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Cartilha do Jurado

2012
CARTILHA DO JURADO
2012

Idealização:
Centro de Apoio Operacional Criminal / CAOP-CRI

Coordenação Teórica:
Francisco Esmone Teixeira
Diretor CAOP-CRI

Fabiane Regert Kjaer


Assessora Jurídica CAOP-CRI

Elaboração Teórica:
Ademir José de Sá
Alexandre Jésus Santiago
Eriberto Gomes Barroso
José Francisco Cândido
Juliana de Miranda Monteiro
Maira de Castro Coura Campanha
Marcelo Lincoln Guidio
Rosângela Marsaro

Projeto Gráfico e Ilustração:


SEGRAF – Ministério Público de Rondônia

1ª Edição
Maio de 2012
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA
Centro de Apoio Operacional Criminal - CAOP-CRI

CARTILHA DO JURADO

2012
Sumário

APRESENTAÇÃO............................................................................................................................7
QUEM É O JURADO?..................................................................................................................9
O QUE É O TRIBUNAL DO JÚRI?.......................................................................................10
QUAIS OS VALORES DO JÚRI?............................................................................................11
VIDA E INTERPRETAÇÃO DA LEI.......................................................................................11
QUAL O SENTIDO DO JÚRI?................................................................................................11
QUAL A RESPONSABILIDADE DO JÚRI?......................................................................11
QUAL O SENTIDO PEDAGÓGICO DO JÚRI?..............................................................12
QUAL A FINALIDADE DO TRIBUNAL DO JÚRI?........................................................12
QUAL A COMPETÊNCIA DO JÚRI?..................................................................................12
QUAIS OS CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA?.....................................................12
QUAL O CONCEITO DE HOMICÍDIO?............................................................................13
HOMICÍDIO DOLOSO OU CULPOSO.............................................................................13
O QUE É HOMICÍDIO DOLOSO?.......................................................................................14
O QUE É HOMICÍDIO CULPOSO?....................................................................................14
O QUE É HOMICÍDIO TENTADO OU CONSUMADO?...........................................15
RITO ESPECIAL DO JÚRI.........................................................................................................15
QUAL O RITO PROCESSUAL PARA O JULGAMENTO DOS
CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA?....................................................................15
O QUE É A SENTENÇA DE PRONÚNCIA?............................................................16
O QUE É A DECISÃO DE IMPRONÚNCIA?...........................................................16
O QUE É A SENTENÇA DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA?....................................16
O QUE É A DESCLASSIFICAÇÃO?.............................................................................16
QUANDO SE INICIA A 2ª FASE DO RITO ESPECIAL DO JÚRI?..................17
DA ORGANIZAÇÃO DO JÚRI..............................................................................................17
QUAL A COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL DO JÚRI?...........................................17
O QUE FAZ O JUIZ-PRESIDENTE?.............................................................................17
POR QUE O JURADO É CHAMADO DE “JUIZ LEIGO”?.................................17
QUEM PODE SER JURADO?........................................................................................18
QUEM ESTÁ ISENTO DO SERVIÇO DO JÚRI?.....................................................18
EXISTEM PESSOAS QUE ESTÃO IMPEDIDAS DE ATUAR
NO SERVIÇO DO JÚRI?...................................................................................................19
COMO ALGUÉM É EFETIVAMENTE CHAMADO PARA SERVIR
COMO JURADO?...............................................................................................................19
É ADMISSÍVEL A RECUSA AO SERVIÇO DO JÚRI?...........................................20
O QUE SE ENTENDE POR SERVIÇO ALTERNATIVO?.......................................20
O QUE ACONTECE SE O JURADO RECUSAR A FUNÇÃO SEM
MOTIVO OU FALTAR INJUSTIFICADAMENTE À CONVOCAÇÃO?..........20
QUAIS SÃO OS DIREITOS DOS JURADOS?.........................................................20
QUAIS SÃO OS DEVERES DOS JURADOS?..........................................................21
QUAL A COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE SENTENÇA?..........................22
COMO SE DÁ O CONSELHO DE SENTENÇA NO PLENÁRIO?..................23
ALÉM DO JURADO, QUEM MAIS TRABALHA NA SESSÃO
DE JULGAMENTO?............................................................................................................23
QUAL O PAPEL DO PROMOTOR?.............................................................................23
QUAL O PAPEL DO ADVOGADO/DEFENSOR PÚBLICO?...........................24
QUEM É O RÉU?.................................................................................................................24
QUAIS SÃO OS PODERES DOS JURADOS?.........................................................25
QUAIS SÃO OS CUIDADOS QUE O JURADO DEVE TOMAR
DURANTE OS TRABALHOS?........................................................................................25
COMO SE DÁ A SESSÃO DE JULGAMENTO?.....................................................26
O QUE SÃO OS QUESITOS?.........................................................................................27
COMO O JURADO VOTA?.............................................................................................27
REFERÊNCIAS...............................................................................................................................28
MINISTÉRIO PÚBLICO - RO

APRESENTAÇÃO

Na ordem constitucional brasileira o Tribunal do Júri é


um órgão da cidadania, motivo pelo qual, no título dos Direitos e
Garantias Fundamentais, foi ele reconhecido dentre os direitos e deveres
individuais e coletivos (art. 5º, inciso XXXVIII).
Esta cartilha foi elaborada com o propósito de fornecer
informações essenciais sobre o Tribunal do Júri ao cidadão que foi
escolhido para exercer a função de jurado junto ao Poder Judiciário.
O objetivo central é ampliar a noção geral sobre o papel
fundamental – e constitucional – que o jurado desempenha na sessão
de julgamento, permitindo-lhe maior segurança na fixação de seu
convencimento, quais os limites de sua atuação e responsabilidade, o
que lhe é facultado fazer ou não no curso da sessão em plenário, bem
como outras informações de caráter técnico e jurídico que lhe darão
maior firmeza e consciência na análise do caso concreto.
De igual forma, essa cartilha mostra, de forma resumida,
qual a função de cada instituição envolvida nas causas submetidas ao
Tribunal do Júri, para que o cidadão convocado a exercer a função de
jurado saiba identificar corretamente qual o papel do Poder Judiciário, do
Ministério Público, da Defensoria Pública e dos advogados constituídos
nos julgamentos ali realizados.
Este é, em essência, um simples manual informativo que
leva ao cidadão leigo informações mínimas de conteúdo jurídico e
institucional, para que possa exercer sua cidadania com zelo e eficiência,
cumprindo com seu dever constitucional, e atuando com lisura e
independência em nome da sociedade que representa, e que nestes
casos é chamada a dar seu contributo na distribuição da Justiça Penal.

Airton Pedro Marin Filho


Corregedor-Geral do MP/RO

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QUEM É O JURADO?
Jurados são cidadãos maiores de 18 (dezoito) anos,
possuidores de notória idoneidade, que não estejam isentos (art. 437 do
Código de Processo Penal) ou impedidos (arts. 448 e 449 do Código de
Processo Penal).
O exercício efetivo da função de Jurado é tão importante
que:
• constitui serviço público relevante;
• estabelece presunção de idoneidade moral;
Assegura preferência, em igualdade de condições:
• nas licitações públicas;
• no provimento, mediante concurso, de cargo ou
função pública;
• nos casos de promoção funcional ou remoção
voluntária;
• nenhum desconto poderá ser feito dos seus
vencimentos ou salário, pelo comparecimento à sessão
do Júri.

Para bem exercitar a sua missão constitucional, os Jurados:
• ficam incomunicáveis enquanto durar o julgamento;
• precisam ficar atentos aos trabalhos realizados em
Plenário;
• podem formular perguntas, por intermédio do
Juiz-Presidente, para a vítima sobrevivente e as
testemunhas;
• podem requerer acareações;
• podem requerer reconhecimento de pessoas e coisas;
• podem requerer esclarecimento dos peritos;

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• podem requerer leitura de peças;


• podem pedir a quem estiver falando, por intermédio
do Juiz-Presidente, que indique a folha dos autos em
que se encontra a peça lida ou citada;
• podem pedir a quem estiver falando, por intermédio
do Juiz-Presidente, que preste esclarecimento de fato
que tiver alegado;
• devem dizer ao Juiz-Presidente, no final dos debates,
se estão prontos para julgar ou se precisam de outros
esclarecimentos;
• podem solicitar ao Juiz-Presidente o exame de todo o
processo e seus anexos, bem como dos instrumentos
do crime;
• podem solicitar ao Juiz-Presidente a dissolvição do
Conselho de Sentença, se a verificação de algum fato
essencial não puder ser imediatamente realizada;
• precisam votar com imparcialidade, de acordo com a
própria consciência e com os ditames da justiça;
• precisam lembrar que foram sorteados para representar
a sociedade no julgamento.

O QUE É O TRIBUNAL DO JÚRI?


A Constituição Federal (art. 5º, inciso XXXVIII) elenca o
Tribunal do Júri dentre os direitos e garantias fundamentais.
Por meio do Tribunal do Júri são julgados os crimes dolosos
contra a vida, ou seja, aqueles crimes em que o agente (infrator) tem
a intenção de praticar o crime, a vontade livre e consciente de obter
como resultado a morte de outra pessoa ou assume o risco de produzir
o resultado morte.
QUAIS OS VALORES DO JÚRI? 1
O Júri trata dos três maiores valores da humanidade,

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quais sejam: a vida (da vítima), a liberdade (do acusado) e a justiça (da
sociedade). Daí a importância da participação de membros da sociedade
nos julgamentos realizados.

VIDA E INTERPRETAÇÃO DA LEI 1


O direito à vida é garantido pelas normas de nosso País,
que a considera inviolável. Dessa forma, a vida, como o bem mais caro
do ser humano, merece a máxima proteção do Estado e da sociedade,
bem como merece ser respeitada por qualquer ser humano. A nenhum
membro da nossa sociedade é dado o direito de matar, seja a vítima
quem for, até o pior dos criminosos.
Assim, o jurado, como um dos responsáveis pela
ordem social, deve ser contrário à flexibilização da proteção da vida,
defendendo-a de forma intransigente, salvo nos casos em que estejam
plenamente preenchidos (comprovados) os requisitos que afastam a
incidência de pena ou do próprio crime para aquele que tirou a vida de
um semelhante (ex.: legítima defesa).

QUAL O SENTIDO DO JÚRI? 1


Os sete jurados sorteados representam toda a sociedade. É
a democratização da justiça criminal, que oportuniza aos membros da
comunidade local a decisão quanto à condenação ou não daqueles que
cometem crimes dolosos contra a vida.

QUAL A RESPONSABILIDADE DO JÚRI?


Os jurados têm uma responsabilidade muito grande
quando exercem a função de julgar. O Promotor de Justiça César Danilo
Ribeiro de Novais, do Ministério Público do Mato Grosso, menciona
que “os jurados têm responsabilidade moral para com o destino e os
problemas da sociedade. Têm a responsabilidade de escolherem em que
tipo de sociedade querem conviver. Ou seja, optam por duas espécies
de vida social: a que reverencia a vida e a paz ou a que é complacente
1
Novais, Cesar Danilo de. jus.com.br/revista/texto/14636/cartilha-do-jurado
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com a morte e o crime.”1

QUAL O SENTIDO PEDAGÓGICO DO JÚRI?


O jurado desenvolve um papel pedagógico, pois, por meio
de seu veredicto, ensina aos demais membros da sociedade qual o
modelo de conduta a ser seguido.

QUAL A FINALIDADE DO TRIBUNAL DO JÚRI?


O Tribunal do Júri tem como finalidade principal atender
aos imperativos da Justiça, sendo um direito fundamental do cidadão
brasileiro. É a garantia para todos os membros da sociedade de que não
haverá em nosso País nenhum tribunal de exceção, ou seja, ninguém
será julgado fora dos termos estabelecidos na Constituição Federal e nas
leis penais em vigor.

QUAL A COMPETÊNCIA DO JÚRI?


A competência do Tribunal do Júri é definida pelo
Código de Processo Penal no artigo 74, § 1º, sendo competente para
julgamento de pessoas que praticaram crimes dolosos contra a vida,
seja na modalidade consumada ou tentada, ou qualquer outro crime
que tenha conexão ou continência com um crime doloso contra a vida
(art. 78, I, do CPP).

QUAIS OS CRIMES DOLOSOS CONTRA A VIDA?


São os seguintes:
• Homicídio:
• Simples, art. 121 do Código Penal;
• Privilegiado, art. 121, § 1º, do Código Penal;
• Qualificado, art. 121, § 2º, do Código Penal;
1 NOVAIS, César Danilo Ribeiro de. Cartilha do Jurado. Jus Navigandi, Teresina, ano 14, n. 2471, 7 abril
2010. Disponível em http://jus2uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=14636. Acesso em 15 junho de 2010.

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• Induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, art. 122


do Código Penal;
• Infanticídio, art. 123 do Código Penal;
• Aborto provocado pela gestante ou com seu
consentimento, art. 124 do Código Penal;
• Aborto provocado por terceiro sem consentimento da
gestante, art. 125 do Código Penal;
• Aborto provocado por terceiro com consentimento da
gestante, art. 126 do Código Penal.

QUAL O CONCEITO DE HOMICÍDIO?


Homicídio é a eliminação da vida de uma pessoa praticada
por outra.

HOMICÍDIO DOLOSO OU CULPOSO


No Ordenamento Jurídico Brasileiro há duas figuras
de homicídio: o doloso e o culposo. Entretanto, o Tribunal do Júri é
competente apenas para julgar o Homicídio DOLOSO.
Doloso:
• Simples;
• Privilegiado;
• Qualificado.
Culposo:
• Simples;
• Qualificado.
O QUE É HOMICÍDIO DOLOSO?
Diz-se que o homicídio é doloso quando uma pessoa,

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intencionalmente, tira a vida de outra ou assume o risco de assim agir.


Pode ser:
1. Simples: Matar Alguém;
2. Privilegiado: Matar alguém impelido por motivo de
relevante valor social OU impelido por motivo de
relevante valor moral OU AINDA sob o domínio de
violenta emoção, logo após injusta provocação da
vítima.
3. Qualificado:
• Quando o homicídio é cometido mediante paga ou
promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
• Por motivo fútil;
• Com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia,
tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que
possa resultar perigo comum;
• À traição; de emboscada; ou mediante dissimulação
ou outro recurso que dificulte ou torne impossível
a defesa do ofendido para assegurar a execução, a
ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime.

O QUE É HOMICÍDIO CULPOSO?


Ocorre homicídio culposo quando o agente não queria
causar a morte nem assumiu o risco de produzi-la, mas dá causa a ela por
imprudência (comportamento de precipitação, ação afoita), negligência
(inobservância de conduta esperada, falta de cuidado) ou imperícia
(incapacidade, falta de habilidade específica para a realização de uma
atividade técnica ou científica, não levando o agente em consideração
o que sabe ou deveria saber). O agente não acredita que o resultado
morte poderia ocorrer.
Desta forma, por não haver o dolo na prática dessa
infração penal, a competência para julgamento é do Juízo Singular, ou

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seja, aquele em que a decisão é proferida apenas pelo Juiz. Tal decisão
também é conhecida como monocrática.

O QUE É HOMICÍDIO TENTADO OU CONSUMADO?

O homicídio é tentado quando a vítima sobrevive.


Nesse caso, a conduta do acusado era apta a causar a
morte, mas, por circunstâncias alheias à vontade do agente, a vítima não
morre.
Quando a conduta do acusado causa a morte da vítima,
dizemos que o homicídio está consumado.

RITO ESPECIAL DO JÚRI

QUAL O RITO PROCESSUAL PARA O JULGAMENTO DOS CRIMES


DOLOSOS CONTRA A VIDA?
Bifásico, com duas etapas distintas, chamadas de:
1ª fase - Juízo de acusação: é a fase compreendida entre
a denúncia e a sentença de pronúncia (sentença em que o Juiz decide
submeter o acusado ao Júri Popular), quando são verificados os
elementos que ensejam o encaminhamento para o Tribunal do Júri ou
não.
É necessária a presença de indícios suficientes de autoria
e prova da materialidade do fato, ou seja, de sua ocorrência. Essa fase
também é conhecida como Sumário da Culpa, podendo ao seu final
o acusado ser absolvido ou o crime ser desclassificado, ou seja, não ser
considerado homicídio doloso consumado ou tentado.
2ª fase – Juízo de Mérito: nessa fase, os fatos serão
apreciados pelos jurados, sob a coordenação do Juiz-Presidente

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do Tribunal do Júri. Também é conhecida como judicium causae,


compreendida entre a sentença de pronúncia e a sentença final
proferida pelo Conselho de Sentença (jurados).

O QUE É A SENTENÇA DE PRONÚNCIA?


Chama-se “Sentença de Pronúncia” a decisão do Juiz que
encaminha o acusado ao julgamento pelo Tribunal do Júri.

O QUE É A DECISÃO DE IMPRONÚNCIA?


É a sentença pela qual se encerra o processo. Ocorre
quando o Juiz não verificar a existência da prova da materialidade ou
indícios suficientes de autoria. A impronúncia encerra a 1ª fase – Juízo
de acusação, não inaugurando a 2ª fase – Juízo de Mérito.

O QUE É A SENTENÇA DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA?


É a constatação pelo Juiz de que:
• O fato não ocorreu;
• O reú é inocente;
• O fato não constitui crime;
• Está presente uma causa de isenção de pena ou
exclusão do crime.
Nesses casos, o réu deverá ser absolvido sumariamente,
pelo próprio Juiz de Direito, que nem mandará o caso para júri.

O QUE É A DESCLASSIFICAÇÃO?
É a constação pelo Juiz de que há um crime, mas esse
crime não é da competência do tribunal do júri. Exemplo: lesão corporal
seguida de morte, latrocínio.
Nestes casos, o Juiz remete os autos do processo ao Juiz

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competente para apreciação e julgamento.

QUANDO SE INICIA A 2ª FASE DO RITO ESPECIAL DO JÚRI?


A segunda fase do rito do Júri, Juízo de Mérito, só será
iniciada se houver pronúncia do acusado em crime doloso contra a vida.

DA ORGANIZAÇÃO DO JÚRI

QUAL A COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL DO JÚRI?


O Tribunal do Júri compõe-se de um Juiz, que é seu
presidente, e vinte e cinco jurados, que serão sorteados dentre os
alistados, sete dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada
sessão de julgamento, por reunião periódica.

O QUE FAZ O JUIZ-PRESIDENTE?


O Juiz-Presidente é o responsável por conduzir a sessão
de julgamento, decidindo todas as questões estritamente técnicas e
práticas, bem como redigindo a sentença ao final e aplicando a pena ao
condenado, mantendo a ordem dos trabalhos durante o jugalmento e
garantindo a isenção dos jurados e o respeito à urbanidade pelas partes.

POR QUE O JURADO É CHAMADO DE “JUIZ LEIGO”?


O jurado é chamado de “juiz leigo” porque dele não se
exigem conhecimentos jurídicos, ou seja, não é pré-requisito que seja
bacharel em Direito para desempenho das funções perante o Tribunal
do Júri.
QUEM PODE SER JURADO?
Pode ser jurado quem preencher os seguintes requisitos:

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• Ser cidadão brasileiro nato ou naturalizado (que esteja


no gozo dos direitos políticos);
• Maior de 18 anos;
• O surdo com aparelho auditivo.
O jurado é o representante da sociedade. Quando investido
na função, decide em nome dos demais.
Normalmente, o Juiz solicita às entidades de classe e de
ensino, repartições públicas e associações que forneçam listas de
pessoas a elas vinculadas, afim de que possam ser credenciadas como
jurados.
Ao final de cada ano, o Juiz-Presidente elabora uma lista
geral de pessoas que poderão servir como jurados no ano seguinte.
O jurado deve ser alguém com alguma experiência de
vida, que conheça o contexto da sua cidade e região, sendo sua decisão
de grande relevância sociojurídica, produzindo efeitos imediatos na
sociedade.

QUEM ESTÁ ISENTO DO SERVIÇO DO JÚRI?


De acordo com o artigo 437 do Código de Processo Penal,
são isentas do serviço do júri as seguintes pessoas:
• Presidente da República e os Ministros de Estado;
• Governadores e seus respectivos Secretários;
• Membros do Congresso Nacional, das Assembleias
Legislativas e das Câmaras Distrital e Municipais;
• Prefeitos Municipais, Magistrados e membros do
Ministério Público e da Defensoria Pública, servidores
do Poder Judiciário, do Ministério Público e da
Defensoria Pública;
• Autoridades e os servidores da polícia e da segurança
pública, militares em serviço ativo;

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MINISTÉRIO PÚBLICO - RO

• Pessoas maiores de 70 (setenta) anos que requeiram


sua dispensa;
• Aqueles que o requererem, demonstrando justo
impedimento.

EXISTEM PESSOAS QUE ESTÃO IMPEDIDAS DE ATUAR NO


SERVIÇO DO JÚRI?
São impedidos de atuar no mesmo Conselho de Sentença
as seguintes pessoas:
• Marido e mulher;
• Ascendente e descendente;
• Sogro e genro ou nora;
• Irmãos e cunhados, durante o cunhadio;
• Tio e sobrinho;
• Padrasto, madrasta ou enteado;
• Pessoas que mantenham união estável reconhecida
como entidade familiar.
As regras de impedimento estão dispostas nos artigos 448
e 449 do Código de Processo Penal, e consistem em evitar que pessoas
vinculadas umas às outras por relações de parentesco ou convivência
atuem perante o Tribunal do Júri, a fim de garantir a imparcialidade no
julgamento.

COMO ALGUÉM É EFETIVAMENTE CHAMADO PARA SERVIR


COMO JURADO?
Primeiramente, a pessoa deve constar na lista geral
elaborada pelo Poder Judiciário. Em seguida, o Juiz sorteará 25 pessoas
que vão efetivamente ser convocadas para a reunião periódica do
Tribunal do Júri.
Atualmente, a pessoa pode ser convocada por qualquer

Cartilha do Jurado 19
MINISTÉRIO PÚBLICO - RO

meio idôneo, como carta, telefonema, oficial de justiça e até por e-mail.
Uma vez incluído na lista geral, é dever do cidadão acatar o chamamento
judicial, comparecendo ao julgamento a que for sorteado, pois o serviço
do júri é obrigatório, assim como o voto nas eleições.

É ADMISSÍVEL A RECUSA AO SERVIÇO DO JÚRI?


Sim. Quando a recusa se fundar em convicção religiosa,
filosófica ou política, importando assim no dever de prestar serviço
alternativo, sob pena de suspensão dos direitos políticos, enquanto não
prestar o serviço imposto.

O QUE SE ENTENDE POR SERVIÇO ALTERNATIVO?


É o exercício de atividades de caráter administrativo,
assistencial, filantrópico ou mesmo produtivo, no Poder Judiciário, na
Defensoria Pública, no Ministério Público ou em entidade convencionada
para esses fins.

O QUE ACONTECE SE O JURADO RECUSAR A FUNÇÃO SEM


MOTIVO OU FALTAR INJUSTIFICADAMENTE À CONVOCAÇÃO?
Ao jurado que, sem motivo justificado, recusar a função,
faltar injustificadamente à convocação ou retirar-se antes de ser
dispensado pelo Presidente, será aplicada multa de 1 (um) a 10 (dez)
salários mínimos, a critério do juiz, de acordo com a sua condição
econômica.

QUAIS SÃO OS DIREITOS DOS JURADOS?


• Nenhum desconto será feito nos vencimentos dos
jurados sorteados que comparecerem às sessões do
Júri. Para tanto, terá direito a certidão que comprove
seu comparecimento;
• O exercício efetivo da função de jurado constituirá

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MINISTÉRIO PÚBLICO - RO

serviço público relevante, estabelecerá a presunção de


idoneidade moral;
• Preferência, em igualdade de condições, nas licitações
públicas e no provimento, mediante concurso, de
cargo ou função pública, bem como nos casos de
promoção funcional ou remoção voluntária;
• O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença
nos 12 (doze) meses que antecederem a publicação da
lista geral fica dela excluído;
• Além desses direitos, o cidadão dispõe de garantia
subjetiva de não ser excluído da lista de jurados em
virtude de cor ou etnia, raça, credo, sexo, profissão,
classe social ou econômica, origem ou grau de
instrução.

QUAIS SÃO OS DEVERES DOS JURADOS?


O serviço do Júri é obrigatório. O jurado deve:
• Obedecer às intimações, só apresentando escusas por
motivos justos;
• Comparecer às sessões para as quais foi intimado,
não se retirando antes da formação do Conselho de
Sentença;
• Declarar-se impedido, nos casos legais e de consciência;
• Conservar-se incomunicável desde o momento em
que se constitui o Conselho de Sentença, seja com
os assistentes, seja com os funcionários do Tribunal,
podendo somente dirigir-se ao Presidente por ofício
ou em voz alta perante o público;
• Prestar o compromisso legal, com sinceridade e firmeza,
mostrando compreender a alta responsabilidade que
assume;

Cartilha do Jurado 21
MINISTÉRIO PÚBLICO - RO

• Assistir atentamente aos trabalhos do plenário e


requerer o que for conveniente para a elucidação do
processo;
• Responder, mediante as formalidades legais, os
quesitos propostos e requerer algum outro que
entenda de importância;
• Proceder, enfim, com precaução e critério; não deixar
transparecer as impressões que sua consciência for
sofrendo, nem revelar o sigilo do veredicto.

QUAL A COMPOSIÇÃO DO CONSELHO DE SENTENÇA?


O Conselho de Sentença é formado por um grupo de sete
jurados sorteados para cada sessão de julgamento. Os sete integrantes
do Conselho de Sentença são Juízes de fato.
O jurado pode, a qualquer momento, durante os
debates ou depois deles, por intermédio do Juiz, pedir ao orador, ao
Promotor de Justiça ou ao advogado, que indique a folha dos autos
onde se encontra a peça (laudo, depoimentos, etc.) por ele lida ou
citada.
Pode ainda fazer perguntas às testemunhas, por meio
do Juiz, requerer que o Juiz interrogue novamente o réu, que realize
acareações, solicitar diligências, valendo-se de quaisquer recursos que o
conduza a um juízo preciso a respeito da decisão a ser tomada.
O Jurado decide com própria convicção pela inocência ou
pela culpa do réu, depositando em uma pequena urna a cédula com a
resposta SIM ou NÃO para as questões que lhe são propostas.
O Juiz que ali está vela pela ordem e pela normalidade dos
atos, mas quando ao final proferir a sentença, estará condicionado ao
que tiver sido decidido pelos jurados.
COMO SE DÁ O CONSELHO DE SENTENÇA NO PLENÁRIO?
Após ser composto o Conselho de Sentença, os sete
jurados ficam incomunicáveis, ou seja, não podem mais conversar com

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MINISTÉRIO PÚBLICO - RO

pessoas de sua família ou estranhas até o término do julgamento.


Também não podem conversar entre si sobre o processo
em julgamento, tampouco falar de casos similares, porque em nosso
País, cada jurado julga individualmente, sem consulta ou troca de ideias
com os demais colegas jurados.
O julgamento em plenário se inicia após os sete jurados
prestarem o compromisso de julgar o caso, com imparcialidade, dentro
dos ditames da Justiça.

ALÉM DO JURADO, QUEM MAIS TRABALHA NA SESSÃO DE


JULGAMENTO?
Várias pessoas. Haverá o Juiz-Presidente, o Promotor de
Justiça, o Advogado ou Defensor Público, assistente de acusação,
testemunhas, vítima sobrevivente, oficiais de justiça, funcionários do
Poder Judiciário e policiais.
Cada uma dessas pessoas tem uma função específica.
É possível dizer que o objetivo de cada um é fazer com
que o jurado possa trabalhar com serenidade e segurança, até o fim da
sessão de julgamento.

QUAL O PAPEL DO PROMOTOR?


O Promotor de Justiça que atua no Júri é o membro
do Ministério Público, defensor dos interesses da sociedade. De
acordo com a Constituição Federal, o Ministério Público é Instituição
permanente, cujas funções são, por excelência, essenciais à Justiça.
O Promotor de Justiça, como fiscal da aplicação da Lei e
da prestação jurisdicional, não serve apenas para acusar, apesar de ser o
Ministério Público o titular da ação penal pública.
O Promotor empenha esforço visando a condenação do
réu, nos casos de provas suficientes para a condenação. Desta forma,
sua ação é em prol da sociedade, que é a maior beneficiada pela ação do

Cartilha do Jurado 23
MINISTÉRIO PÚBLICO - RO

Ministério Público, tendo em vista que interesses coletivos como ordem


pública, segurança e justiça estão sendo preservados.
Por outro lado, o interesse individual também é alvo
da ação do Ministério Público. Ainda que seu papel originário seja de
acusação, o Promotor de Justiça deverá pleitear a absolvição do réu, caso
entenda cabível por falta de provas ou qualquer outra circunstância de
fato ou de direito relevante para tal medida.
Assim, direitos fundamentais como liberdade, integridade
física e justa prestação jurisdicional que assistem ao réu devem ser
tutelados pela ação do Promotor de Justiça que atua perante o Tribunal
do Júri.

QUAL O PAPEL DO ADVOGADO/DEFENSOR PÚBLICO? 2


O advogado é o profissional do direito regularmente
inscrito na OAB. Já o Defensor Público é o membro da Defensoria
Pública do Estado responsável pela defesa das pessoas que não
possuem condição financeira para contratar um advogado ou que
deixaram de fazê-lo. Esses profissionais são responsáveis pela exposição
das teses defensivas e pela contraposição aos argumentos da acusação.

Em resumo, o Advogado e o Defensor Público devem atuar de


modo a garantir à pessoa processada o respeito às suas garantias
individuais, a defesa plena e o processo justo, buscando conferir aos
cidadãos a melhor posição possível, conforme as provas do processo.

QUEM É O RÉU?
O réu é a parte interessada no deslinde da causa, a quem
supostamente é atribuída a prática de fato criminoso descrito pela
norma penal como crime doloso contra a vida. Embora representado
por seu defensor, tem ele, no processo criminal, a possibilidade de
atuação pessoal.
Assim, o Juiz-Presidente não deve descuidar, em momento
2 Trecho elaborado pelo Dr. José Francisco Cândido - Defensor Público-Geral do Estado de
Rondônia.

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algum, da autodefesa durante as sessões do Tribunal do Júri.

QUAIS SÃO OS PODERES DOS JURADOS?


Enquanto Juiz de Fato que é, o jurado pode e deve ter
participação ativa nos trabalhos. Ele deve analisar o conjunto de fatos
relatados no processo e decidir, através da reflexão íntima, se esses
fatos aconteceram ou não desta ou daquela maneira, e se a pessoa sob
julgamento é ou não responsável de alguma forma por esses fatos.
Por conta disso é que a lei autoriza os jurados a fazerem
perguntas à vítima, testemunhas, peritos, acusado, embora por
intermédio do magistrado presidente. O jurado poderá ainda solicitar
que sejam feitas acareações e reconhecimento de pessoas e coisas;
solicitar vistas dos autos; pedir que lhe sejam mostrados documentos,
laudos, papéis e peças processuais; inspecionar instrumentos do crime;
sanar dúvidas acerca de algum ponto da exposição do promotor e do
advogado; perguntar o significado e consequências das respostas aos
quesitos.
O ponto crucial é sanar todas as dúvidas antes de votar.

QUAIS SÃO OS CUIDADOS QUE O JURADO DEVE TOMAR


DURANTE OS TRABALHOS?
O jurado deve ser isento e imparcial. Ele não pode declarar,
direta ou indiretamente, a forma como pretende votar.
Assim, em toda intervenção que fizer, deverá dirigir-se
unicamente ao Juiz-Presidente, solicitando que ele atenda seu pedido,
sem adiantar a sua tendência de julgamento.
Deve informar ao Juiz toda e qualquer influência que
perceba ou sofra no Conselho de Sentença por parte de espectadores
da plateia, do réu, ou de qualquer outra pessoa.
COMO SE DÁ A SESSÃO DE JULGAMENTO?
A lei prevê que os julgamentos pelo Tribunal do Júri se

Cartilha do Jurado 25
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realizem em audiência pública. Após o compromisso dos jurados,


inicia-se a entrega da cópia da sentença de pronúncia ou decisões
posteriores e o relatório do processo. Em seguida, tomam-se, se possível,
as declarações do ofendido e inquirição das testemunhas arroladas pela
acusação.
O compromisso feito pelo jurado na sessão de julgamento
deve obedecer ao disposto no artigo 472 do Código de Processo Penal.
Deverá ser tomado pelo Juiz-Presidente do Tribunal do Júri da seguinte
forma:
“Em nome da lei, concito-vos a examinar esta causa com
imparcialidade e a proferir a vossa decisão de acordo com a vossa
consciência e os ditames da justiça.”
Os jurados, nominalmente chamados pelo presidente,
responderão:
“Assim o prometo.”
Os jurados e as partes podem pedir acareações,
esclarecimentos de peritos e a leitura de peças antecipadas ou não
repetíveis. A seguir será o réu interrogado. Depois, iniciam-se os debates,
falando primeiro o Promotor de Justiça até por uma hora e meia. Na
sequência, em igual tempo, fala o Advogado de defesa.
Após a fala do Defensor, se o Promotor quiser fazer uso
da palavra novamente, terá uma hora para fazer a réplica, e depois o
Advogado faz tréplica em tempo igual. Encerrados os debates, os jurados
são perguntados pelo Juiz-Presidente se estão habilitados a julgar. Se a
resposta for sim, o Juiz-Presidente lê os quesitos e convida os jurados a
se dirigirem à sala secreta para julgarem.
Se houver mais de um acusado, o tempo para acusação e
defesa será aumentado em uma hora, elevado ao dobro o da réplica e
da tréplica.

O QUE SÃO OS QUESITOS?


Os quesitos são as perguntas escritas sobre o fato criminoso

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em debate e outras circunstâncias essenciais ao julgamento, pelas quais


os jurados podem decidir a causa, através de respostas monossilábicas
- SIM ou NÃO.

COMO O JURADO VOTA?


A votação é feita através de pequenas cédulas de cartolina
dobráveis. Cada jurado recebe duas, uma contendo a palavra “SIM”
e outra, a palavra “NÃO”. Imediatamente após as perguntas, o jurado
depositará a cédula representativa do seu voto numa espécie de sacola,
passada pelo oficial de justiça, descartando a outra cédula numa outra
sacola passada em seguida.
O voto válido será colocado sempre na primeira
sacola.
Contabilizando os votos, chega-se à resposta do Conselho
de Sentença e, por fim, ao veredicto final. É importante ressaltar que
a contabilização dos votos é interrompida quando se atinge a maioria,
salvo quando há empate de 3x3, sendo imprescindível verificar a sétima
cédula.
Esse procedimento visa garantir o sigilo da convicção do
jurado, expressa no voto.
Assim, diante das informações expostas nesta cartilha,
espera-se que o cidadão jurado tenha mais tranquilidade, segurança
e consciência, despertando na sociedade o senso de justiça e
desmistificando alguns conceitos existentes em torno dessa nobre
função, indispensável à democracia e à aplicação irrepreensível da
Justiça.

REFERÊNCIAS

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MINISTÉRIO PÚBLICO - RO

NOVAIS, César Danilo Ribeiro de. Cartilha do Jurado. Jus


Navigandi, Teresina, ano 14, n. 2471, 7 abril 2010. Disponível em http://
jus2uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=14636. Acesso em 15 junho de
2010.

Site do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Cartilha do


Jurado. Disponível em http://portal.tjpr.jus.br/web/juri/cartilha_jurado.
Acesso em 15 junho de 2010.

Site do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina.


Disponível em http://tjsc5.tj.sc.gov.br/juradovoluntario/docs/cartilha.
htm. Acesso em 15 de Junho de 2010.

Contribuição do Dr. José Francisco Cândido - Defensor


Público-Geral do Estado de Rondônia.

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