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Português 9º ano

Teste Diagnóstico
Grupo I - Compreensão do Oral
Para responderes aos itens que se seguem, vais ouvir uma reportagem televisiva
sobre o auroque, uma vaca primitiva representada nas gravuras do Vale do Côa.
Antes de iniciares a audição, lê os itens com atenção.
1. Para cada item (1.1. a 1.5.), seleciona a opção que permite obter uma
afirmação adequada ao sentido do texto.

1.1. No início da reportagem, o jornalista formula duas questões


(A) para realçar a atualidade do assunto da reportagem
(B) por suspeitar que muitas pessoas desconhecem o assunto.
(C) porque pretende dar as respostas com a peça apresentada.

1.2. O assunto desta peça jornalística


(A) prende-se com uma viagem à antiguidade clássica.
(B) constitui as gravuras paleolíticas do Vale do Côa.
(C) assinala a descoberta de gravuras no Vale do Côa.

1.3. O bestiário do Parque Arqueológico do Vale do Côa


(A) tem cerca de 25 mil anos.
(B) inclui mais de duas mil rochas gravadas.
(C) integra os animais caçados pelo homem do Paleolítico.

1.4. No sítio da Canada do Inferno podem observar-se


(A) auroques gravados numa superfície mais elevada.
(B) auroques e cavalos representados no solo.
(C) grandes herbívoros, javalis e coelhos numa superfície alteada.

1.5. O jornalista, ao referir-se ao Vale do Côa como um “local sacralizado”


(A) mostra que os homens do paleolítico caçavam naquele espaço.
(B) transmite a ideia de que ali existia um santuário ao ar livre.
(C) indicia que as gravuras se associam aos deuses.

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Grupo II - Leitura e Educação Literária


Texto A
Lê o texto. Consulta o vocabulário, se necessário.
“Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los”: fraca magia antes de Harry Potter

Não há hoje superprodução de Hollywood


que se preze, muito em particular as de super-
heróis, que não tenha como clímax1 a de parcial de
uma cidade, seja ela ficcional, como Metropolis ou
Gotham, seja real, como Nova Iorque. Apesar de
“Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los”, de
David Yates, se basear num livro de J.K. Rowling,
do argumento ter sido escrito (em estreia) pela
própria, e em vez de super-heróis a história tenha
magia e feiticeiros, o filme também contempla o cliché 2 do final com destruição urbana. Como
que para mostrar que o que Super-Homem, os Vingadores ou Batman podem fazer, também as
personagens do universo de Harry Potter conseguem. A única diferença é que estas consertam
depois de partirem.

A fita é um “spinoff” das aventuras do jovem feiticeiro de Hogwarts, baseada num livro
de estudo existente no universo deste, um compêndio das criaturas mágicas que o povoam. A
história passa-se 70 anos antes de Potter entrar para Hogwarts e marca o início de uma nova
série de cinco filmes. Parece que, esgotados os livros de Harry Potter, a Warner Bros não queria
deixar escapar a gorda galinha de ovos de ouro que é J.K. Rowling, e conseguiu convencê-la, e
à equipa responsável pelas anteriores adaptações ao cinema, a criar uma nova “franchise”,
garantida para dar pingues lucros durante os próximos anos. No papel como no cinema, Rowling
tem um toque mágico que Hollywood muito preza: o de Midas3.

O francamente irritante Eddie Redmayne interpreta Newt Scamander, um “magizoólogo”


que chega a Nova Iorque nos anos 20 com a sua mala mágica e repleta dos animais fantásticos
do título, mais os respetivos “habitats”. (…) A caracterização do excêntrico e reservado
Scamander como um cruzamento de Dr. Doolitle e de conservacionista de criaturas fantásticas
(sendo várias delas raras e estando ameaçadas de extinção, como as do nosso mundo) tem a
sua piada; e algumas das ditas, com nomes tão patuscos como impronunciáveis, estão bem
desarrincadas. No que ao resto respeita, “Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los” tem um
óbvio défice de inventividade quando comparado com os “Harry Potter” (cujo lado “negro”
também procura manter). A história é muito atarefada, um bocado desarrumada e muito
previsível, tal como o são quer a identidade de quem alberga em si a força destruidora maligna,
quer a do vilão e de quem se esconde por trás dele — uma personagem que nesta nova
“franchise” vai ser para Scamander o que Voldemort foi para Harry Potter. (Até J.K. Rowling faz
reciclagem narrativa.)

O filme está carregadinho de efeitos especiais e David Yates, já responsável por quatro
dos filmes da série “Harry Potter”, continua aqui a ser um diligente e apagado gestor dessas
aparatosas feitiçarias digitais. Que só por si, e mesmo dando vida a um inflacionado e
estrambólico4 bestiário5 de fantasia, não chegam para tirar “Monstros Fantásticos e Onde
Encontrá-los” de uma mediania sobredimensionada e espalhafatosa. A julgar por este filme de
estreia sobre o mundo pré-Harry Potter, parece que será essa a norma dos próximos quatro. Se
não é daqueles fãs vitalícios e babados de J.K. Rowling, está avisado.

http://observador.pt/2016/11/17/monstros-fantasticos-e-onde-encontra-los-70-anos-antes-de-harry-potter/
(Eurico de Barros, texto adaptado, consultado em 19/07/17)

Vocabulário: 1clímax- ponto alto de tensão do drama; 2cliché – ideia repetida por várias pessoas;
3Midas - ser lendário que transformava em ouro tudo em que tocava; 4estrambólico – esquisito, excêntrico;
5bestiário – compilação de textos sobre animais.

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1. As frases a seguir apresentadas de (A) a (E) contêm informações presentes


nos dois primeiros parágrafos do texto.

Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem pela qual essas


informações aparecem no texto.

(A) David Yates baseou-se na criadora de Harry Potter para conceber super-
heróis associados à feitiçaria, embora com características distintas.
(B) Esta escritora surge associada a uma figura lendária que transformava em
ouro tudo em que tocava.
(C) Os filmes produzidos em Hollywood têm como ponto alto a devastação de
uma zona urbana.
(D) A editora cinematográfica apostou na notoriedade de J.K.Rowling para iniciar
um conjunto de adaptações ao cinema, tendo em vista um benefício
financeiro significativo.
(E) O enredo parte de um manual daquele jovem mágico onde constavam
histórias dos seres fantásticos do seu mundo.
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2. Transcreve duas expressões, do 3.º parágrafo, que confirmem uma


avaliação negativa por parte do crítico cinematográfico.

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3. Refere qual o ponto de vista de Eurico de Barros acerca dos efeitos


especiais.

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Grupo II - Leitura e Educação Literária


Texto B
Lê o texto.
William queria acreditar no que os olhos dele estavam a ver, mas era difícil. E o
que viam eles? Junto à fonte, duas criaturas estranhas brincavam animadamente
enquanto bebiam água.
A luz que vinha da casa iluminava um pouco aquela zona e ele mudou de posição
para ver melhor. Pareciam duas pessoas muito pequenas com um ar rústico e

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antiquado. Mas não eram pessoas como as pessoas são. O que eram então? Anões?
Ou antes, gnomos? Quer dizer, duendes? Ele nunca tinha visto nenhum, apenas os
conhecia dos muitos livros que lera, e aqueles dois pareciam ter saído de um desses
livros.
Tinham pouco mais de meio metro mas aparentavam ser idosos. Um deles tinha
mesmo barbas e cabelos brancos, encaracolados. Também tinham grandes orelhas
pontiagudas, cobertas de pelos, e traziam ambos roupas rudimentares de couro,
castanhas e verdes. Moviam-se com uma agilidade quase animal, embora os seus
gestos fossem sempre gestos de gente. Um deles ajoelhou-se e bebeu água na fonte
com sofreguidão. O outro puxou-o pelo colete de couro e desapareceram ambos no
meio das moitas de urze.
William piscou os olhos três vezes e eles já lá não estavam. Teria sido uma visão
de uma noite de verão? Tinha-os visto porque eles passaram realmente por ali ou
porque ele, do fundo do coração, desejou vê-los ali naquela noite?
No alpendre, Alicia levantou a mesa e levou os pratos e os restos de comida
para a cozinha. Peter bocejou, aborrecido, e depois chamou o irmão. Mas ele não o
ouviu. Estava ainda aturdido, ausente, incapaz de desviar os olhos da fonte.
Soprou uma brisa mais forte e as teias de aranha, no teto do alpendre,
balançaram suavemente como redes de dormir. Era uma brisa perfumada, que tinha
certamente atravessado uma montanha carregada de trevos, e Elisabeth Zimmer
respirou-a inteirinha, sem deixar nada para os outros.
- Chegou a minha fada - disse ela a olhar em volta, à espera de encontrar por ali
uma pequena fada parada no ar. Não a viu, mas seguiu o rasto perfumado e entrou na
casa. - Vou escrever - disse ela. - se precisarem de mim, estou no escritório. E tu,
William, desce já daí.
O rapaz desceu da romãzeira muito devagar, sempre a olhar para a frente, e
depois aproximou-se de Peter e de Alicia em silêncio. Queria dizer-lhes, e também à
mãe, que tinha visto dois duendes junto à fonte, mas sabia que não iriam acreditar. Ele
mesmo sorriria se alguém lhe dissesse tal coisa.
- Peter - sussurrou ele a medo, a voz quase sumida, mas o irmão já ia a caminho
do quarto, muito maldisposto. - Peter - repetiu, e o irmão voltou-se pata trás a meio das
escadas.
- O que foi?
- Nada - disse ele.
Tinha decidido que não dizia nada a ninguém antes que a visão se repetisse.
Álvaro Magalhães, O Úlltimo Grimm. Alfragide: ASA, 2007

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1. Indica três características de William e comprova cada uma com uma


expressão textual.
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2. Explicita o recurso expressivo que se destaca na frase “Moviam-se com uma


agilidade quase animal”.
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3. Transcreve, do texto, dois segmentos comprovativos de que Elisabeth


Zimmer é mãe de William.
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4. Justifica a decisão tomada pelo rapaz no último parágrafo.


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Grupo III - Gramática


1. Identifica o processo de formação das palavras seguintes.
a. Animadamente ________________________________________________
b. Encaracolados ________________________________________________
c. Incapaz ______________________________________________________
d. Maldisposto __________________________________________________

2. Refere a regra que obriga à anteposição do pronome pessoal na frase


seguinte.
“Não a viu, mas seguiu o rasto perfumado e entrou na casa.”
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3. Identifica a oração subordinante na frase seguinte.


“Junto à fonte, duas criaturas estranhas brincavam animadamente enquanto
bebiam água.”
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4. Classifica a oração iniciada por “que” na frase seguinte.


“A luz que vinha da casa iluminava um pouco aquela zona e ele mudou de
posição para ver melhor.”
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5. Indica a função sintática desempenhada pelos constituinte destacados nas


frases seguintes.
a) “Soprou uma brisa mais forte e as teias de aranha, no teto do alpendre,
balançaram suavemente como redes de dormir.”
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b) “Pareciam duas pessoas muito pequenas com um ar rústico e antiquado.”


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6. Transcreve do texto três palavras do campo lexical de “magia”.


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Grupo IV - Escrita
Criaturas mitológicas ou seres fantásticos, que se transformam num abrir
e fechar de olhos, têm inspirado muitos filmes da atualidade.
Escreve um comentário, que pudesse ser publicado num jornal escolar,
sobre um filme ou um livro que tenhas visto e apreciado. O teu texto deve ter
entre 80 e 100 palavras.

Planifica o teu texto, tendo em conta os seguintes aspetos:


o introdução (1.º parágrafo)
• apresentação do filme, realizador, possível destaque para
algum ator…
o desenvolvimento (2.º parágrafo)
• introdução de personagens e espaços significativos
o conclusão (último parágrafo)
• apreciação valorativa sobre o filme.
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Bom trabalho!