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Maturação do Sistema Digestório Neonatal

O sistema digestório do recém-nascido passa por modificações morfológicas e fisiológicas importantes após o nascimento. Estas incluem o amadurecimento das enzimas digestivas, da mucosa intestinal e do sistema imunológico gastrointestinal, estimulados pelos agentes bioativos presentes no leite materno. As fezes do bebê podem apresentar características específicas nesta fase, como alta frequência de evacuação e consistência amolecida, o que é normal durante o desenvolvimento do sistema digestório.

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Maturação do Sistema Digestório Neonatal

O sistema digestório do recém-nascido passa por modificações morfológicas e fisiológicas importantes após o nascimento. Estas incluem o amadurecimento das enzimas digestivas, da mucosa intestinal e do sistema imunológico gastrointestinal, estimulados pelos agentes bioativos presentes no leite materno. As fezes do bebê podem apresentar características específicas nesta fase, como alta frequência de evacuação e consistência amolecida, o que é normal durante o desenvolvimento do sistema digestório.

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Sistema digestório:

O desenvolvimento do trato gastrintestinal na espécie humana engloba não apenas o


aprimoramento dos mecanismos de digestão e absorção de nutrientes mas também a
maturação dos sistemas nervoso e imunológico associados ao intestino. O sistema digestório,
imaturo ao nascimento, sofre grande mudança nos padrões de crescimento, além de alterações
morfológicas e maturação funcional no período neonatal.

A deglutição do líquido amniótico, durante a fase fetal, também é de grande importância na


maturação desse sistema. Defeitos na deglutição fetal e a conseqüente privação de nutrientes
do LA podem causar falhas no crescimento e a anormalidades ultra-estruturais do tubo
digestório. É demonstrado que, em animais com a deglutição do fluido amniótico interrompida,
ocorre redução da altura das vilosidades do intestino delgado e do volume do fígado, pâncreas
e intestino.

O leite materno também participa desse processo. Há uma grande quantidade de agentes
bioativos presente no leite humano. Durante o aleitamento materno, esses agentes atuam em
receptores específicos no tubo digestório, promovendo a modulação da função digestiva e a
manutenção da integridade gastrointestinal.

Há diversos hormônio presentes no leite humano, e o alvo de ação desses hormônios são o
epitélio intestinal, o sistema imunológico e, em menor grau, o sistema nervoso entérico. Ao
nascimento, o sistema nervoso entérico apresenta vilosidade entéricas estreitas e criptas rasas.
Há, no neonato, uma expansão da superfície epitelial, pela divisão e hiperplasia das criptas.

Além disso, o leite materno é rico em oligossacarídeos e carboidratos que são utilizados pela
microbiota em instalação. Esses oligossacarídeos determinam o desenvolvimento de bactérias,
e a sua fermentação bacteriana também tem efeito estimulador sobre o crescimento da
mucosa.

A capacidade gástrica é de 40 a 60 ml no primeiro dia após o nascimento, devido a isso as


alimentações são mais frequentes e o tempo de esvaziamento gástrico em geral de 2 a 4 horas,
mas isso varia conforme o tipo de alimentação e a idade do neonato e se a digestão é rápida.

Obs! Muitos recém-nascidos regurgitam pequenas quantidades (1 a 2ml) de matéria ingerida


após a alimentação devido a um esfíncter, o Cárdio (que separa estômago do esôfago), imaturo.
Esse cardio é um anel muscular em forma de anel, e não é forte e nem possui reflexo para
fechar ou abrir direito em bebês.

Esse esfíncter, situado na porção distal do esôfago, é constituído por feixes circulares de
musculatura lisa, e, em condições de repouso, permanece sempre fechado, só se abrindo na
deglutição ou nos relaxamentos transitórios.

O relaxamento transitório do esfíncter é um relaxamento que ocorre independentemente da


deglutição e do peristaltismo esofágico, com duração igual ou superior a 5s (5 a 30s)
diferentemente do relaxamento induzido pela deglutição, que é breve.

Existem 3 mecanismos possíveis para o refluxo esofagofaríngeo:

 Baixa pressão basal do esfíncter superior do esôfago;


 Relaxamento transitório inadequado do esfíncter superior do esôfago;
 Resposta inadequada do esfíncter diante de situações de esforço, omo o aumento a
pressão intratorácica.

Em adultos, o refluxo gastroesofágico é um fenômeno eventual, ocorrendo em alguns breves


momentos, principalmente durante o dia e após as refeições, sendo, na maioria das vezes,
totalmente assintomático. No recém-nascido, o RGE é um fenômeno quase habitual e
frequentemente sintomático, com regurgitação e vômito.

Esse caráter do refluxo gastroesofágico se deve aos seguintes fatores:

1) Imaturidade da barreira anti-refluxo;


2) Alimentação predominantemente líquida;
3) Permanência em decúbito horizontal na maior parte do tempo.

À medida que ocorre o amadurecimento dos mecanismos anti-refluxo, e ao mesmo tempo em


que a criança vai adotando a posição ereta e passa a receber uma dieta mais sólida, o refluxo
diminui de frequência.

Comparado com o intestino de um adulto, o intestino do recém-nascido é mais longo em


relação ao tamanho corporal e tem mais glândulas secretoras e maior superfície de absorção. A
capacidade do recém-nascido de digerir nutriente depende da atividade enzimática e da acidez
gástrica. A digestão do leite começa no estômago e continua no intestino delgado.

“o bebê mama bem no peito esquerdo, relaxa e até dorme, mas no direito fica inquieto.”

No aparelho digestivo, a saída do estômago é uma caída suave para a esquerda. Ora, se o bebê
se inclina para a esquerda para mamar, o estômago é mais facilmente esvaziado, dando uma
sensação de alívio ao bebê. O contrário também é válido, se ele se inclinar para o lado direito, o
leite vai se acumulando do lado direito do estômago, ele logo fica empapuçado e fica com
sentimentos misturados: Ainda tenho fome, mas algo me incomoda = choro. Então a dica é:
comece pelo peito direito, quando empapuçar, mande para o esquerdo e deixe ele relaxar.

“quando o bebê regurgita, sai um queijo e ele fica muito irritado e chora muito.”

Isso tem a ver com o a fermentação do leite no estômago. Leite fermentado nada mais é do que
queijo, se ele regurgitar queijo, quer dizer que o tempo entre as mamadas está errado. Ele fica
irritado por que o PH dessa solução que fica no estômago é ácido, é só lembrar daquele seu
porre que você vomitou até ficar com a garganta ardendo, bem era por causa disso.

Então, quando ele começar a mamar, ligue o cronômetro e não deixe passar de 30 minutos.
Depois de 30 minutos, o estômago já começa a digerir o leite e este começa a virar queijo.
Qualquer estímulo na cárdia pode fazer ele regurgitar e isso vai irritá-lo bastante. Depois disso
tente respeitar o período mínimo de 2 horas para concluir a digestão antes de dar mais comida.

Descreva o sistema digestorio do recém nascido:


O sistema digestório do recém-nascido passa por adequações que incluem modificações
fisiológicas e morfofuncionais. O leite materno contém agentes bioativos (hormônios, fatores
de crescimento, proteínas que induzem o desenvolvimento, IgA, que protege a mucosa já que
este só passa ser produzido pelo bebê a partir do 2º mês de vida, etc) que estimulam a
hiperplasia de criptas do epitélio intestinal. As modificações fisiológicas incluem adequação das
enzimas digestivas, adequação da mucosa e desenvolvimento do sistema imunológico
gastrointestinal. No primeiro mês de vida o bebê pode chegar a evacuar 10 vezes ao dia e as
fezes podem apresentar característica amolecida pela falta de ácidos graxos saponificados
ligados ao cálcio (no leite); também há a possibilidade de haver a pseudoconstipação quando o
bebê absorve o leite materno quase em sua totalidade. Essas situações devem ser de
conhecimento dos profissionais de saúde, para que não haja o impedimento da amamentação
exclusiva e para que a mãe veja essas situações como normais durante o desenvolvimento de
seu filho.

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