Você está na página 1de 10

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ-

CURITIBA

DIREITO PENAL DO INIMIGO


GÜNTHER JAKOBS

Geovanna Samantha de Souza


DIREITO PENAL DO INIMIGO
TEORIA DO DELITO
• Para que serve o direito penal?

• CAUSALISMO- Von Lizst: o crime • FUNCIONALISMO: Roxin-moderado:


dividido em duas partes: objetiva O Direito Penal serve para tutelar e
(tipicidade e antijuridicidade) e subjetiva regrar a vida social, tutelar de bens
(culpabilidade). jurídicos. O Direito Penal deve ser
• NEOKANTIANISMO: reconstruiu todas entendido e interpretado em
as categorias do delito segundo a conjugação com a política criminal,
perspectiva da filosofia dos valores. com seus princípios.
• FINALISMO- Welzel: partia de duas • CONSTITUCIONALISMO: Luiz Flávio
premissas- a ação é finalista; -a Gomes. Agrega à teoria da tipicidade
culpabilidade é puramente normativa; três novos requisitos: a) imputação
dolo e culpa passaram a compor a objetiva da conduta; b)resultado
tipicidade. jurídico relevante; c)imputação
• O que é o direito penal? objetiva desse resultado.
DIREITO PENAL DO INIMIGO
• Funcionalismo Radical ou Normativista: O Direito Penal deve
“proteger a norma”.
• GÜNTHER JAKOBS – Primeira exposição pública do Direito
Penal do Inimigo aconteceu em Frankfurt em 1985.
DIREITO PENAL DO INIMIGO
• Hegel: sustenta a tese de que a ordem jurídica é a manifestação da vontade geral.
• “pena é a negação da negação do direito” – manutenção da vigência do contrato social.
• Niklas Luhmann: Teoria dos sistemas
• Direito é uma estrutura que sustenta a sociedade, norma é generalização de
expectativas.
• EXPECTATIVAS: COGNITIVAS E NORMATIVAS. – frustração.
• Cognitivas: mudança de comportamento do homem- natureza.
• Normativas: expectativa contrafática: O ESTADO garantirá que tudo continue na
normalidade, aplicação de sanções. – homem.
DIREITO PENAL DO INIMIGO
• JAKOBS. teoria da prevenção geral positiva- ele trata a pena como prevenção. O que o
direito penal protege não é bem jurídico, mas sim as expectativas normativas. O bem
jurídico que se quer proteger não é dano potencial a vida, patrimônio, quer-se proteger a
vigência da norma que é violada quando um crime é cometido.
• Ex.: tentativa de homicídio.

• ‘ NÃO VIOLE O SEU PAPEL DE CIDADÃO DE DIREITO, NÃO VIOLE A VIGÊNCIA DA


NORMA’
DIREITO PENAL DO INIMIGO
BASES CONTRATUALISTAS

• Rousseau: ”o malfeitor que ataca o direito social, deixa de ser membro do estado” (perde
a condição de indivíduo).
• (…) qualquer malfeitor, atacando o direito social, pelos seus crimes torna-se rebelde e
traidor da pátria, deixa de ser um seu membro ao violar suas leis e até lhe move guerra. A
conservação do Estado é então incompatível com a sua, sendo preciso que um dos dois
pereça, e, quando se faz que um culpado morra, é menos como cidadão do que como
inimigo (ROSSEAU, 1973, p. 58).
• PARA ROUSSEAU E FICHTE TODOS OS CRIMINOSOS SÃO INIMIGOS DA
SOCIEDADE, JUSTIFICANDO SUA EXCLUSÃO SOCIAL.
• Hobbes: exclui o indivíduo do contrato social, mas mantém a condição de cidadão.
• Kant: “Quem não se deixa obrigar pela constituição cidadã será tratada como inimigo e
não como cidadão”.
• HOBBES E KANT: NECESSIDADE DE DIFERENCIAÇÃO ENTRE CRIMINOSOS
COMUNS E CRIMINOSOS INIMIGOS.
DIREITO PENAL DO INIMIGO

• DIREITO PENAL DO CIDADÃO: As pessoas cometem crimes e erros; pessoas que


delinquem, o Estado espera elas agirem para aplicar pena e reafirmar a estrutura
normativa social. Para elas existem o Direito Penal do cidadão.

• DIREITO PENAL DO INIMIGO: Existem pessoas que querem destruir o ordenamento


jurídico e o Estado não pode as tratar como cidadãos, o Estado não pode esperar que
elas ajam, elas devem ser interceptadas PREVIAMENTE. ‘O INIMIGO TEM QUE SER
NEUTRALIZADO’.
DIREITO PENAL DO INIMIGO

• Exclusão do inimigo;
• QUEM SÃO? Pessoas que participam de crimes organizados, terrorismos, criminosos
sexuais e imigrantes ilegais.
• JESUS MARIA SILVA SÁNCHES. – reincidência, habitualidade, profissionalismo delitivo e
organizações delitivas.
• O Direito Penal do Inimigo deve ser mais severo, deve ter características e princípios
próprios.
DIREITO PENAL DO INIMIGO
• Medidas penais: Aumento na incriminação de atos preparatórios;
• Agravação das penas criminais independentemente de qualquer proporcionalidade e
ponderação;
• Numerosas leis que se denominam leis de combate, leis de luta.
• Medidas processuais penais: restrição de garantias e direitos processuais aos
imputáveis;
• alargamento dos prazos de prisão preventiva;
• ampliação dos prazos de prisão de detenção policial para fins investigatórios;
• previsão de crimes sem nenhum motivo;
• normas de direito penitenciário que limitam a concessão de benefícios aos reclusos.
DIREITO PENAL DO INIMIGO
TEMA ATUAL?
• Em Atenas, Drácon (legislador) que recebeu poderes extraordinários em 621 antes de
cristo, estabeleceu a pena de morte aos inimigos de Atenas.
• Direito Romano: não se reconhecia o status de pessoa para quem praticasse o
perdoenio-traição a pátria-, inimigo; pena de morte-mediante fustigação e decapitação
com machado.
• Direito Medieval: Ordenações portuguesas, Afonsinas, Manuelinas e Filipinas- delitos
praticados por inimigos- pena de morte. – hereges, apóstatas, feiticeiros e os que
cometiam crimes de lesa-majestade.
• Regimes totalitários, usaram Direito penal para justificar a eliminação de inimigos, de
judeus e não arianos no caso do Nazismo.