperado (PH) 300 1010 CC CC CC
Ferro fundido cinzento 245 – CC CC CC CC

K Ferro fundido com grafita nodular ferrítico, perlítico 365 – CC CC CC CC


GGV (CGI) 200 – CC CC CC CC
não temperáveis 30 – CC CC CC CC
Ligas de alumínio forjado
temperáveis, temperadas 100 340 CC CC CC CC
≤ 12% Si 90 310 CC CC CC CC
Ligas de alumínio fundido
> 12% Si 130 450 CC CC CC CC

N Ligas de magnésio 70 250 CC CC CC CC


sem liga, cobre eletrolítico 100 340 CC CC CC CC
Cobre e ligas de cobre latão, bronze, liga de cobre-zinco-estanho 90 310 CC CC CC CC
(bronze/latão) ligas de Cu, cavacos curtos 110 380 CC CC CC CC
de alta resistência, Ampco 300 1010 CC CC CC CC
base de Fe 280 940 CC CC CC
Ligas resistentes ao calor base de Ni ou Co 250 840 CC CC CC
base de Ni ou Co 350 1080 CC CC CC
titânio puro 200 670 CC CC CC
S Ligas de titânio ligas α e β, temperadas 375 1260 CC CC CC
ligas β 410 1400 CC CC CC
Ligas de tungstênio 300 1010 CC CC C CC
Ligas de molibdênio 300 1010 CC CC C CC
50 HRC - CC

H Aço temperado 55 HRC - CC


60 HRC - CC

46 47
Informações técnicas – de caráter geral

Comparação entre os métodos de fabricação de roscas

Vantagens Desvantagens

−− Não há requisitos especiais em −− Podem ser usinados quase que todos −− Frequentemente o transporte dos −− Risco de refugos em caso de quebra da
relação à máquina os materiais cavacos representa um desafio e requer ferramenta
Rosqueamento

a diversidade de ferramentas e modifica- −− O processo pode reagir de forma sensível


ções especiais (principalmente em em relação às alterações condicionadas
roscas de furos cegos em materiais de pelo lote nas propriedades do material
cavacos longos) da peça
−− Reduzida estabilidade da máquina devido −− Maior risco de parada da máquina devido
aos canais para escoamento; O risco de a “ninhos de passarinho”
quebra aumenta

−− Alta segurança de processo −− Vida útil elevada quando comparada −− Risco de refugos em caso de quebra da −− Menor tolerância do furo pré-usinado
• Sem cavacos e, portanto, sem ao rosqueamento ferramenta aumenta os custos de fabricação; é
problemas quanto a remoção dos −− As ferramentas podem ser aplicadas −− Campo de aplicação limitado por coefi- absolutamente necessária a comparação
cavacos: sendo assim, roscas de forma bastante universal ciente de alongamento, resistência à econômica com o rosqueamento
Laminação de roscas

profundas também podem ser −− Roscas de furos cegos e passantes tração e passo da rosca −− Não aprovado para as indústrias de
usinadas de maneira confiável com uma única ferramenta gêneros alimentícios, médica e aeroes-
• Reduzido risco de quebra em função pecial
de ferramentas estáveis

−− Alta qualidade da rosca


• Maior resistência estática e dinâmica
da rosca devido a conformação a frio
• Ótima superfície da rosca com
reduzida rugosidade

−− Alta flexibilidade −− Alta segurança de processo −− Altos custos com ferramentas em −− Na fabricação em série, o fresamento de
• Aplicação universal das ferramentas • Sem perigo de formação de “ninhos comparação com machos e machos roscas não é a solução mais econômica
nos mais diversos materiais de passarinho” laminadores HSS-E se comparado ao rosqueamento e à
• Uma única ferramenta para roscas • Sem rejeitos em caso de quebra da −− É absolutamente necessária máquina CNC 3D laminação de roscas
Fresamento de roscas

de furos cegos e passantes ferramenta −− Programação complexa


• É possível usinar diferentes tama- • Baixo torque, mesmo em tamanhos
nhos de rosca (com o mesmo grandes
passo) com uma ferramenta • Entradas e saídas inclinadas não

Universalidade/ 
• É possível realizar a usinagem com oferecem problemas

Profundidade  
Velocidade de
Segurança de

ferramentas
qualquer tolerância de posição com

flexibilidade

Custos com
• É possível a usinagem de componen-
uma única ferramenta usinagem
processo

tes de pequena espessura graças às

da rosca
Vida útil
• É possível usinar roscas de filete reduzidas pressões de corte
simples ou múltiplo, bem como Tamanhos de lote típicos
roscas à direita e à esquerda com −− Reduzida carga do fuso devido à +
Rosqueamento – – – – + pequeno até muito grande
uma única ferramenta evolução uniforme do movimento
Laminação de roscas + + + ++ + ++ pequeno até muito grande
−− Excelente superfície da rosca
Fresamento de roscas ++ – ++ + + – pequeno até médio
– Referência
+ Maior que a referência
++ Significativamente maior que a referência

48 49
Informações técnicas – de caráter geral

Tolerâncias de posição para machos


e machos laminadores
A tolerância de posição da rosca interna Quando forem usinados materiais abrasi- A classe de tolerância da ferramenta Exemplo:
usinada não depende apenas das dimen- vos, como por exemplo, ferro fundido (por exemplo, 4H) corresponde à faixa de Roscas métricas, revestimento
sões da ferramenta, mas também do cinzento e o corte incorreto não represen- tolerância da rosca da porca para a qual galvânico com espessura de 25 µm
material e das condições de usinagem. tar nenhum problema, também é adequa- a ferramenta foi concebida. Esta faixa de
Em alguns casos é vantajoso selecionar do fabricar as ferramentas com posição X. tolerância, que pode obtida com estas Com o ângulo de flanco de 60°,
dimensões divergindo da norma. Esta to- Em função da tolerância na posição X, a ferramentas, e também outras faixas de resulta:
lerância é identificada por um X colocado vida útil é prolongada, pois demora mais tolerância estão representadas na tabela
após a classe de tolerância (por exemplo, tempo até que a ferramenta fique tão abaixo.
6HX ao invés de 6H). Deve-se notar que desgastada que o lado bom do calibre de
estas posições X variam de um fabricante rosca não possa mais ser inserido. Por Revestimentos aplicados posteriormente
para outro, pois elas se baseiam exclusi- este mesmo motivo é que, por exemplo, na rosca da porca deverão ser compensa- portanto
vamente em normas de fábrica. o macho Paradur® Eco CI é produzido dos no macho por meio de sobremedida.
conforme esta posição de tolerância. Esta sobremedida pode ser calculada A = 0,025 mm x 4 = 0,1 mm
Machos concebidos para materiais conforme a seguinte fórmula:
tenazes são fabricados na Walter Prototyp Os machos laminadores são fabricados Se for desejada uma união aparafusa-
com posição X a fim de neutralizar as exclusivamente em posição X, pois o A = T x f sendo f =
da normal, deverá ser selecionada uma
propriedades resilientes dos materiais. Na material apresenta uma resiliência maior ferramenta da classe de tolerância
Walter Prototyp, isto significa a elevação na laminação de roscas do que na 6H + 0,1.
das dimensões para machos em meia usinagem de roscas. As posições X para A representa a sobremedida a ser deter-
tolerância de posição. A família de produ- machos laminadores são, no entanto, minada, T a espessura da camada do
tos X∙pert M concebida para aços inoxidá- diferentes daquelas para machos, mas revestimento aplicado posteriormente
Observação:
veis é, portanto, fabricada com posição X. isto não influência a tolerância da rosca e α indica o ângulo do flanco.
No fresamento de roscas, podem ser
Os machos para ligas de titânio e de a ser usinada na porca conforme ilustra-
criadas quaisquer posições de tolerân-
níquel de alta resistência são concebidos do na tabela abaixo.
cia com uma ferramenta, pois as
com posição X pelo mesmo motivo.
posições de tolerância são definidas
por meio de programação.

Classe de tolerância da ferramenta Faixa de tolerância Faixa de tolerância


executável da rosca executável da rosca Aplicação técnica
Denominação DIN Norma de fábrica para machos
da porca da porca
para machos e machos laminadores

ISO1/4H 4HX 4H 5H – – – União aparafusada com pouca folga

ISO2/6H 6HX 4G 5G 6H – – União aparafusada normal

ISO3/6G 6GX – – 6G 7H 8H União aparafusada com muita folga

Prevenção contra encolhimento durante  


7G 7GX – – – 7G 8G
o tratamento térmico

50 51
Informações técnicas – de caráter geral

Revestimentos e tratamentos superficiais

sem tratamento vap nid (nit + vap) TiN TiCN THL

– Furos cegos muito – Principalmente para – Furo passante: usinagem – Aços de baixa liga – Aços com e sem liga – Aços em geral e aços
profundos em aços materiais inoxidáveis de aço até 1200 N/mm², – Materiais inoxidáveis – Materiais abrasivos, tais inoxidáveis
macios – Em materiais macios, fundidos e Al; – Adequado para ligas de Ni como ferro fundido cinzento, – Furos cegos profundos
aplicação principais

– Aplicações onde existem tenazes e apresentando – Furo cego: somente AlSi- (> 5% Si), liga de – Usinagem MQL
problemas com a tendência à soldagem materiais de cavacos Cu-bronze
Campos de

– GJS (GGG)
remoção dos cavacos – Para roscas de furo cego curtos (GG, liga AlSi – Camada universal para GFR
muito profundas > 7% Si, C70); aços com até 48 HRC
elevado teor perlítico; – Adequado para ligas de Ni
– Não adequado para mate-
riais inoxidáveis e
apresentando tendência
ao agarramento

– Reduzida vc/vida útil em – Melhora a aderência da – Maior vida útil devido a – Camada universal – Resistente ao desgaste em – Melhor formação dos
Características

comparação com as refrigeração e, portanto, dureza aumentada da – Adequado para diversos relação a materiais abrasivos cavacos do que TiN e TiCN
ferramentas revestidas reduz as soldagens superfície materiais – Adequado para ferramentas – Tendência a soldagem  
– Cavacos firmemente – Menor vc/vida útil em – Fragilidade crescente – Não adequado para   de metal duro em materiais contendo
enrolados comparação com as – Nida significa nitretato ligas de Ti – Não adequado para ligas manganês
ferramentas revestidas e vaporizado de Ti
– Melhor remoção de cavacos
Óptica

CrN NHC DLC ACN TAX Diamante

– Rosqueamento de ligas – Metais não ferrosos (ligas – Ligas de Al com tendên- – Ligas de Ti – Aplicação universal no – Materiais abrasivos, tais
aplicação principais

de Al e Cu de Cu, latão, bronze, Ti) cia ao empastamento – Ligas de Ni fresamento de roscas como liga AlSi > 12% de
Campos de

– Laminação de roscas de – Ligas AlSi com até 12% – Também para a usinagem de proporção
ligas de Ti de proporção de Si aços temperados e HSC
−− Usinagem de aços com
tendência à empasta-
mento

– Reduz as soldagens – Reduz a formação de – Em parte, é possível – Sem afinidade com ligas de – Elevada resistência à – Resistente contra o
Características

arestas postiças significativo aumento da titânio, motivo pelo qual é temperatura desgaste abrasivo
– Resistente contra o vida útil uma camada sem titânio – Camada universal
desgaste abrasivo
– São possíveis arestas de
corte afiadas, pois a
camada é fina
Óptica

GL = usinagem de furos cegos


DL = usinagem de furos passantes
52 53
Informações técnicas – de caráter geral

Revestimentos e tratamentos superficiais

Resistência
Resistência à tração Resistência à tração à tração
Resistência à tração reduzida até média reduzida
média até elevada reduzida até elevada até muito
elevada
P X X X X X X X

M X X X X X X

K X X X X X X
Material

N X X X X X X X X

S X X

H X X
sem
Tratamento superficial vap TiN CrN NHC DLC Diamante nid ACN TiCN THL TAX
­tratamento

Rosqueamento X X X X X X X X X

Laminação de roscas X X X X

Fresamento de roscas X X X X X X
Fresamento de furação
e rosqueamento X X

Seleção do revestimento para laminação de roscas

Material TiN TiCN

Ferromagnético macio CC C

Aço estrutural CC C

Aço carbono C CC

Aço com liga CC C

Aço beneficiado CC C

Aço inoxidável C CC

Austenítico C CC

Ferrítico, martensítico, duplex C CC

Alta resistência ao calor C CC

Al/Mg sem liga CC C

Al, com liga Si < 0,5% C CC

Al, com liga Si < 0,5% … 10% C CC

Al, com liga Si > 10% C CC

CC Recomendação C Aplicação possível

54 55
Informações técnicas – de caráter geral

Refrigeração e lubrificação

Neste contexto, fala-se de modo geral de A alimentação externa durante a usina-

materiais
“agente refrigerante” apesar de que na gem de roscas profundas com posiciona- Usinagem Laminação Fresamento

Grupo de
Material
usinagem de roscas e, principalmente, na mento horizontal do fuso é problemática. de roscas de roscas de roscas
laminação de roscas a lubrificação ser mais Neste caso, o agente refrigerante nem
importante do que a refrigeração. É feita a sempre consegue penetrar até a aresta Aço Emulsão 5% Emulsão 5 - 10%
Emulsão/MQL/
diferenciação entre os seguintes métodos de corte. No rosqueamento de furos jato de ar
de alimentação de agente refrigerante: cegos, os cavacos que saem dificultam Aço Emulsão 10% Emulsão/MQL/
Emulsão 5 - 10%
ainda mais a alimentação de agente 850 - 1200 N/mm² ou óleo (Protofluid) jato de ar
−−alimentação externa de agente refrigerante. Emulsão 10% ou
­refrigerante P Aço Emulsão 10% Emulsão/MQL/
óleo (Protofluid ou
1200 - 1400 N/mm² ou óleo (Protofluid) jato de ar
−−alimentação externa de agente A alimentação paralela ao eixo por meio Hardcut 525)
­refrigerante através de saídas no de canais de refrigeração na haste oferece Aço
vantagens significativas, pois o agente Via de regra, a
madril paralelas ao eixo 1400 - 1600 N/mm² Óleo (Protofluid ou
laminação não é
Emulsão/MQL/
−−alimentação “interna” de agente refrigerante sempre chega de maneira corresponde a Hardcut 525)
possível
jato de ar
confiável na aresta de corte independen- 44 - 49 HRC
refrigerante através de canais na haste
temente do comprimento da ferramenta. Óleo (Protofluid)
−−Alimentação interna de agente
Deve-se unicamente observar que, com o Emulsão 5 - 10% ou
[emulsão 5-10% é
­refrigerante   M Aço inoxidável possível somente com Emulsão
aumento da rotação, o agente refrigerante óleo (Protofluid)
(Innere Kühlmittelzufuhr = IK) ferramentas especiais
é lançado radialmente para fora quando a (Protodyn® S Eco Inox)]
com saída axial de agente refrigerante
sua pressão for muito baixa.
(Kühlmittelaustritt axial = KA) Ferro fundido Laminação não é Emulsão/MQL/
Emulsão 5%
−−Alimentação interna de agente cinzento GG possível jato de ar
A refrigeração interna assegura que o K
­refrigerante com saída radial de agente refrigerante seja enviado à aresta Ferro fundido Emulsão/MQL/
Emulsão 5% Emulsão 10%
­agente refrigerante (Kühlmittelaustritt em todos os momentos. Desta forma, é nodular GGG jato de ar
radial = KR) sempre garantido o resfriamento e a Alumínio até Emulsão/MQL/
Emulsão 5 - 10% Emulsão 5 - 15%
lubrificação ideais da aresta de corte. máx. 12% Si jato de ar
A alimentação externa de agente refrige- Além disto, o transporte dos cavacos Emulsão 5 - 10%
rante é o método mais difundido e funcio- também é auxiliado. Alumínio acima de Laminação é adequada Emulsão/MQL/
Emulsão 5 - 10%
na na maioria dos casos. Na usinagem 12% Si somente em casos jato de ar
vertical de roscas de furos cegos, o furo N excepcionais
pré-usinado é preenchido com agente Laminação não é
refrigerante (exceto em diâmetros de Magnésio Óleo (Protofluid) possível à temperatura Sem refrigeração
furação muito pequenos), o que é vantajo- ambiente
so para a usinagem da rosca. Emulsão/MQL/
Cobre Emulsão 5 - 10% Emulsão 5 - 10%
jato de ar
Nas roscas de furos passantes, o furo Emulsão 10% ou
pré-usinado não pode ser preenchido. Ligas de titânio óleo (Protofluid ou Óleo (Hardcut 525) Emulsão
Mas como os cavacos são transportados Hardcut 525)
na direção de avanço durante o rosquea- S
Emulsão 10% ou
mento e não ocorre formação de cavacos Óleo (Protofluid ou
Ligas de níquel óleo (Protofluid ou Emulsão
Hardcut 525)
na laminação de roscas, o agente refrige- Hardcut 525)
rante pode penetrar até o chanfro tam- Óleo (Hardcut 525)
bém em roscas profundas. O jato de Sem
somente é possível Laminação não é
H Aço > 49 HRC refrigeração/
agente refrigerante deve ser ajustado o com ferramentas de possível
MQL
mais paralelo possível em relação ao eixo metal duro
da ferramenta. A laminação resulta em
O Plásticos Emulsão 5% roscas que não mantêm Emulsão/MQL 
a precisão dimensional

56 57
Informações técnicas – de caráter geral Informações técnicas – de caráter geral

Refrigeração e lubrificação – rosqueamento Refrigeração e lubrificação – fresamento de roscas

Nos machos para furos cegos deve ser De modo geral, o fresamento de Para a usinagem de roscas de furos
feita a diferenciação entre dois casos: roscas deve se realizar por usinagem passantes, recomendamos a alimentação
com refrigeração, mas esta só deve ser externa de emulsão, MQL ou, como
aplicada quando for possível garantir alternativa, ar comprimido. Em algumas
uma refrigeração uniforme. Caso con- circunstâncias, no entanto, a usinagem
Caso 1: Cavacos curtos trário, ocorrerão choque térmicos que com refrigeração pode apresentar
Os melhores resultados em termos de irão favorecer microtrincas e estas, por problemas, pois nem sempre é possível
performance e segurança de processo são sua vez, irão resultar em lascamentos e, garantir um resfriamento uniforme da
obtidos quando é possível quebrar cavacos consequentemente, na redução da vida ferramenta por meio da alimentação
curtos. Estes cavacos podem ser, então, útil da ferramenta. Na usinagem com externa de agente refrigerante. Princi-
removidos sem problemas de dentro da refrigeração com a alimentação externa palmente no caso de roscas de pequenas
rosca por meio do agente refrigerante. A de agente refrigerante frequentemente dimensões, existe o perigo do agente
melhor maneira para quebrar os cavacos não é possível garantir uma refrigeração refrigerante alimentado externamente
curtos é por meio de machos com canal uniforme. Em princípio, a usinagem sem não conseguir penetrar totalmente no
reto (por exemplo, Paradur® HT). Nas refrigeração com ar comprimido é possí- furo estreito, o que torna impossível
roscas de furos cegos recomendamos KA. vel no fresamento de roscas, mas deve- garantir o resfriamento uniforme da
rão ser consideradas perdas na vida útil. ferramenta.
Observação:
Na usinagem de roscas de furos De forma geral, para a usinagem dos
cegos em materiais de cavacos curtos pré-furos, é recomendado o uso de uma Observação:
sem refrigeração interna, os cavacos ferramenta com saída axial de agente No fresamento de roscas, a falta de
se acumulam na base do furo. Se a refrigerante. O ideal, neste caso, é o uso refrigeração representa um problema
distância de segurança for muito de emulsão. Como a ferramenta é menos grave do que a refrigeração
reduzida, a ferramenta atinge os completamente lavada, não ocorrem esporádica.
cavacos e pode se quebrar. choques térmicos. Além disto, o jato de
agente refrigerante auxilia no transporte
dos cavacos e contribui para um proces-
so seguro. De forma alternativa, aqui
também podem ser utilizados ar compri-
mido ou MQL alimentados internamente,
o que, no entanto, resulta em uma menor
Caso 2: Cavacos longos vida útil. A usinagem de roscas de furos
(os cavacos não podem ser cegos com emulsão alimentada externa-
­quebrados) mente não é recomendada, pois em
Via de regra, nos aços abaixo de 1000 N/mm² determinadas situações os cavacos se
ou, principalmente, nos aços inoxidáveis acumulam no furo pré-usinado influen-
e outros materiais de alta tenacidade, ciando negativamente a vida útil. Além
não é possível a quebra de cavacos curtos. disto, existe um maior risco de choques
Nestes casos, o cavaco deve ser transpor- térmicos no caso de agente refrigerante
tados por meio de ferramentas em espiral. alimentado externamente.
Se existir refrigeração interna, o agente
refrigerante auxilia somente no transporte
dos cavacos. Em alguns casos, é possível
trabalhar com machos de hélice reduzida,
o que prolonga a vida útil.

58 59
Informações técnicas – de caráter geral

Refrigeração e lubrificação – laminação de roscas

A refrigeração e, principalmente, a lubrificação são de importância fundamental na Deve-se fazer a diferenciação entre quatro diferentes casos no que se refere ao design
laminação de roscas. Em caso de lubrificação insuficiente, a qualidade superficial da da ferramenta:
rosca se reduz drasticamente conforme ilustrado nas fotos:

Superfície com escamação em Superfície lisa em caso de


caso de lubrificação insuficiente; lubrificação excelente
Solução: canais de lubrificação

Usinagem vertical do furo cego Usinagem vertical de furos passantes


É feita a diferenciação entre dois tipos básicos de ferramenta: machos laminadores Os canais de lubrificação e a alimentação (> 1,5 x DN)
com canais de lubrificação e machos laminadores sem canais de lubrificação. interna de agente refrigerante não são Os canais de lubrificação são necessários;
Os diferentes campos de aplicação são indicados a seguir. necessários; a alimentação externa de a alimentação interna de agente refrige-
agente refrigerante é suficiente (KA é re- rante não é necessária. Por meio dos ca-
comendado para roscas muito profundas). nais de lubrificação, o agente refrigerante
alimentado externamente pode penetrar
nas arestas de laminação (KR é recomen-
dado para roscas muito profundas).

Usinagem
horizontal de furo cego
Os canais de lubrificação e a alimentação
interna de agente refrigerante são neces-
sem canais de com canais de sários. A saída axial de agente refrigeran-
lubrificação lubrificação
te é suficiente.

O campo de aplicação das ferramentas Os canais de lubrificação garantem uma


sem canais de lubrificação é limitado a: lubrificação uniforme também da zona
−−Ancoragens de chapas metálicas inferior em roscas profundas, motivo pelo
−−Roscas de furos passantes até 1,5 x DN qual os machos laminadores com canais
(pois o agente refrigerante não pode se de lubrificação são de aplicação universal. Usinagem
acumular no furo pré-usinado) Roscas de furos passantes verticais até horizontal de furos passantes
aprox. 3,5 x DN também podem ser Os canais de lubrificação são necessários.
−−Roscas de furos cegos na usinagem
usinadas com canais de lubrificação É recomendada alimentação interna de
vertical (KA é recomendado para roscas
também sem refrigeração interna. agente refrigerante com saída radial.
de furos cegos muito profundos)

60 61
Informações técnicas – de caráter geral

Mínima quantidade de lubrificante

Na usinagem, os agentes refrigerantes As alterações nos requisitos das ferra- Suas vantagens Observação:
são utilizados para reduzir o desgaste da mentas em função da MQL devem ser em função da usinagem MQL com Diferentemente do rosqueamento e
ferramenta, para a dissipação do calor da consideradas em sua construção. Portan- ferramentas Walter Prototyp: da laminação de roscas, a usinagem
ferramenta e da máquina e para auxiliar to, por exemplo, as ferramentas devem sem refrigeração geralmente é pos-
−−Redução dos custos de produção
na quebra e no transporte dos cavacos. ser concebidas de maneira que o mínimo sível no fresamento de roscas, mas
e aumento da competitividade
Além disto, os restos de cavacos são calor possível seja gerado durante a deverão ser consideradas perdas na
removidos da peça, da ferramenta e do usinagem – ângulos de saída pequenos −−Redução dos custos com lubrifica-
ção, manutenção e descarte vida útil. Em caso de usinagem sem
dispositivo. Todas eles importantes ou negativos devem ser evitados. Além refrigeração, recomendamos o uso de
pré-requisitos para uma fabricação disto, a geometria deve ser configurada −−Redução dos custos com energia
jato de ar para auxiliar no transporte
eficiente, sem problemas e econômica. de maneira a obter um transporte seguro −−Prevenção dos riscos à saúde dos dos cavacos. No fresamento de ros-
dos cavacos mesmo sem a ação auxiliar colaboradores cas, a MQL apresenta vantagens em
Mas os custos de aquisição, conservação da refrigeração. Na usinagem MQL é −−Nenhuma perda de desempenho se relação a usinagem com refrigeração,
e descarte do agentes refrigerante principalmente o revestimento que comparado à usinagem com refrige- pois a ferramenta não é submetida a
continuam a aumentar. A reduzida com- desempenha um papel central, pois a ração choques térmicos.
patibilidade ambiental dos agentes camada de material duro assume uma −−Os componentes que possuem
refrigerantes e o risco daí emanado para grande parte da tarefa de lubrificação. cavidades não são preenchidos com
a saúde dos operadores também estão Além disto, o revestimento ajuda a reduzir o agente de refrigeração
sendo vistos de forma cada vez mais o atrito e funciona como isolamento
−−Menor complexidade para a limpeza
crítica. Como já apresentado na página 7, térmico da ferramenta.
dos componentes
os custos com o agente refrigerante
representam aprox. 16% dos custos totais Em profundidades de rosca > 1,5 x DN, a
de fabricação. Portanto, a redução do alimentação interna de agente refrigeran-
consumo de agente refrigerante por te com saídas radiais é um pré-requisito
motivos ecológicos e econômicos é muito para a MQL. Além disto, os canais de Materiais que são adequados Materiais que não são adequados
importante para as empresas de sucesso agente refrigerante na ferramentas para a usinagem MQL para a usinagem MQL
que trabalham de forma sustentável. devem ser concebidos de forma que não
ocorra a separação da mistura óleo-ar. – Aços sem liga ou de baixa liga, como por – Aços de alta resistência, de alta liga
Esta intenção pode ser realizada por meio exemplo, aço fundido < 1000 N/mm² – Ligas de Ti e Ni
da mínima quantidade de lubrificante A Walter Prototyp recomenda para a MQL – Ferro fundido cinzento – Aços inoxidáveis
(MQL). Na MQL, uma quantidade mínima o revestimento THL desenvolvido especifi- – Latão
de lubrificante altamente eficaz é adicio- camente para machos. Como padrão, este – Ligas AlSi
nada ao ar comprimido. Apesar da dosa- revestimento está disponível para as – Ligas de cobre
gem mínima destes lubrificantes (aprox. ferramentas Paradur® Eco Plus (sucesso-
5-50 ml/h) é possível evitar as soldagens ra da testada Paradur® Eco HT), Prototex®
em materiais adesivos. Além disto, por Eco HT, bem como para Paradur® e Observações:
meio da MQL, a temperatura do processo Prototex® Synchrospeed. O revestimento −−No fresamento de roscas também é possível usinar materiais de alta resistência
pode ser reduzida em função da redução THL possui uma camada de agente e temperados com MQL.
do atrito. lubrificante que garante excelentes −−Na prática podem ocorrer casos em que a classificação acima não se aplica.
condições de atrito mesmo em MQL e,
No caso mais simples, o lubrificante é adicionalmente, impede a formação de
alimentado externamente. Este método arestas postiças. No decorrer da vida útil
pode ser incorporado de maneira econô- da ferramenta, a camada é continuamen-
mica nas máquinas já existentes, mas te polida.
encontra os seus limite em roscas a partir
de uma profundidade de 1,5 x DN. A Na laminação de roscas, as famílias
alimentação de lubrificante através do Protodyn® Eco Plus, Eco LM e Synchros-
fuso é vantajosa e deve ser considerada peed são adequadas para mínima quanti-
ao adquirir novas máquinas. dade de lubrificante.

62 63
Informações técnicas – de caráter geral

Sistemas de fixação Tipos importantes de adaptadores


para machos e machos laminadores
Os mandris para corte de roscas, também Tarefas gerais:
denominados adaptadores, são o elemen- −−Transferência da refrigeração do fuso
Mandril de troca rápida com
to de ligação entre o fuso e a ferramenta. para a ferramenta
­compensação axial
−−Proteção do mancal do fuso em caso de
Tarefas do adaptador durante o Vantagens:
quebra da ferramenta
rosqueamento e a laminação de −−Aplicação em máquinas síncronas ou
−−Proteção da ferramenta contra quebra
roscas: assíncronas
(só pode se realizar de forma limitada)
−−Transmissão do torque −−Compensação de desvios de posição
−−Quando necessário, compensação axial axiais e radiais
e/ou radial das diferenças entre a Com relação a interação entre fuso e −−Versão robusta
posição do fuso e a posição nominal da avanço, no rosqueamento e na laminação
Desvantagens:
ferramenta de roscas é fundamental se a rotação
−−Tecnologia mais complexa do que os
do fuso e a velocidade de avanços estão
mandris fixos
ajustadas (sincronizadas) entre si ou não
Tarefas do adaptador no fresamento −−Sem proteção contra corte incorreto,
e com qual precisão.
de roscas: pois a ferramenta precisa guiar a si
−−Transmissão do torque mesmo
−−Minimizar a deflecção da ferramenta  
Observação:
(o mandril deve ser rígido em relação Os mandris de troca rápida estão dispo-
Todos os mandris de fresamento
às forças radiais) níveis no programa de produtos standard
convencionais podem ser usados para
−−Amortecimento das vibrações o fresamento de roscas. Para o da Walter.
rosqueamento e a laminação de
roscas existem mandris específicos,
apresentados a seguir.
Mandril sincronizado com
compensação mínima
Vantagens:
−−Compensação das forças axiais e,
consequentemente, aumento significa-
tivo da vida útil
−−Combinação das vantagens dos mandris
fixos com aquelas dos mandris flutuan-
tes
Desvantagens:
−−Mais caro em termos de aquisição quan-
do comparado aos mandris fixos
−−Aplicação somente em máquinas
ferramenta síncronas

Os mandris sincronizados com compensa-


ção mínima estão disponíveis no progra-
ma de produtos standard da Walter.

64 65
Informações técnicas – de caráter geral

Tipos importantes de adaptadores


para machos e machos laminadores

Dispositivo para corte de roscas Mandril térmico, mandril porta-pinça fixo,


Vantagens: mandril Weldon (da esquerda para a direita)
−−Aplicação em máquinas síncronas ou Vantagens:
­assíncronas −−Versão simples, econômica e robusta
−−Proteção do fuso, pois a reversão de sentido −−Mandril térmico: altíssima precisão do batimento
de rotação é realizada pelo mandril radial
−−Tempos de ciclo mais curtos, pois o fuso não Desvantagens:
precisa ser acelerado e desacelerado; por −−Só pode ser aplicado em máquinas ferramenta
este motivo, principalmente interessante síncronas
para a fabricação em série −−Em função de diferenças mínimas de passo são
Desvantagens: originadas forças axiais que atuam sobre os flancos
−−Tecnologia complexa da ferramenta e reduzem a vida útil
−−Altos custos de manutenção
−−É necessário multiplicador de torque
−−Elevados custos de aquisição

O mandril térmico, mandril porta-pinça


e mandril Weldon estão disponíveis no
­programa de produtos standard da Walter.

66 67
Informações técnicas – de caráter geral

Usinagem sincronizada no rosqueamento


e laminação de roscas
Para reduzir os tempos de processo no Machos sincronizadores podem ser O que existe de especial no
rosqueamento e na laminação de roscas, fixados tanto por meio de mandris Weldon Protoflex C?
cada vez mais a usinagem vem sendo rea- como também por mandris porta-pinças Diferentemente dos mandris sincronizado- As forças de compressão nos flancos dos
lizada com maiores rotações e velocidades (se possível, com arraste quadrado). res convencionais para machos, o Protoflex machos são sensivelmente reduzidas na
de corte (HSC = High Speed Cutting). A Ambos os meios de fixação apresentam a C se baseia em uma peça flexível fabricada aplicação do mandril para machos Proto-
usinagem sincronizada é especialmente desvantagem de não ser possível com- com precisão (“Flexor”) com elevada taxa flex C. Desta forma resultam:
recomendada para a realização de eleva- pensar as forças axiais. de flexão, que compensa as microvariações −−elevada segurança de processo devido
das velocidades de corte. de posição radial e axial. O microcompen- ao menor risco de quebra – principal-
A melhor alternativa é o mandril para sador patenteado é fabricado em uma mente em dimensões reduzidas
A usinagem sincronizada de roscas macho Protoflex C com compensação liga especial que foi desenvolvida para a −−maior vida útil das ferramentas para
pressupõe uma máquina que sincronize o mínima. Protoflex C é um mandril para NASA e se caracteriza pela longa vida útil roscas devido a menos atrito
movimento de rotação do fuso principal machos usado em centros de usinagem e pela não necessidade de manutenção.
−−uma melhor qualidade superficial no
com o movimento de avanço. A ferramen- com comando sincronizado. Ele garante Os mandris sincronizadores convencionais
flancos da rosca
ta para a usinagem de roscas não se uma compensação mínima definida com utilizam para isso peças plásticas que
conduz a si própria por meio de sua precisão e é ajustado em relação à geome- perdem sua flexibilidade no decorrer do
geometria, mas é comandada pelo avanço tria das ferramentas Synchrospeed. tempo. A microcompensação, então, não Para os clientes, a aplicação do mandril
e pela rotação do fuso da máquina. será mais assegurada. para machos Protoflex C significa máxima
Atualmente, a maioria dos centros de produtividade ao mesmo tempo em que
usinagem são adequados para a usinagem os custos com ferramentas são reduzidos,
sincronizada. tanto no rosqueamento como na lamina-
ção de roscas.
Basicamente, todos os machos e machos
laminados podem ser aplicados de manei-
ra sincronizada. No entanto, a Walter
Prototyp oferece ferramentas especifica-
mente concebidas para a usinagem
sincronizada com a denominação Syn-
chrospeed. Característicos deste grupo de
ferramentas são o ângulo de saída do
flanco extremamente elevado e a parte
roscada extra-curta. As ferramentas da
família Synchrospeed só podem ser
utilizadas de maneira sincronizada. Em
contrapartida, existem as ferramentas da
família Eco que propiciam bons resultados
tanto na usinagem sincronizada como
convencional.

Mandril sincronizador para macho, Protoflex C Flexor com compensação mínima

68 69
Informações técnicas – de caráter geral

Indicações para o furo pré-usinado

Profundidade do furo pré-usinado Indicações especiais para laminação de roscas


Profundidade de furação ≥ profundidade útil da rosca (+ comprimento do chanfro) +
distância de segurança
Observação:
O diâmetro recomendado do furo pré-usinado está indicado

Profundidade
na haste dos machos laminadores Walter Prototyp.

de furação
Profundi- Profundi-
Profundidade  
de furação

dade da dade da
rosca rosca

Chanfro
Distância de segurança 
(~ 2 filetes)

Rosqueamento, Fresamento de roscas


laminação de roscas Na seleção da ferramenta de furação, também deverão ser
observadas as tolerâncias admissíveis do furo pré-usinado
indicadas na tabela abaixo de modo a garantir um processo de
Observação:   laminação seguro e uma vida útil adequada.
A eventual ponta existente na ferramen- fresas para rosqueamento não possuem
ta para roscas deve ser considerada du- área de chanfro nem ponta, motivo pelo
rante o cálculo da profundidade neces- qual são possíveis roscas até próximo Passo da rosca Tolerância de diâmetro do pré-furo
sária do furo pré-usinado. Neste caso, à base do furo. O corte incorreto não
≤ 0,3 mm ± 0,01 mm
é necessário diferenciar entre ponta ocorre no processo de fresamento,
integral ou ponta rebaixada. Divergindo portanto não é necessária uma distân- > 0,3 mm até < 0,5 mm ± 0,02 mm
dos machos e machos laminadores, as   cia de segurança axial adicional.
≥ 0,5 mm até < 1 mm ± 0,03 mm

≥ 1 mm ± 0,05 mm
Diâmetro do furo pré-usinado no rosqueamento e fresamento de roscas

Regra: Em função destas tolerâncias, que são muito mais estreitas quando
Diâmetro do furo = diâmetro nominal - passo comparadas à usinagem de roscas, nem em todos os casos a
laminação de roscas é mais econômica do que o rosqueamento.
Exemplo, tamanho M10
Diâmetro do furo = 10,0 mm – 1,5 mm = 8,5 mm
Dica prática:  
Na laminação de roscas, o diâmetro determinado pelo furo pré-usinado.
Diâmetro do furo pré-usinado na laminação de roscas do núcleo da rosca é originado durante Portanto, a calibragem do diâmetro
o processo de laminação e, portanto, do núcleo da rosca após a laminação
Regra: é dependente do comportamento de é obrigatória. As tolerâncias para os
Diâmetro do furo = diâmetro nominal - f x passo fluidez do material. Em contrapartida, diâmetros de núcleo de roscas internas
−−Tolerância 6H: f = 0,45 no rosqueamento e no fresamento estão indicadas na página 116.
−−Tolerância 6G: f = 0,42 de roscas, o diâmetro do núcleo já é  

Exemplo, tamanho M10


Diâmetro do furo = 10,0 mm – 0,45 x 1,5 mm = 9,325 mm = 9,33 mm
Observação:
O programa de produtos Walter Titex é ajustado em relação ao diâmetro do
­pré-furo para rosqueamento e laminação de roscas.

70 71
Informações técnicas – de caráter geral

Encruamento das paredes do furo

Frequentemente, a fabricação das roscas Durante a usinagem, a parede do furo é


é vista como um processo isolado. Isto influenciada pelos efeitos mecânicos e
não é correto, pois a operação de furação térmicos. A alteração estrutural daí
anterior tem influência significativa sobre resultante é ilustrada por ambas as
as roscas subsequentes. fotomicrografias:

0,025 m

Broca nova:  Broca desgastada:  


Parede do furo quase que inalterada Influência na parede do furo

A dureza da parede do furo é significativa-


Resumo:
mente mais elevada no caso de uma broca
desgastada do que no caso de uma ferra- −−A vida útil da ferramenta para roscas
menta nova. O uso de parâmetros de corte se reduz com o aumento da dureza
mais elevados durante a furação também da parede do furo.
dá origem a um encruamento da parede −−A dureza da parede do furo aumenta
do furo. Apesar deste endurecimento com o desgaste progressivo da
ocorrer apenas dentro de uma distância ferramenta de furação, bem como
muito pequena em relação à superfície do em elevados parâmetros de corte ou
furo, o resultado será uma redução subs- arestas de corte arredondadas.
tancial da vida útil da ferramenta para ros-
cas (compare o exemplo abaixo).

Exemplo: Material C70, diâmetro do furo 8,5 mm, profundidade de furação 24,5 mm


Broca desgastada Broca nova
Dureza da parede do furo 450 HV 280 HV
Largura da parede do furo 0,065 m ≈0
Vida útil do macho 70 roscas > 350 roscas

Dica prática:
Em caso de problemas com a vida útil,
além do processo de fabricação das
roscas, deve-se avaliar o processo de
furação anterior e a ferramenta de
furação!

72
Informações técnicas – rosqueamento

Tipos básicos

Furo cego Furo passante

Materiais de cavacos curtos


Machos de canal reto não transportam o
cavaco. Por isso, eles só podem ser aplicados
em materiais de cavacos curtos ou para roscas
curtas.

Observação: Materiais de cavacos longos


Sem refrigeração interna, os cavacos se Os machos com entrada helicoidal transportam
acumulam na base do furo. Se a distância o cavaco para frente na direção do avanço.
de segurança for muito reduzida, a ferra-
menta pode atingir os cavacos e se que- Os machos com entrada helicoidal são a
brar. primeira escolha para a usinagem de roscas
de furos passantes em materiais de cavacos
longos.
Se o macho possuir uma refrigeração interna
axial, as ferramentas com canais retos também
podem ser usadas para roscas profundas, pois
os cavacos são removidos no sentido oposto ao
do avanço. No entanto, o pré-requisito é que os
cavacos sejam quebrados curtos (por exemplo:
Paradur® HT, profundidade da rosca até 3,5 x DN).

Quando comparados às ferramentas helicoidais,


os machos com canais retos apresentam uma
maior vida útil.

Algumas ferramentas com canais retos também


podem ser usadas para a usinagem de furos
passantes em materiais apresentado boas
propriedades de quebra de cavacos (por exem-
plo, Paradur® Eco CI).

Materiais de cavacos longos Os machos de hélice à esquerda


Machos com espiral à direita transportam o (como também os machos com entrada
cavaco na direção da haste. Quanto mais tenaz helicoidal) transportam o cavaco para frente
ou com cavacos mais longos for o material a ser na direção do avanço.
usinado e quanto mais profunda for a rosca,
maior será o ângulo de hélice necessário. As ferramentas com hélice à esquerda só
serão adequadas quando não for possível
garantir uma remoção confiável dos cavacos
com uma entrada helicoidal. Exemplo de ferra-
menta: Paradur® N dos tipos 20411 e 20461

74 75
Informações técnicas – rosqueamento Informações técnicas – rosqueamento

Formatos de chanfro com base na DIN 2197 Seções transversais do cavaco

Atenção: Para roscas de furos passantes são


−−Chanfros mais longos aumentam a vida útil usados predominantemente formatos
−−Chanfros mais longos reduzem a carga das arestas de corte, o que ganha mais longos de chanfro.
­importância com o aumento da resistência do material
Chanfro longo
−−Chanfros mais curtos permitem roscas até quase a base do furo
(por exemplo, formato B) causa:
−−Chanfros mais longos aumentam o torque necessário −−vida útil mais elevada
−−grande torque
For- Número de filetes
Versão e aplicação −−pequena seção transversal do cavaco
mato no chanfro
−−reduzida carga nos dentes do chanfro
A 6 - 8
6 –filetes
8 Gänge materiais de  
cavacos curtos

6 – 8 Gänge canal reto


roscas curtas de furos
6 – 8 Gänge
passantes em materiais de
cavacos médios e longos

B 3,5 - 5,5 filetes
canal reto   materiais de 
com entrada cavacos médios 
helicoidal e longos

6 – 8 Gänge
Formato B

C 2 - 3 filetes materiais de cavacos


hélice à direita médios e curtos


materiais de  
canal reto cavacos curtos
6 – 8 Gänge

D 3,5 - 5 filetes hélice à materiais de   1º relevo


esquerda cavacos longos 2º relevo
3º relevo
materiais de  
canal reto cavacos curtos
6 – 8 Gänge

saída curta da rosca em


E 1,5 - 2 filetes
hélice à direita materiais de cavacos
médios e longos

saída curta da rosca em


canal reto materiais de cavacos
curtos

saída muito curta da


F 1 - 1,5 filetes
hélice à direita rosca em materiais de
cavacos médios e longos

saída muito curta da


canal reto rosca em materiais de
cavacos curtos
23°

76 77
Informações técnicas – rosqueamento Informações técnicas – rosqueamento

Seções transversais do cavaco Processo de corte das roscas de furos cegos

Nas roscas de furos cegos são predomi- O macho ainda se encontra no corte e para. No momento da
nantemente selecionados formatos mais parada, todas as arestas no chanfro ainda se encontram no
curtos de chanfro, o que não se deve processo de formação de cavacos.
somente ao fato de que a rosca frequen-
temente deve se estender até a base do
furo.

O cisalhamento do cavaco no furo cego


apresenta um determinado problema. Se
o cavaco for muito fino, ele simplesmen- A alteração para reversão já ocorreu. Os cavacos anteriormente
te se vira na reversão e não pode mais gerados permanecem inicialmente parados. O torque de retorno

ser separado. O cavaco é esmagado neste local é praticamente zero.
entre o componente e a face lateral do
chanfro. Isto pode causar a quebra da
ferramenta, motivo pelo qual os chanfros
de formato A, B e D não são adequados
para roscas de furos cegos, pois estes
formatos produzem cavacos finos.
Os cavacos entram em contato com as costas do relevo de corte
Uma vantagem dos chanfros curtos é a subsequente. Aqui o torque de retorno aumenta acentuadamen-
formação de uma menor quantidade de te. Agora o cavaco deve ser cisalhado. Como o chanfro do macho
cavacos. Além disto, o transporte dos possui um ângulo de saída e, adicionalmente, o chanfro cônico
cavacos é favorecido por sua maior Chanfro curto sai axialmente da rosca no retorno, o cavaco não pode mais ser
seção transversal. (por exemplo, formato E) causa: inevitavelmente capturado em sua raiz. Por isso, é necessária
−−pequeno torque uma certa estabilidade (espessura) do cavaco.
−−grande seção transversal do cavaco
−−grande carga nos dentes do chanfro
−−reduzida vida útil
−−transporte otimizados dos cavacos O cavaco foi cisalhado e o torque de retorno é reduzido ao atrito
Formato E entre a guia e a rosca usinada.

23°

1º relevo Observação:  
2º relevo Os machos para furos passantes não extremo, resultar na quebra do macho.
3º relevo podem ser usados para a usinagem O ângulo de saída do chanfro dos
de furos cegos, pois estes possuem machos para furos cegos é, portanto,
um ângulo de saída do chanfro mais sempre menor do que aquele dos
elevado e possivelmente o cavaco não machos para furos passantes, pois o
será cisalhado, ficando preso entre o macho para furos cegos precisa cisa-
chanfro e a rosca. Isto pode provocar lhar a raiz do cavaco na reversão.
lascamentos no chanfro e, no caso  

78 79
Informações técnicas – rosqueamento Informações técnicas – rosqueamento

Processo de corte das roscas de furos cegos Ângulos e características


no macho
Curva de torque durante a usinagem de roscas de furos cegos
Detalhe A
Pescoço Haste Diâmetro da haste d1

Diâmetro
da rosca DN

Comprimento  
da cabeça Lc
Detalhe B
Largura do rasgo de chaveta l9
Comprimento funcional l1

Detalhe A Ângulo do flanco Detalhe B


Passo
Md Parada do fuso

Diâmetro do núcleo Diâmetro externo


Diâmetro do flanco
Ângulo de saída do
Sequência 
flanco
temporal

Nervura (relevo)
Saída da ferramenta Ângulo de saída do
Ligeiro aumento Coeficiente de corte  chanfro
devido ao atrito de atrito na (superfície de saída)
adicional na guia guia do macho
quando da
reversão Diâmetro do núcleo Ângulo de saída

O fuso atingiu rotação Elevados picos de torque


zero e inicia-se a indicam problemas durante
reversão o cisalhamento do cavaco;
deve ser selecionada uma Macho para furos passantes   Macho para furos cegos  
ferramenta com menor
com entrada helicoidal com hélice à direita
ângulo de saída do chanfro

Ângulo do Ângulo de Ângulo do


O chanfro penetra: Primeiro contato entre o ca- Ângulo de chanfro hélice chanfro
forte aumento do vaco residual e as costas do entrada
torque relevo de corte subsequente helicoidal

Comprimento de Canal de   Canal para


entrada helicoidal lubrificação escoamento

80 81
Informações técnicas – rosqueamento

Comparação de dados de geometria

Um ângulo de saída menor: Ângulo de saída das ferramentas para furos cegos Ângulo de saída do flanco: Ângulo de saída do flanco
−−aumenta a estabilidade das arestas de O ângulo de saída do flanco deve ser das ferramentas para furos cegos
Paradur HT
®
corte (em caso de ângulos de saída ajustado em relação ao material a ser usi- Paradur® X·pert P
grandes, podem ocorrer lascamentos na Paradur® Ti Plus nado. Os materiais com maior resistência
área do chanfro) a tração, bem como aqueles apresentan- Paradur® WLM
Paradur® Eco CI
−−produz geralmente cavacos mais fáceis do tendência ao agarramento, requerem Paradur® Eco CI
de serem controlados Paradur® HSC um ângulo de saída do flanco maior. Com
Paradur® X·pert M
−−produz superfícies piores no componente Paradur® X·pert M
o aumento do ângulo de saída, as pro-
priedades de condução da ferramenta se Paradur® HT
−−aumente as forças de corte, ou seja, o Paradur® Eco Plus tornam piores, motivo pelo qual no uso de
torque de corte Paradur® Eco Plus
Paradur ®
mandris flutuantes podem ocorrer cortes
−−é necessário para a usinagem de Synchrospeed
incorretos em materiais macios. Paradur® HSC
materiais mais duros Paradur® X·pert P
Paradur®
−−eleva a tendência de compactação do Paradur® WLM Dica prática:
Synchrospeed

material usinado, isto é, o macho corta Paradur® Ti Plus


Verificação do ângulo de saída
com menor liberdade e produz, desta
do flanco
forma, roscas mais estreitas
Ângulo de saída das ferramentas para furos passantes Um macho deve poder ser inserido
com facilidade em uma rosca usinada Ângulo de saída do flanco
Prototex® Eco HT anteriormente, sem efetuar um das ferramentas para furos passantes

Prototex® HSC
novo corte. Se isto não for possível,
Prototex® X·pert P
é necessário selecionar um tipo de
Prototex® TiNi Plus ferramenta com maior ângulo de Paradur® Eco CI
Paradur® Eco CI saída do flanco.
Prototex® X·pert M
Prototex®
Synchrospeed Prototex® Eco HT
Ângulo de entrada helicoidal:
Prototex® X·pert P
O ângulo de entrada helicoidal é limitado Prototex® HSC
Prototex® X·pert M pelo comprimento do chanfro e pelo Prototex®
Synchrospeed
número de canais, pois um maior ângulo de
Prototex® TiNi Plus
entrada helicoidal reduz a largura do relevo
no primeiro filete do chanfro. Isto condicio-
na uma estabilidade decrescente da aresta
(o perigo de lascamentos na área do
Um ângulo de hélice maior: Ângulo de hélice das ferramentas para furos cegos Ângulo de entrada helicoidal
chanfro aumenta). Um ângulo de entrada das ferramentas para furos passantes
−−favorece a remoção dos cavacos
Paradur Eco CI
® helicoidal maior favorece, no entanto, a
−−reduz a estabilidade da ferramenta remoção dos cavacos na direção do Prototex® HSC
e limita, consequentemente, o torque Paradur® HT
avanço. Em caso de ângulo de entrada Prototex® TiNi Plus
máximo de corte Paradur® Ti Plus helicoidal muito pequeno, a remoção dos
−−reduz a estabilidade dos dentes cavacos pode se tornar problemática. A Prototex® X·pert M
Paradur® HSC
−−reduz a vida útil solução pode ser encontrada por meio de Prototex® Eco HT
Paradur® WLM ferramentas com hélice à esquerda. Prototex®
Paradur® Synchrospeed
Synchrospeed
Prototex® X·pert P
Paradur® X·pert M
Ângulo de saída do chanfro:
Paradur® Eco Plus Os machos para furos passantes possuir
Paradur® X·pert P um ângulo de saída do chanfro aproxima-
damente 3 vezes maior do que os machos
para furos cegos. Consulte a justificação
na página 80.

82 83
Informações técnicas – rosqueamento

Particularidades no rosqueamento

Furos cegos profundos ou posição profunda Saída inclinada da rosca


−−Sempre que possível, utilizar machos com canais −−Se possível, utilizar machos com guia longa e
retos e refrigeração interna axial ou machos com máxima estabilidade  
hélice aumentada e saída da ferramenta de corte (por exemplo, Prototex® X·pert P, Prototex® X·pert M)
sem revestimento ou vaporizada: • Inclinações de até 30° são relativamente não
• Paradur® HT (canal reto) problemáticas
• Paradur® Synchrospeed com revestimento Tin/vap −−Alternativa: Fresamento de roscas
(helicoidal)
−−Para aços inoxidáveis e para o solucionamento de
problemas em geral, recomendamos a laminação de
roscas; para o rosqueamento de aços inoxidáveis,
machos helicoidais são absolutamente necessários:
• Laminação de roscas: Protodyn® S Eco Inox
• Rosqueamento: Paradur® X·pert M

Rosca com furo pré-usinado consideravelmente


mais profundo do que a profundidade da rosca Roscas fendidas
−−Utilizar macho para furos passantes com entrada −−As roscas fendidas devem ser usinadas com
helicoidal modificada: ­ferramentas com elevado ângulo de hélice:
• Reduzir o ângulo de folga do chanfro para o valor • Paradur® X·pert M
de um macho para furos cegos • Paradur® X·pert P
• Reduzir o comprimento do chanfro para aprox. • Paradur® Eco Plus
3 filetes
Vantagem: vida útil mais longa do que a dos machos
para furos cegos com elevado ângulo de hélice 
Desvantagem: os cavacos permanecem no furo
−−Para os materiais de cavacos curtos, como por
exemplo, GG25, podem ser utilizadas ferramentas
com canais retos sem entrada helicoidal:
• Paradur® Eco CI
−−Evidentemente, para esta usinagem também é
possível usar machos para furos cegos com elevado
ângulo de hélice

84 85
Informações técnicas – rosqueamento

Forças do processo no rosqueamento Programação do avanço no uso


de mandris flutuantes
Forças axiais condicionadas pela ferra- ção do avanço. Nos machos com entrada Ao usar mandris para machos com compensação
menta são originadas durante a usinagem helicoidal, a força age contra a direção do comprimento, é necessário considerar as forças
das roscas. Machos com hélice à direita do avanço. axiais condicionadas pela ferramenta que se originam
são submetidos a uma força axial na dire- durante a usinagem.

Nos machos helicoidais para furos cegos é origi-


nada uma força axial na direção do avanço. Esta força
deve ser contrabalançada por meio de programação
negativa.
Direção de rotação

Força de corte

Força axial

Força radial

Força axial condicio- Programação de 


nada pela ferramenta 90 - 98% da máquina
Forças do processo em   Forças do processo em  
Os valores de avanço usuais para este caso de usina-
machos com hélice à direita machos com entrada
helicoidal gem encontram-se entre 90 e 98% do avanço teórico.
O avanço teórico é calculado por meio da seguinte
fórmula:
Na utilização de mandris flutuantes, estas emprego de ferramentas com elevado
forças axiais podem fazer com que as ângulo de hélice e grande ângulo de
vf = n x p
roscas sejam cortadas muito grandes – saída do flanco em materiais macios ou n = rotação; p = passo da rosca
trata-se do corte incorreto axial. O corte por meio de tratamento inadequado das
incorreto axial é favorecido por meio do arestas de corte.
Nas ferramentas com hélice à esquerda ou nos
machos com entrada helicoidal, estas relações se
invertem – são originadas forças axiais em sentido
Peça Macho Peça Macho contrário à direção do avanço.

Rosca com corte incorreto axial em Rosca com corte incorreto axial em
ferramentas com hélice à direita: corte machos com hélice à esquerda ou com
incorreto no lado inferior do flanco entrada helicoidal: corte incorreto no
lado superior do flanco Força axial condicio- Programação de
nada pela ferramenta 100% da máquina

Mais informações sobre o corte incor- Neste caso é recomendada a programação do avanço
reto e as contramedidas poderão ser teórico.
encontradas na página 91 (Problemas
e soluções no rosqueamento).

86 87
Informações técnicas – rosqueamento

Modificações

Saída da ferra­
Chanfro negativo Hélice reduzida Rosca
Chanfro encurtado menta de corte
(chanfro Secur) no chanfro inclinada
sem ­tratamento

Os cavacos são enro- Os cavacos são enro- Os cavacos são enro- Os cavacos são enro-
Formação dos
lados mais apertados, lados mais apertados, lados mais apertados, Nenhuma modificação lados mais apertados,
cavacos
cavacos mais curtos menos cavacos cavacos mais curtos cavacos mais curtos


sem revestimento:
Vida útil
com revestimento:

sem revestimento:
Qualidade da rosca
com revestimento:

Espessura do cavaco

Torque

Prevenção de “ninhos
Rosca até quase a base Otimização da formação Problemas com Otimização da formação
de passarinho” em aços
Exemplo de aplicação do furo, melhor controle dos cavacos em aços e ­lascamentos ou dos cavacos em aços,
estruturais, tais como,
dos cavacos alumínio ­soldagens na guia usinagem de virabrequins
St52, C45 etc.

Ferramentas Todas as ferramentas


Paradur® Secur Todas as ferramentas Paradur® Eco Plus
standard com Paradur® Ni 10 sem revestimento,
Paradur® HSC com formato de chanfro Paradur® X·pert M
as modificações Paradur® HSC por exemplo, Paradur®
Prototex® HSC E/F Paradur® Synchrospeed
­correspondentes ­Synchrospeed (TiN-vap)

aumenta permanece inalterado reduz reduz fortemente

88 89
Informações técnicas – rosqueamento

Problemas e soluções

Controle dos cavacos: Corte incorreto: Os machos que executam corte incorreto
Basicamente:
O controle dos cavacos é um tema de im- A geometria dos machos é ajustada em pelos motivos anteriormente citados
Quanto maior for a resistência do
portância fundamental no rosqueamento relação à casos de aplicação específicos. produzem sistematicamente roscas muito
material e quanto menor for o seu
de furos cegos, principalmente de furos Em caso de aplicação inadequada, os grandes. O corte incorreto esporádico
coeficiente de alongamento , mais
cegos profundos em materiais tenazes machos podem produzir roscas muito pode ocorrer quando forças radiais
fácil será controlar os cavacos. O
e de cavacos longos. Os problemas no grandes – trata-se do corte incorreto. unilaterais agirem sobre a ferramenta
controle dos cavacos é mais difícil
controle dos cavacos apresentam-se na em razão de acúmulos de cavacos ou
nos aços estruturais macios, aços de
forma de cavacos em novelos, picos de soldagens de material – trata-se aqui do
baixa liga e aços inoxidáveis de baixa Observação:
torque aleatórios, lascamentos de dentes corte incorreto radial.
resistência a tração. O corte incorreto dificilmente ocorre
na guia e/ou quebra total.
na laminação, fresamento e usinagem Solução:
Quanto maior for a influência das me- sincronizada de roscas.
Solução: didas acima citadas sobre a formação −−Usinagem sincronizada
Para a otimização do controle dos cava- dos cavacos, pior será a qualidade da −−Utilizar ferramentas adequadas para o
cos, os machos standard podem ser superfície da rosca. Portanto, é impera- material
modificados* ou podem ser elaboradas O corte incorreto ocorre com maior
tivo que as medidas sejam coordenadas −−Selecionar o revestimento adequado
novas construções: probabilidade em machos para furos cegos
em relação aos requisitos do cliente. (contra corte incorreto radial)
com grande ângulo de hélice. A força axial
na direção do avanço, originada em função −−Otimizar o controle dos cavacos (contra
−−Retífica de uma hélice reduzida para corte incorreto radial)
obter cavacos curtos −−Reduzir o número de canais (nova do ângulo de hélice, pode fazer com que o
construção), a espessura do cavaco macho seja inserido no furo mais rapida- −−Usar machos com menor ângulo de
−−Redução do ângulo de saída para obter hélice
aumenta e a estabilidade da ferramenta mente do que o passo real – trata-se do
cavacos enrolados mais apertados e
se torna maior efeito saca-rolhas e do assim denominado −−Usar machos com tratamento específi-
mais curtos
−−Utilizar ferramenta com chanfro negati- corte incorreto axial. Os machos para co:
−−No caso de ferramentas helicoidais ou furos passantes são submetidos a forças
vo (por exemplo, Paradur® Secur) • Paradur® X·pert P; Paradur® Eco Plus
com canais retos, as medidas acima axiais condicionadas pela geometria em
citadas podem ser combinadas ou −−Laminação ou fresamento de roscas:  • Prototex® X·pert P; Prototex® Eco HT
Os materiais nos quais o controle dos sentido oposto à direção do avanço, o que
complementadas por meio de alimenta- −−Fresamento de roscas
cavacos é problemático ao usar machos também pode resultar em corte incorreto
ção axial da refrigeração, o que auxilia na axial. O corte incorreto axial é favorecido −−Laminação de roscas
remoção dos cavacos curtos; este é um para furos cegos, geralmente podem
ser usinados sem formação de cavacos pelo emprego de machos com grande
método testado para o aumento da se- ângulo de saída do flanco em materiais
gurança de processo e da produtividade, por meio de laminação. Se a laminação
de roscas não for admissível, o fresa- macios ou por meio de tratamento inade-
principalmente na fabricação em série quado das arestas de corte.
mento de roscas pode ser aplicado
−−Retífica da saída da ferramenta de corte
como uma solução. Neste caso serão
ou da hélice reduzida sem tratamento;
originados cavacos curtos condiciona-
torna possível produzir cavacos que
dos pelo processo.
podem ser controlados com mais facili-
dade
−−Substituir os revestimentos TiN/TiCN
por THL, pois este último apresenta
melhores propriedades de formação de
cavacos; utilizar ferramentas sem
tratamento ou vaporizadas ao invés de
com revestimento
−−Encurtar o chanfro (retrabalho) – são
originados menos cavacos, apresentado
maior espessura
Exemplo de lascamentos em caso de problemas Rosca de furo cego com corte incorreto axial Rosca de furo passante com corte incorreto axial
com o controle dos cavacos

* As modificações encontram-se detalhadamente descritas e ilustradas nas páginas 88 - 89.


90 91
Informações técnicas – rosqueamento

Problemas e soluções

Desgaste:
Superfície da rosca:
Uma dureza elevada garante uma alta
A superfície da rosca é determinada: Otimização da superfície da rosca na
resistência contra o desgaste e, con-
−−pelo processo de fabricação: usinagem, usinagem de roscas:
sequentemente, uma elevada vida útil.
laminação, fresamento −−Substituir a usinagem de roscas por
Geralmente, no entanto, um aumento da
−−pelo desgaste da ferramenta laminação ou fresamento de roscas
dureza resulta em tenacidade reduzida.
−−pela geometria −−Aumentar o ângulo de saída
−−pelo revestimento −−Menor espessura do cavaco por meio de Em pequenas dimensões e ferramentas
−−pelo material a ser usinado chanfro mais longo ou maior número de com elevado ângulo de hélice, é neces-
canais (nos machos para furos cegos, sária uma alta tenacidade para que não
−−pelo agente de refrigeração e sua
no entanto, isto piora a formação dos ocorram quebras totais.
disponibilidade na zona de atuação da
cavacos) Exemplo de desgaste abrasivo
ferramenta
−−Via de regra, TiN e TiCN propiciam a Nos machos laminadores, ferramentas
melhor superfície em aço (em Al, com canais retos e reduzido ângulo de hé-
Observação: ferramentas sem tratamento ou lice, bem como na usinagem de materiais
Na usinagem e laminação de roscas revestimentos CrN e DLC produzem abrasivos com menor resistência à tração,
é quase impossível influenciar o as melhores superfícies)  geralmente a dureza da ferramenta pode
acabamento superficial por meio dos ser aumentada sem problemas.
dados de corte. Em contrapartida, no
fresamento de roscas, as velocidades
de corte e de avanço podem ser
selecionadas independentemente Soldagens na ferramenta:
uma da outra. Dependendo do material a ser usinado, a
solução recomendada são revestimentos
Macho com revesti- Macho com revesti- específicos e tratamentos superficiais:
mento TiCN em AlSi7 mento DLC em AlSi7
−−Al e ligas de Al:  
sem tratamento, CrN, DLC, WC/C
−−Enriquecer a emulsão ou utilizar óleo ao
−−Aços macios e aços inoxidáveis: vap
invés de emulsão
−−Aços estruturais macios: CrN
−−Alimentar a refrigeração diretamente
à zona funcional
−−Substituir a ferramenta mais precoce- Exemplo de soldagem
mente por uma nova

Algumas das medidas sugeridas resultam


em uma melhora da qualidade superficial,
mas pioram o controle dos cavacos – o
que é particularmente problemático
em furos cegos profundos. Neste caso
também vale o compromisso de realizar
a seleção observando-se os requisitos
do cliente.

92 93
Informações técnicas – laminação de roscas

Fundamentos do método

A laminação de roscas é um método para A laminação de roscas é a mais indicada Os diversos formatos de chanfro são
a fabricação de roscas internas sem para a fabricação em série – portanto, úteis em diferentes casos de aplicação:
formação de cavacos por meio de con- por exemplo, para a indústria automotiva. −−Formato D, 3,5 - 5,5 filetes:  
formação a frio. O material é levado ao Em razão da usinagem sem formação roscas de furos passantes
escoamento por meio do deslocamento de cavacos combinada com a elevada −−Formato C, 2 - 3,5 filetes:  
de material. Desta forma é produzido um estabilidade da ferramenta devido ao Roscas de furos cegos e furos
perfil de rosca compactado. Os canais perfil poligonal fechado, torna-se possível ­passantes
para escoamento necessários no rosque- implementar processos excepcionalmen-
−−Formato E, 1,5 - 2 filetes:  
amento podem ser suprimidos, o que te seguros. Além disto, quando compa-
Roscas de furos cegos
aumenta a estabilidade da ferramenta. rado ao rosqueamento, frequentemente
é possível realizar parâmetros de corte
mais elevados com simultânea maior vida Aprox. 65% de todos os materiais usina-
útil. Em comparação ao rosqueamento, dos na indústria são lamináveis. Os limites
Devido ao processo de conformação a frio estática como também a resistência um torque aprox. 30% maior é necessário são indicados abaixo:
combinado com o traçado ininterrupto permanente em carga dinâmica. Em para a laminação de roscas. −−Materiais frágeis com coeficiente de
das fibras do material nas roscas lamina- contraste, está o traçado interrompido alongamento inferior a 7%, como por
das (veja a figura abaixo à direita), das fibras que ocorre no rosqueamento e exemplo:
aumentam significativamente tanto a no fresamento de roscas (veja a figura Observação: • GG
resistência ao arrancamento em carga abaixo à esquerda). Se comparado ao rosqueamento e • Ligas de Si com proporção de Si > 12%
ao fresamento de roscas, o furo
• Ligas Cu-Zn de cavacos curtos
pré-usinado está sujeito a tolerân-
cias mais estreitas na laminação de • Duroplásticos
roscas. Este é o motivo pelo qual a −−Passo de rosca > 3 mm (a laminação
laminação de roscas não é a alterna- em passos ≤ 1,5 mm é particularmente
tiva mais econômica em todos os econômica)
Dobra de casos. Portanto, é imprescindível −−Resistência à tração  
laminação considerar cada caso individual. As > 1200 - 1400 N/mm²
fórmulas para o cálculo dos furos
pré-usinados necessários podem ser Os materiais típicos para a laminação
encontradas nas páginas 70 - 71. de roscas são:
−−Aço
−−Aço inoxidável
−−Ligas macias de cobre
−−Ligas malaxadas de Al
Deve-se notar que em roscas laminadas −−Indústrias de gêneros alimentícios e
sempre se forma uma dobra de lamina- médica (formação de bactérias na área
ção na área da crista. Este é o motivo da dobra de laminação)
pelo qual a laminação de roscas não é −−Parafusamento automático de compo-
admissível para todos os setores. As nentes (é possível o emperramento do
restrições concretas encontram-se parafuso na dobra de laminação)
listadas abaixo. −−Não admissível na construção de
aeronaves

94 95
Informações técnicas – laminação de roscas

Influência do diâmetro do pré-furo

O diâmetro do furo pré-usinado tem são influenciados, por outro, também é Conforme a DIN 13-50, são admissíveis da rosca de classe de tolerância 6H, mas
grande influência no processo de lamina- influenciada a formação da rosca. Estas diâmetros de núcleo maiores para as o diâmetro máximo do núcleo da rosca
ção de roscas. Por um lado, o torque ne- relações são apresentadas graficamente roscas laminadas do que para o rosquea- está baseado na classe de tolerância 7H.
cessário e a vida útil do macho laminador no diagrama. mento. Portanto, em uma rosca laminada A relação é ilustrada no diagrama abaixo
da classe de tolerância 6H, deve ser por meio de um exemplo.
observado o diâmetro mínimo do núcleo

Exemplo dos diâmetros admissíveis do núcleo com base no tamanho M6-6H


Rosqueamento Laminação de roscas
Vida útil 5,25 5,217
5,2
5,153

Diâmetro do núcleo em mm
5,15
5,1
5,05
Torque 5
4,95 4,917 4,917
4,9
Medida mínima Medida nominal Medida máxima
4,85
Diâmetro do furo pré-usinado 4,8
4,75 Diâmetro Diâmetro Diâmetro Diâmetro
mínimo do máximo do mínimo do máximo do
mín* núcleo 6H núcleo 6H núcleo 6H núcleo 7H
máx*

Dica prática:
A otimização do diâmetro do pré-furo vale a pena principal-
* Tolerância do diâmetro do núcleo conforme a DIN 13-50
mente para a fabricação em série. O seguinte se aplica:
O diâmetro do pré-furo deve ser selecionado o maior
possível e o menor necessário.
Exemplo: M16 x 1,5-6H, 42CrMo4; Rm = 1100 N/mm2 Quanto maior for o diâmetro do pré-furo:
Ø do pré-furo: 15,22 mm Ø do pré-furo: 15,3 mm Ø do pré-furo: 15,34 mm −−mais longa será a vida útil da ferramenta
–> Ø do núcleo: 14,37 m –> Ø do núcleo: 14,51 m –> Ø do núcleo: 14,62 m −−mais fácil e confiável será o processo de laminação
−−menor será o torque necessário
Deve-se assegurar que a precisão da rosca conforme
o ­calibre seja preservada!

Os diâmetros de pré-furo recomendados


Observação:
poderão ser consultados na tabela da
Dependência entre o diâmetro do pré-furo e o diâmetro do núcleo da rosca:
página 116.
Se o furo pré-usinado for produzido 0,04 mm maior, o diâmetro do núcleo da
rosca (após a laminação) aumenta em, no mínimo, 0,08 mm – portanto em, no
mínimo, um fator de 2.

96 97
Informações técnicas – laminação de roscas Informações técnicas – laminação de roscas

Modificações Problemas e soluções

Representação Basicamente, a laminação de rosca é −−O torque necessário para a laminação


Efeito Efeito secundário
ilustrativa excepcionalmente confiável. As vantagens de roscas é maior do que aquele do
da laminação de roscas podem ser parti- rosqueamento; portanto, se necessário,
cularmente aproveitadas principalmente o valor de ajuste do mandril deverá ser
tempo de em furos cegos profundos usinados em aumentado
Chanfro de
maior vida útil ciclo ligeiramente
formato D
­aumentado
materiais macios ou tenazes, nos quais −−Durante a laminação, deve ser dada uma
são mais prováveis os problemas associa- maior atenção à refrigeração e à alimen-
dos à remoção dos cavacos ao aplicar o tação da refrigeração; um curto interva-
rosqueamento. Portanto, a laminação de lo de tempo de operação a seco terá um
roscas pode ser vista como uma verdadei- impacto maior do que na usinagem de
rosca até quase
ra “solucionadora de problemas”. roscas. Isto está associado ao fato de
a base do furo e
Chanfro de vida útil É uma coincidência técnica interessante que pressões de contato mais elevadas
tempo de ciclo
formato E ­decrescente o fato de que exatamente aqueles ma-
ligeiramente mais atuam sobre as arestas de laminação e
curto teriais que apresentam mais frequen- de que os canais de lubrificação na lami-
temente problemas na usinagem – tais nação possuem seções transversais
como, St52, 16MnCr5, C15 – exibam bons menores do que os canais para escoa-
melhores condições resultados na laminação. mento de machos. Em função dos
de refrigeração e
Saídas radiais
lubrificação (para maiores custos canais de lubrificação menores, o macho
de agente
roscas profundas e com ferramentas A laminação de roscas também é vantajo- laminador adquire uma maior estabilida-
refrigerante sa nos casos em que for exigido um exce-
materiais de difícil de, o que, por sua vez, é necessário
usinagem) lente acabamento superficial. Geralmente, devido ao maior torque. Canais de
as profundidades de rugosidade da roscas lubrificação maiores facilmente resulta-
laminadas são significativamente menores riam em quebra das arestas de lamina-
melhores condições
de refrigeração e
do que aquelas das roscas cortadas. ção em consequência da elevada ação
Canais de
lubrificação (não da força. Detalhes referentes à refrige-
lubrificação –
tão eficiente quanto Apesar das vantagens resultantes da ração e lubrificação adequadas poderão
na haste
as saídas radiais de fabricação de roscas sem a formação de ser consultados na página 60.
agente refrigerante) cavacos, alguns pontos devem ser obser- −−O coeficiente de atrito diminui com o
vados para garantir um processo confiável aumento da temperatura em todos os
na laminação de roscas: revestimento; portanto, velocidades de
­Comprimento é possível a usina- laminação maiores podem ter como
total gem de áreas de – −−O diâmetro do pré-furo apresenta consequência uma vida útil mais longa
­aumentado difícil acesso tolerâncias mais estreitas (por exemplo,
−−Os principais fabricantes de veículos
em M6 ± 0,05 mm) quando comparado
frequentemente exigem a observância
ao rosqueamento
de uma determinada altura de suporte
−−Nenhum cavacos proveniente da das roscas; isto nem sempre pode ser
furação deverá estar presente no furo garantido de maneira confiável com
adequação do reves-
Revestimentos
timento em relação
eventualmente, pré-usinado; isto poderá ser garantido ferramentas standard
e tratamentos maiores custos por meio do uso de brocas helicoidais
ao caso de aplicação
superficiais com ferramentas
concreto com refrigeração interna ou de machos
laminados com saída axial de agente
Observação:
refrigerante; em último caso, o macho
laminador deverá ser posicionado sobre A Walter Prototyp é capaz de
o furo pré-usinado durante um curto implementar de maneira confiável
intervalo de tempo antes da laminação os requisitos dos fabricantes
de veículos por meio de perfis
especiais.

98 99
Informações técnicas – laminação de roscas Informações técnicas – fresamento de roscas

Problemas e soluções Fundamentos do método

Limites da laminação de roscas: são conhecidos casos em que o teor de Aspectos fundamentais do
É difícil indicar os limites da laminação, silício era de 12-13%. No entanto, fresamento de roscas:
pois sempre existem exceções nas quais nestes casos, devem ser considerados a −−É necessária máquina ferramenta com −−Custos com ferramentas mais elevados
os limite foram ultrapassados com suces- redução da qualidade superficial e da comando CNC 3D (é atualmente um quando comparados ao rosqueamento
so – e aqueles que nem foram atingidos. resistência ao arrancamento da rosca. padrão) −−No caso de roscas com pequeno passo
−−O fresamento convencional de roscas é e grandes dimensões, o fresamento de
−−Resistência à tração   −−Dobras de laminação   possível até uma profundidade de aprox. roscas frequentemente é mais rápido
Dependendo do material e das condi- As inevitáveis dobras de laminação na 2,5 x DN, o fresamento orbital de roscas do que o rosqueamento e a laminação
ções de lubrificação, o limite estabele- crista da rosca podem se tornar um até uma profundidade de aprox. 3 x DN de roscas
ce-se em aprox. 1200 N/mm². No problema quando os parafusos são
entanto, existem casos conhecidos parafusados de forma automatizada.
nos quais foi possível laminar com Às vezes, os primeiros filetes da rosca Ao contrário do que ocorre no rosqueamento e na laminação de roscas, no fresamento
sucesso aço inoxidável com machos se enroscam na dobra de laminação.   de roscas o passo é gerado pelo comando CNC.
laminadores HSS-E e Inconel 718, As roscas laminadas também são
considerado como de difícil usinagem, evitadas em componentes para as P = passo P T = espaçamento = passo P
com machos laminadores de metal indústrias de gêneros alimentícios e
duro. Ambos os materiais possuem médica, pois os contaminantes dentro
uma resistência à tração de aprox. da dobra de laminação não podem ser
1450 N/mm². eliminados de maneira confiável por
meio de lavagem.
−−Coeficiente de Alongamento  
De modo geral, é indicado um valor
mínimo para o coeficiente de alonga- Observação: Rosqueamento: O passo da rosca P é gerado Fresamento de roscas: O passo da rosca
mento de 7%. No entanto, também aqui A Walter Prototyp é capaz de pelo macho/macho laminador. P é gerado pelo comando CNC (programa
circular).
são conhecidos casos nos quais foi projetar ferramentas especiais
executada a laminação de, por exemplo, nas quais a dobra de laminação
GGG-70 com apenas aprox. 2% de pode ser fechada desde que
coeficiente de alongamento. Neste determinados pré-requisitos sejam
caso, no entanto, eram evidentes atendidos. Existem casos em que, Teoricamente, uma fresa para roscas Parafuso Porca
trincas diminutas nos flancos, mas que em função disto, o cliente aprovou internas também pode ser usada para a
foram aceitas pelo usuário. Em casos a laminação de roscas contrarian- usinagem de uma rosca externa. No en-
como estes, não se deve pressupor uma do o seu posicionamento original. tanto, as roscas usinadas desta maneira
maior resistência à tração em função da não correspondem à norma, pois a rosca
laminação. externa é arredondada no núcleo para a
minimização do efeito de entalhamento
e o diâmetro externo produzido é muito
−−Passo e perfil da rosca  
pequeno.
Em passos maiores que 3 até 4 mm, os
Perfil da rosca Perfil da rosca
limites para as resistências à tração com laminador com laminador Como o calibre verifica a rosca no diâme-
acima citados devem ser corrigidos para standard especial tro do flanco, a precisão é preservada.
baixo. Os tipos de rosca com flancos
íngrimes (por exemplo, 30° em roscas
trapezoidais) devem ser analisados −−Indústria aeroespacial  
individualmente. A laminação de roscas não é aprovada
para a indústria aeroespacial. As
alterações estruturais, tais como
−−Teor de Si  
ocorrem na laminação de roscas ou
As ligas fundidas de AlSi podem ser
solda, são aqui basicamente evitadas.
laminadas quando a proporção de silício
não for superior a 10%. Aqui também

100 101
Informações técnicas – fresamento de roscas

Fundamentos do método

Com o aumento do tamanho da rosca, rosqueamento e na laminação de roscas. Correção do avanço


o torque necessário se eleva somente Portanto, também é possível usinar Uma vez que o fresamento de roscas se
de forma moderada no fresamento de roscas grandes em máquinas de pequena realiza em uma órbita circular e, portanto, Observação:
roscas, ao contrário do que ocorre no potência. a aresta percorre uma distância mais longa No fresamento de roscas de parafuso,
do que o centro da ferramenta, é necessá- as relações são exatamente inversas.
rio diferenciar entre avanço do contorno e
Rosqueamento avanço do centro da ferramenta. Como o
avanço da ferramenta está sempre relacio-
nado com o ponto central da ferramenta, o
avanço de fresamento deve ser reduzido.
Torque

Fresamento de roscas
Avanço do contorno (vf)
Trajeto do ponto central (vm)

Tamanho da rosca l
i na
=
D nom
ø

O fresamento de roscas é um processo não são necessários mandris especiais d=


de fabricação extremamente confiável. para o fresamento de roscas – podem ø da
fres
a
Geralmente são formados cavacos ser usados quase todos os mandris de
curtos, de modo que a remoção dos fresamentos convencionais.
cavacos não é um problema. Além disto,

Deve ser feita a diferenciação entre dois processos básicos de fresamento:

O Walter GPS executa esta redução


Dica prática:
automaticamente durante a criação do
Para determinar se a máquina fer-
programa CNC. Alguns comandos CNC
ramenta corrige automaticamente o
também reduzem automaticamente o
avanço, o programa pode ser testado
avanço pelo mesmo motivo. A redução do
na entrada sem engrenamento de
avanço na órbita circular deve, então, ser
trabalho. A comparação entre o tempo
desativada no programa CNC por meio
de ciclo efeito e o tempo determinado
de um comando G correspondente. Para
pelo Walter GPS irá indicar se o avanço
verificar se a máquina corrige automati-
Fresamento discordante Fresamento concordante no programa CNC deve ser corrigido.
(Em roscas à direita de cima para baixo) (Em roscas à direita de baixo para cima) camente o avanço, deve-se comparar o
É dada preferência ao fresamento discordante O fresamento concordante aumenta a vida útil tempo de ciclo calculado pelo GPS com
na usinagem de materiais temperados ou como e evita marcas de vibração, mas favorece a o tempo de ciclo efetivo.
solução contra roscas cônicas. conicidade das roscas.

Observação:
O Walter GPS determina automaticamente o processo correto
para o caso de usinagem individual, levando em consideração os
detalhes específicos da ferramenta e da usinagem.

102 103
Informações técnicas – fresamento de roscas

Fundamentos do método

Para a redução das forças radiais atuando Em função das forças de corte é normal é necessário considerar uma conicidade
sobre a ferramenta, pode-se fazer distri- Observação: que a fresa para rosqueamento seja me- de aproximadamente 1/1000 mm por mm
buições de corte: Na distribuição de corte axial deve-se nos empurrada para fora no eixo do que de profundidade de rosca ao usinar aços.
atentar para que a fresa para rosque- na aresta de corte dianteira. Isto resulta Isto deve-se às forças radiais atuando na
Distribuição de corte axial amento seja sempre descolaca em em roscas cônicas. Portanto, em uma fresa de rosqueamento.
um múltiplo do passo. fresa convencional para rosqueamento,

contorno teórico

contorno efetivo

1º corte 2º corte

Distribuição de corte radial

3/4

1º corte  
Para neutralizar este princípio físico, a
Observação:
Fresamento geometria das fresas para rosqueamento
De forma alternativa, também podem
­discordante já é ligeiramente cônica. Apesar disto, em
4/4 ser usadas fresas de rosqueamento
condições de difícil usinagem pode ser
orbital (TMO) que produzem roscas
2º corte   necessário encontrar uma solução por
cilíndricas até a base do furo.
Fresamento meio das seguintes medidas:
­concordante −−distribuição (múltipla) de corte radial
−−executar todos os cortes radiais em Apesar das medidas acima aumentarem
1º corte 2º corte o tempo de ciclo, elas são inevitáveis nos
sentido discordante
casos em que não for possível garantir a
−−ao final do processo, executar um corte
precisão da rosca conforme o calibre de
em vazio sem avanço adicional
Vantagens: uma outra maneira.
−−é possível usinar maiores profundidades Esta conicidade é problemática para a
de rosca precisão da rosca conforme o calibre
−−redução do perigo de quebra da ferra- principalmente em roscas com tolerâncias
menta estreitas e em materiais de difícil usina-
gem (como por exemplo, Inconel).
−−é possível o fresamento de roscas
também em caso de fixação relativa-
mente instável
−−contrapõe-se a roscas cônicas

Desvantagens:
−−maior desgaste da ferramenta
−−maior tempo de fabricação

104 105
Informações técnicas – fresamento de roscas Informações técnicas – fresamento de roscas

Distorção do perfil Programação CNC

Devido do fresamento diagonal no ângulo componente. A assim chamada distorção Programação CNC com o Walter GPS O Walter GPS permite que até mesmo
de passo, o perfil de rosca da ferramenta do perfil é ilustrada abaixo por meio de Basicamente, recomenda-se que o usuários inexperientes criem um programa
é transferido de forma distorcida para o um exemplo. programa CNC seja criado com o Walter de fresamento de roscas para 7 diferentes
GPS. Isto é bastante útil, pois ao contrário comandos de maneira simples e confiável.
dos ciclos de máquina predefinidos, o GPS Em comparação com o antecessor CCS,
considera a estabilidade da ferramenta e o manuseio foi significativamente simpli-
prevê uma redução dos dados de corte ou ficado. Além disto, é automaticamente
uma distribuição de corte radial em caso sugerida a estratégia mais econômica
de sobrecarga da ferramenta. para a fabricação da rosca.

Cada linha de programa possui comen-


Observação: tários, de modo que os movimentos da
É vantajoso executar uma distribuição máquina são sempre rastreáveis (diversos
de corte radial com avanço constante idiomas a selecionar). Abaixo um exemplo
Sem passo – nenhuma distorção de perfil Passo P = 12 – presença de distorção do perfil por dente ao invés de um selecionar de programa CNC para o fresamento
um corte e reduzir o avanço por de uma rosca interna em um comando
Observação: dente. Pois em caso de um avanço conforme a DIN 66025.
Quanto mais o diâmetro da fresa se aproximar do diâmetro nominal da rosca e por dente muito reduzido, a aresta se
quanto maior for o passo da rosca, mais pronunciada será a distorção do perfil. desgasta de maneira desproporcional.

Para usinar roscas precisas, as seguintes regras deverão ser observadas:

Roscas métricas:
Diâmetro da fresa ≤ 2/3 x diâmetro nominal da rosca

Roscas métricas finas:


Diâmetro da fresa ≤ 3/4 x diâmetro nominal da rosca

Exemplo de distorção do perfil na rosca M18 x 1,5

Diâmetro da fresa para Desalinhamento do flanco ­devido


­rosqueamento em mm à distorção do perfil em mm
16 0,0386
14 0,0167

Teoricamente, é possível usinar qualquer rosca aumenta, além da estabilidade da


rosca grande com pequenas fresas para ferramenta e o comprimento da parte
rosqueamento. No entanto, a vida útil das arestas serem fatores limitantes.
se reduz a medida que o tamanho da

Observação:
Devido à distorção do perfil, as roscas especiais e as roscas com reduzido ângulo
de flanco demandam um exame com relação à viabilidade técnica.

106 107
Informações técnicas – fresamento de roscas Informações técnicas – fresamento de roscas

Programação CNC Modificações

O raio de programação “Rprg.” No decorrer do uso da ferramenta, as Representação


Modificação Efeito
arestas de corte se desgastam, a ferra- ilustrativa
O raio de programação – abreviadamen-
te Rprg. – representa um parâmetro menta é empurrada para fora com mais
importante para a configuração. O Rprg. força e as roscas ficam muito estreitas.
Este desgaste pode ser compensado por Rebaixo e face plana em uma
é calculado com base no diâmetro do Faces rebaixada e plana
ferramenta
flanco da fresa para rosqueamento e meio da redução do Rprg. – e continuarão
permite a usinagem imediata de roscas a ser usinadas roscas precisas. Recomen-
mais precisas. A incrementação até o va- damos passos de contorno na ordem de
lor de correção é suprimido. O Rprg. pode 0,01 mm. Nas ferramentas pequenas, a
Refrigeração dirigida sem
ser consultado na haste da ferramenta e correção do Rprg. nem sempre é possível Canais de refrigeração na enfraquecimento da seção
deve ser inserido na tabela da ferramen- tão frequentemente como nas ferra- haste transversal da ferramenta na
ta do comando CNC durante a criação do mentas maiores, pois as forças radiais área das arestas
programa CNC ao preparar a máquina. aumentam e, como resultado, cresce o
perigo de quebra da ferramenta. Portanto,
O Rprg. é definido de forma que na sua se as ferramentas forem ser reafidas, re-
utilização no programa CNC, por meio de comendamos que elas sejam substituídas Saídas radiais de agente Refrigeração dirigida em
cálculo, seja atingido a menor medida de após 80% da vida útil máxima. refrigerante roscas de furos passantes
tolerância da rosca. Se o programa CNC
for criado por meio do GPS, será exibida
um valor de correção por meio do qual
é possível atingir o valor médio da tolerân- Forças de corte reduzidas,
mas maiores tempos de usina-
cia selecionada para a rosca. O valor de Filetes de rosca removidos
gem devido à necessidade de
correção deverá ser subtraído do Rprg. e, duas passagens
em seguida, o Rprg. corrigido deverá ser
inserido no comando CNC.

Remoção de filete de rosca


Aresta de rebarbação incompletos na entrada da
rosca sem operação adicional

Primeiro perfil da rosca Chanframento de furos


prolongado no lado frontal ­pré-usinados

Permite a distribuição de
Pescoço reduzido corte axial – útil para roscas
profundas

108 109
Informações técnicas – fresamento de roscas

Problemas e soluções

Problema TMO – Especialistas em tarefas complexas:


As ferramentas da família TMO podem frequente-

Marcas de vibração

Precisão conforme
mente ser utilizadas para a solução de problemas.

arestas de corte
Lascamento das
Nos casos em que for necessário fabricar roscas

f­ erramenta
Quebra da
Reduzida

o calibre
vida útil

cônicas
Roscas
profundas, usinar materiais temperados ou quando
fresas para rosqueamento convencionais produzirem
roscas cônicas. Maiores informações poderão ser
consultadas nas páginas 36 e 102 - 105.

fz in [mm/dente] Roscas cônicas:


Esclarecimentos e soluções de problemas poderão ser
vc in [m/min]
encontrados nas páginas 102 - 105.
Dados de corte/estratégia/ajustes

Programação

Concordante
Observação:
O emprego das ferramentas da família TMO é
Discordante uma boa alternativa técnica para a usinagem de
roscas cilíndricas.
Distribuição do corte

Raio de programação
[Rprg.] Refrigeração e lubrificação:
Os problemas condicionados pela refrigeração e lubri-
Refrigeração ficação, bem como as medidas correpondentes para
o solucionamento, estão descritos na página 59.
Fixação
Usinagem de materiais duros:
Peça

Diâmetro do pré-furo
−−Utilizar somente ferramentas específicas para a
usinagem de materiais duros (TMO HRC e fresas
Remoção dos cavacos
para rosqueamento Hard 10)
−−Sempre que possível, trabalhar em sentido discor-
Estabilidade/geometria
dante (consulte a recomendação Walter GPS)
Balanço −−Selecionar o diâmetro de pré-furo máximo admissível
Ferramenta

−−Em caso de problemas com a cilindricidade das


Ângulo de hélice roscas, realizar uma passagem de corte em vazio ou
utilizar as ferramentas da família TMO HRC
Revestimento −−Não utilizar refrigeração, remover os cavacos duros
de dentro do furo com jato de ar ou MQL
Precisão do batimento
radial

Legenda:
verificar reduzir melhorar/aumentar utilização preferencial

110 111
Informações técnicas – Anexo

Fórmulas

Rotação
vc x 1000
n [min-1] n = [min-1]
d1 x ∏

Velocidade de corte
d1 x ∏ x n
vc [m/min] vc = [m/min]
1000

Velocidade de avanço

vf [mm/min] vf = pxn [mm/min]

112
Informações técnicas – Anexo

Diâmetro do núcleo para rosqueamento e fresamento


de roscas
M Rosca métrica ISO UNC Roscas largas unificadas
Abreviação Diâmetro do núcleo de roscas internas Ø da broca Abreviação Diâmetro do núcleo de roscas internas Ø da broca
conforme a DIN 13 (mm) (mm) conforme a (mm) (mm)
6H mín 6H máx ASME ­B 1.1 2B mín 2B máx
M2 1,567 1,679 1,60 Nr. 2-56 1,694 1,872 1,85
M 2,5 2,013 2,138 2,05 Nr. 4-40 2,156 2,385 2,35
M3 2,459 2,599 2,50 Nr. 6-32 2,642 2,896 2,85
M4 3,242 3,422 3,30 Nr. 8-32 3,302 3,531 3,50
M5 4,134 4,334 4,20 Nr. 10-24 3,683 3,962 3,90
1
M6 4,917 5,153 5,00 /4 -20 4,976 5,268 5,10
5
M8 6,647 6,912 6,80 /16 -18 6,411 6,734 6,60
3
M 10 8,376 8,676 8,50 /8 -16 7,805 8,164 8,00
1
M 12 10,106 10,441 10,20 /2 -13 10,584 11,013 10,80
5
M 14 11,835 12,210 12,00 /8 -11 13,376 13,868 13,50
3
M 16 13,835 14,210 14,00 /4 -10 16,299 16,833 16,50
M 18 15,294 15,744 15,50
M 20 17,294 17,744 17,50
M 24 20,752 21,252 21,00
M 27 23,752 24,252 24,00 UNF Roscas finas unificadas
M 30 26,211 26,771 26,50 Abreviação Diâmetro do núcleo de roscas internas Ø da broca
M 36 31,670 32,270 32,00 conforme a (mm) (mm)
M 42 37,129 37,799 37,50 ASME B 1.1 2B mín 2B máx
Nr. 4-48 2,271 2,459 2,40
Nr. 6-40 2,819 3,023 2,95

MF Roscas métricas ISO finas


Nr. 8-36
Nr. 10-32
3,404
3,962
3,607
4,166
3,50
4,10
1
Abreviação Diâmetro do núcleo de roscas internas Ø da broca /4 -28 5,367 5,580 5,50
conforme a DIN 13 (mm) (mm) 5
/16 -24 6,792 7,038 6,90
6H mín 6H máx 3
/8 -24 8,379 8,626 8,50
M 6 x 0,75 5,188 5,378 5,25 1
/2 -20 11,326 11,618 11,50
M 8 x 1 6,917 7,153 7,00 5
/8 -18 14,348 14,671 14,50
M 10 x 1 8,917 9,153 9,00
M 10 x 1,25 8,647 8,912 8,75
M 12 x 1 10,917 11,153 11,00
M 12 x 1,25 10,647 10,912 10,75 G Roscas para tubos
M 12 x 1,5 10,376 10,676 10,50
M 14 x 1,5 12,376 12,676 12,50 Abreviação Diâmetro do núcleo de roscas internas Ø da broca
conforme a (mm) (mm)
M 16 x 1.5 14,376 14,676 14,50 DIN EN ISO 228 mín máx
M 18 x 1.5 16,376 16,676 16,50 1
G /8 8,566 8,848 8,80
M 20 x 1.5 18,376 18,676 18,50 1
G /4 11,445 11,890 11,80
M 22 x 1,5 20,376 20,676 20,50 3
G /8 14,950 15,395 15,25
1
G /2 18,632 19,173 19,00
5
G /8 20,588 21,129 21,00
3
G /4 24,118 24,659 24,50
G1 30,292 30,932 30,75

114 115
Informações técnicas – Anexo Informações técnicas – Anexo

Diâmetro do núcleo para laminação de roscas Tabela comparativa das durezas

M Roscas métricas ISO padrão, tolerância 6H Resistência à


tração Rm
Dureza Dureza Rockwell Dureza
PSI
em N/mm2 Brinell HB HRC Vickers HV
Abreviação Diâmetro do núcleo de roscas internas Ø do pré-furo
150 50 50 22
conforme a DIN 13 conforme a DIN 13-50 (mm) (mm)
6H mín 7H máx 200 60 60 29
M 1,6 1,221 - 1,45 250 80 80 37
M 2 1,567 1,707 1,82 300 90 95 43
M 2,5 2,013 2,173 2,30 350 100 110 50
M 3 2,80 400 120 125 58
2,459 2,639
450 130 140 66
M 3,5 2,850 3,050 3,25
500 150 155 73
M 4 3,242 3,466 3,70
550 165 170 79
M 5 4,134 4,384 4,65
600 175 185 85
M 6 4,917 5,217 5,55
650 190 200 92
M 8 6,647 6,982 7,40
700 200 220 98
M 10 8,376 8,751 9,30
750 215 235 105
M 12 10,106 10,106 11,20
800 230 22 250 112
M 14 11,835 12,310 13,10
850 250 25 265 120
M 16 13,835 14,310 15,10
900 270 27 280 128
950 280 29 295 135
1000 300 31 310 143
MF Roscas métricas ISO finas, tolerância 6H 1050 310 33 325 150
1100 320 34 340 158
Abreviação Diâmetro do núcleo de roscas internas Ø do pré-furo
conforme a DIN 13 conforme a DIN 13-50 (mm) (mm) 1150 340 36 360 164
6H mín 7H máx 1200 350 38 375 170
M 6 x 0,75 5,188 5,424 5,65 1250 370 40 390 177
M 8 x 1 6,917 7,217 7,55 1300 380 41 405 185
M 10 x 1 8,917 9,217 9,55 1350 400 43 420 192
M 12 x 1 10,917 11,217 11,55 1400 410 44 435 200
M 12 x 1,5 10,376 10,751 11,30 1450 430 45 450 207
M 14 x 1,5 13,30 1500 440 46 465 214
12,376 12,751
1550 450 48 480 221
M 16 x 1.5 14,376 14,751 15,30
1600 470 49 495 228
51 530 247
53 560 265
55 595 283
57 635
59 680
61 720
63 770
64 800
65 830
66 870
67 900
68 940
69 980

116 117
Informações técnicas – Anexo

Regulagem do torque dos


mandris para machos

Valores de referência para a regulagem do torque dos mandris para machos Conversão para outros materiais

Valor de Valor de
Material Fator
­regulagem do Torque de ­regulagem do
Tamanho Passo torque para ruptura do torque para
Tipo de rosca Aço macio 0,7
[mm] [mm] usinagem macho laminação
de roscas [Nm] de roscas
[Nm] [Nm] Aço 1200 N/mm 2
1,2
M, MF 1 ≤ 0,25 0,03* 0,03 0,07* Aço 1600 N/mm 2
1,4
M, MF 1,2 ≤ 0,25 0,07* 0,07 0,12
M, MF 1,4 ≤ 0,3 0,1* 0,1 0,16 Aço inoxidável 1,3
M, MF 1,6 ≤ 0,35 0,15* 0,15 0,25
GG/GGG 0,6
M, MF 1,8 ≤ 0,35 0,24* 0,24 0,3
M, MF 2 ≤ 0,4 0,3* 0,3 0,4 Alumínio/cobre 0,4
M, MF 2,5 ≤ 0,45 0,5 0,6 0,6
Ligas de Ti 1,1
M, MF 3 ≤ 0,5 0,7 1 1
M, MF 3,5 ≤ 0,6 1,2 1,6 1,5 Ligas de Ni 1,4
M, MF 4 ≤ 0,7 1,7 2,3 2,4
M, MF 5 ≤ 0,8 3 5 4 A tabela deve ser utilizada para a regulagem do torque de mandris para machos, desde
M, MF 6 ≤ 1,0 5,5 8,1 8 que este possa ser regulado. Se o torque regulado for muito elevado, existe o risco de
M, MF 8 ≤ 1,25 12 20 17 quebra da ferramenta. Em caso de torque muito reduzido, a ferramenta poderá ficar
M, MF 10 ≤ 1,5 20 41 30 emperrada durante a usinagem – mas a máquina continuará em operação. Quando
M, MF 12 ≤ 1,75 35 70 50 o equalização de pressão não for mais suficiente, a ferramenta será destruída e a
M, MF 14 ≤ 2,0 50 130 75 máquina poderá ser danificada.
M, MF 16 ≤ 2,0 60 160 85
M, MF 18 ≤ 2,5 100 260 150
M, MF 20 ≤ 2,5 110 390 160
M, MF 22 ≤ 2,5 125 450 170
M, MF 24 ≤ 3,0 190 550 260
M, MF 27 ≤ 3,0 220 850 290
M, MF 30 ≤ 3,5 320 1100 430
M, MF 33 ≤ 3,5 350 1600 470
M, MF 36 ≤ 4,0 460 2300 650
M, MF 39 ≤ 4,0 500
M, MF 42 ≤ 4,5 700
M, MF 45 ≤ 4,5 750
M, MF 48 ≤ 5,0 900
M, MF 52 ≤ 5,0 1000
M, MF 56 ≤ 5,5 1300

Base para a tabela acima: material 42CrMo4, resistência à tração 1000 N/mm²,
­profundidade da rosca 1,5 x DN. Com a ajuda da tabela de conversão, é possível
calcular os valores para outros materiais.

Nos tamanhos marcados com um *, o torque necessário para a usinagem de uma rosca com 1,5 x DN
de profundidade ultrapassa o torque de ruptura da ferramenta. Solução: Usinagem da rosca em
diversas passagens.
118 119
Notas

120
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Derendinger Straße 53, 72072 Tübingen 


Postfach 2049, 72010 Tübingen 
Alemanha 
  Manual do produto
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